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LIBERDADE E FÉ – Pe. Santiago Martín

O Arcebispo de Valência, Cardeal Cañizares, em sua homilia na Missa celebrada na Universidade Católica de Valência, por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição, disse que nesta semana que nós, católicos, não temos qualquer problema em respeitar “aqueles que veem a vida de forma diferente”; e, por isto mesmo, “pedimos liberdade e respeito para viver de acordo com as nossas convicções, para propor livremente a nossa maneira de ver as coisas sem que ninguém seja ameaçado ou que a nossa presença seja interpretada como uma ofensa ou um perigo para a liberdade dos outros”.

Trata-se do problema da intolerância secularista, cada vez mais violenta, que envenena a coexistência em todo o Ocidente. Quem não pensar como eles, age como eles e vota como eles querem, é insultado e até perseguido. Esta é a sociedade a que os secularistas chamam de livre e democrática: a sociedade do pensamento unívoco, que se alimentou da verdadeira tolerância cristã para eliminar aqueles que permitiram a sua existência.

Uma prova disto, entre tantas que ocorrem todos os dias, foi a decapitação do Menino Jesus, no monumental presépio que, durante anos, foi instalado em San Lorenzo del Escorial, perto de Madrid. Apesar de ser um bem de notável interesse cultural, com boas repercussões econômicas para a cidade, um autoproclamado “amante da liberdade” destruiu-o. E isto é apenas uma gota, no balde do dilúvio que cai sobre nós todos os dias.

Alguns podem pensar que estes ataques à liberdade e aos direitos dos cristãos são obra de radicais fanáticos. Seria o caso se, sempre que algo semelhante acontecesse, as pessoas do mesmo lado condenassem o que aconteceu. Mas não é isso que acontece. Pelo contrário: cada vez mais, vemos líderes políticos identificarem-se e até justificarem a violência utilizada contra a Igreja, quando não são eles próprios que a praticam.

Os secularistas, com a sua agressão e ódio, demonstram que existe apenas uma democracia possível, uma democracia em que aqueles que acreditam em Deus sejam tratados como cidadãos iguais.

Já a outra democracia, aquela que eles querem impor, é na realidade uma ditadura. A fé em Deus”, concluiu o Cardeal Cañizares em sua homilia, “não limita a liberdade, mas melhora-a. É o ódio a Deus e aos crentes que reduz a liberdade e acaba por destruí-la”.

Hoje em dia, tendo em conta o que está acontecendo, deve ser dito claramente: quem ama a liberdade, deve abandonar o secularismo e tornar-se cristão.

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