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  • Indignação cresce com a manipulação da adolescente Greta Thunberg

    A garota sueca de 16 anos, Greta Thunberg, que sofre da síndrome de Asperger, participou ontem da cúpula da ONU sobre Mudança Climática e Saúde Universal. Ela fez um discurso de dois minutos em que evidente o viés o qual ela representa. “Estamos no início de uma extinção em massa e a única coisa sobre a qual se pode falar é dinheiro e contos de fadas sobre o crescimento econômico eterno”, disse Thunberg, com lágrimas nos olhos, em uma atuação de políticos populistas. “Eles vêm até nós, jovens, em busca de esperança, como ousam? Eles roubaram meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias e, no entanto, [eles dizem] eu sou um dos ‘sortudos'”, acrescentou a jovem, sem ficar claro a que sonhos de sua infância ela se refere e como esse suposto roubo ocorreu. . Outras frases da menina: “Aqui e agora é onde damos um passo adiante, a mudança vem, gostemos ou não … Se você optar por nos deixar, nunca iremos perdoá-lo. Como eles se atrevem a olhar para o outro lado , para vir aqui para dizer que estão fazendo o suficiente. Dizem que nos ouvem, que entendem a urgência, mas se realmente entenderam a situação, não fariam nada… Não quero acreditar que não agem com maldade “. Thunberg ganhou fama mundial com o movimento de protesto Fridays for Future (sextas-feiras para o futuro), protestando toda sexta-feira perante o Parlamento sueco, exigindo das autoridades políticas medidas efetivas contra as mudanças climáticas. Agora, ela é uma das convidadas da Cúpula do Clima, que conta com a participação de 60 líderes mundiais, A verdade é que mais e mais vozes são levantadas para denunciar o uso desse jovem menor . Greta sofre da síndrome de Asperger, um distúrbio leve do espectro autista que afeta a interação social recíproca, a comunicação verbal e não verbal e faz com que haja resistência para aceitar mudanças. Assista ao vídeo do Bernardo Küster O eurodeputado espanhol Vox, Herman Tertsch, criticou ontem a ONU no Twitter por usarem a própria filha: Todas las televisiones dan la grotesca y monstruosa intervención de la niña enferma y un Guterres sin vergüenza jalea el espectáculo vergonzoso. La ONU es un disparate mentiroso y parasitario que debe ser desmantelada en su estructura actual. Trump debería atreverse pic.twitter.com/XZ69lRxCQM — Hermann Tertsch (@hermanntertsch) 23 de setembro de 2019 Até o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou uma mensagem irônica sobre o discurso de Greta: She seems like a very happy young girl looking forward to a bright and wonderful future. So nice to see! https://t.co/1tQG6QcVKO — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 24 de setembro de 2019 “Ela parece uma garota muito feliz que espera um futuro brilhante e maravilhoso. Que bom ver!”

  • Indignação cresce com a manipulação da adolescente Greta Thunberg

    A garota sueca de 16 anos, Greta Thunberg, que sofre da síndrome de Asperger, participou ontem da cúpula da ONU sobre Mudança Climática e Saúde Universal. Ela fez um discurso de dois minutos em que evidente o viés o qual ela representa. “Estamos no início de uma extinção em massa e a única coisa sobre a qual se pode falar é dinheiro e contos de fadas sobre o crescimento econômico eterno”, disse Thunberg, com lágrimas nos olhos, em uma atuação de políticos populistas. “Eles vêm até nós, jovens, em busca de esperança, como ousam? Eles roubaram meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias e, no entanto, [eles dizem] eu sou um dos ‘sortudos'”, acrescentou a jovem, sem ficar claro a que sonhos de sua infância ela se refere e como esse suposto roubo ocorreu. . Outras frases da menina: “Aqui e agora é onde damos um passo adiante, a mudança vem, gostemos ou não … Se você optar por nos deixar, nunca iremos perdoá-lo. Como eles se atrevem a olhar para o outro lado , para vir aqui para dizer que estão fazendo o suficiente. Dizem que nos ouvem, que entendem a urgência, mas se realmente entenderam a situação, não fariam nada… Não quero acreditar que não agem com maldade “. Thunberg ganhou fama mundial com o movimento de protesto Fridays for Future (sextas-feiras para o futuro), protestando toda sexta-feira perante o Parlamento sueco, exigindo das autoridades políticas medidas efetivas contra as mudanças climáticas. Agora, ela é uma das convidadas da Cúpula do Clima, que conta com a participação de 60 líderes mundiais, A verdade é que mais e mais vozes são levantadas para denunciar o uso desse jovem menor . Greta sofre da síndrome de Asperger, um distúrbio leve do espectro autista que afeta a interação social recíproca, a comunicação verbal e não verbal e faz com que haja resistência para aceitar mudanças. Assista ao vídeo do Bernardo Küster O eurodeputado espanhol Vox, Herman Tertsch, criticou ontem a ONU no Twitter por usarem a própria filha: Todas las televisiones dan la grotesca y monstruosa intervención de la niña enferma y un Guterres sin vergüenza jalea el espectáculo vergonzoso. La ONU es un disparate mentiroso y parasitario que debe ser desmantelada en su estructura actual. Trump debería atreverse pic.twitter.com/XZ69lRxCQM — Hermann Tertsch (@hermanntertsch) 23 de setembro de 2019 Até o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou uma mensagem irônica sobre o discurso de Greta: She seems like a very happy young girl looking forward to a bright and wonderful future. So nice to see! https://t.co/1tQG6QcVKO — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 24 de setembro de 2019 “Ela parece uma garota muito feliz que espera um futuro brilhante e maravilhoso. Que bom ver!”

  • Cardeal Sarah: “A proibição da missa tradicional é inspirada no diabo, que deseja a nossa mort

    O cardeal Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, concedeu uma extensa entrevista com Edward Pentin, do National Catholic Register. Enfatizamos, em particular, palavras duras sobre o movimento que promove a proibição da Missa Tradicional e a torna um objeto de suspeita. Por que você acha que há cada vez mais jovens que sentem a liturgia tradicional, o Rito Extraordinário? Não que eu acredite; Eu vejo isso. Eu testemunho isso. E os jovens me confiaram sua total preferência pelo rito extraordinário, que é mais instrutivo e insiste mais na primazia e centralidade de Deus, no silêncio e no sentido do sagrado e da transcendência divina. Mas, antes de tudo, como podemos entender, como não seremos surpreendidos e como isso não nos causará estupor profundo de que o que ontem era a norma hoje é proibido? Não é verdade que banir o Rito Extraordinário ou torná-lo objeto de suspeita é algo inspirado pelo Diabo, que quer nos sufocar e nos matar espiritualmente? Quando o Rito Extraordinário é celebrado com o espírito do Concílio Vaticano II, ele manifesta plenamente seus frutos. Seremos surpreendidos que uma liturgia que tenha produzido tantos santos permaneça atraente para as jovens almas sedentas de Deus? Como Bento XVI, espero que ambas as formas do rito romano se enriquecem. Isso significa afastar-se de uma hermenêutica rupturista. Ambos os ritos compartilham a mesma fé e teologia. Enfrentá-los é um tremendo erro teológico. Significa destruir a Igreja, despojando-a de sua Tradição e fazendo-nos acreditar que o que a Igreja considerava antes de santo agora está errado e inaceitável. Que embuste e que insulto aos santos que nos precederam! Que conceito ruim da Igreja. Devemos fugir das oposições dialéticas. O Concílio não pretendia eliminar os ritos herdados da Tradição, mas antes, participar mais plenamente deles. A constituição do Concílio estabelece “que novas formas se desenvolvem, por assim dizer, organicamente a partir das existentes”. Portanto, seria errado enfrentar o Concílio à Tradição da Igreja. Nesse sentido, é necessário que aqueles que celebram o Rito Extraordinário o façam sem espírito de oposição e com o do Sacrosanctum Concilium. Precisamos do Rito Extraordinário para saber com que atitude devemos celebrar o Ordinário. Por outro lado, se o Rito Extraordinário é celebrado sem levar em conta as indicações do Sacrosanctum Concilium, existe o risco de reduzir esse rito a um vestígio arqueológico sem vida e sem futuro. Da mesma forma, seria aconselhável incluir um apêndice em uma edição futura do Missal, o Rito Penitencial do Ofertório do Rito Extraordinário, para destacar que ambos os ritos se iluminam, em continuidade e sem oposição. Se vivermos com essa atitude, a liturgia deixará de ser objeto de rivalidades e críticas e acabará nos levando à grande liturgia do céu. O texto completo da entrevista pode ser lido aqui #CardealSarah #Liturgia #SantaMissa

  • Cardeal Sarah: “A proibição da missa tradicional é inspirada no diabo, que deseja a nossa mort

    O cardeal Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, concedeu uma extensa entrevista com Edward Pentin, do National Catholic Register. Enfatizamos, em particular, palavras duras sobre o movimento que promove a proibição da Missa Tradicional e a torna um objeto de suspeita. Por que você acha que há cada vez mais jovens que sentem a liturgia tradicional, o Rito Extraordinário? Não que eu acredite; Eu vejo isso. Eu testemunho isso. E os jovens me confiaram sua total preferência pelo rito extraordinário, que é mais instrutivo e insiste mais na primazia e centralidade de Deus, no silêncio e no sentido do sagrado e da transcendência divina. Mas, antes de tudo, como podemos entender, como não seremos surpreendidos e como isso não nos causará estupor profundo de que o que ontem era a norma hoje é proibido? Não é verdade que banir o Rito Extraordinário ou torná-lo objeto de suspeita é algo inspirado pelo Diabo, que quer nos sufocar e nos matar espiritualmente? Quando o Rito Extraordinário é celebrado com o espírito do Concílio Vaticano II, ele manifesta plenamente seus frutos. Seremos surpreendidos que uma liturgia que tenha produzido tantos santos permaneça atraente para as jovens almas sedentas de Deus? Como Bento XVI, espero que ambas as formas do rito romano se enriquecem. Isso significa afastar-se de uma hermenêutica rupturista. Ambos os ritos compartilham a mesma fé e teologia. Enfrentá-los é um tremendo erro teológico. Significa destruir a Igreja, despojando-a de sua Tradição e fazendo-nos acreditar que o que a Igreja considerava antes de santo agora está errado e inaceitável. Que embuste e que insulto aos santos que nos precederam! Que conceito ruim da Igreja. Devemos fugir das oposições dialéticas. O Concílio não pretendia eliminar os ritos herdados da Tradição, mas antes, participar mais plenamente deles. A constituição do Concílio estabelece “que novas formas se desenvolvem, por assim dizer, organicamente a partir das existentes”. Portanto, seria errado enfrentar o Concílio à Tradição da Igreja. Nesse sentido, é necessário que aqueles que celebram o Rito Extraordinário o façam sem espírito de oposição e com o do Sacrosanctum Concilium. Precisamos do Rito Extraordinário para saber com que atitude devemos celebrar o Ordinário. Por outro lado, se o Rito Extraordinário é celebrado sem levar em conta as indicações do Sacrosanctum Concilium, existe o risco de reduzir esse rito a um vestígio arqueológico sem vida e sem futuro. Da mesma forma, seria aconselhável incluir um apêndice em uma edição futura do Missal, o Rito Penitencial do Ofertório do Rito Extraordinário, para destacar que ambos os ritos se iluminam, em continuidade e sem oposição. Se vivermos com essa atitude, a liturgia deixará de ser objeto de rivalidades e críticas e acabará nos levando à grande liturgia do céu. O texto completo da entrevista pode ser lido aqui #CardealSarah #Liturgia #SantaMissa

  • Cardeal Woelki e núncio na Alemanha alertam que o papa deve ser levado a sério para evitar um cisma

    Tanto o Núncio Apostólico na Alemanha, o Bispo Nikola Eterović, como o Cardeal e Arcebispo de Colônia, Rainer Maria Woelki, lembraram a todos os bispos da Conferência Episcopal Alemã que têm o dever de respeitar as indicações que o Papa Francisco marcou para a Igreja daquele país antes do próximo Sínodo. (InfoCatólica) Nuncio Eterović lembrou aos bispos alemães que a última vez que um pontífice reinante encarregou-se de escrever para o povo alemão, foi com Pio XI em 1937, através de sua carta encíclica Mit Brennender Sorge, sobre a Igreja e a III Reich alemão: “A carta do Santo Padre merece atenção especial. De fato, é a primeira vez desde a encíclica de Pio XI, Mit brennender sorge, que um papa dedica uma carta dedicada aos membros da Igreja Católica na Alemanha… A diferença entre os dois documentos é grande, porque a encíclica da 14 de março de 1937 denunciou as intervenções inadmissíveis do regime nacional-socialista nos assuntos da Igreja Católica, enquanto a carta atual trata de questões da Igreja” E ele acrescentou: “Agradecemos a Deus porque as relações entre a Igreja e a República Federal da Alemanha são muito boas e, portanto, a intervenção da Santa Sé não é necessária” O bispo Eterović lembrou as palavras recentes do Papa Francisco no sentido de que um sínodo, seja ele qual for, “não é um parlamento”, e assuntos que pertencem à herança comum da fé nunca podem estar em jogo, nem assuntos que afetam a herança comum de todos os cristãos fiéis estão sujeitos a discussões particulares, capazes de produzir algum tipo de paz separadamente. O Núncio também queria lembrar as palavras do teólogo luterano alemão Dietrich Bonhoeffer, executado pelo regime nazista, que em 1937 escreveu que “a graça barata (porta larga) é o inimigo mortal de nossa Igreja. Nossa luta hoje é pela graça que custa.” (porta estreita) O discurso de Woelki Por sua parte, o cardeal Rainer Maria Woelki concentrou seu discurso na carta do Papa Francisco à Igreja na Alemanha, acima mencionada. O cardeal enfatizou o chamado do pontífice para enfatizar o primado da evangelização. Uma evangelização que deve começar com a própria Igreja – auto-evangelização, disse o cardeal – para que ela possa apresentar o evangelho ao resto da sociedade. O cardeal citou o Papa Emérito: “Joseph Ratzinger certa vez expressou o seguinte em um artigo:”Evangelizar significa tornar as pessoas conhecidas de Jesus, […] significa levar as pessoas à comunhão com Ele, à comunidade de discípulos que, como Igreja, está a caminho com Ele “ E ele acrescentou: “Portanto, todas as nossas ações devem ter como referência a Cristo . A “primazia da evangelização” que o Papa Francisco quer escrever em nossos corações é centrada em Cristo, sabendo que o Senhor está sempre em união com o Pai e o Espírito Santo. Este é o sinal indispensável para o nosso Caminho Sinodal, que deve passar por Ele como um fio, para que possa dar frutos verdadeiros. A carta do Papa não deixa dúvidas”. O cardeal advertiu, no entanto, que até agora o Caminho Sinodal acarreta o grande risco de mudanças estruturais fundamentais e são tocados os elementos centrais da doutrina e da constituição da Igreja. E disse «Na minha opinião, o Papa Francisco nos lembra inequivocamente de dois aspectos cruciais da constituição eclesiástica indispensáveis ​​ao nosso caminho sinodal. Por um lado, é importante permitir a ampla participação dos fiéis de todas as áreas da vida eclesial que envolvem uma certa representação do Povo de Deus. Para o batismo e a confirmação do presente de cima para aconselhar sobre os assuntos que são colocados no centro do Caminho Sinodal. Por outro lado, o Papa Francisco enfatiza nosso escritório episcopal de ensino e liderança universal, que deve se tornar a base vinculativa para “decisões maduras” » O cardeal lembrou a seus colegas episcopados que o Papa enfatizou que as igrejas locais deveriam compartilhar a mesma fé com o resto da Igreja: «O Papa Francisco nos lembra que a fé de cada Igreja particular está sempre localizada na fé de toda a Igreja. A longo prazo, não pode e não deve haver diferentes maneiras de lidar com questões fundamentais de fé e moral que não apenas colocariam em perigo, mas possivelmente violariam, o alto bem da unidade que professamos no Credo como um atributo da Igreja. . As estipulações da fé, que pertencem à existência imutável da doutrina da igreja, não podem e, portanto, não devem ser disponibilizadas a uma assembléia sinodal. A impressão de que é uma votação quase parlamentar sobre a fé não deve ser transmitida …. A carta do papa adverte contra isso, assim como o próprio Francisco fez recentemente quando recebeu os bispos greco-católicos da Ucrânia , dizendo que um sínodo da igreja não visa alcançar um acordo como na política » Para isso, ele acrescentou: «Não é por acaso que o Santo Padre alerta contra uma tendência que parece típica da Alemanha “, aquela velha e sempre nova tentação dos promotores do gnosticismo que, querendo fazer um nome próprio e expandir sua doutrina e fama, procuravam dizer algo sempre novo e diferente do que a Palavra de Deus lhes deu. ” E o Papa Francisco se torna ainda mais claro, revertendo-se contra “quem avança, avança (2 Jo 9), e pretende ir além do nós eclesial que preserva os excessos que ameaçam a comunidade. Em suma, o Santo Padre desencoraja fortemente os disparos apressados ​​( ndr: decisões precipitadas ) e, em vez disso, pede que os processos de reforma sejam cuidadosos ». Depois de dar sua opinião sobre como a assembléia sinodal deve ser conduzida para não contrariar a constituição dogmática da Igreja, o cardeal concluiu seu discurso com a seguinte advertência: «O Papa Francisco salienta que o” Sensus Ecclesiae “deve ser cumprido no caminho sinodal para não cair em particularismos. A insistência do papa de que o povo de Deus na Alemanha deva permanecer em união com a Igreja universal deixa claro o grande risco de divisão que envolve o Caminho Sinodal em seu conteúdo atual e em sua orientação formal.Vamos levar o Papa realmente a sério! Isso nos lembra mais uma vez nosso dom e missão, que é trazer a alegria do evangelho ao mundo. Isso pressupõe uma visão sóbria do papel da Igreja Católica na Alemanha diante da atual crise de fé, que, no entanto, não se deve considerar o umbigo do mundo . Não precisamos de ativismo agitado, mas da serenidade de todos os que estão totalmente comprometidos com Cristo. É crucial que a Igreja na Alemanha mostre com palavras e ações quão belo é viver na presença do Senhor, saber que Ele nos acompanha e nos rodeia: “Porque a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 10) ». O Sínodo contém graves problemas e diversos cardeais já fizeram críticas ao que se propõe. Você pode ler alguns destes artigos clicando aqui: Artigos sobre Sínodo da Amazônia #SínododaAlemanha

  • Cardeal Woelki e núncio na Alemanha alertam que o papa deve ser levado a sério para evitar um cisma

    Tanto o Núncio Apostólico na Alemanha, o Bispo Nikola Eterović, como o Cardeal e Arcebispo de Colônia, Rainer Maria Woelki, lembraram a todos os bispos da Conferência Episcopal Alemã que têm o dever de respeitar as indicações que o Papa Francisco marcou para a Igreja daquele país antes do próximo Sínodo. (InfoCatólica) Nuncio Eterović lembrou aos bispos alemães que a última vez que um pontífice reinante encarregou-se de escrever para o povo alemão, foi com Pio XI em 1937, através de sua carta encíclica Mit Brennender Sorge, sobre a Igreja e a III Reich alemão: “A carta do Santo Padre merece atenção especial. De fato, é a primeira vez desde a encíclica de Pio XI, Mit brennender sorge, que um papa dedica uma carta dedicada aos membros da Igreja Católica na Alemanha… A diferença entre os dois documentos é grande, porque a encíclica da 14 de março de 1937 denunciou as intervenções inadmissíveis do regime nacional-socialista nos assuntos da Igreja Católica, enquanto a carta atual trata de questões da Igreja” E ele acrescentou: “Agradecemos a Deus porque as relações entre a Igreja e a República Federal da Alemanha são muito boas e, portanto, a intervenção da Santa Sé não é necessária” O bispo Eterović lembrou as palavras recentes do Papa Francisco no sentido de que um sínodo, seja ele qual for, “não é um parlamento”, e assuntos que pertencem à herança comum da fé nunca podem estar em jogo, nem assuntos que afetam a herança comum de todos os cristãos fiéis estão sujeitos a discussões particulares, capazes de produzir algum tipo de paz separadamente. O Núncio também queria lembrar as palavras do teólogo luterano alemão Dietrich Bonhoeffer, executado pelo regime nazista, que em 1937 escreveu que “a graça barata (porta larga) é o inimigo mortal de nossa Igreja. Nossa luta hoje é pela graça que custa.” (porta estreita) O discurso de Woelki Por sua parte, o cardeal Rainer Maria Woelki concentrou seu discurso na carta do Papa Francisco à Igreja na Alemanha, acima mencionada. O cardeal enfatizou o chamado do pontífice para enfatizar o primado da evangelização. Uma evangelização que deve começar com a própria Igreja – auto-evangelização, disse o cardeal – para que ela possa apresentar o evangelho ao resto da sociedade. O cardeal citou o Papa Emérito: “Joseph Ratzinger certa vez expressou o seguinte em um artigo:”Evangelizar significa tornar as pessoas conhecidas de Jesus, […] significa levar as pessoas à comunhão com Ele, à comunidade de discípulos que, como Igreja, está a caminho com Ele “ E ele acrescentou: “Portanto, todas as nossas ações devem ter como referência a Cristo . A “primazia da evangelização” que o Papa Francisco quer escrever em nossos corações é centrada em Cristo, sabendo que o Senhor está sempre em união com o Pai e o Espírito Santo. Este é o sinal indispensável para o nosso Caminho Sinodal, que deve passar por Ele como um fio, para que possa dar frutos verdadeiros. A carta do Papa não deixa dúvidas”. O cardeal advertiu, no entanto, que até agora o Caminho Sinodal acarreta o grande risco de mudanças estruturais fundamentais e são tocados os elementos centrais da doutrina e da constituição da Igreja. E disse «Na minha opinião, o Papa Francisco nos lembra inequivocamente de dois aspectos cruciais da constituição eclesiástica indispensáveis ​​ao nosso caminho sinodal. Por um lado, é importante permitir a ampla participação dos fiéis de todas as áreas da vida eclesial que envolvem uma certa representação do Povo de Deus. Para o batismo e a confirmação do presente de cima para aconselhar sobre os assuntos que são colocados no centro do Caminho Sinodal. Por outro lado, o Papa Francisco enfatiza nosso escritório episcopal de ensino e liderança universal, que deve se tornar a base vinculativa para “decisões maduras” » O cardeal lembrou a seus colegas episcopados que o Papa enfatizou que as igrejas locais deveriam compartilhar a mesma fé com o resto da Igreja: «O Papa Francisco nos lembra que a fé de cada Igreja particular está sempre localizada na fé de toda a Igreja. A longo prazo, não pode e não deve haver diferentes maneiras de lidar com questões fundamentais de fé e moral que não apenas colocariam em perigo, mas possivelmente violariam, o alto bem da unidade que professamos no Credo como um atributo da Igreja. . As estipulações da fé, que pertencem à existência imutável da doutrina da igreja, não podem e, portanto, não devem ser disponibilizadas a uma assembléia sinodal. A impressão de que é uma votação quase parlamentar sobre a fé não deve ser transmitida …. A carta do papa adverte contra isso, assim como o próprio Francisco fez recentemente quando recebeu os bispos greco-católicos da Ucrânia , dizendo que um sínodo da igreja não visa alcançar um acordo como na política » Para isso, ele acrescentou: «Não é por acaso que o Santo Padre alerta contra uma tendência que parece típica da Alemanha “, aquela velha e sempre nova tentação dos promotores do gnosticismo que, querendo fazer um nome próprio e expandir sua doutrina e fama, procuravam dizer algo sempre novo e diferente do que a Palavra de Deus lhes deu. ” E o Papa Francisco se torna ainda mais claro, revertendo-se contra “quem avança, avança (2 Jo 9), e pretende ir além do nós eclesial que preserva os excessos que ameaçam a comunidade. Em suma, o Santo Padre desencoraja fortemente os disparos apressados ​​( ndr: decisões precipitadas ) e, em vez disso, pede que os processos de reforma sejam cuidadosos ». Depois de dar sua opinião sobre como a assembléia sinodal deve ser conduzida para não contrariar a constituição dogmática da Igreja, o cardeal concluiu seu discurso com a seguinte advertência: «O Papa Francisco salienta que o” Sensus Ecclesiae “deve ser cumprido no caminho sinodal para não cair em particularismos. A insistência do papa de que o povo de Deus na Alemanha deva permanecer em união com a Igreja universal deixa claro o grande risco de divisão que envolve o Caminho Sinodal em seu conteúdo atual e em sua orientação formal.Vamos levar o Papa realmente a sério! Isso nos lembra mais uma vez nosso dom e missão, que é trazer a alegria do evangelho ao mundo. Isso pressupõe uma visão sóbria do papel da Igreja Católica na Alemanha diante da atual crise de fé, que, no entanto, não se deve considerar o umbigo do mundo . Não precisamos de ativismo agitado, mas da serenidade de todos os que estão totalmente comprometidos com Cristo. É crucial que a Igreja na Alemanha mostre com palavras e ações quão belo é viver na presença do Senhor, saber que Ele nos acompanha e nos rodeia: “Porque a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 10) ». O Sínodo contém graves problemas e diversos cardeais já fizeram críticas ao que se propõe. Você pode ler alguns destes artigos clicando aqui: Artigos sobre Sínodo da Amazônia #SínododaAlemanha

  • VERDADE E ORAÇÃO: UM CAMINHO PARA SUPERAR A CONFUSÃO NA IGREJA DE HOJE – Riccardo Cascioli

    Confusão, erros e heresias, ateísmo líquido, insultos a Deus: estas são apenas algumas das expressões usadas para descrever a situação atual da Igreja, contidas tanto nas últimas intervenções do cardeal Raymond Burke e do monsenhor Athanasius Schneider, como do cardeal Robert Sarah. São descrições muito claras, que nem necessitam de explicações, tão evidente é o que está acontecendo. Além disso, a multiplicação de iniciativas de oração pública, em Roma e em outros lugares, que precederão o Sínodo da Amazônia, explica muito bem qual é o sentimento generalizado entre os católicos, atualmente. Os julgamentos dos cardeais e bispos acima mencionados, a respeito do que está acontecendo na Igreja, devem ser objetos de nossa meditação. Não são puras recriminações, nem nostalgia do passado. Ao contrário, trata-se de amor pela verdade, mercadoria que anda muito rara em nossos tempos. E este também é o caminho a seguir para superar a crise atual. Em particular, dois aspectos devem ser enfatizados. Antes de tudo, a necessidade de “fazer todo o possível para defender a fé em sua integridade”, como disse o cardeal Burke em entrevista à Nuova Bussola Quotidiana. E isso também implica chamar o papa de volta à defesa da fé, embora hoje tenha sido “criada uma atmosfera de infalibilidade quase total de todas as palavras do Papa”, com certo linchamento midiático daqueles que ousam mostrar preocupação por certos desvios que discutem a fé baseada na tradição apostólica. É bem pontual a citação do bispo Melchior Cano, no Concílio de Trento, mencionada pelo cardeal Burke e o monsenhor Schneider: «Pedro não precisa de nossa adulação. Os que defendem cega e indiscriminadamente todas as decisões do Sumo Pontífice são os que mais debilitam a autoridade da Santa Sé: eles destroem, em vez de fortalecer as suas bases». E assim concluem Burke e Schneider: “Quanto mais os leigos, sacerdotes e bispos respeitem a integridade do Depósito da Fé e a defendem, tanto mais estarão apoiando o Papa em seu ministério petrino”. E eis, por fim, o segundo aspecto que gostaríamos de sublinhar. O cardeal Robert Sarah disse, em entrevista recente, que “são os santos que mudam a história”. A história da igreja, acima de tudo. A verdadeira defesa da fé, em sua integridade, está numa vida que busque a santidade. É precisamente o desejo de ser santos que os faz reconhecer, com mais clareza, o perigo dos “atalhos” que levam à perdição; e é esse desejo que os tornam indomáveis na defesa da verdade, mesmo quando devem ir contra a corrente, inclusive dentro da Igreja. Existe, portanto, uma forte ligação entre essas intervenções dos últimos dias, que se somam a outras também recentes, feitas por outros bispos e cardeais. A situação complicada e, às vezes, inquietante que a Igreja está vivendo hoje, deve ser um estímulo para que todos — leigos, sacerdotes, bispos — peçam ao Senhor a Graça de permanecer na Verdade, crescer na fé e desejar a santidade acima de todas as coisas. http://lanuovabq.it/it/una-strada-per-uscire-dalla-confusione

  • Orar para quem?

    Há alguns anos venho pensando sobre uma questão que talvez tenha passado despercebida. Me parece, que diversas pessoas de hoje possuem um certo tipo de “espiritualidade” conveniente. Quando precisam de algo, recorrem a Deus (no sentido mais abstrato da coisa), ao universo, as boas energias, horóscopo e todo tipo de baboseira. Isso não é novidade, pois é típico de uma fé vacilante e sem entendimento que não possui raiz em lugar algum, a não ser em si mesmo. Recorrer a certos tipos de artifícios infundados, que tem apenas aparência de bem, mas que no fundo são apensas um grande vazio, faz parte da “espiritualidade” moderna. E isso se reflete no dia a dia da sociedade. Não é difícil ver durante certas catástrofes, como por exemplo ataques terroristas, inundações e etc, pessoas levantando a famosa hashtag #PRAYFOR ou #OREPOR, pedindo para orar pela vítimas daquela catástrofe. Isso é algo bom e legítimo, mas também é interessante pensar um pouco além disso. A oração é DEVER do cristão, mas porque ele entende que sua oração é “ouvida” por um Deus pessoal, que se importa com ele, e que ele tem um relacionamento pessoal com esse Deus através da obra de Cristo. Mas e essas pessoas que acham que “Deus” é uma força, é o universo, é a “boa energia”? Como orar para algo impessoal, que não possui nenhuma ligação com você, que não te conhece e não se importa? A natureza não irá atender sua oração, ela é tão criatura quanto você. O alinhamento dos planetas pouco se importará com seus problemas. É interessante e ao mesmo tempo contraditório essa ideia. Mostra que por um lado do ser humano ainda anseia e depende de “algo” maior do que ele mesmo, para que possa consola-lo nos momentos de angústia e lhe dar um sentido a continuar. E contraditório pois ele recorre aos meios “ocos”, que não possuem nenhum retorno ao que ele precisa de fato. Talvez preencha apenas seu desejo mais imediato de estar participando da situação, mas a longo prazo, não constrói nada sólido. Porque orar para algo que não tem o poder de mudar a realidade? Ou nós oramos para o Deus Criador e pessoal, ou para um ídolo qualquer. E muitos ainda seguem tateando como cegos os caminhos que os levam do nada ao lugar nenhum. Ramon Serrano

  • Card. Burke e Dom Schneider: O silêncio sobre os erros do Papa Francisco seria ‘grande pecado&

    O cardeal Raymond Burke e o bispo Athanasius Schneider emitiram uma declaração defendendo críticas leais ao papa Francisco, protestando contra as “censuras difamatórias” impostas a esses críticos e a “quase total desvalorização” das observações papais eliminadas a possibilidade de “debate teológico honesto e intelectual”. Na declaração de três páginas divulgada pela primeira vez pelo Registro Nacional Católico na terça-feira, 24 de setembro, os prelados insistem que têm o dever de falar sobre a “confusão doutrinária geral” que reina na Igreja hoje, e que permanecer em silêncio seria “um grande pecado.” No documento, intitulado A esclarecimento sobre o significado da fidelidade ao Sumo Pontífice, os dois homens se baseiam nos escritos do Beato John Henry Cardinal Newman – a quem o Papa Francisco canonizará em 13 de outubro – para explicar por que, em consciência, eles têm um dever de falar. Eles também afirmam que essas “expressões de preocupação” sinceras vêm de um “grande amor pelas almas” e pelo Papa Francisco. O cardeal Burke atua como patrono da Ordem Soberana de Malta e o bispo Schneider é o bispo auxiliar da arquidiocese de Santa Maria em Astana, Cazaquistão. Resumindo as principais áreas de confusão na Igreja hoje, elas apontam para “ambiguidades” em relação à indissolubilidade do casamento; a “admissão dos que coabitam em uniões irregulares” à Santa Comunhão; a “crescente aprovação de atos homossexuais”; “Erros relativos à singularidade de Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua obra redentora”; e o “reconhecimento de diversas formas de paganismo e suas práticas rituais” sugerido pelo documento de trabalho para o Sínodo Amazônico de 6 a 27 de outubro. Eles perguntam: Como São Paulo, o Apóstolo, Santo Atanásio, o Grande ou outros grandes defensores da fé reagiriam ao Documento sobre Fraternidade Humana, co-assinado pelo Papa Francisco e um Grande Imame em Abu Dhabi, que afirma que a “diversidade das religiões é desejada por Deus”? E o que eles diriam aos bispos participantes do Sínodo Amazônico? No entanto, no clima atual, o cardeal Burke e o bispo Schneider lamentam que “uma expressão sincera e respeitosa de preocupação com relação a assuntos de grande importância teológica e pastoral na vida da Igreja” seja “imediatamente reprimida e lançada sob uma luz negativa com reprovações difamatórias. de ‘semear dúvidas’, de ser ‘contra o Papa’ ou mesmo de ser ‘cismático’ ”. Os críticos de tais expressões de preocupação geralmente se voltam para “sentimento” ou “poder” em vez de “razão” e não parecem estar interessados ​​em se envolver em uma “discussão teológica séria”, eles também observam. É “impossível” pensar que São Paulo ou Santo Atanásio “permaneceriam calados” nessas circunstâncias e se deixariam “intimidar” pelas acusações de “falar contra o Papa”, dizem eles. De fato, acrescentam, foi o Papa Francisco quem pediu parrhesia “sem deferência educada e sem hesitação”. Afirmando “na presença de Deus que nos julgará” que eles são “verdadeiros amigos do Papa Francisco” e têm “uma estima sobrenatural de sua pessoa e do cargo pastoral supremo do Sucessor de Pedro”, dizem o cardeal Burke e o bispo Schneider que eles “oram muito pelo Papa Francisco” e incentivam os fiéis “a fazer o mesmo”. Exaltando os pontos. John Fisher e Thomas More, o cardeal Burke e o bispo Schneider terminam afirmando que defender a “integridade do depósito da fé” está apoiando “o papa em seu ministério petrino”. Abaixo, o texto completo da declaração completa, datada de 24 de setembro de 2019. Leia também: Cardeal Burke e Dom Athanasius propõem uma cruzada de oração e jejum pelo Sínodo na Amazônia Um esclarecimento sobre o significado da fidelidade ao Sumo Pontífice Nenhuma pessoa honesta pode mais negar a confusão doutrinária quase geral que reina hoje em dia na vida da Igreja em nossos dias. Isto deve-se, em particular, às ambiguidades acerca da indissolubilidade do matrimônio, que tem vindo a ser  relativizada pela prática da admissão à Santa Comunhão de pessoas que coabitam em uniões irregulares, deve-se à crescente aprovação de atos homossexuais, intrinsecamente contrários à natureza e à vontade revelada de Deus, deve-se a erros a respeito do caráter único de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Sua obra redentora, que vem sendo relativizado através de afirmações errôneas sobre a diversidade das religiões, e, em especial,  deve-se ao reconhecimento de diversas formas de paganismo e das respetivas práticas rituais em virtude do Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica. Tendo em conta esta realidade, a nossa consciência não nos permite ficarmos em silêncio. Nós, como irmãos no Colégio dos Bispos, falamos com respeito e amor, a fim de que o Santo Padre possa rejeitar inequivocamente os evidentes erros doutrinários do Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica e não consinta a abolição na prática do celibato sacerdotal na Igreja Latina, mediante a aprovação da ordenação dos assim chamados “viri probati”. Com nossa intervenção, nós, como pastores do rebanho, expressamos nosso grande amor pelas almas, pela pessoa do próprio Papa Francisco e pelo dom divino do Ofício Petrino. Se não o fizéssemos, cometeríamos um grande pecado de omissão e de egoísmo. Pois que, se ficássemos calados, teríamos uma vida mais tranquila e, quiçá, receberíamos até honras e reconhecimentos. No entanto, se ficássemos calados, violaríamos a nossa consciência. Neste contexto, vêm-nos à mente as palavras sobejamente conhecidas do futuro santo, o Cardeal John Henry Newman (que será canonizado em 13 de outubro de 2019): «Brindarei – ao Papa, com a sua licença –, mas, ainda assim, brindarei primeiro à Consciência, e só depois ao Papa» (Uma carta endereçada ao duque de Norfolk por ocasião da recente repreensão do Sr. Gladstone). Vêm-nos outrossim à mente estas outras palavras memoráveis e pertinentes de Melchior Cano, um dos bispos mais doutos do Concílio de Trento: “Pedro não precisa da nossa adulação. Aqueles que defendem cega e indiscriminadamente cada decisão do Sumo Pontífice são os que mais prejudicam a autoridade da Santa Sé: em vez de fortalecerem, eles destroem os seus fundamentos”. Nos últimos tempos, criou-se uma atmosfera de quase total infalibilização das declarações do Romano Pontífice, ou seja, de cada uma das palavras do Papa, de cada um dos seus pronunciamentos e de documentos meramente pastorais da Santa Sé. Na prática, já não se observa a regra tradicional de distinguir os diferentes níveis dos pronunciamentos do Papa e dos seus serviços com as respetivas notas teológicas e o correspondente grau da obrigação de adesão por parte dos fiéis. Apesar do diálogo e dos debates teológicos terem sido incentivados e promovidos na vida da Igreja nas últimas décadas após o Concílio Vaticano II, em nossos dias, parece não haver mais qualquer possibilidade de um debate intelectual e teológico honesto ou da expressão de dúvidas sobre afirmações e práticas que ofuscam e prejudicam seriamente a integridade do Depósito da Fé e da Tradição Apostólica. Uma tal situação conduz à desconsideração da razão e, portanto, da própria verdade. Aqueles que criticam nossas expressões de preocupação recorrem apenas, na substância, a argumentos sentimentais ou de poder. Tudo indica que eles não querem entrar em uma discussão teológica séria sobre o assunto. A respeito disto, parece que, muitas vezes, a razão é simplesmente ignorada e o raciocínio suprimido. Uma expressão sincera e respeitosa de preocupação em relação a assuntos de grande importância teológica e pastoral na vida atual da Igreja, dirigida também ao Sumo Pontífice, é imediatamente esmagada e vista sob uma luz negativa com reprovações difamatórias dizendo que “semeia dúvidas”, que é “contra o Papa”, ou até que é “cismática”. A Palavra de Deus nos ensina, por meio dos Apóstolos, a mantermos a certeza, a sermos firmes e inabaláveis acerca das verdades universais e imutáveis da nossa Fé e a guardarmos e protegermos a Fé diante dos erros, na senda do que escreveu São Pedro, o primeiro Papa: «Tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro de homens ímpios» (2 Pd. 3, 17). São Paulo, por seu lado, também escreveu: «Não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a Cabeça, Cristo» (Ef. 4, 14-15). É preciso ter em mente o fato de que o apóstolo Paulo reprovou publicamente o primeiro Papa em Antioquia em uma questão de menor gravidade, se comparamos com os erros que em nossos dias se espalham na vida da Igreja. São Paulo advertiu publicamente o primeiro Papa por causa de seu comportamento hipócrita e do consequente perigo de questionar a verdade que diz que as prescrições da lei mosaica não são mais obrigatórias para os cristãos. Como reagiria hoje o apóstolo Paulo se lesse a frase do documento de Abu Dhabi que diz que Deus, na sua sabedoria, quer igualmente a diversidade de sexos, nações e religiões (entre as quais existem religiões que praticam a idolatria e blasfemam Jesus Cristo)! Tal afirmação afeta, de fato, uma relativização do caráter único de Jesus Cristo e da sua obra redentora! O que diriam São Paulo, Santo Atanásio e as outras grandes figuras do cristianismo ao ler essa frase e os erros expressos no Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia? É impossível pensar que essas figuras permaneceriam em silêncio ou se deixariam intimidar com censuras e acusações de falar “contra o Papa”. Quando, no século VII, o Papa Honório I mostrou uma atitude ambígua e perigosa em relação à propagação da heresia do monotelismo – que negava que Cristo tivesse uma vontade humana –, Santo Sofrônio, Patriarca de Jerusalém, enviou um bispo da Palestina a Roma, pedindo-lhe que falasse, rezasse e não ficasse em silêncio até que o Papa condenasse a heresia. Se Santo Sofrônio vivesse hoje, ele certamente seria acusado de falar “contra o Papa”. A afirmação sobre a diversidade de religiões no documento de Abu Dhabi e, especialmente, os erros no Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia contribuem para uma traição da singularidade incomparável da Pessoa de Jesus Cristo e da integridade da Fé Católica. E isto acontece diante dos olhos de toda a Igreja e do mundo. Situação semelhante existia no século IV, quando, com o silêncio de quase todo o episcopado, a consubstancialidade do Filho de Deus foi traída em favor de afirmações doutrinárias ambíguas de semi-arianismo, uma traição na qual até o Papa Libério participou durante um breve tempo. Santo Atanásio nunca se cansou de denunciar publicamente tal ambiguidade. O papa Libério o excomungou no ano 357 “pro bono pacis”, isto é, “para o bem da paz”, para ter paz com o imperador Constâncio e os bispos semi-arianos do Oriente. Santo Hilário de Poitiers relatou esse fato e repreendeu o Papa Libério por sua atitude ambígua. É significativo que o Papa Libério, ao contrário de todos os seus antecessores, tenha sido o primeiro papa cujo nome não foi incluído no Martirológio Romano. A nossa declaração pública segue estas palavras do Santo Padre, o Papa Francisco: «Uma condição geral de base é a seguinte: falar claro. Que ninguém diga: “Isto não se pode dizer; pensará de mim assim ou assim…”. É necessário dizer tudo o que se sente com parrésia. Depois do ultimo Consistório (Fevereiro de 2014), no qual se falou sobre a família, um Cardeal escreveu-me dizendo: é uma lástima que alguns Purpurados não tenham tido a coragem de dizer certas coisas por respeito ao Papa, julgando talvez que o Papa pensasse de outra maneira. Isto não está bem, isto não é sinodalidade, porque é necessário dizer tudo aquilo que, no Senhor, sentimos que devemos dizer: sem hesitações, sem medo» (Saudação aos Padres do Sínodo durante a Primeira Congregação Geral da Terceira Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, 6 de outubro de 2014). Afirmamos na presença de Deus que nos julgará: somos amigos verdadeiros do Papa Francisco. Temos uma estima sobrenatural por sua pessoa e pelo supremo múnus pastoral do Sucessor de Pedro. Rezamos muito pelo Papa Francisco e incentivamos os fiéis a fazer o mesmo. Com a graça de Deus, estamos prontos para dar a vida pela verdade da fé católica sobre o primado de São Pedro e dos seus sucessores, se os perseguidores da Igreja nos pedirem para negar essa verdade. Temos os olhos postos nos grandes exemplos de fidelidade à verdade católica do primado Petrino, como o foram São João Fisher, bispo e cardeal da Igreja, e São Tomás More, leigo, e muitos outros santos e confessores, e invocamos a sua intercessão. Quanto mais os fiéis leigos, os sacerdotes e os bispos mantêm e defendem a integridade do depósito da fé, mais eles, de fato, apoiam o Papa em seu ministério Petrino. Pois, na Igreja, o Papa é o primeiro a quem se aplica esta advertência da Sagrada Escritura: «Mantém a forma das sãs palavras que recebeste de mim, na fé e no amor a Jesus Cristo. Guarda o bom depósito que te foi confiado, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós» (2 Tim. 1, 13-14). Cardeal Raymond Leo Burke Bispo Athanasius Schneider 24 de setembro de 2019 Festa de Nossa Senhora das Mercês #Crisenaigreja #papafrancisco #SínododaAmazônia #Vaticano

  • Card. Burke e Dom Schneider: O silêncio sobre os erros do Papa Francisco seria ‘grande pecado&

    O cardeal Raymond Burke e o bispo Athanasius Schneider emitiram uma declaração defendendo críticas leais ao papa Francisco, protestando contra as “censuras difamatórias” impostas a esses críticos e a “quase total desvalorização” das observações papais eliminadas a possibilidade de “debate teológico honesto e intelectual”. Na declaração de três páginas divulgada pela primeira vez pelo Registro Nacional Católico na terça-feira, 24 de setembro, os prelados insistem que têm o dever de falar sobre a “confusão doutrinária geral” que reina na Igreja hoje, e que permanecer em silêncio seria “um grande pecado.” No documento, intitulado A esclarecimento sobre o significado da fidelidade ao Sumo Pontífice, os dois homens se baseiam nos escritos do Beato John Henry Cardinal Newman – a quem o Papa Francisco canonizará em 13 de outubro – para explicar por que, em consciência, eles têm um dever de falar. Eles também afirmam que essas “expressões de preocupação” sinceras vêm de um “grande amor pelas almas” e pelo Papa Francisco. O cardeal Burke atua como patrono da Ordem Soberana de Malta e o bispo Schneider é o bispo auxiliar da arquidiocese de Santa Maria em Astana, Cazaquistão. Resumindo as principais áreas de confusão na Igreja hoje, elas apontam para “ambiguidades” em relação à indissolubilidade do casamento; a “admissão dos que coabitam em uniões irregulares” à Santa Comunhão; a “crescente aprovação de atos homossexuais”; “Erros relativos à singularidade de Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua obra redentora”; e o “reconhecimento de diversas formas de paganismo e suas práticas rituais” sugerido pelo documento de trabalho para o Sínodo Amazônico de 6 a 27 de outubro. Eles perguntam: Como São Paulo, o Apóstolo, Santo Atanásio, o Grande ou outros grandes defensores da fé reagiriam ao Documento sobre Fraternidade Humana, co-assinado pelo Papa Francisco e um Grande Imame em Abu Dhabi, que afirma que a “diversidade das religiões é desejada por Deus”? E o que eles diriam aos bispos participantes do Sínodo Amazônico? No entanto, no clima atual, o cardeal Burke e o bispo Schneider lamentam que “uma expressão sincera e respeitosa de preocupação com relação a assuntos de grande importância teológica e pastoral na vida da Igreja” seja “imediatamente reprimida e lançada sob uma luz negativa com reprovações difamatórias. de ‘semear dúvidas’, de ser ‘contra o Papa’ ou mesmo de ser ‘cismático’ ”. Os críticos de tais expressões de preocupação geralmente se voltam para “sentimento” ou “poder” em vez de “razão” e não parecem estar interessados ​​em se envolver em uma “discussão teológica séria”, eles também observam. É “impossível” pensar que São Paulo ou Santo Atanásio “permaneceriam calados” nessas circunstâncias e se deixariam “intimidar” pelas acusações de “falar contra o Papa”, dizem eles. De fato, acrescentam, foi o Papa Francisco quem pediu parrhesia “sem deferência educada e sem hesitação”. Afirmando “na presença de Deus que nos julgará” que eles são “verdadeiros amigos do Papa Francisco” e têm “uma estima sobrenatural de sua pessoa e do cargo pastoral supremo do Sucessor de Pedro”, dizem o cardeal Burke e o bispo Schneider que eles “oram muito pelo Papa Francisco” e incentivam os fiéis “a fazer o mesmo”. Exaltando os pontos. John Fisher e Thomas More, o cardeal Burke e o bispo Schneider terminam afirmando que defender a “integridade do depósito da fé” está apoiando “o papa em seu ministério petrino”. Abaixo, o texto completo da declaração completa, datada de 24 de setembro de 2019. Leia também: Cardeal Burke e Dom Athanasius propõem uma cruzada de oração e jejum pelo Sínodo na Amazônia Um esclarecimento sobre o significado da fidelidade ao Sumo Pontífice Nenhuma pessoa honesta pode mais negar a confusão doutrinária quase geral que reina hoje em dia na vida da Igreja em nossos dias. Isto deve-se, em particular, às ambiguidades acerca da indissolubilidade do matrimônio, que tem vindo a ser  relativizada pela prática da admissão à Santa Comunhão de pessoas que coabitam em uniões irregulares, deve-se à crescente aprovação de atos homossexuais, intrinsecamente contrários à natureza e à vontade revelada de Deus, deve-se a erros a respeito do caráter único de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Sua obra redentora, que vem sendo relativizado através de afirmações errôneas sobre a diversidade das religiões, e, em especial,  deve-se ao reconhecimento de diversas formas de paganismo e das respetivas práticas rituais em virtude do Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica. Tendo em conta esta realidade, a nossa consciência não nos permite ficarmos em silêncio. Nós, como irmãos no Colégio dos Bispos, falamos com respeito e amor, a fim de que o Santo Padre possa rejeitar inequivocamente os evidentes erros doutrinários do Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica e não consinta a abolição na prática do celibato sacerdotal na Igreja Latina, mediante a aprovação da ordenação dos assim chamados “viri probati”. Com nossa intervenção, nós, como pastores do rebanho, expressamos nosso grande amor pelas almas, pela pessoa do próprio Papa Francisco e pelo dom divino do Ofício Petrino. Se não o fizéssemos, cometeríamos um grande pecado de omissão e de egoísmo. Pois que, se ficássemos calados, teríamos uma vida mais tranquila e, quiçá, receberíamos até honras e reconhecimentos. No entanto, se ficássemos calados, violaríamos a nossa consciência. Neste contexto, vêm-nos à mente as palavras sobejamente conhecidas do futuro santo, o Cardeal John Henry Newman (que será canonizado em 13 de outubro de 2019): «Brindarei – ao Papa, com a sua licença –, mas, ainda assim, brindarei primeiro à Consciência, e só depois ao Papa» (Uma carta endereçada ao duque de Norfolk por ocasião da recente repreensão do Sr. Gladstone). Vêm-nos outrossim à mente estas outras palavras memoráveis e pertinentes de Melchior Cano, um dos bispos mais doutos do Concílio de Trento: “Pedro não precisa da nossa adulação. Aqueles que defendem cega e indiscriminadamente cada decisão do Sumo Pontífice são os que mais prejudicam a autoridade da Santa Sé: em vez de fortalecerem, eles destroem os seus fundamentos”. Nos últimos tempos, criou-se uma atmosfera de quase total infalibilização das declarações do Romano Pontífice, ou seja, de cada uma das palavras do Papa, de cada um dos seus pronunciamentos e de documentos meramente pastorais da Santa Sé. Na prática, já não se observa a regra tradicional de distinguir os diferentes níveis dos pronunciamentos do Papa e dos seus serviços com as respetivas notas teológicas e o correspondente grau da obrigação de adesão por parte dos fiéis. Apesar do diálogo e dos debates teológicos terem sido incentivados e promovidos na vida da Igreja nas últimas décadas após o Concílio Vaticano II, em nossos dias, parece não haver mais qualquer possibilidade de um debate intelectual e teológico honesto ou da expressão de dúvidas sobre afirmações e práticas que ofuscam e prejudicam seriamente a integridade do Depósito da Fé e da Tradição Apostólica. Uma tal situação conduz à desconsideração da razão e, portanto, da própria verdade. Aqueles que criticam nossas expressões de preocupação recorrem apenas, na substância, a argumentos sentimentais ou de poder. Tudo indica que eles não querem entrar em uma discussão teológica séria sobre o assunto. A respeito disto, parece que, muitas vezes, a razão é simplesmente ignorada e o raciocínio suprimido. Uma expressão sincera e respeitosa de preocupação em relação a assuntos de grande importância teológica e pastoral na vida atual da Igreja, dirigida também ao Sumo Pontífice, é imediatamente esmagada e vista sob uma luz negativa com reprovações difamatórias dizendo que “semeia dúvidas”, que é “contra o Papa”, ou até que é “cismática”. A Palavra de Deus nos ensina, por meio dos Apóstolos, a mantermos a certeza, a sermos firmes e inabaláveis acerca das verdades universais e imutáveis da nossa Fé e a guardarmos e protegermos a Fé diante dos erros, na senda do que escreveu São Pedro, o primeiro Papa: «Tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro de homens ímpios» (2 Pd. 3, 17). São Paulo, por seu lado, também escreveu: «Não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a Cabeça, Cristo» (Ef. 4, 14-15). É preciso ter em mente o fato de que o apóstolo Paulo reprovou publicamente o primeiro Papa em Antioquia em uma questão de menor gravidade, se comparamos com os erros que em nossos dias se espalham na vida da Igreja. São Paulo advertiu publicamente o primeiro Papa por causa de seu comportamento hipócrita e do consequente perigo de questionar a verdade que diz que as prescrições da lei mosaica não são mais obrigatórias para os cristãos. Como reagiria hoje o apóstolo Paulo se lesse a frase do documento de Abu Dhabi que diz que Deus, na sua sabedoria, quer igualmente a diversidade de sexos, nações e religiões (entre as quais existem religiões que praticam a idolatria e blasfemam Jesus Cristo)! Tal afirmação afeta, de fato, uma relativização do caráter único de Jesus Cristo e da sua obra redentora! O que diriam São Paulo, Santo Atanásio e as outras grandes figuras do cristianismo ao ler essa frase e os erros expressos no Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia? É impossível pensar que essas figuras permaneceriam em silêncio ou se deixariam intimidar com censuras e acusações de falar “contra o Papa”. Quando, no século VII, o Papa Honório I mostrou uma atitude ambígua e perigosa em relação à propagação da heresia do monotelismo – que negava que Cristo tivesse uma vontade humana –, Santo Sofrônio, Patriarca de Jerusalém, enviou um bispo da Palestina a Roma, pedindo-lhe que falasse, rezasse e não ficasse em silêncio até que o Papa condenasse a heresia. Se Santo Sofrônio vivesse hoje, ele certamente seria acusado de falar “contra o Papa”. A afirmação sobre a diversidade de religiões no documento de Abu Dhabi e, especialmente, os erros no Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia contribuem para uma traição da singularidade incomparável da Pessoa de Jesus Cristo e da integridade da Fé Católica. E isto acontece diante dos olhos de toda a Igreja e do mundo. Situação semelhante existia no século IV, quando, com o silêncio de quase todo o episcopado, a consubstancialidade do Filho de Deus foi traída em favor de afirmações doutrinárias ambíguas de semi-arianismo, uma traição na qual até o Papa Libério participou durante um breve tempo. Santo Atanásio nunca se cansou de denunciar publicamente tal ambiguidade. O papa Libério o excomungou no ano 357 “pro bono pacis”, isto é, “para o bem da paz”, para ter paz com o imperador Constâncio e os bispos semi-arianos do Oriente. Santo Hilário de Poitiers relatou esse fato e repreendeu o Papa Libério por sua atitude ambígua. É significativo que o Papa Libério, ao contrário de todos os seus antecessores, tenha sido o primeiro papa cujo nome não foi incluído no Martirológio Romano. A nossa declaração pública segue estas palavras do Santo Padre, o Papa Francisco: «Uma condição geral de base é a seguinte: falar claro. Que ninguém diga: “Isto não se pode dizer; pensará de mim assim ou assim…”. É necessário dizer tudo o que se sente com parrésia. Depois do ultimo Consistório (Fevereiro de 2014), no qual se falou sobre a família, um Cardeal escreveu-me dizendo: é uma lástima que alguns Purpurados não tenham tido a coragem de dizer certas coisas por respeito ao Papa, julgando talvez que o Papa pensasse de outra maneira. Isto não está bem, isto não é sinodalidade, porque é necessário dizer tudo aquilo que, no Senhor, sentimos que devemos dizer: sem hesitações, sem medo» (Saudação aos Padres do Sínodo durante a Primeira Congregação Geral da Terceira Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, 6 de outubro de 2014). Afirmamos na presença de Deus que nos julgará: somos amigos verdadeiros do Papa Francisco. Temos uma estima sobrenatural por sua pessoa e pelo supremo múnus pastoral do Sucessor de Pedro. Rezamos muito pelo Papa Francisco e incentivamos os fiéis a fazer o mesmo. Com a graça de Deus, estamos prontos para dar a vida pela verdade da fé católica sobre o primado de São Pedro e dos seus sucessores, se os perseguidores da Igreja nos pedirem para negar essa verdade. Temos os olhos postos nos grandes exemplos de fidelidade à verdade católica do primado Petrino, como o foram São João Fisher, bispo e cardeal da Igreja, e São Tomás More, leigo, e muitos outros santos e confessores, e invocamos a sua intercessão. Quanto mais os fiéis leigos, os sacerdotes e os bispos mantêm e defendem a integridade do depósito da fé, mais eles, de fato, apoiam o Papa em seu ministério Petrino. Pois, na Igreja, o Papa é o primeiro a quem se aplica esta advertência da Sagrada Escritura: «Mantém a forma das sãs palavras que recebeste de mim, na fé e no amor a Jesus Cristo. Guarda o bom depósito que te foi confiado, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós» (2 Tim. 1, 13-14). Cardeal Raymond Leo Burke Bispo Athanasius Schneider 24 de setembro de 2019 Festa de Nossa Senhora das Mercês #Crisenaigreja #papafrancisco #SínododaAmazônia #Vaticano

  • SOBRE A ATUALIDADE REVOLUCIONÁRIA DE TOLSTÓI

    O Tolstói doutrinador e revolucionário continua fascinando os intelectuais, mesmo os mais moderadamente esquerdistas. Bom exemplo é o tradutor, ensaísta e professor de literatura russa da USP, Boris Schnaiderman, que morreu quase centenário em 2016. Ao que parece, sempre foi de esquerda, daquela esquerda acadêmica que, nas Letras, já estava de olho nas técnicas de construção literária, e não só no “conteúdo” das obras. Foi, entre nós, um dos principais divulgadores da corrente crítica conhecida como formalismo russo. Quando prof. Boris se referia, por exemplo, a Tolstói, fazia questão de deixar claro que o mais importante a considerar, no escritor russo, eram os seus romances e novelas, sobretudo os da primeira fase, relegando a um plano inferior os livros doutrinais do Tolstói-profeta das suas três últimas décadas de vida. Mais que o “santo” Tolstói, interessava-lhe o artista da prosa e o agudo psicólogo de Guerra e paz, Os cossacos, Ana Karenina. Como, porém, uma mente esquerdista de hoje poderia desprezar o grande profeta da “nova ordem mundial” que foi Tolstói, com seu anarco-cristianismo, ecologismo, panteísmo, ecumenismo, telurismo? Depois de classificar tudo isto sob a categoria pouco lisonjeira do “tolstoísmo “, prof. Boris de certo modo a ela retorna, louvando-a. É o próprio professor quem afirma: (…) depois que nos desvinculamos da “santidade” tolstoiana, depois que o encaramos sem os deslumbramentos pelo tolstoísmo que há, por exemplo, num Romain Rolland, surge mais um paradoxo. O tolstoísmo parece superado. Suas ideias afiguram-se como algo muito próximo da exaltação do “homem natural” por Rousseau. E ao mesmo tempo, sua veemência na defesa de concepções como esta torna-o tão próximo de nossa realidade! (…) Depois de nos termos desvinculado do tolstoísmo, para compreender melhor a grandeza do artista, depois de afirmar que só este nos interessava, temos de voltar a examinar o doutrinador, que colore com seu pathos toda a obra tolstoiana. Boris Schnaiderman via como paradoxal a atração que sobre ele exercia aquelas duas coisas aparentemente distantes: de um lado, a obra literária realista de Tolstói, de outro o seu neo-humanismo anarcocristão. Uma possível saída, em busca de um Tolstói sempre a caminho da unidade, é procurar nas obras iniciais os lampejos e as prefigurações que já anunciavam o profeta da segunda fase; e a valorização de trabalhos dos últimos anos, como A morte de Ivan Ilitch, O Amo e o Criado, Khadji-Murat, que embora realizados no período antiliterário, em que negou a própria validade das artes, não eram inferiores às grandes obras-primas do princípio. Era impossível resistir ao pathos do doutrinador: Muitos hippies da década de 1960 diziam inspirar-se diretamente em Tolstói. E quantos adeptos recentes da contracultura, com todo o seu radicalismo, produziram algo tão violento e desassombrado, ao negar os valores culturais herdados, como o livro O Que é a Arte? de Tolstói? Nosso sistema educacional falido, as nossas universidades desvinculadas da vida, o vazio do nosso cotidiano, as nossas cidades monstruosas, como a consciência de todos estes problemas nos aproxima do Tolstói “superado”, daquele Tolstói que não era original como pensador, mas que soube imprimir tamanha intensidade a esta recusa da mentira cotidiana! E a sua exaltação do popular, do que estivesse livre do verniz ocidental, como repercute até hoje em tantos países! Segundo Tolstói, todo poder corrompe, e isto o liga diretamente a toda uma reflexão moderna sobre o poder. Evidentemente, era necessário expurgar o segundo Tolstói de algumas excrecências que o distanciavam do homem atual, como o “ascetismo belicoso” da Sonata a Kreutzer, a total desaprovação do casamento e elogio da castidade, inaceitáveis hoje em dia (atitude que, curiosamente, liga o gnóstico Tolstói aos gnósticos cátaros da Idade Média, que também viam no sexo algo de sórdido que os homens superiores precisavam evitar). Também condenável, para o prof. Boris, era uma outra obsessão de Tolstói: a não-resistência ao mal pela força. “Sua veemência pode parecer-nos estranha”, dizia o professor, “mas ele soube indicar com toda a força os males de uma civilização desumana” (…) não deixemos de ouvir esta voz que, em sua aparente insânia (pelo menos nos últimos anos de vida), soube tocar nas chagas mais doloridas e expô-las em plena luz”. Tolstói continua muito atual. Mais do que isto: é um dos construtores desse estranho mundo novo que alguns chamam de “nova ordem mundial”, outros de “neo-humanismo”, cuja planta-baixa foi desenhada no século XVIII pelos pensadores iluministas, mestres incontestáveis do célebre proprietário de Iasnaia Poliana. (As citações foram extraídas do livro Leão Tolstói, de Máximo Gorki, publicado pela Perspectiva em 1983, traduzido do russo por Rubens Pereira dos Santos. O prefácio é de Boris Schnaiderman).

  • Planned Parenthood já assassinou mais de 7,6 milhões de bebês

    A Planned Parenthood matou mais de 7,6 milhões de bebês desde que legalmente começou a realizar abortos em 1973 após a decisão Roe v. Wade. Esse é um número catastrófico. É fácil ler 7,6 milhões e encolher os ombros. Isso é mais do que o dobro da população de Los Angeles . São 7.600.000 humanos que nunca tiveram a chance de viver por causa da Planned Parenthood. 7.600.000 bebês que nunca tiveram a oportunidade de comemorar um aniversário. E isso nem leva em conta o número de bebês abortados pela Planned Parenthood ilegalmente, antes que a decisão Roe v. Wade fosse proferida e decidida pela Suprema Corte dos Estados Unidos. A Planned Parenthood é de longe o maior provedor de aborto do país. Durante os feriados, publicaram de forma conveniente e silenciosa seu relatório anual para 2016-2017 . No ano passado, a Planned Parenthood publicou seu relatório anual meses depois – em maio! Uma análise do relatório 2016-2017, juntamente com os relatórios anteriores da Planned Parenthood, mostra que a Planned Parenthood é responsável pela morte de mais de 7,6 milhões de bebês humanos. Sabemos que o número de Planned Parenthood provavelmente é baixo; de fato, os jornalistas pró-vida do Media Research Center estimaram em 2016 que o Planned Parenthood havia matado mais de 7,5 milhões de bebês. Leia também: A FARSA NO NÚMERO DE ABORTOS DO BRASIL No ano fiscal de 2016-2017 detalhado no relatório, a Planned Parenthood realizou 321.384 abortos. No último relatório anual (2015-2016) , a Planned Parenthood realizou 328.348 abortos. No ano anterior (2014-2015), o Planejado realizou 323.999 abortos. “O modelo de negócios da Planned Parenthood está afundando mais rápido que o Titanic “, disse Marjorie Dannenfelser, presidente da Lista Susan B. Anthony. De acordo com um comunicado de imprensa : “Apesar da renda recorde, os serviços de não aborto estão em declínio, os clientes estão abandonando-os em massa e dezenas de instalações foram fechadas. Enquanto isso, os abortos mantêm-se constantes em mais de 320.000 por ano. No entanto, este relatório mal arranha a superfície dos problemas da gigante do aborto ao enfrentar  uma investigação federal  por seu papel na colheita grotesca e na venda de partes do corpo de bebês abortados para obter lucro. Já é suficiente. Os centros de saúde da comunidade superam em muito as   instalações da Planned Parenthood em todo o país e oferecem cuidados primários e preventivos abrangentes para mulheres e famílias. O Congresso deve cumprir a promessa de redirecionar o dinheiro dos impostos para longe da Planned Parenthood sem mais demoras. ” É uma sorte que estamos vendo uma diminuição nos abortos realizados, mas ainda há muito trabalho a ser feito. De acordo com seu relatório anual, a Planned Parenthood forneceu apenas 3.889 referências de adoção ao realizar 321.848 abortos. São quase 83 abortos para cada referência de adoção. Os serviços pré-natais da Planned Parenthood diminuíram de 9.419 no ano passado para 7.762 este ano. Para cada serviço pré-natal fornecido, a Planned Parenthood realizou 41 abortos. Como relatos anteriores, este também tentou vender a ideia enganosa de que o aborto representa apenas 3% dos serviços prestados pela empresa de aborto. Via California Family Council #Aborto

  • Planned Parenthood já assassinou mais de 7,6 milhões de bebês

    A Planned Parenthood matou mais de 7,6 milhões de bebês desde que legalmente começou a realizar abortos em 1973 após a decisão Roe v. Wade. Esse é um número catastrófico. É fácil ler 7,6 milhões e encolher os ombros. Isso é mais do que o dobro da população de Los Angeles . São 7.600.000 humanos que nunca tiveram a chance de viver por causa da Planned Parenthood. 7.600.000 bebês que nunca tiveram a oportunidade de comemorar um aniversário. E isso nem leva em conta o número de bebês abortados pela Planned Parenthood ilegalmente, antes que a decisão Roe v. Wade fosse proferida e decidida pela Suprema Corte dos Estados Unidos. A Planned Parenthood é de longe o maior provedor de aborto do país. Durante os feriados, publicaram de forma conveniente e silenciosa seu relatório anual para 2016-2017 . No ano passado, a Planned Parenthood publicou seu relatório anual meses depois – em maio! Uma análise do relatório 2016-2017, juntamente com os relatórios anteriores da Planned Parenthood, mostra que a Planned Parenthood é responsável pela morte de mais de 7,6 milhões de bebês humanos. Sabemos que o número de Planned Parenthood provavelmente é baixo; de fato, os jornalistas pró-vida do Media Research Center estimaram em 2016 que o Planned Parenthood havia matado mais de 7,5 milhões de bebês. Leia também: A FARSA NO NÚMERO DE ABORTOS DO BRASIL No ano fiscal de 2016-2017 detalhado no relatório, a Planned Parenthood realizou 321.384 abortos. No último relatório anual (2015-2016) , a Planned Parenthood realizou 328.348 abortos. No ano anterior (2014-2015), o Planejado realizou 323.999 abortos. “O modelo de negócios da Planned Parenthood está afundando mais rápido que o Titanic “, disse Marjorie Dannenfelser, presidente da Lista Susan B. Anthony. De acordo com um comunicado de imprensa : “Apesar da renda recorde, os serviços de não aborto estão em declínio, os clientes estão abandonando-os em massa e dezenas de instalações foram fechadas. Enquanto isso, os abortos mantêm-se constantes em mais de 320.000 por ano. No entanto, este relatório mal arranha a superfície dos problemas da gigante do aborto ao enfrentar  uma investigação federal  por seu papel na colheita grotesca e na venda de partes do corpo de bebês abortados para obter lucro. Já é suficiente. Os centros de saúde da comunidade superam em muito as   instalações da Planned Parenthood em todo o país e oferecem cuidados primários e preventivos abrangentes para mulheres e famílias. O Congresso deve cumprir a promessa de redirecionar o dinheiro dos impostos para longe da Planned Parenthood sem mais demoras. ” É uma sorte que estamos vendo uma diminuição nos abortos realizados, mas ainda há muito trabalho a ser feito. De acordo com seu relatório anual, a Planned Parenthood forneceu apenas 3.889 referências de adoção ao realizar 321.848 abortos. São quase 83 abortos para cada referência de adoção. Os serviços pré-natais da Planned Parenthood diminuíram de 9.419 no ano passado para 7.762 este ano. Para cada serviço pré-natal fornecido, a Planned Parenthood realizou 41 abortos. Como relatos anteriores, este também tentou vender a ideia enganosa de que o aborto representa apenas 3% dos serviços prestados pela empresa de aborto. Via California Family Council #Aborto

  • Rússia terá primeiro Santuário dedicado à Nossa Senhora de Fátima

    “A Rússia se converterá… No final o Meu Imaculado Coração triunfará!” Palavras de Nossa Senhora em suas aparições em Fátima Um dos frutos obtidos na audiência concedida pelo Papa Francisco aos Bispos Católicos de Ritos Orientais foi a aprovação do projeto do primeiro Santuário consagrado à Nossa Senhora de Fátima na Rússia. A informação foi confirmada pelo Bispo católico bizantino de Otests Aleksander, Dom Joseph Werth. Para representar esta devoção conjunta das comunidades cristãs à Mãe de Deus sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima, o Padre Burgos encarregou junto a outros sacerdotes um ícone desta devoção com a frase ‘Em ti a unidade’. O próximo Santuário será de rito católico bizantino, mas estará aberto às celebrações dos católicos de rito latino ou outros ritos e espera acolher a peregrinos e devotos de todas as comunidades cristãs. “As confissões ortodoxas não se opõem a este projeto. Muitos russos têm grande devoção à Nossa Senhora de Fátima, que foi quem intercedeu pela conversão da Rússia”, assegurou o Padre Alejandro Burgos, sacerdote de Valladolid, Espanha, que serve em São Petersburgo, Rússia. “Que se levante um Santuário à Nossa Senhora de Fátima é muito lógico. João Paulo II consagrou a Rússia à Nossa Senhora de Fátima e no dia 15 de maio de 2017, os Bispos russos consagraram seu país também ao ícone de Nossa Senhora de Fátima”. O Cardeal Ricardo Blázquez, Arcebispo de Valladolid, anunciou ao Padre Burgos seu apoio ao projeto do Santuário e a possibilidade de que os Bispos espanhóis cooperem com esta iniciativa através do Fundo da Nova Evangelização da Conferência Episcopal Espanhola. Calcula-se que a totalidade do projeto terá um custo de três milhões de euros, dos quais 700 mil seriam destinados à aquisição dos terrenos necessários. Uma vez que se conte com o espaço para edificar o templo, se levantará uma construção em madeira. “Ali colocaremos o ícone e começaremos a trabalhar”, relatou o Padre Burgos. “O Santuário será finalizado em alguns anos”. O projeto, a cargo do sacerdote espanhol, será administrado através da Associação Ícone de Fátima. Gaudium #NossaSenhora

  • Rússia terá primeiro Santuário dedicado à Nossa Senhora de Fátima

    “A Rússia se converterá… No final o Meu Imaculado Coração triunfará!” Palavras de Nossa Senhora em suas aparições em Fátima Um dos frutos obtidos na audiência concedida pelo Papa Francisco aos Bispos Católicos de Ritos Orientais foi a aprovação do projeto do primeiro Santuário consagrado à Nossa Senhora de Fátima na Rússia. A informação foi confirmada pelo Bispo católico bizantino de Otests Aleksander, Dom Joseph Werth. Para representar esta devoção conjunta das comunidades cristãs à Mãe de Deus sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima, o Padre Burgos encarregou junto a outros sacerdotes um ícone desta devoção com a frase ‘Em ti a unidade’. O próximo Santuário será de rito católico bizantino, mas estará aberto às celebrações dos católicos de rito latino ou outros ritos e espera acolher a peregrinos e devotos de todas as comunidades cristãs. “As confissões ortodoxas não se opõem a este projeto. Muitos russos têm grande devoção à Nossa Senhora de Fátima, que foi quem intercedeu pela conversão da Rússia”, assegurou o Padre Alejandro Burgos, sacerdote de Valladolid, Espanha, que serve em São Petersburgo, Rússia. “Que se levante um Santuário à Nossa Senhora de Fátima é muito lógico. João Paulo II consagrou a Rússia à Nossa Senhora de Fátima e no dia 15 de maio de 2017, os Bispos russos consagraram seu país também ao ícone de Nossa Senhora de Fátima”. O Cardeal Ricardo Blázquez, Arcebispo de Valladolid, anunciou ao Padre Burgos seu apoio ao projeto do Santuário e a possibilidade de que os Bispos espanhóis cooperem com esta iniciativa através do Fundo da Nova Evangelização da Conferência Episcopal Espanhola. Calcula-se que a totalidade do projeto terá um custo de três milhões de euros, dos quais 700 mil seriam destinados à aquisição dos terrenos necessários. Uma vez que se conte com o espaço para edificar o templo, se levantará uma construção em madeira. “Ali colocaremos o ícone e começaremos a trabalhar”, relatou o Padre Burgos. “O Santuário será finalizado em alguns anos”. O projeto, a cargo do sacerdote espanhol, será administrado através da Associação Ícone de Fátima. Gaudium #NossaSenhora

  • Pe Augusto Bezerra responde provocação de Nêggo Tom à Igreja sobre a morte de Ághata Vitória

    Em uma carta aberta publicada pelo Brasil247 , o cantor e compositor Nêggo Tom criticou a atitude da “Igreja cristã brasileira”, acusando a Igreja do Rio de Janeiro e o Arcebispo de omissão diante do triste ocorrido com a garota Ághata Vitória. Fazendo uma crítica ao governo e pressionando que a Igreja tenha os mesmos posicionamentos, ele escreveu: Respeitosamente, agora me dirijo diretamente aos Padres Marcelo Rossi, Fábio de Melo e Padre Paulo Ricardo (que já fez sermão instigando gritos de: “Mito! Mito!” dentro do salão paroquial) e também a outras lideranças católicas midiáticas, para perguntar se os senhores não dirão nada sobre a morte de mais uma criança, vítima da política de extermínio do Governador Witzel, que, por ironia do destino, contou com o apoio de Dom Orani Tempesta, Arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro (que nos últimos dias celebrou uma missa para as vítimas do incêndio no hospital Badim, na Tijuca, bairro de classe média e alta da cidade) durante as eleições? Em resposta às criticas apresentadas, Padre Augusto Bezerra fez uma publicação em resposta: “O Brasil 247 publicou uma carta aberta do cantor e compositor “Nêggo Tom” sobre a morte da menina Agatha no Complexo do Alemão. Que ele critique a segurança pública, isso é aceitável como opinião dele de cidadão. Mas ele quis acusar a Igreja do Rio de Janeiro e o arcebispo de omissão diante do ocorrido e como se não olhasse pelos pobres das favelas. Diz logo ele, um ex-bolsista da PUC-Rio sob o favor da Igreja. Em primeiro lugar, na terça-feira haverá uma missa na Igreja da Penha na intenção da alma da criança, vítima da brutal violência. Em segundo lugar, a Igreja está presente na pessoa dos sacerdotes e agentes pastorais locais. Em terceiro lugar, sabemos bem que sua crítica é em função de política partidária e não por questão humanitária .” Leia também: Estamos na iminência de uma 3° Guerra Mundial

  • Pe Augusto Bezerra responde provocação de Nêggo Tom à Igreja sobre a morte de Ághata Vitória

    Em uma carta aberta publicada pelo Brasil247 , o cantor e compositor Nêggo Tom criticou a atitude da “Igreja cristã brasileira”, acusando a Igreja do Rio de Janeiro e o Arcebispo de omissão diante do triste ocorrido com a garota Ághata Vitória. Fazendo uma crítica ao governo e pressionando que a Igreja tenha os mesmos posicionamentos, ele escreveu: Respeitosamente, agora me dirijo diretamente aos Padres Marcelo Rossi, Fábio de Melo e Padre Paulo Ricardo (que já fez sermão instigando gritos de: “Mito! Mito!” dentro do salão paroquial) e também a outras lideranças católicas midiáticas, para perguntar se os senhores não dirão nada sobre a morte de mais uma criança, vítima da política de extermínio do Governador Witzel, que, por ironia do destino, contou com o apoio de Dom Orani Tempesta, Arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro (que nos últimos dias celebrou uma missa para as vítimas do incêndio no hospital Badim, na Tijuca, bairro de classe média e alta da cidade) durante as eleições? Em resposta às criticas apresentadas, Padre Augusto Bezerra fez uma publicação em resposta: “O Brasil 247 publicou uma carta aberta do cantor e compositor “Nêggo Tom” sobre a morte da menina Agatha no Complexo do Alemão. Que ele critique a segurança pública, isso é aceitável como opinião dele de cidadão. Mas ele quis acusar a Igreja do Rio de Janeiro e o arcebispo de omissão diante do ocorrido e como se não olhasse pelos pobres das favelas. Diz logo ele, um ex-bolsista da PUC-Rio sob o favor da Igreja. Em primeiro lugar, na terça-feira haverá uma missa na Igreja da Penha na intenção da alma da criança, vítima da brutal violência. Em segundo lugar, a Igreja está presente na pessoa dos sacerdotes e agentes pastorais locais. Em terceiro lugar, sabemos bem que sua crítica é em função de política partidária e não por questão humanitária .” Leia também: Estamos na iminência de uma 3° Guerra Mundial

  • “Fica comigo, Senhor!” – Oração de São Padre Pio

    Reze conosco esta belíssima oração do Santo Padre Pio de Pietrelcina, um dos maiores místicos do século XX. Papa Paulo VI: “Veja que fama ele alcançou! Que clientela mundial reuniu em torno de si! Mas por quê? Por que era um filósofo? Por que era um sábio? Por que dispunha de meios? Não, mas porque rezava a Missa humildemente, confessava de manhã à noite; era, difícil de dizer, representante estampado dos estigmas de Jesus. Era um homem de oração e de sofrimento.” (20 de fevereiro de 1971). Depois de rezar esta maravilhosa oração, clique aqui para conhecer mais sobre a vida de São Padre Pio de Pietrelcina Oração: Fica Senhor comigo, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar . Fica Senhor comigo, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair. Fica Senhor comigo, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor. Fica Senhor comigo , porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão. Fica Senhor comigo, para me mostrar tua vontade. Fica Senhor comigo, para que ouça tua voz e te siga. Fica Senhor comigo, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia. Fica Senhor comigo, se queres que te seja fiel. Fica Senhor comigo , porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor. Fica comigo, Jesus,  pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio. Fica comigo nesta noite, Jesus,  pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração. Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor. Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico! Fica Senhor comigo , pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Com este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade.  Amém. São Padre Pio, rogai por nós! Escute a versão musical feita dessa oração cantada pela cantora Celina Borges: Leia também Conheça a vida do Santo Padre Pio de Pietrelcina Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Seleção de orações da Manhã Seleção de orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário #Oração #PadrePio #Vidadeoração

  • “Fica comigo, Senhor!” – Oração de São Padre Pio

    Reze conosco esta belíssima oração do Santo Padre Pio de Pietrelcina, um dos maiores místicos do século XX. Papa Paulo VI: “Veja que fama ele alcançou! Que clientela mundial reuniu em torno de si! Mas por quê? Por que era um filósofo? Por que era um sábio? Por que dispunha de meios? Não, mas porque rezava a Missa humildemente, confessava de manhã à noite; era, difícil de dizer, representante estampado dos estigmas de Jesus. Era um homem de oração e de sofrimento.” (20 de fevereiro de 1971). Depois de rezar esta maravilhosa oração, clique aqui para conhecer mais sobre a vida de São Padre Pio de Pietrelcina Oração: Fica Senhor comigo, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar . Fica Senhor comigo, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair. Fica Senhor comigo, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor. Fica Senhor comigo , porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão. Fica Senhor comigo, para me mostrar tua vontade. Fica Senhor comigo, para que ouça tua voz e te siga. Fica Senhor comigo, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia. Fica Senhor comigo, se queres que te seja fiel. Fica Senhor comigo , porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor. Fica comigo, Jesus,  pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio. Fica comigo nesta noite, Jesus,  pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração. Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor. Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico! Fica Senhor comigo , pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Com este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade.  Amém. São Padre Pio, rogai por nós! Escute a versão musical feita dessa oração cantada pela cantora Celina Borges: Leia também Conheça a vida do Santo Padre Pio de Pietrelcina Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Seleção de orações da Manhã Seleção de orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário #Oração #PadrePio #Vidadeoração

  • “O GRANDE APÓSTOLO DA AMAZÔNIA”

    Em 23 de setembro de 1912 Padre Júlio Maria Lombaerde embarcava em missão rumo ao Brasil Nesses tempos em que é trazida a questão da evangelização de indígenas em terras brasileiras, cabe sempre recordar que já o fizeram de maneira verdadeiramente católica…e na Amazônia. Padre Júlio Maria De Lombaerde é um desses Missonários que, para a salvação das almas (não apenas dos corpos) – a fim de dá-las a Nosso Senhor Jesus Cristo, sedento delas – sacrificou sua vida como verdadeiro apóstolo, a partir de sua vida interior de união com o próprio Deus. Considerava os habitantes das regiões das Missões como HUMANOS, tal como ele mesmo, com corpo e ALMA e, portanto, com RAZÃO, capazes de compreender a Verdade e, assim, de conversão, de conhecerem aquela pessoa de Cristo e nEle crerem pela Graça da Fé, podendo crescer espiritualmente até à Caridade, à união com Deus. Dom Antônio Affonso de Miranda o nomeia como ‘O grande apóstolo da Amazônia’, comparando-o ao apóstolo São Paulo no período da Igreja primitiva: “Nas infindas viagens, ora por água, ora por terra a cavalgar seu velho burro, era o homem da prece e da atividade sem descanso. […] Não esmorecia ante as dificuldades insuperáveis. Sofreu, quem sabe, a malevolência dos homens! Mas tinha coração aberto para perdoar. Tinha a alma grande para calar. Tinha fibra de herói para não desanimar. Era o homem de Deus. Era o Apóstolo. Era São Paulo percorrendo as plagas do Amazonas…”¹ ¹ Miranda, A. A. (2010). Pe. Júlio Maria, sua vida e sua missão: Um Missionário à feição do Cura d’Ars. São Paulo: Palavra & Prece. Padre Júlio Maria foi ordenado a 13 de janeiro de 1908. Em 1912, quando fazia um bem imenso pregando missões pela França, foi de repente enviado para o Brasil (Amazônia), onde trabalhou 15 anos como missionário entre os índios e caboclos. No Norte (Macapá) fundou providencialmente a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, tendo sido aprovada pelo Papa Bento XV. Tem-se desenvolvido muito essa Congregação. Do Norte, o Padre Júlio Maria, demorando-se algum tempo em Natal, veio para Manhumirim (Minas Gerais), em 1928. A obra que aqui desenvolveu, com a proteção de Deus e apesar das perseguições constantes movidas pela Maçonaria local, é uma prova palpável da divindade da sua missão. A pedido dos Sres. Vigários, e estimulado pelo santo Dom Carloto, primeiro Bispo de Caratinga, Padre Júlio Maria, com muito fruto espiritual, percorreu grande parte da Diocese, pregando Missões. “Do nada”, mas sempre abençoado por Deus e Nossa Senhora, fundou aqui a primeira Congregação de padres missionários genuinamente brasileira: a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, bem como a das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora. Padre Júlio Maria, polemista sem par, teólogo exímio, pregador admirável, escritor de renome, teve sempre sua pena e sua rara inteligência a serviço da Igreja e pelo seu [jornal] “O Lutador” se fez o “terror dos hereges”. Mestre, pai e amigo, igual a ele nunca existirá. Mestre do povo, pai dos pobres, amigo das crianças, era chamado por estas como sendo o seu querido ‘vovozinho’. Em trágico acidente de automóvel, verificado a 24 de dezembro de 1944 [estando viajando às pressas, por urgência de celebrar a Santa Missa de Natal], sozinho, longe de seus filhos, Padre Júlio Maria morreu, lutando ainda como passara toda a sua vida. O Brasil inteiro chorou a perda desse grande sacerdote, brasileiro de Coração. Nosso amado Servo de Deus está no início do processo de beatificação e canonização: http://sacramentinos.org.br/processo-de-beatificacao/ Via Instituto Catariniano

  • “O GRANDE APÓSTOLO DA AMAZÔNIA”

    Em 23 de setembro de 1912 Padre Júlio Maria Lombaerde embarcava em missão rumo ao Brasil Nesses tempos em que é trazida a questão da evangelização de indígenas em terras brasileiras, cabe sempre recordar que já o fizeram de maneira verdadeiramente católica…e na Amazônia. Padre Júlio Maria De Lombaerde é um desses Missonários que, para a salvação das almas (não apenas dos corpos) – a fim de dá-las a Nosso Senhor Jesus Cristo, sedento delas – sacrificou sua vida como verdadeiro apóstolo, a partir de sua vida interior de união com o próprio Deus. Considerava os habitantes das regiões das Missões como HUMANOS, tal como ele mesmo, com corpo e ALMA e, portanto, com RAZÃO, capazes de compreender a Verdade e, assim, de conversão, de conhecerem aquela pessoa de Cristo e nEle crerem pela Graça da Fé, podendo crescer espiritualmente até à Caridade, à união com Deus. Dom Antônio Affonso de Miranda o nomeia como ‘O grande apóstolo da Amazônia’, comparando-o ao apóstolo São Paulo no período da Igreja primitiva: “Nas infindas viagens, ora por água, ora por terra a cavalgar seu velho burro, era o homem da prece e da atividade sem descanso. […] Não esmorecia ante as dificuldades insuperáveis. Sofreu, quem sabe, a malevolência dos homens! Mas tinha coração aberto para perdoar. Tinha a alma grande para calar. Tinha fibra de herói para não desanimar. Era o homem de Deus. Era o Apóstolo. Era São Paulo percorrendo as plagas do Amazonas…”¹ ¹ Miranda, A. A. (2010). Pe. Júlio Maria, sua vida e sua missão: Um Missionário à feição do Cura d’Ars. São Paulo: Palavra & Prece. Padre Júlio Maria foi ordenado a 13 de janeiro de 1908. Em 1912, quando fazia um bem imenso pregando missões pela França, foi de repente enviado para o Brasil (Amazônia), onde trabalhou 15 anos como missionário entre os índios e caboclos. No Norte (Macapá) fundou providencialmente a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, tendo sido aprovada pelo Papa Bento XV. Tem-se desenvolvido muito essa Congregação. Do Norte, o Padre Júlio Maria, demorando-se algum tempo em Natal, veio para Manhumirim (Minas Gerais), em 1928. A obra que aqui desenvolveu, com a proteção de Deus e apesar das perseguições constantes movidas pela Maçonaria local, é uma prova palpável da divindade da sua missão. A pedido dos Sres. Vigários, e estimulado pelo santo Dom Carloto, primeiro Bispo de Caratinga, Padre Júlio Maria, com muito fruto espiritual, percorreu grande parte da Diocese, pregando Missões. “Do nada”, mas sempre abençoado por Deus e Nossa Senhora, fundou aqui a primeira Congregação de padres missionários genuinamente brasileira: a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, bem como a das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora. Padre Júlio Maria, polemista sem par, teólogo exímio, pregador admirável, escritor de renome, teve sempre sua pena e sua rara inteligência a serviço da Igreja e pelo seu [jornal] “O Lutador” se fez o “terror dos hereges”. Mestre, pai e amigo, igual a ele nunca existirá. Mestre do povo, pai dos pobres, amigo das crianças, era chamado por estas como sendo o seu querido ‘vovozinho’. Em trágico acidente de automóvel, verificado a 24 de dezembro de 1944 [estando viajando às pressas, por urgência de celebrar a Santa Missa de Natal], sozinho, longe de seus filhos, Padre Júlio Maria morreu, lutando ainda como passara toda a sua vida. O Brasil inteiro chorou a perda desse grande sacerdote, brasileiro de Coração. Nosso amado Servo de Deus está no início do processo de beatificação e canonização: http://sacramentinos.org.br/processo-de-beatificacao/ Via Instituto Catariniano

  • PADRE PIO: CIÊNCIA, FÉ, CARIDADE

    Hoje é dia de São Pio de Pietrelcina, um santo de tantos e incríveis milagres. Na vida do Padre Pio, a ciência e a fé se entrelaçaram de forma admirável: a mesma ciência que não conseguia explicar seus milagres, era tratada por ele com o maior respeito, ao ponto de mover céus e terra para a construção de um dos maiores hospitais da Itália. Um dos maiores milagres do Padre Pio foi sem dúvida a criação da Casa Alívio do Sofrimento: ciência, fé e caridade de mãos dadas. Nunca é demais ver ou rever esse filme sobre a sua vida:

  • Dom Fernando Rifan cita Bento XVI ao comentar Sínodo e a Evangelização da Amazônia

    Dom Fernando Arêas Rifan, bispo administrador apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, relembra ensinamentos de Bento XVI ao debater sobre o Sínodo da Amazônia e a evangelização dos povos indígenas. Com a proximidade do próximo Sínodo da Amazônia, debate-se novamente o problema do índio, sobre cuja civilização ainda se discute. Alguns acham que o índio deve ser preservado em seu estado primitivo, caso contrário se estaria destruindo a sua cultura. Alguns chegam até a questionar a evangelização dos índios, pela mesma razão. Creio que a melhor solução para o problema foi dada por Bento XVI, no seu discurso de abertura da CELAM, em Aparecida, no dia 13 de maio de 2007, quando explicou que a evangelização trouxe aos indígenas Jesus Cristo com toda a sua riqueza. E a cristianização não foi a introdução de uma cultura estranha, mas um enriquecimento das culturas nativas. “A fé em Deus animou a vida e a cultura destes povos durante cinco séculos. Do encontro desta fé com as etnias originárias nasceu a rica cultura cristã deste Continente, manifestada na arte, na música, na literatura e sobretudo nas tradições religiosas e na idiossincrasia das suas populações, unidas por uma única história e por um mesmo credo, e formando uma grande sintonia na diversidade das culturas e das línguas…” “O que significou, porém, a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, outrossim, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho. Com efeito, o anúncio de Jesus e do seu Evangelho não supôs, em qualquer momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura alheia. As culturas autênticas não estão encerradas em si mesmas, nem petrificadas num determinado ponto da história, mas estão abertas, mais ainda, buscam o encontro com outras culturas, esperam alcançar a universalidade no encontro e o diálogo com outras formas de vida e com os elementos que possam levar a uma nova síntese, em que se respeite sempre a diversidade das expressões e da sua realização cultural concreta..” “Em última instância, somente a verdade unifica, e a sua prova é o amor. Por isso Cristo, dado que é realmente o Logos encarnado, ‘o amor até ao extremo’, não é alheio a qualquer cultura, nem a qualquer pessoa; pelo contrário, a resposta desejada no coração das culturas é o que lhes dá a sua identidade última, unindo a humanidade e respeitando, ao mesmo tempo, a riqueza das diversidades, abrindo todos ao crescimento na verdadeira humanização, no progresso autêntico. O Verbo de Deus, tornando-se carne em Jesus Cristo, fez-se também história e cultura.” “A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas um regresso. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado.” “A sabedoria dos povos originários levou-os felizmente a formar uma síntese entre as suas culturas e a fé cristã que os missionários lhes ofereciam. Daqui nasceu a rica e profunda religiosidade popular, em que aparece a alma dos povos latino-americanos…” Mas é claro que se deve distinguir a cristianização ou evangelização da América da sua colonização. Aí sim houve abusos e erros. E o Papa, em 23 de maio do mesmo ano, completou o seu discurso, afirmando que realmente “não é possível esquecer o sofrimento e as injustiças infligidas pelos colonizadores à população indígena, cujos direitos humanos fundamentais foram constantemente atropelados”. Mas acrescentou que “a obrigatória menção desses crimes injustificáveis… não deve impedir de reconhecer a admirável obra realizada pela graça divina entre essas populações ao longo destes séculos”. Fonte: http://domfernandorifan.blogspot.com/2019/09/a-evangelizacao-da-amazonia.html #Crisenaigreja #SínododaAmazônia

  • Dom Fernando Rifan cita Bento XVI ao comentar Sínodo e a Evangelização da Amazônia

    Dom Fernando Arêas Rifan, bispo administrador apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, relembra ensinamentos de Bento XVI ao debater sobre o Sínodo da Amazônia e a evangelização dos povos indígenas. Com a proximidade do próximo Sínodo da Amazônia, debate-se novamente o problema do índio, sobre cuja civilização ainda se discute. Alguns acham que o índio deve ser preservado em seu estado primitivo, caso contrário se estaria destruindo a sua cultura. Alguns chegam até a questionar a evangelização dos índios, pela mesma razão. Creio que a melhor solução para o problema foi dada por Bento XVI, no seu discurso de abertura da CELAM, em Aparecida, no dia 13 de maio de 2007, quando explicou que a evangelização trouxe aos indígenas Jesus Cristo com toda a sua riqueza. E a cristianização não foi a introdução de uma cultura estranha, mas um enriquecimento das culturas nativas. “A fé em Deus animou a vida e a cultura destes povos durante cinco séculos. Do encontro desta fé com as etnias originárias nasceu a rica cultura cristã deste Continente, manifestada na arte, na música, na literatura e sobretudo nas tradições religiosas e na idiossincrasia das suas populações, unidas por uma única história e por um mesmo credo, e formando uma grande sintonia na diversidade das culturas e das línguas…” “O que significou, porém, a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, outrossim, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho. Com efeito, o anúncio de Jesus e do seu Evangelho não supôs, em qualquer momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura alheia. As culturas autênticas não estão encerradas em si mesmas, nem petrificadas num determinado ponto da história, mas estão abertas, mais ainda, buscam o encontro com outras culturas, esperam alcançar a universalidade no encontro e o diálogo com outras formas de vida e com os elementos que possam levar a uma nova síntese, em que se respeite sempre a diversidade das expressões e da sua realização cultural concreta..” “Em última instância, somente a verdade unifica, e a sua prova é o amor. Por isso Cristo, dado que é realmente o Logos encarnado, ‘o amor até ao extremo’, não é alheio a qualquer cultura, nem a qualquer pessoa; pelo contrário, a resposta desejada no coração das culturas é o que lhes dá a sua identidade última, unindo a humanidade e respeitando, ao mesmo tempo, a riqueza das diversidades, abrindo todos ao crescimento na verdadeira humanização, no progresso autêntico. O Verbo de Deus, tornando-se carne em Jesus Cristo, fez-se também história e cultura.” “A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas um regresso. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado.” “A sabedoria dos povos originários levou-os felizmente a formar uma síntese entre as suas culturas e a fé cristã que os missionários lhes ofereciam. Daqui nasceu a rica e profunda religiosidade popular, em que aparece a alma dos povos latino-americanos…” Mas é claro que se deve distinguir a cristianização ou evangelização da América da sua colonização. Aí sim houve abusos e erros. E o Papa, em 23 de maio do mesmo ano, completou o seu discurso, afirmando que realmente “não é possível esquecer o sofrimento e as injustiças infligidas pelos colonizadores à população indígena, cujos direitos humanos fundamentais foram constantemente atropelados”. Mas acrescentou que “a obrigatória menção desses crimes injustificáveis… não deve impedir de reconhecer a admirável obra realizada pela graça divina entre essas populações ao longo destes séculos”. Fonte: http://domfernandorifan.blogspot.com/2019/09/a-evangelizacao-da-amazonia.html #Crisenaigreja #SínododaAmazônia

  • Manifestação contra o aborto reúne multidão em SP na Marcha Pela Vida

    Na Marcha pela Vida, os manifestantes protestaram contra o ativismo judicial do STF que há muito tenta aprovar o aborto sem passar pelo Congresso Nacional. Aconteceu neste domingo (22), em São Paulo, a Marcha Pela Vida, evento que se espalhou por países latino-americanos contra a legalização do aborto e a favor de apoiar leis que protejam as duas vidas: a do nascituro e a da gestante. Nesta edição, a Marcha se manifestou contra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442/2017, que foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal e propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O grupo também se manifestou a favor do projeto de lei 4754/2016 para coibir o ativismo judicial e impedir que o poder judiciário usurpe o poder legislativo. A atividade contou com a participação de religiosos, em sua maioria cristãos, políticos e personalidades que defendem os pontos mobilizados pelo evento, entre elas, o ex-senador Magno Malta, a deputada Janaína Pascoal e a ativista pró-vida Sarah Winter. Leia também: A FARSA NO NÚMERO DE ABORTOS Veja o comentário da Janaína Pascoal nas redes sociais sobre a Marcha pela Vida: Via PlenoNews

  • Manifestação contra o aborto reúne multidão em SP na Marcha Pela Vida

    Na Marcha pela Vida, os manifestantes protestaram contra o ativismo judicial do STF que há muito tenta aprovar o aborto sem passar pelo Congresso Nacional. Aconteceu neste domingo (22), em São Paulo, a Marcha Pela Vida, evento que se espalhou por países latino-americanos contra a legalização do aborto e a favor de apoiar leis que protejam as duas vidas: a do nascituro e a da gestante. Nesta edição, a Marcha se manifestou contra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442/2017, que foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal e propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O grupo também se manifestou a favor do projeto de lei 4754/2016 para coibir o ativismo judicial e impedir que o poder judiciário usurpe o poder legislativo. A atividade contou com a participação de religiosos, em sua maioria cristãos, políticos e personalidades que defendem os pontos mobilizados pelo evento, entre elas, o ex-senador Magno Malta, a deputada Janaína Pascoal e a ativista pró-vida Sarah Winter. Leia também: A FARSA NO NÚMERO DE ABORTOS Veja o comentário da Janaína Pascoal nas redes sociais sobre a Marcha pela Vida: Via PlenoNews

  • “DESCONSTRUINDO” A IGREJA CATÓLICA

    O poeta francês François Villon, que viveu no final da Idade Média, escreveu um belo poema sobre a passagem do tempo, cujo refrão é “Mais où sont les neiges d’antan?”(Em tradução livre: “Mas onde estão as neves do último inverno?”). Ao final de cada estrofe, depois de referir-se a algo querido que se perdeu, voltava a mesma pergunta: “Mas onde estão as neves do ano passado?” Derreteram-se, não existem mais. Quando um católico lê o absurdo documento preparatório para o Sínodo da Amazônia, que o Vaticano vai realizar no próximo mês de outubro, inevitavelmente se perguntará: “Mas onde está a Igreja Católica de sempre?” A Igreja — cujas duras exigências morais chocam com as facilidades reinantes — é permanentemente atacada pela mídia secularista, pelas artes, pela universidade (inclusive universidades pontifícias), pelos movimentos de contestação da moral sexual cristã (LGBT) e pelas próprias correntes teológicas progressistas que insistem em autonomear-se católicas. Atos sacrílegos e blasfemos contra a Igreja são realizados nos lugares mais sagrados, quase sem repúdio da parte dos cristãos. Esses são alguns dos inimigos externos, comandados pelos financiadores da nova sociedade globalista. Internamente, os problemas também são muitos, a começar pela decadência dos institutos de formação do clero, infiltrados de falsa teologia e pensamento ideológico anticatólico. Ordens religiosas encontram-se completamente desligadas do seu carisma de fundação. Estouram escândalos homossexuais do baixo ao alto clero, com permissividade ou conivência de autoridades eclesiásticas. Vê-se uma explícita militância política esquerdista de padres e bispos, com penalização canônica (ou ameaça de) a clérigos que defendem a fé católica de sempre; e louvor e glória a padres e bispos “heterodoxos” (sinônimo politicamente correto de “heréticos”). O relaxamento da catequese, nas paróquias, vai provocando um generalizado analfabetismo religioso (desconhecimento dos dogmas; indiferença pelos sacramentos, sobretudo o matrimônio, penitência e Eucaristia; ausência de oração) e total desorientação moral dos católicos (que abortam, esterilizam-se, usam anticoncepcional, divorciam, praticam uma sexualidade self-service, votam em partidos anticristãos) Trágica consequência da confusão doutrinal na Igreja Católica — atacada pelos Pilatos e Herodes de fora, como pelos Judas de dentro — é o colapso moral de nossa época. Não poderia ser diferente. Se a Igreja, que é a mestra moral por excelência,  desiste de ensinar o que é bem e o que é mal, deixando de instruir as pessoas sobre o destino sobrenatural do homem, o rebanho ficará inevitavelmente entregue ao primeiro ilusionista revolucionário que lhes aparecer por diante, em uma luminosa tela de tevê ou à frente de uma sala de aula. “Mais où sont les neiges d’antan?” As neves do inverno passado já não existem mais. Derreteram-se, pois esse é o destino das neves. Heráclito de Éfeso, o filósofo grego que viveu antes de Sócrates, dizia que ninguém se banha duas vezes nas águas do mesmo rio, pois é próprio do rio passar e ser outro. Há coisas que passam, que mudam, e outras que obrigatoriamente permanecem. “Passarão o céu e a terra”, disse Jesus, “mas as minhas palavras não passarão.” Os falsos teólogos procuram “desconstruir” o Cristo, tornando-o à sua imagem e semelhança; pretendem “desconstruir” a Igreja, transformando-a em braço do esquerdismo revolucionário. Não conseguirão. É certo que boa parte do rebanho se dispersará — “Quando vier o Filho do homem encontrará fé sobre a terra?” —, mas um pequeno grupo vai permanecer fiel. “Edificarei a minha Igreja. As portas do inferno não prevalecerão”, garantiu Aquele que jamais contou uma só mentira.

  • O ADMINISTRADOR PRUDENTE – Scott Hahn medita sobre o 25º Domingo do Tempo Comum

    O administrador no Evangelho de hoje está diante da seguinte realidade: não pode continuar vivendo da maneira como tem vivido, pois está sob julgamento e deve prestar contas do que fez. Os exploradores dos pobres na Primeira Leitura de hoje também estão prestes a ser destronados, removidos de seus postos (Isaías 22, 19). Os servos de Mamom, ou seja, do dinheiro, são tão apaixonados pela riqueza, que reduzem os pobres a instrumentos para atingi-la; eles desprezam as luas novas e os sábados: as observâncias e os dias santos de Deus (Levítico 23, 24; Êxodo 20, 8). A sua única esperança é seguir o caminho do administrador. Ele não é um modelo de arrependimento, mas ele faz um cálculo prudente: usar suas últimas horas no comando da propriedade de seu senhor para mostrar misericórdia com os outros e aliviar suas dívidas. Ele é um filho deste mundo, conduzido por um motivo puramente egoísta: fazer amigos e ser bem recebido nas casas dos devedores de seu senhor. No entanto, sua prudência é elogiada como exemplo para nós, filhos da luz (1Tessalonicenses 5, 5; Efésios 5, 8). Nós também devemos compreender, como faz o administrador, que o que temos não é honestamente nosso, mas na verdade pertence a outro, a nosso Senhor. Todos os “mamons” deste mundo jamais poderiam pagar a dívida que temos para com nosso Senhor. E, então, Ele a pagou por nós, dando a vida para o resgate para todos, como ouvimos na Epístola de hoje. Deus quer que todos sejam salvos, até os reis e os príncipes, inclusive os apaixonados pelo dinheiro (Lucas 16,14). Mas não podemos servir a dois senhores. Pela Sua graça, devemos escolher ser “servos do Senhor”, como cantamos no Salmo de hoje. Servimos a Ele, utilizando aquilo que Ele nos confiou para ajudar os pobres, levantando os humildes do pó e do esterco deste mundo. Com isso, teremos um dia o que é nosso e seremos acolhidos nas moradas eternas, nas muitas mansões da casa do Pai (João 14: 2). https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/prudent-stewards-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-fifth-sunday-in-ordinary-time/

  • Terror em Brasília: Padre é estrangulado após a missa na Asa Norte

    A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, anexa ao Colégio Marista na 702 Norte foi palco de um verdadeiro filme de horror na noite deste sábado (21). De acordo com informações da Polícia Militar do Distrito Federal, o padre Kazimierz Wojno logo após a celebração da missa das 18 hs, foi rendido por bandidos. O padre Casemiro, como é chamado pela comunidade, foi encontrado com pés e mãos amarrados e com marcas de estrangulamento. Para a PMDF ficou configurado o latrocínio (roubo seguido de morte). O caseiro José Gonzaga da Costa, que também estava na igreja na hora do acontecido, também foi rendido pelos meliantes, mas conseguiu se livrar das amarras e pedir socorro. José foi machucado nas mãos e braços, mas atendido pelo Corpo de Bombeiros seguiu com a guarnição para o HRAN assustado, porém, consciente. Não é novidade que a Paróquia Nossa Senhora da Saúde entrou na mira de bandidos. Na Pascoa deste ano, o sacrário da igreja, avaliado por cerca de R$ 20 mil reais foi encontrado sendo negociado em um ferro-velho em Samambaia. Via Jornal de Brasília Leia também: Estamos na iminência de uma 3° Guerra Mundial

  • Terror em Brasília: Padre é estrangulado após a missa na Asa Norte

    A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, anexa ao Colégio Marista na 702 Norte foi palco de um verdadeiro filme de horror na noite deste sábado (21). De acordo com informações da Polícia Militar do Distrito Federal, o padre Kazimierz Wojno logo após a celebração da missa das 18 hs, foi rendido por bandidos. O padre Casemiro, como é chamado pela comunidade, foi encontrado com pés e mãos amarrados e com marcas de estrangulamento. Para a PMDF ficou configurado o latrocínio (roubo seguido de morte). O caseiro José Gonzaga da Costa, que também estava na igreja na hora do acontecido, também foi rendido pelos meliantes, mas conseguiu se livrar das amarras e pedir socorro. José foi machucado nas mãos e braços, mas atendido pelo Corpo de Bombeiros seguiu com a guarnição para o HRAN assustado, porém, consciente. Não é novidade que a Paróquia Nossa Senhora da Saúde entrou na mira de bandidos. Na Pascoa deste ano, o sacrário da igreja, avaliado por cerca de R$ 20 mil reais foi encontrado sendo negociado em um ferro-velho em Samambaia. Via Jornal de Brasília Leia também: Estamos na iminência de uma 3° Guerra Mundial

  • Arcebispo espanhol apresenta argumentos contra ordenação de padres casados na Amazônia

    O arcebispo de Mérida-Badajoz, mons. Celso Morga, desencoraja a ordenação de padres a homens casados, mesmo que se comprometam com a continência, dada a proposta do Sínodo Amazônico de ordenar idosos casados ​​em áreas remotas (EP / InfoCatólica) “Hoje existem circunstâncias para a Igreja Latina voltar à prática de ordenar homens casados, exigindo continência? Se se pensa que a Igreja tentou reduzir essas ordenações por causa de seus inconvenientes e ordenar apenas homens celibatários, não parece conveniente restaurar uma prática já obsoleta nas atuais circunstâncias ”, diz o arcebispo espanhol, que foi durante anos secretário da Congregação para o Clero, em artigo publicado na revista Word. O prelado admite que, de uma perspectiva histórica, “nada impede a ordenação de anciãos ou viúvos celibatários, ou mesmo pessoas casadas, se ambos os cônjuges concordarem em manter a continência” , mas lembre-se de que é uma prática há muito abandonada, cuja restauração Não considere oportuno. “Está claro que a mentalidade atual não entenderia essa continência hoje, mas esse não era o modo de pensar nas comunidades cristãs primitivas, muito mais próximo da pregação de Jesus e dos apóstolos”, acrescenta ele. Monsr Celso Morga apóia seus argumentos, entre outros, no cardeal Alfonso M. Stickler e Chistian Cochini, que “mostraram que o celibato por ordens sagradas na Igreja dos primeiros séculos não deve ser entendido apenas no sentido de uma proibição. casar-se, mas também no caso de uma continência perfeita para o ordenado já estar casado, e isso era normal ». Morga também aponta em seu artigo que “a história da Igreja mostra a profunda união entre o celibato dos ministros sagrados e a linguagem e o espírito do Evangelho”. ” Longe de ser uma provisão de origem puramente eclesiástica, humana e suscetível de derrogação, parece uma prática originada no próprio Jesus e nos apóstolos , muito antes de ser estabelecida por lei”, diz ele. Seu artigo está enquadrado no contexto do debate que surgiu após o documento de trabalho (Instrumentum laboris) sobre o próximo Sínodo da Amazônia, convocado pelo Papa Francisco para o próximo mês de outubro em Roma. Via Infocatólica O Sínodo sobre a Amazônia e as propostas sobre o celibato Escrito por Dom Celso Morga Iruzubieta O documento de trabalho do Sínodo na Amazônia contém o pedido para estudar a possibilidade de ordenar padres a pessoas que cumprem certas condições, mesmo que estejam unidas em casamento. O autor, que também foi secretário da Congregação para o Clero, expressa sua opinião O Instrumentum laboris para o Sínodo dos Bispos na Amazônia colocou sobre a mesa a possibilidade de ordenar padres casados, testados em virtude e fidelidade à Igreja. A propósito, não podemos deixar de levar em conta – como o Cardeal Alfonso M. Stickler e Christian Cochiní SI mostraram, entre outros – que o celibato de ordens sagradas na Igreja dos primeiros séculos não deve ser entendido apenas no sentido de uma proibição de casamento, mas também no de uma continência perfeita para os ordenados já casados, e isso era normal. Os documentos dos Concílios, dos Pontífices e dos Padres dos três primeiros séculos referentes à continência do celibato respondem, em geral, a dúvidas ou abordagens que respondiam ao celibato dos ministros sagrados em geral no sentido de não exigir a casou-se com a perfeita continência após a ordenação, como no cânon 33 do Concílio de Elvira (305?): “Achamos bom proibir absolutamente que bispos, presbíteros e diáconos não tivessem relações (sexuais) com a própria mulher” . São documentos que mostram a vontade de permanecer fiéis à tradição dos “antigos” e até à tradição apostólica, cuja defesa inspirará pontífices, santos padres ou padres do conselho a se oporem a inovações suspeitas neste assunto. À luz desses documentos, seria anacrônico tornar dependente a origem do celibato dos ministros no momento em que tais normas são promulgadas ou pensar que começou a ser praticada quando foram promulgadas. Aqueles testemunhos escritos dos s. III e IV refletem uma prática mais antiga e, portanto, devem ser entendidos. Por outro lado, deve-se distinguir nesses primeiros séculos entre “proibição de celibato” de se casar após a ordenação e “continência de celibato”, como uma obrigação de observar a continência perfeita que se casou antes de receber ordens sagradas. A história da Igreja mostra a profunda união entre o celibato dos ministros sagrados e a linguagem e o espírito do Evangelho. Longe de ser uma provisão de origem puramente eclesiástica, humana e suscetível de derrogação, aparece como uma prática originada no próprio Jesus e nos apóstolos, muito antes de ser estabelecida por lei. Jesus Cristo aparece como o único sacerdote do Novo Testamento no qual todo sacerdote e ministro sagrado deveria se modelar, seguindo o exemplo dos apóstolos, primeiros sacerdotes de Cristo, que deixaram “tudo” para segui-lo, incluindo a eventual mulher. Quando São Paulo pede a Timóteo e Tito que escolham ” maridos de uma só esposa” como guias da Igreja , ele pretende garantir a adequação dos candidatos à prática de perfeita continência, que será solicitada quando lhes for imposta a mão. A exegese dessa passagem é autenticada pelos escritos de papas e concílios do século IV, que entendem a tradição anterior de maneira cada vez mais clara, não apenas como uma proibição de se casar novamente se os ordenados eram viúvos, mas também como uma perfeita continência com seus filhos. mulher É por isso que existem testemunhos papais e patrísticos muito antigos que atribuem aos apóstolos a introdução do celibato obrigatório. À luz da Tradição, o que, então, responder à pergunta sobre uma eventual ordenação de homens casados ​​na Igreja hoje? Na opinião do cardeal Stickler, não seria impossível na medida em que lhes fosse exigida continência, como foi amplamente o caso durante o primeiro milênio da Igreja Latina. Quando, no entanto, hoje falamos sobre ordenação de homens casados, geralmente se entende que eles têm a possibilidade de continuar a vida de casados ​​após a ordenação, ignorando que tal concessão nunca foi feita nos tempos antigos, quando homens casados ​​eram ordenados. Existem circunstâncias hoje para a Igreja Latina voltar à prática de ordenar homens casados, exigindo continência? Se se pensa que a Igreja tentou reduzir essas ordenanças por causa de seus inconvenientes e ordenar apenas aos homens celibatários, não parece conveniente restaurar uma prática já obsoleta nas circunstâncias atuais. Nada impede a ordenação de anciãos ou viúvos celibatários ou mesmo pessoas casadas, se ambos os cônjuges concordarem em manter a continência. É claro que a mentalidade atual não entenderia essa continência hoje, mas esse não era o modo de pensar nas comunidades cristãs primitivas, muito mais próximo da pregação de Jesus e dos apóstolos. Então, por que as diferentes disciplinas das igrejas católicas orientais? O próprio cardeal Stickler responde: na Igreja Latina, o testemunho dos Padres e as leis dos Concílios, sob a orientação do Bispo de Roma, constituem um conjunto mais coerente do que nos textos orientais, mais sombrios e mutáveis ​​por várias razões: influência da heresias como o arianismo; falta de reação suficiente das hierarquias ao abuso; ausência de um exercício efetivo de vigilância por parte dos pontífices romanos … Por essas e outras razões, o Oriente conhece um relaxamento da primeira disciplina, que será institucionalizada no Conselho de Trullo ou Quininsesto do ano 691. Celso Morga Iruzubieta Arcebispo de Mérida-Badajoz Via Almudi Clique aqui para ler outros artigos com sobre o Sínodo da Amazônia.

  • Arcebispo espanhol apresenta argumentos contra ordenação de padres casados na Amazônia

    O arcebispo de Mérida-Badajoz, mons. Celso Morga, desencoraja a ordenação de padres a homens casados, mesmo que se comprometam com a continência, dada a proposta do Sínodo Amazônico de ordenar idosos casados ​​em áreas remotas (EP / InfoCatólica) “Hoje existem circunstâncias para a Igreja Latina voltar à prática de ordenar homens casados, exigindo continência? Se se pensa que a Igreja tentou reduzir essas ordenações por causa de seus inconvenientes e ordenar apenas homens celibatários, não parece conveniente restaurar uma prática já obsoleta nas atuais circunstâncias ”, diz o arcebispo espanhol, que foi durante anos secretário da Congregação para o Clero, em artigo publicado na revista Word. O prelado admite que, de uma perspectiva histórica, “nada impede a ordenação de anciãos ou viúvos celibatários, ou mesmo pessoas casadas, se ambos os cônjuges concordarem em manter a continência” , mas lembre-se de que é uma prática há muito abandonada, cuja restauração Não considere oportuno. “Está claro que a mentalidade atual não entenderia essa continência hoje, mas esse não era o modo de pensar nas comunidades cristãs primitivas, muito mais próximo da pregação de Jesus e dos apóstolos”, acrescenta ele. Monsr Celso Morga apóia seus argumentos, entre outros, no cardeal Alfonso M. Stickler e Chistian Cochini, que “mostraram que o celibato por ordens sagradas na Igreja dos primeiros séculos não deve ser entendido apenas no sentido de uma proibição. casar-se, mas também no caso de uma continência perfeita para o ordenado já estar casado, e isso era normal ». Morga também aponta em seu artigo que “a história da Igreja mostra a profunda união entre o celibato dos ministros sagrados e a linguagem e o espírito do Evangelho”. ” Longe de ser uma provisão de origem puramente eclesiástica, humana e suscetível de derrogação, parece uma prática originada no próprio Jesus e nos apóstolos , muito antes de ser estabelecida por lei”, diz ele. Seu artigo está enquadrado no contexto do debate que surgiu após o documento de trabalho (Instrumentum laboris) sobre o próximo Sínodo da Amazônia, convocado pelo Papa Francisco para o próximo mês de outubro em Roma. Via Infocatólica O Sínodo sobre a Amazônia e as propostas sobre o celibato Escrito por Dom Celso Morga Iruzubieta O documento de trabalho do Sínodo na Amazônia contém o pedido para estudar a possibilidade de ordenar padres a pessoas que cumprem certas condições, mesmo que estejam unidas em casamento. O autor, que também foi secretário da Congregação para o Clero, expressa sua opinião O Instrumentum laboris para o Sínodo dos Bispos na Amazônia colocou sobre a mesa a possibilidade de ordenar padres casados, testados em virtude e fidelidade à Igreja. A propósito, não podemos deixar de levar em conta – como o Cardeal Alfonso M. Stickler e Christian Cochiní SI mostraram, entre outros – que o celibato de ordens sagradas na Igreja dos primeiros séculos não deve ser entendido apenas no sentido de uma proibição de casamento, mas também no de uma continência perfeita para os ordenados já casados, e isso era normal. Os documentos dos Concílios, dos Pontífices e dos Padres dos três primeiros séculos referentes à continência do celibato respondem, em geral, a dúvidas ou abordagens que respondiam ao celibato dos ministros sagrados em geral no sentido de não exigir a casou-se com a perfeita continência após a ordenação, como no cânon 33 do Concílio de Elvira (305?): “Achamos bom proibir absolutamente que bispos, presbíteros e diáconos não tivessem relações (sexuais) com a própria mulher” . São documentos que mostram a vontade de permanecer fiéis à tradição dos “antigos” e até à tradição apostólica, cuja defesa inspirará pontífices, santos padres ou padres do conselho a se oporem a inovações suspeitas neste assunto. À luz desses documentos, seria anacrônico tornar dependente a origem do celibato dos ministros no momento em que tais normas são promulgadas ou pensar que começou a ser praticada quando foram promulgadas. Aqueles testemunhos escritos dos s. III e IV refletem uma prática mais antiga e, portanto, devem ser entendidos. Por outro lado, deve-se distinguir nesses primeiros séculos entre “proibição de celibato” de se casar após a ordenação e “continência de celibato”, como uma obrigação de observar a continência perfeita que se casou antes de receber ordens sagradas. A história da Igreja mostra a profunda união entre o celibato dos ministros sagrados e a linguagem e o espírito do Evangelho. Longe de ser uma provisão de origem puramente eclesiástica, humana e suscetível de derrogação, aparece como uma prática originada no próprio Jesus e nos apóstolos, muito antes de ser estabelecida por lei. Jesus Cristo aparece como o único sacerdote do Novo Testamento no qual todo sacerdote e ministro sagrado deveria se modelar, seguindo o exemplo dos apóstolos, primeiros sacerdotes de Cristo, que deixaram “tudo” para segui-lo, incluindo a eventual mulher. Quando São Paulo pede a Timóteo e Tito que escolham ” maridos de uma só esposa” como guias da Igreja , ele pretende garantir a adequação dos candidatos à prática de perfeita continência, que será solicitada quando lhes for imposta a mão. A exegese dessa passagem é autenticada pelos escritos de papas e concílios do século IV, que entendem a tradição anterior de maneira cada vez mais clara, não apenas como uma proibição de se casar novamente se os ordenados eram viúvos, mas também como uma perfeita continência com seus filhos. mulher É por isso que existem testemunhos papais e patrísticos muito antigos que atribuem aos apóstolos a introdução do celibato obrigatório. À luz da Tradição, o que, então, responder à pergunta sobre uma eventual ordenação de homens casados ​​na Igreja hoje? Na opinião do cardeal Stickler, não seria impossível na medida em que lhes fosse exigida continência, como foi amplamente o caso durante o primeiro milênio da Igreja Latina. Quando, no entanto, hoje falamos sobre ordenação de homens casados, geralmente se entende que eles têm a possibilidade de continuar a vida de casados ​​após a ordenação, ignorando que tal concessão nunca foi feita nos tempos antigos, quando homens casados ​​eram ordenados. Existem circunstâncias hoje para a Igreja Latina voltar à prática de ordenar homens casados, exigindo continência? Se se pensa que a Igreja tentou reduzir essas ordenanças por causa de seus inconvenientes e ordenar apenas aos homens celibatários, não parece conveniente restaurar uma prática já obsoleta nas circunstâncias atuais. Nada impede a ordenação de anciãos ou viúvos celibatários ou mesmo pessoas casadas, se ambos os cônjuges concordarem em manter a continência. É claro que a mentalidade atual não entenderia essa continência hoje, mas esse não era o modo de pensar nas comunidades cristãs primitivas, muito mais próximo da pregação de Jesus e dos apóstolos. Então, por que as diferentes disciplinas das igrejas católicas orientais? O próprio cardeal Stickler responde: na Igreja Latina, o testemunho dos Padres e as leis dos Concílios, sob a orientação do Bispo de Roma, constituem um conjunto mais coerente do que nos textos orientais, mais sombrios e mutáveis ​​por várias razões: influência da heresias como o arianismo; falta de reação suficiente das hierarquias ao abuso; ausência de um exercício efetivo de vigilância por parte dos pontífices romanos … Por essas e outras razões, o Oriente conhece um relaxamento da primeira disciplina, que será institucionalizada no Conselho de Trullo ou Quininsesto do ano 691. Celso Morga Iruzubieta Arcebispo de Mérida-Badajoz Via Almudi Clique aqui para ler outros artigos com sobre o Sínodo da Amazônia.

  • Sacerdotes casados ​​são uma opção possível para a Amazônia, diz porta-voz do Vaticano

    O sínodo discutirá a ordenação de idosos que já têm um papel de responsabilidade, disse Andrea Tornielli Andrea Tornielli, diretora editorial do Dicastério para Comunicações no Vaticano, disse que os padres casados ​​serão objeto de discussão durante o próximo sínodo de bispos na Amazônia, que ocorrerá de 6 a 27 de outubro em Roma, mas observou que o sínodo não tem poder para tomar decisões sobre o assunto. “O sínodo discutirá a possibilidade, para territórios como a Amazônia, de propor a ordenação de homens casados. Ou seja, a ordenação de catequistas, idosos que já têm um papel de responsabilidade em várias comunidades. Mas ainda não é uma decisão tomada, nem é certo que o sínodo chegue a essa decisão ”, disse Tornielli em uma entrevista em 19 de setembro. “De qualquer forma, não seria uma decisão do sínodo, mas seria uma decisão do papa”, disse Tornielli na entrevista, publicada na página do Facebook da conferência dos bispos brasileiros. Tornielli se referiu ao documento de trabalho do sínodo: “Afirma que o celibato é um presente para a Igreja, é pedido que, nas áreas mais remotas da região, seja estudada a possibilidade de ordenação sacerdotal para os idosos, de preferência indígenas, respeitados e aceitos pela comunidade, ainda que ainda ter uma família constituída e estável, com o objetivo de garantir os sacramentos que acompanham e sustentam a vida cristã ”, diz o documento de trabalho. Leia também: Cardeal Sarah: O Sínodo da Amazônia ‘romperia definitivamente’ com a tradição ao permitir padres casados, ministérios femininos Na entrevista, Tornielli explicou que “o sínodo não aprova nada porque é um órgão consultivo, quem decide ser o papa. Sabemos, porque o lemos, o Instrumentum laboris do sínodo menciona as dificuldades que as comunidades em áreas remotas enfrentam ao receber os sacramentos e de ter padres que podem celebrar a missa. ” Ele também observou que “por muitos séculos na Igreja Católica houve padres casados. São os padres das Igrejas Católicas Orientais que retornaram à plena comunhão com Roma. Mas observe, não é que padres possam se casar, mas que pessoas já casadas são ordenadas, isso é para os orientais. ” “O mesmo existe, e talvez isso seja uma surpresa para os nossos ouvintes, na Igreja do Rito Latino, como uma exceção, desde a época de Pio XII. O Papa Pacelli recebeu ex-padres anglicanos que queriam entrar em comunhão com Roma e, quando casados, foram ordenados sacerdotes e sustentam suas famílias ”, continuou ele. Além disso, Tornielli disse então: “O próprio Papa Bento XVI, com a constituição Anglicanorum coetibus , estabeleceu que essa exceção pode continuar no caso dos anglicanos. Então, já existem exceções. ” Leia também: Arcebispo espanhol apresenta argumentos contra ordenação de padres casados na Amazônia De fato, em 2009, o Papa Bento XVI aprovou a criação de ordenados pessoais, jurisdições criadas para receber os anglicanos que solicitam aos milhares que retornem à plena comunhão com a Igreja Católica. Nesse contexto, padres anglicanos casados ​​podem ser ordenados como padres católicos. Uma versão dessa história foi publicada originalmente pela ACI Prensa, parceira em espanhol da CNA. Foi traduzido e adaptado pela CNA. Via Catholic Herald Clique aqui para ler outros artigos com sobre o Sínodo da Amazônia. #Crisenaigreja #SínododaAlemanha #SínododaAmazônia

  • Sacerdotes casados ​​são uma opção possível para a Amazônia, diz porta-voz do Vaticano

    O sínodo discutirá a ordenação de idosos que já têm um papel de responsabilidade, disse Andrea Tornielli Andrea Tornielli, diretora editorial do Dicastério para Comunicações no Vaticano, disse que os padres casados ​​serão objeto de discussão durante o próximo sínodo de bispos na Amazônia, que ocorrerá de 6 a 27 de outubro em Roma, mas observou que o sínodo não tem poder para tomar decisões sobre o assunto. “O sínodo discutirá a possibilidade, para territórios como a Amazônia, de propor a ordenação de homens casados. Ou seja, a ordenação de catequistas, idosos que já têm um papel de responsabilidade em várias comunidades. Mas ainda não é uma decisão tomada, nem é certo que o sínodo chegue a essa decisão ”, disse Tornielli em uma entrevista em 19 de setembro. “De qualquer forma, não seria uma decisão do sínodo, mas seria uma decisão do papa”, disse Tornielli na entrevista, publicada na página do Facebook da conferência dos bispos brasileiros. Tornielli se referiu ao documento de trabalho do sínodo: “Afirma que o celibato é um presente para a Igreja, é pedido que, nas áreas mais remotas da região, seja estudada a possibilidade de ordenação sacerdotal para os idosos, de preferência indígenas, respeitados e aceitos pela comunidade, ainda que ainda ter uma família constituída e estável, com o objetivo de garantir os sacramentos que acompanham e sustentam a vida cristã ”, diz o documento de trabalho. Leia também: Cardeal Sarah: O Sínodo da Amazônia ‘romperia definitivamente’ com a tradição ao permitir padres casados, ministérios femininos Na entrevista, Tornielli explicou que “o sínodo não aprova nada porque é um órgão consultivo, quem decide ser o papa. Sabemos, porque o lemos, o Instrumentum laboris do sínodo menciona as dificuldades que as comunidades em áreas remotas enfrentam ao receber os sacramentos e de ter padres que podem celebrar a missa. ” Ele também observou que “por muitos séculos na Igreja Católica houve padres casados. São os padres das Igrejas Católicas Orientais que retornaram à plena comunhão com Roma. Mas observe, não é que padres possam se casar, mas que pessoas já casadas são ordenadas, isso é para os orientais. ” “O mesmo existe, e talvez isso seja uma surpresa para os nossos ouvintes, na Igreja do Rito Latino, como uma exceção, desde a época de Pio XII. O Papa Pacelli recebeu ex-padres anglicanos que queriam entrar em comunhão com Roma e, quando casados, foram ordenados sacerdotes e sustentam suas famílias ”, continuou ele. Além disso, Tornielli disse então: “O próprio Papa Bento XVI, com a constituição Anglicanorum coetibus , estabeleceu que essa exceção pode continuar no caso dos anglicanos. Então, já existem exceções. ” Leia também: Arcebispo espanhol apresenta argumentos contra ordenação de padres casados na Amazônia De fato, em 2009, o Papa Bento XVI aprovou a criação de ordenados pessoais, jurisdições criadas para receber os anglicanos que solicitam aos milhares que retornem à plena comunhão com a Igreja Católica. Nesse contexto, padres anglicanos casados ​​podem ser ordenados como padres católicos. Uma versão dessa história foi publicada originalmente pela ACI Prensa, parceira em espanhol da CNA. Foi traduzido e adaptado pela CNA. Via Catholic Herald Clique aqui para ler outros artigos com sobre o Sínodo da Amazônia. #Crisenaigreja #SínododaAlemanha #SínododaAmazônia

  • Comunhão na mão ou na boca? Debate sobre a recepção eucarística

    Qualquer fiel, verdadeiramente católico, compreende que a Eucaristia é o que há de mais precioso. Entretanto houve uma mudança, relativamente recente, no modo dos fiéis recebê-La. Conheça, neste artigo, fatos e argumentos históricos que mostram como foi a comunhão durante os séculos, e se a forma que atualmente é a mais popular, é realmente a melhor forma de receber Jesus na Eucaristia. Quando entramos no universo de Deus, geralmente são os pequenos detalhes que nos causam surpresas. Considere a reação da maioria dos personagens bíblicos quando encontram criaturas divinas como os anjos, para não mencionar o Criador. Reconhecendo que eles se depararam com o sobrenatural, quase invariavelmente e imediatamente caíram no chão em adoração [1]. Isso nos dá algumas idéias. Primeiro, nas culturas antigas, era costume se curvar ou prostrar-se diante de alguém de maior autoridade como sinal de respeito e submissão [2]. E também revela o conhecimento inato de nossas almas de ter sido criado para o nosso Criador, bem como o desejo de se juntar a Ele, mas sendo infinitamente indigno Dele. Nossas almas reconhecem nossa indignidade e a manifestação desse reconhecimento é inclinar-se para o chão na adoração. Cego? Qual é a nossa reação ao encontrar Deus? Encontramos o Deus trino como o povo bíblico? Todo fiel católico admite que encontramos Deus completamente na Eucaristia pelo menos semanalmente. Parece que, neste caso, temos evidências empíricas suficientes para determinar a disposição dos católicos de hoje em encontrar Jesus pessoalmente. Na maioria das paróquias, vemos que a maioria dos católicos em pé diante do sacerdote ou ministros extraordinários da comunhão, estendendo as mãos para receber Jesus. Este é um forte contraste com o que vemos nos da Bíblia. Agora surge uma pergunta. As pessoas na Bíblia apenas se curvam às suas antigas normas sociais, ou estão expressando a doçura reservada às criaturas que têm a visão beatífica e, mais importante, o culto de latria devido a Deus? Parece que eles estavam expressando a devida reverência, a devida adoração. Por que os católicos de hoje não oferecem o mesmo nível de adoração ao nosso Salvador feito carne na Eucaristia? Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Mudança para a mão Por que a Igreja instituiu a prática da comunhão na mão? Por que ele invadiu toda a Igreja em tão pouco tempo? Essa mudança ocorreu devido à negligência dos bispos holandeses logo após o Vaticano II. A comunhão em pé e na mão tinha sido até então uma ideia protestante implantada durante a Revolução . Após o Vaticano II, a prática começou a ser usada nas paróquias da Holanda sem ser interrompida pela Conferência Episcopal. Este abuso se espalhou para a Alemanha, França e Bélgica. Desde que se espalhou, o papa Paulo VI encarregou os bispos do mundo para responder a perguntas sobre essa prática. Com a resposta dos bispos, o Papa promulgou a Instrução Memoriale Domini (29 de maio de 1969). Esta instrução incluiu o seguinte: Os bispos do mundo eram totalmente contra essa mudança. A maneira tradicional de distribuir a comunhão deve ser mantida. A mudança pode levar a irreverência, profanação e adulteração da doutrina correta. Mesmo na conclusão do documento, ele exortou os bispos do mundo a manter a antiga prática para o bem de toda a Igreja. Portanto, é impressionante que o papa Paulo VI tenha perdoado essa prática por razões “pastorais”. Os países que já tinham essa prática, e uma maioria de dois terços, poderiam solicitar esse perdão. Foi imediatamente concedido à Holanda, França, Alemanha e Bélgica, e no final da década de 1970 já havia se espalhado pelo mundo como norma para receber a comunhão na Igreja Católica. O principal argumento usado para defender essa mudança na prática foi o ” recurso ” (renovação) – a noção de que a Igreja estava voltando à prática dos primeiros cristãos. Vamos examinar esse argumento. Recepção da Comunhão na História da Igreja A Igreja Primitiva Como os primeiros cristãos receberam a comunhão? É uma pergunta difícil. A Igreja primitiva (antes de 313) foi proibida e foi perseguida por um longo tempo. Somente quando Constantino publicou o edital de Milão que a Igreja começou a ter alguma estabilidade. Mesmo assim, os cristãos foram amplamente perseguidos. Por essa razão, não existe ou muitos documentos sobreviveram às práticas litúrgicas dos primeiros cristãos. O Didache (96 DC) não menciona como recebê-lo – apenas que, certamente , eles receberam no dia do Senhor. No entanto, existem pistas interessantes que podemos descobrir observando o Antigo Testamento. Essas pistas podem fornecer idéias úteis sobre o quanto os cristãos poderiam recebê-la. Primeiro, os três maiores profetas do Antigo Testamento receberam a Palavra de Deus em suas bocas no início de seu ministério [3] . Além disso, os judeus não sabiam como abordar o sagrado. A história de Oza vem à mente [4]. Somente os levitas, que foram consagrados por Deus, podiam tocar a Arca da Aliança [5]. Sabendo disso, parece legítimo perguntar se os apóstolos, os (bispos) consagrados por Jesus, teriam permitido que os membros não consagrados da Igreja toquem o corpo, sangue, alma e divindade de nosso Senhor na Eucaristia. Embora esse argumento não seja franco, mostra que é razoável argumentar que os primeiros cristãos podem ter recebido comunhão na boca. [6] . Era Patrística e Medieval Avançando em direção à Era Patrística e à Era Medieval, da qual possuímos uma documentação mais extensa, podemos estabelecer de maneira mais definitiva a maneira de receber a comunhão praticada na Igreja. As citações a seguir mostram que na Igreja a norma era comunhão na boca: O Conselho de Saragoça (380): Excomungue qualquer um que se atreve a receber a Sagrada Comunhão em suas mãos . O Sínodo de Toledo (400) confirma esta frase. Papa São Leão, o Grande (440–461): “Hoc enim orit sumitur quod fide creditur” traduzido como “Isso é certamente recebido pela boca, em que acreditamos pela fé” [7] . 6º Concílio Ecumênico de Constantinopla (680-681) proibiu aos crentes tomar a Sagrada Hóstia nas mãos, excomungando transgressores. O Sínodo de Córdoba (839): condenou a seita dos chamados “casianos” por se recusarem a receber a Sagrada Comunhão diretamente na boca [8] . O Sínodo de Rouen (878) disse: “Nas mãos de nenhum leigo, homem ou mulher, a Eucaristia deve ser colocada, mas apenas na boca” . Mais indiretamente, as citações a seguir também demonstram a prática da comunhão na boca na Igreja. Segue-se dessa premissa que, se os vasos e mãos do sacerdote que tocam a Eucaristia devem ser consagrados, eles não devem ser colocados nas mãos dos leigos. Papa St. Sixtus I (cerca de 115): “As espécies sagradas não devem ser manipuladas por outros que não são consagrados ao Senhor” [9] . Santo Tomás de Aquino (1225–1274): “por reverência a este sacramento, nada o toca, exceto o que é consagrado, uma vez que o corpo e o cálice são consagrados, e também as mãos do sacerdote para tocar esse sacramento” [10] . A posição oposta Qualquer indivíduo que levantar um argumento a favor de uma questão de fé, moral ou tradição, deve levantar um forte argumento na posição oposta, para não cair no viés da confirmação ou no argumentum ad logicam (subterfúgio). É por isso que gostaria de considerar alguns dos textos usados ​​para apoiar a comunhão em mãos, relacionados ao recurso , uma vez que geralmente é o principal argumento a favor da comunhão em mãos. Assista o vídeo antes de continuar a leitura: São Cirilo de Jerusalém (350) “Quando você se aproximar da comunhão, faça com a mão direita um trono para a mão esquerda que receberá o rei. Na cavidade da mão, ele recebe o corpo de Cristo, e Amém responde. ” [11] . À primeira vista, essa citação parece um forte argumento a favor da prática da comunhão em mãos durante a Era Patrística. Este fragmento vem de uma das cinco catequeses da Páscoa (mistagógicas) atribuídas a São Cirilo. Suas 18 catequeses para os catecúmenos que estavam se preparando para o batismo são incontestáveis, mas há um debate sobre se essas cinco catequeses subsequentes foram corretamente atribuídas ao grande santo. O Dr. Taylor Marshall é um estudioso que duvida disso. Ele afirma que alguns manuscritos não atribuem essa catequese a São Cirilo [12]. Além disso, ele escreve que essa mesma citação continua e menciona que o corpo de Cristo deve ser trazido próximo aos olhos e na testa e que quem o recebe deve tocar seus lábios com o precioso Sangue de nosso Senhor [13] . Além disso, o mesmo código mistagógico oferece alguns textos bastante confusos para os promotores da comunhão em questão: “… não com mãos estendidas, mas dobrando-as e com adoração e reverência …” “… Cuidando para que nada se perca dele. Bem, o que você quiser, considere isso tirado de seus próprios membros. Bem, diga-me, se alguém lhe desse documentos de ouro, você não os levaria com muito cuidado e diligência, cuidando para que nada se perdesse e você fosse prejudicado? Você não tentará com muito mais cuidado e vigilância que nem derrube uma migalha, que é muito mais valiosa do que ouro e pedras preciosas? ” [14] . Parece razoável duvidar da legitimidade dessa citação, uma vez que ela tem algumas afirmações confusas e estranhas sobre a recepção da comunhão e que alguns estudiosos duvidam que ela tenha sido atribuída corretamente a São Cirilo de Jerusalém. No entanto, estou disposto a garantir sua autenticidade. São Basílio (330–379) São Basílio é freqüentemente usado como fonte para demonstrar a existência da comunhão em mãos durante a Era Patrística. Contudo, ele afirma claramente que receber comunhão em suas próprias mãos só é permitido em tempos de perseguição ou, como no caso de monges no deserto, quando não há diácono ou padre disponível para entrega [15] . Outras obras Santo Atanásio (298–373), São Cipriano (210–258), São João Chrisostomo (349–407) e Teodoro da Mopsuestia (350–428) podem atestar a prática da comunhão na mão. Santo Atanásio refere-se à lavagem das mãos antes da recepção. San Cipriano, San Juan Crisóstomo e Teodoro de Mopsuestia mencionam coisas semelhantes, como a recepção na mão direita para depois adorar e beijá-lo [16] . Não está claro qual foi a prática prolongada desde os tempos apostólicos até a publicação do Edito de Milão (313). Destas obras, pode-se ver claramente que a recepção da comunhão na mão foi praticada na primeira parte da Era Patrística na Igreja (por volta de 313-400). No entanto, parece que, no final dos anos 300, a comunhão na boca se tornou popular e se tornaria a norma para sua recepção. Portanto, a comunhão na mão havia diminuído no final da Era Patrística e acabaria por trazer sérias conseqüências, como a excomunhão. Por que essa mudança de prática no final da Era Patrística? Textos como os de São Cirilo de Jerusalém e Teodoro de Mopsuestia podem nos dar uma ideia clara. Eles mencionam levar o Corpo Eucarístico e o Sangue de Nosso Senhor aos nossos olhos, lábios e testa [17]. A Igreja, com a inspiração do Espírito Santo, considerou mais apropriado mudar a prática para uma adoração mais apropriada de Nosso Senhor. O carvão queimado dos serafins [18] era agora a base para uma correta recepção litúrgica da Eucaristia. Outros fatores que foram claramente levados em consideração foram a possível perda de partículas da Eucaristia e o possível roubo de hóstias consagrada s. Uma vez que a Eucaristia é a “fonte e cume da vida cristã” [19], conclui-se que protegê-lo teria sido a primeira e maior preocupação da Igreja. Finalmente, a Igreja viu na prática da comunhão de joelhos e na boca uma maneira de aumentar a fé na presença real do Senhor na Eucaristia . Uma boa maneira de confirmar esta afirmação é observar a Revolução Protestante. Zwingli e Calvino negaram a Presença Real, e sua solução para reduzir a crença nesse dogma de fé foi introduzir a posição e a mão da comunhão [20] . O que deve ser feito? Não admira que a crença na Presença Real tenha caído desde o Vaticano II. O Índice dos Principais Indicadores Católicos de Kenneth C. Jones mostra a queda de todas as principais categorias estatísticas da Igreja Católica desde o final da década de 1950 até meados da década de 1960 e até o ano 2000. Pode-se dizer que esses números devem ser piores 20 anos depois. Também o novo estudo do Pew Research Center sobre a crença dos católicos na presença real é impressionante . Sei que esta crise não pode ser atribuída apenas à mudança no modo de receber a comunhão, mas não posso deixar de pensar que está diretamente relacionado. Lex Orandi, Lex Credendi – Não pode ser mais óbvio do que neste ponto em particular. A pergunta parece trazer uma resposta óbvia: abolir a comunhão de pé e de mão em favor dos mais reverentes e adequados, ajoelhados e na boca. Volte a grade para o altar! O cardeal Sarah acredita que uma das principais prioridades de Satanás seria, sem dúvida, atacar a crença na presença real. É difícil argumentar com sua apreciação. Desde que os perdões concedidos pela Santa Sé começaram em 1969, e não são infalíveis por natureza, eles poderiam ser facilmente revogados. Seria um pouco de humildade admitir que retornar à comunhão na mão era um erro imprudente. A tradição da igreja poderia apoiar tal revogação. Até a documentação do atual Vaticano garante a comunhão na boca sobre a comunhão na mão. Antes de concluir, vamos considerar uma das revelações privadas mais populares da Igreja Católica. Fátima é conhecida por seu segredo de três partes revelado por Nossa Senhora. O que não é tão conhecido é o tratamento dado à Eucaristia. Assista o vídeo antes de continuar a leitura: Quando o anjo apareceu na Loca do Cabeço, “ele tinha um cálice na mão esquerda e acima dele, no ar, havia uma hoste de onde gotas de sangue caíam sobre o cálice.” O anjo deixou o cálice e a hóstia suspensos no ar e ajoelhou-se no chão ao lado das crianças e repetiu com elas três vezes a seguinte frase: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-o profundamente e ofereço-lhe o precioso corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, presente em todos os tabernáculos do mundo, em reparação de sufrágios, sacrilégios e indiferença por meios pelos quais Ele está ofendido. E pelos infinitos méritos de seu Sagrado Coração e pelo Imaculado Coração de Maria, peço humildemente a conversão dos pobres pecadores. Então ele se levantou, pegou o cálice e hóstia nas mãos e entregou a Lúcia, e entregou o conteúdo do cálice a Jacinta e Francisco, dizendo ao mesmo tempo: “Pegue e beba o Corpo e Sangue de Jesus Cristo terrivelmente agravado pela ingratidão dos homens. Ofereça reparação a eles e consolará a Deus.” Então, mais uma vez, ele se curvou ao chão com as crianças e repetiu a oração à Santíssima Trindade três vezes e desapareceu. O anjo e as crianças se prostraram diante do corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor para fazer um ato de adoração orando pela reparação dos pecados do mundo. O testemunho e as obras de arte de Lucia, nesta cena, mostram o anjo dando comunhão às crianças em suas bocas enquanto elas continuam de joelhos. Então eles fazem um agradecimento. Que belo testemunho sobre a maneira correta de receber a Eucaristia. Como a Igreja nos convida a imitar anjos e santos, não devemos atender a este convite e receber a Eucaristia como o anjo nos mostrou? Para uma análise mais completa do assunto, recomendo o excelente trabalho do bispo Athanasius Schneider, intitulado “Dominus Est”. André Levesque Assista e compartilhe este vídeo: [1] Um rápido estudo do Novo e do Antigo Testamento revela vários casos em que isso era verdade. Nb 22:31 (Balaão cai de cara no chão quando Deus lhe revela o anjo que está no seu caminho) Is 6: 2 (até os serafins cobrem o rosto na presença de Deus) Mt 2:11 (Os sábios quando encontram o menino Jesus) Mt 28: 9 (Maria Madalena vendo Jesus ressuscitar) Ap 5:14 (os anciãos no céu caíram e adoraram) Apocalipse 11:16 (vinte e quatro anciãos que se sentam no trono caíram cara a cara e adoraram) Ap 1:17 (João, vendo Jesus, caiu a seus pés como se estivesse morto) Mt 28: 4 (o anjo aparece na sepultura e os guardas caem como um morto) [2] O termo correto para essa noção é Prosquinese . [3] Is 6: 7, Jer. 1: 9, Ez. 2: 8–9; 3: 1–3 [4] 2 Sam. 6: 7 [5] 1 Cro. 15: 2 [6] Por uma questão de integridade, devo observar que em Apocalipse 10:10, o anjo entrega o livro a João e João o leva com as mãos. [7] “Orem” aqui em ablativo; no contexto denota instrumentação. Então a boca é o meio pelo qual a Santa Eucaristia é recebida. [8] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, p. 47 [9] Liber Pontificatis, ed. DUCHESNE, I (Paris, 1886), 128 [10] Summa Theologica, Parte III, Q.82, Art. 3, Rep. Obj. 8. [11] Catequese Mystagogica V, xxi-xxii, Migne Patrologia Graeca 33. [12] Outro estudioso semelhante é Michael Davies. Você pode ler o tratado dele sobre esta questão em seu trabalho: Comunhão na mão e outras fraudes semelhantes, P.8 (comunhão na mão e outras fraudes semelhantes) [13] https://taylormarshall.com/2011/01/did-church-fathers-practice-communion.html [14] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, p.23, 26 (citando Catechesis Mystagogica V, ii, xxii). [15] São Basílio, carta 93 [16] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, p.29. [17] Essa prática também é mencionada nas obras de Teodoreto, bispo de Ciro e San Juan de Damasco. [18] Is 6: 7 [19] CCC 1324. [20] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, pp. 37-38 #Comunhão #ComunhãonaMão #Comunhãonaboca #Eucaristia #FormaçõesCatólicas

  • Comunhão na mão ou na boca? Debate sobre a recepção eucarística

    Qualquer fiel, verdadeiramente católico, compreende que a Eucaristia é o que há de mais precioso. Entretanto houve uma mudança, relativamente recente, no modo dos fiéis recebê-La. Conheça, neste artigo, fatos e argumentos históricos que mostram como foi a comunhão durante os séculos, e se a forma que atualmente é a mais popular, é realmente a melhor forma de receber Jesus na Eucaristia. Quando entramos no universo de Deus, geralmente são os pequenos detalhes que nos causam surpresas. Considere a reação da maioria dos personagens bíblicos quando encontram criaturas divinas como os anjos, para não mencionar o Criador. Reconhecendo que eles se depararam com o sobrenatural, quase invariavelmente e imediatamente caíram no chão em adoração [1]. Isso nos dá algumas idéias. Primeiro, nas culturas antigas, era costume se curvar ou prostrar-se diante de alguém de maior autoridade como sinal de respeito e submissão [2]. E também revela o conhecimento inato de nossas almas de ter sido criado para o nosso Criador, bem como o desejo de se juntar a Ele, mas sendo infinitamente indigno Dele. Nossas almas reconhecem nossa indignidade e a manifestação desse reconhecimento é inclinar-se para o chão na adoração. Cego? Qual é a nossa reação ao encontrar Deus? Encontramos o Deus trino como o povo bíblico? Todo fiel católico admite que encontramos Deus completamente na Eucaristia pelo menos semanalmente. Parece que, neste caso, temos evidências empíricas suficientes para determinar a disposição dos católicos de hoje em encontrar Jesus pessoalmente. Na maioria das paróquias, vemos que a maioria dos católicos em pé diante do sacerdote ou ministros extraordinários da comunhão, estendendo as mãos para receber Jesus. Este é um forte contraste com o que vemos nos da Bíblia. Agora surge uma pergunta. As pessoas na Bíblia apenas se curvam às suas antigas normas sociais, ou estão expressando a doçura reservada às criaturas que têm a visão beatífica e, mais importante, o culto de latria devido a Deus? Parece que eles estavam expressando a devida reverência, a devida adoração. Por que os católicos de hoje não oferecem o mesmo nível de adoração ao nosso Salvador feito carne na Eucaristia? Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Mudança para a mão Por que a Igreja instituiu a prática da comunhão na mão? Por que ele invadiu toda a Igreja em tão pouco tempo? Essa mudança ocorreu devido à negligência dos bispos holandeses logo após o Vaticano II. A comunhão em pé e na mão tinha sido até então uma ideia protestante implantada durante a Revolução . Após o Vaticano II, a prática começou a ser usada nas paróquias da Holanda sem ser interrompida pela Conferência Episcopal. Este abuso se espalhou para a Alemanha, França e Bélgica. Desde que se espalhou, o papa Paulo VI encarregou os bispos do mundo para responder a perguntas sobre essa prática. Com a resposta dos bispos, o Papa promulgou a Instrução Memoriale Domini (29 de maio de 1969). Esta instrução incluiu o seguinte: Os bispos do mundo eram totalmente contra essa mudança. A maneira tradicional de distribuir a comunhão deve ser mantida. A mudança pode levar a irreverência, profanação e adulteração da doutrina correta. Mesmo na conclusão do documento, ele exortou os bispos do mundo a manter a antiga prática para o bem de toda a Igreja. Portanto, é impressionante que o papa Paulo VI tenha perdoado essa prática por razões “pastorais”. Os países que já tinham essa prática, e uma maioria de dois terços, poderiam solicitar esse perdão. Foi imediatamente concedido à Holanda, França, Alemanha e Bélgica, e no final da década de 1970 já havia se espalhado pelo mundo como norma para receber a comunhão na Igreja Católica. O principal argumento usado para defender essa mudança na prática foi o ” recurso ” (renovação) – a noção de que a Igreja estava voltando à prática dos primeiros cristãos. Vamos examinar esse argumento. Recepção da Comunhão na História da Igreja A Igreja Primitiva Como os primeiros cristãos receberam a comunhão? É uma pergunta difícil. A Igreja primitiva (antes de 313) foi proibida e foi perseguida por um longo tempo. Somente quando Constantino publicou o edital de Milão que a Igreja começou a ter alguma estabilidade. Mesmo assim, os cristãos foram amplamente perseguidos. Por essa razão, não existe ou muitos documentos sobreviveram às práticas litúrgicas dos primeiros cristãos. O Didache (96 DC) não menciona como recebê-lo – apenas que, certamente , eles receberam no dia do Senhor. No entanto, existem pistas interessantes que podemos descobrir observando o Antigo Testamento. Essas pistas podem fornecer idéias úteis sobre o quanto os cristãos poderiam recebê-la. Primeiro, os três maiores profetas do Antigo Testamento receberam a Palavra de Deus em suas bocas no início de seu ministério [3] . Além disso, os judeus não sabiam como abordar o sagrado. A história de Oza vem à mente [4]. Somente os levitas, que foram consagrados por Deus, podiam tocar a Arca da Aliança [5]. Sabendo disso, parece legítimo perguntar se os apóstolos, os (bispos) consagrados por Jesus, teriam permitido que os membros não consagrados da Igreja toquem o corpo, sangue, alma e divindade de nosso Senhor na Eucaristia. Embora esse argumento não seja franco, mostra que é razoável argumentar que os primeiros cristãos podem ter recebido comunhão na boca. [6] . Era Patrística e Medieval Avançando em direção à Era Patrística e à Era Medieval, da qual possuímos uma documentação mais extensa, podemos estabelecer de maneira mais definitiva a maneira de receber a comunhão praticada na Igreja. As citações a seguir mostram que na Igreja a norma era comunhão na boca: O Conselho de Saragoça (380): Excomungue qualquer um que se atreve a receber a Sagrada Comunhão em suas mãos . O Sínodo de Toledo (400) confirma esta frase. Papa São Leão, o Grande (440–461): “Hoc enim orit sumitur quod fide creditur” traduzido como “Isso é certamente recebido pela boca, em que acreditamos pela fé” [7] . 6º Concílio Ecumênico de Constantinopla (680-681) proibiu aos crentes tomar a Sagrada Hóstia nas mãos, excomungando transgressores. O Sínodo de Córdoba (839): condenou a seita dos chamados “casianos” por se recusarem a receber a Sagrada Comunhão diretamente na boca [8] . O Sínodo de Rouen (878) disse: “Nas mãos de nenhum leigo, homem ou mulher, a Eucaristia deve ser colocada, mas apenas na boca” . Mais indiretamente, as citações a seguir também demonstram a prática da comunhão na boca na Igreja. Segue-se dessa premissa que, se os vasos e mãos do sacerdote que tocam a Eucaristia devem ser consagrados, eles não devem ser colocados nas mãos dos leigos. Papa St. Sixtus I (cerca de 115): “As espécies sagradas não devem ser manipuladas por outros que não são consagrados ao Senhor” [9] . Santo Tomás de Aquino (1225–1274): “por reverência a este sacramento, nada o toca, exceto o que é consagrado, uma vez que o corpo e o cálice são consagrados, e também as mãos do sacerdote para tocar esse sacramento” [10] . A posição oposta Qualquer indivíduo que levantar um argumento a favor de uma questão de fé, moral ou tradição, deve levantar um forte argumento na posição oposta, para não cair no viés da confirmação ou no argumentum ad logicam (subterfúgio). É por isso que gostaria de considerar alguns dos textos usados ​​para apoiar a comunhão em mãos, relacionados ao recurso , uma vez que geralmente é o principal argumento a favor da comunhão em mãos. Assista o vídeo antes de continuar a leitura: São Cirilo de Jerusalém (350) “Quando você se aproximar da comunhão, faça com a mão direita um trono para a mão esquerda que receberá o rei. Na cavidade da mão, ele recebe o corpo de Cristo, e Amém responde. ” [11] . À primeira vista, essa citação parece um forte argumento a favor da prática da comunhão em mãos durante a Era Patrística. Este fragmento vem de uma das cinco catequeses da Páscoa (mistagógicas) atribuídas a São Cirilo. Suas 18 catequeses para os catecúmenos que estavam se preparando para o batismo são incontestáveis, mas há um debate sobre se essas cinco catequeses subsequentes foram corretamente atribuídas ao grande santo. O Dr. Taylor Marshall é um estudioso que duvida disso. Ele afirma que alguns manuscritos não atribuem essa catequese a São Cirilo [12]. Além disso, ele escreve que essa mesma citação continua e menciona que o corpo de Cristo deve ser trazido próximo aos olhos e na testa e que quem o recebe deve tocar seus lábios com o precioso Sangue de nosso Senhor [13] . Além disso, o mesmo código mistagógico oferece alguns textos bastante confusos para os promotores da comunhão em questão: “… não com mãos estendidas, mas dobrando-as e com adoração e reverência …” “… Cuidando para que nada se perca dele. Bem, o que você quiser, considere isso tirado de seus próprios membros. Bem, diga-me, se alguém lhe desse documentos de ouro, você não os levaria com muito cuidado e diligência, cuidando para que nada se perdesse e você fosse prejudicado? Você não tentará com muito mais cuidado e vigilância que nem derrube uma migalha, que é muito mais valiosa do que ouro e pedras preciosas? ” [14] . Parece razoável duvidar da legitimidade dessa citação, uma vez que ela tem algumas afirmações confusas e estranhas sobre a recepção da comunhão e que alguns estudiosos duvidam que ela tenha sido atribuída corretamente a São Cirilo de Jerusalém. No entanto, estou disposto a garantir sua autenticidade. São Basílio (330–379) São Basílio é freqüentemente usado como fonte para demonstrar a existência da comunhão em mãos durante a Era Patrística. Contudo, ele afirma claramente que receber comunhão em suas próprias mãos só é permitido em tempos de perseguição ou, como no caso de monges no deserto, quando não há diácono ou padre disponível para entrega [15] . Outras obras Santo Atanásio (298–373), São Cipriano (210–258), São João Chrisostomo (349–407) e Teodoro da Mopsuestia (350–428) podem atestar a prática da comunhão na mão. Santo Atanásio refere-se à lavagem das mãos antes da recepção. San Cipriano, San Juan Crisóstomo e Teodoro de Mopsuestia mencionam coisas semelhantes, como a recepção na mão direita para depois adorar e beijá-lo [16] . Não está claro qual foi a prática prolongada desde os tempos apostólicos até a publicação do Edito de Milão (313). Destas obras, pode-se ver claramente que a recepção da comunhão na mão foi praticada na primeira parte da Era Patrística na Igreja (por volta de 313-400). No entanto, parece que, no final dos anos 300, a comunhão na boca se tornou popular e se tornaria a norma para sua recepção. Portanto, a comunhão na mão havia diminuído no final da Era Patrística e acabaria por trazer sérias conseqüências, como a excomunhão. Por que essa mudança de prática no final da Era Patrística? Textos como os de São Cirilo de Jerusalém e Teodoro de Mopsuestia podem nos dar uma ideia clara. Eles mencionam levar o Corpo Eucarístico e o Sangue de Nosso Senhor aos nossos olhos, lábios e testa [17]. A Igreja, com a inspiração do Espírito Santo, considerou mais apropriado mudar a prática para uma adoração mais apropriada de Nosso Senhor. O carvão queimado dos serafins [18] era agora a base para uma correta recepção litúrgica da Eucaristia. Outros fatores que foram claramente levados em consideração foram a possível perda de partículas da Eucaristia e o possível roubo de hóstias consagrada s. Uma vez que a Eucaristia é a “fonte e cume da vida cristã” [19], conclui-se que protegê-lo teria sido a primeira e maior preocupação da Igreja. Finalmente, a Igreja viu na prática da comunhão de joelhos e na boca uma maneira de aumentar a fé na presença real do Senhor na Eucaristia . Uma boa maneira de confirmar esta afirmação é observar a Revolução Protestante. Zwingli e Calvino negaram a Presença Real, e sua solução para reduzir a crença nesse dogma de fé foi introduzir a posição e a mão da comunhão [20] . O que deve ser feito? Não admira que a crença na Presença Real tenha caído desde o Vaticano II. O Índice dos Principais Indicadores Católicos de Kenneth C. Jones mostra a queda de todas as principais categorias estatísticas da Igreja Católica desde o final da década de 1950 até meados da década de 1960 e até o ano 2000. Pode-se dizer que esses números devem ser piores 20 anos depois. Também o novo estudo do Pew Research Center sobre a crença dos católicos na presença real é impressionante . Sei que esta crise não pode ser atribuída apenas à mudança no modo de receber a comunhão, mas não posso deixar de pensar que está diretamente relacionado. Lex Orandi, Lex Credendi – Não pode ser mais óbvio do que neste ponto em particular. A pergunta parece trazer uma resposta óbvia: abolir a comunhão de pé e de mão em favor dos mais reverentes e adequados, ajoelhados e na boca. Volte a grade para o altar! O cardeal Sarah acredita que uma das principais prioridades de Satanás seria, sem dúvida, atacar a crença na presença real. É difícil argumentar com sua apreciação. Desde que os perdões concedidos pela Santa Sé começaram em 1969, e não são infalíveis por natureza, eles poderiam ser facilmente revogados. Seria um pouco de humildade admitir que retornar à comunhão na mão era um erro imprudente. A tradição da igreja poderia apoiar tal revogação. Até a documentação do atual Vaticano garante a comunhão na boca sobre a comunhão na mão. Antes de concluir, vamos considerar uma das revelações privadas mais populares da Igreja Católica. Fátima é conhecida por seu segredo de três partes revelado por Nossa Senhora. O que não é tão conhecido é o tratamento dado à Eucaristia. Assista o vídeo antes de continuar a leitura: Quando o anjo apareceu na Loca do Cabeço, “ele tinha um cálice na mão esquerda e acima dele, no ar, havia uma hoste de onde gotas de sangue caíam sobre o cálice.” O anjo deixou o cálice e a hóstia suspensos no ar e ajoelhou-se no chão ao lado das crianças e repetiu com elas três vezes a seguinte frase: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-o profundamente e ofereço-lhe o precioso corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, presente em todos os tabernáculos do mundo, em reparação de sufrágios, sacrilégios e indiferença por meios pelos quais Ele está ofendido. E pelos infinitos méritos de seu Sagrado Coração e pelo Imaculado Coração de Maria, peço humildemente a conversão dos pobres pecadores. Então ele se levantou, pegou o cálice e hóstia nas mãos e entregou a Lúcia, e entregou o conteúdo do cálice a Jacinta e Francisco, dizendo ao mesmo tempo: “Pegue e beba o Corpo e Sangue de Jesus Cristo terrivelmente agravado pela ingratidão dos homens. Ofereça reparação a eles e consolará a Deus.” Então, mais uma vez, ele se curvou ao chão com as crianças e repetiu a oração à Santíssima Trindade três vezes e desapareceu. O anjo e as crianças se prostraram diante do corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor para fazer um ato de adoração orando pela reparação dos pecados do mundo. O testemunho e as obras de arte de Lucia, nesta cena, mostram o anjo dando comunhão às crianças em suas bocas enquanto elas continuam de joelhos. Então eles fazem um agradecimento. Que belo testemunho sobre a maneira correta de receber a Eucaristia. Como a Igreja nos convida a imitar anjos e santos, não devemos atender a este convite e receber a Eucaristia como o anjo nos mostrou? Para uma análise mais completa do assunto, recomendo o excelente trabalho do bispo Athanasius Schneider, intitulado “Dominus Est”. André Levesque Assista e compartilhe este vídeo: [1] Um rápido estudo do Novo e do Antigo Testamento revela vários casos em que isso era verdade. Nb 22:31 (Balaão cai de cara no chão quando Deus lhe revela o anjo que está no seu caminho) Is 6: 2 (até os serafins cobrem o rosto na presença de Deus) Mt 2:11 (Os sábios quando encontram o menino Jesus) Mt 28: 9 (Maria Madalena vendo Jesus ressuscitar) Ap 5:14 (os anciãos no céu caíram e adoraram) Apocalipse 11:16 (vinte e quatro anciãos que se sentam no trono caíram cara a cara e adoraram) Ap 1:17 (João, vendo Jesus, caiu a seus pés como se estivesse morto) Mt 28: 4 (o anjo aparece na sepultura e os guardas caem como um morto) [2] O termo correto para essa noção é Prosquinese . [3] Is 6: 7, Jer. 1: 9, Ez. 2: 8–9; 3: 1–3 [4] 2 Sam. 6: 7 [5] 1 Cro. 15: 2 [6] Por uma questão de integridade, devo observar que em Apocalipse 10:10, o anjo entrega o livro a João e João o leva com as mãos. [7] “Orem” aqui em ablativo; no contexto denota instrumentação. Então a boca é o meio pelo qual a Santa Eucaristia é recebida. [8] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, p. 47 [9] Liber Pontificatis, ed. DUCHESNE, I (Paris, 1886), 128 [10] Summa Theologica, Parte III, Q.82, Art. 3, Rep. Obj. 8. [11] Catequese Mystagogica V, xxi-xxii, Migne Patrologia Graeca 33. [12] Outro estudioso semelhante é Michael Davies. Você pode ler o tratado dele sobre esta questão em seu trabalho: Comunhão na mão e outras fraudes semelhantes, P.8 (comunhão na mão e outras fraudes semelhantes) [13] https://taylormarshall.com/2011/01/did-church-fathers-practice-communion.html [14] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, p.23, 26 (citando Catechesis Mystagogica V, ii, xxii). [15] São Basílio, carta 93 [16] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, p.29. [17] Essa prática também é mencionada nas obras de Teodoreto, bispo de Ciro e San Juan de Damasco. [18] Is 6: 7 [19] CCC 1324. [20] Bispo Athanasius Schneider, “Dominus Est”, pp. 37-38 #Comunhão #ComunhãonaMão #Comunhãonaboca #Eucaristia #FormaçõesCatólicas

  • SOLOVIEV CONTRA TOLSTÓI – Eugène Tavernier

    [O escritor russo Vladimir Soloviev, 1853-1900, morto prematuramente, foi um dos principais adversários do anarquismo cristão de Tolstói. Combateu o tolstoísmo em pelo menos duas de suas obras, como se verá abaixo. Numa delas, encontra-se o famoso conto filosófico “O anticristo”, cujo protagonista, o “Super-homem”, é claramente inspirado em Tolstói]. Esses dois gênios, tão diferentes na aparência e na natureza, se encontraram e entraram em conflito tanto no campo da moral como da religião. O famoso romancista, como sabemos, tinha a pretensão suprema de ser um moralista e até o maior dos moralistas. Na realidade, ele não compreendeu nada disso. O que ele entendeu, ou pensou que entendeu, o fez a partir de um instinto fantasioso e cego, obstinado e volúvel. Tolstói era quase incapaz de um argumento digno desse nome. Nada mais possuía, além de ciência confusa e vulgar. Soloviev, por outro lado, personificava o pensamento metódico, equilibrado mesmo nos esforços mais ardentes e ousados, acostumado a usar os recursos de imenso conhecimento. Tolstói, que tantas vezes invocava a autoridade de Cristo, carecia totalmente de fé cristã e dela não possuía nem a noção, nem o sentido, nem o gosto. Seus comentários sobre o Evangelho, e também sobre a moralidade, são frequentemente pretenciosos e ingênuos. Seu gênio consistia em observar e pintar os sentimentos e as paixões dos indivíduos; e isto ele o fez com argúcia e talento, embora instintivos. Tolstói era todo instinto, todo capricho, enquanto Soloviev submetia suas mais vivas aspirações às regras da lógica, da ciência e da fé. Por algum tempo, ambos pareciam unidos na mesma luta pela liberdade, justiça e caridade (devo lembrar aqui que Solovev sempre foi radicalmente contrário à pena de morte); mas, depressa, Tolstói mergulharia nos caminhos da impiedade e da anarquia; e então a hostilidade dos dois escritores russos tornou-se inevitável, irremediável. Houve relação pessoal entre eles, e Soloviev se esforçou para que houvesse também amizade. Tolstói, apaixonadamente desejoso de ser profeta, só tolerava a contradição quando vinha de homens que não podiam lhe causar embaraços. Soloviev foi obrigado a contradizê-lo e, entre outros exemplos, em muitos pontos do grosso volume intitulado Justificativa do Bem, embora sem nomear seu rival uma única vez. Como observa Radlov, este livro contém “uma permanente polêmica contra as opiniões de Tolstói”. No último livro de Soloviev, Três diálogos, que me deu a oportunidade de publicar o presente estudo introdutório, a doutrina de Tolstói ainda é longa e vigorosamente combatida, de uma forma original, espiritual, elegante, na qual a grande arte literária se põe a serviço de uma filosofia superior, da fé religiosa e da mística. Mais uma vez, o nome do adversário não é mencionado. Tolstói ou Soloviev: qual deles sobreviverá por mais tempo e exercerá a influência mais profunda? Não é difícil adivinhar; ou melhor, nada precisa ser adivinhado. Tolstói deu muitos exemplos dos erros nos quais um gênio desequilibrado pode cair; e, enquanto pensador, desencorajou a confiança e a indulgência. Pelo contrário, o renome e a autoridade de Soloviev não cessam de crescer, e nos meios os mais diferentes. (Em: Vladimir Soloviev, Trois entretiens sur la guerre, la morale et la religion. Trad. do russo e introdução por Eugène Tavernier. Paris, Plon, 1916. O trecho acima foi extraído da introdução de Eugène Tavernier, p. LXXXIII)

  • Inversão de valores: Felipe Neto receberá Medalha da Câmara por distribuir livros gays

    A honraria é a mais alta condecoração da Casa. A Câmara dos Deputados vai conceder ao polêmico youtuber, Felipe Neto, a Medalha de Mérito Legislativo da Casa, por ter distribuído livros com temática LGBT na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O influenciador digital mandou distribuir 14  mil livros em protesto pela tentativa do prefeito, Marcelo Crivella, de barrar obras impróprias para crianças que estavam sendo expostas indevidamente. Essa honraria é a mais alta condecoração oferecida pela Câmara, sendo a primeira entregue a um influenciador digital. “Ação de coragem e posição de liderança num cenário conturbado e marcado por tentativa de calar a diversidade com base em censura deve ser reconhecida e aplaudida”, diz uma nota de autoria do deputado federal Mário Heringer, Segundo Secretário da Câmara. A nota também afirma que o youtuber agiu “em prol da democracia” ao oferecer os livros gratuitamente na Bienal, afirmando ainda que ele se colocou “na mira de preconceituosos irracionais”. Via Gospel Prime

  • Inversão de valores: Felipe Neto receberá Medalha da Câmara por distribuir livros gays

    A honraria é a mais alta condecoração da Casa. A Câmara dos Deputados vai conceder ao polêmico youtuber, Felipe Neto, a Medalha de Mérito Legislativo da Casa, por ter distribuído livros com temática LGBT na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O influenciador digital mandou distribuir 14  mil livros em protesto pela tentativa do prefeito, Marcelo Crivella, de barrar obras impróprias para crianças que estavam sendo expostas indevidamente. Essa honraria é a mais alta condecoração oferecida pela Câmara, sendo a primeira entregue a um influenciador digital. “Ação de coragem e posição de liderança num cenário conturbado e marcado por tentativa de calar a diversidade com base em censura deve ser reconhecida e aplaudida”, diz uma nota de autoria do deputado federal Mário Heringer, Segundo Secretário da Câmara. A nota também afirma que o youtuber agiu “em prol da democracia” ao oferecer os livros gratuitamente na Bienal, afirmando ainda que ele se colocou “na mira de preconceituosos irracionais”. Via Gospel Prime

  • O PERIGO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA: UMA TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO DA IGREJA

    Desde seu anúncio, o Sínodo Pan-Amazônico tem sido rodeado de polêmicas. Diversas autoridades importantes da Igreja, como cardeais, bispos e teólogos já se manifestaram sobre os problemas que podem surgir a partir deste sínodo. Antes mesmo do lançamento do documento de trabalho, preparado especialmente para o sínodo, já haviam suposições sobre os possíveis ataques e armadilhas contra a Igreja que poderiam ser incluídas no debate, entretanto, com o lançamento do documento Instrumentum Laboris, ficou evidente que há problemas graves e, ao contrário do que se esperava, estes ataques contra igreja estão claramente expostos. Para ajudar na compreensão destes graves problemas, preparamos uma série de seis vídeos que serão lançados um por dia. Já está disponível, abaixo, o primeiro vídeo que fará inicialmente uma apresentação do tema. Nos próximos dias lançaremos mais dois vídeos onde será feita uma introdução e contextualização do tema, que serão seguidos por outos três vídeos com o estudo parte a parte do documento Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazônia. Enfim, é de extrema importância que nós católicos estejamos atentos a tudo que seguirá referente ao Sínodo Amazônico e nos esforcemos para estudar e compreender mais sobre o assunto. Sobretudo devemos nos manifestar contra sua concretização, debatendo nas redes sociais sobre o assunto com aqueles que são favoráveis, explicando seus graves problemas, assinando abaixo-assinados contra o sínodo e denunciar seus erros e principalmente rezar pedindo a Deus sua misericórdia. Baixe o documento Instrumentum Laboris para estudo, clique aqui: Instrumentum Laboris para o Sínodo da Amazônia Primeiro vídeo: Introdução e Contextualização – Parte 1 Clique aqui para assistir o vídeo: Segundo vídeo: Introdução e Contextualização – Parte 2 Clique aqui para assistir o vídeo: Terceiro vídeo: Análise do Documento Instrumentum Laboris – Parte 1 Clique aqui para assistir o vídeo: Vídeo de Apresentação Clique aqui para assistir o vídeo de apresentação: Nos próximos dias lançaremos um vídeo por dia. Clique aqui e inscreva-se no nosso canal no YouTube, e ative o sininho, para receber as notificações de acordo com o lançamento. Saiba mais sobre o Sínodo da Amazônia O Sínodo contém graves problemas e diversos cardeais já fizeram críticas ao que se propõe. Você pode ler alguns destes artigos clicando aqui: Artigos sobre Sínodo da Amazônia Estude, denuncie, debata, reze! #Crisenaigreja #SínododaAmazônia #Vaticano

  • O PERIGO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA: UMA TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO DA IGREJA

    Desde seu anúncio, o Sínodo Pan-Amazônico tem sido rodeado de polêmicas. Diversas autoridades importantes da Igreja, como cardeais, bispos e teólogos já se manifestaram sobre os problemas que podem surgir a partir deste sínodo. Antes mesmo do lançamento do documento de trabalho, preparado especialmente para o sínodo, já haviam suposições sobre os possíveis ataques e armadilhas contra a Igreja que poderiam ser incluídas no debate, entretanto, com o lançamento do documento Instrumentum Laboris, ficou evidente que há problemas graves e, ao contrário do que se esperava, estes ataques contra igreja estão claramente expostos. Para ajudar na compreensão destes graves problemas, preparamos uma série de seis vídeos que serão lançados um por dia. Já está disponível, abaixo, o primeiro vídeo que fará inicialmente uma apresentação do tema. Nos próximos dias lançaremos mais dois vídeos onde será feita uma introdução e contextualização do tema, que serão seguidos por outos três vídeos com o estudo parte a parte do documento Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazônia. Enfim, é de extrema importância que nós católicos estejamos atentos a tudo que seguirá referente ao Sínodo Amazônico e nos esforcemos para estudar e compreender mais sobre o assunto. Sobretudo devemos nos manifestar contra sua concretização, debatendo nas redes sociais sobre o assunto com aqueles que são favoráveis, explicando seus graves problemas, assinando abaixo-assinados contra o sínodo e denunciar seus erros e principalmente rezar pedindo a Deus sua misericórdia. Baixe o documento Instrumentum Laboris para estudo, clique aqui: Instrumentum Laboris para o Sínodo da Amazônia Primeiro vídeo: Introdução e Contextualização – Parte 1 Clique aqui para assistir o vídeo: Segundo vídeo: Introdução e Contextualização – Parte 2 Clique aqui para assistir o vídeo: Terceiro vídeo: Análise do Documento Instrumentum Laboris – Parte 1 Clique aqui para assistir o vídeo: Vídeo de Apresentação Clique aqui para assistir o vídeo de apresentação: Nos próximos dias lançaremos um vídeo por dia. Clique aqui e inscreva-se no nosso canal no YouTube, e ative o sininho, para receber as notificações de acordo com o lançamento. Saiba mais sobre o Sínodo da Amazônia O Sínodo contém graves problemas e diversos cardeais já fizeram críticas ao que se propõe. Você pode ler alguns destes artigos clicando aqui: Artigos sobre Sínodo da Amazônia Estude, denuncie, debata, reze! #Crisenaigreja #SínododaAmazônia #Vaticano

  • O Sínodo da Amazônia causará um cisma na Igreja?

    Se os erros panteístas, pelagianos e luteranos do documento de Bogotá e do próprio Instrumentum laboris não forem corrigidos, o Sínodo da Amazônia corre o risco de transformar-se em um Sínodo abertamente cismático. Tradução. Bruno Braga. Nos dias 06 e 07 de setembro, o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) se reuniram em Bogotá para falar do Sínodo de Bispos que será realizado no Vaticano entre 06 e 27 de outubro com o título “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. No comunicado final da reunião, o presidente do CELAM, Monsenhor Miguel Cagrejos, e o presidente do REPAM, o Cardeal Cláudio Hummes, após expressarem “alegria pela convocação do Sínodo pelo Santo Padre”, reiteram sua “esperança de seguir promovendo uma Igreja com rosto amazônico e rosto indígena, para continuar o processo na implementação”. Por ocasião do encontro com o Papa, o recém-nomeado Cardeal Michael Czerny, secretário especial para o Sínodo da Amazônia, declarou: “Amazônia é a primeira palavra do nome do Sínodo. Pode-se afirmar que a Amazônia, com os seus povos, sua realidade, território, habitantes, é o tema do Sínodo, é o seu tema central. Por isso, como primeira, ou melhor, como primeiríssima preocupação está a população, os povos, principalmente os povos indígenas”. No entanto, como sempre acontece nesses encontros, o importante não são as declarações oficiais, mas as reuniões privadas entre os homens-chave e os documentos que circulam entre eles tendo em vista organizar melhor a estratégia com a qual possam alcançar seus objetivos. Um desses documentos, intitulado Rumo ao Sínodo Pan-Amazônico: desafios e contribuições a partir da América Latina e do Caribe, é fruto de uma reunião anterior realizada também na capital da Colômbia, no último mês de abril, por iniciativa das organizações Ameríndia [1] e REPAM [2]. O LifeSiteNews publicou no último dia 03 de setembro este artigo [3], e revelou que no encontro de Bogotá estiveram presentes quatro personagens encarregados pelo Papa Francisco da preparação do Sínodo: o padre Paulo Suess, colaborador próximo do Bispo Erwin Kräutler, membro do conselho pré-sinodal; Maurício López, secretário da REPAM e membro também do mencionado conselho; o padre Justino Sarmento Rezende, assessor indígena; e Peter Hughes, também assessor. Esses quatro senhores seriam os principais redatores do Instrumentum laboris, com o qual trabalharão os padres sinodais em outubro. Como apontam Maike Hickson e Matthew Cullinan Hoffman, autores do artigo publicado pelo LifeSiteNews, o documento de Bogotá tem por objetivo solapar ou inverter os elementos fundamentais da doutrina católica, sustentando que a Igreja não tem o monopólio da salvação, e que o pluralismo e a diversidade de religiões são expressões de uma sábia vontade divina; que as religiões não cristãs têm capacidade para proporcionar a salvação, e que é preciso revalorizar as tradições religiosas pagãs dos indígenas amazônicos; o texto redefine a Eucaristia como ato simbólico da comunidade; ataca o sacerdócio hierárquico do Novo Testamento e prevê a criação de novos ministérios para os leigos, assim como a possibilidade de ordenação de diaconisas e a ordenação sacerdotal de homens casados; promove também uma nova teologia indigenista, feminista e ecológica, e se propõe a exportar esse modelo para criar uma Igreja de rosto amazônico. Por sua vez, o Cardeal Müller assinalou: “Se na Amazônia são ordenados sacerdotes homens dignos que vivem em uniões declaradamente estáveis (sejam eles matrimônios canonicamente válidos ou não?) a fim de proporcionar (!) sacramentos aos fiéis, inclusive sem formação teológica (IL 129, 2), por que isso não seria um incentivo para introduzir os viri probati na Alemanha, onde a sociedade já não aceita o celibato e onde muitos teólogos casados estariam dispostos a ocupar como sacerdotes postos vacantes entre o clero celibatário?” [4] No dia 14 de agosto, em Bogotá, que está se transformando em um dos principais centros de difusão dos erros amazônicos, Isidoro Jajoy, feiticeiro da tribo colombiana inga, concedeu sua bênção a religiosos de ambos os sexos em um dos jardins da sede da Conferência Episcopal Colombiana durante uma das reuniões preparatórias para o Sínodo. A foto viralizou e confirma até que ponto chegou o processo de alteração e constituição da doutrina da Igreja [5]. Está certo o Arcebispo José Luis Azcona, Bispo emérito da Prelazia de Marajó, na região amazônica brasileira, que em uma entrevista concedida à ACIDigital manifestou o seu temor quanto ao perigo de um cisma [6]. Da mesma forma, na Alemanha, o Cardeal Rainer Woelki, Arcebispo de Colônia, expressou em suas declarações ao Kirchenzeitung Köln o seu temor de que “o caminho sinodal empreendido pelo episcopado alemão conduza a um cisma na Igreja alemã e na universal” [7]. É comum na história da Igreja que os cismas precedam as heresias, como aconteceu com o cisma anglicano no século XVI. Hoje, a difusão de erros e heresias precede a formação de uma fratura eclesial, também porque é frequente que, além da Igreja que confronta o Papa, alguns Bispos em nome do Papa preparam sua separação da Igreja. O que fará o Pontífice Bergoglio se o confronto for aberto? No dia 10 de setembro, no avião que o levava de volta a Roma após sua viagem à África, o Papa declarou: “Rezo para que não aconteça, mas não tenho medo de que haja um cisma na Igreja”. Para o mesmo Papa, a possibilidade de uma divisão intereclesial não é remota. Porém, o Vigário de Cristo se equivoca ao não temer uma separação no Corpo Místico. Os católicos que amam de verdade a Igreja têm horror aos cismas e heresias, e estão dispostos a defender até a última gota do seu sangue a pureza e a integridade dos ensinamentos de Cristo. Por essa razão, aumenta a resistência a um Sínodo que poderia passar para a história como o Sínodo cismático da Amazônia. Se os erros panteístas, pelagianos e luteranos do documento de Bogotá e do próprio Instrumentum laboris não forem corrigidos, o Sínodo da Amazônia corre o risco de transformar-se em um Sínodo abertamente cismático, como o foram o filo-ariano de Milão (355), o monofisita de Éfeso (449), o nestoriano de Constantinopla (553), o conciliarista da Basileia (1438) e o jansenista de Pistoia (1786). Na luta contra o arianismo, poucos foram os Bispos, entre eles Santo Eusébio de Vercelli e São Paulino de Tréveris, que no século IV em Milão tiveram a coragem de enfrentar a assembleia e o imperador Constâncio II, que convocou o Sínodo e pretendia impor a ele a sua vontade política. Parece que hoje também são poucos os Cardeais e Bispos que estão dispostos a fazer frente à política do Papa Francisco com o heroísmo exigido pelas circunstâncias. No entanto, crescem as manifestações de fidelidade à Igreja por parte de sacerdotes e leigos, e não só nos Estados Unidos, como disse o Santo Padre, mas em todos os países. Somos filhos de uma Igreja militante que não acolhe nem dá abrigo ao erro, mas o combate e defende a verdade. Uma Igreja que quer conquistar as almas e toda a sociedade para Cristo. Uma Igreja que se afasta de quem no seu foro íntimo professa outra religião. Uma Igreja que confiamos à Santíssima Virgem Maria para que a proteja com os seus anjos nas próximas e decisivas semanas. Adelante La Fe | Via Obra Missionária | Tradução: Bruno Braga #Crisenaigreja #SínododaAmazônia

  • O Sínodo da Amazônia causará um cisma na Igreja?

    Se os erros panteístas, pelagianos e luteranos do documento de Bogotá e do próprio Instrumentum laboris não forem corrigidos, o Sínodo da Amazônia corre o risco de transformar-se em um Sínodo abertamente cismático. Tradução. Bruno Braga. Nos dias 06 e 07 de setembro, o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) se reuniram em Bogotá para falar do Sínodo de Bispos que será realizado no Vaticano entre 06 e 27 de outubro com o título “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. No comunicado final da reunião, o presidente do CELAM, Monsenhor Miguel Cagrejos, e o presidente do REPAM, o Cardeal Cláudio Hummes, após expressarem “alegria pela convocação do Sínodo pelo Santo Padre”, reiteram sua “esperança de seguir promovendo uma Igreja com rosto amazônico e rosto indígena, para continuar o processo na implementação”. Por ocasião do encontro com o Papa, o recém-nomeado Cardeal Michael Czerny, secretário especial para o Sínodo da Amazônia, declarou: “Amazônia é a primeira palavra do nome do Sínodo. Pode-se afirmar que a Amazônia, com os seus povos, sua realidade, território, habitantes, é o tema do Sínodo, é o seu tema central. Por isso, como primeira, ou melhor, como primeiríssima preocupação está a população, os povos, principalmente os povos indígenas”. No entanto, como sempre acontece nesses encontros, o importante não são as declarações oficiais, mas as reuniões privadas entre os homens-chave e os documentos que circulam entre eles tendo em vista organizar melhor a estratégia com a qual possam alcançar seus objetivos. Um desses documentos, intitulado Rumo ao Sínodo Pan-Amazônico: desafios e contribuições a partir da América Latina e do Caribe, é fruto de uma reunião anterior realizada também na capital da Colômbia, no último mês de abril, por iniciativa das organizações Ameríndia [1] e REPAM [2]. O LifeSiteNews publicou no último dia 03 de setembro este artigo [3], e revelou que no encontro de Bogotá estiveram presentes quatro personagens encarregados pelo Papa Francisco da preparação do Sínodo: o padre Paulo Suess, colaborador próximo do Bispo Erwin Kräutler, membro do conselho pré-sinodal; Maurício López, secretário da REPAM e membro também do mencionado conselho; o padre Justino Sarmento Rezende, assessor indígena; e Peter Hughes, também assessor. Esses quatro senhores seriam os principais redatores do Instrumentum laboris, com o qual trabalharão os padres sinodais em outubro. Como apontam Maike Hickson e Matthew Cullinan Hoffman, autores do artigo publicado pelo LifeSiteNews, o documento de Bogotá tem por objetivo solapar ou inverter os elementos fundamentais da doutrina católica, sustentando que a Igreja não tem o monopólio da salvação, e que o pluralismo e a diversidade de religiões são expressões de uma sábia vontade divina; que as religiões não cristãs têm capacidade para proporcionar a salvação, e que é preciso revalorizar as tradições religiosas pagãs dos indígenas amazônicos; o texto redefine a Eucaristia como ato simbólico da comunidade; ataca o sacerdócio hierárquico do Novo Testamento e prevê a criação de novos ministérios para os leigos, assim como a possibilidade de ordenação de diaconisas e a ordenação sacerdotal de homens casados; promove também uma nova teologia indigenista, feminista e ecológica, e se propõe a exportar esse modelo para criar uma Igreja de rosto amazônico. Por sua vez, o Cardeal Müller assinalou: “Se na Amazônia são ordenados sacerdotes homens dignos que vivem em uniões declaradamente estáveis (sejam eles matrimônios canonicamente válidos ou não?) a fim de proporcionar (!) sacramentos aos fiéis, inclusive sem formação teológica (IL 129, 2), por que isso não seria um incentivo para introduzir os viri probati na Alemanha, onde a sociedade já não aceita o celibato e onde muitos teólogos casados estariam dispostos a ocupar como sacerdotes postos vacantes entre o clero celibatário?” [4] No dia 14 de agosto, em Bogotá, que está se transformando em um dos principais centros de difusão dos erros amazônicos, Isidoro Jajoy, feiticeiro da tribo colombiana inga, concedeu sua bênção a religiosos de ambos os sexos em um dos jardins da sede da Conferência Episcopal Colombiana durante uma das reuniões preparatórias para o Sínodo. A foto viralizou e confirma até que ponto chegou o processo de alteração e constituição da doutrina da Igreja [5]. Está certo o Arcebispo José Luis Azcona, Bispo emérito da Prelazia de Marajó, na região amazônica brasileira, que em uma entrevista concedida à ACIDigital manifestou o seu temor quanto ao perigo de um cisma [6]. Da mesma forma, na Alemanha, o Cardeal Rainer Woelki, Arcebispo de Colônia, expressou em suas declarações ao Kirchenzeitung Köln o seu temor de que “o caminho sinodal empreendido pelo episcopado alemão conduza a um cisma na Igreja alemã e na universal” [7]. É comum na história da Igreja que os cismas precedam as heresias, como aconteceu com o cisma anglicano no século XVI. Hoje, a difusão de erros e heresias precede a formação de uma fratura eclesial, também porque é frequente que, além da Igreja que confronta o Papa, alguns Bispos em nome do Papa preparam sua separação da Igreja. O que fará o Pontífice Bergoglio se o confronto for aberto? No dia 10 de setembro, no avião que o levava de volta a Roma após sua viagem à África, o Papa declarou: “Rezo para que não aconteça, mas não tenho medo de que haja um cisma na Igreja”. Para o mesmo Papa, a possibilidade de uma divisão intereclesial não é remota. Porém, o Vigário de Cristo se equivoca ao não temer uma separação no Corpo Místico. Os católicos que amam de verdade a Igreja têm horror aos cismas e heresias, e estão dispostos a defender até a última gota do seu sangue a pureza e a integridade dos ensinamentos de Cristo. Por essa razão, aumenta a resistência a um Sínodo que poderia passar para a história como o Sínodo cismático da Amazônia. Se os erros panteístas, pelagianos e luteranos do documento de Bogotá e do próprio Instrumentum laboris não forem corrigidos, o Sínodo da Amazônia corre o risco de transformar-se em um Sínodo abertamente cismático, como o foram o filo-ariano de Milão (355), o monofisita de Éfeso (449), o nestoriano de Constantinopla (553), o conciliarista da Basileia (1438) e o jansenista de Pistoia (1786). Na luta contra o arianismo, poucos foram os Bispos, entre eles Santo Eusébio de Vercelli e São Paulino de Tréveris, que no século IV em Milão tiveram a coragem de enfrentar a assembleia e o imperador Constâncio II, que convocou o Sínodo e pretendia impor a ele a sua vontade política. Parece que hoje também são poucos os Cardeais e Bispos que estão dispostos a fazer frente à política do Papa Francisco com o heroísmo exigido pelas circunstâncias. No entanto, crescem as manifestações de fidelidade à Igreja por parte de sacerdotes e leigos, e não só nos Estados Unidos, como disse o Santo Padre, mas em todos os países. Somos filhos de uma Igreja militante que não acolhe nem dá abrigo ao erro, mas o combate e defende a verdade. Uma Igreja que quer conquistar as almas e toda a sociedade para Cristo. Uma Igreja que se afasta de quem no seu foro íntimo professa outra religião. Uma Igreja que confiamos à Santíssima Virgem Maria para que a proteja com os seus anjos nas próximas e decisivas semanas. Adelante La Fe | Via Obra Missionária | Tradução: Bruno Braga #Crisenaigreja #SínododaAmazônia

  • Planos para refazer a Igreja com ‘rosto amazônico’ começaram com a eleição do Papa Franc

    ANÁLISE Uma cronologia dos eventos que antecederam o Sínodo Pan-Amazônico acontecendo em Roma no próximo mês mostra como o Papa Francisco em seu papado começou a planejá-lo. O documento de trabalho do Sínodo da Amazônia foi criticado e denunciado pelos principais cardeais por ser “ herético” , “apostasia ” e uma “ruptura com a tradição ” por pressionar por padres casados, ministérios e uma igreja que é mais centrada no homem do que em Deus . O sínodo está agendado para 6 a 27 de outubro em Roma. Já um mês após a eleição de 2013, o papa se reuniu com alguns dos principais organizadores desse sínodo, incluindo o cardeal Claudio Hummes e o cardeal Pedro Barreto, e falou sobre a região amazônica. A cronologia a seguir ajuda a ilustrar como o pequeno grupo em torno do Cardeal Hummes, do Cardeal Barreto, do Bispo Erwin Kräutler e de sua própria organização REPAM (Rede da Igreja Pan Amazônica) está realmente no centro deste Sínodo da Amazônia, um centro que inclui sua própria rede de “ especialistas ”que escreveram o documento preparatório e de trabalho do próximo Sínodo. Nem o REPAM nem a Secretaria do Sínodo dos Bispos responderam às perguntas da LifeSiteNews que são pertinentes à nossa investigação. Esse silêncio é alarmante, uma vez que os organizadores do sínodo prometeram um processo aberto, transparente e orientado para as bases. Os fatos expostos em nossa cronologia sugerem que, por trás do sínodo, há um pequeno grupo de pensadores com a mesma opinião – a maioria deles teólogos da libertação – que planejaram todas as etapas do sínodo e de sua agenda, mas que preferem permanecer quietos em segundo plano. Vamos agora considerar primeiro algumas das principais datas da história da preparação do Sínodo da Amazônia: 2013: Papa Francisco fala da “face amazônica” da Igreja 13 de março de 2013 : O Papa Francisco senta-se ao lado do Cardeal Hummes durante sua eleição. Mais tarde, ele comentou esse evento simbólico e salientou que foi Hummes quem efetivamente lhe deu o nome de Francisco: “Durante a eleição, sentei-me ao lado do arcebispo emérito de São Paulo e do prefeito emérito da Congregação para o Clero, Cardeal Claudio Hummes: um bom amigo, um bom amigo! Quando as coisas pareciam perigosas, ele me encorajou. E quando os votos chegaram a dois terços, houve aplausos habituais, porque o papa fora eleito. E ele me deu um abraço e um beijo, e disse: “Não esqueça os pobres!” E essas palavras vieram a mim: os pobres, os pobres. Então, imediatamente, pensando nos pobres, pensei em Francisco de Assis. Abril de 2013: O então Arcebispo Pedro Barreto Jimeno se encontra com o Papa Francisco e Claudio Hummes, reunião que levou à fundação do REPAM, que por sua vez preparará o Sínodo da Amazônia. De acordo com um relatório do Catholic News Service , Barreto havia se inspirado nos bispos brasileiros e em seu trabalho para a região amazônica – especialmente no que diz respeito aos indígenas e ao meio ambiente durante o encontro dos bispos latino-americanos em 2007 em Aparecida. “Esse compromisso [com questões ambientais e indígenas] levou a uma proposta de uma rede de igrejas abrangendo os nove países da Amazônia. A idéia, que se tornou REPAM, surgiu de uma reunião de 2013 dos bispos e obreiros da Amazônia no Equador, na qual participaram o cardeal brasileiro Claudio Hummes e o designado cardeal Barreto. O papa Francisco havia sido eleito apenas um mês antes da reunião do Equador, e [Mauricio] Lopez [o secretário executivo da REPAM] lembrou que o cardeal Barreto previu o apoio do novo papa às preocupações dos obreiros da Amazônia. ‘Ele disse:’ Espere coisas que você nunca esperou, espere mudanças profundas ”, disse Lopez. Uma dessas coisas inesperadas foi o encontro do papa com indígenas da Amazônia da Bolívia, Brasil e Peru durante sua visita ao Peru em janeiro [2014]. Lá, ele pediu uma igreja com um rosto amazônico. ” Como pode ser visto neste relatório do CNS, o Papa Francisco promoveu a região amazônica e a idéia de uma igreja com uma “face amazônica” desde o início de seu pontificado. Barreto desempenha aqui um papel importante. “O arcebispo de Huancayo [Barreto] tem uma antiga amizade com Jorge Mario Bergoglio e é um dos principais promotores da REPAM, a Rede Eclesial Pan-Amazônica que deu origem ao próximo Sínodo de Bispos dedicado à selva sul-americana”, relatório dos estados da ACA Prensa. Parte do envolvimento do papa Francisco no início de seu pontificado está enraizada na reunião de Aparecida de 2007, na qual o então cardeal Jorge Bergoglio era o editor do documento final, ficando profundamente imerso nos debates dos teólogos da libertação. Como afirma o documento de trabalho do Sínodo Amazônico : “109. De acordo com o Documento de Aparecida, a opção preferencial para os pobres é o critério hermenêutico para analisar propostas para a construção da sociedade (501, 537, 474, 475), e também o critério para o entendimento da Igreja. É também uma das características físicas que caracterizam a Igreja da América Latina e do Caribe (391, 524, 533) e todas as suas estruturas, desde a paróquia até os centros educacionais e sociais (176, 179, 199, 334 337, 338, 446, 550). O rosto da Amazônia é o de uma igreja com uma opção clara para (e com) os pobres [48] e para o cuidado da criação. Dos pobres e da atitude de cuidar dos bens de Deus, novos caminhos são abertos para a Igreja local e continuam em direção à Igreja universal. A Teologia da Libertação tem um histórico de usar a situação dos pobres como pretexto para oferecer soluções para problemas que muitas vezes partem do ensino social da Igreja. Representantes-chave da Teologia da Libertação – entre eles o Pe. Paulo Suess , um dos redatores do documento de trabalho do Sínodo – havia sido convidado pelo cardeal Rodrigez Maradiaga para colaborar com os bispos da reunião de Aparecida e, assim, contribuir para o documento final da reunião. 22-24 de abril de 2013 : A primeira reunião preparatória para a fundação da REPAM ocorre em Puyo, Equador . De acordo com uma reportagem do Vatican News : “Mauricio López nos lembra que ‘foi em abril de 2013 que alguns representantes das equipes missionárias, como a Equipe Itinerante, de instâncias eclesiais também de grande inspiração como o CIMI (Consejo Indigenista Misionero, de Brasil), mas sobretudo agentes de pastoral, pastoral social, pastoral indígena, de um número importante de países da Pan Amazônia e de congregações missionárias inculturadas, como os Consolados, Capuchinhos, Franciscanos e muitos outros. a tecelagem de uma rede. “ O bispo Rafael Cob foi o anfitrião do evento. Mais tarde, ele seria chamado pelo Papa Francisco para o conselho pré-sinodal do Sínodo da Amazônia. O significado desta reunião de Puyo não pode ser subestimado. Isso mostra que, nas raízes do REPAM, também há outra iniciativa iniciada em 1998: a da Itinerant Team (IT), um grupo de jesuítas no Brasil e depois na região pan-amazônica, inspirada na idéia de ser pobre, ajudando os pobres e os povos indígenas e aceitando a religião de todos (que chega ao indiferentismo religioso). O CIMI trabalhou com a TI e faz parte dela desde o início . E o CIMI foi liderado pelo bispo Kräutler por décadas, com Paulo Suess sendo seu secretário geral ou conselheiro teológico. Como um artigo sobre a história da Equipe Itinerante, afirma: “É uma das sementes que germinou na Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM); era sua parteira e faz parte dela. Hoje, no novo contexto do REPAM e do Sínodo Amazônico, a Equipe de Itinerantes ajuda a promover, formar e tecer a Rede de Itinerantes da REPAM. ” O cardeal Hummes e o bispo Kräutler também trabalham juntos na conferência episcopal brasileira, como presidente e secretário da comissão episcopal da Amazônia. O Cardeal Hummes e o Bispo Kräutler, ao escreverem uma carta aberta como representantes da REPAM em 2017, chamaram o fundador da Equipe Itinerante, Padre Claudio Perani , SJ, de “profeta da Amazônia”. Perani morreu em 2008. Ele tem em comum. com pe. Paulo Suess, um dos principais redatores do documento de trabalho do Sínodo da Amazônia, que ambos estudaram no Instituto Lumen Vitae na Bélgica. (Observe como esses dois padres vêm da Europa. Perani é italiano e Suess é alemão.) Em comemoração ao pe. Perani, no décimo aniversário de sua morte, do qual participaram dois colaboradores da equipe preparatória do Sínodo da Amazônia, Perani foi chamado de “precursor da Igreja do Papa Francisco”. Importante para a história do REPAM é o fato de que a TI se reuniu , em julho de 2011, em Quito, Equador, Mauricio Lopez – então secretário da Caritas Equador – para uma colaboração mais estreita. No ano seguinte, em agosto de 2012, Lopez participou da XI Reunião Interamericana em um retiro de TI liderado por Egydio Schwade ( aqui em uma foto com o bispo Kräutler), um dos fundadores do CIMI que já foi secretário geral do CIMI. “Esta reunião foi fundamental para continuar tecendo uma visão, uma missão e um corpo missionário na Amazônia, que atravessa fronteiras [indo além do Brasil, para o Equador]”, afirma o relatório da IT. Posteriormente, chegou à reunião acima mencionada em abril de 2013 em Puyo, Equador, organizada pela Caritas Ecuador. Mais duas reuniões se seguiriam em 2013, sendo uma organizada pelo CELAM, a Conferência dos Bispos da América Latina. Lopez e TI estavam sempre presentes. Como pode ser visto aqui, a história do REPAM remonta a um tempo anterior ao pontificado do Papa Francisco. Em 2019, Mauricio Lopez é elogiado pelo bispo Rafael Cob como “o grande arquiteto da rede eclesial REPAM”. Julho de 2013 : o Papa Francisco visita o Brasil, país onde o Cardeal Hummes e o Bispo Kräutler vivem e trabalham. Hummes e Kräutler são, juntamente com o cardeal Barreto do Peru, os principais prelados para promover o Sínodo da Amazônia. O Papa Francisco sugere pensar em novas maneiras de ajudar o clero nativo, sendo aberto e “corajoso”. Ele diz aos Bispos brasileiros: “Há uma necessidade de formadores de qualidade, especialmente formadores e professores de teologia, para consolidar os resultados alcançados em a área de treinar um clero nativo e de fornecer padres adequados às condições locais e comprometidos em consolidar, por assim dizer, a “face amazônica” da Igreja. Nisto, por favor, peço-lhe, seja corajoso e tenha parrhesia! Na língua “porteño” [de Buenos Aires], não tenha medo ”. Aqui, o Papa Francisco, três meses após sua eleição, já fala da idéia de uma“ face amazônica ”. 17 de dezembro de 2013 : o Papa Francisco escreve uma carta encorajadora para uma reunião de janeiro das Conferências Eclesiais Básicas (BEC) no Brasil, com 4.000 participantes, dando a impressão de que essas comunidades estão voltando . Citando o documento de Aparecida de 2007, o Papa Francis escreve : “Como recordou o Documento de Aparecida , os CEBs são um instrumento que permite que as pessoas obtenham maior conhecimento da Palavra de Deus, um maior compromisso social em nome do Evangelho, pelo nascimento de novas formas de serviço e educação de adultos na fé (n. 178). ”As Comunidades Eclesiais Básicas foram criadas por representantes da Teologia da Libertação e muitas vezes corriam o risco de priorizar questões sociais sobre questões da Fé Católica. 2014: unir forças 4 de abril de 2014 : O Bispo Kräutler, mediante incentivo e recomendação do Cardeal Hummes, tem uma audiência privada com o Papa Francisco. Ele leva seu colaborador próximo, o consultor teológico do CIMI – Paulo Suess – para a reunião . Como Kräutler disse em 2015 sobre esta reunião: “Eu me referi primeiro às nossas comunidades e lamentou que, devido à grande escassez de ministros ordenados, eles só tenham acesso à Eucaristia algumas vezes por ano.” Segundo relatos posterioresde Kräutler, o papa trouxe à tona as idéias do bispo Fritz Lobinger – isto é, ordenar homens casados ​​- bem como as experiências de Chiapas no México, onde um bispo local – Samuel Ruiz García, bispo de San Cristóbal de las Casas – estava ordenando muitos diáconos indígenas casados. Essa última prática havia sido interrompida em 2001 pelo Vaticano, mas o Papa Francisco deveria permiti-la novamente em 2014. Ele também visitou o túmulo do Bispo Ruiz ao visitar o México em 2015. É nesse contexto que o Papa Francisco disse a Kräutler para “ousar propostas ”no que diz respeito à falta de padres. Além disso, o Papa Francisco também convidou o bispo Kräutler para ajudá-lo a escrever sua encíclica Laudato Si . Diz o bispo austríaco: “Então o Papa me revelou que estava pensando em escrever uma encíclica sobre ecologia e já havia encomendado o cardeal Peter KA Turkson, presidente do Pontifício Conselho para Justiça e Paz, para elaborar um rascunho. Eu insisti que um documento tão importante não poderia faltar uma referência clara à Amazônia e aos povos indígenas. O Papa então me pediu para colaborar enviando ao Cardeal algumas de minhas contribuições a esse respeito, o que fiz imediatamente após retornar ao Brasil. Lendo a encíclica [ Laudato Si] agora, encontro vários números do documento, nos quais o papa levou em consideração nossas ansiedades e preocupações e realmente as considerou como suas próprias preocupações. ” Ainda em 2014, o cardeal Hummes e o bispo Kräutler trazem a idéia de ordenar homens casados ​​no quadro da Conferência Episcopal Brasileira, e uma nova comissão está sendo criada, com Hummes como presidente e Kräutler como secretário. O conselheiro dessa comissão é Antonio de Almeida, especialista em Lobinger que mais tarde também foi convidado a participar de uma reunião preparatória para o Sínodo Amazônico em Bogotá, Colômbia. 12 de setembro de 2014 : O REPAM foi oficialmente fundado em Brasília, nos dias 9 e 12 de setembro, em Brasília, Brasil. Os membros fundadores são o CELAM (Conferência Episcopal Latino-Americana), a Confederação Latino-Americana e do Caribe de Religiosos para Homens e Mulheres (CLAR), a Secretaria da Caritas para a América Latina e o Caribe (SELAC) e a Conferência Episcopal Brasileira (CNBB). O Vaticano publicou seu documento fundador . Numa conferência de imprensa em Roma, com a presença do Cardeal Peter Turkson e do Arcebispo Barreto, o Cardeal Hummes – Presidente da REPAM – enviou uma mensagem que as igrejas da região decidiram criar essa rede (REPAM) para unir forças, apoiar e incentivar umas às outras e “ter uma voz profética e cada vez mais importante em nível internacional”. O CIMI e muitas outras organizações e ONGs estão envolvidas na rede. Infelizmente, o REPAM não respondeu a nenhuma das solicitações da LifeSiteNews para receber uma lista completa de quem é especificamente um membro ou colaborador do REPAM. O vice-presidente da REPAM, arcebispo Barreto, posteriormente estabelecerá uma conexão entre a REPAM e a conferência de Aparecida em 2007. Segundo um relatório do CNS , o próprio Barreto foi influenciado por essa conferência e suas discussões sobre questões ambientais e indígenas. O CNS cita Mauricio Lopez dizendo que Barreto ficou impressionado com “a coragem e a clareza profética dos bispos de lá, especialmente os bispos brasileiros (que) lutaram incansavelmente para tornar a Amazônia uma grande prioridade”. Como acrescenta o CNS: “Seções ambientais e indígenas as questões foram incluídas no documento final da conferência, e o Papa Francisco – que como cardeal de Buenos Aires na época liderava a comissão que redigiu o documento – se referia a elas com frequência em sua encíclica, Laudato Si ‘. ” 2015: Vaticano agradecido por apoiar a Rede Eclesial Pan-Amazônica 2 de março de 2015: O Vaticano realiza uma conferência de imprensa apresentando o REPAM ao público. O REPAM expressou sua gratidão ao cardeal Turkson por ajudar e patrocinar o REPAM: “Nossos agradecimentos ao Pontifício Conselho para Justiça e Paz, pessoa da equipe do cardeal Peter Turkson e todos pelo apoio inestimável no processo de crescimento da Rede Eclesial Pan-Amazônica . ” O próprio cardeal Turkson comentou: “Durante vários anos, algumas igrejas latino-americanas se organizaram para enfrentar os desafios regionais do meio ambiente amazônico. O Pontifício Conselho de Justiça e Paz, que acompanha com interesse essas iniciativas, queria acompanhar e patrocinar a Rede Eclesial Panamazzonica (REPAM) desde sua criação, em setembro, em Brasília. Na reunião de coordenação que começará esta tarde, apresentamos com grande prazer o REPAM aqui. ” 2017: Papa Francisco convoca o Sínodo dos Bispos na Região Pan-Amazônica 24 de abril de 2017 : O REPAM visita Washington, DC, sendo convidado também pelos jesuítas. O grupo REPAM estava defendendo seus direitos à terra e à água potável. Entre os membros do REPAM estão o cardeal Hummes e o cardeal Barreto. 15 de outubro de 2017 : O Papa Francisco convoca o Sínodo dos Bispos na Região Pan-Amazônica durante o seu Angelus. Diz-se que o Sínodo nasceu da encíclica ambiental do Papa Francisco em 2015,  Laudato si , que exige um “estilo de vida e espiritualidade” para resistir ao “paradigma tecnocrático”. 27-30 de novembro de 2017 : Em Quito, Equador, ocorreu um primeiro encontro organizado pela REPAM que discute o próximo Sínodo da Amazônia. Os participantes deste encontro foram, entre outros, quatro representantes da Equipe de Itinerários, bem como todas as várias pessoas que em breve seriam convocadas pelo Papa Francisco para ajudar a organizar o Sínodo: Peter Hughes, Paulo Suess, Justino Sarmento, Mauricio Lopez e Irmã Irene Lopes . 2018: Papa Francisco defende ‘espiritualidade nativa’ pagã dos povos indígenas 19 de janeiro de 2018 : O Papa Francisco convocou a primeira reunião do conselho pré-sinodal durante sua visita apostólica a Puerto Maldonado, Peru. Durante essa visita, o Papa se dirige diretamente aos povos indígenas. Falando às tribos nativas, o Papa Francisco diz : “Obrigado por estar aqui e por nos ajudar a ver de perto, em seus rostos, o reflexo desta terra. É uma face diversa, de variedade infinita e enorme riqueza biológica, cultural e espiritual. Aqueles de nós que não vivem nessas terras precisam de sua sabedoria e conhecimento para nos permitir entrar, sem destruir, os tesouros que esta região guarda. ” O Papa Francisco declara que queria “reafirmar com você uma opção sincera para a defesa da vida, a defesa da terra e a defesa das culturas”. Além disso, ele assegura ao público que deseja dialogar com os povos nativos, “reconhecendo e recuperando suas culturas, línguas, tradições, direitos e espiritualidade nativas ”. Implicando que o tempo da colonização foi um período doloroso, o Papa Francisco explica que “o reconhecimento e o diálogo serão a melhor maneira de transformar relacionamentos cuja história é marcada por exclusão e discriminação”. Ele também deseja que os “Povos Indígenas no Voluntário Isolation ”(PIAV) têm seus próprios direitos respeitados. Sobre esses povos, o papa diz que “sua visão cósmica e sua sabedoria têm muito a ensinar àqueles de nós que não fazem parte de sua cultura”. O Papa Francisco, trazendo à tona esses tópicos – bem como o chamado à “proteção de nosso lar comum” – já apresenta aqui temas do próximo Sínodo da Amazônia. Ele também ecoa muito do que o bispo Kräutler e sua equipe missionária indígena disseram ao longo de muitos anos. 8 de março de 2018 : o Papa Francisco nomeou 18 membros do conselho pré-sinodal, entre eles o cardeal Hummes, o cardeal Turkson, o cardeal Barreto e o bispo Kräutler. Dos 18 membros, apenas três são mencionados explicitamente na capacidade de representantes da REPAM: Hummes, Barreto e Mauricio Lopez ( aqui em uma foto com o Papa Francisco.) Na realidade, porém, pesquisas mostram que mais da metade dos membros da REPAM o conselho pré-sinodal está diretamente envolvido com o REPAM – como representantes regionais do REPAM (como, por exemplo, no caso dos bispos Eugenio Coter e Rafael Cob Garcia ), ou como presidente do CIMI (no caso do monsenhor Roque Paloschi ), que em si é um membro da REPAM. Uma das integrantes do conselho é a irmã Maria Irene Lopes de los Santos, secretária executiva da REPAM Brasil , fato omitido quando ela é listada como membro do conselho. Também não é dito que ela também trabalha para Hummes e Kräutler na comissão da Amazônia pertencente à Conferência Episcopal Brasileira. Outro membro do conselho pré-sinodal é o cardeal Carlos Aguiar Retes, arcebispo da Cidade do México. Ele conheceu o Papa Francisco em abril de 2013 como Presidente do CELAM, juntamente com seus outros oficiais, logo após a eleição de Francisco. Eles teriam discutido a implementação em andamento de Aparecida. e Retes – que conhece bem o Papa Francisco – disseram que “o Papa Francisco é quem – se não é o que mais – certamente expressa em suas atitudes e palavras o desenvolvimento teológico-pastoral de Aparecida”. Segundo Crux , como vice-presidente do CELAM de 2003 a 2007, Aguiar Retes trabalhou em estreita colaboração com Jorge Mario Bergoglio, de Buenos Aires, na preparação para a quinta assembléia do CELAM em maio de 2007. ”O relatório explica ainda que“ Aparecida é a modelo para Evangelii Gaudium (“A Alegria do Evangelho”), a exortação de novembro de 2013 amplamente descrita como a Magna Carta do papado de Francisco. ” Pode-se acrescentar que, ao visitar o Brasil em julho de 2013, o Papa Francisco apresentou seu próprio documento atualizado de Aparecida em um discurso à CELAM Liderança das Conferências Episcopais da América Latina. Além do fato de o concílio pré-sinodal parecer estar empilhado contra uma variedade de posições teológicas, o que é quase pior – e um sinal adicional de que a transparência não é uma característica deste Sínodo – é o fato de que três membros dos cinco o comitê membro encarregado da elaboração do documento preparatório e do documento de trabalho do Sínodo está direta e intimamente envolvido com o REPAM. São eles: Dr. Paulo Suess, um dos principais teólogos da Teologia da Libertação, considerado o principal arquiteto do documento de trabalho do Sínodo da Amazônia, pe. Pedro Hughes (de REPAM; uma vez que ele publicou um livro em homenagem a Gustavo Gutierrez em seu 80 º aniversário), eo sociólogo brasileiro Marcia de Oliveira (que também trabalha para a REPAM). O quarto membro, pe. Justino Sarmento, estudou no programa de pós-graduação para estudos missionários em São Paulo, fundado pelo pe. Suess. O antropólogo pe. Fernando Roca Alcázar , SJ, parece não ter uma conexão estreita com o REPAM, exceto talvez por meio de seus canais jesuítas. Como dissemos anteriormente, os jesuítas estavam fortemente envolvidos na formação do REPAM, por meio da equipe de itinerário. O cardeal Barreto também é jesuíta e é representante dos bispos peruanos da Pontifícia Universidade do Peru, onde pe. Roca ensina. Como Paulo Suess declara em uma entrevista , foi a própria REPAM que foi encarregada da redação do documento preparatório: “Ao Repam foi confiada a tarefa de construir a primeira versão do Documento Preparatório, com instruções do Presidente da Secretaria da Sínodo dos Bispos, cardeal Baldisseri. Em seguida, o REPAM solicitou aos cinco especialistas, escolhidos por várias autoridades e nomeados por Claudio Hummes, que elaborassem, em tempo recorde, um texto de duas ou três páginas de sua especialidade. […] Este texto inicial foi revisado pelo Secretariado do Sínodo em Roma, que o reestruturou sem grandes intervenções de conteúdo. Foi então apresentado ao Concílio Pré-Sinodal, que discutiu a presença do Papa e que tinha todas as possibilidades de interferir e propor mudanças. ” A Assessoria de Imprensa do Vaticano disse à LifeSiteNews em agosto de 2019 que “no segundo semestre de 2018 e até agora houve 262 eventos em resposta à consulta, incluindo assembléias territoriais, fóruns temáticos e grupos de trabalho de conversação na Pan-Amazônia. Segundo a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), 87 mil pessoas participaram do processo, envolvendo comunidades, paróquias, prelaturas e dioceses nos 9 países que compõem a Amazônia. ” 2019: documento de trabalho Amazon Synod lançado Fevereiro de 2019 : o Vaticano organizou uma conferência de três dias em preparação para o Sínodo da Amazônia, com mais de 80 participantes de todo o mundo. Março de 2019 : REPAM vai para Washington, DC, a fim de apresentar o Sínodo da Amazônia e alguns de seus principais objetivos. Os jesuítas estão envolvidos na hospedagem do grupo. 4-6 de abril de 2019 : Houve silenciosamente uma conferência organizada pela REPAM e Amerindia, um grupo de teólogos da libertação, que produziu um documento maior questionando muitos princípios da doutrina da Igreja Católica. Requer, por exemplo, a ordenação de diáconas, se não de sacerdotisas. A agência de ajuda alemã Misereor co-financiou o livreto . 14-15 de maio de 2019 : A segunda reunião do concílio pré-sinodal foi realizada no Vaticano, com a aprovação do documento de trabalho do Sínodo. 17 de junho de 2019 : Foi publicado o Documento de Trabalho ( Instrumentum Laboris ) para o Sínodo Pan-Amazônico de 6 a 27 de outubro. 26 de junho de 2019 : Realizou -se uma reunião secreta de estudo perto de Roma, com os cardeais Hummes e Kasper, o bispo Kräutler, Paulo Suess e muitas outras figuras-chave presentes. Uma declaração final desse evento pedia diáconas. Um dos participantes deste evento é o padre Michael Czerny, co-secretário do conselho pré-sinodal do Sínodo da Amazônia. Mediante solicitação de informações, Czerny se recusou a responder, referindo LifeSiteNews abstratamente ao site da REPAM. Ele acaba de ser nomeado um dos 13 prelados que serão cardeais em breve. Julho de 2019 : pe. Pirmin Spiegel – participante da conferência de Roma em fevereiro e chefe da Misereor, uma agência de assistência episcopal alemã fortemente envolvida no financiamento do Sínodo – propõe a ordenação de homens casados ​​e de diáconos. Direção do Sínodo? Essa breve visão geral dá a impressão de que o Sínodo da Amazônia está sendo organizado principalmente por um grupo unido de pessoas que trabalham há anos juntos, tentando avançar sua agenda que é influenciada pela Teologia da Libertação. O fato de isso não estar sendo divulgado – nem mesmo mediante solicitação da mídia – suporta a suspeita de que este sínodo também esteja sendo manipulado para uma determinada direção, como foi o caso dos dois sínodos da família. LifeSiteNews | Tradução: Equipe Templário de Maria #papafrancisco #SínododaAmazônia

  • Planos para refazer a Igreja com ‘rosto amazônico’ começaram com a eleição do Papa Franc

    ANÁLISE Uma cronologia dos eventos que antecederam o Sínodo Pan-Amazônico acontecendo em Roma no próximo mês mostra como o Papa Francisco em seu papado começou a planejá-lo. O documento de trabalho do Sínodo da Amazônia foi criticado e denunciado pelos principais cardeais por ser “ herético” , “apostasia ” e uma “ruptura com a tradição ” por pressionar por padres casados, ministérios e uma igreja que é mais centrada no homem do que em Deus . O sínodo está agendado para 6 a 27 de outubro em Roma. Já um mês após a eleição de 2013, o papa se reuniu com alguns dos principais organizadores desse sínodo, incluindo o cardeal Claudio Hummes e o cardeal Pedro Barreto, e falou sobre a região amazônica. A cronologia a seguir ajuda a ilustrar como o pequeno grupo em torno do Cardeal Hummes, do Cardeal Barreto, do Bispo Erwin Kräutler e de sua própria organização REPAM (Rede da Igreja Pan Amazônica) está realmente no centro deste Sínodo da Amazônia, um centro que inclui sua própria rede de “ especialistas ”que escreveram o documento preparatório e de trabalho do próximo Sínodo. Nem o REPAM nem a Secretaria do Sínodo dos Bispos responderam às perguntas da LifeSiteNews que são pertinentes à nossa investigação. Esse silêncio é alarmante, uma vez que os organizadores do sínodo prometeram um processo aberto, transparente e orientado para as bases. Os fatos expostos em nossa cronologia sugerem que, por trás do sínodo, há um pequeno grupo de pensadores com a mesma opinião – a maioria deles teólogos da libertação – que planejaram todas as etapas do sínodo e de sua agenda, mas que preferem permanecer quietos em segundo plano. Vamos agora considerar primeiro algumas das principais datas da história da preparação do Sínodo da Amazônia: 2013: Papa Francisco fala da “face amazônica” da Igreja 13 de março de 2013 : O Papa Francisco senta-se ao lado do Cardeal Hummes durante sua eleição. Mais tarde, ele comentou esse evento simbólico e salientou que foi Hummes quem efetivamente lhe deu o nome de Francisco: “Durante a eleição, sentei-me ao lado do arcebispo emérito de São Paulo e do prefeito emérito da Congregação para o Clero, Cardeal Claudio Hummes: um bom amigo, um bom amigo! Quando as coisas pareciam perigosas, ele me encorajou. E quando os votos chegaram a dois terços, houve aplausos habituais, porque o papa fora eleito. E ele me deu um abraço e um beijo, e disse: “Não esqueça os pobres!” E essas palavras vieram a mim: os pobres, os pobres. Então, imediatamente, pensando nos pobres, pensei em Francisco de Assis. Abril de 2013: O então Arcebispo Pedro Barreto Jimeno se encontra com o Papa Francisco e Claudio Hummes, reunião que levou à fundação do REPAM, que por sua vez preparará o Sínodo da Amazônia. De acordo com um relatório do Catholic News Service , Barreto havia se inspirado nos bispos brasileiros e em seu trabalho para a região amazônica – especialmente no que diz respeito aos indígenas e ao meio ambiente durante o encontro dos bispos latino-americanos em 2007 em Aparecida. “Esse compromisso [com questões ambientais e indígenas] levou a uma proposta de uma rede de igrejas abrangendo os nove países da Amazônia. A idéia, que se tornou REPAM, surgiu de uma reunião de 2013 dos bispos e obreiros da Amazônia no Equador, na qual participaram o cardeal brasileiro Claudio Hummes e o designado cardeal Barreto. O papa Francisco havia sido eleito apenas um mês antes da reunião do Equador, e [Mauricio] Lopez [o secretário executivo da REPAM] lembrou que o cardeal Barreto previu o apoio do novo papa às preocupações dos obreiros da Amazônia. ‘Ele disse:’ Espere coisas que você nunca esperou, espere mudanças profundas ”, disse Lopez. Uma dessas coisas inesperadas foi o encontro do papa com indígenas da Amazônia da Bolívia, Brasil e Peru durante sua visita ao Peru em janeiro [2014]. Lá, ele pediu uma igreja com um rosto amazônico. ” Como pode ser visto neste relatório do CNS, o Papa Francisco promoveu a região amazônica e a idéia de uma igreja com uma “face amazônica” desde o início de seu pontificado. Barreto desempenha aqui um papel importante. “O arcebispo de Huancayo [Barreto] tem uma antiga amizade com Jorge Mario Bergoglio e é um dos principais promotores da REPAM, a Rede Eclesial Pan-Amazônica que deu origem ao próximo Sínodo de Bispos dedicado à selva sul-americana”, relatório dos estados da ACA Prensa. Parte do envolvimento do papa Francisco no início de seu pontificado está enraizada na reunião de Aparecida de 2007, na qual o então cardeal Jorge Bergoglio era o editor do documento final, ficando profundamente imerso nos debates dos teólogos da libertação. Como afirma o documento de trabalho do Sínodo Amazônico : “109. De acordo com o Documento de Aparecida, a opção preferencial para os pobres é o critério hermenêutico para analisar propostas para a construção da sociedade (501, 537, 474, 475), e também o critério para o entendimento da Igreja. É também uma das características físicas que caracterizam a Igreja da América Latina e do Caribe (391, 524, 533) e todas as suas estruturas, desde a paróquia até os centros educacionais e sociais (176, 179, 199, 334 337, 338, 446, 550). O rosto da Amazônia é o de uma igreja com uma opção clara para (e com) os pobres [48] e para o cuidado da criação. Dos pobres e da atitude de cuidar dos bens de Deus, novos caminhos são abertos para a Igreja local e continuam em direção à Igreja universal. A Teologia da Libertação tem um histórico de usar a situação dos pobres como pretexto para oferecer soluções para problemas que muitas vezes partem do ensino social da Igreja. Representantes-chave da Teologia da Libertação – entre eles o Pe. Paulo Suess , um dos redatores do documento de trabalho do Sínodo – havia sido convidado pelo cardeal Rodrigez Maradiaga para colaborar com os bispos da reunião de Aparecida e, assim, contribuir para o documento final da reunião. 22-24 de abril de 2013 : A primeira reunião preparatória para a fundação da REPAM ocorre em Puyo, Equador . De acordo com uma reportagem do Vatican News : “Mauricio López nos lembra que ‘foi em abril de 2013 que alguns representantes das equipes missionárias, como a Equipe Itinerante, de instâncias eclesiais também de grande inspiração como o CIMI (Consejo Indigenista Misionero, de Brasil), mas sobretudo agentes de pastoral, pastoral social, pastoral indígena, de um número importante de países da Pan Amazônia e de congregações missionárias inculturadas, como os Consolados, Capuchinhos, Franciscanos e muitos outros. a tecelagem de uma rede. “ O bispo Rafael Cob foi o anfitrião do evento. Mais tarde, ele seria chamado pelo Papa Francisco para o conselho pré-sinodal do Sínodo da Amazônia. O significado desta reunião de Puyo não pode ser subestimado. Isso mostra que, nas raízes do REPAM, também há outra iniciativa iniciada em 1998: a da Itinerant Team (IT), um grupo de jesuítas no Brasil e depois na região pan-amazônica, inspirada na idéia de ser pobre, ajudando os pobres e os povos indígenas e aceitando a religião de todos (que chega ao indiferentismo religioso). O CIMI trabalhou com a TI e faz parte dela desde o início . E o CIMI foi liderado pelo bispo Kräutler por décadas, com Paulo Suess sendo seu secretário geral ou conselheiro teológico. Como um artigo sobre a história da Equipe Itinerante, afirma: “É uma das sementes que germinou na Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM); era sua parteira e faz parte dela. Hoje, no novo contexto do REPAM e do Sínodo Amazônico, a Equipe de Itinerantes ajuda a promover, formar e tecer a Rede de Itinerantes da REPAM. ” O cardeal Hummes e o bispo Kräutler também trabalham juntos na conferência episcopal brasileira, como presidente e secretário da comissão episcopal da Amazônia. O Cardeal Hummes e o Bispo Kräutler, ao escreverem uma carta aberta como representantes da REPAM em 2017, chamaram o fundador da Equipe Itinerante, Padre Claudio Perani , SJ, de “profeta da Amazônia”. Perani morreu em 2008. Ele tem em comum. com pe. Paulo Suess, um dos principais redatores do documento de trabalho do Sínodo da Amazônia, que ambos estudaram no Instituto Lumen Vitae na Bélgica. (Observe como esses dois padres vêm da Europa. Perani é italiano e Suess é alemão.) Em comemoração ao pe. Perani, no décimo aniversário de sua morte, do qual participaram dois colaboradores da equipe preparatória do Sínodo da Amazônia, Perani foi chamado de “precursor da Igreja do Papa Francisco”. Importante para a história do REPAM é o fato de que a TI se reuniu , em julho de 2011, em Quito, Equador, Mauricio Lopez – então secretário da Caritas Equador – para uma colaboração mais estreita. No ano seguinte, em agosto de 2012, Lopez participou da XI Reunião Interamericana em um retiro de TI liderado por Egydio Schwade ( aqui em uma foto com o bispo Kräutler), um dos fundadores do CIMI que já foi secretário geral do CIMI. “Esta reunião foi fundamental para continuar tecendo uma visão, uma missão e um corpo missionário na Amazônia, que atravessa fronteiras [indo além do Brasil, para o Equador]”, afirma o relatório da IT. Posteriormente, chegou à reunião acima mencionada em abril de 2013 em Puyo, Equador, organizada pela Caritas Ecuador. Mais duas reuniões se seguiriam em 2013, sendo uma organizada pelo CELAM, a Conferência dos Bispos da América Latina. Lopez e TI estavam sempre presentes. Como pode ser visto aqui, a história do REPAM remonta a um tempo anterior ao pontificado do Papa Francisco. Em 2019, Mauricio Lopez é elogiado pelo bispo Rafael Cob como “o grande arquiteto da rede eclesial REPAM”. Julho de 2013 : o Papa Francisco visita o Brasil, país onde o Cardeal Hummes e o Bispo Kräutler vivem e trabalham. Hummes e Kräutler são, juntamente com o cardeal Barreto do Peru, os principais prelados para promover o Sínodo da Amazônia. O Papa Francisco sugere pensar em novas maneiras de ajudar o clero nativo, sendo aberto e “corajoso”. Ele diz aos Bispos brasileiros: “Há uma necessidade de formadores de qualidade, especialmente formadores e professores de teologia, para consolidar os resultados alcançados em a área de treinar um clero nativo e de fornecer padres adequados às condições locais e comprometidos em consolidar, por assim dizer, a “face amazônica” da Igreja. Nisto, por favor, peço-lhe, seja corajoso e tenha parrhesia! Na língua “porteño” [de Buenos Aires], não tenha medo ”. Aqui, o Papa Francisco, três meses após sua eleição, já fala da idéia de uma“ face amazônica ”. 17 de dezembro de 2013 : o Papa Francisco escreve uma carta encorajadora para uma reunião de janeiro das Conferências Eclesiais Básicas (BEC) no Brasil, com 4.000 participantes, dando a impressão de que essas comunidades estão voltando . Citando o documento de Aparecida de 2007, o Papa Francis escreve : “Como recordou o Documento de Aparecida , os CEBs são um instrumento que permite que as pessoas obtenham maior conhecimento da Palavra de Deus, um maior compromisso social em nome do Evangelho, pelo nascimento de novas formas de serviço e educação de adultos na fé (n. 178). ”As Comunidades Eclesiais Básicas foram criadas por representantes da Teologia da Libertação e muitas vezes corriam o risco de priorizar questões sociais sobre questões da Fé Católica. 2014: unir forças 4 de abril de 2014 : O Bispo Kräutler, mediante incentivo e recomendação do Cardeal Hummes, tem uma audiência privada com o Papa Francisco. Ele leva seu colaborador próximo, o consultor teológico do CIMI – Paulo Suess – para a reunião . Como Kräutler disse em 2015 sobre esta reunião: “Eu me referi primeiro às nossas comunidades e lamentou que, devido à grande escassez de ministros ordenados, eles só tenham acesso à Eucaristia algumas vezes por ano.” Segundo relatos posterioresde Kräutler, o papa trouxe à tona as idéias do bispo Fritz Lobinger – isto é, ordenar homens casados ​​- bem como as experiências de Chiapas no México, onde um bispo local – Samuel Ruiz García, bispo de San Cristóbal de las Casas – estava ordenando muitos diáconos indígenas casados. Essa última prática havia sido interrompida em 2001 pelo Vaticano, mas o Papa Francisco deveria permiti-la novamente em 2014. Ele também visitou o túmulo do Bispo Ruiz ao visitar o México em 2015. É nesse contexto que o Papa Francisco disse a Kräutler para “ousar propostas ”no que diz respeito à falta de padres. Além disso, o Papa Francisco também convidou o bispo Kräutler para ajudá-lo a escrever sua encíclica Laudato Si . Diz o bispo austríaco: “Então o Papa me revelou que estava pensando em escrever uma encíclica sobre ecologia e já havia encomendado o cardeal Peter KA Turkson, presidente do Pontifício Conselho para Justiça e Paz, para elaborar um rascunho. Eu insisti que um documento tão importante não poderia faltar uma referência clara à Amazônia e aos povos indígenas. O Papa então me pediu para colaborar enviando ao Cardeal algumas de minhas contribuições a esse respeito, o que fiz imediatamente após retornar ao Brasil. Lendo a encíclica [ Laudato Si] agora, encontro vários números do documento, nos quais o papa levou em consideração nossas ansiedades e preocupações e realmente as considerou como suas próprias preocupações. ” Ainda em 2014, o cardeal Hummes e o bispo Kräutler trazem a idéia de ordenar homens casados ​​no quadro da Conferência Episcopal Brasileira, e uma nova comissão está sendo criada, com Hummes como presidente e Kräutler como secretário. O conselheiro dessa comissão é Antonio de Almeida, especialista em Lobinger que mais tarde também foi convidado a participar de uma reunião preparatória para o Sínodo Amazônico em Bogotá, Colômbia. 12 de setembro de 2014 : O REPAM foi oficialmente fundado em Brasília, nos dias 9 e 12 de setembro, em Brasília, Brasil. Os membros fundadores são o CELAM (Conferência Episcopal Latino-Americana), a Confederação Latino-Americana e do Caribe de Religiosos para Homens e Mulheres (CLAR), a Secretaria da Caritas para a América Latina e o Caribe (SELAC) e a Conferência Episcopal Brasileira (CNBB). O Vaticano publicou seu documento fundador . Numa conferência de imprensa em Roma, com a presença do Cardeal Peter Turkson e do Arcebispo Barreto, o Cardeal Hummes – Presidente da REPAM – enviou uma mensagem que as igrejas da região decidiram criar essa rede (REPAM) para unir forças, apoiar e incentivar umas às outras e “ter uma voz profética e cada vez mais importante em nível internacional”. O CIMI e muitas outras organizações e ONGs estão envolvidas na rede. Infelizmente, o REPAM não respondeu a nenhuma das solicitações da LifeSiteNews para receber uma lista completa de quem é especificamente um membro ou colaborador do REPAM. O vice-presidente da REPAM, arcebispo Barreto, posteriormente estabelecerá uma conexão entre a REPAM e a conferência de Aparecida em 2007. Segundo um relatório do CNS , o próprio Barreto foi influenciado por essa conferência e suas discussões sobre questões ambientais e indígenas. O CNS cita Mauricio Lopez dizendo que Barreto ficou impressionado com “a coragem e a clareza profética dos bispos de lá, especialmente os bispos brasileiros (que) lutaram incansavelmente para tornar a Amazônia uma grande prioridade”. Como acrescenta o CNS: “Seções ambientais e indígenas as questões foram incluídas no documento final da conferência, e o Papa Francisco – que como cardeal de Buenos Aires na época liderava a comissão que redigiu o documento – se referia a elas com frequência em sua encíclica, Laudato Si ‘. ” 2015: Vaticano agradecido por apoiar a Rede Eclesial Pan-Amazônica 2 de março de 2015: O Vaticano realiza uma conferência de imprensa apresentando o REPAM ao público. O REPAM expressou sua gratidão ao cardeal Turkson por ajudar e patrocinar o REPAM: “Nossos agradecimentos ao Pontifício Conselho para Justiça e Paz, pessoa da equipe do cardeal Peter Turkson e todos pelo apoio inestimável no processo de crescimento da Rede Eclesial Pan-Amazônica . ” O próprio cardeal Turkson comentou: “Durante vários anos, algumas igrejas latino-americanas se organizaram para enfrentar os desafios regionais do meio ambiente amazônico. O Pontifício Conselho de Justiça e Paz, que acompanha com interesse essas iniciativas, queria acompanhar e patrocinar a Rede Eclesial Panamazzonica (REPAM) desde sua criação, em setembro, em Brasília. Na reunião de coordenação que começará esta tarde, apresentamos com grande prazer o REPAM aqui. ” 2017: Papa Francisco convoca o Sínodo dos Bispos na Região Pan-Amazônica 24 de abril de 2017 : O REPAM visita Washington, DC, sendo convidado também pelos jesuítas. O grupo REPAM estava defendendo seus direitos à terra e à água potável. Entre os membros do REPAM estão o cardeal Hummes e o cardeal Barreto. 15 de outubro de 2017 : O Papa Francisco convoca o Sínodo dos Bispos na Região Pan-Amazônica durante o seu Angelus. Diz-se que o Sínodo nasceu da encíclica ambiental do Papa Francisco em 2015,  Laudato si , que exige um “estilo de vida e espiritualidade” para resistir ao “paradigma tecnocrático”. 27-30 de novembro de 2017 : Em Quito, Equador, ocorreu um primeiro encontro organizado pela REPAM que discute o próximo Sínodo da Amazônia. Os participantes deste encontro foram, entre outros, quatro representantes da Equipe de Itinerários, bem como todas as várias pessoas que em breve seriam convocadas pelo Papa Francisco para ajudar a organizar o Sínodo: Peter Hughes, Paulo Suess, Justino Sarmento, Mauricio Lopez e Irmã Irene Lopes . 2018: Papa Francisco defende ‘espiritualidade nativa’ pagã dos povos indígenas 19 de janeiro de 2018 : O Papa Francisco convocou a primeira reunião do conselho pré-sinodal durante sua visita apostólica a Puerto Maldonado, Peru. Durante essa visita, o Papa se dirige diretamente aos povos indígenas. Falando às tribos nativas, o Papa Francisco diz : “Obrigado por estar aqui e por nos ajudar a ver de perto, em seus rostos, o reflexo desta terra. É uma face diversa, de variedade infinita e enorme riqueza biológica, cultural e espiritual. Aqueles de nós que não vivem nessas terras precisam de sua sabedoria e conhecimento para nos permitir entrar, sem destruir, os tesouros que esta região guarda. ” O Papa Francisco declara que queria “reafirmar com você uma opção sincera para a defesa da vida, a defesa da terra e a defesa das culturas”. Além disso, ele assegura ao público que deseja dialogar com os povos nativos, “reconhecendo e recuperando suas culturas, línguas, tradições, direitos e espiritualidade nativas ”. Implicando que o tempo da colonização foi um período doloroso, o Papa Francisco explica que “o reconhecimento e o diálogo serão a melhor maneira de transformar relacionamentos cuja história é marcada por exclusão e discriminação”. Ele também deseja que os “Povos Indígenas no Voluntário Isolation ”(PIAV) têm seus próprios direitos respeitados. Sobre esses povos, o papa diz que “sua visão cósmica e sua sabedoria têm muito a ensinar àqueles de nós que não fazem parte de sua cultura”. O Papa Francisco, trazendo à tona esses tópicos – bem como o chamado à “proteção de nosso lar comum” – já apresenta aqui temas do próximo Sínodo da Amazônia. Ele também ecoa muito do que o bispo Kräutler e sua equipe missionária indígena disseram ao longo de muitos anos. 8 de março de 2018 : o Papa Francisco nomeou 18 membros do conselho pré-sinodal, entre eles o cardeal Hummes, o cardeal Turkson, o cardeal Barreto e o bispo Kräutler. Dos 18 membros, apenas três são mencionados explicitamente na capacidade de representantes da REPAM: Hummes, Barreto e Mauricio Lopez ( aqui em uma foto com o Papa Francisco.) Na realidade, porém, pesquisas mostram que mais da metade dos membros da REPAM o conselho pré-sinodal está diretamente envolvido com o REPAM – como representantes regionais do REPAM (como, por exemplo, no caso dos bispos Eugenio Coter e Rafael Cob Garcia ), ou como presidente do CIMI (no caso do monsenhor Roque Paloschi ), que em si é um membro da REPAM. Uma das integrantes do conselho é a irmã Maria Irene Lopes de los Santos, secretária executiva da REPAM Brasil , fato omitido quando ela é listada como membro do conselho. Também não é dito que ela também trabalha para Hummes e Kräutler na comissão da Amazônia pertencente à Conferência Episcopal Brasileira. Outro membro do conselho pré-sinodal é o cardeal Carlos Aguiar Retes, arcebispo da Cidade do México. Ele conheceu o Papa Francisco em abril de 2013 como Presidente do CELAM, juntamente com seus outros oficiais, logo após a eleição de Francisco. Eles teriam discutido a implementação em andamento de Aparecida. e Retes – que conhece bem o Papa Francisco – disseram que “o Papa Francisco é quem – se não é o que mais – certamente expressa em suas atitudes e palavras o desenvolvimento teológico-pastoral de Aparecida”. Segundo Crux , como vice-presidente do CELAM de 2003 a 2007, Aguiar Retes trabalhou em estreita colaboração com Jorge Mario Bergoglio, de Buenos Aires, na preparação para a quinta assembléia do CELAM em maio de 2007. ”O relatório explica ainda que“ Aparecida é a modelo para Evangelii Gaudium (“A Alegria do Evangelho”), a exortação de novembro de 2013 amplamente descrita como a Magna Carta do papado de Francisco. ” Pode-se acrescentar que, ao visitar o Brasil em julho de 2013, o Papa Francisco apresentou seu próprio documento atualizado de Aparecida em um discurso à CELAM Liderança das Conferências Episcopais da América Latina. Além do fato de o concílio pré-sinodal parecer estar empilhado contra uma variedade de posições teológicas, o que é quase pior – e um sinal adicional de que a transparência não é uma característica deste Sínodo – é o fato de que três membros dos cinco o comitê membro encarregado da elaboração do documento preparatório e do documento de trabalho do Sínodo está direta e intimamente envolvido com o REPAM. São eles: Dr. Paulo Suess, um dos principais teólogos da Teologia da Libertação, considerado o principal arquiteto do documento de trabalho do Sínodo da Amazônia, pe. Pedro Hughes (de REPAM; uma vez que ele publicou um livro em homenagem a Gustavo Gutierrez em seu 80 º aniversário), eo sociólogo brasileiro Marcia de Oliveira (que também trabalha para a REPAM). O quarto membro, pe. Justino Sarmento, estudou no programa de pós-graduação para estudos missionários em São Paulo, fundado pelo pe. Suess. O antropólogo pe. Fernando Roca Alcázar , SJ, parece não ter uma conexão estreita com o REPAM, exceto talvez por meio de seus canais jesuítas. Como dissemos anteriormente, os jesuítas estavam fortemente envolvidos na formação do REPAM, por meio da equipe de itinerário. O cardeal Barreto também é jesuíta e é representante dos bispos peruanos da Pontifícia Universidade do Peru, onde pe. Roca ensina. Como Paulo Suess declara em uma entrevista , foi a própria REPAM que foi encarregada da redação do documento preparatório: “Ao Repam foi confiada a tarefa de construir a primeira versão do Documento Preparatório, com instruções do Presidente da Secretaria da Sínodo dos Bispos, cardeal Baldisseri. Em seguida, o REPAM solicitou aos cinco especialistas, escolhidos por várias autoridades e nomeados por Claudio Hummes, que elaborassem, em tempo recorde, um texto de duas ou três páginas de sua especialidade. […] Este texto inicial foi revisado pelo Secretariado do Sínodo em Roma, que o reestruturou sem grandes intervenções de conteúdo. Foi então apresentado ao Concílio Pré-Sinodal, que discutiu a presença do Papa e que tinha todas as possibilidades de interferir e propor mudanças. ” A Assessoria de Imprensa do Vaticano disse à LifeSiteNews em agosto de 2019 que “no segundo semestre de 2018 e até agora houve 262 eventos em resposta à consulta, incluindo assembléias territoriais, fóruns temáticos e grupos de trabalho de conversação na Pan-Amazônia. Segundo a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), 87 mil pessoas participaram do processo, envolvendo comunidades, paróquias, prelaturas e dioceses nos 9 países que compõem a Amazônia. ” 2019: documento de trabalho Amazon Synod lançado Fevereiro de 2019 : o Vaticano organizou uma conferência de três dias em preparação para o Sínodo da Amazônia, com mais de 80 participantes de todo o mundo. Março de 2019 : REPAM vai para Washington, DC, a fim de apresentar o Sínodo da Amazônia e alguns de seus principais objetivos. Os jesuítas estão envolvidos na hospedagem do grupo. 4-6 de abril de 2019 : Houve silenciosamente uma conferência organizada pela REPAM e Amerindia, um grupo de teólogos da libertação, que produziu um documento maior questionando muitos princípios da doutrina da Igreja Católica. Requer, por exemplo, a ordenação de diáconas, se não de sacerdotisas. A agência de ajuda alemã Misereor co-financiou o livreto . 14-15 de maio de 2019 : A segunda reunião do concílio pré-sinodal foi realizada no Vaticano, com a aprovação do documento de trabalho do Sínodo. 17 de junho de 2019 : Foi publicado o Documento de Trabalho ( Instrumentum Laboris ) para o Sínodo Pan-Amazônico de 6 a 27 de outubro. 26 de junho de 2019 : Realizou -se uma reunião secreta de estudo perto de Roma, com os cardeais Hummes e Kasper, o bispo Kräutler, Paulo Suess e muitas outras figuras-chave presentes. Uma declaração final desse evento pedia diáconas. Um dos participantes deste evento é o padre Michael Czerny, co-secretário do conselho pré-sinodal do Sínodo da Amazônia. Mediante solicitação de informações, Czerny se recusou a responder, referindo LifeSiteNews abstratamente ao site da REPAM. Ele acaba de ser nomeado um dos 13 prelados que serão cardeais em breve. Julho de 2019 : pe. Pirmin Spiegel – participante da conferência de Roma em fevereiro e chefe da Misereor, uma agência de assistência episcopal alemã fortemente envolvida no financiamento do Sínodo – propõe a ordenação de homens casados ​​e de diáconos. Direção do Sínodo? Essa breve visão geral dá a impressão de que o Sínodo da Amazônia está sendo organizado principalmente por um grupo unido de pessoas que trabalham há anos juntos, tentando avançar sua agenda que é influenciada pela Teologia da Libertação. O fato de isso não estar sendo divulgado – nem mesmo mediante solicitação da mídia – suporta a suspeita de que este sínodo também esteja sendo manipulado para uma determinada direção, como foi o caso dos dois sínodos da família. LifeSiteNews | Tradução: Equipe Templário de Maria #papafrancisco #SínododaAmazônia

  • Padre José Eduardo participa de audiência pública sobre Gênero e Educação da Câmara dos Deputados

    Neste dia 19 de Setembro, o padre José Eduardo fez uma apresentação à distância, contribuindo para a audiência pública realizada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, cujo tema era Gênero e Educação. Citando autores que defendem a Ideologia de Gênero, ele demonstrou que a defesa feita por esses autores não passa de retórica, portanto não corresponde à realidade, ou seja, não é comprovada cientificamente, e isso expõe nossas crianças a grande confusão, uma vez que vai contra a natureza e fatos científicos da biologia humana. “Nós queremos que nossas crianças sejam ensinadas deste modo?” Leia também: Pode uma pessoa com tendências homossexuais ser um bom católico? Assista a participação do Padre José Eduardo no na audiência pública sobre Gênero e Educação no vídeo abaixo: #IdeologiadeGênero #LGBT #PadreJoséEduardo

  • Padre José Eduardo participa de audiência pública sobre Gênero e Educação da Câmara dos Deputados

    Neste dia 19 de Setembro, o padre José Eduardo fez uma apresentação à distância, contribuindo para a audiência pública realizada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, cujo tema era Gênero e Educação. Citando autores que defendem a Ideologia de Gênero, ele demonstrou que a defesa feita por esses autores não passa de retórica, portanto não corresponde à realidade, ou seja, não é comprovada cientificamente, e isso expõe nossas crianças a grande confusão, uma vez que vai contra a natureza e fatos científicos da biologia humana. “Nós queremos que nossas crianças sejam ensinadas deste modo?” Leia também: Pode uma pessoa com tendências homossexuais ser um bom católico? Assista a participação do Padre José Eduardo no na audiência pública sobre Gênero e Educação no vídeo abaixo: #IdeologiadeGênero #LGBT #PadreJoséEduardo

  • “É desconcertante que apenas dois ou três cardeais de 90 anos protestem” diz Vittorio Me

    Vittorio Messori, escritor católico italiano, autor de vários livros sobre temas religiosos e eclesiásticos, garantiu em entrevista ao La Fede Quotidiana que vê muitos católicos preocupados e até desesperados diante da situação da Igreja durante este pontificado. Por sua vez, ele fica surpreso com o fato de poucos cardeais levantarem a voz, apesar de muitos reclamarem em particular. Messori diz na entrevista que observa “muitos católicos preocupados, alguns até desesperados. No entanto, como crente, lembro que a Igreja não é um negócio, uma multinacional ou um estado. Em suma, não pode falhar. É claro que não faltam as razões do alarme… por exemplo, no próximo Sínodo da Amazônia … não sei o que queremos alcançar, provavelmente o casamento de padres. Portanto, estou preocupado, mas não desesperado, porque a Igreja não é de Bergoglio ou dos bispos, mas apenas de Cristo e Ele o governa sabiamente. As forças do mal não vencerão”. E adicionou: “É desconcertante que apenas dois ou três cardeais de 90 anos falem e protestem. Muitos bispos e até cardeais com quem, em diálogo privado, colocam as mãos na cabeça… têm medo, calam-se, calam-se . A tendência tradicional de não criticar o Papa é acentuada hoje, diz ele: “Dizem que esta é a Igreja da misericórdia, mas até quando. Quem comanda é intolerante a qualquer voz crítica. Escrevi no Corriere (ndr: jornal italiano) um artigo educado no qual fiz perguntas e reflexões e fiquei impressionado com os insultos, especialmente de certos meios de comunicação católicos . Surgiu um comitê para solicitar que Corriere se aposentasse como colaborador. Esse comitê, que, como diz uma expressão da moda, remonta ao lírio mágico do papa , então com que coerência diz que esta é a Igreja da misericórdia, do diálogo aberto e leal, da parrhesia? Estou preocupado, como já disse, mas não desesperado. Cristo não deixa sua igreja em paz » InfoCatólica | Tradução: Equipe Templário de Maria Clique aqui para ler outros artigos com a crítica de alguns Cardeais sobre o Sínodo da Amazônia. #Crisenaigreja #SínododaAmazônia

  • “É desconcertante que apenas dois ou três cardeais de 90 anos protestem” diz Vittorio Me

    Vittorio Messori, escritor católico italiano, autor de vários livros sobre temas religiosos e eclesiásticos, garantiu em entrevista ao La Fede Quotidiana que vê muitos católicos preocupados e até desesperados diante da situação da Igreja durante este pontificado. Por sua vez, ele fica surpreso com o fato de poucos cardeais levantarem a voz, apesar de muitos reclamarem em particular. Messori diz na entrevista que observa “muitos católicos preocupados, alguns até desesperados. No entanto, como crente, lembro que a Igreja não é um negócio, uma multinacional ou um estado. Em suma, não pode falhar. É claro que não faltam as razões do alarme… por exemplo, no próximo Sínodo da Amazônia … não sei o que queremos alcançar, provavelmente o casamento de padres. Portanto, estou preocupado, mas não desesperado, porque a Igreja não é de Bergoglio ou dos bispos, mas apenas de Cristo e Ele o governa sabiamente. As forças do mal não vencerão”. E adicionou: “É desconcertante que apenas dois ou três cardeais de 90 anos falem e protestem. Muitos bispos e até cardeais com quem, em diálogo privado, colocam as mãos na cabeça… têm medo, calam-se, calam-se . A tendência tradicional de não criticar o Papa é acentuada hoje, diz ele: “Dizem que esta é a Igreja da misericórdia, mas até quando. Quem comanda é intolerante a qualquer voz crítica. Escrevi no Corriere (ndr: jornal italiano) um artigo educado no qual fiz perguntas e reflexões e fiquei impressionado com os insultos, especialmente de certos meios de comunicação católicos . Surgiu um comitê para solicitar que Corriere se aposentasse como colaborador. Esse comitê, que, como diz uma expressão da moda, remonta ao lírio mágico do papa , então com que coerência diz que esta é a Igreja da misericórdia, do diálogo aberto e leal, da parrhesia? Estou preocupado, como já disse, mas não desesperado. Cristo não deixa sua igreja em paz » InfoCatólica | Tradução: Equipe Templário de Maria Clique aqui para ler outros artigos com a crítica de alguns Cardeais sobre o Sínodo da Amazônia. #Crisenaigreja #SínododaAmazônia

  • UMA COMISSÃO PARA ESTUDAR A TRANSLAÇÃO MILAGROSA DA SANTA CASA DE LORETO – Ettore Gotti Tedeschi

    [Segundo a tradição, a pequena casa de pedras onde viveu a Sagrada Família, em Nazaré, foi no século XIII miraculosamente transportada por anjos até a cidade de Loreto, na Itália. À volta da casa, onde o Arcanjo Gabriel anunciou à Virgem Maria a concepção divina, foi construído o Santuário da Santa Casa de Loreto, que hoje é um dos principais lugares de peregrinação na Itália. Outra versão é a de que a casa de Jesus, Maria e José teria sido desmontada e reconstruída onde hoje se encontra, depois de trazida nos navios dos cruzados que voltavam da Terra Santa. Ettore Gotti Tedeschi, ex-diretor do IOR, “Banco do Vaticano, no tempo de Bento XVI, pede ao Papa atual que crie uma comissão científica para estudar o assunto]. Caro Dr. Tosatti, peço hospedagem para uma reflexão sobre a Santa Casa de Loreto, à qual estou muito ligado, porque é a casa onde a Virgem Maria nasceu, cresceu e recebeu a Anunciação, iniciando com seu “fiat” a Redenção. O diário Avvenire (do último 18 de setembro, página 17), publica uma mensagem (à província picenense dos Frades Menores) de Sua Santidade o Papa Francisco, na qual diz: “A cidade de Loreto, onde eu queria assinar a exortação pós-sinodal Christus Vivit, guarda um tesouro precioso: “algumas pedras da casa da família de Nazaré”. Com essa consideração, o Santo Padre parece excluir a “translação  milagrosa”, como a autenticidade e a integridade da Santa Casa, conforme a tradição. A tradição da translação foi aceita por Seu antecessor, com base em documentos, pesquisas e testes que duram séculos. Estamos falando da casa onde ocorreu a Anunciação; e, por isso, gostaríamos de implorar ao Santo Padre que criasse uma comissão composta por historiadores, arqueólogos, arquitetos, cientistas, a fim de averiguar (ou desmentir) que no santuário de Loreto existem três paredes intactas, formadas por pedras unidas com argamassa, vindas de Nazaré (jamais desmontadas e remontadas, intactas como estavam em Nazaré, em frente à Gruta). Se fosse esse o caso, o transporte seria milagroso. É impensável que a casa tenha sido transportada por navios de cruzados, desmontando e remontando as três paredes por cinco vezes; a argamassa original não existiria mais (para dar apenas um exemplo). Portanto, trata-se de algo substancialmente falso ou é um transporte milagroso. Acredito que o risco de querer tornar credíveis os mistérios seja grande e complexo. Tenho fortes dúvidas de que o progresso científico consiga explicar o que, na “idade das trevas”, foi explicado como acontecimento milagroso. A fé não é superstição, como afirmam alguns. Há quem acredite que, como não havia câmeras no momento da translação (1291-96), a translação milagrosa não pode ser aceita “cientificamente”; portanto, a Igreja, que parece querer apoiar apenas o que é imanente e “credível”, não parece mais aceitar a tese do milagre. O milagre é um evento extraordinário não explicado pelas leis naturais, considerado intolerável para os racionalistas (a quem respeitamos). No entanto, é difícil entender como teólogos, ou apologistas da fé que se dizem católicos, neguem a possibilidade de milagre, mencionando como justificativa o fato de que coisas miraculosas se oporiam à inviolabilidade das leis naturais, contradizendo o próprio Deus. Eles me lembram Voltaire, ao dizer que, se Deus fizesse milagres, Ele corrigiria a natureza e a Si mesmo (que a criou). Felizmente, às vezes a ciência vem ao nosso encontro, quando afirma que a natureza é muito mais complexa do que parece ao microscópio, possuindo ainda um potencial desconhecido. Confirmo meu espanto com a superficialidade com que alguns, há muito, tratam a Translação da Santa Casa de Loreto, que é uma das duas relíquias mais importantes do cristianismo (junto com o Santo Sudário); e que a tradição, por mais de setecentos anos, acredita ter sido, por desejo divino, milagrosamente salva da fúria iconoclasta daqueles que mandavam nos lugares sagrados da Palestina. Cientificamente, foi explicado mil vezes que a Casa não pode ter sido desmontada e remontada várias vezes, nem, portanto, transportada por mar. Foi documentado por especialistas que se trata das três paredes, sem fundações, daquela casa de Nazaré, construída apoiada a uma rocha. Foi documentado que as pedras e os materiais de construção estão intactos, excluindo o desmonte e reconstrução por cinco vezes, em cinco locais diferentes (de 1291 a 1296), de acordo com a teoria do transporte marítimo realizado por cruzados e uma certa família Angeli (como alguém afirma desde 1900, de acordo com documentos conservados no Vaticano). Mas, como é a verdade que conta, ela merece ser investigada. Estou pronto para reconhecê-la e pedir desculpas, mas apelo ao Santo Padre que crie uma Comissão para esclarecer os fatos, ao menos aqueles que podem ser cientificamente comprováveis. Se for necessário, reconheceremos o erro da tradição, do milagre e das evidências científicas até então consideradas verdadeiras. Estou certo de que o bispo de Loreto e o delegado da Santa Casa, que é uma pessoa de grande valor, Dom Fabio Dal Cin, apoiará fortemente esse pedido filial, baseado no diálogo e no cotejo, continuamente desejado pelo Papa Francisco. GOTTI TEDESCHI AL PAPA: UNA COMMISSIONE SCIENTIFICA SULLA CASA DI LORETO.

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