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A IGREJA COMO FAMÍLIA – Festa da Sagrada Família

Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Perda e encontro do Menino Jesus no Templo”, clicar AQUI. Após a perda e o encontro do Menino Jesus no Templo, o Evangelho deste domingo narra que “Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas”. Por isso, a partir da submissão de Nosso Senhor e do recolhimento de Nossa Senhora, Padre Paulo Ricardo ensina nesta meditação como a obediência a Deus e a prática das virtudes são as únicas coisas capazes de gerar e manter unida uma família.


PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Eclesiástico 3, 3-7.14-17a)

Família como escada para o Céu

Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração cotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita ao teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para tua edificação.



SALMO 127

A família temente a Deus  

(Antífona): Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

— Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos!/ Do trabalho de tuas mãos hás de viver,/ serás feliz, tudo irá bem!

— A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa;/ os teus filhos são rebentos de oliveira/ ao redor de tua mesa.

— Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor./ O Senhor te abençoe de Sião,/ cada dia de tua vida.



SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Colossences  3,12-21)

A caridade na vida familiar

Irmãos: Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição.

Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças.

Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.



EVANGELHO (São Lucas 2, 41-52)

A família da Igreja

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas.

Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera.

Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.



NOSSO VERDADEIRO LAR (Meditação de Scott Hahn)

Por que Jesus escolheu se tornar um bebê nascido de mãe e pai e passar toda a vida, exceto os últimos anos, vivendo em uma família humana comum? Em parte, para revelar o plano de Deus de fazer todas as pessoas viverem como uma “santa família” em Sua Igreja (2 Coríntios 6, 16–18).

Na Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Deus revela nosso verdadeiro lar. Devemos viver como Seus filhos, “escolhidos, santos e amados”, como diz a Primeira Leitura.

Os conselhos à família que ouvimos nas leituras de hoje — para mães, pais e filhos — são todos consistentes e práticos. Casas felizes são frutos de nossa fidelidade ao Senhor, como cantamos no Salmo de hoje. Mas a Liturgia está nos convidando a ver mais: ver como, através de nossas obrigações e relacionamentos familiares, nossas famílias se tornam arautos da família que Deus deseja criar na Terra.

É o que Jesus nos mostra no Evangelho de hoje. Sua obediência aos pais terrenos procede diretamente de sua obediência à vontade de seu Pai celestial. José e Maria não são identificados pelo nome, mas três vezes são chamados de Seus “pais” e são mencionados separadamente como Sua “mãe” e “pai”. São bem enfatizados os seus laços familiares com Jesus. Mas esses laços se enfatizam apenas para que Jesus, nas primeiras palavras que pronuncia no Evangelho de Lucas, possa nos apontar, para além dessa relação terrena, a Paternidade de Deus.

Naquilo que Jesus chama de “casa de Meu Pai”, cada família encontra o seu verdadeiro significado e propósito (Efésios 3, 15). O Templo, sobre o qual lemos hoje no Evangelho, é a casa de Deus, a Sua morada (Lucas 19, 46). Mas também é uma imagem da família de Deus, que é a Igreja (Efésios 2, 19–22; Hebreus 3, 3–6; 10, 21).

Em nossas famílias, devemos construir esta casa, esta família, este templo vivo de Deus. Até que Ele revele sua nova morada entre nós e diga, de cada pessoa: “Eu serei seu Deus e ele será meu filho” (Apocalipse 21, 3, 7).

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