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  • Homilia Diária | O Papa que combateu os inimigos da Igreja

    Memória de São Leão Magno, Papa e Doutor A Igreja celebra hoje a memória de um dos maiores papas da história: São Leão Magno, que governou a barca de Pedro num período de grandes turbulências não só doutrinais, devido à irrupção de muitas heresias, mas ainda temporais, graças ao assédio bárbaro que, em pouco tempo, faria ruir o Império Romano do Ocidente. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 10 de novembro, e peçamos a Deus, que se dignou colocar à frente da Igreja São Leão Magno, que nos conceda a graça de perseverarmos até o fim na sã doutrina e de gozarmos de paz e segurança perpétua. Santo do Dia: São Leão Magno Evangelho (Lc 16,1-8) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente. (1Jo 2,5) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2 Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3 O administrador então começou a refletir: ‘O Senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5 Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6 Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo! “O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ 7 Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8 E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O Papa que combateu os inimigos da Igreja

    Memória de São Leão Magno, Papa e Doutor A Igreja celebra hoje a memória de um dos maiores papas da história: São Leão Magno, que governou a barca de Pedro num período de grandes turbulências não só doutrinais, devido à irrupção de muitas heresias, mas ainda temporais, graças ao assédio bárbaro que, em pouco tempo, faria ruir o Império Romano do Ocidente. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 10 de novembro, e peçamos a Deus, que se dignou colocar à frente da Igreja São Leão Magno, que nos conceda a graça de perseverarmos até o fim na sã doutrina e de gozarmos de paz e segurança perpétua. Santo do Dia: São Leão Magno Evangelho (Lc 16,1-8) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente. (1Jo 2,5) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2 Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3 O administrador então começou a refletir: ‘O Senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5 Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6 Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo! “O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ 7 Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8 E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Leão Magno, o grande Leão da Igreja – 10 de novembro

    SANTO DO DIA – 10 DE NOVEMBRO – SÃO LEAO MAGNO Papa e Doutor da Igreja (+451) O nascimento de Leão I ocorreu por volta do ano 400, perto da cidade de Roma, na região da Toscana. Cristão vigoroso e firme, foi ordenado sacerdote ainda bem jovem. Por causa de seu carisma e força espiritual, teve uma carreira eclesiástica bastante sólida, sendo sempre brilhante em tudo. No ano 430, Leão I foi nomeado arcediácono. Em seguida, passou a ser conselheiro dos papas Celestino I e Xisto III. Seu nome passou a ser muito respeitado. Tanto que, após a morte de Xisto III, ele foi o eleito para ocupar a liderança da Igreja. Assumiu o título de Leão I. Era agosto do ano 440. A vida de Leão, porém, não consistiu apenas no seu compromisso com a paz, que levou adiante com coragem e sem cessar. O pontificado de Leão I durou 21 anos. Ele governou a Igreja num tempo agitado e muito difícil. Combateu heresias importantes como o eutiquianismo e o donatismo. Com sua força moral, espiritual e diplomática, convenceu Átila, o rei dos Hunos, a não invadir Roma. Átila teria ficado bastante impressionado pela grande força moral de São Leão I. O Pontífice dedicou-se muito à defesa da doutrina. Foi ele que, de fato, inspirou o Concílio Ecumênico de Calcedônia, no qual quinhentos bispos participavam e havia discordâncias sobre as naturezas divina e humana na pessoa de Jesus.Leão I atuou decisivamente e acabou com as discussões escrevendo o texto definitivo sobre o tema, afirmando que na unidade da Pessoa de Jesus Cristo residem as duas naturezas: divina e humana; rejeitou a “heresia de Eutiques”, que negava a essência humana do Filho de Deus. A intervenção de Leão no Concílio foi feita através de um texto doutrinal fundamental: o “Tomo de Leão” contra Flaviano, bispo de Constantinopla. O documento foi lido publicamente aos 350 Padres conciliares, que o acolheram por aclamação. Os bispos, esclarecidos pela sabedoria do Papa, aclamaram a definição e complementaram: “Esta a fé dos Apóstolos! Pedro falou pela boca de Leão, que ensinou segundo a piedade e a verdade”. No ano 452 d.C., a península italiana tremia diante dos Hunos, liderados por Átila. Grande parte do norte já havia caído nas garras do invasor. As cidades de Aquileia, Pádua e Milão tinham sido conquistadas, saqueadas e arrasadas. Átila avançava na sua continua corrida e se encontrava perto de Mântua, no rio Mincio. Ali, a história se detém e se forma. Leão Magno, eleito Papa doze anos antes, guiou uma delegação de Roma para se encontrar com Átila, o qual dissuadiu a continuar a guerra de invasão. A lenda – retomada depois por Raphael, nos afrescos das “Salas do Vaticano” – narra que o líder dos hunos se retirou após ter visto aparecer, atrás de Leão, os Apóstolos Pedro e Paulo, armados de espadas. Três anos depois, em 455, foi ainda o “Papa Magno”, embora desarmado, a deter, às portas de Roma, os Vândalos da África, guiados pelo rei Genserico. Esses povos bárbaros só não incendiaram Roma e não causaram uma terrível mortandade graças à sábia e inspirada atuação do grande Papa Leão I. Graças à sua intervenção, a cidade foi saqueada, mas não incendiada. Permaneceram intactas as Basílicas de São Pedro, de São Paulo fora dos Muros e de São João em Latrão, nas quais a população encontrou abrigo e se salvou. Sustentador e promotor da Primazia de Roma, o “Pontífice Magno” deixou para a história quase 100 sermões e cerca de 150 cartas, nos quais demonstra ser teólogo e pastor, zeloso com a comunhão entre as várias Igrejas, sem jamais esquecer as necessidades dos fiéis. De fato, foi para eles que incentivou as obras de caridade em uma Roma dominada pela escassez, pobreza, injustiças e superstições pagãs; colocou em prática todas as ações necessárias – lê-se em seus escritos – para manter constantemente a justiça e “oferecer amorosamente a clemência, porque sem Cristo nada podemos fazer, mas com Ele tudo é possível”. Seu Pontificado, que durou vinte e um anos, colecionou várias primazias: foi o primeiro Bispo de Roma a ser chamado Leão; o primeiro Sucessor de Pedro a ser chamado “Magno”; o primeiro Papa, que por sua pregação, foi também um dos dois únicos Papas – o outro foi Gregório Magno – a receber, em 1754, por desejo do Papa Bento XIV, o título de “Doutor da Igreja”. A morte de Leão Magno ocorreu em 10 de novembro de 461 e logo começou a ser venerado como santo. Segundo alguns historiadores, ele foi também o primeiro Papa a ser sepultado na Basílica Vaticana. Suas relíquias, ainda hoje, são conservadas na Capela de “Nossa Senhora do Pilar, na Basílica de São Pedro”. Conheça mais sobre São Leão Magno: o grande Leão da Igreja Homem de doutrina, soube harmonizar o Ocidente com o Oriente, dando à Igreja seu caráter universal. Pontífice compenetrado de sua missão, defendeu a verdadeira Fé, certo de que provinham da abundância da graça de Cristo as obras por ele realizadas. São Leão Magno encontrou diante de Deus a graça e a santidade; foi pai, mestre e guardião do povo que lhe foi confiado. Rogai por nós, santo homem! Por natureza e pela graça, ele é Leão O leão é, dentre todos os animais, aquele que merece o indiscutível título de rei. Sua imponente presença lhe garante o respeito dos demais e sua força avassaladora, que nada faz recuar, afiança sua supremacia na savana ou na floresta. Tido também como o símbolo da lealdade, ele trava com ufania a batalha pela sobrevivência, lutando sempre de frente. Vemos, assim, como a perfeita ordenação da natureza consiste em cada criatura cumpra a finalidade para a qual foi criada. Tais características do rei dos animais remetem nosso espírito para realidades mais elevadas, das quais não é senão um pálido reflexo. Quis Deus nos dar a conhecer, por meio desta imagem, algo da sua grandeza e poder infinito. Entretanto, quando a majestade divina se espelha, não mais num ser irracional, mas numa criatura humana qualificada pela graça, ela adquire alturas verdadeiramente sublimes e arrebata as almas de modo incomparável. Assim sucede ao contemplarmos a figura de um Sucessor de Pedro que reinou em meados do século V, época crucial da História, cujas vicissitudes, tanto no campo político quanto no dogmático, contribuíram para realçar ainda mais a personalidade fulgurante daquele Pontífice e seus dotes de governo e organização. Seu nome — mantido por ele ao ser elevado ao Sólio Pontifício — reproduzia em sua pessoa “um dos mais nobres títulos de nosso divino Ressuscitado”: Leão Magno, o grande defensor da Igreja. Foi o primeiro Papa a usar esse nome. “Ele o escolheu porque sentia dentro de si um sopro do Espírito Santo que lhe dava um ímpeto de escolher tudo quanto era grande. Ele gostava das coisas grandiosas e sabia perfeitamente o que devia fazer para harmonizar todas as correntes e defender a Igreja da forma mais extraordinária possível”. A estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável Corria o ano 440 quando sobreveio o falecimento do Papa São Sixto III. Reunido o conclave, foi eleito para suceder-lhe Leão, arquidiácono da Igreja romana e conselheiro pontifício, que já por esse tempo era muito estimado e admirado por “sua sabedoria teológica, sua eloquência magnificente e sua diplomacia habilíssima”. O escolhido, contudo, encontrava-se nas Gálias como delegado papal, pelo que demorou em atravessar os Alpes e chegar a Roma. Por isso só pôde ser investido no dia 29 de setembro, em meio às manifestações de júbilo e benquerença do clero e do povo. Não obstante, ninguém dos que ali o aclamavam poderia ter uma noção exata das lutas e dificuldades pelas quais ele haveria de passar ao longo dos seus 21 anos de pontificado. São Leão Magno enfrentou a fúria das hordas invasoras, que se lançavam à conquista da Europa e de Roma, bem como a insídia das heresias, não menos perigosa para a Igreja, sem nunca perder a certeza de que a estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável, a qual não é a virtude natural de nenhum Pontífice, mas a promessa de Cristo a Pedro, quando este manifestou a fé em sua divindade e recebeu de suas mãos o Papado. Em uma homilia comemorativa de sua ascensão à Cátedra petrina, alguns anos depois, proclamou ele com voz forte e palpitante de emoção esta convicção: “Quando se trata de exercer os deveres de nosso cargo, desejamos agir com piedade e vigor, e nos reconhecemos, ao mesmo tempo, fracos e covardes, pesados que somos, devido à fragilidade de nossa própria condição; no entanto, fortes pela incessante intercessão do Sacerdote todo-poderoso e eterno que, semelhante a nós e igual ao Pai, abaixou a divindade até o nível do homem e elevou a humanidade até o nível de Deus, nós nos rejubilamos justa e santamente pela disposição por Ele tomada. Com efeito, se delegou a numerosos pastores o cuidado de suas ovelhas, nem por isso renunciou a guardar Ele próprio seu rebanho bem-amado. Mais ainda, como consequência dessa assistência essencial e eterna, recebemos a proteção e o apoio do Apóstolo que, decerto, não se afrouxa no cumprimento de sua função; e este sólido fundamento, sobre o qual se eleva em toda a sua altura o edifício da Igreja, não se cansa de sustentar a massa do templo que sobre ele repousa. […]. Pois é na Igreja inteira que Pedro diz a cada dia: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’, e toda língua que confessa o Senhor é instruída pelo ensinamento desta palavra. É esta Fé que […] introduz no Céu aqueles que ela arrancou do mundo, e as portas no inferno não podem prevalecer contra ela. Ela é, de fato, assegurada divinamente com uma tal solidez que nunca a perversidade dos hereges a poderá corromper, nem a perfídia dos pagãos a poderá enganar”. São Leão Magno foi defensor da Igreja face às heresias Espalhavam-se, com efeito, por aqueles tempos muitas heresias que ameaçavam a unidade do Corpo Místico, confundindo e arrastando numerosos espíritos menos vigilantes. O norte da África via-se infestado por arianos, donatistas e também por maniqueus, muitos dos quais procuravam refúgio na Itália fugindo da invasão dos vândalos. De outro lado, os priscilianos, que no fim do século IV haviam difundido na Espanha sua ideologia, tornavam a multiplicar-se, apesar de terem sido condenados pelo Concílio de Toledo no ano 400. Mas o pior inimigo assomava no Oriente. Ainda não se haviam silenciado totalmente os ecos da perniciosa doutrina de Nestório — o qual “não via em Cristo mais do que duas pessoas colocadas uma ao lado da outra, unidas exterior e moralmente” —, quando Eutiques, arquimandrita de um convento de Constantinopla, começou a defender o erro oposto: segundo ele, havia em Jesus Cristo “uma só natureza composta da divindade e da humanidade”, motivo pelo qual seus partidários chamaram-se monofisitas. Contra esses adversários São Leão Magno fez honra a seu nome, “intervindo em diferentes circunstâncias com prudência, firmeza e lucidez, através dos seus escritos e mediante os seus legados. Mostrava deste modo como a prática da primazia romana era necessária então, como também hoje, para servir eficazmente à comunhão, característica da única Igreja de Cristo”. Tendo tomado conhecimento da presença dos maniqueus em Roma, apressou-se em advertir o rebanho confiado à sua guarda, exortando-o à vigilância, em suas pregações. Também contra os priscilianos escreveu São Leão uma carta a São Turíbio, Bispo de Astorga, denunciando os principais erros dessa nociva seita. Pedro falou pela boca de Leão Magno! Sem embargo, sua maior vitória no campo dogmático foi a condenação decisiva dos desvios doutrinários de Eutiques, o qual, sob a capa de ortodoxia antinestoriana, encontrava grande aceitação entre o povo. Como já o próprio São Paulo escrevera aos coríntios, “é conveniente até que haja heresias, para que também os que são de uma virtude provada sejam manifestados entre vós” (I Cor 11, 19), também os enganos dos monofisitas contribuíram para ser definida de maneira clara e fulgurante a doutrina cristológica da união das duas naturezas — humana e divina — na única Pessoa do Verbo. Na célebre carta dirigida a Flaviano, Bispo de Constantinopla, São Leão afirmou: “Numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem, nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na nossa humanidade. […] Verdadeiro Deus, Ele é também verdadeiro homem; e nada há de falso nessa unidade, pois n’Ele é perfeita tanto a humildade do homem como a grandeza de Deus. […] Em colaboração com a outra, cada natureza realiza o que lhe é próprio: o Verbo, aquilo que é próprio do Verbo; a carne, o que é próprio da carne. A primeira resplandece nos milagres, a segunda sucumbe aos sofrimentos. Assim como o Verbo não renuncia à igualdade da glória do Pai, a carne não deixa a natureza de nossa raça”. Este documento, belo tanto por sua pureza teológica quanto pelo brilhante estilo literário, foi proclamado no Concílio de Calcedônia, convocado em 451 para dirimir a questão. E os Bispos presentes acolheram o final da leitura “com uma eloquente aclamação, da qual é conservada a notícia nas atas do Concílio: “‘Pedro falou pela boca de Leão’, prorromperam em uníssono os Padres conciliares”. “Nesta controvérsia, na qual estava em causa a Fé da Igreja, o mérito de São Leão Magno foi o de dar ao dogma tradicional uma formulação precisa, que punha fim de imediato às ambiguidades tão prejudiciais para a ortodoxia. […] Somando a Tradição ao carisma infalível do Pontífice Romano, São Leão enuncia em termos simples a fórmula de Fé adotada logo de saída pelos Padres da Calcedônia: há em Cristo duas naturezas completas, e uma só Pessoa”. Um “leão” face à barbárie pagã Mal acabara de derrotar a perversidade da heresia que procurava desestabilizar a Igreja, perfilava-se já no norte da Itália a barbárie pagã que avançava num turbilhão de fogo, sangue e devastação. Átila, o terrível chefe dos hunos, o “flagelo de Deus”, cruzara os Alpes, tomara Milão e Pavia, e estava acampado em Mântua, com a via aberta para atacar Roma, onde se encontrava uma população aterrorizada e abandonada por seus governantes, incapazes de defendê-la. A esperança da Urbe e de todo o resto da Península repousava sobre os ombros do Vigário de Cristo. Agora não teria ele de empunhar o gládio da palavra, a fim de confundir os hereges, mas sim de arriscar a própria vida para salvar suas ovelhas. São Leão pôs-se resolutamente a caminho, seguido de alguns Cardeais e dos principais membros do clero romano. Revestido das insígnias pontifícias e cavalgando um humilde animal, apresentou-se diante de Átila e o intimou a cessar aquela guerra de saques e devastações. Contra todas as expectativas humanas, o bárbaro recebeu com temeroso respeito aquele ancião que vinha até ele sem armas e sem soldados; prometeu-lhe viver em paz com o Império, mediante o pagamento de um leve tributo anual, e retirou-se por onde viera. Interpelado depois por seus guerreiros, os quais não compreendiam aquela súbita mudança,o “flagelo de Deus” replicou: “Enquanto ele me falava, eu via, de pé a seu lado, um Pontífice de majestade sobre-humana. De seus olhos jorravam raios, e tinha na mão uma espada desembainhada; seu olhar terrível e seu gesto ameaçador me ordenavam conceder tudo quanto solicitava o enviado dos romanos”. Quais foram as palavras do santo Papa ao chefe bárbaro, não se sabe. Segundo o relato de um cronista contemporâneo, ele “abandonou-se ao auxílio divino, que nunca falta aos esforços dos justos, e o êxito coroou sua fé”. Do alto do Céu, São Pedro favoreceu a missão de seu sucessor, confirmando-a por um milagre. “Este importante acontecimento tornou-se depressa memorável, e permanece como um sinal emblemático da ação de paz desempenhada pelo Pontífice”. A vitória foi festejada com pompa e solenidade em Roma e, para perpétua ação de graças, São Leão Magno mandou fundir a estátua de bronze de Júpiter Capitolino e fazer com esse metal uma grande imagem do Apóstolo Pedro, que até hoje se venera na Basílica Vaticana. Três anos depois, quando Genserico, rei dos vândalos, chegou às portas da Cidade Eterna, foi mais uma vez este santo pastor quem a salvou, alcançando do invasor que não a incendiasse nem derramasse sangue. São Leão Magno, pastor terníssimo e generoso Os últimos anos de sua vida, São Leão os dedicou à organização da disciplina eclesiástica, à pregação e ao aprimoramento da Liturgia. Foi ele quem acrescentou ao Cânon da Missa as palavras: Sanctum sacrificium (Sacrifício santo), e Immaculatam Hostiam (Hóstia imaculada), as quais refletem de modo inequívoco seu senso teológico e sua intensa devoção ao Mistério Eucarístico. Restaurou as antigas basílicas, erigiu novos templos e doou ricos vasos para as celebrações. Grandioso sob todos os aspectos de seu pontificado, São Leão Magno também o foi na caridade, demonstrada por seu terníssimo afeto pelo rebanho que o Espírito Santo lhe confiara e pela generosidade com a qual distribuía esmolas entre os mais necessitados. Finalmente, a 10 de novembro de 461, rodeado do amor de seus fiéis, rendeu sua nobre alma a Deus, deixando à posteridade um exemplo ímpar de integridade e de zelo pela Casa do Senhor. Mais poderosa é a chave de ouro Homem de doutrina, de escritos e de palavra eloquente, soube harmonizar o Ocidente com o Oriente, dando à Igreja seu caráter universal. Varão de inigualável personalidade, contribuiu para reforçar a primazia da Sé de Roma, graças ao prestígio e à autoridade de sua pessoa. Pontífice compenetrado de sua missão, defendeu a verdadeira Fé, certo de que não provinham de sua capacidade humana, mas sim da abundância da graça de Cristo, as obras por ele realizadas. Tal foi São Leão I, cognominado Magno devido à santidade majestosa com a qual se distinguiu ao longo de sua vida, legando aos séculos futuros um profundo ensinamento: a carne nada é diante do espírito (cf. Jo 6, 63). Por piores que sejam as situações de aflição ou de prova pelas quais tenha de passar a Santa Igreja, o poder espiritual, entregue por Jesus a Pedro, faz a verdade brilhar e impor-se definitivamente. Das duas chaves que adornam a tiara pontifícia — de prata e de ouro, símbolos do poder temporal e do espiritual —, a mais poderosa é a de ouro: “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”! (Mt 16, 18). (Revista Arautos do Evangelho, Nov/2012, n. 131, p. 34 à 37) Oração composta por São Leão I Recomeçar Sempre! “Não desista nunca: Nem quando o cansaço se fizer sentir, Nem quando os teus pés tropeçarem, Nem quando os teus olhos arderem, Nem quando os teus esforços forem ignorados, Nem quando a desilusão te abater, Nem quando o erro te desencorajar, Nem quando a traição te ferir, Nem quando o sucesso te abandonar, Nem quando a ingratidão te desconsertar, Nem quando a incompreensão te rodear, Nem quando a fadiga te prostrar, Nem quando tudo tenha o aspecto do nada, Nem quando o peso do pecado te esmagar. Invoque sempre a Deus, cerre os punhos, sorria… E recomece!” #SantodoDia

  • São Leão Magno, o grande Leão da Igreja – 10 de novembro

    SANTO DO DIA – 10 DE NOVEMBRO – SÃO LEAO MAGNO Papa e Doutor da Igreja (+451) O nascimento de Leão I ocorreu por volta do ano 400, perto da cidade de Roma, na região da Toscana. Cristão vigoroso e firme, foi ordenado sacerdote ainda bem jovem. Por causa de seu carisma e força espiritual, teve uma carreira eclesiástica bastante sólida, sendo sempre brilhante em tudo. No ano 430, Leão I foi nomeado arcediácono. Em seguida, passou a ser conselheiro dos papas Celestino I e Xisto III. Seu nome passou a ser muito respeitado. Tanto que, após a morte de Xisto III, ele foi o eleito para ocupar a liderança da Igreja. Assumiu o título de Leão I. Era agosto do ano 440. A vida de Leão, porém, não consistiu apenas no seu compromisso com a paz, que levou adiante com coragem e sem cessar. O pontificado de Leão I durou 21 anos. Ele governou a Igreja num tempo agitado e muito difícil. Combateu heresias importantes como o eutiquianismo e o donatismo. Com sua força moral, espiritual e diplomática, convenceu Átila, o rei dos Hunos, a não invadir Roma. Átila teria ficado bastante impressionado pela grande força moral de São Leão I. O Pontífice dedicou-se muito à defesa da doutrina. Foi ele que, de fato, inspirou o Concílio Ecumênico de Calcedônia, no qual quinhentos bispos participavam e havia discordâncias sobre as naturezas divina e humana na pessoa de Jesus.Leão I atuou decisivamente e acabou com as discussões escrevendo o texto definitivo sobre o tema, afirmando que na unidade da Pessoa de Jesus Cristo residem as duas naturezas: divina e humana; rejeitou a “heresia de Eutiques”, que negava a essência humana do Filho de Deus. A intervenção de Leão no Concílio foi feita através de um texto doutrinal fundamental: o “Tomo de Leão” contra Flaviano, bispo de Constantinopla. O documento foi lido publicamente aos 350 Padres conciliares, que o acolheram por aclamação. Os bispos, esclarecidos pela sabedoria do Papa, aclamaram a definição e complementaram: “Esta a fé dos Apóstolos! Pedro falou pela boca de Leão, que ensinou segundo a piedade e a verdade”. No ano 452 d.C., a península italiana tremia diante dos Hunos, liderados por Átila. Grande parte do norte já havia caído nas garras do invasor. As cidades de Aquileia, Pádua e Milão tinham sido conquistadas, saqueadas e arrasadas. Átila avançava na sua continua corrida e se encontrava perto de Mântua, no rio Mincio. Ali, a história se detém e se forma. Leão Magno, eleito Papa doze anos antes, guiou uma delegação de Roma para se encontrar com Átila, o qual dissuadiu a continuar a guerra de invasão. A lenda – retomada depois por Raphael, nos afrescos das “Salas do Vaticano” – narra que o líder dos hunos se retirou após ter visto aparecer, atrás de Leão, os Apóstolos Pedro e Paulo, armados de espadas. Três anos depois, em 455, foi ainda o “Papa Magno”, embora desarmado, a deter, às portas de Roma, os Vândalos da África, guiados pelo rei Genserico. Esses povos bárbaros só não incendiaram Roma e não causaram uma terrível mortandade graças à sábia e inspirada atuação do grande Papa Leão I. Graças à sua intervenção, a cidade foi saqueada, mas não incendiada. Permaneceram intactas as Basílicas de São Pedro, de São Paulo fora dos Muros e de São João em Latrão, nas quais a população encontrou abrigo e se salvou. Sustentador e promotor da Primazia de Roma, o “Pontífice Magno” deixou para a história quase 100 sermões e cerca de 150 cartas, nos quais demonstra ser teólogo e pastor, zeloso com a comunhão entre as várias Igrejas, sem jamais esquecer as necessidades dos fiéis. De fato, foi para eles que incentivou as obras de caridade em uma Roma dominada pela escassez, pobreza, injustiças e superstições pagãs; colocou em prática todas as ações necessárias – lê-se em seus escritos – para manter constantemente a justiça e “oferecer amorosamente a clemência, porque sem Cristo nada podemos fazer, mas com Ele tudo é possível”. Seu Pontificado, que durou vinte e um anos, colecionou várias primazias: foi o primeiro Bispo de Roma a ser chamado Leão; o primeiro Sucessor de Pedro a ser chamado “Magno”; o primeiro Papa, que por sua pregação, foi também um dos dois únicos Papas – o outro foi Gregório Magno – a receber, em 1754, por desejo do Papa Bento XIV, o título de “Doutor da Igreja”. A morte de Leão Magno ocorreu em 10 de novembro de 461 e logo começou a ser venerado como santo. Segundo alguns historiadores, ele foi também o primeiro Papa a ser sepultado na Basílica Vaticana. Suas relíquias, ainda hoje, são conservadas na Capela de “Nossa Senhora do Pilar, na Basílica de São Pedro”. Conheça mais sobre São Leão Magno: o grande Leão da Igreja Homem de doutrina, soube harmonizar o Ocidente com o Oriente, dando à Igreja seu caráter universal. Pontífice compenetrado de sua missão, defendeu a verdadeira Fé, certo de que provinham da abundância da graça de Cristo as obras por ele realizadas. São Leão Magno encontrou diante de Deus a graça e a santidade; foi pai, mestre e guardião do povo que lhe foi confiado. Rogai por nós, santo homem! Por natureza e pela graça, ele é Leão O leão é, dentre todos os animais, aquele que merece o indiscutível título de rei. Sua imponente presença lhe garante o respeito dos demais e sua força avassaladora, que nada faz recuar, afiança sua supremacia na savana ou na floresta. Tido também como o símbolo da lealdade, ele trava com ufania a batalha pela sobrevivência, lutando sempre de frente. Vemos, assim, como a perfeita ordenação da natureza consiste em cada criatura cumpra a finalidade para a qual foi criada. Tais características do rei dos animais remetem nosso espírito para realidades mais elevadas, das quais não é senão um pálido reflexo. Quis Deus nos dar a conhecer, por meio desta imagem, algo da sua grandeza e poder infinito. Entretanto, quando a majestade divina se espelha, não mais num ser irracional, mas numa criatura humana qualificada pela graça, ela adquire alturas verdadeiramente sublimes e arrebata as almas de modo incomparável. Assim sucede ao contemplarmos a figura de um Sucessor de Pedro que reinou em meados do século V, época crucial da História, cujas vicissitudes, tanto no campo político quanto no dogmático, contribuíram para realçar ainda mais a personalidade fulgurante daquele Pontífice e seus dotes de governo e organização. Seu nome — mantido por ele ao ser elevado ao Sólio Pontifício — reproduzia em sua pessoa “um dos mais nobres títulos de nosso divino Ressuscitado”: Leão Magno, o grande defensor da Igreja. Foi o primeiro Papa a usar esse nome. “Ele o escolheu porque sentia dentro de si um sopro do Espírito Santo que lhe dava um ímpeto de escolher tudo quanto era grande. Ele gostava das coisas grandiosas e sabia perfeitamente o que devia fazer para harmonizar todas as correntes e defender a Igreja da forma mais extraordinária possível”. A estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável Corria o ano 440 quando sobreveio o falecimento do Papa São Sixto III. Reunido o conclave, foi eleito para suceder-lhe Leão, arquidiácono da Igreja romana e conselheiro pontifício, que já por esse tempo era muito estimado e admirado por “sua sabedoria teológica, sua eloquência magnificente e sua diplomacia habilíssima”. O escolhido, contudo, encontrava-se nas Gálias como delegado papal, pelo que demorou em atravessar os Alpes e chegar a Roma. Por isso só pôde ser investido no dia 29 de setembro, em meio às manifestações de júbilo e benquerença do clero e do povo. Não obstante, ninguém dos que ali o aclamavam poderia ter uma noção exata das lutas e dificuldades pelas quais ele haveria de passar ao longo dos seus 21 anos de pontificado. São Leão Magno enfrentou a fúria das hordas invasoras, que se lançavam à conquista da Europa e de Roma, bem como a insídia das heresias, não menos perigosa para a Igreja, sem nunca perder a certeza de que a estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável, a qual não é a virtude natural de nenhum Pontífice, mas a promessa de Cristo a Pedro, quando este manifestou a fé em sua divindade e recebeu de suas mãos o Papado. Em uma homilia comemorativa de sua ascensão à Cátedra petrina, alguns anos depois, proclamou ele com voz forte e palpitante de emoção esta convicção: “Quando se trata de exercer os deveres de nosso cargo, desejamos agir com piedade e vigor, e nos reconhecemos, ao mesmo tempo, fracos e covardes, pesados que somos, devido à fragilidade de nossa própria condição; no entanto, fortes pela incessante intercessão do Sacerdote todo-poderoso e eterno que, semelhante a nós e igual ao Pai, abaixou a divindade até o nível do homem e elevou a humanidade até o nível de Deus, nós nos rejubilamos justa e santamente pela disposição por Ele tomada. Com efeito, se delegou a numerosos pastores o cuidado de suas ovelhas, nem por isso renunciou a guardar Ele próprio seu rebanho bem-amado. Mais ainda, como consequência dessa assistência essencial e eterna, recebemos a proteção e o apoio do Apóstolo que, decerto, não se afrouxa no cumprimento de sua função; e este sólido fundamento, sobre o qual se eleva em toda a sua altura o edifício da Igreja, não se cansa de sustentar a massa do templo que sobre ele repousa. […]. Pois é na Igreja inteira que Pedro diz a cada dia: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’, e toda língua que confessa o Senhor é instruída pelo ensinamento desta palavra. É esta Fé que […] introduz no Céu aqueles que ela arrancou do mundo, e as portas no inferno não podem prevalecer contra ela. Ela é, de fato, assegurada divinamente com uma tal solidez que nunca a perversidade dos hereges a poderá corromper, nem a perfídia dos pagãos a poderá enganar”. São Leão Magno foi defensor da Igreja face às heresias Espalhavam-se, com efeito, por aqueles tempos muitas heresias que ameaçavam a unidade do Corpo Místico, confundindo e arrastando numerosos espíritos menos vigilantes. O norte da África via-se infestado por arianos, donatistas e também por maniqueus, muitos dos quais procuravam refúgio na Itália fugindo da invasão dos vândalos. De outro lado, os priscilianos, que no fim do século IV haviam difundido na Espanha sua ideologia, tornavam a multiplicar-se, apesar de terem sido condenados pelo Concílio de Toledo no ano 400. Mas o pior inimigo assomava no Oriente. Ainda não se haviam silenciado totalmente os ecos da perniciosa doutrina de Nestório — o qual “não via em Cristo mais do que duas pessoas colocadas uma ao lado da outra, unidas exterior e moralmente” —, quando Eutiques, arquimandrita de um convento de Constantinopla, começou a defender o erro oposto: segundo ele, havia em Jesus Cristo “uma só natureza composta da divindade e da humanidade”, motivo pelo qual seus partidários chamaram-se monofisitas. Contra esses adversários São Leão Magno fez honra a seu nome, “intervindo em diferentes circunstâncias com prudência, firmeza e lucidez, através dos seus escritos e mediante os seus legados. Mostrava deste modo como a prática da primazia romana era necessária então, como também hoje, para servir eficazmente à comunhão, característica da única Igreja de Cristo”. Tendo tomado conhecimento da presença dos maniqueus em Roma, apressou-se em advertir o rebanho confiado à sua guarda, exortando-o à vigilância, em suas pregações. Também contra os priscilianos escreveu São Leão uma carta a São Turíbio, Bispo de Astorga, denunciando os principais erros dessa nociva seita. Pedro falou pela boca de Leão Magno! Sem embargo, sua maior vitória no campo dogmático foi a condenação decisiva dos desvios doutrinários de Eutiques, o qual, sob a capa de ortodoxia antinestoriana, encontrava grande aceitação entre o povo. Como já o próprio São Paulo escrevera aos coríntios, “é conveniente até que haja heresias, para que também os que são de uma virtude provada sejam manifestados entre vós” (I Cor 11, 19), também os enganos dos monofisitas contribuíram para ser definida de maneira clara e fulgurante a doutrina cristológica da união das duas naturezas — humana e divina — na única Pessoa do Verbo. Na célebre carta dirigida a Flaviano, Bispo de Constantinopla, São Leão afirmou: “Numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem, nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na nossa humanidade. […] Verdadeiro Deus, Ele é também verdadeiro homem; e nada há de falso nessa unidade, pois n’Ele é perfeita tanto a humildade do homem como a grandeza de Deus. […] Em colaboração com a outra, cada natureza realiza o que lhe é próprio: o Verbo, aquilo que é próprio do Verbo; a carne, o que é próprio da carne. A primeira resplandece nos milagres, a segunda sucumbe aos sofrimentos. Assim como o Verbo não renuncia à igualdade da glória do Pai, a carne não deixa a natureza de nossa raça”. Este documento, belo tanto por sua pureza teológica quanto pelo brilhante estilo literário, foi proclamado no Concílio de Calcedônia, convocado em 451 para dirimir a questão. E os Bispos presentes acolheram o final da leitura “com uma eloquente aclamação, da qual é conservada a notícia nas atas do Concílio: “‘Pedro falou pela boca de Leão’, prorromperam em uníssono os Padres conciliares”. “Nesta controvérsia, na qual estava em causa a Fé da Igreja, o mérito de São Leão Magno foi o de dar ao dogma tradicional uma formulação precisa, que punha fim de imediato às ambiguidades tão prejudiciais para a ortodoxia. […] Somando a Tradição ao carisma infalível do Pontífice Romano, São Leão enuncia em termos simples a fórmula de Fé adotada logo de saída pelos Padres da Calcedônia: há em Cristo duas naturezas completas, e uma só Pessoa”. Um “leão” face à barbárie pagã Mal acabara de derrotar a perversidade da heresia que procurava desestabilizar a Igreja, perfilava-se já no norte da Itália a barbárie pagã que avançava num turbilhão de fogo, sangue e devastação. Átila, o terrível chefe dos hunos, o “flagelo de Deus”, cruzara os Alpes, tomara Milão e Pavia, e estava acampado em Mântua, com a via aberta para atacar Roma, onde se encontrava uma população aterrorizada e abandonada por seus governantes, incapazes de defendê-la. A esperança da Urbe e de todo o resto da Península repousava sobre os ombros do Vigário de Cristo. Agora não teria ele de empunhar o gládio da palavra, a fim de confundir os hereges, mas sim de arriscar a própria vida para salvar suas ovelhas. São Leão pôs-se resolutamente a caminho, seguido de alguns Cardeais e dos principais membros do clero romano. Revestido das insígnias pontifícias e cavalgando um humilde animal, apresentou-se diante de Átila e o intimou a cessar aquela guerra de saques e devastações. Contra todas as expectativas humanas, o bárbaro recebeu com temeroso respeito aquele ancião que vinha até ele sem armas e sem soldados; prometeu-lhe viver em paz com o Império, mediante o pagamento de um leve tributo anual, e retirou-se por onde viera. Interpelado depois por seus guerreiros, os quais não compreendiam aquela súbita mudança,o “flagelo de Deus” replicou: “Enquanto ele me falava, eu via, de pé a seu lado, um Pontífice de majestade sobre-humana. De seus olhos jorravam raios, e tinha na mão uma espada desembainhada; seu olhar terrível e seu gesto ameaçador me ordenavam conceder tudo quanto solicitava o enviado dos romanos”. Quais foram as palavras do santo Papa ao chefe bárbaro, não se sabe. Segundo o relato de um cronista contemporâneo, ele “abandonou-se ao auxílio divino, que nunca falta aos esforços dos justos, e o êxito coroou sua fé”. Do alto do Céu, São Pedro favoreceu a missão de seu sucessor, confirmando-a por um milagre. “Este importante acontecimento tornou-se depressa memorável, e permanece como um sinal emblemático da ação de paz desempenhada pelo Pontífice”. A vitória foi festejada com pompa e solenidade em Roma e, para perpétua ação de graças, São Leão Magno mandou fundir a estátua de bronze de Júpiter Capitolino e fazer com esse metal uma grande imagem do Apóstolo Pedro, que até hoje se venera na Basílica Vaticana. Três anos depois, quando Genserico, rei dos vândalos, chegou às portas da Cidade Eterna, foi mais uma vez este santo pastor quem a salvou, alcançando do invasor que não a incendiasse nem derramasse sangue. São Leão Magno, pastor terníssimo e generoso Os últimos anos de sua vida, São Leão os dedicou à organização da disciplina eclesiástica, à pregação e ao aprimoramento da Liturgia. Foi ele quem acrescentou ao Cânon da Missa as palavras: Sanctum sacrificium (Sacrifício santo), e Immaculatam Hostiam (Hóstia imaculada), as quais refletem de modo inequívoco seu senso teológico e sua intensa devoção ao Mistério Eucarístico. Restaurou as antigas basílicas, erigiu novos templos e doou ricos vasos para as celebrações. Grandioso sob todos os aspectos de seu pontificado, São Leão Magno também o foi na caridade, demonstrada por seu terníssimo afeto pelo rebanho que o Espírito Santo lhe confiara e pela generosidade com a qual distribuía esmolas entre os mais necessitados. Finalmente, a 10 de novembro de 461, rodeado do amor de seus fiéis, rendeu sua nobre alma a Deus, deixando à posteridade um exemplo ímpar de integridade e de zelo pela Casa do Senhor. Mais poderosa é a chave de ouro Homem de doutrina, de escritos e de palavra eloquente, soube harmonizar o Ocidente com o Oriente, dando à Igreja seu caráter universal. Varão de inigualável personalidade, contribuiu para reforçar a primazia da Sé de Roma, graças ao prestígio e à autoridade de sua pessoa. Pontífice compenetrado de sua missão, defendeu a verdadeira Fé, certo de que não provinham de sua capacidade humana, mas sim da abundância da graça de Cristo, as obras por ele realizadas. Tal foi São Leão I, cognominado Magno devido à santidade majestosa com a qual se distinguiu ao longo de sua vida, legando aos séculos futuros um profundo ensinamento: a carne nada é diante do espírito (cf. Jo 6, 63). Por piores que sejam as situações de aflição ou de prova pelas quais tenha de passar a Santa Igreja, o poder espiritual, entregue por Jesus a Pedro, faz a verdade brilhar e impor-se definitivamente. Das duas chaves que adornam a tiara pontifícia — de prata e de ouro, símbolos do poder temporal e do espiritual —, a mais poderosa é a de ouro: “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”! (Mt 16, 18). (Revista Arautos do Evangelho, Nov/2012, n. 131, p. 34 à 37) Oração composta por São Leão I Recomeçar Sempre! “Não desista nunca: Nem quando o cansaço se fizer sentir, Nem quando os teus pés tropeçarem, Nem quando os teus olhos arderem, Nem quando os teus esforços forem ignorados, Nem quando a desilusão te abater, Nem quando o erro te desencorajar, Nem quando a traição te ferir, Nem quando o sucesso te abandonar, Nem quando a ingratidão te desconsertar, Nem quando a incompreensão te rodear, Nem quando a fadiga te prostrar, Nem quando tudo tenha o aspecto do nada, Nem quando o peso do pecado te esmagar. Invoque sempre a Deus, cerre os punhos, sorria… E recomece!” #SantodoDia

  • Santo André Avelino – 10 de Novembro

    SANTO DO DIA – 10 DE NOVEMBRO – SANTO ANDRÉ AVELINO Sacerdote (1520-1608) Lanceloti Avelino nasceu no ano 1520, em Castelnuovo, uma província que pertencia ao então reino de Nápoles. Os pais, João e Margarida, muito religiosos, criaram o filho dentro dos ensinamentos de Cristo. Na época oportuna, enviaram o pequeno Lanceloti para estudar com o tio, pároco da vizinha Senise. Lá ele começou sua vida religiosa exercitando-se no apostolado catequético dos jovens da cidade. Em 1545, já era um sacerdote. Dois anos depois, seguiu para a cidade de Nápoles, onde, na universidade, diplomou-se em direito canônico. No exercício da profissão, assistindo a defesa de um sacerdote, decepcionou-se com as artimanhas legais permitidas e, amargurado com a situação, abandonou o processo e a carreira, em 1551. Prosseguiu o seu apostolado como auxiliar do vigário geral de Nápoles, sendo um exemplo pela humildade, disciplina e dedicação total à caridade, atendendo com amor os pobres e doentes. Só deixou de rezar seis horas por dia quando recebeu a incumbência de vigiar os conventos teatinos, que estavam submetidos à arquidiocese a que pertencia. Além disso, tornou-se evangelizador e confessor de Nápoles e de cidades vizinhas. Mas devido à sua atuação no combate aos abusos dos conventos, sofreu dois atentados, em 1555, dos quais só escapou vivo por milagre. No ano seguinte, Lanceloti entrou para a Ordem dos Teatinos e, em 1558, vestiu o hábito, tomando o nome de André Avelino. Durante toda a vida, dedicou-se aos pobres, encarcerados e agonizantes, sendo também diretor espiritual. Mas ainda se achava pecador e pedia mais sofrimento a Deus em suas orações. Morreu no dia 10 de novembro em 1608, acometido por um ataque quando se aproximava do altar para a celebração da missa. Foi canonizado pelo papa Clemente VI. Santo André Avelino é invocado pelos devotos como protetor celestial contra a morte repentina. Texto: Paulinas Internet Santo André Avelino, Teatino Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) #SantodoDia

  • Santo André Avelino – 10 de Novembro

    SANTO DO DIA – 10 DE NOVEMBRO – SANTO ANDRÉ AVELINO Sacerdote (1520-1608) Lanceloti Avelino nasceu no ano 1520, em Castelnuovo, uma província que pertencia ao então reino de Nápoles. Os pais, João e Margarida, muito religiosos, criaram o filho dentro dos ensinamentos de Cristo. Na época oportuna, enviaram o pequeno Lanceloti para estudar com o tio, pároco da vizinha Senise. Lá ele começou sua vida religiosa exercitando-se no apostolado catequético dos jovens da cidade. Em 1545, já era um sacerdote. Dois anos depois, seguiu para a cidade de Nápoles, onde, na universidade, diplomou-se em direito canônico. No exercício da profissão, assistindo a defesa de um sacerdote, decepcionou-se com as artimanhas legais permitidas e, amargurado com a situação, abandonou o processo e a carreira, em 1551. Prosseguiu o seu apostolado como auxiliar do vigário geral de Nápoles, sendo um exemplo pela humildade, disciplina e dedicação total à caridade, atendendo com amor os pobres e doentes. Só deixou de rezar seis horas por dia quando recebeu a incumbência de vigiar os conventos teatinos, que estavam submetidos à arquidiocese a que pertencia. Além disso, tornou-se evangelizador e confessor de Nápoles e de cidades vizinhas. Mas devido à sua atuação no combate aos abusos dos conventos, sofreu dois atentados, em 1555, dos quais só escapou vivo por milagre. No ano seguinte, Lanceloti entrou para a Ordem dos Teatinos e, em 1558, vestiu o hábito, tomando o nome de André Avelino. Durante toda a vida, dedicou-se aos pobres, encarcerados e agonizantes, sendo também diretor espiritual. Mas ainda se achava pecador e pedia mais sofrimento a Deus em suas orações. Morreu no dia 10 de novembro em 1608, acometido por um ataque quando se aproximava do altar para a celebração da missa. Foi canonizado pelo papa Clemente VI. Santo André Avelino é invocado pelos devotos como protetor celestial contra a morte repentina. Texto: Paulinas Internet Santo André Avelino, Teatino Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) #SantodoDia

  • Felicidade de ser útil aos Mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 9)

    Mês das Almas do Purgatório – Nono Dia Meditação: Felicidade de ser útil aos Mortos “Oh, se tudo estivesse acabado para sempre, se eu não pudesse me ocupar mais dele, se não tivesse mais o prazer, não digo só, de torná-lo a ver no Céu, mas de lhe ser ainda útil durante o resto de minha vida, como seria isto cruel!” dizia uma pobre mãe junto ao corpo inanimado de seu filho. Deveria ser muito doloroso, sim; mas consolai-vos, pobres filhos, vós podereis ainda ser úteis àqueles que a morte vos roubou, podeis ajudá-los a mais depressa ganhar o Céu! A Igreja compreendeu essa necessidade de vosso coração e deu alimento a vosso amor. A morte separa: parte os laços materiais que nos prendiam uns aos outros; não dissolve os laços imateriais que ligavam uma alma a outra alma, um coração a outro coração. Está longe, não está perdido: é o grito da alma cristã, e assim, um pai, uma mãe, um filho podem sempre ocupar-se daqueles que amavam, quando os possuíam consigo, e que ainda prezam, mesmo sem os verem. Os atos de dedicação, de que foram cheios os vossos dias e que tinham por objeto fazê-los felizes, podeis praticá-los ainda, e, oferecendo-os a Deus pelo repouso dessas almas, vós continuareis a trabalhar em sua felicidade. O trabalho material que fazíeis por eles podeis prossegui-lo ainda em sua intenção, e o fruto lhes será aplicado pela misericórdia divina. As riquezas que acumuláveis para eles, podeis juntá-las ainda, e o que em seu nome distribuirdes aos pobres, lhes há de ser comunicado por Deus de um modo muito mais útil do que vós mesmos o teríeis feito. “Conheci, diz o Visconde Walsh, um luterano que, por amor de nossa crença no Purgatório, se fez católico. Perdera um irmão querido no meio de um banquete e lembrava-se a cada instante, dessa passagem tão brusca de uma orgia para o fundo de um féretro. Ah! disse-me ele num dia de finados, por causa de meu irmão vou me fazer católico… Quando me for permitido rezar por meu irmão, então respirarei, viverei para pedir todos os dias o Céu para aquele a quem tanto estimei na terra. Vossa Igreja faz que os seres que se prezam possam ajudar-se mutuamente ainda depois da morte. Vossas orações tiram ao sepulcro sua mudez pavorosa, Vós conversais ainda com os que já partiram desta vida; conhecestes a fraqueza humana, essa fraqueza que não é crime, mas ainda menos é a pureza; e, entre os limites do Céu e do inferno, Deus vos revelou um lugar de expiação, o Purgatório. Meu irmão está aí, talvez: eu me faço católico para libertá-lo dessa prisão para me consolar neste inundo, para me aliviar deste peso que me oprime, peso que eu não sentirei mais, quando me for dado orar.” ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Felicidade de ser útil aos Mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 9)

    Mês das Almas do Purgatório – Nono Dia Meditação: Felicidade de ser útil aos Mortos “Oh, se tudo estivesse acabado para sempre, se eu não pudesse me ocupar mais dele, se não tivesse mais o prazer, não digo só, de torná-lo a ver no Céu, mas de lhe ser ainda útil durante o resto de minha vida, como seria isto cruel!” dizia uma pobre mãe junto ao corpo inanimado de seu filho. Deveria ser muito doloroso, sim; mas consolai-vos, pobres filhos, vós podereis ainda ser úteis àqueles que a morte vos roubou, podeis ajudá-los a mais depressa ganhar o Céu! A Igreja compreendeu essa necessidade de vosso coração e deu alimento a vosso amor. A morte separa: parte os laços materiais que nos prendiam uns aos outros; não dissolve os laços imateriais que ligavam uma alma a outra alma, um coração a outro coração. Está longe, não está perdido: é o grito da alma cristã, e assim, um pai, uma mãe, um filho podem sempre ocupar-se daqueles que amavam, quando os possuíam consigo, e que ainda prezam, mesmo sem os verem. Os atos de dedicação, de que foram cheios os vossos dias e que tinham por objeto fazê-los felizes, podeis praticá-los ainda, e, oferecendo-os a Deus pelo repouso dessas almas, vós continuareis a trabalhar em sua felicidade. O trabalho material que fazíeis por eles podeis prossegui-lo ainda em sua intenção, e o fruto lhes será aplicado pela misericórdia divina. As riquezas que acumuláveis para eles, podeis juntá-las ainda, e o que em seu nome distribuirdes aos pobres, lhes há de ser comunicado por Deus de um modo muito mais útil do que vós mesmos o teríeis feito. “Conheci, diz o Visconde Walsh, um luterano que, por amor de nossa crença no Purgatório, se fez católico. Perdera um irmão querido no meio de um banquete e lembrava-se a cada instante, dessa passagem tão brusca de uma orgia para o fundo de um féretro. Ah! disse-me ele num dia de finados, por causa de meu irmão vou me fazer católico… Quando me for permitido rezar por meu irmão, então respirarei, viverei para pedir todos os dias o Céu para aquele a quem tanto estimei na terra. Vossa Igreja faz que os seres que se prezam possam ajudar-se mutuamente ainda depois da morte. Vossas orações tiram ao sepulcro sua mudez pavorosa, Vós conversais ainda com os que já partiram desta vida; conhecestes a fraqueza humana, essa fraqueza que não é crime, mas ainda menos é a pureza; e, entre os limites do Céu e do inferno, Deus vos revelou um lugar de expiação, o Purgatório. Meu irmão está aí, talvez: eu me faço católico para libertá-lo dessa prisão para me consolar neste inundo, para me aliviar deste peso que me oprime, peso que eu não sentirei mais, quando me for dado orar.” ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • O Cardeal Müller adverte que as últimas declarações da Doutrina da Fé “abrem a porta ao mal-entendid

    O Cardeal Müller, ex-prefeito da Doutrina da Fé, enviou uma carta contundente a alguns meios de comunicação após o último documento publicado pelo Dicastério agora dirigido por Víctor Manuel Fernández. Tucho Fernández emitiu um documento – com a assinatura do Papa Francisco – às questões colocadas por um bispo brasileiro. Nessa declaração, o Vaticano abre a porta para que transexuais e homossexuais sejam padrinhos em batismos e testemunhas em casamentos. Noutras questões controversas que contradizem o Magistério e o próprio catecismo, o Vaticano deixa à livre interpretação “pastoral” a tomada da decisão apropriada. Diante deste novo documento, interpretado por muitos como mais um que, longe de esclarecer dúvidas, semeia mais confusão e preocupação, o Cardeal Müller enviou ao InfoVaticana uma carta para esclarecer alguns pontos e que oferecemos na íntegra: Esclarecimento sobre as respostas da FDUC às perguntas do Bispo Negri. Pelo Cardeal Gerhard Müller A tarefa do Magistério Romano, quer diretamente do Papa, quer através do Dicastério para a Doutrina da Fé, é preservar fielmente a verdade da revelação divina. É instituída por Cristo e atua no Espírito Santo para proteger os fiéis católicos de todas as heresias que põem em perigo a salvação e de toda confusão em matéria de doutrina e de vida moral (cf. Vaticano II, Lumen Gentium 18,23). As respostas do Dicastério a diversas perguntas de um bispo brasileiro (3 de novembro de 2023) recordam, por um lado, verdades de fé bem conhecidas, mas, por outro, também abrem a porta para o mal-entendido de que há espaço pela coexistência do pecado e da graça na Igreja de Deus. O batismo é a porta para uma nova vida em Cristo. O Filho de Deus, nosso Salvador e Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, instituiu o sacramento do batismo para que todas as pessoas possam alcançar a vida eterna através da fé em Cristo e de uma vida de seguimento a Ele. O amor incondicional de Deus Liberta o homem da reino mortal do pecado, que o mergulha na desgraça e o separa de Deus, fonte da vida. La voluntad universal de Dios para la salvación (1 Tim 2:4ss) no dice que basta con profesar con nuestros labios a Jesús como nuestro Señor para entrar en el Reino de Dios, mientras que nos apoyamos en la debilidad humana para evitar el cumplimiento de nossa promessa. Isto deve ser dispensado pela santa e santificadora vontade de Deus (cf. Mt 7,21-23). A simples metáfora “a Igreja não é uma alfândega”, que supostamente significa que o caráter de Cristo não pode ser medido burocraticamente pela letra da lei, tem seus limites quando se trata da graça que nos leva a uma vida nova … além do pecado e isso leva à morte. O apóstolo Paulo diz que antes de chegarmos à fé em Cristo, éramos todos “escravos do pecado”. Mas agora, através do batismo em nome de Cristo, o Filho de Deus e o ungido do Espírito Santo, “tornamo-nos obedientes de coração ao ensino ao qual fomos entregues”. Portanto, não devemos pecar porque não somos mais aqueles que não seguem a lei, pois estamos sujeitos à graça, mas não podemos mais pecar porque estamos sujeitos à graça. “Portanto, não deixem que o pecado domine o seu corpo mortal, nem obedeçam aos seus desejos mais do que os homens que passaram da morte para a vida” (Romanos 6:12f). Na ordem eclesiástica mais antiga, escrita em Roma (cerca de 200 d.C.), estão estabelecidos os critérios de admissão ou rejeição (ou mesmo simplesmente deferimento) ao catecumenato e à recepção do baptismo e exigem que todas as profissões duvidosas, associações ilegais e comportamentos imorais que contradizem a vida de graça do batismo deve ser renunciada (Traditio Apostolica 15-16). São Tomás de Aquino, louvavelmente citado nas respostas do Dicastério, dá uma resposta com duas nuances à questão de saber se os pecadores podem ser batizados: 1. Certamente aqueles pecadores que pecaram pessoalmente no passado e estavam sob o poder do “Pecado de Adão” (isto é, pecado original) podem ser batizados. Porque o batismo é instituído para o perdão dos pecados que Cristo adquiriu para nós através da sua morte na cruz. 2. Contudo, aqueles “que são pecadores porque vêm ao batismo com a intenção de continuar a pecar” e assim resistir à santa vontade de Deus não podem ser batizados. Isto é verdade não só pela contradição interna da graça de Deus para connosco e do nosso pecado contra Deus, mas também por causa do falso testemunho externo que mina a credibilidade do anúncio da Igreja, porque os sacramentos são sinais da graça que transmitem (cf. … Tomás de Aquino, Summa theologiae III q.III Quaestio 68, artigo 4). Na armadilha da terminologia transumanista É confuso e prejudicial que o Magistério se envolva na terminologia de uma antropologia niilista e ateísta e assim pareça dar ao seu falso conteúdo o estatuto de opinião teológica legítima na Igreja. “Não lestes”, diz Jesus aos fariseus, “que queriam armar-lhe uma armadilha, que no princípio o Criador criou o homem e a mulher?” (Mateus 19:4). Na verdade, não existem pessoas transexuais ou homófilas (homoafetivas ou homossexuais), nem na ordem da natureza da criatura, nem na graça da Nova Aliança em Cristo. Na lógica do criador do homem e do mundo, dois sexos são suficientes para garantir a continuidade da existência da humanidade e para permitir que as crianças floresçam na comunidade familiar com o pai e a mãe. “Pessoa”, como sabe todo filósofo e teólogo, é o homem na sua individualidade espiritual e moral, que o relaciona diretamente com Deus, seu Criador e Redentor. No entanto, cada pessoa humana existe na natureza espiritual-física e especificamente como homem ou mulher através do ato de criação em que Deus os criou (e na relação recíproca no casamento) na sua parábola da sua bondade eterna e do seu amor trino. E assim como foi criado, Deus ressuscitará todo ser humano em seu corpo feminino ou masculino, sem se irritar com aqueles que mutilaram genitalmente outras pessoas (por muito dinheiro) ou que, confundidos pela falsa propaganda, foram deliberadamente enganados de sua identidade: masculina ou feminina. O transumanismo em todas as suas variantes é uma ficção diabólica e um pecado contra a dignidade pessoal dos seres humanos, mesmo que seja encoberto na forma de transexualismo em termos de terminologia como “redesignação de género autodeterminada”. Para a doutrina e a prática, a Igreja Romana estipula claramente: “A prostituta, o fornicador, o mutilador e qualquer pessoa que fizer algo que não seja dito [1 Coríntios 6:6-20] será rejeitado [do catecumenato e do batismo]” (Tradição Apostólica 16). A “sã doutrina” (1Tm 4,3) é um cuidado pastoral saudável O motivo pastoral, que quer que os pecadores que violam o sexto e o nono mandamentos do Decálogo sejam tratados com a maior “mansidão e compreensão” possível, só é digno de louvor enquanto o pastor não enganar o seu paciente sobre a seriedade do seu doença como se fosse um mau médico, mas apenas se o bom pastor “brinca mais com o céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam se arrepender [devido ao falso autojulgamento]” (Lucas 15: 6). Aqui devemos também fazer uma distinção fundamental entre o sacramento (único) do batismo, que apaga todos os pecados anteriores e nos dá o caráter permanente de sermos incorporados ao corpo de Cristo, e o sacramento (repetível) da penitência, através do qual os pecados são perdoado que cometemos após o batismo. De acordo com o cuidado da Igreja pela salvação, é sempre justo que possa e deva ser baptizada uma criança cuja educação católica possa ser garantida pelos responsáveis, especialmente através de uma vida exemplar. Contudo, a Igreja não pode deixar dúvidas sobre o direito natural da criança de crescer com os seus próprios pais biológicos ou, em caso de emergência, com os seus pais adoptivos, que moral e legitimamente ocupam o seu lugar. Qualquer forma de barriga de aluguel ou produção de uma criança em laboratório (como uma coisa) para satisfazer desejos egoístas é, do ponto de vista católico, uma grave violação da dignidade pessoal de um ser humano a quem Deus ordena física e espiritualmente através de sua própria mãe. e pai para chamá-lo para ser filho de Deus na vida eterna. Por que Deus só edifica a igreja através da fé correta Em conexão com o Sínodo sobre a sinodalidade, foi frequentemente usada a formulação bíblica: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às congregações” (Ap 2,11). O que se entende no último livro da Sagrada Escritura é “fidelidade à palavra de Deus e ao testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 1:2). O autor da Traditio Apostolica de Roma dos apóstolos Pedro e Paulo está convencido de que “a edificação da Igreja se consegue com a aceitação da fé recta”. Ele conclui seu trabalho com palavras que valem a pena considerar: “Pois se todos ouvirem a tradição apostólica, segui-la e observá-la, nenhum herege ou qualquer outra pessoa será capaz de nos desencaminhar. Pois muitas heresias surgiram porque os governantes [bispos] não queriam ser ensinados sobre os ensinamentos dos apóstolos, mas agiram de acordo com seu próprio critério e não como era conveniente. Se esquecemos alguma coisa, amados, Deus revelará àqueles que são dignos. Na verdade, ele orienta a Igreja a chegar ao refúgio do seu descanso” (Traditio Apostolica 43). #Vaticano

  • O Cardeal Müller adverte que as últimas declarações da Doutrina da Fé “abrem a porta ao mal-entendid

    O Cardeal Müller, ex-prefeito da Doutrina da Fé, enviou uma carta contundente a alguns meios de comunicação após o último documento publicado pelo Dicastério agora dirigido por Víctor Manuel Fernández. Tucho Fernández emitiu um documento – com a assinatura do Papa Francisco – às questões colocadas por um bispo brasileiro. Nessa declaração, o Vaticano abre a porta para que transexuais e homossexuais sejam padrinhos em batismos e testemunhas em casamentos. Noutras questões controversas que contradizem o Magistério e o próprio catecismo, o Vaticano deixa à livre interpretação “pastoral” a tomada da decisão apropriada. Diante deste novo documento, interpretado por muitos como mais um que, longe de esclarecer dúvidas, semeia mais confusão e preocupação, o Cardeal Müller enviou ao InfoVaticana uma carta para esclarecer alguns pontos e que oferecemos na íntegra: Esclarecimento sobre as respostas da FDUC às perguntas do Bispo Negri. Pelo Cardeal Gerhard Müller A tarefa do Magistério Romano, quer diretamente do Papa, quer através do Dicastério para a Doutrina da Fé, é preservar fielmente a verdade da revelação divina. É instituída por Cristo e atua no Espírito Santo para proteger os fiéis católicos de todas as heresias que põem em perigo a salvação e de toda confusão em matéria de doutrina e de vida moral (cf. Vaticano II, Lumen Gentium 18,23). As respostas do Dicastério a diversas perguntas de um bispo brasileiro (3 de novembro de 2023) recordam, por um lado, verdades de fé bem conhecidas, mas, por outro, também abrem a porta para o mal-entendido de que há espaço pela coexistência do pecado e da graça na Igreja de Deus. O batismo é a porta para uma nova vida em Cristo. O Filho de Deus, nosso Salvador e Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, instituiu o sacramento do batismo para que todas as pessoas possam alcançar a vida eterna através da fé em Cristo e de uma vida de seguimento a Ele. O amor incondicional de Deus Liberta o homem da reino mortal do pecado, que o mergulha na desgraça e o separa de Deus, fonte da vida. La voluntad universal de Dios para la salvación (1 Tim 2:4ss) no dice que basta con profesar con nuestros labios a Jesús como nuestro Señor para entrar en el Reino de Dios, mientras que nos apoyamos en la debilidad humana para evitar el cumplimiento de nossa promessa. Isto deve ser dispensado pela santa e santificadora vontade de Deus (cf. Mt 7,21-23). A simples metáfora “a Igreja não é uma alfândega”, que supostamente significa que o caráter de Cristo não pode ser medido burocraticamente pela letra da lei, tem seus limites quando se trata da graça que nos leva a uma vida nova … além do pecado e isso leva à morte. O apóstolo Paulo diz que antes de chegarmos à fé em Cristo, éramos todos “escravos do pecado”. Mas agora, através do batismo em nome de Cristo, o Filho de Deus e o ungido do Espírito Santo, “tornamo-nos obedientes de coração ao ensino ao qual fomos entregues”. Portanto, não devemos pecar porque não somos mais aqueles que não seguem a lei, pois estamos sujeitos à graça, mas não podemos mais pecar porque estamos sujeitos à graça. “Portanto, não deixem que o pecado domine o seu corpo mortal, nem obedeçam aos seus desejos mais do que os homens que passaram da morte para a vida” (Romanos 6:12f). Na ordem eclesiástica mais antiga, escrita em Roma (cerca de 200 d.C.), estão estabelecidos os critérios de admissão ou rejeição (ou mesmo simplesmente deferimento) ao catecumenato e à recepção do baptismo e exigem que todas as profissões duvidosas, associações ilegais e comportamentos imorais que contradizem a vida de graça do batismo deve ser renunciada (Traditio Apostolica 15-16). São Tomás de Aquino, louvavelmente citado nas respostas do Dicastério, dá uma resposta com duas nuances à questão de saber se os pecadores podem ser batizados: 1. Certamente aqueles pecadores que pecaram pessoalmente no passado e estavam sob o poder do “Pecado de Adão” (isto é, pecado original) podem ser batizados. Porque o batismo é instituído para o perdão dos pecados que Cristo adquiriu para nós através da sua morte na cruz. 2. Contudo, aqueles “que são pecadores porque vêm ao batismo com a intenção de continuar a pecar” e assim resistir à santa vontade de Deus não podem ser batizados. Isto é verdade não só pela contradição interna da graça de Deus para connosco e do nosso pecado contra Deus, mas também por causa do falso testemunho externo que mina a credibilidade do anúncio da Igreja, porque os sacramentos são sinais da graça que transmitem (cf. … Tomás de Aquino, Summa theologiae III q.III Quaestio 68, artigo 4). Na armadilha da terminologia transumanista É confuso e prejudicial que o Magistério se envolva na terminologia de uma antropologia niilista e ateísta e assim pareça dar ao seu falso conteúdo o estatuto de opinião teológica legítima na Igreja. “Não lestes”, diz Jesus aos fariseus, “que queriam armar-lhe uma armadilha, que no princípio o Criador criou o homem e a mulher?” (Mateus 19:4). Na verdade, não existem pessoas transexuais ou homófilas (homoafetivas ou homossexuais), nem na ordem da natureza da criatura, nem na graça da Nova Aliança em Cristo. Na lógica do criador do homem e do mundo, dois sexos são suficientes para garantir a continuidade da existência da humanidade e para permitir que as crianças floresçam na comunidade familiar com o pai e a mãe. “Pessoa”, como sabe todo filósofo e teólogo, é o homem na sua individualidade espiritual e moral, que o relaciona diretamente com Deus, seu Criador e Redentor. No entanto, cada pessoa humana existe na natureza espiritual-física e especificamente como homem ou mulher através do ato de criação em que Deus os criou (e na relação recíproca no casamento) na sua parábola da sua bondade eterna e do seu amor trino. E assim como foi criado, Deus ressuscitará todo ser humano em seu corpo feminino ou masculino, sem se irritar com aqueles que mutilaram genitalmente outras pessoas (por muito dinheiro) ou que, confundidos pela falsa propaganda, foram deliberadamente enganados de sua identidade: masculina ou feminina. O transumanismo em todas as suas variantes é uma ficção diabólica e um pecado contra a dignidade pessoal dos seres humanos, mesmo que seja encoberto na forma de transexualismo em termos de terminologia como “redesignação de género autodeterminada”. Para a doutrina e a prática, a Igreja Romana estipula claramente: “A prostituta, o fornicador, o mutilador e qualquer pessoa que fizer algo que não seja dito [1 Coríntios 6:6-20] será rejeitado [do catecumenato e do batismo]” (Tradição Apostólica 16). A “sã doutrina” (1Tm 4,3) é um cuidado pastoral saudável O motivo pastoral, que quer que os pecadores que violam o sexto e o nono mandamentos do Decálogo sejam tratados com a maior “mansidão e compreensão” possível, só é digno de louvor enquanto o pastor não enganar o seu paciente sobre a seriedade do seu doença como se fosse um mau médico, mas apenas se o bom pastor “brinca mais com o céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam se arrepender [devido ao falso autojulgamento]” (Lucas 15: 6). Aqui devemos também fazer uma distinção fundamental entre o sacramento (único) do batismo, que apaga todos os pecados anteriores e nos dá o caráter permanente de sermos incorporados ao corpo de Cristo, e o sacramento (repetível) da penitência, através do qual os pecados são perdoado que cometemos após o batismo. De acordo com o cuidado da Igreja pela salvação, é sempre justo que possa e deva ser baptizada uma criança cuja educação católica possa ser garantida pelos responsáveis, especialmente através de uma vida exemplar. Contudo, a Igreja não pode deixar dúvidas sobre o direito natural da criança de crescer com os seus próprios pais biológicos ou, em caso de emergência, com os seus pais adoptivos, que moral e legitimamente ocupam o seu lugar. Qualquer forma de barriga de aluguel ou produção de uma criança em laboratório (como uma coisa) para satisfazer desejos egoístas é, do ponto de vista católico, uma grave violação da dignidade pessoal de um ser humano a quem Deus ordena física e espiritualmente através de sua própria mãe. e pai para chamá-lo para ser filho de Deus na vida eterna. Por que Deus só edifica a igreja através da fé correta Em conexão com o Sínodo sobre a sinodalidade, foi frequentemente usada a formulação bíblica: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às congregações” (Ap 2,11). O que se entende no último livro da Sagrada Escritura é “fidelidade à palavra de Deus e ao testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 1:2). O autor da Traditio Apostolica de Roma dos apóstolos Pedro e Paulo está convencido de que “a edificação da Igreja se consegue com a aceitação da fé recta”. Ele conclui seu trabalho com palavras que valem a pena considerar: “Pois se todos ouvirem a tradição apostólica, segui-la e observá-la, nenhum herege ou qualquer outra pessoa será capaz de nos desencaminhar. Pois muitas heresias surgiram porque os governantes [bispos] não queriam ser ensinados sobre os ensinamentos dos apóstolos, mas agiram de acordo com seu próprio critério e não como era conveniente. Se esquecemos alguma coisa, amados, Deus revelará àqueles que são dignos. Na verdade, ele orienta a Igreja a chegar ao refúgio do seu descanso” (Traditio Apostolica 43). #Vaticano

  • Vaticano diz que Transgêneros podem receber sacramento do Batismo

    O escritório de doutrina da Santa Sé disse que um adulto que se identifica como transgênero pode receber o sacramento do batismo nas mesmas condições que qualquer adulto, desde que não haja risco de causar escândalo ou confusão a outros católicos. Por ACI Digital A Santa Sé também disse que crianças ou adolescentes que enfrentam problemas de identidade transgênero também podem receber o batismo “se estiverem bem preparados e dispostos”. O documento que responde a estas e outras perguntas baseadas no sacramento para aqueles que se identificam como transgêneros e pessoas em uniões homossexuais foi escrito em resposta a perguntas feitas ao Dicastério para a Doutrina da Fé em julho pelo bispo de Santo Amaro (SP), dom José Negri. A orientação surge em meio a discussões em andamento na Igreja Católica sobre o cuidado pastoral para a comunidade LGBTQ, à luz do foco de Francisco no acompanhamento e na sinodalidade. A resposta do dicastério data de 31 de outubro e é assinada pelo prefeito do dicastério, cardeal Victor Fernández, e pelo papa Francisco. Está disponível em italiano no site da Santa Sé. A Santa Sé também respondeu a questões sobre se pessoas que se identificam como transgênero ou que mantêm relações homossexuais podem ser padrinhos ou testemunhas de um matrimônio, e se crianças adotadas por pessoas em uniões homossexuais ou nascidas através de reprodução assistida podem ser batizadas. Para a última pergunta, o dicastério citou o parágrafo 868 do Código de Direito Canônico, e disse que “para que a criança seja batizada deve haver uma esperança bem fundamentada de que ela será educada na religião católica”. A explicação da Santa Sé Sobre a questão daqueles que se identificam como transgêneros e a recepção do sacramento do batismo, o dicastério deu algumas notas para consideração, “especialmente quando há alguma dúvida sobre a situação moral objetiva em que uma pessoa se encontra, ou sobre sua disposição subjetiva em direção à graça”. Prosseguiu dizendo que a Igreja Católica ensina que o batismo recebido sem arrependimento dos pecados graves, embora confira um caráter sacramental indelével, não confere a graça santificante. A Santa Sé citou o Catecismo da Igreja Católica, Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho de Hipona para dizer que uma vez que uma pessoa tenha a disposição correta, isto é, tenha se arrependido de quaisquer pecados graves, o caráter sacramental do batismo “é um causa imediata que dispõe alguém a receber a graça”. “Assim podemos compreender por que o papa Francisco quis enfatizar que o batismo ‘é a porta que permite a Cristo Senhor habitar a nossa pessoa e, a nós, imergir-nos no seu Mistério’”, disse o dicastério, ao citar uma Audiência Geral do papa Francisco de 11 de abril de 2018. “Isto tem implicações concretas”, prosseguiu, citando a exortação apostólica Evangelii Gaudium de Francisco de 2013, “que ‘nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma razão qualquer. Isto vale sobretudo quando se trata daquele sacramento que é a ‘porta’: o Batismo… a Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa’”. O dicastério concluiu que mesmo que haja dúvidas sobre a situação moral objetiva ou a disposição subjetiva de uma pessoa em relação à graça, “a fidelidade do amor incondicional de Deus, capaz de gerar uma aliança irrevogável mesmo com o pecador” não deve ser esquecida. “Em qualquer caso, a Igreja deve sempre chamar [alguém] a viver plenamente todas as implicações do batismo recebido, que devem ser sempre compreendidas e desdobradas em todo o caminho da iniciação cristã”, diz. Outras questões relacionadas O escritório doutrinário disse que uma pessoa que se identifica como transgênero e que passou por tratamento hormonal ou cirurgia de redesignação sexual pode cumprir o papel de padrinho ou madrinha de um batismo “sob certas condições”, mas acrescentou que tal papel não é um direito e não deveria ser permitido se houver perigo de causar escândalo ou confusão à comunidade da Igreja. Disse também que não há nada na atual lei da Igreja que proíba pessoas que se identificam como transexuais ou homossexuais que coabitam de atuarem como testemunhas de um matrimônio. Em resposta a uma questão sobre se uma pessoa homossexual que coabita pode ser padrinho, o documento cita o parágrafo 874 do Código de Direito Canônico, para dizer que um padrinho pode ser qualquer pessoa que possua a aptidão e “que leve uma vida de fé de acordo com a função a ser assumida”. Disse que uma pessoa homossexual vivendo não uma “simples coabitação”, mas uma “estável e declarada relação more uxorio” na forma de marido e mulher “bem reconhecidos pela comunidade”, é “um caso diferente”. Cada caso exige “prudência pastoral”, prosseguiu, para salvaguardar o sacramento do batismo, e “é necessário considerar o real valor que a comunidade eclesial confere aos deveres de padrinho e madrinha, o papel que desempenham na comunidade e a consideração que demonstram pelo ensinamento da Igreja”. O dicastério disse ainda que pode ser levado em consideração se existem outras pessoas na família alargada que possam garantir a transmissão adequada da fé católica ao batizado sem ocupar o papel de padrinho. #Vaticano

  • Vaticano diz que Transgêneros podem receber sacramento do Batismo

    O escritório de doutrina da Santa Sé disse que um adulto que se identifica como transgênero pode receber o sacramento do batismo nas mesmas condições que qualquer adulto, desde que não haja risco de causar escândalo ou confusão a outros católicos. Por ACI Digital A Santa Sé também disse que crianças ou adolescentes que enfrentam problemas de identidade transgênero também podem receber o batismo “se estiverem bem preparados e dispostos”. O documento que responde a estas e outras perguntas baseadas no sacramento para aqueles que se identificam como transgêneros e pessoas em uniões homossexuais foi escrito em resposta a perguntas feitas ao Dicastério para a Doutrina da Fé em julho pelo bispo de Santo Amaro (SP), dom José Negri. A orientação surge em meio a discussões em andamento na Igreja Católica sobre o cuidado pastoral para a comunidade LGBTQ, à luz do foco de Francisco no acompanhamento e na sinodalidade. A resposta do dicastério data de 31 de outubro e é assinada pelo prefeito do dicastério, cardeal Victor Fernández, e pelo papa Francisco. Está disponível em italiano no site da Santa Sé. A Santa Sé também respondeu a questões sobre se pessoas que se identificam como transgênero ou que mantêm relações homossexuais podem ser padrinhos ou testemunhas de um matrimônio, e se crianças adotadas por pessoas em uniões homossexuais ou nascidas através de reprodução assistida podem ser batizadas. Para a última pergunta, o dicastério citou o parágrafo 868 do Código de Direito Canônico, e disse que “para que a criança seja batizada deve haver uma esperança bem fundamentada de que ela será educada na religião católica”. A explicação da Santa Sé Sobre a questão daqueles que se identificam como transgêneros e a recepção do sacramento do batismo, o dicastério deu algumas notas para consideração, “especialmente quando há alguma dúvida sobre a situação moral objetiva em que uma pessoa se encontra, ou sobre sua disposição subjetiva em direção à graça”. Prosseguiu dizendo que a Igreja Católica ensina que o batismo recebido sem arrependimento dos pecados graves, embora confira um caráter sacramental indelével, não confere a graça santificante. A Santa Sé citou o Catecismo da Igreja Católica, Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho de Hipona para dizer que uma vez que uma pessoa tenha a disposição correta, isto é, tenha se arrependido de quaisquer pecados graves, o caráter sacramental do batismo “é um causa imediata que dispõe alguém a receber a graça”. “Assim podemos compreender por que o papa Francisco quis enfatizar que o batismo ‘é a porta que permite a Cristo Senhor habitar a nossa pessoa e, a nós, imergir-nos no seu Mistério’”, disse o dicastério, ao citar uma Audiência Geral do papa Francisco de 11 de abril de 2018. “Isto tem implicações concretas”, prosseguiu, citando a exortação apostólica Evangelii Gaudium de Francisco de 2013, “que ‘nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma razão qualquer. Isto vale sobretudo quando se trata daquele sacramento que é a ‘porta’: o Batismo… a Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa’”. O dicastério concluiu que mesmo que haja dúvidas sobre a situação moral objetiva ou a disposição subjetiva de uma pessoa em relação à graça, “a fidelidade do amor incondicional de Deus, capaz de gerar uma aliança irrevogável mesmo com o pecador” não deve ser esquecida. “Em qualquer caso, a Igreja deve sempre chamar [alguém] a viver plenamente todas as implicações do batismo recebido, que devem ser sempre compreendidas e desdobradas em todo o caminho da iniciação cristã”, diz. Outras questões relacionadas O escritório doutrinário disse que uma pessoa que se identifica como transgênero e que passou por tratamento hormonal ou cirurgia de redesignação sexual pode cumprir o papel de padrinho ou madrinha de um batismo “sob certas condições”, mas acrescentou que tal papel não é um direito e não deveria ser permitido se houver perigo de causar escândalo ou confusão à comunidade da Igreja. Disse também que não há nada na atual lei da Igreja que proíba pessoas que se identificam como transexuais ou homossexuais que coabitam de atuarem como testemunhas de um matrimônio. Em resposta a uma questão sobre se uma pessoa homossexual que coabita pode ser padrinho, o documento cita o parágrafo 874 do Código de Direito Canônico, para dizer que um padrinho pode ser qualquer pessoa que possua a aptidão e “que leve uma vida de fé de acordo com a função a ser assumida”. Disse que uma pessoa homossexual vivendo não uma “simples coabitação”, mas uma “estável e declarada relação more uxorio” na forma de marido e mulher “bem reconhecidos pela comunidade”, é “um caso diferente”. Cada caso exige “prudência pastoral”, prosseguiu, para salvaguardar o sacramento do batismo, e “é necessário considerar o real valor que a comunidade eclesial confere aos deveres de padrinho e madrinha, o papel que desempenham na comunidade e a consideração que demonstram pelo ensinamento da Igreja”. O dicastério disse ainda que pode ser levado em consideração se existem outras pessoas na família alargada que possam garantir a transmissão adequada da fé católica ao batizado sem ocupar o papel de padrinho. #Vaticano

  • Festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão – 9 de Novembro

    São João de Latrão, Mãe e cabeça de todas as Igrejas A Igreja celebra com esplendor a festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão. Todavia, ela possui o título honorífico de “Omnium urbis et orbis ecclesiarum mater et caput”. Ou seja “Mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade [de Roma] e do mundo”. Ela é de fato a Catedral do Papa, ao contrário do que o comum das pessoas pensa. Contudo, a Basílica de São Pedro é apenas uma das quatro basílicas papais da Cidade Eterna. Assim, até o exílio dos Papas em Avignon, no século XIV, viviam eles no Palácio de Latrão, antiga propriedade da família Laterano, nome pelo qual ficou conhecido. O cônsul romano Pláucio Laterano, por suspeita de conspiração, foi morto pelo infame Nero que lhe confiscou os bens, dentre os quais esse edifício. Isso se deu na mesma época em que movia a perseguição aos cristãos. Não imaginava o tirano que, anos mais tarde, o Imperador Constantino doaria tudo aquilo à Igreja. O Papa São Silvestre dedicou-a no ano 324. Nesta Basílica encontramos não só vestígios de variados estilos artísticos, graças às obras de embelezamento e ampliação realizadas ao longo dos séculos, mas também numerosas e valiosíssimas relíquias. Dentre as principais encontramos: A mesa onde Jesus celebrou a Santa Ceia; Parte do tecido purpúreo com que os soldados revestiram o Divino Redentor na Paixão; As cabeças de São Pedro e de São Paulo; A taça na qual São João Evangelista, segundo uma antiga tradição, foi obrigado a tomar um veneno que, por milagre, não lhe fez mal. Nascida sob o signo da perseguição Para melhor compreendermos a importância desta data, lembremos de que a Santa Igreja Católica nasceu sob perseguição. Muitas destas perseguições eram tão violentas que obrigavam os primeiros cristãos a se refugiar nas catacumbas — os cemitérios cristãos — para praticar o culto. Era costume na Roma Antiga escavar extensas galerias subterrâneas, verdadeiros labirintos, nas quais sepultavam os mortos. Transitar por elas era perigoso, pois quem o fizesse podia se perder com facilidade, sem ter como retornar. No Coliseu e no Circo Máximo grande número de cristãos manifestaram sua adesão à Fé com a própria vida. Assim, incontáveis mártires foram mortos pelas feras em meio a terríveis tormentos. A liberdade de culto concedida por Constantino com o Edito de Milão, em 313, por influência de sua mãe Santa Helena representaram para os fiéis indescritível alívio e alegria. Expressivo é o testemunho de Eusébio de Cesareia ao retratar a alegria do povo cristão com a chegada dessa nova era da História da Igreja: “Um dia esplendoroso e radiante, sem nuvem alguma que lhe fizesse sombra, ia iluminando com seus raios de luz celestial as igrejas de Cristo pelo universo inteiro, […] transbordávamos de indizível gozo, e para todos florescia uma alegria divina em todos os lugares que pouco antes se encontravam em ruínas pela impiedade dos tiranos, como se revivessem, depois de uma longa e mortífera devastação. E os templos surgiam de novo desde os fundamentos até uma altura imprevista, e recebiam uma beleza muito superior à dos que anteriormente haviam sido destruídos” Por isso a festa da Dedicação da Basílica do Latrão foi instituída em Roma, expandindo-se mais tarde. Hoje consideramos com júbilo esse templo grandioso, que até nossos dias impressiona por seu esplendor. #FestasLitúrgicas

  • Festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão – 9 de Novembro

    São João de Latrão, Mãe e cabeça de todas as Igrejas A Igreja celebra com esplendor a festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão. Todavia, ela possui o título honorífico de “Omnium urbis et orbis ecclesiarum mater et caput”. Ou seja “Mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade [de Roma] e do mundo”. Ela é de fato a Catedral do Papa, ao contrário do que o comum das pessoas pensa. Contudo, a Basílica de São Pedro é apenas uma das quatro basílicas papais da Cidade Eterna. Assim, até o exílio dos Papas em Avignon, no século XIV, viviam eles no Palácio de Latrão, antiga propriedade da família Laterano, nome pelo qual ficou conhecido. O cônsul romano Pláucio Laterano, por suspeita de conspiração, foi morto pelo infame Nero que lhe confiscou os bens, dentre os quais esse edifício. Isso se deu na mesma época em que movia a perseguição aos cristãos. Não imaginava o tirano que, anos mais tarde, o Imperador Constantino doaria tudo aquilo à Igreja. O Papa São Silvestre dedicou-a no ano 324. Nesta Basílica encontramos não só vestígios de variados estilos artísticos, graças às obras de embelezamento e ampliação realizadas ao longo dos séculos, mas também numerosas e valiosíssimas relíquias. Dentre as principais encontramos: A mesa onde Jesus celebrou a Santa Ceia; Parte do tecido purpúreo com que os soldados revestiram o Divino Redentor na Paixão; As cabeças de São Pedro e de São Paulo; A taça na qual São João Evangelista, segundo uma antiga tradição, foi obrigado a tomar um veneno que, por milagre, não lhe fez mal. Nascida sob o signo da perseguição Para melhor compreendermos a importância desta data, lembremos de que a Santa Igreja Católica nasceu sob perseguição. Muitas destas perseguições eram tão violentas que obrigavam os primeiros cristãos a se refugiar nas catacumbas — os cemitérios cristãos — para praticar o culto. Era costume na Roma Antiga escavar extensas galerias subterrâneas, verdadeiros labirintos, nas quais sepultavam os mortos. Transitar por elas era perigoso, pois quem o fizesse podia se perder com facilidade, sem ter como retornar. No Coliseu e no Circo Máximo grande número de cristãos manifestaram sua adesão à Fé com a própria vida. Assim, incontáveis mártires foram mortos pelas feras em meio a terríveis tormentos. A liberdade de culto concedida por Constantino com o Edito de Milão, em 313, por influência de sua mãe Santa Helena representaram para os fiéis indescritível alívio e alegria. Expressivo é o testemunho de Eusébio de Cesareia ao retratar a alegria do povo cristão com a chegada dessa nova era da História da Igreja: “Um dia esplendoroso e radiante, sem nuvem alguma que lhe fizesse sombra, ia iluminando com seus raios de luz celestial as igrejas de Cristo pelo universo inteiro, […] transbordávamos de indizível gozo, e para todos florescia uma alegria divina em todos os lugares que pouco antes se encontravam em ruínas pela impiedade dos tiranos, como se revivessem, depois de uma longa e mortífera devastação. E os templos surgiam de novo desde os fundamentos até uma altura imprevista, e recebiam uma beleza muito superior à dos que anteriormente haviam sido destruídos” Por isso a festa da Dedicação da Basílica do Latrão foi instituída em Roma, expandindo-se mais tarde. Hoje consideramos com júbilo esse templo grandioso, que até nossos dias impressiona por seu esplendor. #FestasLitúrgicas

  • Homilia Diária | O que é um templo cristão?

    (Festa da Dedicação da Basílica de Latrão) Se, para as religiões pagãs, o templo não é mais do que um edifício de pedra em que se praticam certos ritos e sacrifícios, para a fé cristã, por outro lado, é Jesus Cristo o verdadeiro templo em que Deus habita, não de forma simbólica, mas pessoalmente, e também cada um dos fiéis, convertidos pela graça divina em moradas vivas da Santíssima Trindade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 9 de novembro, e rezemos juntos a fim de que, perseverantes na fé, possamos um dia contemplar a Trindade beatíssima que faz morada em nossas almas! Santo do Dia: Santo Orestes Evangelho (Lc 14,25-33) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes sereis vós, se fordes ultrajados, por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus. (1Pd 4,14) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O que é um templo cristão?

    (Festa da Dedicação da Basílica de Latrão) Se, para as religiões pagãs, o templo não é mais do que um edifício de pedra em que se praticam certos ritos e sacrifícios, para a fé cristã, por outro lado, é Jesus Cristo o verdadeiro templo em que Deus habita, não de forma simbólica, mas pessoalmente, e também cada um dos fiéis, convertidos pela graça divina em moradas vivas da Santíssima Trindade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 9 de novembro, e rezemos juntos a fim de que, perseverantes na fé, possamos um dia contemplar a Trindade beatíssima que faz morada em nossas almas! Santo do Dia: Santo Orestes Evangelho (Lc 14,25-33) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes sereis vós, se fordes ultrajados, por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus. (1Pd 4,14) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo Orestes – 09 de Novembro

    SANTO DO DIA – 09 DE NOVEMBRO – SANTO ORESTES Mártir (+304) Orestes é um nome de origem rude, de trágica lembrança, e muito divulgado no mundo cristão. Rude porque significa ‘homem da montanha’. De lembrança trágica porque, segundo a literatura grega, era filho de Agamênon, a quem vingou a morte ao matar a esposa adúltera, a própria mãe. E divulgado entre os cristãos porque é o nome de um mártir da fé. No livro dos santos da Igreja, só encontramos um com este nome. Dele sabemos, com certeza, que no final da Antiguidade era venerado como um mártir no dia de sua morte: 9 de novembro. E que alguns mosteiros importantes foram dedicados a ele, como o da Capadócia, no século IV. Mais tarde, soube-se da participação de um monge do mosteiro de santo Orestes no segundo Concílio de Nicéia, onde saíram condenados os hereges iconoclastas, isto é, os cristãos que destruíam as pinturas e objetos sagrados. Provavelmente, esse monge era do Mosteiro da Capadócia, onde as relíquias mortais do mártir Orestes estavam guardadas. Como a sepultura estava sob a construção, os dados de santo Orestes nunca foram encontrados e ninguém soube ao certo a sua origem. A tradição relata sua vida começando pelo ponto culminante: a morte pelo testemunho da fé. A fé cristã sempre foi marcada, ao longo dos séculos, pelos sacrifícios de seus seguidores, iniciados com a crucificação pela Paixão de Jesus Cristo. Orestes foi mais um desses mártires, provavelmente morrendo na última perseguição aos cristãos decretada pelos romanos. Temos uma narração milenar vinda da Capadócia que nos coloca Orestes como um médico acusado de incitar o povo contra a idolatria. Um médico, de fato, pode exercer muita influência sobre o ânimo dos doentes, que estão necessitados de ajuda material, mas que também precisam de conforto espiritual. Denunciado como cristão e pregador da nova fé, Orestes não negou. Durante o julgamento público, ele clamou que o céu lhe concedesse um prodígio capaz de cair sobre o povo, que queria trair a verdade do cristianismo. Imediatamente, foi atendido. Orestes, apenas com um sopro, fez as estátuas dos ídolos voarem como folhas mortas e as colunas do templo caírem, como se fossem de fios de palha. Foi condenado à morte. Mas antes foi torturado com pregos e arrastado por um cavalo. No final, com o cadáver desfigurado, foi atirado num rio, que devolveu seu corpo refeito e coberto com uma magnífica túnica. Foi assim que as relíquias do mártir chegaram naquele antigo local, onde existiu o famoso mosteiro de santo Orestes, na Capadócia, atual Turquia. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • Santo Orestes – 09 de Novembro

    SANTO DO DIA – 09 DE NOVEMBRO – SANTO ORESTES Mártir (+304) Orestes é um nome de origem rude, de trágica lembrança, e muito divulgado no mundo cristão. Rude porque significa ‘homem da montanha’. De lembrança trágica porque, segundo a literatura grega, era filho de Agamênon, a quem vingou a morte ao matar a esposa adúltera, a própria mãe. E divulgado entre os cristãos porque é o nome de um mártir da fé. No livro dos santos da Igreja, só encontramos um com este nome. Dele sabemos, com certeza, que no final da Antiguidade era venerado como um mártir no dia de sua morte: 9 de novembro. E que alguns mosteiros importantes foram dedicados a ele, como o da Capadócia, no século IV. Mais tarde, soube-se da participação de um monge do mosteiro de santo Orestes no segundo Concílio de Nicéia, onde saíram condenados os hereges iconoclastas, isto é, os cristãos que destruíam as pinturas e objetos sagrados. Provavelmente, esse monge era do Mosteiro da Capadócia, onde as relíquias mortais do mártir Orestes estavam guardadas. Como a sepultura estava sob a construção, os dados de santo Orestes nunca foram encontrados e ninguém soube ao certo a sua origem. A tradição relata sua vida começando pelo ponto culminante: a morte pelo testemunho da fé. A fé cristã sempre foi marcada, ao longo dos séculos, pelos sacrifícios de seus seguidores, iniciados com a crucificação pela Paixão de Jesus Cristo. Orestes foi mais um desses mártires, provavelmente morrendo na última perseguição aos cristãos decretada pelos romanos. Temos uma narração milenar vinda da Capadócia que nos coloca Orestes como um médico acusado de incitar o povo contra a idolatria. Um médico, de fato, pode exercer muita influência sobre o ânimo dos doentes, que estão necessitados de ajuda material, mas que também precisam de conforto espiritual. Denunciado como cristão e pregador da nova fé, Orestes não negou. Durante o julgamento público, ele clamou que o céu lhe concedesse um prodígio capaz de cair sobre o povo, que queria trair a verdade do cristianismo. Imediatamente, foi atendido. Orestes, apenas com um sopro, fez as estátuas dos ídolos voarem como folhas mortas e as colunas do templo caírem, como se fossem de fios de palha. Foi condenado à morte. Mas antes foi torturado com pregos e arrastado por um cavalo. No final, com o cadáver desfigurado, foi atirado num rio, que devolveu seu corpo refeito e coberto com uma magnífica túnica. Foi assim que as relíquias do mártir chegaram naquele antigo local, onde existiu o famoso mosteiro de santo Orestes, na Capadócia, atual Turquia. Texto: Paulinas Internet #SantodoDia

  • Consolação – Mês das Almas do Purgatório (Dia 8)

    Mês das Almas do Purgatório – Oitavo Dia Meditação: Consolação 2 Nosso Senhor Jesus Cristo quis para nossa consolação experimentar as amarguras que causa ao coração humano a perda daqueles a quem ama. «Lázaro era apenas seu amigo, diz Monsenhor Segur; Jesus ia cientemente ressuscitá-lo, e, todavia, quis chorar, quis sofrer, para santificar as dolorosas emoções da separação. A morte dos que nos são intimamente caros é, pode-se dizer, a dor das dores». «Vedes este esquife? dizia-me um dia um pobre operário que seguia, soluçando, o préstito de seu filho único: é minha vida que se vai!» Para essas torturas, para tais dores que, com toda a verdade, se tem chamado uma dor louca, só há uma consolação: a que Vós dispensais, ó meu Deus! Perto de Vós, sob vossa mão paternal, que fere e que cura, o pobre coração recobra a paz, a própria felicidade, não a da terra, mas a do Céu: a felicidade da terra cessou para ele. Escutemos algumas palavras, eco abençoado de um coração partido, mas de um coração ditoso dessa ventura celeste. «Haveis de vos considerar muito infeliz», dizia-se uma mãe verdadeiramente cristã que acabava de perder sua filha. — «Infeliz? respondeu ela brandamente, oh! não! eu sofro muito, mas sei que minha filha está com Deus». «Meu coração está traspassado, dizia um pai a quem falavam da morte de seu filho, o único arrimo de sua velhice. Mas, eu sinto ainda assim uma certa alegria no fundo d’alma: Meu filho está salvo! Sabeis o que ele era para comigo, sabeis quanto eu o queria e ele a mim. Pois bem, se o bom Deus me propusesse restituir-mo, eu não o aceitaria. Meu filho está salvo, salvo por toda a eternidade! Tudo mais não é nada!» «Eis que vosso filho está a seguro e possui a salvação eterna! escrevia a uma mãe S. Francisco de Sales. Ei-lo escapo e garantido contra toda a perdição!… Foi para proteger vosso filho que Deus o levou tão cedo… Oh! quanto ele há de estar contente e agradecido pelo cuidado que dele tivestes enquanto se achava a vosso cargo, e principalmente pelas devoções que praticais em seu beneficio! Em compensação, roga ele a Deus por vós e faz mil votos por vossa vida, para que ela seja cada vez mais conforme à vontade divina e assim possais ganhar o Céu de que ele goza. Ficai, portanto, em paz e erguei bem o vosso coração ao Céu onde contais com esse bom santinho.» Ei-las, as palavras de verdadeira consolação: Aquele que eu choro está no Céu, está ao abrigo das misérias… e me espera! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Consolação – Mês das Almas do Purgatório (Dia 8)

    Mês das Almas do Purgatório – Oitavo Dia Meditação: Consolação 2 Nosso Senhor Jesus Cristo quis para nossa consolação experimentar as amarguras que causa ao coração humano a perda daqueles a quem ama. «Lázaro era apenas seu amigo, diz Monsenhor Segur; Jesus ia cientemente ressuscitá-lo, e, todavia, quis chorar, quis sofrer, para santificar as dolorosas emoções da separação. A morte dos que nos são intimamente caros é, pode-se dizer, a dor das dores». «Vedes este esquife? dizia-me um dia um pobre operário que seguia, soluçando, o préstito de seu filho único: é minha vida que se vai!» Para essas torturas, para tais dores que, com toda a verdade, se tem chamado uma dor louca, só há uma consolação: a que Vós dispensais, ó meu Deus! Perto de Vós, sob vossa mão paternal, que fere e que cura, o pobre coração recobra a paz, a própria felicidade, não a da terra, mas a do Céu: a felicidade da terra cessou para ele. Escutemos algumas palavras, eco abençoado de um coração partido, mas de um coração ditoso dessa ventura celeste. «Haveis de vos considerar muito infeliz», dizia-se uma mãe verdadeiramente cristã que acabava de perder sua filha. — «Infeliz? respondeu ela brandamente, oh! não! eu sofro muito, mas sei que minha filha está com Deus». «Meu coração está traspassado, dizia um pai a quem falavam da morte de seu filho, o único arrimo de sua velhice. Mas, eu sinto ainda assim uma certa alegria no fundo d’alma: Meu filho está salvo! Sabeis o que ele era para comigo, sabeis quanto eu o queria e ele a mim. Pois bem, se o bom Deus me propusesse restituir-mo, eu não o aceitaria. Meu filho está salvo, salvo por toda a eternidade! Tudo mais não é nada!» «Eis que vosso filho está a seguro e possui a salvação eterna! escrevia a uma mãe S. Francisco de Sales. Ei-lo escapo e garantido contra toda a perdição!… Foi para proteger vosso filho que Deus o levou tão cedo… Oh! quanto ele há de estar contente e agradecido pelo cuidado que dele tivestes enquanto se achava a vosso cargo, e principalmente pelas devoções que praticais em seu beneficio! Em compensação, roga ele a Deus por vós e faz mil votos por vossa vida, para que ela seja cada vez mais conforme à vontade divina e assim possais ganhar o Céu de que ele goza. Ficai, portanto, em paz e erguei bem o vosso coração ao Céu onde contais com esse bom santinho.» Ei-las, as palavras de verdadeira consolação: Aquele que eu choro está no Céu, está ao abrigo das misérias… e me espera! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Diária | O peso e a glória da Cruz

    (Quarta-feira da 31.ª Semana do Tempo Comum) A nossa vida sobre a terra, se temos a sabedoria divina que nos faz ver além das aparências da carne, é uma luta, mas também um triunfo. A nossa Cruz é não só um fardo, mas também um troféu; o nosso Calvário não é só termo de chegada, é também início de uma nova história, cujas primeiras frases Deus escreve pela graça e cuja conclusão Ele quer consumar pela glória. Para isso, precisamos seguir a Cristo, com alegria em meio a dores, com aquele amor que tudo subordina ao único e verdadeiro Amor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 8 de novembro, e medite conosco mais esta página do santo evangelho. Evangelho (Lc 14,25-33) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes sereis vós, se fordes ultrajados, por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus. (1Pd 4,14) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O peso e a glória da Cruz

    (Quarta-feira da 31.ª Semana do Tempo Comum) A nossa vida sobre a terra, se temos a sabedoria divina que nos faz ver além das aparências da carne, é uma luta, mas também um triunfo. A nossa Cruz é não só um fardo, mas também um troféu; o nosso Calvário não é só termo de chegada, é também início de uma nova história, cujas primeiras frases Deus escreve pela graça e cuja conclusão Ele quer consumar pela glória. Para isso, precisamos seguir a Cristo, com alegria em meio a dores, com aquele amor que tudo subordina ao único e verdadeiro Amor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 8 de novembro, e medite conosco mais esta página do santo evangelho. Evangelho (Lc 14,25-33) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes sereis vós, se fordes ultrajados, por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus. (1Pd 4,14) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Godofredo – 08 de Novembro

    SANTO DO DIA – 08 DE NOVEMBRO – SÃO GODOFREDO Bispo beneditino (1066-1115) No período de 1073-1085, a Igreja trabalhava para retomar a credibilidade da autoridade papal. O Papa Gregório VII, então, promoveu uma reforma na Igreja com a ênfase no sacerdócio celibatário e a completa separação da Igreja e do Estado, dando força para o surgimento de novas ordens monásticas. No período de 1073-1085, a Igreja trabalhava para retomar a credibilidade da autoridade papal. O Papa Gregório VII, então, promoveu uma reforma na Igreja com a ênfase no sacerdócio celibatário e a completa separação da Igreja e do Estado, dando força para o surgimento de novas ordens monásticas. Na localidade de Soissons, na França, uma criança conhecerá desde cedo uma Ordem Monástica e, nela, fará um caminho de santidade. Filho de nobres, Godofredo nasceu num castelo rodeado de todos os cuidados por ser o herdeiro tão esperado pela família. A tradição católica aponta como data de nascimento o ano de 1066, quando recebeu o nome de Godofredo, que significa a “Paz de Deus”. Quando fez cinco anos, seus pais o entregaram aos monges beneditinos para receber uma boa educação. Ele, contudo, nunca mais se afastou da companhia dos monges. Quando terminou sua fase educativa, foi para o convento de São Quintino, onde foi ordenado sacerdote aos vinte e cinco anos. Não demorou muito para o monge que tinha integridade de caráter, profundidade nos conhecimentos dos assuntos da fé, bem como a visão social, tornar-se abade e elevar e transformar a vida monástica. Aos 25 anos foi ordenado sacerdote pelo bispo de Noyon e tornou-se abade da Abadia de Nogent-sous-Coucy, Champagne. Quando ele chegou, o local estava tomado por ervas daninhas, mas ele o reconstruiu, estabelecendo um albergue para os peregrinos. Fez da abadia dos Beneditinos de Nugent um centro espiritual, que atraiu numerosas vocações. Os religiosos de outras localidades buscavam nesta abadia orientação e conselhos de Godofredo. Quando o arcebispo viu o resultado do trabalho de Godofredo, quis que ele assumisse a Abadia de São Remigio, a mais importante da diocese. Godofredo não aceitou, pois seu desejo era viver no seguimento de Cristo, dedicando-se à caridade e trabalhando junto a pobres e doentes. Era comum ver os pobre excluídos participando da sua mesa, pois acolhia a todos os necessitados com abrigo e esmolas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo, Bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio Papa. Esta foi outra missão difícil para Godofredo. Teve de enfrentar os ricos e poderosos, que preferiam a vida de muitos vícios, prazeres e luxos, sem nenhuma virtude e ligação com os ensinamentos cristãos. Começou empregando toda a força e eloquência de sua pregação contra esses abusos denunciando-os do próprio púlpito. O que quase lhe causou a morte num atentado encomendado. Colocaram veneno em seu vinho, mas o plano foi descoberto antes. Quando os monges de um convento famoso, rico e poderoso o convidaram para ser o abade, ele recusou. O que desejava era viver no seguimento de Cristo, dedicando-se à caridade e trabalhando no amparo e proteção aos pobres e doentes, e não o poder ou a ostentação. Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas fartas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio papa. Godofredo era conhecido por sua rígida austeridade consigo mesmo, com aqueles ao seu redor. Ele impôs o celibato clerical e sua oposição à embriaguez e à simonia levou a um atentado contra sua vida. Sentindo-se pressionado e sem apoio, retirou-se para o Mosteiro dos Trapistas em Chartreuse (1114) para dedicar-se à oração em silêncio. Mas nem os superiores, nem o povo aceitaram a demissão e Godofredo foi reconduzido ao cargo. Mas foi por pouco tempo. Durante uma peregrinação à igreja de São Crispim e São Crispiniano, situada em Soissons, sua cidade natal, ele adoeceu. Morreu no dia 8 de novembro de 1115, no convento dedicada aos dois santos padroeiros dos sapateiros, onde foi enterrado. São Godofredo, Bispo de Amiens São Godofredo, abade de Nogent-sous-Couci, e depois bispo de Amiens, mostrou no convento de São Quentin os sentimentos de piedade que o fizeram um dos mais santos abades e um dos maiores bispos de seu tempo. Como os pais haviam encomendado seu nascimento às orações daquela comunidade tão piedosa, levaram-no ao monte São Quentin para que ali recebesse o batismo. Aos cinco anos, ingressou no mosteiro. O pai, Frodon, abraçou a vida monástica no convento de Nogent, e um dos irmãos, Odon, retirou-se ao monte de São Quentin, onde se distinguiu por grande austeridade e por tão exata observância do silêncio, que, durante a quaresma, não proferia uma única palavra. A não ser quando se confessava. Godofredo revelava mais virtude ainda, considerando-se a tenra idade. O amor pela pobreza e o recolhimento levaram-no a ser procurador da comunidade. A prudência de Godofredo fazia as vezes da experiência. Amava a poupança e não era avarento. Por sua aplicação, pôs em ordem, em pouco tempo, os negócios do convento, que jaziam em mau estado, pagou dívidas, sendo, então agradável aos religiosos e aos seculares. Fazendo-se, em 1095, abade de Nogent-sous-Couci, pela resignação do predecessor, logo floriu a piedade. Era um mosteiro fundado recentemente no lugar onde havia uma velha igreja da Virgem, muito freqüentada por fiéis. Os monges eram poucos e não eram metódicos. E Godofredo não encontrou em Nogent mais que seis religiosos com dois meninos criados entre eles. Em pouco tempo, o mosteiro floresceu e recebeu excelentes almas. Aplicando-se mesmo à direção dos seculares, sem negligenciar a dos religiosos, Godofredo conduziu a uma grande perfeição, piedosas damas que lhe haviam demonstrado confiança. Em 1103, foi eleito bispo de Amiens. E foi necessária violência para que aceitasse a eleição. Entrou descalço na cidade. Quando chegou à igreja de São Firmino, dirigiu, ao povo que estava presente, um discurso fortemente patético. Achava-se-lhe no palácio a casa dum verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Todos os dias, lavava os pés de treze pobres, e servia-os à mesa. Opunha-se com zelo inflexível às usurpações dos grandes, obstinadamente presos às desordens. Atacava com vigor os abusos que reinavam no clero; depois de ter experimentado grandes dificuldades, restabeleceu a reforma no mosteiro de São Valeri. Celebrando os santos mistérios do Natal, em presença de Roberto, conde de Artois, que tinha a corte em Saint-Omer, não quis receber oferendas dos príncipes, porque o seu exterior, era assaz mundano. Então muitos deixaram a igreja e retornaram mais simplesmente vestidos, porque não queriam ficar privados da benção do santo bispo. Em 1112, o santo bispo de Amiens, de acordo com os habitantes, estabeleceu gratuitamente uma comuna ou burguesia na cidade episcopal. O governo dessa comuna, composto de vinte e quatro almocatéis, sob a presidência dum administrador, foi instalada sem qualquer perturbação em meio à alegria popular. A cidade de Amiens estava repartida entre quatro pessoas: o bispo, o vidama, o castelão ou proprietário abastado e, finalmente, o conde, que era Engebran de Boves, pai de Tomás de Marle, homem muito maldoso. O vidama deu sua aprovação à comuna mediante certas condições, mas o castelão e o conde não lhe deram ouvidos – daí a guerra entre eles e os burgueses. Com o concurso do rei Luís, o Gordo, e com a mediação do bispo, os burgueses obtiveram, a peso de dinheiro, a aprovação real dos regulamentos municipais. Nessa guerra, Tomás de Marle atacou ferozmente a comuna de Amiens, enquanto a de Laon, a apoiava francamente. A desolação tomou conta de Godofredo. Os crimes, dos quais fora causa, abateram-no tanto, que decidiu deixar o episcopado, para se retirar a Chartreuse de Grenoble com os santos capuchos solitários, cuja reputação já se espalhara por toda a França. Guigues, o prior, com grande alegria recebeu o santo bispo, e designou-lhe uma cela. E Godofredo, na solidão, sonhava somente com reunir as doçuras da contemplação aos rigores da penitência. Sabendo que Cônon, legado da Santa Sé, ia abrir concílio de Beauvais, enviou-lhe carta, na qual dizia renunciar ao bispado. Reunido o concílio, os cidadãos de Amiens enviaram-lhe deputados com o fito de se queixarem do abandono em que se viam, privados que estavam do bispo. E novo prelado exigiram. Radulfo, arcebispo de Reims, disse; – Como ousais agir desta maneira? Que autoridade tendes? Não fostes vós, com vossa indocilidade, que afugentastes da sede um homem ornado de todas as virtudes? Desejais, porventura, somente aqueles que vos sejam favoráveis aos interesses e prazeres? Os deputados ouviam calados. E o arcebispo continuou: – Ide, pois. Trazei-o de volta e que permaneça entre vós, porque Nosso Senhor Jesus Cristo, outro bispo não tereis enquanto Godofredo viver. Ao mesmo tempo, chegaram enviados de Godofredo, trazendo a carta da renúncia, onde declarava que declinava daquele bispado e exortava os diocesanos a buscar outro pastor, assegurando-lhes que jamais voltaria, incapaz que se sentia de desincumbir-se das funções episcopais. À leitura daquela carta tão humilde, os bispos do concílio não conseguiram conter as lágrimas: um homem tão capaz, virtuoso e talhado para as funções a dizer-te inoperante! E resolveram deixar a questão para ser tratada no concílio que se daria em Soissons, pela Epifania do ano seguinte, 1115. Naquele concílio, ficou resolvido que se enviassem dois deputados em nome do rei, com cartas do concílio, que ordenassem ao santo homem voltar para ocupar o posto. Godofredo, ao ler as cartas, caiu de joelhos aos pés dos monges com os quais vivia, e, chorando, implorou-lhes não permitissem que deles se afastasse. Os cartuxos, comovidos, choraram com ele, procurando consolá-lo. – Que podemos nós contra uma ordem do rei? Que fazer diante da autoridade real e episcopal? E Godofredo, tendo ficado mais algum tempo com os cartuxos de Grenoble, da festa de São Nicolau até a quaresma, partiu. Antes de ir a Amiens, passou por Amiens, onde o legado Cônon estava num novo concílio. O arcebispo Radulfo apresentou-o aos prelados reunidos. E Godofredo causava dó, tão macerado estava, castigado e fraco, que mal se sustinha em pé. O legado, que presidia o concílio, repreendeu-o energicamente por ter deixado a sede de Amiens, ordenando-lhe retornasse imediatamente. Godofredi obedeceu com a maior humildade, e partiu. Em Amiens, foi recebido estrondosamente, em meio a ima alegria jamais vista. Pouco rempo depois, quando, para uma consulta ao arcebispo, viajava para Reims, veio a falecer. Era o dia 8 de novembro daquele mesmo ano de 1115, dia em que a Igreja lhe honra a memória. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 252 à 256) #SantodoDia

  • São Godofredo – 08 de Novembro

    SANTO DO DIA – 08 DE NOVEMBRO – SÃO GODOFREDO Bispo beneditino (1066-1115) No período de 1073-1085, a Igreja trabalhava para retomar a credibilidade da autoridade papal. O Papa Gregório VII, então, promoveu uma reforma na Igreja com a ênfase no sacerdócio celibatário e a completa separação da Igreja e do Estado, dando força para o surgimento de novas ordens monásticas. No período de 1073-1085, a Igreja trabalhava para retomar a credibilidade da autoridade papal. O Papa Gregório VII, então, promoveu uma reforma na Igreja com a ênfase no sacerdócio celibatário e a completa separação da Igreja e do Estado, dando força para o surgimento de novas ordens monásticas. Na localidade de Soissons, na França, uma criança conhecerá desde cedo uma Ordem Monástica e, nela, fará um caminho de santidade. Filho de nobres, Godofredo nasceu num castelo rodeado de todos os cuidados por ser o herdeiro tão esperado pela família. A tradição católica aponta como data de nascimento o ano de 1066, quando recebeu o nome de Godofredo, que significa a “Paz de Deus”. Quando fez cinco anos, seus pais o entregaram aos monges beneditinos para receber uma boa educação. Ele, contudo, nunca mais se afastou da companhia dos monges. Quando terminou sua fase educativa, foi para o convento de São Quintino, onde foi ordenado sacerdote aos vinte e cinco anos. Não demorou muito para o monge que tinha integridade de caráter, profundidade nos conhecimentos dos assuntos da fé, bem como a visão social, tornar-se abade e elevar e transformar a vida monástica. Aos 25 anos foi ordenado sacerdote pelo bispo de Noyon e tornou-se abade da Abadia de Nogent-sous-Coucy, Champagne. Quando ele chegou, o local estava tomado por ervas daninhas, mas ele o reconstruiu, estabelecendo um albergue para os peregrinos. Fez da abadia dos Beneditinos de Nugent um centro espiritual, que atraiu numerosas vocações. Os religiosos de outras localidades buscavam nesta abadia orientação e conselhos de Godofredo. Quando o arcebispo viu o resultado do trabalho de Godofredo, quis que ele assumisse a Abadia de São Remigio, a mais importante da diocese. Godofredo não aceitou, pois seu desejo era viver no seguimento de Cristo, dedicando-se à caridade e trabalhando junto a pobres e doentes. Era comum ver os pobre excluídos participando da sua mesa, pois acolhia a todos os necessitados com abrigo e esmolas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo, Bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio Papa. Esta foi outra missão difícil para Godofredo. Teve de enfrentar os ricos e poderosos, que preferiam a vida de muitos vícios, prazeres e luxos, sem nenhuma virtude e ligação com os ensinamentos cristãos. Começou empregando toda a força e eloquência de sua pregação contra esses abusos denunciando-os do próprio púlpito. O que quase lhe causou a morte num atentado encomendado. Colocaram veneno em seu vinho, mas o plano foi descoberto antes. Quando os monges de um convento famoso, rico e poderoso o convidaram para ser o abade, ele recusou. O que desejava era viver no seguimento de Cristo, dedicando-se à caridade e trabalhando no amparo e proteção aos pobres e doentes, e não o poder ou a ostentação. Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas fartas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio papa. Godofredo era conhecido por sua rígida austeridade consigo mesmo, com aqueles ao seu redor. Ele impôs o celibato clerical e sua oposição à embriaguez e à simonia levou a um atentado contra sua vida. Sentindo-se pressionado e sem apoio, retirou-se para o Mosteiro dos Trapistas em Chartreuse (1114) para dedicar-se à oração em silêncio. Mas nem os superiores, nem o povo aceitaram a demissão e Godofredo foi reconduzido ao cargo. Mas foi por pouco tempo. Durante uma peregrinação à igreja de São Crispim e São Crispiniano, situada em Soissons, sua cidade natal, ele adoeceu. Morreu no dia 8 de novembro de 1115, no convento dedicada aos dois santos padroeiros dos sapateiros, onde foi enterrado. São Godofredo, Bispo de Amiens São Godofredo, abade de Nogent-sous-Couci, e depois bispo de Amiens, mostrou no convento de São Quentin os sentimentos de piedade que o fizeram um dos mais santos abades e um dos maiores bispos de seu tempo. Como os pais haviam encomendado seu nascimento às orações daquela comunidade tão piedosa, levaram-no ao monte São Quentin para que ali recebesse o batismo. Aos cinco anos, ingressou no mosteiro. O pai, Frodon, abraçou a vida monástica no convento de Nogent, e um dos irmãos, Odon, retirou-se ao monte de São Quentin, onde se distinguiu por grande austeridade e por tão exata observância do silêncio, que, durante a quaresma, não proferia uma única palavra. A não ser quando se confessava. Godofredo revelava mais virtude ainda, considerando-se a tenra idade. O amor pela pobreza e o recolhimento levaram-no a ser procurador da comunidade. A prudência de Godofredo fazia as vezes da experiência. Amava a poupança e não era avarento. Por sua aplicação, pôs em ordem, em pouco tempo, os negócios do convento, que jaziam em mau estado, pagou dívidas, sendo, então agradável aos religiosos e aos seculares. Fazendo-se, em 1095, abade de Nogent-sous-Couci, pela resignação do predecessor, logo floriu a piedade. Era um mosteiro fundado recentemente no lugar onde havia uma velha igreja da Virgem, muito freqüentada por fiéis. Os monges eram poucos e não eram metódicos. E Godofredo não encontrou em Nogent mais que seis religiosos com dois meninos criados entre eles. Em pouco tempo, o mosteiro floresceu e recebeu excelentes almas. Aplicando-se mesmo à direção dos seculares, sem negligenciar a dos religiosos, Godofredo conduziu a uma grande perfeição, piedosas damas que lhe haviam demonstrado confiança. Em 1103, foi eleito bispo de Amiens. E foi necessária violência para que aceitasse a eleição. Entrou descalço na cidade. Quando chegou à igreja de São Firmino, dirigiu, ao povo que estava presente, um discurso fortemente patético. Achava-se-lhe no palácio a casa dum verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Todos os dias, lavava os pés de treze pobres, e servia-os à mesa. Opunha-se com zelo inflexível às usurpações dos grandes, obstinadamente presos às desordens. Atacava com vigor os abusos que reinavam no clero; depois de ter experimentado grandes dificuldades, restabeleceu a reforma no mosteiro de São Valeri. Celebrando os santos mistérios do Natal, em presença de Roberto, conde de Artois, que tinha a corte em Saint-Omer, não quis receber oferendas dos príncipes, porque o seu exterior, era assaz mundano. Então muitos deixaram a igreja e retornaram mais simplesmente vestidos, porque não queriam ficar privados da benção do santo bispo. Em 1112, o santo bispo de Amiens, de acordo com os habitantes, estabeleceu gratuitamente uma comuna ou burguesia na cidade episcopal. O governo dessa comuna, composto de vinte e quatro almocatéis, sob a presidência dum administrador, foi instalada sem qualquer perturbação em meio à alegria popular. A cidade de Amiens estava repartida entre quatro pessoas: o bispo, o vidama, o castelão ou proprietário abastado e, finalmente, o conde, que era Engebran de Boves, pai de Tomás de Marle, homem muito maldoso. O vidama deu sua aprovação à comuna mediante certas condições, mas o castelão e o conde não lhe deram ouvidos – daí a guerra entre eles e os burgueses. Com o concurso do rei Luís, o Gordo, e com a mediação do bispo, os burgueses obtiveram, a peso de dinheiro, a aprovação real dos regulamentos municipais. Nessa guerra, Tomás de Marle atacou ferozmente a comuna de Amiens, enquanto a de Laon, a apoiava francamente. A desolação tomou conta de Godofredo. Os crimes, dos quais fora causa, abateram-no tanto, que decidiu deixar o episcopado, para se retirar a Chartreuse de Grenoble com os santos capuchos solitários, cuja reputação já se espalhara por toda a França. Guigues, o prior, com grande alegria recebeu o santo bispo, e designou-lhe uma cela. E Godofredo, na solidão, sonhava somente com reunir as doçuras da contemplação aos rigores da penitência. Sabendo que Cônon, legado da Santa Sé, ia abrir concílio de Beauvais, enviou-lhe carta, na qual dizia renunciar ao bispado. Reunido o concílio, os cidadãos de Amiens enviaram-lhe deputados com o fito de se queixarem do abandono em que se viam, privados que estavam do bispo. E novo prelado exigiram. Radulfo, arcebispo de Reims, disse; – Como ousais agir desta maneira? Que autoridade tendes? Não fostes vós, com vossa indocilidade, que afugentastes da sede um homem ornado de todas as virtudes? Desejais, porventura, somente aqueles que vos sejam favoráveis aos interesses e prazeres? Os deputados ouviam calados. E o arcebispo continuou: – Ide, pois. Trazei-o de volta e que permaneça entre vós, porque Nosso Senhor Jesus Cristo, outro bispo não tereis enquanto Godofredo viver. Ao mesmo tempo, chegaram enviados de Godofredo, trazendo a carta da renúncia, onde declarava que declinava daquele bispado e exortava os diocesanos a buscar outro pastor, assegurando-lhes que jamais voltaria, incapaz que se sentia de desincumbir-se das funções episcopais. À leitura daquela carta tão humilde, os bispos do concílio não conseguiram conter as lágrimas: um homem tão capaz, virtuoso e talhado para as funções a dizer-te inoperante! E resolveram deixar a questão para ser tratada no concílio que se daria em Soissons, pela Epifania do ano seguinte, 1115. Naquele concílio, ficou resolvido que se enviassem dois deputados em nome do rei, com cartas do concílio, que ordenassem ao santo homem voltar para ocupar o posto. Godofredo, ao ler as cartas, caiu de joelhos aos pés dos monges com os quais vivia, e, chorando, implorou-lhes não permitissem que deles se afastasse. Os cartuxos, comovidos, choraram com ele, procurando consolá-lo. – Que podemos nós contra uma ordem do rei? Que fazer diante da autoridade real e episcopal? E Godofredo, tendo ficado mais algum tempo com os cartuxos de Grenoble, da festa de São Nicolau até a quaresma, partiu. Antes de ir a Amiens, passou por Amiens, onde o legado Cônon estava num novo concílio. O arcebispo Radulfo apresentou-o aos prelados reunidos. E Godofredo causava dó, tão macerado estava, castigado e fraco, que mal se sustinha em pé. O legado, que presidia o concílio, repreendeu-o energicamente por ter deixado a sede de Amiens, ordenando-lhe retornasse imediatamente. Godofredi obedeceu com a maior humildade, e partiu. Em Amiens, foi recebido estrondosamente, em meio a ima alegria jamais vista. Pouco rempo depois, quando, para uma consulta ao arcebispo, viajava para Reims, veio a falecer. Era o dia 8 de novembro daquele mesmo ano de 1115, dia em que a Igreja lhe honra a memória. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 252 à 256) #SantodoDia

  • Consolação – Mês das Almas do Purgatório (Dia 7)

    Mês das Almas do Purgatório – Sétimo Dia Meditação: Consolação 1 Serve a todos a página seguinte, embora escrita expressamente para a consolação de um só. Todos aqueles que amavam e a quem a morte arrebatou o objeto do seu amor, todos carecem das mesmas palavras que levantam o espírito e que o tranquilizam. «Não podeis habituar-vos à idéia de não achar mais em parte alguma, sobre a terra, o ente a quem parecia ligada vossa vida. É dolorosa, muito dolorosa a separação que vos feriu, mas lembrai-vos de que nossos laços só se quebram na aparência… Deus, que os formou na terra, transporta aos Céus aqueles a quem prezamos, para nos forçar a erguer os olhos até sua mansão eterna. A vista do cristão fixa o outro mundo, mas o olhar do coração encontra um vácuo desolador. Vós, principalmente, que podeis esperar a salvação de vossa irmã, não lastimeis sua sorte que é a convivência com os anjos. A vida piedosa, a morte edificante que teve, fazem crer que sua alma está gozando de uma felicidade que vós não podeis prometer-lhe nem dar-lhe. Dizei antes, pensando em sua ausência: Nós nos tornaremos a ver bem cedo, e então nada mais nos há de separar! Penetremos nos intuitos divinos: Deus nos fere quando quer, e no ponto mais Sensível. É só a fé que nos dá forças para estes sacrifícios naturalmente impossíveis. Um cristão não pode afligir-se como quem não tem a esperança! Falai pouco aos homens e muito a Deus sobre a vossa tristeza. Eis o segredo da resignação. Não esqueçais de que devemos: sempre amar a Deus que é bom, até mesmo quando nos envia a tribulação. Estranhareis acaso que ele tenha recompensada aquela que lhe fez tão generoso sacrifício de sua mocidade, de sua beleza, de sua fortuna e de sua vida? Lembrai-vos do momento solene em que o sacerdote; sem abaixar a voz, disse-lhe: «Sai, alma cristã, sai deste mundo!» Como respondeu ela com um sorriso angélico: «Sim, meu Deus, já, se o quiserdes!» Ela estava, portanto, preparada para esta viagem eterna! Ela morreu como morrem os santos. Voou para o lugar de felicidade em que a esperava, para coroá-la, o Deus a quem tanto amou. Olhai para o Céu, e esse olhar fortalecerá o vosso coração dilacerado. Aproximai-vos do sagrado Tabernáculo. Que coisa melhor poderia fazer um coração aflito que, a todo momento se apega às criaturas! Sofrei junto de Jesus Cristo: sofrereis amando. O amor suaviza tudo e nos consola de sobrevivermos àqueles que queríamos mais do que a nós mesmos». ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Consolação – Mês das Almas do Purgatório (Dia 7)

    Mês das Almas do Purgatório – Sétimo Dia Meditação: Consolação 1 Serve a todos a página seguinte, embora escrita expressamente para a consolação de um só. Todos aqueles que amavam e a quem a morte arrebatou o objeto do seu amor, todos carecem das mesmas palavras que levantam o espírito e que o tranquilizam. «Não podeis habituar-vos à idéia de não achar mais em parte alguma, sobre a terra, o ente a quem parecia ligada vossa vida. É dolorosa, muito dolorosa a separação que vos feriu, mas lembrai-vos de que nossos laços só se quebram na aparência… Deus, que os formou na terra, transporta aos Céus aqueles a quem prezamos, para nos forçar a erguer os olhos até sua mansão eterna. A vista do cristão fixa o outro mundo, mas o olhar do coração encontra um vácuo desolador. Vós, principalmente, que podeis esperar a salvação de vossa irmã, não lastimeis sua sorte que é a convivência com os anjos. A vida piedosa, a morte edificante que teve, fazem crer que sua alma está gozando de uma felicidade que vós não podeis prometer-lhe nem dar-lhe. Dizei antes, pensando em sua ausência: Nós nos tornaremos a ver bem cedo, e então nada mais nos há de separar! Penetremos nos intuitos divinos: Deus nos fere quando quer, e no ponto mais Sensível. É só a fé que nos dá forças para estes sacrifícios naturalmente impossíveis. Um cristão não pode afligir-se como quem não tem a esperança! Falai pouco aos homens e muito a Deus sobre a vossa tristeza. Eis o segredo da resignação. Não esqueçais de que devemos: sempre amar a Deus que é bom, até mesmo quando nos envia a tribulação. Estranhareis acaso que ele tenha recompensada aquela que lhe fez tão generoso sacrifício de sua mocidade, de sua beleza, de sua fortuna e de sua vida? Lembrai-vos do momento solene em que o sacerdote; sem abaixar a voz, disse-lhe: «Sai, alma cristã, sai deste mundo!» Como respondeu ela com um sorriso angélico: «Sim, meu Deus, já, se o quiserdes!» Ela estava, portanto, preparada para esta viagem eterna! Ela morreu como morrem os santos. Voou para o lugar de felicidade em que a esperava, para coroá-la, o Deus a quem tanto amou. Olhai para o Céu, e esse olhar fortalecerá o vosso coração dilacerado. Aproximai-vos do sagrado Tabernáculo. Que coisa melhor poderia fazer um coração aflito que, a todo momento se apega às criaturas! Sofrei junto de Jesus Cristo: sofrereis amando. O amor suaviza tudo e nos consola de sobrevivermos àqueles que queríamos mais do que a nós mesmos». ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Padre José Eduardo apresenta o purgatório pelo olhar sobrenatural

    As realidades acerca do sobrenatural são, ao mesmo tempo, muito simples e muito complexas. Como que se a genialidade da criação de Deus fosse algo tão óbvia, mas que incompreensível até que nos seja revelado. É através da obra da redenção que percebemos a magnitude do amor de Deus pela humanidade, e seu esforço para que todos nos salvemos, oferecendo a nós todas as oportunidades possíveis para que cheguemos ao Céu. Observando por este ponto de vista, parece-nos até difícil que alguém seja condenado ao inferno, uma vez que é necessário rejeitar por muitas vezes as investidas de Deus em busca da nossa Salvação. Mas quão diferente é a realidade que se nos apresenta quando os santos relatam que muitas almas vão para o inferno todos os dias, como “gotas num dia de chuva”. O Purgatório é uma dessas realidades que vem selar, como que uma carta na manga de Deus, para que possamos alcançar ao Céu, ainda que não totalmente purificados em vida. Assista essas duas homilias do Padre José Eduardo no qual ele nos apresenta essa realidade através da perspectiva de duas místicas católicas, a Serva de Deus Maria Simma e Fulla Horak. É importante lembrar que as revelações particulares não são dogmas da Igreja, ou seja, não somos obrigados a acreditar, entretanto, quando não há erros doutrinários, a Igreja permite que sejam divulgados uma vez que ajudam na conversão de muitas pessoas. Fulla Horak: Maria Simma: Como é realmente o purgatório? Neste artigo, compartilhamos duas surpreendentes revelações privadas que lançam uma tremenda luz sobre a natureza da vida após a morte, especialmente o Purgatório. Ambas as revelações, após exaustivas investigações das autoridades eclesiásticas, foram aprovadas para publicação e receberam declarações de autoridades eclesiásticas de que “nada contrário à Fé pode ser encontrado nelas”. Maria Simma Maria Simma é uma mulher simples, de 82 anos, da Austrália e que, aos 25 anos, teve o extraordinário carisma de ser visitada por almas no purgatório. As pessoas começaram a reconhecer suas experiências sobrenaturais como autênticas quando as almas pediram que ela contasse a suas famílias detalhes íntimos sobre elas que ninguém, exceto as famílias preocupadas, sabia. Por exemplo, algumas almas pediam-lhe que dissesse às suas famílias que devolvam bens que tinham sido adquiridos de forma desonesta, para que fossem libertados do purgatório, Maria teria todos os detalhes – a quantidade exata de dinheiro, ou a propriedade em questão – para grande surpresa das famílias. A história de Maria Simma encontra-se no livro “O Incrível Segredo das Almas no Purgatório” Sr. Emmanuel de Medjugorje. O manuscrito inédito sobre o purgatório No século 19, uma certa freira conhecida como Irmã M. de L.C. teve um relacionamento extraordinário com uma Irmã M.G., uma freira do mesmo convento que já havia morrido. A irmã M.G., revelou que estava no purgatório, e que o plano de Deus era que a irmã M. de L.C., por seus sofrimentos e orações, aliviasse e, finalmente, livrasse a irmã M.G. daquele lugar de expiação. De 1874 a 1890, a irmã M.G. conversou regularmente com a irmã M. de L.C. os detalhes de suas conversas foram narrados pela própria irmã M. de L.C. no livro “Unpublished Manuscript on Purgatory”. O Manuscrito traz um Nihil Obstat do Rev. Dom Carroll E. Satterfield, S.T.D., e o Imprimatur de Sua Eminência, Lawrence Cardinal Shehan, Arcebispo de Baltimore. Abaixo estão as respostas para perguntas comuns sobre o purgatório nas palavras de Maria Simma e da irmã M.G.: O que acontece no momento da morte? Irmã M.G.: Quando a alma deixa o corpo é como se estivesse perdida ou, se assim posso dizer, cercada por Deus. Encontra-se numa luz tão desconcertante que, num piscar de olhos, vê toda a sua vida espalhada e, a esta vista, vê o que merece, e essa mesma luz pronuncia a sua frase. A alma não vê Deus, mas é aniquilada em sua presença. Se a alma é culpada como eu fui e, portanto, merece ir para o purgatório, ela é tão esmagada pelo peso das faltas que ainda restam a serem apagadas, que se lança no purgatório. Maria Simma: Cada um tem conhecimento de sua vida e também dos sofrimentos que virão; mas não é igual para todos. A intensidade da revelação do Senhor depende da vida de cada um. Existe um tempo no momento da morte em que a alma ainda tem a chance de se voltar para Deus, mesmo depois de uma vida pecaminosa – um tempo, se quisermos, entre a morte aparente e a morte real? Maria Simma: Sim, sim, o Senhor dá vários minutos a cada um, para se arrepender dos seus pecados e decidir: aceito ou não aceito ir ver a Deus. Lá, vemos filmes de nossas vidas. Por que há necessidade do Purgatório? Irmã M.G.:… Quando há almas como a minha – e isso é quase todas cujas vidas foram tão vazias e que prestaram pouca ou nenhuma atenção à sua salvação – então toda a sua vida tem que ser reiniciada neste lugar de expiação. A alma tem que se aperfeiçoar novamente, e amar e desejar a Ele, a quem não amou suficientemente na terra. Você tem uma compreensão melhor de Deus do que nós na Terra? Irmã M.G.: Enquanto na Terra realmente não se pode imaginar o que Deus realmente é, mas nós (no Purgatório) O conhecemos e O entendemos pelo que Ele é, porque nossas almas estão libertas de todos os laços que as prenderam e as impediram de perceber a santidade e majestade de Deus, e Sua grande misericórdia… Uma força irresistível nos atrai para Deus, que é nosso centro, mas ao mesmo tempo outra força nos empurra de volta ao nosso lugar de expiação. Estamos no estado de sermos incapazes de satisfazer nossos anseios. Oh que sofrimento é esse, mas nós o desejamos e não há murmúrio contra Deus aqui. O próprio Jesus visita o purgatório? Maria Simma: Nunca nenhuma alma me disse isso. É a Mãe de Deus que vem. Irmã M.G.: Não vemos Deus no Purgatório. Isso faria com que fosse o Céu. Os sofrimentos do Purgatório são mais dolorosos do que os sofrimentos mais dolorosos da Terra? Irmã Simma: Sim, mas de uma forma simbólica, dói mais na alma. Irmã M.G.: Eu sofro muito, mas meu maior tormento é não ver a Deus. É um martírio contínuo. Faz-me sofrer mais do que o fogo do Purgatório… Infelizmente! Se você soubesse qual é o calor do Purgatório comparado ao seu! Uma pequena oração nos faz muito bem. É como um copo de água dado a uma pessoa com sede… Ah, se ao menos nos permitissem voltar à Terra, depois de sabermos o que Deus realmente é, que diferente como nós levaríamos! Existem diferentes níveis no purgatório? Irmã M.G.: Posso falar sobre os diferentes graus do purgatório porque passei por eles. No purgatório existem várias etapas. No mais baixo e doloroso, como um inferno temporário, estão os pecadores que cometeram crimes terríveis durante a vida e cuja morte os surpreendeu nesse estado. Foi quase um milagre que eles foram salvos, e muitas vezes pelas orações de pais de santo ou outras pessoas piedosas. Às vezes eles nem tinham tempo de confessar seus pecados e o mundo os achava perdidos, mas Deus, cuja misericórdia é infinita, deu-lhes no momento da morte a contrição necessária para sua salvação por conta de uma ou mais boas ações que eles realizaram durante a vida. Para tais almas, o Purgatório é terrível. É um verdadeiro inferno com essa diferença que no inferno eles amaldiçoam a Deus, enquanto nós O abençoamos e agradecemos por nos ter salvo. No segundo Purgatório estão as almas daqueles que morreram com pecados veniais não totalmente expiados, antes da morte, ou com pecados mortais que foram perdoados, mas pelos quais não satisfizeram inteiramente a Justiça Divina. Nesta parte do Purgatório, também há diferentes graus de acordo com os méritos de cada alma. Assim, o Purgatório das almas consagradas ou daqueles que receberam graças mais abundantes, é mais longo e muito mais doloroso do que o das pessoas comuns do mundo. Por fim, há o Purgatório do desejo, que é chamado de Umbral. Pouquíssimos escapam disso. Para evitá-lo completamente, é preciso desejar ardentemente o Céu e a visão de Deus… A privação da visão de nosso Jesus vivo aumenta o intenso sofrimento. Maria Simma: Sim, há uma grande diferença de grau de sofrimento moral. Cada alma tem um sofrimento único, particular a ela; há muitos graus. Qual o papel de Nossa Senhora com as almas do purgatório? Maria Simma: [Nossa Senhora] vem muitas vezes consolá-los e dizer-lhes que fizeram muitas coisas boas. Ela os incentiva. Irmã M.G.: Estou no segundo purgatório desde a festa da Anunciação. Naquele dia vi a Santíssima Virgem pela primeira vez. Na primeira etapa, nunca a vimos. A visão dela nos anima e esta amada Mãe nos fala do Céu. Ao mesmo tempo em que a vemos, nossos sofrimentos também diminuem muito… Ela vem ao Purgatório em suas festas e volta para o Céu com muitas almas… São Miguel a acompanha. Qual é o meio mais eficaz para ajudar a libertar as almas do purgatório? Maria Simma: O meio mais eficiente é a missa… porque é Cristo que se oferece por amor a nós… A eficácia da Missa para os falecidos é ainda maior para aqueles que deram grande valor à Missa durante suas vidas. Outro meio eficaz é a Estação da Cruz. E também o Rosário. Irmã M.G.: Ao lado da missa, a Via Sacra é a melhor oração. Qual é o tempo que uma alma média passa no purgatório? Irmã M.G.: Todos os dias milhares de almas chegam ao Purgatório e a maioria delas permanece de trinta a quarenta anos, algumas por períodos mais longos, outras por períodos mais curtos. Digo-vos isto em termos de cálculos terrenos, porque aqui é bem diferente. O Dia de Finados traz grande alegria ao Purgatório? Irmã M.G.: No Dia de Finados, muitas almas deixam o lugar da expiação e vão para o Céu. Além disso, por uma graça especial de Deus somente nesse dia, todas as almas sofredoras, sem exceção, participam das orações públicas da Igreja, mesmo aquelas que estão no grande Purgatório. Ainda assim, o alívio de cada alma é proporcional aos seus méritos… Muitas das almas sofredoras recebem esta ajuda apenas em todos os longos anos que passam aqui… Pouquíssimas almas recebem orações, a maioria está totalmente abandonada e nenhum pensamento ou oração lhes é dada na terra. Sobre a época do nosso lançamento, não sabemos nada. Se soubéssemos quando chegaria o fim dos nossos sofrimentos seria um alívio intenso, uma alegria para nós, mas não, não é assim. Sabemos bem que nossos sofrimentos diminuem e nossa união com Deus se torna mais próxima, mas que dia (isto é segundo os cálculos terrenos, porque aqui não há dias) estaremos unidos a Deus, disso nada sabemos; é segredo. Leia também sobre a santa que escreveu um tratado sobre o Purgatório Para narrar os tormentos do Purgatório, Santa Catarina de Gênova partiu não de uma revelação particular, mas de sua própria experiência de conversão. Conheça nesta catequese um pouco de sua vida e obra. Por Papa Bento XVI Prezados irmãos e irmãs! Hoje gostaria de vos falar de Catarina de Gênova, conhecida sobretudo pela sua visão sobre o Purgatório. O texto que descreve a sua vida e o seu pensamento foi publicado na região italiana da Ligúria, em 1551, e é dividido em três partes: a Vida propriamente dita, a Demonstração e declaração do Purgatório — mais conhecida como Tratado — e o Diálogo entre a alma e o corpo [1]. O redator final foi o confessor de Catarina, o sacerdote Cattaneo Marabotto. Catarina nasceu em Gênova, em 1447; última de cinco filhos, ficou órfã do pai, Giacomo Fieschi, ainda em tenra idade. A mãe, Francesca di Negro, dispensou uma válida educação cristã, a tal ponto que a maior das duas filhas se tornou religiosa. Com 16 anos, Catarina foi concedida como esposa a Giuliano Adorno, um homem que, depois de várias experiências comerciais e militares no Oriente Médio, tinha regressado a Gênova para casar. Primeira conversão A vida matrimonial não foi fácil, também devido à índole do marido, apaixonado pelo jogo de azar. Inicialmente, a própria Catarina foi induzida a levar um tipo de vida mundana em que, contudo, não conseguia encontrar a serenidade. Depois de dez anos, no seu coração havia um profundo sentido de vazio e de amargura. Gravura retratando Santa Catarina de Gênova. A conversão teve início em 20 de março de 1473, graças a uma experiência singular. Tendo ido à igreja de São Bento e ao mosteiro de Nossa Senhora das Graças para se confessar, ajoelhou-se diante do sacerdote e “recebeu — como ela mesma escreve — uma chaga no coração, de um imenso amor de Deus”, com uma visão tão clarividente das suas misérias e dos seus defeitos e, ao mesmo tempo, da bondade de Deus, que quase desmaiou. Foi tocada no coração por este conhecimento de si mesma, da vida vazia que ela levava e da bondade de Deus. Desta experiência derivou a decisão que orientou toda a sua vida, expressa com estas palavras: “Basta com o mundo e com os pecados” [2]. Então Catarina fugiu, suspendendo a Confissão. Voltou para casa, entrou no quarto mais escondido e chorou prolongadamente. Naquele momento, foi instruída interiormente sobre a oração e adquiriu a consciência do imenso amor de Deus por ela, pecadora, uma experiência espiritual que não conseguia expressar com palavras [3]. Foi nessa ocasião que lhe apareceu Jesus sofredor que carregava a cruz, como é frequentemente representado na iconografia da santa. Poucos dias depois, foi ter com o sacerdote para finalmente realizar uma boa Confissão. Aqui teve início aquela “vida de purificação” que, durante muito tempo, lhe fez sentir uma dor constante pelos pecados cometidos e que a impeliu a impor-se penitências e sacrifícios para demonstrar o seu amor a Deus. Neste caminho, Catarina foi-se aproximando cada vez mais do Senhor, até entrar naquela que é denominada “vida unitiva”, ou seja, uma relação de profunda união com Deus. Na Vida está escrito que a sua alma era orientada e ensinada interiormente só pelo dócil amor de Deus, que lhe concedia tudo aquilo que ela precisava. Catarina abandonou-se de modo tão total nas mãos do Senhor que chegou a viver, durante cerca de vinte e cinco anos — como ela escreve — “sem o intermédio de qualquer criatura, instruída e governada unicamente por Deus” [4], alimentada sobretudo pela oração constante e pela Sagrada Comunhão recebida todos os dias, o que não era comum na sua época. Só muitos anos mais tarde o Senhor lhe concedeu um sacerdote que cuidasse da sua alma. Uma vida de apostolado Catarina hesitava sempre em confiar e manifestar a sua experiência de comunhão mística com Deus, sobretudo pela profunda humildade que sentia diante das graças do Senhor. Foi só a perspectiva de dar glória a Ele e de poder favorecer o caminho espiritual de outros que a levou a narrar aquilo que se verificava nela, a partir do momento da sua conversão, que é a sua experiência originária e fundamental. Quanto mais amarmos a Deus e formos constantes na oração, tanto mais conseguiremos amar verdadeiramente quem está perto de nós. O lugar da sua ascensão aos vértices místicos foi o hospital de Pammatone, a maior estrutura hospitalar genovesa, da qual foi diretora e animadora. Portanto, não obstante esta profundidade da sua vida interior, Catarina vive uma existência totalmente ativa. Em Pammatone foi-se formando ao seu redor um grupo de seguidores, discípulos e colaboradores, fascinados pela sua vida de fé e pela sua caridade. O próprio marido, Giuliano Adorno, foi conquistado por ela, a ponto de abandonar a sua vida desregrada, de se tornar terciário franciscano e de se transferir para o hospital, para oferecer a sua ajuda à esposa. O compromisso de Catarina no cuidado dos doentes continuou até ao fim do seu caminho terreno, em 15 de setembro de 1510. Desde a conversão até à morte, não houve acontecimentos extraordinários, mas dois elementos caracterizaram toda a sua existência: por um lado a experiência mística, ou seja, a profunda união com Deus, sentida como uma união esponsal e, por outro, a assistência aos enfermos, a organização do hospital e o serviço ao próximo, especialmente aos mais necessitados e abandonados. Estes dois pólos — Deus e o próximo — preencheram totalmente a sua vida, transcorrida praticamente entre as paredes do hospital. Estimados amigos, nunca devemos esquecer que quanto mais amarmos a Deus e formos constantes na oração, tanto mais conseguiremos amar verdadeiramente quantos estão ao nosso redor, quem está perto de nós, porque seremos capazes de ver em cada pessoa o Rosto do Senhor, que ama sem limites nem distinções. A mística não cria distâncias em relação ao outro, não cria uma vida abstrata, mas sobretudo aproxima do outro, porque se começa a ver e a agir com os olhos, com o Coração de Deus. Seu pensamento sobre o Purgatório O pensamento de Catarina sobre o Purgatório, pelo qual ela é particularmente conhecida, está condensado nas últimas duas partes do livro citado no início: o Tratado sobre o Purgatório e o Diálogo entre a alma e o corpo. É importante observar que, na sua experiência mística, Catarina jamais tem revelações específicas sobre o Purgatório ou sobre as almas que ali estão a purificar-se. Todavia, nos escritos inspirados pela nossa santa, é um elemento central, e o modo de o descrever tem características originais em relação à sua época. O primeiro traço original diz respeito ao “lugar” da purificação das almas. No seu tempo, ele era representado principalmente com o recurso a imagens ligadas ao espaço: pensava-se num certo espaço, onde se encontraria o Purgatório. Em Catarina, ao contrário, o Purgatório não é apresentado como um elemento da paisagem das vísceras da terra: é um fogo não exterior, mas interior. Este é o Purgatório, um fogo interior. Deus é tão puro e santo que a alma com as manchas do pecado não pode encontrar-se na presença da majestade divina. A santa fala do caminho de purificação da alma, rumo à plena comunhão com Deus, a partir da própria experiência de profunda dor pelos pecados cometidos, em relação ao amor infinito de Deus [5]. Ouvimos sobre o momento da conversão, quando Catarina sente repentinamente a bondade de Deus, a distância infinita da própria vida desta bondade e um fogo ardente no interior de si mesma. E este é o fogo que purifica, é o fogo interior do Purgatório. Também aqui há um traço original em relação ao pensamento do tempo. Com efeito, não se começa a partir do além para narrar os tormentos do Purgatório — como era habitual naquela época e talvez ainda hoje — e depois indicar o caminho para a purificação ou a conversão, mas a nossa santa começa a partir da própria experiência interior da sua vida a caminho da eternidade. A alma — diz Catarina — apresenta-se a Deus ainda vinculada aos desejos e à pena que derivam do pecado, e isto torna-lhe impossível regozijar com a visão beatífica de Deus. Catarina afirma que Deus é tão puro e santo que a alma com as manchas do pecado não pode encontrar-se na presença da majestade divina [6]. E também nós sentimos como estamos distantes, como estamos repletos de tantas coisas, a ponto de não podermos ver Deus. A alma está consciente do imenso amor e da justiça perfeita de Deus e, por conseguinte, sofre por não ter correspondido de modo correto e perfeito a tal amor, e precisamente o amor a Deus torna-se chama, é o próprio amor que a purifica das suas escórias de pecado. Em Catarina entrevê-se a presença de fontes teológicas e místicas das quais era normal haurir na sua época. Em particular, encontra-se uma imagem típica de Dionísio, o Areopagita, ou seja, aquela do fio de ouro que liga o coração humano ao próprio Deus. Quando Deus purifica o homem, liga-o com um fio de ouro extremamente fino, que é o seu amor, e atrai-o a si com um afeto tão forte, que o homem permanece como que “superado, vencido e totalmente fora de si”. Assim, o coração do homem é invadido pelo amor de Deus, que se torna o único guia, o único motor da sua existência [7]. Esta situação de elevação a Deus e de abandono à sua vontade, expressa na imagem do fio, é utilizada por Catarina para manifestar a obra da luz divina nas almas do Purgatório, luz que as purifica e eleva aos esplendores dos raios fúlgidos de Deus [8]. Queridos amigos, na sua experiência de união com Deus os santos alcançam um “saber” tão profundo dos mistérios divinos, no qual o amor e o conhecimento se compenetram, a ponto de ajudarem os próprios teólogos no seu compromisso de estudo, de intelligentia fidei, de intelligentia dos mistérios da fé, de aprofundamento real dos mistérios, por exemplo daquilo que é o Purgatório. Com a sua vida, Santa Catarina ensina-nos que quanto mais amamos a Deus e entramos em intimidade com Ele na oração, tanto mais Ele se faz conhecer e acende o nosso coração com o seu amor. Escrevendo acerca do Purgatório, a santa recorda-nos uma verdade fundamental da fé, que se torna para nós um convite a rezar pelos defuntos, a fim de que eles possam chegar à visão beatífica de Deus na comunhão dos santos [9]. Além disso, o serviço humilde, fiel e generoso, que a santa prestou durante toda a sua vida no hospital de Pammatone, é um exemplo luminoso de caridade para todos e um encorajamento especialmente para as mulheres que oferecem uma contribuição fundamental para a sociedade e a Igreja com a sua obra preciosa, enriquecida pela sua sensibilidade e pela atenção aos mais pobres e necessitados. Obrigado! #Purgatório

  • Padre José Eduardo apresenta o purgatório pelo olhar sobrenatural

    As realidades acerca do sobrenatural são, ao mesmo tempo, muito simples e muito complexas. Como que se a genialidade da criação de Deus fosse algo tão óbvia, mas que incompreensível até que nos seja revelado. É através da obra da redenção que percebemos a magnitude do amor de Deus pela humanidade, e seu esforço para que todos nos salvemos, oferecendo a nós todas as oportunidades possíveis para que cheguemos ao Céu. Observando por este ponto de vista, parece-nos até difícil que alguém seja condenado ao inferno, uma vez que é necessário rejeitar por muitas vezes as investidas de Deus em busca da nossa Salvação. Mas quão diferente é a realidade que se nos apresenta quando os santos relatam que muitas almas vão para o inferno todos os dias, como “gotas num dia de chuva”. O Purgatório é uma dessas realidades que vem selar, como que uma carta na manga de Deus, para que possamos alcançar ao Céu, ainda que não totalmente purificados em vida. Assista essas duas homilias do Padre José Eduardo no qual ele nos apresenta essa realidade através da perspectiva de duas místicas católicas, a Serva de Deus Maria Simma e Fulla Horak. É importante lembrar que as revelações particulares não são dogmas da Igreja, ou seja, não somos obrigados a acreditar, entretanto, quando não há erros doutrinários, a Igreja permite que sejam divulgados uma vez que ajudam na conversão de muitas pessoas. Fulla Horak: Maria Simma: Como é realmente o purgatório? Neste artigo, compartilhamos duas surpreendentes revelações privadas que lançam uma tremenda luz sobre a natureza da vida após a morte, especialmente o Purgatório. Ambas as revelações, após exaustivas investigações das autoridades eclesiásticas, foram aprovadas para publicação e receberam declarações de autoridades eclesiásticas de que “nada contrário à Fé pode ser encontrado nelas”. Maria Simma Maria Simma é uma mulher simples, de 82 anos, da Austrália e que, aos 25 anos, teve o extraordinário carisma de ser visitada por almas no purgatório. As pessoas começaram a reconhecer suas experiências sobrenaturais como autênticas quando as almas pediram que ela contasse a suas famílias detalhes íntimos sobre elas que ninguém, exceto as famílias preocupadas, sabia. Por exemplo, algumas almas pediam-lhe que dissesse às suas famílias que devolvam bens que tinham sido adquiridos de forma desonesta, para que fossem libertados do purgatório, Maria teria todos os detalhes – a quantidade exata de dinheiro, ou a propriedade em questão – para grande surpresa das famílias. A história de Maria Simma encontra-se no livro “O Incrível Segredo das Almas no Purgatório” Sr. Emmanuel de Medjugorje. O manuscrito inédito sobre o purgatório No século 19, uma certa freira conhecida como Irmã M. de L.C. teve um relacionamento extraordinário com uma Irmã M.G., uma freira do mesmo convento que já havia morrido. A irmã M.G., revelou que estava no purgatório, e que o plano de Deus era que a irmã M. de L.C., por seus sofrimentos e orações, aliviasse e, finalmente, livrasse a irmã M.G. daquele lugar de expiação. De 1874 a 1890, a irmã M.G. conversou regularmente com a irmã M. de L.C. os detalhes de suas conversas foram narrados pela própria irmã M. de L.C. no livro “Unpublished Manuscript on Purgatory”. O Manuscrito traz um Nihil Obstat do Rev. Dom Carroll E. Satterfield, S.T.D., e o Imprimatur de Sua Eminência, Lawrence Cardinal Shehan, Arcebispo de Baltimore. Abaixo estão as respostas para perguntas comuns sobre o purgatório nas palavras de Maria Simma e da irmã M.G.: O que acontece no momento da morte? Irmã M.G.: Quando a alma deixa o corpo é como se estivesse perdida ou, se assim posso dizer, cercada por Deus. Encontra-se numa luz tão desconcertante que, num piscar de olhos, vê toda a sua vida espalhada e, a esta vista, vê o que merece, e essa mesma luz pronuncia a sua frase. A alma não vê Deus, mas é aniquilada em sua presença. Se a alma é culpada como eu fui e, portanto, merece ir para o purgatório, ela é tão esmagada pelo peso das faltas que ainda restam a serem apagadas, que se lança no purgatório. Maria Simma: Cada um tem conhecimento de sua vida e também dos sofrimentos que virão; mas não é igual para todos. A intensidade da revelação do Senhor depende da vida de cada um. Existe um tempo no momento da morte em que a alma ainda tem a chance de se voltar para Deus, mesmo depois de uma vida pecaminosa – um tempo, se quisermos, entre a morte aparente e a morte real? Maria Simma: Sim, sim, o Senhor dá vários minutos a cada um, para se arrepender dos seus pecados e decidir: aceito ou não aceito ir ver a Deus. Lá, vemos filmes de nossas vidas. Por que há necessidade do Purgatório? Irmã M.G.:… Quando há almas como a minha – e isso é quase todas cujas vidas foram tão vazias e que prestaram pouca ou nenhuma atenção à sua salvação – então toda a sua vida tem que ser reiniciada neste lugar de expiação. A alma tem que se aperfeiçoar novamente, e amar e desejar a Ele, a quem não amou suficientemente na terra. Você tem uma compreensão melhor de Deus do que nós na Terra? Irmã M.G.: Enquanto na Terra realmente não se pode imaginar o que Deus realmente é, mas nós (no Purgatório) O conhecemos e O entendemos pelo que Ele é, porque nossas almas estão libertas de todos os laços que as prenderam e as impediram de perceber a santidade e majestade de Deus, e Sua grande misericórdia… Uma força irresistível nos atrai para Deus, que é nosso centro, mas ao mesmo tempo outra força nos empurra de volta ao nosso lugar de expiação. Estamos no estado de sermos incapazes de satisfazer nossos anseios. Oh que sofrimento é esse, mas nós o desejamos e não há murmúrio contra Deus aqui. O próprio Jesus visita o purgatório? Maria Simma: Nunca nenhuma alma me disse isso. É a Mãe de Deus que vem. Irmã M.G.: Não vemos Deus no Purgatório. Isso faria com que fosse o Céu. Os sofrimentos do Purgatório são mais dolorosos do que os sofrimentos mais dolorosos da Terra? Irmã Simma: Sim, mas de uma forma simbólica, dói mais na alma. Irmã M.G.: Eu sofro muito, mas meu maior tormento é não ver a Deus. É um martírio contínuo. Faz-me sofrer mais do que o fogo do Purgatório… Infelizmente! Se você soubesse qual é o calor do Purgatório comparado ao seu! Uma pequena oração nos faz muito bem. É como um copo de água dado a uma pessoa com sede… Ah, se ao menos nos permitissem voltar à Terra, depois de sabermos o que Deus realmente é, que diferente como nós levaríamos! Existem diferentes níveis no purgatório? Irmã M.G.: Posso falar sobre os diferentes graus do purgatório porque passei por eles. No purgatório existem várias etapas. No mais baixo e doloroso, como um inferno temporário, estão os pecadores que cometeram crimes terríveis durante a vida e cuja morte os surpreendeu nesse estado. Foi quase um milagre que eles foram salvos, e muitas vezes pelas orações de pais de santo ou outras pessoas piedosas. Às vezes eles nem tinham tempo de confessar seus pecados e o mundo os achava perdidos, mas Deus, cuja misericórdia é infinita, deu-lhes no momento da morte a contrição necessária para sua salvação por conta de uma ou mais boas ações que eles realizaram durante a vida. Para tais almas, o Purgatório é terrível. É um verdadeiro inferno com essa diferença que no inferno eles amaldiçoam a Deus, enquanto nós O abençoamos e agradecemos por nos ter salvo. No segundo Purgatório estão as almas daqueles que morreram com pecados veniais não totalmente expiados, antes da morte, ou com pecados mortais que foram perdoados, mas pelos quais não satisfizeram inteiramente a Justiça Divina. Nesta parte do Purgatório, também há diferentes graus de acordo com os méritos de cada alma. Assim, o Purgatório das almas consagradas ou daqueles que receberam graças mais abundantes, é mais longo e muito mais doloroso do que o das pessoas comuns do mundo. Por fim, há o Purgatório do desejo, que é chamado de Umbral. Pouquíssimos escapam disso. Para evitá-lo completamente, é preciso desejar ardentemente o Céu e a visão de Deus… A privação da visão de nosso Jesus vivo aumenta o intenso sofrimento. Maria Simma: Sim, há uma grande diferença de grau de sofrimento moral. Cada alma tem um sofrimento único, particular a ela; há muitos graus. Qual o papel de Nossa Senhora com as almas do purgatório? Maria Simma: [Nossa Senhora] vem muitas vezes consolá-los e dizer-lhes que fizeram muitas coisas boas. Ela os incentiva. Irmã M.G.: Estou no segundo purgatório desde a festa da Anunciação. Naquele dia vi a Santíssima Virgem pela primeira vez. Na primeira etapa, nunca a vimos. A visão dela nos anima e esta amada Mãe nos fala do Céu. Ao mesmo tempo em que a vemos, nossos sofrimentos também diminuem muito… Ela vem ao Purgatório em suas festas e volta para o Céu com muitas almas… São Miguel a acompanha. Qual é o meio mais eficaz para ajudar a libertar as almas do purgatório? Maria Simma: O meio mais eficiente é a missa… porque é Cristo que se oferece por amor a nós… A eficácia da Missa para os falecidos é ainda maior para aqueles que deram grande valor à Missa durante suas vidas. Outro meio eficaz é a Estação da Cruz. E também o Rosário. Irmã M.G.: Ao lado da missa, a Via Sacra é a melhor oração. Qual é o tempo que uma alma média passa no purgatório? Irmã M.G.: Todos os dias milhares de almas chegam ao Purgatório e a maioria delas permanece de trinta a quarenta anos, algumas por períodos mais longos, outras por períodos mais curtos. Digo-vos isto em termos de cálculos terrenos, porque aqui é bem diferente. O Dia de Finados traz grande alegria ao Purgatório? Irmã M.G.: No Dia de Finados, muitas almas deixam o lugar da expiação e vão para o Céu. Além disso, por uma graça especial de Deus somente nesse dia, todas as almas sofredoras, sem exceção, participam das orações públicas da Igreja, mesmo aquelas que estão no grande Purgatório. Ainda assim, o alívio de cada alma é proporcional aos seus méritos… Muitas das almas sofredoras recebem esta ajuda apenas em todos os longos anos que passam aqui… Pouquíssimas almas recebem orações, a maioria está totalmente abandonada e nenhum pensamento ou oração lhes é dada na terra. Sobre a época do nosso lançamento, não sabemos nada. Se soubéssemos quando chegaria o fim dos nossos sofrimentos seria um alívio intenso, uma alegria para nós, mas não, não é assim. Sabemos bem que nossos sofrimentos diminuem e nossa união com Deus se torna mais próxima, mas que dia (isto é segundo os cálculos terrenos, porque aqui não há dias) estaremos unidos a Deus, disso nada sabemos; é segredo. Leia também sobre a santa que escreveu um tratado sobre o Purgatório Para narrar os tormentos do Purgatório, Santa Catarina de Gênova partiu não de uma revelação particular, mas de sua própria experiência de conversão. Conheça nesta catequese um pouco de sua vida e obra. Por Papa Bento XVI Prezados irmãos e irmãs! Hoje gostaria de vos falar de Catarina de Gênova, conhecida sobretudo pela sua visão sobre o Purgatório. O texto que descreve a sua vida e o seu pensamento foi publicado na região italiana da Ligúria, em 1551, e é dividido em três partes: a Vida propriamente dita, a Demonstração e declaração do Purgatório — mais conhecida como Tratado — e o Diálogo entre a alma e o corpo [1]. O redator final foi o confessor de Catarina, o sacerdote Cattaneo Marabotto. Catarina nasceu em Gênova, em 1447; última de cinco filhos, ficou órfã do pai, Giacomo Fieschi, ainda em tenra idade. A mãe, Francesca di Negro, dispensou uma válida educação cristã, a tal ponto que a maior das duas filhas se tornou religiosa. Com 16 anos, Catarina foi concedida como esposa a Giuliano Adorno, um homem que, depois de várias experiências comerciais e militares no Oriente Médio, tinha regressado a Gênova para casar. Primeira conversão A vida matrimonial não foi fácil, também devido à índole do marido, apaixonado pelo jogo de azar. Inicialmente, a própria Catarina foi induzida a levar um tipo de vida mundana em que, contudo, não conseguia encontrar a serenidade. Depois de dez anos, no seu coração havia um profundo sentido de vazio e de amargura. Gravura retratando Santa Catarina de Gênova. A conversão teve início em 20 de março de 1473, graças a uma experiência singular. Tendo ido à igreja de São Bento e ao mosteiro de Nossa Senhora das Graças para se confessar, ajoelhou-se diante do sacerdote e “recebeu — como ela mesma escreve — uma chaga no coração, de um imenso amor de Deus”, com uma visão tão clarividente das suas misérias e dos seus defeitos e, ao mesmo tempo, da bondade de Deus, que quase desmaiou. Foi tocada no coração por este conhecimento de si mesma, da vida vazia que ela levava e da bondade de Deus. Desta experiência derivou a decisão que orientou toda a sua vida, expressa com estas palavras: “Basta com o mundo e com os pecados” [2]. Então Catarina fugiu, suspendendo a Confissão. Voltou para casa, entrou no quarto mais escondido e chorou prolongadamente. Naquele momento, foi instruída interiormente sobre a oração e adquiriu a consciência do imenso amor de Deus por ela, pecadora, uma experiência espiritual que não conseguia expressar com palavras [3]. Foi nessa ocasião que lhe apareceu Jesus sofredor que carregava a cruz, como é frequentemente representado na iconografia da santa. Poucos dias depois, foi ter com o sacerdote para finalmente realizar uma boa Confissão. Aqui teve início aquela “vida de purificação” que, durante muito tempo, lhe fez sentir uma dor constante pelos pecados cometidos e que a impeliu a impor-se penitências e sacrifícios para demonstrar o seu amor a Deus. Neste caminho, Catarina foi-se aproximando cada vez mais do Senhor, até entrar naquela que é denominada “vida unitiva”, ou seja, uma relação de profunda união com Deus. Na Vida está escrito que a sua alma era orientada e ensinada interiormente só pelo dócil amor de Deus, que lhe concedia tudo aquilo que ela precisava. Catarina abandonou-se de modo tão total nas mãos do Senhor que chegou a viver, durante cerca de vinte e cinco anos — como ela escreve — “sem o intermédio de qualquer criatura, instruída e governada unicamente por Deus” [4], alimentada sobretudo pela oração constante e pela Sagrada Comunhão recebida todos os dias, o que não era comum na sua época. Só muitos anos mais tarde o Senhor lhe concedeu um sacerdote que cuidasse da sua alma. Uma vida de apostolado Catarina hesitava sempre em confiar e manifestar a sua experiência de comunhão mística com Deus, sobretudo pela profunda humildade que sentia diante das graças do Senhor. Foi só a perspectiva de dar glória a Ele e de poder favorecer o caminho espiritual de outros que a levou a narrar aquilo que se verificava nela, a partir do momento da sua conversão, que é a sua experiência originária e fundamental. Quanto mais amarmos a Deus e formos constantes na oração, tanto mais conseguiremos amar verdadeiramente quem está perto de nós. O lugar da sua ascensão aos vértices místicos foi o hospital de Pammatone, a maior estrutura hospitalar genovesa, da qual foi diretora e animadora. Portanto, não obstante esta profundidade da sua vida interior, Catarina vive uma existência totalmente ativa. Em Pammatone foi-se formando ao seu redor um grupo de seguidores, discípulos e colaboradores, fascinados pela sua vida de fé e pela sua caridade. O próprio marido, Giuliano Adorno, foi conquistado por ela, a ponto de abandonar a sua vida desregrada, de se tornar terciário franciscano e de se transferir para o hospital, para oferecer a sua ajuda à esposa. O compromisso de Catarina no cuidado dos doentes continuou até ao fim do seu caminho terreno, em 15 de setembro de 1510. Desde a conversão até à morte, não houve acontecimentos extraordinários, mas dois elementos caracterizaram toda a sua existência: por um lado a experiência mística, ou seja, a profunda união com Deus, sentida como uma união esponsal e, por outro, a assistência aos enfermos, a organização do hospital e o serviço ao próximo, especialmente aos mais necessitados e abandonados. Estes dois pólos — Deus e o próximo — preencheram totalmente a sua vida, transcorrida praticamente entre as paredes do hospital. Estimados amigos, nunca devemos esquecer que quanto mais amarmos a Deus e formos constantes na oração, tanto mais conseguiremos amar verdadeiramente quantos estão ao nosso redor, quem está perto de nós, porque seremos capazes de ver em cada pessoa o Rosto do Senhor, que ama sem limites nem distinções. A mística não cria distâncias em relação ao outro, não cria uma vida abstrata, mas sobretudo aproxima do outro, porque se começa a ver e a agir com os olhos, com o Coração de Deus. Seu pensamento sobre o Purgatório O pensamento de Catarina sobre o Purgatório, pelo qual ela é particularmente conhecida, está condensado nas últimas duas partes do livro citado no início: o Tratado sobre o Purgatório e o Diálogo entre a alma e o corpo. É importante observar que, na sua experiência mística, Catarina jamais tem revelações específicas sobre o Purgatório ou sobre as almas que ali estão a purificar-se. Todavia, nos escritos inspirados pela nossa santa, é um elemento central, e o modo de o descrever tem características originais em relação à sua época. O primeiro traço original diz respeito ao “lugar” da purificação das almas. No seu tempo, ele era representado principalmente com o recurso a imagens ligadas ao espaço: pensava-se num certo espaço, onde se encontraria o Purgatório. Em Catarina, ao contrário, o Purgatório não é apresentado como um elemento da paisagem das vísceras da terra: é um fogo não exterior, mas interior. Este é o Purgatório, um fogo interior. Deus é tão puro e santo que a alma com as manchas do pecado não pode encontrar-se na presença da majestade divina. A santa fala do caminho de purificação da alma, rumo à plena comunhão com Deus, a partir da própria experiência de profunda dor pelos pecados cometidos, em relação ao amor infinito de Deus [5]. Ouvimos sobre o momento da conversão, quando Catarina sente repentinamente a bondade de Deus, a distância infinita da própria vida desta bondade e um fogo ardente no interior de si mesma. E este é o fogo que purifica, é o fogo interior do Purgatório. Também aqui há um traço original em relação ao pensamento do tempo. Com efeito, não se começa a partir do além para narrar os tormentos do Purgatório — como era habitual naquela época e talvez ainda hoje — e depois indicar o caminho para a purificação ou a conversão, mas a nossa santa começa a partir da própria experiência interior da sua vida a caminho da eternidade. A alma — diz Catarina — apresenta-se a Deus ainda vinculada aos desejos e à pena que derivam do pecado, e isto torna-lhe impossível regozijar com a visão beatífica de Deus. Catarina afirma que Deus é tão puro e santo que a alma com as manchas do pecado não pode encontrar-se na presença da majestade divina [6]. E também nós sentimos como estamos distantes, como estamos repletos de tantas coisas, a ponto de não podermos ver Deus. A alma está consciente do imenso amor e da justiça perfeita de Deus e, por conseguinte, sofre por não ter correspondido de modo correto e perfeito a tal amor, e precisamente o amor a Deus torna-se chama, é o próprio amor que a purifica das suas escórias de pecado. Em Catarina entrevê-se a presença de fontes teológicas e místicas das quais era normal haurir na sua época. Em particular, encontra-se uma imagem típica de Dionísio, o Areopagita, ou seja, aquela do fio de ouro que liga o coração humano ao próprio Deus. Quando Deus purifica o homem, liga-o com um fio de ouro extremamente fino, que é o seu amor, e atrai-o a si com um afeto tão forte, que o homem permanece como que “superado, vencido e totalmente fora de si”. Assim, o coração do homem é invadido pelo amor de Deus, que se torna o único guia, o único motor da sua existência [7]. Esta situação de elevação a Deus e de abandono à sua vontade, expressa na imagem do fio, é utilizada por Catarina para manifestar a obra da luz divina nas almas do Purgatório, luz que as purifica e eleva aos esplendores dos raios fúlgidos de Deus [8]. Queridos amigos, na sua experiência de união com Deus os santos alcançam um “saber” tão profundo dos mistérios divinos, no qual o amor e o conhecimento se compenetram, a ponto de ajudarem os próprios teólogos no seu compromisso de estudo, de intelligentia fidei, de intelligentia dos mistérios da fé, de aprofundamento real dos mistérios, por exemplo daquilo que é o Purgatório. Com a sua vida, Santa Catarina ensina-nos que quanto mais amamos a Deus e entramos em intimidade com Ele na oração, tanto mais Ele se faz conhecer e acende o nosso coração com o seu amor. Escrevendo acerca do Purgatório, a santa recorda-nos uma verdade fundamental da fé, que se torna para nós um convite a rezar pelos defuntos, a fim de que eles possam chegar à visão beatífica de Deus na comunhão dos santos [9]. Além disso, o serviço humilde, fiel e generoso, que a santa prestou durante toda a sua vida no hospital de Pammatone, é um exemplo luminoso de caridade para todos e um encorajamento especialmente para as mulheres que oferecem uma contribuição fundamental para a sociedade e a Igreja com a sua obra preciosa, enriquecida pela sua sensibilidade e pela atenção aos mais pobres e necessitados. Obrigado! #Purgatório

  • São Vilibrordo – 07 de Novembro

    SANTO DO DIA – 07 DE NOVEMBRO – SÃO VILIBRORDO Bispo (658-739) Um monge beneditino, de pequena estatura, olhos profundos e vivos, mas de franzina e delicada constituição, compartilha com são Bonifácio o mérito de ter evangelizado a Germânia transrenana: é Vilibrordo, inglês da Nortúmbria, formado espiritualmente na Irlanda, na escola do abade Egberto, e em Ripon, uma verdadeira forja de santos. Depois do insucesso da primeira missão, Vilfrido enviou à Frísia um grupo de 11 missionários, encabeçados pelo enérgico e corajoso Vilibrordo. O primeiro impacto com a região germânica teria desencorajado quem a ela tivesse chegado com outros fins que não fossem os de levar a mensagem evangélica aos pagãos. Os 12 missionários desembarcaram na confluência do Escaut, entre brejos malsãos e guerreiros em debandada depois do vitorioso avanço de Pepino de Heristal, que, ao derrotar o rei Radbod, apossou-se da hostil região nórdica. Uma vitória providencial também para Vilibrordo, que pôde dirigir-se ao interior da Germânia e estabelecer contato com as populações pagãs. Antes, porém, de dar início à evangelização, Vilibrordo quis ter o beneplácito do papa. A devoção ao papa será um sinal distintivo deste tenaz e leal “apóstolo”. Ao voltar de Roma com o encorajamento de Sérgio I, Vilibrordo escolheu Antuérpia como ponto de partida para a irradiação das futuras missões. Antes de coordenar uma importante fundação, como criar uma nova diocese na Frísia, Vilibrordo dirigiu-se uma vez mais a Roma. E encontrou desta vez um novo papa, Gregório II, que o ordenou bispo com o nome de Clemente. Em 698, Vilibrordo fundou em Luxemburgo o mosteiro de Echternach, como ponto avançado das futuras expedições missionárias, que a partir daquele momento seria difícil enumerar. Homem de ação e de oração, ele encarna o típico monge-abade-bispo beneditino, excelente organizador, com um acentuado senso da autoridade central. A ele se deve, de fato, a criação de bispos auxiliares que evitassem o fracionamento das várias Igrejas, com prejuízo de uma conjunta e mais incisiva atividade missionária. Morreu na abadia de Echternach, onde são venerados os seus restos mortais. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Vilibrodo, Bispo de Utrecht, Apóstolo da Frísia Os ingleses, vindos da Germânia, e convertidos à fé católica pelos missionários do Papa Gregório, encheram-se de zelo e puseram-se a converter os povos dos quais se originaram, a começar pelos frisões, que eram os mais próximos. Santo Egberto, nobre inglês, que se retirara para a Irlanda, e abraçara a vida monástica, em 686, resolveu ir à Frísia, mas, à última hora, abandonou o projeto, pondo-se a trabalhar ativa e utilmente na reunião dos irlandeses cismáticos. Wilgberto, um dos companheiros de Egberto, que vivia desde muito na Irlanda, levou a vida de anacoreta numa grande perfeição, embarcou para a Frísia, e durante dois anos pregou o Evangelho àquela nação e ao rei Radbod. Percebendo que fruto algum lhe vinha do imenso trabalho, tornou à Irlanda, para, em silêncio, servir a Deus e aproveitar, pelo menos aos seus, o exemplo. Santo Tgberto, vendo que o companheiro conseguira da Frísia, experimentou enviar para lá homens zelosos e virtuosos. E escolheu doze, dos quais o principal era São Vilibrodo, inglês, nascido na Nortúmbria, em 658. O pai chamava-se Wilgis e era extremamente piedoso, tendo deixado o século e abraçado o estado monástico, fazendo-se ermitão mais tarde. Na velhice, tendo fundado uma pequena comunidade entre o oceano e Humbert, passou a dirigi-la. Honrado entre os santos, no mosteiro de Epternach, na diocese de Tréveris, é nomeado no calendário inglês. Alcuíno, amigo de Carlos Magno, deu-nos sua vida, bem como a do filho Vilibrodo. Vilibrodo ainda não completara sete anos e já o pai o enviava ao convento de Ripon, onde ficou sob a direção de São Wilfrido e abraçou a vida monástica. Assim, aos vinte anos, com o consentimento do abade de Ripon, conseguiu permissão para ir à Irlanda: queria aperfeiçoar-se ao pé de Santo Egberto. Era padre, e estava com trinta anos, quando foi enviado à Frísia por aquele santo, que viveu até o ano 729 e morreu com 90 anos, aos 24 de abril, dia em que a Igreja lhe honra a memória. Chegados que foram à Frísia is doze missionários, em 690, foram otimamente recebidos por Pepino, duque dos francos e presidente do palácio, cognominado de Héristal, que ganhara de Radbord as graças e uma parte da Frísia, parte que ficava entre o reino e o Mosa. Foi por isso que os enviou, aos doze, para ali pregar, dando-lhe a proteção de que necessitavam, concordando que chamassem à fé quem quer que fosse: pouco depois, um grande número de idólatras era convertido. Com o tempo, os missionários escolheram Swidberto, um dentre eles, para ser ordenado bispo. E, na Inglaterra, por São Wilfrido, então arcebispo de York, foi elevado àquela dignidade. Ao retornar, na Germânia esteve o novo prelado entre os povos das vizinhanças de Colônia, e a muita gente converteu. Pouco tempo depois, todavia, aqueles convertidos se viram obrigados a dispersar-se, pela pressão saxônia, e São Swidberto foi ter com Pepino, que lhe deu, para retiro, uma ilha no Reno, onde, então, o bispo ergueu um convento, a que chamou Verden, e depois Keiserswert, que quer dizer Ilha do Imperador. São Swidberto morreu no ano de 713. São Vilibrodo, com os demais missionários ingleses, trabalhava com sucesso na conversão dos frisões, sob a benéfica sombra de Pepino. Lá pelo ano de 692, por Pepino mesmo, foi o santo enviado a Roma, para receber do Papa Sérgio a benção apostólica e trazer santas relíquias. Ao regressar, continuou pregando aos frisões, submetidos aos francos, e, pouco mais tarde, tornou a Roma com presentes e cartas de Pepino, que rogava ao Papa lhe ordenasse Vilibrodo bispo de seu povo. O Papa Sérgio consagrou-o arcebispo dos frisões, na igreja de Santa Cecília, no dia mesmo da festa desta santa, aos 22 de novembro de 696. E, dando são novo arcebispo o pallium, deu-lhe também novo nome, o de Clemente, em lugar daquele Vilibrodo bárbaro, nome pelo qual, todavia, é mais conhecido até hoje. Enviado pelo Papa ao seio do seu povo, não ficou o santo mais do que quatorze dias em Roma. De Pepino, recebeu o lugar onde, então estabeleceu a sede episcopal, na cidade hoje denominada Utrecht. São Vilibrodo ali erigiu uma igreja, a igreja de São Salvador, que passou a ser o centro do episcopado. Como convertera grande número de fiéis, de todas as partes, durante cinqüenta anos de pregação, acabou fundando muitos conventos, erigindo várias igrejas e fez com que se ordenassem novos bispos. Um dia, resolveu pregar o Evangelho na parte da Frísia que vivia sob o governo de Radbod, e o príncipe recebeu-o com muitas honras. Dali, passou São Vilibrodo à Dinamarca, cujo povo, muito feroz, era comandado por Ongende, mais cruel que a mais cruel das feras. Ongente recebeu-o com certa complacência, mas por pouco entre os dinamarqueses esteve o santo, vendo que fruto poderia esperar daquele país. Contentou-se, então, com a boa vontade de trinta jovens, reuniu-os e retornou à França. E, pensando nos acidentes que pudessem surgir de tão longa viagem, instruiu-os e batizou-os em caminho. Nos confins da Dinamarca e da Frísia, há uma ilha, na embocadura do Elba, que agora tem o nome do seu deus Fosite. Os pagãos veneram-na e não ousam tocar em animal algum que ali vive; nem falar sequer de tirar água duma fonte que irriga aquelas terras. Ora, aconteceu que São Vilibrodo, atirado por uma tempestade, ali foi ter e passou alguns dias, à espera de tempo favorável para reiniciar a viagem. Três homens, batizou-os na fonte, e pediu que lhe matassem qualquer caça para a alimentação. E os pagãos ficaram na expectativa: ao comer daquela carne, se o santo homem não morresse subitamente, de ficar louco furioso na escaparia. Nada disso, porém, sucedeu. Maravilhados, fizeram chegar a Radbod, o acontecido. O príncipe, querendo vingar os deuses, fez lançar a sorte três vezes por dia, durante três dias, segundo velha superstição dos germanos, sobre o santo bispo e os companheiros. Como a sorte lhe foi desfavorável, livrando o santo do martírio, limitou-se a recriminá-lo, dizendo-lhe que só fizera por lhe menosprezar a religião. E o santo bispo retornou a Pepino, sendo recebido alegremente. São Vilibrodo, continuou a pregar na Frísia submetida aos francos. Contam-se dele muitos milagres. Na ilha de Valcheren, na Zelândia, como quisesse destruir um ídolo, recebeu do guarda um golpe de espada na cabeça, mas nada lhe sucedeu. Os que o acompanhavam, desejosos de punir aquele atentado, foram contidos pelo santo, que livrou o guarda das mãos dos que se exaltaram com aquela maldade; conta-se que, três dias depois, o guarda do ídolo morria miseravelmente. A reputação de São Vilibrodo atraiu à Frísia a São Vulfran, para trabalhar na mesma obra. Nascera em Maurillac, atualmente Milly, em Gatinais, da qual o pai era senhor, e doou as terras ao mosteiro de Fontenelle, em 685. Foi eleito arcebispo de Sens, depois da morte de Lambert, em 690, passando a governar aquela igreja por algum tempo. Recebeu, então a inspiração que o levou a Frísia para pregar. Antes, porém, passou Vulfran por Rouen, para encontrar-se com Santo Ansberto, que, tendo sido abade de Fontenelle, era ainda como o pai daquela comunidade. Cin São Vulfran, de Rouen, foram alguns monges ajudá-lo a pregar na Frísia. Embarcados, entraram pelo Sena e ganharam o oceano. Como estavam perto da costa de Morins, hoje de Flanders, e chegara a hora de oferecer os santo sacrifício, deitaram-se as âncoras e imobilizaram o barco. O santo bispo, celebrando a missa, aproximou-se do diácono, que lhe estendia a patena. O diácono era Vaudon, monge de Fontenelle, depois abade. Prosternado, eis que, de repente, escapando-lhe das mãos, foi o objeto cair ao mar. São Vulfran, imediatamente, pôs-se de joelhos, e após ter orado, por algum tempo, pediu ao diácono que enfiasse as mãos na água, justamente no lugar onde a patena havia caído. E a patena, do fundo do mar, veio direito às mãos de Vaudon. Todos os assistentes, maravilhados, louvando a Deus, com unção assistiram à continuação da santa missa rezada pelo grande santo. A patena foi conservada em Fontenelle, bem como o cálice e o altar que serviam àquela missa. Chegando a Frísia, São Vulfran iniciou a pregação, e passou a converter muita gente. Batizou entre outros, o filho de Radbod. Era costume, entre aqueles pagãos, fazer morrer, em honra dos deusesm aquele sobre o qual caísse a sorte. Como levassem à morte um jovem chamado Ovon, São Vulfran pediu ao príncipe que lhe desse a vida daquele que ia morrer. E estava prestes a obtê-la, quando os pagãos se opuseram, dizendo: – Se teu Cristo puder livrá-lo da morte, Ovon será teu pelo resto da vida. O santo aceitou a condição. E Ovon foi levado à força, onde ficou pendendo da corda por duas horas, enquanto São Vulfran, ajoelhado, fervorosamente orava a deus por aquela vida. A corda, rompendo-se, deixou cair o corpo do infeliz. Por ordem do santo, Ovon, então desfalecido, ergue-se, cheio de disposição e saúde. O supliciado, mais tarde, contou que, enquanto jazia pendurado, sentiu um sono insuportável e tinha a impressão de que os sustinham pela cintura. Batizado, foi monge em Fontenelle, deixando no mosteiro muitos títulos e muitos livros que escreveu. São Vulfran livrou muitos mais da morte. Um dia, a sorte caiu sobre dois meninos, filhos duma pobre viúva, um com sete, outro com cinco anos. Iam ser lançados ao mar, porque várias eram as maneiras de imolar as pobres vítimas. Foram, pois, os dois irmãos lançados ao mar, quando da Mara alta. O mais velho, lutando por si e pelo irmãozinho, que se lhe agarrara ao pescoço, debatia-se terrivelmente e tudo fazia para ganhar a praia, mas tudo era em vão. O príncipe e os pagãos todos, do alto duma grande rocha, assistiam, impassíveis, à horríveis cena que se desenrolava nas águas do oceano. São Vulfran, quando soube da tragédia, correu a pedir ao príncipe aquelas pobres vidas. E o príncipe disse: – Terá o teu Cristo poder para conservar a vida aqueles dois? Se tiver, serão teus. São Vulfran caiu de joelhos e pôs-se a irar com o maior fervor. E o que se viu maravilhoso; o mar, agitado, foi-se acalmando, e a maré, que era alta, baixou repentinamente, deixando na praia os dois pobrezinhos prestes a morrer. A mãe, desolada, debulhada em lágrimas, recebeu os dois das mãos do santo, já batizados. E uma grande multidão se converteu. Durante a vida, São Vilibrodo batizou Pepino, filho de Carlos Martelo e pai de Carlos Magno,, e predisse aos discípulos a futura grandeza do menino. O Santo morreu em 738 e foi enterrado em Epternach, onde milagres não cessaram de suceder, relatados por Alcuin, que os cita a muitos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 229 à 237) #SantodoDia

  • São Vilibrordo – 07 de Novembro

    SANTO DO DIA – 07 DE NOVEMBRO – SÃO VILIBRORDO Bispo (658-739) Um monge beneditino, de pequena estatura, olhos profundos e vivos, mas de franzina e delicada constituição, compartilha com são Bonifácio o mérito de ter evangelizado a Germânia transrenana: é Vilibrordo, inglês da Nortúmbria, formado espiritualmente na Irlanda, na escola do abade Egberto, e em Ripon, uma verdadeira forja de santos. Depois do insucesso da primeira missão, Vilfrido enviou à Frísia um grupo de 11 missionários, encabeçados pelo enérgico e corajoso Vilibrordo. O primeiro impacto com a região germânica teria desencorajado quem a ela tivesse chegado com outros fins que não fossem os de levar a mensagem evangélica aos pagãos. Os 12 missionários desembarcaram na confluência do Escaut, entre brejos malsãos e guerreiros em debandada depois do vitorioso avanço de Pepino de Heristal, que, ao derrotar o rei Radbod, apossou-se da hostil região nórdica. Uma vitória providencial também para Vilibrordo, que pôde dirigir-se ao interior da Germânia e estabelecer contato com as populações pagãs. Antes, porém, de dar início à evangelização, Vilibrordo quis ter o beneplácito do papa. A devoção ao papa será um sinal distintivo deste tenaz e leal “apóstolo”. Ao voltar de Roma com o encorajamento de Sérgio I, Vilibrordo escolheu Antuérpia como ponto de partida para a irradiação das futuras missões. Antes de coordenar uma importante fundação, como criar uma nova diocese na Frísia, Vilibrordo dirigiu-se uma vez mais a Roma. E encontrou desta vez um novo papa, Gregório II, que o ordenou bispo com o nome de Clemente. Em 698, Vilibrordo fundou em Luxemburgo o mosteiro de Echternach, como ponto avançado das futuras expedições missionárias, que a partir daquele momento seria difícil enumerar. Homem de ação e de oração, ele encarna o típico monge-abade-bispo beneditino, excelente organizador, com um acentuado senso da autoridade central. A ele se deve, de fato, a criação de bispos auxiliares que evitassem o fracionamento das várias Igrejas, com prejuízo de uma conjunta e mais incisiva atividade missionária. Morreu na abadia de Echternach, onde são venerados os seus restos mortais. Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Vilibrodo, Bispo de Utrecht, Apóstolo da Frísia Os ingleses, vindos da Germânia, e convertidos à fé católica pelos missionários do Papa Gregório, encheram-se de zelo e puseram-se a converter os povos dos quais se originaram, a começar pelos frisões, que eram os mais próximos. Santo Egberto, nobre inglês, que se retirara para a Irlanda, e abraçara a vida monástica, em 686, resolveu ir à Frísia, mas, à última hora, abandonou o projeto, pondo-se a trabalhar ativa e utilmente na reunião dos irlandeses cismáticos. Wilgberto, um dos companheiros de Egberto, que vivia desde muito na Irlanda, levou a vida de anacoreta numa grande perfeição, embarcou para a Frísia, e durante dois anos pregou o Evangelho àquela nação e ao rei Radbod. Percebendo que fruto algum lhe vinha do imenso trabalho, tornou à Irlanda, para, em silêncio, servir a Deus e aproveitar, pelo menos aos seus, o exemplo. Santo Tgberto, vendo que o companheiro conseguira da Frísia, experimentou enviar para lá homens zelosos e virtuosos. E escolheu doze, dos quais o principal era São Vilibrodo, inglês, nascido na Nortúmbria, em 658. O pai chamava-se Wilgis e era extremamente piedoso, tendo deixado o século e abraçado o estado monástico, fazendo-se ermitão mais tarde. Na velhice, tendo fundado uma pequena comunidade entre o oceano e Humbert, passou a dirigi-la. Honrado entre os santos, no mosteiro de Epternach, na diocese de Tréveris, é nomeado no calendário inglês. Alcuíno, amigo de Carlos Magno, deu-nos sua vida, bem como a do filho Vilibrodo. Vilibrodo ainda não completara sete anos e já o pai o enviava ao convento de Ripon, onde ficou sob a direção de São Wilfrido e abraçou a vida monástica. Assim, aos vinte anos, com o consentimento do abade de Ripon, conseguiu permissão para ir à Irlanda: queria aperfeiçoar-se ao pé de Santo Egberto. Era padre, e estava com trinta anos, quando foi enviado à Frísia por aquele santo, que viveu até o ano 729 e morreu com 90 anos, aos 24 de abril, dia em que a Igreja lhe honra a memória. Chegados que foram à Frísia is doze missionários, em 690, foram otimamente recebidos por Pepino, duque dos francos e presidente do palácio, cognominado de Héristal, que ganhara de Radbord as graças e uma parte da Frísia, parte que ficava entre o reino e o Mosa. Foi por isso que os enviou, aos doze, para ali pregar, dando-lhe a proteção de que necessitavam, concordando que chamassem à fé quem quer que fosse: pouco depois, um grande número de idólatras era convertido. Com o tempo, os missionários escolheram Swidberto, um dentre eles, para ser ordenado bispo. E, na Inglaterra, por São Wilfrido, então arcebispo de York, foi elevado àquela dignidade. Ao retornar, na Germânia esteve o novo prelado entre os povos das vizinhanças de Colônia, e a muita gente converteu. Pouco tempo depois, todavia, aqueles convertidos se viram obrigados a dispersar-se, pela pressão saxônia, e São Swidberto foi ter com Pepino, que lhe deu, para retiro, uma ilha no Reno, onde, então, o bispo ergueu um convento, a que chamou Verden, e depois Keiserswert, que quer dizer Ilha do Imperador. São Swidberto morreu no ano de 713. São Vilibrodo, com os demais missionários ingleses, trabalhava com sucesso na conversão dos frisões, sob a benéfica sombra de Pepino. Lá pelo ano de 692, por Pepino mesmo, foi o santo enviado a Roma, para receber do Papa Sérgio a benção apostólica e trazer santas relíquias. Ao regressar, continuou pregando aos frisões, submetidos aos francos, e, pouco mais tarde, tornou a Roma com presentes e cartas de Pepino, que rogava ao Papa lhe ordenasse Vilibrodo bispo de seu povo. O Papa Sérgio consagrou-o arcebispo dos frisões, na igreja de Santa Cecília, no dia mesmo da festa desta santa, aos 22 de novembro de 696. E, dando são novo arcebispo o pallium, deu-lhe também novo nome, o de Clemente, em lugar daquele Vilibrodo bárbaro, nome pelo qual, todavia, é mais conhecido até hoje. Enviado pelo Papa ao seio do seu povo, não ficou o santo mais do que quatorze dias em Roma. De Pepino, recebeu o lugar onde, então estabeleceu a sede episcopal, na cidade hoje denominada Utrecht. São Vilibrodo ali erigiu uma igreja, a igreja de São Salvador, que passou a ser o centro do episcopado. Como convertera grande número de fiéis, de todas as partes, durante cinqüenta anos de pregação, acabou fundando muitos conventos, erigindo várias igrejas e fez com que se ordenassem novos bispos. Um dia, resolveu pregar o Evangelho na parte da Frísia que vivia sob o governo de Radbod, e o príncipe recebeu-o com muitas honras. Dali, passou São Vilibrodo à Dinamarca, cujo povo, muito feroz, era comandado por Ongende, mais cruel que a mais cruel das feras. Ongente recebeu-o com certa complacência, mas por pouco entre os dinamarqueses esteve o santo, vendo que fruto poderia esperar daquele país. Contentou-se, então, com a boa vontade de trinta jovens, reuniu-os e retornou à França. E, pensando nos acidentes que pudessem surgir de tão longa viagem, instruiu-os e batizou-os em caminho. Nos confins da Dinamarca e da Frísia, há uma ilha, na embocadura do Elba, que agora tem o nome do seu deus Fosite. Os pagãos veneram-na e não ousam tocar em animal algum que ali vive; nem falar sequer de tirar água duma fonte que irriga aquelas terras. Ora, aconteceu que São Vilibrodo, atirado por uma tempestade, ali foi ter e passou alguns dias, à espera de tempo favorável para reiniciar a viagem. Três homens, batizou-os na fonte, e pediu que lhe matassem qualquer caça para a alimentação. E os pagãos ficaram na expectativa: ao comer daquela carne, se o santo homem não morresse subitamente, de ficar louco furioso na escaparia. Nada disso, porém, sucedeu. Maravilhados, fizeram chegar a Radbod, o acontecido. O príncipe, querendo vingar os deuses, fez lançar a sorte três vezes por dia, durante três dias, segundo velha superstição dos germanos, sobre o santo bispo e os companheiros. Como a sorte lhe foi desfavorável, livrando o santo do martírio, limitou-se a recriminá-lo, dizendo-lhe que só fizera por lhe menosprezar a religião. E o santo bispo retornou a Pepino, sendo recebido alegremente. São Vilibrodo, continuou a pregar na Frísia submetida aos francos. Contam-se dele muitos milagres. Na ilha de Valcheren, na Zelândia, como quisesse destruir um ídolo, recebeu do guarda um golpe de espada na cabeça, mas nada lhe sucedeu. Os que o acompanhavam, desejosos de punir aquele atentado, foram contidos pelo santo, que livrou o guarda das mãos dos que se exaltaram com aquela maldade; conta-se que, três dias depois, o guarda do ídolo morria miseravelmente. A reputação de São Vilibrodo atraiu à Frísia a São Vulfran, para trabalhar na mesma obra. Nascera em Maurillac, atualmente Milly, em Gatinais, da qual o pai era senhor, e doou as terras ao mosteiro de Fontenelle, em 685. Foi eleito arcebispo de Sens, depois da morte de Lambert, em 690, passando a governar aquela igreja por algum tempo. Recebeu, então a inspiração que o levou a Frísia para pregar. Antes, porém, passou Vulfran por Rouen, para encontrar-se com Santo Ansberto, que, tendo sido abade de Fontenelle, era ainda como o pai daquela comunidade. Cin São Vulfran, de Rouen, foram alguns monges ajudá-lo a pregar na Frísia. Embarcados, entraram pelo Sena e ganharam o oceano. Como estavam perto da costa de Morins, hoje de Flanders, e chegara a hora de oferecer os santo sacrifício, deitaram-se as âncoras e imobilizaram o barco. O santo bispo, celebrando a missa, aproximou-se do diácono, que lhe estendia a patena. O diácono era Vaudon, monge de Fontenelle, depois abade. Prosternado, eis que, de repente, escapando-lhe das mãos, foi o objeto cair ao mar. São Vulfran, imediatamente, pôs-se de joelhos, e após ter orado, por algum tempo, pediu ao diácono que enfiasse as mãos na água, justamente no lugar onde a patena havia caído. E a patena, do fundo do mar, veio direito às mãos de Vaudon. Todos os assistentes, maravilhados, louvando a Deus, com unção assistiram à continuação da santa missa rezada pelo grande santo. A patena foi conservada em Fontenelle, bem como o cálice e o altar que serviam àquela missa. Chegando a Frísia, São Vulfran iniciou a pregação, e passou a converter muita gente. Batizou entre outros, o filho de Radbod. Era costume, entre aqueles pagãos, fazer morrer, em honra dos deusesm aquele sobre o qual caísse a sorte. Como levassem à morte um jovem chamado Ovon, São Vulfran pediu ao príncipe que lhe desse a vida daquele que ia morrer. E estava prestes a obtê-la, quando os pagãos se opuseram, dizendo: – Se teu Cristo puder livrá-lo da morte, Ovon será teu pelo resto da vida. O santo aceitou a condição. E Ovon foi levado à força, onde ficou pendendo da corda por duas horas, enquanto São Vulfran, ajoelhado, fervorosamente orava a deus por aquela vida. A corda, rompendo-se, deixou cair o corpo do infeliz. Por ordem do santo, Ovon, então desfalecido, ergue-se, cheio de disposição e saúde. O supliciado, mais tarde, contou que, enquanto jazia pendurado, sentiu um sono insuportável e tinha a impressão de que os sustinham pela cintura. Batizado, foi monge em Fontenelle, deixando no mosteiro muitos títulos e muitos livros que escreveu. São Vulfran livrou muitos mais da morte. Um dia, a sorte caiu sobre dois meninos, filhos duma pobre viúva, um com sete, outro com cinco anos. Iam ser lançados ao mar, porque várias eram as maneiras de imolar as pobres vítimas. Foram, pois, os dois irmãos lançados ao mar, quando da Mara alta. O mais velho, lutando por si e pelo irmãozinho, que se lhe agarrara ao pescoço, debatia-se terrivelmente e tudo fazia para ganhar a praia, mas tudo era em vão. O príncipe e os pagãos todos, do alto duma grande rocha, assistiam, impassíveis, à horríveis cena que se desenrolava nas águas do oceano. São Vulfran, quando soube da tragédia, correu a pedir ao príncipe aquelas pobres vidas. E o príncipe disse: – Terá o teu Cristo poder para conservar a vida aqueles dois? Se tiver, serão teus. São Vulfran caiu de joelhos e pôs-se a irar com o maior fervor. E o que se viu maravilhoso; o mar, agitado, foi-se acalmando, e a maré, que era alta, baixou repentinamente, deixando na praia os dois pobrezinhos prestes a morrer. A mãe, desolada, debulhada em lágrimas, recebeu os dois das mãos do santo, já batizados. E uma grande multidão se converteu. Durante a vida, São Vilibrodo batizou Pepino, filho de Carlos Martelo e pai de Carlos Magno,, e predisse aos discípulos a futura grandeza do menino. O Santo morreu em 738 e foi enterrado em Epternach, onde milagres não cessaram de suceder, relatados por Alcuin, que os cita a muitos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 229 à 237) #SantodoDia

  • A Depositária das Recordações – Mês das Almas do Purgatório (Dia 6)

    Mês das Almas do Purgatório – Sexto Dia Meditação: A Depositária das Recordações Não é grata ao coração dos mortos, não é consoladora essa reconstituição, pelo pensamento, da família, que a morte dispersou. Mãe! esse filho que morreu em teus braços, a esta hora é o amigo, o irmão o companheiro de teu anjo da guarda perto de ti, a teu lado talvez; ele te diz baixinho: Não chores, mãe, eu sou feliz! Filho! tua mãe, teu pai, mortos na paz do Senhor, são como outrora, embora de um modo invisível, teu guia, teu conselheiro, teu defensor! Amigos, irmãos, esposos! aquele que o bom Deus chamou a si, não cessa de vos amar: mais puro com a expiação do purgatório, mais amante pela sua união com Deus, no Céu ele será para convosco tudo o que era na terra, e ainda mais clara e poderosamente! Nutri-vos destas ideias, pobres almas aflitas; os sentimentos que elas despertarem suavizarão a amargura de vossa dor. Se tais sentimentos perseverarem, se fizerem permanência em vossa vida, oh! como os dias vos correrão tranquilos! Mas, ah! o sentimento é de sua natureza passageiro: tanto mais impressionável quanto mais delicado, o coração também vê apagarem-se, pouco a pouco, suas impressões substituídas por outras. Os vestidos do luto ficam durante algum tempo a avivar nossas recordações queridas, mas esses vestidos se deixam, e com eles aliviam-se primeiro e depois desaparecem também as lembranças. Pobre natureza humana! a Igreja bem o conhece, e, não querendo que nos tornemos esquecidos, constituiu-se, em nome de Deus, a depositaria das recordações de nossos mortos. Vejamos o que ela fez. Consagrou um dia inteiro todos os anos, à oração pelos finados. Nesse dia, reveste-se de todas as suas pompas fúnebres e nos conduz todos ao cemitério a olhar mais uma vez o túmulo dos nossos mortos. Quis que um dia de cada semana, a segunda-feira — fosse especialmente consagrado a sufragar os falecidos, e, em muitas Ordens religiosas, junta-se nesse dia ao Ofício canônico — o dos mortos. Dispôs que no fim de cada Ofício, isto é, sete vezes por dia, todos os sacerdotes e religiosos tivessem uma lembrança em favor dos mortos e rogassem a Deus para eles o descanso e a paz. Instituiu aniversários, a fim de que as famílias viessem regularmente, todos os anos, ajoelhar-se ao pé do altar para pedir de um modo particular por seus defuntos. Determinou que todas as manhãs, no santo sacrifício da Missa, houvesse uma recomendação e um memento especial pelos mortos. Concedeu indulgências particulares às orações pelos defuntos, e permitiu que se aplique em favor deles grande número de indulgências ganhas por orações e boas obras. Aprova, sustenta e acoroçoa a fundação das confrarias consagradas ao cuidado dos mortos. Vós que praticais o culto dos mortos, amai a Igreja que tem a missão de conservá-lo em vossos corações! Aquele que não vai mais à Igreja, esquece depressa os mortos. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • A Depositária das Recordações – Mês das Almas do Purgatório (Dia 6)

    Mês das Almas do Purgatório – Sexto Dia Meditação: A Depositária das Recordações Não é grata ao coração dos mortos, não é consoladora essa reconstituição, pelo pensamento, da família, que a morte dispersou. Mãe! esse filho que morreu em teus braços, a esta hora é o amigo, o irmão o companheiro de teu anjo da guarda perto de ti, a teu lado talvez; ele te diz baixinho: Não chores, mãe, eu sou feliz! Filho! tua mãe, teu pai, mortos na paz do Senhor, são como outrora, embora de um modo invisível, teu guia, teu conselheiro, teu defensor! Amigos, irmãos, esposos! aquele que o bom Deus chamou a si, não cessa de vos amar: mais puro com a expiação do purgatório, mais amante pela sua união com Deus, no Céu ele será para convosco tudo o que era na terra, e ainda mais clara e poderosamente! Nutri-vos destas ideias, pobres almas aflitas; os sentimentos que elas despertarem suavizarão a amargura de vossa dor. Se tais sentimentos perseverarem, se fizerem permanência em vossa vida, oh! como os dias vos correrão tranquilos! Mas, ah! o sentimento é de sua natureza passageiro: tanto mais impressionável quanto mais delicado, o coração também vê apagarem-se, pouco a pouco, suas impressões substituídas por outras. Os vestidos do luto ficam durante algum tempo a avivar nossas recordações queridas, mas esses vestidos se deixam, e com eles aliviam-se primeiro e depois desaparecem também as lembranças. Pobre natureza humana! a Igreja bem o conhece, e, não querendo que nos tornemos esquecidos, constituiu-se, em nome de Deus, a depositaria das recordações de nossos mortos. Vejamos o que ela fez. Consagrou um dia inteiro todos os anos, à oração pelos finados. Nesse dia, reveste-se de todas as suas pompas fúnebres e nos conduz todos ao cemitério a olhar mais uma vez o túmulo dos nossos mortos. Quis que um dia de cada semana, a segunda-feira — fosse especialmente consagrado a sufragar os falecidos, e, em muitas Ordens religiosas, junta-se nesse dia ao Ofício canônico — o dos mortos. Dispôs que no fim de cada Ofício, isto é, sete vezes por dia, todos os sacerdotes e religiosos tivessem uma lembrança em favor dos mortos e rogassem a Deus para eles o descanso e a paz. Instituiu aniversários, a fim de que as famílias viessem regularmente, todos os anos, ajoelhar-se ao pé do altar para pedir de um modo particular por seus defuntos. Determinou que todas as manhãs, no santo sacrifício da Missa, houvesse uma recomendação e um memento especial pelos mortos. Concedeu indulgências particulares às orações pelos defuntos, e permitiu que se aplique em favor deles grande número de indulgências ganhas por orações e boas obras. Aprova, sustenta e acoroçoa a fundação das confrarias consagradas ao cuidado dos mortos. Vós que praticais o culto dos mortos, amai a Igreja que tem a missão de conservá-lo em vossos corações! Aquele que não vai mais à Igreja, esquece depressa os mortos. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Oração e Indulgência: É possível se comunicar com os Mortos?

    Na formação ao vivo de hoje vamos nos aprofundar no mistério do purgatório, e como podemos contribuir para nossa santificação e sufrágio das almas do purgatório. Afinal, é possível se comunicar com os mortos? Descubra na formação ao vivo… Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo

  • Oração e Indulgência: É possível se comunicar com os Mortos?

    Na formação ao vivo de hoje vamos nos aprofundar no mistério do purgatório, e como podemos contribuir para nossa santificação e sufrágio das almas do purgatório. Afinal, é possível se comunicar com os mortos? Descubra na formação ao vivo… Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo

  • Relação com os mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 5)

    Mês das Almas do Purgatório – Quinto Dia Meditação: Relação com os mortos 2 Ocupemo-nos ainda hoje das relações íntimas que há entre nossa alma e as almas dos nossos mortos. «Nada mais triste, escreve Ozanam, nada mais desolador do que o vácuo aberto pela morte ao redor de nós. Eu conheci esse tormento depois da morte de minha mãe, porém durou pouco. Não tardaram a vir outros momentos em que entrei a compreender que não estava só, em que alguma coisa de suavidade infinita se passou dentro de mim: era como uma confiança de que não me haviam abandonado, era como uma vizinhança benfazeja, embora invisível; era como se uma alma estremecida, de passagem, me acariciasse com a ponte de suas asas. E, assim como outrora eu reconhecia os passos, a voz, a respiração de minha mãe; assim quando um bafejo aquecia ou reanimava minhas forças, — quando uma ideia nobre preponderava era meu espírito — quando um impulso generoso abalava minha vontade, logo me vinha o pensa-mento de que partia dela. Já se passaram dois anos, correu o tempo que dissipa todas as ilusões da imaginação perturbada, e experimento sempre a mesma coisa. Quando pratico o bem, quando faço qualquer coisa pelos pobres, a quem minha mãe acudia tanto, quando estou em paz com Deus que ela servia bem, afigura-se-me que ela me sorri de longe. Às vezes, ao rezar, julgo ouvir sua oração acompanhando a minha, como fazíamos juntos, à noite, aos pés do crucifixo. Finalmente, quando tenho a felicidade de comungar,quando o Salvador vem me visitar, parece-me que ela o segue a meu mísero coração, como tantas vezes seguia, levado em Viático, às casas dos indigentes». Todo o coração amante e piedoso há de experimentar mais ou menos o que experimentava Ozanam, mas isto só acontece ao que tiver sido realmente piedoso, ao que amar sinceramente a Deus, ao que houver sido bom e dedicado enquanto viveram aqueles a quem chora! Só esse poderá dizer o que S. Jerônimo diz de Santa Paula: Nós a possuímos ainda conosco… Aquele que volta ao Senhor continua a fazer parte da família. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Relação com os mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 5)

    Mês das Almas do Purgatório – Quinto Dia Meditação: Relação com os mortos 2 Ocupemo-nos ainda hoje das relações íntimas que há entre nossa alma e as almas dos nossos mortos. «Nada mais triste, escreve Ozanam, nada mais desolador do que o vácuo aberto pela morte ao redor de nós. Eu conheci esse tormento depois da morte de minha mãe, porém durou pouco. Não tardaram a vir outros momentos em que entrei a compreender que não estava só, em que alguma coisa de suavidade infinita se passou dentro de mim: era como uma confiança de que não me haviam abandonado, era como uma vizinhança benfazeja, embora invisível; era como se uma alma estremecida, de passagem, me acariciasse com a ponte de suas asas. E, assim como outrora eu reconhecia os passos, a voz, a respiração de minha mãe; assim quando um bafejo aquecia ou reanimava minhas forças, — quando uma ideia nobre preponderava era meu espírito — quando um impulso generoso abalava minha vontade, logo me vinha o pensa-mento de que partia dela. Já se passaram dois anos, correu o tempo que dissipa todas as ilusões da imaginação perturbada, e experimento sempre a mesma coisa. Quando pratico o bem, quando faço qualquer coisa pelos pobres, a quem minha mãe acudia tanto, quando estou em paz com Deus que ela servia bem, afigura-se-me que ela me sorri de longe. Às vezes, ao rezar, julgo ouvir sua oração acompanhando a minha, como fazíamos juntos, à noite, aos pés do crucifixo. Finalmente, quando tenho a felicidade de comungar,quando o Salvador vem me visitar, parece-me que ela o segue a meu mísero coração, como tantas vezes seguia, levado em Viático, às casas dos indigentes». Todo o coração amante e piedoso há de experimentar mais ou menos o que experimentava Ozanam, mas isto só acontece ao que tiver sido realmente piedoso, ao que amar sinceramente a Deus, ao que houver sido bom e dedicado enquanto viveram aqueles a quem chora! Só esse poderá dizer o que S. Jerônimo diz de Santa Paula: Nós a possuímos ainda conosco… Aquele que volta ao Senhor continua a fazer parte da família. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Dominical | Um santo desespera de si, para esperar em Deus

    (Solenidade de Todos os Santos) Há mais de 500 anos, um sacerdote chamado Martinho Lutero desesperou de si mesmo e das pessoas de seu tempo, para concluir precipitadamente que a santidade é inatingível, e que a “justificação” que Deus nos dá é um ato arbitrário, uma espécie de “maquiagem” que esconde a nossa miséria, sem necessidade de correspondermos à graça divina. Nós católicos, porém, cremos que a santidade não só é possível, como também é a vocação universal para a qual todos são chamados. Mas em que consiste a santidade e como buscá-la? E ainda: como superar o desespero diante da nossa aparente incapacidade de viver esse chamado de Deus? É isso que Padre Paulo Ricardo nos ensina nesta homilia da Solenidade de Todos os Santos. Anúncio do Evangelho (Mt 5,1-12a) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vinde a mim, todos vós que estais cansados e penais a carregar pesado fardo, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. (Mt 11,28) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12a Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Um santo desespera de si, para esperar em Deus

    (Solenidade de Todos os Santos) Há mais de 500 anos, um sacerdote chamado Martinho Lutero desesperou de si mesmo e das pessoas de seu tempo, para concluir precipitadamente que a santidade é inatingível, e que a “justificação” que Deus nos dá é um ato arbitrário, uma espécie de “maquiagem” que esconde a nossa miséria, sem necessidade de correspondermos à graça divina. Nós católicos, porém, cremos que a santidade não só é possível, como também é a vocação universal para a qual todos são chamados. Mas em que consiste a santidade e como buscá-la? E ainda: como superar o desespero diante da nossa aparente incapacidade de viver esse chamado de Deus? É isso que Padre Paulo Ricardo nos ensina nesta homilia da Solenidade de Todos os Santos. Anúncio do Evangelho (Mt 5,1-12a) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vinde a mim, todos vós que estais cansados e penais a carregar pesado fardo, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. (Mt 11,28) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12a Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A recompensa do amor

    Segunda-feira da 31.ª Semana do Tempo Comum Quando dermos um banquete, diz-nos Jesus no Evangelho de hoje, não devemos convidar ninguém que nos possa recompensá-lo de alguma maneira. Então seremos felizes, porque receberemos a nossa paga no dia da ressurreição. Nada disso significa, é claro, que as nossas boas obras devam ser “calculadas” em função do nosso próprio benefício espiritual, como se a caridade cristã fosse um tipo de “investimento” neste prêmio futuro que é a glória do Céu. Devemos amar em gratidão pelo amor livre e generoso com que Deus amou a todos nós, coxos e pobres, chamados a tomar parte na festa eterna dos santos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 6 de novembro, e medite conosco o Evangelho que a Igreja hoje proclama! #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A recompensa do amor

    Segunda-feira da 31.ª Semana do Tempo Comum Quando dermos um banquete, diz-nos Jesus no Evangelho de hoje, não devemos convidar ninguém que nos possa recompensá-lo de alguma maneira. Então seremos felizes, porque receberemos a nossa paga no dia da ressurreição. Nada disso significa, é claro, que as nossas boas obras devam ser “calculadas” em função do nosso próprio benefício espiritual, como se a caridade cristã fosse um tipo de “investimento” neste prêmio futuro que é a glória do Céu. Devemos amar em gratidão pelo amor livre e generoso com que Deus amou a todos nós, coxos e pobres, chamados a tomar parte na festa eterna dos santos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 6 de novembro, e medite conosco o Evangelho que a Igreja hoje proclama! #HomiliaDiária

  • Santa Isabel e São Zacarias, pais de São João Batista – 05 de Novembro

    Santo do Dia – 05 de Novembro – Santa Isabel e São Zacarias, pais de São João Batista A história deste santo casal é narrada no primeiro capítulo do evangelho de Lucas, que em poucas palavras sintetiza os títulos da sua santidade: ‘Ambos eram justos diante de Deus e […] seguiam todos os mandamentos e estatutos do Senhor’. A prima de Nossa Senhora teve o privilégio de trazer em seu seio o precursor do Messias, evento extraordinário mesmo no plano humano, dada a avançada idade e a esterilidade da santa mulher. Zacarias, cujo cântico (o Benedictus) foi definido como a última profecia messiânica do Antigo Testamento e a primeira do Novo, rende louvor a Deus por ter mantido a promessa feita aos pais, com o advento do Messias. A obra da salvação havia feito seu caminho na surdina, no silêncio e na oração feita na casa de Maria, em Nazaré, e em Ain Karim, pouco distante de Jerusalém, onde o nascimento do precursor havia soltado a língua do sacerdote ancião. Entre as paredes de sua casa, Maria, a humilde serva do Senhor, elevou a Deus o cântico do Magníficat. Então, depois do alegre evento do nascimento de João, os dois santos cônjuges desapareceram na sombra, para reaparecerem mais tarde na tradição apócrifa e, o que mais conta, no grande livro dos santos. Fonte: Paulinas Internet Assista ao vídeo do Professor Felipe Aquino: São Zacarias e Santa Isabel, rogai por nós! A Igreja latina celebra hoje a festa da mãe de João Batista e une à sua memória a do marido Zacarias. De ambos o evangelho de Lucas nos dá poucas notícias, limitadas ao período da dupla anunciação a Zacarias e à Virgem e do nascimento do precursor de Jesus. Todavia, com poucas palavras, o evangelista sintetiza a santidade deles, seu espírito de oração, a retidão dos seus corações no cumprimento não só externo, mas também interior dos preceitos mosaicos: “Ambos eram justos aos olhos de Deus e observavam irrepreensivelmente os mandamentos e as leis do Senhor.” Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré. Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da historia da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres humanos. A grande obra da salvação começara em surdina, no silêncio e na oração da casa de Maria em Nazaré e naquela de Ain Karim, povoado não bem identificado a cinco milhas de Jerusalém, onde os cônjuges idosos Zacarias e Isabel aguardavam o nascimento do precursor de Jesus. Aqui aconteceu o encontro entre a Virgem Mãe e sua prima Isabel, que “repleta do Espírito Santo” saudou a jovem parenta com as palavras que pelos séculos os cristãos repetem com a oração da ave-maria: “bendita entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre”. Zacarias e Isabel estavam com idade avançada, e como não tinham filhos, julgavam essa graça impossível de ser alcançada. Foi quando o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e disse-lhe que sua mulher, Isabel, teria um filho que teria o nome de João, que significa “o Senhor faz graça”. O menino seria repleto do Espírito Santo desde a gestação de sua mãe, reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e seria precursor do Messias. Zacarias, inicialmente, manteve-se incrédulo ante o anúncio celeste do nascimento de um filho pelo qual havia rezado com tanto ardor; para que pudesse crer, precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. Na ocasião, sua voz voltou e ele entoou o salmo profético em que, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho. Enquanto isso, devido à proximidade da maternidade, Isabel recolheu-se por cinco meses, para estar em união com Deus. Os dias ela dividia em três períodos: de silêncio, oração e meditação. E foi assim que Isabel, grávida de João e inspirada pelo Espírito Santo, anunciou à Virgem Maria, sua prima, quando esta a visitou: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”. Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel recolheram-se à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, alegraram-se com a santidade da missão dada ao filho, sendo fiéis a Deus até a morte. Fonte: RS21 #SantodoDia

  • Santa Isabel e São Zacarias, pais de São João Batista – 05 de Novembro

    Santo do Dia – 05 de Novembro – Santa Isabel e São Zacarias, pais de São João Batista A história deste santo casal é narrada no primeiro capítulo do evangelho de Lucas, que em poucas palavras sintetiza os títulos da sua santidade: ‘Ambos eram justos diante de Deus e […] seguiam todos os mandamentos e estatutos do Senhor’. A prima de Nossa Senhora teve o privilégio de trazer em seu seio o precursor do Messias, evento extraordinário mesmo no plano humano, dada a avançada idade e a esterilidade da santa mulher. Zacarias, cujo cântico (o Benedictus) foi definido como a última profecia messiânica do Antigo Testamento e a primeira do Novo, rende louvor a Deus por ter mantido a promessa feita aos pais, com o advento do Messias. A obra da salvação havia feito seu caminho na surdina, no silêncio e na oração feita na casa de Maria, em Nazaré, e em Ain Karim, pouco distante de Jerusalém, onde o nascimento do precursor havia soltado a língua do sacerdote ancião. Entre as paredes de sua casa, Maria, a humilde serva do Senhor, elevou a Deus o cântico do Magníficat. Então, depois do alegre evento do nascimento de João, os dois santos cônjuges desapareceram na sombra, para reaparecerem mais tarde na tradição apócrifa e, o que mais conta, no grande livro dos santos. Fonte: Paulinas Internet Assista ao vídeo do Professor Felipe Aquino: São Zacarias e Santa Isabel, rogai por nós! A Igreja latina celebra hoje a festa da mãe de João Batista e une à sua memória a do marido Zacarias. De ambos o evangelho de Lucas nos dá poucas notícias, limitadas ao período da dupla anunciação a Zacarias e à Virgem e do nascimento do precursor de Jesus. Todavia, com poucas palavras, o evangelista sintetiza a santidade deles, seu espírito de oração, a retidão dos seus corações no cumprimento não só externo, mas também interior dos preceitos mosaicos: “Ambos eram justos aos olhos de Deus e observavam irrepreensivelmente os mandamentos e as leis do Senhor.” Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré. Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da historia da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres humanos. A grande obra da salvação começara em surdina, no silêncio e na oração da casa de Maria em Nazaré e naquela de Ain Karim, povoado não bem identificado a cinco milhas de Jerusalém, onde os cônjuges idosos Zacarias e Isabel aguardavam o nascimento do precursor de Jesus. Aqui aconteceu o encontro entre a Virgem Mãe e sua prima Isabel, que “repleta do Espírito Santo” saudou a jovem parenta com as palavras que pelos séculos os cristãos repetem com a oração da ave-maria: “bendita entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre”. Zacarias e Isabel estavam com idade avançada, e como não tinham filhos, julgavam essa graça impossível de ser alcançada. Foi quando o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e disse-lhe que sua mulher, Isabel, teria um filho que teria o nome de João, que significa “o Senhor faz graça”. O menino seria repleto do Espírito Santo desde a gestação de sua mãe, reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e seria precursor do Messias. Zacarias, inicialmente, manteve-se incrédulo ante o anúncio celeste do nascimento de um filho pelo qual havia rezado com tanto ardor; para que pudesse crer, precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. Na ocasião, sua voz voltou e ele entoou o salmo profético em que, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho. Enquanto isso, devido à proximidade da maternidade, Isabel recolheu-se por cinco meses, para estar em união com Deus. Os dias ela dividia em três períodos: de silêncio, oração e meditação. E foi assim que Isabel, grávida de João e inspirada pelo Espírito Santo, anunciou à Virgem Maria, sua prima, quando esta a visitou: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”. Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel recolheram-se à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, alegraram-se com a santidade da missão dada ao filho, sendo fiéis a Deus até a morte. Fonte: RS21 #SantodoDia

  • Relações com os mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 4)

    Mês das Almas do Purgatório – Quarto Dia Meditação: Relações com os mortos 1 Se a lembrança dos mortos é tão grata, se tem tanta força para nos determinar a fazer o bem, que será o pensamento íntimo de nossas relações de cada instante com eles? A doutrina católica oferece a perspectiva mais consoladora sobre essa estreita e afetuosa comunicação das almas dos escolhidos, que começa além-túmulo e prossegue na bem aventurança eterna. O ensino da Igreja nos permite crer que nossos defuntos não estão ausentes, mas apenas velados e sempre junto a nós. Ah! o pai, a mãe, o filho, o amigo a quem eu prezava, não era somente aquele Corpo que se via e se tocava, mas também aquela alma a quem Deus havia concedido toda a afeição que me mostrava e que eu lhe retribuía. Aquela alma já não se manifesta mais exteriormente, porém ainda me faz sentir sua presença. Falem a respeito aqueles a quem Deus outorgou a graça de compreender o que essa comunicação das Igrejas militante e purgante encerra de consolador e suave! «Aquele a quem choramos, escrevia Fenelon, não se ausentou de nós, fazendo-se invisível. Ele nos vê, ele nos quer, ele se compadece de nossas necessidades. Os sentidos e a imaginação só é que perderam seu objeto. Aquele que já não podemos ver, está mais do que antes conosco. Encontrá-los-emos sempre no meio de nós, olhando-nos e oferecendo-nos os verdadeiros socorros. Não- sofrendo mais suas enfermidades, melhor do que nós conhece ele as nossas, e pede os remédios que nos dão cura. Embora privado de vê-lo há muitos anos, eu lhe falo, abro-lhe meu coração, tenho a crença de encontrá-lo na presença de Deus; e, conquanto já o tenha chorado amargamente, não posso dizer que o perdi. Oh! quanto é real esta união íntima!» «A morte, diz S. Bernardo, não separa dois corações unidos pela piedade.» «As almas dos justos não nos deixam. Se quisermos, elas se conservarão conosco e nos farão experimentar um bem estar indefinível, mas real. Invoquemo-las frequentemente com as nossas preces, com as nossas aspirações, e com as boas obras que lhes fizeram e também a nós farão ganhar o Céu.» (Gergerès). Eu posso, portanto, associar-vos a meustrabalhos, a minhas orações, a minhas alegrias, a minhas tristezas, ó meus queridos finados! Que bem me faz este pensamento! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Relações com os mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 4)

    Mês das Almas do Purgatório – Quarto Dia Meditação: Relações com os mortos 1 Se a lembrança dos mortos é tão grata, se tem tanta força para nos determinar a fazer o bem, que será o pensamento íntimo de nossas relações de cada instante com eles? A doutrina católica oferece a perspectiva mais consoladora sobre essa estreita e afetuosa comunicação das almas dos escolhidos, que começa além-túmulo e prossegue na bem aventurança eterna. O ensino da Igreja nos permite crer que nossos defuntos não estão ausentes, mas apenas velados e sempre junto a nós. Ah! o pai, a mãe, o filho, o amigo a quem eu prezava, não era somente aquele Corpo que se via e se tocava, mas também aquela alma a quem Deus havia concedido toda a afeição que me mostrava e que eu lhe retribuía. Aquela alma já não se manifesta mais exteriormente, porém ainda me faz sentir sua presença. Falem a respeito aqueles a quem Deus outorgou a graça de compreender o que essa comunicação das Igrejas militante e purgante encerra de consolador e suave! «Aquele a quem choramos, escrevia Fenelon, não se ausentou de nós, fazendo-se invisível. Ele nos vê, ele nos quer, ele se compadece de nossas necessidades. Os sentidos e a imaginação só é que perderam seu objeto. Aquele que já não podemos ver, está mais do que antes conosco. Encontrá-los-emos sempre no meio de nós, olhando-nos e oferecendo-nos os verdadeiros socorros. Não- sofrendo mais suas enfermidades, melhor do que nós conhece ele as nossas, e pede os remédios que nos dão cura. Embora privado de vê-lo há muitos anos, eu lhe falo, abro-lhe meu coração, tenho a crença de encontrá-lo na presença de Deus; e, conquanto já o tenha chorado amargamente, não posso dizer que o perdi. Oh! quanto é real esta união íntima!» «A morte, diz S. Bernardo, não separa dois corações unidos pela piedade.» «As almas dos justos não nos deixam. Se quisermos, elas se conservarão conosco e nos farão experimentar um bem estar indefinível, mas real. Invoquemo-las frequentemente com as nossas preces, com as nossas aspirações, e com as boas obras que lhes fizeram e também a nós farão ganhar o Céu.» (Gergerès). Eu posso, portanto, associar-vos a meustrabalhos, a minhas orações, a minhas alegrias, a minhas tristezas, ó meus queridos finados! Que bem me faz este pensamento! ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Homilia Diária | Uma vida gasta a serviço dos irmãos

    (Memória de São Carlos Borromeu, Bispo) A humildade cristã não consiste, na prática, em fazer-se tudo para todos, a exemplo de Nosso Senhor. Ele, que desceu do Céu e assumiu a condição de escravo, fez-se o menor dos homens, para que todos, purificados pela aspersão do seu sangue, recebessem uma veste branca de graça e de justiça. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este primeiro sábado do mês, dia 4 de novembro, e peçamos à Virgem Maria e a São Carlos Borromeu, cuja memória hoje celebramos, a graça de vivermos concretamente a humildade de quem segue a Jesus Cristo. Santo do Dia: São Carlos Borromeu Evangelho (Lc 14,1.7-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29ab) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 1 Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7 Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8 “Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9 e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10 Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11 Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Uma vida gasta a serviço dos irmãos

    (Memória de São Carlos Borromeu, Bispo) A humildade cristã não consiste, na prática, em fazer-se tudo para todos, a exemplo de Nosso Senhor. Ele, que desceu do Céu e assumiu a condição de escravo, fez-se o menor dos homens, para que todos, purificados pela aspersão do seu sangue, recebessem uma veste branca de graça e de justiça. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este primeiro sábado do mês, dia 4 de novembro, e peçamos à Virgem Maria e a São Carlos Borromeu, cuja memória hoje celebramos, a graça de vivermos concretamente a humildade de quem segue a Jesus Cristo. Santo do Dia: São Carlos Borromeu Evangelho (Lc 14,1.7-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29ab) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 1 Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7 Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8 “Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9 e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10 Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11 Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Carlos Borromeu, padroeiro dos Catequistas – 4 de Novembro

    SANTO DO DIA – 04 DE NOVEMBRO – SÃO CARLOS BORROMEU Bispo (1538-1584) A obra de são Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos de acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se na frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças. Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, em 2 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era Margarida de Médicis, da mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja. Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir a Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres. Levou a sério os estudos diplomando-se em direito canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois, fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e bispo de Milão. Na sua breve trajetória, deixou-se guiar apenas pela fé, atuando tanto na burocracia interna da Igreja quanto na evangelização, sem fazer distinção para uma ou para a outra. Talvez tenha sido o primeiro secretário de Estado no sentido moderno da expressão. Formado pela Universidade de Pávia, liderou uma reforma radical na organização administrativa da Igreja, que naquele período era alicerçada no nepotismo, abusos de influências e sintomas graves de corrupção e decadência moral. Para isso conquistou a colaboração de instituições, das escolas, dos jesuítas, dos capuchinhos e de muitos outros. Foi um dos maiores fundadores que a Igreja já teve. Criou seminários e vários institutos de utilidade pública para dar atendimento e abrigo aos pobres e doentes, o que lhe proporcionou o título de ‘pai dos pobres’. Orientou muitas Ordens e algumas que surgiram depois de sua morte o escolheram para padroeiro, dando continuidade à grandiosa obra de amparo aos mais pobres que nos deixou. Contudo tudo foi muito difícil, porque encontrou muita resistência de Ordens conservadoras. Aliás, foi até vítima de um covarde atentado enquanto rezava na capela. Mas saiu ileso e humildemente perdoou seu agressor. Chegou 1576 e com ele a peste. Milão foi duramente assolada e mais de cem padres pagaram com a própria vida as lágrimas que enxugaram de casa em casa. Um dos mais ativos era Carlos Borromeu. Visitava os contaminados, levando-lhes o sacramento e consolo sem limites nem precauções, num trabalho incansável que lhe consumiu as energias. Chegou a flagelar-se em procissões públicas, pedindo perdão a Deus em nome de seu povo. Até que um dia foi apanhado, finalmente, pela febre, que minou seu organismo lentamente. Morreu anos depois, dizendo-se feliz por ter seguido os ensinamentos de Cristo e poder encontrar-se com ele de coração puro. Tinha apenas quarenta e seis anos de idade, quando isso aconteceu no dia 4 de novembro de 1584, na sua sede episcopal, na Itália. O papa Paulo V canonizou-o em 1610 e designou a festa em homenagem à memória de são Carlos Borromeu para o dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre São Carlos Borromeu, Bispo A obra de São Carlos Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos que acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se à frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças. Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, a 02 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era MargariSao Carlos Borromeu.jpgda de Médicis, a mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja. Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir à Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres. Levou a sério os estudos diplomando-se em Direito Canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e Bispo de Milão. Na sua breve trajetória, deixou-se guiar apenas pela fé, atuando tanto na burocracia interna da Igreja quanto na evangelização, sem fazer distinção para uma ou para a outra. Talvez tenha sido o primeiro secretário de estado no sentido moderno da expressão. Formado pela universidade de Pávia, liderou uma reforma radical na organização administrativa da Igreja, que naquele período era alicerçada no nepotismo, abusos de influencias e sintomas graves de corrupção e decadência moral. Para isso, conquistou a colaboração de instituições, das escolas, dos jesuítas, dos capuchinhos e de muitos outros. Foi um dos maiores fundadores que a Igreja possuiu. Criou seminários e vários institutos de utilidade pública para dar atendimento e abrigo aos pobres e doentes, o que lhe proporcionou o título de “pai dos pobres”. Orientou muitas ordens e algumas que surgiram depois de sua morte o escolheram para padroeiro, dando continuidade à grandiosa obra de amparo aos mais pobres, que nos deixou. Contudo, tudo foi muito difícil, porque encontrou muita resistência de ordens conservadoras. Aliás, foi inclusive vítima de um covarde atentado enquanto rezava na capela. Mas saiu ileso e humildemente perdoou seu agressor. Chegou o ano 1576 e com ele a peste. Milão foi duramente assolada e mais de cem padres pagaram com a própria vida as lágrimas que enxugaram de casa em casa. Um dos mais ativos era Carlos Borromeu. Visitava os contaminados, levando-lhes o sacramento e consolo sem limites nem precauções, num trabalho incansável que lhe consumiu as energias. Chegou a flagelar-se em procissões públicas, pedindo perdão a Deus em nome de seu povo. Até que um dia foi apanhado finalmente pela febre, que minou seu organismo lentamente. Morreu anos depois se dizendo feliz por ter seguido os ensinamentos de Cristo e poder se encontrar com ele de coração puro. Tinha apenas quarenta e seis anos de idade, quando isso aconteceu no dia 04 de novembro de 1584, na sua sede episcopal, na Itália. O Papa Paulo V o canonizou no ano 1610 e designou a festa em homenagem à memória de Santo Carlos Borromeu, para o dia de sua morte [1]. Bento XVI a ele referindo-se (Ângelus – 4/10/2007) afirmou: “Sua figura destaca-se no século XVI como modelo de pastor exemplar pela caridade, doutrina, zelo apostólico e sobretudo, pela oração. Dedicou-se por completo à Igreja ambrosiana: a visitou três vezes; convocou seis sínodos provinciais e onze diocesanos; fundou seminários para formar uma nova geração de sacerdotes; construiu hospitais e destinou as riquezas de família ao serviço dos pobres; defendeu os direitos da Igreja contra os poderosos; renovou a vida religiosa e instituiu uma nova Congregação de sacerdotes seculares, os Oblatos. (…) Seu lema consistia em uma só palavra: “Humilitas”. A humildade o imipulsionou, como o Senhor Jesus, a renunciar a si mesmo para fazer-se servo de todos”. Leia também Como São Carlos Borromeu enfrentou a epidemia de seu tempo São Carlos Borromeu, Um príncipe passava por Milão: para homenageá-lo, celebraram-se divertimentos públicos. De repente, uma notícia sinistra se espalhou celeremente: manifestara-se a peste em dois lugares da cidade. O príncipe, imediatamente, e com precipitação retirou-se, seguido do governador e de grande parte da nobreza e dos magistrados. Ficaram na cidade apenas o povo e os pobres com um pequeno número de magistrados e alguns bons padres ou religiosos, num terror e desolação inenarráveis. O santo arcebispo Carlos fora administrar os últimos sacramentos a um bispo da província. Quando regressou, toda a agente se lhe reuniu ao redor, a gritar, consternada, e a chorar: – Misericórdia, Senhor, misericórdia! A peste aqui ficará por seis meses! Carlos foi o salvador do povo. Secundado por padres e religiosos, que animava à caridade, proveu as necessidades corporais e espirituais dos doentes, visitando-os e administrando-lhes, ele mesmo, os sacramentos. Para alimentá-los ou vesti-los, vendia tudo aquilo que tinha, até a cama, resignando-se a dormir sobre tábuas. E jejuando e orando, sofrendo pela saúde de todos, procurou afastar a ira de Deus. Orava e jejuava, sem cessar. Nascido duma ilustre família, sobrinho do Papa Pio IV, cardeal e arcebispo, empregou toda a superioridade para melhor servir a Igreja, secundar os sábios regulamentos do santo concílio de Trento, que vinha de concluir-se por seu desvelo, reprimir as heresias, reformar os costumes do clero e do povo, reanimar o fervor dos claustros, renovar, numa palavra, a face da terra. Por si mesmo, viveria com mais austeridade, que um trapista. Muitos anos antes de sua morte, que se deu em 1584, propôs a si mesmo uma lei: jejuar todos os dias, passar a pão e água, excetuando os domingos e dias de festas, nos quais comia um pouco deste ou daquele legume ou fruta. Continuamente fazia uso do cilício, dormia muito pouco, passando em orações as vigílias das grandes festas. Quem quer que rogasse a São Carlos lhe traçasse as regras a seguir, para progredir na virtude, dava-lhe o santo, invariavelmente, esta resposta: – Aquele que deseja progredir no serviço de Deus, deve começar cada dia da vida com um novo ardor, ater-se na presença de Deus o mais possível e tudo fazer para que as ações que praticar sejam para a glória do Senhor. E o que São Carlos Borromeu dizia, cumpria-o. Quanto a nós, façamos o que nos diz. De resto, o que São Carlos fez durante a peste de Milão, fê-lo durante toda a vida, nada aspirando, senão à glória de Deus e à salvação do próximo. Na diocese toda, vêem-se monumentos vários que lhe exaltam a caridade. Em Milão, fundou um convento de capuchinhos, onde a filha de João Batista Borromeu, seu tio, professou e morreu com reputação de santidade. Um mosteiro de Ursulinas, para instrução de órfãs, um hospital para pobres, onde eram recebidos todos os que estavam necessitados, outro para convalescentes, etc. Os oblatos tiveram a direção dos colégios e seminários diocesanos. Quanto ao colégio que fundou em Pavia, entregou-o São Carlos à direção dos cleros regulares de Somasque. Além do governo-geral da província e da diocese, ocupava-se ainda com a direção particular das almas. Gostava imensamente de assistir aos moribundos. Ao ter conhecimento de que, isso em 1583. O duque de Sabóia, adoecera em Vercelli, e os médicos estavam desesperançados, para lá partiu, chegando ainda com tempo para o encontrar vivo. O duque, ao pressentir o santo arcebispo no quarto, exclamou: – Estou curado! São Carlos, administrou-lhe a comunhão, no dia seguinte e ordenou orações para que se restabelecesse. O duque viveu persuadido de que, depois de Deus, devia a cura aos méritos do santo. Quando, afinal, veio a falecer, deixou ordenado lhe acendessem uma lâmpada de prata no túmulo, em, sinal de agradecimentos por aquele benefício. Ia São Carlos, de quando em quando, fazer retiros em Camaldules e noutros lugares solitários. Apreciava, especialmente, fazê-lo em Monte-Varalli, na diocese de Novara, nas fronteiras da Suíça. Ali os mistérios da paixão eram representados nas diferentes capelas. Em 1584, reuniu-se com seu confessor, para preparar-se para a morte, que dizia, já estava próxima. E passou, então, a redobrar as austeridades. Neste último retiro, parecia mais embevecido em Deus do que nunca, livre de todas as coisas terrenas, bem longe de tudo o que formigava cá embaixo. A abundância de lágrimas, tanto chorava, obrigava-o a interromper, constantemente, a celebração as santa missa. Passava a maior parte do tempo na capela chamada Súplica do Jardim, e naquela Do Sepulcro. Dir-se-ia um morto, tão engolfado vivia no Salvador, para reconhecer a si mesmo. Aos 24 de outubro, terça-feira, foi tomado por uma grande febre. Aos 29, tendo terminado o retiro, partiu para Arona. A febre aumentava, e o que era pior, era contínua. No dia dos mortos, foi levado para Milão, em liteira. A doença que o acometera foi julgada gravíssima. Havia momentos de melhora, mas em breve, o recrudescimento da febre anunciou-se por sintomas tão incômodos, que os médicos que a ele assistiam perderam toda a esperança que, havia bem pouco, ainda nutriam de o salvar. Carlos, que não interrompera os exercícios de devoção, recebeu o julgamento dos médicos com uma serenidade sobrenatural, com uma tranqüilidade difícil de se acreditar, e pediu os sacramentos da Igreja, sacramentos que recebeu com o maior fervor e unção. De tarde, principiava docemente a noite de 4 de novembro, morria, pronunciando estas palavras: – Ecce venio – Eis que eu venho. Por testamento, deixou para a catedral uma baixela, a biblioteca para o cabido, os manuscritos para o bispo de Vercelli, instituindo o hospital geral, seu herdeiro. Quanto aos funerais, deixou ordens explícitas para que se fizessem com a maior simplicidade. Escolhera como sepultura um recanto existente perto do coro, e não queria outra inscrição senão aquela que ainda hoje se lê numa pequena placa de mármore, que diz assim: “Carlos, Cardeal com o título de São Praxédes, arcebispo de Milão, que implora o socorrro das orações do clero, do povo e dos devotos em geral, escolheu esta tumba, quando em vida.” E fez-se esta edição: “Viveu 46 anos, um mês e um dia, governou esta igreja por 24 anos, 8 meses, 24 dias, tendo falecido aos 4 de novembro de 1584. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 174 à 179) #SantodoDia

  • São Carlos Borromeu, padroeiro dos Catequistas – 4 de Novembro

    SANTO DO DIA – 04 DE NOVEMBRO – SÃO CARLOS BORROMEU Bispo (1538-1584) A obra de são Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos de acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se na frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças. Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, em 2 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era Margarida de Médicis, da mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja. Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir a Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres. Levou a sério os estudos diplomando-se em direito canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois, fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e bispo de Milão. Na sua breve trajetória, deixou-se guiar apenas pela fé, atuando tanto na burocracia interna da Igreja quanto na evangelização, sem fazer distinção para uma ou para a outra. Talvez tenha sido o primeiro secretário de Estado no sentido moderno da expressão. Formado pela Universidade de Pávia, liderou uma reforma radical na organização administrativa da Igreja, que naquele período era alicerçada no nepotismo, abusos de influências e sintomas graves de corrupção e decadência moral. Para isso conquistou a colaboração de instituições, das escolas, dos jesuítas, dos capuchinhos e de muitos outros. Foi um dos maiores fundadores que a Igreja já teve. Criou seminários e vários institutos de utilidade pública para dar atendimento e abrigo aos pobres e doentes, o que lhe proporcionou o título de ‘pai dos pobres’. Orientou muitas Ordens e algumas que surgiram depois de sua morte o escolheram para padroeiro, dando continuidade à grandiosa obra de amparo aos mais pobres que nos deixou. Contudo tudo foi muito difícil, porque encontrou muita resistência de Ordens conservadoras. Aliás, foi até vítima de um covarde atentado enquanto rezava na capela. Mas saiu ileso e humildemente perdoou seu agressor. Chegou 1576 e com ele a peste. Milão foi duramente assolada e mais de cem padres pagaram com a própria vida as lágrimas que enxugaram de casa em casa. Um dos mais ativos era Carlos Borromeu. Visitava os contaminados, levando-lhes o sacramento e consolo sem limites nem precauções, num trabalho incansável que lhe consumiu as energias. Chegou a flagelar-se em procissões públicas, pedindo perdão a Deus em nome de seu povo. Até que um dia foi apanhado, finalmente, pela febre, que minou seu organismo lentamente. Morreu anos depois, dizendo-se feliz por ter seguido os ensinamentos de Cristo e poder encontrar-se com ele de coração puro. Tinha apenas quarenta e seis anos de idade, quando isso aconteceu no dia 4 de novembro de 1584, na sua sede episcopal, na Itália. O papa Paulo V canonizou-o em 1610 e designou a festa em homenagem à memória de são Carlos Borromeu para o dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre São Carlos Borromeu, Bispo A obra de São Carlos Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos que acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se à frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças. Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, a 02 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era MargariSao Carlos Borromeu.jpgda de Médicis, a mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja. Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir à Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres. Levou a sério os estudos diplomando-se em Direito Canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e Bispo de Milão. Na sua breve trajetória, deixou-se guiar apenas pela fé, atuando tanto na burocracia interna da Igreja quanto na evangelização, sem fazer distinção para uma ou para a outra. Talvez tenha sido o primeiro secretário de estado no sentido moderno da expressão. Formado pela universidade de Pávia, liderou uma reforma radical na organização administrativa da Igreja, que naquele período era alicerçada no nepotismo, abusos de influencias e sintomas graves de corrupção e decadência moral. Para isso, conquistou a colaboração de instituições, das escolas, dos jesuítas, dos capuchinhos e de muitos outros. Foi um dos maiores fundadores que a Igreja possuiu. Criou seminários e vários institutos de utilidade pública para dar atendimento e abrigo aos pobres e doentes, o que lhe proporcionou o título de “pai dos pobres”. Orientou muitas ordens e algumas que surgiram depois de sua morte o escolheram para padroeiro, dando continuidade à grandiosa obra de amparo aos mais pobres, que nos deixou. Contudo, tudo foi muito difícil, porque encontrou muita resistência de ordens conservadoras. Aliás, foi inclusive vítima de um covarde atentado enquanto rezava na capela. Mas saiu ileso e humildemente perdoou seu agressor. Chegou o ano 1576 e com ele a peste. Milão foi duramente assolada e mais de cem padres pagaram com a própria vida as lágrimas que enxugaram de casa em casa. Um dos mais ativos era Carlos Borromeu. Visitava os contaminados, levando-lhes o sacramento e consolo sem limites nem precauções, num trabalho incansável que lhe consumiu as energias. Chegou a flagelar-se em procissões públicas, pedindo perdão a Deus em nome de seu povo. Até que um dia foi apanhado finalmente pela febre, que minou seu organismo lentamente. Morreu anos depois se dizendo feliz por ter seguido os ensinamentos de Cristo e poder se encontrar com ele de coração puro. Tinha apenas quarenta e seis anos de idade, quando isso aconteceu no dia 04 de novembro de 1584, na sua sede episcopal, na Itália. O Papa Paulo V o canonizou no ano 1610 e designou a festa em homenagem à memória de Santo Carlos Borromeu, para o dia de sua morte [1]. Bento XVI a ele referindo-se (Ângelus – 4/10/2007) afirmou: “Sua figura destaca-se no século XVI como modelo de pastor exemplar pela caridade, doutrina, zelo apostólico e sobretudo, pela oração. Dedicou-se por completo à Igreja ambrosiana: a visitou três vezes; convocou seis sínodos provinciais e onze diocesanos; fundou seminários para formar uma nova geração de sacerdotes; construiu hospitais e destinou as riquezas de família ao serviço dos pobres; defendeu os direitos da Igreja contra os poderosos; renovou a vida religiosa e instituiu uma nova Congregação de sacerdotes seculares, os Oblatos. (…) Seu lema consistia em uma só palavra: “Humilitas”. A humildade o imipulsionou, como o Senhor Jesus, a renunciar a si mesmo para fazer-se servo de todos”. Leia também Como São Carlos Borromeu enfrentou a epidemia de seu tempo São Carlos Borromeu, Um príncipe passava por Milão: para homenageá-lo, celebraram-se divertimentos públicos. De repente, uma notícia sinistra se espalhou celeremente: manifestara-se a peste em dois lugares da cidade. O príncipe, imediatamente, e com precipitação retirou-se, seguido do governador e de grande parte da nobreza e dos magistrados. Ficaram na cidade apenas o povo e os pobres com um pequeno número de magistrados e alguns bons padres ou religiosos, num terror e desolação inenarráveis. O santo arcebispo Carlos fora administrar os últimos sacramentos a um bispo da província. Quando regressou, toda a agente se lhe reuniu ao redor, a gritar, consternada, e a chorar: – Misericórdia, Senhor, misericórdia! A peste aqui ficará por seis meses! Carlos foi o salvador do povo. Secundado por padres e religiosos, que animava à caridade, proveu as necessidades corporais e espirituais dos doentes, visitando-os e administrando-lhes, ele mesmo, os sacramentos. Para alimentá-los ou vesti-los, vendia tudo aquilo que tinha, até a cama, resignando-se a dormir sobre tábuas. E jejuando e orando, sofrendo pela saúde de todos, procurou afastar a ira de Deus. Orava e jejuava, sem cessar. Nascido duma ilustre família, sobrinho do Papa Pio IV, cardeal e arcebispo, empregou toda a superioridade para melhor servir a Igreja, secundar os sábios regulamentos do santo concílio de Trento, que vinha de concluir-se por seu desvelo, reprimir as heresias, reformar os costumes do clero e do povo, reanimar o fervor dos claustros, renovar, numa palavra, a face da terra. Por si mesmo, viveria com mais austeridade, que um trapista. Muitos anos antes de sua morte, que se deu em 1584, propôs a si mesmo uma lei: jejuar todos os dias, passar a pão e água, excetuando os domingos e dias de festas, nos quais comia um pouco deste ou daquele legume ou fruta. Continuamente fazia uso do cilício, dormia muito pouco, passando em orações as vigílias das grandes festas. Quem quer que rogasse a São Carlos lhe traçasse as regras a seguir, para progredir na virtude, dava-lhe o santo, invariavelmente, esta resposta: – Aquele que deseja progredir no serviço de Deus, deve começar cada dia da vida com um novo ardor, ater-se na presença de Deus o mais possível e tudo fazer para que as ações que praticar sejam para a glória do Senhor. E o que São Carlos Borromeu dizia, cumpria-o. Quanto a nós, façamos o que nos diz. De resto, o que São Carlos fez durante a peste de Milão, fê-lo durante toda a vida, nada aspirando, senão à glória de Deus e à salvação do próximo. Na diocese toda, vêem-se monumentos vários que lhe exaltam a caridade. Em Milão, fundou um convento de capuchinhos, onde a filha de João Batista Borromeu, seu tio, professou e morreu com reputação de santidade. Um mosteiro de Ursulinas, para instrução de órfãs, um hospital para pobres, onde eram recebidos todos os que estavam necessitados, outro para convalescentes, etc. Os oblatos tiveram a direção dos colégios e seminários diocesanos. Quanto ao colégio que fundou em Pavia, entregou-o São Carlos à direção dos cleros regulares de Somasque. Além do governo-geral da província e da diocese, ocupava-se ainda com a direção particular das almas. Gostava imensamente de assistir aos moribundos. Ao ter conhecimento de que, isso em 1583. O duque de Sabóia, adoecera em Vercelli, e os médicos estavam desesperançados, para lá partiu, chegando ainda com tempo para o encontrar vivo. O duque, ao pressentir o santo arcebispo no quarto, exclamou: – Estou curado! São Carlos, administrou-lhe a comunhão, no dia seguinte e ordenou orações para que se restabelecesse. O duque viveu persuadido de que, depois de Deus, devia a cura aos méritos do santo. Quando, afinal, veio a falecer, deixou ordenado lhe acendessem uma lâmpada de prata no túmulo, em, sinal de agradecimentos por aquele benefício. Ia São Carlos, de quando em quando, fazer retiros em Camaldules e noutros lugares solitários. Apreciava, especialmente, fazê-lo em Monte-Varalli, na diocese de Novara, nas fronteiras da Suíça. Ali os mistérios da paixão eram representados nas diferentes capelas. Em 1584, reuniu-se com seu confessor, para preparar-se para a morte, que dizia, já estava próxima. E passou, então, a redobrar as austeridades. Neste último retiro, parecia mais embevecido em Deus do que nunca, livre de todas as coisas terrenas, bem longe de tudo o que formigava cá embaixo. A abundância de lágrimas, tanto chorava, obrigava-o a interromper, constantemente, a celebração as santa missa. Passava a maior parte do tempo na capela chamada Súplica do Jardim, e naquela Do Sepulcro. Dir-se-ia um morto, tão engolfado vivia no Salvador, para reconhecer a si mesmo. Aos 24 de outubro, terça-feira, foi tomado por uma grande febre. Aos 29, tendo terminado o retiro, partiu para Arona. A febre aumentava, e o que era pior, era contínua. No dia dos mortos, foi levado para Milão, em liteira. A doença que o acometera foi julgada gravíssima. Havia momentos de melhora, mas em breve, o recrudescimento da febre anunciou-se por sintomas tão incômodos, que os médicos que a ele assistiam perderam toda a esperança que, havia bem pouco, ainda nutriam de o salvar. Carlos, que não interrompera os exercícios de devoção, recebeu o julgamento dos médicos com uma serenidade sobrenatural, com uma tranqüilidade difícil de se acreditar, e pediu os sacramentos da Igreja, sacramentos que recebeu com o maior fervor e unção. De tarde, principiava docemente a noite de 4 de novembro, morria, pronunciando estas palavras: – Ecce venio – Eis que eu venho. Por testamento, deixou para a catedral uma baixela, a biblioteca para o cabido, os manuscritos para o bispo de Vercelli, instituindo o hospital geral, seu herdeiro. Quanto aos funerais, deixou ordens explícitas para que se fizessem com a maior simplicidade. Escolhera como sepultura um recanto existente perto do coro, e não queria outra inscrição senão aquela que ainda hoje se lê numa pequena placa de mármore, que diz assim: “Carlos, Cardeal com o título de São Praxédes, arcebispo de Milão, que implora o socorrro das orações do clero, do povo e dos devotos em geral, escolheu esta tumba, quando em vida.” E fez-se esta edição: “Viveu 46 anos, um mês e um dia, governou esta igreja por 24 anos, 8 meses, 24 dias, tendo falecido aos 4 de novembro de 1584. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 174 à 179) #SantodoDia

  • Lembrança dos Mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 3)

    Mês das Almas do Purgatório – Terceiro Dia Meditação: Lembrança dos Mortos 2 A lembrança dos mortos é um encanto para o coração. Uma animação para o trabalho. Um conforto para as horas do cansaço. Um freio para o ímpeto das paixões. Quantas vezes, vendo um órfão crescer e desenvolver-se na inteligência e no coração, dizem os amigos da família: Oh! Se os pais o vissem, como se julgariam felizes! Quantas vezes, também nós temos dito nessas horas em que, aflitos, não encontramos um coração que se nos abrisse e com o qual desafogássemos: ah! Se minha mãe aqui estivesse, eu não sofreria tanto! Se meu irmão, se minha irmã, se meu amigo vivesse, não estaria agora abandonado! Qual de nós se não surpreendeu já num desses momentos de angústias que atravessam toda a existência humana, exclamando: Meu pai! Minha mãe! Até em nossas alegrias, em nossos triunfos, acaso não ternos repetido às vezes: Se minha mãe me visse, que prazer teria! Recordações tão caras, embora tão dolorosas, vós rejuvenesceis minha vida! Quantas vezes, um bilhete velho de um amigo de infância, — uma carta, principalmente de pai ou mãe, demonstrando-nos sua afeição, dando um conselho, fazendo uma advertência, — carta deparada por acaso no fundo de uma gaveta, levou-nos de novo a esses dias passados em que vivemos todos juntos, trabalhando e sofrendo unidos, e ajudando-nos uns aos outros! E essas recordações nos despertaram também a de que não fomos sempre bastante indulgentes, bastante obedientes e amantes: e pusemo-nos a corrigir os erros. Oh! Não será estéril a lembrança de hoje! Meu pai, minha mãe, vou reler vossas cartas, escutar vossas advertências, e a satisfação que não vos dei, quando estáveis a meu lado, vós a tereis agora. Conta-se de uma mãe que, na idade em que a filho começava a compreender e sentir, o levou em frente ao retrato do pai e lhe disse: Jura que te esforçarás para ser digno dele! O menino jurou, e, por vezes, se detinha ante o retrato que parecia olhá-lo, e assim o interpelava: Meu pai, está contente comigo? Eis a minha promessa de hoje: Sim, eu me farei digno de vós, ó meus mortos muito amados! Vós me haveis de ver fiel a Deus, fiel a meus deveres, fiel aos vossos exemplos. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

  • Lembrança dos Mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 3)

    Mês das Almas do Purgatório – Terceiro Dia Meditação: Lembrança dos Mortos 2 A lembrança dos mortos é um encanto para o coração. Uma animação para o trabalho. Um conforto para as horas do cansaço. Um freio para o ímpeto das paixões. Quantas vezes, vendo um órfão crescer e desenvolver-se na inteligência e no coração, dizem os amigos da família: Oh! Se os pais o vissem, como se julgariam felizes! Quantas vezes, também nós temos dito nessas horas em que, aflitos, não encontramos um coração que se nos abrisse e com o qual desafogássemos: ah! Se minha mãe aqui estivesse, eu não sofreria tanto! Se meu irmão, se minha irmã, se meu amigo vivesse, não estaria agora abandonado! Qual de nós se não surpreendeu já num desses momentos de angústias que atravessam toda a existência humana, exclamando: Meu pai! Minha mãe! Até em nossas alegrias, em nossos triunfos, acaso não ternos repetido às vezes: Se minha mãe me visse, que prazer teria! Recordações tão caras, embora tão dolorosas, vós rejuvenesceis minha vida! Quantas vezes, um bilhete velho de um amigo de infância, — uma carta, principalmente de pai ou mãe, demonstrando-nos sua afeição, dando um conselho, fazendo uma advertência, — carta deparada por acaso no fundo de uma gaveta, levou-nos de novo a esses dias passados em que vivemos todos juntos, trabalhando e sofrendo unidos, e ajudando-nos uns aos outros! E essas recordações nos despertaram também a de que não fomos sempre bastante indulgentes, bastante obedientes e amantes: e pusemo-nos a corrigir os erros. Oh! Não será estéril a lembrança de hoje! Meu pai, minha mãe, vou reler vossas cartas, escutar vossas advertências, e a satisfação que não vos dei, quando estáveis a meu lado, vós a tereis agora. Conta-se de uma mãe que, na idade em que a filho começava a compreender e sentir, o levou em frente ao retrato do pai e lhe disse: Jura que te esforçarás para ser digno dele! O menino jurou, e, por vezes, se detinha ante o retrato que parecia olhá-lo, e assim o interpelava: Meu pai, está contente comigo? Eis a minha promessa de hoje: Sim, eu me farei digno de vós, ó meus mortos muito amados! Vós me haveis de ver fiel a Deus, fiel a meus deveres, fiel aos vossos exemplos. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório

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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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