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A LENDA NEGRA SOBRE A INQUISIÇÃO



De que se acusa a inquisição?

Em síntese, o que se afirma é o seguinte:

Que a Espanha era antissemita.

Que os judeus e mouros foram perseguidos.

Que todos os processados foram torturados.

Que todos eram queimados na fogueira.

Que Torquemada era um sádico.

Que os reis eram antissemitas.

Que a inquisição foi impopular.

Que os métodos de tormento empregados pela inquisição foramos mais sangrentos, com o uso de refinados instrumentos de tortura.

Que os sacerdotes e inquisidores executavam a tortura e aplicavam a pena capital.

Que a inquisição procedia com maldade.

Que a inquisição existiu somente pelo gosto de causar sofrimento.

Que todos os processados pela inquisição inquisição foram “vítimas”.

Que o povo espanhol era fanático e

cruel.

Que os autos de fé não eram cerimônias solenes, e sim espetáculos sangrentos.

Que a inquisição foi um tribunal onipotente e onipresente.

Que as prisões eram desumanas.

Que a cultura e a ciência foram reprimidas.

Que Galileu foi condenado por dizer a verdade.

Que se executaram 30 mil pessoas.

E um interminável etc.

Bem, agora que já sabem das maiores difamações, será mais fácil de entenderem o porquê de eu tocar muito neste assunto, muitos Católicos já foram pegos de surpresa com várias informações sobre a inquisição, para quem não conhece o assunto, parece que estão descobrindo coisas horríveis que a igreja sempre escondeu deles, e de repente uma alma bondosa lhe conta toda a verdade, vamos desmascarar todas essas mentiras dos inimigos da Santa Igreja, nos próximos textos vou mostrar com detalhes como trabalha o pai da mentira..

O QUE FOI A LENDA NEGRA?

Texto I

Com relação à propaganda, os antigos Defensores da instrução Universal e da Imprensa Livre previam apenas duas possibilidades: a propaganda podia ser verdadeira ou podia ser falsa. Não previram o que de fato aconteceu, sobre tudo em nossas democracias capitalistas ocidentais: o desenvolvimento de uma vasta indústria de comunicação em massa, interessada principalmente não com o verdadeiro ou falso mas sim com o irreal, com o que está mais ou menos totalmente fora de lugar. Em poucas palavras, não levaram em conta o apetite quase infinito de distrações que tem o homem.

-Aldous Huxley

Certa vez, um homem importante, de cujo nome e condição ninguém se lembra, disse que uma mentira repetida uma quantidade de vezes suficiente acaba por impor-se como a mais incontestável de todas as verdades. Se para provar esta realidade fosse necessário mencionar um caso paradigmático nenhum melhor que o da Inquisição.

O certo é que a lenda negra da Inquisição é apenas mais uma das muitíssimas acusações lançadas sobre a Igreja Católica, contra a qual, de forma Quase exclusiva, se dirigiram historicamente esta espécie de Mitos.

Existe, como exemplo paradigmático, um caso que não escapa a ninguém, especialmente aos hispanos-americanos: o do descobrimento e pacificação da América. Esta lenda negra em particular concentra a atenção de forma prevalente sobre seus aspectos negativos – erros ou excesso de algumas pessoas particulares, silenciando assim a magnanimidade da obra, principal sua ação evangelizadora exemplar. João Paulo II e chamou a atenção para esse tema em Santo Domingo, observando que “preconceitos políticos, ideológicos e até mesmo religiosos que geram também apresentar de forma apenas negativa a história da igreja neste continente”. O esclarecido Historiador calvinista Pierre Chaunu esmiúça oportunamente esse modus operandi, frequentemente empregado pelos Inimigos da igreja e da Espanha:A lenda anti-hispânica, em sua versão norte-americana (a versão europeia faz finca-pé sobretudo na inquisição), desempenhou o saudável papel de válvula de escape. a pretensa matança dos índios Por parte dos espanhóis no século XVI encobriu a matança norte-americana na fronteira do Oeste ocorrida no século XIX. Deste modo, América protestante conseguiu livrar-se de seu crime, jogando de volta sobre América católica”.

A criação do termo “Lenda Negra” cabe a Julián Juderias, Historiador e membro da Real academia de história. desde seu premiado ensaio no início do século XX, descreve-a como: “o ambiente criado pelos relatos fantásticos sobre Nossa pátria que vieram publicamente a luz em todos os países, as descrições grotescas que sempre se fizeram de caráter dos espanhóis como indivíduos em sua coletividade, a negação ou pelo menos a ignorância sistemática de tudo quanto é favorável e formoso nas diversas manifestações da cultura e da arte, as acusações que em todos os tempos se fizeram contra a Espanha”. O American council of education em 1944 Diz: A lenda negra é uma expressão empregada pelos escritores espanhóis para denominar o antigo corpo de propaganda contra os povos da Península Ibérica, que começou na Inglaterra no século XVI e tem sido desde então uma conveniente arma para os inimigos da Espanha e de Portugal nas guerras religiosas, marítimas e coloniais destes quatro séculos”. O dicionário da real academia define-a como: “Opinião contra o espanhol difundida à partir do século XVI, e também “opinião desfavorável e generalizada, geralmente infundada sobre alguém ou algo”.

Por lenda negra entende-se em geral os mitos concebidos a partir da literatura caluniosa gerada em tabernáculos protestantes -principalmente França Alemanha e Inglaterra – em tempos de guerra contra a Espanha e o pontificado. Caluniosa, dissemos, pois, como a própria palavra o indica, sua principal característica reside na carência de documentação confiável e comprobatória sobre aquilo que se afirma. É também próprio desta tarde com a narração de relatos fantásticos e e verossímeis, repletos de emoção, que apelam insistentemente ao sentimentalismo (que não é o mesmo que sensibilidade), procurando desta forma desviar a atenção do leitor do objetivo de estudo. Este é um dos artifícios prediletos dos escritores anti-católicos, particularmente ao tratar a questão do Santo Ofício. É o que descobre o insuspeito historiador judeu Cecil Roth: “O gosto pela narrativa histórica muito picante, entremeada com a maior abundância possível de anedotas eróticas, campo em que os franceses ocuparam primeiro lugar, estas tendências reforçaram preconceito tradicional, e o resultado foi que, à medida que avançava o século XIX, aos ataques Protestantes estereotipados somaram diversas obras Com títulos como os segredos da Inquisição. Estas obras deleitavam aos leitores luxuriosos com histórias românticas e muito exageradas (que geralmente acabavam mal), cuja ação transcorria sobre um fundo de torturas desumanas, e salpicadas de batalhas em favor da virtude feminina, com resultados diversos, contra os libidinosos familiares e superiores. É de uma miscelânea de histórias desta espécie que nasceram as impressões do leitor médio inglês e norte-americano de hoje. A Geração Jovem murmura sadismo e complexo de inferioridade perante essa beberagem Infernal, e imagina que se resolveu um problema psicológico. Mas isto é um erro e uma injustiça. Sobre este método desleal, opina Jaime balmes, o grande erudito do século XIX: “Os escritores que procederam assim não podem Com certeza ser considerados muito conscienciosos; pois nem o orador nem o escritor nunca devem perder de vista a regra de que não é legítimo o movimento que excita o ânimo, se antes não se convencem ou não se lhe supõe convencido; e é também uma espécie de má-fé tratar unicamente com argumentos sentimentais matérias que por sua própria natureza só podem ser examinados como convém sobre a luz da Razão fria. Em tais casos não se deve começar por mover, mas sim por convencer; o contrário é enganar o leitor”.

A principal finalidade da propaganda protestante era incentivar, nos domínios espanhóis, as revoltas dos súditos contra suas autoridades naturais, objetivo que teria êxito na região de Flandres pelas mãos do desertor e apóstata Guilherme de Orange. Pode-se resumir a lenda Negra como uma modalidade de fazer a guerra pela propaganda. Onde não chegava a fogueira protestante chegava o Pasquim.

Embora esta Lenda negra respondesse definitivamente a interesses políticos, econômicos e territoriais, continua valendo o que disse Donoso Cortés: “por trás de toda a questão política a uma questão religiosa”. Deve-se tê-lo bem presente se pretende-se compreender as razões de sua criação. Por sua vez, o célebre Historiador italiano Vittorio messori, co-autor de vários livros de João Paulo II, atribui esta lenda principalmente a motivos geopolíticos, fazendo notar que os ataques contra a inquisição, em sua maioria, Foram alimentados pela propaganda protestante no cenário da luta contra a Espanha pela hegemonia no Atlântico, sendo o historiador protestante Henry Kamen da mesma opinião. A importância territorial que a Espanha adquirira, especialmente como consequência do descobrimento da América, ampliada, ainda por cima, pela coroa, através dos casamentos dinásticos, era notável, verdadeiramente esmagadora.

Não é por acaso, certamente, que as primeiras e mais importantes calúnias contra a Espanha e a Igreja Católica tenham surgido em meados do século XVI, com uma Espanha que não conhecia o pôr do sol, dona de um armada Invencível (o único exército eficaz e permanente da Europa), na Vanguarda da Europa no terreno da cultura e da ciência. Exemplo de liberdade, tolerância e harmonia em seus domínios, contava, junto à inquisição, com o apoio Popular total e Incondicional. Uma observação importante em que repara Henry Hello é que os ataques contra a inquisição começariam mais de 300 anos depois da Constituição da primitiva inquisição pontifícia (ano 1231), de traços muito semelhante à espanhola, embora mais rigorosa, segundo afirma a maior parte dos historiadores, fato que confirma em boa medida as razões expostas acima.

Uma coisa era certa: se a Inglaterra e os protestantes pretendiam dominar a Europa, então a Espanha deveria ser totalmente destruída, e a melhor e única forma de conseguir era atacando seu fator de unidade: a fé Católica Apostólica e romana, alicerce do império. Sem contar com exércitos que pudessem derrotar os gloriosos e temidos regimentos espanhóis, os reformistas optaram Decididamente pela calúnia e difamação, e inventando histórias sobre seus reis e, principalmente, sobre a maior Instituição da Igreja Católica naquele momento: a inquisição, que castigava e vigiava Ação perniciosa dos hereges.

CONTINUA

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