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COMO A NEUROCIÊNCIA NOS MOSTRA QUE O CÉREBRO É SEXUADO – René Écochard

[René Ecochard, em seu recente livro Homem Mulher: o que as neurociências nos dizem, mostra que o cérebro humano reage de forma diferente, dependendo ser de mulher ou de homem, tornando cientificamente falsa a ideologia segundo a qual as diferenças sexuais são construções puramente sociais. Em entrevista para o site Aleteia, o autor apresenta uma síntese da obra].

Os debates atuais levantam a questão do respectivo lugar das mulheres e dos homens na vida social e nas famílias. Pela sua biologia, homens e mulheres têm aptidões diferentes, mas também complementares. Trata-se de um potencial rico, tanto para a vida do casal quanto para a vida social.

Uma segunda questão que está sendo feita, atualmente, é se existe uma ligação biológica entre sexo e gênero. A neurociência mostra que o gênero se desenvolve a partir do sexo. Assim, o cérebro é sexuado. Em outras palavras, a ciência mostra que o gênero não é uma construção social pura nem uma escolha, mas que é inato, e só pede para se desenvolver de acordo com a natureza e a experiência. De Charles Darwin a Ruth Feldman, os cientistas revelaram a base biológica da ecologia humana. Eles concordam que em toda a natureza, flora e fauna, os genes estão na origem da complementaridade entre masculino e feminino. Isso também vale para homens e mulheres.

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Homens e mulheres têm uma humanidade comum, que se reflete em uma grande semelhança entre seus cérebros. Mas a neurociência também mostra grandes diferenças: áreas mais desenvolvidas nas mulheres e outras nos homens, além de diferentes receptores hormonais. Através da neurociência, aprendemos que essas diferenças cerebrais se traduzem em diferentes temperamentos e habilidades. A neurociência também mostra como os caracteres inatos se desenvolvem. Assim como os músculos se desenvolvem através do exercício físico, o cérebro se desenvolve sob a influência de genes, mas também de hormônios, da educação e de ações realizadas pela própria pessoa. Nascemos homem ou mulher; e nos tornamos assim desenvolvendo nossas habilidades inatas.

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Há, nas publicações científicas, um discurso claro sobre a natureza sexuada do cérebro, e isso desde o nascimento. O debate público se priva desses referenciais. Baseia-se mais em ideias e sentimentos do que em fatos observados e verificados. Para acompanhar adequadamente o sofrimento relacionado ao gênero, é necessário um diálogo pacífico sobre o assunto, integrando dados da neurociência.

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A apresentação de uma “ecologia integral”, baseada tanto na filosofia como na ciência, permite anunciar a verdade sobre o homem e a natureza. É um caminho de liberdade e progresso, que protege contra o risco de ideologias não conectadas com a realidade. Assim como o esportista desenvolve suas habilidades inatas, todos podem desenvolver suas habilidades como homem ou mulher. É somente na idade adulta que a personalidade atinge plenamente seu desenvolvimento masculino ou feminino. Conhecendo seu potencial, o menino e a menina podem desenvolver seus talentos para se prepararem para seu horizonte específico — como homem (e talvez pai), ou mulher (e talvez mãe). Conhecer melhor as diferenças entre homens e mulheres, e seu suporte biológico, nos dá chaves para melhor nos acolhermos e convivermos de forma mais harmoniosa. A acolhida do sofrimento relacionado ao gênero deve ser combinado com um verdadeiro discurso sobre a natureza humana.

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