Buscar neste site
12408 resultados encontrados com uma busca vazia
- A verdade não contada sobre as Cruzadas
As cruzadas foram um ato de amor. Admiremos ou não os cruzados, o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. Não fossem estas guerras de defesa chamadas Cruzadas, a fé cristã que moldou o Ocidente teria sucumbido ao islã e seguido o caminho da extinção. São muito comuns os equívocos sobre as Cruzadas . Geralmente, elas são retratadas como uma série de guerras santas contra o islã, conduzidas por Papas ávidos de poder e travadas por fanáticos religiosos. Supõe-se que elas foram o epítome da presunção e da intolerância, uma mancha negra na história da Igreja Católica em particular e da civilização ocidental em geral. Uma espécie de protoimperialistas, os cruzados levaram a agressividade ocidental ao pacífico Oriente Médio e então deformaram a esclarecida cultura islâmica, deixando-a em ruínas. Não precisamos ir muito longe para encontrar variações desse tema. Qual é então a verdade sobre as Cruzadas? Especialistas ainda estão tentando chegar a um acordo sobre isso, ao menos em parte. Porém, já é possível ter certeza sobre muitas coisas. Para começar, as Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa . Foram uma resposta direta às agressões de muçulmanos — uma tentativa de reversão ou de defesa contra as conquistas islâmicas nos territórios cristãos. As Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa. Os cristãos do século XI não eram fanáticos paranoicos. Os muçulmanos realmente os perseguiam. Embora eles possam ser pacíficos, o islã nasceu e cresceu por meio da guerra. Desde a época de Maomé, a expansão islâmica sempre se deu por meio da espada . O pensamento islâmico divide o mundo em dois campos: o território do islã e o da guerra. Não há nenhum território para o cristianismo ou para qualquer outra religião. Num Estado muçulmano, cristãos e judeus podem ser tolerados sob a lei islâmica. Porém, no islã tradicional, Estados cristãos e judaicos devem ser destruídos e suas terras, conquistadas. Quando Maomé guerreou contra Meca no século VII, o cristianismo era a religião predominante em relação ao poder e à riqueza. Como era a fé do Império Romano, abarcava o Mediterrâneo inteiro, incluindo o Oriente Médio, onde havia nascido. Portanto, o mundo cristão foi o principal alvo dos primeiros califas e assim permaneceu, para os líderes muçulmanos, ao longo do milênio seguinte. Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé . Foram muito bem-sucedidos. Palestina, Síria e Egito — outrora as regiões mais cristãs do planeta — sucumbiram rapidamente. No século VIII, exércitos muçulmanos conquistaram todo o norte da África e Espanha, regiões cristãs. No século XI, o Império Seljúcida conquistou a Ásia Menor (Turquia moderna), que era cristã desde a época de São Paulo. O antigo Império Romano, conhecido pelos historiadores modernos como Império Bizantino, ficou reduzido a pouco mais que a Grécia. Desesperado, o imperador em Constantinopla enviou uma mensagem aos cristãos da Europa Ocidental para pedir ajuda aos seus irmãos e irmãs do Oriente. Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé. Foi isso o que deu origem às Cruzadas. Elas não foram a criação de um Papa ambicioso nem de cavaleiros gananciosos, mas uma resposta a mais de quatro séculos de conquistas por meio das quais os muçulmanos já haviam tomado dois terços do antigo mundo cristão. A um dado momento, o cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã . As Cruzadas foram essa defesa. No Concílio de Clermont, em 1095, o Papa Urbano II pediu aos cavaleiros da cristandade para que repelissem as conquistas do islã. A resposta foi tremenda. Milhares de guerreiros fizeram o juramento da cruz e se prepararam para a guerra . Por que o fizeram? A resposta a essa pergunta foi muito incompreendida. Após o surgimento do Iluminismo, tornou-se usual afirmar que os cruzados eram simplesmente sem-terra e inúteis que se aproveitaram de uma oportunidade para roubar e pilhar num território distante. Obviamente, os sentimentos de piedade, abnegação e amor a Deus manifestados por eles não deveriam ser levados a sério, pois eram somente uma fachada para encobrir planos obscuros. Durante as duas últimas décadas, estudos de documentos, assistidos por computador, demoliram tal narrativa. Especialistas descobriram que, em geral, os cavaleiros cruzados eram homens ricos que possuíam muitas terras na Europa . Não obstante, eles abriram mão de tudo voluntariamente para realizar a santa missão. Participar de uma Cruzada não era algo barato. Até senhores ricos podiam facilmente ficar pobres junto com suas famílias por participarem de uma Cruzada. Faziam-no não por almejarem riquezas materiais (algo que muitos deles já possuíam), mas porque tinham a esperança de ajuntar tesouros onde nem as traças nem a ferrugem os poderiam consumir . O cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa. Eles tinham profunda consciência do quanto eram pecadores, e estavam dispostos a suportar as privações da Cruzada como um ato penitencial de amor e caridade. A Europa está repleta de documentos medievais que confirmam esses sentimentos, documentos por meio dos quais aqueles homens falam conosco até hoje. Basta que os escutemos. É claro que eles não se opunham a capturar espólios quando isso era possível. Porém, a verdade é que as Cruzadas eram notoriamente ruins para a pilhagem . Poucas pessoas enriqueciam, mas a grande maioria retornava sem nada. Urbano II deu aos cruzados dois objetivos, e ambos continuaram sendo essenciais para as Cruzadas orientais nos séculos seguintes. O primeiro era resgatar os cristãos do Oriente. Como disse o sucessor dele, Inocêncio III: Como pode um homem amar o próximo como a si mesmo, segundo o preceito divino, quando, sabendo que seus irmãos na fé são mantidos pelos pérfidos muçulmanos em estrito confinamento e oprimidos pela mais pesada servidão, não se dedica à tarefa de libertá-los? É por acaso que ignorais que milhares de cristãos são mantidos na escravidão e na prisão pelos muçulmanos, além de serem torturados com inúmeros suplícios? O professor Jonathan Riley-Smith argumentou corretamente que “a participação numa Cruzada era entendida como um ato de amor” — neste caso, o amor ao próximo. A Cruzada era vista como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça . O Papa Inocêncio III escreveu o seguinte aos cavaleiros templários: “Realizais com atos as palavras do Evangelho: ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.’” As Cruzadas eram vistas como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça. O segundo objetivo era libertar Jerusalém e outros locais santificados pela vida de Cristo. A palavra cruzada é moderna. Os cruzados medievais consideravam-se peregrinos que realizavam atos de justiça no trajeto em direção ao Santo Sepulcro. A indulgência que recebiam era ligada canonicamente à indulgência da peregrinação. Esse objetivo era descrito com frequência em termos feudais. Quando convocou a Quinta Cruzada em 1215, Inocêncio III escreveu: Meus queridos filhos, considerai com cuidado o seguinte: se qualquer rei temporal fosse tirado de seu domínio e, talvez, capturado, não olharia para seus vassalos como infiéis e traidores quando sua liberdade ficasse novamente intocada e chegasse o momento de fazer justiça… a menos que eles tivessem comprometido não apenas suas propriedades, mas também a si próprios na missão de libertá-lo? E, de modo semelhante, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, a quem não podeis negar a servidão, que uniu vossas almas aos vossos corpos e que vos redimiu com o Sangue Precioso… não vos condenará pelo vício de ingratidão e crime de infidelidade se descuidardes de ajudá-lo? A reconquista de Jerusalém, portanto, foi um ato de restauração, não de colonialismo, e uma declaração aberta de amor a Deus. Os medievais sabiam, é claro, que Deus tinha poder para reconquistar Jerusalém para si — na verdade, Ele tinha poder para pôr o mundo inteiro sob seu governo novamente. Porém, como pregou São Bernardo de Claraval, sua recusa em fazê-lo era uma bênção para seu povo: Digo novamente: levai em conta a bondade do Todo-poderoso e prestai atenção em seus planos de misericórdia. Ele impõe a si uma obrigação para convosco (ou antes simula isso), de modo que possa ajudar-vos a satisfazer vossas obrigações para com Ele… Considero abençoada a geração que pode aproveitar a oportunidade de uma indulgência tão rica como essa. Pressupõe-se com frequência que o objetivo central das Cruzadas era a conversão forçada do mundo islâmico. Nada poderia estar mais distante da verdade. Do ponto de vista dos cristãos medievais, os muçulmanos eram os inimigos de Cristo e de sua Igreja. O objetivo dos cruzados era derrotá-los e defenderem-se deles. Nada mais. Os muçulmanos que viviam em territórios conquistados por cruzados geralmente recebiam a permissão para conservar sua propriedade, seu meio de vida e — sempre — sua religião . Na verdade, ao longo da história do Reino Cruzado de Jerusalém, o número de habitantes muçulmanos superou bastante o de católicos. Foi só no século XIII que os franciscanos começaram a tentar converter os muçulmanos. Porém, tais tentativas foram em grande medida infrutíferas e ao fim e ao cabo foram abandonadas. Seja como for, não se recorria à ameaça de agressão, mas à persuasão pacífica . Cinquenta anos depois, quando a Segunda Cruzada estava sendo preparada, São Bernardo pregou muitas vezes que os judeus não deviam ser perseguidos: Perguntemos a qualquer um que conhece as Sagradas Escrituras o que o Salmo vaticina sobre os judeus. “Não rezo pela destruição deles”, ele diz. Os judeus são para nós as palavras vivas da Escritura, pois sempre nos recordam o que Nosso Senhor sofreu… Sob o governo dos príncipes cristãos, eles suportam uma difícil servidão, mas “apenas esperam o momento de sua libertação”. Contudo, um monge cisterciense contemporâneo de São Bernardo chamado Rodolfo incitou as pessoas contra os judeus da Renânia, apesar de Bernardo ter escrito várias cartas para exigir que ele parasse com aquilo. No final das contas, ele se viu obrigado a ir pessoalmente até a Alemanha, onde alcançou Rodolfo, enviou-o de volta ao seu convento e interrompeu os massacres. Afirma-se com frequência que é possível ver nessas perseguições as raízes do Holocausto. Pode ser verdade, mas se for o caso, essas raízes são muito mais profundas e abrangentes do que as Cruzadas. Judeus morreram durante as Cruzadas, mas o objetivo delas não era matar judeus . Foi exatamente o contrário: Papas, bispos e pregadores deixaram claro que os judeus da Europa deviam ser deixados em paz. Numa guerra moderna, chamamos mortes trágicas como essas de “dano colateral”. Mesmo com tecnologias inteligentes, os Estados Unidos mataram um número muito maior de inocentes em guerras do que os cruzados jamais poderiam imaginar. Porém, ninguém argumentaria com seriedade que o propósito das guerras americanas é matar mulheres e crianças. Nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas. Da confortável distância de tantos séculos, fica muito fácil olhar com desprezo para as Cruzadas. Afinal, a religião não deve ser motivo para guerrearmos. Porém, devemos ter em mente que nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas . Mesmo assim, tanto o soldado medieval como o moderno lutam, em última instância, por seu próprio mundo e por tudo o que faz parte dele. Ambos estão dispostos a realizar um enorme sacrifício, desde que seja em prol de algo que amam , algo maior que eles. Admiremos ou não os cruzados, o fato é que o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. A antiga fé do cristianismo, com seu respeito pelas mulheres e sua aversão à escravidão, não apenas sobreviveu, mas prosperou. Sem as Cruzadas, ela poderia muito bem ter seguido o caminho do zoroastrismo, outro rival do islã, rumo à extinção. Fonte: Thomas F. Madden | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere HISTÓRIA DA IGREJA Conforme nós católicos evoluímos no conhecimento da doutrina católica, é normal que surjam dúvidas e curiosidades sobre a História da Santa Igreja. De fato, conhecer a história da Igreja é essencial para combater diversos erros e ataques propagados em nosso tempo, por este motivo preparamos um material especial sobre este assunto. Disponibilizamos em nosso site uma série de vídeos do historiador católico e professor Raphael Tonon, uma das maiores referências no Brasil sobre o assunto, através dos quais ele faz um excelente resumo da história da igreja, contando fatos impressionantes sobre a ótica da verdade e combatendo as mentiras que espalham sobre a Igreja para atacá-la. São 4 vídeos sobre a história da igreja e alguns vídeos bônus sobre a história da Igreja no Brasil. Recomendamos que todos reservem um tempo para assistir. Aproveite esta grande oportunidade para conhecer a verdadeira história da Igreja e descobrir uma visão totalmente diferente daquela que é contada pelos que querem a destruição do cristianismo. São muitos detalhes que nos ajudarão a amar ainda mais a Santa Igreja. Compartilhe com seus amigos… Para assistir, acesse: Conheça mais sobre a História da Igreja Católica #Cruzadas
- LITERATURA E FORMAÇÃO DO CARÁTER
“A ciência enriquece a inteligência; a literatura enriquece a personalidade inteira.” (Nicola Gómez Dávila) Em época como a nossa, disposta a mudar a natureza do homem, as grandes obras literárias são bússolas seguras que apontam para a sua verdadeira essência e colaboram inegavelmente na tarefa da formação do caráter. Um caráter bem formado, segundo o pensamento clássico, é aquele em que a razão, através das virtudes, se sobrepõe às paixões. Ora, não é objetivo principal da literatura a formação do caráter. Há uma parte da filosofia, a ética, que cuida disto, ou a teologia moral, no caso da pessoa ter fé. A literatura principalmente apresenta o mundo e a vida. É uma representação da existência humana, um espelho feito com palavras; um espelho colocado à margem do caminho da vida, como bem viu o escritor Stendhal. Mas não é um espelho que as pessoas contemplam com indiferença. Pelo contrário: elas são envolvidas por aquilo que veem. E aqui chegamos no ponto decisivo: uma boa obra literária é aquela que envolve o leitor. A prateleira de chocolate, no supermercado, é especialmente visada pois a mistura especial de dois sabores, açúcar e cacau, resultou em algo especialmente gostoso e apetecível. Um bom romance também tem lá o seu açúcar e o seu cacau. Tem seus ingredientes obrigatórios: enredo bem montado, personagens convincentes psicológica e socialmente, linguagem bem construída. Com esses três ingredientes a chance do chocolate literário atrair o leitor é muito grande. (E aqui é preciso considerar uma coisa importante: em nossa época, não basta a obra literária ser apetecível, pois o leitor está distraído por outros veículos, outros meios de contar histórias, sobretudo o cinema. O escritor tem concorrentes muito mais sérios do que no século XIX.) Esqueçamos provisoriamente o cinema. Não basta uma obra ser bem escrita e bem estruturada para agir de maneira mais profunda sobre o leitor. É preciso algo mais: um ingrediente a mais, adicionado ao açúcar de um bom enredo, ao cacau de um personagem bem construído. É preciso que a obra mergulhe nas questões fundamentais da natureza humana: os vícios que atraem as pessoas para o abismo e as virtudes que estendem as mãos para elevá-las. Não há grande romance sem a exploração dos sete vícios capitais (gula, pornografia, consumismo, raiva, inveja, vaidade, preguiça), sempre em tensão permanente com as virtudes opostas (sensatez, força de vontade, equilíbrio emocional, senso de justiça). O grande escritor não se preocupa com problemas contingentes: miram principalmente as questões intemporais, que fustigam os homens de todas as latitudes e períodos da civilização ocidental. Essa tensão está presente nos grandes clássicos da literatura, em todas as épocas: Homero, Sófocles, Virgílio, Dante, Shakespeare, Cervantes, Dostoiévski etc. O próprio Dante estruturou o Inferno e o Purgatório da Divina Comédia sobre as categorias dos vícios capitais. Idem para as peças de Shakespeare. Ora, isto se dá porque os grandes escritores estão ligadíssimos na realidade. São “as antenas da raça”, como dizia o poeta Ezra Pound. Constroem seus personagens e enredos olhando firmemente nos olhos do mundo real. É principalmente da realidade, muito mais que da imaginação, que eles extraem os ingredientes do seu chocolate. Falou certa vez Mark Twain, num prefácio, sobre o seu “método compósito” de criação de personagens: “A maioria das aventuras narradas neste livro [As aventuras de Tom Sawyer] realmente aconteceram. Uma ou duas foram tiradas de experiências minhas, as demais ocorreram a rapazes que foram colegas meus de escola. Huck Finn tirei da vida. Tom Sawyer também, só que, em seu caso, usei de uma combinação de três rapazes que conheci.” Ninguém tinha os pés mais firmemente plantados no chão do que o romancista brasileiro Carlos Heitor Cony; seu método de criar personagens não devia diferir muito do de Mark Twain. Contou, porém, que está “sempre fazendo romances (…) penso em forma de histórias (…) mesmo nesses vinte e três anos em que passei sem escrever, a cada dia eu pensava ou vivia uma história nova. Só não formalizava em livros. (“A casa, a poesia e a tragédia”, entrevista a André Luiz Barros para a revista Bravo!, p. 100, outubro de 1997, nº 1, ano 1). Assim são os escritores: cabeça nas nuvens e pés no chão; contudo, a cabeça lá no alto não os impede de ver a realidade como ela é. E se, na concepção dos seus personagens e enredos, trabalham inevitavelmente dentro dos limites da sua experiência pessoal, o conjunto da história da literatura nos apresenta a soma dessas suas contribuições individuais, e o resultado é uma enciclopédia multifacetada do comportamento humano. Quando paro diante da minha estante e olho para as lombadas das obras ficcionais que já li, lembrando-me dos personagens que nelas gravitam, fico pensando como seria pobre minha vida se não tivesse conhecido todo aquele pessoal imaginário — gente de todos os vícios e todas as virtudes. Na minha estante, estão todas as experiencias imaginarias possíveis com pessoas. Como eu teria conhecimento disso tudo, sem o auxílio das experiências pessoais de cada um daqueles escritores que já nem estão mais neste mundo? Enfim, quando a barra de chocolate literário contém todos esses ingredientes — bons personagens, bom enredo, linguagem elegante, verossimilhança e profundidade existencial — inevitavelmente vai apetecer o paladar dos leitores, especialmente os descontentes com os “limites de sua experiência pessoal”. O poeta latino Horácio já dizia que a boa obra literária pode deleitar e instruir, docere et delectare. Docere (ensinar) e conducere (conduzir) são palavras irmãs em latim. Ensinar, portanto, é o mesmo que conduzir. A grande obra literária tem tudo para ser uma boa guia na selva selvagem da vida, mesmo que esse aspecto “docente” da literatura não possa ocorrer de forma ostensiva e conceitual, como nas demais disciplinas humanísticas (filosofia, antropologia, sociologia, psicologia, historiografia etc.). O conhecimento, através das obras literárias, se dá de forma mais intuitiva do que conceitual. “A ciência enriquece a inteligência; a literatura enriquece a personalidade inteira”, disse certa vez Nicolas Gómez Dávila. O mandamento socrático do “conheça-te a ti mesmo” não pode se realizar plenamente, se o leitor permanecer limitado às ciências humanas. Uma verdadeira formação humanística exige uma compreensão mais abrangente da personalidade humana, e isto só as grandes obras literárias podem oferecer. Num bom romance, o leitor vai encontrar psicologia, sociologia, filosofia… E, sobretudo, um sentido mais profundo da ordem: ler é exercitar o ordenamento das ideias e das paixões. Todo romance aspira retornar, no final do enredo, à ordem interrompida pelo conflito inicial da trama. Ao contrário dos niilistas modernos e pós-modernos, o escritor geralmente é um ser racional e, portanto, tende mais à ordem que ao caos.
- Quase 90% dos brasileiros se declaram contra o aborto
Caso da menina de 10 anos estuprada pelo tio trouxe o tema à tona O Brasil é o segundo país, em uma lista de 25, com menos pessoas favoráveis ao aborto, segundo uma nova pesquisa, feita com 18 mil pessoas pelo instituto Ipsos. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18), mostram que só 16% dos brasileiros acreditam que a prática deveria ser permitida em qualquer caso, ou seja, sempre que a mulher desejar. A média global é de 44%. O apoio recuou consideravelmente desde o ano passado: enquanto 61% dos brasileiros entrevistados em 2019 disseram ser favoráveis ao aborto em qualquer circunstância ou em alguns casos, como o de estupro, neste ano o número dessas duas categorias somadas baixou para 53%. No ranking mundial, a Malásia é o país menos favorável à interrupção da gravidez por vontade da mulher, com 10% de respostas positivas. O Brasil vem em seguida, empatado com o Peru. Na outra ponta, aparecem a Suécia, com 76% de pessoas que consideram que o aborto deve ser permitido sempre que a mulher desejar, o Reino Unido, com 67%, e a França, com 66%. Pela lei brasileira, o aborto é autorizado em casos de gravidez resultante de estupro ou quando há risco de vida para a gestante. Neste mês, o caso de uma menina de 10 anos que engravidou vítima de estupro pelo tio teve repercussão nacional. Após ter o direito ao aborto negado no Espírito Santo, onde vive, ela viajou para Pernambuco, onde realizou o procedimento sob protestos de grupos conservadores na porta do hospital. Dos brasileiros entrevistados pelo instituto Ipsos, o maior grupo (38%) é o dos que acreditam que o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, como em caso de estupro. Em seguida vêm 21% que acreditam que a interrupção da gravidez não deve ocorrer em momento algum, a não ser quando a saúde da grávida estiver em risco. Depois vêm os 16% que apoiam a permissão em qualquer circunstância e outros 13% que acham que não deve ser aceito por lei em nenhum caso. Também no Brasil, o índice dos favoráveis à interrupção da gravidez em qualquer caso é ligeiramente maior entre mulheres (17% contra 15% dos homens), entre os que têm menos de 35 anos (22% contra 10% dos que têm mais de 50 anos) e com maior escolaridade (21% contra 5% dos menos escolarizados). No recorte por região do mundo entre os 25 países do estudo, a Europa é o continente mais permissivo, com 58% dos entrevistados respondendo que o aborto deve ser permitido sempre que a mulher desejar e 22%, em determinadas circunstâncias, totalizando 80%. Na América do Norte, 47% são totalmente a favor e 24% são favoráveis em certos casos, somando 71%. Na Ásia e no Pacífico, os índices são de 43% e 28%, respectivamente, totalizando 71% também. Já na América Latina o total de apoio é de 62%, com 26% favoráveis à interrupção da gravidez em qualquer caso e 36%, em algumas situações. No Oriente Médio e na África, os números são de 38% de apoio total e 22% em certos casos, somando 60%. Para o levantamento, o Ipsos entrevistou 17.997 adultos em 25 países entre 22 de maio e 5 de junho. No Brasil, foram mil pessoas, em uma amostra que corresponde a uma parcela mais urbana, escolarizada e conectada do que a média da população. A margem de erro para o país é de 3,5 pontos percentuais. * Folhapress via Pleno.News #Aborto
- Quase 90% dos brasileiros se declaram contra o aborto
Caso da menina de 10 anos estuprada pelo tio trouxe o tema à tona O Brasil é o segundo país, em uma lista de 25, com menos pessoas favoráveis ao aborto, segundo uma nova pesquisa, feita com 18 mil pessoas pelo instituto Ipsos. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18), mostram que só 16% dos brasileiros acreditam que a prática deveria ser permitida em qualquer caso, ou seja, sempre que a mulher desejar. A média global é de 44%. O apoio recuou consideravelmente desde o ano passado: enquanto 61% dos brasileiros entrevistados em 2019 disseram ser favoráveis ao aborto em qualquer circunstância ou em alguns casos, como o de estupro, neste ano o número dessas duas categorias somadas baixou para 53%. No ranking mundial, a Malásia é o país menos favorável à interrupção da gravidez por vontade da mulher, com 10% de respostas positivas. O Brasil vem em seguida, empatado com o Peru. Na outra ponta, aparecem a Suécia, com 76% de pessoas que consideram que o aborto deve ser permitido sempre que a mulher desejar, o Reino Unido, com 67%, e a França, com 66%. Pela lei brasileira, o aborto é autorizado em casos de gravidez resultante de estupro ou quando há risco de vida para a gestante. Neste mês, o caso de uma menina de 10 anos que engravidou vítima de estupro pelo tio teve repercussão nacional. Após ter o direito ao aborto negado no Espírito Santo, onde vive, ela viajou para Pernambuco, onde realizou o procedimento sob protestos de grupos conservadores na porta do hospital. Dos brasileiros entrevistados pelo instituto Ipsos, o maior grupo (38%) é o dos que acreditam que o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, como em caso de estupro. Em seguida vêm 21% que acreditam que a interrupção da gravidez não deve ocorrer em momento algum, a não ser quando a saúde da grávida estiver em risco. Depois vêm os 16% que apoiam a permissão em qualquer circunstância e outros 13% que acham que não deve ser aceito por lei em nenhum caso. Também no Brasil, o índice dos favoráveis à interrupção da gravidez em qualquer caso é ligeiramente maior entre mulheres (17% contra 15% dos homens), entre os que têm menos de 35 anos (22% contra 10% dos que têm mais de 50 anos) e com maior escolaridade (21% contra 5% dos menos escolarizados). No recorte por região do mundo entre os 25 países do estudo, a Europa é o continente mais permissivo, com 58% dos entrevistados respondendo que o aborto deve ser permitido sempre que a mulher desejar e 22%, em determinadas circunstâncias, totalizando 80%. Na América do Norte, 47% são totalmente a favor e 24% são favoráveis em certos casos, somando 71%. Na Ásia e no Pacífico, os índices são de 43% e 28%, respectivamente, totalizando 71% também. Já na América Latina o total de apoio é de 62%, com 26% favoráveis à interrupção da gravidez em qualquer caso e 36%, em algumas situações. No Oriente Médio e na África, os números são de 38% de apoio total e 22% em certos casos, somando 60%. Para o levantamento, o Ipsos entrevistou 17.997 adultos em 25 países entre 22 de maio e 5 de junho. No Brasil, foram mil pessoas, em uma amostra que corresponde a uma parcela mais urbana, escolarizada e conectada do que a média da população. A margem de erro para o país é de 3,5 pontos percentuais. * Folhapress via Pleno.News #Aborto
- A FÍSICA QUÂNTICA E A IMORTALIDADE DA ALMA – Rino Cammilleri
[Segundo Rino Cammilleri, não é fácil ser ateu. Não só porque quem deixa de acreditar em Deus acaba acreditando em qualquer outra coisa. Mas, também, porque a ciência surpreende, quando procura demonstrar as verdades da fé. A última que foi demonstrada, em ordem cronológica, foi a imortalidade da alma]. O panteão católico, às vezes, parece quase mais complicado e apinhado do que o universo da Marvel. O crente, de fato, acredita em muitas coisas: em Deus-pai-onipotente, em seu Filho encarnado, morto e ressuscitado, no Espírito Santo que sopra onde quer, em uma divindade una mas também trina, na Virgem Maria, nas hierarquias angélicas (que são realmente muitas : querubins, serafins, tronos, dominações, arcanjos…), em Satanás e seus demônios, nas legiões dos santos & beatos, em milagres, no Paraíso, no Inferno dificílimo de digerir, no ambíguo Purgatório, nas aparições marianas, no poder das relíquias, na eficácia do rosário… Enfim, um monte de coisas para engolir, a maior parte às cegas, pela fé. Daí a tentação do ateísmo, aparentemente muito mais fácil de digerir e praticar, pois tem apenas um dogma, que pode ser resumido em uma única frase: nada é verdadeiro. Por isso, primeiramente se é ateu (eu não acredito) ou agnóstico (não estou nem aí)… Mas as coisas são realmente assim? O ateísmo é realmente mais simples do que a religiosidade? Do ponto de vista sociológico, é fácil verificar que, quem não acredita em Deus, acaba acreditando em qualquer outra coisa. Mas G.K.Chesterton já o disse com autoridade e não há necessidade de perder tempo com isto. Pense-se, por exemplo, naqueles que gastam dinheiro com astrólogos e videntes. E pode-se pensar que os cientistas sérios (aqueles que buscam na matéria as respostas para as questões existenciais) sejam outra coisa. Bem, a julgar pelas últimas aquisições científicas, é lícito perguntar-se se é realmente menos complicado acreditar em Jesus. Um artigo publicado no dia 8 de agosto, na Reccom Magazine, e intitulado “Illusion of Death”, “A ilusão da morte” (antes a língua da ciência era o latim, hoje é o inglês) tem como subtítulo o seguinte: “No universo quântico existimos indefinidamente”. Bem, é reconfortante sabê-lo, pois certamente tira da morte muito do seu aspecto terrificante. Roger Penrose (ou melhor: sir Roger) é um famoso físico e matemático de Oxford que, com os pesquisadores do igualmente famoso Instituto Max Planck de Mônaco, percebeu que “o universo físico em que vivemos é apenas a nossa percepção; e, uma vez que nossos corpos físicos morrem, há um infinito além”. Ainda bem! Assim me sinto mais seguro. Fiquemos tranquilos, porque, se “o corpo morre, o campo quântico espiritual continua. De modo que somos imortais”. Na verdade, “há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer, acaba ocorrendo em algum desses universos.” Ou seja, se eu morrer em um universo, pode muito bem ser que ainda não esteja morto em outro, se é que bem entendi. E mais: nunca se morre de verdade, nem mesmo em outros universos. Diz o cientista (ou o editor, não está claro): “Embora os corpos individuais estejam destinados à autodestruição, o sentimento vivo, o quem-sou-eu?, é somente uma fonte de energia de 20 watts operando no cérebro. Mas essa energia não vai embora com a morte”. Por quê? “Um dos axiomas mais seguros da ciência é que a energia nunca morre; não pode ser criada nem destruída”. Mas então, pergunto eu, de onde vêm esses 20 watts de energia quando alguém nasce? Transmigração de almas? Reencarnação? Bem… E o que é a consciência, então? Nada além de “informações armazenadas no nível quântico”. Sim, porque é preciso saber que “microtúbulos baseados em proteínas, um componente estrutural das células humanas, contêm informações quânticas armazenadas em nível subatômico”. E as “experiências-de-quase-morte”, aquelas em que a pessoa se vê submetida a reanimação e, depois, à luz alegre no fim do túnel? Eles são os microtúbulos. Se, por outro lado, “o paciente não é ressuscitado e morre, é possível que essa informação quântica possa existir fora do corpo, talvez indefinidamente, como alma”. Você realmente achou que era mais fácil ser ateu? https://lanuovabq.it/it/la-fisica-quantistica-e-limmortalita-dellanima
- A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA
A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA A Questão religiosa 2 Foster Bailey, um maçom do 32° grau, disse que a maçonaria “é tudo o que resta da primeira religião mundial que floresceu em uma antiguidade tão remota que é impossível fixar-lhe a data. Foi a primeira religião unificada do mundo. Então veio a era da separação em muitas religiões e do sectarismo. Hoje, estamos trabalhando mais uma vez por uma religião mundial universal. Novamente a Maçonaria recuperará seu caráter, de uma forma ou de outra.” Carta do Santo Ofício aos bispos da Inglaterra (16/09/1864) Em 1857, foi fundada em Londres uma associação para a união entre os cristãos cujos promotores eram o doutor Lee, convertido depois ao catolicismo, e Ambroise Phillips de Lisle, convertido já em 1825. O movimento procurava explorar uma suposta doutrina que fora denominada “teoria dos três ramos”: a Igreja é um tronco donde se esgalham três ramos igualmente legítimos: o romano, o ortodoxo e o anglicano. Essa teoria encontrou, porém, forte resistência e não tardou a se manifestar a desconfiança da parte católica. Newman mostrou-se um tanto cético. Faber e Manning se opuseram abertamente. O Cardeal Wiseman, embora não proibindo os católicos de entrarem na associação, em abril de 1864, por meio de um memorandum, informava a Roma sobre a ambiguidade da situação. O Santo Oficio respondeu confirmando o dogma católico da unidade e unicidade da Igreja de Cristo e proibindo os católicos de pertencerem à associação ou aderirem ao movimento. A pedido de Ignatius Spencer (1799-1864) o Papa Pio IX ordenou que o termo “herege”, que feria profundamente os convertidos, fosse substituído pelo de “não católico”. Foi informada à Santa Sé que não poucos católicos, como também homens de Igreja [eclesiasticos quoque vírus], se inscreveram na assim chamada “Sociedade para a unidade dos cristãos”, fundada em Londres em 1857. A tendência dessa sociedade (…) é dirigida pela teoria que expressamente declara que as três confissões cristãs, a romano-católica, a greco-cismática e a anglicana, embora separadas e divididas entre si, podem com igual direito reivindicar para si o nome de católica. A adesão a ela está aberta a todos, em qualquer lugar em que vivam, sejam católicos, greco-cismáticos ou anglicanos, mas com esta condição: que a ninguém seja lícito promover discussões sobre os vários pontos doutrinários divergentes e que cada um possa seguir tranquilamente sua própria confissão religiosa. Mas a todos os membros a sociedade manda rezar orações e aos sacerdotes celebrar missas segundo uma intenção particular, isto é, para que as três mencionadas confissões cristãs – uma vez que, como suposto, já constituem juntas a Igreja Católica – se reúnam, finalmente, um dia para formarem um só corpo (…). O princípio [fundamentum] em que se baseia esta sociedade é de tal natureza que subverte totalmente a constituição divina da Igreja. Consiste essencialmente em supor que a verdadeira Igreja de Cristo se compõe em parte da Igreja Romana difundida e propagada por toda a terra, em parte do cisma de Fócio e em parte da heresia anglicana, para os quais, como para a Igreja, “há um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo” (Ef 4,5). Nada certamente pode ser mais precioso para um católico do que erradicar os cismas e as dissensões entre os cristãos, bem como que todos os cristãos sejam “solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”(Ef 4,3). Mas que os fiéis e homens de Igreja [ecclesiastici viri] rezem pela unidade cristã guiados por heresias e, o que é pior, segundo uma intenção fundamentalmente corrompida e viciada, é coisa que não se pode de modo algum tolerar. A verdadeira Igreja de Jesus Cristo é constituída pela Autoridade divina e reconhecida pelas quatro notas características em que, no Símbolo, afirmamos que se deve crer. Cada uma destas notas é de tal modo conexa com as outras que não se pode separá-las, de modo que a Igreja, que verdadeiramente é e se chama católica, deve resplandecer, ao mesmo tempo, pela prerrogativa da unidade, da santidade e da sucessão apostólica. A Igreja Católica, portanto, é una, de uma unidade visível e perfeita sobre a terra e entre todos os povos. Aquela unidade cujo princípio, raiz e origem indefectível é a suprema autoridade e o “primado eminente” |potior principalitas]” do Bem-Aventurado Pedro, Príncipe dos Apóstolos, e de seus sucessores na Cátedra de Roma. Não há outra Igreja Católica senão a que, edificada sobre Pedro, eleva-se na unidade da Fé e da Caridade “em um só corpo conexo e unido” Nec alia est Ecclesia catholica, nisi quae super unum Petrum aedificata in unum conexum corpus atque compactum (Ef 4,16) unitate fidei et caritatis assurgit . O Jansenismo O Jansenismo, como é amplamente conhecido, foi o nome dado à tentativa de reforma dentro da Igreja Católica, no século XVII, baseada nos preceitos religiosos de Fleming Cornelius Otto Jansen (1563-1638) Bispo de Ypres. Esse movimento, depois da morte de Jansen, foi liderado na França por seus discípulos Antoine Arnaud e Pasquier Quesnel (VIEIRA, 1929, P.29). Segundo Vieira (P.29), Jansen tentara reformar a Igreja Católica, sugerindo a mudança da sua teologia do otimismo para o augustianismo. De certo modo, Jansen reagia também contra o protestantismo, se bem que muitos dos seus ensinamentos religiosos fossem muito parecidos com os de João Calvino, especialmente em questões que lidavam com a predestinação. Como Calvino, Jansen acreditava que o homem, a fim de ser salvo, tinha de passar por um processo de “conversão”, mas que essa conversão dependia da vontade de Deus ou do seu capricho. Acreditava, ainda, que o homem era irremediavelmente dependente de Deus e, a despeito de quantas boas ações tivesse praticado, ainda assim não alcançava justificação. Ressalte-se que a justificação é um processo gradual que requer uma relação pessoal entre o homem e Deus. O processo de crescimento para conhecer a Deus, de acordo com Jansen, exigia, entre outras coisas, a leitura diária da Bíblia. No entanto, porque Jansen também acreditava na sucessão apostólica, sustentava que esta relação íntima entre o homem e o Criador só podia ser obtida por meio da Igreja Católica. Jansen se opôs ferozmente aos jesuítas. Suas ideias religiosas tinham sido adquiridas na Universidade flamenga de Louvaina a qual, no tempo em que lá estudou, por volta de 1602, encontrava-se no meio de um violento debate entre os escolásticos, dirigidos pelos jesuítas, e os agostinianos, dirigidos por Michael Bay. O Jansenismo foi perseguido na França por Luís XIV. Por incitação dos jesuítas, o rei obteve uma bula papal contra essa escola teológica. A Bula Unigenitus dei filius (1713), do Papa Clemente XI (1700-1721), anatematizou 101 proposições jansenistas entre outras coisas, desferiu um golpe mortal na leitura popular da Bíblia. A teologia de Jansen deu entrada em Portugal durante o século XVII, como nos informa a Irmã Thornton. Entretanto, não se “mostrou abertamente” até os dias de Marquês de Pombal. O Primeiro-Ministro Pombal, na sua luta para estabelecer o controle do Estado sobre a Igreja, utilizou os jansenistas portugueses (VIEIRA, 1929, P.30). Os jansenistas portugueses, como os franceses antes deles, desejavam reformar a Igreja e combater os jesuítas dentro da mesma, mas não aceitavam o conceito de uma separação de Roma. Para eles era suficiente controlar a igreja nacional, defendendo o direito do rei de conceder o placet, isto é, o direito de aceitar ou rejeitar todas as bulas e encíclicas protegendo-se, assim, contra outras bulas semelhantes à Unigenitus que pudessem vir a serem lançadas, de modo fulminante, diretamente contra eles. Ainda assim, eram bastante tolerantes para com o protestantismo, a ponto de permitirem que um ministro protestante sentasse com eles, como membro da Real Mesa Censória, que era a versão pombalina da antiga Mesa de Censura Inquisitorial. (MOREIRA, 1958, junta presbiteriana de cooperação em Portugal, p.54-56) O Jansenismo alcançou o Brasil por intermédio de diversos padres e prelados educados em Coimbra. O mais influente dos clérigos, Dom José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho (1742-1821), era parente de Pombal, bem como do principal conselheiro do Primeiro-Ministro na reforma do currículo da Universidade de Coimbra, Dom Francisco de Lemos de Farias Pereira Coutinho (1735-1822). Como Bispo de Olinda (1799-1806), Dom Azeredo Coutinho estabeleceu o Seminário de Olinda (1800), cujo quadro de professores trouxe da sua velha universidade em Portugal (VIEIRA, 2929, P.30). O Jansenismo, afirma o Professor Léonard no seu estudo O Protestantismo Brasileiro, tinha três importantes aspectos que influenciaram o catolicismo brasileiro e prepararam-no para receber amigavelmente os missionários protestantes: pregava austera piedade, amor à Bíblia e independência de Roma. Para Léonard, que escreveu de um ponto de vista protestante, o jansenismo, em vez de ser uma influência desmoralizante, tendia a ser, no Brasil, tão reformista e vivificador como tinha sido na França e em Portugal. Salienta que o movimento religioso em Itu – SP foi um exemplo desse revivamento jansenista. Além disso, continua Léonard, o chamado “Catecismo de Montpellier” de autoria de Charles-Joachim Cólbert, largamente adotado no Brasil, tinha predisposto o clero brasileiro e a população literata ao conceito da leitura diária da Bíblia, assim como a outras ideias neo-protestantes. O metodista Daniel P. Kidder, 1838-1840, notando como o citado catecismo era largamente usado no país, sugeriu que o mesmo fosse adotado, juntamente com a Bíblia, em leitura nas escolas públicas de São Paulo(LÉONARD apud VIEIRA, p.31). Segundo Vieira (p.31), a sugestão de Kidder foi aproveitada pelos editores protestantes do Rio de Janeiro, Eduardo e Henrique Laemmert. Ainda em 1892, os editores Laemmert publicavam o catecismo da Diocese de Montpellier destinado ao “ensino da doutrina cristä aos escolares do Brasil e de Portugal”. É muito interessante notar este sentimento quase ecumênico que existia entre jansenistas e protestantes no Brasil. A antiga literatura e a correspondência protestante claramente exemplificam isso. Um caso que serve de exemplo foi a cordialidade que existiu entre o Padre Antônio Diogo Feijó e o metodista Daniel P. Kidder. As visitas que este fez a Feijó foram vividamente descritas no seu livro Sketches of Residence and Travels in Brazil. É digno de nota que a afinidade que existia entre o Padre Feijó e o missionário metodista foi extensiva a outros protestantes. Em 1836, como Regente do Império, Feijó, que em 1828-29 apoiou o projeto de lei que expulsava do Brasil os frades ultramontanos estrangeiros, deu ordem ao ministro plenipotenciário brasileiro em Londres, o Marquês de Barbacena, para entrar em contato com os Irmãos Morávios e convidá-los a virem para o Brasil a fim de catequizar os índios. “Uma vez mais, deve-se destacar que esta experiência de afinidade entre protestantes, jansenistas e liberais de todos os matizes não era única na América Latina. Incidentes idênticos tiveram lugar em outros países latino americanos. Por exemplo, dois companheiros de Simon Bolívar tornaram-se vice-presidentes da Sociedade Bíblica Americana (ABS) em 1832. Chamavam-se Joaquim Mosquera (1787-1877) e Francisco de Paula Santander (1792-1842), exilados, por um tempo, nos Estados Unidos. Mosquera foi presidente de Nueva Granada (Colômbia), em 1830, e Santander ocupou o mesmo posto de 1832 a 1837. Santander foi vice-presidente da ABS até 1840 e Mosquera, até 1849. Joaquim Mosquera é irmão de Dom Manuel José Mosquera, Arcebispo de Bogotá. Durante o período em que Mosquera e Santander serviram respectivamente como presidente e vice-presidente de Nueva Granada (1832-1837), apesar de vice-presidentes de uma organização notoriamente protestante, ambos continuaram a louvar a Santa Sé, enquanto lutavam pelo direito de padroado da Igreja (VIEIRA, 1929, P.32). Tais contatos amistosos, no entanto, dificilmente ocorreriam entre protestantes e ultramontanos. Cabe aqui lembrarmos das orientações da Igreja. Em agosto de 2000, o Vaticano reafirmou vigorosamente sua oposição ao relativismo religioso. A declaração Dominus Iesus foi preparada pelo Cardeal Ratzinger, líder da Congregação para a Doutrina da Fé. O Papa “ratificou e confirmou essa Declaração, adotada em Sessão Plenária, e ordenou sua publicação”. Em Dominus Iesus, a Igreja Católica tornou claros os limites do diálogo inter-religioso. O Vaticano disse: “Deve, de fato, crer-se firmemente na afirmação de que no mistério de Jesus Cristo, Filho de Deus Encarnado, que é o caminho, a verdade e a vida( Jo 14, 6), dá-se a revelação da plenitude da verdade divina. Seria “contrário à fé católica considerar a Igreja como um caminho de salvação ao lado dos constituídos pelas outras religiões, como se estes fossem complementares à Igreja. As orações e ritos de outras religiões podem assumir um papel de preparação ao Evangelho (…) Não se lhes pode, porém, atribuir a origem divina nem a eficácia salvífica ex opere operato, própria dos sacramentos cristãos. Por outro lado, não se pode ignorar que certos ritos, enquanto dependentes da superstição ou de outros erros […] são mais propriamente um obstáculo à salvação. Verdade que os adeptos das outras religiões podem receber a graça divina, também é verdade que objetivamente se encontram numa situação deficitária, se comparada com a daqueles que na Igreja têm a plenitude dos meios de salvação. Justamente porque crê no plano universal de salvação, a Igreja deve ser missionária”. Continua. #USA #humanismo #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #Históriamoderna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment #Igreja
- O que faz a Igreja Católica para ajudar mães estupradas e seus bebês?
Os muitos exemplos incluem redes internacionais de apoio, casas de acolhimento, acesso a cuidados médicos e psicológicos, reposicionamento profissional… Conheça 3 exemplos concretos no Brasil AIgreja Católica mantém uma vasta rede de obras de ajuda a mães desamparadas, inclusive vítimas de estupro, e, obviamente, aos seus filhos inocentes. Infelizmente, a existência desse trabalho é ignorada pela assim chamada “grande mídia” – que provavelmente não teria dificuldades em investigar e divulgar essas iniciativas caso tivesse real interesse. Os muitos exemplos incluem redes internacionais de apoio, casas de acolhimento para gestantes, acesso a cuidados médicos e psicológicos, reposicionamento profissional, orfanatos para crianças cujos pais não estão presentes por uma grande gama de circunstâncias… Separamos a seguir três exemplos no Brasil e um no Peru, para ficarmos apenas na América do Sul. 1 – Missão Católica Fiat Mihi (Campinas, Brasil) A expressão latina “Fiat mihi” (pronunciada “fíat míki“) significa “Faça-se em mim“. É a primeira parte da frase “Fiat mihi secundum verbum tuum“, ou seja, “Faça-se em mim segundo a tua palavra“, respondida por Nossa Senhora ao Arcanjo Gabriel quando ele veio lhe anunciar que ela conceberia o Filho de Deus. É a frase, portanto, com a qual Maria aceita a vontade de Deus com fé, esperança e amor. Vem daí o nome de um apostolado católico nascido em Campinas, cidade do Estado brasileiro de São Paulo, com foco na cultura da vida e no fortalecimento da família: é a Missão Fiat Mihi, ou, simplesmente, Missão Fiat. Faça-se! O apostolado realiza iniciativas de formação e sensibilização em temas ligados à sacralidade da vida humana e da família, bem como atividades de espiritualidade. E, indo além, também põe os ensinamentos em prática: uma das obras da missão consiste em acolher e amparar gestantes em risco de abortamento, defendendo alternativas que respeitem a vida. Este aspecto tem se tornado, de modo especial, uma das grandes características da Missão Fiat. Ela abrange: Atendimento e acompanhamento Atendimentos a gestantes com risco de abortamento, através de contatos pessoais, telefônicos e/ou por mídias sociais. Acompanhamento nos casos de desistência de aborto, auxiliando, orientando e assistindo a gestante desamparada e/ou em risco social. Aconselhamento e acompanhamento pós-aborto, para mulheres que já praticaram o aborto e que hoje precisam de ajuda emocional e espiritual. O público-alvo deste conjunto de iniciativas são as mulheres grávidas com intenção de abortar e/ou que já abortaram. Casa de acolhida Acolhimento a gestantes, mães e bebês. Acompanhamento médico, psicológico, jurídico, espiritual. Oficinas de artesanato. Campanhas de doações de enxoval, fraldas, alimentos, leite etc. O público-alvo desta iniciativa são mulheres que desistiram do aborto e precisam de amparo e acolhimento. Saiba mais sobre a Missão Fiat no site do apostolado: http://missaofiat.com.br/ Faça um gesto concreto pela vida e ajude financeiramente a Missão Fiat Mihi, acesse: https://apoia.se/sejaumsimavida 2 – Casa Pró-Vida Mãe Imaculada (Paraná, Brasil) A Casa Pró-Vida Mãe Imaculada se dedica a atender mulheres grávidas em risco de aborto, oferecendo-lhes todo suporte, de acordo com a necessidade da mãe (podendo ser material, jurídico, médico e espiritual) e com o objetivo de salvar vidas. Além disso, a Casa também acolhe mulheres que já abortaram e necessitam de cura interior. A Casa oferece ainda educação continua para formar divulgadores da cultura da vida (pró-vidas) e apoio às paróquias e outras instituições que tenham interesse em promover a conscientização da dignidade de toda pessoa humana e dos direitos inalienáveis que esta possui. Site: https://casaprovidami.com.br/ 3 – Casa de Amparo Pró-Vida São Frei Galvão (Baixada Fluminense, Brasil) Maria das Dores Hipólito Pires, mais conhecida como Dóris Hipólito, levava uma vida relativamente confortável como professora de história e geografia. A direção da escola onde ela dava aulas lhe pediu que ajudasse algumas das meninas que estavam sofrendo as consequências devastadoras de terem abortado. Dóris juntou material pró-vida para tentar ajudar aquelas meninas e espalhou o material e a missão entre outros paroquianos. Pouco tempo depois, sentiu a moção interior de promover um rosário público no dia 13 de cada mês, ocasião em que também distribuía folhetos pró-vida. Com o apoio do bispo dom Werner Siebembrok e da Legião de Maria, o pequeno grupo formado por Dóris começou a ajudar, nas periferias e favelas, as mulheres que achavam que não tinham nenhuma alternativa a não ser abortar. Embora o aborto seja ilegal na maioria dos casos no Brasil, existem muitas “clínicas” que os realizam ilegalmente na Baixada Fluminense, uma região com 3 milhões de cidadãos e com muitas carências sociais. Dóris vai até a porta dessas “clínicas” e tenta conversar com essas mães, muitas das quais são dependentes químicas e/ou estão sofrendo intensa pressão de terceiros para abortar. Ela as incentiva a ter os filhos, oferecendo-lhes apoio para continuarem a gravidez e, principalmente, para transformarem as suas vidas. Anos atrás, Dóris deu um passo muito corajoso com o apoio da própria família: largar o emprego e passar a trabalhar em tempo integral por aquelas mulheres desesperadas. Em 2007, ela encontrou uma mulher sem-teto, grávida, com deficiências físicas e mentais, que vivia debaixo de um viaduto. Dóris alugou uma pequena casa para cuidar dela. Não demorou quase nada para que aparecesse na casa uma segunda mulher grávida também esmagada por necessidades extremas. E outra, e mais outra, e mais outra. Dóris então estabeleceu formalmente a Casa de Amparo Pró-Vida. Além de manter um lugar seguro e cheio de carinho para cuidar dessas mulheres e dos seus filhos, Dóris ajudou a montar centros pró-vida em igrejas locais para que as mulheres grávidas contassem com mais assistência. Tanto nestes centros quanto na Casa de Amparo, as mulheres grávidas encontram formação profissional, atendimento médico e um lugar onde trabalhar e viver com dignidade, suprindo as necessidades dos bebês. Muitas das mulheres que Dóris recebeu se tornaram voluntárias neste mesmo trabalho. A filha de uma das mulheres que ela ajudou há vinte anos é hoje voluntária no acolhimento e no cuidado de outras mulheres em situação de grande vulnerabilidade. A pressão política vem aumentando muito no Brasil para que o aborto livre seja legalizado no país. Há grupos ideológicos que trabalham contra a ação pró-vida realizada por Dóris. Ela já recebeu telefonemas ameaçadores, inclusive com ameaças de morte. Uma mulher que foi inspecionar a Casa de Amparo viu as fotos das crianças que foram salvas do aborto e chegou a exclamar: “Esta casa nunca deveria ter existido!”. Dóris e sua família sempre confiaram na Providência Divina para prover as suas necessidades e as de todas as pessoas atendidas na Casa de Amparo. Mesmo com todas as limitações e dificuldades, Dóris já testemunhou o triunfo da vida de milhares de crianças que fazem qualquer sacrifício valer toda a pena. Toda vez que as coisas ficaram particularmente difíceis, ela sempre recitou para si mesma: “Os poderosos podem me mostrar o seu poder, mas os bebês me mostram o paraíso”. Mais informações: https://www.casadagestanteprovida.com/ 4 – Irmãs Missionárias Paroquiais do Menino Jesus de Praga (Peru) O Peru vem lidando há anos com estatísticas chocantes sobre gravidez precoce, e, no começo de 2018, mais um caso extremo voltou a escandalizar e comover a opinião pública no país: uma menina de 9 anos de idade deu à luz uma bebê que, além de sua filha, é também sua irmã. Desde os 6 anos, a menina-mãe de Tacna, cidade localizada no extremo sul do Peru, sofria abusos sexuais perpetrados pelo pai – e acobertados pela mãe. Apesar da fragilidade do seu corpo, das fortes mudanças hormonais que suportou na gestação e do próprio trauma dos abusos padecidos, a menina-mãe de 9 anos amamentava com ternura a sua bebê de três quilos e meio, um fato que chamou a atenção dos médicos responsáveis pela cesárea. A cesárea foi realizada no hospital regional Hipólito Unanue, de Tacna, cidade onde existe um abrigo mantido pela congregação católica das Irmãs Missionárias Paroquiais do Menino Jesus de Praga. Foram as freiras que ofereceram à menina-mãe o cuidado afetivo e psicológico de que ela precisava para lidar com a sua nova realidade. As missionárias dão assistência a mães adolescentes nas cidades de Arequipa, Lima, Tarma e Tacna há quase 100 anos. A sua pastoral tem sido essencial para oferecer soluções ao drama das meninas-mães e o seu trabalho é tão importante e reconhecido que, em 2011, o Congresso Nacional peruano lhes prestou homenagem oficial. O desequilíbrio hormonal que leva à puberdade muito precoce está na base da explicação geral para as gravidezes em idades tão tenras (e difíceis de acreditar) quanto 9 anos de idade. E esses casos, indignantemente, são menos raros do que seria de supor-se: só no Peru, entre 2011 e 2016, foram 8 gravidezes confirmadas em meninas de 9 anos de idade. É possível, porém, que tenha havido outras nunca registradas. O país andino tem estatísticas chocantes sobre maternidade infantil. A cada dia, pelo menos 4 meninas peruanas menores de 15 anos se tornam mães, de acordo com o Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (RENIEC). Só em 2015, esse órgão do governo do país registrou 1.538 casos de mães que tinham entre 11 e 14 anos de idade. De 2011 a 2016, estes foram os números de meninas-mães no Peru: 9 anos de idade: 8 casos 10 anos de idade: 51 casos 11 anos de idade: 182 casos 12 anos de idade: 573 casos 13 anos de idade: 2.323 casos 14 anos de idade: 8.644 casos Total: 11.781 casos Pela idade, significa que absolutamente todas essas 11.781 meninas-mães foram estupradas. Entre as muitas perguntas que se impõem diante desse quadro, uma continua sendo particularmente clamorosa: onde estão os estupradores? A resposta a esta pergunta também faz parte da resposta à verdadeira solução para o drama dos estupros. O aborto não apenas não resolve a raiz do problema: ele “simplifica” a sua perpetuação. Fonte: Aleteia #Aborto
- O que faz a Igreja Católica para ajudar mães estupradas e seus bebês?
Os muitos exemplos incluem redes internacionais de apoio, casas de acolhimento, acesso a cuidados médicos e psicológicos, reposicionamento profissional… Conheça 3 exemplos concretos no Brasil AIgreja Católica mantém uma vasta rede de obras de ajuda a mães desamparadas, inclusive vítimas de estupro, e, obviamente, aos seus filhos inocentes. Infelizmente, a existência desse trabalho é ignorada pela assim chamada “grande mídia” – que provavelmente não teria dificuldades em investigar e divulgar essas iniciativas caso tivesse real interesse. Os muitos exemplos incluem redes internacionais de apoio, casas de acolhimento para gestantes, acesso a cuidados médicos e psicológicos, reposicionamento profissional, orfanatos para crianças cujos pais não estão presentes por uma grande gama de circunstâncias… Separamos a seguir três exemplos no Brasil e um no Peru, para ficarmos apenas na América do Sul. 1 – Missão Católica Fiat Mihi (Campinas, Brasil) A expressão latina “Fiat mihi” (pronunciada “fíat míki“) significa “Faça-se em mim“. É a primeira parte da frase “Fiat mihi secundum verbum tuum“, ou seja, “Faça-se em mim segundo a tua palavra“, respondida por Nossa Senhora ao Arcanjo Gabriel quando ele veio lhe anunciar que ela conceberia o Filho de Deus. É a frase, portanto, com a qual Maria aceita a vontade de Deus com fé, esperança e amor. Vem daí o nome de um apostolado católico nascido em Campinas, cidade do Estado brasileiro de São Paulo, com foco na cultura da vida e no fortalecimento da família: é a Missão Fiat Mihi, ou, simplesmente, Missão Fiat. Faça-se! O apostolado realiza iniciativas de formação e sensibilização em temas ligados à sacralidade da vida humana e da família, bem como atividades de espiritualidade. E, indo além, também põe os ensinamentos em prática: uma das obras da missão consiste em acolher e amparar gestantes em risco de abortamento, defendendo alternativas que respeitem a vida. Este aspecto tem se tornado, de modo especial, uma das grandes características da Missão Fiat. Ela abrange: Atendimento e acompanhamento Atendimentos a gestantes com risco de abortamento, através de contatos pessoais, telefônicos e/ou por mídias sociais. Acompanhamento nos casos de desistência de aborto, auxiliando, orientando e assistindo a gestante desamparada e/ou em risco social. Aconselhamento e acompanhamento pós-aborto, para mulheres que já praticaram o aborto e que hoje precisam de ajuda emocional e espiritual. O público-alvo deste conjunto de iniciativas são as mulheres grávidas com intenção de abortar e/ou que já abortaram. Casa de acolhida Acolhimento a gestantes, mães e bebês. Acompanhamento médico, psicológico, jurídico, espiritual. Oficinas de artesanato. Campanhas de doações de enxoval, fraldas, alimentos, leite etc. O público-alvo desta iniciativa são mulheres que desistiram do aborto e precisam de amparo e acolhimento. Saiba mais sobre a Missão Fiat no site do apostolado: http://missaofiat.com.br/ Faça um gesto concreto pela vida e ajude financeiramente a Missão Fiat Mihi, acesse: https://apoia.se/sejaumsimavida 2 – Casa Pró-Vida Mãe Imaculada (Paraná, Brasil) A Casa Pró-Vida Mãe Imaculada se dedica a atender mulheres grávidas em risco de aborto, oferecendo-lhes todo suporte, de acordo com a necessidade da mãe (podendo ser material, jurídico, médico e espiritual) e com o objetivo de salvar vidas. Além disso, a Casa também acolhe mulheres que já abortaram e necessitam de cura interior. A Casa oferece ainda educação continua para formar divulgadores da cultura da vida (pró-vidas) e apoio às paróquias e outras instituições que tenham interesse em promover a conscientização da dignidade de toda pessoa humana e dos direitos inalienáveis que esta possui. Site: https://casaprovidami.com.br/ 3 – Casa de Amparo Pró-Vida São Frei Galvão (Baixada Fluminense, Brasil) Maria das Dores Hipólito Pires, mais conhecida como Dóris Hipólito, levava uma vida relativamente confortável como professora de história e geografia. A direção da escola onde ela dava aulas lhe pediu que ajudasse algumas das meninas que estavam sofrendo as consequências devastadoras de terem abortado. Dóris juntou material pró-vida para tentar ajudar aquelas meninas e espalhou o material e a missão entre outros paroquianos. Pouco tempo depois, sentiu a moção interior de promover um rosário público no dia 13 de cada mês, ocasião em que também distribuía folhetos pró-vida. Com o apoio do bispo dom Werner Siebembrok e da Legião de Maria, o pequeno grupo formado por Dóris começou a ajudar, nas periferias e favelas, as mulheres que achavam que não tinham nenhuma alternativa a não ser abortar. Embora o aborto seja ilegal na maioria dos casos no Brasil, existem muitas “clínicas” que os realizam ilegalmente na Baixada Fluminense, uma região com 3 milhões de cidadãos e com muitas carências sociais. Dóris vai até a porta dessas “clínicas” e tenta conversar com essas mães, muitas das quais são dependentes químicas e/ou estão sofrendo intensa pressão de terceiros para abortar. Ela as incentiva a ter os filhos, oferecendo-lhes apoio para continuarem a gravidez e, principalmente, para transformarem as suas vidas. Anos atrás, Dóris deu um passo muito corajoso com o apoio da própria família: largar o emprego e passar a trabalhar em tempo integral por aquelas mulheres desesperadas. Em 2007, ela encontrou uma mulher sem-teto, grávida, com deficiências físicas e mentais, que vivia debaixo de um viaduto. Dóris alugou uma pequena casa para cuidar dela. Não demorou quase nada para que aparecesse na casa uma segunda mulher grávida também esmagada por necessidades extremas. E outra, e mais outra, e mais outra. Dóris então estabeleceu formalmente a Casa de Amparo Pró-Vida. Além de manter um lugar seguro e cheio de carinho para cuidar dessas mulheres e dos seus filhos, Dóris ajudou a montar centros pró-vida em igrejas locais para que as mulheres grávidas contassem com mais assistência. Tanto nestes centros quanto na Casa de Amparo, as mulheres grávidas encontram formação profissional, atendimento médico e um lugar onde trabalhar e viver com dignidade, suprindo as necessidades dos bebês. Muitas das mulheres que Dóris recebeu se tornaram voluntárias neste mesmo trabalho. A filha de uma das mulheres que ela ajudou há vinte anos é hoje voluntária no acolhimento e no cuidado de outras mulheres em situação de grande vulnerabilidade. A pressão política vem aumentando muito no Brasil para que o aborto livre seja legalizado no país. Há grupos ideológicos que trabalham contra a ação pró-vida realizada por Dóris. Ela já recebeu telefonemas ameaçadores, inclusive com ameaças de morte. Uma mulher que foi inspecionar a Casa de Amparo viu as fotos das crianças que foram salvas do aborto e chegou a exclamar: “Esta casa nunca deveria ter existido!”. Dóris e sua família sempre confiaram na Providência Divina para prover as suas necessidades e as de todas as pessoas atendidas na Casa de Amparo. Mesmo com todas as limitações e dificuldades, Dóris já testemunhou o triunfo da vida de milhares de crianças que fazem qualquer sacrifício valer toda a pena. Toda vez que as coisas ficaram particularmente difíceis, ela sempre recitou para si mesma: “Os poderosos podem me mostrar o seu poder, mas os bebês me mostram o paraíso”. Mais informações: https://www.casadagestanteprovida.com/ 4 – Irmãs Missionárias Paroquiais do Menino Jesus de Praga (Peru) O Peru vem lidando há anos com estatísticas chocantes sobre gravidez precoce, e, no começo de 2018, mais um caso extremo voltou a escandalizar e comover a opinião pública no país: uma menina de 9 anos de idade deu à luz uma bebê que, além de sua filha, é também sua irmã. Desde os 6 anos, a menina-mãe de Tacna, cidade localizada no extremo sul do Peru, sofria abusos sexuais perpetrados pelo pai – e acobertados pela mãe. Apesar da fragilidade do seu corpo, das fortes mudanças hormonais que suportou na gestação e do próprio trauma dos abusos padecidos, a menina-mãe de 9 anos amamentava com ternura a sua bebê de três quilos e meio, um fato que chamou a atenção dos médicos responsáveis pela cesárea. A cesárea foi realizada no hospital regional Hipólito Unanue, de Tacna, cidade onde existe um abrigo mantido pela congregação católica das Irmãs Missionárias Paroquiais do Menino Jesus de Praga. Foram as freiras que ofereceram à menina-mãe o cuidado afetivo e psicológico de que ela precisava para lidar com a sua nova realidade. As missionárias dão assistência a mães adolescentes nas cidades de Arequipa, Lima, Tarma e Tacna há quase 100 anos. A sua pastoral tem sido essencial para oferecer soluções ao drama das meninas-mães e o seu trabalho é tão importante e reconhecido que, em 2011, o Congresso Nacional peruano lhes prestou homenagem oficial. O desequilíbrio hormonal que leva à puberdade muito precoce está na base da explicação geral para as gravidezes em idades tão tenras (e difíceis de acreditar) quanto 9 anos de idade. E esses casos, indignantemente, são menos raros do que seria de supor-se: só no Peru, entre 2011 e 2016, foram 8 gravidezes confirmadas em meninas de 9 anos de idade. É possível, porém, que tenha havido outras nunca registradas. O país andino tem estatísticas chocantes sobre maternidade infantil. A cada dia, pelo menos 4 meninas peruanas menores de 15 anos se tornam mães, de acordo com o Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (RENIEC). Só em 2015, esse órgão do governo do país registrou 1.538 casos de mães que tinham entre 11 e 14 anos de idade. De 2011 a 2016, estes foram os números de meninas-mães no Peru: 9 anos de idade: 8 casos 10 anos de idade: 51 casos 11 anos de idade: 182 casos 12 anos de idade: 573 casos 13 anos de idade: 2.323 casos 14 anos de idade: 8.644 casos Total: 11.781 casos Pela idade, significa que absolutamente todas essas 11.781 meninas-mães foram estupradas. Entre as muitas perguntas que se impõem diante desse quadro, uma continua sendo particularmente clamorosa: onde estão os estupradores? A resposta a esta pergunta também faz parte da resposta à verdadeira solução para o drama dos estupros. O aborto não apenas não resolve a raiz do problema: ele “simplifica” a sua perpetuação. Fonte: Aleteia #Aborto
- Padre que corrigiu canto da Teologia da Libertação, morre no DF
Faleceu na segunda-feira, 17 de agosto, Padre Ulysses Reis de Carvalho, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Samambaia (DF), que em julho viralizou nas redes sociais ao corrigir um canto litúrgico afirmando que “estamos no reinado de Cristo, não do povo”, conforme afirmava a letra da canção. Em uma nota de falecimento, a Arquidiocese de Brasília informou que o Pe. Ulysses, de 60 anos, estava internado no Hospital Santa Helena, devido a uma infecção nos rins, que piorou no “decorrer dos dias”. Além disso, declarou que o sacerdote “vinha lutado contra um linfoma”. De acordo com a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, o velório do presbítero acontecerá a partir das 17h desta terça-feira, 18 de agosto, na Igreja paroquial. “Devido às exigências sanitárias e de distanciamento social, o número de pessoas será limitado e o tempo de permanência abreviado”, informam. Às 19h desta terça-feira, haverá uma Missa de corpo presente, que será transmitida pelo canal da Paróquia Nossa Senhora Aparecida no Youtube. O sepultamento de Ulysses acontecerá na quarta-feira, 19 de agosto, às 11h30, no cemitério Campo da Esperança, Asa Sul. Será reservado apenas aos familiares do sacerdote. Em 5 de julho, durante Missa celebrada na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e transmitida pelo canal de Youtube, Pe. Ulysses corrigiu a letra do canto de entrada, “Quando o dia da paz renascer”, o qual dizia “…Vai ser tão bonito se ouvir a canção cantada, de novo; No olhar da gente a certeza do irmão; Reinado, do povo”. Ao final da canção, Pe. Ulysses indicou: “Estamos no reinado de Cristo, não do reinado do povo, porque o povo só faz bobagem”. Relembre o ocorrido: Em seguida, o sacerdote observou que, “se prestarem atenção nessa música, ela não fala o nome de Jesus, de Cristo, de Deus, nenhuma vez. É o que a gente chama de um hino humanista, não um hino cristão, muito menos católico”. Fonte: ACI Digital
- Padre que corrigiu canto da Teologia da Libertação, morre no DF
Faleceu na segunda-feira, 17 de agosto, Padre Ulysses Reis de Carvalho, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Samambaia (DF), que em julho viralizou nas redes sociais ao corrigir um canto litúrgico afirmando que “estamos no reinado de Cristo, não do povo”, conforme afirmava a letra da canção. Em uma nota de falecimento, a Arquidiocese de Brasília informou que o Pe. Ulysses, de 60 anos, estava internado no Hospital Santa Helena, devido a uma infecção nos rins, que piorou no “decorrer dos dias”. Além disso, declarou que o sacerdote “vinha lutado contra um linfoma”. De acordo com a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, o velório do presbítero acontecerá a partir das 17h desta terça-feira, 18 de agosto, na Igreja paroquial. “Devido às exigências sanitárias e de distanciamento social, o número de pessoas será limitado e o tempo de permanência abreviado”, informam. Às 19h desta terça-feira, haverá uma Missa de corpo presente, que será transmitida pelo canal da Paróquia Nossa Senhora Aparecida no Youtube. O sepultamento de Ulysses acontecerá na quarta-feira, 19 de agosto, às 11h30, no cemitério Campo da Esperança, Asa Sul. Será reservado apenas aos familiares do sacerdote. Em 5 de julho, durante Missa celebrada na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e transmitida pelo canal de Youtube, Pe. Ulysses corrigiu a letra do canto de entrada, “Quando o dia da paz renascer”, o qual dizia “…Vai ser tão bonito se ouvir a canção cantada, de novo; No olhar da gente a certeza do irmão; Reinado, do povo”. Ao final da canção, Pe. Ulysses indicou: “Estamos no reinado de Cristo, não do reinado do povo, porque o povo só faz bobagem”. Relembre o ocorrido: Em seguida, o sacerdote observou que, “se prestarem atenção nessa música, ela não fala o nome de Jesus, de Cristo, de Deus, nenhuma vez. É o que a gente chama de um hino humanista, não um hino cristão, muito menos católico”. Fonte: ACI Digital
- O Aborto é o novo culto ao demônio, denuncia padre
Pe. Hugo Valdemar, cônego penitenciário da Arquidiocese Primaz do México, denunciou recentemente que “o aborto é o novo culto ao demônio Moloch”, uma divindade pagã dos tempos bíblicos para a qual se sacrificavam crianças. Em sua coluna intitulada “O aborto e Satanás”, publicada em 17 de agosto, no jornal mexicano ContraRéplica, Pe. Valdemar lembrou que “Jesus, no evangelho, sempre se referiu a Satanás não como um símbolo do mal, mas como um ser pessoal, de natureza espiritual, que busca perder os homens, afastando-os de Deus e fazendo-os instrumentos do seu mal no mundo”. “Jesus define o demônio da seguinte forma: ‘O mentiroso e homicida desde sempre’”, disse, e sublinhou que “desta revelação fica claro que o autor do monstruoso crime do aborto é Satanás, porque através dele mente e mata”. “Mente defendendo falsos direitos como a liberdade da mulher sobre suas decisões e sobre seu próprio corpo, sendo que a criatura que se forma no corpo de sua mãe é totalmente diferente dela, embora esteja alojada em seu ventre e dependa dela para viver”. Além disso, destacou, “ninguém tem o direito de decidir sobre a vida de outra pessoa, especialmente se for totalmente indefeso e inocente; não há diferença entre assassinar um ser humano em gestação e outro recém-nascido”. Pe. Valdemar, que durante 15 anos foi Diretor de Comunicações da Arquidiocese do México, durante o governo pastoral do Cardeal Norberto Rivera, destacou que “Moloch, nos tempos bíblicos, foi um deus dos fenícios ou cananeus, consideravam-no o símbolo do fogo purificador que por sua vez significava o espírito. Acreditavam que devido a uma catástrofe no início dos tempos, aquele espírito havia se tornado escuridão ao se tornar matéria”. “O homem era a encarnação de tal tragédia e para se redimir desse pecado era necessário oferecer sacrifícios a Moloch, sacrificando bebês, porque são considerados os mais impregnados de matéria”, explicou. “Este demônio era representado por uma gigantesca estátua de bronze com uma fornalha em seu ventre onde as mães jogavam seus filhos que Moloch esperava de braços abertos e devorava suas vítimas com fogo. Para ocultar o grito das crianças, os sacerdotes do demônio tocavam trombetas e tambores para dissimular o horror”, acrescentou. O sacerdote mexicano assinalou que, embora “uma cena semelhante causasse calafrios até chegarem os abortistas, esse horror dos cananeus condenado por Deus como um ato abominável, é insignificante comparado com os cinquenta milhões de bebês inocentes que são assassinados todos os anos no mundo, no ventre de suas próprias mães”. “A aberração do aborto hoje não poderia ser mais clara: a criança que deveria ser esperada pela mãe com um amor sem limites é imolada não na fornalha ardente de Moloch, mas em um quarto frio de hospital. O médico, cuja missão é salvar vidas, torna-se o cruel carrasco, o sacerdote do demônio. O Estado, que deveria garantir o primeiro dos direitos, que é o da vida e castigar os assassinos dos inocentes, nega o direito a viver e autoriza a matar impunemente”. Para o Pe. Valdemar “o aborto é o novo culto ao demônio Moloch, sua prática é tão cruel hoje quanto no passado, tão desumana e irracional como naqueles tempos bárbaros”. “Não tenhamos dúvidas, Deus nos pedirá para explicar tanto horror, tanta perversidade e tanto sangue inocente derramado que clama por vingança ao céu”, concluiu. Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz. ACI Digital #Aborto
- O Aborto é o novo culto ao demônio, denuncia padre
Pe. Hugo Valdemar, cônego penitenciário da Arquidiocese Primaz do México, denunciou recentemente que “o aborto é o novo culto ao demônio Moloch”, uma divindade pagã dos tempos bíblicos para a qual se sacrificavam crianças. Em sua coluna intitulada “O aborto e Satanás”, publicada em 17 de agosto, no jornal mexicano ContraRéplica, Pe. Valdemar lembrou que “Jesus, no evangelho, sempre se referiu a Satanás não como um símbolo do mal, mas como um ser pessoal, de natureza espiritual, que busca perder os homens, afastando-os de Deus e fazendo-os instrumentos do seu mal no mundo”. “Jesus define o demônio da seguinte forma: ‘O mentiroso e homicida desde sempre’”, disse, e sublinhou que “desta revelação fica claro que o autor do monstruoso crime do aborto é Satanás, porque através dele mente e mata”. “Mente defendendo falsos direitos como a liberdade da mulher sobre suas decisões e sobre seu próprio corpo, sendo que a criatura que se forma no corpo de sua mãe é totalmente diferente dela, embora esteja alojada em seu ventre e dependa dela para viver”. Além disso, destacou, “ninguém tem o direito de decidir sobre a vida de outra pessoa, especialmente se for totalmente indefeso e inocente; não há diferença entre assassinar um ser humano em gestação e outro recém-nascido”. Pe. Valdemar, que durante 15 anos foi Diretor de Comunicações da Arquidiocese do México, durante o governo pastoral do Cardeal Norberto Rivera, destacou que “Moloch, nos tempos bíblicos, foi um deus dos fenícios ou cananeus, consideravam-no o símbolo do fogo purificador que por sua vez significava o espírito. Acreditavam que devido a uma catástrofe no início dos tempos, aquele espírito havia se tornado escuridão ao se tornar matéria”. “O homem era a encarnação de tal tragédia e para se redimir desse pecado era necessário oferecer sacrifícios a Moloch, sacrificando bebês, porque são considerados os mais impregnados de matéria”, explicou. “Este demônio era representado por uma gigantesca estátua de bronze com uma fornalha em seu ventre onde as mães jogavam seus filhos que Moloch esperava de braços abertos e devorava suas vítimas com fogo. Para ocultar o grito das crianças, os sacerdotes do demônio tocavam trombetas e tambores para dissimular o horror”, acrescentou. O sacerdote mexicano assinalou que, embora “uma cena semelhante causasse calafrios até chegarem os abortistas, esse horror dos cananeus condenado por Deus como um ato abominável, é insignificante comparado com os cinquenta milhões de bebês inocentes que são assassinados todos os anos no mundo, no ventre de suas próprias mães”. “A aberração do aborto hoje não poderia ser mais clara: a criança que deveria ser esperada pela mãe com um amor sem limites é imolada não na fornalha ardente de Moloch, mas em um quarto frio de hospital. O médico, cuja missão é salvar vidas, torna-se o cruel carrasco, o sacerdote do demônio. O Estado, que deveria garantir o primeiro dos direitos, que é o da vida e castigar os assassinos dos inocentes, nega o direito a viver e autoriza a matar impunemente”. Para o Pe. Valdemar “o aborto é o novo culto ao demônio Moloch, sua prática é tão cruel hoje quanto no passado, tão desumana e irracional como naqueles tempos bárbaros”. “Não tenhamos dúvidas, Deus nos pedirá para explicar tanto horror, tanta perversidade e tanto sangue inocente derramado que clama por vingança ao céu”, concluiu. Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz. ACI Digital #Aborto
- O MAIOR ADVERSÁRIO ATUAL DO CRISTIANISMO É A REJEIÇÃO DA ENCARNAÇÃO DE CRISTO
[Trechos da homilia de Dom Hervé Courau na festa da Assunção. Além de abade beneditino do Mosteiro de Nossa Senhora de Triors, nos pés dos Alpes franceses, Dom Hervé é também musicólogo gregoriano]. A vida eterna é o grande dom que recebemos das mãos de Deus; um dom e não uma dívida, uma graça a ser buscada com humilde respeito. No entanto, por meio de uma estranha inversão de valores, esse desejo de eternidade parece estranhamente ausente ao nosso redor. O homem, com efeito, parece satisfeito com a sua sorte, convencido de que tudo está bem do jeito que está. O que fazer, então, com o outro mundo? A falta de transcendência não parece incomodar nem um pouco a mentalidade atual. Diante de nossos olhos, o universo muçulmano agora parece o único interessado nas coisas do além, embora a ideia que o Islã tem do céu seja muito caricatura e estreita, sem dimensão sobrenatural. Seja como for, o homem que acredita ser tão livre despreza, no mesmo movimento, tanto o passado como o futuro eterno, desperdiçando assim o presente. O maior adversário atual do Cristianismo não é tanto o ateísmo, mas sobretudo a recusa da Encarnação: porque se Deus se encarnou em Maria, e veio até nós, foi para nos abrir o céu e suas inefáveis perspectivas. “Nada é mais importante para um homem do que o seu estado atual, assim como nada é mais temível, para ele, do que a eternidade… É uma coisa monstruosa ver, no mesmo coração e ao mesmo tempo, essa sensibilidade para as menores coisas e essa estranha insensibilidade para as maiores.” (Pascal, Pensamentos) A noite se aproxima e o dia já termina: com este livro, publicado no ano passado, o cardeal Sarah despertou as nossas consciências. A partir de então, essa curiosa e misteriosa pandemia corroborou suas intuições. Um manto de angústia se impôs sobre nós, pois um simples vírus foi suficiente para nos mostrar como nossa vida é frágil e a morte não está tão distante assim. A questão da vida eterna não pode deixar de surgir, observou ele, quando somos informados, todos os dias, sobre um grande número de contágios e mortes. Esta sociedade autoconfiante não pode mais esconder o fato de que somos mortais, embora fiquemos tão pouco à vontade para falar sobre isso. No entanto, Maria interfere na provação, que não é nem uma armadilha nem um beco sem saída. O Padre Lethel, um grande carmelita, viu em seus 17 dias de hospital seu maior ato de caridade sacerdotal. Uma criança, que morreu de Covid, disse com a sabedoria da fé: “Mamãe, todos rezam pela minha recuperação. É preciso pedir coisas importantes, como a vida eterna”. A morte ronda. E continuamos a dançar na borda do vulcão que procuramos negar. https://www.lesalonbeige.fr/le-plus-grand-adversaire-actuel-du-christianisme-nest-pas-tant-latheisme-que-le-refus-de-lincarnation/
- “Fizemos todo possível para preservar as duas vidas” afirma Bispo da menina de 10 anos
Dom Paulo Bosi Dal’Bó, bispo da diocese de São Mateus – ES, cidade natal da menina de 10 anos que passou pelo procedimento do aborto neste domingo, emitiu uma nota comentando o grave ocorrido. “Fizemos todos os esforços necessários para auxiliar da melhor forma possível e encontrar uma solução na qual se preservasse as duas vidas!” Leia sua nota na íntegra: São Mateus-ES, 17 de agosto de 2020 “Escolhe, pois, a vida.” (Dt 30,19) Prezados presbíteros, diáconos, religiosos(as) e todo povo santo de Deus, Que o Espírito Santo de Deus brilhe em vossos corações e vos conceda os seus dons, para discernir sempre a mensagem do Evangelho e que ela vos traga saúde e paz! Diante dos fatos acontecidos na cidade de São Mateus, estado do Espírito Santo, com grande repercussão nacional, onde uma menina de 10 anos vinha sendo violentada sexualmente, há alguns anos, resultando numa gravidez; diante dos diversos posicionamentos que tem gerado a possibilidade do aborto; e ainda, diante da confusão de pensamentos ou julgamentos de alguns cristãos favoráveis ao aborto, como Pastor desta Igreja Particular de São Mateus-ES, “devo pregar e ensinar ao povo a fé e ainda estar vigilante para afastar os erros que ameaçam a fé” (Vaticano II, Constituição Lumen Gentium, n.25). Quero lhes dirigir através desta nota, umas palavras orientadoras e firmes, que ajudem cada um a discernir com clareza a voz do Espírito, através dos representantes do Senhor Jesus. Leia também: Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos Minha tarefa, como defensor da vida, é orientá-los sobre a Doutrina da Igreja e de seu Magistério a respeito. De acordo com o Magistério da Igreja, segundo a moral católica, a defesa da vida humana desde sua concepção é um princípio imprescindível. Estas palavras do Papa Francisco, ilustram claramente o que desejo lhes dizer: “É necessário reiterar a mais firme oposição a qualquer atentado direto contra a vida, de modo especial a inocente e indefesa, e o nascituro no ventre materno é o inocente por excelência” (Discurso à plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina, em 28/02/14). E ainda nas palavras do Papa Emérito Bento XVI: “O aborto nunca pode ser justificado, por mais difíceis que sejam as circunstâncias, que levam a alguém a considerar uma medida tão grave” (No Vaticano, em 19/11/07). Diz ainda o Magistério da Igreja: “A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum vitae, 1, 1). “Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei” (Jr 1, 5). “Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da Terra” (Sl 139, 15). No que se refere ao aborto provocado em algumas situações difíceis e complexas, é válido o ensinamento claro e preciso do Papa São João Paulo II: “É verdade que, muitas vezes, a opção de abortar reveste para a mãe um caráter dramático e doloroso: a decisão de se desfazer do fruto concebido não é tomada por razões puramente egoístas ou de comodidade, mas porque se quereriam salvaguardar alguns bens importantes como a própria saúde ou um nível de vida digno para os outros membros da família. Às vezes, temem-se para o nascituro condições de existência tais que levam a pensar que seria melhor para ele não nascer. Mas estas e outras razões semelhantes, por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente” ( Evangelium vitae, 58). Leia também: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” A proteção da vida humana, desde a concepção, não exclui de forma alguma uma atitude de compaixão, misericórdia e proteção para com o drama da criança estuprada. Mas humanamente falando, não se repara um mal com outro mal. O inocente não pode receber pena maior do que o culpado, ou seja, não pode de forma alguma receber alguma pena. Assim, pois, meus queridos irmãos e irmãs, minha palavra hoje é que deveis lembrar ao nosso povo que “o direito à vida de cada ser humano inocente, nascido ou não nascido e que se aplica a todas as pessoas sem nenhuma exceção”, como falou ainda o Papa Emérito Bento XVI aos bispos de Quênia, na África, presentes no Vaticano para a Visita ad limina. Aproveito a oportunidade para informar a todos que a Diocese de São Mateus, através de seu representante canonicamente legal, não se omitiu diante do fato: Desde que tomamos conhecimento do caso, para não expor ainda mais a criança e sua família, fizemos todos os esforços necessários, através de vias legais, para tentar auxiliar da melhor forma possível e encontrar uma solução na qual se preservasse as duas vidas. Uma equipe de profissionais (dos Estados de São Paulo e Espírito Santo) após uma frutuosa reunião com o bispo e com um padre, (professor de Teologia Moral), protocolou junto ao Fórum do município um ofício no qual ofereceu-se uma estrutura hospitalar e de assistência social, capaz de responder com profissionalismo, ética e humanismo às necessidades do caso específico. A família da gestante foi visitada pessoalmente a fim de ser informada de todas as possibilidades de ajuda tão necessárias no momento. Muito triste e lamentável, enquanto preparo-me para soltar esta nota, recebo a notícia que o aborto já foi realizado. Porque tudo tão rápido e sem as devidas explicações? Comungo plenamente com Dom Ricardo Hoepers (Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB), em nota: “Por que não foi permitido esse bebê viver? Que erro ele cometeu? Qual foi seu crime? Por que uma condenação tão rápida, sem um processo justo e fora da legalidade? Por que o desprezo a tantas outras possibilidades de possíveis soluções em prol da vida? Foram muitos os envolvidos, mas o silêncio e omissão dos órgãos institucionais que têm a prerrogativa de defender a vida, se entregaram às manobras de quem defende a morte de inocentes. Por quê?… Por que o bebê não pôde viver? Por que foi sentenciado à morte, mesmo sendo inocente, e tendo todas as condições para vir à vida com os devidos cuidados e com o apoio técnico profissional à disposição? Por que optaram pela morte e não pela vida, desrespeitando a lei, pois se tratava de um bebê de 22 semanas?” Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto O útero da Vigem Mãe e o Coração de Deus sangram neste momento, assim como está sangrando o meu coração e os de tantos outros defensores da vida. Unamo-nos em oração e peçamos ao Espírito Santo que nos ilumine, assim como também a todos os que têm responsabilidades pela vida neste momento. Lutemos para que todos tenham vida. Rezemos “por todas as crianças que gostariam de nascer, brincar, chorar e viver, mas, foram assassinadas antes de nascer! Chega de violência! Não ao aborto! Escolhe, pois, a vida (Dt 30,19)”. Fraternalmente! + Dom Paulo Bosi Dal’Bó Bispo da Diocese de São Mateus-ES Leia também: Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos
- “Fizemos todo possível para preservar as duas vidas” afirma Bispo da menina de 10 anos
Dom Paulo Bosi Dal’Bó, bispo da diocese de São Mateus – ES, cidade natal da menina de 10 anos que passou pelo procedimento do aborto neste domingo, emitiu uma nota comentando o grave ocorrido. “Fizemos todos os esforços necessários para auxiliar da melhor forma possível e encontrar uma solução na qual se preservasse as duas vidas!” Leia sua nota na íntegra: São Mateus-ES, 17 de agosto de 2020 “Escolhe, pois, a vida.” (Dt 30,19) Prezados presbíteros, diáconos, religiosos(as) e todo povo santo de Deus, Que o Espírito Santo de Deus brilhe em vossos corações e vos conceda os seus dons, para discernir sempre a mensagem do Evangelho e que ela vos traga saúde e paz! Diante dos fatos acontecidos na cidade de São Mateus, estado do Espírito Santo, com grande repercussão nacional, onde uma menina de 10 anos vinha sendo violentada sexualmente, há alguns anos, resultando numa gravidez; diante dos diversos posicionamentos que tem gerado a possibilidade do aborto; e ainda, diante da confusão de pensamentos ou julgamentos de alguns cristãos favoráveis ao aborto, como Pastor desta Igreja Particular de São Mateus-ES, “devo pregar e ensinar ao povo a fé e ainda estar vigilante para afastar os erros que ameaçam a fé” (Vaticano II, Constituição Lumen Gentium, n.25). Quero lhes dirigir através desta nota, umas palavras orientadoras e firmes, que ajudem cada um a discernir com clareza a voz do Espírito, através dos representantes do Senhor Jesus. Leia também: Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos Minha tarefa, como defensor da vida, é orientá-los sobre a Doutrina da Igreja e de seu Magistério a respeito. De acordo com o Magistério da Igreja, segundo a moral católica, a defesa da vida humana desde sua concepção é um princípio imprescindível. Estas palavras do Papa Francisco, ilustram claramente o que desejo lhes dizer: “É necessário reiterar a mais firme oposição a qualquer atentado direto contra a vida, de modo especial a inocente e indefesa, e o nascituro no ventre materno é o inocente por excelência” (Discurso à plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina, em 28/02/14). E ainda nas palavras do Papa Emérito Bento XVI: “O aborto nunca pode ser justificado, por mais difíceis que sejam as circunstâncias, que levam a alguém a considerar uma medida tão grave” (No Vaticano, em 19/11/07). Diz ainda o Magistério da Igreja: “A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum vitae, 1, 1). “Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei” (Jr 1, 5). “Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da Terra” (Sl 139, 15). No que se refere ao aborto provocado em algumas situações difíceis e complexas, é válido o ensinamento claro e preciso do Papa São João Paulo II: “É verdade que, muitas vezes, a opção de abortar reveste para a mãe um caráter dramático e doloroso: a decisão de se desfazer do fruto concebido não é tomada por razões puramente egoístas ou de comodidade, mas porque se quereriam salvaguardar alguns bens importantes como a própria saúde ou um nível de vida digno para os outros membros da família. Às vezes, temem-se para o nascituro condições de existência tais que levam a pensar que seria melhor para ele não nascer. Mas estas e outras razões semelhantes, por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente” ( Evangelium vitae, 58). Leia também: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” A proteção da vida humana, desde a concepção, não exclui de forma alguma uma atitude de compaixão, misericórdia e proteção para com o drama da criança estuprada. Mas humanamente falando, não se repara um mal com outro mal. O inocente não pode receber pena maior do que o culpado, ou seja, não pode de forma alguma receber alguma pena. Assim, pois, meus queridos irmãos e irmãs, minha palavra hoje é que deveis lembrar ao nosso povo que “o direito à vida de cada ser humano inocente, nascido ou não nascido e que se aplica a todas as pessoas sem nenhuma exceção”, como falou ainda o Papa Emérito Bento XVI aos bispos de Quênia, na África, presentes no Vaticano para a Visita ad limina. Aproveito a oportunidade para informar a todos que a Diocese de São Mateus, através de seu representante canonicamente legal, não se omitiu diante do fato: Desde que tomamos conhecimento do caso, para não expor ainda mais a criança e sua família, fizemos todos os esforços necessários, através de vias legais, para tentar auxiliar da melhor forma possível e encontrar uma solução na qual se preservasse as duas vidas. Uma equipe de profissionais (dos Estados de São Paulo e Espírito Santo) após uma frutuosa reunião com o bispo e com um padre, (professor de Teologia Moral), protocolou junto ao Fórum do município um ofício no qual ofereceu-se uma estrutura hospitalar e de assistência social, capaz de responder com profissionalismo, ética e humanismo às necessidades do caso específico. A família da gestante foi visitada pessoalmente a fim de ser informada de todas as possibilidades de ajuda tão necessárias no momento. Muito triste e lamentável, enquanto preparo-me para soltar esta nota, recebo a notícia que o aborto já foi realizado. Porque tudo tão rápido e sem as devidas explicações? Comungo plenamente com Dom Ricardo Hoepers (Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB), em nota: “Por que não foi permitido esse bebê viver? Que erro ele cometeu? Qual foi seu crime? Por que uma condenação tão rápida, sem um processo justo e fora da legalidade? Por que o desprezo a tantas outras possibilidades de possíveis soluções em prol da vida? Foram muitos os envolvidos, mas o silêncio e omissão dos órgãos institucionais que têm a prerrogativa de defender a vida, se entregaram às manobras de quem defende a morte de inocentes. Por quê?… Por que o bebê não pôde viver? Por que foi sentenciado à morte, mesmo sendo inocente, e tendo todas as condições para vir à vida com os devidos cuidados e com o apoio técnico profissional à disposição? Por que optaram pela morte e não pela vida, desrespeitando a lei, pois se tratava de um bebê de 22 semanas?” Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto O útero da Vigem Mãe e o Coração de Deus sangram neste momento, assim como está sangrando o meu coração e os de tantos outros defensores da vida. Unamo-nos em oração e peçamos ao Espírito Santo que nos ilumine, assim como também a todos os que têm responsabilidades pela vida neste momento. Lutemos para que todos tenham vida. Rezemos “por todas as crianças que gostariam de nascer, brincar, chorar e viver, mas, foram assassinadas antes de nascer! Chega de violência! Não ao aborto! Escolhe, pois, a vida (Dt 30,19)”. Fraternalmente! + Dom Paulo Bosi Dal’Bó Bispo da Diocese de São Mateus-ES Leia também: Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos
- Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos
Pe José Eduardo, da diocese de Osasco – SP, teceu uma análise na qual percorre ponto a ponto a técnica utilizada pelos abortistas no caso da menina de 10 anos. Leia abaixo: Por Padre José Eduardo Tenho acompanhado o caso da menina de dez anos que foi violada por um parente e teve uma gravidez como resultado da violência sexual. A absurdidade da situação causa em todos nós uma justificada comoção, a qual pode, porém, ser usada de modo a obscurecer uma análise atenta e racional dos fatos. Gostaria de chamar a atenção para alguns detalhes: 1. O movimento que visa a expansão da prática do aborto adota como técnica retórica a sistemática invisibilização do bebê. E a razão disso foi explicitamente declarada pela então presidente das “Catholics for Choice”, Frances Kissling, na entrevista que concedeu a Rebecca Sharpless em 2002, Washington DC: “Quando você contrapõe um feto contra uma mulher, a mulher perde. Você sabe disso. Bebês contra mulheres, os bebês vencem”. 2. Ora, no caso concreto deste fim de semana, todo o noticiamento silenciou cuidadosamente o fato de que o bebê estava com 23 semanas de gestação, ou seja, quase seis meses. Tratava-se de um bebê já formado. 3. O objetivo deste silenciamento era: – fazer o aborto acontecer às pressas, através de uma autorização judicial, para conseguir-se um precedente; – manter a opinião pública imobilizada ou confusa, concentrando todas as atenções sobre a violência sexual, fazendo apelo aos sentimentos de revolta da população; – amordaçar todos os pró-vidas como fanáticos, fundamentalistas, obscurantistas que querem apenas salvar a vida de um bebê, a despeito da vida da mãe. 4. A força desta retórica está na invisibilização do bebê, mas também na mentalidade utilitarista que se conseguiu incutir na mente das pessoas, que pensam mais ou menos assim: “como uma criança vai gestar uma criança?, e esta menina, não vai para a escola?, quem vai cuidar do bebê?” – São questões importantes, mas cuja solução ética é também exigente. Em outras palavras, todos nós temos muitos problemas que, por exemplo, se revolveriam com a eliminação de uma pessoa, mas esta não é a solução verdadeira, pois não se pode atropelar uma vida humana. Aqui, a afirmação de um aspecto (a vida do bebê) não equivale à negação do outro (a vida da mãe). Trata-se de um falso dilema. A verdadeira solução ética consistiria em salvar as duas vidas e fazer tudo que fosse humanamente possível para tornar as duas viáveis, coisa que é muito mais exigente e que demanda muito mais atenção. Leia também: Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos 5. Do ponto de vista da justiça, a invisibilização do bebê constitui uma gravíssima iniquidade. Qualquer pessoa minimamente lúcida sabe que é errado condenar um inocente a qualquer pena (num estado democrático, existe não apenas a presunção de inocência quanto o direito à ampla defesa). Quando falamos sobre a “pena de morte”, então, a questão se torna imensamente mais delicada. Ora, quem não conseguirá perceber o absurdo horror que consiste em condenar um bebê inocente à pena de morte, sem que ele tenha feito nada de errado e sem possibilidade alguma de defesa? Será que alguém é incapaz de perceber o quanto isso é injusto? O verdadeiro culpado, o estuprador, deve ser duramente punido (se já não o foi), bem como os responsáveis pela criança (vale dizer, pelas duas crianças). 6. Parece que o processo de aborto já foi iniciado com uma injeção de cloreto de potássio no coração do bebê (ao menos foi o que li na internet). A gestante corre riscos com o procedimento e, além do trauma da violência sexual e do aborto, pode ter sequelas graves em seu próprio corpo. Em outras palavras, em benefício do aborto, invibiliza-se não apenas o bebê, mas também os próprios malefícios do aborto na vida da mulher. Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto 7. Por fim, nós precisamos zelar pela nossa própria mente, pois desgraçadamente há todo um sistema de educação projetado para formar pessoas passivas à cultura da morte. Temos de vigiar sobre os nossos pensamentos, sentimentos, palavras, ações e omissões. As fundações interessadas em promover o aborto amam explorar casos de comoção pública não apenas para avançar em sua agenda de ampliação do aborto, mas também para nos encurralar psicologicamente, para nos fazer trair nossas convicções através de sentimentos contraditórios, para derrubar as nossas resistências intelectuais. Tenha muito cuidado. Uma análise sincera e atenta da situação pode facilmente mostrar que, numa drama de tão grandes proporções, nenhuma solução é realmente isenta de dores, mas existe sempre um caminho mais justo e mais humano com todas as vidas em questão. Em todo caso, rezemos por esta mãe, por este bebê, pelos pais e por todos, rezemos pedindo perdão a Deus por este grave e irreparável dano feito a uma vida inocente. Que Deus tenha misericórdia de nós todos e nos ajude a combater a violência sexual, o aborto e todas as injustiças decorrentes disso tudo. Leia também: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” #Aborto #PadreJoséEduardo
- Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos
Pe José Eduardo, da diocese de Osasco – SP, teceu uma análise na qual percorre ponto a ponto a técnica utilizada pelos abortistas no caso da menina de 10 anos. Leia abaixo: Por Padre José Eduardo Tenho acompanhado o caso da menina de dez anos que foi violada por um parente e teve uma gravidez como resultado da violência sexual. A absurdidade da situação causa em todos nós uma justificada comoção, a qual pode, porém, ser usada de modo a obscurecer uma análise atenta e racional dos fatos. Gostaria de chamar a atenção para alguns detalhes: 1. O movimento que visa a expansão da prática do aborto adota como técnica retórica a sistemática invisibilização do bebê. E a razão disso foi explicitamente declarada pela então presidente das “Catholics for Choice”, Frances Kissling, na entrevista que concedeu a Rebecca Sharpless em 2002, Washington DC: “Quando você contrapõe um feto contra uma mulher, a mulher perde. Você sabe disso. Bebês contra mulheres, os bebês vencem”. 2. Ora, no caso concreto deste fim de semana, todo o noticiamento silenciou cuidadosamente o fato de que o bebê estava com 23 semanas de gestação, ou seja, quase seis meses. Tratava-se de um bebê já formado. 3. O objetivo deste silenciamento era: – fazer o aborto acontecer às pressas, através de uma autorização judicial, para conseguir-se um precedente; – manter a opinião pública imobilizada ou confusa, concentrando todas as atenções sobre a violência sexual, fazendo apelo aos sentimentos de revolta da população; – amordaçar todos os pró-vidas como fanáticos, fundamentalistas, obscurantistas que querem apenas salvar a vida de um bebê, a despeito da vida da mãe. 4. A força desta retórica está na invisibilização do bebê, mas também na mentalidade utilitarista que se conseguiu incutir na mente das pessoas, que pensam mais ou menos assim: “como uma criança vai gestar uma criança?, e esta menina, não vai para a escola?, quem vai cuidar do bebê?” – São questões importantes, mas cuja solução ética é também exigente. Em outras palavras, todos nós temos muitos problemas que, por exemplo, se revolveriam com a eliminação de uma pessoa, mas esta não é a solução verdadeira, pois não se pode atropelar uma vida humana. Aqui, a afirmação de um aspecto (a vida do bebê) não equivale à negação do outro (a vida da mãe). Trata-se de um falso dilema. A verdadeira solução ética consistiria em salvar as duas vidas e fazer tudo que fosse humanamente possível para tornar as duas viáveis, coisa que é muito mais exigente e que demanda muito mais atenção. Leia também: Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos 5. Do ponto de vista da justiça, a invisibilização do bebê constitui uma gravíssima iniquidade. Qualquer pessoa minimamente lúcida sabe que é errado condenar um inocente a qualquer pena (num estado democrático, existe não apenas a presunção de inocência quanto o direito à ampla defesa). Quando falamos sobre a “pena de morte”, então, a questão se torna imensamente mais delicada. Ora, quem não conseguirá perceber o absurdo horror que consiste em condenar um bebê inocente à pena de morte, sem que ele tenha feito nada de errado e sem possibilidade alguma de defesa? Será que alguém é incapaz de perceber o quanto isso é injusto? O verdadeiro culpado, o estuprador, deve ser duramente punido (se já não o foi), bem como os responsáveis pela criança (vale dizer, pelas duas crianças). 6. Parece que o processo de aborto já foi iniciado com uma injeção de cloreto de potássio no coração do bebê (ao menos foi o que li na internet). A gestante corre riscos com o procedimento e, além do trauma da violência sexual e do aborto, pode ter sequelas graves em seu próprio corpo. Em outras palavras, em benefício do aborto, invibiliza-se não apenas o bebê, mas também os próprios malefícios do aborto na vida da mulher. Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto 7. Por fim, nós precisamos zelar pela nossa própria mente, pois desgraçadamente há todo um sistema de educação projetado para formar pessoas passivas à cultura da morte. Temos de vigiar sobre os nossos pensamentos, sentimentos, palavras, ações e omissões. As fundações interessadas em promover o aborto amam explorar casos de comoção pública não apenas para avançar em sua agenda de ampliação do aborto, mas também para nos encurralar psicologicamente, para nos fazer trair nossas convicções através de sentimentos contraditórios, para derrubar as nossas resistências intelectuais. Tenha muito cuidado. Uma análise sincera e atenta da situação pode facilmente mostrar que, numa drama de tão grandes proporções, nenhuma solução é realmente isenta de dores, mas existe sempre um caminho mais justo e mais humano com todas as vidas em questão. Em todo caso, rezemos por esta mãe, por este bebê, pelos pais e por todos, rezemos pedindo perdão a Deus por este grave e irreparável dano feito a uma vida inocente. Que Deus tenha misericórdia de nós todos e nos ajude a combater a violência sexual, o aborto e todas as injustiças decorrentes disso tudo. Leia também: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” #Aborto #PadreJoséEduardo
- CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?”
O bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, escreveu artigo questionando a decisão de interrupção da gravidez de uma menina de dez anos que sofreu abuso sexual, em São Mateus (ES). Leia seu comentário na íntegra: Por que não viver? Desde o momento que soube do assassinato da bebê de mais de 5 meses, de São Mateus (ES), com uma injeção de potássio na cavidade cardíaca da criança, em Recife (PE), cuja mãe é uma menina de dez anos, fiquei pensando, como explicar esse crime hediondo. Por que não foi permitido esse bebê viver? Que erro ele cometeu? Qual foi seu crime? Por que uma condenação tão rápida, sem um processo justo e fora da legalidade? Por que o desprezo a tantas outras possibilidades de possíveis soluções em prol da vida? Foram muitos os envolvidos, mas o silêncio e omissão dos órgãos institucionais que têm a prerrogativa de defender a vida, se entregaram às manobras de quem defende a morte de inocentes. Por quê? Leia também: Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos É uma história que precisa ser esclarecida. É um processo que precisa ser desvendado. Duas crianças que poderiam viver… teve laudo técnico a favor da vida, teve suporte profissional a favor da vida, teve hospital disposto a cuidar até o fim da gestação, tiveram todas as condições de salvar as duas vidas, mas, de repente, uma transferência, de um Estado para o outro, e toda uma mobilização para que o aborto fosse realizado. Nas mãos de quem ficou a tutela dessa menina, quem decidiu tudo por ela? Por que a obsessão de apresentar uma única saída? Por que burlar as leis para alcançar esse objetivo de usar de uma criança para um intento assassino? Difícil raciocinar o que aconteceu, como aconteceu e porque terminou assim! Ministério Público do Espírito Santo, Conselho Tutelar, Secretários Municipais da Saúde de Vitória e Recife e Secretários Estaduais da Saúde do Espírito Santo e de Pernambuco têm muitas explicações a dar à sociedade brasileira. Por que foi rejeitado um laudo técnico de profissionais e o suporte dos mesmos, obrigando o hospital a dar alta e subitamente transferir a menina-mãe para um hospital em outro Estado? Há claramente um abuso de poder que merece ser investigado. Leia também: Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos Mas, de tudo isto, ainda resta a pergunta: por que o bebê não pôde viver? Por que foi sentenciado à morte, mesmo sendo inocente, e tendo todas as condições para vir à vida com os devidos cuidados e com o apoio técnico profissional à disposição? Por que optaram pela morte e não pela vida, desrespeitando a lei, pois se tratava de um bebê de 22 semanas? Se não somos capazes nem de defender a nossa própria espécie, que tipo de humano estamos nos tornando? Estamos negando nossa própria humanidade. A violência do estupro e do abuso sexual é infame e horrenda, mas a violência do aborto provocado em um ser inocente e sem defesa é tão terrível quanto. Ambos são crimes. Apontam como sinais da degradação moral e da decadência dos costumes, ferindo os valores mais sublimes como o respeito à dignidade do ser humano e a sacralidade do valor da vida! Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Mesmo sendo rechaçados pelo nosso discurso religioso em prol da vida, quero dizer que não se trata de nenhum fundamentalismo, mas do uso da reta razão. Quando vem à mente um tema tão básico, tão racional, tão científico, tão antigo, de uma regra de ouro que é uma verdade basilar e aceita por qualquer sociedade civilizada: “Não matarás um inocente”, então nos perguntamos: Por que estão matando nossas crianças? Ou perdemos o fio da história ou nos tornamos reféns de uma razão autodestrutiva, que se odeia e, por isso, mata o seu futuro antes dele nascer… Hoje faço uma prece por todas as crianças que gostariam nascer, brincar, chorar e viver, mas, foram assassinadas antes de nascer! Esperamos explicações e respostas sobre esse caso. Chega de violência! Não ao aborto! Escolhe, pois, a vida (Dt, 30,19). Rio Grande (RS), 17 de agosto de 2020. Dom Ricardo Hoepers Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB Leia Também: Onde estava a CNBB enquanto o movimento pró-vida era massacrado pela mídia? #Aborto
- CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?”
O bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, escreveu artigo questionando a decisão de interrupção da gravidez de uma menina de dez anos que sofreu abuso sexual, em São Mateus (ES). Leia seu comentário na íntegra: Por que não viver? Desde o momento que soube do assassinato da bebê de mais de 5 meses, de São Mateus (ES), com uma injeção de potássio na cavidade cardíaca da criança, em Recife (PE), cuja mãe é uma menina de dez anos, fiquei pensando, como explicar esse crime hediondo. Por que não foi permitido esse bebê viver? Que erro ele cometeu? Qual foi seu crime? Por que uma condenação tão rápida, sem um processo justo e fora da legalidade? Por que o desprezo a tantas outras possibilidades de possíveis soluções em prol da vida? Foram muitos os envolvidos, mas o silêncio e omissão dos órgãos institucionais que têm a prerrogativa de defender a vida, se entregaram às manobras de quem defende a morte de inocentes. Por quê? Leia também: Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos É uma história que precisa ser esclarecida. É um processo que precisa ser desvendado. Duas crianças que poderiam viver… teve laudo técnico a favor da vida, teve suporte profissional a favor da vida, teve hospital disposto a cuidar até o fim da gestação, tiveram todas as condições de salvar as duas vidas, mas, de repente, uma transferência, de um Estado para o outro, e toda uma mobilização para que o aborto fosse realizado. Nas mãos de quem ficou a tutela dessa menina, quem decidiu tudo por ela? Por que a obsessão de apresentar uma única saída? Por que burlar as leis para alcançar esse objetivo de usar de uma criança para um intento assassino? Difícil raciocinar o que aconteceu, como aconteceu e porque terminou assim! Ministério Público do Espírito Santo, Conselho Tutelar, Secretários Municipais da Saúde de Vitória e Recife e Secretários Estaduais da Saúde do Espírito Santo e de Pernambuco têm muitas explicações a dar à sociedade brasileira. Por que foi rejeitado um laudo técnico de profissionais e o suporte dos mesmos, obrigando o hospital a dar alta e subitamente transferir a menina-mãe para um hospital em outro Estado? Há claramente um abuso de poder que merece ser investigado. Leia também: Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos Mas, de tudo isto, ainda resta a pergunta: por que o bebê não pôde viver? Por que foi sentenciado à morte, mesmo sendo inocente, e tendo todas as condições para vir à vida com os devidos cuidados e com o apoio técnico profissional à disposição? Por que optaram pela morte e não pela vida, desrespeitando a lei, pois se tratava de um bebê de 22 semanas? Se não somos capazes nem de defender a nossa própria espécie, que tipo de humano estamos nos tornando? Estamos negando nossa própria humanidade. A violência do estupro e do abuso sexual é infame e horrenda, mas a violência do aborto provocado em um ser inocente e sem defesa é tão terrível quanto. Ambos são crimes. Apontam como sinais da degradação moral e da decadência dos costumes, ferindo os valores mais sublimes como o respeito à dignidade do ser humano e a sacralidade do valor da vida! Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Mesmo sendo rechaçados pelo nosso discurso religioso em prol da vida, quero dizer que não se trata de nenhum fundamentalismo, mas do uso da reta razão. Quando vem à mente um tema tão básico, tão racional, tão científico, tão antigo, de uma regra de ouro que é uma verdade basilar e aceita por qualquer sociedade civilizada: “Não matarás um inocente”, então nos perguntamos: Por que estão matando nossas crianças? Ou perdemos o fio da história ou nos tornamos reféns de uma razão autodestrutiva, que se odeia e, por isso, mata o seu futuro antes dele nascer… Hoje faço uma prece por todas as crianças que gostariam nascer, brincar, chorar e viver, mas, foram assassinadas antes de nascer! Esperamos explicações e respostas sobre esse caso. Chega de violência! Não ao aborto! Escolhe, pois, a vida (Dt, 30,19). Rio Grande (RS), 17 de agosto de 2020. Dom Ricardo Hoepers Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB Leia Também: Onde estava a CNBB enquanto o movimento pró-vida era massacrado pela mídia? #Aborto
- Enquanto o movimento pró-vida é massacrado pela mídia, onde está a CNBB?
Neste domingo uma vida de quase 6 meses foi ceifada, uma batalha foi travada, mas o que mais nos assusta é o silêncio estarrecedor da CNBB em um momento tão importante. Todo aquele que têm apreço pela vida humana, vivenciou um drama na última semana. Seja desempenhando um papel como defensor da vida em frente ao hospital, seja se manifestando através das redes sociais, seja assistindo indignado toda a distorção feita pela mídia e pelo movimento feminista sobre o ocorrido, ou mesmo desempenhando um papel que provavelmente é o mais importante de todos: rezando! Diante do absurdo, diversas narrativas foram criadas. Enquanto a esquerda e as feministas lutavam para garantir um procedimento de aborto ilegal, uma vez que a própria equipe médica no estado do Espírito Santo já havia se negado a realizar em função do tempo de gestação, que colocava a bebê na idade gestacional de 5-6 meses, a grande mídia desempenhava um papel crucial para o “sucesso”, se é que podemos chamar assim, do assassinato de um bebê. Foi a grande mídia responsável por deturpar os fatos e espalhar notícias falsas acerca de tudo que estava acontecendo. Não revelavam a verdadeira idade gestacional da bebê (quase 6 meses); Escondeu que o aborto nestas circunstâncias seria um crime, uma vez que a legislação brasileira permite aborto em caso de estupro até 3 meses; Escondeu o laudo médico que afirmava que o procedimento do aborto neste momento gestacional era contra indicado, e poderia ser mais danoso à jovem mãe; Escondeu que, conforme o pré-natal apontava, a menina estava com perfeitas condições de levar a gestação adiante e poderia perfeitamente fazer uma cesárea prematura, que seria menos danoso à saúde da mãe e preservaria as duas vidas; Disseminou a falsa imagem de que os manifestantes pró-vida eram uma ameaça a integridade da família; Diziam que os manifestantes forçaram a família Enfim, fizeram um grande alarde em favor do aborto e pela preservação vida da mãe de 10 anos, quando na verdade seria o aborto a via mais perigosa a para a pequena que já era vítima de estupro há vários anos. De todos os lados vieram ataques aos que se manifestavam em favor da vida. Na internet e redes sociais, o movimento feminista estava com sangue nos olhos e se mobilizou para comentar todas as publicações que eram contra o aborto. Este mesmo movimento iniciou um abaixo-assinado, incitando que fosse feito um processo contra uma comunidade católica pró-vida que ajudou a promover os protestos contra o aborto. Na frente do hospital feministas apareceram, como sempre, agressivas e fazendo muito barulho, buscando apenas um objetivo, a morte de um bebê inocente. Por outro lado, para a grande mídia, aqueles que estavam se manifestando contra o aborto, seja presencialmente, seja pelas redes sociais eram religiosos ultra fundamentalistas pró Bolsonaro, que não estavam preocupados com a vida da pequena mãe que já estava passando por muito sofrimento, quando na verdade, a preocupação do movimento pró-vida era com a preservação das duas vidas, seja da mãe quanto da filha. No meio de tudo isso, nós católicos aguardávamos ansiosamente o apoio da CNBB através de um pronunciamento oficial, porém não recebemos nem uma simples nota sobre o aborto, muito menos da deturpação da grande mídia e os graves ataques ao movimento pró-vida. Será que se a CNBB tivesse cobrado as autoridades em tempo hábil, o desfecho poderia ser diferente? Lembramos que recentemente 152 bispos assinaram uma carta, ao estilo da esquerda, contra o governo Bolsonaro e posteriormente o presidente da CNBB assinou uma carta conjunta com OAB e outras entidades pedindo responsabilização do governo pelas 100 mil mortes por Covid-19. Será que que veremos uma manifestação da entidade CNBB na mesma proporção que este caso merece? Até o momento encontramos apenas dois bispos que se manifestaram publicamente sobre o ocorrido, Dom Dom Antônio Saburido, e Dom Dom Antônio Augusto, bispo auxiliar da arquidiocese do rio de Janeiro. Leia o comunicado de Dom Antônio Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife sobre o ocorrido: Dom Antônio Augusto se questionou sobre silêncio estarrecedor da CNBB neste momento crucial da batalha pela vida. Veja suas palavras: “Onde os bispos que dizem que querem o povo protegido? Onde estão os padres que tanto falam dos direitos humanos e das legítimas exigências do bem comum?” Continue lendo: Bispo médico se pronuncia sobre caso da gravidez em menina de 10 anos O Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto , se pronunciou sobre o caso da menina de 10 anos anos que, vítima do próprio tio, foi estuprada e engravidou. O pastor que também é médico pela USP lamentou a luta de alguns movimentos para que a gravidez de quase seis meses seja abortada. O Bispo classificou esse esforço pelo aborto como fruto da “ditadura da ideologia da morte”. “Os médicos de Vitória, no Espírito Santo, respeitando a sua profissão toda ela voltada para a defesa da vida e alívio do sofrimento não quiseram realizar o aborto. Então decidiram levar a mãe para a Recife , onde o procedimento foi feito anos atrás em uma situação semelhante”, explicou o Bispo. Dom Antônio Augusto lamentou a violência contra a criança e contra a vida. “É lamentável que num tempo onde a vida é tão ameaçada por um vírus ainda exista este vírus da ideologia da morte se espalhando pelo mundo”. O Bispo lamentou neste momento não se ouvir vozes nos poderes executivo, legislativo e judiciário a favor da vida. Até mesmo na Igreja não se ouvem estas vozes, segundo o médico. “ Onde os bispos que dizem que querem o povo protegido? Onde estão os padres que tanto falam dos direitos humanos e das legítimas exigências do bem comum?”, questionou. O Bispo e médico Dom Antônio Augusto defende que as duas vidas sejam protegidas , a da criança que é mãe e a do bebê no seu ventre. “Protejam essa menina, ela já sofreu muito. Cuidem dela, pois embora seja uma gravidez de risco, não significa que é uma gravidez de risco de morte. É uma gravidez que nos leva a arriscar-nos no amor e na justiça para proteger as duas vidas . Todas as vidas importam , contudo, importam muito mais a vida das crianças. Nesse caso da mãe, de 10 anos de idade, e do bebê, o seu filho já com 5 meses e meio de vida”, ponderou. Confira mensagem do bispo na íntegra: Ver essa foto no Instagram A Igreja se manifesta, como sempre o fez, sobre a defesa inviolável da vida. Dom Antônio Augusto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, fala ao povo sobre o caso da menina de 10 anos, que está sendo forçada a abortar seu bebê, que já está com 5 meses. Que o Imaculado Coração de Maria livre o Brasil da maldição do aborto! Uma publicação compartilhada por Chris Tonietto (@christonietto) em 16 de Ago, 2020 às 5:33 PDT Leia a Nota da CNBB, que veio com bastante atraso: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” #Aborto #CNBB
- Enquanto o movimento pró-vida é massacrado pela mídia, onde está a CNBB?
Neste domingo uma vida de quase 6 meses foi ceifada, uma batalha foi travada, mas o que mais nos assusta é o silêncio estarrecedor da CNBB em um momento tão importante. Todo aquele que têm apreço pela vida humana, vivenciou um drama na última semana. Seja desempenhando um papel como defensor da vida em frente ao hospital, seja se manifestando através das redes sociais, seja assistindo indignado toda a distorção feita pela mídia e pelo movimento feminista sobre o ocorrido, ou mesmo desempenhando um papel que provavelmente é o mais importante de todos: rezando! Diante do absurdo, diversas narrativas foram criadas. Enquanto a esquerda e as feministas lutavam para garantir um procedimento de aborto ilegal, uma vez que a própria equipe médica no estado do Espírito Santo já havia se negado a realizar em função do tempo de gestação, que colocava a bebê na idade gestacional de 5-6 meses, a grande mídia desempenhava um papel crucial para o “sucesso”, se é que podemos chamar assim, do assassinato de um bebê. Foi a grande mídia responsável por deturpar os fatos e espalhar notícias falsas acerca de tudo que estava acontecendo. Não revelavam a verdadeira idade gestacional da bebê (quase 6 meses); Escondeu que o aborto nestas circunstâncias seria um crime, uma vez que a legislação brasileira permite aborto em caso de estupro até 3 meses; Escondeu o laudo médico que afirmava que o procedimento do aborto neste momento gestacional era contra indicado, e poderia ser mais danoso à jovem mãe; Escondeu que, conforme o pré-natal apontava, a menina estava com perfeitas condições de levar a gestação adiante e poderia perfeitamente fazer uma cesárea prematura, que seria menos danoso à saúde da mãe e preservaria as duas vidas; Disseminou a falsa imagem de que os manifestantes pró-vida eram uma ameaça a integridade da família; Diziam que os manifestantes forçaram a família Enfim, fizeram um grande alarde em favor do aborto e pela preservação vida da mãe de 10 anos, quando na verdade seria o aborto a via mais perigosa a para a pequena que já era vítima de estupro há vários anos. De todos os lados vieram ataques aos que se manifestavam em favor da vida. Na internet e redes sociais, o movimento feminista estava com sangue nos olhos e se mobilizou para comentar todas as publicações que eram contra o aborto. Este mesmo movimento iniciou um abaixo-assinado, incitando que fosse feito um processo contra uma comunidade católica pró-vida que ajudou a promover os protestos contra o aborto. Na frente do hospital feministas apareceram, como sempre, agressivas e fazendo muito barulho, buscando apenas um objetivo, a morte de um bebê inocente. Por outro lado, para a grande mídia, aqueles que estavam se manifestando contra o aborto, seja presencialmente, seja pelas redes sociais eram religiosos ultra fundamentalistas pró Bolsonaro, que não estavam preocupados com a vida da pequena mãe que já estava passando por muito sofrimento, quando na verdade, a preocupação do movimento pró-vida era com a preservação das duas vidas, seja da mãe quanto da filha. No meio de tudo isso, nós católicos aguardávamos ansiosamente o apoio da CNBB através de um pronunciamento oficial, porém não recebemos nem uma simples nota sobre o aborto, muito menos da deturpação da grande mídia e os graves ataques ao movimento pró-vida. Será que se a CNBB tivesse cobrado as autoridades em tempo hábil, o desfecho poderia ser diferente? Lembramos que recentemente 152 bispos assinaram uma carta, ao estilo da esquerda, contra o governo Bolsonaro e posteriormente o presidente da CNBB assinou uma carta conjunta com OAB e outras entidades pedindo responsabilização do governo pelas 100 mil mortes por Covid-19. Será que que veremos uma manifestação da entidade CNBB na mesma proporção que este caso merece? Até o momento encontramos apenas dois bispos que se manifestaram publicamente sobre o ocorrido, Dom Dom Antônio Saburido, e Dom Dom Antônio Augusto, bispo auxiliar da arquidiocese do rio de Janeiro. Leia o comunicado de Dom Antônio Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife sobre o ocorrido: Dom Antônio Augusto se questionou sobre silêncio estarrecedor da CNBB neste momento crucial da batalha pela vida. Veja suas palavras: “Onde os bispos que dizem que querem o povo protegido? Onde estão os padres que tanto falam dos direitos humanos e das legítimas exigências do bem comum?” Continue lendo: Bispo médico se pronuncia sobre caso da gravidez em menina de 10 anos O Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto , se pronunciou sobre o caso da menina de 10 anos anos que, vítima do próprio tio, foi estuprada e engravidou. O pastor que também é médico pela USP lamentou a luta de alguns movimentos para que a gravidez de quase seis meses seja abortada. O Bispo classificou esse esforço pelo aborto como fruto da “ditadura da ideologia da morte”. “Os médicos de Vitória, no Espírito Santo, respeitando a sua profissão toda ela voltada para a defesa da vida e alívio do sofrimento não quiseram realizar o aborto. Então decidiram levar a mãe para a Recife , onde o procedimento foi feito anos atrás em uma situação semelhante”, explicou o Bispo. Dom Antônio Augusto lamentou a violência contra a criança e contra a vida. “É lamentável que num tempo onde a vida é tão ameaçada por um vírus ainda exista este vírus da ideologia da morte se espalhando pelo mundo”. O Bispo lamentou neste momento não se ouvir vozes nos poderes executivo, legislativo e judiciário a favor da vida. Até mesmo na Igreja não se ouvem estas vozes, segundo o médico. “ Onde os bispos que dizem que querem o povo protegido? Onde estão os padres que tanto falam dos direitos humanos e das legítimas exigências do bem comum?”, questionou. O Bispo e médico Dom Antônio Augusto defende que as duas vidas sejam protegidas , a da criança que é mãe e a do bebê no seu ventre. “Protejam essa menina, ela já sofreu muito. Cuidem dela, pois embora seja uma gravidez de risco, não significa que é uma gravidez de risco de morte. É uma gravidez que nos leva a arriscar-nos no amor e na justiça para proteger as duas vidas . Todas as vidas importam , contudo, importam muito mais a vida das crianças. Nesse caso da mãe, de 10 anos de idade, e do bebê, o seu filho já com 5 meses e meio de vida”, ponderou. Confira mensagem do bispo na íntegra: Ver essa foto no Instagram A Igreja se manifesta, como sempre o fez, sobre a defesa inviolável da vida. Dom Antônio Augusto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, fala ao povo sobre o caso da menina de 10 anos, que está sendo forçada a abortar seu bebê, que já está com 5 meses. Que o Imaculado Coração de Maria livre o Brasil da maldição do aborto! Uma publicação compartilhada por Chris Tonietto (@christonietto) em 16 de Ago, 2020 às 5:33 PDT Leia a Nota da CNBB, que veio com bastante atraso: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” #Aborto #CNBB
- É CANSATIVO TER RAZÃO – F. Boizard
Parece que a atualidade me dá razão: a gnose invadiu nosso mundo. A gnose é uma daquelas correntes filosófico-religiosas, quase tão antigas quanto a humanidade, que ressurgem de tempos em tempos. Seus princípios são: 1 – As coisas materiais são desprezíveis, apenas o espiritual importa. O corpo é desprezível; pode-se, então, fazer o que se queira com ele: tatuá-lo, abortá-lo, vender seus órgãos, matar bebês, matar idosos, traficar embriões etc. Dizer “Meu corpo me pertence” é tipicamente gnóstico: o corpo é um instrumento com o qual se pode fazer o que quiser. Ele se opõe ao velho direito francês, originado do Cristianismo, pelo qual não se podemos fazer o que se queira com o próprio corpo (por exemplo, vender seus órgãos), e isto em nome da dignidade humana que todos compartilhamos. Seguramente, o veganismo [vegetarianismo], que desconsidera as necessidades do corpo em nome do espírito, é gnóstico. 2 – O mundo existente é desprezível, não deve ser reformado, mas só destruído, em nome de um ideal espiritual inacessível. Daí o gosto especial por pervertidos e marginalizados: criminosos, imigrantes, homossexuais, arruinados, negros, rap… É impossível dizer o quanto tudo isto pega bem hoje em dia 3 – A sociedade se divide entre os perfeitos, que têm todos os direitos, e os inferiores, a quem é possível fazer de tudo. Para o gnóstico, há vidas que merecem ser vividas e as outras… Não parece coisa do Doutor Mengele? Obviamente, o nome moderno de gnose é esquerdismo, mas é redutor: Henri de Lubac, em seu tijolão A posteridade espiritual de Joachim de Fiore, traça a história da gnose e remonta bem antes de Karl Marx. O inimigo natural da gnose é o cristianismo (versão europeia do jusnaturalismo, do direito natural), mas ele mesmo está numa situação bem complicada: os clérigos, teologicamente ignorantes, são cada vez mais gnósticos. As coisas vão um pouco melhores para os nossos irmãos ortodoxos. Satanás está presente em nosso mundo de duas maneiras: no esquerdismo (gnose) e no Islã. A Igreja de Roma rende-se a ambos. Eu digo (oportuna e inoportunamente) que a melhor maneira de evitar essa deriva mortal é encher as igrejas e batizar seus filhos. Muitas vezes sou mal interpretado, mas, enfim, esse é o destino dos profetas!… https://fboizard.blogspot.com/2020/08/cest-fatigant-davoir-raison.html
- Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto
“Sabeis vós que o demônio é a criatura mais invejosa que existe, e sua inveja atinge o infinito e o perfeito, e por isso mesmo a inveja do demônio será eterna. E por isso, ele procura diversas formas de ferir o Coração de Deus, e o caminho mais curto que encontrou para isto foi o homem, pois sendo este a criação mais querida por Deus, é também a que mais fere o Coração divino. Vejam, pois, agora, se esta mesma criatura impedisse que outras criaturas de sua raça nascessem. Alvoroçará o demônio, e Deus derramará lágrimas infinitas. A criatura pôs-se no posto do Criador. O servo sentou no trono do Rei. O homem se impôs sobre Deus. Meus confrades! Se soubésseis quão terrível é este pecado, que chamam de aborto… Se pudésseis sentir a dor das chagas de Cristo, que derramaram o Sangue precioso para a salvação do homem. Quando vós virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por hora no livro da morte. Malditos! Desgraçados! Ai desses infelizes homens que ousam tentar a ira divina. Cairá sobre eles a fúria eterna dAquele que os criou. Ai de nós!, meus confrades, se consentirmos com esse miserável e mortal pecado. Não ousemos tomar o lugar do Criador, e não permitamos que nenhum homem o faça. Não sejamos cúmplices deste crime maldito por culpa do nosso silêncio e da nossa tibieza.” (Padre Pio de Pietrelcina, em maio de 1967, no Convento de San Giovanni) Fonte: MATER SALUTIS | via Comunidade Fiat Mihi #Aborto #PadrePio
- Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto
“Sabeis vós que o demônio é a criatura mais invejosa que existe, e sua inveja atinge o infinito e o perfeito, e por isso mesmo a inveja do demônio será eterna. E por isso, ele procura diversas formas de ferir o Coração de Deus, e o caminho mais curto que encontrou para isto foi o homem, pois sendo este a criação mais querida por Deus, é também a que mais fere o Coração divino. Vejam, pois, agora, se esta mesma criatura impedisse que outras criaturas de sua raça nascessem. Alvoroçará o demônio, e Deus derramará lágrimas infinitas. A criatura pôs-se no posto do Criador. O servo sentou no trono do Rei. O homem se impôs sobre Deus. Meus confrades! Se soubésseis quão terrível é este pecado, que chamam de aborto… Se pudésseis sentir a dor das chagas de Cristo, que derramaram o Sangue precioso para a salvação do homem. Quando vós virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por hora no livro da morte. Malditos! Desgraçados! Ai desses infelizes homens que ousam tentar a ira divina. Cairá sobre eles a fúria eterna dAquele que os criou. Ai de nós!, meus confrades, se consentirmos com esse miserável e mortal pecado. Não ousemos tomar o lugar do Criador, e não permitamos que nenhum homem o faça. Não sejamos cúmplices deste crime maldito por culpa do nosso silêncio e da nossa tibieza.” (Padre Pio de Pietrelcina, em maio de 1967, no Convento de San Giovanni) Fonte: MATER SALUTIS | via Comunidade Fiat Mihi #Aborto #PadrePio
- Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos
Neste domingo (16), dezenas de cristãos, membros de comunidades católicas, padres, seminaristas e ativistas pró-vida estiveram -e até o momento desta matéria, estão- em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM-UPE), no Recife, lutando em defesa da vida! Um grupo católico de Recife, em Pernambuco, denominado ‘Comunidade Porta Fidei’, mobilizou dezenas de pessoas neste domingo (16) em frente ao hospital onde a menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada realizaria o aborto. Em imagens publicadas nas redes sociais o grupo reza e se oferece para fornecer auxílio material, psicológico e espiritual para as duas crianças. Na página do grupo no Instagram, uma mulher publicou vídeos divulgando a ação e justificando o ato: “ Nós queremos salvar as duas vidas , tem como segurar essa vida, tanto da criança quanto da menina de dez anos (…) as duas vidas importam, as duas vidas valem”, disse. Ver essa foto no Instagram 🚨 Católicos de Recife rezam agora o terço em frente ao Hospital CISAM para que Deus nos ajude a salvar tanto a vida da menina K., de 10 anos, quanto a de seu bebezinho de 6 meses que ainda não nasceu e que querem abortar a todo custo. Se você for de Recife, junte-se a eles!!!! Uma publicação compartilhada por Bernardo P Küster (@bernardopkuster) em 16 de Ago, 2020 às 3:09 PDT Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Em outros vídeos, o grupo é filmado em um círculo na entrada do hospital enquanto canta uma música religiosa. Em contato com o hospital, a reportagem do site O Tempo havia sido foi informada que a criança não tinha chegado à unidade hospitalar durante o ato. Grupos feministas também criaram diversas postagens nas redes sociais criticando a comunidade católica pró-vida que organizou o ato, e criou até um abaixo-assinado no site Change.org coletando assinaturas para processar a comunidade. Leia também: Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos O obstetra Dr Ubiratan Loureiro Jr. publicou um parecer médico detalhando por que tanto o parto prematuro do bebê (que já tem quase 6 meses e 500g) como o aborto (óbvio) são prejudiciais à saúde da menina de 10 anos que engravidou vítima de estupro. Portanto, além de ser um risco à saúde das duas criança (mãe e filho), o procedimento do aborto também é considerado crime, uma vez que a legislação brasileira prevê o aborto até 3 meses de gestação. Leia também: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” #Aborto
- Feministas hostilizam católicos que tentam impedir aborto de menina de 10 anos
Neste domingo (16), dezenas de cristãos, membros de comunidades católicas, padres, seminaristas e ativistas pró-vida estiveram -e até o momento desta matéria, estão- em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM-UPE), no Recife, lutando em defesa da vida! Um grupo católico de Recife, em Pernambuco, denominado ‘Comunidade Porta Fidei’, mobilizou dezenas de pessoas neste domingo (16) em frente ao hospital onde a menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada realizaria o aborto. Em imagens publicadas nas redes sociais o grupo reza e se oferece para fornecer auxílio material, psicológico e espiritual para as duas crianças. Na página do grupo no Instagram, uma mulher publicou vídeos divulgando a ação e justificando o ato: “ Nós queremos salvar as duas vidas , tem como segurar essa vida, tanto da criança quanto da menina de dez anos (…) as duas vidas importam, as duas vidas valem”, disse. Ver essa foto no Instagram 🚨 Católicos de Recife rezam agora o terço em frente ao Hospital CISAM para que Deus nos ajude a salvar tanto a vida da menina K., de 10 anos, quanto a de seu bebezinho de 6 meses que ainda não nasceu e que querem abortar a todo custo. Se você for de Recife, junte-se a eles!!!! Uma publicação compartilhada por Bernardo P Küster (@bernardopkuster) em 16 de Ago, 2020 às 3:09 PDT Leia também: Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Em outros vídeos, o grupo é filmado em um círculo na entrada do hospital enquanto canta uma música religiosa. Em contato com o hospital, a reportagem do site O Tempo havia sido foi informada que a criança não tinha chegado à unidade hospitalar durante o ato. Grupos feministas também criaram diversas postagens nas redes sociais criticando a comunidade católica pró-vida que organizou o ato, e criou até um abaixo-assinado no site Change.org coletando assinaturas para processar a comunidade. Leia também: Pe. José Eduardo desvenda técnica dos abortistas utilizada no caso da menina de 10 anos O obstetra Dr Ubiratan Loureiro Jr. publicou um parecer médico detalhando por que tanto o parto prematuro do bebê (que já tem quase 6 meses e 500g) como o aborto (óbvio) são prejudiciais à saúde da menina de 10 anos que engravidou vítima de estupro. Portanto, além de ser um risco à saúde das duas criança (mãe e filho), o procedimento do aborto também é considerado crime, uma vez que a legislação brasileira prevê o aborto até 3 meses de gestação. Leia também: CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 10 anos: “Por que não foi permitido esse bebê viver?” #Aborto
- MEDITAÇÃO PARA A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA – Dom Henrique Soares
Hoje celebramos a maior de todas as solenidades da Mãe de Deus: a sua Assunção gloriosa ao Céu. A oração inicial da Missa hodierna pediu: “Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do Céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do Vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do Alto, a fim de participarmos da sua glória”. A Liturgia da Igreja, sempre tão sábia e tão sóbria, resumiu aqui o essencial desta solenidade santíssima. Com efeito, Deus elevou à glória do Céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria! Ela, uma simples criatura, ela, tão pequena, tão humilde, foi eleva a Deus, ao Céu, à plenitude em todo o seu ser, corpo e alma! Como isso é possível? Não é a morte o destino comum e final de tudo quanto vive? Isso dizem os pagãos, isso dizem os descrentes, os sábios segundo o mundo, aqueles que não têm esperança em Cristo Jesus, os que se conformam com a morte… Mas, nós, nós sabemos que não é assim! Nosso destino é a Vida, nosso ponto final é a Glória no Coração de Deus: glória no corpo, glória na alma, glória em tudo que somos! Foi isso que Deus nos preparou por meio de Cristo Jesus, nosso Senhor – bendito seja Ele para sempre! Mas, repetimos, insistimos: como isso é possível? A Palavra de Deus deste hoje no-lo afirma, de modo admirável. Escutai, irmãos, escutai, irmãs, consolai-vos todos vós: “Cristo ressuscitou dos mortos, primícia dos que morreram. Em Cristo todos reviverão, cada qual segundo uma ordem determinada; em primeiro lugar Cristo, como primícia!” Eis por que, eis como ressuscitaremos: Cristo ressuscitou! Jesus de Nazaré, feito humano como nós, caríssimos, imolado por nós e, por nossa causa, ressuscitado, agora é o Senhor! O nosso Jesus é Deus bendito e foi ressuscitado pela Glória do Pai! O nosso Senhor Jesus venceu e nos faz participantes da Sua vitória, dando-nos o Seu Espírito Santo! Credes nisto, meus caros? Neste mundo que só crê no que vê, que só leva a sério o que toca, que só dá valor ao que cai no âmbito dos sentidos, credes que Cristo está vivo e é Senhor, primícia, princípio de todos os que morrem unidos a Ele? Pois bem, escutai: o Cristo que ressuscitou, que venceu, concedeu plenamente a Sua vitória à Sua Mãe, à Santíssima Virgem Maria, que esteve sempre unida a Ele. Ela, totalmente imaculada, nunca afastou-se do filho: nem na longa espera do parto, nem na pobreza de Belém, nem na fuga para o Egito, nem no período de exílio, nem na angústia de procurá-Lo no Templo, nem nos anos obscuros de Nazaré, nem nos tempos dolorosos da pregação do Reino, nem no desastre da Cruz, nem na solidão do sepulcro no Sábado Santo… Nem mesmo após, nos dias da Igreja, quando discretamente, ela permanecia em oração com os irmãos do Senhor… Sempre imaculada, sempre discípula perfeita, sempre perfeitamente unida ao Senhor! Assim, após a sua preciosa morte, ela foi elevada à glória do Céu, isto é, à glória de Cristo que ressuscitou e é primícia da nossa ressurreição! A presente solenidade é, então, primeiramente, exaltação da glória do Cristo: Nele está a Vida e a ressurreição; Nele, a esperança de libertação definitiva! Por isso, todo aquele que crê em Jesus e é batizado no Seu Espírito Santo no sacramento do Batismo, morrerá com Cristo e com Cristo ressuscitará. Imediatamente após a morte, nossa alma será glorificada e estaremos para sempre com o Senhor. Quanto ao nosso corpo, será destruído e, no final dos tempos, quando Cristo nossa vida aparecer, será também ressuscitado em glória e unido à nossa alma. Será assim com todos nós. Mas, não foi assim com a Virgem Maria! Aquela que não teve pecado também não foi tocada pela corrupção da morte! Imediatamente após a sua passagem para Deus, ela foi ressuscitada, glorificada em corpo e alma, foi elevada ao Céu! Podemos, portanto, exclamar como Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres! Bendito é o fruto do teu ventre! Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu!” Inundada da Glória do Cristo Jesus, cumpre-se em Maria Virgem, de modo admirável, a palavra da Escritura Santa: “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos; se com Ele sofremos, com Ele reinaremos!” (2Tm 2,11) Quem mais plenamente morreu com Cristo naquela Cruz? Que mais perfeitamente sofreu com o Senhor naquela Paixão? Pedro, crucificado de cabeça para baixo? Paulo, decapitado? Lourenço, queimado vivo? Inácio de Antioquia, devorado pelas feras? Benditos todos esses e todos quantos morreram pelo Senhor! Mas, somente a Virgem sofreu com Ele como mãe: Mãe do Condenado, Mãe do Crucificado, Mãe do Homem de Dores, Mãe Daquele que pendeu na dura Cruz! A Ele perfeitamente unida na dor – Virgem das Dores na Paixão, Virgem da Piedade com o filho morto nos braços, Virgem da Soledade no tremendo Sábado Santo -, ele é, agora, Virgem da Glória, totalmente transfigurada na Glória do seu filho glorificado! A Palavra do Senhor não engana, não mente: “Se com Ele sofrermos, com Ele reinaremos; se com Ele morrermos, com Ele viveremos!” Reina com Ele a Virgem que com Ele sofreu! Vive com Ele a Mãe santíssima que com Ele morreu na sua maternidade naquele Calvário tremendo! Esta é, portanto, a festa de plenitude de Nossa Senhora, a sua chegada a Glória, no seu destino pleno de criatura. Nela aparece claro a obra da salvação que Cristo realizou! Ela é aquela Mulher vestida do sol, que é Cristo, pisando a instabilidade deste mundo, representada pela lua inconstante, toda coroada de doze estrelas, número da Israel e da Igreja! A leitura do Apocalipse mostra-nos tudo isso; mas, termina afirmando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do Seu Cristo!” Eis: a plenitude da Virgem é realização da obra de Cristo, da vitória de Cristo nela! Caríssimos, quanto nos diz esta solenidade! A oração inicial, citada no início desta homilia, pedia a Deus: “Dai-nos viver atentos às coisas do Alto, a fim de participarmos da sua glória”. Eis aqui qual deve ser o nosso modo de viver: atentos às coisas do Alto, onde está Cristo, onde contemplamos a Virgem já totalmente glorificada em Cristo. Caminhar neste mundo sem no prendermos a ele… Aqui somos estrangeiros, aqui estamos de passagem, aqui somos peregrinos; lá é que permaneceremos para sempre: nossa pátria é o Céu, onde está Cristo, nossa Vida! O grande mal do mundo atual é entreter-se com suas malditas ideologias, com seu consumismo, com sua tecnologia, com seu bem-estar, com seu divertimento excessivo e esquecer de viver atento às coisas do Alto. Mas, pior ainda, os cristãos também muitas vezes são infectados por essa doença! Nós, que deveríamos ser as testemunhas do Mundo que há de vir, quantas vezes vivemos imersos, metidos somente nas ocupações deste mundo – muitos até com o pretexto de que estão trabalhando pelos irmãos e por uma sociedade melhor. Nada disso! Os pés devem estar na terra, mas o coração deve estar sempre voltado para o Alto! Não esqueçamos: nosso destino é o Céu, participando da Glória de Cristo, da qual a Virgem Maria já participa plenamente! Aí, sim, poderemos cantar com ela e como ela: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador: o poderoso fez em mim maravilhas!” Ele, que glorificou a Virgem Imaculada e haverá de nos glorificar, seja bendito agora e para sempre. Amém. (18 de agosto de 2017) https://www.domhenrique.com.br/single-post/2017/08/18/Medita%C3%A7%C3%A3o-para-a-solenidade-da-Assun%C3%A7%C3%A3o-de-Nossa-Senhora
- Assim morreu a Virgem Maria de acordo com São João Damasceno, Doutor da Igreja
No dia 15 de Agosto a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Significa que Nossa Senhora ressuscitou e já está de corpo e alma no Céu. Mas Nossa Senhora Morreu? A tradição da Igreja diz que Maria morreu, diversas afirmações teológicas justificam tal ideia. São João Paulo II disse em uma audiência no dia 25 de junho de 1997: “a experiência da morte enriqueceu a pessoa da Virgem; passando pela comum sorte dos homens, Ela pode exercer com mais eficácia a sua maternidade espiritual em relação àqueles que chegam à hora suprema da vida.” Veja como São João Damasceno descreve a morte de Nossa Senhora: “A Mãe de Deus não morreu de doença, porque ela, por não ter pecado original, não tinha porque receber o castigo da doença. Ela não morreu de velhice, porque não tinha por que envelhecer, já que a ela não lhe chegava o castigo do pecado dos primeiros pais: envelhecer e acabar por fraqueza. Ela morreu de amor. Era tanto o desejo de ir para o céu onde estava o seu Filho, que este amor a fez morrer. Cerca de quatorze anos após a morte de Jesus, quando já tinha empregado todo o seu tempo em ensinar a religião do Salvador a pequenos e grandes, quando tinha consolado tantas pessoas tristes e tinha ajudado tantos doentes e moribundos, fez saber aos Apóstolos que já a data de partir deste mundo se aproximava para a eternidade. Os Apóstolos a amavam como à mais bondosa de todas as mães e se apressaram a viajar para receber dos seus maternais lábios as suas últimas dicas, e de suas mãos sacrossantas a sua última bênção. Foram chegando, e com lágrimas copiosas, e de joelhos, beijaram essas mãos santas que tantas vezes os tinham abençoado. Para cada um deles teve a excelsa Senhora palavras de conforto e de esperança. E depois, como quem se dorme no mais plácido dos sonhos, foi ela fechando santamente os seus olhos; e a sua alma, mil vezes abençoada, partiu para a eternidade. A notícia se espalhou por toda a cidade, e não houve um cristão que não viesse a chorar ao lado do seu corpo, como pela morte da própria mãe. O seu enterro mais parecia uma procissão de Páscoa do que um funeral. Todos cantavam o aleluia com a mais firme esperança de que agora tinham uma monárquica protetora no céu, para interceder por cada um dos discípulos de Jesus. Leia também: Conheça mais sobre o Dogma da Assunção de Nossa Senhora No ar sentiam-se suavíssimos mas fortes aromas, e parecia ouvir cada um, harmonias de músicas muito suaves. Mas, Tomé Apóstolo, não tinha alcançado de chegar a tempo. Quando ele chegou, eles já tinham voltado de enterrar a mãe abençoada. Pedro, – disse Tomé – Não podes negar-me o grande favor de poder ir para o túmulo da minha mãe e dar um último beijo a essas mãos santas que tantas vezes me abençoaram. E Pedro aceitou. Eles foram todos para o santo sepulcro, e quando já estavam por perto começaram a sentir de novo suavíssimos aromas no ambiente e harmoniosas músicas no ar. Abriram o sepulcro e em vez de ver o corpo da Virgem encontraram somente, uma grande quantidade de flores muito lindas. Jesus Cristo tinha vindo, tinha ressuscitado a sua Mãe Santíssima e a tinha levado para o Céu. Isto é o que chamamos a Assunção da Virgem Maria. E quem de nós, se tivesse os poderes do Filho de Deus, não teria feito o mesmo com a própria mãe?” Leia também O menino que, guiado pela Virgem, revelou ao Papa o dogma da Assunção Leia também Aprenda como rezar a Quaresma de São Miguel #AssunçãodeNossaSenhora #Dormição #NossaSenhora
- Assim morreu a Virgem Maria de acordo com São João Damasceno, Doutor da Igreja
No dia 15 de Agosto a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Significa que Nossa Senhora ressuscitou e já está de corpo e alma no Céu. Mas Nossa Senhora Morreu? A tradição da Igreja diz que Maria morreu, diversas afirmações teológicas justificam tal ideia. São João Paulo II disse em uma audiência no dia 25 de junho de 1997: “a experiência da morte enriqueceu a pessoa da Virgem; passando pela comum sorte dos homens, Ela pode exercer com mais eficácia a sua maternidade espiritual em relação àqueles que chegam à hora suprema da vida.” Veja como São João Damasceno descreve a morte de Nossa Senhora: “A Mãe de Deus não morreu de doença, porque ela, por não ter pecado original, não tinha porque receber o castigo da doença. Ela não morreu de velhice, porque não tinha por que envelhecer, já que a ela não lhe chegava o castigo do pecado dos primeiros pais: envelhecer e acabar por fraqueza. Ela morreu de amor. Era tanto o desejo de ir para o céu onde estava o seu Filho, que este amor a fez morrer. Cerca de quatorze anos após a morte de Jesus, quando já tinha empregado todo o seu tempo em ensinar a religião do Salvador a pequenos e grandes, quando tinha consolado tantas pessoas tristes e tinha ajudado tantos doentes e moribundos, fez saber aos Apóstolos que já a data de partir deste mundo se aproximava para a eternidade. Os Apóstolos a amavam como à mais bondosa de todas as mães e se apressaram a viajar para receber dos seus maternais lábios as suas últimas dicas, e de suas mãos sacrossantas a sua última bênção. Foram chegando, e com lágrimas copiosas, e de joelhos, beijaram essas mãos santas que tantas vezes os tinham abençoado. Para cada um deles teve a excelsa Senhora palavras de conforto e de esperança. E depois, como quem se dorme no mais plácido dos sonhos, foi ela fechando santamente os seus olhos; e a sua alma, mil vezes abençoada, partiu para a eternidade. A notícia se espalhou por toda a cidade, e não houve um cristão que não viesse a chorar ao lado do seu corpo, como pela morte da própria mãe. O seu enterro mais parecia uma procissão de Páscoa do que um funeral. Todos cantavam o aleluia com a mais firme esperança de que agora tinham uma monárquica protetora no céu, para interceder por cada um dos discípulos de Jesus. Leia também: Conheça mais sobre o Dogma da Assunção de Nossa Senhora No ar sentiam-se suavíssimos mas fortes aromas, e parecia ouvir cada um, harmonias de músicas muito suaves. Mas, Tomé Apóstolo, não tinha alcançado de chegar a tempo. Quando ele chegou, eles já tinham voltado de enterrar a mãe abençoada. Pedro, – disse Tomé – Não podes negar-me o grande favor de poder ir para o túmulo da minha mãe e dar um último beijo a essas mãos santas que tantas vezes me abençoaram. E Pedro aceitou. Eles foram todos para o santo sepulcro, e quando já estavam por perto começaram a sentir de novo suavíssimos aromas no ambiente e harmoniosas músicas no ar. Abriram o sepulcro e em vez de ver o corpo da Virgem encontraram somente, uma grande quantidade de flores muito lindas. Jesus Cristo tinha vindo, tinha ressuscitado a sua Mãe Santíssima e a tinha levado para o Céu. Isto é o que chamamos a Assunção da Virgem Maria. E quem de nós, se tivesse os poderes do Filho de Deus, não teria feito o mesmo com a própria mãe?” Leia também O menino que, guiado pela Virgem, revelou ao Papa o dogma da Assunção Leia também Aprenda como rezar a Quaresma de São Miguel #AssunçãodeNossaSenhora #Dormição #NossaSenhora
- DEMÔNIOS BUDISTAS – Padre Federico Highton
[Padre Federico Highton também é advogado, formado pela Universidade de Buenos Aires (UBA), doutor em filosofia pelo Ateneo Pontificio Regina Apostolorum (APRA, Roma) e professor associado da Universidade Unicervantes. Desde janeiro de 2014, ele tem feito missões em terras pagãs. É o diretor e missionário do Projeto Omnes Gentes (OGP), plataforma que, por meio de expedições apostólicas, leva a fé cristã a tribos ou aldeias, que ainda não conhecem Jesus, no Himalaia, na Indochina, na savana africana e em outros lugares]. Em Lachunn, ficamos na casa de nosso “amigo” Tenzig, que é filho de um lama casado (nem todos os monges são celibatários). A casa do nosso anfitrião é um exemplo claro do tradicionalismo tibetano da aldeia. Sua família preservou rigorosamente as tradições budistas por muitas gerações. Quando entrei em sua casa — que é um hotel, como a maioria — a primeira coisa que ele me mostrou foi a “puya room”, ou seja, a sala de rituais. Não podemos chamá-lo de oratório, pois eles não oram no sentido estrito da palavra. Os “puya room” são basicamente todos iguais, igualmente assustadores. Tenzig me disse que os rituais ajudam a protegê-los dos demônios. E já sabendo do que se tratava, tivemos o seguinte diálogo, do qual transcrevemos o essencial. — Os rituais nos protegem dos espíritos malignos. — Dos demônios? — Sim exatamente. — Como você se protege dos demônios? — Fazemos oferendas a eles. — Você faz ofertas aos demônios para adorá-los? — Sim, para adorá-los. — Que tipo de oferendas fazem? — Oferecemos tudo o que nos pedem. — Sacrifícios de animais? — Sim, também. Em nossa casa, oferecemos aos demônios (ou ao demônio em nossa casa) um iaque por ano. O iaque é um animal da região. — Primeiro, oferecemos o iaque aos demônios e depois aos deuses. Tão profunda é a demonolatria no budismo tibetano que, como afirma Kasptein, “sem a cooperação dos espíritos locais, a comunidade não pode esperar alcançar a prosperidade” [1]. Observe-se a ordem metafísica e de prioridades: primeiro se honram os demônios, depois os deuses. É certo, absolutamente certo, que os deuses não existem, porém não deixa de ser muito significativo que privilegiem honrar os demônios em vez dos (por eles reputados) deuses. Tudo isso nos lembra o que Santo Tomás de Aquino ensinava (Comentário sobre o Credo, a. 1, n. 20): “[Todo o esforço do diabo] consiste em fazer-se adorar pelos homens e que lhe ofereçam sacrifícios: não que se deleite com um cão ou um gato que lhe são oferecidos, mas antes se deleita por ser reverenciado como a Deus, como ele disse ao próprio Cristo (Mateus 4, 9): “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares”. Por esta mesma razão os demônios entravam nos ídolos e davam indicações para serem venerados como deuses. Salmo 95, 5: “Todos os deuses das nações são demônios.” E o Apóstolo diz em 1 Cor 10, 20: “Mas o que os gentios imolam, imolam aos demônios, e não a Deus!” Para recapitular, muitas famílias tibetanas estabelecem contratos multigeracionais com um demônio do inferno. Mas por quê? Porque eles querem que aquele demônio ajude a sua família e, também, para apaziguá-lo. Eles acreditam que não podem revogar o contrato, já que, em caso contrário, o demônio se vingará terrivelmente. Não se pense que esta é uma prática isolada no mundo tibetano. Com efeito, como afirma o “texto-tesouro” bön sobre o Segundo Buda, este orou a todas as “divindades da família de Buda” [2]. Mas, para o budismo tibetano, não existem apenas demônios protetores de famílias, mas também demônios protetores do budismo. A literatura budista abunda neste tipo de menções, como podemos ler, por exemplo, nas histórias de J. Kongtrul, que chega a afirmar que Guru Rinpoché instalou vários espíritos arrogantes “como guardiães da doutrina budista” [3] ; forçou, sob juramento, vários espíritos mundanos, como os chamados “guardas dos dezesseis punhais”, a ser guardiões do budismo [4]; a toca do Tigre (Tiger Nest) é o lugar mais “sagrado” no Reino do Butão, pois eles acreditam que Guru Rinpoché voou até lá montado em sua esposa, transformada em tigresa, e que lá ele subjugou um demônio e o transformou em um guardião dos textos-tesouros budistas, embora, de acordo com Kongtrul, ele não tenha subjugado apenas um demônio, mas todos os deuses arrogantes — maiores e menores — e todos os demônios-canibais do Tibete, os quais, desde então, se tornaram os protetores daqueles livros “sagrados” budistas [5]. Taranata, em seu texto de louvor ao Guru Rinpoché, afirma que este guru “empregava em seu serviço os nagas e os portadores de maldade” [6]. De acordo com o relato de Taranata, Guru Rinpoché, em uma zona glacial, converteu um demônio serpentino ao budismo [7]. Na verdade, para o budismo, existem demônios budistas. Além disso, como Kapstein aponta, o Guru foi chamado ao Tibete “para reprimir os espíritos hostis e divindades do Tibete a fim de ganhar sua lealdade ao budismo” [8], ou seja, o Segundo Buda foi chamado ao Tibete para que haja demônios budistas. Sera Khandro — em um “texto-tesouro” — afirma alegremente que alguns demônios-canibais “aceitaram a responsabilidade de proteger a doutrina budista” [9]. No mesmo texto, cita Guru Rinpoché, que promete a seu discípulo Pema que dakinis (“demonesas”) das quatro classes virão de forma visível para saudá-lo [10]. Além disso, vamos mencionar que embora, de acordo com o budismo tibetano, quase todos os mamos sejam demônios raivosos que habitam os durtros e causam guerras — especialmente cósmicas — e pestes, os lamas ensinam que os mamos [seres malignos] podem ser benéficos para os meditadores budistas [11]. No budismo tibetano, pode-se até tentar entrar em transe para ter contato com seres demoníacos (a menos que tenhamos outro adjetivo para entidades abissais como “Yama, o senhor da morte”). Na verdade, como Kapstein relata, no Tibete acredita-se na história de Chowang, que entrou em transe para lidar com Yama (o senhor da morte ou, de acordo com Roebuck, “o deus da morte” [12]) e, graças a esse esforço, ela conseguiu fazer com que sua mãe, que estava no purgatório pagando pelas faltas de seu esposo (e a justiça?), se reencarnasse em um cachorro [13]. É o mundo dos loucos… e dos demônios. É o mundo do budismo. O mito Chowang é interessante, já que ele negocia com Yama, quando Buda pede para derrotar Yama: “Quem conquistará esta terra e este mundo de Yama com seus deuses?” [14]. Chowang vai para Yama, mas de acordo com Buda, devemos ir aonde Yama não possa nos ver: “Vá aonde o Rei da Morte não pode te possa ver” [15]. Notas [1] Kapstein, M., Tibetan Buddhism. A very short introduction, Oxford, NY 2014, 7: «without the cooperation of the local spirits, the community cannot hope to achieve prosperity». [2] Cf. Wongpo, J.K., The Bon version of the life of Guru Rinpoché. The treasury of rediscovered teachings, v. 39, Paro, Bhutan, Ngodup-Sherab Drimay, 1976 (traducido y publicado en Zangpo, N., Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002), 221: «Buddha family deities, to you I pray ». [3] Kongtrul, J., History of the sources of the profound treasures and the treasure revealers. The treasury of rediscovered teachings, v.1, Paro, Ngodup-Sherab Drimay, 1976 (traducido y publicado en Zangpo, N. (H. L. Thompson), Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002, 122). [4] Cf. Kongtrul, J., History of the sources of the profound treasures and the treasure revealers. The treasury of rediscovered teachings, v.1, Paro, Ngodup-Sherab Drimay, 1976 (traducido y publicado en Zangpo, N. (H. L. Thompson), Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002, 123). [5] Cf. Kongtrul, J., History of the sources of the profound treasures and the treasure revealers. The treasury of rediscovered teachings, v.1, Paro, Ngodup-Sherab Drimay, 1976 (traducido y publicado en Zangpo, N. (H. L. Thompson), Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002, 126). [6] Taranata, The Indian Version of the Life of Guru Rinpoché. The Treasury of Rediscovered Teachings, v. 1., Paro, Bhutan, Ngodup-Sherab Drimay, 1976 (traducido y publicado en Zangpo, N., Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002), 160: «he employed the nagas and evil harm-bringers as his servants». [7] Cf. Taranata, The Indian Version of the Life of Guru Rinpoché. The Treasury of Rediscovered Teachings, v. 1., Paro, Bhutan, Ngodup-Sherab Drimay, 1976 (traducido y publicado en Zangpo, N., Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002), 168. [8] Kapstein, M., Tibetan Buddhism. A very short introduction, Oxford, NY 2014, 16: «to quell the hostile spirits and divinities of Tibet in order to win their allegiance to Buddhism». [9] Cf. Khandro, S., The Immaculate White Lotus by Dorjé Tso. The collected revelations of Sera Mkha-gro Bde-chen-rdo-rje, v.1,, Kalimpong, India, Dupjung Lama, 1978 (traducido y publicado en Zangpo, N., Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002), 137. [10] Cf. Khandro, S., The Immaculate White Lotus by Dorjé Tso. The collected revelations of Sera Mkha-gro Bde-chen-rdo-rje, v.1,, Kalimpong, India, Dupjung Lama, 1978 (traducido y publicado en Zangpo, N., Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002), 149. [11] Cf. Zangpo, N. (H. L. Thompson), Guru Rinpoché. His Life and Times, Snow Lion, New York 2002, 301. [12] V. Roebuck, Glossary, en Buddha [?], The Dhammapada, Penguin, London 2010, 104: «the god of Death». [13] Cf. Kapstein, M., Tibetan Buddhism. A very short introduction, Oxford, NY 2014, 104-105. [14] Buddha [?], The Dhammapada, Penguin, London 2010, 11: «who will conquer this earth and this world of Yama with its gods?». [15] Buddha [?], The Dhammapada, Penguin, London 2010, 11: «go where the King of Death can’t see you» https://www.infocatolica.com/blog/maradentro.php/2008140753-demonios-budistas#more40036
- A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA
A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA A Questão religiosa CLEMENTE XII: Carta Apostólica “In eminenti apostolatus specula”, 28 abr. 1738, “a respeito dos maçons”. Bento XIV. "Os Livres Pedreiros" “Ficamos sabendo que estão se difundindo por todos os lados e que de dia em dia fazem progressos algumas sociedades, associações, círculos, reuniões, agregações ou reuniões secretas comumente chamadas "Livres Pedreiros" ou "Franco-maçons", ou indicadas com qualquer outro nome segundo as diversas línguas. Nessas sociedades, homens de qualquer religião e seita, satisfeitos com uma afetada aparência de honestidade natural, associam-se uns aos outros com um pacto tão estreito quanto inacessível, segundo leis e estatutos redigidos por eles, e ao mesmo tempo são obrigados, seja por juramento rigoroso prestado sobre a sagrada Bíblia seja pela cumulação de severas penas, a esconder com inviolável silêncio todas as coisas que fazem no escondido. Mas, como a natureza do crime é tal que se revela a si mesmo e produz um clamor que o entrega, as supracitadas sociedades ou conventículos inspiraram nos corações dos fiéis uma desconfiança tão forte que o aderir a estas agremiações por parte dos homens prudentes e honestos é, sem mais nem menos, considerado como contrair a marca da maldade e perversão. Se de fato não fizessem o mal, não teriam de modo algum um ódio tão grande à luz. Essa fama se difundiu de tal modo que as supracitadas sociedades, pelas autoridades seculares, faz tempo, em muitas regiões, foram prescritas e providamente banidas como contrárias à segurança dos reinos. Nós, portanto, meditando no nosso coração sobre os gravíssimos danos trazidos por tais sociedades ou conventículos, de modo descomunal, não só à tranquilidade do governo temporal, mas também à salvação espiritual das almas e julgando que, por este motivo, de modo algum condizem com as disposições penais civis ou canônicas, visto que a divina palavra nos ensina ... que se deve vigiar para que tal laia de homens não penetre, como os ladrões, no interior da casa ... e não pervertam assim os corações dos simples .. para barrar o bem amplo caminho que poderia ser aberto pela entrada impune de coisas iníquas, como também por outros motivos justos e razoáveis por nós conhecidos, por conselho de .. alguns cardeais e também por iniciativa própria ... e com base na plenitude do poder apostólico, estabelecemos que essas sociedades ou conventículos dos "Liberi Muratori" ou "Franco-maçons", ou com qualquer outro nome que sejam chamados, devem ser condenados e proibidos. [Sejam encarregados os ordinários dos lugares e os inquisidores para que, aos transgressores.] como altamente suspeitos de heresia, os punam com penas adequadas.” OS ELEMENTOS EM CONFLITO Trata-se de um assunto que tem unanimidade entre os estudiosos acerca da questão Religiosa no Brasil. “A Igreja Católica nacional estava numa condição muito precária durante o Império. Esta precariedade pode ser encarada de três pontos de vista: espiritual, político e econômico. Do ponto de vista espiritual é afirmado que o clero católico brasileiro tendia a ser ou ignorante ou heterodoxo (jansenista) “Na organização da Igreja, os jansenistas desejavam uma diminuição do poder papal, com o aumento do poder dos Bispos, que seriam eleitos. O Jansenismo defendia também a eleição dos párocos. Eram eles, pois, democratizantes na esfera eclesiástica, o que os fez consequentemente, na civil, apoiarem a Revolução Francesa.”também envolvido em política, negligente em seus deveres espirituais e flagrante violador das regras do celibato” (VIEIRA, 1929, p.27). Dentro do aspecto político, é importante destacar que o Estado controlava a Igreja no Brasil e observa-se também que ocorreram abusos do direito de padroado da Coroa, o que enfraqueceu ainda mais a independência da Igreja. Esse enfraquecimento político é exemplificado pela subserviência da maioria do Clero ao governo em troca de cargos públicos. “A fraca condição econômica da Igreja estava intimamente ligada à condição anterior. O Clero todo, desde o Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil até o padre da paróquia mais pobre, era pago pelo Estado” (p.27). As côngruas (dever moral e religioso do crente contribuir financeiramente para a honesta e digna sustentação do seu pároco) tendiam a ser mesquinhas e permaneceram as mesmas por diversas décadas, a despeito da inflação e de um aumento constante no custo de vida. “Este tema foi amplamente estudado por diversos autores tais como Padre Júlio Maria, Nilo Pereira, João Cruz Costa e a Irmã Mary Crescentia Thornton, para mencionar apenas alguns. Este artigo terá como finalidade descrever os diversos elementos que entraram em choque e ocasionaram o que veio a chamar-se de Questão Religiosa na história nacional, uma abordagem da ingerência do Estado sobre à Igreja, e com isso mostrar ao público o porquê de muitas vezes a Igreja no Brasil não estar alinhada com às decisões do Papa. Será exposto elementos dentro do seu contexto universal, visto que esse conflito não teve lugar somente no Brasil, mas por toda a Cristandade. Muitos são os elementos que entraram nessa luta. Entretanto, em sentido geral, pode-se definir que o conflito foi, de certa forma, uma colisão do galicanismo, jansenismo, liberalismo, maçonaria, deísmo, racionalismo e protestantismo, todos vagamente “aliados contra o conservantismo e ultramontanismo da Igreja Católica do Século XIX.”(Vieira, 27) O Galicanismo Galicanismo é um termo que descreve várias teorias desenvolvidas na França concernentes às relações da Igreja Católica francesa, assim como do Estado francês, com o papado. “Do ponto de vista religioso, o galicanismo significava que a Igreja e o Clero franceses se outorgavam direitos próprios independentes de Roma. Do ponto de vista do Estado, os reis franceses afirmavam ter recebido seus poderes diretamente de Deus e que seus poderes temporais estavam fora da jurisdição papal. Essas teorias foram desenvolvidas contra as pretensões teocráticas dos papas da Idade Média. Pelos idos da Reforma, essas teorias foram incorporadas na ‘Declaração do Clero Francês’, de autoria do Bispo Jacques Benigne Bossuet 1627-1682 publicada em 1682.”(VIEIRA, 1929, P.28) O Clero francês, em suma, declarou em 1682 que o poder temporal dos reis era independente do papado; que as antigas liberdades da Igreja Católica francesa eram sagradas; “que o Conselho Geral estava acima do papa; e que a autoridade do ensino infalível da Igreja pertencia aos bispos e ao papa conjuntamente (VIEIRA, 1929, p.28). Bastante ligado ao galicanismo estava o conceito de “padroado”, isto é, o direito do rei de recolher dízimos e nomear os bispos. Isto, entretanto, não era a única feição dessa teoria eclesiástica francesa. Variados graus de padroado sobre a Igreja tinham existido na Cristandade entre governantes locais do quinto século em diante. Entretanto, o seu conceito mais moderno, isto é, de que o padroado é um poder ou um privilégio concedido pela Santa Sé a um rei, apareceu no século dezesseis. “O padroado foi concedido pelo papa aos reis portugueses e espanhóis, entre outros, outorgando poderes sobre os negócios da Igreja nos territórios de além mar desses monarcas. Estudiosos da questão religiosa no Brasil são impelidos a assinalar que as fraquezas da Igreja brasileira do século XIX podem ser explicadas, em parte, em função de séculos de direito de padroado sobre a igreja colonial exercido pela Coroa portuguesa” (VIEIRA, 1929, 28). Os reis de Portugal, como patrocinadores da atividade missionária em suas colônias, tinham recebido certos direitos (outorgados por Leão X em 1514 e por Júlio II em 1550) em relação à coleta de dízimos e o direito de padroado sobre a Igreja nos territórios conquistados aos “infiéis”. Desde que tais direitos tinham sido concedidos à casa portuguesa de Avis, e mais tarde à casa de Bragança, os imperadores brasileiros, como herdeiros diretos desta, “exigiram e assumiram o padroado sobre a Igreja Brasileira. O Papa Leão XII desejoso de reconhecer esse direito, assim o fez, pela sua Bula Proeclara portugaliae algarbiorum que regum de 15 de maio de 1827, a qual o Parlamento brasileiro imediatamente rejeitou, sob a teoria galicana de que o direito de padroado era inerente à soberania e não precisava de reconhecimento papal. Deve ser destacado que o problema do padroado também existia nas nações latino americanas de língua espanhola. Por toda a América de língua espanhola, inúmeras Sés que vagaram permaneceram não preenchidas por anos: bispos e arcebispos foram encarcerados e deportados; núncios e internúncios foram rejeitados e, às vezes, deportados; a propriedade da Igreja foi, freqüentemente, confiscada.” (VIEIRA, 1929,p.28-29) Os conflitos brasileiros entre Estado e Igreja, examinados à luz dos problemas religiosos das nações americanas de língua espanhola, parecem quase que moderados e as relações entre as duas instituições quase que amigáveis. O direito de padroado era exigido como direito seu pelos imperadores brasileiros e provavelmente teria continuado incontestado pelos ultramontanos, a não ser quando os galicanos brasileiros começaram a dar a esse direito uma interpretação mais ampliada do que tinha na sua forma original, no século XVI. Em alguns casos, as atitudes galicanas brasileiras baseavam-se no mais recente conceito pombalino do padroado português. “O direito de padroado da Coroa portuguesa assume um aspecto mais vigoroso durante os dias do Rei Dom José I (1750-1777) através das ações do Marquês de Pombal, que estabelecera em Portugal a política dos “monarcas esclarecidos” da época. Com o auxílio dos jansenistas portugueses, Pombal expulsou Jesuítas do reino e das colônias, modificando radicalmente o sistema educacional português e introduzindo conceitos galicanos do controle do Estado sobre a Igreja, o que excede qualquer coisa que a Santa Sé jamais concedera à Coroa portuguesa. O jansenismo tornou-se uma poderosa força religiosa e política tanto em Portugal como no Brasil.” (VIEIRA, 1929, p.29). #USA #humanismo #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Históriamoderna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment
- CNBB assina nota cobrando responsabilização pelas 100 mil mortes por Covid-19
A CNBB se uniu à OAB e outras instituições para criticar enfaticamente a ação federal diante da pandemia e pedir responsabilização do governo Bolsonaro pelas mais de 100 mil mortes. Intitulada “Perdemos 100 mil vidas”, as entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil, que é composta por seis entidades, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgaram nova nota em que destacam: “responsabilização por esta tragédia humana não pode deixar de ser feita”. Ignorando o fato de que o Brasil, país de 3º mundo, possui praticamente o mesmo número de mortos por milhão de habitantes que os Estados Unidos da América, potência de 1º mundo (aproximadamente 1950 mortos/milhão – dados de 14/08/20), querem utilizar de uma narrativa para culpar o Bolsonaro pelas mortes, quando obviamente a principal causa das mortes é uma só: o Vírus. Leia, abaixo, a íntegra da nota que tem como entidades signatárias a CNBB, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Comissão Arns, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Leia também: PERDEMOS 100 MIL VIDAS “Responsabilização por esta tragédia humana não pode deixar de ser feita”, afirmam SBPC, CNBB, OAB, Comissão Arns, ABC e ABI, em nota Movidos por compaixão, declaramos nossa proximidade com todas as famílias enlutadas no país, reverentes que somos aos 100 mil mortos vitimados pela atual pandemia e suas consequências. Não se trata de uma fatalidade, mas de uma tragédia humana que poderia ter sido evitada. Em 7 de abril deste ano, Dia Mundial da Saúde, as entidades que hoje assinam este artigo juntaram suas vozes para lançar o “Pacto pela Vida e Pelo Brasil”, um alerta à sociedade brasileira sobre a crise que avançava no país —crise não apenas sanitária, mas social, econômica e política. O Brasil contabilizava, então, 14.049 pessoas infectadas e 688 mortos pelo novo coronavírus. Passados quatro meses, essa crise humanitária ganhou patamar bem mais elevado: com cerca de 3 milhões de infectados, hoje o país se curva diante da triste marca de mais de 100 mil mortos pela Covid-19, sem ações articuladas e alinhadas à altura de mudar este cenário preocupante. Sabia-se que a pandemia poderia assumir proporções importantes no Brasil, um país com imensa desigualdade regional e social, concentração de renda, altas taxas de desemprego, economia em decadência, atendimento público à saúde fragilizado e um vergonhoso índice de saneamento básico. Sabia-se, também, que o enfrentamento daquele vírus até então pouco conhecido, de contágio fácil e efeitos devastadores, oferecia um importante rumo a seguir: o isolamento social, para quebrar a cadeia de transmissão e dar tempo para a organização do sistema de saúde diante do esperado aumento de casos. Foi exatamente isso o que preconizou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em consonância com os melhores centros de pesquisa em saúde do mundo. No entanto, o Brasil trilhou o caminho da insensatez. Ao mesmo tempo em que o Ministério da Saúde defendia que o país seguisse as normas da OMS – inclusive com base no que ocorrera em outros países– , autoridades faziam, publicamente, afirmações que negavam a evidência científica, como a de comparar a Covid-19 a uma “gripezinha” e a de propagandear um medicamento não certificado por diferentes fontes científicas, além de estimular aglomerações e o contato físico com pessoas desprotegidas. Desde a divulgação do “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, foram 120 dias de turbulências políticas e de ausência de um plano nacional coerente para combate à pandemia. As medidas de enfrentamento dos efeitos da Covid-19, especialmente no que diz respeito às populações mais vulneráveis, deixam muito a desejar. A renda emergencial colocada à disposição dos mais pobres, embora seja uma resposta imediata, está longe de sanar as necessidades básicas de cerca de 50 milhões de brasileiros. A transferência de recursos a estados e municípios para o enfrentamento da pandemia, aprovada pelo Congresso, ainda não chegou ao patamar de 35%. A lei 14.021/20, estabelecendo ações emergenciais de saúde em comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais, foi sancionada com vetos a serem urgentemente derrubados – entre eles, vetos à obrigatoriedade de acesso à água potável, a serviços de saúde de média e alta complexidade, à oferta emergencial de leitos hospitalares e UTIs e à disponibilização de ventiladores e outros equipamentos médicos. A responsabilização por esta tragédia humana não pode deixar de ser feita. É evidente que o Brasil tem sido abalado pela força da própria pandemia, mas também tem sido duramente castigado pela incapacidade do governo federal em unir o país numa hora tão difícil, atuar de forma republicana em articulação com governadores, prefeitos e Poder Legislativo, e levar em consideração as orientações da ciência, das organizações de saúde, das entidades médicas e de saúde pública. Deixamos registrada nossa solidariedade aos profissionais da saúde e aos trabalhadores de serviços essenciais que têm estado na linha de frente da batalha contra o novo coronavírus, muitas vezes em condições precárias e de alto risco. Em memória das vítimas da Covid-19, exortamos a todos, brasileiras e brasileiros, mulheres e homens de boa vontade, a se juntarem neste momento de luto e reflexão. Certamente, a melhor forma de homenagear os que partiram será a nossa união para exigir respeito à vida e responsabilidade com o destino de 210 milhões de brasileiros, no exercício de práticas cidadãs que construam um novo tempo para o Brasil. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Felipe Santa Cruz Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) José Carlos Dias Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns Luiz Davidovich Presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Paulo Jeronimo de Sousa Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Ildeu de Castro Moreira Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) #Bolsonaro #Coronavírus
- CNBB assina nota cobrando responsabilização pelas 100 mil mortes por Covid-19
A CNBB se uniu à OAB e outras instituições para criticar enfaticamente a ação federal diante da pandemia e pedir responsabilização do governo Bolsonaro pelas mais de 100 mil mortes. Intitulada “Perdemos 100 mil vidas”, as entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil, que é composta por seis entidades, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgaram nova nota em que destacam: “responsabilização por esta tragédia humana não pode deixar de ser feita”. Ignorando o fato de que o Brasil, país de 3º mundo, possui praticamente o mesmo número de mortos por milhão de habitantes que os Estados Unidos da América, potência de 1º mundo (aproximadamente 1950 mortos/milhão – dados de 14/08/20), querem utilizar de uma narrativa para culpar o Bolsonaro pelas mortes, quando obviamente a principal causa das mortes é uma só: o Vírus. Leia, abaixo, a íntegra da nota que tem como entidades signatárias a CNBB, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Comissão Arns, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Leia também: PERDEMOS 100 MIL VIDAS “Responsabilização por esta tragédia humana não pode deixar de ser feita”, afirmam SBPC, CNBB, OAB, Comissão Arns, ABC e ABI, em nota Movidos por compaixão, declaramos nossa proximidade com todas as famílias enlutadas no país, reverentes que somos aos 100 mil mortos vitimados pela atual pandemia e suas consequências. Não se trata de uma fatalidade, mas de uma tragédia humana que poderia ter sido evitada. Em 7 de abril deste ano, Dia Mundial da Saúde, as entidades que hoje assinam este artigo juntaram suas vozes para lançar o “Pacto pela Vida e Pelo Brasil”, um alerta à sociedade brasileira sobre a crise que avançava no país —crise não apenas sanitária, mas social, econômica e política. O Brasil contabilizava, então, 14.049 pessoas infectadas e 688 mortos pelo novo coronavírus. Passados quatro meses, essa crise humanitária ganhou patamar bem mais elevado: com cerca de 3 milhões de infectados, hoje o país se curva diante da triste marca de mais de 100 mil mortos pela Covid-19, sem ações articuladas e alinhadas à altura de mudar este cenário preocupante. Sabia-se que a pandemia poderia assumir proporções importantes no Brasil, um país com imensa desigualdade regional e social, concentração de renda, altas taxas de desemprego, economia em decadência, atendimento público à saúde fragilizado e um vergonhoso índice de saneamento básico. Sabia-se, também, que o enfrentamento daquele vírus até então pouco conhecido, de contágio fácil e efeitos devastadores, oferecia um importante rumo a seguir: o isolamento social, para quebrar a cadeia de transmissão e dar tempo para a organização do sistema de saúde diante do esperado aumento de casos. Foi exatamente isso o que preconizou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em consonância com os melhores centros de pesquisa em saúde do mundo. No entanto, o Brasil trilhou o caminho da insensatez. Ao mesmo tempo em que o Ministério da Saúde defendia que o país seguisse as normas da OMS – inclusive com base no que ocorrera em outros países– , autoridades faziam, publicamente, afirmações que negavam a evidência científica, como a de comparar a Covid-19 a uma “gripezinha” e a de propagandear um medicamento não certificado por diferentes fontes científicas, além de estimular aglomerações e o contato físico com pessoas desprotegidas. Desde a divulgação do “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, foram 120 dias de turbulências políticas e de ausência de um plano nacional coerente para combate à pandemia. As medidas de enfrentamento dos efeitos da Covid-19, especialmente no que diz respeito às populações mais vulneráveis, deixam muito a desejar. A renda emergencial colocada à disposição dos mais pobres, embora seja uma resposta imediata, está longe de sanar as necessidades básicas de cerca de 50 milhões de brasileiros. A transferência de recursos a estados e municípios para o enfrentamento da pandemia, aprovada pelo Congresso, ainda não chegou ao patamar de 35%. A lei 14.021/20, estabelecendo ações emergenciais de saúde em comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais, foi sancionada com vetos a serem urgentemente derrubados – entre eles, vetos à obrigatoriedade de acesso à água potável, a serviços de saúde de média e alta complexidade, à oferta emergencial de leitos hospitalares e UTIs e à disponibilização de ventiladores e outros equipamentos médicos. A responsabilização por esta tragédia humana não pode deixar de ser feita. É evidente que o Brasil tem sido abalado pela força da própria pandemia, mas também tem sido duramente castigado pela incapacidade do governo federal em unir o país numa hora tão difícil, atuar de forma republicana em articulação com governadores, prefeitos e Poder Legislativo, e levar em consideração as orientações da ciência, das organizações de saúde, das entidades médicas e de saúde pública. Deixamos registrada nossa solidariedade aos profissionais da saúde e aos trabalhadores de serviços essenciais que têm estado na linha de frente da batalha contra o novo coronavírus, muitas vezes em condições precárias e de alto risco. Em memória das vítimas da Covid-19, exortamos a todos, brasileiras e brasileiros, mulheres e homens de boa vontade, a se juntarem neste momento de luto e reflexão. Certamente, a melhor forma de homenagear os que partiram será a nossa união para exigir respeito à vida e responsabilidade com o destino de 210 milhões de brasileiros, no exercício de práticas cidadãs que construam um novo tempo para o Brasil. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Felipe Santa Cruz Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) José Carlos Dias Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns Luiz Davidovich Presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Paulo Jeronimo de Sousa Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Ildeu de Castro Moreira Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) #Bolsonaro #Coronavírus
- SOCIALISMO E CRISTIANISMO – Marcel de Corte
Venho novamente falar da fascinação que o socialismo marxista exerce em alguns católicos, jovens e velhos, ingênuos ou maliciosos. À primeira vista, aqui reside um mistério. Vejo homens que se apresentam como adversários do marxismo, mas que conferem todavia à doutrina ou àqueles que a professam a posição privilegiada de ponto de referência. Nada escrevem, nada fazem, nada iniciam sem antes se perguntar em que posição se situa seus pensamentos e atos em relação ao socialismo e aos adeptos de sua ortodoxia. Parece que sua preocupação dominante é sublinhar as semelhanças (e por vezes as diferenças) de atitudes diante das questões sociais e políticas. Seria vão dizer que isso é tática e manobra. Não se ocupa os postos elevados dum partido, contando somente com o apoio deste mesmo partido. Um partido só tem sentido em relação aos demais partidos. Para triunfar, o acordo tácito dos adversários é quase sempre necessário. A longa experiência dos governos de coalizão é prova inconteste disso. Alça-se num átimo um indivíduo obscuro aos primeiros postos, não por nele confiarem seus partidários, mas sob a pressão oblíqua dos opositores. Assim vê-se, na multidão que sitia a entrada do guichê, correntes adversas conduzirem rapidamente o hábil aproveitador em direção ao alvo. Os demais ficam de mãos abanando. Para ele, basta se esgueirar até o ponto de tangência dos movimentos contrários. É um método bem conhecido hoje em dia, com resultados comprovados. Uma pessoa tem em vista menos “os seus” que “os outros”. Eis o abc do que denominamos política. No entanto, esta é uma explicação curta demais. Atualmente, o político há-de ter como bagagem um mínimo de “idéias” e de “filosofia”, uma weltanschauung, no dizer dos alemães, uma visão do mundo e da sociedade. É algo que pareceria ridículo a nossos ancestrais. Por exemplo, um Rechelieu ou um Henrique IV não possuíam nem sistema nem doutrina. Era-lhes suficiente o sólido bom senso, o sentido do concreto e dos fatos, o prazer em servir, a aptidão para o comando e a intuição do bem. Hoje não é mais assim. O político considera mais a opinião dos eleitores sobre os fatos que os fatos em si mesmos. Não procura saber se as opiniões são verdadeiras ou falsas, razoáveis ou loucas, justas ou injustas. Para ele, é obrigação inelutável curvar-se a isso, sob a pena de desaparecer do cenário político. Ora, a opinião é essencialmente cambiante, móvel, incerta. Ontem, quem era pela guerra, hoje é pela paz, ou vice-versa. Para trabalhar com segurança neste fluído complexo, é preciso solidificá-lo. Os sistemas e as modernas doutrinas políticas desempenham esse papel de rolo compressor. Cabe-lhes comunicar aos homens uma ortodoxia, um conjunto de idéias invariáveis, capazes de resistir aos desmentidos da experiência, na medida do possível. A posição do político encontra-se consolidada. Tem seus fiéis, sua “Igreja”, seu “credo”, seus “dogmas”. Em tal ambiente, a política tende a se tornar religião, sistema teológico da vida social e, em certos casos privilegiados, crença “mística” inabalável. Neste plano, o cristão está definitivamente em desvantagem, frente aos concorrentes incrédulos. Antes de tudo, ele tem uma religião de caráter bem diverso, visto que é sobrenatural. Mais ainda, a despeito das inúmeras tentativas em contrário, em vão escrutará o Evangelho para descobrir aí uma doutrina social ou política. A Boa Nova transcende a tais preocupações. É testemunha disso o desprezo soberano do Cristo: “Daí a César o que é de César…”. Antes do mais, o cristianismo é pessoal, dirige-se à fina extremidade da alma. Ele só é social, só edifica a sociedade cristã à proporção que é pessoal, que impregna a alma, introduzindo nas relações do homem com o próximo o lubrificante da caridade. O Cristo não fora o “primeiro socialista” ou “o primeiro democrata”, como afirma a exegese arrevesada, mas simplesmente o primeiro cristão. Finalmente, enquanto terrestre, a Igreja possui uma doutrina social, inclusive um sentido político, que apregoa a fim de harmonizar a natureza decaída do homem com sua missão sobrenatural. Não é uma doutrina opinativa, mas uma sociologia baseada na experiência, na tradição, nas constantes da vida social e nas grandes e eternas colunas que mantêm o equilíbrio dos edifícios humanos. Como tal ensinamento atrairia as pessoas, se não é fundado na opinião? Neste domínio, ela é inerme. Conta-se desta feita nos dedos os políticos cristãos que prestaram atenção às Encíclicas e no Syllabus. Nesta perspectiva, é quase inevitável que o político cristão, caso não tome cuidado, sofra a atração do sistema socialista. O marxismo é um sistema acomodado para solidificar a opinião instável. Ele não promete aos cidadãos isso ou aquilo, mas tudo, a felicidade total e definitiva. A opinião, imbuída de esperança, se estabiliza, assegurando ao mesmo tempo aos organizadores do engenhoso sistema um poder inamovível. Ora, este é o sonho de qualquer político: convivendo com a instabilidade de opinião, tem por fim único estabilizá-la, para assim estabilizar-se a si. Por isso, é importante para ele possuir uma Weltanschauung, uma visão total, a promessa duma filosofia do universo e da humanidade. O político cristão que adentra nesta engrenagem, logo vai se forjar uma visão do mundo, análoga à do marxismo, porque total. Na cabeça de muitos, é certo que este sistema é mais gelatinoso que sólido. Não se decide os destinos do mundo só com a cabeça sem correr o risco de vê-lo atolar-se na lama. O segredo da conveniência entre o marxismo e um certo cristianismo é não haver segredo. A convergência é simplesmente o resultado duma política falseada desde o início. (Publicado originalmente em La libre Belgique, 7 de março de 1951. Traduzido e publicado pelo site Permanência)
- A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA
A IGREJA E A LUTA CONTRA O LIBERALISMO E A MAÇONARIA A construção das elites Realizando uma abordagem sobre a formação das elites políticas, observa-se várias combinações que deram origem a tais elites, que também eram distintas entre si. Verifica-se que onde se deu a predominância da elite burocrática, havia uma tendência a confundir-se em parte ou totalmente com a elite política, dominando os postos ministeriais e fazendo-se representar nos parlamentos, como em Portugal por exemplo. Nos casos de predomínio dos parlamentos e partidos, a elite política tirava seu poder de outra fonte que não o Estado. Na Inglaterra, ela foi por muito tempo recrutada predominantemente na nobreza territorial, que também controlava boa parte do serviço público. Nos Estados Unidos, onde tal nobreza inexistia ou existia apenas embrionariamente no Sul, já na Constitutional Convention de 1787 predominavam fazendeiros, industriais, comerciantes e sobretudo advogados. Nesse último caso, não só o funcionário público não tinha força própria como era visto com suspeição pelo fato de ser representante do governo. (Carvalho, p.28) Tudo isso teve naturalmente a ver com o movimento mais amplo do desenvolvimento da economia capitalista e da concomitante sociedade burguesa. A literatura a respeito é rica, embora resvale muitas vezes para debates pouco frutíferos como o que se trava sobre a natureza do Estado absolutista, se feudal ou burguês. Interessam-nos apenas os aspectos que afetaram a formação das elites ou foram por ela afetados. Esses aspectos são basicamente os referentes à formação de classes e ao tipo de Estado que se criava. Aqui adotamos a tese já clássica de que quanto maior o êxito e a nitidez da revolução burguesa, tanto menor o peso do Estado como regulador da vida social e, portanto, tanto menor o peso do funcionalismo civil e militar e tanto mais representativa a elite política. (CARVALHO, p.28) Nos EUA não havia a tradição de serviço público por uma classe que vivia de renda. A administração pública era vista com desconfiança. Como os empresários não tinham tempo para uma vida pública e política, essa tarefa ficou para os advogados. “Os advogados, em contraste com os juristas, são típicos produtos da revolução burguesa e da política liberal, pois são profissionais da representação de interesses. Atribuir a eles a representação política era apenas ampliar uma atividade que já exerciam nas relações sociais e econômicas”. (CARVALHO, 29) Segundo Carvalho, percebe-se um papel fundamental na atuação dos magistrados e juristas na formação dos Estados modernos. Em Portugal, isso foi mais acentuado, tendo em vista que as Cortes de Coimbra tinham proposto em 1385 que eles fossem representados junto com a nobreza, o clero e o povo. Os juristas e magistrados exerceram um papel de grande importância na política e na administração portuguesa e posteriormente na brasileira. Tratava-se de uma elite sistematicamente treinada, sobretudo graças ao ensino do direito na Universidade de Coimbra, fundada em 1290. O direito ensinado em Coimbra era profundamente influenciado pela tradição romanista trazida de Bolonha. O direito romano era particularmente adequado para justificar as pretensões de supremacia dos reis. Tratava-se de um direito positivo no qual fonte era a vontade do príncipe e não o poder da Igreja ou o consentimento dos barões. Os monarcas que se salientaram na luta pela criação de Estados modernos quase sempre se cercavam de juristas, como foi o caso de Frederico II da Suábia e de Felipe, o Belo. Em Portugal, ficou famoso o jurista João das Regras, conselheiro de D. João I. O Código Afonsino teve influência do Corpus Juris Civilis.”(CARVALHO P. 32) No decorrer deste artigo e de outros que irão abordar o mesmo tema, qual seja a questão religiosa e a formação das elites para a construção do Estado, a intenção é apresentar um desenho das influências de grupos na concepção político-social na perspectiva de José Murilo de Carvalho, um dos grandes historiadores da História do Brasil, e do doutor David Gueiros. Não será apontada a origem dessas elites, mas será observado o processo de controle dos seus grupos que têm o mesmo objetivo. Esses grupos tem uma mesma função ideológica e uma mesma raiz, que é o liberalismo e a maçonaria. Nos dias atuais, observamos essa elite usando de questões sociais para influenciar a economia e a política. Por esse motivo, é bem coerente a observação de José Murilo de Carvalho a seguir: “O fator condicionante das elites é o fator social e não o político”. Ele ainda observa que o primeiro fato é o de natureza econômica. (CARVALHO, p.20) O fato de se ser contra o monopólio de decisões por grupos minoritários, e creio que todos o somos, não deve obscurecer o outro fato de que existem grupos minoritários que realmente têm influência decisiva em certos acontecimentos. A própria grita contra o elitismo na história brasileira é reconhecimento tácito de que as elites de fato tiveram e têm grande influência. Se é verdade que a historiografia tende a magnificar esse papel, seria ingênuo achar que se pode resolver o problema reformando a historiografia. O que tem que ser mudado é a história, e para isto é importante inclusive reconhecer o que de real existe no papel das elites. Lembre-se, aliás, que mudar a história frequentemente depende também da atuação de determinados grupos de elites. Se existiram os mandarins chineses, também existiram os jovens turcos de Násser e os revolucionários profissionais de Lênin. (CARVALHO, 20) Além de buscar uma homogeneidade, segundo (CARVALHO, 2020, P.35) “as elites dos Estados deveriam também possuir um treinamento próprio para as tarefas de governo. O fenômeno é mais nítido entre as elites burocráticas”. Um exemplo são os casos da Prússia e de Portugal, aos quais se poderiam acrescentar os do Japão, do Brasil e da Turquia. Na Europa, os especialistas por excelência em formação do Estado pode-se dizer que foram os juristas, os formados na tradição do direito romano, embora muitas vezes agissem individualmente e não como grupo de elite. Sua influência foi assim avaliada por Weber: Além de buscar uma homogeneidade, segundo Carvalho (2020, p.35), “as elites dos Estados deveriam também possuir um treinamento próprio para as tarefas de governo. O fenômeno é mais nítido entre as elites burocráticas”. Pode-se citar como exemplos os casos da Prússia e de Portugal, aos quais se acrescentariam os do Japão, do Brasil e da Turquia. Na Europa, pode-se dizer também que os especialistas por excelência em formação do Estado foram os juristas, os formados na tradição do direito romano, embora muitas vezes agissem individualmente e não como grupo de elite. Sua influência foi assim avaliada por Weber: “O tremendo impacto do direito romano, na forma que lhe deu o Estado burocrático romano em sua última fase, revela-se claramente no fato de que por toda parte a revolução da administração política na direção do emergente Estado racional foi levada adiante por juristas” (Ensaios da sociologia, Max Weber, p.93) “O tremendo impacto do direito romano, na forma que lhe deu o Estado burocrático romano em sua última fase, revela-se claramente no fato de que por toda parte a revolução da administração política na direção do emergente Estado racional foi levada adiante por juristas” (Ensaios da sociologia, p.93). Max Weber. Para Carvalho, Weber parece não distinguir entre o papel dos juristas e o dos advogados. A distinção, no entanto, é esclarecedora. (CARVALHO, 2020, p.36) Os juristas estavam para os Estados absolutos como os advogados estavam para os Estados liberais. Não foi por acaso que advogados estiveram desde cedo presentes na política inglesa e sobretudo na americana, ao passo que pouco se distinguiram na França, e ainda menos na Prússia e em Portugal. Os advogados eram fruto da sociedade liberal e quanto mais forte esta, tanto maior sua influência e mais generalizada sua presença. Os juristas, no entanto, sobretudo os de tradição romana, preocupavam-se mais com a justificação do poder real e com montagem do arcabouço legal dos novos Estados. Daí também terem sido os países menos liberais os que se caracterizaram pelos grandes códigos legais, ao passo que Inglaterra e Estados Unidos ficaram conhecidos pelo maior peso do direito consuetudinário e common law. (CARVALHO, p.36) Veremos a seguir uma preocupação do Santo Padre Clemente XII, está carta pode ser entendida como uma exortação aos Católicos sobre o perigo dessas associações das elites, além de estar preocupado com o liberalismo trazido pela maçonaria: Veremos a seguir uma preocupação do Santo Padre Clemente XII sobre assunto. Esta carta pode ser entendida como uma exortação aos católicos sobre o perigo dessas associações das elites, além de estar preocupado com o liberalismo trazido pela maçonaria. Uma observação deve ser feita em relação à formação das elites e à questão da formação acadêmica. Ao tornar-se independente, o Brasil dispunha de uma elite ideologicamente homogênea devido à sua formação jurídica em Portugal, ao seu treinamento no funcionalismo público e ao isolamento ideológico em relação a doutrinas revolucionárias. Essa elite se reproduziu em condições muito semelhantes após a Independência ao concentrar a formação de seus futuros membros em duas escolas de direito, ao fazê-los passar pela magistratura e ao circulá-los por vários cargos políticos e por várias províncias. A despeito da falta de estudos mais aprofundados, pode-se afirmar que tal elite não existia nas colônias espanholas à época da Independência nem foi criada nos países recém-liberados. A política espanhola de criar universidades nas colônias permitiu a formação de elites locais e impediu o efeito unificador produzido por Coimbra. Além disso, o conteúdo da formação nas universidades coloniais era fortemente religioso em contraste com a formação mais jurídica de Coimbra. Finalmente, a exclusão de criollos dos cargos públicos, sobretudo no período Bourbon, contribuiu também para impedir a continuidade entre a administração colonial e a administração independente. Após a independência, a crônica instabilidade política dos vários países em que se fragmentou a colônia espanhola dificultou a construção de uma elite homogênea, se não socialmente, pelo menos em termos de treinamento, de ideologia, de valores e mesmo de linguagem (CARVALHO, 39). Nos próximos artigos iremos tratar da questão religiosa com mais detalhes. #USA #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Gelásio #desenvolvimentodoutrinal #Doctrinaldevelopment
- Padre despreza oração do Terço de Nossa Senhora durante missa ao vivo: “não converte ninguém
Padre pertencente à Diocese de Jales – SP, protagonizou uma fala totalmente infeliz referindo-se ao Santo Terço de Nossa Senhora com total desprezo. Assista o vídeo no final da matéria. O padre Telmo José Amaral de Figueiredo, da paróquia São Benedito em Urânia – SP, que pertence à Diocese de Jales, durante a celebração da Santa Missa, referiu-se com total desrespeito e impiedade à oração do Santo Terço. Buscando contrapor a importância das “obras” e dos “pobres” o padre utiliza de expressões depreciativas referindo-se às praticas de devoção recomendadas por muitos santos durante os milênios de Tradição da Igreja e faz duras críticas às pessoas que valorizam a vida espiritual, utilizando até referências do papa Francisco para impor suas teorias. Veja suas palavras: “Muitos fogem do Reino de Deus… É mais fácil você marcar um terço, mais fácil fazer uma “oraçãozinha” de pai nosso, ave-maria… até mesmo mil Ave-Marias, que não adiantam nada, porque se adiantasse esse país seria bem melhor” E continua mais adiante: “Por isso que a Igreja de hoje não atrai as pessoas como atraia antigamente, a gente se perde muitas vezes em preces, terços, orações, devoções… em coisas que não transformam a vida de ninguém! Quantos terços você já rezou durante a sua vida, você se converteu por causa do terço?” Tais colocações vão em desencontro aos ensinamentos de um importante Santo da Igreja, cuja festa celebramos no início deste mês, Santo Afonso Maria de Ligório, que ensinava: “Quem reza se salva, quem não reza, certamente se condena” Assista o vídeo abaixo: Aos que desejarem assistir a homilia na íntegra, podem fazer no seguinte link. As falas do vídeo acima estão aproximadamente no minuto 40′ da transmissão: Clique aqui para assistir a homilia na íntegra. Os pensamentos e ensinamentos expressos pelo padre do vídeo, são provenientes de linha comunista/marxista que atua dentro da Igreja chamada Teologia da Libertação (TL), que prioriza a atuação da Igreja ante os pobres e despreza a importância da espiritualidade. O movimento da Teologia da Libertação foi condenado pela Igreja e duramente criticado pelos pontificados de João Paulo II e de Bento XVI. Movimento este que foi recentemente elogiado em uma conversa do ex-presidente condenado Lula e o ícone da Teologia da Libertão Leonardo Boff em uma live. Nesta live eles enalteceram a TL e foram enfáticos em dizer que o Partido dos Trabalhadores (PT) não existiria se não fosse o trabalho da Igreja Católica através da Teologia da Libertação. Leia também: “O PT não existiria se não fosse a Teologia da Libertação” É importante lembrar que Nossa Senhora em Fátima apareceu a três crianças para alertar o mundo sobre os erros que seriam espalhados pela Russia, o Comunismo. Nesta mesma aparição Nossa Senhora pediu que os católicos: “Rezem o Terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo.” Até o momento o Bispo da Diocese de Jales, José Reginaldo Andrietta, que já esteve filiado ao PT, não se manifestou sobre o ocorrido. Em 2006, o mesmo padre Telmo José Amaral, já havia sido afastado do exercício do ministério sacerdotal pelo bispo dom Paulo Mendes Peixoto, em função de um processo no qual ele era acusado de ter revelado segredos de confessionário dos fiéis da Paróquia do Divino Espírito Santo, em São José do Rio Preto. O caso foi encaminhado ao Tribunal Eclesiástico e depois à Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, que determinou a abertura de um processo, conforme relata reportagem do portal G1. Com informações de Bruno Braga Leia também a análise: O que pensar dos 152 Bispos da ala esquerdista da CNBB atacam o Governo Bolsonaro? Outro ponto de vista Aos que desejarem compreender a importância da oração na vida de um católico, recomendamos que assistam a seguinte formação: Retratação Através das redes sociais o padre divulgou uma nota de esclarecimento: Quando compartilhamos o conteúdo tomamos o cuidado anexar também o conteúdo junto a postagem para que aqueles que quisessem pudessem ter acesso ao contexto da homilia na íntegra. Realmente o que ele falou possui um contexto mas não muda o significado de suas palavras. #TeologiadaLibertação
- Padre despreza oração do Terço de Nossa Senhora durante missa ao vivo: “não converte ninguém
Padre pertencente à Diocese de Jales – SP, protagonizou uma fala totalmente infeliz referindo-se ao Santo Terço de Nossa Senhora com total desprezo. Assista o vídeo no final da matéria. O padre Telmo José Amaral de Figueiredo, da paróquia São Benedito em Urânia – SP, que pertence à Diocese de Jales, durante a celebração da Santa Missa, referiu-se com total desrespeito e impiedade à oração do Santo Terço. Buscando contrapor a importância das “obras” e dos “pobres” o padre utiliza de expressões depreciativas referindo-se às praticas de devoção recomendadas por muitos santos durante os milênios de Tradição da Igreja e faz duras críticas às pessoas que valorizam a vida espiritual, utilizando até referências do papa Francisco para impor suas teorias. Veja suas palavras: “Muitos fogem do Reino de Deus… É mais fácil você marcar um terço, mais fácil fazer uma “oraçãozinha” de pai nosso, ave-maria… até mesmo mil Ave-Marias, que não adiantam nada, porque se adiantasse esse país seria bem melhor” E continua mais adiante: “Por isso que a Igreja de hoje não atrai as pessoas como atraia antigamente, a gente se perde muitas vezes em preces, terços, orações, devoções… em coisas que não transformam a vida de ninguém! Quantos terços você já rezou durante a sua vida, você se converteu por causa do terço?” Tais colocações vão em desencontro aos ensinamentos de um importante Santo da Igreja, cuja festa celebramos no início deste mês, Santo Afonso Maria de Ligório, que ensinava: “Quem reza se salva, quem não reza, certamente se condena” Assista o vídeo abaixo: Aos que desejarem assistir a homilia na íntegra, podem fazer no seguinte link. As falas do vídeo acima estão aproximadamente no minuto 40′ da transmissão: Clique aqui para assistir a homilia na íntegra. Os pensamentos e ensinamentos expressos pelo padre do vídeo, são provenientes de linha comunista/marxista que atua dentro da Igreja chamada Teologia da Libertação (TL), que prioriza a atuação da Igreja ante os pobres e despreza a importância da espiritualidade. O movimento da Teologia da Libertação foi condenado pela Igreja e duramente criticado pelos pontificados de João Paulo II e de Bento XVI. Movimento este que foi recentemente elogiado em uma conversa do ex-presidente condenado Lula e o ícone da Teologia da Libertão Leonardo Boff em uma live. Nesta live eles enalteceram a TL e foram enfáticos em dizer que o Partido dos Trabalhadores (PT) não existiria se não fosse o trabalho da Igreja Católica através da Teologia da Libertação. Leia também: “O PT não existiria se não fosse a Teologia da Libertação” É importante lembrar que Nossa Senhora em Fátima apareceu a três crianças para alertar o mundo sobre os erros que seriam espalhados pela Russia, o Comunismo. Nesta mesma aparição Nossa Senhora pediu que os católicos: “Rezem o Terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo.” Até o momento o Bispo da Diocese de Jales, José Reginaldo Andrietta, que já esteve filiado ao PT, não se manifestou sobre o ocorrido. Em 2006, o mesmo padre Telmo José Amaral, já havia sido afastado do exercício do ministério sacerdotal pelo bispo dom Paulo Mendes Peixoto, em função de um processo no qual ele era acusado de ter revelado segredos de confessionário dos fiéis da Paróquia do Divino Espírito Santo, em São José do Rio Preto. O caso foi encaminhado ao Tribunal Eclesiástico e depois à Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, que determinou a abertura de um processo, conforme relata reportagem do portal G1. Com informações de Bruno Braga Leia também a análise: O que pensar dos 152 Bispos da ala esquerdista da CNBB atacam o Governo Bolsonaro? Outro ponto de vista Aos que desejarem compreender a importância da oração na vida de um católico, recomendamos que assistam a seguinte formação: Retratação Através das redes sociais o padre divulgou uma nota de esclarecimento: Quando compartilhamos o conteúdo tomamos o cuidado anexar também o conteúdo junto a postagem para que aqueles que quisessem pudessem ter acesso ao contexto da homilia na íntegra. Realmente o que ele falou possui um contexto mas não muda o significado de suas palavras. #TeologiadaLibertação
- Padre Antônio Maria contrai covid-19 e profetiza: “Nossa Senhora vai esmagar a cabeça da Serpe
“Deus permitiu que eu fosse contaminado com o Covid-19… Nossa Senhora vai esmagar a cabeça da serpente chamada coronavírus. Vamos coroá-la e ela cuidará ainda mais de nós” O Padre Antonio Maria comunicou através da sua conta no Instagram que está isolado em casa devido à confirmação de que contraiu a covid-19. O sacerdote de 74 anos comentou: “Deus permitiu que eu fosse contaminado com a covid-19. Celebrarei minha missa em particular sem a presença de pessoas, das irmãs. Mas estou em plena recuperação. Estou bem, graças a Deus”. As irmãs a que ele se refere são as religiosas que o ajudam na transmissão da Santa Missa via internet, bem como em outros eventos virtuais. Devido ao isolamento em casa, elas agora não podem prestar esse apoio. O pe. Antonio Maria se mostrou otimista com o tratamento: “Quero, em primeiro lugar, agradecer a Deus por essa experiência e agradecer a vocês pelo carinho. Àqueles que se preocupam comigo, que rezam por mim, quero dizer que estou muito bem. Estou isolado na minha casa, sendo muito bem cuidado, graças a Deus. E vivendo essa experiência de gratidão a Deus por tudo o que Ele tem feito na minha vida. Vou rezar a missa nas intenções de todos vocês. E domingo que vem, com certeza, já vamos estar juntos na nossa missa online”. Ele ainda anunciou: “Quero dizer que, no dia 23 de agosto, vamos coroar solenemente Nossa Senhora como rainha do corona. Para que ela realmente esmague a cabeça desse mal. Nossa Senhora vai esmagar a cabeça da serpente chamada coronavírus. Vamos coroá-la e ela cuidará ainda mais de nós”. Texto: Aleteia
- Padre Antônio Maria contrai covid-19 e profetiza: “Nossa Senhora vai esmagar a cabeça da Serpe
“Deus permitiu que eu fosse contaminado com o Covid-19… Nossa Senhora vai esmagar a cabeça da serpente chamada coronavírus. Vamos coroá-la e ela cuidará ainda mais de nós” O Padre Antonio Maria comunicou através da sua conta no Instagram que está isolado em casa devido à confirmação de que contraiu a covid-19. O sacerdote de 74 anos comentou: “Deus permitiu que eu fosse contaminado com a covid-19. Celebrarei minha missa em particular sem a presença de pessoas, das irmãs. Mas estou em plena recuperação. Estou bem, graças a Deus”. As irmãs a que ele se refere são as religiosas que o ajudam na transmissão da Santa Missa via internet, bem como em outros eventos virtuais. Devido ao isolamento em casa, elas agora não podem prestar esse apoio. O pe. Antonio Maria se mostrou otimista com o tratamento: “Quero, em primeiro lugar, agradecer a Deus por essa experiência e agradecer a vocês pelo carinho. Àqueles que se preocupam comigo, que rezam por mim, quero dizer que estou muito bem. Estou isolado na minha casa, sendo muito bem cuidado, graças a Deus. E vivendo essa experiência de gratidão a Deus por tudo o que Ele tem feito na minha vida. Vou rezar a missa nas intenções de todos vocês. E domingo que vem, com certeza, já vamos estar juntos na nossa missa online”. Ele ainda anunciou: “Quero dizer que, no dia 23 de agosto, vamos coroar solenemente Nossa Senhora como rainha do corona. Para que ela realmente esmague a cabeça desse mal. Nossa Senhora vai esmagar a cabeça da serpente chamada coronavírus. Vamos coroá-la e ela cuidará ainda mais de nós”. Texto: Aleteia
- Soros rotula aqueles que se opõem à agenda da Nova Ordem Mundial como inimigos internos da Europa
O magnata George Soros, considerado juntamente com Bill Gates o principal promotor da Nova Ordem Mundial, deu uma entrevista ao jornal espanhol El País em que mais uma vez demonstra sua aversão aos governos europeus que não se curvam à ideologia que defende. grande quantidade de dinheiro. Aos 90 anos, ontem , Soros goza de excelente saúde , chegando a jogar tênis três vezes por semana. Em sua entrevista ao El País (ver completo aqui), este judeu de origem húngara e nacionalizado dos Estados Unidos, dá sua opinião sobre a atual pandemia Covid-19: Estamos em uma crise, a pior crise que experimentei desde a Segunda Guerra Mundial. Eu o descreveria como um momento revolucionário , em que o leque de possibilidades é muito maior do que em tempos normais. O que em uma situação normal seria inconcebível, não apenas se torna possível, mas realmente acontece. As pessoas estão desorientadas e com medo. Eles fazem coisas que são ruins para eles e para o mundo. Soros acredita que a Europa é mais vulnerável que os Estados Unidos e espera que a presidência de Donald Trump termine em novembro: … Estou convencido de que Trump será um fenômeno transitório que, esperançosamente, terminará em novembro . No entanto, ele é um indivíduo muito perigoso porque está lutando por sua vida e estará disposto a fazer qualquer coisa para permanecer no poder, porque violou a Constituição de muitas maneiras diferentes. Quanto à Europa, ele aponta quem considera seus inimigos internos: Existem muitos líderes e movimentos que se opõem aos valores fundamentais da UE . Há dois casos em que esses inimigos chegaram ao poder e capturaram o governo: Viktor Orbán na Hungria e Jaroslaw Kaczynski na Polônia. Acontece que precisamente a Polónia e a Hungria são os maiores beneficiários do fundo estrutural distribuído pela UE. Mas minha maior preocupação é a Itália. Um líder anti-europeu muito popular, Matteo Salvini , conseguiu ganhar muito terreno até superestimar seu sucesso e desmembrar o governo. Esse foi um erro fatal. Agora sua popularidade está em declínio. Mas ele foi efetivamente substituído por Giorgia Meloni, do partido Fratelli d’Italia, que é ainda mais radical . A atual coalizão governante é extremamente frágil. Como se sabe, esses três inimigos apontados por Soros compartilham o mesmo conjunto de valores. Ou seja, sua oposição à cultura da morte (aborto, eutanásia, etc.), à ideologia de gênero (LGTBI, educação sexual na escola), à política de portas abertas à imigração e à perda da soberania do estados . Aos que desejarem se aprofundar podem assistir uma formação para compreender um pouco mais sobre a Nova Ordem Mundial: clique aqui para assistir
- Soros rotula aqueles que se opõem à agenda da Nova Ordem Mundial como inimigos internos da Europa
O magnata George Soros, considerado juntamente com Bill Gates o principal promotor da Nova Ordem Mundial, deu uma entrevista ao jornal espanhol El País em que mais uma vez demonstra sua aversão aos governos europeus que não se curvam à ideologia que defende. grande quantidade de dinheiro. Aos 90 anos, ontem , Soros goza de excelente saúde , chegando a jogar tênis três vezes por semana. Em sua entrevista ao El País (ver completo aqui), este judeu de origem húngara e nacionalizado dos Estados Unidos, dá sua opinião sobre a atual pandemia Covid-19: Estamos em uma crise, a pior crise que experimentei desde a Segunda Guerra Mundial. Eu o descreveria como um momento revolucionário , em que o leque de possibilidades é muito maior do que em tempos normais. O que em uma situação normal seria inconcebível, não apenas se torna possível, mas realmente acontece. As pessoas estão desorientadas e com medo. Eles fazem coisas que são ruins para eles e para o mundo. Soros acredita que a Europa é mais vulnerável que os Estados Unidos e espera que a presidência de Donald Trump termine em novembro: … Estou convencido de que Trump será um fenômeno transitório que, esperançosamente, terminará em novembro . No entanto, ele é um indivíduo muito perigoso porque está lutando por sua vida e estará disposto a fazer qualquer coisa para permanecer no poder, porque violou a Constituição de muitas maneiras diferentes. Quanto à Europa, ele aponta quem considera seus inimigos internos: Existem muitos líderes e movimentos que se opõem aos valores fundamentais da UE . Há dois casos em que esses inimigos chegaram ao poder e capturaram o governo: Viktor Orbán na Hungria e Jaroslaw Kaczynski na Polônia. Acontece que precisamente a Polónia e a Hungria são os maiores beneficiários do fundo estrutural distribuído pela UE. Mas minha maior preocupação é a Itália. Um líder anti-europeu muito popular, Matteo Salvini , conseguiu ganhar muito terreno até superestimar seu sucesso e desmembrar o governo. Esse foi um erro fatal. Agora sua popularidade está em declínio. Mas ele foi efetivamente substituído por Giorgia Meloni, do partido Fratelli d’Italia, que é ainda mais radical . A atual coalizão governante é extremamente frágil. Como se sabe, esses três inimigos apontados por Soros compartilham o mesmo conjunto de valores. Ou seja, sua oposição à cultura da morte (aborto, eutanásia, etc.), à ideologia de gênero (LGTBI, educação sexual na escola), à política de portas abertas à imigração e à perda da soberania do estados . Aos que desejarem se aprofundar podem assistir uma formação para compreender um pouco mais sobre a Nova Ordem Mundial: clique aqui para assistir
- GEORGES SOROS, O HOMEM SEM CULPA
[O magnata Georges Soros, que apóia e financia com seu dinheiro o movimento ambientalista, campanhas pró-aborto, casamento para todos, faz 90 anos. Está com excelente saúde e ainda joga tênis. Segue trecho de entrevista que deu ao jornalista Steve Kroft, em 20/12/1998, no famoso programa 60 minutes da rede de tevê americana CBS]. — Nos últimos dois anos, acusam-lhe de ter provocado crises financeiras na Tailândia, Indonésia, Malásia, Japão e Rússia. — Em todos esses países? — Em todos eles. Você é tão influente assim? — Apontam-me como o culpado de tudo. A única coisa que faço é ganhar dinheiro. Não posso, nem vou me preocupar com as consequências sociais do que faço. Procuro agir corretamente, mas algumas vezes meus atos provocam consequências negativas não intencionais, como na Rússia. Como parte integrante do mercado, eu concorro para ganhar; como pessoa, me preocupo com a sociedade em que vivo. — Com qual desses dois Georges Soros estou conversando agora? Com o moral ou o imoral? — São a mesma pessoa: um homem que de vez em quando comete atos imorais, mas que, em geral, procura viver de maneira moral. Seja eu, ou outra pessoa qualquer, quem executa esses atos no mercado não modifica o resultado final. Eu não me sinto culpado por estar envolvido em atividades imorais, quando não há lugar para a culpa. — Você é um judeu húngaro que escapou do holocausto, fazendo-se passar por cristão. — Certo. — Até onde sei, você estava com seu patrão, que jurou que você era seu afilhado crente. — Isso mesmo. — Você confiscou propriedades de judeus. — Exato. — Foi difícil? — Não. — Nenhum sentimento de culpa? — Não. Na verdade, há algo engraçado nisso; é o mesmo que acontece com os mercados. Se eu não estivesse lá, naturalmente não teria levado nada. Mas uma outra pessoa o teria feito, de qualquer maneira.
- Líderes religiosos de todo o mundo denunciam China que promove genocídio entre uigures
Dois cardeais asiáticos junto com 74 outros líderes religiosos divulgaram um comunicado no qual asseguram que o tratamento que o governo chinês dá aos uigures é “uma das mais atrozes tragédias humanas desde o Holocausto”, segundo a InfoCatólica . O cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Yangon e presidente da Federação das Conferências Episcopais da Ásia, e o cardeal Ignatius Suharyo, arcebispo de Jacarta (Indonésia), estão entre os 76 signatários que pediram “oração, solidariedade e ação pelo fim essas “atrocidades em massa” contra a minoria muçulmana na China. “ Depois do Holocausto, o mundo disse ‘Nunca mais’. Hoje, repetimos essas palavras Nunca mais , uma e outra vez . Estamos com os uigures. Também estamos com budistas tibetanos, praticantes do Falun Gong e cristãos em toda a China que estão enfrentando a pior repressão à liberdade de religião ou crença desde a Revolução Cultural ”, disse o comunicado. “Simplesmente apelamos à justiça para investigar esses crimes, responsabilizar os responsáveis e estabelecer um caminho para a restauração da dignidade humana”, afirma. Os signatários da carta – que incluem o ex-arcebispo de Canterbury Rowan Williams e outros líderes muçulmanos, judeus, budistas e cristãos – denunciam a prisão de um milhão de muçulmanos na China e a campanha de esterilização forçada, entre outras “muitas perseguições e atrocidades em massa. ». De acordo com vários relatórios, entre 900.000 e 1,8 milhão de uigures e outras minorias étnicas foram presos em Xinjiang , a província do extremo noroeste da China. O governo estabeleceu mais de 1.300 campos de detenção nos quais sobreviventes relataram terem sido submetidos a doutrinação política e anti-religiosa, tortura, espancamentos e trabalhos forçados . A Associated Press (AP) informou em 29 de junho que muitos uigures também relataram que as autoridades os forçaram a implantar dispositivos intra-uterinos e tomar outras formas de controle de natalidade, bem como a fazer abortos e esterilizações para fazer cumprir as políticas de planejamento familiar da China. Um especialista disse à AP que a campanha é “genocídio, ponto final”. Além disso, as autoridades estabeleceram um sistema de vigilância em massa na região para acompanhar os movimentos das pessoas, que inclui amostragem de DNA e tecnologia de reconhecimento facial, bem como plataformas de previsão da polícia. A declaração dos líderes religiosos afirmava que a campanha pela esterilização forçada de mulheres uigures em idade reprodutiva em quatro prefeituras habitadas por uigures poderia elevar esta ação ao nível de genocídio de acordo com a Convenção de 1948 sobre Genocídio. “ O objetivo claro das autoridades chinesas é erradicar a identidade uigur . A mídia estatal da China afirmou que o objetivo é ‘quebrar sua linhagem, quebrar suas raízes, quebrar suas conexões e quebrar suas origens’ ”, disse o comunicado. “Parlamentares, governos e advogados têm a responsabilidade de investigar”, diz ele. “Como líderes religiosos, não somos ativistas nem políticos. Mas temos o dever de chamar nossas comunidades para suas responsabilidades de cuidar de seus semelhantes e agir quando estiverem em perigo. O defensor dos direitos humanos, Benedict Rogers, comentou a declaração perguntando quando o Papa Francisco e o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, planejam se manifestar e denunciar a situação . Talvez eles tenham tido seus motivos para esperar até agora. No entanto, agora que muitos de seus próprios clérigos estão falando, o mundo estará esperando por uma resposta desses dois líderes espirituais ”, escreveu Rogers em 10 de agosto. “Quando se trata de genocídio, crimes contra a humanidade e atrocidades em massa, o mundo espera que os líderes religiosos tomem uma posição”. Traduzido de InfoVaticana
- Líderes religiosos de todo o mundo denunciam China que promove genocídio entre uigures
Dois cardeais asiáticos junto com 74 outros líderes religiosos divulgaram um comunicado no qual asseguram que o tratamento que o governo chinês dá aos uigures é “uma das mais atrozes tragédias humanas desde o Holocausto”, segundo a InfoCatólica . O cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Yangon e presidente da Federação das Conferências Episcopais da Ásia, e o cardeal Ignatius Suharyo, arcebispo de Jacarta (Indonésia), estão entre os 76 signatários que pediram “oração, solidariedade e ação pelo fim essas “atrocidades em massa” contra a minoria muçulmana na China. “ Depois do Holocausto, o mundo disse ‘Nunca mais’. Hoje, repetimos essas palavras Nunca mais , uma e outra vez . Estamos com os uigures. Também estamos com budistas tibetanos, praticantes do Falun Gong e cristãos em toda a China que estão enfrentando a pior repressão à liberdade de religião ou crença desde a Revolução Cultural ”, disse o comunicado. “Simplesmente apelamos à justiça para investigar esses crimes, responsabilizar os responsáveis e estabelecer um caminho para a restauração da dignidade humana”, afirma. Os signatários da carta – que incluem o ex-arcebispo de Canterbury Rowan Williams e outros líderes muçulmanos, judeus, budistas e cristãos – denunciam a prisão de um milhão de muçulmanos na China e a campanha de esterilização forçada, entre outras “muitas perseguições e atrocidades em massa. ». De acordo com vários relatórios, entre 900.000 e 1,8 milhão de uigures e outras minorias étnicas foram presos em Xinjiang , a província do extremo noroeste da China. O governo estabeleceu mais de 1.300 campos de detenção nos quais sobreviventes relataram terem sido submetidos a doutrinação política e anti-religiosa, tortura, espancamentos e trabalhos forçados . A Associated Press (AP) informou em 29 de junho que muitos uigures também relataram que as autoridades os forçaram a implantar dispositivos intra-uterinos e tomar outras formas de controle de natalidade, bem como a fazer abortos e esterilizações para fazer cumprir as políticas de planejamento familiar da China. Um especialista disse à AP que a campanha é “genocídio, ponto final”. Além disso, as autoridades estabeleceram um sistema de vigilância em massa na região para acompanhar os movimentos das pessoas, que inclui amostragem de DNA e tecnologia de reconhecimento facial, bem como plataformas de previsão da polícia. A declaração dos líderes religiosos afirmava que a campanha pela esterilização forçada de mulheres uigures em idade reprodutiva em quatro prefeituras habitadas por uigures poderia elevar esta ação ao nível de genocídio de acordo com a Convenção de 1948 sobre Genocídio. “ O objetivo claro das autoridades chinesas é erradicar a identidade uigur . A mídia estatal da China afirmou que o objetivo é ‘quebrar sua linhagem, quebrar suas raízes, quebrar suas conexões e quebrar suas origens’ ”, disse o comunicado. “Parlamentares, governos e advogados têm a responsabilidade de investigar”, diz ele. “Como líderes religiosos, não somos ativistas nem políticos. Mas temos o dever de chamar nossas comunidades para suas responsabilidades de cuidar de seus semelhantes e agir quando estiverem em perigo. O defensor dos direitos humanos, Benedict Rogers, comentou a declaração perguntando quando o Papa Francisco e o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, planejam se manifestar e denunciar a situação . Talvez eles tenham tido seus motivos para esperar até agora. No entanto, agora que muitos de seus próprios clérigos estão falando, o mundo estará esperando por uma resposta desses dois líderes espirituais ”, escreveu Rogers em 10 de agosto. “Quando se trata de genocídio, crimes contra a humanidade e atrocidades em massa, o mundo espera que os líderes religiosos tomem uma posição”. Traduzido de InfoVaticana
- Cardeal Burke: Políticos que apoiam o aborto e ideologia de gênero não podem comungar
Em uma entrevista à Fox News, o cardeal Raymond Burke lembrou que os políticos que afirmam ser católicos e, por sua vez, apoiam o aborto e a ideologia de gênero não devem fazer a comunhão e, se comungam, cometem sacrilégio grave. O cardeal assegurou que falou “com líderes governamentais não católicos dos Estados Unidos, que disseram estar convencidos de que o ensino católico sobre o aborto e o chamado casamento entre pessoas do mesmo sexo mudou porque muitos católicos no Capitólio dos EUA (centro legislativo do Estado americano) regularmente apoiam esse tipo de legislação. E isso é um escândalo . O cardeal falou explicitamente do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, cuja evolução pessoal a favor do aborto vem crescendo com o tempo. Prova disso é que durante décadas ele se opôs à Emenda Hyde, que facilitava o financiamento do aborto com dinheiro público, aludindo justamente à sua fé católica e posteriormente passou a apoiá-la. Burke indicou que negar a esses políticos católicos o acesso à comunhão “não é uma punição. Na verdade, é um favor a essas pessoas dizer-lhes que não se aproximem para receber a comunhão , porque se elas se aproximam, cometem um sacrilégio grave. Traduzido de InfoCatólica
- Cardeal Burke: Políticos que apoiam o aborto e ideologia de gênero não podem comungar
Em uma entrevista à Fox News, o cardeal Raymond Burke lembrou que os políticos que afirmam ser católicos e, por sua vez, apoiam o aborto e a ideologia de gênero não devem fazer a comunhão e, se comungam, cometem sacrilégio grave. O cardeal assegurou que falou “com líderes governamentais não católicos dos Estados Unidos, que disseram estar convencidos de que o ensino católico sobre o aborto e o chamado casamento entre pessoas do mesmo sexo mudou porque muitos católicos no Capitólio dos EUA (centro legislativo do Estado americano) regularmente apoiam esse tipo de legislação. E isso é um escândalo . O cardeal falou explicitamente do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, cuja evolução pessoal a favor do aborto vem crescendo com o tempo. Prova disso é que durante décadas ele se opôs à Emenda Hyde, que facilitava o financiamento do aborto com dinheiro público, aludindo justamente à sua fé católica e posteriormente passou a apoiá-la. Burke indicou que negar a esses políticos católicos o acesso à comunhão “não é uma punição. Na verdade, é um favor a essas pessoas dizer-lhes que não se aproximem para receber a comunhão , porque se elas se aproximam, cometem um sacrilégio grave. Traduzido de InfoCatólica
- OS SATANISTAS E A PROVOCAÇÃO SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA – Stefano Fontana
[A “religião” denominada Templo Satânico (TST, The Satanic Temple) está mais uma vez nas manchetes, alegando que as leis pró-vida violam sua liberdade religiosa, pois consideram o aborto um ritual religioso. O filósofo italiano Stefano Fontana reflete sobre o assunto. Afirma que é lícito indagar ao poder político sobre até que ponto ele está disposto a reconhecer o direito à liberdade de religião. Se ele não souber responder, eis o grande problema: porque ou o próprio poder decidirá, cada vez, de forma arbitrária (e, portanto, totalitária), ou aceitará tudo, até as religiões satânicas, pelo simples fato de existirem. A autoridade legítima só consegue usar a razão política para esse fim se permanece em contato com a religião verdadeira, mas, ao fazê-lo, afeta o princípio da liberdade religiosa, porque dá preferência a uma religião sobre as outras. Este é o parafuso em que se entra, quando se pretende colocar o problema da liberdade religiosa e seus limites]. O Templo Satânico diz que as leis pró-vida violam o princípio da liberdade religiosa, porque o aborto é um ritual para eles. A coisa, que poderia ser desclassificada como uma das muitas excentricidades passageiras do momento, tem, em vez disso, a capacidade de expor as dificuldades e as incertezas filosóficas e teológicas do conceito de liberdade religiosa. Estamos nos referindo aqui à visão séria desse direito, e não às muitas versões relativistas e libertárias, que não se justificam porque basicamente pedem uma liberdade sem regras. Refiro-me, ao contrário, à visão da liberdade religiosa como um direito natural da pessoa humana, ligado à sua dignidade. A verdade é que isso apresenta problemas, e os satanistas nos obrigam a reconhecer esse fato. Aqueles que têm uma visão séria da liberdade religiosa reconhecem que ela não pode ocorrer sem limites. Ao poder político, que a prevê, se pode questionar sobre até que ponto está disposto a reconhecer o direito à liberdade de religião. Se o poder não souber responder, surge então um grande problema, porque ou o próprio poder decidirá, cada vez, de forma arbitrária (e, portanto, totalitária) ou aceitará tudo, até as religiões satânicas, pelo simples fato de existirem. A potestas política, portanto, deve responder (e até ontem sempre respondeu) desta forma: a liberdade religiosa não deve contradizer a “justa ordem pública”, ou seja, o bem comum, os princípios naturais da convivência humana. Por exemplo, uma religião que previsse a mutilação do corpo humano, ou que não reconhecesse dignidade igual a homens e mulheres, não poderia ser politicamente reconhecida. É evidente que, ao limitar um direito, não se pode simplesmente recorrer a uma decisão política, mas deve levar-se em conta sempre os princípios de uma ordem objetiva. O “não se pode fazer isto porque eu estou dizendo” não é válido nesses casos, porque não é lícito negar o exercício de um direito de forma arbitrária. Não basta limitar um direito “porque a Constituição o diz”, porque afinal a Constituição existe porque “alguém o disse”, seja esse alguém uma assembleia de iluminados ou a maioria de um povo. A legitimidade final da Constituição reside em sua capacidade de proteger legal e politicamente o bem do homem e da comunidade política, que não foram estabelecidos pela Constituição. Se amanhã os satanistas pedissem para participar dos “oito por mil” [oito por mil é uma lei italiana segundo a qual os contribuintes italianos deduzem obrigatoriamente 0,8% de sua declaração anual de imposto de renda a uma religião organizada reconhecida pela Itália ou, alternativamente, a um plano de assistência social administrado pelo Estado italiano], com base em que se diria que não é possível? Baseado em uma ordem do bem humano inscrita em sua natureza e que já foi chamada de lei natural. Parece uma conclusão clara e, assim, estaria tudo bem, mas é exatamente aí que começa a parte mais árdua. A razão humana é imensa, mas também frágil. Ele pode conhecer muitas coisas, mas frequentemente perde a confiança em si mesma, ao ponto de pensar ser incapaz de conhecer esta lei não escrita, embora presente na natureza humana. Aborto, eutanásia, suicídio, embriões, procriação, sexos… Muitos hoje dizem: “Depende!…” Até mesmo os parlamentares dizem, hoje em dia, “Depende!…”, e aprovam todos as solicitações, limitando-se a disciplinar as circunstâncias. Igreja Satanista? “Depende!…” Uma razão tão debilitada, a ponto de só poder medir quantitativamente as coisas, como dizia Bento XVI, mas sem conseguir avaliá-las; uma razão tão exangue e extenuada, que não consegue demonstrar nem mesmo o próprio relativismo, não está em condições de conhecer nenhuma ordem objetiva sobre o qual fundamentar os limites da liberdade de religião (e, portanto, sem motivos para dizer não às igrejas satanistas…). Mas por que a razão, incluindo a razão política, não é mais capaz de conhecer uma ordem natural objetiva das coisas? Porque perdeu o relacionamento com a religião cristã. Sobre isso, Bento XVI nos disse um monte de coisas fundamentais. O relativismo é o dogma de uma razão que não é mais sustentada pela fé: sem acreditar no Criador, a natureza é apenas um amontoado de pedras e o homem é amontoado de células. Sem Deus, todos os deuses são admitidos, porque a razão (não a fé) não tem mais argumentos para refutá-los. Estamos, aqui, diante do nó mais importante da questão da liberdade religiosa, o qual — na minha humilde opinião — ainda não foi resolvido, nem pelo Concílio Vaticano II nem pelo pós-Concílio. Os limites da liberdade religiosa são fixados pela autoridade legítima em defesa do bem comum, isto é, da ordem pública justa — como também afirma a encíclica Dignitatis humanae — mas a autoridade legítima só pode usar a razão política, para tal fim, se permanecer em contato com o religio vera, mas ao fazê-lo afeta o princípio da liberdade religiosa, porque dá preferência a uma religião em relação às outras. Eis o parafuso em que se entra, quando se pretende colocar o problema da liberdade religiosa e seus limites. Enquanto não se resolver este problema, não haverá razões válidas para dizer não até mesmo às religiões mais irreligiosas. https://lanuovabq.it/it/i-satanisti-e-la-provocazione-sulla-liberta-di-religione
- Nossa Senhora da Cabeça – 12 de Agosto
Esta devoção mariana de origem espanhola teve início na região da Andaluzia, mais precisamente na Serra Morena, onde se encontra o Pico da Cabeça. Nossa Senhora da Cabeça possui uma história maravilhosa, que teve seu início no ano de 1227, nos contrafortes da Serra Morena, Andaluzia, região espanhola, onde fica situada a cidade de Andujar, a 18 km. do pico denominado Cabeça. As terras ao lado da montanha eram utilizadas como pasto, sobretudo para criação de carneiros, vigiados por pastores. Gente simples, pobre e religiosa. Dentre eles, João Alonso Rivas, natural de Granada, filho de cristãos cativos e fugitivos da tirania dos mouros, dos Árabes. Durante a fuga, João Rivas perdeu um braço. João era muito piedoso e muito devoto da Virgem Maria, a quem dedicava suas orações, enquanto apascentava suas ovelhas. Por várias vezes, parecendo vir do alto da montanha, ele ouvia um toque de sineta. Pensava: “deve ser pura imaginação, coisa de um viver solitário, nestas terras altas”. Numa noite, 12 de agosto de 1227, o pastor João Rivas, ouvindo mais distantemente o som da sineta, seus olhos depararam com um brilhante luzeiro no alto do Monte Cabeça. Ele, sem dúvidas nem medo, partiu em direção ao Célebre pico. Chegando lá, ouviu o toque da sineta saindo da gruta, de onde saíam também, raios luminosos. Entrando na caverna viu, sobre as pedras, uma belíssima Imagem de Nossa Senhora, e a sineta presa a um galho, ao lado da Virgem, continuava a bater. Voltando ao normal, João dirigiu-se à Mãe de Deus e perguntou: “fostes vós, ó minha Mãe, que pelo vosso influxo me atraístes à Vossa presença, para divulgar os Vossos desígnios? Se assim é, dizei-me o que devo fazer e a Vossa vontade será cumprida”. E uma voz dulcíssima, que parecia vir do céu, falou-lhe assim: “Não temas, servo de Deus. Vai à cidade de Andujar e dizei a quantos encontrares que chegou o tempo de cumprir a vontade de Deus, fazendo construir neste lugar, um templo, onde hão de operar os prodígios em favor dos que acreditarem”. João prometeu à Virgem Mãe de Deus, fazer tudo quanto Ela ordenara. Temendo que os habitantes de Andujar achassem que ele fosse um louco visionário ou impostor, recebeu de Nossa Senhora o SINAL: “Vai cristão venturoso! O testemunho de suas palavras será o teu braço perdido que eu te restituo”. João Rivas viu seu braço direito perfeitamente são. Ao clarear do dia, João Rivas, tendo à frente o Vigário e outras autoridades, foram ao Monte Cabeça, levaram a Imagem milagrosa para Andujar e foi aclamada Padroeira sob a invocação de Nossa Senhora da Cabeça. Daí em diante, foram multiplicando-se os milagres operados por Deus, pela intercessão da Padroeira. Dentre os muitos milagres realizados, teve grande repercussão o que se deu em favor de um nobre senhor condenado à morte (cortar a cabeça), o qual fez voto de ir, se a Virgem o salvasse, depositar uma cabeça de cera aos pés da Sagrada Imagem. Na hora da execução da pena de morte, a multidão em delírio, viu chegar o mensageiro do rei trazendo a graça ao condenado: “A Virgem o libertou!” O feliz agraciado cumpriu seu voto e é em recordação de tão extraordinário acontecimento que a partir daí, nos Santuários dedicados à Nossa Senhora da Cabeça, a Imagem dela é representada trazendo na mão direita, uma cabeça. Manual do devoto, Confraria de Nossa Senhora da Cabeça da Catedral do Rio de Janeiro, pág. 10ss. Rio-1910). No Brasil, desde 1910, Nossa Senhora da Cabela é venerada na Catedral do Rio de Janeiro. Em 1948, o lojista Sr. Aristonides Afonso do Prado e sua esposa D. Maria Luiza, perdizenses, trouxeram do Rio de Janeiro, uma imagem de Nossa Senhora da Cabeça, para a cidade de Perdizes/MG, e juntamente com o Vigário, o Revmº. Pe. Henrique Oliver, fizeram a primeira festa em novembro de 1948, distribuindo a Oração da Novena. O motivo de tudo isso foi uma grave doença que padecia o Sr. Aristonides e da qual foi curado totalmente, em razão da promessa feita a Nossa Nossa Senhora da Cabeça. Em 1966, assume a direção da Paróquia o Revmº Pe. Calimério Afonso Nunes, que deu continuidade à realização da Festa e procurou incentivar a devoção, vendo nela o melhor caminho de levar os fiéis até Jesus e seu Evangelho. Ele fixou todas as Quartas-feiras, às 19:00, Missa e Novena Perpétua, em favor dos doentes, e Nossa Senhora tem concedido muitas graças de curas de males físicos e espirituais. O testemunho de todas estas graças se manifesta, nos mais variados objetos que são depositados no seu altar, e também nas cartas que chegam de todas as partes do Brasil, até onde chega o conhecimento desta devoção. Hoje, com o objetivo de melhor atender aos devotos e romeiros que visitam a Imagem de Nossa Senhora da Cabeça, durante todo o ano, foram instituídos outros horários, com celebração Eucarística, novena e benção especial para os doentes. Esses horários são: quartas-feiras às 19:00 horas e domingos às 09:00 horas na Igreja Matriz e aos domingos às 17:00 na Construção do Santuário. Como a Igreja Matriz se tornou pequena para acolher tantos devotos, sobretudo nas festas (mais de 20.000 romeiros, na última festa), está sendo construído um Santuário, no Bairro Ferreirinha, na parte mais alta da cidade, em terreno espaçoso, doado por um devoto e sua família. Com a aprovação do Sr. Bispo Dom João Bosco Oliver de Faria e de todo o clero da Diocese de Patos de Minas, foi elaborada planta do Santuário de Nossa Senhora da Cabeça. Uma construção moderna, tendo Igreja espaçosa para acolher cerca de 1.000 pessoas assentadas, várias sacristias, sala de Ministros da Eucaristia, espaço para Coral, Capela do Santíssimo, Copa, escritório, sala para confissões, etc. Na parte de baixo possui sala de Milagres, refeitório, banheiros, sala para Catequese, livraria, salão do peregrino, etc. Ampla passarela para visitação à Imagem, com escada contendo degraus conforme os cinco Mistérios do Terço.
- Nossa Senhora da Cabeça – 12 de Agosto
Esta devoção mariana de origem espanhola teve início na região da Andaluzia, mais precisamente na Serra Morena, onde se encontra o Pico da Cabeça. Nossa Senhora da Cabeça possui uma história maravilhosa, que teve seu início no ano de 1227, nos contrafortes da Serra Morena, Andaluzia, região espanhola, onde fica situada a cidade de Andujar, a 18 km. do pico denominado Cabeça. As terras ao lado da montanha eram utilizadas como pasto, sobretudo para criação de carneiros, vigiados por pastores. Gente simples, pobre e religiosa. Dentre eles, João Alonso Rivas, natural de Granada, filho de cristãos cativos e fugitivos da tirania dos mouros, dos Árabes. Durante a fuga, João Rivas perdeu um braço. João era muito piedoso e muito devoto da Virgem Maria, a quem dedicava suas orações, enquanto apascentava suas ovelhas. Por várias vezes, parecendo vir do alto da montanha, ele ouvia um toque de sineta. Pensava: “deve ser pura imaginação, coisa de um viver solitário, nestas terras altas”. Numa noite, 12 de agosto de 1227, o pastor João Rivas, ouvindo mais distantemente o som da sineta, seus olhos depararam com um brilhante luzeiro no alto do Monte Cabeça. Ele, sem dúvidas nem medo, partiu em direção ao Célebre pico. Chegando lá, ouviu o toque da sineta saindo da gruta, de onde saíam também, raios luminosos. Entrando na caverna viu, sobre as pedras, uma belíssima Imagem de Nossa Senhora, e a sineta presa a um galho, ao lado da Virgem, continuava a bater. Voltando ao normal, João dirigiu-se à Mãe de Deus e perguntou: “fostes vós, ó minha Mãe, que pelo vosso influxo me atraístes à Vossa presença, para divulgar os Vossos desígnios? Se assim é, dizei-me o que devo fazer e a Vossa vontade será cumprida”. E uma voz dulcíssima, que parecia vir do céu, falou-lhe assim: “Não temas, servo de Deus. Vai à cidade de Andujar e dizei a quantos encontrares que chegou o tempo de cumprir a vontade de Deus, fazendo construir neste lugar, um templo, onde hão de operar os prodígios em favor dos que acreditarem”. João prometeu à Virgem Mãe de Deus, fazer tudo quanto Ela ordenara. Temendo que os habitantes de Andujar achassem que ele fosse um louco visionário ou impostor, recebeu de Nossa Senhora o SINAL: “Vai cristão venturoso! O testemunho de suas palavras será o teu braço perdido que eu te restituo”. João Rivas viu seu braço direito perfeitamente são. Ao clarear do dia, João Rivas, tendo à frente o Vigário e outras autoridades, foram ao Monte Cabeça, levaram a Imagem milagrosa para Andujar e foi aclamada Padroeira sob a invocação de Nossa Senhora da Cabeça. Daí em diante, foram multiplicando-se os milagres operados por Deus, pela intercessão da Padroeira. Dentre os muitos milagres realizados, teve grande repercussão o que se deu em favor de um nobre senhor condenado à morte (cortar a cabeça), o qual fez voto de ir, se a Virgem o salvasse, depositar uma cabeça de cera aos pés da Sagrada Imagem. Na hora da execução da pena de morte, a multidão em delírio, viu chegar o mensageiro do rei trazendo a graça ao condenado: “A Virgem o libertou!” O feliz agraciado cumpriu seu voto e é em recordação de tão extraordinário acontecimento que a partir daí, nos Santuários dedicados à Nossa Senhora da Cabeça, a Imagem dela é representada trazendo na mão direita, uma cabeça. Manual do devoto, Confraria de Nossa Senhora da Cabeça da Catedral do Rio de Janeiro, pág. 10ss. Rio-1910). No Brasil, desde 1910, Nossa Senhora da Cabela é venerada na Catedral do Rio de Janeiro. Em 1948, o lojista Sr. Aristonides Afonso do Prado e sua esposa D. Maria Luiza, perdizenses, trouxeram do Rio de Janeiro, uma imagem de Nossa Senhora da Cabeça, para a cidade de Perdizes/MG, e juntamente com o Vigário, o Revmº. Pe. Henrique Oliver, fizeram a primeira festa em novembro de 1948, distribuindo a Oração da Novena. O motivo de tudo isso foi uma grave doença que padecia o Sr. Aristonides e da qual foi curado totalmente, em razão da promessa feita a Nossa Nossa Senhora da Cabeça. Em 1966, assume a direção da Paróquia o Revmº Pe. Calimério Afonso Nunes, que deu continuidade à realização da Festa e procurou incentivar a devoção, vendo nela o melhor caminho de levar os fiéis até Jesus e seu Evangelho. Ele fixou todas as Quartas-feiras, às 19:00, Missa e Novena Perpétua, em favor dos doentes, e Nossa Senhora tem concedido muitas graças de curas de males físicos e espirituais. O testemunho de todas estas graças se manifesta, nos mais variados objetos que são depositados no seu altar, e também nas cartas que chegam de todas as partes do Brasil, até onde chega o conhecimento desta devoção. Hoje, com o objetivo de melhor atender aos devotos e romeiros que visitam a Imagem de Nossa Senhora da Cabeça, durante todo o ano, foram instituídos outros horários, com celebração Eucarística, novena e benção especial para os doentes. Esses horários são: quartas-feiras às 19:00 horas e domingos às 09:00 horas na Igreja Matriz e aos domingos às 17:00 na Construção do Santuário. Como a Igreja Matriz se tornou pequena para acolher tantos devotos, sobretudo nas festas (mais de 20.000 romeiros, na última festa), está sendo construído um Santuário, no Bairro Ferreirinha, na parte mais alta da cidade, em terreno espaçoso, doado por um devoto e sua família. Com a aprovação do Sr. Bispo Dom João Bosco Oliver de Faria e de todo o clero da Diocese de Patos de Minas, foi elaborada planta do Santuário de Nossa Senhora da Cabeça. Uma construção moderna, tendo Igreja espaçosa para acolher cerca de 1.000 pessoas assentadas, várias sacristias, sala de Ministros da Eucaristia, espaço para Coral, Capela do Santíssimo, Copa, escritório, sala para confissões, etc. Na parte de baixo possui sala de Milagres, refeitório, banheiros, sala para Catequese, livraria, salão do peregrino, etc. Ampla passarela para visitação à Imagem, com escada contendo degraus conforme os cinco Mistérios do Terço.
- A MILITÂNCIA CATÓLICA DE UMA JUDIA FRANCESA: VÉRONIQUE LÉVY
Véronique Lévy se converteu ao catolicismo em 2012 e se encontra na vanguarda da luta pela vida e pela família, advertindo nossa sociedade dita “moderna” contra certo progresso que só pode ser qualificado de “mortal”. Com seu belo vestido branco, Véronique parece uma garotinha eslava, dos países do Leste europeu. Ela é a mais nova de três irmãos. Seu irmão mais velho, o escritor Bernard-Henri Lévy (o famoso BHL), é quase vinte anos mais velho. Ela não gosta de falar sobre sua infância. Solitária, tímida, frágil, faltou-lhe o afeto materno. Sua adolescência foi difícil. Arriscou a vida pelas noites, entre bebidas e drogas. Ela se lembra das discussões que teve com Bernard-Henri: “Ele sempre falava comigo sobre o genocídio, quando eu era jovem. Não digo shoah, porque para mim só existe um holocausto, o de Cristo. Shoah é um termo religioso que significa oferecimento religioso e Deus não pode pedir sacrifícios humanos. Genocídios são atrocidades cometidas por homens: estou pensando nos genocídios de judeus, armênios e no “populicídio” da Vendeia [martírio de católicos durante a Revolução Francesa].” Depois de sua conversão, em 2010, Véronique deixou tudo para trás: suas deambulações noturnas, seus múltiplos excessos. Ela se lembra que Cristo começou a se aproximar dela desde muito cedo: “Escrevi sobre meu encontro com Jesus em meu primeiro livro, Montre-moi ton visage [Mostre-me a tua face]. Uma amiga, com quem passei as férias em Antibes, quando tinha 3 anos, Coralie, disse-me esta frase que não compreendi de imediato e que era profética: “Se não crê em Jesus -Cristo, você será levada pelos robôs”. Esta palavra ganha sentido num momento em que a PMA [projeto de lei francesa que permite a procriação assistida a todas as mulheres] esconde leis ainda mais abomináveis, aprovadas às pressas na Assembleia Nacional.” Véronique lembra, também, os sonhos que a conduziram a Cristo: “Quando eu tinha 25 anos, sonhei que estava coberta com um lençol preto grosso e usava uma máscara. Estaca cercada e então comecei a correr, porque corria perigo de morte. Desabei diante da porta de uma catedral. Eu me levantei e corri para dentro. E lá, comecei a ouvir as batidas de um coração. É como se eu me encontrasse em um corpo, no ventre de uma mãe. Eu podia ouvir de dentro o coração de minha mãe. Quando eu olho para cima, vejo Cristo na cruz, gigantesco. Ele me disse: “Que o teu coração de pedra se torne um coração de carne”. E com os braços separados da cruz, atira duas espadas em mim, que perfuram meu coração. Eu acordei nesse momento.” Em 2010, decidiu virar católica. Conheceu o Padre Pierre-Marie Delfieux, o fundador da comunidade monástica de Jerusalém, que se tornaria seu diretor espiritual. Em 7 de abril de 2012, foi batizada. Foi o dia mais feliz de sua vida: “Eu o vivi como um casamento”. Partiu em viagem para a Terra Santa e aprofundou ainda mais a sua relação com Cristo. Mergulhou na oração, na adoração e nas Escrituras. Ela, que está preparando o seu quarto livro, tem algo de Maria Madalena: mulher plenamente livre, revestida de uma espécie de armadura cavalheiresca que faz lembrar Santa Joana D’Arc. Hoje, ela compara a legalização do aborto a “um genocídio invisível com lágrimas proibidas”. “Esta lei não é nem um pouco ética. Chegamos ao que o profeta Daniel chamou de ‘a abominação da desolação’. Daniel fala do templo que foi profanado pelo Anticristo. São Paulo nos diz que nosso corpo é um templo. O próprio Cristo fala do seu corpo como um templo: ‘Destruí este templo e eu o reconstruirei em 3 dias’. E os judeus lhe responderam: ‘Nós o construímos em 46 anos, e você, reconstruiria em 3 dias?’ No entanto, temos 46 cromossomos. Somos o templo da presença de Deus. Deus nos criou à Sua imagem. E, hoje, com essas leis, com o aborto, com essa reprodução assistida para todos, o homem não é mais um templo: ele se torna um objeto. Torna-se objeto de manipulação. Veja, nossas igrejas, nossas catedrais estão ardendo. E agora é a catedral do homem, é o próprio homem, criado à imagem de Deus, que arde e é profanado pelos mercadores do templo dos nossos corpos”. Há 45 anos, o aborto foi legalizado, permitindo o direito de matar um embrião: um bebê. Hoje, o pesquisador, o médico e o geneticista estão se tornando onipotentes. Aos poucos, vão substituindo Deus para dissecar, manipular, profanar o tesouro da criação: o homem e a mulher, a criança, o mais frágil. Véronique evoca as consequências irreparáveis: “Eles querem criar quimeras [vírus modificados em laboratório], modificar DNA, selecionar embriões, fazer eugenia, eliminar embriões deficientes. Em outubro passado, o membro do parlamento Philippe Vigier disse que era necessário ‘rastrear embriões portadores de anomalias cromossômicas’. O PMA para todos, além das mulheres homossexuais e solteiras que desejam ter um filho, legaliza a produção de filhos fora da sexualidade, fora de qualquer união. A alteridade — o masculino e o feminino de nossa humanidade — é eliminada. A procriação assistida é uma mentira do Estado. Porque procriação é quando homem e mulher se unem em um ato de amor, na doação total das duas pessoas. Hoje, a mulher não precisa mais do homem.” O mundo enlouqueceu? Véronique denuncia a “criação artificial de gametas, espermatozóides, ovários, a partir de células-tronco embrionárias”. Denuncia empresas farmacêuticas, como Bayer e Monsanto, que estão em processo de industrialização dessa produção. É por isso que ela clama por um novo Nuremberg. Em 27 de julho, em sua página do Facebook, que tem quase 9.000 adicionados, Véronique publicou uma postagem que fez barulho: “Proponho uma nova Nuremberg, onde seriam julgados aqueles que legalizaram esse atentado contra a espécie humana, portanto contra Deus.(…) Estamos testemunhando a instauração, em larga escala de um processo que nos conduz a um crime contra a humanidade, contra a espécie humana, contra Deus, nosso Criador — como o aborto, que faz na França, a cada ano, mais de 200.000 vítimas, e desde sua legalização, em 1975, mais de 10 milhões.” Além disso, não devemos desvincular o que está acontecendo atualmente com essas leis mortíferas, reveladoras da vontade de viver sem Deus. Essas leis contra a vida, contra a família, são contra Deus. Hoje, Herodes faria experiências com Maria e José. Ele tentaria arrancar Cristo, nascido do Espírito Santo, do ventre da Virgem Maria. É a contra-encarnação. É o advento do Anticristo. Desde sua criação, o homem que se afastou de Deus sempre fez sacrifícios humanos. E, hoje, esses sacrifícios estão legalizados, industrializados.” Véronique conclui com motivos de esperança: “É verdade que a luta está muito difícil. Mas não esqueçamos que, nesta luta contra Deus e contra a humanidade, Deus terá a última palavra.” Em volta do pescoço, Véronique usa um rosário. Ela nos convida a deixar este hipermaterialismo e a nos refugiar sob o véu imaculado de Maria, “guardiã da inocência do mundo. Denunciar todas estas manipulações do embrião humano (em que Jesus é crucificado, a face do homem é desfigurada e ele é arrancado de sua Paternidade divina) é o testemunho dos últimos dias. Isso é ser testemunha!” https://www.lesalonbeige.fr/veronique-levy-en-mission-pour-la-vie/


















































