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As causas imediatas da expulsão dos cristãos do Japão

A ordem de Hideyoshi, determinando a expulsão dos missionários datada de 24 de julho de 1587, justifica a medida com os seguintes argumentos:

> É inadmissível a transmissão de doutrinas heréticas de países cristãos a uma nação dos deuses, o Japão;

>> Constitui fato sem precedentes a destruição de Santuários Xintoístas e templos budistas, como resultado da conversão de populações de vários feudos. Os Daimios têm sob sua guarda temporária as terras e seus habitantes, razão por que devem defender as leis do país. Tendo este preceito em mente, precisam impedir que mesmo elementos mais modestos descumpram as leis;

>>> Pensamos que os padres, com seus conhecimentos, podem fazer o seu proselitismo; mas como foi dito acima, destroem as leis religiosas do Japão, razão por que não podemos tolerá- los. Por isso, decidimos vedar a permanência de sacerdotes cristãos em território nipônico, devendo, dentro de vinte dias a contar desta data, retornarem aos seus países de origem. Aqueles (japoneses), Durante esse período, cometerem ofensas aos sacerdotes cristãos serão punidos.

>>>> Os navios mercantes não estão incluídos neste édito, já que eles vêm para prática de comércio. Mesmo doravante podem comerciar, durante muitos anos. Que tomem conhecimento de que mercadores e outros elementos têm permissão de vir (ao Japão) procedentes de países cristãos.

Contudo, alguns autores apontam como possíveis causas imediatas da decisão de Hideyoshi, entre outras as seguintes:

> Recusa por parte de belas jovens católicas do feudo cristão de Arima em acatar a ordem de participarem do harém do ditador;

>> Tendo terminado a campanha de pacificação de Kyushu, com ajuda de daimios cristãos, já podia dispensar o apoio dos padres;

>>> Os portugueses não atenderam ao pedido de Hideyoshi de lhe fornecer navios armados para a campanha da Coréia.

É possível que o conjunto dessas causas tenham contribuído para a repentina mudança de orientação de Hideyoshi.

Fonte: Choque luso no Japão dos séculos XVI e XVII. Pág. 69,70 e 71. José Yamashiro



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