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- URGENTE: PADRE MARCELO ROSSI SOFRE ATAQUE DURANTE MISSA AO VIVO NA CANÇÃO NOVA
PEDIDO DE ORAÇÃO URGENTE: PADRE MARCELO ROSSI SOFREU ATAQUE NA CANÇÃO NOVA. Durante a missa de encerramento no acampamento PHN que reuniu centenas de milhares de jovens católicos na Canção Nova, uma mulher ainda não identificada subiu no altar enquanto o Padre Marcelo Rossi realizava a homilia e empurrou-o para a parte de baixo. No mesmo momento a transmissão ao vivo foi pausada. Em seguida o Padre Marcelo voltou ao altar, passou por um rápido exame com os paramédicos e decidiu continuar celebração da Santa Missa! Veja o vídeo: O Padre em seguida confirmou a todos que faria um B.O., mas este B.O. seria diferente! Diante de todos ele levantou a Bíblia Sagrada e disse: Bíblia e Oração
- URGENTE: PADRE MARCELO ROSSI SOFRE ATAQUE DURANTE MISSA AO VIVO NA CANÇÃO NOVA
PEDIDO DE ORAÇÃO URGENTE: PADRE MARCELO ROSSI SOFREU ATAQUE NA CANÇÃO NOVA. Durante a missa de encerramento no acampamento PHN que reuniu centenas de milhares de jovens católicos na Canção Nova, uma mulher ainda não identificada subiu no altar enquanto o Padre Marcelo Rossi realizava a homilia e empurrou-o para a parte de baixo. No mesmo momento a transmissão ao vivo foi pausada. Em seguida o Padre Marcelo voltou ao altar, passou por um rápido exame com os paramédicos e decidiu continuar celebração da Santa Missa! Veja o vídeo: O Padre em seguida confirmou a todos que faria um B.O., mas este B.O. seria diferente! Diante de todos ele levantou a Bíblia Sagrada e disse: Bíblia e Oração
- O QUE DEVEMOS FAZER? – Meditação de Scott Hahn sobre o Evangelho do 15º Domingo do Tempo Comum
Devemos amar a Deus e ao nosso próximo com toda a força do nosso ser, como o doutor da Lei responde a Jesus no Evangelho desta semana. Este mandamento não está distante de nós, nem é tão misterioso — já está inscrito em nossos corações e no livro das Sagradas Escrituras. “Esta palavra está bem ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir”, diz Moisés na primeira leitura desta semana. Jesus diz a seu questionador a mesma coisa: “Faze isso e viverás”. O doutor da Lei, no entanto, quer saber onde poderia delimitar a fronteira. Esse é o motivo por trás de sua pergunta: “E quem é o meu próximo?” Em sua compaixão, o samaritano na parábola de Jesus revela a ilimitada misericórdia de Deus, que desceu até nós quando ainda estávamos caídos no pecado, quase mortos, incapazes de nos levantar. Jesus é “a imagem do Deus invisível”, diz a Epístola desta semana. Nele, o amor de Deus chegou até bem perto de nós. Pelo “sangue da Sua Cruz” — despido, espancado, entregue à morte, suportando em Seu próprio corpo os sofrimentos de “seus próximos” — salvou-nos das correntes do pecado, reconciliando-nos com Deus e com nossos irmãos. Como o samaritano, Ele paga por nós o preço que devíamos, cura as feridas do pecado, derrama sobre nós o óleo e o vinho dos sacramentos, confia-nos ao cuidado de Sua Igreja, até que Ele retorne para nós. O nosso amor deve ser como o Seu, que não conhece limites. Devemos amar como fomos amados, fazer pelos outros o que Ele fez por nós, unindo todas as coisas em Seu Corpo, que é a Igreja. Devemos amar como o cantor do Salmo desta semana: como aqueles cujas orações foram atendidas, cujas vidas foram salvas, que conheceram o tempo de Sua graça, que viram Deus, em Sua grande misericórdia, voltar-se para nós. Eis o amor que leva à vida eterna, o amor que Jesus ordena hoje a cada um de nós: “Vai e faze a mesma coisa”. https://stpaulcenter.com/what-we-must-do-scott-hahn-reflects-on-the-fifteenth-sunday-in-ordinary-time/
- A RELIGIÃO AINDA PODE DESEMPENHAR ALGUM PAPEL, NA HISTÓRIA PRESENTE E FUTURA? – Respondeu o filósofo
Sim. Creio que o homem é inevitavelmente religioso — ou irreligioso, o que é uma forma de religião. O homem tem uma vida limitada, um horizonte misterioso na sua vida. E o significado da vida humana, globalmente, depende do que a pessoa considere como seu término. Se sei que minha morte significa a aniquilação, as coisas têm um sentido; se a morte é o começo de outra forma de vida, então o sentido é outro. Portanto, para que eu saiba o que vou fazer, e para fazer algo responsavelmente, preciso contar com outra vida, ou então excluí-la e ter uma situação “agônica”, nas palavras de Unamuno. Por conseguinte, a dimensão religiosa afeta o homem, queira ou não. O que acontece é que muitos homens, hoje, querem evitar o problema. Agora há homens que aceitam a ideia da aniquilação com uma estranha naturalidade. Aceitam-na sem mais, parece-lhes bom, óbvio. A ideia da aniquilação deixaria Unamuno simplesmente desesperado. Ele dizia: “Eu não me demito da vida. Serei destituído dela”. Pensei muito sobre como o homem contemporâneo aceita com tanta naturalidade a mortalidade total. E cheguei a uma conclusão que não sei se é verdadeira: é pelo anseio de segurança. O homem tem uma paixão pela segurança, social e outras. E o desejo de segurança conduz à certeza da aniquilação. Porque uma pessoa que tem fé em outra vida sempre tem dúvidas. Dúvidas, no mínimo, quanto ao desenlace: vai salvar-se, vai ser condenado? Isso é inseguro. Mesmo supondo que tivesse fé total em sua salvação, como será a outra vida? Isso também é inseguro. E a insegurança horroriza o homem de nossa época. Ele prefere aniquilação à insegurança. Mas a longo prazo, isso não se pode sustentar, e por isso aparece o elemento religioso. Mas a importância do religioso não quer dizer forçosamente a importância do cristianismo, muito menos a influência do papa João Paulo II e de suas viagens. A propósito, o que é mais importante no papa atual [João Paulo II] é que ele está devolvendo à religião o seu caráter religioso. Há uma ideia muito difundida de que os problemas do homem, ou os males do homem, são de caráter econômico e social. Muitos o são, mas não os mais importantes. O fato de que o homem envelheça, de que tenha de morrer um dia e não saiba o que vai acontecer com ele — nada disso tem a ver com a economia ou com o regime político ou social. São problemas absolutamente últimos de todo homem, em toda época, em toda situação. São problemas que estamos tentando ocultar, negar, supondo que tal ou qual sistema político, social ou econômico poderá solucioná-los. (“Uma entrevista com Julián Marias”, Suplemento Cultura, jornal O Estado de São Paulo, 12/10/1980) #JuliánMariascomJoãoPauloII
- O SENTIDO SOBRENATURAL DA EDUCAÇÃO CATÓLICA
O padre italiano Agostino Gemelli, OFM, que era médico psiquiatra (famoso também pelo julgamento desfavorável a respeito dos estigmas do Padre Pio), escreveu essas palavras interessantes sobre o sentido sobrenatural da educação católica, no prefácio ao livro Psicologia do caráter, do seu colega psiquiatra Rudolf Allers: “Ninguém dá tão grande importância à questão da educação, como o católico. É natural. Para os católicos a educação só pode ser sobrenatural e, portanto, um assunto da Igreja. Esta educa, mesmo quando transfere aos pais (ou, por intermédio deles, ao Estado) aquela sua tarefa. É por isso que o problema da educação constitui o núcleo central da vida católica. Todos conhecem, porém, os obstáculos que nós, educadores, encontramos, a cada passo, em nossa jornada de esforços educativos. Se um homem quer realizar um ideal, deve desenvolver em si mesmo uma personalidade e formá-la segundo esse ideal; se essa formação deve ser sobrenatural, os obstáculos do mundo em que vivemos e aqueles — ainda mais difíceis de avaliar — da vida de nossas paixões, de nossos sentimentos e de nossas inclinações, se oporão à realização desse ideal. O mundo exterior age no sentido de uma dispersão e uma divisão da unidade interior, pela influência das coisas apenas temporais e de finalidade limitada, que encobrem ao olhar os ideais eternos e mais elevados. Paixões, inclinações, sentimentos são também obstáculos àquilo que é, ao mesmo tempo, a expressão e o mais belo fruto de nosso caráter — a Vontade. É um domínio extremamente obscuro, aquele em que empregamos — sem distinção precisa e, muitas vezes, de modo errado — palavras tais como: paixão, instinto, tendência, emoção, sentimento, etc. Aquele que deve resolver questões educativas, e conhece toda a dificuldade do problema da educação, sabe que este é um domínio de investigação difícil e experiência dolorosa.” (Prefácio ao livro de Rudolf Allers. Psicologia do caráter. Rio, Agir, 1956)
- Cantora Católica se apresenta em competição no programa Raul Gil e impressiona os jurados
No último final de semana a Cantora Católica Nazaré Araújo se apresentou no novo quadro musical do programa Raul Gil chamado Shadow Brasil e conseguiu impressionar os jurados da competição, conseguindo a maior pontuação. Confira o vídeo abaixo: Shadow Brasil é um novo quadro de competição musical no Programa Raul Gil disputado por jovens e adultos. Os concorrentes se apresentam no palco do programa cantando grandes clássicos e sucessos do momento. O diferencial do quadro é a forma como os candidatos irão se apresentar. Cada um deles terá um minuto para impressionar os jurados, pois estarão escondidos, mostrando apenas a silhueta. Se conseguirem impressionar três de cinco jurados, o concorrente sairá das sombras e se revelará para o público. Caso não alcance as três estrelas o candidato não irá concluir a música e também não será revelado. Conheça um pouco sobre a cantora católica Nazaré Araújo: Nazaré Araújo, nascida em Fortaleza, casada, fonoaudióloga, professora de canto, compositora e cantora católica. Canta desde criança, mas profissionalmente a partir dos 12 anos na Paróquia Coração Imaculado de Maria no Coral de meninas Santa Maria Gorete. Em seguida participou do Grupo Canto e Louvor onde se lançou como compositora na música “Sempre Teu” que foi gravada no primeiro CD do grupo. Aos 15 anos começou a estudar canto lírico. Aos 16 anos ganhou o prêmio de melhor intérprete no concurso feito pela Comunidade Obreiros da Tardinha (COT). Em seguida se integra à Banda Filhos de Davi, onde amadureceu a sua musicalidade fazendo backing vocals para vários artistas da música católica. Aos 17 anos grava uma faixa no CD “Uma Canção para a Padroeira” pela gravadora Paulinas Comep após ter participado do concurso de músicas Marianas em Aparecida-Sp. Em 2004 lança com a Banda Filhos de Davi o CD “Deus Forte” e mais uma vez se lança como compositora na letra da musica “Apelo”. Em 2005 fez backing vocal e cantando a música “Deus Forte” juntamente com a Banda Filhos de Davi que foi a banda base do DVD de 15 anos da gravadora Codimuc. Em 2006 obedece à voz de Deus… se lança em carreira solo. A partir daí começa o caminho do amadurecimento espiritual e a entrega total de sua vida nas mãos de Deus. Em 2008 se torna leiga do Instituto Toca de Assis. Destaques para a participação no musical ” São Pio” interpretando a música ” Fica Senhor Comigo”. Em 2008 e 2009 participa do evento nacional promovido pela comunidade Shalom (Halleluya), dentre outros eventos, se lançando oficialmente como cantora solo. Em 2010 começa a gravação de vídeos em seu canal do Youtube. A partir daí começa a realizar missões por todo o Brasil. Em 2011, participa do projeto Louvor Acústico 1, onde reuniu artistas católicos de todo o Brasil, assim como em 2012 participou da gravação do DVD “Bote Fé”, em preparação para a Jornada Mundial da Juventude. Em maio de 2013, lança o seu primeiro CD solo, intitulado “Substancial”, que tem como principal objetivo transmitir a palavra de Deus à todas as pessoas. Em julho do mesmo ano recebe um convite muito especial: cantar para o Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Foram três apresentações: um dueto coma cantora Fafá de Belém na música “Eu sou de lá”, outro dueto com o cantor espanhol Migueli e na noite de Adoração, mais um dueto com o cantor Davidson Silva na música “Jesus Christ You Are My Life”. Atualmente Nazaré continua sua missão realizando pregações, workshops e shows por todo o Brasil. Assista ao clipe de uma de suas músicas do CD Substancial: Será que antes de vencer o programa ela cantará uma música católica? Seu fãs esperam que sim! #MúsicaCatólica
- Cantora Católica se apresenta em competição no programa Raul Gil e impressiona os jurados
No último final de semana a Cantora Católica Nazaré Araújo se apresentou no novo quadro musical do programa Raul Gil chamado Shadow Brasil e conseguiu impressionar os jurados da competição, conseguindo a maior pontuação. Confira o vídeo abaixo: Shadow Brasil é um novo quadro de competição musical no Programa Raul Gil disputado por jovens e adultos. Os concorrentes se apresentam no palco do programa cantando grandes clássicos e sucessos do momento. O diferencial do quadro é a forma como os candidatos irão se apresentar. Cada um deles terá um minuto para impressionar os jurados, pois estarão escondidos, mostrando apenas a silhueta. Se conseguirem impressionar três de cinco jurados, o concorrente sairá das sombras e se revelará para o público. Caso não alcance as três estrelas o candidato não irá concluir a música e também não será revelado. Conheça um pouco sobre a cantora católica Nazaré Araújo: Nazaré Araújo, nascida em Fortaleza, casada, fonoaudióloga, professora de canto, compositora e cantora católica. Canta desde criança, mas profissionalmente a partir dos 12 anos na Paróquia Coração Imaculado de Maria no Coral de meninas Santa Maria Gorete. Em seguida participou do Grupo Canto e Louvor onde se lançou como compositora na música “Sempre Teu” que foi gravada no primeiro CD do grupo. Aos 15 anos começou a estudar canto lírico. Aos 16 anos ganhou o prêmio de melhor intérprete no concurso feito pela Comunidade Obreiros da Tardinha (COT). Em seguida se integra à Banda Filhos de Davi, onde amadureceu a sua musicalidade fazendo backing vocals para vários artistas da música católica. Aos 17 anos grava uma faixa no CD “Uma Canção para a Padroeira” pela gravadora Paulinas Comep após ter participado do concurso de músicas Marianas em Aparecida-Sp. Em 2004 lança com a Banda Filhos de Davi o CD “Deus Forte” e mais uma vez se lança como compositora na letra da musica “Apelo”. Em 2005 fez backing vocal e cantando a música “Deus Forte” juntamente com a Banda Filhos de Davi que foi a banda base do DVD de 15 anos da gravadora Codimuc. Em 2006 obedece à voz de Deus… se lança em carreira solo. A partir daí começa o caminho do amadurecimento espiritual e a entrega total de sua vida nas mãos de Deus. Em 2008 se torna leiga do Instituto Toca de Assis. Destaques para a participação no musical ” São Pio” interpretando a música ” Fica Senhor Comigo”. Em 2008 e 2009 participa do evento nacional promovido pela comunidade Shalom (Halleluya), dentre outros eventos, se lançando oficialmente como cantora solo. Em 2010 começa a gravação de vídeos em seu canal do Youtube. A partir daí começa a realizar missões por todo o Brasil. Em 2011, participa do projeto Louvor Acústico 1, onde reuniu artistas católicos de todo o Brasil, assim como em 2012 participou da gravação do DVD “Bote Fé”, em preparação para a Jornada Mundial da Juventude. Em maio de 2013, lança o seu primeiro CD solo, intitulado “Substancial”, que tem como principal objetivo transmitir a palavra de Deus à todas as pessoas. Em julho do mesmo ano recebe um convite muito especial: cantar para o Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Foram três apresentações: um dueto coma cantora Fafá de Belém na música “Eu sou de lá”, outro dueto com o cantor espanhol Migueli e na noite de Adoração, mais um dueto com o cantor Davidson Silva na música “Jesus Christ You Are My Life”. Atualmente Nazaré continua sua missão realizando pregações, workshops e shows por todo o Brasil. Assista ao clipe de uma de suas músicas do CD Substancial: Será que antes de vencer o programa ela cantará uma música católica? Seu fãs esperam que sim! #MúsicaCatólica
- Sobre a queda dos católicos no Brasil
A cada ano observamos estatísticas que mostram a diminuição dos católicos no Brasil, fazemos essa constatação não somente pelas estatísticas, mas principalmente pelo esvaziamento das filas de confissão e pela deterioração moral da sociedade com a qual convivemos diariamente. Mesmo com tantos sinais, pouco ouvimos falar sobre as principais razões da queda dos católicos no Brasil, nem mesmo a CNBB se preocupa, porém Dom Henrique Soares percebeu e neste breve comentário veio nos apresentar uma das principais causas! Para alguns, que participam de igrejas em grandes centros, pode parecer estranho falar na “queda de católicos” quando a igreja que frequentam está cheia, entretanto o número dos que não vão à Igreja é muito maior. São os chamados “Católicos de IBGE”. Uma pesquisa feita em 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, em preparação para o sínodo arquidiocesano de SP, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical ; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Antes de ler o comentário de Dom Henrique Soares, vamos entender o que são os católicos de IBGE e a realidade dos católicos no Brasil. CATÓLICOS DE IBGE Desde 1940, quando era estimado que quase 100% da população era católica (como vemos no gráfico do final da página), muita coisa mudou. A Igreja Católica perdeu espaço para protestantes, assim como outras denominações religiosas. Mesmo assim, atualmente mais de 60% dos brasileiros se declaram católicos. Porém, como poderemos ver mais abaixo, nem todo aquele que se diz católico, age realmente como católico. Vamos analisar algumas estimativas: No Brasil, aproximadamente 85% da população se diz cristã. Sendo aproximadamente 65% de católicos. Agora, se observarmos entre os católicos, apenas 5% dos que se declaram católicos frequentam a missa todos os domingos, como demonstrado na pesquisa realizada na Arquidiocese de São Paulo, o que é muito grave, pois frequentar a missa todos os domingos é um dos mais importantes mandamentos. Desses 5% que vão à missa todo domingo, muitos vivem de forma irregular, ou seja, fora da graça de Deus, o que significa que não podem receber a comunhão enquanto não regularizarem esta situação, muitas vezes sendo necessário uma drástica mudança de atitudes acompanhada da confissão sacramental. Alguns exemplos de irregularidades graves, frequentes entre católicos: Casais que vivem juntos sem serem casados, ou um casamento de segunda união… namoro indecente… filiação a partidos comunistas… defender o aborto ou ideologia de gênero… vivência da prática homossexual… Não se confessar periodicamente (a igreja recomenda que a confissão seja feita com frequência, ou seja, uma vez por mês), etc… Na pratica, fica abaixo de 1% o número daqueles que frequentam a missa todos os domingos e que buscam a confissão sacramental com frequência e vivem na graça de Deus, observando os mandamentos e a doutrina da santa Igreja. Com base nisso, é possível estimar que mais de 95% dos católicos no Brasil vivem em estado de pecado mortal sem se preocuparem com a própria salvação. Qualquer pecado grave nos faz perder a graça de Deus e nos torna merecedores do inferno. Por exemplo: – faltar missas dominicais ou de preceito por preguiça e/ou comodismo; – ter ódio do próximo; – frequentar falsas doutrinas; – viver em situação de adultério (amasiamento, segunda união), prática sexual fora do matrimônio, pornografia e masturbação, frequentar ambientes gravemente pecaminosos (boates, discotecas, carnavais, bailes funks, festas raves, etc.); – evitar filhos por meios artificiais; – abortar ou apoiar o aborto; – ingressar, apoiar ou votar em partidos ou organizações de cunho socialista/comunista ou que defendem o aborto e a ideologia de gênero; – prejudicar o próximo com calúnias e difamações; – etc, etc, etc… a lista é grande… (É sempre útil recordar que um pecado para ser grave, além da matéria grave, necessita que se tenha conhecimento de causa e vontade deliberada. Para entender melhor sobre pecado mortal, leia este artigo. ) Enfim, podemos chegar à conclusão que são muitos os que se declaram católicos, mas em muitos pontos não pensam e nem tem atitudes de católicos! Estes são os católicos de IBGE, que na teoria se declaram católicos mas que na prática acreditam que todas as religiões são boas… Que placa de igreja não salva ninguém… Que o que importa é o amor… Etc., o que difere daquilo que ensina a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Leia também: A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS SOBRE A QUEDA DOS CATÓLICOS NO BRASIL Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! A Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo FROUXO e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de ACORDO COM A FÉ CATÓLICA! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE Leia também: O falso conceito de Caridade e a falsa confiança na Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno A VALORIZAÇÃO DA EUCARISTIA Arquidiocese de São Paulo, 20 de Junho de 2019 ( CNBB Reginal Sul 1 ) – Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a nossa Arquidiocese. Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua paixão, morte e ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o “Sacramento da Igreja”, que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão. Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do Sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha. Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo #Brasil #Doutrina #Catequese #Ecumenismo #Protestantismo
- Sobre a queda dos católicos no Brasil
A cada ano observamos estatísticas que mostram a diminuição dos católicos no Brasil, fazemos essa constatação não somente pelas estatísticas, mas principalmente pelo esvaziamento das filas de confissão e pela deterioração moral da sociedade com a qual convivemos diariamente. Mesmo com tantos sinais, pouco ouvimos falar sobre as principais razões da queda dos católicos no Brasil, nem mesmo a CNBB se preocupa, porém Dom Henrique Soares percebeu e neste breve comentário veio nos apresentar uma das principais causas! Para alguns, que participam de igrejas em grandes centros, pode parecer estranho falar na “queda de católicos” quando a igreja que frequentam está cheia, entretanto o número dos que não vão à Igreja é muito maior. São os chamados “Católicos de IBGE”. Uma pesquisa feita em 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, em preparação para o sínodo arquidiocesano de SP, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical ; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Antes de ler o comentário de Dom Henrique Soares, vamos entender o que são os católicos de IBGE e a realidade dos católicos no Brasil. CATÓLICOS DE IBGE Desde 1940, quando era estimado que quase 100% da população era católica (como vemos no gráfico do final da página), muita coisa mudou. A Igreja Católica perdeu espaço para protestantes, assim como outras denominações religiosas. Mesmo assim, atualmente mais de 60% dos brasileiros se declaram católicos. Porém, como poderemos ver mais abaixo, nem todo aquele que se diz católico, age realmente como católico. Vamos analisar algumas estimativas: No Brasil, aproximadamente 85% da população se diz cristã. Sendo aproximadamente 65% de católicos. Agora, se observarmos entre os católicos, apenas 5% dos que se declaram católicos frequentam a missa todos os domingos, como demonstrado na pesquisa realizada na Arquidiocese de São Paulo, o que é muito grave, pois frequentar a missa todos os domingos é um dos mais importantes mandamentos. Desses 5% que vão à missa todo domingo, muitos vivem de forma irregular, ou seja, fora da graça de Deus, o que significa que não podem receber a comunhão enquanto não regularizarem esta situação, muitas vezes sendo necessário uma drástica mudança de atitudes acompanhada da confissão sacramental. Alguns exemplos de irregularidades graves, frequentes entre católicos: Casais que vivem juntos sem serem casados, ou um casamento de segunda união… namoro indecente… filiação a partidos comunistas… defender o aborto ou ideologia de gênero… vivência da prática homossexual… Não se confessar periodicamente (a igreja recomenda que a confissão seja feita com frequência, ou seja, uma vez por mês), etc… Na pratica, fica abaixo de 1% o número daqueles que frequentam a missa todos os domingos e que buscam a confissão sacramental com frequência e vivem na graça de Deus, observando os mandamentos e a doutrina da santa Igreja. Com base nisso, é possível estimar que mais de 95% dos católicos no Brasil vivem em estado de pecado mortal sem se preocuparem com a própria salvação. Qualquer pecado grave nos faz perder a graça de Deus e nos torna merecedores do inferno. Por exemplo: – faltar missas dominicais ou de preceito por preguiça e/ou comodismo; – ter ódio do próximo; – frequentar falsas doutrinas; – viver em situação de adultério (amasiamento, segunda união), prática sexual fora do matrimônio, pornografia e masturbação, frequentar ambientes gravemente pecaminosos (boates, discotecas, carnavais, bailes funks, festas raves, etc.); – evitar filhos por meios artificiais; – abortar ou apoiar o aborto; – ingressar, apoiar ou votar em partidos ou organizações de cunho socialista/comunista ou que defendem o aborto e a ideologia de gênero; – prejudicar o próximo com calúnias e difamações; – etc, etc, etc… a lista é grande… (É sempre útil recordar que um pecado para ser grave, além da matéria grave, necessita que se tenha conhecimento de causa e vontade deliberada. Para entender melhor sobre pecado mortal, leia este artigo. ) Enfim, podemos chegar à conclusão que são muitos os que se declaram católicos, mas em muitos pontos não pensam e nem tem atitudes de católicos! Estes são os católicos de IBGE, que na teoria se declaram católicos mas que na prática acreditam que todas as religiões são boas… Que placa de igreja não salva ninguém… Que o que importa é o amor… Etc., o que difere daquilo que ensina a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Leia também: A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS SOBRE A QUEDA DOS CATÓLICOS NO BRASIL Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! A Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo FROUXO e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de ACORDO COM A FÉ CATÓLICA! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE Leia também: O falso conceito de Caridade e a falsa confiança na Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno A VALORIZAÇÃO DA EUCARISTIA Arquidiocese de São Paulo, 20 de Junho de 2019 ( CNBB Reginal Sul 1 ) – Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a nossa Arquidiocese. Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua paixão, morte e ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o “Sacramento da Igreja”, que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão. Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do Sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha. Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo #Brasil #Doutrina #Catequese #Ecumenismo #Protestantismo
- Santa Missa: “A Liturgia não é show, nem espetáculo” – Papa Bento XVI
“Se os homens compreendessem o valor da Santa Missa, para cada Missa seria necessário chamar os guardas, a fim de manterem em ordem as multidões de gente nas igrejas” São Padre Pio de Pietrelcina Assista ao vídeo abaixo: Importantes observações do Papa Bento XVI, o então Cardeal Joseph Ratzinger, sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”. “Diria que uma Igreja que procura ser acima de tudo atrativa já está no caminho errado. Pois a Igreja não trabalha por si, não trabalha para aumentar seus próprios números, e assim o seu poder” (Papa Bento XVI) Palavras ditas antes de celebração da Santa Missa de despedida da visita pastoral de sua santidade Papa Bento XVI , em Aquilea e Venecia , 7 e 8 de maio de 2011: “Em respeito destes divinos mistérios que estamos celebrando em comunhão com sua santidade o Papa Bento XVI, recolhamo-nos em silêncio orante. Portanto, não se aplauda mais, nem sequer durante a homilia, e não se usem bandeiras, nem cartazes”. Cardeal Pacelli, futuro Papa Pio XII: “Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa insistência de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua LITURGIA, na sua teologia e na sua alma (…) Virá o dia em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera” Assista também: E nós, leigos, não podemos ser covardes, e devemos assumir nossas culpas e também nossas responsabilidades. Vejamos o que diz o Cânon 212 no parágrafro 3: §3.”De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, os leigos têm o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvado a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis” O que falam os Santos sobre a Santa Missa: “O Martírio não é nada em comparação com a Missa, porque o martírio é o sacrifício do homem a Deus, mas a Missa é o sacrifício de Deus ao homem” (Santo Cura d’Ars) “Tanto Vale a Celebração da Santa Missa, quanto vale a morte de Jesus na cruz” (São Tomás de Aquino) ”O altar de nossas igrejas não é diferente do altar do Gólgota; pois ele também é um monte encimado por uma cruz e por um Crucificado, e é nele que se realiza a reconciliação entre Deus e o homem” (Papa Pio XII) “O homem deve tremer, o mundo deve fremir, o céu inteiro deve comover-se, quando, sobre o altar, nas mãos do Sacerdote, aparece o Filho de Deus” (São Francisco de Assis) “Toda a cólera e indignação de Deus se desfaz diante desta oferta” (Santo Alberto Magno) “Sem a Santa Missa, que seria de nós? Tudo parecia neste mundo, pois somente ela pode deter o braço de Deus” (Santa Teresa de Jesus) Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério “Sem a Missa, a terra já teria sido aniquilada, há muito tempo, por causa dos pecados dos homens” (Santo Afonso) “Seria mais fácil que a terra se mantivesse sem o Sol, do que sem a Missa” (São Padre Pio) “Creio que, se não fosse a Missa; a estas horas o mundo já estaria afundado debaixo do peso dos seus pecados. É a Missa o poderoso sustentáculo que o conserva” (São Leonardo de Porto Maurício) “Ó povos encanados, que estais fazendo? Por que é que não ides correndo para as igrejas para lá ouvirdes todas as Missas que puderdes? Por que é que não quereis imitar os Anjos que, quando se celebra a Santa Missa, descem do Paraíso em grande número e vêm ficar ao redor do altar em adoração, intercedendo por nós”? (São Leonardo de Porto Maurício) “O próprio Deus não pode fazer que haja uma ação mais santa nem maior do que a celebração de uma Santa Missa” (Santo Afonso) “Com a oração pedimos mais graças a Deus; mas na Santa Missa obrigamos a Deus a no-las conceder” (São Felipe Neri) “Fica certo de que a quem ouve devotadamente a Santa Missa, eu lhe mandarei nos últimos instantes de sua vida tantos dos meus Santos para confortá-lo e protegê-lo, quantas tiverem sido as Missas por ele bem ouvidas” (Santa Gertrudes) “Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa, com quanto maior fervor nos poríamos a ouvi-las” (Santo Cura d’Ars) “Fica sabendo, ó cristão, que a Missa é o ato mais santo da Religião: tu não poderias fazer nada de mais glorioso em honra de Deus, e nada de mais vantajoso para a tua alma do que ouvir piedosamente a Santa Missa, e quanto mais vezes te for possível” (São Pedro Julião Eymard) “Temos mais merecimento em ouvir devotamente uma Santa Missa, do que distribuindo aos pobres todos os nossos bens, ou saindo em peregrinação por toda a Terra” (São Bernardo) “Todos os passos que alguém dá para ir ouvir a Santa Missa são contados por um Anjo e por eles Deus lhe concederá um prêmio muito grande nesta vida e na eternidade” (Santo Agostinho) “Como fica feliz o Anjo da Guarda, quando acompanha uma alma que vai à Santa Missa” (Santo Cura d’Ars) “Quando eu vir que já não posso mais celebrar, tratai-me como um morto” (São Francisco Xavier Bianchi) “A Missa é a devoção dos Santos” (Santo Cura d’Ars) “A Missa é o meu céu na terra” (São Lourenço de Brindisi) “A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que ele nos teve; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que ele nos fez” (São Boaventura) “Tende grande cuidado em ir à Santa Missa, mesmo nos dias da semana, ainda que para isto tenhais que sofrer algum incômodo. Pois com isso obtereis do Senhor toda sorte de bênçãos” (São João Bosco) “O Sacrifício do altar será para nós uma Hóstia (Vítima) verdadeiramente aceita a Deus, quando nós mesmos fizermos vítimas” (São Gregório Magno) “Ir à Missa quer dizer ir ao Calvário para encontrar-nos com ele, o nosso Redentor” (Beato João Paulo II) “Não se pode separar a Santíssima Eucaristia da Paixão de Jesus”, assim gemia entre lágrimas (Santo André Avelino) Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah “Quando assistires à Santa Missa, concentra-te todo no tremendo mistério que está acontecendo diante dos teus olhos: a Redenção de tua alma e a Reconciliação com Deus” (São padre Pio) “Uma vez perguntaram para São Padre Pio , Padre, como é que devemos participar na Santa Missa?” E o Padre respondeu: “Como Nossa Senhora, São João e as piedosas mulheres no Calvário” São João Bosco lamentava amargamente o procedimento de cristãos que, na igreja, ficavam “voluntariamente distraídos, sem modéstia, sem atenção, sem respeito, de pé, olhando para cá e para lá… Esses tais não assistem ao Divino Sacrifício como Maria e João, mas como os judeus, pregando de novo a Jesus na cruz” “Os meus olhos eu os enchi de Jesus, pois fiquei olhando para Ele na hora da elevação da Hóstia na Santa Missa, e não quero que eles se detenham sobre nenhuma outra figura” (Santa Coleta) “Meus filhos, como eu vos poderei explicar a Santa Missa? A Santa missa é infinita como Jesus… Pergunta a um Anjo o que é a Missa, e ele vos responderá com toda a verdade: eu sei o que ela é e porque se celebra; contudo, eu não sei o tamanho do valor que ela tem. Um anjo, mil Anjos do Céu sabem disso e assim pensam” (Padre Pio de Pietrelcina) “Nenhuma língua humana pode contar os favores, que nascem, como de uma fonte, do Sacrifício da Missa: o pecador que se reconcilia com Deus, o justo que se torna mais justo, as culpas que são canceladas, os vícios que são erradicados, as virtudes e os méritos que crescem, as insídias do diabo que são confundidas” (São Lourenço Justiniano) “Aquele que participa muitas vezes da Santa Missa terá uma santa morte” (São José Cottolengo) “A participação de muitas Missas é um sinal de predestinação” (São João Bosco) #AbusosLitúrgicos #Liturgia #SantaMissa
- Santa Missa: “A Liturgia não é show, nem espetáculo” – Papa Bento XVI
“Se os homens compreendessem o valor da Santa Missa, para cada Missa seria necessário chamar os guardas, a fim de manterem em ordem as multidões de gente nas igrejas” São Padre Pio de Pietrelcina Assista ao vídeo abaixo: Importantes observações do Papa Bento XVI, o então Cardeal Joseph Ratzinger, sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”. “Diria que uma Igreja que procura ser acima de tudo atrativa já está no caminho errado. Pois a Igreja não trabalha por si, não trabalha para aumentar seus próprios números, e assim o seu poder” (Papa Bento XVI) Palavras ditas antes de celebração da Santa Missa de despedida da visita pastoral de sua santidade Papa Bento XVI , em Aquilea e Venecia , 7 e 8 de maio de 2011: “Em respeito destes divinos mistérios que estamos celebrando em comunhão com sua santidade o Papa Bento XVI, recolhamo-nos em silêncio orante. Portanto, não se aplauda mais, nem sequer durante a homilia, e não se usem bandeiras, nem cartazes”. Cardeal Pacelli, futuro Papa Pio XII: “Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa insistência de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua LITURGIA, na sua teologia e na sua alma (…) Virá o dia em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera” Assista também: E nós, leigos, não podemos ser covardes, e devemos assumir nossas culpas e também nossas responsabilidades. Vejamos o que diz o Cânon 212 no parágrafro 3: §3.”De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, os leigos têm o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvado a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis” O que falam os Santos sobre a Santa Missa: “O Martírio não é nada em comparação com a Missa, porque o martírio é o sacrifício do homem a Deus, mas a Missa é o sacrifício de Deus ao homem” (Santo Cura d’Ars) “Tanto Vale a Celebração da Santa Missa, quanto vale a morte de Jesus na cruz” (São Tomás de Aquino) ”O altar de nossas igrejas não é diferente do altar do Gólgota; pois ele também é um monte encimado por uma cruz e por um Crucificado, e é nele que se realiza a reconciliação entre Deus e o homem” (Papa Pio XII) “O homem deve tremer, o mundo deve fremir, o céu inteiro deve comover-se, quando, sobre o altar, nas mãos do Sacerdote, aparece o Filho de Deus” (São Francisco de Assis) “Toda a cólera e indignação de Deus se desfaz diante desta oferta” (Santo Alberto Magno) “Sem a Santa Missa, que seria de nós? Tudo parecia neste mundo, pois somente ela pode deter o braço de Deus” (Santa Teresa de Jesus) Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério “Sem a Missa, a terra já teria sido aniquilada, há muito tempo, por causa dos pecados dos homens” (Santo Afonso) “Seria mais fácil que a terra se mantivesse sem o Sol, do que sem a Missa” (São Padre Pio) “Creio que, se não fosse a Missa; a estas horas o mundo já estaria afundado debaixo do peso dos seus pecados. É a Missa o poderoso sustentáculo que o conserva” (São Leonardo de Porto Maurício) “Ó povos encanados, que estais fazendo? Por que é que não ides correndo para as igrejas para lá ouvirdes todas as Missas que puderdes? Por que é que não quereis imitar os Anjos que, quando se celebra a Santa Missa, descem do Paraíso em grande número e vêm ficar ao redor do altar em adoração, intercedendo por nós”? (São Leonardo de Porto Maurício) “O próprio Deus não pode fazer que haja uma ação mais santa nem maior do que a celebração de uma Santa Missa” (Santo Afonso) “Com a oração pedimos mais graças a Deus; mas na Santa Missa obrigamos a Deus a no-las conceder” (São Felipe Neri) “Fica certo de que a quem ouve devotadamente a Santa Missa, eu lhe mandarei nos últimos instantes de sua vida tantos dos meus Santos para confortá-lo e protegê-lo, quantas tiverem sido as Missas por ele bem ouvidas” (Santa Gertrudes) “Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa, com quanto maior fervor nos poríamos a ouvi-las” (Santo Cura d’Ars) “Fica sabendo, ó cristão, que a Missa é o ato mais santo da Religião: tu não poderias fazer nada de mais glorioso em honra de Deus, e nada de mais vantajoso para a tua alma do que ouvir piedosamente a Santa Missa, e quanto mais vezes te for possível” (São Pedro Julião Eymard) “Temos mais merecimento em ouvir devotamente uma Santa Missa, do que distribuindo aos pobres todos os nossos bens, ou saindo em peregrinação por toda a Terra” (São Bernardo) “Todos os passos que alguém dá para ir ouvir a Santa Missa são contados por um Anjo e por eles Deus lhe concederá um prêmio muito grande nesta vida e na eternidade” (Santo Agostinho) “Como fica feliz o Anjo da Guarda, quando acompanha uma alma que vai à Santa Missa” (Santo Cura d’Ars) “Quando eu vir que já não posso mais celebrar, tratai-me como um morto” (São Francisco Xavier Bianchi) “A Missa é a devoção dos Santos” (Santo Cura d’Ars) “A Missa é o meu céu na terra” (São Lourenço de Brindisi) “A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que ele nos teve; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que ele nos fez” (São Boaventura) “Tende grande cuidado em ir à Santa Missa, mesmo nos dias da semana, ainda que para isto tenhais que sofrer algum incômodo. Pois com isso obtereis do Senhor toda sorte de bênçãos” (São João Bosco) “O Sacrifício do altar será para nós uma Hóstia (Vítima) verdadeiramente aceita a Deus, quando nós mesmos fizermos vítimas” (São Gregório Magno) “Ir à Missa quer dizer ir ao Calvário para encontrar-nos com ele, o nosso Redentor” (Beato João Paulo II) “Não se pode separar a Santíssima Eucaristia da Paixão de Jesus”, assim gemia entre lágrimas (Santo André Avelino) Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah “Quando assistires à Santa Missa, concentra-te todo no tremendo mistério que está acontecendo diante dos teus olhos: a Redenção de tua alma e a Reconciliação com Deus” (São padre Pio) “Uma vez perguntaram para São Padre Pio , Padre, como é que devemos participar na Santa Missa?” E o Padre respondeu: “Como Nossa Senhora, São João e as piedosas mulheres no Calvário” São João Bosco lamentava amargamente o procedimento de cristãos que, na igreja, ficavam “voluntariamente distraídos, sem modéstia, sem atenção, sem respeito, de pé, olhando para cá e para lá… Esses tais não assistem ao Divino Sacrifício como Maria e João, mas como os judeus, pregando de novo a Jesus na cruz” “Os meus olhos eu os enchi de Jesus, pois fiquei olhando para Ele na hora da elevação da Hóstia na Santa Missa, e não quero que eles se detenham sobre nenhuma outra figura” (Santa Coleta) “Meus filhos, como eu vos poderei explicar a Santa Missa? A Santa missa é infinita como Jesus… Pergunta a um Anjo o que é a Missa, e ele vos responderá com toda a verdade: eu sei o que ela é e porque se celebra; contudo, eu não sei o tamanho do valor que ela tem. Um anjo, mil Anjos do Céu sabem disso e assim pensam” (Padre Pio de Pietrelcina) “Nenhuma língua humana pode contar os favores, que nascem, como de uma fonte, do Sacrifício da Missa: o pecador que se reconcilia com Deus, o justo que se torna mais justo, as culpas que são canceladas, os vícios que são erradicados, as virtudes e os méritos que crescem, as insídias do diabo que são confundidas” (São Lourenço Justiniano) “Aquele que participa muitas vezes da Santa Missa terá uma santa morte” (São José Cottolengo) “A participação de muitas Missas é um sinal de predestinação” (São João Bosco) #AbusosLitúrgicos #Liturgia #SantaMissa
- RUDOLF ALLERS E A PSICOTERAPIA CATÓLICA – Martin F. Echavarria
Em 1908, Rudolf Allers casou-se com Carola Meitner, irmã da Dra. Lisa Meitner, física que descobriu a “fissão nuclear” junto com Otto Hahn. A Sra. Allers também era uma pessoa com profundos interesses intelectuais e espirituais, e sua casa era um centro de reuniões, recebendo figuras importantes do mundo cultural. Já em 1913, Allers foi professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Munique, uma atividade logo interrompida, em 1914, devido ao início da Primeira Guerra Mundial. Durante a guerra, ele serviu como médico no Exército da Áustria, e escreveu seu primeiro trabalho científico, sobre um tema estritamente médico: o tratamento de ferimentos a bala. No pós-guerra, Allers se transformou em discípulo de Alfred Adler, médico e psicólogo vienense, inicialmente colaborador de Freud, de quem se separou em 1912, pelo dogmatismo extremo do criador da psicanálise e do pansexualismo que Freud defendia naquela época. Nas décadas entre 1918 e 1938, Allers trabalhou na Escola de Medicina da Universidade de Viena, primeiro no Departamento de Psicologia da Sensação e Psicologia Médica e, a partir de 1927, no Departamento de Psiquiatria. Por volta de 1925, um subgrupo formou-se dentro da escola de Adler, consciente da necessidade de uma base filosófica para a psicologia, além do descontentamento com a falta de abertura de Adler para uma visão antropológica integral, aberta à transcendência e à perspectiva religiosa. Os pontos de referência do movimento, que alguns chamam de “terceira escola vienense de psicoterapia”, foram Rudolf Allers e seu amigo Oswald Schwarz. Entre os psicanalistas, Allers contava com a amizade de Paul Schilder. Em 1927, dentro de uma discussão acalorada, esse círculo rompeu com Adler. Rudolf Allers deixou a Associação de Psicologia Individual (criada por Adler), acompanhado por Schwarz e o jovem Viktor Frankl, que era discípulo de ambos. Simpatizante deste grupo, mas sem romper com Adler, foi Oliver Brachfeld, que mais tarde divulgaria o adlerismo na Espanha e na América Latina. Consciente da necessidade de aprofundar seu conhecimento filosófico, e por sugestão de seu amigo Frei Agostino Gemelli O.F.M, Rudolf Allers mudou-se para Milão e ali formou-se em filosofia, na Universidade Católica do Sagrado Coração (1934). Estudou a filosofia neo-escolástica que era ensinada na época, logo apegando-se ao pensamento de São Tomás, autor que ele já havia lido antes, e de quem havia traduzido para o alemão De ente et essentia, assim como obras de Santo Anselmo. Outra influência importante, do ponto de vista filosófico, foi a da fenomenologia, em particular de Max Scheler. Compartilhou com Santa Edith Stein, que freqüentou sua casa e era amiga da família Allers, o interesse por uma relação mais viva entre o tomismo e os temas do pensamento contemporâneo. Allers traduziu para o inglês um artigo da santa carmelita sobre o conhecimento de Deus, e ela, por sua vez, citou em várias partes de sua obra as teorias de Allers sobre a teoria do caráter. Antes do início da Segunda Guerra Mundial, em 1938, o psiquiatra americano Francis Braceland, que Allers conheceu em 1934, o convidou para lecionar na Universidade Católica da América (Washington D.C.). Finalmente convencido por Frei Ignatius Smith O.P., Allers se estabeleceu com sua família nos Estados Unidos, responsabilizando-se pelas aulas de psicologia na Faculdade de Filosofia daquela Universidade. Depois de lecionar ali por dez anos, mudou-se em 1948 para a Universidade de Georgetown, onde atuou como professor de filosofia. A partir deste momento, Allers retirou-se da prática psicoterapêutica, dedicando os últimos anos da sua vida ao estudo e ao ensino da filosofia. Em 1957, foi nomeado professor emérito. Em 1960, a Associação Católica Americana concedeu-lhe a Medalha Cardeal Spellman-Aquinas, um reconhecimento por seu incansável trabalho como intelectual católico (este prêmio foi recebido por pessoas do calibre de Jacques Maritain e Etienne Gilson). Allers faleceu em 18 de dezembro de 1963. Escreveu e publicou muitos livros, embora ainda não haja edição completa de seus escritos. Somente duas obras do autor foram traduzidas para o português: Psicologia do caráter (Rio, Agir, 1951) e Freud, estudo crítico da psicanálise (Porto, Editora Tavares Martins, 1958). http://psicologiacattolicesimo.blogspot.com/2011/04/rudolf-allers-psicologo-cattolico.html
- Jesus era socialista?
De vez em quando somos confrontados por alguém argumentando que Cristo era socialista porque advogava em defesa dos necessitados, e não há nada mais falso. Não apenas porque o socialismo piora a condição de todos, mas porque o socialismo renega a própria natureza humana que Cristo quis elevar. Fazer do velho o novo homem não é uma ação do Estado, mas uma obra da graça que transcende a própria vida material, e essa ideia se completa com a afirmação de que o Reino de Cristo não é nesse mundo. Com o cuidado de não incorrer no erro contrário, não é possível afirmar que Cristo era um socialista. Antes, queria que entendêssemos nosso papel na salvação do nosso irmão. O mandamento é “amai-vos uns aos outros”, e esse amor não se resume em defesa do capitalismo ou do socialismo, mas na defesa da ação humana em favor dos corpos e almas que aqui estão nesse vale de lágrimas. Tradução: Gabriel Bruno #Jesus #Socialista
- OS MISTÉRIOS DA CONVERSÃO RELIGIOSA
Por que certas pessoas não conseguem acreditar em Deus? Um pensador ateu e sincero, como o romeno Emil Cioran, dizia ser uma questão de orgulho. Crer em Deus significava, para ele, humilhar-se. E admitia haver nesse fato — nessa dificuldade de admitir um Senhor supremo e absoluto de nossas vidas — um aspecto demoníaco bastante grave. A soberba, das doenças espirituais, é seguramente a mais complicada. O grande São João Clímaco contou que um noviço, a quem o superior havia repreendido por soberba, respondeu tranquilamente: “Perdão, meu pai, mas não sou soberbo.” O superior replicou: “Nada prova melhor que és, do que o fato de o ignorares.” Exemplo contrário ao do romeno Cioran é o alemão Ernst Jünger, um dos grandes escritores do século XX, autor de romances e ensaios, e que conseguiu, lentamente, despojar-se daquela soberba demoníaca tão bem localizada por Cioran. Ernst Jünger (1895-1998) buscou a si mesmo durante a vida toda — na guerra, na literatura, na ciência, na droga… Nunca conseguiu se encontrar. Buscava também a Deus, e só se encontrou consigo mesmo ao encontrar o Pai Criador, aos 102 anos de idade, alguns meses antes de morrer. É quase impossível imaginar aquele velhinho centenário professando o seu Ato de Fé católico, rezando em público o Credo e recebendo, humildemente, reverencialmente, o Corpo de Cristo pela primeira vez na vida. Mas é um fato; ocorreu na igreja de São Nepomuk, pelas mãos de padre Roland Niebel, pároco da pequena cidade de Wilflingen, de seis mil habitantes, onde vivia o romancista. O curioso é que, perto dessa aldeia, fica a Universidade de Tubingen, importante centro teológico do luteranismo. O protestante Ernst Jünger, que perdeu a fé aos treze anos, nunca poupou críticas à Igreja Luterana de sua infância, secularizada e manchada por adesões imperdoáveis ao nazismo e ao comunismo. Jünger não queria saber de pastores protestantes, preferindo, nos últimos anos de vida, a amizade de alguns padres católicos mais conservadores. Conversava, frequentemente, com o monsenhor tcheco Kubovec, foragido do comunismo, que teve papel decisivo em sua conversão e morava em uma cidade vizinha. A conversão de Ernst Jünger — o fato mais importante que ocorreu na vida desse homem — obriga-nos, agora, a reler toda a sua obra pelo ângulo dessa inesperada mudança de rumo; uma releitura iluminada por essa luz que se acendeu, milagrosamente, no último minuto da prorrogação do jogo.
- Deus é Amor
O Ser supremo, que subiste a tudo que foi criado e será ainda criado no tempo, é perfeito. O amor Nele é absoluto, da mesma forma que são Nele absolutos a beleza, a bondade, a solidariedade, a inteligência e toda e qualquer qualidade que nós, humanos, possamos imaginar. Deus não conhece o pecado porque para Ele o pecado não existe; Nele não há qualidades negativas, tudo é perfeição. Se Deus é assim, porque vivemos num mundo onde existe a maldade, o feio, o pecado? Porque muitos dizem que o nosso mundo é um verdadeiro “vale de lágrimas”, onde o sofrimento é a marca característica? Se Deus é perfeito, porque o mundo é imperfeito se foi criado por Ele? Essa pergunta já foi discutida e continua sendo discutida pelas Igrejas, pelos teológos e filosófos. Em primeiro lugar, a resposta tradicional é que Deus criou o mundo perfeito e o homem perfeito e deu a este último muitas das qualidade que Ele mesmo tem; daí a máxima: Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Entre as qualidades, a mais importante seguramente, foi a capacidade intelectiva, a capacidade de compreender e de discernir, saber qual caminho escolher. Esta qualidade chamamos de livre-arbítrio. Deus nos deu esta maravilhosa qualidade mas dentro de nossas limitações. Podemos escolher seguir o caminho da perfeição, o caminho da beleza, do amor ou podemos abdicar destes caminhos e até mesmo criar caminhos que não fazem parte da natureza de Deus. Podemos escolher conscientemente nos afastar de Deus. Quando abandonamos o caminho do amor, podemos escolher o caminho do ódio; quando abandonamos o caminho da beleza, podemos criar o caminho da degradação, do feio, do horrível. Em Deus nada disso existe, somente existe no mundo porque nós, humanos, os criamos. O caminho de Deus é perfeito, luminoso, amoroso, pacífico. Neste caminho podemos nos manter e seremos felizes. Ou podemos andar, por nossa absoluta escolha, nos caminhos escuros, naqueles caminhos que negam a natureza divina e trazem infelicidade e dor. Podmos decidir nos afastar de Deus e do seu amor. É uma questão de escolha!
- Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings?
Pode parecer contraditório, mas muitos jovens católicos que optam pela vocação do matrimônio desconhecem sua verdadeira missão! A maioria ignora solenemente as promessas que são feitas no altar, e pensam que a vida de casados consiste em viver a felicidade a dois… mas estão tremendamente equivocados. Na cerimônia do matrimônio, o casal promete diante de Deus, de livre e espontânea vontade, fidelidade um ao outro por toda a vida, amando e respeitando mesmo em situações adversas, até que a morte os separe. Por outro lado, desde que houve a legalização do divórcio na sociedade, cada vez mais casais estão fazendo uso desse recurso e desrespeitando as próprias promessas que são feitas no altar. A cada ano que passa, aumenta a proporção de casais quebram as promessas matrimoniais (na maioria das vezes sem motivos graves), de fidelidade por toda a vida, e voltam a viver suas vidas “de solteiros”, como se nunca tivessem feito uma promessa diante de Deus. Alguns ainda cometem o grave pecado do adultério, unindo-se a outras pessoas em “casamentos de segunda união” sem a bênção de Deus, vivendo, deste modo, em situação de pecado permanente. Também no matrimônio, o casal promete, diante de Deus, estarem dispostos a receber com amor todos filhos que Deus lhes confiar, educando-os na lei de Cristo e da Igreja. Portanto, neste momento, se comprometem a nunca utilizarem métodos artificiais ou mesmo naturais para evitarem filhos. Por este motivo, há algumas décadas, era muito comum encontrar famílias católicas muito numerosas, pois havia ainda uma consciência católica, e os casais viviam conforme orienta a Santa Igreja, estando sempre abertos à vida e à vontade de Deus. Com o avanço das revoluções, uma mentalidade globalista, que visa a redução populacional, invadiu as instituições, inclusive alguns membros da igreja foram contaminados com este tipo de pensamento, e criou-se uma falsa concepção de que há grande necessidade de um “planejamento familiar” e que o casal deveria ter apenas um ou dois filhos no máximo, ou então teriam muita dificuldade em criá-los e estariam contribuindo para um mundo com mais sofrimento, pois quanto maior a população mundial, haveria um consumo maior e mais pessoas passariam necessidades, causando consequentemente mais violência, doenças, etc. Além do argumento da redução populacional, outra ideia muito difundida, principalmente pelo movimento feminista, foi a de que a felicidade do casal é inversamente proporcional à quantidade de filhos, ou seja, quanto menor fosse a quantidade de filhos, melhor seria a qualidade de vida do casal, que poderiam investir mais em suas carreiras e conseguir uma estabilidade financeira que não aconteceria se apenas o pai trabalhasse e a mãe ficasse em casa para o cuidado dos filhos. Para colocar em prática o planejamento familiar e melhorar a qualidade de vida dos casais, as grandes indústrias farmacêuticas investiram pesado no desenvolvimento de métodos contraceptivos artificiais, como os preservativos e anticoncepcionais. Com isso, os casais começaram a fazer uso destes métodos para manter a meta do planejamento familiar, e isso começou a afetar até mesmo os casais católicos que, por uma má formação, passaram a desobedecer a doutrina da Santa Igreja. Há situações, entretanto, às quais a igreja abre exceções, permite que sejam utilizados métodos naturais para que haja o espaçamento entre a geração dos filhos. A Igreja não especifica exatamente as situações nas quais o espaçamento é permitido, mas delimita que hajam motivos realmente graves. Vamos citar alguns exemplos baseados na experiência de aconselhamento de alguns sacerdotes, sobre quando pode ser necessário: – Miséria extrema, quando há falta de recursos básicos, como situações em que os pais e os filhos passarão fome, acesso a medicamentos básicos, etc. – Doença grave que comprovadamente coloque em risco a vida da mãe, inclusive doenças que afetem o estado mental da Mãe e que impossibilite os cuidados básicos com a criança. – Guerras ou outras catástrofes. – Etc. *Estes são alguns exemplos genéricos, lembrando que existe a necessidade analisar cuidadosamente cada situação especificamente, e contextualizar de acordo com a realidade de cada época, localidade, etc. Para isso é recomendado o acompanhamento de bom diretor espiritual. Tendo como base essas exceções nas quais a igreja permite o espaçamento de filhos, há muitos casais que abusam e acabam colocando um espaçamento com tempo indeterminado, ou até mesmo utilizam o espaçamento para situações que não são graves, por exemplo, a aquisição de carros ou imóveis novos, viagens, bem estar financeiro, dão a desculpa do fato das escolas particulares custarem muito caro (inclusive as católicas), etc. Há relatos até de casais que acabaram de contrair matrimônio e que, mesmo sem filhos, utilizam os métodos naturais para evitar filhos como forma de postergar a chegada dos mesmos e conseguirem uma melhor situação financeira. Contudo estes motivos não são graves o suficiente para se enquadrarem nas exceções permitidas pela igreja, e acabam se tornando pecados tão graves quanto utilizar métodos contraceptivos artificiais. É recomendado que os casais, além de fazer um bom exame de consciência e da situação em que vivem, que procurem um bom diretor espiritual que ajude-os a avaliar a necessidade do espaçamento dos filhos. Entre os métodos naturais conhecidos, o método mais indicado pela igreja é conhecido como MOB – Método de Ovulação Billings. O método de Billings é uma técnica natural que tem como objetivo identificar os períodos férteis e os inférteis da mulher a partir da observação do muco cervical que pode ser identificado logo na entrada na vagina, sendo possível assim planejar ou evitar uma gestação. Como o método Billings é um método natural ele não oferece riscos à saúde da mulher, ao contrário dos anticoncepcionais que são verdadeiras bombas, e fazem grandes estragos na saúde da mulher. Na teoria o Método Billings é perfeito para os católicos pois, estatisticamente, ele é considerado mais eficaz, se feito corretamente, do que a própria camisinha e outros métodos artificiais. Em função disso há grande incidência de casais que utilizam o MOB para evitar a geração de filhos, exatamente como se fosse uma “camisinha católica”. Por este motivo ressaltamos a importância de que os casais tenham muito cuidado ao fazer uso do MOB, pois a igreja recomenda que seja utilizado com a consciência católica de que os filhos devem vir de acordo com a vontade de Deus, e não nossa. Veja a crítica feita pelo Padre Augusto Bezerra sobre considerarem o Método Billings como uma “camisinha permitida pela igreja”: É uma realidade triste. O método Billings é muito importante e possui o seu papel, mas a mentalidade revolucionária que está tão impregnada nas pessoas, inclusive católicos, faz com quequeiram fazer uso do Método Billings como uma “camisinha católica”. Isso é muito grave. A igreja não permite o uso do método Billings e nem qualquer outro método natural ou artificial para evitar filhos. A igreja apenas abre exceções para situações graves onde haja motivos graves e ocorra a necessidade do espaçamento entre os filhos. Àqueles que não querem filhos, existe uma solução: não fazer uso da relação sexual. Ainda assim, aquele(a) que é casado(a) não pode se negar ao cônjuge, ou estará cometendo outro pecado grave contra a justiça. Assista também o vídeo da Deia e do Tiba no qual eles fazem o importante alerta sobre o uso incorreto do método Billings: Saiba mais sobre os anticoncepcionais/método anticonceptivo: Mesmo sendo terminantemente proibido pela igreja, ainda há muitos casais que fazem uso de métodos contraceptivos como camisinha e DIU e medicamentos anticoncepcionais, os quais, em sua maioria, são abortivos, o que agrava ainda mais o pecado daqueles que fazem o uso. Veja alguns dados sobre o assunto: – Era usado apenas por prostitutas nos EUA até 1930; – No início do século XX, a contracepção era ilegal na maioria dos estados (EUA), e 26 deles proibiam as mulheres solteiras de ter acesso à contracepção até os anos 60. – Era considerado imoral pelas famílias e muitas nem pensavam em tocar no assunto; – No Brasil até 1970 e alguns, era crime de contravenção. – Foi uma feminista que lutou a vida toda para conseguir tornar normal e legal o uso deles nos EUA, o próximo passo dela seria o aborto, mas ela morreu antes de conseguir o feito. – Santo Agostinho diz sobre anticoncepção (na época só existia métodos primitivos de anticoncepção): “A mulher se tornou meretriz do próprio marido.” – O anticoncepcional pode ser comparado a um veneno. Imagina tomar uma pílula que para o cérebro? Que para o coração? Mas para parar o funcionamento natural do útero pode? Não deveria ser vendido em farmácias mas em lojas de venenos. (Pe Lodi) – O mecanismo da pílula é não permitir ovular, mas caso haja ovulação não permite que o óvulo se implante no útero, ou seja, é abortivo. – O coito interrompido foi castigado por Deus, segundo a bíblia com pecado de morte. Imagina os métodos de hoje? Ele pode ser comparado ao uso da camisinha onde o esperma não entra em contato com a vacina tornando assim a relação sexual antinatural. – Deus castigava as mulheres do antigo testamento com a infertilidade, hoje elas buscam a “desgraça” por vontade própria. – A pílula altera todo funcionamento normal hormonal da mulher. Uma mulher saudável que bagunça o próprio corpo para poder ter prazer sem arcar com as consequências. – Um ato sexual sem amor, pois não há sacrifício. Você toma um veneno para poder se tornar um objeto de uso do homem, sem entrega total. – Imagina amputar uma perna saudável? Porque então seria natural laquear um útero saudável? Como Deus poderia compreender isso? – A pílula ou injeção pode causar câncer, glaucoma, trombose, obesidade, hemorragia, entre outros. Se expor a tudo isso pra poder transar sem se preocupar com o “risco” de ter filhos? – DIU além de poder causar esterilidade, é abortivo pois não deixam o óvulo de implantar no útero. Fonte: Curso de extensão em Bioética do Pe Lodi. Veja neste vídeo: Equipe Templário de Maria #EducaçãodosFilhos #Casamento #Família #Matrimônio #Anticoncepcionais #Filhos #MétodoBillings
- Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings?
Pode parecer contraditório, mas muitos jovens católicos que optam pela vocação do matrimônio desconhecem sua verdadeira missão! A maioria ignora solenemente as promessas que são feitas no altar, e pensam que a vida de casados consiste em viver a felicidade a dois… mas estão tremendamente equivocados. Na cerimônia do matrimônio, o casal promete diante de Deus, de livre e espontânea vontade, fidelidade um ao outro por toda a vida, amando e respeitando mesmo em situações adversas, até que a morte os separe. Por outro lado, desde que houve a legalização do divórcio na sociedade, cada vez mais casais estão fazendo uso desse recurso e desrespeitando as próprias promessas que são feitas no altar. A cada ano que passa, aumenta a proporção de casais quebram as promessas matrimoniais (na maioria das vezes sem motivos graves), de fidelidade por toda a vida, e voltam a viver suas vidas “de solteiros”, como se nunca tivessem feito uma promessa diante de Deus. Alguns ainda cometem o grave pecado do adultério, unindo-se a outras pessoas em “casamentos de segunda união” sem a bênção de Deus, vivendo, deste modo, em situação de pecado permanente. Também no matrimônio, o casal promete, diante de Deus, estarem dispostos a receber com amor todos filhos que Deus lhes confiar, educando-os na lei de Cristo e da Igreja. Portanto, neste momento, se comprometem a nunca utilizarem métodos artificiais ou mesmo naturais para evitarem filhos. Por este motivo, há algumas décadas, era muito comum encontrar famílias católicas muito numerosas, pois havia ainda uma consciência católica, e os casais viviam conforme orienta a Santa Igreja, estando sempre abertos à vida e à vontade de Deus. Com o avanço das revoluções, uma mentalidade globalista, que visa a redução populacional, invadiu as instituições, inclusive alguns membros da igreja foram contaminados com este tipo de pensamento, e criou-se uma falsa concepção de que há grande necessidade de um “planejamento familiar” e que o casal deveria ter apenas um ou dois filhos no máximo, ou então teriam muita dificuldade em criá-los e estariam contribuindo para um mundo com mais sofrimento, pois quanto maior a população mundial, haveria um consumo maior e mais pessoas passariam necessidades, causando consequentemente mais violência, doenças, etc. Além do argumento da redução populacional, outra ideia muito difundida, principalmente pelo movimento feminista, foi a de que a felicidade do casal é inversamente proporcional à quantidade de filhos, ou seja, quanto menor fosse a quantidade de filhos, melhor seria a qualidade de vida do casal, que poderiam investir mais em suas carreiras e conseguir uma estabilidade financeira que não aconteceria se apenas o pai trabalhasse e a mãe ficasse em casa para o cuidado dos filhos. Para colocar em prática o planejamento familiar e melhorar a qualidade de vida dos casais, as grandes indústrias farmacêuticas investiram pesado no desenvolvimento de métodos contraceptivos artificiais, como os preservativos e anticoncepcionais. Com isso, os casais começaram a fazer uso destes métodos para manter a meta do planejamento familiar, e isso começou a afetar até mesmo os casais católicos que, por uma má formação, passaram a desobedecer a doutrina da Santa Igreja. Há situações, entretanto, às quais a igreja abre exceções, permite que sejam utilizados métodos naturais para que haja o espaçamento entre a geração dos filhos. A Igreja não especifica exatamente as situações nas quais o espaçamento é permitido, mas delimita que hajam motivos realmente graves. Vamos citar alguns exemplos baseados na experiência de aconselhamento de alguns sacerdotes, sobre quando pode ser necessário: – Miséria extrema, quando há falta de recursos básicos, como situações em que os pais e os filhos passarão fome, acesso a medicamentos básicos, etc. – Doença grave que comprovadamente coloque em risco a vida da mãe, inclusive doenças que afetem o estado mental da Mãe e que impossibilite os cuidados básicos com a criança. – Guerras ou outras catástrofes. – Etc. *Estes são alguns exemplos genéricos, lembrando que existe a necessidade analisar cuidadosamente cada situação especificamente, e contextualizar de acordo com a realidade de cada época, localidade, etc. Para isso é recomendado o acompanhamento de bom diretor espiritual. Tendo como base essas exceções nas quais a igreja permite o espaçamento de filhos, há muitos casais que abusam e acabam colocando um espaçamento com tempo indeterminado, ou até mesmo utilizam o espaçamento para situações que não são graves, por exemplo, a aquisição de carros ou imóveis novos, viagens, bem estar financeiro, dão a desculpa do fato das escolas particulares custarem muito caro (inclusive as católicas), etc. Há relatos até de casais que acabaram de contrair matrimônio e que, mesmo sem filhos, utilizam os métodos naturais para evitar filhos como forma de postergar a chegada dos mesmos e conseguirem uma melhor situação financeira. Contudo estes motivos não são graves o suficiente para se enquadrarem nas exceções permitidas pela igreja, e acabam se tornando pecados tão graves quanto utilizar métodos contraceptivos artificiais. É recomendado que os casais, além de fazer um bom exame de consciência e da situação em que vivem, que procurem um bom diretor espiritual que ajude-os a avaliar a necessidade do espaçamento dos filhos. Entre os métodos naturais conhecidos, o método mais indicado pela igreja é conhecido como MOB – Método de Ovulação Billings. O método de Billings é uma técnica natural que tem como objetivo identificar os períodos férteis e os inférteis da mulher a partir da observação do muco cervical que pode ser identificado logo na entrada na vagina, sendo possível assim planejar ou evitar uma gestação. Como o método Billings é um método natural ele não oferece riscos à saúde da mulher, ao contrário dos anticoncepcionais que são verdadeiras bombas, e fazem grandes estragos na saúde da mulher. Na teoria o Método Billings é perfeito para os católicos pois, estatisticamente, ele é considerado mais eficaz, se feito corretamente, do que a própria camisinha e outros métodos artificiais. Em função disso há grande incidência de casais que utilizam o MOB para evitar a geração de filhos, exatamente como se fosse uma “camisinha católica”. Por este motivo ressaltamos a importância de que os casais tenham muito cuidado ao fazer uso do MOB, pois a igreja recomenda que seja utilizado com a consciência católica de que os filhos devem vir de acordo com a vontade de Deus, e não nossa. Veja a crítica feita pelo Padre Augusto Bezerra sobre considerarem o Método Billings como uma “camisinha permitida pela igreja”: É uma realidade triste. O método Billings é muito importante e possui o seu papel, mas a mentalidade revolucionária que está tão impregnada nas pessoas, inclusive católicos, faz com quequeiram fazer uso do Método Billings como uma “camisinha católica”. Isso é muito grave. A igreja não permite o uso do método Billings e nem qualquer outro método natural ou artificial para evitar filhos. A igreja apenas abre exceções para situações graves onde haja motivos graves e ocorra a necessidade do espaçamento entre os filhos. Àqueles que não querem filhos, existe uma solução: não fazer uso da relação sexual. Ainda assim, aquele(a) que é casado(a) não pode se negar ao cônjuge, ou estará cometendo outro pecado grave contra a justiça. Assista também o vídeo da Deia e do Tiba no qual eles fazem o importante alerta sobre o uso incorreto do método Billings: Saiba mais sobre os anticoncepcionais/método anticonceptivo: Mesmo sendo terminantemente proibido pela igreja, ainda há muitos casais que fazem uso de métodos contraceptivos como camisinha e DIU e medicamentos anticoncepcionais, os quais, em sua maioria, são abortivos, o que agrava ainda mais o pecado daqueles que fazem o uso. Veja alguns dados sobre o assunto: – Era usado apenas por prostitutas nos EUA até 1930; – No início do século XX, a contracepção era ilegal na maioria dos estados (EUA), e 26 deles proibiam as mulheres solteiras de ter acesso à contracepção até os anos 60. – Era considerado imoral pelas famílias e muitas nem pensavam em tocar no assunto; – No Brasil até 1970 e alguns, era crime de contravenção. – Foi uma feminista que lutou a vida toda para conseguir tornar normal e legal o uso deles nos EUA, o próximo passo dela seria o aborto, mas ela morreu antes de conseguir o feito. – Santo Agostinho diz sobre anticoncepção (na época só existia métodos primitivos de anticoncepção): “A mulher se tornou meretriz do próprio marido.” – O anticoncepcional pode ser comparado a um veneno. Imagina tomar uma pílula que para o cérebro? Que para o coração? Mas para parar o funcionamento natural do útero pode? Não deveria ser vendido em farmácias mas em lojas de venenos. (Pe Lodi) – O mecanismo da pílula é não permitir ovular, mas caso haja ovulação não permite que o óvulo se implante no útero, ou seja, é abortivo. – O coito interrompido foi castigado por Deus, segundo a bíblia com pecado de morte. Imagina os métodos de hoje? Ele pode ser comparado ao uso da camisinha onde o esperma não entra em contato com a vacina tornando assim a relação sexual antinatural. – Deus castigava as mulheres do antigo testamento com a infertilidade, hoje elas buscam a “desgraça” por vontade própria. – A pílula altera todo funcionamento normal hormonal da mulher. Uma mulher saudável que bagunça o próprio corpo para poder ter prazer sem arcar com as consequências. – Um ato sexual sem amor, pois não há sacrifício. Você toma um veneno para poder se tornar um objeto de uso do homem, sem entrega total. – Imagina amputar uma perna saudável? Porque então seria natural laquear um útero saudável? Como Deus poderia compreender isso? – A pílula ou injeção pode causar câncer, glaucoma, trombose, obesidade, hemorragia, entre outros. Se expor a tudo isso pra poder transar sem se preocupar com o “risco” de ter filhos? – DIU além de poder causar esterilidade, é abortivo pois não deixam o óvulo de implantar no útero. Fonte: Curso de extensão em Bioética do Pe Lodi. Veja neste vídeo: Equipe Templário de Maria #EducaçãodosFilhos #Casamento #Família #Matrimônio #Anticoncepcionais #Filhos #MétodoBillings
- Testemunho de Conversão do ex-pastor Sidney de Alencar
“Não existem cem pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões que odeiam aquilo que pensam ser a Igreja Católica.” (Fulton Sheen) Um Pastor da Assembléia de Deus entrou em uma Igreja Católica para desafiar os fiéis… Veja no que deu… Leia também: A volta de protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos Foi algo que os protestantes não esperavam. Para eles impossível mais para Deus possível “Jesus olhou para eles e disse: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19,26). trata-se da volta e conversão de muitos Protestantes para o catolicismo, fato notável que tem ocorrido nos Estados Unidos, berço do neoprotestantismo. “Estas conversões aumentam a cada dia, e estão sendo irreversíveis com a passagem do tempo. São conversões de pastores, ministros e leigos, para a Igreja Católica. Sim, antes eles eram fortes pilares do Protestantismo e promotores do anticatolicismo, que agora, voltam à Igreja de Cristo! E com os seus testemunhos atraem como uma avalanche, muitos outros protestantes de todos os continentes.”[2] Das mais diversas denominações e comunidades eclesiais, luteranos, calvinistas, anglicanos, prebiterianos, testemunhas de Jeová, adventistas, assembleianos, batistas, congregacionais e de varias outras Igrejas. Dentre os nomes esta: Scott Hann, Paul Thigpen, Marcus Grodi, Steve Wood, Bop Sungenis, Julie Swenson, Dave Amstrong, David B. Currie, Tom Howard, Peter Kreeft, Douglas Bogart. Cada um deles em tempos diferentes e com os meios diferentes, mas todos em comum, unidos agora na Igreja Católica. (Efésios 4, 4-5). tudo isto também dar-se através de uma solida apologética que desde os anos de 1970 vem dando fortes frutos nós EUA. Estudaram teologia protestante, livros de exegese bíblica, o escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo, a Patrística enfim. E eles ficaram “surpreendidos com a Verdade”. Vários deles eram professores de teologia, escritores, pastores e estudiosos. Começaram a estudar os alicerces da fé católica muitas vezes como forma de se munir contra o próprio catolicismo e foram pegos de surpresa pela verdade que as doutrinas do catolicismo são legitimas, com as praticas da Igreja em seus primórdios como exemplo os sacramentos, a utilização de ícones, a veneração aos santos e a Maria. Descobriram a sucessão apostólica base e confiança de apostolicidade a Igreja Católica, recordam a entrega da Igreja pelos apóstolos aos seus sucessores (discípulos), Bispos que tiveram outros bispos o sucedendo, que o mesmo Pedro exerceu seu episcopado em Roma, e junto com Paulo fundaram a Comunidade cristã em Roma. Começam a refletir sobre a sola escriptura da Reforma, tendo em mente que fora a Igreja católica em seus concílios que sistematizou o cânon bíblico, com a livros que deveriam ser aceitos ou não no Novo testamento. Eles andaram em várias estradas percorreram muitos caminhos até chegar a cátedra Romana. Agora estão em comunhão com o Papa dando testemunho em rádios, revistas e televisão no mundo inteiro. Escreveram livros, gravaram cassetes, mantém páginas e sítios na Internet. Desenvolvem apostolados apologéticos em vários países E por meio deles há um forte movimento de protestantes voltando a Casa do Pai. “Coluna e sustentáculo da verdade” I Tm 3,15. Vejam o perfil de alguns deles: 1) Scott Hann . ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante. Era um anticatólico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor. 2) Paul Thigpen . ex- editor e escritor de várias revistas protestantes. Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica. 3) Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia. Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts. Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”. Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele. 4) Steve Wood . ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts. Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!… E eu fiz isto”. 5) Bop Sungenis . ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica. Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”. Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos. 6) Duglas Bogart . Ex-missionário evangélico na Guatemala. Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia. Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico. 7) David B. Currie . Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”. Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor. David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”. O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo. 8) Alan Stephen Hopes . ex- Pastor e Bispo Anglicano nomeado por João Paulo II Pastor Anglicano convertido ao Catolicismo. Foi nomeado bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II. Nasceu em Oxford, em 1944. Foi recebido na Igreja Católica em 04 de Dezembro de 1995. Depois de dois anos como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, de Kensington, foi nomeado Padre da Paróquia de Nosso Redentor, em Chelsea, tornando-se depois, em 2001, vigário geral da arquidiocese. Monsenhor Hopes é um dos pastores Anglicanos que abandonaram a Igreja da Inglaterra depois que a ordenação sacerdotal de mulheres foi aprovada naquela igreja. 9) Francis Beckwith . Que em 2007 renunciou cargo de Presidente da Sociedade Teológica Evangélica (ETS) que congregava mais de 4 mil pastores nos EUA. O que levou este homem a se converter? Beckwith relata que começou sua volta à fé em que cresceu, quando decidiu ler a alguns bispos e teólogos dos primeiros séculos da Igreja. “Em janeiro, por sugestão de um amigo querido, comecei a ler aos Padres da Igreja assim como alguns trabalhos mais sofisticados sobre a justificação em autores católicos. Comecei a convencer-me que a Igreja primitiva é mais católica que protestante e que a visão católica da justificação, corretamente compreendida, é bíblica e historicamente defensável”. No dia em 28 de abril do mesmo ano, ele recebeu o sacramento da Confissão. Selando sua volta a Igreja Católica. Todos eles são agora verdadeiros Católicos. Eles acharam a abundância da vida cristã e o caminho da verdade na única Igreja fundada por Cristo. Rezemos para que este movimento também florença em nosso país e já vemos no Brasil casos em pequenas proporções como por exemplo, o ex-pastor Assebleiano Sidney Alencar Veiga, também ex-pastor Batista Francisco Almeida de Araújo, a ex-prebiteriana e hoje Irmã Themis, o ex-luterano e pentecostal Alessandro Lima, atualmente apologista católico, e o também ex-luterano Marcos Monteiro Grillo e outros. J. DA SILVA , John Lennon.Um Golpe no Protestantismo, a volta de Protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos. Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus #Conversão #ExProtestante
- Testemunho de Conversão do ex-pastor Sidney de Alencar
“Não existem cem pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões que odeiam aquilo que pensam ser a Igreja Católica.” (Fulton Sheen) Um Pastor da Assembléia de Deus entrou em uma Igreja Católica para desafiar os fiéis… Veja no que deu… Leia também: A volta de protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos Foi algo que os protestantes não esperavam. Para eles impossível mais para Deus possível “Jesus olhou para eles e disse: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19,26). trata-se da volta e conversão de muitos Protestantes para o catolicismo, fato notável que tem ocorrido nos Estados Unidos, berço do neoprotestantismo. “Estas conversões aumentam a cada dia, e estão sendo irreversíveis com a passagem do tempo. São conversões de pastores, ministros e leigos, para a Igreja Católica. Sim, antes eles eram fortes pilares do Protestantismo e promotores do anticatolicismo, que agora, voltam à Igreja de Cristo! E com os seus testemunhos atraem como uma avalanche, muitos outros protestantes de todos os continentes.”[2] Das mais diversas denominações e comunidades eclesiais, luteranos, calvinistas, anglicanos, prebiterianos, testemunhas de Jeová, adventistas, assembleianos, batistas, congregacionais e de varias outras Igrejas. Dentre os nomes esta: Scott Hann, Paul Thigpen, Marcus Grodi, Steve Wood, Bop Sungenis, Julie Swenson, Dave Amstrong, David B. Currie, Tom Howard, Peter Kreeft, Douglas Bogart. Cada um deles em tempos diferentes e com os meios diferentes, mas todos em comum, unidos agora na Igreja Católica. (Efésios 4, 4-5). tudo isto também dar-se através de uma solida apologética que desde os anos de 1970 vem dando fortes frutos nós EUA. Estudaram teologia protestante, livros de exegese bíblica, o escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo, a Patrística enfim. E eles ficaram “surpreendidos com a Verdade”. Vários deles eram professores de teologia, escritores, pastores e estudiosos. Começaram a estudar os alicerces da fé católica muitas vezes como forma de se munir contra o próprio catolicismo e foram pegos de surpresa pela verdade que as doutrinas do catolicismo são legitimas, com as praticas da Igreja em seus primórdios como exemplo os sacramentos, a utilização de ícones, a veneração aos santos e a Maria. Descobriram a sucessão apostólica base e confiança de apostolicidade a Igreja Católica, recordam a entrega da Igreja pelos apóstolos aos seus sucessores (discípulos), Bispos que tiveram outros bispos o sucedendo, que o mesmo Pedro exerceu seu episcopado em Roma, e junto com Paulo fundaram a Comunidade cristã em Roma. Começam a refletir sobre a sola escriptura da Reforma, tendo em mente que fora a Igreja católica em seus concílios que sistematizou o cânon bíblico, com a livros que deveriam ser aceitos ou não no Novo testamento. Eles andaram em várias estradas percorreram muitos caminhos até chegar a cátedra Romana. Agora estão em comunhão com o Papa dando testemunho em rádios, revistas e televisão no mundo inteiro. Escreveram livros, gravaram cassetes, mantém páginas e sítios na Internet. Desenvolvem apostolados apologéticos em vários países E por meio deles há um forte movimento de protestantes voltando a Casa do Pai. “Coluna e sustentáculo da verdade” I Tm 3,15. Vejam o perfil de alguns deles: 1) Scott Hann . ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante. Era um anticatólico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor. 2) Paul Thigpen . ex- editor e escritor de várias revistas protestantes. Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica. 3) Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia. Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts. Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”. Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele. 4) Steve Wood . ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts. Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!… E eu fiz isto”. 5) Bop Sungenis . ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica. Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”. Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos. 6) Duglas Bogart . Ex-missionário evangélico na Guatemala. Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia. Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico. 7) David B. Currie . Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”. Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor. David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”. O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo. 8) Alan Stephen Hopes . ex- Pastor e Bispo Anglicano nomeado por João Paulo II Pastor Anglicano convertido ao Catolicismo. Foi nomeado bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II. Nasceu em Oxford, em 1944. Foi recebido na Igreja Católica em 04 de Dezembro de 1995. Depois de dois anos como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, de Kensington, foi nomeado Padre da Paróquia de Nosso Redentor, em Chelsea, tornando-se depois, em 2001, vigário geral da arquidiocese. Monsenhor Hopes é um dos pastores Anglicanos que abandonaram a Igreja da Inglaterra depois que a ordenação sacerdotal de mulheres foi aprovada naquela igreja. 9) Francis Beckwith . Que em 2007 renunciou cargo de Presidente da Sociedade Teológica Evangélica (ETS) que congregava mais de 4 mil pastores nos EUA. O que levou este homem a se converter? Beckwith relata que começou sua volta à fé em que cresceu, quando decidiu ler a alguns bispos e teólogos dos primeiros séculos da Igreja. “Em janeiro, por sugestão de um amigo querido, comecei a ler aos Padres da Igreja assim como alguns trabalhos mais sofisticados sobre a justificação em autores católicos. Comecei a convencer-me que a Igreja primitiva é mais católica que protestante e que a visão católica da justificação, corretamente compreendida, é bíblica e historicamente defensável”. No dia em 28 de abril do mesmo ano, ele recebeu o sacramento da Confissão. Selando sua volta a Igreja Católica. Todos eles são agora verdadeiros Católicos. Eles acharam a abundância da vida cristã e o caminho da verdade na única Igreja fundada por Cristo. Rezemos para que este movimento também florença em nosso país e já vemos no Brasil casos em pequenas proporções como por exemplo, o ex-pastor Assebleiano Sidney Alencar Veiga, também ex-pastor Batista Francisco Almeida de Araújo, a ex-prebiteriana e hoje Irmã Themis, o ex-luterano e pentecostal Alessandro Lima, atualmente apologista católico, e o também ex-luterano Marcos Monteiro Grillo e outros. J. DA SILVA , John Lennon.Um Golpe no Protestantismo, a volta de Protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos. Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus #Conversão #ExProtestante
- EUGENIO CORTI E A RESTAURAÇÃO DA RES PUBLICA CHRISTIANA – Giulia Tanel
O escritor italiano Eugenio Corti (1921-2014) sentiu a vocação literária desde jovem. Uma vocação que tomou forma e se enriqueceu em virtude das experiências que a vida colocou diante dele, e que o escritor soube (e aceitou) compreender: sobretudo, entrar em contato com a dura realidade da guerra e a experiência, nos limites da própria sobrevivência, durante os vinte e oito dias passados durante a retirada russa de 1943, depois narrada em I più non ritornano (A maioria não retorna), de 1947. Mas foi, também, uma vocação amadurecida no cotidiano de uma fé simples, vivida com a família e desenvolvida graças à capacidade de ler e analisar a história passada e contemporânea, o que certamente não é algo comum. São esses dois fatores que se manifestam, fortemente, no que poderia ser chamado de “o romance da vida” de Corti: Il cavallo rosso (O cavalo vermelho), lançado em maio de 1983 pelas Edições Ares e que custou ao escritor onze anos de trabalho quase ininterrupto (exceto por seu engajamento na luta contra a aprovação do divórcio, em 1974). Um trabalho que foi imediatamente definido “um caso literário”, no qual — em suas 1280 páginas, divididas em três grandes seções: “O cavalo vermelho”, “O cavalo lívido” e “A árvore da vida” — narra os acontecimentos históricos que se sucederam, na Itália e no mundo, entre 1940 e 1974, sem deixar de fornecer ao leitor interessantes reflexões teológicas e teleológicas. E é talvez essa característica que faz que Il cavallo rosso, depois de mais de três décadas de seu lançamento, continue a emocionar e envolver a todos os que têm coragem (totalmente recompensada) de mergulhar em sua leitura, inclusive os leitores mais jovens: no centro de tudo, está de fato o Cristo, “Caminho, Verdade e Vida”, Mestre da alma humana. Olhando para a vida de Eugenio Corti, não é surpreendente essa capacidade de tudo ler à luz da fé. Para o escritor, de fato, a existência só adquiria significado se vivida para o Reino de Deus (em consonância com o versículo do Pai Nosso, que diz: “Venha a nós o Vosso Reino”), de modo que as esferas práticas e espirituais caminhassem lado a lado. Uma característica cada vez mais difícil de ser encontrada nas pessoas, hoje em dia. E, no entanto, nem sempre foi assim: durante a Idade Média — uma época histórica muito amada por Eugenio Corti, pela qual nutria, citando o historiador Jacques Le Goff, “uma certa nostalgia” —, havia uma clara centralidade da religião na mentalidade coletiva, com a fé bem presente na vida cotidiana do povo; e foi justamente por isso que o cristianismo pode atingir a sua plena maturidade, dando origem à chamada Res Publica Christiana. Longe de ser a “idade das trevas”, como certa historiografia moderna nos quer fazer acreditar, na visão de Corti — em alguns aspectos idealizada — a Idade Média foi um período fortemente positivo, marcado pela proliferação de santos, por uma concepção positiva das figuras femininas (“[…] fonte de vida material, espiritual, poética e todas as outras espécies”, como afirma a biógrafa oficial do escritor, Paola Scaglione), com a valorização das virtudes da honra e do senso de dever (que norteavam os cavaleiros medievais), além de um desenvolvimento florescente da cultura e das artes, em virtude do fato de que — explica o próprio Corti — “a contribuição do cristianismo constitui, para o homem de cultura, um enriquecimento incomparável”. Esse momento máximo de desenvolvimento do humanismo cristão foi substituído, a partir da Renascença, por um processo de “descristianização” em que, até hoje, ainda estamos totalmente imersos e cujo alto preço ainda pagamos. Um desvio de rota que Corti denunciou corajosamente — com escritos publicados em vários jornais, entre 1970 e 2000, depois reunidos em Il fumo nel tempio (A fumaça no templo) — e diante do qual o escritor reagiu, fazendo um apelo a todos os católicos: é cada vez mais necessário, para os que possuem o dom da Fé, um compromisso público em primeira pessoa, sobretudo para testemunhar, artisticamente, a Beleza de uma vida vivida em Cristo, firmemente decididos a lutar pela instauração uma nova Res Publica Christiana. http://www.lanuovabq.it/it/eugenio-corti-restaurate-la-res-publica-christiana
- CRER EM TUDO O QUE ENSINA A IGREJA CATÓLICA – Meditação do Padre Paulo Ricardo sobre o Evangelho do
Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Eu vos dei o poder, mas…”. O que edifica o novo povo de Deus é o exercício da fé. Mas não qualquer fé, senão a de Pedro. Mas não uma fé exterior e que guardamos na gaveta, senão uma realidade infundida por Deus e que trazemos, viva e ardente, em nosso coração. Nesta homilia para a solenidade de São Pedro e São Paulo, Padre Paulo Ricardo deixa claro: quem não crê em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica, por mais que vá à igreja e até se diga católico, já há muito tempo deixou de sê-lo. Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 10, 1-12.17-20) Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: ‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”. Os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. Meditação. — 1. O Evangelho deste domingo narra o envio dos discípulos à missão que Jesus lhes havia confiado. A princípio, esse texto nos faz pensar no significado dos Doze para a economia da salvação, como sinal do novo “Povo de Deus”. No Antigo Testamento, somente os descendentes das (também doze) tribos de Israel pertenciam ao povo eleito. Era o sangue, e não a fé, o laço que os unia em torno de Deus. Mas, com a escolha dos Apóstolos, Jesus não só cumpre a promessa a Abraão, de que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu (cf. Gn 15, 5), como também inaugura um novo vínculo entre os homens: agora a fé de Abraão, e não o seu sangue, é que seria o elo da εκκλησία. E essa fé deveria ser anunciada universalmente pelos discípulos de Cristo. São Lucas traz ainda um dado que não aparece nos demais Evangelhos: além dos Apóstolos, Jesus havia preparado outros 72 discípulos para saírem em missão. Tradicionalmente, a liturgia da Igreja sempre viu nesses homens uma prefiguração do ministério presbiteral, que coopera com os bispos, os sucessores dos Apóstolos, na edificação da Igreja e santificação dos seus filhos. A Igreja foi fundada sobre a fé dos Apóstolos, especificamente sobre a fé de Pedro, como vimos no domingo passado. Para cumprir a sua missão entre os homens, Jesus deu-lhes o poder pleno de governar, ensinar e santificar. Isso significa que os Apóstolos podiam administrar os bens da Igreja, pregar destemidamente a Palavra de Deus e, finalmente, oferecer os sacramentos para a redenção dos homens, e esse poder eles o transmitiram plenamente aos bispos, de modo que o Bispo de Roma é, na estrutura eclesial, o sucessor de São Pedro, e os demais bispos em comunhão com a Santa Sé, os sucessores do colégio apostólico. Por isso Santo Inácio de Antioquia tanto insistia sobre o ministério episcopal, segundo a sua fórmula consagrada: “Ubi episcopus, ibi ecclesia — Onde está o bispo, aí está a Igreja”. É necessário que exista o episcopado católico, porque, sem os bispos, a Igreja deixa objetivamente de existir. Afinal de contas, quem mais poderia perdoar os pecados, ordenar sacerdotes, oferecer o sacrifício da Missa, senão aqueles que receberam tal poder de Deus? Compreendido isso, podemos compreender também o papel dos padres dentro da Igreja. O padre é, sic et simpliciter, um colaborador dos bispos na missão de governar, ensinar e santificar a Igreja, como aqueles 72 discípulos do Evangelho de hoje eram os cooperadores dos Apóstolos. Nesse sentido, o ministério presbiteral é limitado, de sorte que os padres não têm plenos poderes para agir em nome de Nosso Senhor. Eles podem celebrar a Missa, absolver os pecados, assistir casamentos, mas não podem, por outro lado, ordenar padres, retirar excomunhões ou julgar delitos de heresia. Essas últimas faculdades pertencem apenas aos bispos. Como colaboradores da ordem episcopal, os padres estão obviamente submetidos ao bispo de suas dioceses, ao seu Ordinário local, e, por isso, precisam agir em comunhão e obediência às normas de seus superiores. De resto, os bispos é que têm o poder pleno do sacramento da Ordem para resolver certos problemas, como, p. ex., heresia, cisma, excomunhão etc. Aos padres cabe o papel de aconselhar os bispos nessas e em outras decisões. 2. O Código do Direito Canônico distingue bem os dois graus do sacerdócio católico, especificando qual é o papel dos padres e como ele está ordenado ao serviço dos Bispos, que possuem a plenitude do sacramento da Ordem. Em todo o caso, tanto o padre como o bispo são sacerdotes porque têm a faculdade de oferecer o sacrifício da Missa e absolver os pecados, o que não é o caso dos diáconos, que não participam desse grau do sacerdócio ministerial e, exatamente por isso, não são chamados pelo Código de sacerdotes. Uma ideia clara acerca do sacerdócio católico torna mais autêntica a espiritualidade cristã, e previne-a contra sentimentalismos ou distorções. O fato de que Jesus tenha dado poder a homens de carne e osso, pecadores como nós, deve ser coisa pacífica entre os católicos, ao passo que, para as comunidades protestantes, o sacerdócio ministerial é um escândalo. O protestantismo é, no fim das contas, um cristianismo sem sacerdote, igualitário, romântico, porque tanto os pastores como os leigos gozam da mesma autoridade e poder. No entanto, por mais bonito e sedutor que isso seja, o poder sacerdotal não é uma invenção católica, como pensam os protestantes, mas sua origem está na própria vontade de Jesus, que diz neste domingo: “Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo”. Sem o sacerdócio, o protestantismo não passa de um cristianismo impotente. Os seus pastores, portanto, não têm poder para perdoar os pecados, para oferecer o sacrifício da Missa, para pregar a Palavra de Deus, e, muito menos, para expulsar demônios. Para os católicos, no entanto, o sacerdócio ministerial deve ser, na prática, um motivo de grande júbilo e louvor a Deus, porque, através do serviço desses homens, chegam até nós os méritos da Paixão de Cristo. De fato, o sacerdócio ordenado é um dom saído do Coração de Jesus, como dizia São João Maria Vianney, e o poder que os padres e bispos possuem pela graça de Nosso Senhor não é algo para ensoberbecê-los, segundo um pensamento elitizado e orgulhoso. Nada disso. O poder dos sacerdotes católicos está ordenado para cumprir a finalidade última da Igreja: a salvação das almas. 3. Muitas vezes o poder sacerdotal pode ser ocasião de tropeço para os padres, levando-os a se sentirem melhores do que os outros. Mas esse poder, em vez disso, deveria ser visto com temor e humildade, pois, naturalmente, o sacerdote é tão indigno do Céu e das graças de Deus como qualquer outro ser humano. Por seus próprios méritos, um sacerdote merece tão-somente o inferno. Ele não é, portanto, superior ou melhor que alguém simplesmente porque recebeu um poder incomum aos demais. Afinal, Deus lhe concedeu esse poder não para uma glória pessoal e egoísta, mas para a salvação do povo. Por isso Jesus advertiu os discípulos: “Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. Um sacerdote precisa se alegrar unicamente com a salvação das ovelhas que lhe foram confiadas, com a certeza de que ele e seus filhos um dia participarão da felicidade de Deus, no Céu. Pois foi para isso que o Senhor o constituiu pastor, enviando-o como “cordeiros no meio dos lobos”. O dom do sacerdócio é dado aos bispos e aos padres para que, com esse poder, eles nos deem a graça da Eucaristia e dos outros sacramentos. Daí que, em toda celebração, eles rezem antes de receber a Eucaristia: Perceptio Corporis tui, Domine Jesu Christe, quod ego indignus sumere praesumo, non mihi proveniat in judicium et condemnationem, sed pro tua pietate prosit mihi ad tutamentum mentis et corporis, et ad medelam percipiendam. — Que a comunhão do vosso Corpo e Sangue, Senhor Jesus Cristo, que eu, embora indigno, ouso receber, não seja para juízo e condenação minha, mas antes, pela vossa misericórdia, me sirva de proteção e remédio para a alma e para o corpo. Vamos, portanto, pedir sempre a iluminação divina sobre a inteligência e a vontade de nossos legítimos pastores, para que a sua fragilidade não seja um obstáculo no caminho do novo Povo de Deus, do qual eles mesmos fazem parte. No excelente livro In sinu Iesu, vemos um sacerdote falando “ao peito de Jesus”, pedindo ao Senhor tanto por ele como por seus irmãos no presbitério. Trata-se de um exemplo sublime que deve ser imitado pelos leigos e pelos sacerdotes, numa união de oração pela santificação de todo o clero e dos seminaristas. Em suma, o poder sacerdotal de fato existe, está nas Escrituras e na Tradição, por cuja defesa o Magistério da Igreja não cansou de erguer a sua voz, especialmente nos últimos séculos, quando o erro protestante surgiu para pôr em dúvida o dogma da fé. Esse poder sacerdotal, embora esteja destinado apenas a alguns membros do Corpo de Cristo, não serve, todavia, para a satisfação do ego de quem o exerce, mas para ser instrumento de salvação e júbilo no Céu. Sendo assim, nós católicos devemos rezar insistentemente pelos nossos sacerdotes, para que eles resistam às tentações do maligno e sempre renovem o seu sim diante de Deus. Oração. — Senhor Jesus, que instituístes o ministério sacerdotal na vossa Igreja, a fim de atualizar o sacrifício do Calvário em todas as épocas e lugares, protegei e fortificai os vossos bispos e padres contra todo ataque e sedução do maligno. Preservai-os puros em seus corações e longe de toda soberba, orgulho ou concupiscência, para que, ao chegar o dia do juízo, possamos juntos nos alegrar com a vida eterna. Assim seja! Propósito. — Rezar o Rosário pela santificação dos sacerdotes e em reparação das ofensas que tantos deles já cometeram contra o Sagrado Coração de Jesus. https://padrepauloricardo.org/episodios/eu-vos-dei-o-poder-mas
- O TEMPO DA COLHEITA – Meditação de Scott Hahn sobre o Evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum
Jesus tem uma visão, no Evangelho desta semana: Satanás caindo do céu como um relâmpago, como inimigo vencido pela pregação missionária de Sua Igreja. Enviados por Jesus para reunir as nações na seara do julgamento divino (Isaías 27, 12-13; Joel 4,13), os setenta discípulos são um sinal da missão contínua da Igreja. Pelo trabalho dos setenta discípulos, a Igreja proclama a vinda do reino de Deus, oferece Suas bênçãos de paz e misericórdia a todos os lares da terra, “toda cidade e lugar que Ele pretendia visitar”. O tom de Nosso Senhor é solene, no Evangelho de hoje. Se, na pregação da Igreja, “o reino de Deus está próximo”, o tempo de decisão chegou para todos. Aqueles que não recebem os seus mensageiros, serão condenados como Sodoma. Aqueles que acreditam, no entanto, encontrarão paz e misericórdia, proteção e alimento no seio da Igreja, a Mãe Sião que celebramos na belíssima primeira leitura, a “Israel de Deus” que São Paulo abençoa na epístola dessa semana. A Igreja é uma nova família de fé (Gálatas 6,10), na qual recebemos um novo nome que durará para sempre (Isaías 66,22), um nome escrito no Céu. No Salmo desta semana, cantamos as formidáveis realizações de Deus entre os homens, ao longo da história da salvação. Mas de todas as obras de Deus, nenhuma foi maior do que a que Ele realizou pela cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mudar o mar em terra firme foi apenas uma antecipação e uma preparação para a nossa passagem ao que São Paulo chama de “nova criação”. E como a geração do êxodo foi protegida num deserto de serpentes e escorpiões (Deuteronômio 8,15), Ele deu agora poder à Sua Igreja sobre “toda a força do Inimigo”. Nada nos prejudicará quando fizermos o nosso caminho através do deserto deste mundo, aguardando o Mestre da colheita, aguardando o dia em que todos na terra irão gritar alegremente ao Senhor, com cânticos de louvores à glória do Seu nome. https://stpaulcenter.com/harvest-time-scott-hahn-reflects-on-the-fourteenth-sunday-in-ordinary-time/
- VAMOS TIRAR O PT DO ALTAR!
Entidades da sociedade civil londrinense enviaram hoje uma carta aberta ao Núncio Apostólico do Brasil, D. Giovanni D’Aniello, pedindo providências contra a infiltração esquerdista na Arquidiocese de Londrina. *** Excelentíssimo Núncio Apostólico Dom Giovanni D’Aniello Nunciatura Apostólica do Brasil Contemplando a história da Arquidiocese de Londrina, vemos que ao longo de 60 anos a nossa cidade sempre foi agraciada com excelentes Arcebispos. O primeiro Arcebispo de Londrina foi o inesquecível Dom Geraldo Fernandes (1913-1982). Desde que tomou posse na Diocese nascente, em 17 de fevereiro de 1957, D. Geraldo não mediu esforços para consolidar a Igreja local em harmonia com o desenvolvimento social, econômico e cultural da região. As suas iniciativas e campanhas são lembradas até hoje. Além de ser o grande responsável pela construção de nossa Catedral — conhecida como a Catedral do Coração —, ele teve papel decisivo na criação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), chegando a abrigar cursos superiores nas dependências da própria Catedral, enquanto o campus universitário ainda não estava pronto. De mãos dadas com a comunidade local, D. Geraldo atuou para atrair diversos benefícios para a população londrinense e norte-paranaense. Mas talvez o seu maior feito tenha sido fundar em 1958, juntamente com Madre Leônia Milito, a Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, hoje presente nos cinco continentes. Com a finalidade principal de anunciar o Evangelho e cuidar dos nossos irmãos mais pobres, as Irmãs Claretianas seguem até hoje a recomendação de D. Geraldo: estar presente onde quer que haja um irmão sofrendo. Não hesitaríamos em dizer que Madre Leônia — cujo processo de beatificação encontra-se em análise pela Santa Sé — e D. Geraldo Fernandes encabeçam a lista dos personagens mais importantes e heroicos da história de nossa cidade. Com a morte de D. Geraldo, em 1982, Londrina foi presenteada com um Arcebispo que tinha, além do mesmo nome, virtudes igualmente admiráveis: D. Geraldo Majella Agnello. O nosso segundo Arcebispo deu continuidade ao trabalho de evangelização consolidado por seu venerável antecessor, utilizando para isso as suas qualidades de intelectual, conhecedor profundo da liturgia, conselheiro espiritual e líder comunitário. Se D. Geraldo Fernandes uniu-se a Madre Leônia para fundar a Congregação das Claretianas, D. Geraldo Majella teve como parceira outra grande mulher, a médica sanitarista Zilda Arns, com a qual criou a Pastoral da Criança, verdadeira obra-prima da caridade, responsável por salvar milhares de vidas nas últimas décadas. Graças à sua atuação em Londrina, D. Geraldo foi convidado pelo Papa João Paulo II, com quem conviveu pessoalmente, para atuar como Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos (1991-1999) e Arcebispo Primaz do Brasil (1999-2011). Ao se aposentar, D. Geraldo decidiu voltar para sua querida Londrina, onde se tornou Arcebispo Emérito e até hoje nos dá a alegria de sua presença serena e amigável. O terceiro Arcebispo de Londrina, que tomou posse em 1991, chamava-se Dom Albano Cavallin. Poderíamos utilizar uma única palavra para defini-lo: santo. Amado por toda a comunidade, ele se dedicou a causas nobres, tais como a Santa Casa da Misericórdia e o Hospital do Câncer; as vocações sacerdotais; o diálogo ecumênico e inter-religioso; a fundação da Pontifícia Universidade Católica em Londrina; e, acima de tudo, a prática da caridade em benefício de nossos irmãos mais pobres. Ao final da vida, quando já era arcebispo emérito, D. Albano confidenciou a um amigo: “O sacerdote se filia a um partido político torna-se refém desse partido. O nosso partido deve ser a Igreja”. Sua morte entristeceu a cidade, mas nos legou um representante muito especial no Céu. O quarto arcebispo de Londrina foi Dom Orlando Brandes. Dando continuidade ao legado de seu antecessor, D. Orlando foi o homem da palavra, do diálogo, da comunicação social. O cerne de sua atividade pode ser definido pelo termo missão. Londrina consolidou-se como cidade missionária no pleno sentido da palavra. Não é fácil suceder alguém como D. Albano; no entanto, D. Orlando conquistou a todos com sua simpatia e capacidade de diálogo. Tinha uma excelente relação com os padres da Arquidiocese. Os londrinenses jamais se esquecerão do cuidado e do carinho de D. Orlando para com seu irmão mais velho, o arcebispo emérito. Na missa solene em que Londrina se despediu de D. Albano, o quarto arcebispo fez uma emocionante homilia que entrou para a história de nossa Arquidiocese. Em 2017, o Papa Francisco nomeou-o Arcebispo de Aparecida, uma das posições mais importantes na Igreja brasileira. Com a ida de D. Orlando para a Terra da Padroeira, Londrina recebeu o seu quinto Arcebispo, Dom Geremias Steinmetz. Diz a letra de nosso hino: Londrina, cidade de braços abertos A todos os filhos do nosso Brasil! E a todos aqueles de Pátrias distantes, Que aqui, confiantes, sob um pálio anil, Seu lar construíram e aos filhos se uniram, E aos filhos se uniram do nosso Brasil Sim, nós recebemos D. Geremias “de braços abertos” — da maneira acolhedora que sempre caracterizou a índole da gente de nossa terra. No entanto, em janeiro de 2018, tivemos uma primeira grande decepção com nosso novo arcebispo. D. Geremias permitiu que o Encontro das CEBs, realizado no maior ginásio da cidade, se tornasse um ato político em defesa dos políticos e da ideologia do Partido dos Trabalhadores. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não estava preso na ocasião; mas o Encontro das CEBs em Londrina foi uma espécie de precursor do movimento Lula Livre. Depois de passar por três desastrosas gestões do PT, Londrina é hoje uma cidade eminentemente conservadora, como atestam os resultados das eleições nos últimos dez anos. O episódio das CEBs repercutiu negativamente em todo o País, causando embaraço e dissabor entre a nossa população. Ao invés de reconsiderar suas atitudes, o Arcebispo continuou permitindo que o PT aparelhasse a estrutura da nossa Igreja. Em quase todas as manifestações e documentos públicos da Arquidiocese, nota-se a influência das teses esquerdistas e socialistas defendidas por esse partido (e que são, diga-se, contrárias à Doutrina Social da Igreja). Cursos de formação e palestras dirigidas aos católicos são capitaneados por membros do PT local. Em diversas paróquias, permite-se que sejam divulgadas meias verdades e velhas mentiras, tais como a identificação entre o socialismo e o cristianismo; a luta de classes marxista, que opõe ricos e pobres; a malfadada Teologia da Libertação (condenada com veemência pelos santos padres João Paulo II e Bento XVI); e a ideologização da Igreja (condenada com veemência pelo santo padre Francisco). Em toda comunidade católica de Londrina, encontramos fiéis tristes e insatisfeitos com as atitudes do novo Pastor. Muitos padres também estão desolados. O que mais nos entristece é falta de continuidade nos processos de evangelização. A palavra viva de Jesus e os ensinamentos do Santo Magistério da Igreja Católica têm sido substituídos por práticas doutrinárias de fundo político partidário de esquerda, contrárias às orientações da Santa Sé e às expectativas do nosso povo. A vida pública da cidade necessita de um Guia Espiritual que nos conduza pelo Caminho do Cristo. Essa missão foi cumprida por Dom Geraldo Fernandes, Dom Geraldo Magella, Dom Albano e Dom Orlando. Lamentavelmente, Dom Geremias não parece estar seguindo os passos de seus antecessores. Dom Geraldo Fernandes entendia as necessidades espirituais e a índole empreendedora de nosso povo; D. Geremias parece ignorá-las. Dom Geraldo Magella defendeu a liturgia e incentivou a caridade; D. Geremias substituiu-as por política. Dom Albano conquistou a cidade com seu olhar amoroso; D. Geremias não nos olha nos olhos. Dom Orlando foi o Arcebispo comunicador; D. Geremias mantém-se incomunicável. A Igreja une, o partido divide. A terra de Madre Leônia, Dom Geraldo e Dom Albano clama por um Arcebispo que promova a unidade de nosso povo católico. Hoje, o sentimento entre os fiéis é de orfandade. Precisamos de um Arcebispo que possa fazer a Igreja de Londrina voltar a sorrir. Queremos um Padre, um Pastor, um Guia. Queremos amar o nosso Arcebispo tanto quanto amamos a nossa Igreja. — Londrina, 5 de julho de 2019. Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) Sociedade Rural do Paraná (SRP) Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Paraná Norte) Sindicato das Indústrias, Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos do Norte do Paraná (Sindimetal Norte do Paraná) Para assinar esta petição, acesse o link: https://www.citizengo.org/pt-br/signit/171863/view #CNBB #Comunismo #Política #TeologiadaLibertação
- VAMOS TIRAR O PT DO ALTAR!
Entidades da sociedade civil londrinense enviaram hoje uma carta aberta ao Núncio Apostólico do Brasil, D. Giovanni D’Aniello, pedindo providências contra a infiltração esquerdista na Arquidiocese de Londrina. *** Excelentíssimo Núncio Apostólico Dom Giovanni D’Aniello Nunciatura Apostólica do Brasil Contemplando a história da Arquidiocese de Londrina, vemos que ao longo de 60 anos a nossa cidade sempre foi agraciada com excelentes Arcebispos. O primeiro Arcebispo de Londrina foi o inesquecível Dom Geraldo Fernandes (1913-1982). Desde que tomou posse na Diocese nascente, em 17 de fevereiro de 1957, D. Geraldo não mediu esforços para consolidar a Igreja local em harmonia com o desenvolvimento social, econômico e cultural da região. As suas iniciativas e campanhas são lembradas até hoje. Além de ser o grande responsável pela construção de nossa Catedral — conhecida como a Catedral do Coração —, ele teve papel decisivo na criação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), chegando a abrigar cursos superiores nas dependências da própria Catedral, enquanto o campus universitário ainda não estava pronto. De mãos dadas com a comunidade local, D. Geraldo atuou para atrair diversos benefícios para a população londrinense e norte-paranaense. Mas talvez o seu maior feito tenha sido fundar em 1958, juntamente com Madre Leônia Milito, a Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, hoje presente nos cinco continentes. Com a finalidade principal de anunciar o Evangelho e cuidar dos nossos irmãos mais pobres, as Irmãs Claretianas seguem até hoje a recomendação de D. Geraldo: estar presente onde quer que haja um irmão sofrendo. Não hesitaríamos em dizer que Madre Leônia — cujo processo de beatificação encontra-se em análise pela Santa Sé — e D. Geraldo Fernandes encabeçam a lista dos personagens mais importantes e heroicos da história de nossa cidade. Com a morte de D. Geraldo, em 1982, Londrina foi presenteada com um Arcebispo que tinha, além do mesmo nome, virtudes igualmente admiráveis: D. Geraldo Majella Agnello. O nosso segundo Arcebispo deu continuidade ao trabalho de evangelização consolidado por seu venerável antecessor, utilizando para isso as suas qualidades de intelectual, conhecedor profundo da liturgia, conselheiro espiritual e líder comunitário. Se D. Geraldo Fernandes uniu-se a Madre Leônia para fundar a Congregação das Claretianas, D. Geraldo Majella teve como parceira outra grande mulher, a médica sanitarista Zilda Arns, com a qual criou a Pastoral da Criança, verdadeira obra-prima da caridade, responsável por salvar milhares de vidas nas últimas décadas. Graças à sua atuação em Londrina, D. Geraldo foi convidado pelo Papa João Paulo II, com quem conviveu pessoalmente, para atuar como Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos (1991-1999) e Arcebispo Primaz do Brasil (1999-2011). Ao se aposentar, D. Geraldo decidiu voltar para sua querida Londrina, onde se tornou Arcebispo Emérito e até hoje nos dá a alegria de sua presença serena e amigável. O terceiro Arcebispo de Londrina, que tomou posse em 1991, chamava-se Dom Albano Cavallin. Poderíamos utilizar uma única palavra para defini-lo: santo. Amado por toda a comunidade, ele se dedicou a causas nobres, tais como a Santa Casa da Misericórdia e o Hospital do Câncer; as vocações sacerdotais; o diálogo ecumênico e inter-religioso; a fundação da Pontifícia Universidade Católica em Londrina; e, acima de tudo, a prática da caridade em benefício de nossos irmãos mais pobres. Ao final da vida, quando já era arcebispo emérito, D. Albano confidenciou a um amigo: “O sacerdote se filia a um partido político torna-se refém desse partido. O nosso partido deve ser a Igreja”. Sua morte entristeceu a cidade, mas nos legou um representante muito especial no Céu. O quarto arcebispo de Londrina foi Dom Orlando Brandes. Dando continuidade ao legado de seu antecessor, D. Orlando foi o homem da palavra, do diálogo, da comunicação social. O cerne de sua atividade pode ser definido pelo termo missão. Londrina consolidou-se como cidade missionária no pleno sentido da palavra. Não é fácil suceder alguém como D. Albano; no entanto, D. Orlando conquistou a todos com sua simpatia e capacidade de diálogo. Tinha uma excelente relação com os padres da Arquidiocese. Os londrinenses jamais se esquecerão do cuidado e do carinho de D. Orlando para com seu irmão mais velho, o arcebispo emérito. Na missa solene em que Londrina se despediu de D. Albano, o quarto arcebispo fez uma emocionante homilia que entrou para a história de nossa Arquidiocese. Em 2017, o Papa Francisco nomeou-o Arcebispo de Aparecida, uma das posições mais importantes na Igreja brasileira. Com a ida de D. Orlando para a Terra da Padroeira, Londrina recebeu o seu quinto Arcebispo, Dom Geremias Steinmetz. Diz a letra de nosso hino: Londrina, cidade de braços abertos A todos os filhos do nosso Brasil! E a todos aqueles de Pátrias distantes, Que aqui, confiantes, sob um pálio anil, Seu lar construíram e aos filhos se uniram, E aos filhos se uniram do nosso Brasil Sim, nós recebemos D. Geremias “de braços abertos” — da maneira acolhedora que sempre caracterizou a índole da gente de nossa terra. No entanto, em janeiro de 2018, tivemos uma primeira grande decepção com nosso novo arcebispo. D. Geremias permitiu que o Encontro das CEBs, realizado no maior ginásio da cidade, se tornasse um ato político em defesa dos políticos e da ideologia do Partido dos Trabalhadores. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não estava preso na ocasião; mas o Encontro das CEBs em Londrina foi uma espécie de precursor do movimento Lula Livre. Depois de passar por três desastrosas gestões do PT, Londrina é hoje uma cidade eminentemente conservadora, como atestam os resultados das eleições nos últimos dez anos. O episódio das CEBs repercutiu negativamente em todo o País, causando embaraço e dissabor entre a nossa população. Ao invés de reconsiderar suas atitudes, o Arcebispo continuou permitindo que o PT aparelhasse a estrutura da nossa Igreja. Em quase todas as manifestações e documentos públicos da Arquidiocese, nota-se a influência das teses esquerdistas e socialistas defendidas por esse partido (e que são, diga-se, contrárias à Doutrina Social da Igreja). Cursos de formação e palestras dirigidas aos católicos são capitaneados por membros do PT local. Em diversas paróquias, permite-se que sejam divulgadas meias verdades e velhas mentiras, tais como a identificação entre o socialismo e o cristianismo; a luta de classes marxista, que opõe ricos e pobres; a malfadada Teologia da Libertação (condenada com veemência pelos santos padres João Paulo II e Bento XVI); e a ideologização da Igreja (condenada com veemência pelo santo padre Francisco). Em toda comunidade católica de Londrina, encontramos fiéis tristes e insatisfeitos com as atitudes do novo Pastor. Muitos padres também estão desolados. O que mais nos entristece é falta de continuidade nos processos de evangelização. A palavra viva de Jesus e os ensinamentos do Santo Magistério da Igreja Católica têm sido substituídos por práticas doutrinárias de fundo político partidário de esquerda, contrárias às orientações da Santa Sé e às expectativas do nosso povo. A vida pública da cidade necessita de um Guia Espiritual que nos conduza pelo Caminho do Cristo. Essa missão foi cumprida por Dom Geraldo Fernandes, Dom Geraldo Magella, Dom Albano e Dom Orlando. Lamentavelmente, Dom Geremias não parece estar seguindo os passos de seus antecessores. Dom Geraldo Fernandes entendia as necessidades espirituais e a índole empreendedora de nosso povo; D. Geremias parece ignorá-las. Dom Geraldo Magella defendeu a liturgia e incentivou a caridade; D. Geremias substituiu-as por política. Dom Albano conquistou a cidade com seu olhar amoroso; D. Geremias não nos olha nos olhos. Dom Orlando foi o Arcebispo comunicador; D. Geremias mantém-se incomunicável. A Igreja une, o partido divide. A terra de Madre Leônia, Dom Geraldo e Dom Albano clama por um Arcebispo que promova a unidade de nosso povo católico. Hoje, o sentimento entre os fiéis é de orfandade. Precisamos de um Arcebispo que possa fazer a Igreja de Londrina voltar a sorrir. Queremos um Padre, um Pastor, um Guia. Queremos amar o nosso Arcebispo tanto quanto amamos a nossa Igreja. — Londrina, 5 de julho de 2019. Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) Sociedade Rural do Paraná (SRP) Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Paraná Norte) Sindicato das Indústrias, Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos do Norte do Paraná (Sindimetal Norte do Paraná) Para assinar esta petição, acesse o link: https://www.citizengo.org/pt-br/signit/171863/view #CNBB #Comunismo #Política #TeologiadaLibertação
- O dia em que Ratzinger explicou por que é errado votar em candidatos pró-aborto
Há alguns anos atrás, o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito há mais de 20 anos da Congregação para a Doutrina da Fé, explicou por que é um pecado para votar em candidatos que defendem o aborto. A carta enviada pelo atual Papa Bento XVI aos bispos dos Estados Unidos tinha a ver com a disposição de negar a Eucaristia aos políticos em favor do aborto. Ele afirmou que “um católico seria culpado de cooperação formal no mal, e tão indigno de se apresentar para a Sagrada Comunhão, se deliberadamente votar em um candidato precisamente por causa da atitude permissiva do candidato sobre o aborto e/ou eutanásia” . O texto, que foi enviada por ocasião da Assembleia Plenária do Episcopado americano realizado em junho de 2004, a importância recuperou estes dias após o Arcebispo de Arequipa, no Peru, Mons. Javier del Rio Alba, afirmou que é um pecado para votar em candidatos eleições presidenciais que favorecem o aborto, como Verónica Mendoza (Frente Ampla) ou Alfredo Barnechea (Ação Popular). A seguir, a carta completa do Cardeal Ratzinger aos bispos dos Estados Unidos: Dignidade para receber a Sagrada Comunhão Princípios gerais 1. Apresentar-se para receber a Sagrada Comunhão deve ser uma decisão consciente, baseada num juízo fundamentado sobre a sua própria dignidade, de acordo com os critérios objetivos da Igreja, fazendo perguntas como: “Estou em plena comunhão com a Igreja Católica? Eu sou culpado de algum pecado grave? Eu incorri em alguma penalidade (por ex., Excomunhão) que me proíbe de receber a Sagrada Comunhão? Eu preparei jejum por pelo menos uma hora antes? “A prática de apresentar-se indiscriminadamente para receber a Sagrada Comunhão, meramente como uma consequência de estar presente na Missa, é um abuso que deve ser corrigido ( Instrução cf. Redemptionis Sacramentum, números 81 83 ). 2. A Igreja ensina que o aborto ou a eutanásia são pecados gravíssimos. A Carta Encíclica Evangelium vitae, relativa a decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto ou a eutanásia, declara que há “uma obrigação séria e clara de se opor por objeção de consciência”. No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como uma lei que permite o aborto ou a eutanásia, nunca será lícito obedecê-las, ou participar de uma campanha de propaganda a favor de tais leis ou mesmo votar nelas ‘ “(n. 73 ). Os cristãos têm ” uma grave obrigação de consciência de não cooperar formalmente em práticas que, mesmo que sejam permitidas pela legislação civil, são contrárias à lei de Deus . De fato, do ponto de vista moral, nunca é lícito cooperar formalmente com o mal. […] Essa cooperação nunca pode ser justificada invocando o respeito pela liberdade dos outros ou apelando para o fato de que o direito civil a permite ou exige ”(nº 74). 3. Nem todas as questões morais têm o mesmo peso moral que o aborto e a eutanásia. Por exemplo, se um católico discordar do Santo Padre sobre a aplicação da pena de morte ou a decisão de fazer a guerra, não seria considerado, por essa razão, indigno parecer receber a Sagrada Comunhão. Enquanto a Igreja exorta as autoridades civis para buscar a paz, não a guerra, e de discrição e misericórdia na imposição de punição a criminosos, ainda seria permitido pegar em armas para repelir um agressor ou a recorrer à pena capital. Pode haver uma legítima diversidade de opinião entre os católicos sobre a guerra e a aplicação da pena de morte, mas não sobre o aborto e a eutanásia. 4. Para além do julgamento de um indivíduo sobre o seu merecimento de se apresentar para receber a Santa Eucaristia, os ministros da Comunhão podem se encontrar em uma situação em que devem recusar-se a distribuir a sagrada Comunhão a alguém, como no caso de um declarado excomungado, um declarado em interdito, ou uma pessoa que persista em um pecado grave manifesto (cf. cân. 915). 5. Em relação ao pecado grave do aborto ou da eutanásia, quando uma pessoa coopera formal e publicamente (entendido, no caso de um político católico, como fazer campanha e votar em leis de aborto e eutanásia permissivas), o Pastor deve se encontrar com ele, instruindo sobre os ensinamentos da Igreja, informando-o de que não deve ser apresentada à Santa Comunhão até o fim da situação objetiva do pecado , e avisando-o que de outra forma haverá de ser negada a Eucaristia. 6. Quando “estas medidas de precaução não tiveram seu efeito ou quando eles não teria sido possível”, e a pessoa em questão, com persistência obstinada, ainda apresenta-se a receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Comunhão deve recusar-se a distribuí-lo” (Ver Declaração do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos “Santa Comunhão e Divórcio, Católicos Recasados Civilmente” [2002], números 3-4). Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou penalidade. Nem é que o ministro da Santa Comunhão está fazendo um julgamento sobre a culpa subjetiva da pessoa, mas que ele está reagindo à indignidade pública da pessoa em receber a Santa Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado. Fonte: ACI Prensa #Política #Aborto #Eleições #Eutanásia #BentoXVI
- O dia em que Ratzinger explicou por que é errado votar em candidatos pró-aborto
Há alguns anos atrás, o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito há mais de 20 anos da Congregação para a Doutrina da Fé, explicou por que é um pecado para votar em candidatos que defendem o aborto. A carta enviada pelo atual Papa Bento XVI aos bispos dos Estados Unidos tinha a ver com a disposição de negar a Eucaristia aos políticos em favor do aborto. Ele afirmou que “um católico seria culpado de cooperação formal no mal, e tão indigno de se apresentar para a Sagrada Comunhão, se deliberadamente votar em um candidato precisamente por causa da atitude permissiva do candidato sobre o aborto e/ou eutanásia” . O texto, que foi enviada por ocasião da Assembleia Plenária do Episcopado americano realizado em junho de 2004, a importância recuperou estes dias após o Arcebispo de Arequipa, no Peru, Mons. Javier del Rio Alba, afirmou que é um pecado para votar em candidatos eleições presidenciais que favorecem o aborto, como Verónica Mendoza (Frente Ampla) ou Alfredo Barnechea (Ação Popular). A seguir, a carta completa do Cardeal Ratzinger aos bispos dos Estados Unidos: Dignidade para receber a Sagrada Comunhão Princípios gerais 1. Apresentar-se para receber a Sagrada Comunhão deve ser uma decisão consciente, baseada num juízo fundamentado sobre a sua própria dignidade, de acordo com os critérios objetivos da Igreja, fazendo perguntas como: “Estou em plena comunhão com a Igreja Católica? Eu sou culpado de algum pecado grave? Eu incorri em alguma penalidade (por ex., Excomunhão) que me proíbe de receber a Sagrada Comunhão? Eu preparei jejum por pelo menos uma hora antes? “A prática de apresentar-se indiscriminadamente para receber a Sagrada Comunhão, meramente como uma consequência de estar presente na Missa, é um abuso que deve ser corrigido ( Instrução cf. Redemptionis Sacramentum, números 81 83 ). 2. A Igreja ensina que o aborto ou a eutanásia são pecados gravíssimos. A Carta Encíclica Evangelium vitae, relativa a decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto ou a eutanásia, declara que há “uma obrigação séria e clara de se opor por objeção de consciência”. No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como uma lei que permite o aborto ou a eutanásia, nunca será lícito obedecê-las, ou participar de uma campanha de propaganda a favor de tais leis ou mesmo votar nelas ‘ “(n. 73 ). Os cristãos têm ” uma grave obrigação de consciência de não cooperar formalmente em práticas que, mesmo que sejam permitidas pela legislação civil, são contrárias à lei de Deus . De fato, do ponto de vista moral, nunca é lícito cooperar formalmente com o mal. […] Essa cooperação nunca pode ser justificada invocando o respeito pela liberdade dos outros ou apelando para o fato de que o direito civil a permite ou exige ”(nº 74). 3. Nem todas as questões morais têm o mesmo peso moral que o aborto e a eutanásia. Por exemplo, se um católico discordar do Santo Padre sobre a aplicação da pena de morte ou a decisão de fazer a guerra, não seria considerado, por essa razão, indigno parecer receber a Sagrada Comunhão. Enquanto a Igreja exorta as autoridades civis para buscar a paz, não a guerra, e de discrição e misericórdia na imposição de punição a criminosos, ainda seria permitido pegar em armas para repelir um agressor ou a recorrer à pena capital. Pode haver uma legítima diversidade de opinião entre os católicos sobre a guerra e a aplicação da pena de morte, mas não sobre o aborto e a eutanásia. 4. Para além do julgamento de um indivíduo sobre o seu merecimento de se apresentar para receber a Santa Eucaristia, os ministros da Comunhão podem se encontrar em uma situação em que devem recusar-se a distribuir a sagrada Comunhão a alguém, como no caso de um declarado excomungado, um declarado em interdito, ou uma pessoa que persista em um pecado grave manifesto (cf. cân. 915). 5. Em relação ao pecado grave do aborto ou da eutanásia, quando uma pessoa coopera formal e publicamente (entendido, no caso de um político católico, como fazer campanha e votar em leis de aborto e eutanásia permissivas), o Pastor deve se encontrar com ele, instruindo sobre os ensinamentos da Igreja, informando-o de que não deve ser apresentada à Santa Comunhão até o fim da situação objetiva do pecado , e avisando-o que de outra forma haverá de ser negada a Eucaristia. 6. Quando “estas medidas de precaução não tiveram seu efeito ou quando eles não teria sido possível”, e a pessoa em questão, com persistência obstinada, ainda apresenta-se a receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Comunhão deve recusar-se a distribuí-lo” (Ver Declaração do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos “Santa Comunhão e Divórcio, Católicos Recasados Civilmente” [2002], números 3-4). Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou penalidade. Nem é que o ministro da Santa Comunhão está fazendo um julgamento sobre a culpa subjetiva da pessoa, mas que ele está reagindo à indignidade pública da pessoa em receber a Santa Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado. Fonte: ACI Prensa #Política #Aborto #Eleições #Eutanásia #BentoXVI
- DISCURSO DE VICTOR HUGO, EM 1850, NA ASSEMBLÉIA NACIONAL FRANCESA SOBRE O SENTIDO DO ENSINO RELIGIOS
O ensino religioso é a meu ver, hoje em dia, mais do que nunca necessário. Quanto mais cresce o homem, mais deve crer. Há um grande mal em nossos tempos; diria, mesmo, que quase não há outro mal: é uma certa tendência a limitar tudo a esta vida. Dando-se ao homem por fim e por objetivo só a vida terrestre e material, vêm agravar-lhe todos os seus males com a negação, com que a rematam; ao desânimo dos infelizes acrescentam ainda o peso insuportável do nada; e o que é só sofrimento, ou uma lei de Deus, transformam-no em desespero, que é uma lei do inferno. Daqui provêm as grandes convulsões sociais. Está claro que eu sou dos que desejam que se melhore a sorte material dos que sofrem; mas o que não quero é que se esqueça que a maior das melhorias está em dar-se-lhes a esperança. Quanto não se atenuam os males finitos, quando lhes anda associada a esperança de um bem infinito! O dever de todos nós, legisladores, bispos, padres, escritores, é fazer com que todos levantem os olhos para o céu, é encaminhar as almas, dirigir-lhes todas as esperanças para uma outra vida, em que se fará justiça, em que encontrarão justiça. Digamos bem alto: ninguém haverá sofrido injustamente, ninguém haverá sofrido inutilmente. Não o esqueçamos, e ensinemo-lo a todos: nada de nobre teria o viver, se tudo houvesse de morrer conosco. O que alivia os trabalhos, o que santifica o trabalho, o que torna o homem forte, bom, ajuizado, paciente, benévolo, justo, o que o torna ao mesmo tempo humilde e grande, digno da inteligência e digno da vontade livre, é ter ante si incessantemente a visão de um mundo melhor a brilhar através das trevas desta vida. (In: Pe. Walter Devivier S. J., Curso de Apologética Cristã)
- Deputada Católica faz discurso histórico e profético, e mostra que ainda há esperanças para o Brasil
Deputada Católica faz discurso histórico e profético e mostra que ainda há esperanças para o Brasil! Deputada Católica Chris Tonietto fez este discurso excepcional apontando, com detalhes, os anseios dos Cristãos para o futuro de nossa nação e ainda apontou problemas graves que precisam ser corrigidos com urgência! Que Deus proporcione as graças necessárias para que Chris Tonietto continue firme nesta missão e vocação tão especial e que ela seja inspiração para que mais deputados católicos se levantem e tenham coragem, a fim de que, com a ajuda de Deus, o Brasil volte ser uma nação íntegra e fiel a Deus! Assista a este emocionante discurso: #discurso #histórico #ainda #profético #deputada #Catolica #mostra
- A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério
A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério A Santa Missa é o que existe de mais precioso e sagrado na face da terra e de forma alguma deveria receber rótulos e nem ter sua estrutura adulterada. Não deveriam existir as rotuladas missas Sertanejas, missas Afro, missas das Crianças, missas de Cura ou Libertação, etc… A Santa Missa é sempre a atualização do Calvário, independentemente do tempo litúrgico em que se celebra, portanto é dever do sacerdote e da equipe de liturgia seguir sempre as instruções do missal, sem modificações, invenções, interrupções de qualquer tipo. Entretanto, como bem sabemos, não é isso que acontece na maioria das paróquias. Assista ao vídeo: Leia também Bispo corrige equipe de canto durante a Missa: “Tem que seguir a liturgia, não dá para improvisar” Em missas previamente rotuladas, tornou-se extremamente comum acontecer todo tipo de abusos. É algo muito grave. Além das adulterações serem uma terrível ofensa ao sagrado, os abusos litúrgicos acabam ainda afetando negativamente a fé de muitas pessoas, que comparam a Santa Missa a outras celebrações muito menos importantes, e consequentemente continuam tratando o cristianismo como algo superficial, impedindo, dessa forma, de se aprofundam na fé, o que impede que haja uma conversão sincera. Leia também Mandamento da Igreja: Guardar domingos e festas de guarda O que muitos ainda não compreenderam é que a Santa Missa precisa ser respeitada acima de tudo, pois mais do que ritos, estamos presenciando de maneira velada aquilo que aconteceu no Calvário. De maneira simplificada, é como se nós estivéssemos em uma máquina do tempo, uma vez que para Deus o tempo não existe pois é eterno, Ele permite que participemos deste mistério. A maioria dos católicos que são obrigados a frequentar missas adulteradas, não compreendem a sua importância por perceber que aqueles deveriam zelar pela liturgia, não o fazem! A consequência disso é que muitos ainda não conhecem o verdadeiro significado da Eucaristia, e por este motivo recebem-na, por diversas vezes, sem o devido preparo, às vezes até mesmo em estado de pecado mortal, pois também não são orientados a buscar a confissão com frequência como manda a Igreja, uma vez que em nossos tempos é muito incomum encontrar pessoas que permaneçam ao menos 1 semana sem cometer pecados graves. Enfim, é importante lembrar que grande parte da culpa de tudo isso acontecer são dos próprios dos bispos que permitem uma péssima formação nos seminários e não ficam atentos aos sacerdotes pelos quais são responsáveis. Também tem culpa os padres que permitem ou estimulam tais abusos, pois deveriam, no mínimo, ter conhecimento profundo sobre a liturgia e sobre a doutrina da igreja. No meio desta grave crise na igreja, os mais prejudicados são aqueles que estão no meio do povo, pois acabam ficando desorientados, como se estivessem sem pastor. Leia também Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja” Assista também este outro vídeo: Leia também AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO #CNBB #SantaMissa #Eucaristia #AbusosLitúrgicos #Liturgia
- A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério
A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério A Santa Missa é o que existe de mais precioso e sagrado na face da terra e de forma alguma deveria receber rótulos e nem ter sua estrutura adulterada. Não deveriam existir as rotuladas missas Sertanejas, missas Afro, missas das Crianças, missas de Cura ou Libertação, etc… A Santa Missa é sempre a atualização do Calvário, independentemente do tempo litúrgico em que se celebra, portanto é dever do sacerdote e da equipe de liturgia seguir sempre as instruções do missal, sem modificações, invenções, interrupções de qualquer tipo. Entretanto, como bem sabemos, não é isso que acontece na maioria das paróquias. Assista ao vídeo: Leia também Bispo corrige equipe de canto durante a Missa: “Tem que seguir a liturgia, não dá para improvisar” Em missas previamente rotuladas, tornou-se extremamente comum acontecer todo tipo de abusos. É algo muito grave. Além das adulterações serem uma terrível ofensa ao sagrado, os abusos litúrgicos acabam ainda afetando negativamente a fé de muitas pessoas, que comparam a Santa Missa a outras celebrações muito menos importantes, e consequentemente continuam tratando o cristianismo como algo superficial, impedindo, dessa forma, de se aprofundam na fé, o que impede que haja uma conversão sincera. Leia também Mandamento da Igreja: Guardar domingos e festas de guarda O que muitos ainda não compreenderam é que a Santa Missa precisa ser respeitada acima de tudo, pois mais do que ritos, estamos presenciando de maneira velada aquilo que aconteceu no Calvário. De maneira simplificada, é como se nós estivéssemos em uma máquina do tempo, uma vez que para Deus o tempo não existe pois é eterno, Ele permite que participemos deste mistério. A maioria dos católicos que são obrigados a frequentar missas adulteradas, não compreendem a sua importância por perceber que aqueles deveriam zelar pela liturgia, não o fazem! A consequência disso é que muitos ainda não conhecem o verdadeiro significado da Eucaristia, e por este motivo recebem-na, por diversas vezes, sem o devido preparo, às vezes até mesmo em estado de pecado mortal, pois também não são orientados a buscar a confissão com frequência como manda a Igreja, uma vez que em nossos tempos é muito incomum encontrar pessoas que permaneçam ao menos 1 semana sem cometer pecados graves. Enfim, é importante lembrar que grande parte da culpa de tudo isso acontecer são dos próprios dos bispos que permitem uma péssima formação nos seminários e não ficam atentos aos sacerdotes pelos quais são responsáveis. Também tem culpa os padres que permitem ou estimulam tais abusos, pois deveriam, no mínimo, ter conhecimento profundo sobre a liturgia e sobre a doutrina da igreja. No meio desta grave crise na igreja, os mais prejudicados são aqueles que estão no meio do povo, pois acabam ficando desorientados, como se estivessem sem pastor. Leia também Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja” Assista também este outro vídeo: Leia também AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO #CNBB #SantaMissa #Eucaristia #AbusosLitúrgicos #Liturgia
- Deputada Católica faz discurso histórico e profético, e mostra que ainda há esperanças para o Brasil
Deputada Católica faz discurso histórico e profético e mostra que ainda há esperanças para o Brasil! Deputada Católica Chris Tonietto fez este discurso excepcional apontando, com detalhes, os anseios dos Cristãos para o futuro de nossa nação e ainda apontou problemas graves que precisam ser corrigidos com urgência! Que Deus proporcione as graças necessárias para que Chris Tonietto continue firme nesta missão e vocação tão especial e que ela seja inspiração para que mais deputados católicos se levantem e tenham coragem, a fim de que, com a ajuda de Deus, o Brasil volte ser uma nação íntegra e fiel a Deus! Assista a este emocionante discurso: #Brasil #Eleições #Política
- Deputada Católica faz discurso histórico e profético, e mostra que ainda há esperanças para o Brasil
Deputada Católica faz discurso histórico e profético e mostra que ainda há esperanças para o Brasil! Deputada Católica Chris Tonietto fez este discurso excepcional apontando, com detalhes, os anseios dos Cristãos para o futuro de nossa nação e ainda apontou problemas graves que precisam ser corrigidos com urgência! Que Deus proporcione as graças necessárias para que Chris Tonietto continue firme nesta missão e vocação tão especial e que ela seja inspiração para que mais deputados católicos se levantem e tenham coragem, a fim de que, com a ajuda de Deus, o Brasil volte ser uma nação íntegra e fiel a Deus! Assista a este emocionante discurso: #Brasil #Eleições #Política
- A DISCIPLINA DA INTELIGÊNCIA – Adolphe Tanquerey
O entendimento foi-nos dado para conhecer a verdade, Deus sobretudo e as coisas divinas. Deus é que é o verdadeiro sol dos espíritos; ilumina-nos por meio de duas luzes, a luz da razão e a da fé. No estado presente, não podemos chegar à verdade integral sem o concurso delas ambas; menosprezar uma ou outra, é cegar-se a si mesmo. E tanto mais importante é disciplinar a inteligência quanto é certo que é ela que ilumina a vontade e lhe permite orientar-se para o bem; é ela que, com o nome de consciência, é a regra da nossa vida moral e sobrenatural. Mas, para ser assim de fato, é indispensável mortificar as suas tendências defeituosas. Eis as principais: a ignorância, a curiosidade e a precipitação, o orgulho e a teimosia. A ignorância combate-se pela aplicação metódica e constante ao estudo, mormente ao estudo de quanto se refere a Deus, nosso fim último, e aos meios de o alcançar. E na verdade, bem desarrazoado seria ocupar-se o homem de todas as ciências e descurar a da salvação. É certo que cada um deve estudar, nas ciências humanas, as que se referem aos seus deveres de estado; mas, sendo como é dever primordial de todos conhecer a Deus para o amar, descurar este estudo seria inexcusável. E, contudo, quantos cristãos, muito instruídos neste ou naquele ramo das ciências, não chegam a possuir nem sequer um conhecimento rudimentar das verdades cristãs, dos dogmas, da moral e da ascética! Hoje, felizmente, manifesta-se algum progresso nas classes elevadas, e há círculos de estudo em que se profundam com o mais vivo interesse todas as questões religiosas, sem excetuar a espiritualidade. Deus seja bendito, e oxalá que este movimento alastre! A curiosidade é uma doença do espírito que não faz senão aumentar a ignorância religiosa: é que, na verdade, enquanto nos arrasta com excessivo ardor para os conhecimentos mais agradáveis que úteis, faz-nos perder tempo muito precioso. Muitas vezes é acompanhada de ansiedade e precipitação, que faz nos deixemos absorver nos estudos que lisonjeiam a curiosidade, com detrimento dos que são mais importantes. Para triunfar dela é mister: 1) estudar em primeiro lugar não o que agrada, senão o que é útil, sobretudo o que é necessário: «id prius quod est magis necessarium», diz S. Bernardo, não nos ocupando do resto senão por modo de recreação. Por conseguinte, não se deve ler senão com sobriedade o que alimenta a imaginação mais que o espírito, como a maior parte dos romances, ou o que se refere às novidades e boatos do mundo, como os jornais e certas revistas. 2) Nestas leituras, cumpre-nos evitar a sofreguidão excessiva, não querer devorar rapidamente um volume inteiro. Ainda quando se trate de boas leituras, importa fazê-las lentamente, para melhor se compreender e saborear o que se lê. 3) O que mais facilmente conseguiremos, se estudarmos não por curiosidade, não para nos comprazermos na própria ciência, senão por um motivo sobrenatural, para nos edificarmos a nós mesmos e edificarmos os demais: «ut aedificent, et caritas est ut aedificentur, et prudentia est». Porquanto, como diz com razão S. Agostinho, a ciência deve ser posta ao serviço da caridade: «Sic ad hibeatur scientia tanquam machinam quaedam per quam structura caritatis assurgat». Isto é verdade, até mesmo no estudo das questões de espiritualidade. E que, efetivamente, não falta quem, nos seus estudos, busque antes a satisfação da curiosidade e do orgulho do que a pureza do coração e a prática da mortificação. O orgulho deve-se, pois, evitar, esse orgulho do espírito, que é mais perigoso e difícil de curar que o da vontade, diz Lorenzo Scupoli. É este orgulho que toma dificultosas a fé e a obediência aos superiores. O orgulhoso quereria bastar-se a si mesmo, tal é a confiança que tem na própria inteligência; custa-lhe receber os ensinamentos da fé, ou ao menos querer submetê-los à crítica e interpretação da própria razão. Do mesmo medo é tal a confiança que tem no seu juízo, que não gosta de consultar os outros, especialmente os superiores. Daí, imprudências lamentáveis; daí, um aferro tal às próprias ideias, que o leva a condenar em tom categórico as opiniões que não são conformes às suas. É esta uma das causas mais frequentes dessas divisões que se observam entre cristãos, às vezes até entre autores católicos. S. Agostinho estigmatizava já no seu tempo essas desgraçadas divisões que destroem a paz, a concórdia e a caridade: «sunt unitatis divisores, inimici pacis, caritatis expertes, vanitate tumentes, placentes sibi et magni in oculis suis». Para curar este orgulho do espírito: 1) é preciso, antes de tudo, submeter-se, com docilidade infantil, aos ensinamentos da fé: não há dúvida que é permitido buscar aquela inteligência dos nossos dogmas, que se obtém por meio de paciente e laboriosa investigação, utilizando os trabalhos dos Santos Padres e Doutores, sobretudo de S. Agostinho e Santo Tomás; mas é necessário fazê-lo com piedade e sobriedade, como diz o Concílio do Vaticano, inspirando-nos da máxima de S. Anselmo: “fides quaerens intellectum”. Então, evita-se esse espírito hipercrítico que atenua e minimiza os nossos dogmas, a pretexto de os explicar; então, submete-se o próprio juízo não somente às verdades de fé senão também às direções pontifícias; mas também então, nas questões livremente discutidas, deixa-se aos outros a liberdade que se reclama para as próprias opiniões, e não se tratam com desdém transcendente as opiniões contrárias. É assim que se consegue a paz dos espíritos. Nas discussões travadas com os outros, é mister buscar, não a satisfação do orgulho e o triunfo das próprias ideias, mas a verdade. É raro que não haja, nas opiniões adversas, uma parte de verdade que até então nos havia escapado; escutar as razões dos adversários com atenção e imparcialidade, e conceder-lhes o que há de justo nas suas observações, é ainda o melhor meio de nos aproximarmos da verdade, bem como de salvaguardarmos as leis da humildade e caridade. Em resumo: é mister, para disciplinar a própria inteligência, estudar o que é mais necessário e fazê-lo com método, constância e espírito sobrenatural, isto é, com desejo de conhecer, amar e praticar a verdade. (Adolphe Tanquerey. Compêndio de teologia ascética e mística. Porto, Livraria Apostolado da Imprensa, 1961, p. 386)
- Responsável do MSM no Brasil faz um grave alerta e pede ajuda a todos os apóstolos
O responsável do Movimento Sacerdotal Mariano – MSM – no Brasil, após conversa com o Cardeal Dom Odilo da Arquidiocese de São Paulo, ficou sabendo de uma realidade muito preocupante e fez uma carta pedindo ajuda a todos os apóstolos marianos do Brasil. Leia a carta na íntegra! Importante: Carta do Responsável Leigo a todos os membros do Movimento Sacerdotal Mariano no Brasil Movimento Sacerdotal Mariano São Paulo, 3 de julho de 2019 Queridos irmãos em Cristo e no Coração Imaculado de Maria. No último Cenáculo anual do Movimento Sacerdotal Mariano que tivemos na Catedral da Sé, nosso querido Cardeal Dom Odilo expressou uma profunda preocupação, porque na pesquisa que a Arquidiocese de São Paulo fez por causa do Sínodo, descobriram que apenas 5% dos católicos estão indo à Missa todos os Domingos!!! Isso é muito perigoso, e pode causar uma grande perda da fé católica! Nós, como Movimento Sacerdotal Mariano, oferecemos ajuda e ele , que nos pediu para falar com todos os Párocos, Administradores Paroquiais e Vigários Paroquiais na Arquidiocese de Sao Paulo, oferecendo a implantação dos Cenáculos de oração e fraternidade do MSM em todas as Igrejas da Arquidiocese. Estamos visitando todas as Igrejas, Santuários e Capelas da Arquidiocese e temos tido uma ótima acolhida por parte dos Sacerdotes, que deram muito boas idéias, que passamos a apresentar abaixo! Espero que com essa iniciativa, todos os católicos da Arquidiocese e de todo Brasil, possam participar dos Cenáculos, para consagrarem-se ao Coração Imaculado de Maria, que prometeu tomar posse de quem a Ela se consagrar e ajudar a salvar a sua alma na hora da morte e ajudar a todos a viver e morrer na Graça e no Amor de Deus! Para que nos tornemos santos na Escola de Maria, que são os Cenáculos! Santos porque Deus é Santo! Santos como os pastorinhos de Fátima, que entrando na Escola de Maria tornaram-se santos em pouco tempo!!! Que outras Dioceses acompanhem essa maravilhosa e providencial iniciativa do Dom Odilo!!! A primeira iniciativa seria abrir um Cenáculo Eucarístico no Sábado ou no Domingo, antes ou depois da Missa mais frequentada e essas pessoas seriam formadas como os “apóstolos dos Cenáculos” e seriam formados na Escola de Maria (os Cenáculos), para essa missão! Leia também: Sobre a queda dos católicos no Brasil Após formado o grupo de apóstolos, eles iriam 2 a 2 em várias áreas de atuação: – Nos batizados, solicitando ao sacerdote que consagre as crianças ao Coração Imaculado de Maria (formula breve, por exemplo “Virgem de Fátima consagro ao teu Coração Imaculado o/a Fulano/a ( nome da criança batizada)” e fazer a consagração da assembleia ao Coração Imaculado de Maria “Virgem de Fátima rainha do céu e da terra, refugio dos pecadores, nós nos consagramos de modo especialíssimo ao teu Coração Imaculado….” Oferecer de irmos fazer o Cenáculo nas suas famílias, dizendo que Nossa Senhora fez 4 promessas: a) cimenta o amor do marido e da mulher; b) ajuda os filhos a viverem na graça de Deus; c) ajuda em todas as necessidades materiais e espirituais; d) protege a família de todos os perigos com seu manto materno! Pegar nome e celular de quem quiser e depois ir nas famílias fazer os Cenáculos, pedindo para convidarem os familiares, vizinhos, parente e amigos. E aí vamos chegar a um grande número de pessoas que não vai mais à Missa, para trazê-los de volta para a Igreja!!! – Nos casamentos a mesma coisa! Consagrar os noivos e depois a todos e oferecer os Cenáculos familiares. – Velórios, idem! Falando que Nossa Senhora nos ajuda a salvar a nossa alma se nos consagramos ao Seu Coração Imaculado! – Prisões! Histórias belíssimas de conversões e mudança de vida, temos tido nas prisões!!! – Hospitais! Visitando os doentes que desejarem e abrindo um Cenáculo após a Missa de Domingo, aí oferecendo os Cenáculos familiares! – Os Cenáculos nas igrejas se iniciam com a exposição do Santíssimo, reza do terço, leitura de uma mensagem do Livro Azul: “Aos Sacerdote, Filhos Prediletos de Nossa Senhora”. E Ato de Consagração ao Coração Imaculado de Maria, segundo a fórmula do MSM, no final canta-se o hino do MSM, que é muito belo! – Escolas públicas e particulares: fazer cenáculos com as crianças e jovens e oferecendo aos pais para irmos fazer o Cenáculo Familiar nas suas casas. – Crianças da catequese, convidando os pais para o Cenáculo com as crianças e oferecendo de ir às suas casas fazer o Cenáculo Familiar. – Asilos de idosos. – Casas de cura de hanseníase e outras doenças graves e incuráveis. – Convidar nas Missas de Domingo para fazer os Cenáculos Familiares. O Pe. Francisco, que é o responsável diocesano do MSM em Brasília, teve a iniciativa de oferecer os Cenáculos Familiares nas Missas de Domingo em 4 Igrejas. Qual não foi a surpresa dele, quando na primeira: 160 famílias pediram o Cenáculo Familiar, na segunda: 140, na terceira: 180 e na quarta: 180!!! Ele formou 60 grupos de 2 apóstolos, que foram fazer 3 Cenáculos Familiares por fim de semana, cada um. E assim, em um mesmo fim de semana abriram-se todos os Cenáculos que pediram!!! Nossa Senhora dá muitas graças nos Cenáculos! Especialmente a conversão e a santificação, mas também faz milagres físicos. Por exemplo: em Brasília há 5 anos se formou um grupo de 6 mulheres que não conseguiam ter filhos há vários anos e iniciaram a fazer o Cenáculo pedindo a Nossa Senhora a graça de ter filhos! Hoje, já são mais de 250 mulheres no grupo e já nasceram mais de 160 crianças!!! Uma maravilha!!! – Crisma, a mesma coisa! Fazer Cenáculos com os crismandos e seus pais. – Curso de noivos, idem. Para que se formem, já, famílias santas, consagradas ao Coração Imaculado de Maria! – Sugerir ao Bispo diocesano de Consagrar a Diocese ao Coração Imaculado de Maria! E proclamar um ano Mariano na Diocese! – Ter uma bela imagem do Coração Imaculado de Maria para levar quando ir fazer os Cenáculos: nas Paroquias, nas famílias, com os de jovens e com as crianças! As pessoas ficam encantadas com a beleza de Nossa Senhora e são atraídas a se consagrarem ao Seu Coração Imaculado!!! – Usar sempre as camisetas do MSM com a linda imagem do Coração Imaculado de Maria, porque isso atrai muita gente a perguntar o que é, e então se convida para os Cenáculos! – Fomentar cenáculos só de Sacerdotes, mesmo que sejam 2 ou 3, já se podem fazer o Cenáculo, nos diz Nossa Senhora! – Organizar retiros de 1 a 3 dias. – Incentivar as pessoas a se confessarem com frequência, pelo menos uma vez por mês, para combaterem o pecado que é o maior mal do mundo! Pois, é a única coisa que pode nos levar ao inferno! – Divulgar as meditações do Pe Gobbi, que ele fez nos retiros. Leia também: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem – Festas, (festa junina, por exemplo) onde o Sacerdote pode falar com as pessoas que vão na festa, mas não vão à Missa, convidando-as a voltar para a igreja, a casar-se, se não são casados e vivem juntos, a batizar e crismar os filhos. Um Sacerdote aqui da Arquidiocese de São Paulo, quando assumiu a Paróquia, haviam pouquíssimos fieis que iam à Igreja, então, na Festa Junina do ano passado ele foi em todas as mesas para se apresentar e oferecer para casar, batizar e confessar quem precisasse… ficou um ano trabalhando os contatos que fez e depois de um ano a Igreja voltou a ficar lotada de fiéis! As pessoas gostam do Padre! Querem falar com ele, conhecê-lo melhor e aí passam a frequentar a Igreja e ter amizade e confiança no seu pastor! – Nós do MSM amamos muito nossos Sacerdotes, rezamos por eles , afinal, se não fossem os Sacerdotes não teríamos a Eucaristia, o Batismo, a Confissão, a Unção dos enfermos, Crisma (dada pelo Bispo), as ordenações (feitas pelo Bispo)… Jamais criticamos os Sacerdotes porque o amamos e eles são para nós o próprio Cristo!!! Rezamos por eles para que eles sejam Santos! E possam nos conduzir ao céu!!! – Meditar o Credo de Paulo VI. – Cenáculos em orfanatos. – Cenáculos nas Rádios e TVs. Na Rádio Catedral no Rio o MSM iniciou com um Cenáculo 1 vez por semana, que fez tanto sucesso, que os ouvintes pediram 2 vezes por semana! E hoje tem 2 vezes por semana! Uma beleza!!! – Peregrinações! Este ano 30/8 e 1/9/2019, teremos nossa primeira romaria/retiro em Aparecida!!! Esperamos contar com a presença de todos que puderem! Não tenham preguiça! Quem for vai receber muitas graças dos Corações de Jesus e de Maria!!! – Cenáculos ao ar livre, em praças , na praia. Em Niterói, por exemplo, temos nosso Cenáculo na praia e este ano teve a presença do Bispo diocesano, alguns sacerdotes e mais de 800 fieis!!! Uma maravilha!!! – Cenáculos em casas religiosas masculinas e femininas, conventos e Mosteiros! – Rezar pelos Padres, Bispos , pelo Papa e por toda Igreja! Divulgando os 3 compromissos do nosso Movimento: 1º – Consagração ao Coração Imaculado de Maria, fazer e viver a consagração como uma criança de 2 meses nos braços da Mãe, nos dizia nosso querido e saudoso Pe. Gobbi. 2º – Unidade ao Papa e à Igreja unida a ele. 3º – Difundir os Cenáculos, de crianças, jovens , famílias, paróquias e de Sacerdotes! Tudo isso para a Glória de Deus e pelo triunfo do Coração Imaculado de Maria no mundo! Como Ela prometeu : “Por fim, o meu Coração Imaculado Triunfara’!!!” Ajudemos Nossa Senhora a apressar esse triunfo!!! Unidos a todos nos Corações de Jesus e de Maria, pedimos ao Senhor da messe que mande muitos operários, muitas santas vocações sacerdotais e religiosas! Um abraço carinhoso a todos Otavio Piva Responsável leigo do MSM no Brasil #CNBB #Crisenaigreja #NossaSenhora
- Responsável do MSM no Brasil faz um grave alerta e pede ajuda a todos os apóstolos
O responsável do Movimento Sacerdotal Mariano – MSM – no Brasil, após conversa com o Cardeal Dom Odilo da Arquidiocese de São Paulo, ficou sabendo de uma realidade muito preocupante e fez uma carta pedindo ajuda a todos os apóstolos marianos do Brasil. Leia a carta na íntegra! Importante: Carta do Responsável Leigo a todos os membros do Movimento Sacerdotal Mariano no Brasil Movimento Sacerdotal Mariano São Paulo, 3 de julho de 2019 Queridos irmãos em Cristo e no Coração Imaculado de Maria. No último Cenáculo anual do Movimento Sacerdotal Mariano que tivemos na Catedral da Sé, nosso querido Cardeal Dom Odilo expressou uma profunda preocupação, porque na pesquisa que a Arquidiocese de São Paulo fez por causa do Sínodo, descobriram que apenas 5% dos católicos estão indo à Missa todos os Domingos!!! Isso é muito perigoso, e pode causar uma grande perda da fé católica! Nós, como Movimento Sacerdotal Mariano, oferecemos ajuda e ele , que nos pediu para falar com todos os Párocos, Administradores Paroquiais e Vigários Paroquiais na Arquidiocese de Sao Paulo, oferecendo a implantação dos Cenáculos de oração e fraternidade do MSM em todas as Igrejas da Arquidiocese. Estamos visitando todas as Igrejas, Santuários e Capelas da Arquidiocese e temos tido uma ótima acolhida por parte dos Sacerdotes, que deram muito boas idéias, que passamos a apresentar abaixo! Espero que com essa iniciativa, todos os católicos da Arquidiocese e de todo Brasil, possam participar dos Cenáculos, para consagrarem-se ao Coração Imaculado de Maria, que prometeu tomar posse de quem a Ela se consagrar e ajudar a salvar a sua alma na hora da morte e ajudar a todos a viver e morrer na Graça e no Amor de Deus! Para que nos tornemos santos na Escola de Maria, que são os Cenáculos! Santos porque Deus é Santo! Santos como os pastorinhos de Fátima, que entrando na Escola de Maria tornaram-se santos em pouco tempo!!! Que outras Dioceses acompanhem essa maravilhosa e providencial iniciativa do Dom Odilo!!! A primeira iniciativa seria abrir um Cenáculo Eucarístico no Sábado ou no Domingo, antes ou depois da Missa mais frequentada e essas pessoas seriam formadas como os “apóstolos dos Cenáculos” e seriam formados na Escola de Maria (os Cenáculos), para essa missão! Leia também: Sobre a queda dos católicos no Brasil Após formado o grupo de apóstolos, eles iriam 2 a 2 em várias áreas de atuação: – Nos batizados, solicitando ao sacerdote que consagre as crianças ao Coração Imaculado de Maria (formula breve, por exemplo “Virgem de Fátima consagro ao teu Coração Imaculado o/a Fulano/a ( nome da criança batizada)” e fazer a consagração da assembleia ao Coração Imaculado de Maria “Virgem de Fátima rainha do céu e da terra, refugio dos pecadores, nós nos consagramos de modo especialíssimo ao teu Coração Imaculado….” Oferecer de irmos fazer o Cenáculo nas suas famílias, dizendo que Nossa Senhora fez 4 promessas: a) cimenta o amor do marido e da mulher; b) ajuda os filhos a viverem na graça de Deus; c) ajuda em todas as necessidades materiais e espirituais; d) protege a família de todos os perigos com seu manto materno! Pegar nome e celular de quem quiser e depois ir nas famílias fazer os Cenáculos, pedindo para convidarem os familiares, vizinhos, parente e amigos. E aí vamos chegar a um grande número de pessoas que não vai mais à Missa, para trazê-los de volta para a Igreja!!! – Nos casamentos a mesma coisa! Consagrar os noivos e depois a todos e oferecer os Cenáculos familiares. – Velórios, idem! Falando que Nossa Senhora nos ajuda a salvar a nossa alma se nos consagramos ao Seu Coração Imaculado! – Prisões! Histórias belíssimas de conversões e mudança de vida, temos tido nas prisões!!! – Hospitais! Visitando os doentes que desejarem e abrindo um Cenáculo após a Missa de Domingo, aí oferecendo os Cenáculos familiares! – Os Cenáculos nas igrejas se iniciam com a exposição do Santíssimo, reza do terço, leitura de uma mensagem do Livro Azul: “Aos Sacerdote, Filhos Prediletos de Nossa Senhora”. E Ato de Consagração ao Coração Imaculado de Maria, segundo a fórmula do MSM, no final canta-se o hino do MSM, que é muito belo! – Escolas públicas e particulares: fazer cenáculos com as crianças e jovens e oferecendo aos pais para irmos fazer o Cenáculo Familiar nas suas casas. – Crianças da catequese, convidando os pais para o Cenáculo com as crianças e oferecendo de ir às suas casas fazer o Cenáculo Familiar. – Asilos de idosos. – Casas de cura de hanseníase e outras doenças graves e incuráveis. – Convidar nas Missas de Domingo para fazer os Cenáculos Familiares. O Pe. Francisco, que é o responsável diocesano do MSM em Brasília, teve a iniciativa de oferecer os Cenáculos Familiares nas Missas de Domingo em 4 Igrejas. Qual não foi a surpresa dele, quando na primeira: 160 famílias pediram o Cenáculo Familiar, na segunda: 140, na terceira: 180 e na quarta: 180!!! Ele formou 60 grupos de 2 apóstolos, que foram fazer 3 Cenáculos Familiares por fim de semana, cada um. E assim, em um mesmo fim de semana abriram-se todos os Cenáculos que pediram!!! Nossa Senhora dá muitas graças nos Cenáculos! Especialmente a conversão e a santificação, mas também faz milagres físicos. Por exemplo: em Brasília há 5 anos se formou um grupo de 6 mulheres que não conseguiam ter filhos há vários anos e iniciaram a fazer o Cenáculo pedindo a Nossa Senhora a graça de ter filhos! Hoje, já são mais de 250 mulheres no grupo e já nasceram mais de 160 crianças!!! Uma maravilha!!! – Crisma, a mesma coisa! Fazer Cenáculos com os crismandos e seus pais. – Curso de noivos, idem. Para que se formem, já, famílias santas, consagradas ao Coração Imaculado de Maria! – Sugerir ao Bispo diocesano de Consagrar a Diocese ao Coração Imaculado de Maria! E proclamar um ano Mariano na Diocese! – Ter uma bela imagem do Coração Imaculado de Maria para levar quando ir fazer os Cenáculos: nas Paroquias, nas famílias, com os de jovens e com as crianças! As pessoas ficam encantadas com a beleza de Nossa Senhora e são atraídas a se consagrarem ao Seu Coração Imaculado!!! – Usar sempre as camisetas do MSM com a linda imagem do Coração Imaculado de Maria, porque isso atrai muita gente a perguntar o que é, e então se convida para os Cenáculos! – Fomentar cenáculos só de Sacerdotes, mesmo que sejam 2 ou 3, já se podem fazer o Cenáculo, nos diz Nossa Senhora! – Organizar retiros de 1 a 3 dias. – Incentivar as pessoas a se confessarem com frequência, pelo menos uma vez por mês, para combaterem o pecado que é o maior mal do mundo! Pois, é a única coisa que pode nos levar ao inferno! – Divulgar as meditações do Pe Gobbi, que ele fez nos retiros. Leia também: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem – Festas, (festa junina, por exemplo) onde o Sacerdote pode falar com as pessoas que vão na festa, mas não vão à Missa, convidando-as a voltar para a igreja, a casar-se, se não são casados e vivem juntos, a batizar e crismar os filhos. Um Sacerdote aqui da Arquidiocese de São Paulo, quando assumiu a Paróquia, haviam pouquíssimos fieis que iam à Igreja, então, na Festa Junina do ano passado ele foi em todas as mesas para se apresentar e oferecer para casar, batizar e confessar quem precisasse… ficou um ano trabalhando os contatos que fez e depois de um ano a Igreja voltou a ficar lotada de fiéis! As pessoas gostam do Padre! Querem falar com ele, conhecê-lo melhor e aí passam a frequentar a Igreja e ter amizade e confiança no seu pastor! – Nós do MSM amamos muito nossos Sacerdotes, rezamos por eles , afinal, se não fossem os Sacerdotes não teríamos a Eucaristia, o Batismo, a Confissão, a Unção dos enfermos, Crisma (dada pelo Bispo), as ordenações (feitas pelo Bispo)… Jamais criticamos os Sacerdotes porque o amamos e eles são para nós o próprio Cristo!!! Rezamos por eles para que eles sejam Santos! E possam nos conduzir ao céu!!! – Meditar o Credo de Paulo VI. – Cenáculos em orfanatos. – Cenáculos nas Rádios e TVs. Na Rádio Catedral no Rio o MSM iniciou com um Cenáculo 1 vez por semana, que fez tanto sucesso, que os ouvintes pediram 2 vezes por semana! E hoje tem 2 vezes por semana! Uma beleza!!! – Peregrinações! Este ano 30/8 e 1/9/2019, teremos nossa primeira romaria/retiro em Aparecida!!! Esperamos contar com a presença de todos que puderem! Não tenham preguiça! Quem for vai receber muitas graças dos Corações de Jesus e de Maria!!! – Cenáculos ao ar livre, em praças , na praia. Em Niterói, por exemplo, temos nosso Cenáculo na praia e este ano teve a presença do Bispo diocesano, alguns sacerdotes e mais de 800 fieis!!! Uma maravilha!!! – Cenáculos em casas religiosas masculinas e femininas, conventos e Mosteiros! – Rezar pelos Padres, Bispos , pelo Papa e por toda Igreja! Divulgando os 3 compromissos do nosso Movimento: 1º – Consagração ao Coração Imaculado de Maria, fazer e viver a consagração como uma criança de 2 meses nos braços da Mãe, nos dizia nosso querido e saudoso Pe. Gobbi. 2º – Unidade ao Papa e à Igreja unida a ele. 3º – Difundir os Cenáculos, de crianças, jovens , famílias, paróquias e de Sacerdotes! Tudo isso para a Glória de Deus e pelo triunfo do Coração Imaculado de Maria no mundo! Como Ela prometeu : “Por fim, o meu Coração Imaculado Triunfara’!!!” Ajudemos Nossa Senhora a apressar esse triunfo!!! Unidos a todos nos Corações de Jesus e de Maria, pedimos ao Senhor da messe que mande muitos operários, muitas santas vocações sacerdotais e religiosas! Um abraço carinhoso a todos Otavio Piva Responsável leigo do MSM no Brasil #CNBB #Crisenaigreja #NossaSenhora
- “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!”
PADRE JOSÉ AUGUSTO: NÃO COMUNGUE EM PECADO MORTAL! “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, […] come e bebe a sua própria condenação.” (Cor. 11, 27a-29b) Assista a esta importantíssima homilia do Padre José Augusto na qual ele revela um grave problema que ocorre na maioria das paróquias do Brasil, a comunhão sacrílega! O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1- A matéria é grave( ou seja, quando se trata de algo importante) 2- Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe que está errado e continua fazendo) 3- Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer) Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. O pecado mortal é assim chamado porque nos faz perder a graça de Deus, ou seja, a comunhão com Deus, levando nossa alma a um estado de morte. Quem comete um pecado mortal, rompe por própria escolha a amizade com Deus e coloca-se debaixo da julgo de satanás. É por isso que a Bíblia diz que todo aquele que peca é do diabo (IJo. 3,8). O pecado mortal é o maior mal e a maior desgraça que um ser humano pode fazer nesta vida, justamente porque nos faz perder nosso maior bem que é Deus. Quem comete um pecado mortal torna-se réu do inferno, ou seja, torna-se merecedor do inferno, de modo que se morrer nesse estado, sem arrependimento, irá direto para o inferno. Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. A pessoa que se arrepende de seus pecados, por mais numerosos e graves que sejam, poderá recuperar a graça de Deus e portanto a amizade com Cristo, se arrependida confessar seus pecados com o sacerdote e receber a absolvição sacramental (Jo. 20,22-23). A pessoa que morre em estado de pecado mortal se condena para sempre ao inferno (Mt. 25, 41). Por isso devemos nos esforçar para amar a Deus de verdade e fugir de todo pecado e de toda ocasião de pecado, pois só se salvam aqueles que no momento de sua morte estão na graça de Deus, ou seja, sem pecados mortais. Mas se por fraqueza, ilusão ou orgulho cairmos em algum pecado mortal, não permaneçamos deste modo, fora da comunhão com Deus… busquemos um sacerdote e contritos confessemos nossos pecados. Deus não rejeita ninguém que arrependido lhe suplica seu perdão. Devemos nos confessar com frequência (quinzenalmente ou ao menos mensalmente) como ensina o Código de Direito Canônico. O amor de Deus é maior do que todos os nossos pecados, portanto não há pecado que Deus não seja capaz de perdoar, desde que haja arrependimento e verdadeiro propósito para deixar o pecado e lutar para permanecer na comunhão com Deus. #pecadomortal #confissão #homilia #PadreJoséAugusto #Comunhão #FormaçõesCatólicas
- “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!”
PADRE JOSÉ AUGUSTO: NÃO COMUNGUE EM PECADO MORTAL! “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, […] come e bebe a sua própria condenação.” (Cor. 11, 27a-29b) Assista a esta importantíssima homilia do Padre José Augusto na qual ele revela um grave problema que ocorre na maioria das paróquias do Brasil, a comunhão sacrílega! O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1- A matéria é grave( ou seja, quando se trata de algo importante) 2- Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe que está errado e continua fazendo) 3- Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer) Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. O pecado mortal é assim chamado porque nos faz perder a graça de Deus, ou seja, a comunhão com Deus, levando nossa alma a um estado de morte. Quem comete um pecado mortal, rompe por própria escolha a amizade com Deus e coloca-se debaixo da julgo de satanás. É por isso que a Bíblia diz que todo aquele que peca é do diabo (IJo. 3,8). O pecado mortal é o maior mal e a maior desgraça que um ser humano pode fazer nesta vida, justamente porque nos faz perder nosso maior bem que é Deus. Quem comete um pecado mortal torna-se réu do inferno, ou seja, torna-se merecedor do inferno, de modo que se morrer nesse estado, sem arrependimento, irá direto para o inferno. Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. A pessoa que se arrepende de seus pecados, por mais numerosos e graves que sejam, poderá recuperar a graça de Deus e portanto a amizade com Cristo, se arrependida confessar seus pecados com o sacerdote e receber a absolvição sacramental (Jo. 20,22-23). A pessoa que morre em estado de pecado mortal se condena para sempre ao inferno (Mt. 25, 41). Por isso devemos nos esforçar para amar a Deus de verdade e fugir de todo pecado e de toda ocasião de pecado, pois só se salvam aqueles que no momento de sua morte estão na graça de Deus, ou seja, sem pecados mortais. Mas se por fraqueza, ilusão ou orgulho cairmos em algum pecado mortal, não permaneçamos deste modo, fora da comunhão com Deus… busquemos um sacerdote e contritos confessemos nossos pecados. Deus não rejeita ninguém que arrependido lhe suplica seu perdão. Devemos nos confessar com frequência (quinzenalmente ou ao menos mensalmente) como ensina o Código de Direito Canônico. O amor de Deus é maior do que todos os nossos pecados, portanto não há pecado que Deus não seja capaz de perdoar, desde que haja arrependimento e verdadeiro propósito para deixar o pecado e lutar para permanecer na comunhão com Deus. #pecadomortal #confissão #homilia #PadreJoséAugusto #Comunhão #FormaçõesCatólicas
- QUANDO JESUS PARECE DORMIR – Padre Paulo Ricardo
“Naquele tempo, Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!’ Jesus respondeu: ‘Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?’ Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. Os homens ficaram admirados e diziam: ‘Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?’” (Mt 8, 23-27) Explicação do texto. — “Naquele tempo”, após ter contado ao povo várias parábolas, “Jesus entrou na barca” (εἰς τὸ πλοῖον), isto é, no pequeno navio de que Ele costumava se servir em suas viagens, “e seus discípulos o acompanharam” (ἠκολούθησαν αὐτῷ οἱ μαθηταὶ αὐτοῦ), ou seja, os doze Apóstolos, que aqui o seguem como acólitos fiéis e obedientes. “E eis que houve uma grande tempestade no mar” (καὶ ἰδοὺ σεισμὸς μέγας ἐγένετο ἐν τῇ θαλάσσῃ), isto é, eis que se deu em pleno mar uma grande agitação e um tremor tão grande, que “a barca estava sendo coberta”, a ponto de não ser mais visível, “pelas ondas” (ὥστε τὸ πλοῖον καλύπτεσθαι ὑπὸ τῶν κυμάτων); “Jesus, porém, dormia” profundamente (αὐτὸς δὲ ἐκάθευδεν) sobre um travesseiro, na popa do navio (cf. Mc 4, 28), a fim de descansar um pouco de seus trabalhos e pôr à prova a fé dos discípulos. Estes, com efeito, aterrados ante o perigo iminente e não muito confiantes no poder do Mestre, apesar de já a terem constatado antes em numerosas ocasiões, aproximaram-se dele “e o acordaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!’” (Κύριε, σῶσον, ἀπολλύμεθα). Mas Jesus, sabendo que todo aquele medo não tinha outra razão senão a pouca fé deles, repreende-os: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?”, ou, segundo o teor dos originais gregos: “Por que sois tão covardes, homens de pouca fé?” (Τί δειλοί ἐστε, ὀλιγόπιστοι;). “Então, levantando-se”, Jesus, com a autoridade de quem se sabe Rei de toda a criação, “ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria” (καὶ ἐγένετο γαλήνη μεγάλη), em contraste com o grande sismo (σεισμὸς μέγας) que pouco antes se fizera sentir. Os discípulos, enfim, perguntam-se entre si, numa clara manifestação de que ainda era realmente pequena e superficial a fé que tinham em Cristo: afinal, “quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” Sentido simbólico. — A barca em que está Jesus é figura da Igreja, que é acossada de todos os lados, enquanto navega pelo mar deste mundo, pelas vagas de tantas perseguições e tentações, que a atingem não só por fora, mas também interiormente, pela infidelidade de muitos de seus membros. As ondas (isto é, as tribulações) podem chegar às vezes a proporções tamanhas, que se torne quase impossível, a um olhar excessivamente carnal, discernir onde no mundo está a Igreja, oculta em meio a tantos tormentos: “A barca estava sendo coberta pelas ondas”. O Senhor, entretanto, prefere permanecer “adormecido”, não por indiferença, mas por paciência, até que, estimulado pelas preces insistentes dos santos, Ele resolva em sua providência dar fim às tribulações e devolver aos seus a tranquilidade que desejam (cf. Tertuliano, De bapt., 12: PL 1, 1321). Assim, pois, a) na barca de Pedro temos figurada a Igreja Católica; b) na procela do mar vemos uma imagem das perseguições e crises pelas quais tem de passar neste mundo a Esposa de Cristo; c) a calmaria, por fim, é símbolo da vitória que apenas em Cristo podemos encontrar. Sentido espiritual. — Além disso, o texto admite uma leitura espiritual. Com efeito, a) a barca sujeita à violência das ondas é símbolo da alma que luta contra a força das más paixões e resiste às tribulações e dificuldade da vida presente. b) Enquanto isso, o Senhor parece dormir, quando, esquecido de nossas misérias, nos permite ser atribulados pelos ventos e tempestades, não para nos fazer perecer, mas com o fim de acudirmos a Ele com fé sincera e confiança inabalável. c) Por fim, quando são aceitas as súplicas dos fiéis, que clamam: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!”, o Senhor bondosamente se levanta, increpa os ventos e restabelece a paz em nossas almas. Por isso, Deus permite muitas vezes que sejamos atribulados por um tempo mais ou menos longo: a) a fim de exercitar a nossa humildade; b) para que tenhamos ocasião de descobrir se é grande ou não a nossa fé; c) como estímulo à virtude; d) para que, na bonança que se segue à tempestade, se manifeste a sua glória; e) a fim de trabalhar mais o caráter do justos e f) lhes reservar no céu um prêmio ainda maior, por sua paciência e confiança. https://padrepauloricardo.org/episodios/quando-jesus-parece-dormir
- A TRADIÇÃO CATÓLICA E AS TRADIÇÕES PROTESTANTES
A TRADIÇÃO CATÓLICA E AS TRADIÇÕES PROTESTANTES Este é o primeiro texto de uma série de três textos em resposta aos argumentos protestantes. Mas os que eram verdadeiramente “dignos” eram os pais da igreja e seus descendentes espirituais na tradição ortodoxa, os que tinham dado à igreja seu dogma (Máximo, o confessor, comentário sobre a hierarquia Celeste de Dionísio, o areopagita 1.2 [PG 4:32). A lâmpada da Escritura só podia ser vista quando ela ficava sobre o abajur da igreja (Máximo, o confessor, questões para Talássio sobre a Escritura 63 [PG 90:676-77). A declaração do apóstolo Paulo de que Cristo não tinha instituído apenas apóstolos e profetas, mas também os mestres da Igreja (1 Co 12.28), significava que “somos ensinados por toda a sagrada Escritura, pelo Antigo e pelo Novo Testamento, e pelos santos mestres e concílios (Máximo Relação sobre o movimento 9 [PG 90:124]). A Igreja é, a instituição na qual e pela qual a verdade revelada, lançada de início como uma semente, desenvolve-se na história e se mostra em seus diversos alcances. “tradição viva”. Contudo, as controvérsias dos séculos sobre o sentido da doutrina cristã deixou evidente que os teólogos, apesar de a Escritura ser inspirada e clara, podiam lê-la e entendê-la de maneiras distintas, na verdade contraditórias Era essencial não sair “da intenção da Escritura” (Máximo Comentário sobre os nomes divinos de Dionísio, o areopagita). Pois “aqueles que não leem as palavras do Espírito com sabedoria e cuidado” podiam incorrer “em muitos tipos de erros” (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 50) e tinham feito isso. Não bastava conhecer as Escrituras do começo ao fim em minúcias e ser treinado nelas; os hereges, a despeito dessas vantagens, ainda manobravam para enganar a si mesmos (Máximo Comentário sobre os nomes divinos de Dionísio, o areopagita 2.2). Eles distorciam as Escrituras para ajustá-la a própria mente deles que era hostil a Deus. Essa falsa interpretação acontecia quando o leitor por ignorância e, sobretudo, por deliberada distorção, não observava nitidez da forma bíblica de falar. Era “costume da Escritura explicar os conselhos inefáveis e secretos de Deus de uma maneira real para que consigamos conhecer os assuntos divinos com base nas palavras e sons que são cognatos: pois a mente de Deus, do contrário, permanece desconhecida, sua palavra não falada e sua vida incompreensível” (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 28). A interpretação apropriada da Escritura era uma interpretação simbólica e sacramental por causa da natureza da verdade inefável transmitida por ela (Máximo, Comentário sobre a hierarquia eclesiástica de Dionísio, o areopagita 9.1). Pois embora fosse verdade que “o carisma profético é muito inferior ao apostólico” (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 28 [PG 90:365]), os escritos dos profetas, se entendidos adequadamente, estavam repletos de testemunhos de Cristo. Os três mil que saíram da Babilônia foram testemunhas da Trindade (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 55 [PG 90:544-45]). A hierarquia da igreja foi um cumprimento do sacerdócio do Antigo Testamento (Máximo, Comentário sobre a hierarquia eclesiástica de Dionísio, o areopagita 5.2 [PG 4:161). O Antigo Testamento é uma sombra do Novo Testamento, em que a promessa de deificação tinha agora virado verdade (Máximo, Comentário sobre a hierarquia eclesiástica de Dionísio, o areopagita 3.2; 3.5 [PG 4:137; 141]). Todos os cristãos tinham concordado na aceitação do Antigo Testamento junto com o Novo, embora eles diferissem em sua interpretação (Teodoro. Abu Qurra, discurso, Mímar 1.18 [p. 104]). Deus, por meio de todo tipo de símbolos, tinha prefigurado a encarnação de seu Filho na pessoa de Jesus Cristo (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 62 [PG 90:648|). A tarefa do exegeta fiel era encontrar esses símbolos e aplicá-los à encarnação. Ele tinha de entender a Escritura de acordo com o espírito e também com a letra; sem o espírito não se descobre o sentido pleno (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura [PG 90:372]). Qualquer pessoa que só prestasse atenção a letra só entenderia o sentido natural, não o sobrenatural (Máximo Questões para Talássio sobre a Escrituras 63 [PG 90:669). Foi esse o motivo para o fracasso da exegese judaica em entender o Antigo Testamento de forma adequada (Crítica e refutação da definição nos troféus calcedônios da Igreja de Deus divina e invencível e da verdade contra os judeus de Damasco 2.4.1 [PO15:223]). Quando ficava claro que um texto não podia ser tomado como estava, tinha-se de buscar um sentido espiritual mais profundo (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 54 [PG 90:521]). Esse sentido espiritual podia ser denominado de alegórico ou de tropológico (Máximo, o confessor, questões e dúvidas 8 [PG 90:792|). Alguns exegetas “se atinham habilmente só à letra da Escritura” espiritual, porque a palavra de verdade significava mais para eles que a mera letra do que estava escrito (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 52 [PG 90:492]). Por exemplo, essa era a forma apropriada de lidar com as Escrituras que tinham sido ditas por homens malignos (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 38 [PG90:389). Como o propósito da Escritura não é só fornecer informação natural, mas conferir o dom da deificação, o sentido espiritual era fundamental (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura [PG90:745]). As verdadeiras autoridades para o entendimento desse sentido espiritual eram as que lidavam com as palavras de Deus “de modo místico” (Máximo, o livro das Ambíguidades 42 PG91:1345|); esse entendimento só era concedido aqueles que eram “dignos” do Espírito Santo (Máximo Questões para Talássio sobre a Escritura 65 [PG 90:737]) Vamos verificar a suposta unidade protestante que um suposto grupo que diz serem apologistas protestante, afirmam um protestantismo histórico, na verdade não existe um único protestantismo histórico, o que temos são várias Confissões e diferentes doutrinas que se contradizem em questões de relevância para a salvação, podem querer dizer que na era patrística existiam vários cristianismo, o que é uma mentira, como escrevi acima provando que um Santo que era do Oriente e reconhecia a primazia do bispo de Roma, o que podemos evidenciar são as heresias e a doutrina ortodoxa que prevaleceu sobre o engano de muitos ensinamentos mentirosos, mas, como percebi, eles não conhecem a Tradição Apostólica, não tem conhecimento das fontes patrística e pasmem, não conhecem o desenvolvimento das doutrinas contraditórias entre as diversas igrejas protestantes fundadas no decorrer dos séculos, um exemplo são os luteranos que só aceitam 3 das 5 solas John Wesley discordou da depravação total. Além disso muitos metodistas discordam da sola scriptura, optando pelo quadrilátero wesleyano que consiste em quatro autoridade, que nós podemos usar, para tomarmos decisões: — a Bíblia, a Razão, a Tradição, e a Experiência – poderei explicar futuramente ou nos comentários. John Wesley seguiu a visão reformada da justificação forense. Para ele o conceito da Bíblia sobre justificação é absolvição, o perdão de pecados. A justificação é a reconciliação com Deus pela graça Dele mediante a fé. Mas rompeu com a visão reformada dos efeitos da justificação no sentido da santificação. Ele não concordava com a frase de Lutero de que somos “simultaneamente justos e pecadores”. Em seu sermão A Justificação Pela Fé, Wesley chega a dizer que justificação se dá apenas sobre os pecados do passado. VAMOS ANALISAR AGORA A SUPOSTA UNIDADE PROTESTANTE. Os luteranos por exemplo creem na intercessão dos santos Os luteranos e metodistas creem na virgindade perpétua da virgem Maria Inclusive os luteranos tem um dia que eles separam para fazer hiperdulia a virgem Maria Sem falar na Trindade, que pode variar, até mesmo sobre as naturezas de Cristo, inclusive eles demonstram que tem uma visão mais nestoriana, enquanto que por exemplo os luteranos e os metodistas creem como nós católicos. A Confissão Augsburg (1530) é a mais amplamente aceita pela Confissão Luterana, e, outras, ou declaração de fé. Foi preparado por Melanchthon reformador religioso alemão, com Martinho Lutero, que foram chamados para uma dieta em Augsburg em 25 de junho de 1530, pelo imperador romano Carlos V para apresentar as suas teses “luterana”. A confissão – em conjunto com o credo Niceno, Apóstolos “, e o credo Atanasiano e o pequeno e grande Catecismo – está confissão constitui a base para quase 80 milhões de cristãos Luterana. Podemos ver que a reforma protestante utilizou a Tradição da Igreja Católica e dos seus Concílios Artigo 3: É o Filho de Deus. Ensina-se. além disso, que Deus Filho se fez homem, nascido da pura Virgem Maria, e que as duas naturezas, a divina e a humana inseparavelmente unidas em uma única pessoa são um só Cristo, que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que nasceu da Virgem Maria. Observe que esse não é o entendimento de muitos protestantes no Brasil, nosso país tem um protestantismo que mais parece um Frankstein, são inúmeras doutrinas retiradas das outras Confissões protestantes e feita uma espécie de doutrina que se apega em atacar a Igreja Católica, essa foi a referência protestante e se acentuou com a influência Batista e calvinista. ARTIGO 9: DO BATISMO Do batismo se ensina que é necessário e que por ele se oferecem graças; que também se devem batizar crianças, as quais, pelo batismo, são entreguem a Deus e a ele se tomam agradáveis. Por essa razão se rejeitam os anabatistas, os quais ensinam que o batismo infantil não é correto. ARTIGO 10: DA SANTA CEIA Da ceia do Senhor se ensina que o verdadeiro corpo e o verdadeiro sangue de Cristo estão verdadeiramente presentes na ceia sob a espécie do pão e do vinho e são nela distribuídos e recebidos. Por isso também se rejeita a doutrina contrária. Essa não é uma visão homogênea do protestantismo, veremos mais a frente e poderemos confirmar que a única unidade é ser contra a Igreja Católica. ARTIGO 21: DO CULTO AOS SANTOS Do culto aos santos os nossos ensinam que devemos Lembrar-nos deles. para fortalecer a nossa fé ao vermos como receberam graça e foram ajudados pela fé; e além disso, a fim de que tomemos exemplo de suas boas obras. cada qual de acordo com sua vocação. assim como sua majestade pode seguir, salutar e piedosamente, o exemplo de Davi, fazendo guerra aos turcos, pois ambos estão investidos em ofício real, que exige protejam e defendam os seus súditos. Quantas vezes você já ouviu de um protestante que não existe Santo? Pois, essa uma opinião de alguns, isso é um entendimento moderno do protestantismo influenciado mais uma vez por batistas e calvinista. A confissão de Fé de Guanabara Está Confissão é de doutrina calvinista, feita por Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Rm No dia 7 de março de 1557 chegou a Guanabara (atual Rio de janeiro) um grupo de huguenotes [calvinistas franceses], veremos alguns artigos que discordam de Augsburg. VEJAM UMA DOUTRINA TOTALMENTE DIFERENTE DOS LUTERANOS. A SANTA CEIA Artigo 5: Cremos que no Santíssimo sacramento da ceia, com as figuras corporais do pão e do vinho, as almas fieis são realmente e de fato alimentadas com a própria substância do nosso Senhor Jesus, como nossos corpos são alimentados de alimentos, e assim não entendemos dizer que o pão e o vinho sejam transformados ou transubstanciados no seu corpo, porque o pão continua em sua natureza e substância, semelhantemente ao vinho, e não há mudança ou alteração. Distinguimos todavia este pão e vinho do outro pão que é dedicado ao uso comum, sendo que este nos é um sina sacramental, sob o qual a verdade é infalivelmente recebida. Ora, esta recepção não se faz senão por meio da fé e nela não convém imaginar nada de carnal, nem preparar os dentes para comer, como santo Agostinho nos ensina, dizendo: “Porque preparas tu os dentes e o ventre? Cré e tu o comeste.” O sinal, pois, nem nos dá a verdade, nem a coisa significada; mas Nosso Senhor Jesus Cristo, por seu poder, virtude e bondade, alimenta e preserva nossas almas, e as faz participantes da sua came, e de seu sangue, e de todos os seus benefícios. Vejamos a interpretação das palavras de Jesus Cristo: “Este pão é meu corpo.” Tertuliano, no livro quarto contra Marcião, explica estas palavras assim: “este é o sinal e a figura do meu corpo.” S. Agostinho diz: “O Senhor não evitou dizer: Esta é o meu corpo, quando dava apenas o sinal de seu corpo.” Portanto (como é ordenado no primeiro cânon do Concílio de Nicéia), neste santo sacramento não devemos imaginar nada de mal e nem nos distrair no pão e no vinho, que nos são neles propostos por sinais, mas levantar nossos espíritos ao céu para contemplar pela fé o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus, sentado a destra de Deus, seu Pai. Neste sentido podíamos jurar o artigo da Ascensão, com muitas outras sentenças de Santo Agostinho, que omitimos, temendo ser longas. A Confissão de Fé Escocesa 17° CAPITULO DA IMORTALIDADE DAS ALMAS Os escolhidos, que partiram, estão em paz e descansam de seus trabalhos; não que durmam e estejam perdidos no esquecimento, como sustentam alguns fantasistas, mas porque foram libertados de todo medo, de tormentos, e de toda tentação, coisas a que nós e todos os escolhidos de Deus nesta Vida estamos sujeitos. Por isso a Igreja é chamada Militante. Por outro lado. os réprobos e infiéis falecidos padecem angústias tormentos e penas inenarráveis. Nem estes nem aqueles se encontram em tal sono que os impeça de sentir em que situação estejam, como claramente atestam a parábola de Jesus Cristo em São Lucas 16.4 as suas próprias palavras na cruz ao ladrão e o clamor das almas. sob o altar. ‘Senhor, que és justo e imparcial, até quando deixarás sem vingança o nosso sangue entre os habitantes da terra?“ Ref. Bíblicas Ap 14:13. Is 25.8: Ap 7:14-17: 21:4. Ap16210-11; Is 6624; Mc 9.44, 46. 48. Lc 21° CAPITULO DOS SACRAMENTOS Mais uma Confissão calvinista Só temos dois sacramentos principais. Instituídos por Cristo e ordenados para uso de todos os que desejam ser considerados membros de seu corpo. Isto é, o Batismo e a Ceia ou Mesa do Senhor, também chamada popularmente Comunhão do seu Corpo e do seu Sangue. Esses sacramentos. tanto do Velho Testamento como do Novo. foram Instruídos por Deus. não só para estabelecer distinção Visível entre o seu povo e os que estavam fora da aliança mas também para exercitar a fé dos seus filhos e, pela participação de tais sacramentos, selar em seus corações a certeza da sua promessa e daquela associação, união e sociedade felizes que os escolhidos tem com seu Cabeça, Jesus Cristo. E, assim, condenamos inteiramente a vaidade dos que afirmam que os sacramentos não são outra coisa que meros sinais desnudos. Muito ao contrário, cremos seguramente que pelo Batismo somos enxertados em Jesus Cristo, para nos tornarmos participantes de sua justiça. pela qual todos os nossos pecados são cobertos e perdoados. I. A Definição de Credo e Confissão Philip Schaff diz que “um credo, regra de fé ou símbolo é uma confissão de fé para uso público, ou uma forma de palavras colocadas com autoridade… que são consideradas como necessárias para a salvação, ou, ao menos, para o bem – estar da igreja cristã Esta afirmação parece contradizer a sentença do parágrafo anterior, mas obviamente devemos entender que Schaff está falando da necessidade de confissão antes que da necessidade da elaboração escrita de um credo. X. As Razões para a Depreciação dos Credo: Vivemos numa época antidogmática e muitos crentes querem que a igreja viva sem um corpo de doutrinas. Eles dizem que somente a Bíblia é necessária. Eles querem saber somente de Jesus Cristo, e não de doutrinas, o que é uma grande insensatez, Como pode haver amor a Cristo e a sua Palavra sem haver amor pela sã doutrina ensinada de maneira inequívoca na Escritura? CATECISMO MENOR DE MARTINHO LUTERO Por Martinho Lutero Quarta Parte: O Sacramento do Santo Batismo Primeiro – o que é o batismo? O batismo não é so água, mas é a água contida no mandamento de Deus e ligada a palavra de Deus b – Qual é esla palavra d: de Deus? É a que Senhor Senhor Jesus Crista diz no último capítulo de Mateus: “Potanto, vão a todos os povos do mundo e façam que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do F|lho e do Espírito Santo.” Segundo a) Que dá ou para que serve a batismo? Realiza o perdão dos pecados livra da morte e do diabo, e dá a salvação eterna a todas as pessoas que creem no que dizem as palavras e promessas de Deus. Sexta Parte: O Sacramento do Altar ou Ceia do Senhor Primeiro a) O Que é a Ceia do Senhor? É o verdadeiro corpo e sangue de nosso Senhor Jesus Cristo para ser comido e bebido por nós, cristãos, sob o pão e o vinho. Este sacramento foi instituído pelo próprio Cristo. b) Onde está escrito isto? Assim escrevem os santos evangelistas Mateus e Lucas, e o apóstolo Paulo: “Nosso Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomem, coman; isto é o meu corpo que é dado por vocês; façam isto em memória de mim. A seguir, depois de cear, tomou também o cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos dizendo; Bebam dele todos; porque este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês para remissão dos pecados; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.“ A Confissão Augsburg (1530) é a mais amplamente aceita pela Confissão Luterana, e outras, ou declaração de fé. ARTIGO 9: DO BATISMO Do batismo se ensina que é necessário e que por ele se oferecem graças; que também se devem batizar crianças, as quais, pelo batismo, são entreguem a Deus e a ele se tomam agradáveis. ARTIGO 22: DAS DUAS ESPÉCIES DO SACRAMENTO Aos leigos são dadas entre nós ambas as espécies do sacramento. porque é Clara ordem e mandamento de Cristo Mt 26:72 ‘Bebei dele todos.” Cristo ai ordena com palavras claras. a respeito do cálice, que todos bebam dele. E para que ninguém pudesse questionar essas palavras e glosá-las com se pertencesse somente aos sacerdotes. Paulo mostra. em 1 Co 11. que toda a assembleia da igreja de coríntios usou de ambas as espécies. E esse uso continuou por Iongo tempo na igreja. Conforme se pode provar com a história e os escritos dos pais. Cipriano menciona em muitos lugares que naquele tempo se dava o cálice aos Ieigos. E São Jerónimo diz que os sacerdotes me administram o sacramento distribuem ao povo o sangue de Cristo. O próprio Papa Gelásio ordena que não se divida o sacramento Distinct . 2 . De consecratione cap. Comperimus. A Confissão de Fé Escocesa 21° CAPITULO DOS SACRAMENTOS assnm nós também reconhecemos e confessamos que agora, na era do Evangelho, só temos dois sacramentos principais, instituídos por Cristo e ordenados para uso de todos os que desejam ser considerados membros de seu corpo, isto é, o Batismo e a Ceia ou Mesa do Senhor, tambem chamada popularmente Comunhão do seu Corpo e do seu Sangue. Esses sacramentos, tanto do Velho Testamento como do Novo. foram instituídos por Deus, não só para estabelecer distinção Visível entre o seu povo e os que estavam fora da Aliança, mas também para exercitar a fé dos seus fIIhos e, pela participação de tais sacramentos, selar em seus corações a certeza da sua promessa e daqueIa associação, união e sociedade muito felizes que os escolhidos têm com seu Cabeça, Jesus Cristo. E, assim, condenamos inteiramente a vaidade dos que afirmam que os sacramentos não são outra coisa que meros sinais desnudos. Muito ao contrário, cremos seguramente que pelo Batismo somos enxertados em Jesus Cristo, para nos tomarmos participantes de sua justiça. pela qual todos os nossos pecados são cobertos e perdoados; cremos também que na Ceia corretamente usada, Cristo se une de tal modo a nós, que se torna o próprio alimento e sustento de nossas almas. Não que imaginemos qualquer transubstanciação do pão no corpo natural de Cristo e do Vinho em seu sangue natural, como têm ensinado perniciosamente os pontífices e como creem para sua condenação; mas essa união e associação que temos como corpo e o sangue de Jesus Cristo no uso reto dos sacramentos se realize por meio do Espírito Santo, que pela verdadeira fé nos transporta acima de todas as coisas visíveis que são carnais e terrenas e nos habilita a alimentar-nos do corpo e do sangue de Jesus Cristo, uma vez partido e derramado por nós, e que agora está no céu e se apresenta por nós na presença do Pai, Não obstante a distância entre o seu corpo agora glorificado no céu e nós mortos aqui na terra, contudo cremos firmemente que o pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo e o cálice que abençoamos é a comunhão do seu sangue. Assim confessamos, e cremos, sem nenhuma dúvida, que os fiéis, mediante o use reto da Ceia do Senhor. comem o corpo e bebem o sangue de Jesus Cristo, porque ele permanece neles e eles nele; eles, até, se tornam carne da sua carne e osso dos seus ossos de maneira tal que, como a Divindade eterna conferiu à came de Jesus Cristo vida e Imortalidade assim também o comer e o beber da came e do sangue de Jesus Cristo nos confere essas prerrogativas. DecIaramos, contudo, que Isto não nos e dado só na ocasião do sacramento, nem peIa sua ação ou virtude; mas afirmamos que os fiéis, mediante o uso certo da Ceia do Senhor, têm com Jesus Cristo, uma união que o homem natural não pode compreender. CONFISSÃO BELGA ARTIGO 35: A SANTA CEIA Porém, a fim de manter a vida espiritual e celestial, que os crentes possuem, Ele lhes enviou um “pão vivo, que desceu do céu” (João 6:51) . isto é, Jesus Cristo. Ele alimenta e mantém a vida espiritual dos crentes quando é comido, quer dizer: aceito espiritualmente e recebido pela fé. A fim de nos figurar este pão espiritual e celestial, Cristo ordenou um pão terrestre e visível como sacramento de seu corpo e o vinho como sacramento de seu sangue. Com eles nos assegura: tão certo como recebemos o sacramento e o temos em nossas mãos e o comemos e o bebemos com nossa boca, para manter nossa vida, tão certo recebemos em nossa alma pela fé – que é a boca e a mão da nossa alma -, o verdadeiro corpo e o verdadeiro sangue de Cristo, nosso único Salvador, para manter nossa vida espiritual. CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER Está é uma das Confissões mais divulgadas e adotadas pelas igrejas presbiterianas e de doutrina calvinista, observem que neste ponto eles não concordam nem com os luteranos e nem com os batistas. CAPITULO XXIX DA CEIA DO SENHOR 1. Na noite em que foi traído, nosso Senhor Jesus instituiu o sacramento do seu corpo e sangue, chamado Ceia do Senhor, para ser observado em sua lgreja até ao Fim do mundo, a fim de lembrar perpetuamente o sacrifício que em sua morte Ele fez de si mesmo; selar aos verdadeiros crentes os benefícios provenientes, desse sacrifício para o seu nutrimento espiritual e crescimento nele e a sua obrigação de cumprir todos os seus deveres para com Ele; e ser um vínculo e penhor da sua comunhão com Ele e de uns com os outros, como membros do seu corpo místico I Cor. 11:23-26, e 10: 16-17, 21, e 12:13. I. Neste sacramento não se oferece Cristo a seu Pai, nem de modo algum se faz um sacrifício pela remissão dos pecados dos vivos ou dos mortos, mas se faz uma comemoração daquele único sacrifício que Se fez de si mesmo na cruz, uma so vez, e por meio dele uma oblação de todo o louvor a Deus; assim o chamado sacrifício papal da missa é sobremodo ofensivo ao único sacrifício de Cristo, o qual e a única propiciação por todos os pecados dos eleitos. Heb. 9:22, 25-26, 28; Mat. 26:26-27; Luc. 22:19-20; Heb. 7:23-24, 27, e 10:11-12, 14, 18. Ill. Nesta ordenança o Senhor Jesus constituiu seus ministlos para declarar ao povo a sua palavra de instituição, orar, abençoar os elementos, pão e vinho, e assim separá-los do comum para um uso sagrado, tomar e partir o pão, tomar o cálice dele participando também e dar ambos os elemenlos aos comungantes e tão somente aos que se achamm presentes na congregação. Mar. 14:22 24; Al. 20:7;1 Cor. 11:20. IV. A missa ou recepção do sacramento por um só sacerdote ou por uma só pessoa, bem como a negação do cálice ao povo, a adoração dos elemenlos, a elevação ou procissão deles para serem adorados e a sua conservação para qualquer uso religioso, são coisas contrárias a natureza deste sacramento e a instituição de Cristo. I Tim 1 :3-4; I Cor. 11:25-29; Mal. 15:9. V. Os elementos exteriores deste sacramento, devidamente consagrados aos usos ordenados por Cristo, tém tal relação com Cristo Crucificado, que verdadeira, mas só sacramentalmente, são às vezes chamados pelos nomes das coisas que representam, a saber, o corpo e o sangue de Cristo; porém em substância e natureza conservam-se vendadeira e somenle pão e vinho, como eram antes. Mat. 26:26-28; I Cor. 11:26-28. CONFISSÃO DE FÉ BATISTA Agora chegamos numa das Confissões mais detestáveis e diabólicas, uma Confissão que influenciou os pentecostais e fez muitos adeptos no Brasil através dos pentecostais e neo-pentecostais, seguimentos que estão totalmente fora da tradição protestante histórica, mas que se toleram em rebeldia a Única Igreja de Cristo, a Besta subindo o abismo. CAPÍTULO 29: BATISMO 1.O Batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, para ser, para a pessoa batizada, um sinal de sua comunhão com Cristo, na sua morte e ressurreição; de sua união com Ele; da remissão dos pecados; da consagração da pessoa a Deus, através de Jesus Cristo, para viver e andar em novidade de vida. 2. Somente pode ser submetida a esta ordenança as pessoas que te fato professam arrependimento para com Deus, fé e obediência ao senhor Jesus 3. O elemento externo a ser empregado nesta ordenança será água, na qual a pessoa será batizada em nome do pai, do filho, e do Espírito Santo. 4. Para a devida administração desta ordenança é necessária a imersão, ou seja, a submersão da pessoa na água. CAPÍTULO 30: A CEIA DO SENHOR 1. Nesta ordenança Cristo não é oferecido ao pai, nem qualquer sacrifício real é feito, para a remissão dos pecados vivos e dos mortos. A ceia é apenas um memorial do sacrifício único o que Cristo fez de si mesmo, sobre a cruz e de uma vez por todas; é também uma oferta espiritual, de todo louvor que é possível oferecer a Deus em reconhecimento do sacrifício feito por Cristo. O sacrifício católico-romano da missa é totalmente abominável e uma injúria ao sacrifício pessoal de Cristo, o que é a propiciação única por todos os pecados dos eleitos. 5. Os elementos exteriores esta ordenança, devidamente consagrados para o uso que Cristo ordenou possui uma correlação com Cristo crucificado. Embora os termos sejam usados apenas figuradamente, ás vezes Eles são chamados pelo nome das coisas que representam, isto é, o corpo e o sangue de Cristo, se bem que, em substância e natureza, continuem sendo pão e vinho, como eram antes. 6. A doutrina que ensina a mudança de substância no bom e no vinho ( que supostamente se transformam na substância do corpo e sangue de Cristo pela consagração de um sacerdote, ou por qualquer outro modo), comumente chamada de transubstanciação, não somente é repugnante á Escritura, mas também ao senso comum e a razão. Ela subverte a natureza desta ordenança, tendo, sido, e é, a causa de muitas superstições e de grosseiras idolatrias. O QUE NASCE PRIMEIRO A TRADIÇÃO OU A ESCRITURA? Sendo que acontecimentos da bíblia são de antes da invenção da escrita e do alfabeto fenício. A escrita fenícia influênciou o surgimento do hebraico Essa é a pergunta que faço aos protestantes da apologética protestante, e a quem interessar. Para uma análise científica, a escrita foi desenvolvida na suméria, os hebreus tem sua origem na mesma região, sendo que a influência da escrita hebraica teve influência dos fenícios, então o que precede a Tradição ou a escrita? Se ignoramos a Tradição teremos a Bíblia como fonte secundária, um exemplo é Heródoto, que apesar de ser um historiador bem antigo é considerado uma fonte secundária por escrever de eventos que aconteceram muito anteriores a sua narrativa. Quatro fatores que podem responder: 1) O texto bíblico é tratado apenas pelo ponto de vista histórico-gramatical apenas; 2) A única fonte de autoridade usada por protestantes é o texto bíblico, que é texto, não a realidade; 3) A Reforma não se justifica por sua própria teologia, mas como reação à Igreja Católica; 4) A popularização da leitura bíblica pós-invenção da imprensa, tornando todo cristão seu próprio “Magistério”, tornando impossível uma unidade plena entre muitas individualidades que leem diferentemente. O consenso é mais fácil em grupos pequenos. Isso causa uma série de problemas de compreensão e de expressão das realidades espirituais da fé cristã, mantendo a unidade apenas no que se pensa a respeito da crucificação. A TRADIÇÃO É ANTERIOR A ESCRITA Podemos observar pelas origens dos hebreus, que localizam-se na Mesopotâmia. Isso é contado na Bíblia e comprovado por diversas evidências. O hebraico é uma língua semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras faladas na Mesopotâmia […] Notável mesmo é verificar a utilização de mitos mesopotâmicos entre os hebreus. A tradição hebraica fala da história de Abraão em torno do século XX aC. No entanto, estes relatos até então eram divulgados por uma tradição oral em que juntavam tradições javistas, eloístas e influências babilônicas, egípcias e assírias. Sua sistematização data do período do Êxodo. A afirmação que melhor explica o motivo de escrever esses relatos é Estabelecer um princípio de legitimidade, pela história escrita que funcionária como um conjunto de leis, Torah, no momento de organização dos reinos de Israel e de Judá. O que podemos observar é que a expressão da Revelação conheceu historicamente mudança, ou progressão, ou “evolução”, a Igreja através dos séculos vem dando respostas aos problemas de cada século, como á questão da salvação dos que nascem protestantes e são salvos por estarem em desejo unidos a Igreja Católica, coisa que não era vista na época da reforma, pois se tratavam de rebeldes e hereges que atacavam a Igreja. Para finalizar, podemos pensar na história de Adão e Eva, vocês acreditam que alguém escreveu ou narrou o fato através dos séculos até que fosse colocada em uma escritura? E isso vale para muitos acontecimentos bíblicos, tendo em vista que o Antigo Testamento só começou a ser escrito no exílio babilônico, podemos observar que os protestantes como diz Lucien Febvre são os grandes descrentes do século XVI. CONTINUA A TRADIÇÃO CATÓLICA E AS TRADIÇÕES CONFUSAS DOS PROTESTANTES
- Dr Enéas dá uma aula, e mostra que é possível comprovar a existência de Deus pela ciência
Dr Enéas dá uma aula, e mostra que é possível comprovar a existência de Deus pela ciência Dr Enéas Carneiro, “católico por formação”, era um homem de profundo conhecimento e leitura em diversas áreas tais como: Filosofia, Sociologia, Psicologia, Estruturalismo, Linguística, Paleoantropologia, Direito Constitucional, Teoria Geral do Estado, Macroeconomia, História, Geologia, Climatologia, Cibernética, Astrofísica e principalmente Medicina e Política. Dr Enéas pregava uma cruzada moral, era totalmente contra o aborto e também alertava que o homossexualismo era um desvio da normalidade. Dizia que se fosse eleito presidente tiraria todas as crianças das ruas em, no máximo, seis meses. Veja sua explicação quando questionado se era Ateu. Clique aqui para assistir: Leia também A pergunta que não quer calar: Bolsonaro é realmente Católico? QUEM É DEUS? Veja também o que está no catecismo da Igreja Católica: Deus é puro Espírito, eterno, criador das coisas visíveis (este mundo) e das coisas in-visíveis (os anjos e a alma espiritual e imortal em cada homem) (cf. Gn 1-2). Em Deus há, numa só natureza, três Pessoas realmente distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. VERDADE DE RAZÃO E DE FÉ A existência de Deus é verdade de Razão (a nossa mente está em condições de afirmar e comprovar que Deus existe), confirmada pela Fé. As provas racionais da existência de Deus são principalmente três: a) a ordem universal; b) a voz da consciência; c) o consenso dos povos. Leia também Um recado aos católicos que promovem linchamento virtual ao Presidente Bolsonaro
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Dr Enéas dá uma aula, e mostra que é possível comprovar a existência de Deus pela ciência Dr Enéas Carneiro, “católico por formação”, era um homem de profundo conhecimento e leitura em diversas áreas tais como: Filosofia, Sociologia, Psicologia, Estruturalismo, Linguística, Paleoantropologia, Direito Constitucional, Teoria Geral do Estado, Macroeconomia, História, Geologia, Climatologia, Cibernética, Astrofísica e principalmente Medicina e Política. Dr Enéas pregava uma cruzada moral, era totalmente contra o aborto e também alertava que o homossexualismo era um desvio da normalidade. Dizia que se fosse eleito presidente tiraria todas as crianças das ruas em, no máximo, seis meses. Veja sua explicação quando questionado se era Ateu. Clique aqui para assistir: Leia também A pergunta que não quer calar: Bolsonaro é realmente Católico? QUEM É DEUS? Veja também o que está no catecismo da Igreja Católica: Deus é puro Espírito, eterno, criador das coisas visíveis (este mundo) e das coisas in-visíveis (os anjos e a alma espiritual e imortal em cada homem) (cf. Gn 1-2). Em Deus há, numa só natureza, três Pessoas realmente distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. VERDADE DE RAZÃO E DE FÉ A existência de Deus é verdade de Razão (a nossa mente está em condições de afirmar e comprovar que Deus existe), confirmada pela Fé. As provas racionais da existência de Deus são principalmente três: a) a ordem universal; b) a voz da consciência; c) o consenso dos povos. Leia também Um recado aos católicos que promovem linchamento virtual ao Presidente Bolsonaro
- QUANDO O “RADICAL CHIC” CORTEJAVA A GUILHOTINA – J. H. Huizinga
[O artigo mostra como a nobreza parisiense patrocinava a filosofia iluminista, que contra ela utilizaria, em breve, o menos filosófico de todos os instrumentos: a guilhotina.] Ao que parece, nenhum outro termo combina melhor com o beau monde parisiense dos fins do século XVIII do que o inventado 200 anos mais tarde por Tom Wolfe, que zombava dos “progressistas” da Park Avenue, por manterem relações com revolucionários negros, enquanto representantes do Radical Chic. De fato, o Faubourg St. Germain e o Faubourg Saint Honoré em moda nos dias de Luis XV e Luis XVI foram palco dessa espécie de “culto do cortiço” em uma escala muito maior do que os beaux quartiers de Nova York em época recente. Jamais houve um período em que os críticos da ordem estabelecida fossem mais apreciados por seus beneficiários. No ano que marca o bicentenário da Revolução Francesa, seria válido refletir sobre a ironia desse relacionamento — interrompido por uma revolta que pôs fim à ordem estabelecida e foi estimulada por seus críticos. Os intelectuais constituem uma classe que sempre gozou de muito mais prestígio social na França do que em qualquer outro lugar. O historiador e filósofo escocês David Hume, recém-chegado de uma Grã-Bretanha onde o grande dr. Johnson tinha muitas razões para reclamar da atitude arrogante dos benfeitores, tais como o conde de Chesterfield, foi arrebatado pela recepção que teve em Paris nos fins da década de 1750. “Aqui”, escrevia ele para um amigo, “como somente ambrosia, bebo nada mais do que o néctar e respiro somente o incenso”. Quando Voltaire, depois de longos anos de exílio, retornou a Paris em 1778, as boas-vindas que recebeu foram próximas do delírio. Tal era seu imenso prestígio, observava um contemporâneo seu, que jovens damas ao serem apresentadas a ele “empalidecem, começam a se sentir mal, caem em seus braços, gaguejam, rompem em prantos”. Naturalmente o grande homem das letras francesas, cujo talento para a administração de negócios particularmente trapaceiros o enriquecera a ponto de ele poder associar-se com a nobreza, era um inimigo da ordem estabelecida somente em suas hostilidades contra a Igreja. E em sua época não havia nada de muito radical nisso. A maioria dos líderes da sociedade parisiense — ao contrário de seus primos pobres da província — havia muito simpatizava com o ateísmo, o agnosticismo e o deísmo de Voltaire. E muitos dos prelados, eles próprios praticamente todos pertencentes à nobreza. também eram essencialmente céticos como o resto do mundo elegante. Poucos, se existiam, eram os membros daquele mundo a darem atenção às advertências de Diderot, o editor da Encyclopédie, a bíblia da Idade da Razão, quando dizia que “assim que os homens lançarem olhares ameaçadores para a majestade do Céu não tardarão a dirigi-los contra os soberanos da Terra”. Contudo, alguns dos intelectuais aceitos na alta sociedade haviam feito essas ameaças bastante explicitamente. E ninguém mais do que o filho do relojoeiro de Genebra, Jean Jacques Rousseau, que na década de 1750 se tornou o bem amado dos salões e, na de 1760, o favorito de grandes personalidades do reino — duques, príncipes reais e mesmo ministros do rei, homens como o conde Malesherbes, que atuava como o principal crítico do regime. Que esses nobres ficassem orgulhosos de compartilhar a amizade de Voltaire, o filho do notário, era bastante compreensível. Ele não somente vivia em grande estilo e, tendo frequentado uma escola para jovens de sangue azul, sentia-se à vontade no mundo aristocrático, em cujo entretenimento predileto sabia como se comportar — conversação fluente, polida, elegante. Mas Rousseau, um estrangeiro, autodidata, segundo ele mesmo “bronco” e “grosseiro”, assustadoramente sensível e delicado, estava penosamente deslocado na sociedade sofisticada que o recebeu pela primeira vez pela força de um ensaio em que glorificava o “selvagem nobre” e no qual ele denunciara veementemente sua moral e suas maneiras. Ele relembraria mais tarde em suas famosas Confissões que as damas “empregavam inúmeros estratagemas para que jantasse com elas” e “quanto mais rude eu era com as pessoas mais elas insistiam”. Uma delas, a marquesa de Epinay — “muito refinada, muito bela” e tão “achatada nos peitos” que não podia possivelmente “interessar-me por ela como mulher” —, foi mesmo bastante longe e reformou um chalé em ruinas nas propriedades de seu marido para que ele pudesse usufruir de um retiro no campo. E quanto mais ele denunciava a classe a que ela pertencia, mais seus membros, das mais altas camadas sociais, insistiam com a pródiga hospitalidade de seus palácios ou mansões em Paris. Trocando o papel de moralista sério, no estilo de Savonarola, por aquele de guerreiro fanático, ele fulminava os ricos em um estilo digno de Lenin: “Posso provar que, se temos alguns poucos ricos e homens de grande poder no pináculo da fortuna e da grandeza, enquanto as massas arrastam-se na privação e na obscuridade — é porque o primeiro deixaria de ser feliz no momento em que o povo deixasse de ser miserável”. Eles eram como “lobos famintos que, tendo experimentado da carne humana uma vez, recusam qualquer outro alimento”. Todas as ‘”vantagens da sociedade eram exclusivamente para os ricos e poderosos (…) mesmo os assassinatos cometidos pelos grandes são silenciados, mas se um homem ilustre é roubado ou insultado, toda a força policial imediatamente entra em ação”. Longe de indispor os “lobos famintos”, esse tipo de coisa parecia somente fazer Rousseau ser mais apreciado por eles. Do Ermitage, onde usufruiu da hospitalidade da marquesa de peito achatado, ele foi promovido para o petit château, uma “encantadora morada”, nas propriedades de um duque. A duquesa, Madame de Luxembourg, era uma das melhores anfitriãs da época e reconhecidamente sua arbiter elegantiarum. Ela venerava Rousseau a tal ponto que, como ele escreve nas Confissões, “abraçava-me dez vezes por dia”. Lendo-se algumas das cartas que ela lhe enviava, pode-se muito bem acreditar nisso: “Eu gostaria de passar minha vida inteira com você, acredito em sua superioridade, que respeito e amo (…) não há mais nenhum momento em minha vida em que não sinta sua falta, anseie por você e o ame”. O duque não era menos entusiasmado. “Como pode duvidar”, escrevia ele de Versalhes, “que eu pense em você mesmo estando na Corte? Gostaria de poder estar sempre em Montmorency com você. (…) Em Paris e em Versalhes a duquesa e eu estaremos falando de você, e nossa única disputa será em torno de qual de nós o ama com mais ternura.” Onde quer que o duque e a duquesa governassem, seu séquito naturalmente os acompanhava, de modo que Jean-Jacques pôde assim introduzir um parágrafo nas Confissões, escrito como uma espécie de apresentação da corte, relacionando pelos nomes um príncipe, um duque, duas duquesas, um marquês e duas condessas, mais “outras pessoas dessa condição” que foram visitá-lo. A deferência que lhe mostravam era das mais notáveis, visto que recebiam estranhamente pouca gratidão por isso. Pelo contrário, os intelectuais da moda na época, objetos daquilo que um memorialista do período mencionou como “veneração que muitos dedicavam à espécie de homens de sacerdócio em que os letrados haviam se transformado”, freqüentemente se inclinavam “a falar somente em tons altivos aos homens ilustres que se sentiam honrados de recebê-los em seu meio, retribuíam a seus jantares com uma insolência que somente aumentava o respeito que sentiam por eles”. Ninguém era melhor nesse jogo do que Jean-Jacques, como pôde comprovar Madame de Luxembourg por seu próprio empenho, quando, ignorando a recusa dele em receber presentes, deu a Thérèse Levasseur, governanta e esposa consensual do filósofo, um vestido de presente. “Você tem tanto desprezo por mim que acha que pode me vencer dessa maneira?”, esbravejou ele. Do mesmo modo, uma marquesa que lhe explicara humildemente que “meu apego por você nada tem a ver com seu gênio sublime; não posso alcançar tais alturas”, mas depois provocara-lhe desagrado, passou por momentos difíceis para poder reaver-lhe a estima. “Oh, quanto tempo levará para que recupere a boa opinião que eu tinha de você!” Longe de se rebelarem, essas grandes damas aceitavam tudo sem hesitação. Implorando por clemência por ter enviado a Thérèse somente um vestido muito feio”, a duquesa continuou: “Você me ameaça de não mais me amar. (…) Mas, apesar disso, eu o amo do fundo do meu coração e lhe asseguro que nunca mudarei”. Como já foi mencionado, não eram apenas essas eficientes ditadoras da moda, as anfitriãs que reinavam nos salões, que veneravam a intelligentsia da época. Quando Diderot teve transtornos com as autoridades e seus cômodos foram vasculhados para a busca de papéis incriminadores, foi o ministro do rei responsável pela censura que os escondeu para ele, da mesma forma como mais tarde ajudou Rousseau na preparação do livro que valeu àquele uma ordem de prisão emitida pelo establishment. E nessa funesta ocasião foi o próprio primo do rei, o príncipe de Conti, que o preveniu a tempo de fugir do país, com uma carruagem e cavalos postos à sua disposição pelo duque. Esse não foi o último dos serviços prestados pelo príncipe a seu protegido. Cinco anos mais tarde, quando ainda sob a ameaça de prisão voltou à França, Rousseau pôde permanecer secretamente durante um ano como hóspede em um dos magníficos palácios do príncipe. Seu anfitrião real não estava menos disposto a suportar suas maneiras peculiares do que o casal de duques estivera. Só havia uma razão, dizia, para não ter demitido os serviçais de quem Rousseau começara a reclamar: “Você me disse que não devia fazê-lo, mas será feito no momento em que o permita”. O que foi dito é suficiente para demonstrar que, embora até os mais bem-sucedidos intelectuais permanecessem pobres e fossem consideráveis os riscos profissionais enfrentados pelos escritores, o prestígio usufruído por eles era tão grande a ponto de compensar todas as desvantagens vinculadas à atividade. Cortejados pelos monarcas, como Voltaire, e Rousseau, por Frederico o Grande, e como Diderot, por Catarina a Grande, esses leões literários gozavam de aclamação e glória maiores do que qualquer um de seus colegas conheceram antes ou depois. Além disso, como um dos mais esclarecedores memorialistas do período, o conde de Ségur, retratava: “Mesmo os intelectuais do segundo ou terceiro escalão eram muitas vezes tratados com mais respeito do que a nobreza das províncias”. E, acrescentava o secretário da Academia Francesa, o Sieur Duclos, “mesmo aqueles entre os nobres que realmente não levam em consideração os intelectuais fingem fazê-lo porque está na moda'”. Um certo duque de Gastries revelou-se um corajoso caipira ao exclamar petulantemente, quando lhe contaram sobre a discórdia entre Diderot e Rousseau: “Ouço falar somente sobre esses dois homens. Imagine! Gente sem importância vivendo em apartamento de terceiro andar!” A moda da época não era somente a de sentar-se, independentemente de quão nobre se fosse, aos pés desses homens, mas também a de aceitar suas idéias ou, de qualquer maneira, fingir compreendê-las. “O iluminismo”, relembrava Ségur, “fizera tanto progresso que as classes privilegiadas eram as primeiras a pedir desculpas pelas vantagens que gozavam”. Os intelectuais, dizia outro aristocrata, “não tinham seguidores mais dispostos do que os grands seigneurs. O horror de abusos, o desrespeito para com distinções hereditárias, todos esses sentimentos que as classes mais baixas exploraram em seus próprios interesses, (…) deviam seu primeiro germe aos aristocratas (…) com alguns deles a exaltação chegava à ilusão cega”. É de se imaginar os pensamentos que podem ter passado pelas cabeças dos nobres, enquanto as carroças que os levavam para a última jornada chacoalhavam pelas pedras do calçamento da Paris dominada pelo Terror. Terão os homens como Malesherbes, em cujo pescoço a lâmina ensanguentada caiu depois de ele ter visto as cabeças de sua filha mais velha, de seu genro e de dois netos rolarem para dentro do terrível cesto — terão eles amaldiçoado a memória dos escritores que exaltaram no passado e que eram então aclamados como os santos padroeiros da Revolução? Tudo o que se sabe é que os sobreviventes do Terror que escreveram algo geralmente não responsabilizaram os intelectuais. Ségur, ao reexaminar o abismo sangrento que separava a nova era daqueles velhos bons tempos, que Talleyrand lembrava como perfumados com uma singular dou-ceur de vivre, escrevia em tons de homem mais sábio e mais triste, mais autocrítico do que repreensivo ou amargurado: “Sem nenhuma nostalgia pelo passado ou ansiedade em relação ao futuro, nós os jovens nobres alegremente caminhávamos sobre um tapete de flores que escondiam um abismo, caçoando das modas antigas, da vaidade feudal e da etiqueta solene de nossos pais. (…) retendo ainda, em nossos palácios, alguns remanescentes de nossos antigos feudais, usufruindo na Corte e na cidade os privilégios de nossa posição (…) e no entanto livres para misturarmo-nos com todos os homens e assim experimentar as delícias da igualdade (…) tudo conspirava para fazer nossa juventude feliz. (…) Seguíamos entusiasticamente os audaciosos escritores. Éramos arrebatados por Voltaire, nossos corações eram sensibilizados por Rousseau. Sentíamos um prazer secreto em vê-los atacando (…) nossos privilégios. (…) Sua pequena guerra nos encantava. (…) Era afinal somente uma guerra combatida com pena e papel que, pensávamos, dificilmente poderia causar qualquer dano real ao privilegiado modo de vida que, tendo sido nosso durante séculos, acreditávamos ser indestrutível. Ríamos do alarma sentido na Corte e pelo clero. (…) Nunca houve um despertar mais terrível precedido por um sono mais agradável e por sonhos mais sedutores”. Eram visões compartilhadas pelos intelectuais e pelos aristocratas, nenhum dos quais remotamente previra, muito menos desejara, o pesadelo que surpreendeu o sonho de uma ordem nova, humana e liberal. Ninguém ficaria mais horrorizado do que Rousseau, tivesse ele vivido por mais quinze anos, ao ver o crepúsculo vermelho sanguíneo que encobriu tão cedo a aurora da liberdade — quando, como Wordsworth entusiasmava-se, era “uma benção… estar vivo”. Não reprovara ele a invocação do salut public para justificar a carnificina como “uma das mais execráveis regras que a tirania já inventara?” Não ousara escrever que “a liberdade de toda a raça humana não xale o sangue de um único ser humano?” Realmente, era, como ele mesmo admitia, “o homem mais obediente à lei no mundo com grande aversão por revoluções”, pelo menos porque “os povos que fazem revoluções quase sempre acabam por se submeter a sedutores que somente tornam seus grilhões mais pesados”. Esta a razão das palavras de alerta que pronunciava já em 1756: “Pense no perigo de se colocar as massas em movimento (…) quem poderia controlar o choque ou prever os efeitos?” Nessas percepções sobre o que “a pequena guerra combatida com pena e papel” poderia desencadear, ele mostrou-se mais previdente do que seus amigos aristocratas, inteiramente despreparados, como provaram, para o “terrível despertar”. Mas o que mais, perguntava um dos sobreviventes, podia se esperar? “Como poderia alguém prever”, escreveu Ségur, “que a explosão de paixões e crimes em uma época em que todos os escritos, todas as palavras e todas as ações visavam somente a extirpação do vício, a propagação da virtude, a abolição do governo arbitrário? (…) Era impossível para nós não abraçar entusiasticamente a esperança que homens de gênio nos traziam de um futuro em que a razão, a humanidade, a tolerância e a liberdade imperariam”. Quaisquer que fossem as consequências era uma esperança nobre e, além disso, muitos dos beneficiários aristocratas desses “homens de gênio” provaram estar dispostos a pagar duas vezes mais para que fosse bem-sucedida, nos Estados Unidos com suas vidas, e na França com a renúncia de seus privilégios. Radical chic ou não, talvez mereçam mais do que nosso escárnio. (In Suplemento “Cultura”, jornal O Estado de São Paulo, 13/05/1989. Jakob Herman Huizinga é filho do grande historiador holandês Joan Huizinga, autor do célebre Outono da Idade Média. Huizinga-filho é autor de The making of a saint: the tragicomedy of Jean-Jacques Rousseau, sem tradução para o português).
- Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!”
Gloria Polo tem um testemunho de conversão bastante incomum. Dificilmente quem o conhece fica indiferente. Algumas pessoas duvidam, outras se espantam, mas muitas sentem um profundo desejo de mudar de vida, se dão conta das próprias falhas e da importância da busca pela santidade. A colombiana, que se considerava uma atéia, hoje, percorre o mundo alertando as pessoas sobre a importância da conversão. Clique abaixo e assista ao seu testemunho onde conta com detalhes sua experiência de vida após a morte: Conheça mais sobre a Gloria Polo: O Livro da Vida (Da ilusão à verdade) 🛒 Clique aqui para adquirir o livro Aqueles que puderem, recomendamos muito a leitura do livro, pois ele é riquíssimo em detalhes que não estão nos resumos e que não é possível contar em uma palestra. Glória Polo tem uma das mais fantásticas experiências de “Post Mortem” já vividas por uma pessoa. Quando se viu com o corpo em profundas queimaduras internas e externas, os dois Seios quase desaparecidos, seus Órgãos internos corroídos, se deu conta que fora atingida por um RAIO. Pelo poder de Deus, recebeu a graça de retornar à Terra, mas antes, vira Jesus e, folha por folha, O Livro da sua Vida, tudo registrado como se fosse um filme. Uma Mulher muito Católica que ao se deparar com essa experiência vê os seus pecados nesse filme da sua vida, uma imensa farsa física e espiritual que havia vivido mas nunca se deu conta. Todos nós temos um filme como esse junto de Deus, pois, a justiça do Altíssimo é perfeita, nada escapa aos seus olhos. Esse Livro nos leva à conversão, é um alerta para o tempo da Misericórdia, que está se esgotando. Não se deixe cair nas malhas da Justiça Divina. Faça da sua vida um bom filme e conheça as Glórias da Misericórdia de Deus. Se alguém tem dúvidas, ou pensa que Deus não existe, que o outro mundo é coisa de filmes, ou que a morte põe fim a tudo; faça o favor de ler este livro! 🛒 Clique aqui para adquirir o livro rico em detalhes do testemunho da Glória Polo. O raio Isso aconteceu em 8 de maio de 1995 na Universidade Nacional de Bogotá. Eu e um sobrinho estávamos nos especializando em odontologia e tínhamos que buscar uns livros na Faculdade de Odontologia numa sexta-feira à tarde. Meu esposo estava conosco. Estava chovendo muito forte, eu e meu sobrinho estávamos debaixo de um pequeno guarda-chuva e meu esposo tinha sua jaqueta impermeável e se aproximou da parede da Biblioteca Geral, e nós, enquanto saltávamos as poças d’água, sem perceber nos aproximamos de umas árvores. Quando fomos saltar uma grande poça, caiu um raio sobre nós. Nos deixou carbonizados e meu sobrinho faleceu ali. Ele era um rapaz, apesar da pouca idade, muito entregue ao Senhor e era muito devoto do Menino Jesus. Ele usava uma medalhinha do Menino Jesus no peito, dentro de uma moldura de cristal. Segundo o laudo, o raio entrou através da medalha e atingiu-lhe o coração, queimando-o por dentro e saindo pelo pé, mas por fora ele não se carbonizou, nem se queimou. Por outro lado, o raio entrou em mim pelo braço, me queimou de forma espantosa todo o meu corpo, por fora e por dentro. Isso que estão vendo aqui, este corpo reconstituído, é misericória de Nosso Senhor. Fui carbonizada, fiquei sem seios, praticamente desapareceu toda minha carne e minhas costelas, o ventre, as pernas… o raio saiu pelo meu pé direito, me carbonizou o fígado, se queimaram os rins, os pulmões… Eu usava DIU, de maneira que o T de cobre, bom condutor elétrico, carbonizou e pulverizou os ovários, tive uma parada cardíaca, fiquei ali, sem vida, meu corpo pulava por causa da eletricidade que ficou por todo este local.Mas vejam, esta é só a parte física. Túnel branco A parte mais bonita, a parte mais linda, é que enquanto meu corpo estava ali carbonizado, eu, neste instante, me encontrava dentro de um lindo túnel branco, era uma delícia, uma paz, uma felicidade que não há palavras humanas para descrever a grandeza deste momento, era um êxtase imenso, eu ia muito feliz, nada me pesava dentro deste túnel, olhei ao fundo desse túnel e havia como um sol, uma luz lindíssima. Eu digo que é branco para colocar uma cor, mas nenhuma das cores é comparável humanamente a essa luz maravilhosa. Eu sentia a fonte de todo esse Amor, dessa paz… Quando eu vou subindo, digo… “Quarta-feira! Eu morri!” E nesse instante penso nos meus filhos e digo: “Ai meu Deus, meus filhos! O que vai ser deles? Essa mãe tão ocupada, nunca teve tempo para eles.” Aí me dou conta da minha realidade de vida e me sinto triste. Saí de minha casa para transformar o mundo e meu lar, meus filhos, pareciam demais para mim. Neste instante de vazio pelos meus filhos, dou uma olhada e vejo algo belo… Meu corpo já não estava nas medidas de tempo nem de espaço daqui da Terra, e vi todas as pessoas num mesmo instante, num mesmo momento, todas as pessoas, as vivas e as mortas e abracei os meus bisavós. Abracei meus pais que já haviam falecido, abracei a todos e foi um momento pleno e maravilhoso. Aí me dei conta de que havia caído por terra a teoria da reencarnação e eu via meu avô, meu bisavô, eles me abraçaram por um momento e encontrei com todas as pessoas que tiveram a ver comigo em minha vida, em todo lugar, ao mesmo instante. Só minha filha de 9 anos (que estava viva) que se assustou quando a abracei, ela sim sentiu meu abraço. Não havia passado nada de tempo nesse momento tão lindo, e que maravilha estar sem o corpo! Já não via as coisas como antes, quando só olhava se alguém era gordo, ou magro, ou feio, ou negro, sempre olhando com critérios. Não era assim quando não tinha meu corpo humano. Eu podia ver o interior das pessoas, como é lindo poder ver o interior das pessoas! Ver nelas seus pensamentos, seus sentimentos. Abracei a todos em um instante e, no entanto, eu continuava subindo e subindo, cheia de alegria. Quando senti que ia desfrutar de uma vista fantástica onde havia no fundo um lago belíssimo, neste mesmo instante, ouço a voz do meu esposo, ele chora e com um grito profundo e cheio de sentimento me grita: “O que aconteceu? Gloria! Por favor, não se vá! Volte, Gloria! As crianças, Gloria! Não seja covarde!” Neste instante, dou uma olhada como que global e o vejo chorando, com muita dor e então o Senhor me concede regressar. Eu não queria vir, de tanta alegria, paz e felicidade. Então, comecei a descer devagar, buscando meu corpo e me encontrei sem vida. Meu corpo estava na maca da enfermaria da Universidade Nacional de Enfermagem, via como os médicos davam choques elétricos em meu coração para me salvar da parada cardíaca. Durante duas horas e meia fiquei ali jogada, porque não podiam nos levar dali porque “lhes passávamos corrente” a todo mundo, até que finalmente deixamos de “passar corrente” e puderam nos atender. Começaram a me reanimar. Eu cheguei e pus os meus pés aqui no topo de minha cabeça e com violência uma faísca entrou em mim. Eu entrei no meu corpo, me doeu muito entrar e senti que saíam faíscas por todos os lados. Eu sentia encapsular-me nisto “tão pequenininho”. E a dor que sentia, minha carne queimava, como me doía! Saía fumaça e vapor. E a dor mais terrível, a dor de minha vaidade. Eu tinha critérios para tudo, era uma mulher executiva, era a intelectual, a estudante, a escravizada pelo corpo, escrava da beleza e da moda: 4 horas diárias de exercícios aeróbicos. Escravizada para ter um corpo bonito. Massagens, dietas, bem… de tudo o que possam imaginar, essa era minha vida. Uma rotina de escravidão por um belo corpo. E eu dizia: Bem…se tenho seios bonitos é para mostrar, assim como minhas pernas, porque sentia que tinha pernas esculturais, assim como os seios, e num instante via tudo com horror. Toda uma vida cuidando do corpo. Isso era o centro da minha vida, o amor ao meu corpo. E já não havia corpo. Nem seios. Havia uns buracos impressionantes em todo o seio esquerdo, estava praticamente desaparecido, e minhas pernas, era o mais terrível, havia pedaços vazios e sem carne, tudo preto, carbonizado… Sua vida em flashes Dali me levaram ao Seguro Social, rapidamente me operaram e começaram a raspar todos os meus tecidos queimados. Quando estou anestesiada, volto a sair do meu corpo. Estava olhando o que faziam os médicos com o meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas. De repente aconteceu algo terrivelmente horroroso. Porque conto a vocês, irmãos, eu fui uma “Católica Dietética” durante toda a minha vida. Minha relação com o Senhor era uma eucaristia aos domingos, em missas de 25 minutos, onde o padre falasse menos, porque que desespero e que angústia! Essa era minha relação com Deus. E como essa era a relação que eu tinha com Deus, todas as correntes do mundo me arrastavam como um cata-vento, a ponto de que quando já estava me especializando nos estudos, o mundo me dizia que o inferno não existia, que os diabos não existiam. Medo? Quem disse? Mas vergonhosamente confesso que a única coisa que me mantinha na igreja era o medo do diabo. Quando me diziam que não existe, que luta! E eu dizia: “Bem…Todos vamos para o Céu, não importa como somos.” Então, isso terminou afastando-me de uma vez do Senhor. O pecado não ficou só em mim e começo a piorar ainda mais minha relação com o Senhor. Começo a dizer a todo mundo que os demônios não existem, que são invenção dos padres, que são manipulações. Com meus companheiros da Nacional, comecei a acreditar no conto de que Deus não existia e que éramos produto da evolução. Vejam, quando me vejo neste instante, que susto terrível! Vejo uns demônios que vêm buscar seu pagamento: Eu! Nesse instante, começo a ver como da parede do centro cirúrgico começam a brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dou conta que neste instante que em meu corpo há uma sabedoria especial e percebo que devo algo a todos eles, que o pecado não foi grátis e que a principal infâmia e mentira do demônio foi dizer que não existia, e vejo que vêm ao meu encontro e começam a me rodear e querem me levar. Vocês façam idéia do susto, do terror que senti. Essa mente científica e intelectual já não me servia de nada. Eu caía ao chão, tentava voltar para dentro do meu corpo, mas minha carne não me recebia. Neste susto tão terrível, saí correndo e não sei em que instante atravessei a parede do centro cirúrgico. Eu pretendia me esconder pelos corredores do hospital, mas quando passei pela parede do centro cirúrgico… “zas”, dei um salto no vazio… Entrei por uma quantidade de túneis que vão para baixo. No princípio tinham luz e eram luzes como colméias de abelhas, onde havia muitíssima gente. Mas eu vou descendo e a luz vai se perdendo e começo a andar nos túneis de trevas espantosas e quando chego a umas trevas, essas não se coparam com as trevas que conhecemos. Imagine que o mais escuro do escuro que conhecemos se parece à luz de meio-dia comparado a essas trevas que vi. Não se pode comparar. Elas mesmas ocasionam dor, horror, vergonha e cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos os túneis e chego desesperada a uma parte plana… Essa vontade de ferro que eu dizia que tinha, onde me sentia capaz de tudo, já não me servia de nada. Eu queria subir, mas não podia, e estava ali. Vejo como nesse piso se abre uma boca enorme e sinto um vazio impressionante em meu corpo, um abismo ao fundo inenarrável, porque o mais espantoso desse oco era que não se sentia nem um pouco o Amor de Deus, nem uma gota de esperança e esse oco tem algo que me suga para dentro e eu grito aterrorizada. Eu sabia que se entrasse aí, minha alma estaria morta. Esse horror era tão grande e quando estou entrando, algo me sustenta pelos pés. Meu corpo entrou neste oco, mas meus pés estavam sustentados para cima. Foi um momento muito doloroso e terrível. Vejam só… Meu ateísmo ficou pelo caminho e comecei a gritar: “Almas do purgatório! Por favor, me tirem daqui!” Quando eu estava gritando, foi um momento de uma dor imensa, porque me dou conta de que aí se encontram milhares e milhares de pessoas neste oco, sobretudo jovens, e com dor me dou conta que começo a escutar ranger de dentes, com uns gritos e lamentações que me estremeciam. Muitos anos me custaram para assimilar isso, porque eu me punha a chorar cada vez que me lembrava do sofrimento destas pessoas, e percebo que ali estavam todas as pessoas que em um segundo de desespero se haviam suicidado e estavam nestes tormentos com todas as coisas que ai se encontravam, mas o mais terrível destes tormentos é a ausência de Deus. Não se sentia o Senhor. Nessa dor, começo a gritar: “Quem se equivocou? Olhem como sou santa! Jamais roubei, eu nunca matei, eu fazia compras para os pobres, eu extraía dentes de graça ajudando os que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa aos domingos, apesar de que me considerasse atéia, nunca faltei, se faltei cinco vezes à Missa em toda a minha vida foi muito. Eu era alma que sempre ia à Missa. E o que faço aqui? Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui!” Quando estou gritando que sou católica, vejo uma pequena luz. Entendam que uma luz nestas trevas é o maior presente que alguém poderia receber. Vejo umas escadas por cima deste oco, vejo meu pai, que havia falecido cinco anos atrás, ele estava quase atrás do oco, tinha um pouquinho de luz e quatro degraus mais acima vejo minha mãe, com muito mais luz e numa posição de oração. Quando os vi me deu uma alegria tão grande e comecei a gritar: “Paizinho, mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu suplico, me tirem daqui!” Quando eles baixaram a vista e meu pai me viu ali… se houvessem visto que dor tão grande eles sentiram; neste lugar podemos sentir os sentimentos dos outros, podemos ‘ver’ essa parte e ‘vi’ essa dor tão grande. Meu pai começou a chorar e colocava as mãos na cabeça e tremia: “Minha filha, minha filha!” E minha mãe orava, então percebo que eles não podem me tirar dali e a dor que me inundava era sentir a dor que eles sentiam e estavam compartilhando essa dor comigo. Começo a gritar de novo: “Por favor, vejam, me tirem daqui, eu sou católica! Quem se enganou? Por favor, me tirem daqui!” E quando estou gritando pela segunda vez, se escuta uma voz, é uma voz doce, é uma voz que quando a escuto, se estremece toda a minha alma, e tudo se inundou de amor e de paz, e todas estas criaturas saíram apavoradas, porque elas não resistem ao Amor, nem à paz e eu sinto essa paz, e essa voz me diz: “Muito bem, se você é católica, diga-me os dez mandamentos da lei de Deus.” E que golpe tão horrível! Ouviram? Eu sabia que eram dez, mas daí em diante, nada! “Quarta-feira! O que vou fazer aqui?” Minha mãe sempre me falava do primeiro mandamento de Amor. Finalmente me serviu para alguma coisa. Vamos ver como me sairei dessa, pensava… Tomara que não se lembrem dos demais mandamentos. Pensava em manipular a situação, como sempre costumava fazer por aqui, eu sempre tinha resposta para tudo, tinha a desculpa perfeita, e sempre me justificava e me defendia de tal maneira que ninguém perceberia o que eu não sabia. Então começo a dizer: “O primeiro: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”… “Muito bem” – e me dizem: “Você O tem amado?” E eu digo: “Sim, eu sim, eu sim!” E é quando me dizem: “Não!” Vejam, quando me disseram “não!”, aí sim senti a corrente elétrica daquele raio, porque eu não percebi em que parte me havia caído o raio, não sentia nada, e me dizem: “Não! Você não tem amado ao seu Senhor sobre todas as coisas, e muitíssimo menos ao seu próximo como a você mesma. Você fez um deus e o acomodou à sua vida só nos momentos de necessidade! Você se prostrava diante Dele quando era pobre, quando sua família era humilde, quando queria se tornar uma profissional! Aí sim todos os dias você rezava, e se prostrava tempos inteiros, horas inteiras suplicando ao seu Senhor! Orando e pedindo para que Ele a tirasse dessa pobreza e permitisse que fosse uma profissional , que fosse alguém! Quando tinha necessidade, ou queria dinheiro, então rezava um Rosário ao Senhor. Essa era a relação que você tinha com o Senhor!” Eu via ao meu Senhor de verdade com tristeza. Comento que minha relação com Deus era de ‘caixa automático’. Rezava um Rosário e tinha que aparecer dinheiro, essa era minha relação com Ele. E me mostram, tão logo o Senhor me permitiu que tivesse uma profissão, que começo a ter um nome e começava a ganhar dinheiro, então o Senhor já me parecia “pequenininho”, e já comecei a ficar orgulhosa, nem sequer expressava uma mínima relação de amor com o Senhor. Ser agradecida? Jamais! Nem sequer abria os olhos dizendo… ‘Senhor, obrigada por este dia, obrigada por minha saúde, pela vida dos meus filhos, pela minha casa, coitadinhos dos que não tem casa, nem comida, Senhor!’ Nada. Era muito mal agradecida. E a voz seguia dizendo… “Fora isso, você pôs o Senhor num nível tão baixo, que acreditava mais em Mercúrio e Vênus para ter sorte, andava cegada pela astrologia, dizendo que os astros conduziam a sua vida. Os 10 mandamentos Começou a andar em todas as doutrinas que o mundo oferecia. Começou a acreditar que simplesmente você morria e voltava para recomeçar. Você se esqueceu da ‘Graça!’, que havia custado um preço de sangue ao seu Senhor.” Me fazem um exame dos Dez Mandamentos. Mostram-me que eu dizia que adorava, que amava a Deus com minhas palavras, mas na verdade eu adorava a Satanás. Porque em meu consultório chegava uma senhora que fazia ‘mandingas’, e eu dizia… ‘Eu não acredito nisso, mas pode fazer, porque se não fizer bem, mal tampouco fará.’ E ela começava a fazer suas ‘mandingas’ para dar boa sorte. Ela havia posto num canto onde não se podia ver uma penca de aloés com uma ferradura para afastar as más energias. Olhem tudo isso, que vergonhoso! Fazem uma análise da minha vida sobre os dez mandamentos, me mostram como atuei com o próximo, como dizia a Deus que o amava quando ainda não havia me afastado Dele, quando ainda não havia começado a andar no ateísmo eu dizia: “Meu Deus, eu te amo!” Mas com essa mesma língua que eu louvava o Senhor, com essa mesma língua eu falava mal de todo mundo, criticava, apontava com o dedo, sempre a ‘santa Gloria’, e me mostravam que eu dizia que amava a Deus, mas era uma invejosa, mal agradecida, jamais reconheci todo o esforço e o amor, a entrega de meus pais para me dar uma profissão, para me levantar. “Tão rápido você alcançou uma profissão, mas até seus pais já não tinham importância, a ponto de chegar a se envergonhar de sua mãe, pela humildade e pela pobreza dela.” E me mostram como esposa…Quem era? Passava todo o dia renegando, desde que me levantava. Meu esposo me dizia: “Bom dia!” E eu respondia: “Que bom dia? Não vê que está chovendo?” Eu o renegava o tempo todo. E com meus filhos? Mostram-me que nunca, jamais tive compaixão para com o próximo, por meus irmãos de fora. E o Senhor me dizia: “Você nunca pensou: coitadinhos dos doentes, Senhor! Dá-me a graça de poder acompanhá-los em sua solidão. As crianças que não tem mãe, os órfãos, quantas crianças sofrendo, Senhor!” …Meu coração era de pedra…no exame dos dez mandamentos não passei nem meio. Terrível! Espantoso! Vivia um verdadeiro caos. Como que eu não havia matado e assassinado tanta gente? Por exemplo, eu fiz muitas compras de supermercado para as pessoas que necessitavam, mas não dava por amor, dava pela imagem, porque como eu era muito rica eu queria ‘fazer bonito’ diante dos outros e assim eu manipulava as pessoas. E então eu dizia: “Toma, lhe dou essa compra, mas você me faz o favor e vá à reunião do colégio dos meus filhos, porque eu não tenho tempo de ir a essas reuniões.” E assim eu dava coisas a todo mundo, mas eu os manipulava, além disso eu adorava que houvesse um montão de gente atrás me mim me dizendo que eu era bondosa, que eu era uma santa. Eu me criei uma imagem! E me dizem: “É que você tinha um deus e esse deus era o dinheiro! Por ele você se condenou! Por ele você afundou no abismo e se afastou do Senhor.” Nós havíamos tido muito dinheiro, mas estávamos quebrados, endividadíssimos, havia acabado nosso dinheiro, então, quando me dizem do ‘deus dinheiro’ eu gritei: “Mas que dinheiro se deixei muitas dívidas lá na terra?” Quando me falaram, por exemplo, do segundo mandamento, via que eu, pequenina, infelizmente aprendi que para evitar os castigos da minha mãe que eram bastante severos, aprendi que as mentiras eram excelentes e comecei a caminhar com o pai da mentira (Satanás), e comecei a ficar mentirosa e à medida que meus pecados iam crescendo, as mentiras iam aumentando. Percebia que minha mãe respeitava muito o Senhor e para ela o nome do Senhor era santíssimo, então eu pensei e disse: “Aqui tenho a arma perfeita.” E comecei a jurar em vão, e lhe dizia: “Mãe, eu juro por Deus!” e assim evitava os castigos. Imaginem, quando metia eu colocava o Santíssimo nome do Senhor nas minhas porcarias, na minha imundície, porque eu estava tão cheia de sujeira e de tanto pecado… E vejam, irmãos, aprendi que as palavras não se perdem ao vento. Quando minha mãe ficava irredutível eu lhe dizia: “Mãe, que me parta um raio se estou mentindo!”, e a palavra vagou pelo tempo e vejam que por misericórdia de Deus eu estou aqui, porque na realidade o raio entrou em mim e me partiu praticamente ao meio e me queimou. Mostravam-me como eu, que me dizia católica, era uma pessoa que não tinha palavra e sempre me antepunha ao Santo nome do Senhor. Fiquei impressionada ao ver como o Senhor mostrava a todas as criaturas estas coisas espantosas e se prostravam ao chão, numa adoração impressionante. Vi a Santíssima Virgem prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, numa extrema adoração, e eu, pecadora, desde minha imundície, cara a cara com o Senhor. Como fui ‘tão boa’, renegando e maldizendo o Senhor… Sobre o santificar as festas, foi espantoso. Senti uma imensa dor. A voz me dizia que eu dedicava de quatro a cinco horas ao meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração. Começava a rezar o Rosário com tamanha velocidade e eu dizia: “Nos comerciais da novela consigo terminar o Rosário”. Mostravam como nunca fui agradecida ao Senhor, e também me mostravam o que eu dizia quando me dava preguiça de ir à Missa: “Mas mãe, se Deus está em todo lugar, que necessidade tenho de ir à Missa?” Claro que era muito cômodo dizer isso; e a voz me repetia que eu tinha ao Senhor por vinte e quatro horas ao dia disponível para mim, e eu não rezava nem um pouquinho, nem agradecia no domingo. Dediquei-me a cuidar do meu corpo, me tornei escrava, e me esqueci de um detalhe, que tinha uma alma e que jamais cuidei dela, nunca a alimentei com a Palavra de Deus porque eu, muito comodamente, dizia que quem lia a Palavra de Deus ficava louco. Quanto aos sacramentos, nada! Como que eu poderia me confessar com ‘esse velhos que eram piores que eu’? Para mim era muito cômodo não ir confessar, o maligno me tirou da confissão e assim foi como me afastou da cura e limpeza da minha alma, porque cada vez que eu cometia um pecado, não era grátis, Satanás punha dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de trevas. Jamais, só em minha primeira comunhão fiz uma boa confissão, daí por diante, nunca mais, e recebia o Senhor indignamente. Chegou a tal ponto a blasfêmia, a incoerência da minha vida, que cheguei a dizer: “Que Santíssimo? Deus está vivo num pedaço de pão? Estes sacerdotes deveriam comê-lo com um pouco de doce de leite, quem sabe ficaria mais saboroso”…até este ponto chegou a degradação da minha relação com Deus. Jamais alimentei minha alma, e para completar, só sabia criticar os sacerdotes. Se tivessem visto como foi terrível isso, na minha família, desde muito pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo meu pai…diziam que são mulherengos e que têm mais dinheiro do que nós e repetíamos estas coisas. E nosso Senhor me dizia: “Quem você pensava que era para se fazer passar por Deus e julgar meus ungidos?”, me dizia: “Eles são de carne, e é a comunidade que faz a santidade de um sacerdote, rezando, amando e apoiando quando um sacerdote cai em pecado.” O Senhor me mostrava que cada vez que eu criticava um sacerdote, me tomavam uns demônios. Fora isso, quanto mal eu fiz quando acusei um sacerdote de homossexual e toda a comunidade se inteirou, não imaginam quanto dano causei. Do quarto mandamento: honrar pai e mãe. O Senhor me mostrava como já lhes comentei, como fui mal agradecida com meus pais, como os amaldiçoava e os renegava porque não podiam me dar tudo o que minhas amigas tinham. Como fui uma filha que não valorizava o que tinha, cheguei a ponto de dizer que aquela não era a minha mãe, porque parecia muito pouco para mim. Foi espantoso ver o resumo de uma mulher sem Deus e como uma mulher sem Deus destrói tudo o que lhe rodeia, e ainda por cima, o pior de tudo é que eu achava que era boa e santa! O Senhor também me mostrou como eu achava que me sairia bem neste mandamento, só pelo fato de haver pago as consultas médicas e os remédios dos meus pais quando ficaram doentes, também como eu analisava tudo através do dinheiro e como eu os manipulei quando tinha dinheiro. Até me aproveitei deles, o dinheiro me endeusou e eu os pisoteei. Sabem o que me doeu? Ver meu pai chorando com tristeza, apesar de tudo ele havia sido um bom pai, que me havia ensinado a ser trabalhadora, empreendedora, e que devia ser honesta, porque só aquele que trabalha pode progredir. Mas ele se esqueceu de um detalhe, que eu tinha uma alma e que ele era um evangelizador com seu testemunho e como toda a minha vida começou a afundar por causa de tudo isso. Via o meu pai com dor quando era mulherengo, ele era feliz dizendo à minha mãe e a todo mundo que ele era ‘muito macho’ porque tinha muitas mulheres e que podia com todas, e que ademais fumava e bebia. Estes vícios o faziam sentir-se orgulhoso, pois ele não pensava que eram vícios, mas sim virtudes. Comecei a ver como minha mãe se cobria de lágrimas quando meu pai começava a falar das outras mulheres. Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e começo a ver como o ressentimento leva à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa de ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo mundo. Fiquei rebelde e disse á minha mãe: “Eu nunca serei como você, por isso nós mulheres não valemos nada, por culpa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho, que se deixam pisotear pelos homens.” Quando já estava maior eu dizia ao meu pai: “Preste atenção pai, jamais vou permitir que um homem me humilhe como você humilha a minha mãe, se um homem chegar a ser infiel comigo, eu me separo.” Meu pai me bateu e me disse: “Como se atreve?” Meu pai era muito machista e eu lhe disse: “Então me bata e me mate se eu chegar a me casar e tiver um marido infiel. Eu me separo, para que os homens entendam como sofre uma mulher quando um homem a pisoteia.” Esse ressentimento e essa raiva tomaram conta de mim, e quando já tinha algum dinheiro, comecei a dizer à minha mãe: “Sabe de uma coisa? Separe-se do meu pai. Eu gosto muito dele, mas é impossível que você agüente um homem assim, seja digna, você tem que se dar valor, mãe.” Imaginem! Eu queria divorciar meus pais. Minha mãe me dizia: “Não filha, não é que não me doa, sim me dói muito, mas eu me sacrifico porque vocês são sete filhos e eu sou só uma. Eu me sacrifico porque afinal seu pai é um bom pai, e eu seria incapaz de ir e deixá-los sem pai, ademais, se eu me separo, quem vai orar para que seu pai se salve? Sou eu quem pode orar para que seu pai encontre a salvação, porque a dor e o sofrimento que ele me ocasiona eu uno às dores da cruz, e todos os dias digo ao Senhor; ‘esta dor não é nada unida à tua cruz, me permita que meu esposo se salve, assim como meus filhos.’ Eu não entendia isso. E sabem do que mais? Me deu tanta raiva… e isso fez com que minha vida mudasse e fiquei muito rebelde e comecei a me empenhar para defender os direitos da mulher. Comecei a defender o aborto, a eutanásia, o divórcio e a defender a lei de Talião, aquela que diz ‘olho por olho, dente por dente’. Nunca fui infiel fisicamente, mas prejudiquei muita gente com meus conselhos. Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrava que eu era uma assassina espantosa e que cometi o que é pior e mais abominável diante dos olhos de Deus, o aborto. O poder que me deu o dinheiro me serviu para financiar vários abortos, porque eu dizia: “A mulher tem direito a escolher quando quer ficar grávida ou não.” Olhei o Livro da Vida e me doeu tanto quando vi uma menina de catorze anos abortando. Eu a havia ensinado, porque sabem que quando uma pessoa está envenenada, nada fica bom e tudo o que está ao redor dela se envenena. Umas meninas, três sobrinhas minhas e a namorada do meu sobrinho abortaram. Deixavam-nas ir à minha casa porque eu tinha dinheiro. Eu as convidava, falava de moda, de glamour, de como exibir o corpo. Minha irmã as mandava aí. Olhem como eu as prostituí, prostituí menores, que foi outro pecado espantoso depois do aborto, porque eu lhes dizia: “Não sejam bobinhas minhas filhas, suas mães lhes falam de virgindade e de castidade, mas estão fora de moda, elas falam de uma Bíblia que foi escrita há mais de dois mil anos, e os sacerdotes não quiseram se modernizar, elas falam o que dizia o Papa, mas esse Papa está fora de moda.” Imaginem meu veneno e eu ensinei a estas meninas que tinham que aproveitar, desfrutar do corpo, mas que tinham que se prevenir. Ensinei-lhes os métodos de planificação. “Mulher perfeita”, e essa menina de catorze anos, namorada do meu sobrinho chega um dia ao meu consultório chorando (eu vi no Livro da Vida) e me diz: “Gloria! Ainda sou criança e estou grávida!”, e eu lhe disse: “Tonta! Eu não lhe ensinei a se prevenir?” E então ela me disse: “Sim, mas não funcionou”. Então olhei, e o Senhor me colocava essa menina diante de mim para que não se afundasse no abismo, para que não fosse abortar, porque o aborto é uma corrente que pesa tanto, que arrasta e pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de haver sido um assassino. E o que foi pior para essa menina, foi que em vez de falar-lhe do Senhor, lhe dei dinheiro para que fosse abortar num lugar muito bom para que não a prejudicassem. Assim como este aborto financiei vários outros. Cada vez que o sangue de um bebê se derrama, é como um holocausto a Satanás, é um holocausto, ao Senhor lhe dói muito e se estremece cada vez que se mata um bebê, porque no Livro da Vida, vi como nossa alma se apodera de nosso corpo tão somente quando se tocam o óvulo e o espermatozóide, surgindo como uma faísca linda de luz colhida do Sol de Deus Pai. O ventre de uma mãe, tão somente é fecundado e já se ilumina com o brilho dessa alma e quando se aborta, essa alma grita e geme de dor, ainda que não tenha olhos, nem um corpo formado, se escuta este grito quando lhe estão assassinando e o Céu se estremece e no inferno se escuta outro grito, mas de júbilo, e imediatamente do inferno, se abrem uns tipos de selos de onde saem umas larvas para seguir assediando a humanidade, e seguir fazendo-a escrava da carne e de todas estas coisas que existem e que estarão cada dia pior. Quantos bebês são mortos por dia? Isso é um triunfo para Satanás. Esse preço de sangue forma mais um demônio, então me lavam neste sangue e minha alma branca começou a ficar absolutamente escura. Depois dos abortos, perdi a convicção do pecado, para mim estava tudo bem. Foi triste ver como que neste compromisso com o maligno, pude ver todos os bebês que eu havia matado também, e sabem por que? Eu planificava com o uso do DIU (T de cobre) e foi doloroso ver quantos bebês haviam sido fecundados, e se haviam brilhado essas faíscas do Sol de Deus Pai, mas estes bebês, gritando, se desgarraram das mãos de Deus Pai. Era a razão que explicava meu constante mau humor, caras feias, vivia frustrada com todos e com muita depressão. Claro! Eu havia me tornado uma máquina de matar bebês. E isso me afundou mais no abismo… e pensava: “Como que não havia matado?” E o que dizer de cada pessoa que eu odiava, que eu detestava? Continuava sendo uma assassina, porque não é só com um disparo que se mata uma pessoa, basta odiá-la, fazer-lhe o mal, ter inveja dela, como isso já se pode matá-la. Quanto ao sexto mandamento, de não pecar contra a castidade, eu disse: “Aqui não vão me falar de nenhum amante, porque por toda a vida só tive um homem que é meu esposo”. Quando me mostram que cada vez que eu estava com meus seios a mostra e meu corpo com minhas roupas insinuantes, estava incitando os homens a que me olhassem e tivessem maus pensamentos, e eu os fazia pecar e assim foi como entrei no adultério. Eu aconselhava as mulheres a serem infiéis com seus esposos e lhes dizia: “Não sejam bobas, divorciem-se, não os perdoem.” Já com isso estava cometendo um abominável adultério. E me dei conta que os pecados da carne são espantosos e são condenatórios, mas o mundo nos incita a atuarmos como animais. Infelizmente me soltei da mão do Senhor, porque os pecados estão nos pensamentos, na alma e na ação de cada pessoa. Foi tão doloroso ver todo esse pecado, por exemplo, esse pecado do adultério do meu pai, que causou dano e desgarrou seus filhos. A mim me causou ressentimento contra os homens, e meus irmãos se transformaram em três fiéis fotocópias do meu pai, felizes por serem ‘muito machos’, mulherengos e alcoólatras… Eles não percebiam como prejudicavam seus filhos. Por isso meu pai chorava, com tanta dor, vendo como seu pecado havia sido herdado por eles, por mim, prejudicando assim toda a obra de Deus. O sétimo mandamento, o de não roubar, eu me considerava honesta, e o Senhor me mostrava como desperdiçávamos comida em minha casa. O mundo padecia de tanta fome, e Ele me dizia: “Eu tinha fome, e veja o que você fazia com o que eu te dava, desperdiçava tudo, eu tinha frio e olhe o que você fazia, escravizada pela moda, vivendo de aparências, gastando muito dinheiro em injeções para estar mais magra, escravizada pelo corpo. Em poucas palavras, você fez do seu corpo um deus.” O Senhor me mostrava que eu era culpada pela miséria do meu país e que sim, eu tinha a ver com isso. Também me mostrava que cada vez que eu falava mal de alguém, eu lhe roubava a honra e era difícil devolvê-la. Que era mais fácil reparar o roubo de um dinheiro, porque poderia devolver o valor roubado, do que restaurar o bom nome de uma pessoa. Eu me arrependia por não ter sido uma mãe carinhosa com meus filhos, por não haver ficado mais com eles em casa, por tê-los deixado tanto com a ‘mamãe televisão’, ‘o papai computador’, ou com os videogames e para acalmar minha consciência, lhes comprava roupas de marca. Mas me horrorizou ver minha mãe que se questionava, – e minha mãe foi uma santa mãe, que nos corrigia e nos amava, assim como meu pai -, e pude ver quando ela disse: “O que será de mim que nunca consegui dar nada para os meus filhos?” Que espanto, que dor tão grande… Senti muita vergonha, porque no Livro da Vida a pessoa vê tudo como num filme, e meus filhos diziam: “Tomara que a mamãe demore, que tenham muito trânsito, porque ela é muito chata e só vive reclamando.” Que tristeza um menino de três anos e uma menina um pouco maior dizendo estas coisas…eu lhes roubei a sua mãe, lhes roubei a paz que eu daria à minha casa e não lhes deixei conhecer a Deus através de mim, e não lhes ensinei a amar o próximo. Se eu não amo ao meu próximo, eu não tenho nada a ver com o Senhor, se não tenho misericórdia, não tenho laços com o Senhor. Porque Deus é Amor… Vou lhes falar sobre levantar falsos testemunhos. Eu sabia mentir muito bem e Satanás se tornou meu pai. Se Deus é Amor e eu odeio, então, quem é meu pai? Não era difícil de adivinhar e se Deus me fala do perdão e de amar meus inimigos eu dizia, “quem me prejudica, me paga!” Então, quem era meu pai? Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, quem era meu pai? Não há mentira rosa, nem amarela, nem verde, todas as mentiras são mentiras, e Satanás é o pai de todas elas. Tão terríveis foram os pecados da minha língua. Eu vi quanto dano causei com a minha língua. Eu fofocava, quando falava mal dos outros, causava complexos de inferioridade às pessoas gordinhas pondo-lhes apelidos pejorativos. Uma palavra mal dirigida sempre termina numa ação e causa dano.Quando me fazem o exame dos dez mandamentos, pude ver a cobiça que tomava conta de mim. Eu pensava que seria feliz tendo muito dinheiro e passei a ter uma obsessão por ficar rica. Que tristeza. Quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha alma, a ponto de querer me suicidar. Tinha tanto dinheiro e me sentia sozinha, vazia, amargurada e frustrada. A cobiça de desejar ter muito dinheiro foi o caminho que me levou pela mão e me extraviei, me soltei da mão do Senhor. O Livro da Vida Depois desse exame dos dez mandamentos, me mostram o Livro da Vida, lindo, eu queria ter palavras para descrever “O Livro da Vida”. Começou desde a concepção, assim que se uniram o par de células dos meus pais. De imediato houve um ‘zas’, uma faísca, uma linda explosão e se formou minha alma, colhida da mão de Deus Pai, encontrei um Deus Pai tão lindo, que me cuidava 24 horas por dia e o que eu via como um castigo, nada mais era que Amor, porque Ele consegue ver minha alma e percebia como eu ia me afastando da Salvação. Para terminar, vou lhes dar um exemplo de como é maravilhoso o “Livro da Vida”. Eu era muito hipócrita e eu dizia a alguém: “Nossa! Como você está linda, que vestido lindo!” Mas por dentro, em meus pensamentos eu dizia: “Que mulher mais asquerosa, e ainda se acha uma rainha!” Nesse livro se podia ver exatamente como eu pensava, se podia ver o interior de minha alma. Todas as minhas mentiras ficaram à vista, vivas, todo mundo se deu conta. Quantas vezes eu menti para minha mãe porque ela não me deixava sair a lugar nenhum, então dizia que tinha que fazer um trabalho em grupo na biblioteca, mas saía para ver algum filme pornográfico ou ia a algum bar tomar cerveja com minhas amigas. E lá estava minha mãe, vendo minha vida, nada escapou. Meus pais me davam banana para levar de lanche na escola. Meus pais eram pobres e só podiam me dar banana, leite e algum petisco para colocar na lancheira. Eu comia a banana e jogava a casca pelo caminho. Nunca tive a consciência de que alguém poderia se ferir ou escorregar na casca de banana que eu costumava jogar no chão, e o Senhor me mostrou as pessoas que poderiam ter se matado por causa dessas quedas causadas por minha imprudência e falta de misericórdia. Também pude ver como só uma vez fiz uma boa confissão, bem feita. Foi quando uma senhora me deu 4.500 pesos a mais de troco num supermercado em Bogotá. E meu pai nos havia ensinado a sermos honestos e nunca tocar em nenhum centavo de ninguém. Então me dei conta quando já estava no carro. Estava a caminho do meu consultório e pensei… “Ai, essa velha distraída, essa tonta me deu 4.500 pesos a mais e agora tenho que voltar para devolver” e logo vi um engarrafamento gigante e disse: “Quer saber? Não vou devolver nada, quem mandou ela ser tão distraída?” Mas fiquei com a dor de ter feito isso, porque me pai me ensinou a ser honesta, então me confessei no domingo e disse: “Padre, eu roubei 4.500 pesos porque não os devolvi a uma senhora que se equivocou no troco.” Nem prestei atenção no que o padre me disse. O maligno não pode me acusar de ladra, mas sabem o que me disse o Senhor? Ele me disse: “Essa falta de caridade sua, quando não devolveu o dinheiro para aquela senhora não reparando o pecado cometido, 4.500 pesos para você não eram nada, mas para aquela mulher que ganhava um salário mínimo, significava a alimentação de três dias.” O mais triste foi quando me mostrou como sofreu, agüentando a fome um par de dias. Por minha culpa, passou fome com seus dois filhos pequenos, porque assim me mostra o Senhor, me mostra quando eu faço algo, quem sofreu, quem atua e como atua. O Senhor me perguntou: “Que tesouros espirituais você me trouxe?” Minhas mãos iam vazias, não levava nada, minhas mãos iam absolutamente desocupadas. Foi então que me disse: “De que te servem os dois apartamentos que você tinha, as casas e consultórios? Você não se considerava uma profissional de muitíssimo êxito? Acaso pode trazer o pó de um tijolo até aqui? O que fez com os talentos que Eu te dei?” Talentos? Eu tinha uma missão. A missão de defender o reino de Amor. O reino de Deus. Eu me havia esquecido que tinha uma alma, e muito menos que tinha talentos, muito menos que o bem que deixei de fazer doeu muito ao Senhor. Sabem o que sempre me perguntava o Senhor? Sempre me perguntava sobre o Amor. Citava a falta de caridade pelo próximo. Ele me dizia que eu estava morta espiritualmente. Estava viva, porém morta. Se pudessem ver o que é a ‘morte espiritual’, como é uma alma que odeia…Como é uma alma espantosamente terrível de amargurada e fastidiosa, que faz mal a todo mundo… Quando uma pessoa está cheia de pecados, por fora tudo parece ser bonito e cheirar bem, com boas roupas, mas minha alma cheirava muito mal e vivia nos abismos. Isso justifica tanta depressão e amargura. Então o Senhor me disse: “É que sua morte espiritual começou quando você deixou de sentir dor pelos seus irmãos. Quando você via o sofrimento dos seus irmãos, era um alerta. Quando via nos meios de comunicação, dizendo que os mataram, que os seqüestraram, que os desalojaram, você dizia ‘da boca para fora’: ‘Coitadinhos! Que pecado!’ Mas isso não te doía por dentro. Você não sentia nada no coração, era uma pedra, o pecado te petrificou. Quando se fecha o meu Livro, imaginem como era grande a minha tristeza. Quanta dor! Fora isso, por ter me comportado assim com Deus Pai, porque apesar de todos os meus pecados, apesar de toda a minha imundície e de toda a minha indiferença e de todos os sentimentos horríveis, o Senhor, sempre, até o último instante me buscou, sempre me enviava instrumentos, pessoas, me falava, me gritava, me tirava coisas para me buscar, ele me buscou até o último instante. Eu costumava dizer: “O Senhor me condenou”. Claro que não! No meu livre arbítrio eu escolhi quem seria o meu pai, e não foi Deus Pai. Escolhi Satanás, esse foi o meu pai, e quando esse Livro se fechou, vi em minha mente que estava de ponta-cabeça, porque começava a cair naquele buraco e depois deste oco ia se abrir uma porta. Então começo a ir, e começo a gritar a todos os santos, para que me salvassem. Vocês não têm idéia da quantidade de santos que eu vi, eu não tinha idéia de que havia tantos santos, eu era tão má católica. Pensava que dava na mesma que me salvasse São Isidro ou São Francisco de Assis, e quando acabaram todos os santos, veio o silêncio. Sentia um vazio, uma dor tão grande. E eu pensava: “Todos estão lá na terra dizendo: ‘como era santa!’”, esperando que eu morresse para me pedir um milagre. E olhem para onde vou! Levanto os olhos e vejo os olhos de minha mãe. Com muita dor eu lhe grito: “Mãezinha! Que vergonha! Me condenei, mãe, aonde vou? Nunca mais vou te ver…” E nesse momento lhe concederam a ela uma graça muito grande. Estava imóvel e lhe permitem mover seus dois dedos para cima e ela dá um sinal e saltam dos meus dois olhos duas crostas espantosamente dolorosas, era minha cegueira espiritual. Então, vejo um momento lindo, quando uma paciente me havia dito: “Olhe doutora, a senhora é muito materialista e um dia vai precisar Dele. Quando estiver em ambiente de perigo, qualquer que seja, peça a Jesus Cristo que a cubra com o Seu sangue, Ele nunca irá abandoná-la, porque Ele pagou um preço se sangue pela senhora.” E com essa vergonha tão grande e essa dor, comecei a gritar: “Jesus Cristo! Senhor, tenha compaixão de mim! Perdoe-me! Por favor, me dê uma segunda oportunidade!” E este foi o momento mais belo, não tenho palavras para descrever este momento. Ele baixa e me tira daquele oco. Quando Ele me recolhe, todas estas coisas caíram ao chão. Ele me levanta e me leva a uma parte plana, e me diz com todo esse Amor: “Vamos voltar, você vai ter uma segunda oportunidade” (…), e me diz que não é pela oração da minha família. Porque “é normal que eles orem e clamem por você, mas foi pela intercessão de todas as pessoas alheias ao seu sangue, que não te conhecem e choraram, oraram e elevaram seu coração com muitíssimo amor por você.” E começo a ver como se acendem uma porção de luzinhas que são como chaminhas brancas cheias de amor. Eu vejo as pessoas que estão rezando por mim! Mas havia uma chama grande, era a luz que mais brilhava. A que mais amor dava. Eu olhava quem era essa pessoa que me amava tanto. E o Senhor me diz: “Essa pessoa que você vê ali, é uma pessoa que te ama tanto, tanto, e nem sequer te conhece.” E me mostrava que essa pessoa havia visto a folha de jornal do dia anterior. Era um camponês de um povoado, bem pobre, que vivia ao pé da Serra Nevada de Santa Marta. O pobre homem comprou uma panela e a embrulharam numa folha do jornal “Espectador” do dia anterior. Minha fotografia onde eu aparecia toda queimada estava aí, ilustrando a matéria que falava sobre o acidente. Quando este homem viu a notícia, se pôs a chorar com um amor tão grande, e disse: “Pai, Senhor, tem compaixão desta minha irmãzinha. Senhor, salve-a! Se o Senhor salvá-la, prometo que irei ao ‘Santuário de Buga’ e cumpro a promessa, mas salve-a!” Imaginem um homem pobrezinho, não estava revoltado nem amaldiçoando porque passava fome, com essa capacidade de amor para se oferecer a atravessar todo o país por alguém que não conhecia. E o Senhor me disse: “Isso é Amor ao Próximo” (…) e logo me disse: “Você vai voltar, mas não vai contar o que viu 1000 vezes, mas sim 1000 vezes 1000. E ai daqueles que ouvindo, não decidam mudar de vida. Porque eles serão julgados com mais severidade. Assim como você será em seu segundo regresso. Que prestem atenção os ungidos, que são seus sacerdotes, ou qualquer um deles, porque não há pior surdo que aquele que não quer ouvir, nem pior cego que aquele que não quer ver.” E isto, meus queridos irmãos, não é uma ameaça, O Senhor não necessita nos ameaçar, esta é a segunda oportunidade que vocês têm, e graças a Deus que vivi o que vivi! Porque quando lhes abram o Livro da Vida a cada um de vocês, quando cada um de vocês morra, vamos ver este momento, de igual maneira, e vamos nos ver tal como estamos, vamos ver nossos pensamentos e nossos sentimentos na presença de Deus, e o mais bonito é que cada pessoa verá o Senhor em frente de cada um de nós, outra vez perguntando o que lhe temos a oferecer. Que o Senhor abençoe a todos grandemente. Glória a Deus! Glória a Nosso Senhor Jesus Cristo! Fonte: wiki.cancaonova.com #penitência #confissão #Conversão #Aborto #FormaçõesCatólicas #Catequese #Testemunho
- Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!”
Gloria Polo tem um testemunho de conversão bastante incomum. Dificilmente quem o conhece fica indiferente. Algumas pessoas duvidam, outras se espantam, mas muitas sentem um profundo desejo de mudar de vida, se dão conta das próprias falhas e da importância da busca pela santidade. A colombiana, que se considerava uma atéia, hoje, percorre o mundo alertando as pessoas sobre a importância da conversão. Clique abaixo e assista ao seu testemunho onde conta com detalhes sua experiência de vida após a morte: Conheça mais sobre a Gloria Polo: O Livro da Vida (Da ilusão à verdade) 🛒 Clique aqui para adquirir o livro Aqueles que puderem, recomendamos muito a leitura do livro, pois ele é riquíssimo em detalhes que não estão nos resumos e que não é possível contar em uma palestra. Glória Polo tem uma das mais fantásticas experiências de “Post Mortem” já vividas por uma pessoa. Quando se viu com o corpo em profundas queimaduras internas e externas, os dois Seios quase desaparecidos, seus Órgãos internos corroídos, se deu conta que fora atingida por um RAIO. Pelo poder de Deus, recebeu a graça de retornar à Terra, mas antes, vira Jesus e, folha por folha, O Livro da sua Vida, tudo registrado como se fosse um filme. Uma Mulher muito Católica que ao se deparar com essa experiência vê os seus pecados nesse filme da sua vida, uma imensa farsa física e espiritual que havia vivido mas nunca se deu conta. Todos nós temos um filme como esse junto de Deus, pois, a justiça do Altíssimo é perfeita, nada escapa aos seus olhos. Esse Livro nos leva à conversão, é um alerta para o tempo da Misericórdia, que está se esgotando. Não se deixe cair nas malhas da Justiça Divina. Faça da sua vida um bom filme e conheça as Glórias da Misericórdia de Deus. Se alguém tem dúvidas, ou pensa que Deus não existe, que o outro mundo é coisa de filmes, ou que a morte põe fim a tudo; faça o favor de ler este livro! 🛒 Clique aqui para adquirir o livro rico em detalhes do testemunho da Glória Polo. O raio Isso aconteceu em 8 de maio de 1995 na Universidade Nacional de Bogotá. Eu e um sobrinho estávamos nos especializando em odontologia e tínhamos que buscar uns livros na Faculdade de Odontologia numa sexta-feira à tarde. Meu esposo estava conosco. Estava chovendo muito forte, eu e meu sobrinho estávamos debaixo de um pequeno guarda-chuva e meu esposo tinha sua jaqueta impermeável e se aproximou da parede da Biblioteca Geral, e nós, enquanto saltávamos as poças d’água, sem perceber nos aproximamos de umas árvores. Quando fomos saltar uma grande poça, caiu um raio sobre nós. Nos deixou carbonizados e meu sobrinho faleceu ali. Ele era um rapaz, apesar da pouca idade, muito entregue ao Senhor e era muito devoto do Menino Jesus. Ele usava uma medalhinha do Menino Jesus no peito, dentro de uma moldura de cristal. Segundo o laudo, o raio entrou através da medalha e atingiu-lhe o coração, queimando-o por dentro e saindo pelo pé, mas por fora ele não se carbonizou, nem se queimou. Por outro lado, o raio entrou em mim pelo braço, me queimou de forma espantosa todo o meu corpo, por fora e por dentro. Isso que estão vendo aqui, este corpo reconstituído, é misericória de Nosso Senhor. Fui carbonizada, fiquei sem seios, praticamente desapareceu toda minha carne e minhas costelas, o ventre, as pernas… o raio saiu pelo meu pé direito, me carbonizou o fígado, se queimaram os rins, os pulmões… Eu usava DIU, de maneira que o T de cobre, bom condutor elétrico, carbonizou e pulverizou os ovários, tive uma parada cardíaca, fiquei ali, sem vida, meu corpo pulava por causa da eletricidade que ficou por todo este local.Mas vejam, esta é só a parte física. Túnel branco A parte mais bonita, a parte mais linda, é que enquanto meu corpo estava ali carbonizado, eu, neste instante, me encontrava dentro de um lindo túnel branco, era uma delícia, uma paz, uma felicidade que não há palavras humanas para descrever a grandeza deste momento, era um êxtase imenso, eu ia muito feliz, nada me pesava dentro deste túnel, olhei ao fundo desse túnel e havia como um sol, uma luz lindíssima. Eu digo que é branco para colocar uma cor, mas nenhuma das cores é comparável humanamente a essa luz maravilhosa. Eu sentia a fonte de todo esse Amor, dessa paz… Quando eu vou subindo, digo… “Quarta-feira! Eu morri!” E nesse instante penso nos meus filhos e digo: “Ai meu Deus, meus filhos! O que vai ser deles? Essa mãe tão ocupada, nunca teve tempo para eles.” Aí me dou conta da minha realidade de vida e me sinto triste. Saí de minha casa para transformar o mundo e meu lar, meus filhos, pareciam demais para mim. Neste instante de vazio pelos meus filhos, dou uma olhada e vejo algo belo… Meu corpo já não estava nas medidas de tempo nem de espaço daqui da Terra, e vi todas as pessoas num mesmo instante, num mesmo momento, todas as pessoas, as vivas e as mortas e abracei os meus bisavós. Abracei meus pais que já haviam falecido, abracei a todos e foi um momento pleno e maravilhoso. Aí me dei conta de que havia caído por terra a teoria da reencarnação e eu via meu avô, meu bisavô, eles me abraçaram por um momento e encontrei com todas as pessoas que tiveram a ver comigo em minha vida, em todo lugar, ao mesmo instante. Só minha filha de 9 anos (que estava viva) que se assustou quando a abracei, ela sim sentiu meu abraço. Não havia passado nada de tempo nesse momento tão lindo, e que maravilha estar sem o corpo! Já não via as coisas como antes, quando só olhava se alguém era gordo, ou magro, ou feio, ou negro, sempre olhando com critérios. Não era assim quando não tinha meu corpo humano. Eu podia ver o interior das pessoas, como é lindo poder ver o interior das pessoas! Ver nelas seus pensamentos, seus sentimentos. Abracei a todos em um instante e, no entanto, eu continuava subindo e subindo, cheia de alegria. Quando senti que ia desfrutar de uma vista fantástica onde havia no fundo um lago belíssimo, neste mesmo instante, ouço a voz do meu esposo, ele chora e com um grito profundo e cheio de sentimento me grita: “O que aconteceu? Gloria! Por favor, não se vá! Volte, Gloria! As crianças, Gloria! Não seja covarde!” Neste instante, dou uma olhada como que global e o vejo chorando, com muita dor e então o Senhor me concede regressar. Eu não queria vir, de tanta alegria, paz e felicidade. Então, comecei a descer devagar, buscando meu corpo e me encontrei sem vida. Meu corpo estava na maca da enfermaria da Universidade Nacional de Enfermagem, via como os médicos davam choques elétricos em meu coração para me salvar da parada cardíaca. Durante duas horas e meia fiquei ali jogada, porque não podiam nos levar dali porque “lhes passávamos corrente” a todo mundo, até que finalmente deixamos de “passar corrente” e puderam nos atender. Começaram a me reanimar. Eu cheguei e pus os meus pés aqui no topo de minha cabeça e com violência uma faísca entrou em mim. Eu entrei no meu corpo, me doeu muito entrar e senti que saíam faíscas por todos os lados. Eu sentia encapsular-me nisto “tão pequenininho”. E a dor que sentia, minha carne queimava, como me doía! Saía fumaça e vapor. E a dor mais terrível, a dor de minha vaidade. Eu tinha critérios para tudo, era uma mulher executiva, era a intelectual, a estudante, a escravizada pelo corpo, escrava da beleza e da moda: 4 horas diárias de exercícios aeróbicos. Escravizada para ter um corpo bonito. Massagens, dietas, bem… de tudo o que possam imaginar, essa era minha vida. Uma rotina de escravidão por um belo corpo. E eu dizia: Bem…se tenho seios bonitos é para mostrar, assim como minhas pernas, porque sentia que tinha pernas esculturais, assim como os seios, e num instante via tudo com horror. Toda uma vida cuidando do corpo. Isso era o centro da minha vida, o amor ao meu corpo. E já não havia corpo. Nem seios. Havia uns buracos impressionantes em todo o seio esquerdo, estava praticamente desaparecido, e minhas pernas, era o mais terrível, havia pedaços vazios e sem carne, tudo preto, carbonizado… Sua vida em flashes Dali me levaram ao Seguro Social, rapidamente me operaram e começaram a raspar todos os meus tecidos queimados. Quando estou anestesiada, volto a sair do meu corpo. Estava olhando o que faziam os médicos com o meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas. De repente aconteceu algo terrivelmente horroroso. Porque conto a vocês, irmãos, eu fui uma “Católica Dietética” durante toda a minha vida. Minha relação com o Senhor era uma eucaristia aos domingos, em missas de 25 minutos, onde o padre falasse menos, porque que desespero e que angústia! Essa era minha relação com Deus. E como essa era a relação que eu tinha com Deus, todas as correntes do mundo me arrastavam como um cata-vento, a ponto de que quando já estava me especializando nos estudos, o mundo me dizia que o inferno não existia, que os diabos não existiam. Medo? Quem disse? Mas vergonhosamente confesso que a única coisa que me mantinha na igreja era o medo do diabo. Quando me diziam que não existe, que luta! E eu dizia: “Bem…Todos vamos para o Céu, não importa como somos.” Então, isso terminou afastando-me de uma vez do Senhor. O pecado não ficou só em mim e começo a piorar ainda mais minha relação com o Senhor. Começo a dizer a todo mundo que os demônios não existem, que são invenção dos padres, que são manipulações. Com meus companheiros da Nacional, comecei a acreditar no conto de que Deus não existia e que éramos produto da evolução. Vejam, quando me vejo neste instante, que susto terrível! Vejo uns demônios que vêm buscar seu pagamento: Eu! Nesse instante, começo a ver como da parede do centro cirúrgico começam a brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dou conta que neste instante que em meu corpo há uma sabedoria especial e percebo que devo algo a todos eles, que o pecado não foi grátis e que a principal infâmia e mentira do demônio foi dizer que não existia, e vejo que vêm ao meu encontro e começam a me rodear e querem me levar. Vocês façam idéia do susto, do terror que senti. Essa mente científica e intelectual já não me servia de nada. Eu caía ao chão, tentava voltar para dentro do meu corpo, mas minha carne não me recebia. Neste susto tão terrível, saí correndo e não sei em que instante atravessei a parede do centro cirúrgico. Eu pretendia me esconder pelos corredores do hospital, mas quando passei pela parede do centro cirúrgico… “zas”, dei um salto no vazio… Entrei por uma quantidade de túneis que vão para baixo. No princípio tinham luz e eram luzes como colméias de abelhas, onde havia muitíssima gente. Mas eu vou descendo e a luz vai se perdendo e começo a andar nos túneis de trevas espantosas e quando chego a umas trevas, essas não se coparam com as trevas que conhecemos. Imagine que o mais escuro do escuro que conhecemos se parece à luz de meio-dia comparado a essas trevas que vi. Não se pode comparar. Elas mesmas ocasionam dor, horror, vergonha e cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos os túneis e chego desesperada a uma parte plana… Essa vontade de ferro que eu dizia que tinha, onde me sentia capaz de tudo, já não me servia de nada. Eu queria subir, mas não podia, e estava ali. Vejo como nesse piso se abre uma boca enorme e sinto um vazio impressionante em meu corpo, um abismo ao fundo inenarrável, porque o mais espantoso desse oco era que não se sentia nem um pouco o Amor de Deus, nem uma gota de esperança e esse oco tem algo que me suga para dentro e eu grito aterrorizada. Eu sabia que se entrasse aí, minha alma estaria morta. Esse horror era tão grande e quando estou entrando, algo me sustenta pelos pés. Meu corpo entrou neste oco, mas meus pés estavam sustentados para cima. Foi um momento muito doloroso e terrível. Vejam só… Meu ateísmo ficou pelo caminho e comecei a gritar: “Almas do purgatório! Por favor, me tirem daqui!” Quando eu estava gritando, foi um momento de uma dor imensa, porque me dou conta de que aí se encontram milhares e milhares de pessoas neste oco, sobretudo jovens, e com dor me dou conta que começo a escutar ranger de dentes, com uns gritos e lamentações que me estremeciam. Muitos anos me custaram para assimilar isso, porque eu me punha a chorar cada vez que me lembrava do sofrimento destas pessoas, e percebo que ali estavam todas as pessoas que em um segundo de desespero se haviam suicidado e estavam nestes tormentos com todas as coisas que ai se encontravam, mas o mais terrível destes tormentos é a ausência de Deus. Não se sentia o Senhor. Nessa dor, começo a gritar: “Quem se equivocou? Olhem como sou santa! Jamais roubei, eu nunca matei, eu fazia compras para os pobres, eu extraía dentes de graça ajudando os que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa aos domingos, apesar de que me considerasse atéia, nunca faltei, se faltei cinco vezes à Missa em toda a minha vida foi muito. Eu era alma que sempre ia à Missa. E o que faço aqui? Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui!” Quando estou gritando que sou católica, vejo uma pequena luz. Entendam que uma luz nestas trevas é o maior presente que alguém poderia receber. Vejo umas escadas por cima deste oco, vejo meu pai, que havia falecido cinco anos atrás, ele estava quase atrás do oco, tinha um pouquinho de luz e quatro degraus mais acima vejo minha mãe, com muito mais luz e numa posição de oração. Quando os vi me deu uma alegria tão grande e comecei a gritar: “Paizinho, mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu suplico, me tirem daqui!” Quando eles baixaram a vista e meu pai me viu ali… se houvessem visto que dor tão grande eles sentiram; neste lugar podemos sentir os sentimentos dos outros, podemos ‘ver’ essa parte e ‘vi’ essa dor tão grande. Meu pai começou a chorar e colocava as mãos na cabeça e tremia: “Minha filha, minha filha!” E minha mãe orava, então percebo que eles não podem me tirar dali e a dor que me inundava era sentir a dor que eles sentiam e estavam compartilhando essa dor comigo. Começo a gritar de novo: “Por favor, vejam, me tirem daqui, eu sou católica! Quem se enganou? Por favor, me tirem daqui!” E quando estou gritando pela segunda vez, se escuta uma voz, é uma voz doce, é uma voz que quando a escuto, se estremece toda a minha alma, e tudo se inundou de amor e de paz, e todas estas criaturas saíram apavoradas, porque elas não resistem ao Amor, nem à paz e eu sinto essa paz, e essa voz me diz: “Muito bem, se você é católica, diga-me os dez mandamentos da lei de Deus.” E que golpe tão horrível! Ouviram? Eu sabia que eram dez, mas daí em diante, nada! “Quarta-feira! O que vou fazer aqui?” Minha mãe sempre me falava do primeiro mandamento de Amor. Finalmente me serviu para alguma coisa. Vamos ver como me sairei dessa, pensava… Tomara que não se lembrem dos demais mandamentos. Pensava em manipular a situação, como sempre costumava fazer por aqui, eu sempre tinha resposta para tudo, tinha a desculpa perfeita, e sempre me justificava e me defendia de tal maneira que ninguém perceberia o que eu não sabia. Então começo a dizer: “O primeiro: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”… “Muito bem” – e me dizem: “Você O tem amado?” E eu digo: “Sim, eu sim, eu sim!” E é quando me dizem: “Não!” Vejam, quando me disseram “não!”, aí sim senti a corrente elétrica daquele raio, porque eu não percebi em que parte me havia caído o raio, não sentia nada, e me dizem: “Não! Você não tem amado ao seu Senhor sobre todas as coisas, e muitíssimo menos ao seu próximo como a você mesma. Você fez um deus e o acomodou à sua vida só nos momentos de necessidade! Você se prostrava diante Dele quando era pobre, quando sua família era humilde, quando queria se tornar uma profissional! Aí sim todos os dias você rezava, e se prostrava tempos inteiros, horas inteiras suplicando ao seu Senhor! Orando e pedindo para que Ele a tirasse dessa pobreza e permitisse que fosse uma profissional , que fosse alguém! Quando tinha necessidade, ou queria dinheiro, então rezava um Rosário ao Senhor. Essa era a relação que você tinha com o Senhor!” Eu via ao meu Senhor de verdade com tristeza. Comento que minha relação com Deus era de ‘caixa automático’. Rezava um Rosário e tinha que aparecer dinheiro, essa era minha relação com Ele. E me mostram, tão logo o Senhor me permitiu que tivesse uma profissão, que começo a ter um nome e começava a ganhar dinheiro, então o Senhor já me parecia “pequenininho”, e já comecei a ficar orgulhosa, nem sequer expressava uma mínima relação de amor com o Senhor. Ser agradecida? Jamais! Nem sequer abria os olhos dizendo… ‘Senhor, obrigada por este dia, obrigada por minha saúde, pela vida dos meus filhos, pela minha casa, coitadinhos dos que não tem casa, nem comida, Senhor!’ Nada. Era muito mal agradecida. E a voz seguia dizendo… “Fora isso, você pôs o Senhor num nível tão baixo, que acreditava mais em Mercúrio e Vênus para ter sorte, andava cegada pela astrologia, dizendo que os astros conduziam a sua vida. Os 10 mandamentos Começou a andar em todas as doutrinas que o mundo oferecia. Começou a acreditar que simplesmente você morria e voltava para recomeçar. Você se esqueceu da ‘Graça!’, que havia custado um preço de sangue ao seu Senhor.” Me fazem um exame dos Dez Mandamentos. Mostram-me que eu dizia que adorava, que amava a Deus com minhas palavras, mas na verdade eu adorava a Satanás. Porque em meu consultório chegava uma senhora que fazia ‘mandingas’, e eu dizia… ‘Eu não acredito nisso, mas pode fazer, porque se não fizer bem, mal tampouco fará.’ E ela começava a fazer suas ‘mandingas’ para dar boa sorte. Ela havia posto num canto onde não se podia ver uma penca de aloés com uma ferradura para afastar as más energias. Olhem tudo isso, que vergonhoso! Fazem uma análise da minha vida sobre os dez mandamentos, me mostram como atuei com o próximo, como dizia a Deus que o amava quando ainda não havia me afastado Dele, quando ainda não havia começado a andar no ateísmo eu dizia: “Meu Deus, eu te amo!” Mas com essa mesma língua que eu louvava o Senhor, com essa mesma língua eu falava mal de todo mundo, criticava, apontava com o dedo, sempre a ‘santa Gloria’, e me mostravam que eu dizia que amava a Deus, mas era uma invejosa, mal agradecida, jamais reconheci todo o esforço e o amor, a entrega de meus pais para me dar uma profissão, para me levantar. “Tão rápido você alcançou uma profissão, mas até seus pais já não tinham importância, a ponto de chegar a se envergonhar de sua mãe, pela humildade e pela pobreza dela.” E me mostram como esposa…Quem era? Passava todo o dia renegando, desde que me levantava. Meu esposo me dizia: “Bom dia!” E eu respondia: “Que bom dia? Não vê que está chovendo?” Eu o renegava o tempo todo. E com meus filhos? Mostram-me que nunca, jamais tive compaixão para com o próximo, por meus irmãos de fora. E o Senhor me dizia: “Você nunca pensou: coitadinhos dos doentes, Senhor! Dá-me a graça de poder acompanhá-los em sua solidão. As crianças que não tem mãe, os órfãos, quantas crianças sofrendo, Senhor!” …Meu coração era de pedra…no exame dos dez mandamentos não passei nem meio. Terrível! Espantoso! Vivia um verdadeiro caos. Como que eu não havia matado e assassinado tanta gente? Por exemplo, eu fiz muitas compras de supermercado para as pessoas que necessitavam, mas não dava por amor, dava pela imagem, porque como eu era muito rica eu queria ‘fazer bonito’ diante dos outros e assim eu manipulava as pessoas. E então eu dizia: “Toma, lhe dou essa compra, mas você me faz o favor e vá à reunião do colégio dos meus filhos, porque eu não tenho tempo de ir a essas reuniões.” E assim eu dava coisas a todo mundo, mas eu os manipulava, além disso eu adorava que houvesse um montão de gente atrás me mim me dizendo que eu era bondosa, que eu era uma santa. Eu me criei uma imagem! E me dizem: “É que você tinha um deus e esse deus era o dinheiro! Por ele você se condenou! Por ele você afundou no abismo e se afastou do Senhor.” Nós havíamos tido muito dinheiro, mas estávamos quebrados, endividadíssimos, havia acabado nosso dinheiro, então, quando me dizem do ‘deus dinheiro’ eu gritei: “Mas que dinheiro se deixei muitas dívidas lá na terra?” Quando me falaram, por exemplo, do segundo mandamento, via que eu, pequenina, infelizmente aprendi que para evitar os castigos da minha mãe que eram bastante severos, aprendi que as mentiras eram excelentes e comecei a caminhar com o pai da mentira (Satanás), e comecei a ficar mentirosa e à medida que meus pecados iam crescendo, as mentiras iam aumentando. Percebia que minha mãe respeitava muito o Senhor e para ela o nome do Senhor era santíssimo, então eu pensei e disse: “Aqui tenho a arma perfeita.” E comecei a jurar em vão, e lhe dizia: “Mãe, eu juro por Deus!” e assim evitava os castigos. Imaginem, quando metia eu colocava o Santíssimo nome do Senhor nas minhas porcarias, na minha imundície, porque eu estava tão cheia de sujeira e de tanto pecado… E vejam, irmãos, aprendi que as palavras não se perdem ao vento. Quando minha mãe ficava irredutível eu lhe dizia: “Mãe, que me parta um raio se estou mentindo!”, e a palavra vagou pelo tempo e vejam que por misericórdia de Deus eu estou aqui, porque na realidade o raio entrou em mim e me partiu praticamente ao meio e me queimou. Mostravam-me como eu, que me dizia católica, era uma pessoa que não tinha palavra e sempre me antepunha ao Santo nome do Senhor. Fiquei impressionada ao ver como o Senhor mostrava a todas as criaturas estas coisas espantosas e se prostravam ao chão, numa adoração impressionante. Vi a Santíssima Virgem prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, numa extrema adoração, e eu, pecadora, desde minha imundície, cara a cara com o Senhor. Como fui ‘tão boa’, renegando e maldizendo o Senhor… Sobre o santificar as festas, foi espantoso. Senti uma imensa dor. A voz me dizia que eu dedicava de quatro a cinco horas ao meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração. Começava a rezar o Rosário com tamanha velocidade e eu dizia: “Nos comerciais da novela consigo terminar o Rosário”. Mostravam como nunca fui agradecida ao Senhor, e também me mostravam o que eu dizia quando me dava preguiça de ir à Missa: “Mas mãe, se Deus está em todo lugar, que necessidade tenho de ir à Missa?” Claro que era muito cômodo dizer isso; e a voz me repetia que eu tinha ao Senhor por vinte e quatro horas ao dia disponível para mim, e eu não rezava nem um pouquinho, nem agradecia no domingo. Dediquei-me a cuidar do meu corpo, me tornei escrava, e me esqueci de um detalhe, que tinha uma alma e que jamais cuidei dela, nunca a alimentei com a Palavra de Deus porque eu, muito comodamente, dizia que quem lia a Palavra de Deus ficava louco. Quanto aos sacramentos, nada! Como que eu poderia me confessar com ‘esse velhos que eram piores que eu’? Para mim era muito cômodo não ir confessar, o maligno me tirou da confissão e assim foi como me afastou da cura e limpeza da minha alma, porque cada vez que eu cometia um pecado, não era grátis, Satanás punha dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de trevas. Jamais, só em minha primeira comunhão fiz uma boa confissão, daí por diante, nunca mais, e recebia o Senhor indignamente. Chegou a tal ponto a blasfêmia, a incoerência da minha vida, que cheguei a dizer: “Que Santíssimo? Deus está vivo num pedaço de pão? Estes sacerdotes deveriam comê-lo com um pouco de doce de leite, quem sabe ficaria mais saboroso”…até este ponto chegou a degradação da minha relação com Deus. Jamais alimentei minha alma, e para completar, só sabia criticar os sacerdotes. Se tivessem visto como foi terrível isso, na minha família, desde muito pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo meu pai…diziam que são mulherengos e que têm mais dinheiro do que nós e repetíamos estas coisas. E nosso Senhor me dizia: “Quem você pensava que era para se fazer passar por Deus e julgar meus ungidos?”, me dizia: “Eles são de carne, e é a comunidade que faz a santidade de um sacerdote, rezando, amando e apoiando quando um sacerdote cai em pecado.” O Senhor me mostrava que cada vez que eu criticava um sacerdote, me tomavam uns demônios. Fora isso, quanto mal eu fiz quando acusei um sacerdote de homossexual e toda a comunidade se inteirou, não imaginam quanto dano causei. Do quarto mandamento: honrar pai e mãe. O Senhor me mostrava como já lhes comentei, como fui mal agradecida com meus pais, como os amaldiçoava e os renegava porque não podiam me dar tudo o que minhas amigas tinham. Como fui uma filha que não valorizava o que tinha, cheguei a ponto de dizer que aquela não era a minha mãe, porque parecia muito pouco para mim. Foi espantoso ver o resumo de uma mulher sem Deus e como uma mulher sem Deus destrói tudo o que lhe rodeia, e ainda por cima, o pior de tudo é que eu achava que era boa e santa! O Senhor também me mostrou como eu achava que me sairia bem neste mandamento, só pelo fato de haver pago as consultas médicas e os remédios dos meus pais quando ficaram doentes, também como eu analisava tudo através do dinheiro e como eu os manipulei quando tinha dinheiro. Até me aproveitei deles, o dinheiro me endeusou e eu os pisoteei. Sabem o que me doeu? Ver meu pai chorando com tristeza, apesar de tudo ele havia sido um bom pai, que me havia ensinado a ser trabalhadora, empreendedora, e que devia ser honesta, porque só aquele que trabalha pode progredir. Mas ele se esqueceu de um detalhe, que eu tinha uma alma e que ele era um evangelizador com seu testemunho e como toda a minha vida começou a afundar por causa de tudo isso. Via o meu pai com dor quando era mulherengo, ele era feliz dizendo à minha mãe e a todo mundo que ele era ‘muito macho’ porque tinha muitas mulheres e que podia com todas, e que ademais fumava e bebia. Estes vícios o faziam sentir-se orgulhoso, pois ele não pensava que eram vícios, mas sim virtudes. Comecei a ver como minha mãe se cobria de lágrimas quando meu pai começava a falar das outras mulheres. Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e começo a ver como o ressentimento leva à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa de ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo mundo. Fiquei rebelde e disse á minha mãe: “Eu nunca serei como você, por isso nós mulheres não valemos nada, por culpa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho, que se deixam pisotear pelos homens.” Quando já estava maior eu dizia ao meu pai: “Preste atenção pai, jamais vou permitir que um homem me humilhe como você humilha a minha mãe, se um homem chegar a ser infiel comigo, eu me separo.” Meu pai me bateu e me disse: “Como se atreve?” Meu pai era muito machista e eu lhe disse: “Então me bata e me mate se eu chegar a me casar e tiver um marido infiel. Eu me separo, para que os homens entendam como sofre uma mulher quando um homem a pisoteia.” Esse ressentimento e essa raiva tomaram conta de mim, e quando já tinha algum dinheiro, comecei a dizer à minha mãe: “Sabe de uma coisa? Separe-se do meu pai. Eu gosto muito dele, mas é impossível que você agüente um homem assim, seja digna, você tem que se dar valor, mãe.” Imaginem! Eu queria divorciar meus pais. Minha mãe me dizia: “Não filha, não é que não me doa, sim me dói muito, mas eu me sacrifico porque vocês são sete filhos e eu sou só uma. Eu me sacrifico porque afinal seu pai é um bom pai, e eu seria incapaz de ir e deixá-los sem pai, ademais, se eu me separo, quem vai orar para que seu pai se salve? Sou eu quem pode orar para que seu pai encontre a salvação, porque a dor e o sofrimento que ele me ocasiona eu uno às dores da cruz, e todos os dias digo ao Senhor; ‘esta dor não é nada unida à tua cruz, me permita que meu esposo se salve, assim como meus filhos.’ Eu não entendia isso. E sabem do que mais? Me deu tanta raiva… e isso fez com que minha vida mudasse e fiquei muito rebelde e comecei a me empenhar para defender os direitos da mulher. Comecei a defender o aborto, a eutanásia, o divórcio e a defender a lei de Talião, aquela que diz ‘olho por olho, dente por dente’. Nunca fui infiel fisicamente, mas prejudiquei muita gente com meus conselhos. Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrava que eu era uma assassina espantosa e que cometi o que é pior e mais abominável diante dos olhos de Deus, o aborto. O poder que me deu o dinheiro me serviu para financiar vários abortos, porque eu dizia: “A mulher tem direito a escolher quando quer ficar grávida ou não.” Olhei o Livro da Vida e me doeu tanto quando vi uma menina de catorze anos abortando. Eu a havia ensinado, porque sabem que quando uma pessoa está envenenada, nada fica bom e tudo o que está ao redor dela se envenena. Umas meninas, três sobrinhas minhas e a namorada do meu sobrinho abortaram. Deixavam-nas ir à minha casa porque eu tinha dinheiro. Eu as convidava, falava de moda, de glamour, de como exibir o corpo. Minha irmã as mandava aí. Olhem como eu as prostituí, prostituí menores, que foi outro pecado espantoso depois do aborto, porque eu lhes dizia: “Não sejam bobinhas minhas filhas, suas mães lhes falam de virgindade e de castidade, mas estão fora de moda, elas falam de uma Bíblia que foi escrita há mais de dois mil anos, e os sacerdotes não quiseram se modernizar, elas falam o que dizia o Papa, mas esse Papa está fora de moda.” Imaginem meu veneno e eu ensinei a estas meninas que tinham que aproveitar, desfrutar do corpo, mas que tinham que se prevenir. Ensinei-lhes os métodos de planificação. “Mulher perfeita”, e essa menina de catorze anos, namorada do meu sobrinho chega um dia ao meu consultório chorando (eu vi no Livro da Vida) e me diz: “Gloria! Ainda sou criança e estou grávida!”, e eu lhe disse: “Tonta! Eu não lhe ensinei a se prevenir?” E então ela me disse: “Sim, mas não funcionou”. Então olhei, e o Senhor me colocava essa menina diante de mim para que não se afundasse no abismo, para que não fosse abortar, porque o aborto é uma corrente que pesa tanto, que arrasta e pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de haver sido um assassino. E o que foi pior para essa menina, foi que em vez de falar-lhe do Senhor, lhe dei dinheiro para que fosse abortar num lugar muito bom para que não a prejudicassem. Assim como este aborto financiei vários outros. Cada vez que o sangue de um bebê se derrama, é como um holocausto a Satanás, é um holocausto, ao Senhor lhe dói muito e se estremece cada vez que se mata um bebê, porque no Livro da Vida, vi como nossa alma se apodera de nosso corpo tão somente quando se tocam o óvulo e o espermatozóide, surgindo como uma faísca linda de luz colhida do Sol de Deus Pai. O ventre de uma mãe, tão somente é fecundado e já se ilumina com o brilho dessa alma e quando se aborta, essa alma grita e geme de dor, ainda que não tenha olhos, nem um corpo formado, se escuta este grito quando lhe estão assassinando e o Céu se estremece e no inferno se escuta outro grito, mas de júbilo, e imediatamente do inferno, se abrem uns tipos de selos de onde saem umas larvas para seguir assediando a humanidade, e seguir fazendo-a escrava da carne e de todas estas coisas que existem e que estarão cada dia pior. Quantos bebês são mortos por dia? Isso é um triunfo para Satanás. Esse preço de sangue forma mais um demônio, então me lavam neste sangue e minha alma branca começou a ficar absolutamente escura. Depois dos abortos, perdi a convicção do pecado, para mim estava tudo bem. Foi triste ver como que neste compromisso com o maligno, pude ver todos os bebês que eu havia matado também, e sabem por que? Eu planificava com o uso do DIU (T de cobre) e foi doloroso ver quantos bebês haviam sido fecundados, e se haviam brilhado essas faíscas do Sol de Deus Pai, mas estes bebês, gritando, se desgarraram das mãos de Deus Pai. Era a razão que explicava meu constante mau humor, caras feias, vivia frustrada com todos e com muita depressão. Claro! Eu havia me tornado uma máquina de matar bebês. E isso me afundou mais no abismo… e pensava: “Como que não havia matado?” E o que dizer de cada pessoa que eu odiava, que eu detestava? Continuava sendo uma assassina, porque não é só com um disparo que se mata uma pessoa, basta odiá-la, fazer-lhe o mal, ter inveja dela, como isso já se pode matá-la. Quanto ao sexto mandamento, de não pecar contra a castidade, eu disse: “Aqui não vão me falar de nenhum amante, porque por toda a vida só tive um homem que é meu esposo”. Quando me mostram que cada vez que eu estava com meus seios a mostra e meu corpo com minhas roupas insinuantes, estava incitando os homens a que me olhassem e tivessem maus pensamentos, e eu os fazia pecar e assim foi como entrei no adultério. Eu aconselhava as mulheres a serem infiéis com seus esposos e lhes dizia: “Não sejam bobas, divorciem-se, não os perdoem.” Já com isso estava cometendo um abominável adultério. E me dei conta que os pecados da carne são espantosos e são condenatórios, mas o mundo nos incita a atuarmos como animais. Infelizmente me soltei da mão do Senhor, porque os pecados estão nos pensamentos, na alma e na ação de cada pessoa. Foi tão doloroso ver todo esse pecado, por exemplo, esse pecado do adultério do meu pai, que causou dano e desgarrou seus filhos. A mim me causou ressentimento contra os homens, e meus irmãos se transformaram em três fiéis fotocópias do meu pai, felizes por serem ‘muito machos’, mulherengos e alcoólatras… Eles não percebiam como prejudicavam seus filhos. Por isso meu pai chorava, com tanta dor, vendo como seu pecado havia sido herdado por eles, por mim, prejudicando assim toda a obra de Deus. O sétimo mandamento, o de não roubar, eu me considerava honesta, e o Senhor me mostrava como desperdiçávamos comida em minha casa. O mundo padecia de tanta fome, e Ele me dizia: “Eu tinha fome, e veja o que você fazia com o que eu te dava, desperdiçava tudo, eu tinha frio e olhe o que você fazia, escravizada pela moda, vivendo de aparências, gastando muito dinheiro em injeções para estar mais magra, escravizada pelo corpo. Em poucas palavras, você fez do seu corpo um deus.” O Senhor me mostrava que eu era culpada pela miséria do meu país e que sim, eu tinha a ver com isso. Também me mostrava que cada vez que eu falava mal de alguém, eu lhe roubava a honra e era difícil devolvê-la. Que era mais fácil reparar o roubo de um dinheiro, porque poderia devolver o valor roubado, do que restaurar o bom nome de uma pessoa. Eu me arrependia por não ter sido uma mãe carinhosa com meus filhos, por não haver ficado mais com eles em casa, por tê-los deixado tanto com a ‘mamãe televisão’, ‘o papai computador’, ou com os videogames e para acalmar minha consciência, lhes comprava roupas de marca. Mas me horrorizou ver minha mãe que se questionava, – e minha mãe foi uma santa mãe, que nos corrigia e nos amava, assim como meu pai -, e pude ver quando ela disse: “O que será de mim que nunca consegui dar nada para os meus filhos?” Que espanto, que dor tão grande… Senti muita vergonha, porque no Livro da Vida a pessoa vê tudo como num filme, e meus filhos diziam: “Tomara que a mamãe demore, que tenham muito trânsito, porque ela é muito chata e só vive reclamando.” Que tristeza um menino de três anos e uma menina um pouco maior dizendo estas coisas…eu lhes roubei a sua mãe, lhes roubei a paz que eu daria à minha casa e não lhes deixei conhecer a Deus através de mim, e não lhes ensinei a amar o próximo. Se eu não amo ao meu próximo, eu não tenho nada a ver com o Senhor, se não tenho misericórdia, não tenho laços com o Senhor. Porque Deus é Amor… Vou lhes falar sobre levantar falsos testemunhos. Eu sabia mentir muito bem e Satanás se tornou meu pai. Se Deus é Amor e eu odeio, então, quem é meu pai? Não era difícil de adivinhar e se Deus me fala do perdão e de amar meus inimigos eu dizia, “quem me prejudica, me paga!” Então, quem era meu pai? Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, quem era meu pai? Não há mentira rosa, nem amarela, nem verde, todas as mentiras são mentiras, e Satanás é o pai de todas elas. Tão terríveis foram os pecados da minha língua. Eu vi quanto dano causei com a minha língua. Eu fofocava, quando falava mal dos outros, causava complexos de inferioridade às pessoas gordinhas pondo-lhes apelidos pejorativos. Uma palavra mal dirigida sempre termina numa ação e causa dano.Quando me fazem o exame dos dez mandamentos, pude ver a cobiça que tomava conta de mim. Eu pensava que seria feliz tendo muito dinheiro e passei a ter uma obsessão por ficar rica. Que tristeza. Quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha alma, a ponto de querer me suicidar. Tinha tanto dinheiro e me sentia sozinha, vazia, amargurada e frustrada. A cobiça de desejar ter muito dinheiro foi o caminho que me levou pela mão e me extraviei, me soltei da mão do Senhor. O Livro da Vida Depois desse exame dos dez mandamentos, me mostram o Livro da Vida, lindo, eu queria ter palavras para descrever “O Livro da Vida”. Começou desde a concepção, assim que se uniram o par de células dos meus pais. De imediato houve um ‘zas’, uma faísca, uma linda explosão e se formou minha alma, colhida da mão de Deus Pai, encontrei um Deus Pai tão lindo, que me cuidava 24 horas por dia e o que eu via como um castigo, nada mais era que Amor, porque Ele consegue ver minha alma e percebia como eu ia me afastando da Salvação. Para terminar, vou lhes dar um exemplo de como é maravilhoso o “Livro da Vida”. Eu era muito hipócrita e eu dizia a alguém: “Nossa! Como você está linda, que vestido lindo!” Mas por dentro, em meus pensamentos eu dizia: “Que mulher mais asquerosa, e ainda se acha uma rainha!” Nesse livro se podia ver exatamente como eu pensava, se podia ver o interior de minha alma. Todas as minhas mentiras ficaram à vista, vivas, todo mundo se deu conta. Quantas vezes eu menti para minha mãe porque ela não me deixava sair a lugar nenhum, então dizia que tinha que fazer um trabalho em grupo na biblioteca, mas saía para ver algum filme pornográfico ou ia a algum bar tomar cerveja com minhas amigas. E lá estava minha mãe, vendo minha vida, nada escapou. Meus pais me davam banana para levar de lanche na escola. Meus pais eram pobres e só podiam me dar banana, leite e algum petisco para colocar na lancheira. Eu comia a banana e jogava a casca pelo caminho. Nunca tive a consciência de que alguém poderia se ferir ou escorregar na casca de banana que eu costumava jogar no chão, e o Senhor me mostrou as pessoas que poderiam ter se matado por causa dessas quedas causadas por minha imprudência e falta de misericórdia. Também pude ver como só uma vez fiz uma boa confissão, bem feita. Foi quando uma senhora me deu 4.500 pesos a mais de troco num supermercado em Bogotá. E meu pai nos havia ensinado a sermos honestos e nunca tocar em nenhum centavo de ninguém. Então me dei conta quando já estava no carro. Estava a caminho do meu consultório e pensei… “Ai, essa velha distraída, essa tonta me deu 4.500 pesos a mais e agora tenho que voltar para devolver” e logo vi um engarrafamento gigante e disse: “Quer saber? Não vou devolver nada, quem mandou ela ser tão distraída?” Mas fiquei com a dor de ter feito isso, porque me pai me ensinou a ser honesta, então me confessei no domingo e disse: “Padre, eu roubei 4.500 pesos porque não os devolvi a uma senhora que se equivocou no troco.” Nem prestei atenção no que o padre me disse. O maligno não pode me acusar de ladra, mas sabem o que me disse o Senhor? Ele me disse: “Essa falta de caridade sua, quando não devolveu o dinheiro para aquela senhora não reparando o pecado cometido, 4.500 pesos para você não eram nada, mas para aquela mulher que ganhava um salário mínimo, significava a alimentação de três dias.” O mais triste foi quando me mostrou como sofreu, agüentando a fome um par de dias. Por minha culpa, passou fome com seus dois filhos pequenos, porque assim me mostra o Senhor, me mostra quando eu faço algo, quem sofreu, quem atua e como atua. O Senhor me perguntou: “Que tesouros espirituais você me trouxe?” Minhas mãos iam vazias, não levava nada, minhas mãos iam absolutamente desocupadas. Foi então que me disse: “De que te servem os dois apartamentos que você tinha, as casas e consultórios? Você não se considerava uma profissional de muitíssimo êxito? Acaso pode trazer o pó de um tijolo até aqui? O que fez com os talentos que Eu te dei?” Talentos? Eu tinha uma missão. A missão de defender o reino de Amor. O reino de Deus. Eu me havia esquecido que tinha uma alma, e muito menos que tinha talentos, muito menos que o bem que deixei de fazer doeu muito ao Senhor. Sabem o que sempre me perguntava o Senhor? Sempre me perguntava sobre o Amor. Citava a falta de caridade pelo próximo. Ele me dizia que eu estava morta espiritualmente. Estava viva, porém morta. Se pudessem ver o que é a ‘morte espiritual’, como é uma alma que odeia…Como é uma alma espantosamente terrível de amargurada e fastidiosa, que faz mal a todo mundo… Quando uma pessoa está cheia de pecados, por fora tudo parece ser bonito e cheirar bem, com boas roupas, mas minha alma cheirava muito mal e vivia nos abismos. Isso justifica tanta depressão e amargura. Então o Senhor me disse: “É que sua morte espiritual começou quando você deixou de sentir dor pelos seus irmãos. Quando você via o sofrimento dos seus irmãos, era um alerta. Quando via nos meios de comunicação, dizendo que os mataram, que os seqüestraram, que os desalojaram, você dizia ‘da boca para fora’: ‘Coitadinhos! Que pecado!’ Mas isso não te doía por dentro. Você não sentia nada no coração, era uma pedra, o pecado te petrificou. Quando se fecha o meu Livro, imaginem como era grande a minha tristeza. Quanta dor! Fora isso, por ter me comportado assim com Deus Pai, porque apesar de todos os meus pecados, apesar de toda a minha imundície e de toda a minha indiferença e de todos os sentimentos horríveis, o Senhor, sempre, até o último instante me buscou, sempre me enviava instrumentos, pessoas, me falava, me gritava, me tirava coisas para me buscar, ele me buscou até o último instante. Eu costumava dizer: “O Senhor me condenou”. Claro que não! No meu livre arbítrio eu escolhi quem seria o meu pai, e não foi Deus Pai. Escolhi Satanás, esse foi o meu pai, e quando esse Livro se fechou, vi em minha mente que estava de ponta-cabeça, porque começava a cair naquele buraco e depois deste oco ia se abrir uma porta. Então começo a ir, e começo a gritar a todos os santos, para que me salvassem. Vocês não têm idéia da quantidade de santos que eu vi, eu não tinha idéia de que havia tantos santos, eu era tão má católica. Pensava que dava na mesma que me salvasse São Isidro ou São Francisco de Assis, e quando acabaram todos os santos, veio o silêncio. Sentia um vazio, uma dor tão grande. E eu pensava: “Todos estão lá na terra dizendo: ‘como era santa!’”, esperando que eu morresse para me pedir um milagre. E olhem para onde vou! Levanto os olhos e vejo os olhos de minha mãe. Com muita dor eu lhe grito: “Mãezinha! Que vergonha! Me condenei, mãe, aonde vou? Nunca mais vou te ver…” E nesse momento lhe concederam a ela uma graça muito grande. Estava imóvel e lhe permitem mover seus dois dedos para cima e ela dá um sinal e saltam dos meus dois olhos duas crostas espantosamente dolorosas, era minha cegueira espiritual. Então, vejo um momento lindo, quando uma paciente me havia dito: “Olhe doutora, a senhora é muito materialista e um dia vai precisar Dele. Quando estiver em ambiente de perigo, qualquer que seja, peça a Jesus Cristo que a cubra com o Seu sangue, Ele nunca irá abandoná-la, porque Ele pagou um preço se sangue pela senhora.” E com essa vergonha tão grande e essa dor, comecei a gritar: “Jesus Cristo! Senhor, tenha compaixão de mim! Perdoe-me! Por favor, me dê uma segunda oportunidade!” E este foi o momento mais belo, não tenho palavras para descrever este momento. Ele baixa e me tira daquele oco. Quando Ele me recolhe, todas estas coisas caíram ao chão. Ele me levanta e me leva a uma parte plana, e me diz com todo esse Amor: “Vamos voltar, você vai ter uma segunda oportunidade” (…), e me diz que não é pela oração da minha família. Porque “é normal que eles orem e clamem por você, mas foi pela intercessão de todas as pessoas alheias ao seu sangue, que não te conhecem e choraram, oraram e elevaram seu coração com muitíssimo amor por você.” E começo a ver como se acendem uma porção de luzinhas que são como chaminhas brancas cheias de amor. Eu vejo as pessoas que estão rezando por mim! Mas havia uma chama grande, era a luz que mais brilhava. A que mais amor dava. Eu olhava quem era essa pessoa que me amava tanto. E o Senhor me diz: “Essa pessoa que você vê ali, é uma pessoa que te ama tanto, tanto, e nem sequer te conhece.” E me mostrava que essa pessoa havia visto a folha de jornal do dia anterior. Era um camponês de um povoado, bem pobre, que vivia ao pé da Serra Nevada de Santa Marta. O pobre homem comprou uma panela e a embrulharam numa folha do jornal “Espectador” do dia anterior. Minha fotografia onde eu aparecia toda queimada estava aí, ilustrando a matéria que falava sobre o acidente. Quando este homem viu a notícia, se pôs a chorar com um amor tão grande, e disse: “Pai, Senhor, tem compaixão desta minha irmãzinha. Senhor, salve-a! Se o Senhor salvá-la, prometo que irei ao ‘Santuário de Buga’ e cumpro a promessa, mas salve-a!” Imaginem um homem pobrezinho, não estava revoltado nem amaldiçoando porque passava fome, com essa capacidade de amor para se oferecer a atravessar todo o país por alguém que não conhecia. E o Senhor me disse: “Isso é Amor ao Próximo” (…) e logo me disse: “Você vai voltar, mas não vai contar o que viu 1000 vezes, mas sim 1000 vezes 1000. E ai daqueles que ouvindo, não decidam mudar de vida. Porque eles serão julgados com mais severidade. Assim como você será em seu segundo regresso. Que prestem atenção os ungidos, que são seus sacerdotes, ou qualquer um deles, porque não há pior surdo que aquele que não quer ouvir, nem pior cego que aquele que não quer ver.” E isto, meus queridos irmãos, não é uma ameaça, O Senhor não necessita nos ameaçar, esta é a segunda oportunidade que vocês têm, e graças a Deus que vivi o que vivi! Porque quando lhes abram o Livro da Vida a cada um de vocês, quando cada um de vocês morra, vamos ver este momento, de igual maneira, e vamos nos ver tal como estamos, vamos ver nossos pensamentos e nossos sentimentos na presença de Deus, e o mais bonito é que cada pessoa verá o Senhor em frente de cada um de nós, outra vez perguntando o que lhe temos a oferecer. Que o Senhor abençoe a todos grandemente. Glória a Deus! Glória a Nosso Senhor Jesus Cristo! Fonte: wiki.cancaonova.com #penitência #confissão #Conversão #Aborto #FormaçõesCatólicas #Catequese #Testemunho
- ATÉ QUANDO, CATILINA, ABUSARÁS DE NOSSA PACIÊNCIA? – Pe. Santiago Martín
As coisas devem ser muito piores do que se imagina quando saem, no mesmo dia, uma declaração muito fundamentada de um cardeal — Brandmüller — , dizendo que o Instrumentum laboris do Sínodo amazônico é herético, e um fragmento de uma entrevista com o Papa Bento XVI, na qual o Pontífice emérito pede a unidade na Igreja. Como se isso não bastasse em um único dia, outro cardeal, também alemão, Kasper, diz que o Papa Francisco permitirá que cada Conferência Episcopal decida se quer ou não padres casados. Finalmente, ponto culminante de um coquetel poderoso, um grupo de padres alemães — percebe-se que é ali, na Alemanha, que se joga a parte mais difícil da partida — não hesitou em publicar uma nota acusando o pontífice de ir contra a lei de Deus, em seus ensinamentos sobre o casamento. As coisas devem ir mal, repito, para que o papa Bento tenha que tomar a iniciativa de auxiliar seu sucessor, ao pedir, indiretamente, que não se tensione mais a corda para que não se rompa. Diante disso, devemos fazer duas perguntas: quem tensiona essa corda, causando o risco de cisma? E, o que é mais importante, até que ponto devemos transigir, para que não rompa? Imagine-se uma situação totalmente contrária à atual. Imagine-se, por exemplo, que a maioria dos bispos e padres promove a missa em latim e perseguem aqueles que querem celebrar e participar de uma missa celebrada em língua vernácula, a tal ponto que, em muitas dioceses, isso se torne impossível; as mulheres devem ir à Santa Missa com véu e, para receber a comunhão, é necessário fazer três horas de jejum, ajoelhar-se e receber o Senhor na boca. Na Igreja, é proibido aplicar qualquer tipo de exceção às normas morais e, acima de tudo, insiste-se que não se pode receber a comunhão, se não se está na graça de Deus. Além disso, o diálogo ecumênico é condicionado pela clara afirmação de que todos os que não são católicos vão para o inferno, porque fora da Igreja não há salvação. Para piorar a situação, a comunhão é proibida aos eleitores de partidos abortistas e não apenas aos políticos que aprovam essas leis. Essa excomunhão também se estende aos eleitores de todos os partidos que carregam, em seu programa, algum tipo de concessão à ideologia de gênero. Naturalmente, a única razão para a anulação do casamento seria que o casamento fosse realizado sob coerção violenta, ou que não tivesse sido consumado por um dos cônjuges se recusar a ter filhos. Para controlar a taxa de natalidade, apenas métodos naturais poderiam ser usados, reservando o uso desses meios apenas aos maridos que já têm um alto número de filhos. Quanto aos religiosos, eles seriam obrigados não apenas a cumprir rigorosamente os votos, mas a usar seu hábito nas ruas e a fazer pelo menos duas horas de oração diária, sendo expulsos da Igreja todos aqueles que não obedecessem a essas ordens. As escolas católicas deveriam ter um ideário claro, onde as aulas de religião fossem obrigatórias, assim como a Missa diária; apenas os professores que se identificassem com a doutrina católica, e procurassem praticá-la, poderiam ser professores desses colégios. Rádios católicas e televisões deviam colocar a Santa Missa e o exercício do Rosário em horário nobre, reduzindo os esportes a horários marginais. Tenho certeza de que a grande maioria diria que esta seria uma situação intolerável; e muitos (com bispos e cardeais à frente) ameaçariam com cisma, caso essas leis não fossem alteradas; e, evidentemente, levariam a ameaça a seu cumprimento. Além disso, é também certo que, se esse cisma ocorresse, se considerariam culpados não os que deixassem a Igreja, mas os que impuseram aquelas duras medidas. Pois bem, algo do tipo, mas só que ao contrário, está acontecendo agora. A missa em latim no rito antigo, que foi válida por muitos anos, é proibida em muitos lugares, apesar de ser oficialmente permitida. Também, em muitos lugares, as exceções às normas morais tornaram-se uma desculpa para que comungue qualquer um que o queira, sem que se confesse e até mesmo sem reconhecer que esteja em pecado, dispondo-se a emendar-se. Há países — disse o cardeal Kasper — onde já podem comungar tanto os que convivem sem casar-se na Igreja, como os protestantes, porque seus bispos decidiram que assim fosse. O diálogo ecumênico e inter-religioso parece ter chegado a um nível tal, em que não se sabe mais qual é a diferença entre um católico e um que não o seja, na hora de seguir a Cristo ou alcançar a salvação. Muitas escolas católicas são lugares onde se perde a fé; e existem universidades, como a Católica de Lima, que organiza cursos para ensinar mulheres a se masturbar, com o sugestivo título de “Conquiste o seu mamão” — um programa que foi suspenso no último minuto, por intervenção dos bispos peruanos, após o clamoroso protesto dos fiéis. E se isso está acontecendo, é de se admirar que alguns digam que o cisma já tenha ocorrido, e que vivemos, há muito tempo, em uma Igreja que só nominalmente mantém sua unidade? É de se admirar que muitos daqueles que pensam assim, reconheçam que já não se pode mais suportar a situação e estejam pensando seriamente em romper com esse tipo de Igreja? Há que ceder antes de romper. Mas até quando? A aprovação do sacerdócio feminino será a linha vermelha? Esta linha acaso já não se cruzou com a generalização, na prática, em muitos lugares, da comunhão dos divorciados recasados, ou daqueles que vivem sem se casar, ou com a permissão para protestantes receber a comunhão, como ocorre em países como a Alemanha? Acredito que, na vida, é preciso suportar muito e ceder muito antes que a corda arrebente, pois considero a unidade como o primeiro atributo do Deus Trinitário. Mas não em troca de nada. A Igreja poderia ter evitado a ruptura de Lutero, se ela tivesse aceitado o que ele ensinava. Ou a ruptura com os ortodoxos, séculos antes. Ou a ruptura com os veterocatólicos, séculos depois. Mas ela não o fez, porque considerou que existem preços que não podem ser pagos. Concordo plenamente com o Papa Bento XVI, e acredito que devemos amar e obedecer ao Papa Francisco, rezar muito por ele e pela unidade na Igreja. Mas, ao mesmo tempo, devemos dizer àqueles que se dizem amigos do Papa, e que estão esticando a corda até o limite, aquela frase que Cícero pronunciou e entrou para a história: “Quosque tandem abutere, Catilina, patientia Nostra?” (Até quando abusarás, Catilina, de nossa paciência?)
- SEM A FÉ DE PEDRO, NÃO HÁ IGREJA – Meditação do Pe. Paulo Ricardo para a Solenidade de São Pedro e S
Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Sem a fé de Pedro, não há Igreja”, clicar AQUI. O que edifica o novo povo de Deus é o exercício da fé. Mas não qualquer fé, senão a de Pedro. Mas não uma fé exterior e que guardamos na gaveta, senão uma realidade infundida por Deus e que trazemos, viva e ardente, em nosso coração. Nesta homilia para a solenidade de São Pedro e São Paulo, Padre Paulo Ricardo deixa claro: quem não crê em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica, por mais que vá à igreja e até se diga católico, já há muito tempo deixou de sê-lo. EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO MATEUS (MT 16, 13-19). Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. SEM A FÉ DE PEDRO, NÃO HÁ IGREJA – Meditação do Padre Paulo Ricardo 1. Todos os anos, na solenidade de São Pedro e São Paulo, nós meditamos o capítulo 16 do Evangelho de São Mateus. Jesus leva os discípulos para fora da Terra Santa e, num lugar de culto pagão, Ele lhes pergunta sobre a opinião que os homens tinham a respeito dEle. Depois, Cristo os interroga: “E vós, quem dizeis que eu sou?” É Pedro então, como chefe dos Apóstolos, e inspirado pelo próprio Deus, que lhe responde, dizendo: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Essa resposta, como já tivemos ocasião de meditar, expressa a identidade mais profunda de Nosso Senhor. Mas o que chama atenção, no Evangelho deste domingo, é a reação de Jesus diante da fé de Simão. Se Pedro havia descoberto a verdadeira Pessoa de Cristo, agora era Jesus quem revelaria a identidade de Pedro e o seu papel dentro da Igreja, como chefe dos Apóstolos e vigário de Cristo. A revelação de Jesus ilumina, por um lado, a nossa atitude com relação à instituição do papado e, por outro, a nossa própria identidade, como membros do Corpo Místico de Cristo. Em primeiro lugar, Jesus manifesta a felicidade da fé de Pedro, porque sua causa não é “um ser humano”, mas o Pai que lha revelou. Existe uma felicidade em crer porque, nesse ato, acontece um toque da graça do Espírito Santo, que conduz à religião verdadeira. E é nesta fé que devemos nos fundamentar para mantermos nossa união com a Igreja. 2. Quando Jesus se dirige a Simão, Ele o chama metaforicamente de Pedro (Πέτρος) e diz que sobre esta pedra (πέτρᾳ) edificará a sua Igreja. Sim, Ele vai construir (οἰκοδομήσω) a sua casa, mas não no sentido ao qual estamos acostumados. Jesus não vai fazer argamassa e levantar um prédio. Ele vai, em vez disso, edificar a sua ἐκκλησία, i.e., a assembleia do novo Povo de Deus (Qahal Yahvé, como era chamado em hebraico). E o laço sanguíneo dessa família, o coração desse corpo, a pedra fundamental desta ἐκκλησία, diz Jesus, será a comunhão com a fé de Pedro (καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ οἰκοδομήσω μου τὴν ἐκκλησίαν). A metáfora usada por Nosso Senhor é pontual. Ele não a escolheu aleatoriamente, mas quis expressar um significado profundo, de modo que Simão passa a chamar-se mesmo Pedro. Vale lembrar que Πέτρος é uma pedra grande, enquanto que πέτρᾳ é um pedregal, uma montanha de pedra, um local sólido onde se pode construir uma casa. Em termos práticos, a metáfora de Jesus quer dizer o seguinte: ninguém pode ser membro de seu Corpo Místico, não pode construir uma casa em terreno firme, não pode pertencer ao Povo de Deus, se, antes, não professar a mesma fé material de São Pedro, e crer nas mesmas coisas que ele creu. Entre os seus vários discípulos, Jesus escolheu doze para anunciarem a Boa Nova aos quatro cantos do mundo. Uns foram para a Índia, outros para a Espanha, outros para o Egito. E Pedro foi para Roma. Jesus sabia que, durante séculos, a Igreja não poderia se reunir facilmente, diante das inúmeras perseguições do Império Romano. Naquele tempo não havia redes sociais. A regra de fé dos Apóstolos, a referência para toda a Igreja deveria ser, portanto, a diocese de Roma, confirmada pelo sangue de São Pedro e de seus sucessores. E essa regra deve valer ainda hoje. Ao longo dos séculos, os documentos magisteriais dos Romanos Pontífices serviram para esclarecer o conteúdo de nossa fé, da mesma fé de Pedro, sobre a qual está alicerçada a única e verdadeira Igreja de Cristo. Um bom católico deve crer, portanto, em todos os Concílios válidos, desde o Concílio de Niceia ao Concílio de Trento, do Vaticano I ao Vaticano II, e não apenas na chamada Igreja “pós-conciliar”, como se todo o magistério antes da década de 1960 houvesse caducado. Foi justamente para corrigir essa opinião revolucionária que o papa João Paulo II mandou promulgar um novo catecismo, confirmando a Tradição católica. João Paulo II bem sabia que o novo Catecismo da Igreja Católica deveria ter, substancialmente, a mesma doutrina do Catecismo de São Pio X, cuja doutrina era a mesma do Catecismo de Trento e assim sucessivamente até chegar ao credo dos Apóstolos. Porque se a Igreja “pós-conciliar” não ensinasse a mesma fé bimilenar dos Apóstolos então esta seria outra Igreja e, portanto, não seria a Igreja de Cristo. A substância da Igreja precisa se manter a mesma, como a substância do bebê não pode mudar com o passar dos anos de sua vida, senão apenas os seus acidentes, ou seja, tamanho, voz, aparência etc. 3. De nossa parte, cabe-nos, em primeiro lugar, acreditar em todos os artigos da fé de Pedro, crer em tudo quanto a Igreja ensina e acredita, ter essa fé material (fides quae) nas verdades reveladas por Nosso Senhor. Mas só isso não basta. É preciso que a nossa fé seja cada vez mais fervorosa, com atos de fé exercidos, para que a Igreja cresça em nós (fides qua). Aqui está um ponto chave da perfeição cristã. Quando nós crescemos espiritualmente, por meio desses atos de fé exercidos, a Igreja cresce junto conosco. Se, por outro lado, a fé com a qual cremos se torna insípida, e, além disso, deixamos de acreditar em algum artigo da doutrina cristã, por menor que seja ele, nós já não pertencemos mais às fileiras da Igreja Católica, mesmo que nela exerçamos algum ofício, seja ministerial, seja pastoral, seja sacerdotal. O sacerdote que não ensina a fé católica de dois mil anos não é mais membro espiritual da Igreja, ainda que não o saiba e esteja no púlpito de alguma paróquia fazendo as suas homilias. Quem escolhe o conteúdo de sua fé não tem uma atitude propriamente católica. E não é preciso que o bispo o declare formalmente excomungado para que esse indivíduo esteja espiritualmente fora da Igreja. Que nossa medida seja outra. Nesta solenidade de São Pedro e São Paulo, peçamos ao Espírito Santo uma fé cada vez mais robusta, com a qual possamos crer em todos os artigos da doutrina cristã e, assim, crescer espiritualmente em comunhão com o santo Corpo Místico de Cristo. ORAÇÃO. Meu Senhor, enviai o vosso Espírito sobre o meu coração para que eu jamais esteja fora de vosso Corpo Místico. Iluminai minha inteligência e fortalecei minha vontade para que eu possa livremente aderir a todo conteúdo da vossa Revelação. Gerai em mim uma fé intrépida, a fim de que eu não tenha medo de professar em público o vosso Santo Nome e o nome da vossa Santa Igreja Católica. Assim seja. https://padrepauloricardo.org/episodios/sem-a-fe-de-pedro-nao-ha-igreja
- EU SOU AQUELE QUE MUDA
O escritor alemão Goethe era tido por muitos (inclusive por ele próprio), como uma espécie de semideus. Ocupou importantes cargos públicos. Sabia fazer belos poemas, explicar a morfologia das plantas, escrever novelas de sucesso e, de quebra, modificar a teoria científica das cores. Interessava-se por filosofia, estudava a história das religiões. Admirava a música e as artes plásticas. Tinha boa aparência, sensibilidade, inteligência. Foi maçom. Gozou de fama e dinheiro. Enfim, pelos padrões do mundo, era um sujeito otimamente realizado. Goethe foi, sobretudo, um grande amante das filhas dos outros homens. Em todas as coisas sérias que fez, na vida, em poucas colocou mais empenho do que nas conquistas amorosas, que foram o verdadeiro combustível de uma existência que só parecia dedicada à busca do conhecimento. Não via nenhuma incompatibilidade entre as seduções da carne e as coisas espirituais (ao contrário de seu personagem Mefistófeles, para quem toda teoria era cinzenta e verde a árvore da vida). A primeira mulher importante na vida do poeta foi Frederica Brion, filha de um pastor protestante, por quem realmente se apaixonou. Percebendo que o casamento seria o porto inevitável daquele namoro, fechando-lhe para sempre o horizonte da glória literária, rompeu friamente com a jovem (como Fausto faria com Margarida, em seu drama mais famoso). Para justificar-se, dizia a si mesmo: — “Eu sou aquele que muda”. Ou seja: o homem não se deve prender a nada, quando algo mais supostamente elevado o atrai. Contudo, Goethe não conseguia livrar-se de Frederica tão facilmente; foi necessário elaborar uma agenda rigorosa para esquecer a ex-namorada (tinha só vinte e um anos), entregando-se sobretudo aos esportes. Praticou espada. Patinou. Cavalgou. Escalou montanhas a pé. Escreveria, mais tarde: “Quem não sabe morrer e renascer, será apenas um caminhante aflito numa terra sombria.” Enfim, conseguiu esquecê-la. Contudo Frederica, página virada, foi somente o prefácio de um livro com muitas páginas, povoado de muitas mulheres, que não deixou de avolumar-se mesmo com o relacionamento estável com Cristina Vulpius (mais tarde sua esposa e mãe de seu único filho). Entre mulheres e ideias, o tempo passou. Goethe enviuvou e envelheceu, sentindo na própria pele o significado daquela ideia nuclear que orientou sua vida: “Eu sou aquele que muda”. Tinha setenta e três anos, quando algo inesperado aconteceu: apaixonou-se pela moça Ulrica, filha e neta de duas amigas do poeta, que mantinham uma pensão no balneário de Marienbad, onde costumava ir o velho escritor com sua bengala de setuagenário. Na verdade, conheceu Ulrica quando ela tinha dois anos, mas revendo-a naquele venturoso 1823, aos dezessete anos, recém chegada da escola, Goethe percebeu que começava a sentir por ela — já sua amiga — algo diverso daquilo que, normalmente, avôs sentem por netas e pais por filhas. Procurava, inutilmente, distrair-se com suas pesquisas mineralógicas nos arredores de Marienbad. Em vez de pedras para estudo, voltava porém com flores do campo para a jovem. Um dia, decidiu-se; e, das ruínas de seus setenta e dois anos, formalizou o pedido de casamento. Ouviu dos lábios da moça, em troca, o não mais doloroso de sua vida, provando do mesmo veneno que havia destilado no coração de Frederica Brion, a antiga namoradinha dos vinte anos. O jovem que tinha abandonado a filha do pastor, era agora o velho repelido por Ulrica, experimentando como nunca o gosto amargo do verbo mudar, sobretudo as mudanças não desejadas, impostas pela vida. O velho Goethe, com o coração ferido, publicamente humilhado, retornou a Weimar, onde teve ainda de sofrer o duro reproche do filho e da nora. Impossibilitado de executar aquela agenda esportiva da juventude (subir montanha, cavalgar, empunhar espada), decidiu esquecer a garota de modo mais conveniente a um poeta ancião: escreveu um poema elegíaco, iniciado na viagem de volta, entre sacolejos do coche e pausas para apreciar a paisagem alemã. O produto foi um dos seus mais célebres poemas, a ‘Elegia de Marienbad’, em que o poeta reconhecia não ter mais fôlego para as tarefas habituais de Eros, e finalizava com um conselho hedonista aos jovens: amassem enquanto pudessem. Um conselho que o demônio Mefistófeles aprovaria sem restrições.
- Do Tratado “sobre a Oração do Senhor”, de São Cipriano, bispo e mártir
(Nn. 26-27) (Séc. III) Vigiai e orai Ao diabo é concedido poder sobre nós com um duplo objetivo: dar-nos castigo, se pecarmos; a glória, se superarmos a prova. É o que aconteceu no caso de Jó; Deus disse a Satanás: Tudo o que ele tem está em teu poder; mas não estendas a tua mão contra a sua pessoa (Jó 1,12). No Evangelho, diz o Senhor, no tempo de Sua paixão: Nenhum poder terias contra mim, se não te fosse dado do alto (Jo 19,11). Rogando para não cair em tentação, lembramo-nos de nossa fraqueza e miséria e, desse modo, não nos ensoberbamos e não assumimos posturas orgulhosas e insolentes, glorificando-nos pela nossa piedade e por nosso espírito de mortificação. Pois, ensinando-nos a humildade, diz o Senhor: Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26,41). A confissão humilde e submissa da nossa fraqueza nos faz atribuir a Deus tudo aquilo que, com amor e temor, almejamos a fim de obtê-lo da sua misericórdia. Concluindo a oração, uma síntese brevíssima resume todos os nossos pedidos e súplicas. Dizemos em último lugar: Livrai-nos do mal (Mt 6,13), abrangendo com esta frase as adversidades que o inimigo possa maquinar contra nós neste mundo. Contra todas as suas tramas, estaremos firmes e seguros com o socorro de Deus: só Ele pode delas nos livrar, dando ouvidos às nossas súplicas. Tendo dito: Livrai-nos do mal, nada nos resta mais a pedir. Conseguida essa proteção, estamos seguros e tranquilos contra as maquinações do diabo e do mundo. Com efeito, que se poderá temer no mundo, se temos Deus por guardião? #oração #SãoCipriano #Senhor
- Turma da Mônica terá personagem gay, anunciou o filho homossexual de Maurício de Souza
Turma da Mônica terá personagem gay, anuncia filho homossexual de Maurício de Sousa Mauro Sousa, que é homossexual, revela sua intenção com personagem gay na Turma da Mônica Após 60 anos no mercado conquistando o imaginário do público infantil pelas histórias simples e bem humoradas da Turma da Mônica, o diretor de espetáculos, parques e eventos da Mauricio de Sousa Produções, Mauro Sousa, confirmou que a Turma da Mônica ganhará um personagem homossexual. O anúncio foi realizado na última terça-feira (26). A ideia, segundo Mauro Sousa, que é filho de Mauricio de Sousa, criador dos personagens mais famosos do gibi brasileiro, é antiga e o novo personagem gay já estaria em fase de criação. “Há uns bons anos que a gente fala muito sobre a criação de diversos personagens e o personagem gay é um deles”, contou ele a Marie Claire. “Há 60 anos é assim, e falar sobre personagem gay, para mim, é muito importante, assim como ter outros personagens com outras características”, explicou o diretor. Mauro, que é homossexual assumido, viu seu nome ganhar os noticiários quando o pai publicou foto de um jantar com ele e o namorado, Rafael Piccin, informa a Marie Claire. “A cada surgimento de um personagem sempre há críticas, positivas e negativas, e para um personagem homossexual não acredito que será diferente”, disse ele, como quem está ciente de que receberá críticas pela criação. Sobre o novo personagem gay da Turma da Mônica, Mauro explica que pode não aparecer na revista mais famosa da empresa, e sim em outras histórias. “A gente não tem nenhuma característica dele, não sabemos em qual turma ele vai entrar porque lembrando que a Turma da Mônica não é só a clássica, a gente tem diversas turmas, como a Turma da Mônica Jovem, a Geração 12 que vai chegar agora, a Turma da Tina, tem os pais dos personagens…”, disse Mauro. “Pretendemos colocar esse personagem no melhor contexto, da maneira mais correta e respeitosa possível. Está em processo de criação, de aprendizagem e entendimento, será em breve”, continua. Mauro contou que teve consciência de sua sexualidade homossexual aos 12 anos, sendo revelada para os familiares aos 18. Em seu comentário, o diretor parece deixar evidente a sua motivação para a criação do personagem gay para a Turma da Mônica: “Levantar essa questão”, disse ele. Mas, qual questão? Ao que parece, da suposta homossexualidade infantil! “Eu queria aproveitar que a minha orientação sexual foi exposta, de uma maneira extremamente natural e com meu consentimento, para realmente levantar essa questão. Eu quis me posicionar, fiquei feliz por isso”, disse ele, sendo ainda mais específico acerca da sua intenção através da Turma da Mônica adiante: Comentário: Se o leitor observou bem os destaques, entenderá que Mauro Sousa expõe claramente suas intenções através dos seus comentários. O que ele revela não é o interesse de fazer algo que certamente foi responsável pelo sucesso do seu pai, Maurício de Sousa: algo voltado para o público real, da forma como é e pensa sem, naturalmente e sem qualquer viés ideológico. O que Mauro deseja é se projetar através dos gibis. Ele quer contar ali a sua história, mediante a forma como ele mesmo interpreta o mundo ao seu redor. Ele quer, talvez, compensar a falta de visibilidade própria no mundo real através da fantasia, se colocando, talvez inconscientemente, como o próprio personagem gay da sua fantasia. Aparentemente, Mauro vai na contração do que fez o seu pai ter sucesso. Ele parece querer transformar o – agora herdado – sucesso empresarial de Maurício de Sousa em um instrumento de ativismo ideológico. Será esse o caminho ideal para o futuro da Turma da Mônica? O público vai dizer. Fonte: Opinião Crítica | Marie Claire #homossexualidade #Homossexualismo #LGBT
- Turma da Mônica terá personagem gay, anunciou o filho homossexual de Maurício de Souza
Turma da Mônica terá personagem gay, anuncia filho homossexual de Maurício de Sousa Mauro Sousa, que é homossexual, revela sua intenção com personagem gay na Turma da Mônica Após 60 anos no mercado conquistando o imaginário do público infantil pelas histórias simples e bem humoradas da Turma da Mônica, o diretor de espetáculos, parques e eventos da Mauricio de Sousa Produções, Mauro Sousa, confirmou que a Turma da Mônica ganhará um personagem homossexual. O anúncio foi realizado na última terça-feira (26). A ideia, segundo Mauro Sousa, que é filho de Mauricio de Sousa, criador dos personagens mais famosos do gibi brasileiro, é antiga e o novo personagem gay já estaria em fase de criação. “Há uns bons anos que a gente fala muito sobre a criação de diversos personagens e o personagem gay é um deles”, contou ele a Marie Claire. “Há 60 anos é assim, e falar sobre personagem gay, para mim, é muito importante, assim como ter outros personagens com outras características”, explicou o diretor. Mauro, que é homossexual assumido, viu seu nome ganhar os noticiários quando o pai publicou foto de um jantar com ele e o namorado, Rafael Piccin, informa a Marie Claire. “A cada surgimento de um personagem sempre há críticas, positivas e negativas, e para um personagem homossexual não acredito que será diferente”, disse ele, como quem está ciente de que receberá críticas pela criação. Sobre o novo personagem gay da Turma da Mônica, Mauro explica que pode não aparecer na revista mais famosa da empresa, e sim em outras histórias. “A gente não tem nenhuma característica dele, não sabemos em qual turma ele vai entrar porque lembrando que a Turma da Mônica não é só a clássica, a gente tem diversas turmas, como a Turma da Mônica Jovem, a Geração 12 que vai chegar agora, a Turma da Tina, tem os pais dos personagens…”, disse Mauro. “Pretendemos colocar esse personagem no melhor contexto, da maneira mais correta e respeitosa possível. Está em processo de criação, de aprendizagem e entendimento, será em breve”, continua. Mauro contou que teve consciência de sua sexualidade homossexual aos 12 anos, sendo revelada para os familiares aos 18. Em seu comentário, o diretor parece deixar evidente a sua motivação para a criação do personagem gay para a Turma da Mônica: “Levantar essa questão”, disse ele. Mas, qual questão? Ao que parece, da suposta homossexualidade infantil! “Eu queria aproveitar que a minha orientação sexual foi exposta, de uma maneira extremamente natural e com meu consentimento, para realmente levantar essa questão. Eu quis me posicionar, fiquei feliz por isso”, disse ele, sendo ainda mais específico acerca da sua intenção através da Turma da Mônica adiante: Comentário: Se o leitor observou bem os destaques, entenderá que Mauro Sousa expõe claramente suas intenções através dos seus comentários. O que ele revela não é o interesse de fazer algo que certamente foi responsável pelo sucesso do seu pai, Maurício de Sousa: algo voltado para o público real, da forma como é e pensa sem, naturalmente e sem qualquer viés ideológico. O que Mauro deseja é se projetar através dos gibis. Ele quer contar ali a sua história, mediante a forma como ele mesmo interpreta o mundo ao seu redor. Ele quer, talvez, compensar a falta de visibilidade própria no mundo real através da fantasia, se colocando, talvez inconscientemente, como o próprio personagem gay da sua fantasia. Aparentemente, Mauro vai na contração do que fez o seu pai ter sucesso. Ele parece querer transformar o – agora herdado – sucesso empresarial de Maurício de Sousa em um instrumento de ativismo ideológico. Será esse o caminho ideal para o futuro da Turma da Mônica? O público vai dizer. Fonte: Opinião Crítica | Marie Claire #homossexualidade #Homossexualismo #LGBT


















































