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  • O QUE SE PERDEU EM NOSSA ÉPOCA? – Julián Marías

    Parece evidente a queda de nível de que padece a humanidade, pelo menos a ocidental, nessas últimas décadas. Teme-se também que as coisas não estejam melhorando no resto do mundo, pois as influências são muito grandes: aqueles que não são ocidentais se nutrem, principalmente, daquilo que o Ocidente criou. Já falei há muito tempo sobre a ameaça dessa “decadência evitável”. Será mesmo evitável? Isso já começa a parecer problemático. Uma grande proporção do que é feito, em todos os campos, é resolutamente inferior ao que poderia ser, ao que foi feito nos primeiros sessenta anos do nosso século, que ainda perdura na memória e conserva a atualidade. Com exceções — que são muitas, mas não deixam de ser exceções —, o que hoje é dito, escrito, pintado, composto, construído ou projetado nas telas de cinema, está abaixo do nível exigido, já que um nível muito mais alto já tinha sido alcançado anteriormente. Uma pessoa com alguma sensibilidade intelectual ou estética experimenta, todos os dias, uma impressão dolorosa: descontentamento. Como poucas coisas me descontentam mais do que não compreender algo, não apenas experimento essa impressão, mas tento descobrir as suas causas. Poder-se-ia pensar que houve um declínio das habilidades em nosso tempo, que os homens das últimas gerações são menos inteligentes do que há algum tempo. Essa explicação não me convence. Acredito que os dons humanos, pelo menos nas épocas históricas que conhecemos, são aproximadamente os mesmos. As crianças que nasceram na Grécia clássica, de fantástica capacidade criativa, ou durante o também criativo Império Romano, provavelmente não eram diferentes daquelas nascidas nos quatro séculos sombrios que se seguiram à sua queda, até que um tímido renascimento cultural começou em 800, no tempo de Carlos Magno. Se tivessem sido feitos testes psicofísicos, essas medidas para obter o que agora é chamado de “quociente de inteligência”, e coisas semelhantes, acho que os resultados não seriam muito diferentes. Com mais razão, não há motivo para suspeitar de mudanças substanciais nas habilidades ao longo dos séculos da Era Moderna. Se os resultados das últimas décadas se ressentem do que podemos chamar de “falta de inteligência”, isso não se deve à falta de habilidades, ou seja, de “possibilidades” psicofísicas, mas a causas estritamente humanas, biográficas, sociais e históricas como um todo. Acredito muito moderadamente no valor dos genes e em sua transmissão: os filhos das pessoas mais geniais costumam ser bastante medíocres; por outro lado, pais de gênios tem sido pessoas modestas, sem nada de extraordinário. Mais importante é a coexistência, a educação, o ambiente em que cada pessoa é formada; e, ainda mais, a liberdade de cada um, a sua vocação pessoal, a sua exigência de autenticidade. Eu já disse, nalguma ocasião, que os autores da Geração de 98, na Espanha, com a possível exceção de Miguel de Unamuno, eram homens de dotes nada extraordinários; a genialidade deles consistia no uso dessas habilidades, que lhes eram mais do que suficientes e lhes permitem continuar atuando sobre nós, depois de um século. Se, hoje, as pessoas são tão “inteligentes” como antes, e suas obras não o são, exceto por um número limitado de exceções, é preciso perguntar por quê. A “Inteligência” não se perdeu; o que decaiu assustadoramente é seu “prestígio”, o seu respeito, a sua exigência. Tenho observado que, quando se elogia alguém que exerce funções culturais no sentido mais amplo da palavra, raramente se diz que é “inteligente”. Confunde-se tudo. Existe um “igualitarismo” estranho, compensado pela amizade, pelos interesses econômicos ou pelo partidarismo. Fala-se incessantemente de alguns poucos, apesar de sua notória mediocridade, e pouco ou nada de outros, cujo trabalho tem um valor incomparavelmente superior. Os que não produzem, aqueles que se alimentam daquilo que é feito por uma minoria (que o faz, em princípio, para os outros), vivem em estado de confusão e desorientação, porque existe hoje uma desordem absoluta das hierarquias. Já lembrei, algumas vezes, que nos anos que se seguiram à guerra civil espanhola, apesar das fortes pressões políticas, os espanhóis ainda continuaram aceitavelmente “orientados” em valores culturais, muito mais do que viria depois. Quem hoje cria, em qualquer área ou disciplina, não se sente compelido a ser inteligente. Pode ser até que suas habilidades o permitam, mas ele não sente ao seu redor a pressão social que o leva a tirar proveito delas, a usá-las no máximo de seu rendimento. Quase tudo o que vemos, ouvimos ou lemos “poderia ser melhor”. Essa é a triste situação atual, que pode nos levar a uma decadência da qual será extremamente difícil sair, porque se terá produzido uma diminuição no próprio nível do “humano”, dificilmente superável. O que se perdeu é o prestígio e o respeito pela inteligência real, posta em prática nas obras, relativamente independente das habilidades, que podem ser modestas; o importante é que sejam exercitadas. Quase todos os gênios, que tornaram a humanidade mais prodigiosa, eram pessoas “normais”, que não deslumbraram seus contemporâneos, nem procederam de linhagens particularmente ilustres. Só tinham “vocação”, e, em casos menos eminentes, algo tão importante e valioso: o gosto por fazer o que faziam. Experimentavam o prazer de aplicar o talento em algo para o qual sentiam que tinham nascido; viam-se forçados a dar o melhor de si para o que era o seu empreendimento vital. Faziam o melhor possível; e isso lhes era suficiente. Era mais importante que o sucesso (o resultado de seu esforço raramente era espetacular). Lembro-me, desde menino, daqueles versos de Goethe, em seu poema “O cantor” (“Der Sänger”): “A canção que brota da garganta já é um prêmio, uma rica recompensa” (“Das Lied, das aus der Kehle klingt, ist Lohn, der reichlich lohnet”); e é por isso que o cantor desiste da corrente de ouro oferecida pelo rei e se contenta com um copo de vinho. Há lembretes, que vem lá da infância, recebidos no berço ou na escola, que permanecem vivos na memória e são uma exigência duradoura ao longo da vida. O decisivo é recebê-los. Até que ponto isso ocorre hoje? O que as crianças e jovens nascidos nos últimos trinta anos ouvem, em casa, na escola, na Universidade, nas horas que passam em frente à televisão? Não se trata de melhorar as habilidades psicofísicas; não é possível, nem necessário. Os recursos de toda ordem, com que o conjunto da humanidade ocidental começa a sua vida, são imensamente superiores a tudo aquilo de que dispunha antes. Se não estamos em uma era criativa, não temos desculpas. Somos responsáveis por nós mesmos, pelo que fazemos de nossas vidas. Por exemplo, isso de renunciar à inteligência, negando-lhe o respeito e o prestígio que sempre teve. Em uma palavra, deixando que se perca. (Publicado no jornal ABC de Madrid, 1º de agosto de 1996)

  • A IGREJA APOIOU À ESCRAVIDÃO? BULA DUM DIVERSAS

    A IGREJA APOIOU À ESCRAVIDÃO? BULA DUM DIVERSAS Por muitos anos muitos professores de história espalharam uma informação sobre o documento Dum diversas. Uma das mentiras é de que a Igreja ensinava que os negros não tinham alma, outra mentira que é ainda ensinada em sala de aula é de que, a Igreja apoiou à escravidão através desta mesmo documento, pois vamos verificar se isso é verdade. Pra começar temos que avaliar que estamos falando de idade média, neste período os cristãos estão sendo atacados por sarracenos (muçulmanos), que sofrem ataques constantes já há muito tempo dos sarracenos, que os matam, saqueiam seus bens e os escravizam. É de conhecimento geral, que nessas invasões, os europeus são roubados, mulheres (inclusive crianças) são constantemente estupradas; muitas são capturadas e vendidas para servirem como escravas sexuais nos haréns. Além doa invasão de Constantinopla estar perto de acontecer. Esse problema já se estendia há séculos os muçulmanos promoviam a caça e o tráfico de europeus. Podemos citar alguns momentos e pessoas como em 1198 cerca de três séculos antes da bula, São João da Mata fundou a Ordem dos Trinitários para libertar os prisioneiros e escravos cristãos do domínio dos sarracenos; alguns anos depois, São Pedro Nolasco e São Raimundo de Penafort fundaram também a Ordem dos Mercedários, com o mesmo objetivo. “O Islã pôs na escravidão mais de um milhão de europeus. Como muçulmanos não podem ser escravizados, era uma cristã branca que era a escrava sexual do sultão turco.” – Bill Warner, diretor do Cen Entrevista à FrontPage Magazine, 5/02/2007 Diante dessa situação, eu pergunto ao leitor, o que você iria fazer numa situação dessas? Você provavelmente iria ter algum parente sequestrado, alguma mulher da sua família sendo estupradae vendida como escrava sexual, mais uma vez pergunto. O que você faria? Está situação se encaixa perfeitamente no conceito “guerra justa” e o “direito de legítima defesa”, citados no Catecismo da Igreja Católica. Por isso, o Papa autorizou o rei Afonso V de Portugal a prender os sarracenos, que constantemente atacavam e escravizavam os cristãos na Europa: “(…) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo (…) e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão”.Bula Dum Diversas Podemos concluir claramente que, os sarracenos e pagãos citados na bula não eram pessoas ingênuas e indefesas, que a Igreja por ser autoritária e “intolerante” mandou escravizar “os pobrezinhos e indefesos” porque não aderiram à fé cristã. Quando abordamos um contexto histórico, temos que fazer uma avaliação estrutural da história, por isso gosto de Johan Huizinga, qualquer pessoa que não tenha uma boa formação e saiba um pouco de história além das salas de aulas, com certeza vai ler este trecho da bula e concluir que a Igreja era a vilã da história, quando, na verdade, era uma vítima acuada tentando se defender. Lembrando que está bula é dirigida aos sarracenos (árabes), que não eram necessariamente negros. E não existe nela nada que faça entender que alguém não tinha alma. Na verdade diferente, a bula deixava claro que era preciso promover a conversão dos sarracenos e pagãos escravizados. Acaso a Igreja poderia desejar a conversão de um ser que não tem alma? Foram os mouros medievais que sempre perseguiram o povo católico! Toda vez que eles tomaram pau dos cristãos, na grande maioria das vezes, não receberam senão a justa resposta por sua violência. E a barbárie não terminou com o fim da Idade Média: somente entre 1500 e 1800, os árabes capturaram mais de 1 milhão de escravos brancos. Estes dados são frutos de uma pesquisa recente do historiador Robert Davis, professor de história da Ohio State University. Temos muito material historiográfico para acabar com as mentiras acadêmicas,as vítimas contam a história para os doutores, uma dessas histórias vem de São Vicente de Paulo uma das vítimas dos muçulmanos: aos 25 anos, em 1605, ele foi capturado por piratas turcos, durante uma viagem de navio. Foi vendido como escravo e trabalhou por dois anos na Tunísia. Por fim, teve a graça de ser libertado por seu senhor que, arrependido de ter abandonado um dia a fé católica, fugiu com ele para a França. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #USA #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #SaquedeConstantinopla #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte

  • DEUS NÃO FAZ DISCRIMINAÇÃO DE PESSOAS – Scott Hahn medita sobre o 30º Domingo do Tempo Comum

    A oração do fariseu é quase uma paródia dos salmos de ação de graças (v., por exemplo, os Salmos 30 e 118). Em vez de louvar a Deus por Suas obras poderosas, o fariseu glorifica a si mesmo pelos próprios atos, que vai arrogantemente apresentando a Deus. O cobrador de impostos mantém-se à distância, muito envergonhado de erguer os olhos para Deus (v. Esdras 9, 6). Ele reza com um coração humilde e contrito (v. Salmo 51,19), sabendo que diante de Deus ninguém é justo, ninguém tem do que se vangloriar (Romanos 3,10; 4, 2). Vemos, na Liturgia de hoje, um dos temas permanentes das Escrituras: Deus “não faz discriminação de pessoas”, como nos é dito logo na Primeira Leitura (v. também 2 Crônicas 19, 7; Atos 10, 34-35; Romanos 2,11). Deus não se deixa subornar (Deuteronômio 10, 17). Não podemos obter favores do Senhor, ou impressioná-Lo, nem mesmo com nossas boas ações ou nossa fiel observância dos deveres religiosos, como a prática do dízimo e do jejum. Se tentarmos nos exaltar diante de Deus, como fez o fariseu, seremos humilhados (Lucas 1, 52). Isso deve ser um aviso para nós: não nos orgulharmos de nossa vida piedosa, não cairmos na presunção de pensar que somos melhores que os outros, que “não somos como o restante da humanidade pecadora”. Se nos revestirmos de humildade (v. 1 Pedro 5, 5-6), reconhecendo que somos todos pecadores necessitados de Sua misericórdia, então seremos exaltados (v. Provérbios 29, 33). A oração dos simples e dos humildes atravessa as nuvens. É o que Paulo testemunha na Epístola de hoje, enquanto agradece ao Senhor por dar-lhe forças durante a sua prisão. Paulo nos diz o mesmo que canta o salmista neste domingo: o Senhor liberta a vida dos seus servos humildes. Nós também devemos servi-Lo de bom grado. E Ele nos ouvirá em nossa angústia, livrando-nos do mal, conduzindo-nos com segurança ao Seu reino celestial. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/no-favorites-scott-hahn-reflects-on-the-thirtieth-sunday-in-ordinary-time/

  • Leia o documento final do Sínodo da Amazônia

    O DOCUMENTO FINAL DO SÍNODO DA AMAZÔNIA FOI ENTREGUE NESTE SÁBADO (26) E PROPÕE A ORDENAÇÃO DE HOMENS CASADOS, O DIACONATO PARA MULHERES E A PRESERVAÇÃO DA CASA COMUM, CONCEITUANDO O “PECADO ECOLÓGICO” Neste sábado, 26 de outubro, foi apresentada a versão final do documento do Sínodo Da Amazônia. O encontro ocorre desde o dia 6 deste mês e terminará com uma celebração extraordinária presidida por Papa Francisco neste domingo (27) na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O documento emite a ideia principal de que a sociedade amazônica precisa submeter-se a uma “conversão ecológica e cultural” passando pelo combate ao “pecado ecológico”. O termo já foi mencionado pelo Pontífice em sua encíclica “Laudato Si” do ano de 2015. Durante o Sínodo, o conceito de “pecado ecológico” foi elaborado. Afirma que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, pois representa um desrespeito ao “Criador” e à sua obra: o planeta Terra e todos os seres existentes. CONFIRA O RESUMO DO DOCUMENTO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA (PORTUGUÊS) CLICANDO AQUI. ORDENAÇÃO DE HOMENS CASADOS O documento do Sínodo da Amazônia propôs um tema que está gerando polêmica: a ordenação de homens casados, em casos específicos, para suprir a falta de padres na Amazônia. Durante as três semanas do Sínodo, a falta de padres ficou evidente, gerando uma grande preocupação da maioria dos bispos da região amazônica. A proposta de ordenar homens casados de boa reputação, os chamados “viri probati”, ganhou força ao longo dos dias. Mesmo sendo um dos parágrafos que receberam menos votos de aprovação (128 a favor e 41 conta), o número 111 do texto acabou passando. Eram precisos 120 votos. No documento final, destaca-se mais precisamente a proposta de elevar os diáconos permanentes ao nível de padres. Os denominados diáconos, são homens que possuem uma ordenação apenas em primeiro grau e têm como função realizar serviços nas comunidades. Os diáconos podem presidir celebrações, mas não missas e não possuem autorização para ouvir confissão e nem realizar a unção dos enfermos. MULHERES NA IGREJA Em 2016, a pedido de um grupo de religiosas, Francisco criou uma comissão no Vaticano para estudar o diaconato feminino. A ideia era compreender como isso funcionava no passado, pois mesmo que usassem o nome “diaconisas”, nem sempre eram o equivalente aos diáconos homens. Essa comissão terminou seu trabalho em dezembro de 2018 sem chegar a um consenso sobre o que foi o diaconato feminino no passado. Desde então, o tema ficou sem conclusão e o Papa deixou que os teólogos trabalhassem de forma independente, sem a comissão. Durante o Sínodo, os bispos da Amazônia pediram que esse debate fosse retomado e desejam fazer parte dele. Em apontamento, o documento concluiu que “se reconheceu o papel fundamental das mulheres religiosas e leigas na Igreja”. “Gostaríamos de compartilhar nossas experiências e reflexões com a Comissão e esperamos os seus resultados”, diz o texto. Em resumo, no discurso de encerramento do Sínodo, Francisco prometeu reabrir a comissão sobre as mulheres diaconisas. INDÍGENAS O documento do Sínodo da Amazônia orienta a ampliação na defesa dos povos indígenas da Amazônia “mediante a garantia legal e inviolável dos territórios que ocupam de forma tradicional”. Dessa forma, o Sínodo pede mais mecanismos de cooperação entre os estados, especialmente nas fronteiras. “Em todo momento, deve-se garantir o respeito a sua autodeterminação e à sua livre decisão sobre o tipo de relações que queiram estabelecer com outros grupos”, diz o texto, acrescentando que a ameaça está especialmente na “ampliação das fronteiras extrativas de recursos naturais e no desenvolvimento de megraprojetos de infraestrutura”. Devido a essas ameaças, os sacerdotes sinodais propõem que a Igreja crie uma nova instituição. Uma espécie de “observatório socioambiental pastoral” realizando um diagnóstico do território e de seus conflitos socioambientais para que a Igreja saiba como se posicionas diante delas. CONFIRA AS DECISÕES MAIS IMPORTANTES DO DOCUMENTO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA: O conceito de “pecado ecológico” como uma “ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o ambiente” e o chamado à conversão e o cuidado da “casa comum”, isto é, o planeta Terra. Promover uma “ecologia integral como único caminho possível”. A ideia é não separar as questões ecológicas dos problemas sociais. Proposta de criação de um observatório da Igreja para denunciar problemas ambientais e sociais, promovendo a “defesa da vida” e “defendendo os direitos dos mais vulneráveis”. Pedido de maior mobilização da comunidade internacional para destinar recursos econômicos para a proteção da floresta e para a promoção de “um modelo de desenvolvimento justo e solidário” na Amazônia. Proposta de ordenação de homens casados nas zonas remotas da Amazônia para suprir a falta de padres. Reconhecimento do “papel fundamental das mulheres” nas comunidades da Amazônia. Um pedido para que líderes da região possam participar da discussão sobre a implantação do diaconato feminino. #SínododaAmazônia

  • Leia o documento final do Sínodo da Amazônia

    O DOCUMENTO FINAL DO SÍNODO DA AMAZÔNIA FOI ENTREGUE NESTE SÁBADO (26) E PROPÕE A ORDENAÇÃO DE HOMENS CASADOS, O DIACONATO PARA MULHERES E A PRESERVAÇÃO DA CASA COMUM, CONCEITUANDO O “PECADO ECOLÓGICO” Neste sábado, 26 de outubro, foi apresentada a versão final do documento do Sínodo Da Amazônia. O encontro ocorre desde o dia 6 deste mês e terminará com uma celebração extraordinária presidida por Papa Francisco neste domingo (27) na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O documento emite a ideia principal de que a sociedade amazônica precisa submeter-se a uma “conversão ecológica e cultural” passando pelo combate ao “pecado ecológico”. O termo já foi mencionado pelo Pontífice em sua encíclica “Laudato Si” do ano de 2015. Durante o Sínodo, o conceito de “pecado ecológico” foi elaborado. Afirma que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, pois representa um desrespeito ao “Criador” e à sua obra: o planeta Terra e todos os seres existentes. CONFIRA O RESUMO DO DOCUMENTO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA (PORTUGUÊS) CLICANDO AQUI. ORDENAÇÃO DE HOMENS CASADOS O documento do Sínodo da Amazônia propôs um tema que está gerando polêmica: a ordenação de homens casados, em casos específicos, para suprir a falta de padres na Amazônia. Durante as três semanas do Sínodo, a falta de padres ficou evidente, gerando uma grande preocupação da maioria dos bispos da região amazônica. A proposta de ordenar homens casados de boa reputação, os chamados “viri probati”, ganhou força ao longo dos dias. Mesmo sendo um dos parágrafos que receberam menos votos de aprovação (128 a favor e 41 conta), o número 111 do texto acabou passando. Eram precisos 120 votos. No documento final, destaca-se mais precisamente a proposta de elevar os diáconos permanentes ao nível de padres. Os denominados diáconos, são homens que possuem uma ordenação apenas em primeiro grau e têm como função realizar serviços nas comunidades. Os diáconos podem presidir celebrações, mas não missas e não possuem autorização para ouvir confissão e nem realizar a unção dos enfermos. MULHERES NA IGREJA Em 2016, a pedido de um grupo de religiosas, Francisco criou uma comissão no Vaticano para estudar o diaconato feminino. A ideia era compreender como isso funcionava no passado, pois mesmo que usassem o nome “diaconisas”, nem sempre eram o equivalente aos diáconos homens. Essa comissão terminou seu trabalho em dezembro de 2018 sem chegar a um consenso sobre o que foi o diaconato feminino no passado. Desde então, o tema ficou sem conclusão e o Papa deixou que os teólogos trabalhassem de forma independente, sem a comissão. Durante o Sínodo, os bispos da Amazônia pediram que esse debate fosse retomado e desejam fazer parte dele. Em apontamento, o documento concluiu que “se reconheceu o papel fundamental das mulheres religiosas e leigas na Igreja”. “Gostaríamos de compartilhar nossas experiências e reflexões com a Comissão e esperamos os seus resultados”, diz o texto. Em resumo, no discurso de encerramento do Sínodo, Francisco prometeu reabrir a comissão sobre as mulheres diaconisas. INDÍGENAS O documento do Sínodo da Amazônia orienta a ampliação na defesa dos povos indígenas da Amazônia “mediante a garantia legal e inviolável dos territórios que ocupam de forma tradicional”. Dessa forma, o Sínodo pede mais mecanismos de cooperação entre os estados, especialmente nas fronteiras. “Em todo momento, deve-se garantir o respeito a sua autodeterminação e à sua livre decisão sobre o tipo de relações que queiram estabelecer com outros grupos”, diz o texto, acrescentando que a ameaça está especialmente na “ampliação das fronteiras extrativas de recursos naturais e no desenvolvimento de megraprojetos de infraestrutura”. Devido a essas ameaças, os sacerdotes sinodais propõem que a Igreja crie uma nova instituição. Uma espécie de “observatório socioambiental pastoral” realizando um diagnóstico do território e de seus conflitos socioambientais para que a Igreja saiba como se posicionas diante delas. CONFIRA AS DECISÕES MAIS IMPORTANTES DO DOCUMENTO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA: O conceito de “pecado ecológico” como uma “ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o ambiente” e o chamado à conversão e o cuidado da “casa comum”, isto é, o planeta Terra. Promover uma “ecologia integral como único caminho possível”. A ideia é não separar as questões ecológicas dos problemas sociais. Proposta de criação de um observatório da Igreja para denunciar problemas ambientais e sociais, promovendo a “defesa da vida” e “defendendo os direitos dos mais vulneráveis”. Pedido de maior mobilização da comunidade internacional para destinar recursos econômicos para a proteção da floresta e para a promoção de “um modelo de desenvolvimento justo e solidário” na Amazônia. Proposta de ordenação de homens casados nas zonas remotas da Amazônia para suprir a falta de padres. Reconhecimento do “papel fundamental das mulheres” nas comunidades da Amazônia. Um pedido para que líderes da região possam participar da discussão sobre a implantação do diaconato feminino. #SínododaAmazônia

  • Documento final do Sínodo da Amazônia pede padres casados ​​e diaconato feminino

    O documento sinodal hoje aprovado não possui autoridade magisterial e será apresentado ao Papa Francisco, que emitirá seu próprio documento posteriormente. CIDADE DO VATICANO – A reunião do Sínodo dos Bispos para a região pan-amazônica aprovou um documento final que pede a ordenação de homens casados ​​como padres e a consideração de mulheres para a ordenação diaconal. O documento de 33 páginas, aprovado em 26 de outubro, é o resultado de uma reunião de três semanas em Roma. Os 181 membros votantes do sínodo, juntamente com representantes de comunidades indígenas, ordens religiosas, grupos leigos e instituições de caridade, discutiram uma série de questões relacionadas à região, espalhadas por nove países. Nas sessões ordinárias do Sínodo dos Bispos, os delegados são eleitos pelas conferências episcopais do mundo. Na sessão especial para a região pan-amazônica, todos os participantes foram convidados por convite especial. O documento apresenta as reflexões e conclusões da assembléia sinodal sobre temas que vão desde ambientalismo, inculturação na Igreja e direitos humanos das comunidades indígenas em face da exploração econômica, ambiental e cultural. O texto preliminar foi apresentado à assembléia na noite de sexta-feira e várias emendas foram propostas e debatidas durante o processo de aprovação. O documento sinodal não possui autoridade magisterial; as conclusões são apresentadas ao Papa Francisco, que publicará seu próprio documento posteriormente. Um dos itens mais esperados e provavelmente controversos do documento é o apelo dos padres sinodais à ordenação de homens casados ​​comprovados, os chamados viri probati , em face de uma escassez aguda de padres em muitas partes da região. “Muitas comunidades eclesiais do território amazônico têm enormes dificuldades em acessar a Eucaristia”, diz o documento, observando que algumas comunidades passam meses, até anos entre visitas de um padre. Os padres sinodais disseram que “apreciam o celibato como um presente de Deus, na medida em que esse dom permite que o discípulo missionário, ordenado ao sacerdócio, se dedique totalmente ao serviço do Santo Povo de Deus”. Mas os bispos concluíram , “A diversidade legítima não prejudica a comunhão e a unidade da Igreja, mas a expressa e serve.” O documento propõe “estabelecer critérios e disposições por parte da autoridade competente … ordenar como sacerdote homens adequados e estimados da comunidade, que tiveram um diaconado permanente frutífero e recebem uma formação adequada para o sacerdócio, tendo legitimamente um família constituída e estável, para sustentar a vida da comunidade cristã ”. Esses critérios, juntamente com cada parágrafo individual do texto, foram aprovados por dois terços dos votos dos membros votantes do sínodo. Falando após o término da sessão, o cardeal Peter Turkson disse que o processo de votação decorreu sem problemas e que todos os artigos do documento passaram por uma margem confortável. O bispo Erwin Kräutler, chefe aposentado da prelatura do Xingu na Amazônia brasileira, disse a jornalistas que a proposta para a ordenação de homens casados ​​não era uma surpresa. “É o que esperávamos, é claro”, disse Kräutler. O artigo passou por uma margem de 128-41. Kräutler tem sido um defensor inflexível do clero casado, em entrevista coletiva em 9 de outubro que “não há outra opção” para a região, e disse que os povos indígenas na Amazônia não conseguiram entender o testemunho evangélico do celibato. Enquanto a proposta de permitir a ordenação de homens casados ​​conquistou uma clara maioria de participantes do sínodo, a questão do clero casado foi um ponto focal de debate durante as semanas do sínodo. Pouco antes da abertura do sínodo, o cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, publicou um  livro  intitulado  Amigos do Noivo: Para uma Visão Renovada do Celibato Sacerdotal , e o cardeal Robert Sarah, chefe da Congregação para o Culto Divino, tornou públicos vários intervenções em favor do celibato. O documento final do sínodo vinculou explicitamente a proposta ao ministério “nas áreas mais remotas da Amazônia”, mas reconheceu que vários dos participantes sinodais “eram a favor de uma abordagem mais universal do assunto”. Ao apresentar o documento em uma conferência de imprensa na noite de sábado, o cardeal Michael Czerny, secretário especial do Sínodo, disse que alguns membros acham que a proposta de mudar a disciplina do celibato clerical deve ser reservada à Igreja universal. “Outros achavam que as normas existentes do direito canônico … nos permitem considerar isso no contexto de uma região específica”, disse Czerny, que também atua como subsecretário da Seção de Migrantes e Refugiados do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral. . O cardeal Osward Gracias, arcebispo de Bombaim e conselheiro próximo do papa, disse em uma entrevista no sábado que era a favor da proposta, na medida em que representava uma mudança meramente disciplinar. “Eu acho que a lei canônica atual … diz que é um impedimento se você tiver uma esposa para receber ordens, mas é um impedimento que pode ser dispensado pela Santa Sé – e foi dispensado. Mas acho que deve haver critérios muito claros, condições colocadas [na proposta] ”, disse Gracias, referindo-se à maneira como a Igreja havia trabalhado para incorporar ex-ministros anglicanos casados ​​que haviam sido ordenados como sacerdotes católicos. O documento sinodal também pedia novos e aprimorados papéis ministeriais para as mulheres na vida da Igreja na região. Observando que “o Magistério da Igreja desde o Concílio Vaticano II destacou o lugar central que as mulheres ocupam na Igreja”, o documento pedia que a Igreja “reconhecesse e promovesse [a liderança das mulheres], fortalecendo sua participação nos conselhos pastorais. paróquias e dioceses, ou mesmo em instâncias de governo. ” Os bispos também reconheceram que na Amazônia “a maioria das comunidades católicas são lideradas por mulheres” e pediram “que fosse instituída a instituição de um ministério para que a ‘liderança feminina da comunidade’ fosse criada e reconhecida a serviço das demandas mutantes da evangelização e assistência comunitária. ” Os bispos também observaram que “em um grande número dessas consultas, foi solicitado o diaconado permanente para as mulheres”. “Por esse motivo, o tema foi importante durante o sínodo”, escreveram os bispos, mas observaram que o papa Francisco já havia criado uma comissão para examinar a questão e solicitou que eles tivessem a chance de se alimentar desse processo. Ministério oficial de mulheres na Missa ( LifeSiteNews ) – O documento final do Sínodo da Amazônia pede a permissão dos ministérios da mulher na missa, dizendo especificamente que as mulheres podem “receber os ministérios de Leitor e de Acólito, entre outros, a serem desenvolvidos”. não solicitando especificamente um “diaconato” permanente para as mulheres, refere-se à Comissão criada pelo Papa Francisco para estudar a questão e diz que os Padres sinodais compartilharão suas observações com a Comissão e aguardarão o relatório da Comissão (parágrafo 103). “É urgente que a Igreja Amazônica promova e confira ministérios para homens e mulheres de maneira eqüitativa”, afirma o documento (parágrafo 95). Citando a exortação do Papa Francisco Evangeli Gaudium , o documento do Sínodo (parágrafo 99) pede que a Igreja “crie oportunidades ainda mais amplas para uma presença feminina mais incisiva na Igreja”. Citando novamente o Papa Francisco (de um discurso de 2013), diz , “Não reduzamos o compromisso das mulheres na Igreja, mas promovamos sua participação ativa na comunidade eclesial.” “O Magistério da Igreja desde o Concílio Vaticano II destacou o lugar de liderança que as mulheres ocupam dentro dele”, diz o documento (parágrafo 100). E citando o Papa Paulo VI, acrescenta: “Chegou a hora, chegou a hora de a vocação da mulher ser plenamente cumprida, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um peso, um poder nunca alcançado até agora. “ O documento pede ao papa que crie um ministério específico para mulheres na Amazônia chamado “líder comunitária da mulher”. O documento do sínodo abre feridas dolorosas na Igreja Católica, onde a abordagem modernista predominou na maioria das vezes entre paróquias não-latinas (forma não-extraordinária). O documento basicamente exige um papel oficial para as mulheres para o serviço no altar, que as mulheres já desempenham na maioria das igrejas no Ocidente. Igrejas católicas mais tradicionais, mesmo dentro das paróquias não latinas (Rito Ordinário), mantiveram a prática de não permitir o “serviço” das mulheres no altar como eleitores, servidores do altar ou ministros (extraordinários) da Santa Comunhão. Embora o subsídio para o serviço das mulheres seja amplo, os argumentos contra essa prática são notavelmente autoritários, tanto nas Escrituras quanto nos escritos dos papas ao longo dos séculos. São Paulo em 1 Coríntios. 14:34 escreve: “As mulheres devem permanecer caladas nas igrejas” – uma lei que foi seguida na Igreja até que várias interpretações do Concílio Vaticano II viram mulheres lendo as Escrituras na missa, mas não o Evangelho. A encíclica Allatae Sunt, de 1755, do Papa Bento XIV resume a história e os ensinamentos da Igreja, dizendo: “O Papa Gelasius, em sua nona carta (cap. 26) aos bispos de Lucania, condenou a prática maligna que havia sido introduzida de mulheres servindo o sacerdote na celebração da Missa. Como esse abuso se espalhou para os gregos, Inocente IV proibiu-o estritamente. em sua carta ao bispo de Tusculum: ‘As mulheres não devem ousar servir no altar; eles deveriam ser totalmente recusados ​​neste ministério. ‘ Nós também proibimos essa prática com as mesmas palavras em nossa constituição freqüentemente repetida Etsi Pastoralis, seita. 6, n. 21.”(Papa Bento XIV, Encíclica Allatae Sunt , 26 de julho, 1755, n. 29) Quanto a uma sugestão para as “diáconas”, o papa João Paulo II enfatizou a impossibilidade de “ordenação” feminina no documento de 1994 Ordinatio Sacerdotalis : Embora o ensino de que a ordenação sacerdotal deva ser reservada somente aos homens tenha sido preservado pela Tradição constante e universal da Igreja e firmemente ensinado pelo Magistério em seus documentos mais recentes, atualmente, em alguns lugares, ainda é considerado ainda aberto para debater, ou o julgamento da Igreja de que as mulheres não devem ser admitidas à ordenação é considerado uma força meramente disciplinar. Portanto, para que todas as dúvidas sejam removidas em relação a uma questão de grande importância, uma questão que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem autoridade alguma para conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que esse julgamento deve ser mantido definitivamente por todos os fiéis da Igreja. O papa João Paulo II também apontou Nossa Senhora como a prova definitiva de que as mulheres não deveriam estar no ministério ordenado, pois, como ele sugeriu, era Cristo por ter escolhido qualquer mulher na história para ordenação, teria sido sua mãe. Ele disse: O fato de a bem-aventurada Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja, não ter recebido nem a missão própria dos apóstolos nem o sacerdócio ministerial mostra claramente que a não admissão de mulheres na ordenação sacerdotal não pode significar que as mulheres são de menor dignidade, nem pode ser interpretado como discriminação contra eles. Pelo contrário, deve ser visto como a fiel observância de um plano a ser atribuído à sabedoria do Senhor do universo. Palavras do Papa Francisco Em seu discurso na sessão de encerramento do Sínodo no sábado, o Papa Francisco disse que consideraria reconstituir a comissão, que estabeleceu em 2016 sob os auspícios da Congregação para a Doutrina da Fé, para examinar o papel histórico das diáconas. e expanda a comissão para incluir novos membros. No início deste ano, o papa abordou a questão diretamente, observando que “as fórmulas de ‘ordenação’ das diáconas encontradas até agora, segundo a comissão, não são as mesmas para a ordenação de um diácono masculino e são mais parecidas com o que hoje seria a bênção abbatial de uma abadessa. ” Por si só, o documento sinodal final não possui autoridade didática ou vinculativa própria. Os sínodos são meramente assembléias consultivas, convocadas pelo papa ou por um bispo, para aconselhar sobre algum tópico em particular. Normalmente, após uma reunião do Sínodo dos Bispos em Roma, o papa emite uma exortação apostólica pós-sinodal. Em suas declarações no sínodo no sábado, Francis disse que esperava emitir uma exortação antes do final do ano, se o tempo permitir. Durante a conferência de imprensa no sábado, Paulo Ruffini, prefeito do Dicastério do Vaticano para Comunicações, confirmou que o papa esperava emitir uma exortação “dentro de um período relativamente curto de tempo”. #SínododaAmazônia

  • Documento final do Sínodo da Amazônia pede padres casados ​​e diaconato feminino

    O documento sinodal hoje aprovado não possui autoridade magisterial e será apresentado ao Papa Francisco, que emitirá seu próprio documento posteriormente. CIDADE DO VATICANO – A reunião do Sínodo dos Bispos para a região pan-amazônica aprovou um documento final que pede a ordenação de homens casados ​​como padres e a consideração de mulheres para a ordenação diaconal. O documento de 33 páginas, aprovado em 26 de outubro, é o resultado de uma reunião de três semanas em Roma. Os 181 membros votantes do sínodo, juntamente com representantes de comunidades indígenas, ordens religiosas, grupos leigos e instituições de caridade, discutiram uma série de questões relacionadas à região, espalhadas por nove países. Nas sessões ordinárias do Sínodo dos Bispos, os delegados são eleitos pelas conferências episcopais do mundo. Na sessão especial para a região pan-amazônica, todos os participantes foram convidados por convite especial. O documento apresenta as reflexões e conclusões da assembléia sinodal sobre temas que vão desde ambientalismo, inculturação na Igreja e direitos humanos das comunidades indígenas em face da exploração econômica, ambiental e cultural. O texto preliminar foi apresentado à assembléia na noite de sexta-feira e várias emendas foram propostas e debatidas durante o processo de aprovação. O documento sinodal não possui autoridade magisterial; as conclusões são apresentadas ao Papa Francisco, que publicará seu próprio documento posteriormente. Um dos itens mais esperados e provavelmente controversos do documento é o apelo dos padres sinodais à ordenação de homens casados ​​comprovados, os chamados viri probati , em face de uma escassez aguda de padres em muitas partes da região. “Muitas comunidades eclesiais do território amazônico têm enormes dificuldades em acessar a Eucaristia”, diz o documento, observando que algumas comunidades passam meses, até anos entre visitas de um padre. Os padres sinodais disseram que “apreciam o celibato como um presente de Deus, na medida em que esse dom permite que o discípulo missionário, ordenado ao sacerdócio, se dedique totalmente ao serviço do Santo Povo de Deus”. Mas os bispos concluíram , “A diversidade legítima não prejudica a comunhão e a unidade da Igreja, mas a expressa e serve.” O documento propõe “estabelecer critérios e disposições por parte da autoridade competente … ordenar como sacerdote homens adequados e estimados da comunidade, que tiveram um diaconado permanente frutífero e recebem uma formação adequada para o sacerdócio, tendo legitimamente um família constituída e estável, para sustentar a vida da comunidade cristã ”. Esses critérios, juntamente com cada parágrafo individual do texto, foram aprovados por dois terços dos votos dos membros votantes do sínodo. Falando após o término da sessão, o cardeal Peter Turkson disse que o processo de votação decorreu sem problemas e que todos os artigos do documento passaram por uma margem confortável. O bispo Erwin Kräutler, chefe aposentado da prelatura do Xingu na Amazônia brasileira, disse a jornalistas que a proposta para a ordenação de homens casados ​​não era uma surpresa. “É o que esperávamos, é claro”, disse Kräutler. O artigo passou por uma margem de 128-41. Kräutler tem sido um defensor inflexível do clero casado, em entrevista coletiva em 9 de outubro que “não há outra opção” para a região, e disse que os povos indígenas na Amazônia não conseguiram entender o testemunho evangélico do celibato. Enquanto a proposta de permitir a ordenação de homens casados ​​conquistou uma clara maioria de participantes do sínodo, a questão do clero casado foi um ponto focal de debate durante as semanas do sínodo. Pouco antes da abertura do sínodo, o cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, publicou um  livro  intitulado  Amigos do Noivo: Para uma Visão Renovada do Celibato Sacerdotal , e o cardeal Robert Sarah, chefe da Congregação para o Culto Divino, tornou públicos vários intervenções em favor do celibato. O documento final do sínodo vinculou explicitamente a proposta ao ministério “nas áreas mais remotas da Amazônia”, mas reconheceu que vários dos participantes sinodais “eram a favor de uma abordagem mais universal do assunto”. Ao apresentar o documento em uma conferência de imprensa na noite de sábado, o cardeal Michael Czerny, secretário especial do Sínodo, disse que alguns membros acham que a proposta de mudar a disciplina do celibato clerical deve ser reservada à Igreja universal. “Outros achavam que as normas existentes do direito canônico … nos permitem considerar isso no contexto de uma região específica”, disse Czerny, que também atua como subsecretário da Seção de Migrantes e Refugiados do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral. . O cardeal Osward Gracias, arcebispo de Bombaim e conselheiro próximo do papa, disse em uma entrevista no sábado que era a favor da proposta, na medida em que representava uma mudança meramente disciplinar. “Eu acho que a lei canônica atual … diz que é um impedimento se você tiver uma esposa para receber ordens, mas é um impedimento que pode ser dispensado pela Santa Sé – e foi dispensado. Mas acho que deve haver critérios muito claros, condições colocadas [na proposta] ”, disse Gracias, referindo-se à maneira como a Igreja havia trabalhado para incorporar ex-ministros anglicanos casados ​​que haviam sido ordenados como sacerdotes católicos. O documento sinodal também pedia novos e aprimorados papéis ministeriais para as mulheres na vida da Igreja na região. Observando que “o Magistério da Igreja desde o Concílio Vaticano II destacou o lugar central que as mulheres ocupam na Igreja”, o documento pedia que a Igreja “reconhecesse e promovesse [a liderança das mulheres], fortalecendo sua participação nos conselhos pastorais. paróquias e dioceses, ou mesmo em instâncias de governo. ” Os bispos também reconheceram que na Amazônia “a maioria das comunidades católicas são lideradas por mulheres” e pediram “que fosse instituída a instituição de um ministério para que a ‘liderança feminina da comunidade’ fosse criada e reconhecida a serviço das demandas mutantes da evangelização e assistência comunitária. ” Os bispos também observaram que “em um grande número dessas consultas, foi solicitado o diaconado permanente para as mulheres”. “Por esse motivo, o tema foi importante durante o sínodo”, escreveram os bispos, mas observaram que o papa Francisco já havia criado uma comissão para examinar a questão e solicitou que eles tivessem a chance de se alimentar desse processo. Ministério oficial de mulheres na Missa ( LifeSiteNews ) – O documento final do Sínodo da Amazônia pede a permissão dos ministérios da mulher na missa, dizendo especificamente que as mulheres podem “receber os ministérios de Leitor e de Acólito, entre outros, a serem desenvolvidos”. não solicitando especificamente um “diaconato” permanente para as mulheres, refere-se à Comissão criada pelo Papa Francisco para estudar a questão e diz que os Padres sinodais compartilharão suas observações com a Comissão e aguardarão o relatório da Comissão (parágrafo 103). “É urgente que a Igreja Amazônica promova e confira ministérios para homens e mulheres de maneira eqüitativa”, afirma o documento (parágrafo 95). Citando a exortação do Papa Francisco Evangeli Gaudium , o documento do Sínodo (parágrafo 99) pede que a Igreja “crie oportunidades ainda mais amplas para uma presença feminina mais incisiva na Igreja”. Citando novamente o Papa Francisco (de um discurso de 2013), diz , “Não reduzamos o compromisso das mulheres na Igreja, mas promovamos sua participação ativa na comunidade eclesial.” “O Magistério da Igreja desde o Concílio Vaticano II destacou o lugar de liderança que as mulheres ocupam dentro dele”, diz o documento (parágrafo 100). E citando o Papa Paulo VI, acrescenta: “Chegou a hora, chegou a hora de a vocação da mulher ser plenamente cumprida, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um peso, um poder nunca alcançado até agora. “ O documento pede ao papa que crie um ministério específico para mulheres na Amazônia chamado “líder comunitária da mulher”. O documento do sínodo abre feridas dolorosas na Igreja Católica, onde a abordagem modernista predominou na maioria das vezes entre paróquias não-latinas (forma não-extraordinária). O documento basicamente exige um papel oficial para as mulheres para o serviço no altar, que as mulheres já desempenham na maioria das igrejas no Ocidente. Igrejas católicas mais tradicionais, mesmo dentro das paróquias não latinas (Rito Ordinário), mantiveram a prática de não permitir o “serviço” das mulheres no altar como eleitores, servidores do altar ou ministros (extraordinários) da Santa Comunhão. Embora o subsídio para o serviço das mulheres seja amplo, os argumentos contra essa prática são notavelmente autoritários, tanto nas Escrituras quanto nos escritos dos papas ao longo dos séculos. São Paulo em 1 Coríntios. 14:34 escreve: “As mulheres devem permanecer caladas nas igrejas” – uma lei que foi seguida na Igreja até que várias interpretações do Concílio Vaticano II viram mulheres lendo as Escrituras na missa, mas não o Evangelho. A encíclica Allatae Sunt, de 1755, do Papa Bento XIV resume a história e os ensinamentos da Igreja, dizendo: “O Papa Gelasius, em sua nona carta (cap. 26) aos bispos de Lucania, condenou a prática maligna que havia sido introduzida de mulheres servindo o sacerdote na celebração da Missa. Como esse abuso se espalhou para os gregos, Inocente IV proibiu-o estritamente. em sua carta ao bispo de Tusculum: ‘As mulheres não devem ousar servir no altar; eles deveriam ser totalmente recusados ​​neste ministério. ‘ Nós também proibimos essa prática com as mesmas palavras em nossa constituição freqüentemente repetida Etsi Pastoralis, seita. 6, n. 21.”(Papa Bento XIV, Encíclica Allatae Sunt , 26 de julho, 1755, n. 29) Quanto a uma sugestão para as “diáconas”, o papa João Paulo II enfatizou a impossibilidade de “ordenação” feminina no documento de 1994 Ordinatio Sacerdotalis : Embora o ensino de que a ordenação sacerdotal deva ser reservada somente aos homens tenha sido preservado pela Tradição constante e universal da Igreja e firmemente ensinado pelo Magistério em seus documentos mais recentes, atualmente, em alguns lugares, ainda é considerado ainda aberto para debater, ou o julgamento da Igreja de que as mulheres não devem ser admitidas à ordenação é considerado uma força meramente disciplinar. Portanto, para que todas as dúvidas sejam removidas em relação a uma questão de grande importância, uma questão que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem autoridade alguma para conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que esse julgamento deve ser mantido definitivamente por todos os fiéis da Igreja. O papa João Paulo II também apontou Nossa Senhora como a prova definitiva de que as mulheres não deveriam estar no ministério ordenado, pois, como ele sugeriu, era Cristo por ter escolhido qualquer mulher na história para ordenação, teria sido sua mãe. Ele disse: O fato de a bem-aventurada Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja, não ter recebido nem a missão própria dos apóstolos nem o sacerdócio ministerial mostra claramente que a não admissão de mulheres na ordenação sacerdotal não pode significar que as mulheres são de menor dignidade, nem pode ser interpretado como discriminação contra eles. Pelo contrário, deve ser visto como a fiel observância de um plano a ser atribuído à sabedoria do Senhor do universo. Palavras do Papa Francisco Em seu discurso na sessão de encerramento do Sínodo no sábado, o Papa Francisco disse que consideraria reconstituir a comissão, que estabeleceu em 2016 sob os auspícios da Congregação para a Doutrina da Fé, para examinar o papel histórico das diáconas. e expanda a comissão para incluir novos membros. No início deste ano, o papa abordou a questão diretamente, observando que “as fórmulas de ‘ordenação’ das diáconas encontradas até agora, segundo a comissão, não são as mesmas para a ordenação de um diácono masculino e são mais parecidas com o que hoje seria a bênção abbatial de uma abadessa. ” Por si só, o documento sinodal final não possui autoridade didática ou vinculativa própria. Os sínodos são meramente assembléias consultivas, convocadas pelo papa ou por um bispo, para aconselhar sobre algum tópico em particular. Normalmente, após uma reunião do Sínodo dos Bispos em Roma, o papa emite uma exortação apostólica pós-sinodal. Em suas declarações no sínodo no sábado, Francis disse que esperava emitir uma exortação antes do final do ano, se o tempo permitir. Durante a conferência de imprensa no sábado, Paulo Ruffini, prefeito do Dicastério do Vaticano para Comunicações, confirmou que o papa esperava emitir uma exortação “dentro de um período relativamente curto de tempo”. #SínododaAmazônia

  • SÍNODO DA AMAZÔNIA: NOTÍCIA COLATERAL: 48 ANOS DE TORMENTO DEMONÍACO POR PRÁTICAS AMAZÔNICAS

    Neste vídeo, faço a leitura do artigo, traduzido por mim, escrito por Edward Pentin e publicado em 18 de Outubro de 2019, no National Catholic Register sob o título "How an Amazon Pagan Rite Brought 48 Years of Demonic Torment, Until Christ Freed Me" ("Como um rito pagão da Amazônia trouxe-me 48 anos de tormento demoníaco, até que Cristo me libertou"). Fontes: National Catholic Register

  • BANCO VATICANO E FUNDAÇÃO PAPAL - EXPONDO A CORRUPÇÃO

    Neste vídeo leio, traduzido por mim, o artigo de Church Militant, intitulado "Exposing Corruption", em que Christine Niles conta como, enquanto o Cardeal George Pell, o homem que teria garantido que os desvios financeiros da Fundação Papal nunca vissem a luz do dia, passa seus dias fora da luz em uma cela de prisão australiana, os membros da Fundação Papal se perguntam quando - se alguma vez - seu empréstimo será pago. Este vídeo tem relação com outro deste canal publicado sob o título "Sínodo da Amazônia - Notícia Colateral - Onde está o dinheiro?" Fontes: Church Militant | Foto Thumbnail: The Papal Foundation

  • PAPOLATRIA OU MODERNISMO?

    Neste vídeo trago a alocução de Don Carlos Bacaicoa que escutei hoje e achei bastante interessante e que se intitula "Papolatria ou Modernismo"? Ele diz que um Católico, um verdadeiro Católico, deveria conhecer as Encíclicas dos Papas anteriores ao Concílio Vaticano II. E eu comecei a pensar que, acabado o Sínodo, eu poderia começar a trazer a leitura de Documentos da Igreja para o meu canal. E eu gostaria muito realmente de fazê-lo, mas quero saber o que opinam os que escutarem esse vídeo: você gostaria de receber, de vez em quando, leituras das Encíclicas pré-conciliares através deste canal? LAUDETUR IESUS CRISTUS AMEN Fontes: DESDE ESPAÑA - Helga Maria Saboia Bezerra Adoración y Liberación

  • Assista o filme Manifesto de Fé, por Cardeal Gerhard Müller

    Clique aqui para assistir o filme Manifesto de Fé, disponível no youtube, baseado na emocionante declaração do Cardeal Gerhard Müller. Aqueles que preferirem podem ler o texto completo logo abaixo… O Cardeal alemão Gerhard Müller, que foi Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé entre 2012 e 2017, publicou uma “Declaração de Fé” que busca confrontar a crescente confusão sobre o ensino da doutrina católica. “Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica, me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação”, começa o texto do Cardeal titulado: “Declaração de fé: “Não se perturbe o vosso coração!” (João 14,1)”. Segundo o purpurado o texto foi feito ainda para “fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela “ditadura do relativismo”. Leia na íntegra o texto do Cardeal Müller traduzido ao português e publica o seu conteúdo íntegro abaixo: “Declaração de fé “Não se perturbe o vosso coração!” (João 14,1) Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica, me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação. É tarefa dos pastores guiar pelo caminho da salvação aos que se lhes foram confiados. Isto só pode ter êxito se se conhece este caminho e eles mesmos seguem adiante. A respeito disto a palavra do apóstolo nos indica: “Porque sobretudo vos entreguei o que eu também recebi” (1 Cor 15,3). Hoje em dia muitos cristãos já não são conscientes nem sequer dos ensinamentos básicos da fé, pelo qual existe um perigo crescente de apartar-se do caminho que leva à vida eterna. Mas segue sendo tarefa própria da Igreja conduzir às pessoas a Jesus Cristo, luz das nações (cf. LG 1). Nesta situação se expõe a questão da orientação. Segundo João Paulo II, o Catecismo da Igreja Católica é uma “norma segura para a doutrina da fé” (Fidei Depositum IV). Foi escrito com o objetivo de fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela “ditadura do relativismo”. 1. O Deus Uno e Trino, revelado em Jesus Cristo A personificação da fé de todos os cristãos se encontra na confissão da Santíssima Trindade. Convertemo-nos em discípulos de Jesus, filhos e amigos de Deus pelo batismo no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A diferença das três pessoas na unidade divina (254) marca uma diferença fundamental em relação às outras religiões na crença em Deus e na imagem do homem. Na confissão de Jesus Cristo os espíritos se dividem. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, gerado segundo sua natureza humana pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. O Verbo feito carne, o Filho de Deus, é o único redentor do mundo (679) e o único mediador entre Deus e os homens (846). Em consequência, a Primeira Carta de São João descreve como Anticristo àquele que nega sua divindade (1 João 2,22), já que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é desde a eternidade um ser com Deus, seu Pai (663). A recaída em antigas heresias, que viam em Jesus Cristo só um bom homem, um irmão e amigo, um profeta e um moralista, deve ser combatida com clara determinação. Ele é, acima de tudo, o Verbo que estava com Deus e é Deus, o Filho do Pai, que assumiu nossa natureza humana para nos redimir e que deverá julgar os vivos e os mortos. Só ao Ele adoramos como o único e verdadeiro Deus na unidade com o Pai e o Espírito Santo (691). 2. A Igreja Jesus Cristo fundou a Igreja como sinal visível e instrumento de salvação, que subsiste na Igreja Católica (816). Deu uma constituição sacramental à sua Igreja, que surgiu “do lado de Cristo dormido na Cruz” (766), e que permanece até sua consumação (765). Cristo Cabeça e os fiéis como membros do Corpo são uma pessoa mística (795), por isso a Igreja é Santa, porque o único mediador a estabeleceu e mantém sua estrutura visível (771). Através deles, a obra da redenção de Cristo se faz presente no tempo e no espaço na celebração dos santos sacramentos, especialmente no sacrifício eucarístico, a Santa Missa (1330). A Igreja transmite em Cristo a revelação divina que se estende a todos os elementos da doutrina, “incluindo a doutrina moral, sem a qual as verdades da salvação da fé não podem ser salvaguardadas, expostas ou observadas” (2035). 3. A ordem sacramental A Igreja, em Jesus Cristo, é o sacramento universal de salvação (776). Ela não se reflete a si mesmo, senão a luz de Cristo que brilha em seu rosto. Isto acontece só quando, não a maioria nem o espírito dos tempos, senão a verdade revelada em Jesus Cristo se converte no ponto de referência, porque Cristo confiou à Igreja católica a plenitude da graça e da verdade (819): Ele mesmo está presente nos sacramentos da Igreja. A Igreja não é uma associação fundada pelo homem cuja estrutura é votada por seus membros à vontade. É de origem divina. “O mesmo Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade” (874). A admoestação do apóstolo segue sendo válida hoje em dia para que quem quer que pregue outro evangelho seja amaldiçoado, “embora sejamos nós mesmos ou um anjo do céu” (Gl 1,8). A mediação da fé está indissoluvelmente ligada à credibilidade humana de seus mensageiros, que em alguns casos abandonaram aos que lhes foram confiados, perturbaram-nos e danificaram gravemente sua fé. Aqui a palavra da Escritura vai dirigida àqueles que não escutam a verdade e seguem seus próprios desejos, que adulam os ouvidos porque não podem suportar o são ensinamento (cf. 2 Tm 4,3-4). A tarefa do Magistério da Igreja é “proteger o povo dos desvios e das falhas e lhe garantir a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica” (890). Isto é especialmente certo com relação aos sete sacramentos. A Eucaristia é “fonte e ápice de toda a vida cristã” (1324). O sacrifício eucarístico, no qual Cristo nos implica em seu sacrifício da cruz, aponta à união mais íntima com Cristo (1382). Por isso, as Sagradas Escrituras, em relação à recepção da Sagrada Comunhão, advertem: “‘quem come do pão e bebe da taça do Senhor indignamente, é réu do Corpo e do Sangue do Senhor’ (1 Cor 11,27). Quem tem consciência de estar em pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de aproximar-se a comungar” (1385). Da lógica interna do sacramento se desprende que os fiéis divorciados pelo civil, cujo matrimônio sacramental existe diante de Deus, os outros Cristãos, que não estão em plena comunhão com a fé católica, assim como todos aqueles que não estão propriamente dispostos, não recebem a Sagrada Eucaristia de maneira frutífera (1457) porque não lhes traz a salvação. Assinalar isto corresponde às obras espirituais de misericórdia. A confissão dos pecados na confissão pelo menos uma vez ao ano pertence aos mandamentos da igreja (2042). Quando os fiéis já não confessam seus pecados nem recebem a absolvição, a redenção cai no vazio, já que, acima de tudo, Jesus Cristo se fez homem para nos redimir de nossos pecados. O poder do perdão que o Senhor Ressuscitado conferiu aos apóstolos e aos seus sucessores no ministério dos bispos e sacerdotes se aplica também aos pecados graves e veniais que cometemos depois do batismo. A prática atual da confissão deixa claro que a consciência dos fiéis não está suficientemente formada. A misericórdia de Deus nos é dada para cumprir seus mandamentos a fim de nos converter em um com sua santa vontade, não para evitar o chamado ao arrependimento (1458). “O sacerdote continua a obra de redenção na terra” (1589). A ordenação sacerdotal “dá-lhe um poder sagrado” (1592), que é insubstituível porque, através dele, Jesus Cristo se faz sacramentalmente presente em sua ação salvífica. Portanto, os sacerdotes escolhem voluntariamente o celibato como “sinal de vida nova” (1579). Trata-se da entrega no serviço de Cristo e de seu reino vindouro. Enquanto à recepção da consagração nas três etapas deste ministério, a Igreja se reconhece a si mesma “vinculada por esta decisão do Senhor. Esta é a razão pela qual as mulheres não recebem a ordenação” (1577). Assumir isto como uma discriminação contra a mulher só mostra a falta de compreensão deste sacramento, que não se trata de um poder terreno, senão da representação de Cristo, o Esposo da Igreja. 4. A lei moral A fé e a vida estão inseparavelmente unidas, porque a fé sem obras está morta (1815). A lei moral é obra da sabedoria divina e conduz o homem à bem-aventurança prometida (1950). Em consequência, “o conhecimento da lei moral divina e natural é necessário para fazer o bem e alcançar seu fim” (1955). Sua observância é necessária para a salvação de todos os homens de boa vontade. Porque os que morrem em pecado mortal sem se haver arrependido serão separados de Deus para sempre (1033). Isto leva a conseqüências práticas na vida dos cristãos, entre as quais se deve mencionar as que hoje se obscurecem com freqüência (cf. 2270-2283; 2350-2381). A lei moral não é uma carga, senão parte dessa verdade liberadora (cf. Jo 8,32) pela qual o cristão percorre o caminho da salvação, que não deve ser relativizada. 5. A vida eterna Muitos se perguntam hoje por que a Igreja, todavia está ali, embora os bispos prefiram desempenhar o papel de políticos em lugar de proclamar o Evangelho como mestres da fé. A visão não deve ser diluída por trivialidades, mas o proprium da Igreja deve ser tematizado. Cada pessoa tem uma alma imortal, que é separada do corpo na morte, esperando a ressurreição dos mortos (366). A morte faz definitiva a decisão do homem a favor ou contra Deus. Todo o mundo deve comparecer ante o tribunal imediatamente depois de sua morte (1021). Ou é necessária uma purificação ou o homem chega diretamente à bem-aventurança celestial e pode ver deus cara a cara. Existe também a terrível possibilidade de que um ser humano permaneça em contradição com Deus até o fim e, ao rejeitar definitivamente o seu amor, “condenar-se imediatamente para sempre” (1022). “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (1847). O castigo da eternidade do inferno é uma realidade terrível, que -segundo o testemunho da Sagrada Escritura- atrai para si todos aqueles que “morrem em estado de pecado mortal” (1035). O cristão passa pela porta estreita, porque “larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt 7,13). Ocultar estas e outras verdades de fé e ensinar ao povo em consequência, é o pior engano do qual o Catecismo adverte enfaticamente. Representa a prova final da Igreja e leva o povo a um engano religioso de mentiras, ao “preço de sua apostasia da verdade” (675); é o engano do Anticristo. “Ele enganará os que se perdem por toda classe de injustiça, porque se fecharam ao amor da verdade, pela qual deviam ser salvos” (2 Tessalonicenses 2,10). Invocação Como operários da vinha do Senhor, temos todos a responsabilidade de recordar estas verdades fundamentais aderindo-nos ao que nós mesmos recebemos. Queremos animar o povo a caminhar pelo caminho de Jesus Cristo com decisão, para alcançar a vida eterna obedecendo seus mandamentos (2075). Peçamos ao Senhor que nos faça saber quão grande é o dom da fé católica, que abre a porta para a vida eterna. “Porque quem se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (Mc 8, 38). Portanto, estamos comprometidos a fortalecer a fé, na qual confessamos a verdade, que é o mesmo Jesus Cristo. Estas palavras também se dirigem em particular a nós, Bispos e sacerdotes quando Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo, dá esta admoestação ao seu companheiro de armas e sucessor Timóteo: “Conjuro-te em presença de Deus e de Cristo Jesus que há de vir julgar os vivos e mortos, por sua Manifestação e por seu Reino: “Proclama a Palavra, insiste a tempo e a destempo, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Porque virá um tempo em que os homens não suportarão, a sã doutrina, mas sim, arrastados por suas próprias paixões, far-se-ão com um acervo de mestres pelo afã de ouvir novidades; apartarão seus ouvidos da verdade e se voltarão para as fábulas. Tu, pelo contrário, portas-te em tudo com prudência, suporta os sofrimentos, realiza a função de evangelizador, desempenha com perfeição teu ministério.” (2 Tm 4,1-5). Que Maria, a Mãe de Deus, nos implore a graça de nos aferrar à verdade de Jesus Cristo sim vacilar. Unido na fé e na oração Gerhard Cardinal Müller Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fe, desde 2012/2017 #Catequese #DoutrinaCatólica #IgrejaCatólica

  • Assista o filme Manifesto de Fé, por Cardeal Gerhard Müller

    Clique aqui para assistir o filme Manifesto de Fé, disponível no youtube, baseado na emocionante declaração do Cardeal Gerhard Müller. Aqueles que preferirem podem ler o texto completo logo abaixo… O Cardeal alemão Gerhard Müller, que foi Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé entre 2012 e 2017, publicou uma “Declaração de Fé” que busca confrontar a crescente confusão sobre o ensino da doutrina católica. “Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica, me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação”, começa o texto do Cardeal titulado: “Declaração de fé: “Não se perturbe o vosso coração!” (João 14,1)”. Segundo o purpurado o texto foi feito ainda para “fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela “ditadura do relativismo”. Leia na íntegra o texto do Cardeal Müller traduzido ao português e publica o seu conteúdo íntegro abaixo: “Declaração de fé “Não se perturbe o vosso coração!” (João 14,1) Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica, me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação. É tarefa dos pastores guiar pelo caminho da salvação aos que se lhes foram confiados. Isto só pode ter êxito se se conhece este caminho e eles mesmos seguem adiante. A respeito disto a palavra do apóstolo nos indica: “Porque sobretudo vos entreguei o que eu também recebi” (1 Cor 15,3). Hoje em dia muitos cristãos já não são conscientes nem sequer dos ensinamentos básicos da fé, pelo qual existe um perigo crescente de apartar-se do caminho que leva à vida eterna. Mas segue sendo tarefa própria da Igreja conduzir às pessoas a Jesus Cristo, luz das nações (cf. LG 1). Nesta situação se expõe a questão da orientação. Segundo João Paulo II, o Catecismo da Igreja Católica é uma “norma segura para a doutrina da fé” (Fidei Depositum IV). Foi escrito com o objetivo de fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela “ditadura do relativismo”. 1. O Deus Uno e Trino, revelado em Jesus Cristo A personificação da fé de todos os cristãos se encontra na confissão da Santíssima Trindade. Convertemo-nos em discípulos de Jesus, filhos e amigos de Deus pelo batismo no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A diferença das três pessoas na unidade divina (254) marca uma diferença fundamental em relação às outras religiões na crença em Deus e na imagem do homem. Na confissão de Jesus Cristo os espíritos se dividem. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, gerado segundo sua natureza humana pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. O Verbo feito carne, o Filho de Deus, é o único redentor do mundo (679) e o único mediador entre Deus e os homens (846). Em consequência, a Primeira Carta de São João descreve como Anticristo àquele que nega sua divindade (1 João 2,22), já que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é desde a eternidade um ser com Deus, seu Pai (663). A recaída em antigas heresias, que viam em Jesus Cristo só um bom homem, um irmão e amigo, um profeta e um moralista, deve ser combatida com clara determinação. Ele é, acima de tudo, o Verbo que estava com Deus e é Deus, o Filho do Pai, que assumiu nossa natureza humana para nos redimir e que deverá julgar os vivos e os mortos. Só ao Ele adoramos como o único e verdadeiro Deus na unidade com o Pai e o Espírito Santo (691). 2. A Igreja Jesus Cristo fundou a Igreja como sinal visível e instrumento de salvação, que subsiste na Igreja Católica (816). Deu uma constituição sacramental à sua Igreja, que surgiu “do lado de Cristo dormido na Cruz” (766), e que permanece até sua consumação (765). Cristo Cabeça e os fiéis como membros do Corpo são uma pessoa mística (795), por isso a Igreja é Santa, porque o único mediador a estabeleceu e mantém sua estrutura visível (771). Através deles, a obra da redenção de Cristo se faz presente no tempo e no espaço na celebração dos santos sacramentos, especialmente no sacrifício eucarístico, a Santa Missa (1330). A Igreja transmite em Cristo a revelação divina que se estende a todos os elementos da doutrina, “incluindo a doutrina moral, sem a qual as verdades da salvação da fé não podem ser salvaguardadas, expostas ou observadas” (2035). 3. A ordem sacramental A Igreja, em Jesus Cristo, é o sacramento universal de salvação (776). Ela não se reflete a si mesmo, senão a luz de Cristo que brilha em seu rosto. Isto acontece só quando, não a maioria nem o espírito dos tempos, senão a verdade revelada em Jesus Cristo se converte no ponto de referência, porque Cristo confiou à Igreja católica a plenitude da graça e da verdade (819): Ele mesmo está presente nos sacramentos da Igreja. A Igreja não é uma associação fundada pelo homem cuja estrutura é votada por seus membros à vontade. É de origem divina. “O mesmo Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade” (874). A admoestação do apóstolo segue sendo válida hoje em dia para que quem quer que pregue outro evangelho seja amaldiçoado, “embora sejamos nós mesmos ou um anjo do céu” (Gl 1,8). A mediação da fé está indissoluvelmente ligada à credibilidade humana de seus mensageiros, que em alguns casos abandonaram aos que lhes foram confiados, perturbaram-nos e danificaram gravemente sua fé. Aqui a palavra da Escritura vai dirigida àqueles que não escutam a verdade e seguem seus próprios desejos, que adulam os ouvidos porque não podem suportar o são ensinamento (cf. 2 Tm 4,3-4). A tarefa do Magistério da Igreja é “proteger o povo dos desvios e das falhas e lhe garantir a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica” (890). Isto é especialmente certo com relação aos sete sacramentos. A Eucaristia é “fonte e ápice de toda a vida cristã” (1324). O sacrifício eucarístico, no qual Cristo nos implica em seu sacrifício da cruz, aponta à união mais íntima com Cristo (1382). Por isso, as Sagradas Escrituras, em relação à recepção da Sagrada Comunhão, advertem: “‘quem come do pão e bebe da taça do Senhor indignamente, é réu do Corpo e do Sangue do Senhor’ (1 Cor 11,27). Quem tem consciência de estar em pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de aproximar-se a comungar” (1385). Da lógica interna do sacramento se desprende que os fiéis divorciados pelo civil, cujo matrimônio sacramental existe diante de Deus, os outros Cristãos, que não estão em plena comunhão com a fé católica, assim como todos aqueles que não estão propriamente dispostos, não recebem a Sagrada Eucaristia de maneira frutífera (1457) porque não lhes traz a salvação. Assinalar isto corresponde às obras espirituais de misericórdia. A confissão dos pecados na confissão pelo menos uma vez ao ano pertence aos mandamentos da igreja (2042). Quando os fiéis já não confessam seus pecados nem recebem a absolvição, a redenção cai no vazio, já que, acima de tudo, Jesus Cristo se fez homem para nos redimir de nossos pecados. O poder do perdão que o Senhor Ressuscitado conferiu aos apóstolos e aos seus sucessores no ministério dos bispos e sacerdotes se aplica também aos pecados graves e veniais que cometemos depois do batismo. A prática atual da confissão deixa claro que a consciência dos fiéis não está suficientemente formada. A misericórdia de Deus nos é dada para cumprir seus mandamentos a fim de nos converter em um com sua santa vontade, não para evitar o chamado ao arrependimento (1458). “O sacerdote continua a obra de redenção na terra” (1589). A ordenação sacerdotal “dá-lhe um poder sagrado” (1592), que é insubstituível porque, através dele, Jesus Cristo se faz sacramentalmente presente em sua ação salvífica. Portanto, os sacerdotes escolhem voluntariamente o celibato como “sinal de vida nova” (1579). Trata-se da entrega no serviço de Cristo e de seu reino vindouro. Enquanto à recepção da consagração nas três etapas deste ministério, a Igreja se reconhece a si mesma “vinculada por esta decisão do Senhor. Esta é a razão pela qual as mulheres não recebem a ordenação” (1577). Assumir isto como uma discriminação contra a mulher só mostra a falta de compreensão deste sacramento, que não se trata de um poder terreno, senão da representação de Cristo, o Esposo da Igreja. 4. A lei moral A fé e a vida estão inseparavelmente unidas, porque a fé sem obras está morta (1815). A lei moral é obra da sabedoria divina e conduz o homem à bem-aventurança prometida (1950). Em consequência, “o conhecimento da lei moral divina e natural é necessário para fazer o bem e alcançar seu fim” (1955). Sua observância é necessária para a salvação de todos os homens de boa vontade. Porque os que morrem em pecado mortal sem se haver arrependido serão separados de Deus para sempre (1033). Isto leva a conseqüências práticas na vida dos cristãos, entre as quais se deve mencionar as que hoje se obscurecem com freqüência (cf. 2270-2283; 2350-2381). A lei moral não é uma carga, senão parte dessa verdade liberadora (cf. Jo 8,32) pela qual o cristão percorre o caminho da salvação, que não deve ser relativizada. 5. A vida eterna Muitos se perguntam hoje por que a Igreja, todavia está ali, embora os bispos prefiram desempenhar o papel de políticos em lugar de proclamar o Evangelho como mestres da fé. A visão não deve ser diluída por trivialidades, mas o proprium da Igreja deve ser tematizado. Cada pessoa tem uma alma imortal, que é separada do corpo na morte, esperando a ressurreição dos mortos (366). A morte faz definitiva a decisão do homem a favor ou contra Deus. Todo o mundo deve comparecer ante o tribunal imediatamente depois de sua morte (1021). Ou é necessária uma purificação ou o homem chega diretamente à bem-aventurança celestial e pode ver deus cara a cara. Existe também a terrível possibilidade de que um ser humano permaneça em contradição com Deus até o fim e, ao rejeitar definitivamente o seu amor, “condenar-se imediatamente para sempre” (1022). “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (1847). O castigo da eternidade do inferno é uma realidade terrível, que -segundo o testemunho da Sagrada Escritura- atrai para si todos aqueles que “morrem em estado de pecado mortal” (1035). O cristão passa pela porta estreita, porque “larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt 7,13). Ocultar estas e outras verdades de fé e ensinar ao povo em consequência, é o pior engano do qual o Catecismo adverte enfaticamente. Representa a prova final da Igreja e leva o povo a um engano religioso de mentiras, ao “preço de sua apostasia da verdade” (675); é o engano do Anticristo. “Ele enganará os que se perdem por toda classe de injustiça, porque se fecharam ao amor da verdade, pela qual deviam ser salvos” (2 Tessalonicenses 2,10). Invocação Como operários da vinha do Senhor, temos todos a responsabilidade de recordar estas verdades fundamentais aderindo-nos ao que nós mesmos recebemos. Queremos animar o povo a caminhar pelo caminho de Jesus Cristo com decisão, para alcançar a vida eterna obedecendo seus mandamentos (2075). Peçamos ao Senhor que nos faça saber quão grande é o dom da fé católica, que abre a porta para a vida eterna. “Porque quem se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (Mc 8, 38). Portanto, estamos comprometidos a fortalecer a fé, na qual confessamos a verdade, que é o mesmo Jesus Cristo. Estas palavras também se dirigem em particular a nós, Bispos e sacerdotes quando Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo, dá esta admoestação ao seu companheiro de armas e sucessor Timóteo: “Conjuro-te em presença de Deus e de Cristo Jesus que há de vir julgar os vivos e mortos, por sua Manifestação e por seu Reino: “Proclama a Palavra, insiste a tempo e a destempo, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Porque virá um tempo em que os homens não suportarão, a sã doutrina, mas sim, arrastados por suas próprias paixões, far-se-ão com um acervo de mestres pelo afã de ouvir novidades; apartarão seus ouvidos da verdade e se voltarão para as fábulas. Tu, pelo contrário, portas-te em tudo com prudência, suporta os sofrimentos, realiza a função de evangelizador, desempenha com perfeição teu ministério.” (2 Tm 4,1-5). Que Maria, a Mãe de Deus, nos implore a graça de nos aferrar à verdade de Jesus Cristo sim vacilar. Unido na fé e na oração Gerhard Cardinal Müller Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fe, desde 2012/2017 #Catequese #DoutrinaCatólica #IgrejaCatólica

  • Papa Francisco pede perdão por ídolos Pachamama lançados no rio Tibre

    CIDADE DO VATICANO – O Papa Francisco pediu perdão aos bispos e líderes tribais da Amazônia na sexta-feira, depois que estátuas indígenas foram levadas de uma igreja na área do Vaticano e as jogaram no rio Tibre.. Ele disse que a polícia carabinieri encontrou as chamadas estátuas de Pachamama ilesas no Tibre, e consideraria deixar o Vaticano exibi-las durante uma missa final no domingo, encerrando a reunião na Amazônia, mas que nenhuma decisão foi tomada. “Acima de tudo, isso aconteceu em Roma e, como bispo desta diocese, peço perdão às pessoas que se ofenderam com esse gesto”, disse Francisco ao sínodo. Pedido de desculpas de Francis ocorreu quando o sínodo amazônico de três semanas termina no sábado, quando mais de 180 bispos e cardeais de nove países amazônicos votam em um documento final sintetizando propostas para melhor proteger a floresta amazônica e ministrar aos povos indígenas. As propostas mais controversas incluem se homens casados ​​podem ser ordenados padres para enfrentar a escassez aguda de clérigos na região amazônica, onde comunidades isoladas podem passar meses sem ter uma missa adequada. Também foram debatidos se as mulheres – que já realizam a maior parte do trabalho da igreja – poderiam ser ordenadas diáconas em um novo rito amazônico que leva em conta a espiritualidade única dos fiéis amazônicos e sua relação com a natureza. Vários bispos da Amazônia expressaram apoio a ambas as propostas, o que representaria uma mudança dramática dos séculos da tradição católica. Mas os cardeais do Vaticano, que também votam nos membros do sínodo, expressaram cautela e insistiram no dom e no valor do sacerdócio celibatário. As estátuas realmente provocaram indignação no início do sínodo, quando uma foi apresentada em uma cerimônia de plantio de árvores indígenas nos jardins do Vaticano, com a presença de Francisco. O cardeal Gerhard Mueller, o alemão ex chefe de doutrina do Vaticano, disse que o “grande erro” foi trazer os “ídolos” para a igreja em primeiro lugar. Ele citou o Primeiro Mandamento bíblico proibindo a idolatria ou adorando falsos deuses. “Jogá-lo fora pode ser contra a lei humana, mas trazer os ídolos para a igreja foi um pecado grave, um crime contra a lei divina”, disse ele à emissora católica conservadora americana EWTN. O ato de lançar as imagens no rio tomou conta do debate na mídia católica e na Twittersphere católica, com os conservadores aplaudindo a destruição do que eles consideram símbolos da adoração pagã e os progressistas acusando os culpados. Na homilia da manhã de sexta-feira, Francisco refletiu sobre sua própria luta interior para querer fazer o bem, mas não ser capaz de fazê-lo. “É uma batalha entre o bem e o mal”, disse ele. Fonte: Tradução de TheWashingtonPost.com Entenda Na manhã de ontem (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. Assista: #papafrancisco #SínododaAmazônia

  • Papa Francisco pede perdão por ídolos Pachamama lançados no rio Tibre

    CIDADE DO VATICANO – O Papa Francisco pediu perdão aos bispos e líderes tribais da Amazônia na sexta-feira, depois que estátuas indígenas foram levadas de uma igreja na área do Vaticano e as jogaram no rio Tibre.. Ele disse que a polícia carabinieri encontrou as chamadas estátuas de Pachamama ilesas no Tibre, e consideraria deixar o Vaticano exibi-las durante uma missa final no domingo, encerrando a reunião na Amazônia, mas que nenhuma decisão foi tomada. “Acima de tudo, isso aconteceu em Roma e, como bispo desta diocese, peço perdão às pessoas que se ofenderam com esse gesto”, disse Francisco ao sínodo. Pedido de desculpas de Francis ocorreu quando o sínodo amazônico de três semanas termina no sábado, quando mais de 180 bispos e cardeais de nove países amazônicos votam em um documento final sintetizando propostas para melhor proteger a floresta amazônica e ministrar aos povos indígenas. As propostas mais controversas incluem se homens casados ​​podem ser ordenados padres para enfrentar a escassez aguda de clérigos na região amazônica, onde comunidades isoladas podem passar meses sem ter uma missa adequada. Também foram debatidos se as mulheres – que já realizam a maior parte do trabalho da igreja – poderiam ser ordenadas diáconas em um novo rito amazônico que leva em conta a espiritualidade única dos fiéis amazônicos e sua relação com a natureza. Vários bispos da Amazônia expressaram apoio a ambas as propostas, o que representaria uma mudança dramática dos séculos da tradição católica. Mas os cardeais do Vaticano, que também votam nos membros do sínodo, expressaram cautela e insistiram no dom e no valor do sacerdócio celibatário. As estátuas realmente provocaram indignação no início do sínodo, quando uma foi apresentada em uma cerimônia de plantio de árvores indígenas nos jardins do Vaticano, com a presença de Francisco. O cardeal Gerhard Mueller, o alemão ex chefe de doutrina do Vaticano, disse que o “grande erro” foi trazer os “ídolos” para a igreja em primeiro lugar. Ele citou o Primeiro Mandamento bíblico proibindo a idolatria ou adorando falsos deuses. “Jogá-lo fora pode ser contra a lei humana, mas trazer os ídolos para a igreja foi um pecado grave, um crime contra a lei divina”, disse ele à emissora católica conservadora americana EWTN. O ato de lançar as imagens no rio tomou conta do debate na mídia católica e na Twittersphere católica, com os conservadores aplaudindo a destruição do que eles consideram símbolos da adoração pagã e os progressistas acusando os culpados. Na homilia da manhã de sexta-feira, Francisco refletiu sobre sua própria luta interior para querer fazer o bem, mas não ser capaz de fazê-lo. “É uma batalha entre o bem e o mal”, disse ele. Fonte: Tradução de TheWashingtonPost.com Entenda Na manhã de ontem (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. Assista: #papafrancisco #SínododaAmazônia

  • Cardeal Müller: “O maior erro foi colocar ídolos dentro da Igreja e não jogá-los fora”

    O Cardeal Gerhard Müller lançou uma forte declaração contra a instalação de “ídolos” em uma igreja romana para o Sínodo da Amazônia. Por  LifeSiteNews , WASHINGTON, DC, 24 de outubro de 2019 | Tradução:  FratresInUnum.com  – Em um trecho de uma entrevista nesta noite com Raymond Arroyo, em seu programa The World Over , transmitido pela EWTN, o Cardeal Müller afirmou que “trazer os ídolos para uma igreja é um pecado grave, um crime contra a lei divina”. Müller é ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Os comentários foram feitos após Arroyo mencionar o fato de que pessoas removeram os controversos ídolos pagãos da Igreja de Santa Maria del Traspontina e os jogaram no Rio Tibre, pedindo o comentário do Cardeal. “O grande erro foi trazer os ídolos para a igreja”, respondeu o cardeal, “não retirá-los, porque segundo a Lei do próprio Deus — o primeiro mandamento –, a idolatria é um grave pecado e não se deve misturar [os ídolos] com a liturgia cristã”. “Retirá-los”, continou Müller, “jogá-los fora, pode ser contra a lei humana, mas trazer os ídolos para dentro de uma igreja foi um pecado grave, um crime contra a Lei de Deus”. “É uma diferença profunda”. Assista ao diálogo:  WORLD OVER HOT TAKE: Cardinal Gerhard Mueller on the men in Rome who threw the indigenous "Mother Earth" statues in the Tiber river. See the full interview tonight at 8PM E @EWTN pic.twitter.com/wlTSisYkD9 — Raymond Arroyo (@RaymondArroyo) 24 de outubro de 2019 cardeal alemão recentemente fez alguns fortes comentários contra o paganismo que pode ser visto no Sínodo da Amazônia. Em um comentário escrito para LifeSiteNews, ele lamenta que “nem mesmo bispos percebem quando a divisa do velho paganismo foi cruzada”, e explica que a idolatria e a superstição são “pecados contra Deus, porque confundem o Criador com sua criação”. “A adoração a Deus”, explica ele, “é a verdadeira teologia da libertação do medo, do pavor e da insegurança que nos vem do mundo material e dos homens. E só com a ajuda do Evangelho e da graça de Cristo, uma cultura pode desenvolver suas influências positivas e ser libertada do poder do mal”. O Cardeal Müller então recordou também as palavras ditas por São Pedro: “Vós sois o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Entenda Na manhã de ontem (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. Assista: #SínododaAmazônia

  • Cardeal Müller: “O maior erro foi colocar ídolos dentro da Igreja e não jogá-los fora”

    O Cardeal Gerhard Müller lançou uma forte declaração contra a instalação de “ídolos” em uma igreja romana para o Sínodo da Amazônia. Por  LifeSiteNews , WASHINGTON, DC, 24 de outubro de 2019 | Tradução:  FratresInUnum.com  – Em um trecho de uma entrevista nesta noite com Raymond Arroyo, em seu programa The World Over , transmitido pela EWTN, o Cardeal Müller afirmou que “trazer os ídolos para uma igreja é um pecado grave, um crime contra a lei divina”. Müller é ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Os comentários foram feitos após Arroyo mencionar o fato de que pessoas removeram os controversos ídolos pagãos da Igreja de Santa Maria del Traspontina e os jogaram no Rio Tibre, pedindo o comentário do Cardeal. “O grande erro foi trazer os ídolos para a igreja”, respondeu o cardeal, “não retirá-los, porque segundo a Lei do próprio Deus — o primeiro mandamento –, a idolatria é um grave pecado e não se deve misturar [os ídolos] com a liturgia cristã”. “Retirá-los”, continou Müller, “jogá-los fora, pode ser contra a lei humana, mas trazer os ídolos para dentro de uma igreja foi um pecado grave, um crime contra a Lei de Deus”. “É uma diferença profunda”. Assista ao diálogo:  WORLD OVER HOT TAKE: Cardinal Gerhard Mueller on the men in Rome who threw the indigenous "Mother Earth" statues in the Tiber river. See the full interview tonight at 8PM E @EWTN pic.twitter.com/wlTSisYkD9 — Raymond Arroyo (@RaymondArroyo) 24 de outubro de 2019 cardeal alemão recentemente fez alguns fortes comentários contra o paganismo que pode ser visto no Sínodo da Amazônia. Em um comentário escrito para LifeSiteNews, ele lamenta que “nem mesmo bispos percebem quando a divisa do velho paganismo foi cruzada”, e explica que a idolatria e a superstição são “pecados contra Deus, porque confundem o Criador com sua criação”. “A adoração a Deus”, explica ele, “é a verdadeira teologia da libertação do medo, do pavor e da insegurança que nos vem do mundo material e dos homens. E só com a ajuda do Evangelho e da graça de Cristo, uma cultura pode desenvolver suas influências positivas e ser libertada do poder do mal”. O Cardeal Müller então recordou também as palavras ditas por São Pedro: “Vós sois o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Entenda Na manhã de ontem (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. Assista: #SínododaAmazônia

  • Bispo representante do “Lobby Gay” expulsa religiosas do convento aos gritos

    Gritando e empurrando o portão do mosteiro, o bispo de Saltillo, Raúl Vera López, intimidou quatro religiosas pertencentes à congregação das Adoradoras do Santíssimo Sacramento. Diante de 20 paroquianos, Fray Raúl Vera se atreveu a violar verbalmente as religiosas – como denunciaram – que não tiveram escolha senão fechar a porta do mosteiro e deixá-lo do lado de fora gritando. A raiva de Vera López surgiu da doação de terras que um crente fez às Adoradoras para construir seu mosteiro, porque atualmente moram em uma casa alugada. O bispo quer que a congregação entregue a terra à diocese, uma decisão em que as religiosas discordam, segundo os paroquianos que apresentaram uma queixa pública contra o líder da Igreja Católica em Saltillo. https://www.youtube.com/watch?v=55mnBSw7Fxc Os depoimentos de três testemunhas da suposta agressão feita pelo bispo de Saltillo, Raúl Vera López, foram coletados contra quatro religiosas pertencentes à congregação das Adoradoras do Santíssimo Sacramento. Os eventos ocorreram no domingo, 25 de agosto, na 105ª rua da Rua Pilares, no bairro Jardines del Valle. Segundo as testemunhas, que pediram anonimato para evitar represálias, o clérigo teria gritado e empurrado as freiras que continuam vendendo sobremesas e roupas que tecem para os padres. A versão das Adoradoras do Santíssimo Sacramento foi buscada, no entanto, devido à obediência e à disciplina, eles recusaram a entrevista, mas não puderam negar o que aconteceu, embora prefiram que o bispo explique o que aconteceu. A Diocese de Saltillo informou que Vera López e o Vigário de Vida Consagrada, Benigno Martínez, “estão resolvendo problemas com a congregação (das Adoradoras), mas não apenas com a diocesana, mas também com a comunidade de Monterrey”. O bispo suprime o mosteiro com o apoio de Papa Francisco Por meio de um decreto proferido pelo bispo Raúl Vera López, a Diocese de Saltillo anunciou o desaparecimento do Mosteiro de Adoradoras Perpétuas do Santíssimo Sacramento, de modo que os membros da comunidade foram convidados a voltar aos mosteiros de sua casa e avisa que Caso contrário, eles perderão seus votos. O referido mosteiro esteve envolvido há alguns dias em uma controvérsia, quando quatro freiras denunciaram anonimamente que em 25 de agosto foram atacadas pelo bispo Raúl Vera López gritando e empurrando, por se recusarem a ceder a doação de uma terra que O crente os levou às Adoradoras para construir seu mosteiro, porque atualmente moram em uma casa alugada. O decreto do Bispo Raúl Vera López sobre a abolição da fundação afirma que: “A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica da Santa Sé endereçou a carta em 16 de abril de 2019 a Madre Lucrecia Sánchez, Superiora do Mosteiro de San Juan Bautista em Coscomatepec, Veracruz. O número do protocolo desse documento é 34741/2017 e é suprimida a fundação do mosteiro em Saltillo ”. E embora de acordo com o decreto que a decisão tenha sido tomada desde abril passado, apenas alguns dias após a denúncia de agressão a Diocese de Saltillo anuncie a eliminação desta congregação. A Diocese observa que o Vaticano convidou cada uma das irmãs dessa fundação a retornar aos mosteiros, onde são incardinadas. Caso os religiosos que fazem parte da comunidade de Saltillo não retornem aos mosteiros de origem, conforme solicitado pela Congregação, devem solicitar a separação e dispensação de votos para realizar seu projeto de vida. Caso contrário, ele adverte, o processo de demissão da Ordem começará como estabelecido nos Cânones, de 696 a 700 do Código de Direito Canônico. O decreto declara: “Como bispo diocesano e pastor desta diocese de Saltillo, atesto a Supressão da Fundação do Mosteiro de Adoradoras Perpétuas do Santíssimo Sacramento, na cidade de Saltillo, com base em uma decisão da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Mantendo as formalidades que a lei canônica determina sobre esses assuntos, encerro a responsabilidade que assumi com o mosteiro em questão. “Peço a Deus que a luz do Espírito Santo ilumine a você os superiores das comunidades com Nossa Senhora Fátima e São João Batista e às irmãs que fizeram parte da comunidade excluída, para que nas decisões que estão tomando, possam procurar Acima de tudo, faça a vontade de Deus ”, afirmou o comunicado. Quem é Raúl Vera, bispo de Saltillo Em alguns meios de comunicação, ele foi qualificado como o representante do “lobby gay” dentro da Igreja Católica por causa de sua extrema defesa da naturalidade da homossexualidade. Raúl Vera, bispo de Saltillo, no México, destacou-se por suas declarações controversas que o tornaram manchetes na imprensa, como as seguintes: “As pessoas pensam que o bispo não é católico”. “Muitos na Igreja não querem reconhecer a verdade científica sobre o tema homossexualidade, querem permanecer no fato de que a homossexualidade é uma forma de perversão humana, que é uma doença e que não existe mais cientificamente”, disse Vera em entrevista. que provocou a controvérsia no México. Nesta mesma entrevista, o prelado conta com orgulho como quando uma mãe se aproximou dele para pedir que ele orasse por seu filho homossexual, ele respondeu: “Bem, condene-se, porque seu filho se formou assim no seu ventre e se formou com essa composição, e começou a ser o que é hoje a partir do útero.” Vera também critica “homofóbicos” que têm uma doença mental. «Venha ao homossexual como depravado, como promíscuo, isso é enjoar da cabeça», diz este prelado, que repetiu essa ideia em entrevista ao jornal El País: «Quem diz que o homossexual é uma pessoa doente é quem está doente ». O próprio Raul Vera se define como “um bispo polêmico”, que luta pelos direitos dos mais pobres do México, mas que também lança impulsos constantes em Roma que terminaram o que alguns chamam de “banimento em Saltillo”. ». Da mesma forma, Vera culpou uma das chamadas de atenção do Vaticano à agência de notícias de informação religiosa Aciprensa, por espalhar suas palavras de uma maneira deturpada. O diretor da Aciprensa respondeu na época garantindo que “nada fosse distorcido, mas as coisas foram publicadas como estão, o problema é que o bispo de Saltillo apoiou, entre outras coisas, a aprovação da lei das uniões civis homossexuais”. . O bispo de Saltillo, em Coahuila, no norte do país, realizará uma reunião privada com o Santo Padre durante sua visita apostólica ao México. Será uma reunião semi-privada à qual apenas vinte jornalistas e muitos outros bispos terão acesso, além de alguns convidados da Conferência Episcopal. Fonte: Infovaticana | via Catolicaconect

  • Bispo representante do “Lobby Gay” expulsa religiosas do convento aos gritos

    Gritando e empurrando o portão do mosteiro, o bispo de Saltillo, Raúl Vera López, intimidou quatro religiosas pertencentes à congregação das Adoradoras do Santíssimo Sacramento. Diante de 20 paroquianos, Fray Raúl Vera se atreveu a violar verbalmente as religiosas – como denunciaram – que não tiveram escolha senão fechar a porta do mosteiro e deixá-lo do lado de fora gritando. A raiva de Vera López surgiu da doação de terras que um crente fez às Adoradoras para construir seu mosteiro, porque atualmente moram em uma casa alugada. O bispo quer que a congregação entregue a terra à diocese, uma decisão em que as religiosas discordam, segundo os paroquianos que apresentaram uma queixa pública contra o líder da Igreja Católica em Saltillo. https://www.youtube.com/watch?v=55mnBSw7Fxc Os depoimentos de três testemunhas da suposta agressão feita pelo bispo de Saltillo, Raúl Vera López, foram coletados contra quatro religiosas pertencentes à congregação das Adoradoras do Santíssimo Sacramento. Os eventos ocorreram no domingo, 25 de agosto, na 105ª rua da Rua Pilares, no bairro Jardines del Valle. Segundo as testemunhas, que pediram anonimato para evitar represálias, o clérigo teria gritado e empurrado as freiras que continuam vendendo sobremesas e roupas que tecem para os padres. A versão das Adoradoras do Santíssimo Sacramento foi buscada, no entanto, devido à obediência e à disciplina, eles recusaram a entrevista, mas não puderam negar o que aconteceu, embora prefiram que o bispo explique o que aconteceu. A Diocese de Saltillo informou que Vera López e o Vigário de Vida Consagrada, Benigno Martínez, “estão resolvendo problemas com a congregação (das Adoradoras), mas não apenas com a diocesana, mas também com a comunidade de Monterrey”. O bispo suprime o mosteiro com o apoio de Papa Francisco Por meio de um decreto proferido pelo bispo Raúl Vera López, a Diocese de Saltillo anunciou o desaparecimento do Mosteiro de Adoradoras Perpétuas do Santíssimo Sacramento, de modo que os membros da comunidade foram convidados a voltar aos mosteiros de sua casa e avisa que Caso contrário, eles perderão seus votos. O referido mosteiro esteve envolvido há alguns dias em uma controvérsia, quando quatro freiras denunciaram anonimamente que em 25 de agosto foram atacadas pelo bispo Raúl Vera López gritando e empurrando, por se recusarem a ceder a doação de uma terra que O crente os levou às Adoradoras para construir seu mosteiro, porque atualmente moram em uma casa alugada. O decreto do Bispo Raúl Vera López sobre a abolição da fundação afirma que: “A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica da Santa Sé endereçou a carta em 16 de abril de 2019 a Madre Lucrecia Sánchez, Superiora do Mosteiro de San Juan Bautista em Coscomatepec, Veracruz. O número do protocolo desse documento é 34741/2017 e é suprimida a fundação do mosteiro em Saltillo ”. E embora de acordo com o decreto que a decisão tenha sido tomada desde abril passado, apenas alguns dias após a denúncia de agressão a Diocese de Saltillo anuncie a eliminação desta congregação. A Diocese observa que o Vaticano convidou cada uma das irmãs dessa fundação a retornar aos mosteiros, onde são incardinadas. Caso os religiosos que fazem parte da comunidade de Saltillo não retornem aos mosteiros de origem, conforme solicitado pela Congregação, devem solicitar a separação e dispensação de votos para realizar seu projeto de vida. Caso contrário, ele adverte, o processo de demissão da Ordem começará como estabelecido nos Cânones, de 696 a 700 do Código de Direito Canônico. O decreto declara: “Como bispo diocesano e pastor desta diocese de Saltillo, atesto a Supressão da Fundação do Mosteiro de Adoradoras Perpétuas do Santíssimo Sacramento, na cidade de Saltillo, com base em uma decisão da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Mantendo as formalidades que a lei canônica determina sobre esses assuntos, encerro a responsabilidade que assumi com o mosteiro em questão. “Peço a Deus que a luz do Espírito Santo ilumine a você os superiores das comunidades com Nossa Senhora Fátima e São João Batista e às irmãs que fizeram parte da comunidade excluída, para que nas decisões que estão tomando, possam procurar Acima de tudo, faça a vontade de Deus ”, afirmou o comunicado. Quem é Raúl Vera, bispo de Saltillo Em alguns meios de comunicação, ele foi qualificado como o representante do “lobby gay” dentro da Igreja Católica por causa de sua extrema defesa da naturalidade da homossexualidade. Raúl Vera, bispo de Saltillo, no México, destacou-se por suas declarações controversas que o tornaram manchetes na imprensa, como as seguintes: “As pessoas pensam que o bispo não é católico”. “Muitos na Igreja não querem reconhecer a verdade científica sobre o tema homossexualidade, querem permanecer no fato de que a homossexualidade é uma forma de perversão humana, que é uma doença e que não existe mais cientificamente”, disse Vera em entrevista. que provocou a controvérsia no México. Nesta mesma entrevista, o prelado conta com orgulho como quando uma mãe se aproximou dele para pedir que ele orasse por seu filho homossexual, ele respondeu: “Bem, condene-se, porque seu filho se formou assim no seu ventre e se formou com essa composição, e começou a ser o que é hoje a partir do útero.” Vera também critica “homofóbicos” que têm uma doença mental. «Venha ao homossexual como depravado, como promíscuo, isso é enjoar da cabeça», diz este prelado, que repetiu essa ideia em entrevista ao jornal El País: «Quem diz que o homossexual é uma pessoa doente é quem está doente ». O próprio Raul Vera se define como “um bispo polêmico”, que luta pelos direitos dos mais pobres do México, mas que também lança impulsos constantes em Roma que terminaram o que alguns chamam de “banimento em Saltillo”. ». Da mesma forma, Vera culpou uma das chamadas de atenção do Vaticano à agência de notícias de informação religiosa Aciprensa, por espalhar suas palavras de uma maneira deturpada. O diretor da Aciprensa respondeu na época garantindo que “nada fosse distorcido, mas as coisas foram publicadas como estão, o problema é que o bispo de Saltillo apoiou, entre outras coisas, a aprovação da lei das uniões civis homossexuais”. . O bispo de Saltillo, em Coahuila, no norte do país, realizará uma reunião privada com o Santo Padre durante sua visita apostólica ao México. Será uma reunião semi-privada à qual apenas vinte jornalistas e muitos outros bispos terão acesso, além de alguns convidados da Conferência Episcopal. Fonte: Infovaticana | via Catolicaconect

  • TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO - OBRA DA KGB

    Neste vídeo leio, traduzido por mim, uma entrevista que ACIPrensa fez a Ion Mihai Pacepa. Fontes: DESDE ESPAÑA - Helga Maria Saboia Bezerra aciprensa

  • O ABADE DE SAINT-PIERRE E A NOVA RELIGIÃO DO PROGRESSO – Christopher Dawson

    Quando os filósofos do século XVIII tentaram substituir a antiga fé do cristianismo por suas novas doutrinas racionalistas, eles na realidade só abstraíram dela aqueles elementos com os quais seus pensamentos estavam profundamente marcados (de tal modo, que não conseguiam mais reconhecer a sua origem). O deísmo do século XVIII era apenas uma sombra do cristianismo, uma abstração mental privada de vida própria, obtida da realidade viva de uma religião histórica. O deísmo preservava certas concepções fundamentais do cristianismo: a crença em um Criador benéfico, a ideia de uma Providência onipotente que ordenava tudo para o melhor possível e os principais preceitos da lei moral cristã; todas essas concepções, no entanto, perderam todo o significado sobrenatural, encaixando-se no esquema utilitário e racional da filosofia então reinante. Desse modo, a lei moral foi despojada de todos os elementos ascéticos e ultramundanos, compreendida agora como mera prática filantrópica; a ordem da Providência se transformou em uma lei natural mecanicista. E esse era especialmente o destino da ideia de progresso, pois, embora na nova filosofia não houvesse lugar para o sobrenaturalismo da escatologia cristã, não conseguiu desfazer-se daquela concepção teleológica da vida, que era própria do cristianismo. Como o objetivo final dos esforços da humanidade, a crença na perfeição moral e no progresso ilimitado da raça humana acabou substituindo a fé cristã numa vida para além desta vida. É uma ideia que está na raiz de todo o movimento filosófico iluminista, tendo sido formulada em seus detalhes muito antes dos Enciclopedistas aparecerem em cena. Além disso tudo, é perfeitamente compatível com o que eu disse antes sobre as origens desse complexo de idéias, o fato de que o primeiro teórico da ideia de progresso ter sido um padre, o primeiro de uma longa série de eclesiásticos céticos e reformistas, que inclui personalidades como Mably, Condillac, Morelly, Raynal e Sieyès, tão característicos da época do Iluminismo. Trata-se do Abade de Saint Pierre, um profeta que não recebeu muitas honras em seu próprio país. Tinha a reputação de ser meio original e meio maníaco, e, para a sua estátua, Voltaire escreveu a seguinte frase: “Não passa de uma cópia. Mas o original diria algumas idiotices”. No entanto, de seu cérebro fértil saíram a maioria das reformas que os liberais dos dois séculos seguintes tiveram de realizar, ou que pelo menos tentaram realizar, como o tribunal internacional e a abolição da guerra, a educação gratuita e a reforma da educação feminina, tributação a favor dos pobres e eliminação da pobreza, sem mencionar outras inovações de interesse mais particular, como o uso social dos sermões. Mas, sob tudo isso, estava sua doutrina fundamental do crescimento perpétuo e ilimitado da razão humana universal, que teria como efeito infalível a Idade de Ouro e o estabelecimento do paraíso na terra. Não seria preciso esperar muito para chegar a esse termo feliz: bastaria que os poderes existentes concordassem com os princípios defendidos pelo abade, que compartilhava a fé de sua época nas possibilidades ilimitadas de ação dos governos. Essa teoria prevaleceu sobre todas as outras, na nova época que se abriu: embora o Deus dos deístas fosse apenas uma abstração pálida, um simples deus ex machina, a fé no progresso era bem capaz de mover sentimentos humanos e despertar um genuíno entusiasmo religioso. Fé no progresso que não era apenas comum entre os seguidores do racionalismo filosófico francês, mas teve um papel de não menor importância no nascimento do idealismo alemão e do liberalismo utilitário inglês. (Christopher Dawson, Progresso e religione. Trad. de Luciano Foa. Milão, Edizioni di Comunità, 1948, p. 166-8)

  • O feminismo e a perversão da identidade da mulher

    O homem e a mulher são biologicamente, psicologicamente, fisicamente, esteticamente, emocionalmente (…) diferentes um do outro. Isso não quer dizer que haja uma diferenciação hierárquica no sentido de quem é melhor, mas no sentido de que são diferentes. O mundo moderno, com sua tara idolátrica pela igualdade, não consegue compreender a beleza de seres diferentes que se completam justamente por não serem iguais. A própria analogia entre o corpo humano e a Igreja como corpo de Cristo, como descrita nas Escrituras, parte do princípio da não-igualdade entre os membros. Todos faziam parte do corpo, mas cada um era diferente e tinha sua própria importância no todo. As feministas se revoltam contra a ordem da criação dada por Deus. Como Evas no Éden, acreditam que, no lugar de Deus, elas poderiam ter ordenado o mundo melhor do que Ele. Tentam mudar a ordem real das coisas, adaptando o mundo aos seus cacoetes ideológicos, moldando o homem à sua própria ideia distorcida de realidade, modificando a sociedade e tudo o mais, sem nunca, em hipótese alguma, pensar em mudar a si mesmas. O feminismo se revolta contra a realidade, dizendo que essas diferenças foram criadas pelo patriarcado machista/fascista/opressor, e despeja todo seu vocabulário ideológico piamente decorado em cima de quem discorda das suas insanidades. Ao buscar se refugiar num movimento de massa que as anula como indivíduo, massificando seu pensamento e ação, a mulher nega a sua própria natureza. Todo movimento ideológico que busca vitimizar um determinado grupo, amassa sua dignidade individual apenas para surgir como um salvador dos oprimidos. Quem nunca ouviu os chavões feministas “ se não fosse o feminismo, a mulher não poderia trabalhar, pensar, usar calças…”. É exatamente nesse papel de “salvador dos oprimidos” que elas se apresentam, por isso se faz necessário o papel de vítima, pois se não existe ninguém para salvar, não haveria necessidade de um salvador. E para salvar os oprimidos, as feministas se manifestam contra a figura do homem, os elegendo como o bode expiatório, que precisa ser sacrificado para o bem da causa. Não estamos falando de um sacrifício real de um homem, mas da ideia da figura masculina. A desconstrução do papel do homem é ponto central do dogma feminista. Não raro vemos essas feministas lançarem seus ataques a questão da submissão da mulher no matrimônio e a figura do homem como líder de sua família. Elas buscam a desconstrução dos padrões dados por Deus, para com isso colocarem os seus próprios, fazendo-se assim, semelhantes a Deus. É claro que houve e ainda há lutas legítimas e necessárias ao longo do tempo, mas quem esteve livre de qualquer sofrimento e injustiça nesse mundo caído e pecaminoso? Quantos homens não morreram porque foram às guerras para defender sua pátria? Quantos não morreram em trabalhos insalubres e perigosos para prover para sua família? Quantos não foram privados de educação por sua condição econômica, étnica ou religiosa? Os homens correspondem à maioria dos moradores de rua e casos de suicídio no mundo inteiro, mas nem por isso há um movimento “masculinista” os vitimizando e dizendo o quanto eles são coitadinhos. O mal, o sofrimento e a injustiça existem, e abarcam toda a realidade, não poupando a nenhum dos sexos. O que essas feministas não entendem é que o mal é fruto do pecado que corrompeu o coração do homem, e somente Cristo pode redimi-lo, não uma mera ideologia secular. O feminismo foca em meios errados para alcançar um fim, o que tem deixado as mulheres confusas sobre si mesmas e sobre o seu papel no mundo. Como promover o sexo livre, relacionamentos abertos, aborto, divórcio e relativização de moralidade pode trazer ganhos a dignidade feminina? Como a exaltação da imoralidade pode ser melhor que a exaltação das virtudes? Como vitimizar a mulher pode tornar sua vida melhor? Como um movimento dito “pela mulher”, que historicamente sempre esteve alinhado à pautas progressistas e anti-cristãs, pode representar as mulheres conservadoras, religiosas ou que simplesmente discordam de seus meios de ação? E nem queiram as feministas dizer que não é sobre isso que o movimento trata, pois as mais influentes escritoras e responsáveis pelo corpo intelectual do movimento sempre defenderam com vigor tais pontos, como as famosas Simone Beauvoir, Kate Millett, Betty Friedan, Margareth Sanger, Shulamith Firestone e tantas outras. Se você não concorda com elas, então talvez você não seja uma feminista, e só foi enganada pelo mau uso do termo e o sofismo do discurso. O cristianismo ensina sobre muitas coisas, inclusive sobre a natureza humana e suas formas de se relacionar. O feminismo só ganha força onde o cristianismo se enfraquece. Homens fracos, displicentes, imaturos e pouco parecidos com Cristo, esses também ajudaram a criar um mundo distorcido que alimentou a desilusão e o ódio, do qual tais feministas usaram como combustível para impulsionar suas ideias. Toda ideologia que se alimenta do ódio, ressentimento e divisão não pode ser vista com bons olhos. De fato, a ideologia é uma ilusão, é a vontade de imprimir na realidade suas visões, e não receber dela o que lhe é dado. É a filosofia da ação prática, que busca mudar o mundo e transformar a natureza do homem. Mas nunca, em nenhum momento da história, isso funcionou. O ideal cristão é a “Imitatio Christi”, a imitação de Cristo, onde o ideal de virtude e beleza é cada vez mais se aproximar da imagem da pessoa de Cristo. Assim como o apóstolo Paulo nos diz para sermos imitadores dele, pois ele o era de Cristo, somos convocados para agir como tal. Como a Escritura diz: “ Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Uma frase atribuída a C.S Lewis nos diz que “O coração de uma mulher deve estar tão próximo de Deus, que um homem precisa aproximar-se Dele, para alcançá-lo.” Por se afastarem da Palavra de Deus, homens e mulheres se entregaram à idolatria da ideologia, substituindo assim a Verdade eterna de Deus por meros conceitos e ideias. Todo conjunto de crenças possui uma raiz que é a base fundamental de todo prédio que se ergue sobre ele. No cristianismo, é a história do Deus que se fez carne e morreu como sacrifício pelos pecados do seu povo, para trazer redenção a um mundo caído. No feminismo, um conjunto de mulheres ressentidas, amarguradas e cheias de insatisfações com a vida buscam fornecer as mulheres sua própria redenção, baseada nas suas obras de subversão da identidade feminina, pervertendo seu entendimento sobre sua natureza e seu papel no mundo. As mulheres são muito mais que meros instrumentos de ação política ou ideológica, são criadas a imagem e semelhança de Deus, foram feitas para cumprir seus propósito dado pelo Criador, e somente elas cumprem um dos mais belos atos de amor que o mundo já viu, dar a luz. Como diz a filosofa Alice Von Hildebrand: “Uma coisa é certa: quando chegar a hora, nada do que tiver sido produzido pelo homem subsistirá. Um dia, todas as realizações humanas serão reduzidas a um monte de cinzas. Por outro lado, todas as crianças nascidas de mulher viverão eternamente, pois a elas foi concedido uma alma imortal, feito a imagem e semelhança de Deus. Sob essa luz, a afirmação de Simone de Beauvoir de que ” as mulheres não produzem nada”  mostra-se especialmente ridícula.” (O privilégio de ser mulher, Alice Von Hildebrand) Ramon Serrano Curtam: O Caminho Sigam no Instagram: ocaminhoapologetica #feminismo

  • Quem escreve o relatório final do Sínodo da Amazônia?

    Depois do mistério da pachamama que não sabemos até agora o que era, agora o próximo mistério a se desvendar é quem redige o relatório final do Sínodo da Amazônia. Os papéis desempenhados por vários colaboradores no processo de redação não são totalmente claros . Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: O cardeal Christoph Schönborn explicou segunda-feira que o documento final no Sínodo dos Bispos do Vaticano na Amazônia será escrito principalmente por uma equipe presidida pelo Relator Geral do Sínodo, o cardeal brasileiro Claudio Hummes. “A palavra ‘ comitê de redação ‘ não é muito clara; os rascunhos são do principal relator e de sua equipe. O papel da comissão de redação é aprovar imediatamente o trabalho dos relatores. Portanto, nós, o comitê de redação, não escrevemos o texto ”, disse o arcebispo austríaco em uma entrevista coletiva realizada em 21 de outubro na sala de imprensa do Vaticano. Matteo Bruni, diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, disse à ACI Prensa, parceira de notícias em espanhol da CNA, que Hummes e os “secretários especiais” do sínodo são os principais responsáveis ​​pelo texto do relatório final. “O relator e os secretários especiais preparam o rascunho do documento com base nos relatórios dos ‘pequenos grupos’ e nas contribuições dos participantes durante as sessões gerais. Ao fazer isso, eles são assistidos pelos ‘especialistas’, incluídos na lista de participantes do Sínodo, que foi publicada antes do início do Sínodo. ” Os papéis desempenhados por vários colaboradores no processo de redação não são totalmente claros. O bispo Erwim Kräutler, emérito da diocese do Xingu do Brasil, disse à ACI Prensa esta semana que Hummes, que preside a equipe de redação, ainda não leu o rascunho existente do documento final, sugerindo que ele foi compilado principalmente por “secretários especiais” que participam o sínodo e por especialistas e outros colaboradores. Em 21 de outubro, o teólogo pe. José Oscar Beozzo disse à ACI Digital, parceira de notícias em idiomas da Portguse da CNA, que estava ocupado “ajudando na redação do texto” e precisava cancelar uma entrevista agendada. Beozzo é um conhecido defensor da teologia da libertação na América Latina, uma abordagem teológica que tem sido objeto de várias correções e críticas pelos escritórios doutrinários do Vaticano. No dia 22 de outubro, Beozzo disse à ACI Digital que “a redação do documento é de responsabilidade dos bispos, especialistas e consultores que estão no sínodo. Eu estou do lado de fora. Ele acrescentou que alguns bispos brasileiros o pediram para rezar no Ofício dos Mártires na Igreja de Santa Maria em Traspontina durante seu tempo livre. O Sínodo dos Bispos do Vaticano na Amazônia é uma reunião de 6 a 27 de outubro sobre o ministério pastoral e social da Igreja na região amazônica, que abrange nove países da América do Sul. O Sínodo está considerando a natureza da evangelização na região, bem como as propostas de padres casados ​​na região e comissionando mulheres para servirem como diáconos, e espera-se que publique um relatório final nesta semana, que constitua um conjunto de recomendações para a consideração do Papa Francisco. #SínododaAmazônia

  • Quem escreve o relatório final do Sínodo da Amazônia?

    Depois do mistério da pachamama que não sabemos até agora o que era, agora o próximo mistério a se desvendar é quem redige o relatório final do Sínodo da Amazônia. Os papéis desempenhados por vários colaboradores no processo de redação não são totalmente claros . Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: O cardeal Christoph Schönborn explicou segunda-feira que o documento final no Sínodo dos Bispos do Vaticano na Amazônia será escrito principalmente por uma equipe presidida pelo Relator Geral do Sínodo, o cardeal brasileiro Claudio Hummes. “A palavra ‘ comitê de redação ‘ não é muito clara; os rascunhos são do principal relator e de sua equipe. O papel da comissão de redação é aprovar imediatamente o trabalho dos relatores. Portanto, nós, o comitê de redação, não escrevemos o texto ”, disse o arcebispo austríaco em uma entrevista coletiva realizada em 21 de outubro na sala de imprensa do Vaticano. Matteo Bruni, diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, disse à ACI Prensa, parceira de notícias em espanhol da CNA, que Hummes e os “secretários especiais” do sínodo são os principais responsáveis ​​pelo texto do relatório final. “O relator e os secretários especiais preparam o rascunho do documento com base nos relatórios dos ‘pequenos grupos’ e nas contribuições dos participantes durante as sessões gerais. Ao fazer isso, eles são assistidos pelos ‘especialistas’, incluídos na lista de participantes do Sínodo, que foi publicada antes do início do Sínodo. ” Os papéis desempenhados por vários colaboradores no processo de redação não são totalmente claros. O bispo Erwim Kräutler, emérito da diocese do Xingu do Brasil, disse à ACI Prensa esta semana que Hummes, que preside a equipe de redação, ainda não leu o rascunho existente do documento final, sugerindo que ele foi compilado principalmente por “secretários especiais” que participam o sínodo e por especialistas e outros colaboradores. Em 21 de outubro, o teólogo pe. José Oscar Beozzo disse à ACI Digital, parceira de notícias em idiomas da Portguse da CNA, que estava ocupado “ajudando na redação do texto” e precisava cancelar uma entrevista agendada. Beozzo é um conhecido defensor da teologia da libertação na América Latina, uma abordagem teológica que tem sido objeto de várias correções e críticas pelos escritórios doutrinários do Vaticano. No dia 22 de outubro, Beozzo disse à ACI Digital que “a redação do documento é de responsabilidade dos bispos, especialistas e consultores que estão no sínodo. Eu estou do lado de fora. Ele acrescentou que alguns bispos brasileiros o pediram para rezar no Ofício dos Mártires na Igreja de Santa Maria em Traspontina durante seu tempo livre. O Sínodo dos Bispos do Vaticano na Amazônia é uma reunião de 6 a 27 de outubro sobre o ministério pastoral e social da Igreja na região amazônica, que abrange nove países da América do Sul. O Sínodo está considerando a natureza da evangelização na região, bem como as propostas de padres casados ​​na região e comissionando mulheres para servirem como diáconos, e espera-se que publique um relatório final nesta semana, que constitua um conjunto de recomendações para a consideração do Papa Francisco. #SínododaAmazônia

  • PAUL EHRLICH, UM INIMIGO DA IGREJA CATÓLICA, CONVIDADO DA PONTIFÍCIA ACADEMIA DE CIÊNCIAS

    Neste vídeo traduzo e leio um artigo do Corrispondenza Romana intitulado "Paul Ehrlich in Rome – welcoming a false prophet to the Vatican", sobre a plataforma que lhe foi concedida, na Academia de Ciencias Pontifícia, a um dos maiores propagandistas do aborto e da esterilização compulsória, "um inimigo da Igreja Católica e da lei natural", em palavras de Roberto de Mattei, da Fundação Lepanto. Fontes: Corrispondenza Romana | El pais | El pais

  • BENTO XVI E O ANTICRISTO

    Na quaresma de 2007, Papa Bento XVI convidou o Arcebispo emérito de Bolonha, Cardeal Giacomo Biffi, para dirigir os exercícios espirituais que o Pontífice faria com os membros da Cúria Romana (organismo central que administra da Igreja Católica, com suas secretarias, congregações, dicastérios, ofícios, conselhos e comissões pontifícias etc. Sua primeira conferência foi sobre o senhorio de Cristo sobre o cosmos e a história, e, como porta de entrada, foi analisado um conto longo “Breve relato sobre o Anticristo”, do filósofo russo Vladimir Soloviev (1853-1900), sobre algumas das questões mais sérias da humanidade: o problema do Mal e seu combate, o sentido da História, a opção entre o Cristo e o Anticristo. Em “Breve relato sobre o Anticristo”, Soloviev imagina um mundo marcado por grandes guerras e revoluções, apesar do desenvolvimento jamais visto da ciência. Nele as pessoas, mesmo afastadas do cristianismo e vivendo numa espécie de vácuo espiritual, continuariam de algum modo necessitando de algo semelhante a religião. Nesse ponto de extrema vacuidade espiritual é que, por fim, surgiu como remédio um governo planetário, prometendo a paz universal e a harmonia das nações e das religiões, exercido por um homem muito poderoso, cujo nome é omitido (o autor chama-o de Super-Homem). O Super-homem não era um ateu, como Nietzsche ou Marx, mas um convicto espiritualista que dizia crer no bem e em Deus, ainda que no fundo a nada mais amasse que a si mesmo. Cultivava as virtudes e o estudo; a filantropia era um de seus esportes prediletos. Sua fama mundial veio de um livro que publicou, O caminho aberto para a paz e a prosperidade universal, que se transformou um best-seller mundial, onde se revelava um espírito ao mesmo tempo respeitoso do antigo e do moderno, do mais individual e do mais social, do mais teórico e do mais prático. O Super-homem não mencionava o Cristo uma só vez em sua obra, embora alguns princípios cristãos ali se manifestassem, como a necessidade do amor ativo e a benevolência universal. Considerava-o só um genial precursor dele próprio, o imperador do planeta, o salvador perfeito e definitivo, que purificou a mensagem cristã daquilo que seria inaceitável ao homem moderno, sobretudo o fato escandaloso da Cruz e da Ressurreição. O personagem de Soloviev era um pacifista (à diferença de Cristo, que trouxe espada para dividir o bem e o mal, o Anticristo vangloriava-se de ter trazido ao mundo a paz); um ecologista (era vegetariano e amigo dos animais); e um ecumenista (desejava unir consensualmente todos os cristãos do mundo). Com tantos atributos, aparentemente tão positivos, onde estava o problema desse “anticristo”? O cardeal Biffi responde com acerto: o problema do Super-homem era o de pretender criar um mundo perfeito sem o senhorio de Cristo, único  Senhor da história e do universo. Não há maior astúcia demoníaca do que utilizar os valores evangélicos para a instauração do Reino de Deus neste mundo. Muitas vezes, Jesus Cristo era só uma desculpa para falar de outra coisa. Ou, o que é ainda mais trágico: uma desculpa para falar contra o próprio Jesus Cristo, o Deus que se fez homem, e que agora deve ceder a vez ao homem que pretende ser Deus. Observava o cardeal que coisas ótimas, como a solidariedade, o amor à paz, o respeito pela natureza, a disposição ao diálogo, etc., descambam facilmente para a idolatria, quando se dissociam do Cristo verdadeiro, transformando-se nos “ídolos” da classe proletária, da Mãe-Terra deificada, do pacifismo (paz a qualquer preço), da sexualidade self-service. Esse novo e falso evangelho de um cristianismo sem Cristo, sem horizonte sobrenatural, sem esperança de ressurreição pessoal, integrado ao mundo e seduzido por uma liberdade sem limites, é para o Cardeal Biffi é a maior tragédia do nosso tempo, pois fora de Cristo e da esperança cristã só há o “vazio” do homem e o seu desespero, incapaz de encontrar a sua plenitude. O Anticristo não é teoria conspiratória, mas personagem obrigatório da história da salvação, mencionado várias vezes, direta ou indiretamente, no Novo Testamento (nos Evangelhos de São Marcos e São Mateus, em cartas de São João e São Paulo, no Apocalipse), e já prefigurado no Velho Testamento, nos livros de Ezequiel e Daniel. É, portanto, algo revelado por Deus. Ele virá um dia, inevitavelmente, preparado por uma sucessão imensa de anticristos preparatórios.

  • Anderson Reis denuncia absurdos do Sínodo da Amazônia

    “E não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente.” Ef 5, 11  Indignado com os acontecimentos do Sínodo da Amazônia, o conhecido pregador e formador católico, Anderson Reis, apresentou de forma contundente uma série de denúncias sobre o que está acontecendo. Assista ao vídeo na íntegra:

  • Anderson Reis denuncia absurdos do Sínodo da Amazônia

    “E não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente.” Ef 5, 11  Indignado com os acontecimentos do Sínodo da Amazônia, o conhecido pregador e formador católico, Anderson Reis, apresentou de forma contundente uma série de denúncias sobre o que está acontecendo. Assista ao vídeo na íntegra:

  • Mais um Transgênero vence torneio mundial feminino, eliminando as chances das mulheres de verdade

    ‘A’ atleta afirmou que as tentativas de nivelar o campo de atuação do esporte feminino “discriminando” atletas transgêneros equivalem a “negar seus direitos humanos”. No último sábado (19/10), o ciclista transgênero – ou seja, um homem biológico que se identifica com o gênero feminino – Rachel McKinnon venceu o campeonato mundial de ciclismo feminino e estabeleceu um recorde mundial nessa categoria no evento classificatório. McKinnon já havia vencido o mesmo evento em 2018, contudo, recebe críticas por sua condição física diferenciada. Em uma entrevista concedida na sexta-feira (18) ao Sky News, a atleta afirmou que as tentativas de nivelar o campo de atuação do esporte feminino “discriminando” atletas transgêneros equivalem a “negar seus direitos humanos”. “Todos os meus registros médicos dizem que sou mulher”, disse Rachel. “Meu médico me trata como uma mulher, minha licença de corrida diz que sou uma mulher, mas as pessoas que se opõem à minha existência ainda querem pensar em mim como homem… Então, se queremos dizer que acredito que você é uma mulher para toda a sociedade, exceto por essa parte central que é o esporte, isso não é justo”, completou. Victoria Hood, por outro lado, ex-campeã de ciclismo e gerente de uma equipe britânica de ciclismo feminina, desafiou McKinnon, afirmando à Sky que “não é complicado, a ciência está lá e diz que é injusto. O corpo masculino, que passou pela puberdade masculina, ainda mantém sua vantagem, que não desaparece. Eu tenho simpatia por eles. Eles têm o direito de praticar esportes, mas não o direito de entrar em qualquer categoria que desejarem”. No sábado, McKinnon divulgou um comunicado à imprensa denunciando Hood por ter “um medo irracional de mulheres trans”. Assista: #LGBT

  • Mais um Transgênero vence torneio mundial feminino, eliminando as chances das mulheres de verdade

    ‘A’ atleta afirmou que as tentativas de nivelar o campo de atuação do esporte feminino “discriminando” atletas transgêneros equivalem a “negar seus direitos humanos”. No último sábado (19/10), o ciclista transgênero – ou seja, um homem biológico que se identifica com o gênero feminino – Rachel McKinnon venceu o campeonato mundial de ciclismo feminino e estabeleceu um recorde mundial nessa categoria no evento classificatório. McKinnon já havia vencido o mesmo evento em 2018, contudo, recebe críticas por sua condição física diferenciada. Em uma entrevista concedida na sexta-feira (18) ao Sky News, a atleta afirmou que as tentativas de nivelar o campo de atuação do esporte feminino “discriminando” atletas transgêneros equivalem a “negar seus direitos humanos”. “Todos os meus registros médicos dizem que sou mulher”, disse Rachel. “Meu médico me trata como uma mulher, minha licença de corrida diz que sou uma mulher, mas as pessoas que se opõem à minha existência ainda querem pensar em mim como homem… Então, se queremos dizer que acredito que você é uma mulher para toda a sociedade, exceto por essa parte central que é o esporte, isso não é justo”, completou. Victoria Hood, por outro lado, ex-campeã de ciclismo e gerente de uma equipe britânica de ciclismo feminina, desafiou McKinnon, afirmando à Sky que “não é complicado, a ciência está lá e diz que é injusto. O corpo masculino, que passou pela puberdade masculina, ainda mantém sua vantagem, que não desaparece. Eu tenho simpatia por eles. Eles têm o direito de praticar esportes, mas não o direito de entrar em qualquer categoria que desejarem”. No sábado, McKinnon divulgou um comunicado à imprensa denunciando Hood por ter “um medo irracional de mulheres trans”. Assista: #LGBT

  • OS “ECO-PECADOS” E OS PERIGOS DA IDOLATRIA – Padre George J. Woodall

    [Para o padre irlandês George J. Woodall, que ensina Teologia Moral no Pontifício Ateneu Regina Apostolorum de Roma, não há eco-pecados. Todo pecado é contra Deus. No caso de abusos contra o meio ambiente, são inicialmente pecados contra a natureza humana, contra o próximo. A natureza sub-humana afeta a natureza humana. Negar, menosprezar ou obscurecer a verdadeira diferença entre o ser humano e todos os outros elementos da criação não é apenas um grande erro, mas também uma violação da fé.] Vários filósofos afirmam que o ser humano não é senão um animal, assim como atribuem o conceito de pessoa aos animais, dando-lhes direitos. Por outro lado, apóiam a legalidade da eliminação do ser humano, através, por exemplo, do aborto. Não estamos falando de um pensamento marginal, mas de uma posição cada vez mais difundida, explícita e influente. * Negar, menosprezar ou ofuscar a verdadeira diferença entre o ser humano e todos os outros elementos da criação não é apenas um grande erro, mas também uma violação da fé. A Bíblia é muito clara sobre essa distinção. Mesmo Santo Tomás se pergunta se é lícito matar qualquer ser vivo e responde claramente que o mundo sub-humano é dado ao homem para as suas necessidades; ele não deve explorá-lo de forma irresponsável, não deve ser cruel com os animais, mas pode usá-los. Negar isso é uma violação da fé. * Os animais não têm direitos, deve ser dito claramente. E, ao mesmo tempo, devemos afirmar que temos responsabilidades em relação aos animais, porque eles fazem parte da criação de Deus. Animais, por exemplo, são seres sensíveis, que sentem prazer e dor; reconhecendo sua natureza, dada pelo Criador, não podemos ser cruéis ou explorá-los insensatamente. Em vez disso, podemos usá-los na medida do necessário. * Os dois mandamentos que dizem respeito às “coisas” (7º e 10º) devem sempre ser considerados em relação aos outros e são o espelho do nosso amor a Deus. Parece-me que os chamados “pecados ecológicos” devem ser entendidos corretamente: se explorarmos os bens da terra desperdiçando os recursos destinados ao bem de todos, então estamos fazendo um mal ao próximo, tanto no presente quanto no futuro: é o conceito de “justiça intergeracional”, presente na encíclica [de Bento XVI] Caritas in Veritate. Todo pecado é primariamente contra Deus e, neste caso, é contra a natureza humana, contra o próximo. A natureza sub-humana afeta a natureza humana. * A natureza em si mesma pode ser terrível. Quando os cientistas dão o melhor de si, podemos chegar a um controle da natureza que nos permite impedir inundações, limitar os danos de um terremoto, prevenir epidemias. Sem essa atividade humana, a natureza pode se tornar madrasta e não teríamos a chance de nos proteger. Não há paraísos nesta terra, nem mesmo paraísos ecológicos. https://lanuovabq.it/it/woodall-eco-peccati-attenzione-qui-si-rischia-lidolatria

  • Pachamamas: enquanto organizadores consideram ‘intolerância religiosa’, católicos comemo

    Na manhã de ontem (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. Assista: Intolerância religiosa A Rede Eclesial Pan-Amazônica ( REPAM ), organizadora do Sínodo da Amazônia, denunciou em 21 de outubro o naufrágio de estátuas de Pachamama no Tibre . Segundo a REPAM, esse foi um “ato de violência” e reflete “intolerância religiosa, racismo, atitudes opressivas”. Catholic Sat enfatizou no Twitter que o naufrágio só poderia ter sido “intolerância religiosa” se essas estátuas fossem realmente de natureza religiosa, um fato que o Vaticano negou veementemente . Declaração oficial Segue abaixo a tradução da declaração oficial feita por aqueles praticaram o que muitos chamaram de ‘ato heroico’. “Isso foi feito por apenas um motivo: Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sua Mãe Santíssima e todos que seguem a Cristo estão sendo atacados por membros de nossa própria Igreja. Nós não aceitamos isso! Nós não ficaremos mais em silêncio! Começaremos a agir AGORA! E pelo fato de que amamos a humanidade, não podemos aceitar que pessoas de uma determinada região não sejam batizadas e que, portanto, seja negada a elas a entrada no céu. É nosso dever seguir as palavras de Deus como nossa santa Mãe fez. Não há segundo caminho para a salvação. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! “ Essa é a tradução livre da descrição do vídeo presente no youtube do canal Michael Del Bufalo This was done for only one reason: Our Lord and Savior Jesus Christ, his blessed Mother, and everyone who follows Christ, are being attacked by members of our own Church. We do not accept this! We do not longer stay silent! We start to act NOW! Because we love humanity, we can not accept that people of a certain region should not get baptized and therefore are being denied entrance into heaven. It is our duty to follow the words of God like our holy Mother did. There is no second way of salvation. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! Pachamama não é Nossa Senhora Os eventos no Sínodo Pachamama e em Santa Maria, na Traspontina, são “um escândalo para toda a Igreja”, segundo o bispo aposentado de Marajó, José Luis Azcona, Amazônia, Brasil. Escrevendo para AciDigital.com (9 de outubro), Azcona perguntou que tipo de espírito o grupo Amazônia Common House (“Casa comúm”), o promotor Pachamama no Sínodo, invoca. O grupo pertence ao REPAM , o organizador do Sínodo. Azcona suspeita que os espíritos invocados “possam pertencer aos espíritos de bruxaria que são incompatíveis com o Evangelho e, de acordo com São Paulo, no mesmo nível que o pecado da idolatria”. Azcona ainda pergunta se os espíritos invocados por rituais, orações e fumaças poderiam ser demônios… Durante uma homilia em 16 de outubro, Dom Azcona mais uma vez se levantou para denunciar os erros presentes no Sínodo da Amazônia e alertar aos católicos que rezem ainda mais! Assista: #SínododaAmazônia

  • Pachamamas: enquanto organizadores consideram ‘intolerância religiosa’, católicos comemo

    Na manhã de ontem (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. Assista: Intolerância religiosa A Rede Eclesial Pan-Amazônica ( REPAM ), organizadora do Sínodo da Amazônia, denunciou em 21 de outubro o naufrágio de estátuas de Pachamama no Tibre . Segundo a REPAM, esse foi um “ato de violência” e reflete “intolerância religiosa, racismo, atitudes opressivas”. Catholic Sat enfatizou no Twitter que o naufrágio só poderia ter sido “intolerância religiosa” se essas estátuas fossem realmente de natureza religiosa, um fato que o Vaticano negou veementemente . Declaração oficial Segue abaixo a tradução da declaração oficial feita por aqueles praticaram o que muitos chamaram de ‘ato heroico’. “Isso foi feito por apenas um motivo: Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sua Mãe Santíssima e todos que seguem a Cristo estão sendo atacados por membros de nossa própria Igreja. Nós não aceitamos isso! Nós não ficaremos mais em silêncio! Começaremos a agir AGORA! E pelo fato de que amamos a humanidade, não podemos aceitar que pessoas de uma determinada região não sejam batizadas e que, portanto, seja negada a elas a entrada no céu. É nosso dever seguir as palavras de Deus como nossa santa Mãe fez. Não há segundo caminho para a salvação. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! “ Essa é a tradução livre da descrição do vídeo presente no youtube do canal Michael Del Bufalo This was done for only one reason: Our Lord and Savior Jesus Christ, his blessed Mother, and everyone who follows Christ, are being attacked by members of our own Church. We do not accept this! We do not longer stay silent! We start to act NOW! Because we love humanity, we can not accept that people of a certain region should not get baptized and therefore are being denied entrance into heaven. It is our duty to follow the words of God like our holy Mother did. There is no second way of salvation. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! Pachamama não é Nossa Senhora Os eventos no Sínodo Pachamama e em Santa Maria, na Traspontina, são “um escândalo para toda a Igreja”, segundo o bispo aposentado de Marajó, José Luis Azcona, Amazônia, Brasil. Escrevendo para AciDigital.com (9 de outubro), Azcona perguntou que tipo de espírito o grupo Amazônia Common House (“Casa comúm”), o promotor Pachamama no Sínodo, invoca. O grupo pertence ao REPAM , o organizador do Sínodo. Azcona suspeita que os espíritos invocados “possam pertencer aos espíritos de bruxaria que são incompatíveis com o Evangelho e, de acordo com São Paulo, no mesmo nível que o pecado da idolatria”. Azcona ainda pergunta se os espíritos invocados por rituais, orações e fumaças poderiam ser demônios… Durante uma homilia em 16 de outubro, Dom Azcona mais uma vez se levantou para denunciar os erros presentes no Sínodo da Amazônia e alertar aos católicos que rezem ainda mais! Assista: #SínododaAmazônia

  • PERSEGUIÇÃO AOS ARAUTOS DO EVANGELHO - PADRE SE EMOCIONA AO COMENTAR

    Padre Lourenço Ferronatto dos Arautos do Evangelho se emociona ao falar da perseguição à Igreja no Brasil. Domingo: 20/10/2019 Missa: Oratório Nossa Senhora de Fátima – Nova Friburgo/RJ Fontes: TVArautos

  • HILDEGARDA E SUAS IRMÃS – Ruy Nunes

    Durante a Idade Média as mulheres frequentaram escolas e dedicaram-se ao estudo? Sabe-se que na idade antiga, as mulheres no Oriente existiam exclusivamente para o prazer e a alegria do homem, exceto entre os judeus que não as tomavam apenas como objetos. Na Grécia, segundo o historiador Xenofonte, em seu tratado de economia doméstica, a menina devia receber instrução a ser completada posteriormente pelo marido, a fim de se tornar uma boa dona de casa, educadora dos filhos e das servas. Quanto aos estudos superiores, as galas das letras e as sutilezas da filosofia ficavam reservadas, como se sabe, para as heteras que deviam somar seus encantos para o deleite e gáudio dos amigos. Todavia, no fim do primeiro século de nossa era, Musônio Rufo advogava a causa da instrução feminina, asseverando que as mulheres deviam receber a mesma educação que os homens, uma vez que são dotadas de capacidades idênticas às masculinas e por deverem capacidades idênticas às masculinas e por deverem ser virtuosas como eles. Donde a conveniência de se ministrar formação filosófica às mocas, sendo apenas de esperar que não venham a perder-se nas tricas das discussões lógicas, o que não é apreciável ou desejável até mesmo para os rapazes. Entre os romanos as mulheres recebiam instrução suficiente para se poderem desincumbir dos seus deveres de mães, e Quintiliano, logo no início de seu tratado sobre a Educação do Orador, afirma desejar que os pais sejam tão instruídos quanto possível, citando o exemplo de Cornelia, mãe dos Gracos, que contribuiu enormemente para a eloquência deles. Quintiliano lembra, ainda, uma das filhas de Lélio, casada com Múcio Cevola, que revelava em suas conversas a elegância que assinalava o pai, assim como Hortênsia, filha do orador Quinto Hortensio, que discursava com a mesma eloquência de seu progenitor. Mas depois que as migrações germânicas desfizeram a estrutura imperial romana e desorganizaram a rede escolar; após o ocaso do mundo antigo, quando a coruja de Minerva bateu asas e voou, continuaram as mulheres a receber formação literária? A respeito dessa questão, é preciso evitar e refutar duas respostas por serem igualmente erróneas. A primeira é aquela cómica asserção de que as mulheres não poderiam ter estudado durante o período medieval, uma vez que até em concílios se discutia .se elas possuíam alma, o que seria, pelo menos, reduzi-las ao nível dos escravos que, segundo Cícero, não passavam de instrumentos falantes. A segunda resposta pecaria pelo exagero oposto, ao imaginar-se que as mulheres da Idade Média tomavam de assalto as escolas paroquiais e monásticas, como hoje ocorre com as chusmas femininas que disputam vagas em todos os tipos de escolas. A história do concílio que teria discutido a questão da alma das mulheres, não passa de burla, que revela, no mínimo, jovial ignorância. Com relação ao fato que deu origem a esse rumor, só existem duas possíveis fontes de documentação. Uma, as atas do II Concílio de Macon, que nada registram a respeito de tal questão. A outra é o relato feito por Gregório de Tours sobre um problema linguístico que fora levantado num intervalo das sessões do concílio. Conforme Gregório, em sua História dos francos, um dos bispos afirmou a seus pares que o termo homo (homem) não podia ser aplicado às mulheres, tal como a fazemos, ao afirmar que a mulher também é um ser humano, incluindo-as na designação genérica de “homens”. Os colegas do bispo acudiram à sua angústia semântica, explicando-lhe que, de acordo com o Génesis, o livro sagrado do Antigo Testamento, quando Deus criou o homo, “criou um macho e uma fêmea e lhes deu o nome de Adão” (1). Com isso, diz Gregório, o bispo se acalmou. Quanto à segunda resposta, está claro que não existiu na Idade Média a marcha das mulheres em direção às escolas, como viria a ocorrer no século XX. Mas não resta dúvida de que o caminho da instrução permanecia aberto para elas. A tal respeito, podemos citar, antes de tudo, dois testemunhos separados por muitos séculos. Primeiramente, temos um passo da Vida de Santa Radegunda escrita pelo poeta Venâncio Fortunato no século VI. Logo de início, ao correr da pena, Venâncio diz da menina Radegunda, raptada por Clotário dos confins da Turíngia, que “entre os trabalhos convenientes ao seu sexo, recebeu educação literária” (2). No século XII, conforme confissão de Abelardo em sua Historia Calamitatum, a mocinha Heloísa, por quem o árdego dialeta se apaixonou, recebeu boa educação de seu tio, o cónego Fulberto, de modo que era a mulher mais notável pela excelência da sua formação literária (3). Entre esses testemunhos muitos outros podem citar-se de mulheres instruídas, especialmente a propósito das “irmãs de Hildegarda”, para nos valermos do título da obra editada por Karl Koch, e na qual se apresentam as mais antigas biografias de Radegunda, Batilda, Liutbirga, Wiborada, todas monjas, que não só receberam instrução nas letras, imprescindível para o seu próprio aperfeiçoamento monástico, mas, também, como muitas outras, se aprofundaram no estudo dos livros sagrados, compuseram poesias e, como Hildegarda, escreveram obras científicas; como Herrad de Landsberg, enciclopédias, e como Hhoswitha, peças teatrais. No regulamento para monjas de Waldeberto de Luxeuil, do século VII, há um capítulo consagrado à educação das jovens monjas. Entre outras coisas, aí se diz que “elas devem adquirir o hábito da leitura” (4). No século IX, ao que informa Eginhardo em sua biografia de Carlos Magno, este tratou de proporcionar às suas filhas o estudo das artes liberais, que nelas devia andar de par com as habilidades femininas usuais. As filhas do conde Eberhard tiveram sua parte na herança dos livros do pai. Dodana, duquesa de Septimania, recomendava a seus filhos que formassem bibliotecas. Venâncio Fortunato ficou siderado pelo brilho do espírito, além do esplendor das virtudes, de Radegunda e da jovem abadessa Agnes (5). Adélia, filha de Guilherme, o Conquistador, recebia dos bispos Hildeberto de Mans e Ivo de Chartres cartas e versos em latim. No século XI são numerosas as mulheres ilustres que se dedicam à leitura ou escrevem o latim com elegância (6). Entretanto, pode objetar-se: mas, então, só as mulheres nobres podiam estudar e possuíam prendas literárias? Sobre tal assunto pode dizer-se o mesmo que a respeito da instrução dos leigos em geral. Em princípio, a instrução estava aberta a quem quer que demonstrasse interesse e aptidão. Como diz Montalembert, na obra Les moines de d’Occident, cada comunidade de mulheres era ao mesmo tempo uma escola e uma oficina”, onde, tendo sempre em vista o serviço divino e a salvação da própria alma, as monjas, em determinados momentos, conforme a Regra, se aplicavam ao estudo ou ao bordado, de acordo com as suas aptidões (7). Houve quem falasse, a propósito dos monges, em tipos de monaquismo: o “Kulturmonchtum” (monaquismo cultural), e o “Kultmonchtum” (monaquismo de culto). O primeiro seria o de mosteiros como Saint-Gall, Fulda, Corvey e Reichenau, enquanto o segundo caracterizaria os de Cluny, Fleury e outros, que seriam avessos à cultura. Ora, aplicar-se-ia tal distinção aos mosteiros femininos? Antes de tudo, convém esclarecer que o erudito Dom Jean Leclercq pôs uma pá de cal sobre essa questão, mostrando que não há motivo para tal distinção, que os mosteiros sempre acolheram os estudos, mas que alguns, como o de Cluny, não eram favoráveis ao desenvolvimento das escolas monásticas internas abertas aos estudantes seculares, como ocorria em Fulda e Reichenau (8), uma vez que a quantidade de alunos e a azáfama dos escolares trazia perturbações para a vida regular e para o recolhimento contemplativo. Mas o mesmo ocorreu, também, com os mosteiros femininos. Em geral, suas escolas internas atendiam às famílias da vizinhança. Todavia, houve quem, como São Cesário de Aries, antecipasse, de séculos, a prevenção de Cluny contra o barulho da meninada. Assim, em sua Regula ad virgines, diz ele: “Não se recebam, de modo algum, filhas de nobres ou de plebeus, para ensinar e alimentar” (9). Excelente afirmação, apesar do azedume, a desse bom santo. Pois, de um golpe, São Cesário dá a entender que era costume receber filhas de nobres e de plebeus nos mosteiros femininos, onde se lhes dava aprimorada instrução. Por conseguinte, conforme o texto de uma regra monástica feminina, era costume que nobiles e ignobiles, levadas pelo desejo de estudar, fossem orientadas pelas monjas nos trabalhos da agulha ou na leitura dos Salmos e de Vergilio. O senso da hierarquia social entre as monjas estava no sangue e era muito mais agudo em terras alemãs. É o que se infere de uma carta de Santa Hildegarda de Bingen a uma abadessa que a consultava sobre a admissão de candidatas à vida monástica, «sobre a conveniência de receber moças de procedência obscura, pois, como diz a interlocutora de Santa Hildegarda, o próprio Senhor escolheu pescadores pobres como discípulos. A santa, depois de aludir às vestes cândidas das monjas, e afirmando no fim da carta que seu pensamento procede da “viva luz” e não de criatura humana, ensina que as nobres devem ser separadas das plebeias, as ignobiles, para que não venham a ser presa do ódio, devido aos hábitos contraídos anteriormente. Santa Hilde garda temia que as nobres acabassem por dar vazão ao orgulho, e as plebeias ao despeito e à raiva, e, por isso, reforça seu pensamento com afirmar que Deus divide os povos da terra como separa no céu os Anjos, os Arcanjos, os Tronos, as Dominações, os Querubins e os Serafins. Todos são amados por Deus, mas não têm nomes iguais (10). Bem diferente era o modo de pensar de Pedro, o Venerável, o virtuoso e sábio beneditino, contemporâneo de Santa Hildegarda. Diz ele que certos homens já não devem ser considerados como servos, mas como Irmãos (11). Aliás, outro mentor de monjas, um autor anónimo do século XII, no vale do Reno, ao contrário de Santa Hildegarda, insistia na igualdade dos membros do mosteiro em seu Speculum virginum: “Do ponto de vista de nossa ascendência, só temos um pai na terra, Adão, e um só no céu, o Cristo” (12). A partir do século XII, parece que os próprios estudos das monjas ganham em consistência, em função do renascimento cultural que se processa nesse tempo. Assim, quando Fulberto confiou sua sobrinha a Abelardo, desejava que o célebre professor de lógica a conduzisse pelos difíceis caminhos da dialética. Logo, porém, o mestre, com aquiescência da aluna, transformou completamente o tom de suas lições. A culta abadessa de Hohenburgo, Herrad de Landsberg, redigiu sua enciclopédia O jardim das delícias, para que as Cônegas da Ordem regular de Santo Agostinho pudessem dispor de bom instrumento para o estudo das artes liberais. No século XIII, por indicação de São Domingos, as monjas de São Sixto em Roma, conforme as Constituições, devem aplicar-se não só à oração, à leitura da Sagrada Escritura e à preparação do Ofício divino, como, também, ao canto, à aprendizagem das letras (eruditione litterarum) ou aos trabalhos manuais (13). Tal como os frades Pregadores, que inauguravam na mesma época um novo estilo de vida religiosa em que o estudo era tomado como dever de ofício, obrigação da Regra. Notas São Gregório de Tours, Historia francorum, Lib. VIII. cap. 20. PL. 71. cl. 462 C. Venâncio Fortunato. Vita S. Radegundis Reginae cap. 2, PL 88, cl. 462 C. Abelardo. Historia calamitatum. Paris, Vrim, 1959, p. 71, 1. 285. 4. Regula ad virgines, cap. 24. PL 88, cl. 1070. C. Raby, A history of secular latin poetry in the Middle Ages. 2ª ed. Oxford. The Clarendom Press, vol. I, pág. 135-136. Leon Maître. Les écoles épiscopales et monastique en Occident. Paris, Picard, 1924, cap. VI (“Instruction des femmes”, p. 173). Montalembert, Les moines de Occident depuis Saint Benoit jusqu’a Saint Bernard. Paris, Victor Lecoffre, tomo V, p. 311-312. Dom Jean Leclercq. Aux source de la spiritualitè occidentale. Paris. Cerf, 1964, p. 281. São Cesário de Arles. Regula ad virginis. PL 67, cl. 1108 D. Santa Hildegarda. Epistola CXVI, PL 67, cl. 338 A-B. Pedro, o Venerável. Epistola 28, PL 189, cl. 146 D. Leclercq-Vandenbroucke-Bouyer. La spiritualité du Moyen-Age. Paris, Aubier, 1961, p. 219. Santo Domingo de Guzmán. Su vida, su orden, sus escritos. Madrid, BAC, 1947, p. 924. (Em “Suplemento Literário” do jornal O Estado de São Paulo. 5/9/1970, ano 14, nº 686)

  • Liderança e submissão no casamento

    Muito é falado sobre a submissão da mulher no casamento, submissão esta muitas vezes mal compreendida e confundida com subserviência. A submissão nada mais é que reconhecer a diferença natural entre o homem e a mulher, e os colocando cada um em humildade e amor à serviço da família e de Deus. Na narrativa bíblia, o homem foi feito do barro, e a mulher do homem. Ela não foi feita da lama da terra, mas da carne. O que isso significa? Que sua origem pode ser considerada mais refinada e organizada que a do homem.. Na Bíblia ela é chamada ajudadora, e todos sabemos que para ajudar, o ajudador sempre está em melhores condições do que o ajudado. Não é a toa que nenhum artista jamais pintou a figura de Satanás com traços femininos, mesmo apesar de originalmente Satanás ter sido um anjo, e sempre as figuras angélicas serem retratada com traços mais femininos. Satanás sempre teve os traços brutos e rudes do homem. Vemos que a mulher veio para auxiliar o homem, pois o homem é um ser que necessita de auxílio, caso não precisa-se, Deus não teria providenciado. Como o próprio Deus disse, “não é bom que o homem esteja só.” A submissão feminina no casamento é um preceito bíblico, é para ser feita em amor, pois o homem foi instituído por Deus como líder e responsável de sua família. Isso de maneira nenhuma coloca a mulher como ser inferior, apenas em posições diferentes, com autoridades e funções diferenciadas para melhor servir um ao outro e glorificar a Deus no relacionamento. A mentalidade moderna que fez questão de distorcer o termo, já que eles odeiam tudo que remeta humildade, amor, família, e principalmente Deus. E acima de tudo, buscam sempre dessacralizar o casamento, colocando essa aliança como algo descartável. Por não compreenderem, distorcem o que não sabem. Mas se a submissão da mulher no matrimônio é um plano divino para a família, a liderança masculina também é. E você homem, tem sido um marido segundo a liderança de Deus? É cômodo demais cobrar apenas das mulheres submissão, mas o homem também tem um papel a cumprir e ser submisso. Já parou para pensar na responsabilidade que é amar a própria esposa assim como Cristo amou a sua Igreja, como Paulo diz em Efésios? Já lhe ocorreu pensar em todos os sofrimentos que Jesus passou em vida pela Igreja? É esse tipo de amor que Paulo cobra que os maridos tenham pela esposa. Um verdadeiro líder se sacrifica pelos seus liderados. No casamento não existe EU, existe apenas NÓS. Não há espaço para disputas egoístas, estão todos debaixo da autoridade de Deus. Assim como a mulher será cobrada segundo o papel que lhe foi dado no casamento, o homem ainda mais. Pois em todo líder há grandes expectativas, e o homem tem como espelho o maior exemplo de todos, Cristo. E lhe deve total submissão, pois se o homem foi investido de autoridade, ela veio de uma autoridade maior, que é Cristo, o cabeça de todo o relacionamento. É interessante a analogia entre Cristo e a Igreja, que é sempre chamada de noiva. No casamento, vemos parte desse mistério sendo completado na formação do núcleo familiar voltado para obediência a Deus. Cristo tem cuidado da sua noiva (Igreja), e é esse o modelo que todo marido deve ter no cuidado da esposa. A instituição do casamento tem sido difamada, não por estar falida como muitos dizem, mas pelo contrário. Ela exige amor, comprometimento, humildade e submissão de ambas as partes, e é contra isso que a visão moderna se revolta. O mundo moderno afunda em sua própria sujeira, e querem contaminar tudo que é sagrado com sua visão distorcida da realidade. A história do mundo começa com um casamento, Adão e Eva. E terminará com o de Cristo e sua Igreja. Isso mostra que o casamento representa muito mais do que se pensa, e é muito mais profundo do que a mente moderna imagina. Ramon Serrano #casamento #cristianismo

  • QUANDO O RIO AMAZONAS DESÁGUA NO TIBRE

    Estatuetas da Pachamama (ídolo indígena que representa a “mãe terra”), colocadas sacrilegamente na Igreja de Santa Maria em Transpontina, Roma, foram jogadas no rio Tibre por um valente Dom Quixote católico. Os carmelitas, cuidadores da igreja, fizeram queixa na polícia romana, que começará a investigação. Certamente, Nossa Senhora do Monte Carmelo intercederá pelo Cavaleiro Andante que, desta vez, não deu ouvidos ao Sancho: preferiu ouvir o Espírito Santo.

  • Declaração oficial dos católicos que jogaram os ídolos de Pachamama no rio Tibre

    Na manhã de hoje (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo.  Assista: Aqui está a declaração oficial: “Isso foi feito por apenas um motivo: Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sua Mãe Santíssima e todos que seguem a Cristo estão sendo atacados por membros de nossa própria Igreja. Nós não aceitamos isso! Nós não ficaremos mais em silêncio! Começaremos a agir AGORA! E pelo fato de que amamos a humanidade, não podemos aceitar que pessoas de uma determinada região não sejam batizadas e que, portanto, seja negada a elas a entrada no céu. É nosso dever seguir as palavras de Deus como nossa santa Mãe fez. Não há segundo caminho para a salvação. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! “ Essa é a tradução livre da descrição do vídeo presente no youtube do canal Michael Del Bufalo This was done for only one reason: Our Lord and Savior Jesus Christ, his blessed Mother, and everyone who follows Christ, are being attacked by members of our own Church. We do not accept this! We do not longer stay silent! We start to act NOW! Because we love humanity, we can not accept that people of a certain region should not get baptized and therefore are being denied entrance into heaven. It is our duty to follow the words of God like our holy Mother did. There is no second way of salvation. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! #SínododaAmazônia

  • Declaração oficial dos católicos que jogaram os ídolos de Pachamama no rio Tibre

    Na manhã de hoje (21), um vídeo foi publicado on-line mostrando um católico indignado com os atuais acontecimentos no Vaticano, em função do Sínodo da Amazônia, pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. No vídeo do YouTube é possível acompanhar os passos da pessoa que removeu as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo.  Assista: Aqui está a declaração oficial: “Isso foi feito por apenas um motivo: Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sua Mãe Santíssima e todos que seguem a Cristo estão sendo atacados por membros de nossa própria Igreja. Nós não aceitamos isso! Nós não ficaremos mais em silêncio! Começaremos a agir AGORA! E pelo fato de que amamos a humanidade, não podemos aceitar que pessoas de uma determinada região não sejam batizadas e que, portanto, seja negada a elas a entrada no céu. É nosso dever seguir as palavras de Deus como nossa santa Mãe fez. Não há segundo caminho para a salvação. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! “ Essa é a tradução livre da descrição do vídeo presente no youtube do canal Michael Del Bufalo This was done for only one reason: Our Lord and Savior Jesus Christ, his blessed Mother, and everyone who follows Christ, are being attacked by members of our own Church. We do not accept this! We do not longer stay silent! We start to act NOW! Because we love humanity, we can not accept that people of a certain region should not get baptized and therefore are being denied entrance into heaven. It is our duty to follow the words of God like our holy Mother did. There is no second way of salvation. Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat! #SínododaAmazônia

  • As verdadeiras intenções do Pacto das Catacumbas

    Em um evento orquestrado com antecedência, com reuniões que aconteceram antes mesmo do início do Sínodo Pan-Amazônico, bispos sinodais, incluindo Dom Claudio Hummes (relator do Sínodo), traçaram seus próprios objetivos para a Igreja, ou seja, fizeram seu próprio sínodo e pretendem fazer da Igreja aquilo que eles próprios definiram neste documento que institui a nova “Teologia da Eco-Libertação”. Assista a análise do Bernardo Küster representando Os Leigos: Fonte:  OsLeigos.com  | Acesse e inscreva-se para receber os boletins sobre o Sínodo da Amazônia #SínododaAmazônia

  • As verdadeiras intenções do Pacto das Catacumbas

    Em um evento orquestrado com antecedência, com reuniões que aconteceram antes mesmo do início do Sínodo Pan-Amazônico, bispos sinodais, incluindo Dom Claudio Hummes (relator do Sínodo), traçaram seus próprios objetivos para a Igreja, ou seja, fizeram seu próprio sínodo e pretendem fazer da Igreja aquilo que eles próprios definiram neste documento que institui a nova “Teologia da Eco-Libertação”. Assista a análise do Bernardo Küster representando Os Leigos: Fonte:  OsLeigos.com  | Acesse e inscreva-se para receber os boletins sobre o Sínodo da Amazônia #SínododaAmazônia

  • Dom Azcona: Estamos diante de um futuro tenebroso. Pachamama não é Nossa Senhora!

    Dom Azcona mais uma vez se levanta para denunciar os erros presentes no Sínodo da Amazônia e alertar aos católicos que rezem ainda mais! Assista à homilia de Dom Frei José Luiz Azcona Hermoso, OAR, bispo emérito da Prelazia do Marajó, PA, na Santa Missa de 16 de outubro de 2019, na Basílica de Nazaré, em Belém, PA. Assista: #SínododaAmazônia

  • Dom Azcona: Estamos diante de um futuro tenebroso. Pachamama não é Nossa Senhora!

    Dom Azcona mais uma vez se levanta para denunciar os erros presentes no Sínodo da Amazônia e alertar aos católicos que rezem ainda mais! Assista à homilia de Dom Frei José Luiz Azcona Hermoso, OAR, bispo emérito da Prelazia do Marajó, PA, na Santa Missa de 16 de outubro de 2019, na Basílica de Nazaré, em Belém, PA. Assista: #SínododaAmazônia

  • Cardeal Brandmuller acredita que podemos estar nos tempos escatológicos profetizados no Novo Testame

    Em uma nova declaração sobre o Sínodo para a Amazônia, realizada em Roma, o cardeal Walter Brandmüller alertou contra a substituição da fé católica por “uma religião panteísta natural do homem”. (LSN / InfoCatólica) Com relação ao documento de trabalho do Sínodo da Amazônia (Instrumentum Laboris), o cardeal alemão deixa claro que ele está basicamente eclipsando todos os documentos mestre da Igreja a partir do Concílio Vaticano II , e baseia-se quase exclusivamente em citações da  V Conferência Geral do Conselho Episcopal da América Latina e do Caribe (CELAM), realizada em  Aparecida  (Brasil), em 2007. O cardeal denuncia uma «ruptura espetacular com a tradição dogmaticamente vinculativa». Depois de explicar a natureza da fé católica como uma religião baseada na revelação de Deus ao homem, Brandmüller ressalta que “surge a pergunta assustadora sobre se os protagonistas desse sínodo não estão mais preocupados com a tentativa de substituir secretamente a religião como a resposta do homem ao chamado de seu Criador, por uma religião panteísta natural do homem, isto é, por uma nova variante do modernismo do início do século XX. E o prelado alemão apela às advertências da Sagrada Escritura sobre o fim dos tempos, dizendo: “É difícil não pensar nos textos escatológicos do Novo Testamento! » O cardeal, um especialista reconhecido na história da Igreja e um dos quatro que levantou questões sobre o capítulo VIII de Amoris Laetitia ao Papa, enfatiza que é Jesus Cristo quem “traz a Revelação final”, que pode ser encontrada nas Sagradas Escrituras. e na Tradição Sagrada transmitida pela “comunidade de discípulos escolhidos por Jesus Cristo, da qual a Igreja cresceu”. “Tudo isso aconteceu de uma vez por todas e é universalmente válido em relação ao espaço e ao tempo”. Nesse sentido, a idéia de uma “Igreja Amazônica” não é católica. O cardeal alemão diz: “Mas isso implica, com relação ao nosso problema particular do ‘Sínodo da Amazônia’, que os fatos descritos acima excluem um conceito de religião que possui algum tipo de limites geográficos ou temporais. Mas uma igreja amazônica é teologicamente impensável. É a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica (e, portanto, romana) a quem a transmissão do Evangelho e a transmissão da graça de Cristo foram confiadas a todos os povos de todos os tempos e a quem é confiada a luz e força do Espírito de Deus. prometido para o cumprimento desta missão ». Brandmüller também observa: “O fato de esse plano ser, por assim dizer, posto em ação de forma“ secreta ”, ou seja, de maneira oculta e secreta, é ainda mais perturbador. Contudo, o método aqui praticado segue o modelo de ‘Amoris Laetitia’ , onde a tentativa de cancelar a doutrina da Igreja é encontrada na nota de rodapé 351 já discutida ». O prelado alemão finaliza sua declaração com um chamado aos Padres sinodais e ao próprio Papa Francisco: « Agora cabe aos bispos reunidos do Sínodo da Amazônia e, finalmente, ao papa Francisco , que tal ruptura com a tradição constitutiva da Igreja possa acontecer. . apesar das consequências inevitáveis ​​e dramáticas ».

  • Cardeal Brandmuller acredita que podemos estar nos tempos escatológicos profetizados no Novo Testame

    Em uma nova declaração sobre o Sínodo para a Amazônia, realizada em Roma, o cardeal Walter Brandmüller alertou contra a substituição da fé católica por “uma religião panteísta natural do homem”. (LSN / InfoCatólica) Com relação ao documento de trabalho do Sínodo da Amazônia (Instrumentum Laboris), o cardeal alemão deixa claro que ele está basicamente eclipsando todos os documentos mestre da Igreja a partir do Concílio Vaticano II , e baseia-se quase exclusivamente em citações da  V Conferência Geral do Conselho Episcopal da América Latina e do Caribe (CELAM), realizada em  Aparecida  (Brasil), em 2007. O cardeal denuncia uma «ruptura espetacular com a tradição dogmaticamente vinculativa». Depois de explicar a natureza da fé católica como uma religião baseada na revelação de Deus ao homem, Brandmüller ressalta que “surge a pergunta assustadora sobre se os protagonistas desse sínodo não estão mais preocupados com a tentativa de substituir secretamente a religião como a resposta do homem ao chamado de seu Criador, por uma religião panteísta natural do homem, isto é, por uma nova variante do modernismo do início do século XX. E o prelado alemão apela às advertências da Sagrada Escritura sobre o fim dos tempos, dizendo: “É difícil não pensar nos textos escatológicos do Novo Testamento! » O cardeal, um especialista reconhecido na história da Igreja e um dos quatro que levantou questões sobre o capítulo VIII de Amoris Laetitia ao Papa, enfatiza que é Jesus Cristo quem “traz a Revelação final”, que pode ser encontrada nas Sagradas Escrituras. e na Tradição Sagrada transmitida pela “comunidade de discípulos escolhidos por Jesus Cristo, da qual a Igreja cresceu”. “Tudo isso aconteceu de uma vez por todas e é universalmente válido em relação ao espaço e ao tempo”. Nesse sentido, a idéia de uma “Igreja Amazônica” não é católica. O cardeal alemão diz: “Mas isso implica, com relação ao nosso problema particular do ‘Sínodo da Amazônia’, que os fatos descritos acima excluem um conceito de religião que possui algum tipo de limites geográficos ou temporais. Mas uma igreja amazônica é teologicamente impensável. É a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica (e, portanto, romana) a quem a transmissão do Evangelho e a transmissão da graça de Cristo foram confiadas a todos os povos de todos os tempos e a quem é confiada a luz e força do Espírito de Deus. prometido para o cumprimento desta missão ». Brandmüller também observa: “O fato de esse plano ser, por assim dizer, posto em ação de forma“ secreta ”, ou seja, de maneira oculta e secreta, é ainda mais perturbador. Contudo, o método aqui praticado segue o modelo de ‘Amoris Laetitia’ , onde a tentativa de cancelar a doutrina da Igreja é encontrada na nota de rodapé 351 já discutida ». O prelado alemão finaliza sua declaração com um chamado aos Padres sinodais e ao próprio Papa Francisco: « Agora cabe aos bispos reunidos do Sínodo da Amazônia e, finalmente, ao papa Francisco , que tal ruptura com a tradição constitutiva da Igreja possa acontecer. . apesar das consequências inevitáveis ​​e dramáticas ».

  • Urgente: Católico indignado joga Ídolos Pachamama do Sínodo da Amazônia no Rio Tibre

    Um vídeo foi publicado on-line mostrando um homem pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. O vídeo do YouTube mostra um homem não identificado removendo as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. A descrição indica que os eventos ocorreram na manhã de segunda-feira, 21 de outubro. A figura gerou grande controvérsia desde que apareceu pela primeira vez em uma cerimônia de plantio de árvores no início do sínodo. Uma mulher apresentou ao papa como “Nossa Senhora da Amazônia”, mas a agência de fotografia Getty descreveu como uma estátua de “Pachamama”, uma deusa andina. Fr Giacomo Costa, um porta-voz sínodo, disse uma conferência de imprensa: “Não é a Virgem Maria, que disse que é a Virgem Maria … É uma mulher indígena que representa a vida?”. Mas participante Sínodo Pe Roberto Carrasco Rojas OMI tem insistido que a figura é uma figura mariana. “Esta figura é a Virgem Maria da Amazônia, Nossa Senhora da Amazônia”, disse ele à Rome Reports. “É uma devoção que começou nas comunidades indígenas. Eles esculpiram em madeira a imagem de uma mãe abençoada que está grávida.” No entanto, outros argumentam que a figura pode significar muitas coisas diferentes para pessoas diferentes. O bispo David Martínez De Aguirre Guiné disse a repórteres em uma coletiva de imprensa em 7 de outubro: “Provavelmente, aqueles que usaram esse símbolo desejavam se referir à fertilidade, às mulheres, à vida, a vida presente entre esse povo da Amazônia e a Amazônia deve ser plena. da vida. Eu não acho que precisamos criar conexões com a Virgem Maria ou com um elemento pagão. ” Paolo Ruffini, chefe de comunicações do Vaticano, disse que era “uma estátua que representa a vida”. #SínododaAmazônia

  • Urgente: Católico indignado joga Ídolos Pachamama do Sínodo da Amazônia no Rio Tibre

    Um vídeo foi publicado on-line mostrando um homem pegando as estátuas “Pachamama” da igreja de Santa Maria na Transpontina em Roma e jogando-as no rio Tibre. O vídeo do YouTube mostra um homem não identificado removendo as estátuas da igreja antes de colocá-las na beira da Ponte Sant’Angelo e empurrá-las para o rio abaixo. A descrição indica que os eventos ocorreram na manhã de segunda-feira, 21 de outubro. A figura gerou grande controvérsia desde que apareceu pela primeira vez em uma cerimônia de plantio de árvores no início do sínodo. Uma mulher apresentou ao papa como “Nossa Senhora da Amazônia”, mas a agência de fotografia Getty descreveu como uma estátua de “Pachamama”, uma deusa andina. Fr Giacomo Costa, um porta-voz sínodo, disse uma conferência de imprensa: “Não é a Virgem Maria, que disse que é a Virgem Maria … É uma mulher indígena que representa a vida?”. Mas participante Sínodo Pe Roberto Carrasco Rojas OMI tem insistido que a figura é uma figura mariana. “Esta figura é a Virgem Maria da Amazônia, Nossa Senhora da Amazônia”, disse ele à Rome Reports. “É uma devoção que começou nas comunidades indígenas. Eles esculpiram em madeira a imagem de uma mãe abençoada que está grávida.” No entanto, outros argumentam que a figura pode significar muitas coisas diferentes para pessoas diferentes. O bispo David Martínez De Aguirre Guiné disse a repórteres em uma coletiva de imprensa em 7 de outubro: “Provavelmente, aqueles que usaram esse símbolo desejavam se referir à fertilidade, às mulheres, à vida, a vida presente entre esse povo da Amazônia e a Amazônia deve ser plena. da vida. Eu não acho que precisamos criar conexões com a Virgem Maria ou com um elemento pagão. ” Paolo Ruffini, chefe de comunicações do Vaticano, disse que era “uma estátua que representa a vida”. #SínododaAmazônia

  • OS NÚMEROS DE UMA IGREJA CATÓLICA REDUZIDA PELA METADE – Sandro Magister

    No censo oficial que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, realiza a cada década [no Brasil], em 1970 os católicos eram 91,8 da população, enquanto no censo de 2010 eram apenas 64,6 e no censo do próximo ano prevê-se que sejam menos da metade. Dado que 46% dos brasileiros passaram — como na Amazônia — para denominações não-católicas e que outros 10 a 12% são compostos por animistas, agnósticos etc., à Igreja Católica permaneceriam fiéis pouco mais de 40 por cento da população. No futuro próximo, uma inversão dessa direção não está previsível. A menos que o sínodo da Amazônia saiba como identificar as razões desse desastre e seguir “novos caminhos” de evangelização, ou seja, aqueles verdadeiros. http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2019/10/18/amazzonia-%e2%80%9cdisevangelizzata%e2%80%9d-i-numeri-di-una-chiesa-cattolica-ridotta-a-meta/

  • Cardeal Burke na Itália: devemos pregar a Cristo, em vez de olhar para as religiões pagãs

    ( LifeSiteNews ) – O cardeal Raymond Burke exortou os católicos a pregar a Cristo, em vez de olhar para as religiões pagãs. Ele fez suas declarações em uma celebração realizada este mês pela agência de mídia italiana La Nuova Bussola Quotodiana . ‘Ir para os confins da terra’ foi o tema missionário de La Nuova Bussola, a celebração anual de 6 de outubro. Mais do que alguns acharam que haviam se aventurado perto do momento em que chegaram a Shalom-Rainha da Paz, Palazzolo sull’Oglio, onde o dia foi realizado. Perdido nos campos de milho entre Brescia e Bergamo, até o Google Maps lutou para navegar até o centro de reabilitação de 200 homens para jovens viciados em drogas. Logo ficou claro para os 1.000 participantes, porém, que tendo saído da trilha batida, eles entraram em um milagre vivo. Aqui Cristo Redentor cura e restaura até as vidas mais feridas e quebradas com Seu amor divino. A comunidade, fundada e liderada pela carismática irmã Rosalina, é atualmente o centro de reabilitação mais bem-sucedido da Itália. “Coração fala com coração”, como diria Saint John Henry Newman, é a experiência inesquecível de um encontro com a comunidade Shalom. Aqui a comunidade de Bussola se reuniu nos quatro cantos da Itália para ser confirmada na fé e na comunhão de Cristo. Um tema missionário para o dia para comunicar a missão de La Nuova Bussola Quotidiana : anunciar Cristo, Filho de Deus, é o significado da existência, através da mídia online. À luz dessa missão, o diretor Riccardo Cascioli anunciou que em breve o La Nuova Bussola Quotidiana estará disponível em páginas da Web separadas em inglês e espanhol para o crescente número de leitores no exterior. O cardeal Burke veio especialmente de Roma para celebrar a Santa Missa para a comunidade de Bussola e dar à lectio magistralis o significado da missão cristã no mundo de hoje. A missão é nosso dever batismal, disse ele, pedindo a todos os presentes “para orar com todo o coração e testemunhar a verdade e a fé católica no mundo inteiro”. É quem e o que trazemos para os confins da terra que foi o foco das sessões da tarde. O escritor e jornalista católico Vittorio Messori falou sobre sua obra mais aclamada recentemente republicada, Jesus Hypotheses – um livro com um método que afirma que é razoável acreditar que Cristo é o filho de Deus. O desafio de anunciar Cristo aqui e hoje foi o foco do resto do dia, com sessões nas duas colunas proféticas de salvação de São João Bosco: a Eucaristia e Maria, Mãe de Deus. A irmã Gloria Riva, fundadora de um mosteiro de adoração perpétua, falou de sua vocação e de Cristo e a Eucaristia sendo o núcleo da existência. O doutor Franco Serafini, cardiologista e autor, falou sobre os testes científicos que realizou em hostias consagrados dos quatro milagres eucarísticos mais recentes, que demonstram a mesma verdade histórica: o presente que recebemos na Comunhão é o coração de um homem sujeito a severos problemas físicos. e estresse psicológico. Diego Manetti, autor e mariologista, explicou que Maria Santíssima parece cumprir o papel que lhe foi confiado da cruz: uma mãe que leva seus filhos ao seu Filho para que tenham paz e alegria nesta vida e vida eterna na próxima. A irmã Rosalina Ravasio, fundadora da comunidade Shalom, encerrou a reunião descrevendo a presença diária da Mãe Maria na comunidade que ela lidera, onde vidas destruídas redescobrem sua dignidade e lugar no mundo, no corpo de Cristo. Riccardo Cascioli entrevistou o cardeal Burke durante a conferência. O cardeal Burke explicou que evangelizar não é proselitismo. Em vez disso, a evangelização é o testemunho de nossa fé para outras pessoas que permanecem livres para aceitá-la ou rejeitá-la, mas nunca é certo não testemunhar nossa fé. Assista à entrevista de Cascioli com o cardeal Burke:

  • Cardeal Burke na Itália: devemos pregar a Cristo, em vez de olhar para as religiões pagãs

    ( LifeSiteNews ) – O cardeal Raymond Burke exortou os católicos a pregar a Cristo, em vez de olhar para as religiões pagãs. Ele fez suas declarações em uma celebração realizada este mês pela agência de mídia italiana La Nuova Bussola Quotodiana . ‘Ir para os confins da terra’ foi o tema missionário de La Nuova Bussola, a celebração anual de 6 de outubro. Mais do que alguns acharam que haviam se aventurado perto do momento em que chegaram a Shalom-Rainha da Paz, Palazzolo sull’Oglio, onde o dia foi realizado. Perdido nos campos de milho entre Brescia e Bergamo, até o Google Maps lutou para navegar até o centro de reabilitação de 200 homens para jovens viciados em drogas. Logo ficou claro para os 1.000 participantes, porém, que tendo saído da trilha batida, eles entraram em um milagre vivo. Aqui Cristo Redentor cura e restaura até as vidas mais feridas e quebradas com Seu amor divino. A comunidade, fundada e liderada pela carismática irmã Rosalina, é atualmente o centro de reabilitação mais bem-sucedido da Itália. “Coração fala com coração”, como diria Saint John Henry Newman, é a experiência inesquecível de um encontro com a comunidade Shalom. Aqui a comunidade de Bussola se reuniu nos quatro cantos da Itália para ser confirmada na fé e na comunhão de Cristo. Um tema missionário para o dia para comunicar a missão de La Nuova Bussola Quotidiana : anunciar Cristo, Filho de Deus, é o significado da existência, através da mídia online. À luz dessa missão, o diretor Riccardo Cascioli anunciou que em breve o La Nuova Bussola Quotidiana estará disponível em páginas da Web separadas em inglês e espanhol para o crescente número de leitores no exterior. O cardeal Burke veio especialmente de Roma para celebrar a Santa Missa para a comunidade de Bussola e dar à lectio magistralis o significado da missão cristã no mundo de hoje. A missão é nosso dever batismal, disse ele, pedindo a todos os presentes “para orar com todo o coração e testemunhar a verdade e a fé católica no mundo inteiro”. É quem e o que trazemos para os confins da terra que foi o foco das sessões da tarde. O escritor e jornalista católico Vittorio Messori falou sobre sua obra mais aclamada recentemente republicada, Jesus Hypotheses – um livro com um método que afirma que é razoável acreditar que Cristo é o filho de Deus. O desafio de anunciar Cristo aqui e hoje foi o foco do resto do dia, com sessões nas duas colunas proféticas de salvação de São João Bosco: a Eucaristia e Maria, Mãe de Deus. A irmã Gloria Riva, fundadora de um mosteiro de adoração perpétua, falou de sua vocação e de Cristo e a Eucaristia sendo o núcleo da existência. O doutor Franco Serafini, cardiologista e autor, falou sobre os testes científicos que realizou em hostias consagrados dos quatro milagres eucarísticos mais recentes, que demonstram a mesma verdade histórica: o presente que recebemos na Comunhão é o coração de um homem sujeito a severos problemas físicos. e estresse psicológico. Diego Manetti, autor e mariologista, explicou que Maria Santíssima parece cumprir o papel que lhe foi confiado da cruz: uma mãe que leva seus filhos ao seu Filho para que tenham paz e alegria nesta vida e vida eterna na próxima. A irmã Rosalina Ravasio, fundadora da comunidade Shalom, encerrou a reunião descrevendo a presença diária da Mãe Maria na comunidade que ela lidera, onde vidas destruídas redescobrem sua dignidade e lugar no mundo, no corpo de Cristo. Riccardo Cascioli entrevistou o cardeal Burke durante a conferência. O cardeal Burke explicou que evangelizar não é proselitismo. Em vez disso, a evangelização é o testemunho de nossa fé para outras pessoas que permanecem livres para aceitá-la ou rejeitá-la, mas nunca é certo não testemunhar nossa fé. Assista à entrevista de Cascioli com o cardeal Burke:

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