top of page

Buscar neste site

12408 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Santa Isabel da Hungria: Filha de rei e mãe dos pobres – 17 de Novembro

    SANTO DO DIA – 17 DE NOVEMBRO – SANTA ISABEL DA HUNGRIA Rainha e terciaria franciscana (1207-1231) Vida breve, mas intensa. Filha de André, rei da Hungria, e de Gertrudes, nobre dama de Merano, queimou etapas atingindo a santidade em 24 anos, no decurso dos quais experimentou alegrias e dores com o ânimo de quem está sempre agradecida a Deus. Noiva aos 4 anos, esposa aos 14, mãe aos 15 e viúva aos 20 anos — quando o marido, Luís IV, duque da Turíngia, morreu em Otranto, à espera de embarcar com Frederico II para a cruzada na Terra Santa. O seu matrimônio fora combinado, como ocorria entre as casas reinantes da Europa. Foi entretanto um matrimônio feliz sob todos os aspectos, a ponto de fazer exclamar a jovem esposa, com toda a sinceridade: “Se eu amo tanto uma criatura mortal, quanto não deverei amar ao Senhor!”. Amou a Deus com toda a alma, amou-o no próximo, destinando riquezas materiais e espirituais ao alívio dos infelizes. Teve três filhos, Hermano, Sofia e Gertrudes, em seis anos de vida conjugal. À morte do marido, Isabel retirou-se para Eisenach, depois para o castelo de Pottenstein e, finalmente, escolheu como residência uma modesta casa de Marburgo, onde erigiu, às próprias expensas, um hospital, reduzindo-se à pobreza. Vendeu até o dote para completar a obra. Para os pobres sempre havia lugar no hospital, e Isabel reservava para si os trabalhos mais humildes. Contra ela explodiram os maus humores reprimidos dos cunhados, que suportavam mal sua generosidade para com os pobres. Privaram-na por fim dos filhos e ela pôde viver plenamente o ideal franciscano de pobreza, ingressando na Ordem Terceira, obediente às diretrizes de um rigoroso confessor. À sua morte foi proclamada santa em altas vozes pelo povo. Isso a tal ponto, que o papa Gregório IX, em 1235, quatro anos depois da morte dela, inscreveu-a oficialmente no livro de ouro dos santos. Sob seu nome surgiram várias congregações. Na Alemanha, as mulheres que se dedicam ao cuidado dos doentes são chamadas simplesmente (mas não tão facilmente) “Elisabethinerinnen”. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre Santa Isabel da Hungria: Filha de rei e mãe dos pobres Jovem viúva de 20 anos, Isabel foi expulsa de seu castelo com os quatro filhos pequenos e só conseguiu alojamento num depósito, ao lado dos porcos. Nessa situação, mandou cantar um Te Deum, para agradecer a Nosso Senhor a graça de sofrer em união com Ele. Em Santa Isabel, parece que a santidade lhe veio do berço. Nasceu em 1207, na Hungria. Aos 4 anos, entrava na capela do castelo, abria o grande livro dos Salmos, e ainda sem saber ler, olhava-o longamente e passava muitas horas recolhida em oração. Ao brincar com outras meninas, procurava algum jeito de encaminhá-las para a capela. Quando esta estava fechada, beijava-lhe a porta, a fechadura, as paredes, pois, dizia ela, “Deus lá dentro repousa”. Antes de completar dez anos, perdeu a mãe, a Rainha Gertrudes. Na mesma época, faleceu também seu protetor, o Duque Herman, o qual era pai de seu futuro esposo e a tratava como filha, amando-a justamente por sua piedade inocente e graciosa. Aos 13 anos de idade, realizou-se seu casamento com o poderoso e não menos piedoso Duque Luiz da Turíngia, ao qual havia sido prometida desde tenra infância. Em sua curta existência – faleceu aos 24 anos – ela conquistou o mais glorioso dos títulos: o de Santa. Caridade em grau heróico Santa Isabel fazia bom uso da imensa riqueza de seu esposo, distribuindo aos pobres generosas esmolas. Isto causava profunda irritação a muitas pessoas da corte, sobretudo aos seus dois cunhados, Henrique e Conrado. Acusando-a de estar “dilapidando o patrimônio familiar”, estes não perdiam oportunidade de tentar fazer-lhe mal. E ela, por sua vez, não se contentava em simplesmente dar moedas ou alimentos. Seu amor a Deus a impelia a ações muito mais generosas. Certa vez, um leproso pedia esmola na porta do castelo. Guiada por uma inspiração divina, a jovem e formosa Duquesa desceu até lá, tomou o morfético pela mão, levou- o até seu quarto e o fez deitar-se na cama do casal. Após tratar de suas chagas, deixou-o repousando, coberto com um lençol. “Um escândalo!” – bramiram os intrigantes, que se apressaram em chamar às pressas o Duque Luiz. Ao chegar, este encontrou Isabel radiante de felicidade. Confiante em que seu digno esposo aprovaria esse heróico ato de caridade, ela narrou-lhe o fato e disse: – Ide ao quarto ver. Maravilhosasurpresa esperava o valente Duque: levantando o lençol, ele viu, não um leproso, mas Nosso Senhor Jesus Cristo! Este deixou-se contemplar por um instante apenas, o suficiente para confirmar naquelas duas almas de escol a certeza de estarem no bom caminho. Socorro dos infelizes No ano de 1226, estando seu esposo na Itália com o Imperador Frederico II, uma terrível fome assolou toda a Alemanha, sobretudo a Turíngia. Pelas matas e campos, andavam multidões de infelizes à procura de raízes e frutas para se alimentarem. Bois, cavalos e outros animais que morriam eram logo devorados pelos homens famintos. Em breve a morte começou sua ceifa. Pelos campos e estradas, amontoavam- se os cadáveres. Nessa terrível situação, a única ocupação de Isabel, dia e noite, era socorrer os infelizes. Transformou seu castelo na “morada da caridade sem limites”, como escreve um de seus biógrafos. Distribuiu aos indigentes todo o dinheiro do tesouro Ducal. Vencendo a oposição de alguns administradores egoístas, mandou abrir os celeiros do castelo, e ela mesma dirigiu a distribuição de tudo, sem nada reservar para seus próprios familiares. Com equilíbrio e bom senso, fazia dar a cada necessitado uma ração diária. Aqueles que, por fraqueza ou doença, não conseguiam subir até o castelo, eram objeto de uma solicitude especial de parte da Santa: ela descia para ir pessoalmente socorrê-los no sopé da montanha. Fundou três hospitais para auxiliar os doentes: um para mulheres pobres, outro só para crianças, e um terceiro para todos em geral. Onde havia um agonizante, lá estava ela, a fim de ajudá-lo a morrer bem. Depois passava longo tempo em oração pelas almas dos falecidos, muitos dos quais enterrou com suas próprias mãos, envoltos em toalhas tecidas por ela mesma. Passado esse terrível período de desolação, ela reuniu os homens e mulheres em condições de trabalhar, providenciou sapatos, roupas e ferramentas para os que não tinham, e ordenou que fossem para o campo cultivar. Em breve voltaram os bons tempos de fartura e ela pôde ver com alegria o trigo encher os celeiros e o sorriso voltar aos lábios de toda aquela gente. Começam as grandes provações Para glória de sua Igreja e edificação dos fiéis, Deus faz brilhar de modo especial na alma do Santo uma ou outra virtude. Por exemplo, em São Francisco de Assis, a pobreza; em Santa Bernadete, a humildade; em São Luís de Gonzaga, a castidade. E assim por diante. Isto não significa, porém, que uma virtude exista isolada na alma do Santo, como uma torre em meio de imensa planície. Não. As virtudes são todas irmãs. É impossível progredir ou decair numa sem avançar ou regredir nas demais. Em Santa Isabel, reluz muito a solicitude para com os necessitados. Mas ela era exímia na prática de todas as virtudes. Poucas pessoas levaram tão longe quanto ela o desapego aos bens desta terra e a conformação amorosa com a vontade de Deus. Esposa exemplar, unida em matrimônio com um marido modelar, a ele dedicava todo o afeto natural e legítimo de seu nobre coração. E era retribuída na mesma proporção. Muito mais do que isso, porém, unia-os o amor a Deus, o desejo de perfeição. Nestaperspectiva, compreendese com facilidade a dor da separação, quando o Duque da Turíngia partiu para a Cruzada, em 1227. Sofrimento incomparavelmente maior quando, pouco tempo depois, recebeu a notícia de que ele havia falecido antes mesmo de chegar à Terra Santa. Do castelo para um abrigo de porcos Esse era, porém, apenas o início de uma cascata de sofrimentos. Agora ela não tinha mais a proteção de seu virtuoso esposo. Disso se aproveitaram seus dois cunhados para deixarem expandir o ódio que lhe tinham. No mesmo dia a expulsaram do castelo, sob um frio muito rigoroso, com os quatro filhos pequenos, sem lhe permitir levar qualquer dinheiro, agasalho ou alimento. E num requinte de crueldade, proibiram, sob severas penalidades, que qualquer habitante da cidade lhe desse abrigo. Após bater sem resultado em inúmeras portas, um taberneiro – condoído, porém, temeroso de represálias – acolheu-a, mas oferecendo-lhe como albergue uma espécie de cavalariça que servia também de chiqueiro! Deste modo, a Duquesa e filha de Rei viuse reduzida a passar a noite, com os filhos, na companhia dos porcos, agasalhando- se nos utensílios de montaria para não morrer de frio. No dia seguinte, pessoas caridosas e de caráter levaram-lhe alimentos. Uma noite e um dia passou ela nesta “pousada dos porcos”, onde foi altamente recompensada por uma aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um velho sacerdote das redondezas ofereceu-lhe alojamento, não dispondo senão de um miserável casebre. Certo dia, a santa Duquesa visitou o convento dos Frades Menores para pedir… Auxílio? Não. Pediu-lhes para cantarem um Te Deum, na intenção de agradecer ao Senhor a graça de participar nos seus sofrimentos! Por ordem de seus cunhados, alguns esbirros arrancaram-na daquele miserável abrigo, para mantê-la aprisionada em péssimas condições nas dependências de um velho castelo. Recusa o mais vantajoso casamento da época Após alguns meses de indescritíveis sofrimentos, sua tia Matilde, abadessa de Kitzing, tomou conhecimento desses fatos e enviou mensageiros com duas viaturas para levá-la com os filhos para o seu convento. Passado pouco tempo, seu tio Egbert, Bispo-Príncipe de Bamberg, lhe comunicou uma proposta de casamento com o Imperador Frederico II, o mais poderoso soberano da época. Mas Isabel tinha ambições muito maiores! Seu coração estava todo voltado para o Infinito, nada nesta terra podia satisfazê-lo. Passados poucos dias, regressaram à Turíngia os cavaleiros que tinham acompanhado o Duque Luiz à Cruzada. Apresentando-se a Conrado e Henrique, censuraram-lhes corajosamente a dureza e crueldade com que haviam tratado a viúva e os filhos de seu próprio irmão. Os dois culpados não resistiram à franqueza altiva dos seus vassalos. E, chorando, pediram perdão a Isabel, restituindo-lhe todos os bens de que a haviam despojado. A serviço dos enfermos A Santa mandou construir ao lado do convento dos Frades Menores uma casa modestíssima – apelidada de “palácio de abjeção” pelos parentes de seu falecido marido – na qual se instalou, com os filhos e os serviçais que lhe permaneceram fiéis. Na Sexta-Feira Santa de 1229, fez votos na Ordem de São Francisco, e tomou o hábito das Clarissas. Tendo edificado para si apenas uma pobre morada, empregou seus recursos em construir igrejas para Deus e hospitais para os doentes pobres, dos quais ela mesma passou a cuidar dia e noite, com mais carinho e solicitude do que antes. Deus concedeu-lhe a graça de servir aos desvalidos, não somente o pão para o corpo, mas também o esplendor da sua própria luz, através dos milagres que realizava por seu intermédio. Curas milagrosas Certo dia, encontrou um menino estropiado e disforme, estendido na soleira da porta de um hospital. Além de surdo-mudo, ele não conseguia andar senão de quatro, como um animal. A mãe deixara-o ali, na esperança de que a boa Duquesa dele se apiedasse e o acolhesse. Logo que o viu, Isabel abaixou-se para acariciar-lhe os cabelos sujos e revoltos. E perguntou-lhe: – Onde estão teus pais? Quem te deixou aqui? Não recebendo resposta, repetiu as perguntas. Mas o pobre ente apenas a fitava com olhos arregalados. Desconfiando de alguma possessão diabólica, ela disse em alta e clara voz: – Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu te ordeno, a ti ou a quem em ti estiver, que me respondas de onde vens! No mesmo instante, o menino ergueu- se e – ele que não havia aprendido a falar! – explicou-lhe com desembaraço sua triste vida. Depois, caindo de joelhos, pôs-se a chorar de alegria e louvar a Deus todo-poderoso. – Eu não conhecia Deus, nem sabia de sua existência. Todo o meu ser era morto. Não sabia nada. Bendita sejas tu, senhora, que obtiveste de Deus a graça de não morrer como até o presente vivi. A estas palavras, Isabel pôs-se também de joelhos para agradecer ao Senhor, junto com o menino, e, por fim, recomendou-lhe: – Agora volta para teus pais e não digas nada do que te aconteceu. Diz apenas que Deus te socorreu. Guardate sempre do pecado para não acontecer de voltares a ser o que eras. A notícia desse milagre correu como um rastilho de pólvora, espalhando por toda a Turíngia a fama de santidade de Isabel. Em conseqüência, aumentou o número dos que a ela recorriam. E Deus dignava-Se de, por sua intercessão, atender a todos. Deixou pender a cabeça, como se dormisse No dia 16 de novembro de 1231, a Santa adoeceu. Após receber a unção dos enfermos e o viático, Nosso Senhor lhe apareceu e revelou-lhe que dentro de três dias viria levá-la para o Céu. Depois desta visão, seu rosto ficou tão resplandecente que era quase impossível fixar-lhe os olhos. Ao primeiro canto do galo do dia 19, ela disse: “Eis a hora em que Jesus nasceu de Maria Virgem. Que galo imponente e lindo seria aquele, o primeiro a cantar naquela noite maravilhosa! Ó Jesus, que resgatastes o mundo, que resgatastes a mim!” Depois acrescentou: “Ó Maria, ó Mãe, vinde em meu socorro!” Em seguida, disse baixinho: “Silêncio… Silêncio!…” E deixou pender a cabeça, como se dormisse. Sua alma acabava de entrar na glória celeste. Para satisfazer a devoção do povo que afluía de toda parte, seu santo corpo permaneceu exposto na igreja durante quatro dias. Muitíssimos milagres atestaram a sua santidade. Foi solenemente canonizada em 1235 pelo Papa Gregório IX. Família de alta nobreza e grandes santos A Hungria deu à Igreja numerosos Santos, oriundos de todas as camadas sociais. É o único país que tem a glória de venerar sobre os altares três de seus Reis: Santo Estevão, Santo Américo e São Ladislau. Mas Santa Isabel é, sem dúvida, a mais venerada pelo povo húngaro. Ela não foi uma figura isolada em seu tempo, em plena Idade Média, a Doce Primavera da Fé. Era sobrinha de Santa Edwiges, Duquesa da Polônia, e tia da suave Santa Isabel, Rainha de Portugal. Com as graças que alcançou do Céu, e o exemplo de sua vida, obteve a conversão dos dois cunhados. A de Conrado foi mais radical: acompanhado por seus companheiros de armas, dirigiu-se a Roma – todos a pé e descalços – a fim de pedir perdão ao Papa por seus desmandos. Depois de cumprir a penitência imposta pelo Pontífice, entrou para a Ordem de Santa Maria dos Cavaleiros Teutônicos. Em 1143, adoeceu ele mortalmente. No leito de dor era tal a pureza de sua alma que a presença de qualquer pessoa em estado de pecado mortal lhe causava dores fortíssimas. Morreu pouco depois, inebriado já da glória celestial. (Antonio Queiroz; Revista Arautos do Evangelho, Nov/2004, n. 35, p. 22 à 25) #SantodoDia

  • Santa Isabel da Hungria: Filha de rei e mãe dos pobres – 17 de Novembro

    SANTO DO DIA – 17 DE NOVEMBRO – SANTA ISABEL DA HUNGRIA Rainha e terciaria franciscana (1207-1231) Vida breve, mas intensa. Filha de André, rei da Hungria, e de Gertrudes, nobre dama de Merano, queimou etapas atingindo a santidade em 24 anos, no decurso dos quais experimentou alegrias e dores com o ânimo de quem está sempre agradecida a Deus. Noiva aos 4 anos, esposa aos 14, mãe aos 15 e viúva aos 20 anos — quando o marido, Luís IV, duque da Turíngia, morreu em Otranto, à espera de embarcar com Frederico II para a cruzada na Terra Santa. O seu matrimônio fora combinado, como ocorria entre as casas reinantes da Europa. Foi entretanto um matrimônio feliz sob todos os aspectos, a ponto de fazer exclamar a jovem esposa, com toda a sinceridade: “Se eu amo tanto uma criatura mortal, quanto não deverei amar ao Senhor!”. Amou a Deus com toda a alma, amou-o no próximo, destinando riquezas materiais e espirituais ao alívio dos infelizes. Teve três filhos, Hermano, Sofia e Gertrudes, em seis anos de vida conjugal. À morte do marido, Isabel retirou-se para Eisenach, depois para o castelo de Pottenstein e, finalmente, escolheu como residência uma modesta casa de Marburgo, onde erigiu, às próprias expensas, um hospital, reduzindo-se à pobreza. Vendeu até o dote para completar a obra. Para os pobres sempre havia lugar no hospital, e Isabel reservava para si os trabalhos mais humildes. Contra ela explodiram os maus humores reprimidos dos cunhados, que suportavam mal sua generosidade para com os pobres. Privaram-na por fim dos filhos e ela pôde viver plenamente o ideal franciscano de pobreza, ingressando na Ordem Terceira, obediente às diretrizes de um rigoroso confessor. À sua morte foi proclamada santa em altas vozes pelo povo. Isso a tal ponto, que o papa Gregório IX, em 1235, quatro anos depois da morte dela, inscreveu-a oficialmente no livro de ouro dos santos. Sob seu nome surgiram várias congregações. Na Alemanha, as mulheres que se dedicam ao cuidado dos doentes são chamadas simplesmente (mas não tão facilmente) “Elisabethinerinnen”. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre Santa Isabel da Hungria: Filha de rei e mãe dos pobres Jovem viúva de 20 anos, Isabel foi expulsa de seu castelo com os quatro filhos pequenos e só conseguiu alojamento num depósito, ao lado dos porcos. Nessa situação, mandou cantar um Te Deum, para agradecer a Nosso Senhor a graça de sofrer em união com Ele. Em Santa Isabel, parece que a santidade lhe veio do berço. Nasceu em 1207, na Hungria. Aos 4 anos, entrava na capela do castelo, abria o grande livro dos Salmos, e ainda sem saber ler, olhava-o longamente e passava muitas horas recolhida em oração. Ao brincar com outras meninas, procurava algum jeito de encaminhá-las para a capela. Quando esta estava fechada, beijava-lhe a porta, a fechadura, as paredes, pois, dizia ela, “Deus lá dentro repousa”. Antes de completar dez anos, perdeu a mãe, a Rainha Gertrudes. Na mesma época, faleceu também seu protetor, o Duque Herman, o qual era pai de seu futuro esposo e a tratava como filha, amando-a justamente por sua piedade inocente e graciosa. Aos 13 anos de idade, realizou-se seu casamento com o poderoso e não menos piedoso Duque Luiz da Turíngia, ao qual havia sido prometida desde tenra infância. Em sua curta existência – faleceu aos 24 anos – ela conquistou o mais glorioso dos títulos: o de Santa. Caridade em grau heróico Santa Isabel fazia bom uso da imensa riqueza de seu esposo, distribuindo aos pobres generosas esmolas. Isto causava profunda irritação a muitas pessoas da corte, sobretudo aos seus dois cunhados, Henrique e Conrado. Acusando-a de estar “dilapidando o patrimônio familiar”, estes não perdiam oportunidade de tentar fazer-lhe mal. E ela, por sua vez, não se contentava em simplesmente dar moedas ou alimentos. Seu amor a Deus a impelia a ações muito mais generosas. Certa vez, um leproso pedia esmola na porta do castelo. Guiada por uma inspiração divina, a jovem e formosa Duquesa desceu até lá, tomou o morfético pela mão, levou- o até seu quarto e o fez deitar-se na cama do casal. Após tratar de suas chagas, deixou-o repousando, coberto com um lençol. “Um escândalo!” – bramiram os intrigantes, que se apressaram em chamar às pressas o Duque Luiz. Ao chegar, este encontrou Isabel radiante de felicidade. Confiante em que seu digno esposo aprovaria esse heróico ato de caridade, ela narrou-lhe o fato e disse: – Ide ao quarto ver. Maravilhosasurpresa esperava o valente Duque: levantando o lençol, ele viu, não um leproso, mas Nosso Senhor Jesus Cristo! Este deixou-se contemplar por um instante apenas, o suficiente para confirmar naquelas duas almas de escol a certeza de estarem no bom caminho. Socorro dos infelizes No ano de 1226, estando seu esposo na Itália com o Imperador Frederico II, uma terrível fome assolou toda a Alemanha, sobretudo a Turíngia. Pelas matas e campos, andavam multidões de infelizes à procura de raízes e frutas para se alimentarem. Bois, cavalos e outros animais que morriam eram logo devorados pelos homens famintos. Em breve a morte começou sua ceifa. Pelos campos e estradas, amontoavam- se os cadáveres. Nessa terrível situação, a única ocupação de Isabel, dia e noite, era socorrer os infelizes. Transformou seu castelo na “morada da caridade sem limites”, como escreve um de seus biógrafos. Distribuiu aos indigentes todo o dinheiro do tesouro Ducal. Vencendo a oposição de alguns administradores egoístas, mandou abrir os celeiros do castelo, e ela mesma dirigiu a distribuição de tudo, sem nada reservar para seus próprios familiares. Com equilíbrio e bom senso, fazia dar a cada necessitado uma ração diária. Aqueles que, por fraqueza ou doença, não conseguiam subir até o castelo, eram objeto de uma solicitude especial de parte da Santa: ela descia para ir pessoalmente socorrê-los no sopé da montanha. Fundou três hospitais para auxiliar os doentes: um para mulheres pobres, outro só para crianças, e um terceiro para todos em geral. Onde havia um agonizante, lá estava ela, a fim de ajudá-lo a morrer bem. Depois passava longo tempo em oração pelas almas dos falecidos, muitos dos quais enterrou com suas próprias mãos, envoltos em toalhas tecidas por ela mesma. Passado esse terrível período de desolação, ela reuniu os homens e mulheres em condições de trabalhar, providenciou sapatos, roupas e ferramentas para os que não tinham, e ordenou que fossem para o campo cultivar. Em breve voltaram os bons tempos de fartura e ela pôde ver com alegria o trigo encher os celeiros e o sorriso voltar aos lábios de toda aquela gente. Começam as grandes provações Para glória de sua Igreja e edificação dos fiéis, Deus faz brilhar de modo especial na alma do Santo uma ou outra virtude. Por exemplo, em São Francisco de Assis, a pobreza; em Santa Bernadete, a humildade; em São Luís de Gonzaga, a castidade. E assim por diante. Isto não significa, porém, que uma virtude exista isolada na alma do Santo, como uma torre em meio de imensa planície. Não. As virtudes são todas irmãs. É impossível progredir ou decair numa sem avançar ou regredir nas demais. Em Santa Isabel, reluz muito a solicitude para com os necessitados. Mas ela era exímia na prática de todas as virtudes. Poucas pessoas levaram tão longe quanto ela o desapego aos bens desta terra e a conformação amorosa com a vontade de Deus. Esposa exemplar, unida em matrimônio com um marido modelar, a ele dedicava todo o afeto natural e legítimo de seu nobre coração. E era retribuída na mesma proporção. Muito mais do que isso, porém, unia-os o amor a Deus, o desejo de perfeição. Nestaperspectiva, compreendese com facilidade a dor da separação, quando o Duque da Turíngia partiu para a Cruzada, em 1227. Sofrimento incomparavelmente maior quando, pouco tempo depois, recebeu a notícia de que ele havia falecido antes mesmo de chegar à Terra Santa. Do castelo para um abrigo de porcos Esse era, porém, apenas o início de uma cascata de sofrimentos. Agora ela não tinha mais a proteção de seu virtuoso esposo. Disso se aproveitaram seus dois cunhados para deixarem expandir o ódio que lhe tinham. No mesmo dia a expulsaram do castelo, sob um frio muito rigoroso, com os quatro filhos pequenos, sem lhe permitir levar qualquer dinheiro, agasalho ou alimento. E num requinte de crueldade, proibiram, sob severas penalidades, que qualquer habitante da cidade lhe desse abrigo. Após bater sem resultado em inúmeras portas, um taberneiro – condoído, porém, temeroso de represálias – acolheu-a, mas oferecendo-lhe como albergue uma espécie de cavalariça que servia também de chiqueiro! Deste modo, a Duquesa e filha de Rei viuse reduzida a passar a noite, com os filhos, na companhia dos porcos, agasalhando- se nos utensílios de montaria para não morrer de frio. No dia seguinte, pessoas caridosas e de caráter levaram-lhe alimentos. Uma noite e um dia passou ela nesta “pousada dos porcos”, onde foi altamente recompensada por uma aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um velho sacerdote das redondezas ofereceu-lhe alojamento, não dispondo senão de um miserável casebre. Certo dia, a santa Duquesa visitou o convento dos Frades Menores para pedir… Auxílio? Não. Pediu-lhes para cantarem um Te Deum, na intenção de agradecer ao Senhor a graça de participar nos seus sofrimentos! Por ordem de seus cunhados, alguns esbirros arrancaram-na daquele miserável abrigo, para mantê-la aprisionada em péssimas condições nas dependências de um velho castelo. Recusa o mais vantajoso casamento da época Após alguns meses de indescritíveis sofrimentos, sua tia Matilde, abadessa de Kitzing, tomou conhecimento desses fatos e enviou mensageiros com duas viaturas para levá-la com os filhos para o seu convento. Passado pouco tempo, seu tio Egbert, Bispo-Príncipe de Bamberg, lhe comunicou uma proposta de casamento com o Imperador Frederico II, o mais poderoso soberano da época. Mas Isabel tinha ambições muito maiores! Seu coração estava todo voltado para o Infinito, nada nesta terra podia satisfazê-lo. Passados poucos dias, regressaram à Turíngia os cavaleiros que tinham acompanhado o Duque Luiz à Cruzada. Apresentando-se a Conrado e Henrique, censuraram-lhes corajosamente a dureza e crueldade com que haviam tratado a viúva e os filhos de seu próprio irmão. Os dois culpados não resistiram à franqueza altiva dos seus vassalos. E, chorando, pediram perdão a Isabel, restituindo-lhe todos os bens de que a haviam despojado. A serviço dos enfermos A Santa mandou construir ao lado do convento dos Frades Menores uma casa modestíssima – apelidada de “palácio de abjeção” pelos parentes de seu falecido marido – na qual se instalou, com os filhos e os serviçais que lhe permaneceram fiéis. Na Sexta-Feira Santa de 1229, fez votos na Ordem de São Francisco, e tomou o hábito das Clarissas. Tendo edificado para si apenas uma pobre morada, empregou seus recursos em construir igrejas para Deus e hospitais para os doentes pobres, dos quais ela mesma passou a cuidar dia e noite, com mais carinho e solicitude do que antes. Deus concedeu-lhe a graça de servir aos desvalidos, não somente o pão para o corpo, mas também o esplendor da sua própria luz, através dos milagres que realizava por seu intermédio. Curas milagrosas Certo dia, encontrou um menino estropiado e disforme, estendido na soleira da porta de um hospital. Além de surdo-mudo, ele não conseguia andar senão de quatro, como um animal. A mãe deixara-o ali, na esperança de que a boa Duquesa dele se apiedasse e o acolhesse. Logo que o viu, Isabel abaixou-se para acariciar-lhe os cabelos sujos e revoltos. E perguntou-lhe: – Onde estão teus pais? Quem te deixou aqui? Não recebendo resposta, repetiu as perguntas. Mas o pobre ente apenas a fitava com olhos arregalados. Desconfiando de alguma possessão diabólica, ela disse em alta e clara voz: – Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu te ordeno, a ti ou a quem em ti estiver, que me respondas de onde vens! No mesmo instante, o menino ergueu- se e – ele que não havia aprendido a falar! – explicou-lhe com desembaraço sua triste vida. Depois, caindo de joelhos, pôs-se a chorar de alegria e louvar a Deus todo-poderoso. – Eu não conhecia Deus, nem sabia de sua existência. Todo o meu ser era morto. Não sabia nada. Bendita sejas tu, senhora, que obtiveste de Deus a graça de não morrer como até o presente vivi. A estas palavras, Isabel pôs-se também de joelhos para agradecer ao Senhor, junto com o menino, e, por fim, recomendou-lhe: – Agora volta para teus pais e não digas nada do que te aconteceu. Diz apenas que Deus te socorreu. Guardate sempre do pecado para não acontecer de voltares a ser o que eras. A notícia desse milagre correu como um rastilho de pólvora, espalhando por toda a Turíngia a fama de santidade de Isabel. Em conseqüência, aumentou o número dos que a ela recorriam. E Deus dignava-Se de, por sua intercessão, atender a todos. Deixou pender a cabeça, como se dormisse No dia 16 de novembro de 1231, a Santa adoeceu. Após receber a unção dos enfermos e o viático, Nosso Senhor lhe apareceu e revelou-lhe que dentro de três dias viria levá-la para o Céu. Depois desta visão, seu rosto ficou tão resplandecente que era quase impossível fixar-lhe os olhos. Ao primeiro canto do galo do dia 19, ela disse: “Eis a hora em que Jesus nasceu de Maria Virgem. Que galo imponente e lindo seria aquele, o primeiro a cantar naquela noite maravilhosa! Ó Jesus, que resgatastes o mundo, que resgatastes a mim!” Depois acrescentou: “Ó Maria, ó Mãe, vinde em meu socorro!” Em seguida, disse baixinho: “Silêncio… Silêncio!…” E deixou pender a cabeça, como se dormisse. Sua alma acabava de entrar na glória celeste. Para satisfazer a devoção do povo que afluía de toda parte, seu santo corpo permaneceu exposto na igreja durante quatro dias. Muitíssimos milagres atestaram a sua santidade. Foi solenemente canonizada em 1235 pelo Papa Gregório IX. Família de alta nobreza e grandes santos A Hungria deu à Igreja numerosos Santos, oriundos de todas as camadas sociais. É o único país que tem a glória de venerar sobre os altares três de seus Reis: Santo Estevão, Santo Américo e São Ladislau. Mas Santa Isabel é, sem dúvida, a mais venerada pelo povo húngaro. Ela não foi uma figura isolada em seu tempo, em plena Idade Média, a Doce Primavera da Fé. Era sobrinha de Santa Edwiges, Duquesa da Polônia, e tia da suave Santa Isabel, Rainha de Portugal. Com as graças que alcançou do Céu, e o exemplo de sua vida, obteve a conversão dos dois cunhados. A de Conrado foi mais radical: acompanhado por seus companheiros de armas, dirigiu-se a Roma – todos a pé e descalços – a fim de pedir perdão ao Papa por seus desmandos. Depois de cumprir a penitência imposta pelo Pontífice, entrou para a Ordem de Santa Maria dos Cavaleiros Teutônicos. Em 1143, adoeceu ele mortalmente. No leito de dor era tal a pureza de sua alma que a presença de qualquer pessoa em estado de pecado mortal lhe causava dores fortíssimas. Morreu pouco depois, inebriado já da glória celestial. (Antonio Queiroz; Revista Arautos do Evangelho, Nov/2004, n. 35, p. 22 à 25) #SantodoDia

  • Cristo Redentor deve ter projeção em homenagem a Taylor Swift hoje

    Um dos grandes símbolos do catolicismo do mundo, se tornou alvo da relativização do mundo. Veja a foto no final da matéria 👇 Por Natalia Zimbrão em ACI Digital O monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), está programado para ostentar uma projeção em homenagem à cantora americana Taylor Swift hoje (16). Fãs da artista fizeram uma campanha pelas redes sociais, convencendo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o reitor do santuário do Cristo, padre Omar Raposo. O reitor lançou um desafio aos fãs para que a homenagem seja feita. Taylor Swift se apresenta no Rio de Janeiro, de hoje até domingo (19). Os fãs da cantora, então, fizeram uma campanha nas redes sociais pedindo que a camisa com o escrito “Junior Jewel” (Joias juvenis), usada por ela no víceoclipe ‘You belong with me’, seja projetada no Cristo Redentor, como uma mensagem de boas-vindas à artista. Com a repercussão do assunto nas redes sociais, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, sugeriu que os fãs fizessem o pedido ao reitor do santuário do Cristo Redentor, padre Omar Raposo. “Vou pedir ao querido Padre Omar para ver se conseguimos essa homenagem. Ele é o cara que comanda as projeções no Cristo Redentor”, escreveu o prefeito em sua conta no X (ex-Twitter). Após receber vários comentários em suas redes sociais, padre Omar e o santuário do Cristo Redentor publicaram em um story: “Fãs da Taylor Swift, recebemos, com grande alegria, as manifestações de vocês e aguardamos o contato da assessoria da cantora”. “Vamos ter a Taylor Swift devidamente homenageada, a sua chegada às terras cariocas. Seja bem-vinda, Taylor Swift. E que seja feliz, com os swifties”, disse hoje Eduardo Paes. Também hoje, o santuário do Cristo Redentor lançou um desfio aos fãs da cantora de “arrecadar mais de 20.000 unidades de panetone e água mineral até às 21h”, para “ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social”. Caso a meta seja alcançada, “o santuário do Cristo Redentor fará a projeção mapeada no monumento ao Cristo Redentor atendendo o pedido dos fãs como uma mensagem de boas-vindas à Taylor”, disse o santuário em um comunicado publicado em seu site. O santuário disse que “arcará com todos os custos da projeção e seguirá com a missão de acolher todos de braços abertos”. “A arte da projeção será inspirada nos pedidos dos fãs e foi feita por Gabriel Dadam, diretor de arte, e membro do fã clube da cantora”, informou. Segundo o santuário, a iniciativa “tem como objetivo sensibilizar e mobilizar a sociedade contra a pobreza e a exclusão social, em comemoração ao Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Santo Padre, o papa Francisco, que será celebrado no dia 19 de novembro”. “Com este desafio, mais de 120 instituições sociais apoiadas pelo Santuário e milhares de pessoas em situação de rua serão beneficiadas”, disse. Os fãs da cantora iniciaram uma vaquinha on-line para atingir a meta e ter a projeção do Cristo Redentor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TSBR (@taylorswiftbr)

  • Cristo Redentor deve ter projeção em homenagem a Taylor Swift hoje

    Um dos grandes símbolos do catolicismo do mundo, se tornou alvo da relativização do mundo. Veja a foto no final da matéria 👇 Por Natalia Zimbrão em ACI Digital O monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), está programado para ostentar uma projeção em homenagem à cantora americana Taylor Swift hoje (16). Fãs da artista fizeram uma campanha pelas redes sociais, convencendo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o reitor do santuário do Cristo, padre Omar Raposo. O reitor lançou um desafio aos fãs para que a homenagem seja feita. Taylor Swift se apresenta no Rio de Janeiro, de hoje até domingo (19). Os fãs da cantora, então, fizeram uma campanha nas redes sociais pedindo que a camisa com o escrito “Junior Jewel” (Joias juvenis), usada por ela no víceoclipe ‘You belong with me’, seja projetada no Cristo Redentor, como uma mensagem de boas-vindas à artista. Com a repercussão do assunto nas redes sociais, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, sugeriu que os fãs fizessem o pedido ao reitor do santuário do Cristo Redentor, padre Omar Raposo. “Vou pedir ao querido Padre Omar para ver se conseguimos essa homenagem. Ele é o cara que comanda as projeções no Cristo Redentor”, escreveu o prefeito em sua conta no X (ex-Twitter). Após receber vários comentários em suas redes sociais, padre Omar e o santuário do Cristo Redentor publicaram em um story: “Fãs da Taylor Swift, recebemos, com grande alegria, as manifestações de vocês e aguardamos o contato da assessoria da cantora”. “Vamos ter a Taylor Swift devidamente homenageada, a sua chegada às terras cariocas. Seja bem-vinda, Taylor Swift. E que seja feliz, com os swifties”, disse hoje Eduardo Paes. Também hoje, o santuário do Cristo Redentor lançou um desfio aos fãs da cantora de “arrecadar mais de 20.000 unidades de panetone e água mineral até às 21h”, para “ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social”. Caso a meta seja alcançada, “o santuário do Cristo Redentor fará a projeção mapeada no monumento ao Cristo Redentor atendendo o pedido dos fãs como uma mensagem de boas-vindas à Taylor”, disse o santuário em um comunicado publicado em seu site. O santuário disse que “arcará com todos os custos da projeção e seguirá com a missão de acolher todos de braços abertos”. “A arte da projeção será inspirada nos pedidos dos fãs e foi feita por Gabriel Dadam, diretor de arte, e membro do fã clube da cantora”, informou. Segundo o santuário, a iniciativa “tem como objetivo sensibilizar e mobilizar a sociedade contra a pobreza e a exclusão social, em comemoração ao Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Santo Padre, o papa Francisco, que será celebrado no dia 19 de novembro”. “Com este desafio, mais de 120 instituições sociais apoiadas pelo Santuário e milhares de pessoas em situação de rua serão beneficiadas”, disse. Os fãs da cantora iniciaram uma vaquinha on-line para atingir a meta e ter a projeção do Cristo Redentor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TSBR (@taylorswiftbr)

  • 4º Sofrimento: O Conhecimento dos seus Pecados – Mês das Almas do Purgatório (Dia 16)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Sexto Dia Meditação: 4º SOFRIMENTO – O CONHECIMENTO DOS SEUS PECADOS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . As almas no Purgatório veem as coisas de Deus diversamente de nós. Esclarecidas pela divina luz, compreendem elas o respeito, o amor, a obediência que Deus lhes merecia, e toda a felicidade, ingratidão e covardia dos pecados que cometeram. E essa fealdade e laxidão, sempre ante seus olhos, enchem-nas de tanta vergonha, que procuram, embora inutilmente, fugir das vistas de suas companheiras de tormento. Essa ingratidão, sempre patente, oprime-as de tantos remorsos, que seu coração se confrange a cada instante e sente a necessidade de sofrer para expiar tanta falta de amor. Podem comparar-se, diz um piedoso bispo, com um homem que, no .meio de um calor insuportável, é envolto, comprimido, esmagado por um manto, cujo peso o aniquila e que está como soldado a todos os seus membros. E sob esse manto estão encerrados, como em sua morada natural, vermes que se nutrem da carne desse homem e o atormentam, mordendo-o, sem que possa expeli-los. E esse manto está roto, sujo, repugnante, e o infeliz é obrigado a estar com ele em presença do Ser mais santo e mais puro, que o vê e, vendo-o assim, há de experimentar um sentimento de repulsão. Que estado esse! que dor, que vergonha! É o estado permanente, o sofrimento contínuo, a vergonha das almas do Purgatório à recordação de suas faltas e em presença dos anjos e do próprio Deus. A esta vergonha vem se unir o pensamento de que teriam podido facilmente evitar as faltas que as fazem sofrer! Ah! dizem elas, se eu tivesse obedecido ao meu Deus naquela ocasião em que me custava tão pouco; — se eu não lhe houvesse recusado um sacrifício que era bem leve! — se eu não proferisse aquela palavra que minha consciência reprovava; — se eu não me tivesse descuidado de ganhar aquela indulgência tão fácil… não me veria como me vejo neste momento! não sofreria o que sofro! Tardio arrependimento! as lágrimas não purificam mais, quando se tem deixado passar o tempo da misericórdia! Ó almas queridas, possam ao menos as vossas dores servir-nos de lição! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • 4º Sofrimento: O Conhecimento dos seus Pecados – Mês das Almas do Purgatório (Dia 16)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Sexto Dia Meditação: 4º SOFRIMENTO – O CONHECIMENTO DOS SEUS PECADOS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . As almas no Purgatório veem as coisas de Deus diversamente de nós. Esclarecidas pela divina luz, compreendem elas o respeito, o amor, a obediência que Deus lhes merecia, e toda a felicidade, ingratidão e covardia dos pecados que cometeram. E essa fealdade e laxidão, sempre ante seus olhos, enchem-nas de tanta vergonha, que procuram, embora inutilmente, fugir das vistas de suas companheiras de tormento. Essa ingratidão, sempre patente, oprime-as de tantos remorsos, que seu coração se confrange a cada instante e sente a necessidade de sofrer para expiar tanta falta de amor. Podem comparar-se, diz um piedoso bispo, com um homem que, no .meio de um calor insuportável, é envolto, comprimido, esmagado por um manto, cujo peso o aniquila e que está como soldado a todos os seus membros. E sob esse manto estão encerrados, como em sua morada natural, vermes que se nutrem da carne desse homem e o atormentam, mordendo-o, sem que possa expeli-los. E esse manto está roto, sujo, repugnante, e o infeliz é obrigado a estar com ele em presença do Ser mais santo e mais puro, que o vê e, vendo-o assim, há de experimentar um sentimento de repulsão. Que estado esse! que dor, que vergonha! É o estado permanente, o sofrimento contínuo, a vergonha das almas do Purgatório à recordação de suas faltas e em presença dos anjos e do próprio Deus. A esta vergonha vem se unir o pensamento de que teriam podido facilmente evitar as faltas que as fazem sofrer! Ah! dizem elas, se eu tivesse obedecido ao meu Deus naquela ocasião em que me custava tão pouco; — se eu não lhe houvesse recusado um sacrifício que era bem leve! — se eu não proferisse aquela palavra que minha consciência reprovava; — se eu não me tivesse descuidado de ganhar aquela indulgência tão fácil… não me veria como me vejo neste momento! não sofreria o que sofro! Tardio arrependimento! as lágrimas não purificam mais, quando se tem deixado passar o tempo da misericórdia! Ó almas queridas, possam ao menos as vossas dores servir-nos de lição! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Diária | Onde está o Reino de Deus?

    Quinta-feira da 32.ª Semana do Tempo Comum Quando chegará o Reino de Deus? A essa pergunta dos fariseus, Jesus responde não diretamente, mas com a afirmação rotunda de que o Reino de Deus já chegou, e não de forma ostensiva, perceptível pelos sentidos do corpo, mas como realidade espiritual, da qual só nos podemos aperceber pelo sentido superior da fé. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 16 de novembro, e entenda como, a partir de tantos sinais externos, o Reino de Deus quer fazer chegar o seu reinado à intimidade do nosso coração. Santo do Dia: Santa Gertrudes, padroeira das pessoas místicas. Evangelho (Lc 17,20-25) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu sou a videira e vós sois os ramos; um fruto abundante vós haveis de dar. (Jo 15,5) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 20 os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21 Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”. 22 E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23 As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24 Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. 25 Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Onde está o Reino de Deus?

    Quinta-feira da 32.ª Semana do Tempo Comum Quando chegará o Reino de Deus? A essa pergunta dos fariseus, Jesus responde não diretamente, mas com a afirmação rotunda de que o Reino de Deus já chegou, e não de forma ostensiva, perceptível pelos sentidos do corpo, mas como realidade espiritual, da qual só nos podemos aperceber pelo sentido superior da fé. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 16 de novembro, e entenda como, a partir de tantos sinais externos, o Reino de Deus quer fazer chegar o seu reinado à intimidade do nosso coração. Santo do Dia: Santa Gertrudes, padroeira das pessoas místicas. Evangelho (Lc 17,20-25) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu sou a videira e vós sois os ramos; um fruto abundante vós haveis de dar. (Jo 15,5) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 20 os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21 Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”. 22 E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23 As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24 Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. 25 Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Gertrudes, padroeira das pessoas místicas – 16 de Novembro

    SANTO DO DIA – 16 DE NOVEMBRO – SANTA GERTRUDES Monja beneditina (1256-1302) A vida contemplativa foi a forma escolhida por santa Gertrudes para dedicar-se a Deus. Nascida em Eisleben, na Saxônia, em 1256, ao contrário do que alguns historiadores dizem, ela não pertencia à nobreza, mas seus pais eram bem estabelecidos e cristãos fervorosos. Aos cinco anos de idade, foi entregue ao Mosteiro cisterciense de Helfa, onde cresceu adquirindo grande cultura profana e cristã. Possuidora de grande carisma místico, tornou-se religiosa consagrada. Conviveu no mosteiro com a grande mística Matilde de Magdeburg, mestra de espiritualidade, que escreveu em forma de poesia todas a sua preciosa vivência mística, depois encerrada num livro. Matilde foi o personagem decisivo na vida interior de muitas jovens que dela se aproximavam. Era mestra de uma espiritualidade fortemente ligada ao chamamento místico. Com ela, Gertrudes desenvolveu a sua de modo muito semelhante, recebendo, em seguida, através de suas orações contemplativas, muitas revelações de Deus. A partir dos vinte e cinco anos de idade, teve a primeira das visões que, como ela mesma narrou, transformaram sua vida. Toda a sua rica experiência transcreveu e reuniu no livro ‘Mensageiro do divino amor’, talvez a mais importante obra cristã tendo como temática a teologia mística. Nele, também conta que, constantemente, era tomada por arrebatamentos sublimes e tristezas profundas advindas do estudo da Palavra. Essa notável mística cristã do período medieval foi uma das grandes incentivadoras da devoção ao Coração de Jesus, culto que alcançaria enorme expansão, no futuro, com santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII. Mais tarde, foi eleita abadessa, cargo que exerceu até o fim de seus dias. Adoeceu e sofreu muitas dores físicas por mais de dez anos até ir comungar com seu amado esposo, Jesus, na casa do Pai, em 1302. A tradicional festa em sua memória, no dia 16 de novembro, foi autorizada e mantida nesta data pelo papa Clemente XII, em 1738. Texto: Paulinas Internet Santa Gertrudes, Abadessa Santa Gertrudes, irmã de Santa Mechtilde ou Matilde, nasceu em Islebe, na alta Saxônia. Eram elas condessas de Hackborn, parentes próximas do imperador Frederico II. Levadas às beneditinas de Rodersdorf, na diocese de Halberstadt, ali tomaram o hábito. Gertrudes foi feita abadessa do mosteiro, em 1294. No ano seguinte, encarregou-se do governo do mosteiro de Heldelfs, onde se retirara com as religiosas. Tendo aprendido latim na juventude, como então se fazia naquele tempo, escrevia muito nem nessa língua; daí a facilidade que encontrou para interpretar as Sagradas Escrituras, das quais tinha conhecimento pouco comum, e progredir nas ciências que tinham a religião como objeto. Da oração e da contemplação, todavia, fazia Gertrudes o principal exercício, e a elas dedicava grande parte do tempo. A santa governava sobretudo de meditar sobre a Paixão e sobre a Eucaristia. As lágrimas que a inundavam, não as podia reter. Quando falava de Jesus Cristo e dos mistérios de sua vida adorável, fazia-o com tal unção e tão vivos transportes de amor, que arrebatava a quem a ouvisse. Era habitualmente favorecida com dons extraordinários, quando orava. Os arrebatamentos, os êxtases eram-lhe, por assim dizer, familiares. Um dia, cantando na igreja: Eu vi o Senhor face a face, viu um como rosto de beleza indescritível, todo luminoso, cujos raios, abrasando-lhe o coração, lhe transmitiram delícias que nenhuma língua jamais poderia exprimir. O amor divino que a queimava e consumia parecia ser o único princípio de suas afeições e de suas ações. Daí o inteiro afastamento do mundo e das vaidades . Domou a carne e destruiu tudo aquilo que porventura pudesse opor-se ao reino perfeito de Jesus Cristo, pela prática da obediência e pela renúncia da própria vontade, pelas vigílias, pelos jejuns e abstinências. Era, tudo isso, o fundamento das virtudes admiráveis, virtudes que o Senhor se dignou dar-lhe. Em si mesma, só procurava o que era imperfeição, para aperfeiçoar-se, transmudando-se. Desejava ser desprezada pelos outros, tanto desprezava a si mesma. Costumava dizer que um dos maiores milagres da bondade divina era o de respirar ainda sobre a terra, tão imperfeita se achava. Longe de ser deslumbrada pela qualidade de superiora, comportava-se como se fora a última servidora do mosteiro. Julgava-se mesmo indigna de aproximar-se das irmãs. O amor que votava à contemplação não a fizera negligenciar os deveres comuns, pois lhe cabia o cuidado das filhas que governava, às quais devia prover nas necessidades, tanto do corpo como da alma. Seu amor por Jesus Cristo; todos os dias, pela manhã pedia-lhe proteção. As almas que sofrem no purgatório eram-lhe também objeto de caridade. Sem cessar, com muito fervor, suplicava a Deus lhes desse logo a paz do refrigério, junto aos justos. Santa Gertrudes traçou o verdadeiro retrato da alma no livro de suas Revelações. São as suas comunicações com Deus e os seus transportes de amor. Esta obra, depois da de Santa Teresa, é talvez a mais útil aos contemplativos e a mais apropriada para nutrir a piedade nas almas. Santa Gertrudes propôs diversos exercícios para que se caminhe à perfeição. O que ela prescreve pela renovação dos votos do batismo tem por objetivo levar a alma a renunciar inteiramente ao mundo e a si mesma, a se consagrar ao puro amor de Deus, cumprindo-lhe a vontade em tudo. Os temas, desenvolve-se com sublimidade e solidez. Pede a Deus que possa morrer para ela mesma, para nele ser sepultada, de modo que só Ele lhe conheça o túmulo. Não quero ter outras funções senão aquelas do amor ou que o amor dirige. Tais sentimentos são repetidos com uma admirável variedade em diversas passagens das Revelações. Na última parte, a Santa fixa-se principalmente nos ardorosos desejos de ser o mais cedo possível unida ao objeto de seu amor na glória eterna. Pede ao Salvador que a faça, por sua infinita misericórdia, tal qual tenha que ser para poder estar, um dia, na glória com Ele. Os suspiros pelos quais exprime o ardor dos desejos de se unir a Deus na beatitude são, na maior parte, tão celestes, que não se acredita sejam dum mortal, mas de habitantes dos céus. Que poderíamos dizer da castidade de Santa Gertrudes? Nenhuma esposa de Jesus Cristo jamais levou tão longe as precauções próprias para conservar a pureza da alma e do corpo. Afinal, chegou-lhe o momento pelo qual suspirava: reunir-se ao divino Esposo. Faleceu a Santa em 1334, depois de ter sido, por quarenta anos, abadessa. Sua última doença não foi, pode dizer-se, mais do que um langor do amor divino, tais foram deliciosas e inefáveis as consolações que lhe inundaram a alma. Muitos milagres atestaram que sua morte fora preciosa diante do Senhor. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 21 à 24) #SantodoDia

  • Santa Gertrudes, padroeira das pessoas místicas – 16 de Novembro

    SANTO DO DIA – 16 DE NOVEMBRO – SANTA GERTRUDES Monja beneditina (1256-1302) A vida contemplativa foi a forma escolhida por santa Gertrudes para dedicar-se a Deus. Nascida em Eisleben, na Saxônia, em 1256, ao contrário do que alguns historiadores dizem, ela não pertencia à nobreza, mas seus pais eram bem estabelecidos e cristãos fervorosos. Aos cinco anos de idade, foi entregue ao Mosteiro cisterciense de Helfa, onde cresceu adquirindo grande cultura profana e cristã. Possuidora de grande carisma místico, tornou-se religiosa consagrada. Conviveu no mosteiro com a grande mística Matilde de Magdeburg, mestra de espiritualidade, que escreveu em forma de poesia todas a sua preciosa vivência mística, depois encerrada num livro. Matilde foi o personagem decisivo na vida interior de muitas jovens que dela se aproximavam. Era mestra de uma espiritualidade fortemente ligada ao chamamento místico. Com ela, Gertrudes desenvolveu a sua de modo muito semelhante, recebendo, em seguida, através de suas orações contemplativas, muitas revelações de Deus. A partir dos vinte e cinco anos de idade, teve a primeira das visões que, como ela mesma narrou, transformaram sua vida. Toda a sua rica experiência transcreveu e reuniu no livro ‘Mensageiro do divino amor’, talvez a mais importante obra cristã tendo como temática a teologia mística. Nele, também conta que, constantemente, era tomada por arrebatamentos sublimes e tristezas profundas advindas do estudo da Palavra. Essa notável mística cristã do período medieval foi uma das grandes incentivadoras da devoção ao Coração de Jesus, culto que alcançaria enorme expansão, no futuro, com santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII. Mais tarde, foi eleita abadessa, cargo que exerceu até o fim de seus dias. Adoeceu e sofreu muitas dores físicas por mais de dez anos até ir comungar com seu amado esposo, Jesus, na casa do Pai, em 1302. A tradicional festa em sua memória, no dia 16 de novembro, foi autorizada e mantida nesta data pelo papa Clemente XII, em 1738. Texto: Paulinas Internet Santa Gertrudes, Abadessa Santa Gertrudes, irmã de Santa Mechtilde ou Matilde, nasceu em Islebe, na alta Saxônia. Eram elas condessas de Hackborn, parentes próximas do imperador Frederico II. Levadas às beneditinas de Rodersdorf, na diocese de Halberstadt, ali tomaram o hábito. Gertrudes foi feita abadessa do mosteiro, em 1294. No ano seguinte, encarregou-se do governo do mosteiro de Heldelfs, onde se retirara com as religiosas. Tendo aprendido latim na juventude, como então se fazia naquele tempo, escrevia muito nem nessa língua; daí a facilidade que encontrou para interpretar as Sagradas Escrituras, das quais tinha conhecimento pouco comum, e progredir nas ciências que tinham a religião como objeto. Da oração e da contemplação, todavia, fazia Gertrudes o principal exercício, e a elas dedicava grande parte do tempo. A santa governava sobretudo de meditar sobre a Paixão e sobre a Eucaristia. As lágrimas que a inundavam, não as podia reter. Quando falava de Jesus Cristo e dos mistérios de sua vida adorável, fazia-o com tal unção e tão vivos transportes de amor, que arrebatava a quem a ouvisse. Era habitualmente favorecida com dons extraordinários, quando orava. Os arrebatamentos, os êxtases eram-lhe, por assim dizer, familiares. Um dia, cantando na igreja: Eu vi o Senhor face a face, viu um como rosto de beleza indescritível, todo luminoso, cujos raios, abrasando-lhe o coração, lhe transmitiram delícias que nenhuma língua jamais poderia exprimir. O amor divino que a queimava e consumia parecia ser o único princípio de suas afeições e de suas ações. Daí o inteiro afastamento do mundo e das vaidades . Domou a carne e destruiu tudo aquilo que porventura pudesse opor-se ao reino perfeito de Jesus Cristo, pela prática da obediência e pela renúncia da própria vontade, pelas vigílias, pelos jejuns e abstinências. Era, tudo isso, o fundamento das virtudes admiráveis, virtudes que o Senhor se dignou dar-lhe. Em si mesma, só procurava o que era imperfeição, para aperfeiçoar-se, transmudando-se. Desejava ser desprezada pelos outros, tanto desprezava a si mesma. Costumava dizer que um dos maiores milagres da bondade divina era o de respirar ainda sobre a terra, tão imperfeita se achava. Longe de ser deslumbrada pela qualidade de superiora, comportava-se como se fora a última servidora do mosteiro. Julgava-se mesmo indigna de aproximar-se das irmãs. O amor que votava à contemplação não a fizera negligenciar os deveres comuns, pois lhe cabia o cuidado das filhas que governava, às quais devia prover nas necessidades, tanto do corpo como da alma. Seu amor por Jesus Cristo; todos os dias, pela manhã pedia-lhe proteção. As almas que sofrem no purgatório eram-lhe também objeto de caridade. Sem cessar, com muito fervor, suplicava a Deus lhes desse logo a paz do refrigério, junto aos justos. Santa Gertrudes traçou o verdadeiro retrato da alma no livro de suas Revelações. São as suas comunicações com Deus e os seus transportes de amor. Esta obra, depois da de Santa Teresa, é talvez a mais útil aos contemplativos e a mais apropriada para nutrir a piedade nas almas. Santa Gertrudes propôs diversos exercícios para que se caminhe à perfeição. O que ela prescreve pela renovação dos votos do batismo tem por objetivo levar a alma a renunciar inteiramente ao mundo e a si mesma, a se consagrar ao puro amor de Deus, cumprindo-lhe a vontade em tudo. Os temas, desenvolve-se com sublimidade e solidez. Pede a Deus que possa morrer para ela mesma, para nele ser sepultada, de modo que só Ele lhe conheça o túmulo. Não quero ter outras funções senão aquelas do amor ou que o amor dirige. Tais sentimentos são repetidos com uma admirável variedade em diversas passagens das Revelações. Na última parte, a Santa fixa-se principalmente nos ardorosos desejos de ser o mais cedo possível unida ao objeto de seu amor na glória eterna. Pede ao Salvador que a faça, por sua infinita misericórdia, tal qual tenha que ser para poder estar, um dia, na glória com Ele. Os suspiros pelos quais exprime o ardor dos desejos de se unir a Deus na beatitude são, na maior parte, tão celestes, que não se acredita sejam dum mortal, mas de habitantes dos céus. Que poderíamos dizer da castidade de Santa Gertrudes? Nenhuma esposa de Jesus Cristo jamais levou tão longe as precauções próprias para conservar a pureza da alma e do corpo. Afinal, chegou-lhe o momento pelo qual suspirava: reunir-se ao divino Esposo. Faleceu a Santa em 1334, depois de ter sido, por quarenta anos, abadessa. Sua última doença não foi, pode dizer-se, mais do que um langor do amor divino, tais foram deliciosas e inefáveis as consolações que lhe inundaram a alma. Muitos milagres atestaram que sua morte fora preciosa diante do Senhor. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 21 à 24) #SantodoDia

  • Todo católico é proibido de participar da Maçonaria, afirma Vaticano

    A resposta do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa, responde à solicitação de um bispo filipino: reafirmada a irreconciliabilidade entre a adesão às lojas e a fé católica Por Vatican News Os católicos continuam proibidos de se filiar à maçonaria. É o que reafirma a resposta do Dicastério para a Doutrina da Fé datada de 13 de novembro de 2023, assinada pelo prefeito Victor Fernandéz e com a aprovação do Papa Francisco. O dicastério respondeu a uma solicitação de dom Julito Cortes, bispo de Dumanguete, nas Filipinas. Cortes, “depois de ilustrar com preocupação a situação em sua diocese, devido ao aumento contínuo de fiéis filiados à maçonaria, pediu sugestões sobre como lidar adequadamente com essa realidade do ponto de vista pastoral, levando em conta também as implicações doutrinárias”. Em resposta à pergunta, o dicastério decidiu responder envolvendo também a Conferência Episcopal das Filipinas, “notificando que seria necessário implementar uma estratégia coordenada entre cada bispo que envolve duas abordagens”. A primeira diz respeito ao nível doutrinário: o dicastério reitera que “a filiação ativa de um fiel à maçonaria é proibida, devido à irreconciliabilidade entre a doutrina católica e a maçonaria (cf. a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé de 1983, e as mesmas Diretrizes publicadas pela Conferência episcopal em 2003)”. Portanto, esclarece a nota, “aqueles que formalmente e conscientemente estão inscritos em lojas maçônicas e abraçaram os princípios maçônicos, se enquadram nas disposições da Declaração acima mencionada. Essas medidas também se aplicam a eventuais eclesiásticos inscritos na maçonaria”. A segunda abordagem diz respeito ao nível pastoral: o dicastério propõe aos bispos filipinos que “realizem uma catequese popular em todas as paróquias sobre as razões da irreconciliabilidade entre a fé católica e a maçonaria”. Por fim, os bispos das Filipinas são convidados a considerar se devem fazer um pronunciamento público sobre esse assunto. A Declaração de novembro de 1983 foi publicada às vésperas da entrada em vigor do novo Código de Direito Canônico. O Código substituiu o de 1917 e, entre as novidades era observada – por alguns com satisfação, por outros com preocupação – a ausência da condenação explícita da maçonaria e da excomunhão para seus afiliados, que estava presente no texto antigo. A Declaração, assinada pelo então cardeal Joseph Ratzinger e pelo secretário da Congregação, Jérôme Hamer, e aprovada por João Paulo II, reiterou que os católicos afiliados a lojas maçônicas estão “em estado de pecado grave”. Fonte: Vatican News Leia Também Um Católico pode frequentar a Maçonaria? Um cartum de 1891 mostra o Papa Leão XIII combatendo a Maçonaria. A verdadeira razão pela qual os Católicos não podem ser Maçons O antagonismo recíproco entre a Igreja Católica e a Maçonaria está bem firmado e é de longa data. Durante a maior parte dos últimos 300 anos, as duas instituições têm sido reconhecidas, mesmo pela mentalidade secular, como implacavelmente opostas uma à outra. Em décadas recentes, a animosidade entre elas tem-se apagado da consciência pública em grande medida, devido ao menor envolvimento direto da Igreja em assuntos civis e à derrocada dramática da Maçonaria, tanto em números quanto em importância. Mas, por ocasião dos 300 anos da Maçonaria, vale a pena rever o que sempre esteve no “núcleo” da absoluta oposição da Igreja a esse grupo. Aparentemente, a Maçonaria pode não passar de um clube esotérico masculino, mas ela já foi, e continua sendo, um movimento filosófico altamente influente — e que impactou de modo dramático, ainda que sutil, a sociedade e a política modernas no Ocidente. A história da Franco-maçonaria preenche, por si só, vastas páginas. A sua gradual transformação de guildas de pedreiros medievais em uma rede de sociedades secretas, com uma filosofia e um rito gnósticos próprios, pode ser lida com grande interesse. A versão mais recente da Franco-maçonaria teve início com a formação da Grande Loja da Inglaterra, em 1717, em um bar chamado Goose & Gridiron, próximo à Catedral londrina de São Paulo Apóstolo. Nos primeiros anos, antes que a Igreja fizesse qualquer pronunciamento formal sobre o assunto, muitos católicos já faziam parte da associação e a “diáspora” dos católicos e jacobitas ingleses foi crucial para espalhar a Franco-maçonaria na Europa continental. Ela chegou a se tornar, em alguns lugares, tão popular entre os católicos que o Rei Francisco I da Áustria serviu de protetor formal da instituição. A proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas. Mesmo assim, a Igreja se converteu na maior inimiga das lojas maçônicas. Entre o Papa Clemente XII, em 1738, e a promulgação do primeiro Código de Direito Canônico, em 1917, oito papas ao todo escreveram condenações explícitas à Franco-maçonaria. Todas previam a mais estrita pena eclesiástica para quem se associasse: excomunhão automática reservada à Sé Apostólica. Mas o que a Igreja entendia, e entende hoje, por Franco-maçonaria? Que características fizeram com que ela merecesse uma tal condenação? É comum ouvirmos dizer que a Igreja se opôs à Franco-maçonaria por causa do caráter supostamente revolucionário ou sedicioso das lojas. Está relativamente difundida a ideia de que as lojas maçônicas eram células essencialmente políticas para republicanos e outros reformistas, e a Igreja se opunha a elas para defender o velho regime absolutista, ao qual ela estava institucionalmente atrelada. No entanto, embora a sedição política eventualmente se sobressaísse na oposição da Igreja à Maçonaria, essa não era, em hipótese alguma, a razão originária de sua rejeição. O que Clemente XII denunciou originalmente não era uma sociedade republicana revolucionária, mas um grupo que propagava o indiferentismo religioso: a ideia de que todas as religiões (e nenhuma delas) têm igual validade, e que na Maçonaria estão todas unidas para servirem a um entendimento comum e mais elevado da virtude. Os católicos, como membros, deveriam colocar sua adesão à loja acima de sua pertença à Igreja. Em outras palavras, a proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas. Desde o princípio, a preocupação primária da Igreja foi a de que a Maçonaria submete a fé de um católico à da loja, obrigando-o a colocar uma fraternidade secularista fundamental acima da comunhão com a Igreja. A linguagem legal e as penalidades aplicadas nas condenações à Franco-maçonaria eram, na verdade, muito similares àquelas usadas na supressão dos albigenses: a Igreja vê a Franco-maçonaria como uma forma de heresia. Ainda que os próprios ritos maçônicos contenham um material considerável que pode ser chamado de herético — e até de explicitamente anticatólico, em alguns casos —, a Igreja sempre esteve muito mais preocupada com a filosofia geral da Franco-maçonaria do que com a ostentação de seus rituais. https://youtube.com/watch?v=L1W3VBc_O2I%3Frel%3D0 Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Igreja Católica e o seu lugar de privilégio no governo e na sociedade de muitos países europeus tornaram-se objeto de crescente oposição secular e até mesmo de violência. Existem, é verdade, poucas evidências históricas — se é que as há — de que as lojas maçônicas tenham desempenhado um papel ativo no início da Revolução Francesa. De qualquer modo, a causa dos horrores anticlericais e anticatólicos da Revolução pode ser encontrada na mentalidade secularista descrita pelas várias bulas papais que condenam a Maçonaria. As sociedades maçônicas foram condenadas não porque pretendessem ameaçar as autoridades civis e eclesiásticas, mas porque uma tal ameaça, na verdade, constituía a consequência inevitável de sua existência e crescimento. A revolução era o sintoma, não a doença. A coincidência de interesses entre Igreja e Estado, e o ataque a elas empreendido por sociedades secretas revolucionárias, foram mais claros nos Estados Papais da Península Itálica, onde a Igreja e o Estado eram uma só coisa. Assim que começou o século XIX, ganhou notoriedade uma imitação da Franco-maçonaria, de caráter revolucionário explícito e oposição declarada à Igreja: eles se chamavam de Carbonari (“carbonários”, palavra italiana para “carvoeiros”) e, em sua campanha por um governo constitucional secular, praticavam tanto o assassinato quanto a insurreição armada contra os vários governos da Península Itálica, sendo identificados como uma ameaça imediata à fé, aos Estados Papais e à própria pessoa do Pontífice Romano. A mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista. A ligação entre a ameaça passiva da filosofia secreta maçônica e a conspiração ativa da Carbonária foi explicada na Constituição Apostólica Ecclesiam a Jesu Christo, do Papa Pio VII, promulgada em 1821. Mesmo tratando e condenando a oposição aberta e declarada dos Carbonari à governança temporal dos Estados Papais, ainda assim era claro que a mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista. Ao longo de todas as várias condenações papais à Franco-maçonaria, mesmo quando as lojas financiavam ativamente campanhas militares contra o papa, como fizeram com a conquista de Garibaldi e a unificação da Itália, o que sempre constituiu a primeira objeção da Igreja à Loja foi a ameaça que ela representava à fé dos católicos e à liberdade da Igreja de agir em sociedade. O fato de os ensinamentos da Igreja serem minados nas lojas, e a sua autoridade em matéria de fé e moral ser questionada, era repetidamente descrito como uma conspiração contra a fé, tanto nos indivíduos quanto em sociedade. Na encíclica Humanum Genus, o Papa Leão XIII descreveu a agenda maçônica como sendo a exclusão da Igreja da participação em assuntos públicos e a perda gradual de seus direitos como um membro institucional da sociedade. Durante o seu tempo como papa, Leão escreveu um grande número de condenações à Franco-maçonaria, tanto no âmbito pastoral quanto no âmbito legislativo. Ele sublinhou em detalhes o que a Igreja considerava ser a agenda maçônica, agenda esta que, lida com um olhar contemporâneo, ainda é de uma relevância surpreendente. Ele se referiu especificamente ao objetivo de secularizar o Estado e a sociedade. Ressaltou em particular a exclusão do ensino religioso das escolas públicas e o conceito de que “o Estado, que deve ser absolutamente ateu, tem o inalienável direito e dever de formar o coração e os espíritos de seus cidadãos” ( Dall’Alto dell’Apostolico Seggio, n. 6). Também denunciou abertamente o desejo maçônico de tirar da Igreja qualquer forma de controle ou influência sobre escolas, hospitais, instituições de caridade públicas, universidades e qualquer outra associação que servisse ao bem comum. Também deu um destaque específico ao impulso maçônico de repensar o matrimônio como um mero contrato civil, promover o divórcio e apoiar a legalização do aborto. É praticamente impossível ler esta agenda e não reconhecer nela a base de quase todo o nosso discurso político contemporâneo. O fato de muitos de nossos principais partidos políticos, se não todos, apoiarem tranquilamente essas ideias, e o próprio conceito de Estado secular e suas consequências sobre a sociedade ocidental, incluindo a pervasiva cultura do divórcio e a disponibilidade quase universal do aborto, tudo isso é uma vitória da agenda maçônica. E isso levanta questões canônicas muito sérias sobre a participação católica no atual processo político secular. Ao longo de séculos de condenações papais à Franco-maçonaria, era normal que cada papa incluísse nomes de novas sociedades que compartilhavam da filosofia e da agenda maçônicas e que, por isso, também deveriam ser entendidas pelos católicos, nos termos da lei canônica, como “maçônicas”. No século XX, isso chegou a incluir partidos políticos e movimentos como o comunismo. Quando o Código de Direito Canônico foi reformado, após o Vaticano II, o cânon específico que proibia os católicos de aderirem a “seitas maçônicas” foi revisado. No novo código, promulgado em 1983 por São João Paulo II, a menção explícita à Franco-maçonaria foi retirada completamente. O novo cânon 1374 refere-se somente a associações “que maquine[m] contra a Igreja”. Muitos entenderam essa mudança como um indicativo de que a Franco-maçonaria não mais era considerada má aos olhos da Igreja. Na verdade, os membros do comitê responsável pela reforma esclareceram que eles queriam se referir não apenas aos franco-maçons, mas a muitas outras organizações; a conspiração da agenda secularista maçônica tinha-se espalhado para tão além das lojas que continuar usando um termo abrangente como “maçônico” seria confuso. O então Cardeal Ratzinger emitiu um esclarecimento da nova lei em 1983, no qual deixou claro que o novo cânon havia sido formulado para encorajar uma interpretação e uma aplicação mais abrangentes. Dado o entendimento cristalino, no ensinamento da Igreja, do que a conspiração ou a agenda maçônica incluem — a saber, o matrimônio como um mero contrato civil aberto ao divórcio à vontade; o aborto; a exclusão do ensino religioso das escolas públicas; a exclusão da Igreja do provimento de bem-estar social ou do controle de instituições de caridade —, parece-nos impossível não perguntar: quantos de nossos partidos políticos no Ocidente não estariam agora sob a proibição do cânon 1374? A resposta talvez não agrade muito aqueles que querem ver um fim para a chamada “guerra cultural” dentro da Igreja. Mais recentemente, o Papa Francisco tem falado repetidas vezes de sua grave preocupação com uma infiltração maçônica na Cúria e em outras organizações católicas. Ao mesmo tempo, ele alertou contra a Igreja se tornar uma mera ONG em seus métodos e objetivos — perigo que vem diretamente dessa mentalidade secularista a que a Igreja sempre chamou “filosofia maçônica”. A infiltração maçônica na hierarquia e na Cúria tem sido tratada há muito tempo como uma espécie de versão católica do “bicho-papão” embaixo da cama, ou da paranoia macarthista com infiltrados comunistas. De fato, quando se conversa com pessoas que trabalham no Vaticano, rapidamente se descobre que, para cada dois ou três que riem dessa história, há pelo menos um que deparou diretamente com esse fato. Eu mesmo conheço pelo menos duas pessoas que, durante o tempo em que trabalharam em Roma, foram abordadas para se associarem. O papel das lojas maçônicas como ponto de encontros confidencial para pessoas com ideias e agendas heterodoxas mudou pouco desde a França pré-revolucionária até o Vaticano de hoje. 300 anos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, o conflito entre a Igreja e a Franco-maçonaria nunca esteve tão vivo. Edward Condon – Advogado canónico, escreveu a sua tese de Doutoramento sobre a história das sanções legais da Igreja contra os Maçons Fonte – catholicherald.co.uk #Maçonaria

  • Todo católico é proibido de participar da Maçonaria, afirma Vaticano

    A resposta do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa, responde à solicitação de um bispo filipino: reafirmada a irreconciliabilidade entre a adesão às lojas e a fé católica Por Vatican News Os católicos continuam proibidos de se filiar à maçonaria. É o que reafirma a resposta do Dicastério para a Doutrina da Fé datada de 13 de novembro de 2023, assinada pelo prefeito Victor Fernandéz e com a aprovação do Papa Francisco. O dicastério respondeu a uma solicitação de dom Julito Cortes, bispo de Dumanguete, nas Filipinas. Cortes, “depois de ilustrar com preocupação a situação em sua diocese, devido ao aumento contínuo de fiéis filiados à maçonaria, pediu sugestões sobre como lidar adequadamente com essa realidade do ponto de vista pastoral, levando em conta também as implicações doutrinárias”. Em resposta à pergunta, o dicastério decidiu responder envolvendo também a Conferência Episcopal das Filipinas, “notificando que seria necessário implementar uma estratégia coordenada entre cada bispo que envolve duas abordagens”. A primeira diz respeito ao nível doutrinário: o dicastério reitera que “a filiação ativa de um fiel à maçonaria é proibida, devido à irreconciliabilidade entre a doutrina católica e a maçonaria (cf. a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé de 1983, e as mesmas Diretrizes publicadas pela Conferência episcopal em 2003)”. Portanto, esclarece a nota, “aqueles que formalmente e conscientemente estão inscritos em lojas maçônicas e abraçaram os princípios maçônicos, se enquadram nas disposições da Declaração acima mencionada. Essas medidas também se aplicam a eventuais eclesiásticos inscritos na maçonaria”. A segunda abordagem diz respeito ao nível pastoral: o dicastério propõe aos bispos filipinos que “realizem uma catequese popular em todas as paróquias sobre as razões da irreconciliabilidade entre a fé católica e a maçonaria”. Por fim, os bispos das Filipinas são convidados a considerar se devem fazer um pronunciamento público sobre esse assunto. A Declaração de novembro de 1983 foi publicada às vésperas da entrada em vigor do novo Código de Direito Canônico. O Código substituiu o de 1917 e, entre as novidades era observada – por alguns com satisfação, por outros com preocupação – a ausência da condenação explícita da maçonaria e da excomunhão para seus afiliados, que estava presente no texto antigo. A Declaração, assinada pelo então cardeal Joseph Ratzinger e pelo secretário da Congregação, Jérôme Hamer, e aprovada por João Paulo II, reiterou que os católicos afiliados a lojas maçônicas estão “em estado de pecado grave”. Fonte: Vatican News Leia Também Um Católico pode frequentar a Maçonaria? Um cartum de 1891 mostra o Papa Leão XIII combatendo a Maçonaria. A verdadeira razão pela qual os Católicos não podem ser Maçons O antagonismo recíproco entre a Igreja Católica e a Maçonaria está bem firmado e é de longa data. Durante a maior parte dos últimos 300 anos, as duas instituições têm sido reconhecidas, mesmo pela mentalidade secular, como implacavelmente opostas uma à outra. Em décadas recentes, a animosidade entre elas tem-se apagado da consciência pública em grande medida, devido ao menor envolvimento direto da Igreja em assuntos civis e à derrocada dramática da Maçonaria, tanto em números quanto em importância. Mas, por ocasião dos 300 anos da Maçonaria, vale a pena rever o que sempre esteve no “núcleo” da absoluta oposição da Igreja a esse grupo. Aparentemente, a Maçonaria pode não passar de um clube esotérico masculino, mas ela já foi, e continua sendo, um movimento filosófico altamente influente — e que impactou de modo dramático, ainda que sutil, a sociedade e a política modernas no Ocidente. A história da Franco-maçonaria preenche, por si só, vastas páginas. A sua gradual transformação de guildas de pedreiros medievais em uma rede de sociedades secretas, com uma filosofia e um rito gnósticos próprios, pode ser lida com grande interesse. A versão mais recente da Franco-maçonaria teve início com a formação da Grande Loja da Inglaterra, em 1717, em um bar chamado Goose & Gridiron, próximo à Catedral londrina de São Paulo Apóstolo. Nos primeiros anos, antes que a Igreja fizesse qualquer pronunciamento formal sobre o assunto, muitos católicos já faziam parte da associação e a “diáspora” dos católicos e jacobitas ingleses foi crucial para espalhar a Franco-maçonaria na Europa continental. Ela chegou a se tornar, em alguns lugares, tão popular entre os católicos que o Rei Francisco I da Áustria serviu de protetor formal da instituição. A proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas. Mesmo assim, a Igreja se converteu na maior inimiga das lojas maçônicas. Entre o Papa Clemente XII, em 1738, e a promulgação do primeiro Código de Direito Canônico, em 1917, oito papas ao todo escreveram condenações explícitas à Franco-maçonaria. Todas previam a mais estrita pena eclesiástica para quem se associasse: excomunhão automática reservada à Sé Apostólica. Mas o que a Igreja entendia, e entende hoje, por Franco-maçonaria? Que características fizeram com que ela merecesse uma tal condenação? É comum ouvirmos dizer que a Igreja se opôs à Franco-maçonaria por causa do caráter supostamente revolucionário ou sedicioso das lojas. Está relativamente difundida a ideia de que as lojas maçônicas eram células essencialmente políticas para republicanos e outros reformistas, e a Igreja se opunha a elas para defender o velho regime absolutista, ao qual ela estava institucionalmente atrelada. No entanto, embora a sedição política eventualmente se sobressaísse na oposição da Igreja à Maçonaria, essa não era, em hipótese alguma, a razão originária de sua rejeição. O que Clemente XII denunciou originalmente não era uma sociedade republicana revolucionária, mas um grupo que propagava o indiferentismo religioso: a ideia de que todas as religiões (e nenhuma delas) têm igual validade, e que na Maçonaria estão todas unidas para servirem a um entendimento comum e mais elevado da virtude. Os católicos, como membros, deveriam colocar sua adesão à loja acima de sua pertença à Igreja. Em outras palavras, a proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas. Desde o princípio, a preocupação primária da Igreja foi a de que a Maçonaria submete a fé de um católico à da loja, obrigando-o a colocar uma fraternidade secularista fundamental acima da comunhão com a Igreja. A linguagem legal e as penalidades aplicadas nas condenações à Franco-maçonaria eram, na verdade, muito similares àquelas usadas na supressão dos albigenses: a Igreja vê a Franco-maçonaria como uma forma de heresia. Ainda que os próprios ritos maçônicos contenham um material considerável que pode ser chamado de herético — e até de explicitamente anticatólico, em alguns casos —, a Igreja sempre esteve muito mais preocupada com a filosofia geral da Franco-maçonaria do que com a ostentação de seus rituais. https://youtube.com/watch?v=L1W3VBc_O2I%3Frel%3D0 Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Igreja Católica e o seu lugar de privilégio no governo e na sociedade de muitos países europeus tornaram-se objeto de crescente oposição secular e até mesmo de violência. Existem, é verdade, poucas evidências históricas — se é que as há — de que as lojas maçônicas tenham desempenhado um papel ativo no início da Revolução Francesa. De qualquer modo, a causa dos horrores anticlericais e anticatólicos da Revolução pode ser encontrada na mentalidade secularista descrita pelas várias bulas papais que condenam a Maçonaria. As sociedades maçônicas foram condenadas não porque pretendessem ameaçar as autoridades civis e eclesiásticas, mas porque uma tal ameaça, na verdade, constituía a consequência inevitável de sua existência e crescimento. A revolução era o sintoma, não a doença. A coincidência de interesses entre Igreja e Estado, e o ataque a elas empreendido por sociedades secretas revolucionárias, foram mais claros nos Estados Papais da Península Itálica, onde a Igreja e o Estado eram uma só coisa. Assim que começou o século XIX, ganhou notoriedade uma imitação da Franco-maçonaria, de caráter revolucionário explícito e oposição declarada à Igreja: eles se chamavam de Carbonari (“carbonários”, palavra italiana para “carvoeiros”) e, em sua campanha por um governo constitucional secular, praticavam tanto o assassinato quanto a insurreição armada contra os vários governos da Península Itálica, sendo identificados como uma ameaça imediata à fé, aos Estados Papais e à própria pessoa do Pontífice Romano. A mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista. A ligação entre a ameaça passiva da filosofia secreta maçônica e a conspiração ativa da Carbonária foi explicada na Constituição Apostólica Ecclesiam a Jesu Christo, do Papa Pio VII, promulgada em 1821. Mesmo tratando e condenando a oposição aberta e declarada dos Carbonari à governança temporal dos Estados Papais, ainda assim era claro que a mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista. Ao longo de todas as várias condenações papais à Franco-maçonaria, mesmo quando as lojas financiavam ativamente campanhas militares contra o papa, como fizeram com a conquista de Garibaldi e a unificação da Itália, o que sempre constituiu a primeira objeção da Igreja à Loja foi a ameaça que ela representava à fé dos católicos e à liberdade da Igreja de agir em sociedade. O fato de os ensinamentos da Igreja serem minados nas lojas, e a sua autoridade em matéria de fé e moral ser questionada, era repetidamente descrito como uma conspiração contra a fé, tanto nos indivíduos quanto em sociedade. Na encíclica Humanum Genus, o Papa Leão XIII descreveu a agenda maçônica como sendo a exclusão da Igreja da participação em assuntos públicos e a perda gradual de seus direitos como um membro institucional da sociedade. Durante o seu tempo como papa, Leão escreveu um grande número de condenações à Franco-maçonaria, tanto no âmbito pastoral quanto no âmbito legislativo. Ele sublinhou em detalhes o que a Igreja considerava ser a agenda maçônica, agenda esta que, lida com um olhar contemporâneo, ainda é de uma relevância surpreendente. Ele se referiu especificamente ao objetivo de secularizar o Estado e a sociedade. Ressaltou em particular a exclusão do ensino religioso das escolas públicas e o conceito de que “o Estado, que deve ser absolutamente ateu, tem o inalienável direito e dever de formar o coração e os espíritos de seus cidadãos” ( Dall’Alto dell’Apostolico Seggio, n. 6). Também denunciou abertamente o desejo maçônico de tirar da Igreja qualquer forma de controle ou influência sobre escolas, hospitais, instituições de caridade públicas, universidades e qualquer outra associação que servisse ao bem comum. Também deu um destaque específico ao impulso maçônico de repensar o matrimônio como um mero contrato civil, promover o divórcio e apoiar a legalização do aborto. É praticamente impossível ler esta agenda e não reconhecer nela a base de quase todo o nosso discurso político contemporâneo. O fato de muitos de nossos principais partidos políticos, se não todos, apoiarem tranquilamente essas ideias, e o próprio conceito de Estado secular e suas consequências sobre a sociedade ocidental, incluindo a pervasiva cultura do divórcio e a disponibilidade quase universal do aborto, tudo isso é uma vitória da agenda maçônica. E isso levanta questões canônicas muito sérias sobre a participação católica no atual processo político secular. Ao longo de séculos de condenações papais à Franco-maçonaria, era normal que cada papa incluísse nomes de novas sociedades que compartilhavam da filosofia e da agenda maçônicas e que, por isso, também deveriam ser entendidas pelos católicos, nos termos da lei canônica, como “maçônicas”. No século XX, isso chegou a incluir partidos políticos e movimentos como o comunismo. Quando o Código de Direito Canônico foi reformado, após o Vaticano II, o cânon específico que proibia os católicos de aderirem a “seitas maçônicas” foi revisado. No novo código, promulgado em 1983 por São João Paulo II, a menção explícita à Franco-maçonaria foi retirada completamente. O novo cânon 1374 refere-se somente a associações “que maquine[m] contra a Igreja”. Muitos entenderam essa mudança como um indicativo de que a Franco-maçonaria não mais era considerada má aos olhos da Igreja. Na verdade, os membros do comitê responsável pela reforma esclareceram que eles queriam se referir não apenas aos franco-maçons, mas a muitas outras organizações; a conspiração da agenda secularista maçônica tinha-se espalhado para tão além das lojas que continuar usando um termo abrangente como “maçônico” seria confuso. O então Cardeal Ratzinger emitiu um esclarecimento da nova lei em 1983, no qual deixou claro que o novo cânon havia sido formulado para encorajar uma interpretação e uma aplicação mais abrangentes. Dado o entendimento cristalino, no ensinamento da Igreja, do que a conspiração ou a agenda maçônica incluem — a saber, o matrimônio como um mero contrato civil aberto ao divórcio à vontade; o aborto; a exclusão do ensino religioso das escolas públicas; a exclusão da Igreja do provimento de bem-estar social ou do controle de instituições de caridade —, parece-nos impossível não perguntar: quantos de nossos partidos políticos no Ocidente não estariam agora sob a proibição do cânon 1374? A resposta talvez não agrade muito aqueles que querem ver um fim para a chamada “guerra cultural” dentro da Igreja. Mais recentemente, o Papa Francisco tem falado repetidas vezes de sua grave preocupação com uma infiltração maçônica na Cúria e em outras organizações católicas. Ao mesmo tempo, ele alertou contra a Igreja se tornar uma mera ONG em seus métodos e objetivos — perigo que vem diretamente dessa mentalidade secularista a que a Igreja sempre chamou “filosofia maçônica”. A infiltração maçônica na hierarquia e na Cúria tem sido tratada há muito tempo como uma espécie de versão católica do “bicho-papão” embaixo da cama, ou da paranoia macarthista com infiltrados comunistas. De fato, quando se conversa com pessoas que trabalham no Vaticano, rapidamente se descobre que, para cada dois ou três que riem dessa história, há pelo menos um que deparou diretamente com esse fato. Eu mesmo conheço pelo menos duas pessoas que, durante o tempo em que trabalharam em Roma, foram abordadas para se associarem. O papel das lojas maçônicas como ponto de encontros confidencial para pessoas com ideias e agendas heterodoxas mudou pouco desde a França pré-revolucionária até o Vaticano de hoje. 300 anos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, o conflito entre a Igreja e a Franco-maçonaria nunca esteve tão vivo. Edward Condon – Advogado canónico, escreveu a sua tese de Doutoramento sobre a história das sanções legais da Igreja contra os Maçons Fonte – catholicherald.co.uk #Maçonaria

  • 3º Sofrimento: Impotência de se acudirem a si próprias – Mês das Almas do Purgatório (Dia 15)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Quinto Dia Meditação: 3º SOFRIMENTO – IMPOTÊNCIA DE SE ACUDIREM A SI PRÓPRIAS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . O estado das almas do Purgatório, diz o Pe. Faber, é a impotência absoluta. Não podem nem fazer penitência, nem merecer, nem satisfazer, nem ganhar uma indulgência, nem receber os sacramentos. Alguns teólogos asseguram que elas não podem nem orar por si. Estão mergulhadas nessa noite profunda de que fala S. João, durante a qual ninguém pode mais trabalhar. Foram lançadas, nessas trevas exteriores, em que só há lágrimas e gemidos. Parecem-se com esse paralítico estendido à beira da fonte de Siloé, que não pôde fazer o menor movimento para ter um alívio… e ainda o paralítico podia chamar em seu socorro e tinha a esperança de ser ouvido. Mas, vós, pobres almas do Purgatório, vossa triste voz não pode chegar até nós sem uma permissão especial de Deus… e quando chega, porventura é sempre ouvida? Elas veem na terra uma infinidade de graças, das quais uma só as aliviaria, as libertaria talvez, e não podem se aproveitar delas para si. É o suplício contínuo do faminto preso à pouca distância de uma mesa lauta, para a qual se dirige sem nunca chegar a alcançá-la. Na terra, quantas orações se dizem, quantas comunhões se fazem, quantas missas se celebram, quantas indulgências se ganham! Filhos pródigos, expiando sua fuga da casa paterna, dizem elas em pranto: Quantas riquezas na casa de nosso pai! e nós aqui transidas de fome! Isto é talvez uma punição especial de Deus: esqueceram as almas do Purgatório enquanto viviam sobre a terra. — Deus permite que também sejam esquecidas. Veem suas companheiras de infortúnio aliviadas, de tempos a tempos, recebendo os frutos de uma comunhão, o valor do sangue de Jesus Cristo, e elas… ficam esquecidas… Vós que viveis na terra e que tão facilmente vos comoveis ante o sofrimento e a ideia do abandono, ouvi as almas do Purgatório pedindo-vos uma migalha desse Pão dos Anjos que Deus vos dá com tanta abundância e generosidade, uma pequena parte de vossas orações, de vossas boas obras, de vossos sofrimentos! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • 3º Sofrimento: Impotência de se acudirem a si próprias – Mês das Almas do Purgatório (Dia 15)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Quinto Dia Meditação: 3º SOFRIMENTO – IMPOTÊNCIA DE SE ACUDIREM A SI PRÓPRIAS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . O estado das almas do Purgatório, diz o Pe. Faber, é a impotência absoluta. Não podem nem fazer penitência, nem merecer, nem satisfazer, nem ganhar uma indulgência, nem receber os sacramentos. Alguns teólogos asseguram que elas não podem nem orar por si. Estão mergulhadas nessa noite profunda de que fala S. João, durante a qual ninguém pode mais trabalhar. Foram lançadas, nessas trevas exteriores, em que só há lágrimas e gemidos. Parecem-se com esse paralítico estendido à beira da fonte de Siloé, que não pôde fazer o menor movimento para ter um alívio… e ainda o paralítico podia chamar em seu socorro e tinha a esperança de ser ouvido. Mas, vós, pobres almas do Purgatório, vossa triste voz não pode chegar até nós sem uma permissão especial de Deus… e quando chega, porventura é sempre ouvida? Elas veem na terra uma infinidade de graças, das quais uma só as aliviaria, as libertaria talvez, e não podem se aproveitar delas para si. É o suplício contínuo do faminto preso à pouca distância de uma mesa lauta, para a qual se dirige sem nunca chegar a alcançá-la. Na terra, quantas orações se dizem, quantas comunhões se fazem, quantas missas se celebram, quantas indulgências se ganham! Filhos pródigos, expiando sua fuga da casa paterna, dizem elas em pranto: Quantas riquezas na casa de nosso pai! e nós aqui transidas de fome! Isto é talvez uma punição especial de Deus: esqueceram as almas do Purgatório enquanto viviam sobre a terra. — Deus permite que também sejam esquecidas. Veem suas companheiras de infortúnio aliviadas, de tempos a tempos, recebendo os frutos de uma comunhão, o valor do sangue de Jesus Cristo, e elas… ficam esquecidas… Vós que viveis na terra e que tão facilmente vos comoveis ante o sofrimento e a ideia do abandono, ouvi as almas do Purgatório pedindo-vos uma migalha desse Pão dos Anjos que Deus vos dá com tanta abundância e generosidade, uma pequena parte de vossas orações, de vossas boas obras, de vossos sofrimentos! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Diária | A cura dos dez leprosos e a ingratidão

    Quarta-feira da 32.ª Semana do Tempo Comum O Evangelho de hoje, exclusivo de São Lucas, fala-nos de dez leprosos curados por Jesus, dos quais só um voltou para agradecer-lhe. Neste episódio, temos como que resumido o que é a humanidade: todos recebemos de Deus inúmeros benefícios temporais, mas são poucos não só os agradecidos, mas os que o glorificam na fé como Salvador. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 15 de novembro, e corramos atrás dos outros leprosos, para que também eles vejam que, muito mais do que saúde física, a fé em Cristo lhes dará a salvação eterna. Evangelho (Lc 17,11-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus para convosco, em Cristo, o Senhor. (1Ts 5,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 11 Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12 Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, 13 e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14 Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15 Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16 atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. 17 Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19 E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A cura dos dez leprosos e a ingratidão

    Quarta-feira da 32.ª Semana do Tempo Comum O Evangelho de hoje, exclusivo de São Lucas, fala-nos de dez leprosos curados por Jesus, dos quais só um voltou para agradecer-lhe. Neste episódio, temos como que resumido o que é a humanidade: todos recebemos de Deus inúmeros benefícios temporais, mas são poucos não só os agradecidos, mas os que o glorificam na fé como Salvador. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 15 de novembro, e corramos atrás dos outros leprosos, para que também eles vejam que, muito mais do que saúde física, a fé em Cristo lhes dará a salvação eterna. Evangelho (Lc 17,11-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus para convosco, em Cristo, o Senhor. (1Ts 5,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 11 Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12 Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, 13 e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14 Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15 Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16 atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. 17 Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19 E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Por que somos “servos inúteis”?

    Terça-feira da 32.ª Semana do Tempo Comum A parábola do servo inútil pode chocar um pouco a sensibilidade do homem moderno. Afinal de contas, como Deus, tão bom e justo, poderia tratar-nos como “escravos”, a quem não é devido salário e nem sequer um “muito obrigado”? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 14 de novembro, e entenda o quão profunda é nossa dependência de Deus, o único verdadeiramente necessário. Evangelho (Lc 17,7-10) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Quem me ama, realmente, guardará minha palavra, e meu Pai o amará e a ele nós viremos. (Jo 14,23) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 7 “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Por que somos “servos inúteis”?

    Terça-feira da 32.ª Semana do Tempo Comum A parábola do servo inútil pode chocar um pouco a sensibilidade do homem moderno. Afinal de contas, como Deus, tão bom e justo, poderia tratar-nos como “escravos”, a quem não é devido salário e nem sequer um “muito obrigado”? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 14 de novembro, e entenda o quão profunda é nossa dependência de Deus, o único verdadeiramente necessário. Evangelho (Lc 17,7-10) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Quem me ama, realmente, guardará minha palavra, e meu Pai o amará e a ele nós viremos. (Jo 14,23) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 7 “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Serapião, protetor dos enfermos nas articulações – 14 de novembro

    SANTO DO DIA – 14 DE NOVEMBRO – SÃO SERAPIÃO Religioso mercedário e mártir (1179-1240) A vida deste santo encerra um capítulo da história européia, pois que sua aventura humana e espiritual reflete os fatos de sua época, nos quais esteve presente, se bem que só como “coadjuvante”, talvez a contragosto. Filho de um capitão inglês a serviço do rei Henrique II, em 1190 participou com o pai da terceira cruzada, sob o comando do célebre Ricardo Coração de Leão. No regresso, foi feito prisioneiro das tropas do duque da Áustria, próximo da laguna vêneta, e mantido como refém. O duque gostou dele e o tomou a seu serviço na expedição de ajuda ao rei da Espanha contra os mouros. Quando chegaram, a batalha havia terminado. Serapião conseguiu então ficar a serviço do rei Afonso de Castela, para voltar novamente à Áustria, quando o duque tomou parte na quinta cruzada. Neste ponto se encerra sua aventura militar. Passa, na realidade, a militar sob uma outra bandeira: conhece Pedro Nolasco, o fundador dos mercedários, e decide juntar-se a ele para dedicar-se ao resgate dos escravos. Para sua primeira missão pacífica dirige-se com são Raimundo Nonato a Argel. Conseguem libertar 150 escravos. E como tinha aprendido a arte da guerra, teve o encargo de seguir as tropas espanholas na conquista das Baleares. Em todo caso, sua missão era fundar nessas ilhas o primeiro convento de sua ordem, que depois confiou à direção de um confrade. Em seguida, dirigiu-se à Inglaterra a fim de erigir um posto avançado da ordem. Dessa vez, porém, a expedição teve um epílogo trágico: o navio foi assaltado por corsários, Serapião barbaramente espancado e lançado em uma praia deserta porque considerado morto. Recolhido por alguns pescadores, refez-se e pouco depois prosseguiu a viagem para Londres, onde não teve vida fácil. Foi expulso de modo grosseiro, por haver desaprovado a injusta apropriação dos bens eclesiásticos pelo governo. Voltou à Espanha e prosseguiu na obra caritativa de resgate dos prisioneiros, até que os mouros voltaram sua raiva contra ele: crucificaram-no numa cruz de santo André e, depois de atrozes torturas, decapitaram-no. Seu culto foi confirmado em 1728. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. #SantodoDia

  • São Serapião, protetor dos enfermos nas articulações – 14 de novembro

    SANTO DO DIA – 14 DE NOVEMBRO – SÃO SERAPIÃO Religioso mercedário e mártir (1179-1240) A vida deste santo encerra um capítulo da história européia, pois que sua aventura humana e espiritual reflete os fatos de sua época, nos quais esteve presente, se bem que só como “coadjuvante”, talvez a contragosto. Filho de um capitão inglês a serviço do rei Henrique II, em 1190 participou com o pai da terceira cruzada, sob o comando do célebre Ricardo Coração de Leão. No regresso, foi feito prisioneiro das tropas do duque da Áustria, próximo da laguna vêneta, e mantido como refém. O duque gostou dele e o tomou a seu serviço na expedição de ajuda ao rei da Espanha contra os mouros. Quando chegaram, a batalha havia terminado. Serapião conseguiu então ficar a serviço do rei Afonso de Castela, para voltar novamente à Áustria, quando o duque tomou parte na quinta cruzada. Neste ponto se encerra sua aventura militar. Passa, na realidade, a militar sob uma outra bandeira: conhece Pedro Nolasco, o fundador dos mercedários, e decide juntar-se a ele para dedicar-se ao resgate dos escravos. Para sua primeira missão pacífica dirige-se com são Raimundo Nonato a Argel. Conseguem libertar 150 escravos. E como tinha aprendido a arte da guerra, teve o encargo de seguir as tropas espanholas na conquista das Baleares. Em todo caso, sua missão era fundar nessas ilhas o primeiro convento de sua ordem, que depois confiou à direção de um confrade. Em seguida, dirigiu-se à Inglaterra a fim de erigir um posto avançado da ordem. Dessa vez, porém, a expedição teve um epílogo trágico: o navio foi assaltado por corsários, Serapião barbaramente espancado e lançado em uma praia deserta porque considerado morto. Recolhido por alguns pescadores, refez-se e pouco depois prosseguiu a viagem para Londres, onde não teve vida fácil. Foi expulso de modo grosseiro, por haver desaprovado a injusta apropriação dos bens eclesiásticos pelo governo. Voltou à Espanha e prosseguiu na obra caritativa de resgate dos prisioneiros, até que os mouros voltaram sua raiva contra ele: crucificaram-no numa cruz de santo André e, depois de atrozes torturas, decapitaram-no. Seu culto foi confirmado em 1728. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. #SantodoDia

  • 2º Sofrimento: Pena do Dano – Mês das Almas do Purgatório (Dia 14)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Quarto Dia Meditação: 2º SOFRIMENTO – PENA DO DANO ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . A pena mais terrível do Purgatório é certamente a pena do dano, isto é, a separação forçada de Deus ou uma força irresistível que a cada instante afasta bruscamente de Deus a alma que a todo momento; por instinto de sua natureza, corre a se unir com ele. Pode-se fazer uma ideia dela pelo suplício de uma mãe que, chamada pelo filho prestes a ser devorado por uma fera, fosse retida por uma força invencível no momento em que se precipitasse em seu socorro, e isso não uma só vez, porém dez, cem vezes. Há neste suplício, dizem os santos, uma angústia mais sensível, de certo modo, que a do inferno. Os míseros condenados não amam a Deus, seu desejo insaciável e sempre renascente é ver a Deus aniquilado. Mas as santas almas do Purgatório amam ao Senhor, amam-no tanto quanto o conhecem, e porque o viram, compreenderam o amor que lhes tem, sentem quanto há sido bom para com elas, sabem quanto serão felizes perto dele e em sua união… e, todavia, estão detidas longe dele! Nada podem, nada, para se lhe aproximarem! É uma sede sem fim, a qual nada é capaz de imitar. É uma fome sem limites, que não há nada que possa fartar: É um peso enorme que abafa, e do qual não é possível desembaraçar-se. Santa Teresa experimentou alguma coisa destas angústias misteriosas: “Em vão, diz ela, tentaria eu explicar sua natureza. A alma, por vezes, sente um desejo irresistível de Deus que parece transportá-la a um deserto onde ela nada mais vê para poder descansar. Nenhuma consolação, nem do Céu, onde ainda não está, nem da terra a que já não pertence.” “Ó Jesus, exclama a santa, quem poderia fazer uma pintura fiel desse estado? É um martírio que a natureza custa a suportar; os ossos se separam e ficam como deslocados, as mãos tomam tal rigidez que se não podem juntar, e, até o seguinte dia, sente-se uma dor tão violenta, como se todo o corpo estivesse desconjuntado; um só desejo nos consome: morrer! morrer! ir a Deus! — Esse estado, conclui a santa, é o das almas do Purgatório.” Oh! Vós que amastes tanto na terra e que tanto sofrestes com a morte daqueles que amáveis, vós a quem a separação ainda tortura, escutai, escutai o grito dessas almas que chamam a Deus e que nos dizem: Vós no-lo podeis dar, oh, dai-nos nosso Deus! fazei-nos dignos dele! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • 2º Sofrimento: Pena do Dano – Mês das Almas do Purgatório (Dia 14)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Quarto Dia Meditação: 2º SOFRIMENTO – PENA DO DANO ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . A pena mais terrível do Purgatório é certamente a pena do dano, isto é, a separação forçada de Deus ou uma força irresistível que a cada instante afasta bruscamente de Deus a alma que a todo momento; por instinto de sua natureza, corre a se unir com ele. Pode-se fazer uma ideia dela pelo suplício de uma mãe que, chamada pelo filho prestes a ser devorado por uma fera, fosse retida por uma força invencível no momento em que se precipitasse em seu socorro, e isso não uma só vez, porém dez, cem vezes. Há neste suplício, dizem os santos, uma angústia mais sensível, de certo modo, que a do inferno. Os míseros condenados não amam a Deus, seu desejo insaciável e sempre renascente é ver a Deus aniquilado. Mas as santas almas do Purgatório amam ao Senhor, amam-no tanto quanto o conhecem, e porque o viram, compreenderam o amor que lhes tem, sentem quanto há sido bom para com elas, sabem quanto serão felizes perto dele e em sua união… e, todavia, estão detidas longe dele! Nada podem, nada, para se lhe aproximarem! É uma sede sem fim, a qual nada é capaz de imitar. É uma fome sem limites, que não há nada que possa fartar: É um peso enorme que abafa, e do qual não é possível desembaraçar-se. Santa Teresa experimentou alguma coisa destas angústias misteriosas: “Em vão, diz ela, tentaria eu explicar sua natureza. A alma, por vezes, sente um desejo irresistível de Deus que parece transportá-la a um deserto onde ela nada mais vê para poder descansar. Nenhuma consolação, nem do Céu, onde ainda não está, nem da terra a que já não pertence.” “Ó Jesus, exclama a santa, quem poderia fazer uma pintura fiel desse estado? É um martírio que a natureza custa a suportar; os ossos se separam e ficam como deslocados, as mãos tomam tal rigidez que se não podem juntar, e, até o seguinte dia, sente-se uma dor tão violenta, como se todo o corpo estivesse desconjuntado; um só desejo nos consome: morrer! morrer! ir a Deus! — Esse estado, conclui a santa, é o das almas do Purgatório.” Oh! Vós que amastes tanto na terra e que tanto sofrestes com a morte daqueles que amáveis, vós a quem a separação ainda tortura, escutai, escutai o grito dessas almas que chamam a Deus e que nos dizem: Vós no-lo podeis dar, oh, dai-nos nosso Deus! fazei-nos dignos dele! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Cardeal Sarah: “A crise da Igreja entrou numa nova fase: a crise do Magistério”

    Na apresentação do último livro do bispo Athanasius Schneider, “Credo: Compêndio da Fé Católica”, o cardeal Sarah teve palavras duras para a situação de confusão generalizada na Igreja hoje. O prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos advertiu que “hoje reina uma verdadeira cacofonia nos ensinamentos dos pastores”, levando à confusão e à apostasia. Por Infovaticana “A crise da Igreja entrou em uma nova fase: a crise do Magistério”, disse Sarah a uma multidão no lançamento do novo livro do bispo Athanasius Schneider, “Credo: Compêndio da Fé Católica”. O ex-prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos observou que “hoje há uma verdadeira cacofonia nos ensinamentos dos pastores”. Bispos e padres “parecem contradizer-se” e impor as suas opiniões pessoais “como se fossem uma certeza”. O resultado, disse o cardeal guineense, “é confusão, ambiguidade e apostasia. Uma grande desorientação, uma profunda perplexidade e incertezas devastadoras foram inoculadas na alma de muitos crentes cristãos”. No entanto, enfatizando uma distinção crucial, o cardeal Sarah disse aos presentes e aos que acompanham a transmissão ao vivo (vídeo aqui): “Quando falamos de crise na Igreja, é importante notar que a Igreja, como Corpo Místico de Cristo, permanece ‘una, santa, católica e apostólica’… A Igreja, como continuação e extensão de Cristo no mundo, não está em crise. Somos nós, seus filhos pecadores, que estamos em crise”, disse. “Quando falamos de uma crise na Igreja, é importante notar que a Igreja, como Corpo Místico de Cristo, permanece ‘una, santa, católica e apostólica’… A Igreja, como continuação e extensão de Cristo no mundo, não está em crise. Somos nós, seus filhos pecadores, que estamos em crise”, disse. Voltando ao último discurso do Senhor no Evangelho de João, o cardeal também insistiu que “o Magistério autêntico, como função sobrenatural do Corpo Místico de Cristo, exercido e guiado invisivelmente pelo Espírito Santo, não pode estar em crise; a voz e a ação do Espírito Santo são constantes, e a verdade a que Ele nos conduz é firme e imutável”. Neste contexto, elogiou o novo Compêndio de D. Schneider como uma ajuda aos “pequeninos que têm fome do pão da doutrina correta”, acrescentando que “também se revelará uma ferramenta importante no trabalho missionário essencial”. de evangelização e apologética no anúncio da Verdade Salvadora de Jesus Cristo em nosso mundo que tanto precisa”. Os comentários do cardeal Sarah, proferidos durante a última semana do “Sínodo sobre a Sinodalidade”, ocorreram menos de um mês após a publicação de uma série de perguntas (dubia) que ele e outros quatro cardeais enviaram ao papa Francisco antes da reunião de 4 a 29 de outubro. Assembleia do Vaticano, expressando suas preocupações e pedindo esclarecimentos sobre pontos doutrinários e disciplinares. Intervenção do cardeal Robert Sara a partir dos 22 minutos: Leia também: Cardeal Sarah: “O mundo moderno trava uma ‘guerra satânica’ contra Deus” “O homem moderno iniciou uma guerra terrível contra Deus e contra o homem: uma guerra satânica”, disse o cardeal Sarah no México, onde deu uma palestra na Universidade La Salle. “É por isso que a batalha espiritual contra o mal faz parte da vida cristã.” Por  Carlos Esteban  em 29 junho, 2023 “Nos nossos dias há tanta confusão, tanta ambiguidade e incerteza no ensinamento doutrinal e moral, tanto fora como dentro da Igreja, sobretudo no que diz respeito à identidade de Cristo e à salvação trazida por Ele”, denunciou o ex-prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Robert Sarah. Nessa crise de fé, Sarah propõe cinco conselhos A primeira arma nessa luta é, para Sarah, a Palavra de Deus. “Nossa principal arma no combate espiritual é a Palavra”, disse ele. “E, portanto, você tem que conhecê-la muito bem.” “A outra arma fundamental é a oração. O Papa Bento nos deu uma grande lição sobre o poder da oração em seus últimos 10 anos de vida”, lembrou. Assim, o Cardeal os encorajou a não deixar de rezar, ir à missa e confessar: “Hoje precisamos reapropriar-nos urgentemente destes dons divinos”, sublinhou. Em terceiro lugar, o cristão deve alimentar a vida interior. “Quando nos retiramos para o deserto da vida interior, discernimos a verdade de que a criação está em guerra contra o homem que afirma curar a ecologia e defender o meio ambiente, mas ao mesmo tempo promove o aborto, a eutanásia e a homossexualidade”. Quarta arma: silêncio. “Em silêncio, entramos na presença de Deus em nossos corações. No silêncio, todos os ruídos, as distrações e até as preocupações mais legítimas são oportunamente relativizadas, colocadas em relação à cruz e ali aparece a luz do Evangelho. Ali tudo é oferecido a Deus, inclusive nós mesmos”, afirma o cardeal. “O homem moderno iniciou uma guerra terrível contra Deus e contra o homem: uma guerra satânica. É por isso que a batalha espiritual contra o mal faz parte da vida cristã”, acrescentou. Mas a vida interior exige luta. “A luta atual, e cotidiana, acontece nos corações e é, como diz São Paulo, contra os espíritos do mal. Os demônios buscam a todo custo minha ruína e meu afastamento de Deus”, alertou Sarah. «É imperativo hoje disciplinar a mente e o coração, fixando o olhar na Cruz», comentou. O cardeal Sarah destacou que o “ser humano luta para proteger a natureza, mas ao mesmo tempo destrói o homem, o casamento, a vida e a rejeita ao aceitar sua própria identidade como homem ou mulher”. “Deus nos criou homem ou mulher e hoje dizemos que cada um pode escolher ser homem ou mulher”, ponderou. O Cardeal afirmou que “com o transumanismo queremos aumentar o homem, fazer do homem uma máquina, um super-homem, talvez nos iludindo tornando-nos imortais, invencíveis, superinteligentes, superpoderosos, fazendo do homem um Deus”. O cardeal Robert Sarah presidirá uma missa na Basílica de Guadalupe na quinta-feira, antes de se encontrar com sacerdotes da Arquidiocese Primaz do México no Seminário Conciliar. #Crisenaigreja

  • Cardeal Sarah: “A crise da Igreja entrou numa nova fase: a crise do Magistério”

    Na apresentação do último livro do bispo Athanasius Schneider, “Credo: Compêndio da Fé Católica”, o cardeal Sarah teve palavras duras para a situação de confusão generalizada na Igreja hoje. O prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos advertiu que “hoje reina uma verdadeira cacofonia nos ensinamentos dos pastores”, levando à confusão e à apostasia. Por Infovaticana “A crise da Igreja entrou em uma nova fase: a crise do Magistério”, disse Sarah a uma multidão no lançamento do novo livro do bispo Athanasius Schneider, “Credo: Compêndio da Fé Católica”. O ex-prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos observou que “hoje há uma verdadeira cacofonia nos ensinamentos dos pastores”. Bispos e padres “parecem contradizer-se” e impor as suas opiniões pessoais “como se fossem uma certeza”. O resultado, disse o cardeal guineense, “é confusão, ambiguidade e apostasia. Uma grande desorientação, uma profunda perplexidade e incertezas devastadoras foram inoculadas na alma de muitos crentes cristãos”. No entanto, enfatizando uma distinção crucial, o cardeal Sarah disse aos presentes e aos que acompanham a transmissão ao vivo (vídeo aqui): “Quando falamos de crise na Igreja, é importante notar que a Igreja, como Corpo Místico de Cristo, permanece ‘una, santa, católica e apostólica’… A Igreja, como continuação e extensão de Cristo no mundo, não está em crise. Somos nós, seus filhos pecadores, que estamos em crise”, disse. “Quando falamos de uma crise na Igreja, é importante notar que a Igreja, como Corpo Místico de Cristo, permanece ‘una, santa, católica e apostólica’… A Igreja, como continuação e extensão de Cristo no mundo, não está em crise. Somos nós, seus filhos pecadores, que estamos em crise”, disse. Voltando ao último discurso do Senhor no Evangelho de João, o cardeal também insistiu que “o Magistério autêntico, como função sobrenatural do Corpo Místico de Cristo, exercido e guiado invisivelmente pelo Espírito Santo, não pode estar em crise; a voz e a ação do Espírito Santo são constantes, e a verdade a que Ele nos conduz é firme e imutável”. Neste contexto, elogiou o novo Compêndio de D. Schneider como uma ajuda aos “pequeninos que têm fome do pão da doutrina correta”, acrescentando que “também se revelará uma ferramenta importante no trabalho missionário essencial”. de evangelização e apologética no anúncio da Verdade Salvadora de Jesus Cristo em nosso mundo que tanto precisa”. Os comentários do cardeal Sarah, proferidos durante a última semana do “Sínodo sobre a Sinodalidade”, ocorreram menos de um mês após a publicação de uma série de perguntas (dubia) que ele e outros quatro cardeais enviaram ao papa Francisco antes da reunião de 4 a 29 de outubro. Assembleia do Vaticano, expressando suas preocupações e pedindo esclarecimentos sobre pontos doutrinários e disciplinares. Intervenção do cardeal Robert Sara a partir dos 22 minutos: Leia também: Cardeal Sarah: “O mundo moderno trava uma ‘guerra satânica’ contra Deus” “O homem moderno iniciou uma guerra terrível contra Deus e contra o homem: uma guerra satânica”, disse o cardeal Sarah no México, onde deu uma palestra na Universidade La Salle. “É por isso que a batalha espiritual contra o mal faz parte da vida cristã.” Por  Carlos Esteban  em 29 junho, 2023 “Nos nossos dias há tanta confusão, tanta ambiguidade e incerteza no ensinamento doutrinal e moral, tanto fora como dentro da Igreja, sobretudo no que diz respeito à identidade de Cristo e à salvação trazida por Ele”, denunciou o ex-prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Robert Sarah. Nessa crise de fé, Sarah propõe cinco conselhos A primeira arma nessa luta é, para Sarah, a Palavra de Deus. “Nossa principal arma no combate espiritual é a Palavra”, disse ele. “E, portanto, você tem que conhecê-la muito bem.” “A outra arma fundamental é a oração. O Papa Bento nos deu uma grande lição sobre o poder da oração em seus últimos 10 anos de vida”, lembrou. Assim, o Cardeal os encorajou a não deixar de rezar, ir à missa e confessar: “Hoje precisamos reapropriar-nos urgentemente destes dons divinos”, sublinhou. Em terceiro lugar, o cristão deve alimentar a vida interior. “Quando nos retiramos para o deserto da vida interior, discernimos a verdade de que a criação está em guerra contra o homem que afirma curar a ecologia e defender o meio ambiente, mas ao mesmo tempo promove o aborto, a eutanásia e a homossexualidade”. Quarta arma: silêncio. “Em silêncio, entramos na presença de Deus em nossos corações. No silêncio, todos os ruídos, as distrações e até as preocupações mais legítimas são oportunamente relativizadas, colocadas em relação à cruz e ali aparece a luz do Evangelho. Ali tudo é oferecido a Deus, inclusive nós mesmos”, afirma o cardeal. “O homem moderno iniciou uma guerra terrível contra Deus e contra o homem: uma guerra satânica. É por isso que a batalha espiritual contra o mal faz parte da vida cristã”, acrescentou. Mas a vida interior exige luta. “A luta atual, e cotidiana, acontece nos corações e é, como diz São Paulo, contra os espíritos do mal. Os demônios buscam a todo custo minha ruína e meu afastamento de Deus”, alertou Sarah. «É imperativo hoje disciplinar a mente e o coração, fixando o olhar na Cruz», comentou. O cardeal Sarah destacou que o “ser humano luta para proteger a natureza, mas ao mesmo tempo destrói o homem, o casamento, a vida e a rejeita ao aceitar sua própria identidade como homem ou mulher”. “Deus nos criou homem ou mulher e hoje dizemos que cada um pode escolher ser homem ou mulher”, ponderou. O Cardeal afirmou que “com o transumanismo queremos aumentar o homem, fazer do homem uma máquina, um super-homem, talvez nos iludindo tornando-nos imortais, invencíveis, superinteligentes, superpoderosos, fazendo do homem um Deus”. O cardeal Robert Sarah presidirá uma missa na Basílica de Guadalupe na quinta-feira, antes de se encontrar com sacerdotes da Arquidiocese Primaz do México no Seminário Conciliar. #Crisenaigreja

  • Bispo conservador do Texas é demitido pelo Papa Francisco

    Dom Joseph E. Strickland é mais um bispo, entre uma série de outros bispos e congregações conservadoras, que é forçado a sair por ter uma linha teológica diferente do Papa Francisco. Leia também ao final da matéria a entrevista concedida por Strickland mostrando seu lado dos fatos. Por Infovaticana A Santa Sé anunciou que “o Santo Padre exonerou Dom Joseph E. Strickland da pastoral da Diocese de Tyler (EUA) e nomeou o Bispo de Austin, Dom Joe Vásquez, como Administrador Apostólico da Diocese vaga”. Mais uma vez, a sinodalidade é notória pela sua ausência e o Papa fez mais uma vez uso do seu poder absoluto para se livrar de um bispo fiel à doutrina e ao Magistério da Igreja Católica. Um caso que lembra o que aconteceu no ano passado com o bispo de Arcebispo, dom Daniel Fernández, a quem o Vaticano forçou a renunciar. De acordo com a imprensa norte-americana, “o Papa Francisco pediu formalmente ao bispo Strickland para se demitir, num pedido que chegou através do núncio papal, cardeal Christopher Pierre. Strickland recusou esse pedido, mas agora – por ordem direta do papa – ele está deixando sua sé diocesana”. Demissão arbitrária O papa Francisco, apoiado pelo prefeito do Dicastério para os Bispos, Robert Prevost, e pelo núncio nos Estados Unidos, Christophe Pierre, mostrou mais uma vez que no Vaticano há dois pesos e duas medidas. Enquanto agem sem piedade e sem misericórdia contra bispos fiéis à doutrina, a Missa Tradicional ou movimentos considerados conservadores dentro da Igreja, o outro extremo eclesiástico que proclama heresias, que ataca abertamente a doutrina e o Magistério ou se são amigos do Papa como o ex-jesuíta Rupnik, não só gozam de total impunidade, eles são até promovidos dentro da Igreja. Enquanto Daniel Fernández, ex-bispo de Arecibo (Porto Rico) está sendo convidado a renunciar e Strickland está sendo removido diretamente do cargo, o papa não se atreve a remover nenhum bispo alemão herético ou mesmo se permite apoiar cardeais heterodoxos como Hollerich ou flertar com grupos LGBT que não defendem a doutrina católica nessas questões. A situação atual é terrível e a Santa Sé não deu nenhuma razão concreta para se livrar do bispo Joseph Strickland. Como já dissemos, a Visitação Apostólica que o bispo recebeu na diocese foi quase uma mera formalidade – ou a desculpa – de ter algo a que se agarrar para exigir sua renúncia. Declaração do Cardeal DiNardo A notícia da demissão do bispo de Tyler correu o mundo e transcendeu a imprensa religiosa. Isso é incomum. Até o Vatican News – a mídia oficial do Vaticano – noticiou essa situação e tentou explicá-la garantindo que “a decisão veio após a visita apostólica ordenada pelo papa em junho passado na diocese de Tyler e confiada a dois bispos americanos”. Por sua vez, o cardeal Daniel DiNardo, arcebispo de Houston, emitiu uma nota na qual diz que em junho deste ano Francisco ordenou a realização de uma Visitação Apostólica na Diocese de Tyler. “O bispo Dennis Sullivan de Camden e o bispo emérito Gerald Kicanas de Tucson foram nomeados para conduzir a Visitação. Os prelados conduziram uma investigação completa sobre todos os aspectos da governança e liderança da Diocese de Tyler por seu Ordinário, Bispo Joseph Strickland.” DiNardo explica que “como resultado da Visitação, foi recomendado ao Santo Padre que a continuação do bispo Strickland no cargo não era viável. Após meses de cuidadosa consideração pelo Dicastério para os Bispos e pelo Santo Padre, chegou-se à decisão de pedir a renúncia do bispo Strickland. Depois de receber esse pedido em 9 de novembro de 2023, o bispo Strickland se recusou a renunciar ao cargo. Posteriormente, em 11 de novembro de 2023, o Santo Padre removeu o bispo Strickland do cargo de bispo de Tyler. Por fim, ele pede que “mantenhamos o bispo Strickland, o clero e os fiéis da diocese de Tyler e o bispo Vasquez em nossas orações”. O apoio de Müller e Schneider Durante esses meses difíceis para o bispo Strickland, ele teve o apoio explícito do cardeal Müller e do bispo Athanasius Schneider. Müller, falando à imprensa alemã Kath.net em setembro, disse que “o que está sendo feito com o bispo Strickland é terrível, um abuso do direito divino do episcopado”. O cardeal alemão expressou publicamente seu apoio a Joseph Strickland, cuja diocese foi recentemente alvo de uma investigação do Vaticano, e o aconselhou que “ele não deveria renunciar porque então poderiam lavar as mãos de sua inocência”. Por sua vez, o LifeSiteNews também publicou em setembro a carta que Schneider endereçou ao bispo dos EUA em 2 de agosto, na qual ele mostrou seu apoio à situação preocupante a que está sendo submetido. O bispo cazaque decidiu levantar a voz contra “o grave abuso do poder papal contra o episcopado, que o atual Pontífice transformou em uma espécie de funcionários, especialmente aqueles bispos que em nossos dias guardam fielmente a fé católica e apostólica”. Desde o final de agosto, o ex-bispo de Tyler publicou várias cartas pastorais sobre vários assuntos para reafirmar o ensinamento da Igreja sobre o que ele considerava “verdades” que estavam em perigo por causa do Sínodo, do qual ele também foi abertamente crítico ao longo deste tempo. Motu proprio de 2016 Especialistas e canonistas já falam de um novo ultraje jurídico perpetrado por Francisco contra este bispo, embora saibamos que o direito canônico é usado como Roma quiser de acordo com suas necessidades. O certo é que Francisco poderia ter contado com a reforma de 2016 do Código de Direito Canônico que ele mesmo fez com o motu proprio “Como uma mãe amorosa”. Nesse documento, Francisco lembrou que o direito canônico já prevê a possibilidade de afastamento do cargo eclesiástico “por motivos graves” e isso também se refere aos bispos diocesanos. Com este Motu Proprio, o Pontífice especificou que entre essas “graves razões” está a negligência dos bispos no exercício de suas funções, em particular em relação a casos de abuso sexual de menores e adultos vulneráveis. Apesar de se destinar a “demitir” bispos por casos de abuso sexual, a verdade é que a remoção “por motivos graves” é um chamariz que serve para tudo. O quarto artigo diz que, caso a congregação julgue oportuno afastar o bispo, determinará, dependendo das circunstâncias do caso, se emite, no menor tempo possível, o decreto de afastamento ou exorte fraternalmente o bispo a apresentar sua renúncia no prazo de 15 dias. Se o bispo não responder no prazo designado, a Congregação pode emitir o decreto de afastamento. Strickland não é o primeiro e nem será o último: os expurgos do Papa Francisco Por ocasião da inexplicável demissão do popular bispo de Tyler, Joseph Strickland, Il Giornale teve a útil ideia de lembrar os nomes daqueles que obstruíram as políticas de Francisco e foram devidamente expurgados. Assim como o pioneiro dessa lista negra, o bispo paraguaio Rogelio Ricardo Livieres Plano, privado de sua diocese enquanto estava em Roma, apenas um ano após o início do pontificado do papa reinante, em 2014. A nomeação de um administrador apostólico para a sua sé, a diocese de Ciudad del Este, ocorreu no final de uma visita apostólica e foi motivada por “graves razões pastorais” em nome do “bem maior da unidade da Igreja local”. Livieres, membro do Opus Dei e bispo dissidente da maior parte do episcopado paraguaio, foi pressionado a renunciar e, como Tyler, rejeitou essa opção. Em seguida, tentou se encontrar com Francisco, chamando sua demissão de “uma decisão infundada e arbitrária pela qual o papa terá que responder diante de Deus mais do que diante de mim”. Morreria menos de um ano depois. Outro caso inexplicável – embora explicável, segundo o modus operandi que se tornou um padrão de conduta – é o mais recente do bispo de Arecibo, em Porto Rico, Daniel Fernández Torres, de apenas 57 anos. Ele também foi convidado a renunciar, ele também rejeitou essa opção. A comunicação de sua demissão não incluiu nenhum motivo, embora aludisse extraoficialmente à sua recusa em fazer “propaganda eclesial” da vacina contra a covid e suas críticas às políticas de gênero. Em 2021, foi a vez, pela primeira vez, de um arcebispo inteiro de Paris nomeado pelo próprio Francisco em 2014, Michel Aupetit. A imprensa acusou-o de ter tido um caso com uma mulher em 2012 e, embora o prelado tenha rejeitado a acusação, que nunca foi provada, Francisco aceitou a sua demissão. No regresso da viagem à Grécia, o Papa “explicou” que aceitou a renúncia “não no altar da verdade, mas no altar da hipocrisia”. O bispo, aos 72 anos, segue sem cargo. Mas também houve inúmeras baixas na própria Cúria Romana. Em 2014, o cardeal Raymond Leo Burke, até então prefeito da Suprema Corte da firma apostólica, foi nomeado patrono da Soberana Ordem de Malta aos 66 anos. Desde junho passado, o cardeal americano, um dos homens mais representativos do alinhamento crítico com a linha do atual pontificado, também deixou de exercer esse papel, que na realidade já não desempenhava de fato desde 2017, quando o papa nomeou o então monsenhor Giovanni Angelo Becciu como seu delegado especial. Este último, um poderoso substituto da Secretaria de Estado, criou um cardeal e depois nomeado prefeito da congregação para as causas dos santos, é outro dos grandes “expurgos” deste pontificado. Em 24 de setembro de 2020, após uma audiência muito dura em que o papa disse ao cardeal sardo que não tinha mais confiança nele porque o gabinete do promotor de justiça o havia informado de possíveis atos de peculato cometidos por ele, Becciu perdeu seu cargo de prefeito e também os direitos relacionados ao cardinalato. Ainda assim, seu nome continua fora da lista de cardeais que participarão de um possível conclave, apesar de ter menos de 80 anos e ser acusado em um processo criminal no Vaticano. Outro famoso “expurgo” é o cardeal Gerhard Ludwig Müller, antecessor de Ladaria y Fernández à frente da Doutrina da Fé, que perdeu o cargo após cinco anos no cargo, quando não foi renovado. Müller espera por um novo emprego há seis anos. O caso do bispo de Toowoomba Esta é a primeira vez que o papa Francisco afasta diretamente um bispo sem que ele renuncie voluntariamente ou forçado por Roma. A última vez que algo semelhante aconteceu foi em 2011 e Bento XVI o fez, mas por causas radicalmente contrárias às de Francisco. Ratzinger demitiu o bispo australiano de Toowoomba após uma carta pastoral defendendo a ordenação de homens casados e mencionando, sem se pronunciar sobre a ordenação de mulheres, que ele se recusou a renunciar. O papa então emitiu um decreto de remoção. William M. Morris, que levantou uma grande controvérsia, também propôs que os ministros protestantes celebrassem a Eucaristia. Enquanto Bento XVI demitiu bispos que violaram o depósito da fé, o papa Francisco decidiu seguir o caminho oposto: demitir bispos fiéis à fé e manter no cargo aqueles que criam confusão. Dom Strickland dá entrevista e conta sua versão dos fatos: destituído por defender o Evangelho contra ‘alguns poderes’ Poucas horas depois ser destituído pelo papa Francisco, o bispo de Tyler, Texas, Joseph Strickland, veio a público e deu sua versão da história. Strickland disse em entrevista à LifeSiteNews no último sábado (11) por que ele acha que foi destituído. “Realmente não consigo ver nenhuma razão, exceto que ameacei alguns dos poderes que existem com a verdade do Evangelho”, disse Strickland, que muitas vezes se manifestou nas redes sociais contra o que considera ataques à doutrina da Igreja Católica no pontificado de Francisco. Strickland também disse que o papa Francisco tem autoridade para removê-lo do governo diocesano, e frequentemente encorajou aqueles que estavam perturbados ou confusos com o desenvolvimento a rezarem pelo papa e a não abandonarem a Igreja. A entrevista de 30 minutos na mídia não respondeu a várias perguntas importantes na saga de Strickland. Por que ele foi removido? Strickland disse que foi convidado a renunciar na última quinta (9), mas que “não poderia, por minha vontade, abandonar o rebanho que me foi dado”. Essa versão dos acontecimentos é confirmada por uma declaração feita no sábado (11) pelo bispo de Galveston-Houston, o cardeal Daniel DiNardo, metropolita da província eclesiástica que inclui a diocese de Tyler. Em sua declaração, DiNardo disse que após uma visita apostólica em junho de dois bispos americanos aposentados a pedido da Santa Sé, que incluiu “uma investigação exaustiva sobre todos os aspectos da governança e liderança” de Tyler sob Strickland, uma recomendação foi feita ao papa Francisco que “a continuação no cargo do bispo Strickland não era viável”. Após meses de deliberação, o bispo do Texas recebeu um pedido de renúncia, e “o papa removeu o bispo Strickland do cargo de bispo de Tyler” quando o prelado recusou o pedido, escreveu o cardeal DiNardo. As conclusões da visita apostólica não foram publicadas, nem a Santa Sé revelou a razão pela qual Strickland foi destituído do cargo. Ao ser questionado sobre o que estava por trás da decisão do papa Francisco, Strickland disse: “A única resposta que tenho para isso é porque as forças na Igreja neste momento não querem a verdade do Evangelho”. Ele acrescentou: “Eles querem que isso mude. Eles querem que isso seja ignorado. Strickland não acusou o papa Francisco de fazer parte deste esforço para minar a doutrina da Igreja, mas disse que “muitas forças estão trabalhando contra ele e o influenciam a tomar esse tipo de decisão”. Para essas “forças”, o bispo disse: “Eu sou um problema”, e então eles pressionaram pela “remoção de um bispo por defender o Evangelho”. Strickland não foi específico sobre o que implica “permanecer com o Evangelho”, mas provavelmente estava aludindo à sua franqueza e declarações em plataformas de mídia social e eventos públicos. Strickland tuitou em 12 de maio que rejeitava o que chamou de “programa de minar o depósito da fé” do papa Francisco. Ele também criticou repetidamente o papa por uma “perigosa” falta de clareza em suas declarações, especialmente relacionadas à sexualidade, e tem sido um crítico do Sínodo da Sinodalidade do papa Francisco. “Lamentavelmente, pode acontecer que alguns rotulem como cismáticos aqueles que discordam das mudanças propostas”, escreveu Strickland numa carta pública em agosto. “Em vez disso, aqueles que propõem mudanças naquilo que não pode ser mudado procuram comandar a Igreja de Cristo, e eles são de fato os verdadeiros cismáticos”. As preocupações com a governança diocesana foram levadas em consideração? Segundo vários relatos da mídia sobre a visitação apostólica de junho e as discussões que se seguiram no dicastério dos Bispos da Santa Sé, os responsáveis ​​da Igreja também estavam preocupados com questões relacionadas com a governação de Strickland na diocese de Tyler. Estas preocupações centravam-se alegadamente em preocupações sobre a rotatividade em grande escala do pessoal diocesano, na contratação de uma ex-religiosa como funcionária do ensino secundário e no apoio a uma comunidade católica em planejamento. Strickland pareceu abordar essas preocupações indiretamente em sua entrevista à LSN. “Nenhum lugar é perfeito, nenhuma família é perfeita”, disse ele. “Mas a diocese está em boa forma.” O bispo citou o alto número de seminaristas da diocese: 21 para uma diocese com menos de 120 mil católicos. Ele também disse que a diocese está em boa situação financeira graças à “tremenda generosidade do povo”. “Estou muito orgulhoso dos padres e da diocese”, disse Strickland. Com informações de Infovaticana e ACI Digital #Crisenaigreja

  • Bispo conservador do Texas é demitido pelo Papa Francisco

    Dom Joseph E. Strickland é mais um bispo, entre uma série de outros bispos e congregações conservadoras, que é forçado a sair por ter uma linha teológica diferente do Papa Francisco. Leia também ao final da matéria a entrevista concedida por Strickland mostrando seu lado dos fatos. Por Infovaticana A Santa Sé anunciou que “o Santo Padre exonerou Dom Joseph E. Strickland da pastoral da Diocese de Tyler (EUA) e nomeou o Bispo de Austin, Dom Joe Vásquez, como Administrador Apostólico da Diocese vaga”. Mais uma vez, a sinodalidade é notória pela sua ausência e o Papa fez mais uma vez uso do seu poder absoluto para se livrar de um bispo fiel à doutrina e ao Magistério da Igreja Católica. Um caso que lembra o que aconteceu no ano passado com o bispo de Arcebispo, dom Daniel Fernández, a quem o Vaticano forçou a renunciar. De acordo com a imprensa norte-americana, “o Papa Francisco pediu formalmente ao bispo Strickland para se demitir, num pedido que chegou através do núncio papal, cardeal Christopher Pierre. Strickland recusou esse pedido, mas agora – por ordem direta do papa – ele está deixando sua sé diocesana”. Demissão arbitrária O papa Francisco, apoiado pelo prefeito do Dicastério para os Bispos, Robert Prevost, e pelo núncio nos Estados Unidos, Christophe Pierre, mostrou mais uma vez que no Vaticano há dois pesos e duas medidas. Enquanto agem sem piedade e sem misericórdia contra bispos fiéis à doutrina, a Missa Tradicional ou movimentos considerados conservadores dentro da Igreja, o outro extremo eclesiástico que proclama heresias, que ataca abertamente a doutrina e o Magistério ou se são amigos do Papa como o ex-jesuíta Rupnik, não só gozam de total impunidade, eles são até promovidos dentro da Igreja. Enquanto Daniel Fernández, ex-bispo de Arecibo (Porto Rico) está sendo convidado a renunciar e Strickland está sendo removido diretamente do cargo, o papa não se atreve a remover nenhum bispo alemão herético ou mesmo se permite apoiar cardeais heterodoxos como Hollerich ou flertar com grupos LGBT que não defendem a doutrina católica nessas questões. A situação atual é terrível e a Santa Sé não deu nenhuma razão concreta para se livrar do bispo Joseph Strickland. Como já dissemos, a Visitação Apostólica que o bispo recebeu na diocese foi quase uma mera formalidade – ou a desculpa – de ter algo a que se agarrar para exigir sua renúncia. Declaração do Cardeal DiNardo A notícia da demissão do bispo de Tyler correu o mundo e transcendeu a imprensa religiosa. Isso é incomum. Até o Vatican News – a mídia oficial do Vaticano – noticiou essa situação e tentou explicá-la garantindo que “a decisão veio após a visita apostólica ordenada pelo papa em junho passado na diocese de Tyler e confiada a dois bispos americanos”. Por sua vez, o cardeal Daniel DiNardo, arcebispo de Houston, emitiu uma nota na qual diz que em junho deste ano Francisco ordenou a realização de uma Visitação Apostólica na Diocese de Tyler. “O bispo Dennis Sullivan de Camden e o bispo emérito Gerald Kicanas de Tucson foram nomeados para conduzir a Visitação. Os prelados conduziram uma investigação completa sobre todos os aspectos da governança e liderança da Diocese de Tyler por seu Ordinário, Bispo Joseph Strickland.” DiNardo explica que “como resultado da Visitação, foi recomendado ao Santo Padre que a continuação do bispo Strickland no cargo não era viável. Após meses de cuidadosa consideração pelo Dicastério para os Bispos e pelo Santo Padre, chegou-se à decisão de pedir a renúncia do bispo Strickland. Depois de receber esse pedido em 9 de novembro de 2023, o bispo Strickland se recusou a renunciar ao cargo. Posteriormente, em 11 de novembro de 2023, o Santo Padre removeu o bispo Strickland do cargo de bispo de Tyler. Por fim, ele pede que “mantenhamos o bispo Strickland, o clero e os fiéis da diocese de Tyler e o bispo Vasquez em nossas orações”. O apoio de Müller e Schneider Durante esses meses difíceis para o bispo Strickland, ele teve o apoio explícito do cardeal Müller e do bispo Athanasius Schneider. Müller, falando à imprensa alemã Kath.net em setembro, disse que “o que está sendo feito com o bispo Strickland é terrível, um abuso do direito divino do episcopado”. O cardeal alemão expressou publicamente seu apoio a Joseph Strickland, cuja diocese foi recentemente alvo de uma investigação do Vaticano, e o aconselhou que “ele não deveria renunciar porque então poderiam lavar as mãos de sua inocência”. Por sua vez, o LifeSiteNews também publicou em setembro a carta que Schneider endereçou ao bispo dos EUA em 2 de agosto, na qual ele mostrou seu apoio à situação preocupante a que está sendo submetido. O bispo cazaque decidiu levantar a voz contra “o grave abuso do poder papal contra o episcopado, que o atual Pontífice transformou em uma espécie de funcionários, especialmente aqueles bispos que em nossos dias guardam fielmente a fé católica e apostólica”. Desde o final de agosto, o ex-bispo de Tyler publicou várias cartas pastorais sobre vários assuntos para reafirmar o ensinamento da Igreja sobre o que ele considerava “verdades” que estavam em perigo por causa do Sínodo, do qual ele também foi abertamente crítico ao longo deste tempo. Motu proprio de 2016 Especialistas e canonistas já falam de um novo ultraje jurídico perpetrado por Francisco contra este bispo, embora saibamos que o direito canônico é usado como Roma quiser de acordo com suas necessidades. O certo é que Francisco poderia ter contado com a reforma de 2016 do Código de Direito Canônico que ele mesmo fez com o motu proprio “Como uma mãe amorosa”. Nesse documento, Francisco lembrou que o direito canônico já prevê a possibilidade de afastamento do cargo eclesiástico “por motivos graves” e isso também se refere aos bispos diocesanos. Com este Motu Proprio, o Pontífice especificou que entre essas “graves razões” está a negligência dos bispos no exercício de suas funções, em particular em relação a casos de abuso sexual de menores e adultos vulneráveis. Apesar de se destinar a “demitir” bispos por casos de abuso sexual, a verdade é que a remoção “por motivos graves” é um chamariz que serve para tudo. O quarto artigo diz que, caso a congregação julgue oportuno afastar o bispo, determinará, dependendo das circunstâncias do caso, se emite, no menor tempo possível, o decreto de afastamento ou exorte fraternalmente o bispo a apresentar sua renúncia no prazo de 15 dias. Se o bispo não responder no prazo designado, a Congregação pode emitir o decreto de afastamento. Strickland não é o primeiro e nem será o último: os expurgos do Papa Francisco Por ocasião da inexplicável demissão do popular bispo de Tyler, Joseph Strickland, Il Giornale teve a útil ideia de lembrar os nomes daqueles que obstruíram as políticas de Francisco e foram devidamente expurgados. Assim como o pioneiro dessa lista negra, o bispo paraguaio Rogelio Ricardo Livieres Plano, privado de sua diocese enquanto estava em Roma, apenas um ano após o início do pontificado do papa reinante, em 2014. A nomeação de um administrador apostólico para a sua sé, a diocese de Ciudad del Este, ocorreu no final de uma visita apostólica e foi motivada por “graves razões pastorais” em nome do “bem maior da unidade da Igreja local”. Livieres, membro do Opus Dei e bispo dissidente da maior parte do episcopado paraguaio, foi pressionado a renunciar e, como Tyler, rejeitou essa opção. Em seguida, tentou se encontrar com Francisco, chamando sua demissão de “uma decisão infundada e arbitrária pela qual o papa terá que responder diante de Deus mais do que diante de mim”. Morreria menos de um ano depois. Outro caso inexplicável – embora explicável, segundo o modus operandi que se tornou um padrão de conduta – é o mais recente do bispo de Arecibo, em Porto Rico, Daniel Fernández Torres, de apenas 57 anos. Ele também foi convidado a renunciar, ele também rejeitou essa opção. A comunicação de sua demissão não incluiu nenhum motivo, embora aludisse extraoficialmente à sua recusa em fazer “propaganda eclesial” da vacina contra a covid e suas críticas às políticas de gênero. Em 2021, foi a vez, pela primeira vez, de um arcebispo inteiro de Paris nomeado pelo próprio Francisco em 2014, Michel Aupetit. A imprensa acusou-o de ter tido um caso com uma mulher em 2012 e, embora o prelado tenha rejeitado a acusação, que nunca foi provada, Francisco aceitou a sua demissão. No regresso da viagem à Grécia, o Papa “explicou” que aceitou a renúncia “não no altar da verdade, mas no altar da hipocrisia”. O bispo, aos 72 anos, segue sem cargo. Mas também houve inúmeras baixas na própria Cúria Romana. Em 2014, o cardeal Raymond Leo Burke, até então prefeito da Suprema Corte da firma apostólica, foi nomeado patrono da Soberana Ordem de Malta aos 66 anos. Desde junho passado, o cardeal americano, um dos homens mais representativos do alinhamento crítico com a linha do atual pontificado, também deixou de exercer esse papel, que na realidade já não desempenhava de fato desde 2017, quando o papa nomeou o então monsenhor Giovanni Angelo Becciu como seu delegado especial. Este último, um poderoso substituto da Secretaria de Estado, criou um cardeal e depois nomeado prefeito da congregação para as causas dos santos, é outro dos grandes “expurgos” deste pontificado. Em 24 de setembro de 2020, após uma audiência muito dura em que o papa disse ao cardeal sardo que não tinha mais confiança nele porque o gabinete do promotor de justiça o havia informado de possíveis atos de peculato cometidos por ele, Becciu perdeu seu cargo de prefeito e também os direitos relacionados ao cardinalato. Ainda assim, seu nome continua fora da lista de cardeais que participarão de um possível conclave, apesar de ter menos de 80 anos e ser acusado em um processo criminal no Vaticano. Outro famoso “expurgo” é o cardeal Gerhard Ludwig Müller, antecessor de Ladaria y Fernández à frente da Doutrina da Fé, que perdeu o cargo após cinco anos no cargo, quando não foi renovado. Müller espera por um novo emprego há seis anos. O caso do bispo de Toowoomba Esta é a primeira vez que o papa Francisco afasta diretamente um bispo sem que ele renuncie voluntariamente ou forçado por Roma. A última vez que algo semelhante aconteceu foi em 2011 e Bento XVI o fez, mas por causas radicalmente contrárias às de Francisco. Ratzinger demitiu o bispo australiano de Toowoomba após uma carta pastoral defendendo a ordenação de homens casados e mencionando, sem se pronunciar sobre a ordenação de mulheres, que ele se recusou a renunciar. O papa então emitiu um decreto de remoção. William M. Morris, que levantou uma grande controvérsia, também propôs que os ministros protestantes celebrassem a Eucaristia. Enquanto Bento XVI demitiu bispos que violaram o depósito da fé, o papa Francisco decidiu seguir o caminho oposto: demitir bispos fiéis à fé e manter no cargo aqueles que criam confusão. Dom Strickland dá entrevista e conta sua versão dos fatos: destituído por defender o Evangelho contra ‘alguns poderes’ Poucas horas depois ser destituído pelo papa Francisco, o bispo de Tyler, Texas, Joseph Strickland, veio a público e deu sua versão da história. Strickland disse em entrevista à LifeSiteNews no último sábado (11) por que ele acha que foi destituído. “Realmente não consigo ver nenhuma razão, exceto que ameacei alguns dos poderes que existem com a verdade do Evangelho”, disse Strickland, que muitas vezes se manifestou nas redes sociais contra o que considera ataques à doutrina da Igreja Católica no pontificado de Francisco. Strickland também disse que o papa Francisco tem autoridade para removê-lo do governo diocesano, e frequentemente encorajou aqueles que estavam perturbados ou confusos com o desenvolvimento a rezarem pelo papa e a não abandonarem a Igreja. A entrevista de 30 minutos na mídia não respondeu a várias perguntas importantes na saga de Strickland. Por que ele foi removido? Strickland disse que foi convidado a renunciar na última quinta (9), mas que “não poderia, por minha vontade, abandonar o rebanho que me foi dado”. Essa versão dos acontecimentos é confirmada por uma declaração feita no sábado (11) pelo bispo de Galveston-Houston, o cardeal Daniel DiNardo, metropolita da província eclesiástica que inclui a diocese de Tyler. Em sua declaração, DiNardo disse que após uma visita apostólica em junho de dois bispos americanos aposentados a pedido da Santa Sé, que incluiu “uma investigação exaustiva sobre todos os aspectos da governança e liderança” de Tyler sob Strickland, uma recomendação foi feita ao papa Francisco que “a continuação no cargo do bispo Strickland não era viável”. Após meses de deliberação, o bispo do Texas recebeu um pedido de renúncia, e “o papa removeu o bispo Strickland do cargo de bispo de Tyler” quando o prelado recusou o pedido, escreveu o cardeal DiNardo. As conclusões da visita apostólica não foram publicadas, nem a Santa Sé revelou a razão pela qual Strickland foi destituído do cargo. Ao ser questionado sobre o que estava por trás da decisão do papa Francisco, Strickland disse: “A única resposta que tenho para isso é porque as forças na Igreja neste momento não querem a verdade do Evangelho”. Ele acrescentou: “Eles querem que isso mude. Eles querem que isso seja ignorado. Strickland não acusou o papa Francisco de fazer parte deste esforço para minar a doutrina da Igreja, mas disse que “muitas forças estão trabalhando contra ele e o influenciam a tomar esse tipo de decisão”. Para essas “forças”, o bispo disse: “Eu sou um problema”, e então eles pressionaram pela “remoção de um bispo por defender o Evangelho”. Strickland não foi específico sobre o que implica “permanecer com o Evangelho”, mas provavelmente estava aludindo à sua franqueza e declarações em plataformas de mídia social e eventos públicos. Strickland tuitou em 12 de maio que rejeitava o que chamou de “programa de minar o depósito da fé” do papa Francisco. Ele também criticou repetidamente o papa por uma “perigosa” falta de clareza em suas declarações, especialmente relacionadas à sexualidade, e tem sido um crítico do Sínodo da Sinodalidade do papa Francisco. “Lamentavelmente, pode acontecer que alguns rotulem como cismáticos aqueles que discordam das mudanças propostas”, escreveu Strickland numa carta pública em agosto. “Em vez disso, aqueles que propõem mudanças naquilo que não pode ser mudado procuram comandar a Igreja de Cristo, e eles são de fato os verdadeiros cismáticos”. As preocupações com a governança diocesana foram levadas em consideração? Segundo vários relatos da mídia sobre a visitação apostólica de junho e as discussões que se seguiram no dicastério dos Bispos da Santa Sé, os responsáveis ​​da Igreja também estavam preocupados com questões relacionadas com a governação de Strickland na diocese de Tyler. Estas preocupações centravam-se alegadamente em preocupações sobre a rotatividade em grande escala do pessoal diocesano, na contratação de uma ex-religiosa como funcionária do ensino secundário e no apoio a uma comunidade católica em planejamento. Strickland pareceu abordar essas preocupações indiretamente em sua entrevista à LSN. “Nenhum lugar é perfeito, nenhuma família é perfeita”, disse ele. “Mas a diocese está em boa forma.” O bispo citou o alto número de seminaristas da diocese: 21 para uma diocese com menos de 120 mil católicos. Ele também disse que a diocese está em boa situação financeira graças à “tremenda generosidade do povo”. “Estou muito orgulhoso dos padres e da diocese”, disse Strickland. Com informações de Infovaticana e ACI Digital #Crisenaigreja

  • 1º Sofrimento: Pena dos Sentidos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 13)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Terceiro Dia Meditação: 1º SOFRIMENTO – PENA DOS SENTIDOS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ó meus caros mortos, se para meu coração toda a pena fosse a da separação, seria cruel, por certo; mas o pensamento de comunicar convosco pela oração, e ainda mais a ideia de vos tornar a ver no Céu, e de vos tornar a ver mais santos e mais amantes, aliviaria esta dor; mas, ah! este mesmo pensamento que me dá a esperança de vos tornar a ver, leva-me a contemplar-vos nas chamas do Purgatório, sofrendo e consternados. Não escutarei a imaginação, que poderia levar-me além da realidade; quero ouvir os santos, e o que me dizem eles acerca do que vós sofreis, é bastante para excitar a minha compaixão, e obrigar-me a socorrer-vos. “Reuni, diz Santa Catarina de Gênova, todas as penas que os homens têm sofrido, sofrem e sofrerão, desde o princípio do mundo até o fim dos tempos; juntai todos os tormentos que os tiranos e os algozes têm feito sofrer aos mártires; será uma pálida imagem dos tormentos do Purgatório; e, se às pobres encarceradas fosse permitida a escolha, prefeririam aqueles suplícios durante mil anos a ficarem no Purgatório mais um dia; porque, diz S. Tomás, o fogo que os envolve é o mesmo que atormenta os condenados no inferno, e esse fogo, oh, é terrível!” Deus, escolhendo o fogo, soube achar um reparador digno de sua justiça! Não há dor, dizem os que têm estudado a natureza desse elemento, que iguale a que ele causa. Não objeteis que o corpo não está no Purgatório: a dor, diz S. Tomás, não é o golpe que se recebe, mas a sensação dolorosa desse golpe. Quanto mais delicadeza há nessa sensação, mais viva é a dor, e a alma, ainda sendo ferida, ela sozinha experimenta ao mesmo tempo a aflição que lhe fariam sofrer todos os membros do corpo atacados separadamente. Esse fogo do Purgatório, cuja natureza não conhecemos, dotado por Deus de uma espécie de inteligência para esmerilhar nos recessos da alma e consumir todas as manchas que lhe deixou o pecado, obra ao mesmo tempo sobre a imaginação e a memória, sobre o juízo e a vontade… Não aprofundemos mais este ponto; porém, fixando a atenção, escutemos o grito pungente que, do fundo desse abismo de fogo, vem até nós: Eu sofro, sofro muito no meio destas chamas: uma gota d’água! uma prece, por piedade! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • 1º Sofrimento: Pena dos Sentidos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 13)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Terceiro Dia Meditação: 1º SOFRIMENTO – PENA DOS SENTIDOS ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ó meus caros mortos, se para meu coração toda a pena fosse a da separação, seria cruel, por certo; mas o pensamento de comunicar convosco pela oração, e ainda mais a ideia de vos tornar a ver no Céu, e de vos tornar a ver mais santos e mais amantes, aliviaria esta dor; mas, ah! este mesmo pensamento que me dá a esperança de vos tornar a ver, leva-me a contemplar-vos nas chamas do Purgatório, sofrendo e consternados. Não escutarei a imaginação, que poderia levar-me além da realidade; quero ouvir os santos, e o que me dizem eles acerca do que vós sofreis, é bastante para excitar a minha compaixão, e obrigar-me a socorrer-vos. “Reuni, diz Santa Catarina de Gênova, todas as penas que os homens têm sofrido, sofrem e sofrerão, desde o princípio do mundo até o fim dos tempos; juntai todos os tormentos que os tiranos e os algozes têm feito sofrer aos mártires; será uma pálida imagem dos tormentos do Purgatório; e, se às pobres encarceradas fosse permitida a escolha, prefeririam aqueles suplícios durante mil anos a ficarem no Purgatório mais um dia; porque, diz S. Tomás, o fogo que os envolve é o mesmo que atormenta os condenados no inferno, e esse fogo, oh, é terrível!” Deus, escolhendo o fogo, soube achar um reparador digno de sua justiça! Não há dor, dizem os que têm estudado a natureza desse elemento, que iguale a que ele causa. Não objeteis que o corpo não está no Purgatório: a dor, diz S. Tomás, não é o golpe que se recebe, mas a sensação dolorosa desse golpe. Quanto mais delicadeza há nessa sensação, mais viva é a dor, e a alma, ainda sendo ferida, ela sozinha experimenta ao mesmo tempo a aflição que lhe fariam sofrer todos os membros do corpo atacados separadamente. Esse fogo do Purgatório, cuja natureza não conhecemos, dotado por Deus de uma espécie de inteligência para esmerilhar nos recessos da alma e consumir todas as manchas que lhe deixou o pecado, obra ao mesmo tempo sobre a imaginação e a memória, sobre o juízo e a vontade… Não aprofundemos mais este ponto; porém, fixando a atenção, escutemos o grito pungente que, do fundo desse abismo de fogo, vem até nós: Eu sofro, sofro muito no meio destas chamas: uma gota d’água! uma prece, por piedade! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Diária | A santidade também é para os jovens

    (Memória de Santo Estanislau Kostka) Com apenas dezoito anos de idade, Santo Estanislau Kostka chegou a um grau de santidade que poucos, após muitos anos de caminhada, logram alcançar. E suas principais armas para crescer no amor a Cristo foram a pureza de coração, guardado zelosamente contra todo tipo de indecência, e uma devoção especialíssima à Virgem Maria. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 13 de novembro, e peçamos a Santo Estanislau Kostka que rogue hoje pela nossa juventude, pelos religiosos e todos os seminaristas. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A santidade também é para os jovens

    (Memória de Santo Estanislau Kostka) Com apenas dezoito anos de idade, Santo Estanislau Kostka chegou a um grau de santidade que poucos, após muitos anos de caminhada, logram alcançar. E suas principais armas para crescer no amor a Cristo foram a pureza de coração, guardado zelosamente contra todo tipo de indecência, e uma devoção especialíssima à Virgem Maria. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 13 de novembro, e peçamos a Santo Estanislau Kostka que rogue hoje pela nossa juventude, pelos religiosos e todos os seminaristas. #HomiliaDiária

  • Santo Estanislau Kostka, acima de tudo, a vontade de Deus! – 13 de Novembro

    SANTO DO DIA – 13 DE NOVEMBRO – SANTO ESTANISLAU KOTSKA Religioso (1550-1568) A semelhança do jovem santo polonês com o contemporâneo são Luís Gonzaga é extraordinária. Ambos provinham de rica e nobre família e conservavam a mesma candura em uma sociedade frívola, à qual se subtraíram com coragem, indo fazer parte da Companhia de Jesus. Aos 13 anos, Estanislau foi confiado aos jesuítas de Viena para completar os estudos. Dado que as autoridades austríacas haviam requisitado o edifício do colégio reservado para os estudantes forasteiros, Estanislau teve de recorrer a um quarto de aluguel, como todos os outros alunos, os quais, todavia, longe dos olhos dos severos mestres, foram presa fácil do belo mundo vienense. Estanislau, ao contrário, manteve-se devoto e diligente, sem jamais deixar de freqüentar a vizinha igreja. Estava assim amadurecendo o propósito de consagrar-se ao Senhor e, para evitar a recusa do pai, voltou-se diretamente para o padre Pedro Canísio, provincial dos jesuítas e futuro santo. Eludindo a vigilância do preceptor com um hábil estratagema, Estanislau deixou Viena na volta de Dillingen. A reação do pai foi mais violenta que a prevista: ameaçou de fazer expulsar todos os jesuítas da Polônia, mas o jovem não voltou atrás em seus passos. Foi enviado a Roma para completar o noviciado e os estudos de filosofia no Colégio Romano, acolhido por um outro santo, Francisco de Borja, em outubro de 1567. Mas restava-lhe só um ano vida. Ele tinha prognosticado que morreria jovem, em um dia dedicado à Virgem, pela qual nutria uma terna devoção. Morreu efetivamente no dia da Assunção. Foi canonizado em 1767. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Santo Estanislau Kostka. Acima de tudo, a vontade de Deus ! Seguir com fidelidade e alegria o chamado de Deus, enfrentando para isso todas as dificuldades, é antes uma obra da graça que de nossa vontade. Enquanto o povo olhava admirado para Jesus, recebendo com avidez as palavras cheias de graça e de verdade que saiam de seus lábios, levantou-se um doutor da Lei e fez-Lhe esta pergunta: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas” (Mt 22, 36-38. 40). Esse divino ensinamento, transmitido de geração em geração desde os tempos de Moisés e confirmado como o mais excelente entre todos pelo próprio Salvador, continuará vigorando em todo o seu esplendor até a consumação dos séculos. É o mandamento principal, à luz do qual todos os outros se explicam e cuja ausência desarticula a perfeição do Decálogo, porque é ao seu redor que gravita o sentido da existência humana. Muito embora os cristãos que professam sua fé com honestidade de consciência nunca ponham em dúvida essa lição do Evangelho, acabam por deparar com dificuldades à hora de aplicá-la em suas vidas concretas. Facilmente o coração do homem se prende às aparências sensíveis que o cercam, deixando de escolher a “melhor parte”. Poderão ser as seduções das riquezas, o afago das honras ou a mentira dos vícios que desvirtuarão um coração a princípio bem intencionado, porém voltado antes para a Terra que para o Céu. Há, ademais, na vida de todos nós, um momento crucial do qual ninguém está isento e onde se define, para sempre, a intensidade com que se pratica o maior dos mandamentos: é a hora em que se manifesta a vocação de cada um. Para cada alma, um chamado Todos os cristãos recebem na pia batismal um chamado específico, pessoal e conferido diretamente pelo próprio Deus, sempre acompanhado pelo maternal olhar da Santíssima Virgem. Ao longo da vida, cedo ou tarde, ele se manifesta de modo claro e irresistível, sussurrando no profundo dos corações: “Este é o desígnio que a misericórdia de Deus lhe reservou. Abrace-o, pois é no seu cumprimento que está a felicidade”. Seguir com fidelidade e alegria esse chamado de Deus, qualquer que seja ele, é antes uma obra da graça que de nossa vontade. Tão proeminente é nossa insuficiência, que se estivermos reduzidos às próprias forças, certamente seremos vencidos pela miséria humana. Tampouco são as teorias ou textos doutrinários, sozinhos, que levam nossa vontade a abraçar as vias da Providência, pois já dizia São Paulo que “ a letra mata, mas o Espírito vivifica” (II Cor 3, 6). Entre os fatores capazes de conduzir as almas à correspondência da sua vocação, pode mos citar dois decisivos: as moções interiores de cunho sobrenatural e os bons exemplos recebidos. Entre esses últimos, a vida dos santos ocupa um destacado lugar, pois eles foram generosos e fiéis no seu “sim”, motivo pelo qual são apresentados pela Santa Igreja como modelos a serem imitados. Conheçamos a vida de um deles: jovem, rico e poderoso, porém cônscio de que acima de tudo, está a vontade de Deus. Seu nome é Estanislau Kostka. Três cruzes misteriosas O dia 28 de outubro de 1550 foi de grande festa no castelo de Kostkow, em Prasnitz, Polônia. O senador João Kostka anunciava orgulhoso o nascimento de seu filho Estanislau aos grandes do reino, que acorriam ao castelo para contemplar o pequeno anjo dormitando em berço de ouro. Aquele nascimento, entretanto, estava envolto num suave mistério: o bebê trazia no peito três cruzes rubras, de inexplicável origem. O pai queria forçosamente interpretá-las como um sinal das façanhas e glórias militares que o pequeno obteria para aumentar as grandezas da família, assinalada entre as mais nobres e influentes da Polônia. Já a mãe, Margarida Kriska, tinha um coração religioso, e entrevia nesse prodígio um sinal do céu: aquele era um menino predestinado por Deus. Os acontecimentos dariam sobrada razão à mãe virtuosa. No menino transparecia toda espécie de qualidades de espírito, e pairava ao seu redor uma aura de inocência e louçania. Bastava falar de qualquer assunto religioso que seus olhos brilhavam de contentamento, desejando sofregamente que lhe ensinassem as coisas do Céu. Igualmente, não podia suportar que proferissem qualquer palavra contrária à glória de Deus em sua presença. Conta-se que num fausto banquete oferecido pelo senador Kostka, um príncipe aficionado às novas idéias da Reforma Protestante, não se contendo, estalou em impropérios contra a Igreja Romana e o próprio Deus. Viu-se, então, o menino cair desmaiado diante de todos. Consternados, os convivas perguntavam donde provinha tal mal-estar, e calavam de estupor ao saber que diante do pequeno Estanislau não se podia ofender a Deus. Entre os pais do santo menino havia uma profunda divergência quanto à análise que faziam do próprio filho. Enquanto a mãe se encantava por ver desabrochar em sua alma uma elevada vocação, o pai obstinava-se em construir em sua imaginação façanhas e vitórias portentosas como jamais se vira, a não ser nos feitos de seus antepassados. Como de Paulo, o filho mais velho, ele percebia não poder esperar muito, era de Estanislau que, julgava, lhe viria a glória imortal: “Este é um Kostka genuíno. Ele será meu sucessor”. Os estudos em Viena Paulo e Estanislau haviam recebido uma boa formação intelectual com Bilinski, o preceptor escolhido para iniciá-los nas ciências clássicas. Agora era necessário encaminhá-los para estudar em um grande estabelecimento, a altura do nome da família. A escolha recaiu sobre o Colégio Jesuíta de Viena, da Polônia a mais próxima instituição da Companhia, para onde acorriam numerosos jovens de vários países. Assim, aos 16 anos de Paulo e 14 de Estanislau, eles se despediram da casa paterna e partiram para terra estrangeira, a fim de completar a instrução acadêmica. Ambos prometeram à virtuosa mãe que jamais se entregariam a nenhum pecado, pois a pior desgraça que lhes podia acometer seria ofender a Deus. A promessa de Estanislau era sincera e profunda, enquanto Paulo dava mostras de cumprir uma mera formalidade. De fato, vendo os irmãos lado a lado, como eram diferentes! Em nada eram harmônicos. Estanislau amava o recolhimento, ao passo que Paulo era adepto das diversões pecaminosas. Com muita propriedade, as figuras de Esaú e Jacó pareciam reviver nos filhos do senador. “Ad maiora natus sum” A vida em Viena foi repleta de graças e cruzes. O carisma dos filhos de Santo Inácio tocou a fundo o jovem Estanislau. Admirava os jesuítas de toda alma, encantava-se com a pureza de sua doutrina e a comple ta adesão aos conselhos evangélicos daqueles sacerdotes flexíveis ao sopro do Espírito Santo. Não demorou em desejar ser como eles, pois a seus olhos, era na Companhia de Jesus que estava o mais alto ideal que pudesse abraçar. Foi da forte convicção de que havia nascido para coisas maiores que surgiu sua divisa: “ Ad maiora natus sum”. De outro lado, como foi preciso recorrer à proteção do Céu para perseverar na prática das virtudes! Várias vezes Paulo, movido pelo ódio à sua integridade, desferia-lhe golpes brutais deixando-o desfalecido e ensangüentado. Assim se expressou Bilinski no depoimento do processo de beatificação: “Paulo jamais disse uma palavra amável a seu santo irmão. Todavia, tanto ele quanto eu tínhamos completa consciência da santidade de todos os atos de Estanislau”. Nossa Senhora veio curá-lo No terceiro ano da estadia em Viena a saúde de Estanislau sucumbiu ao peso da vida sacrificada que levava, e ele adoeceu gravemente. Espalhou-se o rumor de que corria risco de morte, e Paulo desesperou- se ao pensar em voltar para casa com o irmão morto. O santo doente implorou, então, a presença de um sacerdote e o Viático, pois a cada hora diminuíam-lhe, sensivelmente, as forças físicas. Kimberker, o dono da faustosa pensão onde se hospedavam, negou-lhe taxativamente este supremo consolo, sob pena de expulsá-los de seus aposentos caso um sacerdote católico adentrasse àquele recinto. A esse duro golpe, a Fé de Estanislau não esmoreceu. Rezou fervorosamente e confiou contra toda esperança. Qual não foi seu estupor ao ver numa manhã aproximarem- se três refulgentes anjos acompanhados de Santa Bárbara, trazendo-lhe a Sagrada Comunhão e cumulando sua alma de consolações e alegrias! Se a maldade dos homens lhe negara o que havia de mais sagrado, não seria a Providência Divina que o deixaria desamparado. Pouco depois ele viu aproximar- se de seu leito a figura soberana da Santíssima Virgem, que tra zia nos braços seu Divino Filho e lhe sorria. Num gesto maternal, ela depositou o Infante nos braços do pobre enfermo, e o Menino Jesus o cobriu de afagos. Naquele momento, todas as perseguições esvaeceram- se, os incontáveis sofrimentos pareceram-lhe como pó… Sim, valia a pena sofrer todas as privações para gozar daquele convívio celestial! Sentindo as forças voltarem-lhe repentinamente, ele ouviu a voz suavíssima da Rainha dos Céus: – “Agora que te curei, entra na Companhia de meu Filho! É Ele que o quer!”. Resta apenas um caminho: o “impossível” O assombro que sua cura milagrosa provocou não foi pequeno. Revigorado e indescritivelmente feliz, Santo Estanislau pediu admissão ao Padre Provincial da Áustria, que não podia desprezar os sinais inequívocos de sua vocação. Contudo, recebê-lo sem o consentimento paterno seria uma imprudência que acarretaria trágicas conseqüências. Foi-lhe negado o acesso à congregação em que Nossa Senhora o mandara entrar. Que aflitivo paradoxo… A chama de entusiasmo e fervor que a visita celestial acendeu-lhe na alma foi tão grande que não se apagaria diante dessa primeira negativa. Ele estava disposto a bater em quantas casas dos jesuítas houvesse no mundo, certo de que alguma delas haveria de recebê-lo. Se o pai não o autorizava a seguir o chamado celestial, só lhe restava uma saída para levar ao perfeito cumprimento o mandato de Maria Santíssima: fugir. Numa madrugada soturna, disfarçado de peregrino e sem ter levantado qualquer tipo de suspeita, Estanislau partiu para a Alemanha. Foi a pé de Viena a Dillengen. Lá, finalmente pôde ser compreendido por São Pedro Canísio, que o admitiu na Companhia de Jesus, julgando, porém, que a permanência na Alemanha não o deixa seguro da tirania de seu pai. O local mais indicado era Roma, onde São Francisco de Borja, o Superior Geral, haveria de protegê-lo. Foi assim que ele partiu para atravessar os Alpes, os Apeninos, e chegar à Cidade Eterna, após dois meses de caminhada heróica e incansável. Transpôs, sem titubear, praticamente metade da Europa! Atingiu a perfeição de uma longa existência Aos dias de incomparável alegria passados no noviciado, seguiram-se as ameaças vindas da Polônia. O pai, sem conter o ódio, exigiu seu retorno a qualquer custo, pois ter um filho sacerdote seria “uma desonra para a família”. Entretanto, bem diversos eram os desígnios de Deus. Nossa Senhora aparecera-lhe em Roma, e viera chamá- lo, dizendo que lhe restava pouco tempo de vida. Sua alma já estava pronta para o Céu! Assim, numa festa da Santíssima Virgem, ele comentou que muito em breve haveria de morrer. Ninguém acreditou. Subitamente, de um leve mal-estar, desencadeou-se no noviço uma forte febre e ele expirou santamente na festa da Assunção de Maria Santíssima, 15 de agosto de 1568. Como estava equivocado o nobre senador da Polônia! Deus havia reservado ao jovem Estanislau uma glória insuperável e eterna. Se hoje no mundo inteiro sua família é conhecida, e se tem a honra de figurar de forma indelével na memória da Santa Igreja, não é senão porque ali fulgurou o brilho da santidade de seu filho. Santo Estanislau Kostka provou para os jovens de todos os tempos que um homem vale na medida em que corresponde generosamente ao chamado de Deus e deseja as coisas do Alto. (Revista Arautos do Evangelho, Ag/2008, n. 80, p. 34 à 37) #SantodoDia

  • Santo Estanislau Kostka, acima de tudo, a vontade de Deus! – 13 de Novembro

    SANTO DO DIA – 13 DE NOVEMBRO – SANTO ESTANISLAU KOTSKA Religioso (1550-1568) A semelhança do jovem santo polonês com o contemporâneo são Luís Gonzaga é extraordinária. Ambos provinham de rica e nobre família e conservavam a mesma candura em uma sociedade frívola, à qual se subtraíram com coragem, indo fazer parte da Companhia de Jesus. Aos 13 anos, Estanislau foi confiado aos jesuítas de Viena para completar os estudos. Dado que as autoridades austríacas haviam requisitado o edifício do colégio reservado para os estudantes forasteiros, Estanislau teve de recorrer a um quarto de aluguel, como todos os outros alunos, os quais, todavia, longe dos olhos dos severos mestres, foram presa fácil do belo mundo vienense. Estanislau, ao contrário, manteve-se devoto e diligente, sem jamais deixar de freqüentar a vizinha igreja. Estava assim amadurecendo o propósito de consagrar-se ao Senhor e, para evitar a recusa do pai, voltou-se diretamente para o padre Pedro Canísio, provincial dos jesuítas e futuro santo. Eludindo a vigilância do preceptor com um hábil estratagema, Estanislau deixou Viena na volta de Dillingen. A reação do pai foi mais violenta que a prevista: ameaçou de fazer expulsar todos os jesuítas da Polônia, mas o jovem não voltou atrás em seus passos. Foi enviado a Roma para completar o noviciado e os estudos de filosofia no Colégio Romano, acolhido por um outro santo, Francisco de Borja, em outubro de 1567. Mas restava-lhe só um ano vida. Ele tinha prognosticado que morreria jovem, em um dia dedicado à Virgem, pela qual nutria uma terna devoção. Morreu efetivamente no dia da Assunção. Foi canonizado em 1767. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Santo Estanislau Kostka. Acima de tudo, a vontade de Deus ! Seguir com fidelidade e alegria o chamado de Deus, enfrentando para isso todas as dificuldades, é antes uma obra da graça que de nossa vontade. Enquanto o povo olhava admirado para Jesus, recebendo com avidez as palavras cheias de graça e de verdade que saiam de seus lábios, levantou-se um doutor da Lei e fez-Lhe esta pergunta: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas” (Mt 22, 36-38. 40). Esse divino ensinamento, transmitido de geração em geração desde os tempos de Moisés e confirmado como o mais excelente entre todos pelo próprio Salvador, continuará vigorando em todo o seu esplendor até a consumação dos séculos. É o mandamento principal, à luz do qual todos os outros se explicam e cuja ausência desarticula a perfeição do Decálogo, porque é ao seu redor que gravita o sentido da existência humana. Muito embora os cristãos que professam sua fé com honestidade de consciência nunca ponham em dúvida essa lição do Evangelho, acabam por deparar com dificuldades à hora de aplicá-la em suas vidas concretas. Facilmente o coração do homem se prende às aparências sensíveis que o cercam, deixando de escolher a “melhor parte”. Poderão ser as seduções das riquezas, o afago das honras ou a mentira dos vícios que desvirtuarão um coração a princípio bem intencionado, porém voltado antes para a Terra que para o Céu. Há, ademais, na vida de todos nós, um momento crucial do qual ninguém está isento e onde se define, para sempre, a intensidade com que se pratica o maior dos mandamentos: é a hora em que se manifesta a vocação de cada um. Para cada alma, um chamado Todos os cristãos recebem na pia batismal um chamado específico, pessoal e conferido diretamente pelo próprio Deus, sempre acompanhado pelo maternal olhar da Santíssima Virgem. Ao longo da vida, cedo ou tarde, ele se manifesta de modo claro e irresistível, sussurrando no profundo dos corações: “Este é o desígnio que a misericórdia de Deus lhe reservou. Abrace-o, pois é no seu cumprimento que está a felicidade”. Seguir com fidelidade e alegria esse chamado de Deus, qualquer que seja ele, é antes uma obra da graça que de nossa vontade. Tão proeminente é nossa insuficiência, que se estivermos reduzidos às próprias forças, certamente seremos vencidos pela miséria humana. Tampouco são as teorias ou textos doutrinários, sozinhos, que levam nossa vontade a abraçar as vias da Providência, pois já dizia São Paulo que “ a letra mata, mas o Espírito vivifica” (II Cor 3, 6). Entre os fatores capazes de conduzir as almas à correspondência da sua vocação, pode mos citar dois decisivos: as moções interiores de cunho sobrenatural e os bons exemplos recebidos. Entre esses últimos, a vida dos santos ocupa um destacado lugar, pois eles foram generosos e fiéis no seu “sim”, motivo pelo qual são apresentados pela Santa Igreja como modelos a serem imitados. Conheçamos a vida de um deles: jovem, rico e poderoso, porém cônscio de que acima de tudo, está a vontade de Deus. Seu nome é Estanislau Kostka. Três cruzes misteriosas O dia 28 de outubro de 1550 foi de grande festa no castelo de Kostkow, em Prasnitz, Polônia. O senador João Kostka anunciava orgulhoso o nascimento de seu filho Estanislau aos grandes do reino, que acorriam ao castelo para contemplar o pequeno anjo dormitando em berço de ouro. Aquele nascimento, entretanto, estava envolto num suave mistério: o bebê trazia no peito três cruzes rubras, de inexplicável origem. O pai queria forçosamente interpretá-las como um sinal das façanhas e glórias militares que o pequeno obteria para aumentar as grandezas da família, assinalada entre as mais nobres e influentes da Polônia. Já a mãe, Margarida Kriska, tinha um coração religioso, e entrevia nesse prodígio um sinal do céu: aquele era um menino predestinado por Deus. Os acontecimentos dariam sobrada razão à mãe virtuosa. No menino transparecia toda espécie de qualidades de espírito, e pairava ao seu redor uma aura de inocência e louçania. Bastava falar de qualquer assunto religioso que seus olhos brilhavam de contentamento, desejando sofregamente que lhe ensinassem as coisas do Céu. Igualmente, não podia suportar que proferissem qualquer palavra contrária à glória de Deus em sua presença. Conta-se que num fausto banquete oferecido pelo senador Kostka, um príncipe aficionado às novas idéias da Reforma Protestante, não se contendo, estalou em impropérios contra a Igreja Romana e o próprio Deus. Viu-se, então, o menino cair desmaiado diante de todos. Consternados, os convivas perguntavam donde provinha tal mal-estar, e calavam de estupor ao saber que diante do pequeno Estanislau não se podia ofender a Deus. Entre os pais do santo menino havia uma profunda divergência quanto à análise que faziam do próprio filho. Enquanto a mãe se encantava por ver desabrochar em sua alma uma elevada vocação, o pai obstinava-se em construir em sua imaginação façanhas e vitórias portentosas como jamais se vira, a não ser nos feitos de seus antepassados. Como de Paulo, o filho mais velho, ele percebia não poder esperar muito, era de Estanislau que, julgava, lhe viria a glória imortal: “Este é um Kostka genuíno. Ele será meu sucessor”. Os estudos em Viena Paulo e Estanislau haviam recebido uma boa formação intelectual com Bilinski, o preceptor escolhido para iniciá-los nas ciências clássicas. Agora era necessário encaminhá-los para estudar em um grande estabelecimento, a altura do nome da família. A escolha recaiu sobre o Colégio Jesuíta de Viena, da Polônia a mais próxima instituição da Companhia, para onde acorriam numerosos jovens de vários países. Assim, aos 16 anos de Paulo e 14 de Estanislau, eles se despediram da casa paterna e partiram para terra estrangeira, a fim de completar a instrução acadêmica. Ambos prometeram à virtuosa mãe que jamais se entregariam a nenhum pecado, pois a pior desgraça que lhes podia acometer seria ofender a Deus. A promessa de Estanislau era sincera e profunda, enquanto Paulo dava mostras de cumprir uma mera formalidade. De fato, vendo os irmãos lado a lado, como eram diferentes! Em nada eram harmônicos. Estanislau amava o recolhimento, ao passo que Paulo era adepto das diversões pecaminosas. Com muita propriedade, as figuras de Esaú e Jacó pareciam reviver nos filhos do senador. “Ad maiora natus sum” A vida em Viena foi repleta de graças e cruzes. O carisma dos filhos de Santo Inácio tocou a fundo o jovem Estanislau. Admirava os jesuítas de toda alma, encantava-se com a pureza de sua doutrina e a comple ta adesão aos conselhos evangélicos daqueles sacerdotes flexíveis ao sopro do Espírito Santo. Não demorou em desejar ser como eles, pois a seus olhos, era na Companhia de Jesus que estava o mais alto ideal que pudesse abraçar. Foi da forte convicção de que havia nascido para coisas maiores que surgiu sua divisa: “ Ad maiora natus sum”. De outro lado, como foi preciso recorrer à proteção do Céu para perseverar na prática das virtudes! Várias vezes Paulo, movido pelo ódio à sua integridade, desferia-lhe golpes brutais deixando-o desfalecido e ensangüentado. Assim se expressou Bilinski no depoimento do processo de beatificação: “Paulo jamais disse uma palavra amável a seu santo irmão. Todavia, tanto ele quanto eu tínhamos completa consciência da santidade de todos os atos de Estanislau”. Nossa Senhora veio curá-lo No terceiro ano da estadia em Viena a saúde de Estanislau sucumbiu ao peso da vida sacrificada que levava, e ele adoeceu gravemente. Espalhou-se o rumor de que corria risco de morte, e Paulo desesperou- se ao pensar em voltar para casa com o irmão morto. O santo doente implorou, então, a presença de um sacerdote e o Viático, pois a cada hora diminuíam-lhe, sensivelmente, as forças físicas. Kimberker, o dono da faustosa pensão onde se hospedavam, negou-lhe taxativamente este supremo consolo, sob pena de expulsá-los de seus aposentos caso um sacerdote católico adentrasse àquele recinto. A esse duro golpe, a Fé de Estanislau não esmoreceu. Rezou fervorosamente e confiou contra toda esperança. Qual não foi seu estupor ao ver numa manhã aproximarem- se três refulgentes anjos acompanhados de Santa Bárbara, trazendo-lhe a Sagrada Comunhão e cumulando sua alma de consolações e alegrias! Se a maldade dos homens lhe negara o que havia de mais sagrado, não seria a Providência Divina que o deixaria desamparado. Pouco depois ele viu aproximar- se de seu leito a figura soberana da Santíssima Virgem, que tra zia nos braços seu Divino Filho e lhe sorria. Num gesto maternal, ela depositou o Infante nos braços do pobre enfermo, e o Menino Jesus o cobriu de afagos. Naquele momento, todas as perseguições esvaeceram- se, os incontáveis sofrimentos pareceram-lhe como pó… Sim, valia a pena sofrer todas as privações para gozar daquele convívio celestial! Sentindo as forças voltarem-lhe repentinamente, ele ouviu a voz suavíssima da Rainha dos Céus: – “Agora que te curei, entra na Companhia de meu Filho! É Ele que o quer!”. Resta apenas um caminho: o “impossível” O assombro que sua cura milagrosa provocou não foi pequeno. Revigorado e indescritivelmente feliz, Santo Estanislau pediu admissão ao Padre Provincial da Áustria, que não podia desprezar os sinais inequívocos de sua vocação. Contudo, recebê-lo sem o consentimento paterno seria uma imprudência que acarretaria trágicas conseqüências. Foi-lhe negado o acesso à congregação em que Nossa Senhora o mandara entrar. Que aflitivo paradoxo… A chama de entusiasmo e fervor que a visita celestial acendeu-lhe na alma foi tão grande que não se apagaria diante dessa primeira negativa. Ele estava disposto a bater em quantas casas dos jesuítas houvesse no mundo, certo de que alguma delas haveria de recebê-lo. Se o pai não o autorizava a seguir o chamado celestial, só lhe restava uma saída para levar ao perfeito cumprimento o mandato de Maria Santíssima: fugir. Numa madrugada soturna, disfarçado de peregrino e sem ter levantado qualquer tipo de suspeita, Estanislau partiu para a Alemanha. Foi a pé de Viena a Dillengen. Lá, finalmente pôde ser compreendido por São Pedro Canísio, que o admitiu na Companhia de Jesus, julgando, porém, que a permanência na Alemanha não o deixa seguro da tirania de seu pai. O local mais indicado era Roma, onde São Francisco de Borja, o Superior Geral, haveria de protegê-lo. Foi assim que ele partiu para atravessar os Alpes, os Apeninos, e chegar à Cidade Eterna, após dois meses de caminhada heróica e incansável. Transpôs, sem titubear, praticamente metade da Europa! Atingiu a perfeição de uma longa existência Aos dias de incomparável alegria passados no noviciado, seguiram-se as ameaças vindas da Polônia. O pai, sem conter o ódio, exigiu seu retorno a qualquer custo, pois ter um filho sacerdote seria “uma desonra para a família”. Entretanto, bem diversos eram os desígnios de Deus. Nossa Senhora aparecera-lhe em Roma, e viera chamá- lo, dizendo que lhe restava pouco tempo de vida. Sua alma já estava pronta para o Céu! Assim, numa festa da Santíssima Virgem, ele comentou que muito em breve haveria de morrer. Ninguém acreditou. Subitamente, de um leve mal-estar, desencadeou-se no noviço uma forte febre e ele expirou santamente na festa da Assunção de Maria Santíssima, 15 de agosto de 1568. Como estava equivocado o nobre senador da Polônia! Deus havia reservado ao jovem Estanislau uma glória insuperável e eterna. Se hoje no mundo inteiro sua família é conhecida, e se tem a honra de figurar de forma indelével na memória da Santa Igreja, não é senão porque ali fulgurou o brilho da santidade de seu filho. Santo Estanislau Kostka provou para os jovens de todos os tempos que um homem vale na medida em que corresponde generosamente ao chamado de Deus e deseja as coisas do Alto. (Revista Arautos do Evangelho, Ag/2008, n. 80, p. 34 à 37) #SantodoDia

  • Esperança – Mês das Almas do Purgatório (Dia 12)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Segundo Dia Meditação: Esperança 3 ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . “Oh! como desconhecemos nós o coração de Deus! quando o homem está prestes a morrer, o homem que ele criou por suas mãos, sobre quem velou com ternura (durante a vida, a quem seguiu passo a passo, a quem tocou e iluminou para chamá-lo a si e que não atendeu a nada disto; quando está à morte, Deus se prepara para dar-lhe o derradeiro combate, o combate do amor, o combate supremo de uma mãe que, vendo o filho quase arrebatado, fica louca, terrível, chega ao paroxismo da indignação e do amor. Desce, por isso, esse Deus de bondade; inclina-se esse pai inquieto, para o leito de dor em que vai morrer um de seus filhos. Apela para tudo o que havia já empregado com o fim de o vencer, luzes, graças, ternuras, benefícios: Eu vo-los dei às mãos cheias, tê-los-eis sem medida! Se o enfermo rende-se aos primeiros assaltos, vê-se o triunfo, e a religião ganha a conversão de um pecador. Mas, se o homem resiste e, antes de ter cedido, cai nas sombras que precedem a morte, nem por isso termina o combate. Ao contrario, redobra de esforço, e a vitória pode ainda ser de Deus, mesmo quando não há mais para os homens nenhum meio de o saber. Quando os olhos do enfermo ficam turbados; quando as extremidades ficam frias; quando para verificar se ainda vive precisa-se pôr a mão sobre seu coração: se a mão do homem fosse mais sensível, sentiria a luta que continua, a luta suprema. Trata-se de obter uma palavra, nada mais do que uma simples palavra, um alento, um leve movimento! Deus trabalha para isso com a obstinação do amor: e quem não compreende que Deus, lutador hábil, há de consegui-lo muitas vezes? Vós dir-me-eis: Que é que sabeis, ao certo, em tudo isso? onde encontrastes a história dessa luta? Respondo: Achei-a em vosso coração. Sois pai? sois mãe? O que eu digo, não o faríeis vós? Então, o coração de Deus não velará o vosso?! tereis vós a gloria de fazer por vossos filhos mais do que Deus pelos seus? Impossível. É assim, ó religião divina, que não há dor alguma sem consolação: tu as refrigeras todas na esperança.” “Minha luz divina, — dizia Nosso Senhor a Santa Gertrudes, que lhe pedia graças para um pobre pecador falecido sem sacramentos,— minha divina luz que penetra no futuro, manifestando-me que vós faríeis por ele esta oração, eu lhe despertei no coração boas disposições que o preparassem a gozar os efeitos da vossa caridade.” Palavras de consolação! diz o padre Blot: Na previsão de nossas orações futuras, Deus se digna conceder ao pecador moribundo boas disposições que assegurem a salvação de sua alma! Sim, palavras consoladoras, bem próprias para nutrir a esperança em nossa alma. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório

  • Esperança – Mês das Almas do Purgatório (Dia 12)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Segundo Dia Meditação: Esperança 3 ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . “Oh! como desconhecemos nós o coração de Deus! quando o homem está prestes a morrer, o homem que ele criou por suas mãos, sobre quem velou com ternura (durante a vida, a quem seguiu passo a passo, a quem tocou e iluminou para chamá-lo a si e que não atendeu a nada disto; quando está à morte, Deus se prepara para dar-lhe o derradeiro combate, o combate do amor, o combate supremo de uma mãe que, vendo o filho quase arrebatado, fica louca, terrível, chega ao paroxismo da indignação e do amor. Desce, por isso, esse Deus de bondade; inclina-se esse pai inquieto, para o leito de dor em que vai morrer um de seus filhos. Apela para tudo o que havia já empregado com o fim de o vencer, luzes, graças, ternuras, benefícios: Eu vo-los dei às mãos cheias, tê-los-eis sem medida! Se o enfermo rende-se aos primeiros assaltos, vê-se o triunfo, e a religião ganha a conversão de um pecador. Mas, se o homem resiste e, antes de ter cedido, cai nas sombras que precedem a morte, nem por isso termina o combate. Ao contrario, redobra de esforço, e a vitória pode ainda ser de Deus, mesmo quando não há mais para os homens nenhum meio de o saber. Quando os olhos do enfermo ficam turbados; quando as extremidades ficam frias; quando para verificar se ainda vive precisa-se pôr a mão sobre seu coração: se a mão do homem fosse mais sensível, sentiria a luta que continua, a luta suprema. Trata-se de obter uma palavra, nada mais do que uma simples palavra, um alento, um leve movimento! Deus trabalha para isso com a obstinação do amor: e quem não compreende que Deus, lutador hábil, há de consegui-lo muitas vezes? Vós dir-me-eis: Que é que sabeis, ao certo, em tudo isso? onde encontrastes a história dessa luta? Respondo: Achei-a em vosso coração. Sois pai? sois mãe? O que eu digo, não o faríeis vós? Então, o coração de Deus não velará o vosso?! tereis vós a gloria de fazer por vossos filhos mais do que Deus pelos seus? Impossível. É assim, ó religião divina, que não há dor alguma sem consolação: tu as refrigeras todas na esperança.” “Minha luz divina, — dizia Nosso Senhor a Santa Gertrudes, que lhe pedia graças para um pobre pecador falecido sem sacramentos,— minha divina luz que penetra no futuro, manifestando-me que vós faríeis por ele esta oração, eu lhe despertei no coração boas disposições que o preparassem a gozar os efeitos da vossa caridade.” Palavras de consolação! diz o padre Blot: Na previsão de nossas orações futuras, Deus se digna conceder ao pecador moribundo boas disposições que assegurem a salvação de sua alma! Sim, palavras consoladoras, bem próprias para nutrir a esperança em nossa alma. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório

  • Batismo de Transgêneros e Homossexuais como Padrinhos

    Nesta quarta-feira, 08 de novembro, o Discatério para a Doutrina da Fé, publicou um documento, aprovado pelo Papa Francisco, que torna possível o batismo de pessoas transgêneras, assim como pares Homossexuais serem padrinhos de batismo e testemunhas de casamento. As consequências de tal abertura podem ser catastróficas, uma vez que a Igreja se coloca na situação dramática de ter que corroborar uma mentira, batizando um homem como se fosse uma mulher e vice-versa. Ao admitir a possibilidade de duplas homossexuais serem padrinhos de batismo, se joga no lixo a exigência do Direito Canônico de que os padrinhos tenham uma vida católica exemplar, além de fornecer à criança (ou pessoa) batizada um modelo errado de vivência da fé. Essas e outras decisões do atual pontificado estão causando crescente perplexidade, confusão e desorientação entre os fiéis. E isso é apenas uma pequena amostra da revolução que boa parte das atuais lideranças da Igreja querem implantar com sua sinodalidade. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo

  • Batismo de Transgêneros e Homossexuais como Padrinhos

    Nesta quarta-feira, 08 de novembro, o Discatério para a Doutrina da Fé, publicou um documento, aprovado pelo Papa Francisco, que torna possível o batismo de pessoas transgêneras, assim como pares Homossexuais serem padrinhos de batismo e testemunhas de casamento. As consequências de tal abertura podem ser catastróficas, uma vez que a Igreja se coloca na situação dramática de ter que corroborar uma mentira, batizando um homem como se fosse uma mulher e vice-versa. Ao admitir a possibilidade de duplas homossexuais serem padrinhos de batismo, se joga no lixo a exigência do Direito Canônico de que os padrinhos tenham uma vida católica exemplar, além de fornecer à criança (ou pessoa) batizada um modelo errado de vivência da fé. Essas e outras decisões do atual pontificado estão causando crescente perplexidade, confusão e desorientação entre os fiéis. E isso é apenas uma pequena amostra da revolução que boa parte das atuais lideranças da Igreja querem implantar com sua sinodalidade. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo

  • São Josafá Kuncewicz, mártir padroeiro do ecumenismo – 12 de Novembro

    SANTO DO DIA – 12 DE NOVEMBRO – SÃO JOSAFÁ KUNCEWICZ Bispo e mártir (1584-1623) São Josafá é o primeiro representante das Igrejas uniatas a ser elevado às honras dos altares da Igreja de Roma. Um santo ecumênico, venerado como apóstolo da unidade dos cristãos do Oriente. A Rússia havia sido evangelizada por cristãos de Constantinopla em torno do século X e seguiu a Igreja oriental, aceitando ser dela dependente e, em consequência, a separação da Igreja de Roma. Em 1589, com a elevação do metropolita de Moscou à dignidade de patriarca, a Igreja russa tornou-se autônoma. Quando a Rutênia passou do domínio russo ao polonês, os sacerdotes ortodoxos, entrando em comunhão com Roma, mantiveram os antigos ritos e as tradições da Igreja eslava, denominando-a Igreja uniata. Neste período histórico se insere a obra pastoral de João Kuncewycz, que na profissão religiosa assumiu o nome de Josafá, o bíblico nome do vale do Cedron. Nascido em Vladimir, na Polônia, foi o primeiro noviço do primeiro mosteiro basiliano uniata de Vilna. Ordenado sacerdote e eleito arquimandrita e coadjutor do arcebispo de Polozk, empreendeu um ativo trabalho missionário aprendido na escola dos jesuítas. Em razão da extraordinária capacidade de atrair e de converter foi chamado “raptor de almas”. Empenhou-se particularmente em reunir à Santa Sé os cristãos apartados, partindo dos grandes dons comuns deles: o batismo, a palavra escrita, a vida da graça, a fé, a caridade e uma terna devoção à Virgem. A Igreja russa havia de fato conservado intacto o “depósito” da fé, com todos os sacramentos, a rica liturgia, a tradição apostólica e patrística, a espiritualidade monástica, o culto dos santos e em particular o da Virgem. Foi essa intensa espiritualidade o fio condutor que uniu a Igreja eslava a Roma. Josafá sucedeu ao arcebispo de Polozk e foi barbaramente assassinado por um grupo de sectários em Vitebsk, na Bielo-Rússia, em virtude de sua benemérita atuação em favor da unidade com Roma. Foi canonizado por Pio IX em 1867, e o novo calendário litúrgico tornou obrigatória a sua comemoração. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Josafa Kuncewicz Tudo na vida de João Kuncewics aconteceu cedo e rápido. Nascido de família cristã ortodoxa da Ucrânia, em 1580, estudou filosofia e teologia. Aos vinte anos, tornou-se monge na Ordem de São Basílio, recebendo o nome de Josafá. Em pouco tempo, era nomeado superior do convento e, logo depois, arquimandrita de Polotsk. Com apenas trinta e sete anos, assumiu, embora a contragosto, o arcebispado de Polotsk. Dizem os escritos antigos que a brilhante carreira era plenamente justificada pelos seus dotes intelectuais e, principalmente, pelo exemplo de suas virtudes, obediência total à disciplina monástica e à prática da caridade. Exemplo disso foi quando, certa vez, sem ter como ajudar uma viúva que passava necessidades, penhorou o pálio de bispo para conseguir dinheiro e socorrê-la. Vivia-se a época do cisma, provocado pelas igrejas do Oriente, e Josafá foi um dos grandes batalhadores pela união delas com Roma, tendo obtido vitória em muitas das frentes de batalha. Josafá defendia com coragem a autoridade do papa e o fim do cisma, com a consequente união das igrejas. Pregava e fazia questão de seguir os ensinamentos de Jesus numa só Igreja, sob a autoridade de um único pastor. Sua luta incansável reconquistou muitos hereges e ele é considerado o responsável pelo retorno dos rutenos ao seio da Igreja. Embora outras igrejas do Oriente não o tenham seguido, foi uma vitória histórica e muito importante. Atuando dessa forma e tendo as origens que tinha, é evidente que sofreria represálias. Foi vítima de calúnias, difamação, acusações absurdas e uma oposição ameaçadora por parte dos que apoiavam o cisma. Em uma pregação, chegou a prever que seu fim estava próximo e seria na mão dos inimigos. Até mesmo avisou “as ovelhas do seu rebanho”, como dizia, de que isso aconteceria. Mas não temia por sua vida e jamais deixou de lutar. Em uma das visitas às paróquias sob sua administração, sua moradia foi cercada e atacada. Muitas pessoas da comitiva foram massacradas. O arcebispo Josafá, então, apresentou-se aos inimigos perguntando porque matavam seus familiares se o alvo era ele próprio. Impiedosamente, a multidão maltratou-o, torturou-o, matou-o e jogou seu corpo em um rio. Tudo ocorreu no dia 12 de novembro de 1623, na cidade de Vitebsk, na Bielorússia. Seu corpo, depois, foi recuperado e venerado pelos fiéis. Mais tarde, os próprios responsáveis pelo assassinato do arcebispo foram presos, julgados, condenados e acabaram convertendo-se, escapando da pena de morte. O papa Pio IX canonizou-o em 1876. São Josafá Kuncewics, considerado pelos estudiosos atuais da Igreja o precursor do ecumenismo que vivemos em nossos dias. #SantodoDia

  • São Josafá Kuncewicz, mártir padroeiro do ecumenismo – 12 de Novembro

    SANTO DO DIA – 12 DE NOVEMBRO – SÃO JOSAFÁ KUNCEWICZ Bispo e mártir (1584-1623) São Josafá é o primeiro representante das Igrejas uniatas a ser elevado às honras dos altares da Igreja de Roma. Um santo ecumênico, venerado como apóstolo da unidade dos cristãos do Oriente. A Rússia havia sido evangelizada por cristãos de Constantinopla em torno do século X e seguiu a Igreja oriental, aceitando ser dela dependente e, em consequência, a separação da Igreja de Roma. Em 1589, com a elevação do metropolita de Moscou à dignidade de patriarca, a Igreja russa tornou-se autônoma. Quando a Rutênia passou do domínio russo ao polonês, os sacerdotes ortodoxos, entrando em comunhão com Roma, mantiveram os antigos ritos e as tradições da Igreja eslava, denominando-a Igreja uniata. Neste período histórico se insere a obra pastoral de João Kuncewycz, que na profissão religiosa assumiu o nome de Josafá, o bíblico nome do vale do Cedron. Nascido em Vladimir, na Polônia, foi o primeiro noviço do primeiro mosteiro basiliano uniata de Vilna. Ordenado sacerdote e eleito arquimandrita e coadjutor do arcebispo de Polozk, empreendeu um ativo trabalho missionário aprendido na escola dos jesuítas. Em razão da extraordinária capacidade de atrair e de converter foi chamado “raptor de almas”. Empenhou-se particularmente em reunir à Santa Sé os cristãos apartados, partindo dos grandes dons comuns deles: o batismo, a palavra escrita, a vida da graça, a fé, a caridade e uma terna devoção à Virgem. A Igreja russa havia de fato conservado intacto o “depósito” da fé, com todos os sacramentos, a rica liturgia, a tradição apostólica e patrística, a espiritualidade monástica, o culto dos santos e em particular o da Virgem. Foi essa intensa espiritualidade o fio condutor que uniu a Igreja eslava a Roma. Josafá sucedeu ao arcebispo de Polozk e foi barbaramente assassinado por um grupo de sectários em Vitebsk, na Bielo-Rússia, em virtude de sua benemérita atuação em favor da unidade com Roma. Foi canonizado por Pio IX em 1867, e o novo calendário litúrgico tornou obrigatória a sua comemoração. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Josafa Kuncewicz Tudo na vida de João Kuncewics aconteceu cedo e rápido. Nascido de família cristã ortodoxa da Ucrânia, em 1580, estudou filosofia e teologia. Aos vinte anos, tornou-se monge na Ordem de São Basílio, recebendo o nome de Josafá. Em pouco tempo, era nomeado superior do convento e, logo depois, arquimandrita de Polotsk. Com apenas trinta e sete anos, assumiu, embora a contragosto, o arcebispado de Polotsk. Dizem os escritos antigos que a brilhante carreira era plenamente justificada pelos seus dotes intelectuais e, principalmente, pelo exemplo de suas virtudes, obediência total à disciplina monástica e à prática da caridade. Exemplo disso foi quando, certa vez, sem ter como ajudar uma viúva que passava necessidades, penhorou o pálio de bispo para conseguir dinheiro e socorrê-la. Vivia-se a época do cisma, provocado pelas igrejas do Oriente, e Josafá foi um dos grandes batalhadores pela união delas com Roma, tendo obtido vitória em muitas das frentes de batalha. Josafá defendia com coragem a autoridade do papa e o fim do cisma, com a consequente união das igrejas. Pregava e fazia questão de seguir os ensinamentos de Jesus numa só Igreja, sob a autoridade de um único pastor. Sua luta incansável reconquistou muitos hereges e ele é considerado o responsável pelo retorno dos rutenos ao seio da Igreja. Embora outras igrejas do Oriente não o tenham seguido, foi uma vitória histórica e muito importante. Atuando dessa forma e tendo as origens que tinha, é evidente que sofreria represálias. Foi vítima de calúnias, difamação, acusações absurdas e uma oposição ameaçadora por parte dos que apoiavam o cisma. Em uma pregação, chegou a prever que seu fim estava próximo e seria na mão dos inimigos. Até mesmo avisou “as ovelhas do seu rebanho”, como dizia, de que isso aconteceria. Mas não temia por sua vida e jamais deixou de lutar. Em uma das visitas às paróquias sob sua administração, sua moradia foi cercada e atacada. Muitas pessoas da comitiva foram massacradas. O arcebispo Josafá, então, apresentou-se aos inimigos perguntando porque matavam seus familiares se o alvo era ele próprio. Impiedosamente, a multidão maltratou-o, torturou-o, matou-o e jogou seu corpo em um rio. Tudo ocorreu no dia 12 de novembro de 1623, na cidade de Vitebsk, na Bielorússia. Seu corpo, depois, foi recuperado e venerado pelos fiéis. Mais tarde, os próprios responsáveis pelo assassinato do arcebispo foram presos, julgados, condenados e acabaram convertendo-se, escapando da pena de morte. O papa Pio IX canonizou-o em 1876. São Josafá Kuncewics, considerado pelos estudiosos atuais da Igreja o precursor do ecumenismo que vivemos em nossos dias. #SantodoDia

  • Homilia Dominical | Como deixar de ser uma alma tíbia e insensata?

    32.º Domingo do Tempo Comum Na parábola das dez virgens, cinco se distinguem por sua sabedoria prática, pois providenciaram o óleo necessário para esperar o noivo. As outras, porém, foram insensatas e, tendo ocupado sua inteligência com futilidades, esqueceram-se de repor o óleo das lâmpadas. Por isso, não foram reconhecidas pelo noivo. Nós também, na vida espiritual, se não voltarmos nossa inteligência para Deus, através da oração e da meditação, cairemos numa vida tíbia, sem o “óleo” da devoção, que consiste na prontidão da vontade para buscar as coisas do alto e abraçar os desígnios de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo e entenda como deixar de ser uma alma tíbia e insensata. Anúncio do Evangelho (Mt 25,1-13) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis não! (Mt 24,42a.44) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: 1 “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2 Cinco delas eram imprevidentes e as outras cinco eram previdentes. 3 As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4 As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5 O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6 No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7 Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8 As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9 As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar dos vendedores’. 10 Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11 Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12 Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13 Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Como deixar de ser uma alma tíbia e insensata?

    32.º Domingo do Tempo Comum Na parábola das dez virgens, cinco se distinguem por sua sabedoria prática, pois providenciaram o óleo necessário para esperar o noivo. As outras, porém, foram insensatas e, tendo ocupado sua inteligência com futilidades, esqueceram-se de repor o óleo das lâmpadas. Por isso, não foram reconhecidas pelo noivo. Nós também, na vida espiritual, se não voltarmos nossa inteligência para Deus, através da oração e da meditação, cairemos numa vida tíbia, sem o “óleo” da devoção, que consiste na prontidão da vontade para buscar as coisas do alto e abraçar os desígnios de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo e entenda como deixar de ser uma alma tíbia e insensata. Anúncio do Evangelho (Mt 25,1-13) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis não! (Mt 24,42a.44) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: 1 “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2 Cinco delas eram imprevidentes e as outras cinco eram previdentes. 3 As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4 As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5 O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6 No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7 Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8 As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9 As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar dos vendedores’. 10 Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11 Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12 Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13 Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Esperança – Mês das Almas do Purgatório (Dia 11)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Primeiro Dia Meditação: Esperança 2 ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ainda algumas palavras de esperança sobre as almas de nossos mortos. Fala o padre Bougaud em sua obra: O Cristianismo e os tempos presentes. “Quem poderá narrar as misericórdias de Deus no leito de morte de seus filhos? Aí nessas sombras confusas da hora última, em que o olhar do homem nada mais distingue, quem pode saber o que se passa entre Deus e uma alma? Quando o espírito paira nos lábios como um ligeiro sopro, já não mais da terra, nem ainda do Céu: no momento: em que Deus se inclina para recolher essa alma, quem poderá dizer o que se passa? Uma mãe repeliria seu filho, ainda mesmo sendo um ingrato? não tentará ela por todos os meios trazê-lo de novo a si? Não irá sempre ao seu encontro, até o fim? não esgotará todos os recursos para salvá-lo, a despeito de toda a obstinação dele em fugir-lhe? Ora, Deus é mais do que a mãe. Vede o que fez Ele para tornar impossível a perda das almas! Não lhe bastou haver-nos envolvido nessa graça que nos previne, nos segue e nos banha como uma atmosfera. Foi pouco ter estabelecido sete sacramentos, isto é, sete rios de luz e de força que inundam a vida inteira e cada um de seus períodos, como tudo isso não satisfazia ainda seu coração de pai, vede e adorai a maravilhosa invenção de seu amor. Estais enfermo: já sentis que sobre vós estende a morte suas negras asas. Acodem-vos à memória vossos pecados, vossas fraquezas, aquele ato do qual vos disse a consciência: Isto, incontestavelmente, é um mal. O sacerdote não chega a tempo de recolher vossa confissão, oferecê-la a Deus e vos perdoar em seu nome: que fazer? Vós tendes um coração: arrancai dele um alento, um grito, uma lágrima, uma palavra de arrependimento, um ato de amor, um só! sereis logo absolvido: ficais purificado e perdoado. Aquele homem, prestes a morrer, ainda há pouco blasfemava; o sacerdote veio, ele o repeliu: apresentaram-lhe o Crucifixo, ele o afastou com a mão. Foi seu derradeiro movimento; seu último ato. Os socorros da religião não poderão chegar mais até sua alma já profundamente mergulhada nas sombras da morte. Mas resta-lhe o coração, e, para ser salvo, perdoado, que será preciso? Um simples ato de amor, um só desejo, um só pesar, uma só palavra: Meu Deus, eu vos amo! Homens cegos, que chorais de desespero em redor desse leito! talvez à mesma hora os anjos conduzam essa alma com gritos de alegria. Ela salvou-se com esse ato de amor. O Purgatório a recebeu. Esse homem que acaba de suicidar-se, cometeu um crime sinistro. A Igreja afasta-se com horror de seus restos mutilados, e faz bem. Mas ensinará ela que o mísero esteja perdido sem recurso? Não, absolutamente ; pois quem sabe o que fez este alma no momento em que, lacerada, partiu desse mundo? Quem sabe o que ela viu ao clarão do tiro de morte? que revelação teve ao disparar a arma fatal? Teve muito pouco tempo! direis vós. Ah! que importa? Uma palavra, um grito, um olhar, um transporte de amor a Deus, basta para que ela saia deste mundo purificada.” . ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Esperança – Mês das Almas do Purgatório (Dia 11)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Primeiro Dia Meditação: Esperança 2 ⚠️ Aqueles que desejarem ler também as meditações dos primeiros dias do mês pelas almas, clique aqui . Ainda algumas palavras de esperança sobre as almas de nossos mortos. Fala o padre Bougaud em sua obra: O Cristianismo e os tempos presentes. “Quem poderá narrar as misericórdias de Deus no leito de morte de seus filhos? Aí nessas sombras confusas da hora última, em que o olhar do homem nada mais distingue, quem pode saber o que se passa entre Deus e uma alma? Quando o espírito paira nos lábios como um ligeiro sopro, já não mais da terra, nem ainda do Céu: no momento: em que Deus se inclina para recolher essa alma, quem poderá dizer o que se passa? Uma mãe repeliria seu filho, ainda mesmo sendo um ingrato? não tentará ela por todos os meios trazê-lo de novo a si? Não irá sempre ao seu encontro, até o fim? não esgotará todos os recursos para salvá-lo, a despeito de toda a obstinação dele em fugir-lhe? Ora, Deus é mais do que a mãe. Vede o que fez Ele para tornar impossível a perda das almas! Não lhe bastou haver-nos envolvido nessa graça que nos previne, nos segue e nos banha como uma atmosfera. Foi pouco ter estabelecido sete sacramentos, isto é, sete rios de luz e de força que inundam a vida inteira e cada um de seus períodos, como tudo isso não satisfazia ainda seu coração de pai, vede e adorai a maravilhosa invenção de seu amor. Estais enfermo: já sentis que sobre vós estende a morte suas negras asas. Acodem-vos à memória vossos pecados, vossas fraquezas, aquele ato do qual vos disse a consciência: Isto, incontestavelmente, é um mal. O sacerdote não chega a tempo de recolher vossa confissão, oferecê-la a Deus e vos perdoar em seu nome: que fazer? Vós tendes um coração: arrancai dele um alento, um grito, uma lágrima, uma palavra de arrependimento, um ato de amor, um só! sereis logo absolvido: ficais purificado e perdoado. Aquele homem, prestes a morrer, ainda há pouco blasfemava; o sacerdote veio, ele o repeliu: apresentaram-lhe o Crucifixo, ele o afastou com a mão. Foi seu derradeiro movimento; seu último ato. Os socorros da religião não poderão chegar mais até sua alma já profundamente mergulhada nas sombras da morte. Mas resta-lhe o coração, e, para ser salvo, perdoado, que será preciso? Um simples ato de amor, um só desejo, um só pesar, uma só palavra: Meu Deus, eu vos amo! Homens cegos, que chorais de desespero em redor desse leito! talvez à mesma hora os anjos conduzam essa alma com gritos de alegria. Ela salvou-se com esse ato de amor. O Purgatório a recebeu. Esse homem que acaba de suicidar-se, cometeu um crime sinistro. A Igreja afasta-se com horror de seus restos mutilados, e faz bem. Mas ensinará ela que o mísero esteja perdido sem recurso? Não, absolutamente ; pois quem sabe o que fez este alma no momento em que, lacerada, partiu desse mundo? Quem sabe o que ela viu ao clarão do tiro de morte? que revelação teve ao disparar a arma fatal? Teve muito pouco tempo! direis vós. Ah! que importa? Uma palavra, um grito, um olhar, um transporte de amor a Deus, basta para que ela saia deste mundo purificada.” . ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Bebê Indi Gregory: Justiça manda desligar aparelhos contra vontade dos pais

    Juízes e médicos estão realmente empenhados em fazer com que Indi não sobreviva, e não querem dar a ela e a seus pais a menor chance de tentar um tratamento experimental em outro lugar. Novamente, médicos e a Justiça britânica atropelam completamente o direito dos pais para condenar um bebê à morte. A pequena Indi Gregory, nascida em fevereiro deste ano, está prestes a ter o mesmo destino cruel de Charlie Gard e Alfie Evans, que morreram em 2017 e 2018, respectivamente, quando os aparelhos que os mantinham vivos foram desligados a pedido dos médicos que cuidavam de seus casos – já que não seria muito adequado afirmar “cuidavam das crianças” para falar de quem chegou a ir aos tribunais para que eles não mais pudessem viver. Um juiz britânico decidiu, nesta quarta-feira (8), que os médicos poderiam desligar os aparelhos que mantém a bebê Indi Gregory viva. A criança, de 8 meses, foi diagnosticada com uma grave doença mitocondrial, sem cura. Conforme o portal The Mirror, a bebê conseguiu cidadania italiana e aguarda transferência para Hospital Bambino Gesù, em Roma. Gregory e Claire Staniforth, de Ilkeston em Derbyshire, pais de Indi, lutam para que os aparelhos da filha não sejam desligados. Os médicos da Inglaterra argumentam que está “claramente estressada, agitada e com dor”. DECISÃO Os pais da bebê solicitaram que ela encerre o tratamento em casa, em Ilkeston, Derbyshire, o que não foi permitido pela corte. Na decisão do magistério, seria impossível remover todo o equipamento que a mantém viva e movê-lo para a casa da família. Os médicos britânicos dizem a inda que a extubação poderia acontecer em qualquer lugar, em teoria, mas os cuidados posteriores precisariam ser “administrados por profissionais treinados com recursos disponíveis para lidar com complicações e minimizar o sofrimento”. Na decisão, o juiz informou que “os encargos do tratamento invasivo superam os benefícios”. “Em suma, a dor significativa sentida por esta adorável menina não se justifica quando ela enfrenta um conjunto de condições incuráveis, uma vida muito curta, nenhuma perspectiva de recuperação e, na melhor das hipóteses, um envolvimento mínimo com o mundo ao seu redor”, descreveu. O magistrado ainda explica que “os melhores interesses dela serão atendidos ao permitir que o hospital retire o tratamento invasivo”. “Sei que isso será um golpe duro para os pais”, escreveu ainda. ENTENDA O CASO DA BEBÊ INDI GREGORY A bebê tem uma doença mitocondrial que impede que as células do corpo produzam energia. O sistema público de saúdo do Reino Unido, NHS, informou que a doença não tem cura. A criança tem ainda outros problemas médicos como um buraco no coração e já realizou cirurgias no intestino e crânio para drenar líquidos. Os pais da criança alegam que o julgamento que ocorreu em outubro não foi conduzido adequadamente, além de ser “processualmente injusto”. O casal ainda alega que o magistrado se recusou fornecer uma “oportunidade efetiva” deles conseguirem provas. Bebê britânica Indi Gregory tem mais tempo de vida após juiz permitir que família recorra Indi Gregory, uma bebê britânica de 8 meses com doença terminal, recebeu mais tempo de vida depois que um tribunal deu permissão à sua família ontem (9) para recorrer da decisão de um juiz que determinou que seu suporte de vida fosse removido. Segundo um grupo de defesa cristão, os tribunais também podem considerar a possibilidade de permitir que a família leve a criança para Itália para tratamento em um hospital do Vaticano. Indi Gregory, nascida em fevereiro, sofre de uma doença mitocondrial degenerativa rara e tem recebido tratamento de manutenção de vida num ventilador no Queen’s Medical Center em Nottingham, Inglaterra. O grupo de defesa britânico Christian Concern informou ontem que o apelo da família será ouvido remotamente hoje (10) ao meio-dia (horário local) pelo Tribunal de Apelação, que é o segundo tribunal mais alto do Reino Unido. O suporte de vida de Gregory não será removido até que a audiência termine ou mais instruções serão dadas pelo tribunal, disse o grupo. “Até o momento não houve resposta ou comentário do governo do Reino Unido sobre o caso”, acrescentou o grupo. O juiz Robert Peel decidiu na quarta-feira (8), após uma “audiência on-line urgente”, que o aparelho de suporte vital de Gregory deveria ser removido ontem às 14h (horário local), contrariando a vontade de seus pais e contra as tentativas da Itália de tratar a criança. Além disso, a ordem do juiz estabelecia que o suporte vital deveria ser retirado no hospital ou em um hospício e não na casa da criança, citando a necessidade de “tratamento clínico da mais alta qualidade, realizado em ambiente seguro e sustentável”, segundo a BBC. Os pais de Gregory apelaram repetidamente para que a levassem a Roma para tratamento, depois de o tribunal superior de Inglaterra ter decidido que era do “melhor interesse” da criança ser retirado o aparelho de suporte vital. Em um esforço para salvar a vida de Gregory, o governo italiano decidiu, em uma reunião de emergência na segunda-feira (6), conceder-lhe a cidadania italiana e cobrir os custos do seu tratamento médico no hospital pediátrico Bambino Gesù. O cônsul italiano em Manchester, Matteo Corradini, na qualidade de juiz de tutela de Gregory, emitiu ontem (8) uma medida de emergência reconhecendo a autoridade dos tribunais italianos neste caso. A medida autoriza a adoção do plano de tratamento especializado do Bambino Gesù e assume a proteção de Gregory, nomeando o gerente geral do hospital italiano, Antonio Perno, como tutor da criança. A ordem autoriza sua transferência imediata para Bambino Gesù, informou a Christian Concern. Perno apresentou ontem um pedido urgente ao tribunal superior do Reino Unido, pedindo ao juiz Peel que lhe cedesse a jurisdição do caso, nos termos do artigo 9.º da Convenção de Haia de 1996, da qual tanto o Reino Unido como a Itália são partes. “Não está claro como, ou mesmo se, o Tribunal de Apelação irá lidar com este desenvolvimento na audiência de amanhã, uma vez que este é um território novo num caso deste tipo”, disse ontem Christian Concern. O Bambino Gesù, administrado pelo Vaticano, ofereceu-se para tratar outras crianças britânicas com doenças terminais no passado, como Alfie Evans em 2018 e Charlie Gard em 2017, aos quais foi negada a oportunidade de viajar para Itália por tribunais do Reino Unido e morreram dias depois de ser retirado do aparelho de suporte vital. O tratamento de Gregory no Bambino Gesù, caso ela pudesse viajar para lá, seria feito sem nenhum custo para os contribuintes do Reino Unido. “Dizem que não há muita esperança para a pequena Indi, mas até o fim farei o que puder para defender sua vida e para defender o direito de sua mãe e seu pai de fazerem tudo o que puderem por ela”, escreveu a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, escreveu nas redes sociais após conceder a cidadania italiana a Gregory na segunda-feira. Em resposta à decisão do governo italiano, o pai da bebê, Dean Gregory disse: “Meu coração se enche de alegria porque os italianos devolveram a Claire e a mim a esperança e a fé na humanidade. Os italianos nos mostraram carinho e apoio amoroso e gostaria que as autoridades do Reino Unido fizessem o mesmo”.

  • Bebê Indi Gregory: Justiça manda desligar aparelhos contra vontade dos pais

    Juízes e médicos estão realmente empenhados em fazer com que Indi não sobreviva, e não querem dar a ela e a seus pais a menor chance de tentar um tratamento experimental em outro lugar. Novamente, médicos e a Justiça britânica atropelam completamente o direito dos pais para condenar um bebê à morte. A pequena Indi Gregory, nascida em fevereiro deste ano, está prestes a ter o mesmo destino cruel de Charlie Gard e Alfie Evans, que morreram em 2017 e 2018, respectivamente, quando os aparelhos que os mantinham vivos foram desligados a pedido dos médicos que cuidavam de seus casos – já que não seria muito adequado afirmar “cuidavam das crianças” para falar de quem chegou a ir aos tribunais para que eles não mais pudessem viver. Um juiz britânico decidiu, nesta quarta-feira (8), que os médicos poderiam desligar os aparelhos que mantém a bebê Indi Gregory viva. A criança, de 8 meses, foi diagnosticada com uma grave doença mitocondrial, sem cura. Conforme o portal The Mirror, a bebê conseguiu cidadania italiana e aguarda transferência para Hospital Bambino Gesù, em Roma. Gregory e Claire Staniforth, de Ilkeston em Derbyshire, pais de Indi, lutam para que os aparelhos da filha não sejam desligados. Os médicos da Inglaterra argumentam que está “claramente estressada, agitada e com dor”. DECISÃO Os pais da bebê solicitaram que ela encerre o tratamento em casa, em Ilkeston, Derbyshire, o que não foi permitido pela corte. Na decisão do magistério, seria impossível remover todo o equipamento que a mantém viva e movê-lo para a casa da família. Os médicos britânicos dizem a inda que a extubação poderia acontecer em qualquer lugar, em teoria, mas os cuidados posteriores precisariam ser “administrados por profissionais treinados com recursos disponíveis para lidar com complicações e minimizar o sofrimento”. Na decisão, o juiz informou que “os encargos do tratamento invasivo superam os benefícios”. “Em suma, a dor significativa sentida por esta adorável menina não se justifica quando ela enfrenta um conjunto de condições incuráveis, uma vida muito curta, nenhuma perspectiva de recuperação e, na melhor das hipóteses, um envolvimento mínimo com o mundo ao seu redor”, descreveu. O magistrado ainda explica que “os melhores interesses dela serão atendidos ao permitir que o hospital retire o tratamento invasivo”. “Sei que isso será um golpe duro para os pais”, escreveu ainda. ENTENDA O CASO DA BEBÊ INDI GREGORY A bebê tem uma doença mitocondrial que impede que as células do corpo produzam energia. O sistema público de saúdo do Reino Unido, NHS, informou que a doença não tem cura. A criança tem ainda outros problemas médicos como um buraco no coração e já realizou cirurgias no intestino e crânio para drenar líquidos. Os pais da criança alegam que o julgamento que ocorreu em outubro não foi conduzido adequadamente, além de ser “processualmente injusto”. O casal ainda alega que o magistrado se recusou fornecer uma “oportunidade efetiva” deles conseguirem provas. Bebê britânica Indi Gregory tem mais tempo de vida após juiz permitir que família recorra Indi Gregory, uma bebê britânica de 8 meses com doença terminal, recebeu mais tempo de vida depois que um tribunal deu permissão à sua família ontem (9) para recorrer da decisão de um juiz que determinou que seu suporte de vida fosse removido. Segundo um grupo de defesa cristão, os tribunais também podem considerar a possibilidade de permitir que a família leve a criança para Itália para tratamento em um hospital do Vaticano. Indi Gregory, nascida em fevereiro, sofre de uma doença mitocondrial degenerativa rara e tem recebido tratamento de manutenção de vida num ventilador no Queen’s Medical Center em Nottingham, Inglaterra. O grupo de defesa britânico Christian Concern informou ontem que o apelo da família será ouvido remotamente hoje (10) ao meio-dia (horário local) pelo Tribunal de Apelação, que é o segundo tribunal mais alto do Reino Unido. O suporte de vida de Gregory não será removido até que a audiência termine ou mais instruções serão dadas pelo tribunal, disse o grupo. “Até o momento não houve resposta ou comentário do governo do Reino Unido sobre o caso”, acrescentou o grupo. O juiz Robert Peel decidiu na quarta-feira (8), após uma “audiência on-line urgente”, que o aparelho de suporte vital de Gregory deveria ser removido ontem às 14h (horário local), contrariando a vontade de seus pais e contra as tentativas da Itália de tratar a criança. Além disso, a ordem do juiz estabelecia que o suporte vital deveria ser retirado no hospital ou em um hospício e não na casa da criança, citando a necessidade de “tratamento clínico da mais alta qualidade, realizado em ambiente seguro e sustentável”, segundo a BBC. Os pais de Gregory apelaram repetidamente para que a levassem a Roma para tratamento, depois de o tribunal superior de Inglaterra ter decidido que era do “melhor interesse” da criança ser retirado o aparelho de suporte vital. Em um esforço para salvar a vida de Gregory, o governo italiano decidiu, em uma reunião de emergência na segunda-feira (6), conceder-lhe a cidadania italiana e cobrir os custos do seu tratamento médico no hospital pediátrico Bambino Gesù. O cônsul italiano em Manchester, Matteo Corradini, na qualidade de juiz de tutela de Gregory, emitiu ontem (8) uma medida de emergência reconhecendo a autoridade dos tribunais italianos neste caso. A medida autoriza a adoção do plano de tratamento especializado do Bambino Gesù e assume a proteção de Gregory, nomeando o gerente geral do hospital italiano, Antonio Perno, como tutor da criança. A ordem autoriza sua transferência imediata para Bambino Gesù, informou a Christian Concern. Perno apresentou ontem um pedido urgente ao tribunal superior do Reino Unido, pedindo ao juiz Peel que lhe cedesse a jurisdição do caso, nos termos do artigo 9.º da Convenção de Haia de 1996, da qual tanto o Reino Unido como a Itália são partes. “Não está claro como, ou mesmo se, o Tribunal de Apelação irá lidar com este desenvolvimento na audiência de amanhã, uma vez que este é um território novo num caso deste tipo”, disse ontem Christian Concern. O Bambino Gesù, administrado pelo Vaticano, ofereceu-se para tratar outras crianças britânicas com doenças terminais no passado, como Alfie Evans em 2018 e Charlie Gard em 2017, aos quais foi negada a oportunidade de viajar para Itália por tribunais do Reino Unido e morreram dias depois de ser retirado do aparelho de suporte vital. O tratamento de Gregory no Bambino Gesù, caso ela pudesse viajar para lá, seria feito sem nenhum custo para os contribuintes do Reino Unido. “Dizem que não há muita esperança para a pequena Indi, mas até o fim farei o que puder para defender sua vida e para defender o direito de sua mãe e seu pai de fazerem tudo o que puderem por ela”, escreveu a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, escreveu nas redes sociais após conceder a cidadania italiana a Gregory na segunda-feira. Em resposta à decisão do governo italiano, o pai da bebê, Dean Gregory disse: “Meu coração se enche de alegria porque os italianos devolveram a Claire e a mim a esperança e a fé na humanidade. Os italianos nos mostraram carinho e apoio amoroso e gostaria que as autoridades do Reino Unido fizessem o mesmo”.

  • Homilia Diária | As “dores de parto” da paternidade espiritual

    Mem. de S. Martinho de Tours, Bispo A Igreja celebra hoje a memória de um dos santos mais populares da França: São Martinho de Tours, soldado, eremita, missionário, evangelizador e bispo. Sua vida de trabalhos e dedicação aos outros é um estímulo constante a que também nós, com o auxílio divino, não recusemos nunca os sofrimentos que Deus nos envia para configurar-nos ao Coração de seu Filho, de cujo lado traspassado brotaram todos os filhos da luz. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 11 de novembro, e peçamos ao Pai que, pela intercessão de São Martinho de Tours, tenhamos a graça necessária para nos entregarmos sem medidas a Cristo e aos nossos irmãos. Santo do Dia: Conheça mais sobre São Martinho de Tours Evangelho (Lc 16,9-15) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos, mediante sua pobreza. (2Cor 8,9) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9 “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10 Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11 Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12 E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13 Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 14 Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. 15 Então Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | As “dores de parto” da paternidade espiritual

    Mem. de S. Martinho de Tours, Bispo A Igreja celebra hoje a memória de um dos santos mais populares da França: São Martinho de Tours, soldado, eremita, missionário, evangelizador e bispo. Sua vida de trabalhos e dedicação aos outros é um estímulo constante a que também nós, com o auxílio divino, não recusemos nunca os sofrimentos que Deus nos envia para configurar-nos ao Coração de seu Filho, de cujo lado traspassado brotaram todos os filhos da luz. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 11 de novembro, e peçamos ao Pai que, pela intercessão de São Martinho de Tours, tenhamos a graça necessária para nos entregarmos sem medidas a Cristo e aos nossos irmãos. Santo do Dia: Conheça mais sobre São Martinho de Tours Evangelho (Lc 16,9-15) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos, mediante sua pobreza. (2Cor 8,9) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9 “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10 Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11 Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12 E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13 Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 14 Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. 15 Então Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Martinho de Tours, padroeiro da guarda suíça do Vaticano – 11 de novembro

    SANTO DO DIA – 11 DE NOVEMBRO – SÃO MARTINHO DE TOURS Bispo (316-397) Bastou o episódio do manto dividido em dois para abrigar contra o frio um mendigo encontrado à noite, quando estava de ronda, para torná-lo popular no decurso dos séculos. A vida de Martinho é constelada de gestos generosos. Nascido na província romana da Panônia, o pai, militar, o encaminhou à mesma carreira em Pavia, para onde fora destinado. Martinho foi logo promovido ao grau de circitor, isto é, de ronda noturna, e foi durante este serviço que dividiu seu manto com o pobre friorento. Recebeu o batismo na Páscoa de 339 e continuou a vida militar até os 40 anos. Depois da dispensa foi para Poitiers encontrar-se com o bispo Hilário, que o acolheu em sua diocese, ordenando-o exorcista e hospedando-o em uma vila um pouco distante, onde Martinho levou vida monacal, logo rodeado de discípulos. Surgiu assim o primeiro mosteiro da Europa, em Ligugé. Realizava-se assim sua grande aspiração, expressa na juventude e contrariada pelo pai, obstinadamente pagão. Mas em Ligugé permaneceu apenas dez anos. O bispo de Tours havia morrido, e os fiéis logo pensaram em Martinho. Não foi fácil convencê-lo; para vencer sua resistência, tiveram de recorrer a um estratagema: um certo Rusticus convidou-o a sua casa, para visitar a mulher enferma e tocá-la com as mãos. Martinho não pôde subtrair-se a um ato de caridade e foi. Mas no caminho um grupo de cristãos raptou-o e levou-o a Tours, onde a população o aclamou bispo. Isso também aconteceu a Ambrósio em Milão e a Agostinho em Hipona. Martinho foi consagrado bispo em 4 de julho de 371. E foi um pastor zeloso e ativo, sobretudo um grande missionário, porque não se limitou a guiar seu rebanho e a servir de árbitro entre os cidadãos e as autoridades romanas. Percorreu os campos e as vilas e preparou seus sacerdotes para a missão, fundando em Mormutier o primeiro centro de formação missionária da Gália. Ao findar o outono de 397, estava em visita pastoral em uma paróquia rural quando sentiu avizinhar-se a última hora. Estendeu-se sobre uma rude mesa recoberta de cinzas e em oração esperou a morte, que chegou em 8 de novembro. No dia 11 de fevereiro realizaram-se as exéquias em Tours, onde foi colocado em uma simples tumba. Contra esta se enfureceram os huguenotes que, em 25 de maio de 1562, queimaram os restos mortais do grande bispo. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Martinho, Bispo de Tours Santo Hilário de Poitiers veio a ser bispo em 353, justamente quando um soldado o procurava como discípulo, Era Martinho, filho dum tribuno militar, ou marechal de campo, originário da Panônia, a atual Hungria. Martinho havia conseguido baixa do serviço e fora ter com o novo bispo. Os germanos, fazendo uma irrupção nas Gálias, reuniam tropas para marchar contra ela. Havia, naquela ocasião, uma distribuição de liberalidades aos soldados. Martinho, que desde longo tempo pensava no retiro, teve a sutileza de não querer participar das recompensas, o que redundaria na continuação de prestação de serviço. Requereu, então, que sua parte fosse dada a um outro, ao mesmo tempo que solicitava a liberdade, porque desejava servir somente a Deus. Repreenderam-no, tacharam-no de medroso, porque, justamente no dia seguinte, travar-se-ia uma grande batalha. Martinho respondeu com santa intrepidez: – Não seja por isso: ficarei e tomarei parte na luta. Irei à frente, sem armas, sem escudo, sem outra defesa que não nome de Jesus e o sinal da cruz. Sem temor, hei de me precipitar no meio dos esquadrões inimigos e onde mais denso se me apresentar. Naquela mesma noite, porém, os bárbaros pediram a paz e Martinho obteve licença. Esta bravura heróica, já a havia mostrado na prática da virtude. Um dia, em que caminhava no mais rigoroso do inverno, em que grande número de pessoas morria de frio, encontrou às portas de Amiens um pobre nu, que implorava piedade dos passantes. Percebendo que ninguém nem sequer o infeliz lançava um olhar, pensou que Deus a ele o destinava. Havia, porém, distribuído tudo o que possuía, não lhe restando senão as armas e a roupa que envergava. Que fazer? Rasgou o manto em duas partes: ao pobre, deu metade, na outra metade, abrigando-se ele da melhor maneira possível. E tão ridículo parecia, que quem o via não podia deixar de rir e escarnecer. Na noite seguinte, em sonhos, Martinho viu Jesus coberto com a metade do seu manto, dizendo aos anjos que o rodeavam: “Quem me cobriu porque estava nu e com frio, não passa ainda de catecúmeno”. Martinho impressionado com o sonho, prontamente recebeu o batismo. Mais dois anos ficou ele no exército, vencido pelas súplicas de seu marechal de campo, com o qual vivia na mais estreita amizade, e que lhe prometera o definitivo desligamento quando terminasse seu tempo de comando. Martinho era piedoso desde os tempos da meninice. Com a idade de dez anos, às escondidas dos pais que eram pagãos, foi à igreja e ao padre pediu para ser instruído. Aos doze, desejava ardentemente a solidão do deserto, e tê-lo-ia demandado, não fora a tenra idade impedi-lo. Tinha o coração nas igrejas e mosteiros e vivia meditando no que havia de fazer quando a idade o permitisse. Foi quando surgiu uma ordem dos imperadores para que se alistassem os jovens. E lá se foi Martinho prestar serviços na milícia. Durante o período militar, preservou-se de todos os vícios que, ordinariamente, acompanham esta profissão, e fez-se querido por todos os companheiros de armas por uma bondade, uma caridade, uma paciência e humildade além das forças humanas. Terminada a fase do serviço militar, ei-lo em busca de Santo Hilário. O grande bispo não precisou de muito tempo nem de muita observação para se convencer de que estava diante dum discípulo de méritos extraordinários. Para que mais se aplicasse, quis ordená-lo diácono, mas o jovem Martinho, crendo-se indigno, humildemente solicitou que o ordenasse apenas exorcista. Um dia, em sonhos, recebeu a advertência de que devia ir ao encontro dos pais, ainda pagãos e, com o consentimento de Santo Hilário, partiu, não antes de, diante das lágrimas e das súplicas do bom bispo, prometer que voltaria. Passando os Alpes, caiu nas mãos dos ladrões. Um deles, de acha erguida, resolveu moer-lhe a cabeça, quando um segundo lhe susteve o braço, neutralizando o golpe. Martinho, as mãos atadas atrás das costas, foi puxado por um terceiro, à parte, que lhe perguntou: – Quem és tu? – Sou cristão, respondeu o jovem, sem demonstração alguma de receio. – E não tens medo? Voltou o outro a perguntar. – Não. Nunca me senti tão tranqüilo. – E donde vem essa tranqüilidade, essa calma? – De Deus, porque sei que Deus não abandona os seus seguidores nas horas amargas. Sinto-me aflito, sim, aflito, e muito, mas por vós todos, ladrões que sois e, pois, indignos da misericórdia daquele que nos criou. E, naturalmente, enveredou-se Martinho pela pregação evangélica. E aquele terceiro bandido, que o trouxera à parte, convertido, deixou que o jovem se fosse. Mais tarde, abraçou a vida monástica e contava, constantemente, esta história. Chegando à Ilíria, Martinho converteu a mãe e numerosas pessoas. O pai, contudo, continuou pagão. Quem dominava o país eram os arianos. Martinho combateu-os corajosamente, mas foi vítima de maus tratamentos: surrado publicamente, foi expulso da cidade. Sofreria pela fé católica, igualmente, em Milão, onde dominava o ariano Auxêncio, mas logo substituído por Santo Ambrósio. Martinho retornou a Poitiers em 360, quando Santo Hilário voltava de seu exílio pela fé. Reviram-se os dois amigos com uma alegria inenarrável. O bispo, que conhecia a inclinação de Martinho para a solidão, deu-lhe um terrenozinho num lugar chamado Lugugé, a duas léguas da cidade. Martinho, ali erigiu um mosteiro, o qual, parece, foi o primeiro das Gálias. (…) São Martinho continuou no episcopado a sua maneira de viver, conservando no coração a mesma humildade, a mesma pobreza de vestimentas e a mesma autoridade cristã de sempre. Vivia numa cela, pequenina, perto da igreja, mas não podendo suportar a distração das visitas que recebia, construiu um mosteiro a duas milhas da cidade, mosteiro que subsistiu até o último século, chamado de Marmoutier. Era lá, então, um deserto, rodeado, por rochas altas e escarpadas, por todos os lados, separado pelo Loire: era um lugar, abrupto, acessível apenas por um caminho estreitíssimo, difícil de se palmilhar. A cela que ocupava era de madeira, bem como as de alguns irmãos. A maior parte deles alojara-se em covas que haviam cavado na rocha. Cerca de oitenta discípulos viveram com São Martinho, todos sem possuir o que quer que fosse de seu. Não tinham permissão para vender nem para comprar nada, como faziam os monges de então. Os jovens escreviam, e os velhos oravam. Muito raramente, saíam das celas em quando o faziam, era para ir ao oratório. Alimentavam-se todos juntos, depois do jejum, ou seja, pelo começo da tardinha. Desconheciam o uso do vinho e só o ingeriam em caso de doença. Quase todos vestiam-se de peles de camelo, grosseiras, porque era crime vestir-se mais confortavelmente. E, entre eles, haviam nobres, que chegaram a bispos, pela simples razão de não haver igreja que não desejasse pastor que lhes viesse do convento de São Martinho. Pouco tempo depois da ordenação, Martinho foi obrigado a ir à corte do imperador Valentiniano, que vivia ordinariamente em Tréveris. Sabendo que São Martinho ia pedir-lhe o que não lhe queria dar, ordenou que o não deixassem entrar no palácio. Valentiniano era cruel e soberbo, e, além disso, a esposa Justina, era ariana e tudo fazia para que o marido não rendesse honras ao santo bispo. Martinho tentou, inutilmente, uma e duas vezesm aproximar-se daquele príncipe de tão mau coração, aparentemente. Usou de todos os recursos e de todas as armas ordinárias: do cilício, da cinza, com a qual se cobria da cabeça aos pés, absteve-se de beber e de comer. Só fazia, sem cessar, orações e orações, noite e dia. Ao sétimo dia, apareceu-lhe um anjo, ordenando-lhe que se dirigisse ao palácio ousadamente. E Martinho foi. As portas abriram-se-lhe, ninguém lhe impediu a passagem. O príncipe encolerizado, quando Martinho plantou-se-lhe em frente, perguntou-lhe: – Quem vos deixou entrar? Quem vos deixou passar? Mas, como única resposta, incendiou-se, inopinadamente, o trono, o qual teve Valentiniano de deixar com um salto. Reconhecendo, então, o poder divino, atirou-se para o santo e pos-se a abraçá-lo sem fim, concordando com tudo que Martinho desejasse, sem mesmo saber quais lhes eram as pretensões. E uma audiência ao santo bispo foi concedida imediatamente, finda a qual ambos almoçaram juntos. Quanto Martinho partiu, ofereceu-lhe Valentiniano presentes inúmeros, mas o santo, delicadamente, deles declinou, para conservar a pobreza. (…) Quando a morte estava próxima, sem que ninguém o suspeitassem descobriu-o ele, dando disso ciência aos discípulos. Sabendo que existiam dissensões entre os clérigos da Igreja de Cande, longe, na sua diocese, lá foi ele, incansável, estabelecer a paz, seguido dum grande número de discípulos. Lá estando, conseguiu o que desejava, depois dalgum tempo. Quando resolveu retornar, faltaram-lhe as forças. Chamou os discípulos, avisando-lhes: – Meus caros, meu fim está próximo. Todos, emocionados, pilhados de surpresam puseram-se a chorar, exclamando a uma só voz: – Oh, pai, por que ides abandonar-nos? Os lobos rapaces atirar-se-ão sobre vossas ovelhas, e então? São Martinho suspirava. E eles continuavam: – Nós conhecemos o vosso desejo de vos reunirdes ao Senhor Jesus Cristo: mas pai, vossa recompensa já está assegurada. Diferi-la será a mesma coisa. Ficai entre nós, pai, ficai entre nós! Vede as nossas necessidades, considerai os perigos em que ides abandonar-nos. São Martinho, comovido até as lágrimas, reuniu as forças, levantou ao céu os olhos e balbuciou: – Ó Senhor, se eu for ainda necessário ao vosso povo, não me recuso a trabalhar: seja feita a vossa vontade. Embora ardesse em febre, passou a noite deitado sobre um cilício de cinzas, orando e chorando até a madrugada. Os discípulos quiseram cobri-lo com um pouco de palha, mas o Santo recusou o oferecimento, agradecendo a solicitude. – Meus filhos, disse-lhes, sinto-me bem ao vos dar mais um exemplo. Tinha as mãos e os olhos erguidos para o céu, e orava, orava continuamente. Como os que o rodeavam lhe suplicassem se virasse para aliviar o cansaço do corpo, disse-lhes: – Meus irmãos, deixai-me contemplar o céu, assim de costas, porque quero desprender-me da terra e voar para Deus. De repente, vendo o demônio perto dele, gritou, com as poucas forças que ainda tinha: – Ó besta cruel! Que fazes aí? Nada terás de mim! Nada! Daqui, com a ajuda de Deus, irei para os seio de Abraão! Dizendo essas palavras, expirou. E o clarão que lhe iluminava o rosto era tal, e tal era a serenidade, que os assistentes se admiraram, crentes de que o bom Martinho participava já da glória. Os habitantes de Poitiers pretendiam arrebatar-lhes as relíquias, por causa da estadia que o Santo fizera entre eles, no mosteiro de Ligugé, mas o povo de Tours antecipou-os. E a multidão que compareceu aos funerais foi incrível. A gente da cidade e do campo acorreu, bem como das cidades vizinhas de Tours. Dois mil monges se reuniram para as cerimônias, e um grande número de virgens. E todos, desconsolados, choravam pela perda, crentes, porém, da glória de Martinho, então no céu. Ao cantar dos hinos, foi o Santo levado ao sepulcro, onde, mais tarde, se elevou uma grande igreja e o ilustre mosteiro famoso de São Martinho de Tours. ( Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 317 à 337) #SantodoDia

  • São Martinho de Tours, padroeiro da guarda suíça do Vaticano – 11 de novembro

    SANTO DO DIA – 11 DE NOVEMBRO – SÃO MARTINHO DE TOURS Bispo (316-397) Bastou o episódio do manto dividido em dois para abrigar contra o frio um mendigo encontrado à noite, quando estava de ronda, para torná-lo popular no decurso dos séculos. A vida de Martinho é constelada de gestos generosos. Nascido na província romana da Panônia, o pai, militar, o encaminhou à mesma carreira em Pavia, para onde fora destinado. Martinho foi logo promovido ao grau de circitor, isto é, de ronda noturna, e foi durante este serviço que dividiu seu manto com o pobre friorento. Recebeu o batismo na Páscoa de 339 e continuou a vida militar até os 40 anos. Depois da dispensa foi para Poitiers encontrar-se com o bispo Hilário, que o acolheu em sua diocese, ordenando-o exorcista e hospedando-o em uma vila um pouco distante, onde Martinho levou vida monacal, logo rodeado de discípulos. Surgiu assim o primeiro mosteiro da Europa, em Ligugé. Realizava-se assim sua grande aspiração, expressa na juventude e contrariada pelo pai, obstinadamente pagão. Mas em Ligugé permaneceu apenas dez anos. O bispo de Tours havia morrido, e os fiéis logo pensaram em Martinho. Não foi fácil convencê-lo; para vencer sua resistência, tiveram de recorrer a um estratagema: um certo Rusticus convidou-o a sua casa, para visitar a mulher enferma e tocá-la com as mãos. Martinho não pôde subtrair-se a um ato de caridade e foi. Mas no caminho um grupo de cristãos raptou-o e levou-o a Tours, onde a população o aclamou bispo. Isso também aconteceu a Ambrósio em Milão e a Agostinho em Hipona. Martinho foi consagrado bispo em 4 de julho de 371. E foi um pastor zeloso e ativo, sobretudo um grande missionário, porque não se limitou a guiar seu rebanho e a servir de árbitro entre os cidadãos e as autoridades romanas. Percorreu os campos e as vilas e preparou seus sacerdotes para a missão, fundando em Mormutier o primeiro centro de formação missionária da Gália. Ao findar o outono de 397, estava em visita pastoral em uma paróquia rural quando sentiu avizinhar-se a última hora. Estendeu-se sobre uma rude mesa recoberta de cinzas e em oração esperou a morte, que chegou em 8 de novembro. No dia 11 de fevereiro realizaram-se as exéquias em Tours, onde foi colocado em uma simples tumba. Contra esta se enfureceram os huguenotes que, em 25 de maio de 1562, queimaram os restos mortais do grande bispo. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Martinho, Bispo de Tours Santo Hilário de Poitiers veio a ser bispo em 353, justamente quando um soldado o procurava como discípulo, Era Martinho, filho dum tribuno militar, ou marechal de campo, originário da Panônia, a atual Hungria. Martinho havia conseguido baixa do serviço e fora ter com o novo bispo. Os germanos, fazendo uma irrupção nas Gálias, reuniam tropas para marchar contra ela. Havia, naquela ocasião, uma distribuição de liberalidades aos soldados. Martinho, que desde longo tempo pensava no retiro, teve a sutileza de não querer participar das recompensas, o que redundaria na continuação de prestação de serviço. Requereu, então, que sua parte fosse dada a um outro, ao mesmo tempo que solicitava a liberdade, porque desejava servir somente a Deus. Repreenderam-no, tacharam-no de medroso, porque, justamente no dia seguinte, travar-se-ia uma grande batalha. Martinho respondeu com santa intrepidez: – Não seja por isso: ficarei e tomarei parte na luta. Irei à frente, sem armas, sem escudo, sem outra defesa que não nome de Jesus e o sinal da cruz. Sem temor, hei de me precipitar no meio dos esquadrões inimigos e onde mais denso se me apresentar. Naquela mesma noite, porém, os bárbaros pediram a paz e Martinho obteve licença. Esta bravura heróica, já a havia mostrado na prática da virtude. Um dia, em que caminhava no mais rigoroso do inverno, em que grande número de pessoas morria de frio, encontrou às portas de Amiens um pobre nu, que implorava piedade dos passantes. Percebendo que ninguém nem sequer o infeliz lançava um olhar, pensou que Deus a ele o destinava. Havia, porém, distribuído tudo o que possuía, não lhe restando senão as armas e a roupa que envergava. Que fazer? Rasgou o manto em duas partes: ao pobre, deu metade, na outra metade, abrigando-se ele da melhor maneira possível. E tão ridículo parecia, que quem o via não podia deixar de rir e escarnecer. Na noite seguinte, em sonhos, Martinho viu Jesus coberto com a metade do seu manto, dizendo aos anjos que o rodeavam: “Quem me cobriu porque estava nu e com frio, não passa ainda de catecúmeno”. Martinho impressionado com o sonho, prontamente recebeu o batismo. Mais dois anos ficou ele no exército, vencido pelas súplicas de seu marechal de campo, com o qual vivia na mais estreita amizade, e que lhe prometera o definitivo desligamento quando terminasse seu tempo de comando. Martinho era piedoso desde os tempos da meninice. Com a idade de dez anos, às escondidas dos pais que eram pagãos, foi à igreja e ao padre pediu para ser instruído. Aos doze, desejava ardentemente a solidão do deserto, e tê-lo-ia demandado, não fora a tenra idade impedi-lo. Tinha o coração nas igrejas e mosteiros e vivia meditando no que havia de fazer quando a idade o permitisse. Foi quando surgiu uma ordem dos imperadores para que se alistassem os jovens. E lá se foi Martinho prestar serviços na milícia. Durante o período militar, preservou-se de todos os vícios que, ordinariamente, acompanham esta profissão, e fez-se querido por todos os companheiros de armas por uma bondade, uma caridade, uma paciência e humildade além das forças humanas. Terminada a fase do serviço militar, ei-lo em busca de Santo Hilário. O grande bispo não precisou de muito tempo nem de muita observação para se convencer de que estava diante dum discípulo de méritos extraordinários. Para que mais se aplicasse, quis ordená-lo diácono, mas o jovem Martinho, crendo-se indigno, humildemente solicitou que o ordenasse apenas exorcista. Um dia, em sonhos, recebeu a advertência de que devia ir ao encontro dos pais, ainda pagãos e, com o consentimento de Santo Hilário, partiu, não antes de, diante das lágrimas e das súplicas do bom bispo, prometer que voltaria. Passando os Alpes, caiu nas mãos dos ladrões. Um deles, de acha erguida, resolveu moer-lhe a cabeça, quando um segundo lhe susteve o braço, neutralizando o golpe. Martinho, as mãos atadas atrás das costas, foi puxado por um terceiro, à parte, que lhe perguntou: – Quem és tu? – Sou cristão, respondeu o jovem, sem demonstração alguma de receio. – E não tens medo? Voltou o outro a perguntar. – Não. Nunca me senti tão tranqüilo. – E donde vem essa tranqüilidade, essa calma? – De Deus, porque sei que Deus não abandona os seus seguidores nas horas amargas. Sinto-me aflito, sim, aflito, e muito, mas por vós todos, ladrões que sois e, pois, indignos da misericórdia daquele que nos criou. E, naturalmente, enveredou-se Martinho pela pregação evangélica. E aquele terceiro bandido, que o trouxera à parte, convertido, deixou que o jovem se fosse. Mais tarde, abraçou a vida monástica e contava, constantemente, esta história. Chegando à Ilíria, Martinho converteu a mãe e numerosas pessoas. O pai, contudo, continuou pagão. Quem dominava o país eram os arianos. Martinho combateu-os corajosamente, mas foi vítima de maus tratamentos: surrado publicamente, foi expulso da cidade. Sofreria pela fé católica, igualmente, em Milão, onde dominava o ariano Auxêncio, mas logo substituído por Santo Ambrósio. Martinho retornou a Poitiers em 360, quando Santo Hilário voltava de seu exílio pela fé. Reviram-se os dois amigos com uma alegria inenarrável. O bispo, que conhecia a inclinação de Martinho para a solidão, deu-lhe um terrenozinho num lugar chamado Lugugé, a duas léguas da cidade. Martinho, ali erigiu um mosteiro, o qual, parece, foi o primeiro das Gálias. (…) São Martinho continuou no episcopado a sua maneira de viver, conservando no coração a mesma humildade, a mesma pobreza de vestimentas e a mesma autoridade cristã de sempre. Vivia numa cela, pequenina, perto da igreja, mas não podendo suportar a distração das visitas que recebia, construiu um mosteiro a duas milhas da cidade, mosteiro que subsistiu até o último século, chamado de Marmoutier. Era lá, então, um deserto, rodeado, por rochas altas e escarpadas, por todos os lados, separado pelo Loire: era um lugar, abrupto, acessível apenas por um caminho estreitíssimo, difícil de se palmilhar. A cela que ocupava era de madeira, bem como as de alguns irmãos. A maior parte deles alojara-se em covas que haviam cavado na rocha. Cerca de oitenta discípulos viveram com São Martinho, todos sem possuir o que quer que fosse de seu. Não tinham permissão para vender nem para comprar nada, como faziam os monges de então. Os jovens escreviam, e os velhos oravam. Muito raramente, saíam das celas em quando o faziam, era para ir ao oratório. Alimentavam-se todos juntos, depois do jejum, ou seja, pelo começo da tardinha. Desconheciam o uso do vinho e só o ingeriam em caso de doença. Quase todos vestiam-se de peles de camelo, grosseiras, porque era crime vestir-se mais confortavelmente. E, entre eles, haviam nobres, que chegaram a bispos, pela simples razão de não haver igreja que não desejasse pastor que lhes viesse do convento de São Martinho. Pouco tempo depois da ordenação, Martinho foi obrigado a ir à corte do imperador Valentiniano, que vivia ordinariamente em Tréveris. Sabendo que São Martinho ia pedir-lhe o que não lhe queria dar, ordenou que o não deixassem entrar no palácio. Valentiniano era cruel e soberbo, e, além disso, a esposa Justina, era ariana e tudo fazia para que o marido não rendesse honras ao santo bispo. Martinho tentou, inutilmente, uma e duas vezesm aproximar-se daquele príncipe de tão mau coração, aparentemente. Usou de todos os recursos e de todas as armas ordinárias: do cilício, da cinza, com a qual se cobria da cabeça aos pés, absteve-se de beber e de comer. Só fazia, sem cessar, orações e orações, noite e dia. Ao sétimo dia, apareceu-lhe um anjo, ordenando-lhe que se dirigisse ao palácio ousadamente. E Martinho foi. As portas abriram-se-lhe, ninguém lhe impediu a passagem. O príncipe encolerizado, quando Martinho plantou-se-lhe em frente, perguntou-lhe: – Quem vos deixou entrar? Quem vos deixou passar? Mas, como única resposta, incendiou-se, inopinadamente, o trono, o qual teve Valentiniano de deixar com um salto. Reconhecendo, então, o poder divino, atirou-se para o santo e pos-se a abraçá-lo sem fim, concordando com tudo que Martinho desejasse, sem mesmo saber quais lhes eram as pretensões. E uma audiência ao santo bispo foi concedida imediatamente, finda a qual ambos almoçaram juntos. Quanto Martinho partiu, ofereceu-lhe Valentiniano presentes inúmeros, mas o santo, delicadamente, deles declinou, para conservar a pobreza. (…) Quando a morte estava próxima, sem que ninguém o suspeitassem descobriu-o ele, dando disso ciência aos discípulos. Sabendo que existiam dissensões entre os clérigos da Igreja de Cande, longe, na sua diocese, lá foi ele, incansável, estabelecer a paz, seguido dum grande número de discípulos. Lá estando, conseguiu o que desejava, depois dalgum tempo. Quando resolveu retornar, faltaram-lhe as forças. Chamou os discípulos, avisando-lhes: – Meus caros, meu fim está próximo. Todos, emocionados, pilhados de surpresam puseram-se a chorar, exclamando a uma só voz: – Oh, pai, por que ides abandonar-nos? Os lobos rapaces atirar-se-ão sobre vossas ovelhas, e então? São Martinho suspirava. E eles continuavam: – Nós conhecemos o vosso desejo de vos reunirdes ao Senhor Jesus Cristo: mas pai, vossa recompensa já está assegurada. Diferi-la será a mesma coisa. Ficai entre nós, pai, ficai entre nós! Vede as nossas necessidades, considerai os perigos em que ides abandonar-nos. São Martinho, comovido até as lágrimas, reuniu as forças, levantou ao céu os olhos e balbuciou: – Ó Senhor, se eu for ainda necessário ao vosso povo, não me recuso a trabalhar: seja feita a vossa vontade. Embora ardesse em febre, passou a noite deitado sobre um cilício de cinzas, orando e chorando até a madrugada. Os discípulos quiseram cobri-lo com um pouco de palha, mas o Santo recusou o oferecimento, agradecendo a solicitude. – Meus filhos, disse-lhes, sinto-me bem ao vos dar mais um exemplo. Tinha as mãos e os olhos erguidos para o céu, e orava, orava continuamente. Como os que o rodeavam lhe suplicassem se virasse para aliviar o cansaço do corpo, disse-lhes: – Meus irmãos, deixai-me contemplar o céu, assim de costas, porque quero desprender-me da terra e voar para Deus. De repente, vendo o demônio perto dele, gritou, com as poucas forças que ainda tinha: – Ó besta cruel! Que fazes aí? Nada terás de mim! Nada! Daqui, com a ajuda de Deus, irei para os seio de Abraão! Dizendo essas palavras, expirou. E o clarão que lhe iluminava o rosto era tal, e tal era a serenidade, que os assistentes se admiraram, crentes de que o bom Martinho participava já da glória. Os habitantes de Poitiers pretendiam arrebatar-lhes as relíquias, por causa da estadia que o Santo fizera entre eles, no mosteiro de Ligugé, mas o povo de Tours antecipou-os. E a multidão que compareceu aos funerais foi incrível. A gente da cidade e do campo acorreu, bem como das cidades vizinhas de Tours. Dois mil monges se reuniram para as cerimônias, e um grande número de virgens. E todos, desconsolados, choravam pela perda, crentes, porém, da glória de Martinho, então no céu. Ao cantar dos hinos, foi o Santo levado ao sepulcro, onde, mais tarde, se elevou uma grande igreja e o ilustre mosteiro famoso de São Martinho de Tours. ( Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 317 à 337) #SantodoDia

  • Esperança – Mês das Almas do Purgatório (Dia 10)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Dia Meditação: Esperança 1 Um pensamento sombrio vem, talvez, lançar o terror na alma à hora em que evoca a lembrança de seus mortos. “Ah! diz ela, eu me tranquilizaria, ficaria em paz e me julgaria feliz, se pudesse contá-lo no Céu, se houvesse falecido cercado das preces da Igreja e purificado pelos últimos sacramentos, Mas ah! morreu de repente, morreu longe do bom Deus a quem tinha esquecido em sua vida inteira!” Pobre coração aflito, eu vos responderei a isto com as palavras que a Igreja me autoriza a dizer-vos: A Igreja não condena definitivamente a ninguém. Baixa decretos para declarações de que uma alma está no Céu e assim pode ter culto, mas nunca expede nenhum, publicando que uma alma esteja no inferno. São Francisco de Sales não queria que se desesperasse nunca da conversão dos pecadores até seu último suspiro, e, ainda depois de mortos, não admitia que se julgasse mal mesmo dos que tinham levado uma vida irregular, a não ser daqueles cuja condenação consta da Escritura. Alegava como razão disso que nem a primeira graça nem a derradeira, que é a perseverança, se dá por mérito, isto é, ambas são de todo gratuitas. Entendia, portanto, que se devia presumir sempre bem da pessoa que expirava, ainda não sendo sua morte edificante, porque todas as nossas conjecturas só se podem firmar sobre as aparências, e essas, muitas vezes, iludem ainda os mais experientes. “Entre o último suspiro do moribundo e a eternidade, há um abismo de misericórdia,” disse um bispo ilustre. — Passam-se entre Deus e a alma certos mistérios de amor que nós só conheceremos no Céu. Que precisa este agonizante para obter o perdão? Uma luz que lhe mostre a justiça e a misericórdia divinas; uma luz, ainda rápida como um relâmpago; essa luz pode produzir um sentimento de contrição e de amor, este sentimento basta para lhe fechar o inferno e abrir o Purgatório. Esta luz é Jesus, apresentando-se àquela alma e dizendo-lhe com um olhar ligeiro como o pensamento: É a mim ou ao demônio que tu queres? e a alma dizendo com a mesma rapidez: A vós, a vós, Senhor! e a misericórdia triunfa! Esperai pois, esperai sempre; dirigi vossas preces constantes por esses mortos que vos fazem estar inquietos: ninguém pode calcular até que ponto essas preces podem ser atendidas. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Esperança – Mês das Almas do Purgatório (Dia 10)

    Mês das Almas do Purgatório – Décimo Dia Meditação: Esperança 1 Um pensamento sombrio vem, talvez, lançar o terror na alma à hora em que evoca a lembrança de seus mortos. “Ah! diz ela, eu me tranquilizaria, ficaria em paz e me julgaria feliz, se pudesse contá-lo no Céu, se houvesse falecido cercado das preces da Igreja e purificado pelos últimos sacramentos, Mas ah! morreu de repente, morreu longe do bom Deus a quem tinha esquecido em sua vida inteira!” Pobre coração aflito, eu vos responderei a isto com as palavras que a Igreja me autoriza a dizer-vos: A Igreja não condena definitivamente a ninguém. Baixa decretos para declarações de que uma alma está no Céu e assim pode ter culto, mas nunca expede nenhum, publicando que uma alma esteja no inferno. São Francisco de Sales não queria que se desesperasse nunca da conversão dos pecadores até seu último suspiro, e, ainda depois de mortos, não admitia que se julgasse mal mesmo dos que tinham levado uma vida irregular, a não ser daqueles cuja condenação consta da Escritura. Alegava como razão disso que nem a primeira graça nem a derradeira, que é a perseverança, se dá por mérito, isto é, ambas são de todo gratuitas. Entendia, portanto, que se devia presumir sempre bem da pessoa que expirava, ainda não sendo sua morte edificante, porque todas as nossas conjecturas só se podem firmar sobre as aparências, e essas, muitas vezes, iludem ainda os mais experientes. “Entre o último suspiro do moribundo e a eternidade, há um abismo de misericórdia,” disse um bispo ilustre. — Passam-se entre Deus e a alma certos mistérios de amor que nós só conheceremos no Céu. Que precisa este agonizante para obter o perdão? Uma luz que lhe mostre a justiça e a misericórdia divinas; uma luz, ainda rápida como um relâmpago; essa luz pode produzir um sentimento de contrição e de amor, este sentimento basta para lhe fechar o inferno e abrir o Purgatório. Esta luz é Jesus, apresentando-se àquela alma e dizendo-lhe com um olhar ligeiro como o pensamento: É a mim ou ao demônio que tu queres? e a alma dizendo com a mesma rapidez: A vós, a vós, Senhor! e a misericórdia triunfa! Esperai pois, esperai sempre; dirigi vossas preces constantes por esses mortos que vos fazem estar inquietos: ninguém pode calcular até que ponto essas preces podem ser atendidas. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis