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A IGREJA E A CIÊNCIA e o HELIOCENTRISMO (O PROBLEMA COM COPÉRNICO E GALILEU)

Vamos começar a saga “desmentindo as mentiras Protestantes”, lembrando que a obra de Copérnico fora até dedicada ao Sumo Pontífice (Papa Paulo III). A razão dessa tolerância por parte da Igreja é que ambos se limitaram a tratar da questão sob o exclusivo ponto de vista científico, sem que introduzissem aí considerações acerca das Sagradas Escrituras. vamos recorrer a alguns escritores bastante conhecidos, e que não são Católicos, parece que não ser católico é uma condição especial para os escritores sobre a história, isso na ótica Protestante.

Vamos lá, Terá sido apenas coincidência que a ciência moderna desenvolvesse em um ambiente em ampla medida católico, ou houve alguma coisa no próprio catolicismo que possibilitou o seu progresso? O simples fato de levantarmos está questão já significa transgredir as fronteiras da opinião em voga. No entanto, são cada vez em maior número os estudiosos que a levantam, e as suas respostas podem surpreender-nos.

Não é um assunto secundário. Na mentalidade popular, a alegada hostilidade de Igreja Católica para com a ciência talvez continua o seu principal ponto fraco. O caso Galileu, na versão deturpada com a qual a maior parte das pessoas está familiarizada, é largamente responsável pela crença tão difundida de que a Igreja obstruiu o avanço da pesquisa científica. Porém, ainda que esse caso tenha sido bem menos ruim do que as pessoas pensam, o cardeal John Henry Newman, famoso converso do anglicanismo do século XIX, achou revelador que seja esse praticamente o único exemplo que sempre acode à mente das pessoas quando se pensa na relação entre a Igreja e a ciência, sobre o caso Galileu, vamos fazer um texto só abordando esse evento.

Os historiadores afirmaram, durante várias gerações, que quando Copérnico propôs o modelo heliocêntrico do sistema solar no séc. XVI, marcou o início de uma revolução científica. Mas a verdade é que foi uma evolução, e não uma revolução. Copérnico apenas deu o passo lógico na cosmologia da época, e o desenvolvimento da ciência renascentista foi a culminação de um processo gradual nos séculos anteriores. Para descrever a evolução rumo ao sistema solar heliocêntrico, é melhor começarmos com os gregos. Os gregos acreditavam que os vácuos eram impossíveis e que o espaço estava cheio de matéria transparente. Portanto, os astros celestes tinham de superar a fricção provocada pela matéria transparente para continuarem a se mover, o que requeria uma aplicação de força continua. Alguns gregos resolveram o problema ao conceber os astros celestes como deuses a percorrer destinos. Outros sugeriram a existência de seres sobrenaturais que empurravam cada esfera.

A necessidade de ter alguém pra empurrar os astros terminou com Jean Burridan(1300-58, reitor da universidade de Paris, antecipou a primeira lei do movimento, de Newton. Burridan disse que o espaço é um vácuo, e que a certa altura Deus pôs os astros celestes em movimento; esse movimento não decresceu nem se corrompeu depois porque os astros celestes não desejam outros movimentos. Também não existe resistência para corromper ou reprimir esse ímpeto. Burridan também sugeriu o próximo passo lógico que levaria ao movimento de Copérnico: afirmou que a terra gira sobre seu próprio eixo, mas foi outro reitor da universidade de Paris, Nicolau d’oresme (1325-82), o mais brilhante de todos os cientistas escolásticos, a formular a teoria. O trabalho de d’oresme é matemático, e levantou a possibilidade de todos os subsequente trabalhos de mecânica e astronomia.

Depois foi a vez do bispo Nicolau de Cusa ,(1401-64 postular que esteja um homem sobre a terra, ou sobre o sol, ou sobre outra estrela qualquer, parecerá que sempre a sua posição é o centro imóvel, e que todas as outras coisas estão em movimento. Segue-se que as pessoas deviam desconfiar da percepção de que a terra seja privilégio imóvel; talvez não o seja .a partir daqui, é fácil propor que a terra gire ao redor do sol. Copérnico conhecia as teorias da baixa idade média. Não foi uma figura religiosa isolada, trabalhando sozinho numa parte remota da Polônia, como é tantas vezes retratado, mas um dos homens mais bem instruídos da sua geração, educado nas universidades de Cracóvia, Bolonha, Pádua e Ferrara.

Houve tanto progresso na chamada”Idade das trevas”, que no século XIII, a Europa já estava a frente de Roma e da Grécia, e do resto do mundo. Por que? principalmente porque o cristianismo sempre ensinou que o progresso é natural e que surgirão sempre novas invenções.

Bibliografia: Thomas Woods, Rodney Stark

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