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  • “Igreja não é palco para político” alerta arcebispo os padres que desejam se candidatar

    Membro do clero que se candidatar a cargo político será suspenso O Arcebispo de Maringá (PR), Dom Severino Clasen, publicou uma nota por meio da qual recordou a proibição de membros do clero se candidatarem a cargo político e reforçou que aqueles que o fizerem terão suspenso o “exercício das sagradas ordens”. O Prelado, que foi nomeado pelo Papa Francisco para a Arquidiocese de Maringá em 1º de julho e tomou posse no último dia 15 de agosto,  recordou em sua nota  “o que dispõe a Tradição e ordena o Magistério da Santa Igreja a respeito da identidade sacerdotal, consignada nas sábias e precisas Normas do Código de Direito Canônico”, bem como “a Declaração dos Bispos do Regional Sul 2 em data de 16 de março de 2016” a respeito da candidatura de padres e diáconos permanentes. Nesse sentido, citando o Documento de Puebla (526), afirma que “os pastores, uma vez que devem preocupar-se com a unidade, despojar-se-ão de toda ideologia partidária que possa condicionar seus critérios e atitudes”. Além disso, segundo o Código de Direito Canônico, “os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém ao seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular…; são proibidos de assumir cargos políticos que impliquem participação no exercício do poder civil (cân. 285 §1 e 3)”. Por isso, Dom Clasen reforça em sua nota que os ministros ordenados estão proibidos de: “Filiar-se a partidos políticos (cân 287 §2); Pré-Candidatar, Candidatar e Disputar a cargos eletivos (cân 285 §3); Participar de atividades político-partidárias ou cargos públicos remunerados; Usar ou disponibilizar qualquer espaço físico da paróquia para apoiar candidatos ou partidos políticos; Usar ou disponibilizar dos meios de comunicação da paróquia para apoiar candidatos ou partidos políticos”. “Suspenderei do exercício das sagradas ordens aquele, que por decisão própria, contrariar essa proibição. A suspensão compreende o total afastamento do ministério sacerdotal ou diaconal e o retorno à vida pastoral após o mandato e/ou a desobediência não será automático”, conclui. No dia 25 de agosto, ao final da Missa do Crisma, na Catedral de Maringá, Dom Severino Clasen  exortou a que “nenhum padre tome partido político”  e advertiu que a Igreja não é “palco” para política. “Quem acha que tem que ser candidato, que seja honesto, não utilize a Igreja. A Igreja não é placo para campanha política. Se alguém usar a Igreja como palco, eu faço propaganda contra, porque já não está sendo honesto e também não vai administrar honestamente”, afirmou. O Arcebispo ainda indicou que “é importante a gente ter isso bem claro, nós servimos ao Senhor. É claro, toda injustiça deve ser denunciada. Nós estamos a serviço da misericórdia do Pai. Então, sejamos prudentes, firmes, profetas, sacerdotes, para fazer com que o Cristo reine pela nossa missão”. Durante o ano passado, o nome de Padre Leomar Antônio Montagna, conhecido como Pe. Léo, havia sido cogitado como pré-candidato à prefeitura de Maringá pelo PT. Fonte: ACI Digital

  • “Igreja não é palco para político” alerta arcebispo os padres que desejam se candidatar

    Membro do clero que se candidatar a cargo político será suspenso O Arcebispo de Maringá (PR), Dom Severino Clasen, publicou uma nota por meio da qual recordou a proibição de membros do clero se candidatarem a cargo político e reforçou que aqueles que o fizerem terão suspenso o “exercício das sagradas ordens”. O Prelado, que foi nomeado pelo Papa Francisco para a Arquidiocese de Maringá em 1º de julho e tomou posse no último dia 15 de agosto,  recordou em sua nota  “o que dispõe a Tradição e ordena o Magistério da Santa Igreja a respeito da identidade sacerdotal, consignada nas sábias e precisas Normas do Código de Direito Canônico”, bem como “a Declaração dos Bispos do Regional Sul 2 em data de 16 de março de 2016” a respeito da candidatura de padres e diáconos permanentes. Nesse sentido, citando o Documento de Puebla (526), afirma que “os pastores, uma vez que devem preocupar-se com a unidade, despojar-se-ão de toda ideologia partidária que possa condicionar seus critérios e atitudes”. Além disso, segundo o Código de Direito Canônico, “os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém ao seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular…; são proibidos de assumir cargos políticos que impliquem participação no exercício do poder civil (cân. 285 §1 e 3)”. Por isso, Dom Clasen reforça em sua nota que os ministros ordenados estão proibidos de: “Filiar-se a partidos políticos (cân 287 §2); Pré-Candidatar, Candidatar e Disputar a cargos eletivos (cân 285 §3); Participar de atividades político-partidárias ou cargos públicos remunerados; Usar ou disponibilizar qualquer espaço físico da paróquia para apoiar candidatos ou partidos políticos; Usar ou disponibilizar dos meios de comunicação da paróquia para apoiar candidatos ou partidos políticos”. “Suspenderei do exercício das sagradas ordens aquele, que por decisão própria, contrariar essa proibição. A suspensão compreende o total afastamento do ministério sacerdotal ou diaconal e o retorno à vida pastoral após o mandato e/ou a desobediência não será automático”, conclui. No dia 25 de agosto, ao final da Missa do Crisma, na Catedral de Maringá, Dom Severino Clasen  exortou a que “nenhum padre tome partido político”  e advertiu que a Igreja não é “palco” para política. “Quem acha que tem que ser candidato, que seja honesto, não utilize a Igreja. A Igreja não é placo para campanha política. Se alguém usar a Igreja como palco, eu faço propaganda contra, porque já não está sendo honesto e também não vai administrar honestamente”, afirmou. O Arcebispo ainda indicou que “é importante a gente ter isso bem claro, nós servimos ao Senhor. É claro, toda injustiça deve ser denunciada. Nós estamos a serviço da misericórdia do Pai. Então, sejamos prudentes, firmes, profetas, sacerdotes, para fazer com que o Cristo reine pela nossa missão”. Durante o ano passado, o nome de Padre Leomar Antônio Montagna, conhecido como Pe. Léo, havia sido cogitado como pré-candidato à prefeitura de Maringá pelo PT. Fonte: ACI Digital

  • A EXEMPLO DA CHINA, OMS CENSURA INFORMAÇÕES – Stefano Magni

    A Organização Mundial da Saúde lançou recentemente uma campanha contra a desinformação sobre Covid-19. Com um artigo em sua página oficial do dia 25 de agosto, “Imunizar o público contra a desinformação”, a OMS confirmou que está monitorando, na web, notícias falsas sobre a epidemia, para combater a “superabundância de informações e a rápida disseminação de notícias, imagens e vídeos enganosos ou falsos” sobre o novo coronavírus. A campanha de monitoramento da web e a caça aos boatos é conduzida pela OMS em colaboração com a iniciativa Global Pulse, da ONU, criada para empregar em causas humanitárias as ferramentas modernas de coleta de dados e de inteligência artificial. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, afirmou: “Não estamos combatendo somente o vírus, mas também os trolls e os teóricos da conspiração que promovem a desinformação e minam a luta contra a epidemia”. Por “trolls” se deve compreender os “perturbadores”, espalhados em todos os níveis por fóruns online e redes sociais. Esta “doença” virtual tem um nome desde fevereiro: “infodemia”, palavra que primeiro foi utilizada para indicar uma sobrecarga de informações, todas elas sobre o Covid, e depois utilizada, mais especificamente, para indicar o conjunto de notícias falsas e boatos. A primeira conferência sobre Infodemia foi organizada pela OMS em junho, mas já em fevereiro, menos de um mês após o início da emergência sanitária, a OMS fez acordos com o Facebook para monitorar a qualidade das informações. Atualmente, a agência de saúde da ONU está colaborando com pelo menos 50 empresas da web, incluindo todas as principais redes sociais e motores de busca, como Google, TikTok, YouTube, Twitter e Facebook, “para garantir que as mensagens sobre saúde, provenientes da OMS e outras fontes oficiais, apareçam em primeiro lugar, quando um usuário pesquise informações sobre o Covid-19”. Notícias não confiáveis sobre a nova doença são um problema sério e não deve ser subestimado. Por exemplo, até pelo menos 20 de janeiro de 2020, depois que a epidemia já havia se espalhado em Wuhan e na província de Hubei, e se registravam os primeiros casos fora da China, circulava a notícia de que o novo coronavírus não era transmissível entre humanos, mas apenas entre animais e humanos. Em fevereiro, e novamente até meados de março, circularam conselhos irresponsáveis sobre o método diagnóstico por excelência, o tampão, por considerá-lo ineficaz e para ser usado, com extrema parcimônia, apenas em casos sintomáticos graves. Ainda durante todo o mês de março, segundo outras sugestões irresponsáveis, a máscara era coisa supérflua. A desinformação mais perigosa era a respeito a medicamentos e métodos de tratamento: por exemplo, alegou-se durante meses que a hidroxicloroquina era inútil e prejudicial, antes que a informação fosse retificada (mas, mesmo assim, o ruído de fundo sobre esta droga ainda é muito alto). Não faltaram “perturbadores” aconselhando fortemente os médicos a não fazerem autópsias: uma “piada” que custou milhares de mortes só na Itália. Se você ainda não sabe qual é a origem de todos esses boatos, essas informações enganosas, essas sugestões irresponsáveis, nós lhe informamos: é a Organização Mundial da Saúde. Seus dirigentes e funcionários se justificam, alegando que fizeram tudo o que era possível; e que, afinal, tiveram de lidar com um vírus novo, portanto, erros são possíveis em todos os níveis. Isto é verdade. Mas, por isto mesmo, diante de um novo problema, a maior liberdade possível de debate deve ser preservada. É a partir da comparação de várias experiências diferentes que as melhores soluções podem ser encontradas. Infelizmente, porém, toda a gestão da epidemia foi caracterizada pelo estrito cumprimento do princípio da autoridade: hospitais que seguem estritamente as diretrizes dos governos que, por sua vez, seguem as da OMS. A política “contra a desinformação” amplifica esse conceito, estendendo-o à sociedade civil, para além do mundo da medicina. Não só não se podem experimentar tratamentos e estratégias diferentes dos indicados pela OMS, mas também não se pode falar sobre isso em particular. Eis o significado de toda a operação. É preciso dizer que essa estratégia tem um precursor: a República Popular da China, que não por acaso foi a primeira a enfrentar a epidemia e também a primeira a praticar a estratégia de lockdown em sua província de Hubei. Na China, desde janeiro, milhares de funcionários revisaram todas as conversas de seus concidadãos no WeChat (a rede social chinesa por excelência), apagando qualquer comentário crítico, qualquer dúvida, qualquer exemplo que proviesse do exterior. A OMS, que segue a linha chinesa desde janeiro (inclusive negando, até 20 de janeiro, tal como Pequim o fez, que o novo coronavírus pudesse ser transmitido entre seres humanos), também deve ter assimilado do Partido Comunista o hábito da censura. É lamentável que as redes sociais, a começar pelo Facebook, estejam se entregando a esse jogo com tanto empenho, ao invés de afirmar seu papel de baluartes da liberdade de expressão. Isso mostra, mais uma vez, quanto é frágil o conceito de liberdade, inclusive em nosso mundo. https://lanuovabq.it/it/loms-controlla-linformazione-sulle-orme-della-cina

  • Regra nº 6: Deixe sua casa em perfeita ordem antes de criticar o mundo

    Umas das coisas que mais me chama a atenção hoje em dia é como as pessoas enxergam que tudo precisa melhorar, menos elas mesmas. A Bíblia nos diz que nós somos parte do problema, ” pois todos pecaram” (Rm 3:23), e que precisamos nos arrepender dos nossos pecados e crer no Evangelho. (Mc 1:15) Sem entender a raiz do problema, toda tentativa de conserta-lo será vã. Mas o mundo de hoje, especialmente entre os mais jovens e idealistas, a crença é mais utópica. Eles sabem mundo está mal e que precisa mudar. Mas se esquecem de que fazem também fazem parte da engrenagem do mundo, e não podem se esquivar das suas responsabilidades nessa mudança. Na regra nº 6 do seu best seller 12 Regras para Vida, Jordan Peterson nos leva a algumas reflexões interessantes. Ele usa como exemplo o escritor russo Alexander Soljenítsin, que passou diversos anos preso nos gulags soviéticos. Soljenítsin tinha todos os motivos para culpar o mundo pela sua situação miserável, mas fez uma autorreflexão que poucos tem a coragem de fazer: ” Em que EU contribuí para que a situação da minha vida chegasse a esse ponto?” E se lembrou que durante a juventude, ele mesmo havia sido um grande entusiasta do regime soviético. Ele acabou vítima do monstro que um dia ajudou a alimentar. Peterson nos leva a refletir em como aproveitamos as oportunidades que recebemos, como nos portamos diante dos fatos da vida e qual o impacto das nossas escolhas durante a nossa trajetória. Será que temos maturidade de assumir as consequências das nossas escolhas? Nossas escolhas podem ter sido ruins devido ao pecado, assim como as más escolhas do rei Davi. Que mesmo tendo se arrependido, enfrentou as consequências do seu pecado. A reflexão que fica é: Como mudar o mundo se nós não entendemos que somos parte do mal que criticamos? O mal não está no mundo, mas em nós. Idolatria, maldade, avareza, injustiça…esse é o mal do mundo que nós cometemos. Não é o mundo que precisa mudar, mas nosso coração. O arrependimento é literalmente uma mudança de direção, uma transformação, não do mundo, mas do homem. Então, antes de querer mudar o mundo, veja se não é você que precisa de mudança.

  • O COVID-19 E A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA – Ettore Gotti Tedeschi

    Com espírito devoto, gostaria de sugerir a leitura de Shakespeare ao Presidente da Conferência Episcopal Italiana e ao Presidente da Pontifícia Academia para a Vida. A leitura de verão do drama shakespeariano Rei Lear me fez pensar em nossa situação pré e pós-Covid, em nossos medos e na falta de orientação e consolo espiritual da parte de nossa Igreja, que parece estar mais preocupada com economia e meio ambiente do que com as almas, arriscando transformar os nossos medos em coisa cínica. A peça de Shakespeare, Rei Lear, revela e ilustra o valor da purificação por intermédio do sofrimento físico e psicológico, quando se é auxiliado espiritualmente. O rei Lear tinha tudo: orgulho (sobretudo), poder, riqueza e até saúde. Graças aos problemas familiares (vamos chamá-los assim), ele enlouquece, foge, se desespera. Mas a seguir, graças ao cuidado espiritual das pessoas próximas a ele, ele descobre a humildade, contempla suas misérias, corrige seus erros, aprende o valor do sofrimento e da dor. Expia, purifica-se, reza. Querendo (com o devido esforço) inspirar-nos na lição do Rei Lear, devemos reconhecer que, pré-Covid, também nós acreditávamos que tínhamos tudo: saúde, bem-estar, liberdade, esperança… Fazíamos planos, certamente, como quaisquer criaturas humanas. Depois vem este Covid e todos os projetos se interrompem, começam os medos, uma série de medos. Medo do contágio, medo da morte, medo pelos nossos entes queridos, medo de perder o emprego e de empobrecer, medo do próximo, medo do isolamento, medo da solidão. Medo que cresceu em função do crescimento das informações desencontradas, das contradições nas explicações científicas e políticas. Tínhamos até medo de ler jornais: medo das próprias informações. Depois, um novo e desconcertante medo: o medo de complôs contra a criatura humana, associado ao medo de estarmos cercados de seres humanos cínicos. E, finalmente, o medo de morrer sem a graça de Deus, já que estávamos privados (por resolução da Conferência Episcopal Italiana) dos consolos espirituais de uma prudentíssima “igreja em saída” (exceto para os fiéis…). Pensando no drama do rei Lear, se poderia imaginar que de todos esses medos (e suas causas) poderiam ser extraídos novos e melhores valores morais. Um certo tipo de medo e sofrimento, se bem compreendido, guiado e orientado, pode ser útil para quem o experimenta, assim como aconteceu com o rei Lear, que voltou a si graças ao medo e à dor. Mas o rei Lear tinha um guia espiritual fraterno. Nós descobrimos que temos um guia espiritual que, surpreendentemente, explica o Covid como uma punição por termos ofendido a natureza, parecendo indicar que a Redenção esteja na proteção da terra. E que também parece nos propor que substituamos o sofrimento em união com Cristo, pelo sofrimento em união com a floresta amazônica. Esta Igreja deve sofrer muito por ter ido tão longe. Deve sofrer ainda mais, pois, após a reabertura das igrejas para o culto, apenas 30% dos fiéis, privados dos sacramentos durante meses, voltaram a frequentar aquelas igrejas onde permaneceram sacerdotes corajosos e santos, sem os quais nossas perspectivas estariam bem mais pobres de esperanças. Temos que estar bem próximos desta “Igreja que sofre”. Um dia, provavelmente, entenderemos que o maior impacto produzido pelo Covid consistiu no risco de afirmar-se no mundo um novo humanismo cínico, proposto graças ao descuido da autoridade moral da Igreja, que parece ter-se esquecido da doutrina e acredita ser capaz de dar receitas utópicas na área da economia, disfarçadas de atenção à dignidade humana, sobre a qual parece ter perdido a competência e o devido amor. Eu disse “parece”, na esperança de haver compreendido mal… Antes a Igreja não falava de economia, preferindo ocupar-se com as consciências. Hoje, se diria que não deva mais tratar das consciências, mas apenas de economia, analisada apenas em seus efeitos e não nas causas, arriscando-se a incorporar ao Magistério soluções utópicas e errôneas. O risco de um novo humanismo carregado de cinismo é uma consequência inevitável. Correremos o risco, graças ao Covid, de preferir ser inspirados por Shakespeare mais do que por essa nova doutrina social da Igreja? https://www.marcotosatti.com/2020/09/02/gotti-tedeschi-il-covid-re-lear-o-la-dottrina-sociale/

  • “AVE MARIA” ENCERRA A CONVENÇÃO DO PARTIDO REPUBLICANO NOS EUA

    Na última sexta-feira, a Convenção Nacional do Partido Republicano encerrou-se com a “Ave Maria”, de Schubert, após o discurso do presidente Donald Trump aceitando oficialmente a indicação de seu nome à reeleição. Foi uma bela performance da célebre canção de Schubert, tão apreciada pelos católicos. A interpretação da “Ave Maria” se deu na varanda da Sala Azul, na Casa Branca, e esteve a cargo do cantor lírico Christopher Macchio. Após a “Ave Maria”, o cantor Macchio convidou a família Trump e os convidados, reunidos no gramado sul da Casa Branca, para cantar com ele “God Bless America” e “America the Beautiful”. A apresentação da “Ave Maria”, de Schubert, que no fundo é a oração da “Ave Maria” posta em música, foi “o momento mais católico da história americana”, declarou o comentarista católico conservador John Zmirak. “Vamos invocar a ajuda da mãe de Jesus para proteger nossa nação e nossos descendentes daqueles que consideram o aborto algo ‘sagrado’; e consideram a nossa natureza física e sexual como ferramentas nas mãos de fetichistas, curandeiros e pornógrafos”, continuou Zmirak em um Tweet. “As coisas em que apostamos não podiam ser mais claras nesta eleição”, acrescentou. Outro a comentar foi o escritor católico Taylor Marshall [de quem a editora Ecclesiae lançou no Brasil, recentemente, a obra Infiltrados: a trama para destruir a Igreja a partir de dentro]. Segundo Marshall, “Deus honrará aqueles que O honrarem (e aqueles que honram a Mãe de Deus Filho)”. https://www.lifesitenews.com/news/ave-maria-caps-republican-national-convention-most-catholic-moment-in-american-history

  • A REVOLUÇÃO QUE DESTRÓI A MORAL CATÓLICA – Stefano Fontana

    O que foi afirmado pelo arcebispo Vincenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, em sua recente entrevista ao jornal americano Crux (aqui) corrompe o sentido da teologia moral católica com afirmações chocantes. Antes de examiná-los, entretanto, pode ser útil expor uma premissa. Diante do compromisso moral de votar nas eleições políticas, a primeira coisa que aprendemos a fazer é verificar se há violações do direito primário à vida no programa partidário. Se estivesse escrito que tal partido admite o aborto ou a eutanásia, esse partido não teria direito a voto, mesmo que nesse mesmo programa houvesse elementos bons e compartilháveis. Não se pode fazer o bem através do mal. Onde encontramos esses ensinamentos? Em toda a teologia moral católica, tal como ela (até agora) nos foi ensinada. Em particular, os encontramos na “Nota Doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé”, de 2002: “A consciência cristã bem formada não permite que ninguém favoreça, com o seu voto, a implementação de um programa político ou de uma única lei em que os conteúdos fundamentais de fé e da moral sejam subvertidos pela apresentação de propostas alternativas ou contrárias a esses conteúdos”. Os católicos nunca devem separar, do contexto geral da doutrina social da Igreja, um elemento em particular, porque o bem comum não se compõe de um único conteúdo; há “princípios morais que não admitem exceções” e a responsabilidade para com eles torna-se ainda mais evidente”. É o caso do direito à vida, visto que o nascituro não pode gozar de nenhum outro direito. O direito à vida, portanto, tem uma prioridade fundamental, requer respeito absoluto e, portanto, é o primeiro critério para avaliar o voto. Um partido que o defende pode talvez não ser votado por outros motivos, mas um partido que o negue nunca poderá ser votado por nenhum outro motivo. Este tem sido o ensino da teologia moral católica até hoje. Agora, na entrevista a Crux, Monsenhor Paglia nega tudo isso e fornece um quadro oposto. Ele pensa que seja danoso instrumentalizar algum argumento para fins políticos. Usar um tema ético por motivos políticos, como o da defesa da vida, seria fazer ideologia e instrumentalizar os princípios morais. Isso serviria tanto para o político, que coloca em seu programa a defesa da vida humana contra o aborto estatal, quanto para o eleitor que assume a defesa da vida como principal critério de votação. Ambos fariam ideologia, ou seja, usariam o princípio moral para seus próprios interesses. Em vez disto, na visão de Paglia, o eleitor católico deveria deixar de fora da cabine de votação “os princípios morais que não admitem exceções”, para que todos os partidos sejam moralmente votáveis indiscriminadamente. A razão indicada por monsenhor Paglia é que os católicos devem comprometer-se, junto com outros homens, “numa perspectiva de bioética global, que envolva todas as grandes questões que afetam a vida, do indivíduo e da família humana”; isolar um elemento da defesa da vida, como a questão do aborto, significaria instrumentalizar a questão moral por razões ideológicas. Não está claro como a vida pode ser defendida em todas as suas manifestações sem defendê-la também em cada uma delas em particular, nem como é possível favorecer a vida em todas as suas manifestações, negando uma prioridade ordenada ao momento inicial da própria vida. Os valores a serem perseguidos são certamente muitos, mas eles não são um conjunto indistinto, eles não são uma pilha de valores, mas um todo ordenado de valores, e toda ordem necessita de princípios ordenadores. A vida é uma desses princípios e, portanto, não pode ser colocada no mesmo nível dos demais valores. Paglia, ao contrário, vê o conjunto dos valores morais como um todo indistinto, como uma soma ou uma lista e, ao propor persegui-los todos juntos, cai na utopia (esta, sim, está sempre a serviço de interesses partidários). À criança que, no ventre da mãe, pede para viver, como responder que deve ser paciente, já que os valores da vida devem ser perseguidos juntos? Muitos observadores disseram que Paglia falou dessa forma já pensando nas próximas eleições americanas, em apoio a Biden e contra Trump. Não temos dificuldade em acreditar. No entanto, é necessário ver nessas declarações os passos de uma revolução geral da teologia moral católica. As intervenções surpreendentes de Paglia são, na verdade, coerentes entre si; coerentes com o novo estatuto da Pontifícia Academia para a Vida; coerentes com a transformação radical do Instituto João Paulo II para o matrimônio e a família; coerentes com o cancelamento, na teologia moral católica, da doutrina dos princípios não negociáveis; coerentes com muitos ensinamentos do Papa Francisco (que não faz distinção entre os vários movimentos populares, encorajando-os igualmente a todos,  e ainda afirma não compreender nem mesmo o significado da expressão “princípios não negociáveis”). A renúncia aos chamados “princípios não negociáveis”, entendidos como princípios ordenadores da moral natural, está produzindo (intencionalmente) consequências gravíssimas. Monsenhor Paglia certamente o sabe. Se não há nada que nunca possa ser feito — nem da parte do político nem do eleitor — então tudo pode ser feito. Se todos os partidos podem ser votados, então os partidos vencedores podem fazer de tudo. Será, pois, inevitável que o eleitor, no momento da votação, faça aquele “contrabalanceamento de bens” que a Veritatis splendor rejeita. Também será inevitável que os eleitos façam o mesmo, depois de eleitos. Mais do que um novo quadro da moral católica, parece a sua destruição. https://lanuovabq.it/it/la-rivoluzione-di-paglia-come-ti-distruggo-la-morale-cattolica

  • MAIS UM MILAGRE EUCARÍSTICO!

    Após comungar o Corpo e o Sangue de Cristo durante a Divina Liturgia realizada neste domingo 21/08/2020, na Igreja dos Santos Isidoros (Αγιοι Ισίδωροι) em Atenas, uma garota paralítica foi milagrosamente curada de sua enfermidade, levantou-se perante todos os presentes e caminhou pela paróquia com a ajuda do Padre Demétrio. *JESUS EU CONFIO EM VÓS* Clique aqui ou na foto para assistir o vídeo! Fontes: @ecclesiamcatholicam

  • COSMOLOGIA BÍBLICA DA TERRA! A TERRA NÃO É UM PLANETA! NÃO EXISTE SISTEMA SOLAR!

    As escrituras sagradas nós revelam uma Terra plana, circular, que não pode ser movida (estacionária), coberta por uma redoma (abóboda celeste/firmamento), e cujos luminares circulam sobre ela. No falso modelo atual vigente criou-se a ideia de que o homem veio do nada, como um acidente cósmico sem causa ou propósito, ocorrido há 14,5 bilhões de anos em um universo infinito. ASSISTA AQUI: Estamos diante de um conceito que contaminou as massas do mundo com mentalidades niilistas e materialistas, levando as pessoas a um caminho obscuro de auto-destruição, que sufoca a própria alma. Aquele que não pode ver ou sentir o seu propósito na grandiosa obra do Criador, então certamente não poderá considerar a mais ninguém. Com isto cria-se uma população fragilizada e mentalmente instável de milhões de pessoas mendigando alguma migalha de auto-estima. Pessoas desesperadas tentando se encaixar de alguma forma em uma sociedade doente, voltada exclusivamente ao status, posição, e consumismo. Pessoas facilmente manipuláveis, influenciáveis e acomodadas, que creem na doutrinação do sistema, em teorias relativísticas, produto de um enorme engano envolto em um "belo" manto matemático. No modelo vigente somos tão pequenos e insignificantes que nada realmente importa. O que acontece em um grãozinho de poeira vagando em um universo infinito com bilhões de galáxias não tem qualquer relevância! Somos apenas uma ameba evoluída vivendo graças a fatores aleatórios bastante improváveis, em uma poeira na periferia de uma galáxia qualquer, dentre outras trilhões. Se milhões de pessoas estão morrendo de fome, doenças epidêmicas, ou morrendo em guerras sem sentido, isso não nos sensibiliza. Elas são apenas resto de poeira estelar. Ou seja, nada teria real importância ou, sequer faria sentido. Com isso o establishment pode nos controlar e escravizar, já que não temos um propósito. Somos apenas uma ameba evoluída vivendo graças a fatores aleatórios bastante improváveis, em uma poeira na periferia de uma galáxia qualquer, dentre outras trilhões. Nada disso é verdade! A Terra é uma morada! O único reino físico existente! Acima da Terra estão os céus dos céus, e os mais altos céus. Ou seja, os reinos espirituais. Fontes: Terra Plana Reloaded

  • TUDO PELA VIDA ETERNA – Scott Hahn medita sobre o 22º Domingo do Tempo Comum

    A primeira leitura de hoje mostra o profeta Jeremias em um momento de fraqueza.  Sua lamentação pessoal contém algumas das mais fortes expressões de dúvida encontradas na Bíblia.  Seguindo o chamado de Deus, ele se sente abandonado; pregar a Sua Palavra só lhe trouxe escárnio e reprovação. Mas Deus não engana — e Jeremias o sabe.  Deus põe à prova os justos (ver Jeremias 20: 11–12) e disciplina Seus filhos por meio de seus sofrimentos e provações (ver Hebreus 12: 5–7). O que Jeremias aprendeu, Jesus afirma explicitamente no Evangelho de hoje.  Segui-Lo é tomar sua cruz, negar-se a si mesmo: suas prioridades, preferências e confortos.  É estar disposto a desistir de tudo, até da própria vida, por causa de Seu evangelho. Como Paulo diz na epístola de hoje, temos de nos unir à paixão de Cristo, oferecendo nossos corpos — todo o nosso ser — como  sacrifícios vivos a Deus. Por meio de Sua Cruz, Jesus nos mostrou o que os sacrifícios de animais, praticados por Israel, tinham por objetivo ensinar que devemos a Deus tudo o que temos. O amor de Deus vale mais do que nossa própria vida, conforme cantamos no Salmo de hoje.  O único agradecimento que podemos Lhe oferecer é nossa adoração espiritual: entregar nossas vidas ao serviço de Sua vontade (ver Hebreus 10: 3-11; Salmos 50:14, 23). Pedro ainda não o compreendeu, como lemos no Evangelho de hoje.  Como para Jeremias, a cruz é uma pedra de tropeço para Pedro (veja 1 Coríntios 1:23).  Esta também é a nossa tentação natural: recusar a crer que nossos sofrimentos desempenham um papel fundamental nos planos de Deus. Jesus nos ensina, hoje, que é assim mesmo que as pessoas pensam.  Mas somos chamados para a renovação do nosso entendimento: pensar como Deus pensa, desejar o que Ele deseja. Na Missa, mais uma vez, nos oferecemos como sacrifícios de louvor perfeitos e agradáveis ​​(ver Hebreus 13,15).  Nós O bendizemos enquanto estamos vivos, confiantes de que encontraremos nossa vida ao perdê-la, e que, com as riquezas de Seu banquete, nossa alma ficará satisfeita. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/for-your-life-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-second-sunday-in-ordinary-time/

  • Bispo confirma que nenhum fiel pode ser proibido comungar na boca

    Após fiel reclamar de ter seu direito de receber a Sagrada Comunhão diretamente na boca negado, o bispo respondeu que em nenhum momento a comunhão na boca pode ser negada, nem mesmo na pandemia. Diante do protesto de um fiel da diocese de Ciudad Real pela recusa de um padre em dar a comunhão na boca a ele e sua esposa, o bispo da diocese castelhana-La Mancha, Dom Gerardo Melgar, se desculpa, Ele confirma que tem o direito de receber a comunhão desta forma e informa que falou com o reitor do templo para que isso não se repita. Carta do Secretário Chanceler da diocese de Ciudad Real Diocese de Ciudad Real Ciudad Real, 20 de agosto de 2020 Querido no Senhor: Tenho o prazer de acusar o recebimento da carta dirigida ao Exmo. e Rvdmo. Senhor Gerardo Melgar Viciosa, Bispo de Ciudad Real-Prior das Ordens Militares de Santiago, Calatrava, Alcántara e Montesa, em 29 de julho, na qual declara que seus direitos como fiel da Igreja foram violados por terem sido negados, à tua esposa e a ti, a comunhão na boca, na Eucaristia celebrada no dia 26 de julho de 2020, às 10h30, na Igreja de San Ignacio (Salesianos) de Ciudad Real. Sua Excelência o Reverendíssimo confiou-me a tarefa de exprimir as suas desculpas por ter produzido tal situação, ao mesmo tempo que se comunicou com o reitor do referido templo para que não volte a acontecer algo semelhante, porque, embora seja verdade, que a situação A emergência sanitária em que nos encontramos aconselha que os fiéis recebam a comunhão na mão, como medida de segurança para evitar a propagação do Covid-19, em nenhum momento pode ser proibido fazê-lo pela boca, se o fiel desejar recebê-la desta forma. Leia também: Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Aproveito a oportunidade para expressar a vocês o testemunho de minha consideração e estima em Cristo. Assinado: Juan Carlos Fernández de Simón Soriano Chanceler-Secretário-Geral do Bispado de Ciudad Real Prot. No. 520/0262 Traduzido de Infocatólica Leia também: AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão

  • Bispo confirma que nenhum fiel pode ser proibido comungar na boca

    Após fiel reclamar de ter seu direito de receber a Sagrada Comunhão diretamente na boca negado, o bispo respondeu que em nenhum momento a comunhão na boca pode ser negada, nem mesmo na pandemia. Diante do protesto de um fiel da diocese de Ciudad Real pela recusa de um padre em dar a comunhão na boca a ele e sua esposa, o bispo da diocese castelhana-La Mancha, Dom Gerardo Melgar, se desculpa, Ele confirma que tem o direito de receber a comunhão desta forma e informa que falou com o reitor do templo para que isso não se repita. Carta do Secretário Chanceler da diocese de Ciudad Real Diocese de Ciudad Real Ciudad Real, 20 de agosto de 2020 Querido no Senhor: Tenho o prazer de acusar o recebimento da carta dirigida ao Exmo. e Rvdmo. Senhor Gerardo Melgar Viciosa, Bispo de Ciudad Real-Prior das Ordens Militares de Santiago, Calatrava, Alcántara e Montesa, em 29 de julho, na qual declara que seus direitos como fiel da Igreja foram violados por terem sido negados, à tua esposa e a ti, a comunhão na boca, na Eucaristia celebrada no dia 26 de julho de 2020, às 10h30, na Igreja de San Ignacio (Salesianos) de Ciudad Real. Sua Excelência o Reverendíssimo confiou-me a tarefa de exprimir as suas desculpas por ter produzido tal situação, ao mesmo tempo que se comunicou com o reitor do referido templo para que não volte a acontecer algo semelhante, porque, embora seja verdade, que a situação A emergência sanitária em que nos encontramos aconselha que os fiéis recebam a comunhão na mão, como medida de segurança para evitar a propagação do Covid-19, em nenhum momento pode ser proibido fazê-lo pela boca, se o fiel desejar recebê-la desta forma. Leia também: Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Aproveito a oportunidade para expressar a vocês o testemunho de minha consideração e estima em Cristo. Assinado: Juan Carlos Fernández de Simón Soriano Chanceler-Secretário-Geral do Bispado de Ciudad Real Prot. No. 520/0262 Traduzido de Infocatólica Leia também: AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão

  • O JULGAMENTO E CONDENAÇÃO DE GALILEU GALILEI EM 1633 POR SUA DEFESA DO HELIOCENTRISMO

    O Processo de Galileu Galilei (em italiano: II processo a Galileo Galilei) foi uma sequência de eventos, começando em torno de 1610, culminando com o julgamento e condenação de Galileu Galilei pela Inquisição Católica Romana em 1633 por sua defesa do heliocentrismo. Em 1610 Galileu publicou Sidereus Nuncius (Mensageiro Sideral), descrevendo suas observações surpreendentes feitas com o novo telescópio das fases de Vênus e das luas de Júpiter. Com estas observações divulgou a teoria do heliocentrismo de Nicolau Copérnico (publicada em De revolutionibus orbium coelestium em 1543). As descobertas iniciais de Galileu vieram em oposição à Igreja Católica, e em 1616 a Inquisição declarou o heliocentrismo como formalmente herético. Os livros heliocêntricos foram banidos e Galileu recebeu ordens para abster-se de manter, ensinar ou defender ideias heliocêntricas. Galileu passou a propor uma teoria das marés em 1616 e dos cometas em 1619; ele argumentou que as marés eram evidências para o movimento da Terra. Em 1632 Galileu, agora um homem de idade avançada, publicou seu Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo, que implicitamente defendia o heliocentrismo e era imensamente popular. Respondendo a uma controvérsia crescente sobre teologia, astronomia e filosofia, a Inquisição Romana julgou Galileu em 1633 e o acusou de "suspeito veementemente de heresia", condenando-o a prisão indefinida. Galileu foi mantido em prisão domiciliar até sua morte em 1642. Controvérsias iniciais Galileu começou suas observações telescópicas na parte final de 1609, e por março de 1610 estava habilitado a escrever um pequeno livro, Mensageiro Sideral (Sidereus Nuncius), descrevendo algumas de suas descobertas: montanhas na Lua, algumas luas na órbita de Júpiter, e a resolução do que se pensava que eram massas com muitas nuvens no céu (nebulosas) em coleções de estrelas também difusas para ver individualmente sem um telescópio. Outras observações seguiram, incluindo as fases de Vênus e a existência de manchas solares. As contribuições de Galileu causaram dificuldades para teólogos e filósofos naturais da época, pois contradiziam ideias científicas e filosóficas baseadas naquelas de Aristóteles e Ptolomeu e intimamente associadas à Igreja Católica. Em particular, as observações de Galileu das fases de Vênus, que a mostravam circundando o sol, e a observação das luas em órbita de Júpiter, contradiziam o modelo geocêntrico de Ptolomeu, apoiado e aceito pela Igreja Católica Romana, e defendiam o modelo copernicano avançado por Galileu. Astrônomos jesuítas, especialistas em ensinamentos da Igreja, ciência e filosofia natural, foram primeiramente céticos e hostis às novas ideias; no entanto, dentro de um ano ou dois, a disponibilidade de bons telescópios permitiu-lhes a repetição das observações. Em 1611 Galileu visitou o Collegium Romanum em Roma, onde os astrônomos jesuítas por essa época repetiram suas observações. Christoph Grienberger, um dos estudiosos jesuítas da faculdade, simpatizou com as teorias de Galileu, mas foi convidado a defender o ponto de vista aristotélico por Claudio Acquaviva, o padre geral dos jesuítas. Nem todas as alegações de Galileu foram completamente aceitas: Cristóvão Clávio, o astrônomo mais distinto da época, nunca se reconciliou com a ideia de montanhas na Lua, e fora do colégio muitos ainda disputavam a realidade das observações. Em uma carta a Johannes Kepler de agosto de 1610, Galileu queixou-se de que alguns dos filósofos que se opunham às suas descobertas se recusaram até a olhar através de um telescópio: Meu prezado Kepler, desejo que possamos rir da estupidez notável do rebanho comum. O que você tem a dizer sobre os principais filósofos desta academia que estão cheios da teimosia de uma víbora e não querem olhar os planetas, a lua ou o telescópio, apesar de eu ter oferecido livre e deliberadamente a oportunidade mil vezes? Verdadeiramente, assim como a víbora fecha seus ouvidos, esses filósofos fecham os olhos à luz da verdade. Os geocentristas que verificaram e aceitaram as descobertas de Galileu tiveram uma alternativa ao modelo de Ptolomeu em um modelo geocêntrico (ou "geo-heliocêntrico) alternativo proposto algumas décadas antes por Tycho Brahe - um modelo no qual, por exemplo, Vênus circunda o sol. Brahe argumentou que a distância para as estrelas no sistema copernicano teria que ser 700 vezes maior que a distância do Sol a Saturno. Além disso, a única maneira de as estrelas serem tão distantes e ainda aparecerem com os tamanhos que elas tem no céu seria se mesmo as estrelas comuns fossem gigantes - pelo menos tão grandes quanto a órbita da Terra e, obviamente, muito maior que o Sol. Galileu se envolveu em uma disputa sobre prioridade na descoberta de manchas solares com Christoph Scheiner, um jesuíta. Isso se tornou uma amarga disputa ao longo da vida. Nenhum deles, no entanto, foi o primeiro a reconhecer manchas solares - os chineses já estavam familiarizados com elas há séculos. Nesta época Galileu também se ocupou de uma disputa sobre os motivos pelos quais os objetos flutuam ou afundam na água, acompanhando Arquimedes contra Aristóteles. O debate não era amigável, e o estilo franco e às vezes sarcástico de Galileu, embora não extraordinário nos debates acadêmicos da época, tornou-os inimigos. Durante essa controvérsia um dos amigos de Galileu, o pintor Cigoli, informou-o que um grupo de opositores maliciosos, que Cigoli posteriormente se referiu de forma ridícula como "a Liga dos Pombos", estava planejando causar-lhe problemas sobre o movimento da Terra, ou qualquer outra coisa que sirva o propósito. De acordo com Cigoli, um dos conspiradores pediu a um sacerdote que denunciasse os pontos de vista de Galileu do púlpito, mas este recusou. No entanto, três anos depois, outro sacerdote, Tommaso Caccini, fez precisamente isso. Argumento da Bíblia Ver artigo principal: Cosmologia bíblica Mais informações: Inerrância bíblica No mundo católico antes do conflito de Galileu com a Igreja, a maioria das pessoas cultas admitia a visão geocêntrica aristotélica de que a Terra era o centro do universo e que todos os corpos celestes giravam em torno da Terra, embora as teorias de Copérnico fossem usadas para reformar o calendário em 1582. O geoestaticismo concordava com uma interpretação literal das Escrituras em vários lugares, como 1Chronicles 16:30, Psalm 93:1, Psalm 96:10, Psalm 104:5, Ecclesiastes 1:5 (mas veja interpretações variadas de Job 26:7). Heliocentrismo, a teoria de que a Terra era um planeta, que junto com todos os outros girava em torno do Sol, contradizia o geocentrismo e a posição teológica predominante da teoria. Uma das primeiras sugestões de heresia com a qual Galileu teve de lidar ocorreu em 1613 pelo professor de filosofia, poeta e especialista em literatura grega, Cosimo Boscaglia. Em conversação com o patrono de Galileu Cosme II de Médici e sua mãe Cristina de Lorena, Boscaglia disse que as descobertas telescópicas eram válidas, mas que o movimento da Terra era obviamente contrário às Escrituras: O Dr. Boscaglia falou com Madame [Christina] por um tempo, e embora tenha concedido todas as coisas que você descobriu no céu, ele disse que o movimento da Terra era incrível e não poderia ser, particularmente porque a Sagrada Escritura obviamente era contrária a tal movimento. Galileu foi defendido no local por seu antigo aluno Benedetto Castelli, então professor de matemática e abade beneditino. A troca foi relatada a Galileu por Castelli, e Galileu decidiu escrever uma carta a Castelli, expondo suas opiniões sobre o que ele considerava a maneira mais adequada de tratar passagens bíblicas que faziam afirmações sobre fenômenos naturais. Mais tarde, em 1615, expandiu esta para a sua mais longa Carta à Grande Duquesa Cristina. Tommaso Caccini, um frade dominicano, parece ter feito o primeiro ataque perigoso contra Galileu. Pregando um sermão em Florença no final de 1614, denunciou Galileu, seus associados e matemáticos em geral (uma categoria que incluía astrônomos). O texto bíblico para o sermão naquele dia foi Josué 10, em que Josué faz o Sol ficar quieto; esta foi a história que Castelli teve que interpretar para a família Medici no ano anterior. É dito, embora não seja verificável, que Caccini também usou a passagem de Atos 1:11, "homens da Galiléia, por que vocês estão olhando para o céu?". Primeiras reuniões com autoridades teológicas No final de 1614 ou no início de 1615, um dos colegas dominicanos de Caccini, Niccolò Lorini, adquiriu uma cópia da carta de Galileu a Castelli. Lorini e outros dominicanos no Convento de São Marcos consideraram a carta de ortodoxia duvidosa, em parte porque pode ter violado os decretos do Concílio de Trento: ... para verificar os espíritos desenfreados, [o Conselho Sagrado] decreta que ninguém que confie em seu próprio julgamento deve, em questões de fé e moral relacionadas com a edificação da doutrina cristã, distorcendo as Escrituras de acordo com suas próprias concepções, presumir a interpretá-las contrariamente ao que a santa mãe Igreja ... manteve ou mantém ... — Decreto do Concílio de Trento (1545-1563). Citado em Langford, 1992. Lorini e seus colegas decidiram levar a carta da Galileu à atenção da Inquisição. Em 16 de fevereiro de 1615 Lorini enviou uma cópia da carta ao Secretário da Inquisição, o cardeal Paolo Emilio Sfondrati, com uma carta de apresentação crítica dos apoiantes de Galileu: Todos os nossos padres do devoto Convento de São Marcos sentem que a carta contém muitas declarações que parecem presunçosas ou suspeitas, como quando afirma que as palavras da Sagrada Escritura não significam o que dizem; que, nas discussões sobre os fenômenos naturais, a autoridade das Escrituras deve ser a última ... [os seguidores de Galileu] estavam tomando sobre si mesmos para expor a Sagrada Escritura de acordo com suas luzes privadas e de uma maneira diferente da interpretação comum dos Padres da Igreja... — Carta de Lorini ao Cardeal Sfrondato, Inquisidor em Roma, 1615. Citado em Langford, 1992. Em 19 de março Caccini chegou aos escritórios da Inquisição em Roma para denunciar Galileu pelo seu copernicanismo e várias outras alegadas heresias supostamente difundidas por seus pupilos. Galileu logo ouviu comentários de que Lorini tinha obtido uma cópia de sua carta para Castelli, e que alegava que a mesma continha muitas heresias. Ele também ouviu que Caccini tinha ido a Roma e suspeitava dele tentar provocar problemas com a cópia da carta. À medida que 1615 transcorria ele ficou mais preocupado e, eventualmente, decidiu ir a Roma assim que a sua saúde permitisse, o que aconteceu no final do ano. Ao apresentar seu caso, ele esperava limpar seu nome de qualquer suspeita de heresia e persuadir as autoridades da Igreja a não suprimir as ideias heliocêntricas. Ao ir para Roma Galileu estava agindo contra o conselho de amigos e aliados, e do embaixador da Toscana em Roma, Piero Guicciardini. Visão do Cardeal Doutor São Roberto Belarmino O cardeal Roberto Belarmino, um dos mais respeitados teólogos católicos da época, foi convocado para julgar a disputa entre Galileu e seus oponentes. A questão do heliocentrismo havia sido posta com o cardeal Belarmino, no caso de Paolo Antonio Foscarini, um padre carmelita; Foscarini publicou um livro, Lettera ... sopra l'opinione ... del Copernico, que tentou reconciliar Copérnico com as passagens bíblicas que pareciam estar em contradição. Belarmino expressou primeiramemente a opinião de não banir o livro de Copérnico, mas, no máximo, exigiria alguma edição, de modo a apresentar a teoria apenas como um dispositivo de cálculo para "salvar as aparências" (isto é, preservar a evidência observável). Foscarini enviou uma cópia de seu livro para Belarmino, que respondeu em uma carta de 12 de abril de 1615. Galileu é mencionado pelo nome na carta, e uma cópia foi enviada logo para ele. Após algumas saudações preliminares e reconhecimentos, Belarmino começa dizendo a Foscarini que é prudente para ele e Galileu se limitarem a tratar o heliocentrismo como um fenômeno meramente hipotético e não fisicamente real. Além disso, ele diz que interpretar o heliocentrismo como fisicamente real seria "uma coisa muito perigosa, provavelmente não apenas para irritar todos os filósofos e teólogos escolásticos, mas também para prejudicar a Fé Sagrada ao tornar a Sagrada Escritura como falsa". Além disso, enquanto o tópico não era inerentemente uma questão de fé, as declarações sobre isso nas Escrituras eram assim em virtude de quem os dizia - o Espírito Santo. Ele admitiu que, se houvesse provas conclusivas, "então, seria necessário ter um grande cuidado em explicar as Escrituras que parecem contrárias e dizer que não as entendemos, do que o que é demonstrado é falso". No entanto, demonstrando que o heliocentrismo apenas "salvou as aparências" não poderia ser considerado suficiente para estabelecer que era fisicamente real. Embora ele acreditasse que o primeiro poderia ter sido possível, ele teve "grandes dúvidas" que o último poderia ser, e em caso de dúvida não era permitido afastar-se da interpretação tradicional das Escrituras. Seu argumento final era uma refutação de uma analogia que Foscarini havia feito entre uma Terra em movimento e um navio no qual os passageiros se percebem como aparentemente estacionários e a costa como aparentemente em movimento. Belarmino respondeu que, no caso do navio, os passageiros sabem que suas percepções são errôneas e podem mentalmente corrigi-las, enquanto que o cientista na Terra experimenta claramente que ela é estacionária e, portanto, a percepção de que o Sol, a lua e as estrelas estão se movendo não é em erro e não precisa ser corrigido. Belarmino não encontrou nenhum problema com o heliocentrismo, desde que fosse tratado como um dispositivo de cálculo puramente hipotético e não como um fenômeno fisicamente real, mas ele não considerou que seja permitido defender o último, a menos que possa ser provado conclusivamente através dos padrões científicos atuais. Isso colocou Galileu em uma posição difícil, porque ele acreditava que a evidência disponível favorecia fortemente o heliocentrismo, e ele desejava poder publicar seus argumentos. Francesco Ingoli Além de Belarmino, monsenhor Francesco Ingoli iniciou um debate com Galileu, enviando-lhe em janeiro de 1616 um ensaio disputando o sistema copernicano. Galileu afirmou mais tarde que acreditava que este ensaio tinha sido fundamental na ação contra o copernicanismo que se seguiu em fevereiro. De acordo com Maurice Finocchiaro, Ingoli provavelmente foi contratado pela Inquisição para escrever uma opinião especializada sobre a controvérsia, e o ensaio forneceu a "principal base direta" para o banimento. O ensaio centrou-se em dezoito argumentos físicos e matemáticos contra o heliocentrismo. Empregou principalmente os argumentos de Tycho Brahe, e mencionou de maneira notável o argumento de Brahe segundo o qual o heliocentrismo exigia que as estrelas fossem muito maiores do que o sol. Ingoli escreveu que a grande distância das estrelas na teoria heliocêntrica "prova claramente ... as estrelas fixas são de tal tamanho, pois podem superar ou igualar o tamanho do círculo da órbita da própria Terra". Ingoli incluiu quatro argumentos teológicos no ensaio, mas sugeriu a Galileu que ele se concentrasse nos argumentos físicos e matemáticos. Galileu não escreveu uma resposta a Ingoli até 1624, em que, entre outros argumentos e provas, listou os resultados de experimentos, como soltar uma pedra do mastro de um navio em movimento. Inquisição e primeiro julgamento, 1616 Deliberação Em 19 de fevereiro de 1616 a Inquisição perguntou à comissão de teólogos, conhecidos como qualificadores, sobre as proposições da visão heliocêntrica do universo. Os historiadores do processo Galileu fornecem relatos diferentes de por que o assunto foi encaminhado para os qualificadores neste momento. Beretta ressalta que a Inquisição tomou um testemunho de Gianozzi Attavanti em novembro de 1615, como parte de sua investigação sobre as denúncias de Galileu por Lorini e Caccini. Neste depoimento Attavanti confirmou que Galileu havia defendido as doutrinas copernicanas de um Sol estacionário e uma Terra móvel, e, como consequência, o Tribunal da Inquisição teria eventualmente necessário determinar o status teológico dessas doutrinas. No entanto é possível, como afirmou o embaixador da Toscana, Piero Guiccardini, em uma carta ao Grão-Duque, que a referência real pode ter sido precipitada pela campanha agressiva de Galileu para evitar a condenação do copernicanismo. Julgamento Em 24 de fevereiro os qualificadores entregaram seu relatório unânime: a proposição de que o Sol está parado no centro do universo é "tola e absurda na filosofia e formalmente herética, pois contradiz explicitamente em muitos lugares o sentido da Sagrada Escritura"; a proposição de que a Terra se move e não está no centro do universo "recebe o mesmo julgamento na filosofia, e ... em relação à verdade teológica é pelo menos errônea na fé". O documento original do relatório foi amplamente disponível em 2014. Em um encontro dos cardeais da Inquisição no dia seguinte, o Papa Paulo V instruiu Belarmino para entregar este resultado a Galileu e ordenar que ele abandonasse as opiniões copernicanas; caso Galileu resistisse ao decreto, medidas mais fortes seriam tomadas. Em 26 de fevereiro Galileu foi chamado para a residência de Belarmino e ordenado, abster-se completamente de ensinar ou defender essa doutrina e opinião ou de discutir ... abandonar completamente ... a opinião de que o Sol ainda está no centro do mundo e a Terra se move e, doravante, não manter, ensinar ou defendê-lo de qualquer maneira, seja oralmente, seja por escrito. — The Inquisition's injunction against Galileo, 1616. Sem alternativas atraentes, Galileu aceitou as ordens entregues, ainda mais severas do que as recomendadas pelo Papa. Galileu encontrou-se novamente com Belarmino, aparentemente em termos amigáveis; e no dia 11 de março se encontrou com o Papa, que assegurou que ele estava a salvo da perseguição enquanto ele, o Papa, estivesse vivo. No entanto, os amigos de Galileu, Giovanni Francesco Sagredo e Castelli, relataram que havia rumores de que Galileu tinha sido forçado a retratar-se e fazer penitência. Para proteger seu bom nome, Galileu solicitou uma carta de Belarmino esclarecendo a verdade do assunto. Esta carta assumiu grande importância em 1633, assim como a questão de saber se Galileu tinha sido ordenado a não "manter ou defender" as ideias copernicanas (o que teria permitido o seu tratamento hipotético) ou não ensiná-las de forma alguma. Se a Inquisição tivesse emitido a ordem de não ensinar o heliocentrismo, teria ignorado a posição de Belarmino. No final, Galileu não persuadiu a Igreja a permanecer fora da controvérsia, mas viu o heliocentrismo declarado como formalmente falso. Por conseguinte, foi categorizado como herético pelos Qualificadores, uma vez que contradizia o significado literal das Escrituras, embora essa posição não fosse vinculativa para a Igreja. Livros copernicanos proibidos Seguindo a injunção da Inquisição contra Galileu, o Mestre do Sacro Palácio Apostólico ordenou que a Carta de Foscarini fosse banida, e o De revolutionibus de Copernicus suspenso até ser corrigido. A Congregação papal do índice preferiu uma proibição mais rigorosa, e assim, com a aprovação do Papa, em 5 de março a Congregação proibiu todos os livros que defendiam o sistema copernicano, que chamou de "a falsa doutrina pitagórica, em tudo contrária à Sagrada Escritura". Francesco Ingoli, consultor do Santo Ofício, recomendou que o De revolutionibus fosse alterado e não banido, devido à sua utilidade para o calendário. Em 1618 a Congregação do Índice aceitou sua recomendação e publicou sua decisão dois anos depois, permitindo que uma versão corrigida do livro de Copérnico fosse usada. O De revolutionibus não corrigido permaneceu no Índice de livros banidos até 1758. As obras de Galileu que defendem o copernicanismo foram, portanto, banidas, e sua sentença o proibiu de "ensinar, defender... ou discutir" o copernicanismo. Na Alemanha as obras de Kepler também foram banidas pela ordem papal. Diálogo Ver artigo principal: Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo Em 1623 o Papa Gregório XV morreu e foi sucedido pelo Papa Urbano VIII, que mostrou maior favor a Galileu, particularmente depois que Galileu viajou para Roma para felicitar o novo pontífice. O Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo de Galileu, que foi publicado em 1632 para grande popularidade, é um relato de conversas entre um cientista copernicano, Salviati, um estudioso imparcial e espirituoso chamado Sagredo e um ponderado aristotélico chamado Simplicio, que empregou argumentos conservativos em apoio da geocentridade, e foi retratado no livro como um idiota intelectualmente inepto. Os argumentos de Simplicio são sistematicamente refutados e ridicularizados pelos outros dois personagens, com o que Youngson chama de "prova inatacável" para a teoria copernicana (pelo menos em relação à teoria de Ptolomeu - como afirma Finocchiaro, "os sistemas copernicano e tychonico eram observacionalmente equivalentes e a evidência disponível poderia ser explicada igualmente bem por ambos") o que reduz Simplicio à raiva desconcertada e torna a posição do autor inequívoca. Na verdade, embora Galileu declare no prefácio de seu livro que o personagem tenha o nome de um famoso filósofo aristotélico Simplício da Cilícia, o nome "Simplicio" em italiano também tem a conotação de "simplório". Embora os autores Langford e Stillman Drake afirmem que Simplicio foi modelado nos filósofos Lodovico delle Colombe e Cesare Cremonini, a demanda do Papa Urbano para seus próprios argumentos para serem incluídos no livro resultou em Galileu colocando-os na boca de Simplicio. Alguns meses após a publicação do livro, o Papa Urbano VIII proibiu sua venda e fez o seu texto ser submetido para exame por uma comissão especial. Processo e segundo julgamento, 1633 Com a perda de muitos de seus defensores em Roma por causa do Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo, Galileu foi condenado a ser julgado por suspeita de heresia em 1633, "por ter como verdade a falsa doutrina ensinada por alguns que o Sol é o centro do mundo", contra a condenação de 1616, uma vez que" foi decidido na Santa Congregação [...] em 25 de fevereiro de 1616 que [...] o Santo Ofício lhe daria uma liminar para abandonar esta doutrina, não para ensinar para os outros, não para defendê-la e não para tratar dela, e que, se você não concorda com esta liminar, você deve ser preso". Galileu foi interrogado enquanto ameaçado com tortura física. Um painel de teólogos, composto por Melchior Inchofer, Agostino Oreggi e Zaccaria Pasqualigo, informou sobre o Diálogo. Suas opiniões foram fortemente defendidas em favor da visão de que o Diálogo ensinou a teoria copernicana. Galileu foi considerado culpado, e a sentença da Inquisição, emitida em 22 de junho de 1633, foi expressa em três partes essenciais: Galileu foi encontrado "veementemente suspeito de heresia", ou seja, ter mantido as opiniões de que o Sol está imóvel no centro do universo, que a Terra não está em seu centro e se move, e que alguém pode manter e defender uma opinião como provável depois de ter sido declarado contrário à Sagrada Escritura. Ele foi obrigado a "abjurar, curar e detestar" essas opiniões. Foi sentenciado à prisão formal pela disposição da Inquisição. No dia seguinte isso foi comutado para prisão domiciliar, onde ele permaneceu pelo resto de sua vida. Seu ofensivo Diálogo foi banido; e em uma ação não anunciada no julgamento, a publicação de qualquer de suas obras foi proibida, inclusive qualquer que ele possa escrever no futuro. De acordo com a lenda popular, após sua abjuração Galileu alegadamente murmurou a frase rebelde "e ainda assim se move" (Eppur si muove), mas não há evidências de que ele realmente tenha dito isso ou algo parecido. O primeiro relato da lenda data de um século após sua morte. A frase "Eppur si muove" aparece, no entanto, em uma pintura da década de 1640 pelo pintor espanhol Bartolomé Esteban Murillo ou um artista de sua escola. A pintura retrata Galileu preso aparentemente apontando para uma cópia da frase escrita no muro de sua masmorra. Historiografia Há alguma evidência de que inimigos de Galileu persuadiram Urbano que Simplicio pretendia ser uma caricatura dele. Os historiadores modernos descartaram isso como muito improvável. Dava Sobel argumenta que durante esse período Urbano havia caído sob a influência de intrigas judiciais e problemas de estado. Sua amizade com Galileu começou a ocupar o segundo lugar de seus sentimentos de perseguição e medo por sua própria vida. O problema de Galileu foi apresentado ao papa pelos insiders do tribunal e pelos inimigos do Galileu, seguindo as reivindicações de um cardeal espanhol que Urbano era um pobre defensor da igreja. Esta situação não era um bom presságio para a defesa de Galileu de seu livro. Vários autores argumentaram que a Igreja Católica, em vez de Galileu, era cientificamente justificada na disputa sobre a localização e rotação do Sol e da Terra, com o conhecimento disponível no momento. Referindo-se à carta de Belarmino a Foscarini, o físico Pierre Duhem "sugere que, pelo menos em um aspecto, Belarmino se mostrou um cientista melhor do que Galileu, ao não permitir a possibilidade de uma "prova rigorosa do movimento da Terra", com base em que uma teoria astronômica meramente "salva as aparências" sem necessariamente revelar o que realmente acontece". Em seu livro de 1998, Scientific Blunders, Robert Youngson indica que Galileu lutou por dois anos contra o censor eclesiástico para publicar um livro promovendo o heliocentrismo. Ele afirma que o livro passou apenas como resultado da possível ociosidade ou descuido por parte do censor, que acabou por ser demitido. Por outro lado, Jerome K. Langford e Raymond J. Seeger afirmam que o Papa Urbano e a Inquisição deram permissão formal para publicar o livro, Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo, Ptolomaico e Copernicano. Eles afirmam que Urbano perguntou pessoalmente a Galileu para dar argumentos a favor e contra o heliocentrismo no livro, para incluir argumentos de Urbano e para Galileu não defender o heliocentrismo. Alguns historiadores enfatizam o confronto de Galileu não apenas com a igreja, mas também com a filosofia aristotélica, seja secular ou religiosa. Teoria de Redondi De acordo com uma controversa teoria alternativa proposta por Pietro Redondi em 1983, o principal motivo da condenação de Galileu em 1633 foi seu ataque à doutrina aristotélica da matéria ao invés de sua defesa do copernicanismo. Uma denúncia anônima, chamada "G3", descoberta por Redondi nos arquivos do Vaticano, argumentou que o atomismo defendido por Galileu em seu trabalho anterior, Il Saggiatore, de 1623, era incompatível com a doutrina da transubstanciação da eucaristia. Na época a investigação desta queixa foi aparentemente confiada a um padre Giovanni di Guevara, que estava bem disposto em relação a Galileu, e que livrou Il Saggiatore de qualquer mancha de não-ortodoxia. Um ataque semelhante contra Il Saggiatore por motivos doutrinais foi escrito pelo jesuíta Orazio Grassi em 1626 sob o pseudônimo de "Sarsi". De acordo com Redondi: Os jesuítas, que já haviam ligado Il Saggiatore às ideias atomistas alegadamente heréticas, consideravam as ideias sobre a matéria expressas por Galileu nos Diálogos como evidência adicional de que seu atomismo era hereticamente inconsistente com a doutrina da eucaristia e protestaram contra isso por esses motivos. O Papa Urbano VIII, que havia sido atacado pelos cardeais espanhóis por ser muito tolerante com os hereges, e que também encorajava Galileu a publicar os Diálogos, teria sido comprometido se seus inimigos entre os Cardeais Inquisidores recebessem uma abertura para comentar seu apoio de uma publicação contendo heresias eucarísticas. Urbano, depois de proibir a venda do livro, estabeleceu uma comissão para examinar os Diálogos, com o objetivo de determinar se seria possível evitar o assunto à Inquisição e, como um favor especial ao patrono de Galileu, o Grande Duque da Toscana. O propósito real de Urbano, no entanto, era evitar que as acusações de heresia eucarística se referissem à Inquisição e arranjou a comissão com comissários amigáveis que poderiam ser invocados para não mencioná-lo em seu relatório. A comissão reportou contra Galileu. A hipótese de Redondi sobre os motivos ocultos por trás do julgamento de 1633 foi criticada, e principalmente rejeitada, por outros estudiosos de Galileu. No entanto, foi apoiado recentemente pelo romancista e escritor de ciência Michael White. Pontos de vista da Igreja Católica Moderna Em 1758 a Igreja Católica retirou a proibição geral dos livros que defendiam o heliocentrismo do Index Librorum Prohibitorum. No entanto, não resolveu explicitamente as decisões emitidas pela Inquisição em seu julgamento de 1633 contra Galileu, ou levantou a proibição de versões não censuradas do De Revolutionibus de Copérnico ou do Dialogue de Galileu. A questão finalmente chegou ao auge em 1820, quando o Mestre do Palácio Sagrado (o principal censor da Igreja), Filippo Anfossi, recusou-se a licenciar um livro de um cânone católico, Giuseppe Settele, porque tratou abertamente o heliocentrismo como fato físico. Settele apelou ao Papa Pio VII. Depois que o assunto foi reconsiderado pela Congregação do Índice e pelo Santo Ofício, a decisão de Anfossi foi revogada. O De Revolutionibus de Copernico e o Dialogue de Galileu foram posteriormente omitidos na próxima edição do Índice quando apareceu em 1835. Em 1979 o Papa João Paulo II expressou a esperança de que "os teólogos, eruditos e historiadores, animados por um espírito de colaboração sincera, estudarão o caso Galileu mais profundamente e, em reconhecimento leal de erros de qualquer lado que vierem". No entanto, a Pontifícia Comissão de Estudos Interdisciplinares constituída em 1981 para estudar o caso não atingiu nenhum resultado definitivo. Por isso, o discurso do Papa em 1992 que encerrou o projeto era vago e não cumpriu suas intenções expressas em 1979. Em 15 de fevereiro de 1990, em um discurso pronunciado na Universidade de Roma "La Sapienza" em Roma, o cardeal Ratzinger, o futuro Papa Bento XVI, citou algumas opiniões atuais sobre o caso Galileu como formando o que ele chamou de "um caso sintomático que ilustra a extensão a que as dúvidas da modernidade sobre si mesmo cresceram hoje em ciência e tecnologia". Como evidência, ele apresentou os pontos de vista de alguns filósofos proeminentes, incluindo Ernst Bloch e Carl Friedrich von Weizsäcker, bem como Paul Feyerabend, a quem ele citou dizendo: A Igreja na época de Galileu manteve-se muito mais perto da razão do que o próprio Galileu, e ela tomou em consideração as consequências éticas e sociais do ensino de Galileu também. Seu veredito contra Galileu foi racional e justo, e a revisão deste veredito só pode ser justificada com base no que é politicamente oportuno. Ratzinger não disse diretamente se ele concordou ou discordou com as afirmações de Feyerabend, mas disse no mesmo contexto que "seria uma tolice construir uma apologética impulsiva com base em tais pontos de vista". Em 1992 foi relatado que a Igreja Católica se voltou para vindicar Galileu: Graças à sua intuição como um físico brilhante e ao confiar em diferentes argumentos, Galileu, que praticamente inventou o método experimental, entendeu por que apenas o Sol poderia funcionar como o centro do mundo, como era então conhecido, isto é, como um sistema planetário. O erro dos teólogos da época, quando mantiveram a centralidade da Terra, era pensar que nossa compreensão da estrutura do mundo físico era, de alguma forma, imposta pelo sentido literal da Sagrada Escritura.... — Papa João Paulo II, L'Osservatore Romano N. 44 (1264) - 4 de novembro de 1992 Em janeiro de 2008 estudantes e professores protestaram contra a visita planejada do Papa Bento XVI à Universidade de Roma "La Sapienza", afirmando em uma carta que as opiniões expressas do papa sobre Galileu "ofenderam-nos e humilharam-nos como cientistas leais à razão e como professores que dedicaram suas vidas para o avanço e disseminação do conhecimento". Em resposta o papa cancelou sua visita. O texto completo do discurso que teria sido dado foi disponibilizado alguns dias após a aparição cancelada do Papa Bento XVI na universidade. O reitor da La Sapienza, Renato Guarini, e o ex-primeiro-ministro italiano Romano Prodi se opuseram ao protesto e apoiaram o direito do papa de falar. Também foram notáveis ​​as contra-declarações públicas dos professores da La Sapienza Giorgio Israel e Bruno Dalla Piccola. Ver também Aristarco de Samos Giordano Bruno Nicolau Copérnico Fontes: Processo de Galileu Galilei

  • O HUMANISMO CRISTÃO – Alberto Caturelli

    O humanismo, em sua plenitude, era impossível no pensamento antigo: a necessidade universal, a ausência da noção de criação, a negatividade da matéria na ordem cósmica, gnosiológica e moral, o movimento circular — eram ou encobriam mitos pré-racionais e pré-filosóficos que tornavam impossível o desenvolvimento da filosofia como ciência natural. O acontecimento da Revelação Cristã desmistificou o pensamento antigo e permitiu que a própria filosofia progredisse como filosofia. Santo Tomás disse que os pensadores antigos andavam como que às apalpadelas e que “foram descobrindo a verdade pouco a pouco”. A natureza ferida atingia, então, a sua plenitude: “Não vim abolir, mas dar plenitude” (Mt 5, 17). É evidente que o Senhor se refere, imediatamente, “à lei e aos profetas”; mas, mediatamente, podemos sustentar que também se refere à lei natural inscrita nos corações dos homens (Rm 2,15), que carrega toda a contribuição positiva do conhecimento natural. A fé, portanto, transfigurou o conteúdo do antigo pensamento, curando-o e elevando-o ao grau de “novo ser” da nova criatura (Gl 6,15). Tudo o que era velho “tornou-se novo” (2 Cor 5,17). É verdade que agora se trata da ordem sobrenatural do mistério: porém é igualmente verdadeiro não só a concordância profunda (sem que se confundam) da natureza e da graça, da razão e da fé, mas também que a Revelação tornou possível o eminente desenvolvimento do homem como um todo, na implicação dinâmica de experiência sensível, matéria, inteligência e vontade, sustentada e orientada para o Tu infinito, criador e conservador. Essa é a base do verdadeiro humanismo: o humanismo cristão-católico. Somente a filosofia católica poderia fundamentar e desenvolver esse humanismo completo. Digo humanismo católico para não cair em equívocos: não se pode pensar em um humanismo pleno baseado na negação da personalidade (o vazio), como é o caso do eterno Buda do pensamento oriental; nem pode ser experimentado a partir de uma doutrina que nega toda intercessão frente ao absoluto Alá, e afirma o kadar (predestinação) de todas as ações (islamismo); tampouco é possível pensar em um humanismo pleno a partir do divórcio entre natureza e graça, nas múltiplas formas do protestantismo; e, menos ainda, a partir da autodissolução contraditória de um (pseudo) humanismo ateu (para usar a expressão de De Lubac). O mundo não tem outra esperança senão o catolicismo. Não há outro humanismo pleno, além daquele oferecido pela filosofia, teologia e a mística da Igreja Católica, eminentemente contidos na doutrina de Santo Tomás de Aquino. (“El humanismo católico y el futuro. Perspectiva de Santo Tomás de Aquino”, p. 217-229. In: L’umanesimo cristiano nel 3º millennio: la prospettiva di Tommaso d’Aquino, v. 2. Cidade do Vaticano, Academia Pontifícia Santo Tomás de Aquino, 2005) )

  • “Donald Trump é o presidente mais pró-vida que esta nação já teve” afirma freira em discurso

    Além de afirmar que Trump é o presidente mais pró-vida, durante o discurso na convenção republicana, Irmã Deirdre Byrne da RNC segura o rosário, chama Biden por apoiar os “horrores” do aborto. Este é um discurso incrível! Irmã Deirdre Byrne, da Comunidade dos Pequenos Trabalhadores dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, falou na Convenção Nacional Republicana em 26 de agosto. Ela também é coronel e cirurgiã aposentada do Exército dos Estados Unidos. Ela centrou seu discurso na vida, na oração e em dar voz ao nascituro. “Como médico, posso dizer sem hesitação: a vida começa na concepção”, diz Ir. Byrne. “Embora o que tenho a dizer possa ser difícil para alguns ouvir, estou dizendo isso porque não sou apenas pró-vida, sou pró-vida eterna. Eu quero que todos nós acabemos no céu juntos algum dia. ” Na conclusão de seu discurso, a irmã Byrne encoraja o país a usar “ nossa arma de escolha: o rosário”, garantindo ao presidente que está orando por ele. Aqui está o texto completo de seu discurso: “Boa noite. Eu sou a Irmã Dede Byrne e pertenço à Comunidade das Pequenas Operárias dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. “No último quarto de julho, tive a honra de ser um dos convidados do presidente em sua celebração da Saudação à América. Devo confessar que recentemente orei enquanto estava na capela, implorando a Deus que me permitisse ser uma voz – um instrumento para a vida humana. E agora aqui estou eu, falando na Convenção Nacional Republicana. Acho melhor você ter cuidado com o que ora. “Minha jornada para a vida religiosa não foi uma rota tradicional, se é que isso existe. “Em 1978, como estudante da faculdade de medicina na Universidade de Georgetown, entrei para o Exército para ajudar a pagar minhas mensalidades e acabei dedicando 29 anos ao exército, servindo como médico e cirurgião em lugares como o Afeganistão e a Península do Sinai no Egito. “Depois de muita oração e contemplação, entrei em minha ordem religiosa em 2002, trabalhando para servir aos pobres e doentes no Haiti, Sudão, Quênia, Iraque e em Washington, DC “A humildade está na base da nossa ordem, o que torna muito difícil falar de mim. Mas posso falar sobre minha experiência de trabalho para aqueles países que fogem devastados pela guerra e empobrecidos em todo o mundo. “Todos esses refugiados compartilham uma experiência comum. Todos foram marginalizados, vistos como insignificantes, impotentes e sem voz. “ E embora tenhamos a tendência de pensar que os marginalizados vivem além de nossas fronteiras, a verdade é que o maior grupo marginalizado do mundo pode ser encontrado aqui nos Estados Unidos. Eles são os não nascidos. “Como cristãos, conhecemos Jesus pela primeira vez como um embrião agitado no ventre de uma mãe solteira e o vimos nascer nove meses depois na pobreza da caverna. “Não é por acaso que Jesus defendeu o que era justo e foi finalmente crucificado porque o que disse não era politicamente correto ou moderno. “Como seguidores de Cristo, somos chamados a lutar pela vida contra o que é politicamente correto ou moderno. “Temos que lutar contra uma agenda legislativa que apóia e até celebra a destruição da vida no útero. Tenha em mente que as leis que criamos definem como vemos nossa humanidade. “E devemos nos perguntar: o que estamos dizendo quando entramos em um útero e extinguímos uma vida inocente, impotente e sem voz? “Como médico, posso dizer sem hesitação: a vida começa na concepção. Embora o que tenho a dizer possa ser difícil para alguns ouvir, estou dizendo isso porque não sou apenas pró-vida, sou pró-vida eterna. Eu quero que todos nós acabemos no céu juntos algum dia. “O que me leva a saber porque estou aqui hoje. “Donald Trump é o presidente mais pró-vida que esta nação já teve, defendendo a vida em todas as fases. Sua crença na santidade da vida transcende a política. “O presidente Trump se levantará contra Biden / Harris, que são a chapa presidencial mais anti-vida de todos os tempos, até mesmo apoiando os horrores do aborto tardio e do infanticídio. “Por causa de sua coragem e convicção, o presidente Trump ganhou o apoio da comunidade pró-vida da América. Além disso, ele tem uma posição religiosa em todo o país atrás dele. “Você vai nos encontrar aqui com nossa arma de escolha, o rosário. Obrigado, Sr. Presidente, estamos todos orando por você. ” Texto traduzido de ChurchPop #Trump

  • “Donald Trump é o presidente mais pró-vida que esta nação já teve” afirma freira em discurso

    Além de afirmar que Trump é o presidente mais pró-vida, durante o discurso na convenção republicana, Irmã Deirdre Byrne da RNC segura o rosário, chama Biden por apoiar os “horrores” do aborto. Este é um discurso incrível! Irmã Deirdre Byrne, da Comunidade dos Pequenos Trabalhadores dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, falou na Convenção Nacional Republicana em 26 de agosto. Ela também é coronel e cirurgiã aposentada do Exército dos Estados Unidos. Ela centrou seu discurso na vida, na oração e em dar voz ao nascituro. “Como médico, posso dizer sem hesitação: a vida começa na concepção”, diz Ir. Byrne. “Embora o que tenho a dizer possa ser difícil para alguns ouvir, estou dizendo isso porque não sou apenas pró-vida, sou pró-vida eterna. Eu quero que todos nós acabemos no céu juntos algum dia. ” Na conclusão de seu discurso, a irmã Byrne encoraja o país a usar “ nossa arma de escolha: o rosário”, garantindo ao presidente que está orando por ele. Aqui está o texto completo de seu discurso: “Boa noite. Eu sou a Irmã Dede Byrne e pertenço à Comunidade das Pequenas Operárias dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. “No último quarto de julho, tive a honra de ser um dos convidados do presidente em sua celebração da Saudação à América. Devo confessar que recentemente orei enquanto estava na capela, implorando a Deus que me permitisse ser uma voz – um instrumento para a vida humana. E agora aqui estou eu, falando na Convenção Nacional Republicana. Acho melhor você ter cuidado com o que ora. “Minha jornada para a vida religiosa não foi uma rota tradicional, se é que isso existe. “Em 1978, como estudante da faculdade de medicina na Universidade de Georgetown, entrei para o Exército para ajudar a pagar minhas mensalidades e acabei dedicando 29 anos ao exército, servindo como médico e cirurgião em lugares como o Afeganistão e a Península do Sinai no Egito. “Depois de muita oração e contemplação, entrei em minha ordem religiosa em 2002, trabalhando para servir aos pobres e doentes no Haiti, Sudão, Quênia, Iraque e em Washington, DC “A humildade está na base da nossa ordem, o que torna muito difícil falar de mim. Mas posso falar sobre minha experiência de trabalho para aqueles países que fogem devastados pela guerra e empobrecidos em todo o mundo. “Todos esses refugiados compartilham uma experiência comum. Todos foram marginalizados, vistos como insignificantes, impotentes e sem voz. “ E embora tenhamos a tendência de pensar que os marginalizados vivem além de nossas fronteiras, a verdade é que o maior grupo marginalizado do mundo pode ser encontrado aqui nos Estados Unidos. Eles são os não nascidos. “Como cristãos, conhecemos Jesus pela primeira vez como um embrião agitado no ventre de uma mãe solteira e o vimos nascer nove meses depois na pobreza da caverna. “Não é por acaso que Jesus defendeu o que era justo e foi finalmente crucificado porque o que disse não era politicamente correto ou moderno. “Como seguidores de Cristo, somos chamados a lutar pela vida contra o que é politicamente correto ou moderno. “Temos que lutar contra uma agenda legislativa que apóia e até celebra a destruição da vida no útero. Tenha em mente que as leis que criamos definem como vemos nossa humanidade. “E devemos nos perguntar: o que estamos dizendo quando entramos em um útero e extinguímos uma vida inocente, impotente e sem voz? “Como médico, posso dizer sem hesitação: a vida começa na concepção. Embora o que tenho a dizer possa ser difícil para alguns ouvir, estou dizendo isso porque não sou apenas pró-vida, sou pró-vida eterna. Eu quero que todos nós acabemos no céu juntos algum dia. “O que me leva a saber porque estou aqui hoje. “Donald Trump é o presidente mais pró-vida que esta nação já teve, defendendo a vida em todas as fases. Sua crença na santidade da vida transcende a política. “O presidente Trump se levantará contra Biden / Harris, que são a chapa presidencial mais anti-vida de todos os tempos, até mesmo apoiando os horrores do aborto tardio e do infanticídio. “Por causa de sua coragem e convicção, o presidente Trump ganhou o apoio da comunidade pró-vida da América. Além disso, ele tem uma posição religiosa em todo o país atrás dele. “Você vai nos encontrar aqui com nossa arma de escolha, o rosário. Obrigado, Sr. Presidente, estamos todos orando por você. ” Texto traduzido de ChurchPop #Trump

  • A REBELDIA DE UM MONGE

    A REBELDIA DE LUTERO Bula Exsurge Domine de Leão X (15/06/1520) É sabido que Martinho Lutero (1483-1546) conhecia os escritos de Hus já antes de sua ruptura com a Igreja. Religioso agostiniano em 1505, sacerdote em 1507, foi pro fessor na Universidade de Wittenberg de 1511 até à morte. Seu pensamento teológico esteve em continua evolução, mas podemos dizer que o núcleo fundamental que o levou ao repúdio do catolicismo já estava delineado em 1513, depois da chamada “experiência da torre”. Embora aparentemente ainda ligado à sua Ordem e à Igreja, no intimo já tinha deixado de pertencer a uma e a outra: os comentários que fez dos Salmos, que são exatamente dessa época (1513-1516), estão em total oposição à doutrina católica. Experiência fundamental de Lutero e nervo de toda a sua concepção teológica é a negação da sacramentalidade da Igreja no sentido católico do termo. Não desconhece ele a existência de informações empíricas a que se dá o nome de Igrejas; mas para ele verdadeira Igreja é a congregação invisível dos verdadeiros crentes, que têm acesso diretamente à palavra de Deus contida na Escritura. A contrapartida é a recusa de toda instituição visível que se diga depositária e intérprete da verdade revelada e dispensadora de graças. Neste mundo, intrinsecamente corrompido pelo pecado (recorde-se que Lutero identificao pecado original com a concupiscência), só pode o homem confiar que Deus não lhe impute a iniquidade, mas nem a Fé o justifica interiormente, nem muito menos instrumentos humanos como a Igreja e os sacramentos — conclui Lutero. O mercado das indulgências, que se fazia em Magdeburg, Halverstadt e Mainz (Disputatio I. Eccii et M. Lutheri Lipsiae habita 1519. ed. Weimar 2254385 passim), foi a ocasião próxima do estopim. Em 31/10/1517, no próprio ano do encerramento do V Concílio de Latrão, o frade agostiniano afixou, na porta da Igreja da Universidade de Wittenberg, suas 95 teses contra as indulgências. Foi grande a repercussão, porque não era só a venda das indulgências que era combatida por Lutero, mas o próprio princípio de que a Igreja fosse a dispenseira dos méritos da Paixão de Cristo, como Clemente VI havia exposto na Bula Unigenitus de 27/01/1343 Em vão expediu Leão X, em 09/11/1518 o Decreto Cum postquam (A bula é endereçada ao Cardeal Caietanus (Tomás de Vio), Legado papal na Dieta de Augsburgo. O Papa tenta primeiro conter Lutero por meio de seus superiores da Ordem (03/02/1518); em 7 do mês 8 foi ele intimado a comparecer a Roma; em 23 do 8 e 11 do 9 foram expedidos ao Cardeal Caietanus dois breves com a missão de julgar Lutero. Tudo em vão: o rebelde fugiu para Augsburg na noite de 20 para 21/10, quando começadas as conversações. A Bula Cum postquami é, sem dúvida, doutrinária em matéria de indulgências), em que reconhecia os abusos, sem deixar de manter a doutrina tradicional. Nessa altura, Lutero já tinha declarado a ineficácia da excomunhão 109 e, em 10/12/1520 mostrou a pouca importância que dava ao Direito Canônico, queimando o seu código junto com a nova Bula Exsurge Domine, na qual, depois de uma consulta papal aos professores das Universidades de Colônia e Louvain, eram condenadas 41 proposições extraídas da obra do heresiarca (A Universidade de Colônia tinha condenado as obras e uma série de proposições extraídas de seus escritos (30/08/1519); o mesmo fez a Universidade de Louvain (07/11/1519). O Papa teve assim que analisar mais de perto o caso: em 09/01/1520 realizou-se o primeiro consistório, presidido pelos Cardeais Caietanus e Accolti. Prolongaram-se os trabalhos até abril e a maioria dos membros da Comissão se inclinou pela condenação de Lutero, mas Leão X resolveu tomar uma decisão tão grave assim só em 20/5. A missão de redigir a bula foi confiada ao Cardeal Accolti), essas Referem-se umas à concupiscência e à natureza humana depois do pecado; outras, à graça, aos sacramentos, especialmente à Penitência”, ao purgatório, às indulgências e à Igreja. Lutero não só não se submeteu, mas respondeu com a máxima arrogância com um libelo: Contra a execrável bula do anticristo. Foi excomungado em 03/01/1521: consumava-se assim sua ruptura com a Igreja Católica. #USA #humanismo #IcelandSwedenDenmarkNorway #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #Históriamoderna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #HistóriadasHeresias #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment #Igreja

  • A VERDADE ESCONDIDA SOBRE O UNIVERSO

    A Escritura Sagrada e revelada por Deus nos ensina que vivemos num lugar único, central e imóvel que chamamos de Terra. O céu foi criado por Deus para a Terra e o Inferno colocado debaixo da superfície da Terra. O Mistério da Ascensão de Cristo, comentado pelo Padre Frei Tiago, segundo a carta aos Efésios, nos mostra bem que o Céu onde habita Deus está acima do céu que está acima de nós. Isso nos leva a entender melhor o Universo onde vivemos. O Poder Mundial sabe de tudo isso, mas esconde essas verdades para manter as pessoas sem a referência de Deus. De fato, quando alguém se dá conta de que todas as estrelas, planetas e o sol e a lua giram em torno de uma Terra plana e imóvel, tudo se torna mais claro e evidente. ASSISTA AQUI: Cosmologia bíblica da Terra plana! | A Terra não é um planeta! | Não existe sistema solar! As escrituras sagradas nós revelam uma Terra plana, circular, que não pode ser movida (estacionária), coberta por uma redoma (abóboda celeste / firmamento), e cujos luminares circulam sobre ela. No falso modelo atual vigente criou-se a ideia de que o homem veio do nada, como um acidente cósmico sem causa ou propósito, ocorrido há 14,5 bilhões de anos em um universo infinito. Estamos diante de um conceito que contaminou as massas do mundo com mentalidades niilistas e materialistas, levando as pessoas a um caminho obscuro de auto-destruição, que sufoca a própria alma. Aquele que não pode ver ou sentir o seu propósito na grandiosa obra do Criador, então certamente não poderá considerar a mais ninguém. Com isto cria-se uma população fragilizada e mentalmente instável de milhões de pessoas mendigando alguma migalha de auto-estima. Pessoas desesperadas tentando se encaixar de alguma forma em uma sociedade doente, voltada exclusivamente ao status, posição, e consumismo. Pessoas facilmente manipuláveis, influenciáveis e acomodadas, que creem na doutrinação do sistema, em teorias relativísticas, produto de um enorme engano envolto em um "belo" manto matemático. No modelo vigente somos tão pequenos e insignificantes que nada realmente importa. O que acontece em um grãozinho de poeira vagando em um universo infinito com bilhões de galáxias não tem qualquer relevância! Somos apenas uma ameba evoluída vivendo graças a fatores aleatórios bastante improváveis, em uma poeira na periferia de uma galáxia qualquer, dentre outras trilhões. Se milhões de pessoas estão morrendo de fome, doenças epidêmicas, ou morrendo em guerras sem sentido, isso não nos sensibiliza. Elas são apenas resto de poeira estelar. Ou seja, nada teria real importância ou, sequer faria sentido. Com isso o establishment pode nos controlar e escravizar, já que não temos um propósito. Somos apenas uma ameba evoluída vivendo graças a fatores aleatórios bastante improváveis, em uma poeira na periferia de uma galáxia qualquer, dentre outras trilhões. Nada disso é verdade! A Terra é uma morada! O único reino físico existente! Acima da Terra estão os céus dos céus, e os mais altos céus. Ou seja, os reinos espirituais.

  • CULTO E CULTURA – Santiago Martín

    Elon Musk, o bilionário que fabrica os carros elétricos Tesla, decidiu nomear seu filho como X AE A-12. Não sei como eles vão chamar na intimidade uma criança cujo nome é uma fórmula. Não é a primeira vez que tenho ouvido nomes estranhos dados a pessoas. Lembro-me daquela senhora, no Panamá, que havia sido batizada como UsMaila, em alusão aos correios norte-americanos. Porém, o caso do filho de Musk supera todas as expectativas e tem outras raízes. Não é incultura, mas premeditação. Essa história me fez pensar no filósofo italiano Benedetto Croce (falecido em 1952), que, sendo ateu confesso, dizia: “Não podemos deixar de nos chamar de cristãos”. Naquela época, no mundo ocidental em geral, todos eram sociologicamente cristãos, mesmo quem fosse ateu ou comunista enraivecido. Hoje, porém, como diz o jornalista Silvio Brachetta, “não podemos deixar de nos chamar de ateus”. Se São Paulo, no seu famoso discurso aos pés da Acrópole de Atenas, dizia que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”, hoje a sociedade em geral não vive, nem se move, nem pensa em Deus. Do mundo sólido, em que nossos pés estavam firmemente assentados (e no qual sabíamos com certeza o que era verdadeiro e o que era falso; o que era bom e o que era mau), passamos ao mundo líquido de que falava o filósofo polonês Zygmunt Bauman, onde o chão afundava sob os nossos pés e a única certeza que havia era que não havia certeza de nada. Mas mesmo isso já é história, é passado. Agora vivemos em um mundo gasoso, pior do que líquido (nesse pelo menos se podia nadar). O mundo de hoje é volúvel, evanescente e impregnado de gases tão letais quanto a ideologia de gênero. A ditadura do relativismo, no mundo líquido, cedeu lugar à ditadura do progressismo no mundo gasoso, em que até o politicamente correto evolui tão rapidamente que até as velhas feministas de outrora são hoje acusadas de reacionárias, por defenderem que é a biologia que define o que é uma mulher. E os políticos em geral, especialistas em vira-casaca, têm que fazer um grande esforço para não ficar à margem do ritmo frenético das mudanças. Este mundo de gases venenosos e ditadura progressista é um mundo sem Deus, e esta é a cultura que o ateísmo produz. Porque — não podemos esquecer — “cultura” vem de “culto”. Dependendo do tipo de Deus que é adorado, se produz essa ou aquela cultura. O “não Deus”, adorado pelos ateus, está produzindo essa “não cultura”, ou melhor, essa cultura do despotismo progressista. Quando meus antepassados espanhóis se refugiaram nas montanhas de Astúrias ou dos Pirineus, decididos a enfrentar o Islã que os expulsou de suas terras, eles o fizeram porque queriam continuar a adorar o Deus dos seus pais, e também porque queriam continuar a ter a cultura que brotava desse culto. De Covadonga a Granada, passando por Calatañazor e Navas de Tolosa, aqueles hispânicos, com sangue ibérico, celta, romano e visigótico nas veias, lutaram pelo seu culto e pela sua cultura. Eles tinham fé, mas mesmo se não a tivessem tido, eles teriam lutado da mesma forma, porque haviam compreendido que sem culto não há cultura, e a cultura se perde quando se perde o culto. É por isso que hoje temos que lutar novamente — sem a violência medieval — pelo culto e pela cultura. Se se quer um mundo livre, sem ditaduras relativistas ou progressistas; se se espera que a democracia não seja ditada por aqueles que movem os fios dos mais poderosos meios de comunicação; se se pretende que os direitos humanos autênticos (não os inventados) sejam respeitados, então a única saída é retornar a Deus. Quem não tem fé, mas quer uma cultura sólida como aquela que provinha da fé, só dispõe de uma saída: voltar à Igreja. Pode-se objetar que, se a pessoa não tem fé, não há como ir à Missa. O compositor Manuel de Falla, enquanto escrevia Noites nos Jardins de Espanha ou El sombrero de Tres Picos, participava em Granada da “Tertulia del Rinconcillo”, à qual comparecia, entre outros, gente como García Lorca. O sábio mestre dizia-lhes que voltassem a ir à Missa; e quando eles objetavam que não poderiam ir, pois haviam perdido a fé, ele respondia que é rezando que se aprende a rezar, e aprende-se a crer em Deus querendo acreditar em Deus. Se te asfixiam os gases venenosos dessa cultura, que já não é nem sequer líquida, e tens ainda um pouco de fé, pede a Deus que a aumente e volte à prática religiosa. Se já não tens nem um pouco de fé, mas já não te agrada isto em que o mundo está se tornando, procure o Deus desconhecido e faz aquela oração do bom ateu: “Não sei se existes, mas se existes, me dê o dom da fé ”. Como nossos antepassados, se queres que o mundo tenha uma cultura digna desse nome, lute para que haja um culto digno desse nome: um culto dirigido ao Deus do amor e não ao bezerro de ouro.

  • A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA O “UltramontanismoR

    A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA O “Ultramontanismo” É difícil estabelecer exatamente a data em que entrou no Brasil o tipo de pensamento que, no século XIX, se chamou de “ultramontanismo”. Ultramontanismo foi um termo usado desde o século XI para descrever cristãos que buscavam a liderança de Roma (“do outro lado da montanha”), ou que defendiam o ponto de vista dos papas, ou davam apoio à política dos mesmos. Pelos idos do século XV, o mesmo veio a ser utilizado como descrição daqueles que se opunham às pretensões da Igreja Galciana”(para uma relação das bulas, outorgando o direito de padroado aos reis de Portugal, consulte Padre Miguel de Oliveira, História eclesiástica de Portugal, 3° edição, Lisboa: união gráfica,1958,p. 195-204). No entanto, no século XIX o dito termo reapareceu, dessa vez descrevendo uma série de conceitos e atitudes do lado conservador da Igreja Católica e sua reação aos excessos da Revolução Francesa. Essa reação católica tinha se caracterizado pela reafirmação do escolasticismo, pelo restabelecimento da Sociedade de Jesus (1814) e por uma série de encíclicas, bulas, alocuções e constituições que foram fulminantemente lançadas contra o que a Igreja considerava serem elementos errôneos e tendências perigosas dentro da religião e da sociedade civil. Esses escritos culminaram em 1864 com a Enciclica Quanta cura e o “Sílabo dos Erros”, anexo à mesma, Portanto, a grosso modo, pode se dizer que o ultramontanismo do século XIX colocou-se, não apenas numa posição a favor de uma concentração do poder eclesiástico nas mãos do papado, mas também contra uma série de coisas que eram consideradas erradas e perigosas para a Igreja. Entre esses “perigos” estavam o galicanismo, o jansenismo(que já foram abordados), todos os tipos de liberalismo, o protestantismo, a maçonaria, o deísmo, o racionalismo, o socialismo e certas medidas liberais propostas pelo estado civil, tais como a liberdade de religião, o casamento civil, a liberdade de imprensa e outras mais. O choque entre o ultramontanismo e os outros “ismos” do século XIX era inevitável e ocorreu por toda a cristandade. Esse choque não foi característico de uma só nação e se passou tanto na Europa como nas Américas. A luta, às vezes, tomou a forma de guerra, especialmente na Itália, onde o liberalismo se misturou com as aspirações italianas de unificação política. Pelo menos, em um país latino-americano (a Guatemala) as primeiras lutas entre o liberalismo e o ultramontanismo resultaram em guerra religiosa (Mary P. Holleram, Church and State in Guatemala Apud David Gueiros Vieira). O ultramontanismo, entretanto, não encontrou no começo do século XIX um clima muito favorável no Brasil. Desde os dias de Pombal e da expulsão dos jesuítas de Portugal e de suas colônias (1759), como já foi mencionado, os seminários portugueses e brasileiros haviam caido em mãos de jansenistas. Além disso, apesar de todas as precauções por parte das autoridades portuguesas, grandes quantidades de literatura revolucionária da França e dos Estados Unidos da América haviam entrado na colônia( Carlos Rizzi, Hipólito da Costa e o Correio brasiliense. São Paulo: Companhia editora Nacional, 1957, p. 98-110). O escolasticismo quase que desaparecera do currículo das escolas brasileiras. O cartesianismo e o ecletismo tinham tomado seu lugar (Costa Apud David Gueiros Vieira p.33). O ultramontanismo foi algo que cresceu vagarosamente no Brasil e, em geral, através de influencia estrangeira. As vezes, ideias ultramontanas eram trazidas por clérigos vindos da Europa, outras vezes eram trazidas para cá por clérigos brasileiros educados no continente europeu. Não pretendemos traçar aqui o aparecimento do ultramontanismo no Brasil. No entanto, cumpre ressaltar que vários clérigos que tomaram parte na Constituinte (1823), e depois foram eleitos para o Parlamento, de 1826 em diante, tinham a tendência de se tornarem mais conservadores, ao passo que a Igreja e o papado iam sendo atacados pelos jansenistas e galicanos de todos os matizes( p. Júlio Maria, p. 137-147). O ultramontanismo, bem como o tomismo e o escolasticismo, eventualmente voltaram ao Brasil. Os mais ilustres mestres do escolasticismo e tomismo na primeira parte do século XIX, como nos informa João Cruz Costa, foram o padre português Patrício Muniz 1820-1871 e o italiano Mons. Gregório Lipparoni, que haviam estudado em Roma. Cumpre ressalvar, entretanto, que o ultramontanismo do Padre Muniz não era intransigente. Sabemos, por exemplo, que ele foi um bom amigo do missionário protestante Dr. Robert Reid Kalley, a quem procurou converter ao catolicismo (Rocha, Lembranças do passado, II, P. 84,136,151,166-169, 261-292). O Padre Muniz, pode-se dizer, era um tipo diferente dos ultramontano. Tanto Silvio Romero como o Padre Leonel Franca indicaram que o padre nada sabia do escolasticismo se bem que fosse professor do mesmo. Outros ultramontanos, no entanto, não se demonstraram tão pacientes para com os hereges à maneira do Padre Muniz, ou para com os heterodoxos dentro da Igreja. Como nos relata Vieira :”Entre os ultramontanos nos primeiros dias do Império, dois foram de grande influência como escritores políticos. Esses foram os Padres Luís Gonçalves dos Santos e William Paul Tilbury. O primeiro, cognominado “Padre Perereca”, foi talvez o mais vocífero dos primeiros ultramontanos no Brasil. Entrou em violentas disputas com o Padre Feijó sobre o projeto legislativo que daria permissão aos padres brasileiros de se casarem. O Padre Perereca atacou Feijó com termos insultantes, aos quais Feijó revidou à mesma altura”. O jansenista Feijó não foi o único a sofrer os insultos do Padre Perereca. Os missionários protestantes, seus amigos também, foram alvo da afinadíssima pena do padre jornalista. Os ataques deste contra os protestantes foram provocados pelo Padre Tilbury e seu amigo James Andrews”.(p.34) Resultante da campanha de Tilbury e Andrews, o Padre Luís Gonçalves dos Santos, século XIX, escreveu três livros contra os metodistas. A terminologia desses era tão insultante quanto a que tinha sido usada contra o Padre Feijó .O Padre Tilbury também entrou no combate como Padre Perereca e os dois juntos escreveram um trabalho intitulado Antidoto Católico( Pe. Guilherme Paulo Tilbury, Antidoto Católico Contra o Veneno Metodista, ou, Refutação do Segundo Relatório do Entitulado Missionário do Rio de Janeiro. (Rio:1.P. da Costa, 1839). Apenso a esse volume vinha a Análise do Anúncio do Vendedor de Bíblias do Padre Luís Gonçalves dos Santos). Tanto o Padre Tilbury como o Padre Perereca têm o crédito de terem sido quase que os primeiros a atacar a maçonaria no Brasil. Em 1826 Tilbury publicou Exposição Franca Sobre a Maçonaria(Pe.Guilherme Paulo Tilbury, Exposição Franca Sobre a Maçonaria Por Um Ex-maçon Que Abjurou e Sociedade. (Rio: Tip. Imperial e Nacional, 1826). O único exemplar dessa obra que vimos foi localizada no Archivio Segreto Vaticano Apud David Gueiros Vieira). A contribuição do Padre Perereca foi em forma de uma série de cartas publicadas nos jornais do Rio contra a maçonaria e o Despertador Constitucional, jornal maçônico da época (Luís Gonçalves dos Santos, Antidoto Salutífero Contra o Despertador Constitucional. (Rio: 1825), citado por Blake, op. cit., V. p. 413). Padre Tilbury foi também o clérigo inglês responsável pela mudança de opinião da lesgilativa de São Paulo que pretendia aceitar a oferta de Kidder, de centenas de Biblias que seriam adotadas como material de leitura nas escolas públicas daquela província. O Bispo de São Paulo, ex-aluno da Universidade de Coimbra, Dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade, que também era membro da legislativa provincial, votou a favor da aceitação dádiva ( Vasco Smith de Vasconcelos, História da Provincia Eclesiástica de São Paulo, São Paulo: Of. Gráficas Saraiva S/A., 1957, p.63-65). No entanto, recebendo comunicação do Padre Tilbury que essas eram Bíblias protestantes “falsas”, aparentemente assim informou a legislativa paulista e o projeto foi engavetado. Outros nomes de ultramontanos de influência que aparecerão mais tarde neste estudo deveriam também ser mencionados. Esses são o Dr. José Soriano de Sousa (1833-1895), e o Senador Cândido Mendes de Almeida 1818-1881. Ao mesmo tempo que o ultramontano Soriano de Sousa restabelecia no Brasil as bases filosóficas e teológicas do tomismo, o Senador Cândido Mendes de Almeida, brilhantemente, lutava contra o galicanismo através de seu estudo de quatro volumes sobre as legislações portuguesas e brasileiras. Nesse trabalho, estabeleceu toda jurídica da disputa entre ultramontanos e a Coroa pelos direitos tradicionais da Igreja (Cândido Mendes de Almeida, Direito Civil Eclesiástico Brasileiro Antigo e Moderno em suas Relações com o Direito Canónico, (4 vols. Rio: 18661873 in Blake, op. cit., II, pp. 36, Veja-se também Cândido Antônio Mendes de Almeida, O Senador do Império Cândido Mendes de Almeida (1818-1881) (Rio: C, Mendes Junior, 1943); Pereira Conflitos,p.223-226). Os ultramontanos brasileiros não lutaram sozinhos. Tiveram grande ajuda da parte dos núncios e internúncios bem como das ordens religiosas estrangeiras que, pouco a pouco, foram voltando para o Império: os lazaristas em 1827, os capuchinhos em 186. os jesuítas em 1866. Entre os internúncios, o mais vigoroso pregador do ultramontanismo foi Mons. Gaetano Bedini 1846-1847 que se tornou notório pelos seus sermões contra casamento mistos entre os colonos alemães em Petrópolis, e por suas críticas públicas, feitas a Dom Pedro II, por não ir este à missa tão frequentemente quanto seus antepassados Entre os ultramontanos estrangeiros que mais influenciaram a formação de várias gerações de ultramontanos brasileiros, encontramos os lazaristas que, em 1821, fundara o Colégio Caraça, em Tejuco (Diamantina hoje) em Minas Gerais. Vários lazaristas franceses foram trazidos para lecionar no mencionado colégio. Os jansenistas, galicanos e liberais de todos os matizes se revoltaram contra a volta dos frades estrangeiros. O Deputado Bernardo Pereira de Vasconcelos foi um dos primeros a protestar contra esse retorno e apresentou uma “indicação” propondo que se recomendasse ao governo a execução das leis que, para sempre”, tinham abolido no Império do Brasil a Sociedade de Jesus. Vasconcelos foi secundado por Raimundo José da Cunha Matos, que dizia estarem os jesuítas voltando ao país, a convite do Gabinete, e que esses jesuítas estavam regressando disfarçados em capuchinhos e lazaristas. Na legislatura seguinte, em 1828, depois da lei foi introduzido por Antônio Francisco de Paula e Sousa proibindo a entrada de toda as ordens religiosas estrangeiras no Império. Durante os debates em torno desse projeto ficou bem claro que o mesmo pretendia a expulsão de todas as fontes de ultramontanismo da nação, pois todos os ultramontanos eram acusados de serem “jesuítas” a fim de que: lei pombalina de 1759 pudesse ser usada contra eles. Os deputados liberais estavam prontos a deportar todos os frades estrangeiros. Paula e Sousa acusou-os de estar “perturbando a ordem estabelecida, espalhando ideias absolutas e ideias transmontanas. O Deputado Cruz Ferreira atacou os frades lazaristas do Colégio Caraça, chamando-os de “inimigos de todas as luzes do século”. O Deputado Cunha Matos alcunhou-os de muito inúteis e muito prejudiciais”. Bernardo Pereira de Vasconcelos exigiu que os frades fossem punidos por andarem disfarçados, ensinando o ultramontanismo, e acrescentou textualmente: “talvez que a pena de morte seja um tanto rigorosa; mas eu ofereceria a das galés (penas de trabalhos forçados) perpétuas”. José Lino Coutinho era mais generoso: admitiria a entrada de frades no Império, conquanto esses viessem dos Estados Unidos da América ou da Inglaterra, desses paises constitucionais” como ele os chamou, e acrescentou: “não falo desses frades irlandeses de ideias ultramontanas, nem estes que têm vindo da França, estes frades de idéias de absolutismo. Através de VIEIRA temos a informação de que: “Dom Romualdo Antônio de Seixas (1787-1860) Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil, juntamente com Dom Marcos Antônio de Sousa (1771-1842) Bispo do Maranhão, gladiou contra os vários projetos anti-frades. Como podia o Brasil admitir a entrada de indivíduos de todas as religiões, perguntou Dom Marcos, e, ao mesmo tempo, proibir a entrada de clérigos católicos?”(p.37) “O Padre Diogo Antônio Feijó, como era de se esperar, colocou-se ao lado dos liberais e contra os frades estrangeiros de ideias ultramontanas. Apresentou um projeto, secundado pelo Padre José Bento Leite Ferreira de Melo e Miguel José Reinault, pelo qual todos os frades estrangeiros residindo fora dos conventos seriam presos e mandados de volta para os mesmos” (anais da câmara, 17 de maio de 1828). Os debates no Parlamento sobre a presença de frades estrangeiros no Brasil continuaram por muito tempo. Em face do que foi debatido na Câmara durante esse período, diríamos que o consenso entre os jansenistas, galicanos de todas as espécies e liberais, no Parlamento brasileiro, era que o ultramontanismo – representado pelas ordens religiosas estrangeiras – nāo deveria ser importado e, se já estivesse no Império, deveria ser confinado aos conventos e nunca lhe ser permitido “contaminar” o povo com “idéias absolutistas”. O Deputado baiano José Lino Coutinho expressou, em poucas palavras, o que os liberais desejavam: “O Brasil, Sr. Presidente, precisa de estrangeiros que lhe venham trazer a indústria e as artes”, disse ele, o que devemos “é dar à mocidade uma educação de verdadeiros católicos mais livres de preconceitos; devemos ensinar-lhes a religião de Jesus Cristo e não a hipocrisia”(Ibid) Por essa razão, Coutinho se opunha à importação de frades e exigia outro tipo de imigração para o Brasil. Julgando pelo restante deste estudo, a história do Brasil, a começar desse período (1828), presenciou uma luta contínua, por parte dos ultramontanos, para conquistarem o poder e estabelecerem seu controle sobre a Igreja Brasileira, luta esta que, no final, eles venceram. Essa luta, deve ser reiterado, não ocorreu apenas no Brasil. A mesma em toda a América Latina e na Europa sob a liderança do Papa Pio IX. No Brasil, o ultramontanismo quase que totalmente conquistou o poder sob Igreja. Essa vitória foi em parte alcançada quando os bispos conseguiram o direito de suspender qualquer clérigo “ex-informata conscientia” (Decreto nº 1.911 de 28 de março de 1857), sem que o clérigo afetado pudesse apelar para a Coroa, bem como quando obtiveram o controle dos Seminários, O Imperador inadvertidamente auxiliara o ultramtanismo. Como seu desejo de obter para o país um clero mais bem educado, mandou para a Europa um grande número de seminaristas brasileiros que absorveram ideias ultramontanas nos seminários da França e da Itália. Ao voltarem ao Brasil, esses jovens em pouco tempo conquistaram posições de liderança dentro da Igreja. Muitos deles chegaram a bispo em pouco tempo. A verdade é que, pelos idos do Primeiro Concílio do Vaticano (1869-1870), todos os bispos brasileiros e seus colegas latino-americanos (48 ao todo) eram ultramontanos e se juntaram à maioria que defendeu o projeto que estabelecia infalibilidade do Papa., Já em 1870, os ultramontanos dominavam o clero brasileiro, tendo, de há muito, suplantado o jansenismo e o catolicismo liberal de todos os tipos. De certo modo o presente estudo tenta documentar e analisar a grande porfia que houve entre os ultramontanos brasileiros e os liberais de toda a sorte de 1850 a 1875. Nessa luta, o Partido liberal, com o auxílio de conservadores galicanos, tentou manter o controle da Igreja que, cada vez mais, se tornava ultramontana. Do outro lado, enquanto lutavam contra os ultramontanos, esses mesmos políticos procuravam implementar uma legislação que protegesse os direitos dos imigrantes heterodoxos, bem como legislação desse tipo, anatematizados por Pio IX no seu “Sílabo dos Erros”. A presença do liberalismo nessa luta, não pode ser ignorada. #USA #maçonaria #humanismo #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #Históriamoderna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment #Igreja

  • O MAIOR GRUPO MARGINALIZADO DO MUNDO: OS NÃO NASCIDOS

    [O discurso seguinte foi lido pela irmã Deirdre Byrne na Convenção Nacional do Partido Republicano, que escolheu nesta semana oficialmente o presidente Donald Trump como candidato à reeleição. A irmã, atualmente superiora da Casa das Pequenas Operárias em Washington, é também médica]. Boa noite. Eu sou a Irmã Deirdre Byrne e pertenço à Comunidade das Pequenas Operárias dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. No último 4 de julho, tive a honra de ser uma das convidadas do presidente em sua celebração “Saudação à América”. Devo confessar que, recentemente, rezei enquanto estava na capela, implorando a Deus que me permitisse ser uma voz, um instrumento a serviço da vida humana. E agora estou aqui, falando na Convenção Nacional Republicana. É conveniente a gente ter cuidado com o que reza! Meu caminho para a vida religiosa não seguiu uma rota tradicional, se é que existe uma. Em 1978, como estudante de medicina na Universidade de Georgetown, entrei para o Exército para ajudar a pagar as mensalidades e acabei passando 29 anos ali, trabalhando como médica e cirurgiã em lugares como o Afeganistão e a Península do Sinai no Egito. Depois de muita oração e contemplação, entrei em minha ordem religiosa em 2002, trabalhando para servir aos pobres e enfermos no Haiti, Sudão, Quênia, Iraque e Washington, D.C. A humildade é a base de nossa ordem, o que torna muito difícil falar sobre mim mesma. Mas posso falar sobre minha experiência trabalhando para aqueles que fogem de países empobrecidos e devastados pela guerra, em todo o mundo. Todos esses refugiados compartilham uma experiência comum. Todos foram marginalizados, considerados insignificantes, impotentes e sem voz. E embora tenhamos a tendência de pensar que os marginalizados vivem além de nossas fronteiras, a verdade é que o maior grupo marginalizado do mundo pode ser encontrado aqui mesmo, nos Estados Unidos. São os não nascidos. Como cristãos, encontramos Jesus pela primeira vez como um comovente embrião no ventre de uma mãe solteira e o vimos nascer nove meses depois, na pobreza de uma gruta. Não é uma coincidência que Jesus tenha defendido o que era justo e finalmente fosse crucificado, porque o que ele disse não era politicamente correto nem estava na moda. Como seguidores de Cristo, somos chamados a defender a vida contra o que é politicamente correto ou está na moda hoje em dia. Devemos lutar contra uma agenda legislativa que apoia (e inclusive celebra) a destruição da vida no útero materno. Tenhamos em conta que as leis que criamos definem a forma como vemos nossa humanidade. Devemos nos perguntar: o que estamos querendo dizer quando entramos em um útero e extinguimos uma vida inocente, sem poder e sem voz? Como médica, posso dizer sem hesitação: a vida começa na concepção. Embora o que tenha a dizer possa ser difícil de ouvir para algumas pessoas, eu o digo porque não sou apenas pró-vida, mas pró-vida eterna. Eu quero que todos nós acabemos juntos no Céu, algum dia. É por isto que estou aqui, hoje. Donald Trump é o presidente mais pró-vida que este país já teve, defendendo a vida em todas as suas etapas. Sua crença na santidade da vida transcende a política. O presidente Trump enfrentará Biden-Harris, que é a candidatura presidencial mais anti-vida da história, até mesmo apoiando os horrores do aborto tardio e do infanticídio. Graças à sua coragem e convicção, o presidente Trump conquistou o apoio da comunidade pró-vida dos Estados Unidos. Além disso, conta com um grande suporte religioso em todo o país. O senhor nos encontrará aqui com nossa arma predileta, o rosário. Obrigado, Presidente, estamos todos rezando pelo senhor. https://www.catholicnewsagency.com/news/full-text-sister-dede-byrnes-speech-at-the-2020-republican-national-convention-71435

  • A Igreja tem uma posição política à esquerda ou direita?

    Um dos tópicos mais sensíveis da atualidade, não apenas dentro da igreja mas na sociedade em geral, é o tema da política. Muitos repetem o mesmo ditado: “política e religião não se misturam” mas estaria correto? Quanto mais a tenologia evolui, mais podemos ter contato com o pensamento das pessoas. Observando os comentários de alguns católicos, é perceptível a falta de uma catequese básica e até mesmo de aprofundamento sobre alguns aspectos da Santa Igreja. Muitos afirmam que a igreja não possui posição política, mas estão enganados. A igreja possui uma orientação própria chamada Doutrina Social da Igreja (DSI). Essa doutrina social possui pontos defendidos tanto pela direita quanto pela esquerda, mas nenhuma das duas contempla de forma integral a Doutrina Social da Igreja. Portanto devemos estar sempre atentos, pois tanto na esquerda quanto na direita existem pontos que são prejudiciais, e não podemos compactuar, contudo, a DSI é mais conservadora, o que diverge muito mais das posições defendidas pela esquerda. Infelizmente, de alguns anos para cá houve uma invasão da mentalidade revolucionária esquerdista na igreja, chamada Teologia da Libertação, o que acaba gerando muita confusão na cabeça dos fiéis, mas todos temos o dever de buscar conhecimento e compreender qual deve ser nosso posicionamento político. Ao contrário do que muitos pensam, a política não é ruim… Em quase tudo há politica, inclusive nas relações dentro da Igreja. O problema é que o termo política associou-se a “poder”, “ganância” e “corrupção”… O que certamente não é compatível com um cristão, porém essa cultura só mudará quando bons católicos, conhecedores da Doutrina Social da Igreja, adentrarem na política e fizerem as coisas da forma correta. Assista um resumo feito pelo Prof. Felipe Aquino: Aos que quiserem se aprofundar, a deputada católica Chris Tonietto, juntamente com o Centro Dom Bosco publicou uma série de três aulas de aprofundamento sobre a Doutrina Social da Igreja. Assista: Clique aqui para assistir o curso de Doutrina Social da Igreja com Chris Tonietto : Também é possível estudar a DSI diretamente em sua fonte, podem consultar o Compêndio da Doutrina Social da Igreja diretamente no site do Vaticano: Clique aqui para acessar o Compêndio da Doutrina Social da Igreja #FormaçõesCatólicas #Política

  • A Igreja tem uma posição política à esquerda ou direita?

    Um dos tópicos mais sensíveis da atualidade, não apenas dentro da igreja mas na sociedade em geral, é o tema da política. Muitos repetem o mesmo ditado: “política e religião não se misturam” mas estaria correto? Quanto mais a tenologia evolui, mais podemos ter contato com o pensamento das pessoas. Observando os comentários de alguns católicos, é perceptível a falta de uma catequese básica e até mesmo de aprofundamento sobre alguns aspectos da Santa Igreja. Muitos afirmam que a igreja não possui posição política, mas estão enganados. A igreja possui uma orientação própria chamada Doutrina Social da Igreja (DSI). Essa doutrina social possui pontos defendidos tanto pela direita quanto pela esquerda, mas nenhuma das duas contempla de forma integral a Doutrina Social da Igreja. Portanto devemos estar sempre atentos, pois tanto na esquerda quanto na direita existem pontos que são prejudiciais, e não podemos compactuar, contudo, a DSI é mais conservadora, o que diverge muito mais das posições defendidas pela esquerda. Infelizmente, de alguns anos para cá houve uma invasão da mentalidade revolucionária esquerdista na igreja, chamada Teologia da Libertação, o que acaba gerando muita confusão na cabeça dos fiéis, mas todos temos o dever de buscar conhecimento e compreender qual deve ser nosso posicionamento político. Ao contrário do que muitos pensam, a política não é ruim… Em quase tudo há politica, inclusive nas relações dentro da Igreja. O problema é que o termo política associou-se a “poder”, “ganância” e “corrupção”… O que certamente não é compatível com um cristão, porém essa cultura só mudará quando bons católicos, conhecedores da Doutrina Social da Igreja, adentrarem na política e fizerem as coisas da forma correta. Assista um resumo feito pelo Prof. Felipe Aquino: Aos que quiserem se aprofundar, a deputada católica Chris Tonietto, juntamente com o Centro Dom Bosco publicou uma série de três aulas de aprofundamento sobre a Doutrina Social da Igreja. Assista: Clique aqui para assistir o curso de Doutrina Social da Igreja com Chris Tonietto : Também é possível estudar a DSI diretamente em sua fonte, podem consultar o Compêndio da Doutrina Social da Igreja diretamente no site do Vaticano: Clique aqui para acessar o Compêndio da Doutrina Social da Igreja #FormaçõesCatólicas #Política

  • A LONGA MARCHA PARA O PAGANISMO – Ettore Gotti Tedeschi

    [Estamos caminhando para o ambientalismo como religião universal; e uma nova “teologia ecológica” parece estar prestes a substituir a doutrina social da Igreja]. Um novo humanismo-surpresa parece estar se formando, devido ao caos que foi criado pela crise e a pandemia. É claro que falta uma governança global neste caos econômico, social, político e moral. Por isso, tudo pode acontecer. O risco é que se imponha um novo “humanismo surpresa”, decidido por poucos e acolhido por todos em espírito de reconciliação. Hoje estamos em uma fase em que se busca a reconciliação para resolver os problemas comuns e globais. Reconciliação que se disfarçará com soluções econômicas, sociais, políticas, ambientais, tecnológicas etc., mas que, na realidade, será uma reconciliação acima de tudo moral, porque terá um impacto na criatura humana e na criação. Sentimo-nos confusos, mas, na realidade, nem todos estão. Depois da pandemia misteriosa e da reação igualmente misteriosa a ela, percebemos que somos impotentes diante dos cenários que se apresentam e tememos haver perdido a orientação, suspeitando que alguém possui a bússola e saberá aonde nos conduzir. Neste momento, é necessário tomar decisões rápidas, mas também globais em suas consequências, e, por isso, será importante compreendê-las, pois essas consequências serão de caráter econômico, social, político, moral etc. Corremos o risco de que elas nos sejam impostas, sem que as possamos compreender (embora isto não seja novidade). Temos, porém, o direito de ficar preocupados com a situação e poder manifestá-lo, porque temos a impressão, novamente, de que se está pensando em corrigir erros e resolver problemas ignorando suas causas e reproduzindo erros do passado. É até legítimo pensar que poderiam ser justamente esses erros o objetivo que se pretende alcançar… Devemos nos preocupar, porque o que está em jogo é o valor da vida humana, desde o freio à natalidade até o redimensionamento do número da população. E desta vez não mais em referência exclusiva ao chamado mundo ocidental, mas a todo o mundo. Mas será que realmente “fizeram os cálculos”? Nesta segunda fase de solução global da questão demográfica, tenho a impressão de que estamos até superando o malthusianismo, que inspirou as decisões relativas à queda da natalidade, no Ocidente, que foram tomadas na década de 70 e que nos levaram à crise atual. Minha impressão é que, hoje, o pensamento filosófico se inspira, mais do que em Thomas Malthus, na religião natural de John Locke, aceitável para todos (o ambientalismo), temperada com o apreço de David Hume pelas religiões pagãs — caracterizadas pelo seu respeito à natureza e pela tolerância (e que seriam uma alternativa à intolerância e fanatismo das religiões monoteístas). Ambientalismo pagão, religião universal. É este o novo humanismo surpresa? Dependerá das decisões de quem detém o poder. As premissas do great reset, proposto por quem está no poder, anunciam como sempre programas um tanto utópicos. O que o mundo inteiro deveria fazer para resolver a crise é realizar um reequilíbrio socioeconômico que elimine as desigualdades e o soberanismo egoísta, evitando os riscos de tensões sociais. No entanto, curiosamente, também aqui se concentra a atenção no grande envelhecimento da população e seus efeitos socioeconômicos (sempre ignorando as causas), ao mesmo tempo em que aumenta a demanda por uma diminuição (desta vez global) da população (visto que existe o risco de novas pandemias), ignorando propositalmente os efeitos dessas duas decisões estratégicas globais tomadas em conjunto. O silogismo aristotélico foi substituído, hoje, pela lógica ilógica do pensamento político e hipocritamente correto. No entanto, as bases estratégicas do mundo futuro já foram identificadas e serão (sobretudo) digitais e verdes. Ambas voltam a propor o tema da população. A primeira, a digital (tecnologia e inteligência artificial), certamente não necessita do crescimento populacional, pois o substitui. A segunda (proteção do meio ambiente) sofre com a presença do homem, que é visto como o câncer da natureza. E aqui está a surpresa: um novo humanismo digital e ambientalista é o que parece estar sendo preparado, graças aos mesmos slogans utópicos da sociedade aberta de Karl Popper (fim da desigualdade, das discriminações, dos soberanismos egoístas, do autoritarismo dogmático). E isso acontece com o aparente consentimento da “autoridade moral” [a Igreja], que já deve estar pensando em uma nova “teologia ecológica”, que substituiria a Doutrina Social da Igreja. Mas são poucos os que se preocupam com a vida humana, antes sagrada e agora menos (ao ponto de hoje um ser humano poder ser tranquilamente eliminado). O risco é que, em breve, graças a esse novo “humanismo surpresa”, alguns seres humanos possam não apenas ser eliminados, mas devam ser eliminados por direito constitucional e moral. Esta é a próxima civilização que se avizinha? Se for assim, estamos prontos. https://infovaticana.com/2020/08/25/la-larga-marcha-hacia-el-paganismo/

  • PARTIDO DEMOCRATA OU PARTIDO DA MORTE? – Maurizio Ragazzi

    A convenção do Partido Democrata nos EUA (realizada por vídeo de 17 a 20 de agosto) oficialmente nomeou a dupla Biden-Harris, para desafiar Trump-Pence. É formada por dois soldados de confiança da máquina de aborto da Planned Parenthood [a maior organização abortista dos EUA]. Nada de novo sob o sol. Já em 2006 saía um livro que documentava de maneira detalhada como os Democratas se tornaram o partido do aborto, da eutanásia e do infanticídio. Portanto, não é surpreendente que os Democratas tenham reafirmado seu total apoio à Planned Parenthood na convenção, tanto pela comunhão de (des) valores quanto em gratidão pelo financiamento de seus candidatos. Que a relação Democratas-aborto é orgânica e não apenas passageira é confirmado no apelo feito, em 14 de agosto, por cerca de uma centena de Democratas, dirigido aos membros da comissão que cuida do programa partidário. Implorando por algum espaço para posições pró-vida no partido, os políticos signatários haviam solicitado que o programa Democrata de 2020 reintroduzisse a possibilidade da “cláusula de consciência” [recusar determinados atos por convicções religiosas ou morais] de 2000, que certamente não afeta a posição pró-aborto do partido. Além disso, os mesmos signatários haviam pedido, timidamente, que o partido se abstivesse de propor uma lei que definisse o aborto como um “direito” e pagasse os abortos dos contribuintes. Na justificativa de seus pedidos, os signatários alegaram não a inaceitabilidade intrínseca do crime de aborto, mas as consequências políticas de uma posição intransigente do partido, que não permitiria a dissidência, a saber: (1) a discrepância entre as posições Democratas sobre a questão e o pensamento da opinião pública, (2) o risco de perder votos e (3) a traição a valores Democratas como a inclusão. (Note-se bem: não a inclusão de filhos ainda no ventre de suas mães, mas a inclusão, no partido, de Democratas pró-vida). Mas quem são os signatários deste apelo? Não passam de um governador, alguns políticos aposentados e personalidades sem repercussão nacional. Não assinou nenhum senador (de 45 senadores democratas mais dois “independentes”); e apenas dois deputados assinaram (de 232 democratas na Câmara dos Representantes). Os dois deputados signatários (certamente pertencentes a uma espécie em franca extinção, senão já extinta) são Dan Lipinski e Collin Peterson. Para deixar Dan Lipinski de fora do próximo Congresso (um homem de cinquenta anos, de Chicago), a Planned Parenthood já tinha tomado as suas providências: depois que Lipinski foi eleito em oito rodadas eleitorais anteriores, os abortistas fizeram com que perdesse as primárias para as próximas eleições, financiando generosamente uma abortista confiável como sua concorrente. Quanto a Collin Peterson, um político de Minnesota que está beirando os 80 anos, os abortistas ainda não conseguiram derrubar. O apelo pró-vida de 14 de agosto foi prontamente rejeitado: o programa do partido continua firme e claramente abortista, sem a “cláusula de consciência”. Os Democratas têm muito mais em que pensar, e as diferenças internas que os preocupam, de fato, não são aquelas levantadas por uma pequena minoria de políticos pró-vida, mas aquelas entre os extremistas (chamados de “moderados” pela imprensa) e os hiper-extremistas (chamados de “progressistas”) sobre questões que são verdadeiramente caras à esquerda em qualquer latitude: desde o aumento do estado de bem-estar social através da imposição de novos impostos, até a criação de condições ideais para uma revolução permanente. Moral da história? O apelo pró-vida de 14 de agosto, embora tímido, ainda é alguma coisa. (São Maximiliano Kolbe, em cuja festa foi assinado o apelo, rogai por eles!). No entanto, à luz do que vem acontecendo há décadas no Partido Democrata, a atitude daquela minoria soa mais a canto de cisne do que a resgate de posturas anteriores do partido. Pode-se continuar a discutir à vontade sobre a oportunidade teórica de uma presença transversal de expoentes pró-vida nos vários partidos. Mas quando, na prática, um partido (como o Democrata) vira as costas a quem se atreve a opor-se ao aborto, é melhor encarar os fatos e chamar esse partido, não pelo que se gostaria que ele fosse, mas pelo que realmente é: um partido firmemente a serviço da incultura da morte. https://www.marcotosatti.com/2020/08/24/maurizio-ragazzi-i-democratici-usa-il-partito-della-morte/

  • A IGREJA CONTRA O REINADO DO ANTICRISTO

    A IGREJA CONTRA O REINADO DO ANTICRISTO Por várias vezes e em diversas épocas, a humanidade passou por momentos de utopias terrestres. O pensamento mais novo é o de que não precisamos morrer para chegar ao paraíso. Muito líderes políticos, como Marx, valiam-se dessa ideologia do paraíso terreno em suas teorias. Para eles, uma vida após a morte num paraíso mítico é coisa de fanático religioso. Os liberais também assumem a possibilidade de uma vida mais abundante e “gloriosa” em tempo real na história. Eles tratam isso como o próximo estágio de nossa evolução social. Nosso Magistério, como alguns Papas já nos alertaram, ressalta o cuidado necessário contra tais tentativas de construir um paraíso na terra com nossas próprias mãos. Até mesmo o Rabino Arthur Hertzberg, vice-presidente emérito do Congresso Judaico Mundial, alertou contra a ideologia utópica: “Alerto-os quanto à ilusão de que podemos criar na terra um paraíso perfeito. Isso poderá acontecer somente no fim dos dias, quando for a vontade de Deus” (Herzberg, “Sins of Religion”. O discurso também foi publicado nas pp. 6-8 da edição do verão de 1997 do Journal of the United Religions Initiative). O Catecismo da Igreja Católica alerta contra o globalismo: “Depois que a unidade da raça humana foi estilhaçada pelo pecado, Deus imediatamente buscou salvar a humanidade parte por parte. A aliança com Noé após o diluvio dá expressão ao princípio da economia divina para com as nações”, em outras palavras, para com os homens agrupados “em suas terras, cada uma com a sua própria língua, divididos por suas famílias, em suas nações”. Esse estado de divisão em muitas nações é ao mesmo tempo cósmico, social e religioso. A intenção por trás dele é limitar o orgulho da humanidade caída, unida apenas pela ambição perversa de forjar sua própria unidade, como em Babel (VIC, P.20-21). A única ocasião em que o mundo realmente deve ser unificado é quando Cristo retornar para reinar em glória. Nenhuma organização e nenhuma outra pessoa que não o Filho do Homem pode receber o título ou o poder de um governante mundial. O Catecismo da Igreja Católica também se pronuncia contra todo o milenarismo terreno, incluindo a ideologia utópica das ideias marxistas ou de cunho religioso: “A ignorância do fato de que o homem tem uma natureza ferida, propensa ao mal, gera erros graves nas áreas de educação, política, ação social e moralidade”(CIC, P.103). E também: Antes da segunda vinda de Cristo, a Igreja terá de passar por um teste final, que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que vem acompanhando a sua peregrinação na terra revelará “o mistério da iniquidade” na forma de um logro religioso que oferecerá aos homens uma aparente solução para os seus problemas ao preço da apostasia da verdade. O logro religioso supremo é o do Anticristo, um pseudo-messianismo por meio do qual o homem glorifica a si mesmo em vez de Deus e do seu Messias encarnado. O logro do Anticristo começa a tomar forma no mundo toda vez que se reivindica poder para realizar dentro da história aquela esperança messiânica que pode ser realizada apenas além da história, por meio do julgamento escatológico. A Igreja rejeitou até mesmo formas modificadas dessa falsificação do reino que está por vir, chamando-as de milenarismo (é o quiliasmo, crença de um milênio terrestre nos últimos dias, que foi condenada no segundo Concílio ecumênico), em especial a forma política “intrinsecamente perversa” de um messianismo secular (CIC, p.176-177). Os ortodoxos orientais repetem as mesmas advertências. O Bispo Kallistos Ware escreve: “As Escrituras e a Tradição Sagrada nos falam repetidas vezes sobre a Segunda Vinda. Elas não permitem supor que, por meio de um avanço constante da ‘civilização’, o mundo passará a ser gradualmente melhor, até que a humanidade consiga criar o reino de Deus sobre a terra. A visão cristã da história mundial opõe inteiramente a esse tipo de otimismo evolucionário. O que nos ensinam a esperar são os desastres no mundo da natureza, guerras cada vez mais destrutivas entre os homens, perplexidade e apostasia entre os que se chamam de cristãos (especialmente Mt 24, 3-27). Esse período de tribulação culminará no aparecimento do “homem do pecado” (2Ts 2, 3-4), ou Anticristo, que, segundo a interpretação tradicional na Igreja Ortodoxa, não será o próprio Satā, mas um ser humano, um homem de verdade, em que todas as forças do mal estarão concentradas, que por algum tempo terá o mundo inteiro em seu domínio. O breve reinado do Anticristo será abruptamente exterminado pela Segunda Vinda do Senhor, dessa vez não às ocultas, como em seu nascimento em Belém, mas sentado à direita do poder de Deus [e)… sobre as nuvens do céu”. (Mt 26, 64). Assim, o curso da história será levado a um final repentino e dramático, por meio de uma intervenção direta do reino divino. ( Bishop Kallistos Ware, The Orthodox Way, St. Vladimir’s Seminary Press, 1979, p. 179-180. Outro comentador ortodoxo oriental clássico posiciona-se de forma semelhante: “No Apocalipse Sinótico, não há promessa de melhores tempos por vir. Não haverá utopias terrestres. Haverá um recuo da fé; o amor esfriará” (Pe. Columba Graham Flegg, An Introduction to Reading the Apocalypse, St. Vladimir’s Seminary Press, 1999, p. 39.) Todos devem atentar para tais advertências, mesmo que a Parusia só venha a ocorrer daqui a 10 mil anos. Esses sensatos ensinamentos são aplicáveis a todas as épocas e todos os lugares até a Segunda Vinda de Cristo. O evangelista católico Frank Sheed explica: Mas se o Anticristo será uma pessoa real e a apostasia uma apostasia real a ocorrer no fim do mundo, tanto o Anticristo quanto a Apostasia têm seus precursores em cada época do mundo. Pois a verdade é que, assim como cada morte é o fim do mundo em miniatura, também cada época é miniatura da última época. Nesse sentido, todos estamos na última época. O Anticristo está por vir; mas já ouvimos São Paulo dizer que “a conspiração da revolta já está ocorrendo”. (Frank J. Sheed, Theology and Sanity, Ignatius Press, 1993, p. 353). #USA #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #Apocalipse #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment #Igreja

  • Padre Robson é proibido de celebrar e ministrar sacramentos enquanto durar investigação

    Mesmo após publicar nota em defesa do Padre Robson e da Associação, o Arcebispo de Goiânia suspendeu uso de ordens. O próprio sacerdote já havia pedido afastamento de suas funções para poder colaborar com as investigações. Investigado em uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) por suposto envolvimento em corrupção, Padre Robson de Oliveira teve o uso de ordens suspenso pelo Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, em todo o território arquidiocesano. Em nota publicada no domingo, 23 de agosto, o Prelado explica que a suspensão temporária do uso de ordens tem como objetivo “tutelar os fiéis e garantir a imparcialidade das investigações”. O decreto assinado por Dom Washington Cruz afirma que esta medida foi adotada “considerando a necessidade de prevenir escândalos, garantir o curso da Justiça e tutelar a fé, bem como investigar as acusações realizadas contra o Padre Robson de Oliveira”. Ainda segundo o decreto, “tal Instrumento Canônico tem caráter meramente administrativo(portanto, não penal). Por sua vez, a Província Redentorista de Goiás, à qual Pe. Robson pertence, também determinou que o sacerdote “está proibido de exercer ato de ministério sacerdotal, incluindo, entre outros, a absolvição de pecados (cf. cân. 967, §2) e a pregação (cf. cân. 764), com exceção apenas da celebração da Santa Missa estritamente ao interno da comunidade religiosa (cf. cân. 1333)”. Segundo os Redentoristas, essa medida foi tomada tendo em consideração que a denúncia contra Pe. Robson “está causando escândalo entre os fiéis, está prejudicando a vida pastoral do Santuário do Divino Pai Eterno, a comunhão eclesial e a boa reputação do próprio sacerdote”. O decreto dos Redentoristas também concede ao sacerdote a “dispensa da proibição de celebrar a Eucaristia sem participação de pelo menos algum fiel (cf. cân 906)”, bem como a “dispensa da obrigação de usar o hábito eclesiástico (cf. cân. 284)”. Entretanto, afirma que ele “deve observar todas as obrigações dos clérigos (cf. cân. 273-289) e, em particular, abster-se, da maneira mais absoluta, de tudo o que seja inconveniente para o estado clerical (cf. 285, §1)”. Além disso, Pe. Robson fica “proibido de participar, realizar e protagonizar programas de televisão, rádio ou internet”, inclusive de “conceder qualquer entrevista jornalística ou de natureza semelhante”. Por fim, os Redentoristas afirmam que o presbítero “é encorajado a se valer de um diretor espiritual”. “Estas restrições permanecerão em vigor até 23 de janeiro de 2021, data em que será feita uma reavaliação das circunstâncias que as ensejaram”, informam. Em nota à imprensa, Pe. Robson afirmou receber “com humildade” esta revogação temporária, que é “um procedimento previsto no direito canônico”. “O maior interessado no esclarecimento de todas as questões e na total transparência de todas as suas ações é o próprio padre Robson”, diz o comunicado. A operação Vendilhões, do Ministério Público de Goiás, investiga suposta organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal, envolvendo diretores da Afipe. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, inclusive em imóveis ligados a Pe. Robson, que é fundador e até então presidente da Afipe e reitor do Santuário de Trindade (GO). Logo após a deflagração desta operação, a Arquidiocese de Goiânia e os Redentoristas de Goiás informaram que o sacerdote havia pedido o afastamento da reitoria do Santuário de Trindade e da presidência da Afipe, “para contribuir com a investigação”. #PadreRobsondeOliveira

  • Padre Robson é proibido de celebrar e ministrar sacramentos enquanto durar investigação

    Mesmo após publicar nota em defesa do Padre Robson e da Associação, o Arcebispo de Goiânia suspendeu uso de ordens. O próprio sacerdote já havia pedido afastamento de suas funções para poder colaborar com as investigações. Investigado em uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) por suposto envolvimento em corrupção, Padre Robson de Oliveira teve o uso de ordens suspenso pelo Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, em todo o território arquidiocesano. Em nota publicada no domingo, 23 de agosto, o Prelado explica que a suspensão temporária do uso de ordens tem como objetivo “tutelar os fiéis e garantir a imparcialidade das investigações”. O decreto assinado por Dom Washington Cruz afirma que esta medida foi adotada “considerando a necessidade de prevenir escândalos, garantir o curso da Justiça e tutelar a fé, bem como investigar as acusações realizadas contra o Padre Robson de Oliveira”. Ainda segundo o decreto, “tal Instrumento Canônico tem caráter meramente administrativo(portanto, não penal). Por sua vez, a Província Redentorista de Goiás, à qual Pe. Robson pertence, também determinou que o sacerdote “está proibido de exercer ato de ministério sacerdotal, incluindo, entre outros, a absolvição de pecados (cf. cân. 967, §2) e a pregação (cf. cân. 764), com exceção apenas da celebração da Santa Missa estritamente ao interno da comunidade religiosa (cf. cân. 1333)”. Segundo os Redentoristas, essa medida foi tomada tendo em consideração que a denúncia contra Pe. Robson “está causando escândalo entre os fiéis, está prejudicando a vida pastoral do Santuário do Divino Pai Eterno, a comunhão eclesial e a boa reputação do próprio sacerdote”. O decreto dos Redentoristas também concede ao sacerdote a “dispensa da proibição de celebrar a Eucaristia sem participação de pelo menos algum fiel (cf. cân 906)”, bem como a “dispensa da obrigação de usar o hábito eclesiástico (cf. cân. 284)”. Entretanto, afirma que ele “deve observar todas as obrigações dos clérigos (cf. cân. 273-289) e, em particular, abster-se, da maneira mais absoluta, de tudo o que seja inconveniente para o estado clerical (cf. 285, §1)”. Além disso, Pe. Robson fica “proibido de participar, realizar e protagonizar programas de televisão, rádio ou internet”, inclusive de “conceder qualquer entrevista jornalística ou de natureza semelhante”. Por fim, os Redentoristas afirmam que o presbítero “é encorajado a se valer de um diretor espiritual”. “Estas restrições permanecerão em vigor até 23 de janeiro de 2021, data em que será feita uma reavaliação das circunstâncias que as ensejaram”, informam. Em nota à imprensa, Pe. Robson afirmou receber “com humildade” esta revogação temporária, que é “um procedimento previsto no direito canônico”. “O maior interessado no esclarecimento de todas as questões e na total transparência de todas as suas ações é o próprio padre Robson”, diz o comunicado. A operação Vendilhões, do Ministério Público de Goiás, investiga suposta organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal, envolvendo diretores da Afipe. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, inclusive em imóveis ligados a Pe. Robson, que é fundador e até então presidente da Afipe e reitor do Santuário de Trindade (GO). Logo após a deflagração desta operação, a Arquidiocese de Goiânia e os Redentoristas de Goiás informaram que o sacerdote havia pedido o afastamento da reitoria do Santuário de Trindade e da presidência da Afipe, “para contribuir com a investigação”. #PadreRobsondeOliveira

  • O SENHOR DO MUNDO COMPLETA 90 ANOS: GEORGES SOROS – Luca Volontè

    [George Soros acaba de completar 90 anos. Altíssimos são os investimentos na vida pública feito por esse “filantropo liberal” , que financia a esquerda nas Américas e na Europa através da promoção do que chama de “justiça justa”. Com o aparelhamento do poder judiciário, espera ver a vitória de todos os “novos direitos”, a começar do aborto, casamento gay e anti-racismo militante. Seus inimigos são Trump, nos EUA, mas também Salvini, Meloni, Orban, Kaczyński na Europa; ou Bolsonaro no Brasil]. Nos últimos dias, o financista bilionário George Soros comemorou seu 90º aniversário. Este é um número importante, mas insignificante diante de outro número: os 708 milhões de dólares “doados” apenas nos Estados Unidos. É o dinheiro que suas duas principais fundações “doaram” só em 2018 (os dados de 2019 ainda não estão disponíveis). Enfim, um grande homem: o grande filantropo e benfeitor da humanidade, dos mais pobres, das minorias, da sociedade aberta… Neste ano de 2020, o orçamento de sua Open Society Foundations é de 1,2 bilhões de dólares. Em entrevista ao italiano Mario Calvo-Platero, do jornal La Repubblica, o magnata e bondoso Senhor do Mundo reiterou suas boas intenções, seus propósitos e confessou toda sua aversão aos inimigos. Em primeiro lugar, o firme compromisso de derrotar Trump (descrito por ele como o homem que pode colapsar a democracia americana). Não é por acaso que Soros gastou tanto dinheiro com todos os tipos de ações, nos últimos anos, com o único propósito de minar a presidência de Trump. Ajuda a mães solteiras, famílias naturais em dificuldade, escolas particulares? Nem pensar. Em vez disso, a maior parte do financiamento foi para grupos politizados como Planned Parenthood, para a liberalização total do aborto; a Aclu (associação para as liberdades civis), que agora se espalhou por todo o mundo; direitos LGBTI; e assim por diante. Nos Estados Unidos, além dos 708 milhões de dólares de Soros em doações “caritativas”, há os milhões que ele doa à sua principal ferramenta de lobby, a Open Society Policy Center, que, como observa o Influence Watch, em 2019 foi a segunda fonte em todo o país de lobby federal, o maior dos grupos de lobby da indústria farmacêutica ou manufatureira dos EUA. As grandes corporações multinacionais só podem ficar com inveja ao ver a fortuna que o império Soros gasta com os lobistas de Washington. Na verdade, o grupo de Soros triplicou a pressão exercida por empresas como Amazon, Boeing e Lockheed. Como seu aniversário nos lembra, Soros não viverá para sempre. Mas mesmo depois de sua morte, as dezenas de bilhões de dólares que ele investiu em suas atividades filantrópicas, e os investimentos de seus próprios filhos em doações com fins políticos, significam que sua enorme influência na política americana e mundial continuará por muito tempo. Seus objetivos incluem a “limpeza” da corrupção no jornalismo, na indústria farmacêutica e na área jurídica que, segundo ele, é decorrente da preocupação com o lucro. (Não está claro por que a própria busca de lucro do próprio Soros o teria preservado da mesma doença da corrupção…) Ao fim e ao cabo, as fundações de Soros gastaram quase 8,9 bilhões entre 2000 e 2018, e gastará, só neste ano, 220 milhões em “justiça racial” nos Estados Unidos. Uma luta pela “justiça justa”? As dúvidas e sombras são muitas. Por meio de disputas eleitorais para a nomeação de procuradores distritais locais, entre 2015 e 2019, Soros gastou pelo menos 17 milhões de dólares, apoiando seus candidatos favoritos em estados como Pensilvânia, Virgínia e Arizona — campos de batalha fundamentais para a aquisição de cadeiras parlamentares, votos e governadores democráticos. Para este ano, nos Estados Unidos, Soros e suas fundações gastarão 28 milhões de dólares, 1/3 do total de 74 milhões que doará ao resto do mundo, para fazer valer a sua ideia de “justiça justa”. Falávamos de seus maiores inimigos, ou, como ele os descreve, os perigosos políticos que põem em risco a democracia e a sociedade liberal, inclusive na Europa, para a qual em 2020 Soros destinou 92,9 milhões de dólares em investimentos filantrópicos (doações). Esses inimigos são Viktor Orbán, da Hungria, e Jaroslaw Kaczyński, da Polônia, dois chefes de Estado que durante anos têm promovido a vida humana, o crescimento demográfico e medidas concretas para as famílias naturais, bem como a defesa do espírito e da cultura cristã nacional e europeia. Mas, agora, seus olhos se voltaram para a Itália: “Minha maior preocupação é a Itália. Um líder anti-europeu e muito popular, como Matteo Salvini, estava ganhando terreno, até que superestimou seu sucesso e fez cair o governo. Foi um erro fatal. Sua popularidade está agora em declínio. Mas, na realidade, foi substituído por Giorgia Meloni, do partido Fratelli d’Italia, que é ainda mais extremista”. Portanto, além de Salvini, que atrairá a atenção de Soros até sua morte política, agora é Giorgia Meloni (pró-vida e pró-família, orgulhosa promotora das raízes cristãs e patrióticas) que está no centro das amáveis preocupações do filantropo e Senhor do Mundo. Quem estiver preocupado com a futura morte de Soros, fique tranquilo: o mundo tem a garantia de ver seu compromisso ir adiante, já que seus dois filhos, Alexander e Jonathan, seguem as pegadas do pai. Não há por que se preocupar, como disse o fundador do Império do Bem: “Nunca devemos esquecer que uma pluralidade de pontos de vista é essencial para a sociedade aberta”. Longa vida, portanto, ao benfeitor do mundo, longa vida ao especulador generoso e magnânimo que, depois de se enriquecer com o dinheiro que nos roubou com suas especulações, possa agora nos recompensar como um novo Robin Hood! Pena que haja muito pouco de liberal em sua vida e em seu conceito de democracia e sociedade aberta, na qual apenas aqueles que se conformam com seus ideais (aborto, eutanásia, LGBTI, educação estatal, imigração descontrolada) têm os direitos reconhecidos. Para os dissidentes, restam as catacumbas… https://lanuovabq.it/it/il-padrone-del-mondo-90-anni-di-george-soros

  • A PROFUNDIDADE DA RIQUEZA, DA SABEDORIA E DA CIÊNCIA DE DEUS – Scott Hahn medita sobre o 21º Domingo

    “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus!”, exclama Paulo na epístola de hoje. E o Salmo também assume a nota triunfante de alegria e ação de graças. Por quê? Porque, no Evangelho, o Pai celestial revela o mistério do Seu reino a Pedro. Com Pedro, nos regozijamos por Jesus ser o Filho ungido prometido a Davi, aquele profetizado para construir o templo de Deus e reinar sobre um reino eterno (ver 2 Samuel 7). O que Jesus chama de “minha Igreja” é o reino prometido ao filho de Davi (ver Isaías 9: 1-7). Como ouvimos na primeira leitura de hoje, Isaías predisse que as chaves do reino de Davi seriam dadas a um novo mestre, que governaria como pai para o povo de Deus. Jesus, da raiz e descendência de Davi, é o único que possui as chaves do reino (ver Apocalipse 1:18; 3: 7; 22:16). Ao dar essas chaves a Pedro, Jesus cumpre essa profecia, estabelecendo que Pedro e todos os seus sucessores seriam os “santos padres” de Sua Igreja. Sua Igreja também é a nova casa de Deus, o templo espiritual fundado na “rocha” de Pedro e construído com as pedras vivas que são cada fiel em particular (veja 1 Pedro 2: 5). Abraão foi chamado de “a rocha”, da qual os filhos de Israel foram talhados (ver Isaías 51: 1–2). E Pedro se torna a rocha com a qual Deus cria novos filhos para Si (ver Mateus 3: 9). A palavra que Jesus usa, “igreja” —  ekklesia em grego — foi usada na versão grega do Antigo Testamento para traduzir a “assembleia” dos filhos de Deus após o Êxodo (ver Deuteronômio 18:16; 31:30). Sua Igreja é a “assembleia dos primogênitos” (ver Hebreus 12:23; Êxodo 4: 23–24), estabelecida pelo êxodo de Jesus (ver Lucas 9:31). Como os israelitas, somos batizados na água, guiados pela Rocha e nutridos com alimento espiritual (ver 1 Coríntios 10: 1-5). Reunidos em Seu altar, na presença de anjos, cantamos o Seu louvor e damos graças ao Seu santo nome. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/oh-the-depths-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-first-sunday-in-ordinary-time/

  • Pastoral da Saúde de Olinda Recife repudia carta pró-aborto assinada indevidamente em seu nome

    No dia 22 de agosto publicamos uma carta/manifesto que recebemos intitulada “Nota de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Olinda Recife” cujo conteúdo ia claramente na contramão dos ensinamentos da igreja, ou seja, em defesa da prática do Aborto. Dentre as entidades que assinaram a carta estava a Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda Recife que publicou uma nota repudiando o conteúdo da carta e o fato de terem utilizado o nome da pastoral indevidamente. Leia a nota de repúdio publicada pela pastoral da saúde: Nota da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife Recife, 22 de Agosto de 2020 A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife vem a público esclarecer que não assinou uma “nota” que vem sendo compartilhada nas redes sociais sob o título “Nota de Leigos e Leigas da AOR”. Salientamos que, como não poderia ser diferente, estamos em comunhão com nosso querido arcebispo Dom Fernando Saburido e com toda a Igreja em suas posições sobre os temas abordados nos últimos dias que têm gerado polêmica nas redes sociais e na mídia tradicional. Por fim, colocamo-nos a disposição para ajudar na criação e/ou fortalecimento de grupos de pastoral da saúde para garantir a presença samaritana da Igreja junto aos doentes e profissionais de saúde nos 166 hospitais localizados no território da arquidiocese (fonte: Ministério da Saúde). Fraternalmente, Profa. Joselma Silva Coordenadora Arquidiocesana Msc Vandson Holanda Coordenador Regional CNBB NE 2 Entenda o corrido e Leia a nota pró-aborto assinada por Leigos de Olinda-Recife Na contramão da Igreja, grupos de leigos católicos ligados a Arquidiocese de Olinda-Recife, fizeram carta/manifesto de apoio ao procedimento de aborto realizado na criança de 10 anos que ficou grávida, vítima de violência sexual por parte do próprio tio. Em uma carta demagógica, os tais “leigos e leigas”, que então haviam elogiado Arcebispo local por este ter sido um dos 152 signatários do tresloucado manifesto de índole comunista que atacava o governo Bolsonaro, agora se levanta contra a doutrina e a ação da Igreja que luta contra o aborto e tentou salvar a vida das duas crianças nesse triste episódio ocorrido no último dia 16/08 na capital pernambucana. Com o habitual cinismo da esquerda revolucionária, manipulando informações, mentindo, distorcendo fatos e se apoiando na narrativa fraudulenta da grande mídia comunista e abortista, esse grupo de leigos se dizentes católicos, manifestava sua “indignação” por verem outros grupos católicos e também protestantes, “agredindo a criança grávida e sua família”… o que é uma completa mentira. Nessa carta assinada por diversos movimentos ligados a Arquidiocese de Olinda-Recife, esses leigos defendem o aborto alegando que o mesmo seria para salvar a vida da criança de 10 anos, o que NÃO é verdade, pois, segundo a declaração dada pelo médico responsável que avaliou a criança no Estado do Espírito Santo, a gestação, embora delicada, estava se desenvolvendo de maneira normal e NÃO comportava risco a vida da pequena mãe. O bebê já estava com quase seis meses, de forma que o aborto, além de desnecessário, seria um procedimento arriscado para a vida da criança de 10 anos. Os católicos que se colocaram em oração e apoio a vida das crianças, se ofereceram para ajudar, e mesmo adotar, as duas; mas, mais uma vez, as feministas viram nesse episódio a oportunidade de impulsionar a luta pela legalização do aborto com apoio da grande mídia abortista. E foi isso que os tais leigos que assinaram essa carta apoiaram: uma agenda abortista. Hipocritamente, o tal grupo de leigos se diz “defensor da vida”, mas defende o aborto e se revolta contra a Igreja Católica que queria salvar as duas vidas… e tal como a “Globolixo” boa parte da mídia tradicional e movimentos de esquerda, tentam associar a imagem dos católicos pró-vida ao ódio e ao desequilíbrio, próprio de fanáticos… Essa carta-protesto desses leigos do bispado de Olinda-Recife ajuda a escancarar o nível e a profundidade de infiltração da esquerda revolucionária na Igreja Católica. Esses falsos católicos que defenderam o aborto, sempre defenderão a agenda da esquerda quando esta entrar em conflito com a doutrina e a moral Católica. Parafraseando o Papa Pio XI precisamos denunciar essa farsa em alto e bom som dizendo: NINGUÉM PODE SER CATÓLICO E DEFENSOR DO ABORTO AO MESMO TEMPO. Que as máscaras sejam arrancadas!!! Leia a nota na íntegra: NOTA DE LEIGOS E LEIGAS DA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. Marcos 2:27 Em 27 de julho de 2020, por ocasião da assinatura da CARTA ABERTA AO POVO DE DEUS, ao lado de mais 151 bispos que, ouvindo os clamores do povo brasileiro, saiu em sua defesa, indo de encontro aos desmandos que estão levando o país a um aumento inaceitável da injustiça social, com o número de vidas perdidas para a Covid19 que chega aos 112 mil, apoiamos Dom Fernando Saburido, quando ele era vítima de agressões verbais por ter assinado a carta profética. Agora, precisamos também colocar nossa posição sobre os acontecimentos do último domingo (16.08.2020) com uma criança de 10 anos. Diante da falta de acolhimento e compaixão com a criança, abusada sexualmente por quase metade de sua vida, por quem deveria lhe garantir segurança – o próprio tio –; diante da colocação da interrupção de uma gravidez de risco como um crime mais grave do que o estupro que a levou a esta situação; diante dos atos de hostilidade, violência e condenação da criança, dos familiares e profissionais de saúde, por parte de religiosos católicos e protestantes, padres, pastores, leigos, leigas e políticos, em frente ao hospital em que se encontrava internada a criança, sob o pretexto de defesa da vida; e ainda, diante do autoritarismo clerical que se instalou em algumas paróquias, com a exclusão arbitrária dos fiéis que apoiaram a garotinha, queremos registrar aqui a nossa indignação e a nossa tristeza. Dessa vez, não podemos, pelas nossas próprias consciências, sermos parte dos que condenam pobres crianças, vítimas da violência sexual que recorrem, excepcionalmente, ao aborto para preservar a própria vida – já que se trata de gravidez de alto risco – e como forma de esperança de resgatar a infância roubada, com a dignidade que toda criança deve ter. Assim registramos o nosso apoio a todas as crianças vítimas da sociedade e à justiça que ampara o direito à preservação de suas vidas e de sua infância. Continuamos caminhando com a Arquidiocese de Olinda e Recife, da qual fazemos parte como povo de Deus de sua jurisdição, mas, acima de tudo, seguimos firmes em nossa caminhada de defesa da vida em sua plenitude. Sempre que houver a defesa da justiça e onde a ação da Igreja colocar em primeiro lugar a compaixão e a misericórdia acima da legalidade, como nos deu o exemplo o próprio Jesus Cristo, nós estaremos presentes. CEBI – Centro de Estudos Bíblicos – Pernambuco Grupo Encontro da Partilha Grupo Fé e Política Dom Helder Camara Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova Juventude Dom Helder Camara Movimento dos Trabalhadores Cristãos Pastoral Ambiental da AOR RCB – Renovação Cristã do Brasil – Recife Rede de Espiritualidade e Ação Humanista #Aborto

  • Pastoral da Saúde de Olinda Recife repudia carta pró-aborto assinada indevidamente em seu nome

    No dia 22 de agosto publicamos uma carta/manifesto que recebemos intitulada “Nota de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Olinda Recife” cujo conteúdo ia claramente na contramão dos ensinamentos da igreja, ou seja, em defesa da prática do Aborto. Dentre as entidades que assinaram a carta estava a Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda Recife que publicou uma nota repudiando o conteúdo da carta e o fato de terem utilizado o nome da pastoral indevidamente. Leia a nota de repúdio publicada pela pastoral da saúde: Nota da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife Recife, 22 de Agosto de 2020 A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife vem a público esclarecer que não assinou uma “nota” que vem sendo compartilhada nas redes sociais sob o título “Nota de Leigos e Leigas da AOR”. Salientamos que, como não poderia ser diferente, estamos em comunhão com nosso querido arcebispo Dom Fernando Saburido e com toda a Igreja em suas posições sobre os temas abordados nos últimos dias que têm gerado polêmica nas redes sociais e na mídia tradicional. Por fim, colocamo-nos a disposição para ajudar na criação e/ou fortalecimento de grupos de pastoral da saúde para garantir a presença samaritana da Igreja junto aos doentes e profissionais de saúde nos 166 hospitais localizados no território da arquidiocese (fonte: Ministério da Saúde). Fraternalmente, Profa. Joselma Silva Coordenadora Arquidiocesana Msc Vandson Holanda Coordenador Regional CNBB NE 2 Entenda o corrido e Leia a nota pró-aborto assinada por Leigos de Olinda-Recife Na contramão da Igreja, grupos de leigos católicos ligados a Arquidiocese de Olinda-Recife, fizeram carta/manifesto de apoio ao procedimento de aborto realizado na criança de 10 anos que ficou grávida, vítima de violência sexual por parte do próprio tio. Em uma carta demagógica, os tais “leigos e leigas”, que então haviam elogiado Arcebispo local por este ter sido um dos 152 signatários do tresloucado manifesto de índole comunista que atacava o governo Bolsonaro, agora se levanta contra a doutrina e a ação da Igreja que luta contra o aborto e tentou salvar a vida das duas crianças nesse triste episódio ocorrido no último dia 16/08 na capital pernambucana. Com o habitual cinismo da esquerda revolucionária, manipulando informações, mentindo, distorcendo fatos e se apoiando na narrativa fraudulenta da grande mídia comunista e abortista, esse grupo de leigos se dizentes católicos, manifestava sua “indignação” por verem outros grupos católicos e também protestantes, “agredindo a criança grávida e sua família”… o que é uma completa mentira. Nessa carta assinada por diversos movimentos ligados a Arquidiocese de Olinda-Recife, esses leigos defendem o aborto alegando que o mesmo seria para salvar a vida da criança de 10 anos, o que NÃO é verdade, pois, segundo a declaração dada pelo médico responsável que avaliou a criança no Estado do Espírito Santo, a gestação, embora delicada, estava se desenvolvendo de maneira normal e NÃO comportava risco a vida da pequena mãe. O bebê já estava com quase seis meses, de forma que o aborto, além de desnecessário, seria um procedimento arriscado para a vida da criança de 10 anos. Os católicos que se colocaram em oração e apoio a vida das crianças, se ofereceram para ajudar, e mesmo adotar, as duas; mas, mais uma vez, as feministas viram nesse episódio a oportunidade de impulsionar a luta pela legalização do aborto com apoio da grande mídia abortista. E foi isso que os tais leigos que assinaram essa carta apoiaram: uma agenda abortista. Hipocritamente, o tal grupo de leigos se diz “defensor da vida”, mas defende o aborto e se revolta contra a Igreja Católica que queria salvar as duas vidas… e tal como a “Globolixo” boa parte da mídia tradicional e movimentos de esquerda, tentam associar a imagem dos católicos pró-vida ao ódio e ao desequilíbrio, próprio de fanáticos… Essa carta-protesto desses leigos do bispado de Olinda-Recife ajuda a escancarar o nível e a profundidade de infiltração da esquerda revolucionária na Igreja Católica. Esses falsos católicos que defenderam o aborto, sempre defenderão a agenda da esquerda quando esta entrar em conflito com a doutrina e a moral Católica. Parafraseando o Papa Pio XI precisamos denunciar essa farsa em alto e bom som dizendo: NINGUÉM PODE SER CATÓLICO E DEFENSOR DO ABORTO AO MESMO TEMPO. Que as máscaras sejam arrancadas!!! Leia a nota na íntegra: NOTA DE LEIGOS E LEIGAS DA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. Marcos 2:27 Em 27 de julho de 2020, por ocasião da assinatura da CARTA ABERTA AO POVO DE DEUS, ao lado de mais 151 bispos que, ouvindo os clamores do povo brasileiro, saiu em sua defesa, indo de encontro aos desmandos que estão levando o país a um aumento inaceitável da injustiça social, com o número de vidas perdidas para a Covid19 que chega aos 112 mil, apoiamos Dom Fernando Saburido, quando ele era vítima de agressões verbais por ter assinado a carta profética. Agora, precisamos também colocar nossa posição sobre os acontecimentos do último domingo (16.08.2020) com uma criança de 10 anos. Diante da falta de acolhimento e compaixão com a criança, abusada sexualmente por quase metade de sua vida, por quem deveria lhe garantir segurança – o próprio tio –; diante da colocação da interrupção de uma gravidez de risco como um crime mais grave do que o estupro que a levou a esta situação; diante dos atos de hostilidade, violência e condenação da criança, dos familiares e profissionais de saúde, por parte de religiosos católicos e protestantes, padres, pastores, leigos, leigas e políticos, em frente ao hospital em que se encontrava internada a criança, sob o pretexto de defesa da vida; e ainda, diante do autoritarismo clerical que se instalou em algumas paróquias, com a exclusão arbitrária dos fiéis que apoiaram a garotinha, queremos registrar aqui a nossa indignação e a nossa tristeza. Dessa vez, não podemos, pelas nossas próprias consciências, sermos parte dos que condenam pobres crianças, vítimas da violência sexual que recorrem, excepcionalmente, ao aborto para preservar a própria vida – já que se trata de gravidez de alto risco – e como forma de esperança de resgatar a infância roubada, com a dignidade que toda criança deve ter. Assim registramos o nosso apoio a todas as crianças vítimas da sociedade e à justiça que ampara o direito à preservação de suas vidas e de sua infância. Continuamos caminhando com a Arquidiocese de Olinda e Recife, da qual fazemos parte como povo de Deus de sua jurisdição, mas, acima de tudo, seguimos firmes em nossa caminhada de defesa da vida em sua plenitude. Sempre que houver a defesa da justiça e onde a ação da Igreja colocar em primeiro lugar a compaixão e a misericórdia acima da legalidade, como nos deu o exemplo o próprio Jesus Cristo, nós estaremos presentes. CEBI – Centro de Estudos Bíblicos – Pernambuco Grupo Encontro da Partilha Grupo Fé e Política Dom Helder Camara Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova Juventude Dom Helder Camara Movimento dos Trabalhadores Cristãos Pastoral Ambiental da AOR RCB – Renovação Cristã do Brasil – Recife Rede de Espiritualidade e Ação Humanista #Aborto

  • Padre de coragem ensina porque, definitivamente, católico não pode ser a favor do Aborto

    Analisando ponto a ponto a confusão gerada pela discussão do aborto da menina de 10 anos, o Padre Fernando Neves reservou boa parte da homilia deste domingo para esclarecer os católicos porque, definitivamente, não podemos ser a favor do aborto. Clique aqui para assistir a esclarecedora homilia: Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto #Aborto #FormaçõesCatólicas

  • Padre de coragem ensina porque, definitivamente, católico não pode ser a favor do Aborto

    Analisando ponto a ponto a confusão gerada pela discussão do aborto da menina de 10 anos, o Padre Fernando Neves reservou boa parte da homilia deste domingo para esclarecer os católicos porque, definitivamente, não podemos ser a favor do aborto. Clique aqui para assistir a esclarecedora homilia: Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto #Aborto #FormaçõesCatólicas

  • Arcebispo de Goiânia publica nota em defesa do Padre Robson da TV Pai Eterno

    NOTA A IMPRENSA O Ministério Público do Estado de Goiás deflagrou uma operação com foco em atividades e movimentações financeiras da AFIPE – Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro, ligada à Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade (GO), buscando esclarecer supostas irregularidades na condução da Associação, que, em tese, poderiam caracterizar crimes de associação criminosa, apropriação indébita, lavagem de capitais, falsificação de documentos e sonegação fiscal. Trata-se, na verdade, de meias conclusões apressadas, ainda que de direito do MP, em torno de doações com finalidades específicas e que, dentro da normalidade legal, tiveram aplicações diversas para conservar seu poder aquisitivo, em função de investimentos futuros que estavam, há muito sendo cuidadosamente planejados, e que, no ano passado, redundaram na aquisição da TV Pai Eterno, braço maior da tarefa evangelizadora da AFIPE. Os valores das doações recebidos jamais tiveram destinação alheia aos objetivos da AFIPE. Houve investimentos diversos, dentre os quais propriedades rurais com todos os seus ativos, imóveis urbanos e emissoras de rádio. Quando da finalização das negociações para aquisição da TV Pai Eterno, foram todos eles integralmente transferidos para quem de direito, no bojo nas negociações e implantação da TV. Não houve desvios. Não houve laranjas. Algumas emissoras de rádio tiveram que ser registradas momentaneamente em nome de colaboradores e representantes da AFIPE, em função da legislação específica, mas que jamais deixaram de pertencer e integrar o patrimônio da Afipe. Nas negociações finais, esses ativos foram então transferidos para os antigos proprietários do canal de televisão, que, a partir daí, fizeram seus investimentos e encaminhamentos normais, fora do âmbito da AFIPE e sem interferência da mesma, no livre movimento do mercado. A Arquidiocese de Goiânia e a Congregação do Santíssimo Redentor estão tranquilas diante desses fatos, colocando-se à disposição do Ministério Público para esclarecimentos e para o encaminhamento de todo e qualquer documento solicitado, colaborando em tudo para se esclareçam as dúvidas ainda existentes. o presidente da AFIPE, Padre Robson de Oliveira Pereira, se afastou de suas funções na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), bem como da direção da AFIPE, enquanto a Associação caminha para contratar empresa idônea de auditoria externa, no sentido de ser realizada ampla e profunda apuração de documentos e dados relativos à AFIPE. A Arquidiocese de Goiânia e a Congregação Redentorista estão atentas à movimentação do Ministério Público, envidando todos os esforços para que se esclareçam, o mais rapidamente possível, todas as questões envolvendo a AFIPE, no sentido de que se preserve a credibilidade da Igreja local, a boa-fé dos milhões de devotos e doadores da Associação, e especialmente o trabalho cotidiano de evangelização, seja na Basílica do Pai Eterno, seja nas associações mantidas pela AFIPE, seja nas rádios e na TV Pai Eterno. Goiânia,21 de agosto de 2020. Dom Washington Cruz Arcebispo de Goiânia

  • Arcebispo de Goiânia publica nota em defesa do Padre Robson da TV Pai Eterno

    NOTA A IMPRENSA O Ministério Público do Estado de Goiás deflagrou uma operação com foco em atividades e movimentações financeiras da AFIPE – Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro, ligada à Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade (GO), buscando esclarecer supostas irregularidades na condução da Associação, que, em tese, poderiam caracterizar crimes de associação criminosa, apropriação indébita, lavagem de capitais, falsificação de documentos e sonegação fiscal. Trata-se, na verdade, de meias conclusões apressadas, ainda que de direito do MP, em torno de doações com finalidades específicas e que, dentro da normalidade legal, tiveram aplicações diversas para conservar seu poder aquisitivo, em função de investimentos futuros que estavam, há muito sendo cuidadosamente planejados, e que, no ano passado, redundaram na aquisição da TV Pai Eterno, braço maior da tarefa evangelizadora da AFIPE. Os valores das doações recebidos jamais tiveram destinação alheia aos objetivos da AFIPE. Houve investimentos diversos, dentre os quais propriedades rurais com todos os seus ativos, imóveis urbanos e emissoras de rádio. Quando da finalização das negociações para aquisição da TV Pai Eterno, foram todos eles integralmente transferidos para quem de direito, no bojo nas negociações e implantação da TV. Não houve desvios. Não houve laranjas. Algumas emissoras de rádio tiveram que ser registradas momentaneamente em nome de colaboradores e representantes da AFIPE, em função da legislação específica, mas que jamais deixaram de pertencer e integrar o patrimônio da Afipe. Nas negociações finais, esses ativos foram então transferidos para os antigos proprietários do canal de televisão, que, a partir daí, fizeram seus investimentos e encaminhamentos normais, fora do âmbito da AFIPE e sem interferência da mesma, no livre movimento do mercado. A Arquidiocese de Goiânia e a Congregação do Santíssimo Redentor estão tranquilas diante desses fatos, colocando-se à disposição do Ministério Público para esclarecimentos e para o encaminhamento de todo e qualquer documento solicitado, colaborando em tudo para se esclareçam as dúvidas ainda existentes. o presidente da AFIPE, Padre Robson de Oliveira Pereira, se afastou de suas funções na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), bem como da direção da AFIPE, enquanto a Associação caminha para contratar empresa idônea de auditoria externa, no sentido de ser realizada ampla e profunda apuração de documentos e dados relativos à AFIPE. A Arquidiocese de Goiânia e a Congregação Redentorista estão atentas à movimentação do Ministério Público, envidando todos os esforços para que se esclareçam, o mais rapidamente possível, todas as questões envolvendo a AFIPE, no sentido de que se preserve a credibilidade da Igreja local, a boa-fé dos milhões de devotos e doadores da Associação, e especialmente o trabalho cotidiano de evangelização, seja na Basílica do Pai Eterno, seja nas associações mantidas pela AFIPE, seja nas rádios e na TV Pai Eterno. Goiânia,21 de agosto de 2020. Dom Washington Cruz Arcebispo de Goiânia

  • A IGREJA ERA CONTRA A CIÊNCIA?

    FÉ X CIÊNCIA: NÃO! A IGREJA ERA CONTRA A CIÊNCIA? Lista de religiosos, sacerdotes, membros do alto clero e Papas, que contribuíram significativamente para o progresso científico durante toda a História da Cristandade: Padres Oton e Ardoíno inventaram o alfabeto. Padre Rogério Bacon inventou o telescópio. Padre Zeucchi aperfeiçoou-o, em 1652. Padre Humberto, o grande, inventou a bússola. O Padre Flávio, de Nápoles, aperfeiçoou-a, e o Padre Tiago, de Vitry, aplicou-a à navegação. Padre Cassiodoro, em 505, inventou o relógio. O papa Silvestre II fez o primeiro relógio de rodas. O padre Pacífico, de Verona, inventou o relógio de bolso. O padre Welogord, em 1316, fez o primeiro relógio astrológico. Padre Alexandre Spina, dominicano, no 13º século, inventou o óculos. Padre Magnon inventou o microscópio. Padre Embriaco descobriu o hidrocronômetro e o sismógrafo. Padre Bertoldo Schwartz inventou a pólvora. Dom Galeno, bispo de Munster, descobriu as bombas. São Boaventura, a teoria da termodinâmica. Os padres Lona e Becaria descobriram as leis da electricidade. Padre Secchi, jesuíta, descobriu a análise espectral. Padre Procópio Divisch, em 1759, descobriu o pára-raios, e não Franklin, que fez apenas aplicá-lo à protecção das casas. O santo padre Beda descobriu as leis das marés. Padre Gilbert introduziu os algarismos arábicos. Padre Guido d’Arezzo inventou o nome das sete notas musicais. Padre José Joaquim Lucas, brasileiro, inventou o melógrafo, ou modo de escrever as notas e sinais que correspondem à escrita musical. Padre Alberto, saxonio, imaginou as leis da navegação aérea. Padre Bartolomeu de Gusmão, em 1720, fez a aplicação destas leis aos aerostatos, 60 anos antes de Mongolfier. O padre Amaro, monge, foi o desenhador da célebre carta marítima, em 1456, que inclinou Colombo às suas explorações. O padre Gauthier, em 1753, aproveitando as experiências de Papin, Dickens, Watt, inventou o moderno funcionamento da navegação. Padre Nollet inventou as máquinas eléctricas e descobriu a eletricidade nas nuvens. Padre Raul, vigário de Sfax, é o verdadeiro inventor do submarino moderno. Padres jesuítas são os descobridores do gás. O padre Duen fundou, em 1715, a primeira fábrica de gás. Padre Painton inventou a bicicleta, em 1745. Padre Barrant, monge, descobriu o freio das locomotivas. Padre cavalieri, jesuíta, inventou a policromia. Os padres Ponce e Epée, beneditinos, estabeleceram o método da educação dos surdos. O padre J. B. de La Salle foi o primeiro a fundar escolas livres. O padre Fegenece foi o primeiro a praticar a gravura nas vidraças. O cardeal Mezzofanti foi o maior conhecedor de línguas do século passado. O bispo Virgílio, de Salzburg, foi o descobridor da existência dos antípodas. O padre Alberto Magno, dominicano, descobriu o zinco e o Arsênico. O cardeal Régio Fontana inventou o sistema métrico. O padre Lucas de Borgo é o inventor da Álgebra. O padre Roberto Landell de Moura desenvolveu os estudos na área de transmissão sem fio via ondas de rádio e luz. O padre Francisco João de Azevedo foi o inventor brasileiro, de uma máquina taquigráfica e de um elipsógrafo. Santo Alberto Magno (1193-1280): Sacerdote dominicano, bispo e Doutor da Igreja, foi também o químico a quem se credita a descoberta do arsênio. Nicolau Oresme (1323-1382): Teólogo e bispo de Lisieux, fez estudos e pesquisas não apenas como filósofo, psicólogo e musicólogo, mas também como economista, matemático, físico e astrônomo, e, graças a esse conjunto de conhecimentos, descobriu a refração atmosférica da luz. Nicolau Copérnico (1475-1543): Embora seja famosíssimo, ainda há muita gente que não sabe que este matemático e astrônomo polonês, pai da teoria heliocêntrica e da astronomia moderna, era sacerdote. E também era jurista, político, líder militar, diplomata e economista. Francesco Maria Grimaldi (1618-1663): Padre jesuíta italiano, físico e matemático, ele construiu instrumentos para medir características geológicas da lua e foi pioneiro nos estudos sobre a difração da luz. Giovanni Battista Riccioli (1598-1671): Também sacerdote jesuíta, foi o primeiro a medir a aceleração de um corpo em queda livre e é reconhecido como pioneiro da astronomia lunar. Athanasius Kircher (1602-1680): Advertising - Outro jesuíta cientista, inventor, poliglota e especialista em cultura oriental, contribuiu também com a medicina ao usar um microscópio rudimentar para examinar doentes de peste: um projetor de imagens conhecido como “lanterna mágica”, criado por ele próprio, possibilitou importantes avanços na compreensão da peste bubônica. Além disso, escreveu mais de quarenta livros, entre eles o famoso “Mundus Subterraneus” (1665), para expor o conhecimento da época sobre o interior da Terra. Gregor Mendel (1822-1884): Agostiniano austríaco e pai da genética, legou ao mundo as assim chamadas “leis de Mendel” sobre a transmissão dos caracteres hereditários. Jean-Baptiste Carnoy (1836-1899): Advertising - Fundador da citologia, é dele a criação da importante fórmula da medicina conhecida como “solução de Carnoy”. Nascido na Bélgica, foi ordenado sacerdote em 1861 e se doutorou em Ciências Naturais em 1865. Georges Lemaître (1894-1966): Padre católico belga, era astrônomo, cosmólogo e físico. Propôs a “hipótese do átomo primordial” para estudar a origem do universo, o que veio a se popularizar como a teoria do Big Bang. Conclusão: É FALSO O MITO DE QUE A IGREJA RETARDOU OU ERA INIMIGA DA CIÊNCIA!

  • UM PASSARINHO DE CRISTAL

    Um homem, certa vez, olhou para o alto e viu a estrela da tarde, belíssima, no meio do azul desmaiado do céu. Era quase noite. Percebeu, como se despertado por uma súbita visão, que não se tratava só de uma estrela da tarde: era isso e mais alguma coisa. Percebeu algo de novo na altura. Quem sabe um aspecto novo da velha estrela? Que palavra traduziria melhor aquela idéia que se desenhou em sua mente, quando viu o ponto de luz tremelicando lá em cima? Como um raio, surgiu um nome novo em sua mente: passarinho de cristal. Imagine-se a alegria que não deve ter sentido naquele momento — alegria, tremor, sensação de dever cumprido —, quando sua alma foi atravessada por aquelas palavras que se juntaram para exprimir uma face oculta, de repente desvelada, da velha estrela da tarde. O homem que viu isso, e isso percebeu, chamava-se Antônio Machado — um dos grandes poetas em língua espanhola no século XX. Estrela? Estrela da tarde? Vênus? O que o poeta viu, naquela noite irrepetível, era um “passarinho de cristal” voando imóvel pelo céu espanhol. Não se tratava mais uma vez de enfeitar a linguagem (Machado não era dado a essas bijuterias linguísticas), mas de renomear um ser que já tinha nome, ou até mais de um, mas que nunca antes tinha sido visto por aquele prisma — ou só visto em momentos e circunstâncias diferentes, certamente por crianças… Não é outro o sentido da “metáfora”: transferência; levar uma coisa para fora de sua área sem desterrá-la completamente; religação. O criador de metáforas — a quem se convencionou chamar de poeta — não é aquele que recorta com palavras a coisa nomeada, separando-a das demais (como faz a indústria farmacêutica com um novo medicamento), mas o que procura enredá-la ainda mais na rica trama da realidade. É alguém que acredita haver uma ligação intima, em geral insuspeitada, costurando entre si todos os retalhos da criação divina, só aparentemente separados. Deus, fiandeiro e tecelão do universo, amarrou entre si todos os fiapos do ser e escolheu o poeta para revelar a nós outros, transeuntes distraídos, essa trama oculta, essa rede invisível que existe por trás de coisas presumivelmente distintas. Olhar estrelas e chamá-las de passarinhos não é uma atitude arbitrária, própria de quem queira forçar parentesco entre objetos estranhos. Para o poeta, “estrela” e “passarinho” não são estrangeiros que falem línguas incompreensíveis, mas águas brotando da mesma fonte, do mesmo impulso criador que gerou o céu e da terra, os bichos e os homens, os machos e as fêmeas — e que depois o bicho-homem, ferido pelo pecado demoníaco, desdobraria em inúmeras outras dicotomias mais dramáticas e até trágicas: tédio e júbilo, guerra e paz, bem e mal. Do mesmo modo que Deus Poeta se deleita com o universo criado, o poeta-homem se diverte religando com palavras o que o Pecado Original separou e cindiu.

  • Padre Robson do Santuário do Pai Eterno pede afastamento após investigação de corrupção

    O sacerdote redentorista Robson de Oliveira pediu afastamento do Santuário do Divino Pai Eterno e da Associação dos Filhos do Pai Eterno (Afipe), após operação deflagrada na manhã desta sexta-feira pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que investiga irregularidades na entidade. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, inclusive em imóveis ligados a Pe. Robson, que é fundador e até então presidente da Afipe e reitor do Santuário de Trindade (GO). A operação, que recebeu o nome de Vendilhões, investiga suposta organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal, envolvendo diretores da Afipe. Segundo o MP-GO, nos últimos dez anos, foram movimentados cerca de R$ 2 bilhões nas contas da Afipe, sendo que a maior parte desse valor era fruto de doações para a construção da Basílica nova do Pai Eterno. O Ministério Público afirma que foi constatado que os gastos de boa parte das doações não tinha vínculo com questões religiosas, mas com outros negócios, entre os quais compra de imóveis, propriedades rurais, cabeças de gado e emissora de rádio. Em uma “Carta aos devotos do Divino Pai Eterno”, a Arquidiocese de Goiânia e a Província dos Missionários Redentoristas de Goiás afirmaram receber “com surpresa” e aceitar “com humildade os atos praticados pela autoridade judiciária do Estado de Goiás”. Além disso, afirmam que “estão abertas para apurar, com transparência, quaisquer denúncia em desfavor de seus membros”. Nesse sentido, comunicam que, “para contribuir com a investigação”, Pe. Robson de Oliveira “pediu o afastamento das suas funções no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e na AFIPE, até que se esclareçam todos os fatos”. O sacerdote será substituído de modo interino pelo Provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás, Pe. André Ricardo de Melo. Por fim, a Arquidiocese e a Província Redentorista assinalam que “confiam no trabalho evangelizador de cada um dos seus sacerdotes”. “Mais do que ninguém, queremos o esclarecimento de todos os fatos, pois somos imbuídos das palavras do Salmo: ‘O zelo pela tua casa me consome’ (Sl 69,10)”, conclui a carta assinada pelo Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, e pelo Provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás, Pe. André Ricardo de Melo.

  • Padre Robson do Santuário do Pai Eterno pede afastamento após investigação de corrupção

    O sacerdote redentorista Robson de Oliveira pediu afastamento do Santuário do Divino Pai Eterno e da Associação dos Filhos do Pai Eterno (Afipe), após operação deflagrada na manhã desta sexta-feira pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que investiga irregularidades na entidade. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, inclusive em imóveis ligados a Pe. Robson, que é fundador e até então presidente da Afipe e reitor do Santuário de Trindade (GO). A operação, que recebeu o nome de Vendilhões, investiga suposta organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal, envolvendo diretores da Afipe. Segundo o MP-GO, nos últimos dez anos, foram movimentados cerca de R$ 2 bilhões nas contas da Afipe, sendo que a maior parte desse valor era fruto de doações para a construção da Basílica nova do Pai Eterno. O Ministério Público afirma que foi constatado que os gastos de boa parte das doações não tinha vínculo com questões religiosas, mas com outros negócios, entre os quais compra de imóveis, propriedades rurais, cabeças de gado e emissora de rádio. Em uma “Carta aos devotos do Divino Pai Eterno”, a Arquidiocese de Goiânia e a Província dos Missionários Redentoristas de Goiás afirmaram receber “com surpresa” e aceitar “com humildade os atos praticados pela autoridade judiciária do Estado de Goiás”. Além disso, afirmam que “estão abertas para apurar, com transparência, quaisquer denúncia em desfavor de seus membros”. Nesse sentido, comunicam que, “para contribuir com a investigação”, Pe. Robson de Oliveira “pediu o afastamento das suas funções no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e na AFIPE, até que se esclareçam todos os fatos”. O sacerdote será substituído de modo interino pelo Provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás, Pe. André Ricardo de Melo. Por fim, a Arquidiocese e a Província Redentorista assinalam que “confiam no trabalho evangelizador de cada um dos seus sacerdotes”. “Mais do que ninguém, queremos o esclarecimento de todos os fatos, pois somos imbuídos das palavras do Salmo: ‘O zelo pela tua casa me consome’ (Sl 69,10)”, conclui a carta assinada pelo Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, e pelo Provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás, Pe. André Ricardo de Melo.

  • UMA NOVA ÉTICA GLOBAL

    UMA NOVA ÉTICA GLOBAL A normatização do aborto e eutanásia Eu venho há muito tempo tentando entender como a nova ordem mundial poderia mudar a ética e a moral. Li, faz alguns anos, sobre a ética global de Hans Küng. Na época, eu não dei muita atenção, pois esse plano tem por objetivo criar uma nova ética global, que acabará por ser obrigatória para todos nós. A primeira etapa seria criar uma nova religião, pois assim haverá a necessidade de uma nova ética. Pra quem não conhece, o idealizador é um teólogo católico ecumenista, que em 1979 foi punido pelo Papa por seus ensinamentos não-ortodoxos. Desde 1993, a ética global vem sendo amplamente aceita pelo movimento inter-religioso internacional. A Ética Global declara: “Já existe um consenso entre as religiões que pode servir de base para uma ética global – um consenso fundamental mínimo a respeito de valores obrigatórios, critérios irrevogáveis e atitudes morais fundamentais” (Towards a Global Ethic: An Initial Declaration”, in Joel Beversluis, ed., Sourcebook of the World’s Religions: An Interfaith Guide to Religion and Spirituality, New World Library, 2000, pp. 175-176). Este grupo afirma que “os princípios expressados nessa ética global podem ser afirmados por todas as pessoas que têm convicções éticas, quer estas convicções tenham ou não base religiosa” (ibid,176). E acrescenta: “Os direitos não podem durar muito tempo se não houver uma moralidade” (p. 176-177). “(…) porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes” (Lucas 16, 8). A perspicácia dos globalistas fica evidente. “Uma pessoa humana é infinitamente preciosa e deve ser incondicionalmente protegida“ Contudo, Küng disse a respeito de sua “Etica” que “tal Declaração deve ser CAPAZ DE PRODUZIR UM CONSENSO. Portanto, deve-se evitar palavras que seriam rejeitadas a priori por alguma das grandes religiões e , consequentemente, questões morais controversas “como aborto e eutanásia tiveram de ser excluidas”. Percebe-se que, sob a nova ética, para muitos, vidas “incondicionalmente protegidas” não incluem crianças indesejadas nos úteros de suas mães. Portanto , procuram apenas mudar as palavras e a forma de abordar temas como aborto e eutanásia. Dessa forma , aqueles que são tentados a extinguir as suas vidas, persuadidos com o discurso de escapar do sofrimento, são “inocentados” por essas duas brechas na “Ética”. Assim, mascarando a forma de abordagem, mas mantendo as intenções nefastas, os abortistas e os doutores do suicídio podem, sem problemas, dar continuidade às suas práticas mortais na Nova Ordem Mundial. O Cardeal Arinze alerta contra a criação, por parte de líderes religiosos, de tais brechas éticas: “Se quisermos a paz, devemos defender a vida (…) As religiões lançarão um alicerce necessário para a paz se ensinarem que a vida humana deve ser respeitada em cada momento de sua existência, desde a concepção até a sua morte natural” (Arinze, Religions for peace). Com a linguagem vaga e pretensiosa que utilizam, os criadores da nova ética preservam uma grande flexibilidade para si mesmos. Não são restritos pelas escrituras ou tradições de nenhuma religião específica e tampouco são restritos pelos precedentes e proteções de natureza jurídica que os americanos (e outros povos de nações com tradição de um governo limitado e constitucional) até aqui deram por garantidos. Muitas outras questões sobre a aplicação da ética global permanecem em aberto. O uso “das posses sem preocupar-se com as necessidades da sociedade” significa uma oposição aos aumentos de imposto, novas regulações ou confisco governamental da propriedade privada? Quem é que define as “necessidades da sociedade” no que diz respeito ao uso da propriedade e da renda – proprietários ou legisladores, os contribuintes ou os coletores de impostos? Quem é que define “racismo”? Racismo inclui fazer oposição às políticas de imigração livre, às cotas raciais de “ação afirmativa”? Racismo inclui o apoio ao sionismo (que a Assembleia Geral da ONU declarou em 1975 tratar-se de uma forma de racismo”)? O patriotismo, ou mesmo um desejo pela soberania nacional, é incluído na proibição feita ao “nacionalismo”? As condenações do “sexismo” e do “patriarcado” significam que os cristãos tradicionais devem aceitar a ordenação das mulheres e o aborto? Os judeus ortodoxos serão obrigados a aceitar que mulheres se tornem rabinas? O evangelismo cristão e a pregação ortodoxa serão banidos por meio do argumento de que são exemplos de “fanatismo e intolerância? Um apoiador liberal do diálogo inter-religioso critica as pressuposições ocidentais modernas que estão na base da ética global: Alguns de seus proponentes pressupõem com facilidade demais que se deve aceitar a autoridade de organizações seculares internacionais ou trabalhar com elas. O ex-presidente do Irã, Ali Khamenei, declarou: “Quando queremos descobrir o que é certo e o que é errado, não procuramos as Nações Unidas; nós vamos ao Coração Sagrado”. Ele prosseguiu, em termos mais fortes: “Para nós, a Declaração Universal dos Direitos Humanos não passa de uma coletânea de baboseiras feita por discípulos de Satã”. Essa está longe de ser a única perspectiva do islã contemporâneo sobre ética, paz e direitos humanos. Contudo os proponentes de uma ética global precisam compreender e lidar com o impulsos que levam muitas pessoas religiosas a dizer tais coisas e acreditar nelas; ou então condenarão seu importante projeto ao reino da irrelevância “sentimentalóide” e banal (…) Um outro problema da criação de uma ética global poderia ser que ela se torne o equivalente ético da pauta teológica pluralista, construindo uma pauta que não apenas usa termos gerais e ingênuos demais como também peca em não levar a sério as raízes das questões. ( Martin Forward, inter-religious dialogue: p. 60-61). A Igreja Católica advertiu fortemente contra tais esforços para se criar uma nova ética global utópica, divorciada da tradição e dos ensinamentos cristãos. Em Mit Brennender Sorge, a encíclica publicada contra o nazismo em 1937, o Papa Pio XI alertou que uma nova moralidade sem base na fé cristã não poderia funcionar: “É na fé em Deus, mantida pura e sem máculas, que se baseia a moralidade do homem. Todos os esforços para remover de sob a moralidade e a ordem moral o alicerce de granito da fé, e de colocar no lugar dele as areias movediças das regulações humanas, cedo ou tarde levam esses indivíduos ou sociedades à degradação moral, O tolo que disse em seu coração não há Deus vai diretamente para a corrupção moral (SI 13, 1), e a quantidade desses tolos que hoje buscam separar a moralidade da religião é legião. Eles ou não veem, ou se recusam a ver, que banir o cristianismo confessional, não ver a noção clara e precisa do cristianismo, da instrução e da educação, da organização da vida social e política, resulta em degradação e espoliação espiritual (…) Entregar a lei moral à opinião subjetiva do homem, que flutua com o tempo, em vez de ancorá-la na santa vontade do Deus terno e de Seus mandamentos, é o mesmo que escancarar todas as portas para que entrem as forças da destruição. O resultado disso, o abandono dos princípios eternos de uma moralidade objetiva, que educam a consciência e enobrecem cada departamento e cada organização da vida, é um pecado contra o destino de uma nação, um pecado cujo amargo fruto envenena as gerações futuras.” Na encíclica Summi Pontificatus, publicada em 1939, Papa Pio XII dizia: “Talvez muitos, ao abandonar os ensinamentos de Cristo, não tivessem plena consciência de se haverem extraviado por uma miragem de discursos deslumbrantes que proclamavam tal afastamento como uma fuga da escravidão em que antes se encontravam; tampouco divisaram no momento a amargas consequências que adviriam de trocar a verdade que liberta pelo erro que escraviza. Eles não perceberam que, ao renunciar às leis de Deus, infinitamente sábias e paternais, e às doutrinas do amor de Cristo, que elevam e unificam, estavam se resignando aos caprichos de uma pobre e inconstante sabedoria humana. Falavam de progresso no momento em que regrediam; de ser elevados, enquanto rastejavam; de atingir a condição de homens, quando dobravam-se em servilismo. Não perceberam a impotência de todo o esforço humano para substituir a lei de Cristo por qualquer coisa que lhe equivalesse; desvaneceram-se nos seus pensamentos”. (Rm 1, 21) Pio XII também adverte: “aqueles que divorciarem a autoridade civil de toda e qualquer dependência do Ser Supremo irão conceder à autoridade civil um campo irrestrito de ação, que ficará à mercê das móveis marés da vontade humana, ou dos ditames de demandas históricas fortuitas, e dos interesses de uns poucos. Quando a autoridade de Deus e o poder de Sua lei forem negados dessa maneira, a autoridade civil tenderá inevitavelmente a atribuir a si mesma aquela autonomia absoluta que pertence exclusivamente ao Criador Supremo. Ela se coloca no lugar do Todo-Poderoso e eleva o Estado ou o grupo ao fim último da vida, o critério supremo da ordem moral e jurídica, e portanto proíbe todo e qualquer recurso a princípios da razão natural e da consciência cristã.” Esse perigo totalitário continua a existir, já que, por exemplo, proponentes famosos da Carta da Terra dizem que “a proteção da Biosfera, como algo do interesse comum da humanidade, não deve ser subserviente às regras da soberania nacional, às exigências do livre mercado ou a direitos individuais. A ideia de uma soberania global deve ser baseada numa mudança de valores que reconheça esse interesse comum”. Respondendo aos que “falam de um código de conduta compartilhado, de uma moralidade baseada no consenso e em critérios éticos de aceitação geral”, o Cardeal Arinze alertou: “As normas éticas são construídas sobre sistemas de crença e são nutridas e revigoradas por uma religião que também se sustenta por meio de celebrações rituais. A proposta de normas éticas baseadas na religião que não é de ninguém não pode ajudar qualquer pessoa a atravessar a longa e árdua peregrinação da vida. De fato, isso cheira a secularismo, que ignora e marginaliza todas as religiões, ou no mínimo vê a religião como um assunto pessoal e particular, que não deve ser discutido em público. (Arinze, Religions for peace, p.130-131) #USA #maçonaria #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Apocalipse #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment

  • Netflix é acusada de pedofilia por produzir filme promovendo sexualização de crianças

    A plataforma Netflix foi acusada de fomentar a pedofilia após anunciar o lançamento de seu novo filme francês ‘Cuties’, no qual uma menina de onze anos é “sexualizada” com outras meninas pré-adolescentes. Na descrição do filme, a Netflix indicou que se trata de Amy, uma menina de 11 anos que “quer fazer parte de um grupo de meninas de sua idade que dançam sensualmente. Então ela começa a explorar a feminilidade e a desafiar sua família religiosa. A imagem que acompanha a descrição era simplesmente inadequada para meninas dessa idade. A reação nas redes sociais não tardou a chegar e dezenas de milhares de pessoas protestaram contra o filme e a forma como é apresentado. Diante do escândalo da mídia, a Netflix tentou se desculpar por meio de uma declaração: “Lamentamos profundamente as ilustrações inadequadas que usamos para Mignonnes / Cuties. Não estava certo, nem representava esse filme francês que ganhou um prêmio no Sundance. Nós atualizamos as imagens e a descrição. A realidade é que a nova descrição do filme não muda muito as coisas: Amy tem 11 anos e está maravilhada com uma dança de grupo feminino. Para se juntar a eles, ela começa a explorar sua feminilidade, desafiando as tradições de sua família . Entre as reações mais fortes está a de Rod Dreher, que em um artigo que reflete a indignação de qualquer pessoa decente, pergunta: O que acontece com essas pessoas na Netflix? Eles não têm filhos? Você acha que nossas filhas só têm valor na medida em que podem agir como prostitutas sexualmente disponíveis para os homens? Qual é o problema, Netflix? Como você pode viver com você mesmo, explorando sexualmente as crianças desta forma? “ Campanhas também foram lançadas no Change.org pedindo o cancelamento do filme. Campanha no Change.org em espanhol . Quase ultrapassa 150.000 assinaturas Campanha no Change.org em inglês . Já ultrapassou 75.000 assinaturas #Netflix #Pedofilia

  • Netflix é acusada de pedofilia por produzir filme promovendo sexualização de crianças

    A plataforma Netflix foi acusada de fomentar a pedofilia após anunciar o lançamento de seu novo filme francês ‘Cuties’, no qual uma menina de onze anos é “sexualizada” com outras meninas pré-adolescentes. Na descrição do filme, a Netflix indicou que se trata de Amy, uma menina de 11 anos que “quer fazer parte de um grupo de meninas de sua idade que dançam sensualmente. Então ela começa a explorar a feminilidade e a desafiar sua família religiosa. A imagem que acompanha a descrição era simplesmente inadequada para meninas dessa idade. A reação nas redes sociais não tardou a chegar e dezenas de milhares de pessoas protestaram contra o filme e a forma como é apresentado. Diante do escândalo da mídia, a Netflix tentou se desculpar por meio de uma declaração: “Lamentamos profundamente as ilustrações inadequadas que usamos para Mignonnes / Cuties. Não estava certo, nem representava esse filme francês que ganhou um prêmio no Sundance. Nós atualizamos as imagens e a descrição. A realidade é que a nova descrição do filme não muda muito as coisas: Amy tem 11 anos e está maravilhada com uma dança de grupo feminino. Para se juntar a eles, ela começa a explorar sua feminilidade, desafiando as tradições de sua família . Entre as reações mais fortes está a de Rod Dreher, que em um artigo que reflete a indignação de qualquer pessoa decente, pergunta: O que acontece com essas pessoas na Netflix? Eles não têm filhos? Você acha que nossas filhas só têm valor na medida em que podem agir como prostitutas sexualmente disponíveis para os homens? Qual é o problema, Netflix? Como você pode viver com você mesmo, explorando sexualmente as crianças desta forma? “ Campanhas também foram lançadas no Change.org pedindo o cancelamento do filme. Campanha no Change.org em espanhol . Quase ultrapassa 150.000 assinaturas Campanha no Change.org em inglês . Já ultrapassou 75.000 assinaturas #Netflix #Pedofilia

  • A GRANDE FRAUDE DA JUVENTUDE PERMANENTE – Pe. Santiago Martín

    Esta semana, foi publicado um relatório sobre a saúde mental, nos Estados Unidos, durante a pandemia. De acordo com este relatório, três em cada quatro jovens entre 18 e 24 anos são afetados por algum tipo de desequilíbrio. O pior é que 25,5% deles afirmaram que, no último mês, estiveram pensando seriamente em suicídio. Também nesta semana, na Itália, fez história uma decisão da Suprema Corte negando que os filhos tenham que ser eternamente sustentados por seus pais: uma vez concluída a formação escolar, a obrigação cessaria. O mais interessante é que a Suprema Corte italiana diz que é necessária uma mudança de tendência, passando-se do atual “direito a qualquer direito” para o conceito de dever, porque assim o exige a evolução social e porque haveria, caso contrário, um “abuso de direitos”. Jovens que querem suicídio, jovens que querem continuar a viver às custas dos pais, jovens que se divertem sem controle em tempos de epidemia, pondo em risco a sua vida e a de outras pessoas… Certamente não são todos os que se comportam assim, mas são muitos, muitos. Eles são responsáveis por seus atos, mas também são vítimas. O que nossa sociedade tem feito para chegar a este fracasso? Acredito que os jovens são vítimas de um grande golpe. Isso vem acontecendo há décadas e, portanto, são várias gerações de adultos que também são afetadas. Há muitos anos comecei a perceber que algo não ia muito bem, quando via pessoas mais velhas que se vestiam como jovens (com jeans rasgados, por exemplo), ou que faziam cirurgias repetidas vezes para remover uma ruga ou para retocar o nariz. Os adultos, já bem adultos, começaram a imitar os jovens não apenas no vestir. Desse modo, esses jovens foram privados de um modelo de comportamento e de um horizonte de esperança. Era lógico que pensassem: “Se, quando eu crescer, desejar ser como sou agora, o que me espera na vida é só frustração”. O “quando eu crescer quero ser como meu pai” passou a “meu pai quer ser como eu”. Alcançou-se, assim, uma autêntica divinização da juventude, que vai muito além do que Rubén Darío expressou em sua famosa poesia: “Juventud, divino tesoro, ya te vas para no volver” (“Juventude, divino tesouro, tu vais para nunca mais voltar”). A juventude tornou-se o “tesouro divino” que irremediavelmente se perderia e que, portanto, devia ser retido a todo custo. Isso, repito, só gerava frustração, tanto naqueles que já a tinham perdido, quanto naqueles que viam seu futuro como uma mera sucessão de dias sem futuro, nos quais teriam de viver com saudades do passado. Tudo isso é fruto de uma sociedade sem Deus, mas também de uma Igreja sem fé. Nós, que devemos ser a luz do mundo que brilha nas trevas, deixamos de iluminar; e então as trevas, devido ao nosso descuido, foram ficando cada vez maiores. Há décadas que já não falamos mais da vida eterna e deixamos de valorizar o sofrimento, sem dar a devida importância aos tesouros de sabedoria acumulados pelos mais velhos. Pelo contrário, são cada vez mais os que, como o Vigário Geral da Diocese Alemã de Essen, consideram que a moral sexual católica é repressiva e deve ser desprezada. Somos cúmplices, senão os principais culpados, da fraude que sofreram os jovens. Não precisamos informar-lhes que podem fazer tudo o que o corpo lhes pede, porque isto o mundo já lhes ensina. Eles necessitam, antes, de quem lhes dê esperança, fale sobre seus deveres e lhes ajude a enfrentar as dificuldades da vida. Como afirma a Suprema Corte italiana, é necessário reverter a tendência e passar do “tenho direito a qualquer direito” para “tenho deveres a cumprir”. E esse trabalho educacional deve ser feito pela Igreja antes de qualquer outra pessoa. Como disse Chesterton: “Não quero uma Igreja que me dê razão quando a tenho, mas que não me dê razão quando não a tenho”. Nós, que contribuímos para a fraude que os jovens têm sofrido, agora arcamos com as sua consequências. http://catolicos-on-line.frmaria.org/index.php?option=com_content&view=article&id=7404%3Ala-gran-estafa&catid=37%3Acategoria-articulos&Itemid=28

  • QUAL É O SALÁRIO DE UM PAPA?

    A resposta pode surpreender você... Como chefe da Igreja Católica em todo o mundo, pode-se supor que o Papa Francisco receba um salário generoso em compensação por seus muitos deveres. No entanto, a verdade é exatamente o oposto. Em 2001, houve rumores de que João Paulo II tinha um bom salário, mas o New York Times relatou: “Joaquín Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano, acabou com as especulações sobre o salário do papa, dizendo: ‘O papa não recebe e nunca recebeu um salário.'” Isso é ainda mais verdadeiro para Francisco, que, como jesuíta, ou seja, membro da ordem religiosa da Companhia de Jesus, professou o voto de pobreza quando ingressou em sua comunidade religiosa. No entanto, apesar do Papa Francisco não receber nenhum dinheiro na forma de um salário mensal, ele tem todas as despesas de viagem e necessidades de vida pagas pelo Vaticano. Ele nunca precisa se preocupar com comida ou moradia, mas não tem renda para fazer compras online nem no cartão de crédito. Ele, não obstante, tem acesso a um grande fundo de dinheiro de caridade que ele distribui gratuitamente para aqueles que precisam, como ele desejar. Por exemplo, em 2019, de acordo com Crux, o Papa Francisco doou US $ 500.000 do fundo “Óbolo de São Pedro” para ajudar cerca de 75.000 pessoas no México. Esta é apenas uma das muitas doações que ele faz regularmente, muitas vezes na sequência de catástrofes naturais ou para áreas particularmente necessitadas devido a guerras, secas ou outras calamidades. Outro exemplo é no âmbito da pandemia da COVID-19, que estendeu sua sombra até atingir fortemente o continente americano e a África, onde em algumas áreas pobres – que para a Igreja são terras de missão – a escassez de meios somada ao coronavírus pode criar situações muito difíceis. Por isso, o Papa Francisco decidiu ajudar as pessoas que vivem nessas áreas criando especificamente um Fundo de Emergência administrado pelas Pontifícias Obras Missionárias. A contribuição inicial do Santo Padre, partindo do Óbolo de São Pedro, para este fundo foi de 750.000 dólares. O papa deve viver segundo o exemplo de Jesus, que, da mesma forma, não tinha salário e dependeu da generosidade de outros para suprir suas necessidades durante seu ministério de três anos, como é mencionado nas Escrituras. Como o próprio Papa Francisco disse em um tweet de 13 de setembro de 2018: “Quando sou misericordioso, sou um verdadeiro filho do Pai, porque o Pai é misericordioso.” Fontes: Aleteia

  • Crise vocacional: Mais bispos que padres serão ordenados na Irlanda, neste ano

    A grave crise das vocações sacerdotais na Irlanda fará com que este ano mais novos bispos sejam ordenados na Irlanda do que novos padres. No próximo domingo, o Arcebispo de Tuam, Michael Neary, ordenará o Rev. Shane Costello como sacerdote na Basílica de Knock. Será a única ordenação sacerdotal ao longo deste ano para as 26 dioceses do país. Um porta-voz dos bispos irlandeses disse ao Irish Independent que a ordenação do novo bispo de Achonry, o bispo eleito Paul Dempsey, ocorrerá em 30 de agosto, enquanto o novo bispo de Kilmore, o bispo eleito Martin Hayes, será ordenado mais tarde, em setembro. “Isso não é sustentável, não temos ninguém para vir atrás de nós“, disse o padre Paddy Byrne, pastor de Abbeyleix e Ballyroan, Co Laois. O padre descreve a situação como “abismal”. O P. Byrne, que aos 46 anos é o segundo sacerdote mais jovem da Diocese de Kildare & Leighlin, disse ao Irish Independent que a Igreja Católica estava a passar por uma “verdadeira crise vocacional” e que isso se tornou evidente com o resultado da pandemia Covid-19. “Em nossa diocese e em todas as dioceses do país, os padres continuam a se entregar abnegadamente e muitos deles estão assumindo plena responsabilidade pela administração das paróquias já na casa dos 80 anos”. As consequências da falta de padres e do perfil de envelhecimento do clero tornaram-se mais claras com o encerramento do coronavírus, porque a maioria do clero em muitas dioceses tem mais de 70 anos e por isso teve de ser confinado. O Padre Byrne enfatiza que seus comentários são feitos como alguém “apaixonado pelo meu ministério e muito preocupado com o meu futuro”. Ele considera o sacerdócio “profundamente satisfatório”. O padre explicou que neste verão havia assumido a responsabilidade por uma terceira paróquia. “Na Irlanda rural, vimos a perda da agência dos correios e muito em breve perderemos o padre“, disse ele. Traduzido de InfoCatólica #vocação

  • Crise vocacional: Mais bispos que padres serão ordenados na Irlanda, neste ano

    A grave crise das vocações sacerdotais na Irlanda fará com que este ano mais novos bispos sejam ordenados na Irlanda do que novos padres. No próximo domingo, o Arcebispo de Tuam, Michael Neary, ordenará o Rev. Shane Costello como sacerdote na Basílica de Knock. Será a única ordenação sacerdotal ao longo deste ano para as 26 dioceses do país. Um porta-voz dos bispos irlandeses disse ao Irish Independent que a ordenação do novo bispo de Achonry, o bispo eleito Paul Dempsey, ocorrerá em 30 de agosto, enquanto o novo bispo de Kilmore, o bispo eleito Martin Hayes, será ordenado mais tarde, em setembro. “Isso não é sustentável, não temos ninguém para vir atrás de nós“, disse o padre Paddy Byrne, pastor de Abbeyleix e Ballyroan, Co Laois. O padre descreve a situação como “abismal”. O P. Byrne, que aos 46 anos é o segundo sacerdote mais jovem da Diocese de Kildare & Leighlin, disse ao Irish Independent que a Igreja Católica estava a passar por uma “verdadeira crise vocacional” e que isso se tornou evidente com o resultado da pandemia Covid-19. “Em nossa diocese e em todas as dioceses do país, os padres continuam a se entregar abnegadamente e muitos deles estão assumindo plena responsabilidade pela administração das paróquias já na casa dos 80 anos”. As consequências da falta de padres e do perfil de envelhecimento do clero tornaram-se mais claras com o encerramento do coronavírus, porque a maioria do clero em muitas dioceses tem mais de 70 anos e por isso teve de ser confinado. O Padre Byrne enfatiza que seus comentários são feitos como alguém “apaixonado pelo meu ministério e muito preocupado com o meu futuro”. Ele considera o sacerdócio “profundamente satisfatório”. O padre explicou que neste verão havia assumido a responsabilidade por uma terceira paróquia. “Na Irlanda rural, vimos a perda da agência dos correios e muito em breve perderemos o padre“, disse ele. Traduzido de InfoCatólica #vocação

  • A verdade não contada sobre as Cruzadas

    As cruzadas foram um ato de amor. Admiremos ou não os cruzados, o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. Não fossem estas guerras de defesa chamadas Cruzadas, a fé cristã que moldou o Ocidente teria sucumbido ao islã e seguido o caminho da extinção. São muito comuns os equívocos sobre as Cruzadas . Geralmente, elas são retratadas como uma série de guerras santas contra o islã, conduzidas por Papas ávidos de poder e travadas por fanáticos religiosos. Supõe-se que elas foram o epítome da presunção e da intolerância, uma mancha negra na história da Igreja Católica em particular e da civilização ocidental em geral. Uma espécie de protoimperialistas, os cruzados levaram a agressividade ocidental ao pacífico Oriente Médio e então deformaram a esclarecida cultura islâmica, deixando-a em ruínas. Não precisamos ir muito longe para encontrar variações desse tema. Qual é então a verdade sobre as Cruzadas? Especialistas ainda estão tentando chegar a um acordo sobre isso, ao menos em parte. Porém, já é possível ter certeza sobre muitas coisas. Para começar, as Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa . Foram uma resposta direta às agressões de muçulmanos — uma tentativa de reversão ou de defesa contra as conquistas islâmicas nos territórios cristãos. As Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa. Os cristãos do século XI não eram fanáticos paranoicos. Os muçulmanos realmente os perseguiam. Embora eles possam ser pacíficos, o islã nasceu e cresceu por meio da guerra. Desde a época de Maomé, a expansão islâmica sempre se deu por meio da espada . O pensamento islâmico divide o mundo em dois campos: o território do islã e o da guerra. Não há nenhum território para o cristianismo ou para qualquer outra religião. Num Estado muçulmano, cristãos e judeus podem ser tolerados sob a lei islâmica. Porém, no islã tradicional, Estados cristãos e judaicos devem ser destruídos e suas terras, conquistadas. Quando Maomé guerreou contra Meca no século VII, o cristianismo era a religião predominante em relação ao poder e à riqueza. Como era a fé do Império Romano, abarcava o Mediterrâneo inteiro, incluindo o Oriente Médio, onde havia nascido. Portanto, o mundo cristão foi o principal alvo dos primeiros califas e assim permaneceu, para os líderes muçulmanos, ao longo do milênio seguinte. Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé . Foram muito bem-sucedidos. Palestina, Síria e Egito — outrora as regiões mais cristãs do planeta — sucumbiram rapidamente. No século VIII, exércitos muçulmanos conquistaram todo o norte da África e Espanha, regiões cristãs. No século XI, o Império Seljúcida conquistou a Ásia Menor (Turquia moderna), que era cristã desde a época de São Paulo. O antigo Império Romano, conhecido pelos historiadores modernos como Império Bizantino, ficou reduzido a pouco mais que a Grécia. Desesperado, o imperador em Constantinopla enviou uma mensagem aos cristãos da Europa Ocidental para pedir ajuda aos seus irmãos e irmãs do Oriente. Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé. Foi isso o que deu origem às Cruzadas. Elas não foram a criação de um Papa ambicioso nem de cavaleiros gananciosos, mas uma  resposta  a mais de quatro séculos de conquistas por meio das quais os muçulmanos já haviam tomado dois terços do antigo mundo cristão. A um dado momento,  o cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã . As Cruzadas foram essa defesa.  No Concílio de Clermont, em 1095, o Papa Urbano II pediu aos cavaleiros da cristandade para que repelissem as conquistas do islã. A resposta foi tremenda. Milhares de guerreiros fizeram o juramento da cruz e se prepararam para a guerra . Por que o fizeram? A resposta a essa pergunta foi muito incompreendida. Após o surgimento do Iluminismo, tornou-se usual afirmar que os cruzados eram simplesmente sem-terra e inúteis que se aproveitaram de uma oportunidade para roubar e pilhar num território distante. Obviamente, os sentimentos de piedade, abnegação e amor a Deus manifestados por eles não deveriam ser levados a sério, pois eram somente uma fachada para encobrir planos obscuros. Durante as duas últimas décadas, estudos de documentos, assistidos por computador, demoliram tal narrativa. Especialistas descobriram que, em geral, os cavaleiros cruzados eram homens ricos que possuíam muitas terras na Europa . Não obstante, eles abriram mão de tudo voluntariamente para realizar a santa missão. Participar de uma Cruzada não era algo barato. Até senhores ricos podiam facilmente ficar pobres junto com suas famílias por participarem de uma Cruzada. Faziam-no não por almejarem riquezas materiais (algo que muitos deles já possuíam), mas porque tinham a esperança de ajuntar tesouros onde nem as traças nem a ferrugem os poderiam consumir . O cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa. Eles tinham profunda consciência do quanto eram pecadores, e estavam dispostos a suportar as privações da Cruzada como um ato penitencial de amor e caridade. A Europa está repleta de documentos medievais que confirmam esses sentimentos, documentos por meio dos quais aqueles homens falam conosco até hoje. Basta que os escutemos. É claro que eles não se opunham a capturar espólios quando isso era possível. Porém,  a verdade é que as Cruzadas eram notoriamente ruins para a pilhagem . Poucas pessoas enriqueciam, mas a grande maioria retornava sem nada. Urbano II deu aos cruzados dois objetivos, e ambos continuaram sendo essenciais para as Cruzadas orientais nos séculos seguintes. O primeiro era resgatar os cristãos do Oriente. Como disse o sucessor dele, Inocêncio III: Como pode um homem amar o próximo como a si mesmo, segundo o preceito divino, quando, sabendo que seus irmãos na fé são mantidos pelos pérfidos muçulmanos em estrito confinamento e oprimidos pela mais pesada servidão, não se dedica à tarefa de libertá-los? É por acaso que ignorais que milhares de cristãos são mantidos na escravidão e na prisão pelos muçulmanos, além de serem torturados com inúmeros suplícios? O professor Jonathan Riley-Smith argumentou corretamente que “a participação numa Cruzada era entendida como um ato de amor” — neste caso, o amor ao próximo. A Cruzada era vista como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça . O Papa Inocêncio III escreveu o seguinte aos cavaleiros templários: “Realizais com atos as palavras do Evangelho: ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.’” As Cruzadas eram vistas como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça. O segundo objetivo era libertar Jerusalém e outros locais santificados pela vida de Cristo. A palavra  cruzada  é moderna. Os cruzados medievais consideravam-se peregrinos que realizavam atos de justiça no trajeto em direção ao Santo Sepulcro. A indulgência que recebiam era ligada canonicamente à indulgência da peregrinação. Esse objetivo era descrito com frequência em termos feudais. Quando convocou a Quinta Cruzada em 1215, Inocêncio III escreveu: Meus queridos filhos, considerai com cuidado o seguinte: se qualquer rei temporal fosse tirado de seu domínio e, talvez, capturado, não olharia para seus vassalos como infiéis e traidores quando sua liberdade ficasse novamente intocada e chegasse o momento de fazer justiça… a menos que eles tivessem comprometido não apenas suas propriedades, mas também a si próprios na missão de libertá-lo? E, de modo semelhante, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, a quem não podeis negar a servidão, que uniu vossas almas aos vossos corpos e que vos redimiu com o Sangue Precioso…  não vos condenará pelo vício de ingratidão e crime de infidelidade se descuidardes de ajudá-lo? A reconquista de Jerusalém, portanto, foi um ato de restauração, não de colonialismo, e uma declaração aberta de amor a Deus. Os medievais sabiam, é claro, que Deus tinha poder para reconquistar Jerusalém para si — na verdade, Ele tinha poder para pôr o mundo inteiro sob seu governo novamente. Porém, como pregou São Bernardo de Claraval, sua recusa em fazê-lo era uma bênção para seu povo: Digo novamente: levai em conta a bondade do Todo-poderoso e prestai atenção em seus planos de misericórdia. Ele impõe a si uma obrigação para convosco (ou antes simula isso), de modo que possa ajudar-vos a satisfazer vossas obrigações para com Ele… Considero abençoada a geração que pode aproveitar a oportunidade de uma indulgência tão rica como essa. Pressupõe-se com frequência que o objetivo central das Cruzadas era a conversão forçada do mundo islâmico. Nada poderia estar mais distante da verdade. Do ponto de vista dos cristãos medievais, os muçulmanos eram os inimigos de Cristo e de sua Igreja. O objetivo dos cruzados era derrotá-los e defenderem-se deles. Nada mais. Os muçulmanos que viviam em territórios conquistados por cruzados geralmente recebiam a permissão para conservar sua propriedade, seu meio de vida e — sempre — sua religião . Na verdade, ao longo da história do Reino Cruzado de Jerusalém, o número de habitantes muçulmanos superou bastante o de católicos. Foi só no século XIII que os franciscanos começaram a tentar converter os muçulmanos. Porém, tais tentativas foram em grande medida infrutíferas e ao fim e ao cabo foram abandonadas. Seja como for, não se recorria à ameaça de agressão, mas à persuasão pacífica . Cinquenta anos depois, quando a Segunda Cruzada estava sendo preparada, São Bernardo pregou muitas vezes que os judeus não deviam ser perseguidos: Perguntemos a qualquer um que conhece as Sagradas Escrituras o que o Salmo vaticina sobre os judeus. “Não rezo pela destruição deles”, ele diz. Os judeus são para nós as palavras vivas da Escritura, pois sempre nos recordam o que Nosso Senhor sofreu… Sob o governo dos príncipes cristãos, eles suportam uma difícil servidão, mas “apenas esperam o momento de sua libertação”. Contudo, um monge cisterciense contemporâneo de São Bernardo chamado Rodolfo incitou as pessoas contra os judeus da Renânia, apesar de Bernardo ter escrito várias cartas para exigir que ele parasse com aquilo. No final das contas, ele se viu obrigado a ir pessoalmente até a Alemanha, onde alcançou Rodolfo, enviou-o de volta ao seu convento e interrompeu os massacres. Afirma-se com frequência que é possível ver nessas perseguições as raízes do Holocausto. Pode ser verdade, mas se for o caso, essas raízes são muito mais profundas e abrangentes do que as Cruzadas. Judeus morreram durante as Cruzadas, mas o objetivo delas não era matar judeus . Foi exatamente o contrário: Papas, bispos e pregadores deixaram claro que os judeus da Europa deviam ser deixados em paz. Numa guerra moderna, chamamos mortes trágicas como essas de “dano colateral”. Mesmo com tecnologias inteligentes, os Estados Unidos mataram um número muito maior de inocentes em guerras do que os cruzados jamais poderiam imaginar. Porém, ninguém argumentaria com seriedade que o propósito das guerras americanas é matar mulheres e crianças. Nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas. Da confortável distância de tantos séculos, fica muito fácil olhar com desprezo para as Cruzadas. Afinal, a religião não deve ser motivo para guerrearmos. Porém, devemos ter em mente que  nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas . Mesmo assim, tanto o soldado medieval como o moderno lutam, em última instância, por seu próprio mundo e por tudo o que faz parte dele. Ambos estão dispostos a realizar um enorme sacrifício,  desde que seja em prol de algo que amam , algo maior que eles. Admiremos ou não os cruzados, o fato é que o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. A antiga fé do cristianismo, com seu respeito pelas mulheres e sua aversão à escravidão, não apenas sobreviveu, mas prosperou. Sem as Cruzadas, ela poderia muito bem ter seguido o caminho do zoroastrismo, outro rival do islã, rumo à extinção. Fonte: Thomas F. Madden | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere HISTÓRIA DA IGREJA Conforme nós católicos evoluímos no conhecimento da doutrina católica, é normal que surjam dúvidas e curiosidades sobre a História da Santa Igreja. De fato, conhecer a história da Igreja é essencial para combater diversos erros e ataques propagados em nosso tempo, por este motivo preparamos um material especial sobre este assunto. Disponibilizamos em nosso site uma série de vídeos do historiador católico e professor Raphael Tonon, uma das maiores referências no Brasil sobre o assunto, através dos quais ele faz um excelente resumo da história da igreja, contando fatos impressionantes sobre a ótica da verdade e combatendo as mentiras que espalham sobre a Igreja para atacá-la. São 4 vídeos sobre a história da igreja e alguns vídeos bônus sobre a história da Igreja no Brasil. Recomendamos que todos reservem um tempo para assistir. Aproveite esta grande oportunidade para conhecer a verdadeira história da Igreja e descobrir uma visão totalmente diferente daquela que é contada pelos que querem a destruição do cristianismo. São muitos detalhes que nos ajudarão a amar ainda mais a Santa Igreja. Compartilhe com seus amigos… Para assistir, acesse: Conheça mais sobre a História da Igreja Católica #Cruzadas

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