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- A Oração – Mês das Almas do Purgatório (Dia 24)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Quarto Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – PRIMEIRO MEIO: A ORAÇÃO ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . PRIMEIRO MEIO: A ORAÇÃO A oração, feita diretamente pelas almas do Purgatório, é a súplica de um filho a Deus para que se mostre bom e misericordioso. A uma oração feita assim, no fundo da alma, será Deus insensível? De mais, a oração, quando parte de um coração puro e é feita com instância, tem por si só, diz S. Tiago, uma força imensa. Eleva-se até o coração de Deus, penetra nesse coração, comove-o, e lhe arranca, de alguma sorte, a despeito de sua justiça, o perdão e a misericórdia. Portanto, eu rogarei muito a Deus por meus mortos, farei a Deus esta violência que lhe é tão grata. Entre minhas orações, empregarei, de preferência, as que são indulgenciadas: o Terço, a Via Sacra, invocações especiais… etc. Uma indulgência é a remissão total ou parcial das penas temporais devidas aos pecados já perdoados quanto à ofensa e à pena eterna: essa remissão é outorgada pela Igreja, que recebeu de seu divino Fundador o poder de fazê-lo pela aplicação dos méritos superabundantes do mesmo Jesus Cristo e dos Santos. Aos que vivem neste mundo, como ainda estão sob a jurisdição do Papa, é este quem aplica as indulgências a modo de absolvição por força destas palavras de Jesus Cristo: “Tudo o que remitirdes na terra será remitido no Céu.” Quanto aos mortos, não estando mais sob essa jurisdição, as indulgências só lhes são aplicadas por modo de sufrágio, isto é, o Papa toma do tesouro da Igreja, formado pelos méritos de Jesus Cristo e dos Santos, o que sua prudência julga conveniente e o faz oferecer pelos fieis, em favor dos defuntos, a Deus que o aceita em satisfação por eles. Assim, os vivos substituem os mortos em virtude da comunhão, dos santos. É o que faz Sto. Tomás dizer que a indulgência não é uma pura remissão, mas uma espécie de resgate. Doutrina consoladora! Ela me dá ocasião de ser bom para com os meus defuntos: incute-me a convicção de que posso acumular para eles, proporciona-me o prazer de fazer por eles alguns sacrifícios, e expiar assim a falta de afeição e de reconhecimento de minha parte que, durante sua vida, lhes foi sem dúvida tão sensível! Uma indulgência é uma chave que a Igreja me confia para penetrar em seu tesouro, onde estão os méritos de Jesus Cristo e dos Santos, com permissão de retirar a soma que ela mesma indicou; — esta soma de méritos, eu a entrego a Deus para solver as dívidas das almas do Purgatório, e Deus a aceita, aplicando-a na medida que julga de conveniência. Oh! quanto sois verdadeiramente mãe, vós que nos entregais assim os vossos tesouros: — eu quero, pois, eu vou me aproveitar deles! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- A Oração – Mês das Almas do Purgatório (Dia 24)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Quarto Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – PRIMEIRO MEIO: A ORAÇÃO ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . PRIMEIRO MEIO: A ORAÇÃO A oração, feita diretamente pelas almas do Purgatório, é a súplica de um filho a Deus para que se mostre bom e misericordioso. A uma oração feita assim, no fundo da alma, será Deus insensível? De mais, a oração, quando parte de um coração puro e é feita com instância, tem por si só, diz S. Tiago, uma força imensa. Eleva-se até o coração de Deus, penetra nesse coração, comove-o, e lhe arranca, de alguma sorte, a despeito de sua justiça, o perdão e a misericórdia. Portanto, eu rogarei muito a Deus por meus mortos, farei a Deus esta violência que lhe é tão grata. Entre minhas orações, empregarei, de preferência, as que são indulgenciadas: o Terço, a Via Sacra, invocações especiais… etc. Uma indulgência é a remissão total ou parcial das penas temporais devidas aos pecados já perdoados quanto à ofensa e à pena eterna: essa remissão é outorgada pela Igreja, que recebeu de seu divino Fundador o poder de fazê-lo pela aplicação dos méritos superabundantes do mesmo Jesus Cristo e dos Santos. Aos que vivem neste mundo, como ainda estão sob a jurisdição do Papa, é este quem aplica as indulgências a modo de absolvição por força destas palavras de Jesus Cristo: “Tudo o que remitirdes na terra será remitido no Céu.” Quanto aos mortos, não estando mais sob essa jurisdição, as indulgências só lhes são aplicadas por modo de sufrágio, isto é, o Papa toma do tesouro da Igreja, formado pelos méritos de Jesus Cristo e dos Santos, o que sua prudência julga conveniente e o faz oferecer pelos fieis, em favor dos defuntos, a Deus que o aceita em satisfação por eles. Assim, os vivos substituem os mortos em virtude da comunhão, dos santos. É o que faz Sto. Tomás dizer que a indulgência não é uma pura remissão, mas uma espécie de resgate. Doutrina consoladora! Ela me dá ocasião de ser bom para com os meus defuntos: incute-me a convicção de que posso acumular para eles, proporciona-me o prazer de fazer por eles alguns sacrifícios, e expiar assim a falta de afeição e de reconhecimento de minha parte que, durante sua vida, lhes foi sem dúvida tão sensível! Uma indulgência é uma chave que a Igreja me confia para penetrar em seu tesouro, onde estão os méritos de Jesus Cristo e dos Santos, com permissão de retirar a soma que ela mesma indicou; — esta soma de méritos, eu a entrego a Deus para solver as dívidas das almas do Purgatório, e Deus a aceita, aplicando-a na medida que julga de conveniência. Oh! quanto sois verdadeiramente mãe, vós que nos entregais assim os vossos tesouros: — eu quero, pois, eu vou me aproveitar deles! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Santo André Dung-Lac e companheiros – 24 de Novembro
SANTO DO DIA – 24 DE NOVEMBRO – SANTO ANDRÉ DUNG-LAC E COMPANHEIROS Mártires (séculos XVI a XX) A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares. Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita. Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio. Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: ‘Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer’. Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã. Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fieis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região. A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte. Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia
- Santo André Dung-Lac e companheiros – 24 de Novembro
SANTO DO DIA – 24 DE NOVEMBRO – SANTO ANDRÉ DUNG-LAC E COMPANHEIROS Mártires (séculos XVI a XX) A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares. Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita. Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio. Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: ‘Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer’. Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã. Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fieis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região. A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte. Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia
- Homilia Diária | Até quando Jesus chorará sobre nós?
Quinta-feira da 33.ª Semana do Tempo Comum Tendo enfim Jerusalém diante dos olhos, Jesus chora sobre a cidade santa. O Evangelho de hoje nos confronta assim com a cena tocante do Deus que se entristece e, como pai amoroso, derrama lágrimas pelo filho perdido. Esta tristeza, porém, tem algo de alegria: “Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados”, pois o consolo de Cristo está na conversão sincera de nossos corações, em reconhecer o tempo em que Ele nos visita e convida-nos à penitência. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 23 de novembro, e descubra a urgência de nos convertermos a cada instante e enxugarmos os olhos deste Deus a quem tanto ofendemos. Santo do Dia: São Clemente I, papa e mártir, promotor da paz e da concórdia Evangelho (Lc 19,41-44) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (cf. Sl 94(95),8ab) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 41 quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42 “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43 Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44 Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Até quando Jesus chorará sobre nós?
Quinta-feira da 33.ª Semana do Tempo Comum Tendo enfim Jerusalém diante dos olhos, Jesus chora sobre a cidade santa. O Evangelho de hoje nos confronta assim com a cena tocante do Deus que se entristece e, como pai amoroso, derrama lágrimas pelo filho perdido. Esta tristeza, porém, tem algo de alegria: “Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados”, pois o consolo de Cristo está na conversão sincera de nossos corações, em reconhecer o tempo em que Ele nos visita e convida-nos à penitência. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 23 de novembro, e descubra a urgência de nos convertermos a cada instante e enxugarmos os olhos deste Deus a quem tanto ofendemos. Santo do Dia: São Clemente I, papa e mártir, promotor da paz e da concórdia Evangelho (Lc 19,41-44) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (cf. Sl 94(95),8ab) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 41 quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42 “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43 Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44 Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Clemente I, papa e mártir, promotor da paz e da concórdia – 23 de Novembro
SANTO DO DIA – 23 DE NOVEMBRO – SÃO CLEMENTE I Papa e mártir (+101) Temos preciosas informações do terceiro sucessor de são Pedro na sé apostólica de Roma – nomeado na prece eucarística -, em um escrito de santo Irineu no ano 180: Clemente “havia visto os apóstolos e conversado com eles, tinha ouvido o próprio som de sua prédica e tivera a sua tradição sob os olhos”. É sempre Irineu quem nos informa sobre a célebre carta escrita pelo papa à igreja de Corinto – um importantíssimo documento sobre a Igreja primitiva e sobre a reconhecida autoridade do papa no governo e na direção espiritual e moral das várias comunidades. Ei-la: “Trar-nos-íeis júbilo e alegria”, escrevia o papa Clemente à Igreja de Corinto, dividida por um cisma interno, “se, curvando-vos às advertências por nós escritas com a graça do Espírito Santo, abandonásseis a ilícita paixão da inveja”. Este é o importante legado deixado pelo papa Clemente. Dele nos fala ainda a basílica constantiniana, construída nas vertentes do monte Célio, provavelmente sobre as ruínas de sua casa, onde são conservadas suas relíquias, transportadas da Criméia, no século IX, por são Cirilo, o grande apóstolo dos eslavos. Segundo uma antiga tradição, o papa Clemente foi relegado pelo imperador Trajano a uma cidade do Quersoneso, junto com muitos outros cristãos, condenados a trabalhos forçados nas minas de mármore. Sua presença foi de grande conforto para os prisioneiros, até que o próprio imperador encarregou um magistrado de truncar sua atividade com uma exemplar condenação capital, caso Clemente não renegasse publicamente a Cristo, sacrificando aos deuses de Roma. Esta tradição é bem conhecida. Assim, quando são Cirilo esteve na Criméia, em 868, para evangelizar os Cazares, foi-lhe indicada uma fossa dentro da qual se tinham descoberto ossos humanos junto com uma âncora; este particular induziu Cirilo a crer ter encontrado as relíquias do santo pontífice. Mais tarde, Cirilo levou as relíquias para Roma, a fim de serem guardadas na basílica a ele dedicada. Do livro “Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora. São Clemente, Papa e Mártir Enquanto a ruína de Jerusalém e do templo acarretava a ruína da sinagoga e do sacerdote de Aarão, os pontífices da Igreja cristã se sucediam, em Roma, na Cátedra eterna de São Pedro. São Lino, morto depois de um pontificado de quase doze anos, a contar da época em que São Pedro o encarregou de governar a Igreja romana em sua ausência, e de somente dois depois do martírio do mesmo apóstolo, subiu ao pontificado São Clemente, o mesmo do qual São Pedro fala na epístola aos Filipenses. Temos do Papa São Clemente uma carta aos cristãos de Corinto. Escreveu-a por ocasião dum cisma assaz grave, excitado naquela igreja por um pequeno número de sediciosos, que enciumados dalguns sacerdotes de grande mérito e virtude comprovada, não cessaram de os perseguir. E, enquanto não os viram, pela calúnia e os artifícios, despojados das dignidades, não deram tréguas. O ciúme e a inveja sempre, em todos os tempos, geraram grandes males, diz ele. Além dos exemplos da antiguidade, cita o de apóstolos perseguidos, que acabaram recebendo a coroa dos mártires, tudo devido ao ciúme, à inveja. Cita também, na carta, o caso de duas damas ilustres, Danaide e Dirce, que por inveja, foram gravemente maltratadas, e chegaram à vitória. Deveis fugir das dissensões, das disputas, e abraçar a penitência, praticar a caridade, a humildade, a doçura, para conservar a boa ordem nas funções da igreja, evitando agitações e respeitando a hierarquia eclesiástica, submisso, cada qual, aos legítimos pastores. (…) Depois doutras considerações, prossegue: Considerai os que fazem a guerra: com que ordem, com que bravura e submissão executam ordens do comando. Nem todos são generais, nem tribunos, nem centuriões, nem oficiais de grau. Cada qual, no posto que lhe é peculiar, executa ordenadamente o que lhe compete executar: acatam todos o que do rei e dos chefes emana. Os grandes não podem subsistir sem os pequenos, os humildes, nem os pequeninos sem os grandes. É recíproca harmonia que resulta a utilidade comum. Devemos observar pontualmente o que nos foi prescrito por Deus. É Ele que estabelece, por suprema vontade, em que tempo, em que lugar e por quais pessoas é preciso fazerem-se oblações sagradas e celebrar os divinos ofícios: as oferendas dos que são puros, santos e agradáveis aos olhos do Pai, que em tudo se conformam com a vontade divina. Aos prelados são designadas funções próprias. Aos sacerdotes, o competente lugar, Tudo, então, marchará bem. Depois acrescenta que, para estabelecer a ordem, foi Jesus Cristo enviado por Deus, e os apóstolos por Cristo Jesus, depois da descida do Espírito Santo. Nota-se nesta carta que, falando da ressurreição dos corpos, São Clemente cita, entre outros exemplos, tirados da natureza, o da fênix, a fabulosa ave que, segundo a mitologia, vivia nãos e anos e, queimada, renascia das cinzas mesmas. Uma coisa mais notável ainda, é que, falando da harmonia que reina no universo, refere-se abertamente aos antípodas, ou seja, à parte do globo que se designou Novo Mundo. E continua, para exortar à paz: Os céus, movendo-se à vontade do Criador, são-lhe submissos em paz. O dia e a noite, sem jamais embaraçar um na outra, cumprem a carreira que Ele lhes prescreveu. O sol, a lua, todo o conjunto dos astros, segundo a ordem que jamais transgridem, rolam nas esferas imensas que lhes foram traçadas. Nos tempos marcados pela Vontade, a terra, sem hesitar, sem mudar nos decretos, apresenta o seio fecundo e carregado de alimentos para os homens, os animais e todos os seres que a habitam. Os abismos impenetráveis, os segredos do mundo subterrâneo são regidos pela mesma lei. Conforme às ordens do Supremo, a profundeza do mar, soerguida, em toda a extensão, não transpõe as barreiras que o contém. Deus ordena, e ele obedece: Diz-lhe “Tu virás até aqui. Aqui as ondas se quebrarão sobre si mesmas”. O oceano, impermeável ao homem, e tudo o que nele existe, governam-no as mesmas leis do soberano Mestre. A primavera, o verão, o outono e o inverno sucedem-se na paz um com o outro. Atendendo o tempo prescrito, os ventos cumprem o ministério que devem cumprir, sem obstáculos. As fontes, inesgotáveis, criadas para entreter a saúde e a vida, obedecem ao homem, sem jamais falar, águas abundantes. Enfim, até na mais pequena assembléia de animais reina a paz e a concórdia. Tudo é paz, tudo é ordem. Assim o quer o Criador e o Mestre de todas as coisas, que se mostra bondoso com tudo, mais ainda conosco, os homens, aos quais deu o Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem a glória e a majestade nos séculos dos séculos. Amém. Depois dessa carta foram enviados a Corinto cinco legados: Cláudio, Efebo, Valério, Viton e Fortunato, sem dúvida a fim de que, pela prudência, zelo e sabedoria, trabalhassem ainda de viva voz para acalmar as dissensões, e restabelecessem naquela igreja a tranquilidade e a paz. Também aos romanos roga como aos de Corinto: Diligenciai a fim de que nos tragam o mais cedo possível, boas novas de vossa paz e de vossa concórdia, coisas que, naturalmente, desejamos com vivo ardor. Esta carta foi escrita depois da morte de Nero, e antes da destruição de Jerusalém e do templo. Nela, entrevê-se que os sacrifícios da manhã e da noite ainda se ofereciam em Jerusalém, no adro do templo, ao pé do altar, e depois do pontífice e dos ministros terem atentamente examinado a vítima. Nela também se fala da perseguição de Nero, onde São Pedro e São Paulo sofreram o martírio com um grande número de fiéis. Duas outras cartas de Clemente foram descobertas nas quais fala das vantagens da virgindade. Diz São Jerônimo: Nas epístolas que Clemente, sucessor de São Pedro, escreveu às virgens, quase em todas elas se estende as excelências da virgindade. Foi o Papa São Clemente que enviou às Gálias, São Dionísio, primeiro bispo de Paris. São Clemente, discípulo e sucessor de São Pedro, recebeu, como ele, a coroa dos mártires. Foi exilado no Quersoneso, durante a perseguição de Trajano: mais tarde, precipitado ao mar com uma âncora atada ao corpo; e depois transportado para Roma, sob o pontificado de São Nicolau, o primeiro. Jaz na igreja que lhe tem o nome. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 204 à 209) #SantodoDia
- São Clemente I, papa e mártir, promotor da paz e da concórdia – 23 de Novembro
SANTO DO DIA – 23 DE NOVEMBRO – SÃO CLEMENTE I Papa e mártir (+101) Temos preciosas informações do terceiro sucessor de são Pedro na sé apostólica de Roma – nomeado na prece eucarística -, em um escrito de santo Irineu no ano 180: Clemente “havia visto os apóstolos e conversado com eles, tinha ouvido o próprio som de sua prédica e tivera a sua tradição sob os olhos”. É sempre Irineu quem nos informa sobre a célebre carta escrita pelo papa à igreja de Corinto – um importantíssimo documento sobre a Igreja primitiva e sobre a reconhecida autoridade do papa no governo e na direção espiritual e moral das várias comunidades. Ei-la: “Trar-nos-íeis júbilo e alegria”, escrevia o papa Clemente à Igreja de Corinto, dividida por um cisma interno, “se, curvando-vos às advertências por nós escritas com a graça do Espírito Santo, abandonásseis a ilícita paixão da inveja”. Este é o importante legado deixado pelo papa Clemente. Dele nos fala ainda a basílica constantiniana, construída nas vertentes do monte Célio, provavelmente sobre as ruínas de sua casa, onde são conservadas suas relíquias, transportadas da Criméia, no século IX, por são Cirilo, o grande apóstolo dos eslavos. Segundo uma antiga tradição, o papa Clemente foi relegado pelo imperador Trajano a uma cidade do Quersoneso, junto com muitos outros cristãos, condenados a trabalhos forçados nas minas de mármore. Sua presença foi de grande conforto para os prisioneiros, até que o próprio imperador encarregou um magistrado de truncar sua atividade com uma exemplar condenação capital, caso Clemente não renegasse publicamente a Cristo, sacrificando aos deuses de Roma. Esta tradição é bem conhecida. Assim, quando são Cirilo esteve na Criméia, em 868, para evangelizar os Cazares, foi-lhe indicada uma fossa dentro da qual se tinham descoberto ossos humanos junto com uma âncora; este particular induziu Cirilo a crer ter encontrado as relíquias do santo pontífice. Mais tarde, Cirilo levou as relíquias para Roma, a fim de serem guardadas na basílica a ele dedicada. Do livro “Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora. São Clemente, Papa e Mártir Enquanto a ruína de Jerusalém e do templo acarretava a ruína da sinagoga e do sacerdote de Aarão, os pontífices da Igreja cristã se sucediam, em Roma, na Cátedra eterna de São Pedro. São Lino, morto depois de um pontificado de quase doze anos, a contar da época em que São Pedro o encarregou de governar a Igreja romana em sua ausência, e de somente dois depois do martírio do mesmo apóstolo, subiu ao pontificado São Clemente, o mesmo do qual São Pedro fala na epístola aos Filipenses. Temos do Papa São Clemente uma carta aos cristãos de Corinto. Escreveu-a por ocasião dum cisma assaz grave, excitado naquela igreja por um pequeno número de sediciosos, que enciumados dalguns sacerdotes de grande mérito e virtude comprovada, não cessaram de os perseguir. E, enquanto não os viram, pela calúnia e os artifícios, despojados das dignidades, não deram tréguas. O ciúme e a inveja sempre, em todos os tempos, geraram grandes males, diz ele. Além dos exemplos da antiguidade, cita o de apóstolos perseguidos, que acabaram recebendo a coroa dos mártires, tudo devido ao ciúme, à inveja. Cita também, na carta, o caso de duas damas ilustres, Danaide e Dirce, que por inveja, foram gravemente maltratadas, e chegaram à vitória. Deveis fugir das dissensões, das disputas, e abraçar a penitência, praticar a caridade, a humildade, a doçura, para conservar a boa ordem nas funções da igreja, evitando agitações e respeitando a hierarquia eclesiástica, submisso, cada qual, aos legítimos pastores. (…) Depois doutras considerações, prossegue: Considerai os que fazem a guerra: com que ordem, com que bravura e submissão executam ordens do comando. Nem todos são generais, nem tribunos, nem centuriões, nem oficiais de grau. Cada qual, no posto que lhe é peculiar, executa ordenadamente o que lhe compete executar: acatam todos o que do rei e dos chefes emana. Os grandes não podem subsistir sem os pequenos, os humildes, nem os pequeninos sem os grandes. É recíproca harmonia que resulta a utilidade comum. Devemos observar pontualmente o que nos foi prescrito por Deus. É Ele que estabelece, por suprema vontade, em que tempo, em que lugar e por quais pessoas é preciso fazerem-se oblações sagradas e celebrar os divinos ofícios: as oferendas dos que são puros, santos e agradáveis aos olhos do Pai, que em tudo se conformam com a vontade divina. Aos prelados são designadas funções próprias. Aos sacerdotes, o competente lugar, Tudo, então, marchará bem. Depois acrescenta que, para estabelecer a ordem, foi Jesus Cristo enviado por Deus, e os apóstolos por Cristo Jesus, depois da descida do Espírito Santo. Nota-se nesta carta que, falando da ressurreição dos corpos, São Clemente cita, entre outros exemplos, tirados da natureza, o da fênix, a fabulosa ave que, segundo a mitologia, vivia nãos e anos e, queimada, renascia das cinzas mesmas. Uma coisa mais notável ainda, é que, falando da harmonia que reina no universo, refere-se abertamente aos antípodas, ou seja, à parte do globo que se designou Novo Mundo. E continua, para exortar à paz: Os céus, movendo-se à vontade do Criador, são-lhe submissos em paz. O dia e a noite, sem jamais embaraçar um na outra, cumprem a carreira que Ele lhes prescreveu. O sol, a lua, todo o conjunto dos astros, segundo a ordem que jamais transgridem, rolam nas esferas imensas que lhes foram traçadas. Nos tempos marcados pela Vontade, a terra, sem hesitar, sem mudar nos decretos, apresenta o seio fecundo e carregado de alimentos para os homens, os animais e todos os seres que a habitam. Os abismos impenetráveis, os segredos do mundo subterrâneo são regidos pela mesma lei. Conforme às ordens do Supremo, a profundeza do mar, soerguida, em toda a extensão, não transpõe as barreiras que o contém. Deus ordena, e ele obedece: Diz-lhe “Tu virás até aqui. Aqui as ondas se quebrarão sobre si mesmas”. O oceano, impermeável ao homem, e tudo o que nele existe, governam-no as mesmas leis do soberano Mestre. A primavera, o verão, o outono e o inverno sucedem-se na paz um com o outro. Atendendo o tempo prescrito, os ventos cumprem o ministério que devem cumprir, sem obstáculos. As fontes, inesgotáveis, criadas para entreter a saúde e a vida, obedecem ao homem, sem jamais falar, águas abundantes. Enfim, até na mais pequena assembléia de animais reina a paz e a concórdia. Tudo é paz, tudo é ordem. Assim o quer o Criador e o Mestre de todas as coisas, que se mostra bondoso com tudo, mais ainda conosco, os homens, aos quais deu o Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem a glória e a majestade nos séculos dos séculos. Amém. Depois dessa carta foram enviados a Corinto cinco legados: Cláudio, Efebo, Valério, Viton e Fortunato, sem dúvida a fim de que, pela prudência, zelo e sabedoria, trabalhassem ainda de viva voz para acalmar as dissensões, e restabelecessem naquela igreja a tranquilidade e a paz. Também aos romanos roga como aos de Corinto: Diligenciai a fim de que nos tragam o mais cedo possível, boas novas de vossa paz e de vossa concórdia, coisas que, naturalmente, desejamos com vivo ardor. Esta carta foi escrita depois da morte de Nero, e antes da destruição de Jerusalém e do templo. Nela, entrevê-se que os sacrifícios da manhã e da noite ainda se ofereciam em Jerusalém, no adro do templo, ao pé do altar, e depois do pontífice e dos ministros terem atentamente examinado a vítima. Nela também se fala da perseguição de Nero, onde São Pedro e São Paulo sofreram o martírio com um grande número de fiéis. Duas outras cartas de Clemente foram descobertas nas quais fala das vantagens da virgindade. Diz São Jerônimo: Nas epístolas que Clemente, sucessor de São Pedro, escreveu às virgens, quase em todas elas se estende as excelências da virgindade. Foi o Papa São Clemente que enviou às Gálias, São Dionísio, primeiro bispo de Paris. São Clemente, discípulo e sucessor de São Pedro, recebeu, como ele, a coroa dos mártires. Foi exilado no Quersoneso, durante a perseguição de Trajano: mais tarde, precipitado ao mar com uma âncora atada ao corpo; e depois transportado para Roma, sob o pontificado de São Nicolau, o primeiro. Jaz na igreja que lhe tem o nome. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 204 à 209) #SantodoDia
- Meios que a Igreja nos fornece para aliviar as Almas Purgatório – Mês das Almas do Purgatório (Dia 2
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Terceiro Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – MEIOS GERAIS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . MEIOS GERAIS Graças, meu Deus, mil graças de terdes em vossa infinita misericórdia permitido a meu coração fazer bem a meus pobres finados e de haverdes multiplicado em redor de mim os meios de fazê-lo. Esses meios, diz um piedoso autor, são tão numerosos como as pulsações de meu coração, como meus pensamentos, como minhas palavras, meus suspiros, minhas ações, porque não há uma só destas coisas que não lhes possa aproveitar. Um movimento do coração em sua intenção, — um olhar para o Céu em sua lembrança, — um suspiro de piedade por eles, — um pensamento de compaixão sobre os males que sofrem, — os nomes de Jesus e de Maria pronunciados com devoção em seu favor,—a menor obra boa em recordação deles, — diminuem certamente suas penas, contanto que a caridade tenha parte nisso e que esteja em estado de graça aquele que pensa neles e por eles trabalha. Realmente custa-nos muito pouco sufragar os defuntos. Somos obrigados a fazer certas orações, quer em particular, quer em público, — a assistir à santa Missa, ao menos nos domingos e festas de preceitos, — a aproximar-nos dos sacramentos em certas épocas, a fazer alguns jejuns e esmolas, — a perdoar aos nossos inimigos. — Tudo isto, se, estando na graça de Deus, o oferecemos pelas almas do Purgatório, é aceito por Deus e serve para alívio delas. E os males de todos os dias? os dissabores que perturbam quase continuamente nossa vida, — a fadiga do trabalho obrigatório, — as enfermidades enviadas discretamente por Deus, — as humilhações imerecidas, a intempérie inevitável das estações, a tarefa de suportar os humores e caprichos dos que nos rodeiam, tudo isso ainda pode servir para expiar nossos pecados e os pecados das pobres almas do Purgatório. Aceitemos, pois, tudo o que o bom Deus permite, sem murmurar jamais contra ele: todas as manhãs, ofereçamos a Deus, em favor dos nossos finados, todo o bem que pudermos fazer… oh! de que sofrimentos serão aliviados no Purgatório! Quão rico é o homem, diz Bossuet, pois que com tão pouco pode ganhar o Céu e fazê-lo ganhar aos outros! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Meios que a Igreja nos fornece para aliviar as Almas Purgatório – Mês das Almas do Purgatório (Dia 2
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Terceiro Dia Meditação: MEIOS QUE A IGREJA NOS FORNECE PARA ALIVIAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO – MEIOS GERAIS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . MEIOS GERAIS Graças, meu Deus, mil graças de terdes em vossa infinita misericórdia permitido a meu coração fazer bem a meus pobres finados e de haverdes multiplicado em redor de mim os meios de fazê-lo. Esses meios, diz um piedoso autor, são tão numerosos como as pulsações de meu coração, como meus pensamentos, como minhas palavras, meus suspiros, minhas ações, porque não há uma só destas coisas que não lhes possa aproveitar. Um movimento do coração em sua intenção, — um olhar para o Céu em sua lembrança, — um suspiro de piedade por eles, — um pensamento de compaixão sobre os males que sofrem, — os nomes de Jesus e de Maria pronunciados com devoção em seu favor,—a menor obra boa em recordação deles, — diminuem certamente suas penas, contanto que a caridade tenha parte nisso e que esteja em estado de graça aquele que pensa neles e por eles trabalha. Realmente custa-nos muito pouco sufragar os defuntos. Somos obrigados a fazer certas orações, quer em particular, quer em público, — a assistir à santa Missa, ao menos nos domingos e festas de preceitos, — a aproximar-nos dos sacramentos em certas épocas, a fazer alguns jejuns e esmolas, — a perdoar aos nossos inimigos. — Tudo isto, se, estando na graça de Deus, o oferecemos pelas almas do Purgatório, é aceito por Deus e serve para alívio delas. E os males de todos os dias? os dissabores que perturbam quase continuamente nossa vida, — a fadiga do trabalho obrigatório, — as enfermidades enviadas discretamente por Deus, — as humilhações imerecidas, a intempérie inevitável das estações, a tarefa de suportar os humores e caprichos dos que nos rodeiam, tudo isso ainda pode servir para expiar nossos pecados e os pecados das pobres almas do Purgatório. Aceitemos, pois, tudo o que o bom Deus permite, sem murmurar jamais contra ele: todas as manhãs, ofereçamos a Deus, em favor dos nossos finados, todo o bem que pudermos fazer… oh! de que sofrimentos serão aliviados no Purgatório! Quão rico é o homem, diz Bossuet, pois que com tão pouco pode ganhar o Céu e fazê-lo ganhar aos outros! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 4º Motivo: O Julgamento que nos espera após a Morte – Mês das Almas do Purgatório (Dia 22)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Segundo Dia Meditação: 4º MOTIVO – O JULGAMENTO QUE NOS ESPERA APÓS A MORTE ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ouvi estas palavras do Evangelho: O que fizerdes ao mínimo dos meus, é a mim que o fazeis. — Sereis medidos com a mesma medida de que houverdes usado com outros. Virá um dia, e talvez esse dia não esteja longe, em que estareis vós mesmos no lugar da terrível expiação. Conhecereis então, por uma experiência pessoal e dolorosa, o que é o Purgatório; e, como as pobres almas que lá sofrem a esta hora, clamareis com um acento aflitivo: — tende piedade de mim, tende piedade! E, por uma justa permissão divina, estes gritos despedaçadores penetrarão na alma daqueles a quem vos dirigirdes na medida em que agora as súplicas das almas calam em vosso coração: esquecestes? sereis esquecido!; repelistes como importunos seus pedidos de orações? vossas instâncias também serão repelidas; — não quisestes sofrer uma privação para dar uma esmola em favor dos mortos? não se fará esmola em vosso beneficio. E assim ficareis só, sem amigos, obrigado a permanecer no fogo purificador até expiardes vós mesmo ainda a mais pequena mancha. E, mesmo quando, mais caridosos que vós, vossos parentes intercedessem por vosso livramento, Deus, árbitro supremo da aplicação de seus sufrágios, quiçá não vos deixará sentir em toda sua medida os efeitos de uma caridade da qual vos tornastes tão pouco digno. Oh! não nos coloquemos em condições de ser assim abandonados! Mas, se houverdes sido bom, dedicado, generoso com essas pobres almas, é Deus — Ele o disse — é Deus mesmo que vos retribuirá, e no cêntuplo, o que tiverdes feito em seu nome pelos seus, e, até dado que vossos parentes e amigos vos abandonem, Deus suscitará boas almas que hão de orar e expiar por vós; ou, talvez, por uma abundância de graça toda especial, aumentando aqui mesmo na terra vosso amor por Ele, vos fará expiar em vida todos os vossos pecados. Deus é muito justo para deixar uma só ação boa sem recompensa, e, recompensando como Deus, dá sempre mais do que se lhe deu. Terminemos com estas palavras de Santo Ambrósio: “Tudo o que damos por caridade às almas do Purgatório converte-se em graças para nós, e, após a morte, encontramos o seu valor centuplicado.” O Purgatório é como um banco espiritual em que podemos depositar cotidianamente nossas boas obras, por menores que sejam; e aí estão em seguro e se multiplicam; e, quando nos vemos aflitos e inquietos, daí vem, como viria o rendimento de um dinheiro depositado, a luz, a força e a prudência que nos são preciosas em nossas dificuldades. Sejamos, pois, generosos, muito generosos. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 4º Motivo: O Julgamento que nos espera após a Morte – Mês das Almas do Purgatório (Dia 22)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Segundo Dia Meditação: 4º MOTIVO – O JULGAMENTO QUE NOS ESPERA APÓS A MORTE ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ouvi estas palavras do Evangelho: O que fizerdes ao mínimo dos meus, é a mim que o fazeis. — Sereis medidos com a mesma medida de que houverdes usado com outros. Virá um dia, e talvez esse dia não esteja longe, em que estareis vós mesmos no lugar da terrível expiação. Conhecereis então, por uma experiência pessoal e dolorosa, o que é o Purgatório; e, como as pobres almas que lá sofrem a esta hora, clamareis com um acento aflitivo: — tende piedade de mim, tende piedade! E, por uma justa permissão divina, estes gritos despedaçadores penetrarão na alma daqueles a quem vos dirigirdes na medida em que agora as súplicas das almas calam em vosso coração: esquecestes? sereis esquecido!; repelistes como importunos seus pedidos de orações? vossas instâncias também serão repelidas; — não quisestes sofrer uma privação para dar uma esmola em favor dos mortos? não se fará esmola em vosso beneficio. E assim ficareis só, sem amigos, obrigado a permanecer no fogo purificador até expiardes vós mesmo ainda a mais pequena mancha. E, mesmo quando, mais caridosos que vós, vossos parentes intercedessem por vosso livramento, Deus, árbitro supremo da aplicação de seus sufrágios, quiçá não vos deixará sentir em toda sua medida os efeitos de uma caridade da qual vos tornastes tão pouco digno. Oh! não nos coloquemos em condições de ser assim abandonados! Mas, se houverdes sido bom, dedicado, generoso com essas pobres almas, é Deus — Ele o disse — é Deus mesmo que vos retribuirá, e no cêntuplo, o que tiverdes feito em seu nome pelos seus, e, até dado que vossos parentes e amigos vos abandonem, Deus suscitará boas almas que hão de orar e expiar por vós; ou, talvez, por uma abundância de graça toda especial, aumentando aqui mesmo na terra vosso amor por Ele, vos fará expiar em vida todos os vossos pecados. Deus é muito justo para deixar uma só ação boa sem recompensa, e, recompensando como Deus, dá sempre mais do que se lhe deu. Terminemos com estas palavras de Santo Ambrósio: “Tudo o que damos por caridade às almas do Purgatório converte-se em graças para nós, e, após a morte, encontramos o seu valor centuplicado.” O Purgatório é como um banco espiritual em que podemos depositar cotidianamente nossas boas obras, por menores que sejam; e aí estão em seguro e se multiplicam; e, quando nos vemos aflitos e inquietos, daí vem, como viria o rendimento de um dinheiro depositado, a luz, a força e a prudência que nos são preciosas em nossas dificuldades. Sejamos, pois, generosos, muito generosos. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Premiado em vários países, filme ‘A Força da Amizade’ estreia nos cinemas amanhã
Drama sobre dois jovens, em busca de retratar a história de Padre Pio, recebeu 12 premiações que incluem ‘Melhor Filme’, ‘Melhor Filme Infantil’ e ‘Trilha Sonora’ São Paulo, 21 de novembro de 2023. ‘A Força da Amizade – um caminho com Padre Pio’ , que estreia em cinemas do Brasil nesta quinta-feira, 23 de novembro, recebeu diversas premiações internacionais. O filme traz um olhar para a vida do santo italiano, a partir da iniciativa de dois bons amigos, Luca e Sebastiano, que se aventuram a escrever um livro contando sua história. O drama soma 12 títulos em premiações e festivais. Entre eles, de ‘Melhor Filme’, em Toronto, no Prêmio de Cinematografia Canadense e em Los Angeles, nos Estados Unidos, no Prêmio de filmes de Hollywood. Também na Califórnia, a produção levou como ‘Melhor Filme Infantil’, pelo Norcal International Film Festival, reforçando a proposta de um conteúdo voltado ao público infanto-juvenil. Por sua fotografia, o filme foi premiado nos Estados Unidos e Holanda. O festival Internacional de música de cinema da Croácia, deu o título de “Melhor trilha sonora”. Além disso, recebeu Menção Honrosa no Festival de cinema Mediterrâneo de Cannes (França) e o Prêmio Especial Rotary na Itália. A sequência de premiações indica mais “motivos” para assisti-lo. Indica a qualidade desse material. Para mais, “A Força da amizade” prova que, cada vez mais, os filmes cristãos têm atraído público e buscado seu espaço no mercado cinematográfico. De 23 a 29 de novembro, os brasileiros estão convidados a caminhar com os amigos Luca e Sebastiano para descobrir mais sobre a vida, a obra e os milagres de São Padre Pio em “ A Força da Amizade”. Um filme para toda família. Amizade e fé se misturam e fazem a história acontecer. Assista ao trailer: SINOPSE Luca é um garoto de 12 anos de San Giovanni Rotondo, ao sul da Itália. Ele é inteligente, perspicaz e determinado. Após visitar a igreja e o museu de Padre Pio de Pietrelcina, ele conta aos pais seu plano de fazer uma investigação entre as pessoas que conheceram o santo, a fim de coletar seus testemunhos e escrever um livro. Luca contará com a ajuda de seu amigo Sebastiano, cuja situação familiar o aflige. FICHA TÉCNICA A Força Da Amizade – Um Caminho Com Padre Pio Título Original: Nos Levantaremos Al Alba Ano: 2020 Estreia: 23 de novembro de 2023 País: Itália/Espanha Diretor: Jean-Marie Benjamin Gênero: Drama Duração: 96 Min. Distribuidora: Kolbe Arte SOBRE A KOLBE ARTE Sob inspiração de São Maximiliano Maria Kolbe, a Kolbe Arte iniciou suas atividades em 2010, promovendo e produzindo eventos. A partir da experiência adquirida, assumiu, em 2019, o desafio de trazer aos brasileiros produções audiovisuais de valores e de interesse do público cristão. São mais de 250 mil pessoas alcançadas pelos filmes e documentários promovidos ou distribuídos pela empresa. #FilmesCatólicos
- Premiado em vários países, filme ‘A Força da Amizade’ estreia nos cinemas amanhã
Drama sobre dois jovens, em busca de retratar a história de Padre Pio, recebeu 12 premiações que incluem ‘Melhor Filme’, ‘Melhor Filme Infantil’ e ‘Trilha Sonora’ São Paulo, 21 de novembro de 2023. ‘A Força da Amizade – um caminho com Padre Pio’ , que estreia em cinemas do Brasil nesta quinta-feira, 23 de novembro, recebeu diversas premiações internacionais. O filme traz um olhar para a vida do santo italiano, a partir da iniciativa de dois bons amigos, Luca e Sebastiano, que se aventuram a escrever um livro contando sua história. O drama soma 12 títulos em premiações e festivais. Entre eles, de ‘Melhor Filme’, em Toronto, no Prêmio de Cinematografia Canadense e em Los Angeles, nos Estados Unidos, no Prêmio de filmes de Hollywood. Também na Califórnia, a produção levou como ‘Melhor Filme Infantil’, pelo Norcal International Film Festival, reforçando a proposta de um conteúdo voltado ao público infanto-juvenil. Por sua fotografia, o filme foi premiado nos Estados Unidos e Holanda. O festival Internacional de música de cinema da Croácia, deu o título de “Melhor trilha sonora”. Além disso, recebeu Menção Honrosa no Festival de cinema Mediterrâneo de Cannes (França) e o Prêmio Especial Rotary na Itália. A sequência de premiações indica mais “motivos” para assisti-lo. Indica a qualidade desse material. Para mais, “A Força da amizade” prova que, cada vez mais, os filmes cristãos têm atraído público e buscado seu espaço no mercado cinematográfico. De 23 a 29 de novembro, os brasileiros estão convidados a caminhar com os amigos Luca e Sebastiano para descobrir mais sobre a vida, a obra e os milagres de São Padre Pio em “ A Força da Amizade”. Um filme para toda família. Amizade e fé se misturam e fazem a história acontecer. Assista ao trailer: SINOPSE Luca é um garoto de 12 anos de San Giovanni Rotondo, ao sul da Itália. Ele é inteligente, perspicaz e determinado. Após visitar a igreja e o museu de Padre Pio de Pietrelcina, ele conta aos pais seu plano de fazer uma investigação entre as pessoas que conheceram o santo, a fim de coletar seus testemunhos e escrever um livro. Luca contará com a ajuda de seu amigo Sebastiano, cuja situação familiar o aflige. FICHA TÉCNICA A Força Da Amizade – Um Caminho Com Padre Pio Título Original: Nos Levantaremos Al Alba Ano: 2020 Estreia: 23 de novembro de 2023 País: Itália/Espanha Diretor: Jean-Marie Benjamin Gênero: Drama Duração: 96 Min. Distribuidora: Kolbe Arte SOBRE A KOLBE ARTE Sob inspiração de São Maximiliano Maria Kolbe, a Kolbe Arte iniciou suas atividades em 2010, promovendo e produzindo eventos. A partir da experiência adquirida, assumiu, em 2019, o desafio de trazer aos brasileiros produções audiovisuais de valores e de interesse do público cristão. São mais de 250 mil pessoas alcançadas pelos filmes e documentários promovidos ou distribuídos pela empresa. #FilmesCatólicos
- Homilia Diária | Mesmo na dor, cantar o louvor de Deus
(Memória de Santa Cecília, Virgem e Mártir) A Igreja celebra hoje a memória de Santa Cecília, uma das mártires mais veneradas da Igreja romana. Condenada à morte por ter-se negado a sacrificar aos ídolos pagãos, Cecília suportou o tormento do martírio em meio a hinos e cânticos de louvor, razão por que é venerada hoje como padroeira dos músicos e poetas. Foi virgem consagrada e, com seu exemplo de pureza e fidelidade a Cristo, conseguiu converter seu marido, Valeriano, e motivá-lo a entregar-se também de corpo e alma a Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 22 de novembro, e peçamos ao Senhor que, por intercessão de Santa Cecília, sempre reavive em nós o fogo da caridade apostólica. Evangelho (Lc 19,11-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu vos escolhi a fim de que deis; no meio do mundo, um fruto que dure. (cf. Jo 15,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 11 Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12 Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13 Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. 14 Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15 Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16 O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17 O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. 18 O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19 O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20 Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, 21 pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22 O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23 Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24 Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25 Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26 Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. 27 E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. 28 Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Mesmo na dor, cantar o louvor de Deus
(Memória de Santa Cecília, Virgem e Mártir) A Igreja celebra hoje a memória de Santa Cecília, uma das mártires mais veneradas da Igreja romana. Condenada à morte por ter-se negado a sacrificar aos ídolos pagãos, Cecília suportou o tormento do martírio em meio a hinos e cânticos de louvor, razão por que é venerada hoje como padroeira dos músicos e poetas. Foi virgem consagrada e, com seu exemplo de pureza e fidelidade a Cristo, conseguiu converter seu marido, Valeriano, e motivá-lo a entregar-se também de corpo e alma a Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 22 de novembro, e peçamos ao Senhor que, por intercessão de Santa Cecília, sempre reavive em nós o fogo da caridade apostólica. Evangelho (Lc 19,11-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu vos escolhi a fim de que deis; no meio do mundo, um fruto que dure. (cf. Jo 15,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 11 Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12 Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13 Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. 14 Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15 Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16 O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17 O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. 18 O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19 O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20 Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, 21 pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22 O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23 Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24 Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25 Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26 Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. 27 E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. 28 Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Cecília, virgem e mártir – padroeira dos músicos – 22 de Novembro
SANTO DO DIA – 22 DE NOVEMBRO – SANTA CECÍLIA Virgem e Mártir (século II e III) Cecília, entre as mais populares virgens de Roma, é apresentada como ‘virgo clarissima’ e ao mesmo tempo como esposa do jovem Valeriano. A ‘Paixão’, posterior ao século V, pouco confiável do ponto de vista histórico, estende-se nos particulares para esclarecer a aparente contradição: virgem esposa. Na noite de núpcias, Cecília confidenciou ao esposo haver consagrado a própria virgindade a Deus, e acrescentou: “Nenhuma mão profana pode tocar-me porque um anjo me protege”. Convidou-o então a seguir seu exemplo, fazendo antes de tudo com que se batizasse. O contrariado esposo não protestou. E na manhã seguinte dirigiu-se à via Ápia, onde o papa Urbano estava escondido entre os monumentos funerários. Instruído e batizado, voltou depois para a jovem esposa e um anjo colocou em sua cabeça uma coroa de rosas e lírios. O irmão de Valeriano, Tibúrcio, seguiu seu exemplo, e ambos se consagraram à piedosa obra de sepultar os mártires cristãos. Foram logo presos, processados e condenados à decapitação a quatro milhas fora de Roma. Pelo caminho os dois irmãos conseguiram converter o prefeito Máximo, que colheu com eles a palma do martírio. Cecília depôs seus corpos em um sarcófago, depois lhe coube dar a Cristo o extremo testemunho. Condenada à fogueira, saiu ilesa do suplício. Passou-se então à decapitação, mas a espada do verdugo não conseguiu cortar-lhe a cabeça. Cecília esperou assim por três dias a visita do papa Urbano e por todo aquele tempo continuou a professar a sua fé ao Deus Uno e Trino, com os dedos da mão, pois não podia proferir uma palavra. Nesta atitude foi esculpida por Maderno a sua célebre estátua. Antes de morrer, encontrou um modo de encarregar o papa da distribuição de seus bens aos pobres, pedindo-lhe que transformasse sua casa em igreja. Aqui termina a ‘Paixão’. A história averiguou a existência dos mártires Valeriano e Tibúrcio, se bem que seja difícil estabelecer uma relação entre eles e santa Cecília. O patrocínio da mártir romana à música sacra deveu-se a uma simples frase que se lê na ‘Paixão’, segundo a qual a jovem esposa, no dia das núpcias, “enquanto os órgãos tocavam, cantava em seu coração tão-só para o Senhor”. Aceita-se que suas relíquias, originariamente guardadas nas catacumbas de São Calisto, ao lado da Cripta dos Papas, tenham sido transferidas pelo papa Pascoal I (817-824) para a basílica do Trastévere, a ela dedicada. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. As duas Cecílias Pelo Pe. Iolando Azzi S.D.B. Quem, aos dias de hoje, por turismo ou devoção, parte de Roma pela porta de São Sebastião e se encaminha pela Via Ápia Antica, ao chegar à altura do quilômetro três, depara à esquerda com um grandioso monumento: uma imponente torre cilíndrica de vinte metros de diâmetro, bem conservada apesar dos seus vinte séculos de existência. É uma tumba de Cecília Metella. A solene inscrição que se divisa ao longe recorda que a nobre matrona romana ali sepultada foi Cecília, filha de Quinto Metello Crético e esposa de Crasso, filho do triúnviro e general de Céssar na Gália. Um monumento, portanto, da era de Augusto. Na antiga Roma imperial, os mortos não podiam ser sepultados dentro dos muros que limitavam o perímetro urbano da cidade. Por isso os romanos adquiriam terrenos ao longo das grandes vias que partiam da Cidade Eterna e ali faziam construir os túmulos de suas famílias. Os séculos fizeram desaparecer a maior parte desses grandiosos monumentos funerários que ornavam as alas das vias imperiais nas proximidades de Roma. A tumba de Cecília Metella é um dos poucos que resistiu aos tempos e que ainda se pode contemplar. Mas a Via Ápia esconde ainda a memória de outra Cecília. Esconde: é o termo adequado, pois é necessário para encontrá-la baixar as catacumbas de São Calisto, que se situam à direita, cerca de um quilômetro antes. São as mais célebres de Roma, pois aí foram sepultados quase todos os Papas do século III: Zeferino, Cornélio, Fabiano, Eutiquiano, Lúcio… Ao lado dessa famosa cripta papal, descoberta por De Rossi no século passado, acha-se a capela de Santa Cecília. Nesse local a santa venerada deste tempos mui remotos, conforme atesta um afresco da santa que os arqueólogos dataram do século VII. É provável que este terreno fosse primitivamente propriedade da família dos Cecílios ou Cecilianos, pois De Rossi recolheu nessa cripta diversas lápides, marmóreas com inscrições datadas do século II ao século V. Assim a inscrição de “Sétimius Praetextatus Caecilianus” e sua esposa “Pompéia Attica” do século IV. Pode-se concluir com probabilidade que a cripta de Santa Cecília era a capela funerária dos Cecílios. Pelos adornos e símbolos de suas lápides sepulcrais, observa-se que os Cecílios eram pagãos inicialmente, e que depois se converteram ao cristianismo. Estes, verossimilmente, ao se converterem, colocaram à disposição da Igreja aquele campo funerário para a sepultura de seus irmãos na fé. Tal conjectura tem algum fundamento, pois não seria um fato único na história da Igreja antiga. Com efeito, já desde a segunda metade do século I alguns membros da família imperial dos Flávios, ao se converteram ao cristianismo (Flávio Clemente, Flávia Domitila), haviam cedido seus terrenos para a sepultura dos cristãos: é a catacumba de Domitila que se encontra a pouca distância , na Via Ardeatina, e cuja parte mais importante é justamente o hipogeu dos Flávios. O mesmo se diga das catacumbas de Priscila na Via Nomentana, pertencente provavelmente à nobre família dos Acílios (Acílio Glábrio, ex-cônsul romano, é um dos mártires da perseguição de Domiciano). A Via Appia, pois, conserva duas importantes memórias dos antigos Cecílios: a tumba de Cecília Metella e a cripta de Santa Cecília. Duas Cecílias: a primeira, nobre matrona romana do século I, a segunda nobre jovem cristã do século III, provavelmente. A tumba de Cecília Metella, em sua imponente majestade, é hoje um corpo sem alma, pois o nome da nobre matrona nada mais significa aos nossos contemporâneos. A cripta de Santa Cecília, ao contrário, apresenta-se ainda hoje como um dos santuários de grande veneração em Roma, pois ali acorrem diariamente numerosos peregrinos de Roma e do mundo para venerar a grande santa, consagrada pela Igreja como padroeira da música. Santa Cecília na tradição cristã e na liturgia Entre as santas mais antigas e mais veneradas pela tradição popular Santa Cecília ocupa um lugar de primária importância. Sua biografia, baseada nos dados de uma Paixão (ou seja, descrição do martírio) escrita no século VI, é uma das mais conhecidas e divulgadas. Os dados principais dessa Paixão são os seguintes: Cecília é apresentada como uma jovem romana de família nobre, que é prometida, sem que seus pais soubessem, e tinha consagrada a Deus sua virgindade. No dia de núpcias, enquanto a música ressoava no salão de festas, ela entoava em seu coração um hino à virtude da castidade. Na primeira noite do matrimônio declara ao seu jovem esposo que não ouse tocar o seu corpo com amor impuro, pois que ela tem ao seu lado um anjo encarregado por Deus para defender sua virtude. Valeriano exprime desejos de poder também ele ver o anjo. Cecília apresenta-lhe como condição essencial a recepção do batismo. O esposo manifesta-lhe suas boas disposições e ela o envia ao bispo Urbano que se encontra refugiado na Via Ápia. O nobre romano recebe as primeiras instruções na religião cristã e é batizado por Urbano. Ao regressar para casa, fica deslumbrado diante da visão celeste do anjo de Cecília. O exemplo de Valeriano, é imitado posteriormente por seu irmão Tibúrcio. Ambos, juntamente com Máximo, convertido por eles, são martirizados em Roma sob o governo do prefeito Túrcio Almáquio. Pouco depois também Cecília é citada ao tribunal de Almáquio, por ser cristã. A jovem e condenada à morte por asfixia no “calidarium” de sua própria casa. Não obtendo esta pena o efeito desejado, Almáquio ordena que a virgem seja decapitada ali mesmo. O algoz treme ao dar-lhe os golpes fatais e a deixa semi- viva. Sua agonia prolonga-se por três dias. Nesse tempo Cecília confirma seus familiares na fé cristã e faz doação de seus bens à Igreja. O Papa Urbano mandou sepultar seu corpo virginal ao lado dos outros bispos, seus colegas. A casa do martírio foi transformada em igreja. Tais são, em resumo, os dados da Paixão. Escrita num século em que reinava no Ocidente grande entusiasmo pela vida religiosa, reflete claramente a intenção do autor de compor uma prática exortação de renúncia aos prazeres do mundo e de consagração total a Deus. A Igreja aproveitou-se largamente dessas notícias biográficas ao compor o Ofício litúrgico de Santa Cecília, cuja festa se celebra no dia 22 de novembro: é um dos ofícios mais antigos e mais belos do Breviário Romano. As lições do segundo noturno apresentam um resumo da vida da santa extraída da Paixão. As antífonas e os responsórios evocam frases e episódios dessa mesma fonte lendário. Desta forma o Ofício litúrgico do dia 22 de novembro constitui uma das mais belas e ricas apologias da virgindade cristã. Santa Cecília na arqueologia e na história Infelizmente a crítica histórica moderna, com seus notáveis recursos de pesquisas, nos leva a por em dúvida a autencidade dos dados da Paixão. O martírio de Cecília coloca-se, segundo a Paixão, no século III ou inícios do século IV, na perseguição de Diocleciano. Ora, o culto dos mártires organizou-se em Roma pelos fins do século III. Todavia o nome de Cecília não aparece entre os mártires romanos. A “Depositio martyrum”, redigida por volta de 354 também não traz o nome da santa. No fim do século IV, o Papa Dâmaso ocupa-se grandemente do culto dos mártires: faz restaurar duas tumbas e prepara-lhes inscrições sepulcrais. É nesses versos que encontramos notícias do martírio de Inês, Lourenço, Tarcício e outros célebres mártires. Todavia o fato estranho – nenhuma alusão sequer à “virgem e mártir” Cecília. Também Ambrósio e Prudêncio cantaram os louvores dos mártires dos primeiros séculos, mas não se encontra neles uma referência sequer que possa elucidar o enigma do culto a Santa Cecília. A primeira referência a esse nome encontra-se apenas em 499, quando o Papa Símaco reuniu um sínodo em Roma com a participação do clero das diversas igrejas ou paróquias (títulos) de Roma. Entre as assinaturas encontramos dois padres, Marciano e Bonifácio, que acrescentam ao próprio nome o título de Cecília. O primeiro se subscreve apenas “presbyter tituli Caeciliae” ao passo que o segundo, ao menos conforme certas edições do concílio, ter-se-ia firmado “presbyter tituli sanctae Caeciliae”. É portanto só no fim do século V que encontramos a primeira referência a Santa Cecília. No século seguinte, com a publicação da Paixão, seu nome começa a ser celebrado pela devoção popular e pela liturgia. Note-se, porém, que essa biografia aparece apenas cerca de trezentos anos após a morte de Cecília, sem que antes se encontrasse a mínima referência à sua vida e martírio. Como explicar esse fato? Imagine-se que só agora, no século XX, surgisse uma biografia de Galileu ou Descartes, sem que antes nada se soubesse a respeito deles nos séculos XVIII e XIX. Só mesmo documentos de uma autenticidade comprovada nos poderiam induzir a admitir a veracidade dessas biografias. Mas, são justamente esses documentos que faltam à vida de Santa Cecília! (…) Um monumento à virgindade cristã A Paixão de Santa Cecília nasceu nos primórdios do século VI, em que reinava no Ocidente grande amor pela vida monacal. Este entusiasmo crescente tivera origem em grande parte na enorme difusão da vida de Santo Antão eremita, escrita por Santo Atanásio. Esta biografia, muito divulgada no Ocidente, foi um dos estímulos para a conversão de Santo Agostinho. A regra de São Bento, escrita nos inícios do século VI, tornou-se o fundamento da vida monacal na Europa, como já o era no Oriente a Regra de São Basílio. Foi nessa época e nesse clima que o autor da Paixão de Santa Cecília criou esse seu romance cristão, tão apreciado. Poderíamos bem compará-lo com êxito do romance “Fabíola”, escrito pelo Cardeal Wiseman no século passado, exatamente quando as notáveis descobertas arqueológicas de João Batista De Rossi despertavam o interesse do mundo inteiro. Cecília suscitava no século VI o interesse e o entusiasmo pelo martírio e pela virgindade cristã, como Fabíola o suscitou no século passado e continua a suscitar ainda hoje. Em quase todas as nações modernas se erige hoje o monumento ao Soldado desconhecido. É um preito de gratidão e reconhecimento a tantas vidas nobres e generosas que se imolaram nos campos de batalha pela defesa da honra e integridade da nação. Aí são cultuados tantos heróis anônimos e desconhecidos. Aí vem depor suas flores e sua homenagem todos os cidadãos agradecidos. O monumento ao Soldado desconhecido é o altar da Pátria, onde se cultuam seus mártires e heróis. A festa litúrgica de Santa Cecília também é um grande monumento à Virgindade cristã, ao Martírio cristão dos primeiros séculos. No nome de Santa Cecília a Igreja pretende hoje venerar centenas de virgens e mártires que imolaram sua vida como testemunho de fidelidade a Deus e à Igreja. Santa Cecília simboliza, portanto, milhares de almas virgens que renunciaram aos prazeres e gozos do mundo para se consagrarem para sempre ao Esposo Imaculado. Ela nos lembra de milhares de mártires que selaram com o seu sangue e com a sua vida esta consagração definitiva. No seu culto a Igreja rende homenagem ao Martírio e à Virgindade cristã. A festa de Santa Cecília é, pois, a festa dos heróis anônimos do cristianismo – virgens e mártires – e como tal conserva ainda hoje seu profundo significado e sua beleza sem igual. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 186 à 200) Santa Cecília, nobre, esposa, virgem e mártir. Uma donzela frágil que a fortaleza de sua Fé fez abalar os poderosos do Império Romano e cujo sangue, foi verdadeiramente, ” semente de novos cristãos”. Santa Cecília, Virgem e Mártir Almáquio é um prefeito poderoso da Roma antiga. Mas, ele está inseguro, tem dúvidas… – Como executar essa jovem cristã? Ela não pode morrer pela espada… Seria perigoso. Será que… De repente, bruscamente, o prefeito ordena que a jovem seja levada até o palácio imperial. Ele decidiu: – Cecilia será morta no calidário. Ela será colocada numa sala asfixiante, totalmente fechada, abafada com vapores quentes e pestilentos. Cecília foi deixada lá, sozinha. Em seu rosto, porém, não se via marcas de abatimento e tristeza. Parecia ter a alma cheia de alegria. Pedia, continuamente, que Deus a levasse logo para o Céu. A tal ponto Cecília tinha seu pensamento posto em Deus que nem percebeu que seu suplício já tinha sido iniciado. Ela foi castigada no calidário ao longo de um dia e uma noite. Tudo isso foi inútil. Quando os carrascos abriram a câmara de tortura com a certeza de poderem retirar de seu interior o cadáver de Cecília, encontraram-na ajoelhada, sorridente e circundada de ar puro e fresco. Cheios de temor, apavorados, eles correram até Almáquio para contar-lhe o que acontecera. Ouvindo a narração dos algozes, o prefeito ficou hirto, petrificado. Tomado de ódio e furor insano, ordenou que um guarda decapitasse imediatamente a jovem, na mesma sala em que estava sendo torturada. Cecília sorriu de alegria quando apareceu diante dela o novo carrasco. Ajoelhou-se e espontaneamente apresentou o pescoço a ele. Era uma audácia. Uma tão inesperada ousadia que o homem sentiu-se abalado e faltou-lhe coragem para executar a sentença. Para não parecer fraco, conteve seu medo e, desesperadamente, por três vezes, golpeou o pescoço da valente virgem cristã. Cecília caiu. Seus braços estavam cruzados sobre o peito. Sua cabeça, inexplicavelmente, continuava unida ao corpo. A lei romana proibia insistir no suplício depois do terceiro golpe. Sem saber o que fazer, o carrasco jogou a espada no chão e fugiu apavorado. A multidão que aguardava os acontecimentos do lado de fora da sala de suplicio avançou porta adentro afim de venerar aquela que seria a mais nova mártir cristã. Todos ficaram pasmos: Cecília ainda vivia! Estava caída sobre seu lado direito e seu pescoço apresentava um ferimento profundo de onde ainda corria sangue. As donzelas mais íntimas da Santa, com todo respeito, colheram em panos de linho branco o sangue escorrido. Outros cristãos apressaram-se para comunicar o fato ao Papa. Inúmeras dificuldades fizeram com que o Sumo Pontífice Urbano só pudesse chegar ali depois de três dias. Continuando na mesma posição, Cecília aproveitava o tempo de vida que tinha para anunciar e testemunhar a verdade do Evangelho para os que dela se aproximavam. Vários pagãos foram tocados pela graça e se converteram. Finalmente o Papa Urbano chegou trazendo para a mártir os últimos confortos e os sacramentos da Igreja Católica. Não dá para descrever o fervor de Cecília ao receber a Unção dos enfermos e comungar pela última vez! Ela que amava tanto a Jesus e que a Ele entregara sua vida, contemplava e adorava o Salvador em seu coração. A determinado momento fez um sinal pedindo ao Pontífice que se aproximasse dela e disse-lhe: – Santo Padre, peço poder manifestar minha última vontade: Desejo que minha casa se transforme em um templo do Deus verdadeiro… Ela já não tinha mais forças para falar. Voltou-se, então, para os que lá estavam e mostrou-lhes o polegar de uma mão e três dedos da outra. Foi o último gesto de sua vida. Com ele Cecília confessava publicamente sua Fé: Deus é Uno e Trino. Creio na Unidade e Trindade de Deus. Ainda tentou envolver-se com suas vestes, estendeu os braços junto ao corpo, inclinou a cabeça e expirou. O corpo de Cecília foi piedosamente depositado em um caixão e conduzido até a catacumba de São Calixto. O próprio Pontífice Urbano colocou o esquife junto ao túmulo dos Papas e fechou-o com uma pedra de mármore. Era o ano 232. Afinal, quem era Cecília? Uma virgem e mártir que tem sua festa celebrada pela Igreja no dia 22 de novembro e que nasceu no início do século III. Seus pais eram cristãos e pertenciam a uma das mais gloriosas e ilustres famílias da Romanas. Ainda criança ela foi entregue a uma dama de companhia que também era cristã. Esse foi, certamente, um ato inspirado por Deus. Foi essa boa aia quem esforçou-se ao máximo para que a menina conhecesse e amasse Nosso Senhor Jesus Cristo e pudesse assim caminhar no amor e prática das virtudes cristãs. Cecília sempre mostrou boa educação e boa formação nas coisas do mundo. Mais que isso, graças à educação que a aia lhe deu, a vida de Cecília tornou-se exemplo da formação cristã que se deve dar a uma pessoa. Bem cedo Cecília cultivou o gosto pela contemplação das belezas naturais criadas por Deus e colocadas pelo Criador à disposição dos homens. Na contemplação do belo das criaturas, ela encontrou um modo de conhecer Deus. Maravilhada, a menina exclamava: – Oh! Quão grande e bom é o Senhor! Quero amá-lo sempre. Quero amá-lo, muito!… A aia de Cecília conhecia as Sagradas Escrituras e lhe contava fatos da História Sagrada. O que mais agradava Cecília eram os trechos sobre a vida de Jesus. A descrição dos padecimentos de Nosso Senhor em sua Paixão, sua morte na Cruz, levavam a atenta ouvinte a apiedar-se do Divino Salvador. Seu coração enchia-se de amor para com Ele e em seu espírito crescia a intenção de não ofender a Deus e consagrar a Ele toda sua vida. A aia ensinou-lhe a amar o próximo por amor de Deus. Por isso em sua alma floresceu um grande amor aos pobres. Neles ela via a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo sofredor, pobre e necessitado. Ela abrandava os sofrimentos e acalmava as dores dos servos, escravos e mendigos. Junto com a ajuda material, ela lhes ensinava a prática da vida e da piedade cristãs. Assim transformou-se numa verdadeira apostola do Evangelho. O encontro com Jesus O amor a Jesus Sacramentado germinou e cresceu no coração de Cecília. O mundo com suas ilusões e fantasias não a atraia. Ela tinha um único desejo: unir-se a Jesus sacramentado! Ela desafogava seu coração estando recolhida, longe dos atrativos mundanos. A oração era o modo que ela tinha de falar com Jesus. Orando ela exprimia seu desejo de recebê-Lo e fazer d’Ele seu alimento espiritual, sua força na caminhada. Jesus ouviu as preces de Cecília. Ela assistia nas catacumbas de Roma os divinos mistérios. O Pontífice Urbano, tendo nas mãos o Pão Eucarístico, aproxima-se dela. Cecília ajoelha-se aos pés do Papa e recebe pela primeira vez a Santa Comunhão. Nessa hora, adorando Jesus em seu coração, a jovem renovou o propósito de consagrar-se ao serviço de Deus e tornar-se para sempre sua esposa. Cecília sempre teve o desejo de oferecer sua virgindade a Deus. Ocultamente ela procurou o Santo Pontífice e, depois de lhe contar que desde criança havia se consagrado a Jesus, suplicou-lhe que aceitasse seu voto de virgindade. Sua pouca idade e o fato de ser filha única de nobres e ricos senhores, levou o Pontífice Urbano a dar-lhe, prudencialmente, uma resposta negativa. Cecília não se rendeu, conservando-se firme em seu desejo. Sua sinceridade levou o Pontífice a dar-lhe consentimento. Para evitar qualquer oposição por parte dos parentes, a cerimonia de recepção de seus votos não foi pública. Orfandade, Sofrimento e Proteção Angélica Para Cecília não faltaram dores, sofrimentos e cruzes. A morte dos pais foi uma de suas grandes dores. Sobretudo por causa das consequências que ausência deles lhes trouxe. Mas ela aceitou esses padecimentos com grande resignação. Após a morte dos pais Cecília ficou sob a tutela de um parente que era pagão. Ele acreditava que lhe oferecendo distrações e divertimentos mundanos diminuiria o sofrimento da jovem. Mas, isso não agradava e nem trazia alegria a Cecília que amava a pureza, a solidão e a prece. Ela fugia dos insistentes convites que lhe eram feitos, pois, temia que as distrações da frívola juventude romana, muitas vezes pecaminosas, prejudicassem sua alma inocente. Para que não caísse nas ciladas aprontadas por seu tutor e para ter forças na luta contra o demônio que a tentava, ela fazia jejuns e penitências e trazia sempre sobre seu peito os Santos Evangelhos. Mesmo com o perigo de ser presa, frequentava as catacumbas e lá encontrava paz. Muitas vezes, em companhia da aia, nelas passava a noite inteira, assistia ao serviço divino e rezava fervorosamente a Maria, Rainha das Virgens, a quem pedia o amor de Jesus, único Senhor de seu coração. Cecília foi favorecida por Deus com a presença de um Anjo que a defendia dos perigos e que frequentemente aparecia e lhe orientava. Valeriano Cecília foi obrigada a estar em uma das festas realizadas por seu tutor. Ali estava Valeriano, um dos mais nobres e elegantes jovens de Roma, cuja família se vangloriava de ter antiga ligação com a família da jovem. A beleza, a modéstia, bem como a postura e pureza de Cecília não passaram desapercebidas por ele. Valeriano, que não conhecia o segredo da modéstia cristã da virgem que se havia prometido como esposa a seu Deus, encantou-se com Cecília. Apaixonou-se por ela e quis, o quanto antes, tê-la como sua esposa. Cecília disse não a Valeriano: desejava somente ser esposa de Cristo! Foi por prudencia que, junto com a negativa do casamento, ela não se declarou cristã. Essa declaração poderia custar-lhe a vida. Ocultamente, Cecília procurou Santo Pontífice e narrou-lhe o que estava acontecendo e reafirmou que preferia a morte a faltar o juramento de amor que havia feito a Jesus. Urbano, procurou consolá-la dizendo-lhe: – Tem confiança, minha filha, se teu celeste Esposo te quiser em seu serviço, ninguém vai tirar-te d’Ele. As orações desta noite serão para que o Senhor nos ilumine. Fica em paz. Deixemos as decisões para depois da celebração dos divinos mistérios. Terminados os ritos sagrados, todos os fiéis deixaram as catacumbas. Só Cecília ficou lá. Urbano chamou-a e, com afeto paternal, disse: – Filha, sê forte e perseverante. Se fores obrigada pelas circunstancias a unir-se a Valeriano, inclina a cabeça e adora os desígnios insondáveis da Divina Providência. Deus terá sobre ti outro desígnio: a conversão de Valeriano a nossa santa religião. Para a proteção de tua virgindade, confia Naquele que, por amor desta virtude, quis nascer de uma Mãe Virgem. A Ele nada é impossível. Vai em paz, confia em Sua bondade e sê prudente. O consentimento Passaram-se alguns dias e Cecília não conseguiu fugir de uma nova conversa com seu tutor sobre o pedido de Valeriano. No início da conversa, Cecília demonstrou uma recusa total ao casamento. Os parentes não desistiram de seus propósitos e começaram com as ameaças. Foi então que Cecília, lembrou-se dos conselhos do Pontífice Urbano e aceitou casar-se. Sabendo disso, Valeriano foi imediatamente ao palácio para ter pessoalmente a confirmação e poder combinar o dia da cerimônia. Nos meses que precederam a celebração do matrimônio, Cecília conservou-se, quase sempre, retirada. Saía só para ir nos bairros populares para socorrer os pobres, seus mais queridos amigos. Passava noites inteiras em oração e penitência. Pedia a proteção e a graça que lhe eram necessárias e que estava certa de alcançar, pois já havia começado a ter uma grande paz de alma com a presença constante de seu Anjo da Guarda. As bodas Chegou, afinal, o dia em que os dois jovens se uniriam em matrimonio. O palácio onde morava a jovem católica era um formigar de escravos e donzelas, um fervilhar de ricos e nobres, de amigos e parentes, que iam prestar homenagens e oferecer tributos à presumida felicidade de Cecília. A alma da virgem estava longe dessas manifestações. Ela quase não percebia o que se passava em redor de si. Realizaram-se as cerimônias matrimoniais segundo o ritual da época. O passo estava dado. A virgem de Cristo tornara-se também esposa de Valeriano. Terminada a cerimônia, Cecília foi conduzida à sala do banquete. Foi recebida com clamorosos aplausos e cânticos. Cecília, porém, elevava a alma a Deus e repetia em seu coração: – “Senhor, que sejam sempre imaculados meu corpo e meu coração; protege tua serva para que não seja confundida”. Esposa Apóstolo Terminado o suntuoso banquete, Cecília foi levada por algumas matronas à câmara nupcial. Ali ela deveria esperar Valeriano para a noite de núpcias. Apenas ele entrou no quarto correu para abraçá-la exclamando: – Oh! dia feliz…. Cecília recuou um passo e disse: – Não me toques, Valeriano. O jovem ficou atônito e despeitado com a repulsa. – Não te ofendas, meu querido, mas escuta-me, pois que tenho a dizer-te um segredo… – Não temas, Cecília, qualquer que seja ele, jamais ente humano o saberá. – Para satisfazer meus parentes, fui obrigada a unir-me a ti. Serei a companheira mais fiel e amorosa de tua vida, mas teremos de viver como se fôssemos irmãos. E a razão é que, desde ainda criança consagrei meu corpo a alguém que não é deste mundo. Alguém que sempre me amou, e, para confirmar disso, mandou um Anjo para me guardar. Ora, se o Anjo vir que não me respeitas, ficará irado e vingar-se-á tremendamente. Ouvindo estas palavras, Valeriano, agitado de violentas paixões, exclamou: – Oh! Cecília, traíste-me. Não me amas e a outro estás ligada! – Não querido, não me entendeste. Não te perturbes. Escuta e compreenderás. Amo-te e muito, com um amor que não acaba com morte. Um amor que durará e será mais sublime ainda na eternidade. Consagrei-me a alguém que não é um simples mortal. Consagrei-me a Deus que permitirá que eu viva sempre contigo nas condições que já te disse. – Cecília, disse Valeriano, devo acreditar no que me contas? Se isso é verdade, por que esperastes este momento para dizer-me? – Perdoa, Valeriano, se eu tivesse revelado meu segredo, nem tu nem meus parentes o acreditariam e considerando-me louca me teriam declarado a mais cruel das guerras. – Mas qual é este Deus a quem te consagraste e que agora não quer legitimar nossa união? Se é um Deus verdadeiro, como rouba nossa felicidade? – Deus não necessita de nós. Ele é infinitamente bem-aventurado e, se olha a nossa pequenez, é unicamente para o nosso bem, porque Ele nos ama. Ele nos criou, conserva-nos a vida e será, um dia, nosso Juiz. Este é o Deus dos cristãos. – Deus dos cristãos? Você é cristã? Cristãos… esses seres desprezíveis, odiados por todos e contra os quais se tem desencadeado a ira de nossos Imperadores e do povo romano? – De fato, são muitos os nossos inimigos… eles são pobres ignorantes e infelizes. Acredita, Valeriano, tudo quanto dizem a respeito dos cristãos é calunia! – Nós, cristãos, não adoramos os falsos deuses. Deuses que só servem para enganar. Nós desprezamos todos os bens perecíveis, aspiramos ao Céu e nos entregamos à prática das mais altas virtudes. Dito isso, ajoelhou e com os olhos levantados para o Céu exclamou: – Ó Senhor! Até quando durará o reino do espírito do mal? Até quando os homens caminharão entre as trevas do erro, na mentira e na falsidade? – Dizendo essas palavras, seu rosto transfigurou-se. Uma luz sobrenatural a envolveu e sua alma imergiu-se em Deus. Valeriano, quase apavorado, ficou mudo contemplando o êxtase de sua esposa. Sua mente iluminada de dons sobrenaturais, começava a se abrir à verdade e quando Cecília recobrou os sentidos, viu junto a si o esposo, com os olhos cheios de lágrimas. Olharam-se e os olhos da Santa leram o fundo do coração de Valeriano. Uma voz interior lhe assegurava que o esposo havia se convertido. Valeriano, envergonhado com o que havia pensado de sua esposa disse: – Deus de Cecília, eu creio em ti, mas faze com que eu possa ver, ao menos um instante, o Anjo que mandaste para junto de tua e minha esposa. – Ouvindo estas palavras, Cecília exclamou: – Ó Senhor, meu amado! Sê para sempre louvado e eternamente glorificado por teus Anjos! Donde me vem tantas graças? Sê bem vindo em tua serva que humildemente adora os desígnios misteriosos de tua providência! E voltando-se para Valeriano, disse: – Agora, não percamos tempo. Verás meu Anjo, sim! Antes, porém, deves tornar-te digno disso pelo Batismo. Vai e procura na Via Ápia a aldeia de Triopio. Lá encontrarás alguns pobres. Diga a eles que vais em meu nome e que procuras pelo Pontífice Urbano. Serás, então, conduzido até Papa que te acolherá com grande afabilidade e te ensinará as verdades de nossa fé. Depois, volta e verás o Anjo de Deus que me acompanha. Com um manto, Valeriano, cobriu as vestes nupciais que ainda usava e encaminhou-se para o lugar indicado. Enquanto podia vê-lo, Cecília acompanhou-o com o olhar. Depois retirou-se, continuando suas preces que deveriam levar seu jovem esposo à conversão. Batismo nas Catacumbas Chegando à aldeia de Triopio, Valeriano encontrou-se com os pobres indicados por Cecília. Eles o conduziram pelo labirinto das catacumbas até chegar ao lugar onde estava o santo Pontífice Urbano, que vivia escondido no Cemitério de São Calixto, junto aos sepulcros dos mártires, depois de escapar da perseguição movida contra ele por causa de sua fé católica. Valeriano foi recebido por Urbano que, juntando as mãos, assim rezou: – Senhor, meu Jesus Cristo, tu que inspiras as castas resoluções, recebe agora o fruto da semente divina plantada no coração de Cecília! Por ela, seu esposo Valeriano tornou-se teu servo e abriu os olhos à verdade divina. Agora, ele te reconhece por seu Criador e renuncia, para sempre, o demônio, suas pompas e suas obras. Ele tem firme propósito de Vos adorar e Vos servir por toda a vida. Está pronto a defender com o próprio sangue a Fé que professa. Depois de assim rezar, começou a instruir o jovem catecúmeno sobre os principais mistérios da Fé: a Unidade e Trindade de Deus, a Encarnação, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto Urbano falava dos augustos mistérios, subitamente, apareceu uma luz brilhante junto deles. No meio dela estava a figura de um respeitável ancião que trazia nas mãos um livro escrito com letras de ouro. Era o Apóstolo São Paulo que dizia a Valeriano: – Lê e crê. Só então merecerás ser purificado nas águas do batismo e, então, contemplar o Anjo de que te falou Cecília. – Valeriano leu: – Um só Senhor, uma só fé, um só Deus, Pai de todos, superior a todos, que está em todas as coisas, especialmente em todos nós. – Crês em tudo isto? Perguntou o Apóstolo. – Sim, creio! , Responde Valeriano. Após essa profissão de fé, Paulo desapareceu. Urbano tomou a água e derramando-a sobre a cabeça do neófito, dizendo: – Valeriano, eu te batizo, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Vestindo-o depois com uma túnica branca, despediu-se dizendo: – Vai e mostra-te a Cecília, que completará a obra por Deus reservada para ti. A Promessa do Anjo Valeriano partiu com a alma serena e a paz no coração. Chegando em casa, encontrou Cecília de joelhos, em oração. Junto dela estava o Anjo do Senhor. Tinha nas mãos duas coroas de rosas e lírios. O Anjo que guardava a virgem colocou as sobre as cabeças dos esposos e lhes disse: – Conservai essas coroas com a pureza de vossos corações e santidade de vossos corpos. Tu, Valeriano, por teres compreendido as puras aspirações de Cecília, serás ouvido, qualquer que seja a graça que pedires a Deus. – Oh! Anjo bendito, um só será meu pedido: suplicar a Cristo que salve também meu irmão e nos torne ambos perfeitos cristãos e que confessemos seu Santo nome. – Não só teu irmão vai converter-se, como também ambos, junto com Cecília, serão martirizados e acolhidos no Céu. Livres da escravidão dos sentidos, Cecília e Valeriano inflamaram-se no amor de Deus. O vínculo que os ligava era fonte de entusiasmo para muitos de sua estirpe. Tibúrcio, fruto do apostolado de Cecília floresceu e tornou-se exemplo de vida para os seus companheiros de corte. Tais exemplos ainda gerariam muitos outros filhos para a Igreja Católica nascente. Muitas almas ainda foram por isso atraídas para Jesus Cristo. Tal testemunho de Fé e apostolado não poderia deixar de ser notado pelo ódio dos pagãos que se encontravam petrificados no mal. Sobre Cecília, Valério e Tibúrcio, logo caíram o ódio e a perseguição dos pagãos. Foram terríveis. Confirmaram, porém, o que já lhes tinha sido predito: os três receberiam a palma do martírio e logo voariam para Deus. Esta é a história de Cecília, nobre, esposa, virgem e mártir. Uma donzela frágil que a fortaleza de sua Fé fez abalar os poderosos do Império Romano e cujo sangue, foi verdadeiramente, “semente de novos cristãos”. (Adaptações do Livro Santa Cecília, Virgem e Mártir, Saverio M. Vanzo, S.S.P. – Mir Editora Brasil 2001,pp. 15 à 76) #SantodoDia
- Santa Cecília, virgem e mártir – padroeira dos músicos – 22 de Novembro
SANTO DO DIA – 22 DE NOVEMBRO – SANTA CECÍLIA Virgem e Mártir (século II e III) Cecília, entre as mais populares virgens de Roma, é apresentada como ‘virgo clarissima’ e ao mesmo tempo como esposa do jovem Valeriano. A ‘Paixão’, posterior ao século V, pouco confiável do ponto de vista histórico, estende-se nos particulares para esclarecer a aparente contradição: virgem esposa. Na noite de núpcias, Cecília confidenciou ao esposo haver consagrado a própria virgindade a Deus, e acrescentou: “Nenhuma mão profana pode tocar-me porque um anjo me protege”. Convidou-o então a seguir seu exemplo, fazendo antes de tudo com que se batizasse. O contrariado esposo não protestou. E na manhã seguinte dirigiu-se à via Ápia, onde o papa Urbano estava escondido entre os monumentos funerários. Instruído e batizado, voltou depois para a jovem esposa e um anjo colocou em sua cabeça uma coroa de rosas e lírios. O irmão de Valeriano, Tibúrcio, seguiu seu exemplo, e ambos se consagraram à piedosa obra de sepultar os mártires cristãos. Foram logo presos, processados e condenados à decapitação a quatro milhas fora de Roma. Pelo caminho os dois irmãos conseguiram converter o prefeito Máximo, que colheu com eles a palma do martírio. Cecília depôs seus corpos em um sarcófago, depois lhe coube dar a Cristo o extremo testemunho. Condenada à fogueira, saiu ilesa do suplício. Passou-se então à decapitação, mas a espada do verdugo não conseguiu cortar-lhe a cabeça. Cecília esperou assim por três dias a visita do papa Urbano e por todo aquele tempo continuou a professar a sua fé ao Deus Uno e Trino, com os dedos da mão, pois não podia proferir uma palavra. Nesta atitude foi esculpida por Maderno a sua célebre estátua. Antes de morrer, encontrou um modo de encarregar o papa da distribuição de seus bens aos pobres, pedindo-lhe que transformasse sua casa em igreja. Aqui termina a ‘Paixão’. A história averiguou a existência dos mártires Valeriano e Tibúrcio, se bem que seja difícil estabelecer uma relação entre eles e santa Cecília. O patrocínio da mártir romana à música sacra deveu-se a uma simples frase que se lê na ‘Paixão’, segundo a qual a jovem esposa, no dia das núpcias, “enquanto os órgãos tocavam, cantava em seu coração tão-só para o Senhor”. Aceita-se que suas relíquias, originariamente guardadas nas catacumbas de São Calisto, ao lado da Cripta dos Papas, tenham sido transferidas pelo papa Pascoal I (817-824) para a basílica do Trastévere, a ela dedicada. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. As duas Cecílias Pelo Pe. Iolando Azzi S.D.B. Quem, aos dias de hoje, por turismo ou devoção, parte de Roma pela porta de São Sebastião e se encaminha pela Via Ápia Antica, ao chegar à altura do quilômetro três, depara à esquerda com um grandioso monumento: uma imponente torre cilíndrica de vinte metros de diâmetro, bem conservada apesar dos seus vinte séculos de existência. É uma tumba de Cecília Metella. A solene inscrição que se divisa ao longe recorda que a nobre matrona romana ali sepultada foi Cecília, filha de Quinto Metello Crético e esposa de Crasso, filho do triúnviro e general de Céssar na Gália. Um monumento, portanto, da era de Augusto. Na antiga Roma imperial, os mortos não podiam ser sepultados dentro dos muros que limitavam o perímetro urbano da cidade. Por isso os romanos adquiriam terrenos ao longo das grandes vias que partiam da Cidade Eterna e ali faziam construir os túmulos de suas famílias. Os séculos fizeram desaparecer a maior parte desses grandiosos monumentos funerários que ornavam as alas das vias imperiais nas proximidades de Roma. A tumba de Cecília Metella é um dos poucos que resistiu aos tempos e que ainda se pode contemplar. Mas a Via Ápia esconde ainda a memória de outra Cecília. Esconde: é o termo adequado, pois é necessário para encontrá-la baixar as catacumbas de São Calisto, que se situam à direita, cerca de um quilômetro antes. São as mais célebres de Roma, pois aí foram sepultados quase todos os Papas do século III: Zeferino, Cornélio, Fabiano, Eutiquiano, Lúcio… Ao lado dessa famosa cripta papal, descoberta por De Rossi no século passado, acha-se a capela de Santa Cecília. Nesse local a santa venerada deste tempos mui remotos, conforme atesta um afresco da santa que os arqueólogos dataram do século VII. É provável que este terreno fosse primitivamente propriedade da família dos Cecílios ou Cecilianos, pois De Rossi recolheu nessa cripta diversas lápides, marmóreas com inscrições datadas do século II ao século V. Assim a inscrição de “Sétimius Praetextatus Caecilianus” e sua esposa “Pompéia Attica” do século IV. Pode-se concluir com probabilidade que a cripta de Santa Cecília era a capela funerária dos Cecílios. Pelos adornos e símbolos de suas lápides sepulcrais, observa-se que os Cecílios eram pagãos inicialmente, e que depois se converteram ao cristianismo. Estes, verossimilmente, ao se converterem, colocaram à disposição da Igreja aquele campo funerário para a sepultura de seus irmãos na fé. Tal conjectura tem algum fundamento, pois não seria um fato único na história da Igreja antiga. Com efeito, já desde a segunda metade do século I alguns membros da família imperial dos Flávios, ao se converteram ao cristianismo (Flávio Clemente, Flávia Domitila), haviam cedido seus terrenos para a sepultura dos cristãos: é a catacumba de Domitila que se encontra a pouca distância , na Via Ardeatina, e cuja parte mais importante é justamente o hipogeu dos Flávios. O mesmo se diga das catacumbas de Priscila na Via Nomentana, pertencente provavelmente à nobre família dos Acílios (Acílio Glábrio, ex-cônsul romano, é um dos mártires da perseguição de Domiciano). A Via Appia, pois, conserva duas importantes memórias dos antigos Cecílios: a tumba de Cecília Metella e a cripta de Santa Cecília. Duas Cecílias: a primeira, nobre matrona romana do século I, a segunda nobre jovem cristã do século III, provavelmente. A tumba de Cecília Metella, em sua imponente majestade, é hoje um corpo sem alma, pois o nome da nobre matrona nada mais significa aos nossos contemporâneos. A cripta de Santa Cecília, ao contrário, apresenta-se ainda hoje como um dos santuários de grande veneração em Roma, pois ali acorrem diariamente numerosos peregrinos de Roma e do mundo para venerar a grande santa, consagrada pela Igreja como padroeira da música. Santa Cecília na tradição cristã e na liturgia Entre as santas mais antigas e mais veneradas pela tradição popular Santa Cecília ocupa um lugar de primária importância. Sua biografia, baseada nos dados de uma Paixão (ou seja, descrição do martírio) escrita no século VI, é uma das mais conhecidas e divulgadas. Os dados principais dessa Paixão são os seguintes: Cecília é apresentada como uma jovem romana de família nobre, que é prometida, sem que seus pais soubessem, e tinha consagrada a Deus sua virgindade. No dia de núpcias, enquanto a música ressoava no salão de festas, ela entoava em seu coração um hino à virtude da castidade. Na primeira noite do matrimônio declara ao seu jovem esposo que não ouse tocar o seu corpo com amor impuro, pois que ela tem ao seu lado um anjo encarregado por Deus para defender sua virtude. Valeriano exprime desejos de poder também ele ver o anjo. Cecília apresenta-lhe como condição essencial a recepção do batismo. O esposo manifesta-lhe suas boas disposições e ela o envia ao bispo Urbano que se encontra refugiado na Via Ápia. O nobre romano recebe as primeiras instruções na religião cristã e é batizado por Urbano. Ao regressar para casa, fica deslumbrado diante da visão celeste do anjo de Cecília. O exemplo de Valeriano, é imitado posteriormente por seu irmão Tibúrcio. Ambos, juntamente com Máximo, convertido por eles, são martirizados em Roma sob o governo do prefeito Túrcio Almáquio. Pouco depois também Cecília é citada ao tribunal de Almáquio, por ser cristã. A jovem e condenada à morte por asfixia no “calidarium” de sua própria casa. Não obtendo esta pena o efeito desejado, Almáquio ordena que a virgem seja decapitada ali mesmo. O algoz treme ao dar-lhe os golpes fatais e a deixa semi- viva. Sua agonia prolonga-se por três dias. Nesse tempo Cecília confirma seus familiares na fé cristã e faz doação de seus bens à Igreja. O Papa Urbano mandou sepultar seu corpo virginal ao lado dos outros bispos, seus colegas. A casa do martírio foi transformada em igreja. Tais são, em resumo, os dados da Paixão. Escrita num século em que reinava no Ocidente grande entusiasmo pela vida religiosa, reflete claramente a intenção do autor de compor uma prática exortação de renúncia aos prazeres do mundo e de consagração total a Deus. A Igreja aproveitou-se largamente dessas notícias biográficas ao compor o Ofício litúrgico de Santa Cecília, cuja festa se celebra no dia 22 de novembro: é um dos ofícios mais antigos e mais belos do Breviário Romano. As lições do segundo noturno apresentam um resumo da vida da santa extraída da Paixão. As antífonas e os responsórios evocam frases e episódios dessa mesma fonte lendário. Desta forma o Ofício litúrgico do dia 22 de novembro constitui uma das mais belas e ricas apologias da virgindade cristã. Santa Cecília na arqueologia e na história Infelizmente a crítica histórica moderna, com seus notáveis recursos de pesquisas, nos leva a por em dúvida a autencidade dos dados da Paixão. O martírio de Cecília coloca-se, segundo a Paixão, no século III ou inícios do século IV, na perseguição de Diocleciano. Ora, o culto dos mártires organizou-se em Roma pelos fins do século III. Todavia o nome de Cecília não aparece entre os mártires romanos. A “Depositio martyrum”, redigida por volta de 354 também não traz o nome da santa. No fim do século IV, o Papa Dâmaso ocupa-se grandemente do culto dos mártires: faz restaurar duas tumbas e prepara-lhes inscrições sepulcrais. É nesses versos que encontramos notícias do martírio de Inês, Lourenço, Tarcício e outros célebres mártires. Todavia o fato estranho – nenhuma alusão sequer à “virgem e mártir” Cecília. Também Ambrósio e Prudêncio cantaram os louvores dos mártires dos primeiros séculos, mas não se encontra neles uma referência sequer que possa elucidar o enigma do culto a Santa Cecília. A primeira referência a esse nome encontra-se apenas em 499, quando o Papa Símaco reuniu um sínodo em Roma com a participação do clero das diversas igrejas ou paróquias (títulos) de Roma. Entre as assinaturas encontramos dois padres, Marciano e Bonifácio, que acrescentam ao próprio nome o título de Cecília. O primeiro se subscreve apenas “presbyter tituli Caeciliae” ao passo que o segundo, ao menos conforme certas edições do concílio, ter-se-ia firmado “presbyter tituli sanctae Caeciliae”. É portanto só no fim do século V que encontramos a primeira referência a Santa Cecília. No século seguinte, com a publicação da Paixão, seu nome começa a ser celebrado pela devoção popular e pela liturgia. Note-se, porém, que essa biografia aparece apenas cerca de trezentos anos após a morte de Cecília, sem que antes se encontrasse a mínima referência à sua vida e martírio. Como explicar esse fato? Imagine-se que só agora, no século XX, surgisse uma biografia de Galileu ou Descartes, sem que antes nada se soubesse a respeito deles nos séculos XVIII e XIX. Só mesmo documentos de uma autenticidade comprovada nos poderiam induzir a admitir a veracidade dessas biografias. Mas, são justamente esses documentos que faltam à vida de Santa Cecília! (…) Um monumento à virgindade cristã A Paixão de Santa Cecília nasceu nos primórdios do século VI, em que reinava no Ocidente grande amor pela vida monacal. Este entusiasmo crescente tivera origem em grande parte na enorme difusão da vida de Santo Antão eremita, escrita por Santo Atanásio. Esta biografia, muito divulgada no Ocidente, foi um dos estímulos para a conversão de Santo Agostinho. A regra de São Bento, escrita nos inícios do século VI, tornou-se o fundamento da vida monacal na Europa, como já o era no Oriente a Regra de São Basílio. Foi nessa época e nesse clima que o autor da Paixão de Santa Cecília criou esse seu romance cristão, tão apreciado. Poderíamos bem compará-lo com êxito do romance “Fabíola”, escrito pelo Cardeal Wiseman no século passado, exatamente quando as notáveis descobertas arqueológicas de João Batista De Rossi despertavam o interesse do mundo inteiro. Cecília suscitava no século VI o interesse e o entusiasmo pelo martírio e pela virgindade cristã, como Fabíola o suscitou no século passado e continua a suscitar ainda hoje. Em quase todas as nações modernas se erige hoje o monumento ao Soldado desconhecido. É um preito de gratidão e reconhecimento a tantas vidas nobres e generosas que se imolaram nos campos de batalha pela defesa da honra e integridade da nação. Aí são cultuados tantos heróis anônimos e desconhecidos. Aí vem depor suas flores e sua homenagem todos os cidadãos agradecidos. O monumento ao Soldado desconhecido é o altar da Pátria, onde se cultuam seus mártires e heróis. A festa litúrgica de Santa Cecília também é um grande monumento à Virgindade cristã, ao Martírio cristão dos primeiros séculos. No nome de Santa Cecília a Igreja pretende hoje venerar centenas de virgens e mártires que imolaram sua vida como testemunho de fidelidade a Deus e à Igreja. Santa Cecília simboliza, portanto, milhares de almas virgens que renunciaram aos prazeres e gozos do mundo para se consagrarem para sempre ao Esposo Imaculado. Ela nos lembra de milhares de mártires que selaram com o seu sangue e com a sua vida esta consagração definitiva. No seu culto a Igreja rende homenagem ao Martírio e à Virgindade cristã. A festa de Santa Cecília é, pois, a festa dos heróis anônimos do cristianismo – virgens e mártires – e como tal conserva ainda hoje seu profundo significado e sua beleza sem igual. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 186 à 200) Santa Cecília, nobre, esposa, virgem e mártir. Uma donzela frágil que a fortaleza de sua Fé fez abalar os poderosos do Império Romano e cujo sangue, foi verdadeiramente, ” semente de novos cristãos”. Santa Cecília, Virgem e Mártir Almáquio é um prefeito poderoso da Roma antiga. Mas, ele está inseguro, tem dúvidas… – Como executar essa jovem cristã? Ela não pode morrer pela espada… Seria perigoso. Será que… De repente, bruscamente, o prefeito ordena que a jovem seja levada até o palácio imperial. Ele decidiu: – Cecilia será morta no calidário. Ela será colocada numa sala asfixiante, totalmente fechada, abafada com vapores quentes e pestilentos. Cecília foi deixada lá, sozinha. Em seu rosto, porém, não se via marcas de abatimento e tristeza. Parecia ter a alma cheia de alegria. Pedia, continuamente, que Deus a levasse logo para o Céu. A tal ponto Cecília tinha seu pensamento posto em Deus que nem percebeu que seu suplício já tinha sido iniciado. Ela foi castigada no calidário ao longo de um dia e uma noite. Tudo isso foi inútil. Quando os carrascos abriram a câmara de tortura com a certeza de poderem retirar de seu interior o cadáver de Cecília, encontraram-na ajoelhada, sorridente e circundada de ar puro e fresco. Cheios de temor, apavorados, eles correram até Almáquio para contar-lhe o que acontecera. Ouvindo a narração dos algozes, o prefeito ficou hirto, petrificado. Tomado de ódio e furor insano, ordenou que um guarda decapitasse imediatamente a jovem, na mesma sala em que estava sendo torturada. Cecília sorriu de alegria quando apareceu diante dela o novo carrasco. Ajoelhou-se e espontaneamente apresentou o pescoço a ele. Era uma audácia. Uma tão inesperada ousadia que o homem sentiu-se abalado e faltou-lhe coragem para executar a sentença. Para não parecer fraco, conteve seu medo e, desesperadamente, por três vezes, golpeou o pescoço da valente virgem cristã. Cecília caiu. Seus braços estavam cruzados sobre o peito. Sua cabeça, inexplicavelmente, continuava unida ao corpo. A lei romana proibia insistir no suplício depois do terceiro golpe. Sem saber o que fazer, o carrasco jogou a espada no chão e fugiu apavorado. A multidão que aguardava os acontecimentos do lado de fora da sala de suplicio avançou porta adentro afim de venerar aquela que seria a mais nova mártir cristã. Todos ficaram pasmos: Cecília ainda vivia! Estava caída sobre seu lado direito e seu pescoço apresentava um ferimento profundo de onde ainda corria sangue. As donzelas mais íntimas da Santa, com todo respeito, colheram em panos de linho branco o sangue escorrido. Outros cristãos apressaram-se para comunicar o fato ao Papa. Inúmeras dificuldades fizeram com que o Sumo Pontífice Urbano só pudesse chegar ali depois de três dias. Continuando na mesma posição, Cecília aproveitava o tempo de vida que tinha para anunciar e testemunhar a verdade do Evangelho para os que dela se aproximavam. Vários pagãos foram tocados pela graça e se converteram. Finalmente o Papa Urbano chegou trazendo para a mártir os últimos confortos e os sacramentos da Igreja Católica. Não dá para descrever o fervor de Cecília ao receber a Unção dos enfermos e comungar pela última vez! Ela que amava tanto a Jesus e que a Ele entregara sua vida, contemplava e adorava o Salvador em seu coração. A determinado momento fez um sinal pedindo ao Pontífice que se aproximasse dela e disse-lhe: – Santo Padre, peço poder manifestar minha última vontade: Desejo que minha casa se transforme em um templo do Deus verdadeiro… Ela já não tinha mais forças para falar. Voltou-se, então, para os que lá estavam e mostrou-lhes o polegar de uma mão e três dedos da outra. Foi o último gesto de sua vida. Com ele Cecília confessava publicamente sua Fé: Deus é Uno e Trino. Creio na Unidade e Trindade de Deus. Ainda tentou envolver-se com suas vestes, estendeu os braços junto ao corpo, inclinou a cabeça e expirou. O corpo de Cecília foi piedosamente depositado em um caixão e conduzido até a catacumba de São Calixto. O próprio Pontífice Urbano colocou o esquife junto ao túmulo dos Papas e fechou-o com uma pedra de mármore. Era o ano 232. Afinal, quem era Cecília? Uma virgem e mártir que tem sua festa celebrada pela Igreja no dia 22 de novembro e que nasceu no início do século III. Seus pais eram cristãos e pertenciam a uma das mais gloriosas e ilustres famílias da Romanas. Ainda criança ela foi entregue a uma dama de companhia que também era cristã. Esse foi, certamente, um ato inspirado por Deus. Foi essa boa aia quem esforçou-se ao máximo para que a menina conhecesse e amasse Nosso Senhor Jesus Cristo e pudesse assim caminhar no amor e prática das virtudes cristãs. Cecília sempre mostrou boa educação e boa formação nas coisas do mundo. Mais que isso, graças à educação que a aia lhe deu, a vida de Cecília tornou-se exemplo da formação cristã que se deve dar a uma pessoa. Bem cedo Cecília cultivou o gosto pela contemplação das belezas naturais criadas por Deus e colocadas pelo Criador à disposição dos homens. Na contemplação do belo das criaturas, ela encontrou um modo de conhecer Deus. Maravilhada, a menina exclamava: – Oh! Quão grande e bom é o Senhor! Quero amá-lo sempre. Quero amá-lo, muito!… A aia de Cecília conhecia as Sagradas Escrituras e lhe contava fatos da História Sagrada. O que mais agradava Cecília eram os trechos sobre a vida de Jesus. A descrição dos padecimentos de Nosso Senhor em sua Paixão, sua morte na Cruz, levavam a atenta ouvinte a apiedar-se do Divino Salvador. Seu coração enchia-se de amor para com Ele e em seu espírito crescia a intenção de não ofender a Deus e consagrar a Ele toda sua vida. A aia ensinou-lhe a amar o próximo por amor de Deus. Por isso em sua alma floresceu um grande amor aos pobres. Neles ela via a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo sofredor, pobre e necessitado. Ela abrandava os sofrimentos e acalmava as dores dos servos, escravos e mendigos. Junto com a ajuda material, ela lhes ensinava a prática da vida e da piedade cristãs. Assim transformou-se numa verdadeira apostola do Evangelho. O encontro com Jesus O amor a Jesus Sacramentado germinou e cresceu no coração de Cecília. O mundo com suas ilusões e fantasias não a atraia. Ela tinha um único desejo: unir-se a Jesus sacramentado! Ela desafogava seu coração estando recolhida, longe dos atrativos mundanos. A oração era o modo que ela tinha de falar com Jesus. Orando ela exprimia seu desejo de recebê-Lo e fazer d’Ele seu alimento espiritual, sua força na caminhada. Jesus ouviu as preces de Cecília. Ela assistia nas catacumbas de Roma os divinos mistérios. O Pontífice Urbano, tendo nas mãos o Pão Eucarístico, aproxima-se dela. Cecília ajoelha-se aos pés do Papa e recebe pela primeira vez a Santa Comunhão. Nessa hora, adorando Jesus em seu coração, a jovem renovou o propósito de consagrar-se ao serviço de Deus e tornar-se para sempre sua esposa. Cecília sempre teve o desejo de oferecer sua virgindade a Deus. Ocultamente ela procurou o Santo Pontífice e, depois de lhe contar que desde criança havia se consagrado a Jesus, suplicou-lhe que aceitasse seu voto de virgindade. Sua pouca idade e o fato de ser filha única de nobres e ricos senhores, levou o Pontífice Urbano a dar-lhe, prudencialmente, uma resposta negativa. Cecília não se rendeu, conservando-se firme em seu desejo. Sua sinceridade levou o Pontífice a dar-lhe consentimento. Para evitar qualquer oposição por parte dos parentes, a cerimonia de recepção de seus votos não foi pública. Orfandade, Sofrimento e Proteção Angélica Para Cecília não faltaram dores, sofrimentos e cruzes. A morte dos pais foi uma de suas grandes dores. Sobretudo por causa das consequências que ausência deles lhes trouxe. Mas ela aceitou esses padecimentos com grande resignação. Após a morte dos pais Cecília ficou sob a tutela de um parente que era pagão. Ele acreditava que lhe oferecendo distrações e divertimentos mundanos diminuiria o sofrimento da jovem. Mas, isso não agradava e nem trazia alegria a Cecília que amava a pureza, a solidão e a prece. Ela fugia dos insistentes convites que lhe eram feitos, pois, temia que as distrações da frívola juventude romana, muitas vezes pecaminosas, prejudicassem sua alma inocente. Para que não caísse nas ciladas aprontadas por seu tutor e para ter forças na luta contra o demônio que a tentava, ela fazia jejuns e penitências e trazia sempre sobre seu peito os Santos Evangelhos. Mesmo com o perigo de ser presa, frequentava as catacumbas e lá encontrava paz. Muitas vezes, em companhia da aia, nelas passava a noite inteira, assistia ao serviço divino e rezava fervorosamente a Maria, Rainha das Virgens, a quem pedia o amor de Jesus, único Senhor de seu coração. Cecília foi favorecida por Deus com a presença de um Anjo que a defendia dos perigos e que frequentemente aparecia e lhe orientava. Valeriano Cecília foi obrigada a estar em uma das festas realizadas por seu tutor. Ali estava Valeriano, um dos mais nobres e elegantes jovens de Roma, cuja família se vangloriava de ter antiga ligação com a família da jovem. A beleza, a modéstia, bem como a postura e pureza de Cecília não passaram desapercebidas por ele. Valeriano, que não conhecia o segredo da modéstia cristã da virgem que se havia prometido como esposa a seu Deus, encantou-se com Cecília. Apaixonou-se por ela e quis, o quanto antes, tê-la como sua esposa. Cecília disse não a Valeriano: desejava somente ser esposa de Cristo! Foi por prudencia que, junto com a negativa do casamento, ela não se declarou cristã. Essa declaração poderia custar-lhe a vida. Ocultamente, Cecília procurou Santo Pontífice e narrou-lhe o que estava acontecendo e reafirmou que preferia a morte a faltar o juramento de amor que havia feito a Jesus. Urbano, procurou consolá-la dizendo-lhe: – Tem confiança, minha filha, se teu celeste Esposo te quiser em seu serviço, ninguém vai tirar-te d’Ele. As orações desta noite serão para que o Senhor nos ilumine. Fica em paz. Deixemos as decisões para depois da celebração dos divinos mistérios. Terminados os ritos sagrados, todos os fiéis deixaram as catacumbas. Só Cecília ficou lá. Urbano chamou-a e, com afeto paternal, disse: – Filha, sê forte e perseverante. Se fores obrigada pelas circunstancias a unir-se a Valeriano, inclina a cabeça e adora os desígnios insondáveis da Divina Providência. Deus terá sobre ti outro desígnio: a conversão de Valeriano a nossa santa religião. Para a proteção de tua virgindade, confia Naquele que, por amor desta virtude, quis nascer de uma Mãe Virgem. A Ele nada é impossível. Vai em paz, confia em Sua bondade e sê prudente. O consentimento Passaram-se alguns dias e Cecília não conseguiu fugir de uma nova conversa com seu tutor sobre o pedido de Valeriano. No início da conversa, Cecília demonstrou uma recusa total ao casamento. Os parentes não desistiram de seus propósitos e começaram com as ameaças. Foi então que Cecília, lembrou-se dos conselhos do Pontífice Urbano e aceitou casar-se. Sabendo disso, Valeriano foi imediatamente ao palácio para ter pessoalmente a confirmação e poder combinar o dia da cerimônia. Nos meses que precederam a celebração do matrimônio, Cecília conservou-se, quase sempre, retirada. Saía só para ir nos bairros populares para socorrer os pobres, seus mais queridos amigos. Passava noites inteiras em oração e penitência. Pedia a proteção e a graça que lhe eram necessárias e que estava certa de alcançar, pois já havia começado a ter uma grande paz de alma com a presença constante de seu Anjo da Guarda. As bodas Chegou, afinal, o dia em que os dois jovens se uniriam em matrimonio. O palácio onde morava a jovem católica era um formigar de escravos e donzelas, um fervilhar de ricos e nobres, de amigos e parentes, que iam prestar homenagens e oferecer tributos à presumida felicidade de Cecília. A alma da virgem estava longe dessas manifestações. Ela quase não percebia o que se passava em redor de si. Realizaram-se as cerimônias matrimoniais segundo o ritual da época. O passo estava dado. A virgem de Cristo tornara-se também esposa de Valeriano. Terminada a cerimônia, Cecília foi conduzida à sala do banquete. Foi recebida com clamorosos aplausos e cânticos. Cecília, porém, elevava a alma a Deus e repetia em seu coração: – “Senhor, que sejam sempre imaculados meu corpo e meu coração; protege tua serva para que não seja confundida”. Esposa Apóstolo Terminado o suntuoso banquete, Cecília foi levada por algumas matronas à câmara nupcial. Ali ela deveria esperar Valeriano para a noite de núpcias. Apenas ele entrou no quarto correu para abraçá-la exclamando: – Oh! dia feliz…. Cecília recuou um passo e disse: – Não me toques, Valeriano. O jovem ficou atônito e despeitado com a repulsa. – Não te ofendas, meu querido, mas escuta-me, pois que tenho a dizer-te um segredo… – Não temas, Cecília, qualquer que seja ele, jamais ente humano o saberá. – Para satisfazer meus parentes, fui obrigada a unir-me a ti. Serei a companheira mais fiel e amorosa de tua vida, mas teremos de viver como se fôssemos irmãos. E a razão é que, desde ainda criança consagrei meu corpo a alguém que não é deste mundo. Alguém que sempre me amou, e, para confirmar disso, mandou um Anjo para me guardar. Ora, se o Anjo vir que não me respeitas, ficará irado e vingar-se-á tremendamente. Ouvindo estas palavras, Valeriano, agitado de violentas paixões, exclamou: – Oh! Cecília, traíste-me. Não me amas e a outro estás ligada! – Não querido, não me entendeste. Não te perturbes. Escuta e compreenderás. Amo-te e muito, com um amor que não acaba com morte. Um amor que durará e será mais sublime ainda na eternidade. Consagrei-me a alguém que não é um simples mortal. Consagrei-me a Deus que permitirá que eu viva sempre contigo nas condições que já te disse. – Cecília, disse Valeriano, devo acreditar no que me contas? Se isso é verdade, por que esperastes este momento para dizer-me? – Perdoa, Valeriano, se eu tivesse revelado meu segredo, nem tu nem meus parentes o acreditariam e considerando-me louca me teriam declarado a mais cruel das guerras. – Mas qual é este Deus a quem te consagraste e que agora não quer legitimar nossa união? Se é um Deus verdadeiro, como rouba nossa felicidade? – Deus não necessita de nós. Ele é infinitamente bem-aventurado e, se olha a nossa pequenez, é unicamente para o nosso bem, porque Ele nos ama. Ele nos criou, conserva-nos a vida e será, um dia, nosso Juiz. Este é o Deus dos cristãos. – Deus dos cristãos? Você é cristã? Cristãos… esses seres desprezíveis, odiados por todos e contra os quais se tem desencadeado a ira de nossos Imperadores e do povo romano? – De fato, são muitos os nossos inimigos… eles são pobres ignorantes e infelizes. Acredita, Valeriano, tudo quanto dizem a respeito dos cristãos é calunia! – Nós, cristãos, não adoramos os falsos deuses. Deuses que só servem para enganar. Nós desprezamos todos os bens perecíveis, aspiramos ao Céu e nos entregamos à prática das mais altas virtudes. Dito isso, ajoelhou e com os olhos levantados para o Céu exclamou: – Ó Senhor! Até quando durará o reino do espírito do mal? Até quando os homens caminharão entre as trevas do erro, na mentira e na falsidade? – Dizendo essas palavras, seu rosto transfigurou-se. Uma luz sobrenatural a envolveu e sua alma imergiu-se em Deus. Valeriano, quase apavorado, ficou mudo contemplando o êxtase de sua esposa. Sua mente iluminada de dons sobrenaturais, começava a se abrir à verdade e quando Cecília recobrou os sentidos, viu junto a si o esposo, com os olhos cheios de lágrimas. Olharam-se e os olhos da Santa leram o fundo do coração de Valeriano. Uma voz interior lhe assegurava que o esposo havia se convertido. Valeriano, envergonhado com o que havia pensado de sua esposa disse: – Deus de Cecília, eu creio em ti, mas faze com que eu possa ver, ao menos um instante, o Anjo que mandaste para junto de tua e minha esposa. – Ouvindo estas palavras, Cecília exclamou: – Ó Senhor, meu amado! Sê para sempre louvado e eternamente glorificado por teus Anjos! Donde me vem tantas graças? Sê bem vindo em tua serva que humildemente adora os desígnios misteriosos de tua providência! E voltando-se para Valeriano, disse: – Agora, não percamos tempo. Verás meu Anjo, sim! Antes, porém, deves tornar-te digno disso pelo Batismo. Vai e procura na Via Ápia a aldeia de Triopio. Lá encontrarás alguns pobres. Diga a eles que vais em meu nome e que procuras pelo Pontífice Urbano. Serás, então, conduzido até Papa que te acolherá com grande afabilidade e te ensinará as verdades de nossa fé. Depois, volta e verás o Anjo de Deus que me acompanha. Com um manto, Valeriano, cobriu as vestes nupciais que ainda usava e encaminhou-se para o lugar indicado. Enquanto podia vê-lo, Cecília acompanhou-o com o olhar. Depois retirou-se, continuando suas preces que deveriam levar seu jovem esposo à conversão. Batismo nas Catacumbas Chegando à aldeia de Triopio, Valeriano encontrou-se com os pobres indicados por Cecília. Eles o conduziram pelo labirinto das catacumbas até chegar ao lugar onde estava o santo Pontífice Urbano, que vivia escondido no Cemitério de São Calixto, junto aos sepulcros dos mártires, depois de escapar da perseguição movida contra ele por causa de sua fé católica. Valeriano foi recebido por Urbano que, juntando as mãos, assim rezou: – Senhor, meu Jesus Cristo, tu que inspiras as castas resoluções, recebe agora o fruto da semente divina plantada no coração de Cecília! Por ela, seu esposo Valeriano tornou-se teu servo e abriu os olhos à verdade divina. Agora, ele te reconhece por seu Criador e renuncia, para sempre, o demônio, suas pompas e suas obras. Ele tem firme propósito de Vos adorar e Vos servir por toda a vida. Está pronto a defender com o próprio sangue a Fé que professa. Depois de assim rezar, começou a instruir o jovem catecúmeno sobre os principais mistérios da Fé: a Unidade e Trindade de Deus, a Encarnação, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto Urbano falava dos augustos mistérios, subitamente, apareceu uma luz brilhante junto deles. No meio dela estava a figura de um respeitável ancião que trazia nas mãos um livro escrito com letras de ouro. Era o Apóstolo São Paulo que dizia a Valeriano: – Lê e crê. Só então merecerás ser purificado nas águas do batismo e, então, contemplar o Anjo de que te falou Cecília. – Valeriano leu: – Um só Senhor, uma só fé, um só Deus, Pai de todos, superior a todos, que está em todas as coisas, especialmente em todos nós. – Crês em tudo isto? Perguntou o Apóstolo. – Sim, creio! , Responde Valeriano. Após essa profissão de fé, Paulo desapareceu. Urbano tomou a água e derramando-a sobre a cabeça do neófito, dizendo: – Valeriano, eu te batizo, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Vestindo-o depois com uma túnica branca, despediu-se dizendo: – Vai e mostra-te a Cecília, que completará a obra por Deus reservada para ti. A Promessa do Anjo Valeriano partiu com a alma serena e a paz no coração. Chegando em casa, encontrou Cecília de joelhos, em oração. Junto dela estava o Anjo do Senhor. Tinha nas mãos duas coroas de rosas e lírios. O Anjo que guardava a virgem colocou as sobre as cabeças dos esposos e lhes disse: – Conservai essas coroas com a pureza de vossos corações e santidade de vossos corpos. Tu, Valeriano, por teres compreendido as puras aspirações de Cecília, serás ouvido, qualquer que seja a graça que pedires a Deus. – Oh! Anjo bendito, um só será meu pedido: suplicar a Cristo que salve também meu irmão e nos torne ambos perfeitos cristãos e que confessemos seu Santo nome. – Não só teu irmão vai converter-se, como também ambos, junto com Cecília, serão martirizados e acolhidos no Céu. Livres da escravidão dos sentidos, Cecília e Valeriano inflamaram-se no amor de Deus. O vínculo que os ligava era fonte de entusiasmo para muitos de sua estirpe. Tibúrcio, fruto do apostolado de Cecília floresceu e tornou-se exemplo de vida para os seus companheiros de corte. Tais exemplos ainda gerariam muitos outros filhos para a Igreja Católica nascente. Muitas almas ainda foram por isso atraídas para Jesus Cristo. Tal testemunho de Fé e apostolado não poderia deixar de ser notado pelo ódio dos pagãos que se encontravam petrificados no mal. Sobre Cecília, Valério e Tibúrcio, logo caíram o ódio e a perseguição dos pagãos. Foram terríveis. Confirmaram, porém, o que já lhes tinha sido predito: os três receberiam a palma do martírio e logo voariam para Deus. Esta é a história de Cecília, nobre, esposa, virgem e mártir. Uma donzela frágil que a fortaleza de sua Fé fez abalar os poderosos do Império Romano e cujo sangue, foi verdadeiramente, “semente de novos cristãos”. (Adaptações do Livro Santa Cecília, Virgem e Mártir, Saverio M. Vanzo, S.S.P. – Mir Editora Brasil 2001,pp. 15 à 76) #SantodoDia
- 3º Motivo: As principais virtudes que assim praticamos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 21)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Primeiro Dia Meditação: 3º MOTIVO – AS PRINCIPAIS VIRTUDES QUE ASSIM PRATICAMOS ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . — Socorrendo as almas do Purgatório, praticamos a caridade em toda a sua extensão. “A devoção às almas do Purgatório, diz S. Francisco de Sales, encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural pelo espírito de fé, nos há de merecer o Céu.” Descer ao meio desses fogos devoradores, levar às almas prostradas em seu leito de chamas a esmola de nossas orações, não é, de algum modo, visitar os enfermos? Não é dar de beber aos que têm sede, chover o doce orvalho de graça celeste sobre as almas que ardem na sede de ver a Deus face a face? Adiantar para elas o momento em que hão de entrar na posse da bem aventurança, do Céu, de Deus, do qual estão mais famintas do que o mendigo o está do pedaço de pão que lhe estendemos: é, em verdade, alimentar os que nos pedem de comer. Nós remimos cativos, pagando o resgate das santas almas prisioneiras da justiça divina, despedaçando as cadeias que as retêm longe do Céu, e que cadeias! Vestimos com magnificência os que estão nus, abrindo, com a nossa penitência, aos mortos a mansão de glória em que o Senhor lhes tem preparado uma túnica de luz de eternos esplendores. Que admirável hospitalidade exercemos, introduzindo-as na Jerusalém celeste, na cidade triunfante dos espíritos bem aventurados! Poderíamos acaso comparar o mérito do sepultar corpos dados em pasto aos vermes, com a inapreciável felicidade de fazer subir ao Céu almas imortais? Sufragando as almas do Purgatório, exercitamos a gratidão. Certamente não são estranhos aos que imploram socorro, são os nossos: pai, mãe, amigos… Esses corações dedicados que outrora tanto trabalharam e sofreram, que, por nossa causa talvez — por nos amarem com excesso, —cometeram essas faltas, em cuja expiação sofrem agora; — esses corações que muitas vezes ferimos com a nossa indiferença, com as nossas queixas, com recriminações mesmo: hoje que não palpitam mais na terra, não é verdade que sentimos remorsos de não lhes haver testemunhado bastante a nossa afeição? Pois bem, nós podemos reparar tudo, orando por eles! Muitas vezes os deixamos sós: vamos pensar neles; muitas vezes lhes desobedecemos: escutemos suas súplicas e façamos por eles tudo o que nos pedem; — faltamos-lhes à complacência e à afabilidade, preferimos nosso prazer à sua felicidade: privemo-nos de alguns momentos de distração para consagrá-los a orar por eles. Ó meus queridos mortos, sereis contentes daquele que tanto se arrepende de vos haver penalizado na terra: eu vo-lo prometo. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 3º Motivo: As principais virtudes que assim praticamos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 21)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Primeiro Dia Meditação: 3º MOTIVO – AS PRINCIPAIS VIRTUDES QUE ASSIM PRATICAMOS ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . — Socorrendo as almas do Purgatório, praticamos a caridade em toda a sua extensão. “A devoção às almas do Purgatório, diz S. Francisco de Sales, encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural pelo espírito de fé, nos há de merecer o Céu.” Descer ao meio desses fogos devoradores, levar às almas prostradas em seu leito de chamas a esmola de nossas orações, não é, de algum modo, visitar os enfermos? Não é dar de beber aos que têm sede, chover o doce orvalho de graça celeste sobre as almas que ardem na sede de ver a Deus face a face? Adiantar para elas o momento em que hão de entrar na posse da bem aventurança, do Céu, de Deus, do qual estão mais famintas do que o mendigo o está do pedaço de pão que lhe estendemos: é, em verdade, alimentar os que nos pedem de comer. Nós remimos cativos, pagando o resgate das santas almas prisioneiras da justiça divina, despedaçando as cadeias que as retêm longe do Céu, e que cadeias! Vestimos com magnificência os que estão nus, abrindo, com a nossa penitência, aos mortos a mansão de glória em que o Senhor lhes tem preparado uma túnica de luz de eternos esplendores. Que admirável hospitalidade exercemos, introduzindo-as na Jerusalém celeste, na cidade triunfante dos espíritos bem aventurados! Poderíamos acaso comparar o mérito do sepultar corpos dados em pasto aos vermes, com a inapreciável felicidade de fazer subir ao Céu almas imortais? Sufragando as almas do Purgatório, exercitamos a gratidão. Certamente não são estranhos aos que imploram socorro, são os nossos: pai, mãe, amigos… Esses corações dedicados que outrora tanto trabalharam e sofreram, que, por nossa causa talvez — por nos amarem com excesso, —cometeram essas faltas, em cuja expiação sofrem agora; — esses corações que muitas vezes ferimos com a nossa indiferença, com as nossas queixas, com recriminações mesmo: hoje que não palpitam mais na terra, não é verdade que sentimos remorsos de não lhes haver testemunhado bastante a nossa afeição? Pois bem, nós podemos reparar tudo, orando por eles! Muitas vezes os deixamos sós: vamos pensar neles; muitas vezes lhes desobedecemos: escutemos suas súplicas e façamos por eles tudo o que nos pedem; — faltamos-lhes à complacência e à afabilidade, preferimos nosso prazer à sua felicidade: privemo-nos de alguns momentos de distração para consagrá-los a orar por eles. Ó meus queridos mortos, sereis contentes daquele que tanto se arrepende de vos haver penalizado na terra: eu vo-lo prometo. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Homilia Diária| A devoção a Nossa Senhora Menina
Preparando-nos para a memória da Apresentação de Nossa Senhora, que a Igreja celebra em 21 de novembro, é oportuno meditarmos sobre a infância da Virgem Maria. Da divina infância de Cristo todos já ouvimos falar e até chegamos a meditar algum mistério, mas quantos são os que veneram a bem-aventurada Virgem Maria em sua infância “cheia de graça”? Por isso, nesta aula, Padre Paulo Ricardo fala de “uma devoção muito esquecida”, mas enriquecida de numerosos benefícios espirituais: o culto a Nossa Senhora Menina. Esta é uma “reprise” da transmissão ao vivo “Nossa Senhora Menina”, que foi ao ar, originalmente, no dia 19 de novembro de 2019. Obras citadas na aula: – “Ser ou não ser santo: eis a questão”, de Antonio Royo Marín: http://bit.ly/3V2pUTS . – “A Mãe do Salvador e a nossa vida interior”, de Reginald Garrigou Lagrange: http://bit.ly/3EL8CFz . Evangelho (Mt 12,46-50) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Feliz quem ouve e observa a Palavra de Deus! (Lc 11,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária| A devoção a Nossa Senhora Menina
Preparando-nos para a memória da Apresentação de Nossa Senhora, que a Igreja celebra em 21 de novembro, é oportuno meditarmos sobre a infância da Virgem Maria. Da divina infância de Cristo todos já ouvimos falar e até chegamos a meditar algum mistério, mas quantos são os que veneram a bem-aventurada Virgem Maria em sua infância “cheia de graça”? Por isso, nesta aula, Padre Paulo Ricardo fala de “uma devoção muito esquecida”, mas enriquecida de numerosos benefícios espirituais: o culto a Nossa Senhora Menina. Esta é uma “reprise” da transmissão ao vivo “Nossa Senhora Menina”, que foi ao ar, originalmente, no dia 19 de novembro de 2019. Obras citadas na aula: – “Ser ou não ser santo: eis a questão”, de Antonio Royo Marín: http://bit.ly/3V2pUTS . – “A Mãe do Salvador e a nossa vida interior”, de Reginald Garrigou Lagrange: http://bit.ly/3EL8CFz . Evangelho (Mt 12,46-50) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Feliz quem ouve e observa a Palavra de Deus! (Lc 11,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Apresentação de Nossa Senhora – 21 de Novembro
Santo do Dia – 21 de Novembro – Apresentação de Nossa Senhora O episódio da apresentação no templo não é narrado nas Sagradas Escrituras, mas em evangelhos apócrifos, em particular no Proto-evangelho de são Tiago, que a Igreja não considera inspirado por Deus. No entanto, a celebração deste dia é antiga. Era celebrada já no século VI em Jerusalém, e a Igreja do Oriente, que acolheu e conservou zelosamente as tradicionais festas marianas, reserva à apresentação de Maria uma memória particular, como um dos mistérios da vida daquela que Deus escolheu para Mãe de seu Unigênito. A Igreja do Ocidente, ao manter essa festividade também com a reforma do calendário litúrgico, entendeu praticar um gesto “ecumênico”. Na Liturgia das Horas, lê-se: “Neste dia da solene consagração da igreja de Santa Maria Nova, construída junto ao templo de Jerusalém, celebramos com os cristãos do Oriente aquela consagração que Maria fez a Deus de si mesma desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça ficara plena na sua imaculada conceição”. Se bem que não se encontre na tradição hebraica a oferta de meninas ao templo (e menos ainda na tenra idade de três anos, como se lê nos aprócrifos, segundo os quais “Maria morou no templo do Senhor como uma pomba, recebendo o alimento das mãos de um anjo”), os cristãos celebram hoje aquele particular oferecimento de Maria a Deus, feito no segredo de sua alma, que a preparou para acolher o Filho de Deus. Esta menininha — diz são Germano de Constantinopla na homilia sobre a Apresentação — prepara o aposento para acolher a Deus, “mas não é o templo que a santifica e purifica, e sim a sua presença que purifica inteiramente o templo”. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Deus elegeu Maria Santíssima para a excelsa missão de conceber e dar à luz a Nosso Senhor Jesus Cristo, e “para realizar n’Ela e por Ela as maiores maravilhas que se propôs fazer no céu e na terra” Celebramos hoje a antiga memória da apresentação da toda santa Mãe de Deus no Templo. Trata-se de uma tradição que não está presente nos evangelhos canônicos, mas que embasada em documentos antigos segundo os quais a Virgem Maria, ainda pequenina, foi apresentada por seus pais no Templo de Jerusalém. A tradição nos conta que os pais de Maria, S. Joaquim e Sant’Ana, conceberam a Virgem Santíssima já na velhice e, é claro, vendo que se aproximavam da morte, cumpriram o voto que tinham feito de consagrar a menina ao serviço de Deus. A tradição diz ainda que, junto do Templo de Jerusalém, existia uma espécie de “escola” ou internato em que se acolhiam meninas para servir no Templo, nas tarefas do dia a dia, preparando o necessário aos sacerdotes etc. Foi ali que S. Joaquim e Sant’Ana apresentaram a Virgem Maria. Essa belíssima tradição diz também que a Virgem Maria, com mais ou menos quatro anos, ao chegar à entrada do Templo, foi de tal modo atraída por Deus, que subiu sozinha as escadarias, rodopiou de alegria e entrou sem olhar para trás, sinal maravilhoso tanto de desapego dos pais quanto da pureza de coração de quem se entrega a Deus. A Apresentação de Nossa Senhora no Templo Neste dia 21 de Novembro, a Igreja celebra a Festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Esta magnífica festa é exaltada pelos cristãos desde os primeiros séculos e foi oficialmente inserida no Missal Romano no ano de 1505. A partir de 1585 o Papa Sisto V tornou a sua comemoração Universal. Conta a Tradição que São Joaquim e Santa Ana por longo tempo não tiveram filhos, até que nasceu Maria Santíssima. Estes santos pais, em cumprimento a uma promessa feita ao Altíssimo, compenetrados de todo o Mistério da Salvação e desejosos de que a Santa Menina servisse a Deus de maneira perfeita, levaram-na a Jerusalém para ser apresentada no Templo. Esta oferta é muito significativa, pois, de certa forma, antecipava a “excelsa missão” de Maria, a que se refere Mons. João Clá nesta Frase da Semana. Santo Afonso de Ligório comenta que “uma oferta maior e mais perfeita do que a de Maria, ainda menina de três anos, nunca foi e nunca será feita a Deus por uma mera criatura”. (2) Podemos imaginar esta singela menina, em tão tenra idade, mas já em pleno uso da razão, pois foi concebida sem os efeitos do pecado original – adorando a Deus no Templo em “Espírito e Verdade”. Certamente, a todo momento dedicou-se a pequena Maria a fazer, com intensidade a Vontade de Deus, amando-O acima de tudo. Assim, neste dia, em que celebramos a Apresentação de Maria, devemos meditar sobre a nossa fidelidade aos desígnios de Deus e até que ponto – dentro de nossa limitada capacidade – temos procurado imitar a atitude de nossa Mãe e Senhora. #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora
- Apresentação de Nossa Senhora – 21 de Novembro
Santo do Dia – 21 de Novembro – Apresentação de Nossa Senhora O episódio da apresentação no templo não é narrado nas Sagradas Escrituras, mas em evangelhos apócrifos, em particular no Proto-evangelho de são Tiago, que a Igreja não considera inspirado por Deus. No entanto, a celebração deste dia é antiga. Era celebrada já no século VI em Jerusalém, e a Igreja do Oriente, que acolheu e conservou zelosamente as tradicionais festas marianas, reserva à apresentação de Maria uma memória particular, como um dos mistérios da vida daquela que Deus escolheu para Mãe de seu Unigênito. A Igreja do Ocidente, ao manter essa festividade também com a reforma do calendário litúrgico, entendeu praticar um gesto “ecumênico”. Na Liturgia das Horas, lê-se: “Neste dia da solene consagração da igreja de Santa Maria Nova, construída junto ao templo de Jerusalém, celebramos com os cristãos do Oriente aquela consagração que Maria fez a Deus de si mesma desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça ficara plena na sua imaculada conceição”. Se bem que não se encontre na tradição hebraica a oferta de meninas ao templo (e menos ainda na tenra idade de três anos, como se lê nos aprócrifos, segundo os quais “Maria morou no templo do Senhor como uma pomba, recebendo o alimento das mãos de um anjo”), os cristãos celebram hoje aquele particular oferecimento de Maria a Deus, feito no segredo de sua alma, que a preparou para acolher o Filho de Deus. Esta menininha — diz são Germano de Constantinopla na homilia sobre a Apresentação — prepara o aposento para acolher a Deus, “mas não é o templo que a santifica e purifica, e sim a sua presença que purifica inteiramente o templo”. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Deus elegeu Maria Santíssima para a excelsa missão de conceber e dar à luz a Nosso Senhor Jesus Cristo, e “para realizar n’Ela e por Ela as maiores maravilhas que se propôs fazer no céu e na terra” Celebramos hoje a antiga memória da apresentação da toda santa Mãe de Deus no Templo. Trata-se de uma tradição que não está presente nos evangelhos canônicos, mas que embasada em documentos antigos segundo os quais a Virgem Maria, ainda pequenina, foi apresentada por seus pais no Templo de Jerusalém. A tradição nos conta que os pais de Maria, S. Joaquim e Sant’Ana, conceberam a Virgem Santíssima já na velhice e, é claro, vendo que se aproximavam da morte, cumpriram o voto que tinham feito de consagrar a menina ao serviço de Deus. A tradição diz ainda que, junto do Templo de Jerusalém, existia uma espécie de “escola” ou internato em que se acolhiam meninas para servir no Templo, nas tarefas do dia a dia, preparando o necessário aos sacerdotes etc. Foi ali que S. Joaquim e Sant’Ana apresentaram a Virgem Maria. Essa belíssima tradição diz também que a Virgem Maria, com mais ou menos quatro anos, ao chegar à entrada do Templo, foi de tal modo atraída por Deus, que subiu sozinha as escadarias, rodopiou de alegria e entrou sem olhar para trás, sinal maravilhoso tanto de desapego dos pais quanto da pureza de coração de quem se entrega a Deus. A Apresentação de Nossa Senhora no Templo Neste dia 21 de Novembro, a Igreja celebra a Festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Esta magnífica festa é exaltada pelos cristãos desde os primeiros séculos e foi oficialmente inserida no Missal Romano no ano de 1505. A partir de 1585 o Papa Sisto V tornou a sua comemoração Universal. Conta a Tradição que São Joaquim e Santa Ana por longo tempo não tiveram filhos, até que nasceu Maria Santíssima. Estes santos pais, em cumprimento a uma promessa feita ao Altíssimo, compenetrados de todo o Mistério da Salvação e desejosos de que a Santa Menina servisse a Deus de maneira perfeita, levaram-na a Jerusalém para ser apresentada no Templo. Esta oferta é muito significativa, pois, de certa forma, antecipava a “excelsa missão” de Maria, a que se refere Mons. João Clá nesta Frase da Semana. Santo Afonso de Ligório comenta que “uma oferta maior e mais perfeita do que a de Maria, ainda menina de três anos, nunca foi e nunca será feita a Deus por uma mera criatura”. (2) Podemos imaginar esta singela menina, em tão tenra idade, mas já em pleno uso da razão, pois foi concebida sem os efeitos do pecado original – adorando a Deus no Templo em “Espírito e Verdade”. Certamente, a todo momento dedicou-se a pequena Maria a fazer, com intensidade a Vontade de Deus, amando-O acima de tudo. Assim, neste dia, em que celebramos a Apresentação de Maria, devemos meditar sobre a nossa fidelidade aos desígnios de Deus e até que ponto – dentro de nossa limitada capacidade – temos procurado imitar a atitude de nossa Mãe e Senhora. #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora
- 2º Motivo – O Serviço que prestamos a nós Mesmos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 20)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Dia Meditação: 2º MOTIVO – O SERVIÇO QUE PRESTAMOS A NÓS MESMOS ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . 1º. Adquirimos um protetor certo no Céu. A alma que nossas orações tiverem libertado, contraiu para conosco, só pelo fato de seu resgate, uma estrita obrigação de reconhecimento; primeiro, diz o padre Faber, pela glória da qual lhe antecipamos a hora; depois, em razão dos horríveis sofrimentos aos quais a arrancamos; assim, é para ela um dever obter-nos incessantes graças e bênçãos. No Céu também se ama e se é reconhecido! E não é somente essa alma que fica reconhecida, é seu anjo da guarda também, é a Santíssima Virgem a quem essa alma era consagrada, é o próprio Jesus que a nossas orações deve o glorificá-la mais cedo. — E o anjo da guarda, e Maria e Jesus, também eles nos testemunham sua alegria com benefícios novos. 2º. — Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor. — Aquele que serve a Deus na terra, nunca está satisfeito; não sabe, não pode amar como deseja e sente a necessidade de fazê-lo; mas, se libertou uma alma do Purgatório, oh que alegria, que consolação a de poder dizer: Uma alma santa que ama perfeitamente a Deus, foi amá-lo por mim; e, enquanto eu estou na terra ocupado, nas funções e trabalhos da vida, talvez até esquecendo-me de Deus, lá no Céu ela, talvez muitas, sem interromperem um só momento seu cântico de amor indizível, adoram, glorificam a majestade e a beleza do Altíssimo, e fazem-no em meu nome! 3º. — Constituímos protetores nossos as almas por quem oramos. O ensino comum dos teólogos é que, não podendo as almas do Purgatório orar eficazmente por si, podem, todavia, alcançar graças para nós, “São santas, diz Suarez, caras a Deus; a caridade leva-as a nos amar… Por que não intercederão conosco, mesmo quando expiam por si? É o que se dá conosco sobre a terra, pois que, embora devedores em relação a Deus, não hesitamos nunca em rogar pelo próximo.” Pode-se, portanto, invocá-las nas necessidades, nos perigos, nas inquietações. Os fiéis o praticam habitualmente e há poucas almas piedosas que não possam dizer: Quando tenho pedido alguma graça pelas almas do Purgatório, é raro que não a tenha alcançado. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 2º Motivo – O Serviço que prestamos a nós Mesmos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 20)
Mês das Almas do Purgatório – Vigésimo Dia Meditação: 2º MOTIVO – O SERVIÇO QUE PRESTAMOS A NÓS MESMOS ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . 1º. Adquirimos um protetor certo no Céu. A alma que nossas orações tiverem libertado, contraiu para conosco, só pelo fato de seu resgate, uma estrita obrigação de reconhecimento; primeiro, diz o padre Faber, pela glória da qual lhe antecipamos a hora; depois, em razão dos horríveis sofrimentos aos quais a arrancamos; assim, é para ela um dever obter-nos incessantes graças e bênçãos. No Céu também se ama e se é reconhecido! E não é somente essa alma que fica reconhecida, é seu anjo da guarda também, é a Santíssima Virgem a quem essa alma era consagrada, é o próprio Jesus que a nossas orações deve o glorificá-la mais cedo. — E o anjo da guarda, e Maria e Jesus, também eles nos testemunham sua alegria com benefícios novos. 2º. — Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor. — Aquele que serve a Deus na terra, nunca está satisfeito; não sabe, não pode amar como deseja e sente a necessidade de fazê-lo; mas, se libertou uma alma do Purgatório, oh que alegria, que consolação a de poder dizer: Uma alma santa que ama perfeitamente a Deus, foi amá-lo por mim; e, enquanto eu estou na terra ocupado, nas funções e trabalhos da vida, talvez até esquecendo-me de Deus, lá no Céu ela, talvez muitas, sem interromperem um só momento seu cântico de amor indizível, adoram, glorificam a majestade e a beleza do Altíssimo, e fazem-no em meu nome! 3º. — Constituímos protetores nossos as almas por quem oramos. O ensino comum dos teólogos é que, não podendo as almas do Purgatório orar eficazmente por si, podem, todavia, alcançar graças para nós, “São santas, diz Suarez, caras a Deus; a caridade leva-as a nos amar… Por que não intercederão conosco, mesmo quando expiam por si? É o que se dá conosco sobre a terra, pois que, embora devedores em relação a Deus, não hesitamos nunca em rogar pelo próximo.” Pode-se, portanto, invocá-las nas necessidades, nos perigos, nas inquietações. Os fiéis o praticam habitualmente e há poucas almas piedosas que não possam dizer: Quando tenho pedido alguma graça pelas almas do Purgatório, é raro que não a tenha alcançado. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Santo Edmundo, rei e mártir – 20 de Novembro
SANTO DO DIA – 20 DE NOVEMBRO – SANTO EDMUNDO Rei e mártir (841-870) Edmundo é um santo mais vivo na memória do povo da Inglaterra do que nos documentos históricos. Mesmo porque os registros trazem dados sobre o seu reinado e sua morte, enquanto sobre sua origem poucas são as informações. Sabemos apenas que Edmundo era cristão, filho do rei Alkmund, da Saxônia, que, posteriormente, teria sido adotado pelo rei das regiões da Inglaterra oriental, a Estanglia. Aos quatorze anos de idade, tornou-se o último rei daquele território. Era um tempo duríssimo para toda a Inglaterra, agredida, constantemente, pelos sanguinários bárbaros dinamarqueses que invadiam a saqueavam seus vilarejos. Esses bárbaros eram comandados por três irmãos: Halfdene, Ivarr e Ubba. Em suas investidas, além de saquear os povoados, exigiam um resgate para não destruírem as vilas. No ano de 869, os dinamarqueses irromperam uma grande invasão nos domínios do rei Edmundo. Para defender seu povo e o reino, ele reuniu seu pequeno exército e combateu os invasores, mais equipados e em maior número. Desse modo, ele acabou como prisioneiro de seus opositores. Os dinamarqueses ofereceram ao rei Edmundo a possibilidade de manter sua vida e a coroa caso renegasse a fé e se proclamasse vassalo. O rei rejeitou a proposta por duas vezes. Dessa maneira, selou seu destino. Morreu traspassado pelas flechas dos bárbaros pagãos no dia 20 de novembro de 870. O desaparecimento do rei Edmundo levou ao fim o reino da Estanglia. Mas a Inglaterra se fortaleceu sob seu nome, e o jovem rei morto tornou-se uma bandeira. Antes do final do século IX, as moedas cunhadas durante o seu reinado já eram chamadas ‘penny of Edmund’. A sua veneração tornou-se o culto de maior devoção do povo inglês. Foi canonizado e proclamado padroeiro da Inglaterra, recebendo as homenagens dos devotos no dia de sua morte. As relíquias mortais de santo Edmundo foram sepultadas em Beadoricesworth, que hoje se chama Bury St. Edmund, na região de Cambridge. Atualmente, existe uma congregação de sacerdotes ingleses chamados Padres de Santo Edmundo. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia
- Santo Edmundo, rei e mártir – 20 de Novembro
SANTO DO DIA – 20 DE NOVEMBRO – SANTO EDMUNDO Rei e mártir (841-870) Edmundo é um santo mais vivo na memória do povo da Inglaterra do que nos documentos históricos. Mesmo porque os registros trazem dados sobre o seu reinado e sua morte, enquanto sobre sua origem poucas são as informações. Sabemos apenas que Edmundo era cristão, filho do rei Alkmund, da Saxônia, que, posteriormente, teria sido adotado pelo rei das regiões da Inglaterra oriental, a Estanglia. Aos quatorze anos de idade, tornou-se o último rei daquele território. Era um tempo duríssimo para toda a Inglaterra, agredida, constantemente, pelos sanguinários bárbaros dinamarqueses que invadiam a saqueavam seus vilarejos. Esses bárbaros eram comandados por três irmãos: Halfdene, Ivarr e Ubba. Em suas investidas, além de saquear os povoados, exigiam um resgate para não destruírem as vilas. No ano de 869, os dinamarqueses irromperam uma grande invasão nos domínios do rei Edmundo. Para defender seu povo e o reino, ele reuniu seu pequeno exército e combateu os invasores, mais equipados e em maior número. Desse modo, ele acabou como prisioneiro de seus opositores. Os dinamarqueses ofereceram ao rei Edmundo a possibilidade de manter sua vida e a coroa caso renegasse a fé e se proclamasse vassalo. O rei rejeitou a proposta por duas vezes. Dessa maneira, selou seu destino. Morreu traspassado pelas flechas dos bárbaros pagãos no dia 20 de novembro de 870. O desaparecimento do rei Edmundo levou ao fim o reino da Estanglia. Mas a Inglaterra se fortaleceu sob seu nome, e o jovem rei morto tornou-se uma bandeira. Antes do final do século IX, as moedas cunhadas durante o seu reinado já eram chamadas ‘penny of Edmund’. A sua veneração tornou-se o culto de maior devoção do povo inglês. Foi canonizado e proclamado padroeiro da Inglaterra, recebendo as homenagens dos devotos no dia de sua morte. As relíquias mortais de santo Edmundo foram sepultadas em Beadoricesworth, que hoje se chama Bury St. Edmund, na região de Cambridge. Atualmente, existe uma congregação de sacerdotes ingleses chamados Padres de Santo Edmundo. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia
- Homilia Diária | Senhor, que eu veja novamente!
Segunda-feira da 33.ª Semana do Tempo Comum Há por aí muitos católicos, e talvez sejamos um deles, que são como o cego Bartimeu. Ele, que não era cego de nascença, acabou perdendo a vista, assim como muitos fiéis que, iluminados ainda na pia do Batismo, perderam com o passar dos anos esse lume divino da fé católica, por terem escolhido aquilo que crer e, desta forma, terem posto os seus próprios critérios acima da autoridade de Deus. É hoje o dia de, humilhados, implorarmos a Cristo que nos faça enxergar de novo, que nos restitua a luz da fé, para a qual, infelizmente, talvez estejamos cegos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 20 de novembro, e imitemos a súplica do cego de Jericó: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. Santo do Dia: Santo Edmundo, rei e mártir Evangelho (Lc 18,35-43) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 35 Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36 Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37 Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38 Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39 As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40 Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41 “Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42 Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43 No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Senhor, que eu veja novamente!
Segunda-feira da 33.ª Semana do Tempo Comum Há por aí muitos católicos, e talvez sejamos um deles, que são como o cego Bartimeu. Ele, que não era cego de nascença, acabou perdendo a vista, assim como muitos fiéis que, iluminados ainda na pia do Batismo, perderam com o passar dos anos esse lume divino da fé católica, por terem escolhido aquilo que crer e, desta forma, terem posto os seus próprios critérios acima da autoridade de Deus. É hoje o dia de, humilhados, implorarmos a Cristo que nos faça enxergar de novo, que nos restitua a luz da fé, para a qual, infelizmente, talvez estejamos cegos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 20 de novembro, e imitemos a súplica do cego de Jericó: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. Santo do Dia: Santo Edmundo, rei e mártir Evangelho (Lc 18,35-43) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 35 Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36 Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37 Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38 Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39 As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40 Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41 “Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42 Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43 No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Porque Bispos conservadores têm sido perseguidos e demitidos?
Desde a renúncia de Bento XVI temos presenciado uma constante a perseguição e deposição de bispos conservadores e a remoção de Cardeais Conservadores de funções importantes no Vaticano. Ao mesmo tempo que os consevadores são afastados e sua ação limitada pelo peso da autoridade, os revolucionários são promovidos e colocadas a frente de todos os importantes órgãos administrativos da Igreja. Assista a formação ao vivo de hoje e entenda o que está acontecendo. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
- Porque Bispos conservadores têm sido perseguidos e demitidos?
Desde a renúncia de Bento XVI temos presenciado uma constante a perseguição e deposição de bispos conservadores e a remoção de Cardeais Conservadores de funções importantes no Vaticano. Ao mesmo tempo que os consevadores são afastados e sua ação limitada pelo peso da autoridade, os revolucionários são promovidos e colocadas a frente de todos os importantes órgãos administrativos da Igreja. Assista a formação ao vivo de hoje e entenda o que está acontecendo. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
- Homilia Dominical | Deixe de ser um “servo mau e preguiçoso”!
33.º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, ao chamar de “mau e preguiçoso” o último servo da parábola dos talentos, Jesus Cristo descreve a situação de muitos de nós, que, arrastados pela memória passional, terminamos obedecendo simplesmente à lei dos animais: “Foge da dor, busca o prazer”. Mas será possível, afinal, sair dessa lógica animalesca e escravizante? Como podemos nos tornar “servos bons e fiéis” para participarmos, um dia, da alegria de Nosso Senhor? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este 33º Domingo do Tempo Comum e, examinando a sua vida até aqui, assuma o propósito de reordenar a “administração dos talentos” que Deus lhe confiou. Santo do Dia: São Roque Gonzáles e Companheiros – 19 de Novembro Anúncio do Evangelho (Mt 25,14-30) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece, esse dá muito fruto. (Jo 15,4a,5b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 14 “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15 A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. 16 O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. 17 Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18 Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. 19 Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20 O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco, que lucrei’. 21 O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 22 Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23 O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’. 24 Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25 Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26 O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e ceifo onde não semeei? 27 Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28 Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29 Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes!’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Dominical | Deixe de ser um “servo mau e preguiçoso”!
33.º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, ao chamar de “mau e preguiçoso” o último servo da parábola dos talentos, Jesus Cristo descreve a situação de muitos de nós, que, arrastados pela memória passional, terminamos obedecendo simplesmente à lei dos animais: “Foge da dor, busca o prazer”. Mas será possível, afinal, sair dessa lógica animalesca e escravizante? Como podemos nos tornar “servos bons e fiéis” para participarmos, um dia, da alegria de Nosso Senhor? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este 33º Domingo do Tempo Comum e, examinando a sua vida até aqui, assuma o propósito de reordenar a “administração dos talentos” que Deus lhe confiou. Santo do Dia: São Roque Gonzáles e Companheiros – 19 de Novembro Anúncio do Evangelho (Mt 25,14-30) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece, esse dá muito fruto. (Jo 15,4a,5b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 14 “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15 A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. 16 O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. 17 Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18 Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. 19 Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20 O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco, que lucrei’. 21 O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 22 Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23 O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’. 24 Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25 Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26 O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e ceifo onde não semeei? 27 Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28 Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29 Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes!’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Roque Gonzáles e Companheiros – 19 de Novembro
SANTO DO DIA – 19 DE NOVEMBRO – SÃO ROQUE GONZÁLES E COMPANHEIROS “Matastes a quem tanto vos amou. O meu corpo está morto, mas minha alma está no céu”. Foi com essa frase que o mártir São Roque González testemunhou milagrosamente, após ser morto e queimado por um grupo de indígenas, que o discípulo de Cristo deve conquistar as almas e arrancá-las das trevas do pecado com o escudo da fé e a espada da caridade, com uma vida marcada plenamente de amor e serviço, de doação total ao próximo por amor a Deus. Hoje lembramos São Roque González e seus companheiros, Afonso Rodrigues e João de Castilho. Eles são conhecidos como Mártires das Missões e foram os primeiros evangelizadores do Sul do Brasil. Roque González era filho de colonizadores espanhóis e nasceu em Assunção, no Paraguai, em 1576. A boa educação na virtude e na piedade recebida dos pais o motivou a entrar no seminário aos 24 anos, e logo ele foi ordenado sacerdote. Seu desejo, porém, era trabalhar na formação espiritual dos índios e, por isso, deixou a sua diocese e ingressou na Companhia de Jesus, vestindo o hábito missionário em 1609. Passou assim a dedicar sua vida aos indígenas em várias regiões do Paraguai, da Argentina e também do Brasil. Juntamente com os padres João de Castilho e Afonso Rodrigues, organizou as missões e reduções entre os índios guaranis. Tinham como objetivo ensinar os princípios cristãos e defender os indígenas da brutalidade praticada pelos colonizadores. Com as reduções, era possível preservar sua cultura, alfabetizá-los, ensinar-lhes técnicas de construção, agricultura e cuidado de animais e impedir que fossem escravizados. O sucesso dessa experiência fez com que os colonizadores, unidos a índios rebeldes, destruíssem as missões e as reduções. Os padres Roque e Afonso foram mortos na redução de Caaró, no dia 15 de novembro de 1628. Após celebrar a missa com os índios, padre Roque estava construindo o campanário na nova capela, quando foi morto. Padre Afonso teria saído em seu socorro e também foi atingido. Os corpos foram arrastados para dentro da igrejinha e depois incendiados. Do coração de padre Roque, em meio às chamas, saía uma voz: “Matastes a quem tanto vos amava e queria. Matastes, porém, só o meu corpo, porque minha alma está no Céu”. Os índios então atravessaram o coração com uma flecha, mas as chamas o preservaram. Padre João de Castilho foi morto na redução vizinha de São Nicolau, dois dias depois, junto com o cacique Guarobai-Guassu, que se preparava para ser batizado. Os três missionários foram beatificados em 1934 pelo papa Pio XI e canonizados em 16 de maio de 1988, pelo papa João Paulo II. A relíquia do coração do padre Roque González está em Assunção. Em Caibaté-RS, encontra-se o Santuário do Caaró, local do martírio, onde são venerados os santos Roque, Afonso e João. É local de peregrinação desde 1934. #SantodoDia
- São Roque Gonzáles e Companheiros – 19 de Novembro
SANTO DO DIA – 19 DE NOVEMBRO – SÃO ROQUE GONZÁLES E COMPANHEIROS “Matastes a quem tanto vos amou. O meu corpo está morto, mas minha alma está no céu”. Foi com essa frase que o mártir São Roque González testemunhou milagrosamente, após ser morto e queimado por um grupo de indígenas, que o discípulo de Cristo deve conquistar as almas e arrancá-las das trevas do pecado com o escudo da fé e a espada da caridade, com uma vida marcada plenamente de amor e serviço, de doação total ao próximo por amor a Deus. Hoje lembramos São Roque González e seus companheiros, Afonso Rodrigues e João de Castilho. Eles são conhecidos como Mártires das Missões e foram os primeiros evangelizadores do Sul do Brasil. Roque González era filho de colonizadores espanhóis e nasceu em Assunção, no Paraguai, em 1576. A boa educação na virtude e na piedade recebida dos pais o motivou a entrar no seminário aos 24 anos, e logo ele foi ordenado sacerdote. Seu desejo, porém, era trabalhar na formação espiritual dos índios e, por isso, deixou a sua diocese e ingressou na Companhia de Jesus, vestindo o hábito missionário em 1609. Passou assim a dedicar sua vida aos indígenas em várias regiões do Paraguai, da Argentina e também do Brasil. Juntamente com os padres João de Castilho e Afonso Rodrigues, organizou as missões e reduções entre os índios guaranis. Tinham como objetivo ensinar os princípios cristãos e defender os indígenas da brutalidade praticada pelos colonizadores. Com as reduções, era possível preservar sua cultura, alfabetizá-los, ensinar-lhes técnicas de construção, agricultura e cuidado de animais e impedir que fossem escravizados. O sucesso dessa experiência fez com que os colonizadores, unidos a índios rebeldes, destruíssem as missões e as reduções. Os padres Roque e Afonso foram mortos na redução de Caaró, no dia 15 de novembro de 1628. Após celebrar a missa com os índios, padre Roque estava construindo o campanário na nova capela, quando foi morto. Padre Afonso teria saído em seu socorro e também foi atingido. Os corpos foram arrastados para dentro da igrejinha e depois incendiados. Do coração de padre Roque, em meio às chamas, saía uma voz: “Matastes a quem tanto vos amava e queria. Matastes, porém, só o meu corpo, porque minha alma está no Céu”. Os índios então atravessaram o coração com uma flecha, mas as chamas o preservaram. Padre João de Castilho foi morto na redução vizinha de São Nicolau, dois dias depois, junto com o cacique Guarobai-Guassu, que se preparava para ser batizado. Os três missionários foram beatificados em 1934 pelo papa Pio XI e canonizados em 16 de maio de 1988, pelo papa João Paulo II. A relíquia do coração do padre Roque González está em Assunção. Em Caibaté-RS, encontra-se o Santuário do Caaró, local do martírio, onde são venerados os santos Roque, Afonso e João. É local de peregrinação desde 1934. #SantodoDia
- 1º Motivo: O Serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos – Mês das Almas do
Mês das Almas do Purgatório – Décimo Nono Dia Meditação: 1º Motivo: O Serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . É verdade que nós, frágeis e míseras criaturas, podemos prestar serviço a Deus, podemos realmente lhe ser úteis? Sim, diz Bourdaloue, cuja doutrina é sempre segura, sim, podemos. O Purgatório é um estado de violência para o próprio Deus. Ali, vê Deus almas a quem quer com um amor sincero, terno e paternal, almas que sofrem e às quais todavia não pode Ele acudir, — almas cheias de mérito, de santidade, de virtude, mas a quem não pode Ele ainda remunerar, — almas que são suas escolhidas, suas esposas, e que Ele é forçado a ferir e castigar… Pois bem! nós podemos, nós, pobres criaturas, fazer cessar esse estado de violência, dando à justiça divina tudo o que ela pede… Não me é dado compreender o que se passa no coração do Senhor, quando com as minhas orações e boas obras eu tiro uma alma do Purgatório, e essa alma, numa espécie de delírio de alegria, vai lançar-se no seio de Deus, dizendo-lhe: Meu pai! meu pai! — mas imagino o que experimentaria o coração de uma mãe que, tendo conhecimento de que seu filho foi condenado à prisão por muitos anos, o visse, de repente, trazido por um amigo que o houvesse libertado. Oh que alegria! oh que amplexo! — e que reconhecimento pelo salvador desse filho. É esta alegria, esta felicidade a que eu proporciono a Deus! É esse reconhecimento o que obtenho em seu coração. E, além da alegria que ocasiono a Deus, concorro também para sua gloria, essa gloria de que Deus é tão cioso. Ouçamos ainda Bourdaloue: “Nós admiramos, diz ele, esses homens apostólicos que, levados pelo espírito de Deus, atravessam os mares e vão aos países bárbaros ganhar a Deus os infiéis, mas compreendeis que a devoção das almas do Purgatório para seu alivio e livramento é uma espécie de zelo que, em relação a seu objeto, não cede ao da conversão dos pagãos e até o vence de certo modo. É que, sendo as almas confirmadas na graça, hão de ser incomparavelmente mais nobres aos olhos de Deus que as dos pagãos elas estão, mormente na ocasião, num estado muito mais apto para glorificar a Deus que as dos infiéis.” Qual de nós recusar-se-á a contribuir assim para a felicidade e glória de Deus? ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 1º Motivo: O Serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos – Mês das Almas do
Mês das Almas do Purgatório – Décimo Nono Dia Meditação: 1º Motivo: O Serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos ALÍVIO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO Motivos que nos determinam a socorrer as almas do Purgatório ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . É verdade que nós, frágeis e míseras criaturas, podemos prestar serviço a Deus, podemos realmente lhe ser úteis? Sim, diz Bourdaloue, cuja doutrina é sempre segura, sim, podemos. O Purgatório é um estado de violência para o próprio Deus. Ali, vê Deus almas a quem quer com um amor sincero, terno e paternal, almas que sofrem e às quais todavia não pode Ele acudir, — almas cheias de mérito, de santidade, de virtude, mas a quem não pode Ele ainda remunerar, — almas que são suas escolhidas, suas esposas, e que Ele é forçado a ferir e castigar… Pois bem! nós podemos, nós, pobres criaturas, fazer cessar esse estado de violência, dando à justiça divina tudo o que ela pede… Não me é dado compreender o que se passa no coração do Senhor, quando com as minhas orações e boas obras eu tiro uma alma do Purgatório, e essa alma, numa espécie de delírio de alegria, vai lançar-se no seio de Deus, dizendo-lhe: Meu pai! meu pai! — mas imagino o que experimentaria o coração de uma mãe que, tendo conhecimento de que seu filho foi condenado à prisão por muitos anos, o visse, de repente, trazido por um amigo que o houvesse libertado. Oh que alegria! oh que amplexo! — e que reconhecimento pelo salvador desse filho. É esta alegria, esta felicidade a que eu proporciono a Deus! É esse reconhecimento o que obtenho em seu coração. E, além da alegria que ocasiono a Deus, concorro também para sua gloria, essa gloria de que Deus é tão cioso. Ouçamos ainda Bourdaloue: “Nós admiramos, diz ele, esses homens apostólicos que, levados pelo espírito de Deus, atravessam os mares e vão aos países bárbaros ganhar a Deus os infiéis, mas compreendeis que a devoção das almas do Purgatório para seu alivio e livramento é uma espécie de zelo que, em relação a seu objeto, não cede ao da conversão dos pagãos e até o vence de certo modo. É que, sendo as almas confirmadas na graça, hão de ser incomparavelmente mais nobres aos olhos de Deus que as dos pagãos elas estão, mormente na ocasião, num estado muito mais apto para glorificar a Deus que as dos infiéis.” Qual de nós recusar-se-á a contribuir assim para a felicidade e glória de Deus? ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Novena a Nossa Senhora das Graças – de 18 a 26 de Novembro
“Estes raios simbolizam as graças que eu derramo sobre os que as pedem”, disse Nossa Senhora das Graças (ou da Medalha Milagrosa) à Santa Catarina Labouré, quando lhe explicava o significado de alguns dos símbolos que aparecem na medalha e que atualmente milhões de fiéis usam com devoção em todo o mundo. A poucos dias da festa de Nossa Senhora das Graças, a ser celebrada em 27 de novembro, apresentamos uma novena, disponibilizada pelo portal Canção Nova, para pedir a intercessão da Mãe de Deus, que quis que sua imagem ficasse cunhada em um humilde objeto como sinal de seu maternal cuidado e proteção. 1 – Ato de Contrição Sinal da cruz: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me, também, de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho-me firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém. 2 – Meditação do dia (Escolha o dia da novena) 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia 3 – Súplica a Nossa Senhora Para todos os dias depois da meditação. Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante essa oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao Vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém. Rezar três Ave-Marias (cada uma seguida da jaculatória abaixo) Jaculatória (3x): Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. 4 – Oração final Santíssima Virgem, eu reconheço e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, caridade, obediência, castidade, santa pureza de coração, de corpo e espírito; alcançai-me a perseverança na prática do bem, uma santa vida, uma boa morte e a graça de (pede-se uma graça) que peço com toda a confiança. Amém. 1º dia – Primeira aparição Contemplemos a Virgem Imaculada em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça, guiada por seu Anjo da Guarda, é apresentada à Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes como Santa Catarina se trabalharmos com ardor na nossa santificação. Gozaremos as delícias do Paraíso se nos privarmos dos gozos terrenos. Súplica a Nossa Senhora 2º dia – Lágrimas de Maria Contemplemos Maria chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o coração de seu Filho seria ultrajado na cruz, escarnecido, e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participemos do fruto de suas lágrimas. Súplica a Nossa Senhora 3º dia – Proteção de Maria Contemplemos Nossa Imaculada Mãe, dizendo, em suas aparições, a Santa Catarina: “Eu mesma estarei convosco: não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças”. Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades. Súplica a Nossa Senhora 4º dia – Segunda aparição Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal. Nessa aparição, vemos seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor. Súplica a Nossa Senhora 5º dia – As mãos de Maria Contemplemos, hoje, Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos. Estes raios, disse Ela, são a figura das graças “que derramo sobre todos aqueles que mas pedem e aos que trazem com fé a minha medalha”. Não desperdicemos tantas graças! Peçamos, com fervor, humildade e perseverança, pois Maria Imaculada nos alcançará. Súplica a Nossa Senhora 6º dia – Terceira aparição Contemplemos Maria aparecendo a Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, mandando cunhar uma medalha e prometendo muitas graças a todos que a trouxerem com devoção e amor. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha, pois, como um escudo, ela nos protegerá dos perigos. Súplica a Nossa Senhora 7º dia – Súplica Ó Virgem Milagrosa, Rainha Excelsa Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta terra, meu consolo nas tristezas e aflições, minha fortaleza e advogada na hora da morte. Súplica a Nossa Senhora 8º dia – Súplica Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei com que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem e abrasem meu coração, vivos sentimentos de fé, esperança e caridade. Súplica a Nossa Senhora 9º dia – Súplica Ó Mãe Imaculada, fazei com que a cruz de vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e conduza-me à vida eterna. Súplica a Nossa Senhora
- Novena a Nossa Senhora das Graças – de 18 a 26 de Novembro
“Estes raios simbolizam as graças que eu derramo sobre os que as pedem”, disse Nossa Senhora das Graças (ou da Medalha Milagrosa) à Santa Catarina Labouré, quando lhe explicava o significado de alguns dos símbolos que aparecem na medalha e que atualmente milhões de fiéis usam com devoção em todo o mundo. A poucos dias da festa de Nossa Senhora das Graças, a ser celebrada em 27 de novembro, apresentamos uma novena, disponibilizada pelo portal Canção Nova, para pedir a intercessão da Mãe de Deus, que quis que sua imagem ficasse cunhada em um humilde objeto como sinal de seu maternal cuidado e proteção. 1 – Ato de Contrição Sinal da cruz: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me, também, de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho-me firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém. 2 – Meditação do dia (Escolha o dia da novena) 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia 3 – Súplica a Nossa Senhora Para todos os dias depois da meditação. Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante essa oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao Vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém. Rezar três Ave-Marias (cada uma seguida da jaculatória abaixo) Jaculatória (3x): Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. 4 – Oração final Santíssima Virgem, eu reconheço e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, caridade, obediência, castidade, santa pureza de coração, de corpo e espírito; alcançai-me a perseverança na prática do bem, uma santa vida, uma boa morte e a graça de (pede-se uma graça) que peço com toda a confiança. Amém. 1º dia – Primeira aparição Contemplemos a Virgem Imaculada em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça, guiada por seu Anjo da Guarda, é apresentada à Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes como Santa Catarina se trabalharmos com ardor na nossa santificação. Gozaremos as delícias do Paraíso se nos privarmos dos gozos terrenos. Súplica a Nossa Senhora 2º dia – Lágrimas de Maria Contemplemos Maria chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o coração de seu Filho seria ultrajado na cruz, escarnecido, e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participemos do fruto de suas lágrimas. Súplica a Nossa Senhora 3º dia – Proteção de Maria Contemplemos Nossa Imaculada Mãe, dizendo, em suas aparições, a Santa Catarina: “Eu mesma estarei convosco: não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças”. Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades. Súplica a Nossa Senhora 4º dia – Segunda aparição Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal. Nessa aparição, vemos seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor. Súplica a Nossa Senhora 5º dia – As mãos de Maria Contemplemos, hoje, Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos. Estes raios, disse Ela, são a figura das graças “que derramo sobre todos aqueles que mas pedem e aos que trazem com fé a minha medalha”. Não desperdicemos tantas graças! Peçamos, com fervor, humildade e perseverança, pois Maria Imaculada nos alcançará. Súplica a Nossa Senhora 6º dia – Terceira aparição Contemplemos Maria aparecendo a Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, mandando cunhar uma medalha e prometendo muitas graças a todos que a trouxerem com devoção e amor. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha, pois, como um escudo, ela nos protegerá dos perigos. Súplica a Nossa Senhora 7º dia – Súplica Ó Virgem Milagrosa, Rainha Excelsa Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta terra, meu consolo nas tristezas e aflições, minha fortaleza e advogada na hora da morte. Súplica a Nossa Senhora 8º dia – Súplica Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei com que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem e abrasem meu coração, vivos sentimentos de fé, esperança e caridade. Súplica a Nossa Senhora 9º dia – Súplica Ó Mãe Imaculada, fazei com que a cruz de vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e conduza-me à vida eterna. Súplica a Nossa Senhora
- Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo – 18 de Novembro
A celebração conjunta de São Pedro e São Paulo é um dos costumes universais e mais antigos de toda a liturgia cristã. Por isso, não só o martírio dos dois Apóstolos, mas também as dedicações de suas basílicas, em Roma, são festejadas no mesmo dia. As basílicas onde se encontram os túmulos de São Pedro e São Paulo figuram entre as seis que o Imperador Constantino construiu em Roma nos primeiros anos de paz da Igreja. Já no final do século IV, um hino de Santo Ambrósio fala de uma procissão para visitar os dois no dia da festa dos Apóstolos, 29 de junho. No entanto, os livros litúrgicos mais antigos do rito romano não atestam uma celebração do aniversário de sua dedicação, nem mesmo de qualquer aniversário. A comemoração anual da dedicação de uma igreja é uma das muitas felizes invenções com que os carolíngios enriqueceram o rito romano. É razoável supor que, uma vez enraizado este costume, a celebração conjunta da dedicação das duas basílicas tenha sido inspirada na celebração conjunta dos dois Apóstolos a quem são dedicadas, que é um dos costumes universais e mais antigos de toda a liturgia cristã. Pelo que pude apurar, este é o único exemplo pré-tridentino em que a dedicação de duas igrejas separadas é mantida como uma única festa. Antes da reforma tridentina, porém, essa festa e a da Dedicação da Basílica de Latrão, a 9 de novembro, não eram observadas em quase nenhum lugar fora da própria cidade de Roma. Mesmo os franciscanos, que adotaram a liturgia da Cúria Romana desde o início, não celebravam nenhuma delas. A maior parte da Europa celebrava no dia 9 de novembro a festa do mártir Teodoro, que ainda hoje é comemorado nesse dia [N.T.: no rito tridentino], e no dia 18 a oitava de São Martinho. O breviário de São Pio V, editado em 1568, e o missal que se lhe seguiu em 1570, foram os primeiros livros litúrgicos do seu gênero deliberadamente concebidos para ser usados fora de seu lugar de origem, uma vez que vinham com a permissão do Papa (não com a exigência) para ser adotados em todos os lugares onde se usasse o rito romano, em lugar do uso litúrgico local prevalecente até aquele momento. No entanto, a liturgia de 18 de novembro contém uma anomalia interessante que não se encontra em nenhuma outra ocasião: embora a festa comemore a dedicação de duas igrejas diferentes, a Coleta da Missa, que também é dita seis vezes no Ofício, permanece no singular: Deus, qui nobis per síngulos annos hujus sancti templi tui consecratiónis réparas diem… præsta, ut quisquis hoc templum beneficia petitúrus ingréditur, cuncta se impetrasse laetétur. — Ó Deus, que todos os anos renovais o dia em que este santo templo vos foi consagrado… fazei que todos os que entrarem aqui a pedir os vossos benefícios, se vão alegres de os ter alcançado [i]. “Exterior da Basílica de São Pedro, em Roma”, por Viviano Codazzi. “Interior da Basílica de São Pedro, em Roma”, por Giovanni Paolo Panini. A nova Basílica de São Paulo foi dedicada pelo Papa Pio IX no dia 10 de dezembro de 1854, ante uma multidão de prelados que estavam em Roma para a proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Em 1823, um incêndio deixou em ruínas a Basílica de São Paulo Fora dos Muros. A pintura de Luigi Rossini dá uma ideia da devastação. Da mesma forma, nenhuma das outras referências a “igreja” no singular é alterada nem no Ofício nem na Missa. Como a maior parte dos lugares da Europa só começaram a celebrar essas festas quando (e se) adotaram os livros litúrgicos romanos, teriam encontrado esta anomalia pela primeira vez na celebração desta festa. Para alguns, pode ser tentador descartar este fato como sendo apenas um exemplo do conservadorismo litúrgico habitual — e alguns poderiam dizer preguiçoso — da Igreja romana. Não creio que seja esse o caso, uma vez que os livros tridentinos são, em muitos aspectos, uma resposta pensada com muito cuidado às novidades da Reforma Protestante. É bem conhecido o fato de a Reforma, a começar pelo próprio Lutero, ter procurado justificar as suas novidades por meio de algumas cartas de São Paulo, que se tornaram para os reformadores “o cânon dentro do cânon”, o critério a partir do qual tudo o mais na Escritura, na tradição e na história deveria ser medido. Isto inclui não apenas tudo o que é ensinado pelo papado e pela Igreja em comunhão com ele, mas o próprio papado, e assim os chamados reformadores colocaram Pedro e Paulo um contra o outro. Portanto, a liturgia romana (mais precisamente, a repetição especificamente romana que depois se espalhou por outras partes do mundo) trata as igrejas e os túmulos dos dois Apóstolos como se fossem um só, para enfatizar a sua antiga e real unidade real, sempre fielmente mantida e fomentada pela Igreja de Roma. Tal como já foi dito, a festa conjunta de São Pedro e São Paulo é extremamente antiga, ao passo que a da dedicação de suas basílicas é um produto do início da Idade Média. Os reformadores protestantes acreditavam que podiam restaurar a antiga fé cristã original, libertando-a dos supostos acréscimos do período medieval, embora frequentemente discordassem entre si, e muitas vezes de forma bastante violenta, sobre o que eram exatamente esses acréscimos. A reforma tridentina foi essencialmente a resposta da Igreja Católica à indagação: o que fazer com tudo o que fora herdado da Idade Média, face ao repúdio protestante dessa herança? Portanto, a liturgia tridentina reafirma a unidade entre Pedro e Paulo com duas festas, uma antiga e outra medieval, nas quais eles são comemorados conjuntamente, como uma afirmação de continuidade entre a antiguidade cristã e a Idade Média [ii]. Além disso, era comum os protestantes acusarem a Igreja Católica de dar tanto destaque aos santos a ponto de eclipsar o próprio Cristo. Muitos deles acreditavam, e ainda acreditam, que a devoção aos santos não passava de uma cristianização superficial do antigo politeísmo. Mas esta ideia é refutada especificamente por Santo Agostinho, o mesmo autor a quem eles recorreram para provar a sua doutrina da graça. Em A Cidade de Deus (VIII, 27), ele escreve: Mas quem dos fiéis já ouviu que um sacerdote, de pé ante o altar — erguido sobre o corpo sagrado de um mártir, para a honra e o culto de Deus — dissesse nas orações: “Eu te ofereço um sacrifício, Pedro, ou Paulo, ou Cipriano”? Na verdade, é a Deus que este sacrifício é ofertado sobre os monumentos deles — o Deus que os fez homens e mártires, e que os associou aos santos anjos em honra celestial —, a fim de que, por tal celebração, agradeçamos ao Deus verdadeiro as vitórias que eles obtiveram e, ao mesmo tempo, exortemo-nos a imitar tais coroas e palmas, invocando pela renovação de sua memória a invocação desse mesmo Deus. Portanto, sejam quais forem os obséquios feitos pelos fiéis ante os monumentos dos mártires, trata-se de honras prestadas à sua memória, não de ritos ou sacrifícios oferecidos a homens mortos como se fossem deuses [iii]. A escolha das leituras das Matinas para [o comum de] uma dedicação e a sua oitava reforça este fato. Na própria festa e nos cinco dias seguintes, as leituras do segundo noturno são tiradas de Agostinho. No sétimo dia, São João Crisóstomo é evocado como testemunha de que as Igrejas orientais sempre defenderam a mesma fé antiga que o Ocidente; na oitava, a leitura é de um Papa do início da Idade Média, São Félix IV, citado numa coleção medieval de direito canônico. (O direito canônico era particularmente odiado pelos primeiros protestantes como uma das piores “corrupções” medievais.) Do mesmo modo, no terceiro noturno, as leituras começam com Santo Ambrósio, passam em seguida para São Gregório Magno e, finalmente, para Beda, o Venerável, símbolo da doutrina da Igreja fielmente transmitida de geração em geração [iv]. “São Pedro e São Paulo”, por Pietro Antonio Novelli. A primeira dessas leituras (no segundo dia da festa) mostra o cuidado com que tudo foi pensado: uma passagem do comentário de Santo Agostinho ao Salmo 121, que cita tanto Pedro como Paulo. Jerúsalem, quæ edificátur ut cívitas — “Jerusalém, que se edifica como cidade” (v. 3). Irmãos, quando Davi dizia essas coisas, aquela cidade já estava concluída; não estava em construção. Ele fala, portanto, de alguma cidade, que eu desconheço e que está sendo construída agora, à qual acorrem com fé as pedras vivas, das quais Pedro diz: Et vos tamquam lápides vivi coædificámini in domum spiritálem — “E vós também, como pedras vivas, prestai-vos a entrar na edificação de uma casa espiritual” (1Pd 2, 5), isto é, de um templo santo de Deus. [Mas] o que significa [ser] “pedras vivas… a entrar na edificação”? [Ora], vós estais vivos, se credes; e, se crerdes, sereis transformados em templo de Deus; pois o Apóstolo Paulo diz: Templum enim Dei sanctum est, quod estis vos — “Com efeito, é santo o templo de Deus, que sois vós” (1Cor 3, 17). As basílicas resplandecem o esplendor dos apóstolos Poucos são os que não suspiram diante das basílicas romanas. No dia de hoje celebramos as que estão dedicadas uma ao alicerce da Santa Igreja, São Pedro, e outra ao Apóstolo dos Gentios, São Paulo. A Basílica de São Pedro de Roma, cuja cúpula é a primeira coisa que o peregrino, emocionado, vê, a caminho da Cidade Eterna, é a maior do globo. Nela repousa o primeira vigário de Nosso Senhor. Erguida à glória do Mestre e do Príncipe dos Apóstolos, começava por Bramante, em 1506, deve a cúpula ao gênio do imortal Miguel Ângelo, que nela trabalhou de 1546 a 1564. Carlos Maderna elevou-lhe a fachada e terminou a nave, de 1607 a 1614. Bernino levantou o grande baldaquino do altar-mor em 1623 e continuou até a morte a decoração interior. Foi quem desenhou a praça com a colunata. Urbano VIII, a 18 de novembro de 1626, consagrava a basílica, em cujo centro repousa São Pedro. Sobre a tumba do apóstolo, dizia o Papa Pio XII na radiomensagem de 23 de dezembro de 1950, falando a respeito das explorações levadas a efeito: O resultado foi riquíssimo, importantíssimo. Mas a questão essencial é a seguinte: encontrou-se verdadeiramente a tumba de São Pedro? A esta pergunta, a conclusão final dos trabalhos e dos estudos responde muito claramente pela afirmativa: sim, a tumba do Príncipe dos Apóstolos foi encontrada. Uma segunda questão, subordinada à primeira, diz respeito às relíquias do Santo: foram elas encontradas? À beira da sepultura encontraram-se restos de ossos humanos. Pertenciam eles ao despojo mortal do Apóstolo? Não é possível prová-lo com certeza. Isso, entretanto, deixa intacta a realidade histórica da tumba. A gigantesca cúpula desenvolve a sua curva exatamente sobre o sepulcro do primeiro bispo de Roma, do primeiro Papa; sepulcro originalmente muito modesto, mas sobre o qual a veneração dos séculos posteriores elevou, por uma maravilhosa sucessão de trabalhos, o maior templo da cristandade.(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 119-120) Com o pontífice, também o príncipe dos apóstolos O Papa Pio IX quis que as dedicações das basílicas de São Pedro e de São Paulo fossem celebradas juntas a 18 de Novembro. Como São Pedro, São Paulo foi enterrado, possivelmente, no lugar do suplício, num cemitério comum a todos. A basílica, situada num lugar relativamente distante da cidade, foi restaurada, de 440 a 461, pelo Papa São Leão. A 15 de julho de 1823, um incêndio a destruiu, de modo que foi necessário reerguê-la, o que a tornou mais bela. Ainda pode ser vista, sob o altar, a placa de mármore que cobre a tumba de São Paulo, onde se lê: “Paulo, Apóstolo, mártir.” Admite-se, desde há muito, que o túmulo do grande Apóstolo foi por diversas vezes aberto e mesmo violado. Lemos no martirológio romano: Em Roma, a Dedicação das Basílicas de São Pedro e de São Paulo, apóstolos. A primeira, tendo sido reconstruída e aumentada, foi solenemente consagrada neste dia, pelo Soberano Pontífice urbano VIII (1626). A segunda, depois de ter sido completamente destruída por deplorável incêndio, foi reerguida com mais magnificência e consagrada solenemente a 10 de dezembro por Pio IX (1854), que fixou no presente dia a comemoração anual deste dedicação. Desde os tempos de Gregório II (715-731) o serviço na basílica de São Paulo foi assegurado por monges beneditinos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 121-122) Meditações: Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo AS VIDAS DE São Pedro e São Paulo se entrelaçam pelo amor a Jesus Cristo e pelo mesmo desejo evangelizador. Embora tenham uma origem, um temperamento e uma formação muito diferentes, desde o chamado do Senhor eles dedicaram as suas melhores energias para dar testemunho em toda a terra da alegria que receberam, cada um com a sua missão e o seu estilo peculiar: Pedro como cabeça da Igreja, Paulo como apóstolo das gentes. Conheceram-se em Jerusalém, quando Paulo visitou os apóstolos, três anos depois da sua conversão (cf. Gl 1,15-18). Conviveram por apenas alguns dias. É possível que tenham coincidido posteriormente em Roma, quando Paulo foi preso na capital do Império. Sabemos que foi nesta cidade que os dois deram, pelo martírio, o seu maior testemunho de amor a Cristo: Pedro foi crucificado e Paulo, decapitado. Na cidade eterna, suas relíquias repousam hoje nas basílicas a eles dedicadas. Assim se recolhe por volta do ano 200, no testemunho do sacerdote romano Gaio: “Posso mostrar o troféu dos Apóstolos. Se, pois, queres ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, encontrarás os troféus dos fundadores desta Igreja”[1]. Hoje contemplamos o que Deus pode fazer com as pessoas que estão generosamente abertas à sua ação. “Coragem! Tu… podes. – Escrevia São Josemaria. Não vês o que fez a graça de Deus com aquele Pedro dorminhoco, negador e covarde…, com aquele Paulo perseguidor, odiento e pertinaz?”[2]. “A tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo” [3]. Ambos são fundamento da Igreja, símbolos da sua unidade e colunas da fé. Por isso, a Igreja uniu em um mesmo dia a festa da Dedicação das basílicas romanas de São Pedro e de São Paulo, edificadas sobre os seus túmulos. DIANTE DA fachada da Basílica de São Pedro estão colocadas duas grandes estátuas, facilmente reconhecíveis pelo que carregam: as chaves nas mãos de Pedro e a espada nas mãos de Paulo. O símbolo das chaves – que Pedro recebe de Cristo – representa a sua autoridade. O Senhor promete-lhe que, como fiel administrador da sua mensagem, será sua responsabilidade abrir a porta do Reino dos céus (cf. Ap 3,7). A espada que Paulo carrega em suas mãos é o instrumento com que foi assassinado. Porém, lendo as suas cartas descobrimos que a imagem da espada evoca também sua missão evangelizadora. Ao sentir que a sua morte se aproxima, escreve ao seu discípulo Timóteo: “Combati o bom combate” (2 Tm 4,7). Paulo foi denominado o décimo terceiro apóstolo porque, embora não fizesse parte do grupo dos doze, foi chamado por Cristo Ressuscitado no caminho de Damasco. Humanamente, Pedro e Paulo eram muito diferentes e provavelmente não faltaram diferenças em seu relacionamento. Mas estas não foram um obstáculo para que um e outro mostrassem “um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”[4]. Assim expressava-se São Josemaria: “Quereria – ajuda-me com a tua oração – que, na Igreja Santa, todos nos sentíssemos membros de um só corpo, como nos pede o Apóstolo; e que vivêssemos a fundo, sem indiferenças, as alegrias, as tribulações, a expansão da nossa Mãe, una, santa, católica, apostólica, romana. Quereria que vivêssemos a identidade de uns com outros e de todos com Cristo”[5]. AO DEDICAR um templo para adoração, esse edifício deixa de ser um lugar comum para se tornar um espaço sagrado, cujo propósito será o de dar glória a Deus. A parte central do rito de dedicação é a consagração do altar que, estando totalmente nu, é ungido com o óleo do crisma no centro e nos seus quatro cantos. Em seguida, é incensado, e revestido com as toalhas de altar, flores, velas e a cruz. O celebrante, com uma vela acesa na mão, invoca a “luz de Cristo”, à semelhança do que se faz durante a Vigília Pascal. Assim como um templo, todos os cristãos fomos consagrados a Deus em nosso batismo e ungidos no peito com o santo crisma. Também nós recebemos uma vela, acesa com a chama do círio pascal, para que sejamos fontes de luz no mundo. Podemos colaborar com entusiasmo na edificação da Igreja porque somos “pedras vivas” (1 Pe 2,5) deste edifício sobrenatural. Pedro e Paulo, essas duas testemunhas da fé, são admiráveis não tanto por possuírem habilidades incomparáveis, mas sim porque, no centro da sua história, “está o encontro com Cristo que lhes mudou a vida. Fizeram a experiência de um amor que os curou e libertou e, por isso, tornaram-se apóstolos e ministros de libertação para os outros.[6]. “Pedro conheceu pessoalmente Maria e no diálogo com ela, especialmente nos dias que precederam o Pentecostes (cf. At 1, 14), pôde aprofundar o conhecimento do mistério de Cristo. Paulo, ao anunciar o cumprimento do desígnio salvífico ‘na plenitude dos tempos’, não deixou de recordar a ‘mulher’ da qual o Filho de Deus nascera no tempo (cf. Gl 4, 4)”[7]. Pedimos a ela que, seguindo o exemplo de São Pedro e de São Paulo, abracemos em nossas vidas a aventura de construir a Igreja. #SantodoDia
- Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo – 18 de Novembro
A celebração conjunta de São Pedro e São Paulo é um dos costumes universais e mais antigos de toda a liturgia cristã. Por isso, não só o martírio dos dois Apóstolos, mas também as dedicações de suas basílicas, em Roma, são festejadas no mesmo dia. As basílicas onde se encontram os túmulos de São Pedro e São Paulo figuram entre as seis que o Imperador Constantino construiu em Roma nos primeiros anos de paz da Igreja. Já no final do século IV, um hino de Santo Ambrósio fala de uma procissão para visitar os dois no dia da festa dos Apóstolos, 29 de junho. No entanto, os livros litúrgicos mais antigos do rito romano não atestam uma celebração do aniversário de sua dedicação, nem mesmo de qualquer aniversário. A comemoração anual da dedicação de uma igreja é uma das muitas felizes invenções com que os carolíngios enriqueceram o rito romano. É razoável supor que, uma vez enraizado este costume, a celebração conjunta da dedicação das duas basílicas tenha sido inspirada na celebração conjunta dos dois Apóstolos a quem são dedicadas, que é um dos costumes universais e mais antigos de toda a liturgia cristã. Pelo que pude apurar, este é o único exemplo pré-tridentino em que a dedicação de duas igrejas separadas é mantida como uma única festa. Antes da reforma tridentina, porém, essa festa e a da Dedicação da Basílica de Latrão, a 9 de novembro, não eram observadas em quase nenhum lugar fora da própria cidade de Roma. Mesmo os franciscanos, que adotaram a liturgia da Cúria Romana desde o início, não celebravam nenhuma delas. A maior parte da Europa celebrava no dia 9 de novembro a festa do mártir Teodoro, que ainda hoje é comemorado nesse dia [N.T.: no rito tridentino], e no dia 18 a oitava de São Martinho. O breviário de São Pio V, editado em 1568, e o missal que se lhe seguiu em 1570, foram os primeiros livros litúrgicos do seu gênero deliberadamente concebidos para ser usados fora de seu lugar de origem, uma vez que vinham com a permissão do Papa (não com a exigência) para ser adotados em todos os lugares onde se usasse o rito romano, em lugar do uso litúrgico local prevalecente até aquele momento. No entanto, a liturgia de 18 de novembro contém uma anomalia interessante que não se encontra em nenhuma outra ocasião: embora a festa comemore a dedicação de duas igrejas diferentes, a Coleta da Missa, que também é dita seis vezes no Ofício, permanece no singular: Deus, qui nobis per síngulos annos hujus sancti templi tui consecratiónis réparas diem… præsta, ut quisquis hoc templum beneficia petitúrus ingréditur, cuncta se impetrasse laetétur. — Ó Deus, que todos os anos renovais o dia em que este santo templo vos foi consagrado… fazei que todos os que entrarem aqui a pedir os vossos benefícios, se vão alegres de os ter alcançado [i]. “Exterior da Basílica de São Pedro, em Roma”, por Viviano Codazzi. “Interior da Basílica de São Pedro, em Roma”, por Giovanni Paolo Panini. A nova Basílica de São Paulo foi dedicada pelo Papa Pio IX no dia 10 de dezembro de 1854, ante uma multidão de prelados que estavam em Roma para a proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Em 1823, um incêndio deixou em ruínas a Basílica de São Paulo Fora dos Muros. A pintura de Luigi Rossini dá uma ideia da devastação. Da mesma forma, nenhuma das outras referências a “igreja” no singular é alterada nem no Ofício nem na Missa. Como a maior parte dos lugares da Europa só começaram a celebrar essas festas quando (e se) adotaram os livros litúrgicos romanos, teriam encontrado esta anomalia pela primeira vez na celebração desta festa. Para alguns, pode ser tentador descartar este fato como sendo apenas um exemplo do conservadorismo litúrgico habitual — e alguns poderiam dizer preguiçoso — da Igreja romana. Não creio que seja esse o caso, uma vez que os livros tridentinos são, em muitos aspectos, uma resposta pensada com muito cuidado às novidades da Reforma Protestante. É bem conhecido o fato de a Reforma, a começar pelo próprio Lutero, ter procurado justificar as suas novidades por meio de algumas cartas de São Paulo, que se tornaram para os reformadores “o cânon dentro do cânon”, o critério a partir do qual tudo o mais na Escritura, na tradição e na história deveria ser medido. Isto inclui não apenas tudo o que é ensinado pelo papado e pela Igreja em comunhão com ele, mas o próprio papado, e assim os chamados reformadores colocaram Pedro e Paulo um contra o outro. Portanto, a liturgia romana (mais precisamente, a repetição especificamente romana que depois se espalhou por outras partes do mundo) trata as igrejas e os túmulos dos dois Apóstolos como se fossem um só, para enfatizar a sua antiga e real unidade real, sempre fielmente mantida e fomentada pela Igreja de Roma. Tal como já foi dito, a festa conjunta de São Pedro e São Paulo é extremamente antiga, ao passo que a da dedicação de suas basílicas é um produto do início da Idade Média. Os reformadores protestantes acreditavam que podiam restaurar a antiga fé cristã original, libertando-a dos supostos acréscimos do período medieval, embora frequentemente discordassem entre si, e muitas vezes de forma bastante violenta, sobre o que eram exatamente esses acréscimos. A reforma tridentina foi essencialmente a resposta da Igreja Católica à indagação: o que fazer com tudo o que fora herdado da Idade Média, face ao repúdio protestante dessa herança? Portanto, a liturgia tridentina reafirma a unidade entre Pedro e Paulo com duas festas, uma antiga e outra medieval, nas quais eles são comemorados conjuntamente, como uma afirmação de continuidade entre a antiguidade cristã e a Idade Média [ii]. Além disso, era comum os protestantes acusarem a Igreja Católica de dar tanto destaque aos santos a ponto de eclipsar o próprio Cristo. Muitos deles acreditavam, e ainda acreditam, que a devoção aos santos não passava de uma cristianização superficial do antigo politeísmo. Mas esta ideia é refutada especificamente por Santo Agostinho, o mesmo autor a quem eles recorreram para provar a sua doutrina da graça. Em A Cidade de Deus (VIII, 27), ele escreve: Mas quem dos fiéis já ouviu que um sacerdote, de pé ante o altar — erguido sobre o corpo sagrado de um mártir, para a honra e o culto de Deus — dissesse nas orações: “Eu te ofereço um sacrifício, Pedro, ou Paulo, ou Cipriano”? Na verdade, é a Deus que este sacrifício é ofertado sobre os monumentos deles — o Deus que os fez homens e mártires, e que os associou aos santos anjos em honra celestial —, a fim de que, por tal celebração, agradeçamos ao Deus verdadeiro as vitórias que eles obtiveram e, ao mesmo tempo, exortemo-nos a imitar tais coroas e palmas, invocando pela renovação de sua memória a invocação desse mesmo Deus. Portanto, sejam quais forem os obséquios feitos pelos fiéis ante os monumentos dos mártires, trata-se de honras prestadas à sua memória, não de ritos ou sacrifícios oferecidos a homens mortos como se fossem deuses [iii]. A escolha das leituras das Matinas para [o comum de] uma dedicação e a sua oitava reforça este fato. Na própria festa e nos cinco dias seguintes, as leituras do segundo noturno são tiradas de Agostinho. No sétimo dia, São João Crisóstomo é evocado como testemunha de que as Igrejas orientais sempre defenderam a mesma fé antiga que o Ocidente; na oitava, a leitura é de um Papa do início da Idade Média, São Félix IV, citado numa coleção medieval de direito canônico. (O direito canônico era particularmente odiado pelos primeiros protestantes como uma das piores “corrupções” medievais.) Do mesmo modo, no terceiro noturno, as leituras começam com Santo Ambrósio, passam em seguida para São Gregório Magno e, finalmente, para Beda, o Venerável, símbolo da doutrina da Igreja fielmente transmitida de geração em geração [iv]. “São Pedro e São Paulo”, por Pietro Antonio Novelli. A primeira dessas leituras (no segundo dia da festa) mostra o cuidado com que tudo foi pensado: uma passagem do comentário de Santo Agostinho ao Salmo 121, que cita tanto Pedro como Paulo. Jerúsalem, quæ edificátur ut cívitas — “Jerusalém, que se edifica como cidade” (v. 3). Irmãos, quando Davi dizia essas coisas, aquela cidade já estava concluída; não estava em construção. Ele fala, portanto, de alguma cidade, que eu desconheço e que está sendo construída agora, à qual acorrem com fé as pedras vivas, das quais Pedro diz: Et vos tamquam lápides vivi coædificámini in domum spiritálem — “E vós também, como pedras vivas, prestai-vos a entrar na edificação de uma casa espiritual” (1Pd 2, 5), isto é, de um templo santo de Deus. [Mas] o que significa [ser] “pedras vivas… a entrar na edificação”? [Ora], vós estais vivos, se credes; e, se crerdes, sereis transformados em templo de Deus; pois o Apóstolo Paulo diz: Templum enim Dei sanctum est, quod estis vos — “Com efeito, é santo o templo de Deus, que sois vós” (1Cor 3, 17). As basílicas resplandecem o esplendor dos apóstolos Poucos são os que não suspiram diante das basílicas romanas. No dia de hoje celebramos as que estão dedicadas uma ao alicerce da Santa Igreja, São Pedro, e outra ao Apóstolo dos Gentios, São Paulo. A Basílica de São Pedro de Roma, cuja cúpula é a primeira coisa que o peregrino, emocionado, vê, a caminho da Cidade Eterna, é a maior do globo. Nela repousa o primeira vigário de Nosso Senhor. Erguida à glória do Mestre e do Príncipe dos Apóstolos, começava por Bramante, em 1506, deve a cúpula ao gênio do imortal Miguel Ângelo, que nela trabalhou de 1546 a 1564. Carlos Maderna elevou-lhe a fachada e terminou a nave, de 1607 a 1614. Bernino levantou o grande baldaquino do altar-mor em 1623 e continuou até a morte a decoração interior. Foi quem desenhou a praça com a colunata. Urbano VIII, a 18 de novembro de 1626, consagrava a basílica, em cujo centro repousa São Pedro. Sobre a tumba do apóstolo, dizia o Papa Pio XII na radiomensagem de 23 de dezembro de 1950, falando a respeito das explorações levadas a efeito: O resultado foi riquíssimo, importantíssimo. Mas a questão essencial é a seguinte: encontrou-se verdadeiramente a tumba de São Pedro? A esta pergunta, a conclusão final dos trabalhos e dos estudos responde muito claramente pela afirmativa: sim, a tumba do Príncipe dos Apóstolos foi encontrada. Uma segunda questão, subordinada à primeira, diz respeito às relíquias do Santo: foram elas encontradas? À beira da sepultura encontraram-se restos de ossos humanos. Pertenciam eles ao despojo mortal do Apóstolo? Não é possível prová-lo com certeza. Isso, entretanto, deixa intacta a realidade histórica da tumba. A gigantesca cúpula desenvolve a sua curva exatamente sobre o sepulcro do primeiro bispo de Roma, do primeiro Papa; sepulcro originalmente muito modesto, mas sobre o qual a veneração dos séculos posteriores elevou, por uma maravilhosa sucessão de trabalhos, o maior templo da cristandade.(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 119-120) Com o pontífice, também o príncipe dos apóstolos O Papa Pio IX quis que as dedicações das basílicas de São Pedro e de São Paulo fossem celebradas juntas a 18 de Novembro. Como São Pedro, São Paulo foi enterrado, possivelmente, no lugar do suplício, num cemitério comum a todos. A basílica, situada num lugar relativamente distante da cidade, foi restaurada, de 440 a 461, pelo Papa São Leão. A 15 de julho de 1823, um incêndio a destruiu, de modo que foi necessário reerguê-la, o que a tornou mais bela. Ainda pode ser vista, sob o altar, a placa de mármore que cobre a tumba de São Paulo, onde se lê: “Paulo, Apóstolo, mártir.” Admite-se, desde há muito, que o túmulo do grande Apóstolo foi por diversas vezes aberto e mesmo violado. Lemos no martirológio romano: Em Roma, a Dedicação das Basílicas de São Pedro e de São Paulo, apóstolos. A primeira, tendo sido reconstruída e aumentada, foi solenemente consagrada neste dia, pelo Soberano Pontífice urbano VIII (1626). A segunda, depois de ter sido completamente destruída por deplorável incêndio, foi reerguida com mais magnificência e consagrada solenemente a 10 de dezembro por Pio IX (1854), que fixou no presente dia a comemoração anual deste dedicação. Desde os tempos de Gregório II (715-731) o serviço na basílica de São Paulo foi assegurado por monges beneditinos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 121-122) Meditações: Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo AS VIDAS DE São Pedro e São Paulo se entrelaçam pelo amor a Jesus Cristo e pelo mesmo desejo evangelizador. Embora tenham uma origem, um temperamento e uma formação muito diferentes, desde o chamado do Senhor eles dedicaram as suas melhores energias para dar testemunho em toda a terra da alegria que receberam, cada um com a sua missão e o seu estilo peculiar: Pedro como cabeça da Igreja, Paulo como apóstolo das gentes. Conheceram-se em Jerusalém, quando Paulo visitou os apóstolos, três anos depois da sua conversão (cf. Gl 1,15-18). Conviveram por apenas alguns dias. É possível que tenham coincidido posteriormente em Roma, quando Paulo foi preso na capital do Império. Sabemos que foi nesta cidade que os dois deram, pelo martírio, o seu maior testemunho de amor a Cristo: Pedro foi crucificado e Paulo, decapitado. Na cidade eterna, suas relíquias repousam hoje nas basílicas a eles dedicadas. Assim se recolhe por volta do ano 200, no testemunho do sacerdote romano Gaio: “Posso mostrar o troféu dos Apóstolos. Se, pois, queres ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, encontrarás os troféus dos fundadores desta Igreja”[1]. Hoje contemplamos o que Deus pode fazer com as pessoas que estão generosamente abertas à sua ação. “Coragem! Tu… podes. – Escrevia São Josemaria. Não vês o que fez a graça de Deus com aquele Pedro dorminhoco, negador e covarde…, com aquele Paulo perseguidor, odiento e pertinaz?”[2]. “A tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo” [3]. Ambos são fundamento da Igreja, símbolos da sua unidade e colunas da fé. Por isso, a Igreja uniu em um mesmo dia a festa da Dedicação das basílicas romanas de São Pedro e de São Paulo, edificadas sobre os seus túmulos. DIANTE DA fachada da Basílica de São Pedro estão colocadas duas grandes estátuas, facilmente reconhecíveis pelo que carregam: as chaves nas mãos de Pedro e a espada nas mãos de Paulo. O símbolo das chaves – que Pedro recebe de Cristo – representa a sua autoridade. O Senhor promete-lhe que, como fiel administrador da sua mensagem, será sua responsabilidade abrir a porta do Reino dos céus (cf. Ap 3,7). A espada que Paulo carrega em suas mãos é o instrumento com que foi assassinado. Porém, lendo as suas cartas descobrimos que a imagem da espada evoca também sua missão evangelizadora. Ao sentir que a sua morte se aproxima, escreve ao seu discípulo Timóteo: “Combati o bom combate” (2 Tm 4,7). Paulo foi denominado o décimo terceiro apóstolo porque, embora não fizesse parte do grupo dos doze, foi chamado por Cristo Ressuscitado no caminho de Damasco. Humanamente, Pedro e Paulo eram muito diferentes e provavelmente não faltaram diferenças em seu relacionamento. Mas estas não foram um obstáculo para que um e outro mostrassem “um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”[4]. Assim expressava-se São Josemaria: “Quereria – ajuda-me com a tua oração – que, na Igreja Santa, todos nos sentíssemos membros de um só corpo, como nos pede o Apóstolo; e que vivêssemos a fundo, sem indiferenças, as alegrias, as tribulações, a expansão da nossa Mãe, una, santa, católica, apostólica, romana. Quereria que vivêssemos a identidade de uns com outros e de todos com Cristo”[5]. AO DEDICAR um templo para adoração, esse edifício deixa de ser um lugar comum para se tornar um espaço sagrado, cujo propósito será o de dar glória a Deus. A parte central do rito de dedicação é a consagração do altar que, estando totalmente nu, é ungido com o óleo do crisma no centro e nos seus quatro cantos. Em seguida, é incensado, e revestido com as toalhas de altar, flores, velas e a cruz. O celebrante, com uma vela acesa na mão, invoca a “luz de Cristo”, à semelhança do que se faz durante a Vigília Pascal. Assim como um templo, todos os cristãos fomos consagrados a Deus em nosso batismo e ungidos no peito com o santo crisma. Também nós recebemos uma vela, acesa com a chama do círio pascal, para que sejamos fontes de luz no mundo. Podemos colaborar com entusiasmo na edificação da Igreja porque somos “pedras vivas” (1 Pe 2,5) deste edifício sobrenatural. Pedro e Paulo, essas duas testemunhas da fé, são admiráveis não tanto por possuírem habilidades incomparáveis, mas sim porque, no centro da sua história, “está o encontro com Cristo que lhes mudou a vida. Fizeram a experiência de um amor que os curou e libertou e, por isso, tornaram-se apóstolos e ministros de libertação para os outros.[6]. “Pedro conheceu pessoalmente Maria e no diálogo com ela, especialmente nos dias que precederam o Pentecostes (cf. At 1, 14), pôde aprofundar o conhecimento do mistério de Cristo. Paulo, ao anunciar o cumprimento do desígnio salvífico ‘na plenitude dos tempos’, não deixou de recordar a ‘mulher’ da qual o Filho de Deus nascera no tempo (cf. Gl 4, 4)”[7]. Pedimos a ela que, seguindo o exemplo de São Pedro e de São Paulo, abracemos em nossas vidas a aventura de construir a Igreja. #SantodoDia
- Homilia Diária | Por que Deus quer que rezemos?
Sábado da 32.ª Semana do Tempo Comum Deus não é surdo aos nossos pedidos, mas tampouco está obrigado a dar-nos tudo o que pedimos no momento em que mais o queremos. Ele, que é Sabedoria infinita, sabe como e quando nos dar os bens convenientes, e só o que pede de nós é que, com ânimo humilde, com perseverança e sem nunca desistir, rezemos sempre, dispostos a sofrer suas santas demoras, mesmo no tempo da infelicidade e da aridez. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 18 de novembro, e humilhemos o nosso coração, a fim de que no derradeiro momento sejamos enriquecidos de graça e virtude. 1ª Leitura Salmo Evangelho Evangelho (Lc 18,1-8) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. (cf. 2Ts 2,14) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2 “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3 Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4 Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5 Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6 E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7 E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8 Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. Ou (escolhe-se um dos Evangelhos) Evangelho (Mt 14,22-33) Depois que a multidão comera fartamente, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.” 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33 Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Por que Deus quer que rezemos?
Sábado da 32.ª Semana do Tempo Comum Deus não é surdo aos nossos pedidos, mas tampouco está obrigado a dar-nos tudo o que pedimos no momento em que mais o queremos. Ele, que é Sabedoria infinita, sabe como e quando nos dar os bens convenientes, e só o que pede de nós é que, com ânimo humilde, com perseverança e sem nunca desistir, rezemos sempre, dispostos a sofrer suas santas demoras, mesmo no tempo da infelicidade e da aridez. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 18 de novembro, e humilhemos o nosso coração, a fim de que no derradeiro momento sejamos enriquecidos de graça e virtude. 1ª Leitura Salmo Evangelho Evangelho (Lc 18,1-8) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. (cf. 2Ts 2,14) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2 “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3 Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4 Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5 Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6 E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7 E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8 Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. Ou (escolhe-se um dos Evangelhos) Evangelho (Mt 14,22-33) Depois que a multidão comera fartamente, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.” 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33 Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- 6º Sofrimento – Incerteza do tempo a sofrer no Purgatório – Mês das Almas do Purgatório
Mês das Almas do Purgatório – Décimo Oitavo Dia Meditação: 6º SOFRIMENTO – INCERTEZA DO TEMPO A SOFRER NO PURGATÓRIO ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . “Um homem, diz o padre Felix, gemia, há tempos, numa prisão célebre. Certo dia, cansado de sofrer, concebeu a ideia de livrar-se. Nessa época existia uma senhora de alto valimento que podia bastante para quebrar as algemas do preso e pôr termo a seus sofrimentos.” Eis aqui, reza a história, em que termos eloquentes o mísero lhe dirigiu sua súplica; “Senhora, a 25 do corrente de 1760, faz cem mil horas que eu peno, e ainda me restam duzentas mil a sofrer.” Não sei que despacho teve esta petição. O coração desta mulher teve a dureza de resistir a esta eloquência? Não sei, mas parece-me impossível dizer mais em tão poucas palavras! Há cem mil horas que sofro, tenho ainda que sofrer duzentas mil!… Há cem mil horas… Portanto, ele as tinha contado?! Sim, como vós podeis contar, uma a uma, as pancadas de um relógio durante uma noite longa e triste em que o sofrimento vos faz perder o sono. Ora, se é assim com os presos da terra, que dizer desses encarcerados do mundo invisível (o Purgatório)? Quem nos dirá o que é para esses padecentes de além mundo a passagem de seu prazo de tormento? A duração para nós não é o tempo que passa, é o que sentimos passar; e a lentidão dessa passagem cresce para os que sofrem, na proporção de sua angústia. É isto o que, em relação às almas do Purgatório, dá a extensão de longos dias aos minutos, a de anos inteiros aos dias, e aos anos a de séculos que parece nunca se acabarem! Um Religioso, aparecendo, depois de morto, a um de seus Irmãos, lhe revelou que três dias passados no Purgatório lhe haviam parecido mais longos do que centenas de anos. Outro, havendo experimentado numa visão o suplício do Purgatório, desde as matinas somente até a aurora, persuadiu-se de que sofria há mais de um século. Um homem, que fazia desprezo das penas do Purgatório, viu aparecerem-lhe dois moços que rapidamente o transportaram a esse triste lugar; depois de um quarto de hora de sofrimento, ele já clamava: “Retirai-me, retirai-me, há tanto tempo que eu sofro.” Assim os encarcerados do Purgatório, muito mais do que os presos da terra, contam essas horas intermináveis que tanto custam a passar e que o suplício parece tornar eternas! Se, ao menos, soubessem essas almas a hora do resgate, poderiam dizer: depois de tantos mil e mil minutos, meu suplício terminará e eu subirei ao Céu! — Mas não. Sabem perfeitamente — e é tal a esperança e o amor de Deus, vivo e ardente em seus corações, que, dizem os teólogos, distinguem o Purgatório do Inferno — sabem com certeza que há de soar a hora do seu livramento; mas quando soará essa hora suspirada? Ignoram-no, e até o momento marcado por Deus, parece-lhes ouvir cada vez que perguntam: Quando será? uma voz terrível que lhes responde: Ainda não! Ainda há muito que expiar! Este pensamento deve atuar em nós para continuarmos sempre em nossas orações pelos mortos. “Eu temo, diz S. Francisco de Sales, temo do bom conceito que meus amigos têm feito de mim; entendendo que eu já estou no Céu, sem querer me deixarão ficar no Purgatório.” ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 6º Sofrimento – Incerteza do tempo a sofrer no Purgatório – Mês das Almas do Purgatório
Mês das Almas do Purgatório – Décimo Oitavo Dia Meditação: 6º SOFRIMENTO – INCERTEZA DO TEMPO A SOFRER NO PURGATÓRIO ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . “Um homem, diz o padre Felix, gemia, há tempos, numa prisão célebre. Certo dia, cansado de sofrer, concebeu a ideia de livrar-se. Nessa época existia uma senhora de alto valimento que podia bastante para quebrar as algemas do preso e pôr termo a seus sofrimentos.” Eis aqui, reza a história, em que termos eloquentes o mísero lhe dirigiu sua súplica; “Senhora, a 25 do corrente de 1760, faz cem mil horas que eu peno, e ainda me restam duzentas mil a sofrer.” Não sei que despacho teve esta petição. O coração desta mulher teve a dureza de resistir a esta eloquência? Não sei, mas parece-me impossível dizer mais em tão poucas palavras! Há cem mil horas que sofro, tenho ainda que sofrer duzentas mil!… Há cem mil horas… Portanto, ele as tinha contado?! Sim, como vós podeis contar, uma a uma, as pancadas de um relógio durante uma noite longa e triste em que o sofrimento vos faz perder o sono. Ora, se é assim com os presos da terra, que dizer desses encarcerados do mundo invisível (o Purgatório)? Quem nos dirá o que é para esses padecentes de além mundo a passagem de seu prazo de tormento? A duração para nós não é o tempo que passa, é o que sentimos passar; e a lentidão dessa passagem cresce para os que sofrem, na proporção de sua angústia. É isto o que, em relação às almas do Purgatório, dá a extensão de longos dias aos minutos, a de anos inteiros aos dias, e aos anos a de séculos que parece nunca se acabarem! Um Religioso, aparecendo, depois de morto, a um de seus Irmãos, lhe revelou que três dias passados no Purgatório lhe haviam parecido mais longos do que centenas de anos. Outro, havendo experimentado numa visão o suplício do Purgatório, desde as matinas somente até a aurora, persuadiu-se de que sofria há mais de um século. Um homem, que fazia desprezo das penas do Purgatório, viu aparecerem-lhe dois moços que rapidamente o transportaram a esse triste lugar; depois de um quarto de hora de sofrimento, ele já clamava: “Retirai-me, retirai-me, há tanto tempo que eu sofro.” Assim os encarcerados do Purgatório, muito mais do que os presos da terra, contam essas horas intermináveis que tanto custam a passar e que o suplício parece tornar eternas! Se, ao menos, soubessem essas almas a hora do resgate, poderiam dizer: depois de tantos mil e mil minutos, meu suplício terminará e eu subirei ao Céu! — Mas não. Sabem perfeitamente — e é tal a esperança e o amor de Deus, vivo e ardente em seus corações, que, dizem os teólogos, distinguem o Purgatório do Inferno — sabem com certeza que há de soar a hora do seu livramento; mas quando soará essa hora suspirada? Ignoram-no, e até o momento marcado por Deus, parece-lhes ouvir cada vez que perguntam: Quando será? uma voz terrível que lhes responde: Ainda não! Ainda há muito que expiar! Este pensamento deve atuar em nós para continuarmos sempre em nossas orações pelos mortos. “Eu temo, diz S. Francisco de Sales, temo do bom conceito que meus amigos têm feito de mim; entendendo que eu já estou no Céu, sem querer me deixarão ficar no Purgatório.” ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 5º Sofrimento: O Olvido em que caem – Mês das Almas do Purgatório (Dia 17)
Mês das Almas do Purgatório – Décimo Sétimo Dia Meditação: 5º SOFRIMENTO – O OLVIDO EM QUE CAEM ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ver-se esquecido na terra, esquecido por aqueles a quem se amou e que nos amaram, é uma dor pungente para o coração — mas ver-se esquecido, quando, se está no Purgatório, quando o coração é mais sensível e nada de exterior o distrai dessa ideia, deve ser um golpe ainda mais cruel. Oh! como são justas as queixas que um Religioso ouviu desses pobres corações abandonados! “Ó irmãos! ó irmãos! ó amigos! pois que há tanto tempo vos aguardamos, e vós não vindes; vos chamamos, e não respondeis; sofremos tormentos que não têm iguais, e não vos compadeceis; gememos, e não nos consolais! Ai de nós! todos os que amámos na terra com toda nossa afeição, nos abandonaram; choramos no meio desta noite escura, e não há quem nos console. Ah! tudo se acabou, acabou-se para sempre! esqueceram-me e já nem mais uma lembrança me prende à terra!… Em toda a parte está o esquecimento: sobre minha vida inteira que nenhuma palavra lembra mais, sobre meu nome que já ninguém pronuncia, sobre meu túmulo que ninguém visita, sobre minha morte que não há mais quem chore; na terra só tenho o esquecimento em todos e em tudo! A despeito dos adeuses tão sentidos, a despeito dos protestos tão afetuosos, a despeito dos juramentos tão ardentes, eis em que dá tudo entre os vivos, no total esquecimento dos mortos. Ninguém para rezar, ninguém sequer para lembrar-se deles!…” Ninguém?! oh! vós vos enganais, almas queridas! Há na terra um coração que nunca esquece, um coração a toda hora disposto a vir em socorro dos mortos olvidados: é o coração da Igreja católica, coração de uma mãe! Ela pede para vós, todos os dias, o repouso, o refrigério, a luz. E nós, seus filhos, como vós: nós, vossos irmãos que tanto vos temos esquecido, queremos desde já associar-nos a todas as suas orações e todas as suas obras… ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- 5º Sofrimento: O Olvido em que caem – Mês das Almas do Purgatório (Dia 17)
Mês das Almas do Purgatório – Décimo Sétimo Dia Meditação: 5º SOFRIMENTO – O OLVIDO EM QUE CAEM ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ver-se esquecido na terra, esquecido por aqueles a quem se amou e que nos amaram, é uma dor pungente para o coração — mas ver-se esquecido, quando, se está no Purgatório, quando o coração é mais sensível e nada de exterior o distrai dessa ideia, deve ser um golpe ainda mais cruel. Oh! como são justas as queixas que um Religioso ouviu desses pobres corações abandonados! “Ó irmãos! ó irmãos! ó amigos! pois que há tanto tempo vos aguardamos, e vós não vindes; vos chamamos, e não respondeis; sofremos tormentos que não têm iguais, e não vos compadeceis; gememos, e não nos consolais! Ai de nós! todos os que amámos na terra com toda nossa afeição, nos abandonaram; choramos no meio desta noite escura, e não há quem nos console. Ah! tudo se acabou, acabou-se para sempre! esqueceram-me e já nem mais uma lembrança me prende à terra!… Em toda a parte está o esquecimento: sobre minha vida inteira que nenhuma palavra lembra mais, sobre meu nome que já ninguém pronuncia, sobre meu túmulo que ninguém visita, sobre minha morte que não há mais quem chore; na terra só tenho o esquecimento em todos e em tudo! A despeito dos adeuses tão sentidos, a despeito dos protestos tão afetuosos, a despeito dos juramentos tão ardentes, eis em que dá tudo entre os vivos, no total esquecimento dos mortos. Ninguém para rezar, ninguém sequer para lembrar-se deles!…” Ninguém?! oh! vós vos enganais, almas queridas! Há na terra um coração que nunca esquece, um coração a toda hora disposto a vir em socorro dos mortos olvidados: é o coração da Igreja católica, coração de uma mãe! Ela pede para vós, todos os dias, o repouso, o refrigério, a luz. E nós, seus filhos, como vós: nós, vossos irmãos que tanto vos temos esquecido, queremos desde já associar-nos a todas as suas orações e todas as suas obras… ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Homilia Diária | Esposa, mãe, rainha e santa
Memória de Santa Isabel da Hungria A Igreja celebra hoje a memória de Santa Isabel da Hungria, modelo de bondade, beneficência e amor aos pobres e doentes, nos quais ela reconhecia a presença amorosa do Cristo que sofre e deseja a consolação da nossa caridade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 17 de novembro, e peçamos a Deus que, pelas preces e merecimentos de Santa Isabel, possamos desprezar as venturas do mundo e dispor-nos para gozar um dia das alegrias eternas. Santo do Dia: Santa Isabel da Hungria: Filha de rei e mãe dos pobres Evangelho (Lc 17,26-37) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 “Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27 Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28 Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29 Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30 O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31 Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32 Lembrai-vos da mulher de Ló. 33 Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34 Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37a Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Memória de Santa Isabel da Hungria A Igreja celebra hoje a memória de Santa Isabel da Hungria, modelo de bondade, beneficência e amor aos pobres e doentes, nos quais ela reconhecia a presença amorosa do Cristo que sofre e deseja a consolação da nossa caridade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 17 de novembro, e peçamos a Deus que, pelas preces e merecimentos de Santa Isabel, possamos desprezar as venturas do mundo e dispor-nos para gozar um dia das alegrias eternas. Santo do Dia: Santa Isabel da Hungria: Filha de rei e mãe dos pobres Evangelho (Lc 17,26-37) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 “Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27 Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28 Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29 Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30 O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31 Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32 Lembrai-vos da mulher de Ló. 33 Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34 Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37a Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
















































