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CABEÇAS ERGUIDAS – Scott Hahn medita sobre o 1º Domingo do Advento

Em todo Advento, a Liturgia da Palavra reorienta o nosso sentido do tempo. Há uma tensão deliberada nas leituras das próximas quatro semanas — entre promessa e cumprimento, expectativa e libertação, entre olhar para frente e olhar para trás.

Na primeira leitura de hoje, o profeta Jeremias dirige nosso olhar à promessa que Deus fez a Davi, cerca de mil anos antes de Cristo. Deus diz, através do profeta, que Ele cumprirá esta promessa elevando um “rebento justo”, um reto descendente de Davi, que governará Israel com justiça (II Samuel 7, 16; Jeremias 33, 17; Salmos 89, 4-5; 27-38).

O Salmo de hoje também ressoa o tema da antiga expectativa de Israel: “Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia.”

Nós olhamos para o desejo e a profecia de Israel, sabendo que Deus já cumpriu aquelas promessas, enviando Seu único Filho ao mundo. Jesus é o “rebento justo”, o Deus e Salvador por Quem Israel estava esperando.

Saber que Ele é um Deus que cumpre suas promessas, imprime uma grave urgência às palavras de Jesus no Evangelho de hoje.

Incitando-nos a vigiar pelo Seu retorno na glória, Ele recorre às imagens de caos e instabilidade do Velho Testamento — turbulência nos céus (Isaías 13, 11-13; Ezequiel 32, 7-8; Joel 2,10); mares rugindo (Isaías 5, 30; 17,12); conflitos entre as nações (Isaías 8, 22; 14, 25) e pessoas aterrorizadas (Isaías 13, 6-11).

Ele evoca a imagem, que está no profeta Daniel, do Filho do Homem vindo em uma nuvem de glória, para descrever Seu retorno como uma “teofania”, uma manifestação de Deus (Daniel 7, 13-14).

Muitos vão se esconder e ficar literalmente morrendo de medo. Mas Jesus diz que devemos saudar o fim dos tempos com as cabeças erguidas, confiantes em que Deus cumpre suas promessas, que nossa “redenção está próxima”, que “o reino de Deus está próximo” (Lucas 21, 31).

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