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FAZER COMO DAVI FEZ COM SAUL – Scott Hahnn medita sobre o 7º Domingo do Tempo Comum

A história de Davi e Saul, na primeira leitura de hoje, funciona quase como uma parábola. Mostrando misericórdia para com seu inimigo mortal, Davi dá um exemplo concreto do que Jesus espera que seja a forma de vida de Seus discípulos.

A nova lei que Jesus apresenta, no Evangelho de hoje, nos transformaria todos em “Davis”, amando nossos inimigos, fazendo o bem àqueles que nos prejudicaram, oferecendo uma linha de crédito àqueles que nunca nos reembolsarão.

A Lei Antiga exigia apenas que os israelitas amassem seus compatriotas (Levítico 19,18). A nova lei, trazida por Jesus, nos faz parentes de todos os homens e mulheres (Lucas 10, 29-36). Seu reino não é uma tribo, nem uma nação. É uma família. Como seguidores de Jesus, devemos viver como Ele viveu entre nós: como “filhos do Altíssimo” (Lucas 6, 35; 1, 35).

No contexto da liturgia de hoje, somos todos “Sauls”, pois por nossa condição de pecadores, e nosso orgulho, nos tornamos inimigos de Deus. E só fomos poupados de uma morte justamente merecida, porque Deus amou e mostrou misericórdia a Seus inimigos, que somos nós (“os ingratos e os iníquos”, como diz Jesus).

Jesus nos mostrou esse amor em Sua Paixão, perdoando Seus inimigos quando eles O despiam de seu manto e de sua túnica, quando O amaldiçoavam e O golpeavam na face, condenando-O à morte de cruz (Lucas 22, 63–65; 23,34) . “Da sepultura Ele salva a tua vida”, Davi nos lembra no Salmo de hoje.

Essa é também a promessa da Epístola deste domingo: nós, que cremos no “último Adão”, que é Jesus, ressuscitaremos dos mortos à Sua imagem, tal como Ele ressuscitou, ainda que tenhamos de carregar nesta vida a imagem do “primeiro Adão”, cujo pecado fez de Deus um inimigo e trouxe a morte ao mundo (1 Coríntios 15, 21-22).

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