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A PACIÊNCIA DE DEUS – 3º Domingo da Quaresma

Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “E se não nos convertermos?”, clicar AQUI. Assim como, vendo a aflição do seu povo no Egito, Deus desceu para libertá-lo e conduzi-lo à Terra Prometida, também por nossa salvação Ele move céus e terra. Assim como, porém, “a maior parte deles desagradou a Deus, pois morreram e ficaram no deserto”, se não correspondermos a Ele pela fé, também nós nadaremos… para morrer na praia. É esse o tema de mais uma meditação do Padre Paulo Ricardo para esta Quaresma.

OS FRUTOS DA FIGUEIRA (Meditação de Scott Hahn)

Na Igreja, fomos transformados em filhos do Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus que, na primeira leitura de hoje, fez Moisés conhecer o Seu nome e os Seus caminhos.

Consciente da Sua aliança com Abraão (Êxodo 2, 24), Deus veio resgatar Seu povo da escravidão do Egito. Fiel a essa mesma aliança (Lucas 1, 54-55, 72-73), Ele enviou Jesus para salvar todas as vidas da destruição, como nos diz o Salmo de hoje.

São Paulo, na epístola de hoje, lembra que os atos salvíficos de Deus, no Êxodo, foram escritos para a futura Igreja, como prelúdio e prenúncio de nosso próprio Batismo através da água, de nossa libertação dos pecados, da comida e da bebida espirituais com que seríamos alimentados.

No entanto, os acontecimentos do Êxodo também foram deixados como uma “advertência”: ser filhos de Abraão não é garantia de que alcançaremos a terra prometida da nossa salvação.

Jesus nos adverte, no Evangelho de hoje, que a qualquer momento podemos perecer; não como castigo de Deus por sermos “os mais pecadores”, mas porque, como os israelitas no deserto, cedemos aos maus desejos, nos tornamos reclamões, esquecidos de todos os benefícios que Dele recebemos.

Jesus nos convoca, hoje, para o “arrependimento”. Não para uma mudança súbita de coração, mas uma transformação contínua e diária de nossas vidas. Somos chamados a viver a vida tal como cantamos no Salmo de hoje: abençoando o Seu santo nome, e dando graças por Sua bondade e misericórdia.

A figueira, na parábola de Jesus, é um símbolo familiar aos israelenses do Antigo Testamento (Jeremias 8, 3; 24, 1-10). Assim como à figueira é dada uma última chance de produzir frutos antes de ser cortada, Jesus também propicia a Israel uma última oportunidade para dar bons frutos, como sinal de seu arrependimento (Lucas 3, 8).

A Quaresma deve ser, para nós, como o tempo misericordioso concedido à figueira, um período de graça em que deixamos “o jardineiro” Jesus Cristo cuidar do jardim de nossos corações, arrancar os parasitas que sufocam em nós a presença da vida divina, fortalecendo-nos para os frutos que daremos por toda a eternidade.

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Êxodo 3, 1-8a.13-15)

A promessa da liberdade

Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou, um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb. Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: “Vou aproximar-me desta visão extraordinária, para ver por que a sarça não se consome”. Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”. E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”. E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus.E o Senhor lhe disse: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel”. Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, o que lhes devo responder?” Deus disse a Moisés: “Eu Sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu Sou’ enviou-me a vós’”. E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração”.



SALMO 102

A libertação dos pecados

(Antífona): O Senhor é bondoso e compassivo.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ e todo o meu ser, seu santo nome!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ não te esqueças de nenhum de seus favores!

— Pois ele te perdoa toda culpa,/ e cura toda a tua enfermidade;/ da sepultura ele salva a tua vida/ e te cerca de carinho e compaixão.

— O Senhor é indulgente, é favorável,/ é paciente, é bondoso e compassivo./ Quanto os céus por sobre a terra se elevam,/ tanto é grande o seu amor aos que o temem.


SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1Coríntios 10, 1-6.10.12)

A ingratidão dos libertados

Irmãos, não quero que ignoreis o seguinte: Os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar; todos foram batizados em Moisés, sob a nuvem e pelo mar; e todos comeram do mesmo alimento espiritual, e todos beberam da mesma bebida espiritual; de fato, bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava — e esse rochedo era Cristo —. No entanto, a maior parte deles desagradou a Deus, pois morreram e ficaram no deserto. Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto. Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e, por isso, foram mortos pelo anjo exterminador. Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair.



EVANGELHO (São Lucas 13, 1-9)

A paciência de Deus

Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.

E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.

E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

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