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A morte de Ivan Ilitch – Leon Tolstói

O personagem Ivan Ilitch, do livro A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstói, levanta uma profunda reflexão sobre a vida e a morte. Trata-se de um personagem extremamente comum, um juiz ambicioso que consegue alcançar uma alta posição em sua carreira, com um relacionamento familiar cheio de altos e baixos e com amizades superficiais movidas a interesses próprios.

A prioridade de Ivan sempre fora o trabalho e o status social, vivia conforme o figurino mandava, muitas vezes deixando de lado sua própria família. Devido a crises domésticas, Ivan encontrava refúgio no trabalho e no jogo, algo não tão diferente do que acontece hoje.

Após um acidente aparentemente insignificante, Ivan adoece e aos poucos vai começando a ver a morte se aproximando a cada dia. Em meio à solidão, doente e a beira da morte, Ivan reflete sobre sua vida, que até então considerava muito boa e bem vivida. Ele percebe na verdade, o quanto ela tinha sido vazia, sem sentido e inútil. Como ele mesmo afirma: “Perante à opinião pública eu subia, mas na verdade eu afundava, e agora cheguei ao fim, a sepultura me espera.”

A angústia do personagem reflete o drama do homem comum. Passa a maior parte da vida se preenchendo daquilo que nunca o completará, perseguindo bens materiais que se estragam com o tempo, dando valor a coisas, sem valorizar o que de fato importa.

Já dizia Dostoiévski, outro escritor russo, que “no coração do homem existe um vazio que somente Deus pode preencher.” Gasta-se muita energia tentando preencher os vazios com coisas erradas, perde-se muito tempo com coisas inúteis, e nisso, a vida se esvai, silenciosamente, até o fatídico dia que chegará a todos os homens.

Ecoando a sabedoria dos versículos bíblicos, de que me adiantaria ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Ou o que daria o homem em troca da minha alma? A vida é um dom de Deus! que seja bem aproveitada, bem vivida em seus propósitos e completa em sua plenitude.

Ramon Serrano

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