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A TOLERÂNCIA DA IGREJA DIANTE DOS ABUSOS DOS JUDEUS.









O trecho seguinte mostra o ponto que pode chegar o ódio judeu contra o cristianismo:

“Ieshou (Jesus) o Nazareno, que desviou o mundo do culto Santo — bendito seja, — será julgado eternamente. Todas as sextas-feiras, seu corpo será decomposto e atirada à fervura, à entrada do Sabbat. O inferno poderá findar, mas o seu castigo e os seus tormentos nunca terão fim. Ieshou e Mahomet são esses ossos impuros do cadáver putrefato, de que diz a escritura: “Voz os deitareis aos cães”. São os excrementos imundos dos cães e, por terem seduzido os homens, desceram ao inferno, donde jamais tornaram a subir.

Referência bibliográfica: zeper Ha zohar, as forças secretas da revolução, Léon de poncins.

Devemos fazer justiça com a história e mencionar a quase infinita tolerância e apoio em todas as épocas aos Judeus convertidos e o tratamento recebido, especialmente da parte dos Pontífices, que não pensaram duas vezes na hora de excomungar aqueles cristãos novos o velhos que discriminassem os conversos por sua origem Judaica. Basta ter honestidade intelectual e com as informações que vários Historiadores nos trazem, podemos mencionar as algumas referências, como evidência desta afirmação e desta vontade, a bula do Papa Nicolau V, datada de 24 de setembro de 1449, dirigida às associações de cristãos velhos que queriam excluir os cristãos novos por sua ascendência: “Decretamos e declaramos de todos os católicos formam um corpo em cristo, de acordo com os ensinamentos de nossa fé”. Na sequência, o sumo pontífice procede em excomungar Pedro Sarmiento — principal promotor dos estatutos — e alguns outros de seus seguidores (Henry Kamen Op. Cit. P. 42. Em 1481, quando A IV recebeu do arcebispo de Toledo, Alonso Garrillo, denuncias similares, proibiu as associações racistas sob pena de excomunhão ( Henry Kamen Op. Cit. P.43). A isto se somam os indultos de Isabel e de Sisto IV em favor dos marranos, e de Felipe III e do Papa Clemente VIII outorgando, em 23 de agosto de 1604, um perdão geral para todos os judaizantes condenados, até mesmo os que se encontravam na prisão. É inegável que os Papas aguentaram a situação com firmeza e dignidade por todo o tempo que lhes foi humanamente possível, até que a atividade criminosa dos judeus convertidos tornou-se insustentável, colocando em sério perigo a unidade e a paz social do reino, obtida com tanto sacrifício. O filósofo erudito judeu Espinoza quem reconhece, em seu “tratado teológico político”, que os judeus convertidos ao catolicismo foram tratados como espanhóis, com as mesmas honras que um cristão de nascimento ou de muito tempo convertido ( Adolfo Kuznitzky, A lenda negra da Espanha e os Marranos, El Emporio Ediciones, Córdoba, Argentina).


Também em Portugal foi bastante comum a concessão de “Perdões Gerais” aos conversos. Assim conta Roth, em um perdão Geral de 1615 “foram libertados 410 prisioneiros, depois de impor apenas algumas penas espirituais”. Houve outros semelhantes, como os de 1627 e 1630.

Jean Pierre Dedieu diz que por volta de 1527 pensou-se em acabar com a inquisição, pois o perigo da Criptojudaísmo havia diminuído de forma considerável. No entanto, desistiu devido à ameaça que começaram a representar os protestantes e suas pretensões de invadir a Espanha, optou-se por manter ativo este instrumento que tão bons resultados havia dado com os conversos. O acerto desta decisão foi duplo. Em primeiro lugar, graças a inquisição conseguiu-se que a seita reformista não penetrasse de forma considerável na península Ibérica. E, em segundo lugar, conseguiu ofuscar a ação dos novos judaizantes procedentes de Portugal, quando foi anexado em 1580. De Portugal viria uma imensa quantidade de judeus e conversos portugueses, que consideravam a inquisição espanhola menos rigorosa que a portuguesa.

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