top of page

Buscar neste site

12408 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Homilia Dominical | Como adquirir e fazer crescer o amor a Deus?

    30.º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, Nosso Senhor apresenta o mais importante mandamento da Lei: o mandamento do amor. Em sua resposta aos fariseus, Ele declara que devemos amar a Deus de todo o coração, ou seja, amar a Deus como finalidade de tudo. Deus, como razão última, deve estar por trás de todas as coisas que amamos. Mas, não basta simplesmente sabermos o que é amar a Deus, precisamos viver esse amor e desenvolvê-lo. Por isso, partindo dos ensinamentos de Santo Tomás de Aquino, Padre Paulo Ricardo nos explica, na homilia deste domingo, como podemos acender e fazer crescer em nossos corações a chama do amor a Deus. Anúncio do Evangelho (Mt 22,34-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a Ele nós viremos. (Jo 14,23) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 34 os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36 “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” 37 Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Como adquirir e fazer crescer o amor a Deus?

    30.º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, Nosso Senhor apresenta o mais importante mandamento da Lei: o mandamento do amor. Em sua resposta aos fariseus, Ele declara que devemos amar a Deus de todo o coração, ou seja, amar a Deus como finalidade de tudo. Deus, como razão última, deve estar por trás de todas as coisas que amamos. Mas, não basta simplesmente sabermos o que é amar a Deus, precisamos viver esse amor e desenvolvê-lo. Por isso, partindo dos ensinamentos de Santo Tomás de Aquino, Padre Paulo Ricardo nos explica, na homilia deste domingo, como podemos acender e fazer crescer em nossos corações a chama do amor a Deus. Anúncio do Evangelho (Mt 22,34-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a Ele nós viremos. (Jo 14,23) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 34 os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36 “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” 37 Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Narciso, bispo de Jerusalém – 29 de Outubro

    SANTO DO DIA – 29 DE OUTUBRO – SÃO NARCISO Bispo (+222) Não faltam informações sobre este longevo bispo de Jerusalém: Eusébio dedica um inteiro capítulo de sua História eclesiástica aos milagres realizados pelo santo — dentre os quais, o mais conhecido foi o de transformar a água em azeite para alimentar as lamparinas da igreja. Por Eusébio, ficamos sabendo que Narciso foi o 15º bispo de Jerusalém e presidiu o sínodo no qual se decidiu, entre outras resoluções, uniformizar com base na Igreja de Roma a data da celebração da Páscoa. As inovações não agradaram a todos; talvez por causa dessa sua iniciativa, alguém tenha cogitado em dele se desembaraçar, tramando para tal uma acusação infamante. Narciso não julgou oportuno defender-se e, para não dividir a própria comunidade em inocentistas e culpabilistas, preferiu desaparecer da sociedade. Foi viver como eremita perto do deserto, até que uma das testemunhas que havia jurado em falso decidiu dizer a verdade. Mas tinham-se passado já muitos anos desde o desaparecimento de Narciso, e os cristãos de Jerusalém, considerando-o morto, elegeram um novo bispo. Com estupor, mas também com grande alegria, viram-no reaparecer e rogaram-lhe que retomasse seu posto. Narciso aceitou, mas quis ter a seu lado um coadjutor escolhido por ele. Assim pôde confiar a cura pastoral ao amigo Alexandre, então bispo na Capadócia, que ficou junto dele nos seus últimos dez anos de vida. Por meio de uma carta do bispo Alexandre aos fiéis de Antínoe, no Egito, ficamos sabendo da longevidade de Narciso. Nela se lê: “Saúda-vos Narciso, que antes de mim ocupou esta sede episcopal e, agora, está colocado na mesma categoria que eu nas orações. Ele agora completou 116 anos e vos exorta, como eu, à concórdia”. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) São Narciso, Bispo Bispo de Jerusalém, São Narciso ocupou a sede por volta de 195, quando devia estar perto dos cem anos. Era costume de Jerusalém escolher candidatos bastante idosos, daí a brevidade dos episcopados. Conta-se dele que, duma feita, tendo faltado óleo para as lâmpadas da igreja, justamente na Páscoa, quando os fiéis tomavam literalmente o templo, ordenou aos diáconos que lhe trouxessem água. Tendo-a benzido, mandou que a utilizassem nas lâmpadas. Quando a verteram, transformara-se em óleo. Homem de grande santidade, refere-se ainda que, certa vez, três devassos da cidade, porque o santo bispo os repreendia severamente, lançaram-lhe terrível calúnia. E fizeram mais, temerariamente: confirmaram por falsos juramentos o que afiançavam. Assim, um declarou que desejava morrer queimado, caso fosse mentira o que asseverava; outro, que a lepra o cobrisse; quanto ao terceiro, atraía para si a cegueira, se dizia alguma inverdade. O povo que, por um instante sequer, acreditara na afirmação, porque conhecia donde vinha a acusação, ficou totalmente do lado de São Narciso, mas o santo bispo, que de longa data vinha desejando levar vida de solitário, aproveitou-se daquela oportunidade, deixou a cidade, indo-se para lugar ignorado. E eis que os caluniadores, pouco depois, eram castigados com as próprias temeridades: o primeiro morreu queimado, quando do incêndio da casa em que vivia; o segundo, duma hora para outra, viu-se coberto duma só chaga, feiíssima, da cabeça aos pés; e o último, diante daqueles sucessos, tanto chorou, de terror, que acabou ficando cego para todo o sempre. Tempos mais tarde, São Narciso apareceu por Jerusalém, sendo recebido triunfalmente. E retomou o cargo. Idoso, incapaz já de continuar as atividades que encetara, pouco depois deixava as funções episcopais. Desconhecemos o ano em que faleceu o santo bispo de Jerusalém. Morreu em idade muito avançada. Santo Epifânio quer que tenha sido em 222, ou um pouco antes. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 72-73) #SantodoDia

  • São Narciso, bispo de Jerusalém – 29 de Outubro

    SANTO DO DIA – 29 DE OUTUBRO – SÃO NARCISO Bispo (+222) Não faltam informações sobre este longevo bispo de Jerusalém: Eusébio dedica um inteiro capítulo de sua História eclesiástica aos milagres realizados pelo santo — dentre os quais, o mais conhecido foi o de transformar a água em azeite para alimentar as lamparinas da igreja. Por Eusébio, ficamos sabendo que Narciso foi o 15º bispo de Jerusalém e presidiu o sínodo no qual se decidiu, entre outras resoluções, uniformizar com base na Igreja de Roma a data da celebração da Páscoa. As inovações não agradaram a todos; talvez por causa dessa sua iniciativa, alguém tenha cogitado em dele se desembaraçar, tramando para tal uma acusação infamante. Narciso não julgou oportuno defender-se e, para não dividir a própria comunidade em inocentistas e culpabilistas, preferiu desaparecer da sociedade. Foi viver como eremita perto do deserto, até que uma das testemunhas que havia jurado em falso decidiu dizer a verdade. Mas tinham-se passado já muitos anos desde o desaparecimento de Narciso, e os cristãos de Jerusalém, considerando-o morto, elegeram um novo bispo. Com estupor, mas também com grande alegria, viram-no reaparecer e rogaram-lhe que retomasse seu posto. Narciso aceitou, mas quis ter a seu lado um coadjutor escolhido por ele. Assim pôde confiar a cura pastoral ao amigo Alexandre, então bispo na Capadócia, que ficou junto dele nos seus últimos dez anos de vida. Por meio de uma carta do bispo Alexandre aos fiéis de Antínoe, no Egito, ficamos sabendo da longevidade de Narciso. Nela se lê: “Saúda-vos Narciso, que antes de mim ocupou esta sede episcopal e, agora, está colocado na mesma categoria que eu nas orações. Ele agora completou 116 anos e vos exorta, como eu, à concórdia”. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) São Narciso, Bispo Bispo de Jerusalém, São Narciso ocupou a sede por volta de 195, quando devia estar perto dos cem anos. Era costume de Jerusalém escolher candidatos bastante idosos, daí a brevidade dos episcopados. Conta-se dele que, duma feita, tendo faltado óleo para as lâmpadas da igreja, justamente na Páscoa, quando os fiéis tomavam literalmente o templo, ordenou aos diáconos que lhe trouxessem água. Tendo-a benzido, mandou que a utilizassem nas lâmpadas. Quando a verteram, transformara-se em óleo. Homem de grande santidade, refere-se ainda que, certa vez, três devassos da cidade, porque o santo bispo os repreendia severamente, lançaram-lhe terrível calúnia. E fizeram mais, temerariamente: confirmaram por falsos juramentos o que afiançavam. Assim, um declarou que desejava morrer queimado, caso fosse mentira o que asseverava; outro, que a lepra o cobrisse; quanto ao terceiro, atraía para si a cegueira, se dizia alguma inverdade. O povo que, por um instante sequer, acreditara na afirmação, porque conhecia donde vinha a acusação, ficou totalmente do lado de São Narciso, mas o santo bispo, que de longa data vinha desejando levar vida de solitário, aproveitou-se daquela oportunidade, deixou a cidade, indo-se para lugar ignorado. E eis que os caluniadores, pouco depois, eram castigados com as próprias temeridades: o primeiro morreu queimado, quando do incêndio da casa em que vivia; o segundo, duma hora para outra, viu-se coberto duma só chaga, feiíssima, da cabeça aos pés; e o último, diante daqueles sucessos, tanto chorou, de terror, que acabou ficando cego para todo o sempre. Tempos mais tarde, São Narciso apareceu por Jerusalém, sendo recebido triunfalmente. E retomou o cargo. Idoso, incapaz já de continuar as atividades que encetara, pouco depois deixava as funções episcopais. Desconhecemos o ano em que faleceu o santo bispo de Jerusalém. Morreu em idade muito avançada. Santo Epifânio quer que tenha sido em 222, ou um pouco antes. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 72-73) #SantodoDia

  • Homilia Diária | Não estamos com a alma encurvada?

    Segunda-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum Sem o toque da graça de Cristo, somos espiritualmente tristes e preguiçosos, à semelhança daquela mulher encurvada da qual nos fala o Evangelho de hoje. Enfraquecidos e sem ânimo, somos incapazes por nós mesmos de levar a cabo a nossa vocação à grandeza no amor. Sem ajuda constante de Nosso Senhor, não podemos erguer-nos até o céu, aonde chegam só os que se deixam carregar, como em um elevador, pelo amorosíssimo e misericordioso Coração de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 30 de outubro, e peçamos a Deus que nos infunda a força interior de sua graça, sem a qual nada somos nem podemos. Santo do Dia: São Simão e São Judas Tadeu, o Santo das Causas Impossíveis Evangelho (Lc 6,12-19) — Aleluia, aleluia, aleluia. — A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos. Vos louva, ó Senhor, o coro dos Apóstolos! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17 Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18 Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Não estamos com a alma encurvada?

    Segunda-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum Sem o toque da graça de Cristo, somos espiritualmente tristes e preguiçosos, à semelhança daquela mulher encurvada da qual nos fala o Evangelho de hoje. Enfraquecidos e sem ânimo, somos incapazes por nós mesmos de levar a cabo a nossa vocação à grandeza no amor. Sem ajuda constante de Nosso Senhor, não podemos erguer-nos até o céu, aonde chegam só os que se deixam carregar, como em um elevador, pelo amorosíssimo e misericordioso Coração de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 30 de outubro, e peçamos a Deus que nos infunda a força interior de sua graça, sem a qual nada somos nem podemos. Santo do Dia: São Simão e São Judas Tadeu, o Santo das Causas Impossíveis Evangelho (Lc 6,12-19) — Aleluia, aleluia, aleluia. — A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos. Vos louva, ó Senhor, o coro dos Apóstolos! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17 Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18 Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Simão e São Judas Tadeu, santo das causas impossíveis – 28 de Outubro

    SANTO DO DIA – 28 DE OUTUBRO – SÃO SIMÃO E SÃO JUDAS Apóstolos É com grande alegria que hoje festejamos duas firmes colunas da Igreja de Cristo: os santos Apóstolos Simão, o Zelota, e Judas Tadeu, irmão de Tiago. Esses dois fundamentos da cristandade, que, segundo a tradição, foram martirizados juntos na Pérsia, são um exemplo concreto de que o amor a Deus e às almas leva ao derramamento generoso do próprio sangue, à entrega caridosa da própria vida. Simão, o mais desconhecido dos 12 apóstolos — a respeito do qual o Evangelho se limita a indicar o nome e a alcunha de “Zelota” —, teve o mérito de ter trabalhado pela propagação da mensagem evangélica, não em vista de um lugar de honra, mas para o triunfo do Reino de Deus sobre a terra. Antigas tradições suprem a falta de notícias. Os bizantinos identificam-no com Natanael, de Caná, e com o “mestre-sala” durante as bem conhecidas bodas, quando Jesus transformou a água em vinho. Simão é ainda identificado com o primo do Senhor, irmão de são Tiago Menor, ao qual sucedeu como bispo de Jerusalém, nos anos da destruição da Cidade Santa pelos romanos. Os armênios sustentam que ele difundiu o Evangelho em sua região, onde teria sofrido o martírio. Seja como for, seu campo missionário é deduzido dos lendários Atos de Simão e Judas, segundo os quais os dois apóstolos percorreram juntos as 12 províncias do Império Persa. Também no Ocidente os dois apóstolos aparecem sempre juntos. Em Veneza é dedicada a ambos a igreja de São Simão Pequeno. O apóstolo Judas (“não o Iscariotes”, apressa-se em precisar o evangelista são João) é considerado pelos galileus “irmão” (isto é, primo) de Jesus. Eles se perguntam, espantados com o grande barulho que se fazia em torno da figura do Nazareno: “Não é este o carpinteiro… irmão de Tiago […], Judas?”. É provável, segundo alguns exegetas, que Judas seja o esposo das bodas de Caná. O primeiro a fazer tal suposição foi o historiador Eusébio, para explicar sua presença como missionário na Arábia, na Síria, na Mesopotâmia e na Pérsia. Sempre segundo a tradição, teria sofrido o martírio em Arado ou em Beirute. Ele é ainda identificado com o autor da carta canônica que leva seu nome, um breve escrito de 25 versículos, no qual lança uma severa advertência contra os falsos doutores e convida à perseverança na fé genuína. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) São Judas Tadeu São Judas Tadeu, nasceu em Caná da Galiléia, Palestina, filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. Seu pai, Alfeu, era irmão de São José e sua mãe prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, São Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe. Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, era uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e que permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima. São Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. Um deles, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. O relacionamento da família de São Judas Tadeu com o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber nas Sagradas Escrituras é o seguinte: Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos e tornou-se o primeiro bispo de Jerusalém. De José, sabe-se que era conhecido como o Justo. Simão, outro irmão de São Judas foi o segundo bispo de Jerusalém, sucessor de Tiago. Maria Salomé, sua única irmã, era mãe dos apóstolos São Tiago Maior e São João Evangelista. Ele era chamado de Tiago Menor para diferenciar de outro apóstolo, São Tiago, que, por ser mais velho, era chamado de Maior. É de se supor que houve muita convivência de São Judas Tadeu com seu primo Jesus e seus tios, Maria e José. Foi certamente essa fraterna convivência, além do parentesco muito próximo, que levou São Marcos (Mc 6,3) a citar São Judas Tadeu e seus irmãos como sendo os “irmãos” de Jesus. Citações na Bíblia A Bíblia trata pouco de São Judas Tadeu. Ela aponta, no entanto, um fato muito importante: ele foi escolhido a dedo, por Jesus, para ser um dos apóstolos. Quando os evangelhos nomeiam os doze discípulos escolhidos, sempre aparecem os nomes Judas ou Tadeu na relação dos apóstolos. O nome de Judas aparece também nos Atos dos Apóstolos (At 1,13). Além dessas citações, seu sobrinho São João Evangelista (Jo 14,22) o nomeia entre os participantes do colégio apostólico que estavam no episódio da Santa Ceia, na quinta-feira santa. Foi nesta oportunidade que, quando Jesus confidenciava aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia especial manifestação de si próprio, que São Judas Tadeu não se conteve e perguntou: “Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?” E foi, então, que Jesus lhe respondeu afirmando que haveria manifestações d’Ele a todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor. Nesse fato da Última Ceia, São Judas Tadeu demonstra sua generosa compaixão para com todos os homens. A vida de São Judas Tadeu Depois que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, a Igreja de Deus expandiu-se: iniciou-se a evangelização dos povos. São Judas Tadeu iniciou sua pregação na Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas. Ele tomou parte do primeiro Concílio de Jerusalém que foi realizado no Ano 50. Mais tarde evangelizou a Síria, a Armênia e a Mesopotâmia (atual Irã), onde ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão, o “zelote”, que já evangelizava o Egito. A pregação e o testemunho de São Judas Tadeu, foi realizada de modo enérgico e vigoroso. Ele atraiu e cativou os pagãos e povos de outras religiões que, então, se converteram em grande número ao cristianismo. Sua adesão a Nosso Senhor Jesus Cristo era completa e incondicional. Disso ele deu testemunho com a doação da própria vida. Este glorioso Apóstolo de Jesus dedicou sua vida à evangelização. Foi incansável nesta tarefa, pregando o evangelho e convertendo muitas almas. Os pagãos, inconformados, começaram a colocar o povo contra ele. São Judas Tadeu e São Simão foram presos e levados ao templo do sol. Ali recusaram-se a renegar a Jesus Cristo e prestar culto à deusa Diana. Foi nessa ocasião que São Judas disse ao povo: “Para que fiqueis sabendo que estes ídolos que vós adorais são falsos, deles sairão os demônios e os hão de quebrar”. No mesmo instante, dois demônios hediondos quebraram todo o templo e desapareceram. Indignado, o povo, incitado pelos sacerdotes pagãos, atirou-se contra os apóstolos furiosamente. São Judas Tadeu foi trucidado por sacerdotes pagãos de modo cruel, violento e desumano. Apóstolo e mártir, São Judas é representado em suas imagens segurando um livro, que simboliza a palavra de Deus que ele anunciou, e uma alabarda, uma espécie de machado, que foi o instrumento utilizado em seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica é celebrada em 28 de outubro, provável data de seu martírio acontecido no ano 70. No Brasil, a devoção a São Judas Tadeu é relativamente recente. Ela surgiu no início do século XX, alcançando logo uma grande popularidade. Ele é invocado como o santo dos desesperados e aflitos, o santo das causas sem solução, das causas perdidas. Epístola de São Judas Tadeu Segundo a tradição eclesiástica, São Judas Tadeu é apontado, como sendo o autor da epístola canônica que traz seu nome. Tudo indica que essa carta foi dirigida aos judeus cristãos da Palestina, pouco depois da destruição da cidade de Jerusalém, quando a maioria dos Apóstolos já havia falecido. O breve escrito de São Judas Tadeu é uma severa advertência contra os falsos mestres e um convite a manter a pureza da fé. Percebe-se que “A carta de São Judas” foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé e a boa reputação do povo cristão. O escritor afirma ter querido escrever uma carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã urgentemente escreveu esta carta para alertar a Igreja a acautelar-se contra eles. A Epístola 1 Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. 2 Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. 3 Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4 Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor. 5 Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. 6 Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. 7 Da mesma forma Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8 Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias. 9 Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda! 10 Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11 Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré. 12 Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13 Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade! 14 Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos 15 para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. 16 Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse. 17 Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, 18 os quais vos diziam: No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; 19 homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito. 20 Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. 21 Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22 Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os, 23 e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne. 24 Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, 25 ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém. São Judas Tadeu, um dos santos mais populares da Santa Igreja, é invocado como o santo dos desesperados e aflitos, o santo das causas sem solução e das causas perdidas #SantodoDia

  • São Simão e São Judas Tadeu, santo das causas impossíveis – 28 de Outubro

    SANTO DO DIA – 28 DE OUTUBRO – SÃO SIMÃO E SÃO JUDAS Apóstolos É com grande alegria que hoje festejamos duas firmes colunas da Igreja de Cristo: os santos Apóstolos Simão, o Zelota, e Judas Tadeu, irmão de Tiago. Esses dois fundamentos da cristandade, que, segundo a tradição, foram martirizados juntos na Pérsia, são um exemplo concreto de que o amor a Deus e às almas leva ao derramamento generoso do próprio sangue, à entrega caridosa da própria vida. Simão, o mais desconhecido dos 12 apóstolos — a respeito do qual o Evangelho se limita a indicar o nome e a alcunha de “Zelota” —, teve o mérito de ter trabalhado pela propagação da mensagem evangélica, não em vista de um lugar de honra, mas para o triunfo do Reino de Deus sobre a terra. Antigas tradições suprem a falta de notícias. Os bizantinos identificam-no com Natanael, de Caná, e com o “mestre-sala” durante as bem conhecidas bodas, quando Jesus transformou a água em vinho. Simão é ainda identificado com o primo do Senhor, irmão de são Tiago Menor, ao qual sucedeu como bispo de Jerusalém, nos anos da destruição da Cidade Santa pelos romanos. Os armênios sustentam que ele difundiu o Evangelho em sua região, onde teria sofrido o martírio. Seja como for, seu campo missionário é deduzido dos lendários Atos de Simão e Judas, segundo os quais os dois apóstolos percorreram juntos as 12 províncias do Império Persa. Também no Ocidente os dois apóstolos aparecem sempre juntos. Em Veneza é dedicada a ambos a igreja de São Simão Pequeno. O apóstolo Judas (“não o Iscariotes”, apressa-se em precisar o evangelista são João) é considerado pelos galileus “irmão” (isto é, primo) de Jesus. Eles se perguntam, espantados com o grande barulho que se fazia em torno da figura do Nazareno: “Não é este o carpinteiro… irmão de Tiago […], Judas?”. É provável, segundo alguns exegetas, que Judas seja o esposo das bodas de Caná. O primeiro a fazer tal suposição foi o historiador Eusébio, para explicar sua presença como missionário na Arábia, na Síria, na Mesopotâmia e na Pérsia. Sempre segundo a tradição, teria sofrido o martírio em Arado ou em Beirute. Ele é ainda identificado com o autor da carta canônica que leva seu nome, um breve escrito de 25 versículos, no qual lança uma severa advertência contra os falsos doutores e convida à perseverança na fé genuína. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) São Judas Tadeu São Judas Tadeu, nasceu em Caná da Galiléia, Palestina, filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. Seu pai, Alfeu, era irmão de São José e sua mãe prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, São Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe. Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, era uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e que permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima. São Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. Um deles, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. O relacionamento da família de São Judas Tadeu com o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber nas Sagradas Escrituras é o seguinte: Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos e tornou-se o primeiro bispo de Jerusalém. De José, sabe-se que era conhecido como o Justo. Simão, outro irmão de São Judas foi o segundo bispo de Jerusalém, sucessor de Tiago. Maria Salomé, sua única irmã, era mãe dos apóstolos São Tiago Maior e São João Evangelista. Ele era chamado de Tiago Menor para diferenciar de outro apóstolo, São Tiago, que, por ser mais velho, era chamado de Maior. É de se supor que houve muita convivência de São Judas Tadeu com seu primo Jesus e seus tios, Maria e José. Foi certamente essa fraterna convivência, além do parentesco muito próximo, que levou São Marcos (Mc 6,3) a citar São Judas Tadeu e seus irmãos como sendo os “irmãos” de Jesus. Citações na Bíblia A Bíblia trata pouco de São Judas Tadeu. Ela aponta, no entanto, um fato muito importante: ele foi escolhido a dedo, por Jesus, para ser um dos apóstolos. Quando os evangelhos nomeiam os doze discípulos escolhidos, sempre aparecem os nomes Judas ou Tadeu na relação dos apóstolos. O nome de Judas aparece também nos Atos dos Apóstolos (At 1,13). Além dessas citações, seu sobrinho São João Evangelista (Jo 14,22) o nomeia entre os participantes do colégio apostólico que estavam no episódio da Santa Ceia, na quinta-feira santa. Foi nesta oportunidade que, quando Jesus confidenciava aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia especial manifestação de si próprio, que São Judas Tadeu não se conteve e perguntou: “Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?” E foi, então, que Jesus lhe respondeu afirmando que haveria manifestações d’Ele a todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor. Nesse fato da Última Ceia, São Judas Tadeu demonstra sua generosa compaixão para com todos os homens. A vida de São Judas Tadeu Depois que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, a Igreja de Deus expandiu-se: iniciou-se a evangelização dos povos. São Judas Tadeu iniciou sua pregação na Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas. Ele tomou parte do primeiro Concílio de Jerusalém que foi realizado no Ano 50. Mais tarde evangelizou a Síria, a Armênia e a Mesopotâmia (atual Irã), onde ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão, o “zelote”, que já evangelizava o Egito. A pregação e o testemunho de São Judas Tadeu, foi realizada de modo enérgico e vigoroso. Ele atraiu e cativou os pagãos e povos de outras religiões que, então, se converteram em grande número ao cristianismo. Sua adesão a Nosso Senhor Jesus Cristo era completa e incondicional. Disso ele deu testemunho com a doação da própria vida. Este glorioso Apóstolo de Jesus dedicou sua vida à evangelização. Foi incansável nesta tarefa, pregando o evangelho e convertendo muitas almas. Os pagãos, inconformados, começaram a colocar o povo contra ele. São Judas Tadeu e São Simão foram presos e levados ao templo do sol. Ali recusaram-se a renegar a Jesus Cristo e prestar culto à deusa Diana. Foi nessa ocasião que São Judas disse ao povo: “Para que fiqueis sabendo que estes ídolos que vós adorais são falsos, deles sairão os demônios e os hão de quebrar”. No mesmo instante, dois demônios hediondos quebraram todo o templo e desapareceram. Indignado, o povo, incitado pelos sacerdotes pagãos, atirou-se contra os apóstolos furiosamente. São Judas Tadeu foi trucidado por sacerdotes pagãos de modo cruel, violento e desumano. Apóstolo e mártir, São Judas é representado em suas imagens segurando um livro, que simboliza a palavra de Deus que ele anunciou, e uma alabarda, uma espécie de machado, que foi o instrumento utilizado em seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica é celebrada em 28 de outubro, provável data de seu martírio acontecido no ano 70. No Brasil, a devoção a São Judas Tadeu é relativamente recente. Ela surgiu no início do século XX, alcançando logo uma grande popularidade. Ele é invocado como o santo dos desesperados e aflitos, o santo das causas sem solução, das causas perdidas. Epístola de São Judas Tadeu Segundo a tradição eclesiástica, São Judas Tadeu é apontado, como sendo o autor da epístola canônica que traz seu nome. Tudo indica que essa carta foi dirigida aos judeus cristãos da Palestina, pouco depois da destruição da cidade de Jerusalém, quando a maioria dos Apóstolos já havia falecido. O breve escrito de São Judas Tadeu é uma severa advertência contra os falsos mestres e um convite a manter a pureza da fé. Percebe-se que “A carta de São Judas” foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé e a boa reputação do povo cristão. O escritor afirma ter querido escrever uma carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã urgentemente escreveu esta carta para alertar a Igreja a acautelar-se contra eles. A Epístola 1 Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. 2 Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. 3 Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4 Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor. 5 Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. 6 Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. 7 Da mesma forma Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8 Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias. 9 Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda! 10 Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11 Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré. 12 Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13 Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade! 14 Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos 15 para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. 16 Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse. 17 Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, 18 os quais vos diziam: No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; 19 homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito. 20 Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. 21 Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22 Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os, 23 e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne. 24 Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, 25 ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém. São Judas Tadeu, um dos santos mais populares da Santa Igreja, é invocado como o santo dos desesperados e aflitos, o santo das causas sem solução e das causas perdidas #SantodoDia

  • Santo Elesbão, protetor dos viajantes embarcadiços e navegantes – 27 de Outubro

    SANTO DO DIA – 27 DE OUTUBRO – SANTO ELESBÃO Monge anacoreta (+555) No século VI, a nação etíope situada a oeste do Mar Vermelho possuía seus maiores limites de fronteira, era um vasto reino que incluía outros povos além dos etíopes. O soberano era Elesbão, rei católico, contemporâneo do imperador romano Justiniano, muito estimado por todos os súditos e seu reino era uma fonte de propagação da fé cristã. O reino vizinho, formado pelos hameritas, era chefiado por Dunaan, que renegara a fé convertendo-se ao judaísmo. Na ocasião, mandou matar todos os integrantes do clero e transformou as igrejas em sinagogas, tornando-se temido e famoso por seu ódio declarado aos cristãos. Por isso, muitos deles, até o arcebispo Tonfar, buscaram abrigo e proteção nas terras do rei Elesbão, pois até a própria esposa de Dunaan, chamada Duna, foi morta por ele, juntamente com as filhas, por ser cristã. Os registros indicam que houve um verdadeiro massacre, no qual morreram cerca de 4 mil cristãos. Elesbão decidiu reagir àquela verdadeira matança imposta aos irmãos católicos e declarou guerra a Dunaan. Liderando seu povo na fé e na luta, ganhou a guerra, e a vizinhança passou a ser governada pelo rei Ariato, um cristão fervoroso. Mas ele teve que vencer outra batalha ainda maior, aquela contra si mesmo. Depois de um curto período de muita oração e penitência, aceitou o chamado de Deus. Abdicou do trono em favor do filho, seu sucessor natural, e dividiu seus tesouros entre os súditos pobres. Assim, Elesbão partiu para Jerusalém, onde depositou sua coroa real na igreja do Santo Sepulcro e retirou-se para o deserto, vivendo como monge anacoreta até morrer em 555. No Brasil, a partir dos escravos, foi muito difundida a devoção pelo santo Elesbão, o rei negro da Etiópia. Sua festa é celebrada em todo o mundo cristão, do Ocidente e do Oriente, no dia 27 de outubro, considerado o dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet

  • Santo Elesbão, protetor dos viajantes embarcadiços e navegantes – 27 de Outubro

    SANTO DO DIA – 27 DE OUTUBRO – SANTO ELESBÃO Monge anacoreta (+555) No século VI, a nação etíope situada a oeste do Mar Vermelho possuía seus maiores limites de fronteira, era um vasto reino que incluía outros povos além dos etíopes. O soberano era Elesbão, rei católico, contemporâneo do imperador romano Justiniano, muito estimado por todos os súditos e seu reino era uma fonte de propagação da fé cristã. O reino vizinho, formado pelos hameritas, era chefiado por Dunaan, que renegara a fé convertendo-se ao judaísmo. Na ocasião, mandou matar todos os integrantes do clero e transformou as igrejas em sinagogas, tornando-se temido e famoso por seu ódio declarado aos cristãos. Por isso, muitos deles, até o arcebispo Tonfar, buscaram abrigo e proteção nas terras do rei Elesbão, pois até a própria esposa de Dunaan, chamada Duna, foi morta por ele, juntamente com as filhas, por ser cristã. Os registros indicam que houve um verdadeiro massacre, no qual morreram cerca de 4 mil cristãos. Elesbão decidiu reagir àquela verdadeira matança imposta aos irmãos católicos e declarou guerra a Dunaan. Liderando seu povo na fé e na luta, ganhou a guerra, e a vizinhança passou a ser governada pelo rei Ariato, um cristão fervoroso. Mas ele teve que vencer outra batalha ainda maior, aquela contra si mesmo. Depois de um curto período de muita oração e penitência, aceitou o chamado de Deus. Abdicou do trono em favor do filho, seu sucessor natural, e dividiu seus tesouros entre os súditos pobres. Assim, Elesbão partiu para Jerusalém, onde depositou sua coroa real na igreja do Santo Sepulcro e retirou-se para o deserto, vivendo como monge anacoreta até morrer em 555. No Brasil, a partir dos escravos, foi muito difundida a devoção pelo santo Elesbão, o rei negro da Etiópia. Sua festa é celebrada em todo o mundo cristão, do Ocidente e do Oriente, no dia 27 de outubro, considerado o dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet

  • Homilia Diária | Não se faça de desentendido…

    Sexta-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum No Evangelho de hoje, na multidão à qual Jesus se dirigia, muitos simulavam não compreender as suas palavras, pois não queriam mudar de vida. E nós? Se já ouvimos tanto os ensinamentos de Cristo, por que ainda fingimos não compreender o que precisa ser feito? Ouça a homilia de hoje, 27 de outubro, e compreenda o quanto esta vida é séria e que caminhamos para o juízo de Deus. Santo do Dia: Santo Elesbão, protetor dos viajantes embarcadiços e navegantes  Evangelho (Lc 12,54-59) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 54 Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55 Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56 Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57 Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 58 Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59 Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Não se faça de desentendido…

    Sexta-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum No Evangelho de hoje, na multidão à qual Jesus se dirigia, muitos simulavam não compreender as suas palavras, pois não queriam mudar de vida. E nós? Se já ouvimos tanto os ensinamentos de Cristo, por que ainda fingimos não compreender o que precisa ser feito? Ouça a homilia de hoje, 27 de outubro, e compreenda o quanto esta vida é séria e que caminhamos para o juízo de Deus. Santo do Dia: Santo Elesbão, protetor dos viajantes embarcadiços e navegantes  Evangelho (Lc 12,54-59) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 54 Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55 Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56 Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57 Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 58 Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59 Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo Evaristo, grande organizador da Igreja – 26 de Outubro

    Santo Evaristo foi o quinto Papa a liderar a Igreja  Católica no começo do Cristianismo. Evaristo foi o Sumo Pontífice entre os anos 101 e 107 d. C. Como seus antecessores, ele também foi martirizado em Roma, por pregar o Cristianismo e não renegar sua fé em Jesus Cristo. Origens Santo Evaristo, sucessor de São Clemente, segundo Santo Ireneu e Eusébio, foi, pelo ano 100, Papa – ou mais exatamente bispo de Roma (porque, nessa época, ao que parece, o termo Papa aplicava-se a qualquer prelado). Foi somente pelo século VI que o título de Papa começou a ser reservado só para o Pontífice Romano. Papa da Antioquia Segundo o Liber Pontificalis, Santo Evaristo era grego de Antioquia, como o pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. Pela mesma fonte é declarado mártir, do mesmo modo que sete (ou nove) outros pontífices, sem que se veja a razão nestes diferentes. Pontificado No exercício de seu Pontificado, aparecem duas lendárias disposições tomadas por ele. A distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto. Organização da Igreja São Pedro já havia estabelecido sete diáconos, Evaristo decidiu que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da Missa, para testemunhar (em caso de necessidade), a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração. Páscoa Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma. Relíquias Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no 6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26. Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável. Minha oração “Sucessor dos apóstolos, tu bebeste das fontes do Evangelho, conduzi os cristãos ao verdadeiro entendimento do cristianismo, derrubai as ideologias e más interpretações sobre Jesus e o Reino de Deus. Amém!” Santo Evaristo, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 26 de outubro Em Nicomédia, na Bitínia, na Turquia, os santos Luciano e Marciano, mártires. († c. 250) Em Cartago, na Tunísia, a comemoração de São Rogaciano, presbítero, a quem São Cipriano confiou a administração da Igreja de Cartago. († s. III) Em Estrasburgo, na Germânia, atualmente na França, Santo Amando, o primeiro bispo desta cidade. († s. IV) Em Narbona na atual França, São Rústico, bispo. († c. 461) Em Angoulème, na Aquitânia, hoje na França, Santo Aptónio, bispo. († c. 567) Em Lastingham, na Nortúmbria, região da Inglaterra, São Ceda foi ordenado bispo dos Saxões orientais por São Finano. († 664) Em Hexham, na Nortúmbria, Santo Eata, bispo, que regeu vários cenóbios e Igrejas. († c. 616) Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, São Sigebaldo, bispo, fundador de vários mosteiros. († 741) No mosteiro de Heresfeld, na Alemanha, o sepultamento de São Vita ou Albuíno, primeiro bispo de Bürberg. († c. 786) Na Escócia, São Beano, bispo de Mortlach. († c. 1032) Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Fulco, bispo, natural da Escócia, homem de paz, zelo apostólico e insigne caridade. († 1229) Em Réggio Emília, também na Itália, o Beato Damião Furchéri, presbítero da Ordem dos Pregadores, egrégio arauto do Evangelho. († 1484) Em Ravello, próximo de Amálfi, na Campânia, região da Itália, o Beato Boaventura de Potenza, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais. († 1711) Em Cracóvia, na Polônia, a Beata Celina Chludzindska Borzecka, religiosa, fundadora da Congregação das Irmãs da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. († 1913) #SantodoDia

  • Santo Evaristo, grande organizador da Igreja – 26 de Outubro

    Santo Evaristo foi o quinto Papa a liderar a Igreja  Católica no começo do Cristianismo. Evaristo foi o Sumo Pontífice entre os anos 101 e 107 d. C. Como seus antecessores, ele também foi martirizado em Roma, por pregar o Cristianismo e não renegar sua fé em Jesus Cristo. Origens Santo Evaristo, sucessor de São Clemente, segundo Santo Ireneu e Eusébio, foi, pelo ano 100, Papa – ou mais exatamente bispo de Roma (porque, nessa época, ao que parece, o termo Papa aplicava-se a qualquer prelado). Foi somente pelo século VI que o título de Papa começou a ser reservado só para o Pontífice Romano. Papa da Antioquia Segundo o Liber Pontificalis, Santo Evaristo era grego de Antioquia, como o pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. Pela mesma fonte é declarado mártir, do mesmo modo que sete (ou nove) outros pontífices, sem que se veja a razão nestes diferentes. Pontificado No exercício de seu Pontificado, aparecem duas lendárias disposições tomadas por ele. A distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto. Organização da Igreja São Pedro já havia estabelecido sete diáconos, Evaristo decidiu que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da Missa, para testemunhar (em caso de necessidade), a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração. Páscoa Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma. Relíquias Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no 6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26. Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável. Minha oração “Sucessor dos apóstolos, tu bebeste das fontes do Evangelho, conduzi os cristãos ao verdadeiro entendimento do cristianismo, derrubai as ideologias e más interpretações sobre Jesus e o Reino de Deus. Amém!” Santo Evaristo, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 26 de outubro Em Nicomédia, na Bitínia, na Turquia, os santos Luciano e Marciano, mártires. († c. 250) Em Cartago, na Tunísia, a comemoração de São Rogaciano, presbítero, a quem São Cipriano confiou a administração da Igreja de Cartago. († s. III) Em Estrasburgo, na Germânia, atualmente na França, Santo Amando, o primeiro bispo desta cidade. († s. IV) Em Narbona na atual França, São Rústico, bispo. († c. 461) Em Angoulème, na Aquitânia, hoje na França, Santo Aptónio, bispo. († c. 567) Em Lastingham, na Nortúmbria, região da Inglaterra, São Ceda foi ordenado bispo dos Saxões orientais por São Finano. († 664) Em Hexham, na Nortúmbria, Santo Eata, bispo, que regeu vários cenóbios e Igrejas. († c. 616) Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, São Sigebaldo, bispo, fundador de vários mosteiros. († 741) No mosteiro de Heresfeld, na Alemanha, o sepultamento de São Vita ou Albuíno, primeiro bispo de Bürberg. († c. 786) Na Escócia, São Beano, bispo de Mortlach. († c. 1032) Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Fulco, bispo, natural da Escócia, homem de paz, zelo apostólico e insigne caridade. († 1229) Em Réggio Emília, também na Itália, o Beato Damião Furchéri, presbítero da Ordem dos Pregadores, egrégio arauto do Evangelho. († 1484) Em Ravello, próximo de Amálfi, na Campânia, região da Itália, o Beato Boaventura de Potenza, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais. († 1711) Em Cracóvia, na Polônia, a Beata Celina Chludzindska Borzecka, religiosa, fundadora da Congregação das Irmãs da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. († 1913) #SantodoDia

  • Homilia Diária | O fogo que Cristo quer atear sobre nós

    Quinta-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum O amor de Cristo, mesmo sendo delicado e cheio de ternura, não tem nada de “romantismo aguado”. Jesus não nos amou com uma languidez adolescente, com meras palavras e bons sentimentos, mas com toda a radicalidade que leva Deus a tomar a natureza humana e deixar-se pregar a uma cruz, a fim de que o fogo da sua própria caridade, surgindo do seu batismo de Sangue, incendeie agora os homens que com tanto custo Ele veio redimir. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 26 de outubro, e descubra por que também nós devemos ter pressa de receber o fogo que Cristo quer atear sobre a terra. Evangelho (Lc 12,49-53) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu tudo considero como perda e como lixo, a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8-9) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 49 “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50 Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! 51 Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52 Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53 ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O fogo que Cristo quer atear sobre nós

    Quinta-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum O amor de Cristo, mesmo sendo delicado e cheio de ternura, não tem nada de “romantismo aguado”. Jesus não nos amou com uma languidez adolescente, com meras palavras e bons sentimentos, mas com toda a radicalidade que leva Deus a tomar a natureza humana e deixar-se pregar a uma cruz, a fim de que o fogo da sua própria caridade, surgindo do seu batismo de Sangue, incendeie agora os homens que com tanto custo Ele veio redimir. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 26 de outubro, e descubra por que também nós devemos ter pressa de receber o fogo que Cristo quer atear sobre a terra. Evangelho (Lc 12,49-53) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu tudo considero como perda e como lixo, a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8-9) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 49 “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50 Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! 51 Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52 Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53 ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Estreia hoje o filme Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre aborto – saiba co

    A Brasil Paralelo lançará hoje seu mais novo original “Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre o aborto.” que pretende impactar diretamente na discussão sobre o tema mais sensível da atualidade. O Aborto, como sabemos, é um dos crimes mais bárbaros que alguém pode cometer, e se tornou a última barreira moral a ser enfrentada, uma vez que ela cai, cai qualquer objeção sobre os temas morais. Hoje no Brasil debate-se a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Um bebê nesta fase da gestação já possui cabeça, ombros, mãos, dedos e alguns órgãos plenamente desenvolvidos. Em meio a tanta desinformação, a Brasil Paralelo seguiu seu propósito de seguir em  busca da verdade  sobre um dos temas mais debatidos no Brasil nos últimos dias. Para esclarecer a população quanto aos  riscos dessa decisão , estreia hoje seu mais novo Original  Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre o aborto . Assista o trailer: O que está em jogo é uma decisão que pode levar à condenação de diversas vidas inocentes.  O direito à vida é algo que não pode ser ignorado. Com a sua ajuda, esse filme pode impactar a vida de milhares de brasileiros. Inclusive mães que consideram o aborto como uma opção. Compartilhe essa notícia para que o maior número de pessoas possa assistir. A estreia será gratuita no Youtube oficial da Brasil Paralelo, às 20 horas. Clique aqui para assistir , e ative o lembrete para não correr o risco de perder a transmissão: Enquanto o filme não inicia, continue lendo essa matéria especial e descubra mais sobre a situação do aborto no Brasil 👇 Aborto no Brasil – entenda a situação jurídica e social A situação do aborto no Brasil pode mudar: o Supremo Tribunal Federal colocou em pauta a possibilidade de legalizar a prática. Veja como o Estado vê o aborto no Brasil contemporâneo, qual é a opinião da população brasileira sobre, e quais são as possibilidades de mudança do aborto no Brasil. O que a legislação diz sobre o aborto no Brasil? De acordo com o Código Penal brasileiro , provocar o aborto em situações que não são permitidas por lei é um crime. Três artigos mostram as punições para os envolvidos: “Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. Art. 125. Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena – reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos. Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.” O Código Penal ainda aborda outras situações em que os envolvidos podem ter agravantes ou atenuantes em sua punição. De outro lado, a legislação e a jurisprudência brasileira permitem a realização do aborto em três ocasiões: quando não há outra forma de salvar a vida da gestante; nos casos em que a gravidez é fruto de um estupro; nos casos de anencefalia. Entendendo que o aborto no Brasil deveria ser legalizado, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) instaurou uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para que o STF legalize a prática no Brasil até o terceiro mês de gestação. A discussão do aborto no STF Em setembro de 2023, a ex-Ministra Rosa Weber colocou o processo do PSOL em pauta para o plenário do STF, votando a favor da descriminalização do aborto no Brasil segundo o pedido. Logo em seguida, a pauta ficou sob a responsabilidade do Ministro Luís Ernesto Barroso. Apesar de ser um defensor da legalização do aborto, Barroso suspendeu a votação alegando que “o tema ainda precisa de mais debate na sociedade”. O Ministro afirmou que o tema pode voltar à pauta até o fim do seu mandato, em 2025. Apesar da pauta já estar em andamento no STF, juristas afirmam que o Poder Judiciário não tem poder para legalizar o aborto no Brasil. Segundo nota Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família, publicada pelo Citizen Go : “O ativismo judicial em temas que são responsabilidade do Congresso, pode trazer consigo diversos riscos para o sistema político e democrático. Quando juízes se envolvem de maneira excessiva na criação ou modificação de leis, eles podem invadir a esfera de atuação do poder Legislativo e desequilibrar a separação de poderes. Um risco é a possibilidade de que os juízes, ao tomarem decisões políticas importantes, estejam indo além de sua função de interpretação da Constituição e das leis. Afinal, cabe ao Poder Legislativo, eleito democraticamente, a tarefa de legislar. Quando os juízes assumem o papel de legisladores, eles estão tomando decisões que deveriam ser da competência do Congresso e dos representantes do povo. Outro risco decorre do fato de que juízes não são eleitos e, portanto, não são diretamente responsáveis, perante a população que será afetada por suas decisões. Como resultado, suas decisões podem não refletir a vontade da maioria ou das diferentes perspectivas presentes na sociedade. O exercício do ativismo judicial em questões que são responsabilidade do Congresso pode comprometer a legitimidade do processo”. A juíza Ludmila Lins Grilo explica a questão do ativismo judicial do ponto de vista jurídico no programa Contraponto , da Brasil Paralelo: Apesar de parte do STF ter se posicionado favorável ao aborto, o que pensam os brasileiros? A opinião dos brasileiros sobre o aborto Uma pesquisa realizada pelo Paraná Pesquisas, em 2021, concluiu que 79% da população é contrária à legalização do aborto no Brasil. A pesquisa ouviu 2.060 pessoas, com idade a partir de 16 anos, de 26 estados mais o Distrito Federal. A Pesquisa Global da Ipsos, divulgada pela CNN, revelou que o número de pessoas que defende o aborto no Brasil em qualquer caso ou na maioria dos casos, sofreu uma queda expressiva de 9 pontos percentuais. Eram 48% em 2022, contra 39% agora em 2023. Foram entrevistadas mil pessoas, de idade entre 16 e 74 anos, com uma margem de erro de 3,5%. No programa Boletim Coppolla , o jornalista Caio Coppolla comentou a pesquisa: “O instituto responsável pelo levantamento destaca que sua amostra é ‘mais urbana, mais escolarizada e/ou mais rica que a população em geral do país. Ou seja, a própria pesquisa reconhece que a sua amostra não reflete a realidade demográfica nacional. Além disso, prestigia grupos que tem até uma visão mais liberal sobre esse tema. Portanto, é razoável inferir que o apoio à legalização do aborto no Brasil é muito menor do que os números que estão sendo divulgados”. Para reforçar seu argumento, o jornalista comentou sobre uma pesquisa do DataFolha de 2022. Os dados apontam: 8% defendem que o aborto no Brasil deve ser permitido em qualquer situação; 18% acreditam a permissão em mais situações; 39% consideram que a lei atual deve permanecer como está; 32% advogam pela proibição total do aborto no Brasil; Com base nas projeções do DataFolha, 7 em cada 10 brasileiros se opõe totalmente à prática do aborto ou no mínimo são contra a legalização em situações além daquelas já previstas em lei. Número de abortos diminui no Brasil . Esse dado, revela como o ativismo judicial pode ser um problema grave, afirma Caio Coppolla: “Por isso, assusta saber que magistrados do STF acreditam ser papel da Corte, do Poder Judiciário, mudar lá nos tribunais a legislação atual sobre o aborto. Uma pauta tão sensível, sobre a qual a maioria da população parece divergir da maioria dos ministros”. Mas afinal, o que é um aborto? O que é um aborto? O aborto é a interrupção da gestação de um ser humano. Pode ser espontâneo, acidental ou provocado. Bernard Nathanson , conhecido como pai do aborto, é uma das principais referências para explicar o assunto. Após se formar na Universidade de McGill, o médico realizou diversos abortos na década de 60 e 70, mas após a criação do ultrassom, sua vida mudou: quando Bernard pode realizou um aborto com ultrassom, ele viu o bebê lutando pela sua vida. A partir desse momento, Bernard percebeu que desde o início da concepção o bebê já possui seu próprio código genético com todo seu potencial futuro. “Pude comprovar que é um ser humano com todas as suas características. E se é uma pessoa, tem direito à vida. Eu não creio, eu sei que a vida começa no momento da concepção e deve ser inviolável. É um ser humano, com todas as suas características” (fala proferida no documentário O Grito Silencioso ). Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica: “O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”. DContudo, defensores do aborto negam esses postulados científicos. Como é feito um aborto? Conheça os principais procedimentos e consequências Argumentos favoráveis e contrários ao aborto Três dos principais argumentos favoráveis ao aborto são: O bebê ainda não é um ser humano no início da gestação; A mulher pode fazer o que ela quiser com seu corpo, podendo abortar ou não; O aborto é uma questão de saúde pública. Muitas mulheres morrem realizando abortos ilegais, sendo necessário legalizar o procedimento. Primeiro argumento A primeira posição defende que o bebê não é um ser humano dotado de direitos até desenvolver os sentidos e o batimento cardíaco. Segundo essa posição, ser uma pessoa é possuir sentimentos e semelhanças com um homem adulto. Uma de suas principais representantes é Judith Jarvis Thomson no artigo A Defense of Abortion. Segundo argumento No livro Política Sexual , Kate Millet defende que o bebê no ventre da mãe não é uma outra pessoa, mas uma parte do seu corpo. Como ele seria parte da mulher, ela teria o direito de retirá-lo se for da sua vontade. Terceiro argumento Segundo Maristela Sant’Ana, em publicação do site da Câmara dos Deputados, muitas mulheres morrem realizando abortos ilegais, sendo necessário legalizar a prática para garantir mais segurança na interrupção da vida do bebê. Principais argumentos contra o aborto Alguns dos principais argumentos em defesa da vida são: A vida humana começa na concepção, apontam pesquisas; O bebê é um outro ser humano, não uma parte da mãe; Os números de aborto ilegal são comprovadamente inflados por defensores do aborto. Ao invés de legalizar o assassinato de bebês, o Estado deve investir no cuidado a saúde da mãe e do filho. Primeiro argumento Após a concepção, o código genético de um novo ser humano está formado. A base de todos seus órgãos e sentidos já está formada e desenvolvendo todo seu corpo, mostram dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A mãe nutre o filho que se desenvolve por si mesmo. Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica: “O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”. Segundo argumento Segundo Marlon Derosa, mestre em bioética pela Fundación Jérôme Lejeune , o bebê não é parte da mãe, o bebê está na mãe. A estrutura da realidade mostra que seres humanos são nutridos pelas suas mães e se desenvolvem em seus úteros, mas não se identificam com elas. Como o ser humano possui seu código genético único e a base de seu desenvolvimento desde a concepção, a mãe não tem o direito de assassinar o outro ser humano que está em seu ventre. Marlon Derosa expôs a visão da bioética ao participar do podcast Conversa Paralela , da Brasil Paralelo. Confira: Terceiro argumento Em 2018, uma matéria publicada no site do Conselho Federal de Enfermagem afirmou que 1 milhão de abortos induzidos ocorrem todos os anos. Contudo, ao analisar os números emitidos pelo Sistema Único de Saúde, a pesquisadora Isabela Mantovani descobriu que o número real de abortos induzidos no Brasil é de aproximadamente 80 a 100 mil. Saiba mais sobre o verdadeiro número de abortos clandestinos realizados no Brasil. Autores como Marlon Derosa defendem que o sistema de saúde não deve investir no aprimoramento do assassinato de bebês , mas sim em melhores condições de pré-natal e auxílio as mulheres grávidas. Salvando as Duas Vidas Para auxiliar as mães e os filhos e aprofundar o debate sobre o aborto no Brasil, a Brasil Paralelo desenvolveu o documentário: Duas Vidas – Do Que Falamos Quando Falamos de Aborto . Assista a este vídeo até o final e saiba mais sobre a nossa mais nova produção: Mais conteúdo para entender o assunto e salvar vidas Para entender o que realmente é um aborto, quais são suas consequências físicas e psicológicas, e como é o início da vida humana, a Brasil Paralelo fez uma seleção especial de filmes, documentários e cursos. Só na Brasil Paralelo você encontra: Human Life – A Vida Sempre Vale a Pena; Blood Money 1 e 2; Unplanned; Curso: O Valor da Vida Humana; Curso: Aborto, quem é a verdadeira vítima? São filmes e cursos dedicados a contar histórias reais de pessoas que poderiam ter sido abortadas, mas sobreviveram para contar suas histórias, além de abordar a realidade por trás da indústria bilionária do aborto e muito mais. #Aborto

  • Estreia hoje o filme Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre aborto – saiba co

    A Brasil Paralelo lançará hoje seu mais novo original “Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre o aborto.” que pretende impactar diretamente na discussão sobre o tema mais sensível da atualidade. O Aborto, como sabemos, é um dos crimes mais bárbaros que alguém pode cometer, e se tornou a última barreira moral a ser enfrentada, uma vez que ela cai, cai qualquer objeção sobre os temas morais. Hoje no Brasil debate-se a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Um bebê nesta fase da gestação já possui cabeça, ombros, mãos, dedos e alguns órgãos plenamente desenvolvidos. Em meio a tanta desinformação, a Brasil Paralelo seguiu seu propósito de seguir em  busca da verdade  sobre um dos temas mais debatidos no Brasil nos últimos dias. Para esclarecer a população quanto aos  riscos dessa decisão , estreia hoje seu mais novo Original  Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre o aborto . Assista o trailer: O que está em jogo é uma decisão que pode levar à condenação de diversas vidas inocentes.  O direito à vida é algo que não pode ser ignorado. Com a sua ajuda, esse filme pode impactar a vida de milhares de brasileiros. Inclusive mães que consideram o aborto como uma opção. Compartilhe essa notícia para que o maior número de pessoas possa assistir. A estreia será gratuita no Youtube oficial da Brasil Paralelo, às 20 horas. Clique aqui para assistir , e ative o lembrete para não correr o risco de perder a transmissão: Enquanto o filme não inicia, continue lendo essa matéria especial e descubra mais sobre a situação do aborto no Brasil 👇 Aborto no Brasil – entenda a situação jurídica e social A situação do aborto no Brasil pode mudar: o Supremo Tribunal Federal colocou em pauta a possibilidade de legalizar a prática. Veja como o Estado vê o aborto no Brasil contemporâneo, qual é a opinião da população brasileira sobre, e quais são as possibilidades de mudança do aborto no Brasil. O que a legislação diz sobre o aborto no Brasil? De acordo com o Código Penal brasileiro , provocar o aborto em situações que não são permitidas por lei é um crime. Três artigos mostram as punições para os envolvidos: “Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. Art. 125. Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena – reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos. Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.” O Código Penal ainda aborda outras situações em que os envolvidos podem ter agravantes ou atenuantes em sua punição. De outro lado, a legislação e a jurisprudência brasileira permitem a realização do aborto em três ocasiões: quando não há outra forma de salvar a vida da gestante; nos casos em que a gravidez é fruto de um estupro; nos casos de anencefalia. Entendendo que o aborto no Brasil deveria ser legalizado, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) instaurou uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para que o STF legalize a prática no Brasil até o terceiro mês de gestação. A discussão do aborto no STF Em setembro de 2023, a ex-Ministra Rosa Weber colocou o processo do PSOL em pauta para o plenário do STF, votando a favor da descriminalização do aborto no Brasil segundo o pedido. Logo em seguida, a pauta ficou sob a responsabilidade do Ministro Luís Ernesto Barroso. Apesar de ser um defensor da legalização do aborto, Barroso suspendeu a votação alegando que “o tema ainda precisa de mais debate na sociedade”. O Ministro afirmou que o tema pode voltar à pauta até o fim do seu mandato, em 2025. Apesar da pauta já estar em andamento no STF, juristas afirmam que o Poder Judiciário não tem poder para legalizar o aborto no Brasil. Segundo nota Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família, publicada pelo Citizen Go : “O ativismo judicial em temas que são responsabilidade do Congresso, pode trazer consigo diversos riscos para o sistema político e democrático. Quando juízes se envolvem de maneira excessiva na criação ou modificação de leis, eles podem invadir a esfera de atuação do poder Legislativo e desequilibrar a separação de poderes. Um risco é a possibilidade de que os juízes, ao tomarem decisões políticas importantes, estejam indo além de sua função de interpretação da Constituição e das leis. Afinal, cabe ao Poder Legislativo, eleito democraticamente, a tarefa de legislar. Quando os juízes assumem o papel de legisladores, eles estão tomando decisões que deveriam ser da competência do Congresso e dos representantes do povo. Outro risco decorre do fato de que juízes não são eleitos e, portanto, não são diretamente responsáveis, perante a população que será afetada por suas decisões. Como resultado, suas decisões podem não refletir a vontade da maioria ou das diferentes perspectivas presentes na sociedade. O exercício do ativismo judicial em questões que são responsabilidade do Congresso pode comprometer a legitimidade do processo”. A juíza Ludmila Lins Grilo explica a questão do ativismo judicial do ponto de vista jurídico no programa Contraponto , da Brasil Paralelo: Apesar de parte do STF ter se posicionado favorável ao aborto, o que pensam os brasileiros? A opinião dos brasileiros sobre o aborto Uma pesquisa realizada pelo Paraná Pesquisas, em 2021, concluiu que 79% da população é contrária à legalização do aborto no Brasil. A pesquisa ouviu 2.060 pessoas, com idade a partir de 16 anos, de 26 estados mais o Distrito Federal. A Pesquisa Global da Ipsos, divulgada pela CNN, revelou que o número de pessoas que defende o aborto no Brasil em qualquer caso ou na maioria dos casos, sofreu uma queda expressiva de 9 pontos percentuais. Eram 48% em 2022, contra 39% agora em 2023. Foram entrevistadas mil pessoas, de idade entre 16 e 74 anos, com uma margem de erro de 3,5%. No programa Boletim Coppolla , o jornalista Caio Coppolla comentou a pesquisa: “O instituto responsável pelo levantamento destaca que sua amostra é ‘mais urbana, mais escolarizada e/ou mais rica que a população em geral do país. Ou seja, a própria pesquisa reconhece que a sua amostra não reflete a realidade demográfica nacional. Além disso, prestigia grupos que tem até uma visão mais liberal sobre esse tema. Portanto, é razoável inferir que o apoio à legalização do aborto no Brasil é muito menor do que os números que estão sendo divulgados”. Para reforçar seu argumento, o jornalista comentou sobre uma pesquisa do DataFolha de 2022. Os dados apontam: 8% defendem que o aborto no Brasil deve ser permitido em qualquer situação; 18% acreditam a permissão em mais situações; 39% consideram que a lei atual deve permanecer como está; 32% advogam pela proibição total do aborto no Brasil; Com base nas projeções do DataFolha, 7 em cada 10 brasileiros se opõe totalmente à prática do aborto ou no mínimo são contra a legalização em situações além daquelas já previstas em lei. Número de abortos diminui no Brasil . Esse dado, revela como o ativismo judicial pode ser um problema grave, afirma Caio Coppolla: “Por isso, assusta saber que magistrados do STF acreditam ser papel da Corte, do Poder Judiciário, mudar lá nos tribunais a legislação atual sobre o aborto. Uma pauta tão sensível, sobre a qual a maioria da população parece divergir da maioria dos ministros”. Mas afinal, o que é um aborto? O que é um aborto? O aborto é a interrupção da gestação de um ser humano. Pode ser espontâneo, acidental ou provocado. Bernard Nathanson , conhecido como pai do aborto, é uma das principais referências para explicar o assunto. Após se formar na Universidade de McGill, o médico realizou diversos abortos na década de 60 e 70, mas após a criação do ultrassom, sua vida mudou: quando Bernard pode realizou um aborto com ultrassom, ele viu o bebê lutando pela sua vida. A partir desse momento, Bernard percebeu que desde o início da concepção o bebê já possui seu próprio código genético com todo seu potencial futuro. “Pude comprovar que é um ser humano com todas as suas características. E se é uma pessoa, tem direito à vida. Eu não creio, eu sei que a vida começa no momento da concepção e deve ser inviolável. É um ser humano, com todas as suas características” (fala proferida no documentário O Grito Silencioso ). Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica: “O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”. DContudo, defensores do aborto negam esses postulados científicos. Como é feito um aborto? Conheça os principais procedimentos e consequências Argumentos favoráveis e contrários ao aborto Três dos principais argumentos favoráveis ao aborto são: O bebê ainda não é um ser humano no início da gestação; A mulher pode fazer o que ela quiser com seu corpo, podendo abortar ou não; O aborto é uma questão de saúde pública. Muitas mulheres morrem realizando abortos ilegais, sendo necessário legalizar o procedimento. Primeiro argumento A primeira posição defende que o bebê não é um ser humano dotado de direitos até desenvolver os sentidos e o batimento cardíaco. Segundo essa posição, ser uma pessoa é possuir sentimentos e semelhanças com um homem adulto. Uma de suas principais representantes é Judith Jarvis Thomson no artigo A Defense of Abortion. Segundo argumento No livro Política Sexual , Kate Millet defende que o bebê no ventre da mãe não é uma outra pessoa, mas uma parte do seu corpo. Como ele seria parte da mulher, ela teria o direito de retirá-lo se for da sua vontade. Terceiro argumento Segundo Maristela Sant’Ana, em publicação do site da Câmara dos Deputados, muitas mulheres morrem realizando abortos ilegais, sendo necessário legalizar a prática para garantir mais segurança na interrupção da vida do bebê. Principais argumentos contra o aborto Alguns dos principais argumentos em defesa da vida são: A vida humana começa na concepção, apontam pesquisas; O bebê é um outro ser humano, não uma parte da mãe; Os números de aborto ilegal são comprovadamente inflados por defensores do aborto. Ao invés de legalizar o assassinato de bebês, o Estado deve investir no cuidado a saúde da mãe e do filho. Primeiro argumento Após a concepção, o código genético de um novo ser humano está formado. A base de todos seus órgãos e sentidos já está formada e desenvolvendo todo seu corpo, mostram dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A mãe nutre o filho que se desenvolve por si mesmo. Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica: “O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”. Segundo argumento Segundo Marlon Derosa, mestre em bioética pela Fundación Jérôme Lejeune , o bebê não é parte da mãe, o bebê está na mãe. A estrutura da realidade mostra que seres humanos são nutridos pelas suas mães e se desenvolvem em seus úteros, mas não se identificam com elas. Como o ser humano possui seu código genético único e a base de seu desenvolvimento desde a concepção, a mãe não tem o direito de assassinar o outro ser humano que está em seu ventre. Marlon Derosa expôs a visão da bioética ao participar do podcast Conversa Paralela , da Brasil Paralelo. Confira: Terceiro argumento Em 2018, uma matéria publicada no site do Conselho Federal de Enfermagem afirmou que 1 milhão de abortos induzidos ocorrem todos os anos. Contudo, ao analisar os números emitidos pelo Sistema Único de Saúde, a pesquisadora Isabela Mantovani descobriu que o número real de abortos induzidos no Brasil é de aproximadamente 80 a 100 mil. Saiba mais sobre o verdadeiro número de abortos clandestinos realizados no Brasil. Autores como Marlon Derosa defendem que o sistema de saúde não deve investir no aprimoramento do assassinato de bebês , mas sim em melhores condições de pré-natal e auxílio as mulheres grávidas. Salvando as Duas Vidas Para auxiliar as mães e os filhos e aprofundar o debate sobre o aborto no Brasil, a Brasil Paralelo desenvolveu o documentário: Duas Vidas – Do Que Falamos Quando Falamos de Aborto . Assista a este vídeo até o final e saiba mais sobre a nossa mais nova produção: Mais conteúdo para entender o assunto e salvar vidas Para entender o que realmente é um aborto, quais são suas consequências físicas e psicológicas, e como é o início da vida humana, a Brasil Paralelo fez uma seleção especial de filmes, documentários e cursos. Só na Brasil Paralelo você encontra: Human Life – A Vida Sempre Vale a Pena; Blood Money 1 e 2; Unplanned; Curso: O Valor da Vida Humana; Curso: Aborto, quem é a verdadeira vítima? São filmes e cursos dedicados a contar histórias reais de pessoas que poderiam ter sido abortadas, mas sobreviveram para contar suas histórias, além de abordar a realidade por trás da indústria bilionária do aborto e muito mais. #Aborto

  • Homilia Diária | Um intercessor na luta contra as ideologias

    (Mem. S. Antônio de Sant’Anna Galvão) Celebramos hoje um dos santos mais queridos da nossa terra, além de ser o primeiro brasileiro de origem a ser elevado à honra dos altares: Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, o popular Frei Galvão. Nascido em Guaratinguetá em 1739, num período turbulento da história do Brasil, Frei Galvão presenciou a expulsão dos jesuítas do nosso país e, como consequência, o estado de ruína a que a educação brasileira foi reduzida durante muito tempo. Foi com a sabedoria de um devoto da Imaculada que ele pôde remediar, com amor, paciência e oração, o abandono intelectual a que a nossa gente estava relegada. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 25 de outubro, e peçamos juntos a São Frei Galvão que vele sempre pelo nosso país, protegendo-o de toda ideologia deformante e dos poderes que desejam a todo custo instrumentalizar a educação dos jovens. Santo do Dia: Santo Antônio de Santana Galvão (Frei Galvão) Evangelho (Lc 12,39-48) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir. (Mt 24,42a.44) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39 “Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41 Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42 E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45 Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Um intercessor na luta contra as ideologias

    (Mem. S. Antônio de Sant’Anna Galvão) Celebramos hoje um dos santos mais queridos da nossa terra, além de ser o primeiro brasileiro de origem a ser elevado à honra dos altares: Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, o popular Frei Galvão. Nascido em Guaratinguetá em 1739, num período turbulento da história do Brasil, Frei Galvão presenciou a expulsão dos jesuítas do nosso país e, como consequência, o estado de ruína a que a educação brasileira foi reduzida durante muito tempo. Foi com a sabedoria de um devoto da Imaculada que ele pôde remediar, com amor, paciência e oração, o abandono intelectual a que a nossa gente estava relegada. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 25 de outubro, e peçamos juntos a São Frei Galvão que vele sempre pelo nosso país, protegendo-o de toda ideologia deformante e dos poderes que desejam a todo custo instrumentalizar a educação dos jovens. Santo do Dia: Santo Antônio de Santana Galvão (Frei Galvão) Evangelho (Lc 12,39-48) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir. (Mt 24,42a.44) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39 “Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41 Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42 E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45 Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo Antônio de Sant’Anna Galvão – 25 de Outubro

    SANTO DO DIA – 25 DE OUTUBRO – SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANNA GALVÃO (FREI GALVÃO) Religioso franciscano (1739-1822) O brasileiro Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Seu pai era Antônio Galvão de França, capitão-mor da província e terciário franciscano. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros de Pindamonhangaba. O casal teve 11 filhos. Eram cristãos caridosos, exemplares e transmitiram esse legado ao filho. Quando tinha 13 anos, Antônio foi enviado para estudar com os jesuítas, ao lado do irmão José, que já estava no Seminário de Belém, na Bahia. Desse modo, na sua alma estava plantada a semente da vocação religiosa. Aos 21 anos, Antônio decidiu ingressar na Ordem franciscana, no Rio de Janeiro. Sua educação no seminário tinha sido tão esmerada que, após um ano, recebeu as ordens sacerdotais, em 1762. Uma deferência especial do papa, porque ele ainda não tinha completado a idade exigida. Em 1768, foi nomeado pregador e confessor do Convento das Recolhidas de Santa Teresa, ouvindo e aconselhando a todos. Entre suas penitentes encontrou a irmã Helena Maria do Sacramento, figura que exerceu papel muito importante em sua obra posterior. Irmã Helena era uma mulher de muita oração e de virtudes notáveis. Ela relatava suas visões ao frei Galvão. Nelas, Jesus lhe pedia que fundasse um novo Recolhimento para jovens religiosas, o que era uma tarefa difícil, devido à proibição imposta pelo marquês de Pombal em sua perseguição à Ordem dos jesuítas. Apesar disso, contrariando essa lei, frei Galvão, auxiliado pela irmã Helena, fundou, em fevereiro de 1774, o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência. No ano seguinte, morreu irmã Helena, e os problemas com a lei de Pombal não tardaram a aparecer. O convento foi fechado, mas frei Galvão manteve-se firme na decisão, mesmo desafiando a autoridade do marquês. Finalmente, devido à pressão popular, o convento foi reaberto e o frei ficou livre para continuar sua obra. Os 14 anos seguintes foram dedicados à construção e ampliação do convento e também de sua igreja, inaugurada em 1802. Quase um século depois, essa obra tornar-se-ia um ‘patrimônio cultural da humanidade’, por decisão da UNESCO. Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba. Lá, permaneceu 11 meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos da construção da Casa. Nesse meio tempo, ele recebeu diversas nomeações, até de guardião do Convento de São Francisco, em São Paulo. Com a saúde enfraquecida, recebeu autorização especial para residir no Recolhimento da Luz. Durante sua última enfermidade, frei Galvão foi morar num pequeno quarto, ajudado pelas religiosas que lhe prestavam algum alívio e conforto. Ele faleceu com fama de santidade em 23 de dezembro de 1822. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Depois, o Recolhimento do frei Galvão tornou-se o conhecido Mosteiro da Luz, local de constantes peregrinações dos fiéis, que pedem e agradecem graças por sua intercessão. Frei Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI, em São Paulo, Brasil. Texto: Paulinas Internet Santo Antônio de Santana Galvão A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, com fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. Santo Antônio Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, no interior do estado de São Paulo, cidade que na Época pertencia a Diocese do Rio de Janeiro. Com a criação da diocese de São Paulo, em 1745, viveu praticamente nesta diocese: 1762-1822. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestigio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, o mandou, com a idade de 13 anos, para Belém (Bahia) a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas. Ficou no colégio de 1752 a 1756, com notáveis progressos no estudo e na prática da vida cristã. Com o clima antijesuitico provocado pela atuação do marquês de Pombal, Antônio entrou para os Frades Menores Descalços da Reforma de São Pedro e Alcântara, em Taubaté, SP. Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, Antonio ingressou no noviciado no convento de São Boaventura, na vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Aos 16 de abril de 1761 fez a profissão solene e o juramento, segundo o uso dos franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina aceita e defendida pela ordem franciscana. Um ano depois da profissão religiosa, Frei Antonio foi admitido a ordenação sacerdotal, aos 11 de julho de 1762, no Rio de Janeiro. Depois de ordenado, foi mandado para o convento de São Francisco, em São Paulo, com o fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia como também exercitar-se no apostolado. Sua maturidade espiritual franciscano-Mariana teve sua expressão máxima na “entrega a Maria” como seu “filho e escravo perpétuo”, entrega assinada com o próprio sangue aos 9 de novembro de 1766.Terminados os estudos em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do convento. Foi confessor estimado e procurado, e, muitas vezes, quando era chamado ia a pé, mesmo aos lugares distantes. Em 1769-70 foi designado confessor do Recolhimento de Santa Teresa, em São Paulo. Neste recolhimento, encontrou irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo recolhimento. Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas. Na docilidade à vontade da Providência, em detrimento da própria, brilhou a santidade de Frei Galvão A data oficial da fundação do novo recolhimento é 2 de fevereiro de 1774. Irmã Helena queria modelar o recolhimento segundo a ordem carmelitana, mas o bispo de São Paulo, franciscano e intrépido defensor da Imaculada, quis que fosse segundo as concepcionistas aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511. A fundação passou a se chamar Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Previdência, e Frei Galvão, o fundador de uma instituição que continua até nossos dias. Aos 23 de fevereiro de 1775 morreu, quase imprevistamente, irmã Helena. Frei Galvão encontrou-se como único sustentáculo das recolhidas, missão que exerceu com humildade e grande prudência. Pelo grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante quatorze anos (1774-1788), Frei Galvão cuidou da construção do recolhimento. Outros quatorze (1788-1802) dedicou á construção da Igreja, inaugurada aos 15 de agosto de 1802.A obra, “materialização do gênio e da santidade de Frei Galvão”, em 1988, tornou-se por decisão da Unesco “patrimônio da Humanidade”. Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da ordem franciscana, deu muita atenção e o melhor de suas forcas á formação das recolhidas. Para elas escreveu um regulamento ou estatuto. Em 1929, o recolhimento tornou-se mosteiro, incorporado á ordem da Imaculada Conceição (concepcionistas). Frei Galvão foi mandado para o exílio pelo capitão-general de São Paulo porque tomou a defesa do soldado Gaetaninho.A população, porém, se levantou contra a injustiça de tal ordem, que imediatamente foi revogada. Em 1781, o Servo de Deus foi nomeado mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro, pelos dotes pessoais, profunda vida espiritual e grande zelo apostólico. O bispo, porém, que o queria em São Paulo, não fez chegar a ele a carta do superior provincial, «para não privar seu bispado de tão virtuoso religioso (…) que desde que entrou na religião até o presente dia tem tido um procedimento exemplaríssimo pela qual razão o aclamam santo”. Frei Galvão foi nomeado guardião do convento de São Francisco em São Paulo, em 1798, e reeleito em 1801. A nomeação de guardião provocou desorientação nas recolhidas da Luz. A preocupação das religiosas é necessário acrescentar aquela do “Senado da Câmara de São Paulo” e do bispo da cidade, que escreveram ao provincial: “Todos os moradores desta Cidade não poderão suportar um só momento a ausência do dito religioso (…) Este homem, tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de 5. Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho: todos acodem a pedir­-lho; é o homem da paz e da caridade”. Graças a estas cartas, Frei Galvão tornou-se guardião, sem deixar a direção espiritual das recolhidas e do povo de São Paulo. Em 1802, Frei Galvão recebeu o privilégio de definidor pela solicitação do provincial ao núncio apostólico de Portugal, porque “é um religioso que por seus costumes e por sua exemplaríssima vida serve de honra e de consolação a todos os seus Irmãos, e todo o Povo daquela Capitania de São Paulo, Senado da Câmara e o mesmo Bispo Diocesano o respeitam como um varão santo”. Sentado junto à janela, envolvido pela quietude do mosteiro, Frei Galvão costumava rezar Em 1808, pela estima que gozava dentro de sua ordem, foi-lhe confiado o cargo de visitador geral e presidente do capítulo, mas devido a seu estado de saúde foi obrigado a renunciar. Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, no estado de São Paulo. Quando as forcas impediram o ir-e-vir diário do convento de São Francisco ao recolhimento, obteve dos seus superiores (bispo e guardião) a autorlzação para ficar no recolhimento da Luz. Durante sua última doença, Frei Antonio passou a morar num “quartinho” (espécie de corredor) atrás do tabernáculo, no fundo da igreja. Terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, pelas 10 horas da manhã, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu padre guardião, dois confrades e dois sacerdotes diocesanos. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do recolhimento que ele mesmo construirá. 2. Mensagem e atualidade Frei Antônio de Sant’Anna Galvão foi definido pela Câmara de São Paulo como «o homem da paz e da caridade”, por urna inspiração do Espírito Santo. E esta definição constitui a marca da vida do beato. A coleta bem como as demais orações da liturgia da missa em honra de Frei Galvão sublinham estas duas grandes virtudes, que brilharam na vida e na obra do Santo Antônio Galvão. Desde pequeno foi iniciado ainda pela mãe a ajudar os pobres de Guaratinguetá, pois dona Izabel, ao morrer, havia deixado todas as suas vestes para os pobres. O pai, Antônio, sempre foi solícito pelos mais necessitados. Portanto, aprendera em família a amar os prediletos de Deus. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”. “Foi frade de muita caridade, foi frade de muita vida espiritual, antes de tudo”, escreveu Frei Henrique Golland Trindade, mais tarde bispo de Botucatu, SP Além desse testemunho, ternos o depoimento das religiosas mais antigas do recolhimento da Luz, que afirmam: “Amava os pobres e muitas vezes pagava as suas dividas. Mesmo de noite ia visitar os doentes e procurava animar e consolar os aflitos” Fama de santidade Sobre a fama de santidade de Frei Galvão, fala com ardor e autoridade a Irmã Célia Cadorin, postuladora da sua causa de canonização, em declarações à Revista Arautos do Evangelho. Ela ressalta ser indispensável que a fama de santidade de um candidato aos altares seja evidenciada na vida, na morte e depois da morte. Para este efeito, ela esquadrinhou os arquivos da Prefeitura de São Paulo, do Instituto Histórico, da Cúria provincial dos franciscanos e, sobretudo, do Mosteiro da Luz. Não faltaram as provas e documentos. “O processo inteiro comportou quase 10 mil páginas, contendo um relato sintético de mais de 8 mil graças alcançadas”, explica Irmã Célia. E, dentre os documentos anexados, cita como exemplo uma ata contemporânea do Santo, da Câmara de São Paulo, na qual se diz: “Este homem é preciosíssimo a toda esta cidade e vila da Capitania de São Paulo. É um homem religiosíssimo e de prudente conselho. O Convento da Luz no séc. XIX – óleo de Benedito Calixto – Museu do Convento da Luz Todos acodem a fazer-lhe pedidos. É um homem de paz e caridade”. O Mosteiro de Nossa Senhora da Luz Mas, se quisermos citar a maior obra de sua vida, que marcaria para sempre a grande cidade de São Paulo, devemos falar do Mosteiro de Nossa Senhora da Luz. De tal maneira Frei Galvão ligou sua existência ao novo mosteiro, que não podemos mencionar essa instituição sem que o seu nome nos venha logo à memória; bem como não podemos nos referir ao santo religioso sem nos lembrarmos desse convento. Frei Galvão recebeu, no início de suas incumbências sacerdotais, três encargos: o de pregador da ordem franciscana, o de porteiro – que o tornou muito conhecido – e o de confessor do Recolhimento de Santa Teresa, onde viviam algumas monjas. Era o único estabelecimento de religiosas então existente em São Paulo. Chamava-se “recolhimento” porque naqueles tempos de perseguição religiosa o termo “mosteiro” era imprudente perante o governador. Nessa singela comunidade que Frei Galvão passou a dirigir, vivia uma alma eleita: Irmã Helena Maria do Sacramento. A essa devota freira foi revelado ser desejo de Deus que Frei Antônio de Sant’Ana Galvão fundasse um novo convento na cidade de São Paulo. Caso perigoso e delicado! Por um lado, havia proibição formal da parte do Marquês de Pombal de receber noviços em qualquer instituição, sob pena de morte; e por outro, a natureza daquela revelação seria posta à prova por muitos. O próprio Santo refletiu longamente, consultou os canonistas e, sobretudo, analisou aquela alma. Sua conclusão foi: é de fato um desejo inspirado, fundemos o novo convento.Escolheu-se o Campo da Luz, onde havia já uma antiga capelinha dedicada a Nossa Senhora da Luz, numa região totalmente despovoada e não distante do rio Anhembi. Começou, a partir daí, um calvário de dissabores e provações que para o Santo se traduziam em provas visíveis de ser este o desígnio de Deus. A pequena comunidade que ali passou a viver em instalações provisórias sofreu de tudo: o mandado de que fosse extinto o Recolhimento, a fome e a miséria que quase as levaram à morte, a privação da assistência de Frei Galvão até passar a tormenta… Mas o Senhor queria “construir a casa sobre a rocha” e, na raiz dessa heróica fundação, era necessário o sofrimento de todos. Por fim, depois de obtidas as devidas licenças, Frei Galvão iniciou a construção do belo mosteiro que se mantém em suas linhas gerais tal qual o vemos hoje. Ao túmulo de Frei Galvão acorrem numerosos devotos para rezar ou em busca das famosas “pílulas” O filho do Capitão-Mor de Guaratinguetá tornou-se mendigo pela obra de Deus. Angariou fundos e operários para a construção, fez longas e penosas viagens – sempre a pé -, divulgando e mobilizando a população a contribuir para causa tão nobre. As doações chegavam, mas não bastavam… Em uma palavra, ele próprio foi a pedra angular dessa casa de Maria Santíssima e de seu Divino Filho, chegando a trabalhar pessoalmente naquele rude ofício. Mas… que consolação! De seu sofrimento brotaram inúmeras vocações, que não tardaram em apresentar-se, e o Mosteiro de Nossa Senhora da Luz logo ficou conhecido como “um viveiro de santas”, formadas nas luminosas vias indicadas por seu fundador. Quantas graças para a salvação das almas não terão sido obtidas através dos sacrifícios oferecidos por essas virgens consagradas? As “pílulas” de Frei Galvão Entre as numerosas graças recebidas pela intercessão de Frei Galvão destacam-se, pela simplicidade e pela maravilhosa confiança na Mãe de Deus que encerram, as pílulas miraculosas. Esse costume tão característico de nosso Santo – ininterruptamente seguido por milhares de fiéis desde quando ele era vivo até os dias de hoje – comprova, pelas graças e feitos portentosos que opera, não ser uma mera crença popular. A Irmã Célia Cadorin explica a origem das pílulas. Diz a história que certo dia apresentaram a Frei Galvão um moço com muitas dores, sem poder expelir uns cálculos renais. O santo religioso movido de compaixão, depois de rezar teve uma súbita inspiração. Escreveu em três papelinhos a seguinte frase do ofício da Santíssima Virgem Maria: “Post partum Virgo inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis”, ou seja: “Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta; Mãe de Deus, intercedei por nós”. Enrolou os papeizinhos em forma de pílula e deu ao jovem para que os tomasse como remédio. Logo depois o moço expeliu um grande cálculo e ficou curado. Mais tarde um homem aflito procurou Frei Galvão, dizendo que sua esposa, que ia dar à luz, estava muito mal. Novamente ele se lembrou do versículo do ofício de Nossa Senhora escreveu, enrolou e mandou as pílulas para a mulher. Depois de tomá-las, ela deu à luz sem nenhum problema. Estes e outros fatos se propagaram rapidamente e os pedidos dos célebres papelinhos, ou pílulas, ficaram muito freqüentes. Frei Galvão ensinou às irmãs do Recolhimento a fazerem pílulas, de modo que, mesmo em sua ausência, as pudessem dar às pessoas que viessem pedir na portaria do Convento. No início as pílulas eram procuradas sobretudo pelas parturientes. Com o tempo, porém, começaram a ser usadas por quem sofria de enfermidades diversas, de modo especial problemas renais, cálculos ou pedras nos rins. E até para a conversão de pecadores. Hoje em dia são solicitadas por homens, mulheres e jovens que nas doenças – principalmente câncer – ou em dificuldades de toda espécie, invocam a intercessão do servo de Deus e as tomam com fé. Animam suam in manibus suis semper tenens A morte colheu Frei Galvão na mesma serenidade que conservou durante a vida e seus últimos dias foram uma expressão fiel do altíssimo grau de santidade que ele havia atingido. Imagem de Sant’Ana que pertenceu a Frei Galvão Convento da Luz Entregou sua alma a Deus no dia 23 de dezembro de 1822, quando contava 84 anos, numa pobre cela atrás da capela do mosteiro por ele construído. Se quisermos definir a vida deste perfeito filho de São Francisco, não encontraremos melhores palavras que aquelas figuradas em seu epitáfio no Mosteiro de Nossa Senhora da Luz: “Animam suam in manibus suis semper tenens”. Sempre teve a sua alma nas mãos. Com efeito, depois do pecado cometido por nossos primeiros pais, o gênero humano perdeu aquela completa harmonia de todas as suas inclinações, que era o dom de integridade. Reduzidos à dura prova de lutar contra si mesmos mais do que contra qualquer adversidade de sua existência, os homens passaram a depender em maior grau da graça divina do que de suas próprias forças, porque já não encontravam em sua natureza o antigo estado de perfeição. É precisamente nessa docilidade à vontade da Providência em detrimento da sua própria que brilhou a santidade de Frei Galvão: flexível ao sopro do Espírito Santo, esqueceu-se por completo de si mesmo e sepultou as suas deliberações no Coração do Divino Mestre. Daí lhe veio a incomum virtude da fortaleza à qual ninguém resistia: era amado pelo povo, respeitado pelas autoridades, obedecido pelas religiosas, procurado pelas crianças. Com quanta razão disse Santo Agostinho: “É necessário que a mente sejamais poderosa que a paixão, e a domine. Quanto mais uma virtude for nobre e sublime, mais ela será forte e invencível. Nenhuma alma viciada pode dominar outra munida de virtudes” (1). Ao receber a merecida honra dos altares, queira Santo Antônio de Sant’Ana Galvão continuar prodigalizando tantos favores quanto os que já tem obtido para a nação que ele tanto desejou ver firme na fé. Feliz o Brasil por ter tal filho! Feliz a Igreja por ter tal Santo! ² 1) O livre-arbítrio, Paulus, São Paulo, 1995, pp. 48-49 (Revista Arautos do Evangelho, Maio/2007, n. 65, p. 20 à 25) #SantodoDia

  • Santo Antônio de Sant’Anna Galvão – 25 de Outubro

    SANTO DO DIA – 25 DE OUTUBRO – SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANNA GALVÃO (FREI GALVÃO) Religioso franciscano (1739-1822) O brasileiro Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Seu pai era Antônio Galvão de França, capitão-mor da província e terciário franciscano. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros de Pindamonhangaba. O casal teve 11 filhos. Eram cristãos caridosos, exemplares e transmitiram esse legado ao filho. Quando tinha 13 anos, Antônio foi enviado para estudar com os jesuítas, ao lado do irmão José, que já estava no Seminário de Belém, na Bahia. Desse modo, na sua alma estava plantada a semente da vocação religiosa. Aos 21 anos, Antônio decidiu ingressar na Ordem franciscana, no Rio de Janeiro. Sua educação no seminário tinha sido tão esmerada que, após um ano, recebeu as ordens sacerdotais, em 1762. Uma deferência especial do papa, porque ele ainda não tinha completado a idade exigida. Em 1768, foi nomeado pregador e confessor do Convento das Recolhidas de Santa Teresa, ouvindo e aconselhando a todos. Entre suas penitentes encontrou a irmã Helena Maria do Sacramento, figura que exerceu papel muito importante em sua obra posterior. Irmã Helena era uma mulher de muita oração e de virtudes notáveis. Ela relatava suas visões ao frei Galvão. Nelas, Jesus lhe pedia que fundasse um novo Recolhimento para jovens religiosas, o que era uma tarefa difícil, devido à proibição imposta pelo marquês de Pombal em sua perseguição à Ordem dos jesuítas. Apesar disso, contrariando essa lei, frei Galvão, auxiliado pela irmã Helena, fundou, em fevereiro de 1774, o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência. No ano seguinte, morreu irmã Helena, e os problemas com a lei de Pombal não tardaram a aparecer. O convento foi fechado, mas frei Galvão manteve-se firme na decisão, mesmo desafiando a autoridade do marquês. Finalmente, devido à pressão popular, o convento foi reaberto e o frei ficou livre para continuar sua obra. Os 14 anos seguintes foram dedicados à construção e ampliação do convento e também de sua igreja, inaugurada em 1802. Quase um século depois, essa obra tornar-se-ia um ‘patrimônio cultural da humanidade’, por decisão da UNESCO. Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba. Lá, permaneceu 11 meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos da construção da Casa. Nesse meio tempo, ele recebeu diversas nomeações, até de guardião do Convento de São Francisco, em São Paulo. Com a saúde enfraquecida, recebeu autorização especial para residir no Recolhimento da Luz. Durante sua última enfermidade, frei Galvão foi morar num pequeno quarto, ajudado pelas religiosas que lhe prestavam algum alívio e conforto. Ele faleceu com fama de santidade em 23 de dezembro de 1822. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Depois, o Recolhimento do frei Galvão tornou-se o conhecido Mosteiro da Luz, local de constantes peregrinações dos fiéis, que pedem e agradecem graças por sua intercessão. Frei Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI, em São Paulo, Brasil. Texto: Paulinas Internet Santo Antônio de Santana Galvão A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, com fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. Santo Antônio Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, no interior do estado de São Paulo, cidade que na Época pertencia a Diocese do Rio de Janeiro. Com a criação da diocese de São Paulo, em 1745, viveu praticamente nesta diocese: 1762-1822. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestigio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, o mandou, com a idade de 13 anos, para Belém (Bahia) a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas. Ficou no colégio de 1752 a 1756, com notáveis progressos no estudo e na prática da vida cristã. Com o clima antijesuitico provocado pela atuação do marquês de Pombal, Antônio entrou para os Frades Menores Descalços da Reforma de São Pedro e Alcântara, em Taubaté, SP. Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, Antonio ingressou no noviciado no convento de São Boaventura, na vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Aos 16 de abril de 1761 fez a profissão solene e o juramento, segundo o uso dos franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina aceita e defendida pela ordem franciscana. Um ano depois da profissão religiosa, Frei Antonio foi admitido a ordenação sacerdotal, aos 11 de julho de 1762, no Rio de Janeiro. Depois de ordenado, foi mandado para o convento de São Francisco, em São Paulo, com o fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia como também exercitar-se no apostolado. Sua maturidade espiritual franciscano-Mariana teve sua expressão máxima na “entrega a Maria” como seu “filho e escravo perpétuo”, entrega assinada com o próprio sangue aos 9 de novembro de 1766.Terminados os estudos em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do convento. Foi confessor estimado e procurado, e, muitas vezes, quando era chamado ia a pé, mesmo aos lugares distantes. Em 1769-70 foi designado confessor do Recolhimento de Santa Teresa, em São Paulo. Neste recolhimento, encontrou irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo recolhimento. Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas. Na docilidade à vontade da Providência, em detrimento da própria, brilhou a santidade de Frei Galvão A data oficial da fundação do novo recolhimento é 2 de fevereiro de 1774. Irmã Helena queria modelar o recolhimento segundo a ordem carmelitana, mas o bispo de São Paulo, franciscano e intrépido defensor da Imaculada, quis que fosse segundo as concepcionistas aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511. A fundação passou a se chamar Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Previdência, e Frei Galvão, o fundador de uma instituição que continua até nossos dias. Aos 23 de fevereiro de 1775 morreu, quase imprevistamente, irmã Helena. Frei Galvão encontrou-se como único sustentáculo das recolhidas, missão que exerceu com humildade e grande prudência. Pelo grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante quatorze anos (1774-1788), Frei Galvão cuidou da construção do recolhimento. Outros quatorze (1788-1802) dedicou á construção da Igreja, inaugurada aos 15 de agosto de 1802.A obra, “materialização do gênio e da santidade de Frei Galvão”, em 1988, tornou-se por decisão da Unesco “patrimônio da Humanidade”. Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da ordem franciscana, deu muita atenção e o melhor de suas forcas á formação das recolhidas. Para elas escreveu um regulamento ou estatuto. Em 1929, o recolhimento tornou-se mosteiro, incorporado á ordem da Imaculada Conceição (concepcionistas). Frei Galvão foi mandado para o exílio pelo capitão-general de São Paulo porque tomou a defesa do soldado Gaetaninho.A população, porém, se levantou contra a injustiça de tal ordem, que imediatamente foi revogada. Em 1781, o Servo de Deus foi nomeado mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro, pelos dotes pessoais, profunda vida espiritual e grande zelo apostólico. O bispo, porém, que o queria em São Paulo, não fez chegar a ele a carta do superior provincial, «para não privar seu bispado de tão virtuoso religioso (…) que desde que entrou na religião até o presente dia tem tido um procedimento exemplaríssimo pela qual razão o aclamam santo”. Frei Galvão foi nomeado guardião do convento de São Francisco em São Paulo, em 1798, e reeleito em 1801. A nomeação de guardião provocou desorientação nas recolhidas da Luz. A preocupação das religiosas é necessário acrescentar aquela do “Senado da Câmara de São Paulo” e do bispo da cidade, que escreveram ao provincial: “Todos os moradores desta Cidade não poderão suportar um só momento a ausência do dito religioso (…) Este homem, tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de 5. Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho: todos acodem a pedir­-lho; é o homem da paz e da caridade”. Graças a estas cartas, Frei Galvão tornou-se guardião, sem deixar a direção espiritual das recolhidas e do povo de São Paulo. Em 1802, Frei Galvão recebeu o privilégio de definidor pela solicitação do provincial ao núncio apostólico de Portugal, porque “é um religioso que por seus costumes e por sua exemplaríssima vida serve de honra e de consolação a todos os seus Irmãos, e todo o Povo daquela Capitania de São Paulo, Senado da Câmara e o mesmo Bispo Diocesano o respeitam como um varão santo”. Sentado junto à janela, envolvido pela quietude do mosteiro, Frei Galvão costumava rezar Em 1808, pela estima que gozava dentro de sua ordem, foi-lhe confiado o cargo de visitador geral e presidente do capítulo, mas devido a seu estado de saúde foi obrigado a renunciar. Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, no estado de São Paulo. Quando as forcas impediram o ir-e-vir diário do convento de São Francisco ao recolhimento, obteve dos seus superiores (bispo e guardião) a autorlzação para ficar no recolhimento da Luz. Durante sua última doença, Frei Antonio passou a morar num “quartinho” (espécie de corredor) atrás do tabernáculo, no fundo da igreja. Terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, pelas 10 horas da manhã, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu padre guardião, dois confrades e dois sacerdotes diocesanos. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do recolhimento que ele mesmo construirá. 2. Mensagem e atualidade Frei Antônio de Sant’Anna Galvão foi definido pela Câmara de São Paulo como «o homem da paz e da caridade”, por urna inspiração do Espírito Santo. E esta definição constitui a marca da vida do beato. A coleta bem como as demais orações da liturgia da missa em honra de Frei Galvão sublinham estas duas grandes virtudes, que brilharam na vida e na obra do Santo Antônio Galvão. Desde pequeno foi iniciado ainda pela mãe a ajudar os pobres de Guaratinguetá, pois dona Izabel, ao morrer, havia deixado todas as suas vestes para os pobres. O pai, Antônio, sempre foi solícito pelos mais necessitados. Portanto, aprendera em família a amar os prediletos de Deus. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”. “Foi frade de muita caridade, foi frade de muita vida espiritual, antes de tudo”, escreveu Frei Henrique Golland Trindade, mais tarde bispo de Botucatu, SP Além desse testemunho, ternos o depoimento das religiosas mais antigas do recolhimento da Luz, que afirmam: “Amava os pobres e muitas vezes pagava as suas dividas. Mesmo de noite ia visitar os doentes e procurava animar e consolar os aflitos” Fama de santidade Sobre a fama de santidade de Frei Galvão, fala com ardor e autoridade a Irmã Célia Cadorin, postuladora da sua causa de canonização, em declarações à Revista Arautos do Evangelho. Ela ressalta ser indispensável que a fama de santidade de um candidato aos altares seja evidenciada na vida, na morte e depois da morte. Para este efeito, ela esquadrinhou os arquivos da Prefeitura de São Paulo, do Instituto Histórico, da Cúria provincial dos franciscanos e, sobretudo, do Mosteiro da Luz. Não faltaram as provas e documentos. “O processo inteiro comportou quase 10 mil páginas, contendo um relato sintético de mais de 8 mil graças alcançadas”, explica Irmã Célia. E, dentre os documentos anexados, cita como exemplo uma ata contemporânea do Santo, da Câmara de São Paulo, na qual se diz: “Este homem é preciosíssimo a toda esta cidade e vila da Capitania de São Paulo. É um homem religiosíssimo e de prudente conselho. O Convento da Luz no séc. XIX – óleo de Benedito Calixto – Museu do Convento da Luz Todos acodem a fazer-lhe pedidos. É um homem de paz e caridade”. O Mosteiro de Nossa Senhora da Luz Mas, se quisermos citar a maior obra de sua vida, que marcaria para sempre a grande cidade de São Paulo, devemos falar do Mosteiro de Nossa Senhora da Luz. De tal maneira Frei Galvão ligou sua existência ao novo mosteiro, que não podemos mencionar essa instituição sem que o seu nome nos venha logo à memória; bem como não podemos nos referir ao santo religioso sem nos lembrarmos desse convento. Frei Galvão recebeu, no início de suas incumbências sacerdotais, três encargos: o de pregador da ordem franciscana, o de porteiro – que o tornou muito conhecido – e o de confessor do Recolhimento de Santa Teresa, onde viviam algumas monjas. Era o único estabelecimento de religiosas então existente em São Paulo. Chamava-se “recolhimento” porque naqueles tempos de perseguição religiosa o termo “mosteiro” era imprudente perante o governador. Nessa singela comunidade que Frei Galvão passou a dirigir, vivia uma alma eleita: Irmã Helena Maria do Sacramento. A essa devota freira foi revelado ser desejo de Deus que Frei Antônio de Sant’Ana Galvão fundasse um novo convento na cidade de São Paulo. Caso perigoso e delicado! Por um lado, havia proibição formal da parte do Marquês de Pombal de receber noviços em qualquer instituição, sob pena de morte; e por outro, a natureza daquela revelação seria posta à prova por muitos. O próprio Santo refletiu longamente, consultou os canonistas e, sobretudo, analisou aquela alma. Sua conclusão foi: é de fato um desejo inspirado, fundemos o novo convento.Escolheu-se o Campo da Luz, onde havia já uma antiga capelinha dedicada a Nossa Senhora da Luz, numa região totalmente despovoada e não distante do rio Anhembi. Começou, a partir daí, um calvário de dissabores e provações que para o Santo se traduziam em provas visíveis de ser este o desígnio de Deus. A pequena comunidade que ali passou a viver em instalações provisórias sofreu de tudo: o mandado de que fosse extinto o Recolhimento, a fome e a miséria que quase as levaram à morte, a privação da assistência de Frei Galvão até passar a tormenta… Mas o Senhor queria “construir a casa sobre a rocha” e, na raiz dessa heróica fundação, era necessário o sofrimento de todos. Por fim, depois de obtidas as devidas licenças, Frei Galvão iniciou a construção do belo mosteiro que se mantém em suas linhas gerais tal qual o vemos hoje. Ao túmulo de Frei Galvão acorrem numerosos devotos para rezar ou em busca das famosas “pílulas” O filho do Capitão-Mor de Guaratinguetá tornou-se mendigo pela obra de Deus. Angariou fundos e operários para a construção, fez longas e penosas viagens – sempre a pé -, divulgando e mobilizando a população a contribuir para causa tão nobre. As doações chegavam, mas não bastavam… Em uma palavra, ele próprio foi a pedra angular dessa casa de Maria Santíssima e de seu Divino Filho, chegando a trabalhar pessoalmente naquele rude ofício. Mas… que consolação! De seu sofrimento brotaram inúmeras vocações, que não tardaram em apresentar-se, e o Mosteiro de Nossa Senhora da Luz logo ficou conhecido como “um viveiro de santas”, formadas nas luminosas vias indicadas por seu fundador. Quantas graças para a salvação das almas não terão sido obtidas através dos sacrifícios oferecidos por essas virgens consagradas? As “pílulas” de Frei Galvão Entre as numerosas graças recebidas pela intercessão de Frei Galvão destacam-se, pela simplicidade e pela maravilhosa confiança na Mãe de Deus que encerram, as pílulas miraculosas. Esse costume tão característico de nosso Santo – ininterruptamente seguido por milhares de fiéis desde quando ele era vivo até os dias de hoje – comprova, pelas graças e feitos portentosos que opera, não ser uma mera crença popular. A Irmã Célia Cadorin explica a origem das pílulas. Diz a história que certo dia apresentaram a Frei Galvão um moço com muitas dores, sem poder expelir uns cálculos renais. O santo religioso movido de compaixão, depois de rezar teve uma súbita inspiração. Escreveu em três papelinhos a seguinte frase do ofício da Santíssima Virgem Maria: “Post partum Virgo inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis”, ou seja: “Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta; Mãe de Deus, intercedei por nós”. Enrolou os papeizinhos em forma de pílula e deu ao jovem para que os tomasse como remédio. Logo depois o moço expeliu um grande cálculo e ficou curado. Mais tarde um homem aflito procurou Frei Galvão, dizendo que sua esposa, que ia dar à luz, estava muito mal. Novamente ele se lembrou do versículo do ofício de Nossa Senhora escreveu, enrolou e mandou as pílulas para a mulher. Depois de tomá-las, ela deu à luz sem nenhum problema. Estes e outros fatos se propagaram rapidamente e os pedidos dos célebres papelinhos, ou pílulas, ficaram muito freqüentes. Frei Galvão ensinou às irmãs do Recolhimento a fazerem pílulas, de modo que, mesmo em sua ausência, as pudessem dar às pessoas que viessem pedir na portaria do Convento. No início as pílulas eram procuradas sobretudo pelas parturientes. Com o tempo, porém, começaram a ser usadas por quem sofria de enfermidades diversas, de modo especial problemas renais, cálculos ou pedras nos rins. E até para a conversão de pecadores. Hoje em dia são solicitadas por homens, mulheres e jovens que nas doenças – principalmente câncer – ou em dificuldades de toda espécie, invocam a intercessão do servo de Deus e as tomam com fé. Animam suam in manibus suis semper tenens A morte colheu Frei Galvão na mesma serenidade que conservou durante a vida e seus últimos dias foram uma expressão fiel do altíssimo grau de santidade que ele havia atingido. Imagem de Sant’Ana que pertenceu a Frei Galvão Convento da Luz Entregou sua alma a Deus no dia 23 de dezembro de 1822, quando contava 84 anos, numa pobre cela atrás da capela do mosteiro por ele construído. Se quisermos definir a vida deste perfeito filho de São Francisco, não encontraremos melhores palavras que aquelas figuradas em seu epitáfio no Mosteiro de Nossa Senhora da Luz: “Animam suam in manibus suis semper tenens”. Sempre teve a sua alma nas mãos. Com efeito, depois do pecado cometido por nossos primeiros pais, o gênero humano perdeu aquela completa harmonia de todas as suas inclinações, que era o dom de integridade. Reduzidos à dura prova de lutar contra si mesmos mais do que contra qualquer adversidade de sua existência, os homens passaram a depender em maior grau da graça divina do que de suas próprias forças, porque já não encontravam em sua natureza o antigo estado de perfeição. É precisamente nessa docilidade à vontade da Providência em detrimento da sua própria que brilhou a santidade de Frei Galvão: flexível ao sopro do Espírito Santo, esqueceu-se por completo de si mesmo e sepultou as suas deliberações no Coração do Divino Mestre. Daí lhe veio a incomum virtude da fortaleza à qual ninguém resistia: era amado pelo povo, respeitado pelas autoridades, obedecido pelas religiosas, procurado pelas crianças. Com quanta razão disse Santo Agostinho: “É necessário que a mente sejamais poderosa que a paixão, e a domine. Quanto mais uma virtude for nobre e sublime, mais ela será forte e invencível. Nenhuma alma viciada pode dominar outra munida de virtudes” (1). Ao receber a merecida honra dos altares, queira Santo Antônio de Sant’Ana Galvão continuar prodigalizando tantos favores quanto os que já tem obtido para a nação que ele tanto desejou ver firme na fé. Feliz o Brasil por ter tal filho! Feliz a Igreja por ter tal Santo! ² 1) O livre-arbítrio, Paulus, São Paulo, 1995, pp. 48-49 (Revista Arautos do Evangelho, Maio/2007, n. 65, p. 20 à 25) #SantodoDia

  • Homilia Diária | Jesus quer servos dispostos

    Terça-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum Jesus nos quer de rins cingidos, sempre preparados para O servir nesta vida e para O receber quando Ele vier julgar sobre a nossa ida para a outra. Para os que servem à mesa do Senhor, não há alternativa ao trabalho e à vigilância. Ou pomos o cinto à cintura, esforçando-nos por tornar certa a nossa salvação, ou o diabo, que não descansa em serviço, irá nos encontrar relaxados e desprevenidos, presas fáceis de seus enganos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 24 de outubro, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho! Santo do Dia: Santo Antônio Maria Claret Evangelho (Lc 12,35-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vigiai e orai para ficardes de pé, ante o Filho do Homem! (Lc 21,36) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Jesus quer servos dispostos

    Terça-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum Jesus nos quer de rins cingidos, sempre preparados para O servir nesta vida e para O receber quando Ele vier julgar sobre a nossa ida para a outra. Para os que servem à mesa do Senhor, não há alternativa ao trabalho e à vigilância. Ou pomos o cinto à cintura, esforçando-nos por tornar certa a nossa salvação, ou o diabo, que não descansa em serviço, irá nos encontrar relaxados e desprevenidos, presas fáceis de seus enganos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 24 de outubro, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho! Santo do Dia: Santo Antônio Maria Claret Evangelho (Lc 12,35-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vigiai e orai para ficardes de pé, ante o Filho do Homem! (Lc 21,36) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo Antônio Maria Claret, um santo todo de Maria – 24 de Outubro

    SANTO DO DIA – 24 DE OUTUBRO – SANTO ANTONIO MARIA CLARET Bispo (1807-1870) O catalão Antônio M. Claret, pioneiro dos meios de comunicação social, quinto dos dez filhos de um tecelão de Sallent, sentia-se atraído pela vida contemplativa e teria se tornado cartuxo, não tivesse sido aconselhado por um sacerdote que nele intuiu grandes dotes de homem de ação. Depois da ordenação sacerdotal, estabeleceu contato com a Propaganda Fide e com os jesuítas, mas teve de interromper o noviciado por motivo de doença. Então, decidiu ser missionário na própria pátria e, para dar uma forma mais estável e incisiva à própria obra, fundou uma congregação que se dedicasse particularmente à imprensa católica e à alfabetização — primeiro e fundamental passo para a elevação material do povo. Os missionários filhos do Imaculado Coração de Maria (conhecidos com o nome de claretianos) têm atualmente 300 casas espalhadas por todo o mundo. O fundador teve de aceitar a nomeação como arcebispo de Cuba, então sob o domínio espanhol. Foi um bispo-missionário. Viajou por toda a parte, administrou crismas e regularizou 3 mil casamentos. Finalizou, em apenas seis anos, numerosas obras no campo social, com escolas agrícolas; escreveu ele próprio os livros para ensinar os insulares a cultivar os campos. Tanto zelo lhe atraiu também inimizades, e depois de ter sofrido um grave atentado, foi chamado de volta à pátria porque os soberanos da Espanha o quiseram como conselheiro e confessor. Em 1867, seguiu a família real, ao fim de uma revolução, exilada na França. Morreu no mosteiro cisterciense de Fontfroide e foi canonizado em 1950. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) Santo Antonio Maria Claret Além de se destacar como insigne defensor da autoridade pontifícia, Santo Antonio Maria Claret foi um grande devoto de Nossa Senhora, havendo fundado a Congregação dos Filhos do seu Imaculado Coração, conhecidos como claretianos. Em 24 de outubro é comemorada a festa de Santo Antônio Maria Claret (1807-1870), Bispo e Confessor. Período de tibieza na juventude A Igreja desaconselha que se faça comparação entre os heróis da Fé elevados à honra dos altares. Não direi, pois, que Santo Antônio Claret foi o maior de seu tempo. Porém, penso que, se em cada quadra histórica alguns Santos sobrepujam os outros em importância aos olhos de Deus, nos planos da Providência um desses terá sido sem dúvida Santo Antônio Maria Claret. Mais do que Fundador de uma congregação religiosa, ele nos aparece como um varão exponencial, dominando completamente sua época, pelo simples fato de ter existido. Imagine-se um homem de baixa estatura, espanhol de temperamento ardoroso, catalão apimentado, filho de uma família bastante piedosa, dedicada à fabricação têxtil. Ainda jovem, morando em Barcelona, sentiu apelos divinos para algo de mais elevado, embora indefinido, pois não pensava na vocação sacerdotal. Mas, naquela cidade, envolveu-se com questões de tecelagem e se enfronhou nos assuntos práticos desse negócio, começando a esquecer o fervor da sua piedade dos tempos de menino. Passou alguns anos absorto no cuidado de máquinas, teares e coisas semelhantes. Praticava ainda a religião, mas, nesse período de sua vida, pode-se dizer que Santo Antônio Maria Claret tendia a tibieza. Continuava a frequentar a igreja, assistia à Missa aos domingos, comungava algumas vezes por ano e também recitava o Rosário. Mas, fora do cumprimento estrito dessas práticas de piedade, só tinha pensamentos para o seu trabalho na indústria têxtil. Certo dia, indo nadar com os companheiros no litoral, o movimento muito forte das ondas o arrastou mar adentro. Apelou à Santíssima Virgem e, de forma inexplicável para ele, percebeu que flutuava na superfície do oceano, sendo levado por força misteriosa até a praia, sem ter tragado sequer uma gota de água. Salvo em terra, associou o episódio a uma lembrança que tinha tido, durante a Missa, das palavras de Jesus Cristo no Evangelho: “De que aproveita ao homem ganhar todo o mundo, se finalmente perde a sua alma?” (Mt 16,26). Padroeiro dos tíbios Algo de semelhante acontece conosco. A Santíssima Virgem atrai as pessoas as quais, uma vez fixadas, em geral entram no processo de tibieza. E se a misericórdia d’Ela não o impedir, acabam nesse lamentável estado de tibieza. A partir daí começa a segunda fase: é preciso remar até conseguir que elas se recauchutem. E quando correspondem à graça, experimentam uma espécie de nova conversão. Em seguida, inicia-se a terceira fase de sua vida espiritual. Se, com o auxílio de Nossa Senhora, não tivéssemos o cuidado de ajuda-las, é de se temer que muitas dessas pessoas não perseverariam. Então, com profundo respeito, podemos dizer que Santo Antônio Maria Claret nos aparece como o padroeiro dos tíbios. Por sua fidelidade à graça da conversão, tornou-se um modelo de santo, digno de ser imitado por nós. Ele alcançou esse triunfo sobre a própria indolência espiritual porque sempre nutriu particular devoção a Nossa Senhora, e a Santíssima Virgem, que o predestinava a grandes feitos, ajudou-o a se reerguer. Rumo aos píncaros da santidade Desde esse momento, com imenso fervor, ele empreendeu a marcha ininterrupta até atingir os píncaros de santidade, como veremos. Ordenado sacerdote, tornou-se missionário. E revelou-se como o típico pregador popular (e gostaria de acentuar a palavra “popular”), com algumas características eminentes. Por exemplo, tinha voz possante, capaz de se fazer ouvir pelas multidões que enchiam as praças públicas onde ele pronunciava seus sermões, pois o espaço interno das igrejas era insuficiente para conter todos os fiéis desejosos de escutá-lo. E não raro, as mesmas praças se verificavam pequenas para reunir o público que comparecia às suas pregações. Quando se dirigira de uma cidade para outra, sua fama de orador sacro era tal que grande parte da população de onde falara o acompanhava, processionalmente, até deparar com os habitantes da localidade vizinha, para a qual ele falaria. Durante o encontro, o Santo fazia um sermão de despedida de uns e de saudação aos outros, comovendo a alma de todos. Sendo um orador popular muito vivo, interessante, ardente, profundo, sólido, substancioso e dotado de carismas extraordinários, davam-se fatos espetaculares durante as suas homilias. Por exemplo, às vezes ele interrompia suas palavras, apontava para uma mulher na assistência e lhe dizia de súbito: “A senhora pensa que não morrerá tão cedo, e terá vários anos pela frente. Sua morte se dará dentro de… — suspense! — seis meses”. Naturalmente, a indicada desmaiava, caía em prantos, etc. Noutras ocasiões afirmava: “Vou expulsar o demônio que está pairando sobre este auditório”. E em seguida pronunciava a fórmula do exorcismo. Estrépito, raio em céu sereno caem os sinos do campanário e a população fica apavorada. Havia conversões em massa, pois bem podemos imaginar o efeito de pregações dessa natureza. Santo Antônio compreendia de modo claro ter sido destinado por Deus à vocação de missionário junto ao povo. Nunca desejou tornar-se teólogo profundo, nem orador de alto porte, como um Pe. Antônio Vieira, um Bossuet, Bourdaloue, etc. Nascera para falar ao vulgo, e com sua oratória popular esplêndida, convertia multidões. Compreendeu, igualmente, ser um homem feito para suscitar zelo, mais do que coordenar o zelo que suscitara. Por isso, passava pelas províncias despertando por toda parte o amor a Deus, deixando depois que outros utilizassem aquela semente e aquele fogo para melhores finalidades. Era, portanto, um modelo de desprendimento, sem a preocupação de colher para si, mas plantando para que outros colhessem. Arcebispo em Cuba e confessor da Rainha Depois de uma estupenda pregação nas Ilhas Canárias, afinal, foi promovido a Arcebispo em Cuba, então colônia espanhola cuja situação moral se apresentava muito decadente. Santo Antônio Maria Claret dedicou-se à conversão da Ilha, e quando começou a obter a emenda dos costumes, desencadeou uma reação intensa contra ele. Sofreu tantas e tão fortes oposições, e até atentados, que a Rainha da Espanha acabou intervindo e o retirou daquelas terras. De volta à metrópole, Santo Antônio Maria Claret se instalou na corte, como confessor da Rainha Isabel II. Mulher de maus bofes, passou a se modificar e melhorar no contato com Santo Antônio, até que uma reviravolta política a destronou e a exilou para a França. Foi ele, portanto, quem provocou pelo seu zelo esse terremoto na Espanha, ao mesmo tempo em que desempenhava uma obra insigne, como missionário, em todo o país. Defensor da infalibilidade pontifícia Nesse período, fundou a Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria, cujo nome exprimento culto fervoroso que ele dedicava à Mãe de Deus, sob essa invocação. Alguns anos mais tarde, durante o Concílio Vaticano I, deu-se um dos célebres episódios da vida de Santo Antônio Maria Claret. Ele já estava idoso, doente, porém aureolado pelas mais altas graças que se possa receber. Por exemplo, o Santíssimo Sacramento nunca se deteriorava dentro dele, de uma comunhão a outra, de maneira que era um sacrário vivo, assim como Nossa Senhora que tinha Jesus vivendo n’Ela durante o período da Encarnação e da gestação. Pois bem, ao ouvir no Concílio Vaticano I pronunciamentos de alguns bispos contra a infalibilidade papal, Santo Antônio se levantou e fez um famoso sermão em que declarou: “Oxalá pudesse eu consumar minha corrida, confessando e dizendo da abundância do meu coração esta grande verdade: creio que o Sumo Pontífice Romano é infalível.” A atitude de alguns irmãos seus no episcopado o acabrunhou e o encheu de desgosto, a tal ponto que sofreu um começo de apoplexia, pela qual viria a falecer pouco depois, na França, recolhido numa Cartuxa. Era o ano de 1870. E assim terminaram os dias desse magnífico varão de Fé, ao qual nos honramos de tomar por patrono, como grande promotor que foi da devoção a Nossa Senhora, em especial ao Imaculado Coração de Maria, bem como por seu ardoroso amor à Santa Sé Apostólica. Além disso, é modelo para nós, pois demonstrou que, nas camadas populares, ao contrário do que pretende a Revolução, uma pregação autêntica e boa produz maravilhosos resultados. Todas essas razões nos levam a, no dia de sua festa, confiar de modo particular no patrocínio de Santo Antônio Maria Claret, e lhe pedir que nos alcance as melhores graças do Céu. (Os Santos Comentados, Monsenhor João Clá Dias, EP) #SantodoDia

  • Santo Antônio Maria Claret, um santo todo de Maria – 24 de Outubro

    SANTO DO DIA – 24 DE OUTUBRO – SANTO ANTONIO MARIA CLARET Bispo (1807-1870) O catalão Antônio M. Claret, pioneiro dos meios de comunicação social, quinto dos dez filhos de um tecelão de Sallent, sentia-se atraído pela vida contemplativa e teria se tornado cartuxo, não tivesse sido aconselhado por um sacerdote que nele intuiu grandes dotes de homem de ação. Depois da ordenação sacerdotal, estabeleceu contato com a Propaganda Fide e com os jesuítas, mas teve de interromper o noviciado por motivo de doença. Então, decidiu ser missionário na própria pátria e, para dar uma forma mais estável e incisiva à própria obra, fundou uma congregação que se dedicasse particularmente à imprensa católica e à alfabetização — primeiro e fundamental passo para a elevação material do povo. Os missionários filhos do Imaculado Coração de Maria (conhecidos com o nome de claretianos) têm atualmente 300 casas espalhadas por todo o mundo. O fundador teve de aceitar a nomeação como arcebispo de Cuba, então sob o domínio espanhol. Foi um bispo-missionário. Viajou por toda a parte, administrou crismas e regularizou 3 mil casamentos. Finalizou, em apenas seis anos, numerosas obras no campo social, com escolas agrícolas; escreveu ele próprio os livros para ensinar os insulares a cultivar os campos. Tanto zelo lhe atraiu também inimizades, e depois de ter sofrido um grave atentado, foi chamado de volta à pátria porque os soberanos da Espanha o quiseram como conselheiro e confessor. Em 1867, seguiu a família real, ao fim de uma revolução, exilada na França. Morreu no mosteiro cisterciense de Fontfroide e foi canonizado em 1950. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) Santo Antonio Maria Claret Além de se destacar como insigne defensor da autoridade pontifícia, Santo Antonio Maria Claret foi um grande devoto de Nossa Senhora, havendo fundado a Congregação dos Filhos do seu Imaculado Coração, conhecidos como claretianos. Em 24 de outubro é comemorada a festa de Santo Antônio Maria Claret (1807-1870), Bispo e Confessor. Período de tibieza na juventude A Igreja desaconselha que se faça comparação entre os heróis da Fé elevados à honra dos altares. Não direi, pois, que Santo Antônio Claret foi o maior de seu tempo. Porém, penso que, se em cada quadra histórica alguns Santos sobrepujam os outros em importância aos olhos de Deus, nos planos da Providência um desses terá sido sem dúvida Santo Antônio Maria Claret. Mais do que Fundador de uma congregação religiosa, ele nos aparece como um varão exponencial, dominando completamente sua época, pelo simples fato de ter existido. Imagine-se um homem de baixa estatura, espanhol de temperamento ardoroso, catalão apimentado, filho de uma família bastante piedosa, dedicada à fabricação têxtil. Ainda jovem, morando em Barcelona, sentiu apelos divinos para algo de mais elevado, embora indefinido, pois não pensava na vocação sacerdotal. Mas, naquela cidade, envolveu-se com questões de tecelagem e se enfronhou nos assuntos práticos desse negócio, começando a esquecer o fervor da sua piedade dos tempos de menino. Passou alguns anos absorto no cuidado de máquinas, teares e coisas semelhantes. Praticava ainda a religião, mas, nesse período de sua vida, pode-se dizer que Santo Antônio Maria Claret tendia a tibieza. Continuava a frequentar a igreja, assistia à Missa aos domingos, comungava algumas vezes por ano e também recitava o Rosário. Mas, fora do cumprimento estrito dessas práticas de piedade, só tinha pensamentos para o seu trabalho na indústria têxtil. Certo dia, indo nadar com os companheiros no litoral, o movimento muito forte das ondas o arrastou mar adentro. Apelou à Santíssima Virgem e, de forma inexplicável para ele, percebeu que flutuava na superfície do oceano, sendo levado por força misteriosa até a praia, sem ter tragado sequer uma gota de água. Salvo em terra, associou o episódio a uma lembrança que tinha tido, durante a Missa, das palavras de Jesus Cristo no Evangelho: “De que aproveita ao homem ganhar todo o mundo, se finalmente perde a sua alma?” (Mt 16,26). Padroeiro dos tíbios Algo de semelhante acontece conosco. A Santíssima Virgem atrai as pessoas as quais, uma vez fixadas, em geral entram no processo de tibieza. E se a misericórdia d’Ela não o impedir, acabam nesse lamentável estado de tibieza. A partir daí começa a segunda fase: é preciso remar até conseguir que elas se recauchutem. E quando correspondem à graça, experimentam uma espécie de nova conversão. Em seguida, inicia-se a terceira fase de sua vida espiritual. Se, com o auxílio de Nossa Senhora, não tivéssemos o cuidado de ajuda-las, é de se temer que muitas dessas pessoas não perseverariam. Então, com profundo respeito, podemos dizer que Santo Antônio Maria Claret nos aparece como o padroeiro dos tíbios. Por sua fidelidade à graça da conversão, tornou-se um modelo de santo, digno de ser imitado por nós. Ele alcançou esse triunfo sobre a própria indolência espiritual porque sempre nutriu particular devoção a Nossa Senhora, e a Santíssima Virgem, que o predestinava a grandes feitos, ajudou-o a se reerguer. Rumo aos píncaros da santidade Desde esse momento, com imenso fervor, ele empreendeu a marcha ininterrupta até atingir os píncaros de santidade, como veremos. Ordenado sacerdote, tornou-se missionário. E revelou-se como o típico pregador popular (e gostaria de acentuar a palavra “popular”), com algumas características eminentes. Por exemplo, tinha voz possante, capaz de se fazer ouvir pelas multidões que enchiam as praças públicas onde ele pronunciava seus sermões, pois o espaço interno das igrejas era insuficiente para conter todos os fiéis desejosos de escutá-lo. E não raro, as mesmas praças se verificavam pequenas para reunir o público que comparecia às suas pregações. Quando se dirigira de uma cidade para outra, sua fama de orador sacro era tal que grande parte da população de onde falara o acompanhava, processionalmente, até deparar com os habitantes da localidade vizinha, para a qual ele falaria. Durante o encontro, o Santo fazia um sermão de despedida de uns e de saudação aos outros, comovendo a alma de todos. Sendo um orador popular muito vivo, interessante, ardente, profundo, sólido, substancioso e dotado de carismas extraordinários, davam-se fatos espetaculares durante as suas homilias. Por exemplo, às vezes ele interrompia suas palavras, apontava para uma mulher na assistência e lhe dizia de súbito: “A senhora pensa que não morrerá tão cedo, e terá vários anos pela frente. Sua morte se dará dentro de… — suspense! — seis meses”. Naturalmente, a indicada desmaiava, caía em prantos, etc. Noutras ocasiões afirmava: “Vou expulsar o demônio que está pairando sobre este auditório”. E em seguida pronunciava a fórmula do exorcismo. Estrépito, raio em céu sereno caem os sinos do campanário e a população fica apavorada. Havia conversões em massa, pois bem podemos imaginar o efeito de pregações dessa natureza. Santo Antônio compreendia de modo claro ter sido destinado por Deus à vocação de missionário junto ao povo. Nunca desejou tornar-se teólogo profundo, nem orador de alto porte, como um Pe. Antônio Vieira, um Bossuet, Bourdaloue, etc. Nascera para falar ao vulgo, e com sua oratória popular esplêndida, convertia multidões. Compreendeu, igualmente, ser um homem feito para suscitar zelo, mais do que coordenar o zelo que suscitara. Por isso, passava pelas províncias despertando por toda parte o amor a Deus, deixando depois que outros utilizassem aquela semente e aquele fogo para melhores finalidades. Era, portanto, um modelo de desprendimento, sem a preocupação de colher para si, mas plantando para que outros colhessem. Arcebispo em Cuba e confessor da Rainha Depois de uma estupenda pregação nas Ilhas Canárias, afinal, foi promovido a Arcebispo em Cuba, então colônia espanhola cuja situação moral se apresentava muito decadente. Santo Antônio Maria Claret dedicou-se à conversão da Ilha, e quando começou a obter a emenda dos costumes, desencadeou uma reação intensa contra ele. Sofreu tantas e tão fortes oposições, e até atentados, que a Rainha da Espanha acabou intervindo e o retirou daquelas terras. De volta à metrópole, Santo Antônio Maria Claret se instalou na corte, como confessor da Rainha Isabel II. Mulher de maus bofes, passou a se modificar e melhorar no contato com Santo Antônio, até que uma reviravolta política a destronou e a exilou para a França. Foi ele, portanto, quem provocou pelo seu zelo esse terremoto na Espanha, ao mesmo tempo em que desempenhava uma obra insigne, como missionário, em todo o país. Defensor da infalibilidade pontifícia Nesse período, fundou a Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria, cujo nome exprimento culto fervoroso que ele dedicava à Mãe de Deus, sob essa invocação. Alguns anos mais tarde, durante o Concílio Vaticano I, deu-se um dos célebres episódios da vida de Santo Antônio Maria Claret. Ele já estava idoso, doente, porém aureolado pelas mais altas graças que se possa receber. Por exemplo, o Santíssimo Sacramento nunca se deteriorava dentro dele, de uma comunhão a outra, de maneira que era um sacrário vivo, assim como Nossa Senhora que tinha Jesus vivendo n’Ela durante o período da Encarnação e da gestação. Pois bem, ao ouvir no Concílio Vaticano I pronunciamentos de alguns bispos contra a infalibilidade papal, Santo Antônio se levantou e fez um famoso sermão em que declarou: “Oxalá pudesse eu consumar minha corrida, confessando e dizendo da abundância do meu coração esta grande verdade: creio que o Sumo Pontífice Romano é infalível.” A atitude de alguns irmãos seus no episcopado o acabrunhou e o encheu de desgosto, a tal ponto que sofreu um começo de apoplexia, pela qual viria a falecer pouco depois, na França, recolhido numa Cartuxa. Era o ano de 1870. E assim terminaram os dias desse magnífico varão de Fé, ao qual nos honramos de tomar por patrono, como grande promotor que foi da devoção a Nossa Senhora, em especial ao Imaculado Coração de Maria, bem como por seu ardoroso amor à Santa Sé Apostólica. Além disso, é modelo para nós, pois demonstrou que, nas camadas populares, ao contrário do que pretende a Revolução, uma pregação autêntica e boa produz maravilhosos resultados. Todas essas razões nos levam a, no dia de sua festa, confiar de modo particular no patrocínio de Santo Antônio Maria Claret, e lhe pedir que nos alcance as melhores graças do Céu. (Os Santos Comentados, Monsenhor João Clá Dias, EP) #SantodoDia

  • Homilia Diária | O remédio para a ganância

    Segunda-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum De todos os males que padece a nossa sociedade, o mais difundido e “normalizado” é, sem dúvida, a ganância. Não há quase ninguém nos dias de hoje cuja vida não esteja organizada em função do dinheiro, de trabalhar, produzir e garantir os meios para uma existência cômoda e tranquila. A nós estão dirigidas aquelas palavras com que Deus repreende no Evangelho o rico insensato: “Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida”.Mas como vencer o mal da ganância? Que remédio a fé cristã oferece contra esse afã desordenado por acumular riquezas que passam e bens que não saciam? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 23 de outubro, e descubra a resposta. Santo do Dia: São João de Capistrano, que venceu a guerra com um crucifixo Evangelho (Lc 12,13-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14 Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15 E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo o tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. 16 E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17 Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18 Então resolveu: ‘Já sei o que vou fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19 Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20 Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21 Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O remédio para a ganância

    Segunda-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum De todos os males que padece a nossa sociedade, o mais difundido e “normalizado” é, sem dúvida, a ganância. Não há quase ninguém nos dias de hoje cuja vida não esteja organizada em função do dinheiro, de trabalhar, produzir e garantir os meios para uma existência cômoda e tranquila. A nós estão dirigidas aquelas palavras com que Deus repreende no Evangelho o rico insensato: “Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida”.Mas como vencer o mal da ganância? Que remédio a fé cristã oferece contra esse afã desordenado por acumular riquezas que passam e bens que não saciam? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 23 de outubro, e descubra a resposta. Santo do Dia: São João de Capistrano, que venceu a guerra com um crucifixo Evangelho (Lc 12,13-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14 Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15 E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo o tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. 16 E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17 Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18 Então resolveu: ‘Já sei o que vou fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19 Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20 Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21 Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São João de Capistrano, o santo que venceu a guerra com um crucifixo – 23 de Outubro

    SANTO DO DIA – 23 DE OUTUBRO – SÃO JOÃO DE CAPISTRANO Franciscano (1386-1456) Filho de um barão alemão com uma italiana dos Abruzos, João resumia em si a tenacidade da gente germânica e a desenvoltura dos mediterrâneos. Foi infatigável organizador de obras de caridade, mensageiro de paz, mas também animador das tropas cristãs que combatiam, às portas de Belgrado, contra os invasores turcos. “Seja avançando, seja retrocedendo, seja golpeando ou sendo golpeados”, gritava, com sua voz estentórica e sua longa cabeleira loira, que “fazia uma bela dança”, “invocai o nome de Jesus. Só nele há salvação!” Em razão de sua origem e de seu aspecto nórdico, chamavam-no Giantudesco. * Doutorou-se ‘in utroque iure’ em Perúgia, e foi logo nomeado juiz e governador da capital da Úmbria. Havia-se casado, mas com a conquista de Perúgia pelos Malatesta, perdeu a mulher, o alto cargo e a própria liberdade. Foi parar na prisão, onde teve todo o tempo para meditar sobre a vaidade e a fugacidade das honras mundanas. Saiu transformado interiormente, mas não enfraquecido nas forças nem no desejo de trabalhar pelo bem da Igreja. Visto seu casamento ter sido declarado nulo, foi acolhido no convento franciscano dos observantes — frades que haviam acolhido a reforma propugnada por são Bernardino de Sena, do qual João se tornaria amigo e fiel discípulo. Passou o resto da vida como legado papal em vários Estados, da Palestina à Silésia e à Boêmia, onde entrou em choque com o movimento hussita. Os papas, que o tiveram como conselheiro, confiaram-lhe repetidas missões diplomáticas em toda a Europa. Sua ordem o enviou à Terra Santa e aos Países Baixos, como visitador. O imperador Fernando III chamou-o à Áustria para organizar a cruzada contra os turcos e o enviou à Hungria e aos Bálcãs. Surpreende a rapidez com que comparecia aos pontos mais remotos do velho continente, levando-se em conta que o único meio de locomoção era o lombo de mula. Principal inspirador da heroica resistência dos húngaros contra a ameaça turca, morreu no cumprimento de sua tarefa, em Ilok. Foi canonizado em 1724. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São João de Capistrano “A santidade torna o homem capaz de multiplicar-se por si mesmo, excedendo os limites de suas capacidades naturais.” Este princípio está muito presente na vida de São João de Capistrano: assistido por milagres, convertia multidões; com autêntica austeridade, contundia os desvios de sua época. Nasceu da cidade do mesmo nome no ano de 1385. Seu pai era um fidalgo de Anjou que, indo servir no reino de Nápoles, se estabelecera em Áquila, depois na cidadezinha de Capistrano, que fica a pequena distância da primeira. Depois de aprender a língua latina na sua pátria, João foi a Perúsia estudar direito civil e canônico, e recebeu o grau de doutor com muitos elogios em ambas as faculdades. Seu talento, aliado a uma considerável fortuna, tornaram-no apto a desempenhar um papel brilhante, e um dos mais conceituados moradores da cidade de Perúsia deu-lhe a filha em casamento. As questões sobrevindas no ano de 1413 entre a última cidade e Ladislau, rei de Nápoles, forneceram-lhe oportunidade So Joo de Capistrano_1.jpgpara prestar certos serviços a seus compatriotas. Incumbiram-no de negociar a paz e, durante algum tempo, afagou-o a esperança do êxito. Essas negociações custaram-lhe algumas viagens que, entretanto, não produziram o resultado esperado. Os moradores da cidade que com mais veemência tinham acompanhado a questão, supuseram que João houvesse traído seus conterrâneos e secretamente favorecesse o rei de Nápoles, seu antigo senhor. Prenderam-no e encarceraram-no no castelo de Bruffa, a cinco léguas de Perúsia. Muito sofreu o fidalgo na prisão. Carregaram-no de pesadas cadeias e só lhe deram pão e água como alimento. Vendo-se abandonado pelo próprio rei Ladislau e, conhecendo por excelência a instabilidade das coisas humanas, refletiu seriamente sobre a necessidade de entregar-se a Deus, e em pouco tempo transformou-se num novo homem. Como a morte acabava de levar-lhe a esposa, resolveu consagrar-se à penitência na Ordem de São Francisco. Imediatamente pediu para nela ser admitido; recusaram-se, porém, a dar-lhe o hábito enquanto permanecesse na prisão. Impaciente com a demora, cortou os cabelos e mandou dar às suas roupas a forma do hábito monástico. Quando obteve a liberdade foi a Capistrano vender seus bens. A metade do preço da transação foi empregado no pagamento do seu resgate, e a outra foi distribuída aos pobres. De regresso a Perúsia, recolheu-se no Convento dos Franciscanos de Monte, da mesma cidade, em 1415. Tinha então 30 anos. O guardião fê-lo passar pelas mais severas provas a fim de assegurar-se da sua vocação; chegou a exigir que atravessasse as ruas de Perúsia montado num burro, vestido com um hábito ridículo e levando um cartaz no qual se liam os nomes de vários pecados graves. Era coisa bem humilhante para um homem do nascimento e da reputação de Francisco. Mas tão grande era o fervor do santo que essa humilhação nada lhe custou. Por duas vezes, mandaram-no embora do convento e só receberam de volta sob duríssimas condições. A maneira por que suportou todas essas provações possibilitou-lhe obter sobre si mesma uma vitória completa. Depois disso nada houve que lhe parecesse difícil. Uma confissão geral precedeu a primeira comunhão que fez depois de ter recebido o hábito. Para preparar-se passou três dias entre lágrimas e preces. Depois de ter professado, obrigou-se a só fazer uma refeição por dia; unicamente, durante as suas longas e penosas viagens, permitia-se à noite uma ligeira colação. Não comeu carne durante seus anos, a não ser quando estava doente. Tendo o Papa Eugênio IV lhe ordenando, estando ele já em idade avançada, que comesse um pouco de carne, fê-lo por obediência; mas dela se servia com tanta parcimônia que lhe deram plena liberdade no assunto. Dormia em cima de tábuas, e só concedia ao sono três ou quatro horas por noite; o resto do tempo era dedicado à oração e à contemplação. Durante vários anos, não interrompeu ambas as práticas, a não ser com a prédica e a necessidade de reparar as forças com alguns momentos de repouso. Seria estender-se excessivamente citar todos os exemplos por ele dados na virtude, sobretudo, na penitência, humildade e obediência. Possuía em tão alto grau o espírito de compunção e o dom das lágrimas que maravilhava todos os que com ele se entretinham. Seu zelo pela glória de deus e pela salvação das almas era surpreendente. Quando pregava e quando agia, todos imaginavam ver outro São Paulo. Abalava os mais endurecidos pecadores; penetrava-os com o temor dos julgamentos, e inspirava-lhes vivos sentimentos de arrependimento. No final de um sermão que pronunciou em Áquila sobre a vaidade e os perigos do mundo, as mulheres trouxeram seus adornos e outros objetos que muitas vezes tinham sido ocasião de pecado, tanto para elas como para outros, e atiraram-nos ao fogo. O fato repetiu-se em Nuremberg, em Leipzig, e em vários outros lugares. O santo recebera um dom singular, que lhe permitia sufocar a paz entre a cidade de Áquila e Afonso de Aragão; reconciliou as famílias de Oronesi e de Lanzieni; pacificou as contendas que dividiam várias cidades e muitas vezes acalmou violentas sedições. Foi, por duas vezes, eleito Vigário-Geral dos Observantinos ou Franciscanos Reformados da Itália. Exerceu esse cargo durante seus anos e muito contribuiu para consolidar a reforma instituída por São Bernardino de Siena. Não era menos rigoroso quando pregava o Evangelho. Depois de um sermão que fez na Boêmia sobre o julgamento final, mais de cem jovens abraçaram a vida religiosa, sobretudo na Ordem de São Francisco. Copiava as virtudes de São Bernardino de Siena e a sua devoção pelos nomes de Jesus e da Santa Virgem. A Marca de Ancona, a Apulha, a Calábria e o reino de Nápoles percorreu a Lombardia, e estado de Veneza, a Baviera, a Áustria, a Caríntia, a Morávia, a Boêmia, a Polônia e a Hungria. No ano de 1451, a conselho de Enéias Synvius, o Papa Martinho VII enviou São João de Capistrano à Alemanha e à Boêmia na qualidade de Núncio Apostólico e Inquisidor-Geral na heresia na Síria, na Caríntia, na Áustria e países So Joo de Capistrano_2.jpgadjacentes. Foi recebido, por toda parte, não apenas como legado, mas como enviado do céu. O clero ia em procissão ao seu encontro, levando o estandarte e relíquias de santos. Atravessou a Alemanha inteira, onde todos acorriam pra ouvir suas prédicas; fazia-as em latim, mas um intérprete traduzia-as no alemão. As pessoas convertiam-se somente ao som de sua voz, e à vista de sues gestos, tão significativos eram. Aliás, sua pregação era apoiada pelo mais esplendorosos milagres. Segundo relata o historiador Dlugos, ele restituía a vida aos mortos, a vista aos cegos, a palavra aos mudos; fazia andar os aleijados e curava os paralíticos. Como a conversão dos boêmios fosse seu principal objetivo, foi de Viena à Morávia, onde teve quase o mesmo acolhimento dos lugares precedentes. Permaneceu cerca de dois meses em Olmutz, capital daquela província, onde realizou grandes progressos. A afluência aos seus sermões era tão grande que foi obrigado a pregar nas praças públicas. Tinha dois intérpretes, um boêmio e outro alemão. Seus sermões tendiam principalmente a persuadir que a comunhão das duas espécies não era necessária, e que Jesus Cristo não a ordenara. (…) São João de Capistrano sobreviveu pouco tempo a Huníades. Foi atacado por uma série de doenças que acabaram por vitimá-lo no Convento de Willeck, perto de Sirmick. O rei e a rainha da Hungria, assim como grande número de príncipes e princesas vieram visitá-lo durante sua derradeira moléstia. Sua paciência e resignação a todos edificavam. A humildade fazia-o confessar publicamente os pecados. Recebeu o viático e a extrema-unção com grande fervor. Repetia, sem cessar, que Deus não o tratava como merecia. Expirou tranquilamente no dia 23 de outubro de 1456, aos setenta e um anos de idade. Como os turcos se haviam apossado de Willeck, transportaram seu corpo para outra cidade. Mais tarde os luteranos pilharam o cofre das suas relíquias e atiraram-nas ao Danúbio. Mas foram retiradas e até hoje são conservadas. O Papa Leão X, aprovou um ofício em honra do servo de Deus enviado pela cidade de Capistrano e pela diocese de Sulmone. Alexandre VIII beatificou-o em 1694, e Bento XII publicou a bula da sua canonização no ano de 1721. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 414 à 423)

  • São João de Capistrano, o santo que venceu a guerra com um crucifixo – 23 de Outubro

    SANTO DO DIA – 23 DE OUTUBRO – SÃO JOÃO DE CAPISTRANO Franciscano (1386-1456) Filho de um barão alemão com uma italiana dos Abruzos, João resumia em si a tenacidade da gente germânica e a desenvoltura dos mediterrâneos. Foi infatigável organizador de obras de caridade, mensageiro de paz, mas também animador das tropas cristãs que combatiam, às portas de Belgrado, contra os invasores turcos. “Seja avançando, seja retrocedendo, seja golpeando ou sendo golpeados”, gritava, com sua voz estentórica e sua longa cabeleira loira, que “fazia uma bela dança”, “invocai o nome de Jesus. Só nele há salvação!” Em razão de sua origem e de seu aspecto nórdico, chamavam-no Giantudesco. * Doutorou-se ‘in utroque iure’ em Perúgia, e foi logo nomeado juiz e governador da capital da Úmbria. Havia-se casado, mas com a conquista de Perúgia pelos Malatesta, perdeu a mulher, o alto cargo e a própria liberdade. Foi parar na prisão, onde teve todo o tempo para meditar sobre a vaidade e a fugacidade das honras mundanas. Saiu transformado interiormente, mas não enfraquecido nas forças nem no desejo de trabalhar pelo bem da Igreja. Visto seu casamento ter sido declarado nulo, foi acolhido no convento franciscano dos observantes — frades que haviam acolhido a reforma propugnada por são Bernardino de Sena, do qual João se tornaria amigo e fiel discípulo. Passou o resto da vida como legado papal em vários Estados, da Palestina à Silésia e à Boêmia, onde entrou em choque com o movimento hussita. Os papas, que o tiveram como conselheiro, confiaram-lhe repetidas missões diplomáticas em toda a Europa. Sua ordem o enviou à Terra Santa e aos Países Baixos, como visitador. O imperador Fernando III chamou-o à Áustria para organizar a cruzada contra os turcos e o enviou à Hungria e aos Bálcãs. Surpreende a rapidez com que comparecia aos pontos mais remotos do velho continente, levando-se em conta que o único meio de locomoção era o lombo de mula. Principal inspirador da heroica resistência dos húngaros contra a ameaça turca, morreu no cumprimento de sua tarefa, em Ilok. Foi canonizado em 1724. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São João de Capistrano “A santidade torna o homem capaz de multiplicar-se por si mesmo, excedendo os limites de suas capacidades naturais.” Este princípio está muito presente na vida de São João de Capistrano: assistido por milagres, convertia multidões; com autêntica austeridade, contundia os desvios de sua época. Nasceu da cidade do mesmo nome no ano de 1385. Seu pai era um fidalgo de Anjou que, indo servir no reino de Nápoles, se estabelecera em Áquila, depois na cidadezinha de Capistrano, que fica a pequena distância da primeira. Depois de aprender a língua latina na sua pátria, João foi a Perúsia estudar direito civil e canônico, e recebeu o grau de doutor com muitos elogios em ambas as faculdades. Seu talento, aliado a uma considerável fortuna, tornaram-no apto a desempenhar um papel brilhante, e um dos mais conceituados moradores da cidade de Perúsia deu-lhe a filha em casamento. As questões sobrevindas no ano de 1413 entre a última cidade e Ladislau, rei de Nápoles, forneceram-lhe oportunidade So Joo de Capistrano_1.jpgpara prestar certos serviços a seus compatriotas. Incumbiram-no de negociar a paz e, durante algum tempo, afagou-o a esperança do êxito. Essas negociações custaram-lhe algumas viagens que, entretanto, não produziram o resultado esperado. Os moradores da cidade que com mais veemência tinham acompanhado a questão, supuseram que João houvesse traído seus conterrâneos e secretamente favorecesse o rei de Nápoles, seu antigo senhor. Prenderam-no e encarceraram-no no castelo de Bruffa, a cinco léguas de Perúsia. Muito sofreu o fidalgo na prisão. Carregaram-no de pesadas cadeias e só lhe deram pão e água como alimento. Vendo-se abandonado pelo próprio rei Ladislau e, conhecendo por excelência a instabilidade das coisas humanas, refletiu seriamente sobre a necessidade de entregar-se a Deus, e em pouco tempo transformou-se num novo homem. Como a morte acabava de levar-lhe a esposa, resolveu consagrar-se à penitência na Ordem de São Francisco. Imediatamente pediu para nela ser admitido; recusaram-se, porém, a dar-lhe o hábito enquanto permanecesse na prisão. Impaciente com a demora, cortou os cabelos e mandou dar às suas roupas a forma do hábito monástico. Quando obteve a liberdade foi a Capistrano vender seus bens. A metade do preço da transação foi empregado no pagamento do seu resgate, e a outra foi distribuída aos pobres. De regresso a Perúsia, recolheu-se no Convento dos Franciscanos de Monte, da mesma cidade, em 1415. Tinha então 30 anos. O guardião fê-lo passar pelas mais severas provas a fim de assegurar-se da sua vocação; chegou a exigir que atravessasse as ruas de Perúsia montado num burro, vestido com um hábito ridículo e levando um cartaz no qual se liam os nomes de vários pecados graves. Era coisa bem humilhante para um homem do nascimento e da reputação de Francisco. Mas tão grande era o fervor do santo que essa humilhação nada lhe custou. Por duas vezes, mandaram-no embora do convento e só receberam de volta sob duríssimas condições. A maneira por que suportou todas essas provações possibilitou-lhe obter sobre si mesma uma vitória completa. Depois disso nada houve que lhe parecesse difícil. Uma confissão geral precedeu a primeira comunhão que fez depois de ter recebido o hábito. Para preparar-se passou três dias entre lágrimas e preces. Depois de ter professado, obrigou-se a só fazer uma refeição por dia; unicamente, durante as suas longas e penosas viagens, permitia-se à noite uma ligeira colação. Não comeu carne durante seus anos, a não ser quando estava doente. Tendo o Papa Eugênio IV lhe ordenando, estando ele já em idade avançada, que comesse um pouco de carne, fê-lo por obediência; mas dela se servia com tanta parcimônia que lhe deram plena liberdade no assunto. Dormia em cima de tábuas, e só concedia ao sono três ou quatro horas por noite; o resto do tempo era dedicado à oração e à contemplação. Durante vários anos, não interrompeu ambas as práticas, a não ser com a prédica e a necessidade de reparar as forças com alguns momentos de repouso. Seria estender-se excessivamente citar todos os exemplos por ele dados na virtude, sobretudo, na penitência, humildade e obediência. Possuía em tão alto grau o espírito de compunção e o dom das lágrimas que maravilhava todos os que com ele se entretinham. Seu zelo pela glória de deus e pela salvação das almas era surpreendente. Quando pregava e quando agia, todos imaginavam ver outro São Paulo. Abalava os mais endurecidos pecadores; penetrava-os com o temor dos julgamentos, e inspirava-lhes vivos sentimentos de arrependimento. No final de um sermão que pronunciou em Áquila sobre a vaidade e os perigos do mundo, as mulheres trouxeram seus adornos e outros objetos que muitas vezes tinham sido ocasião de pecado, tanto para elas como para outros, e atiraram-nos ao fogo. O fato repetiu-se em Nuremberg, em Leipzig, e em vários outros lugares. O santo recebera um dom singular, que lhe permitia sufocar a paz entre a cidade de Áquila e Afonso de Aragão; reconciliou as famílias de Oronesi e de Lanzieni; pacificou as contendas que dividiam várias cidades e muitas vezes acalmou violentas sedições. Foi, por duas vezes, eleito Vigário-Geral dos Observantinos ou Franciscanos Reformados da Itália. Exerceu esse cargo durante seus anos e muito contribuiu para consolidar a reforma instituída por São Bernardino de Siena. Não era menos rigoroso quando pregava o Evangelho. Depois de um sermão que fez na Boêmia sobre o julgamento final, mais de cem jovens abraçaram a vida religiosa, sobretudo na Ordem de São Francisco. Copiava as virtudes de São Bernardino de Siena e a sua devoção pelos nomes de Jesus e da Santa Virgem. A Marca de Ancona, a Apulha, a Calábria e o reino de Nápoles percorreu a Lombardia, e estado de Veneza, a Baviera, a Áustria, a Caríntia, a Morávia, a Boêmia, a Polônia e a Hungria. No ano de 1451, a conselho de Enéias Synvius, o Papa Martinho VII enviou São João de Capistrano à Alemanha e à Boêmia na qualidade de Núncio Apostólico e Inquisidor-Geral na heresia na Síria, na Caríntia, na Áustria e países So Joo de Capistrano_2.jpgadjacentes. Foi recebido, por toda parte, não apenas como legado, mas como enviado do céu. O clero ia em procissão ao seu encontro, levando o estandarte e relíquias de santos. Atravessou a Alemanha inteira, onde todos acorriam pra ouvir suas prédicas; fazia-as em latim, mas um intérprete traduzia-as no alemão. As pessoas convertiam-se somente ao som de sua voz, e à vista de sues gestos, tão significativos eram. Aliás, sua pregação era apoiada pelo mais esplendorosos milagres. Segundo relata o historiador Dlugos, ele restituía a vida aos mortos, a vista aos cegos, a palavra aos mudos; fazia andar os aleijados e curava os paralíticos. Como a conversão dos boêmios fosse seu principal objetivo, foi de Viena à Morávia, onde teve quase o mesmo acolhimento dos lugares precedentes. Permaneceu cerca de dois meses em Olmutz, capital daquela província, onde realizou grandes progressos. A afluência aos seus sermões era tão grande que foi obrigado a pregar nas praças públicas. Tinha dois intérpretes, um boêmio e outro alemão. Seus sermões tendiam principalmente a persuadir que a comunhão das duas espécies não era necessária, e que Jesus Cristo não a ordenara. (…) São João de Capistrano sobreviveu pouco tempo a Huníades. Foi atacado por uma série de doenças que acabaram por vitimá-lo no Convento de Willeck, perto de Sirmick. O rei e a rainha da Hungria, assim como grande número de príncipes e princesas vieram visitá-lo durante sua derradeira moléstia. Sua paciência e resignação a todos edificavam. A humildade fazia-o confessar publicamente os pecados. Recebeu o viático e a extrema-unção com grande fervor. Repetia, sem cessar, que Deus não o tratava como merecia. Expirou tranquilamente no dia 23 de outubro de 1456, aos setenta e um anos de idade. Como os turcos se haviam apossado de Willeck, transportaram seu corpo para outra cidade. Mais tarde os luteranos pilharam o cofre das suas relíquias e atiraram-nas ao Danúbio. Mas foram retiradas e até hoje são conservadas. O Papa Leão X, aprovou um ofício em honra do servo de Deus enviado pela cidade de Capistrano e pela diocese de Sulmone. Alexandre VIII beatificou-o em 1694, e Bento XII publicou a bula da sua canonização no ano de 1721. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 414 à 423)

  • Homilia Dominical | Nossa atitude diante do “César” dos tempos atuais

    29.º Domingo do Tempo Comum Com uma pergunta capciosa, os discípulos dos fariseus e partidários de Herodes aproximaram-se do Senhor e colocaram-no à prova: “É lícito ou não pagar imposto a César?”. Jesus, porém, percebendo a armadilha que lhe preparavam, deu uma resposta formidável: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Com isso, Ele nos ensinou que “importa obedecer antes a Deus do que aos homens”: precisamos nos submeter, sim, aos poderes deste mundo, mas somente a Deus devemos uma obediência irrestrita. Essa é uma verdade que jamais podemos esquecer, sobretudo nestes tempos em que Organismos internacionais, como a ONU, querem impor goela abaixo pautas anticristãs, como a ideologia de gênero, a erotização infantil, a contracepção e o aborto. Anúncio do Evangelho (Mt 22,15-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Como astros no mundo, vós resplandeçais, mensagem de vida ao mundo anunciando, da vida a palavra, com fé, proclameis, quais astros luzentes no mundo brilheis. (cf. Fl 2,15d.16a) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 15 os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16 Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17 Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” 18 Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19 Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda. 20 E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” 21 Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Nossa atitude diante do “César” dos tempos atuais

    29.º Domingo do Tempo Comum Com uma pergunta capciosa, os discípulos dos fariseus e partidários de Herodes aproximaram-se do Senhor e colocaram-no à prova: “É lícito ou não pagar imposto a César?”. Jesus, porém, percebendo a armadilha que lhe preparavam, deu uma resposta formidável: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Com isso, Ele nos ensinou que “importa obedecer antes a Deus do que aos homens”: precisamos nos submeter, sim, aos poderes deste mundo, mas somente a Deus devemos uma obediência irrestrita. Essa é uma verdade que jamais podemos esquecer, sobretudo nestes tempos em que Organismos internacionais, como a ONU, querem impor goela abaixo pautas anticristãs, como a ideologia de gênero, a erotização infantil, a contracepção e o aborto. Anúncio do Evangelho (Mt 22,15-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Como astros no mundo, vós resplandeçais, mensagem de vida ao mundo anunciando, da vida a palavra, com fé, proclameis, quais astros luzentes no mundo brilheis. (cf. Fl 2,15d.16a) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 15 os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16 Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17 Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” 18 Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19 Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda. 20 E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” 21 Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | “Tudo contribui para o bem dos que amam a Deus”

    (Sábado da 28ª Sem.do Tempo Comum) Jesus nos manda confiar em Deus sem restrições: sabemos que Ele nos ama e tem cuidado sobre cada um de nós, a ponto de saber quantos são os nossos fios de cabelo. Mas, por outro lado, faz questão de nos avisar que a consequência da nossa fidelidade ao Evangelho será, muitas vezes, a perseguição e o ódio dos poderosos da terra: seremos levados aos tribunais, humilhados em praça pública e, talvez, obrigados a encarar a própria morte por não renunciarmos ao Filho do Homem. Como entender a aparente contradição entre a amorosa providência de Deus e o fato de, mesmo quando fazemos o bem, nos sucederem tantas coisas ruins? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 21 de outubro, e descubra a resposta! Santo do Dia: Santa Úrsula e companheiras mártires Evangelho (Lc 12,8-12) — O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8 “Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9 Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10 Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11 Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12 Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia Diária | “Tudo contribui para o bem dos que amam a Deus”

    (Sábado da 28ª Sem.do Tempo Comum) Jesus nos manda confiar em Deus sem restrições: sabemos que Ele nos ama e tem cuidado sobre cada um de nós, a ponto de saber quantos são os nossos fios de cabelo. Mas, por outro lado, faz questão de nos avisar que a consequência da nossa fidelidade ao Evangelho será, muitas vezes, a perseguição e o ódio dos poderosos da terra: seremos levados aos tribunais, humilhados em praça pública e, talvez, obrigados a encarar a própria morte por não renunciarmos ao Filho do Homem. Como entender a aparente contradição entre a amorosa providência de Deus e o fato de, mesmo quando fazemos o bem, nos sucederem tantas coisas ruins? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 21 de outubro, e descubra a resposta! Santo do Dia: Santa Úrsula e companheiras mártires Evangelho (Lc 12,8-12) — O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8 “Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9 Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10 Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11 Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12 Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Santa Úrsula e companheiras mártires – 21 de Outubro

    SANTO DO DIA – 21 DE OUTUBRO – SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS MÁRTIRES Mártires (século IV) Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. Era uma linda menina, meiga, inteligente e caridosa. Cresceu muito ligada à religião, seguindo os princípios da fé e amor em Cristo. A fama de sua beleza espalhou-se, e logo os pedidos de casamento surgiram. Mas, por motivos políticos, seu pai aceitou a proposta feita pelo duque Conanus, pagão, oficial de um grande exército amigo. Quando soube que o pretendente não era cristão, Úrsula primeiro recusou, mas depois, devendo obediência a seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos, período que achou suficiente para o duque converter-se ou desistir da aliança. Para isso, rezava muito junto com suas damas da Corte. Este parecia ser um matrimônio inevitável. Na época acertada, uma expedição com dois navios partiu levando Úrsula e suas damas. Eram jovens virgens como ela e se casariam, também, com guerreiros escolhidos pelo duque Conanus. As lendas e tradições falam em 11 mil virgens, mas, depois, outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que eram 11 meninas. O fato real e trágico foi que, navegando pelo rio Reno, quando chegaram a Colônia, na Alemanha, a cidade estava sob o domínio do exército de Átila, rei dos hunos, povo bárbaro e pagão. Logo os soldados hunos mataram todos da comitiva e, das virgens, apenas Úrsula escapou, pois Átila ficou maravilhado com a beleza e juventude da nobre princesa. Ele tentou seduzi-la e propôs-lhe casamento. A custo da própria vida, Úrsula recusou-o, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Cego de ódio, ele mesmo a degolou. Tudo aconteceu em 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma linda igreja guarda o túmulo de santa Úrsula e suas companheiras. Na Idade Média a italiana Ângela de Mérici, leiga e terciária franciscana, fundou uma Congregação de religiosas chamada Companhia de Santa Úrsula, destinada à formação cristã das famílias através da educação das meninas, futuras mães em potencial. Um avanço para as mulheres, pois até então só os homens eram contemplados com a instrução. A fundadora escolheu santa Úrsula como padroeira após uma visão que teve. Atualmente, as irmãs ursulinas, como são chamadas as filhas de santa Ângela, celebrada em 27 de janeiro, estão presentes nos cinco continentes. Com isso, a festa de santa Úrsula, no dia 21 de outubro, mantém-se sedimentada e muito robusta em todo o mundo católico. Texto: Paulinas Internet Santa Úrsula e Companheiras mártires No dia de hoje, o martirológio romano diz, no seu resumo: Perto de Colônia, a morte das santas Úrsula e companheiras: em defesa da religião cristã e conservação da virgindade, foram mortas pelos hunos, assim terminando a vida pelo martírio; os corpos, na maior parte, foram inumados em Colônia. A legenda de Santa Úrsula e companheiras foi deveras popular na Idade Média, mas, com o advento da Renascença, ruiu, sucumbiu à luz da crítica, e o que era tido como real passou a ser lendário. Existiram, realmente, onde mil virgens ao lado de Santa Úrsula? Donde, este número? Como se impôs? I. Há os que dizem que entre as virgens que acompanharam Úrsula uma houve que se chamava Undecimillia: a este nome, tomaram-no como onze mil II. Há os que se apóiam nos nomes Úrsula e Aemilia (outra virgem), dizendo-os mal transcritos, daí terem gerado a confusão. III. Outros ainda, que falam duma inscrição mal interpretada, querem que, ao invés de onze mil, sejam apenas onde as virgens: da abreviação XI. M. V. – Ou seja XI martirum virginum, fizeram XI mil virgens IV. Como se sabe, os romanos colocavam, sobre o algarismo, para transformá-lo de unidade para milhar, um traço. Teria sido, como se aventou, um clérigo ou um monge o autor do traço sobre o número romano XI, que assim agiu, e sem se turbar, julgando, bem ai contrário, que seria altamente honroso para a Igreja ter um número tão elevado de virgens, que pudesse cultuar solenemente, e, pois, engrandecendo-a sobremaneira? O número onde mil não surgiu imediatamente. Assim é que, ainda nos séculos X e XI, certos autores o desconheciam. Wandelbert de Prum, contudo, num martirológio em versos, falava em 948, de milhares de santas. Dois calendários, posteriormente, diziam claramente: “Em Colônia, onde mil santas virgens.” O que se pensa, porém, é que onze era o número das companheiras de Santa Úrsula. Como se verá, a legenda não lança luz alguma sobre a questão, porque nos fala, cristalinamente, de onze mil virgens. Havia certa vez, na Grã-Bretanha, um rei piedosíssimo, que muito desejava ter um filho para a sucessão, mas Deus lhe deu uma filha. Um dia, os pais tiveram um sonho: a menina, futuramente, haveria de enfrentar, em luta, o diabo, que lhe apareceria na forma dum urso. Deram-lhe, então o nome de Úrsula, que quer dizer Ursinha. Úrsula foi crescendo e à medida que avançava em idade, mais bela se tornava. Todos, na corte procuravam tornar-se simpáticos à formosa princesa, guardando no fundo do coração o desejo de poder desposá-la. A princesa, todavia, outra coisa não desejava senão permanecer virgem para o Esposo do céu. Logo, a formosura de Úrsula correu o mundo e acabou chegando ao conhecimento dum príncipe bárbaro, filho dum rei tão poderoso quão voluntarioso, que vivia longe, num país deveras distante do reino em que a linda princesa trazia a todos os jovens a suspirar. Este rei assentou que a teria como esposa para o filho. E, imediatamente, tratou de enviar embaixadores com ordem de oferecer ao pai de Úrsula cidades, terras, mesmo o reino que governava, caso fosse necessário, em troca da mão da jovem, tanto idolatrava o filho. Se, apesar de tudo, fosse-lhe negada a princesa, então, sem hesitar, nem contemporizar, moveria guerra de morte ao rei que não lhe respeitara a vontade. O pai de Úrsula ficou perturbadíssimo, perplexo, porque não desejava permanecer longe da filha, nem, e principalmente, entregá-la a um bárbaro, muito menos ver o povo, que o amava, arruinado e massacrado. Úrsula, vendo o pai extremamente inquieto, procurou saber a razão. O rei, que guardava bem longe da filha o que lhe sucedia, instado, depois de muitos rogos da jovem, acabou por deixá-la ao par dos acontecimentos. A princesa não se turbou, e, propondo ao pai que ambos se dessem à oração com grande fervor, entraram a pedir a deus que os socorresse naquela dura emergência. Pouco depois, uma noite, Úrsula viu em sonhos o que lhe ia acontecer, num futuro muito próximo. Alegríssima, foi, apenas se levantara, ao encontro do pai, e anunciou que estava disposta a aceitar a proposta do rei bárbaro. Desejava, todavia, dez companheiras virgens, das mais virtuosas da corte, para acompanhá-la ao país estrangeiro, bem como uma escolta, para ela mesma e para cada uma das acompanhantes, de mil virgens. Opríncipe bárbaro, cheio de júbilo com a resposta da princesa, tão encantado ficou que, no mesmo instante que recebeu a notícia, quis iniciar-se na religião cristã. O rei da Grã-Bretanha deu ordem para que se construísse os navios necessários para o transporte das jovens que demandariam o país em que a filha iria viver. Ao cabo de três anos, deixaram as onze mil virgens da Grã-Bretanha a terra natal. O vento levou as embarcações até os Países-Baixos. Por terra e por rios, chegaram a Colônia. Ali, Úrsula, em sonhos, viu um anjo, que lhe anuncio que, com as companheiras, devia ir a Roma, donde tornariam para sofrer o martírio. Úrsula contou às companheiras a visão que tivera. Todas, muito alegres, porque aquilo significava que ganhariam o paraíso, iniciaram a marcha. Chegadas a Roma, ali passaram alguns dias, a visitar os santuários e a cidade. Depois, principiaram a viagem de volta. Ora, Átila, o feroz rei huno, punha cerco a Colônia. Admirado com a beleza de Úrsula, o Flagelo propôs-lhe casamento. A princesa recusou a proposta, e Átila, num acesso de raiva, ordenou aos guerreiros que a Úrsula e às companheiras crivassem de flechas. Nem bem perecera a última virgem, os hunos acreditaram ver um exército formidável que lhes vinha ao encontro, tão numeroso quanto numerosas eram as inocentes vítimas que jaziam ensanguentando a terra. Loucos de terror, debandaram. Os habitantes de Colônia, perplexos com tão desordenada fuga, porque não viam motivos para tal, principiaram, então, livres do inimigo, a tarefa, triste tarefa, de sepultar os corpos das santas virgens massacradas. Em honra das onde mil mártires, logo erigiram uma basílica, templo que, bem mais tardem arruinado, foi restaurado por um certo Clemácio, personagem consular, que disse ter sido encorajado por visões divinas a empreender aquela reparação na basílica. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 383 à 388)

  • Santa Úrsula e companheiras mártires – 21 de Outubro

    SANTO DO DIA – 21 DE OUTUBRO – SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS MÁRTIRES Mártires (século IV) Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. Era uma linda menina, meiga, inteligente e caridosa. Cresceu muito ligada à religião, seguindo os princípios da fé e amor em Cristo. A fama de sua beleza espalhou-se, e logo os pedidos de casamento surgiram. Mas, por motivos políticos, seu pai aceitou a proposta feita pelo duque Conanus, pagão, oficial de um grande exército amigo. Quando soube que o pretendente não era cristão, Úrsula primeiro recusou, mas depois, devendo obediência a seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos, período que achou suficiente para o duque converter-se ou desistir da aliança. Para isso, rezava muito junto com suas damas da Corte. Este parecia ser um matrimônio inevitável. Na época acertada, uma expedição com dois navios partiu levando Úrsula e suas damas. Eram jovens virgens como ela e se casariam, também, com guerreiros escolhidos pelo duque Conanus. As lendas e tradições falam em 11 mil virgens, mas, depois, outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que eram 11 meninas. O fato real e trágico foi que, navegando pelo rio Reno, quando chegaram a Colônia, na Alemanha, a cidade estava sob o domínio do exército de Átila, rei dos hunos, povo bárbaro e pagão. Logo os soldados hunos mataram todos da comitiva e, das virgens, apenas Úrsula escapou, pois Átila ficou maravilhado com a beleza e juventude da nobre princesa. Ele tentou seduzi-la e propôs-lhe casamento. A custo da própria vida, Úrsula recusou-o, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Cego de ódio, ele mesmo a degolou. Tudo aconteceu em 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma linda igreja guarda o túmulo de santa Úrsula e suas companheiras. Na Idade Média a italiana Ângela de Mérici, leiga e terciária franciscana, fundou uma Congregação de religiosas chamada Companhia de Santa Úrsula, destinada à formação cristã das famílias através da educação das meninas, futuras mães em potencial. Um avanço para as mulheres, pois até então só os homens eram contemplados com a instrução. A fundadora escolheu santa Úrsula como padroeira após uma visão que teve. Atualmente, as irmãs ursulinas, como são chamadas as filhas de santa Ângela, celebrada em 27 de janeiro, estão presentes nos cinco continentes. Com isso, a festa de santa Úrsula, no dia 21 de outubro, mantém-se sedimentada e muito robusta em todo o mundo católico. Texto: Paulinas Internet Santa Úrsula e Companheiras mártires No dia de hoje, o martirológio romano diz, no seu resumo: Perto de Colônia, a morte das santas Úrsula e companheiras: em defesa da religião cristã e conservação da virgindade, foram mortas pelos hunos, assim terminando a vida pelo martírio; os corpos, na maior parte, foram inumados em Colônia. A legenda de Santa Úrsula e companheiras foi deveras popular na Idade Média, mas, com o advento da Renascença, ruiu, sucumbiu à luz da crítica, e o que era tido como real passou a ser lendário. Existiram, realmente, onde mil virgens ao lado de Santa Úrsula? Donde, este número? Como se impôs? I. Há os que dizem que entre as virgens que acompanharam Úrsula uma houve que se chamava Undecimillia: a este nome, tomaram-no como onze mil II. Há os que se apóiam nos nomes Úrsula e Aemilia (outra virgem), dizendo-os mal transcritos, daí terem gerado a confusão. III. Outros ainda, que falam duma inscrição mal interpretada, querem que, ao invés de onze mil, sejam apenas onde as virgens: da abreviação XI. M. V. – Ou seja XI martirum virginum, fizeram XI mil virgens IV. Como se sabe, os romanos colocavam, sobre o algarismo, para transformá-lo de unidade para milhar, um traço. Teria sido, como se aventou, um clérigo ou um monge o autor do traço sobre o número romano XI, que assim agiu, e sem se turbar, julgando, bem ai contrário, que seria altamente honroso para a Igreja ter um número tão elevado de virgens, que pudesse cultuar solenemente, e, pois, engrandecendo-a sobremaneira? O número onde mil não surgiu imediatamente. Assim é que, ainda nos séculos X e XI, certos autores o desconheciam. Wandelbert de Prum, contudo, num martirológio em versos, falava em 948, de milhares de santas. Dois calendários, posteriormente, diziam claramente: “Em Colônia, onde mil santas virgens.” O que se pensa, porém, é que onze era o número das companheiras de Santa Úrsula. Como se verá, a legenda não lança luz alguma sobre a questão, porque nos fala, cristalinamente, de onze mil virgens. Havia certa vez, na Grã-Bretanha, um rei piedosíssimo, que muito desejava ter um filho para a sucessão, mas Deus lhe deu uma filha. Um dia, os pais tiveram um sonho: a menina, futuramente, haveria de enfrentar, em luta, o diabo, que lhe apareceria na forma dum urso. Deram-lhe, então o nome de Úrsula, que quer dizer Ursinha. Úrsula foi crescendo e à medida que avançava em idade, mais bela se tornava. Todos, na corte procuravam tornar-se simpáticos à formosa princesa, guardando no fundo do coração o desejo de poder desposá-la. A princesa, todavia, outra coisa não desejava senão permanecer virgem para o Esposo do céu. Logo, a formosura de Úrsula correu o mundo e acabou chegando ao conhecimento dum príncipe bárbaro, filho dum rei tão poderoso quão voluntarioso, que vivia longe, num país deveras distante do reino em que a linda princesa trazia a todos os jovens a suspirar. Este rei assentou que a teria como esposa para o filho. E, imediatamente, tratou de enviar embaixadores com ordem de oferecer ao pai de Úrsula cidades, terras, mesmo o reino que governava, caso fosse necessário, em troca da mão da jovem, tanto idolatrava o filho. Se, apesar de tudo, fosse-lhe negada a princesa, então, sem hesitar, nem contemporizar, moveria guerra de morte ao rei que não lhe respeitara a vontade. O pai de Úrsula ficou perturbadíssimo, perplexo, porque não desejava permanecer longe da filha, nem, e principalmente, entregá-la a um bárbaro, muito menos ver o povo, que o amava, arruinado e massacrado. Úrsula, vendo o pai extremamente inquieto, procurou saber a razão. O rei, que guardava bem longe da filha o que lhe sucedia, instado, depois de muitos rogos da jovem, acabou por deixá-la ao par dos acontecimentos. A princesa não se turbou, e, propondo ao pai que ambos se dessem à oração com grande fervor, entraram a pedir a deus que os socorresse naquela dura emergência. Pouco depois, uma noite, Úrsula viu em sonhos o que lhe ia acontecer, num futuro muito próximo. Alegríssima, foi, apenas se levantara, ao encontro do pai, e anunciou que estava disposta a aceitar a proposta do rei bárbaro. Desejava, todavia, dez companheiras virgens, das mais virtuosas da corte, para acompanhá-la ao país estrangeiro, bem como uma escolta, para ela mesma e para cada uma das acompanhantes, de mil virgens. Opríncipe bárbaro, cheio de júbilo com a resposta da princesa, tão encantado ficou que, no mesmo instante que recebeu a notícia, quis iniciar-se na religião cristã. O rei da Grã-Bretanha deu ordem para que se construísse os navios necessários para o transporte das jovens que demandariam o país em que a filha iria viver. Ao cabo de três anos, deixaram as onze mil virgens da Grã-Bretanha a terra natal. O vento levou as embarcações até os Países-Baixos. Por terra e por rios, chegaram a Colônia. Ali, Úrsula, em sonhos, viu um anjo, que lhe anuncio que, com as companheiras, devia ir a Roma, donde tornariam para sofrer o martírio. Úrsula contou às companheiras a visão que tivera. Todas, muito alegres, porque aquilo significava que ganhariam o paraíso, iniciaram a marcha. Chegadas a Roma, ali passaram alguns dias, a visitar os santuários e a cidade. Depois, principiaram a viagem de volta. Ora, Átila, o feroz rei huno, punha cerco a Colônia. Admirado com a beleza de Úrsula, o Flagelo propôs-lhe casamento. A princesa recusou a proposta, e Átila, num acesso de raiva, ordenou aos guerreiros que a Úrsula e às companheiras crivassem de flechas. Nem bem perecera a última virgem, os hunos acreditaram ver um exército formidável que lhes vinha ao encontro, tão numeroso quanto numerosas eram as inocentes vítimas que jaziam ensanguentando a terra. Loucos de terror, debandaram. Os habitantes de Colônia, perplexos com tão desordenada fuga, porque não viam motivos para tal, principiaram, então, livres do inimigo, a tarefa, triste tarefa, de sepultar os corpos das santas virgens massacradas. Em honra das onde mil mártires, logo erigiram uma basílica, templo que, bem mais tardem arruinado, foi restaurado por um certo Clemácio, personagem consular, que disse ter sido encorajado por visões divinas a empreender aquela reparação na basílica. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 383 à 388)

  • Filme que resgata a trajetória da mais nova beata brasileira estreia amanhã

    Mesclando documentário com ficção, “Isabel Cristina: uma história de martírio” será lançado pela plataforma de streaming Lumine neste domingo (22), de forma gratuita. Assista o trailer no final da matéria. 👇 Será lançado no próximo domingo (22), às 20h, um docudrama sobre a mais recente beata brasileira. Realizado pela Lumine, “Isabela Cristina: uma história de martírio” surge com um ineditismo: o filme será apresentado ao público menos de um ano após a beatificação da jovem mineira. A produção original resgata a trajetória de Isabel Cristina Mrad Campos, que foi assassinada aos 20 anos, após resistir a uma tentativa de estupro. Ela era de Barbacena, interior de Minas Gerais. Mesclando o formato de documentário, com cenas de ficção, o longa-metragem será exibido gratuitamente no canal do YouTube do serviço de vídeo sob demanda e, também, dentro da plataforma exclusiva para assinantes. O trailer já está disponível. Iniciativa da própria comunidade Tudo começou pouco antes de Isabel Cristina ser declarada beata pela Igreja Católica, em dezembro de 2022. O pároco, Monsenhor Danival Milagres, conversava com Gustavo Grossi, atuante na Pastoral da Comunicação. O empresário de 32 anos ficou impressionado com o engajamento da comunidade local e firmou o propósito de contar a história para todo o país, não deixando essa oportunidade passar. Foi quando surgiu a ideia de documentar, em vídeo e em tempo real, tudo que estava acontecendo. E decidiu fazer contato com a Lumine, maior plataforma católica de streaming do Brasil. “Vi na produção cinematográfica uma oportunidade de não apenas documentar, mas também trazer um toque artístico, além de contribuir para dar continuidade no processo de canonização da Beata. Foi como se Deus me chamasse para essa missão. Sabendo da importância e magnitude do projeto, busquei a parceria com quem já tinha o conhecimento, a Lumine”, lembra Gustavo Grossi. A plataforma aceitou o convite e, logo em seguida, iniciou a produção — processo que demorou menos de um ano. O envolvimento dos fiéis foi tão grande que o financiamento da obra veio, em grande parte, da própria paróquia. E para fechar esse ciclo, no domingo à noite, os moradores de Barbacena se reunirão para assistir ao filme em um telão no Santuário de Nossa Senhora da Piedade. “É uma gratificação muito grande saber que as comunidades das paróquias confiam em nós para contar essas histórias. Esse é o nosso maior troféu”, afirma Matheus Bazzo, fundador da Lumine. Criado há quatro anos, o serviço de vídeo sob demanda reúne centenas de conteúdos voltados ao público católico, incluindo filmes e séries de temática religiosa, clássicos do cinema e atrações infantis. Em 2023, serão lançadas ao todo 20 produções originais. Uma história contada de dentro para fora É a primeira vez que a vida da mártir brasileira é contada através de um filme. “Isabel Cristina: uma história de martírio” reúne filmagens da cerimônia de beatificação e depoimentos de pessoas que conviveram com ela, compartilhando detalhes até então desconhecidos sobre sua trajetória. Entre outros personagens, foram ouvidos parentes próximos, amigos e o bispo Dom Geraldo Lyrio, que acabou falecendo meses depois da entrevista. A produção da Lumine foi até a paróquia e a escola onde Isabel Cristina estudou, captando relatos de quem conviveu de perto com a jovem. “Geralmente, quando se contam as histórias dos santos, é um processo de fora para dentro. Mas, nesta obra, fomos de dentro para fora. Entramos na intimidade e alcançamos algo exclusivo”, destaca Gustavo Leite, que dirigiu e roteirizou o longa-metragem ao lado de Julia Sondermann. Um exemplo de santidade nos tempos atuais Ao lado dos depoimentos, o filme conta com recursos de ficção. E, nessas cenas, Isabel Cristina ganha vida com a atriz Cris Eifler, que interpreta a beata. A semelhança entre as duas chama a atenção. A partir dos testemunhos, são reconstituídas passagens de sua vida — encerrada abrupta e brutalmente em 1982, quando um homem invadiu sua casa para violentá-la. Há uma característica estética diferenciada no docudrama: as cenas são metade coloridas, metade em preto e branco. E, ao contrário do que o senso comum pode indicar, não são as captações atuais dos relatos que vêm em cores. “Nós decidimos contar a história como se estivéssemos lá, enquanto ela vivia; e não agora, quando conversamos com as pessoas”, detalha Gustavo Leite. O idealizador da obra pontua que a grande mensagem da beatificação de Isabel Cristina é sobre encontrar santidade nas pequenas coisas da vida. “É viver em comunidade, amar a Deus, a família, os doentes e necessitados”, defende Grossi. E complementa: “A parceria entre a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade e a Lumine para esse projeto foi uma decisão de Deus. E, após um ano de trabalho, trazemos mais vida à história de Isabel Cristina”. Para Matheus Bazzo, o lançamento reforça o propósito da existência da Lumine: inspirar os valores católicos e apresentar os dramas da vida humana através da beleza do cinema. “A morte dela pelo martírio foi a coroação de uma vida bem vivida. Os relatos mostram que Isabela Cristina era piedosa e caridosa, e possuía algo muito especial: a santidade. O filme cumpre a missão de tornar sua vida e seu exemplo conhecidos por todos nós”, conclui. Assista o trailer: #FilmesCatólicos

  • Filme que resgata a trajetória da mais nova beata brasileira estreia amanhã

    Mesclando documentário com ficção, “Isabel Cristina: uma história de martírio” será lançado pela plataforma de streaming Lumine neste domingo (22), de forma gratuita. Assista o trailer no final da matéria. 👇 Será lançado no próximo domingo (22), às 20h, um docudrama sobre a mais recente beata brasileira. Realizado pela Lumine, “Isabela Cristina: uma história de martírio” surge com um ineditismo: o filme será apresentado ao público menos de um ano após a beatificação da jovem mineira. A produção original resgata a trajetória de Isabel Cristina Mrad Campos, que foi assassinada aos 20 anos, após resistir a uma tentativa de estupro. Ela era de Barbacena, interior de Minas Gerais. Mesclando o formato de documentário, com cenas de ficção, o longa-metragem será exibido gratuitamente no canal do YouTube do serviço de vídeo sob demanda e, também, dentro da plataforma exclusiva para assinantes. O trailer já está disponível. Iniciativa da própria comunidade Tudo começou pouco antes de Isabel Cristina ser declarada beata pela Igreja Católica, em dezembro de 2022. O pároco, Monsenhor Danival Milagres, conversava com Gustavo Grossi, atuante na Pastoral da Comunicação. O empresário de 32 anos ficou impressionado com o engajamento da comunidade local e firmou o propósito de contar a história para todo o país, não deixando essa oportunidade passar. Foi quando surgiu a ideia de documentar, em vídeo e em tempo real, tudo que estava acontecendo. E decidiu fazer contato com a Lumine, maior plataforma católica de streaming do Brasil. “Vi na produção cinematográfica uma oportunidade de não apenas documentar, mas também trazer um toque artístico, além de contribuir para dar continuidade no processo de canonização da Beata. Foi como se Deus me chamasse para essa missão. Sabendo da importância e magnitude do projeto, busquei a parceria com quem já tinha o conhecimento, a Lumine”, lembra Gustavo Grossi. A plataforma aceitou o convite e, logo em seguida, iniciou a produção — processo que demorou menos de um ano. O envolvimento dos fiéis foi tão grande que o financiamento da obra veio, em grande parte, da própria paróquia. E para fechar esse ciclo, no domingo à noite, os moradores de Barbacena se reunirão para assistir ao filme em um telão no Santuário de Nossa Senhora da Piedade. “É uma gratificação muito grande saber que as comunidades das paróquias confiam em nós para contar essas histórias. Esse é o nosso maior troféu”, afirma Matheus Bazzo, fundador da Lumine. Criado há quatro anos, o serviço de vídeo sob demanda reúne centenas de conteúdos voltados ao público católico, incluindo filmes e séries de temática religiosa, clássicos do cinema e atrações infantis. Em 2023, serão lançadas ao todo 20 produções originais. Uma história contada de dentro para fora É a primeira vez que a vida da mártir brasileira é contada através de um filme. “Isabel Cristina: uma história de martírio” reúne filmagens da cerimônia de beatificação e depoimentos de pessoas que conviveram com ela, compartilhando detalhes até então desconhecidos sobre sua trajetória. Entre outros personagens, foram ouvidos parentes próximos, amigos e o bispo Dom Geraldo Lyrio, que acabou falecendo meses depois da entrevista. A produção da Lumine foi até a paróquia e a escola onde Isabel Cristina estudou, captando relatos de quem conviveu de perto com a jovem. “Geralmente, quando se contam as histórias dos santos, é um processo de fora para dentro. Mas, nesta obra, fomos de dentro para fora. Entramos na intimidade e alcançamos algo exclusivo”, destaca Gustavo Leite, que dirigiu e roteirizou o longa-metragem ao lado de Julia Sondermann. Um exemplo de santidade nos tempos atuais Ao lado dos depoimentos, o filme conta com recursos de ficção. E, nessas cenas, Isabel Cristina ganha vida com a atriz Cris Eifler, que interpreta a beata. A semelhança entre as duas chama a atenção. A partir dos testemunhos, são reconstituídas passagens de sua vida — encerrada abrupta e brutalmente em 1982, quando um homem invadiu sua casa para violentá-la. Há uma característica estética diferenciada no docudrama: as cenas são metade coloridas, metade em preto e branco. E, ao contrário do que o senso comum pode indicar, não são as captações atuais dos relatos que vêm em cores. “Nós decidimos contar a história como se estivéssemos lá, enquanto ela vivia; e não agora, quando conversamos com as pessoas”, detalha Gustavo Leite. O idealizador da obra pontua que a grande mensagem da beatificação de Isabel Cristina é sobre encontrar santidade nas pequenas coisas da vida. “É viver em comunidade, amar a Deus, a família, os doentes e necessitados”, defende Grossi. E complementa: “A parceria entre a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade e a Lumine para esse projeto foi uma decisão de Deus. E, após um ano de trabalho, trazemos mais vida à história de Isabel Cristina”. Para Matheus Bazzo, o lançamento reforça o propósito da existência da Lumine: inspirar os valores católicos e apresentar os dramas da vida humana através da beleza do cinema. “A morte dela pelo martírio foi a coroação de uma vida bem vivida. Os relatos mostram que Isabela Cristina era piedosa e caridosa, e possuía algo muito especial: a santidade. O filme cumpre a missão de tornar sua vida e seu exemplo conhecidos por todos nós”, conclui. Assista o trailer: #FilmesCatólicos

  • A Missa Católica: Conferência de Dom Athanasius Schneider em Brasília

    Assista a palestra de Dom Athanasius no lançamento do seu livro A Missa Católica. Clique aqui: Para adquirir o livro há duas opções: – Instituto Gratia – Centro Dom Bosco (esgotado) #DomAthanasiusSchneider

  • A Missa Católica: Conferência de Dom Athanasius Schneider em Brasília

    Assista a palestra de Dom Athanasius no lançamento do seu livro A Missa Católica. Clique aqui: Para adquirir o livro há duas opções: – Instituto Gratia – Centro Dom Bosco (esgotado) #DomAthanasiusSchneider

  • Santa Magdalena de Nagasaki, virgem e mártir – 20 de Outubro

    SANTA MAGDALENA DE NAGASAKY Virgem e mártir. – 20 de outubro Santa Madalena, virgem e mártir, que, no tempo do imperador Yemitsu, foi forte de ânimo tanto em manter a fé como em suportar o suplício da forca por treze dias ( † 1634). Filha de nobres e fervorosos cristãos, nasceu em 1611 perto da cidade japonesa de Nagasaki. Referem fontes antigas que era uma mulher bonita e delicada constituição. Pela sua fé católica, seus pais e irmãos tinham sido condenados à morte e martirizados quando ela ainda era muito jovem. Em 1624, conheceu dois agostinos recoletos, os pais Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antonio, chegados ao Japão alguns meses antes. Atraída pela espiritualidade profunda de ambos os missionários, foi consagrada a Deus como terciária Agustina coleta. Desde aquele momento, seu vestido de gala foi o hábito de terciária, e seu maior pedido a oração, a leitura de livros religiosos e o apostolado. Os tempos eram difíceis. A perseguição que ele estava contra os cristãos estava cada dia mais sistemática e cruel. Magdalena ensinava catecismo às crianças e pedia esmola aos comerciantes portugueses em favor dos pobres. Em 1629, refugiou-se com os pais Franciso e Vicente e várias centenas de cristãos nas montanhas de Nagasaki. Em novembro desse mesmo ano, os dois missionários foram capturados, e ela permaneceu escondida, suportando com serena alegria sofrimentos e estreitezas. Incendia coragem para se manter firmes na fé, encorajava quantos por medo ou fraqueza haviam renegado Cristo, visitava os doentes, batizava os recém-nascidos e para todos tinha uma palavra de encorajamento. Tendo em conta as frequentes apostasias de cristãos aterrorizados com as torturas a que eram submetidos e desejosa de se unir para sempre a Cristo, Madalena decidiu desafiar os tiranos. Vestida com seu hábito de terciária, em setembro de 1634, se apresentou aos juízes. Ele carregava consigo um pequeno fardo cheio de livros religiosos para rezar e ler na prisão. Nem as promessas de um casamento vantajoso nem as torturas conseguiram dobrar a sua vontade. No início de outubro, ela foi submetida ao tormento da forca ou fossa. Suspenso pelos pés, cabeça e peito introduzidos em uma cavidade coberta com tábuas para dificultar ainda mais a respiração, a corajosa jovem invocou durante o martírio os nomes de Jesus e Maria, e cantou hinos ao Senhor. Resistiu treze dias neste tormento, até que uma noite uma forte chuva inundou o fosso e o mártir se afogou. Os carrascos queimaram seu corpo e espalharam as cinzas no mar para que os cristãos não conservariam suas relíquias. Para sua elevação aos altares Magdalena foi adicionada a um grupo de dezesseis mártires dominicanos de diversas nacionalidades, todos mortos em solo japonês, liderados por Lorenzo Ruiz, o primeiro santo de origem filipina. O grupo foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 18 de fevereiro de 1981 em Manila, Filipinas, e canonizado em Roma pelo mesmo pontífice em 18 de outubro de 1987. Embora a comemoração individual de Santa Madalena de Nagasaki se inscreva no Martirologio Romano no aniversário do seu martírio, a grande festa deste grupo de mártires é determinada pelo calendário litúrgico para 28 de setembro.

  • Santa Magdalena de Nagasaki, virgem e mártir – 20 de Outubro

    SANTA MAGDALENA DE NAGASAKY Virgem e mártir. – 20 de outubro Santa Madalena, virgem e mártir, que, no tempo do imperador Yemitsu, foi forte de ânimo tanto em manter a fé como em suportar o suplício da forca por treze dias ( † 1634). Filha de nobres e fervorosos cristãos, nasceu em 1611 perto da cidade japonesa de Nagasaki. Referem fontes antigas que era uma mulher bonita e delicada constituição. Pela sua fé católica, seus pais e irmãos tinham sido condenados à morte e martirizados quando ela ainda era muito jovem. Em 1624, conheceu dois agostinos recoletos, os pais Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antonio, chegados ao Japão alguns meses antes. Atraída pela espiritualidade profunda de ambos os missionários, foi consagrada a Deus como terciária Agustina coleta. Desde aquele momento, seu vestido de gala foi o hábito de terciária, e seu maior pedido a oração, a leitura de livros religiosos e o apostolado. Os tempos eram difíceis. A perseguição que ele estava contra os cristãos estava cada dia mais sistemática e cruel. Magdalena ensinava catecismo às crianças e pedia esmola aos comerciantes portugueses em favor dos pobres. Em 1629, refugiou-se com os pais Franciso e Vicente e várias centenas de cristãos nas montanhas de Nagasaki. Em novembro desse mesmo ano, os dois missionários foram capturados, e ela permaneceu escondida, suportando com serena alegria sofrimentos e estreitezas. Incendia coragem para se manter firmes na fé, encorajava quantos por medo ou fraqueza haviam renegado Cristo, visitava os doentes, batizava os recém-nascidos e para todos tinha uma palavra de encorajamento. Tendo em conta as frequentes apostasias de cristãos aterrorizados com as torturas a que eram submetidos e desejosa de se unir para sempre a Cristo, Madalena decidiu desafiar os tiranos. Vestida com seu hábito de terciária, em setembro de 1634, se apresentou aos juízes. Ele carregava consigo um pequeno fardo cheio de livros religiosos para rezar e ler na prisão. Nem as promessas de um casamento vantajoso nem as torturas conseguiram dobrar a sua vontade. No início de outubro, ela foi submetida ao tormento da forca ou fossa. Suspenso pelos pés, cabeça e peito introduzidos em uma cavidade coberta com tábuas para dificultar ainda mais a respiração, a corajosa jovem invocou durante o martírio os nomes de Jesus e Maria, e cantou hinos ao Senhor. Resistiu treze dias neste tormento, até que uma noite uma forte chuva inundou o fosso e o mártir se afogou. Os carrascos queimaram seu corpo e espalharam as cinzas no mar para que os cristãos não conservariam suas relíquias. Para sua elevação aos altares Magdalena foi adicionada a um grupo de dezesseis mártires dominicanos de diversas nacionalidades, todos mortos em solo japonês, liderados por Lorenzo Ruiz, o primeiro santo de origem filipina. O grupo foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 18 de fevereiro de 1981 em Manila, Filipinas, e canonizado em Roma pelo mesmo pontífice em 18 de outubro de 1987. Embora a comemoração individual de Santa Madalena de Nagasaki se inscreva no Martirologio Romano no aniversário do seu martírio, a grande festa deste grupo de mártires é determinada pelo calendário litúrgico para 28 de setembro.

  • Homilia Diária | Afinal, devemos ou não temer a Deus?

    Sexta-feira da 28.ª Semana do Tempo Comum O temor de Deus, dizem as Escrituras em vários lugares, é o princípio da sabedoria. Mas como, afinal de contas, pode Deus ser temido? Se ele é pura bondade e cheio de misericórdia, por que deveríamos temê-lo? Não seria contraditório ter medo de alguém que só nos pode fazer o bem? Na homilia desta sexta-feira, dia 20 de outubro, Padre Paulo explica a partir do Evangelho proclamado hoje pela Igreja por que motivo devemos ser não só tementes a Deus, que pode com justiça castigar-nos pelos nossos pecados, mas também confiantes e esperançosos, já que aquele que nos tem contados todos os cabelos quer associar-nos à sua alegria eterna no céu. Evangelho (Lc 12,1-7) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! Sl 32(33),22 — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3 Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4 Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6 Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7 Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Afinal, devemos ou não temer a Deus?

    Sexta-feira da 28.ª Semana do Tempo Comum O temor de Deus, dizem as Escrituras em vários lugares, é o princípio da sabedoria. Mas como, afinal de contas, pode Deus ser temido? Se ele é pura bondade e cheio de misericórdia, por que deveríamos temê-lo? Não seria contraditório ter medo de alguém que só nos pode fazer o bem? Na homilia desta sexta-feira, dia 20 de outubro, Padre Paulo explica a partir do Evangelho proclamado hoje pela Igreja por que motivo devemos ser não só tementes a Deus, que pode com justiça castigar-nos pelos nossos pecados, mas também confiantes e esperançosos, já que aquele que nos tem contados todos os cabelos quer associar-nos à sua alegria eterna no céu. Evangelho (Lc 12,1-7) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! Sl 32(33),22 — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3 Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4 Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6 Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7 Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo do Dia – 20 de Outubro – Santa Maria Bertília Boscardin

    Santo do Dia – 20 de Outubro – Santa Maria Bertília Boscardin Religiosa (1888-1922) Pio XII, na solene beatificação de 8 de junho de 1952, traçava o perfil de Bertília Boscardin, religiosa entre as mestras de santa Dorotéia de Vicência, com estas palavras: “É uma humilde camponesa da nossa bendita terra da Itália. Figura puríssima de perfeição cristã, modelo de recolhimento e de oração. Seu caminho, ‘a via das carroças’, a mais comum. Nada de êxtase, nem de milagres em vida, mas união com Deus sempre mais profunda no silêncio, no trabalho, na oração, na obediência. Dessa união, vinha a delicada caridade que ela revelava no trato com os enfermos, médicos, superiores, com todos”. A “via das carroças”, isto é, o trabalho nos campos da planície vêneta, que Ana Francisca (este é seu nome de batismo) percorria da primavera ao outono, porque esta era a ocupação principal das meninas do campo, antes que tantas pequenas indústrias lhe mudassem a fisionomia. Ana Francisca, nascida em Gioia di Brendola, na província de Vicência, dirigia-se ao campo ao raiar do sol e voltava para casa só ao entardecer porque, como grande parte das meninas vênetas, durante o dia trabalhava na fiação. É compreensível que a família não tenha demonstrado entusiasmo com sua escolha de vida e tenha retardado seu ingresso no convento de Santa Dorotéia, aos pés do monte Berico. De qualquer forma, ingressou ainda jovem e, mal emitira os votos temporários, depois do noviciado, foi designada para o hospital de Treviso, no qual prestou seu humilde e generoso serviço até a morte. Escolhia os horários mais desgastantes, os da noite, para aliviar o fardo das coirmãs. Trabalhar e sofrer em silêncio — anotava em um caderninho — e deixar aos outros as satisfações. Que satisfações poderia haver nas correrias de um hospital? Era afeiçoada a seus enfermos e sofreu, sem demonstrar aos outros, quando teve de transferir-se para Brianza, por causa do avanço das tropas austríacas durante a Primeira Guerra Mundial. Então foi designada para a lavanderia: “Estou contente”, anotou, “porque faço a vontade de Deus”. Aos 22 anos, foi-lhe extraído um tumor, mas voltou logo ao trabalho habitual. Morreu depois de uma segunda intervenção cirúrgica, com apenas 34 anos. João XXIII a incluiu no livro dos santos em 11 de maio de 1961.

  • Santo do Dia – 20 de Outubro – Santa Maria Bertília Boscardin

    Santo do Dia – 20 de Outubro – Santa Maria Bertília Boscardin Religiosa (1888-1922) Pio XII, na solene beatificação de 8 de junho de 1952, traçava o perfil de Bertília Boscardin, religiosa entre as mestras de santa Dorotéia de Vicência, com estas palavras: “É uma humilde camponesa da nossa bendita terra da Itália. Figura puríssima de perfeição cristã, modelo de recolhimento e de oração. Seu caminho, ‘a via das carroças’, a mais comum. Nada de êxtase, nem de milagres em vida, mas união com Deus sempre mais profunda no silêncio, no trabalho, na oração, na obediência. Dessa união, vinha a delicada caridade que ela revelava no trato com os enfermos, médicos, superiores, com todos”. A “via das carroças”, isto é, o trabalho nos campos da planície vêneta, que Ana Francisca (este é seu nome de batismo) percorria da primavera ao outono, porque esta era a ocupação principal das meninas do campo, antes que tantas pequenas indústrias lhe mudassem a fisionomia. Ana Francisca, nascida em Gioia di Brendola, na província de Vicência, dirigia-se ao campo ao raiar do sol e voltava para casa só ao entardecer porque, como grande parte das meninas vênetas, durante o dia trabalhava na fiação. É compreensível que a família não tenha demonstrado entusiasmo com sua escolha de vida e tenha retardado seu ingresso no convento de Santa Dorotéia, aos pés do monte Berico. De qualquer forma, ingressou ainda jovem e, mal emitira os votos temporários, depois do noviciado, foi designada para o hospital de Treviso, no qual prestou seu humilde e generoso serviço até a morte. Escolhia os horários mais desgastantes, os da noite, para aliviar o fardo das coirmãs. Trabalhar e sofrer em silêncio — anotava em um caderninho — e deixar aos outros as satisfações. Que satisfações poderia haver nas correrias de um hospital? Era afeiçoada a seus enfermos e sofreu, sem demonstrar aos outros, quando teve de transferir-se para Brianza, por causa do avanço das tropas austríacas durante a Primeira Guerra Mundial. Então foi designada para a lavanderia: “Estou contente”, anotou, “porque faço a vontade de Deus”. Aos 22 anos, foi-lhe extraído um tumor, mas voltou logo ao trabalho habitual. Morreu depois de uma segunda intervenção cirúrgica, com apenas 34 anos. João XXIII a incluiu no livro dos santos em 11 de maio de 1961.

  • Homilia Diária | Por políticos “de bem”, não “de bens”!

    Memória de São Pedro de Alcântara Muitas pessoas não sabem, mas, além de Nossa Senhora Aparecida, o Brasil tem como Padroeiro e protetor o franciscano São Pedro de Alcântara, padre de origem espanhola que, com uma vida de penitência e mortificação, conseguiu converter inúmeros nobres da corte portuguesa. Sua austeridade, sua pregação rude, mas viril, sua caridade ardentíssima e apostólica foram instrumentos de que Deus se serviu para consertar o coração de homens e mulheres hostis à radicalidade e ao sacrifício de uma vida realmente cristã. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 19 de outubro, e recorramos juntos ao nosso santo Padroeiro, a fim de sermos todos, governantes e cidadãos, amantes da pobreza e humildes servidores uns dos outros. Evangelho (Lc 11,47-54) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim. (Jo 14,6) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse o Senhor: 47 “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48 Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52 Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. 53 Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Por políticos “de bem”, não “de bens”!

    Memória de São Pedro de Alcântara Muitas pessoas não sabem, mas, além de Nossa Senhora Aparecida, o Brasil tem como Padroeiro e protetor o franciscano São Pedro de Alcântara, padre de origem espanhola que, com uma vida de penitência e mortificação, conseguiu converter inúmeros nobres da corte portuguesa. Sua austeridade, sua pregação rude, mas viril, sua caridade ardentíssima e apostólica foram instrumentos de que Deus se serviu para consertar o coração de homens e mulheres hostis à radicalidade e ao sacrifício de uma vida realmente cristã. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 19 de outubro, e recorramos juntos ao nosso santo Padroeiro, a fim de sermos todos, governantes e cidadãos, amantes da pobreza e humildes servidores uns dos outros. Evangelho (Lc 11,47-54) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim. (Jo 14,6) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse o Senhor: 47 “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48 Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52 Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. 53 Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Paulo da Cruz, fundador dos passionistas – 19 de Outubro

    SANTO DO DIA – 19 DE OUTUBRO – SÃO PAULO DA CRUZ Sacerdote e fundador (1694-1775) Aos 19 anos, Francisco Danei, nascido em Ovada, no Piemonte, depois de escutar um sermão sobre a Paixão de Cristo, afervorado como os antigos cruzados, quis arrolar-se como voluntário no exército veneziano que se apressava para mover guerra contra os turcos a fim de libertar o Santo Sepulcro. Bem depressa, porém, compreendeu que aquela cruzada tinha objetivos mais materiais e concretos; então escolheu a via da mortificação e das duras penitências para imitar Cristo sofredor. Passava longas horas em oração e meditação. Depois, o bispo de Alexandria do Egito concedeu-lhe vestir o hábito de penitente com os sinais da Paixão de Cristo: um coração encimado pela cruz e três cravos com o monograma de Cristo. Junto com o irmão, foi viver como eremita no monte Argentário. Aos domingos, ambos desciam e se dirigiam aos lugares vizinhos para pregar sobre a Paixão de Jesus. Para tornar mais eficazes suas palavras, não hesitavam em flagelar-se em público, induzindo também os corações mais endurecidos à reflexão e, com frequência, à conversão. Suas missões eram assinaladas por uma cruz de madeira erigida no lugar onde os dois irmãos tinham pregado, habitualmente em uma praça desse local. Depois do papa Bento XIII haver ordenado sacerdotes os dois irmãos na Basílica de São Pedro, concedeu-lhes permissão para constituir sua congregação. Esta tinha um nome bastante extenso — Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo —, que foi logo simplificado pelo povo com o nome de ‘Passionistas’, como ainda hoje são chamados. A rígida regra primitiva teve que ser mitigada para obter a definitiva aprovação pontifícia. O primeiro capítulo geral reuniu-se em 1747. A nova congregação teve uma rápida difusão em todas as regiões da Itália. Paulo morreu no convento romano anexo à igreja dos santos João e Paulo, sobre o monte Célio. Foi canonizado em 1867. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Paulo da Cruz Chamado a fundar uma ordem religiosa com a finalidade de contemplar e reparar a Paixão de Cristo, foi-lhe exigido que sofresse em si mesmo a dor e o desconcerto, como fundamento de sua grande obra. Como percebessem os religiosos passionistas estar próxima a morte de seu pai espiritual, comunicaram ao Papa a gravidade de seu estado de saúde, já pensando em organizar um funeral à altura de tão grande fundador. Ao saber da notícia, entretanto, o Pontífice deu ao moribundo uma obediência: deveria permanecer mais um tempo nesta Terra! Embora desejoso de partir para o Céu, São Paulo da Cruz, que estivera 18 meses em cama, submeteu-se à ordem do Vigário de Cristo e, contra todas as expectativas, recobrou a saúde para ainda realizar os últimos projetos de sua obra. Preparação do futuro Na pequena Ovada, Itália, a 3 de janeiro de 1694 nascia Paulo Francisco, primogênito da família Danei. Desde tenra infância desabrochou em sua alma uma forte inclinação à piedade, incentivada pela formação católica recebida no lar. “Se me salvar, como espero, devo-o em grande parte à educação que recebi de minha mãe”,1 comentaria ele mais tarde. Brincava de construir altares a Nossa Senhora, com seu irmão João Batista. Às vezes, com o intuito de fazer penitência, passavam as noites no paiol, dormindo em tábuas ou no chão. Assim transcorreu a infância dos dois irmãos, que Deus preparava carinhosamente para uma altíssima missão. Com 19 anos, ao ouvir um sermão do pároco, deu-se o que ele chamaria de sua “conversão”. Profundamente comovido, pediu ao sacerdote que o atendesse em Confissão geral e, a partir de então, começou uma vida de sacrifícios e rompeu com o mundo, num desejo ardente de entregar- se só a Deus. Imaginando que talvez Deus o quisesse combatendo por Ele, alistou-se, em 1715, no exército arregimentado pela República de Veneza para a defesa da Europa ameaçada pelos otomanos. Contudo, algo em seu interior lhe dizia não ser esta a vontade divina. Delineia-se a vocação Em 1720 teve uma visão, na qual, conta ele, “me vi revestido em espírito de uma túnica negra que chegava até o chão, com uma Cruz branca no peito, e sob a Cruz ia escrito o nome santíssimo de Jesus em letras brancas”.2 Sem embargo, não sabia se Deus o chamava para a vida eremítica, ou para entrar numa ordem religiosa, ou quiçá fundar uma nova comunidade. Havia recebido algumas inspirações divinas, porém nenhuma lhe revelara explicitamente qual a sua missão. Consulta três sacerdotes amigos e procura, instado por um deles, o Bispo de Alessandria, Dom Francisco Arborio di Gattinara, que o submete a duras provas e, percebendo a mão de Deus em suas intenções, termina por revesti-lo da túnica de penitente, com a qual se vira trajado. Passa a viver de caridade, em oração e recolhimento, num quartinho embaixo da escadaria da sacristia, na Igreja de São Carlos de Castellazzo. Ali escreve a regra de sua futura congregação em apenas cinco dias, “tão rapidamente, como se alguém estivesse na cátedra de professor me ditando”.3 As primeiras missões Depois de uma fracassada viagem a Roma para pedir auxílio ao Papa no discernimento de seu chamado, a conselho de Dom Gattinara, translada- -se à Ermida de Santo Estêvão, e desta vez o acompanha seu irmão João Batista, também revestido da túnica negra de penitente. Passados alguns meses, estabelecem- se na Ermida da Anunciação, no Monte Argentário, diocese toscana de Pitigliano, por onde havia passado Paulo ao voltar de Roma. Afastados de todos, os dois irmãos dedicam-se com mais afã à penitência e à meditação das coisas santas, plasmando em si mesmos a Paixão do Salvador. Dormem poucas horas à noite, levantando-se várias vezes para rezar. Vivendo de esmolas, tomam apenas uma refeição por dia, alimentando-se das ervas e raízes colhidas na região. Começa, ao mesmo tempo, sua vida missionária. O Bispo da diocese, Dom Fúlvio Salvi, crê não ser a vocação dos irmãos estritamente solitária, e os envia para instruir os fiéis na catedral, visitar as famílias e preparar os agonizantes para a morte. Ademais, Paulo resolve disputas entre inimigos e, muitas vezes, por sua influência, verdadeiros bandidos se emendam. Assim, eles vão de cidade em cidade, levando consigo um grande Crucifixo. “Suas palavras serão chispas de fogo, porque brotam de um coração inflamado de amor; suas admoestações serão dardos penetrantes, porque são dirigidas por um zelo forte e ardoroso; suas ameaças serão raios para atingir pecadores, porque sua virtude é uma luz brilhante e ardente diante dos homens”.4 Esta frutuosa ação missionária provinha de uma intensa contemplação e piedade. Com efeito, passavam longas horas de joelhos adorando o Santíssimo Sacramento, sendo sempre os primeiros a entrar na igreja e os últimos a sair. Albores frustrados da congregação A fama de santidade dos dois irmãos chegou aos ouvidos de Dom Pignatelli, Bispo de Gaeta, que os convidou para ali exercer seu apostolado. Discernindo neste pedido a voz de Deus, a partir do verão de 1723 ambos passaram a habitar, em regime de rigorosa austeridade, na Ermida de Nossa Senhora da Cadeia, próxima da cidade, onde já se encontravam alguns ermitãos. Depois, entre a vida ativa e a contemplativa, os dois irmãos chegaram a Troia em missão, no Ano Santo de 1725, e foram acolhidos pelo Bispo, Dom Cavallieri. Paulo lhe desvendou os planos da anelada fundação e este, tendo lido com atenção as regras, afirmou: “Esta é uma obra toda de Deus. Vereis como irá para frente, ainda que seja por caminhos misteriosos”.5 Com cartas de apresentação, Dom Cavallieri os enviou ao Papa Bento XIII. Cheios de esperança, os dois viajaram a Roma, onde sua singular indumentária atraiu a atenção de Mons. Crescenzi, cônego da Basílica de São Pedro, que os abordou na rua e indagou a respeito. Encantado com a humildade destes dois varões de Deus, apresentou-os ao Cardeal Corradini, o qual os convidou a prestarem seus serviços no Hospital São Gallicano e prometeu aproximá-los do Papa. A oportunidade para o tão almejado encontro se deu na visita do Sumo Pontífice à Igreja de Santa Maria, em Navicella. Ali, de joelhos, os dois irmãos Danei expuseram seus planos e o Pontífice os escutou, autorizando “‘de viva voz’ a realizar a inspiração divina que haviam recebido”.6 Voltaram para Gaeta a fim de iniciar a congregação com seus irmãos de ermida, mas a tentativa foi frustrada pela heterogeneidade da comunidade em germe. As austeridades da vida assustaram alguns, a aprovação apenas verbal do Papa afugentou outros. Dirigiram-se, então, Paulo e João Batista sozinhos para Itri, onde na soledade e penitência, esperavam uma inspiração da graça. O sacerdócio e, por fim, a fundação Sem desistir de seu propósito, a meados de agosto de 1726 decidiram transladar-se a Roma, para tornar a servir no hospital e preparar-se para o sacerdócio: “Se Deus quer que fundemos, segundo nos tem dado a entender claramente, para isso é imprescindível ser sacerdote”,7 pensavam eles. Em poucos meses receberam as ordens menores, e a 7 de junho de 1727 foram ordenados presbíteros pelo próprio Bento XIII. Ao concluir a cerimônia, deixou ele escapar a expressão “Deo gratias”, que não faz parte do ritual, “como premonição do bem que a Igreja receberia dos dois neossacerdotes”.8 No ano seguinte, obtiveram a permissão do Papa para retirar-se novamente à solidão do Monte Argentário e, em pouco tempo, reuniram os primeiros companheiros, entre eles Antônio Danei, outro de seus irmãos. Era, afinal, o início da congregação cenobítica dedicada à contemplação da Paixão do Salvador, os Pobres de Jesus. Estava definida a vontade de Deus. A pequena obra crescia devagar. Muitos vinham à Ermida de Santo Antônio Abade, onde se alojaram, para receber os Sacramentos, atraídos pelo perfume da santidade dos irmãos. Provas: o esteio do instituto Em certa ocasião, enquanto Paulo rezava diante do Santíssimo Sacramento, em Orbetello, Nosso Senhor apareceu-lhe, declarando que o primeiro retiro – assim seriam chamadas as casas dos passionistas – em honra à Apresentação da Virgem seria construído nesta cidade. Não obstante, apenas dois anos depois foi possível começar a construção, cujo plano Paulo mesmo arquitetara, harmonizando a “santa pobreza com a decência monástica”.9 Muitas provas teria de passar para levar adiante sua obra, pois era mister sentir em sua alma o abandono de Cristo na Cruz. Foi objeto de calúnias e incompreensões sem conta, dificuldades dentro da própria comunidade e, em Roma, morto Bento XIII, apesar do apoio verbal por ele concedido anos antes, as portas se haviam fechado para a aprovação da regra do instituto. Seguindo os passos de Jesus crucificado, Paulo viveu momentos de dor e desconcerto. “Deus me castiga, mas com mão amorosa. E quanto mais crescem os problemas, mais eu confio no Senhor”,10 chegou a afirmar. Mais de uma década o fez esperar a Providência, pois somente quando subiu ao Sólio Pontifício Bento XIV – o Cardeal Lambertini, que muito o havia ajudado nos seus primeiros tempos em Roma –, teve aprovadas as regras e constituições, em 15 de maio de 1741. Ao conhecê-las, declarou o Papa: “Esta Congregação da Paixão de Jesus Cristo deveria ter sido a primeira em aparecer na Igreja. Ela, entretanto, só chega agora”.11 A ordem tomava corpo, e em 11 de junho seguinte dá-se a primeira profissão de votos simples da congregação, na qual o santo fundador toma o nome de Paulo da Cruz, e seu irmão o de João Batista de São Miguel Arcanjo. Desenvolvimento e consolidação da ordem Uma enfermidade, da qual nunca se recuperaria de todo, prostrou-o em cama por quase seis meses. Durante 40 dias não dormiu um minuto sequer e as orações dos seus não tinham efeito algum, e até pareciam redobrar seus sofrimentos. Passada esta tormenta, aos poucos apareciam novos discípulos e a instituição já contava com um noviciado. Paulo sempre visitava os novos retiros que surgiam e “se ele percebia o menor relaxamento ou abuso na comunidade, punha de lado todo respeito humano, e não repousava até ter feito a correção necessária e ter erradicado completamente o mal”.12 O peso da idade e uma saúde debilitada não o impediam de continuar as missões. Para os que não se convertiam, deixava-lhes bem claro que destino os aguardava. “Via ele o interior das almas como se vê o Sol ao meio- -dia”.13 Por onde passava trazia de volta ao seio da Igreja pessoas que havia tempos estavam afastadas; os pecadores públicos se acusavam diante de todos, após terem-se confessado; e, em certa região, os habitantes se tornaram tão fervorosos que chegaram a se abster até das diversões lícitas. Por ocasião de uma guerra, Paulo tornara- se também apóstolo dos soldados. Um alto oficial, ao sair da Confissão, disse-lhe: “Padre, eu já estive no campo de batalha, já estive sob o fogo do canhão e nunca tremi; mas o senhor me faz tremer da cabeça aos pés”.14 Os retiros passionistas iam se multiplicando a pedido da população e dos Bispos. Invariavelmente, a cada fundação recomendava a seus filhos a santidade: “O convento deve ser um espelho de perfeição para todos, próximos e distantes”.15 Perda do irmão e aprovação definitiva da congregação A 30 de agosto de 1765, após prolongada doença, morre João Batista. Paulo chora a perda do seu companheiro de sempre, sobretudo por não ter mais quem lhe corrigisse os defeitos. “Fiquei órfão e solitário, sem pai. Ainda que tenho razões para confiar que seja nosso advogado no Céu”,16 escreve ele. Passados alguns anos é eleito o Papa Clemente XIV. Paulo dirige-se a Roma para pedir a aprovação definitiva da congregação, com votos solenes e demais privilégios. Aquele ancião, que há 50 anos foi rejeitado na Cidade Eterna, é agora acolhido pelo próprio Sumo Pontífice, o qual lhe dá a obediência de ali conservar-se, pregando missões. O maligno não podia deixar tal obra prosseguir em paz. Havendo tentado causar-lhe diversos danos ao longo do tempo, nesse período atacou o fundador com uma doença da qual ele mesmo afirmou: “Meu caso não é médico, pois é um mal causado pelos demônios”.17 Quando começava a melhorar, piorava novamente, pelo que se sentia mais próximo da morte do que nunca. E só recobrou a saúde pela obediência dada pelo Sumo Pontífice, exigindo sua permanência neste mundo, como vimos no início destas linhas. De fato, tinha mais um projeto a realizar: a fundação do ramo feminino de sua ordem. Vencendo numerosas dificuldades, conseguiu concretizá- la, iniciando o primeiro convento com dez fervorosas freiras. E entre suas filhas espirituais mais ilustres, figurará, anos mais tarde, a grande Santa Gemma Galgani. Com os olhos fitos em Jesus crucificado Consolidada a obra, aproximava- -se a hora do encontro com o Senhor. Sentindo seu fim chegar, Paulo visitou todos os retiros pela última vez, para dar aos seus as derradeiras instruções e exortá-los a cumprir fielmente a regra. Em maio de 1775 presidiu seu último Capítulo Geral da ordem, no qual o santo fundador pediu perdão por todas as deficiências de seu governo e suplicou a caridade de morrer na congregação, sendo reeleito superior-geral, por determinação papal. Em finais de junho piorou sua saúde. Seus sofrimentos eram atrozes e não conseguia ingerir alimento sólido algum. Todavia, sua serenidade de alma era inteira: “Quanto mais seu corpo estava débil e enfermo, mais seu espírito forte e cheio de vida, e inflamado com um desejo de estar perfeitamente unido a Deus”.18 Ao receber o Viático, outra vez pediu perdão pelo que a seus olhos constituíam faltas, e deu uma bênção a todos os passionistas. A gravidade de seu estado perdurou por algumas semanas. Entrando em agonia, com os olhos fitos em Jesus Crucificado e Mater Dolorosa, os viu entrar em seu quarto, acompanhados por um cortejo de Santos, dentre os quais seu irmão João Batista e outros passionistas falecidos, “vindos para testemunhar sua feliz passagem e conduzi-lo ao Céu”.19 Aos 81 anos, no dia 18 de outubro de 1775, São Paulo da Cruz completava sua carreira e sua paixão nesta vida, entrando para a glória, na eternidade. (Revista Arautos do Evangelho, Outubro/2016, n. 178, pp. 32 à 35) 1 ZOFFOLI, apud PIELAGOS, Fernando. Testigo de la Pasión. San Pablo de la Cruz. Madrid: BAC, 1977, p.18. 2 SÃO PAULO DA CRUZ. Cartas, IV, 218, apud PIELAGOS, op. cit., p.24. 3 SÃO VICENTE STRAMBI. The Life of the Blessed Paul of the Cross. London: Thomas Richardson and son, 1853, v.I, p.67. 4 Idem, p.149. 5 PIELAGOS, op. cit., p.42. 6 Idem, p.44. 7 Idem, p.47. 8 Idem, p.49. 9 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.160. 10 SÃO PAULO DA CRUZ, op. cit., I, 466, p.71. 11 ZOFFOLI, op. cit., p.74. 12 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.189. 13 PIELAGOS, op. cit., p.187. 14 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.224. 15 SÃO PAULO DA CRUZ, op. cit., II, 759, p.97. 16 Idem, II, 636, p.111. 17 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.289. 18 Idem, p.319. 19 Idem, p.341. #SantodoDia

  • São Paulo da Cruz, fundador dos passionistas – 19 de Outubro

    SANTO DO DIA – 19 DE OUTUBRO – SÃO PAULO DA CRUZ Sacerdote e fundador (1694-1775) Aos 19 anos, Francisco Danei, nascido em Ovada, no Piemonte, depois de escutar um sermão sobre a Paixão de Cristo, afervorado como os antigos cruzados, quis arrolar-se como voluntário no exército veneziano que se apressava para mover guerra contra os turcos a fim de libertar o Santo Sepulcro. Bem depressa, porém, compreendeu que aquela cruzada tinha objetivos mais materiais e concretos; então escolheu a via da mortificação e das duras penitências para imitar Cristo sofredor. Passava longas horas em oração e meditação. Depois, o bispo de Alexandria do Egito concedeu-lhe vestir o hábito de penitente com os sinais da Paixão de Cristo: um coração encimado pela cruz e três cravos com o monograma de Cristo. Junto com o irmão, foi viver como eremita no monte Argentário. Aos domingos, ambos desciam e se dirigiam aos lugares vizinhos para pregar sobre a Paixão de Jesus. Para tornar mais eficazes suas palavras, não hesitavam em flagelar-se em público, induzindo também os corações mais endurecidos à reflexão e, com frequência, à conversão. Suas missões eram assinaladas por uma cruz de madeira erigida no lugar onde os dois irmãos tinham pregado, habitualmente em uma praça desse local. Depois do papa Bento XIII haver ordenado sacerdotes os dois irmãos na Basílica de São Pedro, concedeu-lhes permissão para constituir sua congregação. Esta tinha um nome bastante extenso — Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo —, que foi logo simplificado pelo povo com o nome de ‘Passionistas’, como ainda hoje são chamados. A rígida regra primitiva teve que ser mitigada para obter a definitiva aprovação pontifícia. O primeiro capítulo geral reuniu-se em 1747. A nova congregação teve uma rápida difusão em todas as regiões da Itália. Paulo morreu no convento romano anexo à igreja dos santos João e Paulo, sobre o monte Célio. Foi canonizado em 1867. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Paulo da Cruz Chamado a fundar uma ordem religiosa com a finalidade de contemplar e reparar a Paixão de Cristo, foi-lhe exigido que sofresse em si mesmo a dor e o desconcerto, como fundamento de sua grande obra. Como percebessem os religiosos passionistas estar próxima a morte de seu pai espiritual, comunicaram ao Papa a gravidade de seu estado de saúde, já pensando em organizar um funeral à altura de tão grande fundador. Ao saber da notícia, entretanto, o Pontífice deu ao moribundo uma obediência: deveria permanecer mais um tempo nesta Terra! Embora desejoso de partir para o Céu, São Paulo da Cruz, que estivera 18 meses em cama, submeteu-se à ordem do Vigário de Cristo e, contra todas as expectativas, recobrou a saúde para ainda realizar os últimos projetos de sua obra. Preparação do futuro Na pequena Ovada, Itália, a 3 de janeiro de 1694 nascia Paulo Francisco, primogênito da família Danei. Desde tenra infância desabrochou em sua alma uma forte inclinação à piedade, incentivada pela formação católica recebida no lar. “Se me salvar, como espero, devo-o em grande parte à educação que recebi de minha mãe”,1 comentaria ele mais tarde. Brincava de construir altares a Nossa Senhora, com seu irmão João Batista. Às vezes, com o intuito de fazer penitência, passavam as noites no paiol, dormindo em tábuas ou no chão. Assim transcorreu a infância dos dois irmãos, que Deus preparava carinhosamente para uma altíssima missão. Com 19 anos, ao ouvir um sermão do pároco, deu-se o que ele chamaria de sua “conversão”. Profundamente comovido, pediu ao sacerdote que o atendesse em Confissão geral e, a partir de então, começou uma vida de sacrifícios e rompeu com o mundo, num desejo ardente de entregar- se só a Deus. Imaginando que talvez Deus o quisesse combatendo por Ele, alistou-se, em 1715, no exército arregimentado pela República de Veneza para a defesa da Europa ameaçada pelos otomanos. Contudo, algo em seu interior lhe dizia não ser esta a vontade divina. Delineia-se a vocação Em 1720 teve uma visão, na qual, conta ele, “me vi revestido em espírito de uma túnica negra que chegava até o chão, com uma Cruz branca no peito, e sob a Cruz ia escrito o nome santíssimo de Jesus em letras brancas”.2 Sem embargo, não sabia se Deus o chamava para a vida eremítica, ou para entrar numa ordem religiosa, ou quiçá fundar uma nova comunidade. Havia recebido algumas inspirações divinas, porém nenhuma lhe revelara explicitamente qual a sua missão. Consulta três sacerdotes amigos e procura, instado por um deles, o Bispo de Alessandria, Dom Francisco Arborio di Gattinara, que o submete a duras provas e, percebendo a mão de Deus em suas intenções, termina por revesti-lo da túnica de penitente, com a qual se vira trajado. Passa a viver de caridade, em oração e recolhimento, num quartinho embaixo da escadaria da sacristia, na Igreja de São Carlos de Castellazzo. Ali escreve a regra de sua futura congregação em apenas cinco dias, “tão rapidamente, como se alguém estivesse na cátedra de professor me ditando”.3 As primeiras missões Depois de uma fracassada viagem a Roma para pedir auxílio ao Papa no discernimento de seu chamado, a conselho de Dom Gattinara, translada- -se à Ermida de Santo Estêvão, e desta vez o acompanha seu irmão João Batista, também revestido da túnica negra de penitente. Passados alguns meses, estabelecem- se na Ermida da Anunciação, no Monte Argentário, diocese toscana de Pitigliano, por onde havia passado Paulo ao voltar de Roma. Afastados de todos, os dois irmãos dedicam-se com mais afã à penitência e à meditação das coisas santas, plasmando em si mesmos a Paixão do Salvador. Dormem poucas horas à noite, levantando-se várias vezes para rezar. Vivendo de esmolas, tomam apenas uma refeição por dia, alimentando-se das ervas e raízes colhidas na região. Começa, ao mesmo tempo, sua vida missionária. O Bispo da diocese, Dom Fúlvio Salvi, crê não ser a vocação dos irmãos estritamente solitária, e os envia para instruir os fiéis na catedral, visitar as famílias e preparar os agonizantes para a morte. Ademais, Paulo resolve disputas entre inimigos e, muitas vezes, por sua influência, verdadeiros bandidos se emendam. Assim, eles vão de cidade em cidade, levando consigo um grande Crucifixo. “Suas palavras serão chispas de fogo, porque brotam de um coração inflamado de amor; suas admoestações serão dardos penetrantes, porque são dirigidas por um zelo forte e ardoroso; suas ameaças serão raios para atingir pecadores, porque sua virtude é uma luz brilhante e ardente diante dos homens”.4 Esta frutuosa ação missionária provinha de uma intensa contemplação e piedade. Com efeito, passavam longas horas de joelhos adorando o Santíssimo Sacramento, sendo sempre os primeiros a entrar na igreja e os últimos a sair. Albores frustrados da congregação A fama de santidade dos dois irmãos chegou aos ouvidos de Dom Pignatelli, Bispo de Gaeta, que os convidou para ali exercer seu apostolado. Discernindo neste pedido a voz de Deus, a partir do verão de 1723 ambos passaram a habitar, em regime de rigorosa austeridade, na Ermida de Nossa Senhora da Cadeia, próxima da cidade, onde já se encontravam alguns ermitãos. Depois, entre a vida ativa e a contemplativa, os dois irmãos chegaram a Troia em missão, no Ano Santo de 1725, e foram acolhidos pelo Bispo, Dom Cavallieri. Paulo lhe desvendou os planos da anelada fundação e este, tendo lido com atenção as regras, afirmou: “Esta é uma obra toda de Deus. Vereis como irá para frente, ainda que seja por caminhos misteriosos”.5 Com cartas de apresentação, Dom Cavallieri os enviou ao Papa Bento XIII. Cheios de esperança, os dois viajaram a Roma, onde sua singular indumentária atraiu a atenção de Mons. Crescenzi, cônego da Basílica de São Pedro, que os abordou na rua e indagou a respeito. Encantado com a humildade destes dois varões de Deus, apresentou-os ao Cardeal Corradini, o qual os convidou a prestarem seus serviços no Hospital São Gallicano e prometeu aproximá-los do Papa. A oportunidade para o tão almejado encontro se deu na visita do Sumo Pontífice à Igreja de Santa Maria, em Navicella. Ali, de joelhos, os dois irmãos Danei expuseram seus planos e o Pontífice os escutou, autorizando “‘de viva voz’ a realizar a inspiração divina que haviam recebido”.6 Voltaram para Gaeta a fim de iniciar a congregação com seus irmãos de ermida, mas a tentativa foi frustrada pela heterogeneidade da comunidade em germe. As austeridades da vida assustaram alguns, a aprovação apenas verbal do Papa afugentou outros. Dirigiram-se, então, Paulo e João Batista sozinhos para Itri, onde na soledade e penitência, esperavam uma inspiração da graça. O sacerdócio e, por fim, a fundação Sem desistir de seu propósito, a meados de agosto de 1726 decidiram transladar-se a Roma, para tornar a servir no hospital e preparar-se para o sacerdócio: “Se Deus quer que fundemos, segundo nos tem dado a entender claramente, para isso é imprescindível ser sacerdote”,7 pensavam eles. Em poucos meses receberam as ordens menores, e a 7 de junho de 1727 foram ordenados presbíteros pelo próprio Bento XIII. Ao concluir a cerimônia, deixou ele escapar a expressão “Deo gratias”, que não faz parte do ritual, “como premonição do bem que a Igreja receberia dos dois neossacerdotes”.8 No ano seguinte, obtiveram a permissão do Papa para retirar-se novamente à solidão do Monte Argentário e, em pouco tempo, reuniram os primeiros companheiros, entre eles Antônio Danei, outro de seus irmãos. Era, afinal, o início da congregação cenobítica dedicada à contemplação da Paixão do Salvador, os Pobres de Jesus. Estava definida a vontade de Deus. A pequena obra crescia devagar. Muitos vinham à Ermida de Santo Antônio Abade, onde se alojaram, para receber os Sacramentos, atraídos pelo perfume da santidade dos irmãos. Provas: o esteio do instituto Em certa ocasião, enquanto Paulo rezava diante do Santíssimo Sacramento, em Orbetello, Nosso Senhor apareceu-lhe, declarando que o primeiro retiro – assim seriam chamadas as casas dos passionistas – em honra à Apresentação da Virgem seria construído nesta cidade. Não obstante, apenas dois anos depois foi possível começar a construção, cujo plano Paulo mesmo arquitetara, harmonizando a “santa pobreza com a decência monástica”.9 Muitas provas teria de passar para levar adiante sua obra, pois era mister sentir em sua alma o abandono de Cristo na Cruz. Foi objeto de calúnias e incompreensões sem conta, dificuldades dentro da própria comunidade e, em Roma, morto Bento XIII, apesar do apoio verbal por ele concedido anos antes, as portas se haviam fechado para a aprovação da regra do instituto. Seguindo os passos de Jesus crucificado, Paulo viveu momentos de dor e desconcerto. “Deus me castiga, mas com mão amorosa. E quanto mais crescem os problemas, mais eu confio no Senhor”,10 chegou a afirmar. Mais de uma década o fez esperar a Providência, pois somente quando subiu ao Sólio Pontifício Bento XIV – o Cardeal Lambertini, que muito o havia ajudado nos seus primeiros tempos em Roma –, teve aprovadas as regras e constituições, em 15 de maio de 1741. Ao conhecê-las, declarou o Papa: “Esta Congregação da Paixão de Jesus Cristo deveria ter sido a primeira em aparecer na Igreja. Ela, entretanto, só chega agora”.11 A ordem tomava corpo, e em 11 de junho seguinte dá-se a primeira profissão de votos simples da congregação, na qual o santo fundador toma o nome de Paulo da Cruz, e seu irmão o de João Batista de São Miguel Arcanjo. Desenvolvimento e consolidação da ordem Uma enfermidade, da qual nunca se recuperaria de todo, prostrou-o em cama por quase seis meses. Durante 40 dias não dormiu um minuto sequer e as orações dos seus não tinham efeito algum, e até pareciam redobrar seus sofrimentos. Passada esta tormenta, aos poucos apareciam novos discípulos e a instituição já contava com um noviciado. Paulo sempre visitava os novos retiros que surgiam e “se ele percebia o menor relaxamento ou abuso na comunidade, punha de lado todo respeito humano, e não repousava até ter feito a correção necessária e ter erradicado completamente o mal”.12 O peso da idade e uma saúde debilitada não o impediam de continuar as missões. Para os que não se convertiam, deixava-lhes bem claro que destino os aguardava. “Via ele o interior das almas como se vê o Sol ao meio- -dia”.13 Por onde passava trazia de volta ao seio da Igreja pessoas que havia tempos estavam afastadas; os pecadores públicos se acusavam diante de todos, após terem-se confessado; e, em certa região, os habitantes se tornaram tão fervorosos que chegaram a se abster até das diversões lícitas. Por ocasião de uma guerra, Paulo tornara- se também apóstolo dos soldados. Um alto oficial, ao sair da Confissão, disse-lhe: “Padre, eu já estive no campo de batalha, já estive sob o fogo do canhão e nunca tremi; mas o senhor me faz tremer da cabeça aos pés”.14 Os retiros passionistas iam se multiplicando a pedido da população e dos Bispos. Invariavelmente, a cada fundação recomendava a seus filhos a santidade: “O convento deve ser um espelho de perfeição para todos, próximos e distantes”.15 Perda do irmão e aprovação definitiva da congregação A 30 de agosto de 1765, após prolongada doença, morre João Batista. Paulo chora a perda do seu companheiro de sempre, sobretudo por não ter mais quem lhe corrigisse os defeitos. “Fiquei órfão e solitário, sem pai. Ainda que tenho razões para confiar que seja nosso advogado no Céu”,16 escreve ele. Passados alguns anos é eleito o Papa Clemente XIV. Paulo dirige-se a Roma para pedir a aprovação definitiva da congregação, com votos solenes e demais privilégios. Aquele ancião, que há 50 anos foi rejeitado na Cidade Eterna, é agora acolhido pelo próprio Sumo Pontífice, o qual lhe dá a obediência de ali conservar-se, pregando missões. O maligno não podia deixar tal obra prosseguir em paz. Havendo tentado causar-lhe diversos danos ao longo do tempo, nesse período atacou o fundador com uma doença da qual ele mesmo afirmou: “Meu caso não é médico, pois é um mal causado pelos demônios”.17 Quando começava a melhorar, piorava novamente, pelo que se sentia mais próximo da morte do que nunca. E só recobrou a saúde pela obediência dada pelo Sumo Pontífice, exigindo sua permanência neste mundo, como vimos no início destas linhas. De fato, tinha mais um projeto a realizar: a fundação do ramo feminino de sua ordem. Vencendo numerosas dificuldades, conseguiu concretizá- la, iniciando o primeiro convento com dez fervorosas freiras. E entre suas filhas espirituais mais ilustres, figurará, anos mais tarde, a grande Santa Gemma Galgani. Com os olhos fitos em Jesus crucificado Consolidada a obra, aproximava- -se a hora do encontro com o Senhor. Sentindo seu fim chegar, Paulo visitou todos os retiros pela última vez, para dar aos seus as derradeiras instruções e exortá-los a cumprir fielmente a regra. Em maio de 1775 presidiu seu último Capítulo Geral da ordem, no qual o santo fundador pediu perdão por todas as deficiências de seu governo e suplicou a caridade de morrer na congregação, sendo reeleito superior-geral, por determinação papal. Em finais de junho piorou sua saúde. Seus sofrimentos eram atrozes e não conseguia ingerir alimento sólido algum. Todavia, sua serenidade de alma era inteira: “Quanto mais seu corpo estava débil e enfermo, mais seu espírito forte e cheio de vida, e inflamado com um desejo de estar perfeitamente unido a Deus”.18 Ao receber o Viático, outra vez pediu perdão pelo que a seus olhos constituíam faltas, e deu uma bênção a todos os passionistas. A gravidade de seu estado perdurou por algumas semanas. Entrando em agonia, com os olhos fitos em Jesus Crucificado e Mater Dolorosa, os viu entrar em seu quarto, acompanhados por um cortejo de Santos, dentre os quais seu irmão João Batista e outros passionistas falecidos, “vindos para testemunhar sua feliz passagem e conduzi-lo ao Céu”.19 Aos 81 anos, no dia 18 de outubro de 1775, São Paulo da Cruz completava sua carreira e sua paixão nesta vida, entrando para a glória, na eternidade. (Revista Arautos do Evangelho, Outubro/2016, n. 178, pp. 32 à 35) 1 ZOFFOLI, apud PIELAGOS, Fernando. Testigo de la Pasión. San Pablo de la Cruz. Madrid: BAC, 1977, p.18. 2 SÃO PAULO DA CRUZ. Cartas, IV, 218, apud PIELAGOS, op. cit., p.24. 3 SÃO VICENTE STRAMBI. The Life of the Blessed Paul of the Cross. London: Thomas Richardson and son, 1853, v.I, p.67. 4 Idem, p.149. 5 PIELAGOS, op. cit., p.42. 6 Idem, p.44. 7 Idem, p.47. 8 Idem, p.49. 9 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.160. 10 SÃO PAULO DA CRUZ, op. cit., I, 466, p.71. 11 ZOFFOLI, op. cit., p.74. 12 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.189. 13 PIELAGOS, op. cit., p.187. 14 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.224. 15 SÃO PAULO DA CRUZ, op. cit., II, 759, p.97. 16 Idem, II, 636, p.111. 17 SÃO VICENTE STRAMBI, op. cit., p.289. 18 Idem, p.319. 19 Idem, p.341. #SantodoDia

CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis