top of page

A VISÃO DA GLÓRIA – Scott Hahn medita sobre o 2º Domingo da Quaresma

No evangelho de hoje, subimos a montanha com Pedro, João e Tiago. Lá, vemos Jesus “transfigurado”, falando com Moisés e Elias sobre Seu “êxodo”.

A palavra grega “êxodo” significa “partida”. Mas a palavra é escolhida, deliberadamente, para despertar nossa lembrança da fuga dos israelitas do Egito.

Por Sua morte e ressurreição, Jesus liderará um novo Êxodo – libertando não apenas Israel, mas todas as raças e pessoas; não da servidão ao faraó, mas da escravidão do pecado e da morte. Ele guiará toda a humanidade, não para o território prometido a Abraão na Primeira Leitura, mas à comunidade celeste que Paulo descreve na Epístola de hoje.

Moisés, que trouxe a Lei de Deus, e o grande profeta Elias, foram as únicas figuras do Antigo Testamento a ouvir a voz e ver a glória de Deus no topo de uma montanha (Êxodo 24, 15-18; 1 Reis 19, 8-18).

A cena de hoje assemelha-se muito à revelação de Deus a Moisés, que também levou consigo três companheiros e cujo rosto também se acendeu de forma esplendente (Êxodo 24, 1; 34, 29). Mas quando a nuvem divina se afasta, no Evangelho de hoje, Moisés e Elias se retiram. Apenas Jesus permanece. Ele revelou a glória da Trindade: a voz do Pai, o Filho glorificado e o Espírito na nuvem brilhante.

Jesus cumpre tudo o que Moisés e os profetas ensinaram e nos mostraram sobre Deus (Lucas 24, 27). Ele é o Eleito prometido por Isaías (Isaías 42, 1; Lucas 23, 35), o “profeta semelhante a mim” que Moisés havia prometido (Deuteronômio 18, 15; Atos 3, 22-23; 7, 37). Mas, sobretudo, Ele é o Filho de Deus (Salmos 2, 7; Lucas 3, 21-23).

“Ouça-O”, a voz nos fala da nuvem. Se, como Abraão, colocamos nossa fé em Suas palavras, um dia também seremos conduzidos à  “terra dos viventes”, conforme cantamos no Salmo de hoje. Como Paulo nos garante, participaremos de Sua ressurreição, e então nossos humildes corpos serão glorificados como o Seu.

0 visualização0 comentário
bottom of page