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UM SOPRO DE VIDA NOVA – Scott Hahn medita sobre o 2º Domingo da Páscoa

O profeta Daniel, numa visão, viu “Alguém semelhante ao Filho do Homem” receber a realeza eterna (Daniel 7, 9-14). João é conduzido ao céu, na segunda leitura de hoje, onde ele vê a profecia de Daniel cumprida em Jesus, que aparece como “Alguém semelhante ao Filho do Homem”.

Jesus está vestido com o manto de um Sumo Sacerdote (Êxodo 28, 4; Sabedoria 18, 24) e usando a faixa dourada de um rei (1 Macabeus 10, 89). Ele foi exaltado pela destra do Senhor, como cantamos no Salmo de hoje.

Seu corpo ressuscitado, que os Apóstolos tocam no Evangelho de hoje, foi transformado em um Espírito vivificador (1 Coríntios 15, 45).

Como o Pai O ungiu com Espírito e poder (Atos 10, 38), Jesus derrama aquele Espírito sobre os Apóstolos, enviando-os ao mundo “como o Pai Me enviou”.

Jesus “sopra” o Espírito de Sua vida divina nos Apóstolos — como Deus soprou o “hálito de vida” em Adão (Gênesis 2, 7); como a oração de Elias devolveu “o sopro de vida” à criança morta (1 Reis 17, 21-23); e como o Espírito soprou vida nova aos mortos, no vale dos ossos (Ezequiel 37, 9-10).

Seu sopro criador une os Apóstolos — Sua Igreja — ao Seu corpo, e os capacita a soprar Sua vida em um mundo agonizante, para dele fazer uma nova criação.

No Evangelho e na Primeira Leitura de hoje, vemos os apóstolos cumprindo essa missão com poderes que somente Deus possui – o poder de perdoar pecados e de operar “sinais maravilhosos”, uma expressão bíblica usada apenas para descrever as poderosas obras de Deus (Êxodo 7, 3; 11,10; Atos 7, 36).

Tomé e os outros viram “muitos outros sinais”, depois que Jesus ressuscitou dos mortos. Eles viram e acreditaram. Eles receberam a Sua vida, que continua na Palavra e nos sacramentos da Igreja, para que nós, que não vimos, possamos herdar Suas bênçãos e “ter vida em Seu nome”.

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