O DIÁRIO
- 01
Reduto dos opressores
Lamentação e súplica. Do fiel providente que luta contra um reduto de opressores. Salmo. De Flávio. Em 19/03/2008 - 02:46
Benção Pai,
Não julgo imperfeitas as manhãs.
Apenas o sol não brilhou.
O furor e a infâmia cobrem cedo
e não permite passar os raios do ardor.
As lágrimas secam antes de cair.
Nem clamor, nem lástimas se sustentam
em meio tanta desilusão.
Talvez a terra almeje os ossos
depois que tornarem pó…talvez!
Tem olhos enérgicos que me circundam,
são como leões famintos que rugem.
Tenebrosos, conflagram como brasas,
ardentes, a fim de me ultrajar.
Quem ousa esbravejar sua clemência
na treva hedionda e sombrio?
Abrutes é tudo que ainda vejo e,
remanescentes vestes brancas,
manchadas com sangue de justos
caídos na lama da solidão.
Cobertos de mácula, imundícies
e restos de jactância – eis a corja.
Indóceis e insolentes opressores.
Rastejam como serpentes venenosas
sobrevivendo do pó da terra,
onde os micróbios aguçam seu paladar.
Manando veneno e hostilidade,
ambicionando a qualquer custo dar o bote,
afim de postergar a avidez do servidor,
aprisionando-os em seu sórdido cárcere.
Mentecaptos dissolutos.
Será desmoralizada sua conduta ardil,
por serem alto-suficientes
e agir com procedência antagônica;
Raças de víboras insalubres.
Penoso é para vocês recalcitrar contra os grilhões.
Pois, como poderão escapar da sentença justa?
Vermes insanos,
que por onde passam ou tocam
são capazes de causar malogro e putrefação.
Como pretenderão fugir ou,
em qual lugar poderão se esconder,
quando a voz poderosa os arguir,
já que o mundo também é uma prisão?
Oxalá, o novo tempo está por vir!
E quando se aproximar à verdade,
sua sobrepujante luz os segará
e endurecerá seus corações.
Assim será para que não se redimam
e por onde puseram entraves,
aí também existirá trôpego.
Então haverá pranto e ranger de dentes
e na mesma proporção, contristamento.
Deus acolhe o clamor dos justos
mais rejeita as súplicas dos insensatos.
Faz justiça aos humildes
mais condena os soberbos.
Tem em uma de suas mãos o sétimo selo,
por ter aberto o livro da vida.
O seu projeto está em vigor
e está sendo realizado cotidianamente
e será cumprido após sua vinda.
Na outra mão segura um turíbulo.
Prostrem e pasmem quando a trombeta tocar.
Pois ele recebeu uma grande quantidade de incenso
para ser oferecido, juntamente com as orações dos fiéis,
sobre seu altar que está diante de seu trono.
O clamor dos fiéis tem poder, de tal forma que,
até o céu silencia, quando, da mão do Anjo,
faz subir até Deus a fumaça do incenso
com as orações dos fiéis.
E quando o Anjo pegar o turíbulo
e enchê-lo com o fogo do altar;
e atirá-lo sobre a terra, então,
verão a gravidade do que vai acontecer
com essas pessoas que se rebelam com suas más atitudes,
conspirando contra Deus e seus princípios.
Assim como Deus agiu no passado,
ele age no presente
e vai agir no futuro
para julgar o mal e instaurar o bem.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
Deus não dorme, nem vira sua face contra os seus:
por isso usa os humildes
para confundir os que se julgam sábios.
Porque a sabedoria do homem
está em observar seus preceitos
e não na condição de vantagens;
São seus preceitos que nos dá a liberdade.
Por isso os humildes são mais astuciosos,
porque embora não tenham vantagens,
continuam observando os preceitos de Deus:
Eles podem aprisionar nosso corpo
mais nossa alma está livre
e vai a onde quiser.
Astuto é aquele que consegue ver
o que está obscuro à luz da verdade,
pois, é a verdade que o liberta
e não a fuga da condição que o aprisiona.
Qual alma encontrará descanso
se não se abster desse mundo miserável
que faz priorizar o que é superfluidade
e despressurizar o que é primário?
Nos condicionando as amarras, ao apego às futilidades,
à escravidão, ao pecado, à morte.
Mantenedores de uma ordem social injusta
que usurpa o lugar de Deus,
usando o poder para seus próprios interesses e privilégios
e não torna presente e visível a ação de Deus
que liberta do sofrimento os desfavorecidos,
para fazê-lo viver com dignidade e direito.
Qual será o julgamento para vós?
A autoridade é integra
quando reflete a própria integridade de Deus;
se a autoridade serve realmente a Deus e ao povo,
ela se torna invencível: pode ao mesmo tempo,
contar com o apoio de Deus
e com a credibilidade e apoio do povo.
Então, quem os apoiam?
Ora, a verdadeira autoridade consiste em declarar a culpa
de uma estrutura criada pelos injustos.
Mas, quem declarou?
Nem sempre a autoridade administra com justiça,
mas, somente quem é justo delega com autoridade.
Deus é justo!
O justo, porém, renova a confiança e não desanima:
tem sua vida sustentada por Deus,
que lhe dá coragem diante dos oponentes
para denunciar a grande arma dos injustos:
a de acusar e condenar os inocentes
que lhes atrapalham os planos perversos.
Deus não é neutro:
Quem espera sua justiça,
a recompensa é maior que daqueles
que as fazem com as próprias mãos.
Portanto, eu te amo, Pai.
E não me importa se me acusam sem razão,
esta é a única forma de provar
que te amo verdadeiramente:
amar incondicionalmente meu próximo,
mesmo que não enxerguem à luz da razão.
O Senhor que vê o íntimo da verdade já me justificou,
porque a humildade do teu servo já os perdoou.
Por isso fui humilhado, uma vez que os perdoei,
ainda que condenado injustamente.
Mais penetrado no sentimento de minha miséria,
nunca me humilharão tanto quanto
eu mesmo me humilhei em meu coração.
Se o Senhor que é perfeito
se humilhou em vós mesmo por amor a nós,
quanto mais eu, ciente do meu nada,
também devo me humilhar, imitando a vós,
modelo de toda a perfeição e humildade!
Se não dessa forma, por qual seria?
Pois, o que mais me perturbaria,
seria o orgulho que não pode suportar ser repreendido.
Mais o humilde não se encoleriza, não se intimida,
não se comove para que nada altere o sossego de sua alma,
pois, não há sossego para aquele que o não encontra em si.
Procuro fazer bem todas as coisas,
e sobre todas as coisas procuro colocar primeiro o meu amor.
Mais nem sempre consigo fazer o bem que eu quero,
Mas acabo fazendo o mau que não quero.
Então meu coração se desconsola,
e fico abatido pela tristeza,
mais minha vontade de acertar
é maior que minha inclinação para errar.
Por isso, examino sempre os erros que cometi
e o bem que muitas vezes deixei de fazer.
Porque quero ter sempre minha alma transparente
e meu coração puro,
suspirar sucessivamente pelas coisas eternas
e compreender perfeitamente
o que o espírito de verdade me diz no coração,
e não me submeter com descontentamento
às necessidades terrenas.
Esse é o único caminho que me leva a ti,
fora do qual só há extravio e perdição. Amém!
[ Por Flávio Souza ]
COMUNIDADE INTERVENÇÃO DIVINA
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O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.
Salmos 124, 8 | Romanos 8, 38-39
- 02
O princípio da solidariedade
Do amabilíssimo e afável íntimo. Para o sublime amigo e póstumo Senhor Jesus Cristo. Salmo. De Flávio. Em 24/03/2008 - 22:49
Em Deus todos somos irmãos,
com os mesmos direitos e deveres.
Pois amar ao próximo é amar a Deus.
E está acima de qualquer outro mandamento
e de qualquer outra condição.
Disciplinar o entendimento para este fim,
é imprescindível – principio eterno.
Qualquer outra coisa é suprema fugacidade.
Porque, “quem não vive para servir não serve para viver”.
Muito faz quem muito ama e
faz bem quem faz mais ao bem comum
que à sua própria vontade.
Pois, então diga o contrário?
Na verdade, tudo é efêmero!
O perigo está em perder o sentido da vida.
Quando isso acontece todas as coisas perdem o significado.
A vida se torna repetição monótona e enfadonha,
sem motivação nenhuma.
Saber discernir os momentos é a chave do segredo.
Mas, quem o sabe?
A verdade é que há um momento para tudo.
Mais uma coisa não tem tempo, nem momento: a amizade!
Talvez segredo! Mas, existe a chave!
Mais quem a possui?
A todo custo, tentamos dominar a vida,
que nos escapa numa série de tempos diverso.
Só Deus tem a visão do conjunto da vida.
Só Ele conhece de antemão todos os momentos.
Ansiamos pela plenitude e desejamos realizá-la.
Isso, porém, fica-nos limitado aos momentos
que para nós são todos incertos.
Cabe-nos então aceitar o momento presente
como dom de Deus, e termos discernimento
para fazer a coisa certa no momento certo.
Esta é a chave! E está com Deus!
Amigar é uma concepção de vida.
E acontece nos momentos que se sucedem.
Se quisermos tomar posse da chave
que nos permite abrir as portas de uma amizade,
ela está com Deus!
Deveremos procurá-lo no momento que foge,
isto é, no momento presente.
Assim, o único e verdadeiro relacionamento com Deus
é a única forma concreta de amor ao próximo – a amizade –,
que acontece aqui e agora.
O resto é pesar e pré-ocupação.
A vida humana está cercada de limitações:
onde há amor, há ódio; onde há justiça, há injustiça;
onde há perdão, há condenação...
A opressão e a perfídia são o espetáculo mais terrível
que acontece na sociedade;
o que gera uma caricatura dos princípios morais e éticos;
uma grande subversão de valores.
Contudo, quem consegue saber se sua condição e destino
são favoráveis ou não a ele?
Portanto, cabe-nos apenas uma coisa concreta:
viver o presente intensamente, como se só, e somente só,
o hoje, fosse o único dia.
Então, o tempo presente seria o melhor amigo?
Bem, quem ousa dizer: Eu te amo...?
Pois, defina então o que é amor?
Ou, quem pode dizer: Meu amigo...?
Defina então amizade?
Sendo assim, seria amor...? Seria amizade...?
Ou apenas a caricatura do amor
ou a caricatura da amizade?
Como assentir o sentimento de quem verdadeiramente ama
ou de quem é verdadeiramente amigo?
Na verdade, o amor e a amizade
são exclusivamente um, por excelência:
é paciente, é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta, não é orgulhoso;
nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não tem mágoa, não guarda rancor,
não revela suas coisas particulares;
não se contenta com a injustiça,
mas se regozija com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
Mas o ultraje, a arrogância, a violação de segredos, a mentira
e a perfídia são coisas que fazem o amigo esvair-se.
Assim como o paladar distingue o gosto do alimento,
a mente sábia discerne as palavras mentirosas.
Concomitantemente, ambos jamais passarão!
Pois, a amizade é o cerne do amor.
E o amor é o caminho que ultrapassa todos os dons e,
é o que o verdadeiro amigo aspira.
Deus é amor!
O amor é a fonte de qualquer comportamento
verdadeiramente humano, pois,
leva a pessoa a discernir as situações subvertidas.
Os outros dons dependem do amor.
Não podem substituí-lo, e sem ele nada significam.
O amor é a força de Deus
e também a força da pessoa aliada a Deus.
É a fortaleza inexpugnável
que sustenta o testemunho verdadeiro.
Quem além do amigo dá o testemunho verdadeiro?
O amor é eterno e transcende tempo e espaço,
porque é a vida do próprio Deus,
da qual a amizade participa.
É maior do que a fé e a esperança,
que nele estão contidas.
Por isso a amizade tem valor mais não tem preço!
A amizade não é competição!
Porque a competição é desumana.
Então a competição não provém de Deus,
porque Deus é amigo da humanidade.
Quem não tem um amigo
para colherem os frutos de uma amizade,
colherá os frutos de uma competição recíproca.
Isso também é fugaz!
E só é resolvido quando a competição
da lugar à fraternidade e partilha.
Por conseqüência, a ganância e ambição
são frutos da competição
e fazem as pessoas viverem só para si mesmas.
Deste modo, o que adianta lutar e competir
para conquistar o que se julgam de valor,
senão antes, conquistar o que é de mais precioso,
a amizade?
Todavia, o que julgam ser de valor
se desvaloriza, quando antes,
já existia o que é de maior valor!
Já o maior fruto da amizade é a caridade!
A caridade é superior a todas as virtudes.
Mas, quem pode, ou, como estimar ou medir o amor?
Ou como quantificar sua intensidade?
Por isso quem não tem o valor de uma amizade
não pode defini-la!
Assim como quem não tem amor
não pode falar de amor!
“A boca fala daquilo que o coração está mais cheio!”
Não obstante, o homem é surpreendido
Pela desgraça que cai sobre ele de improviso,
Por não saber os dias que se sucedem!
Pois, como pode saber o dia de sua morte?
Então, se eu não amo meu próximo
não faço caridade alguma.
Também não consigo ser o que desejo,
porque não a exercito.
Tampouco posso transformar os outros
segundo meus desejos porque não os amo.
Nem posso desejar que sejam perfeitos
se não sou capaz de corrigir meus próprios defeitos.
Nem desejar que sejam castigados
se não quero se quer ser repreendido.
Não posso desejar que tirem sua liberdade
se não suporto que me neguem o que for.
Não posso querer que sejam condenados
Se de modo algum suportaria ser reprimido.
Em contrapartida, se fôssemos perfeitos,
que teríamos então que suportar dos outros
por amor de Deus?
Porém, antes, deveria confiar tudo a Deus,
que sabe tirar bem do mal,
para que se faça sua vontade,
e ele seja honrado em todos os seus.
Pois é na hora da adversidade
que se revelam melhor as virtudes de cada um.
Porque as ocasiões não fazem o homem imperfeito,
porém descobrem o que cada ele é.
Mais há quem pode definir o que é amizade: o caridoso!
Porque a caridade é o ápice do amor.
A amizade é mistério insondável e indestrutível
que une duas pessoas superando até mesmo
a barreira da morte.
Porque o amor superou a morte!
Por isso a amizade não pode ser comprada
porque é dom supremo que Deus faz à humanidade.
Ela vem de Deus porque Deus é amor.
E a caridade não tem preço
porque a amizade não tem fim.
Pois, quem pode comprar o quem não tem fim?
Ninguém tem maior amor
do que aquele que dá a vida por seus amigos!
Eis o prêmio da caridade, daquele amor inefável,
sem limites e sem medidas,
o qual, enquanto tudo o mais passa,
permanece eternamente.
E, diante desse melindro âmago contemplativo,
a quem devemos esta hora?
Que nos obstina usufruir desse ato de liberdade,
pois nos liberta das observâncias rituais e escravistas,
inclinando-nos a agir espontaneamente
sob o impulso da caridade!?
Assim, permitindo-nos passar do estado de servo
Para a condição de amigo!?
Com efeito, torna-se nos um instrumento
livre e perfeito do verdadeiro amor.
Existindo-nos a beneficência e a correção fraterna;
a benevolência que suscita a reciprocidade
desinteressada e liberal;
aspiração ao infinito e á cumplicidade…
Como sementes de eternidade que levamos dentro de nós,
irredutíveis à só matéria,
nossas almas não podem ter destino senão em Deus.
[ Por Flávio Souza ]
COMUNIDADE INTERVENÇÃO DIVINA
https://www.intervencaodivina.com
O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.
Salmos 124, 8 | Romanos 8, 38-39
- 03
Existe apenas uma História, apenas um Início, apenas um Fim, apenas um Deus, apenas um Filho, apenas um Espírito Santo, apenas uma Mãe, apenas uma Família, apenas um Criador, apenas uma Morada, apenas um Reino, apenas um Verbo, apenas uma Palavra, apenas um Senhor, apenas um Libertador, apenas um Redentor, apenas um Salvador, apenas um Mediador, apenas uma Santidade, apenas um Caminho, apenas uma Verdade, apenas uma Vida, apenas uma Promessa, apenas uma Herança, apenas um Amor, apenas uma Justiça, apenas uma Paz, apenas uma Sabedoria, apenas um Sacerdócio, apenas um Profeta, apenas um Rei, apenas uma Cabeça, apenas um Corpo, apenas um Apostolado, apenas um Discipulado, apenas um Evangelho, apenas um Ministério, apenas um Magistério, apenas uma Tradição, apenas uma Aliança, apenas uma Fé, apenas um Batismo, apenas uma Noiva, apenas uma Esposa, apenas uma Religião, apenas uma Comunhão, apenas uma Unidade, apenas uma Salvação, apenas uma Igreja, a saber: a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, estabelecida por Deus, com aproximadamente dois mil anos de existência, sob autoridade dos sucessores do apóstolo Pedro [Mateus 16:18-19], da qual fora dela não haverá salvação, onde todo o membro que estiver fora do corpo (Igreja) de Jesus Cristo, não será uma só carne com Ele. Criada por Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos nós. E que para com Ele não há acepção de pessoas. Amém. Efésios 4,6 | Efésios 6,9
Por isso deixará o homem (Jesus Cristo) seu pai (Deus) e sua mãe (Maria), e se unirá a sua mulher (Igreja); e serão dois (Jesus e a Igreja) numa carne (Unidade Perfeita). Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Efésios 5,31-32
