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- Nossa Senhora vai às ruas da Itália para abençoar fiéis assustados
O padre Andrea Vena, pároco de Bibione, perto de Veneza, conduz duas vezes por dia, de manhã e à noite, uma caminhonete com uma estátua de Nossa Senhora pelas ruas de sua paróquia (vídeo abaixo). Quando as pessoas se aproximam, a caminhonete para e o Padre Vena ora com eles e dá uma bênção com Água Benta. As pessoas às vezes choram quando ele se aproxima de Nossa Senhora. “Como Jesus, saí do templo de Deus para ir entre o povo”, diz Vena. “As pessoas não vêm à igreja para rezar, mesmo que ela fique aberta durante todo o dia. Posso compreender seus temores. Por isso, saí em busca deles com a Virgem, nossa padroeira”, afirmou o sacerdote, cuja igreja é dedicada a Nossa Senhora da Assunção. Ve la giro come arrivata su WApp – Il parroco di Bibione, ha preso l’ape ci ha caricato sopra la statua della madonna ed è andato in giro per il paese a benedire strade e case, fermato dai carabinieri ha risposto: sto lavorando!!! Un grande!!! – pic.twitter.com/wsYYYhGQiw — Ibis rosso 🇮🇹 🐬 (@ibisrosso) March 11, 2020 #Coronavírus
- Nossa Senhora vai às ruas da Itália para abençoar fiéis assustados
O padre Andrea Vena, pároco de Bibione, perto de Veneza, conduz duas vezes por dia, de manhã e à noite, uma caminhonete com uma estátua de Nossa Senhora pelas ruas de sua paróquia (vídeo abaixo). Quando as pessoas se aproximam, a caminhonete para e o Padre Vena ora com eles e dá uma bênção com Água Benta. As pessoas às vezes choram quando ele se aproxima de Nossa Senhora. “Como Jesus, saí do templo de Deus para ir entre o povo”, diz Vena. “As pessoas não vêm à igreja para rezar, mesmo que ela fique aberta durante todo o dia. Posso compreender seus temores. Por isso, saí em busca deles com a Virgem, nossa padroeira”, afirmou o sacerdote, cuja igreja é dedicada a Nossa Senhora da Assunção. Ve la giro come arrivata su WApp – Il parroco di Bibione, ha preso l’ape ci ha caricato sopra la statua della madonna ed è andato in giro per il paese a benedire strade e case, fermato dai carabinieri ha risposto: sto lavorando!!! Un grande!!! – pic.twitter.com/wsYYYhGQiw — Ibis rosso 🇮🇹 🐬 (@ibisrosso) March 11, 2020 #Coronavírus
- Mulher morre logo após dar à luz durante procedimento de laqueadura
‘Irresponsáveis’, diz viúvo. Uma mulher de 32 anos morreu após complicações no pós-parto em Guarujá, no litoral de São Paulo. Thamirys Almeida Lopes de Souza apresentou problemas ao fazer uma laqueadura logo após a cesárea. Em entrevista, o marido e marinheiro Thiago Gonçalves de Souza, de 32 anos, relata que estava junto com a esposa quando as complicações começaram. “Não tivemos nenhum problema durante o parto. Ninguém esperava o que iria acontecer”, relata. O marinheiro explica que a esposa deu entrada no hospital às 15h, no dia 2 de março, quando começou a sentir contrações. Apesar de chegar mais cedo, ela foi encaminhada ao centro cirúrgico por volta de 21h30. Thiago conta que estava junto e acompanhou o parto do filho de perto. De acordo com ele, no momento da laqueadura uma artéria foi rompida. “Na hora não entendi. Me colocaram para fora da sala. Mais tarde, em conversa com o médico, fui informado que romperam a artéria e isso fez com que ela perdesse muito sangue”, explica. O esposo ainda relata que os médicos afirmaram que os procedimentos necessários foram feitos, e que Thamirys estava entubada, em coma induzido, após receber bolsas de sangue. O marido viu o início das complicações e conta que o momento foi traumatizante. “Usaram cerca de 29 ‘paninhos’ para tentar conter o sangue, e todos saíam encharcados”, descreve. No dia seguinte, por volta de 6h30, ele descobriu que a mulher morreu. “É uma dor que ninguém entende”, desabafa. Thamirys deu a luz a Yan, e, além do recém nascido, tem outros dois filhos com o marinheiro. Thiago explica que todos os partos foram cesárea, e ela passou pelas duas cirurgias anteriores sem grandes complicações. Ele relata que a jovem teve ‘placenta baixa’ no segundo parto, mas que a gravidez de Yan não apresentou nenhuma dificuldade. Thiago conta que está com a mulher desde os treze anos. “Crescemos juntos, amadurecemos juntos e tivemos três filhos. É revoltante, eu não consigo entrar naquele hospital, com pessoas irresponsáveis”, lamenta. Depois de descobrir o que aconteceu, ele decidiu registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Guarujá. Para o marinheiro, denunciar e falar sobre o assunto é uma forma de evitar que o caso aconteça com outras pessoas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como morte natural e é investigado pela Delegacia Sede do Guarujá. O corpo da vítima foi encaminhado para exame necroscópico e, assim que finalizado, o laudo será entregue à Polícia Civil que segue em diligências para esclarecimento dos fatos. O que diz o hospital De acordo com o Hospital Santo Amaro, a morte no pós parto cesárea da paciente em questão está sob investigação na unidade hospitalar. Eles ainda salientam que qualquer óbito materno, que relacione a mãe e o momento de gestação, deve ser investigado, de acordo com exigência do Ministério da Saúde. Segundo a administração, esta investigação é realizada pela Comissão de Óbito Materno Infantil, uma comissão mista, formada por representantes do Hospital Santo Amaro e da Secretaria Municipal de Saúde. Após esta investigação o processo é encaminhado à Diretoria Regional de Saúde que vai analisá-lo. O hospital também disse que o óbito foi em decorrência de uma hemorragia maciça uterina, pós parto cesárea, que levou a paciente a um choque hemorrágico, motivo da morte. O que está sendo investigado é exatamente a causa desta condição. Fonte: G1
- Mulher morre logo após dar à luz durante procedimento de laqueadura
‘Irresponsáveis’, diz viúvo. Uma mulher de 32 anos morreu após complicações no pós-parto em Guarujá, no litoral de São Paulo. Thamirys Almeida Lopes de Souza apresentou problemas ao fazer uma laqueadura logo após a cesárea. Em entrevista, o marido e marinheiro Thiago Gonçalves de Souza, de 32 anos, relata que estava junto com a esposa quando as complicações começaram. “Não tivemos nenhum problema durante o parto. Ninguém esperava o que iria acontecer”, relata. O marinheiro explica que a esposa deu entrada no hospital às 15h, no dia 2 de março, quando começou a sentir contrações. Apesar de chegar mais cedo, ela foi encaminhada ao centro cirúrgico por volta de 21h30. Thiago conta que estava junto e acompanhou o parto do filho de perto. De acordo com ele, no momento da laqueadura uma artéria foi rompida. “Na hora não entendi. Me colocaram para fora da sala. Mais tarde, em conversa com o médico, fui informado que romperam a artéria e isso fez com que ela perdesse muito sangue”, explica. O esposo ainda relata que os médicos afirmaram que os procedimentos necessários foram feitos, e que Thamirys estava entubada, em coma induzido, após receber bolsas de sangue. O marido viu o início das complicações e conta que o momento foi traumatizante. “Usaram cerca de 29 ‘paninhos’ para tentar conter o sangue, e todos saíam encharcados”, descreve. No dia seguinte, por volta de 6h30, ele descobriu que a mulher morreu. “É uma dor que ninguém entende”, desabafa. Thamirys deu a luz a Yan, e, além do recém nascido, tem outros dois filhos com o marinheiro. Thiago explica que todos os partos foram cesárea, e ela passou pelas duas cirurgias anteriores sem grandes complicações. Ele relata que a jovem teve ‘placenta baixa’ no segundo parto, mas que a gravidez de Yan não apresentou nenhuma dificuldade. Thiago conta que está com a mulher desde os treze anos. “Crescemos juntos, amadurecemos juntos e tivemos três filhos. É revoltante, eu não consigo entrar naquele hospital, com pessoas irresponsáveis”, lamenta. Depois de descobrir o que aconteceu, ele decidiu registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Guarujá. Para o marinheiro, denunciar e falar sobre o assunto é uma forma de evitar que o caso aconteça com outras pessoas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como morte natural e é investigado pela Delegacia Sede do Guarujá. O corpo da vítima foi encaminhado para exame necroscópico e, assim que finalizado, o laudo será entregue à Polícia Civil que segue em diligências para esclarecimento dos fatos. O que diz o hospital De acordo com o Hospital Santo Amaro, a morte no pós parto cesárea da paciente em questão está sob investigação na unidade hospitalar. Eles ainda salientam que qualquer óbito materno, que relacione a mãe e o momento de gestação, deve ser investigado, de acordo com exigência do Ministério da Saúde. Segundo a administração, esta investigação é realizada pela Comissão de Óbito Materno Infantil, uma comissão mista, formada por representantes do Hospital Santo Amaro e da Secretaria Municipal de Saúde. Após esta investigação o processo é encaminhado à Diretoria Regional de Saúde que vai analisá-lo. O hospital também disse que o óbito foi em decorrência de uma hemorragia maciça uterina, pós parto cesárea, que levou a paciente a um choque hemorrágico, motivo da morte. O que está sendo investigado é exatamente a causa desta condição. Fonte: G1
- Sacerdote leva Eucaristia para sobrevoar o Líbano para ‘abençoar e proteger’ do coronaví
Um padre contratou um avião particular para sobrevoar o Líbano para abençoar e proteger o país de cima, enquanto combate um surto de coronavírus . O Líbano registrou sua primeira morte pelo vírus na terça-feira, após um homem de 56 anos que estava em quarentena em Beirute e teve uma doença crônica falecida, disse uma autoridade do Ministério da Saúde. O governo do país interrompeu os vôos para não residentes a partir de epicentros do vírus, fechou escolas e alertou contra reuniões públicas, pois o número total de casos aumentou nos últimos dias. Majdi Allawi, um padre maronita cristão, subiu ao céu no fim de semana ao “suplicar ao Senhor que protegesse o Líbano” de Covid-19. Seu vôo foi planejado “para abençoar o país, proteger a pátria e curar aqueles que foram infectados com o coronavírus”. Diz-se que Allawi voou por cerca de duas horas sobre Beirute e outras áreas com um monstruoso para abençoar o país. Assista: This weekend @AFP flew with Lebanese Christian Maronite priest Majdi Allawi as he took to the skies above #Beirut to bless the crisis-hit country and protect it from the Coronavirus as fears of its spread spike | #COVIDー19 pic.twitter.com/S14fJIpGiT — Dylan Collins (@collinsdyl) March 9, 2020 Embora o Líbano tenha um número relativamente baixo de casos (apenas 41, na terça-feira de manhã), as autoridades de saúde alertaram que o país está mal preparado para lidar com um grande surto. Na terça-feira, o governo do país disse que deixaria de pagar sua dívida em eurobônus pela primeira vez em sua história em meio a uma crise financeira incapacitante. Hassan Diab, o primeiro-ministro, disse que o Líbano não seria capaz de fazer um pagamento de títulos de US $ 1,2 bilhão (920 milhões de libras), devido na segunda-feira porque a dívida havia se tornado “maior do que o Líbano pode suportar”. As autoridades de saúde alertaram que a crise financeira pode representar uma ameaça ao gerenciamento do surto no Líbano se o vírus se espalhar amplamente. Hassan Hamad, ministro da Saúde libanês, alertou que o vírus já está se espalhando e pediu às pessoas que tomem precauções sem entrar em pânico. A preocupação no Oriente Médio com o coronavírus foi intensificada pela situação no Irã, onde quase 300 pessoas morreram e um total de mais de 8.000 infecções foram registradas pelo governo do país. A maioria dos casos do Líbano está ligada ao Irã, que é o epicentro do surto no Oriente Médio. Fonte: independent.co.uk #Coronavírus
- Sacerdote leva Eucaristia para sobrevoar o Líbano para ‘abençoar e proteger’ do coronaví
Um padre contratou um avião particular para sobrevoar o Líbano para abençoar e proteger o país de cima, enquanto combate um surto de coronavírus . O Líbano registrou sua primeira morte pelo vírus na terça-feira, após um homem de 56 anos que estava em quarentena em Beirute e teve uma doença crônica falecida, disse uma autoridade do Ministério da Saúde. O governo do país interrompeu os vôos para não residentes a partir de epicentros do vírus, fechou escolas e alertou contra reuniões públicas, pois o número total de casos aumentou nos últimos dias. Majdi Allawi, um padre maronita cristão, subiu ao céu no fim de semana ao “suplicar ao Senhor que protegesse o Líbano” de Covid-19. Seu vôo foi planejado “para abençoar o país, proteger a pátria e curar aqueles que foram infectados com o coronavírus”. Diz-se que Allawi voou por cerca de duas horas sobre Beirute e outras áreas com um monstruoso para abençoar o país. Assista: This weekend @AFP flew with Lebanese Christian Maronite priest Majdi Allawi as he took to the skies above #Beirut to bless the crisis-hit country and protect it from the Coronavirus as fears of its spread spike | #COVIDー19 pic.twitter.com/S14fJIpGiT — Dylan Collins (@collinsdyl) March 9, 2020 Embora o Líbano tenha um número relativamente baixo de casos (apenas 41, na terça-feira de manhã), as autoridades de saúde alertaram que o país está mal preparado para lidar com um grande surto. Na terça-feira, o governo do país disse que deixaria de pagar sua dívida em eurobônus pela primeira vez em sua história em meio a uma crise financeira incapacitante. Hassan Diab, o primeiro-ministro, disse que o Líbano não seria capaz de fazer um pagamento de títulos de US $ 1,2 bilhão (920 milhões de libras), devido na segunda-feira porque a dívida havia se tornado “maior do que o Líbano pode suportar”. As autoridades de saúde alertaram que a crise financeira pode representar uma ameaça ao gerenciamento do surto no Líbano se o vírus se espalhar amplamente. Hassan Hamad, ministro da Saúde libanês, alertou que o vírus já está se espalhando e pediu às pessoas que tomem precauções sem entrar em pânico. A preocupação no Oriente Médio com o coronavírus foi intensificada pela situação no Irã, onde quase 300 pessoas morreram e um total de mais de 8.000 infecções foram registradas pelo governo do país. A maioria dos casos do Líbano está ligada ao Irã, que é o epicentro do surto no Oriente Médio. Fonte: independent.co.uk #Coronavírus
- [O SEXO NO MUNDO PAGÃO] – Padre José María Iraburu
A castidade e o pudor — inclusive a virgindade — foram valores em alguma medida conhecidos pelo mundo pagão antigo. Esta moderação honesta, obrigada não poucas vezes pela necessidade, foi vivida sobretudo entre os pobres. Mas entre os ricos, e também entre os pobres, ainda que em outra medida, reinaram amplamente a luxúria e o impudor, de tal modo que sobre estes pecados havia uma consciência moral sumamente obscurecida. Mais ainda, em não poucas ocasiões haveria que se dizer, como disse São Paulo, que sobre estas questões havia apenas consciência de pecado. No ensino do Apóstolo, efetivamente, esta cegueira moral da luxúria e do impudor afetava aos pagãos precisamente porque “alardeando sabedoria, se fizeram néscios, e trocaram a glória de Deus incorruptível pela semelhança da imagem do homem corruptível”. Por isso precisamente se viram afundados nas misérias da fornicação e da impudicícia, “porque adoraram e deram culto à criatura em lugar do Criador, que é bendito pelos séculos (Romanos 1, 22-25): “Por isto Deus os entregou aos desejos de seu coração, à impureza, com que desonram seus próprios corpos… Por isto Deus os entregou às paixões vergonhosas, pois as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza; e igualmente os varões, deixando o uso natural da mulher, se abrasaram na concupiscência de uns pelos outros, cometendo torpezas homens com homens, e recebendo em si mesmos o pagamento devido aos seus extravios. E por isto, porque não procuraram conhecer a Deus, Deus os entregou a seus sentimentos perversos, que os leva a cometer torpezas, e a encher-se de toda injustiça, malícia, avareza, maldade (etc.). Todos estes, conhecendo a sentença de Deus, que quem faz tais coisas são dignos de morte, mas não só os que fazem como também os que aplaudem a quem as faz” (Romanos 1, 24-32). Mostra, pois, o Apóstolo neste escrito o nexo profundo que existe entre a irreligiosidade e a luxúria, que é uma forma de idolatria. A plena revelação da castidade não se dá senão em Jesus Cristo, em quem se produz a plena revelação de Deus. É compreensível, pois, que os pagãos, desconhecendo a Deus, vivam na idolatria, e deem culto à criatura humana, que é “a imagem de Deus”, idolatrando concretamente a beleza corporal e a atividade sexual. Tudo isto significa que os cristãos, também nestas questões que se referem ao impudor e à luxúria, devem morrer completamente à mentalidade e aos costumes do homem pagão, carnal, velho, cegado por sua estupidez espiritual, e devem renascer ao espírito novo e santo que Cristo traz, o novo Adão, origem da nova humanidade: “Fazei morrer em vossos membros tudo o que é terreno, a luxúria, a impureza, a paixão desordenada, aos maus desejos e também a avareza, que é uma espécie de idolatria. Estas coisas provocam a ira de Deus, e nelas também vós andáveis antes, quando viviam nelas” (Colossenses 3,5-7). O cristianismo, é evidente, nos primeiros séculos de sua vida, teve que afirmar a castidade perfeita e o pudor perfeito num mundo judeu e num mundo greco-romano que em grande medida ignoravam e rechaçavam este espírito novo. Me referirei agora concretamente à situação do mundo romano decadente daquela época (Jérôme Carcopino, La vie quotidienne à Rome à l’apogée de l’empire, Hachette 1972). O adultério era muito frequente entre os cidadãos romanos e estava completamente trivializado. E não só os homens se concediam a triste liberdade de adulterar, mas também as mulheres, como aquela que dizia a seu esposo: “Tu fazes o que quiseres, mas deixa-me também a mim que faça o que eu queira. Podes protestar e clamar ao céu e à terra, que nada conseguirás. Eu também sou um ser humano (homo sum!)” (Juvenal VI, 282-284). As infidelidades conjugais – ao menos nas classes ricas e médias – eram tão numerosas que só ocasionavam escândalo. A existência de numerosos escravos e escravas, libertos e libertas, a facilidade para o concubinato voluntário ou imposto, colaboravam sem dúvida para esta situação perversa. A libertinagem era especialmente frequente nas libertas, antigas escravas, que em sua nova situação estavam ávidas por riquezas e elevação social. Adestradas às vezes por sociedades mercantis, conseguiam grandes fortunas com seus encantos. E as esposas tinham que chegar a um bom entendimento com estas corruptoras de seus maridos e de seus filhos, tomando-as com frequência mais como colaboradoras e modelos do que como rivais. Não faltam maridos que comercializam a beleza de suas esposas, e vêm a ser tantos os casos que a lei Julia há de dedicar ao sórdido assunto um parágrafo intitulado De lenocinio maritii. Em Roma, nos tempos heroicos da República, o marido não podia exigir o divórcio sem um motivo válido, reconhecido num conselho familiar. Mas com a degradação moral sempre crescente, já no século II “é corrente o divórcio por consentimento mútuo dos cônjuges ou por vontade de um deles” (Jérôme Carcopino). Há uma verdadeira epidemia de separações conjugais, que se estende por todo o Império, e que chega a pôr em grave perigo a natalidade. A lex de ordinibus maritandis, ditada por Augusto, consegue evitar que, no matrimônio, tanto o marido como a mulher estejam sempre abertos a novos enlaces. Os maridos poderiam facilmente trocar sua esposa velha por uma jovem. “Basta que apareçam três rugas no rosto de Bibula para que Sertorius, seu marido, vá em busca de outros amores, e para que um liberto da casa diga para ela: ‘recolha suas coisas e vá-se embora’” (Juvenal VI, 142ss). Mas, as esposas tampouco ficavam atrás: “se divorciam para casar-se e se casam para divorciar-se (exeunt matimonii causa, nubunt repudii)” (Sêneca, De benef. III, 16,2). Estas, que se casam e divorciam tantas vezes, na realidade vivem em um contínuo adultério legal (quae nubit totiens, non nubit: adultera lege est) (Marcial, VI, 7,5). O teatro clássico romano ficou já muito para trás, e agora as comédias de violência e sexo, estimulando as mais baixas paixões do público, conseguem os maiores êxitos. O mimo é um gênero teatral no qual os imitadores representam em toda a sua crueldade os aspectos mais grosseiros da vida real. Não representam a realidade normal da vida social, mas elegem o mais atroz e impudico (a diurna imitatione vilium rerum et levium personarum) (Evanthius, segundo Jérôme Carcopino). É possível ver em cena como se mata realmente ao homem mau da comédia, e para isto se utilizam de um condenado a morte [Isto é, na Roma Pagã se colocava em cena um verdadeiro condenado à morte da época, para que fosse executado no palco, em frente ao público]. Em cena se representam ao vivo toda classe de obscenidades, e com frequência as atrizes aparecem nuas, seja porque representam histórias mitológicas ou porque atuam em comédias cujo roteiro assim o exige (ut mimae nudarentur) (Valerio Máximo II, 10,8). Violência e sexo invadem o teatro e a literatura. “Por surpreendente que parece a coincidência, são estes os mesmos ingredientes que há dezoito séculos compunham os mimos romanos” (Jérôme Carcopino). Na realidade existe a coincidência, mas não a surpresa, pois é lógico que o mundo [de hoje] que deu as costas a Deus e a seu Cristo recaia nos vícios pagãos, e nestes mesmos vícios caia ainda mais baixo. A todos estes maus costumes de Roma hão de adicionar-se a obsessão crescente pelos ginásios, tal como estes vinham da Grécia (gymnásion, derivado de gymnós, desnudo); a brutalidade do anfiteatro e do circo; as cenas intermináveis, com intermédios de cantos e danças lascivas, que facilmente terminam em grosseiras orgias… Por outra parte, convêm recordar que “os dias de festa obrigatório na Roma imperial somavam mais da metade do ano. A cifra de 182 dias, que temos contado, é só um mínimo muitas vezes ultrapassado (Jérôme Carcopino). (Padre José María Iraburu. Elogio del pudor. Pamplona, Fundación Gratis Date, 2000)
- Filme cristão com mensagem contra aborto chega aos cinemas no Brasil
Baseado no livro autobiográfico de Abby Johnson, “ 40 Dias: O Milagre da Vida ” estreia nos cinemas nacionais em 14 de maio e traz relatos reais de uma ex-funcionária da Paternidade Planejada, organização responsável por metade dos abortos realizados nos Estados Unidos. A narrativa aborda a história de Abby, uma das diretoras mais novas da clínica e que renunciou ao cargo em 2009, após ter presenciado uma cena que mudou a sua percepção sobre o aborto. Desde então, atua como ativista pró-vida na luta contra a causa. “Eu queria que as pessoas vissem aquilo que eu vi. Eu queria que elas sentissem o mesmo sentimento de urgência que eu sinto todos os dias”, afirma a escritora. “As imagens são poderosas e eu acredito que elas também nos transmitem uma bela mensagem da esperança de Deus, da Sua redenção e do Seu perdão”, acrescenta. O filme gerou repercussão internacional, após a estreia nos Estados Unidos, e levou milhares de espectadores aos cinemas. Ashley Bratcher, atriz que interpreta Abby no filme, conta que recebe relatos diários de pessoas que tiveram suas vidas impactadas positivamente após assisti-lo. De acordo com o diretor da trama, Chuck Konzelman, cerca de 100 trabalhadores de clínicas de aborto optaram por largar seus empregos após assistirem ao “40 Dias: O Milagre da Vida”. O título faz alusão ao movimento “40 Dias Pela Vida” , iniciativa que já salvou mais de 11 mil crianças do aborto. “40 Dias: O Milagre da Vida” é escrito e dirigido por Chuck Konzelman e Cary Solomon, que já haviam trabalhado juntos em “Deus Não Está Morto” e “Você Acredita?”. E traz no elenco os atores Ashley Bratcher, Brooks Ryan, Robia Scott, Jared Lotz, Emma Elle Roberts, Robin DeMarco e Robert Thomason. Assista ao trailer: Fonte: Guiame #Filmes
- Filme cristão com mensagem contra aborto chega aos cinemas no Brasil
Baseado no livro autobiográfico de Abby Johnson, “ 40 Dias: O Milagre da Vida ” estreia nos cinemas nacionais em 14 de maio e traz relatos reais de uma ex-funcionária da Paternidade Planejada, organização responsável por metade dos abortos realizados nos Estados Unidos. A narrativa aborda a história de Abby, uma das diretoras mais novas da clínica e que renunciou ao cargo em 2009, após ter presenciado uma cena que mudou a sua percepção sobre o aborto. Desde então, atua como ativista pró-vida na luta contra a causa. “Eu queria que as pessoas vissem aquilo que eu vi. Eu queria que elas sentissem o mesmo sentimento de urgência que eu sinto todos os dias”, afirma a escritora. “As imagens são poderosas e eu acredito que elas também nos transmitem uma bela mensagem da esperança de Deus, da Sua redenção e do Seu perdão”, acrescenta. O filme gerou repercussão internacional, após a estreia nos Estados Unidos, e levou milhares de espectadores aos cinemas. Ashley Bratcher, atriz que interpreta Abby no filme, conta que recebe relatos diários de pessoas que tiveram suas vidas impactadas positivamente após assisti-lo. De acordo com o diretor da trama, Chuck Konzelman, cerca de 100 trabalhadores de clínicas de aborto optaram por largar seus empregos após assistirem ao “40 Dias: O Milagre da Vida”. O título faz alusão ao movimento “40 Dias Pela Vida” , iniciativa que já salvou mais de 11 mil crianças do aborto. “40 Dias: O Milagre da Vida” é escrito e dirigido por Chuck Konzelman e Cary Solomon, que já haviam trabalhado juntos em “Deus Não Está Morto” e “Você Acredita?”. E traz no elenco os atores Ashley Bratcher, Brooks Ryan, Robia Scott, Jared Lotz, Emma Elle Roberts, Robin DeMarco e Robert Thomason. Assista ao trailer: Fonte: Guiame #Filmes
- Histeria pelo coronavírus: a verdadeira atitude de um católico em um cenário caótico
“Esteja disposto a abandonar esta vida mortal e não às pessoas designadas para seus cuidados”, disse San Carlos Borromeo a seus padres durante a praga que atingiu Milão em 1576. “Ande entre aqueles que ficaram doentes devido à praga, como você faz em vida, como se fosse um prêmio; Não importa se você ganha apenas uma alma para Cristo.” Estamos passando por um ataque de pânico mundial em relação a um vírus que, por mais prejudicial que seja, não tem o poder de nos separar “do amor de Cristo” (Rm 8, 35). Torna-se muito importante questionar: estamos obcecados com os detalhes? A saúde física tem seu lugar, mas também a saúde espiritual tem o seu. E é muito mais importante. A Itália foi atingida por uma grande peste no ano de 590. Uma peste fortíssima e sua propagação foi tão rápida que em poucos meses toda a cidade de Roma estava infestada, centenas de pessoas morrendo, milhares doentes. Alguns historiadores comparam o poder de propagação desta peste com a Peste Negra no fim da Idade Média que matou 1/3 da população da Europa. São Gregório Magno, papa da época, pegou uma imagem de Nossa Senhora e fez uma solene procissão por todas as ruas e vielas de Roma, sem deixar nenhuma rua de fora e consagrou a cidade inteira a Nossa Senhora. Segundo a tradição antiga, Gregório teve a visão angelical enquanto atravessava a ponte de Hadrian, à frente da procissão dos penitentes, a caminho da basílica de São Pedro. Gregorio viu junto com outros participantes o Arcanjo Miguel no topo do mausoléu de Hadrian , no ato de limpar uma espada flamejante e devolvê-la à bainha. Gregório interpretou isso como um sinal de que a praga estava prestes a cessar, como de fato aconteceu. O resultado foi surpreendente, no outro dia, a peste havia desaparecido da cidade e os doentes ficaram milagrosamente curados. A imagem de Nossa Senhora usada por São Gregório ganhou um novo título, Salus Populi Romani “A salvação do povo romano”. Comentário do Mons. Charles Pope Preocupa-me ver que perdemos nossa coragem e nossa fé e que, nessa questão, submetemos as coisas sagradas ao Estado. O cancelamento das massas enquanto os bares e restaurantes permanecem abertos durante o dia é obtuso e mostra uma falta de resolução entre nossos líderes. São Carlos Borromeu não se intimidou durante a praga de seu tempo: ele cuidou ativamente dos fiéis, cuidando deles, como um sacerdote deveria fazer. E ele exortou os líderes civis que não criam a reconhecer que fé, arrependimento público e adoração eram partes essenciais de qualquer solução. A crise de hoje é infinitamente menor que uma praga, mas estamos ansiosos para que um governo secular nos diga para cancelar nosso culto público. Há quem diga que sou irresponsável por pedir a manutenção de missas públicas e comunitárias. “As pessoas estão morrendo”, eles me dirão. Só posso responder dizendo que as almas estão morrendo devido ao medo e à obsessão do mundo pela morte. A morte chegará a todos nós, e provavelmente não por causa do coronavírus. A questão central, a mais relevante é: estamos preparados para morrer e enfrentar o julgamento final? Vamos tomar precauções razoáveis. Vamos lavar nossas mãos; vamos evitar tocar nossos rostos; respeite que existem aqueles que não querem apertar as mãos quando nos cumprimentam. E, acima de tudo, não tenhamos medo e pensemos que Deus não está mais no controle. Vamos à missa e confiamos nele! Agora é a hora da fé, não do abandono tolo da liturgia, que permanece uma âncora da salvação neste mundo profano e pecaminoso. Vamos correr para Deus! Não vamos fugir dEle e de seus sacramentos. Nem, livra-nos das preocupações estúpidas e infiéis! Nos dê saúde. Mas, acima de tudo, nos dê fé, uma fé que não teme meros ataques ao corpo e que, seriamente, nos lembra que os ataques à alma são muito mais sérios do que o mundo pensa. Ajude-nos a se preocupar com o que é importante para você. Nossos corpos morrerão, mas nossas almas permanecerão . Por Sua Graça, faça-nos tender para a alma, para que nossos corpos possam, um dia, ressuscitar a glória . Frente Infinito Queremos compartilhar com você esta cena (5 minutos) do filme “The Infinite Front” (1960), que deve nos motivar a reagir de maneira digna contra a histeria diante do coronavírus, que infelizmente muitos estão sendo levados a igreja, sem dúvida, revelando a corrupção na fé que escondem. A cena mostra o comportamento do verdadeiro católico em tempos de guerra, ansiedade, epidemias, incertezas ou riscos à vida, que nada mais é do que manter-se e conservar-se mais fortemente se a Santa Missa se encaixar, e permanecer lá a todo custo e com mais razão, se houver perigo de quase morte. Peçamos a Deus que este exemplo possa motivar fiéis e sacerdotes a manter a coragem e a coragem cristã em face da pusilanimidade e covardia. #Coronavírus
- Histeria pelo coronavírus: a verdadeira atitude de um católico em um cenário caótico
“Esteja disposto a abandonar esta vida mortal e não às pessoas designadas para seus cuidados”, disse San Carlos Borromeo a seus padres durante a praga que atingiu Milão em 1576. “Ande entre aqueles que ficaram doentes devido à praga, como você faz em vida, como se fosse um prêmio; Não importa se você ganha apenas uma alma para Cristo.” Estamos passando por um ataque de pânico mundial em relação a um vírus que, por mais prejudicial que seja, não tem o poder de nos separar “do amor de Cristo” (Rm 8, 35). Torna-se muito importante questionar: estamos obcecados com os detalhes? A saúde física tem seu lugar, mas também a saúde espiritual tem o seu. E é muito mais importante. A Itália foi atingida por uma grande peste no ano de 590. Uma peste fortíssima e sua propagação foi tão rápida que em poucos meses toda a cidade de Roma estava infestada, centenas de pessoas morrendo, milhares doentes. Alguns historiadores comparam o poder de propagação desta peste com a Peste Negra no fim da Idade Média que matou 1/3 da população da Europa. São Gregório Magno, papa da época, pegou uma imagem de Nossa Senhora e fez uma solene procissão por todas as ruas e vielas de Roma, sem deixar nenhuma rua de fora e consagrou a cidade inteira a Nossa Senhora. Segundo a tradição antiga, Gregório teve a visão angelical enquanto atravessava a ponte de Hadrian, à frente da procissão dos penitentes, a caminho da basílica de São Pedro. Gregorio viu junto com outros participantes o Arcanjo Miguel no topo do mausoléu de Hadrian , no ato de limpar uma espada flamejante e devolvê-la à bainha. Gregório interpretou isso como um sinal de que a praga estava prestes a cessar, como de fato aconteceu. O resultado foi surpreendente, no outro dia, a peste havia desaparecido da cidade e os doentes ficaram milagrosamente curados. A imagem de Nossa Senhora usada por São Gregório ganhou um novo título, Salus Populi Romani “A salvação do povo romano”. Comentário do Mons. Charles Pope Preocupa-me ver que perdemos nossa coragem e nossa fé e que, nessa questão, submetemos as coisas sagradas ao Estado. O cancelamento das massas enquanto os bares e restaurantes permanecem abertos durante o dia é obtuso e mostra uma falta de resolução entre nossos líderes. São Carlos Borromeu não se intimidou durante a praga de seu tempo: ele cuidou ativamente dos fiéis, cuidando deles, como um sacerdote deveria fazer. E ele exortou os líderes civis que não criam a reconhecer que fé, arrependimento público e adoração eram partes essenciais de qualquer solução. A crise de hoje é infinitamente menor que uma praga, mas estamos ansiosos para que um governo secular nos diga para cancelar nosso culto público. Há quem diga que sou irresponsável por pedir a manutenção de missas públicas e comunitárias. “As pessoas estão morrendo”, eles me dirão. Só posso responder dizendo que as almas estão morrendo devido ao medo e à obsessão do mundo pela morte. A morte chegará a todos nós, e provavelmente não por causa do coronavírus. A questão central, a mais relevante é: estamos preparados para morrer e enfrentar o julgamento final? Vamos tomar precauções razoáveis. Vamos lavar nossas mãos; vamos evitar tocar nossos rostos; respeite que existem aqueles que não querem apertar as mãos quando nos cumprimentam. E, acima de tudo, não tenhamos medo e pensemos que Deus não está mais no controle. Vamos à missa e confiamos nele! Agora é a hora da fé, não do abandono tolo da liturgia, que permanece uma âncora da salvação neste mundo profano e pecaminoso. Vamos correr para Deus! Não vamos fugir dEle e de seus sacramentos. Nem, livra-nos das preocupações estúpidas e infiéis! Nos dê saúde. Mas, acima de tudo, nos dê fé, uma fé que não teme meros ataques ao corpo e que, seriamente, nos lembra que os ataques à alma são muito mais sérios do que o mundo pensa. Ajude-nos a se preocupar com o que é importante para você. Nossos corpos morrerão, mas nossas almas permanecerão . Por Sua Graça, faça-nos tender para a alma, para que nossos corpos possam, um dia, ressuscitar a glória . Frente Infinito Queremos compartilhar com você esta cena (5 minutos) do filme “The Infinite Front” (1960), que deve nos motivar a reagir de maneira digna contra a histeria diante do coronavírus, que infelizmente muitos estão sendo levados a igreja, sem dúvida, revelando a corrupção na fé que escondem. A cena mostra o comportamento do verdadeiro católico em tempos de guerra, ansiedade, epidemias, incertezas ou riscos à vida, que nada mais é do que manter-se e conservar-se mais fortemente se a Santa Missa se encaixar, e permanecer lá a todo custo e com mais razão, se houver perigo de quase morte. Peçamos a Deus que este exemplo possa motivar fiéis e sacerdotes a manter a coragem e a coragem cristã em face da pusilanimidade e covardia. #Coronavírus
- OS SEIS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO
Os pecados mortais (que são pecados graves) nos afastam de Deus e nos levam ao inferno. Somente através de uma boa e sincera confissão, é que somos perdoados. Para se fazer uma boa confissão é preciso ter fé que o padre tem o poder de absolver-te (poder esse dado pelo próprio Jesus Cristo: Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos (Jo 20, 23). É preciso também estar arrependido de ter pecado e prometer nunca mais faze-lo novamente. Os pecados veniais (que são pecados leves, como, por exemplo, uma pequena mentira, que não prejudique ninguém, uma gulodice que não traga prejuízos sérios à saúde, etc…) também nos afasta de Deus, mas não merecemos o inferno por causa deles, por que são culpas leves. Se morrermos com pecados veniais, iremos pagar nossas culpas no purgatório, e depois iremos ao céu. Sendo Deus puríssimo, inadmissível que se fique em Sua Divina presença com alguma mancha por menor que seja. Os pecados veniais são perdoados rezando-se um Ato de Contrição, ou com arrependimento praticando um outro ato de piedade. Mas no entanto, por causa do alto grau de malícia que existe em alguns tipos de pecados, recebem um outro tipo de qualificação. Como, por exemplo, “Pecados que Bradam aos Céus e clamam a Deus por vingança” (homicídio voluntário, por exemplo). Mas hoje, em especial, iremos tratar dos PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO, para os quais não há perdão. Segundo Santo Tomás de Aquino o pecado contra a bondade de Deus chama-se pecado contra o Espírito Santo porque das três pessoas divinas é o Espírito Santo a quem costumamos chamar de Amor. Enquanto Deus Pai é o todo-poderoso (pecado por fraqueza) e o Filho é a Palavra-Sabedoria (pecado por ignorância). Sendo assim, o pecado contra o Espírito Santo seria como uma doença incurável, já que fecha as portas da alma para o próprio remédio que poderia lhe dar a salvação: a Misericórdia de Deus. Como Deus poderá perdoar alguém que não quer ser perdoado? Ora, a blasfêmia contra o espírito santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a redenção. O homem fica fechado no seu pecado, tornando impossível da sua parte, a própria conversão, e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. Santo Tomás de Aquino responde que se trata da um pecado “imperdoável por sua própria natureza, porque exclui aqueles elementos graças aos quais é concedida a remissão dos pecados”. Blasfemar contra o espírito santo é desprezar as inúmeras evidências bíblicas sobre sua obra e natureza. É se agarrar a conceitos pré-estabelecidos desprezando a luz que emana do Espírito Santo de Deus. A bíblia é clara sobre o pecado imperdoável: blasfemar contra o espírito santo é desprezar as abundantes evidências que temos à nossa disposição. Só blasfema contra o espírito santo quem resiste contra o poder de Deus revelado em suas palavras e obras e os atribui ao inimigo. “A condenação é esta: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más” – (João 3:19). O pontificado do Papa São Pio X de 1903 a 1914 – em seu Catecismo Maior, ensinou que são seis os pecados contra o Espírito Santo. O pecado contra o Espírito Santo, consiste na rejeição da graça de Deus; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação, ao convite e à advertência do espírito santo. Vamos então à eles: 1º – Desespero de salvação 2º – Presunção de salvação sem merecimento 3º – Negar a verdade conhecida 4º – Inveja da graça fraterna 5º – A obstinação no pecado 6º – A Impenitência final Os pecados contra o Espírito Santo são seis, e chamam-se estes pecados particularmente pecados contra o Espírito Santo, porque se cometem por pura malícia, o que é contrário à bondade que se atribui ao Espírito Santo (Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X): 1º – Desespero de salvação Ocorre quando a pessoa já pecou tanto que entra em desespero achando que não há mais salvação para ela. Fica convencida de que não há mais solução e que seu destino é o inferno. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACREDITA QUE NÃO ADIANTA, E QUE ESTÁ DEFINITIVAMENTE CONDENADA. 2º – Presunção de salvação sem merecimento Ocorre quando a pessoa se acha muito virtuosa que pensa que já está no céu e por isso por mais que possa ter feito algum pecado, Deus lhe perdoará. Implica num sentimento de orgulho achando de que está salva pelo que já fez na vida. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA DESNECESSÁRIO; ACREDITA QUE JÁ ESTÁ SALVA. 3º – Negar a verdade conhecida como tal Ocorre quando a pessoa se julga “dona da verdade” e por isso não aceita as verdades da fé por puro orgulho. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE NÃO HÁ NADA A SE CONFESSAR. NEM CONSIDERA O PECADO DE DUVIDAR DAS VERDADES DA FÉ, OU MESMO NEGAR AS VERDADES DA FÉ. A PESSOA ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE ESSA CERTEZA É ABSOLUTA. CONSIDERA QUE SABE MAIS DO QUE A PRÓPRIA IGREJA E COM ISSO NEGA QUE O ESPÍRITO SANTO AUXILIA O SAGRADO MAGISTÉRIO DA IGREJA. 4º – Inveja da graça fraterna Ocorre quando a pessoa tem inveja da graça que Deus dá a outrem. O invejoso irrita-se por que o seu próximo conseguiu algo de bom e por isso revolta-se contra Deus. É o caso de Caim e Abel. Caim matou Abel por inveja. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ESTÁ REVOLTADA CONTRA DEUS E NÃO HÁ ARREPENDIMENTO EM SEU CORAÇÃO. 5º – A obstinação no pecado É quem peca não por fraqueza, mas por malícia. Peca não por que simplesmente teve tentação, mas por que AMA pecar. ORA, SE AMA PECAR, NÃO SE CONFESSA, POR QUE QUER CONTINUAR NO PECADO. 6º – A Impenitência final Não é difícil de entender este pecado, pois uma pessoa que vem pecando a vida inteira, no final de sua existência continua sendo impenitente e não arrependido de tudo o que fez de mal. É a suprema e final rejeição à Deus. Mesmo estando no fim da vida e sabendo que vai morrer, a pessoa não quer mudar de vida. ESTA NÃO SE CONFESSA POR QUE REJEITA DEUS ATÉ NESTA HORA EXTREMA Deus não condena ninguém. Ao contrário, “Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem a se converter”. No entanto, Deus não criou os seres humanos como irracionais, mas os criou à sua ‘imagem e semelhança”, que quer dizer: nos deu inteligência, para separar o bem do mal; liberdade, para escolher o bem ou o mal; e vontade, para vivenciar o bem ou o mal. A escolha é nossa, é de cada um. Assim, vivemos a nossa vida direcionados pelos três pilares da imagem e semelhança de Deus: inteligência, liberdade e vontade, para que assim decidamos o que queremos trilhar. No fim da vida terrena, a morte confirmará a nossa decisão, dando-nos aquilo que escolhemos. Por isso, a conclusão torna-se óbvia: só está no inferno aqueles que realmente querem estar lá, aqueles que não querem a presença de Deus que ilumina suas imundícies. Por outro lado, Deus, que “não quer que ninguém se perca”, continua a amar sua criatura, mesmo esta preferindo estar longe. Como já disse, o amor de Deus não impõe condições, assim, onde quer que a criatura esteja, Deus a amará sempre, embora respeitando aquilo que a faz ser uma pessoa: sua inteligência, sua liberdade e sua vontade. Em suma: o pecado contra o espírito santo consiste na rejeição consciente da graça de Deus; é a recusa da salvação que, consequentemente, impede Deus de agir, pois ele está à porta e bate, e a abre quem quiser. A persistência neste pecado, que é contra o espírito santo, pois este tem a missão de mostrar a verdade, levará o pecador para longe de Deus, para onde ele escolheu estar. Apesar disso, o senhor continuará a amá-lo com o mesmo amor de pai que tem para com todos, porém respeitando a decisão de seu filho que é inteligente e livre. A Igreja implora, que o perigoso pecado contra o espírito santo ceda o lugar a uma santa disponibilidade, para aceitar a missão do consolador, quando ele vier para convencer o mundo quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo. A blasfêmia não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito Santo, que age em virtude do sacrifício da Cruz. Se o homem rejeita este deixar-se convencer quanto ao pecado, que provém do Espírito Santo e tem caráter salvífico, rejeita contemporaneamente a vinda do Consolador: aquela vinda que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do Sangue de Cristo, o Sangue que purifica a consciência das obras mortas. Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito e o Sangue permanece nas obras mortas, no pecado. E a blasfêmia contra o Espírito Santo, consiste exatamente na recusa radical desta remissão de que Ele é o dispensador íntimo, e que pressupõe a conversão verdadeira, por Ele operada na consciência. Se Jesus diz que o pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado, nem nesta vida nem na futura, é porque esta não-remissão está ligada, como à sua causa, à não-penitência, isto é, à recusa radical da conversão. A blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica o seu pretenso direito de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. É uma situação de ruína espiritual, porque a blasfêmia contra o Espírito Santo não permite ao homem sair da prisão em que ele próprio se fechou. É terrível este pronunciamento do Senhor Jesus. São Mateus no seu Evangelho coloca em evidência as palavras de JESUS sobre o Pecado Imperdoável contra o ESPÍRITO SANTO: “Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada. Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem (JESUS CRISTO) lhe será perdoado, porém se disser contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste mundo e nem no futuro” – (Mt 12, 31-32). Esta é uma das frases mais terríveis pronunciadas pelo Divino Salvador. Santo Agostinho chegou a dizer que “talvez, ao longo da Sagrada Escritura, não se encontre nenhuma questão maior, nenhuma que seja mais difícil” – (Sermão 71 – Verbis Domini). Assim sendo, no cumprimento da Lei de DEUS, prevalece à tese da irremissibilidade dos pecados contra o ESPÍRITO SANTO, segundo o texto de São Mateus mencionado acima. E desse modo, a aparente contradição mostrada no texto, se resolve perfeitamente pela Absoluta Vontade do SENHOR. Quem peca por ignorância, ignora, embora culposamente, ser mal aquilo que faz. Quem peca por paixão, sabe perfeitamente que aquilo que está fazendo é mau, mas não se apercebe momentaneamente da malícia do pecado, ofuscada pelo ímpeto culposo da paixão. Quem peca por opção ou malícia, nem ignora nem deixa de ter consciência de que é mau aquilo que está fazendo. Peca por cálculo, com premeditação e pleno conhecimento de causa, perseguindo o prazer do pecado, não por ter sido vencido pela tentação, mas porque o escolheu. Num mundo que se afastou de DEUS por ignorância, movido pelas paixões ou por firme e decidida opção pelo mal (malícia certa), é sempre oportuno reavivar na memória e divulgar com plena disponibilidade a noção do pecado, a qual, como dizia o Papa Pio XII, o mundo havia perdido já em seu pontificado. A mensagem que nossa MÃE SANTÍSSIMA trouxe em Fátima, em 1917, para os três pequenos pastores divulgá-la para o mundo, era precisamente um alerta para essa perda da noção do pecado, com a advertência de que, se a humanidade não se emendasse, grandes castigos se abateriam sobre todos. Ninguém ousará dizer que, de lá para cá, a situação melhorou. Muito pelo contrário. Piorou, e piora de forma alarmante e generalizada. O pecado contra o Espírito Santo, portanto, é um pecado que não tem perdão. Muitos, ao ouvirem essas palavras de Cristo ficam angustiados e aflitos. Não é raro pensarem assim: “Como pode existir um pecado sem perdão, já que Deus é infinitamente bom e cheio de misericórdia?” ou ” O que é esse pecado imperdoável? Será que eu mesmo o cometi? O que fazer?”. No primeiro momento, é preciso saber que o inferno e a condenação eterna existem; e lembrar que é possível que uma pessoa vá para esse lugar terrível. Deus é sim, bom e misericordioso. Entender o inferno é compreender que somos seres livres, Deus não nos força a fazer a Sua vontade. Somos livres para dizer “Sim” ao amor e projeto de Deus para a humanidade (tendo consciência de que é a graça Divina que nos conduz) ou de dizer “Não” a esse amor e desígnios Divinos através do pecado. No pecado imperdoável existe uma verdadeira rejeição e ódio ao Amor de Deus, que é atribuído ao Espírito Santo. Logo, pelo pecado, o homem se afasta de Deus. Se alguém manteve a alma distante do Criador durante a vida. Durante a sua existência, negou ao Senhor através de palavras, obras e omissões. O próprio condenado fez-se condenado. Oportunidade não faltou para que se arrependesse. Após a morte é tarde demais. Sabendo disso, o pecado contra o Espírito Santo é algo que devemos temer. Mas, é fundamental que confiemos na Bondade Divina, no seu Amor infinito por cada um de nós. Essa confiança no amor de Deus nos afastará desse terrível pecado. O arrependimento e o sincero desejo de pedir perdão a Deus pelos pecados cometidos, é um sinal de que não se cometeu o pecado contra o Espírito Santo. Peçamos a Maria Santíssima a sua proteção. Pois ao contrário de Satanás, Ela reconheceu o Amor de Deus e o fez transparecer em toda a sua vida. Ao ponto de alguns santos dizerem que Ela “morreu de amor”. Ensinai-nos ó Virgem a amar a Deus. Como pudemos ver, os pecados contra o Espírito Santo são pecados de pura malícia, não de fraqueza, ou seja, a vontade da pessoa está endurecida de uma tal forma que ela JAMAIS SE CONFESSARÁ por que NÃO QUER SE CONFESSAR. Deus dá a todos a chance de se salvar e ir ao céu, mas quem peca contra o Espírito Santo não quer sair da situação em que se encontra, então Deus não pode salvar quem não quer se salvar, Ele não pode exercer Sua misericórdia, a quem não quer receber Sua misericórdia, por isso mesmo não tem perdão. Fontes: Templário de Maria
- Na Italia, agentes guardam igrejas para impedir acesso de fiéis, mas bares funcionam livremente
Agentes municipais são colocados em frente às igrejas para verificar se ninguém entra durante a missa. Isso acontece em Bedizzole, na província de Brescia. E é repetido em Veronese, onde o pároco apanhado celebrando a missa com fiéis for denunciado, deverá ir à TV polvilhar sua cabeça com cinzas e dizer: “Eu não faço mais isso”. Para cada igreja há uma polícia religiosa que intervém e vai além das disposições do governo sobre o coronavírus. Mas para guardar os bares que transgridem e controlar aqueles que lotam os parques, não há homens… Andrea Zambrano Para cada igreja “patriótica” (assim como acontece na china) há também uma polícia religiosa que se presta a intervir. A caça às bruxas começou em Castello d’Agogna no último domingo, onde o pároco foi denunciado às forças de segurança por celebrar uma missa, sem público, mas com portas abertas, estava destinado a continuar. E de fato foi assim. Em Bedizzole, província de Brescia, o pároco celebrou a missa a portas fechadas, mas estas foram realmente fechadas pelo prefeito que, pouco antes da celebração, invadiu a igreja para garantir que não houvesse fiéis. A celebração ocorreu com uma guarnição de dois policiais municipais para verificar se nenhum dos fiéis da pequena vila lombarda entrasse na igreja. E no final, um deles também entrou para verificar se tudo estava no lugar e se não haviam reuniões. No dia seguinte, Franco Degani, o padre da paróquia, entrevistado pelo Nuovabq.it, não negou as verificações do poder público, mas expressando serenidade, sorriu e disse: “Tudo bem, verificações normais, como de fato elas precisam fazer”. Verificações normais? Não mesmo, pois, de fato, testemunhas perceberam algo estranho entre o prefeito e o pároco, não exatamente uma disputa, mas um incômodo, mais do que justificado, por parte do pároco. Um deles é Renato Venturelli, sacristão da igreja de Brescia que no domingo testemunhou com seus olhos a entrada do prefeito da cidade: «Ele entrou, queria verificar se não havia ninguém na igreja – explica Venturelli – e ficou surpreso ao encontrar algumas pessoas lá dentro ». O pároco indicou a ele que eles eram paroquianos que estavam montando uma transmissão via Facebook que começaria logo em seguida, enquanto outro grupo, de apenas 4 ou cinco pessoas, era o coral em formação reduzida que, em um local à parte do igreja, e bem à distância, acompanharia a celebração eucarística. «O pároco ficou ressentido, tentando justificar sua presença. O prefeito só saiu quando as portas da igreja foram fechadas.” – Neste momento, Venturelli, que varria o cemitério da igreja, partiu por alguns minutos. “Quando voltei, encontrei dois policiais municipais que vigiavam a porta da igreja e impediam que alguém se aproximasse.” Com qual autoridade? Os bispos disseram que as igrejas podem permanecer abertas, os padres reconheceram que as missas são privadas, mas muitos, se estão nas igrejas abertas, com fiéis dispostos à oração, não querem de expulsá-los. Aparentemente, a presença dos policiais municipais controla, mesmo dentro dos edifícios da igreja, se as regras impostas pelo governo estão sendo respeitadas. Isso é legal? Será uma questão de juristas. O que é certo é que nunca se viu que as agências policiais presidissem uma igreja para impedir o acesso dos fiéis. Nem prefeitos que entram no templo para verificar o número de presentes. Alguém terá que justificar essas licenças ou não? “Não cabe à autoridade do Estado identificar a natureza do que é uma “cerimônia religiosa pública” ou não, mas à Autoridade Eclesiástica – ressalta o canonista Fabio Adernò -, mas ainda mais do que uma disposição que compromete a autonomia e soberania “em sua própria ordem” da Igreja Católica (cf. art. 7 da Constituição) e, ao mesmo tempo, a liberdade religiosa de cada cidadão católico que não é impedido de entrar na igreja, mas de fato é proibido de exercer sua crença religiosa, em confronto direto com a liberdade de culto reconhecida pela Constituição (cf. art. 19 da Constituição) de um estado em que exista um regime de concordata “. Na realidade, de acordo com o que aconteceu em Bedizzole, os fiéis teriam sido impedidos de entrar na igreja, caso contrário a presença de agentes da policia municipal não seria explicado, que no final da missa alegou entrar na igreja e checar. “Quando a celebração termina, o pároco reabre as portas da igreja – continua Venturelli – e ficou surpreso ao encontrar a polícia estacionada:”Vocês estão aí!”, expressa o padre acrescentando: “Você não quer vir conferir agora?” Um deles disse “Sim”. E ele entrou ». Venturelli também relata que o pároco naquele momento estava irrompido: “No bar do lado oposto da noite passada eles fizeram uma farra até as três, mas você não foi verificar com eles, foi?”. De fato, não há homens da polícia suficientes para encontrar bares para acompanhar. E nem mesmo para manter os parques cheios de pessoas no domingo. Mas para as igrejas sim, homens são encontrados. No entanto, o clima na vila não precisa ser o melhor. No dia anterior, sábado, o prefeito também foi verificar o número de participantes de um funeral: “Não sei quem é parente e quem não é”, disse o Padre Franco. Por enquanto são identificadas situações isoladas como estas no país, mas que se multiplicarão dramaticamente ao longo dos dias, limitando cada vez mais o que os juristas chamam de “libertas Ecclesiae”. Em Trevenzuolo , no Veronese, o pároco Dom Alberto Antonioli, depois de ter cancelado 3 das 4 missas dominicais, celebrou a missa às 9h30 com a porta entreaberta. Algumas dezenas de fiéis entraram. Mas no final os carabinieri foram vistos entrando e eles tiveram que denunciá-lo por não cumprir o decreto do governo. Ele, na TV , polvilha a cabeça com lágrimas em lágrimas: “Eu não faço mais isso, desculpe”. Bata um para educar cem. O risco de perda de liberdades Eccleasiae também é sublinhado por Vittorio Sgarbi, que denunciou ontem com sua habitual verve : «A suspensão das funções religiosas, estabelecida pelo governo, é inconstitucional e, como muitas outras medidas, sem sentido. Na Europa, ele discrimina outras nações, não através de áreas vermelhas e amarelas, mas suspendendo o sentimento religioso, em que uma parte da esperança é depositada nos crentes, em comparação com o que o próprio Papa chama de “situação desumana”. . Sentimento religioso e esperança? Não há espaço para esses sentimentalismos nas igrejas patrióticas. Andrea Zambrano Traduzido de lanuovabq.it
- Na Italia, agentes guardam igrejas para impedir acesso de fiéis, mas bares funcionam livremente
Agentes municipais são colocados em frente às igrejas para verificar se ninguém entra durante a missa. Isso acontece em Bedizzole, na província de Brescia. E é repetido em Veronese, onde o pároco apanhado celebrando a missa com fiéis for denunciado, deverá ir à TV polvilhar sua cabeça com cinzas e dizer: “Eu não faço mais isso”. Para cada igreja há uma polícia religiosa que intervém e vai além das disposições do governo sobre o coronavírus. Mas para guardar os bares que transgridem e controlar aqueles que lotam os parques, não há homens… Andrea Zambrano Para cada igreja “patriótica” (assim como acontece na china) há também uma polícia religiosa que se presta a intervir. A caça às bruxas começou em Castello d’Agogna no último domingo, onde o pároco foi denunciado às forças de segurança por celebrar uma missa, sem público, mas com portas abertas, estava destinado a continuar. E de fato foi assim. Em Bedizzole, província de Brescia, o pároco celebrou a missa a portas fechadas, mas estas foram realmente fechadas pelo prefeito que, pouco antes da celebração, invadiu a igreja para garantir que não houvesse fiéis. A celebração ocorreu com uma guarnição de dois policiais municipais para verificar se nenhum dos fiéis da pequena vila lombarda entrasse na igreja. E no final, um deles também entrou para verificar se tudo estava no lugar e se não haviam reuniões. No dia seguinte, Franco Degani, o padre da paróquia, entrevistado pelo Nuovabq.it, não negou as verificações do poder público, mas expressando serenidade, sorriu e disse: “Tudo bem, verificações normais, como de fato elas precisam fazer”. Verificações normais? Não mesmo, pois, de fato, testemunhas perceberam algo estranho entre o prefeito e o pároco, não exatamente uma disputa, mas um incômodo, mais do que justificado, por parte do pároco. Um deles é Renato Venturelli, sacristão da igreja de Brescia que no domingo testemunhou com seus olhos a entrada do prefeito da cidade: «Ele entrou, queria verificar se não havia ninguém na igreja – explica Venturelli – e ficou surpreso ao encontrar algumas pessoas lá dentro ». O pároco indicou a ele que eles eram paroquianos que estavam montando uma transmissão via Facebook que começaria logo em seguida, enquanto outro grupo, de apenas 4 ou cinco pessoas, era o coral em formação reduzida que, em um local à parte do igreja, e bem à distância, acompanharia a celebração eucarística. «O pároco ficou ressentido, tentando justificar sua presença. O prefeito só saiu quando as portas da igreja foram fechadas.” – Neste momento, Venturelli, que varria o cemitério da igreja, partiu por alguns minutos. “Quando voltei, encontrei dois policiais municipais que vigiavam a porta da igreja e impediam que alguém se aproximasse.” Com qual autoridade? Os bispos disseram que as igrejas podem permanecer abertas, os padres reconheceram que as missas são privadas, mas muitos, se estão nas igrejas abertas, com fiéis dispostos à oração, não querem de expulsá-los. Aparentemente, a presença dos policiais municipais controla, mesmo dentro dos edifícios da igreja, se as regras impostas pelo governo estão sendo respeitadas. Isso é legal? Será uma questão de juristas. O que é certo é que nunca se viu que as agências policiais presidissem uma igreja para impedir o acesso dos fiéis. Nem prefeitos que entram no templo para verificar o número de presentes. Alguém terá que justificar essas licenças ou não? “Não cabe à autoridade do Estado identificar a natureza do que é uma “cerimônia religiosa pública” ou não, mas à Autoridade Eclesiástica – ressalta o canonista Fabio Adernò -, mas ainda mais do que uma disposição que compromete a autonomia e soberania “em sua própria ordem” da Igreja Católica (cf. art. 7 da Constituição) e, ao mesmo tempo, a liberdade religiosa de cada cidadão católico que não é impedido de entrar na igreja, mas de fato é proibido de exercer sua crença religiosa, em confronto direto com a liberdade de culto reconhecida pela Constituição (cf. art. 19 da Constituição) de um estado em que exista um regime de concordata “. Na realidade, de acordo com o que aconteceu em Bedizzole, os fiéis teriam sido impedidos de entrar na igreja, caso contrário a presença de agentes da policia municipal não seria explicado, que no final da missa alegou entrar na igreja e checar. “Quando a celebração termina, o pároco reabre as portas da igreja – continua Venturelli – e ficou surpreso ao encontrar a polícia estacionada:”Vocês estão aí!”, expressa o padre acrescentando: “Você não quer vir conferir agora?” Um deles disse “Sim”. E ele entrou ». Venturelli também relata que o pároco naquele momento estava irrompido: “No bar do lado oposto da noite passada eles fizeram uma farra até as três, mas você não foi verificar com eles, foi?”. De fato, não há homens da polícia suficientes para encontrar bares para acompanhar. E nem mesmo para manter os parques cheios de pessoas no domingo. Mas para as igrejas sim, homens são encontrados. No entanto, o clima na vila não precisa ser o melhor. No dia anterior, sábado, o prefeito também foi verificar o número de participantes de um funeral: “Não sei quem é parente e quem não é”, disse o Padre Franco. Por enquanto são identificadas situações isoladas como estas no país, mas que se multiplicarão dramaticamente ao longo dos dias, limitando cada vez mais o que os juristas chamam de “libertas Ecclesiae”. Em Trevenzuolo , no Veronese, o pároco Dom Alberto Antonioli, depois de ter cancelado 3 das 4 missas dominicais, celebrou a missa às 9h30 com a porta entreaberta. Algumas dezenas de fiéis entraram. Mas no final os carabinieri foram vistos entrando e eles tiveram que denunciá-lo por não cumprir o decreto do governo. Ele, na TV , polvilha a cabeça com lágrimas em lágrimas: “Eu não faço mais isso, desculpe”. Bata um para educar cem. O risco de perda de liberdades Eccleasiae também é sublinhado por Vittorio Sgarbi, que denunciou ontem com sua habitual verve : «A suspensão das funções religiosas, estabelecida pelo governo, é inconstitucional e, como muitas outras medidas, sem sentido. Na Europa, ele discrimina outras nações, não através de áreas vermelhas e amarelas, mas suspendendo o sentimento religioso, em que uma parte da esperança é depositada nos crentes, em comparação com o que o próprio Papa chama de “situação desumana”. . Sentimento religioso e esperança? Não há espaço para esses sentimentalismos nas igrejas patrióticas. Andrea Zambrano Traduzido de lanuovabq.it
- Igreja polonesa quer mais missas em meio a surto de coronavírus
As igrejas na Polônia devem aumentar o número de missas dominicais para evitar que muitas pessoas se reúnam ao mesmo tempo, disse o chefe da conferência dos bispos poloneses. “Assim como os hospitais tratam doenças do corpo, a igreja está lá para curar doenças da alma. É por isso que é inimaginável que não devemos orar em nossas igrejas ”, disse o arcebispo Stanislaw Gadecki. “Com relação às demandas do inspetor-chefe de saneamento, para que não haja reuniões de massa, pedimos a ampliação – se possível – do número de missas dominicais nas igrejas, para que o número apropriado de fiéis possa participar de uma missa. em um determinado momento. “ O arcebispo Gadecki acrescentou que os católicos idosos e doentes podem ficar em casa e assistir à missa na televisão ou ouvir rádio. Seu conselho é dado quando Roma suspende todas as missas públicas até o dia 3 de abril devido ao atual surto de coronavírus. “A Igreja de Roma … assume uma atitude de total responsabilidade para com a comunidade, na consciência de que a proteção contra o contágio requer medidas ainda drásticas, especialmente no contato interpessoal. Portanto, até a mesma data de 3 de abril, as celebrações litúrgicas comunitárias são suspensas ”, disse o cardeal Angelo De Donatis, vigário geral de Roma, na noite de domingo. As igrejas permanecem abertas para a oração particular. Traduzido de CatholicHerald #Coronavírus
- Igreja polonesa quer mais missas em meio a surto de coronavírus
As igrejas na Polônia devem aumentar o número de missas dominicais para evitar que muitas pessoas se reúnam ao mesmo tempo, disse o chefe da conferência dos bispos poloneses. “Assim como os hospitais tratam doenças do corpo, a igreja está lá para curar doenças da alma. É por isso que é inimaginável que não devemos orar em nossas igrejas ”, disse o arcebispo Stanislaw Gadecki. “Com relação às demandas do inspetor-chefe de saneamento, para que não haja reuniões de massa, pedimos a ampliação – se possível – do número de missas dominicais nas igrejas, para que o número apropriado de fiéis possa participar de uma missa. em um determinado momento. “ O arcebispo Gadecki acrescentou que os católicos idosos e doentes podem ficar em casa e assistir à missa na televisão ou ouvir rádio. Seu conselho é dado quando Roma suspende todas as missas públicas até o dia 3 de abril devido ao atual surto de coronavírus. “A Igreja de Roma … assume uma atitude de total responsabilidade para com a comunidade, na consciência de que a proteção contra o contágio requer medidas ainda drásticas, especialmente no contato interpessoal. Portanto, até a mesma data de 3 de abril, as celebrações litúrgicas comunitárias são suspensas ”, disse o cardeal Angelo De Donatis, vigário geral de Roma, na noite de domingo. As igrejas permanecem abertas para a oração particular. Traduzido de CatholicHerald #Coronavírus
- Bispos reúnem multidão em missa pró-vida opondo-se ao presidente que planeja legalizar o aborto
A Missa Dominical realizada ontem na Basílica de Luján, na Argentina, reuniu uma verdadeira multidão de fiéis que, no Dia Internacional da Mulher, decidiram protestar contra o projeto de lei que legaliza o aborto no país, anunciado no dia 1º deste mês pelo Presidente Alberto Fernández. Em sua homilia, o bispo Ojea disse que “nesta Eucaristia viemos celebrar e expressar nossa gratidão pela vida de tantas mulheres unidas no sentimento de tantas pessoas no mundo neste dia internacional da mulher”. LUJAN, Argentina – Enquanto o presidente argentino se prepara para enviar um projeto de lei ao legislador que legaliza o aborto, milhares assistiram a uma missa pró-vida no dia 8 de março na Basílica de Nossa Senhora de Lujan. A Fundação Mas Vida estimou a participação em mais de 100.000 pessoas. A conferência dos bispos argentinos organizou a missa com o tema “Sim para as mulheres, sim para a vida”. O principal celebrante foi o bispo Oscar Vicente Ojea Quintana, de San Isidro, presidente da conferência. O objetivo do evento era se opor ao projeto de legalização do aborto a ser enviado pelo presidente Alberto Fernandez ao Congresso, anunciado na semana passada. A lei argentina permite o aborto nos casos em que a vida ou a saúde da mãe está em perigo, ou nos casos de estupro. Em sua homilia, o bispo Ojea disse que “nesta Eucaristia viemos celebrar e expressar nossa gratidão pela vida de tantas mulheres unidas no sentimento de tantas pessoas no mundo neste dia internacional da mulher”. “Valorizamos sua presença insubstituível nas famílias e celebramos o lugar cada vez maior que você tem em nossa sociedade”, disse o prelado, acrescentando que todos vieram a Luján para “orar por todas as mulheres, para que suas vidas, sua segurança e sua vida sejam preservadas”. direitos são respeitados, superando todo tipo de exclusão. ” “Mas, de uma maneira especial, queremos celebrar e apreciar a proximidade e o compromisso das mulheres com a vida”, disse ele, e especialmente aquelas “mulheres inteligentes e corajosas que dedicam suas vidas dia após dia, aquela vida que às vezes faz com que sua presença seja conhecida. gravidez não planejada, que talvez não aconteça no melhor momento, mas eles estão completamente comprometidos em cuidar desse novo ser que receberam ”. O bispo ressaltou que “existem milhões de homens e mulheres argentinos, crentes e não crentes” que “têm a profunda convicção de que existe vida desde a concepção e que uma pessoa diferente da mãe está desenvolvendo em seu ventre”. Além disso, ele enfatizou que “é injusto e angustiante chamá-los de anti-direitos ou hipócritas”. “Na realidade, valorizamos e defendemos os direitos de toda e qualquer vida, de todas as mulheres e de todos os nascituros”, disse o presidente da conferência dos bispos. Ele enfatizou que “não é correto eliminar nenhuma vida humana, como afirma nossa Constituição Nacional” e que “violência e morte são exatamente o oposto do plano de Jesus”. “A vida é o primeiro direito e sem ela nenhum outro pode ser dado. Reivindicamos isso para todos, em qualquer idade ou situação em que a vida se encontre, e especialmente aqueles que são fracos, desprotegidos e indefesos ”, afirmou. Ao mesmo tempo, o bispo Ojea disse que os membros da Igreja “deploram de todo o coração a crueldade do feminicídio e todo tipo de violência e discriminação contra as mulheres”, como “abuso em todas as suas formas, sejam sexuais, psicológicas ou abuso de poder, qualquer que seja o ambiente onde ocorre, a família, o trabalho, a escola, a rua e dolorosamente devemos também dizer na Igreja. ” “Vamos renovar nesta Eucaristia nosso compromisso de banir de nós uma cultura que possa promover encobrimento e qualquer tipo de silêncio cúmplice diante desse crime”, disse o bispo. Ele também pediu civilidade no debate de políticas públicas e falou contra silenciar ou estigmatizar pessoas que só podem aprofundar as divisões da sociedade argentina. O bispo pediu ao clero que apoiasse “a implementação da educação sexual que seja verdadeiramente integral” e “políticas que reconheçam a igual dignidade de homens e mulheres na sociedade”. O Bispo Ojea expressou apoio a políticas públicas para ajudar as mulheres grávidas, especialmente aquelas em situações em que há conflito ou extrema vulnerabilidade e observou: “Já estamos fazendo isso em muitas de nossas comunidades”. Um projeto de lei para legalizar o aborto nas primeiras 14 semanas de gestação passou por pouco na Câmara dos Deputados em 2018, mas foi rejeitado pelo Senado. Traduzido de National Catholic Register
- Bispos reúnem multidão em missa pró-vida opondo-se ao presidente que planeja legalizar o aborto
A Missa Dominical realizada ontem na Basílica de Luján, na Argentina, reuniu uma verdadeira multidão de fiéis que, no Dia Internacional da Mulher, decidiram protestar contra o projeto de lei que legaliza o aborto no país, anunciado no dia 1º deste mês pelo Presidente Alberto Fernández. Em sua homilia, o bispo Ojea disse que “nesta Eucaristia viemos celebrar e expressar nossa gratidão pela vida de tantas mulheres unidas no sentimento de tantas pessoas no mundo neste dia internacional da mulher”. LUJAN, Argentina – Enquanto o presidente argentino se prepara para enviar um projeto de lei ao legislador que legaliza o aborto, milhares assistiram a uma missa pró-vida no dia 8 de março na Basílica de Nossa Senhora de Lujan. A Fundação Mas Vida estimou a participação em mais de 100.000 pessoas. A conferência dos bispos argentinos organizou a missa com o tema “Sim para as mulheres, sim para a vida”. O principal celebrante foi o bispo Oscar Vicente Ojea Quintana, de San Isidro, presidente da conferência. O objetivo do evento era se opor ao projeto de legalização do aborto a ser enviado pelo presidente Alberto Fernandez ao Congresso, anunciado na semana passada. A lei argentina permite o aborto nos casos em que a vida ou a saúde da mãe está em perigo, ou nos casos de estupro. Em sua homilia, o bispo Ojea disse que “nesta Eucaristia viemos celebrar e expressar nossa gratidão pela vida de tantas mulheres unidas no sentimento de tantas pessoas no mundo neste dia internacional da mulher”. “Valorizamos sua presença insubstituível nas famílias e celebramos o lugar cada vez maior que você tem em nossa sociedade”, disse o prelado, acrescentando que todos vieram a Luján para “orar por todas as mulheres, para que suas vidas, sua segurança e sua vida sejam preservadas”. direitos são respeitados, superando todo tipo de exclusão. ” “Mas, de uma maneira especial, queremos celebrar e apreciar a proximidade e o compromisso das mulheres com a vida”, disse ele, e especialmente aquelas “mulheres inteligentes e corajosas que dedicam suas vidas dia após dia, aquela vida que às vezes faz com que sua presença seja conhecida. gravidez não planejada, que talvez não aconteça no melhor momento, mas eles estão completamente comprometidos em cuidar desse novo ser que receberam ”. O bispo ressaltou que “existem milhões de homens e mulheres argentinos, crentes e não crentes” que “têm a profunda convicção de que existe vida desde a concepção e que uma pessoa diferente da mãe está desenvolvendo em seu ventre”. Além disso, ele enfatizou que “é injusto e angustiante chamá-los de anti-direitos ou hipócritas”. “Na realidade, valorizamos e defendemos os direitos de toda e qualquer vida, de todas as mulheres e de todos os nascituros”, disse o presidente da conferência dos bispos. Ele enfatizou que “não é correto eliminar nenhuma vida humana, como afirma nossa Constituição Nacional” e que “violência e morte são exatamente o oposto do plano de Jesus”. “A vida é o primeiro direito e sem ela nenhum outro pode ser dado. Reivindicamos isso para todos, em qualquer idade ou situação em que a vida se encontre, e especialmente aqueles que são fracos, desprotegidos e indefesos ”, afirmou. Ao mesmo tempo, o bispo Ojea disse que os membros da Igreja “deploram de todo o coração a crueldade do feminicídio e todo tipo de violência e discriminação contra as mulheres”, como “abuso em todas as suas formas, sejam sexuais, psicológicas ou abuso de poder, qualquer que seja o ambiente onde ocorre, a família, o trabalho, a escola, a rua e dolorosamente devemos também dizer na Igreja. ” “Vamos renovar nesta Eucaristia nosso compromisso de banir de nós uma cultura que possa promover encobrimento e qualquer tipo de silêncio cúmplice diante desse crime”, disse o bispo. Ele também pediu civilidade no debate de políticas públicas e falou contra silenciar ou estigmatizar pessoas que só podem aprofundar as divisões da sociedade argentina. O bispo pediu ao clero que apoiasse “a implementação da educação sexual que seja verdadeiramente integral” e “políticas que reconheçam a igual dignidade de homens e mulheres na sociedade”. O Bispo Ojea expressou apoio a políticas públicas para ajudar as mulheres grávidas, especialmente aquelas em situações em que há conflito ou extrema vulnerabilidade e observou: “Já estamos fazendo isso em muitas de nossas comunidades”. Um projeto de lei para legalizar o aborto nas primeiras 14 semanas de gestação passou por pouco na Câmara dos Deputados em 2018, mas foi rejeitado pelo Senado. Traduzido de National Catholic Register
- Coronavírus, o Papa pede aos padres que levem a Eucaristia aos doentes
Para o novo encorajamento dos profissionais de saúde que combatem o COVID-19 e as orações pelos doentes, Francisco acrescenta a exortação aos padres para que saiam e tragam a Eucaristia aos doentes. (Vatican News) Como o Vatican News relata, o Santo Padre exorta os padres a terem coragem de sair e ir para os doentes e levar a Palavra de Deus e a Eucaristia aos doentes na massa de transmissão televisiva. A homilia é inspirada no evangelho, no qual os escribas e fariseus da época faziam uma demonstração hipócrita de sua superioridade em relação às pessoas que se chamavam mestres, mas recusando-se a se comportar de maneira consistente. O texto da homilia de acordo com a transcrição do VaticanNews : Ontem, a Palavra de Deus nos ensinou a reconhecer nossos pecados e confessá-los, mas não apenas com a mente, mas também com o coração, com um espírito de vergonha; Vergonha como uma atitude mais nobre para com Deus por nossos pecados. E hoje o Senhor chama todos os pecadores a dialogar com Ele, porque o pecado nos trava em nós mesmos, nos faz esconder ou esconder a nossa verdade por dentro. Foi o que aconteceu com Adão e Eva: depois do pecado eles se esconderam, porque tinham vergonha; Eles estavam nus. E o pecador, quando sente vergonha, é tentado a se esconder. E o Senhor chama: “Venha e discuta”, diz o Senhor. Vamos falar sobre o seu pecado, vamos falar sobre a sua situação. Não tenha medo. E ele continua: “Embora seus pecados sejam como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; mesmo que sejam vermelhas como roxas, eles serão como lã ». “Venha, porque eu sou capaz de mudar tudo – o Senhor nos diz – não tenha medo de vir e falar, seja corajoso mesmo com suas misérias.” Aquele santo que era tão penitente, que orava muito vem à mente. E ele sempre tentou dar ao Senhor tudo o que o Senhor lhe pedia. Mas o Senhor não estava feliz. E um dia ele ficou um pouco zangado com o Senhor, porque o santo tinha um caráter ruim. E ele diz ao Senhor: «Mas, Senhor, eu não te entendo. Dou-lhe tudo, tudo, e você está sempre insatisfeito, como se algo estivesse faltando. Que falta?” “Me dê seus pecados: é isso que está faltando.” Tenha a coragem de acompanhar nossas misérias e conversar com o Senhor: “Venha e discuta”, diz o Senhor. Não tenha medo. «Mesmo que seus pecados sejam escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; mesmo que sejam vermelhos como roxos, serão como lã ». Este é o convite do Senhor. Mas sempre há um engano: em vez de falar com o Senhor, finja que você não é pecador. É isso que o Senhor censura os doutores da lei. Essas pessoas “fazem de tudo para que elas vejam: elas agradam as filactérias e prolongam as franjas de seus mantos; eles gostam de ocupar os primeiros lugares nos banquetes e os primeiros lugares nas sinagogas, serem recebidos nas praças e serem ouvidos pelo povo como ‘meu professor’. A aparência, a vaidade. Cubra a verdade do nosso coração com vaidade. A vaidade nunca cura! A vaidade nunca cura. Além disso, é venenoso, continue trazendo a doença para o seu coração, carregando aquela dureza de coração que lhe diz: «Não, não vá ao Senhor, não vá. Fique » A vaidade é precisamente o lugar para fechar o chamado do Senhor. Em vez disso, o convite do Senhor é o de um pai, um irmão: »Venha! Vamos conversar, vamos conversar. No final, sou capaz de mudar sua vida de vermelho para branco. Que esta palavra do Senhor nos encoraje; Que nossa oração seja uma oração verdadeira. Da nossa realidade, dos nossos pecados, das nossas misérias. Fale com o Senhor. Ele sabe, ele sabe o que somos. Sabemos disso, mas a vaidade sempre nos convida a nos cobrir. Que o Senhor nos ajude.
- Coronavírus, o Papa pede aos padres que levem a Eucaristia aos doentes
Para o novo encorajamento dos profissionais de saúde que combatem o COVID-19 e as orações pelos doentes, Francisco acrescenta a exortação aos padres para que saiam e tragam a Eucaristia aos doentes. (Vatican News) Como o Vatican News relata, o Santo Padre exorta os padres a terem coragem de sair e ir para os doentes e levar a Palavra de Deus e a Eucaristia aos doentes na massa de transmissão televisiva. A homilia é inspirada no evangelho, no qual os escribas e fariseus da época faziam uma demonstração hipócrita de sua superioridade em relação às pessoas que se chamavam mestres, mas recusando-se a se comportar de maneira consistente. O texto da homilia de acordo com a transcrição do VaticanNews : Ontem, a Palavra de Deus nos ensinou a reconhecer nossos pecados e confessá-los, mas não apenas com a mente, mas também com o coração, com um espírito de vergonha; Vergonha como uma atitude mais nobre para com Deus por nossos pecados. E hoje o Senhor chama todos os pecadores a dialogar com Ele, porque o pecado nos trava em nós mesmos, nos faz esconder ou esconder a nossa verdade por dentro. Foi o que aconteceu com Adão e Eva: depois do pecado eles se esconderam, porque tinham vergonha; Eles estavam nus. E o pecador, quando sente vergonha, é tentado a se esconder. E o Senhor chama: “Venha e discuta”, diz o Senhor. Vamos falar sobre o seu pecado, vamos falar sobre a sua situação. Não tenha medo. E ele continua: “Embora seus pecados sejam como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; mesmo que sejam vermelhas como roxas, eles serão como lã ». “Venha, porque eu sou capaz de mudar tudo – o Senhor nos diz – não tenha medo de vir e falar, seja corajoso mesmo com suas misérias.” Aquele santo que era tão penitente, que orava muito vem à mente. E ele sempre tentou dar ao Senhor tudo o que o Senhor lhe pedia. Mas o Senhor não estava feliz. E um dia ele ficou um pouco zangado com o Senhor, porque o santo tinha um caráter ruim. E ele diz ao Senhor: «Mas, Senhor, eu não te entendo. Dou-lhe tudo, tudo, e você está sempre insatisfeito, como se algo estivesse faltando. Que falta?” “Me dê seus pecados: é isso que está faltando.” Tenha a coragem de acompanhar nossas misérias e conversar com o Senhor: “Venha e discuta”, diz o Senhor. Não tenha medo. «Mesmo que seus pecados sejam escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; mesmo que sejam vermelhos como roxos, serão como lã ». Este é o convite do Senhor. Mas sempre há um engano: em vez de falar com o Senhor, finja que você não é pecador. É isso que o Senhor censura os doutores da lei. Essas pessoas “fazem de tudo para que elas vejam: elas agradam as filactérias e prolongam as franjas de seus mantos; eles gostam de ocupar os primeiros lugares nos banquetes e os primeiros lugares nas sinagogas, serem recebidos nas praças e serem ouvidos pelo povo como ‘meu professor’. A aparência, a vaidade. Cubra a verdade do nosso coração com vaidade. A vaidade nunca cura! A vaidade nunca cura. Além disso, é venenoso, continue trazendo a doença para o seu coração, carregando aquela dureza de coração que lhe diz: «Não, não vá ao Senhor, não vá. Fique » A vaidade é precisamente o lugar para fechar o chamado do Senhor. Em vez disso, o convite do Senhor é o de um pai, um irmão: »Venha! Vamos conversar, vamos conversar. No final, sou capaz de mudar sua vida de vermelho para branco. Que esta palavra do Senhor nos encoraje; Que nossa oração seja uma oração verdadeira. Da nossa realidade, dos nossos pecados, das nossas misérias. Fale com o Senhor. Ele sabe, ele sabe o que somos. Sabemos disso, mas a vaidade sempre nos convida a nos cobrir. Que o Senhor nos ajude.
- NÃO É A PESTE BUBÔNICA
[“Não é a peste bubônica”: é a conclusão a que chega o jornalista Carlos Esteban, do jornal eletrônico espanhol Infovaticana, ao comentar a decisão dos bispos italianos de suspender as Missas em todas as igrejas da Itália até o início da Semana Santa, devido à epidemia do coronavírus]. “(…) No mundo, somos mais de 7,5 bilhões de pessoas. O número de mortes pelo coronavírus em todo o mundo, desde o início da crise, é de cerca de 4.000 pessoas. Compare-se com as mortes por gripe comum, na Espanha, em 2019: 6.300. São dados do Centro Nacional de Gripe. Mesmo que a doença se desenvolva na pessoa, o paciente se recupera espontaneamente em 85% dos casos, sem necessidade de recorrer ao médico: é o que informa Dr. Jesús Sánchez Martos, catedrático de Educação para a Saúde da Universidade Complutense de Madri, que também lembra que as taxas de mortalidade em crianças até 16 anos são de 0%. Não, não é exatamente a peste bubônica.” https://infovaticana.com/2020/03/10/antievangelizacion-en-los-tiempos-del-coronavirus/
- Feministas vandalizam e causam pânico em fiéis que assistiam missa em Catedral no México
Fiéis católicos viveram momentos de terror enquanto tentavam assistir à missa na Catedral de Hermosillo, México. A Catedral Metropolitana de Hermosillo foi vandalizada pelo contingente de mulheres manifestantes contra a violência de gênero e os feminicídios, que saíram para marchar nas principais ruas da capital Sonora. Assista ao vídeo: Havia cerca de três mil mulheres que se reuniram nos degraus da Universidade de Sonora, para sair para demonstrar com telas e faixas nas quais terminaram sua rejeição à violência feminicida que matou centenas de mulheres e meninas no México. Ao chegar à praça de Zaragoza, um grupo de mulheres encapuzadas invadiu a missa celebrada dentro da Catedral Metropolitana de Hermosillo, impedindo a saída de mais de 200 fiéis que participavam da missa. Elas pintaram a fachada da igreja, com manchas roxas e pichações, quebraram vidros e danificaram as portas de madeira. Para impedir que as mulheres invadissem o templo, cerca de 200 paroquianos bloquearam a entrada com bancos.
- Feministas vandalizam e causam pânico em fiéis que assistiam missa em Catedral no México
Fiéis católicos viveram momentos de terror enquanto tentavam assistir à missa na Catedral de Hermosillo, México. A Catedral Metropolitana de Hermosillo foi vandalizada pelo contingente de mulheres manifestantes contra a violência de gênero e os feminicídios, que saíram para marchar nas principais ruas da capital Sonora. Assista ao vídeo: Havia cerca de três mil mulheres que se reuniram nos degraus da Universidade de Sonora, para sair para demonstrar com telas e faixas nas quais terminaram sua rejeição à violência feminicida que matou centenas de mulheres e meninas no México. Ao chegar à praça de Zaragoza, um grupo de mulheres encapuzadas invadiu a missa celebrada dentro da Catedral Metropolitana de Hermosillo, impedindo a saída de mais de 200 fiéis que participavam da missa. Elas pintaram a fachada da igreja, com manchas roxas e pichações, quebraram vidros e danificaram as portas de madeira. Para impedir que as mulheres invadissem o templo, cerca de 200 paroquianos bloquearam a entrada com bancos.
- SÃO PEDRO FIXA SUA SEDE EM ROMA
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- Assaltantes invadem casa paroquial, agridem padre com socos e ameaças de morte em Piracicaba –
Além de dinheiro, celular e documentos, assaltantes fugiram com o veículo do sacerdote. Um padre teve a casa paroquial roubada e foi agredido com socos e tapa pelos assaltantes, na noite deste sábado (7), em Piracicaba (SP). Além de dinheiro, celular e documentos, dois criminosos levaram o carro do religioso. Ao G1, ele disse que sofreu “tortura psicológica” e contou que não conseguiu dormir. O caso ocorreu em Ártemis, por volta das 23h. À Polícia Civil, o pároco de 52 anos informou que após ministrar uma missa, às 19h30, foi visitar um amigo e, ao retornar à sua casa, que fica na igreja, foi surpreendido por dois assaltantes enquanto abria o portão da garagem. Após rendê-lo, a dupla o amarrou no interior da casa paroquial e começou a buscar por seus pertences pessoais, enquanto perguntavam por dinheiro. O religioso relatou que, para pressioná-lo, lhe deram socos, um tapa e fizeram ameaças de morte. Enquanto as agressões ocorriam, um dos criminosos apontava uma arma para a cabeça da vítima. Ele revelou onde estava o dinheiro e os assaltantes também levaram seu veículo, um Space Cross, um celular, cartões bancários e documentos pessoais. Não foi informado no boletim de ocorrência a quantia levada. Enquanto deixavam o local, um deles disse que voltariam caso fossem “caguetados” (denunciados). O padre foi amordaçado com um lenço e uma corda e a dupla ordenou que ele ficasse quieto. Segundo o religioso, os autores do crime aparentavam ter entre 22 e 25 anos. Insegurança “A gente se sente inseguro. Cheguei em casa às 3h, porque fui fazer o BO (boletim de ocorrência) na Polícia Civil. Chegando em casa, eu não dormi. Não consegui dormir”, revelou o religioso. Ele relatou que ficou com ferimentos nas mãos por causa da força com a qual os assaltantes amarraram a corda. E suspeita que a dupla planejou a ação, já que chegou depois que todos os fiéis foram embora, após a missa, e uma semana depois que foi realizada uma festa do pastel na paróquia, para arrecadar dinheiro. “Nossa paróquia não é uma paróquia rica. A gente faz eventos para poder ajudar na manutenção da paróquia. Tenho duas funcionárias, uma da limpeza e uma secretária. [O dinheiro é] para manter isso. E nesse mês vou ficar sem côngrua [salário do padre]”, lamentou.
- Assaltantes invadem casa paroquial, agridem padre com socos e ameaças de morte em Piracicaba –
Além de dinheiro, celular e documentos, assaltantes fugiram com o veículo do sacerdote. Um padre teve a casa paroquial roubada e foi agredido com socos e tapa pelos assaltantes, na noite deste sábado (7), em Piracicaba (SP). Além de dinheiro, celular e documentos, dois criminosos levaram o carro do religioso. Ao G1, ele disse que sofreu “tortura psicológica” e contou que não conseguiu dormir. O caso ocorreu em Ártemis, por volta das 23h. À Polícia Civil, o pároco de 52 anos informou que após ministrar uma missa, às 19h30, foi visitar um amigo e, ao retornar à sua casa, que fica na igreja, foi surpreendido por dois assaltantes enquanto abria o portão da garagem. Após rendê-lo, a dupla o amarrou no interior da casa paroquial e começou a buscar por seus pertences pessoais, enquanto perguntavam por dinheiro. O religioso relatou que, para pressioná-lo, lhe deram socos, um tapa e fizeram ameaças de morte. Enquanto as agressões ocorriam, um dos criminosos apontava uma arma para a cabeça da vítima. Ele revelou onde estava o dinheiro e os assaltantes também levaram seu veículo, um Space Cross, um celular, cartões bancários e documentos pessoais. Não foi informado no boletim de ocorrência a quantia levada. Enquanto deixavam o local, um deles disse que voltariam caso fossem “caguetados” (denunciados). O padre foi amordaçado com um lenço e uma corda e a dupla ordenou que ele ficasse quieto. Segundo o religioso, os autores do crime aparentavam ter entre 22 e 25 anos. Insegurança “A gente se sente inseguro. Cheguei em casa às 3h, porque fui fazer o BO (boletim de ocorrência) na Polícia Civil. Chegando em casa, eu não dormi. Não consegui dormir”, revelou o religioso. Ele relatou que ficou com ferimentos nas mãos por causa da força com a qual os assaltantes amarraram a corda. E suspeita que a dupla planejou a ação, já que chegou depois que todos os fiéis foram embora, após a missa, e uma semana depois que foi realizada uma festa do pastel na paróquia, para arrecadar dinheiro. “Nossa paróquia não é uma paróquia rica. A gente faz eventos para poder ajudar na manutenção da paróquia. Tenho duas funcionárias, uma da limpeza e uma secretária. [O dinheiro é] para manter isso. E nesse mês vou ficar sem côngrua [salário do padre]”, lamentou.
- O EVANGELHO ESTÁ SUPERADO? – Ettore Gotti Tedeschi
“Não é verdade que o Evangelho (e a Verdade do Evangelho) esteja superado. NÃO! Ele nunca foi compreendido — exceto pelos santos.”
- Igreja Católica, a maior instituição de caridade do mundo
Quem nunca ouviu a seguinte frase: “Por que a Igreja não vende tudo e dá o dinheiro aos pobres?” Aqui está a resposta: A Igreja Católica é a mais antiga instituição da humanidade. Com 1,2 bilhão de fiéis, é a maior família religiosa e a maior instituição de caridade do planeta. Segundo revelam os dados do último, “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, a Igreja administra 115.352 Institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo. Deste número, 5.167 hospitais (a maior parte na América, 1.493 e 1.298 na África); 17.322 dispensários, amaioria na África, 5.256, América 5.137 e Ásia 3.760; 648 leprosários distribuídos principalmente na Ásia (322) e África (229); 15.699 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes – Europa (8.200) e América (3.815); 10.124 orfanatrófios, principalmente na Ásia (3.980) e América (2.418); 11.596 jardins da infância, a maior parte na América (3.661) e Ásia (3.441); 14.744 consultores matrimoniais, distribuídos no continente americano (5.636) e Europa (6.173); 3.663 centros de educação e reeducação social, além de 36.386 instituições de outros tipos. No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores médias com 17.114,73? alunos. Além disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universitários. Com todas essas instituições, a Igreja Católica e’ um parceiro fantástico na prestação de serviços de saúde das nações pobres. Ela atua em áreas remotas e em favor das camadas mais pobres da população, permitindo- lhes, assim, aceder a esses serviços que de outro modo estariam além do seu alcance. E esse grande trabalho merece reconhecimento e apoio não só dos governos, mas de todo cidadão. Como a caridade Católica mudou o mundo No início do século IV, a fome e a doença assolavam exército do imperador Constantino. Pacômio, um soldado pagão, observava com assombro como muitos dos seus companheiros romanos ofereciam comida e assistência aos que precisavam de ajuda, socorrendo-os sem qualquer discriminação. Cheio de curiosidade, quis saber quem eram essas pessoas e descobriu que eram cristãos. Que tipo de religião era aquela, admirou-se, que podia inspirar tais atos de generosidade e humanidade? Começou a instruir-se na fé e, antes de o perceber, já estava no caminho da conversão.(1) Esse mesmo sentimento de assombro, continuaram a suscita-Io as obras de caridade catóicas através dos tempos. O próprio Voltaire, talvez o mais prolífico propagandista anti-católico do século XVIII, se mostrou respeitosamente admirado com o heróico espírito de sacrifício que animou tantos dos filhos e filhas da Igreja. “Talvez não haja nada maior na terra – disse ele – que o sacrifício da juventude e da beleza com que belas jovens, muitas vezes nascidas em berço de ouro, se dedicam a trabalhar em hospitais pelo alívio da miséria humana, cuja vista causa tanta aversão a nossa sensibilidade. Tão generosa caridade tem sido imitada, mas de modo imperfeito, por gente afastada da religião de Roma”(2). Exigiria volumes sem conta elaborar uma lista completa das obras de caridade católicas promovidas ao longo da história por pessoas, paróquias, dioceses, mosteiros, missionários, frades, freiras e organizações Ieigas. Basta dizer que a caridade católica não tem paralelo com nenhuma outra, em quantidade e variedade de boas obras, nem no alivio prestado ao sofrimento e miséria humanos. Podemos ir mais longe e dizer que foi a Igreja Católica que inventou a caridade tal como a conhecemos no Ocidente. Tão importante como o puro volume das obras de benemerência é a diferença qualitativa que distinguiu a caridade da Igreja daquela que a havia precedido. Seria tolice negar que os grandes filósofos antigos proclamaram nobres sentimento traduzidos em filantropia; ou que homens de valor fizeram importantes e substanciais contribuições em prol das suas comunidades. Não obstante, o espírito de caridade no mundo antigo era em certo sentido, deficiente, se compararmos com aquele que foi praticado pela Igreja. A maior parte dos gestos de generosidade nos tempos antigos envolvia um interesse próprio, não eram puramente gratuitos. Os edifícios financiados pelos ricos exibiam ostensivamente os seus nomes. As doações eram feitas de modo a deixar os beneficiários em dívida para com os doadores, ou então atraíam as atenções para as suas pessoas e a sua grande liberalidade. Servir de coração alegre os necessitados e ampara-los sem nenhuma expectativa de recompensa ou reciprocidade, não era certamente o principio que prevalecia. Cita-se por vezes o estoicismo – uma antiga escola de pensamento que remonta mais ou menos ao ano 300 a.C. e que permanecia viva nos primeiros séculos da era cristã. Os estóicos ensinavam que homem bom era aquele que, como cidadão do mundo, cultivava o espírito de fraternidade para com seus semelhantes e, por essa razão, parecia ser mensageiro da caridade. Mas também ensinavam que era preciso suprimir os sentimentos e emoções como coisas impróprias de um homem. Rodney Stack diz que a filosofia clássica “considerava a piedade e a compaixão como emoções patológicas, defeitos de caráter que os homens racionais deviam evitar”(3) Assim o filósofo romano Sêneca escreveu: “O sábio poderá consolar aqueles que choram, mas sem chorar com eles; Não sentirá compaixão. Socorrerá e fará o bem porque nasceu para assistir os seus semelhantes. O seu rosto e sua alma não denunciarão nenhuma emoção quando olhar para o aleijado, o esfarrapado, o encurvado. Só os olhos doentes se umedecem ao verem lagrimas em outros olhos.”(4) Entre muitos exemplos de estoicismo, ressalta o de Anaxágoras, um homem que, ao ser informado da morte de seu filho, se limitou a observar: “Eu nunca pensei que tivesse gerado um imortal”. Era simplesmente lógico que aqueles homens, tão impermeáveis à realidade do mal, fossem indolentes na hora de aliviar os seus efeitos sobre seus semelhantes: “Homens que se recusam a reconhecer a dor e doença como males – anota um observador – também estavam pouco propensos a alivia-las aos outros””.(5) O espírito de caridade na Igreja nasceu da inspiração do próprio ensinamento de Cristo: (Jo 13,34-35; cfr. Ti 4,11). São Paulo afirmou que os cuidados e caridade dos cristãos deviam ser oferecidos mesmo aos que não pertencessem a comunidade dos fiéis, ainda que inimigos da fé: (cfr. Rom 12,14-20; Gal 6,10). De acordo com William Lecky, critico severo da Igreja, “não se pode sustentar nem na pratica nem na teoria, nem nas instituições fundadas, nem no lugar que a ela foi atribuído na escala dos deveres, que a caridade ocupasse na Antiguidade um lugar comparável aquele que atingiu no cristianismo.” Os pobres e doentes A prática de oferecer dádivas destinadas aos pobres desenvolveu-se cedo na história da Igreja. Os primeiros cristãos que jejuavam com frequência, doavam aos pobres o dinheiro que teriam gasto com a comida. São Justino Mártir relata que muitas pessoas que tinham amado as riquezas e as coisas materiais antes de se converterem, agora se sacrificavam de ânimo alegre pelos pobres. Os próprios Padres da Igreja, que Iegaram um enorme corpo literário e erudito a civilização ocidental, encontraram tempo para se dedicarem pessoalmente ao serviço dos seus semelhantes. São João Crisóstomo fundou uma série de hospitais em Constantinopla. São Cipriano e Santo Efrém empenharam-se em promover obras de assistência em tempos de fome e de epidemias. A Igreja primitiva institucionalizou a atenção às viúvas e aos órfãos, bem como aos enfermos, especialmente durante as epidemias. No século III, São Cipriano, bispo de Cartago, repreendeu a população pagã porque, em vez de ajudar as vítimas da praga, as saqueava. Esse Padre da Igreja conclamou os cristãos a mobilizar-se para assistir os doentes e enterrar os mortos. No caso de Alexandria, o bispo Dionisio relatou que os pagãos “repeliam os que começassem a ficar doentes, afastavam-se deles, mesmo que se tratasse dos amigos mais queridos”. Em contraste, relatou que muitos cristãos “não fugiam de amparar-se uns aos outros visitavam os doentes sem pensar no perigo que corriam e serviam-nos assiduamente”. Santo Efrém é lembrado pelo seu heroísmo quando a fome e a peste se abateram sobre Edessa, a cidade em cujos arredores vivia como eremita. Não apenas coordenou a coleta e distribuição de esmolas, mas também fundou hospitais, cuidou dos doentes e dos mortos. Eusébio, o historiador da Igreja do século IV, conta-nos que, como resultado do bom exemplo dos cristãos, muitos pagãos “se interessaram por uma religião cujos discípulos eram capazes de uma dedicação tão desinteressada”. Juliano, o Apóstata, que odiava o cristianismo, lamentou a bondade dos cristãos para com os pagãos: “Esses ímpios galileus não alimentam apenas os seus próprios pobres, mas também os nossos.” Os primeiros hospitais e os cavaleiros de São João Discute-se se existiram na Grécia e em Roma instituições semelhantes aos nossos hospitais. Muitos historiadores põem-no em dúvida, enquanto outros apontam alguma rara exceção aqui e acolá, mas mais para cuidar dos soldados doentes ou feridos do que da população em geral. Parece dever-se a Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, onde se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e se contava com um corpo de enfermagem (6). No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral (7). Como explica Guenter Risse, os cristãos ultrapassaram “a recíproca hospitalidade que prevalecia na antiga Grécia e as obrigações familiares dos romanos” para cuidarem de atender “grupos sociais marginalizados pela pobreza, doença e idade” (8). No mesmo sentido, o historiador da medicina Fielding Garrison observa que, antes do nascimento de Cristo, “O espírito com que se-tratava a doença e o infortúnio não era o de compaixão, e cabe ao cristianismo o crédito pela solicitude em atender o sofrimento humano em larga escala” (9). Em um ato de penitência cristã, uma mulher chamada Fabíola fundou o primeiro grande hospital público em Roma; percorria as ruas em busca de homens e mulheres pobres e enfermos necessitados de cuidados (2110). São Basílio Magno, conhecido pelos seus contemporâneos como o Apóstolo das Esmolas, fundou um hospital em Cesárea, no século IV. Era conhecido por abraçar os Ieprosos miseráveis que ali buscavam alívio. Não é de surpreender que os mosteiros também desempenhassem um papel importante no cuidado dos doentes (11). De acordo com o mais completo estudo da história dos hospitais: “Após a queda do Império Romano, os mosteiros tornaram-se gradualmente provedores de serviços médicos organizados, dos quais não se dispôs por vários séculos em nenhum lugar da Europa. Para prestar esses cuidados práticos, os mosteiros tornaram-se também lugares de ensino medico entre os séculos V e X” (12). As ordens militares, fundadas durante as Cruzadas, admiriistravam hospitais por toda a Europa. Uma dessas ordens, a dos Cavaleiros de São João (também conhecidos como hospitaiários). Fundou um hospital em Jerusaiém no quai atendia pobres e peregrinos. Segundo um sacerdote aiemão “A casa aiimentava tantas pessoas, de fora e de dentro, e dava tao grande quantidade de esmoia aos pobres.” Teodorico de Wurzburg, maravilhowse de que “andando pelas dependências do hospitai, não conseguiamos de modo aigum avaiiar o número de pessoas que iá iaziam, pois eram milhares as camas que viamos. Nenhum rei ou tirano teria poder suficiente para manter o grande número de pessoas alimentadas diariamente naquela casa“(13). Diz Gunter Risse: “A existência de uma ordem reiigiosa que manifestava com tanto ardor a sua lealdade aos doentes inspirou a criação de uma rede de instituições similares, especiaimente nos portos da Itália e do sul da França…” As obras de caridade católicas foram tão impressionantes que ate os próprios inimigos da Igreja, muito a contragosto, tiveram de reconhece-lo. O escritor pagão Luciano (1530-200) observou com espanto: “É ínacredítável a determinação com que as pessoas dessa religião se ajudam umas as outras nas suas necessidades. Não se poupam em nada, o seu primeiro legislador meteu-lhes na cabeça que eles eram todos irmãos!”(14) Juliano, o Apóstata, o imperador romano que, nos anos 360, fez a violenta, mas frustrada, tentativa de fazer o Império retomar ao seu primitivo paganismo, admitiu que os cristãos se avantajavam aos pagãos no seu devotamento às obras de caridade. “Enquanto os sacerdotes pagãos naglígenciam os pobres – escreveu -, os odiados galileus [isto é, os cristãos] devotam-se às obras de caridade e em um alarde de falsa compaixão, introduzem com eficácioa os seus perniciosos erros. Vede os seus banquetes de amor e as suas mesas preparadas para os indigentes. Tal prática é habitual entre eles e provoca desprezo pelos nossos deuses”(15). Martinho Lutero, o mais inveterado inimigo da igreja Catóiica até o fim da vida, viu-se obrigado admitir: “Sob Papado, o povo era ao menos caridosa e não havia necessidade de recorrer à força para obter esmolas. Hoje sob o reinado do Evangelho (com isso, referia-se ao protestantismo), em vez de dar, as pessoas roubam-se umas as outras, parece que ninguém julga possuir alguma coisa enquanto não se apropria dos bens do vizinho”(16). O economista do século XX Simon Patten observou a propósito da ação da igreja: “Na Idade Media, era muito comum dar comida e abrigo aos trabalhadores, tratar com caridade os desafortunados e alivia-los das doenças, das pragas e da fome. Quando vemos o número de hospitais e enfermarias. a magnanimiciade dos monges e o sacrifício pessoai das freiras, não podemos duvidar de que os marginalizados daqueles tempos eram pelo menos tão bem assistidos como os de agora”(17). Frederick Hurter, um biógrafo do Papa Inocêncio III no século XIX chegou a declarar: “Todas as instituições de beneficência que a raça humana possui hoje em dia para minorar a sorte dos desafortunados, tudo o que tem sido feito para socorrer os indigentes o os aflitos nas vicissitudes das suas vidas e em qualquer tipo de sofrimento, procede direta ou indiretamente da igreja de Roma. Eia deu o exempio, perseverou na sua tarefa e, com frequência, proporcionou os meios necessários para leva-la a cabo”(18). A extensão das atividades caritativas da lgreja aprecia-se as vezes com mais clareza quando deixam de existir. Na inglaterra do século XVl, por exemplo, o rei Henrique Viil (separou da igreja Católica) suprimiu os mosteiros e confiscou-lhes as propriedades, distribuindo-as a preço de banana entre os homens influentes do seu reino. O pretexto para essa medida foi que os mosteiros se haviam tornado fonte de escândalo e imoraiidade, embora restem poucas dívidas de que tais acusações fantasiosas não faziam mais do que dissimular a cobiça real. As consequências sociais da dissolução dos mosteiros devem ter sido muito significativas. Os Levantes do Norte de 1536, uma rebeiião popular também conhecida corno a Peregrinação da Graça, tiveram muito a ver com a ira popular causada peio desaparecimento da caridade monástica. Em uma petição dirigida ao rei dois anos mais tarde, observava-se: “A experiência que tivemos com a supressão dessas casas mostra-nos claramente que se provocou e continuará a provocar-se neste reino de Vossa Majestade um grande mal e uma grande deterioração, assim como um grande empobrecimento de muitos dos vossos humildes súditos.” __________________________________________ Referências (1) Alvin J. Schmicit, Under the Influence: How Christianity Transformed Civilization, Zoncicrvan, Granei Rapids, Michigan, 200 I, pag J 30. (2) Michael Davies, For Altar and Throne: The Rising in the Vendee, Rill nant Press, St. Paul, Minnesota, 1997, pag. 13. (3) Vicent Carroll e David Shiflett, Christianity on Trial, Encounter Books, San Francisco, 2001, pág. 142. (4) William Edward Hartpole Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. 1, D. Appleton and Co., New York, 1870, págs. 199-200. (5) Ibid., pág. 202. (6) Alvin J. Schmidt, Under the Influence, págs. 153-5. (7) John A. Ryan, ‘Charity and Charities”, em Catholic Enciclopedia; Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls: A History of Hospitais, Oxford University Press, New York, 1999, págs. 79 e segs. (8) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 73. (9) Fielding H. Garrison, An Introduction of the History of Medicine, W.B. Saunders, Philadelphia, 1914, pág. 118; citado em Alvin J. Schmidt, Under the Influence, pág. 131. (10) William E.H. Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. I, pág. 85. (11) Roberto Margotta, The History of Medicine, Paul Lewis, cd., Smithmark, New York, 1996, pág. 52. (12) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 95. (13) ibid., pág. 138. (14) Vincent Carroli e David ShiOett, Christianity on Trial, pag. 143. (15) Cajctan BaluFri, The Charity or the Church, pag. 16. [16] Ibid., rag. 185. [17] Citado em John A. Ryan, “Chal’ity and Charities”, em Catholic Encyciopedia. [18] Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pag. 257 (16) Ibid., rag. 185. (17) Citado em John A. Ryan, “Chal’ity and Charities”, em Catholic Encyciopedia. (18) Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pag. 257, #Caridade #IgrejaCatólica
- Igreja Católica, a maior instituição de caridade do mundo
Quem nunca ouviu a seguinte frase: “Por que a Igreja não vende tudo e dá o dinheiro aos pobres?” Aqui está a resposta: A Igreja Católica é a mais antiga instituição da humanidade. Com 1,2 bilhão de fiéis, é a maior família religiosa e a maior instituição de caridade do planeta. Segundo revelam os dados do último, “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, a Igreja administra 115.352 Institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo. Deste número, 5.167 hospitais (a maior parte na América, 1.493 e 1.298 na África); 17.322 dispensários, amaioria na África, 5.256, América 5.137 e Ásia 3.760; 648 leprosários distribuídos principalmente na Ásia (322) e África (229); 15.699 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes – Europa (8.200) e América (3.815); 10.124 orfanatrófios, principalmente na Ásia (3.980) e América (2.418); 11.596 jardins da infância, a maior parte na América (3.661) e Ásia (3.441); 14.744 consultores matrimoniais, distribuídos no continente americano (5.636) e Europa (6.173); 3.663 centros de educação e reeducação social, além de 36.386 instituições de outros tipos. No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores médias com 17.114,73? alunos. Além disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universitários. Com todas essas instituições, a Igreja Católica e’ um parceiro fantástico na prestação de serviços de saúde das nações pobres. Ela atua em áreas remotas e em favor das camadas mais pobres da população, permitindo- lhes, assim, aceder a esses serviços que de outro modo estariam além do seu alcance. E esse grande trabalho merece reconhecimento e apoio não só dos governos, mas de todo cidadão. Como a caridade Católica mudou o mundo No início do século IV, a fome e a doença assolavam exército do imperador Constantino. Pacômio, um soldado pagão, observava com assombro como muitos dos seus companheiros romanos ofereciam comida e assistência aos que precisavam de ajuda, socorrendo-os sem qualquer discriminação. Cheio de curiosidade, quis saber quem eram essas pessoas e descobriu que eram cristãos. Que tipo de religião era aquela, admirou-se, que podia inspirar tais atos de generosidade e humanidade? Começou a instruir-se na fé e, antes de o perceber, já estava no caminho da conversão.(1) Esse mesmo sentimento de assombro, continuaram a suscita-Io as obras de caridade catóicas através dos tempos. O próprio Voltaire, talvez o mais prolífico propagandista anti-católico do século XVIII, se mostrou respeitosamente admirado com o heróico espírito de sacrifício que animou tantos dos filhos e filhas da Igreja. “Talvez não haja nada maior na terra – disse ele – que o sacrifício da juventude e da beleza com que belas jovens, muitas vezes nascidas em berço de ouro, se dedicam a trabalhar em hospitais pelo alívio da miséria humana, cuja vista causa tanta aversão a nossa sensibilidade. Tão generosa caridade tem sido imitada, mas de modo imperfeito, por gente afastada da religião de Roma”(2). Exigiria volumes sem conta elaborar uma lista completa das obras de caridade católicas promovidas ao longo da história por pessoas, paróquias, dioceses, mosteiros, missionários, frades, freiras e organizações Ieigas. Basta dizer que a caridade católica não tem paralelo com nenhuma outra, em quantidade e variedade de boas obras, nem no alivio prestado ao sofrimento e miséria humanos. Podemos ir mais longe e dizer que foi a Igreja Católica que inventou a caridade tal como a conhecemos no Ocidente. Tão importante como o puro volume das obras de benemerência é a diferença qualitativa que distinguiu a caridade da Igreja daquela que a havia precedido. Seria tolice negar que os grandes filósofos antigos proclamaram nobres sentimento traduzidos em filantropia; ou que homens de valor fizeram importantes e substanciais contribuições em prol das suas comunidades. Não obstante, o espírito de caridade no mundo antigo era em certo sentido, deficiente, se compararmos com aquele que foi praticado pela Igreja. A maior parte dos gestos de generosidade nos tempos antigos envolvia um interesse próprio, não eram puramente gratuitos. Os edifícios financiados pelos ricos exibiam ostensivamente os seus nomes. As doações eram feitas de modo a deixar os beneficiários em dívida para com os doadores, ou então atraíam as atenções para as suas pessoas e a sua grande liberalidade. Servir de coração alegre os necessitados e ampara-los sem nenhuma expectativa de recompensa ou reciprocidade, não era certamente o principio que prevalecia. Cita-se por vezes o estoicismo – uma antiga escola de pensamento que remonta mais ou menos ao ano 300 a.C. e que permanecia viva nos primeiros séculos da era cristã. Os estóicos ensinavam que homem bom era aquele que, como cidadão do mundo, cultivava o espírito de fraternidade para com seus semelhantes e, por essa razão, parecia ser mensageiro da caridade. Mas também ensinavam que era preciso suprimir os sentimentos e emoções como coisas impróprias de um homem. Rodney Stack diz que a filosofia clássica “considerava a piedade e a compaixão como emoções patológicas, defeitos de caráter que os homens racionais deviam evitar”(3) Assim o filósofo romano Sêneca escreveu: “O sábio poderá consolar aqueles que choram, mas sem chorar com eles; Não sentirá compaixão. Socorrerá e fará o bem porque nasceu para assistir os seus semelhantes. O seu rosto e sua alma não denunciarão nenhuma emoção quando olhar para o aleijado, o esfarrapado, o encurvado. Só os olhos doentes se umedecem ao verem lagrimas em outros olhos.”(4) Entre muitos exemplos de estoicismo, ressalta o de Anaxágoras, um homem que, ao ser informado da morte de seu filho, se limitou a observar: “Eu nunca pensei que tivesse gerado um imortal”. Era simplesmente lógico que aqueles homens, tão impermeáveis à realidade do mal, fossem indolentes na hora de aliviar os seus efeitos sobre seus semelhantes: “Homens que se recusam a reconhecer a dor e doença como males – anota um observador – também estavam pouco propensos a alivia-las aos outros””.(5) O espírito de caridade na Igreja nasceu da inspiração do próprio ensinamento de Cristo: (Jo 13,34-35; cfr. Ti 4,11). São Paulo afirmou que os cuidados e caridade dos cristãos deviam ser oferecidos mesmo aos que não pertencessem a comunidade dos fiéis, ainda que inimigos da fé: (cfr. Rom 12,14-20; Gal 6,10). De acordo com William Lecky, critico severo da Igreja, “não se pode sustentar nem na pratica nem na teoria, nem nas instituições fundadas, nem no lugar que a ela foi atribuído na escala dos deveres, que a caridade ocupasse na Antiguidade um lugar comparável aquele que atingiu no cristianismo.” Os pobres e doentes A prática de oferecer dádivas destinadas aos pobres desenvolveu-se cedo na história da Igreja. Os primeiros cristãos que jejuavam com frequência, doavam aos pobres o dinheiro que teriam gasto com a comida. São Justino Mártir relata que muitas pessoas que tinham amado as riquezas e as coisas materiais antes de se converterem, agora se sacrificavam de ânimo alegre pelos pobres. Os próprios Padres da Igreja, que Iegaram um enorme corpo literário e erudito a civilização ocidental, encontraram tempo para se dedicarem pessoalmente ao serviço dos seus semelhantes. São João Crisóstomo fundou uma série de hospitais em Constantinopla. São Cipriano e Santo Efrém empenharam-se em promover obras de assistência em tempos de fome e de epidemias. A Igreja primitiva institucionalizou a atenção às viúvas e aos órfãos, bem como aos enfermos, especialmente durante as epidemias. No século III, São Cipriano, bispo de Cartago, repreendeu a população pagã porque, em vez de ajudar as vítimas da praga, as saqueava. Esse Padre da Igreja conclamou os cristãos a mobilizar-se para assistir os doentes e enterrar os mortos. No caso de Alexandria, o bispo Dionisio relatou que os pagãos “repeliam os que começassem a ficar doentes, afastavam-se deles, mesmo que se tratasse dos amigos mais queridos”. Em contraste, relatou que muitos cristãos “não fugiam de amparar-se uns aos outros visitavam os doentes sem pensar no perigo que corriam e serviam-nos assiduamente”. Santo Efrém é lembrado pelo seu heroísmo quando a fome e a peste se abateram sobre Edessa, a cidade em cujos arredores vivia como eremita. Não apenas coordenou a coleta e distribuição de esmolas, mas também fundou hospitais, cuidou dos doentes e dos mortos. Eusébio, o historiador da Igreja do século IV, conta-nos que, como resultado do bom exemplo dos cristãos, muitos pagãos “se interessaram por uma religião cujos discípulos eram capazes de uma dedicação tão desinteressada”. Juliano, o Apóstata, que odiava o cristianismo, lamentou a bondade dos cristãos para com os pagãos: “Esses ímpios galileus não alimentam apenas os seus próprios pobres, mas também os nossos.” Os primeiros hospitais e os cavaleiros de São João Discute-se se existiram na Grécia e em Roma instituições semelhantes aos nossos hospitais. Muitos historiadores põem-no em dúvida, enquanto outros apontam alguma rara exceção aqui e acolá, mas mais para cuidar dos soldados doentes ou feridos do que da população em geral. Parece dever-se a Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, onde se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e se contava com um corpo de enfermagem (6). No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral (7). Como explica Guenter Risse, os cristãos ultrapassaram “a recíproca hospitalidade que prevalecia na antiga Grécia e as obrigações familiares dos romanos” para cuidarem de atender “grupos sociais marginalizados pela pobreza, doença e idade” (8). No mesmo sentido, o historiador da medicina Fielding Garrison observa que, antes do nascimento de Cristo, “O espírito com que se-tratava a doença e o infortúnio não era o de compaixão, e cabe ao cristianismo o crédito pela solicitude em atender o sofrimento humano em larga escala” (9). Em um ato de penitência cristã, uma mulher chamada Fabíola fundou o primeiro grande hospital público em Roma; percorria as ruas em busca de homens e mulheres pobres e enfermos necessitados de cuidados (2110). São Basílio Magno, conhecido pelos seus contemporâneos como o Apóstolo das Esmolas, fundou um hospital em Cesárea, no século IV. Era conhecido por abraçar os Ieprosos miseráveis que ali buscavam alívio. Não é de surpreender que os mosteiros também desempenhassem um papel importante no cuidado dos doentes (11). De acordo com o mais completo estudo da história dos hospitais: “Após a queda do Império Romano, os mosteiros tornaram-se gradualmente provedores de serviços médicos organizados, dos quais não se dispôs por vários séculos em nenhum lugar da Europa. Para prestar esses cuidados práticos, os mosteiros tornaram-se também lugares de ensino medico entre os séculos V e X” (12). As ordens militares, fundadas durante as Cruzadas, admiriistravam hospitais por toda a Europa. Uma dessas ordens, a dos Cavaleiros de São João (também conhecidos como hospitaiários). Fundou um hospital em Jerusaiém no quai atendia pobres e peregrinos. Segundo um sacerdote aiemão “A casa aiimentava tantas pessoas, de fora e de dentro, e dava tao grande quantidade de esmoia aos pobres.” Teodorico de Wurzburg, maravilhowse de que “andando pelas dependências do hospitai, não conseguiamos de modo aigum avaiiar o número de pessoas que iá iaziam, pois eram milhares as camas que viamos. Nenhum rei ou tirano teria poder suficiente para manter o grande número de pessoas alimentadas diariamente naquela casa“(13). Diz Gunter Risse: “A existência de uma ordem reiigiosa que manifestava com tanto ardor a sua lealdade aos doentes inspirou a criação de uma rede de instituições similares, especiaimente nos portos da Itália e do sul da França…” As obras de caridade católicas foram tão impressionantes que ate os próprios inimigos da Igreja, muito a contragosto, tiveram de reconhece-lo. O escritor pagão Luciano (1530-200) observou com espanto: “É ínacredítável a determinação com que as pessoas dessa religião se ajudam umas as outras nas suas necessidades. Não se poupam em nada, o seu primeiro legislador meteu-lhes na cabeça que eles eram todos irmãos!”(14) Juliano, o Apóstata, o imperador romano que, nos anos 360, fez a violenta, mas frustrada, tentativa de fazer o Império retomar ao seu primitivo paganismo, admitiu que os cristãos se avantajavam aos pagãos no seu devotamento às obras de caridade. “Enquanto os sacerdotes pagãos naglígenciam os pobres – escreveu -, os odiados galileus [isto é, os cristãos] devotam-se às obras de caridade e em um alarde de falsa compaixão, introduzem com eficácioa os seus perniciosos erros. Vede os seus banquetes de amor e as suas mesas preparadas para os indigentes. Tal prática é habitual entre eles e provoca desprezo pelos nossos deuses”(15). Martinho Lutero, o mais inveterado inimigo da igreja Catóiica até o fim da vida, viu-se obrigado admitir: “Sob Papado, o povo era ao menos caridosa e não havia necessidade de recorrer à força para obter esmolas. Hoje sob o reinado do Evangelho (com isso, referia-se ao protestantismo), em vez de dar, as pessoas roubam-se umas as outras, parece que ninguém julga possuir alguma coisa enquanto não se apropria dos bens do vizinho”(16). O economista do século XX Simon Patten observou a propósito da ação da igreja: “Na Idade Media, era muito comum dar comida e abrigo aos trabalhadores, tratar com caridade os desafortunados e alivia-los das doenças, das pragas e da fome. Quando vemos o número de hospitais e enfermarias. a magnanimiciade dos monges e o sacrifício pessoai das freiras, não podemos duvidar de que os marginalizados daqueles tempos eram pelo menos tão bem assistidos como os de agora”(17). Frederick Hurter, um biógrafo do Papa Inocêncio III no século XIX chegou a declarar: “Todas as instituições de beneficência que a raça humana possui hoje em dia para minorar a sorte dos desafortunados, tudo o que tem sido feito para socorrer os indigentes o os aflitos nas vicissitudes das suas vidas e em qualquer tipo de sofrimento, procede direta ou indiretamente da igreja de Roma. Eia deu o exempio, perseverou na sua tarefa e, com frequência, proporcionou os meios necessários para leva-la a cabo”(18). A extensão das atividades caritativas da lgreja aprecia-se as vezes com mais clareza quando deixam de existir. Na inglaterra do século XVl, por exemplo, o rei Henrique Viil (separou da igreja Católica) suprimiu os mosteiros e confiscou-lhes as propriedades, distribuindo-as a preço de banana entre os homens influentes do seu reino. O pretexto para essa medida foi que os mosteiros se haviam tornado fonte de escândalo e imoraiidade, embora restem poucas dívidas de que tais acusações fantasiosas não faziam mais do que dissimular a cobiça real. As consequências sociais da dissolução dos mosteiros devem ter sido muito significativas. Os Levantes do Norte de 1536, uma rebeiião popular também conhecida corno a Peregrinação da Graça, tiveram muito a ver com a ira popular causada peio desaparecimento da caridade monástica. Em uma petição dirigida ao rei dois anos mais tarde, observava-se: “A experiência que tivemos com a supressão dessas casas mostra-nos claramente que se provocou e continuará a provocar-se neste reino de Vossa Majestade um grande mal e uma grande deterioração, assim como um grande empobrecimento de muitos dos vossos humildes súditos.” __________________________________________ Referências (1) Alvin J. Schmicit, Under the Influence: How Christianity Transformed Civilization, Zoncicrvan, Granei Rapids, Michigan, 200 I, pag J 30. (2) Michael Davies, For Altar and Throne: The Rising in the Vendee, Rill nant Press, St. Paul, Minnesota, 1997, pag. 13. (3) Vicent Carroll e David Shiflett, Christianity on Trial, Encounter Books, San Francisco, 2001, pág. 142. (4) William Edward Hartpole Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. 1, D. Appleton and Co., New York, 1870, págs. 199-200. (5) Ibid., pág. 202. (6) Alvin J. Schmidt, Under the Influence, págs. 153-5. (7) John A. Ryan, ‘Charity and Charities”, em Catholic Enciclopedia; Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls: A History of Hospitais, Oxford University Press, New York, 1999, págs. 79 e segs. (8) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 73. (9) Fielding H. Garrison, An Introduction of the History of Medicine, W.B. Saunders, Philadelphia, 1914, pág. 118; citado em Alvin J. Schmidt, Under the Influence, pág. 131. (10) William E.H. Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. I, pág. 85. (11) Roberto Margotta, The History of Medicine, Paul Lewis, cd., Smithmark, New York, 1996, pág. 52. (12) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 95. (13) ibid., pág. 138. (14) Vincent Carroli e David ShiOett, Christianity on Trial, pag. 143. (15) Cajctan BaluFri, The Charity or the Church, pag. 16. [16] Ibid., rag. 185. [17] Citado em John A. Ryan, “Chal’ity and Charities”, em Catholic Encyciopedia. [18] Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pag. 257 (16) Ibid., rag. 185. (17) Citado em John A. Ryan, “Chal’ity and Charities”, em Catholic Encyciopedia. (18) Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pag. 257, #Caridade #IgrejaCatólica
- Rede Globo gera comoção nacional por travesti que estuprou e matou criança de 9 anos de idade
A reportagem do Fantástico, na rede globo, criou uma comoção nacional em torno do caso, mas não cita que foi responsável por um crime brutal. Suzy foi presa por estupro e homicídio triplamente qualificado de uma criança de 9 anos de idade. No domingo passado, dia 1 de março, o programa Fantástico da Rede Globo apresentou uma reportagem sobre as condições de presos transexuais no Brasil. A reportagem apresentada pelo médico Drauzio Varella, apresentou o caso de algumas pessoas transexuais, sua rotina, história e dentre elas, foi apresentado “Suzy”, de 30 anos. Na reportagem, Suzy de Oliveira afirmou que havia oito anos que não recebia visitas, que trabalhava na prisão e estava separada do marido. Após a sua história ter sido contada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que até a última sexta-feira (06) a Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, onde a presa Suzy está recolhida, recebeu 16 livros, duas bíblias, maquiagens, chocolate, envelopes, canetas e centenas de cartas, algumas delas de grupos religiosos. Todo material estava endereçado para Susy. Além disso, a vaquinha criada pela advogada Camila Ribeiro, com o objetivo de ajudar a transexual, ganhou força e conseguiu recolher pouco mais de R$ 6 mil. No entanto, o que a Globo não contou foi o crime cometido pela transexual. Mas qual foi o crime? Resposta: estupro de vulnerável e homicídio triplamente qualificado, “é aquele cometido em circunstâncias que tornam o crime mais grave do que já é”. Suzy de Oliveira nasceu homem e foi batizado como Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos e está preso desde 2010. Segundo o seu processo, Suzy “em uma segunda feira do mês de maio de 2010, na Rua Santa Catarina, nº 34, no bairro União de Vila Nova, na Comarca da Capital, o revisionando praticou atos libidinosos consistentes em sexo oral e sexo anal com o menor Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 09 anos de idade. Consta, também, que logo após o ocorrido, com a finalidade de assegurar a impunidade pelo crime anterior, o peticionário matou o ofendido mediante meio cruel, consistente em asfixia, e se valendo de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, haja vista tratar-se de criança, com mínima capacidade de resistência”. Além disso, durante o processo, Suzy afirmou que era vizinho do menor, tinha conhecimento que ele passava o dia desacompanhado e aproveitou o momento da ausência da mãe para efetuar o crime. Segundo ela, de forma premeditada se aproveitou de um argumento para entrar na casa do menor, e praticou o “infante atos libidinosos consistentes em sexo oral e sexo anal, matando-o em seguida”. Leia também: A Perseguição da Rede Globo contra os bons Tia de Suzy relatou que Suzy abusou de outras crianças A tia de Suzy, Carlita Teixeira dos Santos, afirmou que a sobrinha já possuía um longo histórico de problemas e abusou que cometera no passado. “Ele roubava, mentia, não ia para a escola, até doze anos coisas de criança, mas depois dos doze começou a roubar com arma, usava maconha. (…) Fiquei sabendo que ele trabalhava na padaria e foi acusado de estar abusando de uma criança de três anos e os parentes da criança foram na minha casa atrás dele, querendo matar ele. Fiquei sabendo que ele foi passar férias na casa do irmão e tentou estuprar meu sobrinho de cinco anos, quatro a cinco anos. (…) Na escola era acusado de pular o muro da escola, ir no banheiro passar a mão em alguém, roubava os professores, de estupro (…)”, afirmou Carlita.Na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o Tribunal avaliou a intensidade do crime, a premeditação, o histórico de má conduta social de Suzy, sua periculosidade exagerada e personalidade deturpada. Portanto, “corretamente fixou as penas básicas em patamar bastante superior ao mínimo legal (13 anos de reclusão para o crime de estupro de vulnerável e 25 anos de reclusão para o delito de homicídio)”. Clique aqui para ter acesso ao processo de Suzy . Leia também: Como a Rede Globo e a Esquerda estão trabalhando para destruir a fé cristã Deputada estadual Janaina Paschoal cobra retratação da Rede Globo sobre detenta Suzy Após a repercussão da notícia divulgada pelo Blog do MBL News sobre o crime que levou ao encarceramento da detenta Suzy, travesti entrevistada em reportagem exibida pelo programa dominical Fantástico, na semana passada (01), a deputada estadual Janaina Paschoal cobrou satisfações da Rede Globo. A jurista exige um pedido de desculpas à família da criança abusada e assassinada pela detenta. Quero ver se o Fantástico vai pedir desculpas à família da criança vítima! A globo deve completar a matéria, para deixar claro que a pessoa que violentou e matou a criança não recebe visitas não por ser quem é, mas por ter feito o que fez! Generalizações geram injustiça! — Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) March 8, 2020 Em sua conta oficial no twitter, Janaina desafia o programa, que retratou Suzy como uma vítima do preconceito e das políticas de encarceramento, a se desculpar com a familia da criança que foi vítima de Rafael Oliveira – nome de batismo de Suzy. A parlamentar prestou solidariedade à família da criança e ressaltou a dor que deve ter sido verem o assassino do filho retratado como vítima. “ A globo deve completar a matéria, para deixar claro que a pessoa que violentou e matou a criança não recebe visitas não por ser quem é, mas por ter feito o que fez! Generalizações geram injustiça! “, explicou a jurista, preocupada com o estigma que a história mal contada pela emissora pode causar a outras detentas em situação similar no sistema penal. A deputada asseverou que mentiras e hipocrisia apenas reforçam o preconceito. Leia também: https://templariodemaria.com.br/a-perseguicao-da-rede-globo-contra-os-bons/
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A reportagem do Fantástico, na rede globo, criou uma comoção nacional em torno do caso, mas não cita que foi responsável por um crime brutal. Suzy foi presa por estupro e homicídio triplamente qualificado de uma criança de 9 anos de idade. No domingo passado, dia 1 de março, o programa Fantástico da Rede Globo apresentou uma reportagem sobre as condições de presos transexuais no Brasil. A reportagem apresentada pelo médico Drauzio Varella, apresentou o caso de algumas pessoas transexuais, sua rotina, história e dentre elas, foi apresentado “Suzy”, de 30 anos. Na reportagem, Suzy de Oliveira afirmou que havia oito anos que não recebia visitas, que trabalhava na prisão e estava separada do marido. Após a sua história ter sido contada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que até a última sexta-feira (06) a Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, onde a presa Suzy está recolhida, recebeu 16 livros, duas bíblias, maquiagens, chocolate, envelopes, canetas e centenas de cartas, algumas delas de grupos religiosos. Todo material estava endereçado para Susy. Além disso, a vaquinha criada pela advogada Camila Ribeiro, com o objetivo de ajudar a transexual, ganhou força e conseguiu recolher pouco mais de R$ 6 mil. No entanto, o que a Globo não contou foi o crime cometido pela transexual. Mas qual foi o crime? Resposta: estupro de vulnerável e homicídio triplamente qualificado, “é aquele cometido em circunstâncias que tornam o crime mais grave do que já é”. Suzy de Oliveira nasceu homem e foi batizado como Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos e está preso desde 2010. Segundo o seu processo, Suzy “em uma segunda feira do mês de maio de 2010, na Rua Santa Catarina, nº 34, no bairro União de Vila Nova, na Comarca da Capital, o revisionando praticou atos libidinosos consistentes em sexo oral e sexo anal com o menor Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 09 anos de idade. Consta, também, que logo após o ocorrido, com a finalidade de assegurar a impunidade pelo crime anterior, o peticionário matou o ofendido mediante meio cruel, consistente em asfixia, e se valendo de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, haja vista tratar-se de criança, com mínima capacidade de resistência”. Além disso, durante o processo, Suzy afirmou que era vizinho do menor, tinha conhecimento que ele passava o dia desacompanhado e aproveitou o momento da ausência da mãe para efetuar o crime. Segundo ela, de forma premeditada se aproveitou de um argumento para entrar na casa do menor, e praticou o “infante atos libidinosos consistentes em sexo oral e sexo anal, matando-o em seguida”. Leia também: A Perseguição da Rede Globo contra os bons Tia de Suzy relatou que Suzy abusou de outras crianças A tia de Suzy, Carlita Teixeira dos Santos, afirmou que a sobrinha já possuía um longo histórico de problemas e abusou que cometera no passado. “Ele roubava, mentia, não ia para a escola, até doze anos coisas de criança, mas depois dos doze começou a roubar com arma, usava maconha. (…) Fiquei sabendo que ele trabalhava na padaria e foi acusado de estar abusando de uma criança de três anos e os parentes da criança foram na minha casa atrás dele, querendo matar ele. Fiquei sabendo que ele foi passar férias na casa do irmão e tentou estuprar meu sobrinho de cinco anos, quatro a cinco anos. (…) Na escola era acusado de pular o muro da escola, ir no banheiro passar a mão em alguém, roubava os professores, de estupro (…)”, afirmou Carlita.Na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o Tribunal avaliou a intensidade do crime, a premeditação, o histórico de má conduta social de Suzy, sua periculosidade exagerada e personalidade deturpada. Portanto, “corretamente fixou as penas básicas em patamar bastante superior ao mínimo legal (13 anos de reclusão para o crime de estupro de vulnerável e 25 anos de reclusão para o delito de homicídio)”. Clique aqui para ter acesso ao processo de Suzy . Leia também: Como a Rede Globo e a Esquerda estão trabalhando para destruir a fé cristã Deputada estadual Janaina Paschoal cobra retratação da Rede Globo sobre detenta Suzy Após a repercussão da notícia divulgada pelo Blog do MBL News sobre o crime que levou ao encarceramento da detenta Suzy, travesti entrevistada em reportagem exibida pelo programa dominical Fantástico, na semana passada (01), a deputada estadual Janaina Paschoal cobrou satisfações da Rede Globo. A jurista exige um pedido de desculpas à família da criança abusada e assassinada pela detenta. Quero ver se o Fantástico vai pedir desculpas à família da criança vítima! A globo deve completar a matéria, para deixar claro que a pessoa que violentou e matou a criança não recebe visitas não por ser quem é, mas por ter feito o que fez! Generalizações geram injustiça! — Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) March 8, 2020 Em sua conta oficial no twitter, Janaina desafia o programa, que retratou Suzy como uma vítima do preconceito e das políticas de encarceramento, a se desculpar com a familia da criança que foi vítima de Rafael Oliveira – nome de batismo de Suzy. A parlamentar prestou solidariedade à família da criança e ressaltou a dor que deve ter sido verem o assassino do filho retratado como vítima. “ A globo deve completar a matéria, para deixar claro que a pessoa que violentou e matou a criança não recebe visitas não por ser quem é, mas por ter feito o que fez! Generalizações geram injustiça! “, explicou a jurista, preocupada com o estigma que a história mal contada pela emissora pode causar a outras detentas em situação similar no sistema penal. A deputada asseverou que mentiras e hipocrisia apenas reforçam o preconceito. Leia também: https://templariodemaria.com.br/a-perseguicao-da-rede-globo-contra-os-bons/
- Diocese de Roma cancela todas as missas públicas e anuncia dia de jejum e oração
A Diocese de Roma cancelou todas as missas públicas até o dia 3 de abril em resposta ao surto de coronavírus. O anúncio do vigário geral da diocese, publicado na noite de domingo, segue um decreto do governo italiano que suspende todas as cerimônias religiosas públicas. “A Igreja de Roma … assume uma atitude de total responsabilidade para com a comunidade, na consciência de que a proteção contra o contágio requer medidas ainda drásticas, especialmente no contato interpessoal. Portanto, até a mesma data de 3 de abril, as celebrações litúrgicas comunitárias são suspensas ”, afirmou o cardeal Angelo De Donatis, vigário geral de Roma, em comunicado em 8 de março. “A estação da Quaresma nos ajuda a viver este grande julgamento evangelicamente. Eu os abençôo, confiando todos vocês a Nossa Senhora do Divino Amor ”, disse o vigário geral. Os padres que vivem em Roma e na Cidade do Vaticano podem continuar a oferecer missas em particular. As paróquias de Roma permanecerão abertas para a oração pessoal antes do tabernáculo, disse a diocese. O anúncio da diocese de Roma reflete a ação nacional adotada pela conferência dos bispos italianos. A conferência também divulgou um comunicado em 8 de março, explicando que o decreto do governo italiano “suspende cerimônias civis e religiosas, incluindo cerimônias fúnebres, em todo o país até sexta-feira, 3 de abril”. “A interpretação fornecida pelo governo inclui estritamente as missas e os ritos funerários entre as ‘cerimônias religiosas’. É uma passagem altamente restritiva, cuja recepção coincide com sofrimento e dificuldade entre pastores, padres e fiéis ”, disseram os bispos. “A aceitação do decreto é mediada apenas pelo desejo de fazer sua parte, também nesta situação, de contribuir para a proteção da saúde pública”, afirmou a conferência. Vídeos da missa diária privada do Papa Francisco, oferecidos em sua residência na Cidade do Vaticano, na Casa Santa Marta, serão transmitidos ao vivo pelo Vatican News no YouTube a partir de 9 de março. A transmissão do vídeo “permitirá que aqueles que desejam acompanhar as celebrações unidas em oração com o Bispo de Roma”, disse o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Oitenta e quatro casos de coronavírus foram documentados na Lácio, região em torno de Roma, em 8 de março. Na Itália, 7.375 pessoas contraíram o vírus e 366 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde. A Diocese de Roma pediu a todos os católicos em Roma que observassem um dia de jejum e oração pelas vítimas do coronavírus em 11 de março, e convidou as pessoas a assistir a uma missa televisionada especial. “Ouvi o grito da nossa cidade, da Itália e do mundo, neste momento em particular que estamos vivendo. É uma situação à qual não estamos acostumados, que nos preocupa, mas acima de tudo, agora somos chamados a viver com a força de fé, a certeza da esperança, a alegria da caridade ”, escreveu o cardeal Donatis, vigário geral da diocese de Roma, em uma carta em 6 de março. “Além do jejum … queremos chegar perto, com um sinal de esmola coletando ofertas que doaremos em apoio ao pessoal de saúde que está gastando generosamente e se sacrifica nos cuidados dos doentes”, disse ele. As missas diárias foram canceladas no início desta semana em Milão, Veneza, Bolonha e outras regiões do norte da Itália, onde ocorreu a maioria dos casos de Covid-19. O governo italiano impôs uma quarentena rigorosa em 8 de março para as regiões norte e central da Itália, incluindo Milão e Veneza. O primeiro-ministro Giuseppe Conte também anunciou o fechamento de museus, cinemas, shows, academias e locais arqueológicos em todo o país. Todas as escolas e universidades também permanecerão fechadas. O Vaticano confirmou em 8 de março que havia apenas um diagnóstico positivo de Covid-19 na Cidade do Vaticano – uma pessoa que teve um resultado positivo em 5 de março durante um exame médico pré-emprego na clínica de Saúde e Higiene do Vaticano. Cinco pessoas que mantiveram contato próximo com essa pessoa estão em quarentena por precaução, de acordo com a Assessoria de Imprensa da Santa Sé. Os museus do Vaticano estão fechados até 3 de abril. O Papa Francisco orou pelos que sofrem da epidemia de coronavírus durante seu discurso no Angelus em um vídeo transmitido ao vivo para a Praça de São Pedro, em 8 de março. “Estou em oração próxima às pessoas que sofrem com a atual epidemia de coronavírus e a todos que cuidam delas”, disse ele. “Uno-me aos meus irmãos bispos para incentivar os fiéis a viver esse momento difícil com a força da fé, a certeza da esperança e o fervor da caridade”, disse o Papa Francisco. Traduzido de CNA
- Diocese de Roma cancela todas as missas públicas e anuncia dia de jejum e oração
A Diocese de Roma cancelou todas as missas públicas até o dia 3 de abril em resposta ao surto de coronavírus. O anúncio do vigário geral da diocese, publicado na noite de domingo, segue um decreto do governo italiano que suspende todas as cerimônias religiosas públicas. “A Igreja de Roma … assume uma atitude de total responsabilidade para com a comunidade, na consciência de que a proteção contra o contágio requer medidas ainda drásticas, especialmente no contato interpessoal. Portanto, até a mesma data de 3 de abril, as celebrações litúrgicas comunitárias são suspensas ”, afirmou o cardeal Angelo De Donatis, vigário geral de Roma, em comunicado em 8 de março. “A estação da Quaresma nos ajuda a viver este grande julgamento evangelicamente. Eu os abençôo, confiando todos vocês a Nossa Senhora do Divino Amor ”, disse o vigário geral. Os padres que vivem em Roma e na Cidade do Vaticano podem continuar a oferecer missas em particular. As paróquias de Roma permanecerão abertas para a oração pessoal antes do tabernáculo, disse a diocese. O anúncio da diocese de Roma reflete a ação nacional adotada pela conferência dos bispos italianos. A conferência também divulgou um comunicado em 8 de março, explicando que o decreto do governo italiano “suspende cerimônias civis e religiosas, incluindo cerimônias fúnebres, em todo o país até sexta-feira, 3 de abril”. “A interpretação fornecida pelo governo inclui estritamente as missas e os ritos funerários entre as ‘cerimônias religiosas’. É uma passagem altamente restritiva, cuja recepção coincide com sofrimento e dificuldade entre pastores, padres e fiéis ”, disseram os bispos. “A aceitação do decreto é mediada apenas pelo desejo de fazer sua parte, também nesta situação, de contribuir para a proteção da saúde pública”, afirmou a conferência. Vídeos da missa diária privada do Papa Francisco, oferecidos em sua residência na Cidade do Vaticano, na Casa Santa Marta, serão transmitidos ao vivo pelo Vatican News no YouTube a partir de 9 de março. A transmissão do vídeo “permitirá que aqueles que desejam acompanhar as celebrações unidas em oração com o Bispo de Roma”, disse o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Oitenta e quatro casos de coronavírus foram documentados na Lácio, região em torno de Roma, em 8 de março. Na Itália, 7.375 pessoas contraíram o vírus e 366 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde. A Diocese de Roma pediu a todos os católicos em Roma que observassem um dia de jejum e oração pelas vítimas do coronavírus em 11 de março, e convidou as pessoas a assistir a uma missa televisionada especial. “Ouvi o grito da nossa cidade, da Itália e do mundo, neste momento em particular que estamos vivendo. É uma situação à qual não estamos acostumados, que nos preocupa, mas acima de tudo, agora somos chamados a viver com a força de fé, a certeza da esperança, a alegria da caridade ”, escreveu o cardeal Donatis, vigário geral da diocese de Roma, em uma carta em 6 de março. “Além do jejum … queremos chegar perto, com um sinal de esmola coletando ofertas que doaremos em apoio ao pessoal de saúde que está gastando generosamente e se sacrifica nos cuidados dos doentes”, disse ele. As missas diárias foram canceladas no início desta semana em Milão, Veneza, Bolonha e outras regiões do norte da Itália, onde ocorreu a maioria dos casos de Covid-19. O governo italiano impôs uma quarentena rigorosa em 8 de março para as regiões norte e central da Itália, incluindo Milão e Veneza. O primeiro-ministro Giuseppe Conte também anunciou o fechamento de museus, cinemas, shows, academias e locais arqueológicos em todo o país. Todas as escolas e universidades também permanecerão fechadas. O Vaticano confirmou em 8 de março que havia apenas um diagnóstico positivo de Covid-19 na Cidade do Vaticano – uma pessoa que teve um resultado positivo em 5 de março durante um exame médico pré-emprego na clínica de Saúde e Higiene do Vaticano. Cinco pessoas que mantiveram contato próximo com essa pessoa estão em quarentena por precaução, de acordo com a Assessoria de Imprensa da Santa Sé. Os museus do Vaticano estão fechados até 3 de abril. O Papa Francisco orou pelos que sofrem da epidemia de coronavírus durante seu discurso no Angelus em um vídeo transmitido ao vivo para a Praça de São Pedro, em 8 de março. “Estou em oração próxima às pessoas que sofrem com a atual epidemia de coronavírus e a todos que cuidam delas”, disse ele. “Uno-me aos meus irmãos bispos para incentivar os fiéis a viver esse momento difícil com a força da fé, a certeza da esperança e o fervor da caridade”, disse o Papa Francisco. Traduzido de CNA
- ESCUTAI-O! – Scott Hahn medita sobre o 2º Domingo da Quaresma
O Evangelho de hoje retrata Jesus como um novo e mais poderoso Moisés. Moisés também levou três companheiros para uma montanha e, no sétimo dia, foi coberto pela nuvem luminosa da presença de Deus. Ele também falou com Deus; e, naquele encontro, seu rosto e sua roupa ficaram radiantes (Êxodo 24; 34). Mas, na liturgia quaresmal de hoje, a Igreja quer que olhemos para antes de Moisés. De fato, somos convidados a contemplar o que a Epístola de hoje chama de desígnio de Deus “desde toda a eternidade.” Com Suas promessas a Abrão, na Primeira Leitura, Deus educou o povo através do qual Ele se revelaria e abençoaria toda a humanidade. Mais tarde, Ele transformou essas promessas em alianças eternas e mudou o nome de Abrão para Abraão, prometendo que este seria pai de uma multidão de nações (Gênesis 17, 5). Lembrando-se de Sua aliança com Abraão, Ele elegeu Moisés (Êxodo 2, 24; 3, 8) e, mais tarde, prometeria um reino eterno aos filhos de Davi (Jeremias 33, 26). Hoje, na transfiguração de Jesus, Ele é revelado como Aquele por quem Deus cumpre Seu plano divino, prometido desde os tempos mais antigos. Mais que um novo Moisés, Jesus é o “filho amado” prometido a Abraão e também a Davi (Gênesis 22, 15-18; Salmo 2, 7; Mateus 1, 1). Moisés predisse que viria um profeta como ele, a quem Israel ouviria (Deuteronômio 18, 15-18) e Isaías anteviu um servo ungido, em quem Deus poria todo seu agrado (Isaías 42, 1). Jesus é este profeta e este servo, como hoje nos diz a Voz na montanha. Pela fé, nos transformamos nos filhos prometidos pela aliança com Abraão (Gálatas 3, 7-9; Atos 3, 25). Ele também nos chama para uma vida santa, para seguir Seu Filho à prometida terra celestial. Como cantamos no Salmo de hoje, sabemos que nós, que Nele esperamos e confiamos, seremos libertos da morte. Assim como nosso pai na fé, seguiremos em frente, fazendo o que o Senhor nos ordenou: “Escutai-o!” https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/listen-to-him-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-of-lent/
- Homilia do 2º Domingo da Quaresma
Sermão do 2º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Mt 17,1-9) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!” 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Homilia do 2º Domingo da Quaresma
Sermão do 2º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Mt 17,1-9) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!” 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Coroinha é morto a tiros e outros três jovens são baleados no nordeste
Raí Antônio da Silva, de 15 anos, foi assassinado na Rua Ministro André Cavalcanti. As outras três vítimas feridas à bala foram levadas ao Hospital Regional da cidade, na Zona da Mata. Um adolescente de 15 anos que era coroinha da Capela Santa Terezinha foi morto a tiros em Escada, na Zona da Mata de Pernambuco, na noite da sexta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, que divulgou o caso neste sábado (7), outros três jovens, sendo um deles menor, foram baleados no distrito de Frexeiras. Raí Antônio da Silva foi assassinado em uma praça na Rua Ministro André Cavalcanti, próximo ao local onde fica a capela. Parentes e amigos contaram que ele não tinha envolvimento com crimes. “É uma notícia que eu não desejo para ninguém. Mas infelizmente aconteceu e vai acontecer com muitos mais pais e mães enquanto essa violência não acabar. Meu filho era um menino honrado, um menino direito, nunca fez nada de mal para ninguém. Para quem fez isso com ele só a justiça divina, pois a daqui da Terra nada acontece”, afirmou o pai de Raí, Ronivom da Silva. Testemunhas do crime relataram à Globo que três homens atiraram contra as vítimas em uma praça da cidade. Os outros três jovens baleados foram atendidos no Hospital Regional de Escada. Como os nomes deles não foram divulgados, a reportagem não teve acesso ao estado de saúde dos feridos, que foram vítimas de tentativa de homicídio. “Ele era melhor amigo do meu irmão, que também foi baleado com três tiros. Está sendo muito difícil para a gente e para a família, porque eles eram meninos inocentes, só estavam na praça sentados e conversando, como qualquer adolescente. Está todo mundo sofrendo muito, a gente só quer justiça nesse momento, justiça por Raí”, disse a estudante Juliana Maria dos Santos, irmã de um dos baleados. A Polícia Civil informou que um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso. A investigação fica a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Metropolitano Sul. O corpo de Raí foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no Centro do Recife. O velório foi realizado na capela onde o jovem era coroinha. A igreja ficou lotada, pois muitas pessoas foram dar o último adeus ao jovem. “As palavras faltam para expressar a dor de uma tragédia tão grande para a nossa comunidade. Um menino tão bom, tão dócil, tão servidor na nossa comunidade. Não tem como medir em palavras a dor da perda de um jovem tão bom. A perda desse coroinha é como se fosse a perda de um filho. A dor é tremenda e a tristeza também. Ele fo vítima de uma violência brutal, não merecia uma morte tão trágica, tão precoce da maneira que foi”, afirmou o Padre Veridiano Silva. A imagem de Raí estava estampada em camisas, e cartazes pediam paz e justiça. “É difícil um jovem perder a vida assim dessa maneira, uma pessoa que não tinha envolvimento com coisa errada nenhuma. A gente vê o jeito que a nossa cidade está, sem segurança, sem nada, não tem policiamento. A gente está à mercê dos bandidos, das pessoas erradas. É difícil ter que passar por isso”, disse a estudante Rosângela Nascimento.
- Coroinha é morto a tiros e outros três jovens são baleados no nordeste
Raí Antônio da Silva, de 15 anos, foi assassinado na Rua Ministro André Cavalcanti. As outras três vítimas feridas à bala foram levadas ao Hospital Regional da cidade, na Zona da Mata. Um adolescente de 15 anos que era coroinha da Capela Santa Terezinha foi morto a tiros em Escada, na Zona da Mata de Pernambuco, na noite da sexta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, que divulgou o caso neste sábado (7), outros três jovens, sendo um deles menor, foram baleados no distrito de Frexeiras. Raí Antônio da Silva foi assassinado em uma praça na Rua Ministro André Cavalcanti, próximo ao local onde fica a capela. Parentes e amigos contaram que ele não tinha envolvimento com crimes. “É uma notícia que eu não desejo para ninguém. Mas infelizmente aconteceu e vai acontecer com muitos mais pais e mães enquanto essa violência não acabar. Meu filho era um menino honrado, um menino direito, nunca fez nada de mal para ninguém. Para quem fez isso com ele só a justiça divina, pois a daqui da Terra nada acontece”, afirmou o pai de Raí, Ronivom da Silva. Testemunhas do crime relataram à Globo que três homens atiraram contra as vítimas em uma praça da cidade. Os outros três jovens baleados foram atendidos no Hospital Regional de Escada. Como os nomes deles não foram divulgados, a reportagem não teve acesso ao estado de saúde dos feridos, que foram vítimas de tentativa de homicídio. “Ele era melhor amigo do meu irmão, que também foi baleado com três tiros. Está sendo muito difícil para a gente e para a família, porque eles eram meninos inocentes, só estavam na praça sentados e conversando, como qualquer adolescente. Está todo mundo sofrendo muito, a gente só quer justiça nesse momento, justiça por Raí”, disse a estudante Juliana Maria dos Santos, irmã de um dos baleados. A Polícia Civil informou que um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso. A investigação fica a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Metropolitano Sul. O corpo de Raí foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no Centro do Recife. O velório foi realizado na capela onde o jovem era coroinha. A igreja ficou lotada, pois muitas pessoas foram dar o último adeus ao jovem. “As palavras faltam para expressar a dor de uma tragédia tão grande para a nossa comunidade. Um menino tão bom, tão dócil, tão servidor na nossa comunidade. Não tem como medir em palavras a dor da perda de um jovem tão bom. A perda desse coroinha é como se fosse a perda de um filho. A dor é tremenda e a tristeza também. Ele fo vítima de uma violência brutal, não merecia uma morte tão trágica, tão precoce da maneira que foi”, afirmou o Padre Veridiano Silva. A imagem de Raí estava estampada em camisas, e cartazes pediam paz e justiça. “É difícil um jovem perder a vida assim dessa maneira, uma pessoa que não tinha envolvimento com coisa errada nenhuma. A gente vê o jeito que a nossa cidade está, sem segurança, sem nada, não tem policiamento. A gente está à mercê dos bandidos, das pessoas erradas. É difícil ter que passar por isso”, disse a estudante Rosângela Nascimento.
- PIO XII: CULPADO OU INOCENTE? – Jean Sévillia
É uma controvérsia histórica antiga, que remonta notadamente à publicação da peça O vigário, encenada em 1963 por Rolf Hochhuth, criticando fortemente a ação de Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial. Até essa data, e em particular a partir da morte de Pio XII em 1958, a comunidade internacional tinha elogiado seu pontificado, inclusive no mundo judaico. Mas não há segredos ocultos sobre Pio XII! Em 1963, o papa Paulo VI, desejando esclarecer esse assunto, abriu os arquivos do Vaticano e confiou a uma equipe de quatro historiadores eclesiásticos a tarefa de extrair todos os documentos relativos ao período da guerra. Isso deu origem à publicação de uma colossal obra realizada entre 1965 e 1982, as Atas e documentos da Santa Sé relativos à Segunda Guerra Mundial, doze volumes de 800 páginas cada, hoje livremente acessíveis pela Internet, no site do Vaticano. Os principais documentos relativos ao fim do pontificado de Pio XI e ao de Pio XII, para o período da guerra, foram portanto disponibilizados. Obviamente, depois de abrir todos os arquivos (aqueles cuja classificação científica ainda não foi concluída), a Igreja certamente permitirá o acesso a documentos ainda não explorados, mas a maioria dos arquivos já é de conhecimento público. Portanto, não espero grandes descobertas para o período da guerra. No entanto, haverá novidades para o longo período do pontificado de Pio XII, que vai de 1945 a 1958, mas os amantes do sensacionalismo não estão interessados nele, porque ali não veem matéria polêmica. Os adversários de Pio XII voltam sempre com os mesmos argumentos, mas nunca trazendo um novo testemunho ou documento desconhecido que iria na direção da culpabilidade do papa. Ao contrário, no lado da sua defesa, muitas peças novas ou testemunhos inéditos foram publicados pelos historiadores, e todos provam que Pio XII foi habitado pelo drama da guerra, havendo feito o que estava em seu poder para intervir em favor dos perseguidos. (…) Eu acho que essa querela acabará por esgotar-se. No geral, a oposição a Pio XII é cada vez menos virulenta. O filme Amém, de 2002, dirigido por Costa-Gavras, relançou a polêmica, mas hoje em dia ela está diminuindo, por falta de evidências efetivas que apontem para a culpa do papa. O Vaticano, que tem o tempo pela frente, sem dúvida espera até que as paixões esfriem para relançar o processo de beatificação de Pio XII. Foi Serge Klarsfeld, o famoso advogado caçador de nazistas, que disse há alguns anos: “Não há razão para que Pio XII não se torne um santo. Não se pode esconder que Pio XII teve gestos discretos e eficazes de ajuda aos judeus “. https://www.lesalonbeige.fr/le-vatican-attend-sans-doute-que-les-passions-soient-retombees-pour-relancer-le-proces-de-beatification-de-pie-xii/
- “A Paixão De Cristo 2: Ressurreição”, será o maior filme de todos os tempos
A Paixão de Cristo 2 Será o ‘Maior Filme da História Mundial’, de acordo com Jim Caviezel Após o maravilhoso filme “A Paixão de Cristo”, agora o novo filme de Mel Gibson se baseará no evento que mudou a história da humanidade, o fundamento de nossa fé: a Ressurreição! Um filme que descreve meticulosamente a angústia sentida pelos discípulos de Cristo durante os três dias desde a Crucificação até a Ressurreição. “A Paixão de Cristo 2: Ressurreição”, o novo filme de Mel Gibson, continuação de “A Paixão de Cristo”, será exibido no cinema apenas durante a Semana Santa de 2021. O filme anterior também estreou durante a Semana Santa, registrando uma coleção internacional de US $ 611.899.420. Por esse motivo, o diretor decidiu fazer o mesmo com o novo filme. Leia também: A crucificação de Jesus na visão de um médico Os mesmos atores aparecerão na tela grande que fazem parte do elenco principal de “A Paixão, sendo eles: Jim Caviezel (no papel de Jesus), Maia Morgenstern, Christo Jivkov e Francesco De Vito. O filme vem acompanhado por muito entusiasmo pelos fãs do primeiro filme, e pela primeira vez na história do cinema, um filme manterá o foco nos três dias após a morte de Cristo. O novo episódio começa onde o primeiro terminou, com o enterro de Cristo, narrando momento a momento os três dias da morte de Cristo. Entre os outros episódios narrados estão as intrigas do palácio de Herodes e o domingo da ressurreição em Jerusalém. Além disso, o diretor não esqueceu questões fortes como: o poder, a ganância e a ambição de alguns dos personagens envolvidos na crucificação, como Pôncio Pilatos, Caifás e Judas. Ainda não há confirmação, mas a data provável para o lançamento do filme seria a Semana Santa de 2021. Alguém animado para reservar seu ingresso? Leia também: A crucificação de Jesus na visão de um médico Leia o impressionante relato da crucifixão de Jesus na visão de um médico A Paixão de Cristo 2 Será o ‘Maior Filme da História Mundial’, de acordo com Jim Caviezel Em 2004, o cineasta Mel Gibson apresentou ao mundo sua visão da história de Jesus com A Paixão de Cristo , estrelado por Jim Caviezel no papel principal como Jesus de Nazaré. O filme se tornou o filme de maior bilheteria de seu tempo. Em uma entrevista recente, Caviezel revelou que o trabalho está em andamento na sequência altamente ambiciosa. ” Mel Gibson acabou de me enviar o terceiro filme, o terceiro rascunho. Ele está chegando. Chama-se A Paixão de Cristo: Ressurreição . Vai ser o maior filme da história mundial.” Ninguém esperava que A Paixão de Cristo fosse tão bem nas bilheterias quanto foi. No entanto, a descrição de Gibson das últimas doze horas da vida de Cristo tocou um acorde com o público em todo o mundo. No passado, o escritor do filme, Randall Wallace, também deu a entender que uma sequência está em andamento, descrevendo o projeto como o “Monte Everest dos Filmes”. “É algo sobre o qual conversamos muito. Minha graduação na faculdade foi religião, e fiz um seminário um ano depois. Meu foco principal de estudo foi a ressurreição. Esse é o Monte Everest dos filmes e estamos discutindo muito sobre isso. É um altamente carregado, por isso mantemos nossas cartas perto do peito. “ Infelizmente para James Caviezel , representar o papel de Jesus provou ser uma faca de dois gumes. Embora o filme o tenha tornado conhecido para um público global, também o tipificou em um papel que tornou difícil para o público aceitá-lo interpretando qualquer outro personagem comum mais tarde em sua carreira. Ainda assim, Caviezel expressou sua convicção de que havia tomado a decisão certa ao aceitar o papel de Jesus. “Eu não tive escolha. Eu tive que defendê-lo. Eu tive que lutar para sobreviver. O filme explodiu. Estava fora das paradas. Você pensaria, ‘Oh, você vai trabalhar muito.’ Não, eu não estava. Eu não estava mais na lista de estúdios. Isso se foi … Por causa do que eu faço como ator – essa é minha habilidade – foi dado a mim por Deus. Eu não o dei para mim mesmo, mas é algo em que tenho um grande alcance … Eu realmente senti que a fé era muito maior do que a indústria e Hollywood, e maior do que [os partidos políticos]. “ O mundo mudou muito desde que A Paixão de Cristo chegou aos cinemas. O filme em si gerou muita controvérsia a respeito de representações de violência e da comunidade judaica. Mas, apesar de seus detratores, Caviezel acredita que a lacuna significativa deixada pelo filme na história do cinema nunca foi preenchida desde então, e ele está ansioso para corrigir esse descuido. “É tão imperativo neste momento. Esses filmes não podem ser feitos agora. Os filmes que eles fazem são filmes da Marvel Comics. Você verá o Superman. Você não verá Jesus. Eu tenho que interpretar o maior super-herói que já existiu. “ Jim Caviezel fala sobre a reação da Igreja frente a Pandemia Em entrevista recente, o ator católico Jim Caviezel, que interpretou Jesus em ‘A Paixão de Cristo’, assinalou a necessidade de reabrir templos e lamentou que alguns sacerdotes estejam se rendendo aos ataques contra as igrejas. O ator indicou à Fox News Nightly que atualmente existe uma forte cultura de “cancelamento”, diante da qual é necessária uma resistência católica, para que o cristianismo não fique “anulado”. Caviezel assinalou que “muitos dos nossos pastores, nossos bispos e sacerdotes estão se rendendo” e permitindo que as igrejas sejam queimadas. “Estão deixando que as igrejas sejam queimadas, e como sabemos? Está nas notícias, as estátuas estão sendo derrubadas, e eles não dizem nada”, lamentou. O ator indicou que, como no filme “Coração Valente” de Mel Gibson, os verdadeiros vilões são as pessoas que colaboram com o inimigo, e é por essa atitude que a Igreja se encontra na situação atual. “Não podemos entrar em nossas igrejas porque podemos nos contaminar, então, por que podemos usar aviões?”, assinalou. Caviezel indicou que é necessário abrir as igrejas para a saúde do povo e lamentou que existam “traidores dentro da fé”. “É aí que começam as perseguições. Temos pessoas em nossa igreja que não são capazes de enfrentar os governadores e prefeitos”, assinalou. O ator indicou que atualmente existem entre os fiéis pessoas que agem como Judas, Pôncio Pilatos ou fariseus e lamentou que não se possa ver a diferença entre “um padre, um bispo e um político”. “Isso se chama tibieza, e Jesus tem um lugar muito especial para eles e sabem disso”, concluiu. As declarações de Caviezel foram dadas em uma entrevista por ocasião do seu novo filme “Infidel”, no qual interpreta um jornalista que é sequestrado no Cairo sob falsas acusações de espionagem. #MelGibson #PaixãodeCristo
- “A Paixão De Cristo 2: Ressurreição”, será o maior filme de todos os tempos
A Paixão de Cristo 2 Será o ‘Maior Filme da História Mundial’, de acordo com Jim Caviezel Após o maravilhoso filme “A Paixão de Cristo”, agora o novo filme de Mel Gibson se baseará no evento que mudou a história da humanidade, o fundamento de nossa fé: a Ressurreição! Um filme que descreve meticulosamente a angústia sentida pelos discípulos de Cristo durante os três dias desde a Crucificação até a Ressurreição. “A Paixão de Cristo 2: Ressurreição”, o novo filme de Mel Gibson, continuação de “A Paixão de Cristo”, será exibido no cinema apenas durante a Semana Santa de 2021. O filme anterior também estreou durante a Semana Santa, registrando uma coleção internacional de US $ 611.899.420. Por esse motivo, o diretor decidiu fazer o mesmo com o novo filme. Leia também: A crucificação de Jesus na visão de um médico Os mesmos atores aparecerão na tela grande que fazem parte do elenco principal de “A Paixão, sendo eles: Jim Caviezel (no papel de Jesus), Maia Morgenstern, Christo Jivkov e Francesco De Vito. O filme vem acompanhado por muito entusiasmo pelos fãs do primeiro filme, e pela primeira vez na história do cinema, um filme manterá o foco nos três dias após a morte de Cristo. O novo episódio começa onde o primeiro terminou, com o enterro de Cristo, narrando momento a momento os três dias da morte de Cristo. Entre os outros episódios narrados estão as intrigas do palácio de Herodes e o domingo da ressurreição em Jerusalém. Além disso, o diretor não esqueceu questões fortes como: o poder, a ganância e a ambição de alguns dos personagens envolvidos na crucificação, como Pôncio Pilatos, Caifás e Judas. Ainda não há confirmação, mas a data provável para o lançamento do filme seria a Semana Santa de 2021. Alguém animado para reservar seu ingresso? Leia também: A crucificação de Jesus na visão de um médico Leia o impressionante relato da crucifixão de Jesus na visão de um médico A Paixão de Cristo 2 Será o ‘Maior Filme da História Mundial’, de acordo com Jim Caviezel Em 2004, o cineasta Mel Gibson apresentou ao mundo sua visão da história de Jesus com A Paixão de Cristo , estrelado por Jim Caviezel no papel principal como Jesus de Nazaré. O filme se tornou o filme de maior bilheteria de seu tempo. Em uma entrevista recente, Caviezel revelou que o trabalho está em andamento na sequência altamente ambiciosa. ” Mel Gibson acabou de me enviar o terceiro filme, o terceiro rascunho. Ele está chegando. Chama-se A Paixão de Cristo: Ressurreição . Vai ser o maior filme da história mundial.” Ninguém esperava que A Paixão de Cristo fosse tão bem nas bilheterias quanto foi. No entanto, a descrição de Gibson das últimas doze horas da vida de Cristo tocou um acorde com o público em todo o mundo. No passado, o escritor do filme, Randall Wallace, também deu a entender que uma sequência está em andamento, descrevendo o projeto como o “Monte Everest dos Filmes”. “É algo sobre o qual conversamos muito. Minha graduação na faculdade foi religião, e fiz um seminário um ano depois. Meu foco principal de estudo foi a ressurreição. Esse é o Monte Everest dos filmes e estamos discutindo muito sobre isso. É um altamente carregado, por isso mantemos nossas cartas perto do peito. “ Infelizmente para James Caviezel , representar o papel de Jesus provou ser uma faca de dois gumes. Embora o filme o tenha tornado conhecido para um público global, também o tipificou em um papel que tornou difícil para o público aceitá-lo interpretando qualquer outro personagem comum mais tarde em sua carreira. Ainda assim, Caviezel expressou sua convicção de que havia tomado a decisão certa ao aceitar o papel de Jesus. “Eu não tive escolha. Eu tive que defendê-lo. Eu tive que lutar para sobreviver. O filme explodiu. Estava fora das paradas. Você pensaria, ‘Oh, você vai trabalhar muito.’ Não, eu não estava. Eu não estava mais na lista de estúdios. Isso se foi … Por causa do que eu faço como ator – essa é minha habilidade – foi dado a mim por Deus. Eu não o dei para mim mesmo, mas é algo em que tenho um grande alcance … Eu realmente senti que a fé era muito maior do que a indústria e Hollywood, e maior do que [os partidos políticos]. “ O mundo mudou muito desde que A Paixão de Cristo chegou aos cinemas. O filme em si gerou muita controvérsia a respeito de representações de violência e da comunidade judaica. Mas, apesar de seus detratores, Caviezel acredita que a lacuna significativa deixada pelo filme na história do cinema nunca foi preenchida desde então, e ele está ansioso para corrigir esse descuido. “É tão imperativo neste momento. Esses filmes não podem ser feitos agora. Os filmes que eles fazem são filmes da Marvel Comics. Você verá o Superman. Você não verá Jesus. Eu tenho que interpretar o maior super-herói que já existiu. “ Jim Caviezel fala sobre a reação da Igreja frente a Pandemia Em entrevista recente, o ator católico Jim Caviezel, que interpretou Jesus em ‘A Paixão de Cristo’, assinalou a necessidade de reabrir templos e lamentou que alguns sacerdotes estejam se rendendo aos ataques contra as igrejas. O ator indicou à Fox News Nightly que atualmente existe uma forte cultura de “cancelamento”, diante da qual é necessária uma resistência católica, para que o cristianismo não fique “anulado”. Caviezel assinalou que “muitos dos nossos pastores, nossos bispos e sacerdotes estão se rendendo” e permitindo que as igrejas sejam queimadas. “Estão deixando que as igrejas sejam queimadas, e como sabemos? Está nas notícias, as estátuas estão sendo derrubadas, e eles não dizem nada”, lamentou. O ator indicou que, como no filme “Coração Valente” de Mel Gibson, os verdadeiros vilões são as pessoas que colaboram com o inimigo, e é por essa atitude que a Igreja se encontra na situação atual. “Não podemos entrar em nossas igrejas porque podemos nos contaminar, então, por que podemos usar aviões?”, assinalou. Caviezel indicou que é necessário abrir as igrejas para a saúde do povo e lamentou que existam “traidores dentro da fé”. “É aí que começam as perseguições. Temos pessoas em nossa igreja que não são capazes de enfrentar os governadores e prefeitos”, assinalou. O ator indicou que atualmente existem entre os fiéis pessoas que agem como Judas, Pôncio Pilatos ou fariseus e lamentou que não se possa ver a diferença entre “um padre, um bispo e um político”. “Isso se chama tibieza, e Jesus tem um lugar muito especial para eles e sabem disso”, concluiu. As declarações de Caviezel foram dadas em uma entrevista por ocasião do seu novo filme “Infidel”, no qual interpreta um jornalista que é sequestrado no Cairo sob falsas acusações de espionagem. #MelGibson #PaixãodeCristo
- Mt 14,24 – Assumir nossas tormentas
Assumir nossas tormentas “A barca, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário” (Mt 14,24) Poderíamos começar nossa reflexão sobre o Evangelho, indicado para a liturgia deste domingo, com estas inquietantes perguntas: “Que farias tu se não tivesses medo? Que fariamos nós, seguidores e seguidoras de Jesus, se não fôssemos afetados pelo medo?” Chegamos à pós-modernidade com uma enorme carga de medo; somos atormentados o tempo todo pelo medo; um medo sem nome, um fantasma sem rosto, escuro como uma sombra e rápido como uma tempestade; medo cruel que afeta os corajosos e agride os ousados. Não existe depósito de munição mais potencialmente explosivo do que os estoques de medo guardados nas escuras profundezas do ser humano. Há um verdadeiro pânico permanente envolvendo grupos, pessoas e instituições. Podemos afirmar que o centro dos evangelhos de Marcos e Mateus é uma espécie de relato de navegações e tormentas. Essa recordação de Jesus que acompanha seus amigos no barco e que “acalma” sua vida tormentosa (tormenta de dentro ou de fora?) está no fundo da tradição cristã. O medo, a angústia, a insegurança , o espanto dos apóstolos, o não saber quê fazer na tormenta, é parte de nossa condição humana. Isso não nos faz menos pessoas, mas nos faz mais próximos, se somos simples e humildes. “Passando para outra margem” Quando lemos com um pouco mais de atenção os capítulos centrais do Evangelho de Mateus passamos a ter convicção de que Jesus está continuamente “passando para outra margem” e convidando seus discípulos a fazerem o mesmo. Poderíamos dizer que o seguimento implica permanente travessia de uma margem à outra. Isto nos move a pensar que esta passagem não é geográfica; nesse deslocamento há algo mais profundo, ao menos um convite à não instalação. Nenhuma margem pode se converter em lugar de “parada”, todas são lugares de passagem. Mateus realça que Jesus “forçou” os seus discípulos a entrarem na barca. Isto indica que não queriam ir embora e foi necessário obriga-los a se retirarem dali. Por quê? Sem dúvida, porque ao verem a oportunidade de que o Mestre se convertesse em rei, não queriam perder a ocasião de ter algo de poder, de vaidade, de prestígio. Compreende-se, assim, o mandato de Jesus a passar para a “outra margem”, a deixar de lado as solicitações do ter, do poder… para buscar o caminho do despojamento e da partilha. A atualidade do relato é patente: quando os discípulos de Jesus não se contentam em ser o que são, mas buscam poder e prestígio, “faz-se noite”, não avançam, a tormenta se amplia, vêem em Jesus um fantasma que lhes dá medo, Pedro se afunda… Seguir Jesus implica estar continuamente passando para a outra margem; passar para o outro diferente, não permanecer fechado em si mesmo. “Passar para o outro” como condição necessária para “passar para Deus”. Aquele que se instala, se perde, envolve-se na tormenta. É preciso buscar sempre novos espaços e novos horizontes. E toda travessia implica “correr riscos”. A necessidade do risco Há momentos em que daríamos tudo por uma chance de pedir a Deus para não corrermos riscos. Mas o risco é necessário. É importante poder enfrentar as dificuldades, o desconhecido e o incerto. As experiências obscuras, as tribulações, as tempestades… são inerentes à fé cristã; estão presentes em todas as pessoas. Mas isso deve nos permitir renovar constantemente uma confiança e uma união com o Senhor na realidade mais cotidiana. Percebemos que algumas pessoas fazem opção pelo porto seguro das falsas certezas e seguranças, mas outros preferem correr o risco do “mar agitado” e são capazes de construir o novo. As tempestades, o vento contrário, a escuridão da noite… “agitam a alma dentro de nós”. Mas como enfrentar as turbulências que são frequentes no nosso processo de amadurecimento? A sensibilidade, a criatividade, o espírito de iniciativa são nossos maiores aliados. Para desenvolver ao máximo nossas potencialidades, temos de enfrentar dilemas, encruzilhadas, perplexidades e responsabilidades. Isto nos faz mergulhar na vida, desenvolver nossas forças, ativar e despertar outras possibilidades escondidas no chão de nossa vida. Na tradição inaciana “formar-se é provar-se”. Só aquele que é posto à prova em sua fé e em suas convicções, se forma, cresce e amadurece. Com certeza, muitos de nós já tivemos a experiência de que, quando fomos capazes de superar nossos medos e tomar decisões audazes diante de um futuro incerto, então se despertaram, no nosso eu mais profundo, outros recursos e capacidades que ignorávamos ter; no final, nossa vida se viu enriquecida de uma maneira tal que jamais poderíamos imaginar. Do meio dos ventos contrários e do mar agitado brota um forte apelo: “Não tenhais medo”. Um apelo com força libertadora; é a força da voz de Alguém cuja presença alavanca o passo para a travessia: o passo da mudança, o passo da audácia de sonhar de novo, o passo para vislumbrar a outra margem… Com o Senhor no barco de nossa vida, vamos além, fazemos a travessia… Ele é ao mesmo tempo: mestre, timoneiro, mastro, vela, horizonte, esperança, ar, mar, adorável presença…Salvador… Os conflitos mais profundos do nosso coração são pacificados com o atrevimento da coragem, com a força da fé, com a imaginação solta, com a criatividade livre e desimpedida… Por isso, é preciso rastrear, identificar, compreender e desterrar os medos de nossos corações. É urgente substituir a cultura do medo pela cultura da coragem. A coragem desbloqueia energias, impulsiona decisões, levanta projetos, reacende a criatividade e o gosto por viver. Sem a superação cotidiana desse medo, nossa missão estará comprometida; perderá sua força inovadora, garantida pela novidade do Projeto de Deus. O compromisso com o Reino requer de todos uma forte dose de coragem e uma alma ágil, animada e vivificada pelo sabor da aventura e da novidade. Esperança e dúvida, temor e coragem, criatividade e rotina, andam juntas. Tornamo-nos corajosos quando tomamos a decisão de arriscar. Vencido o medo, nós nos tornaremos autênticos(as), criativos(as) e audazes seguidores(as) de Jesus. “Quem for medroso e tímido volte para trás” (Jz. 7,3) Texto bíblico: Mt. 14,22-33 Na oração: Para fazer a “travessia da vida” será necessário descobrir: – quantos fantasmas há em sua vida que o paralisam, o impedem de avançar, o travam na hora de tomar decisões? – Quantos fantasmas o impedem crescer, assumir os desafios, ser criativo… – Numa dimensão mais ampla, quantos fantasmas há na igreja que não a deixam rejuvenescer-se, que a impedem viver um processo de contínua mudança, que a fazem suspeitar de tudo, que a fazem surda aos chamados de Deus no meio das tormentas da atualidade? Pe. Adroaldo Palaoro sj Campinas-SP FONTE: https://www.centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1128-assumir-nossas-tormentas #homilia #Mt1424 #barcajálongedaterraeraagitadapelasondaspoisoventoeracontrário #Assumirnossastormentas #homiliadamissadehoje #adroaldopalaorosj #padreadroaldo #homiliadoevangelhododia #homilias #homiliadoevangelhodehoje
- Foi o cristianismo, e não o feminismo, que melhorou a vida da mulher
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade“. Essa frase, comumente atribuída ao ministro de propaganda nazista Joseph Goebbles, retrata bem a essência do movimento feminista, principalmente os da década de 60 em diante. O movimento feminista se tornou uma arma revolucionária para desconstrução de padrões “conservadores e retrógrados”. Principalmente devido a sua matriz antirreligiosa assumida no último século, as feministas se levantam em uníssono na afirmação de que o cristianismo é uma religião patriarcal e opressora, que nunca fez nada pela condição da mulher na sociedade, e que somente graças ao feminismo, a mulher vem ganhando espaço. Colocar a mulher como vítima das circunstâncias, da sociedade, do homem, é o que o feminismo vem fazendo há anos. Como se somente as mulheres tivessem enfrentado dificuldades ao longo dos séculos nesse mundo pecaminoso. Mas isso não passa de uma grande jogada para criar um sentimento de gratidão das mulheres em relação às feministas, gerando assim uma espécie de dependência. Quando na verdade, a história foi exatamente ao contrário, como explica o historiador Martin Van Creveld: “Para cada homem que teve de enfrentar adversidades, houve e há uma mulher que não passou por elas ou só o fez num grau menor”. [1] A questão a ser tratada aqui é demonstrar que na verdade foi a ascensão do cristianismo, pautado nos ensinos de Cristo, que impulsionou a elevação moral e espiritual de toda a sociedade ocidental, criando um ambiente muito melhor para homens e mulheres, mas principalmente para as mulheres. Na Palestina do século I, o historiador judeu Flávio Josefo nos mostra que o testemunho das mulheres não era bem aceito pela sociedade. “Não deixe o testemunho de mulheres ser aceito.” [2] O mesmo acontecia em Roma. No que diz respeito à mulher, o essencial deste direito foi brilhantemente exposto pelo jurista Robert Villers: “Sem exagero nem paradoxo, a mulher em Roma não era sujeito de direito […]. A sua condição pessoal, as relações com os parentes ou o marido são da competência da domus, onde o pai, o sogro ou o marido são os chefes todo-poderosos[…]. A mulher é unicamente um objeto.“[3] De testemunhas inválidas a sujeição completa ao ‘Pater Familias’, a vida das mulheres só começou a melhorar após o grande ponto de virada da história. Não somente as mulheres foram as primeiras a descobrir o túmulo vazio após a ressurreição de Cristo, mas elas são mencionadas nos quatro evangelhos como testemunhas oculares do fato mais importante da história do cristianismo, e do mundo, sendo essenciais na propagação da notícia. Essas mulheres faziam parte do ministério de Jesus. Em Lucas 8, além dos 12 apóstolos também são relatadas que “mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades” o seguiam, tais como Maria Madalena, Joana e Suzana, “e muitas outras que o serviam com seus bens.” Enquanto os fariseus mantinham as mulheres afastadas do seu núcleo, Jesus recebeu delas profunda adoração. Entender como Jesus tratava as mulheres nos ajuda a entender o porquê delas terem sido tão numerosas no cristianismo primitivo. O evangelho trazia a salvação tão aguardada, não somente aos homens, ricos ou nobres, mas também às mulheres, pobres e miseráveis, pois como a Escritura ensina, “Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” [4] Todos nós estamos debaixo do jugo do pecado, não importando sexo ou classe social. O evangelho trouxe a mensagem da salvação a todos, não fazendo distinções. A rápida disseminação do evangelho ocorreu especialmente no meio feminino. Vemos nos capítulos finais da epístola de Paulo aos Romanos, escrita na década de 50 d.C., que Paulo saúda pelo menos 15 mulheres que tinham posição de liderança na congregação romana. E muito mais mulheres participavam das congregações cristãs e eram peças chave em seu desenvolvimento, como Lídia, Maria (mãe de Marcos), Priscila e tantas outras. Estes não são casos isolados. Em 117 d.C., o governador romano da Bitínia, Plíno – o jovem, escreve uma carta ao imperador Trajano, dizendo que havia prendido duas mulheres cristãs que eram “chamadas de diaconisas”.[5] Conhecendo tais fatos, o grande historiador de Cambridge, Henry Chadwick afirma: “O cristianismo foi especialmente bem-sucedido entre as mulheres. Foi através das esposas que o cristianismo penetrou nas classes mais altas no primeiro momento.”[6] Buscando explicar essa atração das mulheres a nova religião cristã, o sociólogo americano Rodney Stark afirma: “As mulheres eram especialmente atraídas pelo cristianismo porque este ofereceu-lhes uma vida muito superior à vida que de outra forma teriam levado. […] Em nenhum grupo da antiguidade havia mulheres iguais a homens, mas havia diferenças substanciais no grau de desigualdade experimentado por mulheres no mundo greco-romano. As mulheres nas comunidades cristãs primitivas eram consideravelmente melhores do que as pagãs.”[7] A vinda de Cristo foi o ponto de virada na história do mundo em diversos aspectos. Desde a salvação das almas através do seu sacrifício, o que já seria mais do que suficiente para a humanidade, mas também teve imenso impacto causado pela sua mensagem no âmbito sociocultural. Das universidades à arte, da literatura à ciência, dos direitos humanos à arquitetura, tudo foi influenciado pelo cristianismo. O cristianismo desempenhou um papel crucial na extinção de práticas como o sacrifício humano, a escravidão, o infanticídio e a poligamia. Ele, em geral, afetou o estatuto das mulheres, condenando o infanticídio, o divórcio, incesto, infidelidade, poligamia e aborto. Todos esses pontos foram cruciais para a elevação da condição da mulher na sociedade, trazendo mais segurança e dignidade a elas. A situação superior da mulher cristã em relação as suas semelhantes pagãs começava no nascimento. O abandono de bebês indesejados era uma prática comum no império romano, e bebês do sexo feminino eram mais rejeitados do que do sexo masculino. Um estudo baseado em inscrições funerárias foi capaz de reconstruir 600 famílias romanas, e descobriu que apenas 6 delas tinham criado mais de uma filha.[8] Para um cristão, o abandono de bebês era um ato abominável. O apologista cristão do século II, Justino Mártir, expõe que: “Nós, por outro lado, a fim de não cometer pecado ou impiedade, professamos a doutrina de que expor os recém-nascidos é obra de perversos.” [9] Citando ainda um outro relato cristão do século II, condenando não somente o infanticídio, mas também o aborto: “Eu vejo seus bebês recém-nascidos expostos por vocês aos animais selvagens e as aves de rapina, ou sendo cruelmente estrangulados até a morte. Há também mulheres entre vocês que, por tomarem certas drogas, destroem os inícios do futuro do ser humano enquanto este ainda está no útero, e são culpadas de infanticídio antes de serem mães. Essas práticas certamente foram dadas a vocês pelos seus deuses.” [10] O cristianismo foi a única voz a se levantar contra tais práticas. Toda forma de infanticídio foi condenada (o aborto entre elas), o que favoreceu mais nascimentos, principalmente de bebês do sexo feminino. Ou seja, o cristianismo proporcionou que mais mulheres nascessem, aumentando consideravelmente a população feminina. O cuidado com as viúvas. Outro exemplo de preservação da vida da mulher é a condição da mulher viúva, que após a morte do cônjuge, enfrentava além das dificuldades financeiras e jurídicas, o desprezo social. Em países como a Índia, era muito comum a prática budista do ‘Sati’, onde a viúva era morta logo após o marido. Na antiguidade greco-romana não era tão diferente. “A viúva é considerada o ser sacrificado por excelência; na antiguidade clássica, só algumas viúvas ricas escapam ao desalento que é a sorte normal daquela que perdeu o seu marido.” [11] Enquanto em umas culturas as viúvas são desprezadas e mortas, no cristianismo elas são as primeiras a receberam cuidados da comunidade cristã, visto sua condição de vulnerabilidade. “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades” [12] Esse cuidado atravessou os séculos. No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala na Europa, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral.[13]. O matrimônio. A vantagem da mulher cristã também ocorre em relação ao matrimônio. Essa instituição considerada “falida” pela modernidade, foi a responsável por garantir a segurança da mulher e de seus filhos. Santificar o matrimônio e proibir o divórcio deu muito mais segurança a mulher e foi fundamental para manutenção da família. Pois isso impedia, como em muitas culturas, que o marido a abandonasse por qualquer motivo. O próprio historiador Edward Gibbon, que culpava o cristianismo pela queda do Império Romano, foi obrigado a admitir; “Os cristãos restauraram a dignidade do matrimônio. ”[14] A lei canônica da Igreja sobre o matrimônio considerou que para a validade de um casamento, era necessário o livre consentimento tanto do homem como da mulher, e que o ato poderia ser anulado se tivesse sido celebrado sob coação ou se uma das partes estivesse em erro a respeito da identidade ou de alguma condição importante da outra pessoa. Não apenas o cristianismo trouxe princípio legais para evitar a coação matrimonial, mas também para pôr fim a práticas bárbaras, como o casamento infantil. [15] Para a Igreja, o adultério não se limitava à infidelidade da esposa, como se costumava considerar no mundo antigo, mas estendia-se também à infidelidade do marido. A influência que ela exerceu neste domínio foi de grande importância histórica. Como o historiador de Oxford Henry Chadwick explica; ” os cristãos consideravam a infidelidade do marido não menos séria que a quebra da fidelidade da mulher.” [16] Isso ecoava por toda a idade média, os bispos do período carolíngio do século IX, regulamentaram o casamento tendo “a mulher reconhecida como pessoa com pleno direito familiar e em pé de igualdade com o marido e a violência sexual denunciada como crime grave e do âmbito da justiça pública.” [17] Após a visão cristã permear a sociedade e causar grandes mudanças sociais, elevando a condição humana de modo geral, a vida da mulher na sociedade passou a ser muito melhor do que em outros tempos ou culturas. O ideal de igualdade como seres criados à imagem e semelhança de Deus dissolveu as barreiras em diversos aspectos. A mulher na sociedade. Com o avançar dos anos, após tremendos avanços no campo do matrimônio, família e com o aumento da perspectiva de não ser morta ao nascer, as mulheres cada vez mais exerceram seu papel na sociedade e passaram a formar comunidades religiosas dotadas de governo próprio, algo inusitado em qualquer cultura do mundo antigo. Elas dirigiam as próprias escolas, conventos, orfanatos e hospitais. Além de terem sido rainhas, princesas, abadessas, cientistas, escritoras e diversas outras coisas. Tudo isso apenas com a transformação social causada pelo evangelho de Cristo. Podemos citar Fabíola, que fundou o primeiro hospital público em Roma no século IV para cuidar dos pobres e necessitados. [18] Ou Santa Teresa D’Avila, que reformou a Ordem religiosas das Carmelitas Descalças, fundando 32 mosteiros pela Europa em pleno século XVI, sendo uma das pessoas mais admiradas de seu tempo. [19] Segundo a historiadora francesa Regine Pernoud, os registros da cidade de Paris do século XIII deixam claro: “mulheres não ficavam somente em casa ou nos conventos como nos séculos seguintes. Havia professoras, médicas, boticárias, tintureiras, copistas, miniaturistas, encanadoras, arquitetas, e também abadessas e rainhas” As mulheres tinham papel ativo na sociedade, cada qual a sua maneira, e de acordo com o contexto de sua época e status social. Um bom exemplo disso foi papel fundamental de rainhas e princesas na propagação do evangelho. Na Espanha, na Itália, na Gália e na Inglaterra, foi necessário que uma rainha fosse a precursora do cristianismo. No século V, Clodilte, a rainha dos francos, através da sua influência teve seu marido Clóvis I batizado, tornando a Gália (futura França), o primeiro reino cristão da história. E Teodolinda no século VI, que casada com o ariano Agilulfo, batiza e cria seus filhos na fé católica, sendo muito importante para o prolongamento da fé no Norte da Itália. Poderíamos ainda mencionar Teodósia da Espanha, Berta da Inglaterra, Santa Odília, da Alsácia, ou ainda Santa Batilde, jovem vendida como escrava que depois se tornou regente dos reinos dos francos no século VI, sendo de extrema importância na abolição da escravatura no seu tempo. A historiadora Regine Pernoud conclui: “É extraordinário verificar o papel ativo que as mulheres tiveram no domínio da evangelização, numa época em que o Ocidente hesita entre paganismo, arianismo e a fé cristã.” [20] As mulheres e as letras. Poderíamos ainda para citar algumas mulheres que foram pelo caminho das letras. Faltonia foi uma famosa poetisa cristã do século IV, tendo sido incluída por Giovanni Boccaccio como uma das mulheres mais influentes da Idade Média. [21] Ou Hildegarda de Bingen (1098-1179), famosa por suas experiências místicas, foi também médica e grande escritora, tendo sido uma mulher ativa e influente em seu tempo. [22] Poderíamos ainda citar Clara de Assis (1193-1253), irmã do famoso santo Francisco de Assis, Juliana de Norwich (1342-1430), Catarina de Sena (1347-1380), Teresa de Lisieux (1873-1897) e muitas outras mulheres que escreveram livros, cartas, tratados e que foram (e ainda são) muito admiradas por homens e mulheres pelo seu grande talento intelectual e piedade. E agora a pergunta que não quer calar: Onde estava o movimento feminista nisso tudo? Em que elas contribuíram para a mudança que acabamos de ver? Os retrocessos em relação a todas as conquistas femininas começaram a ocorrer no período do renascimento. Um movimento intelectual do século XV-XVI, que buscava o retorno aos ideais pagãos como uma forma de se desligar da religião cristã e secularizar a sociedade. Nessa busca por suprimir a mentalidade cristã e retirar Deus da esfera pública, foi a época em que as coisas começaram a piorar. O direito romano que restringia a liberdade da mulher retornou, a escravidão, que já havia sido abolida séculos antes na Europa também ressurge. O voto, que era garantido a mulheres nas comunas medievais, só será recuperado no século XX. [23] E diversas outras particularidades, como a obrigatoriedade do uso do nome do marido pela mulher, também tem início nessa época. Não foi necessário nenhum movimento feminista para que a mulher recuperasse seu valor e dignidade na sociedade. O feminismo nada mais é do que uma imersão num movimento de massa, que busca dissolver a identidade da mulher, dando-lhe uma postura revolucionária e um senso de pertencimento e dívida ao movimento. Ao se colocar como “salvador”, é necessário que a mulher esteja sempre na posição de vítima. O movimento tenta substituir o papel de Deus, buscando consertar toda forma de injustiça – que é fruto do pecado – com as próprias mãos. Crendo que, no lugar de Deus, teria criado um mundo melhor, mais justo e igualitário. O evangelho A verdadeira conquista para a mulher foi o evangelho de Cristo. Não adianta lutar por justiça e igualdade sem que esses conceitos possuam fundamento sólido. O evangelho trouxe verdadeira mudança no coração e da mente das pessoas, e isso se refletiu nas interações socioculturais, proporcionando a formação de uma sociedade melhor para todos. As coisas nunca serão perfeitas, somente o reino dos céus teremos a perfeição, mas com a visão correta sobre as coisas do mundo, podemos viver consideravelmente melhor. Que as mulheres entendam que elas não precisam do feminismo, mas sim de Cristo. A sociedade será transformada à medida em que mais parecidas com Cristo forem as suas criaturas: homem e mulher. Somente o evangelho tem o verdadeiro poder da transformação, pois ele toca no profundo da alma humana, transformando pecadores impenitentes, em pessoas redimidas e humildes. O evangelho de Cristo fez mais por mulheres e homens do que qualquer ideologia jamais pregada. O evangelho de Cristo é nossa única esperança concreta de redenção e salvação nesse mundo. Autor: Ramon Serrano | O Caminho Apologetica Referências Bibliográficas: [1] CREVELD, Martin Van, Sexo Privilegiado p.444 [2] JOSEFO, Flávio. Antiguidades Judaicas 4.8.15 [3] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.15 [4] Epístola aos Gálatas 3:28 [5] The Letters of the Younger Pliny 10.96 [6] CHADWICK, Henry. The Early Church, 1967 [7] STARK, Rodney The Triumph of christianity p.41 [8] LINDSAY, Jack. 1968. The Ancient World: Manners and Morals [9] Justino Mártir. I Apologia p.26 [10] Minucius Felix, ‘The Octavius’ of Minucius Felix p.83 [11] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.21 [12] Epístola de Tiago 1:27 [13] WOODS, Thomas. Como a Igreja católica construiu a civilização ocidental p.168 [14] Apud WOODS, Thomas. Como a Igreja católica construiu a civilização ocidental p.202 [15] WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, p.182 [16] CHADWICK, Henry. 1967. The Early Church p.59 [17] DA COSTA, Ricardo et al. Visões da Idade Média p.162 [18] WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, p.162 [19] MILLER, Rene-Fullop. Os Santos que abalaram o mundo p.365-380 [20] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.13 [21] apud CORTIJO OCAÑA, 2012, p. 206-207 [22] COSTA, Roberto Nunes et al. Mulheres Intelectuais na Idade média p.48 [23] PERNOUD, Régine. O Mito da Idade Média p. 101
- Foi o cristianismo, e não o feminismo, que melhorou a vida da mulher
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade“. Essa frase, comumente atribuída ao ministro de propaganda nazista Joseph Goebbles, retrata bem a essência do movimento feminista, principalmente os da década de 60 em diante. O movimento feminista se tornou uma arma revolucionária para desconstrução de padrões “conservadores e retrógrados”. Principalmente devido a sua matriz antirreligiosa assumida no último século, as feministas se levantam em uníssono na afirmação de que o cristianismo é uma religião patriarcal e opressora, que nunca fez nada pela condição da mulher na sociedade, e que somente graças ao feminismo, a mulher vem ganhando espaço. Colocar a mulher como vítima das circunstâncias, da sociedade, do homem, é o que o feminismo vem fazendo há anos. Como se somente as mulheres tivessem enfrentado dificuldades ao longo dos séculos nesse mundo pecaminoso. Mas isso não passa de uma grande jogada para criar um sentimento de gratidão das mulheres em relação às feministas, gerando assim uma espécie de dependência. Quando na verdade, a história foi exatamente ao contrário, como explica o historiador Martin Van Creveld: “Para cada homem que teve de enfrentar adversidades, houve e há uma mulher que não passou por elas ou só o fez num grau menor”. [1] A questão a ser tratada aqui é demonstrar que na verdade foi a ascensão do cristianismo, pautado nos ensinos de Cristo, que impulsionou a elevação moral e espiritual de toda a sociedade ocidental, criando um ambiente muito melhor para homens e mulheres, mas principalmente para as mulheres. Na Palestina do século I, o historiador judeu Flávio Josefo nos mostra que o testemunho das mulheres não era bem aceito pela sociedade. “Não deixe o testemunho de mulheres ser aceito.” [2] O mesmo acontecia em Roma. No que diz respeito à mulher, o essencial deste direito foi brilhantemente exposto pelo jurista Robert Villers: “Sem exagero nem paradoxo, a mulher em Roma não era sujeito de direito […]. A sua condição pessoal, as relações com os parentes ou o marido são da competência da domus, onde o pai, o sogro ou o marido são os chefes todo-poderosos[…]. A mulher é unicamente um objeto.“[3] De testemunhas inválidas a sujeição completa ao ‘Pater Familias’, a vida das mulheres só começou a melhorar após o grande ponto de virada da história. Não somente as mulheres foram as primeiras a descobrir o túmulo vazio após a ressurreição de Cristo, mas elas são mencionadas nos quatro evangelhos como testemunhas oculares do fato mais importante da história do cristianismo, e do mundo, sendo essenciais na propagação da notícia. Essas mulheres faziam parte do ministério de Jesus. Em Lucas 8, além dos 12 apóstolos também são relatadas que “mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades” o seguiam, tais como Maria Madalena, Joana e Suzana, “e muitas outras que o serviam com seus bens.” Enquanto os fariseus mantinham as mulheres afastadas do seu núcleo, Jesus recebeu delas profunda adoração. Entender como Jesus tratava as mulheres nos ajuda a entender o porquê delas terem sido tão numerosas no cristianismo primitivo. O evangelho trazia a salvação tão aguardada, não somente aos homens, ricos ou nobres, mas também às mulheres, pobres e miseráveis, pois como a Escritura ensina, “Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” [4] Todos nós estamos debaixo do jugo do pecado, não importando sexo ou classe social. O evangelho trouxe a mensagem da salvação a todos, não fazendo distinções. A rápida disseminação do evangelho ocorreu especialmente no meio feminino. Vemos nos capítulos finais da epístola de Paulo aos Romanos, escrita na década de 50 d.C., que Paulo saúda pelo menos 15 mulheres que tinham posição de liderança na congregação romana. E muito mais mulheres participavam das congregações cristãs e eram peças chave em seu desenvolvimento, como Lídia, Maria (mãe de Marcos), Priscila e tantas outras. Estes não são casos isolados. Em 117 d.C., o governador romano da Bitínia, Plíno – o jovem, escreve uma carta ao imperador Trajano, dizendo que havia prendido duas mulheres cristãs que eram “chamadas de diaconisas”.[5] Conhecendo tais fatos, o grande historiador de Cambridge, Henry Chadwick afirma: “O cristianismo foi especialmente bem-sucedido entre as mulheres. Foi através das esposas que o cristianismo penetrou nas classes mais altas no primeiro momento.”[6] Buscando explicar essa atração das mulheres a nova religião cristã, o sociólogo americano Rodney Stark afirma: “As mulheres eram especialmente atraídas pelo cristianismo porque este ofereceu-lhes uma vida muito superior à vida que de outra forma teriam levado. […] Em nenhum grupo da antiguidade havia mulheres iguais a homens, mas havia diferenças substanciais no grau de desigualdade experimentado por mulheres no mundo greco-romano. As mulheres nas comunidades cristãs primitivas eram consideravelmente melhores do que as pagãs.”[7] A vinda de Cristo foi o ponto de virada na história do mundo em diversos aspectos. Desde a salvação das almas através do seu sacrifício, o que já seria mais do que suficiente para a humanidade, mas também teve imenso impacto causado pela sua mensagem no âmbito sociocultural. Das universidades à arte, da literatura à ciência, dos direitos humanos à arquitetura, tudo foi influenciado pelo cristianismo. O cristianismo desempenhou um papel crucial na extinção de práticas como o sacrifício humano, a escravidão, o infanticídio e a poligamia. Ele, em geral, afetou o estatuto das mulheres, condenando o infanticídio, o divórcio, incesto, infidelidade, poligamia e aborto. Todos esses pontos foram cruciais para a elevação da condição da mulher na sociedade, trazendo mais segurança e dignidade a elas. A situação superior da mulher cristã em relação as suas semelhantes pagãs começava no nascimento. O abandono de bebês indesejados era uma prática comum no império romano, e bebês do sexo feminino eram mais rejeitados do que do sexo masculino. Um estudo baseado em inscrições funerárias foi capaz de reconstruir 600 famílias romanas, e descobriu que apenas 6 delas tinham criado mais de uma filha.[8] Para um cristão, o abandono de bebês era um ato abominável. O apologista cristão do século II, Justino Mártir, expõe que: “Nós, por outro lado, a fim de não cometer pecado ou impiedade, professamos a doutrina de que expor os recém-nascidos é obra de perversos.” [9] Citando ainda um outro relato cristão do século II, condenando não somente o infanticídio, mas também o aborto: “Eu vejo seus bebês recém-nascidos expostos por vocês aos animais selvagens e as aves de rapina, ou sendo cruelmente estrangulados até a morte. Há também mulheres entre vocês que, por tomarem certas drogas, destroem os inícios do futuro do ser humano enquanto este ainda está no útero, e são culpadas de infanticídio antes de serem mães. Essas práticas certamente foram dadas a vocês pelos seus deuses.” [10] O cristianismo foi a única voz a se levantar contra tais práticas. Toda forma de infanticídio foi condenada (o aborto entre elas), o que favoreceu mais nascimentos, principalmente de bebês do sexo feminino. Ou seja, o cristianismo proporcionou que mais mulheres nascessem, aumentando consideravelmente a população feminina. O cuidado com as viúvas. Outro exemplo de preservação da vida da mulher é a condição da mulher viúva, que após a morte do cônjuge, enfrentava além das dificuldades financeiras e jurídicas, o desprezo social. Em países como a Índia, era muito comum a prática budista do ‘Sati’, onde a viúva era morta logo após o marido. Na antiguidade greco-romana não era tão diferente. “A viúva é considerada o ser sacrificado por excelência; na antiguidade clássica, só algumas viúvas ricas escapam ao desalento que é a sorte normal daquela que perdeu o seu marido.” [11] Enquanto em umas culturas as viúvas são desprezadas e mortas, no cristianismo elas são as primeiras a receberam cuidados da comunidade cristã, visto sua condição de vulnerabilidade. “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades” [12] Esse cuidado atravessou os séculos. No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala na Europa, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral.[13]. O matrimônio. A vantagem da mulher cristã também ocorre em relação ao matrimônio. Essa instituição considerada “falida” pela modernidade, foi a responsável por garantir a segurança da mulher e de seus filhos. Santificar o matrimônio e proibir o divórcio deu muito mais segurança a mulher e foi fundamental para manutenção da família. Pois isso impedia, como em muitas culturas, que o marido a abandonasse por qualquer motivo. O próprio historiador Edward Gibbon, que culpava o cristianismo pela queda do Império Romano, foi obrigado a admitir; “Os cristãos restauraram a dignidade do matrimônio. ”[14] A lei canônica da Igreja sobre o matrimônio considerou que para a validade de um casamento, era necessário o livre consentimento tanto do homem como da mulher, e que o ato poderia ser anulado se tivesse sido celebrado sob coação ou se uma das partes estivesse em erro a respeito da identidade ou de alguma condição importante da outra pessoa. Não apenas o cristianismo trouxe princípio legais para evitar a coação matrimonial, mas também para pôr fim a práticas bárbaras, como o casamento infantil. [15] Para a Igreja, o adultério não se limitava à infidelidade da esposa, como se costumava considerar no mundo antigo, mas estendia-se também à infidelidade do marido. A influência que ela exerceu neste domínio foi de grande importância histórica. Como o historiador de Oxford Henry Chadwick explica; ” os cristãos consideravam a infidelidade do marido não menos séria que a quebra da fidelidade da mulher.” [16] Isso ecoava por toda a idade média, os bispos do período carolíngio do século IX, regulamentaram o casamento tendo “a mulher reconhecida como pessoa com pleno direito familiar e em pé de igualdade com o marido e a violência sexual denunciada como crime grave e do âmbito da justiça pública.” [17] Após a visão cristã permear a sociedade e causar grandes mudanças sociais, elevando a condição humana de modo geral, a vida da mulher na sociedade passou a ser muito melhor do que em outros tempos ou culturas. O ideal de igualdade como seres criados à imagem e semelhança de Deus dissolveu as barreiras em diversos aspectos. A mulher na sociedade. Com o avançar dos anos, após tremendos avanços no campo do matrimônio, família e com o aumento da perspectiva de não ser morta ao nascer, as mulheres cada vez mais exerceram seu papel na sociedade e passaram a formar comunidades religiosas dotadas de governo próprio, algo inusitado em qualquer cultura do mundo antigo. Elas dirigiam as próprias escolas, conventos, orfanatos e hospitais. Além de terem sido rainhas, princesas, abadessas, cientistas, escritoras e diversas outras coisas. Tudo isso apenas com a transformação social causada pelo evangelho de Cristo. Podemos citar Fabíola, que fundou o primeiro hospital público em Roma no século IV para cuidar dos pobres e necessitados. [18] Ou Santa Teresa D’Avila, que reformou a Ordem religiosas das Carmelitas Descalças, fundando 32 mosteiros pela Europa em pleno século XVI, sendo uma das pessoas mais admiradas de seu tempo. [19] Segundo a historiadora francesa Regine Pernoud, os registros da cidade de Paris do século XIII deixam claro: “mulheres não ficavam somente em casa ou nos conventos como nos séculos seguintes. Havia professoras, médicas, boticárias, tintureiras, copistas, miniaturistas, encanadoras, arquitetas, e também abadessas e rainhas” As mulheres tinham papel ativo na sociedade, cada qual a sua maneira, e de acordo com o contexto de sua época e status social. Um bom exemplo disso foi papel fundamental de rainhas e princesas na propagação do evangelho. Na Espanha, na Itália, na Gália e na Inglaterra, foi necessário que uma rainha fosse a precursora do cristianismo. No século V, Clodilte, a rainha dos francos, através da sua influência teve seu marido Clóvis I batizado, tornando a Gália (futura França), o primeiro reino cristão da história. E Teodolinda no século VI, que casada com o ariano Agilulfo, batiza e cria seus filhos na fé católica, sendo muito importante para o prolongamento da fé no Norte da Itália. Poderíamos ainda mencionar Teodósia da Espanha, Berta da Inglaterra, Santa Odília, da Alsácia, ou ainda Santa Batilde, jovem vendida como escrava que depois se tornou regente dos reinos dos francos no século VI, sendo de extrema importância na abolição da escravatura no seu tempo. A historiadora Regine Pernoud conclui: “É extraordinário verificar o papel ativo que as mulheres tiveram no domínio da evangelização, numa época em que o Ocidente hesita entre paganismo, arianismo e a fé cristã.” [20] As mulheres e as letras. Poderíamos ainda para citar algumas mulheres que foram pelo caminho das letras. Faltonia foi uma famosa poetisa cristã do século IV, tendo sido incluída por Giovanni Boccaccio como uma das mulheres mais influentes da Idade Média. [21] Ou Hildegarda de Bingen (1098-1179), famosa por suas experiências místicas, foi também médica e grande escritora, tendo sido uma mulher ativa e influente em seu tempo. [22] Poderíamos ainda citar Clara de Assis (1193-1253), irmã do famoso santo Francisco de Assis, Juliana de Norwich (1342-1430), Catarina de Sena (1347-1380), Teresa de Lisieux (1873-1897) e muitas outras mulheres que escreveram livros, cartas, tratados e que foram (e ainda são) muito admiradas por homens e mulheres pelo seu grande talento intelectual e piedade. E agora a pergunta que não quer calar: Onde estava o movimento feminista nisso tudo? Em que elas contribuíram para a mudança que acabamos de ver? Os retrocessos em relação a todas as conquistas femininas começaram a ocorrer no período do renascimento. Um movimento intelectual do século XV-XVI, que buscava o retorno aos ideais pagãos como uma forma de se desligar da religião cristã e secularizar a sociedade. Nessa busca por suprimir a mentalidade cristã e retirar Deus da esfera pública, foi a época em que as coisas começaram a piorar. O direito romano que restringia a liberdade da mulher retornou, a escravidão, que já havia sido abolida séculos antes na Europa também ressurge. O voto, que era garantido a mulheres nas comunas medievais, só será recuperado no século XX. [23] E diversas outras particularidades, como a obrigatoriedade do uso do nome do marido pela mulher, também tem início nessa época. Não foi necessário nenhum movimento feminista para que a mulher recuperasse seu valor e dignidade na sociedade. O feminismo nada mais é do que uma imersão num movimento de massa, que busca dissolver a identidade da mulher, dando-lhe uma postura revolucionária e um senso de pertencimento e dívida ao movimento. Ao se colocar como “salvador”, é necessário que a mulher esteja sempre na posição de vítima. O movimento tenta substituir o papel de Deus, buscando consertar toda forma de injustiça – que é fruto do pecado – com as próprias mãos. Crendo que, no lugar de Deus, teria criado um mundo melhor, mais justo e igualitário. O evangelho A verdadeira conquista para a mulher foi o evangelho de Cristo. Não adianta lutar por justiça e igualdade sem que esses conceitos possuam fundamento sólido. O evangelho trouxe verdadeira mudança no coração e da mente das pessoas, e isso se refletiu nas interações socioculturais, proporcionando a formação de uma sociedade melhor para todos. As coisas nunca serão perfeitas, somente o reino dos céus teremos a perfeição, mas com a visão correta sobre as coisas do mundo, podemos viver consideravelmente melhor. Que as mulheres entendam que elas não precisam do feminismo, mas sim de Cristo. A sociedade será transformada à medida em que mais parecidas com Cristo forem as suas criaturas: homem e mulher. Somente o evangelho tem o verdadeiro poder da transformação, pois ele toca no profundo da alma humana, transformando pecadores impenitentes, em pessoas redimidas e humildes. O evangelho de Cristo fez mais por mulheres e homens do que qualquer ideologia jamais pregada. O evangelho de Cristo é nossa única esperança concreta de redenção e salvação nesse mundo. Autor: Ramon Serrano | O Caminho Apologetica Referências Bibliográficas: [1] CREVELD, Martin Van, Sexo Privilegiado p.444 [2] JOSEFO, Flávio. Antiguidades Judaicas 4.8.15 [3] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.15 [4] Epístola aos Gálatas 3:28 [5] The Letters of the Younger Pliny 10.96 [6] CHADWICK, Henry. The Early Church, 1967 [7] STARK, Rodney The Triumph of christianity p.41 [8] LINDSAY, Jack. 1968. The Ancient World: Manners and Morals [9] Justino Mártir. I Apologia p.26 [10] Minucius Felix, ‘The Octavius’ of Minucius Felix p.83 [11] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.21 [12] Epístola de Tiago 1:27 [13] WOODS, Thomas. Como a Igreja católica construiu a civilização ocidental p.168 [14] Apud WOODS, Thomas. Como a Igreja católica construiu a civilização ocidental p.202 [15] WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, p.182 [16] CHADWICK, Henry. 1967. The Early Church p.59 [17] DA COSTA, Ricardo et al. Visões da Idade Média p.162 [18] WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, p.162 [19] MILLER, Rene-Fullop. Os Santos que abalaram o mundo p.365-380 [20] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.13 [21] apud CORTIJO OCAÑA, 2012, p. 206-207 [22] COSTA, Roberto Nunes et al. Mulheres Intelectuais na Idade média p.48 [23] PERNOUD, Régine. O Mito da Idade Média p. 101
- IMAGENS ATERRADORAS DO SOFRIMENTO DE JESUS POR SUA IGREJA NO GETSÊMANI - POR ANNA CATHARINA EMMERICH
As imagens horríveis que fizeram Jesus suar sangue: os pecados da humanidade, a ingratidão dos homens e as perseguições, heresias e outras feridas dentro da Igreja, inclusive o cisma. “O Senhor viu e sentiu nessas angústias toda a árvore venenosa do cisma, com todos os respectivos ramos e frutos, que continuam a dividir-se até o fim do mundo, quando o trigo será recolhido ao celeiro e a palha será lançada ao fogo.” “A vontade humana do Redentor travava uma luta tão terrível contra a repugnância de sofrer tanto por uma raça tão ingrata, que o sangue lhe saiu do corpo, em grossas gotas de suor e correu em torrentes sobre a terra.” Os indizíveis e enormes sofrimentos a que foi acometido Nosso Senhor Jesus Cristo quando esteve no Monte das Oliveiras, pouco antes de ser traído por Judas, nos são pouco conhecidos em sua profundidade. Mas, graças às visões de Santa Anna Catharina Emmerich, viemos a conhecer o que levou Jesus a ter Sua alma oprimida de aflição e crescente tristeza naquelas horas que precederam Sua paixão e morte: antever os horrores do pecado humano que iria expiar; sofrer as tentações e acusações por parte de satanás; ver a imensidade da paixão expiatória em toda a sua realidade e amargura; e, por fim, ter a visão de um futuro assustador para sua esposa, a futura Igreja, que estava para remir tão caro, com o seu próprio sangue e sua vida. Viu Nosso Redentor todos os escândalos de todos os séculos e até o fim do mundo, a intriga orgulhosa, o fanatismo furioso, os falsos profetas, a obstinação e a malícia herética, a apostasia, e os reformadores de aparência santa que levariam muitos à perdição da alma. JESUS COM OS APÓSTOLOS, A CAMINHO DO HORTO DE GETSÊMANI Quando Jesus, depois da instituição do Santíssimo Sacramento, saiu do Cenáculo com os onze Apóstolos, já tinha a alma oprimida de aflição e crescente tristeza. Conduziu os onze, por um desvio, ao Vale de Josafá, dirigindo-se ao Monte das Oliveiras. Ao chegarem ao portão, via lua, ainda não inteiramente cheia, levantar-se por cima da montanha. Andando com os Apóstolos pelo vale, disse-lhes o Senhor que lá voltaria um dia, para julgar o mundo, mas não pobre e sem poder como hoje, e que então muitos, com grande medo, exclamariam: “Montes, cobri-nos.” Os discípulos não o compreenderam , pensando, como muitas vezes nessa noite, que a fraqueza e o esgotamento o faziam delirar. Ora andavam, ora paravam, conversando com o Mestre. Disse-lhes, também Jesus: “Vós todos haveis de escandalizar-vos em mim esta noite; pois está escrito: “Tirarei o pastor e as ovelhas serão dispersas. - Mas quando tiver ressuscitado, preceder-vos-ei na Galiléia”. Os Apóstolos estavam ainda cheios de entusiasmo e amor, pela recepção do Santíssimo Sacramento e pelas palavras solenes e afetuosas de Jesus. Comprimiam-se-lhe em torno, exprimindo-lhe de vários modos o seu amor e protestando que não o abandonariam nunca. Mas, como Jesus continuasse a falar no mesmo sentido, disse-lhe Pedro: “E, se todos se escandalizarem por vossa causa, eu nunca me escandalizarei.” Respondeu-lhe o Senhor: “Em verdade te digo, tu mesmo três vezes me negarás esta noite, antes do galo cantar.” Pedro, porém, não quis conformar-se de modo algum e disse: “Mesmo que tivesse de morrer convosco, não vos havia de negar.” Assim falaram também todos os outros. Continuavam andando e parando alternadamente e a tristeza de Jesus aumentava cada vez mais. Queriam os Apóstolos consolá-lo de modo inteiramente humano, assegurando-lhe que não aconteceria tal. Nesses vãos esforços se esfalfaram, começaram a duvidar e veio-lhes a tentação. JESUS ATRIBULADO PELOS HORRORES DO PECADO Eram quase 9 horas da noite quando Jesus chegou com os discípulos a Getsêmani. Ainda reinava a escuridão na terra, mas no céu a lua já espargia a luz argêntea. Jesus estava muito triste e anunciou-lhes a aproximação do perigo. Os discípulos assustaram-se e Ele disse a oito dos companheiros que ficassem no Jardim de Getsêmani, num lugar onde havia um carramanchão. “Ficai aqui, disse, enquanto vou ao meu lugar rezar”. Tomando consigo Pedro, João e Tiago o Maior, subiu mais para o alto e, cruzando um caminho, avançara, numa distância de alguns minutos, do Horto das Oliveiras ao pé do monte. Ele estava numa indizível tristeza; pressentia a tribulação e tentação que se aproximavam. João perguntou-lhe como podia estar agora tão abatido, quando sempre os tinha consolado. Então Jesus disse: “Minha alma está triste até a morte” e olhando em redor de si, viu de todos os lados se aproximarem angústias e tentações, como nuvens cheias de figuras assustadoras. Foi nessa ocasião que disse aos Apóstolos: “Ficai aqui e vigiai comigo; orai para não serdes surpreendidos pela tentação.” Eles ficaram então ali; Jesus, porém, adiantou-se ainda mais; mas as horrorosas visões assaltavam-no de tal modo que, cheio de angústia, desceu um pouco à esquerda dos três Apóstolos, escondendo-se debaixo de um grande rochedo, numa gruta de talvez sete pés de profundidade; os Apóstolos ficaram em cima desse rochedo, numa espécie de cavidade. O chão da gruta era suavemente inclinado e as plantas pendentes do rochedo, que sobressaía em frente, formavam uma cortina diante da entrada, de maneira que quem estivesse dentro da gruta não podia ser visto de fora. Quando Jesus se afastou dos discípulos, vi em redor dele um largo circulo de imagens horríveis, o qual se apertava mais e mais. Cresceu-lhe a tristeza e a tribulação e retirou-se tremendo para dentro da gruta, semelhante ao homem que, fugindo de uma repentina tempestade, procura abrigo para rezar; vi porém que as imagens assustadoras o perseguiram lá dentro da gruta, tornando-se cada vez mais distintas. A estreita caverna parecia encerrar o horrível espetáculo de todos os pecados cometidos, desde a primeira queda do homem, até o fim dos séculos, como também todos os castigos. Foi ali no Monte das Oliveiras que Adão e Eva, expulsos do Paraíso, pisaram primeiro a terra e foi nessa caverna que choraram e gemeram. Tive a clara impressão de que Jesus, entregando-se às dores da Paixão que ia começar e sacrificando-se á justiça divina, em satisfação de todos os pecados do mundo, de certo modo retirou a sua divindade para o seio da Santíssima Trindade; impelido por amor infinito, quis entregar-se à fúria de todos os sofrimentos e angústias, na sua humanidade puríssima e inocente, verdadeira e profundamente sensível, para expiação dos pecados do mundo, armado somente do amor do seu coração humano. Querendo satisfazer pela raiz e por todas as excrescências do pecado e da má concupiscência, tomou o misericordiosíssimo Jesus no coração a raiz de toda a expiação purificadora e de toda a dor santificante, por amor de nós, pecadores e, para satisfazer pelos pecados inumeráveis, deixou esse sofrimento infinito estender-se, como uma árvore de dores e penetrar-lhe com mil ramos todos os membros do corpo sagrado, todas as faculdades da alma santa. Entregue assim inteiramente à sua humanidade, implorando a Deus com tristeza e angústia indizíveis, prostrou-se por terra. Viu em inumeráveis imagens todos os pecados do mundo, com toda a sua atrocidade, tomou todos sobre si e ofereceu-se na sua oração, para dar satisfação à justiça do Pai Celestial, pagando com o sofrimento toda essa dívida da humanidade para com Deus. Satanás, porém, que se movia no meio de todos os horrores, em figura terrível e com um riso furioso, enraivecia-se cada vez mais contra Jesus e, fazendo passar-lhe diante da alma visões sempre mais horrorosas, gritou diversas vezes à humanidade de Jesus: “Que? Tomarás também isto sobre ti? Sofrerás também castigo por este crime? Como podes satisfazer por tudo isto?” Veio, porém, uma estreita réstia de luz, da região onde o sol está entre as dez e onze horas, descendo sobre Jesus e nela vi surgir uma fileira de Anjos, que lhe transmitiram força e ânimo. A outra parte da gruta estava cheia de visões horrorosas dos nossos pecados e de maus espíritos, que o insultavam e agrediam; Jesus aceitou tudo; o seu coração, o único que amava perfeitamente a Deus e aos homens nesse deserto cheio de horrores, sentia com dilacerante tristeza e terror a atrocidade e o peso de todos esses pecados. Ai! Vi tantas coisas ali! Nem um ano chegaria para contá-las! TENTAÇÕES DA PARTE DE SATANÁS JESUS VOLTA PARA JUNTO DOS TRÊS APÓSTOLOS Vi a caverna em redor de formas assustadoras; todos os pecados, toda a iniquidade, todos os vícios, todos os tormentos, toda a ingratidão que o angustiavam; vi os terrores da morte, o horror que sentia como homem diante do imenso sofrimento expiatório, assaltando-o e oprimindo-o sob as formas de espectros hediondos. Ele caiu por terra, torcendo as mãos; cobria-o o suor da angústia; tremia e estremecia. Levantou-se, mas os joelhos trementes quase não o suportavam; estava inteiramente desfigurado e irreconhecível, os lábios pálidos, o cabelo eriçado. Eram cerca de dez horas e meia, quando se levantou e se arrastou para junto dos três Apóstolos, cambaleando, caindo a cada passo, banhado num suor frio. Subiu à esquerda da caverna e, passando por cima desta, chegou a um aterro, onde os discípulos estavam adormecidos, encostados um ao outro, abatidos pela fadiga, tristeza, inquietação e tentação. Jesus aproximou-se-lhes, como um homem angustiado a quem o terror impele para junto dos amigos e, como um bom pastor que, transtornado profundamente vai para junto do rebanho, que sabe ameaçado de um perigo próximo; pois não ignorava que também eles se achavam em angústia e tentação. Via as horrorosas visões cercarem-no também nesse curto caminho. Encontrando os Apóstolos a dormir, torceu as mãos e caiu por terra ao lado deles, cheio de tristeza e fraqueza, dizendo: “Simão, dormes?” Então, acordaram e levantaram-se; e Ele disse, no seu desamparo: “Então não pudestes velar uma hora comigo?” Quando o viram tão assustado e desfigurado, pálido, cambaleando, banhado em suor, tremendo e estremecendo, quando o ouviram queixar-se com vos quase extinta, não sabiam mais o que pensar; se não lhes tivesse aparecido cercado de certa luz que bem conheciam, não o teriam reconhecido. Disse-lhe João: “Mestre, que tendes? Quereis que chame os outros Apóstolos? Devemos fugir? Jesus, porém, respondeu: “Ainda que vivesse mais 33 anos, ensinando e curando enfermos, não chegaria ao que tenho de cumprir até amanhã. Não chames os oito; deixai-os ali, porque não poderiam ver-me nesta aflição sem escandalizar-se; cairiam em tentação, esquecer-se-iam de muitas coisas e duvidariam de mim. Vós, porém. Que vistes o Filho do homem transfigurado, podeis vê-lo também no seu desamparo; mas vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito é pronto, mas a carne é fraca”. ANJOS MOSTRAM A JESUS A ENORMIDADE DOS SEUS SOFRIMENTOS E O CONSOLAM Voltando à gruta, com toda a tristeza que o acabrunhava, Jesus prostrou-se por terra, com os braços estendidos e rezou ao Pai Celeste. Mas passou-lhe na alma nova luta, que durou três quartos de hora. Anjos vieram apresentar-lhe, em grande número de visões, tudo o que devia aceitar de sofrimentos para expiar o pecado. Mostraram-lhe a beleza do homem antes do primeiro pecado, como imagem de Deus e quanto o pecado o tinha rebaixado e desfigurado. Mostraram-lhe como o primeiro pecado fora a origem de todos os pecados, a significação e essência da concupiscência e seus terríveis efeitos sobre as faculdades da alma e do corpo do homem, como também a essência e a significação de todas as penas contrárias à concupiscência. Mostraram-lhe os seus sofrimentos de corpo e alma, suficientes para cumprir todas as penas impostas pela justiça divina à humanidade inteira, por toda a má concupiscência; e depois como sofrimento, que, para dar verdadeira satisfação, castigou os pecados de todos os homens na única natureza humana que era inocente: na humanidade do Filho de Deus, o qual, para tomar sobre si, por amor, a culpa e o castigo da humanidade inteira, devia também combater e vencer a repugnância humana contra o sofrimento e a morte. Tudo isto lhe mostraram os Anjos, ora em coros inteiros, com séries de imagens, ora separados, com as imagens principais; vias figuras dos Anjos mostrando como dedo elevado as imagens e percebi o que disseram, mas sem lhes ouvir as vozes. Não há língua que possa descrever o horror e a dor que invadiu a alma de Jesus ao ver esta terrível expiação, pois não viu somente a significação das penas expiatórias contrárias à concupiscência pecaminosa, mas também a significação de todos os instrumentos do martírio, de modo que o horrorizou, não só a dor causada pelos instrumentos, mas também o furor pecaminoso daqueles que o inventaram, a malícia dos que o usavam e a impaciência daqueles que com eles tinham sido atormentados, pois pesavam sobre ele todos os pecados do mundo. O horror desta visão foi tal, que lhe saiu do corpo um suor de sangue. MAIS IMAGENS DE PECADOS QUE ATORMENTAM O SENHOR Quando o Redentor, no monte das Oliveiras, se entregou, como homem verdadeiro e real, ao horror humano, à dor e à morte, quando se incumbiu de vencer esta repugnância de sofrer, que faz parte de todo o sofrimento, foi permitido ao tentador que lhe fizesse tudo o que costuma fazer a todo homem que quer sacrificar-se por uma causa santa. Na primeira agonia Satanás mostrara a Nosso Senhor, com raivosa zombaria, a enormidade da culpa do pecado que quisera tomar a si, e levou a audácia ao ponto de afirmar que a vida do mesmo Redentor não era livre de pecados. Na segunda agonia, viu Jesus a imensidade da Paixão expiatória, em toda a sua realidade e amargura. Esta apresentação foi feita pelos Anjos; pois não compete a Satanás mostrar a possibilidade da expiação, nem convém que o pai da mentira e do desespero mostre as obras da misericórdia divina. Tendo, porém, Jesus resistido a todas essas tentações, pelo abandono completo à vontade do Pai celeste, foi-lhe apresentada à alma uma nova série terrível de visões assustadoras; a dúvida e inquietação que no coração do homem precedem a todo o sacrifício, a pergunta amarga: Qual será o resultado, o proveito deste sacrifício? A visão de um futuro assustador atormentou-lhe então o amante coração. Deus mergulhou o primeiro homem, Adão, num profundo sono, abriu-lhe o lado, tomou-lhe uma das costelas, formou dela Eva, a mulher, a mãe de todos os vivos e apresentou-a a Adão. Então, disse este: “Este é o osso dos meus ossos e a carne da minha carne; o homem deixará pai e mãe, para aderir à sua mulher e serão dois numa só carne.” Do matrimônio foi escrito: “Este sacramento é grande, digo, porém, em Jesus Cristo e na Igreja.” Pois Jesus Cristo, o novo Adão, quis também se submeter a um sono, o sono da morte na cruz; quis também deixar que lhe abrissem o lado, para que deste fosse feita a nova Eva, sua esposa imaculada, a Igreja, mãe de todos os vivos; quis dar-lhe o sangue da redenção, a água da purificação e o Espírito Santo: os três que dão testemunho na terra; quis dar-lhe os Santos Sacramentos para que fosse uma esposa pura, santa e imaculada; quis ser-lhe a cabeça e nós devíamos os membros, sujeitos à cabeça, devíamos ser os ossos dos seus ossos, carne da sua carne. Aceitando a natureza humana, para sofrer a morte por nós, tinha Jesus abandonado pai e mãe e unira-se à sua esposa, a Igreja; tornou-se uma carne com ela; alimentando-a com o Santíssimo Sacramento do altar, no qual se une a nós dia por dia; quis permanecer presente na terra com sua esposa, a Igreja, até nos unirmos todos a ele no céu, e disse: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Para praticar esse incomensurável amor para com os pecadores, tornara-se homem e irmão dos pecadores, tomando sobre si a pena de toda a culpa. Tinha visto com grande tristeza a imensidade desta culpa e da paixão expiatória, e, contudo, entregara-se voluntariamente à vontade do Pai celeste, como vítima expiatória. Neste momento, porém, viu Jesus os sofrimentos, as perseguições, as feridas da futura Igreja, sua esposa, que estava para remir tão caro, com seu próprio sangue: viu a ingratidão dos homens. Apresentaram-se-lhe diante da alma todos os futuros sofrimentos dos apóstolos, discípulos e amigos, a igreja primitiva, tão pouco numerosa, depois também as heresias e cismas que nasceram à medida que a igreja crescia, repetindo a primeira queda do homem pelo orgulho e desobediência, pelas diversas formas de vaidade e falsa justiça. Viu a tibieza, a corrupção e malícia de um número infinito de cristãos, as mentiras e a esperteza enganadora dos mestres orgulhosos, os crimes sacrílegos de todos os sacerdotes viciosos e todas as horríveis conseqüências: a abominação e desolação do reino de Deus sobre a terra, neste santuário da humanidade ingrata, o qual estava para fundar e remir com indizíveis sofrimentos, pelo preço de seu sangue e sua vida. Vi passar diante da alma do nosso pobre Jesus, em séries imensas de visões, os escândalos de todos os séculos, até o nosso tempo e mesmo até o fim do mundo, em todas as formas do erro doentio, da intriga orgulhosa, do fanatismo furioso, dos falsos profetas, da obstinação e malícia herética. Todos os apóstatas, os heresiarcas, os reformadores de aparência santa, os sedutores e os seduzidos insultavam e torturavam-no, como se não tivesse sofrido bastante, nem sido bem crucificado a seu ver e conforme o desejo orgulhoso e presunção vaidosa de cada um; rasgavam e partiam, disputando, a túnica sem costuras da Igreja; cada um queria tê-Lo como Redentor de modo diferente do que se tinha mostrado no seu amor. Muitos O maltratavam, insultavam-nO, negavam-nO. Viu inúmeros alçarem os ombros e sacudirem a cabeça, afastando-se dos braços que lhes estendia para salvá-los e precipitar-se no abismo, que os tragou. Viu um número infinito de outros, que não ousavam negá-lO em alta voz, mas que se afastavam, por desgosto das aflições da Igreja, como o levita que se afastou do pobre viajante que caíra nas mãos dos salteadores. Viu-os separar-se de sua esposa ferida, como filhos covardes e infiéis abandonam as mães de noite, quando a casa é assaltada por ladrões e assassinos, aos quais por descuido abriram a porta. Viu-os seguirem os despojos levados ao deserto, os vasos de ouro e os colares quebrados. Viu-os separados da videira verdadeira, pousarem sob as videiras silvestres; viu-os como ovelhas extraviadas, abandonadas aos lobos, conduzidas a mau pasto por mercenários e não querendo entrar no redil do bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas. Viu-os errarem, sem pátria, no deserto, não querendo ver a sua cidade, colocada sobre o monte e que não pode ficar escondida. Viu-os em discórdia, agitados pelo vento para lá e para cá, nas areias do deserto, mas sem querer ver a casa de sua esposa, a Igreja fundada sobre a pedra, com a qual prometeu ficar até o fim do mundo e contra a qual as portas do inferno não prevalecerão. Não queriam entrar pela porta estreita, para não baixar a cabeça. Viu-os seguir a outros, que não entraram no aprisco pela porta verdadeira. Construíram, sobre a areia, cabanas mudáveis e diferentes umas das outras, que não tinham nem altar nem sacrifício, porém cata-ventos nos tetos e suas doutrinas mudavam-nas com os ventos; contradiziam-se uns aos outros, não se entendiam, nem tinham estadia permanente. Viu-os destruírem muitas vezes as cabanas, lançado os destroços contra a pedra angular da Igreja, que ficou inabalável. Viu muitos que, apesar da escuridão nas suas moradas, não queriam aproximar-se da luz, posta no candelabro, na casa da esposa, mas erravam, com os olhos cerrados, em redor do jardim cercado da Igreja, de cujos perfumes ainda viviam. Estendiam as mãos a imagens nebulosas e seguiam astros errantes, que os conduziam a poços sem água e mesmo na margem das fossas, não davam ouvidos à voz do Esposo que os chamava e esfomeados riam-se ainda, com orgulho arrogante, dos servos e mensageiros, que os convidavam para o banquete nupcial. Não queriam entrar no jardim, por temerem os espinhos da cerca-viva. Viu-os o Senhor, inebriados de amor próprio, morrer de fome, por não ter trigo e de sede, por não ter vinho; cegos pela sua própria luz, chamavam de invisível a Igreja do Verbo encarnado. Jesus viu-os todos com tristeza; quis sofrer por todos que não queriam segui-lo, carregando a cruz na Igreja, sua esposa, à, qual se deu no SS. Sacramento, na sua cidade colocada no cimo do monte, que não pode ficar escondida, na sua Igreja, fundada sobre a pedra e contra a qual as portas do inferno não prevalecerão. Todas estas inumeráveis visões da ingratidão dos homens, do abuso feito da morte expiatória de meu Esposo Celeste, vi-as passar diante da alma contristada do Senhor, ora variando, ora em dolorosa repetição; vi Satanás, em diversas figuras assustadoras, arrancando e estrangulando, diante dos olhos de Jesus, os homens remidos pelo seu sangue e até mesmo homens ungidos com o seu santo Sacramento. O Salvador viu com grande amargura toda a ingratidão, toda a corrupção, tanto dos primeiros cristãos, como dos que se lhe seguiram, dos presentes e dos futuros. Entre estas aparições dizia o tentador continuamente à humanidade do Cristo: “Eis aí, por tal ingratidão queres sofrer?” Estas imagens passaram, em contínua repetição diante do Senhor e com tanta impetuosidade, com tanto horror e escárnio pesaram sobre Jesus, que angústia, indizível lhe oprimia a natureza humana. Jesus Cristo, o Filho do Homem, estendia e torcia as mãos, caindo como que oprimido e pôs-se de novo de joelhos. A vontade humana do Redentor travava uma luta tão terrível contra a repugnância de sofrer tanto por uma raça tão ingrata, que o sangue lhe saiu do corpo, em grossas gotas de suor e correu em torrentes sobre a terra. Naquela aflição olhou em redor de si e, como para pedir socorro, parecia chamar o céu, a terra e os astros do firmamento pro testemunhas de seu sofrimento. Parecia-me ouvi-lo exclamar: “É possível suportar tal ingratidão? Sois testemunhas do que sofro”. Então foi como se a lua e as estrelas se aproximassem num instante; senti nesse momento que se tornava mais claro. Observei então a lua, o que antes não fizera, e pareceu-me de todo diferente: ainda não era toda cheia e parecia maior do que em nossa terra. No meio vi uma mancha escura, semelhante a um disco posto diante dela e no meio havia uma abertura, pela qual brilhava a luz para o lado onde a lua ainda não estava cheia. A mancha escura era como um monte e em redor da lua havia ainda um círculo luminoso, como um arco-íris. Jesus, na sua aflição, levantou a voz por alguns momentos, em alto pranto e vi os Apóstolos levantarem-se assustados, com as mãos postas erguidas, escutarem e querendo correr para junto do Mestre. Mas Pedro reteve a João e Tiago, dizendo: “Ficai, eu vou lá”. Vi-o correr e entrar na gruta. “Mestre, disse ele, que tendes?”, e parou, tremendo, ao vê-lo todo ensanguentado e angustiado. Jesus, porém, não lhe respondeu e pareceu não lhe notar a presença. Então voltou Pedro para junto dos outros dois e suspirava. Por isso lhes aumentou ainda a tristeza; sentaram-se velando as cabeças e rezaram entre lágrimas. Eu, porém, voltei a meu Esposo Celeste, em sua dolorosa agonia. As imagens hediondas da ingratidão e dos abusos dos homens futuros, cuja culpa tomara sobre si, a cuja pena se entregara, arremessaram-se contra Ele, cada vez mais terríveis e impetuosas. De novo lutou contra a repugnância da natureza humana de sofrer; diversas vezes o ouvi exclamar: “Meu Pai, é possível sofrer por todos estes? Pai, se este cálice não pode ser afastado de mim, seja feita a vossa vontade”. No meio de todas estas visões de pecados contra a divina misericórdia, vi Satanás em diversas formas hediondas, conforme a espécie dos pecados. Ora aparecia como homem alto e negro, ora sob a figura de tigre, ora como raposa ou lobo, como dragão ou serpente; não eram, porém, as figuras naturais desses animais, mas apenas as feições salientes da respectiva natureza, misturadas com outras formas horríveis. Não havia nada ali que representasse figura completa de uma criatura, eram somente símbolos de decadência, de abominação, de horror, da contradição e do pecado: símbolos do demônio. Essas figuras diabólicas empurravam, arrastavam, despedaçavam, e estrangulavam, à vista de Jesus, inumeráveis multidões de homens, por cujo resgate, das garras de Satanás, o Salvador entrara no doloroso caminho da Cruz. No principio não vi tão freqüentemente a serpente, mas no fim a vi gigantesca, com uma coroa na cabeça, arremessar-se com força terrível contra Jesus e com ela, de todos os lados, exércitos de todas as gerações e classes. Armados de todos os meios de destruição, instrumentos de martírio e armas, lutavam ora uns contra os outros, ora com terrível raiva contra Jesus. Era um espetáculo horrível. Carregavam-nO de insultos, maldições e imundícies, cuspiam-Lhe, batiam-Lhe, traspassavam-nO. As suas armas, espadas e lanças iam e vinham, como os manguais dos debulhadores numa imensa eira; todos desencadeavam a sua fúria sobre o grão de trigo celeste, caído na terra para nela morrer e depois alimentar eternamente todos os homens com o pão da vida, com fruto imensurável. Vi Jesus no meio destas coortes furiosas, entre as quais me parecia haver muitos cegos; estava tão alterado, como se realmente sentisse os golpes dos agressores. Vi-O cambalear de um lado para o outro; ora caia, ora de novo se levantava. Vi a serpente no meio de todos esses exércitos, instigando-os continuamente; batia ora aqui, ora ali, com a cauda, estrangulando, despedaçando e devorando todos que com ela derrubava. Tive a explicação de que a multidão dos exércitos que lutavam contra Nosso Senhor era o número imenso daqueles que maltrataram de muitíssimos modos a Jesus Cristo, seu Redentor, real e substancialmente presente no Santíssimo Sacramento, com divindade e humanidade, com corpo e alma, com carne e sangue, debaixo das espécies de pão e vinho. Avistei entre esses inimigos de Jesus todas as espécies de profanadores do SS. Sacramento, penhor vivo de sua contínua presença pessoal na Igreja Católica. Vi com horror todos esses ultrajes, desde o descuido, irreverência, abandono, até o desprezo, abuso e sacrilégios os mais horrorosos, o culto dos ídolos deste mundo, orgulho e falsa ciência e por outro lado, heresia e descrença, fanatismo, ódio e sangrenta perseguição. Vi entre esses inimigos de Jesus todas as espécies de homens: até cegos e aleijados, surdos e mudos e mesmo crianças; cegos, que não queriam ver a verdade; coxos, que por preguiça não queriam segui-lO; surdos, que não queriam ouvir-Lhe as exortações e advertências; mudos, que não queriam lutar por Ele nem com a palavra; crianças, desviadas na companhia dos pais e mestres mundanos e esquecidos de Deus, nutridos pela concupiscência, ébrias de ciência falsa, sem gosto das coisas divinas ou já perdidas por falta delas, para sempre. Entre as crianças, cujo aspecto me afligiu particularmente, porque Jesus amava tanto as crianças, vi também muitos meninos ajudantes da Santa Missa, pouco instruídos, mal educados e desrespeitosos, que nem respeitavam a Jesus Cristo na mais santa cerimônia. Em parte eram culpados os mestres e os reitores das Igrejas. Vi com espanto que também muitos sacerdotes, de todas as hierarquias contribuíam para o desrespeito de Jesus no SS. Sacramento, até alguns que se tinham por crentes e piedosos. Quero mencionar, entre estes infelizes, apenas uma classe: vi ali muitos que acreditavam, adoravam e ensinavam a presença de Deus vivo no SS. Sacramento, mas na sua conduta não Lhe manifestavam fé e respeito: pois descuidavam-se do palácio, do trono, da tenda, da residência, dos ornamentos do Rei do Céu e da Terra, isto é, não cuidavam da Igreja, do altar, do tabernáculo, do cálice, do ostensório de Deus vivo e dos vasos, utensílios, ornamentos, vestes para uso e enfeite da casa do Senhor. Tudo estava abandonado e se desfazia em poeira, mofo e imundície de muitos anos; o culto divino era celebrado com pressa e descuido e se não profanado internamente, pelo menos degradado exteriormente. Tudo isso, porém, não era conseqüência de verdadeira pobreza, mas de indiferença, preguiça, negligencia, preocupação com interesses vãos deste mundo, muitas vezes também de egoísmo e morte espiritual, pois vi tal descuido também em igrejas ricas e abastadas; vi muitos até, nas quais o luxo mundano e inconveniente e sem gosto substituíra os magníficos e veneráveis monumentos de uma época mais piedosa, para esconder, sob aparências mentirosas e cobrir com um disfarce brilhante o descuido, a imundície, a desolação e o desperdício. O que faziam os ricos, por vaidosa ostentação, logo imitaram estupidamente os pobres, por falta de simplicidade. Não pude deixar de pensar nesta ocasião na Igreja do nosso pobre convento, cujo belo altar antigo, esculpido artisticamente em pedra, tinham também coberto com uma construção de madeira e pintura tosca, imitando mármore, o que sempre me fez muita pena. Todas essas ofensas feitas a Jesus no SS. Sacramento, vi-as aumentadas por numerosos reitores das Igrejas, que não tinham esse sentimento de justiça de repartir pelo menos o que possuíam com o Salvador, presente sobre o Altar, que se entregou por eles à morte e se lhes deu todo inteiro no SS. Sacramento. Em verdade, mesmo os mais pobres estavam muitas vezes melhor instalados nas suas casas do que o Senhor nas Igrejas. Ai! como esta falta de hospitalidade entristecia Jesus, que se lhes tinha dado como alimento espiritual! Pois não é preciso ser rico para hospedar aquele que recompensa ao cêntuplo o copo de água oferecido a quem tem sede. Oh! Quanta sede tem ele de nós! Não terá acaso motivo de queixar-se de nós, se o copo estiver sujo e a água também? Por tais negligências vi os fracos escandalizados, o SS. Sacramento profanado, as Igrejas abandonadas, os sacerdotes desprezados e em pouco tempo passou essa negligência também às almas dos fiéis daquelas paróquias: não guardavam mais puro o tabernáculo do coração, para receber nele o Deus vivo, do que o tabernáculo dos altares. Para agradar e adular os príncipes e grandes deste mundo, para satisfazer-lhes os caprichos e desejos mundanos, vi tais administradores de Igrejas fazer todos os esforços e sacrifícios; mas o Rei do Céu e da Terra estava deitado, como o pobre Lázaro, diante da porta, desejando em vão as migalhas de caridade que ninguém lhe dava. Tinha apenas as chagas que nós lhe fizemos e que lhe lambiam os cães, isto é, os pecadores reincidentes, que, semelhantes a cães, vomitam e depois voltam para comer o vômito. Se falasse um ano inteiro, não podia contar todas as afrontas feitas a Jesus e que deste modo conheci. Vi os autores dessas afrontas agredirem a Nosso Senhor com diferentes armas, conforme a espécie de seus pecados. Vi clérigos irreverentes, de todos os séculos, sacerdotes levianos, em pecado, sacrílegos celebrando o Santo Sacrifício e distribuindo a sagrada Eucaristia; vi multidões de comungantes tíbios e indignos. Vi homens numerosos para os quais a fonte de toda a benção, o mistério de Deus vivo, se tornara uma palavra de imprecação, fórmula de maldição; guerreiros furiosos e servidores do demônio, profanando os vasos sagrados e jogando fora as hóstias sagradas ou maltratando-as horrivelmente e até abusando do Sumo Bem, por uma hedionda e diabólica idolatria. Ao lado destes brutais e violentos, vi inúmeras outras impiedades, menos grosseiras, mas do mesmo modo abomináveis. Vi muitas pessoas, seduzidas por mau exemplo e ensino pérfido, perderem a fé na presença real de Jesus na Eucaristia e deixarem de adorar nela humildemente seu Salvador. Vi nestas multidões grande números de professores indignos, que se tornaram heresiarcas; lutavam a princípio uns contra os outros e depois se uniam, para atacar furiosamente a Jesus no SS. Sacramento, na sua Igreja. Vi um grupo numeroso destes heresiarcas negar e insultar o sacerdócio da Igreja, contestar e negar a presença de Jesus Cristo neste mistério do Santíssimo Sacramento, negar também ter Ele entregue este mistério à Igreja e havê-lo esta guardado fielmente; pela sedução Lhe arrancaram do coração um número imenso de homens, pelos quais tinha derramado o seu sangue. Ai! Era um aspecto horrível: pois vi a Igreja como corpo de Jesus, que reunira, pela dolorosa Paixão, os membros separados e dispersos; vi todas aquelas comunidades e famílias e todos os seus descendentes, separados da Igreja, serem arrancados, como grandes pedaços de carne, do corpo vivo de Jesus, ferindo e despedaçando-O dolorosamente. Ai! Ele os seguia com olhares tão tristes, lastimando-lhes a perdição. Ele, que no SS. Sacramento se nos tinha dado como alimento, para unir ao corpo da Igreja, sua Esposa, os homens separados e dispersos, viu-se despedaçado e dividido nesse mesmo corpo de sua Esposa, pelos maus frutos da árvore da discórdia. A mesa da união no SS. Sacramento, sua mais sublime obra de amor, na qual quis ficar eternamente com os homens, tornara-se, pela malícia dos falsos doutores, fonte de separação. No lugar mais conveniente e salutar para união de muitos, na mesa sagrada, onde o próprio Deus vivo é o alimento das almas, deviam os seus filhos separar-se dos infiéis e hereges, para não se tornarem réus de pecado alheio. Vi que deste modo povos inteiros se Lhe arrancaram do coração, privando-se do tesouro de todas as graças, que Ele deixara à Igreja. Era horrível vê-los separarem-se, só poucos no princípio, mas esses se voltaram como povos grandes, em hostilidade uns contra os outros, por estarem separados no Santíssimo. Por fim vi todos que estavam separados da Igreja, embrutecidos e enfurecidos, em descrença, superstição, heresia, orgulho e falsa filosofia mundana, unidos em grandes exércitos, atacando e devastando a Igreja e no meio deles, a serpente, instigando e estrangulando-os. Ai! Era como se Jesus se visse e sentisse despedaçado em inúmeras fibras, das mais delicadas. O Senhor viu e sentiu nessas angústias toda a árvore venenosa do cisma, com todos os respectivos ramos e frutos, que continuam a dividir-se até o fim do mundo, quando o trigo será recolhido ao celeiro e a palha será lançada ao fogo. Esta horrorosa visão era tão terrível e hedionda, que meu Esposo celeste me apareceu e, colocando a mão misericordiosa sobre o meu peito, disse: “Ninguém viu isto ainda e o teu coração se despedaçaria de dor, se eu não o sustentasse”. Vi então o sangue rolando, em largas e escuras gotas, sobre o pálido semblante do Senhor; o seu cabelo, em geral liso e repartido no meio da cabeça, estava conglutinado com o sangue, eriçado e desgrenhado, a barba ensanguentada e em desordem. Foi depois da última visão, na qual os exércitos inimigos O despedaçaram, que saiu da caverna, quase fugindo e voltou para junto dos discípulos. Mas não tinha o andar firme; andava como um homem coberto de feridas e curvado sob um fardo pesado, como quem tropeça a cada passo. Chegando junto dos três Apóstolos, viu que não se tinham deitado para dormir, como da primeira vez; estavam sentados, as cabeças veladas e apoiadas sobre os joelhos, posição em que vejo muitas vezes o povo daquele país, quando estão de luto ou querem rezar. Adormeceram vencidos pela tristeza, medo e fadiga. Quando Jesus se aproximou, tremendo e gemendo, acordaram, mas ao vê-lo diante de si, na claridade do luar, com o peito encolhido, o semblante pálido e ensanguentado, o cabelo desgrenhado, fitando-os com olhar triste, não O reconheceram por alguns momentos, com a vista fatigada, pois estava indizivelmente desfigurado. Jesus, porém, estendeu os braços; então se levantaram depressa e, segurando-O sob os braços, ampararam-nO carinhosamente. Disse-lhes que no dia seguinte os inimigos O matariam; daí a uma hora O prenderiam, conduziriam ao tribunal, seria maltratado, insultado, açoitado e finalmente entregue à morte mais cruel. Com grande tristeza lhes disse tudo o que teria de sofrer até a tarde do dia seguinte e pediu que consolassem sua Mãe e Madalena. Esteve assim diante deles por alguns minutos, falando-lhes; mas não responderam, porque não sabiam o que dizer, de tal modo as palavras e o aspecto do Mestre os tinha assustado; pensavam até que estivesse em delírio. Quando, porém, quis voltar à gruta, não tinha mais força para andar; vi que João e Tiago O conduziram e, depois de ter entrado na gruta, voltaram. Eram cerca de onze horas e um quarto. Durante essas angústias de Jesus, vi a SS. Virgem também cheia de tristeza e angústia, em casa de Maria, mãe de Marcos. Estava com Madalena e a mãe de Marcos, num jardim ao lado da casa; prostrara-se de joelhos, sobre uma pedra. Diversas vezes perdeu os sentidos exteriormente, pois viu grande parte dos tormentos de Jesus. Já enviara mensageiros a Jesus, para ter noticias, mas não podendo, na sua ânsia, esperar-lhe a volta, saiu com Madalena e Salomé para o vale de Josafá. Ela andava velada e estendia muitas vezes as mãos para o monte das Oliveiras, porque via em espírito, Jesus banhado em suor de sangue e ela parecia, com as mãos estendidas, querer enxugar-lhe o rosto. Vi Jesus, comovido por esses caridosos impulsos da alma de sua Mãe, olhar para a direção em que Maria se achava, como para pedir socorro. Vi esses movimentos de compaixão em forma de raios luminosos, que emanavam de um para o outro. O Senhor pensou também em Madalena, percebeu-lhe comovido a dor e olhou também para ela; por isso mandou também os discípulos que a consolassem, pois sabia que, depois do amor de sua Mãe, o de Madalena era o mais forte e tinha também visto o que ela teria de sofrer por Ele e que nunca mais O ofenderia pelo pecado. Neste momento, cerca de 11 horas e 15 minutos, voltaram os oito Apóstolos à cabana de folhagem, no horto de Getsêmani; ali conversaram ainda e finalmente adormeceram. Estavam muito assustados e desanimados, em veementes tentações. Cada um tinha procurado um lugar para esconder-se e perguntaram uns aos outros inquietamente: “Que faremos, se o matarem? Abandonamos tudo quanto tínhamos e ficamos pobres e expostos ao escárnio do mundo. Fiamo-nos inteiramente n’Ele e ei-Lo agora tão impotente e abatido, que não podemos mais procurar n’Ele consolação”. Os outros discípulos, porém, erraram no princípio de um lado para outro e depois terem ouvidos várias notícias das últimas palavras assustadoras de Jesus, retiraram-se, pela maior parte, para Betfagé. VISÕES CONSOLADORAS; ANJOS CONFORTAM JESUS Vi Jesus rezando ainda na gruta e lutando contra a repugnância da natureza humana ao sofrimento. Estava exausto de fadiga e abatido e disse: “Meu Pai, se é a vossa vontade, afastai de mim este cálice. Mas faça-se a vossa vontade e não a minha”. Então se abriu o abismo diante d’Ele e apareceram-Lhe os primeiros degraus, do Limbo, como na extremidade de uma vista luminosa. Viu Adão e Eva, os patriarcas, os profetas, os justos, os parentes de sua Mãe e João Batista, esperando-Lhe a vinda, no mundo inferior, como um desejo tão violento, que essa visa Lhe fortificou e reanimou o coração amoroso. Pela sua morte devia abrir o Céu a esses cativos; devia tirá-los da cadeia onde languesciam à espera. Tendo visto, com profunda emoção, esses Santos dos tempos antigos, apresentaram-Lhe os Anjos, todas as multidões de bem-aventurados do futuro que, juntando seus combates aos méritos da Paixão do Cristo, deviam unir-se por Ele ao Pai Celeste. Era uma visão indizivelmente bela e consoladora. Todos agrupados, segundo a época, classe e dignidade, passaram diante do Senhor, vestidos dos seus sofrimentos e obras. Viu a salvação e santificação sair, em ondas inesgotáveis, da fonte da Redenção, aberta pela sua morte. Os Apóstolos, os discípulos, as virgens e santas mulheres, todos os mártires, confessores e eremitas, papas e bispos, grupos numerosos de religiosos, em uma palavra: um exército inteiro de bem-aventurados apresentou-se-Lhe à vista. Todos traziam na cabeça coroas triunfais e as coroas variavam de forma, de cor, de perfume e de virtude, conforme a diferença dos respectivos sofrimentos, combates e vitórias que lhes tinham proporcionado a glória eterna. Toda a vida e todos os atos, todos os méritos e toda força, assim como toda glória e todo o triunfo dos Santos provinham unicamente de sua união aos méritos de Jesus Cristo. A ação e influência recíproca que todos estes Santos exerciam uns sobre os outros, a maneira por que hauriam a graça de uma única fonte, do santo Sacramento e da Paixão do Senhor, apresentava um espetáculo singularmente tocante e maravilhoso. Nada parecia casual neles; as obras, o martírio, as vitórias, a aparência e os vestuários: tudo, apesar de bem diferente, se fundia numa harmonia e unidade infinitas; e essa unidade na variedade era produzida pelos raios de um único sol, pela Paixão de Nosso Senhor, do Verbo feito carne, o qual era a vida, a luz dos homens, que ilumina as trevas, as quais não o compreenderam. Foi a comunidade dos futuros Santos que passou diante da alma do Salvador, que se achava colocado entre o desejo dos patriarcas e o cortejo triunfal dos bem-aventurados futuros; esses dois grupos unindo-se e completando-se de certo modo, cercavam o coração do Redentor, cheio de amor, como uma coroa de vitória. Essa visão, inexprimivelmente tocante, deu à alma de Jesus um pouco de consolação e força. Ah! Ele amava tanto seus irmãos e suas criaturas, que teria aceito de boa vontade todos os sofrimentos, aos quais se entregaria pela redenção até de uma só alma. Como essas visões se referissem ao futuro, pairavam em certa altura. Mas essas imagens consoladoras desapareceram e os Anjos mostraram-lhe a Paixão, mais perto da terra, porque já estava próximo. Estes Anjos eram muito numerosos. Vi todas as cenas apresentadas muito distintamente diante dele, desde o beijo de Judas, até à última palavra na Cruz; vi lá tudo o que vejo nas minhas meditações da Paixão, a traição de Judas, a fuga dos discípulos, os insultos perante Anás e Caifás, a negação de Pedro, o tribunal de Pilatos, a decisão diante de Herodes, a flagelação, a coroação de espinhos, a condenação à morte, o transporte da cruz, o encontro com a Virgem SS. no caminho do Calvário, o desmaio, os insultos de que os carrascos O cobriram, o véu de Verônica, a crucifixão, o escárnio dos fariseus, as dores de Maria, de Madalena e João, a lançada no lado, em uma palavra, tudo passou diante da alma de Jesus, com as menores circunstâncias. Vi como o Senhor, na sua angústia, percebia todos os gestos, entendia todas as palavras, percebia tudo que se passava nas almas. Aceitou tudo voluntariamente, sujeitou-se a tudo por amor dos homens. O que mais O entristecia era ver-se pregado na Cruz num estado de nudez completa, para explicar a impudicícia dos homens: implorava com instância a graça de livrar-se daquele opróbrio e que pelo menos Lhe fosse concedido um pano para cingir os rins; e vi ser atendido, não pelos carrascos, mas por um homem compassivo. Jesus viu e sentiu profundamente a dor da Virgem SS., que pela união interior aos sofrimentos do seu Divino Filho, caíra sem sentidos nos braços das amigas, no Vale de Josafá. No fim das visões da Paixão, Jesus caiu na Terra, como um moribundo; os Anjos e as visões da Paixão desapareceram; o suor do sangue brotava mais abundante; vi-O escoar-se através da veste amarela encostado ao corpo. A mais profunda escuridão reinava na caverna. Vi então um Anjo descendo para junto de Jesus: era maior, mais distinto e mais semelhante ao homem do que os eu vira antes. Estava vestido como um sacerdote, de uma longa veste flutuante, ornada de franjas e trazia na mão, diante de si, um pequeno vaso, da forma do cálice da última Ceia. Na abertura deste cálice se via um pequeno corpo oval, do tamanho de uma fava, que espargia uma luz avermelhada. O Anjo estendeu-Lhe a mão direita e pairando diante de Jesus, levantou-se; pôs-lhe na boca aquele alimento misterioso e fê-Lo beber do pequeno cálice luminoso. Depois desapareceu. Tendo aceitado o cálice dos sofrimentos e recebido nova força. Jesus ficou ainda alguns minutos na gruta, mergulhado em meditação tranquila e dando graças ao Pai Celeste. Estava ainda aflito, mas confortado de modo sobrenatural, a ponto de poder andar para junto dos discípulos sem cambalear e sem se curvar sob o peso da dor. Estava ainda pálido e desfigurado, mas o passo era firme e decidido. Enxugara o rosto com um sudário e pusera em ordem os cabelos, que lhe pendiam sobre os ombros, úmidos de suor e conglutinados de sangue. Quando saiu da gruta, vi a lua como dantes, com a mancha singular que formava o centro e a esfera que a cercava, mas a claridade dela e das estrelas era diferente da que tinham dantes, por ocasião das grandes angústias do Senhor. A luz era agora mais natural. Quando Jesus chegou junto aos discípulos, estavam estes deitados, como na primeira vez, encostados ao muro do aterro, com a cabeça velada e dormiam. O Senhor disse-lhes que não era tempo de dormir, mas que deviam velar e orar. “Esta é a hora em que o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores, disse, levantai-vos e vamos: o traidor está perto; melhor lhe seria que não tivesse nascido”. Os Apóstolos levantaram-se assustados e olharam em roda de si inquietos. Depois de um pouco tranqüilo, Pedro disse calorosamente: “Mestre, vou chamar os outros, para vos defendermos”. Mas Jesus mostrou-lhes a alguma distância, no vale, do outro lado da torrente de Cedron, uma tropa de homens armados que se aproximavam com archotes e disse-lhes que um deles O tinha traído. Os Apóstolos julgavam-no impossível. O Mestre falou-lhes ainda com calma, recomendando-lhes de novo que consolassem a Virgem SS. e disse: “Vamos ao encontro deles. Vou entregar-me sem resistência nas mãos dos meus inimigos”. Então saiu do horto das Oliveiras, com os três Apóstolos e foi ao encontro dos soldados, no caminho que ficava entre o jardim e o horto de Getsêmani. Quando a SS. Virgem voltou a si, nos braços de Madalena e Salomé, alguns discípulos, que viram aproximar-se os soldados, vieram a ela e reconduziram-na à casa de Maria, mãe de Marcos. Os soldados tornaram um caminho mais curto do que o que Jesus tinha seguido, vindo do Cenáculo. A gruta onde Jesus tinha rezado nessa noite, não era aquela na qual estava acostumado a rezar, no monte das Oliveiras, ia geralmente a uma caverna mais afastada, onde, depois de ter maldito a figueira infrutífera, rezara numa grande aflição, com os braços estendidos e apoiados sobre um rochedo. Os traços do corpo e das mãos ficaram-Lhe impressos na pedra e foram mais tarde venerados; mas não se sabia então em que ocasião o prodígio fora feito. Vi diversas vezes semelhantes impressões feitas em pedras, seja por profetas do Velho Testamento, seja por Jesus, Maria ou algum dos Apóstolos; vi também as do corpo de Santa Catarina de Alexandria, no monte Sinai. Essas impressões não parecem profundas, mas semelhantes às que ficam, pondo-se a mão sobre uma massa consistente. (Fim da transcrição) (Fontes: Vida Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus, segundo as visões da piedosa freira Anna Catharina Emmerich e as anotações de Clemente Brentano, 2ª ed., 1946, Livraria Editora Lar Católico, Juiz de Fora/MG) | J M J - Áudio Livros
- Com caso confirmado de coronavírus no Vaticano, preocupação é reforçar segurança de Bento XVI e Fran
Após indisposição Papa Francisco passou por testes de coronavírus e resultado foi negativo. A idéia, no caso de Francisco e Bento, é simples, mas eficaz: limitar todos os contatos desnecessários ou não controlados, possivelmente suspeitos, ao máximo. As cinco portas usuais do Vaticano trabalham com regras mais rígidas de controle e seleção do que no passado Há alguns dias, a Santa Sé, em particular a Gendarmeria do Vaticano, dirigida pelo comandante Gianluca Gauzzi Broccoletti, presta muita atenção ao controle do pequeno território da Cidade do Vaticano e, obviamente, esse é um dos as muitas medidas de precaução tomadas após o aumento de infecções por coronavírus em várias áreas da Itália. A Gendarmaria, seguindo as instruções do substituto do Secretário de Estado, Monsenhor Peña Parra, faz todos os esforços para garantir, tanto quanto possível, uma situação tão líquida e ilusória quanto a vivida pela Itália no caso desta epidemia. a contenção de toda a entrada no território do Vaticano de pessoas infectadas, mesmo que não seja sintomática. Nesse contexto, as cinco portas usuais do Vaticano operam com regras mais rígidas de controle e seleção do que no passado. Dentro da cidade, algumas áreas são protegidas com mais cuidado e atenção, como a Porta del Perugino, Domus Santa Marta e o Mosteiro Mater Ecclesia, onde o bispo emérito de Roma, Bento XVI, uma pessoa frágil e Doente, muito velho (16 de abril fará 93 anos). Nesse caso, as medidas são rigorosas. A idéia, no caso de Francisco e Bento, é simples, mas eficaz: limitar todos os contatos desnecessários ou não controlados, possivelmente suspeitos, ao máximo. Nesse sentido, o controle preciso do território contribui muito para o sucesso da estratégia preventiva que, entre outras coisas, inclui a proibição de entrar em alguns funcionários já identificados como de risco no Vaticano. Vários especialistas acreditam que essas medidas são apropriadas e adequadas, mas, em sua opinião e análise, há algumas dúvidas de que apenas a passagem dos dias possa ser esclarecida: a entrada diária de um número bastante elevado de pessoas, peregrinos e turistas, nos Museus. Vaticano e a Basílica de São Pedro. Entre outras coisas, deve-se notar que a maioria desses visitantes são pessoas que viajaram por muitos dias e chegam à Itália de diferentes países asiáticos, europeus e africanos. Em termos concretos, eles são uma grande massa de pessoas que escapam facilmente dos controles. No momento, a questão está sendo estudada, mas nenhuma decisão concreta foi tomada, exceto alguns conselhos práticos, como a distância mínima entre uma pessoa e outra.
- Com caso confirmado de coronavírus no Vaticano, preocupação é reforçar segurança de Bento XVI e Fran
Após indisposição Papa Francisco passou por testes de coronavírus e resultado foi negativo. A idéia, no caso de Francisco e Bento, é simples, mas eficaz: limitar todos os contatos desnecessários ou não controlados, possivelmente suspeitos, ao máximo. As cinco portas usuais do Vaticano trabalham com regras mais rígidas de controle e seleção do que no passado Há alguns dias, a Santa Sé, em particular a Gendarmeria do Vaticano, dirigida pelo comandante Gianluca Gauzzi Broccoletti, presta muita atenção ao controle do pequeno território da Cidade do Vaticano e, obviamente, esse é um dos as muitas medidas de precaução tomadas após o aumento de infecções por coronavírus em várias áreas da Itália. A Gendarmaria, seguindo as instruções do substituto do Secretário de Estado, Monsenhor Peña Parra, faz todos os esforços para garantir, tanto quanto possível, uma situação tão líquida e ilusória quanto a vivida pela Itália no caso desta epidemia. a contenção de toda a entrada no território do Vaticano de pessoas infectadas, mesmo que não seja sintomática. Nesse contexto, as cinco portas usuais do Vaticano operam com regras mais rígidas de controle e seleção do que no passado. Dentro da cidade, algumas áreas são protegidas com mais cuidado e atenção, como a Porta del Perugino, Domus Santa Marta e o Mosteiro Mater Ecclesia, onde o bispo emérito de Roma, Bento XVI, uma pessoa frágil e Doente, muito velho (16 de abril fará 93 anos). Nesse caso, as medidas são rigorosas. A idéia, no caso de Francisco e Bento, é simples, mas eficaz: limitar todos os contatos desnecessários ou não controlados, possivelmente suspeitos, ao máximo. Nesse sentido, o controle preciso do território contribui muito para o sucesso da estratégia preventiva que, entre outras coisas, inclui a proibição de entrar em alguns funcionários já identificados como de risco no Vaticano. Vários especialistas acreditam que essas medidas são apropriadas e adequadas, mas, em sua opinião e análise, há algumas dúvidas de que apenas a passagem dos dias possa ser esclarecida: a entrada diária de um número bastante elevado de pessoas, peregrinos e turistas, nos Museus. Vaticano e a Basílica de São Pedro. Entre outras coisas, deve-se notar que a maioria desses visitantes são pessoas que viajaram por muitos dias e chegam à Itália de diferentes países asiáticos, europeus e africanos. Em termos concretos, eles são uma grande massa de pessoas que escapam facilmente dos controles. No momento, a questão está sendo estudada, mas nenhuma decisão concreta foi tomada, exceto alguns conselhos práticos, como a distância mínima entre uma pessoa e outra.
- Como São Carlos Borromeu enfrentou a epidemia de seu tempo
São Carlos Borromeu (1538-1584), cardeal da Santa Igreja Católica e arcebispo de Milão de 1565 a 1583, foi qualificado no decreto de sua canonização como “um homem que, enquanto o mundo lhe sorri com grande bajulação, vive crucificado no mundo, vive na espírito, pisando nas coisas terrenas , procura continuamente seres celestiais, não só porque ele realizou o escritório de um anjo, mas porque ele emulado na terra os pensamentos e as obras da vida dos anjos ”(Paulo V, touro Unigenitus de 1 de novembro de 1610). A devoção aos anjos acompanhou a vida de São Carlos, a quem o conde de Olivares, Dom Enrique de Guzmán, embaixador de Filipe II em Roma, chamou de “mais anjo que homem” (Giovanni Pietro Giussano, Vita di São Carlo Borromeu , Stamperia della Camera Apostolica, Roma 1610, p. 441). Muitos artistas, como Teodoro Vallonio, em Palermo, e Sebastien Bourdon, retrataram em suas pinturas São Carlos Borromeu contemplando um anjo re-fundando sua espada Sangrenta, o que implica que a terrível epidemia de peste de 1576 havia cessado. Tudo começou no mês de agosto daquele ano. Milan estava em uma festa para receber Don Juan da Áustria, que passaria pelo Caminho Espanhol porque foi nomeado governador da Flandres. As autoridades da cidade fizeram o possível para divertir o príncipe hispânico com as mais altas honras. Carlos, que já era prelado da arquidiocese há seis anos, acompanhou com preocupação as notícias de Trento, Verona e Mântua, onde a praga já começara a colher vidas. Os primeiros casos ocorreram em Milão em 11 de agosto, precisamente quando Don Juan chegou da Áustria. O vencedor de Lepanto, seguido pelo governador Don Antonio de Guzmán e Zúñiga, deixou a cidade enquanto Carlos, que havia ido a Lodi para assistir aos funerais do bispo, se apressou a ir para lá. Em Milão, reinou o medo e a confusão, e o arcebispo dedicou-se inteiramente a ajudar os doentes e enviou orações públicas e privadas. Dom Prosper Guéranger resume com estas palavras a inesgotável caridade do bispo: “Na ausência de autoridades locais, ele organizou serviços de saúde, fundou e renovou hospitais, conseguiu dinheiro e suprimentos e ordenou medidas preventivas. Antes de tudo, ele tomou medidas para fornecer ajuda espiritual, assistência aos enfermos, sepultamento dos mortos e administração dos sacramentos aos habitantes da cidade, que estavam confinados em sua casa, entre outras medidas preventivas. Sem medo de contágio, ele pagou pessoalmente as despesas visitando hospitais, liderando procissões de penitências e fazendo de tudo para todos como pai e verdadeiro pastor » (L’anno liturgico – II. Tempo Pasquale e do Pentecoste, Paoline, Alba 1959, pp. 1245-1248). São Carlos estava convencido de que a epidemia era um flagelo enviado pelo Céu em punição pelos pecados do povo, e que para remediá-la era necessário recorrer a meios espirituais: oração e penitência. Ele censurou as autoridades civis que haviam criptografado sua confiança em meios humanos e não-divinos. «Não foram proibidas todas as reuniões piedosas e todas as procissões durante o tempo do Jubileu? Eu estava convencido de que essas eram as causas da punição ”(Chanoine Charles Sylvain, Histoire de Saint Charles Borromée, Desclée de Brouwer, Lille 1884, vol. II, p. 135) Os magistrados que governavam a cidade continuaram a se opor às cerimônias públicas por temer que as aglomerações aumentassem o contágio. Mas Carlos, que foi guiado pelo Espírito de Deus – diz outro de seus biógrafos -, o convenceu citando vários exemplos, incluindo o de São Gregório Magno, que havia parado a praga que atormentava Roma em 590 (Giussano, op. cit. p. 266). Enquanto a epidemia estava se espalhando, o arcebispo ordenou três procissões gerais, que aconteceriam nos dias 3, 5 e 6 de outubro em Milão, a fim de aplacar a ira de Deus. No primeiro dia, mesmo que não fosse a Quaresma, o santo impôs cinzas às cabeças de milhares de pessoas reunidas quando ele as exortou à penitência. Após a cerimônia, a procissão foi para a Basílica de Santo Ambrósio. Ele próprio foi à cidade com uma capa e capuz púrpura, descalço, com a corda penitente em volta do pescoço e carregando uma grande cruz. Na igreja, ele pregou na primeira lamentação do profeta Jeremias, Quomodo sedet solo civitas full populo, e afirmou que os pecados do povo haviam causado a justa indignação de Deus. A segunda das procissões lideradas pelo cardeal foi para a Basílica de San Lorenz. Em seu sermão, ele aplicou à cidade de Milão o sonho de Nabucodonosor narrado pelo profeta Daniel, “mostrando que a vingança divina havia caído sobre a cidade” (Giussano, Vita di San Carlo Borromeu, p. 267). No terceiro dia, a procissão foi da catedral para a Basílica de Santa Maria, nas imediações de San Celso. São Carlos carregava nas mãos a relíquia do Santo Prego de Nosso Senhor, que o imperador Teodósio doara a Santo Ambrósio no século V, e concluiu a cerimônia com um sermão intitulado Peccatum peccavi Jerusalem (Jeremias 1,8). A praga não apresentava sinais de diminuição e Milão era uma cidade deserta, porque um terço da população havia perdido a vida e os outros estavam em quarentena ou não ousavam sair de casa. O arcebispo ordenou que cerca de vinte colunas de pedra coroadas por uma cruz fossem erguidas nas principais praças e encruzilhadas da cidade, para que moradores de todos os bairros pudessem assistir a missas públicas e orações espiando pelas janelas de suas casas. Um dos Santos protetores de Milão era São Sebastián, o mártir que os romanos haviam recorrido durante a praga de 672. São Carlos propôs aos magistrados milaneses reconstruir o Santuário dedicado ao Sanoto, que estava em ruínas, e celebrar por dez anos Uma festa solene em sua homenagem. Finalmente, em julho de 1577, a praga cessou, A epidemia de peste que puniu Milão em 1576 foi a mesma que Roma havia saqueado os lansquenetes cinquenta anos antes: uma punição, mas também uma ocasião para purificar e converter. São Carlos Borromeu compilou suas meditações em um Memorial, no qual escreveu, entre outras coisas: «Cidade de Milão, sua grandeza subiu ao céu, suas riquezas estendidas até os confins do mundo (…) De repente, a praga vem do céu , que é a mão de Deus, e de repente seu orgulho foi abalado ” (Memoriale al su diletto popolo della città e diocesi di Milano, Michele Tini, Roma 1579, pp. 28-29). O Santo estava convencido de que tudo isso se devia à grande misericórdia de Deus: «Ele machucou e curou; Ele chicoteou e curou; Ele manejava a vara da punição e ofereceu a equipe de apoio ” (Memoriale, p. 81). São Carlos Borromeu morreu em 3 de novembro de 1584 e está enterrado na catedral de Milão. Seu coração foi solenemente transferido para Roma, para a Basílica de São Ambrósio e São Carlos, na Via del Corso, onde ele ainda é venerado. Incontáveis igrejas são dedicadas a ele, como o majestoso templo Karlsikirche [igreja de S. Carlos, N. de T.] em Viena, construído no século XVIII como um ato votivo do imperador Carlos VI, que confiou a cidade à proteção do Santo durante a praga de 1713. Durante os dezoito anos em que esteve no comando da arquidiocese de Milão, São Carlos dedicou-se com igual determinação ao combate à heresia, que considerou a praga espiritual. De acordo com São Carlos, “nenhuma outra falha ofende mais a Deus, ninguém provoca sua ira mais do que o vício da heresia e, por sua vez, nada arruina tanto as províncias quanto os reinos e essa pestilência horrenda” (Conc. Prov. V, Pars I) Citando esta frase, São Pio X chamou de “um modelo de rebanho e pastores nos tempos modernos, um defensor e conselheiro inabalável da verdadeira reforma católica contra os inovadores recentes, cuja intenção não era a reintegração, mas a deformação e a destruição. de fé e costumes (Encíclica Edita Saepe de 26 de maio de 1910). Por Roberto de Mattei | Traduzido de AdelanteLaFe #Coronavírus
- Como São Carlos Borromeu enfrentou a epidemia de seu tempo
São Carlos Borromeu (1538-1584), cardeal da Santa Igreja Católica e arcebispo de Milão de 1565 a 1583, foi qualificado no decreto de sua canonização como “um homem que, enquanto o mundo lhe sorri com grande bajulação, vive crucificado no mundo, vive na espírito, pisando nas coisas terrenas , procura continuamente seres celestiais, não só porque ele realizou o escritório de um anjo, mas porque ele emulado na terra os pensamentos e as obras da vida dos anjos ”(Paulo V, touro Unigenitus de 1 de novembro de 1610). A devoção aos anjos acompanhou a vida de São Carlos, a quem o conde de Olivares, Dom Enrique de Guzmán, embaixador de Filipe II em Roma, chamou de “mais anjo que homem” (Giovanni Pietro Giussano, Vita di São Carlo Borromeu , Stamperia della Camera Apostolica, Roma 1610, p. 441). Muitos artistas, como Teodoro Vallonio, em Palermo, e Sebastien Bourdon, retrataram em suas pinturas São Carlos Borromeu contemplando um anjo re-fundando sua espada Sangrenta, o que implica que a terrível epidemia de peste de 1576 havia cessado. Tudo começou no mês de agosto daquele ano. Milan estava em uma festa para receber Don Juan da Áustria, que passaria pelo Caminho Espanhol porque foi nomeado governador da Flandres. As autoridades da cidade fizeram o possível para divertir o príncipe hispânico com as mais altas honras. Carlos, que já era prelado da arquidiocese há seis anos, acompanhou com preocupação as notícias de Trento, Verona e Mântua, onde a praga já começara a colher vidas. Os primeiros casos ocorreram em Milão em 11 de agosto, precisamente quando Don Juan chegou da Áustria. O vencedor de Lepanto, seguido pelo governador Don Antonio de Guzmán e Zúñiga, deixou a cidade enquanto Carlos, que havia ido a Lodi para assistir aos funerais do bispo, se apressou a ir para lá. Em Milão, reinou o medo e a confusão, e o arcebispo dedicou-se inteiramente a ajudar os doentes e enviou orações públicas e privadas. Dom Prosper Guéranger resume com estas palavras a inesgotável caridade do bispo: “Na ausência de autoridades locais, ele organizou serviços de saúde, fundou e renovou hospitais, conseguiu dinheiro e suprimentos e ordenou medidas preventivas. Antes de tudo, ele tomou medidas para fornecer ajuda espiritual, assistência aos enfermos, sepultamento dos mortos e administração dos sacramentos aos habitantes da cidade, que estavam confinados em sua casa, entre outras medidas preventivas. Sem medo de contágio, ele pagou pessoalmente as despesas visitando hospitais, liderando procissões de penitências e fazendo de tudo para todos como pai e verdadeiro pastor » (L’anno liturgico – II. Tempo Pasquale e do Pentecoste, Paoline, Alba 1959, pp. 1245-1248). São Carlos estava convencido de que a epidemia era um flagelo enviado pelo Céu em punição pelos pecados do povo, e que para remediá-la era necessário recorrer a meios espirituais: oração e penitência. Ele censurou as autoridades civis que haviam criptografado sua confiança em meios humanos e não-divinos. «Não foram proibidas todas as reuniões piedosas e todas as procissões durante o tempo do Jubileu? Eu estava convencido de que essas eram as causas da punição ”(Chanoine Charles Sylvain, Histoire de Saint Charles Borromée, Desclée de Brouwer, Lille 1884, vol. II, p. 135) Os magistrados que governavam a cidade continuaram a se opor às cerimônias públicas por temer que as aglomerações aumentassem o contágio. Mas Carlos, que foi guiado pelo Espírito de Deus – diz outro de seus biógrafos -, o convenceu citando vários exemplos, incluindo o de São Gregório Magno, que havia parado a praga que atormentava Roma em 590 (Giussano, op. cit. p. 266). Enquanto a epidemia estava se espalhando, o arcebispo ordenou três procissões gerais, que aconteceriam nos dias 3, 5 e 6 de outubro em Milão, a fim de aplacar a ira de Deus. No primeiro dia, mesmo que não fosse a Quaresma, o santo impôs cinzas às cabeças de milhares de pessoas reunidas quando ele as exortou à penitência. Após a cerimônia, a procissão foi para a Basílica de Santo Ambrósio. Ele próprio foi à cidade com uma capa e capuz púrpura, descalço, com a corda penitente em volta do pescoço e carregando uma grande cruz. Na igreja, ele pregou na primeira lamentação do profeta Jeremias, Quomodo sedet solo civitas full populo, e afirmou que os pecados do povo haviam causado a justa indignação de Deus. A segunda das procissões lideradas pelo cardeal foi para a Basílica de San Lorenz. Em seu sermão, ele aplicou à cidade de Milão o sonho de Nabucodonosor narrado pelo profeta Daniel, “mostrando que a vingança divina havia caído sobre a cidade” (Giussano, Vita di San Carlo Borromeu, p. 267). No terceiro dia, a procissão foi da catedral para a Basílica de Santa Maria, nas imediações de San Celso. São Carlos carregava nas mãos a relíquia do Santo Prego de Nosso Senhor, que o imperador Teodósio doara a Santo Ambrósio no século V, e concluiu a cerimônia com um sermão intitulado Peccatum peccavi Jerusalem (Jeremias 1,8). A praga não apresentava sinais de diminuição e Milão era uma cidade deserta, porque um terço da população havia perdido a vida e os outros estavam em quarentena ou não ousavam sair de casa. O arcebispo ordenou que cerca de vinte colunas de pedra coroadas por uma cruz fossem erguidas nas principais praças e encruzilhadas da cidade, para que moradores de todos os bairros pudessem assistir a missas públicas e orações espiando pelas janelas de suas casas. Um dos Santos protetores de Milão era São Sebastián, o mártir que os romanos haviam recorrido durante a praga de 672. São Carlos propôs aos magistrados milaneses reconstruir o Santuário dedicado ao Sanoto, que estava em ruínas, e celebrar por dez anos Uma festa solene em sua homenagem. Finalmente, em julho de 1577, a praga cessou, A epidemia de peste que puniu Milão em 1576 foi a mesma que Roma havia saqueado os lansquenetes cinquenta anos antes: uma punição, mas também uma ocasião para purificar e converter. São Carlos Borromeu compilou suas meditações em um Memorial, no qual escreveu, entre outras coisas: «Cidade de Milão, sua grandeza subiu ao céu, suas riquezas estendidas até os confins do mundo (…) De repente, a praga vem do céu , que é a mão de Deus, e de repente seu orgulho foi abalado ” (Memoriale al su diletto popolo della città e diocesi di Milano, Michele Tini, Roma 1579, pp. 28-29). O Santo estava convencido de que tudo isso se devia à grande misericórdia de Deus: «Ele machucou e curou; Ele chicoteou e curou; Ele manejava a vara da punição e ofereceu a equipe de apoio ” (Memoriale, p. 81). São Carlos Borromeu morreu em 3 de novembro de 1584 e está enterrado na catedral de Milão. Seu coração foi solenemente transferido para Roma, para a Basílica de São Ambrósio e São Carlos, na Via del Corso, onde ele ainda é venerado. Incontáveis igrejas são dedicadas a ele, como o majestoso templo Karlsikirche [igreja de S. Carlos, N. de T.] em Viena, construído no século XVIII como um ato votivo do imperador Carlos VI, que confiou a cidade à proteção do Santo durante a praga de 1713. Durante os dezoito anos em que esteve no comando da arquidiocese de Milão, São Carlos dedicou-se com igual determinação ao combate à heresia, que considerou a praga espiritual. De acordo com São Carlos, “nenhuma outra falha ofende mais a Deus, ninguém provoca sua ira mais do que o vício da heresia e, por sua vez, nada arruina tanto as províncias quanto os reinos e essa pestilência horrenda” (Conc. Prov. V, Pars I) Citando esta frase, São Pio X chamou de “um modelo de rebanho e pastores nos tempos modernos, um defensor e conselheiro inabalável da verdadeira reforma católica contra os inovadores recentes, cuja intenção não era a reintegração, mas a deformação e a destruição. de fé e costumes (Encíclica Edita Saepe de 26 de maio de 1910). Por Roberto de Mattei | Traduzido de AdelanteLaFe #Coronavírus
- QUANDO O ISOLAMENTO VOLTA A SER UM VALOR POSITIVO – Aldo Maria Valli
Sempre pensei que o bom Deus, além de onipotente, também fosse sutilmente irônico. E nos últimos dias temos a confirmação disso. Há algum tempo, o Vaticano emitiu alguns documentos com novas regras para os que vivem vida contemplativa: os monges e freiras que vivem em mosteiros. Todos esses documentos visam modificar o monaquismo em nome da abertura, renovação e atualização, de acordo com a ideia de que permanecer fechado dentro de quatro paredes, em oração, é substancialmente inútil, porque o que importa é o compromisso social. Daí também a ideia estranha de que as freiras devem deixar os conventos para frequentar cursos de atualização, como se fossem gerentes cuidando de suas carreiras. Sobre essa reviravolta, escrevi um livreto, intitulado Claustrofobia, em cujo prefácio uma freira de clausura (forçada ao anonimato) fala de “extermínio silencioso” da vida contemplativa, um crime premeditado por aqueles que, não acreditando no poder de Deus, pretendem impor sua própria visão completamente horizontal da vida religiosa, reduzida ao assistencialismo social. Afinal, já conhecemos os slogans da “Igreja em saída”: abertura, acolhimento, pontes em vez de muros etc. Mas eis que uma epidemia se abate inesperadamente sobre nossas cidades e regiões; e, de repente, descobrimos que para nos defendermos, para tentar barrar o agressor, a receita certamente não está na abertura, mas no recolhimento. É proibido ter contatos próximos, é proibido tocar no outro, é proibido estar em um grupo. É melhor o isolamento, é melhor ficar em casa e limitar as saídas ao mínimo. É claro que não é um encerramento escolhido e adotado livremente, como no caso dos enclausurados, mas a indicação permanece clara: às vezes os muros são necessários, e é preciso manter certa distância. Se as pontes são importantes, também os muros têm sua função, e nada insignificante: de fato, em momentos difíceis, de “emergência”, como dizemos hoje, são precisamente os muros que nos permitem nos defender. Os documentos que mencionei acima querem combater, ou pelo menos diluir, o isolamento, considerado ruim porque afasta as pessoas dos problemas da sociedade. Pretende-se ignorar que foi precisamente no isolamento dos mosteiros, vivido por homens e mulheres que buscavam a Deus, que a cultura clássica foi preservada e transmitida até nossos dias. Pretende-se ignorar o fato de que a ciência médica sobreviveu graças aos mosteiros, tornando-se capaz de garantir assistência e cura durante carestias e pestes. E agora, em momentos de dificuldade, o isolamento e a separação voltam repentinamente a ser valores, e não desvalores. Fechar-se e entrincheirar-se voltam a ser uma forma legítima de proteção. “Eis o que diz o Senhor: “Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!” “Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.” (Jeremias, 17, 5-7) https://www.aldomariavalli.it/2020/03/05/se-lisolamento-torna-a-essere-un-valore/





![[O SEXO NO MUNDO PAGÃO] – Padre José María Iraburu](https://static.wixstatic.com/media/984c42_932240d7a3004e7fb8584d1470a56e21~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/984c42_932240d7a3004e7fb8584d1470a56e21~mv2.jpg)






































