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A IDEOLOGIA “WOKE” COMO RELIGIÃO

[Teria dito Chesterton que quem não crê em Deus, encontra-se disponível para crer em qualquer coisa. A escritora americana Noelle Mering, em seu recente livro Awake, Not Woke: A Christian Response to the Cult of Progressive Ideology, vem confirmar a intuição chestertoniana: o cristianismo está seriamente em declínio no Ocidente, e, como a natureza abomina o vácuo, a ideologia “woke” — mais uma variante da nova esquerda — pretende preencher esse buraco religioso, tornando-se para muitas pessoas uma espécie de nova “religião”. A seguir, um trecho da resenha do livro feita pelo jornalista francês Michel Janva e publicada aqui].

A ideologia “woke” tornou-se, para muitas pessoas, uma nova “religião”.

Por que nós estamos neste mundo? A ideologia “woke” responde: para eliminar os opressores e erguer os oprimidos.

Tem os seus “pecadores”: brancos, homens, cristãos, heterossexuais, os que se identificam com o próprio sexo etc.

Tem os seus “dogmas”, como “A América é e sempre foi uma nação racista e, portanto, o racismo é sistêmico e difundido na América”; “o daltonismo e o mérito são construções racistas”; “qualquer homem biológico pode se tornar uma mulher, basta dizê-lo”.

Também pune severamente os “hereges”; basta alguém ousar opor-se a um dos princípios da ideologia “woke” para que a multidão do esquerdismo radical tente bani-lo das mídias sociais, demiti-lo de seu emprego, boicotar seus negócios e fazer com que seus vizinhos e amigos o evitem (basta ver para o que a máfia fez com a autora feminista de Harry Potter, JK Rowling, por dizer que a feminilidade deveria ser protegida).

E, obviamente, como religião, também oferece a “salvação”: a criação de uma “utopia” maximalista aqui neste mundo, onde a opressão seria banida (vimos como isso funcionou no século passado: estima-se que o marxismo/comunismo na União Soviética, China, Europa Oriental, Cuba , Vietnã e Coréia do Norte, entre outros, foi responsável pela morte de 100 milhões de pessoas inocentes, mortas por assassinato direto, fome e trabalho desumano em gulags e outros ambientes desta espécie).

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