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  • Trump ordena que governadores reabram as igrejas imediatamente: “Precisamos de mais oração, nã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ontem que os governadores do estado reabram as igrejas “agora” e ameaçou negar aqueles que não o fazem. Trump criticou que alguns permitiram abrir clínicas de aborto e não templos religiosos. (Agências / InfoCatólica) Em entrevista coletiva, Trump disse que o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) publicará “sob minha direção” novas diretrizes para as igrejas reabrirem. O presidente acrescentou que as instalações religiosas serão classificadas como “locais essenciais que prestam serviços essenciais” , enquanto denuncia o fato de que os governadores classificaram as lojas de bebidas alcoólicas e as clínicas de aborto nessa categoria, mas não nas igrejas. Trump foi forte: ” Se não o fizerem, rejeitarei os governadores. Na América, precisamos de mais oração, não menos . Se você tiver alguma dúvida, precisará me ligar. Mas eles não terão sucesso nessa ligação » O presidente disse que o CDC “começará com alguns estados que têm sido muito resilientes. Infelizmente, muitos governadores democratas, neste caso, acham que é uma boa política manter os templos fechados. Mas o que eles estão fazendo? Eles estão se machucando. Eu não acho que seja uma boa política . Eles estão prejudicando sua condição e isso não é bom ». E acrescentou que muitos desses governadores democratas não haviam tratado as igrejas com respeito. Questionado se ele “deu prioridade à reabertura das igrejas em detrimento de outros estabelecimentos”, Trump respondeu: “Não, de maneira alguma”, mas insistiu que elas ” são muito importantes para a psicologia do nosso país . Eles são essenciais. É maravilhoso sentar em casa e assistir algo em um laptop, mas nunca pode ser o mesmo que estar em uma igreja e estar com seus amigos » #EUA #Trump

  • Trump ordena que governadores reabram as igrejas imediatamente: “Precisamos de mais oração, nã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ontem que os governadores do estado reabram as igrejas “agora” e ameaçou negar aqueles que não o fazem. Trump criticou que alguns permitiram abrir clínicas de aborto e não templos religiosos. (Agências / InfoCatólica) Em entrevista coletiva, Trump disse que o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) publicará “sob minha direção” novas diretrizes para as igrejas reabrirem. O presidente acrescentou que as instalações religiosas serão classificadas como “locais essenciais que prestam serviços essenciais” , enquanto denuncia o fato de que os governadores classificaram as lojas de bebidas alcoólicas e as clínicas de aborto nessa categoria, mas não nas igrejas. Trump foi forte: ” Se não o fizerem, rejeitarei os governadores. Na América, precisamos de mais oração, não menos . Se você tiver alguma dúvida, precisará me ligar. Mas eles não terão sucesso nessa ligação » O presidente disse que o CDC “começará com alguns estados que têm sido muito resilientes. Infelizmente, muitos governadores democratas, neste caso, acham que é uma boa política manter os templos fechados. Mas o que eles estão fazendo? Eles estão se machucando. Eu não acho que seja uma boa política . Eles estão prejudicando sua condição e isso não é bom ». E acrescentou que muitos desses governadores democratas não haviam tratado as igrejas com respeito. Questionado se ele “deu prioridade à reabertura das igrejas em detrimento de outros estabelecimentos”, Trump respondeu: “Não, de maneira alguma”, mas insistiu que elas ” são muito importantes para a psicologia do nosso país . Eles são essenciais. É maravilhoso sentar em casa e assistir algo em um laptop, mas nunca pode ser o mesmo que estar em uma igreja e estar com seus amigos » #EUA #Trump

  • Sagrada Comunhão na boca: Orientações ou Normas?

    Padre Nuno faz uma análise das recentes orientações para culto público em tempos de Pandemia. A Conferência Episcopal Portuguesa publicou um documento intitulado: Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para a celebração do Culto público católico no contexto da pandemia COVID-19, datado de 8 de Maio de 2020. O título parece ser inequívoco ao colocar todo o texto na categoria de orientações. Esta impressão parece reforçada quando no início do texto se escreve: “… a Conferência Episcopal Portuguesa… propõe algumas medidas de proteção…”. Contudo quase de seguida adianta: “Estas normas de proteção…”. Ora ninguém ignorará que entre orientações, proposta e normas há, do ponto de vista do Direito Canónico, uma diferença abissal. Afinal em que ficamos? Afigura-se estranho que pessoas tão qualificadas redijam esta salgalhada inicial. Infelizmente, antes ainda, deparamo-nos com esta extraordinária sentença: “Na parte que lhe cabe, a Igreja tem a grave responsabilidade de prevenir o contágio da enfermidade, em coordenação com as legítimas autoridades governativas e de saúde”. Esta afirmação parece, à primeira vista sensata, e, de facto, podemos ou devemos considerar que o seja na sua primeira parte, a saber: “Na parte que lhe cabe, a Igreja tem a grave responsabilidade de prevenir o contágio da enfermidade…” . Infelizmente, a segunda parte da asserção é inteiramente catastrófica, funesta – uma calamidade. Não sabe a CEP que aquilo que considera “legítimas autoridades governativas e de saúde” são instituições(!!) radicalmente empenhadas na matança de crianças nascituras quer através do aborto provocado quer das letais experimentações embrionárias? Ignorará, porventura, da igual obstinação assanhada, destas mesmas instituições, na eutanásia e no suicídio assistido? É nesta gente que o Episcopado confia para salvaguardar a vida e saúde dos portugueses? Não viu, por exemplo, a dizimação nos lares de idosos, que bem podia ter sido evitada? Quererá o Episcopado, que nos confiemos a essas “autoridades” e que sejam elas a determinar, por interpostos Bispos, como o Culto e a Liturgia deverão ser celebrados? Evidentemente que os Senhores Bispos têem muitos outros médicos, especialistas e cientistas que podem consultar. Tanto mais que sabem muito bem que há diversidade de pareceres fundamentados. Por exemplo, em relação à Sagrada Comunhão se há ilustres virologistas e imunologistas que advogam a Comunhão na mão outros, não menos ilustres, defendem exactamente o contrário, ou seja, a Sagrada Comunhão na boca, por ser mais segura. Nesta abundante diferença de pareceres encontrei um só, de um ilustre microbiologista, que afirmava ser a possibilidade de contágio equivalente quer na mão quer na boca. Mas adiantava que havia diversas maneiras, algumas das quais, ao longo dos séculos, foram usadas pela Igreja em tempos de peste, de conceder a Sagrada Comunhão da boca evitando qualquer possibilidade de contágio. Também parece estranho que em relação ao “distanciamento social” entre o comungante não se aconselhe ou, pelo menos se refira, a Sagrada Comunhão de joelhos, que segundo prestigiosos virologistas é o modo mais adequado de manter a distância de segurança entre o Ministro da Sagrada Comunhão e aquele que A recebe. Padre Nuno Serras Pereira Fonte: Senza Pagare

  • Sagrada Comunhão na boca: Orientações ou Normas?

    Padre Nuno faz uma análise das recentes orientações para culto público em tempos de Pandemia. A Conferência Episcopal Portuguesa publicou um documento intitulado: Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para a celebração do Culto público católico no contexto da pandemia COVID-19, datado de 8 de Maio de 2020. O título parece ser inequívoco ao colocar todo o texto na categoria de orientações. Esta impressão parece reforçada quando no início do texto se escreve: “… a Conferência Episcopal Portuguesa… propõe algumas medidas de proteção…”. Contudo quase de seguida adianta: “Estas normas de proteção…”. Ora ninguém ignorará que entre orientações, proposta e normas há, do ponto de vista do Direito Canónico, uma diferença abissal. Afinal em que ficamos? Afigura-se estranho que pessoas tão qualificadas redijam esta salgalhada inicial. Infelizmente, antes ainda, deparamo-nos com esta extraordinária sentença: “Na parte que lhe cabe, a Igreja tem a grave responsabilidade de prevenir o contágio da enfermidade, em coordenação com as legítimas autoridades governativas e de saúde”. Esta afirmação parece, à primeira vista sensata, e, de facto, podemos ou devemos considerar que o seja na sua primeira parte, a saber: “Na parte que lhe cabe, a Igreja tem a grave responsabilidade de prevenir o contágio da enfermidade…” . Infelizmente, a segunda parte da asserção é inteiramente catastrófica, funesta – uma calamidade. Não sabe a CEP que aquilo que considera “legítimas autoridades governativas e de saúde” são instituições(!!) radicalmente empenhadas na matança de crianças nascituras quer através do aborto provocado quer das letais experimentações embrionárias? Ignorará, porventura, da igual obstinação assanhada, destas mesmas instituições, na eutanásia e no suicídio assistido? É nesta gente que o Episcopado confia para salvaguardar a vida e saúde dos portugueses? Não viu, por exemplo, a dizimação nos lares de idosos, que bem podia ter sido evitada? Quererá o Episcopado, que nos confiemos a essas “autoridades” e que sejam elas a determinar, por interpostos Bispos, como o Culto e a Liturgia deverão ser celebrados? Evidentemente que os Senhores Bispos têem muitos outros médicos, especialistas e cientistas que podem consultar. Tanto mais que sabem muito bem que há diversidade de pareceres fundamentados. Por exemplo, em relação à Sagrada Comunhão se há ilustres virologistas e imunologistas que advogam a Comunhão na mão outros, não menos ilustres, defendem exactamente o contrário, ou seja, a Sagrada Comunhão na boca, por ser mais segura. Nesta abundante diferença de pareceres encontrei um só, de um ilustre microbiologista, que afirmava ser a possibilidade de contágio equivalente quer na mão quer na boca. Mas adiantava que havia diversas maneiras, algumas das quais, ao longo dos séculos, foram usadas pela Igreja em tempos de peste, de conceder a Sagrada Comunhão da boca evitando qualquer possibilidade de contágio. Também parece estranho que em relação ao “distanciamento social” entre o comungante não se aconselhe ou, pelo menos se refira, a Sagrada Comunhão de joelhos, que segundo prestigiosos virologistas é o modo mais adequado de manter a distância de segurança entre o Ministro da Sagrada Comunhão e aquele que A recebe. Padre Nuno Serras Pereira Fonte: Senza Pagare

  • RESSURREIÇÃO – Juan Manuel De Prada

    Eu posso perfeitamente entender os que não acreditam que Cristo ressuscitou, pensando que ele não era Deus (ou pensando, mais simplesmente, que Deus não existe). Muito mais bizarro parece-me o empenho de autointitulados teólogos e exegetas bíblicos que, depois de submeterem os textos do Evangelho — cada verso, cada palavra, cada vírgula — a uma análise exaustiva, concluem que a ressurreição de Cristo não ocorreu como descrito pelos evangelistas, mas foi uma ‘experiência de fé’, uma espécie de ‘autossugestão’ que levou os apóstolos a acreditarem que seu Mestre ainda estava presente em suas vidas, uma ‘experiência’ ou devaneio místico, uma consequência inevitável de sua credulidade excitada pelos anúncios que o próprio Cristo lhes havia feito. Os discípulos, de acordo com essa tese disparatada, abrigavam uma esperança tão forte e peremptória de ver a Jesus Cristo ressuscitado, que seus sentidos se perturbaram. Eles consideravam que, para compensar o fracasso ignominioso do Gólgota, Jesus precisava ressuscitar urgentemente; e nesse clima de inquietação e ansiedade, nesse estado de espera supersticiosa e desconsolo, eles aceitaram como verdadeiras as alucinações de algumas mulheres histéricas e os testemunhos de sonhadores delirantes que alegavam ter topado com o ressuscitado. Os discípulos não podiam aceitar que Jesus os havia enganado, não podiam assimilar a ideia de que Jesus era um homem como eles; e, em vez de reconhecerem sua derrota, eles se prestariam a acreditar naqueles que alegavam tê-lo visto após a morte, e também a espalhar essa fantasia entre seus seguidores. Ou então — porque a condescendência desses autonomeados teólogos e exegetas também admite versões mais adocicadas e politicamente corretas — os apóstolos “sentiram” que, embora Cristo tivesse morrido, ele permaneceu vivo em seus corações. E, mantendo a coesão em torno daquele Jesus que se mantinha vivo em seus corações, eles teriam conseguido criar uma associação ou aliança que acabaria se transformando no que hoje chamamos de Igreja. Mas a verdade é que nenhuma dessas afirmações tem qualquer apoio nos textos evangélicos nos quais esses teólogos e exegetas se apoiam para defender suas bizarras conclusões. O certo é que os evangelistas não narram as experiências ou vivências místicas pretendidas por esses exegetas, nem se referem a apóstolos crédulos ou sugestionados, inquietos ou ansiosos para que Cristo ressuscite. O que encontramos nos Evangelhos é um punhado de pessoas que não esperam a ressurreição de seu Mestre; e que, quando se encontram diante dela, se recusam a admiti-la, continuam a duvidar teimosamente, às vezes até na presença do Ressuscitado. Às mulheres, que lhes anunciam pela primeira vez que o túmulo está vazio, chamam de insensatas. Alguns discípulos continuarão duvidando até vê-lo comer. E um deles, mesmo, precisará tocar com suas próprias mãos as feridas de Cristo para abrir mão de sua incredulidade. Eles desconfiam tanto, que reagem com espanto toda vez que veem o Ressuscitado, acreditando que fosse “um espírito” (um fantasma, diríamos). E a mera ideia de vê-lo entre os vivos parece tão extravagante que, quando o encontram, o confundem com um jardineiro (é o que acontece com Maria Magdalena), ou não conseguem reconhecê-lo durante uma longa caminhada até Emaús. Não parece muito provável que pessoas sugestionáveis e ansiosas para ver o Cristo ressuscitado reajam com sinais de espanto e incredulidade, com tão confusa morosidade e falta de discernimento. Lendo os Evangelhos, conclui-se que os apóstolos, longe de inventarem o retorno de seu amigo como consequência de uma alucinação ou experiência “mística”, acabam aceitando-o após muita hesitação, rendidos à evidência (talvez porque a ideia da ressurreição tenha sido repugnante à sua mente racional, assim como acontece conosco). Eu posso compreender o ateu que considera a ressurreição de Cristo uma fábula. Mas está além da minha capacidade entender aqueles maçantes e autonomeados teólogos e exegetas que empregam boa parte de suas vidas estudando uma disciplina árdua, familiarizando-se com línguas antiquíssimas e abstrusas, para concluir que a ressurreição é uma mera “experiência mística” ou um fenômeno de “autossugestão”. Não seriam necessários tais alforjes para uma viagem como essa. A menos que, desde o início, esses supostos teólogos e exegetas tenham sido guiados… não pela descrença, mas por um ódio supurado; e que todos os seus anos de estudo sejam apenas o álibi que lhes permite disfarçar a supuração desse ódio com uma bagagem erudita. Tal explicação, porém, exige aceitar que não estamos diante da teologia… mas diante de uma patologia não resolvida. https://www.xlsemanal.com/firmas/20190422/resurreccion-juan-manuel-prada.html

  • A CIÊNCIA E A VIDA APÓS A MORTE – Bernard Mitjavile

    [Estudos científicos, nas últimas décadas, levaram a reconsiderar a abordagem materialista segundo a qual a consciência é produzida pelo cérebro e, portanto, não haveria pensamento ou consciência em um paciente em estado de morte cerebral.] De acordo com os resultados de um estudo de 2014, da Universidade de Southampton, é possível ter uma sensação de consciência vários minutos após o coração parar. De acordo com os cientistas que conduziram este estudo — o maior sobre o assunto, abrangendo vários países, trabalhando por quatro anos com 2060 pacientes que sofreram parada cardíaca —, quase 40% dos sobreviventes descreveram uma estranha sensação de consciência, “com detalhes visuais e auditivos precisos” que correspondiam à realidade, depois que o coração parou durante um período em que o cérebro não era mais irrigado. O testemunho de Angèle Lieby questiona muito do que hoje sabemos sobre o coma. Conta, em seu livro Uma lágrima me salvou, como passou meses em coma  totalmente ciente do que estava acontecendo ao seu redor, em particular as reações dos médicos e enfermeiras; e que derramou uma lágrima, quando o médico declarou ao marido que ela era “como um vegetal” e, praticamente, não tinha mais atividade cerebral, propondo por isso a eutanásia. Essa lágrima a salvou, embora o médico tenha procurado negar seu significado, falando de uma reação física automática. Desde então, Madame Lieby ministra palestras para médicos reanimadores ou equipes de enfermagem, incentivando-os a tratar pacientes em coma com muito mais consideração e a falar respeitosamente com eles. Também podemos citar o caso do jovem inglês Martin Pistorius, que em coma por 12 anos esteve consciente de tudo, como ele relata em seu livro de testemunhos The ghost boy. Pesquisas em neurobiologia Em um nível mais geral, a pesquisa científica nas últimas décadas levou a uma séria revisão das evidências que são apresentadas para negar toda a consciência fora da atividade cerebral. O paradigma materialista do cérebro produtor de pensamento, e fonte da consciência, tem sido questionado há anos por cientistas do mais alto nível, no campo da neurobiologia. Assim, o ganhador do Nobel Sir John C. Eccles (por seus trabalhos sobre o cérebro e a neurobiologia) declarou pouco antes de sua morte, em 1997: “Devemos reconhecer que somos seres espirituais dotados de almas, que existem em um mundo espiritual, tanto quanto seres materiais dotados de corpos e cérebros, que existem em um mundo material”. Eccles falou de superstição a propósito do “reducionismo materialista”, que pretende explicar o mundo espiritual através de atividades neurais. Muito antes de Eccles e outros neurobiólogos, o filósofo francês Henri Bergson havia mostrado claramente os limites do materialismo em suas obras. Em Matéria e memória, ele explica que o cérebro é um filtro que permite selecionar os elementos da memória, que são necessários em função da situação em determinado momento. Segundo Bergson, a ação criadora, voltada para o futuro, permite unir os diferentes aspectos da memória, mas a memória transcende o espaço e não é material. Não sendo um cientista de formação, embora tenha feito com grande rigor várias observações sobre pessoas com problemas cerebrais e coletado experiências psíquicas bem documentadas, como, por exemplo, a da mãe que vê o filho chamando-o em um campo de batalha no exato momento em que ele morria durante a guerra (discurso à Society of Psychical Research, Londres), Bergson não viu suas conclusões levadas a sério pelo mundo científico; foi preciso que surgissem cientistas como Eccles para que se questionasse o paradigma materialista na relação espírito/cérebro. Hoje, descobrimos uma propriedade notável do cérebro: sua plasticidade. Isto significa que ele não pode mais ser visto como um simples computador, com áreas diferentes para controlar diferentes funções, tais como a linguagem e as habilidades motoras do cérebro. Podemos citar o caso surpreendente, revelado neste ano, de uma jovem nascida, há 18 anos, sem uma parte do cérebro: a totalidade do hemisfério esquerdo. É acompanhada por um projeto de pesquisa da Universidade de Chicago desde os 14 meses de idade, que assegura ter ela habilidades de leitura acima da média e, também, um QI ligeiramente acima da média. Isso nos leva a perguntar se o instituto do cérebro, em Moscou, está mesmo certo em preservar o cérebro de Lenin tão preciosamente, para buscar discernir as causas de sua inteligência supostamente superior… Pesquisas em física quântica Encontramos essa crítica do paradigma materialista nos maiores pesquisadores da física quântica. Poer exemplo, o físico quântico e ganhador do prêmio Nobel de Física, Eugene P. Wigner, explicou que uma medição quântica necessitava de um espírito consciente para se efetuar, e insistia que o pensamento tinha prioridade em relação à matéria. Subindo mais alto, podemos mencionar os grandes fundadores da física quântica, como Max Plank, que declarou: “Considero a consciência fundamental; considero a matéria derivada da consciência”. As experiências de quase morte Por outro lado, as inúmeras experiências de morte clínica (NDE ou Near Death Experience em inglês) registradas nos Estados Unidos e na Europa nas últimas décadas, desde o livro do Dr. Moody Vida após a vida, há mais de 40 anos, ou o trabalho sobre moribundos de Elisabeth Kübler-Ross (A morte é um novo sol, Pocket 2002), chamam a atenção sobre a realidade de um corpo espiritual, de sentidos espirituais. Essa realidade era conhecida pelos místicos das várias tradições religiosas ou filosóficas, entre as quais podemos citar São Paulo, que falou, na segunda epístola aos Coríntios, de uma viagem que fez no Paraíso, acrescentando a seguir: “Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe”. Ou Platão, narrando as experiências de um soldado que voltou à vida após 12 dias, período no qual teve contato com mortos e fez várias experiências semelhantes aos testemunhos modernos da EQM. As EQMs, como essas histórias citadas, falam de um corpo espiritual que pode se mover independentemente do corpo físico e que, como ele, possui sentidos (visão, olfato, audição, toque etc.) que são simplesmente mais agudos e sutis do que os nossos sentidos físicos. Algumas pessoas, como o filósofo Michel Onfray, durante o programa On n’est pas couché, que trouxe o testemunho de uma pessoa que viveu uma EQM, negam o valor dessas experiências, atribuindo-as à ação de remédios analgésicos, ou outros, sobre os cérebros dos pacientes. Esse argumento seria admissível, se estivéssemos lidando com experiências subjetivas, mas não é o caso. De fato, as pessoas que retornam de uma EQM testemunham ter ouvido as palavras dos médicos na sala em que estavam, ou mesmo em outros lugares do hospital, para os quais teriam sido transportadas com seu corpo espiritual, e tais testemunhos são corroborados pelos médicos ou enfermeiros envolvidos. Da mesma forma, as pessoas que saem de um longo coma, em que permaneceram conscientes, citam fatos, declarações ou ações da equipe médica durante o coma. Portanto, essas não são experiências puramente imaginárias e subjetivas, mas realidades objetivas confirmadas por múltiplos testemunhos. Pode-se acrescentar, a respeito do mesmo Onfray, que tendo negado em suas obras a existência de Deus e até a existência histórica de Cristo, também mostrou certa coerência ao negar a existência de uma vida após a morte. Deste filósofo, que parece sincero em suas posições, podemos esperar uma evolução, porque o Evangelho nos diz que “quem procura encontra”. Esse questionamento das grandes teorias materialistas sobre as relações entre a matéria e o espírito, ou o cérebro e a consciência, abre as portas para uma reflexão mais ampla sobre a vida após a morte, sem ter que arrastar atrás de si o peso de um materialismo redutor, que rejeita todos os testemunhos em nome da ciência e, assim, adotando uma posição anticientífica. https://www.lesalonbeige.fr/science-et-vie-apres-la-mort/

  • O pecado oculto de Santa Catarina de Sena

    Se Santa Catarina de Sena conseguiu, com a graça de Deus, parar de cometer este pecado, também nós somos capazes de combatê-lo. Santa Catarina foi certa vez confrontada por Deus a respeito de um “pecado oculto” que ela tinha, o de julgar as pessoas. Ela costumava pensar que tinha um dom para ler a natureza humana e notar as falhas alheias, especialmente as dos sacerdotes. Mas, um dia, Deus lhe mostrou que as intuições que ela estava a receber sobre as fraquezas dos outros não vinham de Deus, mas do diabo. O diabo nos permite ver as faltas uns dos outros a fim de que, ao invés de ajudar, nós comecemos a julgar as almas alheias e condená-las. Santa Catarina admitiu isso ao Senhor, dizendo-lhe: “Vós me destes remédio contra uma doença escondida que eu não havia reconhecido, ensinando-me que não posso jamais sair em julgamento de qualquer pessoa. Pois eu, cega e debilitada como me encontrava por essa doença, frequentemente julgava os outros sob o pretexto de estar trabalhando para vossa glória e a salvação alheia.” É por isso que Santa Catarina aprendeu que, quando notamos as faltas de uma pessoa, devemos dizer a nós mesmos: Quando notamos as faltas de uma pessoa, devemos dizer a nós mesmos: “Hoje é a vez dela, amanhã será a minha, a menos que me sustente a graça divina.” Santa Catarina de Sena O hábito de julgar os outros, no entanto, pode ser um sinal de que não conhecemos realmente a nós mesmos ou ao Deus que nos ama. Como ensinou São Bernardo de Claraval: Se tens olhos para as deficiências de teu próximo e não para as tuas próprias, nenhum sentimento de misericórdia surgirá dentro de ti, mas antes indignação. Estarás mais pronto a julgar do que a ajudar, mais pronto a esmagar com espírito de raiva do que a instruir com espírito de ternura. O mesmo doutor da Igreja explica ainda como só um homem realmente humilde pode ter compaixão pelas fraquezas de seus irmãos: A pessoa sadia não sente as dores de quem está doente, tampouco o bem alimentado a angústia de quem está faminto. São os companheiros no sofrimento que prontamente sentem compaixão pelos doentes e pelos famintos. Tu nunca terás misericórdia de verdade pelos defeitos do outro, até que descubras e percebas que tens os mesmos defeitos em tua alma. Via: Equipe Christo Nihil Praeponere #Santos #VidadosSantos

  • O pecado oculto de Santa Catarina de Sena

    Se Santa Catarina de Sena conseguiu, com a graça de Deus, parar de cometer este pecado, também nós somos capazes de combatê-lo. Santa Catarina foi certa vez confrontada por Deus a respeito de um “pecado oculto” que ela tinha, o de julgar as pessoas. Ela costumava pensar que tinha um dom para ler a natureza humana e notar as falhas alheias, especialmente as dos sacerdotes. Mas, um dia, Deus lhe mostrou que as intuições que ela estava a receber sobre as fraquezas dos outros não vinham de Deus, mas do diabo. O diabo nos permite ver as faltas uns dos outros a fim de que, ao invés de ajudar, nós comecemos a julgar as almas alheias e condená-las. Santa Catarina admitiu isso ao Senhor, dizendo-lhe: “Vós me destes remédio contra uma doença escondida que eu não havia reconhecido, ensinando-me que não posso jamais sair em julgamento de qualquer pessoa. Pois eu, cega e debilitada como me encontrava por essa doença, frequentemente julgava os outros sob o pretexto de estar trabalhando para vossa glória e a salvação alheia.” É por isso que Santa Catarina aprendeu que, quando notamos as faltas de uma pessoa, devemos dizer a nós mesmos: Quando notamos as faltas de uma pessoa, devemos dizer a nós mesmos: “Hoje é a vez dela, amanhã será a minha, a menos que me sustente a graça divina.” Santa Catarina de Sena O hábito de julgar os outros, no entanto, pode ser um sinal de que não conhecemos realmente a nós mesmos ou ao Deus que nos ama. Como ensinou São Bernardo de Claraval: Se tens olhos para as deficiências de teu próximo e não para as tuas próprias, nenhum sentimento de misericórdia surgirá dentro de ti, mas antes indignação. Estarás mais pronto a julgar do que a ajudar, mais pronto a esmagar com espírito de raiva do que a instruir com espírito de ternura. O mesmo doutor da Igreja explica ainda como só um homem realmente humilde pode ter compaixão pelas fraquezas de seus irmãos: A pessoa sadia não sente as dores de quem está doente, tampouco o bem alimentado a angústia de quem está faminto. São os companheiros no sofrimento que prontamente sentem compaixão pelos doentes e pelos famintos. Tu nunca terás misericórdia de verdade pelos defeitos do outro, até que descubras e percebas que tens os mesmos defeitos em tua alma. Via: Equipe Christo Nihil Praeponere #Santos #VidadosSantos

  • A IGREJA DE ROMA E A COMUNHÃO UNIVERSAL

    Parte II Santo Agostinho, ao descrever a época de Cipriano, um século e meio antes, escreveu: “[Cartago] tinha um bispo de pouca autoridade, que não precisava temer ter um grande número de inimigos, porque sabia que estava vinculado por cartas de comunhão tanto à igreja romana, onde a autoridade (principatus) da Sé Apostólica sempre floresceu, e com as outras terras, de onde o evangelho havia chegado à África.” [Carta 42, 3, 7. PL 33, 163] A mesma noção foi expressa pelo Papa Bonifácio I (418-422), contemporâneo de Agostinho: “A estrutura (institutio) da Igreja universal teve origem na honra dada a Pedro. Toda regra na Igreja consiste nisso: de Pedro, como fonte, a disciplina de toda a Igreja foi derivada a medida que a igreja cresce e se expande … É certo que essa igreja está relacionada às igrejas espalhadas por todo o mundo como a cabeça de seus membros. Quem se afasta desta igreja se coloca fora da religião cristã, já que ele não permanece mais parte de sua estrutura. Ouvi dizer que certos bispos querem deixar de lado a constituição apostólica da Igreja e estão tentando introduzir inovações contra os próprios mandamentos de Cristo. Eles procuram se separar da comunhão com a Sé Apostólica, ou, mais precisamente, de sua autoridade!” [Carta 14, 1. PL 20, 777]. O historiador protestante E. Caspar chamou essa passagem de a primeira declaração concisa de uma visão da estrutura e desenvolvimento da igreja, mostrando um característico teor papal. Mas, de fato, a idéia de que a igreja romana era a cabeça da communio era amplamente adotada nessa época e é muito mais antiga que o início do século V. No ano 381, Santo Ambrósio exortou os Imperadores Graciano e Valentiniano a tomarem medidas “para que a igreja romana, a cabeça de todo o mundo romano e a sagrada fé apostólica, não sejam perturbadas, uma vez que daí procede a todas as outras os direitos da estimada comunhão. ” [Carta 11, 4. PL 16, 986]. Depois de uma longa jornada para o leste, São Jerônimo escreveu ao papa Damaso: “Dirijo-me ao sucessor do pescador e do discípulo da cruz. Não quero seguir ninguém além de Cristo e, portanto, estou unido em comunhão com a vossa Santidade, isto é, com a Sé de Pedro. Eu sei que a Igreja é construída sobre esta rocha. Quem come o Cordeiro fora desta casa comete sacrilégio. [Carta 15, 2. PL 22, 355] E ele continua, “ Tendo migrado por causa dos meus pecados para este deserto na fronteira entre a Síria e terras fora da civilização, não sou capaz de receber o corpo santo do Senhor da sua santidade. Me apego aqui aos seus colegas, os confessores egípcios … Não conheci Vitalis, rejeito Meletius e não sei nada de Paulinus. Quem não se reúne com você, espalha; quem não pertence a Cristo pertence ao anticristo.” [ibid.] Jerônimo se refere aqui ao cisma que divide o patriarcado de Antioquia, no qual ele estava vivendo. Ele sabia que era obrigado a decidir em favor de um dos três bispos concorrentes, mas não sabia como resolver o problema de suas reivindicações conflitantes. Portanto, ele simplesmente afirma que está em comunhão com Roma, que é o ponto final na questão. Esses testemunhos são claramente anteriores à época de Bonifácio I, mas ainda pertencem ao século IV. Não precisamos, contudo, supor que essa concepção emergiu durante este século. Ficou igualmente claro para Cipriano no século III, que escreveu ao papa Cornelius logo após a eleição deste último que ele estava se esforçando para “trazer todos os nossos colegas a reconhecer e manter você e sua comunhão, isto é, a unidade e a caridade da Igreja Católica ”[Carta 48, 3. CSEL III / 2, 607]. Aqui, communio com o bispo romano é idêntico ao pertencimento à Igreja Católica. Essa identificação (communicationem tuam id est catholicae ecclesiae unitatem) não poderia ser feita de maneira tão simples em relação a qualquer outra igreja, nem mesmo Alexandria ou Cartago, embora Cipriano estivesse bem ciente do importante lugar que Cartago – e ele próprio como bispo – ocupava na igreja. Em outra ocasião, Cipriano escreveu para o mesmo Cornélio com referência aos cismáticos africanos: “O pior de tudo é que eles elegeram um pseudo-bispo dentre os hereges e se atrevem a zarpar [em Roma] para se aproximar da cadeira de Pedro e do rei. igreja primária da qual nasce (exorta est) a unidade do sacerdócio. Eles se atrevem a trazer desta igreja cartas de cismáticos e pessoas sacrílegas, sem refletir que até o apóstolo Paulo louvou a fé dos romanos, entre os quais a descrença não pode entrar ”[Carta 59, 14. CSEL III / 2, 683]. Quando Cipriano fala da unitas sacerdotalis, ele se refere à comunidade de bispos, a communio episcoporum, originária de Roma. Ele não pode ter dito isso historicamente, já que Roma não foi o primeiro centro missionário. Historicamente, a Igreja começou em Jerusalém. A exorta est de Cipriano deve, portanto, ser um presente perfeito, referindo-se à origem de Roma de uma vez por todas e sempre renovada da communio que liga os bispos. Roma é, portanto, o ponto focal da communio, não como centro geográfico, mas como centro de seu poder e legitimidade. A mesma concepção surge do relato de Tertuliano da separação dos montanistas da Igreja. Segundo ele, o momento decisivo ocorreu quando o bispo de Roma, sob a influência de Praxeas, revogou as cartas de comunhão que haviam sido emitidas e talvez já enviadas às igrejas da Ásia e da Frígia [Contra Praxeas, 1. PL 2, 178 ] O relato de Tertuliano pode ter sido historicamente impreciso, mas o principal, o princípio, é claro: ser membro da Igreja permanece ou cai a depender da comunhão com Roma. Esta é a principalitas da igreja romana mencionada por Irineu antes mesmo de Tertuliano. “Com esta igreja por causa de sua preeminência especial, todas as outras igrejas devem concordar.” [Adversus Hereses, III, 3, 2. PG 7, 849]. Obviamente, o texto literal aqui (ad hanc ecclesiam convenire) não significa que todos devam ir a Roma, mas devem estar de acordo com Roma, ou – como diríamos agora – que devem estar em comunhão com Roma. Talvez o texto grego original de Irineu tivesse koinonein onde o latim lê convenha. É verdade que Irineu está falando aqui de um acordo de fé; ainda assim, esse é um aspecto da comunicação eclesial. De qualquer forma, o significado da passagem permanece o mesmo: Roma é a igreja central – ou o centro da igreja. Também podemos interpretar exatamente no mesmo sentido as palavras muito discutidas escritas por Inácio de Antioquia, o discípulo dos apóstolos, cerca de setenta anos antes de Irineu. Ele chamou a igreja em Roma de “aquela que preside a caridade” [“Prokathemene tes agapes”, Epístola aos Romanos, I. Os Pais Apostólicos 1, 120]. Alguns vêem aqui uma metáfora que compara a igreja romana a um bispo que preside a celebração da festa do amor, o ágape da Igreja primitiva. Outros o traduziriam como “presidente da irmandade do amor”. Para nós, parece mais provável que ágape seja simplesmente sinônimo de koinonia ou communio. Vimos como a linguagem do cristianismo primitivo frequentemente se juntava a communio, koinonia, pax, eirene e ágape em combinação ou as usava alternadamente como sinônimos. Assim, Inácio poderia muito bem estar se referindo à mesma preeminência da igreja em Roma que para Irineu era o foco normativo da unidade. Inácio vê a igreja romana presidindo a communio como a cabeça e o centro de sua unidade sacramental. Até os pagãos sabiam que um verdadeiro cristão era alguém em comunhão com o bispo de Roma. Quando Paulo de Samosata, bispo de Antioquia, foi deposto em um sínodo por heresia, ele recusou a submissão e não entregou a igreja e a casa do bispo ao novo bispo. O caso foi apresentado ao imperador Aureliano (270-273) e, como escreveu Eusébio, “ele decidiu o caso corretamente, decretando que a casa seria entregue àquele que receber cartas do chefe da religião cristã na Itália e o bispo de Roma ”[História Eclesiástica, VII, 30. PG 20, 720]. Continua #USA #Bizâncio #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #ConcíliodeCalcedônia #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment

  • Presidente da Associação de Médicos Católicos diz que a comunhão na mão é mais contagiosa do que a c

    Filippo Maria Boscia, Presidente da Associação Médica Católica: “A comunhão manual é mais perigosa que a comunhão oral”. Veja o que ele diz: “O problema que preocupa a todos nós e, em primeiro lugar, aos médicos, é a disseminação do vírus. O certo é que as mãos são a parte do corpo mais exposta a vírus, porque tocam em tudo, de objetos infectados a dinheiro. Há pessoas obcecadas com a idéia de pegar e adoecer. Gostaria de contar uma história sobre isso: no início de minha carreira, um médico, um colega de trabalho, me passou uma caneta tinteiro muito elegante para assinar um certificado. Ele não queria que eu o devolvesse porque eu o havia tocado, e ele me deu. Como a situação me deixou desconfortável, comprei uma caneta-tinteiro, mas ele não a quis, porque certamente muitos a teriam tocado antes de mim. O resultado é que agora tenho duas canetas muito elegantes. Este médico contraiu um vírus e morreu, “A comunhão na língua é mais segura do que a comunhão na mão. Como eu disse, as mãos tocam em tudo, por isso é definitivamente mais contagioso. Na África, tenho operado em estradas poeirentas e ao ar livre, em condições desfavoráveis, mas ninguém ficou doente. Não era um risco para as pessoas. “ “Sim, eu li sobre os pequenos alfinetes. E também sobre a proposta de distribuir a hóstia consagrada em pequenos envelopes para transportar. Sério, após a gripe espanhola, as pessoas continuaram a receber comunhão na língua e nada mudou. Acho que estamos perdendo o bom senso. Não devemos defender certas coisas. Sim, a saúde é importante, é óbvio, mas não devemos exagerar ou perder a razão. Como médico, estou convencido de que a comunhão na mão é menos higiênica e, portanto, menos segura que a comunhão na língua. Além disso, não nos dizem diariamente que não toquemos em nada, que lavemos as mãos, que nos desinfetemos, que não toquemos no rosto, nos olhos ou no nariz? Temos que seguir algumas regras sanitárias básicas e necessárias. Não devemos ter medo, nem devemos especular, e menos ainda, “A fragilidade sempre acompanhou a última etapa de nossa vida, na qual a saúde é mais vulnerável. Não quero submeter o tratamento de pacientes a um processo judicial. Se eu tivesse alguma crítica a fazer, eu a direcionaria para as famílias. Muitos dos falecidos morreram em residências. Em muitos casos, as famílias abandonaram seus entes queridos. Minha pergunta é: por que eles não deixaram seu ente querido ficar com eles, em sua casa? Em uma certa idade, as pessoas precisam mais da humanidade do que de tratamentos. Infelizmente, há uma tendência para terceirizar e hospitalizar. Ao fazer isso, esterilizamos e padronizamos os ritos de transição, mas os desumanizamos e, portanto, perdemos a idéia de compaixão, de pietas, no verdadeiro sentido do termo. ” Postado em The Eponymous Flower . #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão

  • Presidente da Associação de Médicos Católicos diz que a comunhão na mão é mais contagiosa do que a c

    Filippo Maria Boscia, Presidente da Associação Médica Católica: “A comunhão manual é mais perigosa que a comunhão oral”. Veja o que ele diz: “O problema que preocupa a todos nós e, em primeiro lugar, aos médicos, é a disseminação do vírus. O certo é que as mãos são a parte do corpo mais exposta a vírus, porque tocam em tudo, de objetos infectados a dinheiro. Há pessoas obcecadas com a idéia de pegar e adoecer. Gostaria de contar uma história sobre isso: no início de minha carreira, um médico, um colega de trabalho, me passou uma caneta tinteiro muito elegante para assinar um certificado. Ele não queria que eu o devolvesse porque eu o havia tocado, e ele me deu. Como a situação me deixou desconfortável, comprei uma caneta-tinteiro, mas ele não a quis, porque certamente muitos a teriam tocado antes de mim. O resultado é que agora tenho duas canetas muito elegantes. Este médico contraiu um vírus e morreu, “A comunhão na língua é mais segura do que a comunhão na mão. Como eu disse, as mãos tocam em tudo, por isso é definitivamente mais contagioso. Na África, tenho operado em estradas poeirentas e ao ar livre, em condições desfavoráveis, mas ninguém ficou doente. Não era um risco para as pessoas. “ “Sim, eu li sobre os pequenos alfinetes. E também sobre a proposta de distribuir a hóstia consagrada em pequenos envelopes para transportar. Sério, após a gripe espanhola, as pessoas continuaram a receber comunhão na língua e nada mudou. Acho que estamos perdendo o bom senso. Não devemos defender certas coisas. Sim, a saúde é importante, é óbvio, mas não devemos exagerar ou perder a razão. Como médico, estou convencido de que a comunhão na mão é menos higiênica e, portanto, menos segura que a comunhão na língua. Além disso, não nos dizem diariamente que não toquemos em nada, que lavemos as mãos, que nos desinfetemos, que não toquemos no rosto, nos olhos ou no nariz? Temos que seguir algumas regras sanitárias básicas e necessárias. Não devemos ter medo, nem devemos especular, e menos ainda, “A fragilidade sempre acompanhou a última etapa de nossa vida, na qual a saúde é mais vulnerável. Não quero submeter o tratamento de pacientes a um processo judicial. Se eu tivesse alguma crítica a fazer, eu a direcionaria para as famílias. Muitos dos falecidos morreram em residências. Em muitos casos, as famílias abandonaram seus entes queridos. Minha pergunta é: por que eles não deixaram seu ente querido ficar com eles, em sua casa? Em uma certa idade, as pessoas precisam mais da humanidade do que de tratamentos. Infelizmente, há uma tendência para terceirizar e hospitalizar. Ao fazer isso, esterilizamos e padronizamos os ritos de transição, mas os desumanizamos e, portanto, perdemos a idéia de compaixão, de pietas, no verdadeiro sentido do termo. ” Postado em The Eponymous Flower . #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão

  • DE APOLO À PESTE NEGRA: O QUE A HISTÓRIA DAS EPIDEMIAS NÃO NOS ENSINARAM – Giuseppe Curigliano

    “Quando um historiador narrar a história dessa epidemia, o que você acha que ele escreverá?”, minha esposa me perguntou. Pensei no que a história conta sobre epidemias passadas. Cada epidemia tem sua própria história e sua épica. Essas histórias se tornam memória coletiva pelos significados que delas derivam, ou pelo menos pelas lembranças que mantemos ao longo do tempo. As epidemias do passado “contaminam” as artes e a literatura e mudam o curso da história. Vamos chamá-las de “Histórias de Epidemias”. O primeiro a usar a palavra epidemia, do grego epi (sobre) e demo (pessoas), ou “sobre o povo”, foi Homero. Na Ilíada, Agamenon, rei dos Aqueus em guerra contra Troia, sequestra a filha do sacerdote Crises. Este último enfrenta os inimigos com as insígnias do deus Apolo e implora pelo retorno de sua filha Criseida. Agamenon, resoluto, recusa. Em resposta às orações de Crises, o deus Apolo, enfurecido pelo sacrilégio, pune os aqueus com uma epidemia. Muitos aqueus morrerão em navios atracados nas margens perto de Tróia. Esses navios e mortos me lembram o navio Diamond Princess, ancorado no porto de Yokohama, em quarentena, com seus 3.700 passageiros a bordo. Era 4 de fevereiro de 2020 e o Covid-19 estava vindo da China em navios de cruzeiro. Tucídides, em A história da guerra do Peloponeso, dedicou uma grande parte à epidemia que devastou Atenas em 430 aC, enfraquecendo fatalmente a primeira democracia da Grécia e tirando a vida de seu grande líder, Péricles. O Decamerão, de Giovanni Boccaccio, foi escrito alguns anos após a Peste Negra na Europa, entre 1347 e 1353, que matou pelo menos um terço da população de 75 a 80 milhões de pessoas (foram 25 a 30 milhões de mortes). Essa epidemia veio de longe. O exército mongol, assediando um posto avançado genovês no Mar Negro, encontrou uma forte resistência e fortes muros. Aquele exército, que trouxera a peste bubônica das estepes asiáticas, ia morrendo do lado de fora dos muros. Os comandantes da Mongólia tiveram a ideia de catapultar os cadáveres das vítimas da peste para dentro da fortaleza. Em pouco tempo, os que se defendiam lá dentro começaram a morrer da “morte negra”. Negociantes genoveses empacotaram suas mercadorias, embarcaram em seus navios e fugiram, levando o bacilo da peste para Constantinopla e Itália e, finalmente, para toda a bacia do Mediterrâneo e toda a Europa. Então, como hoje, as epidemias adoram a globalização, adoram viagens de longa distância. O Diário do Ano da Peste, de Daniel Defoe foi escrito várias décadas após a última peste bubônica que assolou a Inglaterra, em 1665-66. É uma representação literária extraordinária de como foi a experiência desse acontecimento. Os londrinos irresponsáveis evitaram o isolamento social, compraram remédios fraudulentos de golpistas (que ficaram ricos com o pânico geral). Então, como agora, os médicos da linha de frente “fizeram seu trabalho com brutal coragem”, para usar as palavras de Defoe. Uma História de epidemia fala de John Snow, o obstetra britânico que estudou um surto de cólera na Londres de 1854. Ele havia notado que o surto no bairro do Soho se concentrava em casas ao redor de uma bomba (Broad Street Pump) pública para abastecimento de água. A metáfora da Broad Street Pump é muito popular entre os médicos: quando você souber a causa de uma doença (cigarros e câncer de pulmão), remova as torneiras das bombas de água (como Snow convenceu as autoridades relutantes a fazê-lo) e você pode acabar com a epidemia. É uma grande metáfora que funcionou para a cólera, mas não para o Covid-19. O que dizer sobre A peste, de Albert Camus, o grande romance sobre a epidemia que matou milhares de habitantes e paralisou a vida cívica da cidade argelina de Oran? Um dos principais heróis do livro, Dr. Rieux, tenta convencer as autoridades de que essa doença deve ser levada a sério, que não é um negócio qualquer, mas não tem sucesso. Um dos temas recorrentes das “Histórias de epidemias” é que não aprendemos nunca: só enfrentamos com eficácia uma epidemia quando ela começa a nos dominar. A epidemia de Aids provocou, naturalmente, uma extensa literatura, com peças como Anjos na América, de Tony Kushner, e o filme Filadélfia, que rendeu um Oscar a Tom Hanks. A AIDS foi uma epidemia em câmera lenta; e a vemos de maneira diferente, em comparação a um surto agudo como o Covid-19. Em 2012, David Quammen contou em Spillover: Animal Infections and the Next Human Pandemic (Transbordamento: infecções de animais e a próxima pandemia humana) como uma zoonose, originada em um mercado chinês úmido, poderia dar origem a uma pandemia. A primeira pandemia que experimentei remonta a 2003: foi Sars (Severe acute respiratory syndrome). A causa foi um novo coronavírus (Sars-CoV). O primeiro surto ocorreu entre novembro de 2002 e janeiro de 2003 em Guangzhou, China. Em setembro de 2012, a OMS relatou os primeiros casos de pneumonia causada pela nova síndrome respiratória associada a um coronavírus (Mers-CoV). Sars-CoV2 (responsável pela atual pandemia de Covid-19) tem muitas semelhanças com seus “primos”, todos de origem animal. Fomos enganados por Sars, Mers e Ebola, ao pensar que essas doenças infecciosas se restringissem essencialmente a outros lugares, como se, de alguma forma, estivéssemos protegidos pela distância e por nossa forma de viver. Existem muitos vírus animais esperando pacientemente sua vez de “contaminar” a espécie humana. O que me inquieta, como oncologista, médico acostumado a tratar doenças que se desenvolvem ao longo dos anos ou décadas, é a importância da presteza com a qual se deve reagir a uma epidemia. Se muito rápido, as consequências econômicas são devastadoras. Se deixar para mais tarde, teremos cenários parecidos aos da Lombardia ou da cidade de Nova York em 2020. Devemos aprender a agir rapidamente, com base em informações incompletas e modelos imperfeitos. Navegando no PubMed (o mecanismo de pesquisa da ciência) e digitando a palavra Covid-19, descubro que nos últimos três meses a pesquisa biomédica produziu 13.400 trabalhos científicos. Eu acho extraordinário como médicos e pesquisadores de todo o mundo reagiram à emergência mostrando grande capacidade de colaboração, sem barreiras geográficas e sem limites no compartilhamento de dados. Aprendemos que a ciência do século XXI desempenhou um papel marginal no controle da pandemia atual: é inegável que a contivemos com as regras do século XIX, como lavagem das mãos, confinamento social e quarentena. Deveríamos refletir mais sobre isso. Chegou a hora de eu voltar a cuidar de meus pacientes com câncer e doenças cardiovasculares, neurológicas, degenerativas, do envelhecimento. Voltando à pergunta da minha esposa, quando for escrita a história dessa epidemia, os relatos serão parecidos às velhas histórias e nos ensinarão que a história não ensina nada. (Corriere della Sera, 21 de maio de 2020)

  • A IGREJA DE ROMA E A COMUNHÃO UNIVERSAL

    Parte I Ludwig Hertling em “Communio” e a Igreja Romana O sistema da ‘Communio’, como nós a vemos na antiguidade, aparece a princípio não permitir que qualquer igreja seja subordinada ou superior a outra igreja. De fato, em certas circunstâncias, cada bispo poderia presumir expressar a vontade da Igreja universal. Cada bispo poderia excomungar qualquer outro bispo e, assim, separá-lo da comunhão universal. Dentro do ‘Communio’ todos são iguais. Ninguém tem direitos ou poderes que os outros não possuem no mesmo grau. À primeira vista, portanto, o sistema de ‘communio’ parece excluir qualquer prerrogativa especial para a Sé de Roma. No final do segundo século, podemos observar a formação inicial de grupos metropolitanos entre os bispos da mesma província civil. Os primeiros vestígios disso são os sínodos que Victor de Roma chamou pouco antes de 200 dC, em uma tentativa de resolver a controvérsia sobre a celebração da Páscoa. Nesta ocasião, a futura sé metropolitana se faz aparecer em algumas regiões. No século IV, as províncias eclesiásticas organizadas, como foram chamadas mais tarde, estavam totalmente desenvolvidas. Estudos históricos que tratam esse desenvolvimento, até a instituição dos patriarcados, invariavelmente levam à conclusão negativa de que a primazia da igreja romana não era um produto desse processo de organização. Não era o caso que a hierarquia da Igreja cresceu como uma pirâmide, com o bispo de Roma no ápice sobre bispos, metropolitanos, primados e patriarcas. Pelo contrário, o superdesenvolvimento do sistema metropolitano fez obscurecer, por um tempo e até certo ponto, as prerrogativas da Sé romana. No entanto, pelo menos a partir do século V ou VI, essas prerrogativas romanas são um fato inegável. Uma vez que eles não surgiram fora das organizações metropolitanas, devemos procurar outro lugar para a sua origem. Era realmente verdadeiro que a concepção primitiva da ‘communio’ eclesial não deixou nenhum espaço para a primazia romana? Veremos que o antiga ‘communio’ não só tinha um lugar para a primazia romana, mas que tal sistema em si levou à primazia de Roma por necessidade lógica. Para um bispo mostrar que pertencia a ‘communio’ da Igreja, era suficiente para ele estar em comunhão com qualquer outra igreja da ‘communio’. Em uma passagem citada acima, Optao de Milevi disse: “Se você tem um deles, então através desse você está em comunhão com os outros anjos [bispos] e através dos anjos com as igrejas, … e através das igrejas com a gente” [O Cisma Donatista, II, 6. PL 11.959]. Portanto, era suficiente se alguém estivesse em comunhão com o bispo de Gubbio, ou Calama, ou Cízico; pois se um deles pertencesse à comunhão universal, através dele um estaria em comunhão com toda a Igreja. Mas se tornou duvidoso se o bispo de Cízico pertencia ao comunicado; comunhão com ele não era mais de valor. O bispo de Cízico deve primeiro mostrar que ele realmente pertencia à comunhão de toda a Igreja. A partir disso, vemos a necessidade prática de um critério pelo qual se poderia identificar se um determinado bispo pertencia a ‘communio’ universal ou não. O critério mais simples foi o de um grande número de bispos. Se alguém estivesse em comunhão com centenas de outros bispos em todo o mundo, a comunhão seria genuína, mesmo que um bispo individual se recusasse a conceder a comunhão. Esse critério impressionante e de fácil compreensão era frequentemente usado, especialmente entre os gregos. Santo Atanásio, São Basílio e outros, geralmente exibem nomes de todo o Império Romano para mostrar que eles estão na verdadeira comunhão da Igreja. Ninguém perguntou precisamente quantos constituíam a maioria, já que não se tratava de contar cabeças, mas simplesmente de mostrar que se possuía uma maioria esmagadora. Outro critério foi a união com as igrejas antigas fundadas pelos próprios apóstolos. Este critério foi frequentemente aplicado na África contra os donatistas. Como havia centenas de bispos donatistas na África no século V, o critério da esmagadora maioria não era tão impressionante. Agostinho, portanto, desafiou os donatistas a direcionar suas reprovações não apenas contra o bispo de Cartago ou de Roma, “mas também contra as igrejas de Corinto, Galácia, Éfeso, Tessalônica, Colossos e Filipos, a quem, como sabem, o apóstolo Paulo escreveu; ou contra a igreja de Jerusalém, onde o apóstolo Tiago foi o primeiro bispo; ou contra a de Antioquia, onde os discípulos foram chamados cristãos pela primeira vez. ”[Contra Cresconius, II, 37, 46. PL 43, 494] Esse critério já havia sido empregado por escritores eclesiásticos anteriores contra os gnósticos e outros hereges primitivos, quando a questão era menos a unidade da Igreja do que o caráter inviolável do depósito da fé. Assim, Irineu disse: “Quando surgirem diferenças em qualquer questão, não devemos recorrer às igrejas mais antigas onde os apóstolos moravam e aprender com elas uma resposta certa para a questão em disputa?” [Adversus Hereses, III, 4, 1. PG 7, 855]. E Tertuliano escreveu: “É claro que todo ensino que concorda com o das igrejas apostólicas, de onde a fé se originou como mãe, deve ser julgado verdadeiro. Pois não há dúvida de que essas igrejas o receberam dos apóstolos, os apóstolos de Cristo e Cristo de Deus. . . Estamos em comunhão com as igrejas apostólicas e nosso ensino não deve diferir dos deles. Esse é o testemunho da verdade”. [Prescrição contra os hereges, 21. PL 2, 38] Este tipo de critério era facilmente aplicável em situações onde uma boa quantia de informação e concordância era compartilhado por ambos os lados. Nestes casos não havia a necessidade de recorrer a um critério último nem de explicar como que uma Igreja em particular na qual não havia disputado pertencia à communio. Mas quando uma explicação definitiva era dada , inevitavelmente havia-se de falar da comunhão com Roma. Optatu escreveu sobre o bispado romano: “Siricius sucedeu Damasus e agora é nosso bispo. Através dele, o mundo inteiro é um conosco na mesma comunhão através da troca de cartas de comunhão ”[The Donatist Schism, II, 3. PL 11, 949]. Optatus fala aqui do commercium formatorum … para deixar claro aos donatistas através desta instituição que a lista decisiva de bispos é a mantida pela igreja romana. Uma igreja em comunhão com Roma está em comunhão com toda a Igreja Católica. Em princípio, é claro, isso seria dito de qualquer igreja legítima como o próprio Optatus disse na passagem que citamos sobre os “anjos” das igrejas. Para provar ser membro da comunhão universal, bastava que uma igreja em particular mostrasse que estava em comunhão com alguma outra igreja que, por sua vez, estava em comunhão com as outras. Isso, é claro, poderia dar ínicio a uma cadeia de demonstrações – mas isso terminou com a comunhão com Roma. Quando Optatu escreveu que, através da igreja de Roma, ele estava em comunhão com o mundo inteiro, ele sabia muito bem que poucas igrejas não estavam em comunhão com Roma. Ainda assim, ele falou do “mundo inteiro”. Communio com Roma era simplesmente a comunhão por excelência e uma igreja que não compartilhava essa comunhão simplesmente não era reconhecida.. Continua #USA #Bizâncio #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #históriadaigrejaprimitiva

  • HUNGRIA APROVA LEI QUE IMPEDE AVANÇO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

    O Parlamento húngaro aprovou, nesta terça-feira, 19, uma lei que impede o avanço da ideologia de gênero, ao rejeitar o registro de “mudança de sexo” de transexuais em seu documento de identidade. Segundo a agência Efe, essa regra afetaria cerca de 30 mil pessoas no país, aproximadamente 0,03% da população total. A norma estabelece que, nos documentos oficiais, deve ser registrado o sexo biológico, determinado pelos cromossomos, e que esses dados não podem ser modificados. O jornal inglês The Guardian informou que a lei foi aprovada por 134 votos a favor, 56 contra e 4 abstenções. A maioria dos votos favoráveis foi do partido Fidesz, ao qual o primeiro ministro Viktor Orbán pertence. A lei deve ser promulgada e ratificada pelo Presidente János Áder. Várias organizações, como a ILGA-Europe e a Transgender Europe, pediram a retirada do projeto, considerando que aumentaria a “discriminação e violência” contra os transexuais. A comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanos, Dunja Mijatovic, também se manifestou contra a medida, assim como o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, partidos da oposição na Hungria e Anistia Internacional. Por seu lado, o governo de Orbán garante que os transexuais podem viver suas vidas, e expressar sua identidade, da mesma maneira que fizeram até agora. O governo húngaro se destaca, há alguns anos, por sua luta pela vida, família e contra a ideologia de gênero. Em 2018, a Hungria decidiu interromper o financiamento e o credenciamento de universidades para seus programas de mestrado e doutorado em estudos de gênero, porque essa disciplina “é uma ideologia e não uma ciência”; e porque a demanda de trabalho dos graduados era “próxima de zero”. Em junho do mesmo ano, a ministra húngara da Família, Juventude e Relações Exteriores, Katalin Novak, deu uma conferência na Academia de Vida e Família João Paulol II, em Roma, na qual explicou como as políticas pró-família do país haviam melhorado a situação das famílias entre 2010 e 2017. Em comparação com 2010, em 2017 houve mais nascimentos (91.600 contra 90.335), mais casamentos (50.600 contra 35.520) e uma porcentagem maior de emprego feminino (de 50,2% para 61,3%); por outro lado, o número de abortos caiu (de 40.449 para 28.500), bem como o número de divórcios (de 23.800 para 18.600). Alguns meses antes, a ministra afirmou que “ter filhos é o caminho viável de sobrevivência da sociedade”. Foi nesse sentido que, em fevereiro de 2019, o primeiro-ministro Orbán anunciou que as mulheres com quatro filhos ou mais ficariam isentas do pagamento do imposto de renda pelo resto de suas vidas. https://www.aciprensa.com/noticias/hungria-aprueba-ley-que-impide-avance-de-ideologia-de-genero-54027

  • A IGREJA E A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO NA EUROPA

    A IGREJA E A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO NA EUROPA É sabido que a escravidão estava em plena vigência no período medieval, entretanto, é também neste período que os esforços para sua erradicação se iniciam, e importantes organismos sociais começam a “remar contra a corrente” escravagista. Não há dúvidas de que a evolução da civilização ocidental tem uma de suas marcas na abolição da escravidão na Europa. Considerando a importância que a religião cristã assumiu neste processo, é importante considerar que o ambiente de “nascimento” do cristianismo não era dos mais favoráveis a minorias, muito menos para manifestações particulares, fossem de cunho religioso, social ou cultural. Observa-se a evolução desde o senso comum da sociedade imperial impositiva e autocentrada para uma perspectiva de dignidade do gênero humano, somente através das decisões de concílios e sínodos regionais da Igreja. Também o Direito Romano e as conjecturas sobre a influência exercida pelas ideias cristãs sobre essa legislatura tiveram muita relevancia; deste modo, o sistema do cristianismo utilizou da modificação das ideias para mudar essa sociedade. A Igreja não foi só uma grande escola para formação de homens e mulheres doutos, mas também uma associação que regenerou a sociedade, propulsora das bases morais tais como conhecemos hoje, o que lhe custou a missão de enfrentar e, com muita dificuldade, vencer a escravidão. Para Guizot (apud BALMES, 1988), a escravidão na Europa foi abolida pelo Cristianismo. Espanta o fato de a forte influência da Igreja Católica na abolição da escravatura ter tão pouco apelo e conhecimento público, como atesta o mesmo Balmes (1988); essa é uma evidência muito clara para ser contestada. Guizot (apud BALMES, 1998; p.24), reconhecendo o empenho e a eficácia com que trabalhou a Igreja para a melhoria do estado social, afirma: “Ninguém ignora com quanta obstinação combateu (a Igreja) os grandes vicios daquele tempo, a escravidão por exemplo”. O número de escravos era muito grande, o que exigiu que a abolição da escravatura fosse empregada de forma planejada, sistemática e progressiva, o que não diminui a importância e o protagonismo da Igreja na questão. Se nos dias atuais, com a superação da escravidão legal, ainda persistem problemas sociais que implicam em miséria e pobreza para uma parte significativa da população, é possível imaginar qual não era a dificuldade para a aplicação dos conceitos cristãos, e a previsão de suas consequências. A emancipação universal do homem europeu teve princípio no cristianismo, em tempos onde os escravos não eram sequer reconhecidos juridicamente como pessoas, mas sim como propriedades, bens materiais, como quaisquer outros; os cristãos serão aqueles que começavam a luta por uma sociedade mais justa. Um decreto abolicionista instantâneo, como se pode imaginar, certamente geraria fortes impactos sociais; deveria ser um processo gradativo, como observa o mesmo Guizot apud Balmes (1988, p.23), para tanto, a Igreja agiu de forma respeitosa e prudente com todas as culturas, levando suas doutrinas gerais, embasadas por um desenvolvimento de suas implicações sociais, introduzindo-as aos poucos, permeando os costumes e as leis, além de influenciar instituições que servissem ao desenvolvimento civilizacional de maneira silenciosa, mas que contribuíssem em direção de beneficiar gerações futuras. Para uma abolição repentina e abrupta seria necessário, ainda, alterar todas as relações de propriedade; isto porque, os escravos eram uma parte fundamental da propriedade: cultivavam as terras, realizavam toda sorte de trabalhos. Este tópico é de abordagem conveniente, pois elucida a uma das questões que mais podem ser alvo de curiosidade científica e despertar falsas acusações, através das paixões ideológicas, da etnicidade, e de vícios de pesquisa. No período contemporâneo, pouco se fala da abolição da escravidão dos povos no meio cristão do primeiro milênio. O Cristianismo, todavia, atuou para a abolição, o que pode ser constatado através de pesquisa técnica e fontes primárias. Através de suas ideias – até então inovadoras – sobre a dignidade do homem e a conduta moral, fraternidade, caridade, prudência, respeito e misericórdia, a religião cristã plantou as bases do civilismo moderno. Se pudéssemos responsabilizar com alguma justiça um protagonista social pelo fim da escravidão, este protagonismo será a Igreja Católica. Como veremos, as atas conciliares e sinodais estão repletas de decretos que a Igreja redigiu para combater a escravidão, os quais citaremos alguns. Tantos são estes documentos que não apresentar-se-á todos, mas o bastante para demonstrar que, durante todo o primeiro milênio, a Igreja nunca viu a escravidão como algo positivo. A primeira manifestação em relação a escravidão começa no Século IV, através de um sínodo regional (Concílio Eliberit Anum, a seguir), e podemos verificar vários sínodos e concílios realizados no decorrer do período, envolvendo questões acerca da escravidão e sua atenuação/ extinção. Importa dizer que há, ainda, uma carta do Papa João VIII intitulada Unum est, datada de setembro de 873 e dirigida aos Príncipes da Sardenha (entre as atuais França e Itália) em que si afirma que “[…]como convém a cristãos, que, uma vez comprados, esses escravos sejam postos em liberdade por amor a Cristo…”(DENZINGER-SCHÖNMETZER, 2015; n. 668). CONCILIUM ELIBERIT ANUM (ANNO 305) Impõe-se penitência à senhora que maltrata sua escrava: define que será admitida aos sacramentos da Igreja Católica somente depois de sete anos de afastamento, caso a vítima morra em decorrência da ação da senhora. Esse concílio permite também a ordenação de escravos. CONCILIUM EPAONENSE (ANNO 517) «Se alguém matar o escravo próprio, sem o conhecimento do juiz, expiará o derramamento de sangue com dois anos de excomunhão» (can.34) Assim como no Concílio de Hipona – o escravo réu de um delito atroz livra-se de suplícios corporais refugiando-se na Igreja. Dirá literalmente que «se alguém matar o escravo próprio, sem o conhecimento do juiz, expiará o derramamento de sangue com dois anos de excomunhão» (can. 34; can. 39). «O escravo culpável de delito mais grave, se fugir para a igreja, será eximido somente dos castigos corporais. Porém, aprouve que não fosse exigido dos donos nenhum juramento a propósito do cabelo ou de qualquer outra ação» (Can. 39) CONCILIUM AURELIANENSE QUINTUM (ANNO 549) Acerca dos escravos que, por qualquer culpa se refugiaram no seio da Igreja, estabelecemos que deve ser cumprido o seguinte: que, tal como consta nas antigas constituições, (o escravo) já seguro do perdão, será livre de castigos pela culpa atribuída, com juramentos feitos pelo dono, seja ele quem for. Com efeito, se se provar que o dono, esquecido do dever de fidelidade, transgrediu o que jurou, de tal forma que se prove que, por causa dessa culpa foi torturado com qualquer castigo o escravo que tinha recebido o perdão, esse dono, que se esqueceu da fidelidade jurada, seja suspenso da comunhão total. Mais ainda, se o escravo, já seguro da promessa de perdão, devido ao juramento feito pelo dono, não quiser sair, para não se dar o caso de o dono vir a ficar sem aquele que, por tal teimosia, procura um lugar de refúgio, é permitido ao dono apossar-se daquele que não quer sair, para que de nenhum modo a Igreja venha a sofrer algum incómodo ou calúnia, por causa, por assim dizer, da retenção do escravo. Todavia, que por nenhuma temeridade o dono ouse transgredir a fidelidade que jurou quanto ao perdão concedido. Mesmo que o dono seja pagão, ou pertencente a outra seita, o qual se prove ser estranho ao grémio da Igreja, ao reaver o escravo, procure pessoas cristãs de boa-fé, para que estes, em nome do dono, façam o juramento em favor do escravo, porque aqueles que temem a disciplina eclesiástica devida à transgressão, são bem capazes de guardar o que é sagrado. (Cân. 22)CONCILIUM TOLETANUM QUARTUM (ANNO 633) «Os libertos que foram alforriados por alguém, e são recomendados aos patrocínio da Igreja, tal como as regras dos antigos padres estabeleceram, sejam protegidos com a defesa sacerdotal de qualquer incómodo; seja no que se refere ao seu estado de liberdade, seja no que se refere ao dinheiro que sabe que têm». CONCILIUM TOLETANUM UNDECIMUM, ANNO 675 Determinará aos sacerdotes a proibição da mutilação de seus escravos, afirmando que: […] a estes, por quem os sacramentos do Senhor devem ser administrados, não é lícito fazerem o julgamento de sangue. Por isso devem ser proibidos de cometerem tais excessos, não suceda que levados por motivações de uma indiscreta presunção de que uma coisa é digna de morte, pretendam julgar com sentencia própria, ou se cometam quaisquer amputações de membros a algumas pessoas, ou determinem que se cometam (BALMES,1998). Aos transgressos, decretará que “considere-se preso ao grilhão da condenação eterna, privado do título da ordem que lhe foi concedida e do seu lugar”. Permite aos presbíteros e diáconos constituir escravos à Igreja, todavia, a este não deve ser negada a comunhão no momento de deixar estar esta vida, em virtude da misericórdia do Senhor, que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva». que antes de serem admitidos, devem “receber a liberdade do seu estado como alforriados”. Essa posição parece corroborar com o que dirá o Papa São Gregório em sua Epístola 44, livro 4.0. CONCILIUM WORMATIENSE, ANO 868 Impõe-se penitência ao amo que, por autoridade própria, mata seu escravo: commisserit, quod morte sit dignum, occiderit, excommunicatione vel poenitentia biennii, reatum sanguinis emendabil” (Can. 39). SOBRE AS CARTAS DE SÃO GREGÓRIO A Igreja gastava seus bens no resgate dos cativos e, mesmo que, com o tempo, tivessem eles condições de reembolsar a quantia despendida, ela não desejava tal devolução e, generosamente, lhes dava quitação. Os estatutos canônicos permitiam que a autoridade legal investisse na libertação, caso o resgate de prisioneiros passasse para a Igreja. Portanto, como me foi ensinado por você, nós somos, há quase 18 anos, um resquício disso. Certo Fábio, bispo pertencente ao clero, tinha receio dos valores a serem gastos à procura dos escravos, um tipo de medo, como você tem. Não tomar conhecimento disso, porque está distante, em qualquer tempo, apresenta a suspeita de vós mesmos tirardes a autoridade de um mando destas partes constituintes. Não, eu presumo, o tempo fora de herdeiros de situação difícil, que não pode ser atribuído a qualquer problema (Decreto Graciano, parte 2,4 1.7 ep. 44 e nab.) Caus, 12, quest. 2, cap. XV) CONCÍLIO VERNENSE SEGUUNDO – ano 844. Os bens da Igreja serviam de resgate de cativos. Os recursos são fornecidos pelos reis e os cristãos restantes que retornaram para Deus. “Se quisermos, a contribuição pessoal gratuita para o serviço seria rebaixada. Talvez já tenha sido feito, e um apelo do bispo à agitação civil não conseguiu revogar ou alterar seus caminhos, que, como uma intriga criminosa, decidiram separar-se” (Can. 17). CONCÍLIO CONFLUENTINO, AO 922. Esclarece que é réu de homicídio quem seduz um cristão a se vender como escravo: “Mais uma vez, a questão é o que deve ser feito para libertar o cristão. A resposta de tudo é que a pessoa que vende é réu de homicídio” (Ch. 7) CONCÍLIO DE LONDRES – ANO 1102. Proíbe-se o comércio de homens que se fazia na Inglaterra, arrastando os seres humanos, ao sol, como animais que são vendidos, sem alguma maneira de serem resgatados adiante…” (Cap. XXVII). Vê-se, pelo cânon acima, quanto se adianta a Igreja em tudo o que concerne à verdadeira civilização.. Em nosso tempo, considera-se como um notável passo dado pelo mundo moderno que as grandes nações europeias assinem tratados para reprimir o tráfico de negros. Pois bem, o cânon, em foco, mostra que, em princípios do século XII e, exatamente, na cidade de Londres (onde se firmou recentemente o famoso convênio sobre aquela matéria), se proibia o tráfico de homens, qualificando-o como merece. “Nefarium negotium” (detestável negócio), o chama o concílio: “tráfico infame”, o chama a civilização moderna, encampando, sem dar-se conta disso, os pensamentos e até as palavras daqueles homens a quem denominam como “bárbaros”, daqueles bispos que foram caluniados como se fossem uma turba de conspiradores contra a liberdade e a felicidade do gênero humano. Aqui temos o motivo da bula Duna diversas, e abaixo a própria bula, o que não costumam explicar nas salas de aulas, mas nós não vamos deixar você ser enganado pelas narrativas historiográficas com viés ideológico: “O Islã pôs na escravidão mais de um milhão de europeus. Como muçulmanos não podem ser escravizados, era uma cristã branca que era a escrava sexual do sultão turco.” Bill Warner, diretor do Centro para o Estudo do Islã Político (CSPI) Entrevista à FrontPage Magazine, 5/02/2007 Diante dessa situação infernal, o que o líder deste povo deve fazer? Aqui se encaixa perfeitamente o conceito de “guerra justa” e o “direito de legítima defesa”, citados no Catecismo da Igreja Católica. Por isso, o Papa autorizou o rei Afonso V de Portugal a prender os sarracenos, que constantemente atacavam e escravizavam os cristãos na Europa: “(…) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo (…) e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão”.Bula Dum Diversas O historiador Fernand Braudel nos traz a seguinte informação acerca do comércio de escravos negros: (1902-1985): “O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (…). O comércio de homens foi um fato geral e conhecido de todas as humanidades primitivas. O Islã, civilização escravista por excelência, não inventou, tampouco, nem a escravidão nem o comércio de escravos”.9 BRAUDEL, Fernand. Gramática das Civilizações. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 138. DENZINGER, Heinrich Joseph Dominicus; SCHÖNMETZER, Adolf. Enquirídio dos Símbolos e Definições, Ed. Paulinas: São Paulo, 2015 BALMES, Jaimes. A igreja católica em face da escravidão. Centro Brasileiro De Fomento Cultural, São Paulo: 1988 #USA #Históriadaidademédia #escravidão #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #históriadaigrejaprimitiva #Doctrinaldevelopment #Igreja

  • Após vídeo de bebês ‘estocados’, bispos católicos pedem proibição de barrigas de aluguel

    Denúncia ocorre após divulgação de vídeo em que empresa diz ter mais de 100 bebês “em estoque”, sem que os pais que contrataram o “serviço” possam buscar seus futuros filhos quando a quarentena terminar. O arcebispo Sviatoslav Shevchuk, de Kiev-Halych, primaz da Igreja Católica Ucraniana de Rito Oriental, e o arcebispo Mieczyslaw Mokrzycki, de Lviv, presidente da Conferência Episcopal de Rito Latino do país, pediram ao governo ucraniano que acabe com a prática de permitir que estrangeiros contratem mulheres ucranianas para conceber e dar à luz seus filhos. A publicação de um vídeo por uma agência de maternidade de aluguel , na qual dezenas de bebês são atendidos por enfermeiras, porque seus pais “legais” não podem buscá-los devido ao fechamento da fronteira, os bispos de A Ucrânia pediu o fim de tal prática que ameaça a dignidade humana das mulheres que vendem seus úteros e filhos , que se tornam objetos de compra e venda. Assista o vídeo: Os prelados pedem ao governo políticas de apoio à família que “garantam que as mães ucranianas não precisem vender seus corpos e seus filhos para sua própria sobrevivência e a de suas famílias”. Embora o vídeo mostre mulheres alimentando, mudando e acariciando os bebês, os bispos denunciam que são “46 bebês chorando, privados de toque materno, calor paterno, cuidado altruísta, amor necessário”. O resultado, eles alertam, é uma cena de “um produto comprado cujo comprador não veio”. Tal demonstração de desprezo pela pessoa humana e sua dignidade é inaceitável. E tudo isso é possível devido à legalização da sub-rogação”, sentenciam os arcebispos. “A chamada maternidade substituta, que não deve ser chamada de ‘maternidade’, não apenas implica os horríveis fenômenos que agora estão se manifestando, mas, no fundo, é um mal moral e traz inúmeros sofrimentos e dificuldades para todos os participantes deste tratamento , incluindo a criança, a mãe de aluguel, os membros de sua família e, finalmente, as pessoas que ordenam e ‘produzem’ os filhos”, dizem os prelados. E acrescentam que “ mesmo a chamada” barriga de aluguel altruísta”, na qual uma mulher dá à luz um filho por outro sem receber nenhum pagamento, é moralmente inaceitável “. Mas a barriga de aluguel comercial”, do ponto de vista moral, merece uma avaliação ainda mais severa, porque acrescenta o mal moral de comprar e vender as funções do corpo e da pessoa do recém-nascido. Nenhuma circunstância ou consequência pode justificar a prática da sub-rogação ». Eles também lembram que «cada criança é um presente de Deus que deve ser aceito com gratidão no casamento de um homem e uma mulher. Toda criança tem o direito de ser concebida naturalmente, e toda criança tem o direito de nascer em uma família e ser criada em uma atmosfera de amor por parte de seu pai e mãe . Politicamente, acrescentam os bispos, a legalização da barriga de aluguel comercial «torna impossível à Ucrânia seguir o caminho do desenvolvimento, o caminho de uma grande herança européia. Essa lacuna na lei ucraniana destrói significativamente os esforços de integração europeia e desacredita nosso país aos olhos da sociedade européia, onde a sub-rogação paga é ilegal”. Traduzido de Infocatolica | Via Catholic Herald #Barrigadealuguel

  • Após vídeo de bebês ‘estocados’, bispos católicos pedem proibição de barrigas de aluguel

    Denúncia ocorre após divulgação de vídeo em que empresa diz ter mais de 100 bebês “em estoque”, sem que os pais que contrataram o “serviço” possam buscar seus futuros filhos quando a quarentena terminar. O arcebispo Sviatoslav Shevchuk, de Kiev-Halych, primaz da Igreja Católica Ucraniana de Rito Oriental, e o arcebispo Mieczyslaw Mokrzycki, de Lviv, presidente da Conferência Episcopal de Rito Latino do país, pediram ao governo ucraniano que acabe com a prática de permitir que estrangeiros contratem mulheres ucranianas para conceber e dar à luz seus filhos. A publicação de um vídeo por uma agência de maternidade de aluguel , na qual dezenas de bebês são atendidos por enfermeiras, porque seus pais “legais” não podem buscá-los devido ao fechamento da fronteira, os bispos de A Ucrânia pediu o fim de tal prática que ameaça a dignidade humana das mulheres que vendem seus úteros e filhos , que se tornam objetos de compra e venda. Assista o vídeo: Os prelados pedem ao governo políticas de apoio à família que “garantam que as mães ucranianas não precisem vender seus corpos e seus filhos para sua própria sobrevivência e a de suas famílias”. Embora o vídeo mostre mulheres alimentando, mudando e acariciando os bebês, os bispos denunciam que são “46 bebês chorando, privados de toque materno, calor paterno, cuidado altruísta, amor necessário”. O resultado, eles alertam, é uma cena de “um produto comprado cujo comprador não veio”. Tal demonstração de desprezo pela pessoa humana e sua dignidade é inaceitável. E tudo isso é possível devido à legalização da sub-rogação”, sentenciam os arcebispos. “A chamada maternidade substituta, que não deve ser chamada de ‘maternidade’, não apenas implica os horríveis fenômenos que agora estão se manifestando, mas, no fundo, é um mal moral e traz inúmeros sofrimentos e dificuldades para todos os participantes deste tratamento , incluindo a criança, a mãe de aluguel, os membros de sua família e, finalmente, as pessoas que ordenam e ‘produzem’ os filhos”, dizem os prelados. E acrescentam que “ mesmo a chamada” barriga de aluguel altruísta”, na qual uma mulher dá à luz um filho por outro sem receber nenhum pagamento, é moralmente inaceitável “. Mas a barriga de aluguel comercial”, do ponto de vista moral, merece uma avaliação ainda mais severa, porque acrescenta o mal moral de comprar e vender as funções do corpo e da pessoa do recém-nascido. Nenhuma circunstância ou consequência pode justificar a prática da sub-rogação ». Eles também lembram que «cada criança é um presente de Deus que deve ser aceito com gratidão no casamento de um homem e uma mulher. Toda criança tem o direito de ser concebida naturalmente, e toda criança tem o direito de nascer em uma família e ser criada em uma atmosfera de amor por parte de seu pai e mãe . Politicamente, acrescentam os bispos, a legalização da barriga de aluguel comercial «torna impossível à Ucrânia seguir o caminho do desenvolvimento, o caminho de uma grande herança européia. Essa lacuna na lei ucraniana destrói significativamente os esforços de integração europeia e desacredita nosso país aos olhos da sociedade européia, onde a sub-rogação paga é ilegal”. Traduzido de Infocatolica | Via Catholic Herald #Barrigadealuguel

  • [A HUMILDADE DO CURA D’ARS] – Mons. Francis Trochu

    A humildade, a rainha das virtudes cristãs na ordem prática, sem a qual toda outra virtude não é mais do que uma aparência, verdadeiramente foi para o Cura d’Ars [São João Maria Vianney] uma norma de vida e de perfeição. Irradiava-a de toda a sua pessoa. Mons. Ségur, que foi visitá-lo em 1858, estava convencido de que esta única virtude bastaria para o fazer canonizar. O prelado, regressando ao castelo, onde estava hospedado, não se cansava de falar na humildade do Cura. Parecia-lhe, diz o conde, um verdadeiro prodígio no meio daquela extraordinária afluência de gente que devia ser para o bom do Cura uma contínua tentação de amor-próprio. O P. Raymond, que foi uma das testemunhas de sua vida, e uma das testemunhas mais severas, teve de se curvar ante essa maravilha. “Uma das coisas que mais me impressionou no Cura d’Ars, diz ele, foi resistir de um modo tão admirável àquela verdadeira embriaguez de contínuas aclamações. Compreendia muito bem; via claramente que era a ele que buscavam em Ars. Mas jamais descobri um sentimento de orgulho em seu coração, nem uma leve palavra de vaidade nos seus lábios”. Um petulante ou um presunçoso, por mais hábil que fosse, teria perdido a cabeça, atordoado com uma tal glória. Uma virtude comum não teria resistido tanto tempo. Só um santo poderia conservar-se humilde no meio de tais triunfos. Certo penitente do Cura d’ Ars, pessoa ajuizada e perspicaz, dizia que seu confessor não chegou a sentir os assaltos do orgulho. “Parecia indiferente a toda honra, afirma a baronesa de Belvey, e em nada mais pensava senão em cumprir com as diferentes funções próprias do seu ministério”. Passava por entre a população que o ovacionava como uma criança, cuja graciosa candidez nós admiramos, sem que ela se dê conta. O Cura d’Ars trilhou aquele caminho de infância que uma Santa Teresinha do Menino Jesus haveria de ensinar e praticar de um modo tão perfeito. “Certo dia, conta Mons. Dufour, missionário de Pont-d’Ain, um sacerdote dirigiu-lhe em minha presença algumas palavras de elogio. Olhou-o com ar de admiração e perguntando-lhe: ‘Mas meu Deus! que está a dizer V. Revma.?’” Existe uma humildade ordinária, obrigatória ao comum dos mortais, a qual consiste em alguém não se estimar mais do que vale. Para possuir esta humildade basta ter senso comum. Este grau elementar foi superado consideravelmente pelo Cura d’Ars; mas para isso foi preciso um auxílio especial do Alto: a humildade chegou no Cura d’Ars “a um grau heroico que é nos santos um fruto de graças especiais”; foi mais um dom gratuito de Deus do que o resultado de esforços humanos. De outro lado ele mesmo o explicava em momentos de intimidade: “Minha filha, dizia a uma de suas penitentes, não peça a Deus o conhecimento total de suas misérias. Eu o pedi uma só vez e alcancei. Se Deus não me tivesse sustentado, no mesmo instante teria caído no desespero”. Semelhante confidência fez ao Irmão Atanásio: “Fiquei tão aterrorizado ao conhecer a minha miséria, dizia ele, que em seguida pedi a graça de esquecer-me dela. Deus me ouviu, mas deixou-me a suficiente luz sobre o meu nada, para que eu conheça que não sou capaz de coisa alguma”. (Francis Trochu. O Cura d’Ars. Tradução de dois padres anônimos. São Paulo, Cultor de Livros, 2015, p. 505-506)

  • Centenário: há 100 anos, nasceu São João Paulo II

    Há 100 anos, São João Paulo II nasceu na pequena cidade de Wadowice, localizada a 50 quilômetros de Cracóvia (Polônia). Hoje, seus fiéis devotos no mundo inteiro o recordam com um carinho especial. Karol Józef Wojtyla é o nome que deram ao Papa peregrino que nasceu no dia 18 de maio de 1920. Foi o mais novo de três irmãos: Edmund era médico e Olga faleceu antes dele nascer. Seu pai era Karol Wojtyla, um suboficial do exército que faleceu em 1941, e sua mãe Emilia Kaczorowska, que morreu em 1929 quando São João Paulo II tinha nove anos de idade. Durante seu pontificado, costumava passar o seu aniversário como um “dia normal” de trabalho, como descreveu em 2004 o então diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls, ao narrar aos meios de comunicação como o Santo Padre comemoraria seus 84 anos de vida, o último aniversário que celebrou antes do seu falecimento. Naquela oportunidade, Navarro-Valls detalhou que “para o Santo Padre, hoje (18 de maio de 2004) foi um dia de trabalho normal e, sobretudo, de ação de graças a Deus pelo dom da sua vida. A única coisa extraordinária foi convidar para um almoço os colaboradores mais próximos da Cúria”. São João Paulo II costumava receber saudações e felicitações de todo o mundo no dia de seu aniversário, não só de católicos que também lhe ofereciam suas orações, mas também de personalidades da política, empresários, artistas, entre outros. Logo depois de sua morte em 2005, os fiéis continuaram recordando e festejando a data do seu aniversário. Em 18 de maio de 2011, por exemplo, quando João Paulo II já havia sido proclamado Beato, foi inaugurada em Roma uma grande estátua de bronze dedicada à sua memória. Na ocasião, o Vigário Geral de Roma, Cardeal Agostino Vallini, declarou ao Grupo ACI que “esta estátua significa que João Paulo II já não está presente entre nós, mas o seu coração está dando as boas-vindas a todos. Acredito que esta é uma grande mensagem de que necessitamos hoje em dia”. Clique aqui e conheça mais sobre São João Paulo II Fonte: ACI Digital #SãoJoãoPauloII

  • Centenário: há 100 anos, nasceu São João Paulo II

    Há 100 anos, São João Paulo II nasceu na pequena cidade de Wadowice, localizada a 50 quilômetros de Cracóvia (Polônia). Hoje, seus fiéis devotos no mundo inteiro o recordam com um carinho especial. Karol Józef Wojtyla é o nome que deram ao Papa peregrino que nasceu no dia 18 de maio de 1920. Foi o mais novo de três irmãos: Edmund era médico e Olga faleceu antes dele nascer. Seu pai era Karol Wojtyla, um suboficial do exército que faleceu em 1941, e sua mãe Emilia Kaczorowska, que morreu em 1929 quando São João Paulo II tinha nove anos de idade. Durante seu pontificado, costumava passar o seu aniversário como um “dia normal” de trabalho, como descreveu em 2004 o então diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls, ao narrar aos meios de comunicação como o Santo Padre comemoraria seus 84 anos de vida, o último aniversário que celebrou antes do seu falecimento. Naquela oportunidade, Navarro-Valls detalhou que “para o Santo Padre, hoje (18 de maio de 2004) foi um dia de trabalho normal e, sobretudo, de ação de graças a Deus pelo dom da sua vida. A única coisa extraordinária foi convidar para um almoço os colaboradores mais próximos da Cúria”. São João Paulo II costumava receber saudações e felicitações de todo o mundo no dia de seu aniversário, não só de católicos que também lhe ofereciam suas orações, mas também de personalidades da política, empresários, artistas, entre outros. Logo depois de sua morte em 2005, os fiéis continuaram recordando e festejando a data do seu aniversário. Em 18 de maio de 2011, por exemplo, quando João Paulo II já havia sido proclamado Beato, foi inaugurada em Roma uma grande estátua de bronze dedicada à sua memória. Na ocasião, o Vigário Geral de Roma, Cardeal Agostino Vallini, declarou ao Grupo ACI que “esta estátua significa que João Paulo II já não está presente entre nós, mas o seu coração está dando as boas-vindas a todos. Acredito que esta é uma grande mensagem de que necessitamos hoje em dia”. Clique aqui e conheça mais sobre São João Paulo II Fonte: ACI Digital #SãoJoãoPauloII

  • [PADRE ABÍLIO DURANTE A GRIPE ESPANHOLA] – Armando Fontes

    [O escritor Armando Fontes, autor do importante romance Os Corumbas, pouco tempo antes de sua morte relembrou-se de um padre português que conheceu no Sergipe, em 1918, com quem conviveu por quatro ou cinco anos e mudou a sua vida. No pequeno trecho a seguir, extraído das vinte páginas em que retratou o sacerdote Abílio da Silva Mendes, vemos o homem de Deus enfrentando com coragem o coronavírus daquela época, que matou em todo o mundo no mínimo cinquenta milhões de pessoas.] Morando em Santo Antonio, por esse tempo, já me fora dado conhecê-lo pessoalmente. E aos meus dezoito anos de leitor apaixonado e crente no que diziam Haeckel, Darwin, Schopenhauer, até Forjaz Sampaio, veio ele no meu espírito introduzir a dúvida de que meus orientadores nem em tudo tinham razão. Porque, como aos meus olhos se estava oferecendo, havia seres que erguiam e sublimavam a condição humana, que faziam de sua missão sobre a Terra uma cruzada, tudo isso denunciando uma força supraterrena, o poder de um Deus. Admirá-lo, porém, somente o vim quando epidemia da gripe espanhola que assolou o mundo atingiu também o Aracaju. Aí, sua fama logo a todos se impôs, e a cidade, agradecida, teceu loas ao vigário da Colina. Porque, enquanto os recursos faltavam, enfermeiros não havia, os médicos eram poucos para o atendimento dos velhos clientes, quando não estavam, eles mesmos, às portas da morte, — Padre Abílio foi o médico, o enfermeiro, o chefe de família, a dona de casa, de todas aquelas casas de taipa e telha, senão de palha, que se espalhavam pelas orlas do morro, pelos arcais e apicuns circunvizinhos. Até na Getimana, no Saco, mais distantes, porém integrados em sua paróquia, era visto, incansável, levando um medicamento, uma pequena sacola de arroz, de feijão ou de farinha, para suprir as necessidades mais prementes, — e ele as conhecia todas — deste, daquele lar… Aí, as Associações Religiosas e Assistências aracajuanas, os Governos do Município e do Estado, a Associação Comercial, a própria Maçonaria — que também saíra à rua para defender a cidade do flagelo — todos se esmeraram no esforço de obter recursos para deles munir o vigário de Santo Antônio, que, ele só, instituíra na cidade o melhor serviço de defesa da população vitimada. Porque, munido de uma energia prodigiosa, que certamente se estribaria na sua fé profunda, ele atendia a todos os aspectos da assistência, aos seus doentes, que subiam a pouco mais de uma centena. E achava jeito de mudar um lençol, trocar as fraldas de uma criancinha, fazer um caldo na humilde cozinha do assistido, vestir um morto para ser enterrado mais condignamente, carregar nos braços uma velha, que precisava de trocar de catre. . . Passada a epidemia, tornou ele, com a mesma animação de sempre, a tratar das obras interrompidas da Igrejinha, do seu dever social de assistir, caso por caso, aos seus desprotegidos paroquianos, levando a este, consolo espiritual, àquele, uma espórtula magra, tirada de seus minguados ganhos. (Adonias Filho et alii. O assunto é padre, Rio, Agir, 1968, p.34-36)

  • Quando surgiu a devoção à Nossa Senhora?

    Conheça a origem da devoção mariana e sua importância para a fé católica Sem medo de errar podemos dizer que a devoção a Nossa Senhora começou aos pés da Cruz de Jesus, quando Ele mesmo entregou-a a São João como “sua mãe” e mãe de todos nós. Tanto assim que “ele a levou para a sua casa” (João 19,27). Como mãe da Igreja, a Virgem Maria sempre acompanhou os Apóstolos e estava com eles no dia de Pentecostes (cf. At 1,14). Certamente esta devoção inicial a Maria, não era como hoje, litúrgica, mas certamente era cheia de intensidade, por ser a Mãe do Senhor. Primeiras manifestações da devoção mariana A devoção a Virgem se fortaleceu muitos com as primeiras aparições dela, logo no primeiro século. Considera-se a aparição de Nossa Senhora do Pilar no século I d.C. (Zaragoza, Espanha) como possivelmente a mais antiga, e depois a aparição em agosto de 352 em Roma – Na. Sra. das Neves aparece a João de Roma e ao Papa Libério. Muitas outras aparições se sucederam até hoje. A partir do século III, alguns romanos piedosos começaram a dedicar sua fortuna a honrar Maria e os Apóstolos, construindo santuários e igrejas a eles dedicados. Um desses nobres, João de Roma, e sua esposa decidiram honrar Maria de todas as formas a eles possíveis. Nos primórdios de Agosto, João e sua esposa tiveram ambos o mesmo sonho, onde Maria lhes aparecia e pedia-lhes que mandassem construir uma igreja numa das sete colinas de Roma – a Esquiline. João decidiu contar o sonho ao Papa, Libério; quando o fez, este relatou-lhe haver tido o mesmo sonho. A 5 de Agosto dirigiram-se ambos à colina de Esquiline, em cujo topo encontraram neve, desenhando o contorno duma igreja. Iniciaram imediatamente a construção duma igreja, obedecendo ao esboço sugerido pela neve. Esta é a origem da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, que comemora sua fundação nesse dia de 5 de Agosto. Dom Nelson Francelino, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, através de um artigo publicado na Arquidiocese do Rio de Janeiro, explicou a origem da devoção a Nossa Senhora. Ele afirma que “a devoção à Maria começou com o próprio cristianismo. Na pequena Casa de Nazaré, o Anjo Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28). Início da devoção mariana Com estas palavras que vêm do Céu começa a devoção mariana. Outro fato marcante é quando Maria vai visitar santa Isabel; Isabel ouve a saudação de Maria e percebe que o menino “salta” de alegria no seio, e cheia do Espírito Santo exclama: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. A que devo a honra de receber a visita da Mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45). É a segunda vez que a devoção mariana registrada no Evangelho. E Maria canta o Seu Magnificat, de onde podemos destacar a célebre profecia que seus lábios pronunciaram: “Doravante todas as gerações me proclamarão bem aventurada!” Começava ai uma devoção mariana que jamais deixaria de existir em todo o mundo católico. Quando Jesus nasceu em Belém, os pastores foram a adorá-lo. “Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16). Após terem se ajoelhado diante do Menino, certamente veneraram a Mãe do Salvador. E depois chegaram os reis Magos para adorar o Deus Menino: “E a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No” (Mt 2, 9-11). Certamente, depois de adorar o Menino Deus e dar-lhes ouro, incenso em mirra, veneraram a Sua Mãe. Não é está também uma devoção mariana, que podemos perceber nas entrelinhas do Evangelho? pergunta Dom Nelson Francelino. E o Bispo mostra ainda as bodas de Caná, como mais uma oportunidade em que a Virgem é saudada. Maria intervém com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o milagre sabiam que ele aconteceu por intervenção dela e não deixaram de admirá-la, e quem sabe até pediram-lhe alguma graça. Dom Nelson imagina-os, dizendo: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!” Assim começou a devoção mariana que continuou pelos séculos sem interrupção até hoje. A verdade é que desde que a Virgem Maria foi saudade pelo Arcanjo Gabriel, como a “cheia de graça”, “o Senhor é contigo”, foi olhada com admiração, por ser a Mãe de Deus humanado. E tudo isso culminou na oração da Ave Maria: “rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. E a Virgem corresponde a esta bela e suave devoção de muitas maneiras, intercedendo por nós sem cessar diante do Seu Pai, do Seu Filho e do Seu amado Esposo, o Espírito Santo. O que não consegue para nós aquela que São Bernardo chamou de a “onipotência suplicante”? Professor Felipe Aquino | Canção Nova #NossaSenhora

  • Quando surgiu a devoção à Nossa Senhora?

    Conheça a origem da devoção mariana e sua importância para a fé católica Sem medo de errar podemos dizer que a devoção a Nossa Senhora começou aos pés da Cruz de Jesus, quando Ele mesmo entregou-a a São João como “sua mãe” e mãe de todos nós. Tanto assim que “ele a levou para a sua casa” (João 19,27). Como mãe da Igreja, a Virgem Maria sempre acompanhou os Apóstolos e estava com eles no dia de Pentecostes (cf. At 1,14). Certamente esta devoção inicial a Maria, não era como hoje, litúrgica, mas certamente era cheia de intensidade, por ser a Mãe do Senhor. Primeiras manifestações da devoção mariana A devoção a Virgem se fortaleceu muitos com as primeiras aparições dela, logo no primeiro século. Considera-se a aparição de Nossa Senhora do Pilar no século I d.C. (Zaragoza, Espanha) como possivelmente a mais antiga, e depois a aparição em agosto de 352 em Roma – Na. Sra. das Neves aparece a João de Roma e ao Papa Libério. Muitas outras aparições se sucederam até hoje. A partir do século III, alguns romanos piedosos começaram a dedicar sua fortuna a honrar Maria e os Apóstolos, construindo santuários e igrejas a eles dedicados. Um desses nobres, João de Roma, e sua esposa decidiram honrar Maria de todas as formas a eles possíveis. Nos primórdios de Agosto, João e sua esposa tiveram ambos o mesmo sonho, onde Maria lhes aparecia e pedia-lhes que mandassem construir uma igreja numa das sete colinas de Roma – a Esquiline. João decidiu contar o sonho ao Papa, Libério; quando o fez, este relatou-lhe haver tido o mesmo sonho. A 5 de Agosto dirigiram-se ambos à colina de Esquiline, em cujo topo encontraram neve, desenhando o contorno duma igreja. Iniciaram imediatamente a construção duma igreja, obedecendo ao esboço sugerido pela neve. Esta é a origem da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, que comemora sua fundação nesse dia de 5 de Agosto. Dom Nelson Francelino, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, através de um artigo publicado na Arquidiocese do Rio de Janeiro, explicou a origem da devoção a Nossa Senhora. Ele afirma que “a devoção à Maria começou com o próprio cristianismo. Na pequena Casa de Nazaré, o Anjo Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28). Início da devoção mariana Com estas palavras que vêm do Céu começa a devoção mariana. Outro fato marcante é quando Maria vai visitar santa Isabel; Isabel ouve a saudação de Maria e percebe que o menino “salta” de alegria no seio, e cheia do Espírito Santo exclama: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. A que devo a honra de receber a visita da Mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45). É a segunda vez que a devoção mariana registrada no Evangelho. E Maria canta o Seu Magnificat, de onde podemos destacar a célebre profecia que seus lábios pronunciaram: “Doravante todas as gerações me proclamarão bem aventurada!” Começava ai uma devoção mariana que jamais deixaria de existir em todo o mundo católico. Quando Jesus nasceu em Belém, os pastores foram a adorá-lo. “Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16). Após terem se ajoelhado diante do Menino, certamente veneraram a Mãe do Salvador. E depois chegaram os reis Magos para adorar o Deus Menino: “E a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No” (Mt 2, 9-11). Certamente, depois de adorar o Menino Deus e dar-lhes ouro, incenso em mirra, veneraram a Sua Mãe. Não é está também uma devoção mariana, que podemos perceber nas entrelinhas do Evangelho? pergunta Dom Nelson Francelino. E o Bispo mostra ainda as bodas de Caná, como mais uma oportunidade em que a Virgem é saudada. Maria intervém com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o milagre sabiam que ele aconteceu por intervenção dela e não deixaram de admirá-la, e quem sabe até pediram-lhe alguma graça. Dom Nelson imagina-os, dizendo: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!” Assim começou a devoção mariana que continuou pelos séculos sem interrupção até hoje. A verdade é que desde que a Virgem Maria foi saudade pelo Arcanjo Gabriel, como a “cheia de graça”, “o Senhor é contigo”, foi olhada com admiração, por ser a Mãe de Deus humanado. E tudo isso culminou na oração da Ave Maria: “rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. E a Virgem corresponde a esta bela e suave devoção de muitas maneiras, intercedendo por nós sem cessar diante do Seu Pai, do Seu Filho e do Seu amado Esposo, o Espírito Santo. O que não consegue para nós aquela que São Bernardo chamou de a “onipotência suplicante”? Professor Felipe Aquino | Canção Nova #NossaSenhora

  • VIVOS NO ESPÍRITO – Scott Hahn reflete sobre o 6º Domingo da Páscoa

    Jesus não vai nos deixar sozinhos. Não nos fará filhos de Deus, no batismo, para depois nos deixar “órfãos”. Garante-o no Evangelho de hoje (cf. Rm 8,14-17). Ele pede ao Pai que nos dê seu Espírito para que possa habitar em nós e nos mantenha unidos na vida que Ele compartilha com o Pai. Na primeira leitura de hoje, vemos que se realiza o dom prometido de seu Espírito. A cena que os Atos dos Apóstolos descrevem, representa o rito primitivo da Confirmação. Filipe, um dos primeiros diáconos (cf. At 6,5), proclama o evangelho na cidade de Samaria (não-judaica). Os samaritanos aceitam a Palavra de Deus (cf. Atos 17,11; 1Ts 2,13) e são batizados. Cabe aos apóstolos enviar seus representantes, Pedro e João, para orar e impor as mãos sobre os recém-batizados, para que eles recebam o Espírito Santo. Essa é a origem do sacramento da Confirmação (Atos 19: 5-6), pelo qual a graça do Batismo é completada e os crentes são selados com o Espírito prometido pelo Senhor. Permaneceremos nessa graça enquanto amarmos a Cristo e guardarmos seus mandamentos. E, fortalecidos pelo Espírito – que, segundo Jesus, seria nosso Paráclito (Defensor) – somos chamados a testemunhar nossa salvação e as grandes maravilhas que Deus fez por nós em nome de seu Filho. No Salmo de hoje, celebramos nossa libertação. Como ouvimos na Epístola, assim como Javé transformou o mar em terra seca para libertar os israelitas cativos, Cristo sofreu para nos conduzir a Deus. Essa é a razão da nossa esperança. Esperança que nos sustenta frente a um mundo que não pode aceitar a verdade de Deus; esperança que nos mantém firmes quando somos amaldiçoados ou difamados por seu nome. Pedro nos diz hoje que, embora Cristo tenha sido morto na carne, no Espírito foi trazido de volta à vida. E, como Ele mesmo promete: “Porque eu vivo, vós também vivereis”.

  • UMA PROFECIA DE PIO XII SOBRE A CRISE DA IGREJA

    [Em 1972, saiu na França uma biografia do papa Pio XII intitulada Pio XII diante da história, escrita por Mons. Georges Roche e Philippe Saint Germain. Os autores relataram algumas confidências inéditas do então cardeal Eugenio Pacelli, no distante 1933, feitas a dois amigos, o conde Enrico Pietro Galeazzi e o Mons. Slozkaz, sobre as aparições de Fátima e a apostasia da Igreja Católica. É interessante destacar que a irmã Lucia Dos Santos registrou por escrito suas visões e segredos apenas em 1941 e 1944, de modo que o que o então cardeal Pacelli disse — que tragicamente está se tornando realidade — faria pensar que nem tudo nos foi revelado durante o Jubileu de 2000, acerca do terceiro segredo de Fátima. Essas confidências, que seguem abaixo, são verdadeiras profecias do futuro Pio XII. É para ler e meditar]. “Se o comunismo for o que aparenta ser — um dos instrumentos mais evidentes de subversão usados contra a Igreja e a Tradição da Revelação Divina —, assistiremos à contaminação de tudo aquilo que é espiritual: filosofia, ciência, direito, ensino, arte, meios de comunicação, literatura, teatro e religião. Estou preocupado com o que a Santíssima Virgem confiou à irmã Lúcia de Fátima. Insistir, da parte da Santa Senhora, sobre os perigos que ameaçam a Igreja, é uma advertência divina contra o suicídio que representa alterar a Fé em sua liturgia, em sua teologia e em sua alma. Sinto, ao meu redor, que os inovadores querem desmantelar a sagrada Igreja, destruir sua chama universal, rejeitar seus ornamentos e enchê-la de culpas por seu passado histórico. Estou convencido de que a Igreja de Pedro terá que defender o seu passado; caso contrário, escavará sua própria sepultura. Chegará o dia em que o mundo civilizado renegará o próprio Deus, e a Igreja duvidará da mesma forma como Pedro duvidou. As pessoas serão tentadas a acreditar que o homem é Deus, que Seu Filho é um símbolo, uma filosofia como tantas outras. Nas igrejas, os católicos procurarão as lâmpadas vermelhas [do sacrário], onde Nosso Senhor nos espera, como a pecadora em lágrimas diante da tumba vazia, gritando: ‘Para onde O levaram?’ Então os sacerdotes da África, Ásia e Américas — aqueles que se formaram em seminários missionários — dirão e proclamarão que o Pão da Vida não é um pão qualquer, que a Mãe do Deus-Homem não é mãe como as demais. E serão retalhados em pedaços por testemunhar que o cristianismo não é uma religião como as outras, pois sua Cabeça é o Filho de Deus e a Igreja Católica é a sua igreja.” “LLEGARÁ EL DÍA…”: LA PROFECIA RECUPERADA DE PIO XII https://oracolocooperatoresveritatis.wordpress.com/2017/12/11/verra-un-giorno-la-profezia-ritrovata-di-pio-xii/

  • UMA IGREJA POUCO POLÍTICA – Ernesto Galli della Loggia

    [Em recente editorial do principal jornal italiano, Corriere della Sera, o conhecido historiador e jornalista Ernesto Galli della Loggia, não católico, analisa alguns elementos ideológicos do pontificado de Papa Francisco]. Atualmente, é comum observar o caráter profundamente político do pontificado do Papa Bergoglio. Na verdade, porém, em vez de político, o seu parece ser um pontificado ideológico, e as duas coisas não são de modo algum a mesma coisa: podem até entrar em conflito. Desde a era Constantiniana, a Igreja sempre fez política: além de ser um fato de enorme importância histórica, é um dado de sua identidade — autopercebida como uma “sociedade perfeita”, completamente independente dos demais poderes. Sempre atuou com plena consciência de sua própria força, representada pela capacidade de orientar de maneira significativa, muitas vezes de forma decisiva, os valores e comportamentos de grandes massas de homens e mulheres. Sempre fez política para afirmar ou defender seus próprios interesses e valores (quaisquer que fossem eles), o que sempre significou algo mais: buscar compreender e interpretar os movimentos gerais, no interior do sistema dos Estados, a fim de afirmar a sua própria e peculiar presença. Esse quadro geral, no entanto, tende a sofrer uma mudança significativa com a chegada de Bergoglio. Faz sorrir a acusação, feita por alguns setores radicais, dele haver deixado de lado a doutrina católica. O fato, porém, é que, assim que ultrapassa o âmbito das cerimônias e ritos, o discurso público de Francisco tende a perder toda a especificidade de tipo religiosa. Certamente, o apelo à justiça social, a defesa dos fracos e oprimidos, a uma distribuição mais equitativa das riquezas naturais entre os povos, o convite a não interferir irreparavelmente nos bens naturais, tudo isto está substancialmente em harmonia com a substância da mensagem cristã. Essa mensagem, no entanto, termina por ser fortemente modificada em seu significado geral —  além da mencionada ausência de marcantes especificidades de tipo religioso —  por algumas características típicas do rumo que Bergoglio lhe imprime e que, como frisei no início, conduzem suas palavras a um terreno que assinala uma ruptura relativamente à tradição do magistério papal. São dois os fatores particularmente dignos de nota. Em primeiro lugar, os destinatários. Em vez de genericamente aos “homens de boa vontade”, aos “governantes”, às “autoridades responsáveis”, ao mundo, ou a grupos específicos designados por suas atividades (parteiras, policiais, gerentes) —  costume antigo que se mantinha até pouco tempo —  o Papa atual, em vez disso, prefere cada vez mais voltar-se mais ou menos diretamente (até escolhendo-os como seu público preferencial) a pessoas vítimas de situações negativas: aos “povos”, aos “movimentos populares” ou a outros interlocutores semelhantes; porém sempre escolhidos, eu diria, de uma única faixa social (os menos favorecidos). Uma escolha que é ainda mais significativa, pois deixa evidente que é aos discursos a ele dirigidos que o próprio Francisco atribui o maior significado para definir o caráter de seu pontificado. O segundo elemento de ruptura diz respeito ao conteúdo não estritamente confessional do discurso papal. O que é surpreendente aqui é o abandono substancial da “doutrina social da Igreja” que prevalecera de Leão XIII até João Paulo II e que era caracterizada por sua posição, sempre reiterada, de centro entre o capitalismo liberal e o estatismo socialista. Igualmente claro é o abandono substancial de outra tendência típica da pastoral pontifícia: isto é, o universalismo humanista tão central nas principais resoluções do Vaticano II. Em vez de tudo isso, no discurso de Bergoglio domina, juntamente com um marcante desdém pela experiência cultural do Ocidente e uma hostilidade muito clara para com o capitalismo e para com os Estados Unidos, uma forte simpatia pelas iniciativas espontâneas vindas de “baixo” e pela auto-organização popular, a consequente aversão a tudo o que tem gosto de coisa institucionalizada, oficial, formal, bem como o compartilhamento geral de expectativas e escolhas feitas por grupos marginais e, finalmente, a esperança de uma espécie de economia natural-comunitária de base igualitária, da qual é expressão a proposta recentemente feita pelo próprio Francisco de uma  não especificada “renda universal”. São, todas elas, coisas certamente mais do que compatíveis, e, em certo sentido, até mesmo intrínsecas, à mensagem do Evangelho. No entanto, mudam de sentido quando, como acontece no discurso de Bergoglio, a mensagem do Evangelho e sua ligação com o depositum fidei católico tendem a ser colocadas em segundo plano, até desaparecerem. Prova-o a ausência generalizada nesse mesmo discurso, por exemplo, de qualquer exortação à necessidade de arrependimento e conversão; a descobrir o significado cristão da vida e da morte, a verdade da transcendência, que é o elemento constitutivo de toda religião. É assim que, no final, esse discurso, desprovido de uma significativa inervação religiosa, permanece apenas um discurso ideológico, de uma ideologia de fundo populístico-comunitário-anticapitalístico, não muito diferente de outras em circulação, especialmente no hemisfério sul. O fato é que foi precisamente aquela inervação religiosa, essa capacidade de confrontar a religião com o mundo, agora extinta ou completamente à margem, que sempre fez a força política da Igreja. Foi precisamente aquele entrelaçamento particular entre religião e práxis mundana que indicou à instituição eclesiástica a direção de seu compromisso e, ao mesmo tempo, as formas concretas de cumpri-lo. Hoje, ao contrário, justamente por ser a portadora de um discurso que só parece interessado em purificar o social-histórico de qualquer apelo religioso eficaz e, portanto, exclusivamente ideológico, a Igreja encontra grande dificuldade de fazer verdadeira política, de estar presente, com seu próprio perfil e sua própria força, em situações políticas concretas. Escolho dois exemplos a esse respeito. O primeiro: há algum tempo — mais do que nunca, após a epidemia do Covid 19 — a União Europeia foi internamente atravessada por divisões e confrontos entre Sul e Norte. Um grupo de países do sul da Europa (Itália, França, Espanha, Portugal) se contrapõe a um grupo de países do norte (com Alemanha, Holanda e Finlândia na liderança) em uma série de questões que, em última análise, dizem respeito aos valores sociais e políticos fundamentais que devem prevalecer em uma coletividade; e dá-se o caso (um caso talvez não inteiramente casual) que os países do primeiro grupo sejam quase todos de tradição católica. Segundo exemplo: não é de hoje (porém hoje mais do que nunca) que a base dos equilíbrios mundiais (não apenas políticos ou econômicos), em vigor por mais de meio século, está mudando dramaticamente devido ao ativismo inédito e sem preconceitos de duas gigantescas áreas político-culturais: a russa e a chinesa, ambas indiferentes aos direitos humanos e mais ainda à liberdade religiosa. Bem, talvez eu tenha me distraído, mas em cada uma dessas duas malhas de problemas, com inúmeras e decisivas implicações para o futuro do mundo, alguém tem notícias de uma tomada de posição digna de nota, de um gesto verdadeiramente significativo, de uma iniciativa relevante, de qualquer coisa, enfim, que tenha saído da parte da Santa Sé ou da Igreja Católica? https://www.corriere.it/editoriali/20_maggio_09/chiesa-poco-politica-b0bb5080-9230-11ea-9f60-1b8d14bed082.shtml

  • Padre alerta sobre PERIGO da submissão para o ESTADO que dificulta ação da IGREJA no Pernambuco

    Assista o vídeo abaixo onde o padre faz um importante alerta sobre a situação no estado do Pernambuco, e o perigo da igreja se submeter às imposições do estado que coloca a religião sempre em segundo plano. Clique aqui para assistir no youtube: #CNBB

  • Padre alerta sobre PERIGO da submissão para o ESTADO que dificulta ação da IGREJA no Pernambuco

    Assista o vídeo abaixo onde o padre faz um importante alerta sobre a situação no estado do Pernambuco, e o perigo da igreja se submeter às imposições do estado que coloca a religião sempre em segundo plano. Clique aqui para assistir no youtube: #CNBB

  • Decreto no Pernambuco proíbe circulação de padres, pois religião não é essencial

    De acordo com o decreto promulgado no Pernambuco apenas pessoas de serviços essenciais têm permissão para para circular. Isso impediria a prestação de auxílio espiritual aos doentes e até a realização de missas online. Na última segunda-feira (11), o governo pernambucano havia anunciado que iria restringir ainda mais a circulação de pessoas em pelo menos cinco municípios gravemente afetados pela pandemia do novo coronavírus. São eles: Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata. Inicialmente, a medida tem caráter educativo, sem previsão de multas ou sanções, e passa a valer entre os dias 16 e 31 de maio. Pela regras do decreto, as pessoas ficam impedidas de sair de casa e andar pelas ruas, exceto para trabalhar em serviços essenciais ou realizar atividades indispensáveis, como comprar alimento ou retirar benefícios sociais em lotéricas e bancos. Será adotado, ainda, rodízio de veículos nos cinco municípios para todos os carros particulares, exceto de profissionais de saúde, segurança, defesa civil ou de uso oficial. Ao determinar isolamento rígido, o poder público não pode proibir o deslocamento, com todos os cuidados, para a assistência religiosa e de capelania. Com essa convicção, a Associação Nacional dos Juristas Evangélicos considerou que o decreto de Pernambuco, que estabelece isolamento rígido em regiões do Estado, viola a liberdade religiosa prevista na Constituição. “Ressaltamos que a Anajure entende que a situação da saúde pública e privada em Pernambuco é de extrema gravidade – e por isso mesmo – concordamos com as medidas tomadas pelo Poder Público – para este momento -, mas entendemos também que as liberdades civis fundamentais não podem ser mitigadas ao arrepio da Constituição Federal e das demais leis vigentes no país”, diz o documento da associação. “Dentre os 33 incisos elencando atividades essenciais, não há sequer menção ao exercício do direito fundamental à liberdade religiosa, constitucionalmente consagrado no art. 5º, VI”. Assista o vídeo: Após o apontamento da associação, o governador do estado, Paulo Câmara (PSB), comunicou ao grupo que emitirá um novo decreto na sexta-feira (15) considerando os ajustes propostos pela Anajure. Os juristas lembram que a transmissão de cultos online e a prestação de serviços de assistência religiosa e capelania devem ser garantidos, pois não desobedecem às normas das autoridades sanitárias. “Nesta conjuntura de incertezas e medos, não pode ser esquecida a necessidade de oferta do suporte espiritual a qualquer pessoa que o solicite. Da mesma forma, as ações de cunho social e filantrópico são cruciais, mormente em face das sombrias repercussões econômicas e sociais da pandemia e do chamado das comunidades de fé para demonstrações práticas de amor ao próximo”, afirmam. Segundo o advogado Felipe Augusto, diretor-executivo da Anajure, uma medida ideal seria a que é, ao mesmo tempo, “capaz de acomodar as recomendações sanitárias que o combate à pandemia exige, mas que também protege o exercício da liberdade religiosa, ao permitir a locomoção de líderes que precisam se deslocar para templos e suas casas para realizar a transmissão dos cultos […] não há justificativa para tais atividades serem impedidas”. Para além da violação à liberdade religiosa, em nota divulgada nesta semana a Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB) afirmou que o decreto do governador criou uma situação “esdrúxula”. Embora permita a prática da advocacia e entenda ser essa uma atividade essencial, o governo não prevê autorização para que o veículo utilizado pelo profissional circule pela cidade. “Caso o advogado que tenha um veículo automotor tenha a necessidade de se deslocar para a prática de um ato urgente no exercício da profissão, caso não seja o dia da placa do seu veículo no rodízio, terá que se fazer uso de um táxi ou de um carro de aplicativo, onde o risco de contágio é maior do que no seu veículo particular”, diz a nota. Procurada, a assessoria de imprensa do governo de Pernambuco não respondeu à reportagem até a publicação da matéria. Fonte: Gazeta do Povo

  • Decreto no Pernambuco proíbe circulação de padres, pois religião não é essencial

    De acordo com o decreto promulgado no Pernambuco apenas pessoas de serviços essenciais têm permissão para para circular. Isso impediria a prestação de auxílio espiritual aos doentes e até a realização de missas online. Na última segunda-feira (11), o governo pernambucano havia anunciado que iria restringir ainda mais a circulação de pessoas em pelo menos cinco municípios gravemente afetados pela pandemia do novo coronavírus. São eles: Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata. Inicialmente, a medida tem caráter educativo, sem previsão de multas ou sanções, e passa a valer entre os dias 16 e 31 de maio. Pela regras do decreto, as pessoas ficam impedidas de sair de casa e andar pelas ruas, exceto para trabalhar em serviços essenciais ou realizar atividades indispensáveis, como comprar alimento ou retirar benefícios sociais em lotéricas e bancos. Será adotado, ainda, rodízio de veículos nos cinco municípios para todos os carros particulares, exceto de profissionais de saúde, segurança, defesa civil ou de uso oficial. Ao determinar isolamento rígido, o poder público não pode proibir o deslocamento, com todos os cuidados, para a assistência religiosa e de capelania. Com essa convicção, a Associação Nacional dos Juristas Evangélicos considerou que o decreto de Pernambuco, que estabelece isolamento rígido em regiões do Estado, viola a liberdade religiosa prevista na Constituição. “Ressaltamos que a Anajure entende que a situação da saúde pública e privada em Pernambuco é de extrema gravidade – e por isso mesmo – concordamos com as medidas tomadas pelo Poder Público – para este momento -, mas entendemos também que as liberdades civis fundamentais não podem ser mitigadas ao arrepio da Constituição Federal e das demais leis vigentes no país”, diz o documento da associação. “Dentre os 33 incisos elencando atividades essenciais, não há sequer menção ao exercício do direito fundamental à liberdade religiosa, constitucionalmente consagrado no art. 5º, VI”. Assista o vídeo: Após o apontamento da associação, o governador do estado, Paulo Câmara (PSB), comunicou ao grupo que emitirá um novo decreto na sexta-feira (15) considerando os ajustes propostos pela Anajure. Os juristas lembram que a transmissão de cultos online e a prestação de serviços de assistência religiosa e capelania devem ser garantidos, pois não desobedecem às normas das autoridades sanitárias. “Nesta conjuntura de incertezas e medos, não pode ser esquecida a necessidade de oferta do suporte espiritual a qualquer pessoa que o solicite. Da mesma forma, as ações de cunho social e filantrópico são cruciais, mormente em face das sombrias repercussões econômicas e sociais da pandemia e do chamado das comunidades de fé para demonstrações práticas de amor ao próximo”, afirmam. Segundo o advogado Felipe Augusto, diretor-executivo da Anajure, uma medida ideal seria a que é, ao mesmo tempo, “capaz de acomodar as recomendações sanitárias que o combate à pandemia exige, mas que também protege o exercício da liberdade religiosa, ao permitir a locomoção de líderes que precisam se deslocar para templos e suas casas para realizar a transmissão dos cultos […] não há justificativa para tais atividades serem impedidas”. Para além da violação à liberdade religiosa, em nota divulgada nesta semana a Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB) afirmou que o decreto do governador criou uma situação “esdrúxula”. Embora permita a prática da advocacia e entenda ser essa uma atividade essencial, o governo não prevê autorização para que o veículo utilizado pelo profissional circule pela cidade. “Caso o advogado que tenha um veículo automotor tenha a necessidade de se deslocar para a prática de um ato urgente no exercício da profissão, caso não seja o dia da placa do seu veículo no rodízio, terá que se fazer uso de um táxi ou de um carro de aplicativo, onde o risco de contágio é maior do que no seu veículo particular”, diz a nota. Procurada, a assessoria de imprensa do governo de Pernambuco não respondeu à reportagem até a publicação da matéria. Fonte: Gazeta do Povo

  • FREUD E O NIILISMO

    Haverá coisas aproveitáveis, em tantas décadas de teoria e prática psicanalítica? Quais são as suas verdadeiras contribuições ao estudo do comportamento humano trazidas por Freud, o homem que “descobriu” o Inconsciente e supervalorizou o Instinto? Alguns psicanalistas católicos aceitam os conceitos com que Freud descreve a sexualidade humana, mas não aderem a nenhum programa de revolução sexual, mantendo-se nos quadros estritos da moral cristã (Tony Anatrella é exemplo recente); e outros que, seguindo Freud, são levados a questionar o pensamento da Igreja em vários pontos da moral sexual (como Marc Oraison, na segunda metade do século XX). Os dois nomes citados são de sacerdotes; e, embora o relacionamento do segundo com a hierarquia não tenha sido um mar de rosas, revela quanto o magistério abrandou no assunto Freud e psicanálise. Para o psiquiatra austríaco Rudolf Allers, há um antagonismo essencial entre o espírito geral do freudismo e a mentalidade católica: a concepção naturalista, as idéias descabidas sobre religião (a ideia da religião como uma neurose obrigatória, a ideia de Deus como sendo a imagem do pai, e a ideia da comunhão remontar à refeição totemística etc.), a negação da liberdade, o papel exagerado atribuído aos instintos. Vê, por isso, uma dificuldade intransponível no desejo de, ao deixar de lado essas oposições, buscar salvar ao menos o seu método terapêutico. Não acredita ser possível “batizar” a psicanálise, no mesmo sentido em que Santo Agostinho teria cristianizado o Neo-Platonismo e Santo Tomás “batizado” Aristóteles. O bom senso manda que, na obra de Freud e seus seguidores, os especialistas separem o joio do trigo: aquilo que em suas obras está comprometido por sua filosofia materialista, o que nela é realmente ciência do comportamento e quais os benefícios práticos de seu método terapêutico. Independente, porém, das respostas, não é possível esquecer aquilo que, na psicanálise freudiana, é mera construção ideológica e contribuiu largamente para disseminar o sexualismo contemporâneo, que desaguou na sociedade pornográfica das últimas décadas, depois de ter deixado marcas inegáveis no século XX. Freud é um dos artífices da modernidade. É inegável sua influência cultural nas artes de vanguarda (sobretudo o surrealismo), na literatura contemporânea, nas ciências humanas, na filosofia. Foi e é muito incensado pela “indústria cultural”, sobretudo o cinema, que muito se beneficiou com a sua sexolatria. O diretor John Huston, no filme Freud, inicialmente com roteiro de Sartre, começa o processo de canonização do “santo”, visto como um herói enfrentando uma sociedade hipócrita que reluta em ver-se diante do espelho que o criador da psicologia profunda lhe põe diante. Esse homem, que via sexo em tudo e animalizava exageradamente o ser humano, teria seu nome para sempre associado — seria inevitável — à revolução sexual da nossa época.  Não era para menos. Os exageros em sua visão da sexualidade infantil, segundo a qual toda criança é uma pervertida sexual polimórfica, compelida a obter satisfação sexual, na primeira infância, fora dos canais normalmente aceitos — ou seja, transformando uma sexualidade ainda potencial em já plenamente ativa —, seria um prato cheio aos adeptos contemporâneos do erotismo radical e revolucionário; e, mesmo Freud não tendo sido um revolucionário em matéria de costumes sexuais, suas ideias contribuiriam para o clima de transgressão da época. É essa “ficção científica” que está destruindo, com os golpes do martelo acadêmico e midiático, o maior complexo moral já desenvolvido pelo ser humano, a partir da inspiração divina no Monte Sinai, num processo de destruição que tem um nome bem preciso: niilismo, redução a pó de tudo aquilo que pode contribuir para o aperfeiçoamento espiritual da criatura humana. Esses dois judeus tão diferentes, Freud e Cristo, jamais se entenderiam. Se o médico vienense não atacou diretamente a Igreja, sua obsessão sexualista forneceu no entanto farto combustível aos inimigos da moral católica, para a qual o sexo sempre foi algo a ser contido, mais que estimulado. “No momento em que o sexo deixa de ser um servo, torna-se um tirano”, disse Chesterton no livro que escreveu sobre São Francisco de Assis.

  • A Verdade não revelada sobre o Terceiro Segredo de Fátima e as consequências para a Igreja e o Mundo

    [O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA] Salve Maria! Neste dia 13 de Maio temos a alegria de presenteá-los com essa formação especial sobre este tema tão importante e ao mesmo tempo tão polêmico. São muitas pessoas que comentam o assunto, mas ao mesmo tempo poucas coisas substanciais são apresentadas. Por este motivo apresentamos essa formação especial. O vídeo está disponível para assistir no final do artigo. Antes disso leia e entenda o que significa e quais são os segredos de Nossa Senhora de Fátima: O SEGREDO DE FÁTIMA Segredo de Fátima é a expressão atribuída a um conjunto de revelações alegadamente apresentadas por Nossa Senhora a três crianças portuguesas, Lúcia dos Santos, Francisco Marto e Jacinta Marto, mais conhecidos como “os três pastorinhos de Fátima”, no dia 13 de julho de 1917 no lugar da Cova da Iria. O Segredo de Fátima foi dividido em algumas partes. A primeira parte é a visão do Inferno mostrada aos pastorinhos: “Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados neste fogo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas em os grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.” A segunda parte fala sobre a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a conversão da Rússia. Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza: Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo pelos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Já a terceira parte é a visão que eles tiveram, revelada pela Ir. Lúcia dos Santos em 3 de Janeiro de 1944: “Escrevo, em ato de obediência a Vós meu Deus, que me mandais por meio de Sua Excelência Reverendíssima o Sr. Bispo de Leiria, e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda. Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas, apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte dizia: – Penitência, penitência, penitência. E vimos numa luz imensa, que é Deus, algo semelhante a como se vêem as pessoas no espelho, quando lhe diante passa um bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz, de tronco tosco, como se fora de sobreiro como a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, meio em ruínas e meio trémulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena. Ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho. Chegando ao cimo do monte, prostrado, de joelhos, aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas e assim mesmo foram morrendo uns após os outros, os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares. Cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz, estavam dois anjos. Cada um com um regador de cristal nas mãos recolhendo neles o sangue dos mártires e com eles irrigando as almas que se aproximavam de Deus.” Recomendações para assistir à formação: Como era de se esperar, um tema tão especial merece uma reflexão mais elaborada. A aula ficou um pouco extensa, mas perceberão que o assunto evolui muito rapidamente, prendendo a atenção daqueles que assistem. Por este motivo, recomendamos que dê preferência para acompanhar a aula em um local silencioso onde possa prestar bastante atenção. Faça um esforço para acompanhar a aula inteira, para que seja possível contextualizar as informações apresentadas. Agradecemos a colaboração de todos, e pedimos que compartilhem essa aula com o máximo de pessoas que conseguirem. Assista agora a formação: Para assistir diretamente no youtube, clique neste link: https://www.youtube.com/watch?v=WAk9X8vrv8k #NossaSenhoradeFátima

  • A Verdade não revelada sobre o Terceiro Segredo de Fátima e as consequências para a Igreja e o Mundo

    [O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA] Salve Maria! Neste dia 13 de Maio temos a alegria de presenteá-los com essa formação especial sobre este tema tão importante e ao mesmo tempo tão polêmico. São muitas pessoas que comentam o assunto, mas ao mesmo tempo poucas coisas substanciais são apresentadas. Por este motivo apresentamos essa formação especial. O vídeo está disponível para assistir no final do artigo. Antes disso leia e entenda o que significa e quais são os segredos de Nossa Senhora de Fátima: O SEGREDO DE FÁTIMA Segredo de Fátima é a expressão atribuída a um conjunto de revelações alegadamente apresentadas por Nossa Senhora a três crianças portuguesas, Lúcia dos Santos, Francisco Marto e Jacinta Marto, mais conhecidos como “os três pastorinhos de Fátima”, no dia 13 de julho de 1917 no lugar da Cova da Iria. O Segredo de Fátima foi dividido em algumas partes. A primeira parte é a visão do Inferno mostrada aos pastorinhos: “Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados neste fogo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas em os grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.” A segunda parte fala sobre a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a conversão da Rússia. Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza: Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo pelos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Já a terceira parte é a visão que eles tiveram, revelada pela Ir. Lúcia dos Santos em 3 de Janeiro de 1944: “Escrevo, em ato de obediência a Vós meu Deus, que me mandais por meio de Sua Excelência Reverendíssima o Sr. Bispo de Leiria, e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda. Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas, apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte dizia: – Penitência, penitência, penitência. E vimos numa luz imensa, que é Deus, algo semelhante a como se vêem as pessoas no espelho, quando lhe diante passa um bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz, de tronco tosco, como se fora de sobreiro como a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, meio em ruínas e meio trémulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena. Ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho. Chegando ao cimo do monte, prostrado, de joelhos, aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas e assim mesmo foram morrendo uns após os outros, os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares. Cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz, estavam dois anjos. Cada um com um regador de cristal nas mãos recolhendo neles o sangue dos mártires e com eles irrigando as almas que se aproximavam de Deus.” Recomendações para assistir à formação: Como era de se esperar, um tema tão especial merece uma reflexão mais elaborada. A aula ficou um pouco extensa, mas perceberão que o assunto evolui muito rapidamente, prendendo a atenção daqueles que assistem. Por este motivo, recomendamos que dê preferência para acompanhar a aula em um local silencioso onde possa prestar bastante atenção. Faça um esforço para acompanhar a aula inteira, para que seja possível contextualizar as informações apresentadas. Agradecemos a colaboração de todos, e pedimos que compartilhem essa aula com o máximo de pessoas que conseguirem. Assista agora a formação: Para assistir diretamente no youtube, clique neste link: https://www.youtube.com/watch?v=WAk9X8vrv8k #NossaSenhoradeFátima

  • A Mensagem de Fátima, a Omissão dos Bispos e Padres e a Tragédia da Humanidade

    Na formação especial de hoje, contemplaremos a Mensagem de Nossa Senhora Fátima, a Omissão dos Bispos e Padres e a Tragédia da Humanidade. Hoje celebramos a nossa grande Mãe do Céu, Nossa Senhora de Fátima. Ela que no decorrer de suas mensagens revelou-nos aquilo que necessitamos para alcançar a nossa salvação e a paz no mundo. Entretanto muitos de nós, até hoje, ignoramos a advertência de Nossa Senhora. Infelizmente, mesmo dentro da Igreja, ainda se encontra grande resistência a este apelo e cada vez mais o mal avança no mundo por nossa falta em atender o chamado da doce mãe de Deus. Assista a formação:

  • A Mensagem de Fátima, a Omissão dos Bispos e Padres e a Tragédia da Humanidade

    Na formação especial de hoje, contemplaremos a Mensagem de Nossa Senhora Fátima, a Omissão dos Bispos e Padres e a Tragédia da Humanidade. Hoje celebramos a nossa grande Mãe do Céu, Nossa Senhora de Fátima. Ela que no decorrer de suas mensagens revelou-nos aquilo que necessitamos para alcançar a nossa salvação e a paz no mundo. Entretanto muitos de nós, até hoje, ignoramos a advertência de Nossa Senhora. Infelizmente, mesmo dentro da Igreja, ainda se encontra grande resistência a este apelo e cada vez mais o mal avança no mundo por nossa falta em atender o chamado da doce mãe de Deus. Assista a formação:

  • 13 de Maio: Dezenas de peregrinos rezaram do lado de fora do Santuário de Fátima

    Dezenas de peregrinos, impedidos de entrar no Santuário de Fátima, concentraram-se junto às grades das laterais e, com velas e à distância, rezaram. Veja as fotografias. À hora de almoço desta terça-feira, a GNR e os vigilantes do santuário fecharam os acessos ao recinto de oração de Fátima. Durante 24 horas, ninguém além das poucas pessoas autorizadas puderam entrar no espaço. De fora, ficaram dezenas de pessoas que ainda se deslocaram à cidade de Fátima para manifestar a sua intenção de estar presentes na peregrinação — muitos ficaram mesmo à porta. Fátima foi “deserto escuro” num santuário vazio, em noite de velas sem luz Vigiados por dois militares da GNR dezenas de pessoas juntaram-se nas laterais do Santuário de Fátima, nos locais com maior visibilidade para o altar. Uns de joelhos a rezar o terço, outros em cima de pequenos pilares de cimento para verem melhor, outros a gravar com o celular mas praticamente todos com uma vela na mão. Se no Santuário de Fátima se estava a realizar uma procissão da velas nunca antes vista, sem luz e sem peregrinos, do outro lado das grades não faltava peregrinos, luz e fé. Veja a galeria de fotos: Fonte e fotos: Observador.pt

  • 13 de Maio: Dezenas de peregrinos rezaram do lado de fora do Santuário de Fátima

    Dezenas de peregrinos, impedidos de entrar no Santuário de Fátima, concentraram-se junto às grades das laterais e, com velas e à distância, rezaram. Veja as fotografias. À hora de almoço desta terça-feira, a GNR e os vigilantes do santuário fecharam os acessos ao recinto de oração de Fátima. Durante 24 horas, ninguém além das poucas pessoas autorizadas puderam entrar no espaço. De fora, ficaram dezenas de pessoas que ainda se deslocaram à cidade de Fátima para manifestar a sua intenção de estar presentes na peregrinação — muitos ficaram mesmo à porta. Fátima foi “deserto escuro” num santuário vazio, em noite de velas sem luz Vigiados por dois militares da GNR dezenas de pessoas juntaram-se nas laterais do Santuário de Fátima, nos locais com maior visibilidade para o altar. Uns de joelhos a rezar o terço, outros em cima de pequenos pilares de cimento para verem melhor, outros a gravar com o celular mas praticamente todos com uma vela na mão. Se no Santuário de Fátima se estava a realizar uma procissão da velas nunca antes vista, sem luz e sem peregrinos, do outro lado das grades não faltava peregrinos, luz e fé. Veja a galeria de fotos: Fonte e fotos: Observador.pt

  • A MORTE DE DEUS (SEGUNDO PAPA PIO XII)

    Nos últimos séculos, o “inimigo” tentou efetuar a desintegração intelectual, moral e social da unidade, no misterioso organismo de Cristo. Desejou a natureza sem a graça; a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; e, às vezes, a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma tal ousadia que ainda nos deixa atônitos. “Cristo sim, Igreja não”, quis ele de início. Mais tarde: “Deus sim, Cristo não”. E, finalmente, soltou o grito ímpio: “Deus está morto”; ou melhor: “Deus nunca existiu”. Aqui está a tentativa de construir a estrutura do mundo sobre fundamentos que não hesitamos em apontar como os principais culpados da ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O “inimigo” cuida para que Cristo seja um estranho nas universidades, nas escolas, nas famílias, no poder judiciário, na atividade legislativa, no consenso das nações, lá onde se determina a paz ou a guerra. https://w2.vatican.va/content/pius-xii/it/speeches/1952/documents/hf_p-xii_spe_19521012_uomini-azione-cattolica.html

  • Às vésperas de Fátima, e com o Santuário fechado, templo do diabo é erguido. A catedral do exército

    Às vésperas de Fátima, e com o Santuário fechado, templo do diabo é erguido. A catedral do exército comunista russo. Por Bruno Braga. A Igreja Ortodoxa Russa construiu uma gigantesca catedral dedicada às forças armadas russas. O templo, que foi erguido nos arredores de Moscou, é uma glorificação do exército soviético, ornado com vitrais, mosaicos, símbolos referentes ao comunismo. Entre os painéis, a utilização maligna da imagem da Santíssima Virgem Maria para exaltar Vladimir Putin na invasão da Crimeia e uma abominação monstruosa: Nossa Senhora como uma espécie de “madrinha” do Exército Vermelho de Josef Stálin, uma máquina satânica genocida, responsável pelo assassinato em massa de cristãos (cf. imagem). A catedral seria inaugurada no dia 09 de maio deste ano de 2020, para celebrar uma falsificação histórica: o 75º aniversário da “vitória” soviética contra os nazistas, na Segunda Guerra Mundial. Não se fala, porém, da aliança inicial entre Hitler e Stálin, e nem mesmo no desfecho, em Berlim, do estupro coletivo de mulheres alemãs pelo exército comunista “louvado” pela Igreja Ortodoxa Russa. Assista aqui algumas imagens: Maio, o mês de Maria. O mês em que se celebra as aparições da Santíssima Virgem em Fátima. Era o ano de 1917, durante o processo que culminaria na instauração do regime soviético, a Mãe de Deus pediu em Portugal a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração. Uma tentativa de evitar que ela – a Rússia – espalhasse os seus erros pelo mundo. A Consagração – tal como Nossa Senhora pediu [1] – nunca foi realizada. As consequências estão registradas na história em páginas de fraudes, tramas, revoluções e um morticínio jamais visto na face da terra. Os efeitos estão aí, em um mundo que hoje é refém de um vírus disseminado sob a responsabilidade do Partido Comunista Chinês e a cumplicidade da OMS (ONU) dirigida por um marxista, chegando a fechar – pela primeira vez desde 1917 – o próprio Santuário de Fátima [2]. A Santa Igreja tornou-se vítima dos erros da Rússia. Foi invadida e tomada por uma horda de militantes que ocuparam seminários, paróquias, grupos e movimentos, assumiram posições de poder, infectando os católicos com um “catecismo” politizado com as categorias marxistas que corroeu a fé dos leigos e do próprio clero: a Teologia da Libertação. Importante é recordar o papel fundamental da Igreja Ortodoxa Russa na difusão da Teologia da Libertação, utilizada também para elevar o Foro de São Paulo ao poder, “consagrando” o ideal de transformar a América Latina na imensa “Patria Grande” comunista [3]. Em 2016, o Papa Francisco assinou uma declaração com o Patriarca Kirill de Moscou e de toda a Rússia. Um ato significativo, tendo Cuba (!) como palco e Kirill o representante da Igreja Ortodoxa Russa, um agente da KGB que inclusive trabalhou diretamente na propagação da Teologia da Libertação [4]. Recordo o que escrevi na época: “Maria não pediu um ‘acordo de paz’. Não pediu ‘diálogo’ e muito menos uma ‘declaração conjunta’, mesmo que fosse ‘pastoral’. Ela pediu a CONSAGRAÇÃO da Rússia ao Seu Imaculado Coração – Consagração para a CONVERSÃO da Rússia – conversão, claro, à fé da Igreja Católica” [5]. Uma Consagração nunca feita e as suas consequências inevitáveis. Da declaração ao templo da abominação. Com uma catedral que associa de forma perversa a Santíssima Virgem aos erros que ela mesma condenou, erros mergulhados em sangue, não falta muito para que a Igreja Ortodoxa e a Rússia ousem se “consagrar” ao Imaculado Coração. Do templo do diabo à obra acabada do pai da mentira. Fonte: Bruno Braga REFERÊNCIAS . [1]. Cf. [ https://www.obramissionaria.com.br/padre-amorth-chefe-exorcista-padre-pio-conhecia-o-terceiro-segredo/ ]. [2]. Cf. [ http://b-braga.blogspot.com/2020/05/medo-de-fatima.html ]. [3]. Cf. PACEPA, Ion Mihai. “A KGB criou a Teologia da Libertação” [ http://b-braga.blogspot.com.br/2015/01/a-kgb-criou-teologia-da-libertacao.html ]. Tradução do Capítulo “Liberation Theology” (15), que é parte do livro “Disinformation”: former spy chief reveals secret strategis for undermining freedom, attacking religion, and promoting terrorism (WND Books: Washington, 2013); “A Cruzada religiosa do Kremlin”. Trad. Bruno Braga [ http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/a-cruzada-religiosa-do-kremlin.html ]; “Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação”, ACIDigital, 11 de Maio de 2015 [ http://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919/ ]. [4]. Idem. [5]. Cf. [ https://b-braga.blogspot.com/2016/02/francisco-kirill-e-fatima.html ]. #NossaSenhoradeFátima

  • Às vésperas de Fátima, e com o Santuário fechado, templo do diabo é erguido. A catedral do exército

    Às vésperas de Fátima, e com o Santuário fechado, templo do diabo é erguido. A catedral do exército comunista russo. Por Bruno Braga. A Igreja Ortodoxa Russa construiu uma gigantesca catedral dedicada às forças armadas russas. O templo, que foi erguido nos arredores de Moscou, é uma glorificação do exército soviético, ornado com vitrais, mosaicos, símbolos referentes ao comunismo. Entre os painéis, a utilização maligna da imagem da Santíssima Virgem Maria para exaltar Vladimir Putin na invasão da Crimeia e uma abominação monstruosa: Nossa Senhora como uma espécie de “madrinha” do Exército Vermelho de Josef Stálin, uma máquina satânica genocida, responsável pelo assassinato em massa de cristãos (cf. imagem). A catedral seria inaugurada no dia 09 de maio deste ano de 2020, para celebrar uma falsificação histórica: o 75º aniversário da “vitória” soviética contra os nazistas, na Segunda Guerra Mundial. Não se fala, porém, da aliança inicial entre Hitler e Stálin, e nem mesmo no desfecho, em Berlim, do estupro coletivo de mulheres alemãs pelo exército comunista “louvado” pela Igreja Ortodoxa Russa. Assista aqui algumas imagens: Maio, o mês de Maria. O mês em que se celebra as aparições da Santíssima Virgem em Fátima. Era o ano de 1917, durante o processo que culminaria na instauração do regime soviético, a Mãe de Deus pediu em Portugal a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração. Uma tentativa de evitar que ela – a Rússia – espalhasse os seus erros pelo mundo. A Consagração – tal como Nossa Senhora pediu [1] – nunca foi realizada. As consequências estão registradas na história em páginas de fraudes, tramas, revoluções e um morticínio jamais visto na face da terra. Os efeitos estão aí, em um mundo que hoje é refém de um vírus disseminado sob a responsabilidade do Partido Comunista Chinês e a cumplicidade da OMS (ONU) dirigida por um marxista, chegando a fechar – pela primeira vez desde 1917 – o próprio Santuário de Fátima [2]. A Santa Igreja tornou-se vítima dos erros da Rússia. Foi invadida e tomada por uma horda de militantes que ocuparam seminários, paróquias, grupos e movimentos, assumiram posições de poder, infectando os católicos com um “catecismo” politizado com as categorias marxistas que corroeu a fé dos leigos e do próprio clero: a Teologia da Libertação. Importante é recordar o papel fundamental da Igreja Ortodoxa Russa na difusão da Teologia da Libertação, utilizada também para elevar o Foro de São Paulo ao poder, “consagrando” o ideal de transformar a América Latina na imensa “Patria Grande” comunista [3]. Em 2016, o Papa Francisco assinou uma declaração com o Patriarca Kirill de Moscou e de toda a Rússia. Um ato significativo, tendo Cuba (!) como palco e Kirill o representante da Igreja Ortodoxa Russa, um agente da KGB que inclusive trabalhou diretamente na propagação da Teologia da Libertação [4]. Recordo o que escrevi na época: “Maria não pediu um ‘acordo de paz’. Não pediu ‘diálogo’ e muito menos uma ‘declaração conjunta’, mesmo que fosse ‘pastoral’. Ela pediu a CONSAGRAÇÃO da Rússia ao Seu Imaculado Coração – Consagração para a CONVERSÃO da Rússia – conversão, claro, à fé da Igreja Católica” [5]. Uma Consagração nunca feita e as suas consequências inevitáveis. Da declaração ao templo da abominação. Com uma catedral que associa de forma perversa a Santíssima Virgem aos erros que ela mesma condenou, erros mergulhados em sangue, não falta muito para que a Igreja Ortodoxa e a Rússia ousem se “consagrar” ao Imaculado Coração. Do templo do diabo à obra acabada do pai da mentira. Fonte: Bruno Braga REFERÊNCIAS . [1]. Cf. [ https://www.obramissionaria.com.br/padre-amorth-chefe-exorcista-padre-pio-conhecia-o-terceiro-segredo/ ]. [2]. Cf. [ http://b-braga.blogspot.com/2020/05/medo-de-fatima.html ]. [3]. Cf. PACEPA, Ion Mihai. “A KGB criou a Teologia da Libertação” [ http://b-braga.blogspot.com.br/2015/01/a-kgb-criou-teologia-da-libertacao.html ]. Tradução do Capítulo “Liberation Theology” (15), que é parte do livro “Disinformation”: former spy chief reveals secret strategis for undermining freedom, attacking religion, and promoting terrorism (WND Books: Washington, 2013); “A Cruzada religiosa do Kremlin”. Trad. Bruno Braga [ http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/a-cruzada-religiosa-do-kremlin.html ]; “Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação”, ACIDigital, 11 de Maio de 2015 [ http://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919/ ]. [4]. Idem. [5]. Cf. [ https://b-braga.blogspot.com/2016/02/francisco-kirill-e-fatima.html ]. #NossaSenhoradeFátima

  • FÁTIMA E O CORONAVÍRUS

    Por Roberto de Mattei – As aparições e a mensagem de Fátima de 1917 sempre foram um ponto de referência imperdível. Fátima é uma luz que ilumina o século XX e é projetada para o nosso tempo, ajudando-nos a nos orientar à noite e na tempestade. Em Fátima, a Virgem revelou aos três pastores um horizonte de tragédia: se a humanidade não se convertesse, a Rússia espalharia seus erros e Deus puniria o mundo por seus crimes “através da guerra, fome e perseguição à Igreja e ao Santo Padre”. Mas este aviso foi acompanhado por uma promessa importante de Nossa Senhora: o triunfo final do seu Imaculado Coração. Os erros da Rússia são os erros do comunismo, um vírus ideológico do qual nenhum canto da Terra escapou e que, após a queda da União Soviética, tem sua expressão mais agressiva nos chineses de Xi Jinping. E precisamente na China a pandemia de coronavírus surgiu e a partir daí se espalhou pelo mundo. Em um extenso relatório publicado no Panorama, um seminário liderado por Maurizio Belpietro, lemos que por pelo menos um mês a República Popular da China encobriu completamente a questão do coronavírus. “Um caso típico de desinformação por um regime autoritário” ( Cina , La verità negata, Panorama , 15 de abril de 2020). O regime comunista chinês escondeu a verdade sobre a epidemia por muitas semanas, de dezembro do ano passado a janeiro de 2020. Um mês crucial durante o qual o vírus foi capaz de se espalhar por todo o mundo. Lembre-se de que os casos de infecção por um novo coronavírus foram documentados desde meados de novembro. Mas até 12 de janeiro deste ano, as primeiras notícias não vazam para o Ocidente. No final daquele mês, a China ainda estava atrasando a publicação dos dados reais da epidemia, médicos presos que tentaram divulgar a situação e censurados por todos os meios possíveis à imprensa e aos jornalistas chineses que investigaram o caso. o que estava acontecendo Ainda há informações erradas sobre o número real de vítimas: indubitavelmente, há muito mais do que os oficialmente reportados pelas autoridades chinesas. Por que eles escondem a realidade? Mas a China não é a única culpada por essa política de desinformação. Além da do país asiático, vale destacar a responsabilidade da Organização Mundial da Saúde, agência das Nações Unidas que estava na China com uma equipe de inspetores que não entendiam ou não queriam divulgar o verdadeiro escopo da a catástrofe. Deve-se lembrar que o diretor-geral da OMS é o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, politicamente relacionado à China comunista, que apoiou sua candidatura ao diretor-geral da organização em 2017. Em 28 de janeiro, Ghebreyesus estava em Pequim, onde No final de uma reunião com o presidente Xi Jinping, ele disse ao mundo que tudo em Wuhan estava sob controle e minimizou o que estava acontecendo. Também é possível que o coronavírus não seja originário do mercado de Wuhan, mas de um laboratório na mesma cidade e que, devido a um acidente, tenha escapado ao controle e se espalhado. Esta notícia, que até um mês atrás foi marcada como uma farsa, atualmente é considerada uma hipótese plausível. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista ao canal Fox News em 16 de abril, confirmou que os EUA está investigando o que realmente aconteceu em Wuhan. Além disso, todos os cientistas concordam em localizar a fonte do contágio no bastão. Mas dois pesquisadores chineses, o Dr. Botao Xiao, da Universidade de Tecnologia do Sul da China em Guangzhou, e o Dr. Lei Xiao, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Wuhan, observaram que os morcegos mais próximos vivem mais do que A 900 km de Wuhan e é impossível que eles possam ter voado até agora sem infectar ninguém ao longo do caminho. A chance de surto decorrente do hábito local de comer morcego é igualmente mínima. Os dois especialistas chineses dizem que os morcegos podem vir de centros de pesquisa localizados em ou perto de Wuhan. Um é o Centro de Prevenção e Controle de Doenças, localizado a menos de 300 metros do Mercado Wuhan. O outro é o Instituto Wuhan de Virologia, administrado pela Academia Chinesa de Ciências, a 12 km do mercado. Como os experimentos com Sars-coronavírus são realizados nos dois centros, é possível que um desses vírus tenha escapado do laboratório.(AdnKronos, 17 de fevereiro de 2020). Além disso, dois anos antes da pandemia de coronavírus atingir o mundo, funcionários da embaixada dos EUA na China, visitaram um instituto de pesquisa em Wuhan e enviaram dois avisos oficiais a Washington sobre as insuficientes medidas de segurança do laboratório. Em 1º de outubro do ano passado, o presidente Xi Jinping comemorou em Pequim o septuagésimo aniversário da República Popular da China, mas ninguém se lembrou do preço que o comunismo no país asiático custou na vida humana. Muitos anos atrás, o escritor Eugenio Corti lembrou que durante um colóquio realizado em Pequim em 8 de outubro de 1971 entre o então imperador da Etiópia Haile Selassie e o presidente Mao, quando seu anfitrião perguntou sobre o custo na vida humana da implantação do comunismo A partir de 1949, ele respondeu sinistramente que estava “cinquenta milhões de mortos” (Il Giornale, 7 de dezembro de 1997). O trigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim foi comemorado sem fazer a menor alusão aos crimes do comunismo internacional. Em uma carta aos líderes da União Soviética, no distante 1973, Alexander Solzhenitsyn os alertou sobre o perigo representado pela China, um poder que a URSS havia ajudado a desenvolver com base na fraternidade ideológica (Alexander Solzhenitsyn denuncia, Higher Academy Ciências Pedagógicas de Santiago, Chile, 1981). E cinco anos depois, no famoso discurso da Universidade de Harvard, o próprio Solzhenitsyn alertou para o perigo de uma aliança com a China comunista, que seria fatal para os Estados Unidos e o Ocidente (Ibid.). Essas palavras não foram ouvidas, como muitas outras. Hoje a China é uma superpotência mundial com a qual as democracias ocidentais entram nos negócios sem reservas políticas e morais. Ninguém se lembra das vítimas ou da natureza inerentemente perversa de seu regime. Porque o comunismo em seu sistema político se baseia na violência e na mentira; é um mal ideológico e moral. E a China é uma nação que continua a espalhar os erros da Rússia comunista pelo mundo. A Virgem anunciou em Fátima que, com a disseminação desses erros e o arrependimento da humanidade, várias nações seriam aniquiladas. É uma previsão sujeita a uma condição: a conversão do mundo poderia evitar uma punição tão terrível. Mas o que não está sujeito à condição, e é irreversível, é a promessa final de Maria: “Finalmente, meu Imaculado Coração triunfará”. Traduzido de Adelante La Fe Leia também: A Total Consagração e a estratégia de Deus para salvar seu povo, revelada por Nossa Senhora em Fátima

  • FÁTIMA E O CORONAVÍRUS

    Por Roberto de Mattei – As aparições e a mensagem de Fátima de 1917 sempre foram um ponto de referência imperdível. Fátima é uma luz que ilumina o século XX e é projetada para o nosso tempo, ajudando-nos a nos orientar à noite e na tempestade. Em Fátima, a Virgem revelou aos três pastores um horizonte de tragédia: se a humanidade não se convertesse, a Rússia espalharia seus erros e Deus puniria o mundo por seus crimes “através da guerra, fome e perseguição à Igreja e ao Santo Padre”. Mas este aviso foi acompanhado por uma promessa importante de Nossa Senhora: o triunfo final do seu Imaculado Coração. Os erros da Rússia são os erros do comunismo, um vírus ideológico do qual nenhum canto da Terra escapou e que, após a queda da União Soviética, tem sua expressão mais agressiva nos chineses de Xi Jinping. E precisamente na China a pandemia de coronavírus surgiu e a partir daí se espalhou pelo mundo. Em um extenso relatório publicado no Panorama, um seminário liderado por Maurizio Belpietro, lemos que por pelo menos um mês a República Popular da China encobriu completamente a questão do coronavírus. “Um caso típico de desinformação por um regime autoritário” ( Cina , La verità negata, Panorama , 15 de abril de 2020). O regime comunista chinês escondeu a verdade sobre a epidemia por muitas semanas, de dezembro do ano passado a janeiro de 2020. Um mês crucial durante o qual o vírus foi capaz de se espalhar por todo o mundo. Lembre-se de que os casos de infecção por um novo coronavírus foram documentados desde meados de novembro. Mas até 12 de janeiro deste ano, as primeiras notícias não vazam para o Ocidente. No final daquele mês, a China ainda estava atrasando a publicação dos dados reais da epidemia, médicos presos que tentaram divulgar a situação e censurados por todos os meios possíveis à imprensa e aos jornalistas chineses que investigaram o caso. o que estava acontecendo Ainda há informações erradas sobre o número real de vítimas: indubitavelmente, há muito mais do que os oficialmente reportados pelas autoridades chinesas. Por que eles escondem a realidade? Mas a China não é a única culpada por essa política de desinformação. Além da do país asiático, vale destacar a responsabilidade da Organização Mundial da Saúde, agência das Nações Unidas que estava na China com uma equipe de inspetores que não entendiam ou não queriam divulgar o verdadeiro escopo da a catástrofe. Deve-se lembrar que o diretor-geral da OMS é o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, politicamente relacionado à China comunista, que apoiou sua candidatura ao diretor-geral da organização em 2017. Em 28 de janeiro, Ghebreyesus estava em Pequim, onde No final de uma reunião com o presidente Xi Jinping, ele disse ao mundo que tudo em Wuhan estava sob controle e minimizou o que estava acontecendo. Também é possível que o coronavírus não seja originário do mercado de Wuhan, mas de um laboratório na mesma cidade e que, devido a um acidente, tenha escapado ao controle e se espalhado. Esta notícia, que até um mês atrás foi marcada como uma farsa, atualmente é considerada uma hipótese plausível. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista ao canal Fox News em 16 de abril, confirmou que os EUA está investigando o que realmente aconteceu em Wuhan. Além disso, todos os cientistas concordam em localizar a fonte do contágio no bastão. Mas dois pesquisadores chineses, o Dr. Botao Xiao, da Universidade de Tecnologia do Sul da China em Guangzhou, e o Dr. Lei Xiao, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Wuhan, observaram que os morcegos mais próximos vivem mais do que A 900 km de Wuhan e é impossível que eles possam ter voado até agora sem infectar ninguém ao longo do caminho. A chance de surto decorrente do hábito local de comer morcego é igualmente mínima. Os dois especialistas chineses dizem que os morcegos podem vir de centros de pesquisa localizados em ou perto de Wuhan. Um é o Centro de Prevenção e Controle de Doenças, localizado a menos de 300 metros do Mercado Wuhan. O outro é o Instituto Wuhan de Virologia, administrado pela Academia Chinesa de Ciências, a 12 km do mercado. Como os experimentos com Sars-coronavírus são realizados nos dois centros, é possível que um desses vírus tenha escapado do laboratório.(AdnKronos, 17 de fevereiro de 2020). Além disso, dois anos antes da pandemia de coronavírus atingir o mundo, funcionários da embaixada dos EUA na China, visitaram um instituto de pesquisa em Wuhan e enviaram dois avisos oficiais a Washington sobre as insuficientes medidas de segurança do laboratório. Em 1º de outubro do ano passado, o presidente Xi Jinping comemorou em Pequim o septuagésimo aniversário da República Popular da China, mas ninguém se lembrou do preço que o comunismo no país asiático custou na vida humana. Muitos anos atrás, o escritor Eugenio Corti lembrou que durante um colóquio realizado em Pequim em 8 de outubro de 1971 entre o então imperador da Etiópia Haile Selassie e o presidente Mao, quando seu anfitrião perguntou sobre o custo na vida humana da implantação do comunismo A partir de 1949, ele respondeu sinistramente que estava “cinquenta milhões de mortos” (Il Giornale, 7 de dezembro de 1997). O trigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim foi comemorado sem fazer a menor alusão aos crimes do comunismo internacional. Em uma carta aos líderes da União Soviética, no distante 1973, Alexander Solzhenitsyn os alertou sobre o perigo representado pela China, um poder que a URSS havia ajudado a desenvolver com base na fraternidade ideológica (Alexander Solzhenitsyn denuncia, Higher Academy Ciências Pedagógicas de Santiago, Chile, 1981). E cinco anos depois, no famoso discurso da Universidade de Harvard, o próprio Solzhenitsyn alertou para o perigo de uma aliança com a China comunista, que seria fatal para os Estados Unidos e o Ocidente (Ibid.). Essas palavras não foram ouvidas, como muitas outras. Hoje a China é uma superpotência mundial com a qual as democracias ocidentais entram nos negócios sem reservas políticas e morais. Ninguém se lembra das vítimas ou da natureza inerentemente perversa de seu regime. Porque o comunismo em seu sistema político se baseia na violência e na mentira; é um mal ideológico e moral. E a China é uma nação que continua a espalhar os erros da Rússia comunista pelo mundo. A Virgem anunciou em Fátima que, com a disseminação desses erros e o arrependimento da humanidade, várias nações seriam aniquiladas. É uma previsão sujeita a uma condição: a conversão do mundo poderia evitar uma punição tão terrível. Mas o que não está sujeito à condição, e é irreversível, é a promessa final de Maria: “Finalmente, meu Imaculado Coração triunfará”. Traduzido de Adelante La Fe Leia também: A Total Consagração e a estratégia de Deus para salvar seu povo, revelada por Nossa Senhora em Fátima

  • PAPA BENTO XVI E A CONSTRUÇÃO DO ANTICRISTO

    O anticristo não aparecerá de repente, mas será construído devagar, um pouco a cada época. Uma pergunta boa de se fazer é a seguinte: qual é a contribuição de nossa época à figura final e definitiva do anticristo? Papa Bento XVI — que, de vez em quando, quebra o silêncio que se impôs, após a renúncia — sugere pelo menos duas: o casamento gay e o aborto. É o que ele diz em entrevista com o jornalista alemão Peter Seewald, que aparece como anexo no final da biografia (com mais de seiscentas páginas) que Seewald lhe dedicou e acaba de sair na Alemanha. Peter Seewald “é considerado um dos melhores conhecedores do Papa Bento XVI”, segundo o semanário alemão Die Zeit. Era um agnóstico e se converteu no curso dos encontros e diálogos que teve com o cardeal. A conversão do jornalista está narrada no livro Meu Deus! Como Voltei Para Deus, publicado no Brasil pela editora Quadrante. A biografia do Papa Bento, que cobre a sua vida desde seu nascimento, em Marktl am Inn, até sua renúncia do pontificado, deve aparecer em inglês só no final do ano. Não há previsão para o lançamento em português.

  • Assista aqui o documentário proibido em todas as redes sociais

    Clique abaixo para assistir o polêmico documentário que foi censurado em todas as redes sociais: Clique aqui para assistir o documentário Entenda: https://www.youtube.com/watch?v=EDfqgyGiq3U AS DENÚNCIAS FEITAS SÃO VERDADEIRAS? Viralizou nesse final de semana um documentário onde a Dra. Judy Mikovits faz duras denúncias sobre acobertamento e interesses escusos na questão do C0VID-19. Um pesquisador que não quis revelar sua identidade foi atrás dos fatos pesquisados no filme, pois já há campanha de desinformação para desacreditar o filme. Os que desejarem podem ver a pesquisa feita, que comprova diversos fatos relatados no filme, no site do Centro Dom Bosco: http://centrodombosco.org/2020/05/11/as-denuncias-feitas-no-plandemic-sao-verdadeiras-sim-e-aqui-estao-as-provas/

  • Assista aqui o documentário proibido em todas as redes sociais

    Clique abaixo para assistir o polêmico documentário que foi censurado em todas as redes sociais: Clique aqui para assistir o documentário Entenda: https://www.youtube.com/watch?v=EDfqgyGiq3U AS DENÚNCIAS FEITAS SÃO VERDADEIRAS? Viralizou nesse final de semana um documentário onde a Dra. Judy Mikovits faz duras denúncias sobre acobertamento e interesses escusos na questão do C0VID-19. Um pesquisador que não quis revelar sua identidade foi atrás dos fatos pesquisados no filme, pois já há campanha de desinformação para desacreditar o filme. Os que desejarem podem ver a pesquisa feita, que comprova diversos fatos relatados no filme, no site do Centro Dom Bosco: http://centrodombosco.org/2020/05/11/as-denuncias-feitas-no-plandemic-sao-verdadeiras-sim-e-aqui-estao-as-provas/

  • ORAÇÕES EM VEZ DE MISSA? JESUS EXPLICA QUE NÃO – Monsenhor Nicola Bux

    [A Santa Missa é necessária para a nossa vida eterna e salvação, não podendo ser substituída por outras coisas, como as Sagradas Escrituras, orações etc. É o que assegura o teólogo Nicola Bux, apoiado em Jesus, que disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.”.] Sobre o debate que está dividindo sacerdotes e leigos, hoje em dia, a ponto de se dizer que os sacramentos, e a Santa Missa em particular, não são necessários para nossa vida eterna e salvação, mas podem ser substituídos por outra coisa (Sagradas Escrituras, orações etc.), convém, antes de tudo, lembrar-se das palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” (João 6, 53-56). Comentando estas palavras, Santo Irineu observou, com realismo, que somos feitos de carne e osso: se a carne não é salva, nem o Senhor nos redimiu com seu Sangue, nem o cálice da Eucaristia é comunhão com seu Sangue, nem o pão que partimos é comunhão com seu Corpo. De fato, o sangue não vem senão das veias, da carne e de toda a substância do homem no qual verdadeiramente se encarnou o Verbo de Deus. Nós somos seus membros; somos nutridos de coisas criadas, que ele mesmo coloca à nossa disposição, fazendo nascer o seu sol e cair a chuva segundo a Sua vontade. Sobre este cálice, que provém da criação, Ele declarou que contém o seu sangue, com o qual alimenta o nosso sangue. Da mesma forma, sobre este pão, que provém da criação, Ele assegurou que é o seu corpo, com o qual alimenta os nossos corpos. É a partir desta Eucaristia que se nutre e ganha consistência a substância de nossa carne. Somos membros do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos (v. Efésios 5, 30). O Apóstolo não diz essas coisas acerca de um homem espiritual e invisível, mas de um homem verdadeiro, que consiste em carne, nervos e ossos, e que é alimentado pelo cálice que é o sangue de Cristo, e sustentado pelo pão, que é o corpo de Cristo. É assim que nossos corpos, nutridos pela Eucaristia, depositados na terra e transformados em pó, ressurgirão no seu devido tempo, porque o Verbo lhes concede a ressurreição, para a glória de Deus Pai. Ele circunda de imortalidade nosso corpo mortal e, gratuitamente, reveste de incorrupção a nossa carne corruptível. É dessa maneira que, plenamente, a força de Deus se manifesta na fraqueza dos homens. Isto escreveu Santo Irineu, no século III, contra as heresias da época. Contudo, mesmo hoje parece esquecida, principalmente pelos sacerdotes, a verdade da Encarnação: o Verbo se fez carne e habita entre nós. O cristianismo foi reduzido a uma religião espiritual: mais uma entre tantas. Aqueles, porém, que conservaram a fé católica são chamados a renunciar a esse reducionismo, reiterando precisamente a necessidade da Santa Missa. A condição sine qua non — escreveu Dostoiévski — para que o mundo seja salvo é “o Verbo se fez carne” e a fé nessas palavras. https://lanuovabq.it/it/preghiere-al-posto-della-messa-no-gesu-spiega-perche

  • CONSTRUINDO A SUA CASA – Scott Hahn reflete sobre o 5º Domingo da Páscoa

    Por Sua morte, Ressurreição e Ascensão, Jesus seguiu em frente para preparar um lugar para nós na casa de seu Pai. A casa de seu Pai não é mais um templo feito por mãos humanas. É a casa espiritual da Igreja, construída sobre a pedra viva do corpo de Cristo. Da forma como Pedro interpreta as Escrituras na Epístola de hoje, Jesus é a “pedra” destinada a ser rejeitada pelos homens, mas se tornou a preciosa pedra angular da morada de Deus na terra (ver Salmo 118: 22; Isaías 8:14; 28:16). Cada um de nós é chamado a ser uma pedra viva no edifício de Deus (ver 1 Coríntios 3: 9, 16). Neste edifício do Espírito, devemos ser “sacerdotes santos” oferecendo “sacrifícios espirituais” — todas as nossas orações, obras e intenções — a Deus. A isto é que somos especialmente chamados, como cristãos. Foi por isto que Cristo nos tirou das trevas do pecado e da morte (como Moisés tirou os israelitas da escravidão no Egito). A aliança de Deus com Israel fez deles um povo real e sacerdotal com a missão de anunciar Seus louvores (ver Êxodo 19: 6). Pela fé na nova aliança de Cristo, fomos feitos herdeiros desse povo eleito, chamados a glorificar o Pai no templo de nossos corpos (ver 1 Coríntios 6: 19–20; Romanos 12: 1). Na Primeira Leitura de hoje, vemos construir-se a casa espiritual da Igreja, enquanto os apóstolos consagram sete diáconos para que possam se dedicar mais plenamente ao “ministério da Palavra”. A palavra do Senhor é reta, e tudo o que Ele faz merece fé, como cantamos no Salmo de hoje. Assim, podemos confiar em Jesus quando Ele nos diz que não devemos nos perturbar, mas crer que Sua Palavra e Suas obras procedem do Pai. Sua Palavra continua a operar no mundo, através da Igreja. Vemos, hoje, como tudo teve início em Jerusalém. O poder do Senhor Ele está destinado a se espalhar com influência e poder (ver Atos 19:20), e a se tornar a semente imperecível pela qual todo coração poderá nascer de novo (ver 1 Pedro 1:23). https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/building-his-house-scott-hahn-reflects-on-the-fifth-sunday-of-easter/

  • Cardeal Sarah: “É inaceitável que políticos proíbam o culto e a abertura de igrejas.”

    Carta do cardeal Robert Sarah sobre o culto católico nestes tempos de provações “Provavelmente era legítimo pedir aos cristãos que se abstivessem, por um tempo curto e limitado, de se reunir. Por outro lado, é inaceitável que as autoridades responsáveis ​​pelo bem político se permitam julgar a natureza urgente ou não urgente do culto religioso e proíbam a abertura de igrejas, desde que as regras sanitárias sejam respeitadas.“ Leia a carta do Cardeal Sarah na íntegra: Em muitos países, o exercício da adoração cristã foi interrompido pela pandemia de Covid-19. Os fiéis não podem se encontrar nas igrejas, não podem participar sacramentalmente no sacrifício eucarístico. Esta situação é uma fonte de grande sofrimento. É também uma oportunidade que Deus nos dá para entender melhor a necessidade e o valor do culto litúrgico. Como Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, mas acima de tudo em profunda comunhão no humilde serviço de Deus e de sua Igreja, desejo oferecer esta meditação a meus irmãos no episcopado e no sacerdócio e no pessoas de Deus para tentar aprender algumas lições desta situação. Algumas vezes foi dito que, devido à epidemia e ao confinamento ordenado pelas autoridades civis, o culto público foi suspenso. Não está correto. O culto público é o culto prestado a Deus por todo o Corpo Místico, Cabeça e membros, conforme recordado pelo Concílio Vaticano II: “De fato, pela realização desta grande obra pela qual Deus é perfeitamente glorificado e os homens santificados, Cristo sempre se associa à Igreja, sua amada Noiva, que a invoca como seu Senhor e que passa por ele para prestar sua adoração ao Pai Eterno. Portanto, é justamente que a liturgia é considerada como o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo, exercício no qual a santificação do homem é representada por sinais sensíveis, é realizada de maneira específica a cada d ‘eles e em que o culto público integral é exercido pelo Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, pela Cabeça e por seus membros. Consequentemente, qualquer celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote e de seu corpo que é a Igreja, é a ação sagrada por excelência da qual nenhuma outra ação da Igreja pode alcançar a eficácia da mesma maneira e no mesmo grau ”(Sacrosanctum Concilium 7). Esse culto é prestado a Deus sempre que é oferecido em nome da Igreja por ministros legítimos e de acordo com atos aprovados pela autoridade da Igreja (Código de Direito Canônico, c 834). Assim, cada vez que um sacerdote celebra a missa ou a liturgia das horas, mesmo estando sozinho, ele oferece adoração pública e oficial da Igreja em união com sua Cabeça, Cristo e em nome de todo o Corpo. É necessário recordar essa verdade para começar. Isso nos permitirá dissipar melhor certos erros. Certamente, para encontrar sua expressão plena e manifesta, é uma sorte que esse culto possa ser celebrado com a participação de uma comunidade de fiéis do povo de Deus. Mas pode acontecer que isso não seja possível. A ausência física da comunidade não impede a realização do culto público, mesmo que amputar parte de sua realização. Assim, seria errado afirmar que um sacerdote deveria se abster da celebração da missa na ausência dos fiéis. Pelo contrário, nas atuais circunstâncias em que o povo de Deus é impedido de se unir sacramentalmente a esse culto, o sacerdote está mais ligado à celebração diária. De fato, na liturgia, o padre atua em persona Ecclesiae, em nome de toda a Igreja e em persona Christi, em nome de Cristo, cabeça do corpo para a adoração ao Pai. Portanto, é compreensível que nenhuma autoridade secular possa suspender o culto público da Igreja. Este culto é uma realidade espiritual sobre a qual a autoridade temporal não tem controle. Este culto continua onde quer que uma missa seja celebrada, mesmo sem a assistência das pessoas reunidas. Por outro lado, cabe a essa autoridade civil proibir reuniões que seriam perigosas para o bem comum em vista da situação de saúde. Também é responsabilidade dos bispos colaborar com essas autoridades civis da mais perfeita franqueza. Portanto, provavelmente era legítimo pedir aos cristãos que se abstivessem, por um tempo curto e limitado, de se reunir. Por outro lado, é inaceitável que as autoridades responsáveis ​​pelo bem político se permitam julgar a natureza urgente ou não urgente do culto religioso e proíbam a abertura de igrejas, o que permitiria aos fiéis rezar, confessar e comungar, desde que as regras sanitárias sejam respeitadas. Como “promotores e guardiões de toda a vida litúrgica”, cabe aos bispos, com firmeza e sem demora, exigir o direito a reuniões assim que possível. Nesta questão, o exemplo de São Carlos Borromeu pode nos esclarecer. Durante a praga de Milão, ele aplicou nas procissões as rigorosas medidas sanitárias recomendadas pela autoridade civil de seu tempo, que se assemelhavam às medidas de barreira do nosso tempo. Os fiéis cristãos também têm o direito e o dever de se defender com firmeza e sem comprometer sua liberdade de culto. Uma mentalidade secularizada considera os atos religiosos como atividades secundárias a serviço do bem-estar das pessoas, como atividades de lazer e culturais. Essa perspectiva é radicalmente falsa. Louvor e adoração são objetivamente devidos a Deus. Devemos a Ele esse culto porque Ele é nosso Criador e nosso Salvador. A expressão pública do culto católico não é uma concessão do estado à subjetividade dos crentes. É um direito objetivo de Deus. É um direito inalienável de cada pessoa. “O dever de adorar a Deus diz respeito autenticamente ao homem, individual e socialmente. “(Catecismo da Igreja Católica, 2105) C ‘ Gostaria, portanto, de prestar homenagem aos padres e religiosas que asseguraram a continuidade do culto público católico nos países mais afetados pela pandemia. Ao celebrar em solidão, você orou em nome de toda a Igreja, você foi a voz de todos os cristãos ascendendo ao Pai. Quero também agradecer a todos os fiéis leigos que se empenharam em associar-se a esse culto público celebrando a liturgia das horas em seus lares ou juntando-se espiritualmente na celebração do Santo Sacrifício da Missa. Alguns criticaram a retransmissão dessas liturgias por meio de comunicações como a televisão ou a Internet. Não há dúvida de que, como o Papa Francisco nos lembrou, a imagem virtual não substitui a presença física. Jesus veio nos tocar em nossa carne. Os sacramentos estendem sua presença a nós. É preciso lembrar que a lógica da Encarnação e, portanto, dos sacramentos, não pode prescindir da presença física. Nenhuma retransmissão virtual jamais substituirá a presença sacramental. A longo prazo, pode até ser prejudicial à saúde espiritual do padre que, em vez de olhar para Deus, olha e fala para um ídolo: para uma câmera, afastando-se de Deus que nos amou a ponto de libertar. seu único filho na cruz, para que tenhamos vida. No entanto, quero agradecer a todos que trabalharam nessas transmissões. Eles permitiram que muitos cristãos se unissem espiritualmente ao culto público ininterrupto da Igreja. Nisto eles foram úteis e frutíferos. Eles também ajudaram muitas pessoas a procurar apoio para suas orações. Quero prestar homenagem à inventividade e à imaginação dos cristãos que tiveram que se mobilizar em uma emergência. No entanto, quero chamar a atenção de todos para certos riscos. Os meios de retransmissão virtual podem induzir uma lógica de busca de sucesso, imagem, espetáculo ou pura emoção. Essa lógica não é a da adoração cristã. O culto não visa atrair espectadores através de uma câmera. É dirigido e orientado para o Deus Triúno. Para evitar esse risco, essa transformação da adoração cristã em um espetáculo, é importante refletir sobre o que Deus está nos dizendo através da situação atual. O povo cristão se viu na situação do povo hebreu no exílio, privado de adoração. O profeta Ezequiel nos ensina o significado espiritual dessa suspensão da adoração hebraica. Precisamos reler este livro do Antigo Testamento, cujas palavras são muito atuais. O povo escolhido não sabia como oferecer um culto verdadeiramente espiritual a Deus, afirma o profeta. Ele se virou para ídolos. “Seus sacerdotes violaram minha lei e profanaram meus santuários; entre o sagrado e o profano, não fizeram diferença e não ensinaram a distinguir os impuros e os puros … e fiquei desonrado entre eles ”(Ez 22, 26). Então a glória de Deus abandonou o templo de Jerusalém (Ez 10:18). Mas Deus não se vinga. Se ele permite que desastres naturais aconteçam ao seu povo, é sempre melhor educá-los e oferecer-lhes uma graça mais profunda de aliança. (Ez 33, 11) Durante o exílio, Ezequiel ensina ao povo as modalidades de um culto mais perfeito, um culto mais verdadeiro. (Ez cap. 40 a 47). O profeta permite vislumbrar um novo templo do qual flui um rio de água viva (Ez 47, 1). Este templo simboliza, prenuncia e anuncia o Coração trespassado de Jesus, o templo verdadeiro. Este templo é servido por padres que não terão herança em Israel, nem terra em propriedades particulares. “Você não lhes dará herança em Israel; eu serei a herança deles” (Ez 44:28), diz o Senhor. Acredito que podemos aplicar essas palavras de Ezequiel ao nosso tempo. Também não diferenciamos entre o sagrado e o profano. Muitas vezes desprezamos a santidade de nossas igrejas. Nós os transformamos em salas de concerto, restaurantes ou dormitórios para os pobres, refugiados ou migrantes sem documentos. A Basílica de São Pedro e quase todas as nossas catedrais, expressões vivas da fé de nossos antepassados, tornaram-se grandes museus, pisoteados e profanados, diante de nossos olhos, por um desfile lamentável de turistas, muitas vezes incrédulos e desrespeitosos com os lugares sagrados e do Templo Sagrado do Deus vivo. Hoje, através de uma doença que ele não queria positivamente, Deus nos oferece a graça de sentir o quanto sentimos falta de nossas igrejas. Deus nos oferece a graça de experimentar que precisamos desta casa onde ele reside no meio de nossas cidades e aldeias. Precisamos de um lugar, um edifício sagrado, isto é, reservado exclusivamente para Deus. Precisamos de um lugar que seja mais do que apenas um espaço funcional para encontros e entretenimento cultural. Uma igreja é um lugar onde tudo é orientado para a glória de Deus, a adoração de sua majestade. Não está na hora de, relendo o livro de Ezequiel, recuperar o senso de sacralidade? Proibir manifestações profanas em nossas igrejas? Para reservar acesso ao altar apenas aos ministros da religião? Banir os gritos, os aplausos, as conversas mundanas, o frenesi das fotografias deste lugar onde Deus vem morar? “A igreja não é uma sala em que algo de manhã cedo aconteça uma vez, enquanto permaneceria vazia e” sem função “pelo resto do dia. Na sala que é a igreja, sempre há a Igreja desde que o Senhor sempre se entrega, uma vez que permanece o mistério eucarístico e, ao avançar para esse mistério, sempre estamos incluídos no culto divino de toda a Igreja, acreditando, orando e amando. Todos sabemos a diferença entre uma igreja cheia de orações e uma igreja que se tornou um museu. Hoje estamos em grande perigo de nossas igrejas se tornarem museus. (Joseph Ratzinger, Eucharistie. Mitte der Kirche, Munique, 1978). estamos em grande perigo de nossas igrejas se tornarem museus. (Joseph Ratzinger, Eucharistie. Mitte der Kirche, Munique, 1978). estamos em grande perigo de nossas igrejas se tornarem museus. (Joseph Ratzinger, Eucharistie. Mitte der Kirche, Munique, 1978). Poderíamos repetir as mesmas palavras sobre o domingo, o dia do Senhor, o santuário da semana. Não o profanamos, tornando-o um dia de trabalho, um dia de puro entretenimento mundano? Hoje ele faz muita falta. Os dias seguem um ao outro semelhantes um ao outro. Devemos ouvir a palavra do profeta que nos censura por “violar o santuário”. Devemos nos permitir reaprender a adoração em espírito e em verdade. Muitos padres descobriram a celebração sem a presença do povo. Eles experimentaram assim que a liturgia é primariamente e acima de tudo “a adoração da majestade divina”, nas palavras do Vaticano II (SC 33). Não é principalmente um exercício educacional ou missionário. Ou melhor, torna-se verdadeiramente missionário apenas na medida em que é inteiramente ordenado para “a perfeita glorificação de Deus” (SC 5). Ao celebrar sozinhos, os sacerdotes não tinham mais o povo cristão diante deles, então perceberam que a celebração da Missa ainda é dirigida ao Deus Triúno. Eles voltaram o olhar para o leste. Porque “é do Oriente que a propiciação vem. É daí que vem o homem cujo nome é Oriente, que se tornou um mediador entre Deus e os homens. Por isso, você é convidado a olhar sempre para o Oriente, onde o Sol da Justiça nasce para você, onde a luz sempre aparece para você ”, diz Orígenes em uma homilia sobre Levítico. A missa não é um longo discurso dirigido ao povo, mas um louvor e uma súplica dirigida a Deus. A mentalidade ocidental contemporânea, moldada pela técnica e fascinada pela mídia, algumas vezes quis fazer da liturgia um trabalho educacional eficaz e lucrativo. Nesse espírito, tentamos tornar as celebrações amigáveis ​​e atraentes. Os atores litúrgicos, motivados por motivações pastorais, às vezes queriam fazer um trabalho educacional, introduzindo elementos seculares ou espetaculares nas celebrações. Não vimos testemunhos, encenações e outros aplausos florescerem? Assim, acreditamos em favor da participação dos fiéis, na verdade reduzimos a liturgia a um jogo humano. Existe um risco real de não deixar lugar para Deus em nossas celebrações. Corremos a tentação dos hebreus no deserto. Eles procuraram criar um culto à sua medida e altura humana, n ‘ Devemos tomar cuidado: a multiplicação de massas filmadas poderia acentuar essa lógica do espetáculo, essa busca pelas emoções humanas. O Papa Francisco exortou fortemente os padres a não se tornarem homens de espetáculo, mestres do show. Deus foi encarnado para que o mundo pudesse ter vida: Deus não entrou em nossa carne pelo prazer de nos impressionar ou fazer um show, mas antes de compartilhar conosco a plenitude de sua vida. Jesus, que é o Filho do Deus vivo (Mt 16:16) e a quem o Pai deu para possuir vida em si mesmo (Jo 5:26), não veio apenas para apaziguar a ira de seu Pai. ou amortize qualquer dívida. Ele veio a ter vida e a ter em abundância. E ele nos dá essa plenitude da vida morrendo na cruz. É por isso que no momento em que o padre, em verdadeira identificação com Cristo e com humildade, celebra a Santa Missa, ele deve poder dizer: “Estou crucificado com Cristo. Eu vivo, mas não sou mais eu quem vivo, é Cristo que vive em mim ”(Gál 2, 19-20). Ele deve desaparecer atrás de Jesus Cristo e deixar que Cristo esteja em contato direto com o povo cristão. O sacerdote deve, portanto, tornar-se um instrumento que permita a Cristo brilhar. Ele não precisa buscar a simpatia da assembléia encarando-o como seu principal interlocutor. Entrar no espírito do Conselho supõe, pelo contrário, se afastar, deixar de ser o ponto focal. A atenção de todos deve se voltar para Cristo, para a cruz, o verdadeiro centro de toda adoração cristã. É sobre deixar Cristo nos levar e nos associar ao Seu sacrifício. A participação no culto litúrgico deve ser entendida como uma graça de Cristo “que se une à Igreja” (SC 7). É ele quem tem iniciativa e primazia. “A Igreja o invoca como seu Senhor e sempre o atravessa para adorar o Pai Eterno” (SC 7). Da mesma forma, deve-se tomar cuidado com a lógica da eficiência gerada pelo uso da Internet. É costume julgar as publicações de acordo com o número de “visualizações” que elas geram. Isso induz a busca pelo inesperado, emoção, surpresa, “buzz”. O culto litúrgico é estranho a essa escala de valores. A liturgia realmente nos coloca na presença da transcendência divina. Participar de verdade significa renovar em nós esse “estupor” que São João Paulo II tinha em alta estima (Ecclesia de Eucharistia, 6). Esse estupor sagrado, esse medo alegre requer nosso silêncio diante da majestade divina. Muitas vezes esquecemos que o silêncio sagrado é um dos meios que o Conselho indica para incentivar a participação. A participação ativa na obra de Cristo supõe, portanto, deixar o mundo secular entrar em “ação sagrada por excelência” (SC 7). Às vezes fingimos, com certa arrogância, permanecer no humano para entrar no divino. Pelo contrário, experimentamos nas últimas semanas que encontrar Deus, A liturgia é uma realidade fundamentalmente mística e contemplativa e, portanto, está além do alcance de nossa ação humana; portanto, a participação na participação de seu mistério é uma graça de Deus. Por fim, gostaria de enfatizar a realidade sagrada entre todos: a Santa Eucaristia. A perda da comunhão tem sido um sofrimento profundo para muitos dos fiéis. Eu sei disso e quero contar a eles minha profunda compaixão. O sofrimento deles é proporcional ao desejo deles. Acreditamos: Deus não deixará esse desejo por ele insatisfeito. Também deve ser lembrado que nenhum sacerdote deve se sentir impedido de confessar e dar comunhão aos fiéis na igreja ou em casas particulares, com as precauções de saúde necessárias. Mas a situação da fome eucarística pode nos levar a uma consciência salutar. Não esquecemos o caráter sagrado da Eucaristia? Ouvimos histórias de sacrilégio de tirar o fôlego: padres que embrulham hóstias consagradas em sacos de plástico ou papel, permitir que os fiéis usem livremente os exércitos consagrados e os levem para casa, ou até outros que distribuem a Santa Comunhão observando a distância adequada e usando, por exemplo, pinças para evitar o contágio. A que distância estamos de Jesus que se aproximou dos leprosos e, estendendo as mãos, tocou-os para curá-los, ou do padre Damien, que dedicou sua vida aos leprosos de Molokai (Havaí). Esse modo de tratar Jesus como um objeto sem valor é uma profanação da Eucaristia. Muitas vezes não consideramos nossa propriedade? Muitas vezes nos comunicamos através de hábitos e rotinas, sem preparação ou ação de graças. A comunhão não é um direito, é uma graça gratuita que Deus nos oferece. Desta vez, lembra-nos que devemos tremer de gratidão e cair de joelhos diante da Santa Comunhão. Gostaria aqui de recordar as palavras de Bento XVI: “No passado recente, percebemos um certo mal-entendido na mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade da adoração cristã foi influenciada por uma certa mentalidade secularizada dos anos sessenta e setenta, do século passado. É verdade, e isso ainda permanece válido, que o centro de culto não esteja mais em rituais e sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, em sua pessoa, em sua vida, em seu mistério pascal. E, no entanto, não devemos deduzir dessa novidade fundamental que o sagrado não existe mais, mas que ele encontrou sua realização em Jesus Cristo, o amor divino encarnado. (…) Ele não aboliu o sagrado, mas ele a levou a cabo, inaugurando uma nova adoração, que é totalmente espiritual, mas que, enquanto estivermos no tempo, ainda usa sinais e ritos, que só desaparecem no final , em Jerusalém celestial, onde não haverá mais templos (cf. Ap 21,22). Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa e, como acontece com os mandamentos, também mais exigente! (Corpus Domini, 7 de junho de 2012). a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa e, como acontece com os mandamentos, também mais exigente! (Corpus Domini, 7 de junho de 2012). a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa e, como acontece com os mandamentos, também mais exigente! (Corpus Domini, 7 de junho de 2012). Quanto a nós, sacerdotes, sempre tivemos consciência de ser separados, consagrados para sermos servos, ministros da adoração ao Deus Altíssimo? Como afirma o profeta Ezequiel, vivemos sem ter nesta terra outra herança que não seja o próprio Deus? Pelo contrário, muitas vezes somos mundanos. Pedimos popularidade, sucesso de acordo com os critérios do mundo. Nós também profanamos o santuário do Senhor. Entre nós, alguns chegaram a profanar este templo sagrado da presença de Deus: o coração e o corpo dos mais fracos, das crianças. Nós também devemos pedir perdão, penitência e reparação. Uma sociedade que perde o sentido do sagrado corre o risco de uma regressão à barbárie. O senso de grandeza de Deus é o coração de toda a civilização. De fato, se todo homem merece respeito, é fundamentalmente porque ele é criado à imagem e semelhança de Deus. A dignidade do homem é um eco da transcendência de Deus. Se não mais tremermos de medo alegre e reverente diante da majestade divina, como reconheceremos em cada pessoa um mistério digno de respeito? Se não queremos mais nos ajoelhar humildemente e como sinal de amor filial diante de Deus, como poderíamos nos ajoelhar diante da eminente dignidade de toda pessoa humana, criado à imagem e semelhança de Deus? Se não aceitarmos mais nos ajoelhar respeitosamente e em adoração diante da presença mais humilde, mais fraca e insignificante, mas mais real e viva que é a Santa Eucaristia, como hesitaríamos em matar a nascituro, o mais fraco, o mais frágil e legalizar o aborto, que é um crime horrível e bárbaro? Porque agora conhecemos a verdade, graças ao progresso da genética fundamental, que a estabeleceu cientificamente de maneira definitiva e irrefutável: o feto humano tem sido desde o momento de sua concepção um ser totalmente humano. Se perdermos o senso de adorar a Deus, os relacionamentos humanos serão coloridos com vulgaridade e agressividade. Quanto mais respeitosos somos com Deus em nossas igrejas, Portanto, é necessário que os pastores, assim que as condições sanitárias o permitam, ofereçam ao povo cristão a oportunidade de adorar juntos e solenemente a majestade divina no Santíssimo Sacramento. O Papa Francisco recentemente nos deu o exemplo disso na Praça de São Pedro. Será necessário louvar, agradecer através de procissões públicas. Será uma oportunidade para todo o povo se tornar um e experimentar que a comunidade cristã nasce do altar do sacrifício eucarístico. Encorajo, o quanto antes, manifestações de piedade popular, como o culto das relíquias dos santos padroeiros das cidades. É necessário que o povo de Deus manifeste ritualmente e publicamente sua fé. Bento XVI disse: “o sagrado tem uma função educacional e seu desaparecimento empobrece inevitavelmente a cultura, especialmente o treinamento das novas gerações. Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada que não precisa mais de sinais sagrados, abolíssemos a procissão de Corpus Domini na cidade, o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária em permaneceria enfraquecido. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). em nome de uma fé secularizada que não precisa mais de sinais sagrados, a procissão de Corpus Domini na cidade foi abolida, o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária permaneceria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). em nome de uma fé secularizada que não precisa mais de sinais sagrados, a procissão de Corpus Domini na cidade foi abolida, o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária permaneceria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária seria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária seria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). quem poderia mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). quem poderia mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). Esses eventos serão uma oportunidade para enfatizar o valor da súplica, intercessão, reparação de ofensas contra Deus e propiciação ao culto cristão. Seria bom, sempre que possível, que as procissões de súplicas, incluindo as ladainhas dos santos, recebessem um lugar de destaque. Finalmente, gostaria de enfatizar a oração pelo falecido. Em muitos países, o falecido teve que ser enterrado sem que os funerais fossem celebrados. Nós devemos reparar essa injustiça. Além disso, gostaria de lamentar algumas práticas recentes aqui, que favorecem o desenvolvimento de novas formas de disposição de restos mortais, incluindo a hidrólise alcalina, onde o corpo do falecido é colocado em um cilindro de metal e dissolvido em um banho químico que deixa apenas alguns fragmentos ósseos semelhantes aos resultantes da cremação. Os efluentes são então descartados nos esgotos. O processo de hidrólise alcalina não mostra para a dignidade do corpo humano um respeito que corresponde àquilo que a lei da Igreja proclama. Mas, mesmo que não tenhamos fé, é absolutamente desumano, cruel e desrespeitoso tratar as pessoas que amamos e nos amamos muito. “Você não sabe que é um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em você? Se alguém destrói o templo de Deus, esse destrói. Pois o templo de Deus é sagrado, e este templo é você ”(1 Cor 3, 16-17; 6, 19). Pela piedade filial, devemos cercar todos os mortos com uma oração ardente de intercessão pela salvação de suas almas. Encorajo os pastores a celebrar missas solenes pelos falecidos. Nesses casos, é sorte que, de acordo com os costumes de cada local, a missa seja seguida por uma absolvição celebrada na presença de uma representação simbólica do falecido (Tumulum, catafalque) e uma procissão em direção ao cemitério com a benção de túmulos. Assim, a Igreja, como uma verdadeira mãe, cuidará de todos os seus filhos vivos e falecidos e apresentará a Deus em nome de todos um culto de adoração, ação de graças, propiciação e intercessão. A missa é seguida por uma absolvição celebrada na presença de uma representação simbólica do falecido (Tumulum, catafalque) e uma procissão ao cemitério com a bênção dos túmulos. Assim, a Igreja, como uma verdadeira mãe, cuidará de todos os seus filhos vivos e falecidos e apresentará a Deus em nome de todos um culto de adoração, ação de graças, propiciação e intercessão. A missa é seguida por uma absolvição celebrada na presença de uma representação simbólica do falecido (Tumulum, catafalque) e uma procissão ao cemitério com a bênção dos túmulos. Assim, a Igreja, como uma verdadeira mãe, cuidará de todos os seus filhos vivos e falecidos e apresentará a Deus em nome de todos um culto de adoração, ação de graças, propiciação e intercessão. De fato, “a Tradição recebida dos Apóstolos inclui tudo o que contribui para levar a vida do povo de Deus de maneira santa e aumentar sua fé; assim, a Igreja perpetua em sua doutrina, vida e adoração, e transmite a cada geração tudo o que é ela mesma e tudo em que acredita ”, diz Concílio Vaticano II (Dei Verbum, 8) . A adoração divina é o grande tesouro da Igreja. Ela não pode mantê-lo oculto, convida todos os homens a ele, porque sabe que nele “está reunida toda oração humana, todo desejo humano, toda verdadeira devoção humana, a verdadeira busca de Deus, que é encontrada. finalmente realizado em Cristo. »(Bento XVI, reunião com o clero de Roma, 2 de março de 2010). Repito com toda a minha profunda compaixão nestes tempos de provações. Renovo meu encorajamento fraterno aos sacerdotes que se dedicam de corpo e alma e sofrem por não poderem fazer mais pelo rebanho. Juntos, percebemos que a comunhão dos santos não é uma palavra vazia. Juntos, em breve, tornaremos novamente aos olhos de todos, a adoração que retorna a Deus e que nos torna seu povo. Roma, 7 de maio de 2020 Cardeal Robert Sarah #CardealSarah

  • Cardeal Sarah: “É inaceitável que políticos proíbam o culto e a abertura de igrejas.”

    Carta do cardeal Robert Sarah sobre o culto católico nestes tempos de provações “Provavelmente era legítimo pedir aos cristãos que se abstivessem, por um tempo curto e limitado, de se reunir. Por outro lado, é inaceitável que as autoridades responsáveis ​​pelo bem político se permitam julgar a natureza urgente ou não urgente do culto religioso e proíbam a abertura de igrejas, desde que as regras sanitárias sejam respeitadas.“ Leia a carta do Cardeal Sarah na íntegra: Em muitos países, o exercício da adoração cristã foi interrompido pela pandemia de Covid-19. Os fiéis não podem se encontrar nas igrejas, não podem participar sacramentalmente no sacrifício eucarístico. Esta situação é uma fonte de grande sofrimento. É também uma oportunidade que Deus nos dá para entender melhor a necessidade e o valor do culto litúrgico. Como Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, mas acima de tudo em profunda comunhão no humilde serviço de Deus e de sua Igreja, desejo oferecer esta meditação a meus irmãos no episcopado e no sacerdócio e no pessoas de Deus para tentar aprender algumas lições desta situação. Algumas vezes foi dito que, devido à epidemia e ao confinamento ordenado pelas autoridades civis, o culto público foi suspenso. Não está correto. O culto público é o culto prestado a Deus por todo o Corpo Místico, Cabeça e membros, conforme recordado pelo Concílio Vaticano II: “De fato, pela realização desta grande obra pela qual Deus é perfeitamente glorificado e os homens santificados, Cristo sempre se associa à Igreja, sua amada Noiva, que a invoca como seu Senhor e que passa por ele para prestar sua adoração ao Pai Eterno. Portanto, é justamente que a liturgia é considerada como o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo, exercício no qual a santificação do homem é representada por sinais sensíveis, é realizada de maneira específica a cada d ‘eles e em que o culto público integral é exercido pelo Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, pela Cabeça e por seus membros. Consequentemente, qualquer celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote e de seu corpo que é a Igreja, é a ação sagrada por excelência da qual nenhuma outra ação da Igreja pode alcançar a eficácia da mesma maneira e no mesmo grau ”(Sacrosanctum Concilium 7). Esse culto é prestado a Deus sempre que é oferecido em nome da Igreja por ministros legítimos e de acordo com atos aprovados pela autoridade da Igreja (Código de Direito Canônico, c 834). Assim, cada vez que um sacerdote celebra a missa ou a liturgia das horas, mesmo estando sozinho, ele oferece adoração pública e oficial da Igreja em união com sua Cabeça, Cristo e em nome de todo o Corpo. É necessário recordar essa verdade para começar. Isso nos permitirá dissipar melhor certos erros. Certamente, para encontrar sua expressão plena e manifesta, é uma sorte que esse culto possa ser celebrado com a participação de uma comunidade de fiéis do povo de Deus. Mas pode acontecer que isso não seja possível. A ausência física da comunidade não impede a realização do culto público, mesmo que amputar parte de sua realização. Assim, seria errado afirmar que um sacerdote deveria se abster da celebração da missa na ausência dos fiéis. Pelo contrário, nas atuais circunstâncias em que o povo de Deus é impedido de se unir sacramentalmente a esse culto, o sacerdote está mais ligado à celebração diária. De fato, na liturgia, o padre atua em persona Ecclesiae, em nome de toda a Igreja e em persona Christi, em nome de Cristo, cabeça do corpo para a adoração ao Pai. Portanto, é compreensível que nenhuma autoridade secular possa suspender o culto público da Igreja. Este culto é uma realidade espiritual sobre a qual a autoridade temporal não tem controle. Este culto continua onde quer que uma missa seja celebrada, mesmo sem a assistência das pessoas reunidas. Por outro lado, cabe a essa autoridade civil proibir reuniões que seriam perigosas para o bem comum em vista da situação de saúde. Também é responsabilidade dos bispos colaborar com essas autoridades civis da mais perfeita franqueza. Portanto, provavelmente era legítimo pedir aos cristãos que se abstivessem, por um tempo curto e limitado, de se reunir. Por outro lado, é inaceitável que as autoridades responsáveis ​​pelo bem político se permitam julgar a natureza urgente ou não urgente do culto religioso e proíbam a abertura de igrejas, o que permitiria aos fiéis rezar, confessar e comungar, desde que as regras sanitárias sejam respeitadas. Como “promotores e guardiões de toda a vida litúrgica”, cabe aos bispos, com firmeza e sem demora, exigir o direito a reuniões assim que possível. Nesta questão, o exemplo de São Carlos Borromeu pode nos esclarecer. Durante a praga de Milão, ele aplicou nas procissões as rigorosas medidas sanitárias recomendadas pela autoridade civil de seu tempo, que se assemelhavam às medidas de barreira do nosso tempo. Os fiéis cristãos também têm o direito e o dever de se defender com firmeza e sem comprometer sua liberdade de culto. Uma mentalidade secularizada considera os atos religiosos como atividades secundárias a serviço do bem-estar das pessoas, como atividades de lazer e culturais. Essa perspectiva é radicalmente falsa. Louvor e adoração são objetivamente devidos a Deus. Devemos a Ele esse culto porque Ele é nosso Criador e nosso Salvador. A expressão pública do culto católico não é uma concessão do estado à subjetividade dos crentes. É um direito objetivo de Deus. É um direito inalienável de cada pessoa. “O dever de adorar a Deus diz respeito autenticamente ao homem, individual e socialmente. “(Catecismo da Igreja Católica, 2105) C ‘ Gostaria, portanto, de prestar homenagem aos padres e religiosas que asseguraram a continuidade do culto público católico nos países mais afetados pela pandemia. Ao celebrar em solidão, você orou em nome de toda a Igreja, você foi a voz de todos os cristãos ascendendo ao Pai. Quero também agradecer a todos os fiéis leigos que se empenharam em associar-se a esse culto público celebrando a liturgia das horas em seus lares ou juntando-se espiritualmente na celebração do Santo Sacrifício da Missa. Alguns criticaram a retransmissão dessas liturgias por meio de comunicações como a televisão ou a Internet. Não há dúvida de que, como o Papa Francisco nos lembrou, a imagem virtual não substitui a presença física. Jesus veio nos tocar em nossa carne. Os sacramentos estendem sua presença a nós. É preciso lembrar que a lógica da Encarnação e, portanto, dos sacramentos, não pode prescindir da presença física. Nenhuma retransmissão virtual jamais substituirá a presença sacramental. A longo prazo, pode até ser prejudicial à saúde espiritual do padre que, em vez de olhar para Deus, olha e fala para um ídolo: para uma câmera, afastando-se de Deus que nos amou a ponto de libertar. seu único filho na cruz, para que tenhamos vida. No entanto, quero agradecer a todos que trabalharam nessas transmissões. Eles permitiram que muitos cristãos se unissem espiritualmente ao culto público ininterrupto da Igreja. Nisto eles foram úteis e frutíferos. Eles também ajudaram muitas pessoas a procurar apoio para suas orações. Quero prestar homenagem à inventividade e à imaginação dos cristãos que tiveram que se mobilizar em uma emergência. No entanto, quero chamar a atenção de todos para certos riscos. Os meios de retransmissão virtual podem induzir uma lógica de busca de sucesso, imagem, espetáculo ou pura emoção. Essa lógica não é a da adoração cristã. O culto não visa atrair espectadores através de uma câmera. É dirigido e orientado para o Deus Triúno. Para evitar esse risco, essa transformação da adoração cristã em um espetáculo, é importante refletir sobre o que Deus está nos dizendo através da situação atual. O povo cristão se viu na situação do povo hebreu no exílio, privado de adoração. O profeta Ezequiel nos ensina o significado espiritual dessa suspensão da adoração hebraica. Precisamos reler este livro do Antigo Testamento, cujas palavras são muito atuais. O povo escolhido não sabia como oferecer um culto verdadeiramente espiritual a Deus, afirma o profeta. Ele se virou para ídolos. “Seus sacerdotes violaram minha lei e profanaram meus santuários; entre o sagrado e o profano, não fizeram diferença e não ensinaram a distinguir os impuros e os puros … e fiquei desonrado entre eles ”(Ez 22, 26). Então a glória de Deus abandonou o templo de Jerusalém (Ez 10:18). Mas Deus não se vinga. Se ele permite que desastres naturais aconteçam ao seu povo, é sempre melhor educá-los e oferecer-lhes uma graça mais profunda de aliança. (Ez 33, 11) Durante o exílio, Ezequiel ensina ao povo as modalidades de um culto mais perfeito, um culto mais verdadeiro. (Ez cap. 40 a 47). O profeta permite vislumbrar um novo templo do qual flui um rio de água viva (Ez 47, 1). Este templo simboliza, prenuncia e anuncia o Coração trespassado de Jesus, o templo verdadeiro. Este templo é servido por padres que não terão herança em Israel, nem terra em propriedades particulares. “Você não lhes dará herança em Israel; eu serei a herança deles” (Ez 44:28), diz o Senhor. Acredito que podemos aplicar essas palavras de Ezequiel ao nosso tempo. Também não diferenciamos entre o sagrado e o profano. Muitas vezes desprezamos a santidade de nossas igrejas. Nós os transformamos em salas de concerto, restaurantes ou dormitórios para os pobres, refugiados ou migrantes sem documentos. A Basílica de São Pedro e quase todas as nossas catedrais, expressões vivas da fé de nossos antepassados, tornaram-se grandes museus, pisoteados e profanados, diante de nossos olhos, por um desfile lamentável de turistas, muitas vezes incrédulos e desrespeitosos com os lugares sagrados e do Templo Sagrado do Deus vivo. Hoje, através de uma doença que ele não queria positivamente, Deus nos oferece a graça de sentir o quanto sentimos falta de nossas igrejas. Deus nos oferece a graça de experimentar que precisamos desta casa onde ele reside no meio de nossas cidades e aldeias. Precisamos de um lugar, um edifício sagrado, isto é, reservado exclusivamente para Deus. Precisamos de um lugar que seja mais do que apenas um espaço funcional para encontros e entretenimento cultural. Uma igreja é um lugar onde tudo é orientado para a glória de Deus, a adoração de sua majestade. Não está na hora de, relendo o livro de Ezequiel, recuperar o senso de sacralidade? Proibir manifestações profanas em nossas igrejas? Para reservar acesso ao altar apenas aos ministros da religião? Banir os gritos, os aplausos, as conversas mundanas, o frenesi das fotografias deste lugar onde Deus vem morar? “A igreja não é uma sala em que algo de manhã cedo aconteça uma vez, enquanto permaneceria vazia e” sem função “pelo resto do dia. Na sala que é a igreja, sempre há a Igreja desde que o Senhor sempre se entrega, uma vez que permanece o mistério eucarístico e, ao avançar para esse mistério, sempre estamos incluídos no culto divino de toda a Igreja, acreditando, orando e amando. Todos sabemos a diferença entre uma igreja cheia de orações e uma igreja que se tornou um museu. Hoje estamos em grande perigo de nossas igrejas se tornarem museus. (Joseph Ratzinger, Eucharistie. Mitte der Kirche, Munique, 1978). estamos em grande perigo de nossas igrejas se tornarem museus. (Joseph Ratzinger, Eucharistie. Mitte der Kirche, Munique, 1978). estamos em grande perigo de nossas igrejas se tornarem museus. (Joseph Ratzinger, Eucharistie. Mitte der Kirche, Munique, 1978). Poderíamos repetir as mesmas palavras sobre o domingo, o dia do Senhor, o santuário da semana. Não o profanamos, tornando-o um dia de trabalho, um dia de puro entretenimento mundano? Hoje ele faz muita falta. Os dias seguem um ao outro semelhantes um ao outro. Devemos ouvir a palavra do profeta que nos censura por “violar o santuário”. Devemos nos permitir reaprender a adoração em espírito e em verdade. Muitos padres descobriram a celebração sem a presença do povo. Eles experimentaram assim que a liturgia é primariamente e acima de tudo “a adoração da majestade divina”, nas palavras do Vaticano II (SC 33). Não é principalmente um exercício educacional ou missionário. Ou melhor, torna-se verdadeiramente missionário apenas na medida em que é inteiramente ordenado para “a perfeita glorificação de Deus” (SC 5). Ao celebrar sozinhos, os sacerdotes não tinham mais o povo cristão diante deles, então perceberam que a celebração da Missa ainda é dirigida ao Deus Triúno. Eles voltaram o olhar para o leste. Porque “é do Oriente que a propiciação vem. É daí que vem o homem cujo nome é Oriente, que se tornou um mediador entre Deus e os homens. Por isso, você é convidado a olhar sempre para o Oriente, onde o Sol da Justiça nasce para você, onde a luz sempre aparece para você ”, diz Orígenes em uma homilia sobre Levítico. A missa não é um longo discurso dirigido ao povo, mas um louvor e uma súplica dirigida a Deus. A mentalidade ocidental contemporânea, moldada pela técnica e fascinada pela mídia, algumas vezes quis fazer da liturgia um trabalho educacional eficaz e lucrativo. Nesse espírito, tentamos tornar as celebrações amigáveis ​​e atraentes. Os atores litúrgicos, motivados por motivações pastorais, às vezes queriam fazer um trabalho educacional, introduzindo elementos seculares ou espetaculares nas celebrações. Não vimos testemunhos, encenações e outros aplausos florescerem? Assim, acreditamos em favor da participação dos fiéis, na verdade reduzimos a liturgia a um jogo humano. Existe um risco real de não deixar lugar para Deus em nossas celebrações. Corremos a tentação dos hebreus no deserto. Eles procuraram criar um culto à sua medida e altura humana, n ‘ Devemos tomar cuidado: a multiplicação de massas filmadas poderia acentuar essa lógica do espetáculo, essa busca pelas emoções humanas. O Papa Francisco exortou fortemente os padres a não se tornarem homens de espetáculo, mestres do show. Deus foi encarnado para que o mundo pudesse ter vida: Deus não entrou em nossa carne pelo prazer de nos impressionar ou fazer um show, mas antes de compartilhar conosco a plenitude de sua vida. Jesus, que é o Filho do Deus vivo (Mt 16:16) e a quem o Pai deu para possuir vida em si mesmo (Jo 5:26), não veio apenas para apaziguar a ira de seu Pai. ou amortize qualquer dívida. Ele veio a ter vida e a ter em abundância. E ele nos dá essa plenitude da vida morrendo na cruz. É por isso que no momento em que o padre, em verdadeira identificação com Cristo e com humildade, celebra a Santa Missa, ele deve poder dizer: “Estou crucificado com Cristo. Eu vivo, mas não sou mais eu quem vivo, é Cristo que vive em mim ”(Gál 2, 19-20). Ele deve desaparecer atrás de Jesus Cristo e deixar que Cristo esteja em contato direto com o povo cristão. O sacerdote deve, portanto, tornar-se um instrumento que permita a Cristo brilhar. Ele não precisa buscar a simpatia da assembléia encarando-o como seu principal interlocutor. Entrar no espírito do Conselho supõe, pelo contrário, se afastar, deixar de ser o ponto focal. A atenção de todos deve se voltar para Cristo, para a cruz, o verdadeiro centro de toda adoração cristã. É sobre deixar Cristo nos levar e nos associar ao Seu sacrifício. A participação no culto litúrgico deve ser entendida como uma graça de Cristo “que se une à Igreja” (SC 7). É ele quem tem iniciativa e primazia. “A Igreja o invoca como seu Senhor e sempre o atravessa para adorar o Pai Eterno” (SC 7). Da mesma forma, deve-se tomar cuidado com a lógica da eficiência gerada pelo uso da Internet. É costume julgar as publicações de acordo com o número de “visualizações” que elas geram. Isso induz a busca pelo inesperado, emoção, surpresa, “buzz”. O culto litúrgico é estranho a essa escala de valores. A liturgia realmente nos coloca na presença da transcendência divina. Participar de verdade significa renovar em nós esse “estupor” que São João Paulo II tinha em alta estima (Ecclesia de Eucharistia, 6). Esse estupor sagrado, esse medo alegre requer nosso silêncio diante da majestade divina. Muitas vezes esquecemos que o silêncio sagrado é um dos meios que o Conselho indica para incentivar a participação. A participação ativa na obra de Cristo supõe, portanto, deixar o mundo secular entrar em “ação sagrada por excelência” (SC 7). Às vezes fingimos, com certa arrogância, permanecer no humano para entrar no divino. Pelo contrário, experimentamos nas últimas semanas que encontrar Deus, A liturgia é uma realidade fundamentalmente mística e contemplativa e, portanto, está além do alcance de nossa ação humana; portanto, a participação na participação de seu mistério é uma graça de Deus. Por fim, gostaria de enfatizar a realidade sagrada entre todos: a Santa Eucaristia. A perda da comunhão tem sido um sofrimento profundo para muitos dos fiéis. Eu sei disso e quero contar a eles minha profunda compaixão. O sofrimento deles é proporcional ao desejo deles. Acreditamos: Deus não deixará esse desejo por ele insatisfeito. Também deve ser lembrado que nenhum sacerdote deve se sentir impedido de confessar e dar comunhão aos fiéis na igreja ou em casas particulares, com as precauções de saúde necessárias. Mas a situação da fome eucarística pode nos levar a uma consciência salutar. Não esquecemos o caráter sagrado da Eucaristia? Ouvimos histórias de sacrilégio de tirar o fôlego: padres que embrulham hóstias consagradas em sacos de plástico ou papel, permitir que os fiéis usem livremente os exércitos consagrados e os levem para casa, ou até outros que distribuem a Santa Comunhão observando a distância adequada e usando, por exemplo, pinças para evitar o contágio. A que distância estamos de Jesus que se aproximou dos leprosos e, estendendo as mãos, tocou-os para curá-los, ou do padre Damien, que dedicou sua vida aos leprosos de Molokai (Havaí). Esse modo de tratar Jesus como um objeto sem valor é uma profanação da Eucaristia. Muitas vezes não consideramos nossa propriedade? Muitas vezes nos comunicamos através de hábitos e rotinas, sem preparação ou ação de graças. A comunhão não é um direito, é uma graça gratuita que Deus nos oferece. Desta vez, lembra-nos que devemos tremer de gratidão e cair de joelhos diante da Santa Comunhão. Gostaria aqui de recordar as palavras de Bento XVI: “No passado recente, percebemos um certo mal-entendido na mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade da adoração cristã foi influenciada por uma certa mentalidade secularizada dos anos sessenta e setenta, do século passado. É verdade, e isso ainda permanece válido, que o centro de culto não esteja mais em rituais e sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, em sua pessoa, em sua vida, em seu mistério pascal. E, no entanto, não devemos deduzir dessa novidade fundamental que o sagrado não existe mais, mas que ele encontrou sua realização em Jesus Cristo, o amor divino encarnado. (…) Ele não aboliu o sagrado, mas ele a levou a cabo, inaugurando uma nova adoração, que é totalmente espiritual, mas que, enquanto estivermos no tempo, ainda usa sinais e ritos, que só desaparecem no final , em Jerusalém celestial, onde não haverá mais templos (cf. Ap 21,22). Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa e, como acontece com os mandamentos, também mais exigente! (Corpus Domini, 7 de junho de 2012). a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa e, como acontece com os mandamentos, também mais exigente! (Corpus Domini, 7 de junho de 2012). a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa e, como acontece com os mandamentos, também mais exigente! (Corpus Domini, 7 de junho de 2012). Quanto a nós, sacerdotes, sempre tivemos consciência de ser separados, consagrados para sermos servos, ministros da adoração ao Deus Altíssimo? Como afirma o profeta Ezequiel, vivemos sem ter nesta terra outra herança que não seja o próprio Deus? Pelo contrário, muitas vezes somos mundanos. Pedimos popularidade, sucesso de acordo com os critérios do mundo. Nós também profanamos o santuário do Senhor. Entre nós, alguns chegaram a profanar este templo sagrado da presença de Deus: o coração e o corpo dos mais fracos, das crianças. Nós também devemos pedir perdão, penitência e reparação. Uma sociedade que perde o sentido do sagrado corre o risco de uma regressão à barbárie. O senso de grandeza de Deus é o coração de toda a civilização. De fato, se todo homem merece respeito, é fundamentalmente porque ele é criado à imagem e semelhança de Deus. A dignidade do homem é um eco da transcendência de Deus. Se não mais tremermos de medo alegre e reverente diante da majestade divina, como reconheceremos em cada pessoa um mistério digno de respeito? Se não queremos mais nos ajoelhar humildemente e como sinal de amor filial diante de Deus, como poderíamos nos ajoelhar diante da eminente dignidade de toda pessoa humana, criado à imagem e semelhança de Deus? Se não aceitarmos mais nos ajoelhar respeitosamente e em adoração diante da presença mais humilde, mais fraca e insignificante, mas mais real e viva que é a Santa Eucaristia, como hesitaríamos em matar a nascituro, o mais fraco, o mais frágil e legalizar o aborto, que é um crime horrível e bárbaro? Porque agora conhecemos a verdade, graças ao progresso da genética fundamental, que a estabeleceu cientificamente de maneira definitiva e irrefutável: o feto humano tem sido desde o momento de sua concepção um ser totalmente humano. Se perdermos o senso de adorar a Deus, os relacionamentos humanos serão coloridos com vulgaridade e agressividade. Quanto mais respeitosos somos com Deus em nossas igrejas, Portanto, é necessário que os pastores, assim que as condições sanitárias o permitam, ofereçam ao povo cristão a oportunidade de adorar juntos e solenemente a majestade divina no Santíssimo Sacramento. O Papa Francisco recentemente nos deu o exemplo disso na Praça de São Pedro. Será necessário louvar, agradecer através de procissões públicas. Será uma oportunidade para todo o povo se tornar um e experimentar que a comunidade cristã nasce do altar do sacrifício eucarístico. Encorajo, o quanto antes, manifestações de piedade popular, como o culto das relíquias dos santos padroeiros das cidades. É necessário que o povo de Deus manifeste ritualmente e publicamente sua fé. Bento XVI disse: “o sagrado tem uma função educacional e seu desaparecimento empobrece inevitavelmente a cultura, especialmente o treinamento das novas gerações. Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada que não precisa mais de sinais sagrados, abolíssemos a procissão de Corpus Domini na cidade, o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária em permaneceria enfraquecido. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). em nome de uma fé secularizada que não precisa mais de sinais sagrados, a procissão de Corpus Domini na cidade foi abolida, o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária permaneceria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). em nome de uma fé secularizada que não precisa mais de sinais sagrados, a procissão de Corpus Domini na cidade foi abolida, o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária permaneceria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária seria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). o perfil espiritual de Roma seria “achatado” e nossa consciência pessoal e comunitária seria enfraquecida. Ou então, pensamos em uma mãe e um pai que, em nome da fé desacralizada, privariam seus filhos de qualquer ritual religioso: eles acabariam deixando o campo aberto a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, outros ritos e outros sinais, que poderiam mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). quem poderia mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). quem poderia mais facilmente se tornar ídolos. Deus nosso Pai não fez isso com a humanidade ”(Corpus Domini, 2012). Esses eventos serão uma oportunidade para enfatizar o valor da súplica, intercessão, reparação de ofensas contra Deus e propiciação ao culto cristão. Seria bom, sempre que possível, que as procissões de súplicas, incluindo as ladainhas dos santos, recebessem um lugar de destaque. Finalmente, gostaria de enfatizar a oração pelo falecido. Em muitos países, o falecido teve que ser enterrado sem que os funerais fossem celebrados. Nós devemos reparar essa injustiça. Além disso, gostaria de lamentar algumas práticas recentes aqui, que favorecem o desenvolvimento de novas formas de disposição de restos mortais, incluindo a hidrólise alcalina, onde o corpo do falecido é colocado em um cilindro de metal e dissolvido em um banho químico que deixa apenas alguns fragmentos ósseos semelhantes aos resultantes da cremação. Os efluentes são então descartados nos esgotos. O processo de hidrólise alcalina não mostra para a dignidade do corpo humano um respeito que corresponde àquilo que a lei da Igreja proclama. Mas, mesmo que não tenhamos fé, é absolutamente desumano, cruel e desrespeitoso tratar as pessoas que amamos e nos amamos muito. “Você não sabe que é um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em você? Se alguém destrói o templo de Deus, esse destrói. Pois o templo de Deus é sagrado, e este templo é você ”(1 Cor 3, 16-17; 6, 19). Pela piedade filial, devemos cercar todos os mortos com uma oração ardente de intercessão pela salvação de suas almas. Encorajo os pastores a celebrar missas solenes pelos falecidos. Nesses casos, é sorte que, de acordo com os costumes de cada local, a missa seja seguida por uma absolvição celebrada na presença de uma representação simbólica do falecido (Tumulum, catafalque) e uma procissão em direção ao cemitério com a benção de túmulos. Assim, a Igreja, como uma verdadeira mãe, cuidará de todos os seus filhos vivos e falecidos e apresentará a Deus em nome de todos um culto de adoração, ação de graças, propiciação e intercessão. A missa é seguida por uma absolvição celebrada na presença de uma representação simbólica do falecido (Tumulum, catafalque) e uma procissão ao cemitério com a bênção dos túmulos. Assim, a Igreja, como uma verdadeira mãe, cuidará de todos os seus filhos vivos e falecidos e apresentará a Deus em nome de todos um culto de adoração, ação de graças, propiciação e intercessão. A missa é seguida por uma absolvição celebrada na presença de uma representação simbólica do falecido (Tumulum, catafalque) e uma procissão ao cemitério com a bênção dos túmulos. Assim, a Igreja, como uma verdadeira mãe, cuidará de todos os seus filhos vivos e falecidos e apresentará a Deus em nome de todos um culto de adoração, ação de graças, propiciação e intercessão. De fato, “a Tradição recebida dos Apóstolos inclui tudo o que contribui para levar a vida do povo de Deus de maneira santa e aumentar sua fé; assim, a Igreja perpetua em sua doutrina, vida e adoração, e transmite a cada geração tudo o que é ela mesma e tudo em que acredita ”, diz Concílio Vaticano II (Dei Verbum, 8) . A adoração divina é o grande tesouro da Igreja. Ela não pode mantê-lo oculto, convida todos os homens a ele, porque sabe que nele “está reunida toda oração humana, todo desejo humano, toda verdadeira devoção humana, a verdadeira busca de Deus, que é encontrada. finalmente realizado em Cristo. »(Bento XVI, reunião com o clero de Roma, 2 de março de 2010). Repito com toda a minha profunda compaixão nestes tempos de provações. Renovo meu encorajamento fraterno aos sacerdotes que se dedicam de corpo e alma e sofrem por não poderem fazer mais pelo rebanho. Juntos, percebemos que a comunhão dos santos não é uma palavra vazia. Juntos, em breve, tornaremos novamente aos olhos de todos, a adoração que retorna a Deus e que nos torna seu povo. Roma, 7 de maio de 2020 Cardeal Robert Sarah #CardealSarah

  • Cardeais e bispos assinam Apelo à Igreja e ao Mundo, contra repressão de liberdades básicas

    “Não permita que séculos da civilização cristã sejam apagados com a desculpa de um vírus para estabelecer uma tirania tecnológica odiosa na qual pessoas sem nome e sem rosto decidem o destino do mundo, confinando-se à realidade virtual”. Em um documento, os cardeais Pujats, Muller e Zen, além de dezenas de bispos, padres e acadêmicos, pedem para interromper o avanço de certas práticas totalitárias que estão sendo estabelecidas na maioria das nações cristãs com Motivo COVID-19. Embora o cardeal Robert Sarah tenha aparecido inicialmente como signatário, ele negou pelo Twitter. “Não permita que séculos da civilização cristã sejam apagados com a desculpa de um vírus para estabelecer uma tirania tecnológica odiosa na qual pessoas sem nome e sem rosto decidem o destino do mundo, confinando-se à realidade virtual”. “A criminalização das relações pessoais e sociais também deve ser considerada uma parte inaceitável do projeto daqueles que promovem o isolamento das pessoas para manipulá-las e dominá-las melhor”. “Solicitamos que as limitações na celebração do culto público sejam removidas”. Aos que desejarem assinar, podem fazer clicando aqui Essas frases podem muito bem ser o resumo do documento que, devido à sua extensão e clareza, recomendamos que você leia na íntegra: APELO À IGREJA E AO MUNDO aos fiéis católicos e aos homens de boa vontade Veritas liberavit vos Jn 8,32 Num momento de grave crise, nós, Pastores da Igreja Católica, em virtude do nosso mandato, consideramos que é nosso dever sagrado dirigir um Apelo aos Nossos Irmãos no Episcopado, ao Clero, aos Religiosos, ao Povo santo de Deus e a todos os homens de boa vontade. Este Apelo é subscrito também por intelectuais, médicos, advogados, jornalistas e profissionais que concordam com o seu conteúdo, e é aberto à subscrição de quantos desejem fazê-lo. Os factos demonstraram que, com o pretexto da epidemia do COVID-19, se chegou, em muitos casos, a violar os direitos inalienáveis ​​dos cidadãos, limitando, de modo desproporcional e injustificado, as suas liberdades fundamentais, entre as quais o exercício da liberdade de culto, de expressão e de movimento. A saúde pública não deve e não pode tornar-se um álibi para desprezar os direitos de milhões de pessoas em todo o mundo, e muito menos para que a Autoridade civil negligencie o seu dever de agir com sabedoria para o bem comum; isto é ainda mais verdadeiro à medida que crescem as dúvidas, levantadas por diversas partes, sobre a efectiva contagiosidade, perigosidade e resistência do vírus: muitas vozes autorizadas do mundo da ciência e da medicina confirmam que o alarmismo sobre o COVID-19, por parte dos media, não parece absolutamente justificado. Temos razões para crer, com base nos dados oficiais relativos à incidência da epidemia no número de mortes, que existem poderes interessados ​​em criar pânico entre a população com o único objectivo de impor permanentemente formas de inaceitável limitação das liberdades, de controlo de pessoas, de rastreamento das suas deslocações. Estes métodos de imposição arbitrária são um prelúdio perturbador da criação de um Governo Mundial isento de qualquer controlo. Acreditamos também que, em algumas situações, as medidas de contenção adoptadas, incluindo o encerramento das actividades comerciais, determinaram uma crise que prostrou sectores inteiros da economia, favorecendo a interferência de poderes estrangeiros, com graves repercussões sociais e políticas. Estas formas de engenharia social devem ser impedidas por aqueles que têm responsabilidades governamentais, adoptando as medidas destinadas a proteger os seus cidadãos, de quem são representantes e em cujo interesse têm uma séria obrigação de agir. Da mesma forma, ajude-se a família, célula da sociedade, evitando penalizar injustificadamente as pessoas débeis e os idosos, forçando-os a dolorosas separações dos seus entes queridos. A criminalização dos relacionamentos pessoais e sociais também deve ser julgada como parte inaceitável do plano daqueles que promovem o isolamento dos indivíduos, a fim de melhor manipulá-los e controlá-los. Pedimos à comunidade científica que esteja atenta para que os tratamentos para o COVID-19 sejam promovidos com honestidade para o bem comum, evitando escrupulosamente que interesses iníquos influenciem as escolhas dos governantes e dos organismos internacionais. Não é razoável penalizar medicamentos que se mostraram eficazes, geralmente baratos, apenas porque se pretendem privilegiar tratamentos ou vacinas que não são igualmente válidas, mas que garantem às empresas farmacêuticas lucros muito maiores, agravando as despesas da saúde pública. Recordamos igualmente, como Pastores, que, para os Católicos, é moralmente inaceitável tomar vacinas nas quais seja usado material proveniente de fetos abortados. Do mesmo modo, pedimos aos Governantes que estejam vigilantes para que sejam rigorosamente evitadas as formas de controlo dos cidadãos, seja através de sistemas de rastreamento, seja com qualquer outra forma de localização: a luta contra o COVID-19, por mais grave que seja, não deve ser o pretexto para favorecer intenções pouco claras de entidades supranacionais que têm fortíssimos interesses comerciais e políticos neste plano. Em particular, deve ser dada a possibilidade aos cidadãos de recusarem estas limitações da liberdade pessoal, sem impor qualquer forma de penalização para aqueles que não pretendem fazer uso de vacinas, métodos de rastreamento e de qualquer outro instrumento análogo. Considere-se também a óbvia contradição em que se encontram aqueles que adoptam políticas de redução drástica da população e, ao mesmo tempo, se apresentam como salvadores da humanidade sem terem legitimidade alguma, seja política ou social. Finalmente, a responsabilidade política de quem representa o povo não pode absolutamente ser confiada a técnicos que até reivindicam para si mesmos formas de imunidade penal no mínimo inquietantes. Apelamos energicamente a que os meios de comunicação se empenhem activamente para uma exacta informação que não penalize a discordância, recorrendo a formas de censura, como está a acontecer amplamente nas redes sociais, na imprensa e na televisão. A exactidão da informação exige que seja dado espaço a vozes que não estejam alinhadas com o pensamento único, permitindo aos cidadãos que avaliem conscientemente a realidade, sem serem fortemente influenciados por intervenções parciais. Um confronto democrático e honesto é o melhor antídoto para o risco de impor subtis formas de ditadura, presumivelmente piores do que aquelas que a nossa sociedade viu nascer e morrer no passado recente. Recordamos, por último, como Pastores responsáveis ​​pelo Rebanho de Cristo, que a Igreja reivindica firmemente a própria autonomia no governo, no culto, na pregação. Estas autonomia e liberdade são um direito inato que Nosso Senhor Jesus Cristo lhe concedeu para a prossecução das finalidades que lhe são próprias. Por este motivo, como Pastores, reivindicamos firmemente o direito de decidir autonomamente sobre a celebração da Missa e dos Sacramentos, assim como pretendemos absoluta autonomia nos assuntos que sejam da nossa imediata jurisdição, como as normas litúrgicas e os métodos de administração da Comunhão e dos Sacramentos. O Estado não tem direito algum de interferir, por qualquer motivo, na soberania da Igreja. A colaboração da Autoridade Eclesiástica, que nunca foi negada, não pode implicar, por parte da Autoridade Civil, formas de proibição ou de limitação do culto público ou do ministério sacerdotal. Os direitos de Deus e dos fiéis são a lei suprema da Igreja, que esta não pretende, nem pode, derrogar. Pedimos que sejam eliminadas as limitações à celebração pública dos serviços religiosos. Convidamos as pessoas de boa vontade a não se esquivarem do seu dever de cooperarem para o bem comum, cada um segundo o próprio estado e as próprias possibilidades e em espírito de fraterna Caridade. Tal cooperação, desejada pela Igreja, não pode, contudo, prescindir nem do respeito pela Lei natural, nem da garantia das liberdades dos indivíduos. Os deveres civis, aos quais os cidadãos estão vinculados, implicam o reconhecimento, por parte do Estado, dos seus direitos. Somos todos chamados a uma avaliação, coerente com o ensinamento do Evangelho, dos factos presentes. Isto implica uma escolha de campo: ou com Cristo ou contra Cristo. Não nos deixemos intimidar nem assustar por aqueles que nos fazem crer que somos uma minoria: o Bem é muito mais difundido e poderoso do que aquilo que o mundo nos quer fazer crer. Estamos a lutar contra um inimigo invisível, que separa os cidadãos entre si, os filhos dos pais, os netos dos avós, os fiéis dos seus pastores, os estudantes dos professores, os clientes dos vendedores. Não permitamos que, com o pretexto de um vírus, se apaguem séculos de civilização cristã, instaurando uma odiosa tirania tecnológica na qual pessoas sem nome e sem rosto possam decidir o destino do mundo, confinando-nos a uma realidade virtual. Se este é o plano a que se pretendem curvar os poderosos da terra, saibam que Jesus Cristo, Rei e Senhor da História, prometeu que «as portas do Abismo nada poderão» (Mt 16, 18). Confiamos os Governantes e aqueles que regem o destino das Nações a Deus Omnipotente, para que os ilumine e os guie nestes momentos de grande crise. Lembrem-se de que, tal como a Nós, Pastores, o Senhor julgará pelo rebanho que nos confiou, também julgará os Governantes pelos povos de que têm o dever de defender e governar. Peçamos com fé ao Senhor para proteger a Igreja e o mundo. A Virgem Santíssima, Auxílio dos Cristãos, possa esmagar a cabeça da antiga Serpente e derrotar os planos dos filhos das trevas. 8 de maio de 2020 Virgem do Rosário de Pompéia Para assinar o apelo: www.veritasliberabitvos.info O site estará ativo a partir da manhã de 8 de maio. Lista de signatários: Cardeais Cardeal Gerhard Ludwig Mueller, Prefeito emérito de Congregação da Doutrina da Fé Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Bispo emérito de Hong Kong Cardeal Janis Pujats, Arcebispo emérito de Riga Dom Luigi Negri, Arcebispo Emérito de Ferrara-Comacchio Dom Joseph Strickland, Bispo de Tyler, Texas Dom Thomas Peta, Arcebispo Metropolitano de Astana Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana Dom Carlo Maria Viganò, Arcebispo, Núncio Apostólico Dom Jan Pawel Lenga, Arcebispo emérito de Karaganda Dom René Henry Gracida, Bispo emérito de Corpus Christi Dom Andreas Laun, Bispo Auxiliar de Salzburgo Padre Serafino Lanzetta, Teólogo Alfredo Maria Morselli, Teólogo Padre Curzio Nitoglia, teólogo JORNALISTAS, EDITORES, ESCRITORES Dr. Aldo Maria Valli, jornalista Dr. Magdi Cristiano Allam, escritor Dr. Giulio Meotti, jornalista Dr. Marco Tosatti, jornalista Claudio Messora, diretor Byoblu.com Dr. Robert Moynihan, escritor, jornalista Dr. Jeanne Smits, jornalista Dr Olivier Figueras, jornalista Dr. Cesare Sacchetti, jornalista Prof. Giorgio Nicolini, diretor de Tele Maria Michael J. Matt, editor O Remanescente John-Henry Westen, co-fundador, editor-chefe do LifeSiteNews.com Vittoria Alliata di Villafranca, jornalista e escritora Maria Guarini, editor Prof Francesco Lamendola António Carlos de Azeredo, editor José Narciso Pinto Soares, conselheiro editor Massimo Rodolfi Riccardo Zenobi, escritor Danilo Quinto, escritor Olivier Valette, escritor DOUTORES, IMUNOLOGISTAS, VIROLOGISTAS, INVESTIGADORES Dr. Stefano Montanari, diretor científico laboratório de Nanodiagnóstico, Modena Dra. Antonietta Gatti, gerente de pesquisa, laboratório de Nanodiagnóstico, Modena Alessandro Meluzzi, psiquiatra Dra. Anna Rita Iannetti, médica, PNEI e medicina biointegrada Dra. Fabrizio Giudici, traumatologista ortopédica Dra. Rosa Maria Roccaforte, cardiologista Dra. Silvana De Mari, médica Dra. Maria Grazia Sordi, psicóloga Dra. Roberto Marrocchesi, nutricionista Dra. Mario Sinisi Dr Antonio Marcantonio ADVOGADOS Dr. Angelo Giorgianni, juiz João Freire de Andrade, jurista Advogado Francesco Fontana Advogado Luigi Valenzise Advogado Fabio Candalino Advogado Luca Di Fazio Advogado Massimo Meridio Advogado Gianni T. Battisti Advogado Piero Peracchio Advogado Paola Bragazzi Advogado Luís Freire de Andrade Advogado Heitor A. Buchaul Advogado Maître Olivier Bonnet LECTORS, PROFESSORES E PROFISSIONAIS Hon. Prof. Vittorio Sgarbi, crítico de arte, ensaísta Prof. Matteo D’Amico Prof. Ssa Mafalda Miranda Barbosa Prof. Francesca Maimone Prof. Martino Mora , filósofo Prof. Massimo Viglione, historiador e ensaísta Prof. Elisabetta Sala, professor e escritor Dr. Ing. Alessandro Peracchio Dr. Luca Scantamburlo Prof. Rosa Maria Bellarmino Steven Mosher, presidente Instituto de Pesquisa Populacional Prof. Emeterio Ferrés Arrospide, Universidade de Coimbra Prof. Ibsen Noronha Prof. ing. Amadeu Teixeira Fernandes, Universidade de Georgetown Dr. José Filipe Sepúlveda da Fonseca Dr. Alfonso Martone, CNR Itália Dr. Luís Ferrand d’Almeida Ing. Roberto Imparato ASSOCIAÇÕES Associação Atman – Presidente Manuela Baccin Riprendiamoci Associação Il Pianeta – Presidente Magda Piacentini Movimento 3V – Vaccini Vogliamo Verità – Secretária Associação Luca Teodori Libera Scelta – Presidente Alessandra Bocchi Iustitia na Associação Veritate – Diretores Associação Una Vox – Presidente Calogero Cammarata Comitê Famiglia e Vita – Presidente Franco Rebecchi Confederação dos Países Baixos AURET, Autismo, Ricerca e Terapie – Presidente Roberto Mastalia Vita na Microscope Association – Presidente Nino Ferri Texas Direito à vida – Jim Graham Cleveland Direito à vida – Molly Smith #Coronavírus

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