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- Deputados comunistas vão ao Sínodo da Amazônia e zombam: “Viemos para incomodar”
Convidados pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), presidida por D. Cláudio Hummes, deputados da oposição participam de evento na igreja caramelita na via Traspontina. Em Roma, a REPAM negou que tivesse convidado os deputados. Não querem envolver em mais escândalos a mal fadada rede eclesial de D. Cláudio. O testemunho do petista é outro. O deputado Hélder Salomão (PT-ES) publicou em seu facebook (ver print) que foram a Roma “a convite da Rede Eclesial Pan-Amazônica para participarmos do Sínodo e apresentarmos, hoje à noite, o relatório sobre direitos humanos Amazônia Legal.” Quem recebeu este documento? D. Cláudio? Foi D. Walmor? Nada está claro. Onde ocorreu a entrega? Ninguém informa. Eles participaram à tarde de um dos eventos da Casa Comum em uma celebração em memória dos “mártires” da Amazônia. Estiveram presentes os seguintes parlamentares: Jandira Feghali (PCdoB-RJ) Camilo Capiberibe (PSB-AP) Airton Faleiro (PT-PA) Nilto Tatto (PT-SP) Bira do Pindaré (PSB-MA) Assista ao vídeo gravado durante o evento: Veja Mais algumas fotos: Via Bernardo Küster
- Deputados comunistas vão ao Sínodo da Amazônia e zombam: “Viemos para incomodar”
Convidados pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), presidida por D. Cláudio Hummes, deputados da oposição participam de evento na igreja caramelita na via Traspontina. Em Roma, a REPAM negou que tivesse convidado os deputados. Não querem envolver em mais escândalos a mal fadada rede eclesial de D. Cláudio. O testemunho do petista é outro. O deputado Hélder Salomão (PT-ES) publicou em seu facebook (ver print) que foram a Roma “a convite da Rede Eclesial Pan-Amazônica para participarmos do Sínodo e apresentarmos, hoje à noite, o relatório sobre direitos humanos Amazônia Legal.” Quem recebeu este documento? D. Cláudio? Foi D. Walmor? Nada está claro. Onde ocorreu a entrega? Ninguém informa. Eles participaram à tarde de um dos eventos da Casa Comum em uma celebração em memória dos “mártires” da Amazônia. Estiveram presentes os seguintes parlamentares: Jandira Feghali (PCdoB-RJ) Camilo Capiberibe (PSB-AP) Airton Faleiro (PT-PA) Nilto Tatto (PT-SP) Bira do Pindaré (PSB-MA) Assista ao vídeo gravado durante o evento: Veja Mais algumas fotos: Via Bernardo Küster
- Cantora protestante ataca Irmã Dulce dos Pobres no dia de sua canonização e revolta católicos
A forrozeira Márcia Fellipe que professa fé protestante revoltou a comunidade católica após criticar a canonização da Irmã Dulce. Em uma postagem que fala sobre o processo de canonização da freira neste domingo, a cantora deixou o seguinte comentário: “Ajudar o próximo, sim! Mas não faz nenhum ser humano ser ‘santo’. Santo só o senhor Jesus Cristo. Não se deixem enganar (leiam a Bíblia). ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’. João 8:32”, encerrou ela citando um versículo bíblico. Os internautas não perdoaram a fala da artista e pediram respeito ao catolicismo: “Ridícula, que falta de respeito. Quem é você para dizer o que é certo e o que é errado? Lê a bíblia inteira e não sabe o significado de cada palavra. Sua leitura foi em vão. Leia novamente e compreenda as suas palavras, você não é digna de dizer nada. Respeite a religião dos outros. Não nos metemos na sua”, escreveu um seguidor da página. “Cadê o respeito pela religião dos outros?”; “Você só tem e diz que lê a Bíblia por conta dos católicos. Então, linda, não só leia e decore. Estude cada palavra”; “Vive mostrando o corpo em todo lugar, essas músicas ridículas e vulgar e vem aqui comentar uma coisa dessas”; “Respeite a fé das pessoas” e “Cante menos e estude mais a Bíblia meu amor”, foram alguns entre a centena de comentários detonando Márcia Fellipe.
- Cantora protestante ataca Irmã Dulce dos Pobres no dia de sua canonização e revolta católicos
A forrozeira Márcia Fellipe que professa fé protestante revoltou a comunidade católica após criticar a canonização da Irmã Dulce. Em uma postagem que fala sobre o processo de canonização da freira neste domingo, a cantora deixou o seguinte comentário: “Ajudar o próximo, sim! Mas não faz nenhum ser humano ser ‘santo’. Santo só o senhor Jesus Cristo. Não se deixem enganar (leiam a Bíblia). ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’. João 8:32”, encerrou ela citando um versículo bíblico. Os internautas não perdoaram a fala da artista e pediram respeito ao catolicismo: “Ridícula, que falta de respeito. Quem é você para dizer o que é certo e o que é errado? Lê a bíblia inteira e não sabe o significado de cada palavra. Sua leitura foi em vão. Leia novamente e compreenda as suas palavras, você não é digna de dizer nada. Respeite a religião dos outros. Não nos metemos na sua”, escreveu um seguidor da página. “Cadê o respeito pela religião dos outros?”; “Você só tem e diz que lê a Bíblia por conta dos católicos. Então, linda, não só leia e decore. Estude cada palavra”; “Vive mostrando o corpo em todo lugar, essas músicas ridículas e vulgar e vem aqui comentar uma coisa dessas”; “Respeite a fé das pessoas” e “Cante menos e estude mais a Bíblia meu amor”, foram alguns entre a centena de comentários detonando Márcia Fellipe.
- Baiano que recuperou a visão após orar para Irmã Dulce tem nervo ótico danificado; medicina não expl
José Maurício Moreira, de 50 anos, passou 14 anos cego por causa de um glaucoma. Ele vai acompanhar a canonização da religiosa, que acontece no dia 13 de outubro, no Vaticano. O maestro soteropolitano José Maurício Moreira tem 50 anos de idade, dos quais passou 14 sem enxergar. Durante uma crise de conjuntivite, rogou para que Irmã Dulce ajudasse a aliviar as dores e ela fez ainda mais: fez com que ele voltasse a enxergar. A partir daí, o Vaticano concluiu o processo de canonização do ‘Anjo Bom da Bahia’, que vai ser oficialmente santa no dia 13 de outubro de 2019. O caso é emblemático e foi decisivo para a conclusão do processo de Irmã Dulce, segundo o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. A canonização da baiana é a terceira mais rápida da história da Igreja Católica – fica atrás somente do Papa João Paulo II (9 anos) e da Madre Teresa de Calcutá (19 anos). “As virtudes já estavam claramente comprovadas e o grau do miraculado foi determinante. Há milagres que levam muito tempo para serem atestados, mas o dele era concreto e sem explicação científica, por isso foi menos demorado”, afirma dom Murilo. Medicina não explica O oftalmologista Rodrigo Oliveira explica que o glaucoma danifica o nervo que liga o olho ao cérebro. “O nervo ótico é como um cabo de eletricidade que leva as informações para o cérebro processar. O aumento da pressão ocular lesiona o nervo progressivamente até impedir a visão”, explica. De acordo com ele, é cientificamente impossível que uma pessoa sem o nervo ótico saudável possa enxergar. O glaucoma é possível de ser tratado com colírios e até mesmo com cirurgia, para reduzir a pressão ocular, mas uma vez que a pessoa perde a visão, não consegue mais recuperar. “O caso de José Maurício virou tema de discussões entre os oftalmologistas, porque a medicina não explica essa cura. Na minha experiência profissional, jamais vi algo parecido”. O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Somente no Brasil, mais de um milhão de pessoas são acometidas pela doença, que muitas vezes é assintomática. Isso dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento, como aconteceu com José Maurício. Ele descobriu que tinha um glaucoma hereditário aos 23 anos. Fez tratamentos e cirurgia durante uma década, mas não foi suficiente para evitar o problema, que já era considerado grave. “Primeiro perdi a visão do olho esquerdo, depois do direito”, lembra ele. Com o tempo, aprendeu o braile e a usar bengala. Mesmo acometido por uma profunda depressão, não desistiu de seguir adiante. “Foi um momento de muito desespero, de tristeza, mas eu tinha que continuar minha vida, tinha que continuar trabalhando”, afirma o maestro, que na época trabalhava com informática e, depois da cegueira, estudou música e começou a formar corais. José Maurício aprendeu com a mãe a admirar a freira. “Minha mãe orava por ela em vida e tinha certeza que um dia seria santa por causa das obras dela. Pena ela hoje não estar aqui para ver que foi através do relato do filho dela que Irmã Dulce virou santa. E ainda mais: fez o filho dela voltar a enxergar. Seria de uma alegria tamanha se ela tivesse aqui hoje”. José Maurício conta que quando a mãe morreu herdou uma imagem de Irmã Dulce que pertencia a ela. A imagem ficava em uma bancada ao lado da cama de José Maurício. Foi com essa peça e muita fé que, em 2014, ele fez a oração que o curou da cegueira e que tornou a baiana uma santa. Fé e devoção O miraculado relata que sofreu uma grave conjuntivite viral e um derrame ocular, que causavam muita dor. “Meu olho ficou tão inchado que nem abria mais. Virou uma bola de sangue”. Em uma madrugada de dor e insônia, apelou para Irmã Dulce. “Peguei a imagem, botei nos olhos e, em silêncio, pedi a ela que intercedesse junto a Deus. Pedi uma noite de sono, porque eu não conseguia dormir, e que aliviasse minha dor, curasse a minha conjuntivite”. José Maurício destaca que não pediu para voltar a enxergar, pois não tinha essa esperança. “Os médicos já tinham me dito que visão perdida por nervo ótico não volta. Não existe transplante de nervo, nada ainda que a medicina possa fazer. Não há explicação. Foi um verdadeiro milagre”, conta. Logo após a oração, sentiu sono e adormeceu. Ao acordar, colocou compressa de gelo nos olhos. “O gelo derretia e de vez em quando eu pegava papel toalha para enxugar. Do nada, em uma dessas vezes, eu vi minha mão se aproximando do olho, saindo daquela nuvem de fumaça. Em questão de semanas a nuvem foi se dissipando totalmente. Eu comecei a perder a visão assim: a nuvem começou fraca e foi fortalecendo, tomando o olho todo e voltei a enxergar em um processo inverso. Foi milagre, mesmo”, ressalta. José Maurício admite que teve medo de voltar a ficar cego e não lembrou da oração que tinha feito para Irmã Dulce. “Inicialmente eu demorei a entender o que estava acontecendo, até porque nenhum médico conseguia explicar. Só depois percebi que aquilo era algo divino”, lembra. Irmã Dulce é uma das religiosas baianas mais populares do Brasil e se tornará santa. — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce Alguns meses depois, a esposa de José Maurício viu que no site das Obras Sociais Irmã Dulce há um espaço para relatos, inclusive de possíveis milagres. O casal enviou a mensagem e dias depois foi procurado por Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha de Irmã Dulce e superintendente da OSID. “Ela me pediu autorização para mandar a história para o Vaticano. Aí que eu soube que só faltava um milagre para Irmã Dulce virar santa”. Após o primeiro contato por telefone, José Maurício encontrou com Maria Rita em Salvador, e levou laudos médicos, fotos, depoimentos de amigos. Tudo isso foi enviado para a Santa Sé. Meses depois foi divulgado pela Igreja Católica o parecer favorável a abertura do processo de canonização. “Foram quatro anos de espera e muita torcida para que finalmente fosse anunciado que ela seria santificada“. Ele revela que foi difícil manter o segredo, conforme orienta o chamado Sigilo Canônico. “Eu passava na rua e tinha gente que perguntava se tinha feito cirurgia. Eu dizia que não, que foi milagre, mas eu não dizia de quem. Não podia dizer, pois isso colocaria em risco a canonização. Orei demais para que desse certo”. “Ela atende a todos e todas que procuram ela, ela atende, como fazia em vida. Quem a procurava, ela não deixava na mão. E ela continua assim, só que agora lá pertinho de Deus”. Encontros com Dulce A trajetória de José Maurício foi marcada por Irmã Dulce mesmo antes do milagre acontecer. A família não somente admirava a freira, como também colaborava para o trabalho filantrópico desenvolvido por ela. Ele conta que cresceu vendo a obra dela se desenvolver através das doações e que já esteve com a religiosa em três oportunidades [assista ao vídeo acima]. A primeira ocorreu quando ele tinha apenas 11 anos de idade, em um passeio do colégio. “Minha escola fez uma excursão para o Hospital Santo Antônio. Ela acompanhou tudo, fez um lanche com a gente, abençoou cada aluno”. Irmã Dulce e a famosa Kombi da OSID, recolhendo crianças abandonadas nas ruas de Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce O segundo encontro foi aos 14 anos, quando ele começou a trabalhar com o pai, que era gerente de uma loja de materiais de construção e doava itens para Irmã Dulce. “Um dia ela encostou a Kombi das Obras Sociais e desceu lá. Entrou na loja, subiu a escada e eu subi a escada atrás. Então, ela abriu a porta do escritório e perguntou: ‘O que é que tem pra mim aí hoje?”. Eles ficaram conversando, ela saiu com pias e torneiras”, detalha. Alguns anos depois, no início dos anos 80, ele esteve presente no lançamento de um livro escrito por Maria Rita sobre a tia religiosa. “Eu era estagiário de um banco que patrocinou a obra, e Irmã Dulce foi lá. A gente fez uma fila e ela estava sentada na mesa, dando autógrafo. Quando chegou a minha vez, eu beijei a mão dela. Ela segurou a minha mão, puxou assim para ela mesmo e beijou também. Isso para mim foi muito maravilhoso. Eu me lembro que falei: ‘olha, eu vou ficar três meses sem lavar essa mão’. Ela deu risada, conversei um pouco e depois agradeci, beijei a cabeça dela com muito carinho”, conta. Outra coincidência é que ele já prestou serviços para a OSID, quando trabalhava como regente de corais em algumas empresas e instituições. “Recebi esse convite em 2010 e trabalhei lá durante um ano. Foi maravilhoso”. Para José Maurício, é emocionante saber que a freira que andava pelas ruas de Salvador e era tão próxima do povo agora é santa. “Saber que ela esteve comigo, ou melhor, esteve conosco, cuidou dos mais necessitados e agora está sendo reconhecida em todo o mundo, é muito especial”. Fonte G1
- Baiano que recuperou a visão após orar para Irmã Dulce tem nervo ótico danificado; medicina não expl
José Maurício Moreira, de 50 anos, passou 14 anos cego por causa de um glaucoma. Ele vai acompanhar a canonização da religiosa, que acontece no dia 13 de outubro, no Vaticano. O maestro soteropolitano José Maurício Moreira tem 50 anos de idade, dos quais passou 14 sem enxergar. Durante uma crise de conjuntivite, rogou para que Irmã Dulce ajudasse a aliviar as dores e ela fez ainda mais: fez com que ele voltasse a enxergar. A partir daí, o Vaticano concluiu o processo de canonização do ‘Anjo Bom da Bahia’, que vai ser oficialmente santa no dia 13 de outubro de 2019. O caso é emblemático e foi decisivo para a conclusão do processo de Irmã Dulce, segundo o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. A canonização da baiana é a terceira mais rápida da história da Igreja Católica – fica atrás somente do Papa João Paulo II (9 anos) e da Madre Teresa de Calcutá (19 anos). “As virtudes já estavam claramente comprovadas e o grau do miraculado foi determinante. Há milagres que levam muito tempo para serem atestados, mas o dele era concreto e sem explicação científica, por isso foi menos demorado”, afirma dom Murilo. Medicina não explica O oftalmologista Rodrigo Oliveira explica que o glaucoma danifica o nervo que liga o olho ao cérebro. “O nervo ótico é como um cabo de eletricidade que leva as informações para o cérebro processar. O aumento da pressão ocular lesiona o nervo progressivamente até impedir a visão”, explica. De acordo com ele, é cientificamente impossível que uma pessoa sem o nervo ótico saudável possa enxergar. O glaucoma é possível de ser tratado com colírios e até mesmo com cirurgia, para reduzir a pressão ocular, mas uma vez que a pessoa perde a visão, não consegue mais recuperar. “O caso de José Maurício virou tema de discussões entre os oftalmologistas, porque a medicina não explica essa cura. Na minha experiência profissional, jamais vi algo parecido”. O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Somente no Brasil, mais de um milhão de pessoas são acometidas pela doença, que muitas vezes é assintomática. Isso dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento, como aconteceu com José Maurício. Ele descobriu que tinha um glaucoma hereditário aos 23 anos. Fez tratamentos e cirurgia durante uma década, mas não foi suficiente para evitar o problema, que já era considerado grave. “Primeiro perdi a visão do olho esquerdo, depois do direito”, lembra ele. Com o tempo, aprendeu o braile e a usar bengala. Mesmo acometido por uma profunda depressão, não desistiu de seguir adiante. “Foi um momento de muito desespero, de tristeza, mas eu tinha que continuar minha vida, tinha que continuar trabalhando”, afirma o maestro, que na época trabalhava com informática e, depois da cegueira, estudou música e começou a formar corais. José Maurício aprendeu com a mãe a admirar a freira. “Minha mãe orava por ela em vida e tinha certeza que um dia seria santa por causa das obras dela. Pena ela hoje não estar aqui para ver que foi através do relato do filho dela que Irmã Dulce virou santa. E ainda mais: fez o filho dela voltar a enxergar. Seria de uma alegria tamanha se ela tivesse aqui hoje”. José Maurício conta que quando a mãe morreu herdou uma imagem de Irmã Dulce que pertencia a ela. A imagem ficava em uma bancada ao lado da cama de José Maurício. Foi com essa peça e muita fé que, em 2014, ele fez a oração que o curou da cegueira e que tornou a baiana uma santa. Fé e devoção O miraculado relata que sofreu uma grave conjuntivite viral e um derrame ocular, que causavam muita dor. “Meu olho ficou tão inchado que nem abria mais. Virou uma bola de sangue”. Em uma madrugada de dor e insônia, apelou para Irmã Dulce. “Peguei a imagem, botei nos olhos e, em silêncio, pedi a ela que intercedesse junto a Deus. Pedi uma noite de sono, porque eu não conseguia dormir, e que aliviasse minha dor, curasse a minha conjuntivite”. José Maurício destaca que não pediu para voltar a enxergar, pois não tinha essa esperança. “Os médicos já tinham me dito que visão perdida por nervo ótico não volta. Não existe transplante de nervo, nada ainda que a medicina possa fazer. Não há explicação. Foi um verdadeiro milagre”, conta. Logo após a oração, sentiu sono e adormeceu. Ao acordar, colocou compressa de gelo nos olhos. “O gelo derretia e de vez em quando eu pegava papel toalha para enxugar. Do nada, em uma dessas vezes, eu vi minha mão se aproximando do olho, saindo daquela nuvem de fumaça. Em questão de semanas a nuvem foi se dissipando totalmente. Eu comecei a perder a visão assim: a nuvem começou fraca e foi fortalecendo, tomando o olho todo e voltei a enxergar em um processo inverso. Foi milagre, mesmo”, ressalta. José Maurício admite que teve medo de voltar a ficar cego e não lembrou da oração que tinha feito para Irmã Dulce. “Inicialmente eu demorei a entender o que estava acontecendo, até porque nenhum médico conseguia explicar. Só depois percebi que aquilo era algo divino”, lembra. Irmã Dulce é uma das religiosas baianas mais populares do Brasil e se tornará santa. — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce Alguns meses depois, a esposa de José Maurício viu que no site das Obras Sociais Irmã Dulce há um espaço para relatos, inclusive de possíveis milagres. O casal enviou a mensagem e dias depois foi procurado por Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha de Irmã Dulce e superintendente da OSID. “Ela me pediu autorização para mandar a história para o Vaticano. Aí que eu soube que só faltava um milagre para Irmã Dulce virar santa”. Após o primeiro contato por telefone, José Maurício encontrou com Maria Rita em Salvador, e levou laudos médicos, fotos, depoimentos de amigos. Tudo isso foi enviado para a Santa Sé. Meses depois foi divulgado pela Igreja Católica o parecer favorável a abertura do processo de canonização. “Foram quatro anos de espera e muita torcida para que finalmente fosse anunciado que ela seria santificada“. Ele revela que foi difícil manter o segredo, conforme orienta o chamado Sigilo Canônico. “Eu passava na rua e tinha gente que perguntava se tinha feito cirurgia. Eu dizia que não, que foi milagre, mas eu não dizia de quem. Não podia dizer, pois isso colocaria em risco a canonização. Orei demais para que desse certo”. “Ela atende a todos e todas que procuram ela, ela atende, como fazia em vida. Quem a procurava, ela não deixava na mão. E ela continua assim, só que agora lá pertinho de Deus”. Encontros com Dulce A trajetória de José Maurício foi marcada por Irmã Dulce mesmo antes do milagre acontecer. A família não somente admirava a freira, como também colaborava para o trabalho filantrópico desenvolvido por ela. Ele conta que cresceu vendo a obra dela se desenvolver através das doações e que já esteve com a religiosa em três oportunidades [assista ao vídeo acima]. A primeira ocorreu quando ele tinha apenas 11 anos de idade, em um passeio do colégio. “Minha escola fez uma excursão para o Hospital Santo Antônio. Ela acompanhou tudo, fez um lanche com a gente, abençoou cada aluno”. Irmã Dulce e a famosa Kombi da OSID, recolhendo crianças abandonadas nas ruas de Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce O segundo encontro foi aos 14 anos, quando ele começou a trabalhar com o pai, que era gerente de uma loja de materiais de construção e doava itens para Irmã Dulce. “Um dia ela encostou a Kombi das Obras Sociais e desceu lá. Entrou na loja, subiu a escada e eu subi a escada atrás. Então, ela abriu a porta do escritório e perguntou: ‘O que é que tem pra mim aí hoje?”. Eles ficaram conversando, ela saiu com pias e torneiras”, detalha. Alguns anos depois, no início dos anos 80, ele esteve presente no lançamento de um livro escrito por Maria Rita sobre a tia religiosa. “Eu era estagiário de um banco que patrocinou a obra, e Irmã Dulce foi lá. A gente fez uma fila e ela estava sentada na mesa, dando autógrafo. Quando chegou a minha vez, eu beijei a mão dela. Ela segurou a minha mão, puxou assim para ela mesmo e beijou também. Isso para mim foi muito maravilhoso. Eu me lembro que falei: ‘olha, eu vou ficar três meses sem lavar essa mão’. Ela deu risada, conversei um pouco e depois agradeci, beijei a cabeça dela com muito carinho”, conta. Outra coincidência é que ele já prestou serviços para a OSID, quando trabalhava como regente de corais em algumas empresas e instituições. “Recebi esse convite em 2010 e trabalhei lá durante um ano. Foi maravilhoso”. Para José Maurício, é emocionante saber que a freira que andava pelas ruas de Salvador e era tão próxima do povo agora é santa. “Saber que ela esteve comigo, ou melhor, esteve conosco, cuidou dos mais necessitados e agora está sendo reconhecida em todo o mundo, é muito especial”. Fonte G1
- Que disposições precisamos ter para receber a Santíssima Eucaristia?
Todos os dias, a cada minuto que passa é celebrada a Santa Missa em algum lugar do planeta. É através da Santa Missa que Deus se faz presente em nosso meio pela Santíssima Eucaristia, e nós podemos recebê-lo em nós pelo Sacramento da Comunhão. Portanto, todos os dias milhares e talvez milhões de pessoas participam da Santa Missa. Mas será que qualquer pessoa que participe da missa pode receber a comunhão? São necessárias disposições exteriores e interiores (as mais importantes), sinais do respeito devido a este Sacramento. Infelizmente é muito comum encontrar pessoas que se aproximam da fila da comunhão sem estarem preparadas. Aprenda as disposições necessárias para não cometer este grave pecado. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, […] come e bebe a sua própria condenação.” (Cor. 11, 27) Disposições exteriores: Espírito de recolhimento e de oração , para ajudar a participação interior durante a Santa Missa, especialmente em certos momentos (tempos de silêncio, oração pessoal depois da Comunhão); Modéstia , gestos e vestuário dignos e decorosos, ou seja, roupas que não sejam apertadas, que delineiem as partes sensuais do corpo, ou que deixem amostra partes do corpo que devem ser preservadas dos olhares por serem sensuais. Exemplos: roupas que deixem decotes visíveis, barriga de fora, costas, pernas, etc. (deve-se evitar roupas apertadas ou transparentes, blusas de alça, shorts, saias curtas, etc). A modéstia também inclui tom de voz adequado, todo o nosso comportamento como sinal de respeito e de fé para com Cristo que se recebe na Santa Comunhão; Jejum prévio de ao menos uma hora. Modo digno e comunitário ao aclamar ou pronunciar em coro as partes comuns da Santa Missa; Disposições interiores: Fé na Eucaristia , ou seja, a certeza presença real e substancial de Jesus em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Primeira Comunhão , ou seja, conhecer a doutrina da Igreja Católica e ter feito acompanhamento com um sacerdote ou pastoral da catequese em uma paróquia. Estado de graça, isto é, com a consciência de não se ter nenhum pecado mortal na alma. Se alguém sabe que está em pecado mortal deve, antes de aproximar-se da Sagrada Comunhão, receber a absolvição no Sacramento de Reconciliação. É importante e oportuno confessar-se, de quando em quando (em média, pelo menos uma vez por mês, e na pior das hipóteses ao menos uma vez por ano), mesmo quando se tem apenas pecados veniais, para eliminar o véu de névoa de pó, de claro-escuro que o pecado venial traz consigo, atenuando desse modo a esplêndida beleza e a maravilhosa riqueza da nossa relação filial com Deus. Leia também Um padre pode negar a comunhão? Pecado Mortal O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1 – A matéria é grave (ou seja, quando se trata de algo importante); 2 – Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe o que está fazendo); 3 – Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer); Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” – Pe. José Augusto Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. Ajude mais pessoas irem para o céu, compartilhe este artigo e/ou a imagem abaixo: Acesso proibido à comunhão eucarística: “São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e que contraem civilmente uma ‘nova união’. A Igreja, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo que diz: “Todo aquele que repudia sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério” (Mc 10,11-12), afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro casamento foi válido. Se os divorciados tornam a casar-se no civil, ficam numa situação que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar esta situação. Pela mesma razão não podem exercer certas responsabilidades eclesiais. Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? A reconciliação pelo sacramento da Penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver numa continência completa.” CIC § 1650 Também não podem comungar aqueles que apoiam e incentivam ideologias contrárias a fé católica; Como socialismo, comunismo, aborto, movimentos LGBT’s e suas práticas. Preparação necessária para receber a comunhão eucarística: “Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.” CIC § 1415 A Comunhão Sacrílega ocorre quando a pessoa recebe Jesus Eucarístico sem o devido preparado, ou seja, com Pecados Mortais sem absolvição recebida na Confissão sacramental. “O comungante em pecado mortal comete um crime maior que o de Herodes”. — Santo Agostinho de Hipona “[O comungante comete um crime] mais horrendo [assustador] que o de Judas.” — São João Crisóstomo “Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus do que o da comunhão sacrílega. Será castigado como se com suas mãos tivesse matado o filho de Deus .” — Santo Antônio Maria Claret “Quem faz comunhão sacrílega, recebe em seu coração a Satanás e a Jesus Cristo; a Satanás, para fazê-lo reinar, e a Jesus Cristo para oferecê-lo em sacrifício a Satanás.” — São Cirilo de Alexandria “Não há na terra um suplício que seja suficiente para punir quem comunga em estado de pecado mortal” — Jesus à Santa Brígida Mais terrível do que o que cometeram os Judeus crucificando o Salvador, dizem outros Santos. E tudo isso acrescenta São Paulo: ‘será Réu do corpo e sangue de Cristo ’. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Essa é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” (I Cor 11,27-31) O sacrilégio é um dos pecados mais graves, que muito ofende ao coração de Nosso Senhor e Nossa Senhora. #Bolsonaro
- Que disposições precisamos ter para receber a Santíssima Eucaristia?
Todos os dias, a cada minuto que passa é celebrada a Santa Missa em algum lugar do planeta. É através da Santa Missa que Deus se faz presente em nosso meio pela Santíssima Eucaristia, e nós podemos recebê-lo em nós pelo Sacramento da Comunhão. Portanto, todos os dias milhares e talvez milhões de pessoas participam da Santa Missa. Mas será que qualquer pessoa que participe da missa pode receber a comunhão? São necessárias disposições exteriores e interiores (as mais importantes), sinais do respeito devido a este Sacramento. Infelizmente é muito comum encontrar pessoas que se aproximam da fila da comunhão sem estarem preparadas. Aprenda as disposições necessárias para não cometer este grave pecado. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, […] come e bebe a sua própria condenação.” (Cor. 11, 27) Disposições exteriores: Espírito de recolhimento e de oração , para ajudar a participação interior durante a Santa Missa, especialmente em certos momentos (tempos de silêncio, oração pessoal depois da Comunhão); Modéstia , gestos e vestuário dignos e decorosos, ou seja, roupas que não sejam apertadas, que delineiem as partes sensuais do corpo, ou que deixem amostra partes do corpo que devem ser preservadas dos olhares por serem sensuais. Exemplos: roupas que deixem decotes visíveis, barriga de fora, costas, pernas, etc. (deve-se evitar roupas apertadas ou transparentes, blusas de alça, shorts, saias curtas, etc). A modéstia também inclui tom de voz adequado, todo o nosso comportamento como sinal de respeito e de fé para com Cristo que se recebe na Santa Comunhão; Jejum prévio de ao menos uma hora. Modo digno e comunitário ao aclamar ou pronunciar em coro as partes comuns da Santa Missa; Disposições interiores: Fé na Eucaristia , ou seja, a certeza presença real e substancial de Jesus em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Primeira Comunhão , ou seja, conhecer a doutrina da Igreja Católica e ter feito acompanhamento com um sacerdote ou pastoral da catequese em uma paróquia. Estado de graça, isto é, com a consciência de não se ter nenhum pecado mortal na alma. Se alguém sabe que está em pecado mortal deve, antes de aproximar-se da Sagrada Comunhão, receber a absolvição no Sacramento de Reconciliação. É importante e oportuno confessar-se, de quando em quando (em média, pelo menos uma vez por mês, e na pior das hipóteses ao menos uma vez por ano), mesmo quando se tem apenas pecados veniais, para eliminar o véu de névoa de pó, de claro-escuro que o pecado venial traz consigo, atenuando desse modo a esplêndida beleza e a maravilhosa riqueza da nossa relação filial com Deus. Leia também Um padre pode negar a comunhão? Pecado Mortal O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1 – A matéria é grave (ou seja, quando se trata de algo importante); 2 – Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe o que está fazendo); 3 – Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer); Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” – Pe. José Augusto Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. Ajude mais pessoas irem para o céu, compartilhe este artigo e/ou a imagem abaixo: Acesso proibido à comunhão eucarística: “São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e que contraem civilmente uma ‘nova união’. A Igreja, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo que diz: “Todo aquele que repudia sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério” (Mc 10,11-12), afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro casamento foi válido. Se os divorciados tornam a casar-se no civil, ficam numa situação que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar esta situação. Pela mesma razão não podem exercer certas responsabilidades eclesiais. Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? A reconciliação pelo sacramento da Penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver numa continência completa.” CIC § 1650 Também não podem comungar aqueles que apoiam e incentivam ideologias contrárias a fé católica; Como socialismo, comunismo, aborto, movimentos LGBT’s e suas práticas. Preparação necessária para receber a comunhão eucarística: “Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.” CIC § 1415 A Comunhão Sacrílega ocorre quando a pessoa recebe Jesus Eucarístico sem o devido preparado, ou seja, com Pecados Mortais sem absolvição recebida na Confissão sacramental. “O comungante em pecado mortal comete um crime maior que o de Herodes”. — Santo Agostinho de Hipona “[O comungante comete um crime] mais horrendo [assustador] que o de Judas.” — São João Crisóstomo “Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus do que o da comunhão sacrílega. Será castigado como se com suas mãos tivesse matado o filho de Deus .” — Santo Antônio Maria Claret “Quem faz comunhão sacrílega, recebe em seu coração a Satanás e a Jesus Cristo; a Satanás, para fazê-lo reinar, e a Jesus Cristo para oferecê-lo em sacrifício a Satanás.” — São Cirilo de Alexandria “Não há na terra um suplício que seja suficiente para punir quem comunga em estado de pecado mortal” — Jesus à Santa Brígida Mais terrível do que o que cometeram os Judeus crucificando o Salvador, dizem outros Santos. E tudo isso acrescenta São Paulo: ‘será Réu do corpo e sangue de Cristo ’. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Essa é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” (I Cor 11,27-31) O sacrilégio é um dos pecados mais graves, que muito ofende ao coração de Nosso Senhor e Nossa Senhora. #Bolsonaro
- UMA GROTESCA PARÓDIA “AMAZÔNICA” DA MISSA CATÓLICA
O jornalista Nico Spuntoni, do jornal italiano La nuova bussola quotidiana, publicou no dia 14/10/2019 uma interessante matéria sobre a “Missa pela Terra sem males”, escrita pelo bispo Pedro Casaldáliga e já condenada por São João Paulo II. Foi “encenada” no dia 12/10/2019 na Igreja de Santa Maria, na Transpontina, a propósito do Sínodo da Amazônia. Teve a presença do novo cardeal canadense Michael Czerny. Foi uma provocação ao Dia de Colombo, data em que se comemora a descoberta da América pelos europeus, que trouxeram o cristianismo e a civilização repressora do Ocidente… O texto da “Missa pela Terra sem males” (leia aqui), que pretende ser uma paródia provocadora da verdadeira Missa, não passa de uma fraca peça literária, cheia dos lugares-comuns da poesia engajada de esquerda dos anos sessenta. O espírito que lhe dá forma é o mais ingênuo rousseauísmo, a defesa do “bom selvagem” que perdeu o seu paraíso terrestre quando Cristóvão Colombo pisou nas terras americanas com suas malévolas botas cristãs. No cenário da “Missa pela Terra sem males”, “celebrada” em Roma no último sábado, havia de tudo: tecidos com estampas nativas espalhados pelo chão; cartazes com slogans e informações sobre indígenas (um banner trazia a fotografia de uma mulher indígena de peito nu que, enquanto segura um bebê, alimenta um filhote de lobo;); estatuetas de ídolos (com a índia grávida já vista na cerimônia nos jardins do Vaticano, durante a abertura do Sínodo); imagens de animais, como papagaio ou cobra. Um cenário tropical e primitivista que parecia saído de um livro de poemas de Oswald de Andrade, no mais manjado estilo antropofágico. O sermão, feito em português, atacava o capitalismo, a exploração ambiental e a perseguição dos povos indígenas. “Não se trata de religiosidade popular”, comenta com acerto Nico Spuntoni, “mas de experiências que vinham de cima para baixo, na tentativa de assimilar as celebrações litúrgicas dos antigos mitos dos índios brasileiros, como a da busca pela terra sem males, na esteira assinalada pela Teologia da Libertação desde a segunda metade dos anos sessenta.” O bispo Pedro Casaldáliga é um missionário espanhol; e a cerimônia que produziu pode ser tudo, menos algo derivado da cultura nativa dos índios. É pura manipulação política dos mais indefesos. É a liturgia pagã da “Igreja com rosto amazônico”, cujas celebrações não exigem sacerdotes ordenados: qualquer um pode se habilitar. Há um vídeo no youtube (aqui) com a gravação de uma “Missa da terra sem males”, encenada na Catedral da Sé em 1979. https://lanuovabq.it/it/pure-un-cardinale-alla-messa-pagana-condannata-da-gpii
- VOLTANDO PARA AGRADECER – Scott Hahn medita sobre o 28º Domingo do Tempo Comum
[Scott Hahn medita sobre as leituras da Missa deste domingo: 2 Reis 5, 14–17; Salmo 98,1–4; 2 Timoteo 2, 8–13; São Lucas 17,11–19]. Um leproso estrangeiro é purificado e, em ação de graças, volta-se para prestar homenagem ao Deus de Israel. Ouvimos essa mesma história na Primeira Leitura e no Evangelho de hoje. Havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, mas apenas Naamã, o sírio, confiava na Palavra de Deus e foi purificado (Lucas 5, 12-14). O evangelho de hoje também indica que a maioria dos dez leprosos curados por Jesus eram israelitas, mas apenas o que era estrangeiro, um samaritano, voltou-se para agradecer. De uma maneira dramática, estamos aprendendo hoje como a fé se tornou o caminho para a salvação, o caminho pelo qual os homens de todas as nações se unirão ao Senhor, tornando-se Seus servos, unidos aos israelitas num povo escolhido de Deus, a Igreja (Isaías 56, 3–8). O Salmo de hoje também prenuncia o dia em que todas as pessoas verão o que Naamã viu: que não há outro Deus em toda a terra, exceto o Deus de Israel. Vemos esse dia chegando no Evangelho de hoje. O leproso samaritano é a única pessoa, no Novo Testamento, que agradece pessoalmente a Jesus. A palavra grega usada para descrever sua “ação de graças” é a que traduzimos como “Eucaristia”. Esses leprosos de hoje nos revelam as dimensões interiores da vida eucarística e sacramental. Nós também fomos curados por nossa fé em Jesus. Como a carne de Naamã se torna novamente como a de uma criança, nossas almas foram purificadas do pecado nas águas do batismo. Experimentamos essa purificação, repetidamente, no Sacramento da Penitência, ao nos arrependermos de nossos pecados, implorando e recebendo a misericórdia de nosso Mestre, Jesus. Retornamos sempre para glorificar a Deus em cada Missa, oferecendo-nos em sacrifício, dobrando nossos joelhos diante de nosso Senhor, dando graças por nossa salvação. Nesta Eucaristia, recordamos “Jesus Cristo, o ressuscitado dentre os mortos, o descendente de Davi”, Rei da nova aliança de Israel. E rezamos, como Paulo faz na Epístola de hoje, para perseverar nessa fé; para que também possamos viver e reinar com Ele em glória eterna. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/returning-thanks-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-eighth-sunday-in-ordinary-time/
- No dia de Nossa Senhora Aparecida o Presidente foi saudar a Rainha do Brasil
O presidente Jair Bolsonaro fez a primeira leitura da missa e visitou a área reservada do nicho onde fica a imagem de Nossa Senhora Aparecida O presidente Jair Bolsonaro viajou ao estado de São Paulo neste sábado (12/10), para participar da missa em homenagem à Padroeira do Brasil, na cidade de Aparecida, e, mais tarde, assistir ao jogo entre Palmeiras e Botafogo, no estádio do Pacaembu, na capital paulista. Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada no início da tarde rumo à Base Aérea e, por volta das 16h, chegou à missa em homenagem à Nossa Senhora. Ao deixar a residência oficial, disse que, por causa do jogo, só deve voltar a Brasília no domingo. A ida do presidente à celebração em Aparecida foi cercada de um grande esquema de segurança. Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar formaram um cordão estratégico para proteger Bolsonaro. Carros, motos, ônibus e veículos descaracterizados participaram da ação. O presidente chegou ao local da celebração de helicóptero. Ao entrar no templo e ao ter o nome citado, ele recebeu aplausos e vaias, mostrando uma certa divisão na plateia Como havia sido antecipado pelo Santuário Nacional de Aparecida, ele fez a primeira leitura da missa, sendo aplaudido depois desse momento. A missa foi celebrada por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Durante o Pai Nosso, quando todos estendem as mãos abertas, Bolsonaro permaneceu com os braços abaixados. No momento da eucaristia, inicialmente ele não se apresentou para a comunhão. Foi preciso que um assessor interviesse para que o arcebispo, que já seguia de volta para o altar, retornasse para oferecer-lhe a hóstia consagrada. Críticas aos conservadores e à direita Mais cedo, durante sermão da missa especial ao Dia da Padroeira em Aparecida, dom Orlando Brandes pediu proteção à vida, focando sua palavra na proteção da Amazônia e afirmou que a direita é “violenta” e “injusta”. Assista:
- No dia de Nossa Senhora Aparecida o Presidente foi saudar a Rainha do Brasil
O presidente Jair Bolsonaro fez a primeira leitura da missa e visitou a área reservada do nicho onde fica a imagem de Nossa Senhora Aparecida O presidente Jair Bolsonaro viajou ao estado de São Paulo neste sábado (12/10), para participar da missa em homenagem à Padroeira do Brasil, na cidade de Aparecida, e, mais tarde, assistir ao jogo entre Palmeiras e Botafogo, no estádio do Pacaembu, na capital paulista. Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada no início da tarde rumo à Base Aérea e, por volta das 16h, chegou à missa em homenagem à Nossa Senhora. Ao deixar a residência oficial, disse que, por causa do jogo, só deve voltar a Brasília no domingo. A ida do presidente à celebração em Aparecida foi cercada de um grande esquema de segurança. Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar formaram um cordão estratégico para proteger Bolsonaro. Carros, motos, ônibus e veículos descaracterizados participaram da ação. O presidente chegou ao local da celebração de helicóptero. Ao entrar no templo e ao ter o nome citado, ele recebeu aplausos e vaias, mostrando uma certa divisão na plateia Como havia sido antecipado pelo Santuário Nacional de Aparecida, ele fez a primeira leitura da missa, sendo aplaudido depois desse momento. A missa foi celebrada por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Durante o Pai Nosso, quando todos estendem as mãos abertas, Bolsonaro permaneceu com os braços abaixados. No momento da eucaristia, inicialmente ele não se apresentou para a comunhão. Foi preciso que um assessor interviesse para que o arcebispo, que já seguia de volta para o altar, retornasse para oferecer-lhe a hóstia consagrada. Críticas aos conservadores e à direita Mais cedo, durante sermão da missa especial ao Dia da Padroeira em Aparecida, dom Orlando Brandes pediu proteção à vida, focando sua palavra na proteção da Amazônia e afirmou que a direita é “violenta” e “injusta”. Assista:
- Durante solenidade em Aparecida, Dom Orlando ataca católicos tradicionais e políticos de direita
Comparando os católicos tradicionais e políticos conservadores ao demônio, o bispo Dom Orlando atacou católicos que fazem críticas ao Sínodo da Amazônia. “Dragão do Tradicionalismo!” Por FratresInUnum.com – Em sua homilia na missa solene em honra da Padroeira do Brasil, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, não economizou palavras para atacar os tradicionalistas e a direita, comparando-os com o dragão, que, na segunda leitura da missa de hoje, é apresentado como “a primitiva serpente, o diabo ou satanás”. Eis as palavras textuais do arcebispo: “Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano Segundo. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano segundo, o evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do concílio, deste santuário”. Assista: Dom Orlando não consegue dissimular o ódio aos católicos tradicionais e, ao mesmo tempo, rasga as vestes do isentismo, endossadas em massa pelos bispos do Brasil. E é ótimo que seja assim! Viva Nossa Senhora Aparecida, que fez, mais uma vez, a máscara da ala esquerdistas infiltrada na Igreja cair por terra em rede nacional! Viva Nossa Senhora Aparecida, pois ele teve de mostrar que eles estão se sentindo fuzilados pelos leigos do país, que não estão engolindo a sua indignação contra este Sínodo herético e cismático. Leia também: Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida é profanado com protesto “Lula Livre” Este tipo de atitude demonstra o quanto estão desesperados! Antigamente, apenas desprezavam o povo que, buscando ser fiel, defende a tradição e a sã doutrina. Agora, não conseguem mais disfarçar, e esbravejam, porque perderam a hegemonia e estão desmoralizados diante da opinião pública. Ninguém mais acredita neles! Que Deus em sua misericórdia e amor pela Santa Igreja, provenha para que mais máscaras continuem caindo, e os fiéis tenham consciência que o verdadeiro catolicismo está sendo continuamente atacado. Não seja pego de surpresa! Clique aqui para ficar por dentro das últimas notícias do Sínodo da Amazônia. #CNBB #Crisenaigreja #SínododaAmazônia
- Durante solenidade em Aparecida, Dom Orlando ataca católicos tradicionais e políticos de direita
Comparando os católicos tradicionais e políticos conservadores ao demônio, o bispo Dom Orlando atacou católicos que fazem críticas ao Sínodo da Amazônia. “Dragão do Tradicionalismo!” Por FratresInUnum.com – Em sua homilia na missa solene em honra da Padroeira do Brasil, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, não economizou palavras para atacar os tradicionalistas e a direita, comparando-os com o dragão, que, na segunda leitura da missa de hoje, é apresentado como “a primitiva serpente, o diabo ou satanás”. Eis as palavras textuais do arcebispo: “Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano Segundo. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano segundo, o evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do concílio, deste santuário”. Assista: Dom Orlando não consegue dissimular o ódio aos católicos tradicionais e, ao mesmo tempo, rasga as vestes do isentismo, endossadas em massa pelos bispos do Brasil. E é ótimo que seja assim! Viva Nossa Senhora Aparecida, que fez, mais uma vez, a máscara da ala esquerdistas infiltrada na Igreja cair por terra em rede nacional! Viva Nossa Senhora Aparecida, pois ele teve de mostrar que eles estão se sentindo fuzilados pelos leigos do país, que não estão engolindo a sua indignação contra este Sínodo herético e cismático. Leia também: Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida é profanado com protesto “Lula Livre” Este tipo de atitude demonstra o quanto estão desesperados! Antigamente, apenas desprezavam o povo que, buscando ser fiel, defende a tradição e a sã doutrina. Agora, não conseguem mais disfarçar, e esbravejam, porque perderam a hegemonia e estão desmoralizados diante da opinião pública. Ninguém mais acredita neles! Que Deus em sua misericórdia e amor pela Santa Igreja, provenha para que mais máscaras continuem caindo, e os fiéis tenham consciência que o verdadeiro catolicismo está sendo continuamente atacado. Não seja pego de surpresa! Clique aqui para ficar por dentro das últimas notícias do Sínodo da Amazônia. #CNBB #Crisenaigreja #SínododaAmazônia
- PIO XII: SERVIDOR DA PAZ – Dom Eugênio Sales
Há cinquenta anos, 9 de outubro de 1958, falecia, em Castel Gandolfo, o Papa Pio XII. Este aniversário, diz o Santo Padre Bento XVI, “oferece uma importante oportunidade de conhecer mais plenamente o que Pio XII realizou em prol dos judeus perseguidos pelo regime nazista e fascista”. Ao morrer, Pio XII recebeu extraordinárias homenagens do mundo inteiro. Recordo-me, presente em Roma para suas exéquias. O Presidente Eisenhower declarou: “O mundo tornou-se mais pobre depois de morto Pio XII”. E Golda Meir, Ministra do Exterior do Estado de Israel: “Nós choramos um grande servidor da paz”. Na mesma oportunidade, ela proclamou que, por ocasião do “terrível martírio que se abateu sobre nosso povo, a voz do Papa se elevou em favor de suas vítimas”. O historiador E. Pinchas Lapide, que foi cônsul em Milão, ao surgirem incriminações contra Pio XII, em sua obra Three Popes and Jews (Londres, 1967), afirma que “Pio XII, a Santa Sé, os núncios do Vaticano e toda a Igreja Católica salvaram de 700.000 a 850.000 hebreus da morte certa, no regime nazista”. As acusações de omissão nasceram com o drama O Vigário, de R. Hochhuth, em 1963, e com a obra de S. Friedlander, Pio XII e o III Reich, em 1964. Com a publicação do documento Nós recordamos: uma reflexão sobre a Shoah, da Pontifícia Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, ressurgiram os ataques a Pio XII. Eles podem ser resumidos na ausência de protesto contra Hitler, pelo que se denomina “Holocausto” (Shoah) e, em consequência, a responsabilidade por esse terrível crime de genocídio. Há, portanto, duas reações antagônicas à atuação de Pio XII. Uma vem dos contemporâneos da tragédia, a outra de uma geração posterior. Como há uma orquestração contra a Igreja Católica e, em particular, o Romano Pontífice, as vozes que criticam — por serem articuladas e fortes — podem dar uma impressão errônea. Uma reflexão tranquila nos pode ajudar a ver claramente a realidade e evitar perder um terreno ganho em favor da maior fraternidade alcançada entre os filhos do mesmo Pai na Fé, Abraão, isto é, entre católicos e judeus. O Cardeal Dezza, jesuíta, na revista La Civiltà Cattolica de 4 de abril de 1998, relata uma longa audiência que teve com Pio XII em 1942. “Este sofria, pois estava pronto para a solene condenação do modo de agir de Hitler, mas mostrava a correspondência de cardeais e bispos alemães sobre a maior violência — inclusive contra os judeus — que se seguiria, em caso de ser publicado um documento desse teor. Em Münster, o célebre Bispo católico Von Galen, reconhecido como crítico do nacional-socialismo, quis pregar contra a perseguição aos judeus, mas a comunidade hebraica convenceu-o a não fazê-lo: ‘Não ajudaria, pelo contrário, causaria a morte de muitos’. A encíclica de Pio XI, Mit Brennender Sorge (“Com viva preocupação”) — de cuja redação participou o Cardeal Eugenio Pacelli, então Secretário de Estado do Vaticano e, mais tarde, eleito Papa Pio XII — condenando o regime nazista e o racismo, infiltrada, clandestinamente, na Alemanha e lida em um mesmo dia, o Domingo de Ramos de 1937, 14 de março, fez recrudescer a perseguição a católicos e judeus. Hitler extravasava sua fúria! Um protesto público de Pio XII, como querem seus detratores, impediria o grande e oculto trabalho de amparo a milhares de judeus inclusive da Igreja na Alemanha e países ocupados. Aliás, a Cruz Vermelha Internacional e as organizações judaicas americanas não agiram diferentemente. Não me recordo de ter lido algo diverso da atitude do Papa. Para mim, foi particularmente dramático o caso da Holanda, em 1942. Ao começar a deportação uniram-se judeus, católicos, calvinistas e luteranos e puseram-se de acordo para elaborar um documento a ser lido nas igrejas, no mesmo Domingo, em protesto. O plano, apesar das cautelas, chegou ao conhecimento da Gestapo. O chefe, Karoten, fez saber aos responsáveis qual seria a represália. Todos recuaram, menos os bispos católicos, que divulgaram o documento no domingo 26 de julho de 1942. Na segunda-feira seguinte, veio a terrível resposta. Foi apressada a deportação de judeus de sangue e de religião, acrescidos dos israelitas convertidos ao catolicismo. Assim, a Santa Edith Stein e sua irmã, aprisionadas a 2 de agosto seguinte, embarcaram de trem e morreram no campo de concentração de Auschwitz, como os demais. Ao tomar conhecimento do fato, o Santo Padre rasgou e queimou as quatro páginas de protesto que havia escrito, para serem divulgadas em L’Osservatore Romano. É o testemunho de sua governanta e de outras irmãs que cuidavam do apartamento papal. O Papa Bento XVI no discurso aos participantes do Congresso promovido pela Pave the Way Foundation, a 18 de setembro de 2008 afirmou: “Graças à vasta quantidade de material documentado que vós reunistes, coadjuvados por muitas testemunhas competentes, o vosso Congresso oferece ao foro público a possibilidade de conhecer mais plenamente aquilo que Pio XII realizou em prol dos judeus perseguidos pelos regimes nazista e fascista. Deste modo, compreende-se que na medida do possível ele não poupou quaisquer esforços em vista de intervir em favor deles, quer diretamente quer mediante instruções dadas a outros indivíduos ou instituições da Igreja católica. Nos trabalhos do vosso Congresso chamastes também a atenção para as suas numerosas intervenções, feitas no segredo e no silêncio, precisamente porque, considerando a situação concreta desse difícil momento histórico, somente deste modo era possível evitar o pior e salvar o maior número de judeus. Esta dedicação intrépida e paternal foi reconhecida e apreciada durante e depois do terrível conflito mundial por parte dos judeus, comunitária e individualmente, que manifestaram a sua gratidão por aquilo que o Papa fizera por eles. É suficiente recordar o encontro de Pio XII, realizado no dia 29 de novembro de 1945, com 80 delegados dos campos de concentração que, durante uma Audiência especial que lhes foi concedida no Vaticano, quiseram agradecer-lhe pessoalmente a sua generosidade para com eles ao longo do período da perseguição nazi-fascista”. Reverenciamos a dor gerada pela Shoah. Trazemos à lembrança a condenação da Igreja ao nazismo, a ajuda de Pio XII aos judeus perseguidos e deploramos erros cometidos por pessoas que se declaravam cristãs. (07/11/2008)
- Protestantismo ultrapassa o catolicismo na região amazônica, bispos discutem no sínodo
Um dos principais motivos se baseia no fato dos missionários católicos da Amazônia focam na questão social, enquanto os pastores ‘evangélicos’ pregam o Evangelho. (ACI Digital) Entre os diferentes debates dos círculos menores no Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que está acontecendo em Roma até 27 de outubro, fala-se sobre por que os protestantes crescem na Amazônia e os católicos estão estagnados ou, inclusive, reduzindo o seu número. No briefing informativo organizado nesta sexta-feira, 11 de outubro, na Sala de Imprensa do Vaticano, para fazer um resumo dos trabalhos do Sínodo, discutiu-se sobre o forte crescimento das Igrejas e comunidades evangélicas entre a população da Amazônia em detrimento dos fiéis da Igreja Católica. A questão concreta que foi levantada foi que os missionários católicos da Amazônia colocam o acento no social, enquanto os pastores evangélicos falam do Evangelho. O Cardeal Carlos Aguiar Retes, Arcebispo do México, explicou que no círculo menor do Sínodo no qual está trabalhando, um delegado fraterno (membro de uma Igreja protestante) disse que os bispos “precisam levar muito em consideração que as pessoas querem, antes de tudo, a Palavra de Deus”. O Cardeal Aguiar afirmou:“acredito que o Papa Francisco já nos deu um testemunho muito forte na Evangelii gaudium, na Laudato si’ e em seus diversos comunicados de que devemos comunicar, prioritariamente, a Palavra de Deus para que as pessoas possam entrar em uma interiorização de seu relacionamento com Deus e uma forte experiência de vida, e então sim, comprometer-se com os demais. Por outro lado, Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas (TO), enfatizou que a migração de uma Igreja para outra é um fenômeno religioso complexo que não pode ser explicado por uma única razão. “Há muitas razões juntas. Chamamos isso de ‘trânsito religioso’. Existem alguns estudos que mostram que algumas pessoas migraram de Igreja não apenas uma vez, mas seis vezes. É um fenômeno muito complexo que requer mais tempo para analisar”, explicou. Ele insistiu que a migração de uma religião para outra “é um fato, mas não há um critério único, um único motivo. Há muitas razões que fazem as pessoas mudarem de uma Igreja para a outra”. Além disso, assinalou que “internamente, dentro do mundo evangélico, essa migração existe com muita frequência. Basta que uma pessoa não concorde com a opinião do pastor para fundar outra Igreja. Existem mais igrejas do que você pode imaginar”. Em sua opinião, trata-se de um fenômeno que reflete a vulnerabilidade das pessoas, que faz com que “se afastem de sua Igreja”. Para entender, é preciso compreender que as populações da Amazônia têm necessidades materiais que nem sempre podem ser atendidas. Têm deficiências no acesso à saúde, educação etc. e “essas igrejas (evangélicas) prometem: prometem boa economia, casamento, felicidade”. Da mesma forma, Dom Joaquín Pertíñez Fernández, Bispo de Rio Branco (AC), falou das dificuldades da Igreja Católica em alcançar os lugares mais remotos da Amazônia devido à “falta de sacerdotes em toda a Amazônia”. “Não temos condições pessoais nem econômicas para estarmos presentes nesses lugares”. Explicou que o Instrumentum laboris do atual Sínodo “fala de vazios existenciais ou religiosos que nós, como católicos, não ocupamos, e outros vêm e os ocupam. Porque nosso povo é muito religioso, tradicionalmente, e qualquer um que chegue dizendo que é a Palavra de Deus, o nosso povo vai atrás”. Também se referiu às promessas de cobrir as necessidades básicas “especialmente de saúde”, com as quais os pastores protestantes conseguem convencer os fiéis católicos a mudarem de Igreja. Nesse sentido, referiu-se a um problema de formação: “falta conhecimento, falta cultura”. Em muitos lugares da Amazônia “não há acesso à saúde para todos” e, se alguém “precisa ser curado de dor de cabeça ou dor de estômago, então o pastor promete e através dessas promessas, com esse proselitismo, eles conseguem a adesão de muitos. E depois que eles saem, é muito difícil voltar”. “Há muitas pessoas que, se não conseguem em uma Igreja, vão a outra e a outra, até que conseguem alguém para solucionar seu problema, que é mais físico do que espiritual. Nem sempre podemos solucionar os problemas básicos de saúde, educação e de tudo que nosso povo tem. Então, vem outros prometendo coisas básicas e o povo acredita e vai com eles”, concluiu. #SínododaAmazônia
- Protestantismo ultrapassa o catolicismo na região amazônica, bispos discutem no sínodo
Um dos principais motivos se baseia no fato dos missionários católicos da Amazônia focam na questão social, enquanto os pastores ‘evangélicos’ pregam o Evangelho. (ACI Digital) Entre os diferentes debates dos círculos menores no Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que está acontecendo em Roma até 27 de outubro, fala-se sobre por que os protestantes crescem na Amazônia e os católicos estão estagnados ou, inclusive, reduzindo o seu número. No briefing informativo organizado nesta sexta-feira, 11 de outubro, na Sala de Imprensa do Vaticano, para fazer um resumo dos trabalhos do Sínodo, discutiu-se sobre o forte crescimento das Igrejas e comunidades evangélicas entre a população da Amazônia em detrimento dos fiéis da Igreja Católica. A questão concreta que foi levantada foi que os missionários católicos da Amazônia colocam o acento no social, enquanto os pastores evangélicos falam do Evangelho. O Cardeal Carlos Aguiar Retes, Arcebispo do México, explicou que no círculo menor do Sínodo no qual está trabalhando, um delegado fraterno (membro de uma Igreja protestante) disse que os bispos “precisam levar muito em consideração que as pessoas querem, antes de tudo, a Palavra de Deus”. O Cardeal Aguiar afirmou:“acredito que o Papa Francisco já nos deu um testemunho muito forte na Evangelii gaudium, na Laudato si’ e em seus diversos comunicados de que devemos comunicar, prioritariamente, a Palavra de Deus para que as pessoas possam entrar em uma interiorização de seu relacionamento com Deus e uma forte experiência de vida, e então sim, comprometer-se com os demais. Por outro lado, Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas (TO), enfatizou que a migração de uma Igreja para outra é um fenômeno religioso complexo que não pode ser explicado por uma única razão. “Há muitas razões juntas. Chamamos isso de ‘trânsito religioso’. Existem alguns estudos que mostram que algumas pessoas migraram de Igreja não apenas uma vez, mas seis vezes. É um fenômeno muito complexo que requer mais tempo para analisar”, explicou. Ele insistiu que a migração de uma religião para outra “é um fato, mas não há um critério único, um único motivo. Há muitas razões que fazem as pessoas mudarem de uma Igreja para a outra”. Além disso, assinalou que “internamente, dentro do mundo evangélico, essa migração existe com muita frequência. Basta que uma pessoa não concorde com a opinião do pastor para fundar outra Igreja. Existem mais igrejas do que você pode imaginar”. Em sua opinião, trata-se de um fenômeno que reflete a vulnerabilidade das pessoas, que faz com que “se afastem de sua Igreja”. Para entender, é preciso compreender que as populações da Amazônia têm necessidades materiais que nem sempre podem ser atendidas. Têm deficiências no acesso à saúde, educação etc. e “essas igrejas (evangélicas) prometem: prometem boa economia, casamento, felicidade”. Da mesma forma, Dom Joaquín Pertíñez Fernández, Bispo de Rio Branco (AC), falou das dificuldades da Igreja Católica em alcançar os lugares mais remotos da Amazônia devido à “falta de sacerdotes em toda a Amazônia”. “Não temos condições pessoais nem econômicas para estarmos presentes nesses lugares”. Explicou que o Instrumentum laboris do atual Sínodo “fala de vazios existenciais ou religiosos que nós, como católicos, não ocupamos, e outros vêm e os ocupam. Porque nosso povo é muito religioso, tradicionalmente, e qualquer um que chegue dizendo que é a Palavra de Deus, o nosso povo vai atrás”. Também se referiu às promessas de cobrir as necessidades básicas “especialmente de saúde”, com as quais os pastores protestantes conseguem convencer os fiéis católicos a mudarem de Igreja. Nesse sentido, referiu-se a um problema de formação: “falta conhecimento, falta cultura”. Em muitos lugares da Amazônia “não há acesso à saúde para todos” e, se alguém “precisa ser curado de dor de cabeça ou dor de estômago, então o pastor promete e através dessas promessas, com esse proselitismo, eles conseguem a adesão de muitos. E depois que eles saem, é muito difícil voltar”. “Há muitas pessoas que, se não conseguem em uma Igreja, vão a outra e a outra, até que conseguem alguém para solucionar seu problema, que é mais físico do que espiritual. Nem sempre podemos solucionar os problemas básicos de saúde, educação e de tudo que nosso povo tem. Então, vem outros prometendo coisas básicas e o povo acredita e vai com eles”, concluiu. #SínododaAmazônia
- Newman, um santo para o nosso tempo
John Henry Newman será o próximo santo da Igreja Católica. No dia 13 de outubro, ele será canonizado em uma cerimônia presidida pelo Papa Francisco, e na qual também serão mais quatro pessoas, todas mulheres: Giuseppina Vannini, Maria Teresa Chiramel, Irmã Dulce Lopes Pontes e Margarita Bays. Uma vida emocionante, uma conversão que chocou a Inglaterra e um poderoso legado intelectual, sugestivo do mundo de ontem e de hoje. Grandes temas como fé e razão, consciência, política, educação, leigos, foram amplamente desenvolvidos em seus escritos. Newman está mais em vigor do que nunca: os problemas atuais, em grande parte, são semelhantes aos da Inglaterra vitoriana de seus dias: entre outros, a compreensão racional de Deus, a necessidade da formação dos leigos e a busca escrupulosa da verdade moral. Isso foi entendido por Bento XVI, que o beatificou em 2010. “Dez mil dificuldades não fazem uma dúvida”, disse Newman. Mas derrotá-los faz um santo. Obrigado, São João Henrique. Retrato de John Henry Newman, Oratório de Birmingham © Mazur / catholicnews.org.uk «Newman poderia ser o santo da amizade»: Entrevista com Jack Valero, diretor de comunicação da Canonização de Newman Para abordar uma figura nem sempre conhecida no mundo de hoje, e em particular fora do campo anglófono, oferecemos uma entrevista com Jack Valero, diretor de comunicação da Canonização de Newman, realizado duas semanas antes do evento. Newman, o primeiro santo do Reino Unido em 300 anos. Uma gota no oceano britânico ou o nascimento de um rio? Quando Newman se converte ao catolicismo em 1845, ele perde o emprego, seus amigos e até há membros de sua família que não falam mais com ele. Tornar-se católico na Inglaterra naquela época significava perder tudo. Com um trabalho contínuo ao longo de 45 anos, Newman causa uma grande mudança social no país. Quando ele morre, em 1890, já parece bom alguém se tornar católico. Ele fica quase sozinho. Abra uma porta pela qual muitas celebridades chegam em pouco tempo: Oscar Wilde, RH Benson, GK Chesterton, Ronald Knox, Evelyn Waugh, Graham Green … A conversão é um caminho socialmente aceitável graças a Newman. E quem sabe se alguém que o seguiu no caminho para a Igreja o seguirá no caminho para os altares. Tumba original em Rednal, onde o cardeal Newman foi enterrado © Mazur / catholicnews.org.uk Saltamos da ilha para o continente. O que essa canonização pode trazer para o resto do mundo, menos familiarizado com um cardeal que vem do anglicanismo? Embora ele tenha vivido mais de um século atrás, Newman é uma pessoa que tem muito a dizer ao mundo hoje. Seu livro sobre o que é uma universidade, por exemplo, é um clássico sobre educação que ainda está sendo discutido hoje. E não é apenas uma discussão abstrata: o próprio Newman começou uma universidade em Dublin e uma escola secundária na Inglaterra, e ambas duram até hoje. Depois, há sua visão sobre o papel dos leigos na Igreja. Newman já viu que o futuro da Igreja estava nas mãos dos leigos e que, para isso, precisariam de uma formação profunda. No entanto, na época, os católicos nem sequer tinham acesso a uma formação intelectual de qualidade, muito menos à formação doutrinal-religiosa no nível necessário. De fato, sua visão não poderia se realizar até cem anos depois. O QUE CHAMA A ATENÇÃO NO CASO DE NEWMAN É QUE BUSCAR A VERDADE AONDE QUER QUE ELA LEVE, SEMPRE SEGUINDO A CONSCIÊNCIA Newman passou metade da vida como anglicano e a segunda metade como católico. Em seu primeiro período, ele pregou muitos sermões como pastor de Santa Maria, a Virgem , a igreja da universidade anglicana em Oxford. Quando, ao longo dos anos, como sacerdote católico, ele publica seus sermões da era anglicana, ele o faz quase inalterado, argumentando que o que ele acreditava então continua acreditando nele, com poucas exceções. Conversões são o resultado, antes de tudo, da ação do Espírito Santo. O jovem Newman acompanhou essa graça divina com muito estudo, leituras e reflexão. Essa busca, que requer tempo, abertura da mente e uma busca incessante pela verdade, é hoje uma mercadoria escassa. Como encontrar Deus se esse encontro, a princípio, não fascina? É verdade que a busca pela verdade, como Newman, é incomum hoje e temos que aprender a propor de uma maneira mais conectada à sensibilidade atual. Newman começa essa busca e vai para o princípio, para os Padres da Igreja. Ele os lê avidamente e através dessa leitura dos Padres, muitas vezes no grego original, chega à convicção de que o que está procurando é na Igreja Católica. O que chama a atenção no caso de Newman é que buscar a verdade aonde quer que ela leve, sempre seguindo a consciência. Isso é algo que se conecta à sensibilidade atual e à busca de autenticidade. Algum evento em sua vida, talvez menos conhecido, que mostre humanidade, caridade com os que o rodeiam? Além de seu legado intelectual, Newman era um padre que morava em uma igreja de Birmingham por mais de 40 anos, cuidando de paroquianos de todas as esferas da vida, com trabalho pastoral oculto. Tanto que, quando ele morreu, mais de 15.000 pessoas de Birmingham foram às ruas para acompanhar o caminho do caixão do cemitério. Muitos comentaram sobre como ele os ajudara pessoalmente em tempos de dificuldade. SUAS MAIS DE 20.000 CARTAS COLETADAS EM 32 VOLUMES SÃO UMA PROVA DE SEUS MUITOS AMIGOS Há santos que são imediatamente chamados “o santo da alegria”, dos pobres, do comum … Nesse caso, como isso pode ser lembrado, em uma ou duas palavras? Newman poderia ser o santo da amizade. Ele tinha muitos amigos de todos os níveis, desde os primeiros ministros até o mendigo no canto. Suas mais de 20.000 cartas coletadas em 32 volumes são uma prova de seus muitos amigos. Por outro lado, ele também pode se tornar o santo dos jornalistas: ele sempre gostou de escrever e ser diretor de revista e jornal, desde pouco depois de chegar a Oxford aos 16 anos, até quase o fim de sua vida. Ele é considerado um dos melhores escritores de língua inglesa do século XIX. Mesa do cardeal Newman no oratório de Birmingham © Mazur / catholicnews.org.uk Se o cardeal Newman estivesse entre nós, que mensagem ele poderia transmitir sobre a comunhão eclesial e a defesa da fé no mundo de hoje? O curioso de Newman é que ele é admirado por todos os tipos de católicos, tanto os considerados conservadores quanto os mais progressistas. Para mim, é uma conquista muito grande do cardeal, que sabe pregar e escrever de uma maneira que entenda e siga todo tipo de pessoa. Atualmente, onde a sociedade é muito polarizada, mesmo em alguns ambientes da Igreja, Newman pode ser um ponto de união de pessoas muito diferentes, para que todos possamos trabalhar na evangelização sem que nossas diferenças sejam um obstáculo. NEWMAN SERÁ UM SANTO QUE NOS AJUDARÁ MUITO A SERMOS CRISTÃOS CONSISTENTES EM NOSSO PRÓPRIO AMBIENTE NO SÉCULO XXI Um ponto muito desenvolvido por Newman é o da primazia absoluta da consciência; De fato, a definição desse conceito no Catecismo da Igreja Católica é sua. Se o futuro santo levantou a cabeça e observou o descrédito atual da palavra “verdade” … Penso que os ensinamentos de Newman sobre consciência, que vêm em grande parte do Capítulo V da Carta ao Duque de Norfolk e foram oficializados na igreja porque são citados no Catecismo da Igreja Católica de 1992, se tornarão mais importantes. com o passar do tempo, dado o individualismo e a ética da autonomia que existem hoje. Newman fala da consciência como a voz de Deus, enquanto em geral agora está na moda considerar que, de uma maneira ou de outra, é a criação do homem. Como a voz de Deus, Newman descreve a consciência como o vigário original de Cristo. A boa formação dos leigos para melhorar a sociedade, o papel dos cristãos na política ou na universidade, foram temas tratados fortemente pelo futuro santo. Parece que sua mensagem permanece válida em 2019. Exatamente St. John Henry Newman será um santo que nos ajudará muito a sermos cristãos consistentes em nosso próprio ambiente no século XXI. Gostaria de encorajar as pessoas a lerem uma biografia primeiro e depois seus escritos: algumas meditações e sermões, sua autobiografia espiritual Apologia Pro Vita Sua , a Carta ao Duque de Norfolk, a Ideia da Universidade, discursos sobre a situação atual dos católicos na Inglaterra, etc. Dados básicos para entender Newman: Uma peregrinação do anglicanismo a ser declarada santa pela Igreja Católica. A vida de John Henry Newman abrange quase completamente o século XIX. Ele nasceu em Londres em 1801 e morreu em 1890. A primeira parte de sua vida foi anglicana, a segunda, católica. Sua mãe ensinou a ele e seus irmãos como lidar com a Bíblia desde muito jovem, mas não com o objetivo de acender a chama da fé nele, para fortalecer sua crença, mas para desenvolver sentimentos religiosos. Esses dados serão importantes para entender o desenvolvimento filosófico em torno do consentimento. O jovem Newman não tinha nenhuma base religiosa. Ele era um aluno brilhante e muito ativo, que não estava muito interessado em assuntos religiosos porque não havia aprendido o significado de amar a Deus. Mas na adolescência completa, aos quinze anos, ela fica doente e, em suas próprias palavras, sua “conversão” ocorre. Ele tem muito tempo para pensar e modificar idéias e há um encontro pessoal com Deus, até então, inexistente. Durante a longa convalescença e forçado – por razões econômicas – a permanecer em um internato por vários meses, ele teve a possibilidade de entrar em leituras religiosas como The Force of True , do calvinista Thomas Scott, leituras que lhe mostravam como acreditar em um Deus vivo e reconhecer A expiração da vida terrena. Logo ele decidiu manter o celibato e se tornar um pastor anglicano para poder dedicar-se com maior dedicação aos estudos. Ele entrou em Oxford, primeiro como estudante, tornando-se professor mais tarde e se tornando conhecido por seus sermões, nos quais tenta encontrar uma maneira de regenerar a igreja anglicana. Para isso, ele está profundamente interessado no estudo objetivo da história do cristianismo, do Pai da Igreja, uma empresa que começa em 1845, após alguns anos de aposentadoria, vida quase monástica na cidade de Littlemore – onde ele construiu uma igreja e onde sua mãe está enterrada – e de intenso estudo, especialmente em torno da fé católica, que cada vez mais lhe interessa, e na qual ele descobre a continuidade da Igreja primitiva. Nesse ano, 3 de outubro de 1845 é uma data importante em sua biografia. Escreva ao diretor do seu Oxford College para informá-lo de que ele está deixando o cargo de tutor e professor. No mesmo dia, ele foi recebido na igreja católica. Newman descreveu em mais de uma ocasião a dificuldade envolvida nessa etapa. Eles não o negaram, pararam de lhe enviar convites para eventos, ele não foi bem recebido nos círculos que frequentava, era o centro das maldições … tudo isso por ter cometido o terrível crime de ser católico entre os protestantes. Logo após sua conversão, ele recebe confirmação em Birmingham. Um ano depois, ele deixa os lugares onde passou 30 anos e, em setembro, viaja para Roma junto com um amigo, Ambrose St. John, igualmente convertido. Lá ele é ordenado sacerdote da igreja católica. Pouco depois, ele foi admitido como noviço dos oradores de Roma. Em seu retorno à Inglaterra (Maryvale), ele fundou um oratório em 1848 junto com um grupo de jovens convertidos. Dois anos depois, em 1850, o estabelecimento da hierarquia da Igreja Católica na Inglaterra teve acesso livre. Newman tenta lutar contra preconceitos e enfatiza a necessidade de leigos católicos bem preparados, capazes de explicar sua fé em todos os momentos, pois sempre houve períodos na história da Igreja em que era precisamente a comunidade de crentes aqueles que preservaram a fé, mais do que certos papas ou bispos. Newman, não apenas tem que lutar contra os inimigos que surgiram dentro da igreja anglicana. Após a publicação da Apologia Pro Vita Sua (1864), que reafirma que o ICR é a igreja que contém a divulgação sem aditivos distorcidas, também tem de suportar fortes críticas interno para a fundação do oratório de Oxford o ano de 1859. Essa é a questão da preparação dos leigos, tão importante para Newman, que foi entendida como excessivamente progressiva dentro da igreja católica. Em 15 de maio de 1879, ele foi criado como cardeal pelo papa Leão XIII. Ele morreu em 1890 e foi beatificado em 2010 pelo papa Bento XVI na Inglaterra. Em 13 de outubro de 2019, ele será canonizado, em Roma, pelo Papa Francisco. «Newman, faça parar»: Entrevista com Melissa Villalobos, a mulher do milagre. Melissa e Gemma, mãe e filha, protagonistas do milagre de São João Henry Newman Melissa Villalobos, advogada americana, vive em Chicago. Mãe de sete filhos. Um mês após a quinta gravidez começa a sofrer forte sangramento interno. Os médicos aconselham o descanso quase absoluto, como a única maneira de enfrentar os meses seguintes. Foi o ano de 2013. Em um novo episódio de perda de sangue, vigorosamente pergunta “Newman, faça parar”. E assim foi: instantaneamente o sangramento parou. Logo Gemma nasceu, uma menina normal, de boa saúde, que agora tem 6 anos. Oferecemos uma entrevista com Melissa, na qual ela nos conta sobre sua devoção a Newman e a importância da fé, que sempre pode crescer. No site oficial da canonização, você pode ver um vídeo no qual Melissa conta os detalhes do milagre. Por que você foi para Newman? Como começa sua devoção a ele? Comecei minha devoção ao cardeal Newman em 2011, depois que meu marido, David, trouxe para casa dois selos com sua imagem. Coloquei um deles na sala e o outro no nosso quarto. Passei na frente deles durante todo o dia e me dirigi a ele com frequência. Todo dia ele se sentia mais amigo, mais perto. Seu rosto parecia tão santo e bonito que fiquei atraído por ele. Ele parecia ter uma expressão no rosto que correspondia ao humor das minhas orações, e parecia que ele estava realmente ouvindo cada uma das minhas palavras. A partir de então, decidi procurar sua vida e seu trabalho porque estava mais curioso em conhecê-lo e encontrei um site chamado newmanreader.org na Internet.SOU UMA DAS PESSOAS COMUNS QUE TANTO AMEI, COMO AQUELAS, COM QUEM AS CARTAS FORAM TROCADAS AO LONGO DE SUA VIDA Comecei a ler suas obras, especialmente suas cartas para pessoas comuns, e descobri que ele não era apenas um grande intelectual, mas também uma pessoa extremamente amorosa e santa. Ler as palavras dele foi como encontrar um tesouro! Ele acreditava firmemente que estava no céu porque fazia muito pelos outros, os levava à Igreja e também visitava os doentes e os pobres. Ele nunca se gabava de todo o trabalho que fazia para pessoas normais. Pedi sua ajuda no meu momento de necessidade, porque sabia que estava no céu e que levaria minha oração a Deus. Sou uma das pessoas comuns a quem tanto amei, como aquelas, com quem as cartas foram trocadas ao longo de sua vida. Desde o início, pode-se pensar que as prioridades de Newman poderiam ir para a defesa da fé, o diálogo entre confissões religiosas etc. Ou seja, um santo intelectual e sério, pouco inclinado a atender às orações de uma mulher grávida … O cardeal Newman era um homem humilde e muitos não sabem o quanto ele fez por pessoas normais e simples, incluindo os doentes e os pobres. Em sua primeira missão na igreja, ele visitou todos os paroquianos que não esperavam ou precisavam dele. Ele também visitou todas as pessoas doentes e muitas tinham doenças contagiosas, como a cólera. Ele nunca se preocupou em contrair a doença de outra pessoa. Ele sempre teve tempo para os outros. Ele também apoiou muito as famílias, as mães e os filhos: estava muito interessado em uma educação cuidadosa das crianças. Os problemas de todas as outras pessoas eram importantes para ele. Curar-me como mulher grávida é consistente com seu amor pelas pessoas comuns e também com seu imenso amor pela Virgem Maria, a maior mulher. Você pode medir a fé com a qual alguém pede esse milagre? Ou seja, às vezes há milagres, às vezes não. O que fazer para não se cansar de perguntar? A fé é uma crença que não está apenas na mente, mas também no coração. É saber que você é ouvido e amado, mesmo quando não consegue o que deseja. Você também precisa entender que não conseguir o que deseja é para seu maior bem, porque estamos sempre sob os cuidados de Deus como nosso pai. É difícil aceitar, porque sempre pensamos que sabemos melhor o que precisamos, mas se confiamos em Deus como o Pai amoroso, sabemos que ele nunca nos abandona. Recomendo que as pessoas orem ao cardeal Newman para aumentar nossa fé. Você nunca tem demais. Em espanhol, “ser como uma rosa” significa estar bem, com boa saúde. Sua filha Gemma, por causa do agradável cheiro de rosas que apareceu no dia do milagre, pode-se dizer que Newman sempre a manterá “como uma rosa”. Newman sempre manterá Gemma em suas mãos amorosas e, de fato, acho que ele guiará e cuidará de toda a nossa família. Ao me curar em minha gravidez com Gemma, ele trouxe seu amor para toda a minha família, e faremos todo o possível para mostrar-lhe nossa grande gratidão, vivendo como ele vivia com uma vida de oração preocupada com as necessidades dos outros.EU RECOMENDO QUE AS PESSOAS OREM AO CARDEAL NEWMAN PARA AUMENTAR NOSSA FÉ Você vai pedir outro milagre no próximo dia 13 de outubro? Desde que as notícias do meu milagre foram publicadas, muitas pessoas me pediram para orar por elas ao cardeal Newman. Essas orações pelos outros incluem principalmente necessidades físicas e espirituais. Orarei por todas essas pessoas, por minha família, pelo Santo Padre e pela Igreja na missa de canonização. Rezarei também pelo Opus Dei. Espero também que o povo do Opus Dei mantenha a mim e à minha família em suas orações! Tradução de: https://opusdei.org/es-ar/article/san-john-henry-newman/#jackvaleronewman
- Newman, um santo para o nosso tempo
John Henry Newman será o próximo santo da Igreja Católica. No dia 13 de outubro, ele será canonizado em uma cerimônia presidida pelo Papa Francisco, e na qual também serão mais quatro pessoas, todas mulheres: Giuseppina Vannini, Maria Teresa Chiramel, Irmã Dulce Lopes Pontes e Margarita Bays. Uma vida emocionante, uma conversão que chocou a Inglaterra e um poderoso legado intelectual, sugestivo do mundo de ontem e de hoje. Grandes temas como fé e razão, consciência, política, educação, leigos, foram amplamente desenvolvidos em seus escritos. Newman está mais em vigor do que nunca: os problemas atuais, em grande parte, são semelhantes aos da Inglaterra vitoriana de seus dias: entre outros, a compreensão racional de Deus, a necessidade da formação dos leigos e a busca escrupulosa da verdade moral. Isso foi entendido por Bento XVI, que o beatificou em 2010. “Dez mil dificuldades não fazem uma dúvida”, disse Newman. Mas derrotá-los faz um santo. Obrigado, São João Henrique. Retrato de John Henry Newman, Oratório de Birmingham © Mazur / catholicnews.org.uk «Newman poderia ser o santo da amizade»: Entrevista com Jack Valero, diretor de comunicação da Canonização de Newman Para abordar uma figura nem sempre conhecida no mundo de hoje, e em particular fora do campo anglófono, oferecemos uma entrevista com Jack Valero, diretor de comunicação da Canonização de Newman, realizado duas semanas antes do evento. Newman, o primeiro santo do Reino Unido em 300 anos. Uma gota no oceano britânico ou o nascimento de um rio? Quando Newman se converte ao catolicismo em 1845, ele perde o emprego, seus amigos e até há membros de sua família que não falam mais com ele. Tornar-se católico na Inglaterra naquela época significava perder tudo. Com um trabalho contínuo ao longo de 45 anos, Newman causa uma grande mudança social no país. Quando ele morre, em 1890, já parece bom alguém se tornar católico. Ele fica quase sozinho. Abra uma porta pela qual muitas celebridades chegam em pouco tempo: Oscar Wilde, RH Benson, GK Chesterton, Ronald Knox, Evelyn Waugh, Graham Green … A conversão é um caminho socialmente aceitável graças a Newman. E quem sabe se alguém que o seguiu no caminho para a Igreja o seguirá no caminho para os altares. Tumba original em Rednal, onde o cardeal Newman foi enterrado © Mazur / catholicnews.org.uk Saltamos da ilha para o continente. O que essa canonização pode trazer para o resto do mundo, menos familiarizado com um cardeal que vem do anglicanismo? Embora ele tenha vivido mais de um século atrás, Newman é uma pessoa que tem muito a dizer ao mundo hoje. Seu livro sobre o que é uma universidade, por exemplo, é um clássico sobre educação que ainda está sendo discutido hoje. E não é apenas uma discussão abstrata: o próprio Newman começou uma universidade em Dublin e uma escola secundária na Inglaterra, e ambas duram até hoje. Depois, há sua visão sobre o papel dos leigos na Igreja. Newman já viu que o futuro da Igreja estava nas mãos dos leigos e que, para isso, precisariam de uma formação profunda. No entanto, na época, os católicos nem sequer tinham acesso a uma formação intelectual de qualidade, muito menos à formação doutrinal-religiosa no nível necessário. De fato, sua visão não poderia se realizar até cem anos depois. O QUE CHAMA A ATENÇÃO NO CASO DE NEWMAN É QUE BUSCAR A VERDADE AONDE QUER QUE ELA LEVE, SEMPRE SEGUINDO A CONSCIÊNCIA Newman passou metade da vida como anglicano e a segunda metade como católico. Em seu primeiro período, ele pregou muitos sermões como pastor de Santa Maria, a Virgem , a igreja da universidade anglicana em Oxford. Quando, ao longo dos anos, como sacerdote católico, ele publica seus sermões da era anglicana, ele o faz quase inalterado, argumentando que o que ele acreditava então continua acreditando nele, com poucas exceções. Conversões são o resultado, antes de tudo, da ação do Espírito Santo. O jovem Newman acompanhou essa graça divina com muito estudo, leituras e reflexão. Essa busca, que requer tempo, abertura da mente e uma busca incessante pela verdade, é hoje uma mercadoria escassa. Como encontrar Deus se esse encontro, a princípio, não fascina? É verdade que a busca pela verdade, como Newman, é incomum hoje e temos que aprender a propor de uma maneira mais conectada à sensibilidade atual. Newman começa essa busca e vai para o princípio, para os Padres da Igreja. Ele os lê avidamente e através dessa leitura dos Padres, muitas vezes no grego original, chega à convicção de que o que está procurando é na Igreja Católica. O que chama a atenção no caso de Newman é que buscar a verdade aonde quer que ela leve, sempre seguindo a consciência. Isso é algo que se conecta à sensibilidade atual e à busca de autenticidade. Algum evento em sua vida, talvez menos conhecido, que mostre humanidade, caridade com os que o rodeiam? Além de seu legado intelectual, Newman era um padre que morava em uma igreja de Birmingham por mais de 40 anos, cuidando de paroquianos de todas as esferas da vida, com trabalho pastoral oculto. Tanto que, quando ele morreu, mais de 15.000 pessoas de Birmingham foram às ruas para acompanhar o caminho do caixão do cemitério. Muitos comentaram sobre como ele os ajudara pessoalmente em tempos de dificuldade. SUAS MAIS DE 20.000 CARTAS COLETADAS EM 32 VOLUMES SÃO UMA PROVA DE SEUS MUITOS AMIGOS Há santos que são imediatamente chamados “o santo da alegria”, dos pobres, do comum … Nesse caso, como isso pode ser lembrado, em uma ou duas palavras? Newman poderia ser o santo da amizade. Ele tinha muitos amigos de todos os níveis, desde os primeiros ministros até o mendigo no canto. Suas mais de 20.000 cartas coletadas em 32 volumes são uma prova de seus muitos amigos. Por outro lado, ele também pode se tornar o santo dos jornalistas: ele sempre gostou de escrever e ser diretor de revista e jornal, desde pouco depois de chegar a Oxford aos 16 anos, até quase o fim de sua vida. Ele é considerado um dos melhores escritores de língua inglesa do século XIX. Mesa do cardeal Newman no oratório de Birmingham © Mazur / catholicnews.org.uk Se o cardeal Newman estivesse entre nós, que mensagem ele poderia transmitir sobre a comunhão eclesial e a defesa da fé no mundo de hoje? O curioso de Newman é que ele é admirado por todos os tipos de católicos, tanto os considerados conservadores quanto os mais progressistas. Para mim, é uma conquista muito grande do cardeal, que sabe pregar e escrever de uma maneira que entenda e siga todo tipo de pessoa. Atualmente, onde a sociedade é muito polarizada, mesmo em alguns ambientes da Igreja, Newman pode ser um ponto de união de pessoas muito diferentes, para que todos possamos trabalhar na evangelização sem que nossas diferenças sejam um obstáculo. NEWMAN SERÁ UM SANTO QUE NOS AJUDARÁ MUITO A SERMOS CRISTÃOS CONSISTENTES EM NOSSO PRÓPRIO AMBIENTE NO SÉCULO XXI Um ponto muito desenvolvido por Newman é o da primazia absoluta da consciência; De fato, a definição desse conceito no Catecismo da Igreja Católica é sua. Se o futuro santo levantou a cabeça e observou o descrédito atual da palavra “verdade” … Penso que os ensinamentos de Newman sobre consciência, que vêm em grande parte do Capítulo V da Carta ao Duque de Norfolk e foram oficializados na igreja porque são citados no Catecismo da Igreja Católica de 1992, se tornarão mais importantes. com o passar do tempo, dado o individualismo e a ética da autonomia que existem hoje. Newman fala da consciência como a voz de Deus, enquanto em geral agora está na moda considerar que, de uma maneira ou de outra, é a criação do homem. Como a voz de Deus, Newman descreve a consciência como o vigário original de Cristo. A boa formação dos leigos para melhorar a sociedade, o papel dos cristãos na política ou na universidade, foram temas tratados fortemente pelo futuro santo. Parece que sua mensagem permanece válida em 2019. Exatamente St. John Henry Newman será um santo que nos ajudará muito a sermos cristãos consistentes em nosso próprio ambiente no século XXI. Gostaria de encorajar as pessoas a lerem uma biografia primeiro e depois seus escritos: algumas meditações e sermões, sua autobiografia espiritual Apologia Pro Vita Sua , a Carta ao Duque de Norfolk, a Ideia da Universidade, discursos sobre a situação atual dos católicos na Inglaterra, etc. Dados básicos para entender Newman: Uma peregrinação do anglicanismo a ser declarada santa pela Igreja Católica. A vida de John Henry Newman abrange quase completamente o século XIX. Ele nasceu em Londres em 1801 e morreu em 1890. A primeira parte de sua vida foi anglicana, a segunda, católica. Sua mãe ensinou a ele e seus irmãos como lidar com a Bíblia desde muito jovem, mas não com o objetivo de acender a chama da fé nele, para fortalecer sua crença, mas para desenvolver sentimentos religiosos. Esses dados serão importantes para entender o desenvolvimento filosófico em torno do consentimento. O jovem Newman não tinha nenhuma base religiosa. Ele era um aluno brilhante e muito ativo, que não estava muito interessado em assuntos religiosos porque não havia aprendido o significado de amar a Deus. Mas na adolescência completa, aos quinze anos, ela fica doente e, em suas próprias palavras, sua “conversão” ocorre. Ele tem muito tempo para pensar e modificar idéias e há um encontro pessoal com Deus, até então, inexistente. Durante a longa convalescença e forçado – por razões econômicas – a permanecer em um internato por vários meses, ele teve a possibilidade de entrar em leituras religiosas como The Force of True , do calvinista Thomas Scott, leituras que lhe mostravam como acreditar em um Deus vivo e reconhecer A expiração da vida terrena. Logo ele decidiu manter o celibato e se tornar um pastor anglicano para poder dedicar-se com maior dedicação aos estudos. Ele entrou em Oxford, primeiro como estudante, tornando-se professor mais tarde e se tornando conhecido por seus sermões, nos quais tenta encontrar uma maneira de regenerar a igreja anglicana. Para isso, ele está profundamente interessado no estudo objetivo da história do cristianismo, do Pai da Igreja, uma empresa que começa em 1845, após alguns anos de aposentadoria, vida quase monástica na cidade de Littlemore – onde ele construiu uma igreja e onde sua mãe está enterrada – e de intenso estudo, especialmente em torno da fé católica, que cada vez mais lhe interessa, e na qual ele descobre a continuidade da Igreja primitiva. Nesse ano, 3 de outubro de 1845 é uma data importante em sua biografia. Escreva ao diretor do seu Oxford College para informá-lo de que ele está deixando o cargo de tutor e professor. No mesmo dia, ele foi recebido na igreja católica. Newman descreveu em mais de uma ocasião a dificuldade envolvida nessa etapa. Eles não o negaram, pararam de lhe enviar convites para eventos, ele não foi bem recebido nos círculos que frequentava, era o centro das maldições … tudo isso por ter cometido o terrível crime de ser católico entre os protestantes. Logo após sua conversão, ele recebe confirmação em Birmingham. Um ano depois, ele deixa os lugares onde passou 30 anos e, em setembro, viaja para Roma junto com um amigo, Ambrose St. John, igualmente convertido. Lá ele é ordenado sacerdote da igreja católica. Pouco depois, ele foi admitido como noviço dos oradores de Roma. Em seu retorno à Inglaterra (Maryvale), ele fundou um oratório em 1848 junto com um grupo de jovens convertidos. Dois anos depois, em 1850, o estabelecimento da hierarquia da Igreja Católica na Inglaterra teve acesso livre. Newman tenta lutar contra preconceitos e enfatiza a necessidade de leigos católicos bem preparados, capazes de explicar sua fé em todos os momentos, pois sempre houve períodos na história da Igreja em que era precisamente a comunidade de crentes aqueles que preservaram a fé, mais do que certos papas ou bispos. Newman, não apenas tem que lutar contra os inimigos que surgiram dentro da igreja anglicana. Após a publicação da Apologia Pro Vita Sua (1864), que reafirma que o ICR é a igreja que contém a divulgação sem aditivos distorcidas, também tem de suportar fortes críticas interno para a fundação do oratório de Oxford o ano de 1859. Essa é a questão da preparação dos leigos, tão importante para Newman, que foi entendida como excessivamente progressiva dentro da igreja católica. Em 15 de maio de 1879, ele foi criado como cardeal pelo papa Leão XIII. Ele morreu em 1890 e foi beatificado em 2010 pelo papa Bento XVI na Inglaterra. Em 13 de outubro de 2019, ele será canonizado, em Roma, pelo Papa Francisco. «Newman, faça parar»: Entrevista com Melissa Villalobos, a mulher do milagre. Melissa e Gemma, mãe e filha, protagonistas do milagre de São João Henry Newman Melissa Villalobos, advogada americana, vive em Chicago. Mãe de sete filhos. Um mês após a quinta gravidez começa a sofrer forte sangramento interno. Os médicos aconselham o descanso quase absoluto, como a única maneira de enfrentar os meses seguintes. Foi o ano de 2013. Em um novo episódio de perda de sangue, vigorosamente pergunta “Newman, faça parar”. E assim foi: instantaneamente o sangramento parou. Logo Gemma nasceu, uma menina normal, de boa saúde, que agora tem 6 anos. Oferecemos uma entrevista com Melissa, na qual ela nos conta sobre sua devoção a Newman e a importância da fé, que sempre pode crescer. No site oficial da canonização, você pode ver um vídeo no qual Melissa conta os detalhes do milagre. Por que você foi para Newman? Como começa sua devoção a ele? Comecei minha devoção ao cardeal Newman em 2011, depois que meu marido, David, trouxe para casa dois selos com sua imagem. Coloquei um deles na sala e o outro no nosso quarto. Passei na frente deles durante todo o dia e me dirigi a ele com frequência. Todo dia ele se sentia mais amigo, mais perto. Seu rosto parecia tão santo e bonito que fiquei atraído por ele. Ele parecia ter uma expressão no rosto que correspondia ao humor das minhas orações, e parecia que ele estava realmente ouvindo cada uma das minhas palavras. A partir de então, decidi procurar sua vida e seu trabalho porque estava mais curioso em conhecê-lo e encontrei um site chamado newmanreader.org na Internet.SOU UMA DAS PESSOAS COMUNS QUE TANTO AMEI, COMO AQUELAS, COM QUEM AS CARTAS FORAM TROCADAS AO LONGO DE SUA VIDA Comecei a ler suas obras, especialmente suas cartas para pessoas comuns, e descobri que ele não era apenas um grande intelectual, mas também uma pessoa extremamente amorosa e santa. Ler as palavras dele foi como encontrar um tesouro! Ele acreditava firmemente que estava no céu porque fazia muito pelos outros, os levava à Igreja e também visitava os doentes e os pobres. Ele nunca se gabava de todo o trabalho que fazia para pessoas normais. Pedi sua ajuda no meu momento de necessidade, porque sabia que estava no céu e que levaria minha oração a Deus. Sou uma das pessoas comuns a quem tanto amei, como aquelas, com quem as cartas foram trocadas ao longo de sua vida. Desde o início, pode-se pensar que as prioridades de Newman poderiam ir para a defesa da fé, o diálogo entre confissões religiosas etc. Ou seja, um santo intelectual e sério, pouco inclinado a atender às orações de uma mulher grávida … O cardeal Newman era um homem humilde e muitos não sabem o quanto ele fez por pessoas normais e simples, incluindo os doentes e os pobres. Em sua primeira missão na igreja, ele visitou todos os paroquianos que não esperavam ou precisavam dele. Ele também visitou todas as pessoas doentes e muitas tinham doenças contagiosas, como a cólera. Ele nunca se preocupou em contrair a doença de outra pessoa. Ele sempre teve tempo para os outros. Ele também apoiou muito as famílias, as mães e os filhos: estava muito interessado em uma educação cuidadosa das crianças. Os problemas de todas as outras pessoas eram importantes para ele. Curar-me como mulher grávida é consistente com seu amor pelas pessoas comuns e também com seu imenso amor pela Virgem Maria, a maior mulher. Você pode medir a fé com a qual alguém pede esse milagre? Ou seja, às vezes há milagres, às vezes não. O que fazer para não se cansar de perguntar? A fé é uma crença que não está apenas na mente, mas também no coração. É saber que você é ouvido e amado, mesmo quando não consegue o que deseja. Você também precisa entender que não conseguir o que deseja é para seu maior bem, porque estamos sempre sob os cuidados de Deus como nosso pai. É difícil aceitar, porque sempre pensamos que sabemos melhor o que precisamos, mas se confiamos em Deus como o Pai amoroso, sabemos que ele nunca nos abandona. Recomendo que as pessoas orem ao cardeal Newman para aumentar nossa fé. Você nunca tem demais. Em espanhol, “ser como uma rosa” significa estar bem, com boa saúde. Sua filha Gemma, por causa do agradável cheiro de rosas que apareceu no dia do milagre, pode-se dizer que Newman sempre a manterá “como uma rosa”. Newman sempre manterá Gemma em suas mãos amorosas e, de fato, acho que ele guiará e cuidará de toda a nossa família. Ao me curar em minha gravidez com Gemma, ele trouxe seu amor para toda a minha família, e faremos todo o possível para mostrar-lhe nossa grande gratidão, vivendo como ele vivia com uma vida de oração preocupada com as necessidades dos outros.EU RECOMENDO QUE AS PESSOAS OREM AO CARDEAL NEWMAN PARA AUMENTAR NOSSA FÉ Você vai pedir outro milagre no próximo dia 13 de outubro? Desde que as notícias do meu milagre foram publicadas, muitas pessoas me pediram para orar por elas ao cardeal Newman. Essas orações pelos outros incluem principalmente necessidades físicas e espirituais. Orarei por todas essas pessoas, por minha família, pelo Santo Padre e pela Igreja na missa de canonização. Rezarei também pelo Opus Dei. Espero também que o povo do Opus Dei mantenha a mim e à minha família em suas orações! Tradução de: https://opusdei.org/es-ar/article/san-john-henry-newman/#jackvaleronewman
- Conferência Episcopal da Polônia propõe a beatificação dos pais de São João Paulo II
A Conferência Episcopal da Polônia concordou em iniciar o processo de canonização dos pais de São João Paulo II. ( CNA / InfoCatólica ) O episcopado polonês fez o anúncio ontem e deu os primeiros passos para a beatificação do pai de João Paulo II, Karol Wojtyla (obs: nome compartilhado entre pai e filho), e sua mãe, Emília nee Kaczorowska. O próximo passo será solicitar à Santa Sé que dê continuidade aos arquivos de canonização na arquidiocese de Cracóvia. Karol, tenente do exército polonês, e Emilia, professora, casaram-se em Cracóvia em 10 de fevereiro de 1906. O casamento teve três filhos: Edmund, nascido em 1906; Olga, que morreu logo após seu nascimento; e Karol Junior em 1920. A família era conhecida como católica fiel e rejeitou o crescente anti-semitismo da época. “A família imediata influenciou fortemente o desenvolvimento espiritual e intelectual do futuro Papa “, diz a Conferência Episcopal da Polônia. Emília recebeu uma educação religiosa formal. Antes de morrer de ataque cardíaco e insuficiência hepática em 1929, a mãe era a base fundamental da fé para a casa. Na ocasião de sua morte, Karol Jr. estava a um mês de seu nono aniversário. «Emília Wojtyla se formou na escola do mosteiro das Irmãs do Amor Divino. Com total dedicação e amor, ele administrava a casa e cuidava dos filhos Edmund e Karol ”, explicam os bispos. Seu pai criou seus filhos somente até sua morte, 12 anos depois. De acordo com a Catholic Online, Karol era um homem de oração e levou Karol Jr. a ser trabalhador e estudioso. O pai também assumiu tarefas familiares, como costurar as roupas do filho. «Karol Wojtyła, pai, era um homem profundamente religioso, trabalhador e consciente. João Paulo II mencionou repetidamente que tinha visto seu pai ajoelhado e orando mesmo à noite. Foi seu pai quem ensinou a oração ao Espírito Santo que o acompanhou até o fim de sua vida ».
- Conferência Episcopal da Polônia propõe a beatificação dos pais de São João Paulo II
A Conferência Episcopal da Polônia concordou em iniciar o processo de canonização dos pais de São João Paulo II. ( CNA / InfoCatólica ) O episcopado polonês fez o anúncio ontem e deu os primeiros passos para a beatificação do pai de João Paulo II, Karol Wojtyla (obs: nome compartilhado entre pai e filho), e sua mãe, Emília nee Kaczorowska. O próximo passo será solicitar à Santa Sé que dê continuidade aos arquivos de canonização na arquidiocese de Cracóvia. Karol, tenente do exército polonês, e Emilia, professora, casaram-se em Cracóvia em 10 de fevereiro de 1906. O casamento teve três filhos: Edmund, nascido em 1906; Olga, que morreu logo após seu nascimento; e Karol Junior em 1920. A família era conhecida como católica fiel e rejeitou o crescente anti-semitismo da época. “A família imediata influenciou fortemente o desenvolvimento espiritual e intelectual do futuro Papa “, diz a Conferência Episcopal da Polônia. Emília recebeu uma educação religiosa formal. Antes de morrer de ataque cardíaco e insuficiência hepática em 1929, a mãe era a base fundamental da fé para a casa. Na ocasião de sua morte, Karol Jr. estava a um mês de seu nono aniversário. «Emília Wojtyla se formou na escola do mosteiro das Irmãs do Amor Divino. Com total dedicação e amor, ele administrava a casa e cuidava dos filhos Edmund e Karol ”, explicam os bispos. Seu pai criou seus filhos somente até sua morte, 12 anos depois. De acordo com a Catholic Online, Karol era um homem de oração e levou Karol Jr. a ser trabalhador e estudioso. O pai também assumiu tarefas familiares, como costurar as roupas do filho. «Karol Wojtyła, pai, era um homem profundamente religioso, trabalhador e consciente. João Paulo II mencionou repetidamente que tinha visto seu pai ajoelhado e orando mesmo à noite. Foi seu pai quem ensinou a oração ao Espírito Santo que o acompanhou até o fim de sua vida ».
- CARDEAL NEWMAN – Bento XVI
[Trechos da homilia do Papa Bento XVI na Missa de beatificação do Cardeal John Henry Newman, em 19 de Setembro de 2010, Birmingham, Inglaterra.] O mote do Cardeal Newman, Cor ad cor loquitur, «o coração fala ao coração», permite-nos penetrar na sua compreensão da vida cristã como chamada à santidade, experimentada como o intenso desejo do coração humano de entrar em íntima comunhão com o Coração de Deus. Ele recorda-nos que a fidelidade à oração nos transforma gradualmente na imagem divina. Como escreveu num dos seus belos sermões: «O hábito da oração, que é a prática de se dirigir a Deus e ao mundo invisível em cada época, em todos os lugares, em qualquer emergência, a oração, digo, possui aquilo que pode ser chamado um efeito natural no espiritualizar e elevar a alma. Um homem já não é o que era antes; gradualmente… interiorizou um novo sistema de ideias e tornou-se impregnado de princípios límpidos» (Parochial and plain sermons, IV, 230-231). O Evangelho de hoje diz-nos que ninguém pode ser servo de dois senhores (cf. Lc 16, 13), e o ensinamento do Beato John Henry sobre a oração explica como o fiel cristão se colocou de modo definitivo ao serviço do único verdadeiro Mestre, e só Ele tem o direito à nossa devoção incondicionada (cf. Mt 23, 10). Newman ajuda-nos a compreender o que isto significa na nossa vida quotidiana: diz-nos que o nosso Mestre divino atribuiu uma tarefa específica a cada um de nós, um «serviço bem definido», confiado unicamente a cada indivíduo: «Eu tenho a minha missão — escrevia — sou um elo numa corrente, um vínculo de ligação entre as pessoas. Ele não me criou para nada. Praticarei o bem, realizarei a sua obra; serei um anjo de paz, um pregador de verdade precisamente no meu lugar… se o fizer obedecerei aos seus mandamentos e servi-lo-ei na minha vocação» (Meditations and devotions, 301-2). O serviço específico ao qual o Beato John Henry Newman foi chamado exigiu a aplicação da sua inteligência sutil e da sua obra fecunda a favor de muitos dos mais urgentes «problemas do dia». As suas intuições sobre a relação entre fé e razão, sobre o espaço vital da religião revelada na sociedade civilizada, e sobre a necessidade de uma abordagem da educação vastamente fundada e a amplo raio, não foram apenas de profunda importância para a Inglaterra vitoriana, mas continuam ainda hoje a inspirar e a iluminar muitos em todo o mundo. Desejo prestar homenagem à sua visão sobre a educação, que tanto fez para plasmar o «ethos», a força que está na base das escolas e dos institutos universitários católicos de hoje. Firmemente contrário a qualquer abordagem redutiva ou utilitarista, ele procurou alcançar um ambiente educativo no qual a formação intelectual, a disciplina moral e o empenho religioso produzissem juntos. O projeto de fundar uma universidade católica na Irlanda proporcionou-lhe a ocasião de desenvolver as suas ideias sobre este argumento e a coletânea de discursos por ele publicados como The Idea of a University contém um ideal do qual podem aprender todos os que estão comprometidos na formação acadêmica. E na realidade, qual meta melhor poderiam propor-se os professores de religião, do que aquele famoso apelo do Beato John Henry para um laicato inteligente e bem instruído: «Quero um laicato não arrogante nem polêmico, mas homens que conheçam a própria religião, que entrem nela, que saibam bem onde se erigem, que saibam o que creem e não creem, que conheçam de tal modo o próprio credo que dele prestem contas, que conheçam bem a própria história para a poder defender» (The Present Position of Catholics in England, IX, 390). Hoje, quando o autor destas palavras é elevado aos altares, rezo a fim de que, mediante a sua intercessão e o seu exemplo, quantos estão comprometidos na tarefa do ensino e da catequese sejam inspirados pela sua visão a um esforço maior, que está diante de nós de modo tão claro. Enquanto o testamento intelectual de John Newman foi o que compreensivelmente recebeu maiores atenções na vasta publicidade sobre a sua vida e obra, prefiro nesta ocasião concluir com uma breve reflexão sobre a sua vida de sacerdote e de pastor de almas. O vigor e a humanidade que estão na base do seu apreço pelo ministério pastoral são magnificamente expressos por outro dos seus famosos discursos: «Se os anjos tivessem sido os vossos sacerdotes, queridos irmãos, não teriam podido participar nos vossos sofrimentos, nem ser indulgentes, nem ter compaixão por vós, nem sentir ternura em relação a vós, nem encontrar motivos para vos justificar, como nós podemos; não teriam podido ser modelos nem guias para vós, nem vos teriam conduzido do vosso homem velho para uma vida nova, como o podem fazer todos os que provêm do vosso mesmo ambiente» («Men, not Angels: the Priests of the Gospel», Discourses to mixed congregations, 3). Ele viveu aquela visão profundamente humana do ministério sacerdotal na devota solicitude pela população de Birmingham durante os anos dedicados ao Oratório por ele fundado, visitando os doentes e os pobres, confortando os esquecidos, ocupando-se de quantos estavam na prisão. Não admira que quando ele morreu milhares de pessoas se puseram em fila pelas ruas do lugar enquanto o seu corpo era levado à sepultura a meia légua daqui. Cento e vinte anos depois, grandes multidões se reuniram de novo aqui para se alegrar pelo solene reconhecimento da Igreja pela excepcional santidade deste amadíssimo pai de almas. Não há modo melhor para expressar a alegria deste momento do que dirigir-nos ao nosso Pai celeste numa ação de graças cordial, rezando com as palavras colocadas pelo Beato John Henry Newman nos lábios dos coros dos anjos no céu: Louvor Àquele que é Santíssimo no alto dos céus e louvor nas profundezas; belíssimo em todas as suas palavras, mas muito mais em todos os seus caminhos! (The dream of Gerontius). http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/homilies/2010/documents/hf_ben-xvi_hom_20100919_beatif-newman.html
- Ordenação de Mulheres? Entenda porque as mulheres não podem ser padres
No Sínodo para a Amazônia, uma das propostas gira em torno de oferecer às mulheres mais destaque e responsabilidade. Alguns chegaram até propor a possibilidade de um ministério feminino, diaconato e até o sacerdócio. Afinal, é possível ordenar mulheres? Veja abaixo um resumo do Padre Augusto Bezerra: Uma mulher pode ser ordenada padre? Sabemos que no último século muito se tem lutado para que as mulheres ganhem espaço de relevância em vários setores da sociedade. E estes foram conquistados. Logo, as atenções se voltaram para as instituições tradicionais que deveriam dar este passo; o alvo preferidos de progressistas é a Igreja Católica, que para muitos, ainda é machista, por não admitir no clero as mulheres. Mas, afinal, por que a mulher não pode ser padre? Esta resposta deve ter por base o que dizem os grandes pilares da doutrina católica: a Bíblia, a Tradição e o Magistério. O que diz a Bíblia? Por um mistério, que a Divina Vontade sabe, Deus quis assim. A Palavra é clara quando diz: “ Depois, subiu ao monte e chamou os que Ele quis…”Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador; e Judas Iscariotes, que o entregou”. (Mc 3, 13-19; cf. Jo 15, 16) Jesus passou a noite inteira em oração para fazer esta escolha, não é possível que a Sabedoria encarnada, pudesse errar numa escolha, equivocar-se. Ele assim quis, para transmitir o seu ministério de doação ao povo de Deus, que fossem homens. O que dizem a Tradição e Magistério? A Tradição da Igreja entendeu que esta era a vontade de Deus, repetindo o seu exemplo. Ver abaixo a definição dada pelo Catecismo da Igreja Católica que fala por si só: (1536) A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até ao fim dos tempos: é, portanto, o sacramento do ministério apostólico . E compreende três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato (1577) Só o varão (vir) batizado pode receber validamente a sagrada ordenação (69). O Senhor Jesus escolheu homens (viri) para formar o colégio dos Doze Apóstolos, e o mesmo fizeram os Apóstolos quando escolheram os seus colaboradores para lhes sucederem no desempenho do seu ministério. O Colégio dos bispos, a que os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e atualiza, até que Cristo volte, o Colégio dos Doze. A Igreja reconhece-se vinculada por essa escolha feita pelo Senhor em Pessoa. É por isso que a ordenação das mulheres não é possível. Fica claro que, a Igreja, Esposa Fiel do Senhor, não quer de forma alguma que seus filhos deixem de cumprir uma só vontade de Deus, presente nos Evangelhos. Muitos pensam que as hierarquias dentro da Igreja dizem respeito ao grau de importância, porém pensar assim é um grande erro. São João Paulo II em sua Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis, deixa bem claro a posição oficial do Magistério sobre este assunto e faz uma ressalva muito importante com a qual concluo esse artigo: “ Por outro lado, é à santidade dos fiéis que está totalmente ordenada a estrutura hierárquica da Igreja. Por isso, lembra a Declaração Inter insigniores “o único carisma superior, a que se pode e deve aspirar, é a caridade (cfr 1 Cor 12-13) . Os maiores no Reino dos céus não são os ministros, mas os santos “. #SínododaAmazônia
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- Cardeais Sarah, Turkson e cinco outros bispos defenderam o celibato no Sínodo da Amazônia
Os cardeais Sarah e Turkson e cinco outros bispos se manifestaram a favor do celibato sacerdotal nos dois primeiros dias do Sínodo da Amazônia, apurou o site Catholic News Agency (8 de outubro). Turkson notou que promover vocações sacerdotais em vez de abolir o celibato é a melhor maneira de lidar com a escassez de padres. Outros partidários do celibato foram: • Bispo de Marabá, Vital Corbellini, 59 anos; • Arcebispo de Belém do Pará, Alberto Taveira Correa, 69 anos; • Bispo dos Chachapoyas, Emiliano Cisneros Martinez, 74 anos, Peru; • Reyes, bispo Waldo Barrionuevo Ramirez, 52 anos, Bolívia. Vale ressaltar que esses prelados estão entre os mais jovens, enquanto todos os prelados anti-celibato têm mais de 80 anos. No entanto, os delegados do Sínodo parece que foram escolhidos principalmente para marcar algum tipo de resultados decididos previamente. Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia
- Cardeais Sarah, Turkson e cinco outros bispos defenderam o celibato no Sínodo da Amazônia
Os cardeais Sarah e Turkson e cinco outros bispos se manifestaram a favor do celibato sacerdotal nos dois primeiros dias do Sínodo da Amazônia, apurou o site Catholic News Agency (8 de outubro). Turkson notou que promover vocações sacerdotais em vez de abolir o celibato é a melhor maneira de lidar com a escassez de padres. Outros partidários do celibato foram: • Bispo de Marabá, Vital Corbellini, 59 anos; • Arcebispo de Belém do Pará, Alberto Taveira Correa, 69 anos; • Bispo dos Chachapoyas, Emiliano Cisneros Martinez, 74 anos, Peru; • Reyes, bispo Waldo Barrionuevo Ramirez, 52 anos, Bolívia. Vale ressaltar que esses prelados estão entre os mais jovens, enquanto todos os prelados anti-celibato têm mais de 80 anos. No entanto, os delegados do Sínodo parece que foram escolhidos principalmente para marcar algum tipo de resultados decididos previamente. Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia
- Votação da Reforma da Previdência é adiada em função da canonização de Irma Dulce
A canonização da líder religiosa Irmã Dulce, prevista para o próximo domingo (13), em cerimônia na Cidade do Vaticano, deve tirar políticos do Congresso Nacional na próxima semana. A relação completa dos parlamentares que irão à Europa para o evento ainda não está definida; algumas especulações apontam 15 senadores e número semelhante de deputados. A bancada que mostrou mais interesse na viagem é a da Bahia, terra natal de Irmã Dulce. Mesmo com a canonização ocorrendo em um único dia, a preocupação pela ausência se dá porque as viagens devem ocorrer a partir de quinta (10) ou sexta-feira (11), com o retorno se prolongando de modo indefinido. Há ainda a possibilidade de parlamentares emendarem a viagem ao Vaticano com outras missões internacionais. A situação deve tornar praticamente impossível a votação em segundo turno da reforma da Previdência no dia 15. A data era a que constava do cronograma original para a reforma. Além da dificuldade de formação de quórum, pela ausência dos parlamentares, outro motivo que deve levar ao adiamento da votação é a questão do interstício, o intervalo regulamentar entre duas votações de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como a reforma. Para que o interstício seja quebrado, é necessário um acordo entre todas as lideranças partidárias, algo cada vez mais improvável, em virtude de dificuldades recentes vividas entre o Congresso e o Palácio do Planalto. Os senadores mostraram um sinal de “rebeldia” ao aprovar um destaque que flexibilizou o pagamento do abono salarial, durante a votação em primeiro turno da reforma. Eles também estão exigindo contrapartidas do governo, como uma solução sobre a distribuição de recursos originários dos leilões do pré-sal e a implantação de medidas do pacto federativo. Entre os governistas, o discurso de momento passou a ser o de transformar o momento delicado em uma oportunidade de evitar prejuízos. As mostras de força do parlamento deixaram claro que o “céu de brigadeiro” que o governo esperava para a reforma no Senado não se concretizou. Então o período de intervalo entre as votações pode se mostrar como uma oportunidade para realinhar a base favorável à reforma. Previdência: em defesa do dia 22 A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse à imprensa nesta segunda-feira (7) que votar a reforma da previdência apenas no dia 22 não representaria um atraso. “Tenho visto críticas aos senadores que não são pertinentes. A Câmara teve 180 dias para analisar a reforma. A reforma chegou ao Senado em 8 de agosto e nós já fizemos o primeiro turno da votação no plenário”, disse. Segundo a parlamentar, o principal objetivo dos defensores da reforma deve ser o de garantir uma votação da reforma “com segurança”. “Nós precisamos virar essa página [da reforma da previdência]”, disse. A segurança que Tebet almeja pode ser obtida justamente com a “pausa” dos próximos dias – motivada pela canonização da Irmã Dulce e também pelos outros acontecimentos de cunho político. É o que explicou à Gazeta do Povo o vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR). “Acho que essa pausa pode vir para acalmar os ânimos. Não é a canonização [da Irmã Dulce] que vai atrapalhar a votação. Mas é hora de ter prudência para evitar polêmicas. Como a reforma é um assunto delicado, e estão havendo desconfortos, é hora de se ter equilíbrio. O Davi [Alcolumbre, presidente do Senado] vai saber conduzir os trabalhos”, disse. Rodrigues também disse não ver “problema nenhum” em transferir a votação para o dia 22 e antecipou que é pouco provável que o governo se mobilize para obter a quebra de interstício. “Já dizia Santo Agostinho, é cada dia com uma agonia. Então vamos esperar”, destacou. E na Câmara? A Câmara dos Deputados não têm, em um horizonte próximo, votação de temas de relevo tão grande quanto a reforma da previdência. Tanto que o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), minimizou os efeitos da ausência causada pela comitiva de parlamentares. “É uma comitiva oficial que viaja na quinta-feira e volta na segunda. Não atrapalha os trabalhos da Câmara dos Deputados”, disse à imprensa no último sábado (5). Na semana atual, a expectativa da Câmara é de votar um projeto que amplia as possibilidades de porte de armas. Um substitutivo elaborado pelo deputado Alexandre Leite (DEM-RJ) está pronto para votação em plenário. Também se espera que sessões do Congresso – aí unindo deputados e senadores – concluam a análise dos vetos presidenciais, entre eles o da lei partidária, e a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que regula os gastos públicos para o próximo ano. Quem vai, como vai A participação de 15 senadores na cerimônia de canonização da Irmã Dulce não é oficial. A assessoria de imprensa do Senado divulgou na segunda-feira (7) à Gazeta do Povo que “ainda não há requerimentos aprovados para viagem de senadores a Roma”. Mas parlamentares têm indicado individualmente seus interesses em comparecer ao Vaticano para o evento. Dos três senadores da Bahia, Angelo Coronel (PSD) e Jaques Wagner (PT) irão à cerimônia. Já Otto Alencar (PSD) não comparecerá. Coronel disse ao portal O Antagonista que pagará as despesas da viagem com recursos próprios. Wagner emendará a viagem à Itália com outra à China, em que acompanhará o governador baiano Rui Costa (PT) em missão no país asiático. Comunista organiza comitiva baiana Entre os deputados, a principal defesa da participação oficial dos parlamentares vem do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), coordenador da bancada da Bahia. Também ao portal O Antagonista, o comunista disse defender a presença dos congressistas baianos e ainda a definição da viagem como uma missão oficial da Câmara – ou seja, custeada pela casa. A viagem também deverá ser feita pelo novo procurador-geral da República, Augusto Aras. O comandante do Ministério Público é nascido em Salvador, como a Irmã Dulce, e pediu licença do cargo entre os dias 11 e 14. O Ministério chegou a divulgar que arcaria com os custos de uma passagem de primeira classe para Aras e sua mulher, mas em entrevista à Folha de S. Paulo o procurador-geral disse que bancaria suas despesas. Via Gazeta do Povo #Política
- Votação da Reforma da Previdência é adiada em função da canonização de Irma Dulce
A canonização da líder religiosa Irmã Dulce, prevista para o próximo domingo (13), em cerimônia na Cidade do Vaticano, deve tirar políticos do Congresso Nacional na próxima semana. A relação completa dos parlamentares que irão à Europa para o evento ainda não está definida; algumas especulações apontam 15 senadores e número semelhante de deputados. A bancada que mostrou mais interesse na viagem é a da Bahia, terra natal de Irmã Dulce. Mesmo com a canonização ocorrendo em um único dia, a preocupação pela ausência se dá porque as viagens devem ocorrer a partir de quinta (10) ou sexta-feira (11), com o retorno se prolongando de modo indefinido. Há ainda a possibilidade de parlamentares emendarem a viagem ao Vaticano com outras missões internacionais. A situação deve tornar praticamente impossível a votação em segundo turno da reforma da Previdência no dia 15. A data era a que constava do cronograma original para a reforma. Além da dificuldade de formação de quórum, pela ausência dos parlamentares, outro motivo que deve levar ao adiamento da votação é a questão do interstício, o intervalo regulamentar entre duas votações de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como a reforma. Para que o interstício seja quebrado, é necessário um acordo entre todas as lideranças partidárias, algo cada vez mais improvável, em virtude de dificuldades recentes vividas entre o Congresso e o Palácio do Planalto. Os senadores mostraram um sinal de “rebeldia” ao aprovar um destaque que flexibilizou o pagamento do abono salarial, durante a votação em primeiro turno da reforma. Eles também estão exigindo contrapartidas do governo, como uma solução sobre a distribuição de recursos originários dos leilões do pré-sal e a implantação de medidas do pacto federativo. Entre os governistas, o discurso de momento passou a ser o de transformar o momento delicado em uma oportunidade de evitar prejuízos. As mostras de força do parlamento deixaram claro que o “céu de brigadeiro” que o governo esperava para a reforma no Senado não se concretizou. Então o período de intervalo entre as votações pode se mostrar como uma oportunidade para realinhar a base favorável à reforma. Previdência: em defesa do dia 22 A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse à imprensa nesta segunda-feira (7) que votar a reforma da previdência apenas no dia 22 não representaria um atraso. “Tenho visto críticas aos senadores que não são pertinentes. A Câmara teve 180 dias para analisar a reforma. A reforma chegou ao Senado em 8 de agosto e nós já fizemos o primeiro turno da votação no plenário”, disse. Segundo a parlamentar, o principal objetivo dos defensores da reforma deve ser o de garantir uma votação da reforma “com segurança”. “Nós precisamos virar essa página [da reforma da previdência]”, disse. A segurança que Tebet almeja pode ser obtida justamente com a “pausa” dos próximos dias – motivada pela canonização da Irmã Dulce e também pelos outros acontecimentos de cunho político. É o que explicou à Gazeta do Povo o vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR). “Acho que essa pausa pode vir para acalmar os ânimos. Não é a canonização [da Irmã Dulce] que vai atrapalhar a votação. Mas é hora de ter prudência para evitar polêmicas. Como a reforma é um assunto delicado, e estão havendo desconfortos, é hora de se ter equilíbrio. O Davi [Alcolumbre, presidente do Senado] vai saber conduzir os trabalhos”, disse. Rodrigues também disse não ver “problema nenhum” em transferir a votação para o dia 22 e antecipou que é pouco provável que o governo se mobilize para obter a quebra de interstício. “Já dizia Santo Agostinho, é cada dia com uma agonia. Então vamos esperar”, destacou. E na Câmara? A Câmara dos Deputados não têm, em um horizonte próximo, votação de temas de relevo tão grande quanto a reforma da previdência. Tanto que o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), minimizou os efeitos da ausência causada pela comitiva de parlamentares. “É uma comitiva oficial que viaja na quinta-feira e volta na segunda. Não atrapalha os trabalhos da Câmara dos Deputados”, disse à imprensa no último sábado (5). Na semana atual, a expectativa da Câmara é de votar um projeto que amplia as possibilidades de porte de armas. Um substitutivo elaborado pelo deputado Alexandre Leite (DEM-RJ) está pronto para votação em plenário. Também se espera que sessões do Congresso – aí unindo deputados e senadores – concluam a análise dos vetos presidenciais, entre eles o da lei partidária, e a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que regula os gastos públicos para o próximo ano. Quem vai, como vai A participação de 15 senadores na cerimônia de canonização da Irmã Dulce não é oficial. A assessoria de imprensa do Senado divulgou na segunda-feira (7) à Gazeta do Povo que “ainda não há requerimentos aprovados para viagem de senadores a Roma”. Mas parlamentares têm indicado individualmente seus interesses em comparecer ao Vaticano para o evento. Dos três senadores da Bahia, Angelo Coronel (PSD) e Jaques Wagner (PT) irão à cerimônia. Já Otto Alencar (PSD) não comparecerá. Coronel disse ao portal O Antagonista que pagará as despesas da viagem com recursos próprios. Wagner emendará a viagem à Itália com outra à China, em que acompanhará o governador baiano Rui Costa (PT) em missão no país asiático. Comunista organiza comitiva baiana Entre os deputados, a principal defesa da participação oficial dos parlamentares vem do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), coordenador da bancada da Bahia. Também ao portal O Antagonista, o comunista disse defender a presença dos congressistas baianos e ainda a definição da viagem como uma missão oficial da Câmara – ou seja, custeada pela casa. A viagem também deverá ser feita pelo novo procurador-geral da República, Augusto Aras. O comandante do Ministério Público é nascido em Salvador, como a Irmã Dulce, e pediu licença do cargo entre os dias 11 e 14. O Ministério chegou a divulgar que arcaria com os custos de uma passagem de primeira classe para Aras e sua mulher, mas em entrevista à Folha de S. Paulo o procurador-geral disse que bancaria suas despesas. Via Gazeta do Povo #Política
- Sínodo para a Amazônia inicia fase de debates em grupos
Conforme relatado em uma entrevista coletiva por P. Giacomo Costa, secretário da Comissão de Comunicação do Sínodo para a Amazônia, o trabalho começou em círculos menores na quinta-feira. Eles serão realizados hoje e amanhã, para retomar as congregações gerais no próximo sábado. ( Zenit / InfoCatólica ) Os círculos menores são compostos por 5 grupos em espanhol, 4 em português, 2 em italiano e um em inglês e francês , detalhou a Assessoria de Imprensa da Santa Sé. À luz das apresentações feitas na primeira fase, o relator geral do Sínodo elabora uma série de perguntas (incluídas na relação “pós-desceptamento”) que devem ser discutidas durante a segunda fase, quando todos os membros do Sínodo são divididos em grupos de acordo com os diferentes idiomas , chamados Círculos Menores (Circuli Minori). Os relatórios de cada grupo serão lidos posteriormente na Assembléia Plenária . Nesta ocasião, os pais sinodais podem pedir esclarecimentos sobre os tópicos apresentados e fazer seus comentários. Moderadores e relatores A lista de moderadores e relatores dos círculos menores foi divulgada neste meio-dia, 10 de outubro de 2019, pela Assessoria de Imprensa da Santa Sé. Círculo italiano «A» Rev. P. Dario BOSSI, MCCJ, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Flavio GIOVENALE, Moderador do SDB Círculo italiano «B» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Filippo SANTORO, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. Luis F. LADARIA FERRER, SI, Moderador Círculo Português «A» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Neri J. TONDELLO, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Jesus M. CIZAURRE BERDONCES, OAR, Moderador Círculo Português «B» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Evaristo P. SPENGLER, OFM, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Pedro BRITO GUIMARÂES, Moderador Círculo Português «C» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Vilsom BASSO, SCJ, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. José B. DA SILVA, Moderador Círculo Português «D» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Wilmar SANTIN, O.Carm, relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Alberto TAVEIRA CORRÊA, Moderador Círculo espanhol «A» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. José L. AZUAJE AYALA, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. Carlos AGUIAR RETES, Moderador Círculo espanhol «B» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Francisco J. MÚNERA CORREA, IMC, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Edmundo P. VALENZUELA MELLID, SDB, Moderador Círculo espanhol «C» Rev. P. Roberto JARAMILLO, SI, relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Jonny E. REYES SEQUERA, SDB, Moderador Círculo espanhol «D» Rev. P. Alfredo FERRO MEDINA, SI, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Omar de Jesus MEJÍA GIRALDO, Moderadora Círculo de espanhol «E» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. José J. TRAVIESO MARTÍN, CMF, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. Oscar A. RODRÍGUEZ MARADIAGA, SDB, Moderador Círculo inglês / francês Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Emmanuel LAFONT, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. HOLLERICH, SIM Jean-Claude, Moderador Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia #SínododaAmazônia
- Sínodo para a Amazônia inicia fase de debates em grupos
Conforme relatado em uma entrevista coletiva por P. Giacomo Costa, secretário da Comissão de Comunicação do Sínodo para a Amazônia, o trabalho começou em círculos menores na quinta-feira. Eles serão realizados hoje e amanhã, para retomar as congregações gerais no próximo sábado. ( Zenit / InfoCatólica ) Os círculos menores são compostos por 5 grupos em espanhol, 4 em português, 2 em italiano e um em inglês e francês , detalhou a Assessoria de Imprensa da Santa Sé. À luz das apresentações feitas na primeira fase, o relator geral do Sínodo elabora uma série de perguntas (incluídas na relação “pós-desceptamento”) que devem ser discutidas durante a segunda fase, quando todos os membros do Sínodo são divididos em grupos de acordo com os diferentes idiomas , chamados Círculos Menores (Circuli Minori). Os relatórios de cada grupo serão lidos posteriormente na Assembléia Plenária . Nesta ocasião, os pais sinodais podem pedir esclarecimentos sobre os tópicos apresentados e fazer seus comentários. Moderadores e relatores A lista de moderadores e relatores dos círculos menores foi divulgada neste meio-dia, 10 de outubro de 2019, pela Assessoria de Imprensa da Santa Sé. Círculo italiano «A» Rev. P. Dario BOSSI, MCCJ, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Flavio GIOVENALE, Moderador do SDB Círculo italiano «B» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Filippo SANTORO, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. Luis F. LADARIA FERRER, SI, Moderador Círculo Português «A» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Neri J. TONDELLO, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Jesus M. CIZAURRE BERDONCES, OAR, Moderador Círculo Português «B» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Evaristo P. SPENGLER, OFM, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Pedro BRITO GUIMARÂES, Moderador Círculo Português «C» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Vilsom BASSO, SCJ, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. José B. DA SILVA, Moderador Círculo Português «D» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Wilmar SANTIN, O.Carm, relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Alberto TAVEIRA CORRÊA, Moderador Círculo espanhol «A» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. José L. AZUAJE AYALA, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. Carlos AGUIAR RETES, Moderador Círculo espanhol «B» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Francisco J. MÚNERA CORREA, IMC, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Edmundo P. VALENZUELA MELLID, SDB, Moderador Círculo espanhol «C» Rev. P. Roberto JARAMILLO, SI, relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Jonny E. REYES SEQUERA, SDB, Moderador Círculo espanhol «D» Rev. P. Alfredo FERRO MEDINA, SI, Relator Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Omar de Jesus MEJÍA GIRALDO, Moderadora Círculo de espanhol «E» Sua Ecc.za Rev.ma Mons. José J. TRAVIESO MARTÍN, CMF, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. Oscar A. RODRÍGUEZ MARADIAGA, SDB, Moderador Círculo inglês / francês Sua Ecc.za Rev.ma Mons. Emmanuel LAFONT, Relator Sua Em.za Rev.ma Card. HOLLERICH, SIM Jean-Claude, Moderador Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia #SínododaAmazônia
- Pe. Gabriel Vila Verde responde o pior argumento do Sínodo sobre padres casados
Nos últimos dias os olhares dos católicos do mundo todo se voltaram para a Cidade Eterna, onde acontece um evento que pode causar maior impacto no catolicismo dos últimos anos. Utilizando-se de uma causa legítima, uma ramificação do clero contaminada pela teologia da libertação e o modernismo estão motivados a causar uma revolução na Igreja. Antes mesmo de começar já era de nosso conhecimento propostas de deixar os cabelos em pé, que foram confirmadas logo nos primeiros dias do Sínodo pela Amazônia, cujo objetivo principal deveria ser solucionar os problemas da evangelização na região amazônica, onde existe um número insuficiente de sacerdotes missionários, além do grande desafio logístico, uma vez que boa parte dos vilarejos só são acessível através de embarcações ou aviões, além da cultura e idiomas diferentes. As propostas começam pela criação de uma aberração litúrgica, chamado rito católico amazônico, que propõe transformar a liturgia da missa acrescentando itens da cultura indígena que, na prática, significa desfigurar o Santo Sacrifício da Missa como a conhecemos, simplesmente para que eles fiquem mais a vontade. Também colocaram à mesa, o que talvez seja uma das propostas mais graves e absurdas, o diaconato e sacerdócio feminino, já que as mulheres são predominantes na liderança das comunidades locais. É fato que o número de mulheres que frequentam a igreja já é maior que o de homens, consequentemente acabam ocupando posições de liderança em movimentos, secretarias e paróquias, mas isso não é apenas uma realidade local, pois acontece na maioria das dioceses do mundo. Para fazer ainda mais pressão surgiram até algumas freiras feministas exigindo mais reconhecimento por parte da Igreja. Diante desta constatação, será que uma exceção dessas ficaria restrita à região amazônica? Enfim, em 2016, o Papa Francisco estabeleceu uma comissão para estudar o diaconado das mulheres. Mais tarde, essa comissão produziu um relatório, mas sem chegar a um consenso. Em maio, Francisco disse que a comissão continuaria a estudar o assunto, já que os membros tinham opiniões tão drasticamente divergentes. De certo modo, as propostas acima citadas causam grave espanto e repulsa da maior parte dos católicos, e talvez por isso sejam as mais improváveis de serem aprovadas. Por isso mesmo, entre uma aberração e outra, os revolucionários sinodais encontraram um meio termo que talvez tenha maior probabilidade de ser aprovado… o sacerdócio para homens mais velhos casados ( viri probati ). Este é um ponto que foi abordado no primeiro dia pelo relator do Sínodo, Cardeal Claudio Hummes, mas que chegou no seu ápice com as palavras de um bispo convidado, Dom Erwin Krautler. Dom Erwin, que se alegra por nunca ter batizado um índio, afirmou que a questão dos padres casados já está decidida . Ele explicou ainda que há uma maioria de mais de dois terços que acrescentaria os votos necessários para recomendar a mudança. Entretanto, o argumento que ele utilizou para sustentar sua proposta foi, no mínimo, cômico, para não dizer trágico. Krautler afirmou que o principal motivo para fazer uma mudança tão drástica no modo de vida sacerdotal vivido pela igreja latina, abolindo o celibato (a princípio restrita para aquela região) era porque “os índios não conseguem compreender o celibato” . Para demonstrar que este argumento não é coerente, para não dizer iracional, um conhecido sacerdote brasileiro respondeu expondo seu ponto de vista. Veja o comentário do Padre Gabriel Vila Verde feito em suas redes sociais : Um Bispo disse que os índios não entendem o celibato, por isso a Igreja deve ordenar homens casados. Se a lógica é essa, então… Muitas tribos da África não entendem o casamento monogâmico. Vamos permitir a poligamia. Muita gente não entende a castidade. Vamos consentir o sexo livre. Muita gente não entende a Confissão. Vamos abrir mão do Sacramento. Muita gente não entende a Eucaristia. Vamos trocar a Missa pela ceia protestante. Muita gente não entende o Evangelho. Vamos ler agora os livros da Turma da Mônica. Muita gente não entende Jesus. Vamos procurar um novo Salvador. Se a lógica é fazer o povo entender, então Jesus fracassou, porque Ele mesmo não foi compreendido e morreu na Cruz. Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia
- Pe. Gabriel Vila Verde responde o pior argumento do Sínodo sobre padres casados
Nos últimos dias os olhares dos católicos do mundo todo se voltaram para a Cidade Eterna, onde acontece um evento que pode causar maior impacto no catolicismo dos últimos anos. Utilizando-se de uma causa legítima, uma ramificação do clero contaminada pela teologia da libertação e o modernismo estão motivados a causar uma revolução na Igreja. Antes mesmo de começar já era de nosso conhecimento propostas de deixar os cabelos em pé, que foram confirmadas logo nos primeiros dias do Sínodo pela Amazônia, cujo objetivo principal deveria ser solucionar os problemas da evangelização na região amazônica, onde existe um número insuficiente de sacerdotes missionários, além do grande desafio logístico, uma vez que boa parte dos vilarejos só são acessível através de embarcações ou aviões, além da cultura e idiomas diferentes. As propostas começam pela criação de uma aberração litúrgica, chamado rito católico amazônico, que propõe transformar a liturgia da missa acrescentando itens da cultura indígena que, na prática, significa desfigurar o Santo Sacrifício da Missa como a conhecemos, simplesmente para que eles fiquem mais a vontade. Também colocaram à mesa, o que talvez seja uma das propostas mais graves e absurdas, o diaconato e sacerdócio feminino, já que as mulheres são predominantes na liderança das comunidades locais. É fato que o número de mulheres que frequentam a igreja já é maior que o de homens, consequentemente acabam ocupando posições de liderança em movimentos, secretarias e paróquias, mas isso não é apenas uma realidade local, pois acontece na maioria das dioceses do mundo. Para fazer ainda mais pressão surgiram até algumas freiras feministas exigindo mais reconhecimento por parte da Igreja. Diante desta constatação, será que uma exceção dessas ficaria restrita à região amazônica? Enfim, em 2016, o Papa Francisco estabeleceu uma comissão para estudar o diaconado das mulheres. Mais tarde, essa comissão produziu um relatório, mas sem chegar a um consenso. Em maio, Francisco disse que a comissão continuaria a estudar o assunto, já que os membros tinham opiniões tão drasticamente divergentes. De certo modo, as propostas acima citadas causam grave espanto e repulsa da maior parte dos católicos, e talvez por isso sejam as mais improváveis de serem aprovadas. Por isso mesmo, entre uma aberração e outra, os revolucionários sinodais encontraram um meio termo que talvez tenha maior probabilidade de ser aprovado… o sacerdócio para homens mais velhos casados ( viri probati ). Este é um ponto que foi abordado no primeiro dia pelo relator do Sínodo, Cardeal Claudio Hummes, mas que chegou no seu ápice com as palavras de um bispo convidado, Dom Erwin Krautler. Dom Erwin, que se alegra por nunca ter batizado um índio, afirmou que a questão dos padres casados já está decidida . Ele explicou ainda que há uma maioria de mais de dois terços que acrescentaria os votos necessários para recomendar a mudança. Entretanto, o argumento que ele utilizou para sustentar sua proposta foi, no mínimo, cômico, para não dizer trágico. Krautler afirmou que o principal motivo para fazer uma mudança tão drástica no modo de vida sacerdotal vivido pela igreja latina, abolindo o celibato (a princípio restrita para aquela região) era porque “os índios não conseguem compreender o celibato” . Para demonstrar que este argumento não é coerente, para não dizer iracional, um conhecido sacerdote brasileiro respondeu expondo seu ponto de vista. Veja o comentário do Padre Gabriel Vila Verde feito em suas redes sociais : Um Bispo disse que os índios não entendem o celibato, por isso a Igreja deve ordenar homens casados. Se a lógica é essa, então… Muitas tribos da África não entendem o casamento monogâmico. Vamos permitir a poligamia. Muita gente não entende a castidade. Vamos consentir o sexo livre. Muita gente não entende a Confissão. Vamos abrir mão do Sacramento. Muita gente não entende a Eucaristia. Vamos trocar a Missa pela ceia protestante. Muita gente não entende o Evangelho. Vamos ler agora os livros da Turma da Mônica. Muita gente não entende Jesus. Vamos procurar um novo Salvador. Se a lógica é fazer o povo entender, então Jesus fracassou, porque Ele mesmo não foi compreendido e morreu na Cruz. Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia
- Cardeal Sarah: uso ideológico do sínodo da Amazônia é um ‘insulto a Deus’
(CNA) O esforço de alguns ocidentais de usar o sínodo da Amazônia do Vaticano para promover suas agendas pessoais é um insulto a Deus e seu plano para a Igreja, disse o cardeal Robert Sarah em uma entrevista publicada esta semana. “Este sínodo tem um objetivo específico e local: a evangelização da Amazônia. Receio que alguns ocidentais estejam aproveitando esta assembléia para avançar em seus planos”, disse Sarah ao jornal italiano Corriere Della Sera, em 7 de outubro. O cardeal mencionou em particular a discussão sinodal sobre a ordenação de homens casados, a criação de ministérios de mulheres e a jurisdição dos leigos. “Esses pontos tocam a estrutura da Igreja universal. Tirar vantagem da introdução de planos ideológicos seria uma manipulação indigna, uma decepção desonesta, um insulto a Deus que guia sua Igreja e confia a ela seu plano de salvação”, afirmou. Sarah, que está participando do Sínodo Amazônico na qualidade de prefeito da Congregação para o Culto Divino, observou que ouviu dizer que algumas pessoas querem que essa assembléia sinodal seja um “laboratório” para a Igreja universal e outras pensam após a reunião. tudo terá mudado. “Se isso é verdade, isso é desonesto e enganoso”, comentou o cardeal. Ele acrescentou que estava “chocado e indignado que a angústia espiritual dos pobres na Amazônia fosse usada como desculpa para apoiar projetos típicos do cristianismo burguês e mundano. É abominável”. A proposta de combater a escassez de padres na Amazônia ordenando homens casados e respeitados – os chamados viri probati , Sarah chamou de “teologicamente absurdo” e implicando “uma concessão funcionalista do sacerdócio …” A proposta contradiz os ensinamentos do Concílio Vaticano II, disse ele, ao parecer separar-se da participação do sacerdócio na identidade de Cristo como sacerdote, profeta e rei. Ele acrescentou que ordenar homens casados ”significaria, na prática, questionar a natureza obrigatória do celibato como tal”. Sarah disse que ninguém teme a proposta viri probati , mas o sínodo a estudará e o papa Francisco tirará suas conclusões, embora tenha notado o uso de uma citação de São Paulo do Papa Paulo VI por Francisco em um discurso em janeiro: “Prefiro dar minha vida antes de mudar a lei do celibato. ” Sarah disse: “a questão é outra: entender o significado da vocação sacerdotal. Pergunte a si mesmo por que não há mais pessoas dispostas a dar tudo por Deus, pelo sacerdócio e pela virgindade. ” Ele argumentou que as pessoas preferem pensar em “manobras”, em vez de abordar os problemas maiores e mais corretos. A idéia, disse ele, de que instituir o sacerdócio casado acabaria com a pedofilia, ou que, por haver poucas vocações, os ministérios leigos deveriam ser ampliados é a “presunção dos homens”. “E, francamente, não me parece que as igrejas onde o celibato sacerdotal não existe hoje em dia sejam muito mais prósperas que a Igreja Católica, se esse for o objetivo”, disse ele. Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia #CardealSarah #SínododaAmazônia
- Cardeal Sarah: uso ideológico do sínodo da Amazônia é um ‘insulto a Deus’
(CNA) O esforço de alguns ocidentais de usar o sínodo da Amazônia do Vaticano para promover suas agendas pessoais é um insulto a Deus e seu plano para a Igreja, disse o cardeal Robert Sarah em uma entrevista publicada esta semana. “Este sínodo tem um objetivo específico e local: a evangelização da Amazônia. Receio que alguns ocidentais estejam aproveitando esta assembléia para avançar em seus planos”, disse Sarah ao jornal italiano Corriere Della Sera, em 7 de outubro. O cardeal mencionou em particular a discussão sinodal sobre a ordenação de homens casados, a criação de ministérios de mulheres e a jurisdição dos leigos. “Esses pontos tocam a estrutura da Igreja universal. Tirar vantagem da introdução de planos ideológicos seria uma manipulação indigna, uma decepção desonesta, um insulto a Deus que guia sua Igreja e confia a ela seu plano de salvação”, afirmou. Sarah, que está participando do Sínodo Amazônico na qualidade de prefeito da Congregação para o Culto Divino, observou que ouviu dizer que algumas pessoas querem que essa assembléia sinodal seja um “laboratório” para a Igreja universal e outras pensam após a reunião. tudo terá mudado. “Se isso é verdade, isso é desonesto e enganoso”, comentou o cardeal. Ele acrescentou que estava “chocado e indignado que a angústia espiritual dos pobres na Amazônia fosse usada como desculpa para apoiar projetos típicos do cristianismo burguês e mundano. É abominável”. A proposta de combater a escassez de padres na Amazônia ordenando homens casados e respeitados – os chamados viri probati , Sarah chamou de “teologicamente absurdo” e implicando “uma concessão funcionalista do sacerdócio …” A proposta contradiz os ensinamentos do Concílio Vaticano II, disse ele, ao parecer separar-se da participação do sacerdócio na identidade de Cristo como sacerdote, profeta e rei. Ele acrescentou que ordenar homens casados ”significaria, na prática, questionar a natureza obrigatória do celibato como tal”. Sarah disse que ninguém teme a proposta viri probati , mas o sínodo a estudará e o papa Francisco tirará suas conclusões, embora tenha notado o uso de uma citação de São Paulo do Papa Paulo VI por Francisco em um discurso em janeiro: “Prefiro dar minha vida antes de mudar a lei do celibato. ” Sarah disse: “a questão é outra: entender o significado da vocação sacerdotal. Pergunte a si mesmo por que não há mais pessoas dispostas a dar tudo por Deus, pelo sacerdócio e pela virgindade. ” Ele argumentou que as pessoas preferem pensar em “manobras”, em vez de abordar os problemas maiores e mais corretos. A idéia, disse ele, de que instituir o sacerdócio casado acabaria com a pedofilia, ou que, por haver poucas vocações, os ministérios leigos deveriam ser ampliados é a “presunção dos homens”. “E, francamente, não me parece que as igrejas onde o celibato sacerdotal não existe hoje em dia sejam muito mais prósperas que a Igreja Católica, se esse for o objetivo”, disse ele. Leia aqui outros artigos e as últimas notícias sobre o Sínodo da Amazônia #CardealSarah #SínododaAmazônia
- PAPA BENTO XVI COMENTA A MÚSICA DE VIVALDI E BACH
VIVALDI. As duas peças de Vivaldi que ecoaram esta tarde fazem parte dos chamados «concertos cheios», escritos para orquestra de arcos e baixo contínuo, dos quais uma boa parte tinha uma finalidade didática, especialmente quando Vivaldi ensinava na «Pietà», um dos quatro orfanatos-conservatórios de Veneza para meninas. A estrutura dos três tempos, com um breve adágio central, é típica do grande compositor italiano, mas esta uniformidade arquitetônica nunca é monótona porque — como ouvimos — o tratamento do timbre, a cor orquestral, a dinâmica do discurso musical, as misturas harmónicas, a arte do contraponto e da imitação fazem dos concertos de Vivaldi um exemplo de luminosidade e de beleza que transmite serenidade e alegria. Acho que isto derivava também da sua fé. Vivaldi era um sacerdote católico, fiel ao seu Breviário e às suas práticas de piedade. A escuta da sua produção de música sacra revela o seu espírito profundamente religioso. BACH. O espírito profundamente religioso é uma característica que une Vivaldi a Johann Sebastian Bach, luterano, admirador de Vivaldi, de quem estudou e transcreveu vários concertos. «Soli Deo gloria»: esta frase aparece como um estribilho nos manuscritos de Bach — um leitmotiv das cantatas bachianas, como diz o opúsculo do programa — e constitui um elemento central para compreender a música do grande autor alemão. A profunda devoção foi um elemento essencial da sua índole, e a sua fé sólida sustentou e iluminou toda a sua vida. Na capa do «Kleines Orgelbüchlein» podem ler-se duas linhas «Dem höchsten Gott allein zu Ehren, Dem Nächsten draus sich zu belehren» [Ao Deus Altíssimo, para O honrar; aos outros, para os instruir]. Bach tinha uma concepção profundamente religiosa da arte: honrar a Deus e voltar a criar o espírito do homem. A escuta da sua música evoca quase o correr de um regato, ou então uma grandiosa construção arquitectónica, em que tudo está harmoniosamente amalgamado, como se procurasse reproduzir aquela sintonia perfeita que Deus gravou na sua criação. Bach é um maravilhoso «arquitecto da música», com um uso sem igual do contraponto, um arquitecto norteado por um tenaz ésprit de géometrie, símbolo de ordem e de sabedoria, reflexo de Deus, e assim a racionalidade genuína torna-se música no sentido mais elevado e puro, beleza resplandecente. Esta tarde pudemos admirar este espírito de Bach nos trechos iniciais tirados da monumental obra de fé que são as Cantatas, naquela música pura, cristalina da Partita n. 2 em ré menor para violino solo e no belíssimo Concerto bwv 1060, proposto numa revisão que, provavelmente, corresponde àquela mais antiga. https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2011/august/documents/hf_ben-xvi_spe_20110809_concerto.html
- A teologia da libertação está mais forte do que nunca: Pai-Nosso dos Mártires no Sínodo da Amazônia
A Teologia da Libertação, cuja doutrina já foi condenada por vários papas e diversos documentos da Igreja, no Brasil, ela é regra! Excessão é encontrar padres e bispos que vivam a verdadeira Doutrina Integral da Igreja. Impulsionada pelo marxismo cultural, ela já transformou a Igreja no Brasil de tal forma que a Teologia da Libertação está ao nosso redor todos os dias e nem percebemos. A Teologia da Libertação está para nós católicos assim como a água do mar está para o peixe. O peixe já não percebe que a água está ao seu redor, assim como nós já nos acostumamos com as constantes adulterações doutrinárias e desfiguraçães da liturgia. É possível afirmar que 99% dos “católicos” no Brasil não conhecem de fato o verdadeiro teor da Doutrina Católica, e que a esmagadora maioria dos padres, mesmo que tenham qualidades em certas áreas, possuem graves deficiências em outras. Infelizmente, com a explosão gerada pelo Sínodo da Amazônia, a Teologia da Libertação que historicamente se restringia geograficamente à América Latina, agora se apresenta como um grave risco para toda Igreja, uma vez que o próprio papa é simpatizante de alguns aspectos desta nefasta Teologia. Um exemplo da exportação deste impacto produzido pelo Sínodo da Amazônia está em presenciar dentro do Vaticano “altares” tipicos da Teologia da Libertação, com panos coloridos forrando o chão e a presença de objetos pertencentes a outras religiões ou que representam minorias. Também no Sínodo da Amazônia foi flagrado o “hino” que sintetiza os ensinamentos da Teologia da Libertação, desfigurando totalmente a oração mais importante dos cristãos, ensinada pelo próprio Cristo Jesus: o Pai-Nosso dos Mártires: Nota do leigo católico Bruno Braga O “hino” da nefasta Teologia da Libertação foi entoado no Sínodo da Amazônia. Sim, o “Pai nosso dos mártires”, a oração que o próprio Cristo nos ensinou, e que Cireneu Kuhn transformou em “pai nosso revolucionário” com chavões de militância: […] “Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor” […] “Pai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos” […] “Pai nosso, dos pobres marginalizados” / “Pai nosso, dos mártires, dos torturados”. Essa aberração aconteceu na Igreja Santa Maria em Traspontina, Roma, no dia 05 de outubro, na mesma ocasião em que houve uma profanação com rituais pagãos e indígenas, de culto à Pachamama, Mãe Terra [1]. Profanação da Igreja Santa Maria em Traspontina, Roma. Confira as imagens. A celebração de rituais pagãos e indígenas na igreja carmelita foi realizada hoje em 05 de outubro. Veja outros comentários: Que Deus tenha misericórdia de sua Santa Igreja!
- A teologia da libertação está mais forte do que nunca: Pai-Nosso dos Mártires no Sínodo da Amazônia
A Teologia da Libertação, cuja doutrina já foi condenada por vários papas e diversos documentos da Igreja, no Brasil, ela é regra! Excessão é encontrar padres e bispos que vivam a verdadeira Doutrina Integral da Igreja. Impulsionada pelo marxismo cultural, ela já transformou a Igreja no Brasil de tal forma que a Teologia da Libertação está ao nosso redor todos os dias e nem percebemos. A Teologia da Libertação está para nós católicos assim como a água do mar está para o peixe. O peixe já não percebe que a água está ao seu redor, assim como nós já nos acostumamos com as constantes adulterações doutrinárias e desfiguraçães da liturgia. É possível afirmar que 99% dos “católicos” no Brasil não conhecem de fato o verdadeiro teor da Doutrina Católica, e que a esmagadora maioria dos padres, mesmo que tenham qualidades em certas áreas, possuem graves deficiências em outras. Infelizmente, com a explosão gerada pelo Sínodo da Amazônia, a Teologia da Libertação que historicamente se restringia geograficamente à América Latina, agora se apresenta como um grave risco para toda Igreja, uma vez que o próprio papa é simpatizante de alguns aspectos desta nefasta Teologia. Um exemplo da exportação deste impacto produzido pelo Sínodo da Amazônia está em presenciar dentro do Vaticano “altares” tipicos da Teologia da Libertação, com panos coloridos forrando o chão e a presença de objetos pertencentes a outras religiões ou que representam minorias. Também no Sínodo da Amazônia foi flagrado o “hino” que sintetiza os ensinamentos da Teologia da Libertação, desfigurando totalmente a oração mais importante dos cristãos, ensinada pelo próprio Cristo Jesus: o Pai-Nosso dos Mártires: Nota do leigo católico Bruno Braga O “hino” da nefasta Teologia da Libertação foi entoado no Sínodo da Amazônia. Sim, o “Pai nosso dos mártires”, a oração que o próprio Cristo nos ensinou, e que Cireneu Kuhn transformou em “pai nosso revolucionário” com chavões de militância: […] “Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor” […] “Pai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos” […] “Pai nosso, dos pobres marginalizados” / “Pai nosso, dos mártires, dos torturados”. Essa aberração aconteceu na Igreja Santa Maria em Traspontina, Roma, no dia 05 de outubro, na mesma ocasião em que houve uma profanação com rituais pagãos e indígenas, de culto à Pachamama, Mãe Terra [1]. Profanação da Igreja Santa Maria em Traspontina, Roma. Confira as imagens. A celebração de rituais pagãos e indígenas na igreja carmelita foi realizada hoje em 05 de outubro. Veja outros comentários: Que Deus tenha misericórdia de sua Santa Igreja!
- Como poderemos aquecer corações e atrair se nossas homilias são manifestos ideológicos?
Dom Henrique: “A verdadeira urgência não é ir atrás dos distantes com palavras pomposas, mas fortalecer nossa vivência, aprofundar nossa identidade” (ACI Digital) Dom Henrique Soares da Costa, bispo da diocese pernambucana de Palmares, compartilhou em seu blog a seguinte reflexão e exortação a respeito da real missão da Igreja: Urgências para a Igreja hoje Fala-se tanto em missão – é um imperativo sempre presente, pois que é mandato do próprio Senhor: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19s). O mandato é este, a ordem é clara, simples, direta, altiva, do Senhor nosso Deus, e ninguém pode mudá-la, silenciá-la, amaciá-la, adulterá-la, deformá-la! Mas atenção: a missão é algo muito mais amplo e profundo que um qualquer programa com tempo e método determinados. A missão é uma constante, uma tensão, uma tendência, uma consciência, uma disponibilidade a compartilhar a alegria, a felicidade, a plenitude, a certeza e experiência de crer e viver no Senhor Jesus Cristo: “Anunciamo-vos a Vida eterna, que estava voltada para o Pai e que nos apareceu! O que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o Seu Filho Jesus Cristo. E isto vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa” (1Jo 1,2b-4). Sendo assim, antes que de missão no sentido de ir em busca dos distantes, de recuperar perdidos ou de fazer novos cristãos na nossa sociedade descristianizada, deveríamos nos perguntar pelo nosso modo de aderir e viver o Cristo como Igreja. Isto posto, a verdadeira urgência hoje não é ir atrás dos distantes com palavras pomposas e análises tão vistosas e empoladas quanto artificiais e inúteis, com piruetas e cambalhotas, mas sim fortalecer nossa vivência, aprofundar nossa identidade, recuperar nossa mística, tomar a sério o desafio de santidade, estreitar nossos laços fraternos, corrigir os abusos tremendos na nossa liturgia, formar nosso padres e seminaristas, fazer voltar ao verdadeiro e simples radicalismo evangélico os nossos religiosos. Como poderíamos encantar alguém para Cristo quando nossas comunidades são desencantadas e desencantadoras? Como poderíamos aquecer corações e atrair se nossas homilias são manifestos ideológicos, eivados de politicamente correto e modismos mundanos? Como ousamos pensar seriamente em missão aos distantes quando até mesmo os que nos procuram saem de nós decepcionados e os que são dos nossos nos deixam, escandalizados? Eis a urgência: paróquias mais vivas de Cristo, paróquias mais comunidades em Cristo, padres mais padres, religiosos mais religiosos, uma fé mais levada a sério na doutrina e na vida concreta, uma moral cristã mais assumida na amorosa radicalidade de Cristo, sem descontos ao mundo e ao pecado, uma liturgia mais sacral, centrada em Deus e no Seu Cristo e não no homem, uma vida cristã mais santa, segundo o Evangelho e não segundo o mundo, cristãos que acreditam verdadeiramente no que creem, guardando intacto o precioso tesouro da doutrina católica e apostólica. Daqui nascerá a missão, com força, juventude, vigor e entusiasmo contagiante: porque será transbordamento de uma experiência e de uma vida vivida em comunidade com o Senhor; porque outros sentir-se-ão atraídos pela beleza da vida cristã… Leia também: Análise mais completa da situação da Igreja: uma ameaça, uma chance! #Crisenaigreja #SínododaAmazônia
- Como poderemos aquecer corações e atrair se nossas homilias são manifestos ideológicos?
Dom Henrique: “A verdadeira urgência não é ir atrás dos distantes com palavras pomposas, mas fortalecer nossa vivência, aprofundar nossa identidade” (ACI Digital) Dom Henrique Soares da Costa, bispo da diocese pernambucana de Palmares, compartilhou em seu blog a seguinte reflexão e exortação a respeito da real missão da Igreja: Urgências para a Igreja hoje Fala-se tanto em missão – é um imperativo sempre presente, pois que é mandato do próprio Senhor: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19s). O mandato é este, a ordem é clara, simples, direta, altiva, do Senhor nosso Deus, e ninguém pode mudá-la, silenciá-la, amaciá-la, adulterá-la, deformá-la! Mas atenção: a missão é algo muito mais amplo e profundo que um qualquer programa com tempo e método determinados. A missão é uma constante, uma tensão, uma tendência, uma consciência, uma disponibilidade a compartilhar a alegria, a felicidade, a plenitude, a certeza e experiência de crer e viver no Senhor Jesus Cristo: “Anunciamo-vos a Vida eterna, que estava voltada para o Pai e que nos apareceu! O que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o Seu Filho Jesus Cristo. E isto vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa” (1Jo 1,2b-4). Sendo assim, antes que de missão no sentido de ir em busca dos distantes, de recuperar perdidos ou de fazer novos cristãos na nossa sociedade descristianizada, deveríamos nos perguntar pelo nosso modo de aderir e viver o Cristo como Igreja. Isto posto, a verdadeira urgência hoje não é ir atrás dos distantes com palavras pomposas e análises tão vistosas e empoladas quanto artificiais e inúteis, com piruetas e cambalhotas, mas sim fortalecer nossa vivência, aprofundar nossa identidade, recuperar nossa mística, tomar a sério o desafio de santidade, estreitar nossos laços fraternos, corrigir os abusos tremendos na nossa liturgia, formar nosso padres e seminaristas, fazer voltar ao verdadeiro e simples radicalismo evangélico os nossos religiosos. Como poderíamos encantar alguém para Cristo quando nossas comunidades são desencantadas e desencantadoras? Como poderíamos aquecer corações e atrair se nossas homilias são manifestos ideológicos, eivados de politicamente correto e modismos mundanos? Como ousamos pensar seriamente em missão aos distantes quando até mesmo os que nos procuram saem de nós decepcionados e os que são dos nossos nos deixam, escandalizados? Eis a urgência: paróquias mais vivas de Cristo, paróquias mais comunidades em Cristo, padres mais padres, religiosos mais religiosos, uma fé mais levada a sério na doutrina e na vida concreta, uma moral cristã mais assumida na amorosa radicalidade de Cristo, sem descontos ao mundo e ao pecado, uma liturgia mais sacral, centrada em Deus e no Seu Cristo e não no homem, uma vida cristã mais santa, segundo o Evangelho e não segundo o mundo, cristãos que acreditam verdadeiramente no que creem, guardando intacto o precioso tesouro da doutrina católica e apostólica. Daqui nascerá a missão, com força, juventude, vigor e entusiasmo contagiante: porque será transbordamento de uma experiência e de uma vida vivida em comunidade com o Senhor; porque outros sentir-se-ão atraídos pela beleza da vida cristã… Leia também: Análise mais completa da situação da Igreja: uma ameaça, uma chance! #Crisenaigreja #SínododaAmazônia
- A questão dos padres casados já está decidida – Erwin Krautler
É indubitável. É por isso que eles montaram esse circo tão caro. Hoje, um dos principais arquitetos do sínodo germano-austríaco na região amazônica, Erwin Krautler, que foi bispo na região por muitos anos (anos em que a maioria da população, cansada de uma Igreja politizada, passou para o igrejas evangélicas), ele disse à conferência de imprensa após a sessão que não há outra opção para a Amazônia a não ser encomendar homens casados, porque a solidão é um conceito inconcebível entre as comunidades indígenas. Segundo o jornalista liberal Christopher Lamb, Krautler disse: “Em muitas ocasiões, fui a uma vila indígena e eles me perguntaram onde estava minha esposa”. O celibato sacerdotal é um conceito que confunde e continua a confundir a maioria das pessoas na arena judaica e também no mundo da cultura greco-romana. Krautler explicou ainda que há uma maioria de mais de dois terços que acrescentaria os votos necessários para recomendar a mudança. O que é claro, uma vez que os participantes do Sínodo foram rigorosamente selecionados para obter os resultados desejados por Francisco e seus companheiros. Logicamente, na mentalidade liberal austríaca de Krautler, isso significa que também deve haver prelados e pontífices casados. ( InfoCatólica ) Edward Pentin perguntou em inglês, após a conferência de imprensa realizada na quarta-feira, se ele apoiava a ordenação de mulheres como sacerdotes . Mons. Kräutler, nascido na Áustria, disse: “Eu lhe digo que não existe …” e, depois de dizer as palavras para expressar sua opinião, ele acrescentou: ” Por que as mulheres agora não podem, não podem ser ordenadas?” Porque » Quando perguntado se ele gostaria que as mulheres fossem ordenadas padres, ele respondeu. ” Sim, de curso ” (editor de nota: o outro disse ele em espanhol). Quando perguntado se ele via esse sínodo como um meio de conseguir isso , ele novamente procurou as palavras para responder, e então um oficial da Assessoria de Imprensa do Vaticano apareceu para encerrar a entrevista, mas primeiro respondeu: ” Talvez seja um passo. para a frente . Muitos bispos [no sínodo] são a favor das diáconas ». Anteriormente, durante a conferência de imprensa realizada no final da quinta congregação geral do Sínodo para a Amazônia, o Bispo Kräutler foi questionado sobre sua opinião sobre a ordenação de viri probati . O bispo octogenário garantiu que “não há outra possibilidade. Os povos indígenas não entendem o celibato. A primeira vez que fui, eles me perguntaram se eu tinha uma mulher ». Então ele disse que sim, mas essa era sua mãe. E acrescentou: «Para os povos indígenas, os brancos podem ser celibatários, mas para eles ele pode ser casado. Se ele conseguir cuidar da casa primeiro, poderá cuidar da casa mais antiga que é a comunidade. Quanto à ordenação de mulheres como diaconisas, ele disse «Dois terços das comunidades indígenas (na Amazônia) são coordenadas (por mulheres). Então o que fazemos? Temos que fazer coisas concretas e sonhar com o diaconado feminino. Porque não? ». Ele também disse que ” muitos bispos no sínodo são a favor de diaconisas das mulheres “. Ensinamento da Igreja sobre o Sacramento da Ordem São João Paulo II, na carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, declara no parágrafo final: Portanto, para remover qualquer dúvida sobre um assunto de grande importância, que diz respeito à mesma constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22,32), Declaro que a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que essa opinião deve ser considerada definitiva por todos os fiéis da Igreja. Resposta da Congregação para a Doutrina da Fé, à dubia sobre a natureza definitiva da declaração magisterial de São João Paulo II: Após a publicação da Carta Apostólica Ordinatio sacerdotalis , alguns teólogos, vários grupos de padres e religiosos, bem como alguns ambientes e associações de leigos católicos manifestaram reações problemáticas ou negativas em relação ao referido documento pontifício, discutindo a natureza definitiva da a doutrina sobre a inadmissibilidade das mulheres ao sacerdócio ministerial e o pertencimento dessa doutrina ao depósito da fé. A Congregação para a Doutrina da Fé considerou necessário dissipar dúvidas e reservas a esse respeito por meio do Responsum ad dubium , que o Santo Padre aprovou e ordenou sua publicação, e é o seguinte: Resposta à pergunta sobre a doutrina contida na Carta Apostólica «Ordinatio Sacerdotalis» Pergunta : Se a doutrina, segundo a qual a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres , proposta na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis como uma opinião que deve ser considerada final, deve ser entendida como pertencente ao depósito da fé . Resposta : afirmativa . Essa doutrina requer uma solução definitiva, pois, baseada na Palavra de Deus escrita e constantemente preservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, foi infalivelmente proposta pelo Magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm, Lumen gentium , 25, 2). Portanto, nas atuais circunstâncias, o Sumo Pontífice, ao exercer seu ministério de confirmar a fé nos irmãos (cf. Lc 22,32), propôs a mesma doutrina com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que sempre, em todos os aspectos. partidos e para todos os fiéis devem ser mantidos, como pertencentes ao depósito da fé . O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao Cardeal Prefeito abaixo assinado, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação. Roma, na sede da Congregação para a Doutrina da Fé, em 28 de outubro de 1995. + Cartão Joseph. Ratzinger Prefeito + Tarsicio Bertone Arcebispo Emérito de Vercelli Secretária Papa Francisco e a ordenação de diaconisas Em maio passado, durante uma reunião com a União Internacional de Superiores Gerais (UISG), o Papa Francisco ratificou a recusa de admitir mulheres no sacramento da ordem no grau do diaconado . – Continua após a publicidade – Respondendo a uma pergunta, o pontífice indicou que “no caso do diaconado [diaconado feminino ordenado], precisamos lembrar o início da Revelação: se não existia, se o Senhor não queria um ministério sacramental para as mulheres, isso não ocorreria “. . E ele acrescentou: « Andamos no caminho firme e reto, o caminho do Apocalipse , não podemos seguir outro caminho […] acho que esta é a resposta: não [ser guiado] apenas por definições dogmáticas ou históricas [evolução], que Eles vão nos ajudar. Mas não podemos sair do Apocalipse e das expressões dogmáticas … isso é entendido? Somos católicos, mas se algum de vocês quiser fundar outra igreja, é livre fazê-lo » #SínododaAmazônia
- A questão dos padres casados já está decidida – Erwin Krautler
É indubitável. É por isso que eles montaram esse circo tão caro. Hoje, um dos principais arquitetos do sínodo germano-austríaco na região amazônica, Erwin Krautler, que foi bispo na região por muitos anos (anos em que a maioria da população, cansada de uma Igreja politizada, passou para o igrejas evangélicas), ele disse à conferência de imprensa após a sessão que não há outra opção para a Amazônia a não ser encomendar homens casados, porque a solidão é um conceito inconcebível entre as comunidades indígenas. Segundo o jornalista liberal Christopher Lamb, Krautler disse: “Em muitas ocasiões, fui a uma vila indígena e eles me perguntaram onde estava minha esposa”. O celibato sacerdotal é um conceito que confunde e continua a confundir a maioria das pessoas na arena judaica e também no mundo da cultura greco-romana. Krautler explicou ainda que há uma maioria de mais de dois terços que acrescentaria os votos necessários para recomendar a mudança. O que é claro, uma vez que os participantes do Sínodo foram rigorosamente selecionados para obter os resultados desejados por Francisco e seus companheiros. Logicamente, na mentalidade liberal austríaca de Krautler, isso significa que também deve haver prelados e pontífices casados. ( InfoCatólica ) Edward Pentin perguntou em inglês, após a conferência de imprensa realizada na quarta-feira, se ele apoiava a ordenação de mulheres como sacerdotes . Mons. Kräutler, nascido na Áustria, disse: “Eu lhe digo que não existe …” e, depois de dizer as palavras para expressar sua opinião, ele acrescentou: ” Por que as mulheres agora não podem, não podem ser ordenadas?” Porque » Quando perguntado se ele gostaria que as mulheres fossem ordenadas padres, ele respondeu. ” Sim, de curso ” (editor de nota: o outro disse ele em espanhol). Quando perguntado se ele via esse sínodo como um meio de conseguir isso , ele novamente procurou as palavras para responder, e então um oficial da Assessoria de Imprensa do Vaticano apareceu para encerrar a entrevista, mas primeiro respondeu: ” Talvez seja um passo. para a frente . Muitos bispos [no sínodo] são a favor das diáconas ». Anteriormente, durante a conferência de imprensa realizada no final da quinta congregação geral do Sínodo para a Amazônia, o Bispo Kräutler foi questionado sobre sua opinião sobre a ordenação de viri probati . O bispo octogenário garantiu que “não há outra possibilidade. Os povos indígenas não entendem o celibato. A primeira vez que fui, eles me perguntaram se eu tinha uma mulher ». Então ele disse que sim, mas essa era sua mãe. E acrescentou: «Para os povos indígenas, os brancos podem ser celibatários, mas para eles ele pode ser casado. Se ele conseguir cuidar da casa primeiro, poderá cuidar da casa mais antiga que é a comunidade. Quanto à ordenação de mulheres como diaconisas, ele disse «Dois terços das comunidades indígenas (na Amazônia) são coordenadas (por mulheres). Então o que fazemos? Temos que fazer coisas concretas e sonhar com o diaconado feminino. Porque não? ». Ele também disse que ” muitos bispos no sínodo são a favor de diaconisas das mulheres “. Ensinamento da Igreja sobre o Sacramento da Ordem São João Paulo II, na carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, declara no parágrafo final: Portanto, para remover qualquer dúvida sobre um assunto de grande importância, que diz respeito à mesma constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22,32), Declaro que a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que essa opinião deve ser considerada definitiva por todos os fiéis da Igreja. Resposta da Congregação para a Doutrina da Fé, à dubia sobre a natureza definitiva da declaração magisterial de São João Paulo II: Após a publicação da Carta Apostólica Ordinatio sacerdotalis , alguns teólogos, vários grupos de padres e religiosos, bem como alguns ambientes e associações de leigos católicos manifestaram reações problemáticas ou negativas em relação ao referido documento pontifício, discutindo a natureza definitiva da a doutrina sobre a inadmissibilidade das mulheres ao sacerdócio ministerial e o pertencimento dessa doutrina ao depósito da fé. A Congregação para a Doutrina da Fé considerou necessário dissipar dúvidas e reservas a esse respeito por meio do Responsum ad dubium , que o Santo Padre aprovou e ordenou sua publicação, e é o seguinte: Resposta à pergunta sobre a doutrina contida na Carta Apostólica «Ordinatio Sacerdotalis» Pergunta : Se a doutrina, segundo a qual a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres , proposta na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis como uma opinião que deve ser considerada final, deve ser entendida como pertencente ao depósito da fé . Resposta : afirmativa . Essa doutrina requer uma solução definitiva, pois, baseada na Palavra de Deus escrita e constantemente preservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, foi infalivelmente proposta pelo Magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm, Lumen gentium , 25, 2). Portanto, nas atuais circunstâncias, o Sumo Pontífice, ao exercer seu ministério de confirmar a fé nos irmãos (cf. Lc 22,32), propôs a mesma doutrina com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que sempre, em todos os aspectos. partidos e para todos os fiéis devem ser mantidos, como pertencentes ao depósito da fé . O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao Cardeal Prefeito abaixo assinado, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação. Roma, na sede da Congregação para a Doutrina da Fé, em 28 de outubro de 1995. + Cartão Joseph. Ratzinger Prefeito + Tarsicio Bertone Arcebispo Emérito de Vercelli Secretária Papa Francisco e a ordenação de diaconisas Em maio passado, durante uma reunião com a União Internacional de Superiores Gerais (UISG), o Papa Francisco ratificou a recusa de admitir mulheres no sacramento da ordem no grau do diaconado . – Continua após a publicidade – Respondendo a uma pergunta, o pontífice indicou que “no caso do diaconado [diaconado feminino ordenado], precisamos lembrar o início da Revelação: se não existia, se o Senhor não queria um ministério sacramental para as mulheres, isso não ocorreria “. . E ele acrescentou: « Andamos no caminho firme e reto, o caminho do Apocalipse , não podemos seguir outro caminho […] acho que esta é a resposta: não [ser guiado] apenas por definições dogmáticas ou históricas [evolução], que Eles vão nos ajudar. Mas não podemos sair do Apocalipse e das expressões dogmáticas … isso é entendido? Somos católicos, mas se algum de vocês quiser fundar outra igreja, é livre fazê-lo » #SínododaAmazônia
- Meio milhão de pessoas marcham França contra a lei que permite que lésbicas procriem artificialmente
“Todas as crianças têm pai e mãe!” (LifeSiteNews) Cerca de 600.000 pessoas, de acordo com os organizadores – mas apenas 74.500, de acordo com a agência “independente” “Occurrence”, que não faz mistério de sua proximidade ideológica ao governo do presidente francês Emmanuel Macron – marcharam Domingo em Paris contra a legalização da procriação artificial para mulheres e casais de lésbicas sozinhos. A última edição do “Manif pour tous”, que viu a luz em 2012 com as primeiras manifestações francesas contra o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, fez novamente. 600 000 personnes à la manifestation #MarchonsEnfants contre la #PMASansPère et pour la Famille! Bravo! Tous les enfants ont un papa et une maman ! pic.twitter.com/aaPDIcmlu4 — Napoléon (@tprincedelamour) 6 de outubro de 2019 A polícia, que devia ter a cabeça em outro lugar, contou apenas 40.000 manifestantes. A verdade é que ninguém esperava um nível tão alto de participação em um protesto contra uma mudança marginal nas leis de bioética (em comparação com todo o corpus de legislação “progressista” que governa o aborto e a procriação na França. Ondas e ondas de pessoas marcharam através de as ruas estreitas que cercam o Jardin du Luxembourg e as avenidas que convergem para o ponto de encontro fixado pela polícia perto da estação de Montparnasse. Entre les cafouillages de la @prefpolice et les limites technologiques d' @enlOccurrence , les organisateurs ont opté pour une approche plus large, basée sur l’étendue de la surface couverte par les manifestants au point de rendez-vous, avec une estimation de 4 personnes au m². pic.twitter.com/u140bSZxEk — La Manif Pour Tous ن (@LaManifPourTous) 8 de outubro de 2019 Ninguém esperava tal participação: nem com a prefeitura da polícia, nem, aparentemente, com os próprios organizadores – cerca de 20 associações unidas ao “Manif pour tous” ainda estão fortes. O ponto de partida, Place Edmond-Rostand, perto dos jardins de Luxemburgo, logo transbordou, desde o início da marcha às 13h. Os manifestantes continuaram reunindo-se até as 15h, considerando, com razão, que a rota relativamente curta garantiria que eles não perderiam. o essencial. Aconteceu que os últimos manifestantes só sairiam do ponto de partida depois das 16h30. Em muitos lugares, a multidão era tal que era impossível se mover. A prefeitura foi forçada a abrir uma rota secundária para acomodar um bom terço dos participantes, enquanto outros chegaram ao ponto final da marcha por seus próprios meios. Ao lado das velhas bandeiras azuis e rosa do “Manif pour tous” trazidas por manifestantes experientes, um mar de novas bandeiras verdes e vermelhas com as palavras “Liberdade, igualdade, paternidade” ondulava no ar fresco do outono. Selon @RLescurieux ( @20Minutes ) les cortèges de manifestants d’hier étaient « clairsemés ». Oui oui vous avez bien lu. Déontologie ?! pic.twitter.com/ts23roodWk — ManifPourTous Vendée (@ManifPourTous85) 7 de outubro de 2019 Foi uma caminhada tranquila. Havia relativamente poucos caminhões de som (um alívio!) E, a certa altura, os organizadores solicitaram um minuto de silêncio para as vítimas da nova loucura reprodutiva: os pais que serão reduzidos a um papel de “doadores de esperma” para mulheres solteiras e casais de lésbicas que fabricarão filhos “órfãos” que nunca conhecerão o pai. “Liberdade, igualdade, paternidade:” essa não era a única referência discreta a um vocabulário “revolucionário” – liberdade, igualdade e fraternidade eram as exigências da Revolução Francesa de 1789. Um dos principais slogans dessa manifestação pelos direitos dos pais foi “Marchons enfants”, um retrocesso ao hino nacional francês não menos revolucionário. Pode-se argumentar que essas referências não são do melhor gosto, já que a República, através do Terreur e muitas reformas legislativas, já cortou a cabeça do “pai” da França, que era o rei, e finalmente apagou de o Código Civil o conceito de autoridade paterna. Mas isso não diminui o sucesso do evento. O que deve ser lembrado é a capacidade dos franceses de se mobilizar na tentativa de impedir um dos piores abusos do dia: o desejo de legalizar a fabricação de filhos deliberadamente privados de um pai, ou mais precisamente, do direito de ter um filho. vínculo familiar normal com quem será para sempre e apesar de tudo ser seu pai genético. Os organizadores, que optaram por não se manifestar contra procriações artificiais e bebês com provetas, não enfatizaram um dos aspectos mais assustadores do projeto de lei que visa eliminar todo e qualquer requisito atual da infertilidade clinicamente estabelecida, a fim de Ter acesso a fertilização in vitro ou inseminação artificial sob supervisão médica. Isso abriria a porta para uma tendência previsível no curto prazo, que levaria casais “normais” a gerenciar sua procriação ao longo do tempo através da conservação de embriões ou óvulos ou a adaptar seus embriões graças a um conhecimento mais refinado das características do ser humano. DNA. Mas enquanto alguns slogans e deliberadas omissões da marcha foram criticados por alguns, deve-se dizer que nenhum outro país do mundo conseguiu colocar centenas de milhares de pessoas nas ruas para protestar contra a expansão absurda da reprodução assistida por medicamentos , ou em outras palavras, a introdução do mercado de tubos de ensaio para bebês. É um crédito para a França. Mas se pergunta quantas dessas pessoas votaram em Macron em 2017.… O desejo de seu partido de legalizar bebês de proveta para casais de lésbicas não era segredo na época. A mobilização também foi notável, já que o primeiro artigo das leis de bioética revisadas já havia sido adotado na semana passada após debates vergonhosos, primeiro desconsiderando as conclusões da consulta geral sobre bioética, que claramente rejeitou a procriação artificial para mulheres solteiras e casais de lésbicas. e, em seguida, pela administração do tempo de uso da palavra e pelos votos de Richard Ferrand, presidente da Assembléia Nacional. Na véspera da marcha, o arcebispo de Paris, Michel Aupetit, denunciou a “atitude desdenhosa e até arrogante” das autoridades em um editorial. Ele escreveu que testemunha uma “atitude ideológica que infelizmente carece de uma base antropológica realista”. “Uma criança é sempre um presente a ser recebido sem torná-lo um produto fabricado devido à tecnologia humana que está sujeita ao poder do dinheiro”, disse ele. Congratulando-se com a coragem daqueles que se opõem às inovações propostas pela lei, ele disse: “Não, a lei ainda não foi escrita definitivamente. Uma palavra que se baseia na verdade de nossa condição humana não para no imediatismo de seus efeitos. Faz parte do futuro, quando sua consciência comum será capaz de avaliar as conseqüências mais assustadoras disso, que são da mesma ordem que a que a ecologia revela. ” Os manifestantes aparentemente não têm ilusões. Pelo que pôde ser ouvido durante a marcha, eles realmente não pensaram – por causa da experiência fracassada dos “Manifs pour tous” contra o “casamento” do mesmo sexo – que a presença de centenas de milhares de pessoas na calçada parisiense levaria a uma mudança, ou melhor ainda, a uma retirada da lei. Eles tiveram que observar que novos abusos estão escondidos por trás da lei proposta, já que a discussão já foi estendida para relaxar as condições que permitem contornar a prática ainda ilegal da maternidade de aluguel, indo para o exterior. Mas “pelo menos daqui a 20 anos, meus filhos não poderão me dizer que eu preferia passar minha tarde confortavelmente em casa quando decisões tão sérias estavam sendo tomadas para o futuro da sociedade”, disse um manifestante. Pelo menos, centenas de milhares de pessoas terão dito não. Ainda não chegou a hora de fazer um balanço, pois o projeto continuará em seu caminho parlamentar – provavelmente até junho de 2020, de acordo com o cronograma anunciado pelo governo – e o Manif pour tous, depois de já ter solicitado à prefeitura a correção contas sobre a participação na manifestação de domingo, planejava voltar às ruas no domingo 1 de dezembro, 19 de janeiro, 8 de março, 17 de maio e 14 de junho. #LGBT
- Meio milhão de pessoas marcham França contra a lei que permite que lésbicas procriem artificialmente
“Todas as crianças têm pai e mãe!” (LifeSiteNews) Cerca de 600.000 pessoas, de acordo com os organizadores – mas apenas 74.500, de acordo com a agência “independente” “Occurrence”, que não faz mistério de sua proximidade ideológica ao governo do presidente francês Emmanuel Macron – marcharam Domingo em Paris contra a legalização da procriação artificial para mulheres e casais de lésbicas sozinhos. A última edição do “Manif pour tous”, que viu a luz em 2012 com as primeiras manifestações francesas contra o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, fez novamente. 600 000 personnes à la manifestation #MarchonsEnfants contre la #PMASansPère et pour la Famille! Bravo! Tous les enfants ont un papa et une maman ! pic.twitter.com/aaPDIcmlu4 — Napoléon (@tprincedelamour) 6 de outubro de 2019 A polícia, que devia ter a cabeça em outro lugar, contou apenas 40.000 manifestantes. A verdade é que ninguém esperava um nível tão alto de participação em um protesto contra uma mudança marginal nas leis de bioética (em comparação com todo o corpus de legislação “progressista” que governa o aborto e a procriação na França. Ondas e ondas de pessoas marcharam através de as ruas estreitas que cercam o Jardin du Luxembourg e as avenidas que convergem para o ponto de encontro fixado pela polícia perto da estação de Montparnasse. Entre les cafouillages de la @prefpolice et les limites technologiques d' @enlOccurrence , les organisateurs ont opté pour une approche plus large, basée sur l’étendue de la surface couverte par les manifestants au point de rendez-vous, avec une estimation de 4 personnes au m². pic.twitter.com/u140bSZxEk — La Manif Pour Tous ن (@LaManifPourTous) 8 de outubro de 2019 Ninguém esperava tal participação: nem com a prefeitura da polícia, nem, aparentemente, com os próprios organizadores – cerca de 20 associações unidas ao “Manif pour tous” ainda estão fortes. O ponto de partida, Place Edmond-Rostand, perto dos jardins de Luxemburgo, logo transbordou, desde o início da marcha às 13h. Os manifestantes continuaram reunindo-se até as 15h, considerando, com razão, que a rota relativamente curta garantiria que eles não perderiam. o essencial. Aconteceu que os últimos manifestantes só sairiam do ponto de partida depois das 16h30. Em muitos lugares, a multidão era tal que era impossível se mover. A prefeitura foi forçada a abrir uma rota secundária para acomodar um bom terço dos participantes, enquanto outros chegaram ao ponto final da marcha por seus próprios meios. Ao lado das velhas bandeiras azuis e rosa do “Manif pour tous” trazidas por manifestantes experientes, um mar de novas bandeiras verdes e vermelhas com as palavras “Liberdade, igualdade, paternidade” ondulava no ar fresco do outono. Selon @RLescurieux ( @20Minutes ) les cortèges de manifestants d’hier étaient « clairsemés ». Oui oui vous avez bien lu. Déontologie ?! pic.twitter.com/ts23roodWk — ManifPourTous Vendée (@ManifPourTous85) 7 de outubro de 2019 Foi uma caminhada tranquila. Havia relativamente poucos caminhões de som (um alívio!) E, a certa altura, os organizadores solicitaram um minuto de silêncio para as vítimas da nova loucura reprodutiva: os pais que serão reduzidos a um papel de “doadores de esperma” para mulheres solteiras e casais de lésbicas que fabricarão filhos “órfãos” que nunca conhecerão o pai. “Liberdade, igualdade, paternidade:” essa não era a única referência discreta a um vocabulário “revolucionário” – liberdade, igualdade e fraternidade eram as exigências da Revolução Francesa de 1789. Um dos principais slogans dessa manifestação pelos direitos dos pais foi “Marchons enfants”, um retrocesso ao hino nacional francês não menos revolucionário. Pode-se argumentar que essas referências não são do melhor gosto, já que a República, através do Terreur e muitas reformas legislativas, já cortou a cabeça do “pai” da França, que era o rei, e finalmente apagou de o Código Civil o conceito de autoridade paterna. Mas isso não diminui o sucesso do evento. O que deve ser lembrado é a capacidade dos franceses de se mobilizar na tentativa de impedir um dos piores abusos do dia: o desejo de legalizar a fabricação de filhos deliberadamente privados de um pai, ou mais precisamente, do direito de ter um filho. vínculo familiar normal com quem será para sempre e apesar de tudo ser seu pai genético. Os organizadores, que optaram por não se manifestar contra procriações artificiais e bebês com provetas, não enfatizaram um dos aspectos mais assustadores do projeto de lei que visa eliminar todo e qualquer requisito atual da infertilidade clinicamente estabelecida, a fim de Ter acesso a fertilização in vitro ou inseminação artificial sob supervisão médica. Isso abriria a porta para uma tendência previsível no curto prazo, que levaria casais “normais” a gerenciar sua procriação ao longo do tempo através da conservação de embriões ou óvulos ou a adaptar seus embriões graças a um conhecimento mais refinado das características do ser humano. DNA. Mas enquanto alguns slogans e deliberadas omissões da marcha foram criticados por alguns, deve-se dizer que nenhum outro país do mundo conseguiu colocar centenas de milhares de pessoas nas ruas para protestar contra a expansão absurda da reprodução assistida por medicamentos , ou em outras palavras, a introdução do mercado de tubos de ensaio para bebês. É um crédito para a França. Mas se pergunta quantas dessas pessoas votaram em Macron em 2017.… O desejo de seu partido de legalizar bebês de proveta para casais de lésbicas não era segredo na época. A mobilização também foi notável, já que o primeiro artigo das leis de bioética revisadas já havia sido adotado na semana passada após debates vergonhosos, primeiro desconsiderando as conclusões da consulta geral sobre bioética, que claramente rejeitou a procriação artificial para mulheres solteiras e casais de lésbicas. e, em seguida, pela administração do tempo de uso da palavra e pelos votos de Richard Ferrand, presidente da Assembléia Nacional. Na véspera da marcha, o arcebispo de Paris, Michel Aupetit, denunciou a “atitude desdenhosa e até arrogante” das autoridades em um editorial. Ele escreveu que testemunha uma “atitude ideológica que infelizmente carece de uma base antropológica realista”. “Uma criança é sempre um presente a ser recebido sem torná-lo um produto fabricado devido à tecnologia humana que está sujeita ao poder do dinheiro”, disse ele. Congratulando-se com a coragem daqueles que se opõem às inovações propostas pela lei, ele disse: “Não, a lei ainda não foi escrita definitivamente. Uma palavra que se baseia na verdade de nossa condição humana não para no imediatismo de seus efeitos. Faz parte do futuro, quando sua consciência comum será capaz de avaliar as conseqüências mais assustadoras disso, que são da mesma ordem que a que a ecologia revela. ” Os manifestantes aparentemente não têm ilusões. Pelo que pôde ser ouvido durante a marcha, eles realmente não pensaram – por causa da experiência fracassada dos “Manifs pour tous” contra o “casamento” do mesmo sexo – que a presença de centenas de milhares de pessoas na calçada parisiense levaria a uma mudança, ou melhor ainda, a uma retirada da lei. Eles tiveram que observar que novos abusos estão escondidos por trás da lei proposta, já que a discussão já foi estendida para relaxar as condições que permitem contornar a prática ainda ilegal da maternidade de aluguel, indo para o exterior. Mas “pelo menos daqui a 20 anos, meus filhos não poderão me dizer que eu preferia passar minha tarde confortavelmente em casa quando decisões tão sérias estavam sendo tomadas para o futuro da sociedade”, disse um manifestante. Pelo menos, centenas de milhares de pessoas terão dito não. Ainda não chegou a hora de fazer um balanço, pois o projeto continuará em seu caminho parlamentar – provavelmente até junho de 2020, de acordo com o cronograma anunciado pelo governo – e o Manif pour tous, depois de já ter solicitado à prefeitura a correção contas sobre a participação na manifestação de domingo, planejava voltar às ruas no domingo 1 de dezembro, 19 de janeiro, 8 de março, 17 de maio e 14 de junho. #LGBT
- Dom Kräutler declara ser a favor da ordenação de mulheres sacerdotes e que o Sínodo da Amazônia será
O bispo emérito de Xingu (Brasil), dom Erwin Kräutler, um dos editores do Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazônia, admitiu hoje que apóia a ordenação de mulheres como sacerdotes e que vê o sínodo como um possível passo para alcançar esse objetivo. ( InfoCatólica ) Edward Pentin perguntou em inglês, após a conferência de imprensa realizada na quarta-feira, se ele apoiava a ordenação de mulheres como sacerdotes . Mons. Kräutler, nascido na Áustria, disse: “Eu lhe digo que não existe …” e, depois de dizer as palavras para expressar sua opinião, ele acrescentou: ” Por que as mulheres agora não podem, não podem ser ordenadas?” Porque » Quando perguntado se ele gostaria que as mulheres fossem ordenadas padres, ele respondeu. ” Sim, de curso ” (editor de nota: o outro disse ele em espanhol). Quando perguntado se ele via esse sínodo como um meio de conseguir isso , ele novamente procurou as palavras para responder, e então um oficial da Assessoria de Imprensa do Vaticano apareceu para encerrar a entrevista, mas primeiro respondeu: ” Talvez seja um passo. para a frente . Muitos bispos [no sínodo] são a favor das diáconas ». Anteriormente, durante a conferência de imprensa realizada no final da quinta congregação geral do Sínodo para a Amazônia, o Bispo Kräutler foi questionado sobre sua opinião sobre a ordenação de viri probati . O bispo octogenário garantiu que “não há outra possibilidade. Os povos indígenas não entendem o celibato. A primeira vez que fui, eles me perguntaram se eu tinha uma mulher ». Então ele disse que sim, mas essa era sua mãe. E acrescentou: «Para os povos indígenas, os brancos podem ser celibatários, mas para eles ele pode ser casado. Se ele conseguir cuidar da casa primeiro, poderá cuidar da casa mais antiga que é a comunidade. Quanto à ordenação de mulheres como diaconisas, ele disse «Dois terços das comunidades indígenas (na Amazônia) são coordenadas (por mulheres). Então o que fazemos? Temos que fazer coisas concretas e sonhar com o diaconado feminino. Porque não? ». Ele também disse que ” muitos bispos no sínodo são a favor de diaconisas das mulheres “. Ensinamento da Igreja sobre o Sacramento da Ordem São João Paulo II, na carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, declara no parágrafo final: Portanto, para remover qualquer dúvida sobre um assunto de grande importância, que diz respeito à mesma constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22,32), Declaro que a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que essa opinião deve ser considerada definitiva por todos os fiéis da Igreja. Resposta da Congregação para a Doutrina da Fé, à dubia sobre a natureza definitiva da declaração magisterial de São João Paulo II: Após a publicação da Carta Apostólica Ordinatio sacerdotalis , alguns teólogos, vários grupos de padres e religiosos, bem como alguns ambientes e associações de leigos católicos manifestaram reações problemáticas ou negativas em relação ao referido documento pontifício, discutindo a natureza definitiva da a doutrina sobre a inadmissibilidade das mulheres ao sacerdócio ministerial e o pertencimento dessa doutrina ao depósito da fé. A Congregação para a Doutrina da Fé considerou necessário dissipar dúvidas e reservas a esse respeito por meio do Responsum ad dubium , que o Santo Padre aprovou e ordenou sua publicação, e é o seguinte: Resposta à pergunta sobre a doutrina contida na Carta Apostólica «Ordinatio Sacerdotalis» Pergunta : Se a doutrina, segundo a qual a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres , proposta na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis como uma opinião que deve ser considerada final, deve ser entendida como pertencente ao depósito da fé . Resposta : afirmativa . Essa doutrina requer uma solução definitiva, pois, baseada na Palavra de Deus escrita e constantemente preservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, foi infalivelmente proposta pelo Magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm, Lumen gentium , 25, 2). Portanto, nas atuais circunstâncias, o Sumo Pontífice, ao exercer seu ministério de confirmar a fé nos irmãos (cf. Lc 22,32), propôs a mesma doutrina com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que sempre, em todos os aspectos. partidos e para todos os fiéis devem ser mantidos, como pertencentes ao depósito da fé . O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao Cardeal Prefeito abaixo assinado, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação. Roma, na sede da Congregação para a Doutrina da Fé, em 28 de outubro de 1995. + Cartão Joseph. Ratzinger Prefeito + Tarsicio Bertone Arcebispo Emérito de Vercelli Secretária Papa Francisco e a ordenação de diaconisas Em maio passado, durante uma reunião com a União Internacional de Superiores Gerais (UISG), o Papa Francisco ratificou a recusa de admitir mulheres no sacramento da ordem no grau do diaconado . Respondendo a uma pergunta, o pontífice indicou que “no caso do diaconado [diaconado feminino ordenado], precisamos lembrar o início da Revelação: se não existia, se o Senhor não queria um ministério sacramental para as mulheres, isso não ocorreria “. . E ele acrescentou: « Andamos no caminho firme e reto, o caminho do Apocalipse , não podemos seguir outro caminho […] acho que esta é a resposta: não [ser guiado] apenas por definições dogmáticas ou históricas [evolução], que Eles vão nos ajudar. Mas não podemos sair do Apocalipse e das expressões dogmáticas … isso é entendido? Somos católicos, mas se algum de vocês quiser fundar outra igreja, é livre fazê-lo » #SínododaAmazônia
- Dom Kräutler declara ser a favor da ordenação de mulheres sacerdotes e que o Sínodo da Amazônia será
O bispo emérito de Xingu (Brasil), dom Erwin Kräutler, um dos editores do Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazônia, admitiu hoje que apóia a ordenação de mulheres como sacerdotes e que vê o sínodo como um possível passo para alcançar esse objetivo. ( InfoCatólica ) Edward Pentin perguntou em inglês, após a conferência de imprensa realizada na quarta-feira, se ele apoiava a ordenação de mulheres como sacerdotes . Mons. Kräutler, nascido na Áustria, disse: “Eu lhe digo que não existe …” e, depois de dizer as palavras para expressar sua opinião, ele acrescentou: ” Por que as mulheres agora não podem, não podem ser ordenadas?” Porque » Quando perguntado se ele gostaria que as mulheres fossem ordenadas padres, ele respondeu. ” Sim, de curso ” (editor de nota: o outro disse ele em espanhol). Quando perguntado se ele via esse sínodo como um meio de conseguir isso , ele novamente procurou as palavras para responder, e então um oficial da Assessoria de Imprensa do Vaticano apareceu para encerrar a entrevista, mas primeiro respondeu: ” Talvez seja um passo. para a frente . Muitos bispos [no sínodo] são a favor das diáconas ». Anteriormente, durante a conferência de imprensa realizada no final da quinta congregação geral do Sínodo para a Amazônia, o Bispo Kräutler foi questionado sobre sua opinião sobre a ordenação de viri probati . O bispo octogenário garantiu que “não há outra possibilidade. Os povos indígenas não entendem o celibato. A primeira vez que fui, eles me perguntaram se eu tinha uma mulher ». Então ele disse que sim, mas essa era sua mãe. E acrescentou: «Para os povos indígenas, os brancos podem ser celibatários, mas para eles ele pode ser casado. Se ele conseguir cuidar da casa primeiro, poderá cuidar da casa mais antiga que é a comunidade. Quanto à ordenação de mulheres como diaconisas, ele disse «Dois terços das comunidades indígenas (na Amazônia) são coordenadas (por mulheres). Então o que fazemos? Temos que fazer coisas concretas e sonhar com o diaconado feminino. Porque não? ». Ele também disse que ” muitos bispos no sínodo são a favor de diaconisas das mulheres “. Ensinamento da Igreja sobre o Sacramento da Ordem São João Paulo II, na carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, declara no parágrafo final: Portanto, para remover qualquer dúvida sobre um assunto de grande importância, que diz respeito à mesma constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22,32), Declaro que a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que essa opinião deve ser considerada definitiva por todos os fiéis da Igreja. Resposta da Congregação para a Doutrina da Fé, à dubia sobre a natureza definitiva da declaração magisterial de São João Paulo II: Após a publicação da Carta Apostólica Ordinatio sacerdotalis , alguns teólogos, vários grupos de padres e religiosos, bem como alguns ambientes e associações de leigos católicos manifestaram reações problemáticas ou negativas em relação ao referido documento pontifício, discutindo a natureza definitiva da a doutrina sobre a inadmissibilidade das mulheres ao sacerdócio ministerial e o pertencimento dessa doutrina ao depósito da fé. A Congregação para a Doutrina da Fé considerou necessário dissipar dúvidas e reservas a esse respeito por meio do Responsum ad dubium , que o Santo Padre aprovou e ordenou sua publicação, e é o seguinte: Resposta à pergunta sobre a doutrina contida na Carta Apostólica «Ordinatio Sacerdotalis» Pergunta : Se a doutrina, segundo a qual a Igreja não tem poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres , proposta na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis como uma opinião que deve ser considerada final, deve ser entendida como pertencente ao depósito da fé . Resposta : afirmativa . Essa doutrina requer uma solução definitiva, pois, baseada na Palavra de Deus escrita e constantemente preservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, foi infalivelmente proposta pelo Magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm, Lumen gentium , 25, 2). Portanto, nas atuais circunstâncias, o Sumo Pontífice, ao exercer seu ministério de confirmar a fé nos irmãos (cf. Lc 22,32), propôs a mesma doutrina com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que sempre, em todos os aspectos. partidos e para todos os fiéis devem ser mantidos, como pertencentes ao depósito da fé . O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao Cardeal Prefeito abaixo assinado, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação. Roma, na sede da Congregação para a Doutrina da Fé, em 28 de outubro de 1995. + Cartão Joseph. Ratzinger Prefeito + Tarsicio Bertone Arcebispo Emérito de Vercelli Secretária Papa Francisco e a ordenação de diaconisas Em maio passado, durante uma reunião com a União Internacional de Superiores Gerais (UISG), o Papa Francisco ratificou a recusa de admitir mulheres no sacramento da ordem no grau do diaconado . Respondendo a uma pergunta, o pontífice indicou que “no caso do diaconado [diaconado feminino ordenado], precisamos lembrar o início da Revelação: se não existia, se o Senhor não queria um ministério sacramental para as mulheres, isso não ocorreria “. . E ele acrescentou: « Andamos no caminho firme e reto, o caminho do Apocalipse , não podemos seguir outro caminho […] acho que esta é a resposta: não [ser guiado] apenas por definições dogmáticas ou históricas [evolução], que Eles vão nos ajudar. Mas não podemos sair do Apocalipse e das expressões dogmáticas … isso é entendido? Somos católicos, mas se algum de vocês quiser fundar outra igreja, é livre fazê-lo » #SínododaAmazônia
- Cardeal Sarah: Opor-se ao papa é estar fora da igreja
Ao fazer tal declaração, o Cardeal Sarah nos adverte que precisamos ter cuidado ao nos referirmos ao Vigário de Cristo na terra. Por mais que os ânimos estejam inflamados, precisamos manter o respeito à pessoa do Santo Padre o Papa. Podemos debater sobre possíveis problemas sobre o atual pontificado, mas nunca faltando com o respeito. (CNS) – O cardeal guineense Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos, disse que as pessoas que o retratam como oponente do Papa Francisco estão sendo usadas pelo diabo para ajudar a dividir a igreja. “A verdade é que a igreja é representada na terra pelo vigário de Cristo, ou seja, pelo papa. E quem é contra o papa está, ipso facto, fora da igreja”, disse o cardeal em uma entrevista publicada em 7 de outubro em Corriere della Sera, um diário italiano. O cardeal de 74 anos, que o Papa Francisco nomeou em 2014 como chefe do escritório que supervisiona os assuntos litúrgicos, muitas vezes é retratado como um crítico do Papa Francisco, especialmente por causa da atitude cautelosa do cardeal em receber migrantes muçulmanos na Europa, sua preocupação com a igreja agindo mais como uma agência de serviço social do que como uma igreja missionária e sua abordagem tradicional à liturgia. A peça Corriere foi publicada para coincidir com o lançamento de uma nova entrevista com o cardeal Sarah, “The Day is Now Far Spent” (O dia está agora muito distante). A edição em inglês foi lançada em 22 de setembro pela Ignatius Press nos Estados Unidos. A dedicação do livro do cardeal diz: “Para Bento XVI, arquiteto inigualável da reconstrução da igreja. Para Francisco, filho fiel e dedicado de Santo Inácio. Para os sacerdotes de todo o mundo em ação de graças por ocasião do meu jubileu de ouro do sacerdócio, “que era 20 de julho. Na entrevista ao Corriere, perguntaram ao cardeal qual era a “verdade” sobre seu relacionamento com o papa Francisco. “A verdade é que muitas pessoas escrevem não para dar testemunho da verdade, mas para colocar as pessoas umas contra as outras, para prejudicar os relacionamentos humanos”, disse ele. “A verdade não importa para eles.” “Aqueles que me colocam em oposição ao Santo Padre não podem apresentar uma única palavra minha, uma única frase ou uma única atitude minha para apoiar suas afirmações absurdas – e eu diria diabólicas”, disse o cardeal Sarah. “O diabo se divide, coloca as pessoas umas contra as outras.” O cardeal Sarah disse que é normal que a igreja experimente dificuldades e divisões, mas todo cristão é chamado “a buscar a unidade em Cristo”. “Eu acrescentaria que todo papa é adequado para o seu tempo”, disse o cardeal. “A providência cuida de nós muito bem, você sabe.” No entanto, o novo livro do cardeal Sarah está cheio de avisos sobre como a falta de fé, confiança em Deus e adesão à tradição está ameaçando a Igreja Católica, particularmente na Europa e no rico oeste. Mas ele se concentra especialmente no abuso sexual clerical e em como isso significa “o mistério da traição escorre das paredes da igreja”. Ainda assim, no capítulo “A Crise da Igreja”, o livro inclui o ditado cardinal: “Gostaria de lembrar a todos sobre as palavras de Jesus a São Pedro: ‘Você é Pedro e nesta rocha edificarei minha igreja”. ‘(Mt 16:18). Temos a certeza de que essa afirmação de Jesus é realizada no que chamamos de infalibilidade da igreja. A esposa de Cristo, liderada pelo sucessor de Pedro, pode viver crises e tempestades. “ Observando que alguns católicos “são rápidos em lançar anátemas contra aqueles que não seguem sua linha de pensamento”, o cardeal disse que é hora de “redescobrir um pouco de paz e benevolência. Somente fé, confiança no magistério e sua continuidade para baixo” através dos séculos pode nos dar unidade “. Hoje, os católicos devem se perguntar se realmente acreditam que a fé que a igreja sempre ensinou, a fé de seus antepassados, ainda é válida hoje, disse o cardeal Sarah a Corriere. “Somos chamados a redescobrir a verdade desses (ensinamentos), tanto com a análise incomparável do pensamento de Bento quanto com a grande e ensolarada diligência de Francisco”. Embora os dois papas tenham diferenças óbvias, disse o cardeal Sarah, “há uma grande harmonia e uma grande continuidade entre eles, pois todos puderam ver esses últimos anos”. “A história da igreja é linda”, disse ele, e a reduziu a uma batalha política “típica de um programa de entrevistas na televisão é uma jogada de marketing, não uma busca pela verdade”. #CardealSarah #SínododaAmazônia
- Cardeal Sarah: Opor-se ao papa é estar fora da igreja
Ao fazer tal declaração, o Cardeal Sarah nos adverte que precisamos ter cuidado ao nos referirmos ao Vigário de Cristo na terra. Por mais que os ânimos estejam inflamados, precisamos manter o respeito à pessoa do Santo Padre o Papa. Podemos debater sobre possíveis problemas sobre o atual pontificado, mas nunca faltando com o respeito. (CNS) – O cardeal guineense Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos, disse que as pessoas que o retratam como oponente do Papa Francisco estão sendo usadas pelo diabo para ajudar a dividir a igreja. “A verdade é que a igreja é representada na terra pelo vigário de Cristo, ou seja, pelo papa. E quem é contra o papa está, ipso facto, fora da igreja”, disse o cardeal em uma entrevista publicada em 7 de outubro em Corriere della Sera, um diário italiano. O cardeal de 74 anos, que o Papa Francisco nomeou em 2014 como chefe do escritório que supervisiona os assuntos litúrgicos, muitas vezes é retratado como um crítico do Papa Francisco, especialmente por causa da atitude cautelosa do cardeal em receber migrantes muçulmanos na Europa, sua preocupação com a igreja agindo mais como uma agência de serviço social do que como uma igreja missionária e sua abordagem tradicional à liturgia. A peça Corriere foi publicada para coincidir com o lançamento de uma nova entrevista com o cardeal Sarah, “The Day is Now Far Spent” (O dia está agora muito distante). A edição em inglês foi lançada em 22 de setembro pela Ignatius Press nos Estados Unidos. A dedicação do livro do cardeal diz: “Para Bento XVI, arquiteto inigualável da reconstrução da igreja. Para Francisco, filho fiel e dedicado de Santo Inácio. Para os sacerdotes de todo o mundo em ação de graças por ocasião do meu jubileu de ouro do sacerdócio, “que era 20 de julho. Na entrevista ao Corriere, perguntaram ao cardeal qual era a “verdade” sobre seu relacionamento com o papa Francisco. “A verdade é que muitas pessoas escrevem não para dar testemunho da verdade, mas para colocar as pessoas umas contra as outras, para prejudicar os relacionamentos humanos”, disse ele. “A verdade não importa para eles.” “Aqueles que me colocam em oposição ao Santo Padre não podem apresentar uma única palavra minha, uma única frase ou uma única atitude minha para apoiar suas afirmações absurdas – e eu diria diabólicas”, disse o cardeal Sarah. “O diabo se divide, coloca as pessoas umas contra as outras.” O cardeal Sarah disse que é normal que a igreja experimente dificuldades e divisões, mas todo cristão é chamado “a buscar a unidade em Cristo”. “Eu acrescentaria que todo papa é adequado para o seu tempo”, disse o cardeal. “A providência cuida de nós muito bem, você sabe.” No entanto, o novo livro do cardeal Sarah está cheio de avisos sobre como a falta de fé, confiança em Deus e adesão à tradição está ameaçando a Igreja Católica, particularmente na Europa e no rico oeste. Mas ele se concentra especialmente no abuso sexual clerical e em como isso significa “o mistério da traição escorre das paredes da igreja”. Ainda assim, no capítulo “A Crise da Igreja”, o livro inclui o ditado cardinal: “Gostaria de lembrar a todos sobre as palavras de Jesus a São Pedro: ‘Você é Pedro e nesta rocha edificarei minha igreja”. ‘(Mt 16:18). Temos a certeza de que essa afirmação de Jesus é realizada no que chamamos de infalibilidade da igreja. A esposa de Cristo, liderada pelo sucessor de Pedro, pode viver crises e tempestades. “ Observando que alguns católicos “são rápidos em lançar anátemas contra aqueles que não seguem sua linha de pensamento”, o cardeal disse que é hora de “redescobrir um pouco de paz e benevolência. Somente fé, confiança no magistério e sua continuidade para baixo” através dos séculos pode nos dar unidade “. Hoje, os católicos devem se perguntar se realmente acreditam que a fé que a igreja sempre ensinou, a fé de seus antepassados, ainda é válida hoje, disse o cardeal Sarah a Corriere. “Somos chamados a redescobrir a verdade desses (ensinamentos), tanto com a análise incomparável do pensamento de Bento quanto com a grande e ensolarada diligência de Francisco”. Embora os dois papas tenham diferenças óbvias, disse o cardeal Sarah, “há uma grande harmonia e uma grande continuidade entre eles, pois todos puderam ver esses últimos anos”. “A história da igreja é linda”, disse ele, e a reduziu a uma batalha política “típica de um programa de entrevistas na televisão é uma jogada de marketing, não uma busca pela verdade”. #CardealSarah #SínododaAmazônia
- Padres sinodais pediram ‘para não descartar’ a possibilidade de viri probati e o ‘
Dois terços dos presentes concordam, diz Dom Erwin Kräutler. A quinta congregação, reunida nesta quarta-feira, discutiu a possibilidade de estudar a ordenação de homens casados, embora com um “cuidadoso discernimento” dos padres sinodais. O celibato é inegociável, disse Ruffini, “mas como todas as leis humanas, pode haver exceções”. (Religion Digital) Os participantes do Sínodo dedicado à Amazônia convocado pelo Papa Francisco, que ocorre no Vaticano até o próximo dia 27 de outubro, pediram hoje “que não descartem” a possibilidade de ordenação sacerdotal de homens casados e a instituição de um possível “ministério leigo” para as mulheres da região: “Que os ministérios respondem à necessidade dos povos amazônicos”, afirmaram. Os 174 pais sinodais com direito a voto presentes, entre mais de 250 participantes, discutiram hoje que “o apelo a uma maior participação dos leigos na criação de novos ministérios que respondam às necessidades dos povos da Amazônia”, segundo o Vaticano no resumo diário para a imprensa. “Tantas propostas foram feitas sobre como envolver os leigos”, disse o presidente da Comissão de Informação, Paolo Ruffini, a jornalistas credenciados na Santa Sé. Não exclua nada a priori “Um cuidadoso discernimento por parte dos bispos é necessário para que nenhuma solução, mesmo a ordenação de homens casados, seja excluída a priori”, disse o relatório do Vaticano. A possível ordenação dos chamados “viri probati”, homens casados com virtudes comprovadas em sua comunidade, é um dos grandes desafios enfrentados pelo encontro de bispos, que busca soluções para grandes regiões amazônicas com baixo número de vocações, apesar da resistência dos setores conservadores. Segundo Ruffini, entre os tópicos desta manhã, houve boatos de que “a possibilidade de viri probati não significa mudar a lei eclesiástica do celibato , mas pode significar levar em conta que essa lei, como todas as leis humanas, pode ter exceções. situações concretas Também foi dito que a falta de padres na Amazônia não está ligada ao celibato e que talvez a ordenação de homens casados não resolva o problema “. “Povos indígenas não entendem o celibato” Nesse sentido, o prelado emérito de Xingu, Monsenhor Erwin Kräutler, afirmou que “os povos indígenas não entendem o celibato”, de modo que “não há outra possibilidade” em muitos casos que recorram à ordenação de viri probati. “Dois terços dos Padres sinodais” concordam, segundo os religiosos. Dom Erwin Kräutler, na sala Stampa De qualquer forma, a discussão deixou em dúvida que tanto o celibato quanto a castidade permanecerão inegociáveis para os religiosos. “Foi discutido o pedido de muitos seminaristas para uma formação emocional destinada a curar as feridas causadas pela revolução sexual: hoje muitos querem redescobrir e conhecer o valor do celibato e da castidade. A Igreja não se cala sobre isso, mas oferece a sua própria. tesouro: a doutrina que transforma corações “, segundo o Vaticano. Ministério leigo às mulheres Além da possível abertura à ordenação de homens casados, como já acontece em outras latitudes, o Sínodo também analisará a possível instituição de um ministério leigo para mulheres , “reconhecendo o que já acontece em muitas comunidades”. a imprensa o secretário da comissão de informação, Giacomo Costa. “Ao mesmo tempo, é preciso combater a violência desenfreada contra as mulheres. Foi lançada a idéia de estabelecer um ministério feminino leigo para a evangelização”, afirmou o Vaticano nessa direção. Uma participação mais ativa ” Ele é necessário para promover a participação mais activa das mulheres na vida da Igreja a partir de uma perspectiva Samaritano”, de acordo com o resumo do terceiro dia de trabalho. “Não se trata tanto de reivindicar algo, mas de reconhecer algo que já está sendo vivido” na região, acrescentou Costa, com base na participação de mulheres em muitas comunidades na ausência de padres. Até agora, disse Ruffini, 77 pais sinodais e onze outros participantes participaram das cinco congregações gerais . Com relação à ordem ecológica das discussões, o ganhador do Nobel da Paz Carlos Alfonso Nobre alertou no encontro com a imprensa sobre a situação na Amazônia e disse: “A Amazônia é uma espécie de coração ecológico do nosso planeta. É uma imensa biodiversidade, mas infelizmente estamos muito perto do colapso da floresta “. “A ciência já declarou isso. Estamos indo em direção à destruição total”, acrescentou Nobre. #SínododaAmazônia
- Padres sinodais pediram ‘para não descartar’ a possibilidade de viri probati e o ‘
Dois terços dos presentes concordam, diz Dom Erwin Kräutler. A quinta congregação, reunida nesta quarta-feira, discutiu a possibilidade de estudar a ordenação de homens casados, embora com um “cuidadoso discernimento” dos padres sinodais. O celibato é inegociável, disse Ruffini, “mas como todas as leis humanas, pode haver exceções”. (Religion Digital) Os participantes do Sínodo dedicado à Amazônia convocado pelo Papa Francisco, que ocorre no Vaticano até o próximo dia 27 de outubro, pediram hoje “que não descartem” a possibilidade de ordenação sacerdotal de homens casados e a instituição de um possível “ministério leigo” para as mulheres da região: “Que os ministérios respondem à necessidade dos povos amazônicos”, afirmaram. Os 174 pais sinodais com direito a voto presentes, entre mais de 250 participantes, discutiram hoje que “o apelo a uma maior participação dos leigos na criação de novos ministérios que respondam às necessidades dos povos da Amazônia”, segundo o Vaticano no resumo diário para a imprensa. “Tantas propostas foram feitas sobre como envolver os leigos”, disse o presidente da Comissão de Informação, Paolo Ruffini, a jornalistas credenciados na Santa Sé. Não exclua nada a priori “Um cuidadoso discernimento por parte dos bispos é necessário para que nenhuma solução, mesmo a ordenação de homens casados, seja excluída a priori”, disse o relatório do Vaticano. A possível ordenação dos chamados “viri probati”, homens casados com virtudes comprovadas em sua comunidade, é um dos grandes desafios enfrentados pelo encontro de bispos, que busca soluções para grandes regiões amazônicas com baixo número de vocações, apesar da resistência dos setores conservadores. Segundo Ruffini, entre os tópicos desta manhã, houve boatos de que “a possibilidade de viri probati não significa mudar a lei eclesiástica do celibato , mas pode significar levar em conta que essa lei, como todas as leis humanas, pode ter exceções. situações concretas Também foi dito que a falta de padres na Amazônia não está ligada ao celibato e que talvez a ordenação de homens casados não resolva o problema “. “Povos indígenas não entendem o celibato” Nesse sentido, o prelado emérito de Xingu, Monsenhor Erwin Kräutler, afirmou que “os povos indígenas não entendem o celibato”, de modo que “não há outra possibilidade” em muitos casos que recorram à ordenação de viri probati. “Dois terços dos Padres sinodais” concordam, segundo os religiosos. Dom Erwin Kräutler, na sala Stampa De qualquer forma, a discussão deixou em dúvida que tanto o celibato quanto a castidade permanecerão inegociáveis para os religiosos. “Foi discutido o pedido de muitos seminaristas para uma formação emocional destinada a curar as feridas causadas pela revolução sexual: hoje muitos querem redescobrir e conhecer o valor do celibato e da castidade. A Igreja não se cala sobre isso, mas oferece a sua própria. tesouro: a doutrina que transforma corações “, segundo o Vaticano. Ministério leigo às mulheres Além da possível abertura à ordenação de homens casados, como já acontece em outras latitudes, o Sínodo também analisará a possível instituição de um ministério leigo para mulheres , “reconhecendo o que já acontece em muitas comunidades”. a imprensa o secretário da comissão de informação, Giacomo Costa. “Ao mesmo tempo, é preciso combater a violência desenfreada contra as mulheres. Foi lançada a idéia de estabelecer um ministério feminino leigo para a evangelização”, afirmou o Vaticano nessa direção. Uma participação mais ativa ” Ele é necessário para promover a participação mais activa das mulheres na vida da Igreja a partir de uma perspectiva Samaritano”, de acordo com o resumo do terceiro dia de trabalho. “Não se trata tanto de reivindicar algo, mas de reconhecer algo que já está sendo vivido” na região, acrescentou Costa, com base na participação de mulheres em muitas comunidades na ausência de padres. Até agora, disse Ruffini, 77 pais sinodais e onze outros participantes participaram das cinco congregações gerais . Com relação à ordem ecológica das discussões, o ganhador do Nobel da Paz Carlos Alfonso Nobre alertou no encontro com a imprensa sobre a situação na Amazônia e disse: “A Amazônia é uma espécie de coração ecológico do nosso planeta. É uma imensa biodiversidade, mas infelizmente estamos muito perto do colapso da floresta “. “A ciência já declarou isso. Estamos indo em direção à destruição total”, acrescentou Nobre. #SínododaAmazônia
- Diaconato de mulheres e viri probati causam divergências no segundo dia do Sínodo da Amazônia
O diaconato para mulheres, um ritual litúrgico experimental amazônico e a ordenação de homens casados em áreas remotas têm sido algumas das sugestões até agora discutidas no Sínodo dos Bispos na região da Pan-Amazônia, cada uma provocando uma ampla gama de reações. Embora seja apenas o segundo dia do Sínodo dos Bispos na Amazônia, os participantes sinalizaram quase por unanimidade a escassez de padres regionais e a necessidade de um papel ministerial claro para as mulheres como questões-chave para discussão, embora as perguntas pareçam seja claro, as respostas estão longe disso. Falando a jornalistas durante uma coletiva de imprensa de 8 de outubro no final da sessão da manhã de terça-feira, Paolo Ruffini, prefeito do departamento de comunicações do Vaticano, disse que tanto o ministério ordenado quanto a necessidade de encontrar “novos caminhos” para o ministério da mulher nas comunidades regionais foram “sublinhado muito” nos discursos até agora. Sobre essas duas questões, ele disse: “todo mundo diz que há uma pergunta e uma necessidade de encontrar uma resposta, mas as respostas não são as mesmas“. Ruffini explicou que esses tópicos surgiram principalmente sob o cabeçalho da necessidade de maior formação por parte dos leigos, uma vez que os padres são poucos e não podem fornecer respostas ou ajudar a todos. De 6 a 27 de outubro, o sínodo é intitulado “Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral” e é dividido em sessões da manhã e da tarde. Nos dois primeiros dias, os participantes estão dando discursos de 4 minutos. No final da semana, eles serão divididos em pequenos grupos para discussão real dos principais tópicos no texto de trabalho da reunião. Segundo Ruffini, os cerca de 40 prelados se concentraram em algumas questões centrais, incluindo degradação ambiental devido a práticas predatórias de mineração e uma escassez crônica de padres em uma região na qual algumas comunidades rurais indígenas veem um padre uma vez por ano ou menos. Muitos participantes do sínodo enfatizaram a necessidade de passar de uma “visita pastoral” para uma “presença pastoral”, disse Ruffini. Concordando que o celibato sacerdotal, que é obrigatório para a Igreja Católica Romana desde o século 11, é um “grande dom do Espírito Santo”, alguns participantes do sínodo ainda sugeriram a possibilidade há muito debatida de ordenar viri probati ou homens casados maduros, para ajudar a reduzir a escassez regional, avaliando o resultado ao longo do tempo para avaliar sua eficácia. No entanto, outros, disse Ruffini, argumentaram contra a proposta, dizendo que ela tornaria os padres “um simples funcionário” para as massas”, “e não um pastor da comunidade “. Também foi levantada como questão-chave a necessidade de estabelecer um ministério formal para as mulheres na Amazônia, uma vez que são as mulheres que frequentemente desempenham um papel de liderança não apenas em suas comunidades indígenas, mas também na liturgia. Quando se tratou dessa questão, os participantes também concordaram com a necessidade, mas não sobre como resolvê-la, disse Ruffini, explicando que o diaconato das mulheres foi sugerido como solução, enquanto outros resistiram à idéia. Em 2016, o Papa Francisco estabeleceu uma comissão para estudar o diaconado das mulheres. Mais tarde, essa comissão produziu um relatório, mas sem chegar a um consenso. Em maio, Francis disse que a comissão continuaria a estudar o assunto, já que os membros tinham opiniões tão drasticamente divergentes. Durante a sessão de abertura de segunda-feira, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, nomeado por Francisco para servir como relator, ou presidente, do sínodo, recebeu aplausos estrondosos dos participantes quando levantou a necessidade de encontrar um “ministério adequado” para as mulheres que as lideram. comunidades. Na falta de uma solução clara nos discursos dados até agora, Ruffini enfatizou que “é um processo em desenvolvimento” e expressou sua crença de que soluções mais claras começarão a se formar quando as deliberações de pequenos grupos começarem em 9 de outubro. Tanto o papel ministerial para as mulheres quanto a ordenação dos viri probati estão entre as questões mais controversas na preparação para o sínodo, com críticos cobrando que abriria a porta para a eliminação total do celibato sacerdotal. O cardeal Pedro Barreto Jimeno, de Huancayo, Peru, um dos três delegados-presidentes do Sínodo e vice-presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), que está desempenhando um papel de liderança na organização do sínodo, insistiu que eles estão apenas fazendo sugestões, e a discussão não é nada a temer. “Não devemos ter medo de opiniões diferentes, isso sempre aconteceu”, disse ele, observando que na comunidade cristã primitiva “os santos Pedro e Paulo tinham opiniões diferentes sobre a circuncisão, o que muitas vezes levava a debates animados entre os dois”. “O importante é a espiritualidade”, disse Barreto, enfatizando que “o sínodo não é um parlamento”, onde são tomadas decisões definitivas, mas “faremos propostas” a convite do papa, que tomará a decisão final. Outros temas levantados foram a presença de jovens na Amazônia; formas destrutivas de mineração; migração da Amazônia devido a projetos ambientais perigosos; os “mártires” que deram a vida servindo e defendendo o território amazônico; e a necessidade de a Igreja abrir novos caminhos de evangelização que respeitem a cultura indígena e curem as queixas do passado. Victoria Lucia Tauli-Corpuz, relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas e observadora no sínodo, falou a jornalistas sobre a necessidade de proteger os direitos indígenas. Tendo visitado vários países que fazem parte da região pan-amazônica, Tauli-Corpuz disse que “a imagem que eu vi também é o que se reflete no instrumentum laboris (do sínodo) “, referindo-se ao documento de trabalho formal do sínodo. As comunidades indígenas, disse ela, são frequentemente “criminalizadas” e são alvo de “violência e impunidade”, sofrendo projetos de mineração intrusivos que infringem suas terras sem consulta prévia. Recordando histórias de crianças com altos níveis de mercúrio no sangue, projetos de extração de petróleo tóxico e rios que secaram devido a barragens hiperelétricas, Tauli-Corpuz chamou o sínodo da Amazônia de “muito oportuno”, dizendo que respeita a Igreja Católica por convocar a discussão. “A Igreja tem uma autoridade moral e espiritual muito grande para falar quando essas violações estão ocorrendo”, disse ela. É importante que ocorra um “diálogo intercultural”, disse ela, expressando sua crença de que o sínodo “terá um efeito muito duradouro na proteção dos povos indígenas e na interrupção da destruição da Amazônia” Traduzido de CruxNow Os dias 1 e 2 apresentaram intervenções de mais de 40 participantes de todo o mundo. CIDADE DO VATICANO – Um diaconato para mulheres, um ritual litúrgico experimental e a ordenação de homens casados em áreas remotas têm sido algumas das sugestões até agora discutidas no Sínodo dos Bispos na região da Pan-Amazônia, cada uma provocando uma ampla gama de reações. Na terça-feira, na hora do almoço, 40 pais sinodais e um auditor haviam falado sobre uma variedade de assuntos durante as congregações gerais – sessões realizadas pela manhã e à tarde nas quais cada participante do sínodo fala por um período máximo de quatro minutos. Os palestrantes incluíram 15 bispos brasileiros, 12 prelados de outros países da América Latina e padres sinodais da Cúria Romana, Canadá e Europa. Entre eles estavam o cardeal Michael Czerny, subsecretário de migrantes e refugiados do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, o cardeal Peter Turkson, o prefeito do mesmo dicastério, o cardeal Robert Sarah, o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina de os sacramentos e o cardeal Reinhard Marx, presidente da conferência dos bispos alemães. A assembléia especial “ Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral ” começou no domingo e termina em 27 de outubro. Como nos sínodos anteriores durante o pontificado do papa Francisco, o Vaticano não deu detalhes sobre quem disse o quê, aparentemente para incentivar uma discussão mais livre e menos inibida, embora o cardeal Marx tenha sido uma exceção. Ele publicou seu texto completo . De acordo com uma síntese de intervenções oferecida pelo Vaticano, os assuntos discutidos até agora incluíram uma reflexão sobre os “ritos indígenas” do Sacrifício da Missa que, dizia-se, deveria ser encarada com “benevolência” se “não estiverem ligadas a superstições” “, E desde que” se harmonizem com um verdadeiro espírito litúrgico “, disse um pai sínodo. Relacionado a isso, e como parte da inculturação, foi proposto que “de acordo com o correto discernimento teológico, litúrgico e pastoral”, um “rito católico da Amazônia” deveria ser considerado ad experimentum . Afinal, foi enfatizado: “assim como existe um ecossistema ambiental, também existe um ecossistema eclesial”. Um número relativamente grande de intervenções já foi feito na questão controversa da ordenação de homens casados ”de virtude comprovada” ( viri probati ) para levar a Eucaristia a áreas remotas da Amazônia, onde os padres não estão presentes. Um pai do sínodo alertou que, embora seja uma “necessidade legítima”, a situação não pode “condicionar uma repensação substancial da natureza do sacerdócio e de sua relação com o celibato”. Em vez disso, foi enfatizada a importância da evangelização, para promover vocações entre os jovens. , como um meio duradouro para preencher a falta de padres. Mas também foi proposto que, diante do “secularismo, indiferença religiosa, proliferação vertiginosa das igrejas pentecostais”, a Igreja “deve aprender a consultar e ouvir mais a voz dos leigos”. E, nesse contexto, a necessidade de enfatizar a oferta da Eucaristia aos leigos, oferecendo ministros “permanentes” em vez de apenas “visitantes”, e até um “diaconato indígena permanente”. Outros padres sinodais acrescentaram sua voz em apoio a viri probati como solução, afirmou o Vaticano, mas um se opôs ao argumento de que tal proposta “poderia levar o padre a se tornar um mero funcionário da Missa”. Outro disse que seria melhor enfatizar “maior apreço” pela vida consagrada, bem como a “forte promoção” de vocações entre as comunidades indígenas. Outro participante disse que a escassez de padres se estende muito além da Amazônia até o “mundo católico inteiro”, e foi apontado que a “falta de santidade” é um obstáculo ao testemunho evangélico. O Vaticano disse que, entre outras propostas, havia a “possibilidade de ordenação diaconal para as mulheres, a fim de melhorar sua vocação eclesial”. Outro pedia “maior envolvimento das mulheres na Igreja”. Discussões ambientais Em relação aos problemas ambientais na região amazônica, os efeitos prejudiciais das atividades ilegais e violentas de mineração foram mencionados em vários discursos, assim como as questões de direitos humanos e outras injustiças sociais que afetam os povos indígenas. Em particular, os participantes do sínodo alertaram contra “modelos extrativos predatórios”, o desmatamento e os desafios da migração que podem levar ao “desemprego, violência, tráfico de seres humanos, tráfico de drogas, prostituição e exploração”. Um “forte apelo” foi feito para que a Igreja fizesse uso de sua “voz autoritária no campo moral e espiritual” para “sempre proteger a vida”, denunciando as “muitas estruturas de morte que a ameaçam”. A necessidade de “conversão ecológica” centrada na responsabilidade e na ecologia integral ”também foi enfatizada diante da degradação ambiental, e foi feito um apelo à Igreja para aliar-se às populações indígenas e aos“ movimentos sociais de base ”para“ lutar contra as mudanças climáticas ”. A importância dos jovens como protagonistas da “ecologia integral” foi discutida, a partir do Sínodo dos Jovens de 2018, a Fé e o Discernimento Vocacional. A sueca Greta Thunberg, de dezesseis anos, e seu movimento de protesto “Ataque Climático” foram considerados exemplares. Os jovens sentem a necessidade de um novo relacionamento com a criação, que não seja predatório, dizia-se, e a Igreja deve ver o meio ambiente como um “desafio positivo” e uma “exortação ao diálogo com os jovens”. Em sua intervenção, o cardeal Marx optou por não se concentrar no celibato sacerdotal ou nas mulheres diáconas, mas na ecologia. Ele disse que a destruição do meio ambiente contradiz a compreensão cristã da administração responsável da criação, que o mundo precisa se afastar rapidamente dos combustíveis fósseis e que os países industrializados têm uma responsabilidade particular de reduzir as emissões de gases do efeito estufa. É necessária uma ecologia e economia holísticas, disse ele, acrescentando: “Tudo está conectado!” Novos membros do Sínodo Na segunda-feira, o sínodo elegeu novos membros do sínodo que se juntarão à Comissão de Informação, o aparato sinodal responsável pela comunicação sobre os procedimentos do sínodo. Eles incluíram o bispo emérito Erwin Kräutler, de Xingu, no Brasil, que se acredita ser o principal autor do documento de trabalho muito debatido do sínodo, que há muito defende viri probati e mulheres sacerdotes. O padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor editorial da La Civiltà Cattolica, um conselheiro papal próximo que o papa nomeou pessoalmente para o sínodo, também foi eleito. Em comentários aos repórteres terça-feira, o cardeal Pedro Barreto Jimeno, arcebispo de Huancayo, Peru, e vice-presidente da Rede Pan-Amazônica de Igrejas (REPAM), enfatizou a vastidão da Amazônia. Ele disse que a “sabedoria ancestral” dos povos amazônicos “deveria ser reconhecida” e lembrou que, durante os preparativos do sínodo, uma indígena amazônica lhe disse que “os políticos não têm tempo para nos ouvir, mas o papa Francisco, nosso irmão, o faz.” O Cardeal Barreto também falou sobre o quanto ele amava as populações nativas e foi “evangelizado por elas e elas continuam a me evangelizar”. Moema Maria Marques de Miranda, franciscana leiga brasileira e assessora da REPAM, disse que estamos vivendo um “momento único na história do nosso planeta”, que poderá ser destruído em breve em breve, e que o Papa Francisco “entendeu perfeitamente esse sentimento. De Miranda também comparou o Papa Francisco, “que veio do fim do mundo, de fora” para Thunberg, que ela observou ter uma “forma de autismo, então ela também está fora dessa ‘normalidade'”. Ela também enfatizou a interconectividade do mundo e acrescentou que “os povos indígenas podem nos ensinar cultura” e como viver corretamente com a natureza, como “eles aprenderam antes de nós como viver com o planeta”. E criticou a sociedade ocidental por seu modelo de consumismo, exigindo uma economia “que respeite o meio ambiente e a ecologia”. Questionado sobre o que o painel achou da afirmação de que cerca de 20 povos indígenas não são “puros e sem pecado original”, como alguns afirmam, mas continuam praticando o infanticídio, Victoria Lucia Tauli-Corpuz, a relatora especial da ONU sobre os direitos dos povos indígenas (e uma das duas autoridades da ONU no sínodo, além do ex-secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon), disse que as sociedades indígenas “não são perfeitas”. Continuam as práticas que não são coerentes com os “padrões internacionais de direitos humanos”, disse ela, mas acrescentou que todos os povos indígenas “concordaram em mudar culturas e tradições” e “retificaram essas práticas” para trazê-los a esses padrões. O cardeal Barreto concordou que “nada é perfeito” entre os povos indígenas, por isso falar em pureza “não é verdade”. Ele disse que não tinha conhecimento de 20 povos indígenas que permitiam o infanticídio, mas disse que queria ver evidências disso, como “aponta para a selvageria . ” Diferenças de opinião Questionado sobre as diferenças de opinião no sínodo, especialmente sobre questões como viri probati, Paolo Ruffini, presidente da Comissão de Informação, disse que todos os pais do sínodo observaram que é preciso encontrar uma solução para a falta de padres em áreas remotas, “Mas nem todas as respostas coincidem.” Ele acrescentou que o sínodo “ainda está no começo” e os participantes estão “tentando interpretar” o caminho a seguir, inspirados pelo Espírito Santo. O padre jesuíta Giacomo Costa, secretário da Comissão de Informação, disse que o que é “interessante” sobre o sínodo é que “todos podem desafiar opiniões e isso o torna mais rico”, ajudando a determinar o “caminho” a seguir. É necessário “perguntar a Nosso Senhor que medidas tomar”, disse ele, acrescentando que é isso que significa um sínodo, que significa “caminhar juntos” – “não padronizar a opinião ou compartilhar a mesma opinião”. O cardeal Barreto disse que “não devemos nos preocupar com opiniões diferentes” e se referiu à diferença que São Pedro e São Paulo tinham sobre a circuncisão em Antioquia. O sínodo “não é um parlamento”, disse ele, mas um lugar para “propor sugestões” ao papa para que ele “ofereça orientação”. Traduzido de National Catholic Register #SínododaAmazônia

















































