top of page

A PRINCIPAL GUERRA É A ESPIRITUAL

No atual estado da nossa Aldeia Global, já não é mais possível fugir fisicamente das coisas malévolas: o Mal está por todo lado. Uma linha divisória visando demarcar o lado do Mal e o lado do Bem só pode ser traçada, hoje em dia, num terreno de natureza espiritual.

Já não estão mais à venda aqueles redentores três alqueires em Minas Gerais — “três alqueires e uma vaca”, diria Gustavo Corção —, onde ficar distante das coisas podres do mundo. Aliás, um poeta mineiro já tinha avisado, há várias décadas: Minas não há mais. Em seu lugar — e isto vale para os demais estados da federação, e para o mundo inteiro —, existe um conjunto de cidades ligadas (mais que isto, aprisionadas) pelos meios de comunicação de massa, sempre atuando a serviço da Nova Ordem Mundial (que julga ser legítimo progresso humano a ideologia de gênero, o divórcio, o multiculturalismo, o relativismo moral, a destruição das soberanias nacionais, o direito ao aborto, que chega à monstruosa cifra de 70 milhões de assassinatos ao ano etc.).

Não dá mais para escapar daquilo que os alemães chamam de Zeitgeist (o “espírito da época”), que não passa, no fundo, daquilo que o Apóstolo São Paulo já denominava “espírito do mundo”, que não procede do alto, mas do mau hálito demoníaco dos abismos.

É aquele espírito, o do mundo, que inspira os principais males da nossa época. Contudo, “Nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus”. (I Coríntios, 2, 12)

Para lutar contra o espírito do mundo, as principais armas são as que provêm do Espírito de Deus. Eis a única linha demarcatória para um cristão, atualmente: a que separa o espírito do mundo do Espírito que vem do alto.

Portanto, a verdadeira fronteira é espiritual. E se ainda há fuga possível, neste mundo assediado por tantas forças demoníacas, é a que conduz ao lugar que Santo Agostinho chamava de Cidade de Deus (Civitas Dei), que também atende pelo bimilenar nome de Igreja Católica e é o Reino de Deus, que já começa aqui neste mundo.

Levando isto em consideração, é obrigatório admitir que o conceito de “guerra cultural” é bastante limitativo. As batalhas decisivas não se dão primeiramente no terreno das artes, das ciências ou da filosofia, mas na arena espiritual. Repita-se: o único campo de batalha que importa, realmente, é o espiritual; e só é possível encarar uma guerra dessa espécie dentro dos muros do Reino de Deus, ou seja, da Igreja bimilenar fundada pelo próprio Jesus Cristo.

As armas desta guerra são nossas velhas conhecidas: aquelas um dia célebres e hoje tão difamadas virtudes morais, que mesmo os pagãos pré-cristãos já cultivavam em seus belos canteiros adubados pelo mesmo Espírito Santo.

A guerra cultural — travada nas artes, nas ciências e na filosofia — só pode ser compreendida como parte dessa guerra maior, que é a espiritual, seu permanente fundamento. Sem o combate no Espírito, toda guerra cultural se reduz a efêmero jogo de poder político.

1 visualização0 comentário

Posts Relacionados

Ver tudo

Comments


bottom of page