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A INCLUSÃO SOCIAL DAS MULHERES E CRIANÇAS NA IDADE MÉDIA


Em confronto com esse artigo “ As mulheres (esposa e filhas) eram figuras quase invisíveis. Saíam pouquíssimas vezes (geralmente nas festas religiosas), não apareciam para os visitantes, eram proibidas de estudar, envelheciam cedo, pois se casavam ainda meninas (em torno dos 13 ou 14 anos), tinham vários filhos” (GOMES, 2018), podemos citar “Não há resquícios da antiguidade sobre a mulher e os filho onde o direito romano dava esse poder sem limites” (PERNOUD, 1996; p.18). Observa-se que o papel das crianças era definido pelos adultos (BURKE apud DA COSTA, 2002). Em relação aos filhos, o pai é o guardião, o protetor e o mestre. Importa ressaltar que a herança da Antiguidade não é nada boa, era comum um cidadão tomar um filho, caso não tivesse um natural. E se recusasse a criança – o que era comum – ela era rejeitada, e o seu destino era a morte . A outra herança passada em relação às crianças, vem da tradição germânica e era um pouco melhor que a romana. Os germanos não praticavam o infanticídio, as próprias mães amamentavam seus filhos e as crianças eram educadas sem distinção de posição social (ROUSSELL apud DA COSTA, 2002). O povo germânico era composto por um conjunto de lares, com dois poderes distintos: o matriarcal, exercido no seio da família, e o patriarcal, predominante na política e na organização social, no entanto, o destino das crianças naqueles clãs, como na cultura romana, também dependia da vontade paterna (direito de adoção, de renegação, de compra e venda). A criança aceita ficava aos cuidados dos parentes paternos (agnatos) e o destino dos bastardos, órfãos e abandonados era entregue aos parentes maternos, especialmente a tios e avós maternos (VEYNE apud DA COSTA, 2002). Essas tradições culturais que se mesclaram e fizeram emergir a Idade Média; analisando-as pode-se verificar que a criança não tinha qualquer consideração ou cuidados naquelas sociedades antigas. A vida deles dependia do pai: se fosse menina ou nascesse com algum problema físico, poderia ser rejeitada. Seu destino, caso sobrevivesse, era abastecer os prostíbulos de Roma e o sistema escravista. “Limitar o número de filhos ou matar algum dos recém-nascidos é crime; assim seus bons costumes podem mais que as boas leis em outras nações. De qualquer modo, eles crescem desnudos e sem asseio até chegarem a ter esses membros e corpos que admiramos. Os filhos são nutridos com o leite de suas mães, nunca de criadas ou amas-de-leite. Não há distinção entre o senhor e o escravo em nenhuma delicadeza de criança. Passam a vida entre os mesmos rebanhos e na mesma terra até que a idade e o valor distingam os nobres” (TÁCITO apud DA COSTA, 2002). Até o final da Antiguidade as crianças pobres eram abandonadas ou vendidas; as ricas enjeitadas – por causa de disputas de herança – eram entregues à própria sorte (GUICHARD apud DA COSTA, 2002). Nesse contexto histórico-cultural é que se compreende a força e o impacto do cristianismo, que rompeu com essas duas tradiçõess (GUICHARD apud DA COSTA, 2002; p.13-30), dessa forma este artigo está apontando para a antiguidade e não para uma Idade Média ou ou até mesmo décadas próximas a atualidade.

Nas novas organizações familiares os papéis são constantemente avaliados e reavaliados, buscando na relação a satisfação de todos. Nesse contexto a figura do pai também se modificou, tornando-se mais afetivo e participativo na educação dos filhos. Antes a figura do pai era temida por sua autoridade e distanciamento dos filhos (DE MATOS, 2018).

A sua autoridade paterna para a maioridade, que adquirem muito jovens: quase sempre aos quatorze anos entre os plebeus; entre os nobres, a idade evolui de catorze a vinte anos, porque têm de fornecer para a defesa do feudo um serviço mais ativo, que exige forças e experiência. Os reis de França eram considerados maiores com catorze ou quinze anos, e foi com esta idade, sabe-se, que Filipe Augusto atacou a liderança das suas tropas. Uma vez maior, o jovem continua a gozar da proteção dos seus e da solidariedade familiar, mas, diferentemente do que se passava em Roma e consequentemente nos países de direito escrito, adquire plena liberdade de iniciativa e pode afastar-se, fundar uma família, administrar os seus próprios bens como entender. Logo que é capaz de agir por si mesmo, nada vem entravar a sua atividade; torna-se senhor de si próprio, mantendo no entanto, o apoio da família de que saiu. É uma cena clássica de romances de cavalaria ver os filhos da casa, logo que estão em em condições de usar armas e de receber a investidura, deixar a residência pater para correr o mundo ou ir servir o seu suserano.

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