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A PRIMEIRA BATALHA ESCATOLÓGICA, O NASCIMENTO DO REI




A vinda de Jesus à este mundo foi uma manifestação escatológica, um verdadeiro ato apocalíptico, pois quando veio neste mundo, Jesus revelou que estava estabelecendo o reino de Deus ( Mt 3.2, Lc 17. 20-21). Para entender a mensagem escatológica da bíblia como um todo é necessário entender o conceito inaugural da escatologia no novo testamento. A vinda de Jesus a este mundo, desde seu nascimento em Belém até seu retorno na ascensão, se compôs de eventos que encontram-se diretamente ligados à atuação maligna neste mundo. A vinda de Cristo foi uma declaração de guerra contra os inimigos. Porém, não uma guerra convencional. A característica mais notável da guerra que teve início com o Nascimento de de Jesus foi a natureza jurídica desta guerra. Não foi uma guerra com base em força ou número de soldados, mas uma guerra por direito, por legitimidade. O primeiro dos grandes eventos da batalha escatológica foi justamente o Nascimento de Cristo. O ensino do novo testamento é que Deus enviou seu filho para um mundo perverso, um frágil bebê foi enviado para o meio de um lugar dominado por demônios. Céus e terra entraram em conflito, enquanto um de humildes trabalhadores marchava da Galiléia para Belém. A maior de todas as profecias estava para se cumprir. Quando o rei nascesse, o grande tirano seria derrotado, e o mundo nunca mais seria o mesmo.





A BATALHA PELO NASCIMENTO DO REI


Na concepção de Jesus já se iniciou uma manifestação escatológica, um momento apocalíptico (revelação), quando do seu ministério na terra, Jesus revelou que estava estabelecendo o reino de Deus ( Mateus 3,2, Lucas 17. 20-21). Alguns acham “PROTESTANTE sem conhecimento” que escatologia é só no fim do mundo, mas no nascimento de Jesus já é inaugurado um conceito escatológico, e esse momento é essencial para entender a mensagem escatológica da bíblia como um todo. A vinda de Cristo a este mundo, desde seu nascimento em Belém até seu retorno na ascensão, é feito de eventos que encontram-se diretamente ligados à atuação do maligno neste mundo. A vinda de Cristo foi uma declaração de guerra contra os inimigos. Porém, essa não é uma guerra convencional. Essa guerra têm por natureza características jurídicas. Não foi uma guerra com base na força ou número de soldados, mas uma guerra por direito, por legitimidade. O primeiro dos grandes eventos da batalha escatológica foi justamente o Nascimento de Cristo, Deus enviou seu filho para um mundo cruel, um bebê foi enviado para o meio de um lugar dominado por demônios, um bebê, no ventre de uma simples trabalhadora e um carpinteiro, marchavam da Galiléia para Belém. A maior profecia de todos os tempos estava para se cumprir. Quando o rei nascesse, o grande tirano e inimigo seria derrotado, e o mundo nunca mais seria o mesmo.



O EXÉRCITO CELESTIAL

Há um forte envolvimento dos anjos no nascimento de Jesus Cristo. Como mensageiros do céu ( anjo significa mensageiro ), eles vieram a terra para anunciar aos homens que o rei estava para nascer. No credo niceno Constantinopla dizemos que cremos nas coisas visíveis e invisíveis, e a presença de anjos indica que existe um conflito maior, que os olhos humanos não podem ver. O primeiro a entrar em cena é Gabriel. Ele foi enviado para anunciar tanto o nascimento de Jesus, quanto o de João Batista (LC 1.18-19, e 1.26). Para Maria, especificamente, ele prometeu que um filho seria gerado nela de forma sobrenatural. A descrição dos atributos e direitos desse filho foram descritos assim: ” ele será grande, será chamado filho do altíssimo, e o senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim”. Essa foi a primeira aparição de Gabriel, desde o que foi relatado no capítulo 9 de Daniel, quase 500 anos antes. Naquela ocasião, Daniel compreendeu que o povo de Israel ficaria 70 anos no cativeiro babilônico, e que o tempo estava se esgotando sem parecer haver menção Divina de cumprir a promessa. Então, o profeta se lançou numa oração de confissão de pecados por si mesmo e por seu povo. Em resposta, o anjo Gabriel foi enviado para consolar o profeta e também fazer um anúncio. No anúncio, o anjo assegurou o retorno dos exilados para Jerusalém, porém suas declarações tiveram um conteúdo que foi muito além desse fato. Na profecia das setenta semanas de Daniel, Deus revelou através de Gabriel o curso da história inteira(DN 9.24-27). A comparação da passagem é interessante, pois Daniel, pois Daniel entendeu que setenta anos estavam determinados para o exílio, no entanto, Gabriel disse que setenta e sete estavam determinados sobre o povo de Israel. Ele dividiu essas setenta e sete em três partes. A primeira eram sete setes (49 anos), a qual envolvia o tempo, até que o povo voltasse para Jerusalém. A segunda parte eram 62 setes ou 434anos( 49+ 434=483), envolvendo o tempo até o ungido chegar, até a vinda do messias. A terceira parte era um sete (dividido ao meio, meia semana de aliança, meia semana de destruição). Por um lado, o simbolismo do número sete nos textos apocalípticos nos impede de tentarmos entender isso de uma forma literal, mesmo assim é surpreendente à aproximação das somas, porque se somarmos 483 anos a partir dos dias de Daniel, chegaremos a uma data no começo do primeiro século, ou seja, justamente nos dias em que Jesus andou andou em Nazaré.

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