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A REFORMA PROTESTANTE, FILHA DA RENASCENÇA PARTE III

O protestantismo veio-nos da Alemanha e sobretudo de Genebra. Ele foi bem denominado. Era impossível qualificar a reforma de Lutero com uma palavra diferente de protesto, porque ela é protesto contra civilização cristã, protesto contra a igreja que fundara essa civilização, protesto contra Deus, do qual essa civilização emanava. O protestantismo de Lutero é o eco sobre a terra do Non serviam de Lúcifer. Ele proclama a liberdade, a dos Rebeldes, a de Satã: o liberalismo. ele diz aos reis e aos Príncipes: “empregai vosso poder para sustentar e para fazer triunfar minha revolta contra a Igreja e eu vos entregarei toda autoridade religiosa”,(ouvres de Luther).

Tudo o que é a reforma tinha recebido da Renascença e que devia transmitir a revolução está contido nesta palavra: protestantismo.

Transmitida de indivíduo a indivíduo, o protestantismo Logo ganhou província após província. O historiador alemão e protestante Ranke, diz qual foi seu grande meio de sedução: o desregramento Moral, que a Renascença havia colocado em lugar de honra. “muitas pessoas Abraçaram a reforma, diz ele, com a esperança de que ela lhes asseguraria uma maior liberdade na conduta privada”.com efeito, existe entre o catolicismo e o protestantismo, tal como Lutero, uma diferença radical sob Esse aspecto. O catolicismo promete Recompensas futuras para a virtude e ameaça o vício com castigos eternos; por aí, ele põe o mais poderoso freio às paixões humanas. A reforma vinha prometer o paraíso a todo homem, mesmo ao mais criminoso, com a única ressalva de um ato de fé interior para a justificação pessoal, por imputação dos méritos de Cristo; só pelo efeito dessa persuasão, que é fácil de se conceder, os homens recebem a garantia de ir ao paraíso, mesmo continuando a se entregarem ao pecado e até ao Crime, muito tolo seria aquele que renunciasse a obter aqui embaixo tudo o que encontra à sua disposição.

A presença, num país profundamente católico, de pessoas que têm esses princípios e se esforçam em propagá-los devia já causar algum transtorno ao estado; esse transtorno se tornou profundo quando o protestantismo não mais se contentou em pregar aos indivíduos a fé sem as obras, mas se sentiu suficientemente forte para querer se apoderar do reino a fim de arrancá-lo de suas tradições e de moldá-lo a seu modo.

A partir de Clóvis, o catolicismo não tinha deixado um só dia seguer de ser a religião do Estado. Das tradições carolíngeas e merovíngeas foi a única conservada completamente intacta até a revolução. Durante meio século os protestantes tentaram separar de sua mãe a filha primogênita da igreja; usaram alternadamente a astúcia e a força para se apoderarem do governo, para colocar o tão católico povo francês sobre o jugo dos reformadores, como acabavam de fazer na Alemanha, na Inglaterra, na Escandinávia . Estiveram prestes a conseguir.

Após a morte de Francisco de guise, os huguenotes eram senhores de todo o modo. Não hesitaram, Pois, para se assenhorearem do restante, em apelar aos alemães e aos Ingleses, seus correligionários . Aos Ingleses eles entregaram Havre; aos alemães Prometeram a administração dos Bispados de Metz, Toul e Verdun.

Enfim, com la Rochelle, eles mesmos tinham criado materialmente um estado dentro do estado. Sua intenção era substituir a monarquia Cristã por um governo e um gênero de vida “modelados segundo os de Genebra”, quer dizer, a república. Os huguenotes, diz Tavannes, estão a caminho de fundar uma democracia”. O plano para isso tinha sido traçado em Béarn, e os estados do languedoc reclamavam sua execução em 1573. O jurista protestante François Hatman exerceu sobre os espíritos, no sentido democrático, uma grande influência com seu livro Franco-Gallia, 1573. Ele coloca a serviço das teorias republicanas uma história à sua maneira, para conduzir, com grande reforço de textos e de afirmações, os franceses à sua “constituição primitiva”. “A soberania e principal administração do reino, dizia ele pertence à geral e solene Assembléia dos três estados”. O rei reina mas não governa. O estado, a República é tudo, o rei quase nada. ele joga seus leitores na plena soberania do Povo.

(essas informações têm um imprimatur da igreja e o Nihil obstat e também é indicada pelo Papa Pio X). #apologistasdafecatolica #reformaprotestantefilhadarenascença

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