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  • EUTANÁSIA, UMA DERROTA PARA TODOS – Pe. Santiago Martin

    Nesta semana, uma adolescente holandesa, Noa Pothoven, foi submetida à eutanásia. Era vítima de abuso sexual, que lhe deixou uma depressão que se arrastou por vários anos. A natureza singular e dramática do caso levou à reabertura do debate sobre a eutanásia e à exigência de sua aprovação para casos em que ainda não é permitida, como acontece toda vez que um evento tão chocante atinge a opinião pública. Não se deve esquecer que, na Holanda, não só a eutanásia é legal, como foi responsável, em 2017, por 25% de todas as mortes naquele país. No entanto, o que poucos consideraram, nesse triste caso, é que Noa há muito  esperava para ser atendida por um psiquiatra, segundo confessou sua mãe, o que não foi possível pela longa fila de espera. Em outras palavras, recorre-se à morte, porque é mais fácil e mais barato matar do que dar à pessoa doente a atenção médica de que necessita. Isto foi reconhecido pelo Santo Padre, que se manifestou imediatamente, após a divulgação da notícia, em um tweet que se tornou viral. Disse ele: “A eutanásia e o suicídio assistido são uma derrota para todos. A resposta que temos a dar é nunca abandonar quem sofre, não desistir, mas cuidar e amar as pessoas para que elas recuperem a esperança”. Noa não foi apenas estuprada. Foi, também, abandonada por uma sociedade que joga no lixo aqueles que já não mais tem serventia, como fazemos com brinquedos quebrados. Sua morte é, como o Papa diz, uma derrota para todos nós, assim como todo aborto o é, e assim como o são os milhares de mortes que poderiam ser evitados se houvesse uma distribuição mais justa de riqueza no mundo. Nós não podemos nos resignar a resolver problemas matando ou abandonando os que sofrem. No entanto, é isso que faz a “cultura da morte” —como São João Paulo II a denominou —, que só pode ser enfrentada com generosidade e espírito de sacrifício. Existe uma alternativa à eutanásia: são os cuidados paliativos, que diminuem a dor. Mas isso também não é suficiente, se faltar o carinho das pessoas que acompanham o paciente terminal. Há alguns meses, morreu a minha única irmã, vítima de um câncer fulminante. Foi difícil para ela, para seus filhos e para mim, que éramos sua única família. Mas o cuidado que recebeu no hospital, a Fundação Jiménez Díaz, em Madri, foi excepcional em todos os sentidos; o carinho que a ela dedicamos, sua pequena família e seus muitos amigos, foi decisivo para que ela enfrentasse em paz os momentos finais da vida. Ela recebeu os cuidados paliativos que os médicos consideraram necessários, e a ninguém, nem a eles e nem a nós, ocorreu-nos acelerar sua morte movidos por um incompreensível conceito de compaixão. Ela queria viver e nós não queríamos que ela morresse, apesar do esgotamento que significava permanecer a seu lado dia e noite, até o fim. Minha irmã morreu com a menor dor possível e cercada de amor. E isso não foi algo que ela teve sem merecer; é, também, algo que todos nós temos o direito de ter. Pelo menos no que diz respeito ao tratamento da dor — ou, no caso de Noa, os cuidados psiquiátricos ­—, deve-se exigir que os governos implementem as medidas necessárias. O contrário, matar ou ajudar a suicidar-se os que sofrem, não é apenas uma derrota para todos nós, como disse o Papa, mas o sintoma de que esta sociedade da opulência — a Holanda é um dos países mais ricos do mundo — já está em um franco processo degenerativo, pedindo inconscientemente que alguém ponha fim à sua existência decadente, que alguém aplique a eutanásia a ela mesma; e talvez sejam os muçulmanos os que se encarregarão de fazê-lo. Nota de Opus Matris Dei: No site abaixo, da BBC News, há uma versão da morte de Noa um pouco diferente da relatada pelo Padre Santiago Martin: https://www.bbc.com/portuguese/geral-48524674

  • COMO PREPARAR-SE ESPIRITUALMENTE PARA O PARTO

    COMO PREPARAR-SE ESPIRITUALMENTE PARA O PARTO Muito se fala em preparação da musculatura do períneo, fisioterapia / ginástica pélvica, pompoarismo, caminhada, cuidados com a alimentação, mas vejo pouquíssimas pessoas falando e menos ainda escrevendo sobre como preparar-se espiritualmente para o parto. O parto não é apenas fisiológico, ele envolve a mulher por completo: quem ela é, o que e a quem ela ama, o que ela pensa, como é e está a sua alma. É um momento tão único e tão importante para a vocação da mulher – a maternidade… E o que se pode fazer para chegar a este momento tendo se preparado para ele com zelo e carinho? Eis algumas dicas práticas: DURANTE TODA A GESTAÇÃO, AGRADEÇA A DEUS PELO DOM DA VIDA. São duas almas que a mulher carrega por pura bondade e generosidade de Deus. Mesmo que esta gestação tenha vindo num momento difícil, procure enxergá-la como uma oportunidade que Deus mesmo concedeu para o crescimento no amor para com o outro, um filho, que deve ser amado e cuidado, uma alma que você, mãe, deve zelar e prestar contas a Deus. Uma das práticas que a mãe pode adotar já na gestação é PEDIR QUE DEUS FORTALEÇA O ANJO DA GUARDA DE SEU BEBÊ e conversar sempre com ele, pedindo que proteja o bebê na gestação, parto e durante toda a sua vida, comunicando-lhe quando o filho precisar de suas orações. MANTENHA-SE APEGADA A NOSSA SENHORA, MÃE DE DEUS E NOSSA, para que esteja sempre ao seu lado e mostre como uma mãe de acordo com o coração de Deus deve agir. Ela será nosso modelo para o resto de nossas vidas: Mãe que amou, chorou, sofreu, se alegrou, silenciou, obedeceu, cuidou… Mais para o final da gestação, PEÇA A UM SACERDOTE / DIÁCONO QUE LHE DÊ A BÊNÇÃO PARA O PARTO. Esta bênção consta no Ritual de Bênçãos (números 215-231) e, recebendo esta, não se faz necessário receber o Sacramento da Unção dos Enfermos. Esta bênção é “pela saúde da criança, que há de nascer” e para “que a mãe dê à luz tranquilamente.” (nº 228). CONHEÇA E TENHA DEVOÇÕES ESPECIALMENTE PARA VOCÊ, PARTURIENTE: a Nossa Senhora do Bom Parto, Nossa Senhora da Expectação, São Raimundo Nonato (padroeiro das gestantes e parteiras). Você pode ler as histórias delas, rezar diariamente suas orações. Isto é de uma beleza e riqueza ímpar! Ao longo da gestação mas, especialmente perto do parto, RECOMENDE A SUA ALMA E A DA CRIANÇA A DEUS, FAÇA UM BOM EXAME DE CONSCIÊNCIA E BUSQUE O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA / CONFISSÃO / MISERICÓRDIA. Isso traz mais calma e tranquilidade e afasta aquela ansiedade comum no final da gestação. Por fim, FREQUENTE OS SACRAMENTOS, FAÇA SUAS ORAÇÕES, PREPARE SUA ALMA para este momento tão lindo e tão importante na vida materna. “Todo nascimento requer uma submissão e uma disciplina. A própria terra deve passar por agonias antes de aceitar passivamente a semente. Na mulher, a submissão não é passiva: é sacrificial, conscientemente criativa e, por este altruísmo, toda a sua natureza foi formada. É bem sabido que as mulheres são capazes de sacrifícios muito maiores que os homens; um homem pode ser um herói em uma crise e depois voltar à mediocridade. Ele não tem a resistência moral, que permite que uma mulher seja heróica ao longo dos anos, meses, dias e até mesmo segundos de sua vida, quando a monotonia repetitiva de suas tarefas desgasta o espírito. Não apenas os dias de uma mulher, mas também suas noites – não apenas sua mente, mas seu corpo deve compartilhar o Calvário da maternidade. É por isso que as mulheres têm uma compreensão mais segura da doutrina da redenção do que os homens: elas passaram a associar o risco de morte à vida no parto e a compreender o sacrifício de si para outro ao longo dos muitos meses anteriores ao nascimento da criança.” (Venerável Fulton John Sheen, Way to Happiness, New York: Garden City Books, 1949. Cap. 25 – Motherhood – p. 87 – Trad. Cleiton Robsonn). Por Camila Do Nascimento | Foto: Débora Soares #Aborto #Espiritualidade #Gestação

  • COMO PREPARAR-SE ESPIRITUALMENTE PARA O PARTO

    COMO PREPARAR-SE ESPIRITUALMENTE PARA O PARTO Muito se fala em preparação da musculatura do períneo, fisioterapia / ginástica pélvica, pompoarismo, caminhada, cuidados com a alimentação, mas vejo pouquíssimas pessoas falando e menos ainda escrevendo sobre como preparar-se espiritualmente para o parto. O parto não é apenas fisiológico, ele envolve a mulher por completo: quem ela é, o que e a quem ela ama, o que ela pensa, como é e está a sua alma. É um momento tão único e tão importante para a vocação da mulher – a maternidade… E o que se pode fazer para chegar a este momento tendo se preparado para ele com zelo e carinho? Eis algumas dicas práticas: DURANTE TODA A GESTAÇÃO, AGRADEÇA A DEUS PELO DOM DA VIDA. São duas almas que a mulher carrega por pura bondade e generosidade de Deus. Mesmo que esta gestação tenha vindo num momento difícil, procure enxergá-la como uma oportunidade que Deus mesmo concedeu para o crescimento no amor para com o outro, um filho, que deve ser amado e cuidado, uma alma que você, mãe, deve zelar e prestar contas a Deus. Uma das práticas que a mãe pode adotar já na gestação é PEDIR QUE DEUS FORTALEÇA O ANJO DA GUARDA DE SEU BEBÊ e conversar sempre com ele, pedindo que proteja o bebê na gestação, parto e durante toda a sua vida, comunicando-lhe quando o filho precisar de suas orações. MANTENHA-SE APEGADA A NOSSA SENHORA, MÃE DE DEUS E NOSSA, para que esteja sempre ao seu lado e mostre como uma mãe de acordo com o coração de Deus deve agir. Ela será nosso modelo para o resto de nossas vidas: Mãe que amou, chorou, sofreu, se alegrou, silenciou, obedeceu, cuidou… Mais para o final da gestação, PEÇA A UM SACERDOTE / DIÁCONO QUE LHE DÊ A BÊNÇÃO PARA O PARTO. Esta bênção consta no Ritual de Bênçãos (números 215-231) e, recebendo esta, não se faz necessário receber o Sacramento da Unção dos Enfermos. Esta bênção é “pela saúde da criança, que há de nascer” e para “que a mãe dê à luz tranquilamente.” (nº 228). CONHEÇA E TENHA DEVOÇÕES ESPECIALMENTE PARA VOCÊ, PARTURIENTE: a Nossa Senhora do Bom Parto, Nossa Senhora da Expectação, São Raimundo Nonato (padroeiro das gestantes e parteiras). Você pode ler as histórias delas, rezar diariamente suas orações. Isto é de uma beleza e riqueza ímpar! Ao longo da gestação mas, especialmente perto do parto, RECOMENDE A SUA ALMA E A DA CRIANÇA A DEUS, FAÇA UM BOM EXAME DE CONSCIÊNCIA E BUSQUE O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA / CONFISSÃO / MISERICÓRDIA. Isso traz mais calma e tranquilidade e afasta aquela ansiedade comum no final da gestação. Por fim, FREQUENTE OS SACRAMENTOS, FAÇA SUAS ORAÇÕES, PREPARE SUA ALMA para este momento tão lindo e tão importante na vida materna. “Todo nascimento requer uma submissão e uma disciplina. A própria terra deve passar por agonias antes de aceitar passivamente a semente. Na mulher, a submissão não é passiva: é sacrificial, conscientemente criativa e, por este altruísmo, toda a sua natureza foi formada. É bem sabido que as mulheres são capazes de sacrifícios muito maiores que os homens; um homem pode ser um herói em uma crise e depois voltar à mediocridade. Ele não tem a resistência moral, que permite que uma mulher seja heróica ao longo dos anos, meses, dias e até mesmo segundos de sua vida, quando a monotonia repetitiva de suas tarefas desgasta o espírito. Não apenas os dias de uma mulher, mas também suas noites – não apenas sua mente, mas seu corpo deve compartilhar o Calvário da maternidade. É por isso que as mulheres têm uma compreensão mais segura da doutrina da redenção do que os homens: elas passaram a associar o risco de morte à vida no parto e a compreender o sacrifício de si para outro ao longo dos muitos meses anteriores ao nascimento da criança.” (Venerável Fulton John Sheen, Way to Happiness, New York: Garden City Books, 1949. Cap. 25 – Motherhood – p. 87 – Trad. Cleiton Robsonn). Por Camila Do Nascimento | Foto: Débora Soares #Aborto #Espiritualidade #Gestação

  • O VERDADEIRO ECUMENISMO CRISTÃO

    Com a eleição de Trump nos EUA, e agora de Bolsonaro no Brasil, alguns temas ganharam força no ambiente político. São questões, sobretudo, de natureza moral: o problema do aborto, o casamento homossexual, a interferência exagerada do Estado na vida do cidadão, entre outros. São questões polêmicas. A maioria da população brasileira ainda é conservadora e opõe-se ao assassinato de filhos pelas próprias mães, não vê com bons olhos os casais formados por pessoas do mesmo sexo. E, se soubessem como o Estado, através das escolas públicas, estão educando sexualmente seus filhos, seguramente não aprovariam. Os intelectuais, contudo, tanto na mídia e na universidade, são quase unanimemente favoráveis ao aborto, ao casamento gay e a tutela estatal do indivíduo. Lamentavelmente, estão divorciados do próprio povo, que continua cristão. Alegam que o Estado é laico (neutro), esquecidos de que a máquina estatal só existe em função das pessoas. Nos últimos cinquenta anos, tem se falado muito de ecumenismo, sobretudo no meio católico, visando restaurar-se a unidade perdida dos cristãos, separados com a “reforma” protestante. No entanto, o desejo de aparar as diferenças teológicas e celebrar cultos ecumênicos em comum não deu, na prática, os resultados que se esperavam: os protestantes continuam praticando o “livre exame” e os católicos (ao menos teoricamente) obedientes ao magistério universal da Igreja. Nos EUA, porém, surgiu um ecumenismo diferente: são alianças feitas entre protestantes, ortodoxos orientais e católicos tendo em vista valores essenciais, como a defesa da vida desde a concepção até a morte natural. Lá, não é raro que se aliem em passeatas “pró-vida”, lutando pela mesma causa comum, pessoas das mais variadas tendências religiosas, unidas pelo mesmo repúdio ao vergonhoso holocausto do aborto (que assassina, no útero materno, em torno de 50 milhões de seres humanos por ano, em todo o mundo). Protestantes e católicos conservadores também se aliam, nos EUA, quando se trata da educação dos filhos. A educação domiciliar (ou “homeschooling”) cresceu muito por lá, a partir dos anos setenta, quando se verificou que a permanência diária dos filhos em escolas públicas (ou mesmo privadas) trazia menos benefícios do que problemas, provocados principalmente pela diferença entre o que era ensinado pelos professores e o que os pais realmente gostariam que seus filhos aprendessem, sobretudo em questões morais, sem esquecer o problema das drogas e a falta de segurança. A solução, para as famílias em condições de praticá-la, foi a educação domiciliar. Nos EUA, o “homeschooling” tem amplo respaldo jurídico e foi legalizado em todo o país, com as inevitáveis diferenças por estado. No Brasil, os governos estatizantes do PSDB e PT sempre se opuseram à educação domiciliar. Parece que agora, com Bolsonaro na presidência, o sinal verde foi aceso para os já praticantes do “homeschooling” no Brasil (são cerca de 2.500 famílias). Esse é o ecumenismo que dá certo: juntar católicos e protestantes a partir do mesmo denominador comum (defesa da família cristã e dos limites do Estado em relação ao indivíduo). Algumas vezes, tal aliança em nome de algo comum pode levar ao martírio, quando esse “algo comum” é o próprio Deus. É o que acontece com cristãos de várias denominações, no Oriente, que conhecem uma forma estranha de ecumenismo, absolutamente não desejável. É o “ecumenismo de sangue”, em que protestantes e católicos perdem a vida nas mãos do mesmo inimigo comum, os terroristas islâmicos. São mortos pela mesma causa: o fato de professarem a divindade de Jesus Cristo.

  • O VENTO IMPETUOSO DO ESPÍRITO – Meditação de Scott Hahn sobre o Domingo de Pentecostes

    Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Nem materialistas, nem panteístas: católicos!”, clicar AQUI. Nem o materialismo que reduz o homem a pó, nem o panteísmo que tudo diviniza: o Deus verdadeiro é um só, em três Pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, e quer nos fazer participar de sua vida divina… Mas como isso se dá? O que nos ensina a Igreja sobre o ser humano, a sua salvação e santificação? Na homilia deste domingo de Pentecostes, Padre Paulo Ricardo apresenta com clareza a doutrina católica a esse respeito, convidando os que somos membros do mesmo Corpo a crescer em fé e em caridade. O VENTO IMPETUOSO DO ESPÍRITO – Meditação de Scott Hahn sobre o Domingo de Pentecostes O derramamento do Espírito Santo sobre o novo povo de Deus coroa os poderosos atos do Pai na história da salvação. A festa judaica de Pentecostes convocava todos os judeus devotos a Jerusalém, para celebrar o nascimento de Israel como povo escolhido de Deus, na aliança da Lei dada a Moisés no Sinai (Levítico 23, 15-21; Deuteronômio 16, 9-11). Na primeira leitura de hoje, os mistérios prefigurados nessa festa cumprem-se no derramamento do Espírito sobre Maria e os apóstolos (Atos 1,14). O Espírito sela a nova lei e a nova aliança trazida por Jesus, escrita não em tábuas de pedra, mas no coração dos crentes, como os profetas prometeram (2 Coríntios 3, 2-8; Romanos 8, 2) O Espírito é revelado como o sopro vivificante do Pai, a Sabedoria pela qual Ele fez todas as coisas, como cantamos no Salmo de hoje. No princípio, o Espírito veio como um “vento poderoso” pairando sobre a face da terra (Gênesis 1, 2). E na nova criação de Pentecostes, o Espírito novamente vem como “um vento forte e impetuoso” para renovar a face da terra. Assim como Deus fez o primeiro homem do pó e o encheu do Seu Espírito (Gênesis 2, 7), no Evangelho de hoje vemos o Novo Adão tornar-se um Espírito vivificante, dando nova vida aos Apóstolos (1 Coríntios 15, 45. 47). Como um rio de água viva para todas as épocas, Ele derramará o Espírito sobre Seu corpo, a Igreja, como ouvimos na epístola de hoje (ver também João 7, 37-39). Nós recebemos esse Espírito nos sacramentos, transformados em  novas criaturas pelo Batismo (2 Coríntios 5,17; Gálatas 6,15). Bebendo do mesmo Espírito na Eucaristia (1 Coríntios 10, 4), nós somos os primeiros frutos de uma nova humanidade, composta de todas as nações sob o céu, sem distinção de riqueza, língua ou raça: um povo nascido do Espírito. https://stpaulcenter.com/a-mighty-wind-scott-hahn-reflects-on-pentecost-sunday/

  • “FÉ E RAZÃO POLÍTICA SÃO INSEPARÁVEIS”, ENSINA O FILÓSOFO AUGUSTO DEL NOCE – Stefano Fontana

    Para o grande pensador católico italiano Augusto Del Noce, cujo trigésimo aniversário de morte ocorre este ano, a fé cristã exige uma racionalidade metafísica. Não é suficiente que a fé se relacione com a razão, mas também que a razão não se separe da fé, sob pena de perverter-se e cair no ateísmo. O erro do catolicismo progressista é precisamente o pensar que a razão política pode existir sem a fé. Neste ano de 2019 comemora-se o 30º aniversário da morte do filósofo católico Augusto Del Noce (1910-1989). Um simpósio nacional de dois dias foi realizado em Trieste, na semana passada, enquanto se publicam livros tentando avaliar o legado de seu pensamento. Herança que nem mesmo seus herdeiros, muitos dos quais ocupando hoje posições de prestígio, honraram até o fim. Levando-se em conta a dimensão e a qualidade de seu pensamento, pode-se pensar que dedicar um pequeno artigo a ele, como estou fazendo, seja uma leviandade. No entanto, na vastidão e profundidade de sua filosofia, há um ponto extremamente qualificante que pode ser identificado. Consiste em uma frase que aparece em O problema do ateísmo e em outras obras. Ei-la: “A fé supõe uma metafísica nela inclusa, e não é preciso sair da fé para explicitá-la”. Especifica-se, aqui, a relação entre a razão (incluindo-se a razão política) e a fé cristã, que é de um tipo muito particular, verdadeiramente único. Ao esclarecer essa especificidade, Del Noce está muito próximo do pensamento de Ratzinger-Bento XVI. A fé católica tem necessidade de racionalidade metafísica, isto é, requer o uso da razão natural e de sua estrutura lógica, para ser entendida e aprofundada teologicamente. Mas a razão — e este é o dado mais importante daquela sentença — não chega a ser ela mesma se abandona a relação com a fé. Se isso acontece, observa Del Noce, a filosofia se transforma em “positivismo”, o que significa deixar de ser filosofia. Assim, Del Noce chega a uma definição perfeita de “filosofia cristã”, corroborando substancialmente a tese de Étienne Gilson em torno desse velho problema. Para haver filosofia cristã, não basta que a fé se relacione com a razão, mas é necessário que a razão não se separe da fé, porque só assim a razão pode ser verdadeiramente razão. A fé exige que a razão seja ela mesma, sem transformar-se a si mesma numa fé; mas, ao mesmo tempo, afirma que a razão jamais será capaz de ser ela mesma, se cortar as relações com a fé religiosa. Em Del Noce, esse discurso acaba por se tornar político. O pecado original consiste na negação desse princípio que acabamos de ver, e de fato Del Noce acusa o pensamento moderno de não mais considerar o status naturae lapsae (estado de natureza decaída) do homem, de considerar o mal não como um pecado, mas como estímulo dialético para o progresso, e neste ponto a razão humana não precisa mais da fé e pode celebrar o seu próprio ateísmo. A eliminação do pecado original tem um grande significado político (negativo): a razão política torna-se autossuficiente e o ateísmo político vem a ser a conclusão lógica da modernidade. Nesse processo, segundo Del Noce, o marxismo desempenha um papel particular e decisivo, na medida em que se configura como o amadurecimento da modernidade, superável apenas por Nietzsche, ou seja, pelo niilismo cego e vitalista. Mas, no marxismo, há uma mudança por sua vez fundamental no sentido dessa maturidade, representada por Gramsci e por aquele marxismo que renuncia à revolução antes de tudo. O marxismo pré-gramsciano secularizou a salvação cristã na revolução e, portanto, não a eliminou completamente. Somente quando o conceito de “revolução” é eliminado — ou “suicida-se”, como dirá Del Del Noce em seu famoso livro de 1978 —, o marxismo se revela plenamente como o amadurecimento último da modernidade. É o momento em que ele passa a coincidir com o niilismo burguês, com a sociedade radical, opulenta, irreligiosa, com o materialismo elegante, sofisticado e substancialmente neopagão das elites. Na Itália, as vertentes gobettiana e gramsciana convergem para demonstrar historicamente este resultado, que o Partido da Ação encarnará por um curto período de tempo, deixando-o depois como herança a outros partidos, até os dias atuais. O catolicismo progressista é uma forma de colaboração com esse esquema ideológico. Ele acrediota que a aceitação da democracia pelo Partido Comunista Italiano representa a rejeição de suas pretensões  hegelianas, marxistas e ateístas, sem no entanto perceber que, em vez disso, o que ocorre é a própria radicalização pós-moderna. O “velho” Partido Comunista era paradoxalmente menos perigoso e negativo do que os partidos que vieram depois dessas transformações ideológicas, que acabaram se tornando mais libertários que os liberais. O erro básico do catolicismo progressista —escreve Del Noce — é pretender separar a política da religião, o que equivale a dizer que a razão pode ser ela mesma, mesmo ao eliminar as relações com a fé. É uma conclusão que contrasta com a hipótese a partir da qual começamos. Aqui está toda a crítica de Del Noce ao Jacques Maritain do Humanismo Integral e de O  Homem e o Estado, ao mesmo tempo em que se dá por satisfeito com o autor de O camponês de Garonne, escrito por um Maritain revisionista de si mesmo, embora não o suficiente para ressuscitar o Maritain de Antimoderno. Dizíamos que muitos de seus alunos, agora em posições de prestígio, não se mantiveram fiéis a esse legado, incluindo alguns movimentos eclesiais em que Del Noce depositava a esperança de que a razão política não se desligasse da fé. Por isso, acredito que para recuperar o autêntico Del Noce devemos retomar a sentença inicial da qual parti, e que hoje muitos de seus alunos renegariam. http://lanuovabq.it/it/non-separare-fede-e-ragione-politica-del-noce-docet

  • St. Thomas Aquinas and Politics

    Beni Culturali Politics is the science which has for object the organization of the State in view of the complete Common Good of the citizens in the natural order, and the means that conduct to it. As the final end of man is, however, not merely natural, the State, charged with the temporal social order, must ever act in such wise as not only not to hinder but to favour the attaining of man’s supreme end, the vision of God in Three Divine Persons. Political thought and political action, therefore, in an ordered State, will respect the jurisdiction and guidance of the Catholic Church, the divinely instituted guardian of the moral order, remembering that what is morally wrong cannot be politically good. In connexion with this latter point we may quote the words of Pope Pius XI: ” It is part of the trend of the day to sever more and more not only morality, but also the foundation of law and jurisprudence, from true belief in God and from His revealed commandments. Every positive law, from whatever law-giver it may come, can be examined in the light of the natural law, as to its implications, and consequently as to its moral authority to bind the conscience. The laws of man that are in direct contradiction to the natural law bear a terrible initial defect that no violent means, no outward display of power can remedy. By this standard must we judge the principle: ‘What helps the people is right.’ A right meaning may be given to the sentence, if it is understood as expressing that what is morally illicit can never serve the true interests of the people. But even ancient paganism recognised that the sentence, to be perfectly accurate, should be inverted and read: ‘ Never is anything useful, if it is not at the same time morally good. And not because it is useful is it morally good, but because it is morally good, it is also useful’ (Cicero, De Officiis, 30). Cut loose from this rule of morality, that principle would mean, in international life, a perpetual state of war between the different nations. In political life within the state, since it confuses considerations of utility with those of right, it mistakes the basic fact that man as a person possesses God-given rights, which must be preserved from all attacks aimed at denying, suppressing, or disregarding them.” Therefore, the natural or temporal Common Good should always be aimed at by those in authority in the way best calculated to favour family life, in view of the development of true personality, in and through the Mystical Body of Christ. Political action and legislation, especially in economic matters, must ever seek to strengthen family life and, accordingly, must not only not admit divorce, but must always aim, as far as possible, at benefiting citizens through their families. True political science will insist not only that the exercise of political power be according to the principles above outlined, but that the mode of accession to power and the means employed to retain power be in perfect accord with the moral law. Finally, the Society of Nations must be brought about not by the ruin of all that is involved in the Catholic concept of native-land, but by the union of all States in the recognition of the rule of Christ the King through the Catholic Church, the only supranational society. In some well-known passages of his work. On the Governance of rulers,(i) St. Thomas sums up the aims of a good ruler of a State as follows: “Because the happiness and moral rectitude of the present life have as end the happiness of heaven, it belongs to the ruler to procure the common good of the people in such wise as to enable them to obtain celestial happiness. Accordingly, he ought to command what leads thereto and, as far as possible, forbid what is opposed to it. The road that leads to true happiness and the obstacles to be encountered thereon are made known to us by the divine law, and it is the office of priests to teach that law, according to what we read in the Prophecy of Malachias, II, 7\ ‘For the lips of the priest shall keep knowledge, and they shall seek the law at his mouth.’ . . . The Ruler, therefore, instructed in the divine law, should make it his chief aim to see that the people subject to him should be able to live a good life. . . . Now that a man may lead a virtuous life two things are required. The chief requisite is virtuous action (for virtue is that by which one leads a good life). The other requisite, which is secondary and quasi-instrumental in character, is a sufficiency of material goods, the use of which is necessary for virtuous action.” (Rev. Dennis Fahey C.S.Sp. , Mystical Body of Christ)

  • AS MÃOS DE GEORGES SOROS SOBRE A IGREJA CATÓLICA – Riccardo Cascioli

    Em artigo publicado em 28-08-2016, o jornalista italiano Riccardo Cascioli, diretor do jornal La nuova bussola quotidiana, reflete sobre as atuais relações do Vaticano com a “nova ordem mundial”. O financista George Soros fez doações de peso a organizações católicas para mudar as prioridades da Igreja Católica americana [ver aqui], procurando conduzi-la das questões relativas à defesa da vida e da família para as de justiça social, valendo-se de uma ocasião especial: a visita do Papa Francisco faria aos EUA, em setembro de 2015. Isso é o que emergiu nos últimos dias [este artigo é de 28 de agosto de 2016], além das revelações anteriores, dos numerosos documentos confidenciais hackeados de sua Open Society Foundation. A notícia circulou principalmente nos Estados Unidos, que é o foco da ação de Soros, mas merece ser retomada e conhecida em toda parte porque suas implicações dizem respeito à Igreja universal. Vamos começar com os fatos contidos nos documentos publicados pela DC Leaks: em abril de 2015 a Open Society jogou 650 mil dólares nos cofres de duas organizações ligadas aos círculos católicos progressistas, PICO e Faith in Public Life (FPL), com o objetivo de “influenciar os bispos, de modo a conquistar vozes públicas em apoio de mensagens de justiça econômica e racial, visando começar a criar uma massa crítica de bispos alinhados ao Papa”. As duas organizações beneficiadas com o dinheiro de Soros foram escolhidas, explicam os documentos, porque estão envolvidas em projetos de longo prazo para mudar “as prioridades da Igreja Católica dos EUA”. A grande ocasião era a visita do Papa aos Estados Unidos. A fundação de Soros pretende explicitamente usar as boas relações do PICO com o cardeal hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga, um dos principais assessores do papa Francisco, para “engajar” o papa em questões de justiça social. Contava, também, com a possibilidade de enviar uma delegação ao Vaticano, antes da visita de setembro, a fim de fazer o Papa ouvir a voz dos católicos mais pobres da América. Há, também, um Relatório de 2016, com um balanço do ano anterior, no qual a fundação de Soros se considera satisfeita com a campanha anterior, em vista da visita do Papa, e também pelo número de bispos que, frente à eleição presidencial, criticaram abertamente os candidatos que se concentravam nas inquietações e temores da população, com clara referência a Donald Trump e outros candidatos republicanos. Se esta satisfação [de Soros] é justificada ou não; e quanto a visita do Papa foi realmente influenciada por esta ação de lobby, é certamente uma questão em aberto. Mas todos podem tirar suas próprias conclusões, através dos discursos, reuniões, conversas com a imprensa e controvérsias relacionadas a essa visita. O que queremos enfatizar aqui são, em vez disso, dois aspectos que esses documentos trazem à luz e que têm um valor muito além da contingência de uma visita papal. O primeiro e mais importante é o grande investimento que as organizações filantrópicas, tradicionalmente anticatólicas, estão fazendo para subverter o ensinamento da Igreja. Este é o verdadeiro propósito da invocada mudança de prioridades, indo de questões familiares e defesa da vida para preocupações com justiça social. Nisto, Soros se coloca na esteira de uma tradição de décadas, que têm como protagonistas as principais fundações americanas, desde os Rockefellers aos Fords, dos Kellogs a Turner, e assim por diante. É um projeto de “protestantização” que o autor desse artigo já havia documentado em um livro publicado vinte anos atrás (Riccardo Cascioli, Il complotto demografico: il nuovo colonialismo delle grandi potenze, Piemme, 1996). O motivo? É que a Igreja Católica, das organizações internacionais que tem o objetivo fundamental de defender a dignidade humana, é a última trincheira que ainda se opõe ao estabelecimento de uma nova ordem mundial que quer reduzir o homem a um mero instrumento nas mãos do poder político. Uma parte fundamental deste projeto é a difusão universal do controle de natalidade, o aborto como um direito humano, a destruição da família e a promoção da ideologia de gênero. Nos anos 90 do século passado, em um ciclo de conferências internacionais da ONU (da cúpula do Rio de Janeiro sobre o meio ambiente em 1992 até a cúpula de Roma sobre alimentação em 1996), uma batalha diplomática sem precedentes eclodiu entre os Estados Unidos e União Européia, de um lado, e a Santa Sé, de outro, precisamente sobre essas questões. Embora hoje possamos ver como essa agenda fez grandes progressos em todo o mundo, a resistência árdua da Igreja, que arrastou consigo muitos países em desenvolvimento (vítimas desse neocolonialismo), retardou e está dificultando esse projeto. Muito se deve a João Paulo II, que sempre deixou claro que a família e a vida são hoje o principal terreno em que a batalha pela dignidade humana deve ser travada. Vale a pena lembrar que, precisamente por esse motivo e por essa batalha, o Papa criou o Conselho Pontifício para a Família e também o Instituto de Estudos sobre Matrimônio e Família na Pontifícia Universidade Lateranense (Instituto João Paulo II que, nos últimos dias, viu uma mudança significativa em sua liderança). Pode-se, portanto, compreender como os esforços internacionais para enfraquecer a Igreja, nesse front, se intensificaram. Negar a existência de princípios não negociáveis, e a promoção quase exclusiva da justiça social em detrimento de questões familiares e de vida, é a melhor maneira de alcançar esse objetivo. O dinheiro de Soros faz parte desses esforços, que vão muito além da atividade de sua Fundação. Além disso — e aqui está a segunda questão — esses personagens e organizações encontram um flanco aberto dentro da própria Igreja, em certos círculos progressistas que já compartilham desse ponto de vista por conta própria. As duas organizações financiadas por Soros em 2015 são uma demonstração disso. A PICO, por exemplo, foi fundado em 1972 pelo padre jesuíta John Baumann e visa enfrentar os problemas sociais através da organização de células comunitárias interconfessionais (um modelo desenvolvido a partir das “comunidades eclesiais de base” da América do Sul). Justamente por isso, a PICO conquistou o apoio do cardeal Maradiaga (há um vídeo promocional de 2013 em que o cardeal pede apoio a essa organização). Mas a PICO também se inspira no “guru” comunista Saul Alinski, conhecido como o “profeta” de comunidades de base e minorias étnicas. Além disso, na lista de financiadores da PICO, encontramos as Fundações Ford e Kellogg, além de outras dez fundações com forte identidade liberal. Curiosamente, encontramos Alinski também na origem da carreira política de Hillary Clinton e, portanto, não pode surpreender o engajamento da PICO, entre outras coisas, na campanha eleitoral presidencial. Objetivo que era ainda mais explícito para a outra organização financiada por Soros, Faith in Public Life (Fé na vida pública), que esteve presente em vários acontecimentos de 2015: “preparação” da visita do Papa, incluindo uma pesquisa ad hoc sobre católicos norte-americanos visando apoiar a agenda liberal, além de mobilização para bloquear a lei sobre a liberdade religiosa no estado da Geórgia, que se destinava a garantir a objeção de consciência contra a imposição da ideologia de gênero e do casamento gay. Até que ponto o cardeal Maradiaga e outros expoentes do episcopado são conscientes ou participantes desse projeto decididamente anticatólico? Nós não sabemos e não nos atrevemos a julgar suas intenções. Só podemos verificar como certos líderes eclesiais de primeiro plano estão identificados com os projetos daqueles que querem destruir a Igreja. Mas aqui surge a obrigação de adicionar um dado perturbador aos documentos revelados. De fato, pode-se facilmente compreender que, de tal projeto de mudança na doutrina da Igreja, faça parte também um propósito de infiltração de certas pessoas em centros decisórios da Igreja. E não podemos deixar de ir imediatamente ao caso de Jeffrey Sachs, economista da ONU e diretor do Earth Institute (Instituto da Terra), que desempenhou um papel importante na encíclica Laudato Sii (foi convidado pelo Vaticano tanto para as apresentações da encíclica sobre o meio-ambiente, como para as conferências internacionais sobre desenvolvimento sustentável). Sua onipresença inexplicável tem sido questionada, nos últimos meses, pelas principais organizações internacionais pró-vida e pró-família — e inclusive pelo nosso jornal —, pois Sachs é bem conhecido como um grande defensor das políticas de controle da natalidade. Mas sua presença foi apadrinhada pelo presidente da  Academia Pontifícia de Ciências Sociais, o bispo argentino Marcelo Sanchez Sorondo, que também patrocinou junto ao Papa a sua indicação para a Academia Pontifícia que dirige. Mas o que talvez não tenha sido dito, é que Sachs também é conhecido por ser um homem de Soros (ambos são judeus originários da Europa Oriental), engajados por várias décadas na concepção e disseminação de teorias econômicas apoiadas pela Open Society de Soros. À luz dos documentos que atestam as estratégias de Soros em relação à Igreja Católica, não se justifica a presença perturbadora de Sachs nos andares superiores do Vaticano. Neste ponto, entretanto, seria desejável que o bispo Sorondo, o cardeal Maradiaga e vários outros envolvidos neste projeto se explicassem. http://lanuovabq.it/it/se-la-chiesacade-nelle-mani-di-soros

  • MAS É MAIOR O CÉU SOBRE NÓS – Padre Tertulian Ioan Langa

    Padre romeno Tertulian Ioan Langa (1922-2013), da Igreja Greco-Católica, conta no relato a seguir as atrocidades que sofreu em prisões comunistas da Romênia. Meu nome é Tertulian Langa e já são 82 anos da minha vida que não tenho mais. Destes, 16 foram relegados a prisões comunistas. Aos 24 anos, em 1946, era um jovem assistente na faculdade de filosofia da Universidade de Bucareste. As tropas russas tinham ocupado quase um terço da Romênia e fui intimado, como membro do corpo docente, a registrar-me urgentemente no sindicato manipulado pelo Partido Comunista, imposto pelo poder dos veículos blindados soviéticos. Desde aquela época estava plenamente consciente do posicionamento do ministério da Igreja Católica contra o comunismo, declarado intrinsecamente mau. Então não havia lugar na minha consciência para um compromisso. Desisti da minha carreira na universidade e me retirei para o campo como trabalhador agrícola; mas não foi suficiente, já que era conhecido, desde a faculdade, como católico militante e anticomunista. Rapidamente, um dossiê acusatório foi improvisado contra mim; e como as acusações se baseavam em fatos que o código penal da época ainda não incriminava (relações com os bispos, com a nunciatura, apostolado secular), meu dossiê foi assimilado ao dos grandes industriais. Após os interrogatórios acompanhados de tratamentos atrozes, o promotor declarou com perfeita lógica comunista: “Nenhuma evidência de sua culpa é encontrada no dossiê do acusado; mas também pedimos a sentença máxima: 15 anos de trabalho forçado. Porque, se ele não fosse culpado, ele não estaria aqui”. Objetei:”Mas não é possível que me condenem sem nenhuma prova!” E ele: “Não é possível? Veja como é possível: 20 anos de trabalho forçado por protestar contra a justiça do povo”. E esta foi a sentença. Isso ocorria quando a Igreja Greco-Católica da Romênia ainda não havia sido proibida. Foi dado como certo que minha prisão e tortura conseguiriam transformar-me em instrumento em favor da futura acusação de bispos e padres da Igreja Católica Grega e da nunciatura. Dos interrogatórios e do meu confinamento nos campos de extermínio comunistas mencionarei apenas alguns momentos. Fui preso em Blaj, no escritório do bispo Ioan Suciu, então administrador apostólico da metrópole greco-católica na Romênia e futuro mártir.  Apresentei-me a ele, o chefe da nossa Igreja, para pedir orientação da Santa Providência, já que meu pai espiritual, Monsenhor Vladimir Ghika, outro futuro mártir, estava escondido na época. Foi-me oferecida por alguém a possibilidade de partir para o estrangeiro. Sendo um passo importante, não queria fazê-lo sem me submeter à vontade de Deus, e a resposta veio: minha prisão. Compreendi que passaria minha vida nas prisões criadas pelo regime comunista, mas estava sereno: segui o caminho da Santa Providência. A BARRA DE FERRO. Lembro-me da quinta-feira santa do ano de 1948. Durante duas semanas, todos os dias, bateram-me com um ferro na sola dos pés, através das botas: um raio atingiu minha espinha e explodiu em meu cérebro, sem que me fizessem nenhuma pergunta.  Preparavam-me com ferro para me amaciar para o interrogatório. Pés e mãos amarrados e dependurado de cabeça para baixo, meus carcereiros me tamparam a boca com uma meia que já tinha passado pelas botas e bocas de outros beneficiários do humanismo socialista. A meia tornou-se o instrumento antirruído graças ao qual se impedia o som de ir além do local do interrogatório. Era praticamente impossível emitir um único gemido. Além disso, eu me havia autobloqueado psicologicamente: não conseguia mais gritar ou me mexer. Meus torturadores interpretaram essa atitude como fanatismo da minha parte. E continuavam a aumentar mais e mais a intensidade, alternando-se em me torturar. Noite após noite, dia após dia. Eles não me perguntaram nada, porque não era a resposta que lhes interessava, mas a aniquilação da pessoa, um fato que demorava a se realizar. E como se prolongava o esforço para aniquilar a minha vontade, para entrevar o meu pensamento, a tortura se prolongava indefinidamente. As botas mutiladas caíram dos meus pés, peça por peça. Naquela noite da Quinta-feira Santa, em uma igreja próxima, celebrava-se o ofício litúrgico, como que acompanhado por um pranto de sinos assustados. Estremeci. Jesus terá ouvido meu grito sufocado, quando, não sei como, gritei daquele inferno: “Jesus! Jesus!”. Emitido através da meia, meu grito não foi compreendido pelos torturadores. Tratando-se do primeiro som que ouviram de mim, sentiram-se contentes, certos de me haverem dobrado. Eles me arrastaram com o cobertor até a cela, onde desmaiei. Quando acordei, o inquisidor estava em pé na minha frente, segurando uma pilha de papéis: “Você é teimoso, bandido, mas não vai sair daqui até por para fora tudo o que está escondendo. Aqui há 500 folhas. Escreve tudo o que você viveu: tudo sobre sua mãe, seu pai, irmãs, irmãos, cunhados, parentes, companheiros, conhecidos, bispos, padres, religiosos, políticos, professores, vizinhos e bandidos como você. Não pare até que acabe o papel”. Mas não escrevi nada. Não talvez por algum fanatismo, mas porque não tinha forças: até a minha mente parecia esgotada. A LOBA. Depois de quatro dias, o mesmo indivíduo: “Você terminou de escrever?” Vendo que as folhas não haviam sido tocadas, disse: “Se é assim que estão as coisas, tire a roupa! Quero te ver como Adão no paraíso”. Passaram assim outros dias, vividos com a pele nua no chão: conforto típico do socialismo humano. Outro indivíduo se apresentou depois de um tempo na porta: “Vamos ver, o que há no papel, então? Nada? Continua teimoso! Veja que temos outros métodos também”. Depois saiu.  Voltou acompanhado por um enorme cão lobo, com as presas ameaçadoras à vista. “Você a vê? É Diana, a cadela heroína, a quem teus bandidos balearam nas montanhas. Ela vai te ensinar o que fazer. Comece a correr!” E eu: “Como correr? Em uma sala de apenas três metros?”. Na sala havia também uma lâmpada de 300 watts, muito para uma sala de apenas três metros por dois, fixada não no topo, mas na parede, no nível do rosto. “Corra!” A loba, rosnando, estava pronta para atacar.  Corri por seis, sete horas, mas percebi isso apenas no amanhecer, vendo a luz entrar na cela e sentindo a movimentação no prédio. De vez em quando o tal fazia a loba sair para as suas necessidades. A mim não era permitido. Quando comecei a perder o equilíbrio e indicava que ia parar, a loba, vigilante, como a um comando, enfiava as presas no meu ombro, na nuca e no braço. Corri sob seus olhos e suas presas por 39 horas sem interrupção. No final, caí e a loba pulou em cima de mim. Mordeu no pescoço, mas não me sufocou. Na minha testa e nos meus olhos senti escorrer algo quente e ardente; percebi que a fera estava urinando no meu rosto. E foi pelas palavras dos meus carrascos que fiquei sabendo que tinha corrido por 39 horas. “Podemos mandar este aí para a maratona do Rio! Que resistência, a besta fascista!” Mas vendo que nem mesmo a maratona conseguira me convencer a fazer uma declaração sobre os bispos e a nunciatura, ou sobre algum companheiro procurado, eles acharam útil passar para outro método de convencimento: o saco de areia. O SACO DE AREIA. No dia seguinte, em um escritório, amarraram minhas mãos e pés a uma cadeira, na frente de uma mesa com uma bolsa. Atrás de mim havia um torturador empalado e silencioso. Em uma escrivaninha, no canto, um indivíduo careca com uma barbicha de bode, que queria se assemelhar a Lenin. Mudo também ele, fez um sinal, movendo a cabeça. Meu carrasco entendeu o comando. Pegou a bolsa e me bateu na cabeça com ritmo, acompanhando cada golpe com a palavra: “Fale!” Dezenas de vezes, centenas de vezes, eu não sei, talvez milhares: “Fale!” Mas ninguém me perguntava nada. Apenas uma voz cavernosa, monótona, me enfiava no cérebro a ideia imperativa de dizer, de responder a todas as questões submetidas à minha consciência pelo órgão inquisidor. Não foi difícil para mim decifrar a ideia satânica de querer subjugar a minha vontade. Depois de cerca de vinte golpes, comecei a aplicar o princípio moral “age contra”, faz o oposto, dizendo-me a cada golpe: “não falo!” Dezenas de vezes, centenas de vezes. Com a autossugestão, havia implantado em mim o estereótipo “não falo!”, com o risco de me tornar escravo desse único modo de me expressar. Na verdade, foi assim: a partir de então, automaticamente, a cada pergunta que me era dirigida, não importa qual fosse o assunto, respondia: “não falo!” Levei um ano inteiro de esforço mental para me libertar desse sinistro reflexo automático. VINTE E OITO CENTIMETROS. Como sujeito sem valor e interesse nos interrogatórios, fui transferido para a prisão subterrânea da zona pantanosa de Jilava, oito metros abaixo do solo, que havia sido construída para defender a capital, mas estava completamente inutilizável devido à forte infiltração de água. Nada e ninguém aguentava viver ali, exceto o homem, o maior tesouro do materialismo histórico. Nas celas de Jilava, os pobres homens faziam a experiência das sardinhas: porém não no óleo, mas no próprio suco, feito de suor, urina e águas de infiltração, que fluíam ininterruptamente das paredes. O espaço foi explorado da maneira mais científica: dois metros de comprimento e vinte e oito centímetros de largura para cada pessoa deitada no chão, de lado. Alguns, os mais velhos, estavam deitados em tábuas de madeira, sem lençóis ou cobertores. Em contato com a madeira estavam o osso umeral e a parte externa do joelho e tornozelo. Ficávamos na ponta dos ossos para ocupar um espaço mínimo. A mão só podia descansar no quadril ou no ombro do vizinho.  Não poderíamos aguentar mais de meia hora; então todos, a um comando – já que não era possível separadamente e um após o outro – virávamos para o outro lado. A pilha de corpos abarrotados, assim organizados, tinha dois níveis, como em um beliche. Mas abaixo destes havia um terceiro nível, onde os detentos se deitavam diretamente no concreto. No cimento, os vapores de condensação da respiração dos setenta homens, junto com as águas de infiltração e a urina que vazava das latrinas, formavam uma mistura viscosa na qual os desafortunados nadavam. No centro da cela-tumba de Jilava havia um recipiente de metal, de setenta a oitenta litros, para a urina e as fezes de setenta homens. Não tinha tampa e o cheiro e o líquido transbordavam abundantemente. Para alcançá-lo, você tinha que passar pelo “filtro”, isto é, por um controle rigoroso aplicado à pele nua, um controle no qual todo o organismo e cada um de seus orifícios eram submetidos a exame. O “FILTRO”. Com um bastão de madeira nos esfregavam a boca, sob a língua e as gengivas, para o caso de os bandidos terem escondido alguma coisa ali. A mesma varinha penetrava nossas narinas, orelhas, ânus, sob os testículos, permanecendo sempre a mesma, estritamente a mesma para todos, como um sinal de igualitarismo. As janelas de Jilava não eram feitas para dar luz, mas para impedi-la, já que todas estavam cuidadosamente fechadas por tábuas de madeira pregadas. A falta de ar era tal que para respirar que nos revezávamos, três de cada vez, de barriga para baixo, com a boca ao lado da fresta da porta, posição em que contávamos 60 respirações, para que outros camaradas pudessem se recuperar de desmaios e da falta de oxigênio. Assim, contribuíamos, à nossa maneira, para a edificação do sistema mais humano do mundo. Sabiam destas coisas Churchill e Roosevelt, quando, com uma canetada, na mesa da vergonha de Teerã, estabeleceram que nós, romenos, deveríamos acabar nas garras do Moloch oriental vermelho e funcionássemos como um cordão de isolamento para o conforto deles? E a Santa Sé podia, talvez, imaginar o que se passava? NUS NO GELO. De Jilava, depois de longos anos de profanações humanas, fomos transferidos, correntes nos pés, para o cárcere de isolamento máximo, chamado Zarka, pavilhão do terror da prisão de Aiud. A recepção se deu de acordo com o mesmo sinistro ritual diabólico de profanação do homem, criado pelo amor de Deus. A mesma raspagem, as mesmas botas tremendas que nos chutavam nas costelas, na barriga e nos rins. Apesar disso, percebemos uma diferença: não estávamos mais sujeitos ao regime de conserva na urina, sudorese, condensação e falta de oxigênio, mas fomos submetidos a um intenso tratamento de oxigenação com a pele nua e no gelo, bandidos por bandidos (isto é, ministros, generais, professores universitários, cientistas, poetas) inclusive eu, que não passava de um “não falo!” gigante, uma decidida e humilde confiança na Graça que me tinha feito superar a provação. Todos nós tínhamos que desaparecer, como inimigos do povo. Caso contrário, como poderia o tão proclamado “Novo Homem Soviético” aparecer? A cela em que fora introduzido não tinha nada: nem cama, nem cobertor, nem lençol, nem travesseiro, nem mesa, nem cadeira, nem esteira e nem mesmo janelas. Apenas barras de aço e eu, como todo mundo, sozinho na cela: me impressionava comigo mesmo, vestido apenas com pele e coberto com o frio. Era o fim de novembro. O frio tornava-se cada vez mais penetrante, como um incômodo companheiro de cela. Depois de cerca de três dias, através da porta violentamente batida, foram atiradas calças deterioradas, uma camisa de mangas curtas, cuecas, um uniforme listrado e um par de botas gastas, sem laços, sem meias. Nada para colocar na cabeça. E, além disso, uma espécie de latrina, um mísero recipiente com cerca de quatro litros.  Vesti-me como um foguete. Congelados, no quarto dia nos contaram. Em vez do nome, me deram um número: K-1700, o ano em que a Igreja da Transilvânia se reuniu com Roma. No cartório, eu já estava morto. Sobrevivia apenas como um número estatístico. Então o caldo chegou, servido com uma concha de 125 gramas: um fluido aguado produzido pela fervura de farinha de milho. Uma sopa de feijão foi distribuída como almoço, em que pode contar aproximadamente oito, nove grãos, com várias cascas vazias, sem conteúdo. Para o jantar, nos trouxeram chá com uma crosta de pão queimado. Depois de uma semana, os grãos foram substituídos por um creme de farelo, no qual contei catorze pedacinhos. Ocasionalmente, feijões se alternavam com creme de farelo. Vivíamos com menos do que se dá a uma galinha. ANDAR OU MORRER. Para sobreviver ao frio, éramos obrigados a nos mover continuamente, a fazer ginástica. Quando tombávamos exaustos pela fadiga e pela fome, caíamos no sono; um sono brevíssimo, já que o frio era cortante. De um tal sono uma voz me acordou um dia, vinda do outro lado do muro: “Aqui Professor Tomescu. Quem é você?”. Era um ex-ministro da Saúde que, depois de ouvido o meu nome, continuou: “Ouvi falar de você. Escute-me com atenção: fomos trazidos para ser exterminados. Nunca colaboraremos com eles. Mas quem não anda morre e, portanto, se torna um colaborador. Transmita aos outros: quem parar, morre. Caminhe sem parar!” O pavilhão, imerso no silêncio lúgubre da morte, ressoava sob nossas botas sem laços. Éramos animados pela misteriosa vontade de um povo de permanecer na história e pela vocação da Igreja de permanecer viva. Parávamos de caminhar apenas por volta das 12h30, durante meia hora, quando o sol parava no canto da sala. Lá, encolhido com o sol no rosto, roubava um grão de sono e um raio de esperança. Quando o sol também me abandonava, sentia, contudo, que não era abandonado pela Graça.  Sabia que tinha de sobreviver. Caminhava, dizendo a mim mesmo como em um refrão, soletrando: “Não quero morrer! Não quero morrer!” E não estou morto! A cada passo, cadenciava na mente uma prece, compunha litanias, recitava versos de salmos. Continuamos a caminhar assim, para não tropeçar na morte, dezessete semanas. Aqueles que não tinham mais força ou vontade de se mover, morriam. Dos 80 homens que entraram no Zarka, apenas 30 sobreviveram. As barras de ferro, pouco a pouco, se revestiam de geada, formadas pelo hálito de vida da nossa respiração, um manto brilhante na passagem rumo ao céu. MAS TUDO É GRAÇA. Acreditei fortemente, várias vezes, que alcançaria as margens da noite. Mas ainda tinha um longo caminho a percorrer. Tendo chegado, anos depois, no que imaginei ser a liberdade, constatei que na verdade era apenas um novo modo de ser da noite, que o gelo entre a Igreja Greco-Católica e a hierarquia da Igreja irmã Ortodoxa não se deixava dissolver ainda; que nossas igrejas continuavam a ser confiscadas, e o rebanho diminuía mais e mais, morto pelas promessas. Mas mesmo Cristo Senhor venceu apenas quando pôde pronunciar com o último suspiro: “Consummatum est”, tudo está consumado. Não escrevi muito sobre estas minhas dramáticas experiências. Quem pode acreditar no que parece incrível? Quem pode acreditar que as leis físicas podem ser superadas pela vontade? E se tivesse que contar os milagres que experimentei? Não seriam considerados fantasmagorias? Suportaria essa descrença com mais dificuldade do que outros anos de prisão. Mas nem mesmo em Jesus acreditaram todos aqueles que o viram: “Desde então muitos dos seus discípulos voltaram e não foram mais com ele” (João 6,66). Nada acontece por acaso na vida. Cada momento que o Senhor nos concede é repleto da Graça – impaciência benévola de Deus – e da nossa disposição de corresponder-lhe ou recusá-lo. Cabe a cada um de nós não reduzir tudo a uma simples história dura, feroz e inacreditável, e entender, em vez disso, que a Graça aceita não detém o homem, mas o leva além de suas expectativas e forças. Espero sinceramente que este testemunho abra uma janela do Céu. Porque o Céu acima de nós é maior que a terra sob nossos pés. (Tradução de Fausto Zamboni)

  • CASAMENTO, EDUCAÇÃO, POLÍTICA E RELIGIÃO SEGUNDO A MAÇONARIA – Papa Leão XIII

    Quanto ao que se refere à vida doméstica nos ensinamentos dos naturalistas é quase tudo contido nas seguintes declarações: que o casamento pertence ao gênero dos contratos humanos, que pode ser legalmente revogado pelo desejo daqueles que o fizeram, que os governadores civis do Estado têm poder sobre o laço matrimonial; que na educação dos jovens nada deve ser ensinado em matéria de religião como opinião certa e fixada; e cada um deve ser deixado livre para seguir, quando chegar à idade, qualquer que ele preferir. Os Maçons concordam completamente com estas coisas; e não somente concordam, mas têm longamente esforçado-se para transformá-las em lei e instituição. Pois em muitos países, e aqueles nominalmente Católicos, é estabelecido que nenhum casamento deve ser considerado legal a não ser aqueles contraídos pelo rito civil; em outros lugares a lei permite o divórcio; e em outros todos os esforços são feitos para torná-lo legal tão logo quanto possível. Portanto, o tempo está rapidamente se aproximando em que os casamentos vão ser tornados em outro tipo de contrato ― ou seja em uniões mutáveis e incertas que um capricho pode unir, e que do mesmo modo quando se modificar pode desunir. Com a maior unanimidade a seita dos Maçons também esforça-se para tomar a si mesma a educação da juventude. Eles pensam que eles podem facilmente moldar às suas opiniões aquela idade macia e maleável, e torcê-la no que quer que eles desejem; e que nada pode ser mais adequado do que isto para permitir a eles levar a juventude do Estado a seguir seu próprio plano. Portanto, na educação e instrução de crianças eles não permitem qualquer participação, quer no ensinamento ou na disciplina, aos ministros da Igreja; e em muitos lugares eles têm procurado obter que a educação dos jovens esteja exclusivamente nas mãos de leigos, e que nada que trate dos mais importantes e mais sagrados deveres dos homens para com Deus deva ser introduzido na instrução sobre moral. E ainda há as suas doutrinas sobre política, em que os naturalistas decretam que todos os homens têm o mesmo direito, e são em todos os aspectos da mesma e igual condição; que cada um é naturalmente livre; que nenhum tem o direito de comandar a outrem; que é um ato de violência requerer que homens obedeçam qualquer autoridade outra que aquela que é obtida deles mesmos. De acordo com isto, portanto, todas as coisas pertencem ao povo livre; o poder é exercido pela ordem ou permissão do povo, de modo que, quando o desejo do povo muda, os governantes podem ser legalmente depostos e a fonte de todos os direitos e deveres civis está ou na multidão ou na autoridade governante quando esta é constituída de acordo com as últimas doutrinas. É sustentado também que o Estado deve ser sem Deus; que nas várias formas de religião não há razão pela qual uma devesse ter precedência sobre outra; e que todas elas devem ocupar o mesmo lugar. Que estas doutrinas são igualmente aceitáveis aos Maçons, e que eles desejariam constituir Estados de acordo com este exemplo e modelo, é excessivamente bem conhecido para requerer prova. Por algum tempo eles tem abertamente esforçado-se para tornar isto realidade com toda a sua força e recursos; e deste modo eles preparam o caminho para não poucos homens audaciosos que estão se apressando a fazer até as piores coisas, em seu esforço para obter igualdade e comunhão de todos os bens pela destruição de todas as distinções de título e propriedade. O que, portanto, a seita dos Maçons é, e que trilha ela persegue, aparece suficientemente do sumário que Nós resumidamente demos. Seus dogmas principais estão tão grandemente e manifestamente apartados da razão que nada pode ser mais perverso. Desejar destruir a religião e a Igreja que o próprio Deus estabeleceu, e cuja perpetuidade Ele assegura por Sua proteção, e trazer após um lapso de dezoito séculos as maneiras e costumes dos pagãos, é notável insensatez e audaciosa impiedade. Nem é menos horrível nem mais tolerável que eles repudiem os benefícios que Jesus Cristo tão misericordiosamente obteve, não somente para os indivíduos, mas também para as famílias e a sociedade civil, benefícios os quais, mesmo de acordo com o julgamento e testemunho de inimigos da Cristandade, são muito grandes. Nesta empreitada insana e pervertida nós quase podemos ver o ódio implacável e o espírito de vingança com o qual o próprio Satanás está inflamado contra Jesus Cristo. Do mesmo modo o estudado esforço dos Maçons para destruir as principais fundações da justiça e honestidade, e para cooperar com aqueles que desejarem, como se fossem meros animais, fazer o que eles quiserem, tende somente para a ignominiosa e desgraçada ruína do gênero humano. O mal, também, é agravado pelos perigos que ameaçam a sociedade doméstica e civil. Como Nós demonstramos, no matrimônio, de acordo com a crença de quase todas nações, há algo sagrado e religioso; e a lei de Deus determinou que os matrimônios não devam ser dissolvidos. Se eles forem desprovidos do seu caráter sagrado, e feitos dissolúveis, problemas e confusão na família serão o resultado, a esposa sendo despojada de sua dignidade e as crianças deixadas sem proteção quanto aos seus interesses e bem-estar. Não ter nos assuntos públicos qualquer cuidado pela religião, e nos arranjos e administração dos assuntos civis não ter maior consideração para com Deus do que se Ele não existisse, é uma imprudência desconhecida dos próprios pagãos; pois em seus corações e almas a noção de uma divindade e a necessidade de uma religião pública estavam tão firmemente estabelecidas que eles teriam pensado ser mais fácil ter uma cidade sem fundamentos do que uma cidade sem Deus. A sociedade humana, para a qual nós verdadeiramente por natureza somos formados, foi constituída por Deus, o Autor da natureza; e dEle, como de seu princípio e fonte, fluem em toda a sua força e permanência os incontáveis benefícios com os quais a sociedade abunda. Como todos e cada um de nós somos admoestados pela própria voz da natureza para cultuar a Deus em piedade e santidade, como o Doador da vida e de tudo que é bom nela, do mesmo modo e pela mesma razão, nações e Estados estão obrigados a cultuá-lO; e portanto é claro que aqueles que querem absolver a sociedade de todos os deveres religiosos agem não só injustamente mas também com ignorância e insensatez. (Cap. 21 a 24 da Carta Enncíclica Humanum Genus, “Sobre a maçonaria”, de1884)

  • “VOU PREPARAR-VOS UM LUGAR” – Domingo da Ascensão do Senhor

    Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Vou preparar-vos um lugar”, clicar AQUI. Assim como Nosso Senhor se elevou e “está sentado à direita do Pai”, também nós, pelo amor às coisas espirituais, somos chamados a viver a mesma elevação e habitar na mesma morada. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo da Ascensão e recorde conosco o dia em que Jesus Ressuscitado subiu aos céus a fim de nos preparar um lugar, como Ele mesmo havia prometido. A BOA NOTÍCIA (MEDITAÇÃO DE SCOTT HAHN) Na primeira leitura de hoje dos Atos dos Apóstolos, São Lucas dá a surpreendente notícia de que a história continua: não terminou com o túmulo vazio, nem com as aparições de Jesus aos Apóstolos, ao longo de quarenta dias. A obra de salvação  de Jesus terá uma consumação litúrgica. Ele é o grande sumo sacerdote, e ainda terá que subir à Jerusalém celeste, para lá celebrar a festa no verdadeiro Santo dos Santos. A verdade desta festa resplandece a partir da Carta aos Hebreus, onde lemos sobre o grande sumo-sacerdote que penetrou nos céus, o sacrifício do intercessor sem pecado em nosso favor (Hebreus 4, 14–15). De fato, Sua intercessão levará à descida do Espírito Santo como chamas sobre a Igreja. Lucas expõe essa promessa na primeira leitura para a festa da Ascensão: “…sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias” (Atos 1, 5). A Ascensão é a festa preliminar que dirige a atenção da Igreja para Pentecostes. Nesse dia, a salvação será completa; pois a salvação não é simplesmente expiação dos pecados (o que já seria maravilhoso), mas é algo ainda maior do que isso. A expiação é, em si mesma, uma precondição necessária de nossa adoção como filhos de Deus. No entanto, para viver essa vida divina, devemos receber o Espírito Santo. Para receber o Espírito Santo, devemos ser purificados através do Batismo. O Salmo Responsorial apresenta a Ascensão em termos conhecidos no culto do Templo de Jerusalém, nos dias do rei Salomão: “Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta” (Salmo 47). O sacerdote-rei toma o seu lugar à frente do povo, governando as nações, estabelecendo a paz. A epístola adquire um aspecto caracteristicamente pascal. Na Igreja dos primeiros tempos, como hoje, a Páscoa era o tempo normal para o batismo de adultos convertidos. O sacramento era freqüentemente chamado de “iluminação”, por causa da luz que acompanhava a graça salvadora de Deus (ver, por exemplo, Hebreus 10,32). São Paulo, em sua Carta aos Efésios, fala em termos de uma glória que conduz a glórias ainda maiores, como a Ascensão conduz ao Pentecostes: “Que Ele abra o vosso coração à Sua luz”, escreve ele, esperando pela divinização do crentes. Sua “esperança” é “sua herança entre os santos”, os santos que foram adotados pela família de Deus e agora governam com Ele à direita do Pai. Estas são as “boas novas” que os Apóstolos são autorizados a espalhar — para o mundo inteiro, para todas as nações, começando por Jerusalém — após  a Ascensão. São as boas notícias que devemos divulgar hoje. https://stpaulcenter.com/the-good-news-scott-hahn-reflects-on-the-ascension-of-the-lord/ PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Atos dos apóstolos 1, 1-11) Jesus levado aos Céus No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo aos apóstolos que tinha escolhido. Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois da sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus. Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: ‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”. Então, os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?” Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”. Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”. SALMO 66 Elevou-se ao toque da trombeta (Antífona): Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta! — Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra. — Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta. / Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei! — Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações,/ está sentado no seu trono glorioso. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Efésios 1, 17-23) Sentado à direita do Pai Irmãos: O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa mencionar, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal. EVANGELHO (São Lucas 24, 46-53) Revestidos da força do alto Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso. Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”. Então Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram. Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus.

  • UM SALMO PARA A NOSSA ÉPOCA

    Em nossa época de perseguição aos cristãos (desde a perseguição sangrenta no Oriente à perseguição ideológica no Ocidente), o Salmo nº 2 parece ter muito a dizer. SALMO II Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, E os príncipes se unem para conspirar Contra o Senhor e contra seu Cristo. “Quebremos seu jugo – disseram eles – E sacudamos para longe de nós as suas cadeias!” Aquele, porém, que mora nos céus, se ri. O Senhor os reduz ao ridículo. Dirigindo-se a eles em cólera, Ele os aterra com o seu furor: “Sou eu – diz – quem me sagrei um rei em Sião, Minha montanha santa”. Vou publicar o decreto do Senhor. Disse-me o Senhor: “Tu és meu filho, eu hoje te gerei. Pede-me; te darei por herança todas as nações; Tu possuirás os confins do mundo. Tu as governarás com cetro de ferro, Tu as pulverizarás como um vaso de argila”. Agora, ó reis, compreendei isso; Instruí-vos, ó juízes da terra. Servi ao Senhor com respeito E exultai em sua presença; Prestai-lhe homenagem com tremor, Para que não se irrite e não pereçais Quando, em breve, se acender sua cólera. Felizes, entretanto, todos os que nele confiam. (Bíblia da Ave Maria)

  • A ERUDIÇÃO DO FREI DAMIÃO BERGE – Frei Hugo D. Baggio

    Gostava de conversar e tinha boa conversa, pois estava por dentro de todos os assuntos, desde as últimas obras filosóficas ou místicas editadas nos grandes centros europeus, até as notícias do jornal do dia, como fossem os anúncios de morte de pessoas importantes ou que de algum modo com ele se relacionaram. A uma hora de manhã celebrava sua missa, solitário, numa capela do claustro, cujos preparativos de véspera obedecia a um ritual impecável. Celebrava-a à luz das velas, já que a luz da lâmpada lhe fazia mal às vistas, deixando aos desprevenidos ou desavisados a impressão de uma “assombração” das velhas crônicas que contam que frades voltavam do além para terminar sua missa e depois descansar… Agradava-lhe também ouvir uma piada e contar alguma. Outra devoção que lhe agradava era a Via-Sacra, feita em plena noite, no corredor do segundo piso do convento, às escuras, com toda a calma e devoção, parando, no final, à altura do sacrário, onde se detinha, longo tempo, em adoração. Certa noite, descuidado, caiu no vão de uma das janelas que dão para a igreja e, por felicidade, a balaustrada o conteve, fazendo que além do susto levasse apenas algumas arranhaduras, ao lado das muitas que o mercúrio cromo assinalava em seu corpo. Aliás, não gozava de boa visão, o que o obrigava a usar vários óculos, nalguns levando um dos olhos tampados com pano, pois não suportava bem a luz intensa, à semelhança de pirata. Quando marcava com alguém, por exemplo, um encontro na portaria do convento, pelo menos quinze minutos antes lá estava ele acomodado na cadeira, junto à mesa, à espera da visita, pois não queria nunca chegar tarde. E quando a visita falhava, gastava um largo tempo na espera e outro tanto para desabafar com alguém a falta de seriedade nos compromissos assumidos. Passava grande parte de seu dia na biblioteca e no quarto, em constante contato com os livros. Os livros foram um capítulo próprio em sua vida. Ele mesmo se classificará de “livresco”. Acompanhava, através de catálogos, a produção de livros, nos mais variados domínios da inteligência e da ciência, tanto sacra quanto profana, e adquiria, constantemente, publicações através da Livraria Castelo, que tinha nele um dos mais assíduos compradores. Certas obras editadas na Alemanha, por exemplo, ele era praticamente o único a adquiri-las no Brasil. Parte de seu ordenado e depois de sua pensão foi sempre empregada em livros, com licença do Provincial, que ele sempre renovava por escrito e fazia questão de tornar público. A recepção de livros era outro ritual: a primeira coisa que fazia era meter-se na biblioteca, onde cuidadosamente encapava todos os volumes que acabavam de chegar. Por isso, na biblioteca e na cela havia rolos de papel e de barbante em todos os cantos e gavetas. Os livros encadernados eram, depois, rapidamente vistos e anotados, sobretudo na página de face. Quando tinha recorte de jornal referente aos livros, colocava-o dentro do mesmo. Num terceiro momento, ele os lia com a seriedade do cientista. Na idade dele, com a precária saúde de que dispunha, era admirável sua convivência com os livros, onde renovava constantemente seu interesse pelas coisas e seus conhecimentos. Frei Damião Berge chegou ao dia 14 de setembro de 1979, sem que ninguém suspeitasse fosse este o último dia de sua vida. Nem ele mesmo, embora há muitos anos andasse preparado. Na manhã daquele dia, seguiu a rotina costumeira: tomou café no refeitório, conversou com os confrades e ficou mais tempo com o Padre Guardião, conversando a respeito de uma ex-aluna judia do curso de Letras. Tomou a bengala e a caneca de café com leite, tomou o elevador e subiu ao quarto, entregando-se aos livros. Às 11:00 horas, ainda dentro de seu esquema rígido, desceu à cozinha, fez o prato e conversou com as cozinheiras; acompanhado de uma transmissão radiofônica, almoçou no refeitório e retornou ao quarto. Ao terminar a refeição da Comunidade, Frei João Antunes subiu ao segundo andar e encontrou Frei Damião deitado ao chão, no saguão do Convento, com a cabeça batida, escorrendo sangue e inconsciente. O Guardião, que chegava naquela hora, ligou imediatamente para o hospital da Penitência, na Tijuca, chamando médico e ambulância, enquanto Frei Damião era conduzido para sua cama, respirando com dificuldade e apresentando um quadro geral muito grave. Frei Marcos lhe administrou a Unção dos Enfermos. Por volta das 14:10 horas percebeu-se, nitidamente, que eram os últimos momentos. Frei Hugo e Frei Beraldo, que estavam ao seu lado, lhe deram, ainda uma vez, a absolvição. Quando o socorro chegou, nada mais havia a fazer, aquele corpo franzino e judiado já estava frio. Sua morte não foi, rigorosamente, uma surpresa, pois dela falava sempre e com muita naturalidade; e a gente sentia, nos últimos tempos, que se ia tornando mais frágil. Segundo o laudo médico, um enfarto do miocárdio derrubou as últimas resistências de Frei Damião. Imediatamente, os parentes e amigos foram notificados e o corpo de Frei Damião, no salão do Convento, recebeu muitas visitas de amigos, antigos alunos, admiradores, colegas de magistério; no enterro, no dia 15, às 15:00 horas, houve missa concelebrada pelo Padre Provincial, Frei Antônio Nader, e mais 16 confrades da casa e de casas vizinhas. Foi colocado numa das urnas do cemitério do Convento, onde tantas vezes, com passos arrastados, se dirigira, amparado pela bengala, levando parentes e amigos, para mostrar onde iria morar um dia, e rezar por aqueles que lá descansavam. Formação: lento desenvolvimento do estudante, quer como seminarista (Blumenau 1907-1912), quer nos cursos de filosofia (Curitiba 1914-1915) e de teologia (Petrópolis 1916-1919), anos sem colorido individual, a que se acrescentam os de especialização nas Universidades alemãs de Bonn e de Freiburg (1925-1928). As grandes compensações não faltaram, mesmo no âmbito simplesmente humano: o gosto pela música (foi organista por longos anos e adorava o cantochão) e pela arte, sobretudo pela gótica, que pôde contemplar na Europa. Publicações: sejam suficientes umas breves observações sobre seu “Logos Heraclítico” (Rio 1969), esgotado desde dois anos. É este um livro essencialmente humanista, de humanismo clássico, e não filosófico, apesar de versar sobre um pensador pré-socrático. Tanta enuclear o sentido fundamental do termo “logos”, através de paciente análise dos textos em que ocorre. É este o proceder humanista: estuda a palavra em discussão, não sobe aos cimos do pensar abstrato, e sim desce às profundidades das raízes. Lista das obras e trabalhos escritos por Frei Damião: 1) “Palestra sobre o Belo”, (1924). 2) “Exegetische Bemerkungen zur Daemonenauffassung des M. Minucius Felix, (1929). 3) “A Filosofia Existencial de Martin Heidegger”, (1937). 4) “A estrutura fundamental do sentimento religioso à luz da psicologia experimental”, (1939). 5) “A estruturação psicológica da oração devota” (1942). 6) “Um livro de horas do século XIV” (1945). 7) “A vida de Heráclito de Éfeso” (1947). 8) “Spiritus” (1951). 9) “A lírica mariana de Tiago Balde” (1954). 10) “Introibo ad altare Dei”, variações sobre o Salmo 42, (1955). 11) Entre 1930 e 1932 trabalhou com outros professores do Seminário de Rio Negro na elaboração da “Ars Latina”. 12) Um trabalho que ficou inédito: “São João Crisóstomo e a filosofia pagã”. 13) “O Logos Heraclítico” (1969). É sem dúvida a obra culminante de Frei Damião, no seu valor intelectual e no trabalho que lhe exigiu. Trata-se de uma das mais sérias contribuições à bibliografia dos pré-socráticos. Alguns dados cronológicos: Reinhold José Augusto Berge nasceu em 29 de agosto de 1895. Seu pai foi Emílio Otto Berge e sua mãe Ida Henriette. Irmãs: Augusta, Marta. Foi enviado ao seminário seráfico de Blumenau, onde esteve de 1907-1912. Recebeu em 1913, em Rodeio, o hábito franciscano e o nome de Frei Damião. No Convento de Santo Antônio ficou até sua morte, em 14 de setembro de 1979, quando a Irmã Morte o recolheu, em plena ocupação, pondo fim aos seus sofrimentos físicos e levando-o à plenitude da luz, onde sua curiosidade ficou satisfeita, suas dúvidas esclarecidas, sua ânsia de belo plenamente satisfeita, plenificando aquilo que escrevera, no relato sobre sua vida: “À vossa misericórdia, Senhor, entrego meu passado; ao vosso amor, minha vida presente; e à vossa providência, meu futuro”. Frei Damião Berge

  • Netflix sofre com boicote após aderir a movimento em favor do aborto

    Netflix sofre com boicote após aderirem a movimento em favor do aborto Não é novidade que a empresa de streaming Netflix vem se posicionando cada vez mais ao lado do politicamente correto e impulsionando pautas como Aborto, Feminismo e Agenda LGBT em seu conteúdo online. Não bastando seu portfólio estar repleto de conteúdo que vão contra os valores morais de grande parte de seus clientes, desta vez a Netflix anunciou que se unirá a grupos para apresentar um recurso contra a lei anti-aborto aprovada recentemente no estado da Geórgia, Estados Unidos, legislação em questão considera ilegal toda interrupção da gravidez a partir do momento em que se detecta a batida do coração do feto, que foi assinada no dia 07/05, pelo governador republicano da Georgia, Brian Kemp. Devido a esse lei, a Netflix ameaça tirar os investimentos do Estado da Georgia, o que acarretaria em não produzir mais filmes e séries no Estado. Veja o que Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, afirmou a revista Variety: “Temos muitas mulheres trabalhando em produções na Geórgia, cujos direitos, juntamente com milhões de outros, serão duramente restringidos por esta lei” “Se isso entrar em vigor, repensaremos todo o nosso investimento na Geórgia” Os conservadores da Georgia, em resposta a Netflix, ameaçaram cancelar as suas assinaturas e ir para a concorrência. No Brasil já são muitos os cristãos que já cancelaram suas assinaturas em protesto a este posicionamento da empresa. Veja alguns exemplos de pessoas, no Brasil, que já cancelaram sua assinatura: Padre Demétrio Outros exemplos: Você, cristão e conservador, já cancelou sua assinatura? Ou continuará financiando o assassinato de bebês? #Aborto #Política

  • Netflix sofre com boicote após aderir a movimento em favor do aborto

    Netflix sofre com boicote após aderirem a movimento em favor do aborto Não é novidade que a empresa de streaming Netflix vem se posicionando cada vez mais ao lado do politicamente correto e impulsionando pautas como Aborto, Feminismo e Agenda LGBT em seu conteúdo online. Não bastando seu portfólio estar repleto de conteúdo que vão contra os valores morais de grande parte de seus clientes, desta vez a Netflix anunciou que se unirá a grupos para apresentar um recurso contra a lei anti-aborto aprovada recentemente no estado da Geórgia, Estados Unidos, legislação em questão considera ilegal toda interrupção da gravidez a partir do momento em que se detecta a batida do coração do feto, que foi assinada no dia 07/05, pelo governador republicano da Georgia, Brian Kemp. Devido a esse lei, a Netflix ameaça tirar os investimentos do Estado da Georgia, o que acarretaria em não produzir mais filmes e séries no Estado. Veja o que Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, afirmou a revista Variety: “Temos muitas mulheres trabalhando em produções na Geórgia, cujos direitos, juntamente com milhões de outros, serão duramente restringidos por esta lei” “Se isso entrar em vigor, repensaremos todo o nosso investimento na Geórgia” Os conservadores da Georgia, em resposta a Netflix, ameaçaram cancelar as suas assinaturas e ir para a concorrência. No Brasil já são muitos os cristãos que já cancelaram suas assinaturas em protesto a este posicionamento da empresa. Veja alguns exemplos de pessoas, no Brasil, que já cancelaram sua assinatura: Padre Demétrio Outros exemplos: Você, cristão e conservador, já cancelou sua assinatura? Ou continuará financiando o assassinato de bebês? #Aborto #Política

  • TRAMA PARA DESTRUIR A IGREJA CATÓLICA A PARTIR DE DENTRO – Maike Hickson

    Marshall começa seu livro com a aparição de Nossa Senhora de La Salette na França, suas advertências contra o reinado de Satanás em Roma e com as instruções da Alta Vendita, que foram atribuídas à Maçonaria e publicadas com o apoio explícito de vários Papas, no século XIX. Este documento explica que, para enfraquecer a Igreja Católica, seria preciso infiltrá-la, em vez de lutar contra ela de fora. Para este fim, visavam influenciar o chefe da Igreja Católica, o Papa. Diz o documento da Alta Vendita: “Para termos um Papa de acordo com o nosso próprio coração, é necessário criar para esse papa uma geração digna do reino com que sonhamos. Deixemos de lado a velhice e a meia-idade, cuidemos da juventude e, se possível, das crianças”. Esses maçons (da Alta Vendita) decidiram introduzir no pensamento católico ideias liberais que, finalmente, pudessem chegar ao topo da Igreja. “O plano”, escreve Marshall, “não inclui panfletos, armas, derramamento de sangue, nem mesmo eleições políticas. Requer uma infiltração lenta, primeiro na juventude, depois no clero, e então, à medida que o tempo passa , naquela juventude e clero que um dia se tornarão  cardeais e depois Papa “. Nas trezentas páginas de seu livro, o autor trabalha com a história de meados do século XIX até nossos dias, mostrando como o Papa Pio X lutou vigorosamente contra as ideias modernistas que estavam se espalhando, no início do século XX, no interior da Igreja Católica. Esta corrente modernista encontra, em nossa época, um forte ponto de apoio no chamado Grupo de San Gallo, grupo de prelados progressistas decepcionados com o pontificado do Papa João Paulo II e que tentaram, após sua morte, eleger um Papa de seu agrado. Suas principais figuras governaram a Igreja Católica na Europa e contribuíram, efetivamente, para o enfraquecimento da fé naquela parte do mundo. Os nomes do cardeal Carlo Maria Martini, do cardeal Basil Hume e do cardeal Godfried Danneels vêm logo à mente. Dr. Marshall também apresenta, em detalhes, como algumas dessas ideias modernistas afetaram o Concílio Vaticano II, bem como a Missa Novus Ordo. No final, ele aborda a eleição do Papa Francisco e mostra alguns de seus “ensinamentos problemáticos”, que agora afetam a Igreja Católica de maneira negativa. Aqui, o autor — que é pai de oito filhos — refere-se à exortação apostólica de Francisco, Amoris Laetitia, e sua afirmação de que “ninguém é condenado para sempre”, como também a declarações do tipo do Documento de Abu Dhabi: “Francisco também ensinou isso: que Deus, divina e sabiamente, deseja a ‘diversidade e pluralidade de religiões’ com a mesma vontade ‘com a qual Ele criou os seres humanos’”. Conclui Dr. Marshall: “São Pio X teria incluído o Papa Francisco na categoria de modernista. Como podemos ter dois papas em contradição teológica?” Marshall também discute as aparições de Fátima e a questão do Terceiro Segredo, revelado à vidente Irmã Lúcia. Em um recente podcast, de 24 de maio, Marshall revelou que, durante sua visita a Roma, há uma semana, pôde se encontrar rapidamente com o Papa Francisco e lhe deu o primeiro exemplar de seu livro, com uma dedicatória. Disse ter escrito esse livro durante a Quaresma. “Jejuei a Quaresma inteira por ele.” Acrescentou que o livro “foi um trabalho de amor”. Marshall disse que “gostaria muito que Papa Francisco estivesse entre os maiores papas santificados de todos os tempos, ele que dirige a Igreja em meio a toda esta crise. Nunca é demasiado tarde.” Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, é autor do prefácio ao livro do Dr. Marshall. Elogia o livro, afirmando que em Infiltration: The Plot to Destroy the Church From Within [Infiltração: A trama para destruir a Igreja desde dentro], Taylor Marshall toca em um ponto que é deliberadamente ignorado hoje. A questão de uma possível infiltração da Igreja, por forças externas a ela, não se encaixa no quadro otimista que o Papa João XXIII e particularmente o Concílio Vaticano II desenharam  do mundo moderno, de maneira acrítica e irrealista.” Schneider se pergunta como é que, hoje, “não poucos membros do alto escalão da hierarquia da Igreja Católica cederam às exigências implacáveis do mundo moderno, como também estão, com ou sem convicção, colaborando ativamente na implementação de seus princípios na vida cotidiana da Igreja, em todas as áreas e em todos os níveis. ” O livro do Dr. Marshall pode ajudar a esclarecer como a Igreja chegou a tal ponto. Para entender a presente crise, acrescenta Schneider, precisamos examinar as próprias raízes da crise”. Essa crise pode ser vista “como uma infiltração da Igreja pelo mundo incrédulo, e especialmente pelos maçons — uma infiltração que, pelos padrões humanos, efetivamente só poderia ter sucesso através de um processo longo e metódico”. No entanto, no final de sua introdução, o Bispo Schneider nos lembra que “até mesmo o plano mais pérfido, visando destruir a Igreja desde dentro, não terá sucesso”. Entre os católicos tradicionais, alguns desses documentos apresentados pelo Dr. Marshall já foram estudados e incorporados à compreensão da crise atual da Igreja (poderíamos lembrar aqui, por exemplo, o livro de Arnaud de Lassus Unholy Craft: Freemasonry and the Roots of Christophobia (Ofício Profano: A Maçonaria e as raízes da cristofobia), ou o livro de John Vennari sobre a Alta Vendita.) A principal contribuição do Dr. Marshall é a fornecer novos dados para a compreensão da crise — incluindo o papel do Grupo de San Gallo — e reunir os documentos mais relevantes num único volume. https://www.lifesitenews.com/blogs/new-book-exposes-diabolical-trick-used-by-catholic-churchs-enemies-to-gain-access-to-papacy

  • [Urgente] Remarcada para 05/06 votação do PL que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gên

    [ATUALIZAÇÃO 31/05] A TODOS OS QUE DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA: Atenção: o PL da “criminalização da homofobia” entrou na pauta do Senado para dia 5/6. Trata-se de turno suplementar do substitutivo. É o item 6 da pauta, e tem caráter terminativo. Ou seja, o globalismo tem pressa e tem duas datas para infligir-nos esta lei tirânica: o dia 5/6 no Senado, e o dia 13/6 no STF. Perto da necessidade de derrotarmos isso, as reivindicações por que o povo foi às ruas no último domingo não são nada. É hora, portanto, de todos os líderes da última manifestação redobrarem seus esforços para que se dê uma efetiva reação popular, cobrando apoio, ademais, do próprio governo. Até porque, se for aprovada esta lei tirânica, teremos de recorrer a atos heroicos — e são poucos os capazes disto. [ATUALIZAÇÃO 29/05] A TODOS OS QUE DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA: Com os cumprimentos devidos a todos, gostaríamos de agradecer a cada um pelo grande esforço conjunto e estamos felizes em comunicar que O PROJETO DE LEI 672/2019 NÃO FOI VOTADO HOJE. A grande quantidade de mails e de telefonemas que foram dados, provenientes de todo o Brasil, aos gabinetes dos senadores, explicando-lhes a eles mesmos e aos seus assessores a malícia do PL 672/2019, e a maciça presença de inúmeras pessoas que se dirigiram para Brasília provenientes de vários Estados do Brasil e conversaram presencialmente com os parlamentares, fêz com que PELO MENOS METADE DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA (CCJ) DO SENADO FICASSE TOTALMENTE CONTRA O PROJETO, apesar de que ele já houvesse sido aprovado na semana passada praticamente por unanimidade. O projeto, ao contrário do que se anunciou, não foi retirado de pauta. Mas à medida em que a pauta avançava, a comissão foi se esvaziando e, antes mesmo que o projeto pudesse ser votado, o próprio Senador relator e principal promotor do projeto retirou-se da comissão, provavelmente compreendendo as dificuldades relacionadas com a possível votação. Isto fez com que o Projeto não pudesse mais ser votado, pelo menos nesta sessão. Pelo regulamento do Senado, nenhum projeto pode ser votado sem a presença na Comissão do Senador relator. Ao que tudo indica, graças ao esforço conjunto de milhares de cidadãos brasileiros, não será mais tão fácil que este projeto seja aprovado, como já se anunciava como certo neste fim se semana. Cabe a todos agora manter vigilância sobre o andamento do projeto. A tramitação do PL 672/2019 pode ser acompanhada por meio deste endereço: https://www25.senado.leg.br/…/ati…/materias/-/materia/135191 Agradecemos a todos pelo bem que ajudaram a promover. DIVULGUEM ESTA MENSAGEM PARA TODAS AS LISTAS QUE RECEBERAM O INFORME ANTERIOR [vc_row][vc_column][vc_column_text]Aviso importante a todos que defendem a vida e a família: Esta semana poderá ser aprovado no Senado Federal um projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero. Não poderá haver mais oposição aos projetos de lei que queiram impor a ideologia de gênero nas escolas e no país. Os pais que se opuserem serão acusados, julgados, condenados e presos. Seus filhos terão que ser educados conforme as novas determinações legais. Pedimos a todos que leiam a seguir tudo o que está acontecendo e repassem essa mensagem ao maior número de pessoas possível. 1. O que está acontecendo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado brasileiro aprovou na última quarta-feira, 22 de maio de 2019, por 18 votos a favor e 1 contra, o Projeto de Lei 672/2019 que supostamente, segundo o relator Senador Alessandro Vieira, deveria proteger os homossexuais e membros da comunidade LGBT contra a violência. Para transformar-se em lei, o projeto ainda deverá ser novamente votado pela CCJ na quarta-feira (29 de maio) e, se aprovado, seguirá para votação na Câmara dos Deputados. Na verdade, segundo pode ser constatado pela leitura do próprio texto do projeto, a iniciativa promoverá a criminalização de todos aqueles que se expressarem contra a ideologia de gênero. Esta é a verdadeira finalidade do projeto. A violência contra a comunidade LGBT é apenas um pretexto para ocultar o fato de que, aprovado o projeto, será punida com prisão qualquer a oposição às inúmeras iniciativas que se seguirão de implantação da ideologia de gênero no país. Uma vez aprovado o projeto e transformado em Lei, qualquer projeto legislativo que diga respeito a identidade de gênero ou orientação sexual, como por exemplo, uma proposta de incluir novamente a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, conforme havia sido proposto pelo MEC em 2014, fará com que os pais de família que se posicionarem contra a iniciativa porque não querem que seus filhos sejam educados na ideologia de gênero, serão enquadrados no crime de intolerância e preconceito de identidade de gênero com pena de reclusão de um a três anos. É o que afirma o PL 672/2019 quando: (…) inclui na referida legislação os crimes de discriminação ou preconceito de orientação sexual e/ou identidade de gênero. E estabelece punição para as práticas deste crime: Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceito em razão da identidade de gênero e/ou orientação sexual. Constituirá crime: Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedëncia nacional, identidade de gënero e/ou orientação sexual. Pode-se consultar aqui a lista dos senadores que votaram a favor do projeto na última quarta-feira, 22 de maio. 2. O que pode ser feito. Devemos divulgar para o maior número de pessoas possível e solicitar que telefonem e enviem emails e faxes aos parlamentares membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, explicando-lhes que foram enganados. A verdadeira finalidade do PL 672-2019 não é proteger da perseguição os homossexuais, mas perseguir os pais de família que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É necessário insistir para que eles votem contrariamente ao Projeto de Lei nesta quarta-feira, 29 de maio de 2019, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Divulgue esta mensagem a todos os seus contatos e peçam que eles façam o mesmo. Assista ao vídeo do Professor Felipe Nery:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3JjJTNEJTIyaHR0cHMlM0ElMkYlMkZ3d3cuZmFjZWJvb2suY29tJTJGcGx1Z2lucyUyRnZpZGVvLnBocCUzRmhyZWYlM0RodHRwcyUyNTNBJTI1MkYlMjUyRnd3dy5mYWNlYm9vay5jb20lMjUyRnRlbXBsYXJpb2RlbWFyaWElMjUyRnZpZGVvcyUyNTJGNDYyMTY4Njc0Mzc5NDMyJTI1MkYlMjZzaG93X3RleHQlM0QwJTI2d2lkdGglM0QyNzAlMjIlMjB3aWR0aCUzRCUyMjI3MCUyMiUyMGhlaWdodCUzRCUyMjQ3NiUyMiUyMHN0eWxlJTNEJTIyYm9yZGVyJTNBbm9uZSUzQm92ZXJmbG93JTNBaGlkZGVuJTIyJTIwc2Nyb2xsaW5nJTNEJTIybm8lMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjBhbGxvd1RyYW5zcGFyZW5jeSUzRCUyMnRydWUlMjIlMjBhbGxvd0Z1bGxTY3JlZW4lM0QlMjJ0cnVlJTIyJTNFJTNDJTJGaWZyYW1lJTNF[/vc_raw_html][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]3. E-mails dos membros titulares e suplentes da CCJ. eduardo.braga@senador.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sen.meciasdejesus@senado.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br; sen.selmaarruda@senado.leg.br; sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; sen.angelocoronel@senado.leg.br; sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br; sen.rodrigopacheco@senado.leg.br; sen.marcosrogerio@senado.leg.br; sen.jorginhomello@senado.leg.br; sen.eduardogomes@senado.leg.br; sen.marciobittar@senado.leg.br; sen.marcelocastro@senado.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; sen.daniellaribeiro@senado.leg.br robertorocha@senador.leg.br sen.rodrigocunha@senado.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; sen.majorolimpio@senado.leg.br sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br; sen.jorgekajuru@senado.leg.br; sen.marcosdoval@senado.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; sen.nelsinhotrad@senado.leg.br; sen.carlosviana@senado.leg.br sen.zequinhamarinho@senado.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; 4. Telefones dos membros titulares da CCJ. EDUARDO BRAGA (MDB-PA) E-mail: eduardo.braga@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6230 / 6227 SIMONE TEBET (MDB-MS) E-mail: simone.tebet@senadora.leg.br Telefone: (61) 3303-1128 MECIAS DE JESUS (PRB-RR) E-mail: sen.meciasdejesus@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-5291 / 5292 JOSÉ MARANHÃO (MDB-PB) E-mail: jose.maranhao@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6490 / 6485 CIRO NOGUEIRA (PP) E-mail: ciro.nogueira@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6187 / 6188 LUIS CARLOS HEINZE (PP) E-mail: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-4124 / 4132 / 4127 / 4129 ELMANO FÉRRER (PODE-PI) E-mail: elmano.ferrer@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-2415 / 3055 / 1015 ORIOVISTO GUIMARÃES (PODE-PR) E-mail: sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-1635 JUÍZA SELMA (PSL-MT) E-mail: sen.selmaarruda@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6408 VENEZIANO VITAL DO RÊGO (PSB-PB) E-mail: sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2252 / 2481 OTTO ALENCAR (PSD-BA) E-mail: otto.alencar@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-1464 / 1467 ANGELO CORONEL (PSD-BA) E-mail: sen.angelocoronel@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6103 / 6105 AROLDE DE OLIVEIRA (PSD-RJ) E-mail: sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6640 / 6646 RODRIGO PACHECO (DEM-MG) E-mail: sen.rodrigopacheco@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2794 / 2795 MARCOS ROGÉRIO (DEM-RO) E-mail: sen.marcosrogerio@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6148 JORGINHO MELLO (PL-SC) E-mail: sen.jorginhomello@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2200 Exemplo de Carta/Email que podemos enviar: O PL 672/2019 é uma armadilha Escrevo para alertar sobre o risco que representa a aprovação do PL 672/2019. Aparentemente, o PL visa combater a discriminação contra homossexuais. Porém, o que o próprio texto prevê é o cerceamento à liberdade de pais e professores que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos e alunos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É muito curioso… aqueles que se queixam a todo momento de qualquer política de encarceramento querem mandar para a cadeia pais e educadores que, exercendo plenamente seu direito de liberdade educacional, pretendem evitar que seus filhos e alunos sejam educados de acordo com os absurdos pressupostos da ideologia de gênero. Peço que vote contra esse PL na próxma quarta-feira. Atenciosamente, [Seu nome] #homossexualidade #Política #Brasil #LGBT #IdeologiadeGênero

  • [Urgente] Remarcada para 05/06 votação do PL que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gên

    [ATUALIZAÇÃO 31/05] A TODOS OS QUE DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA: Atenção: o PL da “criminalização da homofobia” entrou na pauta do Senado para dia 5/6. Trata-se de turno suplementar do substitutivo. É o item 6 da pauta, e tem caráter terminativo. Ou seja, o globalismo tem pressa e tem duas datas para infligir-nos esta lei tirânica: o dia 5/6 no Senado, e o dia 13/6 no STF. Perto da necessidade de derrotarmos isso, as reivindicações por que o povo foi às ruas no último domingo não são nada. É hora, portanto, de todos os líderes da última manifestação redobrarem seus esforços para que se dê uma efetiva reação popular, cobrando apoio, ademais, do próprio governo. Até porque, se for aprovada esta lei tirânica, teremos de recorrer a atos heroicos — e são poucos os capazes disto. [ATUALIZAÇÃO 29/05] A TODOS OS QUE DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA: Com os cumprimentos devidos a todos, gostaríamos de agradecer a cada um pelo grande esforço conjunto e estamos felizes em comunicar que O PROJETO DE LEI 672/2019 NÃO FOI VOTADO HOJE. A grande quantidade de mails e de telefonemas que foram dados, provenientes de todo o Brasil, aos gabinetes dos senadores, explicando-lhes a eles mesmos e aos seus assessores a malícia do PL 672/2019, e a maciça presença de inúmeras pessoas que se dirigiram para Brasília provenientes de vários Estados do Brasil e conversaram presencialmente com os parlamentares, fêz com que PELO MENOS METADE DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA (CCJ) DO SENADO FICASSE TOTALMENTE CONTRA O PROJETO, apesar de que ele já houvesse sido aprovado na semana passada praticamente por unanimidade. O projeto, ao contrário do que se anunciou, não foi retirado de pauta. Mas à medida em que a pauta avançava, a comissão foi se esvaziando e, antes mesmo que o projeto pudesse ser votado, o próprio Senador relator e principal promotor do projeto retirou-se da comissão, provavelmente compreendendo as dificuldades relacionadas com a possível votação. Isto fez com que o Projeto não pudesse mais ser votado, pelo menos nesta sessão. Pelo regulamento do Senado, nenhum projeto pode ser votado sem a presença na Comissão do Senador relator. Ao que tudo indica, graças ao esforço conjunto de milhares de cidadãos brasileiros, não será mais tão fácil que este projeto seja aprovado, como já se anunciava como certo neste fim se semana. Cabe a todos agora manter vigilância sobre o andamento do projeto. A tramitação do PL 672/2019 pode ser acompanhada por meio deste endereço: https://www25.senado.leg.br/…/ati…/materias/-/materia/135191 Agradecemos a todos pelo bem que ajudaram a promover. DIVULGUEM ESTA MENSAGEM PARA TODAS AS LISTAS QUE RECEBERAM O INFORME ANTERIOR [vc_row][vc_column][vc_column_text]Aviso importante a todos que defendem a vida e a família: Esta semana poderá ser aprovado no Senado Federal um projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero. Não poderá haver mais oposição aos projetos de lei que queiram impor a ideologia de gênero nas escolas e no país. Os pais que se opuserem serão acusados, julgados, condenados e presos. Seus filhos terão que ser educados conforme as novas determinações legais. Pedimos a todos que leiam a seguir tudo o que está acontecendo e repassem essa mensagem ao maior número de pessoas possível. 1. O que está acontecendo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado brasileiro aprovou na última quarta-feira, 22 de maio de 2019, por 18 votos a favor e 1 contra, o Projeto de Lei 672/2019 que supostamente, segundo o relator Senador Alessandro Vieira, deveria proteger os homossexuais e membros da comunidade LGBT contra a violência. Para transformar-se em lei, o projeto ainda deverá ser novamente votado pela CCJ na quarta-feira (29 de maio) e, se aprovado, seguirá para votação na Câmara dos Deputados. Na verdade, segundo pode ser constatado pela leitura do próprio texto do projeto, a iniciativa promoverá a criminalização de todos aqueles que se expressarem contra a ideologia de gênero. Esta é a verdadeira finalidade do projeto. A violência contra a comunidade LGBT é apenas um pretexto para ocultar o fato de que, aprovado o projeto, será punida com prisão qualquer a oposição às inúmeras iniciativas que se seguirão de implantação da ideologia de gênero no país. Uma vez aprovado o projeto e transformado em Lei, qualquer projeto legislativo que diga respeito a identidade de gênero ou orientação sexual, como por exemplo, uma proposta de incluir novamente a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, conforme havia sido proposto pelo MEC em 2014, fará com que os pais de família que se posicionarem contra a iniciativa porque não querem que seus filhos sejam educados na ideologia de gênero, serão enquadrados no crime de intolerância e preconceito de identidade de gênero com pena de reclusão de um a três anos. É o que afirma o PL 672/2019 quando: (…) inclui na referida legislação os crimes de discriminação ou preconceito de orientação sexual e/ou identidade de gênero. E estabelece punição para as práticas deste crime: Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceito em razão da identidade de gênero e/ou orientação sexual. Constituirá crime: Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedëncia nacional, identidade de gënero e/ou orientação sexual. Pode-se consultar aqui a lista dos senadores que votaram a favor do projeto na última quarta-feira, 22 de maio. 2. O que pode ser feito. Devemos divulgar para o maior número de pessoas possível e solicitar que telefonem e enviem emails e faxes aos parlamentares membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, explicando-lhes que foram enganados. A verdadeira finalidade do PL 672-2019 não é proteger da perseguição os homossexuais, mas perseguir os pais de família que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É necessário insistir para que eles votem contrariamente ao Projeto de Lei nesta quarta-feira, 29 de maio de 2019, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Divulgue esta mensagem a todos os seus contatos e peçam que eles façam o mesmo. Assista ao vídeo do Professor Felipe Nery:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3JjJTNEJTIyaHR0cHMlM0ElMkYlMkZ3d3cuZmFjZWJvb2suY29tJTJGcGx1Z2lucyUyRnZpZGVvLnBocCUzRmhyZWYlM0RodHRwcyUyNTNBJTI1MkYlMjUyRnd3dy5mYWNlYm9vay5jb20lMjUyRnRlbXBsYXJpb2RlbWFyaWElMjUyRnZpZGVvcyUyNTJGNDYyMTY4Njc0Mzc5NDMyJTI1MkYlMjZzaG93X3RleHQlM0QwJTI2d2lkdGglM0QyNzAlMjIlMjB3aWR0aCUzRCUyMjI3MCUyMiUyMGhlaWdodCUzRCUyMjQ3NiUyMiUyMHN0eWxlJTNEJTIyYm9yZGVyJTNBbm9uZSUzQm92ZXJmbG93JTNBaGlkZGVuJTIyJTIwc2Nyb2xsaW5nJTNEJTIybm8lMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjBhbGxvd1RyYW5zcGFyZW5jeSUzRCUyMnRydWUlMjIlMjBhbGxvd0Z1bGxTY3JlZW4lM0QlMjJ0cnVlJTIyJTNFJTNDJTJGaWZyYW1lJTNF[/vc_raw_html][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]3. E-mails dos membros titulares e suplentes da CCJ. eduardo.braga@senador.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sen.meciasdejesus@senado.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br; sen.selmaarruda@senado.leg.br; sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; sen.angelocoronel@senado.leg.br; sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br; sen.rodrigopacheco@senado.leg.br; sen.marcosrogerio@senado.leg.br; sen.jorginhomello@senado.leg.br; sen.eduardogomes@senado.leg.br; sen.marciobittar@senado.leg.br; sen.marcelocastro@senado.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; sen.daniellaribeiro@senado.leg.br robertorocha@senador.leg.br sen.rodrigocunha@senado.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; sen.majorolimpio@senado.leg.br sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br; sen.jorgekajuru@senado.leg.br; sen.marcosdoval@senado.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; sen.nelsinhotrad@senado.leg.br; sen.carlosviana@senado.leg.br sen.zequinhamarinho@senado.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; 4. Telefones dos membros titulares da CCJ. EDUARDO BRAGA (MDB-PA) E-mail: eduardo.braga@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6230 / 6227 SIMONE TEBET (MDB-MS) E-mail: simone.tebet@senadora.leg.br Telefone: (61) 3303-1128 MECIAS DE JESUS (PRB-RR) E-mail: sen.meciasdejesus@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-5291 / 5292 JOSÉ MARANHÃO (MDB-PB) E-mail: jose.maranhao@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6490 / 6485 CIRO NOGUEIRA (PP) E-mail: ciro.nogueira@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6187 / 6188 LUIS CARLOS HEINZE (PP) E-mail: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-4124 / 4132 / 4127 / 4129 ELMANO FÉRRER (PODE-PI) E-mail: elmano.ferrer@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-2415 / 3055 / 1015 ORIOVISTO GUIMARÃES (PODE-PR) E-mail: sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-1635 JUÍZA SELMA (PSL-MT) E-mail: sen.selmaarruda@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6408 VENEZIANO VITAL DO RÊGO (PSB-PB) E-mail: sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2252 / 2481 OTTO ALENCAR (PSD-BA) E-mail: otto.alencar@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-1464 / 1467 ANGELO CORONEL (PSD-BA) E-mail: sen.angelocoronel@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6103 / 6105 AROLDE DE OLIVEIRA (PSD-RJ) E-mail: sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6640 / 6646 RODRIGO PACHECO (DEM-MG) E-mail: sen.rodrigopacheco@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2794 / 2795 MARCOS ROGÉRIO (DEM-RO) E-mail: sen.marcosrogerio@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6148 JORGINHO MELLO (PL-SC) E-mail: sen.jorginhomello@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2200 Exemplo de Carta/Email que podemos enviar: O PL 672/2019 é uma armadilha Escrevo para alertar sobre o risco que representa a aprovação do PL 672/2019. Aparentemente, o PL visa combater a discriminação contra homossexuais. Porém, o que o próprio texto prevê é o cerceamento à liberdade de pais e professores que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos e alunos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É muito curioso… aqueles que se queixam a todo momento de qualquer política de encarceramento querem mandar para a cadeia pais e educadores que, exercendo plenamente seu direito de liberdade educacional, pretendem evitar que seus filhos e alunos sejam educados de acordo com os absurdos pressupostos da ideologia de gênero. Peço que vote contra esse PL na próxma quarta-feira. Atenciosamente, [Seu nome] #homossexualidade #Política #Brasil #LGBT #IdeologiadeGênero

  • Sucessão apostólica continuidade histórica da Igreja de Cristo

    https://apologistasdafecatolica.com.br/sucessao-apostolica-continuidade-historica-da-igreja-de-cristo/

  • A primazia do bispo de Roma e a questão da páscoa e Vítor I

    A Primazia do Bispo de Roma e a questão da Páscoa e Vitor I

  • Papa Francisco enviou uma carta de apoio ao Lula?

    TESTEMUNHO DE CURA DE UMA JOVEM SOBRE O SEXO Na manhã desta quarta-feira, 29 de maio, recebemos muitos questionamentos, perguntando se realmente a notícia de que o Papa Francisco enviou uma carta para o Lula, seria verdadeira. Até o momento, com as informações que recebemos, aparenta ser verdadeira. Ela seria uma resposta a uma carta anterior enviada por Lula ao Sumo Pontífice. Segue abaixo algumas constatações:. 1- O Papa e seus assessores respondem a todos que enviam cartas a Santa Sé. É um procedimento padrão. 2 – A carta repete as diretrizes que devem nortear um chefe de Estado segundo o ensino católico, citando inclusive seus antecessores. 3 – Não há na carta nenhum juízo de valor sobre o ponto de vista do condenado, nem nada a respeito da situação judicial do ex-presidente. Lula não é tratado como “preso político”. Não há nenhuma aprovação aos crimes do ex-chefe de Estado. Não há proselitismo político ou ideológico. 3 – As mensagens do Santo Padre sempre mostram compaixão com todos. O Papa presta condolências pelas perdas de entes queridos do ex-chefe de estado – o que é realmente triste, independentemente do uso político que delas foi feito. 4- A carta diz que podemos passar do pecado que nos separa de Deus para a amizade que nos une a Ele. Diz também que o bem vence o mal, a verdade vence a mentira, a salvação vence a condenação; tudo isso no contexto da Ressurreição do Senhor. Quer dizer, o Papa aproveitou a oportunidade para evangelizar. 5 – Não se encontra nada na carta que ponha em risco a fé. 6 – Por fim, é óbvio e previsível que os petistas utilizarão a carta como desculpa para “inocentar” o chefe. É previsível também que muitos neoconservadores histéricos dirão que o Papa é “petista” ou algo do tipo. É o golpe perfeito contra a Igreja. Segue a foto da carta e seu conteúdo na íntegra: Os Youtubers Bernardo Küster e Nando Moura fizeram uma análise muito esclarecedora sobre o assunto, assista: #Brasil #papafrancisco #Política

  • Papa Francisco enviou uma carta de apoio ao Lula?

    TESTEMUNHO DE CURA DE UMA JOVEM SOBRE O SEXO Na manhã desta quarta-feira, 29 de maio, recebemos muitos questionamentos, perguntando se realmente a notícia de que o Papa Francisco enviou uma carta para o Lula, seria verdadeira. Até o momento, com as informações que recebemos, aparenta ser verdadeira. Ela seria uma resposta a uma carta anterior enviada por Lula ao Sumo Pontífice. Segue abaixo algumas constatações:. 1- O Papa e seus assessores respondem a todos que enviam cartas a Santa Sé. É um procedimento padrão. 2 – A carta repete as diretrizes que devem nortear um chefe de Estado segundo o ensino católico, citando inclusive seus antecessores. 3 – Não há na carta nenhum juízo de valor sobre o ponto de vista do condenado, nem nada a respeito da situação judicial do ex-presidente. Lula não é tratado como “preso político”. Não há nenhuma aprovação aos crimes do ex-chefe de Estado. Não há proselitismo político ou ideológico. 3 – As mensagens do Santo Padre sempre mostram compaixão com todos. O Papa presta condolências pelas perdas de entes queridos do ex-chefe de estado – o que é realmente triste, independentemente do uso político que delas foi feito. 4- A carta diz que podemos passar do pecado que nos separa de Deus para a amizade que nos une a Ele. Diz também que o bem vence o mal, a verdade vence a mentira, a salvação vence a condenação; tudo isso no contexto da Ressurreição do Senhor. Quer dizer, o Papa aproveitou a oportunidade para evangelizar. 5 – Não se encontra nada na carta que ponha em risco a fé. 6 – Por fim, é óbvio e previsível que os petistas utilizarão a carta como desculpa para “inocentar” o chefe. É previsível também que muitos neoconservadores histéricos dirão que o Papa é “petista” ou algo do tipo. É o golpe perfeito contra a Igreja. Segue a foto da carta e seu conteúdo na íntegra: Os Youtubers Bernardo Küster e Nando Moura fizeram uma análise muito esclarecedora sobre o assunto, assista: #Brasil #papafrancisco #Política

  • O RESPEITO À UNIVERSIDADE – Julián Marías

    Há pouco tempo, escrevi longo ensaio sobre “O destino da Universidade” (incluído em Cinco anos de Espana), o que me permite não tratar aqui dos problemas gerais da Universidade de nosso tempo — particularmente nos países hispânicos — e concentrar minha atenção numa questão muito precisa, tocada apenas de soslaio naquele trabalho, mas que me parece essencial e, em certo sentido, o ponto de partida de qualquer tentativa séria para que a Universidade seja algo digno desse nome, de sua gloriosa tradição de sete séculos, de uma função que, sob formas diferentes, soube cumprir em muitas épocas. A Universidade havia sido normalmente respeitada desde o século XIII. Pontífices e reis disputavam-se a honra de fundá-las e protegê-las; nelas costumavam conter-se os interesses e as ambições. Até suas cerimônias rituais reforçavam seu prestígio e apresentavam uma imagem venerável dessas instituições, imagem não empanada pela alegria, folgança, irreverência e mesmo as brincadeiras que pareciam próprias dos estudantes. No século XIX, as universidades receberam um reforço de prestígio: o do Estado como tal. Se pouco faltava, é preciso acrescentar a qualidade quase mítica de que então gozava a Ciência — com letra maiúscula, é claro. A Universidade europeia dos anos 1800 era tratada com um respeito que roçava a beatice e começou a perder por dentro um pouco de sua respeitabilidade, a ser menos criativa, menos aberta, mais hierática. Mas a vigência da instituição universitária, a consciência de sua importância, o valor de seus ensinos, seus graus, seus docentes, tudo isso permaneceu intacto até bem dentro de nosso século. Poder-se-ia pensar que nós, os espanhóis, fomos os primeiros a perder o respeito, mas não é verdade: foram os alemães, os mesmos que haviam levado ao extremo o culto da Universidade e a pompa do Herr Professor. Desde 1933, o nacional-socialismo triunfante fez o que quis com a esplêndida Universidade alemã, e esta não reagiu ou foi ao encontro do Poder abusivo, revelando assim que no fundo não era tão esplêndida quanto havia parecido, quanto havia sido efetivamente durante muito tempo. Hitler, e o que é mais grave, os “intelectuais” do seu partido, muitos dos quais professores universitários, empreenderam a operação de manipular a Universidade, de convertê-la num instrumento de domínio e servidão, de difusão de “teorias” grotescas, envoltas no prestígio difuso da “ciência”. A eliminação dos professores judeus (quer dizer, com algum antepassado judeu), ou casados com judias, ou liberais ativos, ou cristãos ativos, ou simplesmente universitários inteiros, foi o primeiro passo. Daí, o desmantelamento intelectual da Universidade alemã, com o qual se enriqueceram tanto as de outros países, sobretudo os Estados Unidos. O segundo passo foi a imposição na Universidade restante das doutrinas do Terceiro Reich e, com ela, a liquidação de sua justificativa e de tudo o que lhe restava de prestígio. Todo o resto veio em cadeia. Em 1933, a Universidade alemã era a mais prestigiosa e eficaz do mundo. O advento do totalitarismo pleno se deu nessa data. O primeiro, o soviético, era anterior de uma geração, mas a Rússia era um país excêntrico, marginal, até então muito isolado, cuja influência era estritamente política ou ideológica, mas não universitária. O segundo totalitarismo, o fascismo italiano, na verdade não chegava a sê-lo: era um ensaio, freado por muitas inibições e respeitos; pode-se considerá-lo, se quisermos, um totalitarismo parcial, um pouco envergonhado de si mesmo. Mas a partir do triunfo de Hitler, todos tiraram a máscara: a pressão sobre a Áustria e a Itália foi enorme; nos adversários, engendrou respostas não inteiramente dissonantes, como o espírito daquilo que foi chamado de “Frente Popular” ou, de modo mais geral, “antifascismo” (reação mimética e negativa, que leva a reproduzir, como num espelho, os mesmos gestos, dos quais a iniciativa estava com Hitler). A primeira consequência real dessa situação foi — agora sim — a Espanha. Desde o começo, a guerra civil impôs em ambas as zonas o espírito — ou a falta de espírito — do totalitarismo. Na Universidade de Madri — extraordinária até então — revelou-se nos poucos meses em que funcionou. Don Julián Besteiro não quis aceitar o reitorado, mas somente o decanato de Filosofia e Letras, com a condição — aceita pelo ministro — de que não houvesse expurgo nem de professores, nem de estudantes, nem de pessoal administrativo. Posto que tal promessa não foi’ cumprida, Besteiro deixou o decanato. José Gaos, que era reitor, teve de aceitar que fosse destituído, entre outros, seu mestre mais próximo e querido, que fora decano até a guerra, Don Manuel Garcia, Morente. “Foi inevitável”, disse-me contristado. Pensei, e disse-lhe, que não era inevitável ser reitor. Na zona “nacional”, onde as universidades funcionaram em certa medida, as depurações foram implacáveis. Porém, o mais grave ocorreu no final da guerra, o reatamento da “normalidade” universitária em toda a Espanha. Em 1939, consumou-se a mais absoluta falta de respeito pela Universidade: destituições, depurações que deixavam em condição de precariedade os sobreviventes; nomeações políticas, supressão de toda a liberdade de cátedra, eliminação de tudo o que havia sido criador no  pensamento espanhol desde o começo do século. Prefiro não exemplificar, mas conste que se poderia encher páginas com exemplos. Tudo isso — com mínimas exceções individuais — foi aceito, tolerado ou exaltado pelos próprios universitários. Isso quer dizer que a Universidade deixou de respeitar-se a si mesma. As tentativas de recuperação foram sumamente tímidas e com notórias exceções que caíram por terra ao primeiro sopro de vento hostil, em 1956, data na qual se iniciara, precisamente, outra forma de falta de respeito: a tentativa de utilizar politicamente a Universidade com fins de oposição, sem salvaguardar os direitos estritos da comunidade universitária. Falei quase exclusivamente da Espanha, primeiro porque é o caso que conheço melhor, e em segundo lugar porque o reconhecimento palmar de nossos males é o único que pode autorizar as referências a outros países. Mas será preciso insistir na politização da Universidade hispânica quase sem restrições, e de quase toda a Universidade europeia, em várias etapas? A primeira coincide com o fim da Guerra Mundial, em 1945, especialmente na França e na Itália; a segunda, mais importante, por volta de 1960, culminando em 1968, data em que se inicia uma politização esporádica e mais tênue da Universidade dos Estados Unidos. Nesse país, foi temperada por vários fatores: o número altíssimo de universidades e colleges; sua dispersão num país enorme; o caráter privado de um número muito grande de instituições; a ausência de partidos dedicados a fomentar e a administrar a politização; o grau de liberdade e a normalidade de seu exercício em todos os campos. Para citar um exemplo hispânico, recorde-se o infinito respeito com que foi tratada a Universidade de Porto Rico durante os muitos anos de reitorado de Jaime Benítez, e o prestígio que alcançou (tão desproporcional ao tamanho do país) e compare-se com sua evolução posterior. Mas não é somente a politização que reduz o respeito à Universidade. É também a excessiva profissionalização, o utilitarismo — em forma extrema, sua transformação em centro de expedição de títulos e diplomas. Quando a Universidade é valorizada unicamente por seus ensinamentos imediatamente utilizáveis para fins econômicos, quando os estudantes não se interessam por cursos “desnecessários” ou difíceis, a Universidade deixa de ser o que é. Porque a Universidade nutre-se de vocações intelectuais, e o sintoma mais claro de tais vocações é a fruição, a curiosidade, o prazer no tratamento dos problemas, a satisfação na convivência  de professores e discípulos. Cada vez que vejo mais de perto professores universitários, pondo de lado sua competência científica, que pode ser considerável, surpreende-me a frequência com que pertencem a um tipo humano que em nada se parece com o que se costumava entender por “intelectual”. São mais semelhantes aos chamados “executivos”, ou a técnicos ou administradores. Têm pressa — o que não significa forçosamente que façam muito; não parecem interessar-se por nada que não tenha relação muito direta com seus trabalhos; não se lançam avidamente em busca de alguma ideia atraente; não dão impressão de prazer — ainda que seja um prazer tenso e doloroso  — ao escrever (e provavelmente ao ensinar). Será possível, nessas condições, contagiar os estudantes com o entusiasmo das disciplinas intelectuais? Será fácil despertar neles sua vocação? O exercício do pensamento — essa operação humana que consiste em perguntar-se pelas coisas e procurar entendê-las — poderá florescer com tais pressupostos, em instituições estreitamente utilitárias, sem luxo vital — em suma, prosaicas? Discute-se interminavelmente sobre a reorganização das universidades. Fala-se em dinheiro, principalmente, em recursos necessários, na intervenção em sua gestão de tais ou quais escalões, dos quais espera-se uma dose maior de poder; favorecem-se ou condenam-se as universidades privadas — e às vezes são assim chamadas as que não o são. Não vejo serem formuladas perguntas que tenham alguma analogia com as que acabei de formular para mim mesmo. A crise da Universidade é mais um elemento daquilo a que ocasionalmente chamam de dessacralização da realidade. Se tal expressão parece excessiva, evitemo-la; por isso falei simplesmente em respeito, palavra tão forte na pena, por exemplo, de Kant. O dia em que a Universidade voltar a inspirar-se no entusiasmo e no respeito — ou, se preferem, no entusiasmo respeitoso — voltarei a acreditar nela e a encarar com esperança o futuro dos povos ocidentais (e com um pouco menos de temor dos demais povos). (Em O Estado de São Paulo, “Suplemento Cultura”, 21/02/1982)

  • O QUE FOI A HERESIA CÁTARA?

    O catarismo era uma seita maniqueísta, que afirmava ser bom somente o espírito, criado por Deus, enquanto a matéria era essencialmente má, pois teria origem diabólica. Eram inimigos da propriedade privada e o corpo era visto como sórdida prisão da alma. Dividiam-se em duas categorias: os “perfeitos” e os “simples”. Os verdadeiros cátaros, os “perfeitos”, consideravam o sexo uma coisa abominável e se retiravam do mundo, vivendo em pobreza e mortificação. Eram vegetarianos — não ingeriam comida animal, produzida sexualmente. Já os “simples”, que compunham a grande maioria, viviam sem maiores constrangimentos morais. Para serem salvos, bastava que, na hora da morte, recebessem o “consolamentum”, uma espécie de sacramento que apagava todos os pecados anteriores. Casamento e filhos deviam ser evitados, enquanto o aborto, o suicídio e a eutanásia eram práticas legítimas, pois favoreciam a libertação da alma. A ameaça social do catarismo logo chamou a atenção da Igreja, que se apressou a combatê-lo. Inocêncio III, o grande Papa desse período, percebeu que o mal avançava devido à ignorância religiosa dos católicos e enviou missionários especialmente preparados às regiões mais impregnadas pela heresia. São Domingos de Gusmão, contemporâneo de São Francisco de Assis, foi um dos protagonistas na batalha espiritual contra o catarismo (que exigiu, também, outras armas). Espanhol de família ilustre, teve sólida formação intelectual e era de uma lucidez admirável, imbatível na argumentação. Foi, ao mesmo tempo, profundo místico e homem de ação, um pregador como poucos em sua época. A ordem por ele fundada em 1215, os Irmãos Pregadores, seria mais tarde a célebre Ordem Dominicana. Em contraste com padres e bispos de então, vestiam-se com extrema simplicidade. Iam de aldeia em aldeia, esclarecendo os cristãos sobre as verdades católicas. Onde houvesse ameaça à fé, São Domingos para lá enviava seus pregadores, que conciliavam admiravelmente a vida de estudo e a pobreza evangélica. Esses pregadores de aldeia logo conquistaram cátedras nas grandes universidades da Europa (era dominicano o maior pensador católico da Idade Média, Santo Tomás de Aquino, nascido alguns anos após a morte do grande São Domingos). Enfim, foi da luta contra a perigosa heresia cátara — atualíssima em muitos aspectos — que surgiu uma das ordens religiosas mais fecundas da Igreja Católica.

  • [URGENTE] Projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero

    Aviso importante a todos que defendem a vida e a família: Esta semana poderá ser aprovado no Senado Federal um projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero. Não poderá haver mais oposição aos projetos de lei que queiram impor a ideologia de gênero nas escolas e no país. Os pais que se opuserem serão acusados, julgados, condenados e presos. Seus filhos terão que ser educados conforme as novas determinações legais. Pedimos a todos que leiam a seguir tudo o que está acontecendo e repassem essa mensagem ao maior número de pessoas possível. 1. O que está acontecendo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado brasileiro aprovou na última quarta-feira, 22 de maio de 2019, por 18 votos a favor e 1 contra, o Projeto de Lei 672/2019 que supostamente, segundo o relator Senador Alessandro Vieira, deveria proteger os homossexuais e membros da comunidade LGBT contra a violência. Para transformar-se em lei, o projeto ainda deverá ser novamente votado pela CCJ na quarta-feira (29 de maio) e, se aprovado, seguirá para votação na Câmara dos Deputados. Na verdade, segundo pode ser constatado pela leitura do próprio texto do projeto, a iniciativa promoverá a criminalização de todos aqueles que se expressarem contra a ideologia de gênero. Esta é a verdadeira finalidade do projeto. A violência contra a comunidade LGBT é apenas um pretexto para ocultar o fato de que, aprovado o projeto, será punida com prisão qualquer a oposição às inúmeras iniciativas que se seguirão de implantação da ideologia de gênero no país. Uma vez aprovado o projeto e transformado em Lei, qualquer projeto legislativo que diga respeito a identidade de gênero ou orientação sexual, como por exemplo, uma proposta de incluir novamente a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, conforme havia sido proposto pelo MEC em 2014, fará com que os pais de família que se posicionarem contra a iniciativa porque não querem que seus filhos sejam educados na ideologia de gênero, serão enquadrados no crime de intolerância e preconceito de identidade de gênero com pena de reclusão de um a três anos. É o que afirma o PL 672/2019 quando: (…) inclui na referida legislação os crimes de discriminação ou preconceito de orientação sexual e/ou identidade de gênero. E estabelece punição para as práticas deste crime: Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceito em razão da identidade de gênero e/ou orientação sexual. Constituirá crime: Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedëncia nacional, identidade de gënero e/ou orientação sexual. Pode-se consultar aqui a lista dos senadores que votaram a favor do projeto na última quarta-feira, 22 de maio. 2. O que pode ser feito. Devemos divulgar para o maior número de pessoas possível e solicitar que telefonem e enviem emails e faxes aos parlamentares membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, explicando-lhes que foram enganados. A verdadeira finalidade do PL 672-2019 não é proteger da perseguição os homossexuais, mas perseguir os pais de família que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É necessário insistir para que eles votem contrariamente ao Projeto de Lei nesta quarta-feira, 29 de maio de 2019, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Divulgue esta mensagem a todos os seus contatos e peçam que eles façam o mesmo. Assista ao vídeo do Professor Felipe Nery:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3JjJTNEJTIyaHR0cHMlM0ElMkYlMkZ3d3cuZmFjZWJvb2suY29tJTJGcGx1Z2lucyUyRnZpZGVvLnBocCUzRmhyZWYlM0RodHRwcyUyNTNBJTI1MkYlMjUyRnd3dy5mYWNlYm9vay5jb20lMjUyRnRlbXBsYXJpb2RlbWFyaWElMjUyRnZpZGVvcyUyNTJGNDYyMTY4Njc0Mzc5NDMyJTI1MkYlMjZzaG93X3RleHQlM0QwJTI2d2lkdGglM0QyNzAlMjIlMjB3aWR0aCUzRCUyMjI3MCUyMiUyMGhlaWdodCUzRCUyMjQ3NiUyMiUyMHN0eWxlJTNEJTIyYm9yZGVyJTNBbm9uZSUzQm92ZXJmbG93JTNBaGlkZGVuJTIyJTIwc2Nyb2xsaW5nJTNEJTIybm8lMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjBhbGxvd1RyYW5zcGFyZW5jeSUzRCUyMnRydWUlMjIlMjBhbGxvd0Z1bGxTY3JlZW4lM0QlMjJ0cnVlJTIyJTNFJTNDJTJGaWZyYW1lJTNF[/vc_raw_html][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]3. E-mails dos membros titulares e suplentes da CCJ. eduardo.braga@senador.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sen.meciasdejesus@senado.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br; sen.selmaarruda@senado.leg.br; sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; sen.angelocoronel@senado.leg.br; sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br; sen.rodrigopacheco@senado.leg.br; sen.marcosrogerio@senado.leg.br; sen.jorginhomello@senado.leg.br; sen.eduardogomes@senado.leg.br; sen.marciobittar@senado.leg.br; sen.marcelocastro@senado.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; sen.daniellaribeiro@senado.leg.br robertorocha@senador.leg.br sen.rodrigocunha@senado.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; sen.majorolimpio@senado.leg.br sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br; sen.jorgekajuru@senado.leg.br; sen.marcosdoval@senado.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; sen.nelsinhotrad@senado.leg.br; sen.carlosviana@senado.leg.br sen.zequinhamarinho@senado.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; 4. Telefones dos membros titulares da CCJ. EDUARDO BRAGA (MDB-PA) E-mail: eduardo.braga@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6230 / 6227 SIMONE TEBET (MDB-MS) E-mail: simone.tebet@senadora.leg.br Telefone: (61) 3303-1128 MECIAS DE JESUS (PRB-RR) E-mail: sen.meciasdejesus@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-5291 / 5292 JOSÉ MARANHÃO (MDB-PB) E-mail: jose.maranhao@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6490 / 6485 CIRO NOGUEIRA (PP) E-mail: ciro.nogueira@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6187 / 6188 LUIS CARLOS HEINZE (PP) E-mail: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-4124 / 4132 / 4127 / 4129 ELMANO FÉRRER (PODE-PI) E-mail: elmano.ferrer@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-2415 / 3055 / 1015 ORIOVISTO GUIMARÃES (PODE-PR) E-mail: sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-1635 JUÍZA SELMA (PSL-MT) E-mail: sen.selmaarruda@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6408 VENEZIANO VITAL DO RÊGO (PSB-PB) E-mail: sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2252 / 2481 OTTO ALENCAR (PSD-BA) E-mail: otto.alencar@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-1464 / 1467 ANGELO CORONEL (PSD-BA) E-mail: sen.angelocoronel@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6103 / 6105 AROLDE DE OLIVEIRA (PSD-RJ) E-mail: sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6640 / 6646 RODRIGO PACHECO (DEM-MG) E-mail: sen.rodrigopacheco@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2794 / 2795 MARCOS ROGÉRIO (DEM-RO) E-mail: sen.marcosrogerio@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6148 JORGINHO MELLO (PL-SC) E-mail: sen.jorginhomello@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2200 Exemplo de Carta/Email que podemos enviar: O PL 672/2019 é uma armadilha Escrevo para alertar sobre o risco que representa a aprovação do PL 672/2019. Aparentemente, o PL visa combater a discriminação contra homossexuais. Porém, o que o próprio texto prevê é o cerceamento à liberdade de pais e professores que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos e alunos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É muito curioso… aqueles que se queixam a todo momento de qualquer política de encarceramento querem mandar para a cadeia pais e educadores que, exercendo plenamente seu direito de liberdade educacional, pretendem evitar que seus filhos e alunos sejam educados de acordo com os absurdos pressupostos da ideologia de gênero. Peço que vote contra esse PL na próxma quarta-feira. Atenciosamente, [Seu nome] #homossexualidade #Política #Brasil #LGBT #IdeologiadeGênero

  • [URGENTE] Projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero

    Aviso importante a todos que defendem a vida e a família: Esta semana poderá ser aprovado no Senado Federal um projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero. Não poderá haver mais oposição aos projetos de lei que queiram impor a ideologia de gênero nas escolas e no país. Os pais que se opuserem serão acusados, julgados, condenados e presos. Seus filhos terão que ser educados conforme as novas determinações legais. Pedimos a todos que leiam a seguir tudo o que está acontecendo e repassem essa mensagem ao maior número de pessoas possível. 1. O que está acontecendo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado brasileiro aprovou na última quarta-feira, 22 de maio de 2019, por 18 votos a favor e 1 contra, o Projeto de Lei 672/2019 que supostamente, segundo o relator Senador Alessandro Vieira, deveria proteger os homossexuais e membros da comunidade LGBT contra a violência. Para transformar-se em lei, o projeto ainda deverá ser novamente votado pela CCJ na quarta-feira (29 de maio) e, se aprovado, seguirá para votação na Câmara dos Deputados. Na verdade, segundo pode ser constatado pela leitura do próprio texto do projeto, a iniciativa promoverá a criminalização de todos aqueles que se expressarem contra a ideologia de gênero. Esta é a verdadeira finalidade do projeto. A violência contra a comunidade LGBT é apenas um pretexto para ocultar o fato de que, aprovado o projeto, será punida com prisão qualquer a oposição às inúmeras iniciativas que se seguirão de implantação da ideologia de gênero no país. Uma vez aprovado o projeto e transformado em Lei, qualquer projeto legislativo que diga respeito a identidade de gênero ou orientação sexual, como por exemplo, uma proposta de incluir novamente a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, conforme havia sido proposto pelo MEC em 2014, fará com que os pais de família que se posicionarem contra a iniciativa porque não querem que seus filhos sejam educados na ideologia de gênero, serão enquadrados no crime de intolerância e preconceito de identidade de gênero com pena de reclusão de um a três anos. É o que afirma o PL 672/2019 quando: (…) inclui na referida legislação os crimes de discriminação ou preconceito de orientação sexual e/ou identidade de gênero. E estabelece punição para as práticas deste crime: Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceito em razão da identidade de gênero e/ou orientação sexual. Constituirá crime: Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedëncia nacional, identidade de gënero e/ou orientação sexual. Pode-se consultar aqui a lista dos senadores que votaram a favor do projeto na última quarta-feira, 22 de maio. 2. O que pode ser feito. Devemos divulgar para o maior número de pessoas possível e solicitar que telefonem e enviem emails e faxes aos parlamentares membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, explicando-lhes que foram enganados. A verdadeira finalidade do PL 672-2019 não é proteger da perseguição os homossexuais, mas perseguir os pais de família que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É necessário insistir para que eles votem contrariamente ao Projeto de Lei nesta quarta-feira, 29 de maio de 2019, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. 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E-mails dos membros titulares e suplentes da CCJ. eduardo.braga@senador.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sen.meciasdejesus@senado.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br; sen.selmaarruda@senado.leg.br; sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; sen.angelocoronel@senado.leg.br; sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br; sen.rodrigopacheco@senado.leg.br; sen.marcosrogerio@senado.leg.br; sen.jorginhomello@senado.leg.br; sen.eduardogomes@senado.leg.br; sen.marciobittar@senado.leg.br; sen.marcelocastro@senado.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; sen.daniellaribeiro@senado.leg.br robertorocha@senador.leg.br sen.rodrigocunha@senado.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; sen.majorolimpio@senado.leg.br sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br; sen.jorgekajuru@senado.leg.br; sen.marcosdoval@senado.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; sen.nelsinhotrad@senado.leg.br; sen.carlosviana@senado.leg.br sen.zequinhamarinho@senado.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; 4. Telefones dos membros titulares da CCJ. EDUARDO BRAGA (MDB-PA) E-mail: eduardo.braga@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6230 / 6227 SIMONE TEBET (MDB-MS) E-mail: simone.tebet@senadora.leg.br Telefone: (61) 3303-1128 MECIAS DE JESUS (PRB-RR) E-mail: sen.meciasdejesus@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-5291 / 5292 JOSÉ MARANHÃO (MDB-PB) E-mail: jose.maranhao@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6490 / 6485 CIRO NOGUEIRA (PP) E-mail: ciro.nogueira@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6187 / 6188 LUIS CARLOS HEINZE (PP) E-mail: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-4124 / 4132 / 4127 / 4129 ELMANO FÉRRER (PODE-PI) E-mail: elmano.ferrer@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-2415 / 3055 / 1015 ORIOVISTO GUIMARÃES (PODE-PR) E-mail: sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-1635 JUÍZA SELMA (PSL-MT) E-mail: sen.selmaarruda@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6408 VENEZIANO VITAL DO RÊGO (PSB-PB) E-mail: sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2252 / 2481 OTTO ALENCAR (PSD-BA) E-mail: otto.alencar@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-1464 / 1467 ANGELO CORONEL (PSD-BA) E-mail: sen.angelocoronel@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6103 / 6105 AROLDE DE OLIVEIRA (PSD-RJ) E-mail: sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6640 / 6646 RODRIGO PACHECO (DEM-MG) E-mail: sen.rodrigopacheco@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2794 / 2795 MARCOS ROGÉRIO (DEM-RO) E-mail: sen.marcosrogerio@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6148 JORGINHO MELLO (PL-SC) E-mail: sen.jorginhomello@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2200 Exemplo de Carta/Email que podemos enviar: O PL 672/2019 é uma armadilha Escrevo para alertar sobre o risco que representa a aprovação do PL 672/2019. Aparentemente, o PL visa combater a discriminação contra homossexuais. Porém, o que o próprio texto prevê é o cerceamento à liberdade de pais e professores que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos e alunos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É muito curioso… aqueles que se queixam a todo momento de qualquer política de encarceramento querem mandar para a cadeia pais e educadores que, exercendo plenamente seu direito de liberdade educacional, pretendem evitar que seus filhos e alunos sejam educados de acordo com os absurdos pressupostos da ideologia de gênero. Peço que vote contra esse PL na próxma quarta-feira. Atenciosamente, [Seu nome] #homossexualidade #Política #Brasil #LGBT #IdeologiadeGênero

  • AVISO IMPORTANTE A TODOS QUE DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA

    Esta semana poderá ser aprovado no Senado Federal um projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero. Não poderá haver mais oposição aos projetos de lei que queiram impor a ideologia de gênero nas escolas e no país. Os pais que se opuserem serão acusados, julgados, condenados e presos. Seus filhos terão que ser educados conforme as novas determinações legais. Pedimos a todos que leiam a seguir tudo o que está acontecendo e repassem essa mensagem ao maior número de pessoas possível. 1. O que está acontecendo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado brasileiro aprovou na última quarta-feira, 22 de maio de 2019, por 18 votos a favor e 1 contra, o Projeto de Lei 672/2019 que supostamente, segundo o relator Senador Alessandro Vieira, deveria proteger os homossexuais e membros da comunidade LGBT contra a violência. Para transformar-se em lei, o projeto ainda deverá ser novamente votado pela CCJ na quarta-feira (29 de maio) e, se aprovado, seguirá para votação na Câmara dos Deputados. Na verdade, segundo pode ser constatado pela leitura do próprio texto do projeto, a iniciativa promoverá a criminalização de todos aqueles que se expressarem contra a ideologia de gênero. Esta é a verdadeira finalidade do projeto. A violência contra a comunidade LGBT é apenas um pretexto para ocultar o fato de que, aprovado o projeto, será punida com prisão qualquer a oposição às inúmeras iniciativas que se seguirão de implantação da ideologia de gênero no país. Uma vez aprovado o projeto e transformado em Lei, qualquer projeto legislativo que diga respeito a identidade de gênero ou orientação sexual, como por exemplo, uma proposta de incluir novamente a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, conforme havia sido proposto pelo MEC em 2014, fará com que os pais de família que se posicionarem contra a iniciativa porque não querem que seus filhos sejam educados na ideologia de gênero, serão enquadrados no crime de intolerância e preconceito de identidade de gênero com pena de reclusão de um a três anos. É o que afirma o PL 672/2019 quando: (...) inclui na referida legislação os crimes de discriminação ou preconceito de orientação sexual e/ou identidade de gênero. E estabelece punição para as práticas deste crime: Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceito em razão da identidade de gênero e/ou orientação sexual. Constituirá crime: Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedëncia nacional, identidade de gënero e/ou orientação sexual. Pode-se consultar aqui a lista dos senadores que votaram a favor do projeto na última quarta-feira, 22 de maio. 2. O que pode ser feito. Devemos divulgar para o maior número de pessoas possível e solicitar que telefonem e enviem emails e faxes aos parlamentares membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, explicando-lhes que foram enganados. A verdadeira finalidade do PL 672-2019 não é proteger da perseguição os homossexuais, mas perseguir os pais de família que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. É necessário insistir para que eles votem contrariamente ao Projeto de Lei nesta quarta-feira, 29 de maio de 2019, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Divulgue esta mensagem a todos os seus contatos e peçam que eles façam o mesmo. 3. E-mails dos membros titulares e suplentes da CCJ. eduardo.braga@senador.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sen.meciasdejesus@senado.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br; sen.selmaarruda@senado.leg.br; sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; sen.angelocoronel@senado.leg.br; sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br; sen.rodrigopacheco@senado.leg.br; sen.marcosrogerio@senado.leg.br; sen.jorginhomello@senado.leg.br; sen.eduardogomes@senado.leg.br; sen.marciobittar@senado.leg.br; sen.marcelocastro@senado.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; sen.daniellaribeiro@senado.leg.br robertorocha@senador.leg.br sen.rodrigocunha@senado.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; sen.majorolimpio@senado.leg.br sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br; sen.jorgekajuru@senado.leg.br; sen.marcosdoval@senado.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; sen.nelsinhotrad@senado.leg.br; sen.carlosviana@senado.leg.br sen.zequinhamarinho@senado.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; 4. Telefones dos membros titulares da CCJ. EDUARDO BRAGA (MDB-PA) E-mail: eduardo.braga@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6230 / 6227 SIMONE TEBET (MDB-MS) E-mail: simone.tebet@senadora.leg.br Telefone: (61) 3303-1128 MECIAS DE JESUS (PRB-RR) E-mail: sen.meciasdejesus@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-5291 / 5292 JOSÉ MARANHÃO (MDB-PB) E-mail: jose.maranhao@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6490 / 6485 CIRO NOGUEIRA (PP) E-mail: ciro.nogueira@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-6187 / 6188 LUIS CARLOS HEINZE (PP) E-mail: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-4124 / 4132 / 4127 / 4129 ELMANO FÉRRER (PODE-PI) E-mail: elmano.ferrer@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-2415 / 3055 / 1015 ORIOVISTO GUIMARÃES (PODE-PR) E-mail: sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-1635 JUÍZA SELMA (PSL-MT) E-mail: sen.selmaarruda@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6408 VENEZIANO VITAL DO RÊGO (PSB-PB) E-mail: sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2252 / 2481 OTTO ALENCAR (PSD-BA) E-mail: otto.alencar@senador.leg.br Telefone: (61) 3303-1464 / 1467 ANGELO CORONEL (PSD-BA) E-mail: sen.angelocoronel@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6103 / 6105 AROLDE DE OLIVEIRA (PSD-RJ) E-mail: sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6640 / 6646 RODRIGO PACHECO (DEM-MG) E-mail: sen.rodrigopacheco@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2794 / 2795 MARCOS ROGÉRIO (DEM-RO) E-mail: sen.marcosrogerio@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-6148 JORGINHO MELLO (PL-SC) E-mail: sen.jorginhomello@senado.leg.br Telefone: (61) 3303-2200 Enviado por Instituto de Serviços Educacionais e Formativo Padre Pio Ltda.

  • TESTEMUNHO DE UMA JOVEM SOBRE O SEXO

    TESTEMUNHO DE CURA DE UMA JOVEM SOBRE O SEXO Resolvi falar desse assunto, pois me vi diante da misericórdia de Deus sobre minha miséria enquanto pecadora que sou e, nessa infinita misericórdia, obtive a cura que me faltava. Sou uma moça que mantive, por aproximadamente três anos, vida sexual ativa, pecando mortalmente contra o sexto mandamento. Pecava contra a castidade com o meu namorado e, em função disso, minha alma foi ferida, além do sentido do sexo ser totalmente deturpado devido à forma em que mantinha meus relacionamentos. Após iniciar minha caminhada de conversão, descobri que Deus queria que, ainda assim, eu prosseguisse no caminho da vocação matrimonial. Eu sabia que o matrimônio, segundo os ensinamentos da Igreja Católica, é um meio eficaz de santificação. Desde que abandonei o pecado, minha alma se via sedenta de santidade, mas pensava: “Como poderei ser santa voltando a ter relações sexuais?”. Mesmo já conhecendo os ensinamentos da Igreja que ensinam que o sexo foi criado por Deus, que o sexo é belo e santo, Lá no fundo, em função de minha sexualidade desregrada, eu desenvolvi o pensamento de que aquele ato era pérfido e imundo. Mas como disse no início, um dia em oração, Deus veio em sua infinita misericórdia, e pude entender o que realmente é a relação sexual. O objetivo do meu testemunho é poder explicar pra todos o que é o sexo, e que mesmo no casamento há o sexo desordenado que não agrada a Deus. Segundo a Igreja, o sexo é imoral se for anal, oral e entre homossexuais, ou seja, qualquer forma que não seja natural e com a possibilidade de reprodução. Até aí muita gente sabe, mas o que quero dizer vai além. Vocês casados já pararam pra analisar o que é o sexo? Em cada relação sexual há a consumação e reafirmação dos votos matrimoniais. A consumação é a consecução (conquista) de algo em sua plenitude. Vocês enquanto casados, prometeram no altar, se entregar livre, total, fiel e fecundamente um ao outro e em cada relação sexual reafirmam e consumam esses votos. Devido às experiências sexuais com ex-namorados, eu achava essa questão muito complicada, pois geralmente os homens, em grande parte dos casos, forçam “a barra” quando a mulher não quer ter relação sexual, e como já havia ouvido que os esposos não devem se negar, eu pensava que essa parte seria uma tortura no matrimônio. Mas a questão é que a relação sexual só deve ocorrer entre os esposos por amor ao outro, consumando o que foi dito no altar. Assim você marido, e você esposa, também no ato sexual, devem se entregar livremente (livre de seu egoísmo), fecundamente (aberto à vida, sem métodos contraceptivos), totalmente e fielmente. Um homem que, se quer reconhece que naquele momento sua esposa não está disponível para a relação sexual, forçando a situação, está também agindo contra a vontade de Deus e de forma desordenada, pois está deixando o seu egoísmo dominar sua vontade. Certa vez ao ouvir um casal católico, no YouTube, falar que “a mulher faz sexo para receber carinho e o homem faz carinho pra receber sexo”, fiquei extremamente indignada, e por graça de Deus logo vi que ali também havia uma desordem. Mesmo eles sendo um casal que busca a santidade, que obedece fielmente a Igreja, que são abertos à vida, naquela afirmação eles expuseram sua vontade egoísta na realização do ato sexual. Também no sexo devem-se reafirmar os votos matrimoniais, o casal deve fazer sexo por amor ao cônjuge, e não querendo algo em troca. O amor não é interesseiro, o amor exige renúncias, o amor não é egoísta. Nesse caso, o casal faria sexo pelo amor natural que Deus lhes deu. Mas o Espírito Santo me levou além, e me deu a graça de compreender que além do amor natural, existe o amor sobrenatural. Já nesse caso, para as almas que estão mais à frente no caminho da santidade, estas fariam sexo com o cônjuge por amor a Deus! Sim! Por amor a Deus, porque ao se direcionarem para o cônjuge com intenção de ter uma relação sexual, naquele momento teriam em seu coração a intenção de consumação e reafirmação dos votos matrimoniais, cumprindo assim a vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo. E se o casal tiver o mesmo olhar santificado pela Graça de Deus, a mesma visão de céu e de obediência e amor a Deus, aí sim eles não se negariam, pois um só procuraria o outro para um ato sexual, observando todas as condições do dia-a-dia, havendo uma união de sua vontade com a vontade de Deus, e não a realização de sua própria vontade egoísta! Peçamos a Deus esse amor sobrenatural, de fazer todas as coisas por amor a Deus. E mesmo que seu amor ainda seja o natural, não deixe que sua vontade egoísta fira a dignidade de sua esposa ou de seu marido, o sexo não é um playground. O sexo, como criado por Deus, tem caráter procriativo e unitivo, mas para ser motivo de união do casal, deve ser também unido à vontade de Deus. Mesmo você sendo casado, você não deve fazer sexo para satisfazer suas vontades egoístas, usando de sua mulher/marido como se fosse um objeto sexual, pois isso é desordenado. Seu cônjuge tem alma, não é só corpo, e vocês no sexo devem confirmar a união de corpo e alma que fizeram nos votos matrimoniais. Ass: Uma Jovem, que por misericórdia de Deus procura viver na graça. #Castidade #sexualidade #Testemunho

  • TESTEMUNHO DE UMA JOVEM SOBRE O SEXO

    TESTEMUNHO DE CURA DE UMA JOVEM SOBRE O SEXO Resolvi falar desse assunto, pois me vi diante da misericórdia de Deus sobre minha miséria enquanto pecadora que sou e, nessa infinita misericórdia, obtive a cura que me faltava. Sou uma moça que mantive, por aproximadamente três anos, vida sexual ativa, pecando mortalmente contra o sexto mandamento. Pecava contra a castidade com o meu namorado e, em função disso, minha alma foi ferida, além do sentido do sexo ser totalmente deturpado devido à forma em que mantinha meus relacionamentos. Após iniciar minha caminhada de conversão, descobri que Deus queria que, ainda assim, eu prosseguisse no caminho da vocação matrimonial. Eu sabia que o matrimônio, segundo os ensinamentos da Igreja Católica, é um meio eficaz de santificação. Desde que abandonei o pecado, minha alma se via sedenta de santidade, mas pensava: “Como poderei ser santa voltando a ter relações sexuais?”. Mesmo já conhecendo os ensinamentos da Igreja que ensinam que o sexo foi criado por Deus, que o sexo é belo e santo, Lá no fundo, em função de minha sexualidade desregrada, eu desenvolvi o pensamento de que aquele ato era pérfido e imundo. Mas como disse no início, um dia em oração, Deus veio em sua infinita misericórdia, e pude entender o que realmente é a relação sexual. O objetivo do meu testemunho é poder explicar pra todos o que é o sexo, e que mesmo no casamento há o sexo desordenado que não agrada a Deus. Segundo a Igreja, o sexo é imoral se for anal, oral e entre homossexuais, ou seja, qualquer forma que não seja natural e com a possibilidade de reprodução. Até aí muita gente sabe, mas o que quero dizer vai além. Vocês casados já pararam pra analisar o que é o sexo? Em cada relação sexual há a consumação e reafirmação dos votos matrimoniais. A consumação é a consecução (conquista) de algo em sua plenitude. Vocês enquanto casados, prometeram no altar, se entregar livre, total, fiel e fecundamente um ao outro e em cada relação sexual reafirmam e consumam esses votos. Devido às experiências sexuais com ex-namorados, eu achava essa questão muito complicada, pois geralmente os homens, em grande parte dos casos, forçam “a barra” quando a mulher não quer ter relação sexual, e como já havia ouvido que os esposos não devem se negar, eu pensava que essa parte seria uma tortura no matrimônio. Mas a questão é que a relação sexual só deve ocorrer entre os esposos por amor ao outro, consumando o que foi dito no altar. Assim você marido, e você esposa, também no ato sexual, devem se entregar livremente (livre de seu egoísmo), fecundamente (aberto à vida, sem métodos contraceptivos), totalmente e fielmente. Um homem que, se quer reconhece que naquele momento sua esposa não está disponível para a relação sexual, forçando a situação, está também agindo contra a vontade de Deus e de forma desordenada, pois está deixando o seu egoísmo dominar sua vontade. Certa vez ao ouvir um casal católico, no YouTube, falar que “a mulher faz sexo para receber carinho e o homem faz carinho pra receber sexo”, fiquei extremamente indignada, e por graça de Deus logo vi que ali também havia uma desordem. Mesmo eles sendo um casal que busca a santidade, que obedece fielmente a Igreja, que são abertos à vida, naquela afirmação eles expuseram sua vontade egoísta na realização do ato sexual. Também no sexo devem-se reafirmar os votos matrimoniais, o casal deve fazer sexo por amor ao cônjuge, e não querendo algo em troca. O amor não é interesseiro, o amor exige renúncias, o amor não é egoísta. Nesse caso, o casal faria sexo pelo amor natural que Deus lhes deu. Mas o Espírito Santo me levou além, e me deu a graça de compreender que além do amor natural, existe o amor sobrenatural. Já nesse caso, para as almas que estão mais à frente no caminho da santidade, estas fariam sexo com o cônjuge por amor a Deus! Sim! Por amor a Deus, porque ao se direcionarem para o cônjuge com intenção de ter uma relação sexual, naquele momento teriam em seu coração a intenção de consumação e reafirmação dos votos matrimoniais, cumprindo assim a vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo. E se o casal tiver o mesmo olhar santificado pela Graça de Deus, a mesma visão de céu e de obediência e amor a Deus, aí sim eles não se negariam, pois um só procuraria o outro para um ato sexual, observando todas as condições do dia-a-dia, havendo uma união de sua vontade com a vontade de Deus, e não a realização de sua própria vontade egoísta! Peçamos a Deus esse amor sobrenatural, de fazer todas as coisas por amor a Deus. E mesmo que seu amor ainda seja o natural, não deixe que sua vontade egoísta fira a dignidade de sua esposa ou de seu marido, o sexo não é um playground. O sexo, como criado por Deus, tem caráter procriativo e unitivo, mas para ser motivo de união do casal, deve ser também unido à vontade de Deus. Mesmo você sendo casado, você não deve fazer sexo para satisfazer suas vontades egoístas, usando de sua mulher/marido como se fosse um objeto sexual, pois isso é desordenado. Seu cônjuge tem alma, não é só corpo, e vocês no sexo devem confirmar a união de corpo e alma que fizeram nos votos matrimoniais. Ass: Uma Jovem, que por misericórdia de Deus procura viver na graça. #Castidade #sexualidade #Testemunho

  • A pergunta que não quer calar: Bolsonaro é realmente Católico?

    AFINAL, BOLSONARO É CATÓLICO? Muitos questionam o fato do atual presidente do Brasil se declarar católico, mas viver, na prática, algumas atitudes condenadas pelo catolicismo, por exemplo viver um casamento de segunda união, não frequentar missas regulares, e marca presença em eventos protestantes acompanhando sua esposa. Afinal, ele é ou não católico? A resposta dessa pergunta é fácil: Bolsonaro é um Católico de IBGE… Como a maioria dos católicos no Brasil. Agora, certamente, surgirão pessoas com o seguinte questionamento: “Mas o que seria um católico de IBGE?” Desde 1940, quando era estimado que quase 100% da população era católica (como vemos no gráfico do final da página), muita coisa mudou. A Igreja Católica perdeu espaço para protestantes, assim como outras denominações religiosas. Mesmo assim, atualmente mais de 60% dos brasileiros se declaram católicos. Porém, como poderemos ver mais abaixo, nem todo aquele que se diz católico, age realmente como católico. Vamos analisar algumas estimativas: No Brasil, 85% da população se diz cristã. Sendo aproximadamente 65% de católicos. Agora, se observarmos entre os católicos, apenas 5% dos que se declaram católicos frequentam a missa todos os domingos. (que é um dos mais importantes mandamentos) Desses 5% que vão à missa todo domingo, muitos vivem de forma irregular, ou seja, fora da graça de Deus, o que significa que não podem receber a comunhão enquanto não regularizarem esta situação, muitas vezes sendo necessário uma drástica mudança de atitudes acompanhada da confissão sacramental. Alguns exemplos de irregularidades graves, frequentes entre católicos: Casais que vivem juntos sem serem casados, ou um casamento de segunda união… namoro indecente… filiação a partidos comunistas… defender o aborto ou ideologia de gênero… vivência da prática homossexual… Não se confessar periodicamente (a igreja recomenda que a confissão seja feita com frequência, ou seja, uma vez por mês), etc… Na pratica, fica abaixo de 1% o número daqueles que frequentam a missa todos os domingos e que buscam a confissão sacramental com frequência e vivem na graça de Deus, observando os mandamentos e a doutrina da santa Igreja. Com base nisso, é possível estimar que mais de 95% dos católicos no Brasil vivem em estado de pecado mortal sem se preocuparem com a própria salvação. Qualquer pecado grave nos faz perder a graça de Deus e nos torna merecedores do inferno. Por exemplo: – faltar missas dominicais ou de preceito por preguiça e/ou comodismo; – ter ódio do próximo; – frequentar falsas doutrinas; – viver em situação de adultério (amasiamento, segunda união), prática sexual fora do matrimônio, pornografia e masturbação, frequentar ambientes gravemente pecaminosos (boates, discotecas, carnavais, bailes funks, festas raves, etc.); – evitar filhos por meios artificiais; – abortar ou apoiar o aborto; – ingressar, apoiar ou votar em partidos ou organizações de cunho socialista/comunista ou que defendem o aborto e a ideologia de gênero; – prejudicar o próximo com calúnias e difamações; – etc, etc, etc… a lista é grande… (É sempre útil recordar que um pecado para ser grave, além da matéria grave, necessita que se tenha conhecimento de causa e vontade deliberada. Para entender melhor sobre pecado mortal, leia este artigo. ) Enfim, podemos chegar à conclusão que Bolsonaro se declara católico, mas em muitos pontos ele não pensa e nem tem atitudes de católico! Ele provavelmente é só mais uma pessoa que se declara católica mas que na prática acredita que todas as religiões são boas… Que placa de igreja não salva ninguém… Que o que importa é o amor… Etc., o que é muito diferente do que ensina a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Leia também: A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance De qualquer forma, no cenário atual do país, em que os outros candidatos não chegavam nem perto de serem razoáveis, a escolha dele foi sensata, pois ele defende pontos importantes relacionados à moral cristã, como a defesa da família e da vida, e até agora tem demonstrado o cumprimento das promessas de campanha, o que é muito bom. Precisamos rezar por ele para que seja um bom presidente e que possa ter Deus acima de tudo em todas as esferas de sua vida. Leia também: Um recado aos católicos que promovem linchamento virtual ao Presidente Bolsonaro #Brasil #Política

  • A pergunta que não quer calar: Bolsonaro é realmente Católico?

    AFINAL, BOLSONARO É CATÓLICO? Muitos questionam o fato do atual presidente do Brasil se declarar católico, mas viver, na prática, algumas atitudes condenadas pelo catolicismo, por exemplo viver um casamento de segunda união, não frequentar missas regulares, e marca presença em eventos protestantes acompanhando sua esposa. Afinal, ele é ou não católico? A resposta dessa pergunta é fácil: Bolsonaro é um Católico de IBGE… Como a maioria dos católicos no Brasil. Agora, certamente, surgirão pessoas com o seguinte questionamento: “Mas o que seria um católico de IBGE?” Desde 1940, quando era estimado que quase 100% da população era católica (como vemos no gráfico do final da página), muita coisa mudou. A Igreja Católica perdeu espaço para protestantes, assim como outras denominações religiosas. Mesmo assim, atualmente mais de 60% dos brasileiros se declaram católicos. Porém, como poderemos ver mais abaixo, nem todo aquele que se diz católico, age realmente como católico. Vamos analisar algumas estimativas: No Brasil, 85% da população se diz cristã. Sendo aproximadamente 65% de católicos. Agora, se observarmos entre os católicos, apenas 5% dos que se declaram católicos frequentam a missa todos os domingos. (que é um dos mais importantes mandamentos) Desses 5% que vão à missa todo domingo, muitos vivem de forma irregular, ou seja, fora da graça de Deus, o que significa que não podem receber a comunhão enquanto não regularizarem esta situação, muitas vezes sendo necessário uma drástica mudança de atitudes acompanhada da confissão sacramental. Alguns exemplos de irregularidades graves, frequentes entre católicos: Casais que vivem juntos sem serem casados, ou um casamento de segunda união… namoro indecente… filiação a partidos comunistas… defender o aborto ou ideologia de gênero… vivência da prática homossexual… Não se confessar periodicamente (a igreja recomenda que a confissão seja feita com frequência, ou seja, uma vez por mês), etc… Na pratica, fica abaixo de 1% o número daqueles que frequentam a missa todos os domingos e que buscam a confissão sacramental com frequência e vivem na graça de Deus, observando os mandamentos e a doutrina da santa Igreja. Com base nisso, é possível estimar que mais de 95% dos católicos no Brasil vivem em estado de pecado mortal sem se preocuparem com a própria salvação. Qualquer pecado grave nos faz perder a graça de Deus e nos torna merecedores do inferno. Por exemplo: – faltar missas dominicais ou de preceito por preguiça e/ou comodismo; – ter ódio do próximo; – frequentar falsas doutrinas; – viver em situação de adultério (amasiamento, segunda união), prática sexual fora do matrimônio, pornografia e masturbação, frequentar ambientes gravemente pecaminosos (boates, discotecas, carnavais, bailes funks, festas raves, etc.); – evitar filhos por meios artificiais; – abortar ou apoiar o aborto; – ingressar, apoiar ou votar em partidos ou organizações de cunho socialista/comunista ou que defendem o aborto e a ideologia de gênero; – prejudicar o próximo com calúnias e difamações; – etc, etc, etc… a lista é grande… (É sempre útil recordar que um pecado para ser grave, além da matéria grave, necessita que se tenha conhecimento de causa e vontade deliberada. Para entender melhor sobre pecado mortal, leia este artigo. ) Enfim, podemos chegar à conclusão que Bolsonaro se declara católico, mas em muitos pontos ele não pensa e nem tem atitudes de católico! Ele provavelmente é só mais uma pessoa que se declara católica mas que na prática acredita que todas as religiões são boas… Que placa de igreja não salva ninguém… Que o que importa é o amor… Etc., o que é muito diferente do que ensina a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Leia também: A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance De qualquer forma, no cenário atual do país, em que os outros candidatos não chegavam nem perto de serem razoáveis, a escolha dele foi sensata, pois ele defende pontos importantes relacionados à moral cristã, como a defesa da família e da vida, e até agora tem demonstrado o cumprimento das promessas de campanha, o que é muito bom. Precisamos rezar por ele para que seja um bom presidente e que possa ter Deus acima de tudo em todas as esferas de sua vida. Leia também: Um recado aos católicos que promovem linchamento virtual ao Presidente Bolsonaro #Brasil #Política

  • CARDEAL NEWMAN: PAI DO RENASCIMENTO CATÓLICO INGLÊS – Joseph Pearce

    [O Papa autorizou, no dia 12 de fevereiro de 2019, a promulgação do decreto que proclamará santo o cardeal John Henry Newman, beatificado por Bento XVI em 19 de setembro de 2010.] A próxima canonização do Cardeal Newman serve como lembrete oportuno da importância monumental de Newman para o renascimento do catolicismo, não apenas em sua Inglaterra natal, mas também nos Estados Unidos. Digamos, para simplificar, que a entrada de John Henry Newman na Igreja Católica, em 1845, anunciava um novo alvorecer para o catolicismo no mundo de língua inglesa. Não seria, de fato, exagero dizer que a conversão de Newman está na própria origem do Catholic revival (Renascimento católico). Antes de Newman, a presença católica na Inglaterra havia murchado a tal ponto, que apenas os remanescentes das velhas famílias “recusantes” (leais a Roma) ainda transmitiam a fé de uma geração assediada e perseguida para a seguinte. Esses adeptos da “Velha Fé” carregavam o catolicismo em seus corações e em seus lares, mas eram efetivamente  dissuadidos de levá-lo para a vida pública. Depois da conversão de Newman, no entanto, o catolicismo se tornou uma importante presença intelectual na vida cultural inglesa e, na esteira de Newman, milhares de ingleses seguiram seu exemplo, convertendo-se em massa ao catolicismo. Esse fenômeno cruzou o Atlântico, anunciando um renascimento similar nos Estados Unidos. Se a importância histórica de Newman é inquestionável, também é o grande legado que ele deixou para a posteridade. Seja em teologia, filosofia, educação e literatura, sua influência nos dois lados do Atlântico tem sido notável. O famoso sermão de Newman sobre o Desenvolvimento na Doutrina Cristã, que ele pregou em fevereiro de 1843, tornou-se referência para o estudo do desenvolvimento doutrinal, elucidando a autoridade magisterial da Igreja Católica à luz da sua reivindicação de ser o Corpo Místico de Cristo. Seus discursos sobre educação liberal, oferecidos ao público católico em Dublin em 1852, quando se preparava para se tornar reitor da nova Universidade Católica Irlandesa, seriam publicados dois anos depois como A ideia de uma universidade, um livro que continua sendo um dos trabalhos mais eloquentes em defesa da eficácia de uma educação integrada, com base nas artes liberais. Até hoje, a influência de Newman pode ser vista na criação de novos centros católicos de ensino superior. Sua maior contribuição para a filosofia é seu trabalho seminal, A gramática do assentimento (1870), produto de vinte anos de trabalho, em que se destacam os fundamentos racionais para a crença religiosa e a inadequação do empirismo filosófico. Sua Apologia pro Vita Sua (1864) é, sem dúvida, a maior autobiografia espiritual já escrita, com a óbvia exceção das incomparáveis Confissões de Santo Agostinho. Anos antes, em 1848, apenas três anos após sua recepção na Igreja, Newman prenunciou sua Apologia com seu primeiro romance, Perda e ganho, um relato ficcional semi-autobiográfico sobre um jovem à procura da fé, em meio ao ceticismo e às incertezas de Oxford no início da época vitoriana. Também abordou o problema da conversão em seu romance histórico Callista: Um esboço do terceiro século, publicado em 1855. Grande estilista em prosa, o crítico George Levine viu em Newman “talvez o mais artístico e brilhante prosador do século XIX”, um julgamento aparentemente ecoado por James Joyce, via Stephen Dedalus, em Um retrato do artista quando jovem. Newman também foi um dos melhores poetas da era vitoriana, escrevendo poemas como “O Sinal da Cruz”, “A Prisão de Ouro” e “A Rainha dos Peregrinos”, que se situam ao lado dos melhores versos de seus ilustres contemporâneos. Seu poema mais ambicioso é O sonho de Gerontius, que mais tarde serviu de inspiração a um oratório de Sir Edward Elgar; apresenta uma alma no momento da morte e a sua condução, pelo anjo da guarda, à graça purificadora do purgatório. “Faz-nos lembrar Milton, às vezes”, sugeriu o crítico A. S.P. Woodhouse, “e antecipa notavelmente T. S. Eliot em sua apresentação de Cristo como o cirurgião que examina a ferida para curá-la. A canonização iminente de Newman significa a crença da Igreja Católica de que ele alcançou a sua recompensa celeste. De qualquer forma, não há como negar a magnitude da influência de Newman na Igreja e na cultura secular mais ampla, especialmente no mundo de língua inglesa. De fato, pode-se dizer que Newman não é apenas o pai do Catholic revival (renascimento católico): seu desenvolvimento posterior se apoia em seus ombros fortes e diligentes. Lembrando das famosas palavras de Sir Isaac Newton, de que havia “visto mais longe, pois tinha ficado de pé sobre ombros dos gigantes”, pode-se dizer que os católicos nos Estados Unidos veem sua fé e o mundo a partir da perspectiva de um renascimento que se apoia sobre os ombros de John Henry Newman. Como tal, a dívida que os católicos norte-americanos devem ao cardeal prestes a ser canonizado é considerável. http://www.ncregister.com/blog/josephpearce/cardinal-newman-father-of-the-catholic-revival

  • O ESPÍRITO SANTO E NÓS – 5º Domingo da Páscoa

    Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O Espírito Santo vos ensinará tudo”, clicar AQUI. Não há dúvida de que Cristo Senhor, sendo a Palavra eterna de Deus feito carne, foi um professor perfeitíssimo, um pedagogo irretocável, e que ensinou a seus discípulos a doutrina celeste como ninguém jamais seria capaz de fazer. Mesmo assim, Ele diz no Evangelho deste domingo que será o Espírito Santo, e não Ele, a lhes ensinar e recordar tudo, conduzindo-os à plena verdade. O que isso significa, na prática, é o que Padre Paulo Ricardo explica nesta homilia, já em clima de preparação para Pentecostes. O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA (Meditação de Scott Hahn) O primeiro Concílio da Igreja, o Concílio de Jerusalém, sobre o qual ouvimos na primeira leitura de hoje, decidiu a perfil da Igreja tal como a conhecemos hoje. Alguns cristãos judeus queriam que os pagãos convertidos fossem circuncidados e obedecessem a todas as complicadas leis ritualísticas dos judeus. O Concílio chamou isto de heresia, novamente nos mostrando que a Igreja, no plano divino, devia ser uma família de Deus sem fronteiras, e não mais uma aliança com uma única nação. A Liturgia de hoje fornece-nos uma profunda meditação sobre a natureza e o significado da Igreja. A Igreja é una, como vemos na primeira leitura: “…os apóstolos [bispos] e os presbíteros [sacerdotes], em concordância com toda a Igreja [os leigos]”. A Igreja é santa, instruída e guiada pelo Espírito, que Jesus havia prometido aos Apóstolos no Evangelho. A Igreja é católica, ou universal, tornando conhecidos a todos os povos os caminhos de salvação desejados por Deus (que a todos governa com retidão, como cantamos no Salmo de hoje). E a Igreja, tal como João a viu na Segunda Leitura, é apostólica, fundada sobre os Doze Apóstolos do Cordeiro. Vemos, todas essas características da Igreja, sempre ressaltadas na história dos concílios. Note-se que todos, incluindo Paulo, veem “Jerusalém [e] os Apóstolos” como pontos de referência, ao escolherem o verdadeiro ensinamento da Igreja. Os apóstolos, por sua vez, deixam subentendido que os catequizadores cristãos precisam de um mandato deles para ensinar. Vemos o Espírito Santo guiando os apóstolos em toda a verdade. Observe-se como eles descrevem a sua decisão: “…porque decidimos, o Espírito Santo e nós…”. Conhecendo estas verdades sobre a Igreja, nossos corações jamais se inquietarão. A mensagem da Liturgia de hoje é que a Igreja é do Senhor, cuidada e defendida pelo Advogado, o Espírito Santo, enviado pelo Pai em nome do Filho. Isso deve nos encher de confiança, deixando-nos livres para adorar com exultação; inspirando-nos a dedicar nossas vidas ao Seu Nome; amando a Jesus no cumprimento de Sua Palavra; e alegrando-nos com o fato de que Ele e o Pai, através do Espírito, fizeram a Sua morada em nós. https://stpaulcenter.com/counsel-of-jerusalem-scott-hahn-reflects-on-the-sixth-sunday-of-easter/ PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Atos dos apóstolos 15,1-2.22-29) O Espírito Santo e nós decidimos Naqueles dias, chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”. Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos. Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!” SALMO 66 O Espírito governa os povos com retidão (Antífona): Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! — Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos. — Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações. — Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra! SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Apocalipse 21, 1-5a) A Igreja fundada sobre os Apóstolos do Cordeiro Um anjo me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino. Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Não vi templo na cidade, pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa de sol nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz, e a sua lâmpada é o Cordeiro. EVANGELHO (São João 14,23-29) O Espírito vos ensinará tudo Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes o que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isso, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis”.

  • BISPO QUER MACUMBA NO SÍNODO DA AMAZÔNIA – Marco Tosatti

    Um leitor brasileiro nos enviou o vídeo que estamos divulgando abaixo. Nele vemos o mons. Fernando Guimarães, Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil, em uma reunião de preparação para o Sínodo da Amazônia. O arcebispo aparece ao lado de um “Pai de santo”. Um “Pai de santo” é uma espécie de “médium” da religião afro-brasileira Macumba. No diálogo com o “Pai de Santo” o bispo fala em termos positivos do seu ecumenismo, declarando que ele próprio presidiu um culto protestante em determinada ocasião. Ele diz que ele próprio o organizou em um navio-hospital da Marinha do Brasil. O episódio de ecumenismo extraordinário ocorreu após a celebração da Missa católica. O prelado pareceu desconsolado devido ao fato de que os protestantes não tinham um “pastor” a bordo, e decidiu compensar essa deficiência, e presidir ele mesmo um culto evangélico de ação de graças … Um dos destaques do vídeo é quando o “Pai de santo”, em determinado momento, coloca no pescoço do arcebispo, como presente, um colar “sagrado” para que o bispo também possa presidir os cultos da macumba! O bispo recebe o presente com risos e gestos de aprovação… O “Pai de Santo” afirma ter realizado o gesto de “ordenação” do bispo, inspirado por vozes “de cima”, que ele ouvira naquele exato momento. Monsenhor Guimarães, então, em sinal de gratidão, e invocando o Papa Francisco, que quer “propostas ousadas”, propõe ao cardeal Claudio Hummes, ali presente, convidar o “Pai de Santo” para participar do Sínodo sobre a Amazônia como ouvinte. Vamos ver se a proposta audaciosa será aceita. Todos no Brasil sabem que a macumba é um culto fetichista preternatural, com conexões óbvias com o mundo ocultista e demoníaco. (Muitos exorcistas podem testemunhar isso). Deve-se notar que Monsenhor Guimarães foi subsecretário da Congregação para o Clero por muitos anos. Naquela época, ele parecia uma pessoa totalmente em sintonia com João Paulo II e Bento XVI. Dizem que, em particular, até celebrava no rito antigo. Agora nós o encontramos em posição muito diferentes… http://lanuovabq.it/it/il-vescovo-importa-al-sinodo-amazzonico-la-macumba

  • O QUE NINGUÉM OUSA DIZER – Gustavo Corção

    Sim, “ninguém ousa chama-la de conspiração”. Chamar o quê? A história, ou melhor, a linha ou as linhas-de-história que, sobre o fundo da paisagem confusa dos acontecimentos humanos, traçam figuras que irresistivelmente revelam uma intenção, um programa e por conseguinte um agente ou um grupo de agentes. Uma das características principais desses agentes é o segredo com que se associam, e à sombra do qual manobram os fios dos acontecimentos; como corolário imediato e paradoxal desse segredo observa-se no mundo moderno furioso empenho de desviar a atenção pública dessa Conspiração e de ridicularizar por todos os meios de comunicação e divulgação a ideia de tal proposição. Para esse jogo se prestam os milhões de ingênuos que povoam as cidades, que passam horas diante das TVs, mas ainda mais efetivamente se presta a especial forma de estupidez de que vivem os “intelectuais” do mundo liberal. Citemos um trecho do primeiro capítulo do livro, onde logo apreendemos a ideia fundamental do autor: “Quem disser que os acontecimentos capitais do mundo se inscrevem na trama de um planejamento é ridicularizado, escarnecido, por sua crença na teoria conspirativa da história”. “Evidentemente mais ninguém nos tempos presentes acredita nessa teoria conspirativa da história, exceção feita daqueles que se deram ao trabalho de estudar o assunto”. Aqui interrompo a citação do livro americano para acrescentar uma ideia: na verdade só se dá ao trabalho de reestudar um assunto tão solidamente e tão continuamente afirmado e reafirmado pela máquina de fabricar opinião pública quem ainda possui forças de defesa e imunização contra tal peste. Por experiência própria sei o que me custou o trabalho de consertar os circuitos de meu desconfiômetro, e os trabalhos subsequentes de rever toda a trama de empulhamento de que até recentemente fora vítima mesmo sem chegar à metástase da imbecilidade incurável dos que aplaudiram Allende, e dos que veem no “progressismo” que devasta a Igreja um real e benéfico desabrochar do Evangelho. Há aqui um penoso paradoxo. De um lado parece-nos que, para sentar-se com disposição de estudar e desembaraçar a trama de empulhamentos de nosso bravo século, é preciso de antemão suspeitar de que tudo o que mais se propala merece reservas, quase dizemos que é preciso possuir certo faro; de outro lado parece-nos que o amontoado de empulhamentos chegou a tal ponto que mais misterioso e inexplicável é o fato brutal de serem tantos os enganados. Sem querer fazer desta pobre humanidade, já tão caluniada, um rebanho de bilhões de onagros, não podemos negar a brutalidade das vitórias que os mecanismos de fabricação de opinião pública vêm obtendo neste século. Parece todavia que já começamos a sair desse inferno e que – como nos diz Dante ou Virgílio, na Divina Comédia – já começamos a ver as estrelas. O livro de Gary Allen diz que na carneirada do mundo “ninguém ousa dar a isto que aí está o nome de conspiração”, mas o sucesso do livro, se é verdadeiro, nos prova que já são muitos os que desejam ouvir tão enérgica denúncia. Continuemos a citação: “Há duas teorias em confronto, sobre a história. Ou acontecem as coisas por acaso, sem serem planejadas e causadas por alguém; ou acontecem porque são planejadas e porque alguém ou alguns fazem tudo para que aconteçam. Na realidade, a teoria da história acidental (ou produzida pelo mero empuxo das causas materiais), oficialmente ensinada nas sorbones é a que mereceria ser ridicularizada. Como se explica então que cada administração cometa os mesmos enganos da anterior? Por que se repetem os erros? Como se explica que nosso Departamento de Estado escorregue de uma mancada da política de ajuda do comunismo para outra mancada? Se você acredita e afirma que tudo isto é um resultado acidental de um misterioso e inexplicável fluxo da história, você será visto como um “intelectual” que tem noção da complexidade do mundo em que vive; se porém você acredita e afirma que 32.496 consecutivas coincidências nos últimos quarenta anos contrariam de algum modo as leis estatísticas, você será apenas um pateta”. O que Gary AlIen diz dos acontecimentos políticos norte-americanos, e das 32.496 coincidências que se repetem com fastidiosa insistência, por muito mais forte razão podemos dizer, não da história da Igreja, mas da linha-de-história que neste século produziu o resultado monstruoso que temos diante dos olhos. Eu gostaria de complementar e de matizar a filosofia conspirativa da história, esboçada por Gary AlIen, mas antes desse trabalho quero desde já afirmar que a teoria oposta, que põe a tônica da demolição da Igreja na carneirada que produz em torno da Casa de Deus uma apostasia carnavalesca e infinitamente estúpida, parece-me decididamente inaceitável. Se em alguma linha-de-história se aplica a “conspiracy theory of history” é no que está acontecendo no mundo católico, e nos restos da civilização cristã. Aqui o empuxo da humana burrice é colossal, mas esse mesmo fenômeno evidencia a presença secreta de agentes realmente norteadores de tamanha massificação. Na verdade a história da grande e infantil humanidade sempre foi e sempre será, para o bem e para o mal, obra de uns poucos. A famosa frase de Churchil “nunca tantos deveram tanto a tão poucos” aplica-se aos discípulos de Cristo e aos defensores de Londres. Não poderíamos talvez hoje dizer que nunca tantos foram tão enganados e feridos por tão poucos? As 32.496 convergências do progressismo induzem-me fortemente a ousar dizer que há, em torno da Igreja, uma conspiração e não apenas uma acidental epidemia de burrice. (Publicado em O Globo, 5/12/1972).

  • Chá e Cristianismo

    O dia de festa de Francisco Xavier é 3 de dezembro. Para aqueles de nós que amam o nosso chá da tarde, é uma festa que devemos notar. Pois o hábito mais civilizado do mundo deve uma enorme dívida de gratidão a Xavier e seus missionários jesuítas que viajaram para o Japão em 1549. Agora, para apreciar adequadamente esta história, você deve saber que entre os japoneses, o chá é praticamente um sacramento. Eles não bebem apenas, eles têm um ritual inteiro e uma filosofia dedicada ao seu consumo e apreciação: O Caminho do Chá. Talvez melhor do que ninguém, os japoneses entendem o seu paradoxo: ao contrário de outras bebidas e refeições que compartilhamos, o chá é humilde, mas extremamente gratificante! Uma das mais belas descrições do chá e da cultura que a produziu é da Historia, escrita pelo padre jesuíta e missionário João Rodrigues, que amava o chá e escreveu um pouco sobre isso. Ele e seus companheiros jesuítas logo reconheceram que era uma parte profundamente bela de sua cultura que os convertidos japoneses pudessem desfrutar de todo o coração porque promoviam, em vez de comprometer suas crenças. Rodrigues elogiou seus benefícios sociais, espirituais e de saúde, notando que melhorou a digestão e abriu a mente para as coisas mais elevadas. Encorajava a meditação silenciosa, a simplicidade rústica, o julgamento estético, a apreciação da natureza e o significado do momento presente. Também exigia “cortesia, boa educação, moderação nas ações” e pureza de espírito. Certa tarde, no final do outono, alguns anos atrás, eu assistia a um documentário educacional sobre o Daimyo – o “caminho duplo” dos poetas guerreiros feudais do Japão. Há uma seção no filme onde você assiste, em quase completo silêncio, um homem realizando a cerimônia do chá. O homem simbolicamente lava as mãos em uma pequena bacia. Ajoelhando-se, ele segura o recipiente de chá acima da cabeça em uma oração de agradecimento. Ele se inclina. Seu companheiro se inclina para baixo, inclina-se para ele. Ele se endireita e bebe o chá em um só ato. Quando ele terminar, ele limpa cuidadosamente o aro. Do outro lado da sala, eu assisti isso em absoluta surpresa. Meu Deus, pensei, isso parece a Missa! Era muito específico para haver alguma dúvida. Se você já viu uma missa celebrada na forma extraordinária (antigo rito latino), as semelhanças são ainda mais estranhas. Cada cerimônia do chá que tenho visto desde então confirma isso com ainda mais detalhes. Como poderia ser tão parecido?Se você olhar mais profundamente na história da Cerimônia do Chá, e especialmente de Sen no Rikyu, o homem cuja filosofia moldou a cerimônia do chá no século XVI, você começa a descobrir algumas coisas: Três (alguns dizem cinco) dos sete discípulos de Rikyu. eram católicos devotos convertidos. Sua esposa também, e com ela assistiram a uma missa histórica celebrada em Kyoto, uma experiência que o afetou profundamente. Sua filosofia da simplicidade zen seria facilmente reconhecida pelos estudiosos do misticismo ocidental como “desapego cristão”. A cerimónia do chá era chocantemente igualitária: devia ser oferecida por e para todas as classes de homens e mulheres, e era preciso exercitar a humildade para celebrá-la apropriadamente. Casas de chá tinham uma porta baixa que só se podia entrar ajoelhado, e primeiro removendo sua espada se ele carregasse uma. A visão poética de Rikyu de submissão propositada a coisas superiores é incrivelmente sintonizada com a teologia cristã. De fato, ele posteriormente incorreu na ira de Toyotomi Hideyoshi, seu temperamental suserano Daimyo, porque ele manteve sua independência da influência de Hideyoshi. Por fim, Hideyoshi ordenou que Rikyu cometesse suicídio ritual em 1591. Seis anos depois, ele ordenou o martírio dos 26 católicos de Nagasaki. E o mistério se desdobra ainda mais: se um observador que passeia por um jardim japonês do século XVII se deparar com uma cerimônia do chá oferecida em uma simples casa de chá, verá o evento em silhueta através das paredes de papel de arroz. Porque as ações são tão semelhantes, ele não seria capaz de distingui-lo da consagração em uma missa. E, como você pode imaginar, durante as perseguições cristãs no Japão que se seguiram, as missas foram oferecidas secretamente em casas de chá. Em parte por causa disso, a fé católica no Japão sobreviveu no subsolo durante os duzentos anos seguintes. E aquelas lanternas de pedra quintessencialmente japonesas que são um ponto focal em muitos jardins de chá? Alguns deles têm a figura da Virgem Maria e o monograma grego IHS esculpido na parte de base que não é visível, porque está enterrado. Muitas dessas eram marcadores para os cristãos escondidos, em japonês, “Kakure Kirishitan”. Até hoje, por volta das 4 horas da tarde, o chá preserva a sanidade dos seres humanos sitiados em todo o mundo, que esperam ansiosamente por sua tranquilidade civil. Mas sua conquista muito maior foi preservar o catolicismo no Japão durante duzentos anos de perseguição. Fonte:https://www.crisismagazine.com/2012/tea-and-christianity Tradução: Luan Gomes dos Santos

  • O CATÓLICO JAYME OVALLE

    Apesar de mais conhecido como autor de canções de base folclórica (e que, segundo Manuel Bandeira, teria sua imortalidade garantida como autor do “Azulão”), a obra poética do católico Jaime Ovalle, assim como a influência que ele exerceu sobre o Movimento Modernismo, são ainda desconhecidas não só do grande público como da crítica acadêmica dita especializada. Nascido em Belém do Pará em 1894 e morto no Rio de janeiro em 1955, Jaime Ovalle foi, no Movimento Modernista, um artista à margem do barulho e da confusão. No entanto, como bem disse Manuel Bandeira, “agia contaminando os seus amigos militantes de sua personalidade federativamente brasileira”. Ao contrário de outros poetas seus contemporâneos, como Mário de Andrade, Carlos Drummonde de Andrade e Augusto Meyer, para só citar alguns, em que se podia descobrir sem muito esforço a presença de elementos da região do autor, Ovalle foi mais do que um paraense nostalgicamente perdido no Rio de Janeiro. Ainda segundo Manuel Bandeira, responsável em grande parte por sua sobrevivênvia na memória brasileira, Ovalle “nunca foi de Estado nenhum: era brasileiro e sentia em si todos os Estados”. Ainda segundo o poeta de Libertinagem, Ovalle teria excercido influência significativa sobre os poetas da sua geração, os mesmos que depois fariam a famosa (mais famosa do que importante) Semana de 22: “Fala-se de influência disto e daquilo, deste e daquele poeta francês, italiano ou alemão sobre os poetas da geração de 22. A influência de Ovalle foi muito maior: nunca de exterioridades formais, mas de Alma. Ele sabia dizer com absoluta segurança onde estava o momento mais alto da poesia numa música, num poema, numa pintura” O próprio Bandeira confessaria que seu livro Libertinagem, escrito entre 1924 à 1930, e o que mais impregnado está da técnica e da estética do modernismo, não teria sido escrito como tal se não fosse o seu convívio com Ovalle e outros amigos do momento: “Muita coisa que ali parece modernismo, não era senão o espírito do grupo alegre de meus companheiros diários naquele tempo: Jaime Ovalle, Dante Milano, Osvaldo Costa, Geraldo Barbosa do Amaral. Se não tivesse convivido com eles, decerto não teria escrito, apesar de todo o modernismo, versos com os de ‘Mangue’,  ‘Na Boca’, ‘Macumba de Pai Zusé’, etc…” O Ovalle poeta conviveu bem com o Ovalle músico, representante respeitado daquela fase renovadora da música brasileira que se situa entre as primeiras décadas do século XX. Foi amigo e coetâneo de Villa-Lobos, Luciano Gallet, Lorenzo Fernandes, além de membro da Academia de Música Brasileira. Como compositor, Ovalle deixou pelo menos dois “clássicos” da canção brasileira de sempre, “Azulão e “Modinha”, ambas com textos de Manuel Bandeira. Embora não tenha livros publicados, Ovalle deixou um livro inédito de poemas,  The Foolish Bird (O pássaro tolo), escrito originalmente em inglês e cujos originais estão desaparecidos. Bandeira, que conheceu os poemas do amigo, dizia que sua principal fonte de inspiração poética era a Bíblia.

  • OS PONTOS CARDEAIS DE DEUS

    A religião aponta para Deus. A arte aponta para Deus. A filosofia aponta para Deus. A ciência aponta para Deus. Cada uma delas para um ponto cardeal de Deus. Não estamos mais perdidos no deserto.

  • O HOMEM QUE LAVA LOUÇA – Paulo Briguet

    Todos os dias lavo a louça e rezo o terço. Sim, é possível fazer bem as duas coisas ao mesmo tempo. Alguns dizem — os tolos! — que lavar a louça e rezar o terço são coisas de mulher. Ah, se eles soubessem como é bom… Lavando a louça, eu limpo os pratos. Rezando o terço, eu limpo a alma. É coisa de homem, é coisa de mulher, é coisa de gente. Aprendi a lavar louça há 30 anos, em 1988, quando estudei Filosofia em São Paulo e morei sozinho pela primeira vez. Como eu não sabia fazer mais nada, meus colegas de república destinaram-me essa tarefa. Logo, tomei gosto pela atividade. Nunca mais me afastei da pia. Porém, naquela época eu não rezava. Cada terço é composto de 5 mistérios, uma Profissão de Fé, 6 Pais-Nossos, 53 Ave-Marias e 6 Glórias. Às vezes, a quantidade de louça que eu tenho para lavar permite que a cada oração corresponda um objeto. É como se os pratos, copos, talheres e panelas substituíssem as contas do Rosário. Lavando o prato em que meu filho comeu, agradeço a Deus pela alegria de ser pai de um menino tão bom e inteligente. Lavando o copo em que a Rosângela bebeu água, agradeço a Deus pela alegria por ter casado com a mulher certa. Lavando a xícara em que tomamos café hoje pela manhã, agradeço a Deus pela união e o amor de nossa pequena família, que todos os dias se inspira na pequena e gloriosa Família de Nazaré. Lavando uma colher, eu penso em Vó Maria, nas inúmeras vezes que ela cuidou de mim desde muito pequeno, quando eu ainda não sabia falar e ela levava as colheradas à minha boca. Lavando um garfo, eu penso em Aracy, em seu carinho de mãe que, mesmo dando aulas de histórias na periferia de São Paulo, encontrava tempo para preparar as maiores delícias para o filho e a filha. Lavando uma faca, eu me lembro da habilidade do meu pai em descascar laranjas. Às vezes, antes de descascar as frutas para nós, ele fazia um pequeno número de malabarismo com elas. Lavando uma panela, eu penso no Vô Briguet, que gostava de espiar o conteúdo das panelas que estavam no fogão, depois abrir a geladeira só para ver se estava faltando alguma coisa. E nesse tempo todo eu também estou rezando. Quando digo em pensamento “Ave Maria”, estou reproduzindo a saudação do Anjo Gabriel à jovem de Nazaré. S. Tomás de Aquino diz que os anjos não costumam saudar os humanos, mas naquele caso foi necessário abrir uma exceção, por que a jovem judia era a “cheia de graça” e o próprio Deus estava com ela. Rezar o terço também é lembrar 53 vezes da nossa condição mortal. Ao final de cada conta, repetimos o pequeno Kaddish: “Rogai por nós pecadores ∕ Agora e na hora de nossa morte”. Mas logo em seguida vem uma nova oração, e a vida misteriosamente recomeça, enquanto a água a tudo purifica com seu murmúrio batismal. Eis-me na pia, eis-me na piedade. Rezar o terço, lavar a louça. Descobrir, nas pequeníssimas coisas rotineiras, o grande mistério da vida eterna. https://www.folhadelondrina.com.br/blogs/paulo-briguet/o-homem-que-lava-louca-1002723.html

  • Houve ou não houve, consagração do Brasil ao Imaculado Coração?

    Assista acima à cerimônia realizada hoje, 21 de maio. Houve ou não houve, consagração do Brasil ao Imaculado Coração? Precedido de muita comemoração e entusiasmo por parte dos católicos, o dia 21 de maio de 2019 tornou-se um marco para os cristãos do todo Brasil. Com a presença ilustríssima do Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, de Dom Fernando Rifan e outras autoridades da Igreja, além de políticos da bancada Católica e outros convidados, aconteceu hoje no Palácio do Planalto um Ato de renovação da Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria. Uma cerimônia curta, com duração aproximada de 30 minutos, e sem nenhum pronunciamento do Presidente, deixou muitos católicos aflitos, questionando a validade deste ato. Inicialmente achamos muito importante recordar o fato de que o Brasil já foi Consagrado ao Imaculado Coração de Maria em 1946 (veja foto no final da página), e o ato proposto para hoje era da renovação do ato de consagração realizado anteriormente. Também precisamos ressaltar o fato de que passamos recentemente por governos de extrema esquerda que, mesmo recebendo apoio explicito da CNBB e de muitos católicos que desconhecem a doutrina da Igreja (que proíbe o apoio a partidos comunistas/socialistas), promoviam pautas contrárias a igreja e à liberdade de credo, aprovando desde a união homo afetiva, até o aborto em diversas circunstâncias, entre outros casos. Portanto, conquistar em tão pouco tempo o apoio explícito da atual administração para pautas que defendem abertamente a moral e os valores cristãos, afastando o enorme risco do Brasil se transformar no que vive hoje a Venezuela, é motivo para comemorar, e muito! Sobre a participação do Presidente no ato, muitos questionaram o silêncio do mesmo e o fato de não ter assinado o ato de renovação da consagração. Vale frisar que o Presidente Bolsonaro, não somente consentiu no ato de consagração, como se fez presente, rezou junto com os presentes e concordou com tudo que aconteceu lá, confirmado inclusive com a assinatura de seu ministro. Obviamente não quis fazer ele mesmo por prudência (talvez mundana) para não ser acusado (injustamente) de criar mais divisões e inimizades em sua base parlamentar, que conta com boa parte de protestantes, uma vez que passa por momentos delicados em sua gestão. Além do cronograma oficial, estipulado para o ato, houve um momento em que Dom Rifan, juntamente com os presentes, recitou a fórmula de renovação da consagração, que havia sido previamente assinada. Portanto, mesmo que não tenha acontecido de acordo com a expectativa da maioria dos católicos, podemos afirmar que houve uma renovação (mesmo que imperfeita) e, principalmente, que este ato foi de fato uma grande homenagem à Santíssima Virgem e deve ser canal de muitas graças para a nossa nação. Aproveitamos a todos que nos visitam para participarem da campanha de Jejum e Oração por nossa Nação! Clique aqui ou na imagem no final do artigo para maiores informações sobre como participar da campanha. Leia abaixo as informações do ato de consagração realizado em 1946. Clique aqui para baixar o arquivo em PDF. #Brasil #NossaSenhora #Política

  • Houve ou não houve, consagração do Brasil ao Imaculado Coração?

    Assista acima à cerimônia realizada hoje, 21 de maio. Houve ou não houve, consagração do Brasil ao Imaculado Coração? Precedido de muita comemoração e entusiasmo por parte dos católicos, o dia 21 de maio de 2019 tornou-se um marco para os cristãos do todo Brasil. Com a presença ilustríssima do Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, de Dom Fernando Rifan e outras autoridades da Igreja, além de políticos da bancada Católica e outros convidados, aconteceu hoje no Palácio do Planalto um Ato de renovação da Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria. Uma cerimônia curta, com duração aproximada de 30 minutos, e sem nenhum pronunciamento do Presidente, deixou muitos católicos aflitos, questionando a validade deste ato. Inicialmente achamos muito importante recordar o fato de que o Brasil já foi Consagrado ao Imaculado Coração de Maria em 1946 (veja foto no final da página), e o ato proposto para hoje era da renovação do ato de consagração realizado anteriormente. Também precisamos ressaltar o fato de que passamos recentemente por governos de extrema esquerda que, mesmo recebendo apoio explicito da CNBB e de muitos católicos que desconhecem a doutrina da Igreja (que proíbe o apoio a partidos comunistas/socialistas), promoviam pautas contrárias a igreja e à liberdade de credo, aprovando desde a união homo afetiva, até o aborto em diversas circunstâncias, entre outros casos. Portanto, conquistar em tão pouco tempo o apoio explícito da atual administração para pautas que defendem abertamente a moral e os valores cristãos, afastando o enorme risco do Brasil se transformar no que vive hoje a Venezuela, é motivo para comemorar, e muito! Sobre a participação do Presidente no ato, muitos questionaram o silêncio do mesmo e o fato de não ter assinado o ato de renovação da consagração. Vale frisar que o Presidente Bolsonaro, não somente consentiu no ato de consagração, como se fez presente, rezou junto com os presentes e concordou com tudo que aconteceu lá, confirmado inclusive com a assinatura de seu ministro. Obviamente não quis fazer ele mesmo por prudência (talvez mundana) para não ser acusado (injustamente) de criar mais divisões e inimizades em sua base parlamentar, que conta com boa parte de protestantes, uma vez que passa por momentos delicados em sua gestão. Além do cronograma oficial, estipulado para o ato, houve um momento em que Dom Rifan, juntamente com os presentes, recitou a fórmula de renovação da consagração, que havia sido previamente assinada. Portanto, mesmo que não tenha acontecido de acordo com a expectativa da maioria dos católicos, podemos afirmar que houve uma renovação (mesmo que imperfeita) e, principalmente, que este ato foi de fato uma grande homenagem à Santíssima Virgem e deve ser canal de muitas graças para a nossa nação. Aproveitamos a todos que nos visitam para participarem da campanha de Jejum e Oração por nossa Nação! Clique aqui ou na imagem no final do artigo para maiores informações sobre como participar da campanha. Leia abaixo as informações do ato de consagração realizado em 1946. Clique aqui para baixar o arquivo em PDF. #Brasil #NossaSenhora #Política

  • UM CADÁVER NO PODER [Sobre a “teologia da libertação”] – Olavo de Carvalho

    Por que ainda há quem siga a Teologia da Libertação? Aparentemente nenhuma pessoa razoável deveria fazer isso. Do ponto de vista teológico, a doutrina que o peruano Gustavo Gutierrez e o brasileiro Leonardo Boff espalharam pelo mundo já foi demolida em 1984 pelo então cardeal Joseph Ratzinger (“Liberation Theology”, 1984),  dois anos depois de condenada pelo Papa João Paulo II (v. Quentin L. Quade, ed., The Pope and Revolution: John Paul II Confronts Liberation Theology. Washington, D.C., Ethics and Public Policy Center, 1982). Em 1994 o teólogo Edward Lynch afirmava que ela já tinha se reduzido a uma mera curiosidade intelectual (“The retreat of Liberation Theology”, The Homiletic & Pastoral Review). Em 1996 o historiador espanhol Ricardo de la Cierva, que ninguém diria mal informado, dava-a por morta e enterrada (v. La Hoz y la Cruz. Auge y Caída del Marxismo y la Teología de la Liberación, Toledo, Fénix, 1996.) Uma década e meia depois, ela é praticamente doutrina oficial em doze países da América Latina. Que foi que aconteceu? Tal é a pergunta que me faz um grupo de eminentes católicos americanos e que, com certeza, interessa também aos leitores brasileiros. Para respondê-la é preciso analisar a questão sob três ângulos: (1) A TL é uma doutrina católica influenciada por idéias marxistas ou é apenas um ardil comunista camuflado em linguagem católica? (2) Como se articulam entre si a TL enquanto discurso teórico e a TL enquanto organização política militante? (3) Respondidas essas duas perguntas pode-se então apreender a TL como fenômeno preciso e descrever a especial forma mentis dos seus teóricos por meio da análise estilística dos seus escritos. À primeira pergunta tanto o prof. Lynch quanto o cardeal Ratzinger, bem como inumeráveis outros autores católicos (por exemplo, Hubert Lepargneur, A Teologia da Libertação. Uma Avaliação, São Paulo, Convívio, 1979, ou Sobral Pinto, Teologia da Libertação. O Materialismo Marxista na Teologia Espiritualista, Rio, Lidador, 1984), dão respostas notavelmente uniformes: partindo do princípio de que a TL se apresenta como doutrina católica, passam a examiná-la sob esse aspecto, louvando suas possíveis intenções justiceiras e humanitárias mas concluindo que, em essência, ela é incompatível com a doutrina tradicional da Igreja, e portanto herética em sentido estrito. Acrescentam a isso a denúncia de algumas contradições internas e a crítica das suas popostas sociais fundadas numa arqui desmoralizada economia marxista. Daí partem para decretar a sua morte, assegurando, nos termos do prof. Lynch, que “Embora ainda seja atraente para muitos estudiosos americanos e europeus, ela falhou naquilo que os liberacionistas sempre disseram ser a sua missão principal, a completa renovação do catolicismo latino-americano”. Todo discurso ideológico revolucionário pode ser compreendido em pelo menos três níveis de significado, que é preciso primeiro distinguir pela análise e depois rearticular hierarquicamente conforme algum desses níveis se revele o mais decisivo na situação política concreta, subordinando os demais. O primeiro é o nível descritivo, no qual ele apresenta um disgnóstico, descrição ou explicação da realidade ou uma interpretação de alguma doutrina anterior. Neste nível o discurso pode ser julgado pela sua veracidade, adequação ou fidelidade, seja aos fatos, seja ao estado dos conhecimentos disponíveis, seja à doutrina considerada. Quando o discurso traz uma proposta definida de ação, pode ser julgado pela viabilidade ou conveniência dessa ação. O segundo é o da autodefinição ideológica, em que o teórico ou doutrinador expressa os símbolos nos quais o grupo interessado se reconhece e pelo qual ele distingue os de dentro e os de fora, os amigos e os inimigos. Neste nível ele pode ser julgado pela sua eficácia psicológica ou correspondência com as expectativas e anseios da platéia. O terceiro é o da desinformação estratégica, que fornece falsas pistas para desorientar o adversário e desviar antecipadamente qualquer tentativa de bloquear a ação proposta ou de neutralizar outros efeitos visados pelo discurso. No primeiro nível, o discurso dirige-se idealmente ao observador neutro, cuja adesão pretende ganhar pela persuasão. No segundo, ao adepto ou militante atual ou virtual, para reforçar sua adesão ao grupo e obter dele o máximo de colaboração possível. No terceiro, dirige-se ao adversário, ou alvo da operação. Praticamente todas as críticas de intelectuais católicos à Teologia da Libertação limitaram-se a examiná-la no primeiro nível. Desmoralizaram-na intelectualmente, provaram o seu caráter de heresia e assinalaram nela os velhos vícios que tornam inviável e destrutiva toda proposta de remodelagem socialista da sociedade. Se os mentores da TL fossem católicos sinceramente empenhados em “renovar o catolicismo latino-americano”, ainda que por meios contaminados de ideologia marxista, isso teria bastado para desativá-la por completo. Uma vez que esse tipo de análise crítica saiu das meras discussões intelectuais para tornar-se palavra oficial da Igreja, com o estudo do Cardeal Ratzinger em 1984, a TL podia considerar-se, sob esse ângulo, extinta e superada. Leiam agora este depoimento do general Ion Mihai Pacepa, o oficial de mais alta patente da KGB que já desertou para o Ocidente, e começarão a entender por que a desmoralização intelectual e teológica não foi suficiente para dar cabo da TL (“Kremlin’s religious Crusade”, em Frontpage Magazine, junho de 2009,Lima: Centro de Estudios y Publicaciones). Em 1959, como chefe da espionagem romena na Alemanha Ocidental, o general Pacepa ouviu da própria boca de Nikita Kruschev: “Usaremos Cuba como trampolim para lançar uma religião concebida pela KGB na América Latina.” O depoimento prossegue: “Khrushchev nomeou ‘Teologia da Libertação’ a nova religião criada pela KGB. A inclinação dela para a ‘libertação’ foi herdada da KGB, que mais tarde criou a Organização para a ‘Libertação’ da Palestina (OLP), o Exército de ‘Libertação’ Nacional da Colômbia (ELN), e o Exército de ‘Libertação’ Nacional da Bolívia. A Romênia era um país latino, e Khrushchev queria nossa “visão latina” sobre sua nova guerra de “libertação” religiosa. Ele também nos queria para enviar alguns padres que eram cooptadores ou agentes disfarçados para a América Latina – queria ver como “nós” poderíamos tornar palatável para aquela parte do mundo a sua nova Teologia da Libertação. “Naquele momento a KGB estava construindo uma nova organização religiosa internacional em Praga, chamada “Christian Peace Conference” (CPC), cujo objetivo seria espalhar a Teologia da Libertação pela América Latina. “Em 1968, o CPC – criado pela KGB – foi capaz de dirigir um grupo de bispos esquerdistas sul-americanos na realização de uma Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín, na Colômbia. O propósito oficial da Conferência era superar a pobreza. O objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso, que encorajasse o pobre a se rebelar contra a ‘violência da pobreza institucionalizada’, e recomendá-lo ao Conselho Mundial de Igrejas para aprovação oficial. A Conferência de Medellín fez as duas coisas. Também engoliu o nome de batismo dado pela KGB: ‘Teologia da Libertação.’” Ou seja, em suas linhas essenciais, a idéia da TL veio pronta de Moscou três anos antes de que o jesuíta peruano Gustavo Gutierrez, com o livro Teología de la Liberación (Lima, Centro de Estudios y Publicaciones, 1971), se apresentasse como seu inventor original, decerto com a aprovação de seus verdadeiros criadores, que não tinham o menor interesse num reconhecimento público de paternidade. O tutor da criança, Leonardo Boff, entraria em cena ainda mais tarde, não antes de 1977. Até hoje as fontes populares, como por exemplo a Wikipedia, repetem como papagaios adestrados que o Pe. Gutierrez foi mesmo o gerador da coisa e o sr. Boff seu segundo pai. Se a coisa e até o nome que a designa vieram prontos da KGB, isso não quer dizer que seus pais adotivos, Gutierrez, Boff e Frei Betto, não tenham tido nenhum mérito na sua disseminação pelo mundo. Ao contrário, eles desempenharam um papel crucial nas vitórias da TL e no mistério da sua longa sobrevivência. Os três, mas principalmente os dois brasileiros, atuaram sempre e simultaneamente em dois planos. De um lado, produzindo artificiosas argumentações teológicas para uso do clero, dos intelectuais e da Cúria romana. De outro lado, espalhando sermões e discursos populares e devotando-se intensamente à criação da rede de militância que se notabilizaria com o nome de “comunidades eclesiais de base” e viria a constituir a semente do Partido dos Trabalhadores. “Base” é aliás o termo técnico usado tradicionalmente nos partidos comunistas para designar a militância, distinguindo-a dos líderes. Sua adoção pela TL não foi mera coincidência. Quando os pastores se transformaram em comissários políticos, o rebanho tinha mesmo de tornar-se “base”. No seu livro E a Igreja se Fez Povo, de 1988, Boff confessa que foi tudo um “plano ousado”, concebido segundo as linhas da estratégia da lenta e sutil “ocupação de espaços” preconizada pelo fundador do Partido Comunista Italiano, Antonio Gramsci. Tratava-se de ir preenchendo aos poucos todos os postos decisivos nos seminários e nas universidades leigas, nas ordens religiosas, na mídia católica e na hierarquia eclesiástica, sem muito alarde, até chegar a época em que a grande revolução pudesse exibir-se a céu aberto. Logo após o conclave que o elegeu, em 1978, o papa João Paulo I teve um encontro com vinte cardeais latino-americanos e ficou muito impressionado com o fato de que a maioria deles apoiava ostensivamente a Teologia da Libertação. Informaram-lhe, na ocasião, que já havia mais de cem mil “comunidades eclesiais de base” disseminando a propaganda revolucionária na América Latina. Até então, João Paulo I conhecia a TL apenas como especulação teórica. Nem de longe imaginava que ela pudesse ter se transformado numa força política de tais dimensões. Em 1984, quando o cardeal Ratzinger começou a desmontar os argumentos teóricos da “Teologia da Libertação”, já fazia quatro anos que as “comunidades eclesiais de base” tinham se transfigurado num partido de massas, o Partido dos Trabalhadores, cuja militância ignora maciçamente quaisquer especulações teológicas, mas jura que Jesus Cristo era socialista porque assim dizem os líderes do partido. Dito de outro modo, a pretensa argumentação teológica já tinha cumprido o seu papel de alimentar discussões e minar a autoridade da Igreja, e fora substituída, funcionalmente, pela pregação aberta do socialismo, onde o esforço aparentemente erudito de aproximar cristianismo e marxismo cedia o passo ao manejo de chavões baratos e jogos de palavras nos quais a militância não procurava nem encontrava uma argumentação racional, mas apenas os símbolos que expressavam e reforçavam a sua unidade grupal e o seu espírito de luta. O sucesso deste segundo empreendimento foi proporcional ao fracasso do trio na esfera propriamente teológica. É possível que na Europa ou nos EUA um formador de opinião com pretensões de liderança não sobreviva à sua desmoralização intelectual, mas na América Latina, e especialmente no Brasil, a massa militante está a léguas de distância de qualquer preocupação intelectual e continuará dando credibilidade ao seu líder enquanto este dispuser de um suporte político-partidário suficiente. No caso de Boff e Betto, esse suporte foi nada menos que formidável. Fracassadas as guerrilhas espalhadas em todo o continente pela OLAS, Organización Latino-Americana de Solidariedad, fundada por Fidel Castro em 1966, a militância se refugiou maciçamente nas organizações da esquerda não-militar, que iam colocando em prática as ideias de Antonio Gramsci sobre a “ocupação de espaços” e a “revolução cultural”. A estratégia de Gramsci usava a infiltração maciça de agentes comunistas em todos os órgãos da sociedade civil, especialmente ensino e mídia, para disseminar propostas comunistas pontuais, isoladas, sem rótulo de comunismo, de modo a obter pouco a pouco um efeito de conjunto no qual ninguém visse nada de propaganda comunista, mas no qual o Partido, ou organização equivalente, acabasse controlando mentalmente a sociedade com “o poder invisível e onipresente de um mandamento divino, de um imperativo categórico” (sic). Nenhum instrumento se prestava melhor a esse fim do que as “comunidades eclesiais de base”, onde as propostas comunistas podiam ser vendidas com o rótulo de cristianismo. No Brasil, o crescimento avassalador dessas organizações resultou, em 1980, na fundação do Partido dos Trabalhadores, que se apresentou inicialmente como um inocente movimento sindicalista da esquerda cristã e só aos poucos foi revelando os seus vínculos profundos com o governo de Cuba e com várias organizações de guerrilheiros e narcotraficantes. O líder maior do Partido, Luís Inácio “Lula” da Silva, sempre reconheceu Boff e Betto como mentores da organização e dele próprio. Nascido no bojo do comunismo latino-americano por intermédio das “comunidades eclesiais de base”, o Partido não demoraria a devolver o favor recebido, fundando, em 1990, uma entidade sob a denominação gramscianamente anódina de “Foro de São Paulo”, destinada a unificar as várias correntes de esquerda e a tornar-se o centro de comando estratégico do movimento comunista no continente. Segundo depoimento do próprio Frei Betto, a decisão de criar o Foro de São Paulo foi tomada numa reunião entre ele, Lula e Fidel Castro, em Havana. Durante dezessete anos o Foro cresceu em segredo, chegando a reunir aproximadamente duzentas organizações filiadas, misturando partidos legalmente constituídos, grupos de sequestradores como o MIR chileno e quadrilhas de narcotraficantes como as Farc, que juravam nada ter com o tráfico de drogas mas então já costumavam trocar anualmente duzentas toneladas de cocaína colombiana por armas contrabandeadas do Líbano pelo traficante brasileiro Fernandinho Beira-Mar. Quando Lula foi eleito presidente do Brasil, em 2002, o Foro de São Paulo já havia se tornado a maior e mais poderosa organização política em ação no território latino-americano em qualquer época, mas sua existência era totalmente desconhecida pela população e, quando denunciada por algum investigador, cinicamente negada. O bloqueio chegou ao seu ponto mais intenso quando, em 2005, o sr. Lula, já presidente do Brasil, confessou em detalhes a existência e as atividades do Foro de São Paulo. O discurso foi publicado na página oficial da Presidência da República, mas mesmo assim a grande mídia em peso insistiu em fingir que não sabia de nada. Por fim, em 2007, o próprio Partido dos Trabalhadores, sentindo que o manto de segredo protetivo já não era necessário, passou a alardear aos quatro ventos os feitos do Foro de São Paulo, como se fossem coisa banal e arqui-sabida. Somente aí os jornais admitiram falar do assunto. Por que o segredo podia agora ser revelado? Porque, no Brasil, toda oposição ideológica tinha sido eliminada, restando apenas sob o nome de “política” as disputas de cargos e as acusações de corrupção vindas de dentro da própria esquerda; ao passo que, na escala continental, os partidos membros do Foro de São Paulo já dominavam doze países. As “comunidades eclesiais de base” haviam chegado ao poder. Quem, a essa altura, iria se preocupar com discussões teológicas ou com objeções etéreas feitas vinte anos antes por um cardeal que levara a sério o sentido literal dos textos e mal chegara a arranhar a superfície política do problema? Nos doze anos em que permaneceu no poder, o PT expulsou do cenário toda oposição conservadora, partilhando o espaço político com alguns aliados mais enragés e com uma branda oposição de centro-esquerda, e governou mediante compras de consciências, assassinatos de inconvenientes e a apropriação sistemática de verbas de empresas estatais para financiar o crescimento do partido. A escalada da cleptocracia culminou no episódio da Petrobrás, onde o desvio subiu à escala dos trilhões de reais, configurando, segundo a mídia internacional, o maior caso de corrupção empresarial de todos os tempos. Essa sucessão de escândalos provocou algum mal-estar na própria esquerda e constantes reclamações na mídia, levando a intelligentsia petista a mobilizar-se em massa para defender o partido. Há mais de uma década os srs. Betto e Boff estão ocupados com essa atividade, na qual a teologia só entra como eventual fornecedora de figuras de linguagem para adornar a propaganda partidária. A TL havia assumido, finalmente, sua mais profunda vocação. Quem quer que leia os escritos de Gutierrez, Boff e Betto descobre facilmente as suas múltiplas inconsistências e contradições. Elas revelam que esse material não resultou de nenhum esforço teorizante muito sério, mas do mero intuito de manter os teólogos de Roma ocupados em complexas refutações teológicas enquanto a rede militante se espalhava por toda a América Latina, atingindo sobretudo populações pobres desprovidas de qualquer interesse ou capacidade de acompanhar essas altas discussões. Os boiadeiros chamam isso de “boi-de-piranha”: jogam um boi no rio para que os peixes carnívoros fiquem ocupados em devorá-lo, enquanto uns metros mais adiante a boiada atravessa as aguas em segurança. Intelectualmente e teologicamente, a TL está morta há três décadas. Mas ela nunca foi um movimento intelectual e teológico. Foi e é um movimento político adornado por pretextos teológicos artificiosos e de uma leviandade sem par, lançados nas águas de Roma a título de “boi de piranha”. A boiada passou, dominou o território e não existem piranhas de terra firme que possam ameaçá-la. Sim, a TL está morta, mas o seu cadáver, elevado ao posto mais alto da hierarquia de comando, pesa sobre todo um continente, oprimindo-o, sufocando-o e travando todos os seus movimentos. A América Latina é hoje governada por um defunto. (Diário do Comércio, 15 e 29 de janeiro de 2015)

  • SERÃO NOVAS TODAS AS COISAS – 5º Domingo da Páscoa

    Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O Cordeiro redimiu as ovelhas”, clicar AQUI. Quando ouvimos Jesus dizer aos Apóstolos: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”, nossa tendência imediata é pensar na Cruz, onde Cristo verteu amorosamente seu Sangue pela nossa salvação. Os três anos que Ele passou, no entanto, ensinando seus discípulos e fazendo arder-lhes os corações, é o sentido literal e primeiro dessa passagem. E é sobre ele que Padre Paulo Ricardo medita em mais esta homilia de Páscoa. ETERNAMENTE NOVO (Meditação de Scott Hahn) Pela bondade e compaixão de Deus, as portas do Seu reino foram abertas a todos os que têm fé, judeus ou gentios. Essa é a boa notícia que Paulo e Barnabé proclamam na primeira leitura de hoje. Com o aparecimento da Igreja — a nova Jerusalém que João vê na Segunda Leitura de hoje — Deus começa a “fazer novas todas as coisas”. Em Sua Igreja, a antiga “ordem” da morte desaparece; e Deus, pelos tempos infinitos, faz Sua morada com o gênero humano, de modo que todos os povos “serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles”. Tais promessas, feitas por meio de Seus profetas, são cumpridas (Ezequiel 37, 27; Isaías 25, 8; 35,10). A Igreja é “um reino para sempre”, como cantamos no Salmo de hoje. É por isso que vemos os Apóstolos, sob a guia do Espírito, ordenando presbíteros ou sacerdotes (1 Timóteo 4, 14; Tito 1, 5). Sacerdotes e bispos ungidos serão os sucessores dos Apóstolos, assegurando que o “domínio da Igreja perdure por todas as gerações” (Filipenses 1, 1). Até o final dos tempos, a Igreja irá proclamar ao mundo os poderosos feitos de Deus, abençoando Seu santo nome e dando graças a Ele, cantando as glórias de Seu reino. Em Sua Igreja, nós nos reconhecemos como Seus “fiéis”, como aqueles que Jesus chama de Seus “filhinhos” no evangelho de hoje. Nós vivemos sob a nova lei, o “novo mandamento” que Ele deixou em seus últimos momentos de vida. O amor que Ele nos pede não é um amor humano, mas um amor sobrenatural. Amamo-nos uns aos outros como Jesus nos amou, sofrendo e morrendo por nós. O nosso amor deve ser uma imitação do Seu amor. Esse tipo de amor só é possível pelo Espírito derramado em nossos corações no Batismo (Romanos 5, 5), renovado no sacrifício que Seus sacerdotes oferecem em cada missa. Pelo nosso amor, nós glorificamos o Pai. E, pelo nosso amor, todos os povos saberão que somos o Seu povo, e que Ele é o nosso Deus. https://stpaulcenter.com/new-for-all-ages-scott-hahn-reflects-on-the-fifth-sunday-of-easter/ PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Atos dos apóstolos 14, 21b-27) A Cruz a caminho do Reino Naqueles dias, Paulo e Barnabé bvoltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. SALMO 29 É um Reino para sempre (Antífona): Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, meu Senhor e meu Rei para sempre. — Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura. — Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,/ e os vossos santos com louvores vos bendigam!/ Narrem a glória e o esplendor do vosso reino/ e saibam proclamar vosso poder! — Para espalhar vossos prodígios entre os homens/ e o fulgor de vosso reino esplendoroso./ O vosso reino é um reino para sempre,/ vosso poder, de geração em geração. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Apocalipse 21, 1-5a) A morada de Deus entre os homens Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”. EVANGELHO (São João 13, 31-33a.34-35) A imitação de Cristo Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

  • O que aconteceu com a Modéstia?

    “OS PECADOS QUE MAIS LEVAM ALMAS PARA O INFERNO SÃO OS PECADOS DA CARNE” O que aconteceu com a Modéstia? Isso foi o que disse nossa Senhora em Fátima após mostrar o inferno aos pastorinhos. E depois disse ainda: “Hão de vir umas modas que ofenderão muito a Nosso Senhor”. Em nossos tempos a modéstia praticamente deixou de existir, não existem mais critérios, inclusive dentro da igreja há pessoas que repetem para os quatro ventos que a modéstia deve estar no coração e na boca, mas não nas roupas… que roupas não definem caráter, etc.. Isso nos leva a refletir… Será que entendemos errado as palavras de Jesus? Será que o caminho da salvação é uma Porta Larga e o caminho da condenação eterna é uma porta tão estreita que ninguém vai pra lá? Ficamos o comentário da Juliana Santos sobre as roupas usadas nas academias: “As roupas usadas pela maioria das mulheres, se não por todas, nas academias são imodestas! Calças leggings e demais roupas colantes são imodestas usadas nas academias ou fora delas. Não dá sequer para imaginar Nossa Senhora frequentando uma academia com esse tipo de roupa preocupada em ter um “corpo sarado.” Todas nós mulheres devemos nos espelhar em Nossa Senhora. Nossa Senhora de Fátima alertou que viriam modas que ofenderiam MUITO ao Nosso Senhor, infelizmente a maioria das mulheres ostentam essas modas à todo tempo em todos os lugares. Isso não é brincadeira e nem algo para ser tratado de forma leviana! Devemos sim nos preocupar com a saúde, mas praticando atividades que permitam que usemos roupas modestas, como por exemplo fazendo caminhadas. O ambiente de academia principalmente para os homens acredito ser um local de grande exposição à situações que podem levar ao pecado contra a castidade. É preciso prudência! Às vezes demoramos mesmo muito tempo para entender o valor da modéstia, mas é preciso um esforço honesto de nossa parte!” Jesus disse: “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, em seu coração, já cometeu adultério com ela.” Santo Agostinho disse: “Do olhar nasce o pensamento, e do pensamento a concupiscência.” Nós somos responsáveis também por contribuir na salvação ou perdição eterna dos nossos irmãos e irmãs. A roupa que usamos se for modesta auxilia para que ao nos olharem não cometam um pecado mortal que leva para o inferno se nos olharem sem intenção pura. No mundo atual poucas pessoas infelizmente se olham com olhar puro, um santo e santa poderia talvez ver alguém nu e glorificar à Deus pela beleza daquele corpo sem pecar. Mas nós temos que ser humildes e reconhecer nossas limitações e evitar de causar o mal em nós e nos outros, seja por meio da nossa veste ou do nosso olhar que ainda pode não ser um olhar puro. Não é questão de machismo ou feminismo, é questão de amor ao próximo e sacrifício de si. Que Maria Santíssima que é exemplo de modéstia, pois em todas as suas aparições, até na atuais sempre apareceu vestida com vestidos extremamente modestos possa nos auxiliar à irmos além do nosso amor próprio, para cumprirmos um dia o que Jesus nos pediu: “Amar à Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” #Modéstia

  • O que aconteceu com a Modéstia?

    “OS PECADOS QUE MAIS LEVAM ALMAS PARA O INFERNO SÃO OS PECADOS DA CARNE” O que aconteceu com a Modéstia? Isso foi o que disse nossa Senhora em Fátima após mostrar o inferno aos pastorinhos. E depois disse ainda: “Hão de vir umas modas que ofenderão muito a Nosso Senhor”. Em nossos tempos a modéstia praticamente deixou de existir, não existem mais critérios, inclusive dentro da igreja há pessoas que repetem para os quatro ventos que a modéstia deve estar no coração e na boca, mas não nas roupas… que roupas não definem caráter, etc.. Isso nos leva a refletir… Será que entendemos errado as palavras de Jesus? Será que o caminho da salvação é uma Porta Larga e o caminho da condenação eterna é uma porta tão estreita que ninguém vai pra lá? Ficamos o comentário da Juliana Santos sobre as roupas usadas nas academias: “As roupas usadas pela maioria das mulheres, se não por todas, nas academias são imodestas! Calças leggings e demais roupas colantes são imodestas usadas nas academias ou fora delas. Não dá sequer para imaginar Nossa Senhora frequentando uma academia com esse tipo de roupa preocupada em ter um “corpo sarado.” Todas nós mulheres devemos nos espelhar em Nossa Senhora. Nossa Senhora de Fátima alertou que viriam modas que ofenderiam MUITO ao Nosso Senhor, infelizmente a maioria das mulheres ostentam essas modas à todo tempo em todos os lugares. Isso não é brincadeira e nem algo para ser tratado de forma leviana! Devemos sim nos preocupar com a saúde, mas praticando atividades que permitam que usemos roupas modestas, como por exemplo fazendo caminhadas. O ambiente de academia principalmente para os homens acredito ser um local de grande exposição à situações que podem levar ao pecado contra a castidade. É preciso prudência! Às vezes demoramos mesmo muito tempo para entender o valor da modéstia, mas é preciso um esforço honesto de nossa parte!” Jesus disse: “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, em seu coração, já cometeu adultério com ela.” Santo Agostinho disse: “Do olhar nasce o pensamento, e do pensamento a concupiscência.” Nós somos responsáveis também por contribuir na salvação ou perdição eterna dos nossos irmãos e irmãs. A roupa que usamos se for modesta auxilia para que ao nos olharem não cometam um pecado mortal que leva para o inferno se nos olharem sem intenção pura. No mundo atual poucas pessoas infelizmente se olham com olhar puro, um santo e santa poderia talvez ver alguém nu e glorificar à Deus pela beleza daquele corpo sem pecar. Mas nós temos que ser humildes e reconhecer nossas limitações e evitar de causar o mal em nós e nos outros, seja por meio da nossa veste ou do nosso olhar que ainda pode não ser um olhar puro. Não é questão de machismo ou feminismo, é questão de amor ao próximo e sacrifício de si. Que Maria Santíssima que é exemplo de modéstia, pois em todas as suas aparições, até na atuais sempre apareceu vestida com vestidos extremamente modestos possa nos auxiliar à irmos além do nosso amor próprio, para cumprirmos um dia o que Jesus nos pediu: “Amar à Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” #Modéstia

  • CAMPANHA DE JEJUM E ORAÇÃO PELO BRASIL

    CAMPANHA DE JEJUM E ORAÇÃO PELO BRASIL Certas espécies de demônios, diz o Senhor, não se podem expulsar senão à força de oração e jejum (cf. Mt 17, 21) O Brasil, durante muito tempo foi dominado por forças demoníacas, que visam a destruição da nação e dos valores morais. Agora que estão sendo derrotadas, essas forças estão derramando sua fúria contra o Brasil. Portanto faz-se, mais do que nunca, necessário rezar e fazer sacrifícios pelo Brasil, contra as forças do mal. Vamos nos unir para oferecer Jejum e Oração pela nossa Nação, Terra de Santa Cruz, para que Deus seja novamente o único Senhor desta Nação! Algumas sugestões de orações para este tempo: – Oração do Santo Rosário (Terço) todos os dias – de preferência em família, em comunidade ou com amigos; – Colocar o Brasil nas intenções das orações ao acordar, antes das refeições e ao dormir; – Terço da Misericórdia clamando pelo Brasil às 15h e às 3h; – Rezar a oração à São Miguel Arcanjo; – Rezar a Súplica ardente aos Santos Anjos; – Participar da Santa Missa colocando o Brasil nas intenções e oferecer as graças da comunhão nesta intenção; – Fazer 1 hora de adoração ao Santíssimo Sacramento nesta intenção (ao menos 1x na semana); Algumas sugestões de jejuns, sacrifícios e penitências para este tempo: – Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos; – Acordar mais cedo para fazer oração pelo Brasil; – Reservar algum dia da semana para o jejum total ou parcial. – Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos; – Ao menos uma vez por mês fazer uma boa obra de caridade (visitar algum idoso, algum doente, pessoas que necessitam de sua ajuda); – Descer um ponto antes do ônibus e fazer uma parte do caminho à pé; – Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus; – Ficar menos tempo na internet / televisão / passeios e aplicar na leitura de livros e no estudo. – Praticar as Obras de misericórdia Corporais e Espirituais: Obras de misericórdia corporais: 1) Dar de comer a que tem fome 2) Dar de beber a quem tem sede 3) Dar pousada aos peregrinos 4) Vestir os nus 5) Visitar os enfermos 6) Visitar os presos 7) Enterrar os mortos Obras de misericórdia espirituais: 1)Ensinar os ignorantes 2) Dar bom conselho 3) Corrigir os que erram 4) Perdoar as injúrias 5) Consolar os tristes 6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo 7) Rezar a Deus por vivos e defuntos Somente através de muita oração e Sacrifícios conseguiremos tirar o Brasil desse enorme abismo! Que Nossa Senhora Aparecida Padroeira e Imperatriz do Brasil seja a Comandante dos Exércitos Celestiais e esmague, de uma vez por todas, a cabeça da Serpente que não cessa de envenenar o Brasil. Rezemos Juntos: “Deus e Senhor nosso, derramai as vossas bênçãos sobre o chefe da nação e do Estado e sobre todas as pessoas constituídas em dignidade para que governem com justiça. Dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa. Favorecei com os efeitos contínuos de vossa bondade o Brasil, este (arce) bispado, a paróquia em que habitamos, cada um de nós em particular e todas as pessoas por quem somos obrigados a rezar ou que se recomendaram as nossas orações. Tende misericórdia das almas dos fiéis que padecem no purgatório. Dai-lhes, Senhor, o descanso e a luz eterna.” ORAÇÃO PELA PÁTRIA Majestade Divina, Senhor da vida e da morte, dos que Vos amam e dos que Vos perseguem! Por intercessão da Santíssima Virgem de Aparecida, Rainha da Paz e nossa Mãe, nós Vos pedimos que não deixeis que a nossa Pátria, onde Maria ergueu o seu trono, venha a ser dominada e destruída por obra dos Vossos inimigos. Enviai os Vossos Santos Anjos a todos os locais da nossa terra e permiti que eles possam desenvolver as suas potências em todos os seus recantos, para que o inimigo não venha a triunfar na nossa Pátria. Nós queremos formar um exército de almas que rezam para que Vós, Deus Uno e Trino, estendais a Vossa Mão poderosa sobre este povo que é de Maria, Vossa Mãe. Permiti, ó Deus, que as nuvens tempestuosas que pairam sobre a humanidade e tendem a espalhar-se e a submergir a nossa Pátria sejam afastadas. Só Vós podeis salvar-nos! Pela Vossa graça e especial proteção da nossa Padroeira, Maria Imaculada, e do Anjo Custódio do Brasil, permiti, ó Deus, que a nossa terra nunca seja aniquilada pelo inimigo. Deus Santo, Deus Forte, Deus Todo-Poderoso, Deus Imortal, em união com todos os Santos Anjos, pedimo-Vos auxílio e bênção para a nossa Pátria, por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. (Composta pela Irmã Lúcia, vidente de Fátima) #Brasil #Oração #Política

  • CAMPANHA DE JEJUM E ORAÇÃO PELO BRASIL

    CAMPANHA DE JEJUM E ORAÇÃO PELO BRASIL Certas espécies de demônios, diz o Senhor, não se podem expulsar senão à força de oração e jejum (cf. Mt 17, 21) O Brasil, durante muito tempo foi dominado por forças demoníacas, que visam a destruição da nação e dos valores morais. Agora que estão sendo derrotadas, essas forças estão derramando sua fúria contra o Brasil. Portanto faz-se, mais do que nunca, necessário rezar e fazer sacrifícios pelo Brasil, contra as forças do mal. Vamos nos unir para oferecer Jejum e Oração pela nossa Nação, Terra de Santa Cruz, para que Deus seja novamente o único Senhor desta Nação! Algumas sugestões de orações para este tempo: – Oração do Santo Rosário (Terço) todos os dias – de preferência em família, em comunidade ou com amigos; – Colocar o Brasil nas intenções das orações ao acordar, antes das refeições e ao dormir; – Terço da Misericórdia clamando pelo Brasil às 15h e às 3h; – Rezar a oração à São Miguel Arcanjo; – Rezar a Súplica ardente aos Santos Anjos; – Participar da Santa Missa colocando o Brasil nas intenções e oferecer as graças da comunhão nesta intenção; – Fazer 1 hora de adoração ao Santíssimo Sacramento nesta intenção (ao menos 1x na semana); Algumas sugestões de jejuns, sacrifícios e penitências para este tempo: – Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos; – Acordar mais cedo para fazer oração pelo Brasil; – Reservar algum dia da semana para o jejum total ou parcial. – Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos; – Ao menos uma vez por mês fazer uma boa obra de caridade (visitar algum idoso, algum doente, pessoas que necessitam de sua ajuda); – Descer um ponto antes do ônibus e fazer uma parte do caminho à pé; – Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus; – Ficar menos tempo na internet / televisão / passeios e aplicar na leitura de livros e no estudo. – Praticar as Obras de misericórdia Corporais e Espirituais: Obras de misericórdia corporais: 1) Dar de comer a que tem fome 2) Dar de beber a quem tem sede 3) Dar pousada aos peregrinos 4) Vestir os nus 5) Visitar os enfermos 6) Visitar os presos 7) Enterrar os mortos Obras de misericórdia espirituais: 1)Ensinar os ignorantes 2) Dar bom conselho 3) Corrigir os que erram 4) Perdoar as injúrias 5) Consolar os tristes 6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo 7) Rezar a Deus por vivos e defuntos Somente através de muita oração e Sacrifícios conseguiremos tirar o Brasil desse enorme abismo! Que Nossa Senhora Aparecida Padroeira e Imperatriz do Brasil seja a Comandante dos Exércitos Celestiais e esmague, de uma vez por todas, a cabeça da Serpente que não cessa de envenenar o Brasil. Rezemos Juntos: “Deus e Senhor nosso, derramai as vossas bênçãos sobre o chefe da nação e do Estado e sobre todas as pessoas constituídas em dignidade para que governem com justiça. Dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa. Favorecei com os efeitos contínuos de vossa bondade o Brasil, este (arce) bispado, a paróquia em que habitamos, cada um de nós em particular e todas as pessoas por quem somos obrigados a rezar ou que se recomendaram as nossas orações. Tende misericórdia das almas dos fiéis que padecem no purgatório. Dai-lhes, Senhor, o descanso e a luz eterna.” ORAÇÃO PELA PÁTRIA Majestade Divina, Senhor da vida e da morte, dos que Vos amam e dos que Vos perseguem! Por intercessão da Santíssima Virgem de Aparecida, Rainha da Paz e nossa Mãe, nós Vos pedimos que não deixeis que a nossa Pátria, onde Maria ergueu o seu trono, venha a ser dominada e destruída por obra dos Vossos inimigos. Enviai os Vossos Santos Anjos a todos os locais da nossa terra e permiti que eles possam desenvolver as suas potências em todos os seus recantos, para que o inimigo não venha a triunfar na nossa Pátria. Nós queremos formar um exército de almas que rezam para que Vós, Deus Uno e Trino, estendais a Vossa Mão poderosa sobre este povo que é de Maria, Vossa Mãe. Permiti, ó Deus, que as nuvens tempestuosas que pairam sobre a humanidade e tendem a espalhar-se e a submergir a nossa Pátria sejam afastadas. Só Vós podeis salvar-nos! Pela Vossa graça e especial proteção da nossa Padroeira, Maria Imaculada, e do Anjo Custódio do Brasil, permiti, ó Deus, que a nossa terra nunca seja aniquilada pelo inimigo. Deus Santo, Deus Forte, Deus Todo-Poderoso, Deus Imortal, em união com todos os Santos Anjos, pedimo-Vos auxílio e bênção para a nossa Pátria, por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. (Composta pela Irmã Lúcia, vidente de Fátima) #Brasil #Oração #Política

  • A PRÉ-HISTÓRIA DA SOBERBA

    Conta-se que Lúcifer, o poderoso-chefão dos demônios, teria dito a Deus certa vez: “O que me surpreende, em Ti, é que os homens só sabem pecar e, no entanto, Tu os perdoas incessantemente, enquanto eu pequei só uma vez e Tu nunca me perdoaste!” Então Deus lhe respondeu: “Mas quantas vezes tu me pediste perdão?” A anedota é perfeita para ilustrar a mais terrível de todas as doenças espirituais, a soberba, essa perturbação da alma que faz do homem uma imitação canhestra e caricatural de Deus. Entre seus filhotes mais conhecidos, estão a gula, o sexo obsessivo, a raiva, a vaidade, a inveja. O soberbo nunca aceita os próprios limites. Não perdoa, nem pede perdão. Foi pela soberba que a grande orquestra sinfônica do universo pela primeira vez desafinou. Por ela, os anjos maus caíram; por ela, caíram os nossos primeiros pais. “Quanto maior o coqueiro, maior o tombo do coco”, diz a sábia voz dos tempos. E a soberba fez história… Santo Agostinho concebia a História da humanidade a partir daquela “pré-história” angélica, em que os dois anjos, o rebelde Lúcifer e o servidor Miguel, conjugaram de forma radicalmente oposta o mesmo verbo amar, movidos pelo arrogante amor de si mesmo e o amor humilde ao Criador. Esses dois amores fundaram duas cidades distintas: o amor a Deus e desprezo de si mesmo criou a Cidade de Deus; e o amor de si, com desprezo de Deus, lançou as bases da Cidade dos Homens. A Cidade de Deus é peregrina: desceu do céu, caminhará pela Terra e depois voltará ao ponto de partida — o Paraíso —, enquanto a Cidade dos Homens provém de baixo, lutará com a outra Cidade enquanto houver História, e um dia retornará aos abismos. A Cidade de Deus, que se confunde com a própria Igreja, regula-se pelos mandamentos e virtudes cristãs, enquanto a Cidade dos Homens cria os próprios valores, geralmente invertendo os princípios normativos fundados na revelação divina. Enfim, a Igreja cuida da Cidade de Deus; Hollywood, a rede Globo e o sistema público de educação cuidam da Cidade dos Homens…

  • CONSTANTINO E A IGREJA

    CONSTANTINO E A IGREJA [HISTÓRIA] [IGREJA] [CONCÍLIOS] Uma resumida descrição dos sete Concílios Ecumênicos, feita pelo Metropolita Kallistos Ware. Os sete Concílios, que contaram com a participação de TODA a Igreja, Incluindo Roma, elaboraram e definiram a essência da fé Cristã. As decisões conciliares são os pilares da Igreja Ortodoxa, que guarda de maneira estrita e inexorável suas resoluções. “Bizâncio, a Igreja dos Sete Concílios A Igreja dos Sete Concílios “Tudo professa que existem sete Concílios Ecumênicos e santos, e estes são os sete pilares da fé do Verbo Divino nos quais Ele erigiu sua santa morada, a Igreja Ecumênica e Católica” (João II, Metropolita da Rússia, 1800-1889). Constantino se coloca como um divisor na história da Igreja. Com sua conversão, o tempo dos martírios e das perseguições chegou ao fim, e a Igreja das Catacumbas tornou-se a Igreja do Império. O primeiro grande efeito da visão de Constantino foi o assim chamado “Edito” de Milão, que ele e seu companheiro Imperador Licínio editaram em 313, proclamando a tolerância oficial à fé cristã. E, embora, a princípio, Constantino garantisse não mais do que tolerância, ele em breve deixou claro que tinha a intenção de favorecer o cristianismo sobre todas as outras religiões toleradas no Império Romano. Teodósio, no prazo de cinqüenta anos após a morte de Constantino, havia levado a cabo sua política: em sua legislação ele tornou o cristianismo não apenas a mais favorecida, mas a única religião reconhecida do Império. A Igreja agora estava estabelecida. “Vocês não estão autorizados a existir”, as autoridades romanas disseram uma vez aos cristãos. Agora era a vez do paganismo ser suprimido. A visão da cruz que teve Constantino, levou-o também durante sua existência, a tomar duas outras atitudes, igualmente oportunas para o posterior desenvolvimento do cristianismo. Primeiro, em 324 ele decidiu mudar a capital do Império Romano em direção ao Oriente, da Itália para as margens do Bósforo. Ali, no local da cidade grega de Bizâncio, ele construiu uma nova capital, a qual chamou “Constantinoupolis”, seu nome. Os motivos dessa mudança foram em parte econômicos e políticos, mas foram também religiosos; a velha Roma estava muito impregnada com associações pagãs para ser o centro do Império Cristão que ele imaginava. Na Nova Roma, as coisas seriam diferentes após a solene inauguração da cidade em 330, ele decretou que em Constantinopla jamais seriam realizados ritos pagãos. A nova capital de Constantino exerceu uma influência decisiva no desenvolvimento da história da Ortodoxia. Em seguida Constantino reuniu o primeiro Concílio Geral ou Ecumênico da Igreja de Cristo em Nicéia em 325. Se era para o Império Romano ser um Império Cristão, Constantino desejava vê-lo firmemente estruturado na fé Ortodoxa. Este era o dever do Concílio de Nicéia, elaborar a essência de tal fé. Nada poderia ter simbolizado mais claramente a nova relação entre a Igreja e o Estado do que as aparentes circunstâncias dessa reunião em Nicéia. O próprio Imperador presidiu, “como um mensageiro celeste de Deus”, como um dos presentes, Euzébio, Bispo de Cesaréia, o definiu. Ao término do Concílio os bispos jantaram com o Imperador. “As circunstâncias do banquete”, escreveu Euzébio (que tinha a tendência de se impressionar com tais coisas) “foram esplêndidas além de qualquer descrição. Guarnições da guarda pessoal e outras tropas rodeavam a entrada do palácio com as espadas desembainhadas e pelo meio destes, os homens de Deus entravam sem medo para os aposentos imperiais. Alguns faziam companhia ao Imperador à mesa, outros se reclinavam em divãs enfileirados em ambos os lados. Podia-se pensar tratar-se de uma pintura do reino de Cristo e de sonho em vez de realidade. As coisas certamente haviam mudado desde o tempo em que Nero usou cristãos como tochas vivas para iluminar seus jardins à noite. Nicéia foi o primeiro de sete Concílios Gerais; e este, assim como a cidade de Constantino, ocupa uma posição central na história da Ortodoxia”. Os três acontecimentos – o Edito de Milão, a fundação de Constantinopla e o Concílio de Nicéia – marcam a maioridade da Igreja. Os primeiros seis Concílios Ecumênicos (325-681) A vida da Igreja no período inicial bizantino é dominada pelos Sete Concílios Gerais. Estes Concílios preencheram uma tarefa dupla. Primeiro, eles esclareceram e articularam a organização visível da Igreja, tornando clara a posição das cinco grandes Sedes ou Patriarcados, como vieram a ser conhecidos. Segundo e mais importante, os Concílios definiram de vez por toda os ensinamentos da Igreja sobre as doutrinas fundamentais da fé cristã – a Trindade e a Encarnação. Todos os cristãos concordam em encarar tais coisas como “mistérios” os quais se encontram além da linguagem e compreensão humanas. Os bispos, quando redigiam definições nos Concílios, não intencionavam explicar o mistério, apenas procuravam eliminar certas maneiras erradas de falar e raciocinar sobre ele. Para impedir que os homens se desviassem em erro ou heresia, eles tão somente esclareciam o modo correto de se referir ao mistério. As discussões nos Concílios às vezes parecem abstratas e remotas, embora tenham uma finalidade prática: a salvação do homem. O homem, como ensina o Novo Testamento, é separado de Deus pelo pecado, e não pode por seus próprios meios romper a barreira que o pecado criou. Deus, portanto tomou a iniciativa: tornou-se homem, foi crucificado, e ressuscitou, libertando desta forma a humanidade da prisão do pecado e da morte. Esta é a mensagem central da fé cristã e é a mensagem de redenção que os Concílios estavam preocupados em salvaguardar. As heresias eram perigosas e exigiam condenação, pois prejudicavam o ensinamento do Novo Testamento, criando uma barreira entre o homem e Deus, tornando assim impossível para o homem atingir a salvação total.São Paulo exprimiu essa mensagem de redenção em termos de participação. Cristo participou de nossa pobreza para que pudéssemos participar das riquezas de sua divindade: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre pelo amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (2 Coríntios 8:9). No Evangelho de São João é encontrada a mesma idéia de modo ligeiramente diferente. Cristo declara que Ele deu a seus discípulos uma participação na divina glória e Ele ora para que possam alcançar a união com Deus: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado para que sejam um como nós o somos; eu neles e Tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu me enviaste, e os amaste como também amaste a mim” (João 17:22-23). Os Padres Gregos tomaram este e outros textos similares em seu sentido literal e ousaram falar da “deificação” do homem (do grego theosis). Se é para o homem participar da glória de Deus, eles dizem, se é para que sejam “aperfeiçoados na unidade” com Deus, isto significa de fato que o homem precisa ser “deificado”. Ele é chamado para tornar-se, pela graça, o que Deus é por natureza. A este respeito, Santo Atanásio resumiu a finalidade da Encarnação com o seguinte: “Deus tornou-se homem para que possamos nos tornar Deus”.Assim, se este “tornar-se Deus, esta theosis, é possível, Cristo o Salvador deve ser ambos, completamente homem e completamente Deus. Ninguém a não ser Deus pode salvar o homem. Portanto, se Cristo é quem salva, ele deve ser Deus. Mas apenas se ele for verdadeiramente homem, como somos, podemos nós homens participar naquilo que ele fez por nós. É firmada uma ponte entre Deus e o homem pelo Cristo Encarnado, homem-Deus. “E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (João 1:51). Não apenas os Anjos usam aquela escada mas toda a raça humana. Cristo deve ser completamente Deus e completamente homem. Cada heresia, a seu tempo, nega alguma parte desta afirmação vital. Ou Cristo foi criado menos do que Deus (arianismo); ou sua humanidade era tão afastada de sua divindade que ele tornou-se duas pessoas em vez de uma (nestorianismo), ou Ele não era apresentado como verdadeiramente homem (monofisismo, monotelismo). Cada Concílio defendia esta afirmação. Os dois primeiros, ocorridos no século IV, concentraram-se na primeira parte (de que Cristo deve ser completamente Deus) e formularam a doutrina da Trindade. Os quatro seguintes nos séculos V, VI e VII, concentraram-se na segunda parte (a plenitude da humanidade de Cristo) e também procuraram explicar como humanidade e divindade podiam ser unidas numa única pessoa. O sétimo Concílio, em defesa dos Santos Ícones, parece, à primeira vista, afastado da questão; mas, como os primeiros seis, estava basicamente relacionado com a Encarnação e a salvação do homem. 4.1 – Nicéia: I Concílio Ecumênico A principal realização do Concílio de Nicéia em 325 foi a condenação do arianismo. Arius, um padre de Alexandria, sustentava que o Filho era inferior ao Pai e, ao traçar uma linha divisória entre Deus e a criação, ele colocou o Filho entre as coisas criadas: uma criatura superior, é verdade, mas uma criatura. Sua intenção, sem dúvida, era proteger a unidade e transcendência de Deus, mas o efeito de seus ensinamentos, fazendo Cristo menos do que Deus, tornava a deificação do homem impossível. Apenas se Cristo for verdadeiramente Deus, o Concílio respondeu, poderá nos unir a Deus, pois ninguém além de Deus poderá abrir para o homem o caminho da união. Cristo é “um em essência” (homoousios) com o Pai. Ele não é um semideus ou uma criatura superior, mas Deus da mesma forma que o Pai é Deus: “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”, o Concílio proclamou no Credo que redigiu, “gerado não criado, consubstancial ao Pai.”O Concílio de Nicéia tratou também da organização visível da Igreja. Fazendo referência aos três grandes centros: Roma, Alexandria e Antioquia (Cânone VI). Ele também dispôs que à Sé de Jerusalém, mesmo permanecendo sujeita ao Metropolita de Cesaréia, deveria ser dado o próximo lugar de honra após essas três (Cânone VII). Constantinopla obviamente não foi mencionada, uma vez que ainda não havia sido oficialmente inaugurada como capital, o que somente aconteceu cinco anos depois; ela continuava sujeita como antes, ao Metropolita de Heraclea. 4.2 – I Constantipolitano: II Concílio Ecumênico O trabalho de Nicéia foi retomado pelo segundo Concílio Ecumênico, realizado em Constantinopla em 381. Este Concílio aumentou e adaptou o Credo de Nicéia, desenvolvendo em particular os ensinamentos a respeito do Espírito Santo, de quem afirmava ser Deus da mesma forma que o Pai e o Filho o são: “que procede do Pai e com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração e a mesma glória”. O Concílio alterou também o conteúdo do sexto Cânone de Nicéia. A posição de Constantinopla, agora capital do Império, não podia mais ser ignorada, e lhe foi designado o segundo lugar, após Roma e antes de Alexandria. “O Bispo de Constantinopla deve ter prerrogativas de honra após o Bispo de Roma, pois Constantinopla é a nova Roma” (Cânone III).Por trás das definições do Concílio existia o trabalho de teólogos que davam precisão às formulações que o Concílio empregava. Era a suprema realização de Santo Atanásio de Alexandria, extrair todas as implicações das palavras-chaves no Credo de Nicéia; homoousios, um na essência ou substância, consubstancial. Complementando seu trabalho havia o dos três Padres Capadócios, São Gregório de Nazianzo, conhecido na Igreja Ortodoxa como Gregório, o Teólogo (329-390), São Basílio, o Grande (330-379) e seu irmão caçula São Gregório de Nissa (morto em 394). Enquanto Atanásio enfatizava a unidade de Deus – Pai e Filho são um em essência (ousia) – os capadócios enfatizavam a trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo são três pessoas (hypostaseis). Preservando um equilíbrio delicado entre a trindade e a unidade em Deus, eles deram significado total ao clássico sumário da doutrina Trinitária, três pessoas em uma essência. Nunca até então a Igreja havia possuído quatro teólogos de tal envergadura em uma única geração. 4.3 – Éfeso: III Concílio Ecumênico Após 381 o arianismo deixou rapidamente de ser uma questão empolgante, exceto em certas partes da Europa Oriental. O aspecto polêmico do trabalho do Concílio está no seu terceiro Cânone, do qual se ressentiram igualmente Roma e Alexandria. A Velha Roma se questionava aonde as pretensões da Nova Roma terminariam. Não poderia Constantinopla vir a reivindicar o primeiro lugar? Roma decidiu ignorar o Cânone ofensivo e somente no Concílio de Latrão (1215) o Papa reconheceu formalmente a reivindicação de Constantinopla de segundo lugar. (Constantinopla encontrava-se naquela época nas mãos dos Cruzados e sob a legislação de um Patriarca latino). Mas o Cânone era igualmente um desafio para Alexandria, que até então havia ocupado o primeiro lugar no Oriente. Os setenta anos seguintes testemunharam um agudo conflito entre Constantinopla e Alexandria e, por um tempo, a vitória foi para a última. O primeiro grande sucesso de Alexandria foi no Sínodo de Oak, quando Teófilo de Alexandria garantiu a deposição e o exílio do Bispo de Constantinopla, São João Crisóstomo, “João Boca de Ouro” (344-407). Um pregador fluente e eloqüente – seus sermões duravam freqüentemente uma hora ou mais. João expressava de forma popular as idéias teológicas, formuladas por Atanásio e pelos Capadócios. Um homem de vida austera e meticulosa, inspirado por uma profunda, compaixão pelos pobres e por um ardoroso zelo por justiça social. De todos os Padres ele talvez seja o mais amado da Igreja Ortodoxa, e o que tem seus trabalhos mais lidos. O segundo grande sucesso de Alexandria foi conseguido pelo sobrinho e sucessor de Teófilo, São Cirilo de Alexandria (morto em 444), que provocou a queda de outro Bispo de Constantinopla, Nestório, no Terceiro Concílio Ecumênico realizado em Efeso (431). Mas em Éfeso havia mais em jogo do que a rivalidade de duas Sés. Assuntos doutrinais, adormecidos desde 381 despertaram de novo, centralizados agora não mais na Trindade, mas na Pessoa do Cristo. Cirilo e Nestório concordavam que Cristo era completamente Deus, um da Trindade, mas divergiam em suas descrições ‘de sua humanidade e em seus métodos de explicar’ a união de Deus e homem numa única pessoa. Eles representavam diferentes tradições ou escolas de teologia. Nestório cresceu na escola de Antioquia, mantida a integridade da humanidade de Cristo, mas distinguia tão enfaticamente a humanidade e a divindade que parecia correr o risco de terminar, não com uma pessoa, mas com duas coexistindo no mesmo corpo. Cirilo, o protagonista da tradição oposta de Alexandria, partia da unidade da pessoa do Cristo, antes que da diversidade de sua humanidade e de sua divindade, mas falava da humanidade de Cristo com menos empolgação que o antioquino. Qualquer uma das teses, se pressionada com força, poderia tornar-se herética, e a Igreja necessitava de ambas para formar uma imagem equilibrada de todo o Cristo. Foi uma tragédia para o cristianismo que as duas escolas, em vez de se equilibrarem mutuamente, entraram em conflito. Nestório precipitou a controvérsia se recusando chamar a Virgem Maria “Mãe de Deus” (Theotokos). Este título já era aceito na devoção popular, mas parecia a Nestório implicar uma confusão na humanidade de Cristo e sua divindade. Maria, ele questionava, e aqui fica evidente seu “separatismo” antioquino – somente deve ser chamada “Mãe do Homem” ou no máximo “Mãe do Cristo”, uma vez que ela é mãe apenas da humanidade de Cristo, não de sua divindade. Cirilo, apoiado pelo Concílio respondeu com o texto “E o Verbo se fez carne” (S. João l:4): Maria é a mãe de Deus, pois “ela deu à luz o Verbo de Deus feito carne.” A quem Maria deu à luz não era um homem vagamente unido à Deus, mas uma única e íntegra pessoa, que é Deus e homem ao mesmo tempo. O nome Theotokos salvaguarda da unidade da pessoa do Cristo: negar-lhe tal titulo significa separar o Cristo Encarnado em dois, rompendo a ponte entre Deus e o homem e erigindo na pessoa do Cristo um muro de separação. Assim podemos ver que não apenas títulos de devoção estavam envolvidos em Efeso, mas a própria mensagem de salvação. A mesma primazia que a palavra homoousios ocupa na doutrina da Trindade, a palavra Theotokos tem na doutrina da Encarnação. Alexandria teve outra vitória no segundo Concílio realizado em Efeso em 449, contudo essa reunião, ao contrário de sua predecessora de 431, não foi aceita pela totalidade da Igreja. Sentiu-se que o partido de Alexandria havia ido dessa vez longe demais. Dióscoro e Eutiques, levando a extremos os ensinamentos de Cirilo, sustentavam que em Cristo havia não apenas uma unidade de pessoas, mas uma única natureza – Monofisismo. Parecia a seus oponentes – embora os monofisitas negassem que se tratava de mera interpretação de seus pontos de vista – que tal modo de falar punha em perigo a totalidade da humanidade de Cristo, a qual no monofisismo, tornou-se tão amalgamada com sua divindade que poderia ser engolida como uma gota no oceano. 4.4 – Calcedônia: IV Concílio Ecumênico Apenas dois anos mais tarde, o Imperador convocou na Calcedônia uma nova reunião de bispos, que a Igreja de Bizâncio e o ocidente consideram como o quarto Concílio Geral. O pêndulo agora voltou em direção aos antioquinos. O Concílio reagiu tenazmente contra a terminologia monofisita e afirmou que embora Cristo seja uma pessoa, existe n’Ele, não uma, mas duas naturezas. Os bispos aclamaram o Livro de São Leão o Grande, Papa de Roma (morto em 461), no qual as duas naturezas estão claramente distinguidas. Em sua proclamação de fé eles afirmavam sua crença em “um e verdadeiro Filho, perfeito na divindade e perfeito na humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem…, reconhecido em duas naturezas inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a diferença entre as naturezas não é de forma alguma removida por causa da união, ao contrário a propriedade peculiar de cada natureza é preservada e ambas combinam em uma pessoa e em uma hipostase”. A Definição de Calcedônia, pode-se notar, não é dirigida apenas aos monofisitas (“em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis), mas também aos seguidores de Nestório (“um e verdadeiro Filho… indivisível, inseparável).Mas Calcedônia foi mais do que uma derrota para a teologia de Alexandria: foi uma derrota para os apelos de Alexandria de governadora suprema no Oriente. O Cânone XXVIII de Calcedônia confirmou o Cânone III de Constantinopla, assegurando à Nova Roma o próximo lugar em honra logo após a velha Roma. Leão repudiou este cânone, mas o Oriente, desde então, reconheceu sua validade. O Concílio também emancipou Jerusalém da jurisdição de Cesaréia e lhe deu o quinto lugar entre as grandes Sedes. O sistema mais tarde conhecido entre os ortodoxos como Pentarquia agora estava completo, por meio do qual cinco grandes Sedes da Igreja eram mantidas em honra especial e uma dada ordem de precedência foi estabelecida entre elas: em ordem decrescente: Roma; Constantinopla; Alexandria; Antioquia; Jerusalém. Todas as cinco reivindicavam fundação apostólica. As quatro primeiras eram as mais importantes cidades do Império Romano; a quinta foi anexada por tratar-se do lugar onde Cristo sofreu na cruz e ressuscitou dos mortos. O bispo de cada uma dessas cidades recebia o título de Patriarca. Os cinco patriarcados dividiam entre eles em esferas de jurisdição todo o mundo conhecido, com exceção de Chipre, a quem foi garantido independência pelo Concílio de Éfeso e permaneceu independente desde então. Quando se fala da concepção ortodoxa de Pentarquia existem dois prováveis mal entendidos que devem ser evitados. Primeiro, o sistema de Patriarcas e Metropolitas é um assunto relativo à organização eclesiástica. Contudo, se olharmos a Igreja do ponto de vista não de ordem eclesiástica, mas de direito divino, então temos que dizer que todos os bispos são essencialmente iguais, por mais humilde ou nobre que seja a cidade que ele preside. Todos os bispos participam igualmente na sucessão apostólica, todos têm os mesmos poderes sacramentais e todos são divinamente indicados mestres da fé. Se surge uma disputa sobre doutrina, não é suficiente aos Patriarcas expressar sua opinião: todos os bispos das dioceses tem o direito de assistir ao Concílio Ecumênico, de falar e de votar. O sistema da Pentarquia não reduz a igualdade essencial de todos os bispos, nem priva cada comunidade local da importância que Inácio lhes havia assegurado. Em segundo lugar, os ortodoxos acreditam que entre os cinco Patriarcas o Papa tem um lugar de destaque. A Igreja Ortodoxa não aceita a doutrina da autoridade papal, publicada nos decretos do Concilio Vaticano de 1870, e ensinada hoje na Igreja Católica Romana; mas ao mesmo tempo, a Ortodoxia não nega à Santa e Apostólica Sé de Roma, uma primazia de honra, junto com o direito (sob certas condições) de atender chamados de todas as partes da cristandade. Note que usamos a palavra “primazia”, não “supremacia.” Os ortodoxos consideram o Papa como o Bispo “que preside no amor,” para adaptar uma frase de Santo Inácio: o erro de Roma, assim crêem os ortodoxos – foi tornar essa primazia ou “presidência de amor” em supremacia de jurisdição e força externa.Esta primazia que Roma goza tem sua origem em três fatores. Primeiro, Roma foi a cidade onde São Pedro e São Paulo foram martirizados e onde Pedro foi bispo. A Igreja Ortodoxa reconhece Pedro como o primeiro entre os apóstolos: ela não esquece os célebres “textos Petrinos” nos Evangelhos (Mateus 16:18-19; Lucas 22:32; João 21:15-17) – embora os teólogos ortodoxos não entendam estes textos da mesma forma que os comentaristas católicos romanos modernos. E enquanto muitos teólogos ortodoxos diriam que não apenas o Bispo de Roma, mas todos os bispos são sucessores de Pedro, muitos deles ao mesmo tempo admitem que o Bispo de Roma é sucessor de Pedro de uma forma especial. Em segundo, a sé de Roma também possuía sua primazia na posição ocupada pela cidade de Roma no Império: ela era a capital, a cidade principal do mundo antigo, e como tal em certa medida ela continuou a ser mesmo após a fundação de Constantinopla. Em terceiro embora houvesse ocasiões em que o Papa caisse em heresia, de um modo geral durante os oito primeiros séculos da história da Igreja, a sé romana se destacava pela pureza de sua fé: outros patriarcados oscilavam durante as grandes disputas doutrinais, mas Roma geralmente permanecia firme. Quando bastante pressionada na batalha contra os heréticos, os homens sabiam que podiam confiar no Papa. Não apenas o Bispo de Roma, mas todo bispo é indicado por Deus para ser um mestre da fé; seja porque a sé de Roma havia na prática ensinado a fé com uma destacada lea1dade a verdade, era acima de tudo à Roma que os homens pediam orientação nos primeiros séculos, da Igreja. Mas como com os Patriarcas, também com o Papa; a primazia assegurada por Roma não sobrepõe a igualdade essencial de todos os bispos. O Papa é o primeiro bispo na Igreja – mas ele é o primeiro entre iguais. Éfeso e Calcedônia foram a base da Ortodoxia, mas formam também um marco de ofensas. Os arianos se reconciliaram gradualmente e não formaram um cisma duradouro. Mas até os dias de hoje existem cristãos nestorianos que não aceitam as decisões de Efeso e monofisitas que não aceitam as de Calcedônia. Os nestorianos em sua maioria ficaram fora do Império e se ouviu muito pouco a respeito deles na história bizantina. Contudo, grande número dos monofisitas, particularmente no Egito e Síria, ficaram súditos do Imperador, e numerosos e mal sucedidos esforços foram feitos para trazê-los de volta à comunhão com a Igreja de Bizâncio. Como acontece com freqüência, diferenças teológicas tornam-se mais amargas por tensões nacionais e culturais. Egito e Síria, ambos predominantemente não gregos na língua e cultura, se ressentiam do poder da grega Constantinopla, tanto em questões religiosas como políticas. Assim, um cisma eclesiástico foi reforçado por separatismo político. Não fossem por tais fatores teológicos ambos os lados poderiam talvez ter alcançado uma compreensão teológica após Calcedônia. Estudiosos modernos estão inclinados a pensar que a diferença entre monofisitas e calcedônios foi basicamente de terminologia: os dois partidos usavam linguagem diferente, mas intimamente ambos estavam preocupados em manter as mesmas crenças. 4.5 – V e VI Concílios Ecumênicos A Definição de Calcedônia foi suplementada pelos dois concílios seguintes, ambos realizados em Constantinopla. O quinto Concílio Ecumênico (553) reinterpretou os decretos de Calcedônia de um ponto de vista alexandrino e procurou explicar em termos mais construtivos do que Calcedônia havia usado, como as duas naturezas de Cristo se uniram para formar uma única pessoa. O sexto Concílio Ecumênico (680-1) condenou a heresia monotelista, uma nova forma de monofisismo. Os monotelistas argumentavam que embora Cristo tenha duas naturezas e sendo Ele uma única pessoa, ele tem apenas uma vontade. O Concílio respondeu que se Ele tem duas naturezas, então Ele deve ter duas vontades. Os monotelistas como os monofisitas depreciavam a totalidade da humanidade de Cristo, uma vez que humanidade sem vontade humana seria incompleta, uma mera abstração. Uma vez que Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus, Ele deve ter uma vontade humana assim como uma divina. Durante os cinqüenta anos antes do encontro do sexto concílio, Bizâncio confrontou um repentino e alarmante acontecimento: o surgimento do Islam. O fato mais surpreendente sobre a explosão do Islam é sua velocidade. Quando o Profeta morreu em 632, sua autoridade pouco se estendia além de Hejaz. Mas em quinze anos seus seguidores árabes haviam tomado a Síria, Palestina e Egito; nos próximos cinqüenta anos eles estavam nos muros de Constantinopla e quase capturaram a cidade; em cem anos haviam varrido o Norte da África, avançado através da Espanha, e forçado a Europa ocidental a lutar por sua vida na batalha de Poitiers. As invasões árabes foram chamadas “uma explosão centrífuga, dirigindo em todas as direções pequenos corpos de cavaleiros montados, em guerra de comida, saque e conquista. Os antigos impérios não estavam em condições de resistir a eles. O cristianismo sobreviveu, mas com dificuldades. Os bizantinos perderam suas possessões orientais e os três Patriarcados de Alexandria, Antioquia e Jerusalém passaram para controle dos infiéis; com o Império Cristão do Oriente, o Patriarcado de Constantinopla estava agora sem rival. Desde então, Bizâncio nunca mais se viu livre dos ataques dos maometanos e embora tenha resistido mais oito séculos ao final ela sucumbiu. Nicéia: o VII Concílio Ecumênico Os santos ícones As disputas referentes à Pessoa do Cristo não cessaram com o Concílio de 681, mas foram expandidas de forma diferente nos séculos oitavo e nono: a luta centrada nos Santos Ícones, as pinturas de Cristo, da Mãe de Deus, e dos Santos, que eram mantidas e veneradas nas igrejas e nas casas. Os iconoclastas ou destruidores de ícones, desconfiados de qualquer arte religiosa que representasse seres humanos ou Deus, exigiam a destruição dos ícones; o partido oposto, os defensores ou veneradores de ícones, defendiam vigorosamente o lugar dos ícones na vida da Igreja. A luta não foi apenas um conflito entre duas concepções de arte cristã. Questões mais profundas estavam envolvidas aí, o caráter da natureza humana de Cristo, a atitude cristã em relação ao assunto, o significado verdadeiro da redenção cristã. Os iconoclastas podem ter sido influenciados por conceitos dos judeus e islâmicos, e é significativo que três anos antes da primeira erupção do iconoclasmo no Império Bizantino, o califa maometano Yezid ordenou a remoção de todos os ícones de seus domínios, Mas o iconoclasmo não foi simplesmente importado de fora; mesmo no cristianismo sempre existiram posições “puritanas”, que condenavam os ícones porque parecia haver nas imagens uma latente idolatria. Quando os imperadores isaurianos atacaram os ícones, eles encontravam bastante apoio dentro da Igreja. Exemplo típico dessa posição puritana é a atitude de São Epifânio de Salamis (315-403), que ao encontrar numa igreja do interior da Palestina uma cortina de pano com figura de Cristo, rasgou-a com indignação. Esta atitude foi sempre violenta na Ásia Menor, e alguns afirmam que o movimento iconoclasta foi um protesto asiático contra a tradição grega. Mas há dificuldades em tal ponto de vista; a controvérsia foi realmente uma divisão dentro da tradição grega. A controvérsia iconoclasta que durou por volta de 120 anos se dá em duas fases. O primeiro período iniciou-se em 726 quando Leão III começou seu ataque aos ícones, e terminou em 780 quando a Imperatriz Irene suspendeu a perseguição. A posição dos defensores foi mantida pelo sétimo e último Concílio Ecumênico (787), que se reuniu (como o primeiro) em Nicéia. Ícones, o concílio proclamou, devem ser mantidos nas Igrejas e honrados com a mesma relativa veneração como outros símbolos materiais, como “a cruz preciosa e vivificante” e o Livro dos Evangelhos. Um novo ataque aos ícones, começou, com Leão V, o Armênio, em 815, e continuou até 843 quando os ícones foram novamente reintegrados, desta vez permanentemente por outra Imperatriz, Teodora. A vitória final das Santas Imagens em 843 é conhecida como “Triunfo da Ortodoxia”, e é comemorada com o ofício especial celebrado no “Domingo da Ortodoxia,” o primeiro domingo da Grande Quaresma. Durante este ofício a fé verdadeira – Ortodoxia – é proclamada, seus defensores são honrados e anátemas são declarados a todos os que atacam os santos ícones ou os Concílios Ecumênicos:A todos aqueles que rejeitam os Concílios dos Santos Padres e suas tradições as quais estão de acordo com a revelação divina as quais a Igreja Católica Ortodoxa piamente mantém, ANÁTEMA! ANÁTEMA! ANÁTEMA! O maior defensor dos ícones no primeiro período foi São João Damasceno (675?-749), no segundo São Teodoro Estudita (759-826). João pode trabalhar mais livremente porque ele trabalhava em território islâmico, fora do alcance do governo bizantino. Não foi a última vez que o Islam agiu, sem intenção, como protetor da ortodoxia. Uma das características mais distintas da ortodoxia é a posição que ela atribui aos ícones. Uma igreja ortodoxa de hoje é cheia deles: dividindo o santuário da nave existe uma parede, a iconostase totalmente coberta de ícones, enquanto outros ícones são colocados em sacrários em volta da igreja; e as paredes são cobertas por ícones às vezes em afresco ou mosaico. Um ortodoxo prostra-se em frente desses ícones, beija-os e acende velas na frente deles; eles são incensados pelo padre e levados em procissão. O que significam estes gestos e as atitudes? O que significam os ícones e porque João Damasceno e os outros os consideravam tão importantes? Devemos considerar primeiro a carga de idolatria que os iconoclastas lançaram contra os defensores dos ícones; e então o valor positivo dos ícones como meio de instrução; e finalmente sua importância doutrinal. A questão da idolatria. Quando um ortodoxo beija um ícone ou se prostra diante dele, ele não está cometendo idolatria. O ícone não é um ídolo, mas um símbolo; a veneração feita às imagens é direta, não dirigida à pedra, madeira e tinta, mas dirigida à pessoa retratada. Isto foi salientado por Leôncio de Nápoles (morto cerca de 650) algum tempo antes da controvérsia iconoclasta: Não nos prostramos diante da natureza da madeira, mas reverenciamos e nos prostramos diante d’Ele que foi crucificado na Cruz… Quando dois eixos da Cruz são postos juntos adoro a figura do Cristo que foi crucificado na Cruz, mas se os dois eixos são separados, jogo-os fora e os queimo. Pelo fato dos ícones serem apenas símbolos, os ortodoxos não os adoram, mas os reverenciam e veneram. João Damasceno distinguiu cuidadosamente entre a honra relativa ou veneração dedicada aos símbolos materiais e a adoração devida somente a Deus. #USA #Bizâncio #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #Oriente #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #históriadaigrejaprimitiva #Santos #Doctrinaldevelopment #Igreja

  • Je vous salue Marie – Incêndio de Notre Dame

    Canto entoado pelos franceses em 15 de abril de 2019, no incêndio da Catedral de Notre Dame e ao longo de toda a bela história da fé católica na França. Crédito de edição: Alexandre Felipe Présente LETRA: L’ange du Seigneur apporta l’annonce à Marie, O anjo do Senhor anunciou a Maria -Et elle conçut du Saint-Esprit. E ela concebeu do Espírito Santo Je vous salue Marie, comblée de grâce. Ave Maria, cheia de graça Le Seigneur est avec vous. O Senhor é convosco Vous êtes bénie entre toutes les femmes Bendita sois vós dentre as mulheres et Jésus, votre enfant est béni. E bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus Sainte Marie, Mère de Dieu, Santa Maria, Mãe de Deus priez pour nous pauvres pécheurs, rogai por nós, pobres pecadores maintenant et à l’heure de notre mort. Agora e na hora de nossa morte Amen, Amen, Alléluia. Amém, amém, Aleluia Voici la Servante du Seigneur, Eis aqui a Serva do Senhor Qu’il me soit fait selon ta parole. Faça-se em mim segundo sua palavra Ave Maria, cheia de graça Le Seigneur est avec vous. O Senhor é convosco Vous êtes bénie entre toutes les femmes Bendita sois vós dentre as mulheres et Jésus, votre enfant est béni. E bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus Sainte Marie, Mère de Dieu, Santa Maria, Mãe de Deus priez pour nous pauvres pécheurs, rogai por nós, pobres pecadores maintenant et à l’heure de notre mort. Agora e na hora de nossa morte Amen, Amen, Alléluia. Amém, amém, Aleluia Et le Verbe s’est fait chair, E o Verbo se fez carne Et il a habité parmi nous. E habitou entre nós Priez pour nous, sainte Mère de Dieu, Rogai por nós, Santa Mãe de Deus Afin que nous soyons rendus dignes des promesses du Christ. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo Prions. Oremos Que ta grâce, Seigneur notre Père, Que sua graça, Senhor nosso Pai, se répande en nos cœurs. seja espalhada em nossos corações Par le message de l’ange, Através da mensagem do anjo tu nous as fait connaître l’incarnation de ton Fils bien-aimé, Vós nos fizestes conhecer a encarnação do Seu amado Filho conduis-nous, par sa passion et par sa croix, conduzindo-nos pela sua paixão e pela sua cruz jusqu’à la gloire de la Résurrection. para a glória da ressurreição Par Jésus, le Christ, notre Seigneur. Amen. Por Jesus, Cristo, nosso Senhor. Amém. #Incêndio #Marie #notre #salue

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