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A verdadeira Israel de Deus é a Igreja (PARTE I)

• A VERDADEIRA ISRAEL DE DEUS É A IGREJA • (PARTE I) • Sabemos através da TRADIÇÃO, que um dos escritores do novo testamento, não era judeu, Lucas. Que saibamos, nenhum dos pais da igreja era judeu, embora tanto Hermas quanto a Hegésipo, por exemplo, pudessem ser; Justino Mártir nasceu em Samaria, mas era gentio. A transição representada por esse elemento teve como consequência o desenvolvimento da doutrina cristã. • Os primeiros cristãos foram judeus e encontraram na fé cristã uma continuidade com a antiga fé. Eles se lembravam que seu Senhor mesmo tinha tido que seu propósito era cumprir a lei e os profetas, não não aboli-los; e era inútil os hereges negarem esse dito (Ireneu contra as heresias 4. 34.2;Mateus 5. 17; Tertuliano contra Marcião. 4.7. 4; 4 .9.15; 4.12.14; Tertuliano contra Marcião 5.14 14); Com os primeiros capítulos do livro dos Atos dos apóstolos obtemos uma imagem um tanto idealizada de uma comunidade cristã que se mantém seguindo como escrituras, a adoração e as observâncias da vida religiosa judaica. A igreja de jerusalém, que Ireneu chamou de “igreja da qual toda a igreja originou-se, capital dos cidadãos da nova aliança” (Ireneu contra as Heresias 3.12.5), Sequido de Tiago que, como “irmão do senhor” (Gálatas 1.19) era um tipo de “califa” (Staufler [1952] página 193-214), mas se recusou a fazer um rompimento com as tradições judaicas, não houve uma linha de divisão na comunidade de Jerusalém a aceitar uma separação fundamental entre suas vidas anteriores e sua nova condição. Eles, reconheciam que havia chegado algo novo – mas não algo inteiramente novo, mas algo recém-restaurado e cumprido. Mesmo depois da queda de jerusalém, em 70 d.c., esses “nazarenos” mantinham uma hereditariedade com o judaísmo; eles “queriam observar as ordenanças dadas por Moisés, contudo, escolheram viver como os cristãos e os fiéis” (Justino diálogo com Trifão 47. 2). começo da teologia cristã. Mas as tensões no pensamento judaico, especialmente no período anterior a 70 d.c., se refletiram no começo da teologia cristã. • O grupo chefiado por Tiago manifestou um grande apego às tradições judaicas, embora o grupo missionário que, mais adiante foi identificado com o apóstolo Paulo, bem como os apologetas do século II refletiam algumas afinidades com o pensamento judaico da diáspora helenista. Sobre à questão da continuidade do cristianismo com o judaísmo (Atos dos apóstolos 6-7). Depois de 70d.c., Esse conflito marcou as relações entre o pensamento cristão e o pensamento judeu em todos os lugares (Agostinho de Hipona Epístolas 82.4-22 [CSEL 34-II: 355-75]). A extensão e escopo da continuidade geraram uma controvérsia entre Pedro e Paulo; e essa controvérsia continuou inquietar a igreja. Foram produzidas várias soluções práticas para resolver os problemas de observação cultural e dietética, mas essas soluções não foram colocadas em uma forma consistente de interpretar uma questão teológica: o que há de novo na nova aliança? Como diferenças entre as medidas como estas são respondidas em atos (Atos dos Apóstolos 15. 6-21), a forma como Paulo discute em gálatas (Gálatas 2. 11-14) é uma continuação da difículdade enfrentada pela igreja. Os líderes dos dois lados eram cristãos de origem judaica; eles, a despeito de diferenças nas respostas, responderam à questão da diferença entre o judaísmo e o cristianismo com um profundo rigor pessoal (Romanos 9-5). Quando os convertidos começaram a vir mais do lado dos pagãos que das judaicas, o rigor foi abrandando e o lado de observação da questão ficou mais marcante. Para os judeus cristãos, a questão da continuidade era uma questão de sua relação com a mãe; para os cristãos gentios, era uma questão de sua relação com a sogra. O que, aos olhos dos gentios, era ofensivo no cristianismo, em extensão do período, era o que este tinha herdado do judaísmo. Celso e outros críticos pagãos ridicularizaram a declaração de que Deus, de todos os lugares existentes, fez uma aparição em “algum canto da judéia” (GC 3: 149), Orígenes contra Celso 5,50 [GCS, 3:55]); O imperador Juliano registrou o conceito judaico e cristão de Deus como “essencialmente uma divindade de um povo primitivo e incivilizado” (Cochrane [1944], página 266; Juliano contra os Galileus 43 A, 3; 320), embora ele tenha repreendido os galileus por terem abandonado o judaísmo. Não só os críticos gentios do Cristianismo, mas também os gentios convertidos ao cristianismo exigiram uma decisão sobre quanto da tradição judaica eles eram obrigados a seguir. A atitude de Marcião foi um exemplo herético do que antes, poderia ser um ressentimento disseminado também entre os crentes ortodoxos; pois é um Barnabé, embora não chegue ao mesmo ponto que o que Marcião chegou em sua rejeição do antigo testamento, afirmou que as tábuas originais da aliança do Senhor foram quebradas no Sinai e que Israel nunca teve uma aliança autêntica com Deus (Barnabé 14, 3-4). A declaração de Tertuliano, em oposição à Marcião, de que havia mais pessoas que aceitavam a autoridade do antigo testamento do que a rejeitavam levantou a questão de se o número de pessoas que a rejeitavam, em algum momento, chegou a ser cconsideráve (Tertuliano contra a Marcião).

• essa disputa acerca da autoridade do antigo Testamento a respeito da natureza da continuidade entre o judaísmo e o cristianismo foi a primeira forma de busca por uma tradição, que voltou ao longo da história cristã em outras formas. A adoção Cristã de Abraão como o pai de todos os que crêem romanos 4.9 e a identificação cristã da igreja, a cidade de Deus, com a herança de Abel ilustram essa questão. Quando a igreja formulou sua busca por uma tradição em uma doutrina de correção e cumprimento, ela foi capacitado a reivindicar todos os santos e crentes até Abraão e até mesmo até Adão como seus filhos (Eusébio de cesareia, história eclesiástica, 1.4.6; Agostinho contra duas epístolas de Pelágio 3.4.11.) essa doutrina de correção e cumprimento, também ajudou a estabelecer um padrão para o tratamento do problema da tradição nos séculos subsequentes. Santo Atanásio reivindicou a tradição do seu lado a despeito do fato de a linguagem de muitos dos pais soar herética (Santo Atanásio, A defesa de Dionísio 14). Santo Agostinho tentou inocentar os pais gregos da acusação de pelagianismo, os oponentes ortodoxos de Gottschallk do século IX, por sua vez, tentaram inocentar Agostinho; os debates entre o grego oriental e o latim ocidental giravam em torno do testemunho da tradição; os reformadores protestantes no seu início usavam da afirmação da sua lealdade à tradição católica, tradição essa que herdou de Roma, apesar de sua separação de Roma. Lembremos que a própria Bíblia sagrada com seu novo testamento, é parte da tradição cristã, não havendo vínculo com a tradição judaica, a não ser pelos judeus que se converteram, hoje vemos um grande esforço dos protestantes pentecostais em não reconhecer esse elo com a tradição da Igreja Católica, então vão buscar símbolos que remetem a um Judaísmo que não pertence a eles, a uma Israel atual que não tem em nada com a Israel do antigo testamento, os judeus permanecem na diáspora até os dias atuais. Todos esses argumentos seguiram o esboço da apropriação da tradição judaica pelos cristãos dos séculos I e II.

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