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AS COISAS NOVAS DE DEUS – Scott Hahn medita sobre o 5º Domingo da Quaresma

A Liturgia desta Quaresma nos mostrou o Deus do Êxodo. Ele é um Deus poderoso e cheio de graça, o Qual, inteiramente fiel à sua aliança, fez “grandes coisas” para o Seu povo, como diz o Salmo de hoje.

Mas as “coisas de muito tempo atrás”, como Isaías nos diz na primeira leitura de hoje, não são nada em comparação com o “algo novo” que Ele fará no futuro.

A primeira leitura de hoje e o salmo recordam os maravilhosos acontecimentos do Êxodo. Ambos vêem no Êxodo um padrão e uma profecia do futuro, quando Deus restaurará a sorte de Seu povo caído em pecado. As leituras de hoje antecipam um Êxodo ainda maior, quando Deus se juntará às tribos exiladas de Israel espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

O novo Êxodo, que Israel tanto esperava, chegou com a morte e ressurreição de Jesus. Tal como a mulher adúltera, no Evangelho deste domingo, todos foram poupados pela compaixão do Senhor. Todos ouviram Suas palavras de perdão e Seu apelo ao arrependimento, para não mais pecarem. Como Paulo, na Epístola de hoje, Cristo tomou posse de todos nós, assumindo cada um como filho do nosso Pai celestial.

Através da Igreja, Deus formou um povo para Si mesmo, destinado a anunciar o Seu louvor, exatamente como Isaías disse que Ele  faria. E como Isaías prometeu, Ele deu de beber água viva a Seu “povo eleito”, nas terras desérticas deste mundo (João 7, 37-39).

Mas o nosso Deus é sempre um Deus do futuro, não do passado. Devemos viver com corações esperançosos, “esquecendo o que passou, mas nos esforçando para seguir adiante”, como Paulo nos diz. Sua salvação, diz Paulo, é um poder no presente: “o poder de sua ressurreição”.

Devemos viver aguardando um Êxodo ainda maior e final, perseguindo “a meta, rumo ao prêmio, que, do alto, Deus” nos chama a receber em Cristo, lutando com fé para alcançar a última novidade que Deus nos promete: a ressurreição dos mortos.

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