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A ÁRVORE DA JUSTIÇA – 11º Domingo do Tempo Comum

Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “A conversão de São Francisco de Assis”, clicar AQUI

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Ezequiel 17, 22-24)

A árvore frondosa da Justiça

Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”.

SALMO 91

O justo crescerá como a palmeira

(Antífona): Como é bom agradecermos ao Senhor!

Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! Anunciar pela manhã vossa bondade, e o vosso amor fiel, a noite inteira.

O justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano; na casa do Senhor estão plantados, nos átrios de meu Deus florescerão.

Mesmo no tempo da velhice darão frutos, cheios de seiva e de folhas verdejantes; e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: meu Rochedo, não existe nele o mal!”

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (2Coríntios 5, 6-10)

Os justos “florescem” pela fé

Irmãos: Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; pois caminhamos na fé e não na visão clara. Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.

EVANGELHO (São Marcos 4, 26-34)

A árvore frondosa da Igreja

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.

E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.

Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

A ÁRVORE DA JUSTIÇA (Comentário de Scott Hahn)

Na mensagem enigmática do profeta Ezequiel, séculos antes da vinda do Senhor, Deus deu ao seu povo uma razão para manter a esperança. Ezequiel tem uma visão do dia em que o Senhor Deus plantou uma árvore na montanha de Israel, uma árvore que produzirá folhagem e dará frutos. Quem poderia prever que essa árvore seria a Cruz do Calvário, e que o fruto seria a salvação?

Ezequiel vê antecipadamente a salvação chegando a “todos os pássaros” — não apenas ao povo de Israel, mas também os gentios, que “levantarão voo” através de sua nova vida em Cristo. Deus na verdade “elevará a árvore humilde”, como prometeu solenemente.

Esta salvação supera os maiores anseios da humanidade. De maneira que expressamos nosso agradecimento no Salmo: “Como é bom agradecermos ao Senhor!” É realmente bom render-Lhe graças com louvor. O salmista fala dos justos da terra, mas se dirige a Deus como fonte e medida de toda justiça e retidão. Como Ezequiel, propõe a imagem da árvore frondosa para descrever a vida do justo. A imagem, novamente, sugere que a Cruz é a medida de toda justiça.

A cruz é um sinal de contradição para aqueles que preferem “florescer” de acordo com o mundo. Como São Paulo enfatiza aos coríntios, precisamos de confiança. A fé nos fortalece e é posta à prova pelas nossas obras. Lembra-nos que seremos julgados pela maneira como nossa fé se manifesta nas obras: “Para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal”.

O próprio Deus nos dará o que é necessário para realizar as obras que Ele quer que façamos, desde que correspondamos à Sua graça. Nos oráculos proféticos, Ele espalha a semente que brota para se tornar a árvore da mostarda, em cuja sombra os pássaros do céu podem se abrigar, assim como Ezequiel a descreve. Jesus transmite essa doutrina aos seus discípulos de uma forma compressível para eles, juntamente com sua explicação. Nos sacramentos, oferece todavia ainda mais: a graça da fé e a confiança de que necessitamos para viver no mundo como filhos de Deus.

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