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A AUTORIDADE DOS PAIS DA IGREJA (Máximo o confessor)


A figura dominante no desenvolvimento da doutrina Cristã no Oriente durante o século VII Foi Máximo, o confessor, a quem os historiadores modernos aclamaram como “o espírito mais Universal do século VII e Talvez o último Pensador independente entre os teólogos da igreja bizantina” (H. G. Beck 1959 pagina 436), “como Provavelmente o único Pensador produtivo do século todo” (Elert 1957 página 259) e como “o verdadeiro pai da teologia bizantina” (Meyendorff 1969 página 99). Muito cedo, ele foi reconhecido como Santo, talvez ainda durante sua própria vida e, um século mais tarde ou por volta disso, foi saudado como “veterano devotado de muitos debates” (Teodoro de Estudita refutações anti-heréticas dos iconoclastas 2.40 página 99 2.381). Contudo, os mesmos teólogos que usaram esses epítetos de louvor para Máximo, o confessor, também deixaram claro que o próprio título de confessor sugere qualquer coisa menos ser independente, original ou produtivo; “o que é confessado entre nós” foi pretendido “para sustentar o Dogma da teologia” Teodoro de Estudita refutações anti-heréticas dos iconoclastas 2.26 página 99:369) máximo, como confessor e teólogo, foi obrigado a preservar, proteger e defender a doutrina que tinha sido transmitida pelos pais; pois, “confessar com a alma e a língua” significava afirmar “o que os pais nos ensinaram” (Máximo Epístolas 12). Portanto, era necessário, em qualquer argumento teológico, produzir “as vozes dos pais como evidência em para fé da igreja” (máximo Epístolas 13). Pois era isso que a “teologia” era: o estudo da relação entre o pai, o filho e o Espírito Santo na Trindade, enquanto “economia” (máximo breve exposição do pai nosso) se referia à Encarnação do logos. A distinção entre “mandamentos” máximo Epístolas 13) e “dogmas” (Máximo quatrocentos capítulos sobre caridade) 2.24) era cognata,: por intermédio dos mandamentos, Deus separa os que obedeceram a eles, mas, por meio dos dogmas, ele capacita-os a ter “a iluminação de conhecimento”, pois as doutrinas lidavam com Deus ou com as coisas visíveis e invisíveis; ou então com a providência e o julgamento de Deus (Máximo quatrocentos capítulos sobre a caridade 1.77 – 78). pelo mesmo motivo, a “doutrina” e o “amor” tiveram de ser distinguidos (Máximo Epístolas 2.).

Esse entendimento da autoridade dos pais não era peculiar a Máximo nem a sua facção; “os bizantinos nunca esqueceram sua herança” (Hussey 1937), todas as facções de cristãos em todas as controvérsias a serem descritas na história da igreja tinham em comum o desejo de se conformar a essa autoridade. Por exemplo, os iconoclastas tiveram de declarar em apoio a sua posição que tinham de “confessar o que a santa igreja católica tinha transmitido” (Constantino 5 apologia ao patriarca nicéforo de Constantinopla, refutações anti-heréticas antigo 1.11), enquanto seus oponentes também recorriam aos pais da igreja, “cujos ditos e cujas virtudes permanecem como um suporte e um pilar da igreja católica e apostólica” (João V de Jerusalém contra os iconoclastas 2 página 96: 1349). O mesmo era verdade para os vários lados do conflito sobre a pessoa de Cristo, para posição do oriente e do ocidente sobre o filioque e de todas as outras teologias que surgiram. Quase todos os oponentes em quase todas as disputas podiam ter dito com Teodoro estudita: “para a concretização do que é dito seria necessário ter a declaração confirmada pelo testemunho patrístico” (Teodoro estudita anti-heréticas, refutações aos iconoclastas 2.18). Este testemunho não podia ser contradito por nenhuma outra autoridade; pois “se alguém anunciar outro evangelho que não aquele que a Igreja Católica recebeu dos Santos Apóstolos, dos Pais e dos concílios e tem guardado até agora, Não ouça (Gálatas 1.8). Se um anjo ou um Imperador lhe anunciar um evangelho que não seja o que recebeu, Feche seus ouvidos” (João Damasceno orações sobre as imagens 2.6). A lealdade inquestionável aos pais foi uma característica contínua do pensamento oriental. Um teólogo do século XII observou que “os romanos [ou seja os bizantinos] são excessivamente masculos em outros aspectos; mas quando se trata de transgredir os limites dos Santos pais eles são extremamente covardes” (Theorianus disputas com Narsai IV 2) no século XV, o próprio título da obra contra todas as heresias, de Simeão de tessalônica, incluia a declaração: “Ele não inseriu nada seu mesmo, mas coletou tudo das santas escrituras e dois pais” Simeão de tessalônica contra todas as heresias). Portanto, é importante prestar atenção não só ao que os próprios teólogos desse século disseram mas que autoridades patrística eles citaram e como as citaram. A seleção e o arranjo dos testemunhos patrísticos nos tratados deles podem ser um indicador mais confiáveis do pensamento deles que suas próprias declarações Manifestas. Pois quando um teólogo se encarrega de explicar alguma questão ou expor algum texto, ele sabia que não estava apresentando suas próprias idéias, mas o que Deus tinha determinado (Máximo breve exposição do pai nosso).

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