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- Santo do Dia – 21 de Dezembro – São Pedro Canísio
SANTO DO DIA – 21 DE DEZEMBRO – SÃO PEDRO CANÍSIO Sacerdote e doutor da Igreja (1521-1597) A catequese sempre exerceu um fascínio tão grande sobre Pedro Canísio que, quando tinha menos de treze anos, ele já reunia meninos e meninas à sua volta para ensinar passagens da Bíblia, orações e detalhes da doutrina da Igreja. Mais tarde, seria autor de um catecismo que, publicado pela primeira vez em 1554, teve mais de duzentas edições e foi traduzido em quinze línguas. Mas teve também grande atuação no campo teológico, combatendo os protestantes. Peter Kanijs para os latinos, Pedro Canísio nasceu em 8 de maio 1521, no ducado de Geldern, atual Holanda. Ao contrário dos demais garotos, preferia os livros de oração às brincadeiras. Muito estudioso, com quinze anos seu pai o mandou estudar em Colônia e, com dezenove, recebeu o título de doutor em filosofia. Mas não aprendeu somente as ciências terrenas. Com um mestre profundamente católico, Pedro também mergulhou, prazerosamente, nos estudos da doutrina de Cristo, fazendo despertar a vocação que se adivinhava desde a infância. No ano seguinte ao da sua formatura, os pais, que planejaram um belo futuro financeiro para a família, lhe arranjaram um bom casamento. Mas Pedro Canísio recusou. Não só recusou como aproveitou e fez voto eterno de castidade. Foi para Mainz, dedicar-se apenas ao estudo da religião. Orientado pelo padre Faber, célebre discípulo do futuro santo Inácio de Loyola, em 1543 ingressou na recém-fundada Companhia de Jesus. Três anos depois, ordenado padre jesuíta, recebeu a incumbência de voltar para Colônia e fundar uma nova Casa para a Ordem. Assim começou sua luta contra um cisma que abalou e dividiu a Igreja: o protestantismo. Quando era professor de teologia em Colônia, sendo respeitado até pelo imperador, Pedro Canísio conseguiu a deposição do arcebispo local, que era abertamente favorável aos protestantes. Depois, participou do Concílio de Trento, representando o cardeal Oto de Augsburg. Pregou e combateu o cisma, ainda, em Roma e Messina, onde lecionou teologia. Mas teve de voltar à Alemanha, pois sua presença se fazia necessária em Viena, onde o protestantismo fazia enormes estragos. Foi nesse período que sua luta incansável trouxe mais frutos e que também escreveu a maior parte de suas obras literárias. Fundou colégios católicos em Viena, Praga, Baviera, Colônia, Innsbruck e Dillingen. Foi nomeado pelo próprio fundador, Inácio de Loyola, provincial da Ordem para a Alemanha e a Áustria. Pregou em Strasburg, Friburg e até na Polônia, sempre denunciando os seguidores do sacerdote Lutero, pai do protestantismo. Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburg, atual Suíça, após cinquenta e quatro anos de dedicação à Companhia de Jesus e à Igreja. Foi canonizado por Pio XI, em 1925, para ser festejado, no dia de sua morte, como são Pedro Canísio, doutor da Igreja, título que também recebeu nessa ocasião. Texto: Paulinas Internet São Pedro Canísio Pedro, filho de Jacó Kanis, burgomestre de Nimeg, piedoso desde menino, consagrou a Deus a virgindade quando entrou nos dezenove anos. Tendo estudado direito civil em Colônia e direito canônico em Louvain, aos 23 de fevereiro de 1540, seguindo as pegadas dum amigo íntimo, Lourenço Súrio, fez-se cartuxo. Mais tarde, passando para a Companhia de Jesus, levado por Pedro Favre, foi ordenado padre em 1546. Doutor em teologia em 1549, Pedro Canísio, na Alemanha (onde fermentavam as doutrinas de Lutero, falecido no ano mesmo em que nosso Santo fora ordenado) devia trabalhar durante trinta anos. A universidade de Ingolstadt estava-se organizando, e a atividade de São Pedro Canísio foi prodigiosa. Superior religioso, predicador, educador, missionário, administrador, escritor, teólogo, diplomata, mediador, conselheiro de príncipes e bispos, representante oficial da Santa Sé, assumiu as formas mais variadas da ação católica. O Santo iniciou em 1549, as lições em Ingolstadt, sobre os sacramentos. Em 1550, era reitor da universidade, e, em 1552, transferia-se para Viena. Criado provincial para a Alemanha, Áustria e Boemia, em 1556, fundou colégios em Ingolstadt, Munique, Praga, Innsbruck, Tréveris, Wursburgo e outras cidades. Pregador zelosíssimo, foi recompensado com um breve do Papa Pio IV, em 1561. Em Augsburgo, em vinte e um meses, fez duzentos e quarenta sermões. Pregou para pobres e humildes, para ricos, príncipes e princesas. Conselheiro de Madalena da Áustria, filha do imperador Fernando I, fê-la interessar-se grandemente pelos pobres e pelos doentes e, especialmente, pelas pecadoras. Se o mundo germânico não abandonou completamente a Igreja na crise suscitada por Lutero, deve-o ele a São Pedro Canísio, cuja ação e atividade eram verdadeiramente maravilhosas. Intervindo em questões político-religiosas, contribuiu para uma feliz conclusão do concílio de Trento. A pedido do cardeal Hósio, polonês, legado do Papa, participou dos trabalhos que diziam respeito ao Index estabelecido por Paulo IV Carafa. Data destes tempos o mais fecundo período da vida do santo jesuíta. Uma das missões que levou a cabo, e das mais delicadas, foi a que lhe confiou o Soberano Pontífice Pio IV, missão secreta e perigosa: estimular o zelo dos bispos alemães e fazer com que aqueles prelados, pusessem em vigor uma nova legislação – os decretos tridentinos. Velho e cansado, São Pedro Canísio faleceu a 21 de dezembor de 1597, e uma multidão, a rezar o terço, apareceu para vê-lo pela última vez e para tocá-lo reverentemente. São Pedro Canísio foi modesto, humilde, compenetrado, todo espiritual. Comedido, jamais o viram rir com estrépito. Incansável, nunca esteve ocioso ou soube o que era sonolência. Lia, rezava, amava o rosário, o ofício da Santa Virgem e meditava. Quem orava por ele, ganhava o seu mais alto reconhecimento. Paciente, sempre satisfeito, vivo, ativo, obediente, era o tipo do religioso perfeito. Se conseguiu reconquistar, para o catolicismo, tantas regiões da Europa, foi graças à doçura, à caridade evangélica e à paciência que o obteve tão pacientemente. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 376 à 378)
- Santo do Dia – 21 de Dezembro – São Pedro Canísio
SANTO DO DIA – 21 DE DEZEMBRO – SÃO PEDRO CANÍSIO Sacerdote e doutor da Igreja (1521-1597) A catequese sempre exerceu um fascínio tão grande sobre Pedro Canísio que, quando tinha menos de treze anos, ele já reunia meninos e meninas à sua volta para ensinar passagens da Bíblia, orações e detalhes da doutrina da Igreja. Mais tarde, seria autor de um catecismo que, publicado pela primeira vez em 1554, teve mais de duzentas edições e foi traduzido em quinze línguas. Mas teve também grande atuação no campo teológico, combatendo os protestantes. Peter Kanijs para os latinos, Pedro Canísio nasceu em 8 de maio 1521, no ducado de Geldern, atual Holanda. Ao contrário dos demais garotos, preferia os livros de oração às brincadeiras. Muito estudioso, com quinze anos seu pai o mandou estudar em Colônia e, com dezenove, recebeu o título de doutor em filosofia. Mas não aprendeu somente as ciências terrenas. Com um mestre profundamente católico, Pedro também mergulhou, prazerosamente, nos estudos da doutrina de Cristo, fazendo despertar a vocação que se adivinhava desde a infância. No ano seguinte ao da sua formatura, os pais, que planejaram um belo futuro financeiro para a família, lhe arranjaram um bom casamento. Mas Pedro Canísio recusou. Não só recusou como aproveitou e fez voto eterno de castidade. Foi para Mainz, dedicar-se apenas ao estudo da religião. Orientado pelo padre Faber, célebre discípulo do futuro santo Inácio de Loyola, em 1543 ingressou na recém-fundada Companhia de Jesus. Três anos depois, ordenado padre jesuíta, recebeu a incumbência de voltar para Colônia e fundar uma nova Casa para a Ordem. Assim começou sua luta contra um cisma que abalou e dividiu a Igreja: o protestantismo. Quando era professor de teologia em Colônia, sendo respeitado até pelo imperador, Pedro Canísio conseguiu a deposição do arcebispo local, que era abertamente favorável aos protestantes. Depois, participou do Concílio de Trento, representando o cardeal Oto de Augsburg. Pregou e combateu o cisma, ainda, em Roma e Messina, onde lecionou teologia. Mas teve de voltar à Alemanha, pois sua presença se fazia necessária em Viena, onde o protestantismo fazia enormes estragos. Foi nesse período que sua luta incansável trouxe mais frutos e que também escreveu a maior parte de suas obras literárias. Fundou colégios católicos em Viena, Praga, Baviera, Colônia, Innsbruck e Dillingen. Foi nomeado pelo próprio fundador, Inácio de Loyola, provincial da Ordem para a Alemanha e a Áustria. Pregou em Strasburg, Friburg e até na Polônia, sempre denunciando os seguidores do sacerdote Lutero, pai do protestantismo. Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburg, atual Suíça, após cinquenta e quatro anos de dedicação à Companhia de Jesus e à Igreja. Foi canonizado por Pio XI, em 1925, para ser festejado, no dia de sua morte, como são Pedro Canísio, doutor da Igreja, título que também recebeu nessa ocasião. Texto: Paulinas Internet São Pedro Canísio Pedro, filho de Jacó Kanis, burgomestre de Nimeg, piedoso desde menino, consagrou a Deus a virgindade quando entrou nos dezenove anos. Tendo estudado direito civil em Colônia e direito canônico em Louvain, aos 23 de fevereiro de 1540, seguindo as pegadas dum amigo íntimo, Lourenço Súrio, fez-se cartuxo. Mais tarde, passando para a Companhia de Jesus, levado por Pedro Favre, foi ordenado padre em 1546. Doutor em teologia em 1549, Pedro Canísio, na Alemanha (onde fermentavam as doutrinas de Lutero, falecido no ano mesmo em que nosso Santo fora ordenado) devia trabalhar durante trinta anos. A universidade de Ingolstadt estava-se organizando, e a atividade de São Pedro Canísio foi prodigiosa. Superior religioso, predicador, educador, missionário, administrador, escritor, teólogo, diplomata, mediador, conselheiro de príncipes e bispos, representante oficial da Santa Sé, assumiu as formas mais variadas da ação católica. O Santo iniciou em 1549, as lições em Ingolstadt, sobre os sacramentos. Em 1550, era reitor da universidade, e, em 1552, transferia-se para Viena. Criado provincial para a Alemanha, Áustria e Boemia, em 1556, fundou colégios em Ingolstadt, Munique, Praga, Innsbruck, Tréveris, Wursburgo e outras cidades. Pregador zelosíssimo, foi recompensado com um breve do Papa Pio IV, em 1561. Em Augsburgo, em vinte e um meses, fez duzentos e quarenta sermões. Pregou para pobres e humildes, para ricos, príncipes e princesas. Conselheiro de Madalena da Áustria, filha do imperador Fernando I, fê-la interessar-se grandemente pelos pobres e pelos doentes e, especialmente, pelas pecadoras. Se o mundo germânico não abandonou completamente a Igreja na crise suscitada por Lutero, deve-o ele a São Pedro Canísio, cuja ação e atividade eram verdadeiramente maravilhosas. Intervindo em questões político-religiosas, contribuiu para uma feliz conclusão do concílio de Trento. A pedido do cardeal Hósio, polonês, legado do Papa, participou dos trabalhos que diziam respeito ao Index estabelecido por Paulo IV Carafa. Data destes tempos o mais fecundo período da vida do santo jesuíta. Uma das missões que levou a cabo, e das mais delicadas, foi a que lhe confiou o Soberano Pontífice Pio IV, missão secreta e perigosa: estimular o zelo dos bispos alemães e fazer com que aqueles prelados, pusessem em vigor uma nova legislação – os decretos tridentinos. Velho e cansado, São Pedro Canísio faleceu a 21 de dezembor de 1597, e uma multidão, a rezar o terço, apareceu para vê-lo pela última vez e para tocá-lo reverentemente. São Pedro Canísio foi modesto, humilde, compenetrado, todo espiritual. Comedido, jamais o viram rir com estrépito. Incansável, nunca esteve ocioso ou soube o que era sonolência. Lia, rezava, amava o rosário, o ofício da Santa Virgem e meditava. Quem orava por ele, ganhava o seu mais alto reconhecimento. Paciente, sempre satisfeito, vivo, ativo, obediente, era o tipo do religioso perfeito. Se conseguiu reconquistar, para o catolicismo, tantas regiões da Europa, foi graças à doçura, à caridade evangélica e à paciência que o obteve tão pacientemente. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 376 à 378)
- Bispos da África, Ucrânia e Cazaquistão: nenhuma bênção para aqueles que vivem em pecado
As conferências episcopais da Ucrânia, Malawi, Zambia e a diocese de Astana no Cazaquistão reagiram à declaração “Fiducia Supplicans” sobre a bênção a casais em situação irregular e pares homossexuais. “Tal bênção contradiz direta e gravemente a revelação e a doutrina divinas”. Veja abaixo as declarações dos países africanos e também do Cazaquistão e Ucrânia, no final da matéria. Por Infocatólica Declaração da Arquidiocese de Santa Maria em Astana sobre a Declaração Fiducia supplicans, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa Francisco em 18 de dezembro de 2023 O propósito manifesto da Declaração da Santa Sé, Fiducia supplicans, é permitir “a possibilidade de abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo”. Ao mesmo tempo, o documento insiste que tais bênçãos são feitas “sem validar oficialmente seu status ou mudar de qualquer forma o ensinamento perene da Igreja sobre o casamento”. O fato de o documento não dar permissão para o “casamento” de casais do mesmo sexo não deve cegar pastores e fiéis ao grande engano e maldade que reside na própria permissão para abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo. Tal bênção contradiz direta e seriamente a Revelação Divina e a doutrina e a prática ininterruptas e de dois mil anos da Igreja Católica. Abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo é um grave abuso do Santíssimo Nome de Deus, uma vez que este nome é invocado sobre uma união objetivamente pecaminosa de adultério ou atividade homossexual. Portanto, nenhuma, nem mesmo a mais bela das declarações contidas nesta Declaração da Santa Sé, pode minimizar as consequências destrutivas e de longo alcance resultantes desse esforço para legitimar tais bênçãos. Com tais bênçãos, a Igreja Católica torna-se, se não na teoria, na prática, uma propagandista da “ideologia de gênero” globalista e ímpia. Como sucessores dos Apóstolos, e fiéis ao nosso solene juramento por ocasião da nossa consagração episcopal “de preservar o depósito da fé na pureza e na integridade, de acordo com a Tradição sempre e em toda a parte observada na Igreja desde o tempo dos Apóstolos”, exortamos e proibimos os sacerdotes e fiéis da Arquidiocese de Santa Maria em Astana de aceitar ou realizar qualquer forma de bênção de casais em situação irregular e casais homoafetivos. Escusado será dizer que qualquer pecador sinceramente arrependido com a firme intenção de parar de pecar e pôr fim à sua situação pública de pecado (como, por exemplo, a coabitação fora de um casamento canonicamente válido, a união entre pessoas do mesmo sexo), pode receber uma bênção. Com sincero amor fraterno, e com todo o respeito, dirigimo-nos ao Papa Francisco, que, ao permitir a bênção de casais irregulares e casais do mesmo sexo, “não anda retamente segundo a verdade do Evangelho” (Gl 2,14), para tomar emprestadas as palavras com que São Paulo Apóstolo admoestou publicamente o primeiro papa em Antioquia. Por isso, no espírito da colegialidade episcopal, pedimos ao Papa Francisco que revogue a permissão para abençoar casais irregulares e casais do mesmo sexo, para que a Igreja Católica resplandeça claramente como “pilar e fundamento da verdade” (1Tm 3,15) para todos aqueles que sinceramente procuram conhecer a vontade de Deus e, Cumprindo-a, alcança a vida eterna. Astana, 19 de dezembro de 2023 + Tomash Peta, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Santa Maria em Astana + Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana Zâmbia e Malawi: Bênção de casais do mesmo sexo proibida “por razões pastorais” As conferências episcopais, primeiro no Malawi e depois na Zâmbia, emitiram esclarecimentos sobre os “Fiducia Supplicans“. A Declaração aprovada pelo Papa Francisco, pela qual durante dois dias é permitida a bênção de casais, não pessoas, de casais homossexuais, ao contrário do que decretou há dois anos. Até então você não poderia abençoar o pecado e sempre poderia abençoar o pecador. Agora, Tucho inventou algumas bênçãos de “baixo custo” que permitem isso. Sim, sim, além de qualquer ritualização e imitação do casamento, e o Vaticano sustenta que a doutrina sobre o casamento não muda, bênção não significa aprovar a união e tudo isso, a palavrinha do Menino Jesus. Como podemos ver, James Martin, SJ, consultor, intérprete e próximo do Papa Francisco, orgulha-se de “seguir” a nova Declaração do Vaticano. Não lhe faltou tempo: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Eles são “casados”, um deles é “professor de teologia” em uma universidade católica e especializado em promover o pensamento LGBT. Gostam de nudismo, de tirar fotos em bailes e de se vestir de mulher. Como esperado, a foto divulgada cumpre todos os requisitos de Tucho que nos garante que as bênçãos são para pessoas que não fingem que… Não se preocupe, não é o arcebispo Strickland, nem ele celebra o Vetus Ordo, nada vai acontecer. A justificativa para as bênçãos são as “razões pastorais”, que como “misericórdia” ou “sinodalidade” adquiriram conotações indesejadas na linguagem eclesiástica e podem fazer parte do legado do papa Francisco. Pelas mesmas razões pastorais dos “Fiducia Supplicans“, a Conferência Episcopal do Malawi emitiu ontem um esclarecimento aos fiéis que lhes foram confiados: “Para evitar confusão entre os fiéis, afirmamos que, por razões pastorais, bênçãos de qualquer tipo para uniões entre pessoas do mesmo sexo de qualquer tipo não são permitidas no Malawi.” decretam os bispos deste país africano, onde um terço da população é católica, e a maioria de seus compatriotas são cristãos de outras denominações. Acrescentam que: “A declaração [Fiducia Supplicans] diz que ritos e orações que possam criar confusão entre o que constitui o casamento e o que o contradiz não são permitidos.” em referência ao n.° 11 do acórdão Fiducia Supplicans. E eles entendem o que todo católico entendia até agora, que todos, seja em uma relação homossexual ou em uma relação extraconjugal (também conhecida como “irregular”), seja adultério ou concubinato, já poderiam ter acesso às mesmas bênçãos populares que sempre foram concedidas a qualquer um que o pedisse e que nada de peculiar ou especial deveria ser estabelecido para eles. O pecador foi abençoado, sempre foi. Não ao pecado, como a Congregação para a Doutrina da Fé recordou formalmente há dois anos. É claro que eles dedicam grande parte de sua declaração a explicar que isso certamente não tem nada a ver com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem com seu reconhecimento. A da Zâmbia é mais mollar (um terço de católicos, 95% de cristãos), e além de explicar a diferença entre bênçãos e reafirmar a doutrina da Igreja esclarece e decreta (assinado por todos os bispos): a) A Declaração Fiducia supplicans não é e não deve ser entendida como um endosso às uniões homoafetivas, mas sim como uma resposta ponderada a inúmeras perguntas sobre a possibilidade de conceder a bênção a casais do mesmo sexo (Fiducia supplicans, 2). Daí o título do documento: “O Significado Pastoral das Bênçãos”. b) Com base na Sagrada Escritura, que apresenta os atos homossexuais como atos de grave depravação (Gn 19,1-29; Rm 1:24-27; 1 Cor 6,10; 1 Tm 1,10), a Conferência reafirma o ensinamento tradicional da Igreja, que declara que “os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados e contrários à lei natural”. Portanto, “em nenhuma circunstância podem ser aprovados” (Cf. Posição da Conferência Episcopal Zâmbia sobre a homossexualidade na Zâmbia, 29 de setembro de 2022). Para evitar qualquer confusão e ambiguidade pastoral, bem como para não infringir a lei do nosso país, que proíbe uniões e atividades entre pessoas do mesmo sexo, e enquanto ouve a nossa herança cultural que não aceita relações entre pessoas do mesmo sexo, a Conferência orienta que a Declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé, de 18 de dezembro de 2023, sobre a bênção de casais do mesmo sexo deve ser tomada para uma reflexão mais aprofundada e não para aplicação na Zâmbia. E conclui: Para concluir, a Conferência deseja convidar vivamente todos os envolvidos nas uniões entre pessoas do mesmo sexo a enveredarem pelo caminho da conversão com maior confiança na misericórdia e no amor de Deus. na misericórdia e no amor de Deus, cujos «olhos estão fixos num homem de espírito humilde e contrito»(Is 66, 2). Onde vamos chegar? Bem, eu não sei. Mas não descarto que o dia 18 de dezembro de 2023 seja uma data muito importante na história da Igreja. Por um lado, para satisfazer certas correntes liberais que estão a caminho de desaparecer, os católicos mais enraizados em Cristo foram ignorados. O Ocidente decadente foi escolhido e a África florescente foi desprezada. Como foi o caso do comissário do Papa, cardeal Kasper, no Sínodo sobre a Família, “os pretos” foram desprezados. Com a Amoris Laetitia, não foi direto. E, no entanto, o Vaticano teve que enviar o cardeal Parolin à Polônia para impedir que a Conferência Episcopal fizesse sua própria interpretação do texto. Desta vez, eles podem não ter medido o suficiente. Se o que aconteceu na Zâmbia e no Malawi se espalhar rapidamente e houver mais alguns “esclarecimentos” das Conferências Episcopais, o cisma, quase formal, que ocorreu na Comunhão Anglicana com o GAFCON, e quase pela mesma razão, pode ser reproduzido. O fim arrogante da Declaração pode ser o seu túmulo: 41. O que foi dito nesta Declaração a respeito das bênçãos dos casais do mesmo sexo é suficiente para orientar o discernimento prudente e paternal dos ministros ordenados a esse respeito. Portanto, além das indicações acima, não se pode esperar outras respostas sobre como regular os detalhes ou praticidades desse tipo de bênção. O cristianismo na África não está enraizado apenas nas Escrituras e, no caso católico, na Tradição e no Magistério. Só que o sentido do sagrado deles é muito diferente. Provavelmente para aqueles que emitiram e apoiam esta Declaração, uma “bênção” é um simples “bom dia”. Para muitos africanos é uma ação litúrgica, ritual ou não. Depois, há a nuance de “ecumênico”, as diferentes confissões cristãs nesses países são, portanto, cristãs. Veremos o que acontece em outras áreas, como a Europa Oriental, com grande influência ortodoxa. Mas o dia 18 de dezembro também marcará a história de muitos que estão tentando justificar e branquear a situação. Todos vão ter que responder pelas ações desses dias. Muitos padres e bispos (a nível pessoal) e movimentos e ordens (a nível institucional) vão ser marcados. E não para melhor. Rezemos… Lembro-me do que Bento XVI escreveu em 2015 a Vladimir Palko em uma carta pessoal: “Vemos como o poder do Anticristo está se expandindo, e só podemos orar para que o Senhor nos dê pastores fortes que defenderão Sua igreja nesta hora de necessidade do poder do mal.” Rezemos… Comunicado da Conferência Episcopal Ucraniana sobre a Declaração do Dicastério da Doutrina da Fé “FIDUCIA SUPPLICANS” sobre o significado pastoral das bênçãos. O documento do Dicastério da Doutrina da Fé do Vaticano examina os diferentes tipos de bênçãos que podem ser dadas pelo clero fora da liturgia. O documento também enfatiza que somente aqueles que querem viver uma vida agradável a Deus e pedir uma bênção podem ser abençoados liturgicamente. Em vez disso, expande a compreensão da bênção extralitúrgica, que geralmente é dada a todas as pessoas, introduzindo a possibilidade de “abençoar casais do mesmo sexo”. É essa possibilidade que tem causado uma tempestade de reações e mal-entendidos sobre as questões morais e doutrinárias na Igreja Católica em relação a esse tipo de bênção. Isso ocorre porque o conceito de “bênção” é percebido por muitos como “permissão”, especialmente como “permissão para pecar”. Embora todo o documento deixe claro que não há “permissão” ou “bênção” para a coabitação homossexual ou qualquer vida de pecado, nem qualquer mudança no ensinamento tradicional da Igreja sobre o casamento, a noção de bênção de casais do mesmo sexo, ou mesmo casais sacramentalmente irregulares, pode ser percebida como uma legalização dessas relações. O documento procura enfatizar o amor ilimitado de Deus por todas as pessoas, pecadores incluídos, e a este respeito mostrar que a Igreja não rejeita essas pessoas, ou seja, aquelas com tendências homossexuais ou mesmo ações. No entanto, parece que o texto não mostra claramente a distinção entre a pessoa e seu modo, a aceitação misericordiosa da pessoa e a desaprovação expressa de seu pecado. Ao mesmo tempo, o documento se concentra principalmente em duas categorias de pessoas: aqueles que vivem em relações sacramentalmente irregulares (homens e mulheres) e casais do mesmo sexo. Assim, o documento trata igualmente a situação dos casais masculino-femininos sacramentalmente irregulares e dos casais homoafetivos. Ambas as situações são gravemente pecaminosas, no entanto, precisam ser tratadas separadamente. Vemos perigo em formulações ambíguas que causam interpretações divergentes entre os fiéis. O que percebemos como falta no documento é que o Evangelho chama os pecadores à conversão, e sem um chamado para deixar a vida pecaminosa dos casais homossexuais, a bênção pode parecer uma aprovação. No entanto, ressaltamos que o documento reiteradamente enfatiza que a bênção de casais do mesmo sexo não é de forma alguma uma legalização dessa coabitação, e o ensinamento da Igreja Católica sobre o sacramento do matrimônio, que é a união de um homem e uma mulher, permanece inalterado. Conferência dos Bispos Católicos Romanos da Ucrânia #Vaticano
- Bispos da África, Ucrânia e Cazaquistão: nenhuma bênção para aqueles que vivem em pecado
As conferências episcopais da Ucrânia, Malawi, Zambia e a diocese de Astana no Cazaquistão reagiram à declaração “Fiducia Supplicans” sobre a bênção a casais em situação irregular e pares homossexuais. “Tal bênção contradiz direta e gravemente a revelação e a doutrina divinas”. Veja abaixo as declarações dos países africanos e também do Cazaquistão e Ucrânia, no final da matéria. Por Infocatólica Declaração da Arquidiocese de Santa Maria em Astana sobre a Declaração Fiducia supplicans, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa Francisco em 18 de dezembro de 2023 O propósito manifesto da Declaração da Santa Sé, Fiducia supplicans, é permitir “a possibilidade de abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo”. Ao mesmo tempo, o documento insiste que tais bênçãos são feitas “sem validar oficialmente seu status ou mudar de qualquer forma o ensinamento perene da Igreja sobre o casamento”. O fato de o documento não dar permissão para o “casamento” de casais do mesmo sexo não deve cegar pastores e fiéis ao grande engano e maldade que reside na própria permissão para abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo. Tal bênção contradiz direta e seriamente a Revelação Divina e a doutrina e a prática ininterruptas e de dois mil anos da Igreja Católica. Abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo é um grave abuso do Santíssimo Nome de Deus, uma vez que este nome é invocado sobre uma união objetivamente pecaminosa de adultério ou atividade homossexual. Portanto, nenhuma, nem mesmo a mais bela das declarações contidas nesta Declaração da Santa Sé, pode minimizar as consequências destrutivas e de longo alcance resultantes desse esforço para legitimar tais bênçãos. Com tais bênçãos, a Igreja Católica torna-se, se não na teoria, na prática, uma propagandista da “ideologia de gênero” globalista e ímpia. Como sucessores dos Apóstolos, e fiéis ao nosso solene juramento por ocasião da nossa consagração episcopal “de preservar o depósito da fé na pureza e na integridade, de acordo com a Tradição sempre e em toda a parte observada na Igreja desde o tempo dos Apóstolos”, exortamos e proibimos os sacerdotes e fiéis da Arquidiocese de Santa Maria em Astana de aceitar ou realizar qualquer forma de bênção de casais em situação irregular e casais homoafetivos. Escusado será dizer que qualquer pecador sinceramente arrependido com a firme intenção de parar de pecar e pôr fim à sua situação pública de pecado (como, por exemplo, a coabitação fora de um casamento canonicamente válido, a união entre pessoas do mesmo sexo), pode receber uma bênção. Com sincero amor fraterno, e com todo o respeito, dirigimo-nos ao Papa Francisco, que, ao permitir a bênção de casais irregulares e casais do mesmo sexo, “não anda retamente segundo a verdade do Evangelho” (Gl 2,14), para tomar emprestadas as palavras com que São Paulo Apóstolo admoestou publicamente o primeiro papa em Antioquia. Por isso, no espírito da colegialidade episcopal, pedimos ao Papa Francisco que revogue a permissão para abençoar casais irregulares e casais do mesmo sexo, para que a Igreja Católica resplandeça claramente como “pilar e fundamento da verdade” (1Tm 3,15) para todos aqueles que sinceramente procuram conhecer a vontade de Deus e, Cumprindo-a, alcança a vida eterna. Astana, 19 de dezembro de 2023 + Tomash Peta, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Santa Maria em Astana + Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana Zâmbia e Malawi: Bênção de casais do mesmo sexo proibida “por razões pastorais” As conferências episcopais, primeiro no Malawi e depois na Zâmbia, emitiram esclarecimentos sobre os “Fiducia Supplicans“. A Declaração aprovada pelo Papa Francisco, pela qual durante dois dias é permitida a bênção de casais, não pessoas, de casais homossexuais, ao contrário do que decretou há dois anos. Até então você não poderia abençoar o pecado e sempre poderia abençoar o pecador. Agora, Tucho inventou algumas bênçãos de “baixo custo” que permitem isso. Sim, sim, além de qualquer ritualização e imitação do casamento, e o Vaticano sustenta que a doutrina sobre o casamento não muda, bênção não significa aprovar a união e tudo isso, a palavrinha do Menino Jesus. Como podemos ver, James Martin, SJ, consultor, intérprete e próximo do Papa Francisco, orgulha-se de “seguir” a nova Declaração do Vaticano. Não lhe faltou tempo: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Eles são “casados”, um deles é “professor de teologia” em uma universidade católica e especializado em promover o pensamento LGBT. Gostam de nudismo, de tirar fotos em bailes e de se vestir de mulher. Como esperado, a foto divulgada cumpre todos os requisitos de Tucho que nos garante que as bênçãos são para pessoas que não fingem que… Não se preocupe, não é o arcebispo Strickland, nem ele celebra o Vetus Ordo, nada vai acontecer. A justificativa para as bênçãos são as “razões pastorais”, que como “misericórdia” ou “sinodalidade” adquiriram conotações indesejadas na linguagem eclesiástica e podem fazer parte do legado do papa Francisco. Pelas mesmas razões pastorais dos “Fiducia Supplicans“, a Conferência Episcopal do Malawi emitiu ontem um esclarecimento aos fiéis que lhes foram confiados: “Para evitar confusão entre os fiéis, afirmamos que, por razões pastorais, bênçãos de qualquer tipo para uniões entre pessoas do mesmo sexo de qualquer tipo não são permitidas no Malawi.” decretam os bispos deste país africano, onde um terço da população é católica, e a maioria de seus compatriotas são cristãos de outras denominações. Acrescentam que: “A declaração [Fiducia Supplicans] diz que ritos e orações que possam criar confusão entre o que constitui o casamento e o que o contradiz não são permitidos.” em referência ao n.° 11 do acórdão Fiducia Supplicans. E eles entendem o que todo católico entendia até agora, que todos, seja em uma relação homossexual ou em uma relação extraconjugal (também conhecida como “irregular”), seja adultério ou concubinato, já poderiam ter acesso às mesmas bênçãos populares que sempre foram concedidas a qualquer um que o pedisse e que nada de peculiar ou especial deveria ser estabelecido para eles. O pecador foi abençoado, sempre foi. Não ao pecado, como a Congregação para a Doutrina da Fé recordou formalmente há dois anos. É claro que eles dedicam grande parte de sua declaração a explicar que isso certamente não tem nada a ver com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem com seu reconhecimento. A da Zâmbia é mais mollar (um terço de católicos, 95% de cristãos), e além de explicar a diferença entre bênçãos e reafirmar a doutrina da Igreja esclarece e decreta (assinado por todos os bispos): a) A Declaração Fiducia supplicans não é e não deve ser entendida como um endosso às uniões homoafetivas, mas sim como uma resposta ponderada a inúmeras perguntas sobre a possibilidade de conceder a bênção a casais do mesmo sexo (Fiducia supplicans, 2). Daí o título do documento: “O Significado Pastoral das Bênçãos”. b) Com base na Sagrada Escritura, que apresenta os atos homossexuais como atos de grave depravação (Gn 19,1-29; Rm 1:24-27; 1 Cor 6,10; 1 Tm 1,10), a Conferência reafirma o ensinamento tradicional da Igreja, que declara que “os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados e contrários à lei natural”. Portanto, “em nenhuma circunstância podem ser aprovados” (Cf. Posição da Conferência Episcopal Zâmbia sobre a homossexualidade na Zâmbia, 29 de setembro de 2022). Para evitar qualquer confusão e ambiguidade pastoral, bem como para não infringir a lei do nosso país, que proíbe uniões e atividades entre pessoas do mesmo sexo, e enquanto ouve a nossa herança cultural que não aceita relações entre pessoas do mesmo sexo, a Conferência orienta que a Declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé, de 18 de dezembro de 2023, sobre a bênção de casais do mesmo sexo deve ser tomada para uma reflexão mais aprofundada e não para aplicação na Zâmbia. E conclui: Para concluir, a Conferência deseja convidar vivamente todos os envolvidos nas uniões entre pessoas do mesmo sexo a enveredarem pelo caminho da conversão com maior confiança na misericórdia e no amor de Deus. na misericórdia e no amor de Deus, cujos «olhos estão fixos num homem de espírito humilde e contrito»(Is 66, 2). Onde vamos chegar? Bem, eu não sei. Mas não descarto que o dia 18 de dezembro de 2023 seja uma data muito importante na história da Igreja. Por um lado, para satisfazer certas correntes liberais que estão a caminho de desaparecer, os católicos mais enraizados em Cristo foram ignorados. O Ocidente decadente foi escolhido e a África florescente foi desprezada. Como foi o caso do comissário do Papa, cardeal Kasper, no Sínodo sobre a Família, “os pretos” foram desprezados. Com a Amoris Laetitia, não foi direto. E, no entanto, o Vaticano teve que enviar o cardeal Parolin à Polônia para impedir que a Conferência Episcopal fizesse sua própria interpretação do texto. Desta vez, eles podem não ter medido o suficiente. Se o que aconteceu na Zâmbia e no Malawi se espalhar rapidamente e houver mais alguns “esclarecimentos” das Conferências Episcopais, o cisma, quase formal, que ocorreu na Comunhão Anglicana com o GAFCON, e quase pela mesma razão, pode ser reproduzido. O fim arrogante da Declaração pode ser o seu túmulo: 41. O que foi dito nesta Declaração a respeito das bênçãos dos casais do mesmo sexo é suficiente para orientar o discernimento prudente e paternal dos ministros ordenados a esse respeito. Portanto, além das indicações acima, não se pode esperar outras respostas sobre como regular os detalhes ou praticidades desse tipo de bênção. O cristianismo na África não está enraizado apenas nas Escrituras e, no caso católico, na Tradição e no Magistério. Só que o sentido do sagrado deles é muito diferente. Provavelmente para aqueles que emitiram e apoiam esta Declaração, uma “bênção” é um simples “bom dia”. Para muitos africanos é uma ação litúrgica, ritual ou não. Depois, há a nuance de “ecumênico”, as diferentes confissões cristãs nesses países são, portanto, cristãs. Veremos o que acontece em outras áreas, como a Europa Oriental, com grande influência ortodoxa. Mas o dia 18 de dezembro também marcará a história de muitos que estão tentando justificar e branquear a situação. Todos vão ter que responder pelas ações desses dias. Muitos padres e bispos (a nível pessoal) e movimentos e ordens (a nível institucional) vão ser marcados. E não para melhor. Rezemos… Lembro-me do que Bento XVI escreveu em 2015 a Vladimir Palko em uma carta pessoal: “Vemos como o poder do Anticristo está se expandindo, e só podemos orar para que o Senhor nos dê pastores fortes que defenderão Sua igreja nesta hora de necessidade do poder do mal.” Rezemos… Comunicado da Conferência Episcopal Ucraniana sobre a Declaração do Dicastério da Doutrina da Fé “FIDUCIA SUPPLICANS” sobre o significado pastoral das bênçãos. O documento do Dicastério da Doutrina da Fé do Vaticano examina os diferentes tipos de bênçãos que podem ser dadas pelo clero fora da liturgia. O documento também enfatiza que somente aqueles que querem viver uma vida agradável a Deus e pedir uma bênção podem ser abençoados liturgicamente. Em vez disso, expande a compreensão da bênção extralitúrgica, que geralmente é dada a todas as pessoas, introduzindo a possibilidade de “abençoar casais do mesmo sexo”. É essa possibilidade que tem causado uma tempestade de reações e mal-entendidos sobre as questões morais e doutrinárias na Igreja Católica em relação a esse tipo de bênção. Isso ocorre porque o conceito de “bênção” é percebido por muitos como “permissão”, especialmente como “permissão para pecar”. Embora todo o documento deixe claro que não há “permissão” ou “bênção” para a coabitação homossexual ou qualquer vida de pecado, nem qualquer mudança no ensinamento tradicional da Igreja sobre o casamento, a noção de bênção de casais do mesmo sexo, ou mesmo casais sacramentalmente irregulares, pode ser percebida como uma legalização dessas relações. O documento procura enfatizar o amor ilimitado de Deus por todas as pessoas, pecadores incluídos, e a este respeito mostrar que a Igreja não rejeita essas pessoas, ou seja, aquelas com tendências homossexuais ou mesmo ações. No entanto, parece que o texto não mostra claramente a distinção entre a pessoa e seu modo, a aceitação misericordiosa da pessoa e a desaprovação expressa de seu pecado. Ao mesmo tempo, o documento se concentra principalmente em duas categorias de pessoas: aqueles que vivem em relações sacramentalmente irregulares (homens e mulheres) e casais do mesmo sexo. Assim, o documento trata igualmente a situação dos casais masculino-femininos sacramentalmente irregulares e dos casais homoafetivos. Ambas as situações são gravemente pecaminosas, no entanto, precisam ser tratadas separadamente. Vemos perigo em formulações ambíguas que causam interpretações divergentes entre os fiéis. O que percebemos como falta no documento é que o Evangelho chama os pecadores à conversão, e sem um chamado para deixar a vida pecaminosa dos casais homossexuais, a bênção pode parecer uma aprovação. No entanto, ressaltamos que o documento reiteradamente enfatiza que a bênção de casais do mesmo sexo não é de forma alguma uma legalização dessa coabitação, e o ensinamento da Igreja Católica sobre o sacramento do matrimônio, que é a união de um homem e uma mulher, permanece inalterado. Conferência dos Bispos Católicos Romanos da Ucrânia #Vaticano
- Homilia Diária | Por que chorava o Menino Jesus?
Quarta-feira da 3.ª Semana do Advento Quanto mais se aproxima a celebração do Natal, mais vamos nos dando conta de como somos amados por Deus. Jesus Cristo, ao nascer dentro de poucos dias, será aninhado no colo de Maria, e ali, vertendo lágrimas de amor, oferecidas ao Pai para a nossa salvação, começará a purificar-nos do nosso pecado e, com seus sofrimentos, conquistar-nos uma alegria sem fim. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 20 de dezembro, e peçamos a Cristo, nosso Redentor, que nos permita participar de seu choro santíssimo. Santo do Dia: São Domingos de Silos, abade beneditino Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Ó chave de Davi, que abris as portas do Reino eterno: oh, vinde e livrai do cárcere o preso, sentado nas trevas! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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- Milagre de São Januário se repete – mas vale a pena recordar alerta perene do arcebispo de Nápoles
Reportagem local – publicado em 19/12/23O fenômeno da liquefação não é reconhecido oficialmente pela Igreja como um milagre, mas é registrado desde 1389 e a ciência nunca conseguiu explicá-lo Neste 16 de dezembro, repetiu-se na catedral de Nápoles, no sul da Itália, o milagre da liquefação do sangue de São Januário – um fenômeno que é registrado desde 1389 e que a ciência nunca conseguiu explicar. As três datas do milagre O prodígio costuma acontecer em três ocasiões a cada ano: no primeiro domingo de maio; na festa litúrgica do santo, que recai em 19 de setembro; e no dia 16 de dezembro, data que recorda o milagre de 1631, quando, pela intercessão de São Januário, evitou-se uma tragédia após a erupção do vulcão Vesúvio. No resto do ano, o sangue de São Januário é custodiado em estado sólido num relicário da catedral de Nápoles. O fenômeno da liquefação não é reconhecido oficialmente pela Igreja como um milagre, mas é extremamente popular e aguardado localmente. Quando acontece, os fiéis o consideram bom sinal para Nápoles e para a região da Campânia. “Maus presságios”? Já quando não ocorre, é interpretado popularmente como sinal de que algo ruim está para acontecer. De fato, para mencionar alguns exemplos, o sangue do santo não se liquefez em alguma das três datas de anos difíceis como: 1939: a Alemanha deu início à Segunda Guerra Mundial, invadindo a Polônia. 1973: Nápoles foi atingida por uma epidemia de cólera. 1980: ocorreu o grande terremoto em Irpinia. Um alerta perene Foi justamente sobre os supostos “maus presságios” da não-liquefação que o arcebispo de Nápoles fez um alerta no dia 19 de setembro de 2022: dom Domenico Battaglia reforçou, na sua homilia, que não se deve tratar supersticiosamente o fenômeno, nem ver nele uma espécie de “oráculo”. O arcebispo fez um alerta que pode ser considerado como perene: “Pouco importa, meus irmãos, se o sangue se liquefaz ou não: nunca reduzimos esta celebração a um oráculo a ser consultado. Acredite: o que de fato importa para nosso Senhor, o que o nosso bispo e mártir Januário nos pede com veemência, é o compromisso diário de investir no amor, de dissolver os caroços do egoísmo, de romper as barragens sólidas que impedem o bem, deixando passar a linfa do amor, como o sangue que corre pelas veias do corpo desta cidade, até o último capilar, levando a todos esperança, confiança, possibilidade de redenção e novidade de vida”. A mensagem deste ano Em 19 de setembro deste ano, o arcebispo dom Domenico destacou, na homilia, que “o milagre maior” que somos chamados a operar é o de “cultivar a justiça e a paz”. Em particular, ele exortou os fiéis napolitanos a fazerem de Nápoles “um lugar de vida e perdão”. O arcebispo rogou para isto a intercessão de São Januário, a quem descreveu como “fiel a Cristo”. Já neste 16 de dezembro, a Santa Missa foi celebrada por dom Vincenzo De Gregorio, que destacou a esperança que o milagre reacende. #SãoJanuário
- Milagre de São Januário se repete – mas vale a pena recordar alerta perene do arcebispo de Nápoles
Reportagem local – publicado em 19/12/23O fenômeno da liquefação não é reconhecido oficialmente pela Igreja como um milagre, mas é registrado desde 1389 e a ciência nunca conseguiu explicá-lo Neste 16 de dezembro, repetiu-se na catedral de Nápoles, no sul da Itália, o milagre da liquefação do sangue de São Januário – um fenômeno que é registrado desde 1389 e que a ciência nunca conseguiu explicar. As três datas do milagre O prodígio costuma acontecer em três ocasiões a cada ano: no primeiro domingo de maio; na festa litúrgica do santo, que recai em 19 de setembro; e no dia 16 de dezembro, data que recorda o milagre de 1631, quando, pela intercessão de São Januário, evitou-se uma tragédia após a erupção do vulcão Vesúvio. No resto do ano, o sangue de São Januário é custodiado em estado sólido num relicário da catedral de Nápoles. O fenômeno da liquefação não é reconhecido oficialmente pela Igreja como um milagre, mas é extremamente popular e aguardado localmente. Quando acontece, os fiéis o consideram bom sinal para Nápoles e para a região da Campânia. “Maus presságios”? Já quando não ocorre, é interpretado popularmente como sinal de que algo ruim está para acontecer. De fato, para mencionar alguns exemplos, o sangue do santo não se liquefez em alguma das três datas de anos difíceis como: 1939: a Alemanha deu início à Segunda Guerra Mundial, invadindo a Polônia. 1973: Nápoles foi atingida por uma epidemia de cólera. 1980: ocorreu o grande terremoto em Irpinia. Um alerta perene Foi justamente sobre os supostos “maus presságios” da não-liquefação que o arcebispo de Nápoles fez um alerta no dia 19 de setembro de 2022: dom Domenico Battaglia reforçou, na sua homilia, que não se deve tratar supersticiosamente o fenômeno, nem ver nele uma espécie de “oráculo”. O arcebispo fez um alerta que pode ser considerado como perene: “Pouco importa, meus irmãos, se o sangue se liquefaz ou não: nunca reduzimos esta celebração a um oráculo a ser consultado. Acredite: o que de fato importa para nosso Senhor, o que o nosso bispo e mártir Januário nos pede com veemência, é o compromisso diário de investir no amor, de dissolver os caroços do egoísmo, de romper as barragens sólidas que impedem o bem, deixando passar a linfa do amor, como o sangue que corre pelas veias do corpo desta cidade, até o último capilar, levando a todos esperança, confiança, possibilidade de redenção e novidade de vida”. A mensagem deste ano Em 19 de setembro deste ano, o arcebispo dom Domenico destacou, na homilia, que “o milagre maior” que somos chamados a operar é o de “cultivar a justiça e a paz”. Em particular, ele exortou os fiéis napolitanos a fazerem de Nápoles “um lugar de vida e perdão”. O arcebispo rogou para isto a intercessão de São Januário, a quem descreveu como “fiel a Cristo”. Já neste 16 de dezembro, a Santa Missa foi celebrada por dom Vincenzo De Gregorio, que destacou a esperança que o milagre reacende. #SãoJanuário
- Estreia hoje o Especial de Natal da Brasil Paralelo
Sejam bem-vindos. O especial de natal deste ano conta com a participação de grandes católicos como Professor Felipe Aquino, Ana Paula Henkel, Bruna Gutstein, entre outros… O primeiro episódio já está disponível no final da matéria. Chegou o momento mais especial do ano, o Natal! Aproxima-se a data que celebra o nascimento. E celebrar o nascimento significa celebrar também os laços humanos capazes de gerar e educar uma vida. O Especial de Natal, produção original mais querida da Brasil Paralelo que chega agora em sua quarta edição, será exibido de graça novamente para todo o Brasil. Assista o trailer: Chegou a hora de resgatar a beleza, as memórias e o verdadeiro significado do Natal. Nos dias 19, 20 e 21 de dezembro, sempre às 20h, o encontro está marcado para resgatar a beleza e o profundo significado dessa data tão importante e que tem sido negligenciada no Brasil e no mundo. Apresentado por Luís Ernesto Lacombe e Lara Brenner, o Especial de Natal 2023 contará com música de ótima qualidade, convidados muito especiais, histórias de encher o coração, poesias recitadas pelo professor Clístenes Hafner, e muitas outras surpresas! Reúna a família e chame os amigos para resgatar a tradição e os valores da data mais esperada do ano. Durante o Especial de Natal deste ano, revelaremos uma grande novidade para todos que nos acompanham , um dos projetos mais especiais que a Brasil Paralelo já fez para as famílias do Brasil. Acesse o canal do Brasil Paralelo no YouTube ou CLIQUE AQUI para assistir o primeiro episódio:
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Sejam bem-vindos. O especial de natal deste ano conta com a participação de grandes católicos como Professor Felipe Aquino, Ana Paula Henkel, Bruna Gutstein, entre outros… O primeiro episódio já está disponível no final da matéria. Chegou o momento mais especial do ano, o Natal! Aproxima-se a data que celebra o nascimento. E celebrar o nascimento significa celebrar também os laços humanos capazes de gerar e educar uma vida. O Especial de Natal, produção original mais querida da Brasil Paralelo que chega agora em sua quarta edição, será exibido de graça novamente para todo o Brasil. Assista o trailer: Chegou a hora de resgatar a beleza, as memórias e o verdadeiro significado do Natal. Nos dias 19, 20 e 21 de dezembro, sempre às 20h, o encontro está marcado para resgatar a beleza e o profundo significado dessa data tão importante e que tem sido negligenciada no Brasil e no mundo. Apresentado por Luís Ernesto Lacombe e Lara Brenner, o Especial de Natal 2023 contará com música de ótima qualidade, convidados muito especiais, histórias de encher o coração, poesias recitadas pelo professor Clístenes Hafner, e muitas outras surpresas! Reúna a família e chame os amigos para resgatar a tradição e os valores da data mais esperada do ano. Durante o Especial de Natal deste ano, revelaremos uma grande novidade para todos que nos acompanham , um dos projetos mais especiais que a Brasil Paralelo já fez para as famílias do Brasil. Acesse o canal do Brasil Paralelo no YouTube ou CLIQUE AQUI para assistir o primeiro episódio:
- Entenda porque é um escândalo a bênção a casais irregulares e pares do mesmo sexo
Na segunda-feira, 18 de dezembro de 2023, o Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF) publicou uma Declaração assinada no mesmo dia pelo Papa Francisco, autorizando, por motivos de caridade pastoral, a bênção de casais “em situação irregular” – em outras palavras, casais não casados ou divorciados e recasados, bem como casais do mesmo sexo. Neste texto bastante longo , o DDF justifica esta decisão apoiando-se no ensinamento de Francisco e, em particular, na resposta que ele deu às dubia dos cinco cardeais – estranhamente mencionadas duas vezes no texto – justificando a sua acção como a de “ um instrumento ao serviço do sucessor de Pedro”. Aliás, o cardeal Víctor Manuel Fernández, “Tucho”, reconheceu na sua prosa um caráter “inovador”, que poderia ser traduzido como “não tradicional”. Pensa até em dar um novo significado “ pastoral ” às bênçãos, “permitindo ampliar e enriquecer a compreensão clássica das bênçãos, que está intimamente ligada a uma perspectiva litúrgica”, o que mostra sobretudo a sua ignorância. Um texto escandaloso É importante salientar o caráter escandaloso deste texto, que, apesar da contorção semântica , parece contrariar a decisão anterior da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF). Essa decisão, datada de 22 de fevereiro de 2021, negou a possibilidade de tal bênção, com explicação que não deixou brechas . Foi uma decisão que foi aprovada por Francisco, aliás. O escândalo reside no facto de que, mesmo que a CDF tenha o cuidado de evitar qualquer semelhança com o casamento, o resultado produzido nos fiéis, nos jornais e nos não católicos, é de afirmação: “A Igreja autoriza a bênção de casais do mesmo sexo”, sem quaisquer outras distinções que o dicastério tente estabelecer. No entanto, é impossível que a Cúria não tenha antecipado este resultado: a CDF é, portanto, inteiramente responsável pelo escândalo, que segundo a sua definição consiste numa ocasião para cair, isto é, para pecar . É absolutamente evidente que, no pensamento de muitas pessoas, fiéis ou não, este anúncio é uma forma de dizer que a Igreja aceita – sem nada a acrescentar – estas situações. Uma distinção ineficaz O argumento que leva à conclusão é a distinção entre bênção litúrgica e bênção não litúrgica. Excluída a primeira, aceita-se a segunda nas condições enumeradas no n.º 1. 39: “esta bênção nunca deve ser concedida em concomitância com as cerimônias de uma união civil, e nem mesmo em conexão com elas. Nem pode ser realizado com roupas, gestos ou palavras próprias de um casamento.” Mas o problema não está na distinção em si; está no próprio objeto da bênção que, litúrgica ou não, não deve ser má ou imoral. Se uma mulher que deseja fazer um aborto pede a um padre que a abençoe para que tudo corra bem, ele deve conceder-lhe uma bênção? De acordo com os termos da Declaração, parece que a resposta poderia ser: “sim”. Toda pessoa sensata entende que a bênção não pode ser concedida a esta mulher, exceto com o objetivo de ajudá-la a evitar cometer este crime. É verdade que o sacerdote pode abençoar “todos”, mesmo que a pessoa seja homossexual ou viva com outra sem ser casada. Da mesma forma, no confessionário, se, por um motivo válido, o sacerdote recusar a absolvição num ou noutro caso, pode abençoar o penitente para o encorajar e pedir-lhe a graça da iluminação e da força. Mas na bênção de um “casal”, o próprio objecto da bênção é esta união ilegítima que a doutrina católica condena. E dizer, no parágrafo nº. 40, que nesta bênção “não há intenção de legitimar nada”, é na melhor das hipóteses um desejo vão, na pior das hipóteses um perjúrio. Pois aos olhos daqueles que são abençoados, assim como daqueles que os rodeiam, é uma legitimação. A falsa salvaguarda da bênção não litúrgica No parágrafo nº. 37, o texto utiliza a resposta às dubia dos cinco cardeais: esta resposta insiste no facto de que “as decisões que podem fazer parte da prudência pastoral em certas circunstâncias não devem necessariamente tornar-se uma norma”. O DDF conclui no parágrafo no. 38: “Por isso não se deve prever nem promover ritual de bênção de casais em situação irregular”. O perigo para o Papa, conforme parágrafo no. 37 explica, seria “levar a uma casuística intolerável”, conforme parágrafo no. 304 de Amoris laetitia . Mas o Cardeal Joseph Zen já respondeu a tal pretensão no seu comentário sobre a resposta de Francisco às dubia dos cinco cardeais. Quanto ao facto de Francisco não querer uma regra precisa para estas bênçãos, isto “é pastoralmente insustentável”, afirma o cardeal chinês. “Como pode a Igreja, num assunto tão importante, deixar as pessoas sem uma regra clara e confiar no discernimento individual? Não será assim que irromperá um caos de casuística muito perigoso para as almas?” Leia também Cardeal Zen: “Bento XVI nos alertou para o perigo de colapsos doutrinários. Seu legado não é respeitado.” Nesse sentido, surge uma questão: irá a DDF pedir aos episcopados ou bispos que já promulgaram tais fórmulas litúrgicas – o episcopado belga de língua holandesa, bem como alguns bispos alemães – que as retirem? O caos casuístico já começou. Em conclusão, esta Declaração, que conduz o texto revolucionário da Amoris laetitia às suas consequências finais – que alguns já tinham antecipado –, introduz uma semente de divisão profunda e causará danos incalculáveis na Igreja. Só podemos esperar que as reações a ele dêem rapidamente aos autores uma compreensão disso. Assista também: Fonte: Saint-Siège – FSSPX.Actualités #Crisenaigreja
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Na segunda-feira, 18 de dezembro de 2023, o Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF) publicou uma Declaração assinada no mesmo dia pelo Papa Francisco, autorizando, por motivos de caridade pastoral, a bênção de casais “em situação irregular” – em outras palavras, casais não casados ou divorciados e recasados, bem como casais do mesmo sexo. Neste texto bastante longo , o DDF justifica esta decisão apoiando-se no ensinamento de Francisco e, em particular, na resposta que ele deu às dubia dos cinco cardeais – estranhamente mencionadas duas vezes no texto – justificando a sua acção como a de “ um instrumento ao serviço do sucessor de Pedro”. Aliás, o cardeal Víctor Manuel Fernández, “Tucho”, reconheceu na sua prosa um caráter “inovador”, que poderia ser traduzido como “não tradicional”. Pensa até em dar um novo significado “ pastoral ” às bênçãos, “permitindo ampliar e enriquecer a compreensão clássica das bênçãos, que está intimamente ligada a uma perspectiva litúrgica”, o que mostra sobretudo a sua ignorância. Um texto escandaloso É importante salientar o caráter escandaloso deste texto, que, apesar da contorção semântica , parece contrariar a decisão anterior da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF). Essa decisão, datada de 22 de fevereiro de 2021, negou a possibilidade de tal bênção, com explicação que não deixou brechas . Foi uma decisão que foi aprovada por Francisco, aliás. O escândalo reside no facto de que, mesmo que a CDF tenha o cuidado de evitar qualquer semelhança com o casamento, o resultado produzido nos fiéis, nos jornais e nos não católicos, é de afirmação: “A Igreja autoriza a bênção de casais do mesmo sexo”, sem quaisquer outras distinções que o dicastério tente estabelecer. No entanto, é impossível que a Cúria não tenha antecipado este resultado: a CDF é, portanto, inteiramente responsável pelo escândalo, que segundo a sua definição consiste numa ocasião para cair, isto é, para pecar . É absolutamente evidente que, no pensamento de muitas pessoas, fiéis ou não, este anúncio é uma forma de dizer que a Igreja aceita – sem nada a acrescentar – estas situações. Uma distinção ineficaz O argumento que leva à conclusão é a distinção entre bênção litúrgica e bênção não litúrgica. Excluída a primeira, aceita-se a segunda nas condições enumeradas no n.º 1. 39: “esta bênção nunca deve ser concedida em concomitância com as cerimônias de uma união civil, e nem mesmo em conexão com elas. Nem pode ser realizado com roupas, gestos ou palavras próprias de um casamento.” Mas o problema não está na distinção em si; está no próprio objeto da bênção que, litúrgica ou não, não deve ser má ou imoral. Se uma mulher que deseja fazer um aborto pede a um padre que a abençoe para que tudo corra bem, ele deve conceder-lhe uma bênção? De acordo com os termos da Declaração, parece que a resposta poderia ser: “sim”. Toda pessoa sensata entende que a bênção não pode ser concedida a esta mulher, exceto com o objetivo de ajudá-la a evitar cometer este crime. É verdade que o sacerdote pode abençoar “todos”, mesmo que a pessoa seja homossexual ou viva com outra sem ser casada. Da mesma forma, no confessionário, se, por um motivo válido, o sacerdote recusar a absolvição num ou noutro caso, pode abençoar o penitente para o encorajar e pedir-lhe a graça da iluminação e da força. Mas na bênção de um “casal”, o próprio objecto da bênção é esta união ilegítima que a doutrina católica condena. E dizer, no parágrafo nº. 40, que nesta bênção “não há intenção de legitimar nada”, é na melhor das hipóteses um desejo vão, na pior das hipóteses um perjúrio. Pois aos olhos daqueles que são abençoados, assim como daqueles que os rodeiam, é uma legitimação. A falsa salvaguarda da bênção não litúrgica No parágrafo nº. 37, o texto utiliza a resposta às dubia dos cinco cardeais: esta resposta insiste no facto de que “as decisões que podem fazer parte da prudência pastoral em certas circunstâncias não devem necessariamente tornar-se uma norma”. O DDF conclui no parágrafo no. 38: “Por isso não se deve prever nem promover ritual de bênção de casais em situação irregular”. O perigo para o Papa, conforme parágrafo no. 37 explica, seria “levar a uma casuística intolerável”, conforme parágrafo no. 304 de Amoris laetitia . Mas o Cardeal Joseph Zen já respondeu a tal pretensão no seu comentário sobre a resposta de Francisco às dubia dos cinco cardeais. Quanto ao facto de Francisco não querer uma regra precisa para estas bênçãos, isto “é pastoralmente insustentável”, afirma o cardeal chinês. “Como pode a Igreja, num assunto tão importante, deixar as pessoas sem uma regra clara e confiar no discernimento individual? Não será assim que irromperá um caos de casuística muito perigoso para as almas?” Leia também Cardeal Zen: “Bento XVI nos alertou para o perigo de colapsos doutrinários. Seu legado não é respeitado.” Nesse sentido, surge uma questão: irá a DDF pedir aos episcopados ou bispos que já promulgaram tais fórmulas litúrgicas – o episcopado belga de língua holandesa, bem como alguns bispos alemães – que as retirem? O caos casuístico já começou. Em conclusão, esta Declaração, que conduz o texto revolucionário da Amoris laetitia às suas consequências finais – que alguns já tinham antecipado –, introduz uma semente de divisão profunda e causará danos incalculáveis na Igreja. Só podemos esperar que as reações a ele dêem rapidamente aos autores uma compreensão disso. Assista também: Fonte: Saint-Siège – FSSPX.Actualités #Crisenaigreja
- Homilia Diária | “Até onde te levou o Amor?”
Terça-feira da 3.ª Semana do Advento Faltam já poucos dias para a celebração do Natal. Na noite do próximo sábado, iremos comemorar o mistério imenso que se realizou naquele estábulo em Belém, entre cujas palhas, frias e desconfortáveis, reclinou-se, assumida a nossa miséria, a Majestade divina. Mas , podemos perguntar: por que o Filho de Deus abandonou as delícias de que gozava no seio do Pai e veio a este mundo, para sofrer e ser humilhado? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 19 de dezembro, e deixemos que o nosso coração se expanda em atos de fé na imensidão do amor de Cristo. Santo do Dia: Santo Urbano V Evangelho (Lc 1,5-25) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ó Raiz de Jessé, sinal das nações: oh, vinde livrar-nos, e não tardeis mais! — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 5 Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6 Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7 Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. 8 Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9 Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10 Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11 Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12 Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. 13 Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14 Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16 Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17 E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto”. 18 Então Zacarias perguntou ao anjo: “Como terei certeza disto? Sou velho e minha mulher é de idade avançada”. 19 O anjo respondeu-lhe: “Eu sou Gabriel. Estou sempre na presença de Deus, e fui enviado para dar-te esta boa notícia. 20 Eis que ficarás mudo e não poderás falar, até o dia em que essas coisas acontecerem, porque não acreditaste nas minhas palavras, que se hão de cumprir no tempo certo”. 21 O povo estava esperando Zacarias, e admirava-se com a sua demora no Santuário. 22 Quando saiu, não podia falar-lhes. E compreenderam que ele tinha tido uma visão no Santuário. Zacarias falava por sinais e continuava mudo. 23 Depois que terminou seus dias de serviço no Santuário, Zacarias voltou para casa. 24 Algum tempo depois, sua esposa Isabel ficou grávida, e escondeu-se durante cinco meses. 25 Ela dizia: “Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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- Santo Urbano V – 19 de Dezembro
SANTO DO DIA – 19 DE DEZEMBRO – SANTO URBANO V Papa (1309-1370) O Papa Urbano V assumiu o cargo em 1362, numa época em que a Europa sofria agitações sociais muito intensas. Numa tentativa de manter o pontífice longe das intrigas e das lutas políticas e revolucionárias, que dominavam Roma, a sede da Igreja fôra transferida para Avignon, na França. Urbano era monge beneditino e pertencia a uma nobre família francesa. Quando jovem estudou ciências jurídicas e depois lecionou direito em Montpellier e na própria Avignon. Um dia, trocou a laureada toga pelo humilde hábito de monge, chegando a ocupar altos cargos dentro da Ordem beneditina. Sua biografia é cheia de adjetivos elogiosos: ‘professor emérito, estudioso de renome, abade de iluminada doutrina e espiritualidade’. Por tudo isso foi escolhido pelo Papa Inocêncio IV para desempenhar missões diplomáticas delicadas. Pelo mesmo motivo, quando Inocêncio morreu, foi eleito seu sucessor, mesmo não sendo cardeal. Seu pontificado durou somente oito anos, mas caracterizou-se, segundo os registros oficiais, pela sábia administração, pelo esforço de renovar os costumes e pela nobreza de intenções. Ele reformou a disciplina eclesiástica e reorganizou a corte pontifícia de maneira que fosse um exemplo de vida cristã, cortando pela raiz muitos abusos. Mas também se preocupava com a instrução do povo. Era o período do humanismo e o ex-professor de direito não mediu esforços para promover as ciências e criar novos centros de estudos. A pedido do rei da Polônia, ergueu e fundou a universidade da Cracóvia e, na universidade de Montpellier, fundou um colégio médico, ajudando pessoalmente estudantes pobres. No terreno político e militar seu trabalho também foi reconhecido. Organizou uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ameaçavam a Europa. No plano missionário, enviou numerosos grupos de religiosos às regiões europeias ainda necessitadas de evangelizadores, como a Bulgária e a Romênia. Além de organizar uma expedição missionária para levar a palavra aos mongóis da longínqua Ásia. O grande sonho do Papa Urbano V, porém, era levar de volta a sede da Igreja para Roma. Conseguiu isso, em outubro de 1367, sendo recebido com entusiasmada aclamação popular. Foi o primeiro a se estabelecer no palácio ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano. E, desde então, se tornou a residência oficial dos pontífices. Mas a paz durou pouco. Alguns anos depois Urbano V foi novamente obrigado a deixar Roma, e voltar para Avignon, onde faleceu em 19 de dezembro de 1370. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santo Urbano V Guilherme de Grimoardo – depois Urbano V, Papa – nasceu em 1310 no castelo de Grisac. Era filho de Guilherme, “Sire de Grisac e doutros lugares”, e de Anfelisa de Montferrant, mulher excelente e cristã notável. Conta-se que, quando Guilherme era menino, agia tão desconcertantemente que a mãe, olhando-o como lhe perscrutando o íntimo, acabava por lhe dizer: – Meu filho, eu não te entendo, mas Deus te entende. Depois de ter estudado em Montpelier, e em Tolosa, o jovem procurou os beneditinos de Chirac, priorado que se situava entre Mende e Marvéjols, dondo, mais tarde, passou para São Vítor, “abadia muito ilustre”, em Marselha. Guilherme de Grimoardo freqüentou os cursos universitários de Mentipellier, Avinhão, Tolosa e Paris. Doutor aos trinta e dois anos, ensinou direito canônico em várias universidades a partir de 1342. Vigário Geral de Clermont e de Uzes, foi abade de São Germano de Auxerre em 1352 e de São Vítor de Marselha em 1361. Tendo-lhe sido confiadas por Clemente VI várias legações na Itália, em 1352, 1354, 1360 e 1362, foi neste último ano que soube de sua eleição para dirigir a cristandade. Era 28 de setembro, e Guilherme contava cinqüenta e dois anos. A 27 de outubro, chegava a Marselha. A 31 do mesmo mês, era intronizado em Avinhão, e, a 6 de novembro, sem nenhuma festividade, foi coroado. Urbano V continuou a ser o monge pobre, casto, de dias cheios. O Papa rezava missa e orava longamente. Recitadas as pequenas horas, ia para as audiências, onde permanecia até a hora da refeição. Socorrendo os pobres, estudando, lendo, conversando sobre o que lia, sobre os negócios da Igreja, comentando passagens da vida dos santos, seguidamente discorrendo sobre as perenes misérias deste mundo, assim lhe corria o dia. Com o clero, em casa, recitava as matinas. Quando ia para a cama, duro leito incômodo, deitava-se vestido, para fugir do repouso absoluto. Durante a noite, frequentemente, ouviam-no gemer e orar. A afeição do bem-aventurado Papa para com os pequenos e os humildes, era notável: tudo o que ganhava não lhe parava nas mãos, dava-os aos necessitados. Ao invés de empregar membros da família, colocava nos altos postos somente aqueles que eram merecedores. Grande incentivador dos estudos, a cada passo os favorecia. Costumava dizer: – Desejo que os homens doutos sejam em grande número na Igreja de Deus. A Igreja, quando de Bonifácio VIII (1294-1303), proibiu por bula, em 1296, e sob pena de excomunhão, aos monges e clérigos, o pagamento de taxas às autoridades vivis, sem a permissão da Santa Sé. O rei da França, Filipe, o Belo, repeliu aquela bula e, vendo-se apoiado pela nação, levou a desavença surgida até o insulto, mesmo à violência. Declarada nula a ingerência do Papa em assuntos leigos, mercenários franceses chegaram ao cúmulo de, prendendo o Pontífice, espancarem-no. Bonifácio VIII, quase nonagenário, morreu de dor. Mais tarde, em 1309, a pouco menos de um ano do nascimento do bem-aventurado, o Papado era transferido para Avinhão, na Provença. Ali permaneceu por setenta anos – o que a Igreja compara com o período do cativeiro da Babilônia – e, desde então, os Papas foram todos franceses. Ditavam-lhes a política os reis da França, daí surgindo certos abusos. Contra eles, Urbano V, incansavelmente, lutou, para que não tomassem corpo. Com efeito, sob o seu pontificado, cercearam-se consideravelmente. Advogado que pleiteou a causa dos Papas de Avinhão, os quais a história escureceu um tanto, numa época em que a caridade divina parecia menos ativa entre os homens, faleceu o bem-aventurado Urbano V aos 19 de dezembro de 1370, depois de ter reinado em Roma e retornado a Avinhão. Enterrado em Notre-Dame-des-Doms, depois transferido para São Vítor de Marselha (1372), onde se realizaram inúmeros milagres. O piedoso Pontífice somente foi beatificado em 1870, por Pio IX: obstou-lhe o andamento do processo o Grande Cisma. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 347 à 350) #SantodoDia
- Santo Urbano V – 19 de Dezembro
SANTO DO DIA – 19 DE DEZEMBRO – SANTO URBANO V Papa (1309-1370) O Papa Urbano V assumiu o cargo em 1362, numa época em que a Europa sofria agitações sociais muito intensas. Numa tentativa de manter o pontífice longe das intrigas e das lutas políticas e revolucionárias, que dominavam Roma, a sede da Igreja fôra transferida para Avignon, na França. Urbano era monge beneditino e pertencia a uma nobre família francesa. Quando jovem estudou ciências jurídicas e depois lecionou direito em Montpellier e na própria Avignon. Um dia, trocou a laureada toga pelo humilde hábito de monge, chegando a ocupar altos cargos dentro da Ordem beneditina. Sua biografia é cheia de adjetivos elogiosos: ‘professor emérito, estudioso de renome, abade de iluminada doutrina e espiritualidade’. Por tudo isso foi escolhido pelo Papa Inocêncio IV para desempenhar missões diplomáticas delicadas. Pelo mesmo motivo, quando Inocêncio morreu, foi eleito seu sucessor, mesmo não sendo cardeal. Seu pontificado durou somente oito anos, mas caracterizou-se, segundo os registros oficiais, pela sábia administração, pelo esforço de renovar os costumes e pela nobreza de intenções. Ele reformou a disciplina eclesiástica e reorganizou a corte pontifícia de maneira que fosse um exemplo de vida cristã, cortando pela raiz muitos abusos. Mas também se preocupava com a instrução do povo. Era o período do humanismo e o ex-professor de direito não mediu esforços para promover as ciências e criar novos centros de estudos. A pedido do rei da Polônia, ergueu e fundou a universidade da Cracóvia e, na universidade de Montpellier, fundou um colégio médico, ajudando pessoalmente estudantes pobres. No terreno político e militar seu trabalho também foi reconhecido. Organizou uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ameaçavam a Europa. No plano missionário, enviou numerosos grupos de religiosos às regiões europeias ainda necessitadas de evangelizadores, como a Bulgária e a Romênia. Além de organizar uma expedição missionária para levar a palavra aos mongóis da longínqua Ásia. O grande sonho do Papa Urbano V, porém, era levar de volta a sede da Igreja para Roma. Conseguiu isso, em outubro de 1367, sendo recebido com entusiasmada aclamação popular. Foi o primeiro a se estabelecer no palácio ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano. E, desde então, se tornou a residência oficial dos pontífices. Mas a paz durou pouco. Alguns anos depois Urbano V foi novamente obrigado a deixar Roma, e voltar para Avignon, onde faleceu em 19 de dezembro de 1370. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santo Urbano V Guilherme de Grimoardo – depois Urbano V, Papa – nasceu em 1310 no castelo de Grisac. Era filho de Guilherme, “Sire de Grisac e doutros lugares”, e de Anfelisa de Montferrant, mulher excelente e cristã notável. Conta-se que, quando Guilherme era menino, agia tão desconcertantemente que a mãe, olhando-o como lhe perscrutando o íntimo, acabava por lhe dizer: – Meu filho, eu não te entendo, mas Deus te entende. Depois de ter estudado em Montpelier, e em Tolosa, o jovem procurou os beneditinos de Chirac, priorado que se situava entre Mende e Marvéjols, dondo, mais tarde, passou para São Vítor, “abadia muito ilustre”, em Marselha. Guilherme de Grimoardo freqüentou os cursos universitários de Mentipellier, Avinhão, Tolosa e Paris. Doutor aos trinta e dois anos, ensinou direito canônico em várias universidades a partir de 1342. Vigário Geral de Clermont e de Uzes, foi abade de São Germano de Auxerre em 1352 e de São Vítor de Marselha em 1361. Tendo-lhe sido confiadas por Clemente VI várias legações na Itália, em 1352, 1354, 1360 e 1362, foi neste último ano que soube de sua eleição para dirigir a cristandade. Era 28 de setembro, e Guilherme contava cinqüenta e dois anos. A 27 de outubro, chegava a Marselha. A 31 do mesmo mês, era intronizado em Avinhão, e, a 6 de novembro, sem nenhuma festividade, foi coroado. Urbano V continuou a ser o monge pobre, casto, de dias cheios. O Papa rezava missa e orava longamente. Recitadas as pequenas horas, ia para as audiências, onde permanecia até a hora da refeição. Socorrendo os pobres, estudando, lendo, conversando sobre o que lia, sobre os negócios da Igreja, comentando passagens da vida dos santos, seguidamente discorrendo sobre as perenes misérias deste mundo, assim lhe corria o dia. Com o clero, em casa, recitava as matinas. Quando ia para a cama, duro leito incômodo, deitava-se vestido, para fugir do repouso absoluto. Durante a noite, frequentemente, ouviam-no gemer e orar. A afeição do bem-aventurado Papa para com os pequenos e os humildes, era notável: tudo o que ganhava não lhe parava nas mãos, dava-os aos necessitados. Ao invés de empregar membros da família, colocava nos altos postos somente aqueles que eram merecedores. Grande incentivador dos estudos, a cada passo os favorecia. Costumava dizer: – Desejo que os homens doutos sejam em grande número na Igreja de Deus. A Igreja, quando de Bonifácio VIII (1294-1303), proibiu por bula, em 1296, e sob pena de excomunhão, aos monges e clérigos, o pagamento de taxas às autoridades vivis, sem a permissão da Santa Sé. O rei da França, Filipe, o Belo, repeliu aquela bula e, vendo-se apoiado pela nação, levou a desavença surgida até o insulto, mesmo à violência. Declarada nula a ingerência do Papa em assuntos leigos, mercenários franceses chegaram ao cúmulo de, prendendo o Pontífice, espancarem-no. Bonifácio VIII, quase nonagenário, morreu de dor. Mais tarde, em 1309, a pouco menos de um ano do nascimento do bem-aventurado, o Papado era transferido para Avinhão, na Provença. Ali permaneceu por setenta anos – o que a Igreja compara com o período do cativeiro da Babilônia – e, desde então, os Papas foram todos franceses. Ditavam-lhes a política os reis da França, daí surgindo certos abusos. Contra eles, Urbano V, incansavelmente, lutou, para que não tomassem corpo. Com efeito, sob o seu pontificado, cercearam-se consideravelmente. Advogado que pleiteou a causa dos Papas de Avinhão, os quais a história escureceu um tanto, numa época em que a caridade divina parecia menos ativa entre os homens, faleceu o bem-aventurado Urbano V aos 19 de dezembro de 1370, depois de ter reinado em Roma e retornado a Avinhão. Enterrado em Notre-Dame-des-Doms, depois transferido para São Vítor de Marselha (1372), onde se realizaram inúmeros milagres. O piedoso Pontífice somente foi beatificado em 1870, por Pio IX: obstou-lhe o andamento do processo o Grande Cisma. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 347 à 350) #SantodoDia
- Papa Francisco autoriza Bênção para Pares Homossexuais
[🔴LIVE DE ÚLTIMA HORA] Diante da enorme repercussão e perplexidade dos católicos ante a Declaração, assinada pelo Papa, a qual autoriza a bênção a pares homossexuais e também a casais em situação de adultério, nos vemos na obrigação de ajudar a esclarecer nosso público a cerca do que está realmente acontecendo. Há mais de 23 anos que o antigo Santo Ofício não publicava um documento deste tipo, que está sendo comemorado pela comunidade LGBT e divulgada amplamente pela mídia. Para esclarecer e contextualizar à luz da Doutrina Católica faremos uma live extra hoje (YouTube e Instagram) às 20:30 (horário de Brasília), onde exporemos o problema e responderemos perguntas sobre o tema. Para assistir, acesse nosso canal do youtube: #Formaçõesaovivo
- Papa Francisco autoriza Bênção para Pares Homossexuais
[🔴LIVE DE ÚLTIMA HORA] Diante da enorme repercussão e perplexidade dos católicos ante a Declaração, assinada pelo Papa, a qual autoriza a bênção a pares homossexuais e também a casais em situação de adultério, nos vemos na obrigação de ajudar a esclarecer nosso público a cerca do que está realmente acontecendo. Há mais de 23 anos que o antigo Santo Ofício não publicava um documento deste tipo, que está sendo comemorado pela comunidade LGBT e divulgada amplamente pela mídia. Para esclarecer e contextualizar à luz da Doutrina Católica faremos uma live extra hoje (YouTube e Instagram) às 20:30 (horário de Brasília), onde exporemos o problema e responderemos perguntas sobre o tema. Para assistir, acesse nosso canal do youtube: #Formaçõesaovivo
- Santa Sé autoriza bênçãos a casais irregulares e uniões do mesmo sexo
Fiducia supplicans é uma declaração em 45 pontos publicada hoje (18) em que o Dicastério para a Doutrina da Fé autoriza as bênçãos para uniões homossexuais ao mesmo tempo em que diz que não se pode definir como casamento aquilo que não é casamento nem legitimá-lo, mas que o cuidado pastoral é fundamental. Por ACI Digital O documento se define como uma “declaração sobre o significado pastoral das bênçãos”, e traz uma abordagem que permite a bênção de casais irregulares sem, na opinião do cardeal Victor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério, mudar a doutrina tradicional. O diz ter sido foi concebido e elaborado em conjunto com especialistas, discutido no Congresso da Seção Doutrinária do Dicastério, sem nunca deixar de discuti-lo com o Papa, que depois examinou a versão final e a aprovou. É também um documento que demonstra um novo ativismo do Dicastério, que nunca foi nunca tão presente com respostas e documentos, e nunca foi tão ativo na ideia de querer dar uma virada especialmente de tipo pastoral à aplicação da doutrina. ⚠️Para esclarecer e contextualizar à luz da Doutrina Católica faremos uma live extra hoje (YouTube e Instagram) às 20:30 (horário de Brasília), onde exporemos o problema e responderemos perguntas sobre o tema. Referindo-se também às recentes respostas aos Dubia, a Declaração diz “manter-se firme na doutrina tradicional da Igreja em relação ao casamento, não admitindo qualquer tipo de rito litúrgico ou bênçãos semelhantes a um rito litúrgico que possa criar confusão”. No entanto, procurando “oferecer uma contribuição específica e inovadora ao sentido pastoral das bênçãos, que nos permita ampliar e enriquecer a compreensão clássica estritamente ligada a uma perspectiva litúrgica”, com uma visão teológica que não se baseia nos Padres da Igreja ou na doutrina cristã, mas “na visão pastoral do Papa Francisco”. Esta abordagem inovadora inclui também “a possibilidade de abençoar casais em situação irregular e uniões do mesmo sexo, sem validar oficialmente o seu estatuto ou alterar de forma alguma o ensinamento perene da Igreja sobre o matrimônio”. O dicastério afirma ter levado em consideração “várias questões, tanto formais como informais, sobre a possibilidade de abençoar uniões do mesmo sexo e sobre a possibilidade de oferecer novos esclarecimentos, à luz da atitude paternal e pastoral do Papa Francisco”. A referência é ao responsum ad dubium de 2021 que negou qualquer possibilidade de bênção às uniões homossexuais e que “despertou muitas reações diferentes”, porque alguns ressaltaram a “coerência com o ensinamento constante da Igreja”, enquanto outros “não concordavam com o resposta negativa à questão ou não a consideraram suficientemente clara na sua formulação e na fundamentação apresentada na Nota Explicativa anexa”. O documento sublinha a importância de “atender a estes últimos”, voltando ao tema, partindo, no entanto, do pressuposto de evitar reconhecer como casamento algo que não o é e, portanto, “rituais e orações que possam criar confusão entre o que é é constitutivo do casamento” como união exclusiva, estável e indissolúvel entre homem e mulher e o que o contradiz, visão “fundada na perene doutrina católica do matrimônio”, mas também no Evangelho. Por esta razão, continua o documento, “a Igreja tem o direito e o dever de evitar qualquer tipo de rito que possa contradizer esta crença ou levar a qualquer confusão”, e este é o sentido do responsum . A resposta do Papa, escreve Fernández, “convida-nos a fazer um esforço para ampliar e enriquecer o risco das bênçãos”, um dos “sacramentais mais difundidos e em constante evolução”, e ter “como destinatários pessoas, objetos de culto e devoção, sagrados imagens, lugares de vida, de trabalho e de sofrimento, frutos da terra e do trabalho humano, e todas as realidades criadas que remetem ao Criador, que, com a sua beleza, o louvam e abençoam”. O prefeito argentino do Dicastério para a Doutrina da Fé concede que, do ponto de vista litúrgico, “a bênção exige que o que é abençoado esteja em conformidade com a vontade de Deus expressa nos ensinamentos da Igreja” e, portanto, há a preocupação de que as bênçãos digam respeito a coisas que entram em conflito com o Evangelho. Por isso, como o documento recorda o Responsum , «quando, com um rito litúrgico específico, se invoca uma bênção sobre algumas relações humanas, o que é abençoado deve poder corresponder aos planos de Deus inscritos na Criação e plenamente revelados por Cristo, o Senhor”, razão pela qual a Igreja “sempre considerou moralmente lícitas apenas as relações sexuais vividas no âmbito do matrimônio”, e não pode dar uma bênção quando esta “pode oferecer uma forma de legitimação moral a uma união que se presume ser matrimonial ou a uma prática sexual extraconjugal.” Ao mesmo tempo, diz Fernández, as bênçãos não podem ser “reduzidas apenas a esse ponto de vista”, porque existe o perigo de que “um gesto pastoral, tão querido e difundido, esteja sujeito a demasiados pré-requisitos morais, os quais, com a pretensão de controle, poderia ofuscar a força incondicional do amor de Deus, na qual se baseia o gesto de bênção”. O dicastério retoma a exortação do papa Francisco a não perder a caridade pastoral, haja visto as Sagradas Escrituras, onde em alguns casos “a bênção equivale, portanto, a louvar, a celebrar, a agradecer a Deus pela sua misericórdia e fidelidade, pelas maravilhas que criou e por tudo o que aconteceu por sua vontade.” Esta visão “descendente” da bênção como dom encontra-se tanto no Antigo como no Novo Testamento, diz o documento, porque “mesmo em Jesus a bênção não é apenas ascendente, em referência ao Pai, mas também descendente, derramada sobre os outros como um gesto de graça, proteção e bondade”. A bênção, continua o documento, “expressa o abraço misericordioso de Deus e a maternidade da Igreja que convida os fiéis a terem os mesmos sentimentos de Deus para com os seus irmãos”. O documento propõe uma “compreensão teológico-pastoral das bênçãos”, porque “buscar a bênção na Igreja é admitir que a vida eclesial brota do ventre da misericórdia de Deus e ajuda a seguir em frente, a viver melhor, a responder à vontade do Senhor», e «as pessoas que vêm espontaneamente pedir uma bênção mostram com esse pedido a sua sincera abertura à transcendência, a confiança do seu coração que não depende apenas das próprias forças, da sua necessidade de Deus e do desejo de escapar medidas estreitas deste mundo fechado dentro dos seus limites”. Devemos, portanto, valorizar esta piedade pastoral, e, dessa forma, “as bênçãos tornam-se assim um recurso pastoral a valorizar e não um risco ou um problema”, pois devem ser avaliadas como “atos de devoção” que encontram espaço fora da Eucaristia. E entre outras coisas, queixa-se o Dicastério, “a Igreja também deve evitar basear a sua prática pastoral na fixidez de alguns esquemas doutrinais ou disciplinares”, razão pela qual “quando as pessoas invocam uma bênção, não deve ser posta uma análise moral exaustiva como uma pré-condição por poder conferi-lo. Não devemos exigir deles perfeição moral prévia.” O documento refere-se ao papa Francisco, que abriu formas de bênção “que não transmitem uma concepção errada do casamento”, e sublinha que “uma experiência forte é a de ler estes textos bíblicos de bênção numa prisão, ou numa comunidade de recuperação. Fazer com que aquelas pessoas sintam que permanecem bem-aventuradas, apesar dos seus graves erros, que o Pai celeste continua a querer o seu bem e a esperar que finalmente se abram ao bem”. Além disso, o dicastério sublinha que as bênçãos do livro litúrgico De Benedictionibus – que dizem respeito a diversas categorias de pessoas, mas também a objetos, a casas – “são dirigidas a todos, ninguém pode ser excluído”. “Do ponto de vista da dimensão ascendente, quando se toma consciência dos dons do Senhor e do seu amor incondicional, mesmo em situações de pecado, especialmente quando uma oração é ouvida, o coração do crente eleva a sua louvor a Deus e bênçãos. Essa forma de bênção não é vedada a ninguém”. Naturalmente, «a prudência e a sabedoria pastoral podem sugerir que, evitando graves escândalos ou confusões entre os fiéis, o ministro ordenado se junte à oração daquelas pessoas que, mesmo numa união que de modo algum se compara ao casamento, desejam confiar-se ao Senhor e à sua misericórdia, invocar a sua ajuda, ser guiados para uma maior compreensão do seu desígnio de amor e de verdade». É neste contexto que se chega a falar da bênção de casais em situação irregular ou de uniões do mesmo sexo. Nestes casos, diz o documento, «é concedida uma bênção que não só tem um valor ascendente, mas que é também a invocação de uma bênção descendente do próprio Deus sobre aqueles que, reconhecendo-se desamparados e necessitados da sua ajuda, não reivindicam a legitimação do seu próprio estatuto, mas imploram que tudo o que é verdadeiramente bom e humanamente válido, que está presente na sua vida e nas suas relações, seja investido, curado e elevado pela presença do Espírito Santo”. São bênçãos que «expressam um apelo a Deus para que conceda aquelas ajudas que provêm dos impulsos do seu Espírito – que a teologia clássica chama de ‘graças atuais’ – para que as relações humanas possam amadurecer e crescer na fidelidade à mensagem do Evangelho, libertando-se das suas imperfeições e fragilidades, e exprimir-se na dimensão cada vez maior do amor divino”. Em suma, é uma bênção que, «embora não incluída num rito litúrgico, une a oração de intercessão com a invocação da ajuda de Deus por parte de quem humildemente se dirige a Ele. Deus nunca rejeita ninguém que se aproxima dele!” O dicastério afirma que “a sensibilidade pastoral dos ministros ordenados também deve ser educada para realizar espontaneamente bênçãos que não se encontram no livro de bênçãos”, partindo do pressuposto de que, como disse o papa, o direito canônico “não pode abranger tudo”. O Dicastério conclui: “Não deve ser promovido nem previsto um ritual para a bênção dos casais em situação irregular, mas também não deve ser evitada ou proibida a proximidade da Igreja a qualquer situação em que a ajuda de Deus é solicitada através de uma simples bênção. Na breve oração que pode preceder esta bênção espontânea, o ministro ordenado poderá pedir-lhes paz, saúde, espírito de paciência, diálogo e ajuda mútua, mas também a luz e a força de Deus para poder cumprir plenamente a sua vontade”. Mas pede-se também que se evite confusão “para evitar qualquer forma de confusão ou escândalo, quando a oração de bênção, embora expressa fora dos ritos previstos nos livros litúrgicos, for solicitada por um casal em situação irregular, esta bênção nunca será realizada ao mesmo tempo que os ritos de união civil ou mesmo em relação a eles”, e o mesmo se aplica se a bênção “for solicitada por pessoas do mesmo sexo”. A bênção«pode, ao contrário, encontrar o seu lugar noutros contextos, como uma visita a um santuário, um encontro com um sacerdote, uma oração recitada em grupo ou durante uma peregrinação. De fato, através destas bênçãos que são concedidas não através das formas rituais da liturgia, mas antes como expressão do coração materno da Igreja, semelhantes àquelas que em última análise emanam das entranhas da piedade popular, a intenção não é legitimar nada mas apenas abrir a própria vida a Deus, pedir a sua ajuda para viver melhor, e também invocar o Espírito Santo para que os valores do Evangelho possam ser vividos com maior fidelidade”. O comunicado sublinha que “além das indicações acima referidas, não devemos, portanto, esperar por outras respostas sobre possíveis formas de regular detalhes ou aspectos práticos relativos a bênçãos deste tipo”. O documento conclui: “A Igreja é, assim, o sacramento do amor infinito de Deus. Portanto, mesmo quando a relação com Deus está obscurecida pelo pecado, sempre se pode pedir uma bênção, estendendo-lhe a mão”. #papafrancisco #Vaticano
- Santa Sé autoriza bênçãos a casais irregulares e uniões do mesmo sexo
Fiducia supplicans é uma declaração em 45 pontos publicada hoje (18) em que o Dicastério para a Doutrina da Fé autoriza as bênçãos para uniões homossexuais ao mesmo tempo em que diz que não se pode definir como casamento aquilo que não é casamento nem legitimá-lo, mas que o cuidado pastoral é fundamental. Por ACI Digital O documento se define como uma “declaração sobre o significado pastoral das bênçãos”, e traz uma abordagem que permite a bênção de casais irregulares sem, na opinião do cardeal Victor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério, mudar a doutrina tradicional. O diz ter sido foi concebido e elaborado em conjunto com especialistas, discutido no Congresso da Seção Doutrinária do Dicastério, sem nunca deixar de discuti-lo com o Papa, que depois examinou a versão final e a aprovou. É também um documento que demonstra um novo ativismo do Dicastério, que nunca foi nunca tão presente com respostas e documentos, e nunca foi tão ativo na ideia de querer dar uma virada especialmente de tipo pastoral à aplicação da doutrina. ⚠️Para esclarecer e contextualizar à luz da Doutrina Católica faremos uma live extra hoje (YouTube e Instagram) às 20:30 (horário de Brasília), onde exporemos o problema e responderemos perguntas sobre o tema. Referindo-se também às recentes respostas aos Dubia, a Declaração diz “manter-se firme na doutrina tradicional da Igreja em relação ao casamento, não admitindo qualquer tipo de rito litúrgico ou bênçãos semelhantes a um rito litúrgico que possa criar confusão”. No entanto, procurando “oferecer uma contribuição específica e inovadora ao sentido pastoral das bênçãos, que nos permita ampliar e enriquecer a compreensão clássica estritamente ligada a uma perspectiva litúrgica”, com uma visão teológica que não se baseia nos Padres da Igreja ou na doutrina cristã, mas “na visão pastoral do Papa Francisco”. Esta abordagem inovadora inclui também “a possibilidade de abençoar casais em situação irregular e uniões do mesmo sexo, sem validar oficialmente o seu estatuto ou alterar de forma alguma o ensinamento perene da Igreja sobre o matrimônio”. O dicastério afirma ter levado em consideração “várias questões, tanto formais como informais, sobre a possibilidade de abençoar uniões do mesmo sexo e sobre a possibilidade de oferecer novos esclarecimentos, à luz da atitude paternal e pastoral do Papa Francisco”. A referência é ao responsum ad dubium de 2021 que negou qualquer possibilidade de bênção às uniões homossexuais e que “despertou muitas reações diferentes”, porque alguns ressaltaram a “coerência com o ensinamento constante da Igreja”, enquanto outros “não concordavam com o resposta negativa à questão ou não a consideraram suficientemente clara na sua formulação e na fundamentação apresentada na Nota Explicativa anexa”. O documento sublinha a importância de “atender a estes últimos”, voltando ao tema, partindo, no entanto, do pressuposto de evitar reconhecer como casamento algo que não o é e, portanto, “rituais e orações que possam criar confusão entre o que é é constitutivo do casamento” como união exclusiva, estável e indissolúvel entre homem e mulher e o que o contradiz, visão “fundada na perene doutrina católica do matrimônio”, mas também no Evangelho. Por esta razão, continua o documento, “a Igreja tem o direito e o dever de evitar qualquer tipo de rito que possa contradizer esta crença ou levar a qualquer confusão”, e este é o sentido do responsum . A resposta do Papa, escreve Fernández, “convida-nos a fazer um esforço para ampliar e enriquecer o risco das bênçãos”, um dos “sacramentais mais difundidos e em constante evolução”, e ter “como destinatários pessoas, objetos de culto e devoção, sagrados imagens, lugares de vida, de trabalho e de sofrimento, frutos da terra e do trabalho humano, e todas as realidades criadas que remetem ao Criador, que, com a sua beleza, o louvam e abençoam”. O prefeito argentino do Dicastério para a Doutrina da Fé concede que, do ponto de vista litúrgico, “a bênção exige que o que é abençoado esteja em conformidade com a vontade de Deus expressa nos ensinamentos da Igreja” e, portanto, há a preocupação de que as bênçãos digam respeito a coisas que entram em conflito com o Evangelho. Por isso, como o documento recorda o Responsum , «quando, com um rito litúrgico específico, se invoca uma bênção sobre algumas relações humanas, o que é abençoado deve poder corresponder aos planos de Deus inscritos na Criação e plenamente revelados por Cristo, o Senhor”, razão pela qual a Igreja “sempre considerou moralmente lícitas apenas as relações sexuais vividas no âmbito do matrimônio”, e não pode dar uma bênção quando esta “pode oferecer uma forma de legitimação moral a uma união que se presume ser matrimonial ou a uma prática sexual extraconjugal.” Ao mesmo tempo, diz Fernández, as bênçãos não podem ser “reduzidas apenas a esse ponto de vista”, porque existe o perigo de que “um gesto pastoral, tão querido e difundido, esteja sujeito a demasiados pré-requisitos morais, os quais, com a pretensão de controle, poderia ofuscar a força incondicional do amor de Deus, na qual se baseia o gesto de bênção”. O dicastério retoma a exortação do papa Francisco a não perder a caridade pastoral, haja visto as Sagradas Escrituras, onde em alguns casos “a bênção equivale, portanto, a louvar, a celebrar, a agradecer a Deus pela sua misericórdia e fidelidade, pelas maravilhas que criou e por tudo o que aconteceu por sua vontade.” Esta visão “descendente” da bênção como dom encontra-se tanto no Antigo como no Novo Testamento, diz o documento, porque “mesmo em Jesus a bênção não é apenas ascendente, em referência ao Pai, mas também descendente, derramada sobre os outros como um gesto de graça, proteção e bondade”. A bênção, continua o documento, “expressa o abraço misericordioso de Deus e a maternidade da Igreja que convida os fiéis a terem os mesmos sentimentos de Deus para com os seus irmãos”. O documento propõe uma “compreensão teológico-pastoral das bênçãos”, porque “buscar a bênção na Igreja é admitir que a vida eclesial brota do ventre da misericórdia de Deus e ajuda a seguir em frente, a viver melhor, a responder à vontade do Senhor», e «as pessoas que vêm espontaneamente pedir uma bênção mostram com esse pedido a sua sincera abertura à transcendência, a confiança do seu coração que não depende apenas das próprias forças, da sua necessidade de Deus e do desejo de escapar medidas estreitas deste mundo fechado dentro dos seus limites”. Devemos, portanto, valorizar esta piedade pastoral, e, dessa forma, “as bênçãos tornam-se assim um recurso pastoral a valorizar e não um risco ou um problema”, pois devem ser avaliadas como “atos de devoção” que encontram espaço fora da Eucaristia. E entre outras coisas, queixa-se o Dicastério, “a Igreja também deve evitar basear a sua prática pastoral na fixidez de alguns esquemas doutrinais ou disciplinares”, razão pela qual “quando as pessoas invocam uma bênção, não deve ser posta uma análise moral exaustiva como uma pré-condição por poder conferi-lo. Não devemos exigir deles perfeição moral prévia.” O documento refere-se ao papa Francisco, que abriu formas de bênção “que não transmitem uma concepção errada do casamento”, e sublinha que “uma experiência forte é a de ler estes textos bíblicos de bênção numa prisão, ou numa comunidade de recuperação. Fazer com que aquelas pessoas sintam que permanecem bem-aventuradas, apesar dos seus graves erros, que o Pai celeste continua a querer o seu bem e a esperar que finalmente se abram ao bem”. Além disso, o dicastério sublinha que as bênçãos do livro litúrgico De Benedictionibus – que dizem respeito a diversas categorias de pessoas, mas também a objetos, a casas – “são dirigidas a todos, ninguém pode ser excluído”. “Do ponto de vista da dimensão ascendente, quando se toma consciência dos dons do Senhor e do seu amor incondicional, mesmo em situações de pecado, especialmente quando uma oração é ouvida, o coração do crente eleva a sua louvor a Deus e bênçãos. Essa forma de bênção não é vedada a ninguém”. Naturalmente, «a prudência e a sabedoria pastoral podem sugerir que, evitando graves escândalos ou confusões entre os fiéis, o ministro ordenado se junte à oração daquelas pessoas que, mesmo numa união que de modo algum se compara ao casamento, desejam confiar-se ao Senhor e à sua misericórdia, invocar a sua ajuda, ser guiados para uma maior compreensão do seu desígnio de amor e de verdade». É neste contexto que se chega a falar da bênção de casais em situação irregular ou de uniões do mesmo sexo. Nestes casos, diz o documento, «é concedida uma bênção que não só tem um valor ascendente, mas que é também a invocação de uma bênção descendente do próprio Deus sobre aqueles que, reconhecendo-se desamparados e necessitados da sua ajuda, não reivindicam a legitimação do seu próprio estatuto, mas imploram que tudo o que é verdadeiramente bom e humanamente válido, que está presente na sua vida e nas suas relações, seja investido, curado e elevado pela presença do Espírito Santo”. São bênçãos que «expressam um apelo a Deus para que conceda aquelas ajudas que provêm dos impulsos do seu Espírito – que a teologia clássica chama de ‘graças atuais’ – para que as relações humanas possam amadurecer e crescer na fidelidade à mensagem do Evangelho, libertando-se das suas imperfeições e fragilidades, e exprimir-se na dimensão cada vez maior do amor divino”. Em suma, é uma bênção que, «embora não incluída num rito litúrgico, une a oração de intercessão com a invocação da ajuda de Deus por parte de quem humildemente se dirige a Ele. Deus nunca rejeita ninguém que se aproxima dele!” O dicastério afirma que “a sensibilidade pastoral dos ministros ordenados também deve ser educada para realizar espontaneamente bênçãos que não se encontram no livro de bênçãos”, partindo do pressuposto de que, como disse o papa, o direito canônico “não pode abranger tudo”. O Dicastério conclui: “Não deve ser promovido nem previsto um ritual para a bênção dos casais em situação irregular, mas também não deve ser evitada ou proibida a proximidade da Igreja a qualquer situação em que a ajuda de Deus é solicitada através de uma simples bênção. Na breve oração que pode preceder esta bênção espontânea, o ministro ordenado poderá pedir-lhes paz, saúde, espírito de paciência, diálogo e ajuda mútua, mas também a luz e a força de Deus para poder cumprir plenamente a sua vontade”. Mas pede-se também que se evite confusão “para evitar qualquer forma de confusão ou escândalo, quando a oração de bênção, embora expressa fora dos ritos previstos nos livros litúrgicos, for solicitada por um casal em situação irregular, esta bênção nunca será realizada ao mesmo tempo que os ritos de união civil ou mesmo em relação a eles”, e o mesmo se aplica se a bênção “for solicitada por pessoas do mesmo sexo”. A bênção«pode, ao contrário, encontrar o seu lugar noutros contextos, como uma visita a um santuário, um encontro com um sacerdote, uma oração recitada em grupo ou durante uma peregrinação. De fato, através destas bênçãos que são concedidas não através das formas rituais da liturgia, mas antes como expressão do coração materno da Igreja, semelhantes àquelas que em última análise emanam das entranhas da piedade popular, a intenção não é legitimar nada mas apenas abrir a própria vida a Deus, pedir a sua ajuda para viver melhor, e também invocar o Espírito Santo para que os valores do Evangelho possam ser vividos com maior fidelidade”. O comunicado sublinha que “além das indicações acima referidas, não devemos, portanto, esperar por outras respostas sobre possíveis formas de regular detalhes ou aspectos práticos relativos a bênçãos deste tipo”. O documento conclui: “A Igreja é, assim, o sacramento do amor infinito de Deus. Portanto, mesmo quando a relação com Deus está obscurecida pelo pecado, sempre se pode pedir uma bênção, estendendo-lhe a mão”. #papafrancisco #Vaticano
- Pode um Católico apoiar um Comunista?
É comum vermos pessoas dizerem que são católicos e comunistas. Mas é possível ser cristão e comungar de uma ideologia que já causou milhões de mortes no mundo?! Um dos ativismos mais gritantes do STF é o esforço que fazem para fazer LULA e o PT retornar ao poder. Quem possui a fé cristã, e conserva ainda que uma mínima capacidade de raciocínio, consegue perceber a total incompatibilidade entre cristianismo e comunismo Já dizia o Papa Pio XI que ninguém pode ser ao mesmo tempo católico e comunista/socialista… Entenda, na formação ao vivo de hoje, porque um católico não pode apoiar o comunismo. Para assistir, acesse nosso canal do youtube no horário marcado: #Formaçõesaovivo
- Pode um Católico apoiar um Comunista?
É comum vermos pessoas dizerem que são católicos e comunistas. Mas é possível ser cristão e comungar de uma ideologia que já causou milhões de mortes no mundo?! Um dos ativismos mais gritantes do STF é o esforço que fazem para fazer LULA e o PT retornar ao poder. Quem possui a fé cristã, e conserva ainda que uma mínima capacidade de raciocínio, consegue perceber a total incompatibilidade entre cristianismo e comunismo Já dizia o Papa Pio XI que ninguém pode ser ao mesmo tempo católico e comunista/socialista… Entenda, na formação ao vivo de hoje, porque um católico não pode apoiar o comunismo. Para assistir, acesse nosso canal do youtube no horário marcado: #Formaçõesaovivo
- Homilia Dominical | Como alimentar a virtude da esperança?
3.º Domingo do Advento A virtude esperança, que somos chamados a cultivar no Tempo do Advento, não se confunde com um mero “sentimento positivo”, uma ingenuidade de quem se esforça para acreditar que, no futuro, as coisas serão melhores. A verdadeira esperança cristã nasce da fé. Nesse sentido, esperar é ter a certeza de que Deus, apesar da nossa miséria, nunca deixará de estender-nos a mão e oferecer-nos todas as graças necessárias para sermos santos e alcançarmos a Bem-aventurança do Céu. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este 3º Domingo Advento, o Domingo da Alegria, e entenda como alimentar a virtude da esperança, sem a qual não conseguimos trilhar o caminho da santidade. Santo do Dia: São Lázaro, amigo que Jesus Ressuscitou Anúncio do Evangelho (Jo 1,6-8.19-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção, enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação. Is 61,1 (Lc 4,18) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 6 Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio dar testemunho da luz. 19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20 João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21 Eles perguntaram: “Quem és então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22 Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23 João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24 Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25 e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26 João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28 Isto aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Dominical | Como alimentar a virtude da esperança?
3.º Domingo do Advento A virtude esperança, que somos chamados a cultivar no Tempo do Advento, não se confunde com um mero “sentimento positivo”, uma ingenuidade de quem se esforça para acreditar que, no futuro, as coisas serão melhores. A verdadeira esperança cristã nasce da fé. Nesse sentido, esperar é ter a certeza de que Deus, apesar da nossa miséria, nunca deixará de estender-nos a mão e oferecer-nos todas as graças necessárias para sermos santos e alcançarmos a Bem-aventurança do Céu. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este 3º Domingo Advento, o Domingo da Alegria, e entenda como alimentar a virtude da esperança, sem a qual não conseguimos trilhar o caminho da santidade. Santo do Dia: São Lázaro, amigo que Jesus Ressuscitou Anúncio do Evangelho (Jo 1,6-8.19-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção, enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação. Is 61,1 (Lc 4,18) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 6 Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio dar testemunho da luz. 19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20 João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21 Eles perguntaram: “Quem és então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22 Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23 João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24 Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25 e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26 João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28 Isto aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Lázaro, amigo que Jesus ressuscitou – 17 de dezembro
Neste dia 17 de dezembro, é celebrada a festa de São Lázaro, irmão de Marta e Maria, a quem o Senhor ressuscitou depois de quatro dias de falecido. Etimologicamente, seu nome significa “Deus ajuda”. Ele teve a graça de ser o protagonista de um dos milagres mais impressionantes de Jesus Cristo. Segundo as Sagradas Escrituras (Jo 11,1- 44), Lázaro adoeceu gravemente e duas de suas irmãs, Marta e Maria, enviaram com urgência um mensageiro ao lugar onde Jesus se encontrava. Eles levaram a seguinte mensagem: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”. São Lázaro faleceu e somente ao quarto dia o Senhor chegou. Jesus falou com cada uma das irmãs e chorou. Os judeus que estavam ali exclamaram: “Vejam como o amava!”. À irmã de Lázaro, o Senhor declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá. Crês isto?”. Diante do sepulcro, Jesus disse: “Lázaro, vem para fora!”. E Lázaro se levantou. Desta maneira foi ressuscitado milagrosamente o amigo do Jesus. Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, pois morreu duas vezes. O primeiro túmulo, de onde foi tirado e ressuscitado pelo amor de Cristo (“Vejam quanto o amava”, exclamaram os judeus ao perceberem uma lágrima de comoção no rosto de Jesus) ficou vazio, uma vez que uma antiga tradição oriental considera Lázaro bispo e mártir de Chipre. A notícia do século VI tomou consistência no ano 900, quando o imperador Leão VI, o Filósofo, fez transportar as relíquias de Lázaro de Chipre para Constantinopla. Antigos afrescos encontrados na ilha parecem confirmar a presença de Lázaro em Chipre. A Basílica de São Lázaro, santo padroeiro de Lanarka, construída em 890 DC era um templo cristão do quinto século no qual existia um sarcófago com a com a inscrição: “Lazarus, o amigo de Cristo”. Isto reforça a tradição que ele viveu sua “segunda vida ressuscitado” em Kition, Lanarka.
- São Lázaro, amigo que Jesus ressuscitou – 17 de dezembro
Neste dia 17 de dezembro, é celebrada a festa de São Lázaro, irmão de Marta e Maria, a quem o Senhor ressuscitou depois de quatro dias de falecido. Etimologicamente, seu nome significa “Deus ajuda”. Ele teve a graça de ser o protagonista de um dos milagres mais impressionantes de Jesus Cristo. Segundo as Sagradas Escrituras (Jo 11,1- 44), Lázaro adoeceu gravemente e duas de suas irmãs, Marta e Maria, enviaram com urgência um mensageiro ao lugar onde Jesus se encontrava. Eles levaram a seguinte mensagem: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”. São Lázaro faleceu e somente ao quarto dia o Senhor chegou. Jesus falou com cada uma das irmãs e chorou. Os judeus que estavam ali exclamaram: “Vejam como o amava!”. À irmã de Lázaro, o Senhor declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá. Crês isto?”. Diante do sepulcro, Jesus disse: “Lázaro, vem para fora!”. E Lázaro se levantou. Desta maneira foi ressuscitado milagrosamente o amigo do Jesus. Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, pois morreu duas vezes. O primeiro túmulo, de onde foi tirado e ressuscitado pelo amor de Cristo (“Vejam quanto o amava”, exclamaram os judeus ao perceberem uma lágrima de comoção no rosto de Jesus) ficou vazio, uma vez que uma antiga tradição oriental considera Lázaro bispo e mártir de Chipre. A notícia do século VI tomou consistência no ano 900, quando o imperador Leão VI, o Filósofo, fez transportar as relíquias de Lázaro de Chipre para Constantinopla. Antigos afrescos encontrados na ilha parecem confirmar a presença de Lázaro em Chipre. A Basílica de São Lázaro, santo padroeiro de Lanarka, construída em 890 DC era um templo cristão do quinto século no qual existia um sarcófago com a com a inscrição: “Lazarus, o amigo de Cristo”. Isto reforça a tradição que ele viveu sua “segunda vida ressuscitado” em Kition, Lanarka.
- Santa Olímpia – 17 de Dezembro
SANTO DO DIA – 17 DE DEZEMBRO – SANTA OLÍMPIA Diaconisa (361-408) Ao ficar viúva do governador de Constantinopla, Olímpia recebeu muitas propostas para um novo casamento, mas recusou todas porque queria entregar-se à vida religiosa. A sua insistente recusa motivou, mesmo, o confisco de todos os seus bens. Olímpia nasceu em 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Foi educada por Teodósia, irmã do bispo Anfíloco, futuro santo, o que lhe garantiu receber, logo cedo, os ensinamentos cristãos. Aos vinte anos de idade, casou-se com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa, afastou-se de todos os possíveis pretendentes. O fato muito contrariou o imperador Teodósio, que queria vê-la como esposa do seu primo, um nobre da Corte espanhola. Olímpia, entretanto, perseverou na sua decisão. Como vingança, o soberano mandou que todos os seus bens fossem confiscados e administrados pelo prefeito da cidade. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu, porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Pediu que os bens fossem definitivamente confiscados e doados aos pobres. Não foi atendida. Em seguida, o imperador fez uma longa viagem e, ao voltar, três anos depois, ficou tão impressionado com as informações sobre sua vida santa e repleta de humildade e caridade que restituiu os bens a ela. Assim, Olímpia continuou suas obras de caridade com maior intensidade. Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo, tornou-se um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Seu nome foi envolvido em denúncias graves infundadas, por isso se tornou vítima de perseguições injustas. Foi acusada de ser cúmplice de são João Crisóstomo no incêndio de uma catedral. Mas ela declarou, categoricamente, que nada fizera, muito menos Crisóstomo, que doava muito dinheiro para a construção de igrejas, portanto não poderia destruir uma. Essas acusações partiam do antipatriarca Arsácio, inimigo declarado de Crisóstomo, que mandou Olímpia deixar a cidade. O principal motivo desse exílio foi porque ela era a mais estimada assistente de Crisóstomo, chamado de ‘o maior pregador da Antiguidade’. Era tão competente que, aos trinta anos de idade, se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Logo Olímpia decidiu voltar, declarando ao próprio prefeito que não reconhecia autoridade no antipatriarca por ser usurpador de um poder que a Igreja não lhe concedera. Assim, tornou-se a principal vítima de Arsácio, pois Crisóstomo já havia sido exilado de sua pátria pelo cruel prefeito, cúmplice do antipatriarca. Olímpia morreu no ano 408. Santa Olímpia é celebrada, no Oriente, nos dias 24 e 25 de julho, e, na Igreja de Roma, no dia 17 de dezembro. Conheça mais sobre Santa Olímpia Santa Olímpia, grande amiga de São João Crisóstomo, o qual era o seu diretor espiritual, pertencia a mais alta sociedade de Constantinopla. Nasceu em 361, ou, segundo algumas fontes, em 368. Neta de Ablábio, que foi prefeito do pretório do Oriente, e cônsul, era filha dum conde de palácio. Órfã, quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla, sendo educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio. Santa Olímpia foi mulher de grande cultura. São Basílio dedicou-lhe o tratado do Espírito Santo. Casada com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, recebeu de São Gregório Nazianzo, que fora convidado para as núpcias, mas não pudera, por doença, comparecer, um Código da Mulher Cristã, em versos. Enviuvando, depois de vinte meses de casada, o imperador Teodósio procurou consorciá-la novamente. Olímpia, porém, diz-se, respondeu-lhe, excusando-se, porque desejava permanecer naquele estado: – Se meu Rei quisesse que eu vivesse com um homem, não me teria levado o primeiro. Conta-se que Teodósio, enraivecido, seqüestrou-lhe os bens, o que ela agradeceu sinceramente. Quatro anos mais tarde, quando a Santa entrava nos trinta anos, o imperador, tocado pela constância e seriedade do ascetismo da ótima viúva, concedeu-lhe a livre disposição dos bens. Desde então, entrou a fazer esmolas como jamais. Falecida em 408, foi enterrada na Nicomédia. As relíquias, mais tarde, transferidas para Constantinopla, assegura-se, “verteram muito sangue”. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 321-322) #SantodoDia
- Santa Olímpia – 17 de Dezembro
SANTO DO DIA – 17 DE DEZEMBRO – SANTA OLÍMPIA Diaconisa (361-408) Ao ficar viúva do governador de Constantinopla, Olímpia recebeu muitas propostas para um novo casamento, mas recusou todas porque queria entregar-se à vida religiosa. A sua insistente recusa motivou, mesmo, o confisco de todos os seus bens. Olímpia nasceu em 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Foi educada por Teodósia, irmã do bispo Anfíloco, futuro santo, o que lhe garantiu receber, logo cedo, os ensinamentos cristãos. Aos vinte anos de idade, casou-se com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa, afastou-se de todos os possíveis pretendentes. O fato muito contrariou o imperador Teodósio, que queria vê-la como esposa do seu primo, um nobre da Corte espanhola. Olímpia, entretanto, perseverou na sua decisão. Como vingança, o soberano mandou que todos os seus bens fossem confiscados e administrados pelo prefeito da cidade. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu, porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Pediu que os bens fossem definitivamente confiscados e doados aos pobres. Não foi atendida. Em seguida, o imperador fez uma longa viagem e, ao voltar, três anos depois, ficou tão impressionado com as informações sobre sua vida santa e repleta de humildade e caridade que restituiu os bens a ela. Assim, Olímpia continuou suas obras de caridade com maior intensidade. Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo, tornou-se um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Seu nome foi envolvido em denúncias graves infundadas, por isso se tornou vítima de perseguições injustas. Foi acusada de ser cúmplice de são João Crisóstomo no incêndio de uma catedral. Mas ela declarou, categoricamente, que nada fizera, muito menos Crisóstomo, que doava muito dinheiro para a construção de igrejas, portanto não poderia destruir uma. Essas acusações partiam do antipatriarca Arsácio, inimigo declarado de Crisóstomo, que mandou Olímpia deixar a cidade. O principal motivo desse exílio foi porque ela era a mais estimada assistente de Crisóstomo, chamado de ‘o maior pregador da Antiguidade’. Era tão competente que, aos trinta anos de idade, se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Logo Olímpia decidiu voltar, declarando ao próprio prefeito que não reconhecia autoridade no antipatriarca por ser usurpador de um poder que a Igreja não lhe concedera. Assim, tornou-se a principal vítima de Arsácio, pois Crisóstomo já havia sido exilado de sua pátria pelo cruel prefeito, cúmplice do antipatriarca. Olímpia morreu no ano 408. Santa Olímpia é celebrada, no Oriente, nos dias 24 e 25 de julho, e, na Igreja de Roma, no dia 17 de dezembro. Conheça mais sobre Santa Olímpia Santa Olímpia, grande amiga de São João Crisóstomo, o qual era o seu diretor espiritual, pertencia a mais alta sociedade de Constantinopla. Nasceu em 361, ou, segundo algumas fontes, em 368. Neta de Ablábio, que foi prefeito do pretório do Oriente, e cônsul, era filha dum conde de palácio. Órfã, quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla, sendo educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio. Santa Olímpia foi mulher de grande cultura. São Basílio dedicou-lhe o tratado do Espírito Santo. Casada com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, recebeu de São Gregório Nazianzo, que fora convidado para as núpcias, mas não pudera, por doença, comparecer, um Código da Mulher Cristã, em versos. Enviuvando, depois de vinte meses de casada, o imperador Teodósio procurou consorciá-la novamente. Olímpia, porém, diz-se, respondeu-lhe, excusando-se, porque desejava permanecer naquele estado: – Se meu Rei quisesse que eu vivesse com um homem, não me teria levado o primeiro. Conta-se que Teodósio, enraivecido, seqüestrou-lhe os bens, o que ela agradeceu sinceramente. Quatro anos mais tarde, quando a Santa entrava nos trinta anos, o imperador, tocado pela constância e seriedade do ascetismo da ótima viúva, concedeu-lhe a livre disposição dos bens. Desde então, entrou a fazer esmolas como jamais. Falecida em 408, foi enterrada na Nicomédia. As relíquias, mais tarde, transferidas para Constantinopla, assegura-se, “verteram muito sangue”. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 321-322) #SantodoDia
- Novena de Natal, de 16 a 24 de dezembro
Hoje, 16 de dezembro, começa a novena de Natal e a contagem regressiva para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Estes nove dias podem ser vividos intensamente em família, no trabalho, com a comunidade, o grupo da Igreja, e tantas outras pessoas. Reze conosco nesse tempo de preparação para a vinda do Senhor a Novena de Natal de Santo Afonso Maria de Ligório. Santo Afonso foi um grande Santo e Teólogo Católico, suas meditações para o Natal são famosas pela beleza e profundidade. Ao final de cada dia da novena recomenda-se rezar o Santo Terço e a Ladainha de Nossa Senhora, refletindo e meditando sobre a vinda do Salvador. Para tornar a novena ainda mais solene pode-se cantar a canção Adeste Fidelis no início ou no final de cada dia. Escolha o dia: 2 – Meditação do dia (Escolha o dia da novena) 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia Primeiro Dia – 16 de Dezembro Jesus Menino consente em ser nosso Redentor Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de levares a minha salvação até à última extremidade da terra (Is 49, 6) Sumário. Muitos cristãos costumam neste tempo armar um presépio como representação do Nascimento de Jesus Cristo; mas bem poucos lembram de preparar, com atos de amor, o seu coração afim de que o divino Menino nele possa repousar. Do número destes também nós queremos ser. Por isso, afim de excitar-nos, desde o primeiro dia da Novena, a pagar com nosso amor o amor de Jesus Cristo, consideremos o amor que nos mostrou, incumbindo-se, desde o primeiro instante da sua conceição, de satisfazer por nós à divina justiça. I. Considera como o Pai Eterno disse a Jesus Menino, no instante da sua Encarnação, estas palavras: Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de salvá-las. Meu Filho, eu te dei ao mundo para luz e vida das nações, afim de que lhes alcances a salvação, que eu estimo tanto como se fosse a minha própria. Mister é, pois, que te consumas todo inteiro, para o bem dos homens. Mister é que desde o nascer sofras extrema pobreza, afim de que o homem se faça rico. Mister é que sejas vendido como um escravo, para impetrares ao homem a sua liberdade; que, como um escravo, sejas açoitado e crucificado, afim de pagares à minha justiça o que o homem lhe deve; mister é que dês o teu sangue e a tua vida, afim de livrares o homem da morte eterna. Em uma palavra, sabe que não te pertences mais a ti mesmo, senão aos homens. Assim, meu dileto Filho, o homem render-se-á ao meu amor; será todo meu, vendo que eu lhe dei o meu Unigênito, sem reserva alguma, e que nada mais me resta para lhe dar. Ó amor infinito, digno unicamente de um Deus infinito! A semelhante proposta Jesus Menino não se entristece; antes, nela se compraz, aceita-a com amor e exulta: Deu passos como gigante para correr o caminho. Desde o primeiro instante da sua Encarnação, Jesus se dá todo ao homem, e abraça com alegria todas as dores e ignomínias que na terra teria de sofrer pro amor dos homens. Pondera aqui o Pai celestial, mandando seu Filho para ser nosso Redentor e medianeiro entre Deus e os homens, se obrigou, por assim dizer, a perdoar-nos e a amar-nos, visto que prometeu receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfizesse por nós à Justiça Divina. Por outra parte o Verbo Divino, tendo aceitado a incumbência do Pai, que no-lo deu enviando-o para nossa redenção, obrigou-se também a amar-nos, não em vista de nossos merecimentos, mas para obedecer à vontade misericordiosa do Pai. Afetos e Súplicas II. Meu amado Jesus, se é verdade, conforme reza a lei, que a doação faz adquirir o domínio, Vós sois meu, visto que vosso Pai Vos deu a mim; por mim é que nascestes, a mim é que fostes dado. Posso dizer, pois, com verdade: Meu Jesus e meu tudo! Já que sois meu, é meu também tudo quanto é vosso. Assim m’o garante o vosso Apóstolo: Como não nos deu também com ele todas as coisas? É meu o vosso sangue, são, meus os vossos merecimentos, são minhas as vossas graças, é meu o vosso paraíso. Se sois meu, quem jamais poderá separar-me de Vós? Assim dizia jubiloso Santo Antão Abade. Assim também quero dizer para o futuro. Somente por culpa minha posso perder-Vos e separar-me de Vós. Mas, ó meu Jesus, se antigamente Vos deixei e perdi, agora pesa-me de toda a minha alma e estou resolvido a antes perder a vida e tudo, do que a perder-Vos, ó Bem infinito e único Amor da minha alma. Graças Vos dou, Pai Eterno, por me haverdes dado vosso Filho, me dou todo a Vós. Por amor desse mesmo Filho, aceita-me e prendei-me com laços de amor ao meu Redentor; mas prendei-me de tal maneira que eu também possa dizer: Quem me separará do amor de Cristo? Que bem terrestre será ainda capaz de separar-me do meu Jesus? E Vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que eu também sou todo vosso. Disponde de mim, e de tudo o que é meu, como quiserdes. Será possível que eu recuse alguma coisa a um Deus que não me recusou seu sangue e sua vida? Maria, minha Mãe, guardai-me debaixo da vossa proteção. Não quero mais ser meu, quero ser todo do meu Senhor. Cuidai em fazer-me fiel; em vós confio. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Segundo Dia – 17 de Dezembro Tristeza do Coração de Jesus no seio da Virgem Maria Não quiseste hóstia nem oblação, porém me formaste um corpo (Hb 10,5) Sumário. Tudo quanto Jesus Cristo padeceu no correr da sua vida, foi-lhe posto diante dos olhos quando ainda se achava no seio de sua Mãe; e Jesus aceitou tudo por nosso amor. Porém, naquela aceitação e na repressão da repugnância natural, ó Deus, que aflição devia experimentar o seu Coração! Se Jesus, embora inocente, desde princípio da vida começou a sofrer por nós, não é justo que nós, que somos pecadores, padeçamos alguma coisa por seu amor e em desconto dos nossos pecados? I. Considera a grande amargura de que o coração de Jesus Menino devia sentir-se atormentado e oprimido no seio de Maria, quando no primeiro instante da encarnação o Pai Eterno lhe mostrou toda a série de desprezos, de dores e de angústias que no correr da sua vida deveria sofrer, afim de livrar os homens do seu estado de miséria – Eis o que ele falou pela boca do profeta Isaías: Pela manhã (o Senhor) levantar-me o ouvido. Isto é: no primeiro instante da minha encarnação, meu Pai me fez conhecer a sua vontade, que eu levasse uma vida de sofrimentos para ser finalmente sacrificado na cruz. Eu não contradigo; entreguei o meu corpo aos que me feriam. Ó almas, aceitei tudo pela vossa salvação e desde então entreguei o meu corpo para receber os açoites, os pregos e a morte. Pondera que tudo o que Jesus Cristo sofreu no correr da sua vida e em sua Paixão, foi-lhe posto diante dos olhos quando ainda se achava no seio de sua Mãe. Jesus aceitou tudo com amor. Mas naquela aceitação, e na repressão de sua repugnância natural, ó Deus, que angústias e que aflição não devia experimentar o Coração inocente de Jesus! Desde então compreenderia bem quanto teria de sofrer, primeiro nascendo numa gruta fria, pousada de animais; em seguida, tendo de morar trinta anos desconhecido na loja de um simples oficial. Já então viu que os homens haviam de tratá-lo de ignorante, de escravo, de sedutor, de réu de morte, digno da mais infamante e dolorosa morte destinada aos celerados. Tudo isso o nosso amante Redentor aceitou-o cada instante, mas cada vez que renovava a aceitação, tornava a sofrer juntas todas as penas e todas as humilhações que depois deveria sofrer até a morte. E para que? Para salvar-nos da morte eterna, a nós, miseráveis pecadores. Afetos e Súplicas II. Ó meu amado Redentor, quanto Vos custou, desde a vossa primeira entrada neste mundo, tirar-me da miséria que tinha atraído sobre mim pelos meus pecados! Para me livrardes da escravidão do demônio, a quem de livre vontade me tinha vendido, Vós sujeitastes a ser tratado como o mais vil de todos os escravos. E eu, sabedor disso, tive ânimo de amargurar tantas vezes o vosso amabilíssimo Coração, que tanto me amou! Mas, já que Vós, que sois inocente e sois o meu Deus, aceitastes por meu amor uma vida e uma morte tão penosas, aceito, por vosso amor, ó Jesus meu, toda a pena que me vier das vossas mãos. Aceito-a e abraço-a por vir daquelas mãos que um dia foram transpassadas, afim de livrar-me do inferno tantas vezes merecido pelos meus pecados. Ó meu Redentor, o amor que mostrastes em oferecer-Vos a sofrer tanto por mim, constrange-me demais a aceitar por vosso amor toda a pena, todo o desprezo. Ó meu Senhor, pelos vossos merecimentos dai-me o vosso santo amor; este tornar-me-á suaves e amáveis todas as dores e todas as ignomínias. Amo-Vos sobre todas as coisas, amo-Vos de todo o meu coração, amo-Vos mais que a mim mesmo. Durante toda a vossa vida me tendes dado provas demasiadamente grandes do vosso afeto para comigo. Eu, ingrato, já tenho vivido tantos anos nesta terra e quais são as provas de amor que Vos mostrei? Fazei, ó meu Deus, que ao menos nos anos de vida que me restam, Vos dê alguma prova de meu amor. Não tenho coragem de comparecer na vossa presença, quando vierdes a julgar-me, tão pobre como agora me acho, sem ter feito alguma coisa por vosso amor. Mas, que posso fazer sem a vossa graça? Nada senão pedir-Vos que me socorrais, e este mesmo pedido ainda é uma graça da vossa parte. Jesus meu, socorrei-me pelos merecimentos de vossas penas e do sangue que por mim derramastes. Maria Santíssima, recomendai-me a vosso Filho, peço-o pelo amor que lhe tendes. Lembrai-vos que sou uma daquelas ovelhas pelas quais vosso Filho morreu. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Terceiro Dia – 18 de Dezembro Expectação do Parto da Virgem Maria Esperaremos por ele, e ele nos salvará (Is 25, 9) Sumário. Foi tão grande o desejo de Maria de ver em breve nascido seu divino Filho, que em comparação com ele os suspiros mais ardentes dos Patriarcas e dos Profetas pareciam frios. Todavia Jesus não quis antecipar seu nascimento; quis ser semelhante aos outros e ficar oculto no seio materno em recolhimento e em preparação de sua entrada no mundo. Oh! Que bela lição para nós, se a soubermos aproveitar. I. Muito embora a divina Mãe reconhecesse perfeitamente a grande honra que lhe advinha por trazer um Deus no seu seio, e os grandes tesouros de graças que ia merecendo, dando abrigo a seu Senhor, todavia foram tão grandes e tão veementes os seus desejos de ver o Salvador nascido, que em comparação deles pareciam frios os ardentes desejos dos Patriarcas e dos Profetas, que durante quatro mil anos fizeram violência ao céu dizendo: Envia aquele que deves enviar. Esses desejos nasciam na Santíssima Virgem de um amor duplo. Em primeiro lugar amava com terníssimo afeto o seu divino Filho, e por isso desejava dar à luz para vê-lo, abraçá-lo e provar-lhe seu amor prestando-lhe toda sorte de serviços. Demais, o coração da Virgem estava possuído de amor ardente para com o próximo. Por esta razão, apesar de prever o modo inumano de que os homens haviam de acolher e tratar Jesus Cristo, anelava pelo momento de manifestar ao mundo o seu Salvador, e de enriquecer o universo com aquele Bem supremo e com as graças infinitas que ele queria comunicar a nossas almas. Ó divina Mãe, graças vos sejam dadas por terdes desejado tanto dar-nos o vosso Jesus! Por piedade dai-m’o também a mim; fazei que, assim como nasceu corporalmente de vossas puríssimas entranhas, assim renasça espiritualmente pela graça em meu coração. Fazei que a minha alma abrasada no amor divino, procure comunicá-lo também ao próximo. Afetos e Súplicas II. Mais ardente do que o desejo de Maria foi o de Jesus. Achando-se ainda no seio de Maria ansiava pela hora de seu nascimento, afim de realizar a obra da Redenção do gênero humano e cumprir a sua missão conforme à vontade de seu Pai celestial. Parece, por assim dizer, que desde então exclamou o que depois de crescido, falando de sua Paixão, disse aos discípulos: Ah! Como sofro, enquanto não vir realizado na cruz o batismo de sangue com que devo ser batizado. – Mas, apesar disso, não quis nascer antes do tempo, para assemelhar-se a todos os outros mortais. Conservou-se ali escondido, como que em recolhimento e preparação para a sua futura entrada no mundo, empregando todos aqueles momentos preciosos em oração e contemplação. Desta sorte quis ensinar-nos, que nos preparemos bem para o recebermos, que nos recolhamos frequentes vezes em nós mesmos em silêncio e recolhimento, longe dos tumultos mundanos, antes de tratarmos com os homens, e entregarmo-nos aos trabalhos do ministério. Aproveitemo-nos de tão belas lições que o divino Salvador nos dá desde de o vermos em breve nascido, aos dos Patriarcas, de São José, da Santíssima Virgem e da Igreja Católica. Ó Adonai, Deus, vinde para nos remir pelo poder de vosso braço. Ó Deus, protetor fortíssimo e guia fiel de vosso povo, vinde remir o gênero humano com o vosso supremo poder! Vinde livrai-nos de tantas misérias nossas e subjugar com o vosso braço todo-poderoso os poderes das trevas, que demasiado reinaram sobre nós, e arruinaram as almas. “E Vós, ó Pai Eterno, que quisestes mediante a embaixada do Anjo, que o vosso Verbo tomasse carne no seio da Bem-aventurada Virgem Maria, dai que, venerando-a como verdadeira Mãe de Deus, possamos, pela sua intercessão, obter o vosso auxílio. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Quarto Dia – 19 de Dezembro A Paixão de Jesus Cristo durou todo o tempo da sua vida A minha dor está sempre diante de mim (Sl 37,18) Sumário. Desde o instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida com seu pequenino corpo, viu diante de si todos os padecimentos que teria de sofrer para a redenção dos homens. Por isso Jesus começou desde o primeiro instante da sua vida a sofrer por nosso amor a tristeza mortal que depois padeceu no horto de Getsemani. E como temos nós correspondido a tão grande amor? Talvez com frieza e ingratidão. I. Considera como, no mesmo instante em que foi criada a alma de Jesus e unida com seu pequenino corpo no seio de Maria, o Pai Eterno manifestou a seu Filho a sua vontade que morresse para a redenção do mundo. No mesmo tempo pôs-lhe diante dos olhos a vista triste de todos os sofrimentos que deveria sofrer até à morte afim de remir o gênero humano. Mostrou-lhe então todos os trabalhos, desprezos e pobreza que deveria suportar em toda a sua vida, tanto em Belém como no Egito e em Nazaré. Mostrou-lhe em seguida todas as dores e ignomínias de sua Paixão: os açoites, os espinhos, os cravos e a cruz; todos os desgostos, tristezas, agonias e abandono em que havia de terminar a sua vida no Calvário. Quando Abraão levava seu filho à morte, não quis contristá-lo comunicando-lhe a sorte com antecedência, nem no pouco de tempo de que precisavam para chegarem ao monte. Mas o Pai Eterno quis que seu Filho encarnado, destinado a ser vítima da divina justiça pelos nossos pecados, sofresse já então todas as penas, às quais depois deveria submeter-se na vida e na morte – Por esta razão, desde o instante em que baixou ao seio de sua Mãe, Jesus sofreu sem interrupção a tristeza que o acabrunhou no horto, e que era suficiente para tirar-lhe a vida, assim como ele mesmo disse: A minha alma está triste até à morte. De sorte que desde então ele sentiu vivamente e sofreu o peso todo de todos os tormentos e opróbrios que o esperavam. Toda a vida, portanto, e todos os anos do Redentor foram vida e anos de dores e de lágrimas: A minha vida tem desfalecido com a dor, e os meus anos com os gemidos. O seu divino Coração não teve um instante livre de padecimento. Quer vigiasse, quer dormisse, sempre tinha diante dos olhos aquela triste representação que lhe atormentou mais a santíssima por todos os seus suplícios. Os mártires padeceram, mas, ajudados com a graça, padeceram com alegria e ardor: Jesus, ao contrário, padeceu sempre com o Coração cheio de desgosto e tristeza, e aceitou tudo por nosso amor. Afetos e Súplicas II. Ó doce, ó amável, ó amante Coração de Jesus! É, pois, verdade que desde menino estivestes repleto de amargura, e que no seio de Maria padecestes um agonia sem consolação, sem testemunha, sem ao menos ter quem Vos aliviasse e de Vós se compadecesse. Tudo isso, ó meu Jesus, sofrestes afim de satisfazer pelas penas eternas e pela agonia sem fim que deviam ser a minha sorte no inferno por causa dos meus pecados. Padecestes privado de todo alívio, afim de me salvar a mim que tive a audácia de abandonar o meu Deus e de virar-lhe as costas para satisfazer a meus miseráveis apetites. Graças Vos dou e compadeço-me de Vós, mormente por ver que, ao passo que Vós padecestes tanto por amor dos homens, estes nem sequer de Vós se compadecem. Ó amor de Deus! Ó ingratidão dos homens! – Ó homens, ó homens, vede esse Cordeirinho inocente que está em agonia por Vós, para dar à divina justiça satisfação pelas injúrias que Vós lhe tendes feito. Vede como ele está orando e intercedendo por Vós junto do Eterno Pai: contemplai-o e amai-o. Ah, meu redentor, quão pouco são os que pensam nas vossas dores e no vosso amor! Ó Deus! Quão poucos são os que Vos amam! Mas ai de mim! Eu também tenho vivido muitos anos esquecido de Vós! Vós tanto padecestes para ser de mim amado, e não Vos amei. Perdoai-me, ó Jesus meu, perdoai-me; quero emendar-me e amar-Vos. Desgraçado de mim, Senhor, se ainda resistisse à vossa graça, e com a minha resistência me condenasse! As grandes misericórdias de que tendes usado comigo, e especialmente a vossa doce voz que agora me chama ao vosso amor, seriam o meu maior castigo no inferno. Meu amado Jesus, tende piedade de mim, não permitais que para o futuro eu viva ingrato ao vosso amor. Dai-me luz e dai-me força para vencer tudo afim de cumprir a vossa santa vontade. Atendei-me, Vo-lo peço, pelos merecimentos de vossa Paixão. É nesta que confio, bem como na vossa intercessão, ó Maria. Minha querida Mãe, socorrei-me; vós me impetrastes todas as graças que tenho recebido de Deus; eu vo-lo agradeço; mas se não continuardes a socorrer-me, eu continuarei a ser infiel, assim como o tenho sido nos anos passados. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Quinto Dia – 20 de Dezembro Jesus Menino se oferece à justiça divina como nossa vítima Ele foi oferecido, porque ele mesmo quis (Is 53, 7) Sumário. Todos os sacrifícios oferecidos a Deus no correr de quarenta séculos, não foram bastante eficazes para remir o homem. Por isso, o Verbo divino, apenas feito homem, ofereceu-se a si mesmo para vítima da divina justiça, e por nosso amor aceitou a morte com todos os padecimentos que a deviam acompanhar. Fê-lo o divino Menino logo na sua primeira entrada no mundo. E nós, já chegados ao uso da razão, que temos feito por seu amor? Talvez que desde então tenhamos começado a ofendê-lo. I. O Verbo divino, no primeiro instante em que se fez homem e criança, no seio de Maria, ofereceu-se a si mesmo, sem reserva, aos sofrimentos e à morte, para o resgate do mundo. Sabia que todos os sacrifícios de ovelhas e de bois, oferecidos antigamente a Deus, não puderam resgatar as culpas dos homens. Era preciso que uma pessoa divina pagasse em lugar dos homens o preço do resgate. Por isso disse ele, conforme nos ensina o Apóstolo: Não quiseste hóstia nem oblação. Meu Pai, todas as vítimas que Vos foram oferecidas até hoje, não foram suficientes, nem puderam sê-lo, para satisfazer à vossa justiça. Vós me preparastes este corpo passível, afim de que eu possa aplacar-Vos e salvar os homens com o preço do meu sangue. Eis que venho. Eis-me aqui disposto a aceitar tudo e a submeter-me inteiramente à vossa vontade. – Relutava a parte inferior da alma que naturalmente tinha horror de uma vida e morte tão cheias de padecimentos e de opróbrios. Mas venceu a parte racional da alma, que, inteiramente submissa à vontade do Pai, aceitou tudo, de sorte que desde aquele instante Jesus começou a padecer todas as angústias e dores que devia sofrer nos anos da sua vida terrestre. Foi assim que se houve Jesus desde a sua primeira entrada no mundo. Mas, ó Deus, como é que nos temos havido nós para com Jesus, desde que, chegados ao uso da razão, começamos a conhecer pela luz da fé os sagrados mistérios de nossa Redenção? Quais são os pensamentos, os projetos, os bens que foram objeto do nosso amor? Prazeres, passeios, desejos de grandeza, vinganças, sensualidades; eis os bens que nos prenderam o afeto do coração. Mas se ainda temos fé, é mister que mudemos afinal a nossa vida e os nossos afetos. Amemos um Deus que tanto tem padecido por nós. Afetos e Súplicas II. Ó meu Senhor, quereis que Vos diga como me tenho havido para convosco durante a minha vida? Desde o despontar da razão comecei a desprezar a vossa graça e o vosso amor. Mas Vós o sabeis melhor do que eu mesmo; não obstante suportastes-me, porque ainda me quereis bem. Eu andava fugindo de Vós, e Vós viestes à minha procura chamando-me. Foi esse mesmo amor que Vos fez baixar do céu, afim de buscar as ovelhas perdidas, que Vos fez suportar-me e não me abandonar. Meu Jesus, agora Vós me buscais e eu Vos busco. Sinto que a vossa graça me auxilia; auxilia-me com o arrependimento de meus pecados, que detesto mais que qualquer outro mal; auxilia-me inspirando-me um grande desejo de Vos amar e dar-Vos gosto. Sim, meu Senhor, quero amar-Vos e agradar-Vos quanto puder. Mas o que me faz temer, é a minha fraqueza e insuficiência, consequência dos meus pecados. Maior todavia é a confiança que a vossa graça me inspira fazendo-me colocar a minha esperança nos vossos merecimentos, e dizer com toda a segurança: Tudo posso naquele que me conforta. Se sou fraco, Vós me dareis força contra os inimigos; se sou enfermo, espero que o vosso sangue será o meu remédio; se sou pecador, espero que me fareis santo. Reconheço que outrora tenho cooperado para a minha perdição, porque nos perigos deixei de recorrer a Vós. Para o futuro, meu Jesus e minha Esperança, quero sempre recorrer a Vós e de Vós espero todo o auxílio, todo o bem. Amo-Vos sobre todas as cosias e não quero amar senão a Vós. Ajudai-me, Vo-lo suplico, pelo merecimento de tantos sofrimentos que desde menino suportastes por mim. Pai Eterno, pelo amor de Jesus Cristo, permiti que Vos ame. Se Vos tenho desprezado, abrandem-Vos as lágrimas de Jesus Menino que Vos roga por mim. Põe os olhos no rosto de teu Cristo. Eu não mereço as graças, mas merece-as esse Filho inocente que Vos oferece uma vida de dores, afim de que useis de misericórdia comigo. E vós, ó Mãe de misericórdia, Maria, não deixeis de interceder por mim. Sabeis quanto confio em vós, e bem sei que não desamparais quem recorre a vós. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Sexto Dia – 21 de Dezembro Dor de Jesus Menino pela previsão da ingratidão dos homens Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1, 11) Sumário. A ingratidão desagrada aos homens. Qual deve, pois, ter sido a tristeza de Jesus Menino, ao prever que os seus benefícios seriam pagos pelo mundo com injúrias, traições e tormentos! Mas ai de nós, que por ventura também até hoje temos respondido aos benefícios do Senhor de um modo tão desumano. Ou pelo menos temo-lo amado tão pouco, como se nenhum bem nos tivesse feito, nem sofrido coisa alguma por nós. Quereremos ser tão ingratos sempre? I. Pelos dias do Santo Natal, São Francisco de Assis andava pelos caminhos e bosques chorando e suspirando com gemidos inconsoláveis. Perguntando pela razão de tanto sofrer respondeu: Como não chorar, vendo que o amor não é amado? Vejo um Deus como que perdido de amor ao homem, e o homem tão ingrato para com esse Deus! Ora, se a ingratidão dos homens afligia tanto o coração de São Francisco, quanto mais não terá afligido o Coração de Jesus Cristo? Apenas concebido no seio de Maria, Jesus viu a ingratidão despiedada que receberia da parte dos homens. Baixara do céu para acender o fogo do divino amor; somente este desejo fizera-o descer sobre a terra para ali sofrer um abismo de dores e ignomínias: Eu vim trazer o fogo à terra. E em seguida viu um abismo de pecados que os homens haviam de cometer, depois de presenciarem tantos rasgos de seu amor. Foi isso, no pensar de São Bernardino de Sena, o que o fez sofrer dores infinitas: Et ideo infinite dolebat. Mesmo para nós é insuportável vermos uma pessoa tratada por outra com ingratidão, e muita vezes isto aflige muito mais a alma, do que qualquer dor aflige o corpo. Qual não deve, pois, ter sido a dor que nossa ingratidão causou a Jesus, nosso Deus, quando viu que os seus benefícios e o seu amor lhe seriam retribuídos por nós com desgostos e injúrias? Retribuíram-me o bem com o mal, e o meu amor com ódio. Parece que também hoje em dia Jesus Cristo se queixa: Fiquei como que um estranho a meus irmãos. Porquanto vê que de muitos não é amado, nem conhecido, como se nenhum bem lhes tivesse feito, e nada por amor deles tivesse sofrido. Ó Deus, que caso fazem também presentemente tantos cristãos do amor de Jesus Cristo? Afetos e Súplicas II. Apareceu certo dia o Redentor ao Bem-aventurado Henrique Suso, sob a forma de um peregrino que andava de porta em porta, a pedir pousada, mas todos o repeliam com injúrias e ultrajes. Ai! quantos homens se parecem com aqueles de que fala Jó, dizendo: Diziam a Deus: Retira-te de nós… sendo ele quem cumulou de bens as suas casas. Em outro tempo nós também nos temos unido àqueles ingratos; mas quereremos continuar do mesmo modo? Não, porque não merece tal o Menino amável que baixou do céu para padecer e morrer por nós, e assim fazer-se amar de nós. Meu amado Jesus, será verdade que Vós baixastes do céu para Vos fazerdes amar de mim, que por meu amor viestes abraçar uma vida de trabalhos e a morte de cruz, afim de que eu Vos faça boa acolhida em meu coração, eu que tive a audácia de Vos repelir tantas vezes de mim, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor; não Vos quero? Ó meu Deus, se não fosseis a bondade infinita e não tivésseis dado a vida para me perdoardes, não me animaria a pedir-vos perdão. Mas ouço que vós mesmo me ofereceis a paz: Convertei-vos a mim, diz o Senhor, e eu me converterei a vós. Vós mesmo, ó Jesus, a quem tenho ofendido, quereis ser o meu advogado: Ele é a propiciação pelos nossos pecados. Não Vos quero fazer nova injúria desconfiando da vossa misericórdia. Pesa-me de toda a minha alma de Vos ter desprezado, ó Bem supremo; pelo sangue que derramastes por mim, recebei-me em vossa graça. Meu Pai e meu Redentor, não sou mais digno de ser vosso Filho, depois de ter renunciado tantas vezes ao vosso amor; mas fazei-me digno com os vossos merecimentos. Graças Vos dou, meu Pai, graças Vos dou e Vos amo. Ah, só a lembrança da paciência com que me tendes suportado tantos anos, e das graças que me tendes dispensado, depois de tantas injúrias que vos causei, deveria fazer-me viver sempre abrasado em vosso amor. Vinde, pois, meu Jesus, não quero mais repulsar-Vos, vinde morar em meu pobre coração. Amo-Vos e quero amar-Vos sempre. Abrasai-me sempre mais, lembrando-me o amor que me mostrastes. Minha Rainha e Mãe, Maria, ajudai-me, rogai a Jesus por mim; fazei com que, no tempo de vida qeu ainda me resta, me mostre grato a Deus, que me amou tanto, ainda depois de eu o ter ofendido tão gravemente. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Sétimo Dia – 22 de Dezembro Viagem de São José e Maria Santíssima a Belém Subiu também José, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida (Lc 2, 4) Sumário. Tendo Deus decretado que seu Filho nascesse do modo mais pobre e mais penoso, numa estribaria, dispôs que Cesar lançasse um decreto de recenseamento universal. Sabedor disso, perturbou-se São José na dúvida se levaria, ou não, Maria consigo. A Virgem, porém, animou-o, e com ele se pôs a caminho. Tomemos estes santos personagens como companheiros em nossa viagem para a eternidade. I. Havia Deus decretado que seu Filho nascesse, não na casa de José, senão numa gruta que servia de estrebaria, do modo mais pobre e mais penoso, por que uma criança pode nascer. Por isso dispôs que Cesar lançasse um edito por meio do qual cada um deveria alistar-se na cidade própria donde trazia a sua origem. Quando José teve conhecimento do mando, perturbou-se na dúvida se deveria deixar a Virgem Maria em casa ou levá-la consigo, visto que estava próxima a dar à luz. “Minha esposa e senhora”, disse-lhe, “por um lado não queria deixar-vos só; por outro, se vos levo, aflige-me o triste pensamento que muito tereis de sofrer numa viagem tão longa, por um tempo tão rigoroso”. Maria, porém, anima-o dizendo: “José meu, não temais: eu vos acompanharei, e o Senhor nos ajudará”. Por inspiração divina e pelo conhecimento da profecia de Miqueias, a Virgem sabia que o divino Infante devia nascer em Belém. Toma, pois, as faixas e os pobres paninhos já preparados e parte com José: Subiu também José para se alistar com Maria. Consideremos aqui as devotas e santas conversões que durante a viagem faziam entre si aqueles santos esposos acerca da misericórdia, da bondade e do amor do Verbo divino, que em breve ia nascer e fazer a sua entrada no mundo, pela salvação dos homens. Consideremos os atos de louvor, de bênção, de agradecimento, de humildade e de amor que aqueles excelsos viajantes praticavam no caminho. De certo sofreu muito a santa Virgenzinha, próxima a dar à luz, tendo de fazer uma viagem tão longa; mas suportou tudo em paz e com amor. Ofereceu a Deus todas as suas penas, unindo-as com as penas de Jesus, que trazia no seio. Ah! Na viagem de nossa vida unamo-nos a Maria e José e acompanhemo-nos deles, e agora façamos com eles companhia ao Rei do céu, que vai nascer numa gruta. Roguemos aos santos viajantes que pelos merecimentos das penas que então padeceram, nos acompanhem na viagem que estamos fazendo para a eternidade. Afetos e Súplicas II. Meu caro Redentor, sei que nesta viagem Vos acompanham legiões de anjos do céu; mas quem Vos acompanha na terra? Ninguém senão José e Maria que Vos traz consigo. Permiti, ó meu Jesus, que eu também Vos acompanhe. Tenho sido um miserável ingrato, mas agora reconheço a injúria que tenho feito. Vós baixastes do céu para fazer-Vos meu companheiro na terra, e eu ingrato tantas vezes afastei-me de Vós pelos meus pecados. Ó meu Senhor, quando penso que tão repetidas me apartei de Vós para satisfazer aos meus detestáveis apetites, renunciando assim à vossa amizade, quisera morrer de dor. Mas Vós viestes para me perdoar; perdoai-me sem demora, visto que me pesa de toda a minha alma de Vos ter abandonado e virado as costas tantas vezes. Proponho e com a vossa graça espero nunca mais Vos deixar e nunca mais me aparta de Vós, meu único amor. A minha alma enamorou-se de Vós, ó meu amável Deus-Menino. Amo-Vos, meu doce Salvador, e já que viestes à terra para me salvar e dispensar-me as vossas graças, peço-Vos só esta graça: não permitais que em tempo algum me separe de Vós. Uni-me estreitamente convosco, prendendo-me com os doces laços de vosso santo amor. Meu Redentor e meu Deus, quem terá animo para Vos deixar, e viver sem Vós, privado da vossa santa graça. Maria Santíssima, eis-me aqui para acompanhar-vos em vossa viagem; e vós, ó minha Mãe, não deixeis de me proteger na minha viagem para a eternidade. Assisti-me sempre, mormente quando chegar ao fim da minha vida, próximo ao momento do qual dependerá, se estarei sempre convosco amando Jesus no paraíso, ou se estarei para sempre longe de vós odiando Jesus no inferno. Ó minha Rainha, salvai-me pela vossa intercessão. Seja a minha salvação amar-vos a vós e a Jesus Cristo para sempre, no tempo e na eternidade. Vós sois a minha esperança; de vós espero tudo. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Oitavo Dia – 23 de Dezembro José e Maria peregrinos em Belém sem abrigo Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1, 11) Sumário. A cidade de Belém, que recusa dar abrigo a Jesus Menino, foi figura daqueles muitos corações ingratos que dão acolhida a tantas miseráveis criaturas e não a Deus. Reflitamos, porém, no que a Virgem Maria disse a uma alma devota: Foi uma disposição divina que a mim e a meu Filho nos faltasse abrigo entre os homens, afim de que as almas, cativadas pelo amor de Jesus, se oferecessem a si próprias para o acolherem. I. Quando um rei faz a primeira entrada numa cidade do seu reino, que manifestações de veneração se lhe preparam! Que pompas! Quantos arcos de triunfo! Prepara-te, pois, ó Belém venturosa, para receberes dignamente o Rei do céu; fica sabedoria que entre todas as cidades és tu a ditosa que ele escolheu para nela nascer em terra, afim de reinar depois no coração dos homens. De ti sairá aquele que há de reinar em Israel. Eis que já entram em Belém esses dois excelsos viajantes, José e Maria, que traz no seio o Salvador do mundo. Entram na cidade, dirigem-se para a casa do ministro imperial, afim de pagarem o tributo e serem alistados nos registros dos súbitos do Cesar. Mas quem os reconhece? Quem lhes vai ao encontro? Quem lhes oferece agasalho? Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Eles são pobres, e como pobres são desprezados; são tratados ainda pior do que os outros pobres, e até repulsos. Chegada a Belém, Maria entendeu que se aproximava a hora de seu parto. Avisou a São José, e este diligenciou de não ter de levar sua esposa à hospedaria, lugar pouco conveniente para uma tenra donzela. Ninguém quis atender-lhe o pedido, e é bem verossímil que da parte de alguns fosse taxado de insensato por trazer consigo a esposa próxima ao parto em tempo noturno e de tanta afluência de povo. – Para não ficar durante a noite no meio da rua, viu-se afinal obrigado a levar a Virgem Maria à hospedaria pública, onde já muitos pobres se tinham alojado para a noite. Mas como? Também dali foram repulsos e foi-lhes respondido que não havia lugar para eles: Não havia lugar para eles na estalagem. Havia ali lugar para todos, também para os mais abjetos, mas não para Jesus Cristo. – Contemplemos quais devem ter sido os sentimentos de São José e de Maria Santíssima, vendo-se desprezados e repulsos de cada um. Afetos e Súplicas II. A estalagem de Belém foi figura daqueles corações ingratos que dão acolhida a tantas criaturas miseráveis e não a Deus. Quantos há que amam os parentes, os amigos, até os animais, mas não amam Jesus Cristo e nenhum caso fazem de sua graça e de seu amor. Maria Santíssima disse a uma alma devota: Foi uma disposição divina que a mim e a meu Filho nos faltasse agasalho da parte dos homens, afim de que as almas cativadas pelo amor de Jesus se oferecessem a si próprias para o acolherem e o convidassem amorosamente a tomar morada em seus corações. Sim, meu Jesus, vinde nascer pela vossa graça em meu pobre coração! Eu não me animaria a pedir-Vos esta graça, se não soubesse que Vós mesmo me inspirais o pensamento de Vo-la rogar. Ó Senhor, eu sou aquele que com os meus pecados Vos tenho tantas vezes expulso cruelmente da minha alma. Mas já que baixastes à terra para perdoar aos pecadores arrependidos, perdoai-me, porque me pesa sobre todas as coisas de Vos ter desprezado, meu Salvador e meu Deus, que sois tão bom e me tendes tão grande amor. Nestes dias dispensais grandes graças a tantas almas; consolai também a minha. A graça que quero, é a de Vos amar para o futuro, de todo o meu coração; abrasai-me todo em vosso amor. Amo-Vos, meu Deus, feito Menino por meu amor. Ah, não permitais que eu Vos deixe de amar. Ó Maria, minha Mãe, vós podeis tudo com as vossas súplicas; eis ai o que unicamente vos peço: rogai a Jesus por mim, e obtende-me a graça de amá-lo com todas as minhas forças, afim de desagravá-lo assim de tantas ofensas, que em outro tempo lhe tenho feito. Ó minha Mãe amantíssima, rogo-vos, exatamente pela vossa maternidade divina, tomai o meu coração e aconchegai-o ao vosso; aconchegai-o também ao de vosso divino Filho, e fazei que seja todo consumido nas belas chamas do amor a vós e a Jesus. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Nono Dia – 24 de Dezembro A Gruta de Belém Ela reclinou-o em uma manjedoura; porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc 2, 7) Sumário. Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar na gruta de Belém, afim de dar à luz o Filho de Deus? Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; e ao Rei do céu prepara-se para nascer uma estrebaria fria, para cobri-lo uns pobres paninhos, para cama um pouco de palha e para colocar uma vil manjedoura? Oh, ingratidão dos homens! Oh, confusão para nosso orgulho que sempre ambiciona comodidades e honras! I. Continuemos hoje a meditar na história do nascimento de Jesus Cristo. Vendo-se repulsos de toda parte, São José e a Bem-aventurada Virgem saem da cidade afim de achar fora dela ao menos algum abrigo. Os pobres viandantes (viajantes) caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal deparasse-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta, que servia de estábulo para os animais. Disse então Maria: José, meu Esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e deixemo-nos ficar aqui. – Mas como? responde São José; não vês, minha Esposa, que esta gruta é tão fria e úmida que a água escorre em toda parte? Não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? Como queres passar aqui a noite e dar à luz? – Contudo é verdade, tornou Maria, que este estábulo é o paço real onde quer nascer na terra o Filho eterno de Deus. Ah! Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar naquela gruta para dar à luz! Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; preparam-se-lhes berços incrustados com pedras preciosas, e mantilhas preciosas; e fazem-lhe cortejo os primeiros senhores do reino. E ao Rei do céu prepara-se uma gruta fria e sem lume para nela nascer, uns pobres paninhos para cobri-lo, um pouco de palha para leito, e uma vil manjedoura para o colocar? Ubi aula, ubi thronus? Meu Deus, assim pergunta São Bernardo, onde está a corte, onde está o trono real deste Rei do céu, porquanto não vejo senão dois animais para lhe fazerem companhia, e uma manjedoura de irracionais, na qual deve ser posto? Ó Gruta ditosa, que tiveste a ventura de ver o Verbo divino nascido dentro de ti! Ó presépio ditoso, que tiveste a honra de receber em ti o Senhor do céu! Ó palha ditosa, que serviste de leito àquele cujo trono é sustentado pelos serafins! Sim, fostes ditosos, ó Gruta, ó presépio, ó palha; mais ditosos, porém, são os corações que tenra e fervorosamente amam esse amabilíssimo Senhor, e que abrasados em amor o recebem na santa Comunhão. Oh, com que alegria e satisfação vai Jesus Cristo pousar no coração que o ama! Afetos e Súplicas II. Um Deus que quer começar a sua infância num estábulo, confunde o nosso orgulho, e, segundo a reflexão de São Bernardo, já prega com exemplo o que mais tarde havia de pregar à viva voz: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. Eis porque ao contemplarmos o nascimento de Jesus Cristo e ao ouvirmos falar em gruta, em manjedoura, em palha, em leite, em vagidos, estas palavras deveriam ser para nós como que chamas de amor, e como que setas que nos ferissem os corações e nos fizessem amantes da santa humildade. É verdade, ó meu Jesus, Vós, tão desprezado por nosso amor, com o vosso exemplo fizestes os desprezos excessivamente caros e amáveis aos que Vos amam. Mas como então é possível que eu, em vez de os abraçar, como Vós os abraçastes, ao receber algum desprezo da parte dos homens, me tenha mostrado tão orgulhoso, e tenha ainda chegado a ofender-Vos, ó Majestade infinita? Pecador e orgulhoso! Ah, Senhor, já o compreendo: eu não soube aceitar com paciência as humilhações e as afrontas, porque não Vos soube amar. Se Vos tivera amor, ter-me-iam sido doces e amáveis. Mas visto que prometeis o perdão a quem se arrepende, de toda a minha alma arrependo-me de toda a minha vida desordenada, tão diferente da vossa. Quero emendar-me, e por isso Vos prometo que para o futuro aceitarei com paz todos os desprezos que me vierem, e que os sofrerei por vosso amor, ó Jesus meu, que por meu amor tendes sido tão desprezado. Compreendo que as humilhações são as minas preciosas por meio das quais quereis enriquecer as almas com tesouros eternos. Já sou digno de outras humilhações e de outros desprezos, porque desprezei a vossa graça. Mereço ser pisado aos pés do demônio. Mas os vossos merecimentos são a minha esperança. Quero mudar de vida; não quero mais causar-Vos desgosto; para o futuro não quero buscar senão a vossa vontade, e por isso Vos dou todo o meu coração. Possui-o, e possui-o para sempre, afim de que eu seja sempre vosso e todo vosso. “E Vós, ó Pai Eterno, que cada ano nos alegais com a esperança de nossa Redenção, concedei-me que com confiança possa esperar a vinda do vosso Filho unigênito como Juiz, a quem agora recebo alegremente como Salvador”. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e de Maria Santíssima. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora #Natal #Novena
- Novena de Natal, de 16 a 24 de dezembro
Hoje, 16 de dezembro, começa a novena de Natal e a contagem regressiva para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Estes nove dias podem ser vividos intensamente em família, no trabalho, com a comunidade, o grupo da Igreja, e tantas outras pessoas. Reze conosco nesse tempo de preparação para a vinda do Senhor a Novena de Natal de Santo Afonso Maria de Ligório. Santo Afonso foi um grande Santo e Teólogo Católico, suas meditações para o Natal são famosas pela beleza e profundidade. Ao final de cada dia da novena recomenda-se rezar o Santo Terço e a Ladainha de Nossa Senhora, refletindo e meditando sobre a vinda do Salvador. Para tornar a novena ainda mais solene pode-se cantar a canção Adeste Fidelis no início ou no final de cada dia. Escolha o dia: 2 – Meditação do dia (Escolha o dia da novena) 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia Primeiro Dia – 16 de Dezembro Jesus Menino consente em ser nosso Redentor Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de levares a minha salvação até à última extremidade da terra (Is 49, 6) Sumário. Muitos cristãos costumam neste tempo armar um presépio como representação do Nascimento de Jesus Cristo; mas bem poucos lembram de preparar, com atos de amor, o seu coração afim de que o divino Menino nele possa repousar. Do número destes também nós queremos ser. Por isso, afim de excitar-nos, desde o primeiro dia da Novena, a pagar com nosso amor o amor de Jesus Cristo, consideremos o amor que nos mostrou, incumbindo-se, desde o primeiro instante da sua conceição, de satisfazer por nós à divina justiça. I. Considera como o Pai Eterno disse a Jesus Menino, no instante da sua Encarnação, estas palavras: Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de salvá-las. Meu Filho, eu te dei ao mundo para luz e vida das nações, afim de que lhes alcances a salvação, que eu estimo tanto como se fosse a minha própria. Mister é, pois, que te consumas todo inteiro, para o bem dos homens. Mister é que desde o nascer sofras extrema pobreza, afim de que o homem se faça rico. Mister é que sejas vendido como um escravo, para impetrares ao homem a sua liberdade; que, como um escravo, sejas açoitado e crucificado, afim de pagares à minha justiça o que o homem lhe deve; mister é que dês o teu sangue e a tua vida, afim de livrares o homem da morte eterna. Em uma palavra, sabe que não te pertences mais a ti mesmo, senão aos homens. Assim, meu dileto Filho, o homem render-se-á ao meu amor; será todo meu, vendo que eu lhe dei o meu Unigênito, sem reserva alguma, e que nada mais me resta para lhe dar. Ó amor infinito, digno unicamente de um Deus infinito! A semelhante proposta Jesus Menino não se entristece; antes, nela se compraz, aceita-a com amor e exulta: Deu passos como gigante para correr o caminho. Desde o primeiro instante da sua Encarnação, Jesus se dá todo ao homem, e abraça com alegria todas as dores e ignomínias que na terra teria de sofrer pro amor dos homens. Pondera aqui o Pai celestial, mandando seu Filho para ser nosso Redentor e medianeiro entre Deus e os homens, se obrigou, por assim dizer, a perdoar-nos e a amar-nos, visto que prometeu receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfizesse por nós à Justiça Divina. Por outra parte o Verbo Divino, tendo aceitado a incumbência do Pai, que no-lo deu enviando-o para nossa redenção, obrigou-se também a amar-nos, não em vista de nossos merecimentos, mas para obedecer à vontade misericordiosa do Pai. Afetos e Súplicas II. Meu amado Jesus, se é verdade, conforme reza a lei, que a doação faz adquirir o domínio, Vós sois meu, visto que vosso Pai Vos deu a mim; por mim é que nascestes, a mim é que fostes dado. Posso dizer, pois, com verdade: Meu Jesus e meu tudo! Já que sois meu, é meu também tudo quanto é vosso. Assim m’o garante o vosso Apóstolo: Como não nos deu também com ele todas as coisas? É meu o vosso sangue, são, meus os vossos merecimentos, são minhas as vossas graças, é meu o vosso paraíso. Se sois meu, quem jamais poderá separar-me de Vós? Assim dizia jubiloso Santo Antão Abade. Assim também quero dizer para o futuro. Somente por culpa minha posso perder-Vos e separar-me de Vós. Mas, ó meu Jesus, se antigamente Vos deixei e perdi, agora pesa-me de toda a minha alma e estou resolvido a antes perder a vida e tudo, do que a perder-Vos, ó Bem infinito e único Amor da minha alma. Graças Vos dou, Pai Eterno, por me haverdes dado vosso Filho, me dou todo a Vós. Por amor desse mesmo Filho, aceita-me e prendei-me com laços de amor ao meu Redentor; mas prendei-me de tal maneira que eu também possa dizer: Quem me separará do amor de Cristo? Que bem terrestre será ainda capaz de separar-me do meu Jesus? E Vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que eu também sou todo vosso. Disponde de mim, e de tudo o que é meu, como quiserdes. Será possível que eu recuse alguma coisa a um Deus que não me recusou seu sangue e sua vida? Maria, minha Mãe, guardai-me debaixo da vossa proteção. Não quero mais ser meu, quero ser todo do meu Senhor. Cuidai em fazer-me fiel; em vós confio. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Segundo Dia – 17 de Dezembro Tristeza do Coração de Jesus no seio da Virgem Maria Não quiseste hóstia nem oblação, porém me formaste um corpo (Hb 10,5) Sumário. Tudo quanto Jesus Cristo padeceu no correr da sua vida, foi-lhe posto diante dos olhos quando ainda se achava no seio de sua Mãe; e Jesus aceitou tudo por nosso amor. Porém, naquela aceitação e na repressão da repugnância natural, ó Deus, que aflição devia experimentar o seu Coração! Se Jesus, embora inocente, desde princípio da vida começou a sofrer por nós, não é justo que nós, que somos pecadores, padeçamos alguma coisa por seu amor e em desconto dos nossos pecados? I. Considera a grande amargura de que o coração de Jesus Menino devia sentir-se atormentado e oprimido no seio de Maria, quando no primeiro instante da encarnação o Pai Eterno lhe mostrou toda a série de desprezos, de dores e de angústias que no correr da sua vida deveria sofrer, afim de livrar os homens do seu estado de miséria – Eis o que ele falou pela boca do profeta Isaías: Pela manhã (o Senhor) levantar-me o ouvido. Isto é: no primeiro instante da minha encarnação, meu Pai me fez conhecer a sua vontade, que eu levasse uma vida de sofrimentos para ser finalmente sacrificado na cruz. Eu não contradigo; entreguei o meu corpo aos que me feriam. Ó almas, aceitei tudo pela vossa salvação e desde então entreguei o meu corpo para receber os açoites, os pregos e a morte. Pondera que tudo o que Jesus Cristo sofreu no correr da sua vida e em sua Paixão, foi-lhe posto diante dos olhos quando ainda se achava no seio de sua Mãe. Jesus aceitou tudo com amor. Mas naquela aceitação, e na repressão de sua repugnância natural, ó Deus, que angústias e que aflição não devia experimentar o Coração inocente de Jesus! Desde então compreenderia bem quanto teria de sofrer, primeiro nascendo numa gruta fria, pousada de animais; em seguida, tendo de morar trinta anos desconhecido na loja de um simples oficial. Já então viu que os homens haviam de tratá-lo de ignorante, de escravo, de sedutor, de réu de morte, digno da mais infamante e dolorosa morte destinada aos celerados. Tudo isso o nosso amante Redentor aceitou-o cada instante, mas cada vez que renovava a aceitação, tornava a sofrer juntas todas as penas e todas as humilhações que depois deveria sofrer até a morte. E para que? Para salvar-nos da morte eterna, a nós, miseráveis pecadores. Afetos e Súplicas II. Ó meu amado Redentor, quanto Vos custou, desde a vossa primeira entrada neste mundo, tirar-me da miséria que tinha atraído sobre mim pelos meus pecados! Para me livrardes da escravidão do demônio, a quem de livre vontade me tinha vendido, Vós sujeitastes a ser tratado como o mais vil de todos os escravos. E eu, sabedor disso, tive ânimo de amargurar tantas vezes o vosso amabilíssimo Coração, que tanto me amou! Mas, já que Vós, que sois inocente e sois o meu Deus, aceitastes por meu amor uma vida e uma morte tão penosas, aceito, por vosso amor, ó Jesus meu, toda a pena que me vier das vossas mãos. Aceito-a e abraço-a por vir daquelas mãos que um dia foram transpassadas, afim de livrar-me do inferno tantas vezes merecido pelos meus pecados. Ó meu Redentor, o amor que mostrastes em oferecer-Vos a sofrer tanto por mim, constrange-me demais a aceitar por vosso amor toda a pena, todo o desprezo. Ó meu Senhor, pelos vossos merecimentos dai-me o vosso santo amor; este tornar-me-á suaves e amáveis todas as dores e todas as ignomínias. Amo-Vos sobre todas as coisas, amo-Vos de todo o meu coração, amo-Vos mais que a mim mesmo. Durante toda a vossa vida me tendes dado provas demasiadamente grandes do vosso afeto para comigo. Eu, ingrato, já tenho vivido tantos anos nesta terra e quais são as provas de amor que Vos mostrei? Fazei, ó meu Deus, que ao menos nos anos de vida que me restam, Vos dê alguma prova de meu amor. Não tenho coragem de comparecer na vossa presença, quando vierdes a julgar-me, tão pobre como agora me acho, sem ter feito alguma coisa por vosso amor. Mas, que posso fazer sem a vossa graça? Nada senão pedir-Vos que me socorrais, e este mesmo pedido ainda é uma graça da vossa parte. Jesus meu, socorrei-me pelos merecimentos de vossas penas e do sangue que por mim derramastes. Maria Santíssima, recomendai-me a vosso Filho, peço-o pelo amor que lhe tendes. Lembrai-vos que sou uma daquelas ovelhas pelas quais vosso Filho morreu. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Terceiro Dia – 18 de Dezembro Expectação do Parto da Virgem Maria Esperaremos por ele, e ele nos salvará (Is 25, 9) Sumário. Foi tão grande o desejo de Maria de ver em breve nascido seu divino Filho, que em comparação com ele os suspiros mais ardentes dos Patriarcas e dos Profetas pareciam frios. Todavia Jesus não quis antecipar seu nascimento; quis ser semelhante aos outros e ficar oculto no seio materno em recolhimento e em preparação de sua entrada no mundo. Oh! Que bela lição para nós, se a soubermos aproveitar. I. Muito embora a divina Mãe reconhecesse perfeitamente a grande honra que lhe advinha por trazer um Deus no seu seio, e os grandes tesouros de graças que ia merecendo, dando abrigo a seu Senhor, todavia foram tão grandes e tão veementes os seus desejos de ver o Salvador nascido, que em comparação deles pareciam frios os ardentes desejos dos Patriarcas e dos Profetas, que durante quatro mil anos fizeram violência ao céu dizendo: Envia aquele que deves enviar. Esses desejos nasciam na Santíssima Virgem de um amor duplo. Em primeiro lugar amava com terníssimo afeto o seu divino Filho, e por isso desejava dar à luz para vê-lo, abraçá-lo e provar-lhe seu amor prestando-lhe toda sorte de serviços. Demais, o coração da Virgem estava possuído de amor ardente para com o próximo. Por esta razão, apesar de prever o modo inumano de que os homens haviam de acolher e tratar Jesus Cristo, anelava pelo momento de manifestar ao mundo o seu Salvador, e de enriquecer o universo com aquele Bem supremo e com as graças infinitas que ele queria comunicar a nossas almas. Ó divina Mãe, graças vos sejam dadas por terdes desejado tanto dar-nos o vosso Jesus! Por piedade dai-m’o também a mim; fazei que, assim como nasceu corporalmente de vossas puríssimas entranhas, assim renasça espiritualmente pela graça em meu coração. Fazei que a minha alma abrasada no amor divino, procure comunicá-lo também ao próximo. Afetos e Súplicas II. Mais ardente do que o desejo de Maria foi o de Jesus. Achando-se ainda no seio de Maria ansiava pela hora de seu nascimento, afim de realizar a obra da Redenção do gênero humano e cumprir a sua missão conforme à vontade de seu Pai celestial. Parece, por assim dizer, que desde então exclamou o que depois de crescido, falando de sua Paixão, disse aos discípulos: Ah! Como sofro, enquanto não vir realizado na cruz o batismo de sangue com que devo ser batizado. – Mas, apesar disso, não quis nascer antes do tempo, para assemelhar-se a todos os outros mortais. Conservou-se ali escondido, como que em recolhimento e preparação para a sua futura entrada no mundo, empregando todos aqueles momentos preciosos em oração e contemplação. Desta sorte quis ensinar-nos, que nos preparemos bem para o recebermos, que nos recolhamos frequentes vezes em nós mesmos em silêncio e recolhimento, longe dos tumultos mundanos, antes de tratarmos com os homens, e entregarmo-nos aos trabalhos do ministério. Aproveitemo-nos de tão belas lições que o divino Salvador nos dá desde de o vermos em breve nascido, aos dos Patriarcas, de São José, da Santíssima Virgem e da Igreja Católica. Ó Adonai, Deus, vinde para nos remir pelo poder de vosso braço. Ó Deus, protetor fortíssimo e guia fiel de vosso povo, vinde remir o gênero humano com o vosso supremo poder! Vinde livrai-nos de tantas misérias nossas e subjugar com o vosso braço todo-poderoso os poderes das trevas, que demasiado reinaram sobre nós, e arruinaram as almas. “E Vós, ó Pai Eterno, que quisestes mediante a embaixada do Anjo, que o vosso Verbo tomasse carne no seio da Bem-aventurada Virgem Maria, dai que, venerando-a como verdadeira Mãe de Deus, possamos, pela sua intercessão, obter o vosso auxílio. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Quarto Dia – 19 de Dezembro A Paixão de Jesus Cristo durou todo o tempo da sua vida A minha dor está sempre diante de mim (Sl 37,18) Sumário. Desde o instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida com seu pequenino corpo, viu diante de si todos os padecimentos que teria de sofrer para a redenção dos homens. Por isso Jesus começou desde o primeiro instante da sua vida a sofrer por nosso amor a tristeza mortal que depois padeceu no horto de Getsemani. E como temos nós correspondido a tão grande amor? Talvez com frieza e ingratidão. I. Considera como, no mesmo instante em que foi criada a alma de Jesus e unida com seu pequenino corpo no seio de Maria, o Pai Eterno manifestou a seu Filho a sua vontade que morresse para a redenção do mundo. No mesmo tempo pôs-lhe diante dos olhos a vista triste de todos os sofrimentos que deveria sofrer até à morte afim de remir o gênero humano. Mostrou-lhe então todos os trabalhos, desprezos e pobreza que deveria suportar em toda a sua vida, tanto em Belém como no Egito e em Nazaré. Mostrou-lhe em seguida todas as dores e ignomínias de sua Paixão: os açoites, os espinhos, os cravos e a cruz; todos os desgostos, tristezas, agonias e abandono em que havia de terminar a sua vida no Calvário. Quando Abraão levava seu filho à morte, não quis contristá-lo comunicando-lhe a sorte com antecedência, nem no pouco de tempo de que precisavam para chegarem ao monte. Mas o Pai Eterno quis que seu Filho encarnado, destinado a ser vítima da divina justiça pelos nossos pecados, sofresse já então todas as penas, às quais depois deveria submeter-se na vida e na morte – Por esta razão, desde o instante em que baixou ao seio de sua Mãe, Jesus sofreu sem interrupção a tristeza que o acabrunhou no horto, e que era suficiente para tirar-lhe a vida, assim como ele mesmo disse: A minha alma está triste até à morte. De sorte que desde então ele sentiu vivamente e sofreu o peso todo de todos os tormentos e opróbrios que o esperavam. Toda a vida, portanto, e todos os anos do Redentor foram vida e anos de dores e de lágrimas: A minha vida tem desfalecido com a dor, e os meus anos com os gemidos. O seu divino Coração não teve um instante livre de padecimento. Quer vigiasse, quer dormisse, sempre tinha diante dos olhos aquela triste representação que lhe atormentou mais a santíssima por todos os seus suplícios. Os mártires padeceram, mas, ajudados com a graça, padeceram com alegria e ardor: Jesus, ao contrário, padeceu sempre com o Coração cheio de desgosto e tristeza, e aceitou tudo por nosso amor. Afetos e Súplicas II. Ó doce, ó amável, ó amante Coração de Jesus! É, pois, verdade que desde menino estivestes repleto de amargura, e que no seio de Maria padecestes um agonia sem consolação, sem testemunha, sem ao menos ter quem Vos aliviasse e de Vós se compadecesse. Tudo isso, ó meu Jesus, sofrestes afim de satisfazer pelas penas eternas e pela agonia sem fim que deviam ser a minha sorte no inferno por causa dos meus pecados. Padecestes privado de todo alívio, afim de me salvar a mim que tive a audácia de abandonar o meu Deus e de virar-lhe as costas para satisfazer a meus miseráveis apetites. Graças Vos dou e compadeço-me de Vós, mormente por ver que, ao passo que Vós padecestes tanto por amor dos homens, estes nem sequer de Vós se compadecem. Ó amor de Deus! Ó ingratidão dos homens! – Ó homens, ó homens, vede esse Cordeirinho inocente que está em agonia por Vós, para dar à divina justiça satisfação pelas injúrias que Vós lhe tendes feito. Vede como ele está orando e intercedendo por Vós junto do Eterno Pai: contemplai-o e amai-o. Ah, meu redentor, quão pouco são os que pensam nas vossas dores e no vosso amor! Ó Deus! Quão poucos são os que Vos amam! Mas ai de mim! Eu também tenho vivido muitos anos esquecido de Vós! Vós tanto padecestes para ser de mim amado, e não Vos amei. Perdoai-me, ó Jesus meu, perdoai-me; quero emendar-me e amar-Vos. Desgraçado de mim, Senhor, se ainda resistisse à vossa graça, e com a minha resistência me condenasse! As grandes misericórdias de que tendes usado comigo, e especialmente a vossa doce voz que agora me chama ao vosso amor, seriam o meu maior castigo no inferno. Meu amado Jesus, tende piedade de mim, não permitais que para o futuro eu viva ingrato ao vosso amor. Dai-me luz e dai-me força para vencer tudo afim de cumprir a vossa santa vontade. Atendei-me, Vo-lo peço, pelos merecimentos de vossa Paixão. É nesta que confio, bem como na vossa intercessão, ó Maria. Minha querida Mãe, socorrei-me; vós me impetrastes todas as graças que tenho recebido de Deus; eu vo-lo agradeço; mas se não continuardes a socorrer-me, eu continuarei a ser infiel, assim como o tenho sido nos anos passados. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Quinto Dia – 20 de Dezembro Jesus Menino se oferece à justiça divina como nossa vítima Ele foi oferecido, porque ele mesmo quis (Is 53, 7) Sumário. Todos os sacrifícios oferecidos a Deus no correr de quarenta séculos, não foram bastante eficazes para remir o homem. Por isso, o Verbo divino, apenas feito homem, ofereceu-se a si mesmo para vítima da divina justiça, e por nosso amor aceitou a morte com todos os padecimentos que a deviam acompanhar. Fê-lo o divino Menino logo na sua primeira entrada no mundo. E nós, já chegados ao uso da razão, que temos feito por seu amor? Talvez que desde então tenhamos começado a ofendê-lo. I. O Verbo divino, no primeiro instante em que se fez homem e criança, no seio de Maria, ofereceu-se a si mesmo, sem reserva, aos sofrimentos e à morte, para o resgate do mundo. Sabia que todos os sacrifícios de ovelhas e de bois, oferecidos antigamente a Deus, não puderam resgatar as culpas dos homens. Era preciso que uma pessoa divina pagasse em lugar dos homens o preço do resgate. Por isso disse ele, conforme nos ensina o Apóstolo: Não quiseste hóstia nem oblação. Meu Pai, todas as vítimas que Vos foram oferecidas até hoje, não foram suficientes, nem puderam sê-lo, para satisfazer à vossa justiça. Vós me preparastes este corpo passível, afim de que eu possa aplacar-Vos e salvar os homens com o preço do meu sangue. Eis que venho. Eis-me aqui disposto a aceitar tudo e a submeter-me inteiramente à vossa vontade. – Relutava a parte inferior da alma que naturalmente tinha horror de uma vida e morte tão cheias de padecimentos e de opróbrios. Mas venceu a parte racional da alma, que, inteiramente submissa à vontade do Pai, aceitou tudo, de sorte que desde aquele instante Jesus começou a padecer todas as angústias e dores que devia sofrer nos anos da sua vida terrestre. Foi assim que se houve Jesus desde a sua primeira entrada no mundo. Mas, ó Deus, como é que nos temos havido nós para com Jesus, desde que, chegados ao uso da razão, começamos a conhecer pela luz da fé os sagrados mistérios de nossa Redenção? Quais são os pensamentos, os projetos, os bens que foram objeto do nosso amor? Prazeres, passeios, desejos de grandeza, vinganças, sensualidades; eis os bens que nos prenderam o afeto do coração. Mas se ainda temos fé, é mister que mudemos afinal a nossa vida e os nossos afetos. Amemos um Deus que tanto tem padecido por nós. Afetos e Súplicas II. Ó meu Senhor, quereis que Vos diga como me tenho havido para convosco durante a minha vida? Desde o despontar da razão comecei a desprezar a vossa graça e o vosso amor. Mas Vós o sabeis melhor do que eu mesmo; não obstante suportastes-me, porque ainda me quereis bem. Eu andava fugindo de Vós, e Vós viestes à minha procura chamando-me. Foi esse mesmo amor que Vos fez baixar do céu, afim de buscar as ovelhas perdidas, que Vos fez suportar-me e não me abandonar. Meu Jesus, agora Vós me buscais e eu Vos busco. Sinto que a vossa graça me auxilia; auxilia-me com o arrependimento de meus pecados, que detesto mais que qualquer outro mal; auxilia-me inspirando-me um grande desejo de Vos amar e dar-Vos gosto. Sim, meu Senhor, quero amar-Vos e agradar-Vos quanto puder. Mas o que me faz temer, é a minha fraqueza e insuficiência, consequência dos meus pecados. Maior todavia é a confiança que a vossa graça me inspira fazendo-me colocar a minha esperança nos vossos merecimentos, e dizer com toda a segurança: Tudo posso naquele que me conforta. Se sou fraco, Vós me dareis força contra os inimigos; se sou enfermo, espero que o vosso sangue será o meu remédio; se sou pecador, espero que me fareis santo. Reconheço que outrora tenho cooperado para a minha perdição, porque nos perigos deixei de recorrer a Vós. Para o futuro, meu Jesus e minha Esperança, quero sempre recorrer a Vós e de Vós espero todo o auxílio, todo o bem. Amo-Vos sobre todas as cosias e não quero amar senão a Vós. Ajudai-me, Vo-lo suplico, pelo merecimento de tantos sofrimentos que desde menino suportastes por mim. Pai Eterno, pelo amor de Jesus Cristo, permiti que Vos ame. Se Vos tenho desprezado, abrandem-Vos as lágrimas de Jesus Menino que Vos roga por mim. Põe os olhos no rosto de teu Cristo. Eu não mereço as graças, mas merece-as esse Filho inocente que Vos oferece uma vida de dores, afim de que useis de misericórdia comigo. E vós, ó Mãe de misericórdia, Maria, não deixeis de interceder por mim. Sabeis quanto confio em vós, e bem sei que não desamparais quem recorre a vós. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Sexto Dia – 21 de Dezembro Dor de Jesus Menino pela previsão da ingratidão dos homens Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1, 11) Sumário. A ingratidão desagrada aos homens. Qual deve, pois, ter sido a tristeza de Jesus Menino, ao prever que os seus benefícios seriam pagos pelo mundo com injúrias, traições e tormentos! Mas ai de nós, que por ventura também até hoje temos respondido aos benefícios do Senhor de um modo tão desumano. Ou pelo menos temo-lo amado tão pouco, como se nenhum bem nos tivesse feito, nem sofrido coisa alguma por nós. Quereremos ser tão ingratos sempre? I. Pelos dias do Santo Natal, São Francisco de Assis andava pelos caminhos e bosques chorando e suspirando com gemidos inconsoláveis. Perguntando pela razão de tanto sofrer respondeu: Como não chorar, vendo que o amor não é amado? Vejo um Deus como que perdido de amor ao homem, e o homem tão ingrato para com esse Deus! Ora, se a ingratidão dos homens afligia tanto o coração de São Francisco, quanto mais não terá afligido o Coração de Jesus Cristo? Apenas concebido no seio de Maria, Jesus viu a ingratidão despiedada que receberia da parte dos homens. Baixara do céu para acender o fogo do divino amor; somente este desejo fizera-o descer sobre a terra para ali sofrer um abismo de dores e ignomínias: Eu vim trazer o fogo à terra. E em seguida viu um abismo de pecados que os homens haviam de cometer, depois de presenciarem tantos rasgos de seu amor. Foi isso, no pensar de São Bernardino de Sena, o que o fez sofrer dores infinitas: Et ideo infinite dolebat. Mesmo para nós é insuportável vermos uma pessoa tratada por outra com ingratidão, e muita vezes isto aflige muito mais a alma, do que qualquer dor aflige o corpo. Qual não deve, pois, ter sido a dor que nossa ingratidão causou a Jesus, nosso Deus, quando viu que os seus benefícios e o seu amor lhe seriam retribuídos por nós com desgostos e injúrias? Retribuíram-me o bem com o mal, e o meu amor com ódio. Parece que também hoje em dia Jesus Cristo se queixa: Fiquei como que um estranho a meus irmãos. Porquanto vê que de muitos não é amado, nem conhecido, como se nenhum bem lhes tivesse feito, e nada por amor deles tivesse sofrido. Ó Deus, que caso fazem também presentemente tantos cristãos do amor de Jesus Cristo? Afetos e Súplicas II. Apareceu certo dia o Redentor ao Bem-aventurado Henrique Suso, sob a forma de um peregrino que andava de porta em porta, a pedir pousada, mas todos o repeliam com injúrias e ultrajes. Ai! quantos homens se parecem com aqueles de que fala Jó, dizendo: Diziam a Deus: Retira-te de nós… sendo ele quem cumulou de bens as suas casas. Em outro tempo nós também nos temos unido àqueles ingratos; mas quereremos continuar do mesmo modo? Não, porque não merece tal o Menino amável que baixou do céu para padecer e morrer por nós, e assim fazer-se amar de nós. Meu amado Jesus, será verdade que Vós baixastes do céu para Vos fazerdes amar de mim, que por meu amor viestes abraçar uma vida de trabalhos e a morte de cruz, afim de que eu Vos faça boa acolhida em meu coração, eu que tive a audácia de Vos repelir tantas vezes de mim, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor; não Vos quero? Ó meu Deus, se não fosseis a bondade infinita e não tivésseis dado a vida para me perdoardes, não me animaria a pedir-vos perdão. Mas ouço que vós mesmo me ofereceis a paz: Convertei-vos a mim, diz o Senhor, e eu me converterei a vós. Vós mesmo, ó Jesus, a quem tenho ofendido, quereis ser o meu advogado: Ele é a propiciação pelos nossos pecados. Não Vos quero fazer nova injúria desconfiando da vossa misericórdia. Pesa-me de toda a minha alma de Vos ter desprezado, ó Bem supremo; pelo sangue que derramastes por mim, recebei-me em vossa graça. Meu Pai e meu Redentor, não sou mais digno de ser vosso Filho, depois de ter renunciado tantas vezes ao vosso amor; mas fazei-me digno com os vossos merecimentos. Graças Vos dou, meu Pai, graças Vos dou e Vos amo. Ah, só a lembrança da paciência com que me tendes suportado tantos anos, e das graças que me tendes dispensado, depois de tantas injúrias que vos causei, deveria fazer-me viver sempre abrasado em vosso amor. Vinde, pois, meu Jesus, não quero mais repulsar-Vos, vinde morar em meu pobre coração. Amo-Vos e quero amar-Vos sempre. Abrasai-me sempre mais, lembrando-me o amor que me mostrastes. Minha Rainha e Mãe, Maria, ajudai-me, rogai a Jesus por mim; fazei com que, no tempo de vida qeu ainda me resta, me mostre grato a Deus, que me amou tanto, ainda depois de eu o ter ofendido tão gravemente. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Sétimo Dia – 22 de Dezembro Viagem de São José e Maria Santíssima a Belém Subiu também José, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida (Lc 2, 4) Sumário. Tendo Deus decretado que seu Filho nascesse do modo mais pobre e mais penoso, numa estribaria, dispôs que Cesar lançasse um decreto de recenseamento universal. Sabedor disso, perturbou-se São José na dúvida se levaria, ou não, Maria consigo. A Virgem, porém, animou-o, e com ele se pôs a caminho. Tomemos estes santos personagens como companheiros em nossa viagem para a eternidade. I. Havia Deus decretado que seu Filho nascesse, não na casa de José, senão numa gruta que servia de estrebaria, do modo mais pobre e mais penoso, por que uma criança pode nascer. Por isso dispôs que Cesar lançasse um edito por meio do qual cada um deveria alistar-se na cidade própria donde trazia a sua origem. Quando José teve conhecimento do mando, perturbou-se na dúvida se deveria deixar a Virgem Maria em casa ou levá-la consigo, visto que estava próxima a dar à luz. “Minha esposa e senhora”, disse-lhe, “por um lado não queria deixar-vos só; por outro, se vos levo, aflige-me o triste pensamento que muito tereis de sofrer numa viagem tão longa, por um tempo tão rigoroso”. Maria, porém, anima-o dizendo: “José meu, não temais: eu vos acompanharei, e o Senhor nos ajudará”. Por inspiração divina e pelo conhecimento da profecia de Miqueias, a Virgem sabia que o divino Infante devia nascer em Belém. Toma, pois, as faixas e os pobres paninhos já preparados e parte com José: Subiu também José para se alistar com Maria. Consideremos aqui as devotas e santas conversões que durante a viagem faziam entre si aqueles santos esposos acerca da misericórdia, da bondade e do amor do Verbo divino, que em breve ia nascer e fazer a sua entrada no mundo, pela salvação dos homens. Consideremos os atos de louvor, de bênção, de agradecimento, de humildade e de amor que aqueles excelsos viajantes praticavam no caminho. De certo sofreu muito a santa Virgenzinha, próxima a dar à luz, tendo de fazer uma viagem tão longa; mas suportou tudo em paz e com amor. Ofereceu a Deus todas as suas penas, unindo-as com as penas de Jesus, que trazia no seio. Ah! Na viagem de nossa vida unamo-nos a Maria e José e acompanhemo-nos deles, e agora façamos com eles companhia ao Rei do céu, que vai nascer numa gruta. Roguemos aos santos viajantes que pelos merecimentos das penas que então padeceram, nos acompanhem na viagem que estamos fazendo para a eternidade. Afetos e Súplicas II. Meu caro Redentor, sei que nesta viagem Vos acompanham legiões de anjos do céu; mas quem Vos acompanha na terra? Ninguém senão José e Maria que Vos traz consigo. Permiti, ó meu Jesus, que eu também Vos acompanhe. Tenho sido um miserável ingrato, mas agora reconheço a injúria que tenho feito. Vós baixastes do céu para fazer-Vos meu companheiro na terra, e eu ingrato tantas vezes afastei-me de Vós pelos meus pecados. Ó meu Senhor, quando penso que tão repetidas me apartei de Vós para satisfazer aos meus detestáveis apetites, renunciando assim à vossa amizade, quisera morrer de dor. Mas Vós viestes para me perdoar; perdoai-me sem demora, visto que me pesa de toda a minha alma de Vos ter abandonado e virado as costas tantas vezes. Proponho e com a vossa graça espero nunca mais Vos deixar e nunca mais me aparta de Vós, meu único amor. A minha alma enamorou-se de Vós, ó meu amável Deus-Menino. Amo-Vos, meu doce Salvador, e já que viestes à terra para me salvar e dispensar-me as vossas graças, peço-Vos só esta graça: não permitais que em tempo algum me separe de Vós. Uni-me estreitamente convosco, prendendo-me com os doces laços de vosso santo amor. Meu Redentor e meu Deus, quem terá animo para Vos deixar, e viver sem Vós, privado da vossa santa graça. Maria Santíssima, eis-me aqui para acompanhar-vos em vossa viagem; e vós, ó minha Mãe, não deixeis de me proteger na minha viagem para a eternidade. Assisti-me sempre, mormente quando chegar ao fim da minha vida, próximo ao momento do qual dependerá, se estarei sempre convosco amando Jesus no paraíso, ou se estarei para sempre longe de vós odiando Jesus no inferno. Ó minha Rainha, salvai-me pela vossa intercessão. Seja a minha salvação amar-vos a vós e a Jesus Cristo para sempre, no tempo e na eternidade. Vós sois a minha esperança; de vós espero tudo. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Oitavo Dia – 23 de Dezembro José e Maria peregrinos em Belém sem abrigo Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1, 11) Sumário. A cidade de Belém, que recusa dar abrigo a Jesus Menino, foi figura daqueles muitos corações ingratos que dão acolhida a tantas miseráveis criaturas e não a Deus. Reflitamos, porém, no que a Virgem Maria disse a uma alma devota: Foi uma disposição divina que a mim e a meu Filho nos faltasse abrigo entre os homens, afim de que as almas, cativadas pelo amor de Jesus, se oferecessem a si próprias para o acolherem. I. Quando um rei faz a primeira entrada numa cidade do seu reino, que manifestações de veneração se lhe preparam! Que pompas! Quantos arcos de triunfo! Prepara-te, pois, ó Belém venturosa, para receberes dignamente o Rei do céu; fica sabedoria que entre todas as cidades és tu a ditosa que ele escolheu para nela nascer em terra, afim de reinar depois no coração dos homens. De ti sairá aquele que há de reinar em Israel. Eis que já entram em Belém esses dois excelsos viajantes, José e Maria, que traz no seio o Salvador do mundo. Entram na cidade, dirigem-se para a casa do ministro imperial, afim de pagarem o tributo e serem alistados nos registros dos súbitos do Cesar. Mas quem os reconhece? Quem lhes vai ao encontro? Quem lhes oferece agasalho? Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Eles são pobres, e como pobres são desprezados; são tratados ainda pior do que os outros pobres, e até repulsos. Chegada a Belém, Maria entendeu que se aproximava a hora de seu parto. Avisou a São José, e este diligenciou de não ter de levar sua esposa à hospedaria, lugar pouco conveniente para uma tenra donzela. Ninguém quis atender-lhe o pedido, e é bem verossímil que da parte de alguns fosse taxado de insensato por trazer consigo a esposa próxima ao parto em tempo noturno e de tanta afluência de povo. – Para não ficar durante a noite no meio da rua, viu-se afinal obrigado a levar a Virgem Maria à hospedaria pública, onde já muitos pobres se tinham alojado para a noite. Mas como? Também dali foram repulsos e foi-lhes respondido que não havia lugar para eles: Não havia lugar para eles na estalagem. Havia ali lugar para todos, também para os mais abjetos, mas não para Jesus Cristo. – Contemplemos quais devem ter sido os sentimentos de São José e de Maria Santíssima, vendo-se desprezados e repulsos de cada um. Afetos e Súplicas II. A estalagem de Belém foi figura daqueles corações ingratos que dão acolhida a tantas criaturas miseráveis e não a Deus. Quantos há que amam os parentes, os amigos, até os animais, mas não amam Jesus Cristo e nenhum caso fazem de sua graça e de seu amor. Maria Santíssima disse a uma alma devota: Foi uma disposição divina que a mim e a meu Filho nos faltasse agasalho da parte dos homens, afim de que as almas cativadas pelo amor de Jesus se oferecessem a si próprias para o acolherem e o convidassem amorosamente a tomar morada em seus corações. Sim, meu Jesus, vinde nascer pela vossa graça em meu pobre coração! Eu não me animaria a pedir-Vos esta graça, se não soubesse que Vós mesmo me inspirais o pensamento de Vo-la rogar. Ó Senhor, eu sou aquele que com os meus pecados Vos tenho tantas vezes expulso cruelmente da minha alma. Mas já que baixastes à terra para perdoar aos pecadores arrependidos, perdoai-me, porque me pesa sobre todas as coisas de Vos ter desprezado, meu Salvador e meu Deus, que sois tão bom e me tendes tão grande amor. Nestes dias dispensais grandes graças a tantas almas; consolai também a minha. A graça que quero, é a de Vos amar para o futuro, de todo o meu coração; abrasai-me todo em vosso amor. Amo-Vos, meu Deus, feito Menino por meu amor. Ah, não permitais que eu Vos deixe de amar. Ó Maria, minha Mãe, vós podeis tudo com as vossas súplicas; eis ai o que unicamente vos peço: rogai a Jesus por mim, e obtende-me a graça de amá-lo com todas as minhas forças, afim de desagravá-lo assim de tantas ofensas, que em outro tempo lhe tenho feito. Ó minha Mãe amantíssima, rogo-vos, exatamente pela vossa maternidade divina, tomai o meu coração e aconchegai-o ao vosso; aconchegai-o também ao de vosso divino Filho, e fazei que seja todo consumido nas belas chamas do amor a vós e a Jesus. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora Nono Dia – 24 de Dezembro A Gruta de Belém Ela reclinou-o em uma manjedoura; porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc 2, 7) Sumário. Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar na gruta de Belém, afim de dar à luz o Filho de Deus? Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; e ao Rei do céu prepara-se para nascer uma estrebaria fria, para cobri-lo uns pobres paninhos, para cama um pouco de palha e para colocar uma vil manjedoura? Oh, ingratidão dos homens! Oh, confusão para nosso orgulho que sempre ambiciona comodidades e honras! I. Continuemos hoje a meditar na história do nascimento de Jesus Cristo. Vendo-se repulsos de toda parte, São José e a Bem-aventurada Virgem saem da cidade afim de achar fora dela ao menos algum abrigo. Os pobres viandantes (viajantes) caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal deparasse-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta, que servia de estábulo para os animais. Disse então Maria: José, meu Esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e deixemo-nos ficar aqui. – Mas como? responde São José; não vês, minha Esposa, que esta gruta é tão fria e úmida que a água escorre em toda parte? Não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? Como queres passar aqui a noite e dar à luz? – Contudo é verdade, tornou Maria, que este estábulo é o paço real onde quer nascer na terra o Filho eterno de Deus. Ah! Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar naquela gruta para dar à luz! Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; preparam-se-lhes berços incrustados com pedras preciosas, e mantilhas preciosas; e fazem-lhe cortejo os primeiros senhores do reino. E ao Rei do céu prepara-se uma gruta fria e sem lume para nela nascer, uns pobres paninhos para cobri-lo, um pouco de palha para leito, e uma vil manjedoura para o colocar? Ubi aula, ubi thronus? Meu Deus, assim pergunta São Bernardo, onde está a corte, onde está o trono real deste Rei do céu, porquanto não vejo senão dois animais para lhe fazerem companhia, e uma manjedoura de irracionais, na qual deve ser posto? Ó Gruta ditosa, que tiveste a ventura de ver o Verbo divino nascido dentro de ti! Ó presépio ditoso, que tiveste a honra de receber em ti o Senhor do céu! Ó palha ditosa, que serviste de leito àquele cujo trono é sustentado pelos serafins! Sim, fostes ditosos, ó Gruta, ó presépio, ó palha; mais ditosos, porém, são os corações que tenra e fervorosamente amam esse amabilíssimo Senhor, e que abrasados em amor o recebem na santa Comunhão. Oh, com que alegria e satisfação vai Jesus Cristo pousar no coração que o ama! Afetos e Súplicas II. Um Deus que quer começar a sua infância num estábulo, confunde o nosso orgulho, e, segundo a reflexão de São Bernardo, já prega com exemplo o que mais tarde havia de pregar à viva voz: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. Eis porque ao contemplarmos o nascimento de Jesus Cristo e ao ouvirmos falar em gruta, em manjedoura, em palha, em leite, em vagidos, estas palavras deveriam ser para nós como que chamas de amor, e como que setas que nos ferissem os corações e nos fizessem amantes da santa humildade. É verdade, ó meu Jesus, Vós, tão desprezado por nosso amor, com o vosso exemplo fizestes os desprezos excessivamente caros e amáveis aos que Vos amam. Mas como então é possível que eu, em vez de os abraçar, como Vós os abraçastes, ao receber algum desprezo da parte dos homens, me tenha mostrado tão orgulhoso, e tenha ainda chegado a ofender-Vos, ó Majestade infinita? Pecador e orgulhoso! Ah, Senhor, já o compreendo: eu não soube aceitar com paciência as humilhações e as afrontas, porque não Vos soube amar. Se Vos tivera amor, ter-me-iam sido doces e amáveis. Mas visto que prometeis o perdão a quem se arrepende, de toda a minha alma arrependo-me de toda a minha vida desordenada, tão diferente da vossa. Quero emendar-me, e por isso Vos prometo que para o futuro aceitarei com paz todos os desprezos que me vierem, e que os sofrerei por vosso amor, ó Jesus meu, que por meu amor tendes sido tão desprezado. Compreendo que as humilhações são as minas preciosas por meio das quais quereis enriquecer as almas com tesouros eternos. Já sou digno de outras humilhações e de outros desprezos, porque desprezei a vossa graça. Mereço ser pisado aos pés do demônio. Mas os vossos merecimentos são a minha esperança. Quero mudar de vida; não quero mais causar-Vos desgosto; para o futuro não quero buscar senão a vossa vontade, e por isso Vos dou todo o meu coração. Possui-o, e possui-o para sempre, afim de que eu seja sempre vosso e todo vosso. “E Vós, ó Pai Eterno, que cada ano nos alegais com a esperança de nossa Redenção, concedei-me que com confiança possa esperar a vinda do vosso Filho unigênito como Juiz, a quem agora recebo alegremente como Salvador”. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e de Maria Santíssima. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora #Natal #Novena
- Homilia Diária | “Quanto te custou ter-me amado!”
Sábado da 2.ª Semana do Advento Hoje damos início ao primeiro dia da novena de preparação para o Santo Natal. Para nos ambientar ao mistério que iremos celebrar e reviver daqui alguns dias, Padre Paulo Ricardo nos convida a meditar neste sábado sobre a primeira estrofe do hino “Tu scendi dalle stelle”, de Santo Afonso Maria de Ligório, uma belíssima profissão de fé na Encarnação redentora e no amor salvífico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 16 de dezembro, e meditemos juntos o mistério do amor infinito do Deus encarnado. Evangelho (Mt 17,10-13) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas! Toda carne há de ver a salvação que vem de Deus! (Lc 3,4.6) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Ao descerem do monte, 10 os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?” 11 Jesus respondeu: “Elias vem e colocará tudo em ordem. 12 Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles”. 13 Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Batista. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | “Quanto te custou ter-me amado!”
Sábado da 2.ª Semana do Advento Hoje damos início ao primeiro dia da novena de preparação para o Santo Natal. Para nos ambientar ao mistério que iremos celebrar e reviver daqui alguns dias, Padre Paulo Ricardo nos convida a meditar neste sábado sobre a primeira estrofe do hino “Tu scendi dalle stelle”, de Santo Afonso Maria de Ligório, uma belíssima profissão de fé na Encarnação redentora e no amor salvífico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 16 de dezembro, e meditemos juntos o mistério do amor infinito do Deus encarnado. Evangelho (Mt 17,10-13) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas! Toda carne há de ver a salvação que vem de Deus! (Lc 3,4.6) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Ao descerem do monte, 10 os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?” 11 Jesus respondeu: “Elias vem e colocará tudo em ordem. 12 Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles”. 13 Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Batista. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Cristiana, Virgem – 15 de Dezembro
A vida de Santa Cristiana é um grande testemunho de que nada é coincidência, mas tudo é providência. Os Georgianos consideram-na o instrumento providencial da sua conversão. Ela era uma escrava que vivia na Grécia nos princípios do século IV. Teria sido levada cativa para essa terra por guerreiros vitoriosos ou teria lá procurado voluntariamente asilo, fugindo da perseguição que se desencadeara na sua pátria? Ninguém sabia qual era sua verdadeira origem; só a conheciam pelo nome de Cristiana ou Nina (cristã). Era humilde e caridosa e fazia-se estimar. Quando alguma criança caía doente nessas regiões, a mãe levava-a de porta em porta, a fim de consultar as vizinhas sobre os melhores remédios a aplicar. Um dia, foi ter com ela uma pobre mulher, levando nos braços um menino moribundo. Ao vê-lo, a santa, cuja memória a Igreja celebra hoje, disse: “Eu não posso fazer nada, mas Deus Todo-Poderoso pode restituir-lhe a saúde, se for essa a Sua vontade”. Deitou o moribundo no seu próprio catre, cobriu-o com o seu cilício, orou a Deus em nome de Cristo e, a seguir, restituiu à mãe o filho curado. A fama desse milagre chegou aos ouvidos da rainha da Geórgia, que estava prestes a morrer de uma doença desconhecida. Pediu ela que lhe chamassem Nina, mas esta, cuja inocência já tinha corrido muitos perigos, respondeu: “O meu lugar não é em palácio”. Foi então a rainha ter com a escrava e recuperou a saúde. Tanto ela como o rei Mirian quiseram recompensá-la com ricos presentes, mas Cristiana os recusou dizendo: “A única coisa que me faria feliz seria ver-vos abraçar a religião cristã”. Mirian levou muito tempo a tomar essa decisão, mas um dia, correndo grave perigo numa caçada às feras, prometeu que, se escapasse ileso, se tornaria cristão. Sabe-se efetivamente que, cerca do ano de 325, ele pediu a Constantino que lhe enviasse missionários. O Imperador enviou-lhe o Bispo Pedro e o Sacerdote Jacob, que batizaram “todos os habitantes da sua capital”, lançando assim os fundamentos do Cristianismo nesse país. Santa Cristiana, rogai por nós! Conheça mais sobre Santa Nina ou Cristiana Santa Nina ou Cristiana no século IV, vivia, nas terras pagãs entre o mar Negro e o mar Cáspio, hoje território da Geórgia, uma jovem escrava cristã chamada Nina ou Nuné. Era o tempo do imperador Constantino e ela havia nascido na Capadócia, atual Turquia, e fora aprisionada por ocasião da invasão dos bárbaros aos confins orientais do Império Romano. Nina era uma escrava que demonstrava toda sua fé em Cristo, na alegria com que enfrentava as dificuldades e os sofrimentos. Esse fato chamou a atenção dos pagãos com quem convivia. Assim, teve a oportunidade de ensinar a palavra de Cristo a todos os que a cercavam. Tornou-se tão conhecida que passaram a chamá-la de “Cristiana”, a serva cristã. A antiga tradição russa narra que, certa vez, uma senhora procurou-a, pedindo que solicitasse a intervenção de Deus para que seu filho, gravemente enfermo, não morresse. Nina se ajoelhou aos pés da cama onde estava a criança e rezou com tanto fervor que o menino abriu os olhos, sorriu e levantou-se na frente de todos. Foi o bastante para que toda a região mostrasse interesse pela religião da serva de Cristo. Quanto mais prodígios ela promovia, mais catequizava e convertia os pagãos. Até que, um dia, a rainha desse povo, chamada Nana, adoeceu gravemente e nenhum remédio conseguia fazê-la melhorar. Tentaram de tudo. Nada parecia possível. Então, alguém se lembrou dos chamados “poderes” da serva cristã. Como último recurso, foram sugeridos à rainha, que mandou chamá-la. Assim, essa humilde escrava foi ao palácio atender a rainha, levando consigo apenas a certeza de sua fé e a confiança de suas orações. Logo conseguiu curar a soberana. Enquanto ela se recuperava, seu marido, o rei Mirian, certo dia, saiu em comitiva para uma caçada. Mas o grupo acabou isolado no bosque devido a uma violentíssima tempestade. A situação era crítica, com trovões e raios incendiando árvores, pedras rolando ao vento e atingindo pessoas. O pavor tomou conta de todos, clamaram por seus deuses, mas nada acontecia. Lembrando-se da rainha, o rei decidiu rezar para o Deus de Cristiana. Uma luz, então, foi vista saindo do céu, a tempestade cessou e todos puderam regressar sãos e salvos à Corte. Nesse instante, o rei sentiu a fé invadir seu coração. Ao voltar, procurou a escrava Nina e lhe pediu que falasse tudo o que sabia sobre sua religião. Acabou catequizado e convertido. Entretanto os reis Mirian e Nana não podiam ser batizados, pois na Corte não havia nenhum bispo. Seguindo a orientação de Cristiana, o rei enviou esse pedido ao imperador Constantino. Nesse meio tempo, mandou construir a primeira igreja cristã, de acordo com uma planta feita sob orientação de Nina, já liberta. Quando chegou o primeiro bispo da Geórgia acompanhado de um grupo de sacerdotes missionários, encontraram o povo já abraçando a doutrina de santa Nina, como os fiéis a chamavam por força de sua piedade e prodígios de fé. Com facilidade, converteram a nação inteira, a partir da grande solenidade do batismo do casal real. Depois, junto com o bispo, o rei Mirian e a rainha Nana construíram o Mosteiro Samtavro, anexo àquela igreja, onde mais tarde foram sepultados. Nele também viveu alguns anos santa Nina, que morreu no ano 330. Venerada pelos fiéis como padroeira da Geórgia, suas relíquias estão guardadas na Catedral da Metiskreta, antiga capital do país. Seu culto foi confirmado, sendo realizado, no Oriente, em 14 de janeiro, enquanto a Igreja de Roma a comemora no dia 15 de dezembro. #SantodoDia
- Santa Cristiana, Virgem – 15 de Dezembro
A vida de Santa Cristiana é um grande testemunho de que nada é coincidência, mas tudo é providência. Os Georgianos consideram-na o instrumento providencial da sua conversão. Ela era uma escrava que vivia na Grécia nos princípios do século IV. Teria sido levada cativa para essa terra por guerreiros vitoriosos ou teria lá procurado voluntariamente asilo, fugindo da perseguição que se desencadeara na sua pátria? Ninguém sabia qual era sua verdadeira origem; só a conheciam pelo nome de Cristiana ou Nina (cristã). Era humilde e caridosa e fazia-se estimar. Quando alguma criança caía doente nessas regiões, a mãe levava-a de porta em porta, a fim de consultar as vizinhas sobre os melhores remédios a aplicar. Um dia, foi ter com ela uma pobre mulher, levando nos braços um menino moribundo. Ao vê-lo, a santa, cuja memória a Igreja celebra hoje, disse: “Eu não posso fazer nada, mas Deus Todo-Poderoso pode restituir-lhe a saúde, se for essa a Sua vontade”. Deitou o moribundo no seu próprio catre, cobriu-o com o seu cilício, orou a Deus em nome de Cristo e, a seguir, restituiu à mãe o filho curado. A fama desse milagre chegou aos ouvidos da rainha da Geórgia, que estava prestes a morrer de uma doença desconhecida. Pediu ela que lhe chamassem Nina, mas esta, cuja inocência já tinha corrido muitos perigos, respondeu: “O meu lugar não é em palácio”. Foi então a rainha ter com a escrava e recuperou a saúde. Tanto ela como o rei Mirian quiseram recompensá-la com ricos presentes, mas Cristiana os recusou dizendo: “A única coisa que me faria feliz seria ver-vos abraçar a religião cristã”. Mirian levou muito tempo a tomar essa decisão, mas um dia, correndo grave perigo numa caçada às feras, prometeu que, se escapasse ileso, se tornaria cristão. Sabe-se efetivamente que, cerca do ano de 325, ele pediu a Constantino que lhe enviasse missionários. O Imperador enviou-lhe o Bispo Pedro e o Sacerdote Jacob, que batizaram “todos os habitantes da sua capital”, lançando assim os fundamentos do Cristianismo nesse país. Santa Cristiana, rogai por nós! Conheça mais sobre Santa Nina ou Cristiana Santa Nina ou Cristiana no século IV, vivia, nas terras pagãs entre o mar Negro e o mar Cáspio, hoje território da Geórgia, uma jovem escrava cristã chamada Nina ou Nuné. Era o tempo do imperador Constantino e ela havia nascido na Capadócia, atual Turquia, e fora aprisionada por ocasião da invasão dos bárbaros aos confins orientais do Império Romano. Nina era uma escrava que demonstrava toda sua fé em Cristo, na alegria com que enfrentava as dificuldades e os sofrimentos. Esse fato chamou a atenção dos pagãos com quem convivia. Assim, teve a oportunidade de ensinar a palavra de Cristo a todos os que a cercavam. Tornou-se tão conhecida que passaram a chamá-la de “Cristiana”, a serva cristã. A antiga tradição russa narra que, certa vez, uma senhora procurou-a, pedindo que solicitasse a intervenção de Deus para que seu filho, gravemente enfermo, não morresse. Nina se ajoelhou aos pés da cama onde estava a criança e rezou com tanto fervor que o menino abriu os olhos, sorriu e levantou-se na frente de todos. Foi o bastante para que toda a região mostrasse interesse pela religião da serva de Cristo. Quanto mais prodígios ela promovia, mais catequizava e convertia os pagãos. Até que, um dia, a rainha desse povo, chamada Nana, adoeceu gravemente e nenhum remédio conseguia fazê-la melhorar. Tentaram de tudo. Nada parecia possível. Então, alguém se lembrou dos chamados “poderes” da serva cristã. Como último recurso, foram sugeridos à rainha, que mandou chamá-la. Assim, essa humilde escrava foi ao palácio atender a rainha, levando consigo apenas a certeza de sua fé e a confiança de suas orações. Logo conseguiu curar a soberana. Enquanto ela se recuperava, seu marido, o rei Mirian, certo dia, saiu em comitiva para uma caçada. Mas o grupo acabou isolado no bosque devido a uma violentíssima tempestade. A situação era crítica, com trovões e raios incendiando árvores, pedras rolando ao vento e atingindo pessoas. O pavor tomou conta de todos, clamaram por seus deuses, mas nada acontecia. Lembrando-se da rainha, o rei decidiu rezar para o Deus de Cristiana. Uma luz, então, foi vista saindo do céu, a tempestade cessou e todos puderam regressar sãos e salvos à Corte. Nesse instante, o rei sentiu a fé invadir seu coração. Ao voltar, procurou a escrava Nina e lhe pediu que falasse tudo o que sabia sobre sua religião. Acabou catequizado e convertido. Entretanto os reis Mirian e Nana não podiam ser batizados, pois na Corte não havia nenhum bispo. Seguindo a orientação de Cristiana, o rei enviou esse pedido ao imperador Constantino. Nesse meio tempo, mandou construir a primeira igreja cristã, de acordo com uma planta feita sob orientação de Nina, já liberta. Quando chegou o primeiro bispo da Geórgia acompanhado de um grupo de sacerdotes missionários, encontraram o povo já abraçando a doutrina de santa Nina, como os fiéis a chamavam por força de sua piedade e prodígios de fé. Com facilidade, converteram a nação inteira, a partir da grande solenidade do batismo do casal real. Depois, junto com o bispo, o rei Mirian e a rainha Nana construíram o Mosteiro Samtavro, anexo àquela igreja, onde mais tarde foram sepultados. Nele também viveu alguns anos santa Nina, que morreu no ano 330. Venerada pelos fiéis como padroeira da Geórgia, suas relíquias estão guardadas na Catedral da Metiskreta, antiga capital do país. Seu culto foi confirmado, sendo realizado, no Oriente, em 14 de janeiro, enquanto a Igreja de Roma a comemora no dia 15 de dezembro. #SantodoDia
- Homilia Diária | Amor, o sal das boas obras
(Sexta-feira da 2.ª Semana do Advento) Quem se move pela sabedoria do Espírito Santo, e não apenas por razões humanas, é capaz de descobrir, às vezes nas atividades mais simples ou nas mais difíceis, um gosto escondido, secreto, que dá sabor a esta vida, cujo fim está na eternidade. É o amor, que torna doces as maiores penitências e heróicos os mais humildes trabalhos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 15 de dezembro, e peçamos à Virgem Santíssima, Sede da Sabedoria, que nos ajude a viver em cada momento o gosto de tudo entregar para ganhar a Cristo, nosso único Amado. Evangelho (Mt 11,16-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Senhor há de vir, acorrei-lhe ao encontro; é o Príncipe da paz. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 16 “Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: 17 ‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ 18 Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. 19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Amor, o sal das boas obras
(Sexta-feira da 2.ª Semana do Advento) Quem se move pela sabedoria do Espírito Santo, e não apenas por razões humanas, é capaz de descobrir, às vezes nas atividades mais simples ou nas mais difíceis, um gosto escondido, secreto, que dá sabor a esta vida, cujo fim está na eternidade. É o amor, que torna doces as maiores penitências e heróicos os mais humildes trabalhos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 15 de dezembro, e peçamos à Virgem Santíssima, Sede da Sabedoria, que nos ajude a viver em cada momento o gosto de tudo entregar para ganhar a Cristo, nosso único Amado. Evangelho (Mt 11,16-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Senhor há de vir, acorrei-lhe ao encontro; é o Príncipe da paz. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 16 “Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: 17 ‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ 18 Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. 19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Tudo por um grande Amor
Memória de São João da Cruz, Presbítero e Doutor da Igreja Festejamos hoje a memória do grande místico que, junto com Santa Teresa d’Ávila, empreendeu a reforma do Carmelo e reintroduziu no ramo masculino a observância da regra primitiva: São João da Cruz, Doutor da Igreja. Na homilia de hoje, Padre Paulo Ricardo explica por que muita gente acha difícil e até “desagradável” ler as obras de São João da Cruz, marcadas por temas pouco caros às comodidades da vida moderna como, por exemplo, a penitência e a necessidade de sacrifício. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 14 de dezembro, e descubra o grande amor à cruz de Cristo que atravessa cada linha das obras desse grande Doutor da vida contemplativa! Evangelho (Mt 11,11-15) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Que os céus, lá do alto, derramem o orvalho, que chova das nuvens o Justo esperado, que a terra se abra e germine o Senhor! (cf. Is 45,8) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 11 “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12 Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. 13 Com efeito, todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. 14 E se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. 15 Quem tem ouvidos, ouça”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Tudo por um grande Amor
Memória de São João da Cruz, Presbítero e Doutor da Igreja Festejamos hoje a memória do grande místico que, junto com Santa Teresa d’Ávila, empreendeu a reforma do Carmelo e reintroduziu no ramo masculino a observância da regra primitiva: São João da Cruz, Doutor da Igreja. Na homilia de hoje, Padre Paulo Ricardo explica por que muita gente acha difícil e até “desagradável” ler as obras de São João da Cruz, marcadas por temas pouco caros às comodidades da vida moderna como, por exemplo, a penitência e a necessidade de sacrifício. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 14 de dezembro, e descubra o grande amor à cruz de Cristo que atravessa cada linha das obras desse grande Doutor da vida contemplativa! Evangelho (Mt 11,11-15) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Que os céus, lá do alto, derramem o orvalho, que chova das nuvens o Justo esperado, que a terra se abra e germine o Senhor! (cf. Is 45,8) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 11 “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12 Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. 13 Com efeito, todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. 14 E se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. 15 Quem tem ouvidos, ouça”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Cardeal Zen: “Bento XVI nos alertou para o perigo de colapsos doutrinários. Seu legado não é r
O cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong, escreveu um livro no qual reúne suas meditações sobre o Advento. Aurélio Profiri entrevistou-o para o One Peter 5. Na entrevista, o cardeal também aborda a difícil situação da Igreja. Por InfoCatólica – Aurélio Porfiri começa a entrevista perguntando ao cardeal chinês sobre sua saúde: Sua Eminência, como vai? Eu diria muito bom, minha saúde não é muito ruim para a minha idade. Estou prestes a completar 92 anos e sou muito grata a Deus por Ele ter me permitido chegar até hoje em boa forma. Em tudo devemos ser gratos a Deus pelo que Ele nos oferece. Depois de alguns momentos difíceis, agora sinto que minhas forças estão voltando e espero em breve poder retomar minhas atividades anteriores, como visitar presos, um apostolado que é muito importante para mim e que venho fazendo há mais de 20 anos. Você se mantém informado sobre os eventos atuais? É claro que me mantenho muito informado sobre as notícias, especialmente as relacionadas à Igreja, que naturalmente me interessam e me preocupam de maneira muito especial. Hoje, com os meios de comunicação modernos, é muito fácil ficar por dentro de tudo o que está acontecendo. Devemos saber fazer bom uso desses meios e, naturalmente, no caso de notícias que nos chegam de muitas fontes diferentes e díspares, devemos saber lê-las criticamente, exercendo uma prudência saudável. Pensemos nas informações contraditórias que nos chegam, por exemplo, sobre as guerras em curso, que não são apenas guerras por território, mas sobretudo guerras de propaganda. O que você pode nos dizer sobre seu livro do Advento, suas meditações? Honestamente, estes são textos retirados principalmente das minhas homilias e discursos, que datam de vários anos. Depois de reorganizar todo o material, passei por ele, fazendo correções aqui e ali. Parece-me que surgiu um todo bastante orgânico que espero que o leitor também ache útil para o seu progresso espiritual. Embora o título se refira apenas ao Advento, há textos no livro que se referem tanto ao Advento quanto ao Natal. Este é um tempo de graça, um tempo em que nos preparamos para acolher o Santo Menino. Que nós, como os pastores e sábios do Oriente, e como José e Maria, acolhamos o advento do Santo Menino que nos traz paz e amor. Se sentimos que pertencemos ao grupo dos “grandes pecadores”, não devemos nos desesperar, porque Jesus nasceu exatamente para nós. Não imitemos os estalajadeiros de Belém, nem os habitantes de Jerusalém, nem os príncipes dos sacerdotes, nem os anciãos do povo, nem o cruel Herodes, porque fecharam o coração. Os pobres não podem entrar. Então Jesus também não vai entrar. Mas devemos orar por eles e pedir a Deus que abra a porta de seus corações, que derreta seus corações de pedra. Porque eles também são filhos de Deus. Temos de ter esperança de que os que estão de fora possam entrar e os que estão de dentro possam permanecer. Como vivemos este tempo especial em que o Filho de Deus se encarna para a salvação de todos os homens? Verdadeiramente, é um tempo de graça para todos, um tempo em que somos chamados a apressar-nos como os pastores ou os magos à manjedoura para adorar o Menino Jesus. Num belo cântico de Natal, “Adeste Fideles”, diz-se “et nos ovanti gradu festinemus [com um passo alegre apressemo-nos]” para ir e estar na presença de Emanuel, “Deus connosco”. Este é um tempo em que sentimos também fortemente a presença de Maria, a Mãe de Jesus, Maria que é a nossa ajudante, Maria Auxiliadora, um nome tão caro a nós salesianos. Como devemos confiar nossas dores e sofrimentos a Maria! Hoje parece-nos que há muitos motivos para nos desesperarmos, mas Maria não nos abandona, está connosco e mostra-nos o seu Filho, o nosso Salvador. No livro há uma seção em que você recorda alguns cânticos litúrgicos para o Advento e o Natal. Por que? Na verdade, essa é uma parte totalmente nova. Aceitei a sua proposta de falar sobre estas canções do Advento e do Natal e quis trazer de volta algumas memórias da minha juventude, quando fui acolhido pelos bons Padres Salesianos na minha cidade, Xangai. A liturgia e a música sacra foram parte importante de tudo isso. Acho importante lembrar o papel da boa música sacra na liturgia. Para mim, o canto sagrado, especialmente o canto gregoriano, é uma ajuda espiritual muito importante que me apoiou e continua a me apoiar em tempos difíceis. Fico muito triste por hoje se ter perdido esta riqueza para a vida da Igreja. Entendo que havia um desejo de envolver mais a assembleia na missa através do canto, mas não deveríamos ter jogado fora toda a nossa bela tradição musical, uma verdadeira vergonha. Essa participação da assembleia foi realmente alcançada? Em muitos lugares, parece-me que a tradição musical da Igreja foi sacrificada sem receber nada em troca. Na Igreja parece ser um momento delicado, um momento em que há divisões e preocupações em alguns países, como a Alemanha. Qual tem sido a sua experiência diante dessas coisas? Estou preocupado. O que está acontecendo na Alemanha me parece semelhante ao que aconteceu na Holanda, onde a fé viveu uma crise devastadora. Preocupa-me que alguns, sob o pretexto de sinodalidade, queiram avançar uma agenda muito pessoal que envolve a introdução de ideias que estão em conflito direto com a doutrina da Igreja, uma doutrina que a Igreja tem o dever de preservar e não pode mudar. Hoje vivemos uma grande confusão e penso que é oportuno salientar que a abertura ao novo não significa distorcer os fundamentos da nossa fé. O querido Papa Bento XVI, de quem recordo com tanto carinho, alertou-nos para o perigo destes “colapsos doutrinais”. O quanto você ainda ouve isso hoje? Parece-me que hoje o seu legado não é respeitado e isso é uma pena, porque foi um grande intelectual para a Igreja. Ainda assim, parece que vejo sinais de uma grande descontinuidade entre o que está acontecendo hoje e os pontificados anteriores. A Jesus confiamos o seu barco, a sua Igreja, durante a tempestade no lago, porque só Ele pode levá-lo em segurança. O Sínodo sobre a Sinodalidade acaba de terminar, o que você acha disso? Também aqui não pude deixar de manifestar a minha preocupação. O Sínodo, como queria o Santo Paulo VI, é um órgão consultivo para os bispos em união com o Papa. Pode parecer que fazer com que os não-bispos votem seria uma coisa boa, mas na realidade não é pelo simples fato de que distorce o que um Sínodo deve ser. Desta forma, a própria estrutura da Igreja é afetada. Em 15 de setembro de 1965, Paulo VI erigiu o Sínodo como emanação do Concílio e especificou: “Por nossa autoridade apostólica erguemos e constituímos nesta nobre Cidade um conselho permanente de Bispos para a Igreja universal, direta e imediatamente sujeito ao Nosso poder e que chamamos de Sínodo dos Bispos”. Sínodo dos Bispos! É claro que, um pouco mais tarde, o Papa disse que este Sínodo poderia ser aperfeiçoado, mas não no sentido de ser distorcido. Não escondi a minha consternação perante algumas das iniciativas que se assistiram durante os dias do Sínodo e senti um certo desânimo, devo confessar. Ele parece muito preocupado com este Sínodo. Vossa Excelência, juntamente com outros Cardeais, também assinou a dubia dirigida ao Santo Padre, que desta vez respondeu. Não está feliz? Não se trata de ser feliz aqui. O Papa (ou alguém em seu nome) elaborou uma resposta extraordinariamente rápida à nossa dubia, mas infelizmente a resposta não esclarece realmente os problemas que lhe apresentámos. Parece ser o método usual usado na Igreja nas últimas décadas, em que a resposta não é “sim sim, não não”, mas são dadas respostas que aparentemente fecham a porta principal para algumas questões, deixando a porta dos fundos escancarada. O povo de Deus precisa de clareza, precisa ter referências firmes sobre questões de doutrina e moral, não essas respostas escorregadias. Já vivemos tempos de grande incerteza, a Igreja deve oferecer sã doutrina, não assuntos fluidos. Um lema cartuxo diz: stat crux dum volvitur orbis, a cruz permanece enquanto o mundo gira. Aqui, devemos tentar recuperar esse forte senso de nossa fé. Devemos estender a mão àqueles que estão longe, mas trazê-los de volta ao rebanho, não para sermos expulsos de nossa casa! Recordamos que São João Paulo II, no início do seu pontificado, nos pediu para não termos medo e abrirmos as portas a Cristo, mas, pelo que observo, parece que muitos na Igreja estão preocupados em agradar ao mundo em vez de O agradar. #CardealZen
- Cardeal Zen: “Bento XVI nos alertou para o perigo de colapsos doutrinários. Seu legado não é r
O cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong, escreveu um livro no qual reúne suas meditações sobre o Advento. Aurélio Profiri entrevistou-o para o One Peter 5. Na entrevista, o cardeal também aborda a difícil situação da Igreja. Por InfoCatólica – Aurélio Porfiri começa a entrevista perguntando ao cardeal chinês sobre sua saúde: Sua Eminência, como vai? Eu diria muito bom, minha saúde não é muito ruim para a minha idade. Estou prestes a completar 92 anos e sou muito grata a Deus por Ele ter me permitido chegar até hoje em boa forma. Em tudo devemos ser gratos a Deus pelo que Ele nos oferece. Depois de alguns momentos difíceis, agora sinto que minhas forças estão voltando e espero em breve poder retomar minhas atividades anteriores, como visitar presos, um apostolado que é muito importante para mim e que venho fazendo há mais de 20 anos. Você se mantém informado sobre os eventos atuais? É claro que me mantenho muito informado sobre as notícias, especialmente as relacionadas à Igreja, que naturalmente me interessam e me preocupam de maneira muito especial. Hoje, com os meios de comunicação modernos, é muito fácil ficar por dentro de tudo o que está acontecendo. Devemos saber fazer bom uso desses meios e, naturalmente, no caso de notícias que nos chegam de muitas fontes diferentes e díspares, devemos saber lê-las criticamente, exercendo uma prudência saudável. Pensemos nas informações contraditórias que nos chegam, por exemplo, sobre as guerras em curso, que não são apenas guerras por território, mas sobretudo guerras de propaganda. O que você pode nos dizer sobre seu livro do Advento, suas meditações? Honestamente, estes são textos retirados principalmente das minhas homilias e discursos, que datam de vários anos. Depois de reorganizar todo o material, passei por ele, fazendo correções aqui e ali. Parece-me que surgiu um todo bastante orgânico que espero que o leitor também ache útil para o seu progresso espiritual. Embora o título se refira apenas ao Advento, há textos no livro que se referem tanto ao Advento quanto ao Natal. Este é um tempo de graça, um tempo em que nos preparamos para acolher o Santo Menino. Que nós, como os pastores e sábios do Oriente, e como José e Maria, acolhamos o advento do Santo Menino que nos traz paz e amor. Se sentimos que pertencemos ao grupo dos “grandes pecadores”, não devemos nos desesperar, porque Jesus nasceu exatamente para nós. Não imitemos os estalajadeiros de Belém, nem os habitantes de Jerusalém, nem os príncipes dos sacerdotes, nem os anciãos do povo, nem o cruel Herodes, porque fecharam o coração. Os pobres não podem entrar. Então Jesus também não vai entrar. Mas devemos orar por eles e pedir a Deus que abra a porta de seus corações, que derreta seus corações de pedra. Porque eles também são filhos de Deus. Temos de ter esperança de que os que estão de fora possam entrar e os que estão de dentro possam permanecer. Como vivemos este tempo especial em que o Filho de Deus se encarna para a salvação de todos os homens? Verdadeiramente, é um tempo de graça para todos, um tempo em que somos chamados a apressar-nos como os pastores ou os magos à manjedoura para adorar o Menino Jesus. Num belo cântico de Natal, “Adeste Fideles”, diz-se “et nos ovanti gradu festinemus [com um passo alegre apressemo-nos]” para ir e estar na presença de Emanuel, “Deus connosco”. Este é um tempo em que sentimos também fortemente a presença de Maria, a Mãe de Jesus, Maria que é a nossa ajudante, Maria Auxiliadora, um nome tão caro a nós salesianos. Como devemos confiar nossas dores e sofrimentos a Maria! Hoje parece-nos que há muitos motivos para nos desesperarmos, mas Maria não nos abandona, está connosco e mostra-nos o seu Filho, o nosso Salvador. No livro há uma seção em que você recorda alguns cânticos litúrgicos para o Advento e o Natal. Por que? Na verdade, essa é uma parte totalmente nova. Aceitei a sua proposta de falar sobre estas canções do Advento e do Natal e quis trazer de volta algumas memórias da minha juventude, quando fui acolhido pelos bons Padres Salesianos na minha cidade, Xangai. A liturgia e a música sacra foram parte importante de tudo isso. Acho importante lembrar o papel da boa música sacra na liturgia. Para mim, o canto sagrado, especialmente o canto gregoriano, é uma ajuda espiritual muito importante que me apoiou e continua a me apoiar em tempos difíceis. Fico muito triste por hoje se ter perdido esta riqueza para a vida da Igreja. Entendo que havia um desejo de envolver mais a assembleia na missa através do canto, mas não deveríamos ter jogado fora toda a nossa bela tradição musical, uma verdadeira vergonha. Essa participação da assembleia foi realmente alcançada? Em muitos lugares, parece-me que a tradição musical da Igreja foi sacrificada sem receber nada em troca. Na Igreja parece ser um momento delicado, um momento em que há divisões e preocupações em alguns países, como a Alemanha. Qual tem sido a sua experiência diante dessas coisas? Estou preocupado. O que está acontecendo na Alemanha me parece semelhante ao que aconteceu na Holanda, onde a fé viveu uma crise devastadora. Preocupa-me que alguns, sob o pretexto de sinodalidade, queiram avançar uma agenda muito pessoal que envolve a introdução de ideias que estão em conflito direto com a doutrina da Igreja, uma doutrina que a Igreja tem o dever de preservar e não pode mudar. Hoje vivemos uma grande confusão e penso que é oportuno salientar que a abertura ao novo não significa distorcer os fundamentos da nossa fé. O querido Papa Bento XVI, de quem recordo com tanto carinho, alertou-nos para o perigo destes “colapsos doutrinais”. O quanto você ainda ouve isso hoje? Parece-me que hoje o seu legado não é respeitado e isso é uma pena, porque foi um grande intelectual para a Igreja. Ainda assim, parece que vejo sinais de uma grande descontinuidade entre o que está acontecendo hoje e os pontificados anteriores. A Jesus confiamos o seu barco, a sua Igreja, durante a tempestade no lago, porque só Ele pode levá-lo em segurança. O Sínodo sobre a Sinodalidade acaba de terminar, o que você acha disso? Também aqui não pude deixar de manifestar a minha preocupação. O Sínodo, como queria o Santo Paulo VI, é um órgão consultivo para os bispos em união com o Papa. Pode parecer que fazer com que os não-bispos votem seria uma coisa boa, mas na realidade não é pelo simples fato de que distorce o que um Sínodo deve ser. Desta forma, a própria estrutura da Igreja é afetada. Em 15 de setembro de 1965, Paulo VI erigiu o Sínodo como emanação do Concílio e especificou: “Por nossa autoridade apostólica erguemos e constituímos nesta nobre Cidade um conselho permanente de Bispos para a Igreja universal, direta e imediatamente sujeito ao Nosso poder e que chamamos de Sínodo dos Bispos”. Sínodo dos Bispos! É claro que, um pouco mais tarde, o Papa disse que este Sínodo poderia ser aperfeiçoado, mas não no sentido de ser distorcido. Não escondi a minha consternação perante algumas das iniciativas que se assistiram durante os dias do Sínodo e senti um certo desânimo, devo confessar. Ele parece muito preocupado com este Sínodo. Vossa Excelência, juntamente com outros Cardeais, também assinou a dubia dirigida ao Santo Padre, que desta vez respondeu. Não está feliz? Não se trata de ser feliz aqui. O Papa (ou alguém em seu nome) elaborou uma resposta extraordinariamente rápida à nossa dubia, mas infelizmente a resposta não esclarece realmente os problemas que lhe apresentámos. Parece ser o método usual usado na Igreja nas últimas décadas, em que a resposta não é “sim sim, não não”, mas são dadas respostas que aparentemente fecham a porta principal para algumas questões, deixando a porta dos fundos escancarada. O povo de Deus precisa de clareza, precisa ter referências firmes sobre questões de doutrina e moral, não essas respostas escorregadias. Já vivemos tempos de grande incerteza, a Igreja deve oferecer sã doutrina, não assuntos fluidos. Um lema cartuxo diz: stat crux dum volvitur orbis, a cruz permanece enquanto o mundo gira. Aqui, devemos tentar recuperar esse forte senso de nossa fé. Devemos estender a mão àqueles que estão longe, mas trazê-los de volta ao rebanho, não para sermos expulsos de nossa casa! Recordamos que São João Paulo II, no início do seu pontificado, nos pediu para não termos medo e abrirmos as portas a Cristo, mas, pelo que observo, parece que muitos na Igreja estão preocupados em agradar ao mundo em vez de O agradar. #CardealZen
- Homilia Diária | Uma grande intercessora nestes tempos de cegueira
Memória de S. Luzia, Virgem e Mártir Na jovem Santa Luzia, padroeira de Siracusa e da Sicília, além de protetora das pessoas que têm problemas de visão, a Igreja venera um duplo testemunho: o da virgindade de corpo e de alma, que ela guardou com inigualável heroísmo, e o do martírio, que ela suportou pacientemente por amor a Jesus Cristo, a cujo palácio celeste os próprios anjos conduzem pela mão as almas puras e virginais. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 13 de dezembro, e peçamos ao Senhor que, pela intercessão de Santa Luzia, cure-nos da cegueira dos erros e infunda-nos no coração a virtude da santa pureza. Santo do Dia: Santa Luzia, padroeira dos olhos Evangelho (Mt 11,28-30) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Eis que o Senhor há de vir, a fim de salvar o seu povo; felizes são todos aqueles que estão prontos para ir-lhe ao encontro. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28 “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Uma grande intercessora nestes tempos de cegueira
Memória de S. Luzia, Virgem e Mártir Na jovem Santa Luzia, padroeira de Siracusa e da Sicília, além de protetora das pessoas que têm problemas de visão, a Igreja venera um duplo testemunho: o da virgindade de corpo e de alma, que ela guardou com inigualável heroísmo, e o do martírio, que ela suportou pacientemente por amor a Jesus Cristo, a cujo palácio celeste os próprios anjos conduzem pela mão as almas puras e virginais. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 13 de dezembro, e peçamos ao Senhor que, pela intercessão de Santa Luzia, cure-nos da cegueira dos erros e infunda-nos no coração a virtude da santa pureza. Santo do Dia: Santa Luzia, padroeira dos olhos Evangelho (Mt 11,28-30) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Eis que o Senhor há de vir, a fim de salvar o seu povo; felizes são todos aqueles que estão prontos para ir-lhe ao encontro. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28 “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Luzia, padroeira dos olhos – 13 de Dezembro
SANTO DO DIA – 13 DE DEZEMBRO – SANTA LUZIA OU LÚCIA Mártir (+304) Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV. Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (‘Luzia’ deriva de ‘luz’), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira. Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra ‘A Divina Comédia’, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje. Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo. Entretanto, quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304. Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também. Texto: Paulinas Internet Santa Luzia: luz, dor e glória Deus, por vezes, manifesta seu poder através dos mais fracos. Luzia, uma frágil jovem de Siracusa, era forte de alma, por ser virgem. A Providência deu-lhe o dom de vencer, não só com seus argumentos, mas também pela força, os perseguidores pagãos. Foi dentro das fronteiras do Império Romano que, por desígnio do Altíssimo, nasceu a Santa Igreja Católica. No entanto, esse imenso poder temporal, vendo o poder espiritual nascer misteriosamente e florescer com rapidez desconcertante, mostrou-se de início intrigado e receoso, e, por fim, hostil a ponto de chegar às violências mais extremas. Os sublimes ensinamentos cristãos contradiziam frontalmente os costumes vigentes entre aqueles homens de coração duro. Vítima de toda sorte de calúnias, a Igreja nascente viu-se alvo de sangrentas perseguições desencadeadas pelas autoridades romanas com o objetivo de sufocá-la de modo inexorável. No entanto, era o próprio Deus quem permitia que sua Igreja passasse pela longa prova da dor e do sacrifício. Com efeito, após cada perseguição, o Cristianismo ressurgia mais numeroso, brilhante e cheio de fé! No reinado de Diocleciano (284- 305), esse clima de horror chegou ao auge. Por um edito deste imperador, todas as igrejas deveriam ser demolidas e todos os cristãos que exerciam cargos públicos seriam obrigados a abjurar a fé em Cristo. É nesta última fase do período das grandes perseguições que surge uma alma de rara virtude: a jovem Luzia. Voto de virgindade O nome Luzia tem sua origem na palavra latina “lux”, e ressoa em nossos ouvidos carregado de conotações heróicas, trazendo-nos à memória uma vida cheia de luz e de glória, porque feita de sangue e dor. Nascida em Siracusa, e oriunda de uma família nobre e cristã, logo no desabrochar da adolescência consagrou- se a Jesus, oferecendo-Lhe a flor da sua virgindade. Esta promessa de castidade perfeita não era incomum nos primórdios do Cristianismo, pois o próprio Salvador chamava grande número de almas à pratica desta angélica virtude. Um dia, respondendo a uma pergunta dos discípulos sobre os pesados encargos do casamento, disse- lhes o Mestre: “Nem todos são capazes de compreender esta doutrina, mas somente aqueles a quem foi concedido do alto” (Mt 19-11). Há homens, prosseguiu Ele, que são inaptos para a vida conjugal, e outros, pelo contrário, que de livre e espontânea vontade renunciaram ao matrimônio “por amor ao Reino dos Céus” (Mt 19,12). Pela primeira vez ressoava na História o chamado cristão à virgindade, e seu eco repercutiria em almas como as de Cecília, Ágata, Inês, e tantas outras que, sobrepondo- se às leis da carne e da matéria, se lançariam alegres em vôos admiráveis de perfeição espiritual. Intercessão de Santa Ágata Seu pai faleceu quando ela era ainda muito menina. Sua mãe, Eutícia, embora cristã, não tinha se despojado totalmente das glórias e atrações deste mundo. Assim, desejosa de proporcionar à sua filha um futuro cheio de fama e de honra, a exortava a casar-se com um jovem rico e bem colocado, mas pagão. A casta Luzia – que mantinha seu voto em segredo – procurava sempre se esquivar desse assunto. Punha toda a sua confiança em Deus e aguardava uma oportunidade providencial para revelar à mãe sua resolução firme e decidida de pertencer somente a Cristo. As fervorosas orações feitas por ela nessa intenção foram prontamente atendidas: logo se apresentou uma boa ocasião. Apesar das atrozes perseguições aos cristãos, celebrava-se todo ano na própria Sicília a festa de Santa Ágata, a virgem da cidade de Catânia, martirizada por volta do ano 250. Os prodígios por ela operados tornaram-na tão conhecida que acorria gente de todas as partes para implorar sua intercessão. Ora, havia já alguns anos, Eutícia sofria muito de um fluxo de sangue. Por isso Luzia, que tinha grande devoção a essa virgem mártir, sua conterrânea, persuadiu a mãe a ir em peregrinação até seu túmulo para implorar a cura de tal enfermidade. Quando entraram na igreja, o assombro tomou conta das duas. Transcorria uma solene Celebração e naquele exato momento proclamava-se a Palavra do Santo Evangelho: “Então, uma mulher que havia doze anos padecia um fluxo de sangue, e gastara tudo quanto possuía sem ter sentido melhoras, tendo ouvido falar de Jesus, foi por detrás entre a multidão e tocou o seu manto. Imediatamente parou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo estar curada do mal. Jesus, conhecendo logo em Si mesmo a força que saíra d’Ele, voltado para a multidão, disse: ‘Quem tocou os meus vestidos?’. Santa Ágata recebendo de Nossa Senhora a coroa e a palma do martírio. Os seus discípulos responderam: ‘Tu vês que a multidão Te comprime, e perguntas: Quem Me tocou?’ E Jesus olhava em volta para ver quem tinha feito aquilo. Então a mulher, que sabia o que se tinha passado nela, foi prostrar- se diante d’Ele, e disse-Lhe toda a verdade. Jesus disse-lhe: ‘Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e fica curada do teu mal’” (Mc 5, 25-34). Estupefatas e em extremo comovidas ao ouvirem essa passagem do Evangelho, caíram de joelhos e começaram a rezar. Assim ficaram durante muito tempo. Terminou a cerimônia, todos se retiraram, e elas, dando-se conta de que estavam sós, prostraram-se diante do sepulcro de Santa Ágata para implorar a bondade de Deus, pela intercessão da tão poderosa advogada. Quis, porém, o Senhor manifestar- Se a Luzia por meio de um sonho profético. Cansada pela fadiga da viagem, acabou a jovem caindo num sono profundo. Enquanto dormia, apareceulhe Santa Ágata, rodeada de um coro de anjos. Seu vestido era de uma beleza sem par, adornado de safiras e pérolas finas. Seu rosto, alegre e sereno, resplandecia como o sol enquanto ela dizia: “Minha queridíssima irmã e virgem consagrada a Deus, por que pedes pela intercessão de outrem o que tu mesma podes obter para tua mãe? Eis que ela se encontra já curada pela fé que tu tens em Jesus Cristo! Assim como Ele tornou célebre a cidade de Catânia por minha causa, tornará também gloriosa a cidade de Siracusa pela tua mediação, pois soubeste preparar no teu puro coração uma agradável morada para teu Criador”. Ao ouvir estas palavras, levantou- se Luzia ainda mais convicta de sua consagração a Deus. Contou então à sua mãe a reconfortante visão e acrescentou que, pela graça de Deus, ela estava totalmente curada de sua enfermidade. E a jovem aproveitou a oportunidade para dizer-lhe confiante: – Agora, minha mãe, uma só coisa te peço: em nome d’Aquele mesmo que te devolveu a saúde, deixa-me conservar minha virgindade, pertencendo somente ao nosso Criador. Repartamos entre os pobres os bens que preparaste para o meu casamento, e teremos grande tesouro no Céu! Eutícia se deixou convencer e, voltando a Siracusa, ambas distribuíram suas riquezas entre os mais necessitados, segundo as instruções da comunidade cristã à qual pertenciam. Ora, isto chegou aos ouvidos do jovem pretendente. Cheio de fúria, este foi ter com Eutícia e testemunhou, com seus próprios olhos, mãe e filha dando aos pobres suas jóias e objetos preciosos. Fora de si, correu até Pascásio, então prefeito da cidade, para acusar Luzia de praticar a religião cristã. Assim iniciou-se o processo que levaria esta Santa a brilhar no mais alto dos Céus, junto à nobre multidão dos gloriosos mártires! Santa Luzia diante do tribunal Diante do tribunal Edificante e arrebatador foi o julgamento da corajosa jovem. Refutou todos os argumentos e ameaças de Pascásio, e seu simples olhar impunha respeito. Vendo o juiz a serena segurança da prisioneira, tentou primeiramente persuadi-la com suaves palavras a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos. Depois, ante a irredutível fé de Luzia, passou das adulações para a mais terrível ferocidade. Impávida, ela respondeu- lhe sem hesitar: – Tu te preocupas em seguir as leis dos príncipes desta terra, enquanto eu procuro meditar dia e noite os mandamentos do Senhor. Tu te preocupas em comprazer o imperador, eu tudo faço para agradar a meu Deus, a quem consagrei minha própria virgindade. – Pois bem – disse Pascásio – eu te farei conduzir a um lugar onde perderás tua castidade, assim o Espírito Santo te abandonará e deixarás de ser seu templo! – A violência feita ao corpo não arranca a pureza da alma, se minha vontade não consente. Ao contrário, esta violência me proporcionará duas coroas: a da virgindade e a do martírio – respondeu a virgem. Imediatamente Pascásio deu aos carrascos ordem de amarrar a inocente vítima e arrastá-la até uma casa de infâmia, para ela perder a honra da virgindade antes de ser decapitada. Ora, o que podem todas as forças humanas contra a onipotência de Deus? Os olhos do Bom Pastor pousavam sobre sua serva fiel e por isso impediu que os verdugos conseguissem tirá-la do lugar onde se encontrava. Tentavam em vão empurrá- la: Luzia permanecia imóvel, detida por uma mão invisível. Nem mesmo várias juntas de bois, aos quais a amarraram, conseguiram removê-la. Obstinado no mal, Pascácio mandou levantar em volta da Santa uma enorme fogueira. Ela fitava sem medo o tirânico juiz, dizendo: “Pedirei ao Senhor que este fogo não me atinja, para que os fiéis reconheçam o poder de Deus e os infiéis fiquem ainda mais confundidos”. E efetivamente as chamas também fracassaram: a jovem ficou incólume em meio às labaredas. Derrotado, Pascásio ordenou finalmente que a cabeça da virgem fosse cortada à espada. Uma celestial alegria transpareceu em seu semblante, ao ver que tinha chegado a hora do supremo encontro com seu Redentor. Entretanto, não morreu naquele instante. Caindo de joelhos, foi acolhida nos braços de alguns cristãos que assistiam ao seu martírio. Antes de falecer, a virgem mártir prognosticou o fim das perseguições de Diocleciano e Maximiano, e o início de uma era de grande paz para a Santa Igreja. Esta profecia não tardou a tornar-se realidade: apenas dois anos após sua morte, subiu ao trono Constantino o Grande, que promulgou em 313 o Edito de Milão, concedendo liberdade ao culto Cristão, em toda a vastidão do Império. Estavam, assim, largamente abertas as portas para a Igreja desenvolver-se triunfante, ao longo dos séculos. A gloriosa Santa Luzia entregou sua alma a Deus no ano 304 da era do Senhor. Um raio da Graça tinha pousado sobre ela. Na Igreja de Cristo luzia mais uma mártir, no Céu mais uma santa! Tu vincis inter martyres! – Tu vences, ó Cristo, pelas provas dos mártires! (Revista Arautos do Evangelho, Dez/2006, n. 60, p. 35 à 37) Santa Luzia Santa Luzia de Siracusa era de família nobre e rica. Siracusa foi, na antiguidade, a maior e, pois, a mais importante cidade da Sicília. Quando o pai morreu, Luzia era menina. A mãe criou-a na piedade. Jovenzinha ainda, prometeu a Deus guardar perpétua virgindade, mas a mãe, que nada sabia do voto, propôs-se casá-la. Luzia, contudo, encontrou meios para impedir a execução daquele projeto, quando a boa mulher adoeceu e foi atacada dum fluxo de sangue que a fez sofrer por quatro anos. Inutilmente, os médicos empregaram todos os recursos da arte para curá-la. A filha, extremamente aflita por vê-la em tão triste estado, persuadiu-a a ir a Catana e ali rogar ao Senhor, sobre a sepultura de Santa Ágata. A mãe, afinal, resolveu empreender a viagem, e Luzia acompanhou-a. Ao lado do túmulo da Santa, ambas suplicaram ao Senhor, ardentemente, e foram atendidas. Foi quando Luzia lhe revelou o voto que fizera, pedindo-lhe docemente que permitisse cumpri-lo, o que obteve. Ora , o jovem pretendente à mão da Santa era idólatra. Quando soube que ela pretendia permanecer virgem por toda a vida, e que ia vender todos os bens para distribuir o que apurasse aos pobrezinhos, foi tomado de tremenda cólera, acusando-a de cristã ao governador Pascácio. O juiz condenou-a a ser exposta num lugar de prostituição, mas o Senhor velou por ela: pessoa alguma ousou ofender-lhe o pudor. A PAIXÃO Pascásio mandou prendê-la e convidou-a a sacrificar aos demônios. Luzia respondeu-lhe: – O sacrifício verdadeiro e puro, para Deus, é visitar as viúvas e órfãos, Não fiz outra coisa de tr6es anos a esta parte. Não sacrificarei. Só sacrificarei ao Deus vivo. Agora que não tenho mais nada a sacrificar, ofereço-me a mim mesma como uma hóstia viva a deus soberano: que Ele faça o que quiser de sua hóstia. Pascásio: – Tu podes palrar assim a um cristão semelhante a ti mesma, mas é em vão diante de mim, que sou a guarda das ordenações dos príncipes. Luzia: – Tu, tu guardas as vontades dos teus príncipes, e eu, eu observo, noite e dia, a lei de meu Deus. Tu não queres ofendê-los, eu não posso ofender meu Deus. Tu desejas ser-lhes agradável e eu não tenho outra ambição senão a de agradar a Cristo somente. Faze, pois o que te parece certo e eu farei o que a mim me será útil para a salvação de minha alma. Pascásio: – Tu gastas o teu patrimônio com corruptores. Eis por que falas com uma corteza. Luzia: – Tenho o meu patrimônio em lugar seguro. Jamais privei com corruptores, nem de alma, nem de corpo. Pascásio: – E quais são os corruptores de alma e de corpo? Luzia: – Tu és um corruptor de alma, tu, de quem o apóstolo diz: As más conversações corrompem os bons costumes. Tu persuades os homens a prostituir as almas, de se afastar do Criador e de seguir demônios surdos e cegos, adorando pedras inúteis. Os corruptores do corpo são os que preferem um prazer passageiro aos festins eternos, os que preferem a alegria que passa às alegrias eternas. Pascásio: – Tuas palavras cessarão quando fordes fustigada. Luzia: – As palavras de Deus não podem cessar. Pascásio: – Então tu és Deus? Luzia: – Não, sou serva de Deus altíssimo, que diz: Quando estiveres diante de reis e de juízes por causa de meu nome, não penses no que terás de dizer. Tu dirás aquilo que te será dado a dizer na hora. Não és tu que irás falar, mas o Espírito de teu Pai que falará por ti. Pascásio: – Então o Espírito Santo está em ti? Luzia: – O apóstolo de Deus, Paulo, disse: Os que vivem casta e piedosamente neste século são templo de Deus e o Santo Espírito habita neles. Pascásio: – Farei com que te enviem ao lupanar, e quando lá estiveres e te manchares o Santo Espírito fugirá de ti. Luzia: – O corpo não se mancha se a alma não consentir. Se tu fizeres com que me violem contra a vontade, minha castidade me proporcionará dupla coroa. Pascásio: – Far-te-ei morrer sob o excesso de luxúria, se não consentires com as cerimônias dos Augustos. Luzia: – Tu jamais poderás controlar a minha vontade, fazer com que consinta em pecar. Mas, meu corpo está pronto para todos os suplícios. Por que espera? Filho do diabo, começa a realizar teus desejos de me fazer passar por tormentos! Então Pascásio ordenou que enviassem a virgem de Deus aos debochados, dizendo-lhe: – Entrega tua castidade a todos e goza dela até que me anuncies que ela morreu. Mas quando quiseram levá-la ao lupanar, o Santo Espírito fixou-a no lugar, em que estivera até ali, com tal peso, que não puderam arredá-la. Aproximaram-se outros em grande número para arrancá-la à força, mas não o conseguiram. E a virgem do Cristo permaneceu imóvel. Então amarraram-lhe cordas pelos pés e pelas mãos e a puxaram, mas a jovem continuava fixa e imóvel. Pascásio, incomodado e consternado, chamou os magos, os encantadores, os sacerdotes de tosos os templos e todos os que praticavam as suas superstições para que a tirassem dali, mas não o conseguiram. Então Pascásio, crendo todos que ali jazia imóvel por causa de malefícios, ordenou que lhe atirassem água. Ordenou também que numerosas juntas de boi viessem puxá-la: nada podia mover a virdem do Cristo. Aquela que o Santo Espírito fixara, como poderia ser removida, por mãos de pecadores? Pascásio disse: – Quais são teus malefícios? Luzia respondeu-lhe: – Não são malefícios, mas uma graça de Deus. Pascásio: – Qual a razão pela qual uma frágil jovem não pode ser removida do lugar se mil mãos de homens a puxam? Luzia: – E se tu me enviares dez mil outros, que ouçam por mim o que o Santo Espírito disse: Mil tombam à minha esquerda, dez mil à minha direita. Tendo ouvido aquelas palavras, o juiz insensato mais desgostoso ficou, Procurava os tormentos que a pudessem perder. A santa virgem gritou-lhe: – Infeliz Pascásio, por que torturas? Por que tremes? Por que te fadigas a procurar? Vamos! Pascásio estava sem fôlego, e ordenou que ascendessem um grande fogo e derramassem sobre ela pez, resina e óleo, para que ela fosse consumida mais rapidamente, porque ria dele publicamente. E ela, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, imóvel, disse: – Eu suplico ao meu Senhor Jesus Cristo que este fogo não me domine, para roubar dos que crêem no Senhor o temor do sofrimento, e dos que não crêem um pretexto para os insultos. Então os amigos de Pascásio, vendo-lhe a ansiedade, ordenaram que lhe mergulhassem uma espada na garganta. Golpeada mesmo, ela orou longamente, tanto quanto quis, e falou à multidão, demoradamente, tanto quanto quis. – Eu vos anuncio que a paz foi dada à Igreja de Deus: hoje Diocleciano foi expulso de seu reino e Maximiano está morto. E como a cidade de Catana goza de proteção de minha irmã Ágata, sabei que esta cidade de Siracusa me será dada pelo Senhor, se fizerdes a vontade do Senhor de todo o vosso coração. Enquanto Santa Luzia falava, tinha as entranhas trespassadas por espadas. De repente, Pascásio foi agarrado e preso: os sicilianos haviam levado ao conhecimento de César de que havia pilhado toda a província, e a ordem foi imediatamente enviada para que o levassem preso para a corte imperial. Pascásio, conduzido a Roma, foi ouvido pelo senado, censurado e condenado à pena capital. Luzia, virgem sagrada de Deus, não pôde ser retirada do lugar onde a haviam torturado, mas não morrera antes que os padres viessem trazer-lhe a Eucaristia. E enquanto todo o povo dizia Amém, rendeu a alma. No mesmo lugar foi edificada uma basílica, onde suas orações florescem e graças se espalham sobre todos aqueles que lhe tocam o sepulcro. (Livro: Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 252 a 259) #SantaLuzia #SantodoDia
- Santa Luzia, padroeira dos olhos – 13 de Dezembro
SANTO DO DIA – 13 DE DEZEMBRO – SANTA LUZIA OU LÚCIA Mártir (+304) Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV. Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (‘Luzia’ deriva de ‘luz’), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira. Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra ‘A Divina Comédia’, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje. Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo. Entretanto, quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304. Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também. Texto: Paulinas Internet Santa Luzia: luz, dor e glória Deus, por vezes, manifesta seu poder através dos mais fracos. Luzia, uma frágil jovem de Siracusa, era forte de alma, por ser virgem. A Providência deu-lhe o dom de vencer, não só com seus argumentos, mas também pela força, os perseguidores pagãos. Foi dentro das fronteiras do Império Romano que, por desígnio do Altíssimo, nasceu a Santa Igreja Católica. No entanto, esse imenso poder temporal, vendo o poder espiritual nascer misteriosamente e florescer com rapidez desconcertante, mostrou-se de início intrigado e receoso, e, por fim, hostil a ponto de chegar às violências mais extremas. Os sublimes ensinamentos cristãos contradiziam frontalmente os costumes vigentes entre aqueles homens de coração duro. Vítima de toda sorte de calúnias, a Igreja nascente viu-se alvo de sangrentas perseguições desencadeadas pelas autoridades romanas com o objetivo de sufocá-la de modo inexorável. No entanto, era o próprio Deus quem permitia que sua Igreja passasse pela longa prova da dor e do sacrifício. Com efeito, após cada perseguição, o Cristianismo ressurgia mais numeroso, brilhante e cheio de fé! No reinado de Diocleciano (284- 305), esse clima de horror chegou ao auge. Por um edito deste imperador, todas as igrejas deveriam ser demolidas e todos os cristãos que exerciam cargos públicos seriam obrigados a abjurar a fé em Cristo. É nesta última fase do período das grandes perseguições que surge uma alma de rara virtude: a jovem Luzia. Voto de virgindade O nome Luzia tem sua origem na palavra latina “lux”, e ressoa em nossos ouvidos carregado de conotações heróicas, trazendo-nos à memória uma vida cheia de luz e de glória, porque feita de sangue e dor. Nascida em Siracusa, e oriunda de uma família nobre e cristã, logo no desabrochar da adolescência consagrou- se a Jesus, oferecendo-Lhe a flor da sua virgindade. Esta promessa de castidade perfeita não era incomum nos primórdios do Cristianismo, pois o próprio Salvador chamava grande número de almas à pratica desta angélica virtude. Um dia, respondendo a uma pergunta dos discípulos sobre os pesados encargos do casamento, disse- lhes o Mestre: “Nem todos são capazes de compreender esta doutrina, mas somente aqueles a quem foi concedido do alto” (Mt 19-11). Há homens, prosseguiu Ele, que são inaptos para a vida conjugal, e outros, pelo contrário, que de livre e espontânea vontade renunciaram ao matrimônio “por amor ao Reino dos Céus” (Mt 19,12). Pela primeira vez ressoava na História o chamado cristão à virgindade, e seu eco repercutiria em almas como as de Cecília, Ágata, Inês, e tantas outras que, sobrepondo- se às leis da carne e da matéria, se lançariam alegres em vôos admiráveis de perfeição espiritual. Intercessão de Santa Ágata Seu pai faleceu quando ela era ainda muito menina. Sua mãe, Eutícia, embora cristã, não tinha se despojado totalmente das glórias e atrações deste mundo. Assim, desejosa de proporcionar à sua filha um futuro cheio de fama e de honra, a exortava a casar-se com um jovem rico e bem colocado, mas pagão. A casta Luzia – que mantinha seu voto em segredo – procurava sempre se esquivar desse assunto. Punha toda a sua confiança em Deus e aguardava uma oportunidade providencial para revelar à mãe sua resolução firme e decidida de pertencer somente a Cristo. As fervorosas orações feitas por ela nessa intenção foram prontamente atendidas: logo se apresentou uma boa ocasião. Apesar das atrozes perseguições aos cristãos, celebrava-se todo ano na própria Sicília a festa de Santa Ágata, a virgem da cidade de Catânia, martirizada por volta do ano 250. Os prodígios por ela operados tornaram-na tão conhecida que acorria gente de todas as partes para implorar sua intercessão. Ora, havia já alguns anos, Eutícia sofria muito de um fluxo de sangue. Por isso Luzia, que tinha grande devoção a essa virgem mártir, sua conterrânea, persuadiu a mãe a ir em peregrinação até seu túmulo para implorar a cura de tal enfermidade. Quando entraram na igreja, o assombro tomou conta das duas. Transcorria uma solene Celebração e naquele exato momento proclamava-se a Palavra do Santo Evangelho: “Então, uma mulher que havia doze anos padecia um fluxo de sangue, e gastara tudo quanto possuía sem ter sentido melhoras, tendo ouvido falar de Jesus, foi por detrás entre a multidão e tocou o seu manto. Imediatamente parou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo estar curada do mal. Jesus, conhecendo logo em Si mesmo a força que saíra d’Ele, voltado para a multidão, disse: ‘Quem tocou os meus vestidos?’. Santa Ágata recebendo de Nossa Senhora a coroa e a palma do martírio. Os seus discípulos responderam: ‘Tu vês que a multidão Te comprime, e perguntas: Quem Me tocou?’ E Jesus olhava em volta para ver quem tinha feito aquilo. Então a mulher, que sabia o que se tinha passado nela, foi prostrar- se diante d’Ele, e disse-Lhe toda a verdade. Jesus disse-lhe: ‘Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e fica curada do teu mal’” (Mc 5, 25-34). Estupefatas e em extremo comovidas ao ouvirem essa passagem do Evangelho, caíram de joelhos e começaram a rezar. Assim ficaram durante muito tempo. Terminou a cerimônia, todos se retiraram, e elas, dando-se conta de que estavam sós, prostraram-se diante do sepulcro de Santa Ágata para implorar a bondade de Deus, pela intercessão da tão poderosa advogada. Quis, porém, o Senhor manifestar- Se a Luzia por meio de um sonho profético. Cansada pela fadiga da viagem, acabou a jovem caindo num sono profundo. Enquanto dormia, apareceulhe Santa Ágata, rodeada de um coro de anjos. Seu vestido era de uma beleza sem par, adornado de safiras e pérolas finas. Seu rosto, alegre e sereno, resplandecia como o sol enquanto ela dizia: “Minha queridíssima irmã e virgem consagrada a Deus, por que pedes pela intercessão de outrem o que tu mesma podes obter para tua mãe? Eis que ela se encontra já curada pela fé que tu tens em Jesus Cristo! Assim como Ele tornou célebre a cidade de Catânia por minha causa, tornará também gloriosa a cidade de Siracusa pela tua mediação, pois soubeste preparar no teu puro coração uma agradável morada para teu Criador”. Ao ouvir estas palavras, levantou- se Luzia ainda mais convicta de sua consagração a Deus. Contou então à sua mãe a reconfortante visão e acrescentou que, pela graça de Deus, ela estava totalmente curada de sua enfermidade. E a jovem aproveitou a oportunidade para dizer-lhe confiante: – Agora, minha mãe, uma só coisa te peço: em nome d’Aquele mesmo que te devolveu a saúde, deixa-me conservar minha virgindade, pertencendo somente ao nosso Criador. Repartamos entre os pobres os bens que preparaste para o meu casamento, e teremos grande tesouro no Céu! Eutícia se deixou convencer e, voltando a Siracusa, ambas distribuíram suas riquezas entre os mais necessitados, segundo as instruções da comunidade cristã à qual pertenciam. Ora, isto chegou aos ouvidos do jovem pretendente. Cheio de fúria, este foi ter com Eutícia e testemunhou, com seus próprios olhos, mãe e filha dando aos pobres suas jóias e objetos preciosos. Fora de si, correu até Pascásio, então prefeito da cidade, para acusar Luzia de praticar a religião cristã. Assim iniciou-se o processo que levaria esta Santa a brilhar no mais alto dos Céus, junto à nobre multidão dos gloriosos mártires! Santa Luzia diante do tribunal Diante do tribunal Edificante e arrebatador foi o julgamento da corajosa jovem. Refutou todos os argumentos e ameaças de Pascásio, e seu simples olhar impunha respeito. Vendo o juiz a serena segurança da prisioneira, tentou primeiramente persuadi-la com suaves palavras a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos. Depois, ante a irredutível fé de Luzia, passou das adulações para a mais terrível ferocidade. Impávida, ela respondeu- lhe sem hesitar: – Tu te preocupas em seguir as leis dos príncipes desta terra, enquanto eu procuro meditar dia e noite os mandamentos do Senhor. Tu te preocupas em comprazer o imperador, eu tudo faço para agradar a meu Deus, a quem consagrei minha própria virgindade. – Pois bem – disse Pascásio – eu te farei conduzir a um lugar onde perderás tua castidade, assim o Espírito Santo te abandonará e deixarás de ser seu templo! – A violência feita ao corpo não arranca a pureza da alma, se minha vontade não consente. Ao contrário, esta violência me proporcionará duas coroas: a da virgindade e a do martírio – respondeu a virgem. Imediatamente Pascásio deu aos carrascos ordem de amarrar a inocente vítima e arrastá-la até uma casa de infâmia, para ela perder a honra da virgindade antes de ser decapitada. Ora, o que podem todas as forças humanas contra a onipotência de Deus? Os olhos do Bom Pastor pousavam sobre sua serva fiel e por isso impediu que os verdugos conseguissem tirá-la do lugar onde se encontrava. Tentavam em vão empurrá- la: Luzia permanecia imóvel, detida por uma mão invisível. Nem mesmo várias juntas de bois, aos quais a amarraram, conseguiram removê-la. Obstinado no mal, Pascácio mandou levantar em volta da Santa uma enorme fogueira. Ela fitava sem medo o tirânico juiz, dizendo: “Pedirei ao Senhor que este fogo não me atinja, para que os fiéis reconheçam o poder de Deus e os infiéis fiquem ainda mais confundidos”. E efetivamente as chamas também fracassaram: a jovem ficou incólume em meio às labaredas. Derrotado, Pascásio ordenou finalmente que a cabeça da virgem fosse cortada à espada. Uma celestial alegria transpareceu em seu semblante, ao ver que tinha chegado a hora do supremo encontro com seu Redentor. Entretanto, não morreu naquele instante. Caindo de joelhos, foi acolhida nos braços de alguns cristãos que assistiam ao seu martírio. Antes de falecer, a virgem mártir prognosticou o fim das perseguições de Diocleciano e Maximiano, e o início de uma era de grande paz para a Santa Igreja. Esta profecia não tardou a tornar-se realidade: apenas dois anos após sua morte, subiu ao trono Constantino o Grande, que promulgou em 313 o Edito de Milão, concedendo liberdade ao culto Cristão, em toda a vastidão do Império. Estavam, assim, largamente abertas as portas para a Igreja desenvolver-se triunfante, ao longo dos séculos. A gloriosa Santa Luzia entregou sua alma a Deus no ano 304 da era do Senhor. Um raio da Graça tinha pousado sobre ela. Na Igreja de Cristo luzia mais uma mártir, no Céu mais uma santa! Tu vincis inter martyres! – Tu vences, ó Cristo, pelas provas dos mártires! (Revista Arautos do Evangelho, Dez/2006, n. 60, p. 35 à 37) Santa Luzia Santa Luzia de Siracusa era de família nobre e rica. Siracusa foi, na antiguidade, a maior e, pois, a mais importante cidade da Sicília. Quando o pai morreu, Luzia era menina. A mãe criou-a na piedade. Jovenzinha ainda, prometeu a Deus guardar perpétua virgindade, mas a mãe, que nada sabia do voto, propôs-se casá-la. Luzia, contudo, encontrou meios para impedir a execução daquele projeto, quando a boa mulher adoeceu e foi atacada dum fluxo de sangue que a fez sofrer por quatro anos. Inutilmente, os médicos empregaram todos os recursos da arte para curá-la. A filha, extremamente aflita por vê-la em tão triste estado, persuadiu-a a ir a Catana e ali rogar ao Senhor, sobre a sepultura de Santa Ágata. A mãe, afinal, resolveu empreender a viagem, e Luzia acompanhou-a. Ao lado do túmulo da Santa, ambas suplicaram ao Senhor, ardentemente, e foram atendidas. Foi quando Luzia lhe revelou o voto que fizera, pedindo-lhe docemente que permitisse cumpri-lo, o que obteve. Ora , o jovem pretendente à mão da Santa era idólatra. Quando soube que ela pretendia permanecer virgem por toda a vida, e que ia vender todos os bens para distribuir o que apurasse aos pobrezinhos, foi tomado de tremenda cólera, acusando-a de cristã ao governador Pascácio. O juiz condenou-a a ser exposta num lugar de prostituição, mas o Senhor velou por ela: pessoa alguma ousou ofender-lhe o pudor. A PAIXÃO Pascásio mandou prendê-la e convidou-a a sacrificar aos demônios. Luzia respondeu-lhe: – O sacrifício verdadeiro e puro, para Deus, é visitar as viúvas e órfãos, Não fiz outra coisa de tr6es anos a esta parte. Não sacrificarei. Só sacrificarei ao Deus vivo. Agora que não tenho mais nada a sacrificar, ofereço-me a mim mesma como uma hóstia viva a deus soberano: que Ele faça o que quiser de sua hóstia. Pascásio: – Tu podes palrar assim a um cristão semelhante a ti mesma, mas é em vão diante de mim, que sou a guarda das ordenações dos príncipes. Luzia: – Tu, tu guardas as vontades dos teus príncipes, e eu, eu observo, noite e dia, a lei de meu Deus. Tu não queres ofendê-los, eu não posso ofender meu Deus. Tu desejas ser-lhes agradável e eu não tenho outra ambição senão a de agradar a Cristo somente. Faze, pois o que te parece certo e eu farei o que a mim me será útil para a salvação de minha alma. Pascásio: – Tu gastas o teu patrimônio com corruptores. Eis por que falas com uma corteza. Luzia: – Tenho o meu patrimônio em lugar seguro. Jamais privei com corruptores, nem de alma, nem de corpo. Pascásio: – E quais são os corruptores de alma e de corpo? Luzia: – Tu és um corruptor de alma, tu, de quem o apóstolo diz: As más conversações corrompem os bons costumes. Tu persuades os homens a prostituir as almas, de se afastar do Criador e de seguir demônios surdos e cegos, adorando pedras inúteis. Os corruptores do corpo são os que preferem um prazer passageiro aos festins eternos, os que preferem a alegria que passa às alegrias eternas. Pascásio: – Tuas palavras cessarão quando fordes fustigada. Luzia: – As palavras de Deus não podem cessar. Pascásio: – Então tu és Deus? Luzia: – Não, sou serva de Deus altíssimo, que diz: Quando estiveres diante de reis e de juízes por causa de meu nome, não penses no que terás de dizer. Tu dirás aquilo que te será dado a dizer na hora. Não és tu que irás falar, mas o Espírito de teu Pai que falará por ti. Pascásio: – Então o Espírito Santo está em ti? Luzia: – O apóstolo de Deus, Paulo, disse: Os que vivem casta e piedosamente neste século são templo de Deus e o Santo Espírito habita neles. Pascásio: – Farei com que te enviem ao lupanar, e quando lá estiveres e te manchares o Santo Espírito fugirá de ti. Luzia: – O corpo não se mancha se a alma não consentir. Se tu fizeres com que me violem contra a vontade, minha castidade me proporcionará dupla coroa. Pascásio: – Far-te-ei morrer sob o excesso de luxúria, se não consentires com as cerimônias dos Augustos. Luzia: – Tu jamais poderás controlar a minha vontade, fazer com que consinta em pecar. Mas, meu corpo está pronto para todos os suplícios. Por que espera? Filho do diabo, começa a realizar teus desejos de me fazer passar por tormentos! Então Pascásio ordenou que enviassem a virgem de Deus aos debochados, dizendo-lhe: – Entrega tua castidade a todos e goza dela até que me anuncies que ela morreu. Mas quando quiseram levá-la ao lupanar, o Santo Espírito fixou-a no lugar, em que estivera até ali, com tal peso, que não puderam arredá-la. Aproximaram-se outros em grande número para arrancá-la à força, mas não o conseguiram. E a virgem do Cristo permaneceu imóvel. Então amarraram-lhe cordas pelos pés e pelas mãos e a puxaram, mas a jovem continuava fixa e imóvel. Pascásio, incomodado e consternado, chamou os magos, os encantadores, os sacerdotes de tosos os templos e todos os que praticavam as suas superstições para que a tirassem dali, mas não o conseguiram. Então Pascásio, crendo todos que ali jazia imóvel por causa de malefícios, ordenou que lhe atirassem água. Ordenou também que numerosas juntas de boi viessem puxá-la: nada podia mover a virdem do Cristo. Aquela que o Santo Espírito fixara, como poderia ser removida, por mãos de pecadores? Pascásio disse: – Quais são teus malefícios? Luzia respondeu-lhe: – Não são malefícios, mas uma graça de Deus. Pascásio: – Qual a razão pela qual uma frágil jovem não pode ser removida do lugar se mil mãos de homens a puxam? Luzia: – E se tu me enviares dez mil outros, que ouçam por mim o que o Santo Espírito disse: Mil tombam à minha esquerda, dez mil à minha direita. Tendo ouvido aquelas palavras, o juiz insensato mais desgostoso ficou, Procurava os tormentos que a pudessem perder. A santa virgem gritou-lhe: – Infeliz Pascásio, por que torturas? Por que tremes? Por que te fadigas a procurar? Vamos! Pascásio estava sem fôlego, e ordenou que ascendessem um grande fogo e derramassem sobre ela pez, resina e óleo, para que ela fosse consumida mais rapidamente, porque ria dele publicamente. E ela, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, imóvel, disse: – Eu suplico ao meu Senhor Jesus Cristo que este fogo não me domine, para roubar dos que crêem no Senhor o temor do sofrimento, e dos que não crêem um pretexto para os insultos. Então os amigos de Pascásio, vendo-lhe a ansiedade, ordenaram que lhe mergulhassem uma espada na garganta. Golpeada mesmo, ela orou longamente, tanto quanto quis, e falou à multidão, demoradamente, tanto quanto quis. – Eu vos anuncio que a paz foi dada à Igreja de Deus: hoje Diocleciano foi expulso de seu reino e Maximiano está morto. E como a cidade de Catana goza de proteção de minha irmã Ágata, sabei que esta cidade de Siracusa me será dada pelo Senhor, se fizerdes a vontade do Senhor de todo o vosso coração. Enquanto Santa Luzia falava, tinha as entranhas trespassadas por espadas. De repente, Pascásio foi agarrado e preso: os sicilianos haviam levado ao conhecimento de César de que havia pilhado toda a província, e a ordem foi imediatamente enviada para que o levassem preso para a corte imperial. Pascásio, conduzido a Roma, foi ouvido pelo senado, censurado e condenado à pena capital. Luzia, virgem sagrada de Deus, não pôde ser retirada do lugar onde a haviam torturado, mas não morrera antes que os padres viessem trazer-lhe a Eucaristia. E enquanto todo o povo dizia Amém, rendeu a alma. No mesmo lugar foi edificada uma basílica, onde suas orações florescem e graças se espalham sobre todos aqueles que lhe tocam o sepulcro. (Livro: Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 252 a 259) #SantaLuzia #SantodoDia
- A Virgem de Guadalupe e a luta contra o aborto
Não estou eu aqui, que sou tua Mãe? Acaso não estás sob a minha proteção e amparo? Muitos não sabem, mas quando o aborto foi legalizado no México, aconteceu um importante milagre com a Imagem original de Nossa Senhora de Guadalupe. Conheça em detalhes este milagre e aprenda orações à Virgem de Guadalupe pelos nascituros. Nossa Senhora de Guadalupe ou Virgem de Guadalupe é a denominação de uma aparição mariana da Igreja Católica de origem mexicana, cuja imagem tem como seu principal local de culto a Basílica de Guadalupe, localizada no sopé do monte Tepeyac, ao norte da Cidade do México. Aconteceu no ano de 1531, ocorrendo pela última vez em 12 de dezembro do mesmo ano. Sem sombra de dúvida, o manto de Guadalupe (Tilma) é de origem divina, é um milagre de Deus honrado à Virgem Mãe Santíssima. A simbologia contida na imagem da Virgem de Guadalupe é muito rica e conhecida por vários estudos e análises aprofundadas. Leia também: Os segredos ocultos na Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe As doze constelações aparecem na imagem, o que relaciona esta manifestação da Virgem mexicana ao Apocalipse 12 O milagre da Virgem de Guadalupe contra o aborto. Pouco conhecido é o milagre da Luz onde, através do manto, a Santa Mãe de Deus anunciou ao mundo a seu repúdio do aborto, Ela que é a Rainha da América Latina e Padroeira da Criança para nascer (leitura do Apocalipse 12). O milagre aconteceu em 24 de abril de 2007, logo após a terrível decisão do México de legalizar o aborto em um momento em que a Santa Missa era celebrada na Basílica para as crianças a nascer e abortadas. Após uma Missa celebrada na Basílica de Guadalupe pelas criancinhas não nascidas, abortadas, quando muitos fiéis fotografavam o quadro da Virgem de Guadalupe, diante do qual uma multidão de peregrinos desfilam num tapete rolante, a imagem de Nossa Senhora começou a se apagar, enquanto uma luz intensa emanava do seu ventre, constituindo um halo brilhante tendo a forma de um embrião. Essa luz provinha realmente do ventre da imagem da Santíssima Virgem Maria e não era um reflexo, nem um artefato. Os fiéis fotografaram o quadro da Virgem de Guadalupe quando, de repente, a imagem de Nossa Senhora começou a cair, enquanto uma luz intensa emanava de seu ventre, constituindo um halo luminoso em forma de embrião. Na verdade, a luz veio do útero da imagem da Bem-aventurada Virgem Maria e não era um reflexo ou outro artefato, como se constatou. O engenheiro Luis Girault, que examinou a imagem, confirmou a autenticidade do negativo e esclareceu que não foi modificado nem alterado. Ele revelou que a luz não veio de nenhum reflexo, mas literalmente saía de dentro da imagem da Virgem. A luz era muito branca, pura e intensa, muito diferente do habitual reflexo fotográfico produzido pelos flashes, e estava rodeada por um halo em forma de embrião. Olhando mais precisamente para esta imagem, dentro do halo, distinguem-se algumas áreas de sombra características de um embrião humano no útero materno. A Virgem de Guadalupe deixa um claro aviso à humanidade para repelir o aborto. Mais um magnífico milagre entre tantos outros cercando esta imagem que desafiam a ciência moderna até os nossos dias. As fotos foram enviadas do México pelo Pe.Luis Matos, superior da Comunidade des Béatitudes e este é um resumo de sua mensagem. A Vigem de Guadalupe, o Demônio e o Aborto O exposto a seguir é um breve relato de um dos exorcismos feitos pelo Monsenhor Stephen Rossetti, exorcista na Arquidiocese de Washington há mais de 12 anos: “Lúcia” está possuída e sendo torturada todas as noites pelos demônios. Eles a insultam, ferem-lhe o corpo com arranhões e queimaduras, afirmam que são seus donos. Após várias sessões de exorcismo, ao perguntar: Dicas mihi nomen tuum, “Dize-me o teu nome”. Essa frase é uma citação direta do Ritual de Exorcismo tradicional. Eis que o demônio responde: Abizu (também soletrado Abizou, Obizu, Obizou ou Bizu) é o nome de um demônio acusado de causar abortos espontâneos e a morte de crianças. Fazia todo o sentido. Infelizmente, Lúcia tinha realizado um aborto. Ela arrependeu-se e confessou-se, mas o demônio explorou seu profundo sentimento de culpa e tentou arrastá-la para a escuridão do desânimo e do desespero. Então, em uma das sessões, invocamos Nossa Senhora sob o título de Nossa Senhora de Guadalupe e mostrando seu ícone, o demônio teve uma grande convulsão, foi expulso e a cura de Deus aconteceu em “Lúcia”. A eficácia dessa imagem sagrada não é por acaso. O ícone de Nossa Senhora de Guadalupe apresenta Maria grávida, e ela é frequentemente invocada com esse título para a proteção dos nascituros. Além disso, sob seus pés está um símbolo da lua e das trevas, uma referência ao diabo. Juan Diego, em cuja tilma apareceu a imagem, referiu-se a ela em sua língua nativa como: Te Coatlazopeuh, isto é, “aquela que esmaga a serpente”. A Virgem que esmaga a cabeça da Serpente Na Bíblia, no AT, deparamos com o Senhor que adverte Moisés, sobre o ritual cananeu do sacrifício de crianças ao deus Maloc. Ele ensina que oferecer o sangue dos filhos é um crime sério e passível de extrema punição (Cfr Lv 20,1-5). Nas Américas, os indígenas ofereciam sacrifico humano aos deuses, especialmente as crianças indefesas. Em 1487, uma em cada cinco crianças mexicanas foi assassinada e oferecida ao deus serpente de pedra, o demônio Asteca. Numa longa cerimônia resultou no sacrifício de mais de oitenta mil vidas. A cabeça desta serpente foi esmagada definitivamente por Nossa Senhora de Guadalupe, em 1531. Ela apareceu a Juan Diego, como “Aquela que esmaga a cabeça da serpente”. Mas a antiga serpente nunca se satisfaz. Na sua mais recente artimanha contra a vida humana, consegue o extermínio de milhões e milhões de crianças no mundo inteiro, pela prática do aborto voluntário, aprovado por lei em muitos países, sendo inclusive financiados por alguns deles. O plano horrendo do demônio de se infiltrar nas leis, na política e na mentalidade comum do povo, fazendo com que se creia que o assassinato de um inocente seja visto como algo bom, dando o direito da mulher de matar o seu próprio filho, e, para isto a mídia bombardeia, incentivando a cultura de morte por meio de novelas, filmes e noticiários. Diante do demônio agindo no mundo e criando uma guerra silênciosa, na qual ele destrói e mata milhares de vidas por ano no silêncio de clínicas abortitas, os filhos de Maria são chamados a usar a arma indicada por ela, a oração. A meditação e reza do Terço, é um instrumento e um modo para lutar contra satanás. A Virgem pediu que a jaculatória dos não-nascidos seja rezada depois de cada dezena do rosário, após a oração de Fátima, “Oh meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do…”: “Jesus, protege e salva os não-nascidos”. O rosário dos não-nascidos é feito de contas de lágrimas, com um pequeno bebê dentro de cada conta. Rezar com este rosário, a atenção é levada para o bebê não-nascido, lembrando que o bebê no ventre da mãe não tem voz para falar, que não pode se defender, e corre o perigo de ser morto no aborto. Oração a Nossa Senhora Protetora dos Nascituros Ó Senhora nossa Maria Santíssima! Carregados de imperfeições, pecados e vícios, ousamos comparecer diante do Vosso trono de bênçãos. Não vimos aqui para pedir-Vos nem ouro nem prata, nem riqueza alguma. Nem sequer vimos falar de nossas necessidades espirituais. Vimos, tão-somente, para apresentar-Vos a nossa súplica em favor daqueles a quem é negado o direito sagrado de nascer; em favor dos que têm a vida ameaçada por aqueles que a deveriam defender. Senhora, iluminai as mulheres que têm o poder de gerar; mostre-lhes o quanto é maravilhoso ser mãe. Despertai a consciência dos médicos, para que jamais cortem estas flores em botão, sob o falso pretexto de proteção à vida das mães. Ó vencedora das grandes batalhas de Deus, fazei compreender aos homens que não é a fecundidade humana que torna o mundo pequeno, e sim as injustiças e a ambição desenfreada. Ó Senhora Protetora dos Nascituros, fazei valer Vossa onipotência suplicante diante do trono do Divino Salvador, a quem protegeste contra a perseguição de Herodes, fugindo para o Egito. Finalmente Vos pedimos, Senhora: multiplicai os apóstolos da Vida, como as estrelas do céu e as areias das praias, para que os partidários do aborto e as mães e pais indignos deste nome, se sintam confundidos e humilhados. Reconhecendo a sua crueldade, se voltem a Deus, fonte da Vida. Fazei que, quanto antes, seja proclamada a vitória da vida sobre a morte, e o sorriso das crianças seja a alegria de todos os lares. Isso Vos pedimos, por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Súplica pelos meninos em perigo de aborto Jesus, Maria e José, vos suplico que protegeis a vida dos meninos não nascidos em perigo de ser abortados, aos quais adoto espiritualmente. Oração pela Vida – ao começar o dia Bendito sois, Senhor Deus, pelo amanhecer de um novo dia. Vos adoro pelo dom da vida que me tens dado e que hoje me uno a Jesus quem por nossa salvação e por infinito amor, morreu na cruz. Te peço pela vida de todos meus irmãos, especialmente pelos que hoje estão em perigo de ser abortados ou de outras formas assassinados. Reconheço Senhor que só Vós sois dono e tens direito absoluto sobre a vida e a morte, que só quereis nosso bem agora e na eternidade. Vos peço também por aqueles que se propoem matar uma vida seja em suas entranhas ou em qualquer lugar ou por qualquer razão. Vos ofereço hoje minha vida, para propiciar o Reinado dos Corações de Jesus e de Maria, reino de amor, Justiça e felicidade. Que vosso reino de vida que vença a cultura da morte. Amém. Oração a Virgem de Guadalupe Oh! Virgem Imaculada, Mãe do verdadeiro Deus e Mãe da Igreja! Vós que manifestas vossa clemência e vossa compaixão a todos os que solicitam vosso amparo; Escutai a oração que com filial confiança vos dirigimos e apresentai-a ante vosso Filho Jesus, único redentor nosso. Mãe de misericórdia, Mestra do sacrificio escondido e silêncioso, a Vós, que sais ao encontro de nós, os pecadores, Vos consagramos neste dia todo o nosso ser e todo nosso amor. Vos consagramos também nossa vida, nossos trabalhos, nossas alegrias, nossas enfermidades e nossas dores. Dai a paz, a justiça e a prosperidade a nossos povos; já que tudo o que temos e somos o colocamos sob vosso cuidado, Senhora e Mãe nossa. Queremos ser totalmente vossos e percorrer convosco o caminho de uma plena fidelidade a Jesus Cristo em sua Igreja: não nos soltes de vossa mão amorosa. Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, vos pedimos por todos os bispos, para que conduçam aos fiéis por caminhos de intensa vida cristã, de amor e de humilde serviço a Deus e as almas. Contempla esta imensa multidão, e intercedei para que o Senhor infunda fome de santidade em todo o povo de Deus, e outorgai abundantes vocações de sacerdotes e religiosos, fortes na fé, e zelosos dispensadores dos mistérios de Deus. Uma Oração pelas Vítimas de Aborto Santa Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora de Guadalupe, fostes escolhida pelo Pai e pelo Filho através do Espírito Santo. Sois a Mulher vestida de sol que dá à luz a Cristo enquanto Satanás, o Dragão Vermelho, espera para devorar vorazmente Vosso Filho. Assim também Herodes procurou destruir Vosso Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, massacrando para isso tantas crianças inocentes. Assim faz hoje o aborto, matando tantas crianças inocentes não-nascidas, e explorando tantas mães em seu ataque contra a vida humana e contra a Igreja, o Corpo de Cristo. Mãe dos Inocentes, louvamos a Deus em Vós pelo Dom que Vos deu em Vossa Imaculada Conceição, Vossa liberdade do pecado; Vossa plenitude de graça, Vossa Maternidade Divina e da Igreja, Vossa Perpétua Virgindade e Vossa Assunção em corpo e alma para o Céu. Ó Auxílio dos Cristãos, pedimo-Vos, protegei todas as mães dos nascituros e os filhos que estão em seus ventres. Rogamos a Vós para que, por Vosso auxílio, termine o holocausto do aborto. Abrandai os corações para que a vida seja reverenciada! Mãe Santíssima, rogamos a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todas as mães e todas as crianças não-nascidas para que possam viver aqui na terra e, pelo Preciosíssimo Sangue derramado por Vosso Filho, possam ter a vida eterna com Ele no Céu. Rogamos também a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todos os abortistas e todos os que apóiam o aborto, para que se convertam e aceitem Vosso Filho, Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador. Defendei todos os Vossos filhos na batalha contra Satanás e todos os espíritos malignos nestas trevas atuais. Desejamos que as inocentes crianças não-nascidas, que morreram sem Batismo, sejam batizadas e salvas. Pedimo-Vos que alcanceis esta graça por elas, contrição, reconciliação e o perdão de Deus para seus pais e seus assassinos. Que seja revelado, mais uma vez, na história do mundo, o poder do Amor Misericordioso. Que ele ponha um fim ao mal. Que ele transforme as consciências. Que Vosso Doloroso e Imaculado Coração revele para todos a luz da esperança. Que Cristo Rei reine sobre nós, sobre nossas famílias, cidades, estados, nações e sobre toda a humanidade. Ó clemente, ó amável, ó doce Virgem Maria, ouvi nossas súplicas e aceitai este brado de nossos corações! Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, rogai por nós! HISTORIA DA APARIÇÃO Relato das Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe ao Beato João Diego, indigena azteca, ocorridas do 9 ao 12 de dezembro de 1531. Primeira Aparição: Era sábado muito de madrugada quando João Diego vinha depois da missa cumprir seus deveres em Tlatilolco. Ao chegar junto ao monte chamado Tepeyacac, amanhecia; e ouviu cantar acima do cerro; assemelhava o canto de vários pássaros. Seu canto, muito suave e deleitoso, sobrepassava ao do coyoltoutotl e do tzinizcam e de outros pássaros lindos que cantam. Parou João Diego para ver e disse para si: ” Por ventura sou digno do que ouço?, talvez sonho?, Me levanto de dormir?, Onde estou?, Acaso no paraíso terreno, que deixaram os antepassados?, Acaso já no céu?” Estava vendo até o oriente, acima do monte, de onde procedia ao precioso canto celestial. E assim que cessou repentinamente e se fez o silêncio, ouviu que lhe chamavam de acima do monte e lhe diziam: “Juanito, João Dieguito.” Logo se atreveu a ir aonde lhe chamavam. Não se assutou, ao contrário, muito contente, foi subindo o monte, para ver de onde lhe chamavam. Quando chegou ao cume viu a uma Senhora, que estava ali de pé e que lhe disse que se aproximasse. Chegado a sua presença, se maravilho muito de sua sobre-humana grandeza: sua veste era radiante como o sol. As plantas e diferentes ervas pareciam de esmeralda, espinhos brilhavam como o ouro. Se inclinou diante dEla e ouviu sua palavra, muito suave e delicada, de quem ama e estima muito. Ela lhe disse: ” Juanito, o menor de meus filhos, onde vens?” Ele respondeu: Senhora e Rainha minha, acabo de chegar da casa divina, de seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de nosso Senhor”. Ela logo lhe falou e lhe mostrou sua santa vontade. Lhe disse: “Sabe e tem entendido, tu o menor de meus filhos, que eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive: Ao criador tudo pertence: Senhor do céu e da terra. Desejo vivamente que se construa aqui um templo, para nele mostrar e dar todo meu amor, compaixão, auxílio e defesa, pois eu sou vossa piedosa Mãe, a ti, a todos vocês juntos os moradores desta terra e aos demais amados meus que me invoquem e em mim confiem; Ouvirei ali seus lamentos e remediar todas as suas misérias, penas e dores. E para realizar o que minha clemência pretende, vai ao palácio do Bispo do México e lhe dirás como eu te envio a manifesta-lhe o que desejo, que aqui me edifique um templo: lhe contarás pontualmente tudo quanto tens visto e admirado, e o que tens ouvido. Tem por seguro que te agradecerei bem e o pagarei, porque te farei feliz e merecerás muito que eu recompense o trabalho e fatiga com que vais procurar o que te encomendo. Olha que já tens ouvido minha ordem filho meu, o menor, anda e põe todo teu esforço.” João Diego respondeu: Senhora minha, já vou a cumprir tua ordem; por agora me despeço de ti, eu teu humilde servo.” Segunda Aparição: Havendo entrado na cidade, João Diego se foi ao palácio do Bispo que se chamava Frei João de Zumárraga, religioso de São Francisco. Quando chegou rogou ao criados que fossem o anunciar. E passado um bom tempo, vieram a chama-lo, pois havia mandado o senhor Bispo que entrasse. Logo que entrou, lhe deu o recado da Senhora do Céu; e também lhe disse quanto admirou, viu e ouviu. Depois de ouvir toda sua narração e seu recado, pareceu não dar-lhe crédito. O Bispo lhe respondeu; “Outra vez virás, Filho meu, e te ouvirei mais tempo; o vi desde o princípio e pensarei na vontade e desejo com que ten vindo.” João Diego saiu e sentiu muito triste, porque de nenhuma maneira se realizou sua mensagem. No mesmo dia voltou e contou com a Senhora do Céu, que lhe estava aguardando, ali mesmo onde lhe viu a primeira vez: “Senhora, Rainha minha, fui aonde me enviaste a cumprir teu mandato, o vi e contei tua mensagem, assim como me ordenaste; Me recebeu benignamente e me ouviu com atenção; mas por quanto não me respondeu, pareceu que não teve certeza. Me disse: outra vez virás, te ouvirei com mais tempo, vi desde o princípio o desejo e vontade com que tens vindo. Compreendi perfeitamente na maneira que me respondeu que pensa que é talvez invenção minha que tua queiras que aqui te façam um templo e que acaso não é da ordem tua; Pelo que te rogo encarecidamente, Senhora e Rainha minha, que a alguns dos importantes, ou conhecidos e respeitados e estimados, lhe encarregues que leve tua mensagem, para que lhe creiam; porque eu sou sou um homenzinho, sou um cordel, sou uma escada de tabuas, sou pó, sou folha, sou gente miúda, e teu, Rainha minha, o menor de teus filhos, Senhora, me envias a um lugar por onde não ando e onde não paro. Perdoa-me que te cause tristeza e caia em teu desprezo, Senhora e Dona minha.” lhe respondeu a Santíssima Virgem: “Ouve, Filho meu, mais pequeno, tem entendido que são muitos meus servidores e mensageiros a quem posso encarregar que levem minha mensagem e façam minha vontade; Mas é preciso que tu mesmo solicites e ajudes e que com tua mediação se cumpra minha vontade. Muito te rogo, filho meu, o mais pequeno, e com rigor te mando, que outra vez irás ver ao Bispo. Dai-lhe meu nome e faça-o saber por inteiro minha vontade: que tem que por por obra o templo que lhe tenho pedido. E outra vez diga que eu em pessoa, a sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, te envia.” Respondeu João Diego: “Senhora e Rainha minha, não te cause eu aflição; de muito boa vontade irei cumprir teu mandato; de nenhuma maneira deixarei de fazê-lo nem tenho por penoso o caminho. Irei a fazer tua vontade, mas acaso não serei ouvido com agrado; ou se fosse ouvido, talvez não me crerá. Amanha a tarde quando se ponha o sol virei a dar resposta a tua mensagem, com o que me responda o prelado. Já me despeço, minha Rainha e Senhora. Descansa entretanto”. Logo foi ele a descansar em sua casa. Terceira Aparição: Ao dia seguinte, domingo muito de madrugada, saiu de sua casa e foi instruir-se das coisas divinas e estar presente na missa para ver em seguida ao prelado. Quase as dez, se apresentou, depois de que ouviu Missa e se dispersaram as pessoas. Foi João Diego ao palácio do senhor Bispo. Apenas chegou, fez todo empenho para ver-lo: outra vez com muita dificuldade o viu; se ajoelhou a seus pés; entristeceu-se e chorou ao contar o mandato da Senhora do Céu, que talvés não cresse em sua mensagem e a vontade da Imaculada de erigir seu templo onde manifestou que o queria. O Senhor Bispo, para certificar-se lhe perguntou muitas coisas, onde a viu e como era; e ele contou tudo perfeitamente ao senhor Bispo. Mais ainda que explicou com precisão a figura dela e quanto havia visto e admirado, que em todo se descobria ser ela a sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo; Sem dúvida, o Bispo não lhe deu crédito e disse que não somente por seu discurso e solicitude se havia de fazer o que pedia; que, além do que, era muito necessário algum sinal para que pudesse crer que lhe enviava a mesma Senhora do Céu. Assim que o ouviu disse João Diego ao Bispo: “Senhor, olhai qual tem de ser a sinal que pedes; que logo irei a pedir a Ela, a Senhora do Céu que me enviou aqui.” Vendo o Bispo que aceitava a tudo sem duvidar nem retratar nada, o mandou embora. Mandou imediatamente umas pessoas de sua casa, em quem podia confiar, que lhe seguissem e descobrissem aonde ia e a quem via e falava. Assim se fez. João Diego caminhava na estrada; os que vinham atras dele, onde passa a barranca, perto do poente do Tepeyacac, lhe perderam; e ainda que mais buscassem por todas as partes, em nenhuma lhe viram. Assim é que se regressaram, não somente porque se fastigaram, mas sim também porque lhes estorvou seu intento e lhes deu enjôo. Entre tanto, João Diego estava com a Santíssima Virgem, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo; que foi ouvida pela Senhora e lhe disse: “Bem está filhinho meu, voltarás aqui amanhã para que leves ao Bispo o sinal que te tem pedido; com isto te creerá e acerca de isto já não duvidará, nem de ti suspeitará; e sabe, filhinho meu, que eu te pagarei teu cuidado e o trabalho e cansaço que por mim tens empreendido; vai agora, que amanhã aqui te aguardo. “Quarta Aparição: “No dia seguinte, segunda-feira, quando tinha que levar João Diego algum sinal para ser acreditado, já não voltou. Porque quando chegou a sua casa, um tio que tinhaa, chamado João Bernardino, havia tido uma enfermidade,e estava muito grave. Primeiro foi a chamar a um médico e lhe auxiliou; mas já não dava tempo, já estava muito grave. Pela noite, lhe rogou seu tio que de madrugada saisse e fosse a Tlatilolco a chamar a um sacerdote, que queria confessar-se, porque estava muito certo de que era tempo de morrer e que já não se levantaria nem ficaria curado. Na terça, muito de madrugada, foi João Diego de sua casa a Tlatilolco a chamar ao sacerdote; e quando vinha chegando ao caminho que sai junto a ladeira do monte do Tepeyacac, até o poente por onde tinha costume de passar, disse: “Se me vou direto, não irei ver a Senhora, e em todo caso que me detenha, para que leve o sinal ao prelado, segundo me pediu; Que primeiro nossa aflição nos deixe e primeiro chame eu depressa ao sacerdote; o pobre de meu tio o está certamente aguardando.” logo deu volta ao monte; subiu por entre ele e passou ao outro lado, até o oriente, para chegar logo ao México e não o deteve a Senhora do Céu. Pensou que por onde deu a volta não podia ver-lhe. A viu descer do cume do monte e que esteve olhando até onde antes ele a via. Saiu a seu encontro a um lado do monte e lhe disse: ” Que fazes, Filho meu, o menor?, Aonde vais?”. Ficou com pena dele um pouco, ele teve vergonha, ou se assustou. Se inclinou diante dEla e a saudou, dizendo: “Rainha minha, Senhora, desejo que estejas contente. Como tens amanhecido?, Estás bem de saúde, Senhora e Rainha minha? Vou causar te aflição: sabe, Rainha minha, que está muito mau um pobre servo teu, meu tio: lhe tem dado a peste, e está para morrer. Agora vou rápido a tua casa do México a chamar a um dos sacerdotes amados de nosso Senhor, que o vai confessar; porque desde que nascemos estamos a aguardar o trabalho de nossa morte. Mas vou a faze-lo, voltarei logo outra vez aqui, para ir levar tua mensagem. Senhora e Rainha minha, perdoa-me, tem por agora paciência; não te engano. Filha minha, a mais pequena, amanhã virei a toda pressa.” ( A Virgem Santíssima chamava a João de: Filhinho meu, o mais pequeno, em alusão a sua simplicidade, e ele pensando tratar-se de uma saudação disse a Virgem : Filhinha minha, a mais pequena) Depois de ouvir a João Diego, respondeu a piedosíssima Virgem: “Ouve e tem entendido Filho meu, o mais pequeno, que é nada o que te assusta e aflige; não se turbe teu coração; não temas essa enfermidade, nem outra algum enfermidade e angustia. Não estou eu aqui?, Não sou tua Mãe?, Não estás sob minha sombra?, Não sou eu tua saúde?, Não estás por ventura em meu manto?, que mais tem precisarias?. Não te apene nem te inquiete outra coisa; não te aflija a enfermidade de teu tio, que não morrerá agora; está seguro de que sarou.” (E então sarou seu tio, segundo depois se soube). Quando João Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu consolou muito; ficou contente. Rogou-lhe que quanto antes o mandasse a ver ao senhor Bispo, a levar algum sinal e prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu lhe ordenou logo que subisse a cume do monte, onde antes a via. Disse-lhe: “Sobe, Filho meu, o mais pequeno, ao cume do monte; ali onde me viste e te dei ordens, acharás que há diferentes flores; corte-as, junte-as, recolha-as; em seguida desce e trazei a minha presença.” Rápido subiu João Diego ao monte. E quando chegou a cume, se assombro muito de que houvessem brotado várias e maravilhosas rosas de Castila, antes do tempo em que se dão, porque o gelo da estação endurecia o solo. Estavam muito fragrantes e cheias do orvalho da noite, que se pareciam pedras preciosas. Logo começo a corta-las; as juntou todas e as colocou em seu peito. O cume do monte não era lugar em que se dessem nenhuma flore, porque tinha muitos pedras, abrolhos, espinhos; só nasciam ervas ralas, então era o mês de dezembro, em que todo o cume começa a perder o gelo. Desceu imediatamente e trouxe a Senhora do Céu as diferentes flores que foi cortar; Assim a Virgem as colheu com sua mão e as colocou no peito, dizendo-lhe: “Filho meu, o mais pequeno, esta diversidade de flores são a prova e sinal que levarás ao Bispo. Lhe dirás em meu nome que veja nelas minha vontade e que ele tem que cumprir. Tú és meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente te ordeno que apenas diante do Bispo despregues tua manta e descubras o que levas. Contarás bem tudo; dirás que te mandei subir ao cume do monte, que fosse cortar flores, e tudo o que viste e admiraste, para que possas induzir ao prelado que dê sua ajuda, com objetivo de que se faça e erija o templo que tenho pedido.” Depois que a Senhora do Céu lhe deu seu conselho, se pôs a caminho pela estrada que vai direto ao México; Já contente e seguro de sair bem, trazendo com muito cuidado o que portava em sua manta, alegrava-se na fragrância das variadas e lindas flores. O milagre da Imagem Ao chegar João Diego ao palácio do Bispo sairam a seu encontro o mordomo e outros criados do prelado. Rogou-lhes que lhe dissem que desejava vê-lo; mas nenhum deles quis, fingindo como que não lhe ouviam, seja porque era muito cedo, seja porque já lhe conheciam, que os molestava, porque lhes era inoportuno; além do que já lhes haviam informado seus companheiros que lhe perderam de vista, quando haviam ido em sua perseguição. Longo tempo esteve esperando João Diego. Como viram que a muito estava ali, de pé, com a cabeça baixa, sem fazer nada, decidiram chamá-lo em todo acaso; além do que, ao parecer trazia algo que portava em seu manto, por isso se acercaram a ele, para ver o que trazia e satisfazer a curiosidade. Vendo João Diego que não lhes podia ocultar o que trazia, e que por isso lhe haviam de molestar, empurrar e bater, descobriu um pouco que eram flores; e ao ver que todas eram diferentes, e que não era então o tempo em que se davam, se assombraram muitíssimo disto, e mesmo porque estavam muito frescas, e tão abertas, tão fragrantes e tão preciosas. Quiseram colher e tirar algumas; mas não tiveram sorte as três vezes que se atreveram a tomá-las; porque quando iam colhê-las já não se viam verdadeiras flores, mas sim que lhes pareciam pintadas ou lavradas ou bordadas na manta. Foram logo dizer ao senhor Bispo o que haviam visto e que pretendia vê-lo o índio que tantas vezes havia vindo; o qual até muito tempo aguardava, querendo vê-lo. Caiu, ao ouvir isto, o senhor Bispo na conta de que aquilo era a prova, para que se certificasse e cumprisse o que solicitava o índio. Em seguida mandou que entrasse. Logo que entrou, se humilhou diante dele, assim como antes o fizera, e contou de novo tudo o que havia visto e admirado, e também sua mensagem. João Diego lhe disse: “Senhor, fiz o que me ordenaste, que fosse a dizer a minha Ama, a Senhora do Céu, Santa Maria preciosa Mãe de Deus, que pedias um sinal para poder crer-me que tens de fazer o templo onde ela te pede que o erijas; e além do que lhe disse que eu te havia dado minha palavra de trazer-te algum sinal e prova, que era de sua vontade. Acolheu a teu recado e fez benignamente o que pedes, algum sinal e prova para que se cumpra sua vontade. Hoje muito cedo me mandou que outra vez viesse a vê-te; lhe pedi o sinal para que me creias, segundo me havia dito que me daria; e de certo o cumpriou; me despachou ao cume do monte, aonde antes já a via, e que fosse a cortar varias flores. Depois que fui a corta-las as trouxe abaixo; Ela as colheu com sua mão e de novo as entregou em meu colo, para que te as trouxesse e a ti em pessoa as desse. Ainda que eu sabia bem que no cume do monte não é lugar para que se dêem flores, porque sou há muitos riscos, abrolhos, espinhos, pedra, nem por isso duvidei. Quando fui chegando a topo do monte vi que estava no paraíso, onde havia juntas todas as várias e maravilhosas rosas de castila, brilhantes de orvalho, que logo fui a cortar. Ela me disse por que te as havia de entregar; e assim o faço, para que nelas vejas o sinal que me pedes e cumpras sua vontade; E também para que apareça de verdade de minha palavra e de minha mensagem. Ei-las aqui: recebei-las.” Tirou logo sua manta, pois tinha em seu peito as flores; e assim que se espalharam pelo solo todas as diferentes flores, se desenharam de repente na preciosa imagem da sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, da maneira que está e se guarda hoje em seu templo do Tepeyacac, que se chama Guadalupe. Logo que a viu o senhor Bispo, ele e todos os que ali estavam, se ajoelharam e muito a admiraram; se levantaram para vê-la, se entristeceram, mostrando que não a contemplaram com o coração e o pensamento. O senhor Bispo com lágrimas de tristeza orou e lhe pediu perdão de não ter posto em obra sua vontade e seu mandato. Quando se pos de pé desatou do pescoço de João Diego, do qual estava atada, a manta em que se desenhou e apareceu a Senhora do Céu. Logo a levou e foi colocá-la em seu oratório. Um dia mais permaneceu João Diego na casa do Bispo, que ainda lhe deteve. No dia seguinte lhe disse: “Vai, mostrar-me onde é vontade da Senhora do Céu que lhe erijam seu templo.” Imediatamente convidou a todos para fazê-lo. #Aborto #NossaSenhoradeGuadalupe
- A Virgem de Guadalupe e a luta contra o aborto
Não estou eu aqui, que sou tua Mãe? Acaso não estás sob a minha proteção e amparo? Muitos não sabem, mas quando o aborto foi legalizado no México, aconteceu um importante milagre com a Imagem original de Nossa Senhora de Guadalupe. Conheça em detalhes este milagre e aprenda orações à Virgem de Guadalupe pelos nascituros. Nossa Senhora de Guadalupe ou Virgem de Guadalupe é a denominação de uma aparição mariana da Igreja Católica de origem mexicana, cuja imagem tem como seu principal local de culto a Basílica de Guadalupe, localizada no sopé do monte Tepeyac, ao norte da Cidade do México. Aconteceu no ano de 1531, ocorrendo pela última vez em 12 de dezembro do mesmo ano. Sem sombra de dúvida, o manto de Guadalupe (Tilma) é de origem divina, é um milagre de Deus honrado à Virgem Mãe Santíssima. A simbologia contida na imagem da Virgem de Guadalupe é muito rica e conhecida por vários estudos e análises aprofundadas. Leia também: Os segredos ocultos na Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe As doze constelações aparecem na imagem, o que relaciona esta manifestação da Virgem mexicana ao Apocalipse 12 O milagre da Virgem de Guadalupe contra o aborto. Pouco conhecido é o milagre da Luz onde, através do manto, a Santa Mãe de Deus anunciou ao mundo a seu repúdio do aborto, Ela que é a Rainha da América Latina e Padroeira da Criança para nascer (leitura do Apocalipse 12). O milagre aconteceu em 24 de abril de 2007, logo após a terrível decisão do México de legalizar o aborto em um momento em que a Santa Missa era celebrada na Basílica para as crianças a nascer e abortadas. Após uma Missa celebrada na Basílica de Guadalupe pelas criancinhas não nascidas, abortadas, quando muitos fiéis fotografavam o quadro da Virgem de Guadalupe, diante do qual uma multidão de peregrinos desfilam num tapete rolante, a imagem de Nossa Senhora começou a se apagar, enquanto uma luz intensa emanava do seu ventre, constituindo um halo brilhante tendo a forma de um embrião. Essa luz provinha realmente do ventre da imagem da Santíssima Virgem Maria e não era um reflexo, nem um artefato. Os fiéis fotografaram o quadro da Virgem de Guadalupe quando, de repente, a imagem de Nossa Senhora começou a cair, enquanto uma luz intensa emanava de seu ventre, constituindo um halo luminoso em forma de embrião. Na verdade, a luz veio do útero da imagem da Bem-aventurada Virgem Maria e não era um reflexo ou outro artefato, como se constatou. O engenheiro Luis Girault, que examinou a imagem, confirmou a autenticidade do negativo e esclareceu que não foi modificado nem alterado. Ele revelou que a luz não veio de nenhum reflexo, mas literalmente saía de dentro da imagem da Virgem. A luz era muito branca, pura e intensa, muito diferente do habitual reflexo fotográfico produzido pelos flashes, e estava rodeada por um halo em forma de embrião. Olhando mais precisamente para esta imagem, dentro do halo, distinguem-se algumas áreas de sombra características de um embrião humano no útero materno. A Virgem de Guadalupe deixa um claro aviso à humanidade para repelir o aborto. Mais um magnífico milagre entre tantos outros cercando esta imagem que desafiam a ciência moderna até os nossos dias. As fotos foram enviadas do México pelo Pe.Luis Matos, superior da Comunidade des Béatitudes e este é um resumo de sua mensagem. A Vigem de Guadalupe, o Demônio e o Aborto O exposto a seguir é um breve relato de um dos exorcismos feitos pelo Monsenhor Stephen Rossetti, exorcista na Arquidiocese de Washington há mais de 12 anos: “Lúcia” está possuída e sendo torturada todas as noites pelos demônios. Eles a insultam, ferem-lhe o corpo com arranhões e queimaduras, afirmam que são seus donos. Após várias sessões de exorcismo, ao perguntar: Dicas mihi nomen tuum, “Dize-me o teu nome”. Essa frase é uma citação direta do Ritual de Exorcismo tradicional. Eis que o demônio responde: Abizu (também soletrado Abizou, Obizu, Obizou ou Bizu) é o nome de um demônio acusado de causar abortos espontâneos e a morte de crianças. Fazia todo o sentido. Infelizmente, Lúcia tinha realizado um aborto. Ela arrependeu-se e confessou-se, mas o demônio explorou seu profundo sentimento de culpa e tentou arrastá-la para a escuridão do desânimo e do desespero. Então, em uma das sessões, invocamos Nossa Senhora sob o título de Nossa Senhora de Guadalupe e mostrando seu ícone, o demônio teve uma grande convulsão, foi expulso e a cura de Deus aconteceu em “Lúcia”. A eficácia dessa imagem sagrada não é por acaso. O ícone de Nossa Senhora de Guadalupe apresenta Maria grávida, e ela é frequentemente invocada com esse título para a proteção dos nascituros. Além disso, sob seus pés está um símbolo da lua e das trevas, uma referência ao diabo. Juan Diego, em cuja tilma apareceu a imagem, referiu-se a ela em sua língua nativa como: Te Coatlazopeuh, isto é, “aquela que esmaga a serpente”. A Virgem que esmaga a cabeça da Serpente Na Bíblia, no AT, deparamos com o Senhor que adverte Moisés, sobre o ritual cananeu do sacrifício de crianças ao deus Maloc. Ele ensina que oferecer o sangue dos filhos é um crime sério e passível de extrema punição (Cfr Lv 20,1-5). Nas Américas, os indígenas ofereciam sacrifico humano aos deuses, especialmente as crianças indefesas. Em 1487, uma em cada cinco crianças mexicanas foi assassinada e oferecida ao deus serpente de pedra, o demônio Asteca. Numa longa cerimônia resultou no sacrifício de mais de oitenta mil vidas. A cabeça desta serpente foi esmagada definitivamente por Nossa Senhora de Guadalupe, em 1531. Ela apareceu a Juan Diego, como “Aquela que esmaga a cabeça da serpente”. Mas a antiga serpente nunca se satisfaz. Na sua mais recente artimanha contra a vida humana, consegue o extermínio de milhões e milhões de crianças no mundo inteiro, pela prática do aborto voluntário, aprovado por lei em muitos países, sendo inclusive financiados por alguns deles. O plano horrendo do demônio de se infiltrar nas leis, na política e na mentalidade comum do povo, fazendo com que se creia que o assassinato de um inocente seja visto como algo bom, dando o direito da mulher de matar o seu próprio filho, e, para isto a mídia bombardeia, incentivando a cultura de morte por meio de novelas, filmes e noticiários. Diante do demônio agindo no mundo e criando uma guerra silênciosa, na qual ele destrói e mata milhares de vidas por ano no silêncio de clínicas abortitas, os filhos de Maria são chamados a usar a arma indicada por ela, a oração. A meditação e reza do Terço, é um instrumento e um modo para lutar contra satanás. A Virgem pediu que a jaculatória dos não-nascidos seja rezada depois de cada dezena do rosário, após a oração de Fátima, “Oh meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do…”: “Jesus, protege e salva os não-nascidos”. O rosário dos não-nascidos é feito de contas de lágrimas, com um pequeno bebê dentro de cada conta. Rezar com este rosário, a atenção é levada para o bebê não-nascido, lembrando que o bebê no ventre da mãe não tem voz para falar, que não pode se defender, e corre o perigo de ser morto no aborto. Oração a Nossa Senhora Protetora dos Nascituros Ó Senhora nossa Maria Santíssima! Carregados de imperfeições, pecados e vícios, ousamos comparecer diante do Vosso trono de bênçãos. Não vimos aqui para pedir-Vos nem ouro nem prata, nem riqueza alguma. Nem sequer vimos falar de nossas necessidades espirituais. Vimos, tão-somente, para apresentar-Vos a nossa súplica em favor daqueles a quem é negado o direito sagrado de nascer; em favor dos que têm a vida ameaçada por aqueles que a deveriam defender. Senhora, iluminai as mulheres que têm o poder de gerar; mostre-lhes o quanto é maravilhoso ser mãe. Despertai a consciência dos médicos, para que jamais cortem estas flores em botão, sob o falso pretexto de proteção à vida das mães. Ó vencedora das grandes batalhas de Deus, fazei compreender aos homens que não é a fecundidade humana que torna o mundo pequeno, e sim as injustiças e a ambição desenfreada. Ó Senhora Protetora dos Nascituros, fazei valer Vossa onipotência suplicante diante do trono do Divino Salvador, a quem protegeste contra a perseguição de Herodes, fugindo para o Egito. Finalmente Vos pedimos, Senhora: multiplicai os apóstolos da Vida, como as estrelas do céu e as areias das praias, para que os partidários do aborto e as mães e pais indignos deste nome, se sintam confundidos e humilhados. Reconhecendo a sua crueldade, se voltem a Deus, fonte da Vida. Fazei que, quanto antes, seja proclamada a vitória da vida sobre a morte, e o sorriso das crianças seja a alegria de todos os lares. Isso Vos pedimos, por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Súplica pelos meninos em perigo de aborto Jesus, Maria e José, vos suplico que protegeis a vida dos meninos não nascidos em perigo de ser abortados, aos quais adoto espiritualmente. Oração pela Vida – ao começar o dia Bendito sois, Senhor Deus, pelo amanhecer de um novo dia. Vos adoro pelo dom da vida que me tens dado e que hoje me uno a Jesus quem por nossa salvação e por infinito amor, morreu na cruz. Te peço pela vida de todos meus irmãos, especialmente pelos que hoje estão em perigo de ser abortados ou de outras formas assassinados. Reconheço Senhor que só Vós sois dono e tens direito absoluto sobre a vida e a morte, que só quereis nosso bem agora e na eternidade. Vos peço também por aqueles que se propoem matar uma vida seja em suas entranhas ou em qualquer lugar ou por qualquer razão. Vos ofereço hoje minha vida, para propiciar o Reinado dos Corações de Jesus e de Maria, reino de amor, Justiça e felicidade. Que vosso reino de vida que vença a cultura da morte. Amém. Oração a Virgem de Guadalupe Oh! Virgem Imaculada, Mãe do verdadeiro Deus e Mãe da Igreja! Vós que manifestas vossa clemência e vossa compaixão a todos os que solicitam vosso amparo; Escutai a oração que com filial confiança vos dirigimos e apresentai-a ante vosso Filho Jesus, único redentor nosso. Mãe de misericórdia, Mestra do sacrificio escondido e silêncioso, a Vós, que sais ao encontro de nós, os pecadores, Vos consagramos neste dia todo o nosso ser e todo nosso amor. Vos consagramos também nossa vida, nossos trabalhos, nossas alegrias, nossas enfermidades e nossas dores. Dai a paz, a justiça e a prosperidade a nossos povos; já que tudo o que temos e somos o colocamos sob vosso cuidado, Senhora e Mãe nossa. Queremos ser totalmente vossos e percorrer convosco o caminho de uma plena fidelidade a Jesus Cristo em sua Igreja: não nos soltes de vossa mão amorosa. Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, vos pedimos por todos os bispos, para que conduçam aos fiéis por caminhos de intensa vida cristã, de amor e de humilde serviço a Deus e as almas. Contempla esta imensa multidão, e intercedei para que o Senhor infunda fome de santidade em todo o povo de Deus, e outorgai abundantes vocações de sacerdotes e religiosos, fortes na fé, e zelosos dispensadores dos mistérios de Deus. Uma Oração pelas Vítimas de Aborto Santa Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora de Guadalupe, fostes escolhida pelo Pai e pelo Filho através do Espírito Santo. Sois a Mulher vestida de sol que dá à luz a Cristo enquanto Satanás, o Dragão Vermelho, espera para devorar vorazmente Vosso Filho. Assim também Herodes procurou destruir Vosso Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, massacrando para isso tantas crianças inocentes. Assim faz hoje o aborto, matando tantas crianças inocentes não-nascidas, e explorando tantas mães em seu ataque contra a vida humana e contra a Igreja, o Corpo de Cristo. Mãe dos Inocentes, louvamos a Deus em Vós pelo Dom que Vos deu em Vossa Imaculada Conceição, Vossa liberdade do pecado; Vossa plenitude de graça, Vossa Maternidade Divina e da Igreja, Vossa Perpétua Virgindade e Vossa Assunção em corpo e alma para o Céu. Ó Auxílio dos Cristãos, pedimo-Vos, protegei todas as mães dos nascituros e os filhos que estão em seus ventres. Rogamos a Vós para que, por Vosso auxílio, termine o holocausto do aborto. Abrandai os corações para que a vida seja reverenciada! Mãe Santíssima, rogamos a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todas as mães e todas as crianças não-nascidas para que possam viver aqui na terra e, pelo Preciosíssimo Sangue derramado por Vosso Filho, possam ter a vida eterna com Ele no Céu. Rogamos também a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todos os abortistas e todos os que apóiam o aborto, para que se convertam e aceitem Vosso Filho, Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador. Defendei todos os Vossos filhos na batalha contra Satanás e todos os espíritos malignos nestas trevas atuais. Desejamos que as inocentes crianças não-nascidas, que morreram sem Batismo, sejam batizadas e salvas. Pedimo-Vos que alcanceis esta graça por elas, contrição, reconciliação e o perdão de Deus para seus pais e seus assassinos. Que seja revelado, mais uma vez, na história do mundo, o poder do Amor Misericordioso. Que ele ponha um fim ao mal. Que ele transforme as consciências. Que Vosso Doloroso e Imaculado Coração revele para todos a luz da esperança. Que Cristo Rei reine sobre nós, sobre nossas famílias, cidades, estados, nações e sobre toda a humanidade. Ó clemente, ó amável, ó doce Virgem Maria, ouvi nossas súplicas e aceitai este brado de nossos corações! Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, rogai por nós! HISTORIA DA APARIÇÃO Relato das Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe ao Beato João Diego, indigena azteca, ocorridas do 9 ao 12 de dezembro de 1531. Primeira Aparição: Era sábado muito de madrugada quando João Diego vinha depois da missa cumprir seus deveres em Tlatilolco. Ao chegar junto ao monte chamado Tepeyacac, amanhecia; e ouviu cantar acima do cerro; assemelhava o canto de vários pássaros. Seu canto, muito suave e deleitoso, sobrepassava ao do coyoltoutotl e do tzinizcam e de outros pássaros lindos que cantam. Parou João Diego para ver e disse para si: ” Por ventura sou digno do que ouço?, talvez sonho?, Me levanto de dormir?, Onde estou?, Acaso no paraíso terreno, que deixaram os antepassados?, Acaso já no céu?” Estava vendo até o oriente, acima do monte, de onde procedia ao precioso canto celestial. E assim que cessou repentinamente e se fez o silêncio, ouviu que lhe chamavam de acima do monte e lhe diziam: “Juanito, João Dieguito.” Logo se atreveu a ir aonde lhe chamavam. Não se assutou, ao contrário, muito contente, foi subindo o monte, para ver de onde lhe chamavam. Quando chegou ao cume viu a uma Senhora, que estava ali de pé e que lhe disse que se aproximasse. Chegado a sua presença, se maravilho muito de sua sobre-humana grandeza: sua veste era radiante como o sol. As plantas e diferentes ervas pareciam de esmeralda, espinhos brilhavam como o ouro. Se inclinou diante dEla e ouviu sua palavra, muito suave e delicada, de quem ama e estima muito. Ela lhe disse: ” Juanito, o menor de meus filhos, onde vens?” Ele respondeu: Senhora e Rainha minha, acabo de chegar da casa divina, de seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de nosso Senhor”. Ela logo lhe falou e lhe mostrou sua santa vontade. Lhe disse: “Sabe e tem entendido, tu o menor de meus filhos, que eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive: Ao criador tudo pertence: Senhor do céu e da terra. Desejo vivamente que se construa aqui um templo, para nele mostrar e dar todo meu amor, compaixão, auxílio e defesa, pois eu sou vossa piedosa Mãe, a ti, a todos vocês juntos os moradores desta terra e aos demais amados meus que me invoquem e em mim confiem; Ouvirei ali seus lamentos e remediar todas as suas misérias, penas e dores. E para realizar o que minha clemência pretende, vai ao palácio do Bispo do México e lhe dirás como eu te envio a manifesta-lhe o que desejo, que aqui me edifique um templo: lhe contarás pontualmente tudo quanto tens visto e admirado, e o que tens ouvido. Tem por seguro que te agradecerei bem e o pagarei, porque te farei feliz e merecerás muito que eu recompense o trabalho e fatiga com que vais procurar o que te encomendo. Olha que já tens ouvido minha ordem filho meu, o menor, anda e põe todo teu esforço.” João Diego respondeu: Senhora minha, já vou a cumprir tua ordem; por agora me despeço de ti, eu teu humilde servo.” Segunda Aparição: Havendo entrado na cidade, João Diego se foi ao palácio do Bispo que se chamava Frei João de Zumárraga, religioso de São Francisco. Quando chegou rogou ao criados que fossem o anunciar. E passado um bom tempo, vieram a chama-lo, pois havia mandado o senhor Bispo que entrasse. Logo que entrou, lhe deu o recado da Senhora do Céu; e também lhe disse quanto admirou, viu e ouviu. Depois de ouvir toda sua narração e seu recado, pareceu não dar-lhe crédito. O Bispo lhe respondeu; “Outra vez virás, Filho meu, e te ouvirei mais tempo; o vi desde o princípio e pensarei na vontade e desejo com que ten vindo.” João Diego saiu e sentiu muito triste, porque de nenhuma maneira se realizou sua mensagem. No mesmo dia voltou e contou com a Senhora do Céu, que lhe estava aguardando, ali mesmo onde lhe viu a primeira vez: “Senhora, Rainha minha, fui aonde me enviaste a cumprir teu mandato, o vi e contei tua mensagem, assim como me ordenaste; Me recebeu benignamente e me ouviu com atenção; mas por quanto não me respondeu, pareceu que não teve certeza. Me disse: outra vez virás, te ouvirei com mais tempo, vi desde o princípio o desejo e vontade com que tens vindo. Compreendi perfeitamente na maneira que me respondeu que pensa que é talvez invenção minha que tua queiras que aqui te façam um templo e que acaso não é da ordem tua; Pelo que te rogo encarecidamente, Senhora e Rainha minha, que a alguns dos importantes, ou conhecidos e respeitados e estimados, lhe encarregues que leve tua mensagem, para que lhe creiam; porque eu sou sou um homenzinho, sou um cordel, sou uma escada de tabuas, sou pó, sou folha, sou gente miúda, e teu, Rainha minha, o menor de teus filhos, Senhora, me envias a um lugar por onde não ando e onde não paro. Perdoa-me que te cause tristeza e caia em teu desprezo, Senhora e Dona minha.” lhe respondeu a Santíssima Virgem: “Ouve, Filho meu, mais pequeno, tem entendido que são muitos meus servidores e mensageiros a quem posso encarregar que levem minha mensagem e façam minha vontade; Mas é preciso que tu mesmo solicites e ajudes e que com tua mediação se cumpra minha vontade. Muito te rogo, filho meu, o mais pequeno, e com rigor te mando, que outra vez irás ver ao Bispo. Dai-lhe meu nome e faça-o saber por inteiro minha vontade: que tem que por por obra o templo que lhe tenho pedido. E outra vez diga que eu em pessoa, a sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, te envia.” Respondeu João Diego: “Senhora e Rainha minha, não te cause eu aflição; de muito boa vontade irei cumprir teu mandato; de nenhuma maneira deixarei de fazê-lo nem tenho por penoso o caminho. Irei a fazer tua vontade, mas acaso não serei ouvido com agrado; ou se fosse ouvido, talvez não me crerá. Amanha a tarde quando se ponha o sol virei a dar resposta a tua mensagem, com o que me responda o prelado. Já me despeço, minha Rainha e Senhora. Descansa entretanto”. Logo foi ele a descansar em sua casa. Terceira Aparição: Ao dia seguinte, domingo muito de madrugada, saiu de sua casa e foi instruir-se das coisas divinas e estar presente na missa para ver em seguida ao prelado. Quase as dez, se apresentou, depois de que ouviu Missa e se dispersaram as pessoas. Foi João Diego ao palácio do senhor Bispo. Apenas chegou, fez todo empenho para ver-lo: outra vez com muita dificuldade o viu; se ajoelhou a seus pés; entristeceu-se e chorou ao contar o mandato da Senhora do Céu, que talvés não cresse em sua mensagem e a vontade da Imaculada de erigir seu templo onde manifestou que o queria. O Senhor Bispo, para certificar-se lhe perguntou muitas coisas, onde a viu e como era; e ele contou tudo perfeitamente ao senhor Bispo. Mais ainda que explicou com precisão a figura dela e quanto havia visto e admirado, que em todo se descobria ser ela a sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo; Sem dúvida, o Bispo não lhe deu crédito e disse que não somente por seu discurso e solicitude se havia de fazer o que pedia; que, além do que, era muito necessário algum sinal para que pudesse crer que lhe enviava a mesma Senhora do Céu. Assim que o ouviu disse João Diego ao Bispo: “Senhor, olhai qual tem de ser a sinal que pedes; que logo irei a pedir a Ela, a Senhora do Céu que me enviou aqui.” Vendo o Bispo que aceitava a tudo sem duvidar nem retratar nada, o mandou embora. Mandou imediatamente umas pessoas de sua casa, em quem podia confiar, que lhe seguissem e descobrissem aonde ia e a quem via e falava. Assim se fez. João Diego caminhava na estrada; os que vinham atras dele, onde passa a barranca, perto do poente do Tepeyacac, lhe perderam; e ainda que mais buscassem por todas as partes, em nenhuma lhe viram. Assim é que se regressaram, não somente porque se fastigaram, mas sim também porque lhes estorvou seu intento e lhes deu enjôo. Entre tanto, João Diego estava com a Santíssima Virgem, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo; que foi ouvida pela Senhora e lhe disse: “Bem está filhinho meu, voltarás aqui amanhã para que leves ao Bispo o sinal que te tem pedido; com isto te creerá e acerca de isto já não duvidará, nem de ti suspeitará; e sabe, filhinho meu, que eu te pagarei teu cuidado e o trabalho e cansaço que por mim tens empreendido; vai agora, que amanhã aqui te aguardo. “Quarta Aparição: “No dia seguinte, segunda-feira, quando tinha que levar João Diego algum sinal para ser acreditado, já não voltou. Porque quando chegou a sua casa, um tio que tinhaa, chamado João Bernardino, havia tido uma enfermidade,e estava muito grave. Primeiro foi a chamar a um médico e lhe auxiliou; mas já não dava tempo, já estava muito grave. Pela noite, lhe rogou seu tio que de madrugada saisse e fosse a Tlatilolco a chamar a um sacerdote, que queria confessar-se, porque estava muito certo de que era tempo de morrer e que já não se levantaria nem ficaria curado. Na terça, muito de madrugada, foi João Diego de sua casa a Tlatilolco a chamar ao sacerdote; e quando vinha chegando ao caminho que sai junto a ladeira do monte do Tepeyacac, até o poente por onde tinha costume de passar, disse: “Se me vou direto, não irei ver a Senhora, e em todo caso que me detenha, para que leve o sinal ao prelado, segundo me pediu; Que primeiro nossa aflição nos deixe e primeiro chame eu depressa ao sacerdote; o pobre de meu tio o está certamente aguardando.” logo deu volta ao monte; subiu por entre ele e passou ao outro lado, até o oriente, para chegar logo ao México e não o deteve a Senhora do Céu. Pensou que por onde deu a volta não podia ver-lhe. A viu descer do cume do monte e que esteve olhando até onde antes ele a via. Saiu a seu encontro a um lado do monte e lhe disse: ” Que fazes, Filho meu, o menor?, Aonde vais?”. Ficou com pena dele um pouco, ele teve vergonha, ou se assustou. Se inclinou diante dEla e a saudou, dizendo: “Rainha minha, Senhora, desejo que estejas contente. Como tens amanhecido?, Estás bem de saúde, Senhora e Rainha minha? Vou causar te aflição: sabe, Rainha minha, que está muito mau um pobre servo teu, meu tio: lhe tem dado a peste, e está para morrer. Agora vou rápido a tua casa do México a chamar a um dos sacerdotes amados de nosso Senhor, que o vai confessar; porque desde que nascemos estamos a aguardar o trabalho de nossa morte. Mas vou a faze-lo, voltarei logo outra vez aqui, para ir levar tua mensagem. Senhora e Rainha minha, perdoa-me, tem por agora paciência; não te engano. Filha minha, a mais pequena, amanhã virei a toda pressa.” ( A Virgem Santíssima chamava a João de: Filhinho meu, o mais pequeno, em alusão a sua simplicidade, e ele pensando tratar-se de uma saudação disse a Virgem : Filhinha minha, a mais pequena) Depois de ouvir a João Diego, respondeu a piedosíssima Virgem: “Ouve e tem entendido Filho meu, o mais pequeno, que é nada o que te assusta e aflige; não se turbe teu coração; não temas essa enfermidade, nem outra algum enfermidade e angustia. Não estou eu aqui?, Não sou tua Mãe?, Não estás sob minha sombra?, Não sou eu tua saúde?, Não estás por ventura em meu manto?, que mais tem precisarias?. Não te apene nem te inquiete outra coisa; não te aflija a enfermidade de teu tio, que não morrerá agora; está seguro de que sarou.” (E então sarou seu tio, segundo depois se soube). Quando João Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu consolou muito; ficou contente. Rogou-lhe que quanto antes o mandasse a ver ao senhor Bispo, a levar algum sinal e prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu lhe ordenou logo que subisse a cume do monte, onde antes a via. Disse-lhe: “Sobe, Filho meu, o mais pequeno, ao cume do monte; ali onde me viste e te dei ordens, acharás que há diferentes flores; corte-as, junte-as, recolha-as; em seguida desce e trazei a minha presença.” Rápido subiu João Diego ao monte. E quando chegou a cume, se assombro muito de que houvessem brotado várias e maravilhosas rosas de Castila, antes do tempo em que se dão, porque o gelo da estação endurecia o solo. Estavam muito fragrantes e cheias do orvalho da noite, que se pareciam pedras preciosas. Logo começo a corta-las; as juntou todas e as colocou em seu peito. O cume do monte não era lugar em que se dessem nenhuma flore, porque tinha muitos pedras, abrolhos, espinhos; só nasciam ervas ralas, então era o mês de dezembro, em que todo o cume começa a perder o gelo. Desceu imediatamente e trouxe a Senhora do Céu as diferentes flores que foi cortar; Assim a Virgem as colheu com sua mão e as colocou no peito, dizendo-lhe: “Filho meu, o mais pequeno, esta diversidade de flores são a prova e sinal que levarás ao Bispo. Lhe dirás em meu nome que veja nelas minha vontade e que ele tem que cumprir. Tú és meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente te ordeno que apenas diante do Bispo despregues tua manta e descubras o que levas. Contarás bem tudo; dirás que te mandei subir ao cume do monte, que fosse cortar flores, e tudo o que viste e admiraste, para que possas induzir ao prelado que dê sua ajuda, com objetivo de que se faça e erija o templo que tenho pedido.” Depois que a Senhora do Céu lhe deu seu conselho, se pôs a caminho pela estrada que vai direto ao México; Já contente e seguro de sair bem, trazendo com muito cuidado o que portava em sua manta, alegrava-se na fragrância das variadas e lindas flores. O milagre da Imagem Ao chegar João Diego ao palácio do Bispo sairam a seu encontro o mordomo e outros criados do prelado. Rogou-lhes que lhe dissem que desejava vê-lo; mas nenhum deles quis, fingindo como que não lhe ouviam, seja porque era muito cedo, seja porque já lhe conheciam, que os molestava, porque lhes era inoportuno; além do que já lhes haviam informado seus companheiros que lhe perderam de vista, quando haviam ido em sua perseguição. Longo tempo esteve esperando João Diego. Como viram que a muito estava ali, de pé, com a cabeça baixa, sem fazer nada, decidiram chamá-lo em todo acaso; além do que, ao parecer trazia algo que portava em seu manto, por isso se acercaram a ele, para ver o que trazia e satisfazer a curiosidade. Vendo João Diego que não lhes podia ocultar o que trazia, e que por isso lhe haviam de molestar, empurrar e bater, descobriu um pouco que eram flores; e ao ver que todas eram diferentes, e que não era então o tempo em que se davam, se assombraram muitíssimo disto, e mesmo porque estavam muito frescas, e tão abertas, tão fragrantes e tão preciosas. Quiseram colher e tirar algumas; mas não tiveram sorte as três vezes que se atreveram a tomá-las; porque quando iam colhê-las já não se viam verdadeiras flores, mas sim que lhes pareciam pintadas ou lavradas ou bordadas na manta. Foram logo dizer ao senhor Bispo o que haviam visto e que pretendia vê-lo o índio que tantas vezes havia vindo; o qual até muito tempo aguardava, querendo vê-lo. Caiu, ao ouvir isto, o senhor Bispo na conta de que aquilo era a prova, para que se certificasse e cumprisse o que solicitava o índio. Em seguida mandou que entrasse. Logo que entrou, se humilhou diante dele, assim como antes o fizera, e contou de novo tudo o que havia visto e admirado, e também sua mensagem. João Diego lhe disse: “Senhor, fiz o que me ordenaste, que fosse a dizer a minha Ama, a Senhora do Céu, Santa Maria preciosa Mãe de Deus, que pedias um sinal para poder crer-me que tens de fazer o templo onde ela te pede que o erijas; e além do que lhe disse que eu te havia dado minha palavra de trazer-te algum sinal e prova, que era de sua vontade. Acolheu a teu recado e fez benignamente o que pedes, algum sinal e prova para que se cumpra sua vontade. Hoje muito cedo me mandou que outra vez viesse a vê-te; lhe pedi o sinal para que me creias, segundo me havia dito que me daria; e de certo o cumpriou; me despachou ao cume do monte, aonde antes já a via, e que fosse a cortar varias flores. Depois que fui a corta-las as trouxe abaixo; Ela as colheu com sua mão e de novo as entregou em meu colo, para que te as trouxesse e a ti em pessoa as desse. Ainda que eu sabia bem que no cume do monte não é lugar para que se dêem flores, porque sou há muitos riscos, abrolhos, espinhos, pedra, nem por isso duvidei. Quando fui chegando a topo do monte vi que estava no paraíso, onde havia juntas todas as várias e maravilhosas rosas de castila, brilhantes de orvalho, que logo fui a cortar. Ela me disse por que te as havia de entregar; e assim o faço, para que nelas vejas o sinal que me pedes e cumpras sua vontade; E também para que apareça de verdade de minha palavra e de minha mensagem. Ei-las aqui: recebei-las.” Tirou logo sua manta, pois tinha em seu peito as flores; e assim que se espalharam pelo solo todas as diferentes flores, se desenharam de repente na preciosa imagem da sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, da maneira que está e se guarda hoje em seu templo do Tepeyacac, que se chama Guadalupe. Logo que a viu o senhor Bispo, ele e todos os que ali estavam, se ajoelharam e muito a admiraram; se levantaram para vê-la, se entristeceram, mostrando que não a contemplaram com o coração e o pensamento. O senhor Bispo com lágrimas de tristeza orou e lhe pediu perdão de não ter posto em obra sua vontade e seu mandato. Quando se pos de pé desatou do pescoço de João Diego, do qual estava atada, a manta em que se desenhou e apareceu a Senhora do Céu. Logo a levou e foi colocá-la em seu oratório. Um dia mais permaneceu João Diego na casa do Bispo, que ainda lhe deteve. No dia seguinte lhe disse: “Vai, mostrar-me onde é vontade da Senhora do Céu que lhe erijam seu templo.” Imediatamente convidou a todos para fazê-lo. #Aborto #NossaSenhoradeGuadalupe
- Os segredos ocultos na Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe
É impossível, cientificamente, que sejam olhos pintados: são olhos vivos! Todo ano, no dia 12 de dezembro, a Igreja Católica celebra a festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Nesse dia em 1531, a Virgem Maria apareceu a um indígena de 57 anos chamado Juan Diego. A história da “tilma” em que a imagem da Virgem apareceu é conhecida, o que ainda é desconhecido para a ciência é como ela foi feita. Em um de seus encontros, a Virgem Maria pediu a Juan Diego que recolhesse na “tilma” dele –um tecido muito singelo – rosas de Castilla que tinham florescido, apesar do inverno, para que as apresentasse ao arcebispo do México, dom Juan de Zumárraga, como prova das aparições. Quando Juan Diego desdobrou a “tilma” com as rosas diante do bispo, sobre ela estava impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Nos sete anos seguintes, mais de 9 milhões de astecas se converteram ao cristianismo. Juan Diego foi proclamado santo por são João Paulo II em 2002, na sua última visita ao México. Um dos maiores milagres de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem, projetada sobre um tecido feito de cacto que não costuma durar mais de 20 anos. No entanto, o manto com a imagem milagrosa da Mãe de Deus existe há quase cinco séculos sem que os peritos em pintura e química tenham encontrado nele qualquer sinal de corrupção! Além de ter passado intacto por um período de 16 anos em que permaneceu sem proteção nenhuma, o tecido foi “vítima” de um grave acidente em 1971: alguns peritos deixaram cair ácido nítrico sobre toda a imagem. Nem sequer a força desse ácido altamente corrosivo, porém, conseguiu danificá-la. A vasta quantidade de estudos científicos realizados com a imagem aponta que a Virgem de Guadalupe não foi pintada sobre o pobre tecido: ela está, de algum modo, estampada “acima” do tecido, como que “flutuando” ligeiramente sobre ele, sem tocá-lo! Quanto à imagem propriamente dita de Maria, que é representada grávida , há nela toda uma miríade de elementos inexplicáveis. Vamos destacar aqui apenas seus olhos. A seguir, alguns fatos realmente impressionantes sobre a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que ainda intrigam a ciência: 1. Ela possui qualidades que são impossíveis de replicar humanamente Feita principalmente de fibras de cacto, a “tilma” era tipicamente de muito baixa qualidade e tinha uma superfície áspera, tornando-a muito difícil de usar, ainda mais para pintar sobre ela uma imagem que perdurasse. Entretanto, a imagem ainda se conserva intacta e os cientistas que a estudaram insistem que não se utilizou nenhuma técnica para adequar a superfície. A superfície onde a imagem está “estampada”, no entanto, é muito suave, assemelhando-se à seda. A parte onde a imagem não está segue sendo áspera e tosca. Mais ainda. Os peritos em fotografia infravermelha que estudaram a “tilma” no final da década de 1970 determinaram que não havia traços de pincel, dando como resultado uma imagem que foi plasmada toda ao mesmo tempo. Isto, junto com uma qualidade iridescente de mudar ligeiramente de cores dependendo do ângulo que uma pessoa a veja e o fato de que a coloração da imagem não demonstra elementos animais ou minerais (os corantes sintéticos não existiam em 1531), o que gera ainda mais perguntas aparentemente impossíveis de responder. Isso é impressionante. 2. A ciência demonstrou que não se trata de uma pintura Uma das primeiras coisas que dizem os céticos sobre a imagem é que de alguma forma houve uma fraude e que a imagem foi pintada com uma técnica conhecida naquela época, mas desconhecida hoje em dia. O fato é que há séculos ninguém conseguiu replicar uma imagem com as propriedades deste manto, começando pelo fato de que perdure tanto tempo, quase 500 anos, sem descolorir. Miguel Cabrera, artista do século XVIII que produziu três das melhores cópias já conhecidas (uma para o arcebispo, uma para o Papa e uma para ele para futuras réplicas), escreveu certa vez sobre a enorme dificuldade de recriar a imagem mesmo sobre as melhores superfícies. Outro fato que impressiona. 3. O manto mostrou características surpreendentemente parecidas com as de um corpo humano Em 1979, quando o Dr. Phillip Callahan, um biofísico da Universidade da Flórida (Estados Unidos), estava analisando a “tilma” usando tecnologia infravermelha, descobriu que a malha mantém uma temperatura constante de entre 36,6 e 37 graus Celsius, a temperatura normal de uma pessoa viva. Quando o Dr. Carlos Fernández de Castillo, médico mexicano, examinou o tecido, encontrou uma flor de quatro pétalas sobre o ventre da Maria. Os astecas chamavam a flor de “Nahui Ollin” e era o símbolo do sol e da plenitude. Depois de mais exames, o Dr. Fernández de Castillo concluiu que as dimensões do corpo de Nossa Senhora na imagem eram os de uma mãe por dar à luz em pouquíssimo tempo. E como se sabe, 12 de dezembro, dia da aparição está muito perto do Natal . Finalmente, uma das atribuições mais comuns e descobertas reportadas estão dentro dos olhos da Virgem na imagem. O Dr. José Alte Tonsmann, um oftalmologista peruano, estudou os olhos da imagem da Virgem com uma magnificação de 2.500 vezes e foi capaz de identificar até 13 indivíduos em ambos os olhos em diferentes proporções, exatamente como um olho humano refletiria uma imagem. Leia mais detalhes no vídeo no final da matéria. Parecia ser uma captura do momento exato em que Juan Diego desdobrou a “tilma” perante o Arcebispo Zumárraga. Isso é surpreendente. 4. Parece ser virtualmente indestrutível Dois eventos ameaçaram o manto através dos séculos. Um deles ocorreu em 1785 e o outro em 1921. Em 1785, um trabalhador estava limpando a proteção de vidro quando acidentalmente derramou solvente de ácido nítrico sobre uma grande parte da imagem. A imagem e o resto do manto deveria ser quase instantaneamente corroído pelo ácido, mas não foi assim. A imagem “autorrestaurou-se” após 30 dias e permanece intacta até hoje, com apenas pequenas manchas e em lugares onde a imagem não está plasmada. Em 1921, um ativista anticlerical escondeu 29 cargas de dinamite em um vaso de rosas e o pôs diante da imagem dentro da Basílica de Guadalupe. Quando a bomba explodiu, quase tudo, desde o piso até o genuflexório de mármore voou pelos ares. A destruição alcançou inclusive as janelas a 150 metros de distância e os candelabros de metal que estavam ao lado da Virgem ficaram retorcidos pela força do impacto. Entretanto a imagem e o vidro ao seu redor, que não era a prova de bala, permaneceram totalmente intactos. Um pesado crucifixo de bronze, que terminou completamente dobrado para trás, evidencia a força das dinamites que deveriam ter estilhaçado o vidro e repartido o manto por completo. Outros detalhes do manto ainda chamam a atenção de cientistas e fiéis como os seguintes: O cabelo solto da Virgem, símbolo asteca para a virgindade. As mãos, uma mais morena e a outra mais branca, mostram a união de duas raças. As 46 estrelas do manto mostram exatamente as constelações vistas no céu daquela noite em 1531. Os raios, que simbolizavam para os astecas o brilho do sol, a maior divindade desta cultura, os quais se intensificam no ventre da imagem, onde Maria carrega o menino. A lua sob seus pés, que além de evocar a imagem do Apocalipse da Mulher vestida de sol com a lua sob seus pés, evoca o próprio nome do México, que em língua asteca significa “centro da lua”. Finalmente, o anjo representado com asas de pássaros típicos daquela região do México simboliza a junção entre a terra e o céu. 5. Os olhos milagrosos da Virgem de Guadalupe Assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, estão refletidos nos olhos de Nossa Senhora as figuras do índio Juan Diego, do bispo da Cidade do México e do intérprete entre eles. Cientistas dos Estados Unidos estudaram as imagens refletidas e concluíram que as figuras não são pintadas, mas gravadas nos olhos de uma pessoa viva . O diminuto tamanho das córneas na imagem, de cerca de 7mm a 8mm , descartam a possibilidade de pintura. Além disso, o rudimentar tecido de fibras do cacto maguey apresenta poros e falhas na costura que são maiores que as próprias córneas da imagem. Nem mesmo a tecnologia de hoje permite reproduzir tamanha riqueza de detalhes sobre um tecido tão inadequado. Os estudos dos olhos da Virgem de Guadalupe levaram à descoberta de 13 pequenas imagens. Mas as surpresas vão além. 1 milímetro da imagem foi ampliado 2.500 vezes e descobriu-se que, num dos seus pontinhos microscópicos, pode-se ver a pupila do bispo dom Zumárraga, que aparece por inteiro na pupila de Nossa Senhora. Acontece que, também na pupila do bispo, está refletida a imagem de Juan Diego mostrando o poncho com a imagem da Virgem de Guadalupe. A imagem de Juan Diego, portanto, aparece duas vezes : uma nos olhos da Virgem e outra nos olhos do bispo, que, por sua vez, está refletido nos olhos da Virgem. O papa Bento XIV , em 1754, declarou sobre a imagem: “Tudo nela é milagroso: uma imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… Uma imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, podem-se ver o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação” . Nesse vídeo podemos conhecer melhor algumas descobertas feitas por cientistas, a respeito das imagens encontradas nos olhos da Virgem de Guadalupe. O vídeo aborda uma nova descoberta, bastante atual para o tempo que vivemos de perseguição às famílias. #NossaSenhora #NossaSenhoradeGuadalupe
- Os segredos ocultos na Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe
É impossível, cientificamente, que sejam olhos pintados: são olhos vivos! Todo ano, no dia 12 de dezembro, a Igreja Católica celebra a festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Nesse dia em 1531, a Virgem Maria apareceu a um indígena de 57 anos chamado Juan Diego. A história da “tilma” em que a imagem da Virgem apareceu é conhecida, o que ainda é desconhecido para a ciência é como ela foi feita. Em um de seus encontros, a Virgem Maria pediu a Juan Diego que recolhesse na “tilma” dele –um tecido muito singelo – rosas de Castilla que tinham florescido, apesar do inverno, para que as apresentasse ao arcebispo do México, dom Juan de Zumárraga, como prova das aparições. Quando Juan Diego desdobrou a “tilma” com as rosas diante do bispo, sobre ela estava impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Nos sete anos seguintes, mais de 9 milhões de astecas se converteram ao cristianismo. Juan Diego foi proclamado santo por são João Paulo II em 2002, na sua última visita ao México. Um dos maiores milagres de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem, projetada sobre um tecido feito de cacto que não costuma durar mais de 20 anos. No entanto, o manto com a imagem milagrosa da Mãe de Deus existe há quase cinco séculos sem que os peritos em pintura e química tenham encontrado nele qualquer sinal de corrupção! Além de ter passado intacto por um período de 16 anos em que permaneceu sem proteção nenhuma, o tecido foi “vítima” de um grave acidente em 1971: alguns peritos deixaram cair ácido nítrico sobre toda a imagem. Nem sequer a força desse ácido altamente corrosivo, porém, conseguiu danificá-la. A vasta quantidade de estudos científicos realizados com a imagem aponta que a Virgem de Guadalupe não foi pintada sobre o pobre tecido: ela está, de algum modo, estampada “acima” do tecido, como que “flutuando” ligeiramente sobre ele, sem tocá-lo! Quanto à imagem propriamente dita de Maria, que é representada grávida , há nela toda uma miríade de elementos inexplicáveis. Vamos destacar aqui apenas seus olhos. A seguir, alguns fatos realmente impressionantes sobre a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que ainda intrigam a ciência: 1. Ela possui qualidades que são impossíveis de replicar humanamente Feita principalmente de fibras de cacto, a “tilma” era tipicamente de muito baixa qualidade e tinha uma superfície áspera, tornando-a muito difícil de usar, ainda mais para pintar sobre ela uma imagem que perdurasse. Entretanto, a imagem ainda se conserva intacta e os cientistas que a estudaram insistem que não se utilizou nenhuma técnica para adequar a superfície. A superfície onde a imagem está “estampada”, no entanto, é muito suave, assemelhando-se à seda. A parte onde a imagem não está segue sendo áspera e tosca. Mais ainda. Os peritos em fotografia infravermelha que estudaram a “tilma” no final da década de 1970 determinaram que não havia traços de pincel, dando como resultado uma imagem que foi plasmada toda ao mesmo tempo. Isto, junto com uma qualidade iridescente de mudar ligeiramente de cores dependendo do ângulo que uma pessoa a veja e o fato de que a coloração da imagem não demonstra elementos animais ou minerais (os corantes sintéticos não existiam em 1531), o que gera ainda mais perguntas aparentemente impossíveis de responder. Isso é impressionante. 2. A ciência demonstrou que não se trata de uma pintura Uma das primeiras coisas que dizem os céticos sobre a imagem é que de alguma forma houve uma fraude e que a imagem foi pintada com uma técnica conhecida naquela época, mas desconhecida hoje em dia. O fato é que há séculos ninguém conseguiu replicar uma imagem com as propriedades deste manto, começando pelo fato de que perdure tanto tempo, quase 500 anos, sem descolorir. Miguel Cabrera, artista do século XVIII que produziu três das melhores cópias já conhecidas (uma para o arcebispo, uma para o Papa e uma para ele para futuras réplicas), escreveu certa vez sobre a enorme dificuldade de recriar a imagem mesmo sobre as melhores superfícies. Outro fato que impressiona. 3. O manto mostrou características surpreendentemente parecidas com as de um corpo humano Em 1979, quando o Dr. Phillip Callahan, um biofísico da Universidade da Flórida (Estados Unidos), estava analisando a “tilma” usando tecnologia infravermelha, descobriu que a malha mantém uma temperatura constante de entre 36,6 e 37 graus Celsius, a temperatura normal de uma pessoa viva. Quando o Dr. Carlos Fernández de Castillo, médico mexicano, examinou o tecido, encontrou uma flor de quatro pétalas sobre o ventre da Maria. Os astecas chamavam a flor de “Nahui Ollin” e era o símbolo do sol e da plenitude. Depois de mais exames, o Dr. Fernández de Castillo concluiu que as dimensões do corpo de Nossa Senhora na imagem eram os de uma mãe por dar à luz em pouquíssimo tempo. E como se sabe, 12 de dezembro, dia da aparição está muito perto do Natal . Finalmente, uma das atribuições mais comuns e descobertas reportadas estão dentro dos olhos da Virgem na imagem. O Dr. José Alte Tonsmann, um oftalmologista peruano, estudou os olhos da imagem da Virgem com uma magnificação de 2.500 vezes e foi capaz de identificar até 13 indivíduos em ambos os olhos em diferentes proporções, exatamente como um olho humano refletiria uma imagem. Leia mais detalhes no vídeo no final da matéria. Parecia ser uma captura do momento exato em que Juan Diego desdobrou a “tilma” perante o Arcebispo Zumárraga. Isso é surpreendente. 4. Parece ser virtualmente indestrutível Dois eventos ameaçaram o manto através dos séculos. Um deles ocorreu em 1785 e o outro em 1921. Em 1785, um trabalhador estava limpando a proteção de vidro quando acidentalmente derramou solvente de ácido nítrico sobre uma grande parte da imagem. A imagem e o resto do manto deveria ser quase instantaneamente corroído pelo ácido, mas não foi assim. A imagem “autorrestaurou-se” após 30 dias e permanece intacta até hoje, com apenas pequenas manchas e em lugares onde a imagem não está plasmada. Em 1921, um ativista anticlerical escondeu 29 cargas de dinamite em um vaso de rosas e o pôs diante da imagem dentro da Basílica de Guadalupe. Quando a bomba explodiu, quase tudo, desde o piso até o genuflexório de mármore voou pelos ares. A destruição alcançou inclusive as janelas a 150 metros de distância e os candelabros de metal que estavam ao lado da Virgem ficaram retorcidos pela força do impacto. Entretanto a imagem e o vidro ao seu redor, que não era a prova de bala, permaneceram totalmente intactos. Um pesado crucifixo de bronze, que terminou completamente dobrado para trás, evidencia a força das dinamites que deveriam ter estilhaçado o vidro e repartido o manto por completo. Outros detalhes do manto ainda chamam a atenção de cientistas e fiéis como os seguintes: O cabelo solto da Virgem, símbolo asteca para a virgindade. As mãos, uma mais morena e a outra mais branca, mostram a união de duas raças. As 46 estrelas do manto mostram exatamente as constelações vistas no céu daquela noite em 1531. Os raios, que simbolizavam para os astecas o brilho do sol, a maior divindade desta cultura, os quais se intensificam no ventre da imagem, onde Maria carrega o menino. A lua sob seus pés, que além de evocar a imagem do Apocalipse da Mulher vestida de sol com a lua sob seus pés, evoca o próprio nome do México, que em língua asteca significa “centro da lua”. Finalmente, o anjo representado com asas de pássaros típicos daquela região do México simboliza a junção entre a terra e o céu. 5. Os olhos milagrosos da Virgem de Guadalupe Assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, estão refletidos nos olhos de Nossa Senhora as figuras do índio Juan Diego, do bispo da Cidade do México e do intérprete entre eles. Cientistas dos Estados Unidos estudaram as imagens refletidas e concluíram que as figuras não são pintadas, mas gravadas nos olhos de uma pessoa viva . O diminuto tamanho das córneas na imagem, de cerca de 7mm a 8mm , descartam a possibilidade de pintura. Além disso, o rudimentar tecido de fibras do cacto maguey apresenta poros e falhas na costura que são maiores que as próprias córneas da imagem. Nem mesmo a tecnologia de hoje permite reproduzir tamanha riqueza de detalhes sobre um tecido tão inadequado. Os estudos dos olhos da Virgem de Guadalupe levaram à descoberta de 13 pequenas imagens. Mas as surpresas vão além. 1 milímetro da imagem foi ampliado 2.500 vezes e descobriu-se que, num dos seus pontinhos microscópicos, pode-se ver a pupila do bispo dom Zumárraga, que aparece por inteiro na pupila de Nossa Senhora. Acontece que, também na pupila do bispo, está refletida a imagem de Juan Diego mostrando o poncho com a imagem da Virgem de Guadalupe. A imagem de Juan Diego, portanto, aparece duas vezes : uma nos olhos da Virgem e outra nos olhos do bispo, que, por sua vez, está refletido nos olhos da Virgem. O papa Bento XIV , em 1754, declarou sobre a imagem: “Tudo nela é milagroso: uma imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… Uma imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, podem-se ver o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação” . Nesse vídeo podemos conhecer melhor algumas descobertas feitas por cientistas, a respeito das imagens encontradas nos olhos da Virgem de Guadalupe. O vídeo aborda uma nova descoberta, bastante atual para o tempo que vivemos de perseguição às famílias. #NossaSenhora #NossaSenhoradeGuadalupe
- Homilia Diária | Guadalupe: uma catequese aos latino-americanos
Festa de N. Senhora de Guadalupe Às aparições de Nossa Senhora de Guadalupe em 1531 se seguiu um fenômeno extraordinário: vencidos, não pelo ferro ou a espada, mas pela maternal doçura de Maria Santíssima, milhares de indígenas, abandonando sua falsa e execrável religião, abriram-se enfim para a fé no único e verdadeiro Rei e Senhor, Jesus Cristo, nosso Sol de justiça. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 12 de dezembro, e elevemos hoje nossas preces à Virgem de Guadalupe, principal Padroeira das Américas! Santo do Dia: Festa de Nossa Senhora de Guadalupe Evangelho (Lc 1,39-47) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 39 Naqueles dias Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Guadalupe: uma catequese aos latino-americanos
Festa de N. Senhora de Guadalupe Às aparições de Nossa Senhora de Guadalupe em 1531 se seguiu um fenômeno extraordinário: vencidos, não pelo ferro ou a espada, mas pela maternal doçura de Maria Santíssima, milhares de indígenas, abandonando sua falsa e execrável religião, abriram-se enfim para a fé no único e verdadeiro Rei e Senhor, Jesus Cristo, nosso Sol de justiça. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 12 de dezembro, e elevemos hoje nossas preces à Virgem de Guadalupe, principal Padroeira das Américas! Santo do Dia: Festa de Nossa Senhora de Guadalupe Evangelho (Lc 1,39-47) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 39 Naqueles dias Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária


















































