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  • Homilia Diária | O Apóstolo crucificado com Cristo

    Festa de Santo André, Apóstolo A Festa de Santo André, Apóstolo, enquadrada neste desfecho do Ano Litúrgico, ajuda-nos a lembrar que Jesus Cristo, recapitulando em si todas as coisas, abriu o único caminho que podemos percorrer para chegar um dia à glória da Ressurreição: a Santa Cruz, abraçada com amor e em união com as dores salvíficas de Nosso Senhor, cabeça de toda a humanidade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 30 de novembro, e peçamos ao Coração Imaculado de nossa Mãe Santíssima a graça de, abraçados à Cruz de Cristo, sermos dignos de participar de sua vida imortal. Santo do Dia: Santo André, Apóstolo Evangelho (Mt 4,18-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente. (Mt 4,19) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 18 quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20 Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21 Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22 Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O Apóstolo crucificado com Cristo

    Festa de Santo André, Apóstolo A Festa de Santo André, Apóstolo, enquadrada neste desfecho do Ano Litúrgico, ajuda-nos a lembrar que Jesus Cristo, recapitulando em si todas as coisas, abriu o único caminho que podemos percorrer para chegar um dia à glória da Ressurreição: a Santa Cruz, abraçada com amor e em união com as dores salvíficas de Nosso Senhor, cabeça de toda a humanidade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 30 de novembro, e peçamos ao Coração Imaculado de nossa Mãe Santíssima a graça de, abraçados à Cruz de Cristo, sermos dignos de participar de sua vida imortal. Santo do Dia: Santo André, Apóstolo Evangelho (Mt 4,18-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente. (Mt 4,19) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 18 quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20 Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21 Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22 Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Arcebispo proíbe Missa Tridentina mas permite Candomblé dentro da Igreja

    Arcebispo de Maceió “excomunga” os que assistem missas tridentinas e chama de hereges os padres que as celebram. Dom Antônio Muniz Fernandes, arcebispo metropolitano de Maceió, durante a celebração da Solenidade de Cristo Rei, neste Domingo, fez um decreto proibindo a Santa Missa na forma Extraordinária do Rito Romano, também conhecida como Missa Tradicional ou Tridentina. “Fica permanente proibido realizar, frequentar as chamadas missas tridentinas no território da Arquidiocese de Maceió (…) todos aqueles que souberem, frequentarem ou convidarem estão em excomunhão (fora da unidade) com o Papa e com os mandamentos da igreja. Estes não merecem o nome de cristãos nem tão pouco de católicos (…)” Assista ao vídeo com uma análise do que disse o arcebispo: Assista o segundo vídeo 👇 Leia também Fiéis viajam grandes distâncias em busca da Missa Tridentina Durante essa semana um outro clérigo causou polêmica fazendo uma explícita perseguição a fiéis que valorizam a tradição da Igreja. Dessa vez o alvo foi um ministério de música que cantava músicas gregorianas durante a Santa Missa. Em Foz do Iguaçu, no último dia 26 de novembro, um padre mostrou todo o seu ódio à Tradição Católica, interrompendo a missa para impedir o canto em latim: “Ao longo de toda a Santa Missa ele interrompeu os cantos em latim. Como se não bastasse isso, usou palavras de baixo calão, teve atitude grosseira do início ao fim da celebração. Para piorar, falou que não iria dar comunhão na boca a ninguém e ai daquele que ousasse comungar na boca com ele”. Assista o vídeo: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Leia também Proibida: A história não contada da ‘morte’ da Missa Tradicional “A proibição da Missa Tradicional é inspirada no Diabo que deseja a nossa morte espiritual.” ~ Cardeal Robert Sarah A Missa Tridentina, também conhecida como Missa Tradicional ou Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, é a Missa do Rito de São Pio V como foi celebrada pela Igreja, com pequenas variações, desde o século VI até pouco menos de 50 anos atrás. Rito antiquíssimo e venerável, jamais abolido, verdadeiro tesouro da Santa Igreja. A Santa Igreja possui mais de cem ritos pelos quais é possível celebrar o Santo Sacrifício de Jesus, entre eles há dois que são mais populares: o rito de São Paulo VI (rito ordinário) e o rito de São Pio V (rito extraordinário, ou como é popularmente conhecido, o rito Tridentino). A missa ordinária, é a missa que é celebrada na maioria das paróquias, enquanto a missa no rito tridentino é mais difícil de se encontrar pelo fato de ser mais difícil de ser celebrada e rezada preferencialmente me Latim. Para saber mais, leia: Missa Tridentina: o ápice da beleza da Liturgia e da Teologia

  • Arcebispo proíbe Missa Tridentina mas permite Candomblé dentro da Igreja

    Arcebispo de Maceió “excomunga” os que assistem missas tridentinas e chama de hereges os padres que as celebram. Dom Antônio Muniz Fernandes, arcebispo metropolitano de Maceió, durante a celebração da Solenidade de Cristo Rei, neste Domingo, fez um decreto proibindo a Santa Missa na forma Extraordinária do Rito Romano, também conhecida como Missa Tradicional ou Tridentina. “Fica permanente proibido realizar, frequentar as chamadas missas tridentinas no território da Arquidiocese de Maceió (…) todos aqueles que souberem, frequentarem ou convidarem estão em excomunhão (fora da unidade) com o Papa e com os mandamentos da igreja. Estes não merecem o nome de cristãos nem tão pouco de católicos (…)” Assista ao vídeo com uma análise do que disse o arcebispo: Assista o segundo vídeo 👇 Leia também Fiéis viajam grandes distâncias em busca da Missa Tridentina Durante essa semana um outro clérigo causou polêmica fazendo uma explícita perseguição a fiéis que valorizam a tradição da Igreja. Dessa vez o alvo foi um ministério de música que cantava músicas gregorianas durante a Santa Missa. Em Foz do Iguaçu, no último dia 26 de novembro, um padre mostrou todo o seu ódio à Tradição Católica, interrompendo a missa para impedir o canto em latim: “Ao longo de toda a Santa Missa ele interrompeu os cantos em latim. Como se não bastasse isso, usou palavras de baixo calão, teve atitude grosseira do início ao fim da celebração. Para piorar, falou que não iria dar comunhão na boca a ninguém e ai daquele que ousasse comungar na boca com ele”. Assista o vídeo: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Leia também Proibida: A história não contada da ‘morte’ da Missa Tradicional “A proibição da Missa Tradicional é inspirada no Diabo que deseja a nossa morte espiritual.” ~ Cardeal Robert Sarah A Missa Tridentina, também conhecida como Missa Tradicional ou Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, é a Missa do Rito de São Pio V como foi celebrada pela Igreja, com pequenas variações, desde o século VI até pouco menos de 50 anos atrás. Rito antiquíssimo e venerável, jamais abolido, verdadeiro tesouro da Santa Igreja. A Santa Igreja possui mais de cem ritos pelos quais é possível celebrar o Santo Sacrifício de Jesus, entre eles há dois que são mais populares: o rito de São Paulo VI (rito ordinário) e o rito de São Pio V (rito extraordinário, ou como é popularmente conhecido, o rito Tridentino). A missa ordinária, é a missa que é celebrada na maioria das paróquias, enquanto a missa no rito tridentino é mais difícil de se encontrar pelo fato de ser mais difícil de ser celebrada e rezada preferencialmente me Latim. Para saber mais, leia: Missa Tridentina: o ápice da beleza da Liturgia e da Teologia

  • São Saturnino de Toulouse – 29 de Novembro

    SANTO DO DIA – 29 DE NOVEMBRO – SÃO SATURNINO DE TOULOUSE Bispo e mártir (+257) De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450. Conhecidos como a ‘Paixão de Saturnino’, trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França. Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio. Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar. O relato continua dizendo que Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, iniciara a sua missão de evangelização no Egito, onde converteu um bom número de pagãos. Foi, então, para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália. Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora são Firmino. Depois, regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens. Saturnino fixou-se em Toulouse e logo foi consagrado como seu primeiro bispo. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino liderou os que o ignoravam. Continuou com o santo sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do Evangelho. Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo. Foram presos e julgados no Capitólio de Toulouse. O juiz ordenou que o bispo Saturnino, uma autoridade da religião cristã, sacrificasse um touro em honra a Júpiter, deus pagão, para convencer os demais. Como se recusou, foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados. O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs. No local, um século mais tarde, são Hilário construiu uma capela de madeira, que logo foi destruída. Mas as suas relíquias foram encontradas, no século VI, por um duque francês, que mandou, então, erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora de Taur. O culto ao mártir são Saturnino, bispo de Toulouse, foi confirmado e mantido pela Igreja em 29 de novembro. Texto: Paulinas Internet São Saturnino, Bispo de Tolosa, Mártir Quanto à primeira introdução do cristianismo nas Gálias, quer a mais antiga tradição que foi pregado por São Lázaro, primeiro bispo de Marselha, pelas duas irmãs, Santa Marta e Santa Maria Madalena, e por São Maximino, um dos setenta e dois discípulos, primeiro bispo de Aix. Quer ainda, que São Pedro, sob o imperador Cláudio, enviou às Gálias, acompanhados doutros missionários, sete bispos: Trófimo de Arles, Paulo de Narbona, Saturnino de Tolosa, Marcial de Lomoges, Austremoine de Clermont, Gatien de Tours e Valério de Tréveris, e que o Papa Clemente, terceiro sucessor de São Pedro, enviou Dionísio, o Areopagita, primeiro bispo de Paris. Doutro lado, Santo Epifânio fala de São Lucas, que pregou na Dalmácia, na Gália, na Itália, mas principalmente na Gália. O mesmo Santo diz ainda que Crescêncio, discípulo de São Paulo, foi pregar na Gália, e que é erro Galácia o que diz o Apóstolo, a este respeito, na segunda epístola a Timóteo. Santo Isidoro de Sevilha, conta ainda o apóstolo São Filipe, entre os que pregaram o Evangelho nas Gálias. Também desde o ano 190, Santo Irineu provava a verdade da fé católica pela unanimidade da tradição em todas as igrejas do mundo, entre as quais as igrejas celtas e gaulesas. Alguns anos depois, Tertuliano dizia aos judeus que as diversas nações das Gálias estavam submissas a Cristo com o resto do universo. As diversas nações das Gálias eram as quatro províncias, divididas por Augusto: Narbona, Lião, Bélgica e Aquitânia. Um sábio eclesiástico do século passado demonstrou que tal tradição é a verdadeira, apoiada que está em ótimas provas. Citas, entre outras um velho manuscrito, outrora na igreja de Arles, na qual eram recolhidas as cartas dos Papas aos arcebispos daquela metrópole, depois do Papa Zózimo até São Gregório, o Grande. Portanto, imediatamente depois das cartas do Papa Pelágio, a Sapaudo, que morreu em 586, e antes das de São Gregório a Virgílio. Lê-se este título pintado em vermelho: Sete personagens enviados por São Pedro às Gálias para pregar a fé. Mais adiante, lê-se: Sob o imperador Cláudio, o apóstolo Pedro enviou às Gálias, para pregar a fé da trindade aos gentios, alguns discípulos, aos quais designou cidades particulares: foram eles Trófimo, Paulo, Marcial Austemônio, Gatiano, Saturnino e Valério, e muitos outros que o bem-aventurado Apóstolo lhes dera por companheiros. São Rabano Mauro, bispo de Maiença, na Vida de Maria Madalena, fala igualmente de Trófimo de Arles, de Paulo de Narboma, de Marcial de Limoges, de Saturnino de Tolosa, de Valério de Tréveris, como enviados no tempo mesmo dos apóstolos. São Saturnino reuniu, que lhe coube, numa igrejinha. Da igrejinha à casa em que residia, forçosamente havia que passar pelo edifício em que se sacrificava aos ídolos. Ora, os pagãos observavam que, quando passava o Santo bem defronte a casa dos oráculos, os demônios emudeciam e não se manifestavam. Um dia, interceptaram São Saturnino. Disse-lhe: – Acompanhai-nos até o templo. Estavam ameaçadores, de modo que o Santo achou conveniente atendê-los. Uma vez no templo, tornaram a falar-lhe: – Sacrifica aos deuses! – Não posso! Respondeu-lhes o Santo. – Deves reparar tua impiedade! Sacrifica ou morre! – Eu, tornou São Saturnino, adoro um só Deus e estou pronto a, por Ele, sacrificar-me. Vossos deuses nada mais são que demônios. Desejam muito mais as vossas almas que o sacrifício das vítimas. Os demônios, diante do meu Deus, tremem e nada fazem. Aquilo era demais. Atiraram-se sobre o santo o furor que só o zelo estrábico pode inspirar. Subjugado, amarraram-no sobre um touro que se destinava ao sacrifício. O animal, que passaram a irritar, a espicaçar, destroçou o Santo em pouco tempo, mas a alma, luminosamente, deixou-lhe o corpo e subiu para o reino de paz e de glória. Duas mulheres cristãs lhe recolheram os restos mortais, levaram-nos a um caixão, enterrando-o profundamente, para livrar aquele corpo, ou o que dele ficaram dos insultos pagãos. Assim ficaram as relíquias de São Saturnino até o reinado de Constantino, o Grande. Hilário, quando bispo de Tolosa erigiu uma capela sobre o corpo do corpo do santo predecessor. Sílvio, bispo da mesma cidade, lá pelo fim do IV século, deitou os fundamentos duma igreja magnífica em honra do santo mártir. Exupério, o sucessor, terminou-a, consagrou-a para ali transferiu as relíquias do santo apóstolo de Tolosa. Tal piedoso tesouro continua ainda guardado com veneração. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 312 à 316) #SantodoDia

  • São Saturnino de Toulouse – 29 de Novembro

    SANTO DO DIA – 29 DE NOVEMBRO – SÃO SATURNINO DE TOULOUSE Bispo e mártir (+257) De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450. Conhecidos como a ‘Paixão de Saturnino’, trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França. Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio. Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar. O relato continua dizendo que Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, iniciara a sua missão de evangelização no Egito, onde converteu um bom número de pagãos. Foi, então, para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália. Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora são Firmino. Depois, regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens. Saturnino fixou-se em Toulouse e logo foi consagrado como seu primeiro bispo. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino liderou os que o ignoravam. Continuou com o santo sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do Evangelho. Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo. Foram presos e julgados no Capitólio de Toulouse. O juiz ordenou que o bispo Saturnino, uma autoridade da religião cristã, sacrificasse um touro em honra a Júpiter, deus pagão, para convencer os demais. Como se recusou, foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados. O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs. No local, um século mais tarde, são Hilário construiu uma capela de madeira, que logo foi destruída. Mas as suas relíquias foram encontradas, no século VI, por um duque francês, que mandou, então, erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora de Taur. O culto ao mártir são Saturnino, bispo de Toulouse, foi confirmado e mantido pela Igreja em 29 de novembro. Texto: Paulinas Internet São Saturnino, Bispo de Tolosa, Mártir Quanto à primeira introdução do cristianismo nas Gálias, quer a mais antiga tradição que foi pregado por São Lázaro, primeiro bispo de Marselha, pelas duas irmãs, Santa Marta e Santa Maria Madalena, e por São Maximino, um dos setenta e dois discípulos, primeiro bispo de Aix. Quer ainda, que São Pedro, sob o imperador Cláudio, enviou às Gálias, acompanhados doutros missionários, sete bispos: Trófimo de Arles, Paulo de Narbona, Saturnino de Tolosa, Marcial de Lomoges, Austremoine de Clermont, Gatien de Tours e Valério de Tréveris, e que o Papa Clemente, terceiro sucessor de São Pedro, enviou Dionísio, o Areopagita, primeiro bispo de Paris. Doutro lado, Santo Epifânio fala de São Lucas, que pregou na Dalmácia, na Gália, na Itália, mas principalmente na Gália. O mesmo Santo diz ainda que Crescêncio, discípulo de São Paulo, foi pregar na Gália, e que é erro Galácia o que diz o Apóstolo, a este respeito, na segunda epístola a Timóteo. Santo Isidoro de Sevilha, conta ainda o apóstolo São Filipe, entre os que pregaram o Evangelho nas Gálias. Também desde o ano 190, Santo Irineu provava a verdade da fé católica pela unanimidade da tradição em todas as igrejas do mundo, entre as quais as igrejas celtas e gaulesas. Alguns anos depois, Tertuliano dizia aos judeus que as diversas nações das Gálias estavam submissas a Cristo com o resto do universo. As diversas nações das Gálias eram as quatro províncias, divididas por Augusto: Narbona, Lião, Bélgica e Aquitânia. Um sábio eclesiástico do século passado demonstrou que tal tradição é a verdadeira, apoiada que está em ótimas provas. Citas, entre outras um velho manuscrito, outrora na igreja de Arles, na qual eram recolhidas as cartas dos Papas aos arcebispos daquela metrópole, depois do Papa Zózimo até São Gregório, o Grande. Portanto, imediatamente depois das cartas do Papa Pelágio, a Sapaudo, que morreu em 586, e antes das de São Gregório a Virgílio. Lê-se este título pintado em vermelho: Sete personagens enviados por São Pedro às Gálias para pregar a fé. Mais adiante, lê-se: Sob o imperador Cláudio, o apóstolo Pedro enviou às Gálias, para pregar a fé da trindade aos gentios, alguns discípulos, aos quais designou cidades particulares: foram eles Trófimo, Paulo, Marcial Austemônio, Gatiano, Saturnino e Valério, e muitos outros que o bem-aventurado Apóstolo lhes dera por companheiros. São Rabano Mauro, bispo de Maiença, na Vida de Maria Madalena, fala igualmente de Trófimo de Arles, de Paulo de Narboma, de Marcial de Limoges, de Saturnino de Tolosa, de Valério de Tréveris, como enviados no tempo mesmo dos apóstolos. São Saturnino reuniu, que lhe coube, numa igrejinha. Da igrejinha à casa em que residia, forçosamente havia que passar pelo edifício em que se sacrificava aos ídolos. Ora, os pagãos observavam que, quando passava o Santo bem defronte a casa dos oráculos, os demônios emudeciam e não se manifestavam. Um dia, interceptaram São Saturnino. Disse-lhe: – Acompanhai-nos até o templo. Estavam ameaçadores, de modo que o Santo achou conveniente atendê-los. Uma vez no templo, tornaram a falar-lhe: – Sacrifica aos deuses! – Não posso! Respondeu-lhes o Santo. – Deves reparar tua impiedade! Sacrifica ou morre! – Eu, tornou São Saturnino, adoro um só Deus e estou pronto a, por Ele, sacrificar-me. Vossos deuses nada mais são que demônios. Desejam muito mais as vossas almas que o sacrifício das vítimas. Os demônios, diante do meu Deus, tremem e nada fazem. Aquilo era demais. Atiraram-se sobre o santo o furor que só o zelo estrábico pode inspirar. Subjugado, amarraram-no sobre um touro que se destinava ao sacrifício. O animal, que passaram a irritar, a espicaçar, destroçou o Santo em pouco tempo, mas a alma, luminosamente, deixou-lhe o corpo e subiu para o reino de paz e de glória. Duas mulheres cristãs lhe recolheram os restos mortais, levaram-nos a um caixão, enterrando-o profundamente, para livrar aquele corpo, ou o que dele ficaram dos insultos pagãos. Assim ficaram as relíquias de São Saturnino até o reinado de Constantino, o Grande. Hilário, quando bispo de Tolosa erigiu uma capela sobre o corpo do corpo do santo predecessor. Sílvio, bispo da mesma cidade, lá pelo fim do IV século, deitou os fundamentos duma igreja magnífica em honra do santo mártir. Exupério, o sucessor, terminou-a, consagrou-a para ali transferiu as relíquias do santo apóstolo de Tolosa. Tal piedoso tesouro continua ainda guardado com veneração. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 312 à 316) #SantodoDia

  • Homilia Diária | A última provação

    Quarta-feira da 34.ª Semana do Tempo Comum “Antes da vinda de Cristo”, ensina o Catecismo, “a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes”. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 29 de novembro, e peçamos a Maria Santíssima, Rainha dos mártires, que nos dê a graça de perseverarmos na fé e nos mantermos fiéis a Nosso Senhor até o extremo. Evangelho (Lc 21,12-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10c) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12 “Antes que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13 Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14 Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15 porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16 Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17 Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18 Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19 É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida! — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A última provação

    Quarta-feira da 34.ª Semana do Tempo Comum “Antes da vinda de Cristo”, ensina o Catecismo, “a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes”. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 29 de novembro, e peçamos a Maria Santíssima, Rainha dos mártires, que nos dê a graça de perseverarmos na fé e nos mantermos fiéis a Nosso Senhor até o extremo. Evangelho (Lc 21,12-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10c) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12 “Antes que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13 Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14 Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15 porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16 Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17 Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18 Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19 É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida! — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | “Grandes sinais serão vistos no céu”

    (Terça-feira da 34.ª Semana do Tempo Comum) À medida que se aproxima o final do ano litúrgico, a Igreja nos vai pondo diante dos olhos, com insistência crescente, os mistérios que rodeiam o Fim dos Tempos: guerras e revoluções, terremotos e carestias, tudo isso prenuncia a chegada do Juízo, mas nada disso constitui, por si só, o final da história. Como entender estes sinais, aparentemente tão sombrios e desalentadores, e o que têm eles a nos dizer agora, neste tempo em que ainda vivemos na esperança do retorno de Cristo? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 28 de novembro, e acompanhe-nos nesta meditação sobre os sinais dos tempos. Santo do Dia: Santa Catarina Labouré Evangelho (Lc 21,5-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10c) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 5 algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6 “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7 Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8 Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10 E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11 Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | “Grandes sinais serão vistos no céu”

    (Terça-feira da 34.ª Semana do Tempo Comum) À medida que se aproxima o final do ano litúrgico, a Igreja nos vai pondo diante dos olhos, com insistência crescente, os mistérios que rodeiam o Fim dos Tempos: guerras e revoluções, terremotos e carestias, tudo isso prenuncia a chegada do Juízo, mas nada disso constitui, por si só, o final da história. Como entender estes sinais, aparentemente tão sombrios e desalentadores, e o que têm eles a nos dizer agora, neste tempo em que ainda vivemos na esperança do retorno de Cristo? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 28 de novembro, e acompanhe-nos nesta meditação sobre os sinais dos tempos. Santo do Dia: Santa Catarina Labouré Evangelho (Lc 21,5-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10c) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 5 algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6 “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7 Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8 Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10 E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11 Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Catarina Labouré – 28 de Novembro

    SANTO DO DIA – 28 DE NOVEMBRO – SANTA CATARINA LABOURÉ A breve jaculatória que os cristãos recitam há mais de um século: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”, foi ditada pela Bem-Aventurada Virgem, no dia 28 de julho de 1830, a uma filha da caridade. “Vês os raios que saem das minhas mãos?”, perguntou-lhe a Virgem; “são as graças que não me são pedidas”. E a convidou a fazer com que aquela invocação fosse reproduzida em uma medalhinha e depois difundida entre os fiéis. Esta é, em poucas palavras, a história da “medalha milagrosa”, a qual teve e tem ainda ampla repercussão entre os devotos de Maria. Por trás deste pequeno veículo das extraordinárias graças derramadas por Maria sobre a humanidade está a humilde figura de Catarina Labouré — santa que viveu à sombra uma existência silenciosa, mas produtiva, a serviço dos pobres. Quando tinha 12 anos, sonhou com um homem de face luminosa e serena que ela não conhecia, o qual a chamou para este serviço. Viu-o depois numa pintura, quando pela primeira vez entrou no convento das filhas da caridade: era são Vicente de Paulo. Catarina tinha uma numerosa família para cuidar, depois da prematura morte da mãe. E quando o pai, um modesto proprietário rural, soube do propósito da filha de tornar-se freira, opôs-se com todos os meios. Para dissuadi-la de uma escolha que privaria a família da ajuda financeira, mandou-a trabalhar em Paris, em um pequeno restaurante popular, frequentado por operários e por muitos rapazes que trabalhavam nas fábricas. Em Paris, em contato com a pobreza, Catarina fez amadurecer a própria vocação e, aos 23 anos, pôde finalmente ser acolhida entre as filhas da caridade e dedicar-se aos pobres, aos velhos abandonados, aos meninos de rua. Um serviço que ela não interrompeu nunca, pois o privilégio de ser escolhida pela Virgem para difundir a “medalha milagrosa” não modificou sua vida, feita de humilde e silencioso serviço aos pobres. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Assista e conheça um pouco mais: Santa Catarina Labouré: A Santa do silêncio e da confiança Somente após sua morte foram descerrados os véus da heroica humildade daquela freira cujo silêncio ocultara aos olhos do mundo sua grandiosa missão: vidente e mensageira da Rainha dos Céus. Em fins de 1858, corriam por Paris notícias a respeito das aparições de Nossa Senhora a uma camponesa dos Pirineus, em Lourdes, rincão de pouca relevância do território francês. Trocavam-se impressões sobre as extraordinárias curas constatadas após o uso das águas da miraculosa nascente da Gruta de Massabielle e, sobretudo, comentava-se a celebridade da jovem vidente, Bernadete Soubirous, cuja despretensão e inabalável fé suscitavam a admiração do povo, que já a venerava como santa. O nome da vidente só foi revelado após sua morte: era a silenciosa, diligente e sempre bem humorada irmã Catarina! Santa Catarina Labouré, por volta do ano 1850 Difundindo-se célere pela capital francesa, a novidade chegou aos ouvidos também das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, que serviam aos idosos do asilo de Enghien. Entabularam uma animada conversa, na qual se ouviu uma exclamação saída dos lábios de uma religiosa que, embora discreta, mostrava-se tomada por veemente entusiasmo naquele momento: “É a mesma!”.1 Nenhuma delas alcançou o significado destas palavras. Entreolhando-se com estranheza, continuaram a falar, como se nada tivessem ouvido. “Um arco-íris místico entre a Rue du Bac e Lourdes” Em 1830, uma noviça da Casa-Mãe da Companhia das Filhas da Caridade, situada em Paris à Rue du Bac, também fora contemplada com aparições de Nossa Senhora, as quais já haviam adquirido fama mundial. Além de fazer importantes revelações sobre o futuro da Congregação e da França, a Mãe de Deus confiara à vidente a missão de mandar cunhar uma medalha através da qual Ela derramaria abundantes graças sobre o mundo. A distribuição dos primeiros exemplares deu-se em razão da epidemia de cólera que grassava por Paris, e foram tantas e tão surpreendentes as curas atribuídas ao uso dessa medalha – não sem razão denominada pelo povo de Milagrosa -, que em pouco tempo ela já se difundira por diversos países. O nome da vidente, contudo, permanecia incógnito, mesmo entre suas irmãs de hábito. E só foi revelado após sua morte: era a silenciosa, diligente e sempre bem humorada Irmã Catarina Labouré! Seus olhos azuis, serenos e límpidos, brilhavam de alegria ao ouvir falar pela primeira vez das recentes aparições de Lourdes, um eco das ocorridas na Rue du Bac. Era outra luz que despontava no mesmo caminho de misericórdia traçado pela Rainha do Céu para conduzir a humanidade a uma nova era de graças marianas. Não havia dúvida, era “a mesma”! À noviça de Paris, a Virgem ensinara a fórmula para invocá-La: “Ó Maria concebida sem pecado”. A Bernadete, assim se apresentara: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Exultante de contentamento, Irmã Catarina passou a nutrir profunda admiração pela nova vidente, embora não a conhecesse. Não sabia ela que, em Lourdes, Bernadete trazia ao pescoço a Medalha Milagrosa quando viu a Mãe de Deus, e provavelmente nutria em seu coração nobres sentimentos de veneração pela incógnita vidente da Virgem da Medalha… Pelo prisma sobrenatural, havia uma estreita união de almas das duas santas, formando “como que um arco-íris místico entre a Rue du Bac e Lourdes”.2 Santa Bernadete dava provas de heroica humildade, restituindo à Rainha do Céu as honras e louvores que o povo lhe tributava. Santa Catarina praticava de modo diferente igual humildade: vivia entregue às mais modestas funções no asilo de Enghien, onde serviu aos idosos e pobres durante mais de quarenta anos. Infância nimbada de fé e seriedade Quando Catarina nasceu, em 2 de maio de 1806, permaneciam ainda na França as chagas da irreligião abertas pela Revolução de 1789. No pequeno povoado borgonhês de Fain-lès-Moutiers, onde a família Labouré residia, não havia sacerdote. Para batizar a recém-nascida, foi preciso chamar o pároco do lugarejo vizinho. Apesar da generalizada negligência religiosa do tempo, da qual não se excluía seu pai, Pedro Labouré, a fé de Catarina e de seus nove irmãos foi salvaguardada e fortalecida graças ao empenho da mãe, Madalena Gontard, cuja principal preocupação na educação dos filhos foi inculcar-lhes uma ilimitada confiança na Santíssima Virgem. Os primeiros anos de Zoé – assim se chamava nossa santa, antes do ingresso na vida religiosa – transcorreram sem nuvens, em meio às alegrias de uma infância perfumada pela inocência. Adquiriu desde cedo gosto pela oração e não hesitava em abandonar os infantis divertimentos quando a mãe a chamava para rezarem juntas diante da singela imagem de Nossa Senhora entronizada numa sala da residência. Dotada de um precoce senso de responsabilidade e seriedade, Zoé logo percebeu as dificuldades da mãe na execução das árduas tarefas de manutenção da casa, e resolveu ajudá-la. Antes de completar oito anos, já sabia costurar, ordenhar as vacas, preparar a sopa e varrer o chão. E a compenetração que a movia a abraçar com alegria a monótona faina diária – tanto no lar, durante a infância e juventude, quanto no asilo de Enghien, ao longo de mais de quatro décadas – foi por ela mesma explicitada com palavras simples e cheias de luz: “Quando se faz a vontade de Deus, jamais se sente tédio”.3 Uma graça transformante Aos nove anos de idade, a pequena Zoé viu o horizonte de sua vida toldar-se pela tragédia: em outubro de 1815, faleceu sua mãe. Ao contemplar seu corpo inerte, chorou copiosamente, mas não por muito tempo, pois ela própria lhe havia ensinado a quem recorrer nos momentos de aflição. Passado o primeiro choque, dirigiu-se à sala onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora, diante da qual tantas vezes rezara em companhia da mãe. Resoluta, subiu numa cadeira para pôr-se à altura da imagem, abraçou-a e exclamou, entre soluços: “De agora em diante, Vós sereis minha Mãe!”.4 A resposta da Rainha do Céu foi imediata. A menina, que ali chegara débil e desfeita em lágrimas, retirou-se forte e disposta a enfrentar as adversidades. Foi essa a última vez que ela chorou na vida, pois a virtude da fortaleza a acompanhou num crescendo até o fim de seus dias. Em 1871, quando já era uma religiosa de 65 anos, o movimento revolucionário da Comuna de Paris proporcionou-lhe diversas ocasiões de manifestar, com heroísmo, essa virtude. Um dia, por exemplo, tomou a iniciativa de dirigir-se ao quartel-general dos insurrectos para defender sua superiora, contra quem fora expedida uma ordem de detenção. Expôs seus argumentos com tal firmeza ante quase sessenta comuneiros ali presentes que terminou por sair vitoriosa. Impressionados, os revolucionários passaram a tratá-la com muita deferência; chegaram inclusive a pedir-lhe para depor no julgamento de uma prisioneira, e tomaram seu depoimento, favorável à ré, como última palavra no caso. Um desdobramento dessa graça recebida na infância foi a constância de ânimo com a qual suportou as inúmeras manifestações de impaciência e incredulidade de seu confessor quando, por ordem de Nossa Senhora, lhe relatava as visões havidas. Poucos meses antes de sua morte, ela confidenciou à superiora que a atitude desse sacerdote constituíra para ela um verdadeiro martírio. Ela padeceu com a fortaleza dos mártires esse holocausto silencioso, que lhe fora anunciado pela própria Santíssima Virgem, na primeira de suas aparições: “Minha filha, o Bom Deus quer te encarregar de uma missão. Terás muitas dificuldades, mas as superarás, considerando que ages para a glória d’Ele. Saberás discernir o que vem do Bom Deus. Serás atormentada até que o digas àquele que está encarregado de te conduzir. Serás contraditada. Mas terás a graça. Não temas. Dize tudo com confiança e simplicidade. Tem confiança”.5 Uma verdadeira filha de São Vicente de Paulo “Ficarás feliz em vir a mim. Deus tem desígnios a teu respeito”. 6 Quando tinha cerca de 14 anos, Catarina ouviu em sonho estas palavras dirigidas a ela por um sacerdote desconhecido, cujo olhar penetrante e cheio de luz gravou-se para sempre em sua lembrança. Alguns anos mais tarde, visitando uma casa das Filhas da Caridade, deparou-se com um quadro do fundador da Congregação, São Vicente de Paulo, em cuja fisionomia reconheceu o sacerdote do sonho. Ficou-lhe clara, então, a vocação à qual já se sentira tantas vezes atraída: seria filha de São Vicente! Entretanto, quando no seu 21º aniversário, em 2 de maio de 1827, anunciou em casa sua decisão, o pai se opôs taxativamente. Após tentar, em vão, dissuadi-la de abraçar a vida religiosa, ele a enviou a Paris, para trabalhar no restaurante de um de seus irmãos, na ilusão de que ali ela acabaria por encontrar um bom partido e casar-se. Aquele ambiente, porém, frequentado por operários rudes e muitas vezes imodestos, não fez senão fortalecer a pureza ilibada da jovem. Tal era seu amor pela vocação que já se portava como uma autêntica Filha da Caridade, cumprindo com perfeição as recomendações feitas pelo Santo às suas filhas espirituais, entre as quais esta: “Se às religiosas [de clausura] é exigido um grau de perfeição, às Filhas da Caridade devem ser exigidos dois”.7 Catarina não desejava outra coisa senão abraçar por inteiro essa ousada meta, e perseverou em seu propósito até vencer a obstinação do pai. “Se observarmos bem as pequenas coisas, faremos bem as grandes”, 8 escreveria ela, décadas mais tarde, ao terminar um período de exercícios espirituais. A confiança e a simplicidade de uma alma inocente Finalmente, em 21 de abril de 1830, Catarina chegou ao Convento da Rue du Bac. O Conselho das Superioras logo discerniu nela uma autêntica vocação: “Tem 23 anos e convém muito à nossa comunidade: piedosa, bom caráter, temperamento forte, amor ao trabalho e muito alegre”,9 foi o parecer escrito a seu respeito. Ademais, era uma genuína camponesa, tal qual desejava São Vicente, que tomara os bons predicados das aldeãs como base natural para perfilar o ideal de virtude das Filhas da Caridade. E, quer na vida comunitária, quer no serviço dos pobres, e mesmo durante as manifestações sobrenaturais das quais foi objeto, sempre brilhou em Irmã Catarina uma das virtudes mais amadas pelo Santo Fundador: a simplicidade de coração. “O espírito das camponesas é simplíssimo: nem rastro de fingimento nem palavras de duplo sentido; não são teimosas nem apegadas às suas opiniões. […] Assim, minhas filhas, devem ser as Filhas da Caridade, e sabereis que o sois se fordes simples, sem recalcitrâncias, submissas ao parecer dos outros e cândidas em vossas palavras, e se vossos corações não pensarem uma coisa enquanto vossas bocas pronunciam outra”.10 Este ideal delineado por São Vicente encontrou, quase dois séculos depois, perfeita realização na alma desta dileta filha. Na semana seguinte à sua chegada ao convento, apareceu-lhe três vezes, em dias consecutivos, o coração de São Vicente, prenunciando as iminentes desgraças que se abateriam sobre a França, com a promessa de que as duas Congregações por ele fundadas não pereceriam. A feliz noviça teve a graça de ver também Cristo presente na Sagrada Hóstia, durante todo o tempo de seu seminário, “exceto todas as vezes que eu duvidava”,11 confidenciou ela. Imbuída da Fé que move as montanhas e atrai a benevolência de Deus, Catarina não titubeou em pedir mais: queria ver Nossa Senhora. Na véspera da festa do Fundador – que então se comemorava a 19 de julho -, confiou-lhe seu desejo numa breve oração e foi dormir esperançosa: “Deitei-me com a ideia de que naquela mesma noite veria minha boa Mãe. Havia muito tempo que queria vê-La”.12 E foi generosamente atendida, não só “naquela mesma noite”, como também em duas outras aparições, uma em novembro e outra em dezembro do mesmo ano de 1830. Com o passar dos anos, intensificou-se nela a confiança filial e ilimitada que depositava nesses três pilares de devoção, a tal ponto que, pouco antes de falecer, ela não pôde esconder o espanto quando a superiora lhe perguntou se não tinha medo da morte: “Por que temeria ir ver Nosso Senhor, sua Mãe e São Vicente?”.13 “A Santíssima Virgem escolheu bem” Santa Catarina jamais violou o segredo acerca de sua condição de vidente e mensageira das aparições da Medalha Milagrosa. Contudo, muitas pessoas chegaram a vislumbrar nela a predileta da Rainha do Céu, tal era seu amor a Deus, não só afetivo, pois inegável era sua ardorosa piedade, mas também efetivo, como o testemunhou uma de suas contemporâneas: “Suas ações, em si mesmas ordinárias, ela as fazia de maneira extraordinária”.14 Havia nela algo de discreto, alcandorado e inefável. Sua santidade era a principal mantenedora do segredo. Às irmãs que ousaram interpelá-la nesse sentido, sua resposta consistiu sempre num absoluto silêncio. Um silêncio nascido da humildade, sem nada de taciturno nem de ríspido; pelo contrário, um silêncio sacral, que chegava a despertar veneração. Quando, após sua morte, foi anunciado às Filhas da Caridade o nome da vidente da Rue du Bac, tiveram elas uma reação marcada mais pela admiração do que pela surpresa. Não era difícil associar a exemplar irmã à figura – já um tanto mitificada – da vidente ignota. E era impossível não ficarem deslumbradas ao constatar a excelência de sua humildade, que a mantivera no anonimato, embora exercendo uma missão de alcance universal. Quiçá naquele momento tenha ocorrido à lembrança das irmãs o ingênuo dito que as crianças do orfanato dirigido pelas Filhas da Caridade costumavam repetir entre si, observando de longe a Irmã Catarina Labouré: “A Santíssima Virgem escolheu bem”.15 Teriam sido estas palavras, tão verdadeiras, mero fruto da imaginação infantil ou haveria Deus, mais uma vez na História, revelado aos pequeninos os mistérios ocultados aos sábios e entendidos? Sem embargo, mais luminosa que o heroico silêncio é a lição de confiança filial deixada por Santa Catarina na Mãe que nunca desampara. “A confiança tem sempre esse prêmio. Pedindo com confiança, recebe-se mais, com mais certeza e mais abundantemente. A confiança abre-nos o Sapiencial e Imaculado Coração de Maria”.16 (Revista Arautos do Evangelho Dez/2012, n. 132, p. 22 à 25) Assista o filme produzido pela Canção Nova: #SantodoDia

  • Santa Catarina Labouré – 28 de Novembro

    SANTO DO DIA – 28 DE NOVEMBRO – SANTA CATARINA LABOURÉ A breve jaculatória que os cristãos recitam há mais de um século: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”, foi ditada pela Bem-Aventurada Virgem, no dia 28 de julho de 1830, a uma filha da caridade. “Vês os raios que saem das minhas mãos?”, perguntou-lhe a Virgem; “são as graças que não me são pedidas”. E a convidou a fazer com que aquela invocação fosse reproduzida em uma medalhinha e depois difundida entre os fiéis. Esta é, em poucas palavras, a história da “medalha milagrosa”, a qual teve e tem ainda ampla repercussão entre os devotos de Maria. Por trás deste pequeno veículo das extraordinárias graças derramadas por Maria sobre a humanidade está a humilde figura de Catarina Labouré — santa que viveu à sombra uma existência silenciosa, mas produtiva, a serviço dos pobres. Quando tinha 12 anos, sonhou com um homem de face luminosa e serena que ela não conhecia, o qual a chamou para este serviço. Viu-o depois numa pintura, quando pela primeira vez entrou no convento das filhas da caridade: era são Vicente de Paulo. Catarina tinha uma numerosa família para cuidar, depois da prematura morte da mãe. E quando o pai, um modesto proprietário rural, soube do propósito da filha de tornar-se freira, opôs-se com todos os meios. Para dissuadi-la de uma escolha que privaria a família da ajuda financeira, mandou-a trabalhar em Paris, em um pequeno restaurante popular, frequentado por operários e por muitos rapazes que trabalhavam nas fábricas. Em Paris, em contato com a pobreza, Catarina fez amadurecer a própria vocação e, aos 23 anos, pôde finalmente ser acolhida entre as filhas da caridade e dedicar-se aos pobres, aos velhos abandonados, aos meninos de rua. Um serviço que ela não interrompeu nunca, pois o privilégio de ser escolhida pela Virgem para difundir a “medalha milagrosa” não modificou sua vida, feita de humilde e silencioso serviço aos pobres. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Assista e conheça um pouco mais: Santa Catarina Labouré: A Santa do silêncio e da confiança Somente após sua morte foram descerrados os véus da heroica humildade daquela freira cujo silêncio ocultara aos olhos do mundo sua grandiosa missão: vidente e mensageira da Rainha dos Céus. Em fins de 1858, corriam por Paris notícias a respeito das aparições de Nossa Senhora a uma camponesa dos Pirineus, em Lourdes, rincão de pouca relevância do território francês. Trocavam-se impressões sobre as extraordinárias curas constatadas após o uso das águas da miraculosa nascente da Gruta de Massabielle e, sobretudo, comentava-se a celebridade da jovem vidente, Bernadete Soubirous, cuja despretensão e inabalável fé suscitavam a admiração do povo, que já a venerava como santa. O nome da vidente só foi revelado após sua morte: era a silenciosa, diligente e sempre bem humorada irmã Catarina! Santa Catarina Labouré, por volta do ano 1850 Difundindo-se célere pela capital francesa, a novidade chegou aos ouvidos também das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, que serviam aos idosos do asilo de Enghien. Entabularam uma animada conversa, na qual se ouviu uma exclamação saída dos lábios de uma religiosa que, embora discreta, mostrava-se tomada por veemente entusiasmo naquele momento: “É a mesma!”.1 Nenhuma delas alcançou o significado destas palavras. Entreolhando-se com estranheza, continuaram a falar, como se nada tivessem ouvido. “Um arco-íris místico entre a Rue du Bac e Lourdes” Em 1830, uma noviça da Casa-Mãe da Companhia das Filhas da Caridade, situada em Paris à Rue du Bac, também fora contemplada com aparições de Nossa Senhora, as quais já haviam adquirido fama mundial. Além de fazer importantes revelações sobre o futuro da Congregação e da França, a Mãe de Deus confiara à vidente a missão de mandar cunhar uma medalha através da qual Ela derramaria abundantes graças sobre o mundo. A distribuição dos primeiros exemplares deu-se em razão da epidemia de cólera que grassava por Paris, e foram tantas e tão surpreendentes as curas atribuídas ao uso dessa medalha – não sem razão denominada pelo povo de Milagrosa -, que em pouco tempo ela já se difundira por diversos países. O nome da vidente, contudo, permanecia incógnito, mesmo entre suas irmãs de hábito. E só foi revelado após sua morte: era a silenciosa, diligente e sempre bem humorada Irmã Catarina Labouré! Seus olhos azuis, serenos e límpidos, brilhavam de alegria ao ouvir falar pela primeira vez das recentes aparições de Lourdes, um eco das ocorridas na Rue du Bac. Era outra luz que despontava no mesmo caminho de misericórdia traçado pela Rainha do Céu para conduzir a humanidade a uma nova era de graças marianas. Não havia dúvida, era “a mesma”! À noviça de Paris, a Virgem ensinara a fórmula para invocá-La: “Ó Maria concebida sem pecado”. A Bernadete, assim se apresentara: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Exultante de contentamento, Irmã Catarina passou a nutrir profunda admiração pela nova vidente, embora não a conhecesse. Não sabia ela que, em Lourdes, Bernadete trazia ao pescoço a Medalha Milagrosa quando viu a Mãe de Deus, e provavelmente nutria em seu coração nobres sentimentos de veneração pela incógnita vidente da Virgem da Medalha… Pelo prisma sobrenatural, havia uma estreita união de almas das duas santas, formando “como que um arco-íris místico entre a Rue du Bac e Lourdes”.2 Santa Bernadete dava provas de heroica humildade, restituindo à Rainha do Céu as honras e louvores que o povo lhe tributava. Santa Catarina praticava de modo diferente igual humildade: vivia entregue às mais modestas funções no asilo de Enghien, onde serviu aos idosos e pobres durante mais de quarenta anos. Infância nimbada de fé e seriedade Quando Catarina nasceu, em 2 de maio de 1806, permaneciam ainda na França as chagas da irreligião abertas pela Revolução de 1789. No pequeno povoado borgonhês de Fain-lès-Moutiers, onde a família Labouré residia, não havia sacerdote. Para batizar a recém-nascida, foi preciso chamar o pároco do lugarejo vizinho. Apesar da generalizada negligência religiosa do tempo, da qual não se excluía seu pai, Pedro Labouré, a fé de Catarina e de seus nove irmãos foi salvaguardada e fortalecida graças ao empenho da mãe, Madalena Gontard, cuja principal preocupação na educação dos filhos foi inculcar-lhes uma ilimitada confiança na Santíssima Virgem. Os primeiros anos de Zoé – assim se chamava nossa santa, antes do ingresso na vida religiosa – transcorreram sem nuvens, em meio às alegrias de uma infância perfumada pela inocência. Adquiriu desde cedo gosto pela oração e não hesitava em abandonar os infantis divertimentos quando a mãe a chamava para rezarem juntas diante da singela imagem de Nossa Senhora entronizada numa sala da residência. Dotada de um precoce senso de responsabilidade e seriedade, Zoé logo percebeu as dificuldades da mãe na execução das árduas tarefas de manutenção da casa, e resolveu ajudá-la. Antes de completar oito anos, já sabia costurar, ordenhar as vacas, preparar a sopa e varrer o chão. E a compenetração que a movia a abraçar com alegria a monótona faina diária – tanto no lar, durante a infância e juventude, quanto no asilo de Enghien, ao longo de mais de quatro décadas – foi por ela mesma explicitada com palavras simples e cheias de luz: “Quando se faz a vontade de Deus, jamais se sente tédio”.3 Uma graça transformante Aos nove anos de idade, a pequena Zoé viu o horizonte de sua vida toldar-se pela tragédia: em outubro de 1815, faleceu sua mãe. Ao contemplar seu corpo inerte, chorou copiosamente, mas não por muito tempo, pois ela própria lhe havia ensinado a quem recorrer nos momentos de aflição. Passado o primeiro choque, dirigiu-se à sala onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora, diante da qual tantas vezes rezara em companhia da mãe. Resoluta, subiu numa cadeira para pôr-se à altura da imagem, abraçou-a e exclamou, entre soluços: “De agora em diante, Vós sereis minha Mãe!”.4 A resposta da Rainha do Céu foi imediata. A menina, que ali chegara débil e desfeita em lágrimas, retirou-se forte e disposta a enfrentar as adversidades. Foi essa a última vez que ela chorou na vida, pois a virtude da fortaleza a acompanhou num crescendo até o fim de seus dias. Em 1871, quando já era uma religiosa de 65 anos, o movimento revolucionário da Comuna de Paris proporcionou-lhe diversas ocasiões de manifestar, com heroísmo, essa virtude. Um dia, por exemplo, tomou a iniciativa de dirigir-se ao quartel-general dos insurrectos para defender sua superiora, contra quem fora expedida uma ordem de detenção. Expôs seus argumentos com tal firmeza ante quase sessenta comuneiros ali presentes que terminou por sair vitoriosa. Impressionados, os revolucionários passaram a tratá-la com muita deferência; chegaram inclusive a pedir-lhe para depor no julgamento de uma prisioneira, e tomaram seu depoimento, favorável à ré, como última palavra no caso. Um desdobramento dessa graça recebida na infância foi a constância de ânimo com a qual suportou as inúmeras manifestações de impaciência e incredulidade de seu confessor quando, por ordem de Nossa Senhora, lhe relatava as visões havidas. Poucos meses antes de sua morte, ela confidenciou à superiora que a atitude desse sacerdote constituíra para ela um verdadeiro martírio. Ela padeceu com a fortaleza dos mártires esse holocausto silencioso, que lhe fora anunciado pela própria Santíssima Virgem, na primeira de suas aparições: “Minha filha, o Bom Deus quer te encarregar de uma missão. Terás muitas dificuldades, mas as superarás, considerando que ages para a glória d’Ele. Saberás discernir o que vem do Bom Deus. Serás atormentada até que o digas àquele que está encarregado de te conduzir. Serás contraditada. Mas terás a graça. Não temas. Dize tudo com confiança e simplicidade. Tem confiança”.5 Uma verdadeira filha de São Vicente de Paulo “Ficarás feliz em vir a mim. Deus tem desígnios a teu respeito”. 6 Quando tinha cerca de 14 anos, Catarina ouviu em sonho estas palavras dirigidas a ela por um sacerdote desconhecido, cujo olhar penetrante e cheio de luz gravou-se para sempre em sua lembrança. Alguns anos mais tarde, visitando uma casa das Filhas da Caridade, deparou-se com um quadro do fundador da Congregação, São Vicente de Paulo, em cuja fisionomia reconheceu o sacerdote do sonho. Ficou-lhe clara, então, a vocação à qual já se sentira tantas vezes atraída: seria filha de São Vicente! Entretanto, quando no seu 21º aniversário, em 2 de maio de 1827, anunciou em casa sua decisão, o pai se opôs taxativamente. Após tentar, em vão, dissuadi-la de abraçar a vida religiosa, ele a enviou a Paris, para trabalhar no restaurante de um de seus irmãos, na ilusão de que ali ela acabaria por encontrar um bom partido e casar-se. Aquele ambiente, porém, frequentado por operários rudes e muitas vezes imodestos, não fez senão fortalecer a pureza ilibada da jovem. Tal era seu amor pela vocação que já se portava como uma autêntica Filha da Caridade, cumprindo com perfeição as recomendações feitas pelo Santo às suas filhas espirituais, entre as quais esta: “Se às religiosas [de clausura] é exigido um grau de perfeição, às Filhas da Caridade devem ser exigidos dois”.7 Catarina não desejava outra coisa senão abraçar por inteiro essa ousada meta, e perseverou em seu propósito até vencer a obstinação do pai. “Se observarmos bem as pequenas coisas, faremos bem as grandes”, 8 escreveria ela, décadas mais tarde, ao terminar um período de exercícios espirituais. A confiança e a simplicidade de uma alma inocente Finalmente, em 21 de abril de 1830, Catarina chegou ao Convento da Rue du Bac. O Conselho das Superioras logo discerniu nela uma autêntica vocação: “Tem 23 anos e convém muito à nossa comunidade: piedosa, bom caráter, temperamento forte, amor ao trabalho e muito alegre”,9 foi o parecer escrito a seu respeito. Ademais, era uma genuína camponesa, tal qual desejava São Vicente, que tomara os bons predicados das aldeãs como base natural para perfilar o ideal de virtude das Filhas da Caridade. E, quer na vida comunitária, quer no serviço dos pobres, e mesmo durante as manifestações sobrenaturais das quais foi objeto, sempre brilhou em Irmã Catarina uma das virtudes mais amadas pelo Santo Fundador: a simplicidade de coração. “O espírito das camponesas é simplíssimo: nem rastro de fingimento nem palavras de duplo sentido; não são teimosas nem apegadas às suas opiniões. […] Assim, minhas filhas, devem ser as Filhas da Caridade, e sabereis que o sois se fordes simples, sem recalcitrâncias, submissas ao parecer dos outros e cândidas em vossas palavras, e se vossos corações não pensarem uma coisa enquanto vossas bocas pronunciam outra”.10 Este ideal delineado por São Vicente encontrou, quase dois séculos depois, perfeita realização na alma desta dileta filha. Na semana seguinte à sua chegada ao convento, apareceu-lhe três vezes, em dias consecutivos, o coração de São Vicente, prenunciando as iminentes desgraças que se abateriam sobre a França, com a promessa de que as duas Congregações por ele fundadas não pereceriam. A feliz noviça teve a graça de ver também Cristo presente na Sagrada Hóstia, durante todo o tempo de seu seminário, “exceto todas as vezes que eu duvidava”,11 confidenciou ela. Imbuída da Fé que move as montanhas e atrai a benevolência de Deus, Catarina não titubeou em pedir mais: queria ver Nossa Senhora. Na véspera da festa do Fundador – que então se comemorava a 19 de julho -, confiou-lhe seu desejo numa breve oração e foi dormir esperançosa: “Deitei-me com a ideia de que naquela mesma noite veria minha boa Mãe. Havia muito tempo que queria vê-La”.12 E foi generosamente atendida, não só “naquela mesma noite”, como também em duas outras aparições, uma em novembro e outra em dezembro do mesmo ano de 1830. Com o passar dos anos, intensificou-se nela a confiança filial e ilimitada que depositava nesses três pilares de devoção, a tal ponto que, pouco antes de falecer, ela não pôde esconder o espanto quando a superiora lhe perguntou se não tinha medo da morte: “Por que temeria ir ver Nosso Senhor, sua Mãe e São Vicente?”.13 “A Santíssima Virgem escolheu bem” Santa Catarina jamais violou o segredo acerca de sua condição de vidente e mensageira das aparições da Medalha Milagrosa. Contudo, muitas pessoas chegaram a vislumbrar nela a predileta da Rainha do Céu, tal era seu amor a Deus, não só afetivo, pois inegável era sua ardorosa piedade, mas também efetivo, como o testemunhou uma de suas contemporâneas: “Suas ações, em si mesmas ordinárias, ela as fazia de maneira extraordinária”.14 Havia nela algo de discreto, alcandorado e inefável. Sua santidade era a principal mantenedora do segredo. Às irmãs que ousaram interpelá-la nesse sentido, sua resposta consistiu sempre num absoluto silêncio. Um silêncio nascido da humildade, sem nada de taciturno nem de ríspido; pelo contrário, um silêncio sacral, que chegava a despertar veneração. Quando, após sua morte, foi anunciado às Filhas da Caridade o nome da vidente da Rue du Bac, tiveram elas uma reação marcada mais pela admiração do que pela surpresa. Não era difícil associar a exemplar irmã à figura – já um tanto mitificada – da vidente ignota. E era impossível não ficarem deslumbradas ao constatar a excelência de sua humildade, que a mantivera no anonimato, embora exercendo uma missão de alcance universal. Quiçá naquele momento tenha ocorrido à lembrança das irmãs o ingênuo dito que as crianças do orfanato dirigido pelas Filhas da Caridade costumavam repetir entre si, observando de longe a Irmã Catarina Labouré: “A Santíssima Virgem escolheu bem”.15 Teriam sido estas palavras, tão verdadeiras, mero fruto da imaginação infantil ou haveria Deus, mais uma vez na História, revelado aos pequeninos os mistérios ocultados aos sábios e entendidos? Sem embargo, mais luminosa que o heroico silêncio é a lição de confiança filial deixada por Santa Catarina na Mãe que nunca desampara. “A confiança tem sempre esse prêmio. Pedindo com confiança, recebe-se mais, com mais certeza e mais abundantemente. A confiança abre-nos o Sapiencial e Imaculado Coração de Maria”.16 (Revista Arautos do Evangelho Dez/2012, n. 132, p. 22 à 25) Assista o filme produzido pela Canção Nova: #SantodoDia

  • Horror ao pecado – Mês das Almas do Purgatório (Dia 28)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Oitavo Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – I. Horror ao pecado ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . I. Horror ao pecado Que boas lições, diz o Padre Faber, podemos retirar da meditação do Purgatório! A primeira, a que domina todas as ou traz, é o amor da pureza, em geral, e como consequência, o temor de ofender a Deus, a fuga das ocasiões do pecado, — o desejo de mortificar-se para expiar as próprias faltas, — o zelo em ganhar as indulgências. Apenas desprende-se do corpo, a alma se encontra, sem poder explicar como se dá isto em face de Deus, a quem vê, a quem conhece… e sente-se naturalmente atraída a ele com uma violência que nada tem de comparável na terra… Mas, de repente, revela-se-lhe a pureza de Deus, — essa pureza que é alguma coisa de indizível em linguagem humana, e, conhecendo-se ainda maculada, embora levemente, concebe tal horror de seu estado e logo tal desejo de se purificar para se unir a Deus, que se precipita incontinente nas chamas do Purgatório onde espera a sua purificação. Assim entende Santa Catarina de Gênova, a qual acrescenta: “Se esta alma conhecesse outro Purgatório mais terrível, em que se purificasse mais depressa, aí é que ela se arrojaria na veemência de seu amor por Deus. Havia de preferir mil vezes cair no inferno a comparecer ante a Divina Majestade com a mais ligeira mancha.” E, no Purgatório, essa alma justa e amante deixa de olhar tudo o mais para fixar duas coisas: a pureza de Deus a quem ama, e a necessidade de se tornar digna dessa pureza. Entretanto, sofre, e sua dor é tanto mais viva quanto ela ignora completamente quando cessará o exílio que a tem longe de Deus! Diz ainda Santa Catarina: “É tão cruciante a pena, que a língua não pode exprimi-la, nem a inteligência conceber-lhe o rigor. Conquanto Deus em sua bondade me tenha permitido entrevê-la um instante, não a posso descrever… Todavia, se uma alma, que ainda não está purificada, fosse admitida à visão de Deus, sofreria dez vezes mais do que no Purgatório; porque não estaria em condições de acolher os efeitos dessa bondade extrema e misericordiosa justiça.” Não é verdade que tal doutrina nos faz temer a menor falta e amar cada vez mais a pureza? Roguemos às almas do Purgatório que nos alcancem o horror do pecado. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Horror ao pecado – Mês das Almas do Purgatório (Dia 28)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Oitavo Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – I. Horror ao pecado ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . I. Horror ao pecado Que boas lições, diz o Padre Faber, podemos retirar da meditação do Purgatório! A primeira, a que domina todas as ou traz, é o amor da pureza, em geral, e como consequência, o temor de ofender a Deus, a fuga das ocasiões do pecado, — o desejo de mortificar-se para expiar as próprias faltas, — o zelo em ganhar as indulgências. Apenas desprende-se do corpo, a alma se encontra, sem poder explicar como se dá isto em face de Deus, a quem vê, a quem conhece… e sente-se naturalmente atraída a ele com uma violência que nada tem de comparável na terra… Mas, de repente, revela-se-lhe a pureza de Deus, — essa pureza que é alguma coisa de indizível em linguagem humana, e, conhecendo-se ainda maculada, embora levemente, concebe tal horror de seu estado e logo tal desejo de se purificar para se unir a Deus, que se precipita incontinente nas chamas do Purgatório onde espera a sua purificação. Assim entende Santa Catarina de Gênova, a qual acrescenta: “Se esta alma conhecesse outro Purgatório mais terrível, em que se purificasse mais depressa, aí é que ela se arrojaria na veemência de seu amor por Deus. Havia de preferir mil vezes cair no inferno a comparecer ante a Divina Majestade com a mais ligeira mancha.” E, no Purgatório, essa alma justa e amante deixa de olhar tudo o mais para fixar duas coisas: a pureza de Deus a quem ama, e a necessidade de se tornar digna dessa pureza. Entretanto, sofre, e sua dor é tanto mais viva quanto ela ignora completamente quando cessará o exílio que a tem longe de Deus! Diz ainda Santa Catarina: “É tão cruciante a pena, que a língua não pode exprimi-la, nem a inteligência conceber-lhe o rigor. Conquanto Deus em sua bondade me tenha permitido entrevê-la um instante, não a posso descrever… Todavia, se uma alma, que ainda não está purificada, fosse admitida à visão de Deus, sofreria dez vezes mais do que no Purgatório; porque não estaria em condições de acolher os efeitos dessa bondade extrema e misericordiosa justiça.” Não é verdade que tal doutrina nos faz temer a menor falta e amar cada vez mais a pureza? Roguemos às almas do Purgatório que nos alcancem o horror do pecado. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Uma Medalha contra a Revolução

    No dia 27 de novembro se comemora o aniversário da revelação da Medalha de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré, a primeira grande aparição da Virgem Santíssima após a Revolução Francesa. A Revolução Francesa e seus frutos são uma realidade satânica, que precisa ser esmagada pela Imaculada Conceição e por seus filhos. Foi o que Nossa Senhora veio alertar na Rue du Bac, em 1830, e em tantas outras de suas aparições recentes… Nesta pregação, descubra conosco qual o significado da Medalha Milagrosa, à luz do grande projeto de Deus para a humanidade, e saiba como os humilíssimos Corações de Jesus e Maria, gravados nessa medalha, são para nós fonte de salvação. Celebramos hoje a aparição de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré, ocorrida em 1830, em Paris, mais precisamente na casa geral da Congregação das Filhas da Caridade, de São Vicente de Paulo. Nessa aparição, a Virgem Santíssima revelou a devoção à Medalha Milagrosa, na qual consta, de um lado, a imagem de Nossa Senhora das Graças pisando sobre a cabeça da serpente, e, de outro, o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, junto a outros símbolos. Para compreender o significado dessa devoção, é necessário tratarmos sobre o projeto de Deus na história humana, principalmente nos últimos quatro séculos. A partir de 1673, iniciaram-se as revelações do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, nas quais Nosso Senhor mostra seu coração sofrendo com os pecados dos seus consagrados (padres, bispos, religiosos e religiosas) e pede que a França seja consagrada ao seu Sagrado Coração. Seu pedido não foi atendido, e um século depois, em 1789, irrompeu a Revolução Francesa, que — embora seja apresentada distorcidamente como marco da vitória da razão sobre o absolutismo — na prática, consistiu em uma grande carnificina, realizada tanto por meio dos conflitos armados quanto pelas execuções na guilhotina. Depois de implantada a mentalidade revolucionária, ocorre, em 1830, a aparição de Nossa Senhora das Graças, na qual ela nos ensina a invocá-la através da jaculatória “Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Na década seguinte, em 1846, Nossa Senhora em La Salette aparece chorando pelos pecados do clero e dos religiosos. E, em 1858, ela aparece em Lourdes, identificando-se como a “Imaculada Conceição”. No século XX, com a ascensão do comunismo, que é um dos mais terríveis frutos da mentalidade revolucionária, Nossa Senhora aparece em Fátima, em 1917, mostrando o seu Imaculado Coração. Essas aparições do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora são uma resposta do Céu à Revolução que se iniciou na França, mas que espalhou seus malefícios pelo mundo. A intervenção do Filho de Deus e de sua mãe Maria demonstram que a Revolução Francesa, com seus frutos, é uma realidade satânica — uma revolta da criatura contra o Criador — que precisa ser esmagada pela Virgem Santíssima. Para compreender isso, é preciso observar que, na aparição de Nossa Senhora das Graças, Maria se apresenta com anéis em suas mãos, de alguns deles saem luzes e de outros não; esses últimos, segundo ela, são as graças que as pessoas deveriam ter pedido, mas não o fizeram. Tais graças não foram recebidas justamente porque as pessoas não tiveram a humildade para suplicar a intervenção sobrenatural. Essa falta de humildade faz parte da atmosfera revolucionária que paira sobre nós. As revoluções implantam no coração humano o sentimento de superioridade em relação a Deus. A humanidade repete em coro o “ nom serviam” luciferino, a fim de ignorar as verdades de fé reveladas por Deus e confiadas à Igreja. Nossa Senhora, a mais perfeita de todas as criaturas, e Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez homem, ensinam-nos que a salvação só pode ser alcançada por meio da humildade, como já advertia o apóstolo Pedro: “Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que, no tempo oportuno, Ele vos exalte. Lançai sobre Ele todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós” ( 1Pd 5, 6-7). Olhemos, pois, para o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, dois corações humildes e sem mácula. Precisamos nos configurar a eles, pois não podemos crescer na fé sem humildade e pureza de coração; só assim conseguiremos, em nossas vidas, esmagar a cabeça da serpente. Deus nos deu uma vocação sobrenatural. Mas, na nossa soberba e depravação, escolhemos rejeitar a Deus, ignorando o sobrenatural; com isso, acabamos negando a própria natureza humana e passamos a viver como animais irracionais, entregues aos instintos. Através de Nossa Senhora das Graças, Deus exorta a humanidade a recordar sua vocação sobrenatural. Nesse sentido, o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria são instrumentos de Deus para transformar os nossos corações, infundindo neles um amor sobrenatural. Sejamos, pois, humildes e puros, obedecendo os mandamentos de Deus e suplicando a Ele que restaure a pureza em nós. Ouçamos Nossa Senhora das Graças e agarremo-nos a sua santa e milagrosa Medalha, não como um amuleto mágico, mas como um instrumento deixado pela Mãe do Céu para nos recordar que ainda não estamos pedindo as graças necessárias para a nossa salvação. #MedalhaMilagrosa #NossaSenhoradasGraças

  • Uma Medalha contra a Revolução

    No dia 27 de novembro se comemora o aniversário da revelação da Medalha de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré, a primeira grande aparição da Virgem Santíssima após a Revolução Francesa. A Revolução Francesa e seus frutos são uma realidade satânica, que precisa ser esmagada pela Imaculada Conceição e por seus filhos. Foi o que Nossa Senhora veio alertar na Rue du Bac, em 1830, e em tantas outras de suas aparições recentes… Nesta pregação, descubra conosco qual o significado da Medalha Milagrosa, à luz do grande projeto de Deus para a humanidade, e saiba como os humilíssimos Corações de Jesus e Maria, gravados nessa medalha, são para nós fonte de salvação. Celebramos hoje a aparição de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré, ocorrida em 1830, em Paris, mais precisamente na casa geral da Congregação das Filhas da Caridade, de São Vicente de Paulo. Nessa aparição, a Virgem Santíssima revelou a devoção à Medalha Milagrosa, na qual consta, de um lado, a imagem de Nossa Senhora das Graças pisando sobre a cabeça da serpente, e, de outro, o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, junto a outros símbolos. Para compreender o significado dessa devoção, é necessário tratarmos sobre o projeto de Deus na história humana, principalmente nos últimos quatro séculos. A partir de 1673, iniciaram-se as revelações do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, nas quais Nosso Senhor mostra seu coração sofrendo com os pecados dos seus consagrados (padres, bispos, religiosos e religiosas) e pede que a França seja consagrada ao seu Sagrado Coração. Seu pedido não foi atendido, e um século depois, em 1789, irrompeu a Revolução Francesa, que — embora seja apresentada distorcidamente como marco da vitória da razão sobre o absolutismo — na prática, consistiu em uma grande carnificina, realizada tanto por meio dos conflitos armados quanto pelas execuções na guilhotina. Depois de implantada a mentalidade revolucionária, ocorre, em 1830, a aparição de Nossa Senhora das Graças, na qual ela nos ensina a invocá-la através da jaculatória “Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Na década seguinte, em 1846, Nossa Senhora em La Salette aparece chorando pelos pecados do clero e dos religiosos. E, em 1858, ela aparece em Lourdes, identificando-se como a “Imaculada Conceição”. No século XX, com a ascensão do comunismo, que é um dos mais terríveis frutos da mentalidade revolucionária, Nossa Senhora aparece em Fátima, em 1917, mostrando o seu Imaculado Coração. Essas aparições do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora são uma resposta do Céu à Revolução que se iniciou na França, mas que espalhou seus malefícios pelo mundo. A intervenção do Filho de Deus e de sua mãe Maria demonstram que a Revolução Francesa, com seus frutos, é uma realidade satânica — uma revolta da criatura contra o Criador — que precisa ser esmagada pela Virgem Santíssima. Para compreender isso, é preciso observar que, na aparição de Nossa Senhora das Graças, Maria se apresenta com anéis em suas mãos, de alguns deles saem luzes e de outros não; esses últimos, segundo ela, são as graças que as pessoas deveriam ter pedido, mas não o fizeram. Tais graças não foram recebidas justamente porque as pessoas não tiveram a humildade para suplicar a intervenção sobrenatural. Essa falta de humildade faz parte da atmosfera revolucionária que paira sobre nós. As revoluções implantam no coração humano o sentimento de superioridade em relação a Deus. A humanidade repete em coro o “ nom serviam” luciferino, a fim de ignorar as verdades de fé reveladas por Deus e confiadas à Igreja. Nossa Senhora, a mais perfeita de todas as criaturas, e Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez homem, ensinam-nos que a salvação só pode ser alcançada por meio da humildade, como já advertia o apóstolo Pedro: “Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que, no tempo oportuno, Ele vos exalte. Lançai sobre Ele todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós” ( 1Pd 5, 6-7). Olhemos, pois, para o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, dois corações humildes e sem mácula. Precisamos nos configurar a eles, pois não podemos crescer na fé sem humildade e pureza de coração; só assim conseguiremos, em nossas vidas, esmagar a cabeça da serpente. Deus nos deu uma vocação sobrenatural. Mas, na nossa soberba e depravação, escolhemos rejeitar a Deus, ignorando o sobrenatural; com isso, acabamos negando a própria natureza humana e passamos a viver como animais irracionais, entregues aos instintos. Através de Nossa Senhora das Graças, Deus exorta a humanidade a recordar sua vocação sobrenatural. Nesse sentido, o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria são instrumentos de Deus para transformar os nossos corações, infundindo neles um amor sobrenatural. Sejamos, pois, humildes e puros, obedecendo os mandamentos de Deus e suplicando a Ele que restaure a pureza em nós. Ouçamos Nossa Senhora das Graças e agarremo-nos a sua santa e milagrosa Medalha, não como um amuleto mágico, mas como um instrumento deixado pela Mãe do Céu para nos recordar que ainda não estamos pedindo as graças necessárias para a nossa salvação. #MedalhaMilagrosa #NossaSenhoradasGraças

  • Homilia Diária | O segredo da santidade

    Segunda-feira da 34.ª Semana do Tempo Comum Naquela pobre viúva que hoje vemos depositar no cofre do Templo tudo o que tinha para viver cumpre-se o que Deus tanto sonhava ao dizer ao povo de Israel: “Amarás o Senhor com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”, pois o que Ele quer não são barganhas nem reservas técnicas, mas que nos entreguemos ao seu amor por inteiro, sem divisões. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 27 de novembro, e aprendamos com o exemplo dos santos a dar a Deus tudo quanto temos, seja muito ou pouco, pequeno ou grande, mas que seja dado com amor! Santo do Dia: Nossa Senhora das Graças Evangelho (Lc 21,1-4) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir. (Mt 24,42a.44) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do Templo. 2 Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3 Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4 Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O segredo da santidade

    Segunda-feira da 34.ª Semana do Tempo Comum Naquela pobre viúva que hoje vemos depositar no cofre do Templo tudo o que tinha para viver cumpre-se o que Deus tanto sonhava ao dizer ao povo de Israel: “Amarás o Senhor com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”, pois o que Ele quer não são barganhas nem reservas técnicas, mas que nos entreguemos ao seu amor por inteiro, sem divisões. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 27 de novembro, e aprendamos com o exemplo dos santos a dar a Deus tudo quanto temos, seja muito ou pouco, pequeno ou grande, mas que seja dado com amor! Santo do Dia: Nossa Senhora das Graças Evangelho (Lc 21,1-4) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir. (Mt 24,42a.44) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do Templo. 2 Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3 Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4 Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Nossa Senhora das Graças – 27 de Novembro

    Festa de Nossa Senhora das Graças e a Medalha Milagrosa – 27 de Novembro Colunas de mármore, impecavelmente brancas, destacam a alvura do ambiente, iluminado pelos raios do sol que penetram pelas amplas janelas. A idéia de uma pureza imaculada, aliada a uma sensação de densa unção sobrenatural domina até hoje a capela da Congregação das Filhas da Caridade (mais conhecidas no Brasil como Irmãs Vicentinas), na Rue du Bac, em Paris, 170 anos depois de ela haver abrigado a mais augusta visitante que se possa imaginar: a própria Mãe de Deus. E ainda agora, reinando sobre esse ambiente abençoado, uma alva imagem de Nossa Senhora, coroada como Rainha, espargindo raios de suas mãos, parece ainda dizer a quem a contempla: “Venha ao pé deste altar. Aqui serão derramadas graças sobre todos os que as pedirem”. Foi essa humilde irmã de caridade o instrumento escolhido por Deus para impulsionar em todo o mundo a devoção a Maria, por meio dessa medalha que, de fato, fez jus ao nome de “milagrosa”.Ainda se encontra na Capela a cadeira na qual Nossa Senhora sentou-se, para conversar longamente com a humilde religiosa do convento. E quem é esta? A resposta está sob um altar lateral, onde se vê um esquife de vidro, dentro do qual jaz uma freira miúda, tão serena que parece adormecida. É Santa Catarina Labouré que, em 1830, recebeu da Santíssima Virgem a mensagem sobre a Medalha Milagrosa. A história dessa santinha francesa e de seus encontros – pois foram vários – com Nossa Senhora, narração de uma encantadora simplicidade, de uma candura virginal e de um celestial esplendor, não poderá deixar de nos maravilhar e atrair, despertando em nós o desejo de maior devoção a Maria, o meio mais seguro de chegarmos a Jesus Cristo, Nosso Senhor. Santa Catarina Labouré Ela se chamava Catarina, ou Zoé, para os mais íntimos. Sua maior alegria era levar a ração diária para a multidão de pombos que habitava a torre quadrada do pombal de sua casa. Ao avistarem a camponesinha, as aves se lançavam em direção a ela, envolvendo-a,submergindo-a, parecendo querer arrebatá-la e arrastá-la para as alturas. Cativa daquela palpitante nuvem, Catarina ria, defendendo-se contra as mais afoitas, acariciando as mais ternas, deixando sua mão deslizar pela brancura daquelas macias penugens. Durante toda a vida, guardará nostalgia dos pombos de sua infância: “Eram quase 800 cabeças”, costumava dizer, não sem uma pontinha de tímido orgulho… Catarina Labouré (pronuncia-se “Laburrê”) veio ao mundo em 1806, na província francesa da Borgonha, sob o céu de Fain-les-Moutiers, onde seu pai possuía uma fazenda e outros bens. Aos nove anos perdeu a mãe, uma distinta senhora pertencente à pequena burguesia local, de espírito cultivado e alma nobre, e de um heroísmo doméstico exemplar. Abalada pelo rude golpe, desfeita em lágrimas, Catarina abraça uma imagem da Santíssima Virgem e exclama: “De agora em diante, Vós sereis minha mãe!” Nossa Senhora não decepcionará a menina que se entregava a Ela com tanta devoção e confiança. A partir de então, adotou-a como filha dileta, alcançando-lhe graças superabundantes que só fizeram crescer sua alma inocente e generosa. Essa encantadora guardiã de pombos, em cujos límpidos olhos azuis se estampavam a saúde, alegria e vida, assim como a gravidade e sensatez advindas das responsabilidades que cedo pesaram sobre seus jovens ombros, essa pequena dona-de-casa modelo (e ainda iletrada) teve seus horizontes interiores abertos para a contemplação e a ascese, conducentes a uma hora de suprema magnificência. Com as Filhas de São Vicente de Paulo Certa vez, um sonho deixou Catarina intrigada. Na igreja de Fain-les-Moutiers, ela vê um velho e desconhecido sacerdote celebrando a Missa, cujo olhar a impressiona profundamente. Encerrado o Santo Sacrifício, ele faz um sinal para que Catarina se aproxime. Temerosa, ela se afasta, sempre fascinada por aquele olhar. Ainda em sonho, sai para visitar um pobre doente, e reencontra o mesmo sacerdote, que desta vez lhe diz: “Minha filha, tu agora me foges… mas um dia serás feliz em vir até mim. Deus tem desígnios sobre ti. Não te esqueças disso”. Ao despertar, Catarina repassa em sua mente aquele sonho, sem o compreender… Algum tempo depois, já com 18 anos, uma imensa surpresa! Ao entrar no parlatório de um convento em Châtillon-sur-Seine, ela depara com um quadro no qual está retratado precisamente aquele ancião de penetrante olhar: é São Vicente de Paulo, Fundador da congregação das Filhas da Caridade, que assim confirma e indica a vocação religiosa de Catarina. Com efeito, aos 23 anos, vencendo todas as tentativas do pai para afastá-la do caminho que o Senhor lhe traçara, abandona para sempre um mundo que não estava à sua altura, e entra como postulante naquele mesmo convento de Chântillon-sur-Seine. Três meses depois, em 21 de abril de 1830, é aceita no noviciado das Filhas da Caridade, situado na rue du Bac*, em Paris, onde tomará o hábito em janeiro do ano seguinte. Primeira aparição de Nossa Senhora Desde a sua entrada no convento da rue du Bac, Catarina Labouré foi favorecida por numerosas visões: o Coração de São Vicente, Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento, o Cristo Rei e a Santíssima Virgem. Apesar da importância das outras aparições, devemos nos deter nas da Rainha Celestial. A primeira teve lugar na noite de 18 para 19 de julho de 1830, data em que as Filhas da Caridade celebram a festa de seu santo Fundador. De tudo quanto então sucedeu, deixou Catarina minuciosa descrição: A Madre Marta nos falara sobre a devoção aos santos, em particular sobre a devoção à Santíssima Virgem – o que me deu desejo de vê-La – e me deitei com esse pensamento: que nessa noite mesmo, eu veria minha Boa Mãe. Como nos haviam distribuído um pedaço do roquete de linho de Sã Vicente, cortei a metade e a engoli, adormecendo com o pensamento de que São Vicente me obteria a graça de contemplar a Santíssima Virgem. Enfim, às onze e meia da noite, ouvi alguém me chamar: – Irmã Labouré! Irmã Labouré! Acordando, abri a cortina e vi um menino de quatro a cinco anos, vestido de branco, que me disse: – Levantai-vos depressa e vinde à Capela! A Santíssima Virgem vos espera. Logo me veio o pensamento de que as outras irmãs iam me ouvir. Mas, o menino me disse: – Ficai tranqüila, são onze e meia; todas estão profundamente adormecidas. Vinde, eu vos espero. Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino, que permanecera de pé sem se afastar da cabeceira de meu leito. Eu o segui. Sempre à minha esquerda, ele lançava raios de claridade por todos os lugares onde passávamos, nos quais os candeeiros estavam acesos, oque muito me espantava. Porém, muito mais surpresa fiquei ao entrar na capela: logo que o menino tocou a porta com a ponta do dedo, ela se abriu. E meu espanto foi ainda mais completo quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite. Entretanto, eu não via a Santíssima Virgem. O menino me conduziu para dentro do santuário, até o lado da cadeira do diretor espiritual*. Ali me ajoelhei, enquanto o menino continuou de pé. Como o tempo de espera estava me parecendo longo, olhei para a galeria para ver se as irmãs encarregadas da vigília noturna não passavam por ali. Por fim, chegou o momento. O menino me alertou, dizendo: – Eis a Santíssima Virgem! Ei-La! Nesse instante, Catarina ouve um ruído, como o frufru de um vestido de seda, vindo do alto da galeria. Levanta os olhos e vê uma senhora com um traje cor de marfim, que se prosterna diante do altar e vem se sentar na cadeira do Padre Diretor. A vidente estava na dúvida se Aquela era Nossa Senhora. O menino, então, não mais com timbre infantil, mas com voz de homem e em tom autoritário, disse: – Eis a Santíssima Virgem! A Irmã Catarina recordaria depois: Dei um salto para junto d’Ela, ajoelhando-me ao pé do altar, com as mãos apoiadas nos joelhos de Nossa Senhora… Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo quanto senti. Ela disse como me devo conduzir face a meu diretor espiritual, como me comportar em meus sofrimentos vindouros, mostrando-me com a mão esquerda o pé do altar, onde eu devo vir me lançar e expandir meu coração. Lá receberei todas as consolações de que necessito. Eu Lhe perguntei o que significavam todas as coisas que vira e Ela me explicou tudo: – Minha filha, Deus quer te encarregar de uma missão. Terás muito que sofrer, porém hás de suportar, pensando que o farás para a glória de Deus. Saberás (discernir) o que é de Deus. Serás atormentada, até pelo que disseres a quem está encarregado de te dirigir. Serás contraditada, mas terás a graça. Não temas. Dize tudo com confiança e simplicidade. Serás inspirada em tuas orações. O tempo atual é muito ruim. Calamidades vão se abater sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro se verá transtornado por males de todo tipo (a Santíssima Virgem tinha um ar muito entristecido ao dizer isso). Mas venham ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas sobre todas as pessoas, grandes e pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem com confiança e fervor. O perigo será grande, porém não deves temer: Deus e São Vicente protegerão esta Comunidade. Os fatos confirmam a aparição Uma semana depois dessa bendita noite, explodia nas ruas de Paris a revolução de 1830, confirmando a profecia contida na visão de Santa Catarina. Desordens sociais e políticas derrubaram o rei Carlos X, e por toda a parte se verificaram manifestações de um anti-clericalismo violento e incontrolável: igrejas profanadas, cruzes lançadas por terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destruídas, sacerdotes perseguidos e maltratados. Entretanto, cumpriu-se fielmente a promessa de Nossa Senhora: os padres Lazaristas e as Filhas da Caridade, congregações fundadas por São Vicente de Paulo, atravessaram incólumes esse turbulento período. Graças abundantes e novas provações Retornemos àqueles maravilhosos momentos na capela da rue du Bac, na noite de 18 para 19 de julho, quando Santa Catarina, com as mãos apoiadas sobre os joelhos de Nossa Senhora, ouvia a mensagem que Ela lhe trazia do Céu. Dando prosseguimento às suas narrativas, a vidente recorda estas palavras da Mãe de Deus: – Minha filha, agrada-me derramar minhas graças sobre esta Comunidade em particular. Eu a amo muito. Sofro, porque há grandes abusos e relaxamento na fidelidade à Regra, cujas disposições não são observadas. Dize-o ao teu encarregado. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para recolocar a Regra em vigor. Comunica-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas. Retomando um aspecto tristonho, Nossa Senhora acrescentou: – Grandes calamidades virão. O perigo será imenso. Não temas, Deus e São Vicente protegerão a comunidade. Eu mesma estarei convosco. Tenho sempre velado por vós e vos concederei muitas graças. Momento virá em que pensarão estar tudo perdido. Tende confiança, Eu não vos abandonarei. Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Não se dará o mesmo, porém, com outras Congregações. Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Haverábastante vítimas no clero de Paris… O Arcebispo morrerá. Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue. O Arcebispo será despojado de suas vestimentas (aqui a Santíssima Virgem não podia mais falar; o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha, o mundo todo estará na tristeza. Ouvindo estas palavras, pensei quando isto ocorreria. E compreendi muito bem: quarenta anos. Nova confirmação: a “Comuna de Paris” De fato, quatro décadas depois, no fim de 1870, a França e a Alemanha se enfrentaram num sangrento conflito, em que a superioridade de armamentos e de disciplina militar deram às forças germânicas uma fulminante vitória sobre o mal treinado exército francês. Em conseqüência da derrota, novas convulsões político-sociais arrebentaram em Paris, perpetradas por um movimento conhecido sob o nome de “Comuna”. Tais desordens deram lugar a outras violentas perseguições religiosas. Conforme Nossa Senhora previra, foi fuzilado no cárcere o Arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy. Pouco depois, os rebeldes assassinaram vinte dominicanos e outros reféns, clérigos e soldados. Entretanto, os Lazaristas e as Filhas da Caridade mais uma vez atravessaram incólumes esse período de terror, exatamente como a Santíssima Virgem prometera a Santa Catarina: “Minha filha, conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas, não se dará o mesmo com outras Congregações.” Enquanto as demais irmãs eram tomadas de pavor em meio aos insultos, injúrias e perseguições dos anarquistas da Comuna, Santa Catarina era a única a não ter medo: “Esperai” – dizia?-?, “a Virgem velará por nós… Não nos acontecerá nenhum mal!” E mesmo quando os desordeiros invadiram o convento das Filhas da Caridade e as expulsaram de lá, a santa vidente não apenas assegurou à Superiora que a própria Santíssima Virgem guardaria a casa intacta, mas previu que todas estariam de volta dentro de um mês, para celebrar a festa da Realeza de Maria. Ao retirar-se, Santa Catarina apanhou a coroa da imagem do jardim e disse a ela: “Eu voltarei para vos coroar no dia 31 de maio”. Estas e outras revelações concernentes à Revolução da Comuna realizaram-se pontualmente, conforme foram anunciadas quarenta anos antes por Nossa Senhora. Mas, retrocedamos àquela bendita noite de julho de 1830, na capela da rue du Bac. Após o encontro com a Mãe de Deus, Santa Catarina não cabia em si de tanta consolação e alegria. Ela recordaria mais tarde: Não sei quanto tempo lá permaneci. Tudo o que sei é que, quando Nossa Senhora partiu, tive a impressão de que algo se apagava, e apenas percebi uma espécie de sombra que se dirigia para o lado da galeria, fazendo o mesmo percurso pelo qual Ela havia chegado. Levantei-me dos degraus do altar e vi o menino onde ele havia ficado. Disse-me: – Ela partiu. Retomamos o mesmo caminho, de novo todo iluminado, o menino conservando-se à minha esquerda. Creio que era meu Anjo da Guarda, que se tornara visível para me fazer contemplar a Santíssima Virgem, atendendo as insistentes súplicas que eu lhe fizera neste sentido. Ele estava vestido de branco e levava consigo uma luz miraculosa, ou seja, estava resplandecente de luz. Sua idade girava em torno de quatro ou cinco anos. Retornando a meu leito (eram duas horas da manhã, pois ouvi soar a hora), não consegui mais dormir… Segunda aparição: a Medalha Milagrosa Quatro meses transcorreram desde aquela prodigiosa noite em que Santa Catarina contemplara pela primeira vez a Santíssima Virgem. Na inocente alma da religiosa cresciam as saudades daquele bendito encontro e o desejo intenso de que lhe fosse concedido de novo o augusto favor de rever a Mãe de Deus. E foi atendida. Era 27 de novembro de 1830, sábado. Às cinco e meia da tarde, as Filhas da Caridade encontravam-se reunidas na sua capela da rue du Bac para o costumeiro período de meditação. Reinava perfeito silêncio nas fileiras das freiras e noviças. Como as demais, Catarina se mantinha em profundo recolhimento. De súbito… Pareceu-me ouvir, do lado da galeria, um ruído como o frufru de um vestido de seda. Tendo olhado para esse lado, vi a Santíssima Virgem à altura do quadro de São José. De estatura média, sua face era tão bela que me seria impossível dizer sua beleza. A Santíssima Virgem estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora, feito segundo o modelo que se chama à la Vierge, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até embaixo. Sob o véu, vi os cabelos repartidos ao meio, e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos. O rosto bastante descoberto, os pés pousados sobre uma meia esfera. Nas mãos, elevadas à altura do estômago de maneira muito natural, Ela trazia uma esfera de ouro que representava o globo terrestre. Seus olhos estavam voltados para o Céu… Seu rosto era de uma incomparável formosura. Eu não saberia descrevê-lo… De repente, percebi em seus dedos anéis revestidos de belíssimas pedras preciosas, cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lançando raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro. Das pedras maiores partiam os mais magníficos fulgores, alargando-se à medida que desciam, o que enchia toda a parte inferior do lugar. Eu não via os pés de Nossa Senhora. Nesse momento, quando eu estava contemplando a Santíssima Virgem, Ela baixou os olhos, fitando-me. E uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração, dizendo estas palavras: – A esfera que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França… e cada pessoa em particular… Não sei exprimir o que senti e o que vi nesse instante: o esplendor e a cintilação de raios tão maravilhosos… – Estes (raios) são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que mas pedem – acrescentou Nossa Senhora, fazendo-me compreender quão agradável é rezar a Ela, quanto Ela é generosa para com seus devotos, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, e que alegria Ela sente ao concedê-las. – Os anéis dos quais não partem raios (dirá depois a Santíssima Virgem), simbolizam as graças que se esquecem de me pedir. Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval, no alto do qual estavam as seguintes palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”, escritas em letras de ouro. Uma voz se fez ouvir então, dizendo-me: – Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança… Nesse instante, o quadro me pareceu girar e vi o reverso da medalha: no centro, o monograma da Santíssima Virgem, composto pela letra “M” encimada por uma cruz, a qual tinha uma barra em sua base. Embaixo figuravam os Corações de Jesus e de Maria, o primeirocoroado de espinhos, e o outro, transpassado por um gládio. Tudo desapareceu como algo que se extingue, e fiquei repleta de bons sentimentos, de alegria e de consolação. Santa Catarina dirá, mais tarde, a seu Diretor Espiritual ter visto as figuras do verso da medalha contornadas por uma guirlanda de doze estrelas. Tempos depois, pensando se algo mais devia lhes ser acrescentado, ouviu durante a meditação uma voz que dizia: – O M e os dois corações são suficientes. Terceira aparição de Nossa Senhora Passado alguns dias, em dezembro de 1830, Nossa Senhora apareceu pela terceira e última vez a Santa Catarina. Como na visão anterior, Ela veio no período da meditação vespertina, fazendo-se preceder por aquele característico frufru de vestido de seda. Dali a pouco, a vidente contemplava a Rainha do Universo, em seu traje cor da aurora, revestida do véu branco, segurando novamente um globo de ouro encimado por uma pequena cruz. Dos anéis ornados de pedras preciosas jorra, com intensidades diversas, a mesma luz, radiosa como a do sol. Contou depois Santa Catarina: É impossível exprimir o que senti e compreendi no momento em que a Santíssima Virgem oferecia o Globo a Nosso Senhor. Como estava com a atenção voltada em contemplar a Santíssima Virgem, uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração: Estes raios são símbolo das graças que a Santíssima Virgem obtém para as pessoas que Lhas pedem. Estava eu cheia de bons sentimentos, quando tudo desapareceu como algo que se apaga. E fiquei repleta de alegria e consolação… A cunhagem das primeiras medalhas Encerrava-se assim o ciclo das aparições da Santíssima Virgem a Santa Catarina. Esta, entretanto, recebeu uma consoladora mensagem: “Minha filha, doravante não mais me verás, porém ouvirás minha voz durante tuas orações”. Tudo quanto presenciara e lhe fora transmitido, Santa Catarina relatou ao seu diretor espiritual, o Padre Aladel, que muito hesitou em lhe dar crédito. Ele considerava uma sonhadora, visionária e alucinada essa noviça que tudo lhe confiava e insistentemente implorava: – Nossa Senhora quer isto… Nossa Senhora está descontente… é preciso cunhar a medalha! Dois anos de tormento se passaram. Por fim, o Padre Aladel resolve consultar o Arcebispo de Paris, Dom Quelen, que o encoraja a levar adiante esse santo empreendimento. Só então encomenda à Casa Vachette as primeiras vinte mil medalhas. A cunhagem já iacomeçar, quando uma epidemia de cólera, vinda da Rússia através da Polônia, irrompeu em Paris em 26 de março de 1832, espalhando a morte e a calamidade. A devastação foi tal que, num único dia, registraram-se 861 vítimas fatais, sendo que o total de óbitos elevou-se a mais de vinte mil. As descrições da época são aterradoras: o corpo de um homem em perfeitas condições de saúde reduzia-se ao estado de esqueleto em apenas quatro ou cinco horas. Quase num piscar de olhos, jovens cheios de vida tomavam o aspecto de velhos carcomidos, e logodepois não eram senão horripilantes cadáveres. Nos últimos dias de maio, quando a epidemia pareceu recuar, iniciou-se de fato a cunhagem das medalhas. Todavia, na segunda quinzena de junho, novo surto da tremenda enfermidade lançava uma vez mais o pânico entre o povo. Finalmente, a Casa Vachette entregou no dia 30 desse mês as primeiras 1500 medalhas, que logo foram distribuídas pelas Filhas da Caridade e abriram um interminável cortejo de graças e milagres. Conversão do jovem Ratisbonne Os prodígios da misericórdia divina operados através da Medalha correram de boca em boca por toda a França. Em poucos anos, já se difundia pelo mundo inteiro a notícia de que Nossa Senhora havia indicado pessoalmente a uma freira, Filha da Caridade, o modelo de uma medalha que mereceu imediatamente o nome de “Milagrosa”, pois imensos e copiosos eram os favores celestiais alcançados pelos que a usavam com confiança, segundo a promessa da Santíssima Virgem. Em 1839, mais de dez milhões de medalhas já circulavam pelos cinco continentes, e os registros de milagres chegavam de todos os lados: Estados Unidos, Polônia, China, Etiópia… Nenhum, porém, causou tanta surpresa e admiração quanto o noticiado pela imprensa em 1842: um jovem banqueiro, aparentado com a riquíssima família Rotschild, judeu de raça e religião, indo a Roma com olhos críticos em relação à Fé Católica, converteu-se subitamente na Igreja de Santo André delle Fratte. A Santíssima Virgem lhe aparecera com as mesmas características da Medalha Milagrosa: “Ela nada disse, mas eu compreendi tudo”, declarou Afonso Tobias Ratisbonne, que logo rompeu um promissor noivado e se tornou, no mesmo ano, noviço jesuíta. Mais tarde se ordenou sacerdote e prestou relevantes serviços à Santa Igreja, sob o nome de Padre Afonso Maria Ratisbonne. Quatro dias antes de sua feliz conversão, o jovem israelita aceitara, por bravata, a imposição de seu amigo, o Barão de Bussières: prometera rezar todo dia um Lembrai-vos (conhecida oração composta por São Bernardo) e levar ao pescoço uma Medalha Milagrosa. E ele a trazia consigo quando Nossa Senhora lhe apareceu… Essa espetacular conversão comoveu toda a aristocracia européia e teve repercussão mundial, tornando ainda mais conhecida, procurada e venerada a Medalha Milagrosa. Entretanto, ninguém – nem a Superiora da rue du Bac e nem mesmo o Papa – sabia quem era a religiosa escolhida por Nossa Senhora para canal de tantas graças. Ninguém… exceto o Padre Aladel, que envolvia tudo no anonimato. Por humildade, Santa Catarina Labouré manteve durante toda a vida uma absoluta discrição, jamais deixando transparecer o celeste privilégiocom que fora contemplada. Para ela importava apenas a difusão da medalha: era sua missão… e estava cumprida! A figura de Nossa Senhora na Medalha A propósito da figura de Nossa Senhora, com as mãos e os braços estendidos, tal como aparece na Medalha Milagrosa, levanta-se uma delicada e controvertida questão. Dos manuscritos de Santa Catarina pode-se inferir que Nossa Senhora lhe apareceu três vezes, duas das quais oferecendo o globo a Nosso Senhor. Em nenhum desses numerosos autógrafos há qualquer menção ao momento em que a Mãe de Deus teria estendido seus braços e suas virginalíssimas mãos, como se vê na Medalha Milagrosa e nos primeiros quadros representativos das aparições. Essa divergência entre as descrições de Santa Catarina e a representação da Medalha Milagrosa foi logo apontada pelo biógrafo da vidente, Monsenhor Chevalier, ao declarar em 1896 no processo de beatificação: “Não chego a compreender por que o Padre Aladel suprimiu o globo que a Serva de Deus sempre afirmou a mim ter visto nas mãos da Santíssima Virgem. Sou levado a crer que ele agiu assim para simplificar a medalha”. Porém, se lamentável é esta “simplificação” feita pelo Padre Aladel, ela não deve causar a menor perturbação. Sobre a Medalha Milagrosa, tal qual é conhecida e venerada hoje no mundo inteiro, pousaram as bênçãos da Santíssima Virgem. É o que, indubitavelmente, se deduz das incontáveis e insignes graças, dos fulgurantes e inúmeros milagres que tem ocasionado, bem como da reação de Santa Catarina ao receber as primeiras medalhas cunhadas pela Casa Vachette, dois anos depois das aparições: “Agora é preciso propagá-la!”, exclamou ela. Ainda acerca do globo que não figura na Medalha, uma decisiva confidência afasta qualquer dúvida. Em 1876, pouco antes de falecer, sendo interrogada pela sua Superiora, Madre Joana Dufès, Santa Catarina respondeu categoricamente: – Oh! Não se deve tocar na Medalha Milagrosa! A glorificação de Catarina Durante 46 anos de uma vida toda interior e escrupulosamente recolhida, Santa Catarina permaneceu fiel a seu anonimato. Miraculoso silêncio! Seis meses antes de seu fim, impossibilitada de ver seu confessor, recebeu do Céu a autorização – quiçá a exigência – de revelar à sua Superiora quem era a freira honrada pela Santíssima Virgem por um ato de confiança sem igual. Diante da idosa e já claudicante irmã, em relação à qual havia sido por vezes severa, a Superiora se ajoelhou e se humilhou. Tanta simplicidade na grandeza confundia sua soberba. Santa Catarina faleceu docemente em 31 de dezembro de 1876, sendo enterrada três dias depois numa sepultura cavada na capela da rue du Bac. Passadas quase seis décadas, em 21 de março de 1933, seu corpo exumado apareceu incorrupto à vista dos assistentes. Um médico ergueu as pálpebras da santa e recuou, reprimindo a custo um grito de espanto: os magníficos olhos azuis que contemplaram a Santíssima Virgem pareciam ainda, após 56 anos de túmulo, palpitantes de vida. A Igreja elevou Santa Catarina Labouré à honra dos altares em 27 de julho de 1947. Aos tesouros de graças e misericórdias espargidos pela Medalha Milagrosa em todo o mundo, iam se acrescentar doravante as benevolências e favores obtidos pela intercessão daquela que vivera na sombra, escondida com Jesus e Maria. Hoje, qualquer fiel pode venerar o corpo incorrupto da santa, exposto na Casa das Filhas da Caridade, em Paris. Antigamente ali, nas horas de oração e recolhimento, o balouçar das alvas coifas das religiosas ajoelhadas em fileiras diante do altar, lembrava um disciplinado vôo de pombos brancos… #FestasdeNossaSenhora

  • Nossa Senhora das Graças – 27 de Novembro

    Festa de Nossa Senhora das Graças e a Medalha Milagrosa – 27 de Novembro Colunas de mármore, impecavelmente brancas, destacam a alvura do ambiente, iluminado pelos raios do sol que penetram pelas amplas janelas. A idéia de uma pureza imaculada, aliada a uma sensação de densa unção sobrenatural domina até hoje a capela da Congregação das Filhas da Caridade (mais conhecidas no Brasil como Irmãs Vicentinas), na Rue du Bac, em Paris, 170 anos depois de ela haver abrigado a mais augusta visitante que se possa imaginar: a própria Mãe de Deus. E ainda agora, reinando sobre esse ambiente abençoado, uma alva imagem de Nossa Senhora, coroada como Rainha, espargindo raios de suas mãos, parece ainda dizer a quem a contempla: “Venha ao pé deste altar. Aqui serão derramadas graças sobre todos os que as pedirem”. Foi essa humilde irmã de caridade o instrumento escolhido por Deus para impulsionar em todo o mundo a devoção a Maria, por meio dessa medalha que, de fato, fez jus ao nome de “milagrosa”.Ainda se encontra na Capela a cadeira na qual Nossa Senhora sentou-se, para conversar longamente com a humilde religiosa do convento. E quem é esta? A resposta está sob um altar lateral, onde se vê um esquife de vidro, dentro do qual jaz uma freira miúda, tão serena que parece adormecida. É Santa Catarina Labouré que, em 1830, recebeu da Santíssima Virgem a mensagem sobre a Medalha Milagrosa. A história dessa santinha francesa e de seus encontros – pois foram vários – com Nossa Senhora, narração de uma encantadora simplicidade, de uma candura virginal e de um celestial esplendor, não poderá deixar de nos maravilhar e atrair, despertando em nós o desejo de maior devoção a Maria, o meio mais seguro de chegarmos a Jesus Cristo, Nosso Senhor. Santa Catarina Labouré Ela se chamava Catarina, ou Zoé, para os mais íntimos. Sua maior alegria era levar a ração diária para a multidão de pombos que habitava a torre quadrada do pombal de sua casa. Ao avistarem a camponesinha, as aves se lançavam em direção a ela, envolvendo-a,submergindo-a, parecendo querer arrebatá-la e arrastá-la para as alturas. Cativa daquela palpitante nuvem, Catarina ria, defendendo-se contra as mais afoitas, acariciando as mais ternas, deixando sua mão deslizar pela brancura daquelas macias penugens. Durante toda a vida, guardará nostalgia dos pombos de sua infância: “Eram quase 800 cabeças”, costumava dizer, não sem uma pontinha de tímido orgulho… Catarina Labouré (pronuncia-se “Laburrê”) veio ao mundo em 1806, na província francesa da Borgonha, sob o céu de Fain-les-Moutiers, onde seu pai possuía uma fazenda e outros bens. Aos nove anos perdeu a mãe, uma distinta senhora pertencente à pequena burguesia local, de espírito cultivado e alma nobre, e de um heroísmo doméstico exemplar. Abalada pelo rude golpe, desfeita em lágrimas, Catarina abraça uma imagem da Santíssima Virgem e exclama: “De agora em diante, Vós sereis minha mãe!” Nossa Senhora não decepcionará a menina que se entregava a Ela com tanta devoção e confiança. A partir de então, adotou-a como filha dileta, alcançando-lhe graças superabundantes que só fizeram crescer sua alma inocente e generosa. Essa encantadora guardiã de pombos, em cujos límpidos olhos azuis se estampavam a saúde, alegria e vida, assim como a gravidade e sensatez advindas das responsabilidades que cedo pesaram sobre seus jovens ombros, essa pequena dona-de-casa modelo (e ainda iletrada) teve seus horizontes interiores abertos para a contemplação e a ascese, conducentes a uma hora de suprema magnificência. Com as Filhas de São Vicente de Paulo Certa vez, um sonho deixou Catarina intrigada. Na igreja de Fain-les-Moutiers, ela vê um velho e desconhecido sacerdote celebrando a Missa, cujo olhar a impressiona profundamente. Encerrado o Santo Sacrifício, ele faz um sinal para que Catarina se aproxime. Temerosa, ela se afasta, sempre fascinada por aquele olhar. Ainda em sonho, sai para visitar um pobre doente, e reencontra o mesmo sacerdote, que desta vez lhe diz: “Minha filha, tu agora me foges… mas um dia serás feliz em vir até mim. Deus tem desígnios sobre ti. Não te esqueças disso”. Ao despertar, Catarina repassa em sua mente aquele sonho, sem o compreender… Algum tempo depois, já com 18 anos, uma imensa surpresa! Ao entrar no parlatório de um convento em Châtillon-sur-Seine, ela depara com um quadro no qual está retratado precisamente aquele ancião de penetrante olhar: é São Vicente de Paulo, Fundador da congregação das Filhas da Caridade, que assim confirma e indica a vocação religiosa de Catarina. Com efeito, aos 23 anos, vencendo todas as tentativas do pai para afastá-la do caminho que o Senhor lhe traçara, abandona para sempre um mundo que não estava à sua altura, e entra como postulante naquele mesmo convento de Chântillon-sur-Seine. Três meses depois, em 21 de abril de 1830, é aceita no noviciado das Filhas da Caridade, situado na rue du Bac*, em Paris, onde tomará o hábito em janeiro do ano seguinte. Primeira aparição de Nossa Senhora Desde a sua entrada no convento da rue du Bac, Catarina Labouré foi favorecida por numerosas visões: o Coração de São Vicente, Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento, o Cristo Rei e a Santíssima Virgem. Apesar da importância das outras aparições, devemos nos deter nas da Rainha Celestial. A primeira teve lugar na noite de 18 para 19 de julho de 1830, data em que as Filhas da Caridade celebram a festa de seu santo Fundador. De tudo quanto então sucedeu, deixou Catarina minuciosa descrição: A Madre Marta nos falara sobre a devoção aos santos, em particular sobre a devoção à Santíssima Virgem – o que me deu desejo de vê-La – e me deitei com esse pensamento: que nessa noite mesmo, eu veria minha Boa Mãe. Como nos haviam distribuído um pedaço do roquete de linho de Sã Vicente, cortei a metade e a engoli, adormecendo com o pensamento de que São Vicente me obteria a graça de contemplar a Santíssima Virgem. Enfim, às onze e meia da noite, ouvi alguém me chamar: – Irmã Labouré! Irmã Labouré! Acordando, abri a cortina e vi um menino de quatro a cinco anos, vestido de branco, que me disse: – Levantai-vos depressa e vinde à Capela! A Santíssima Virgem vos espera. Logo me veio o pensamento de que as outras irmãs iam me ouvir. Mas, o menino me disse: – Ficai tranqüila, são onze e meia; todas estão profundamente adormecidas. Vinde, eu vos espero. Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino, que permanecera de pé sem se afastar da cabeceira de meu leito. Eu o segui. Sempre à minha esquerda, ele lançava raios de claridade por todos os lugares onde passávamos, nos quais os candeeiros estavam acesos, oque muito me espantava. Porém, muito mais surpresa fiquei ao entrar na capela: logo que o menino tocou a porta com a ponta do dedo, ela se abriu. E meu espanto foi ainda mais completo quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite. Entretanto, eu não via a Santíssima Virgem. O menino me conduziu para dentro do santuário, até o lado da cadeira do diretor espiritual*. Ali me ajoelhei, enquanto o menino continuou de pé. Como o tempo de espera estava me parecendo longo, olhei para a galeria para ver se as irmãs encarregadas da vigília noturna não passavam por ali. Por fim, chegou o momento. O menino me alertou, dizendo: – Eis a Santíssima Virgem! Ei-La! Nesse instante, Catarina ouve um ruído, como o frufru de um vestido de seda, vindo do alto da galeria. Levanta os olhos e vê uma senhora com um traje cor de marfim, que se prosterna diante do altar e vem se sentar na cadeira do Padre Diretor. A vidente estava na dúvida se Aquela era Nossa Senhora. O menino, então, não mais com timbre infantil, mas com voz de homem e em tom autoritário, disse: – Eis a Santíssima Virgem! A Irmã Catarina recordaria depois: Dei um salto para junto d’Ela, ajoelhando-me ao pé do altar, com as mãos apoiadas nos joelhos de Nossa Senhora… Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo quanto senti. Ela disse como me devo conduzir face a meu diretor espiritual, como me comportar em meus sofrimentos vindouros, mostrando-me com a mão esquerda o pé do altar, onde eu devo vir me lançar e expandir meu coração. Lá receberei todas as consolações de que necessito. Eu Lhe perguntei o que significavam todas as coisas que vira e Ela me explicou tudo: – Minha filha, Deus quer te encarregar de uma missão. Terás muito que sofrer, porém hás de suportar, pensando que o farás para a glória de Deus. Saberás (discernir) o que é de Deus. Serás atormentada, até pelo que disseres a quem está encarregado de te dirigir. Serás contraditada, mas terás a graça. Não temas. Dize tudo com confiança e simplicidade. Serás inspirada em tuas orações. O tempo atual é muito ruim. Calamidades vão se abater sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro se verá transtornado por males de todo tipo (a Santíssima Virgem tinha um ar muito entristecido ao dizer isso). Mas venham ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas sobre todas as pessoas, grandes e pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem com confiança e fervor. O perigo será grande, porém não deves temer: Deus e São Vicente protegerão esta Comunidade. Os fatos confirmam a aparição Uma semana depois dessa bendita noite, explodia nas ruas de Paris a revolução de 1830, confirmando a profecia contida na visão de Santa Catarina. Desordens sociais e políticas derrubaram o rei Carlos X, e por toda a parte se verificaram manifestações de um anti-clericalismo violento e incontrolável: igrejas profanadas, cruzes lançadas por terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destruídas, sacerdotes perseguidos e maltratados. Entretanto, cumpriu-se fielmente a promessa de Nossa Senhora: os padres Lazaristas e as Filhas da Caridade, congregações fundadas por São Vicente de Paulo, atravessaram incólumes esse turbulento período. Graças abundantes e novas provações Retornemos àqueles maravilhosos momentos na capela da rue du Bac, na noite de 18 para 19 de julho, quando Santa Catarina, com as mãos apoiadas sobre os joelhos de Nossa Senhora, ouvia a mensagem que Ela lhe trazia do Céu. Dando prosseguimento às suas narrativas, a vidente recorda estas palavras da Mãe de Deus: – Minha filha, agrada-me derramar minhas graças sobre esta Comunidade em particular. Eu a amo muito. Sofro, porque há grandes abusos e relaxamento na fidelidade à Regra, cujas disposições não são observadas. Dize-o ao teu encarregado. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para recolocar a Regra em vigor. Comunica-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas. Retomando um aspecto tristonho, Nossa Senhora acrescentou: – Grandes calamidades virão. O perigo será imenso. Não temas, Deus e São Vicente protegerão a comunidade. Eu mesma estarei convosco. Tenho sempre velado por vós e vos concederei muitas graças. Momento virá em que pensarão estar tudo perdido. Tende confiança, Eu não vos abandonarei. Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Não se dará o mesmo, porém, com outras Congregações. Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Haverábastante vítimas no clero de Paris… O Arcebispo morrerá. Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue. O Arcebispo será despojado de suas vestimentas (aqui a Santíssima Virgem não podia mais falar; o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha, o mundo todo estará na tristeza. Ouvindo estas palavras, pensei quando isto ocorreria. E compreendi muito bem: quarenta anos. Nova confirmação: a “Comuna de Paris” De fato, quatro décadas depois, no fim de 1870, a França e a Alemanha se enfrentaram num sangrento conflito, em que a superioridade de armamentos e de disciplina militar deram às forças germânicas uma fulminante vitória sobre o mal treinado exército francês. Em conseqüência da derrota, novas convulsões político-sociais arrebentaram em Paris, perpetradas por um movimento conhecido sob o nome de “Comuna”. Tais desordens deram lugar a outras violentas perseguições religiosas. Conforme Nossa Senhora previra, foi fuzilado no cárcere o Arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy. Pouco depois, os rebeldes assassinaram vinte dominicanos e outros reféns, clérigos e soldados. Entretanto, os Lazaristas e as Filhas da Caridade mais uma vez atravessaram incólumes esse período de terror, exatamente como a Santíssima Virgem prometera a Santa Catarina: “Minha filha, conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas, não se dará o mesmo com outras Congregações.” Enquanto as demais irmãs eram tomadas de pavor em meio aos insultos, injúrias e perseguições dos anarquistas da Comuna, Santa Catarina era a única a não ter medo: “Esperai” – dizia?-?, “a Virgem velará por nós… Não nos acontecerá nenhum mal!” E mesmo quando os desordeiros invadiram o convento das Filhas da Caridade e as expulsaram de lá, a santa vidente não apenas assegurou à Superiora que a própria Santíssima Virgem guardaria a casa intacta, mas previu que todas estariam de volta dentro de um mês, para celebrar a festa da Realeza de Maria. Ao retirar-se, Santa Catarina apanhou a coroa da imagem do jardim e disse a ela: “Eu voltarei para vos coroar no dia 31 de maio”. Estas e outras revelações concernentes à Revolução da Comuna realizaram-se pontualmente, conforme foram anunciadas quarenta anos antes por Nossa Senhora. Mas, retrocedamos àquela bendita noite de julho de 1830, na capela da rue du Bac. Após o encontro com a Mãe de Deus, Santa Catarina não cabia em si de tanta consolação e alegria. Ela recordaria mais tarde: Não sei quanto tempo lá permaneci. Tudo o que sei é que, quando Nossa Senhora partiu, tive a impressão de que algo se apagava, e apenas percebi uma espécie de sombra que se dirigia para o lado da galeria, fazendo o mesmo percurso pelo qual Ela havia chegado. Levantei-me dos degraus do altar e vi o menino onde ele havia ficado. Disse-me: – Ela partiu. Retomamos o mesmo caminho, de novo todo iluminado, o menino conservando-se à minha esquerda. Creio que era meu Anjo da Guarda, que se tornara visível para me fazer contemplar a Santíssima Virgem, atendendo as insistentes súplicas que eu lhe fizera neste sentido. Ele estava vestido de branco e levava consigo uma luz miraculosa, ou seja, estava resplandecente de luz. Sua idade girava em torno de quatro ou cinco anos. Retornando a meu leito (eram duas horas da manhã, pois ouvi soar a hora), não consegui mais dormir… Segunda aparição: a Medalha Milagrosa Quatro meses transcorreram desde aquela prodigiosa noite em que Santa Catarina contemplara pela primeira vez a Santíssima Virgem. Na inocente alma da religiosa cresciam as saudades daquele bendito encontro e o desejo intenso de que lhe fosse concedido de novo o augusto favor de rever a Mãe de Deus. E foi atendida. Era 27 de novembro de 1830, sábado. Às cinco e meia da tarde, as Filhas da Caridade encontravam-se reunidas na sua capela da rue du Bac para o costumeiro período de meditação. Reinava perfeito silêncio nas fileiras das freiras e noviças. Como as demais, Catarina se mantinha em profundo recolhimento. De súbito… Pareceu-me ouvir, do lado da galeria, um ruído como o frufru de um vestido de seda. Tendo olhado para esse lado, vi a Santíssima Virgem à altura do quadro de São José. De estatura média, sua face era tão bela que me seria impossível dizer sua beleza. A Santíssima Virgem estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora, feito segundo o modelo que se chama à la Vierge, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até embaixo. Sob o véu, vi os cabelos repartidos ao meio, e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos. O rosto bastante descoberto, os pés pousados sobre uma meia esfera. Nas mãos, elevadas à altura do estômago de maneira muito natural, Ela trazia uma esfera de ouro que representava o globo terrestre. Seus olhos estavam voltados para o Céu… Seu rosto era de uma incomparável formosura. Eu não saberia descrevê-lo… De repente, percebi em seus dedos anéis revestidos de belíssimas pedras preciosas, cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lançando raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro. Das pedras maiores partiam os mais magníficos fulgores, alargando-se à medida que desciam, o que enchia toda a parte inferior do lugar. Eu não via os pés de Nossa Senhora. Nesse momento, quando eu estava contemplando a Santíssima Virgem, Ela baixou os olhos, fitando-me. E uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração, dizendo estas palavras: – A esfera que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França… e cada pessoa em particular… Não sei exprimir o que senti e o que vi nesse instante: o esplendor e a cintilação de raios tão maravilhosos… – Estes (raios) são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que mas pedem – acrescentou Nossa Senhora, fazendo-me compreender quão agradável é rezar a Ela, quanto Ela é generosa para com seus devotos, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, e que alegria Ela sente ao concedê-las. – Os anéis dos quais não partem raios (dirá depois a Santíssima Virgem), simbolizam as graças que se esquecem de me pedir. Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval, no alto do qual estavam as seguintes palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”, escritas em letras de ouro. Uma voz se fez ouvir então, dizendo-me: – Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança… Nesse instante, o quadro me pareceu girar e vi o reverso da medalha: no centro, o monograma da Santíssima Virgem, composto pela letra “M” encimada por uma cruz, a qual tinha uma barra em sua base. Embaixo figuravam os Corações de Jesus e de Maria, o primeirocoroado de espinhos, e o outro, transpassado por um gládio. Tudo desapareceu como algo que se extingue, e fiquei repleta de bons sentimentos, de alegria e de consolação. Santa Catarina dirá, mais tarde, a seu Diretor Espiritual ter visto as figuras do verso da medalha contornadas por uma guirlanda de doze estrelas. Tempos depois, pensando se algo mais devia lhes ser acrescentado, ouviu durante a meditação uma voz que dizia: – O M e os dois corações são suficientes. Terceira aparição de Nossa Senhora Passado alguns dias, em dezembro de 1830, Nossa Senhora apareceu pela terceira e última vez a Santa Catarina. Como na visão anterior, Ela veio no período da meditação vespertina, fazendo-se preceder por aquele característico frufru de vestido de seda. Dali a pouco, a vidente contemplava a Rainha do Universo, em seu traje cor da aurora, revestida do véu branco, segurando novamente um globo de ouro encimado por uma pequena cruz. Dos anéis ornados de pedras preciosas jorra, com intensidades diversas, a mesma luz, radiosa como a do sol. Contou depois Santa Catarina: É impossível exprimir o que senti e compreendi no momento em que a Santíssima Virgem oferecia o Globo a Nosso Senhor. Como estava com a atenção voltada em contemplar a Santíssima Virgem, uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração: Estes raios são símbolo das graças que a Santíssima Virgem obtém para as pessoas que Lhas pedem. Estava eu cheia de bons sentimentos, quando tudo desapareceu como algo que se apaga. E fiquei repleta de alegria e consolação… A cunhagem das primeiras medalhas Encerrava-se assim o ciclo das aparições da Santíssima Virgem a Santa Catarina. Esta, entretanto, recebeu uma consoladora mensagem: “Minha filha, doravante não mais me verás, porém ouvirás minha voz durante tuas orações”. Tudo quanto presenciara e lhe fora transmitido, Santa Catarina relatou ao seu diretor espiritual, o Padre Aladel, que muito hesitou em lhe dar crédito. Ele considerava uma sonhadora, visionária e alucinada essa noviça que tudo lhe confiava e insistentemente implorava: – Nossa Senhora quer isto… Nossa Senhora está descontente… é preciso cunhar a medalha! Dois anos de tormento se passaram. Por fim, o Padre Aladel resolve consultar o Arcebispo de Paris, Dom Quelen, que o encoraja a levar adiante esse santo empreendimento. Só então encomenda à Casa Vachette as primeiras vinte mil medalhas. A cunhagem já iacomeçar, quando uma epidemia de cólera, vinda da Rússia através da Polônia, irrompeu em Paris em 26 de março de 1832, espalhando a morte e a calamidade. A devastação foi tal que, num único dia, registraram-se 861 vítimas fatais, sendo que o total de óbitos elevou-se a mais de vinte mil. As descrições da época são aterradoras: o corpo de um homem em perfeitas condições de saúde reduzia-se ao estado de esqueleto em apenas quatro ou cinco horas. Quase num piscar de olhos, jovens cheios de vida tomavam o aspecto de velhos carcomidos, e logodepois não eram senão horripilantes cadáveres. Nos últimos dias de maio, quando a epidemia pareceu recuar, iniciou-se de fato a cunhagem das medalhas. Todavia, na segunda quinzena de junho, novo surto da tremenda enfermidade lançava uma vez mais o pânico entre o povo. Finalmente, a Casa Vachette entregou no dia 30 desse mês as primeiras 1500 medalhas, que logo foram distribuídas pelas Filhas da Caridade e abriram um interminável cortejo de graças e milagres. Conversão do jovem Ratisbonne Os prodígios da misericórdia divina operados através da Medalha correram de boca em boca por toda a França. Em poucos anos, já se difundia pelo mundo inteiro a notícia de que Nossa Senhora havia indicado pessoalmente a uma freira, Filha da Caridade, o modelo de uma medalha que mereceu imediatamente o nome de “Milagrosa”, pois imensos e copiosos eram os favores celestiais alcançados pelos que a usavam com confiança, segundo a promessa da Santíssima Virgem. Em 1839, mais de dez milhões de medalhas já circulavam pelos cinco continentes, e os registros de milagres chegavam de todos os lados: Estados Unidos, Polônia, China, Etiópia… Nenhum, porém, causou tanta surpresa e admiração quanto o noticiado pela imprensa em 1842: um jovem banqueiro, aparentado com a riquíssima família Rotschild, judeu de raça e religião, indo a Roma com olhos críticos em relação à Fé Católica, converteu-se subitamente na Igreja de Santo André delle Fratte. A Santíssima Virgem lhe aparecera com as mesmas características da Medalha Milagrosa: “Ela nada disse, mas eu compreendi tudo”, declarou Afonso Tobias Ratisbonne, que logo rompeu um promissor noivado e se tornou, no mesmo ano, noviço jesuíta. Mais tarde se ordenou sacerdote e prestou relevantes serviços à Santa Igreja, sob o nome de Padre Afonso Maria Ratisbonne. Quatro dias antes de sua feliz conversão, o jovem israelita aceitara, por bravata, a imposição de seu amigo, o Barão de Bussières: prometera rezar todo dia um Lembrai-vos (conhecida oração composta por São Bernardo) e levar ao pescoço uma Medalha Milagrosa. E ele a trazia consigo quando Nossa Senhora lhe apareceu… Essa espetacular conversão comoveu toda a aristocracia européia e teve repercussão mundial, tornando ainda mais conhecida, procurada e venerada a Medalha Milagrosa. Entretanto, ninguém – nem a Superiora da rue du Bac e nem mesmo o Papa – sabia quem era a religiosa escolhida por Nossa Senhora para canal de tantas graças. Ninguém… exceto o Padre Aladel, que envolvia tudo no anonimato. Por humildade, Santa Catarina Labouré manteve durante toda a vida uma absoluta discrição, jamais deixando transparecer o celeste privilégiocom que fora contemplada. Para ela importava apenas a difusão da medalha: era sua missão… e estava cumprida! A figura de Nossa Senhora na Medalha A propósito da figura de Nossa Senhora, com as mãos e os braços estendidos, tal como aparece na Medalha Milagrosa, levanta-se uma delicada e controvertida questão. Dos manuscritos de Santa Catarina pode-se inferir que Nossa Senhora lhe apareceu três vezes, duas das quais oferecendo o globo a Nosso Senhor. Em nenhum desses numerosos autógrafos há qualquer menção ao momento em que a Mãe de Deus teria estendido seus braços e suas virginalíssimas mãos, como se vê na Medalha Milagrosa e nos primeiros quadros representativos das aparições. Essa divergência entre as descrições de Santa Catarina e a representação da Medalha Milagrosa foi logo apontada pelo biógrafo da vidente, Monsenhor Chevalier, ao declarar em 1896 no processo de beatificação: “Não chego a compreender por que o Padre Aladel suprimiu o globo que a Serva de Deus sempre afirmou a mim ter visto nas mãos da Santíssima Virgem. Sou levado a crer que ele agiu assim para simplificar a medalha”. Porém, se lamentável é esta “simplificação” feita pelo Padre Aladel, ela não deve causar a menor perturbação. Sobre a Medalha Milagrosa, tal qual é conhecida e venerada hoje no mundo inteiro, pousaram as bênçãos da Santíssima Virgem. É o que, indubitavelmente, se deduz das incontáveis e insignes graças, dos fulgurantes e inúmeros milagres que tem ocasionado, bem como da reação de Santa Catarina ao receber as primeiras medalhas cunhadas pela Casa Vachette, dois anos depois das aparições: “Agora é preciso propagá-la!”, exclamou ela. Ainda acerca do globo que não figura na Medalha, uma decisiva confidência afasta qualquer dúvida. Em 1876, pouco antes de falecer, sendo interrogada pela sua Superiora, Madre Joana Dufès, Santa Catarina respondeu categoricamente: – Oh! Não se deve tocar na Medalha Milagrosa! A glorificação de Catarina Durante 46 anos de uma vida toda interior e escrupulosamente recolhida, Santa Catarina permaneceu fiel a seu anonimato. Miraculoso silêncio! Seis meses antes de seu fim, impossibilitada de ver seu confessor, recebeu do Céu a autorização – quiçá a exigência – de revelar à sua Superiora quem era a freira honrada pela Santíssima Virgem por um ato de confiança sem igual. Diante da idosa e já claudicante irmã, em relação à qual havia sido por vezes severa, a Superiora se ajoelhou e se humilhou. Tanta simplicidade na grandeza confundia sua soberba. Santa Catarina faleceu docemente em 31 de dezembro de 1876, sendo enterrada três dias depois numa sepultura cavada na capela da rue du Bac. Passadas quase seis décadas, em 21 de março de 1933, seu corpo exumado apareceu incorrupto à vista dos assistentes. Um médico ergueu as pálpebras da santa e recuou, reprimindo a custo um grito de espanto: os magníficos olhos azuis que contemplaram a Santíssima Virgem pareciam ainda, após 56 anos de túmulo, palpitantes de vida. A Igreja elevou Santa Catarina Labouré à honra dos altares em 27 de julho de 1947. Aos tesouros de graças e misericórdias espargidos pela Medalha Milagrosa em todo o mundo, iam se acrescentar doravante as benevolências e favores obtidos pela intercessão daquela que vivera na sombra, escondida com Jesus e Maria. Hoje, qualquer fiel pode venerar o corpo incorrupto da santa, exposto na Casa das Filhas da Caridade, em Paris. Antigamente ali, nas horas de oração e recolhimento, o balouçar das alvas coifas das religiosas ajoelhadas em fileiras diante do altar, lembrava um disciplinado vôo de pombos brancos… #FestasdeNossaSenhora

  • São Virgílio – 27 de Novembro

    SANTO DO DIA – 27 DE NOVEMBRO – SÃO VIRGÍLIO (século VIII) Foi um dos grandes missionários irlandeses do período medieval e um dos maiores viajantes da importante ilha católica, ao lado dos santos Columbano, Quiliano e Gallo. Nasceu na primeira década do século VIII e foi batizado com o nome de Fergal, depois traduzido para o latim como Virgilio. Católico, na juventude voltou-se para a vida religiosa, tornou-se monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe, na Irlanda. Deixou a ilha em peregrinação evangelizadora em 743 e não mais voltou. Morou algum tempo no reino dos francos, quando o rei era Pepino, o Breve, que lhe pedira para organizar um centro cultural. Mas problemas políticos surgiram na região da Baviera, agregada aos seus domínios. Lá, o duque era Odilon, que pediu a Pepino para enviar Virgilio para a Abadia de São Pedro de Salzburg, atual Áustria. E logo depois Odilon nomeou Virgilio como bispo daquela diocese. Ocorre que, na época, são Bonifácio, o chamado apóstolo da Alemanha, atuava como representante do papa na região, e caberia a ele essa indicação e não a Odilon. O que o desagradou não foi a escolha de Virgilio, mas o fato de ter sido feita por Odilon. Ambos nutriam entre si uma profunda divergência no campo doutrinal e Virgilio participava do mesmo entendimento de Odilon. Essa situação perdurou até a morte de são Bonifácio, quando, e só então, ele pôde ser consagrado bispo de Salzsburg. Mas Virgílio era homem de fé fortalecida e de vasta cultura, dominava como poucos as ciências matemáticas, ganhando, mesmo, o apelido de ‘o Geômetra’ em seu tempo. Viveu oito séculos antes de Galileu e Copérnico e já sabia que a Terra era redonda, o que na ocasião e em princípio era uma heresia cristã. Foi para Roma para se justificar com o papa, deixou a ciência de lado e abraçou integralmente o seu apostolado a serviço do Reino de Deus como poucos bispos consagrados o fizeram. Revolucionou a diocese de Salzburg com o seu testemunho e converteu aquele rebanho para a redenção de Cristo, aproveitando-se do interesse político do rei. Em 755, um ano após a morte de são Bonifácio, Virgílio foi consagrado bispo de Salzburg. Continuou evangelizando a Áustria de norte a sul, inclusive uma parte do norte da Hungria. Fundou e restaurou mosteiros e igrejas, com isso construiu o primeiro catálogo e crônica dos mosteiros beneditinos. Morreu e foi sepultado na Abadia de Salzburg, Áustria, em 27 de novembro de 784, em meio à forte comoção dos fieis, que transformaram essa data a de sua tradicional festa. Séculos depois, suas relíquias foram trasladadas para a bela Catedral de Salzburg. Em 1233, foi canonizado, e o dia de sua festa mantido. São Virgílio foi proclamado padroeiro de Salzburg. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • São Virgílio – 27 de Novembro

    SANTO DO DIA – 27 DE NOVEMBRO – SÃO VIRGÍLIO (século VIII) Foi um dos grandes missionários irlandeses do período medieval e um dos maiores viajantes da importante ilha católica, ao lado dos santos Columbano, Quiliano e Gallo. Nasceu na primeira década do século VIII e foi batizado com o nome de Fergal, depois traduzido para o latim como Virgilio. Católico, na juventude voltou-se para a vida religiosa, tornou-se monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe, na Irlanda. Deixou a ilha em peregrinação evangelizadora em 743 e não mais voltou. Morou algum tempo no reino dos francos, quando o rei era Pepino, o Breve, que lhe pedira para organizar um centro cultural. Mas problemas políticos surgiram na região da Baviera, agregada aos seus domínios. Lá, o duque era Odilon, que pediu a Pepino para enviar Virgilio para a Abadia de São Pedro de Salzburg, atual Áustria. E logo depois Odilon nomeou Virgilio como bispo daquela diocese. Ocorre que, na época, são Bonifácio, o chamado apóstolo da Alemanha, atuava como representante do papa na região, e caberia a ele essa indicação e não a Odilon. O que o desagradou não foi a escolha de Virgilio, mas o fato de ter sido feita por Odilon. Ambos nutriam entre si uma profunda divergência no campo doutrinal e Virgilio participava do mesmo entendimento de Odilon. Essa situação perdurou até a morte de são Bonifácio, quando, e só então, ele pôde ser consagrado bispo de Salzsburg. Mas Virgílio era homem de fé fortalecida e de vasta cultura, dominava como poucos as ciências matemáticas, ganhando, mesmo, o apelido de ‘o Geômetra’ em seu tempo. Viveu oito séculos antes de Galileu e Copérnico e já sabia que a Terra era redonda, o que na ocasião e em princípio era uma heresia cristã. Foi para Roma para se justificar com o papa, deixou a ciência de lado e abraçou integralmente o seu apostolado a serviço do Reino de Deus como poucos bispos consagrados o fizeram. Revolucionou a diocese de Salzburg com o seu testemunho e converteu aquele rebanho para a redenção de Cristo, aproveitando-se do interesse político do rei. Em 755, um ano após a morte de são Bonifácio, Virgílio foi consagrado bispo de Salzburg. Continuou evangelizando a Áustria de norte a sul, inclusive uma parte do norte da Hungria. Fundou e restaurou mosteiros e igrejas, com isso construiu o primeiro catálogo e crônica dos mosteiros beneditinos. Morreu e foi sepultado na Abadia de Salzburg, Áustria, em 27 de novembro de 784, em meio à forte comoção dos fieis, que transformaram essa data a de sua tradicional festa. Séculos depois, suas relíquias foram trasladadas para a bela Catedral de Salzburg. Em 1233, foi canonizado, e o dia de sua festa mantido. São Virgílio foi proclamado padroeiro de Salzburg. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • O Ato Heroico – Mês das Almas do Purgatório (Dia 27)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Sétimo Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – QUARTO MEIO: O ATO HEROICO ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . QUARTO MEIO: O ATO HEROICO Um derradeiro meio que encerra em si todos os outros é o ato heroico, que consiste em aplicar às almas do Purgatório tudo de que podemos dispor em nossas orações e obras pessoais, e ainda em ceder-lhes a aplicação que nos tocar das orações e obras de outros. O ato heroico é o mais próprio das almas que só se julgam felizes quando, depois de haverem dado tudo, dão-se a si mesmas; por isso a instituição desse ato foi bem aceita e ele é praticado com fervor. Demais, esse ato não empobrece a ninguém; antes, centuplica o mérito de todas as nossas boas obras. — O mérito de uma obra procede, com efeito, da caridade, e quanto maior caridade houver em uma ação, mais meritória será ela para quem a faz. Ora, haverá na vida cristã ato mais cheio de verdadeira caridade do que aquele, pelo qual, despojando-nos de todo o mérito satisfatório de nossas orações e boas obras, nós o oferecemos a Deus para que o aplique, ele mesmo, às almas do Purgatório? Esse ato heroico centuplica o fruto impetratório de nossas boas obras. Quando pedimos a Deus uma graça, não somos sós a pedir; milhares de almas, as almas em beneficio das quais fizemos esse ato, pedem conosco: pedem do Céu, se já o gozam; pedem do Purgatório, se ainda nele estão! O ato heroico pode ter a seguinte fórmula: “Para vossa gloria, ó meu Deus, e para imitar o mais possível o generoso Coração de Jesus, meu Redentor, e também com o fim de mostrar minha dedicação à Santa Virgem, minha Mãe, que é também Mãe das almas do Purgatório, deponho em suas mãos todas as minhas obras satisfatórias, assim como o valor de todas as que houverem de ser feitas em minha intenção depois de minha morte, para que Ela aplique tudo às almas do Purgatório, segundo sua sabedoria e à sua discreção.” Esse ato dá aos sacerdotes altar privilegiado todos os dias do ano; aos fieis, uma indulgência plenária com que podem livrar uma alma do Purgatório todas as vezes que comungam e todas as segundas-feiras, ouvindo a santa Missa pelos defuntos, contanto que visitem nesse dia uma igreja, e orem segundo as intenções do Sumo Pontífice; além disso, podem aplicar aos mortos todas as indulgências que, pela letra das concessões, não lhes fossem aplicáveis. Quem recusará fazer esse ato, ato de generosidade, por certo, mas também ato que a Igreja remunera com tanta largueza e a que Deus será reconhecido no Céu? Eu faço-o em toda a sua extensão: digo com alegria essa fórmula que me é indicada, e formo a intenção de renová-la, ao menos de coração, em todas as minhas comunhões. Que não faria eu, meu Deus! que não daria eu com o fim de contribuir para vossa glória e poupar o sofrimento a meus defuntos tão pranteados! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • O Ato Heroico – Mês das Almas do Purgatório (Dia 27)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Sétimo Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – QUARTO MEIO: O ATO HEROICO ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . QUARTO MEIO: O ATO HEROICO Um derradeiro meio que encerra em si todos os outros é o ato heroico, que consiste em aplicar às almas do Purgatório tudo de que podemos dispor em nossas orações e obras pessoais, e ainda em ceder-lhes a aplicação que nos tocar das orações e obras de outros. O ato heroico é o mais próprio das almas que só se julgam felizes quando, depois de haverem dado tudo, dão-se a si mesmas; por isso a instituição desse ato foi bem aceita e ele é praticado com fervor. Demais, esse ato não empobrece a ninguém; antes, centuplica o mérito de todas as nossas boas obras. — O mérito de uma obra procede, com efeito, da caridade, e quanto maior caridade houver em uma ação, mais meritória será ela para quem a faz. Ora, haverá na vida cristã ato mais cheio de verdadeira caridade do que aquele, pelo qual, despojando-nos de todo o mérito satisfatório de nossas orações e boas obras, nós o oferecemos a Deus para que o aplique, ele mesmo, às almas do Purgatório? Esse ato heroico centuplica o fruto impetratório de nossas boas obras. Quando pedimos a Deus uma graça, não somos sós a pedir; milhares de almas, as almas em beneficio das quais fizemos esse ato, pedem conosco: pedem do Céu, se já o gozam; pedem do Purgatório, se ainda nele estão! O ato heroico pode ter a seguinte fórmula: “Para vossa gloria, ó meu Deus, e para imitar o mais possível o generoso Coração de Jesus, meu Redentor, e também com o fim de mostrar minha dedicação à Santa Virgem, minha Mãe, que é também Mãe das almas do Purgatório, deponho em suas mãos todas as minhas obras satisfatórias, assim como o valor de todas as que houverem de ser feitas em minha intenção depois de minha morte, para que Ela aplique tudo às almas do Purgatório, segundo sua sabedoria e à sua discreção.” Esse ato dá aos sacerdotes altar privilegiado todos os dias do ano; aos fieis, uma indulgência plenária com que podem livrar uma alma do Purgatório todas as vezes que comungam e todas as segundas-feiras, ouvindo a santa Missa pelos defuntos, contanto que visitem nesse dia uma igreja, e orem segundo as intenções do Sumo Pontífice; além disso, podem aplicar aos mortos todas as indulgências que, pela letra das concessões, não lhes fossem aplicáveis. Quem recusará fazer esse ato, ato de generosidade, por certo, mas também ato que a Igreja remunera com tanta largueza e a que Deus será reconhecido no Céu? Eu faço-o em toda a sua extensão: digo com alegria essa fórmula que me é indicada, e formo a intenção de renová-la, ao menos de coração, em todas as minhas comunhões. Que não faria eu, meu Deus! que não daria eu com o fim de contribuir para vossa glória e poupar o sofrimento a meus defuntos tão pranteados! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Indulgência Plenária para a Solenidade de Cristo Rei

    A Santa Mãe Igreja concede indulgência plenária ao fiel que, na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, recitar publicamente com presidente da celebração da Santa Missa o ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei (cf. Enchir. Indulgentiarum, nº 2). Note-se ainda que a recitação pessoal confere indulgência parcial. A Indulgência Plenária concede ao fiel, caso morra em estado de graça após recebê-la, o perdão das penas devidas em decorrência dos pecados cometidos durante a vida, garantindo assim o ingresso direto no Céu, e eliminando a necessidade de purificação no purgatório. Como fazer para adquirir a indulgência plenária na Solenidade de Cristo Rei? Para adquirir a INDULGÊNCIA PLENÁRIA é preciso recitar publicamente, juntamente com o presidente da celebração da Santa Missa, o ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei e preencher essas quatro condições básicas para qualquer indulgência plenária: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. Leia também: INDULGÊNCIA – A GRANDE MISERICÓRDIA DE DEUS DESCONHECIDA POR QUASE TODOS OS CRISTÃOS Ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós que humildemente estamos prostrados na vossa presença, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração. Muitos há que nunca Vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, Vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração. Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que Vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes, à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome. Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor. Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a Ele, por todos os séculos. Amém. Leia também Orientações acerca das Indulgências Plenárias #Indulgências

  • Indulgência Plenária para a Solenidade de Cristo Rei

    A Santa Mãe Igreja concede indulgência plenária ao fiel que, na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, recitar publicamente com presidente da celebração da Santa Missa o ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei (cf. Enchir. Indulgentiarum, nº 2). Note-se ainda que a recitação pessoal confere indulgência parcial. A Indulgência Plenária concede ao fiel, caso morra em estado de graça após recebê-la, o perdão das penas devidas em decorrência dos pecados cometidos durante a vida, garantindo assim o ingresso direto no Céu, e eliminando a necessidade de purificação no purgatório. Como fazer para adquirir a indulgência plenária na Solenidade de Cristo Rei? Para adquirir a INDULGÊNCIA PLENÁRIA é preciso recitar publicamente, juntamente com o presidente da celebração da Santa Missa, o ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei e preencher essas quatro condições básicas para qualquer indulgência plenária: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. Leia também: INDULGÊNCIA – A GRANDE MISERICÓRDIA DE DEUS DESCONHECIDA POR QUASE TODOS OS CRISTÃOS Ato de consagração do gênero humano ao mesmo Jesus Cristo Rei Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós que humildemente estamos prostrados na vossa presença, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração. Muitos há que nunca Vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, Vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração. Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que Vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes, à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome. Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor. Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a Ele, por todos os séculos. Amém. Leia também Orientações acerca das Indulgências Plenárias #Indulgências

  • Não temos outro rei senão… Cristo!

    Nosso Senhor Jesus Cristo deve vir em primeiro lugar também na vida pública: é a única forma de manter a saúde mental dos povos, a única forma de evitar que, em última instância, os poderes deste mundo se erijam em deuses. Por Equipe Christo Nihil Praeponere Quando o Papa Pio XI instituiu a festa em honra a Cristo Rei, em 1925, ele a quis no final do ano litúrgico, como coroação de todos os mistérios da vida de Jesus. Ao contrário da festa que consta no atual calendário litúrgico, porém, a intenção original de Pio XI, expressa em sua encíclica Quas primas, era homenagear Cristo Rei no último domingo de outubro. Isto a fim de que, antes de celebrar a glória de todos os santos, em 1.º de novembro, a Igreja celebrasse e exaltasse a glória daquele que triunfa em todos os santos. A festa de Cristo Rei foi pensada como uma reação vigorosa da Igreja ao ódio a Deus. Mas não era só isso. Desde o princípio, a instituição dessa festa representou, por parte da Igreja, uma verdadeira “declaração de guerra” contra o mundo moderno: primeiro contra o erro do laicismo, que queria tirar Deus da vida pública, mas também contra alguns Estados que, ao ameaçar os justos direitos de Deus e da Igreja, espezinhavam direitos básicos de seus cidadãos. Era o caso — só para dar dois exemplos — do México e da União Soviética, que desde 1917 começaram a perseguir de modo ferrenho os cristãos. No primeiro caso, a resistência católica ao anticlericalismo deu origem à Cristiada, um verdadeiro exercício de legítima defesa da Igreja. No segundo caso, pilhas e pilhas de cadáveres foram amontoadas em nome de um “mundo melhor” que até hoje não chegou — seja na própria Rússia, seja nos países comunistas onde seus erros foram principalmente disseminados. Ou seja, a festa de Cristo Rei foi pensada como uma reação vigorosa da Igreja ao ódio a Deus, que transbordava das legiões de espíritos maus para as almas dos que nos governam; e, deles, para toda a sociedade. Infelizmente, o tom social dessa celebração foi em grande parte atenuado no Novus Ordo de Paulo VI. No documento com o qual se instituiu o novo calendário litúrgico, é possível ler, inclusive, que a festa antiga não foi apenas transferida de outubro para o fim do ano litúrgico; o que se deu foi uma verdadeira substituição [1]. Mudou-se o nome da festa; mudaram-se os textos litúrgicos; e, se é evidente que nem por isso a doutrina da Igreja mudou, as mentes dos sacerdotes e dos fiéis foram, pouco a pouco, perdendo consciência do que é a realeza social de Cristo, devido à quase total falta de menção a ela, seja nas salas de aula de teologia, seja nos templos e na divina liturgia. Mas não é só a omissão dessa verdade doutrinal que nos fez chegar ao estado em que nos encontramos hoje. O laicismo já muito antes do Concílio Vaticano II se encontrava suficientemente difundido, e praticamente sem resistência de nenhum gênero. A separação entre Estado e Igreja tal como a encontramos hoje nas sociedades civis provocou uma cisão no homem moderno, separando-lhe o corpo e a alma e criando em sua mente uma espécie de esquizofrenia. De fato, ele leu no Evangelho: Reddite quae sunt Caesaris Caesari, et quae sunt Dei Deo, “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 21), e entendeu o quê? Que César é tão “deus” das coisas terrenas quanto Deus, com d maiúsculo, o é das espirituais. Assim como Deus tudo criou, e tudo funciona de acordo com suas disposições, cada nação tem o seu próprio “deus” — ou, no caso, seu próprio ídolo. No mundo ocidental, isso fica evidente nas leis cada vez mais injustas que são promulgadas pelas autoridades civis. Elas se acham onipotentes e, à base de simples canetadas, definem quem pode viver e morrer, o que é família e o que não é, o que os filhos dos outros devem aprender ou não. De fato, em quantas nações do mundo o aborto já não foi legalizado? Em quantas já não é preciso mais ser homem e mulher para celebrar um casamento civil [2]? Em quantas outras, enfim, a “teoria” de gênero — no fundo, uma ideologia — já não se transformou em política de Estado? “Mas as nações não são livres para aprovar as leis que entenderem mais oportunas para seus cidadãos?” Sim, as pessoas, melhor dizendo, são livres para votar e aprovar as normas que acharem mais convenientes para seus respectivos territórios, mas essa liberdade não é absoluta. Ela deve levar em conta a realidade das coisas, tais como foram criadas por Deus, e não instaurar uma nova ordem das coisas, uma “realidade paralela”, por assim dizer. Se um tiranete instituísse uma lei “abolindo” a gravidade, todos ririam dele e diriam, com razão, que ele perdeu o juízo. Todavia, diante de parlamentos, tribunais e conselhos que hoje proclamam (às vezes em uníssono) que um homem pode ser mulher e uma mulher, homem, todos os meios de comunicação já estão devidamente coordenados para impor uma “espiral do silêncio” e patrulhar quem quer que ouse manifestar-se contra César! Em outra ocasião, porém, Jesus disse: Nemo potest duobus dominis servire, “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Ou seja, é preciso dar a César o que é de César, sim, mas só Deus é Senhor em absoluto; só Ele é Senhor dos senhores; a Ele inclusive os césares desse mundo devem estar sujeitos. E não porque nós, católicos, sejamos teocratas, no sentido de que os Estados nacionais deveriam ser “fagocitados” pela Igreja em todo o mundo; mas somos, sim, teocêntricos, e acreditamos que é preciso pôr Deus em primeiro lugar, também na vida pública, pois esta é a única forma de manter a saúde mental dos povos, a única forma de evitar que, em última instância, os poderes deste mundo se erijam em deuses — e inclusive ordenem a seus súditos que lhes prestem culto. É o que já está acontecendo na China, onde os cristãos estão sendo obrigados a substituir, em suas casas, representações de Cristo por quadros e ditos do ditador da vez: Xi Jinping. É preciso dar a César o que é de César, sim, mas só Deus é Senhor em absoluto. A notícia assusta, mas é este o fim inevitável para o qual caminham todos os que perdem a fé em Jesus Cristo. Pois Ele, Deus feito homem, é o único refúgio e proteção dos pobres contra os poderosos deste mundo: sem o Deus que se fez homem, os homens se fazem deuses, e agem efetivamente como tais. Sem os limites da lei de Cristo, as leis dos homens não têm limite algum. Sem o justo temor do juízo divino, todos os juízes não só podem falhar, como realmente falham; não só podem condenar inocentes, como realmente condenam; não só podem fazer vista grossa aos maus, como realmente fazem. Daí o aborto legalizado em tantos lugares; pais pressionados a submeter os filhos ao “novo normal” da moralidade pública, nas escolas, com teoria de gênero, sexualização precoce, preconceitos contra a Igreja etc. Ao bom católico, diante de tudo isso, não resta outra alternativa senão, com o máximo de suas forças, resistir. A menos que ele queira tornar-se mais um em meio à multidão que condenou Jesus à morte, clamando, quase dois mil anos atrás: Non habemus regem nisi Caesarem, “Não temos outro rei, senão César” (Jo 19, 15). Não, a fé em Jesus, Nosso Senhor, não tolera compromissos fáceis com o mundo, conluios criminosos com a mentalidade dominante. O caminho de quem procura acomodar o Evangelho às modas e novidades deste mundo; o caminho de quem, na prática, serve a dois senhores é evoluir rapidamente para a apostasia, para a traição de Cristo, para o abandono da Verdade: aut enim unum odio habebit et alterum diliget, aut unum sustinebit et alterum contemnet, “porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24). A juíza norte-americana Amy Coney Barrett, católica e mãe de 7 filhos. Se nos permitem a comparação, todo católico deveria procurar merecer, com sua vida, o elogio que há alguns anos recebeu a juíza Amy Coney Barrett, recém-nomeada ministra da Suprema Corte norte-americana (sob protestos, evidentemente, da mídia e de políticos anticristãos). Constatando as firmes posições da magistrada católica em matérias que dizem respeito à lei natural, uma senadora do Partido Democrata lhe dirigiu, em 2017, durante uma sabatina, as seguintes palavras: The dogma lives loudly within you — que poderíamos traduzir como: O dogma vive fortemente dentro de você, ou: O dogma fala alto dentro de você, ou ainda: O dogma está entranhado em você. A parlamentar em questão usou a palavra dogma num sentido lato e, com a sua afirmação, ela pretendia não elogiar a juíza, mas denegrir-lhe a imagem. O que ela receava, porém, ao ver o nome de Amy avançar nas mais altas cortes da Justiça dos Estados Unidos? O temor dela era que, num conflito entre César e Deus, a balança da juíza pendesse mais para Deus, como São Pedro adverte que os cristãos devem agir: Oboedire oportet Deo magis quam hominibus, “Convém obedecer antes a Deus que aos homens” (At 5, 29). O temor dela — e de todos os seus companheiros de partido — era ter diante de si um outro Thomas More, o santo que morreu como the king’s faithful servant, but God’s first, isto é, “fiel servidor do rei, mas servo de Deus em primeiro lugar”. O temor dela — e de todo o mundo descrente — é que ainda haja cristãos dispostos a testemunhar a própria fé, cristãos prontos a dar a vida por aquilo em que acreditam, como fizeram os mártires. É uma pena que mulheres como esta sejam figuras raras em nossas repartições públicas. Porque a expectativa que todo o mundo deveria ter de um cristão autêntico na vida política é justamente esta: que, entre Deus e César, ele não hesitasse jamais em obedecer ao primeiro. Os discípulos de Jesus não devem vender-se nunca à opinião pública, buscar os aplausos do mundo, se isso significa trair o seu Deus. Os discípulos de Jesus não devem vender-se nunca à opinião pública, buscar os aplausos do mundo, se isso significa trair o seu Deus. O nosso problema hoje é que, infelizmente, já não podem dizer a nosso respeito: “O dogma está entranhado em você”. Muito pelo contrário: o afã de agradar o mundo, as preocupações mundanas, os apegos desta vida, tudo isso pode muito bem ter feito morrer, já há muito tempo, a chama da fé em nossos corações. Esta é, pois, a grande tragédia: o dogma já não habita mais nos corações de tantos de nós, católicos. Já não nos preocupamos mais em dar testemunho da lei de Cristo; não só a fé já não é mais importante para nós, mas a própria realidade das coisas, como foram criadas por Deus, não nos interessa mais. Preferimos manter uma aparência aos olhos dos outros a assumir a verdade com todas as suas consequências. Preferimos ceder ao aborto, à revolução sexual e à ideologia de gênero, a defender com unhas e dentes a lei de Deus inscrita no mais profundo do coração humano. A Virgem de Fátima prometeu, no entanto, que ao menos em Portugal se conservaria sempre o dogma da fé. Por essa razão em especial, nós, lusófonos, devemos combater com muito mais empenho esse divórcio entre vida religiosa e vida pública, a que a Gaudium et spes chamou, com razão, um dos mais graves erros do nosso tempo (cf. n. 43). Não devemos nos contentar, de fato, com o “cumprimento dos atos de culto e de certos deveres morais” (id.), pois ser cristão é muito mais do que isso: é confessar o reinado social de Cristo sobre todos os povos; é confessar que, acima de todos os césares deste mundo louco, há um Deus que tudo governa com sabedoria; é viver, enfim — e buscar que as pessoas ao nosso redor vivam — de acordo com as leis que essa Inteligência suprema ditou, desde toda a eternidade, para a nossa felicidade e eterna salvação. Notas “No último domingo per annum celebra-se a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo, no lugar [loco] da festa instituída pelo Papa Pio XI em 1925, fixada para o último domingo de outubro. Deste modo, põe-se sob melhor luz a importância também escatológica deste domingo” (Calendarium Romanum, p. 63, trad. nossa). Malgrado a orientação cristalina da Igreja, emitida há alguns anos pela Congregação para a Doutrina da Fé, a respeito do reconhecimento civil das uniões homossexuais.

  • Não temos outro rei senão… Cristo!

    Nosso Senhor Jesus Cristo deve vir em primeiro lugar também na vida pública: é a única forma de manter a saúde mental dos povos, a única forma de evitar que, em última instância, os poderes deste mundo se erijam em deuses. Por Equipe Christo Nihil Praeponere Quando o Papa Pio XI instituiu a festa em honra a Cristo Rei, em 1925, ele a quis no final do ano litúrgico, como coroação de todos os mistérios da vida de Jesus. Ao contrário da festa que consta no atual calendário litúrgico, porém, a intenção original de Pio XI, expressa em sua encíclica Quas primas, era homenagear Cristo Rei no último domingo de outubro. Isto a fim de que, antes de celebrar a glória de todos os santos, em 1.º de novembro, a Igreja celebrasse e exaltasse a glória daquele que triunfa em todos os santos. A festa de Cristo Rei foi pensada como uma reação vigorosa da Igreja ao ódio a Deus. Mas não era só isso. Desde o princípio, a instituição dessa festa representou, por parte da Igreja, uma verdadeira “declaração de guerra” contra o mundo moderno: primeiro contra o erro do laicismo, que queria tirar Deus da vida pública, mas também contra alguns Estados que, ao ameaçar os justos direitos de Deus e da Igreja, espezinhavam direitos básicos de seus cidadãos. Era o caso — só para dar dois exemplos — do México e da União Soviética, que desde 1917 começaram a perseguir de modo ferrenho os cristãos. No primeiro caso, a resistência católica ao anticlericalismo deu origem à Cristiada, um verdadeiro exercício de legítima defesa da Igreja. No segundo caso, pilhas e pilhas de cadáveres foram amontoadas em nome de um “mundo melhor” que até hoje não chegou — seja na própria Rússia, seja nos países comunistas onde seus erros foram principalmente disseminados. Ou seja, a festa de Cristo Rei foi pensada como uma reação vigorosa da Igreja ao ódio a Deus, que transbordava das legiões de espíritos maus para as almas dos que nos governam; e, deles, para toda a sociedade. Infelizmente, o tom social dessa celebração foi em grande parte atenuado no Novus Ordo de Paulo VI. No documento com o qual se instituiu o novo calendário litúrgico, é possível ler, inclusive, que a festa antiga não foi apenas transferida de outubro para o fim do ano litúrgico; o que se deu foi uma verdadeira substituição [1]. Mudou-se o nome da festa; mudaram-se os textos litúrgicos; e, se é evidente que nem por isso a doutrina da Igreja mudou, as mentes dos sacerdotes e dos fiéis foram, pouco a pouco, perdendo consciência do que é a realeza social de Cristo, devido à quase total falta de menção a ela, seja nas salas de aula de teologia, seja nos templos e na divina liturgia. Mas não é só a omissão dessa verdade doutrinal que nos fez chegar ao estado em que nos encontramos hoje. O laicismo já muito antes do Concílio Vaticano II se encontrava suficientemente difundido, e praticamente sem resistência de nenhum gênero. A separação entre Estado e Igreja tal como a encontramos hoje nas sociedades civis provocou uma cisão no homem moderno, separando-lhe o corpo e a alma e criando em sua mente uma espécie de esquizofrenia. De fato, ele leu no Evangelho: Reddite quae sunt Caesaris Caesari, et quae sunt Dei Deo, “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 21), e entendeu o quê? Que César é tão “deus” das coisas terrenas quanto Deus, com d maiúsculo, o é das espirituais. Assim como Deus tudo criou, e tudo funciona de acordo com suas disposições, cada nação tem o seu próprio “deus” — ou, no caso, seu próprio ídolo. No mundo ocidental, isso fica evidente nas leis cada vez mais injustas que são promulgadas pelas autoridades civis. Elas se acham onipotentes e, à base de simples canetadas, definem quem pode viver e morrer, o que é família e o que não é, o que os filhos dos outros devem aprender ou não. De fato, em quantas nações do mundo o aborto já não foi legalizado? Em quantas já não é preciso mais ser homem e mulher para celebrar um casamento civil [2]? Em quantas outras, enfim, a “teoria” de gênero — no fundo, uma ideologia — já não se transformou em política de Estado? “Mas as nações não são livres para aprovar as leis que entenderem mais oportunas para seus cidadãos?” Sim, as pessoas, melhor dizendo, são livres para votar e aprovar as normas que acharem mais convenientes para seus respectivos territórios, mas essa liberdade não é absoluta. Ela deve levar em conta a realidade das coisas, tais como foram criadas por Deus, e não instaurar uma nova ordem das coisas, uma “realidade paralela”, por assim dizer. Se um tiranete instituísse uma lei “abolindo” a gravidade, todos ririam dele e diriam, com razão, que ele perdeu o juízo. Todavia, diante de parlamentos, tribunais e conselhos que hoje proclamam (às vezes em uníssono) que um homem pode ser mulher e uma mulher, homem, todos os meios de comunicação já estão devidamente coordenados para impor uma “espiral do silêncio” e patrulhar quem quer que ouse manifestar-se contra César! Em outra ocasião, porém, Jesus disse: Nemo potest duobus dominis servire, “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Ou seja, é preciso dar a César o que é de César, sim, mas só Deus é Senhor em absoluto; só Ele é Senhor dos senhores; a Ele inclusive os césares desse mundo devem estar sujeitos. E não porque nós, católicos, sejamos teocratas, no sentido de que os Estados nacionais deveriam ser “fagocitados” pela Igreja em todo o mundo; mas somos, sim, teocêntricos, e acreditamos que é preciso pôr Deus em primeiro lugar, também na vida pública, pois esta é a única forma de manter a saúde mental dos povos, a única forma de evitar que, em última instância, os poderes deste mundo se erijam em deuses — e inclusive ordenem a seus súditos que lhes prestem culto. É o que já está acontecendo na China, onde os cristãos estão sendo obrigados a substituir, em suas casas, representações de Cristo por quadros e ditos do ditador da vez: Xi Jinping. É preciso dar a César o que é de César, sim, mas só Deus é Senhor em absoluto. A notícia assusta, mas é este o fim inevitável para o qual caminham todos os que perdem a fé em Jesus Cristo. Pois Ele, Deus feito homem, é o único refúgio e proteção dos pobres contra os poderosos deste mundo: sem o Deus que se fez homem, os homens se fazem deuses, e agem efetivamente como tais. Sem os limites da lei de Cristo, as leis dos homens não têm limite algum. Sem o justo temor do juízo divino, todos os juízes não só podem falhar, como realmente falham; não só podem condenar inocentes, como realmente condenam; não só podem fazer vista grossa aos maus, como realmente fazem. Daí o aborto legalizado em tantos lugares; pais pressionados a submeter os filhos ao “novo normal” da moralidade pública, nas escolas, com teoria de gênero, sexualização precoce, preconceitos contra a Igreja etc. Ao bom católico, diante de tudo isso, não resta outra alternativa senão, com o máximo de suas forças, resistir. A menos que ele queira tornar-se mais um em meio à multidão que condenou Jesus à morte, clamando, quase dois mil anos atrás: Non habemus regem nisi Caesarem, “Não temos outro rei, senão César” (Jo 19, 15). Não, a fé em Jesus, Nosso Senhor, não tolera compromissos fáceis com o mundo, conluios criminosos com a mentalidade dominante. O caminho de quem procura acomodar o Evangelho às modas e novidades deste mundo; o caminho de quem, na prática, serve a dois senhores é evoluir rapidamente para a apostasia, para a traição de Cristo, para o abandono da Verdade: aut enim unum odio habebit et alterum diliget, aut unum sustinebit et alterum contemnet, “porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24). A juíza norte-americana Amy Coney Barrett, católica e mãe de 7 filhos. Se nos permitem a comparação, todo católico deveria procurar merecer, com sua vida, o elogio que há alguns anos recebeu a juíza Amy Coney Barrett, recém-nomeada ministra da Suprema Corte norte-americana (sob protestos, evidentemente, da mídia e de políticos anticristãos). Constatando as firmes posições da magistrada católica em matérias que dizem respeito à lei natural, uma senadora do Partido Democrata lhe dirigiu, em 2017, durante uma sabatina, as seguintes palavras: The dogma lives loudly within you — que poderíamos traduzir como: O dogma vive fortemente dentro de você, ou: O dogma fala alto dentro de você, ou ainda: O dogma está entranhado em você. A parlamentar em questão usou a palavra dogma num sentido lato e, com a sua afirmação, ela pretendia não elogiar a juíza, mas denegrir-lhe a imagem. O que ela receava, porém, ao ver o nome de Amy avançar nas mais altas cortes da Justiça dos Estados Unidos? O temor dela era que, num conflito entre César e Deus, a balança da juíza pendesse mais para Deus, como São Pedro adverte que os cristãos devem agir: Oboedire oportet Deo magis quam hominibus, “Convém obedecer antes a Deus que aos homens” (At 5, 29). O temor dela — e de todos os seus companheiros de partido — era ter diante de si um outro Thomas More, o santo que morreu como the king’s faithful servant, but God’s first, isto é, “fiel servidor do rei, mas servo de Deus em primeiro lugar”. O temor dela — e de todo o mundo descrente — é que ainda haja cristãos dispostos a testemunhar a própria fé, cristãos prontos a dar a vida por aquilo em que acreditam, como fizeram os mártires. É uma pena que mulheres como esta sejam figuras raras em nossas repartições públicas. Porque a expectativa que todo o mundo deveria ter de um cristão autêntico na vida política é justamente esta: que, entre Deus e César, ele não hesitasse jamais em obedecer ao primeiro. Os discípulos de Jesus não devem vender-se nunca à opinião pública, buscar os aplausos do mundo, se isso significa trair o seu Deus. Os discípulos de Jesus não devem vender-se nunca à opinião pública, buscar os aplausos do mundo, se isso significa trair o seu Deus. O nosso problema hoje é que, infelizmente, já não podem dizer a nosso respeito: “O dogma está entranhado em você”. Muito pelo contrário: o afã de agradar o mundo, as preocupações mundanas, os apegos desta vida, tudo isso pode muito bem ter feito morrer, já há muito tempo, a chama da fé em nossos corações. Esta é, pois, a grande tragédia: o dogma já não habita mais nos corações de tantos de nós, católicos. Já não nos preocupamos mais em dar testemunho da lei de Cristo; não só a fé já não é mais importante para nós, mas a própria realidade das coisas, como foram criadas por Deus, não nos interessa mais. Preferimos manter uma aparência aos olhos dos outros a assumir a verdade com todas as suas consequências. Preferimos ceder ao aborto, à revolução sexual e à ideologia de gênero, a defender com unhas e dentes a lei de Deus inscrita no mais profundo do coração humano. A Virgem de Fátima prometeu, no entanto, que ao menos em Portugal se conservaria sempre o dogma da fé. Por essa razão em especial, nós, lusófonos, devemos combater com muito mais empenho esse divórcio entre vida religiosa e vida pública, a que a Gaudium et spes chamou, com razão, um dos mais graves erros do nosso tempo (cf. n. 43). Não devemos nos contentar, de fato, com o “cumprimento dos atos de culto e de certos deveres morais” (id.), pois ser cristão é muito mais do que isso: é confessar o reinado social de Cristo sobre todos os povos; é confessar que, acima de todos os césares deste mundo louco, há um Deus que tudo governa com sabedoria; é viver, enfim — e buscar que as pessoas ao nosso redor vivam — de acordo com as leis que essa Inteligência suprema ditou, desde toda a eternidade, para a nossa felicidade e eterna salvação. Notas “No último domingo per annum celebra-se a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo, no lugar [loco] da festa instituída pelo Papa Pio XI em 1925, fixada para o último domingo de outubro. Deste modo, põe-se sob melhor luz a importância também escatológica deste domingo” (Calendarium Romanum, p. 63, trad. nossa). Malgrado a orientação cristalina da Igreja, emitida há alguns anos pela Congregação para a Doutrina da Fé, a respeito do reconhecimento civil das uniões homossexuais.

  • Homilia Dominical | Deixemos a Verdade de Cristo reinar!

    Solenidade de Cristo Rei do Universo O significado desta Solenidade de Cristo Rei não está tanto em reverenciarmos uma imagem de Jesus coroado de honra e de glória, mas em convencer-nos de que, somente na pessoa de Cristo, realiza-se o reinado de Deus sobre as nossas vidas e sobre a sociedade. Mas, para que isso aconteça, precisamos antes de tudo permitir que, dentro de nós, aconteça um reinado da Verdade, que nos colocará inevitavelmente na contramão do mundo moderno, escravizado pela ditadura do relativismo. Ouça a homilia deste domingo do Padre Paulo Ricardo e entenda como podemos, de forma concreta, permitir que Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei da Verdade, seja o soberano de nossas vidas. Anúncio do Evangelho (Mt 25,31-46) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o Reino que vem, seja bendito; ao que vem e a seu Reino, o louvor! (cf. Mc 11,10) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31 “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37 Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43 eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44 E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo: todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Deixemos a Verdade de Cristo reinar!

    Solenidade de Cristo Rei do Universo O significado desta Solenidade de Cristo Rei não está tanto em reverenciarmos uma imagem de Jesus coroado de honra e de glória, mas em convencer-nos de que, somente na pessoa de Cristo, realiza-se o reinado de Deus sobre as nossas vidas e sobre a sociedade. Mas, para que isso aconteça, precisamos antes de tudo permitir que, dentro de nós, aconteça um reinado da Verdade, que nos colocará inevitavelmente na contramão do mundo moderno, escravizado pela ditadura do relativismo. Ouça a homilia deste domingo do Padre Paulo Ricardo e entenda como podemos, de forma concreta, permitir que Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei da Verdade, seja o soberano de nossas vidas. Anúncio do Evangelho (Mt 25,31-46) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o Reino que vem, seja bendito; ao que vem e a seu Reino, o louvor! (cf. Mc 11,10) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31 “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37 Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43 eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44 E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo: todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Leonardo de Porto Maurício, padroeiro dos sacerdotes em missão – 26 de Novembro

    SANTO DO DIA – 26 DE NOVEMBRO – SÃO LEONARDO PORTO MAURÍCIO Sacerdote da Primeira Ordem (1676-1751). Canonizado por Pio IX no dia 29 de junho de 1867. São Leonardo foi proclamado pela Igreja como Padroeiro das missões entre fiéis, pela orientação particular que deu ao seu apostolado e pela amplidão da sua obra missionária, que se estendeu a todas as cidades da península itálica. São Leonardo de Porto Maurício nasceu na Itália em 1976 e durante 44 anos pregou 326 missões em 84 dioceses, apresentando-se assim como instrumento escolhido da Providência Divina, para a salvação de muitas almas. Sua história é extraordinária acumulando “títulos” como: “o santo da via-sacra”, “o frade que salvou o Coliseu de ruína total”, “o pregador inflamado da Paixão de Cristo”, “patrono dos sacerdotes que se consagram às missões populares Católicas” (constituído patrono pelo Papa Pio XI). Filho de capitão da marinha, Domingos Casanova, foi deixado órfão ainda muito novo. Levado a Roma, fez os seus estudos no Colégio Romano e depois entrou no retiro de São Boaventura. Entrou ainda jovem na ordem dos frades menores, e desde o noviciado propôs imitar o mais fielmente possível a vida de São Francisco. Veio a conseguir o seu intento, sobretudo na penitência, que raiava pelo heroísmo, na altíssima contemplação e no zelo apostólico. Aos 26 anos já era padre, participando da ordem Franciscana. Possuidor do espírito de São Francisco, andava sempre descalço, não usava hábito que não tivesse já servido a outros Irmãos da Ordem e bastante gasto. Presentes, que em quantidade lhe eram oferecidos, por ocasião das missões, Leonardo os rejeitava, preferindo manter o voto de pobreza. É considerado um grande orador, tanto que sacro Barberini, homem de muita experiência e virtude, disse no relatório ao Papa Clemente XII, em referência à pregação de Leonardo, que nunca ouvira um pregador mais eloqüente e zeloso. A simples apresentação da sua figura já constituía um bom princípio de pregação: austero, magro, ardente de fé e de amor. O seu estilo retórico, em conformidade com o costume da época valia-se de sinais exteriores destinados a causar impacto e mover à contrição e às lágrimas, apelando à sensibilidade. Neste clima se situa a grande devoção da Via Sacra, de que foi eminente divulgador. Deixou algumas obras escritas, desde simples esboços até tratados de ascética e de pregação, dentre os quais destacamos o livro AS EXCELÊNCIAS DA SANTA MISSA , que todo católico deveria ler. A pregação de São Leonardo caracterizava-se por algo de dramático e até trágico. Multidões imensas acorriam a escutá-lo, e ficavam impressionadas pela sua palavra ardente, convidando à penitência e à piedade cristã. Dizia dele Santo Afonso Maria de Ligório, que era “o maior missionário do século”. Não era raro durante a sua pregação o auditório inteiro prorromper em pranto e em soluços. Pregou por toda a Itália, mas a região favorita foi a Toscana, por causa do jansenismo, que ele se propôs combater com todo o empenho, abordando para isso os temas que lhe pareceram mais eficazes: o nome de Jesus, a Virgem Maria e a Via Sacra. Quando ele fazia uma missão na Córsega, os bandidos desta atormentada ilha deram tiros para o ar gritando: “Viva Frei Leonardo! Viva a Paz!”. Bastante desgastado pelos constantes trabalhos apostólicos, foi chamado a Roma, onde, em apaixonados sermões a que o próprio papa por vezes assistia, preparou o clima espiritual para o jubileu de 1750. Foi nessa altura que erigiu a Via Sacra no Coliseu, declarando sagrado aquele lugar onde muitos mártires tinham vertido o sangue por Cristo. No ano seguinte ainda se deslocou à região de Bolonha, para as suas últimas pregações. Regressando a Roma, ao convento de São Boaventura no Palatino, a 26 de novembro, com 75 anos de idade, terminou a carreira terrena este incomparável missionário do povo cristão. As autoridades tiveram de recorrer às forças de segurança para controlarem a multidão dos devotos que queriam ver o Santo e levar relíquias dele. Foi a respeito dele que disse o papa Lambertini: “Perdemos um amigo na terra, mas ganhamos um Santo no céu”. Bento XIV assistiu a diversas missões dirigidas por Leonardo, para ouvir-lhe as práticas. A eficácia de sua oratória pode ser constatada pelo evento em que pregando sobre a Paixão, na Córsega, os homens, endurecidos pelo ódio secular, descarregaram seus fuzis para cima e se abraçaram em sinal de paz. Trabalhador dedicado pelos interesses de Jesus, se destacava na prática da caridade principalmente no confessionário. Admirável era a sua dedicação no confessionário, durante as missões, que foi observado que permanecia no tribunal da penitência durante 30 horas, sem tomar alimento e sem se permitir um descanso. Admirável expressão de São Lourenço é a seguinte: “De boa vontade ficaria na entrada do inferno, suportando os maiores tormentos, se com meu corpo pudesse obstruir a passagem e impossibilitar que lá alguém entrasse”. Em 1751, morreu em Roma, no retiro de São Boaventura e o próprio Papa foi ajoelhar-se ao lado de seu corpo. Livro As Excelências da Santa Missa Os tesouros, por grandes e preciosos que sejam, não podem ser estimados se não forem conhecidos. Eis por que muitos não têm pelo santo Sacrifício da Missa o amor que deveriam ter, porque este tesouro, a maior maravilha e a maior riqueza da Igreja de Deus, é um tesouro oculto, um tesouro muito pouco conhecido. A fim de colocá-lo ao alcance de todos, este livro contém apenas três capítulos. No primeiro faz-se uma curta introdução sobre a excelência, a necessidade e as vantagens da Santa Missa, no segundo se expõe um método piedoso e prático para dela participar com fruto, e no terceiro registram-se alguns exemplos próprios para estimular as pessoas a assistir à Santa Missa todos os dias. Em suma, é um Tesouro Oculto que é revelado. Se souberes dele aproveitar, enriquecerás de todos os bens para a vida e para a morte, para o tempo e para a eternidade. Este pequeno livro de São Leonardo Porto Maurício é um tesouro oculto. Clique aqui para adquirir o livro As Excelências da Santa Missa Conheça mais sobre São Leonardo de Porto Maurício Origens Seu nome de batismo era Paulo Jerônimo. Nasceu no ano 1676, em Porto Maurício, cidade conhecida hoje como Impéria, na Itália. Era filho de um capitão da marinha chamado Domingos Casanova. Porém, sendo ainda muito pequeno, ficou órfão. Por isso, foi levado para Roma, a fim de terminar seus estudos no famoso Colégio Romano. Concluída essa fase, foi para um convento franciscano chamado Retiro de São Boaventura. Lá, ingressou na Ordem Franciscana. Quando fez os votos, assumiu o nome de Frei Leonardo. Pregador empolgante Ordenado sacerdote, Frei Leonardo exerceu a maior parte de seu ministério na cidade de Florença, Itália. Era um pregador empolgante, principalmente nas vezes em que pregava sobre a Paixão de Cristo. Multidões acorriam para vê-lo e ouvi-lo. Percorreu a Itália inteira como missionário e pregador. Escreveu inúmeras obras de valor inestimável tanto para pregadores quanto para os fiéis. O Santo Afonso Maria de Ligório, que viveu na mesma época, afirmava que Frei Leonardo de Porto Maurício era o maior missionário a pregar naquele século. Promotor da paz Na ilha de Córsega havia uma enorme divisão entre os cidadãos. Era uma situação grave. Por isso, o Papa foi inspirado a usar os dons de Frei Leonardo para beneficiar o povo, enviando-o para lá com a difícil missão de promover a paz. E qual não foi a surpresa geral quando o sábio e humilde frade franciscano conseguiu reestabelecer a paz e a reconciliação na ilha através de um acordo de paz. Salvador do Coliseu São Leonardo de Porto Maurício é conhecido também como “O Salvador do Coliseu” e não é à toa. Num tempo em que o antigo edifício estava abandonado, depredado e suas pedras eram retiradas para serem usadas em outras construções, ele realizou ali, pela primeira vez, uma Via Sacra. Na celebração ele definiu aquele lugar como sagrado, santificado, por causa do sangue dos mártires derramado ali. A medida foi tão impactante que tornou-se tradição. Depois disso, o Coliseu passou a ser conservado. Tal Tradição permanece até hoje. Em toda Sexta-Feira da Paixão, o Papa celebra a Via-Sacra no Coliseu de Roma. Profeta Mariano São Leonardo foi também um grande devoto de Nossa Senhora. Desejava ardentemente que a Igreja proclamasse o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Chegou a convencer Papa de então, Bento XIV, sobre a necessidade de convocar um concílio com o fim de discutir tal tema e, em seguida, proclamar o dogma. Ele não viveu para ver a proclamação, mas escreveu uma carta profecia na qual previu que o dogma seria proclamado um dia, como, de fato, o foi, no ano 1854. Morte Frei Leonardo faleceu no ano 1751, quando estava no Retiro de São Boaventura de Palatino, em Roma. Sua fama de santidade era tão grande que até mesmo o Papa Bento XIV ajoelhou-se em frente ao seu corpo. São Leonardo recebeu vários títulos como o “Santo da Via Sacra”, “Santo da Imaculada Conceição”, “Salvador do Coliseu” e “Pregador da Paixão de Cristo”. Mais tarde, o Papa Pio XI conferiu a ele o título de “Padroeiro de todos os sacerdotes que se entregam às missões no mundo.” São Leonardo de Porto Maurício é ainda festejado como padroeiro da cidade de Impéria, antiga Porto Maurício. Oração a São Leonardo de Porto Maurício “Ó Deus todo-poderoso e cheio de bondade, que fizestes de São Leonardo notável mensageiro do mistério da cruz, concedei, por sua intercessão, que, reconhecendo na terra as riquezas da cruz de Cristo, mereçamos alcançar nos céus os frutos da redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. São Leonardo, rogai por nós.” #SantodoDia

  • São Leonardo de Porto Maurício, padroeiro dos sacerdotes em missão – 26 de Novembro

    SANTO DO DIA – 26 DE NOVEMBRO – SÃO LEONARDO PORTO MAURÍCIO Sacerdote da Primeira Ordem (1676-1751). Canonizado por Pio IX no dia 29 de junho de 1867. São Leonardo foi proclamado pela Igreja como Padroeiro das missões entre fiéis, pela orientação particular que deu ao seu apostolado e pela amplidão da sua obra missionária, que se estendeu a todas as cidades da península itálica. São Leonardo de Porto Maurício nasceu na Itália em 1976 e durante 44 anos pregou 326 missões em 84 dioceses, apresentando-se assim como instrumento escolhido da Providência Divina, para a salvação de muitas almas. Sua história é extraordinária acumulando “títulos” como: “o santo da via-sacra”, “o frade que salvou o Coliseu de ruína total”, “o pregador inflamado da Paixão de Cristo”, “patrono dos sacerdotes que se consagram às missões populares Católicas” (constituído patrono pelo Papa Pio XI). Filho de capitão da marinha, Domingos Casanova, foi deixado órfão ainda muito novo. Levado a Roma, fez os seus estudos no Colégio Romano e depois entrou no retiro de São Boaventura. Entrou ainda jovem na ordem dos frades menores, e desde o noviciado propôs imitar o mais fielmente possível a vida de São Francisco. Veio a conseguir o seu intento, sobretudo na penitência, que raiava pelo heroísmo, na altíssima contemplação e no zelo apostólico. Aos 26 anos já era padre, participando da ordem Franciscana. Possuidor do espírito de São Francisco, andava sempre descalço, não usava hábito que não tivesse já servido a outros Irmãos da Ordem e bastante gasto. Presentes, que em quantidade lhe eram oferecidos, por ocasião das missões, Leonardo os rejeitava, preferindo manter o voto de pobreza. É considerado um grande orador, tanto que sacro Barberini, homem de muita experiência e virtude, disse no relatório ao Papa Clemente XII, em referência à pregação de Leonardo, que nunca ouvira um pregador mais eloqüente e zeloso. A simples apresentação da sua figura já constituía um bom princípio de pregação: austero, magro, ardente de fé e de amor. O seu estilo retórico, em conformidade com o costume da época valia-se de sinais exteriores destinados a causar impacto e mover à contrição e às lágrimas, apelando à sensibilidade. Neste clima se situa a grande devoção da Via Sacra, de que foi eminente divulgador. Deixou algumas obras escritas, desde simples esboços até tratados de ascética e de pregação, dentre os quais destacamos o livro AS EXCELÊNCIAS DA SANTA MISSA , que todo católico deveria ler. A pregação de São Leonardo caracterizava-se por algo de dramático e até trágico. Multidões imensas acorriam a escutá-lo, e ficavam impressionadas pela sua palavra ardente, convidando à penitência e à piedade cristã. Dizia dele Santo Afonso Maria de Ligório, que era “o maior missionário do século”. Não era raro durante a sua pregação o auditório inteiro prorromper em pranto e em soluços. Pregou por toda a Itália, mas a região favorita foi a Toscana, por causa do jansenismo, que ele se propôs combater com todo o empenho, abordando para isso os temas que lhe pareceram mais eficazes: o nome de Jesus, a Virgem Maria e a Via Sacra. Quando ele fazia uma missão na Córsega, os bandidos desta atormentada ilha deram tiros para o ar gritando: “Viva Frei Leonardo! Viva a Paz!”. Bastante desgastado pelos constantes trabalhos apostólicos, foi chamado a Roma, onde, em apaixonados sermões a que o próprio papa por vezes assistia, preparou o clima espiritual para o jubileu de 1750. Foi nessa altura que erigiu a Via Sacra no Coliseu, declarando sagrado aquele lugar onde muitos mártires tinham vertido o sangue por Cristo. No ano seguinte ainda se deslocou à região de Bolonha, para as suas últimas pregações. Regressando a Roma, ao convento de São Boaventura no Palatino, a 26 de novembro, com 75 anos de idade, terminou a carreira terrena este incomparável missionário do povo cristão. As autoridades tiveram de recorrer às forças de segurança para controlarem a multidão dos devotos que queriam ver o Santo e levar relíquias dele. Foi a respeito dele que disse o papa Lambertini: “Perdemos um amigo na terra, mas ganhamos um Santo no céu”. Bento XIV assistiu a diversas missões dirigidas por Leonardo, para ouvir-lhe as práticas. A eficácia de sua oratória pode ser constatada pelo evento em que pregando sobre a Paixão, na Córsega, os homens, endurecidos pelo ódio secular, descarregaram seus fuzis para cima e se abraçaram em sinal de paz. Trabalhador dedicado pelos interesses de Jesus, se destacava na prática da caridade principalmente no confessionário. Admirável era a sua dedicação no confessionário, durante as missões, que foi observado que permanecia no tribunal da penitência durante 30 horas, sem tomar alimento e sem se permitir um descanso. Admirável expressão de São Lourenço é a seguinte: “De boa vontade ficaria na entrada do inferno, suportando os maiores tormentos, se com meu corpo pudesse obstruir a passagem e impossibilitar que lá alguém entrasse”. Em 1751, morreu em Roma, no retiro de São Boaventura e o próprio Papa foi ajoelhar-se ao lado de seu corpo. Livro As Excelências da Santa Missa Os tesouros, por grandes e preciosos que sejam, não podem ser estimados se não forem conhecidos. Eis por que muitos não têm pelo santo Sacrifício da Missa o amor que deveriam ter, porque este tesouro, a maior maravilha e a maior riqueza da Igreja de Deus, é um tesouro oculto, um tesouro muito pouco conhecido. A fim de colocá-lo ao alcance de todos, este livro contém apenas três capítulos. No primeiro faz-se uma curta introdução sobre a excelência, a necessidade e as vantagens da Santa Missa, no segundo se expõe um método piedoso e prático para dela participar com fruto, e no terceiro registram-se alguns exemplos próprios para estimular as pessoas a assistir à Santa Missa todos os dias. Em suma, é um Tesouro Oculto que é revelado. Se souberes dele aproveitar, enriquecerás de todos os bens para a vida e para a morte, para o tempo e para a eternidade. Este pequeno livro de São Leonardo Porto Maurício é um tesouro oculto. Clique aqui para adquirir o livro As Excelências da Santa Missa Conheça mais sobre São Leonardo de Porto Maurício Origens Seu nome de batismo era Paulo Jerônimo. Nasceu no ano 1676, em Porto Maurício, cidade conhecida hoje como Impéria, na Itália. Era filho de um capitão da marinha chamado Domingos Casanova. Porém, sendo ainda muito pequeno, ficou órfão. Por isso, foi levado para Roma, a fim de terminar seus estudos no famoso Colégio Romano. Concluída essa fase, foi para um convento franciscano chamado Retiro de São Boaventura. Lá, ingressou na Ordem Franciscana. Quando fez os votos, assumiu o nome de Frei Leonardo. Pregador empolgante Ordenado sacerdote, Frei Leonardo exerceu a maior parte de seu ministério na cidade de Florença, Itália. Era um pregador empolgante, principalmente nas vezes em que pregava sobre a Paixão de Cristo. Multidões acorriam para vê-lo e ouvi-lo. Percorreu a Itália inteira como missionário e pregador. Escreveu inúmeras obras de valor inestimável tanto para pregadores quanto para os fiéis. O Santo Afonso Maria de Ligório, que viveu na mesma época, afirmava que Frei Leonardo de Porto Maurício era o maior missionário a pregar naquele século. Promotor da paz Na ilha de Córsega havia uma enorme divisão entre os cidadãos. Era uma situação grave. Por isso, o Papa foi inspirado a usar os dons de Frei Leonardo para beneficiar o povo, enviando-o para lá com a difícil missão de promover a paz. E qual não foi a surpresa geral quando o sábio e humilde frade franciscano conseguiu reestabelecer a paz e a reconciliação na ilha através de um acordo de paz. Salvador do Coliseu São Leonardo de Porto Maurício é conhecido também como “O Salvador do Coliseu” e não é à toa. Num tempo em que o antigo edifício estava abandonado, depredado e suas pedras eram retiradas para serem usadas em outras construções, ele realizou ali, pela primeira vez, uma Via Sacra. Na celebração ele definiu aquele lugar como sagrado, santificado, por causa do sangue dos mártires derramado ali. A medida foi tão impactante que tornou-se tradição. Depois disso, o Coliseu passou a ser conservado. Tal Tradição permanece até hoje. Em toda Sexta-Feira da Paixão, o Papa celebra a Via-Sacra no Coliseu de Roma. Profeta Mariano São Leonardo foi também um grande devoto de Nossa Senhora. Desejava ardentemente que a Igreja proclamasse o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Chegou a convencer Papa de então, Bento XIV, sobre a necessidade de convocar um concílio com o fim de discutir tal tema e, em seguida, proclamar o dogma. Ele não viveu para ver a proclamação, mas escreveu uma carta profecia na qual previu que o dogma seria proclamado um dia, como, de fato, o foi, no ano 1854. Morte Frei Leonardo faleceu no ano 1751, quando estava no Retiro de São Boaventura de Palatino, em Roma. Sua fama de santidade era tão grande que até mesmo o Papa Bento XIV ajoelhou-se em frente ao seu corpo. São Leonardo recebeu vários títulos como o “Santo da Via Sacra”, “Santo da Imaculada Conceição”, “Salvador do Coliseu” e “Pregador da Paixão de Cristo”. Mais tarde, o Papa Pio XI conferiu a ele o título de “Padroeiro de todos os sacerdotes que se entregam às missões no mundo.” São Leonardo de Porto Maurício é ainda festejado como padroeiro da cidade de Impéria, antiga Porto Maurício. Oração a São Leonardo de Porto Maurício “Ó Deus todo-poderoso e cheio de bondade, que fizestes de São Leonardo notável mensageiro do mistério da cruz, concedei, por sua intercessão, que, reconhecendo na terra as riquezas da cruz de Cristo, mereçamos alcançar nos céus os frutos da redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. São Leonardo, rogai por nós.” #SantodoDia

  • Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

    “Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo” (Jo 18,37). Com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a Igreja Católica conclui o Ano Litúrgico recordando aos fiéis e ao mundo que ninguém e nenhuma lei está acima de Deus. A Solenidade de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925 e celebra Cristo como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa transformar o mundo no qual peregrina. Por ocasião desta solenidade, em 2012, ao presidir a Santa Missa, o Papa Be nto XVI  explicou que “neste último domingo do Ano Litúrgico, a Igreja nos convida a celebrar Jesus Cristo como Rei do universo; chama-nos a dirigir o olhar em direção ao futuro, ou melhor em profundidade, para a meta última da história, que será o reino definitivo e eterno de Cristo”. A possibilidade de alcançar o Reino de Deus foi estabelecida por Jesus Cristo ao nos deixar o Espírito Santo que nos concede as graças necessárias para obter a santidade e transformar o mundo no amor. Essa é a missão que Jesus deixou à Igreja ao estabelecer seu Reino. Em um mundo onde prima a cultura de morte e o crescimento de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador. Conforme declarou Bento XVI, “com o seu sacrifício, Jesus abriu-nos a estrada para uma relação profunda com Deus: nele nos tornamos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da sua realeza sobre o mundo. Portanto, ser discípulos de Jesus significa não se deixar fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus”. E, recordando a oração do Pai Nosso, o agora Papa Emérito sublinhou “as palavras ‘Venha a nós o vosso reino’, que equivale a dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em nós, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em Vós tudo se submeta ao Pai da misericórdia e do amor”. Conheça mais sobre a Solenidade de Cristo Rei Festa de Cristo Rei A Festa de Cristo Rei foi estabelecida pelo Papa Pio XI, que quis motivar os católicos para reconhecer em público que o líder da Igreja é Cristo Rei. Mas o que levou o Papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica do seu Pontificado à criação de uma Festa de Cristo Rei? (cf. Carta Encíclica “Quas primas”, 11/12/1925). No início do século XX, o Mundo, que ainda estava recuperava da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçónica no México, anticlericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte. É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorrecto”, o Pio IX institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa Fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da Humanidade. Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!… Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anticlerical, o Vigário de Cristo na Terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história. Com esta solenidade o Papa Pio IX esperava algumas mudanças no cenário mundial: Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32). Que os líderes das Nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31). Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33). Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado. Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações. Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição. A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo. Assim sendo, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos Mártires Cristãos da nossa História. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “Viva Cristo Rei!” JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO Interrogado por Pilatos se era rei, Jesus disse: “Sim, Eu sou Rei” (Jo 18, 37). Ou seja, a ideia da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo veio desde Sua vida terrena. Encontramos manifestações várias e títulos diversos de Cristo como Rei, já na Igreja primitiva. Temos até a figura do Cristo Pantocrator, ou seja, Cristo Rei, porque Pantocrator quer dizer Senhor de todas as coisas. Ele está sentado sobre um trono que é o arco-íris, o sinal da aliança de Deus com os homens. E do alto desse trono Ele governa todas as coisas: a Igreja gloriosa, a Igreja padecente e a Igreja militante, como o Rei esperado por todos os séculos, Nosso Senhor Jesus Cristo dominando tudo e Senhor de tudo. O diálogo entre Jesus e Pilatos foi uma declaração de realeza que marcou a fundo espírito do covarde Governador Romano: “Logo, Tu és Rei!” Jesus retorquiu:”Tu o dizes! Eu sou Rei!” (Jo 18, 37) Pode-se imaginar a atitude, o olhar e a entonação de voz de Jesus, grave, pausada e serena, ao responder ao tribuno romano: “Tu o dizes, Eu sou Rei!” Nenhum rei desta terra teve tanta majestade, mesmo no auge de sua glória, como Jesus naquela ocasião. Pilatos, por covardia e a contragosto entregou Jesus ao Sinédrio, para ser crucificado. Mas ele quis por na tabuleta da Cruz as imortais palavras: Jesus Nazareno Rei dos Judeus. Era um reconhecimento, covarde, da realeza de Nosso Senhor, de tal forma aquele diálogo o impressionou. Ele não quis escrever que Jesus era condenado por se dizer Filho de Deus, ou Messias (motivo pelo qual o Sinédrio O condenara), ou um grande profeta ou por perturbar a ordem pública com suas pregações. Ele quis acentuar a realeza de Jesus, que tanto impacto lhe causara. E, de fato, Jesus é Rei no sentido pleno do termo. Ele é o Rei dos reis. D’Ele toda autoridade deriva, como se constata no segundo diálogo com Pilatos: “Nenhum poder terias sobre Mim se não te fosse dado do Alto.” (Jo 19, 11) De que modo Jesus Cristo foi rei? Por direito de sucessão por ser da casa de David, embora o poder Lhe tivesse sido tirado e Ele não o tenha exercido. Também naturalmente falando Jesus tinha uma natureza tão superior a todos os outros homens que sua realeza natural é indiscutível. Com efeito, quem pode ser mais inteligente, mais belo, mais forte, mais santo do que Jesus? Quem poderia superá-Lo na capacidade de suportar a dor? Em todas as qualidades que podem brilhar num homem Ele era o mais perfeito e neste sentido também Ele era Rei. Mais importante ainda: Ele também era rei por direito de conquista. Com efeito, pela falta de Adão, a humanidade vivia sob a escravidão do pecado, sob o domínio de satanás e estava-lhe vedado o acesso ao Céu. Pelo sacrifício da Cruz, Nosso Senhor resgatou o gênero humano da dívida do pecado, deu aos homens a possibilidade de se tornarem filhos de Deus e poderem fazer parte do Reino de Deus, do qual Jesus é Rei. Por isso, Ele declara a Pilatos: “O meu Reino não é deste mundo.” (Jo 18, 36) Sua realeza, espiritual, é mais efetiva do que a temporal, era sobre o Reino de Deus, de caráter sobrenatural. Compreende-se então que as profecias sobre o Messias falassem de um reino eterno que não seria destruído. (Cf Dn 7, 14; Mq 4, 7) Anunciação: seu reino será eterno O Arcanjo São Gabriel na Anunciação renova essa profecia: “darás à luz um Filho […] será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor lhe dará o trono de seu pai David; reinará sobre a casa de Jacó, e seu reino não terá fim. […] Será chamado Filho de Deus.” (Lc 1, 31-33) O primeiro anúncio do nascimento do Messias, feito por um Anjo, refere-se a um Rei, que será Filho de Deus, e seu reino será eterno. Os reis Magos Também os Magos chegaram a Jerusalém à procura do Rei dos judeus que acabara de nascer. (Cf Mt 2, 2) Os sacerdotes e os escribas consultados por Herodes logo veem que se trata do Messias e citam a conhecida profecia de Miquéias sobre o lugar no nascimento do Salvador: “E tu Belém […] de ti sairá para mim aquele que governará Israel.” (Mq 5, 1) Ao encontrar por fim o Menino nos braços de sua Mãe tomam uma atitude que não deixa lugar a dúvida sobre a alta condição d’Aquele que procuravam: “Prostrando-se, O adoraram, e abrindo seus tesouros ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2, 11) Misericórdia de Deus: Seu filho nasce por nós como Rei Que grande misericórdia teve Deus para com o gênero humano fazendo nascer o seu Filho entre nós para no-Lo dar como Rei. Adoremo-Lo como Rei do Universo aqui na terra, para O podermos contemplar e gozar de seu convívio na Eternidade. (ARM) Via Gaudium Press

  • Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

    “Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo” (Jo 18,37). Com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a Igreja Católica conclui o Ano Litúrgico recordando aos fiéis e ao mundo que ninguém e nenhuma lei está acima de Deus. A Solenidade de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925 e celebra Cristo como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa transformar o mundo no qual peregrina. Por ocasião desta solenidade, em 2012, ao presidir a Santa Missa, o Papa Be nto XVI  explicou que “neste último domingo do Ano Litúrgico, a Igreja nos convida a celebrar Jesus Cristo como Rei do universo; chama-nos a dirigir o olhar em direção ao futuro, ou melhor em profundidade, para a meta última da história, que será o reino definitivo e eterno de Cristo”. A possibilidade de alcançar o Reino de Deus foi estabelecida por Jesus Cristo ao nos deixar o Espírito Santo que nos concede as graças necessárias para obter a santidade e transformar o mundo no amor. Essa é a missão que Jesus deixou à Igreja ao estabelecer seu Reino. Em um mundo onde prima a cultura de morte e o crescimento de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador. Conforme declarou Bento XVI, “com o seu sacrifício, Jesus abriu-nos a estrada para uma relação profunda com Deus: nele nos tornamos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da sua realeza sobre o mundo. Portanto, ser discípulos de Jesus significa não se deixar fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus”. E, recordando a oração do Pai Nosso, o agora Papa Emérito sublinhou “as palavras ‘Venha a nós o vosso reino’, que equivale a dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em nós, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em Vós tudo se submeta ao Pai da misericórdia e do amor”. Conheça mais sobre a Solenidade de Cristo Rei Festa de Cristo Rei A Festa de Cristo Rei foi estabelecida pelo Papa Pio XI, que quis motivar os católicos para reconhecer em público que o líder da Igreja é Cristo Rei. Mas o que levou o Papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica do seu Pontificado à criação de uma Festa de Cristo Rei? (cf. Carta Encíclica “Quas primas”, 11/12/1925). No início do século XX, o Mundo, que ainda estava recuperava da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçónica no México, anticlericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte. É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorrecto”, o Pio IX institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa Fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da Humanidade. Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!… Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anticlerical, o Vigário de Cristo na Terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história. Com esta solenidade o Papa Pio IX esperava algumas mudanças no cenário mundial: Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32). Que os líderes das Nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31). Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33). Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado. Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações. Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição. A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo. Assim sendo, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos Mártires Cristãos da nossa História. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “Viva Cristo Rei!” JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO Interrogado por Pilatos se era rei, Jesus disse: “Sim, Eu sou Rei” (Jo 18, 37). Ou seja, a ideia da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo veio desde Sua vida terrena. Encontramos manifestações várias e títulos diversos de Cristo como Rei, já na Igreja primitiva. Temos até a figura do Cristo Pantocrator, ou seja, Cristo Rei, porque Pantocrator quer dizer Senhor de todas as coisas. Ele está sentado sobre um trono que é o arco-íris, o sinal da aliança de Deus com os homens. E do alto desse trono Ele governa todas as coisas: a Igreja gloriosa, a Igreja padecente e a Igreja militante, como o Rei esperado por todos os séculos, Nosso Senhor Jesus Cristo dominando tudo e Senhor de tudo. O diálogo entre Jesus e Pilatos foi uma declaração de realeza que marcou a fundo espírito do covarde Governador Romano: “Logo, Tu és Rei!” Jesus retorquiu:”Tu o dizes! Eu sou Rei!” (Jo 18, 37) Pode-se imaginar a atitude, o olhar e a entonação de voz de Jesus, grave, pausada e serena, ao responder ao tribuno romano: “Tu o dizes, Eu sou Rei!” Nenhum rei desta terra teve tanta majestade, mesmo no auge de sua glória, como Jesus naquela ocasião. Pilatos, por covardia e a contragosto entregou Jesus ao Sinédrio, para ser crucificado. Mas ele quis por na tabuleta da Cruz as imortais palavras: Jesus Nazareno Rei dos Judeus. Era um reconhecimento, covarde, da realeza de Nosso Senhor, de tal forma aquele diálogo o impressionou. Ele não quis escrever que Jesus era condenado por se dizer Filho de Deus, ou Messias (motivo pelo qual o Sinédrio O condenara), ou um grande profeta ou por perturbar a ordem pública com suas pregações. Ele quis acentuar a realeza de Jesus, que tanto impacto lhe causara. E, de fato, Jesus é Rei no sentido pleno do termo. Ele é o Rei dos reis. D’Ele toda autoridade deriva, como se constata no segundo diálogo com Pilatos: “Nenhum poder terias sobre Mim se não te fosse dado do Alto.” (Jo 19, 11) De que modo Jesus Cristo foi rei? Por direito de sucessão por ser da casa de David, embora o poder Lhe tivesse sido tirado e Ele não o tenha exercido. Também naturalmente falando Jesus tinha uma natureza tão superior a todos os outros homens que sua realeza natural é indiscutível. Com efeito, quem pode ser mais inteligente, mais belo, mais forte, mais santo do que Jesus? Quem poderia superá-Lo na capacidade de suportar a dor? Em todas as qualidades que podem brilhar num homem Ele era o mais perfeito e neste sentido também Ele era Rei. Mais importante ainda: Ele também era rei por direito de conquista. Com efeito, pela falta de Adão, a humanidade vivia sob a escravidão do pecado, sob o domínio de satanás e estava-lhe vedado o acesso ao Céu. Pelo sacrifício da Cruz, Nosso Senhor resgatou o gênero humano da dívida do pecado, deu aos homens a possibilidade de se tornarem filhos de Deus e poderem fazer parte do Reino de Deus, do qual Jesus é Rei. Por isso, Ele declara a Pilatos: “O meu Reino não é deste mundo.” (Jo 18, 36) Sua realeza, espiritual, é mais efetiva do que a temporal, era sobre o Reino de Deus, de caráter sobrenatural. Compreende-se então que as profecias sobre o Messias falassem de um reino eterno que não seria destruído. (Cf Dn 7, 14; Mq 4, 7) Anunciação: seu reino será eterno O Arcanjo São Gabriel na Anunciação renova essa profecia: “darás à luz um Filho […] será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor lhe dará o trono de seu pai David; reinará sobre a casa de Jacó, e seu reino não terá fim. […] Será chamado Filho de Deus.” (Lc 1, 31-33) O primeiro anúncio do nascimento do Messias, feito por um Anjo, refere-se a um Rei, que será Filho de Deus, e seu reino será eterno. Os reis Magos Também os Magos chegaram a Jerusalém à procura do Rei dos judeus que acabara de nascer. (Cf Mt 2, 2) Os sacerdotes e os escribas consultados por Herodes logo veem que se trata do Messias e citam a conhecida profecia de Miquéias sobre o lugar no nascimento do Salvador: “E tu Belém […] de ti sairá para mim aquele que governará Israel.” (Mq 5, 1) Ao encontrar por fim o Menino nos braços de sua Mãe tomam uma atitude que não deixa lugar a dúvida sobre a alta condição d’Aquele que procuravam: “Prostrando-se, O adoraram, e abrindo seus tesouros ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2, 11) Misericórdia de Deus: Seu filho nasce por nós como Rei Que grande misericórdia teve Deus para com o gênero humano fazendo nascer o seu Filho entre nós para no-Lo dar como Rei. Adoremo-Lo como Rei do Universo aqui na terra, para O podermos contemplar e gozar de seu convívio na Eternidade. (ARM) Via Gaudium Press

  • Santo Humilde de Bisignano – 26 de Novembro

    SANTO DO DIA – 26 DE NOVEMBRO – SANTO HUMILDE DE BISIGNANO Religioso (1582-1637) Luca Antonio, seu nome de batismo, nasceu na cidade de Bisignano, província de Cosenza, Itália, em 26 de agosto de 1582. Pertencia a uma família muito pobre e muito cristã. Desde a mais tenra idade, o menino manifestou sua admirável piedade. Todos os dias ia à missa, comungava, rezava e meditava a Paixão do Senhor, tornando-se modelo de virtude para todos os que o conheciam. Aos dezoito anos, sentiu que sua real vocação estava na vida religiosa, mas por vários motivos teve de esperar nove anos para poder realizar os seus santos propósitos, levando, entretanto, uma vida ainda mais disciplinada a fim de conseguir seus objetivos. Finalmente, aos vinte e sete anos, entrou no noviciado dos Frades Menores de Mesuraca, tomando o nome de frei Humilde, emitindo a profissão em 1610. Desde jovem, tinha o dom de contínuos êxtases contemplativos, motivo pelo qual era chamado de ‘o frade extático’. A partir de 1613, esses dons se tornaram públicos e por isso seus superiores o submeteram a uma longa série de provas e humilhações para certificarem-se se eles provinham, realmente, de Deus. Mas essas provas, felizmente suportadas, só vieram aumentar sua fama de santidade junto aos irmãos e ao povo. Outros dons particulares foram atribuídos a Humilde: a perscrutação dos corações, a profecia, as intercessões em milagres e, sobretudo, a ciência infusa. Apesar de ser analfabeto, dava respostas sobre as Sagradas Escrituras e sobre qualquer outro tema da doutrina católica que faziam admirar insignes teólogos. A esse propósito, Humilde foi experimentado por uma assembleia de sacerdotes seculares e regulares, com propostas de dúvidas e objeções, às quais respondeu de maneira muito satisfatória. Portanto, é fácil compreender a estima de que era universalmente rodeado. Frei Humilde gozou da confiança dos sumos pontífices Gregório XV e Urbano VIII, que o chamaram ao Vaticano e se beneficiaram com suas orações e conselhos. Permaneceu em Roma por muitos anos, sendo hóspede no Convento de São Francisco, em Ripa, e, durante alguns meses, no de Santo Isidoro. Por volta de 1628, Humilde apresentou um pedido para poder ir como missionário aos países dos infiéis muçulmanos, porém obteve resposta negativa dos superiores, tendo de continuar na Itália. As orações de Humilde eram simples, porém suas preces eram sempre dedicadas ao bem da humanidade e à paz universal. Apesar de ser muito estimado por todos, ele se humilhava, continuamente, perante Deus, por considerar-se um grande pecador. Disse, certa vez, ao papa Gregório XV: ‘Enquanto todas as criaturas louvam e bendizem ao Senhor, eu sou o único que o ofende’. Ele faleceu no dia 26 de novembro de 1637, na sua cidade natal, onde passou os seus últimos anos de vida. Beatificado em 1882, foi somente em 2002 que o papa João Paulo II declarou santo Humilde de Bisignano, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • Santo Humilde de Bisignano – 26 de Novembro

    SANTO DO DIA – 26 DE NOVEMBRO – SANTO HUMILDE DE BISIGNANO Religioso (1582-1637) Luca Antonio, seu nome de batismo, nasceu na cidade de Bisignano, província de Cosenza, Itália, em 26 de agosto de 1582. Pertencia a uma família muito pobre e muito cristã. Desde a mais tenra idade, o menino manifestou sua admirável piedade. Todos os dias ia à missa, comungava, rezava e meditava a Paixão do Senhor, tornando-se modelo de virtude para todos os que o conheciam. Aos dezoito anos, sentiu que sua real vocação estava na vida religiosa, mas por vários motivos teve de esperar nove anos para poder realizar os seus santos propósitos, levando, entretanto, uma vida ainda mais disciplinada a fim de conseguir seus objetivos. Finalmente, aos vinte e sete anos, entrou no noviciado dos Frades Menores de Mesuraca, tomando o nome de frei Humilde, emitindo a profissão em 1610. Desde jovem, tinha o dom de contínuos êxtases contemplativos, motivo pelo qual era chamado de ‘o frade extático’. A partir de 1613, esses dons se tornaram públicos e por isso seus superiores o submeteram a uma longa série de provas e humilhações para certificarem-se se eles provinham, realmente, de Deus. Mas essas provas, felizmente suportadas, só vieram aumentar sua fama de santidade junto aos irmãos e ao povo. Outros dons particulares foram atribuídos a Humilde: a perscrutação dos corações, a profecia, as intercessões em milagres e, sobretudo, a ciência infusa. Apesar de ser analfabeto, dava respostas sobre as Sagradas Escrituras e sobre qualquer outro tema da doutrina católica que faziam admirar insignes teólogos. A esse propósito, Humilde foi experimentado por uma assembleia de sacerdotes seculares e regulares, com propostas de dúvidas e objeções, às quais respondeu de maneira muito satisfatória. Portanto, é fácil compreender a estima de que era universalmente rodeado. Frei Humilde gozou da confiança dos sumos pontífices Gregório XV e Urbano VIII, que o chamaram ao Vaticano e se beneficiaram com suas orações e conselhos. Permaneceu em Roma por muitos anos, sendo hóspede no Convento de São Francisco, em Ripa, e, durante alguns meses, no de Santo Isidoro. Por volta de 1628, Humilde apresentou um pedido para poder ir como missionário aos países dos infiéis muçulmanos, porém obteve resposta negativa dos superiores, tendo de continuar na Itália. As orações de Humilde eram simples, porém suas preces eram sempre dedicadas ao bem da humanidade e à paz universal. Apesar de ser muito estimado por todos, ele se humilhava, continuamente, perante Deus, por considerar-se um grande pecador. Disse, certa vez, ao papa Gregório XV: ‘Enquanto todas as criaturas louvam e bendizem ao Senhor, eu sou o único que o ofende’. Ele faleceu no dia 26 de novembro de 1637, na sua cidade natal, onde passou os seus últimos anos de vida. Beatificado em 1882, foi somente em 2002 que o papa João Paulo II declarou santo Humilde de Bisignano, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • O Jejum, as Mortificações, a Esmola – Mês das Almas do Purgatório (Dia 26)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Sexto Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – TERCEIRO MEIO: O JEJUM, AS MORTIFICAÇÕES, A ESMOLA ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . TERCEIRO MEIO: O JEJUM, AS MORTIFICAÇÕES, A ESMOLA Os atos de mortificação, em geral, nos fazem mais comedidos, mais piedosos e, consequentemente, mais agradáveis a Deus; as orações que conjuntamente fazemos são acolhidas mais favoravelmente: Deus não repele o coração contrito e humilhado; mas, além do valor que esses atos dão a nossas orações, eles são por si mesmos uma reparação em favor das almas do Purgatório. Estas almas sofrem porque foram negligentes, sensuais, tíbias, pouco submissas… e nós, esforçando-nos por sermos mais ativos nos trabalhos, mais firmes na resistência às tentações, mais mortificados nos sentidos, mais generosos para dar, reparamos o que elas fizeram mal, — suprimos o que omitiram, — compensamos o que fizeram de modo imperfeito, e, assim, pagamos realmente a Deus as dívidas, que contraíram. Sofrem essas almas, porque buscaram com sofreguidão os prazeres do mundo, permitidos, sim, mas em certos limites e moderadamente; — abandonaram-se a uma curiosidade que feriu a delicadeza de sua virtude, tiveram alguma sensualidade em suas refeições… Oh! pois que Deus nos aceita como reparadores e redentores em favor delas, privemo-nos de assistir àquela festa mundana que nos impediria de orar com recolhimento; não vamos aonde nos convida a simples curiosidade, embora não pareça repreensível; — evitemos o que pode lisonjear nossas paixões, — sejamos, sobretudo, severos observadores dos jejuns e da abstinência imposta pela Igreja. Meus pobres mortos, sei que padeceis, e hei-de entregar-me ao prazer? privando-me apenas do que seria um perigo para minha alma, posso aliviar-vos, e não o farei ? Ó meu Deus, aqui estou! feri a mim, porém poupai a eles! acudi-lhes! Façamos também a esmola em intenção de nossos finados. Quando um pobre bate à nossa porta, nós lhe dizemos, entregando o que nos é possível dar; Pedi por meus pobres mortos! Oh! se nos fosse dado ver o que nossa esmola faz da oração desse mendigo! Faz dela, afirma S. João Crisóstomo, a amiga de Deus, oração sempre escutada; nossa esmola em suas mãos torna-se alguma coisa de onipotente: move o coração de Deus, alcança dele tudo quanto quer. — Passa-se uma espécie de contrato entre Deus e o homem: nós damos capitais, bens; privamo-nos para dar; Deus, em compensação, em troca, dá o alivio, e o resgate àquelas almas. Se soubermos que nossos mortos deixaram dívidas, quitemo-las pronta e generosamente. Se soubermos que eles cometeram alguma injustiça, vamos repará-la, e, dando a esmola, tenhamos a intenção de compensar os danos que possam ter causado e que ignoramos. Se nos fizeram algumas recomendações, não tardemos de cumpri-las. Se nos pediram Missas, providenciemos para que se celebrem o mais prontamente possível. A vontade e até os desejos dos moribundos devem ser sagrados. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • O Jejum, as Mortificações, a Esmola – Mês das Almas do Purgatório (Dia 26)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Sexto Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – TERCEIRO MEIO: O JEJUM, AS MORTIFICAÇÕES, A ESMOLA ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . TERCEIRO MEIO: O JEJUM, AS MORTIFICAÇÕES, A ESMOLA Os atos de mortificação, em geral, nos fazem mais comedidos, mais piedosos e, consequentemente, mais agradáveis a Deus; as orações que conjuntamente fazemos são acolhidas mais favoravelmente: Deus não repele o coração contrito e humilhado; mas, além do valor que esses atos dão a nossas orações, eles são por si mesmos uma reparação em favor das almas do Purgatório. Estas almas sofrem porque foram negligentes, sensuais, tíbias, pouco submissas… e nós, esforçando-nos por sermos mais ativos nos trabalhos, mais firmes na resistência às tentações, mais mortificados nos sentidos, mais generosos para dar, reparamos o que elas fizeram mal, — suprimos o que omitiram, — compensamos o que fizeram de modo imperfeito, e, assim, pagamos realmente a Deus as dívidas, que contraíram. Sofrem essas almas, porque buscaram com sofreguidão os prazeres do mundo, permitidos, sim, mas em certos limites e moderadamente; — abandonaram-se a uma curiosidade que feriu a delicadeza de sua virtude, tiveram alguma sensualidade em suas refeições… Oh! pois que Deus nos aceita como reparadores e redentores em favor delas, privemo-nos de assistir àquela festa mundana que nos impediria de orar com recolhimento; não vamos aonde nos convida a simples curiosidade, embora não pareça repreensível; — evitemos o que pode lisonjear nossas paixões, — sejamos, sobretudo, severos observadores dos jejuns e da abstinência imposta pela Igreja. Meus pobres mortos, sei que padeceis, e hei-de entregar-me ao prazer? privando-me apenas do que seria um perigo para minha alma, posso aliviar-vos, e não o farei ? Ó meu Deus, aqui estou! feri a mim, porém poupai a eles! acudi-lhes! Façamos também a esmola em intenção de nossos finados. Quando um pobre bate à nossa porta, nós lhe dizemos, entregando o que nos é possível dar; Pedi por meus pobres mortos! Oh! se nos fosse dado ver o que nossa esmola faz da oração desse mendigo! Faz dela, afirma S. João Crisóstomo, a amiga de Deus, oração sempre escutada; nossa esmola em suas mãos torna-se alguma coisa de onipotente: move o coração de Deus, alcança dele tudo quanto quer. — Passa-se uma espécie de contrato entre Deus e o homem: nós damos capitais, bens; privamo-nos para dar; Deus, em compensação, em troca, dá o alivio, e o resgate àquelas almas. Se soubermos que nossos mortos deixaram dívidas, quitemo-las pronta e generosamente. Se soubermos que eles cometeram alguma injustiça, vamos repará-la, e, dando a esmola, tenhamos a intenção de compensar os danos que possam ter causado e que ignoramos. Se nos fizeram algumas recomendações, não tardemos de cumpri-las. Se nos pediram Missas, providenciemos para que se celebrem o mais prontamente possível. A vontade e até os desejos dos moribundos devem ser sagrados. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Diária | A fé na ressurreição dos corpos

    Sábado da 33.ª Semana do Tempo Comum A ressurreição dos mortos é um dogma de fé revelado na Sagrada Escritura e atestado pela Tradição divino-apostólica, além de ter sido reiterado um sem-número de vezes pelo Magistério da Igreja, que nunca cansou de levantar a voz contra todos os erros que, de uma forma ou de outra, tendem a negar que, no dia do juízo, todos os homens comparecerão com seus corpos diante do tribunal de Cristo a fim de prestar contas de suas obras. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 25 de novembro, e creiamos de todo o coração que, à segunda vinda de Cristo, todos nós havemos de ressuscitar em nossos corpos para prestar contas de nossas ações: os que fizeram o bem irão para a vida eterna; aqueles, porém, que fizeram o mal, irão para o fogo eterno. Evangelho (Lc 20,27-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (cf. 2Tm 1,10) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 27 aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28 e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. 30 Também o segundo 31 e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32 Por fim, morreu também a mulher. 33 Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34 Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35 mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36 e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37 Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. 38 Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39 Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40 E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A fé na ressurreição dos corpos

    Sábado da 33.ª Semana do Tempo Comum A ressurreição dos mortos é um dogma de fé revelado na Sagrada Escritura e atestado pela Tradição divino-apostólica, além de ter sido reiterado um sem-número de vezes pelo Magistério da Igreja, que nunca cansou de levantar a voz contra todos os erros que, de uma forma ou de outra, tendem a negar que, no dia do juízo, todos os homens comparecerão com seus corpos diante do tribunal de Cristo a fim de prestar contas de suas obras. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 25 de novembro, e creiamos de todo o coração que, à segunda vinda de Cristo, todos nós havemos de ressuscitar em nossos corpos para prestar contas de nossas ações: os que fizeram o bem irão para a vida eterna; aqueles, porém, que fizeram o mal, irão para o fogo eterno. Evangelho (Lc 20,27-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (cf. 2Tm 1,10) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 27 aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28 e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. 30 Também o segundo 31 e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32 Por fim, morreu também a mulher. 33 Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34 Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35 mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36 e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37 Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. 38 Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39 Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40 E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • A Santa Missa – Mês das Almas do Purgatório (Dia 25)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Quinto Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . SEGUNDO MEIO: A SANTA MISSA É o meio mais eficaz e mais pronto para, aliviar e libertar as almas de nossos mortos. A cada Missa celebrada com devoção, diz S. Jerônimo, saem muitas almas do Purgatório. — E não sofrem tormento algum durante a Missa aplicada por elas, acrescenta o mesmo Doutor. Na Missa, é o próprio Jesus que se oferece ao Eterno Padre em troca, por assim dizer, da alma de quem se lhe pede o livramento. — Um santo sacerdote, diz o Cura d’Ars, orava por certo amigo que ele sabia estar no Purgatório: veio-lhe a ideia de que não podia fazer nada de melhor do que oferecer por sua alma o santo sacrifício da Missa. Chegado o momento da consagração, tomou a hóstia entre as mãos e disse:  “Pai santo e eterno, façamos uma troca. Vós tendes a alma de meu amigo que está no Purgatório, e eu tenho em minhas mãos o corpo de vosso Filho: pois bem! livrai meu amigo e eu vos ofereço vosso Filho com todos os méritos de sua Paixão e Morte.”  No momento da elevação, viu ele a alma do amigo que, toda radiante de glória, subia ao Céu. Na santa Missa, é o sangue de Jesus com que se quer libertar, e este sangue tem valor infinito. A indignidade daquele que manda dizer a Missa ou mesmo de quem a diz, não tira o valor da oferenda. Qualquer outra oração ou obra boa, feita em estado de pecado mortal, é uma obra morta, mas o sacrifício da Missa tem sempre intrinsecamente o mesmo valor.  “Seu mérito, diz Bourdaloue, não depende da santidade de quem o oferecer, e muito menos de quem o faz oferecer, mas é ligado só à pessoa de Jesus Cristo e ao preço de seu sangue; donde segue-se que um pecador, ainda em seu estado desordenado, pode contribuir para o repouso das almas do Purgatório… Pode e deve-o, tanto mais quanto este sacrifício é o único meio que ele tem de suprir a impotência em que está de socorrer de outro modo essas almas predestinadas. Deus olha a Hóstia que se apresenta, que é Jesus Cristo, e não aqueles pelo ministério ou cuidado de quem ela lhe é oferecida.” Farei, portanto, oferecer a santa Missa por meus finados. Se não puder, ouvirei a Missa por eles: ouvir a Missa, unir-se ao sacerdote que a celebra, é oferecer também a santa vítima.  “Lembrai-vos, Senhor — diz o sacerdote ao ofertório — de vossos servos aqui presentes por quem vos oferecemos este sacrifício ou que vo-lo oferecem eles mesmos.” Comungarei por eles: a santa comunhão é, depois do santo sacrifício, o ato mais sublime da religião, o que dá mais gloria a Deus; o que, pelos sentimentos de humildade, contrição e amor que desperta na alma, constitui uma das obras satisfatórias mais úteis. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • A Santa Missa – Mês das Almas do Purgatório (Dia 25)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Quinto Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . SEGUNDO MEIO: A SANTA MISSA É o meio mais eficaz e mais pronto para, aliviar e libertar as almas de nossos mortos. A cada Missa celebrada com devoção, diz S. Jerônimo, saem muitas almas do Purgatório. — E não sofrem tormento algum durante a Missa aplicada por elas, acrescenta o mesmo Doutor. Na Missa, é o próprio Jesus que se oferece ao Eterno Padre em troca, por assim dizer, da alma de quem se lhe pede o livramento. — Um santo sacerdote, diz o Cura d’Ars, orava por certo amigo que ele sabia estar no Purgatório: veio-lhe a ideia de que não podia fazer nada de melhor do que oferecer por sua alma o santo sacrifício da Missa. Chegado o momento da consagração, tomou a hóstia entre as mãos e disse:  “Pai santo e eterno, façamos uma troca. Vós tendes a alma de meu amigo que está no Purgatório, e eu tenho em minhas mãos o corpo de vosso Filho: pois bem! livrai meu amigo e eu vos ofereço vosso Filho com todos os méritos de sua Paixão e Morte.”  No momento da elevação, viu ele a alma do amigo que, toda radiante de glória, subia ao Céu. Na santa Missa, é o sangue de Jesus com que se quer libertar, e este sangue tem valor infinito. A indignidade daquele que manda dizer a Missa ou mesmo de quem a diz, não tira o valor da oferenda. Qualquer outra oração ou obra boa, feita em estado de pecado mortal, é uma obra morta, mas o sacrifício da Missa tem sempre intrinsecamente o mesmo valor.  “Seu mérito, diz Bourdaloue, não depende da santidade de quem o oferecer, e muito menos de quem o faz oferecer, mas é ligado só à pessoa de Jesus Cristo e ao preço de seu sangue; donde segue-se que um pecador, ainda em seu estado desordenado, pode contribuir para o repouso das almas do Purgatório… Pode e deve-o, tanto mais quanto este sacrifício é o único meio que ele tem de suprir a impotência em que está de socorrer de outro modo essas almas predestinadas. Deus olha a Hóstia que se apresenta, que é Jesus Cristo, e não aqueles pelo ministério ou cuidado de quem ela lhe é oferecida.” Farei, portanto, oferecer a santa Missa por meus finados. Se não puder, ouvirei a Missa por eles: ouvir a Missa, unir-se ao sacerdote que a celebra, é oferecer também a santa vítima.  “Lembrai-vos, Senhor — diz o sacerdote ao ofertório — de vossos servos aqui presentes por quem vos oferecemos este sacrifício ou que vo-lo oferecem eles mesmos.” Comungarei por eles: a santa comunhão é, depois do santo sacrifício, o ato mais sublime da religião, o que dá mais gloria a Deus; o que, pelos sentimentos de humildade, contrição e amor que desperta na alma, constitui uma das obras satisfatórias mais úteis. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Santa Catarina de Alexandria, protetora das solteiras e estudantes – 25 de Novembro

    SANTO DO DIA – 25 DE NOVEMBRO – SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA Virgem mártir (século IV) A vida e o martírio de Catarina de Alexandria estão de tal modo mesclados às tradições cristãs que ainda hoje fica difícil separar os acontecimentos reais do imaginário de seus devotos, espalhados pelo mundo todo. Muito venerada, o seu nome tornou-se uma escolha comum no batismo, e em sua honra muitas igrejas, capelas e localidades são dedicadas, no Oriente e no Ocidente. O Brasil homenageou-a com o estado de Santa Catarina, cuja população a festeja como sua celestial padroeira. Alguns textos escritos entre os séculos VI e X , que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito. Muito culta, dispunha de vastos conhecimentos teológicos e humanísticos. Com desenvoltura, modéstia e didática, discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, o que não era nada comum a uma mulher e jovem naquela época. E fazia isso em público, por isso era respeitada pelos súditos da Corte que seria sua por direito. Entretanto esses eram tempos duros do imperador romano Maximino, terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz. Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios. Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo especial. Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305. Contam-se aos milhares as graças e os milagres acontecidos naquele local por intercessão de santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte. Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos moleiros – donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • Santa Catarina de Alexandria, protetora das solteiras e estudantes – 25 de Novembro

    SANTO DO DIA – 25 DE NOVEMBRO – SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA Virgem mártir (século IV) A vida e o martírio de Catarina de Alexandria estão de tal modo mesclados às tradições cristãs que ainda hoje fica difícil separar os acontecimentos reais do imaginário de seus devotos, espalhados pelo mundo todo. Muito venerada, o seu nome tornou-se uma escolha comum no batismo, e em sua honra muitas igrejas, capelas e localidades são dedicadas, no Oriente e no Ocidente. O Brasil homenageou-a com o estado de Santa Catarina, cuja população a festeja como sua celestial padroeira. Alguns textos escritos entre os séculos VI e X , que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito. Muito culta, dispunha de vastos conhecimentos teológicos e humanísticos. Com desenvoltura, modéstia e didática, discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, o que não era nada comum a uma mulher e jovem naquela época. E fazia isso em público, por isso era respeitada pelos súditos da Corte que seria sua por direito. Entretanto esses eram tempos duros do imperador romano Maximino, terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz. Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios. Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo especial. Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305. Contam-se aos milhares as graças e os milagres acontecidos naquele local por intercessão de santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte. Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos moleiros – donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • III. Evitar também o pecado venial – Mês das Almas do Purgatório (Dia 30)

    Mês das Almas do Purgatório  – Trigésimo Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – III. Evitar também o pecado venial ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . III. Evitar também o pecado venial Ainda uma lição só, uma das mais úteis para minha alma. É a queixa que se ouve de quase todas as almas do Purgatório, pois quase todas sofrem por não terem compreendido bastante o alcance do pecado venial. “Nós dizíamos na terra: É um simples pecado venial, e nos deixávamos levar por esse pendor de nosso coração, nos deixávamos ganhar por essa pequena satisfação dos sentidos. Mas, como se dissipou essa ilusão, quando, à hora da morte, vimos, na luz do Senhor, as lamentáveis consequências dessas faltas! Felizes, todavia, por não nos terem sido de mais terríveis consequências! Sim, esses pecados veniais podiam nos conduzir ao inferno. Os pecados veniais não condenam, é certo, mas, com inteligência, com malícia, em grande número e sem que se os apague com a devida penitência, conduzem pouco a pouco, por um declive insensível, mas resvaladiço, ao pecado mortal que condena. Conduzem a esse termo fatal pelo enfraquecimento progressivo de todas as forças vivas da alma: Pela diminuição do horror do mal; Pela excitação e desenvolvimento das paixões; Pela subtração de certas graças especiais de distinção; Por mil caminhos a um tempo. E quando a alma, neste estado, não se converte, muitas vezes só a morte, vindo-lhe ao encontro, pode livrá-la de rolar até o fundo do abismo: porém, oh! Deus nem sempre usa a misericórdia de enviar a morte bastante cedo para prevenir que o homem nessa voluntária cegueira consuma a sua desgraça! Deus nos fez esta graça: deu-nos a morte em hora oportuna; mas, terrível castigo o nosso! que dura expiação a que sofremos! A cada um dos nossos pecados veniais corresponde uma medida de penas. E, se Deus contou em nossa consciência milhares de pecados veniais, qual será o rigor e a duração das penas que ainda nos estão reservadas! Considerai também, ó amigos que na terra vos interessais por nós, considerai que o Purgatório não é o castigo só dos pecados veniais, ainda subsistentes na hora da morte, mas o castigo de todos os pecados perdoados e não expiados. Oh! vivei, pois, na justiça, na santidade no temor de Deus! Vós, que amais, evitai nossa triste sorte: sofrereis muito!” ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • III. Evitar também o pecado venial – Mês das Almas do Purgatório (Dia 30)

    Mês das Almas do Purgatório  – Trigésimo Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – III. Evitar também o pecado venial ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . III. Evitar também o pecado venial Ainda uma lição só, uma das mais úteis para minha alma. É a queixa que se ouve de quase todas as almas do Purgatório, pois quase todas sofrem por não terem compreendido bastante o alcance do pecado venial. “Nós dizíamos na terra: É um simples pecado venial, e nos deixávamos levar por esse pendor de nosso coração, nos deixávamos ganhar por essa pequena satisfação dos sentidos. Mas, como se dissipou essa ilusão, quando, à hora da morte, vimos, na luz do Senhor, as lamentáveis consequências dessas faltas! Felizes, todavia, por não nos terem sido de mais terríveis consequências! Sim, esses pecados veniais podiam nos conduzir ao inferno. Os pecados veniais não condenam, é certo, mas, com inteligência, com malícia, em grande número e sem que se os apague com a devida penitência, conduzem pouco a pouco, por um declive insensível, mas resvaladiço, ao pecado mortal que condena. Conduzem a esse termo fatal pelo enfraquecimento progressivo de todas as forças vivas da alma: Pela diminuição do horror do mal; Pela excitação e desenvolvimento das paixões; Pela subtração de certas graças especiais de distinção; Por mil caminhos a um tempo. E quando a alma, neste estado, não se converte, muitas vezes só a morte, vindo-lhe ao encontro, pode livrá-la de rolar até o fundo do abismo: porém, oh! Deus nem sempre usa a misericórdia de enviar a morte bastante cedo para prevenir que o homem nessa voluntária cegueira consuma a sua desgraça! Deus nos fez esta graça: deu-nos a morte em hora oportuna; mas, terrível castigo o nosso! que dura expiação a que sofremos! A cada um dos nossos pecados veniais corresponde uma medida de penas. E, se Deus contou em nossa consciência milhares de pecados veniais, qual será o rigor e a duração das penas que ainda nos estão reservadas! Considerai também, ó amigos que na terra vos interessais por nós, considerai que o Purgatório não é o castigo só dos pecados veniais, ainda subsistentes na hora da morte, mas o castigo de todos os pecados perdoados e não expiados. Oh! vivei, pois, na justiça, na santidade no temor de Deus! Vós, que amais, evitai nossa triste sorte: sofrereis muito!” ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • II. Reparar os pecados pela penitência – Mês das Almas do Purgatório (Dia 29)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Nono Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – II. Reparar os pecados pela penitência ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . II. Reparar os pecados pela penitência Santa Brígida viu, um dia, ante o Soberano Juiz, uma alma do Purgatório, que estava trêmula e confusa e a quem era intimada que declarasse publicamente os pecados que não tinham sido seguidos de penitência suficiente e que lhe haviam merecido a punição que sofria. A alma exclamava com uma voz que cortava o coração: Infeliz de mim, infeliz! — e em soluços, fazia a enumeração de tudo o que a manchava e prendia tão longe do Céu. Não reproduziremos essa visão, mas dela extrataremos a relação das principais faltas que, como vermes roedores, torturam uma pobre alma do Purgatório. “Perdi meu tempo, esse tempo bem precioso do qual todos os momentos podiam servir para expiar meus pecados, praticar uma virtude, merecer o Céu: eu o perdi em conversações fúteis, em ocupações banais e sem objeto, em leituras recreativas demasiado prolongadas; — é por isso que sofro! Esqueci por negligência minhas penitências sacramentais: as fiz mal por dissipação, e aceitei-as sem espírito de fé: — é por isso que sofro! Caí em murmurações contra meus superiores, meu confessor, meus parentes; murmurações leves, sem dúvida, mas partidas do amor próprio magoado, da falta de respeito, do ciúme; — é por isso que sofro! Consenti em pensamentos de vaidade a respeito do trajar, sobre os acessórios da casa, acerca de predicados de família; vesti-me com orgulho, segui as modas com ostentação, afetei um asseio exagerado; — é por isso que sofro. Eu me proporcionei, sem nenhuma necessidade, pequenas sensualidades durante minhas refeições e fora delas, num viver voluptuoso e descuidado, num zelo excessivo do bem estar, no abuso do descanso corporal, na fuga de tudo que naturalmente modificaria os sentidos;— é por isso que sofro! Em conversação, atirei ditos espirituosos com o fim de ser elogiado, apreciado, distinguido, e para brilhar mais que os outros; — é por isso que sofro! Faltei à caridade que me chamava em socorro do próximo: faltei à caridade, deixando de o consolar, de o defender, de o aconselhar ao bem; conservando voluntariamente um pequeno pensamento de rancor, de inveja; — é por isso que sofro! Omiti por negligência e incúria muitas comunhões que me eram permitidas: fui remisso em minhas devoções, pouco aplicado em meu terço e na oração; — é por isso que sofro!” Meu Deus! como estas confissões me instruem! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • II. Reparar os pecados pela penitência – Mês das Almas do Purgatório (Dia 29)

    Mês das Almas do Purgatório  – Vigésimo Nono Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – II. Reparar os pecados pela penitência ⚠️  Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas,  clique aqui . II. Reparar os pecados pela penitência Santa Brígida viu, um dia, ante o Soberano Juiz, uma alma do Purgatório, que estava trêmula e confusa e a quem era intimada que declarasse publicamente os pecados que não tinham sido seguidos de penitência suficiente e que lhe haviam merecido a punição que sofria. A alma exclamava com uma voz que cortava o coração: Infeliz de mim, infeliz! — e em soluços, fazia a enumeração de tudo o que a manchava e prendia tão longe do Céu. Não reproduziremos essa visão, mas dela extrataremos a relação das principais faltas que, como vermes roedores, torturam uma pobre alma do Purgatório. “Perdi meu tempo, esse tempo bem precioso do qual todos os momentos podiam servir para expiar meus pecados, praticar uma virtude, merecer o Céu: eu o perdi em conversações fúteis, em ocupações banais e sem objeto, em leituras recreativas demasiado prolongadas; — é por isso que sofro! Esqueci por negligência minhas penitências sacramentais: as fiz mal por dissipação, e aceitei-as sem espírito de fé: — é por isso que sofro! Caí em murmurações contra meus superiores, meu confessor, meus parentes; murmurações leves, sem dúvida, mas partidas do amor próprio magoado, da falta de respeito, do ciúme; — é por isso que sofro! Consenti em pensamentos de vaidade a respeito do trajar, sobre os acessórios da casa, acerca de predicados de família; vesti-me com orgulho, segui as modas com ostentação, afetei um asseio exagerado; — é por isso que sofro. Eu me proporcionei, sem nenhuma necessidade, pequenas sensualidades durante minhas refeições e fora delas, num viver voluptuoso e descuidado, num zelo excessivo do bem estar, no abuso do descanso corporal, na fuga de tudo que naturalmente modificaria os sentidos;— é por isso que sofro! Em conversação, atirei ditos espirituosos com o fim de ser elogiado, apreciado, distinguido, e para brilhar mais que os outros; — é por isso que sofro! Faltei à caridade que me chamava em socorro do próximo: faltei à caridade, deixando de o consolar, de o defender, de o aconselhar ao bem; conservando voluntariamente um pequeno pensamento de rancor, de inveja; — é por isso que sofro! Omiti por negligência e incúria muitas comunhões que me eram permitidas: fui remisso em minhas devoções, pouco aplicado em meu terço e na oração; — é por isso que sofro!” Meu Deus! como estas confissões me instruem! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Diária | A alegria do martírio

    (Mem. de Santo André Dung-Lac e companheiros mártires) A Igreja celebra hoje a memória dos 117 mártires do Vietnã que, em meados do século XIX, entregaram a vida por amor a Cristo. Dentre esses heróis da fé, destaca-se o jovem sacerdote João Teófanes Venard, cujas cartas, testemunho de sua paciência e alegria à espera da coroa do martírio, impactaram a França de sua época e, de modo especial, a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus, que encontrou nele um exemplo de constância na dor e na adversidade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 24 de novembro, e conheça um pouco mais a história de São João Teófanes Venard. Santo do Dia: Santo André Dung-Lac e companheiros mártires Evangelho (Lc 19,45-48) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 45 Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46 E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47 Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48 Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A alegria do martírio

    (Mem. de Santo André Dung-Lac e companheiros mártires) A Igreja celebra hoje a memória dos 117 mártires do Vietnã que, em meados do século XIX, entregaram a vida por amor a Cristo. Dentre esses heróis da fé, destaca-se o jovem sacerdote João Teófanes Venard, cujas cartas, testemunho de sua paciência e alegria à espera da coroa do martírio, impactaram a França de sua época e, de modo especial, a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus, que encontrou nele um exemplo de constância na dor e na adversidade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 24 de novembro, e conheça um pouco mais a história de São João Teófanes Venard. Santo do Dia: Santo André Dung-Lac e companheiros mártires Evangelho (Lc 19,45-48) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 45 Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46 E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47 Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48 Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

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