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- Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida – 12 de Outubro
Santo do Dia – 12 de Outubro – Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida Rainha e Padroeira do Brasil A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D.Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto(MG). Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha). No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Vinte anos depois, em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. Em 1929, Nossa Senhora foi proclamada “Rainha do Brasil” e sua padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI. Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo, e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Tornou-se necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, o “maior Santuário Mariano do mundo”. O padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida. O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca que, receosos de naufragarem pelos muitos peixes que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram às suas casas, admirados com o que ocorrera.” Entretanto, o mais simbólico e rico de significado, sem dúvida, foi o milagre das velas pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente. Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828. Uma rosa de ouro para a Virgem Em 1967, ano da comemoração do jubileu dos 250 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o papa Paulo VI ofertou ao Santuário Nacional da Padroeira do Brasil uma Rosa de Ouro. A entrega desta importante honraria aconteceu na manhã do dia 15 de agosto daquele mesmo ano, com a presença de diversas autoridades civis e religiosas, entre elas, o presidente Artur da Costa e Silva. Atualmente, a Rosa de Ouro encontra-se na exposição “Rainha do Céu, Mãe dos Homens: Aparecida do Brasil”, no Museu Nossa Senhora Aparecida, no primeiro andar da Torre Brasília. O que é uma Rosa de Ouro? Os sumos pontífices costumavam oferecer como presente uma Rosa de Ouro, em sinal de particular estima e para distinguir eminentes personalidades que prestavam relevantes serviços à Igreja, ou para honrar cidades, ou ainda para realçar Santuários insignes, como centro de grande devoção. Essa Rosa era artisticamente elaborada segundo o estilo da época. Romeiros de Nossa Senhora Aparecida Dos milhões de romeiros que visitam o Santuário Nacional de Aparecida, muitos são portadores de angústia, outros tantos, da esperança. Esperança de cura, de emprego, de melhores dias, de paz. Eles chegam de ônibus, de carro, de moto, de bicicleta, a cavalo e a pé. São pobres e ricos; são cultos e ignorantes; são homens públicos e cidadãos comuns. Aqui estiveram Papas, príncipes, princesas, presidentes, poetas, padres, bispos, prioras, patrões e empregados. Vieram os pescadores. Muitos cumprem um ritual que começou com seus avós e persiste até hoje. Outros vêm pela primeira vez e ficam perplexos diante do tamanho do Santuário e de sua beleza. A Imagem os extasia. Olhos que buscam, vasculham ou se fecham para ler as mensagens secretas que trazem na alma. Lábios que balbuciam ave-marias, atropeladas pela pressa das muitas intenções. Mãos que seguram as contas do rosário, a vela, o retrato, as flores, o chapéu. Joelhos que se dobram e se arrastam, em atitude de total despojamento. Pés cansados pela procura de suas certezas. Coração nas mãos em forma de oferenda. Na alma, profundo senso do sagrado. O chão que pisam, a porta que transpõem, as pessoas que aqui residem, tudo tem para eles significado transcendente. Este é o romeiro de Nossa Senhora Aparecida. Alma pura, simples, do devoto que acredita, que se entrega à proteção dos céus, sem dúvidas ou restrições. Texto: Paulinas Internet No longínquo ano de 1717 uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Primeiro apareceu o corpo e em seguida a cabeça da imagem… Nossa Senhora Aparecida, mãe da família brasileira Os três pescadores, Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, encontraram a imagem da Virgem. Primeiramente, na rede de João Alves apareceu o corpo da imagem, e depois, mais abaixo, a sua cabeça! Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem diante da qual ele e a família começaram a rezar. Aos poucos o povo começou a afluir em grande quantidade à pequena casa do pescador, a fim de pedir graças e milagres à Virgem que “apareceu” nas águas do rio. Assim começou a devoção à Padroeira do Brasil. Nos dias de hoje, quando entramos na sala dos milagres da majestosa Basílica de Aparecida e vemos todas as manifestações de gratidão dos peregrinos e devotos, nos vêm à mente todos os favores que a Mãe da família brasileira concedeu a seus filhos ao longo de quase três séculos…. Nos momentos de aflições e dificuldades, nas horas tristes e sofridas, Maria sempre ouviu as preces do povo brasileiro. Temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Peçamos, pois, a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençõe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré. O Conde, os pescadores e uma imagem Rezam as cronicas da época, que em 1717 Dom Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar, Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais, com grande comitiva, viajou de navio da Corte a Santos. Daí, a cavalo subiu até São Paulo, onde tomou posse do governo, e seguiu rumo à minas de ouro. Em Guaratinguetá, permaneceu de 17 a 30 de outubro. O Conde foi recebido com a pompa e a circunstância possíveis, incluindo suculentos banquetes em que os habitantes lhe proporcionaram o melhor da culinário local. Não podendo faltar os saborosos pescados do Rio Paraíba do Sul, a Câmara Municipal, convocou os mais experientes pescadores para lançar as redes, pois era necessário boa quantidade de peixes. Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, entre outros, puseram as mãos no remo. Mas, por mais que se esforçassem, os animais aquáticos não queriam aparecer. Apareceu, sim, na rede de João Alves, primeiramente o corpo da pequena imagem de Nossa Senhora, e depois, mais abaixo, sua cabeça1 Isso será um sinal? Católicos zelosos que eram, guardaram na canoa o precioso achado, e continuaram lançando as redes. Surpresos, viram repetir-se o fato dezoito séculos atrás no mar da Galiléia: a canoa se encheu de tanto peixe que quase afundou! Os bons ribeirinhos logo atribuíram essa pesca milagrosa à presença da imagem de Nossa Senhora da Conceição, em boa hora aparecida no rio, na altura do Porto de Itaguaçu. O que ocorreu “em todas as condições para ser a descrição de um fato real, um milagre (…) É certo que, para aqueles pescadores, acontecera algo de extraordinário, tanto assim que recolheram os dois pedaços da imagem e os guardaram. Sem dúvida, houve um sinal visível de Deus e os pescadores acreditaram nele. O milagre das velas e outros prodígios Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem , diante da qual ele e a família começaram a rezar, dando início a uma sequência de fatos extraordinários que se repetiram até hoje. O primeiro milagre atribuído à imagem se deu numa noite serena e silenciosa: enquanto a família e vizinhos “cantavam o terço”, duas velas se apagaram sem que ninguém as soprasse, e se acenderam sem que pessoa alguma colocasse fogo nelas. A luz daquelas velas, que se reacenderam miraculosamente naquela noite, iluminou seus corações e despertou neles grande amor e devoção para com Nossa Senhora. Era costume, naquela época de robusta fé, as famílias vizinhas se reunirem aos sábados para rezar o terço e outras orações, e entoar cânticos em louvor da Imaculada Conceição de Maria. Nessas reuniões familiares, além do relatado acima, houve várias manifestações extraordinárias: o nicho com a imagem passou a tremer, esta quase caiu e as velas se apagaram; no móvel onde se encontrava a imagem, várias pessoas ouviram estrondos, repetidas vezes. Tesouro para o povo brasileiro Além dos três pescadores já citados, há outras pessoas muito relacionadas com os primeiros fatos da devoção à imagem, e são citados em documentos daquele tempo: Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, mãe de João e irmã de Felipe; Atanásio Pedroso, filho de Felipe, e Lourenço de Sá. Todos eles viviam na região do encontro da imagem, e com suas famílias, foram os primeiros a lhe prestar culto. A imagem peregrinou durante bom tempo pelas casas dos pescadores, até se fixar em Itaguaçu, lugar do seu encontro, na residência de Atanásio Pedroso, que construiu-lhe um oratório e um altar de madeira, onde, todos os sábados, grupos de famílias iam rezar o terço. Era a maneira de a devoção popular mostrar seu amor e gratidão à excelsa Mãe e suplicar-Lhe proteção. Concomitantemente foram aparecendo adornos na imagem, como mantos e coroas, cada vez mais elaborados à medida que aumentavam os devotos. Em Itaguaçu, Atanásio Pedroso recebeu de seu pai a imagem como legado da família. Percebe, no entanto, anos depois, que ela não mais lhe pertencia (…) Ao lhe construir um oratório e um altar, Atanásio mal se dava conta que estava entregando seu tesouro para o povo brasileiro. Daí em diante a imagem não seria objeto de uma devoção familiar apenas, mas sim do culto de uma Nação. Devoção esta que marcaria profundamente sua religiosidade e contribuiria para conservar a fé e sua fidelidade à Igreja. A imagem representa a Imaculada Conceição, é de terracota, medindo 38cm., mas nunca se soube ao certo qual sua origem. Sendo uma escultura artesanal, tem nos lábios um discreto sorriso, no queixo uma covinha; flores prendem-lhe os cabelos, e um diadema com três pérolas enfeita-lhe a testa. A seus pés a meia lua e a cabeça de um anjo, na descrição de Mafalda Boing. A capelinha Os milagres reforçaram enormemente a nova devoção popular, já com a invocação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. As casas ficaram pequenas para os muitos devotos, e com o apoio decisivo do Padre José Alves Vilela, Pároco da Paróquia de Santo Antônio, de Guaratinguetá, foi construído uma capelinha, Era situada no Itaguaçu, à beira da estrada, num importante entroncamento por onde passavam constantemente caravanas de viajantes. Isso favoreceu a divulgação dos prodígios, aumentando rapidamente o número de devotos. Mas o fator decisivo mesmo era o lenitivo espiritual. “Formou-se a religiosidade dum povo, que invocando-a sentiu que a chama de sua fé, à semelhança da chama das velas do primitivo oratório, sempre se reacendia novamente com as graças e os dons recebidos”. Correntes da escravidão se estatelam no chão Assim como São Pedro na prisão teve as correntes arrebentadas e foi libertado (At 12, 3-7), no final do século dezoito “um escravo fugitivo, qie estava sendo conduzido de colta à fazenda pelo patrão, ao passar diante da capela, pediu-lhe que permitisse subir até à igreja para fazer oração. Enquanto estava em oração diante da imagem, as correntes se soltaram de seu pescoço e de seus pulsos, caindo por terra. Comovido com o sucedido, o fazendeiro o resgatou, depositando no altar o preço do escravo, e o conduziu para casa como um homem livre” A queda das pesadas correntes que prendiam o escravo Zacarias pelo pescoço e pelos pulsos é um eloquente testemunho do poder de intercessão de Maria Santíssima para desatar das prisões do pecado as pessoas arrependidas. Devoção mariana, igreja, povoado Tal como o caminhar da gota de azeite na folha de papel, a devoção mariana sob a nova invocação foi ganhando espaço no mapa brasileiro. Isso significava mais romeiros apinhados na tosca e pequena capela. E sinalizava, por outro lado, que já havia chegado a hora de se conseguir a aprovação episcopal do culto a Nossa Senhora Aparecida, bem como autorização para se construir sua igreja. O zeloso Pe. Vilela se pôs a campo, conseguindo as ditas licenças, e o novo templo foi levantado no Morro dos Coqueiros, sendo inaugurado em 1745, apenas 28 anos após o encontro milagroso da imagenzinha. De casa nova, nossa Santa continuou a acolher as famílias devotas: adultos, jovens, crianças, gente simples, gente importante. Até a Princesa Isabel, o Conde d’Eu, seu marido e os três filhos se associaram às Marias, aos Josés, aos Manuéis, às Aparecidas que começavam a surgir, para saudar a augusta Anfitriã, beijando a imagem e rezando o terço a seus pés. Como quem procura a Mãe encontra também o Filho e José, era a sagrada Família de Nazaré acolhendo as famílias brasileiras! Mas algumas não se contentaram só com visitas. Optaram por morar pertinho da Mãe, surgindo assim o povoado “Capela da Aparecida!, hoje cidade de Aparecida. O já citado Pe. Vilela testemunha que a Virgem favoreceu a todos os moradores com muitas graças e milagres. Em 1748 sacerdotes pregadores destacaram que os frutos das missões nesse povoado foram dos melhores: “(…) a alegre e jubilosa esperança de salvação que todos encontram em cristo pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Romarias de todas as partes As romarias que se iniciaram no tosco oratório do Porto de Itaguaçu continuaram a partir de 1745, na igreja do Morro dos Coqueiros, que a voz do povo batizou de santuário, bem antes de “pais e filhos, parentes e amigos, vinham unidos no mesmo propósito de honrar e venerar a querida Imagem”. Personalidades estrangeiras de destaque, como o cientista alemão Karl von Martius, o botânico francês Augusto de Saint Hilaire e o jornalista português Emílio Zaluar, deixaram depoimentos escritos, atestando a existência das romarias e o consequente poder de atração da imagem. Em 1861, Zaluiar “notou a fé e a alegria contagiante da multidão dos peregrinos. E deu a razão, escrevendo: “A imagem de Nossa Senhora Aparecida, que refulge no altar-mor, parece sorrir a todos os infelizes que a invocam, e a quem jamais negou consolação e esperança.” Em 1884, a 4 de janeiro, o jornal “Correio Paulistano” estampou matéria sobre as romarias oriundas de todo o Império, ressaltando o articulista as saudades que ele sentia do tempo de menino, participando daquelas pias viagens junto com sua família: “Antigamente as Romarias à Capela da Aparecida tinham muito de pitoresco; eram as famílias que se moviam lentamente com os filhos pequenos, os pagens, os camaradas, as mucamas, e o armazém ambulante às costas dos cargueiros”. E observa que, com as mudanças nos hábitos causadas pela estrada de ferro, “acabou-se o encanto daquelas pias viagens”. A nova devoção, refúgio para o povo O sentido espiritual das idas à Capela era muito marcante. Buscava-se curas físicas, é verdade, mas o principal motivo era a devoção, o cumprimento de promessas, exteriorizados com gestos e atitudes: beijar a imagem, aproximar-se de joelhos até o altar, limpar a igreja, percorrer de joelhos a rua que dá acesso à mesma, viajar em silêncio, observar jejum, dar esmolas ou jóias à Capela, ajudar os pobres. Costume curioso: pessoas de posses faziam a promessa de dar a Nossa Senhora um de seus escravos, caso alcançasse a graça desejada. Conseguido o favor, o cativo era libertado e ficava fazendo, de muito boa vontade, trabalhos agrícolas ou outros para o Santuário; alguns que tinham dotes musicais abrilhantavam as cerimônias, pois chegavam a ser organistas “de orelha” ou seja nunca ter estudado música”. Em 1897, um douto sacerdote, Pe. Valentim von Riedl dá esse importante testemunho: “É comovente verem´se senhores e senhoras assistirem de joelhos até três missas em cumprimento de promessa; mais ainda, quando se arrastam de joelhos até o altar da Virgem, ou varrem a igreja, ajuntando as ricas senhoras na ponta de seus longos vestidos o lixo e levando-o para fora. D e fato é uma fé viva e filial, havendo casos de família se privarem de tudo para dar a Nossa Senhora, (…) uma devoção generosa, um amor pronto aos sacrifícios”. E continua seu comentário, ressaltando a influência do culto na vida do povo, afirmando que Maria domina de fato, como Senhora, toda região, e que “esse amor e essa devoção foram a proteção contra a descrença e se tornaram o filão de ouro de sua perseverança na fé católica. Sem esta devoção, teria o povo caído na mais completa indiferença religiosa (…) A razão fundamental, porém, foi a mensagem de esperança e salvação que a Mãe de Deus comunicava a seus filhos abandonados e carentes de assistência religiosa (…) o povo se refugiou na devoção a Nossa Senhora Aparecida. Historicamente – segundo o Pe. Brustoloni – essa falta de assistência religiosa se deveu, pelo menos em grande parte, ao fato de que o Estado, durante quase um século, interferia nos assuntos da Igreja do Brasil, limitando-lhe a liberdade. O governo das dioceses, paróquias e ordens religiosas, bem como a formação de novos sacerdotes ficaram prejudicados, o que dificultou o desabrochar da vida cristã do povo. Citemos dois exemplos da própria Capela da Aparecida: 1) o dinheiro das generosas esmolas dos devotos era administrado por funcionários do governo, pois estes detinham a gerência da capela. 2) Passaram-se 50 anos sem que fosse pregada nenhuma missão. Missionários alemães põem a casa em ordem… Após 1889 foi normalizada essa situação, e pôde-se iniciar a renovação na fé e na disciplina, tão almejada pela Igreja. Como os sacerdotes eram – pelos motivos expostos – poucos e insuficientemente empenhados na evangelização, os bispos recorreram às congregações religiosas européias. E para a Capela de Aparecida, vieram da Alemanha, em 1894, dois padres redentoristas e três irmãos leigos. Com o carisma missionário que lhes é característico, os zelosos filhos de Santo Afonso de Ligório se adaptaram logo Às peculiaridades de nosso povo, e começaram a dar vida nova à comunidade aparecidense. Esta correspondeu às expectativas, tributando-lhes toda admiração e apoio. Com a chegada dos padres alemães – observa Zilda Ribeiro – tudo mudou no Santuário e na Paróquia de Aparecida. Em 1897 o Pe. Valentim von Riedl escrevia: “Antes da nossa chegada não havia culto organizado, não havia missa diariamente e muito menos se atendiam confissões.” Os metódicos alemães instituíram horários para as missas, confissões e atendimentos, e colocaram ordem nas procissões, etc. Sobretudo tocaram os corações dos fiéis com o pão de uma palavra autenticamente evangélica mais simples, que até os mais rudes entendiam. Seus louvores a Nossa Senhora eram muito apreciados pelo povo. Os redentoristas reforçados com a chegada de mais colegas fundaram um seminário e puderem promover missões nas cidades e povoados vizinhos, irradiando assim a renovação espiritual sobre o bom povo de Deus. E sobretudo foram consolidando o Santuário como o nosso mais importante centro de peregrinação, o que desfechou na solene coroação da imagem em 1904. O título de basílica é dado ao Santuário em 1908. Novo templo construído, de 1955 a 1980, sendo chamado de Basílica Nova. Inúteis manifestações de ódio Como não poderia deixar de ser, os que não gostam de nossa Mãe celeste deixaram as marcas de seu ódio gratuito. 1 -Um deles foi um homem de Cuiabá, que se dizia ateu, e quis entrar a cavalo na igreja para desafiar Nossa Senhora, mas não conseguiu. As patas do animal grudaram-se nas pedras. Ele pediu perdão a maria e dirigiu-se, contrito, à imagem para rezar. Isso foi em 1866. 2 – A quebra da imagem na Basílica Velha, em 1978, por um jovem protestante, comoveu o País, e só fez aumentar o amor dos brasileiros à sua Mãe, que a reentronizaram com manifestações de fé e entusiasmo. 3 – O sacrílego pontapé que um pastor “evangélico” desfechou numa imagem de Nossa Senhora Aparecida, em pleno programa televisivo, em 1995, abalou a Nação, mas não a devoção do seu povo. Torrentes de milagres: os ex-votos Haja tempo, papel e tinta para relatar os inúmeros milagres e graças obtidos pela intercessão da Senhora saída das águas, para brasileiras e brasileiros de todas as classes, raças e idades. Desde a menina de Jaboticabal, cega de nascença, que ao chegar diante da Capela de Aparecida, em 1874, passa a enxergar e diz: “Mamãe, que bonita igreja!” até a mulher que foi curada de trombose em São Paulo, em 1984. Mas quem quiser ler esse relato, vá até enorme Salão das Promessas, e consulte o livro sem palavras que existe lá: os milhares de ex-votos, ou sejam objetos que exprimem gratidão pelos milagres acontecidos. Aqui, um par de muletas, inúteis agora ao antigo usuário; lá, a escultura de um braço miraculado; acolá, peça de carro do acidente fatal que não matou; ao lado, desenho de uma máquina quase assassina. Quantos dramas envolvendo famílias inteiras, que nossa Mãe Aparecida solucionou, “estendendo seu olhar sobre nós e nosso lar”. Saibamos ver os oceanos de misericórdia que estão por detrás desses ex-votos. Os Papas e Aparecida Com alegria mencionamos que a instituição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil foi feita pelo Papa Pio XI em 1930. E que o Papa Paulo VI, em 1967, lhe ofertou uma rosa de ouro. Além dos milhares de peregrinos que por lá passaram, inúmeras foram as personalidades importantes que vieram se ajoelhar aos pés de nossa querida Mãe e pedir graças. Entre estas, ao mesmo tempo que rezaram, prestigiaram o Santuário com suas honrosas presenças, os Papas: João Paulo II, que veio em julho de 1980, e nos deixou esse precioso testemunho: “Aqui pulsa, há mais de dois séculos, o coração católico do Brasil. Meta de incessantes peregrinações vindas de todo o país, Aparecida é como disse alguém, a “capital espiritual do Brasil”. Bento XVI que, falando à nossa juventude em maio de 2008, enfatizou: “Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio”. Conclusão: confiar e Orar O que está por trás do poder de atração dos santuários marianos? O esplendor das cerimônias? A beleza das imagens? Alguns santuários tem origem em aparições de uma senhora esplendorosa, que traz para o povo mensagens, fonte de águas milagrosas ou a própria efígie estampada em tecido. E até cenas grandiosas, como a dança do sol presenciada por uma multidão. Mas, por que Aparecida atrai tanta gente? A imagem é pequena e simples, achada num rio, sem nenhuma mensagem nem nada. Você, que acabou de ler estas linhas, ou você, que conhece a Sala das Promessas em Aparecida, facilmente encontrará a explicação: paralíticos que passam a andar, surdos que recuperam a audição, cegos livres da cegueira, etc. São milhares de depoimentos em forma de ex-votos, carregados de gratidão a nossa Mãe Aparecida! Mas, não é para menos, pois Ela aprendeu numa escola divina, a escola de Jesus que passou a vida fazendo o bem. Ou seja, é mais uma prova do poder divino, que através de uma simples e rústica imagem de Maria, realiza prodígios! Prova também a predileção por nosso povo, por nossas famílias. E é uma garantia de que Nossa Senhora Aparecida continuará protegendo a todos os habitantes deste imenso Brasil, sejam quais forem os problemas pessoais ou de outro gênero que tenhamos que enfrentar. A palavra confortadora é confiança! (A Padroeira, os milagres e as famílias, Pe. Luiz Alexandre de Souza) Oração: Ó Senhora da Conceição Aparecida, que fizestes tantos milagres que comprovam Vossa poderosa intercessão junto ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, obtende para nossas famílias as graças de que tanto necessitam. Defendei-nos da violência, das doenças, do desemprego, e sobretudo do pecado, que nos afasta de Vós. Protegei nossos filhos de tantos fatores de deformação da juventude. E concedei a todos os membros de nossas famílias a graça de poderem trilhar o caminho de perfeição e de paz ensinado por Vosso Divino Filho, que afirmou: “Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em Mim. Haveis de ter aflições no mundo; mas tende confiança, Eu venci o mundo!” Amém. #NossaSenhoraAparecida
- Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida – 12 de Outubro
Santo do Dia – 12 de Outubro – Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida Rainha e Padroeira do Brasil A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D.Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto(MG). Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha). No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Vinte anos depois, em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. Em 1929, Nossa Senhora foi proclamada “Rainha do Brasil” e sua padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI. Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo, e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Tornou-se necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, o “maior Santuário Mariano do mundo”. O padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida. O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca que, receosos de naufragarem pelos muitos peixes que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram às suas casas, admirados com o que ocorrera.” Entretanto, o mais simbólico e rico de significado, sem dúvida, foi o milagre das velas pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente. Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828. Uma rosa de ouro para a Virgem Em 1967, ano da comemoração do jubileu dos 250 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o papa Paulo VI ofertou ao Santuário Nacional da Padroeira do Brasil uma Rosa de Ouro. A entrega desta importante honraria aconteceu na manhã do dia 15 de agosto daquele mesmo ano, com a presença de diversas autoridades civis e religiosas, entre elas, o presidente Artur da Costa e Silva. Atualmente, a Rosa de Ouro encontra-se na exposição “Rainha do Céu, Mãe dos Homens: Aparecida do Brasil”, no Museu Nossa Senhora Aparecida, no primeiro andar da Torre Brasília. O que é uma Rosa de Ouro? Os sumos pontífices costumavam oferecer como presente uma Rosa de Ouro, em sinal de particular estima e para distinguir eminentes personalidades que prestavam relevantes serviços à Igreja, ou para honrar cidades, ou ainda para realçar Santuários insignes, como centro de grande devoção. Essa Rosa era artisticamente elaborada segundo o estilo da época. Romeiros de Nossa Senhora Aparecida Dos milhões de romeiros que visitam o Santuário Nacional de Aparecida, muitos são portadores de angústia, outros tantos, da esperança. Esperança de cura, de emprego, de melhores dias, de paz. Eles chegam de ônibus, de carro, de moto, de bicicleta, a cavalo e a pé. São pobres e ricos; são cultos e ignorantes; são homens públicos e cidadãos comuns. Aqui estiveram Papas, príncipes, princesas, presidentes, poetas, padres, bispos, prioras, patrões e empregados. Vieram os pescadores. Muitos cumprem um ritual que começou com seus avós e persiste até hoje. Outros vêm pela primeira vez e ficam perplexos diante do tamanho do Santuário e de sua beleza. A Imagem os extasia. Olhos que buscam, vasculham ou se fecham para ler as mensagens secretas que trazem na alma. Lábios que balbuciam ave-marias, atropeladas pela pressa das muitas intenções. Mãos que seguram as contas do rosário, a vela, o retrato, as flores, o chapéu. Joelhos que se dobram e se arrastam, em atitude de total despojamento. Pés cansados pela procura de suas certezas. Coração nas mãos em forma de oferenda. Na alma, profundo senso do sagrado. O chão que pisam, a porta que transpõem, as pessoas que aqui residem, tudo tem para eles significado transcendente. Este é o romeiro de Nossa Senhora Aparecida. Alma pura, simples, do devoto que acredita, que se entrega à proteção dos céus, sem dúvidas ou restrições. Texto: Paulinas Internet No longínquo ano de 1717 uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Primeiro apareceu o corpo e em seguida a cabeça da imagem… Nossa Senhora Aparecida, mãe da família brasileira Os três pescadores, Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, encontraram a imagem da Virgem. Primeiramente, na rede de João Alves apareceu o corpo da imagem, e depois, mais abaixo, a sua cabeça! Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem diante da qual ele e a família começaram a rezar. Aos poucos o povo começou a afluir em grande quantidade à pequena casa do pescador, a fim de pedir graças e milagres à Virgem que “apareceu” nas águas do rio. Assim começou a devoção à Padroeira do Brasil. Nos dias de hoje, quando entramos na sala dos milagres da majestosa Basílica de Aparecida e vemos todas as manifestações de gratidão dos peregrinos e devotos, nos vêm à mente todos os favores que a Mãe da família brasileira concedeu a seus filhos ao longo de quase três séculos…. Nos momentos de aflições e dificuldades, nas horas tristes e sofridas, Maria sempre ouviu as preces do povo brasileiro. Temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Peçamos, pois, a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençõe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré. O Conde, os pescadores e uma imagem Rezam as cronicas da época, que em 1717 Dom Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar, Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais, com grande comitiva, viajou de navio da Corte a Santos. Daí, a cavalo subiu até São Paulo, onde tomou posse do governo, e seguiu rumo à minas de ouro. Em Guaratinguetá, permaneceu de 17 a 30 de outubro. O Conde foi recebido com a pompa e a circunstância possíveis, incluindo suculentos banquetes em que os habitantes lhe proporcionaram o melhor da culinário local. Não podendo faltar os saborosos pescados do Rio Paraíba do Sul, a Câmara Municipal, convocou os mais experientes pescadores para lançar as redes, pois era necessário boa quantidade de peixes. Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, entre outros, puseram as mãos no remo. Mas, por mais que se esforçassem, os animais aquáticos não queriam aparecer. Apareceu, sim, na rede de João Alves, primeiramente o corpo da pequena imagem de Nossa Senhora, e depois, mais abaixo, sua cabeça1 Isso será um sinal? Católicos zelosos que eram, guardaram na canoa o precioso achado, e continuaram lançando as redes. Surpresos, viram repetir-se o fato dezoito séculos atrás no mar da Galiléia: a canoa se encheu de tanto peixe que quase afundou! Os bons ribeirinhos logo atribuíram essa pesca milagrosa à presença da imagem de Nossa Senhora da Conceição, em boa hora aparecida no rio, na altura do Porto de Itaguaçu. O que ocorreu “em todas as condições para ser a descrição de um fato real, um milagre (…) É certo que, para aqueles pescadores, acontecera algo de extraordinário, tanto assim que recolheram os dois pedaços da imagem e os guardaram. Sem dúvida, houve um sinal visível de Deus e os pescadores acreditaram nele. O milagre das velas e outros prodígios Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem , diante da qual ele e a família começaram a rezar, dando início a uma sequência de fatos extraordinários que se repetiram até hoje. O primeiro milagre atribuído à imagem se deu numa noite serena e silenciosa: enquanto a família e vizinhos “cantavam o terço”, duas velas se apagaram sem que ninguém as soprasse, e se acenderam sem que pessoa alguma colocasse fogo nelas. A luz daquelas velas, que se reacenderam miraculosamente naquela noite, iluminou seus corações e despertou neles grande amor e devoção para com Nossa Senhora. Era costume, naquela época de robusta fé, as famílias vizinhas se reunirem aos sábados para rezar o terço e outras orações, e entoar cânticos em louvor da Imaculada Conceição de Maria. Nessas reuniões familiares, além do relatado acima, houve várias manifestações extraordinárias: o nicho com a imagem passou a tremer, esta quase caiu e as velas se apagaram; no móvel onde se encontrava a imagem, várias pessoas ouviram estrondos, repetidas vezes. Tesouro para o povo brasileiro Além dos três pescadores já citados, há outras pessoas muito relacionadas com os primeiros fatos da devoção à imagem, e são citados em documentos daquele tempo: Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, mãe de João e irmã de Felipe; Atanásio Pedroso, filho de Felipe, e Lourenço de Sá. Todos eles viviam na região do encontro da imagem, e com suas famílias, foram os primeiros a lhe prestar culto. A imagem peregrinou durante bom tempo pelas casas dos pescadores, até se fixar em Itaguaçu, lugar do seu encontro, na residência de Atanásio Pedroso, que construiu-lhe um oratório e um altar de madeira, onde, todos os sábados, grupos de famílias iam rezar o terço. Era a maneira de a devoção popular mostrar seu amor e gratidão à excelsa Mãe e suplicar-Lhe proteção. Concomitantemente foram aparecendo adornos na imagem, como mantos e coroas, cada vez mais elaborados à medida que aumentavam os devotos. Em Itaguaçu, Atanásio Pedroso recebeu de seu pai a imagem como legado da família. Percebe, no entanto, anos depois, que ela não mais lhe pertencia (…) Ao lhe construir um oratório e um altar, Atanásio mal se dava conta que estava entregando seu tesouro para o povo brasileiro. Daí em diante a imagem não seria objeto de uma devoção familiar apenas, mas sim do culto de uma Nação. Devoção esta que marcaria profundamente sua religiosidade e contribuiria para conservar a fé e sua fidelidade à Igreja. A imagem representa a Imaculada Conceição, é de terracota, medindo 38cm., mas nunca se soube ao certo qual sua origem. Sendo uma escultura artesanal, tem nos lábios um discreto sorriso, no queixo uma covinha; flores prendem-lhe os cabelos, e um diadema com três pérolas enfeita-lhe a testa. A seus pés a meia lua e a cabeça de um anjo, na descrição de Mafalda Boing. A capelinha Os milagres reforçaram enormemente a nova devoção popular, já com a invocação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. As casas ficaram pequenas para os muitos devotos, e com o apoio decisivo do Padre José Alves Vilela, Pároco da Paróquia de Santo Antônio, de Guaratinguetá, foi construído uma capelinha, Era situada no Itaguaçu, à beira da estrada, num importante entroncamento por onde passavam constantemente caravanas de viajantes. Isso favoreceu a divulgação dos prodígios, aumentando rapidamente o número de devotos. Mas o fator decisivo mesmo era o lenitivo espiritual. “Formou-se a religiosidade dum povo, que invocando-a sentiu que a chama de sua fé, à semelhança da chama das velas do primitivo oratório, sempre se reacendia novamente com as graças e os dons recebidos”. Correntes da escravidão se estatelam no chão Assim como São Pedro na prisão teve as correntes arrebentadas e foi libertado (At 12, 3-7), no final do século dezoito “um escravo fugitivo, qie estava sendo conduzido de colta à fazenda pelo patrão, ao passar diante da capela, pediu-lhe que permitisse subir até à igreja para fazer oração. Enquanto estava em oração diante da imagem, as correntes se soltaram de seu pescoço e de seus pulsos, caindo por terra. Comovido com o sucedido, o fazendeiro o resgatou, depositando no altar o preço do escravo, e o conduziu para casa como um homem livre” A queda das pesadas correntes que prendiam o escravo Zacarias pelo pescoço e pelos pulsos é um eloquente testemunho do poder de intercessão de Maria Santíssima para desatar das prisões do pecado as pessoas arrependidas. Devoção mariana, igreja, povoado Tal como o caminhar da gota de azeite na folha de papel, a devoção mariana sob a nova invocação foi ganhando espaço no mapa brasileiro. Isso significava mais romeiros apinhados na tosca e pequena capela. E sinalizava, por outro lado, que já havia chegado a hora de se conseguir a aprovação episcopal do culto a Nossa Senhora Aparecida, bem como autorização para se construir sua igreja. O zeloso Pe. Vilela se pôs a campo, conseguindo as ditas licenças, e o novo templo foi levantado no Morro dos Coqueiros, sendo inaugurado em 1745, apenas 28 anos após o encontro milagroso da imagenzinha. De casa nova, nossa Santa continuou a acolher as famílias devotas: adultos, jovens, crianças, gente simples, gente importante. Até a Princesa Isabel, o Conde d’Eu, seu marido e os três filhos se associaram às Marias, aos Josés, aos Manuéis, às Aparecidas que começavam a surgir, para saudar a augusta Anfitriã, beijando a imagem e rezando o terço a seus pés. Como quem procura a Mãe encontra também o Filho e José, era a sagrada Família de Nazaré acolhendo as famílias brasileiras! Mas algumas não se contentaram só com visitas. Optaram por morar pertinho da Mãe, surgindo assim o povoado “Capela da Aparecida!, hoje cidade de Aparecida. O já citado Pe. Vilela testemunha que a Virgem favoreceu a todos os moradores com muitas graças e milagres. Em 1748 sacerdotes pregadores destacaram que os frutos das missões nesse povoado foram dos melhores: “(…) a alegre e jubilosa esperança de salvação que todos encontram em cristo pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Romarias de todas as partes As romarias que se iniciaram no tosco oratório do Porto de Itaguaçu continuaram a partir de 1745, na igreja do Morro dos Coqueiros, que a voz do povo batizou de santuário, bem antes de “pais e filhos, parentes e amigos, vinham unidos no mesmo propósito de honrar e venerar a querida Imagem”. Personalidades estrangeiras de destaque, como o cientista alemão Karl von Martius, o botânico francês Augusto de Saint Hilaire e o jornalista português Emílio Zaluar, deixaram depoimentos escritos, atestando a existência das romarias e o consequente poder de atração da imagem. Em 1861, Zaluiar “notou a fé e a alegria contagiante da multidão dos peregrinos. E deu a razão, escrevendo: “A imagem de Nossa Senhora Aparecida, que refulge no altar-mor, parece sorrir a todos os infelizes que a invocam, e a quem jamais negou consolação e esperança.” Em 1884, a 4 de janeiro, o jornal “Correio Paulistano” estampou matéria sobre as romarias oriundas de todo o Império, ressaltando o articulista as saudades que ele sentia do tempo de menino, participando daquelas pias viagens junto com sua família: “Antigamente as Romarias à Capela da Aparecida tinham muito de pitoresco; eram as famílias que se moviam lentamente com os filhos pequenos, os pagens, os camaradas, as mucamas, e o armazém ambulante às costas dos cargueiros”. E observa que, com as mudanças nos hábitos causadas pela estrada de ferro, “acabou-se o encanto daquelas pias viagens”. A nova devoção, refúgio para o povo O sentido espiritual das idas à Capela era muito marcante. Buscava-se curas físicas, é verdade, mas o principal motivo era a devoção, o cumprimento de promessas, exteriorizados com gestos e atitudes: beijar a imagem, aproximar-se de joelhos até o altar, limpar a igreja, percorrer de joelhos a rua que dá acesso à mesma, viajar em silêncio, observar jejum, dar esmolas ou jóias à Capela, ajudar os pobres. Costume curioso: pessoas de posses faziam a promessa de dar a Nossa Senhora um de seus escravos, caso alcançasse a graça desejada. Conseguido o favor, o cativo era libertado e ficava fazendo, de muito boa vontade, trabalhos agrícolas ou outros para o Santuário; alguns que tinham dotes musicais abrilhantavam as cerimônias, pois chegavam a ser organistas “de orelha” ou seja nunca ter estudado música”. Em 1897, um douto sacerdote, Pe. Valentim von Riedl dá esse importante testemunho: “É comovente verem´se senhores e senhoras assistirem de joelhos até três missas em cumprimento de promessa; mais ainda, quando se arrastam de joelhos até o altar da Virgem, ou varrem a igreja, ajuntando as ricas senhoras na ponta de seus longos vestidos o lixo e levando-o para fora. D e fato é uma fé viva e filial, havendo casos de família se privarem de tudo para dar a Nossa Senhora, (…) uma devoção generosa, um amor pronto aos sacrifícios”. E continua seu comentário, ressaltando a influência do culto na vida do povo, afirmando que Maria domina de fato, como Senhora, toda região, e que “esse amor e essa devoção foram a proteção contra a descrença e se tornaram o filão de ouro de sua perseverança na fé católica. Sem esta devoção, teria o povo caído na mais completa indiferença religiosa (…) A razão fundamental, porém, foi a mensagem de esperança e salvação que a Mãe de Deus comunicava a seus filhos abandonados e carentes de assistência religiosa (…) o povo se refugiou na devoção a Nossa Senhora Aparecida. Historicamente – segundo o Pe. Brustoloni – essa falta de assistência religiosa se deveu, pelo menos em grande parte, ao fato de que o Estado, durante quase um século, interferia nos assuntos da Igreja do Brasil, limitando-lhe a liberdade. O governo das dioceses, paróquias e ordens religiosas, bem como a formação de novos sacerdotes ficaram prejudicados, o que dificultou o desabrochar da vida cristã do povo. Citemos dois exemplos da própria Capela da Aparecida: 1) o dinheiro das generosas esmolas dos devotos era administrado por funcionários do governo, pois estes detinham a gerência da capela. 2) Passaram-se 50 anos sem que fosse pregada nenhuma missão. Missionários alemães põem a casa em ordem… Após 1889 foi normalizada essa situação, e pôde-se iniciar a renovação na fé e na disciplina, tão almejada pela Igreja. Como os sacerdotes eram – pelos motivos expostos – poucos e insuficientemente empenhados na evangelização, os bispos recorreram às congregações religiosas européias. E para a Capela de Aparecida, vieram da Alemanha, em 1894, dois padres redentoristas e três irmãos leigos. Com o carisma missionário que lhes é característico, os zelosos filhos de Santo Afonso de Ligório se adaptaram logo Às peculiaridades de nosso povo, e começaram a dar vida nova à comunidade aparecidense. Esta correspondeu às expectativas, tributando-lhes toda admiração e apoio. Com a chegada dos padres alemães – observa Zilda Ribeiro – tudo mudou no Santuário e na Paróquia de Aparecida. Em 1897 o Pe. Valentim von Riedl escrevia: “Antes da nossa chegada não havia culto organizado, não havia missa diariamente e muito menos se atendiam confissões.” Os metódicos alemães instituíram horários para as missas, confissões e atendimentos, e colocaram ordem nas procissões, etc. Sobretudo tocaram os corações dos fiéis com o pão de uma palavra autenticamente evangélica mais simples, que até os mais rudes entendiam. Seus louvores a Nossa Senhora eram muito apreciados pelo povo. Os redentoristas reforçados com a chegada de mais colegas fundaram um seminário e puderem promover missões nas cidades e povoados vizinhos, irradiando assim a renovação espiritual sobre o bom povo de Deus. E sobretudo foram consolidando o Santuário como o nosso mais importante centro de peregrinação, o que desfechou na solene coroação da imagem em 1904. O título de basílica é dado ao Santuário em 1908. Novo templo construído, de 1955 a 1980, sendo chamado de Basílica Nova. Inúteis manifestações de ódio Como não poderia deixar de ser, os que não gostam de nossa Mãe celeste deixaram as marcas de seu ódio gratuito. 1 -Um deles foi um homem de Cuiabá, que se dizia ateu, e quis entrar a cavalo na igreja para desafiar Nossa Senhora, mas não conseguiu. As patas do animal grudaram-se nas pedras. Ele pediu perdão a maria e dirigiu-se, contrito, à imagem para rezar. Isso foi em 1866. 2 – A quebra da imagem na Basílica Velha, em 1978, por um jovem protestante, comoveu o País, e só fez aumentar o amor dos brasileiros à sua Mãe, que a reentronizaram com manifestações de fé e entusiasmo. 3 – O sacrílego pontapé que um pastor “evangélico” desfechou numa imagem de Nossa Senhora Aparecida, em pleno programa televisivo, em 1995, abalou a Nação, mas não a devoção do seu povo. Torrentes de milagres: os ex-votos Haja tempo, papel e tinta para relatar os inúmeros milagres e graças obtidos pela intercessão da Senhora saída das águas, para brasileiras e brasileiros de todas as classes, raças e idades. Desde a menina de Jaboticabal, cega de nascença, que ao chegar diante da Capela de Aparecida, em 1874, passa a enxergar e diz: “Mamãe, que bonita igreja!” até a mulher que foi curada de trombose em São Paulo, em 1984. Mas quem quiser ler esse relato, vá até enorme Salão das Promessas, e consulte o livro sem palavras que existe lá: os milhares de ex-votos, ou sejam objetos que exprimem gratidão pelos milagres acontecidos. Aqui, um par de muletas, inúteis agora ao antigo usuário; lá, a escultura de um braço miraculado; acolá, peça de carro do acidente fatal que não matou; ao lado, desenho de uma máquina quase assassina. Quantos dramas envolvendo famílias inteiras, que nossa Mãe Aparecida solucionou, “estendendo seu olhar sobre nós e nosso lar”. Saibamos ver os oceanos de misericórdia que estão por detrás desses ex-votos. Os Papas e Aparecida Com alegria mencionamos que a instituição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil foi feita pelo Papa Pio XI em 1930. E que o Papa Paulo VI, em 1967, lhe ofertou uma rosa de ouro. Além dos milhares de peregrinos que por lá passaram, inúmeras foram as personalidades importantes que vieram se ajoelhar aos pés de nossa querida Mãe e pedir graças. Entre estas, ao mesmo tempo que rezaram, prestigiaram o Santuário com suas honrosas presenças, os Papas: João Paulo II, que veio em julho de 1980, e nos deixou esse precioso testemunho: “Aqui pulsa, há mais de dois séculos, o coração católico do Brasil. Meta de incessantes peregrinações vindas de todo o país, Aparecida é como disse alguém, a “capital espiritual do Brasil”. Bento XVI que, falando à nossa juventude em maio de 2008, enfatizou: “Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio”. Conclusão: confiar e Orar O que está por trás do poder de atração dos santuários marianos? O esplendor das cerimônias? A beleza das imagens? Alguns santuários tem origem em aparições de uma senhora esplendorosa, que traz para o povo mensagens, fonte de águas milagrosas ou a própria efígie estampada em tecido. E até cenas grandiosas, como a dança do sol presenciada por uma multidão. Mas, por que Aparecida atrai tanta gente? A imagem é pequena e simples, achada num rio, sem nenhuma mensagem nem nada. Você, que acabou de ler estas linhas, ou você, que conhece a Sala das Promessas em Aparecida, facilmente encontrará a explicação: paralíticos que passam a andar, surdos que recuperam a audição, cegos livres da cegueira, etc. São milhares de depoimentos em forma de ex-votos, carregados de gratidão a nossa Mãe Aparecida! Mas, não é para menos, pois Ela aprendeu numa escola divina, a escola de Jesus que passou a vida fazendo o bem. Ou seja, é mais uma prova do poder divino, que através de uma simples e rústica imagem de Maria, realiza prodígios! Prova também a predileção por nosso povo, por nossas famílias. E é uma garantia de que Nossa Senhora Aparecida continuará protegendo a todos os habitantes deste imenso Brasil, sejam quais forem os problemas pessoais ou de outro gênero que tenhamos que enfrentar. A palavra confortadora é confiança! (A Padroeira, os milagres e as famílias, Pe. Luiz Alexandre de Souza) Oração: Ó Senhora da Conceição Aparecida, que fizestes tantos milagres que comprovam Vossa poderosa intercessão junto ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, obtende para nossas famílias as graças de que tanto necessitam. Defendei-nos da violência, das doenças, do desemprego, e sobretudo do pecado, que nos afasta de Vós. Protegei nossos filhos de tantos fatores de deformação da juventude. E concedei a todos os membros de nossas famílias a graça de poderem trilhar o caminho de perfeição e de paz ensinado por Vosso Divino Filho, que afirmou: “Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em Mim. Haveis de ter aflições no mundo; mas tende confiança, Eu venci o mundo!” Amém. #NossaSenhoraAparecida
- Homilia | Entenda por que a Confissão é não só importante, mas necessária!
O mandamento de amar a Deus e ao próximo só pode ser cumprido com o auxílio do próprio Criador, que infunde em nossas almas a sua caridade sobrenatural. No Antigo Testamento, uma alma que tivesse ofendido gravemente a Deus, só podia restaurar essa amizade com Ele pelo “milagre” da contrição perfeita (isto é, de um arrependimento vindo do amor para com Deus, mais que do medo de condenação eterna). Na Nova Aliança, porém, inaugurada por Nosso Senhor, fomos presenteados com um grande auxílio: os sacramentos, sobretudo dos que nos põem em “estado de graça”, isto é, o Batismo e a Penitência (também chamada de Confissão). Por meio deles, até quem faz um ato de contrição perfeita, pode ter a paz e segurança de ser perdoado de seus pecados através do ministério sagrado dos sacerdotes católicos. Esta homilia foi feita pelo Padre Paulo Ricardo no dia 9 de outubro de 2019, durante Missa matutina, na Paróquia Cristo Rei, de Várzea Grande (MT). Evangelho (Lc 11,1-4) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Recebestes um espírito de adoção, no qual chamamos Aba! Pai! (Rm 8,15bc) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 1 Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2 Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia | Entenda por que a Confissão é não só importante, mas necessária!
O mandamento de amar a Deus e ao próximo só pode ser cumprido com o auxílio do próprio Criador, que infunde em nossas almas a sua caridade sobrenatural. No Antigo Testamento, uma alma que tivesse ofendido gravemente a Deus, só podia restaurar essa amizade com Ele pelo “milagre” da contrição perfeita (isto é, de um arrependimento vindo do amor para com Deus, mais que do medo de condenação eterna). Na Nova Aliança, porém, inaugurada por Nosso Senhor, fomos presenteados com um grande auxílio: os sacramentos, sobretudo dos que nos põem em “estado de graça”, isto é, o Batismo e a Penitência (também chamada de Confissão). Por meio deles, até quem faz um ato de contrição perfeita, pode ter a paz e segurança de ser perdoado de seus pecados através do ministério sagrado dos sacerdotes católicos. Esta homilia foi feita pelo Padre Paulo Ricardo no dia 9 de outubro de 2019, durante Missa matutina, na Paróquia Cristo Rei, de Várzea Grande (MT). Evangelho (Lc 11,1-4) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Recebestes um espírito de adoção, no qual chamamos Aba! Pai! (Rm 8,15bc) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 1 Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2 Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santo Alexandre Sauli – Santo do Dia – 11 de Outubro
SANTO DO DIA – 11 DE OUTUBRO – SANTO ALEXANDRE SAULI Bispo (1534-1593) Para dar prova da própria vocação religiosa, aos 17 anos, Alexandre, nascido em Milão, de nobre família genovesa, improvisou-se em pregador, subindo a um palanque de caixas de hortaliças na praça pública do mercado milanês. E, diante de um público atônito e curioso, falou de Deus e da fugacidade existente neste mundo. Mal deixara para trás uma brilhante carreira no séquito do imperador Carlos V, juntou-se aos clérigos regulares de São Paulo, conhecidos com o nome de barnabitas. Entre outros dotes, possuía uma memória formidável. Memorizava tratados inteiros da Suma Teológica de são Tomás e as obras dos padres da Igreja. Tinha sobretudo uma grande devoção à Virgem, à qual se havia consagrado ainda jovem com um voto particular de castidade. Ordenado sacerdote em 1556, durante a celebração da missa foi assistido por um confrade que tinha o encargo de recordar-lhe em que ponto estava da celebração da Eucaristia — não porque tivesse facilidade de se distrair, mas, sim, para trazê-lo de volta à terra, depois de frequentes arroubos e êxtases. Com apenas 33 anos foi eleito superior geral da ordem. Depois, o papa são Pio V o nomeou bispo e foi consagrado por um outro santo, são Carlos Borromeu, bispo de Milão, seu discípulo e amigo, e destinado à diocese de Aleria, na Córsega. A pobreza do lugar e a total desorganização da igreja local não o espantaram. “Aqui, ao menos Deus não nos faltará”, foi seu comentário. Por 20 anos, trabalhou sem poupar esforços, reformando, corrigindo, socorrendo. Muitas vezes se interpôs como pacificador nas frequentes vinganças entre famílias e entre regiões. Foi um pai solícito pelo bem material e espiritual e autêntico mestre da vida cristã. Por sua heroica dedicação, mereceu o título de “anjo tutelar, pai dos pobres, apóstolo da Córsega”. Depois, foi destinado à sede de Pávia pelo papa Gregório XIV. Morreu pouco depois em Caloso d’Asti. Foi canonizado em 1904. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. #SantodoDia
- Santo Alexandre Sauli – Santo do Dia – 11 de Outubro
SANTO DO DIA – 11 DE OUTUBRO – SANTO ALEXANDRE SAULI Bispo (1534-1593) Para dar prova da própria vocação religiosa, aos 17 anos, Alexandre, nascido em Milão, de nobre família genovesa, improvisou-se em pregador, subindo a um palanque de caixas de hortaliças na praça pública do mercado milanês. E, diante de um público atônito e curioso, falou de Deus e da fugacidade existente neste mundo. Mal deixara para trás uma brilhante carreira no séquito do imperador Carlos V, juntou-se aos clérigos regulares de São Paulo, conhecidos com o nome de barnabitas. Entre outros dotes, possuía uma memória formidável. Memorizava tratados inteiros da Suma Teológica de são Tomás e as obras dos padres da Igreja. Tinha sobretudo uma grande devoção à Virgem, à qual se havia consagrado ainda jovem com um voto particular de castidade. Ordenado sacerdote em 1556, durante a celebração da missa foi assistido por um confrade que tinha o encargo de recordar-lhe em que ponto estava da celebração da Eucaristia — não porque tivesse facilidade de se distrair, mas, sim, para trazê-lo de volta à terra, depois de frequentes arroubos e êxtases. Com apenas 33 anos foi eleito superior geral da ordem. Depois, o papa são Pio V o nomeou bispo e foi consagrado por um outro santo, são Carlos Borromeu, bispo de Milão, seu discípulo e amigo, e destinado à diocese de Aleria, na Córsega. A pobreza do lugar e a total desorganização da igreja local não o espantaram. “Aqui, ao menos Deus não nos faltará”, foi seu comentário. Por 20 anos, trabalhou sem poupar esforços, reformando, corrigindo, socorrendo. Muitas vezes se interpôs como pacificador nas frequentes vinganças entre famílias e entre regiões. Foi um pai solícito pelo bem material e espiritual e autêntico mestre da vida cristã. Por sua heroica dedicação, mereceu o título de “anjo tutelar, pai dos pobres, apóstolo da Córsega”. Depois, foi destinado à sede de Pávia pelo papa Gregório XIV. Morreu pouco depois em Caloso d’Asti. Foi canonizado em 1904. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. #SantodoDia
- Homilia Diária | Só uma coisa não nos será tirada
Terça-feira da 27.ª Semana do Tempo Comum A grande diferença entre as irmãs Marta e Maria não é, como às vezes se pensa, entre a vida ativa, de um lado, e a contemplativa, de outro, já que ambas são dignas e necessárias a todo santo, ainda que em doses diversas. Na verdade, o que faz Marta ser docemente repreendida e Maria, justamente elogiada, é o foco que falta à primeira e sobeja na segunda: foco naquele “único necessário” que não nos será tirado, ao contrário das muitas panelas entre as quais, agitados, tanto nos preocupamos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 10 de outubro, e venha meditar sobre mais esta página do santo evangelho Santo do Dia: Francisco Bórgia Evangelho (Lc 10,38-42) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Só uma coisa não nos será tirada
Terça-feira da 27.ª Semana do Tempo Comum A grande diferença entre as irmãs Marta e Maria não é, como às vezes se pensa, entre a vida ativa, de um lado, e a contemplativa, de outro, já que ambas são dignas e necessárias a todo santo, ainda que em doses diversas. Na verdade, o que faz Marta ser docemente repreendida e Maria, justamente elogiada, é o foco que falta à primeira e sobeja na segunda: foco naquele “único necessário” que não nos será tirado, ao contrário das muitas panelas entre as quais, agitados, tanto nos preocupamos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 10 de outubro, e venha meditar sobre mais esta página do santo evangelho Santo do Dia: Francisco Bórgia Evangelho (Lc 10,38-42) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Francisco Borja (ou Bórgia) – Santo do Dia – 10 de Outubro
SANTO DO DIA – 10 DE OUTUBRO – SÃO FRANCISCO BORJA (OU BÓRGIA) Sacerdote (1510-1572) Típico exemplo da nobreza espanhola, gentil e refinado, generoso e empreendedor, Francisco de Borja, bisneto do papa Alexandre VI e de Fernando II de Aragão, resume em seus 62 anos de vida o contraditório mundo quinhentista — luzes e sombras de onde emergem figuras de grandes santos, numa época de violentas contestações também no campo religioso. Primogênito de João de Borja, duque de Gandia (Valência), Francisco formou-se na corte de Carlos V, que o adornou com o título de ‘marquês’ aos 20 anos. No ano anterior havia se casado: um casamento feliz, alegrado por oito filhos em dez anos. Da prematura morte da mulher e imperatriz, Francisco deduziu o sentido da caducidade de tudo e decidiu dedicar-se ao serviço de um Senhor “que nunca pudesse morrer”. Exerceu por quatro anos o cargo de governador da Catalunha, embora secretamente votado à vida religiosa. A alta posição que ocupava permitiu-lhe, nesse tempo, estabelecer os filhos. O encontro com o jesuíta Pedro Fabro foi determinante. Em 1546, fechou definitivamente a porta às honras mundanas e, demitindo-se dos altos cargos, depois de haver feito os exercícios espirituais, emitiu voto de castidade, empenhando-se com outro voto a ingressar na Companhia de Jesus. E o fez, de modo efetivo, em 1548 e, oficialmente, dois anos depois. Nesse meio-tempo renunciara ao ducado de Gandia. Em Roma, foi acolhido pelo próprio santo Inácio de Loyola, e a 26 de maio de 1551, celebrou a primeira missa. As honrarias — que o haviam perseguido desde a juventude na corte da Espanha — continuaram a persegui-lo também na vida religiosa, a tal ponto que Francisco se apressou em emitir todos os votos da Companhia de Jesus, dos quais um veta a aceitação de dignidades eclesiásticas. Apenas soube que o imperador Carlos V propusera seu nome ao papa para a púrpura cardinalícia. Mas não pôde subtrair-se, em 1555, à eleição ao mais alto cargo no seio da companhia, cujo capítulo o elegeu geral. Francisco exerceu esse cargo até a morte, que o colheu em Ferrara. Foi canonizado em 1671. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Francisco Borja Decidido a nunca mais servir um soberano que pudesse morrer, o Duque de Gandia abandonou a corte para se pôr nas mãos de Santo Inácio. Na Companhia de Jesus, haveria de ser grande na santidade, no governo e na dor. A imperial Toledo trocou as habituais vestes festivas pelo negro de luto naquele 1º de maio de 1539. A morte viera bater às portas de suas muralhas, ceifando a preciosa vida da imperatriz Isabel, cujo passamento deixou no esposo, Carlos V, e em todo o povo espanhol, uma tristeza inconsolável. O formoso semblante da mais bela soberana das cortes europeias não mais encantaria a nobreza e a plebe. Só cabia sepultá-la junto a seus avós Fernando e Isabel, os Reis Católicos. Partiu, pois, para Granada um faustoso préstito conduzindo seus restos mortais. O imperador confiou os cuidados do traslado a um homem da máxima confiança, para que nenhum imprevisto viesse aumentar sua dor, de si já tão grande. Era ele Francisco de Borja, Marquês de Lombay, dedicado vassalo da mais alta linhagem, o qual lastimava como ninguém o fato de a imperatriz ter deixado esta vida no auge de sua esplendorosa existência. Silencioso e reflexivo, avançava à testa do cortejo que cruzou quase metade do país, chegando a Granada, onde o aguardava o monarca. “Nunca mais servirei um senhor que possa vir a morrer” O longo trajeto propiciou ao jovem marquês graves e profundas meditações sobre o fim último do homem, semeando bons propósitos em seu interior, pois não em vão promete o Eclesiástico: “Pensa nos teus novíssimos e não pecarás eternamente” (Eclo 7, 40). O acontecido fez evanescer a seus olhos as esperanças até então depositadas nas honras e dignidades deste mundo, uma vez que à sua senhora de nada serviram quando Deus a chamou para junto de Si. Mas o instante decisivo ainda estava por vir. Com efeito, “depois de morta, a imperatriz pagou os serviços que lhe prestara em vida o marquês; estando viva, nunca fez a nosso Dom Francisco tão grande bem como fez sendo já defunta, como se verá pelo que em seguida aconteceu”.1 Ao chegar a Granada, precisava o marquês testemunhar perante os notários ser realmente aquele o corpo da soberana. Mas ao abrir-se o caixão, espalhou-se no mesmo instante por todo o recinto o pior dos odores e constatou-se ser impossível reconhecer naquele cadáver, já putrefato, os traços daquela cuja beleza fora objeto da admiração geral. Ali mesmo, depois de cumprir sua dolorosa obrigação, Francisco de Borja consumou com uma resolução concreta as inspirações vindas da graça. Uma famosa sentença, tantas vezes repetida pelos seus biógrafos, teria selado essa decisão: “Nunca mais servirei um senhor que possa vir a morrer!”. E assim como Isabel perecera para esta vida, o futuro Duque de Gandia estava, dali em diante, morto para o mundo. Continuou ainda, é verdade, desempenhando suas obrigações e frequentando a corte, porque as circunstâncias o impediam de abandoná-la, mas isso seria apenas uma questão de tempo. Tal mudança decisiva de espírito deu-se quando ele contava 28 anos, dividindo sua existência em duas fases bem distintas. O cristão exemplar que fora até então, transformou-se interiormente no santo religioso cuja virtude “lavaria a mancha que outros tinham lançado sobre o seu nome de família”.2 Homem de confiança do imperador Francisco de Borja y Aragón-Gurrea nasceu em 28 de outubro de 1510, no palácio que a família possuía em Gandia, a uns 60 km de Valência. Era filho primogênito do terceiro Duque de Gandia e estava aparentado por linha materna com o Rei Católico, Fernando I de Aragão. Ainda menino perdeu a progenitora e conviveu muito pouco com o pai, homem intensamente dedicado aos assuntos do Estado. Após ter recebido a mais completa educação que o século de ouro espanhol podia oferecer, foi enviado a servir como pajem na corte, onde desempenhou brilhante papel. Não tardou o imperador Carlos em perceber o valor desse jovem, no qual estavam reunidas todas as qualidades que se poderia esperar de alguém de sua linhagem, sustentadas e sublimadas por notável humildade. Aos 18 anos, por conselho da imperatriz, Francisco contraíra núpcias com uma das mais nobres e virtuosas damas da corte: Dona Leonor de Castro Melo e Menezes. Com ela teve oito filhos, todos educados segundo seu exemplo de justiça e piedade. Por ocasião desse casamento, Carlos V outorgou-lhe o título de Marquês de Lombay e nomeou-o Cavalariço-Mor da imperatriz. E, pouco depois da morte da soberana, confiou-lhe o encargo extremamente árduo e delicado de Vice- Rei da Catalunha, porque “julgou Borja competente para começar pelo governo mais difícil”.3 Não eram poucas nem de pouca monta as obrigações que o espinhoso cargo lhe impunha. Porém, em meio a todas elas, o Marquês mantinha-se assíduo na oração e cultivava o costume da Comunhão diária, séculos antes de este se tornar comum entre os fiéis. “O Duque Santo” Com o falecimento de seu pai, em 1543, Francisco de Borja tornou-se o novo Duque de Gandia, título que trazia anexa a dignidade de Grande de Espanha, da qual desfrutavam apenas os 25 principais nobres do reino. Logo perceberam seus súditos como eram beneficiados em todos os sentidos pelo invulgar governante e passaram a chamá-lo de “o Duque Santo”. Transparecia nele a bondade de sua alma “harmoniosa, serena, digna e delicada”, qualidades para as quais contribuíam “sua nobre educação, sua fervorosa, implacável e constante ascese”. Mas o anseio de abandonar o mundo falava em seu coração mais forte do que todas as grandezas terrenas. E a morte da esposa em 1546, quando ele contava apenas 36 anos, veio possibilitar a realização de seus desejos de entregar-se por inteiro à vida de perfeição. Um fato ocorrido bem mais tarde, quando esteve em visita a Portugal, já como membro da Companhia de Jesus, ilustra o impacto provocado por essa decisão. Convidado de improviso a pregar na Catedral de Évora, o santo lamentou não estar preparado para tanto e pediu licença para não fazê-lo. O Cardeal Infante Dom Henrique, contudo, saiu-se com esta réplica: “Para sermão basta verem minhas ovelhas no púlpito um homem que deixou tanto por Deus”.5 Admitido em segredo na Companhia Nessa época, outro espanhol de nobre estirpe, que tudo abandonara para dedicar-se exclusivamente ao serviço de Deus, consolidava em Roma a sua providencial fundação, alicerçando com sabedoria uma obra iniciada com audácia: era Inácio de Loyola expandindo a Companhia de Jesus. Francisco de Borja admirava essa nova família espiritual, então nos seus primeiros anos de existência. Certo dia de 1541, na qualidade de Vice-Rei da Catalunha, escreveu a Inácio uma carta. Tendo-a em mãos, o santo fundador proferiu um surpreendente vaticínio: “Quem acreditaria que, com o tempo, este senhor entrará na Companhia e virá governá-la em Roma?”.6 Cerca de sete anos depois, o Duque de Gandia – já viúvo e ignorando essa previsão – procurava saber em qual Ordem religiosa Deus o queria. Na dúvida, consultou seu confessor, o franciscano Frei João Texeda, o qual lhe respondeu: “Vossa Senhoria deve entrar na Companhia de Jesus”.7 O conselho realmente vinha de encontro às suas aspirações interiores, fato que o levou a escrever a Santo Inácio, e este o admitiu logo na Ordem Jesuíta. Recomendou-lhe, porém, manter por enquanto tudo em segredo até que estivesse livre das obrigações inerentes ao ducado de Gandia e à sua família. Assim, ele fez a profissão em fevereiro de 1548, dando mostras de impressionante compenetração, mas continuou a exercer suas importantes funções públicas. Em agosto de 1550, recebeu o doutorado, finalizando os estudos preparatórios para o sacerdócio, assinou seu testamento e transferiu provisoriamente o governo do Ducado de Gandia ao seu herdeiro, Dom Carlos. Encontro com Santo Inácio Gozando agora da plena liberdade dos filhos de Deus, Francisco dirigiu-se a Roma, a fim de conhecer Inácio de Loyola. Partiu com sobrenatural sofreguidão por chegar logo, mas não pôde esquivar-se de uma ilustre comitiva de clérigos e nobres. Em fins de outubro, chegava à porta da Casa Professa dos Jesuítas, onde o esperava Santo Inácio, à frente de toda a Comunidade. Os dois santos prostraram-se de joelhos um diante do outro, e Francisco osculou repetidas vezes as mãos de seu fundador. De Roma, escreveu ao imperador Carlos V, em 10 de janeiro de 1551: “Tendo, pois, após a morte da Duquesa, pesado minha escolha, e tendo pensado durante quatro anos, e tendo feito orar, por esta intenção, diversos servos de Deus, e crescendo cada dia o meu desejo e desaparecendo as trevas do meu coração, embora eu não merecesse ser empregado na vinha do Senhor, sobretudo chegando tão tarde e limitando-se até agora a minha tarefa de arrancar as vides, que outros plantavam; mesmo assim, sendo sem medida a bondade divina e sua clemência um oceano imenso, aprouve-lhe decidir seus servos da Companhia de Jesus a admitir-me em sua Ordem, na qual desde há muito eu desejo viver e morrer”.8 Um mês depois, em carta a Guilherme de Prat, Bispo de Clermont, demonstrou o quanto estava convicto do importante papel da Ordem Jesuíta naqueles que foram os anos mais candentes da Contrarreforma: “A divina sabedoria prodigalizou, noutros tempos, outros meios de prover às necessidades da Igreja; hoje parece ter escolhido esta Companhia para que pela palavra, pelo exemplo e por todas as obras de caridade, ela socorra a sua Esposa”.9 Convívio com o fundador Certamente quis Deus compensar os dissabores sofridos por Santo Inácio nos primeiros anos da Ordem recém-fundada, ao mandar-lhe este filho de ouro. Todos em Roma mostravam-se assombrados com sua despretensão. Esta o levava, por exemplo, a servir a mesa e a lavar as vasilhas com a mesma naturalidade com a qual pouco antes governava a Catalunha. E nada podia encantar mais os circunstantes do que ouvi- lo falar sobre Nossa Senhora, pois, quando o fazia, tinha o dom de aumentar a devoção dos ouvintes. Intensos e fecundos foram os meses passados junto ao fundador. Como São Francisco Xavier, foi este outro Francisco um daqueles que mais profundamente conheceu seu coração e de modo mais integral soube espelhá-lo no próprio. Seguindo o exemplo de fidelidade a Santo Inácio dado pelo Apóstolo das Índias, Francisco de Borja foi confidente e, mais tarde, executor dos grandes anseios do fundador, pois sabe-se que neste período inicial, “os dois santos se comunicaram longamente seus projetos”.10 Ao longo de algum tempo de convívio, pôde ele receber o carisma inaciano em sua pureza e plenitude. Grande também na hora da dor De volta à Espanha, o Duque de Gandia renunciou perante tabelião público a todos os seus Estados, títulos e bens, revestiu-se do traje jesuíta e foi ordenado sacerdote em 23 de maio de 1551. Celebrou sua primeira Missa pública no mês seguinte, perante uma assistência de dez mil fiéis, e todos os que comungaram quiseram receber a Sagrada Eucaristia das suas mãos. Peregrinou ao Castelo de Loyola, em cujo oratório celebrou uma Missa, e por fim se estabeleceu em Onhate, no País Basco, bem longe da corte e dos seus familiares. Apesar de seus anelos, não conseguiu passar despercebido naquelas paragens, inclusive porque seu apostolado arrastava multidões. Mas o êxito inicial não impediu a chegada de indizíveis sofrimentos que se entrelaçaram num quadro dramático. Uns advinham da hostilidade do rei Felipe II, que tinha queixas contra a família Borja, outros decorriam de problemas internos da Companhia, aos quais vieram somar-se uma longa série de enfermidades. Provando-o assim, a Providência manifestava, por um prisma mais elevado, a predestinação de Francisco, que foi grande em tudo, especialmente na dor. Sucessor de Santo Inácio Após a morte de Santo Inácio, em 1556, o padre Diego Laynez governou a Companhia por nove anos, dois como Vigário Geral e sete como Superior Geral, vindo a falecer em 1565. Em seu leito de morte, fitou longamente o padre Francisco de Borja, numa premonição do futuro que o aguardava. As eleições realizadas nesse mesmo ano confirmaram seu mudo presságio, pois foi ele o escolhido. A unanimidade com que todos se voltaram para o Santo constitui uma prova de estarem convictos do quanto este representava o espírito da Instituição. Deste período de sua vida chegaram até nós preciosos documentos, como seu diário e cartas. As missivas por ele redigidas enquanto Geral revelam o perfil do santo e do homem de governo: em linguagem clara e direta, oferecem diretrizes dadas por quem conhece tanto as agruras dos caminhos quanto a fragilidade do homem que os trilha. Aos superiores locais, por demais severos com os subalternos, exigia maior brandura e afabilidade. Já aos missionários tentados de desânimo pelas fadigas do apostolado, não escondia o quanto seu coração de pai era sensível à bravura de que vinham dando mostras: “Animem-se ainda pensando na consolação que nós, na Europa, sentimos, louvando o Senhor pela coragem que Ele dá aos que lá longe lutam por seu amor”,11 escreveu em 1568 ao padre Gregório Serrano, em missão no Brasil recém descoberto. Entretanto, diante de religiosos empedernidos sabia valer-se da autoridade facultada por seu cargo e não admitia contemporizações. Em caso de necessidade, comenta um de seus biógrafos, “era enérgico, dizendo que Santo Inácio preferia ver sair da Companhia um sujeito mau a ver entrar nela um bom”.12 Partida para a glória eterna Por sete anos governou a Companhia de Jesus. Neles coube-lhe a grave responsabilidade de formar a primeira geração de religiosos que não conheceu o fundador, tarefa desempenhada com exímia fidelidade. Sob seu generalato, a Ordem adquiriu estabilidade, abriu numerosos colégios e consolidou-se nas missões. Em tão curto período, 66 jesuítas foram martirizados, entre os quais Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros. O falecimento de São Francisco de Borja, ocorrido em Roma, na madrugada de 1º de outubro de 1572, foi uma partida cheia de alegria para a Pátria Eterna, própria de quem deu tudo por Deus e estava prestes a receber d’Ele incomparavelmente mais. Aguilhão na consciência dos mundanos e poderosos Ao gênio inspirado do quarto Duque de Gandia deve a Santa Igreja dois notáveis benefícios: a instituição das casas de noviciado, adotada por outras ordens e congregações religiosas à vista dos bons resultados colhidos pelos jesuítas, e a fundação da Universidade Gregoriana de Roma. Num plano menos imediato, que os séculos de distância nos permitem distinguir melhor, vemos nele um expoente da Contrarreforma, cujo exemplo foi um aguilhão na consciência dos mundanos e poderosos de seu tempo, os quais, ao abrirem as portas de suas almas para o fermento neopagão do Renascimento, “já eram os legítimos precursores do homem ganancioso, sensual, laico e pragmático de nossos dias, da cultura e da civilização materialista em que cada vez mais vamos imergindo”.13 Hoje, embora nosso contexto sociocultural seja diverso daquele no qual viveu este Grande de Espanha e Geral da Companhia de Jesus, sua entusiasmante fidelidade a Cristo e à Igreja nos convida a pedir homens que façam, na época presente e com os métodos atuais, obras ainda maiores às realizadas por ele na sua. Roguemos que, do Céu, São Francisco de Borja nos conduza às mais ousadas e corajosas iniciativas evangelizadoras que a maior glória de Deus tanto merece. (Revista Arautos do Evangelho, Set/2011. n. 117, p. 32 à 37) #SantodoDia
- São Francisco Borja (ou Bórgia) – Santo do Dia – 10 de Outubro
SANTO DO DIA – 10 DE OUTUBRO – SÃO FRANCISCO BORJA (OU BÓRGIA) Sacerdote (1510-1572) Típico exemplo da nobreza espanhola, gentil e refinado, generoso e empreendedor, Francisco de Borja, bisneto do papa Alexandre VI e de Fernando II de Aragão, resume em seus 62 anos de vida o contraditório mundo quinhentista — luzes e sombras de onde emergem figuras de grandes santos, numa época de violentas contestações também no campo religioso. Primogênito de João de Borja, duque de Gandia (Valência), Francisco formou-se na corte de Carlos V, que o adornou com o título de ‘marquês’ aos 20 anos. No ano anterior havia se casado: um casamento feliz, alegrado por oito filhos em dez anos. Da prematura morte da mulher e imperatriz, Francisco deduziu o sentido da caducidade de tudo e decidiu dedicar-se ao serviço de um Senhor “que nunca pudesse morrer”. Exerceu por quatro anos o cargo de governador da Catalunha, embora secretamente votado à vida religiosa. A alta posição que ocupava permitiu-lhe, nesse tempo, estabelecer os filhos. O encontro com o jesuíta Pedro Fabro foi determinante. Em 1546, fechou definitivamente a porta às honras mundanas e, demitindo-se dos altos cargos, depois de haver feito os exercícios espirituais, emitiu voto de castidade, empenhando-se com outro voto a ingressar na Companhia de Jesus. E o fez, de modo efetivo, em 1548 e, oficialmente, dois anos depois. Nesse meio-tempo renunciara ao ducado de Gandia. Em Roma, foi acolhido pelo próprio santo Inácio de Loyola, e a 26 de maio de 1551, celebrou a primeira missa. As honrarias — que o haviam perseguido desde a juventude na corte da Espanha — continuaram a persegui-lo também na vida religiosa, a tal ponto que Francisco se apressou em emitir todos os votos da Companhia de Jesus, dos quais um veta a aceitação de dignidades eclesiásticas. Apenas soube que o imperador Carlos V propusera seu nome ao papa para a púrpura cardinalícia. Mas não pôde subtrair-se, em 1555, à eleição ao mais alto cargo no seio da companhia, cujo capítulo o elegeu geral. Francisco exerceu esse cargo até a morte, que o colheu em Ferrara. Foi canonizado em 1671. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Francisco Borja Decidido a nunca mais servir um soberano que pudesse morrer, o Duque de Gandia abandonou a corte para se pôr nas mãos de Santo Inácio. Na Companhia de Jesus, haveria de ser grande na santidade, no governo e na dor. A imperial Toledo trocou as habituais vestes festivas pelo negro de luto naquele 1º de maio de 1539. A morte viera bater às portas de suas muralhas, ceifando a preciosa vida da imperatriz Isabel, cujo passamento deixou no esposo, Carlos V, e em todo o povo espanhol, uma tristeza inconsolável. O formoso semblante da mais bela soberana das cortes europeias não mais encantaria a nobreza e a plebe. Só cabia sepultá-la junto a seus avós Fernando e Isabel, os Reis Católicos. Partiu, pois, para Granada um faustoso préstito conduzindo seus restos mortais. O imperador confiou os cuidados do traslado a um homem da máxima confiança, para que nenhum imprevisto viesse aumentar sua dor, de si já tão grande. Era ele Francisco de Borja, Marquês de Lombay, dedicado vassalo da mais alta linhagem, o qual lastimava como ninguém o fato de a imperatriz ter deixado esta vida no auge de sua esplendorosa existência. Silencioso e reflexivo, avançava à testa do cortejo que cruzou quase metade do país, chegando a Granada, onde o aguardava o monarca. “Nunca mais servirei um senhor que possa vir a morrer” O longo trajeto propiciou ao jovem marquês graves e profundas meditações sobre o fim último do homem, semeando bons propósitos em seu interior, pois não em vão promete o Eclesiástico: “Pensa nos teus novíssimos e não pecarás eternamente” (Eclo 7, 40). O acontecido fez evanescer a seus olhos as esperanças até então depositadas nas honras e dignidades deste mundo, uma vez que à sua senhora de nada serviram quando Deus a chamou para junto de Si. Mas o instante decisivo ainda estava por vir. Com efeito, “depois de morta, a imperatriz pagou os serviços que lhe prestara em vida o marquês; estando viva, nunca fez a nosso Dom Francisco tão grande bem como fez sendo já defunta, como se verá pelo que em seguida aconteceu”.1 Ao chegar a Granada, precisava o marquês testemunhar perante os notários ser realmente aquele o corpo da soberana. Mas ao abrir-se o caixão, espalhou-se no mesmo instante por todo o recinto o pior dos odores e constatou-se ser impossível reconhecer naquele cadáver, já putrefato, os traços daquela cuja beleza fora objeto da admiração geral. Ali mesmo, depois de cumprir sua dolorosa obrigação, Francisco de Borja consumou com uma resolução concreta as inspirações vindas da graça. Uma famosa sentença, tantas vezes repetida pelos seus biógrafos, teria selado essa decisão: “Nunca mais servirei um senhor que possa vir a morrer!”. E assim como Isabel perecera para esta vida, o futuro Duque de Gandia estava, dali em diante, morto para o mundo. Continuou ainda, é verdade, desempenhando suas obrigações e frequentando a corte, porque as circunstâncias o impediam de abandoná-la, mas isso seria apenas uma questão de tempo. Tal mudança decisiva de espírito deu-se quando ele contava 28 anos, dividindo sua existência em duas fases bem distintas. O cristão exemplar que fora até então, transformou-se interiormente no santo religioso cuja virtude “lavaria a mancha que outros tinham lançado sobre o seu nome de família”.2 Homem de confiança do imperador Francisco de Borja y Aragón-Gurrea nasceu em 28 de outubro de 1510, no palácio que a família possuía em Gandia, a uns 60 km de Valência. Era filho primogênito do terceiro Duque de Gandia e estava aparentado por linha materna com o Rei Católico, Fernando I de Aragão. Ainda menino perdeu a progenitora e conviveu muito pouco com o pai, homem intensamente dedicado aos assuntos do Estado. Após ter recebido a mais completa educação que o século de ouro espanhol podia oferecer, foi enviado a servir como pajem na corte, onde desempenhou brilhante papel. Não tardou o imperador Carlos em perceber o valor desse jovem, no qual estavam reunidas todas as qualidades que se poderia esperar de alguém de sua linhagem, sustentadas e sublimadas por notável humildade. Aos 18 anos, por conselho da imperatriz, Francisco contraíra núpcias com uma das mais nobres e virtuosas damas da corte: Dona Leonor de Castro Melo e Menezes. Com ela teve oito filhos, todos educados segundo seu exemplo de justiça e piedade. Por ocasião desse casamento, Carlos V outorgou-lhe o título de Marquês de Lombay e nomeou-o Cavalariço-Mor da imperatriz. E, pouco depois da morte da soberana, confiou-lhe o encargo extremamente árduo e delicado de Vice- Rei da Catalunha, porque “julgou Borja competente para começar pelo governo mais difícil”.3 Não eram poucas nem de pouca monta as obrigações que o espinhoso cargo lhe impunha. Porém, em meio a todas elas, o Marquês mantinha-se assíduo na oração e cultivava o costume da Comunhão diária, séculos antes de este se tornar comum entre os fiéis. “O Duque Santo” Com o falecimento de seu pai, em 1543, Francisco de Borja tornou-se o novo Duque de Gandia, título que trazia anexa a dignidade de Grande de Espanha, da qual desfrutavam apenas os 25 principais nobres do reino. Logo perceberam seus súditos como eram beneficiados em todos os sentidos pelo invulgar governante e passaram a chamá-lo de “o Duque Santo”. Transparecia nele a bondade de sua alma “harmoniosa, serena, digna e delicada”, qualidades para as quais contribuíam “sua nobre educação, sua fervorosa, implacável e constante ascese”. Mas o anseio de abandonar o mundo falava em seu coração mais forte do que todas as grandezas terrenas. E a morte da esposa em 1546, quando ele contava apenas 36 anos, veio possibilitar a realização de seus desejos de entregar-se por inteiro à vida de perfeição. Um fato ocorrido bem mais tarde, quando esteve em visita a Portugal, já como membro da Companhia de Jesus, ilustra o impacto provocado por essa decisão. Convidado de improviso a pregar na Catedral de Évora, o santo lamentou não estar preparado para tanto e pediu licença para não fazê-lo. O Cardeal Infante Dom Henrique, contudo, saiu-se com esta réplica: “Para sermão basta verem minhas ovelhas no púlpito um homem que deixou tanto por Deus”.5 Admitido em segredo na Companhia Nessa época, outro espanhol de nobre estirpe, que tudo abandonara para dedicar-se exclusivamente ao serviço de Deus, consolidava em Roma a sua providencial fundação, alicerçando com sabedoria uma obra iniciada com audácia: era Inácio de Loyola expandindo a Companhia de Jesus. Francisco de Borja admirava essa nova família espiritual, então nos seus primeiros anos de existência. Certo dia de 1541, na qualidade de Vice-Rei da Catalunha, escreveu a Inácio uma carta. Tendo-a em mãos, o santo fundador proferiu um surpreendente vaticínio: “Quem acreditaria que, com o tempo, este senhor entrará na Companhia e virá governá-la em Roma?”.6 Cerca de sete anos depois, o Duque de Gandia – já viúvo e ignorando essa previsão – procurava saber em qual Ordem religiosa Deus o queria. Na dúvida, consultou seu confessor, o franciscano Frei João Texeda, o qual lhe respondeu: “Vossa Senhoria deve entrar na Companhia de Jesus”.7 O conselho realmente vinha de encontro às suas aspirações interiores, fato que o levou a escrever a Santo Inácio, e este o admitiu logo na Ordem Jesuíta. Recomendou-lhe, porém, manter por enquanto tudo em segredo até que estivesse livre das obrigações inerentes ao ducado de Gandia e à sua família. Assim, ele fez a profissão em fevereiro de 1548, dando mostras de impressionante compenetração, mas continuou a exercer suas importantes funções públicas. Em agosto de 1550, recebeu o doutorado, finalizando os estudos preparatórios para o sacerdócio, assinou seu testamento e transferiu provisoriamente o governo do Ducado de Gandia ao seu herdeiro, Dom Carlos. Encontro com Santo Inácio Gozando agora da plena liberdade dos filhos de Deus, Francisco dirigiu-se a Roma, a fim de conhecer Inácio de Loyola. Partiu com sobrenatural sofreguidão por chegar logo, mas não pôde esquivar-se de uma ilustre comitiva de clérigos e nobres. Em fins de outubro, chegava à porta da Casa Professa dos Jesuítas, onde o esperava Santo Inácio, à frente de toda a Comunidade. Os dois santos prostraram-se de joelhos um diante do outro, e Francisco osculou repetidas vezes as mãos de seu fundador. De Roma, escreveu ao imperador Carlos V, em 10 de janeiro de 1551: “Tendo, pois, após a morte da Duquesa, pesado minha escolha, e tendo pensado durante quatro anos, e tendo feito orar, por esta intenção, diversos servos de Deus, e crescendo cada dia o meu desejo e desaparecendo as trevas do meu coração, embora eu não merecesse ser empregado na vinha do Senhor, sobretudo chegando tão tarde e limitando-se até agora a minha tarefa de arrancar as vides, que outros plantavam; mesmo assim, sendo sem medida a bondade divina e sua clemência um oceano imenso, aprouve-lhe decidir seus servos da Companhia de Jesus a admitir-me em sua Ordem, na qual desde há muito eu desejo viver e morrer”.8 Um mês depois, em carta a Guilherme de Prat, Bispo de Clermont, demonstrou o quanto estava convicto do importante papel da Ordem Jesuíta naqueles que foram os anos mais candentes da Contrarreforma: “A divina sabedoria prodigalizou, noutros tempos, outros meios de prover às necessidades da Igreja; hoje parece ter escolhido esta Companhia para que pela palavra, pelo exemplo e por todas as obras de caridade, ela socorra a sua Esposa”.9 Convívio com o fundador Certamente quis Deus compensar os dissabores sofridos por Santo Inácio nos primeiros anos da Ordem recém-fundada, ao mandar-lhe este filho de ouro. Todos em Roma mostravam-se assombrados com sua despretensão. Esta o levava, por exemplo, a servir a mesa e a lavar as vasilhas com a mesma naturalidade com a qual pouco antes governava a Catalunha. E nada podia encantar mais os circunstantes do que ouvi- lo falar sobre Nossa Senhora, pois, quando o fazia, tinha o dom de aumentar a devoção dos ouvintes. Intensos e fecundos foram os meses passados junto ao fundador. Como São Francisco Xavier, foi este outro Francisco um daqueles que mais profundamente conheceu seu coração e de modo mais integral soube espelhá-lo no próprio. Seguindo o exemplo de fidelidade a Santo Inácio dado pelo Apóstolo das Índias, Francisco de Borja foi confidente e, mais tarde, executor dos grandes anseios do fundador, pois sabe-se que neste período inicial, “os dois santos se comunicaram longamente seus projetos”.10 Ao longo de algum tempo de convívio, pôde ele receber o carisma inaciano em sua pureza e plenitude. Grande também na hora da dor De volta à Espanha, o Duque de Gandia renunciou perante tabelião público a todos os seus Estados, títulos e bens, revestiu-se do traje jesuíta e foi ordenado sacerdote em 23 de maio de 1551. Celebrou sua primeira Missa pública no mês seguinte, perante uma assistência de dez mil fiéis, e todos os que comungaram quiseram receber a Sagrada Eucaristia das suas mãos. Peregrinou ao Castelo de Loyola, em cujo oratório celebrou uma Missa, e por fim se estabeleceu em Onhate, no País Basco, bem longe da corte e dos seus familiares. Apesar de seus anelos, não conseguiu passar despercebido naquelas paragens, inclusive porque seu apostolado arrastava multidões. Mas o êxito inicial não impediu a chegada de indizíveis sofrimentos que se entrelaçaram num quadro dramático. Uns advinham da hostilidade do rei Felipe II, que tinha queixas contra a família Borja, outros decorriam de problemas internos da Companhia, aos quais vieram somar-se uma longa série de enfermidades. Provando-o assim, a Providência manifestava, por um prisma mais elevado, a predestinação de Francisco, que foi grande em tudo, especialmente na dor. Sucessor de Santo Inácio Após a morte de Santo Inácio, em 1556, o padre Diego Laynez governou a Companhia por nove anos, dois como Vigário Geral e sete como Superior Geral, vindo a falecer em 1565. Em seu leito de morte, fitou longamente o padre Francisco de Borja, numa premonição do futuro que o aguardava. As eleições realizadas nesse mesmo ano confirmaram seu mudo presságio, pois foi ele o escolhido. A unanimidade com que todos se voltaram para o Santo constitui uma prova de estarem convictos do quanto este representava o espírito da Instituição. Deste período de sua vida chegaram até nós preciosos documentos, como seu diário e cartas. As missivas por ele redigidas enquanto Geral revelam o perfil do santo e do homem de governo: em linguagem clara e direta, oferecem diretrizes dadas por quem conhece tanto as agruras dos caminhos quanto a fragilidade do homem que os trilha. Aos superiores locais, por demais severos com os subalternos, exigia maior brandura e afabilidade. Já aos missionários tentados de desânimo pelas fadigas do apostolado, não escondia o quanto seu coração de pai era sensível à bravura de que vinham dando mostras: “Animem-se ainda pensando na consolação que nós, na Europa, sentimos, louvando o Senhor pela coragem que Ele dá aos que lá longe lutam por seu amor”,11 escreveu em 1568 ao padre Gregório Serrano, em missão no Brasil recém descoberto. Entretanto, diante de religiosos empedernidos sabia valer-se da autoridade facultada por seu cargo e não admitia contemporizações. Em caso de necessidade, comenta um de seus biógrafos, “era enérgico, dizendo que Santo Inácio preferia ver sair da Companhia um sujeito mau a ver entrar nela um bom”.12 Partida para a glória eterna Por sete anos governou a Companhia de Jesus. Neles coube-lhe a grave responsabilidade de formar a primeira geração de religiosos que não conheceu o fundador, tarefa desempenhada com exímia fidelidade. Sob seu generalato, a Ordem adquiriu estabilidade, abriu numerosos colégios e consolidou-se nas missões. Em tão curto período, 66 jesuítas foram martirizados, entre os quais Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros. O falecimento de São Francisco de Borja, ocorrido em Roma, na madrugada de 1º de outubro de 1572, foi uma partida cheia de alegria para a Pátria Eterna, própria de quem deu tudo por Deus e estava prestes a receber d’Ele incomparavelmente mais. Aguilhão na consciência dos mundanos e poderosos Ao gênio inspirado do quarto Duque de Gandia deve a Santa Igreja dois notáveis benefícios: a instituição das casas de noviciado, adotada por outras ordens e congregações religiosas à vista dos bons resultados colhidos pelos jesuítas, e a fundação da Universidade Gregoriana de Roma. Num plano menos imediato, que os séculos de distância nos permitem distinguir melhor, vemos nele um expoente da Contrarreforma, cujo exemplo foi um aguilhão na consciência dos mundanos e poderosos de seu tempo, os quais, ao abrirem as portas de suas almas para o fermento neopagão do Renascimento, “já eram os legítimos precursores do homem ganancioso, sensual, laico e pragmático de nossos dias, da cultura e da civilização materialista em que cada vez mais vamos imergindo”.13 Hoje, embora nosso contexto sociocultural seja diverso daquele no qual viveu este Grande de Espanha e Geral da Companhia de Jesus, sua entusiasmante fidelidade a Cristo e à Igreja nos convida a pedir homens que façam, na época presente e com os métodos atuais, obras ainda maiores às realizadas por ele na sua. Roguemos que, do Céu, São Francisco de Borja nos conduza às mais ousadas e corajosas iniciativas evangelizadoras que a maior glória de Deus tanto merece. (Revista Arautos do Evangelho, Set/2011. n. 117, p. 32 à 37) #SantodoDia
- Bispo brasileiro convida fiéis a rezarem pelo Sínodo
Não posso deixar de manifestar uma preocupação, a meu ver, legítima, que quero compartilhar em relação ao Sínodo, para podermos rezar muito e pedir que este momento tão importante não possa se perder em projetos de simples matiz humana, especialmente pressionados por autênticos “lobbys”. Sínodo deve manter fidelidade à verdade da fé e à lei moral, diz bispo do Rio Grande do Sul. Por ACI Digital – O bispo de Frederico Westphalen (RS), dom Antonio Carlos Rossi Keller, publicou uma nota pastoral sobre o Sínodo da Sinodalidade, na qual manifestou sua “preocupação” sobre propostas que pedem “uma Igreja mais inclusiva e respeitosa”. Ele pediu orações para que, no sínodo, seja mantida a “fidelidade à verdade da fé e à lei moral”. O Sínodo da Sinodalidade foi convocado pelo papa Francisco em outubro de 2021, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Inicialmente, a assembleia geral estava programada para outubro de 2023, mas o papa Francisco decidiu dividi-la em suas sessões, uma em 2023 e outra em 2024. Para a sessão que acontecerá neste mês, entre os dias 4 e 29, no Vaticano, foram convidadas 365 pessoas, entre bispos, padres, religiosos, diáconos e leigos. Pela primeira vez, os não-bispos – incluindo 54 mulheres – terão o direito de voto. “O Sínodo é a concretização do desejo do papa Francisco, que nos orienta em sermos uma Igreja que se expanda para além de suas fronteiras tradicionais, indo ao encontro das pessoas nas margens da sociedade, levando o amor de Cristo a todos os cantos do mundo”, diz dom Keller em sua nota pastoral. Todo o processo do sínodo teve início com a fase diocesana, quando os fiéis foram ouvidos por suas dioceses. O conteúdo dessa fase foi enviado para as conferências episcopais nacionais, que produziram relatórios sobre as respostas da fase diocesana. Em seguida, na fase continental, os relatórios nacionais foram consolidados em relatórios de cada um dos continentes, que foram enviados ao Vaticano. Com base nas sínteses continentais, uma equipe nomeada pelo papa Francisco produziu o Instrumentum laboris, “que é um documento preparatório para a realização do Sínodo, fornece uma base para a discussão dessas estratégias que visam alcançar o objetivo fundamental da Igreja, a evangelização do mundo”, diz o bispo de Frederico Westphalen. Entretanto, dom Keller manifestou “uma preocupação”, a seu ver, “legítima” sobre o sínodo, “para podermos rezar muito e pedir que este momento tão importante não possa se perder em projetos de simples matiz humana, especialmente pressionados por autênticos ‘lobbys’”. Para o bispo, “fica evidente que uma preocupação bastante acentuada é apresentada tanto por aqueles que prepararam o ‘Instrumentum laboris’, bem como, a partir das respostas das consultas”. “Trata-se da afirmação da necessidade de se criar um ambiente mais acolhedor para aqueles que se ‘sentem’ alienados ou rejeitados da vida da Igreja. Muitos desses, que inclusive se manifestaram nas consultas efetuadas, são conhecidos como verdadeiros grupos de pressão, que há anos apresentam já algumas propostas que são totalmente contrárias ao Magistério milenar da Igreja e da sua Disciplina”. Segundo ele, “tais propostas englobam, por exemplo, a inclusão das mulheres no ministério ordenado, a benção às uniões homoafetivas, a aceitação de uma nova estrutura antropológica em relação aos gêneros e outros temas”. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. Para dom Keller, “é natural que a Igreja, frente a determinadas realidades que possam envolver sentimentos de alienação ou rechaço, deva buscar se tornar uma Igreja mais inclusiva e respeitosa”. Entretanto, advertiu, “surge uma questão complexa quando, vê-se quase que uma organizada manifestação sugerindo que o Sínodo deva considerar mudanças no ensino moral da Igreja e na disciplina sacramental, na busca de um acomodamento dos que se sentem excluídos”. O bispo considera que isso “é algo inaceitável, uma vez que os sentimentos, por mais intensos que sejam, não devem ser o único critério teológico que ilumine a ação pastoral da Igreja”. “A Igreja não pode fundamentar sua ação pastoral no princípio instável do sentimentalismo”, diz. Dom Keller destaca que “a alienação e a exclusão podem surgir de várias razões”, como as “baseadas em preconceito e intolerância”. Mas há também outras razões que “podem ser consequência de uma desconexão profunda entre as exigências da Igreja e o modo de vida de uma pessoa”. “Nesse último caso, a solução certamente envolve uma mudança na atitude e no comportamento da pessoa, em vez de uma mudança na Doutrina ou na Disciplina da Igreja”, diz. “A questão fundamental, portanto, é que não podemos solucionar as questões desafiadoras propostas à atenção pastoral da Igreja com um simples ‘acomodamento’, fundamentado no princípio de responder a sentimentos e a agradar o pensamento dominante”, diz dom Keller. Para o bispo, “as respostas caridosas e amorosas da Igreja, buscando ir ao encontro e responder às questões cruciais que lhe são apresentadas, exigem um aprofundamento na argumentação teológica, ancorada na Palavra de Deus, na tradição teológica e na lei moral natural”. “Portanto, tendo consciência da gravidade do momento e da responsabilidade dos participantes do Sínodo em oferecerem caminhos não discordes a toda a Tradição Sagrada da Igreja, é essencial que todos os fiéis orem por ele, para ser de verdade, um momento de renovação espiritual e de discernimento sob a orientação do Espírito Santo, tendo o papa Francisco como garante da autentica eclesialidade do Sínodo, para que a Igreja possa encontrar maneiras eficazes de cumprir sua missão de proclamar o Evangelho a todas as nações, mantendo ao mesmo tempo, sua fidelidade à verdade da fé e à lei moral e sendo a Casa de todos e de cada um dos seres humanos”, conclui. Leia a nota na íntegra: NOTA PASTORAL SOBRE O SÍNODO DA SINODALIDADE Queridos irmãos em Cristo, Diocesanos da amada Diocese de Frederico Westphalen, pessoas de boa vontade. Nesta semana, inicia-se em Roma o Sínodo da Sinodalidade, convocado pelo Papa Francisco, com representação das mais variadas realidades da Igreja. Este é, certamente, um evento de grande importância para a nossa Igreja Católica e pretende envolver toda a comunidade católica, tanto clérigos, como religiosos e consagrados e também fiéis cristãos leigos, na missão de Cristo de proclamar o Evangelho a todas as nações. Trata-se de um esforço coletivo, sob a guia do Santo Padre o Papa Francisco, na busca de orientar a Igreja, sob a luz do Espírito Santo, na promoção da continuidade e fidelidade às indicações do Concílio Vaticano II, enfatizando principalmente a concretização da “nova” evangelização, tão querida e buscada na Igreja, incentivada pelo comprometimento dos últimos Papas. O Sínodo é a concretização do desejo do Papa Francisco, que nos orienta em sermos uma Igreja que se expanda para além de suas fronteiras tradicionais, indo ao encontro das pessoas nas margens da sociedade, levando o amor de Cristo a todos os cantos do mundo. O “Instrumentum laboris”, que é um documento preparatório para a realização do Sínodo, fornece uma base para a discussão dessas estratégias que visam alcançar o objetivo fundamental da Igreja, a evangelização do mundo. O coração da Assembleia Sinodal será, portanto, o de buscar novos e eficazes caminhos para que a cada pessoa e também às estruturas constitutivas do mundo de hoje, chegue a mensagem de Salvação que Nosso Senhor Jesus Cristo veio trazer. Todos estarão envolvidos nesta busca de caminhos adequados e eficazes. Que o Espírito Santo a todos ilumine! No entanto, não posso deixar de manifestar uma preocupação, a meu ver, legítima, que quero compartilhar em relação ao Sínodo, para podermos rezar muito e pedir que este momento tão importante não possa se perder em projetos de simples matiz humana, especialmente pressionados por autênticos “lobbys”. Com base nas inúmeras intervenções e contribuições da fase pré-sinodal, bem como segundo o que consta no próprio “Instrumentum laboris”, fica evidente que uma preocupação bastante acentuada é apresentada tanto por aqueles que prepararam o “Instrumentum laboris”, bem como, a partir das respostas das consultas. Trata-se da afirmação da necessidade de se criar um ambiente mais acolhedor para aqueles que se “sentem” alienados ou rejeitados da vida da Igreja. Muitos desses, que inclusive se manifestaram nas consultas efetuadas, são conhecidos como verdadeiros grupos de pressão, que há anos apresentam já algumas propostas que são totalmente contrárias ao Magistério milenar da Igreja e da sua Disciplina. Tais propostas englobam, por exemplo, a inclusão das mulheres no ministério ordenado, a benção às uniões homoafetivas, a aceitação de uma nova estrutura antropológica em relação aos gêneros e outros temas. Já se ouviu dizer que neste Sínodo “tudo está em discussão”. Ora, é natural que a Igreja, frente a determinadas realidades que possam envolver sentimentos de alienação ou rechaço, deva sempre buscar se tornar uma Igreja mais inclusiva e respeitosa, aliás, como já está indicado, por exemplo, no Catecismo da Igreja Católica e no Magistério dos últimos papas, especialmente daquele do Papa Francisco. Sem dúvida, com outros desafios, esta deve ser uma preocupação pastoral. No entanto, surge uma questão complexa quando, vê-se quase que uma organizada manifestação sugerindo que o Sínodo deva considerar mudanças no ensino moral da Igreja e na disciplina sacramental, na busca de um acomodamento dos que se sentem excluídos. Isso é um ponto sensível, sem dúvida. Mas é algo inaceitável, uma vez que os sentimentos, por mais intensos que sejam, não devem ser o único critério teológico que ilumine a ação pastoral da Igreja. A Igreja não pode fundamentar sua ação pastoral no princípio instável do sentimentalismo. É importante reconhecer que a alienação e a exclusão podem surgir por várias razões, algumas das quais são baseadas em preconceitos e intolerância, enquanto outras podem ser consequência de uma desconexão profunda entre as exigências da Igreja e o modo de vida de uma pessoa. Nesse último caso, a solução certamente envolve uma mudança na atitude e no comportamento da pessoa, em vez de uma mudança na Doutrina ou na Disciplina da Igreja. No Evangelho, Nosso Senhor vai ao encontro das pessoas, de cada uma delas, nas situações mais diversificadas nas quais se encontram. Acolhe a todos, dedica-se a todos. Mas a todos e a cada um individualmente propõe um caminho de conversão, de mudança. O próprio Papa Francisco, em uma entrevista, diz que a Igreja é aberta a todos, acolhe a todos. Mas que, após entrar, há regras… A questão fundamental, portanto, é que não podemos solucionar as questões desafiadoras propostas à atenção pastoral da Igreja com um simples “acomodamento”, fundamentado no princípio de responder a sentimentos e a agradar o pensamento dominante. As respostas caridosas e amorosas da Igreja, buscando ir ao encontro e responder às questões cruciais que lhe são apresentadas, exigem um aprofundamento na argumentação teológica, ancorada na Palavra de Deus, na tradição teológica e na lei moral natural. O Sínodo deve se dedicar a esse trabalho fundamental que envolve tanto a dimensão pastoral quanto a dimensão teológica da questão da inclusão. Portanto, tendo consciência da gravidade do momento e da responsabilidade dos participantes do Sínodo em oferecerem caminhos não discordes a toda a Tradição Sagrada da Igreja, é essencial que todos os fiéis orem por ele, para ser de verdade, um momento de renovação espiritual e de discernimento sob a orientação do Espírito Santo, tendo o Papa Francisco como garante da autentica eclesialidade do Sínodo, para que a Igreja possa encontrar maneiras eficazes de cumprir sua missão de proclamar o Evangelho a todas as nações, mantendo ao mesmo tempo, sua fidelidade à verdade da fé e à lei moral e sendo a Casa de todos e de cada um dos seres humanos. Peço, pois, encarecidamente, que neste momento tão importante para a Igreja, todos nos coloquemos em oração constante pelo bom êxito deste Sínodo. Dada e passada na Sede da Diocese de Frederico Westphalen, ao primeiro dia do mês de outubro do ano do Senhor de dois mil e vinte e três, vigésimo sexto domingo do Tempo Comum. + Antonio Carlos Rossi Keller Bispo de Frederico Westphalen #SínododaSinodalidade
- Bispo brasileiro convida fiéis a rezarem pelo Sínodo
Não posso deixar de manifestar uma preocupação, a meu ver, legítima, que quero compartilhar em relação ao Sínodo, para podermos rezar muito e pedir que este momento tão importante não possa se perder em projetos de simples matiz humana, especialmente pressionados por autênticos “lobbys”. Sínodo deve manter fidelidade à verdade da fé e à lei moral, diz bispo do Rio Grande do Sul. Por ACI Digital – O bispo de Frederico Westphalen (RS), dom Antonio Carlos Rossi Keller, publicou uma nota pastoral sobre o Sínodo da Sinodalidade, na qual manifestou sua “preocupação” sobre propostas que pedem “uma Igreja mais inclusiva e respeitosa”. Ele pediu orações para que, no sínodo, seja mantida a “fidelidade à verdade da fé e à lei moral”. O Sínodo da Sinodalidade foi convocado pelo papa Francisco em outubro de 2021, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Inicialmente, a assembleia geral estava programada para outubro de 2023, mas o papa Francisco decidiu dividi-la em suas sessões, uma em 2023 e outra em 2024. Para a sessão que acontecerá neste mês, entre os dias 4 e 29, no Vaticano, foram convidadas 365 pessoas, entre bispos, padres, religiosos, diáconos e leigos. Pela primeira vez, os não-bispos – incluindo 54 mulheres – terão o direito de voto. “O Sínodo é a concretização do desejo do papa Francisco, que nos orienta em sermos uma Igreja que se expanda para além de suas fronteiras tradicionais, indo ao encontro das pessoas nas margens da sociedade, levando o amor de Cristo a todos os cantos do mundo”, diz dom Keller em sua nota pastoral. Todo o processo do sínodo teve início com a fase diocesana, quando os fiéis foram ouvidos por suas dioceses. O conteúdo dessa fase foi enviado para as conferências episcopais nacionais, que produziram relatórios sobre as respostas da fase diocesana. Em seguida, na fase continental, os relatórios nacionais foram consolidados em relatórios de cada um dos continentes, que foram enviados ao Vaticano. Com base nas sínteses continentais, uma equipe nomeada pelo papa Francisco produziu o Instrumentum laboris, “que é um documento preparatório para a realização do Sínodo, fornece uma base para a discussão dessas estratégias que visam alcançar o objetivo fundamental da Igreja, a evangelização do mundo”, diz o bispo de Frederico Westphalen. Entretanto, dom Keller manifestou “uma preocupação”, a seu ver, “legítima” sobre o sínodo, “para podermos rezar muito e pedir que este momento tão importante não possa se perder em projetos de simples matiz humana, especialmente pressionados por autênticos ‘lobbys’”. Para o bispo, “fica evidente que uma preocupação bastante acentuada é apresentada tanto por aqueles que prepararam o ‘Instrumentum laboris’, bem como, a partir das respostas das consultas”. “Trata-se da afirmação da necessidade de se criar um ambiente mais acolhedor para aqueles que se ‘sentem’ alienados ou rejeitados da vida da Igreja. Muitos desses, que inclusive se manifestaram nas consultas efetuadas, são conhecidos como verdadeiros grupos de pressão, que há anos apresentam já algumas propostas que são totalmente contrárias ao Magistério milenar da Igreja e da sua Disciplina”. Segundo ele, “tais propostas englobam, por exemplo, a inclusão das mulheres no ministério ordenado, a benção às uniões homoafetivas, a aceitação de uma nova estrutura antropológica em relação aos gêneros e outros temas”. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. Para dom Keller, “é natural que a Igreja, frente a determinadas realidades que possam envolver sentimentos de alienação ou rechaço, deva buscar se tornar uma Igreja mais inclusiva e respeitosa”. Entretanto, advertiu, “surge uma questão complexa quando, vê-se quase que uma organizada manifestação sugerindo que o Sínodo deva considerar mudanças no ensino moral da Igreja e na disciplina sacramental, na busca de um acomodamento dos que se sentem excluídos”. O bispo considera que isso “é algo inaceitável, uma vez que os sentimentos, por mais intensos que sejam, não devem ser o único critério teológico que ilumine a ação pastoral da Igreja”. “A Igreja não pode fundamentar sua ação pastoral no princípio instável do sentimentalismo”, diz. Dom Keller destaca que “a alienação e a exclusão podem surgir de várias razões”, como as “baseadas em preconceito e intolerância”. Mas há também outras razões que “podem ser consequência de uma desconexão profunda entre as exigências da Igreja e o modo de vida de uma pessoa”. “Nesse último caso, a solução certamente envolve uma mudança na atitude e no comportamento da pessoa, em vez de uma mudança na Doutrina ou na Disciplina da Igreja”, diz. “A questão fundamental, portanto, é que não podemos solucionar as questões desafiadoras propostas à atenção pastoral da Igreja com um simples ‘acomodamento’, fundamentado no princípio de responder a sentimentos e a agradar o pensamento dominante”, diz dom Keller. Para o bispo, “as respostas caridosas e amorosas da Igreja, buscando ir ao encontro e responder às questões cruciais que lhe são apresentadas, exigem um aprofundamento na argumentação teológica, ancorada na Palavra de Deus, na tradição teológica e na lei moral natural”. “Portanto, tendo consciência da gravidade do momento e da responsabilidade dos participantes do Sínodo em oferecerem caminhos não discordes a toda a Tradição Sagrada da Igreja, é essencial que todos os fiéis orem por ele, para ser de verdade, um momento de renovação espiritual e de discernimento sob a orientação do Espírito Santo, tendo o papa Francisco como garante da autentica eclesialidade do Sínodo, para que a Igreja possa encontrar maneiras eficazes de cumprir sua missão de proclamar o Evangelho a todas as nações, mantendo ao mesmo tempo, sua fidelidade à verdade da fé e à lei moral e sendo a Casa de todos e de cada um dos seres humanos”, conclui. Leia a nota na íntegra: NOTA PASTORAL SOBRE O SÍNODO DA SINODALIDADE Queridos irmãos em Cristo, Diocesanos da amada Diocese de Frederico Westphalen, pessoas de boa vontade. Nesta semana, inicia-se em Roma o Sínodo da Sinodalidade, convocado pelo Papa Francisco, com representação das mais variadas realidades da Igreja. Este é, certamente, um evento de grande importância para a nossa Igreja Católica e pretende envolver toda a comunidade católica, tanto clérigos, como religiosos e consagrados e também fiéis cristãos leigos, na missão de Cristo de proclamar o Evangelho a todas as nações. Trata-se de um esforço coletivo, sob a guia do Santo Padre o Papa Francisco, na busca de orientar a Igreja, sob a luz do Espírito Santo, na promoção da continuidade e fidelidade às indicações do Concílio Vaticano II, enfatizando principalmente a concretização da “nova” evangelização, tão querida e buscada na Igreja, incentivada pelo comprometimento dos últimos Papas. O Sínodo é a concretização do desejo do Papa Francisco, que nos orienta em sermos uma Igreja que se expanda para além de suas fronteiras tradicionais, indo ao encontro das pessoas nas margens da sociedade, levando o amor de Cristo a todos os cantos do mundo. O “Instrumentum laboris”, que é um documento preparatório para a realização do Sínodo, fornece uma base para a discussão dessas estratégias que visam alcançar o objetivo fundamental da Igreja, a evangelização do mundo. O coração da Assembleia Sinodal será, portanto, o de buscar novos e eficazes caminhos para que a cada pessoa e também às estruturas constitutivas do mundo de hoje, chegue a mensagem de Salvação que Nosso Senhor Jesus Cristo veio trazer. Todos estarão envolvidos nesta busca de caminhos adequados e eficazes. Que o Espírito Santo a todos ilumine! No entanto, não posso deixar de manifestar uma preocupação, a meu ver, legítima, que quero compartilhar em relação ao Sínodo, para podermos rezar muito e pedir que este momento tão importante não possa se perder em projetos de simples matiz humana, especialmente pressionados por autênticos “lobbys”. Com base nas inúmeras intervenções e contribuições da fase pré-sinodal, bem como segundo o que consta no próprio “Instrumentum laboris”, fica evidente que uma preocupação bastante acentuada é apresentada tanto por aqueles que prepararam o “Instrumentum laboris”, bem como, a partir das respostas das consultas. Trata-se da afirmação da necessidade de se criar um ambiente mais acolhedor para aqueles que se “sentem” alienados ou rejeitados da vida da Igreja. Muitos desses, que inclusive se manifestaram nas consultas efetuadas, são conhecidos como verdadeiros grupos de pressão, que há anos apresentam já algumas propostas que são totalmente contrárias ao Magistério milenar da Igreja e da sua Disciplina. Tais propostas englobam, por exemplo, a inclusão das mulheres no ministério ordenado, a benção às uniões homoafetivas, a aceitação de uma nova estrutura antropológica em relação aos gêneros e outros temas. Já se ouviu dizer que neste Sínodo “tudo está em discussão”. Ora, é natural que a Igreja, frente a determinadas realidades que possam envolver sentimentos de alienação ou rechaço, deva sempre buscar se tornar uma Igreja mais inclusiva e respeitosa, aliás, como já está indicado, por exemplo, no Catecismo da Igreja Católica e no Magistério dos últimos papas, especialmente daquele do Papa Francisco. Sem dúvida, com outros desafios, esta deve ser uma preocupação pastoral. No entanto, surge uma questão complexa quando, vê-se quase que uma organizada manifestação sugerindo que o Sínodo deva considerar mudanças no ensino moral da Igreja e na disciplina sacramental, na busca de um acomodamento dos que se sentem excluídos. Isso é um ponto sensível, sem dúvida. Mas é algo inaceitável, uma vez que os sentimentos, por mais intensos que sejam, não devem ser o único critério teológico que ilumine a ação pastoral da Igreja. A Igreja não pode fundamentar sua ação pastoral no princípio instável do sentimentalismo. É importante reconhecer que a alienação e a exclusão podem surgir por várias razões, algumas das quais são baseadas em preconceitos e intolerância, enquanto outras podem ser consequência de uma desconexão profunda entre as exigências da Igreja e o modo de vida de uma pessoa. Nesse último caso, a solução certamente envolve uma mudança na atitude e no comportamento da pessoa, em vez de uma mudança na Doutrina ou na Disciplina da Igreja. No Evangelho, Nosso Senhor vai ao encontro das pessoas, de cada uma delas, nas situações mais diversificadas nas quais se encontram. Acolhe a todos, dedica-se a todos. Mas a todos e a cada um individualmente propõe um caminho de conversão, de mudança. O próprio Papa Francisco, em uma entrevista, diz que a Igreja é aberta a todos, acolhe a todos. Mas que, após entrar, há regras… A questão fundamental, portanto, é que não podemos solucionar as questões desafiadoras propostas à atenção pastoral da Igreja com um simples “acomodamento”, fundamentado no princípio de responder a sentimentos e a agradar o pensamento dominante. As respostas caridosas e amorosas da Igreja, buscando ir ao encontro e responder às questões cruciais que lhe são apresentadas, exigem um aprofundamento na argumentação teológica, ancorada na Palavra de Deus, na tradição teológica e na lei moral natural. O Sínodo deve se dedicar a esse trabalho fundamental que envolve tanto a dimensão pastoral quanto a dimensão teológica da questão da inclusão. Portanto, tendo consciência da gravidade do momento e da responsabilidade dos participantes do Sínodo em oferecerem caminhos não discordes a toda a Tradição Sagrada da Igreja, é essencial que todos os fiéis orem por ele, para ser de verdade, um momento de renovação espiritual e de discernimento sob a orientação do Espírito Santo, tendo o Papa Francisco como garante da autentica eclesialidade do Sínodo, para que a Igreja possa encontrar maneiras eficazes de cumprir sua missão de proclamar o Evangelho a todas as nações, mantendo ao mesmo tempo, sua fidelidade à verdade da fé e à lei moral e sendo a Casa de todos e de cada um dos seres humanos. Peço, pois, encarecidamente, que neste momento tão importante para a Igreja, todos nos coloquemos em oração constante pelo bom êxito deste Sínodo. Dada e passada na Sede da Diocese de Frederico Westphalen, ao primeiro dia do mês de outubro do ano do Senhor de dois mil e vinte e três, vigésimo sexto domingo do Tempo Comum. + Antonio Carlos Rossi Keller Bispo de Frederico Westphalen #SínododaSinodalidade
- Homilia Diária | O amor humano é sempre resposta a Deus
Segunda-feira da 27ª Semana do Tempo Comum O amor humano, seja a Deus, seja ao próximo, é sempre um dom e uma resposta. Uma resposta, porque foi Deus que, por livre iniciativa, amou-nos por primeiro, quando ainda éramos inimigos seus, moribundos abandonados à beira do caminho. E um dom, porque só Ele pode nos dar a graça de respondermos com amor ao amor com que fomos bondosamente agraciados. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 9 de outubro, e demos graças ao Senhor por ter vindo a este mundo resgatar-nos do pecado e mostrar-nos, em sua Cruz, a profundidade insondável de sua caridade para conosco! Santo do Dia: São Dionísio, que perdeu a cabeça por amor a Jesus Anúncio do Evangelho (Mt 21,33-43) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu vos escolhi, foi do meio do mundo, a fim de que deis um fruto que dure. Eu vos escolhi, foi do meio do mundo. Amém! Aleluia, aleluia! (cf. Jo 15,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33 “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35 Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38 Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39 Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40 Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” 41 Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42 Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’ 43 Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Segunda-feira da 27ª Semana do Tempo Comum O amor humano, seja a Deus, seja ao próximo, é sempre um dom e uma resposta. Uma resposta, porque foi Deus que, por livre iniciativa, amou-nos por primeiro, quando ainda éramos inimigos seus, moribundos abandonados à beira do caminho. E um dom, porque só Ele pode nos dar a graça de respondermos com amor ao amor com que fomos bondosamente agraciados. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 9 de outubro, e demos graças ao Senhor por ter vindo a este mundo resgatar-nos do pecado e mostrar-nos, em sua Cruz, a profundidade insondável de sua caridade para conosco! Santo do Dia: São Dionísio, que perdeu a cabeça por amor a Jesus Anúncio do Evangelho (Mt 21,33-43) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eu vos escolhi, foi do meio do mundo, a fim de que deis um fruto que dure. Eu vos escolhi, foi do meio do mundo. Amém! Aleluia, aleluia! (cf. Jo 15,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33 “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35 Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38 Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39 Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40 Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” 41 Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42 Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’ 43 Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Dionísio, que perdeu a cabeça por amor a Jesus – 9 de Outubro
SANTO DO DIA – 09 DE OUTUBRO – SÃO DIONÍSIO DE PARIS, OU DENIS Bispo e mártir (século III) O santo Dionísio, popularmente conhecido como o são Dênis de Paris, que é comemorado neste dia, foi, durante muito tempo, venerado como único padroeiro de França, até surgir santa Joana d’Arc para dividir com ele a grande devoção cristã do povo daquele país. De origem italiana, ele era um jovem missionário enviado pelo papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte no ano 250, portanto no século III. Formou, então, a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, sendo eleito o seu primeiro bispo. Alguns anos depois, teria sofrido o martírio, sendo decapitado no local hoje conhecido como Montmartre, isto é, ‘Colina do Mártir’. Ao lado do bispo Dênis, o sacerdote Rústico e o diácono Eleutério, seus companheiros, também testemunharam sua fé cristã. Sobre o seu túmulo em Montmartre, mais tarde, foi edificada uma basílica, junto à qual, no ano 630, o rei Dagoberto fundou uma abadia. Até esses monges acabaram sofrendo com o efeito de uma enorme confusão que se fez entre este mártir e outros dois Dionísios: o Areopagita, discípulo de são Paulo, e o célebre escritor de Alexandria. Mas esses religiosos foram citados indevidamente. A estranha e rebuscada confusão que se fez em torno da figura do santo bispo Dênis envolvia nitidamente essas três figuras distintas, que viveram em épocas diferentes, mas que foram unidas num único personagem, o santo celebrado hoje. Contava-se que o mártir original, ou seja, o bispo Dênis de Paris, foi enviado à Gália francesa pelo papa são Clemente I no fim do século I. Por isso ele começou a ser identificado com a figura de Dionísio Areopagita, discípulo do apóstolo Paulo, comemorado no dia 3 de outubro. Por isso, também, passou a ser confundido com um homônimo da Alexandria, autor de uma famosa coletânea de escritos místicos, que desde o século V vinha sendo erroneamente atribuída ao discípulo Areopagita. Não bastasse toda essa confusão, são Dionísio, ou Dênis, segue sendo aclamado pela mais antiga tradição cristã francesa, que o venera como um mártir cefalóforo, ou seja, carregador de cabeça. E assim ele chegou aos nossos dias sendo o bispo mártir que havia carregado a própria cabeça decepada até o local onde deveria ser enterrado. No caso, a Abadia de Saint-Denis, em Paris, local onde, tradicionalmente, todos os reis da França foram enterrados. Texto: Paulinas Internet O homem que perdeu a cabeça por amor a Jesus São Dionísio de Paris, depois de ter sua cabeça decepada, caminhou ainda seis quilômetros com ela nas mãos, pregando o Evangelho Dos muitos mártires que a fé em Cristo já gerou ao longo dos séculos, em todos os cantos da terra, a Igreja celebra, hoje, a memória de São Dinis de Paris, bispo e padroeiro da França. São Dinis – que também se pode chamar de “Dionísio” – foi morto em meados do século III, durante o curto reinado do imperador romano Décio. Os dois anos em que ficou à frente do Império foram suficientes para que sua crueldade fosse comparada à do terrível Nero. Em pouco tempo, ele fez incontáveis vítimas no meio do clero e entre os próprios fiéis, elevando à honra dos altares nomes como Santa Ágata, São Saturnino e o próprio Papa Fabiano. Como morreu São Dinis? Durante o seu pontificado, São Fabiano enviou à então província da Gália sete missionários cristãos, dentre eles Saturnino, mandado a Toulouse, e o próprio Dinis, que se fixou na Lutécia, onde atualmente fica a cidade de Paris. A eloquência de Dionísio logo colocou em polvorosa os sacerdotes pagãos do local, que ficaram alarmados pelas várias conversões que ele, por obra de Deus, conseguia. Um edito do imperador Décio, exigindo que todos prestassem o culto a César, tornou fácil a captura de Dinis, que se destacava por sua coragem e fidelidade. Um dia, levaram-no ao alto de um monte e cortaram a sua cabeça e as de seus fiéis companheiros, Rústico e Eleutério. O mais incrível é que, segundo a tradição, o bispo Dionísio ainda saiu do Montmartre – “monte do mártir”, como ficou conhecido o lugar – e caminhou seis quilômetros, carregando a sua cabeça e pregando um sermão sobre o arrependimento, até chegar ao lugar onde foi enterrado. A iconografia cristã geralmente o retrata segurando a sua cabeça, ainda com a mitra. Hoje, o “apóstolo da Gália” é invocado pelo povo cristão contra dores de cabeça e possessões demoníacas, além de ser homenageado como um dos primeiros pais da França. O seu impressionante testemunho ilustra como nem depois de mortos os santos se calam. Se, nesta terra, com a sua pregação e vida, Dionísio glorificou sumamente a Deus, chegando ao heroísmo do martírio, após a sua morte, ele mesmo encorajou muitos outros homens a darem a vida por Cristo, cumprindo a profecia de Tertuliano, para quem o sangue dos mártires era semente de novos cristãos. É importante lembrar que as ofertas dos perseguidores para que os cristãos “livrassem a sua pele” eram coisas aparentemente simples. Daniel-Rops conta que os suspeitos de seguirem a Cristo eram “conduzidos ao templo e convidados a sacrificar aos deuses ou, pelo menos, a queimar incenso na frente do altar”. Depois, caso persistisse “a acusação de cristianismo, o acusado era convidado a pronunciar uma fórmula blasfema, na qual renegava Cristo”. Por fim, celebrava-se uma refeição, “uma espécie de comunhão pagã, em que os suspeitos deviam comer carne das vítimas imoladas e beber vinho consagrado aos ídolos” [1]. Se fizessem qualquer uma dessas coisas, os cristãos se safavam e não eram mortos. Diante de uma perseguição como a impetrada por Décio, pode-se imaginar como era grande a tentação de jogar um pouquinho de incenso diante dos ídolos… Afinal, um punhado de incenso, que mal poderia haver? Mas, os santos não se improvisam. ;“Quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará” (Mt 16, 25). Os carrascos que olhavam para os mártires certamente pensavam em seus corações que se tratavam de loucos, assim como a modernidade comumente pinta as imagens dos primeiros mártires como “suicidas”, como se fossem homens desgostosos da vida, à procura da morte. À luz do Evangelho, no entanto, a entrega dessas pessoas não era simplesmente a renúncia da vida, mas a adesão à verdadeira Vida, por amor. O “não” de Dionísio, Rústico e Eleutério à idolatria, à blasfêmia e às carnes sacrificadas pelos ídolos foi, ao mesmo tempo, um belo e glorioso “sim” a Deus, ao Seu nome e à Sua vontade. Hoje, talvez não nos seja pedida a entrega física dos primeiros mártires, que tiveram suas cabeças, braços e pernas decepados por causa de Cristo. Mas, sem dúvida, é-nos pedida a fidelidade de cada dia, pela qual todo cristão é sempre um mártir : “Sendo muitas as perseguições, também são numerosos os martírios. Todos os dias és testemunha de Cristo. Foste tentado pelo espírito de fornicação; mas, por temor do futuro juízo de Cristo, julgaste que não devias manchar a pureza da alma e do corpo: és mártir de Cristo. Foste tentado pelo espírito de avareza para assaltar a propriedade do teu inferior ou para violar os direitos da viúva indefesa; todavia, meditando nos preceitos divinos, preferiste prestar ajuda a praticar injustiças: és testemunha de Cristo. (…) Foste tentado pelo espírito de soberba; mas, ao ver o pobre e o necessitado, compadeceste-te piedosamente e preferiste a humildade à arrogância: és testemunha de Cristo.” “Como são numerosos todos os dias os mártires ocultos de Cristo, os que confessam o Senhor Jesus! O Apóstolo conheceu este martírio e este fiel testemunho, ao dizer: É esta a nossa glória e o testemunho da nossa consciência.” [2] Com os santos, aprendemos que “quem começa a servir verdadeiramente o Senhor, o mínimo que lhe pode oferecer é a própria vida”, como ensinava Santa Teresa de Ávila. Peçamos a intercessão de São Dionísio, para que nos ajude a sermos testemunhas de Cristo onde for: senão no alto dos montes, nas arenas dos leões ou no madeiro das cruzes, em nossas casas, em nossas escolas e em nossos trabalhos. São Dionísio, mártir, rogai por nós! Por Equipe Christo Nihil Praeponere
- São Dionísio, que perdeu a cabeça por amor a Jesus – 9 de Outubro
SANTO DO DIA – 09 DE OUTUBRO – SÃO DIONÍSIO DE PARIS, OU DENIS Bispo e mártir (século III) O santo Dionísio, popularmente conhecido como o são Dênis de Paris, que é comemorado neste dia, foi, durante muito tempo, venerado como único padroeiro de França, até surgir santa Joana d’Arc para dividir com ele a grande devoção cristã do povo daquele país. De origem italiana, ele era um jovem missionário enviado pelo papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte no ano 250, portanto no século III. Formou, então, a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, sendo eleito o seu primeiro bispo. Alguns anos depois, teria sofrido o martírio, sendo decapitado no local hoje conhecido como Montmartre, isto é, ‘Colina do Mártir’. Ao lado do bispo Dênis, o sacerdote Rústico e o diácono Eleutério, seus companheiros, também testemunharam sua fé cristã. Sobre o seu túmulo em Montmartre, mais tarde, foi edificada uma basílica, junto à qual, no ano 630, o rei Dagoberto fundou uma abadia. Até esses monges acabaram sofrendo com o efeito de uma enorme confusão que se fez entre este mártir e outros dois Dionísios: o Areopagita, discípulo de são Paulo, e o célebre escritor de Alexandria. Mas esses religiosos foram citados indevidamente. A estranha e rebuscada confusão que se fez em torno da figura do santo bispo Dênis envolvia nitidamente essas três figuras distintas, que viveram em épocas diferentes, mas que foram unidas num único personagem, o santo celebrado hoje. Contava-se que o mártir original, ou seja, o bispo Dênis de Paris, foi enviado à Gália francesa pelo papa são Clemente I no fim do século I. Por isso ele começou a ser identificado com a figura de Dionísio Areopagita, discípulo do apóstolo Paulo, comemorado no dia 3 de outubro. Por isso, também, passou a ser confundido com um homônimo da Alexandria, autor de uma famosa coletânea de escritos místicos, que desde o século V vinha sendo erroneamente atribuída ao discípulo Areopagita. Não bastasse toda essa confusão, são Dionísio, ou Dênis, segue sendo aclamado pela mais antiga tradição cristã francesa, que o venera como um mártir cefalóforo, ou seja, carregador de cabeça. E assim ele chegou aos nossos dias sendo o bispo mártir que havia carregado a própria cabeça decepada até o local onde deveria ser enterrado. No caso, a Abadia de Saint-Denis, em Paris, local onde, tradicionalmente, todos os reis da França foram enterrados. Texto: Paulinas Internet O homem que perdeu a cabeça por amor a Jesus São Dionísio de Paris, depois de ter sua cabeça decepada, caminhou ainda seis quilômetros com ela nas mãos, pregando o Evangelho Dos muitos mártires que a fé em Cristo já gerou ao longo dos séculos, em todos os cantos da terra, a Igreja celebra, hoje, a memória de São Dinis de Paris, bispo e padroeiro da França. São Dinis – que também se pode chamar de “Dionísio” – foi morto em meados do século III, durante o curto reinado do imperador romano Décio. Os dois anos em que ficou à frente do Império foram suficientes para que sua crueldade fosse comparada à do terrível Nero. Em pouco tempo, ele fez incontáveis vítimas no meio do clero e entre os próprios fiéis, elevando à honra dos altares nomes como Santa Ágata, São Saturnino e o próprio Papa Fabiano. Como morreu São Dinis? Durante o seu pontificado, São Fabiano enviou à então província da Gália sete missionários cristãos, dentre eles Saturnino, mandado a Toulouse, e o próprio Dinis, que se fixou na Lutécia, onde atualmente fica a cidade de Paris. A eloquência de Dionísio logo colocou em polvorosa os sacerdotes pagãos do local, que ficaram alarmados pelas várias conversões que ele, por obra de Deus, conseguia. Um edito do imperador Décio, exigindo que todos prestassem o culto a César, tornou fácil a captura de Dinis, que se destacava por sua coragem e fidelidade. Um dia, levaram-no ao alto de um monte e cortaram a sua cabeça e as de seus fiéis companheiros, Rústico e Eleutério. O mais incrível é que, segundo a tradição, o bispo Dionísio ainda saiu do Montmartre – “monte do mártir”, como ficou conhecido o lugar – e caminhou seis quilômetros, carregando a sua cabeça e pregando um sermão sobre o arrependimento, até chegar ao lugar onde foi enterrado. A iconografia cristã geralmente o retrata segurando a sua cabeça, ainda com a mitra. Hoje, o “apóstolo da Gália” é invocado pelo povo cristão contra dores de cabeça e possessões demoníacas, além de ser homenageado como um dos primeiros pais da França. O seu impressionante testemunho ilustra como nem depois de mortos os santos se calam. Se, nesta terra, com a sua pregação e vida, Dionísio glorificou sumamente a Deus, chegando ao heroísmo do martírio, após a sua morte, ele mesmo encorajou muitos outros homens a darem a vida por Cristo, cumprindo a profecia de Tertuliano, para quem o sangue dos mártires era semente de novos cristãos. É importante lembrar que as ofertas dos perseguidores para que os cristãos “livrassem a sua pele” eram coisas aparentemente simples. Daniel-Rops conta que os suspeitos de seguirem a Cristo eram “conduzidos ao templo e convidados a sacrificar aos deuses ou, pelo menos, a queimar incenso na frente do altar”. Depois, caso persistisse “a acusação de cristianismo, o acusado era convidado a pronunciar uma fórmula blasfema, na qual renegava Cristo”. Por fim, celebrava-se uma refeição, “uma espécie de comunhão pagã, em que os suspeitos deviam comer carne das vítimas imoladas e beber vinho consagrado aos ídolos” [1]. Se fizessem qualquer uma dessas coisas, os cristãos se safavam e não eram mortos. Diante de uma perseguição como a impetrada por Décio, pode-se imaginar como era grande a tentação de jogar um pouquinho de incenso diante dos ídolos… Afinal, um punhado de incenso, que mal poderia haver? Mas, os santos não se improvisam. ;“Quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará” (Mt 16, 25). Os carrascos que olhavam para os mártires certamente pensavam em seus corações que se tratavam de loucos, assim como a modernidade comumente pinta as imagens dos primeiros mártires como “suicidas”, como se fossem homens desgostosos da vida, à procura da morte. À luz do Evangelho, no entanto, a entrega dessas pessoas não era simplesmente a renúncia da vida, mas a adesão à verdadeira Vida, por amor. O “não” de Dionísio, Rústico e Eleutério à idolatria, à blasfêmia e às carnes sacrificadas pelos ídolos foi, ao mesmo tempo, um belo e glorioso “sim” a Deus, ao Seu nome e à Sua vontade. Hoje, talvez não nos seja pedida a entrega física dos primeiros mártires, que tiveram suas cabeças, braços e pernas decepados por causa de Cristo. Mas, sem dúvida, é-nos pedida a fidelidade de cada dia, pela qual todo cristão é sempre um mártir : “Sendo muitas as perseguições, também são numerosos os martírios. Todos os dias és testemunha de Cristo. Foste tentado pelo espírito de fornicação; mas, por temor do futuro juízo de Cristo, julgaste que não devias manchar a pureza da alma e do corpo: és mártir de Cristo. Foste tentado pelo espírito de avareza para assaltar a propriedade do teu inferior ou para violar os direitos da viúva indefesa; todavia, meditando nos preceitos divinos, preferiste prestar ajuda a praticar injustiças: és testemunha de Cristo. (…) Foste tentado pelo espírito de soberba; mas, ao ver o pobre e o necessitado, compadeceste-te piedosamente e preferiste a humildade à arrogância: és testemunha de Cristo.” “Como são numerosos todos os dias os mártires ocultos de Cristo, os que confessam o Senhor Jesus! O Apóstolo conheceu este martírio e este fiel testemunho, ao dizer: É esta a nossa glória e o testemunho da nossa consciência.” [2] Com os santos, aprendemos que “quem começa a servir verdadeiramente o Senhor, o mínimo que lhe pode oferecer é a própria vida”, como ensinava Santa Teresa de Ávila. Peçamos a intercessão de São Dionísio, para que nos ajude a sermos testemunhas de Cristo onde for: senão no alto dos montes, nas arenas dos leões ou no madeiro das cruzes, em nossas casas, em nossas escolas e em nossos trabalhos. São Dionísio, mártir, rogai por nós! Por Equipe Christo Nihil Praeponere
- Padre alemão compara Sínodo à revolução comunista e liga-o a Fátima com mensagem de “grande ap
Diante desta Revolução Eclesiástica que vislumbramos no Sínodo da Sinodalidade, como esquecer que o Cardeal Ciappi Mario Luigi confessou: “No Terceiro Segredo, entre outras coisas, prevê-se que a grande apostasia na Igreja começará no topo”. Tradução livre de Life Site News. A Fraude do Sínodo Mundial “Antes da segunda vinda de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a sua peregrinação na terra revelará o “mistério da iniquidade” sob a forma de um engano religioso que oferece aos homens uma solução aparente para os seus problemas ao preço da apostasia da verdade. O supremo engano religioso é o do Anticristo, um pseudomessianismo pelo qual o homem se glorifica no lugar de Deus e de seu Messias vindo na carne”. [1] Com estas palavras, o Catecismo da Igreja Católica refere-se à grande apostasia claramente anunciada pela Sagrada Escritura, especialmente na Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (cf. 2 Ts 2, 3-12). Pouco antes de sua morte, em 2017, o cardeal Carlo Caffarra, presidente fundador do Pontifício Instituto João Paulo II para o Matrimônio e a Família, referiu-se a uma carta da irmã Lúcia de Fátima na qual ela havia escrito o seguinte: “Pai, chegará um tempo em que a batalha decisiva entre o Reino de Cristo e Satanás será travada sobre o matrimônio e a família. E aqueles que trabalharem para o bem da família experimentarão perseguições e tribulações. Mas não temas, pois Nossa Senhora já lhe esmagou a cabeça”. [2] O cardeal Carlo Caffarra exerceu sua responsabilidade diante de Deus e pela salvação das almas ao se posicionar com a dubia em 2016 contra a heresia do panfleto Amoris Laetitia. No momento, porém, abre-se uma dimensão ainda maior da controvérsia. No mesmo lugar onde a “deusa” pagã Pachamama era venerada na presença de Bergoglio, como ele mesmo se autodenomina no Anuário do Vaticano,[3] em atos sacrílegos e blasfemos,[4] a primeira sessão do Sínodo Mundial começa exatamente quatro anos depois, no dia 4 de outubro de 2023. O julgamento das Escrituras sobre a idolatria de 2019 ecoa: “Omnes dii gentium dæmonia (Todos os deuses dos povos são demônios)”. [5] São Francisco de Assis, cujo nome e dia de comemoração foram usados indevidamente para esta atividade neopagã, chama com sua vida heroica os verdadeiros servos do Senhor a testemunhar que eles “permanecem firmes na fé católica, […] observando o santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, que prometemos firmemente”. [6] Assim, cinco cardeais publicaram novas dúbias em vista dos graves acontecimentos atuais. Obviamente, está sendo implementada uma “Igreja Sinodal”, que já foi inequivocamente descrita pelo argentino: “A sinodalidade expressa a essência da Igreja, sua forma, seu estilo, sua missão”. [7] Trata-se, portanto, de uma “dimensão constitutiva da Igreja”. [8] O Catecismo, no entanto, ensina o contrário: “Cristo instituiu uma hierarquia eclesiástica com a missão de alimentar o povo de Deus em seu nome e para isso deu-lhe autoridade. A hierarquia é formada por ministros sagrados, bispos, sacerdotes e diáconos. Graças ao sacramento da Ordem, os bispos e sacerdotes atuam no exercício de seu ministério em nome e na pessoa de Cristo Cabeça”. [9] Como bem admitiu o Cardeal Grech, secretário do Sínodo, Bergoglio “forneceu um modelo vívido e inspirador da imagem da autoridade hierárquica como uma ‘pirâmide invertida'”. [10] Nessa flagrante distorção eclesiológica, a direção implícita do movimento se expressa. A negociação é uma mudança constitucional fundamental e uma mudança completa de paradigma. A própria estrutura da Igreja e todo o seu ser estão em debate. O documento preparatório sinodal formula como objetivo: “O caminho da sinodalidade está voltado para a tomada de decisões pastorais baseadas na voz viva do povo de Deus que melhor correspondam à vontade de Deus”. [11] Por detrás deste eufemismo está nada menos do que a intenção de virar de cabeça para baixo a Constituição eclesial e, com ela, a Fé. “O cardeal Grech diz que o discernimento do bispo não consiste em verificar se o que o povo de Deus diz está de acordo com o que a revelação divina ensina, mas exatamente o contrário: consiste em pegar o que o povo diz e ver nele a palavra do Espírito Santo.” [12] A traição envolvida foi enfaticamente exposta pelo cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: “Eles querem abusar desse processo para mudar a Igreja Católica – e não apenas em outra direção, mas a ponto de destruir a Igreja Católica”. [13] Em tal procedimento, a fé revelada é finalmente substituída por uma ideologia pseudo-religiosa que se desprendeu da verdade para se comprometer com o novo credo de uma “escuta” horizontal sem fim e criar sua própria doutrina. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. O cardeal Raymond Leo Burke, duas vezes signatário da dubia, classificou bem esse processo: “Dizem-nos que a Igreja a que professamos pertencer, em comunhão com os nossos predecessores na fé desde o tempo dos Apóstolos, como Una, Santa, Católica e Apostólica, deve agora ser definida pela sinodalidade, um termo que não tem história no ensino da Igreja e para o qual não há significado, definição fundamentada. ‘Sinodalidade’ e o adjetivo associado ‘sinodal’ tornaram-se slogans por trás dos quais uma revolução está em curso para mudar radicalmente a autocompreensão da Igreja, de acordo com uma ideologia contemporânea que nega muito do que a Igreja sempre ensinou e praticou. [14] É claro que o processo sinodal não tem a ver com a opinião popular. Basta uma olhada nos números que comprova isso. O voto popular não está de fato representado na pesquisa sobre “Reflexão sobre o Sínodo 2023 sobre a Sinodalidade”. Apenas pequenas minorias participaram, cuja participação em cada país é muito pequena em relação à respectiva totalidade dos católicos de lá. Na Itália, por exemplo, o número é inferior a um por cento – em outras regiões do mundo, as proporções foram semelhantes. [15] O documento preparatório dá um toque especial à orientação sinodal, ao querer explicitamente ouvir pessoas de outras religiões e mesmo aquelas sem religião. [16] [O atrasado] O cardeal George Pell, que – inocentemente acusado – havia suportado corajosamente a perseguição e a prisão desencadeadas contra ele, rejeitou firmemente o documento de trabalho para a etapa continental, que a Secretaria Geral do Sínodo publicou em outubro de 2022. [Ele disse naquela época que] era “significativamente hostil à tradição apostólica e em nenhum lugar reconhece o Novo Testamento como a Palavra de Deus, um normativo para qualquer ensinamento sobre fé e moral”. Pell denunciou o Sínodo sobre a Sinodalidade como um “pesadelo tóxico”. [17] De fato, o documento preparatório sinodal, com sua menção inflacionária à “escuta”, visa um “processo” até que se chegue a um “consenso unânime”[18]. Aplicando a dialética de Hegel, “parece ser proposto que a hierarquia não use sua autoridade magistral para decidir em uma controvérsia, mas permita que a tensão entre tese e antítese cresça até que finalmente se chegue a uma síntese unanimemente decidida”. [19] Além disso, essa abordagem é influenciada pelo fato de que cerca de 25% dos participantes do sínodo não são bispos – além de padres, diáconos e religiosos, também leigos e leigas com direitos de voto iguais. [20] Como uma fórmula ideológica vazia, os agitadores sinodais usam o termo “inclusão” para seu trabalho deslumbrante, que não é mais definido. Numa completa distorção do mandato missionário de Cristo, eles insistem na exigência de que a Igreja deve acolher incondicionalmente todas as pessoas, sem lhes trazer a verdadeira fé ou mesmo chamá-las à conversão. O documento de trabalho para a etapa continental invocou a visão da Igreja como espaço aberto de comunhão, participação e missão. “Ouvir”, disse, deve ser entendido como “estar aberto a aceitar, a partir do desejo de inclusão radical. Ninguém está excluído!” [21] Um exemplo desastroso dessa visão foi dado em julho de 2023 pelo coordenador da Jornada Mundial da Juventude, o então bispo auxiliar de Lisboa. Ele esbravejou que a intenção “não era converter os jovens a Cristo, à Igreja Católica ou qualquer coisa do tipo”. [22] Desta forma, ele obviamente cumpre um requisito essencial da nova Igreja Sinodal, pois três dias após esta declaração, ele foi nomeado Cardeal. Sua declaração está totalmente alinhada com o documento de Abu Dhabi, que Bergoglio selou com sua assinatura após um intenso abraço com o grande imã do Cairo. Contém a soma de heresias com a pérfida afirmação de que a diversidade pluralista das religiões está de acordo com a vontade de Deus. [23] Em vista do Sínodo Mundial, uma “inclusão radical” é agora postulada em todas as áreas da Igreja. Os grupos ofendidos e os que se sentem excluídos devem ser incluídos. Com sugestivas e tendenciosas “perguntas” do Instrumentum laboris, o processo sinodal é conduzido na direção pretendida. Como era de se esperar, um tema importante aqui é a abolição de fato de toda a moralidade sexual. “Divorciados recasados, pessoas em casamentos poligâmicos, LGBTQ+”[24] devem se sentir aceitos e livres, diz. A “pergunta” correspondente pergunta com que passos concretos se deseja abordá-los à luz da Amoris Laetitia. Emreferência ao apelo das Assembleias Continentais, destaca-se o apelo para “abordar a questão da participação das mulheres na liderança, tomada de decisões, missão e ministérios em todos os níveis da Igreja com o apoio de estruturas apropriadas”. A abordagem pergunta explicitamente como “as mulheres poderiam ser envolvidas em cada uma dessas áreas em maior número e de novas maneiras”. Dificilmente superável em repugnante insinceridade é o resultado prometido do uso das mulheres para “promover um maior sentido de responsabilidade e transparência e consolidar a confiança na Igreja”. [25] À luz desta doutrina proposta, a Igreja Sinodal preocupar-se-á com a instalação de leigos como líderes da congregação e com a erradicação do celibato. O mal de um suposto “clericalismo” deve ser superado. Como cortina de fumaça para o processo correspondente, utiliza-se mais uma vez o modelo de supostos casos individuais, o que, naturalmente, abre a porta para a situação geral fática: “É possível, como sugerido por alguns continentes, abrir uma reflexão sobre se as regras de acesso ao sacerdócio para homens casados podem ser revistas? pelo menos em algumas áreas?” [26] O renomado advogado canônico americano P. Gerald E. Murray tirou a máscara da “inclusão radical” descrita acima com uma análise inequívoca. Haverá “séria discussão sobre a abolição de doutrinas que conflitam com as crenças e desejos dos seguintes: aqueles que vivem em segundos ‘casamentos’ adúlteros; homens que tenham duas ou três ou mais esposas; homossexuais e bissexuais; pessoas que acreditam não ter o sexo com o qual nasceram; mulheres que querem ser ordenadas diáconas e sacerdotes; leigos que querem ter a autoridade dada por Deus aos bispos e sacerdotes. […] Há claramente uma revolução aberta ocorrendo na Igreja hoje, uma tentativa de nos convencer de que aceitar a heresia e a imoralidade não é pecado, mas sim uma resposta à voz do Espírito Santo”. [27] Naturally, Bergoglio has long since shown which answers he wants … to the “questions” of the Instrumentum laboris. He himself had already spoken in favor of promoting civil unions of homosexual partners.[28] The nominations of system-conforming functionaries at the interfaces of the World Synod are clear, marking the agenda and virtually anticipating the outcome. For example, Cardinal Grech, installed as secretary general, “suggested that the Synod could initiate radical changes in Catholic teaching on marriage and sexuality, saying that ‘complicated issues’ such as Communion for the divorced and remarried and the ‘blessing’ of homosexual relationships ‘cannot be understood simply in terms of doctrine.’”[29] Cardinal Hollerich, commissioned as general rector, replied in an interview when asked how he dealt with the Church’s teaching on the sinfulness of homosexuality, “I think it’s wrong. But I also believe that we are thinking ahead in doctrine here.”[30] Regarding the ordination of women, he was asked if Bergoglio could decide something that contradicted the infallible teaching of St. Pope John Paul II in Ordinatio Sacerdotalis. Again, the response was brash: “In the course of time, yes.”[31] Fr. James Martin, an activist for homosexuality and a Vatican counselor, “said he intends to use his appointment as representative to the upcoming Synod on Synodality in Rome as an opportunity to bring more attention to LGBTQ experiences.”[32] Moreover, his statement that Bergoglio has done “everything possible to appoint ‘gay-friendly’ bishops and cardinals in the Catholic Church is revealing.”[33] A nomeação de Dom Fernández de La Plata como novo prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé atraiu atenção especial. Agora elevado a cardeal, o argentino ganhou destaque como padre em meados dos anos 1990 com seu livro Heal Me with Your Mouth: The Art of Kissing, que ele disse ter escrito como uma “catequese para jovens”. [34] A escrita é caracterizada por uma perversidade repugnante e dificilmente pode ser citada em inúmeros lugares. Por exemplo, diz: “Então não pergunte o que acontece com a minha boca. Me mata na hora com o próximo beijo, deixa eu sangrar até a morte completamente, ela-loba, me devolve a paz, sem piedade (tucho)”. [35] Fernández é ghostwriter de Bergoglio há muitos anos, e Francisco sempre promoveu seu “filho adotivo”. Em 2016, tornou-se consultor da Congregação para a Educação do Vaticano. [36] Profundamente revelador é o segredo aberto de que o especialista em beijos e novo guardião da fé da Igreja Sinodal é também o autor sombra do panfleto Amoris laetitia. 37] Desmascarar foi sua admissão na época de que Bergoglio havia assim “mudado a disciplina da Igreja, e irreversivelmente”. [38] O panfleto foi publicado no Vaticano. Como resultado, Fernández descreveu recentemente o objetivo de sua missão atual: “Há uma missão, e é que eu tenho que ter certeza (!) que as coisas que são ditas são consistentes com o que Francisco nos ensinou. Ele nos deu um insight, uma compreensão mais completa.” [39] Dificilmente se poderia expressar a dura ruptura de forma mais drástica. Assim, o padrão para o sistema sinodal não é mais a verdade revelada em Jesus Cristo e confiada ao magistério constante da Igreja Católica, mas o ensinamento de Bergoglio. Toda a dimensão da peça manipulada no palco da última década é bastante clara. No epílogo do drama da década usurpadora, o topo da estrutura do Vaticano agora manifesta ostensivamente a agenda da destruição com a realização do Sínodo Mundial ampliado. Instala-se uma estrutura pseudoeclesial separada, que é colocada no lugar da verdadeira Igreja de Deus e nos apresenta como um “novo evangelho”, um delírio religioso de mentiras, contra cujo engano pernicioso o Catecismo advertiu urgentemente na passagem citada no início. Perante esta Revolução Eclesiástica de Outubro, como esquecer a célebre palavra que o cardeal Mario Luigi Ciappi, teólogo da casa papal durante décadas e especialista comprovado na Mensagem de Fátima, deixou em 1995? Em uma carta, ele confessou: “No Terceiro Segredo, entre outras coisas, prevê-se que a grande apostasia na Igreja começará no topo”. [40] 4 de outubro de 2023 São Francisco de Assis P. Frank Unterhalt Traduzido de LifeSiteNews Nota do editor: Este ensaio do P. Frank Unterhalt foi publicado originalmente em alemão em 4 de outubro de 2023, no site do grupo clerical “Communio veritatis.Foi traduzido e reimpresso pelo LifeSiteNews com a permissão do P. Unterhalt. [1] Catecismo da Igreja Católica, 675. [2] Diane Montagna, “Linha do tempo dos eventos revela complô para destruir legado do Instituto JPII”, in LifeSiteNews, 20 de agosto de 2019. [3] Cf. Guido Horst, “Es war einmal ein ‘Stellvertreter Christi'”, in Die Tagespost, 2 de abril de 2020; Cf. Dom Carlo Maria Viganò, “‘Du sagst es'”, em Katholisches.info, 4 de abril de 2020. [4] Cf. Contra Recentia Sacrilegia, 9 de novembro de 2019, em Rorate Cæli, https://rorate-caeli.blogspot.com/2019/11/contra-recentia-sacrilegia.html. [5] Vulgata, Salmo 95(96),5. [6] Francisco de Assis, Bullierte Regel, 12º cap., 4, in: Franziskus-Quellen, Kevelaer 2009, p. 102. [7] Discurso aos fiéis da Diocese de Roma, 18 de setembro de 2021. [8] Discurso pelo 50º aniversário da criação do Sínodo dos Bispos, 17 de outubro de 2015. [9] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 179. [10] Cardeal Grech, Discurso aos Bispos da Irlanda sobre a Sinodalidade, 3 de fevereiro de 2021, na Conferência Episcopal Católica Irlandesa, “Discurso do Cardeal Mario Grech aos Bispos da Irlanda sobre a Sinodalidade”, 4 de março de 2021. [11] Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos (ed.), Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão. Vademecum para o Sínodo sobre a Sinodalidade, setembro de 2021, p. 8. [12] Julio Loredo, José Antonio Ureta, Eine Büchse der Pandora, Frankfurt 2023, p. 33. [13] Raymond Arroyo, “Cardeal Müller sobre o Sínodo sobre a Sinodalidade: ‘Uma tomada hostil da Igreja de Jesus Cristo (…) Devemos resistir'”, in National Catholic Register, 7 de outubro de 2022. [14] Raymond Leo Cardinal Burke, Prefácio, 16 de junho de 2023, in Julio Loredo, José Antonio Ureta, op. cit. p. 7. [15] Cf. Benedikt Heider, “Weltsynode: So sortiert das Synodenteam die Rückmeldungen”, em katholisch.de, 29 de agosto de 2022; Cf. Lucas Coppen, “Quantas pessoas participaram da fase diocesana do Sínodo?”, in O Pilar, 29 de julho de 2022. [16] Cf. Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, op. cit. p. 12-13. [17] Damian Thompson, “A Igreja Católica deve libertar-se deste ‘pesadelo tóxico'”, em The Spectator, 11 de janeiro de 2023. [18] Cf. Documento preparatório para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão, p. 11, n. 14. [19] Júlio Loredo, José Antonio Ureta, p. 61. [20] Ver Christine Seuss, “Synode zur Synodalität: Erstmals Frauenquote im Vatikan”, in Vatican News, 26 de abril de 2023. [21] Secretaria Generalis Synodi, documento de trabalho para a etapa continental “‘Alarga a sala da tua tenda’ (Is 54, 2)”, 24 de outubro de 2022, p. 6, n. 11. [22] Jonathan Liedl, “A First for World Youth Day: Interreligious Dialogue a Focal Point in Lisbon”, in National Catholic Register, 17 de julho de 2023. [23] Ver Dr. Maike Hickson, “Papa pede às universidades que divulguem sua afirmação de que ‘a diversidade das religiões’ é ‘desejada por Deus'”, in LifeSiteNews, 25 de março de 2019. [24] XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, Instrumentum laboris para a Primeira Sessão, B 1.2, pp. 32-33. [25] Ibidem, B 2.3, p. 49. [26] Ibidem, B 2.4, p. 53. [27] P. Gerald E. Murray, “Um Sínodo Autodestrutivo”, in The Catholic Thing, 31 de outubro de 2022. [28] Cf. Giuseppe Nardi, “Papst-Vertrauter Fernández: ‘Homo-Ehe? Papst Franziskus hatte immer diese Meinung'” em Katholisches.info, 24 de outubro de 2020. [29] Raymond Wolfe, “O cardeal Müller diz que o Sínodo do Papa Francisco é uma ‘tomada hostil da Igreja’ em entrevista explosiva”, in LifeSiteNews, 7 de outubro de 2022. [30] Ludwig Ring-Eifel, “Kardinal Hollerich spricht über Reformen und Woelki”, em Domradio.de, 2 de fevereiro de 2022. [31] Luka Tripalo, “Generalni Relator Biskupske Sinode Cardinal Jean-Claude Hollerich Duh Sveti ponekad uzrokuje veliku pomutnju kako bi donio nov sklad”, in Glas Koncila, 27 de março de 2023. [32] Claire Giangravé, “O padre James Martin espera trazer vozes LGBTQ para o sínodo”, nos Estados Unidos. Revista dos Jesuítas, 11 de julho de 2023. [33] Dorothy Cummings McLean, “P. James Martin: Papa nomeia bispos ‘gay-friendly’, cardeais para mudar a Igreja LGBT”, in LifeSiteNews, 7 de novembro de 2018. [34] Hannah Brockhaus, “Erzbischof Fernández verteidigt umstrittenes Buch über das Küssen als Jugendkatechese”, in CNA Deutsch, 5 de julho de 2023. [35] Víctor Manuel Fernández, “Sáname con tu boca. El arte de besar”, Buenos Aires 1995, p. 44: “Por eso, no preguntes qué le pasa a mi boca. Matáme de una vez con el próximo beso, desangráme del todo, loba, devolvéme la paz sin piedad (Tucho).” [36] Cf. Giuseppe Nardi, op. cit. [37] Cf. Settimo Cielo/Giuseppe Nardi, “‘Amoris laetitia’ und sein Schattenautor Victor Manuel Fernández”, em Katholisches.info, 25 de maio de 2016. [38] Giuseppe Nardi, “Papst-Vertrauter Fernández: ‘Homo-Ehe? Papst Franziskus hatte immer diese Meinung'” op. cit. [39] Hubert Hecker, “Dom Fernández im Widerspruch zur Wahrheit und Lehrtradition der Kirche”, em Katholisches.info, 31 de agosto de 2023. [40] P. Brian W. Harrison, “Alice von Hildebrand Sheds New Light on Fatima”, Comentário introdutório, in OnePeterFive, 12 de maio de 2016. #SínododaSinodalidade
- Padre alemão compara Sínodo à revolução comunista e liga-o a Fátima com mensagem de “grande ap
Diante desta Revolução Eclesiástica que vislumbramos no Sínodo da Sinodalidade, como esquecer que o Cardeal Ciappi Mario Luigi confessou: “No Terceiro Segredo, entre outras coisas, prevê-se que a grande apostasia na Igreja começará no topo”. Tradução livre de Life Site News. A Fraude do Sínodo Mundial “Antes da segunda vinda de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a sua peregrinação na terra revelará o “mistério da iniquidade” sob a forma de um engano religioso que oferece aos homens uma solução aparente para os seus problemas ao preço da apostasia da verdade. O supremo engano religioso é o do Anticristo, um pseudomessianismo pelo qual o homem se glorifica no lugar de Deus e de seu Messias vindo na carne”. [1] Com estas palavras, o Catecismo da Igreja Católica refere-se à grande apostasia claramente anunciada pela Sagrada Escritura, especialmente na Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (cf. 2 Ts 2, 3-12). Pouco antes de sua morte, em 2017, o cardeal Carlo Caffarra, presidente fundador do Pontifício Instituto João Paulo II para o Matrimônio e a Família, referiu-se a uma carta da irmã Lúcia de Fátima na qual ela havia escrito o seguinte: “Pai, chegará um tempo em que a batalha decisiva entre o Reino de Cristo e Satanás será travada sobre o matrimônio e a família. E aqueles que trabalharem para o bem da família experimentarão perseguições e tribulações. Mas não temas, pois Nossa Senhora já lhe esmagou a cabeça”. [2] O cardeal Carlo Caffarra exerceu sua responsabilidade diante de Deus e pela salvação das almas ao se posicionar com a dubia em 2016 contra a heresia do panfleto Amoris Laetitia. No momento, porém, abre-se uma dimensão ainda maior da controvérsia. No mesmo lugar onde a “deusa” pagã Pachamama era venerada na presença de Bergoglio, como ele mesmo se autodenomina no Anuário do Vaticano,[3] em atos sacrílegos e blasfemos,[4] a primeira sessão do Sínodo Mundial começa exatamente quatro anos depois, no dia 4 de outubro de 2023. O julgamento das Escrituras sobre a idolatria de 2019 ecoa: “Omnes dii gentium dæmonia (Todos os deuses dos povos são demônios)”. [5] São Francisco de Assis, cujo nome e dia de comemoração foram usados indevidamente para esta atividade neopagã, chama com sua vida heroica os verdadeiros servos do Senhor a testemunhar que eles “permanecem firmes na fé católica, […] observando o santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, que prometemos firmemente”. [6] Assim, cinco cardeais publicaram novas dúbias em vista dos graves acontecimentos atuais. Obviamente, está sendo implementada uma “Igreja Sinodal”, que já foi inequivocamente descrita pelo argentino: “A sinodalidade expressa a essência da Igreja, sua forma, seu estilo, sua missão”. [7] Trata-se, portanto, de uma “dimensão constitutiva da Igreja”. [8] O Catecismo, no entanto, ensina o contrário: “Cristo instituiu uma hierarquia eclesiástica com a missão de alimentar o povo de Deus em seu nome e para isso deu-lhe autoridade. A hierarquia é formada por ministros sagrados, bispos, sacerdotes e diáconos. Graças ao sacramento da Ordem, os bispos e sacerdotes atuam no exercício de seu ministério em nome e na pessoa de Cristo Cabeça”. [9] Como bem admitiu o Cardeal Grech, secretário do Sínodo, Bergoglio “forneceu um modelo vívido e inspirador da imagem da autoridade hierárquica como uma ‘pirâmide invertida'”. [10] Nessa flagrante distorção eclesiológica, a direção implícita do movimento se expressa. A negociação é uma mudança constitucional fundamental e uma mudança completa de paradigma. A própria estrutura da Igreja e todo o seu ser estão em debate. O documento preparatório sinodal formula como objetivo: “O caminho da sinodalidade está voltado para a tomada de decisões pastorais baseadas na voz viva do povo de Deus que melhor correspondam à vontade de Deus”. [11] Por detrás deste eufemismo está nada menos do que a intenção de virar de cabeça para baixo a Constituição eclesial e, com ela, a Fé. “O cardeal Grech diz que o discernimento do bispo não consiste em verificar se o que o povo de Deus diz está de acordo com o que a revelação divina ensina, mas exatamente o contrário: consiste em pegar o que o povo diz e ver nele a palavra do Espírito Santo.” [12] A traição envolvida foi enfaticamente exposta pelo cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: “Eles querem abusar desse processo para mudar a Igreja Católica – e não apenas em outra direção, mas a ponto de destruir a Igreja Católica”. [13] Em tal procedimento, a fé revelada é finalmente substituída por uma ideologia pseudo-religiosa que se desprendeu da verdade para se comprometer com o novo credo de uma “escuta” horizontal sem fim e criar sua própria doutrina. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. O cardeal Raymond Leo Burke, duas vezes signatário da dubia, classificou bem esse processo: “Dizem-nos que a Igreja a que professamos pertencer, em comunhão com os nossos predecessores na fé desde o tempo dos Apóstolos, como Una, Santa, Católica e Apostólica, deve agora ser definida pela sinodalidade, um termo que não tem história no ensino da Igreja e para o qual não há significado, definição fundamentada. ‘Sinodalidade’ e o adjetivo associado ‘sinodal’ tornaram-se slogans por trás dos quais uma revolução está em curso para mudar radicalmente a autocompreensão da Igreja, de acordo com uma ideologia contemporânea que nega muito do que a Igreja sempre ensinou e praticou. [14] É claro que o processo sinodal não tem a ver com a opinião popular. Basta uma olhada nos números que comprova isso. O voto popular não está de fato representado na pesquisa sobre “Reflexão sobre o Sínodo 2023 sobre a Sinodalidade”. Apenas pequenas minorias participaram, cuja participação em cada país é muito pequena em relação à respectiva totalidade dos católicos de lá. Na Itália, por exemplo, o número é inferior a um por cento – em outras regiões do mundo, as proporções foram semelhantes. [15] O documento preparatório dá um toque especial à orientação sinodal, ao querer explicitamente ouvir pessoas de outras religiões e mesmo aquelas sem religião. [16] [O atrasado] O cardeal George Pell, que – inocentemente acusado – havia suportado corajosamente a perseguição e a prisão desencadeadas contra ele, rejeitou firmemente o documento de trabalho para a etapa continental, que a Secretaria Geral do Sínodo publicou em outubro de 2022. [Ele disse naquela época que] era “significativamente hostil à tradição apostólica e em nenhum lugar reconhece o Novo Testamento como a Palavra de Deus, um normativo para qualquer ensinamento sobre fé e moral”. Pell denunciou o Sínodo sobre a Sinodalidade como um “pesadelo tóxico”. [17] De fato, o documento preparatório sinodal, com sua menção inflacionária à “escuta”, visa um “processo” até que se chegue a um “consenso unânime”[18]. Aplicando a dialética de Hegel, “parece ser proposto que a hierarquia não use sua autoridade magistral para decidir em uma controvérsia, mas permita que a tensão entre tese e antítese cresça até que finalmente se chegue a uma síntese unanimemente decidida”. [19] Além disso, essa abordagem é influenciada pelo fato de que cerca de 25% dos participantes do sínodo não são bispos – além de padres, diáconos e religiosos, também leigos e leigas com direitos de voto iguais. [20] Como uma fórmula ideológica vazia, os agitadores sinodais usam o termo “inclusão” para seu trabalho deslumbrante, que não é mais definido. Numa completa distorção do mandato missionário de Cristo, eles insistem na exigência de que a Igreja deve acolher incondicionalmente todas as pessoas, sem lhes trazer a verdadeira fé ou mesmo chamá-las à conversão. O documento de trabalho para a etapa continental invocou a visão da Igreja como espaço aberto de comunhão, participação e missão. “Ouvir”, disse, deve ser entendido como “estar aberto a aceitar, a partir do desejo de inclusão radical. Ninguém está excluído!” [21] Um exemplo desastroso dessa visão foi dado em julho de 2023 pelo coordenador da Jornada Mundial da Juventude, o então bispo auxiliar de Lisboa. Ele esbravejou que a intenção “não era converter os jovens a Cristo, à Igreja Católica ou qualquer coisa do tipo”. [22] Desta forma, ele obviamente cumpre um requisito essencial da nova Igreja Sinodal, pois três dias após esta declaração, ele foi nomeado Cardeal. Sua declaração está totalmente alinhada com o documento de Abu Dhabi, que Bergoglio selou com sua assinatura após um intenso abraço com o grande imã do Cairo. Contém a soma de heresias com a pérfida afirmação de que a diversidade pluralista das religiões está de acordo com a vontade de Deus. [23] Em vista do Sínodo Mundial, uma “inclusão radical” é agora postulada em todas as áreas da Igreja. Os grupos ofendidos e os que se sentem excluídos devem ser incluídos. Com sugestivas e tendenciosas “perguntas” do Instrumentum laboris, o processo sinodal é conduzido na direção pretendida. Como era de se esperar, um tema importante aqui é a abolição de fato de toda a moralidade sexual. “Divorciados recasados, pessoas em casamentos poligâmicos, LGBTQ+”[24] devem se sentir aceitos e livres, diz. A “pergunta” correspondente pergunta com que passos concretos se deseja abordá-los à luz da Amoris Laetitia. Emreferência ao apelo das Assembleias Continentais, destaca-se o apelo para “abordar a questão da participação das mulheres na liderança, tomada de decisões, missão e ministérios em todos os níveis da Igreja com o apoio de estruturas apropriadas”. A abordagem pergunta explicitamente como “as mulheres poderiam ser envolvidas em cada uma dessas áreas em maior número e de novas maneiras”. Dificilmente superável em repugnante insinceridade é o resultado prometido do uso das mulheres para “promover um maior sentido de responsabilidade e transparência e consolidar a confiança na Igreja”. [25] À luz desta doutrina proposta, a Igreja Sinodal preocupar-se-á com a instalação de leigos como líderes da congregação e com a erradicação do celibato. O mal de um suposto “clericalismo” deve ser superado. Como cortina de fumaça para o processo correspondente, utiliza-se mais uma vez o modelo de supostos casos individuais, o que, naturalmente, abre a porta para a situação geral fática: “É possível, como sugerido por alguns continentes, abrir uma reflexão sobre se as regras de acesso ao sacerdócio para homens casados podem ser revistas? pelo menos em algumas áreas?” [26] O renomado advogado canônico americano P. Gerald E. Murray tirou a máscara da “inclusão radical” descrita acima com uma análise inequívoca. Haverá “séria discussão sobre a abolição de doutrinas que conflitam com as crenças e desejos dos seguintes: aqueles que vivem em segundos ‘casamentos’ adúlteros; homens que tenham duas ou três ou mais esposas; homossexuais e bissexuais; pessoas que acreditam não ter o sexo com o qual nasceram; mulheres que querem ser ordenadas diáconas e sacerdotes; leigos que querem ter a autoridade dada por Deus aos bispos e sacerdotes. […] Há claramente uma revolução aberta ocorrendo na Igreja hoje, uma tentativa de nos convencer de que aceitar a heresia e a imoralidade não é pecado, mas sim uma resposta à voz do Espírito Santo”. [27] Naturally, Bergoglio has long since shown which answers he wants … to the “questions” of the Instrumentum laboris. He himself had already spoken in favor of promoting civil unions of homosexual partners.[28] The nominations of system-conforming functionaries at the interfaces of the World Synod are clear, marking the agenda and virtually anticipating the outcome. For example, Cardinal Grech, installed as secretary general, “suggested that the Synod could initiate radical changes in Catholic teaching on marriage and sexuality, saying that ‘complicated issues’ such as Communion for the divorced and remarried and the ‘blessing’ of homosexual relationships ‘cannot be understood simply in terms of doctrine.’”[29] Cardinal Hollerich, commissioned as general rector, replied in an interview when asked how he dealt with the Church’s teaching on the sinfulness of homosexuality, “I think it’s wrong. But I also believe that we are thinking ahead in doctrine here.”[30] Regarding the ordination of women, he was asked if Bergoglio could decide something that contradicted the infallible teaching of St. Pope John Paul II in Ordinatio Sacerdotalis. Again, the response was brash: “In the course of time, yes.”[31] Fr. James Martin, an activist for homosexuality and a Vatican counselor, “said he intends to use his appointment as representative to the upcoming Synod on Synodality in Rome as an opportunity to bring more attention to LGBTQ experiences.”[32] Moreover, his statement that Bergoglio has done “everything possible to appoint ‘gay-friendly’ bishops and cardinals in the Catholic Church is revealing.”[33] A nomeação de Dom Fernández de La Plata como novo prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé atraiu atenção especial. Agora elevado a cardeal, o argentino ganhou destaque como padre em meados dos anos 1990 com seu livro Heal Me with Your Mouth: The Art of Kissing, que ele disse ter escrito como uma “catequese para jovens”. [34] A escrita é caracterizada por uma perversidade repugnante e dificilmente pode ser citada em inúmeros lugares. Por exemplo, diz: “Então não pergunte o que acontece com a minha boca. Me mata na hora com o próximo beijo, deixa eu sangrar até a morte completamente, ela-loba, me devolve a paz, sem piedade (tucho)”. [35] Fernández é ghostwriter de Bergoglio há muitos anos, e Francisco sempre promoveu seu “filho adotivo”. Em 2016, tornou-se consultor da Congregação para a Educação do Vaticano. [36] Profundamente revelador é o segredo aberto de que o especialista em beijos e novo guardião da fé da Igreja Sinodal é também o autor sombra do panfleto Amoris laetitia. 37] Desmascarar foi sua admissão na época de que Bergoglio havia assim “mudado a disciplina da Igreja, e irreversivelmente”. [38] O panfleto foi publicado no Vaticano. Como resultado, Fernández descreveu recentemente o objetivo de sua missão atual: “Há uma missão, e é que eu tenho que ter certeza (!) que as coisas que são ditas são consistentes com o que Francisco nos ensinou. Ele nos deu um insight, uma compreensão mais completa.” [39] Dificilmente se poderia expressar a dura ruptura de forma mais drástica. Assim, o padrão para o sistema sinodal não é mais a verdade revelada em Jesus Cristo e confiada ao magistério constante da Igreja Católica, mas o ensinamento de Bergoglio. Toda a dimensão da peça manipulada no palco da última década é bastante clara. No epílogo do drama da década usurpadora, o topo da estrutura do Vaticano agora manifesta ostensivamente a agenda da destruição com a realização do Sínodo Mundial ampliado. Instala-se uma estrutura pseudoeclesial separada, que é colocada no lugar da verdadeira Igreja de Deus e nos apresenta como um “novo evangelho”, um delírio religioso de mentiras, contra cujo engano pernicioso o Catecismo advertiu urgentemente na passagem citada no início. Perante esta Revolução Eclesiástica de Outubro, como esquecer a célebre palavra que o cardeal Mario Luigi Ciappi, teólogo da casa papal durante décadas e especialista comprovado na Mensagem de Fátima, deixou em 1995? Em uma carta, ele confessou: “No Terceiro Segredo, entre outras coisas, prevê-se que a grande apostasia na Igreja começará no topo”. [40] 4 de outubro de 2023 São Francisco de Assis P. Frank Unterhalt Traduzido de LifeSiteNews Nota do editor: Este ensaio do P. Frank Unterhalt foi publicado originalmente em alemão em 4 de outubro de 2023, no site do grupo clerical “Communio veritatis.Foi traduzido e reimpresso pelo LifeSiteNews com a permissão do P. Unterhalt. [1] Catecismo da Igreja Católica, 675. [2] Diane Montagna, “Linha do tempo dos eventos revela complô para destruir legado do Instituto JPII”, in LifeSiteNews, 20 de agosto de 2019. [3] Cf. Guido Horst, “Es war einmal ein ‘Stellvertreter Christi'”, in Die Tagespost, 2 de abril de 2020; Cf. Dom Carlo Maria Viganò, “‘Du sagst es'”, em Katholisches.info, 4 de abril de 2020. [4] Cf. Contra Recentia Sacrilegia, 9 de novembro de 2019, em Rorate Cæli, https://rorate-caeli.blogspot.com/2019/11/contra-recentia-sacrilegia.html. [5] Vulgata, Salmo 95(96),5. [6] Francisco de Assis, Bullierte Regel, 12º cap., 4, in: Franziskus-Quellen, Kevelaer 2009, p. 102. [7] Discurso aos fiéis da Diocese de Roma, 18 de setembro de 2021. [8] Discurso pelo 50º aniversário da criação do Sínodo dos Bispos, 17 de outubro de 2015. [9] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 179. [10] Cardeal Grech, Discurso aos Bispos da Irlanda sobre a Sinodalidade, 3 de fevereiro de 2021, na Conferência Episcopal Católica Irlandesa, “Discurso do Cardeal Mario Grech aos Bispos da Irlanda sobre a Sinodalidade”, 4 de março de 2021. [11] Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos (ed.), Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão. Vademecum para o Sínodo sobre a Sinodalidade, setembro de 2021, p. 8. [12] Julio Loredo, José Antonio Ureta, Eine Büchse der Pandora, Frankfurt 2023, p. 33. [13] Raymond Arroyo, “Cardeal Müller sobre o Sínodo sobre a Sinodalidade: ‘Uma tomada hostil da Igreja de Jesus Cristo (…) Devemos resistir'”, in National Catholic Register, 7 de outubro de 2022. [14] Raymond Leo Cardinal Burke, Prefácio, 16 de junho de 2023, in Julio Loredo, José Antonio Ureta, op. cit. p. 7. [15] Cf. Benedikt Heider, “Weltsynode: So sortiert das Synodenteam die Rückmeldungen”, em katholisch.de, 29 de agosto de 2022; Cf. Lucas Coppen, “Quantas pessoas participaram da fase diocesana do Sínodo?”, in O Pilar, 29 de julho de 2022. [16] Cf. Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, op. cit. p. 12-13. [17] Damian Thompson, “A Igreja Católica deve libertar-se deste ‘pesadelo tóxico'”, em The Spectator, 11 de janeiro de 2023. [18] Cf. Documento preparatório para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão, p. 11, n. 14. [19] Júlio Loredo, José Antonio Ureta, p. 61. [20] Ver Christine Seuss, “Synode zur Synodalität: Erstmals Frauenquote im Vatikan”, in Vatican News, 26 de abril de 2023. [21] Secretaria Generalis Synodi, documento de trabalho para a etapa continental “‘Alarga a sala da tua tenda’ (Is 54, 2)”, 24 de outubro de 2022, p. 6, n. 11. [22] Jonathan Liedl, “A First for World Youth Day: Interreligious Dialogue a Focal Point in Lisbon”, in National Catholic Register, 17 de julho de 2023. [23] Ver Dr. Maike Hickson, “Papa pede às universidades que divulguem sua afirmação de que ‘a diversidade das religiões’ é ‘desejada por Deus'”, in LifeSiteNews, 25 de março de 2019. [24] XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, Instrumentum laboris para a Primeira Sessão, B 1.2, pp. 32-33. [25] Ibidem, B 2.3, p. 49. [26] Ibidem, B 2.4, p. 53. [27] P. Gerald E. Murray, “Um Sínodo Autodestrutivo”, in The Catholic Thing, 31 de outubro de 2022. [28] Cf. Giuseppe Nardi, “Papst-Vertrauter Fernández: ‘Homo-Ehe? Papst Franziskus hatte immer diese Meinung'” em Katholisches.info, 24 de outubro de 2020. [29] Raymond Wolfe, “O cardeal Müller diz que o Sínodo do Papa Francisco é uma ‘tomada hostil da Igreja’ em entrevista explosiva”, in LifeSiteNews, 7 de outubro de 2022. [30] Ludwig Ring-Eifel, “Kardinal Hollerich spricht über Reformen und Woelki”, em Domradio.de, 2 de fevereiro de 2022. [31] Luka Tripalo, “Generalni Relator Biskupske Sinode Cardinal Jean-Claude Hollerich Duh Sveti ponekad uzrokuje veliku pomutnju kako bi donio nov sklad”, in Glas Koncila, 27 de março de 2023. [32] Claire Giangravé, “O padre James Martin espera trazer vozes LGBTQ para o sínodo”, nos Estados Unidos. Revista dos Jesuítas, 11 de julho de 2023. [33] Dorothy Cummings McLean, “P. James Martin: Papa nomeia bispos ‘gay-friendly’, cardeais para mudar a Igreja LGBT”, in LifeSiteNews, 7 de novembro de 2018. [34] Hannah Brockhaus, “Erzbischof Fernández verteidigt umstrittenes Buch über das Küssen als Jugendkatechese”, in CNA Deutsch, 5 de julho de 2023. [35] Víctor Manuel Fernández, “Sáname con tu boca. El arte de besar”, Buenos Aires 1995, p. 44: “Por eso, no preguntes qué le pasa a mi boca. Matáme de una vez con el próximo beso, desangráme del todo, loba, devolvéme la paz sin piedad (Tucho).” [36] Cf. Giuseppe Nardi, op. cit. [37] Cf. Settimo Cielo/Giuseppe Nardi, “‘Amoris laetitia’ und sein Schattenautor Victor Manuel Fernández”, em Katholisches.info, 25 de maio de 2016. [38] Giuseppe Nardi, “Papst-Vertrauter Fernández: ‘Homo-Ehe? Papst Franziskus hatte immer diese Meinung'” op. cit. [39] Hubert Hecker, “Dom Fernández im Widerspruch zur Wahrheit und Lehrtradition der Kirche”, em Katholisches.info, 31 de agosto de 2023. [40] P. Brian W. Harrison, “Alice von Hildebrand Sheds New Light on Fatima”, Comentário introdutório, in OnePeterFive, 12 de maio de 2016. #SínododaSinodalidade
- Conheça os temas discutidos durante os primeiros dias do Sínodo da Sinodalidade
Seis dias se passaram desde que o Sínodo da Sinodalidade começou oficialmente na última quarta-feira (4). Na coletiva de imprensa de sexta-feira, o prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, relatou os temas discutidos durante a congregação geral de hoje, respeitando o “clima de confidencialidade” e a discrição exigida de todos os participantes. Por ACI Digital – Ruffini, que é presidente da Comissão de Informação do Sínodo, disse que durante as reuniões da manhã, os relatores de cada círculo menor, que se reuniram ontem (5), apresentaram diferentes perguntas à assembleia geral, da qual o papa Francisco participou. Especificamente, havia 22 relatores de 18 círculos menores, cada um com três minutos para falar. O prefeito enumerou os diferentes temas sem falar sobre os argumentos e sem detalhar seus autores. Entre os temas discutidos destaca-se a “formação de todos, como a dos seminaristas, dos leigos e dos catequistas”. Destaca também que desde o primeiro dia foi dada “atenção especial” aos seminários, bem como à necessidade de aumentar a presença “materna” das mulheres na Igreja. A Eucaristia, a Liturgia, a “importância da liturgia dominical”, bem como a oração e a missão da Igreja de “estar com os pobres e acolher os imigrantes” foram outros temas discutidos. Ele disse que estão “aprendendo a escutar e a rezar” em vários momentos das sessões. Também foram apresentados à Assembleia Geral os seguintes temas: “tecnologia e jovens, o risco de apropriação de poder, e a necessidade de viver o serviço e abandonar certas atitudes”. Para o prefeito da comunicação, “a sinodalidade pertence ao DNA da Igreja” e reforça o clima “de fraternidade e amizade”. A chefe de comunicações da Conferência Episcopal Sul-Africana, Sheila Pires, disse aos jornalistas que no Sínodo “há uma atmosfera de alegria”, embora também se percebam “algumas tensões”. Ruffini cita outros temas, como “o papel da Igreja como família”, as responsabilidades dos bispos, o clericalismo e a função “paterna e materna” dos pastores. Antes da assembleia geral foi também evidenciada a necessidade de “rever a estrutura da Igreja”, bem como “a dimensão da cúria, de iluminar a pregação e de aumentar a fraternidade colocando-nos juntos no caminho” para sermos uma Igreja “acolhedora”. “A purificação de certas atividades dentro da Igreja contrárias ao Evangelho”, o “despertar do sacerdócio e da figura do catequista” e os abusos dentro da Igreja foram outros assuntos discutidos. Por fim, diz que também foram abordadas “a tradição como fonte inseparável de estrutura” e a importância de “estar no caminho”. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. Cardeal Grech adverte: proibição absoluta de os participantes divulgarem suas próprias opiniões e as dos outros O cardeal e secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Mario Grech, enfatizou a importância de duas das regras da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo que emanam das diretrizes internas do Sínodo: confidencialidade e discrição. Cada padre sinodal terá apenas quatro minutos para dizer o que julgar adequado. Dom Grech ressaltou que é terminantemente proibido divulgar contribuições próprias ou de terceiros expressas em grupos linguísticos ou assembleias plenárias, bem como fazer gravações de áudio ou vídeo. Desta forma, procura garantir que todos os participantes possam expressar livremente os seus pensamentos num ambiente protegido durante o Sínodo. Além disso, Grech indicou que a obrigação de manter a discricionariedade permanece em vigor até o final da assembleia sinodal. O regulamento também inclui outras regras, como a obrigação de os participantes notificarem por escrito com antecedência qualquer possível ausência, o que só será permitido em casos de “motivos graves”. Também será criado um comitê de resolução de disputas, no qual participará o bispo alemão Felix Genn, de Münster. Por sua vez, o cardeal Jean-Claude Hollerich, relator-geral do Sínodo, apresentou o documento básico da obra na Sala Paulo VI e iniciou o primeiro módulo de debate intitulado “Por uma Igreja sinodal. Uma experiência abrangente”. Durante seu discurso, Hollerich destacou que o caminho sinodal até agora deixou uma “memória coletiva” que inclui pensamentos, emoções, sentimentos, intuições, dúvidas, medos e entusiasmo. Ele pediu aos participantes que se conectem com essa memória coletiva do povo de Deus, não se limitando à sua experiência pessoal. O objetivo, segundo Hollerich, é manter um equilíbrio entre os Pequenos Círculos e a Congregação Geral, promovendo uma visão geral do Sínodo e evitando a dispersão em detalhes. Ele também ressaltou a importância de especificar os tópicos para evitar abstração e generalização. Quatro minutos para falar Nos Pequenos Círculos, que terminarão na manhã de sábado, 7 de outubro, para este primeiro módulo, os padres sinodais terão quatro minutos para expressar o que consideram mais importante e significativo. Hollerich pediu que se destacasse tanto os aspectos claros quanto aqueles em que o trabalho ainda é necessário, sem medo de apontar as razões da incerteza ou da dúvida. Hollerich sugeriu que os participantes se inspirassem no episódio dos discípulos de Emaús do Evangelho de Lucas, confiando que, graças à obra do Espírito Santo, encontrarão conforto em seus corações, o que é fundamental para o bom discernimento. #SínododaSinodalidade #Vaticano
- Conheça os temas discutidos durante os primeiros dias do Sínodo da Sinodalidade
Seis dias se passaram desde que o Sínodo da Sinodalidade começou oficialmente na última quarta-feira (4). Na coletiva de imprensa de sexta-feira, o prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, relatou os temas discutidos durante a congregação geral de hoje, respeitando o “clima de confidencialidade” e a discrição exigida de todos os participantes. Por ACI Digital – Ruffini, que é presidente da Comissão de Informação do Sínodo, disse que durante as reuniões da manhã, os relatores de cada círculo menor, que se reuniram ontem (5), apresentaram diferentes perguntas à assembleia geral, da qual o papa Francisco participou. Especificamente, havia 22 relatores de 18 círculos menores, cada um com três minutos para falar. O prefeito enumerou os diferentes temas sem falar sobre os argumentos e sem detalhar seus autores. Entre os temas discutidos destaca-se a “formação de todos, como a dos seminaristas, dos leigos e dos catequistas”. Destaca também que desde o primeiro dia foi dada “atenção especial” aos seminários, bem como à necessidade de aumentar a presença “materna” das mulheres na Igreja. A Eucaristia, a Liturgia, a “importância da liturgia dominical”, bem como a oração e a missão da Igreja de “estar com os pobres e acolher os imigrantes” foram outros temas discutidos. Ele disse que estão “aprendendo a escutar e a rezar” em vários momentos das sessões. Também foram apresentados à Assembleia Geral os seguintes temas: “tecnologia e jovens, o risco de apropriação de poder, e a necessidade de viver o serviço e abandonar certas atitudes”. Para o prefeito da comunicação, “a sinodalidade pertence ao DNA da Igreja” e reforça o clima “de fraternidade e amizade”. A chefe de comunicações da Conferência Episcopal Sul-Africana, Sheila Pires, disse aos jornalistas que no Sínodo “há uma atmosfera de alegria”, embora também se percebam “algumas tensões”. Ruffini cita outros temas, como “o papel da Igreja como família”, as responsabilidades dos bispos, o clericalismo e a função “paterna e materna” dos pastores. Antes da assembleia geral foi também evidenciada a necessidade de “rever a estrutura da Igreja”, bem como “a dimensão da cúria, de iluminar a pregação e de aumentar a fraternidade colocando-nos juntos no caminho” para sermos uma Igreja “acolhedora”. “A purificação de certas atividades dentro da Igreja contrárias ao Evangelho”, o “despertar do sacerdócio e da figura do catequista” e os abusos dentro da Igreja foram outros assuntos discutidos. Por fim, diz que também foram abordadas “a tradição como fonte inseparável de estrutura” e a importância de “estar no caminho”. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. Cardeal Grech adverte: proibição absoluta de os participantes divulgarem suas próprias opiniões e as dos outros O cardeal e secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Mario Grech, enfatizou a importância de duas das regras da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo que emanam das diretrizes internas do Sínodo: confidencialidade e discrição. Cada padre sinodal terá apenas quatro minutos para dizer o que julgar adequado. Dom Grech ressaltou que é terminantemente proibido divulgar contribuições próprias ou de terceiros expressas em grupos linguísticos ou assembleias plenárias, bem como fazer gravações de áudio ou vídeo. Desta forma, procura garantir que todos os participantes possam expressar livremente os seus pensamentos num ambiente protegido durante o Sínodo. Além disso, Grech indicou que a obrigação de manter a discricionariedade permanece em vigor até o final da assembleia sinodal. O regulamento também inclui outras regras, como a obrigação de os participantes notificarem por escrito com antecedência qualquer possível ausência, o que só será permitido em casos de “motivos graves”. Também será criado um comitê de resolução de disputas, no qual participará o bispo alemão Felix Genn, de Münster. Por sua vez, o cardeal Jean-Claude Hollerich, relator-geral do Sínodo, apresentou o documento básico da obra na Sala Paulo VI e iniciou o primeiro módulo de debate intitulado “Por uma Igreja sinodal. Uma experiência abrangente”. Durante seu discurso, Hollerich destacou que o caminho sinodal até agora deixou uma “memória coletiva” que inclui pensamentos, emoções, sentimentos, intuições, dúvidas, medos e entusiasmo. Ele pediu aos participantes que se conectem com essa memória coletiva do povo de Deus, não se limitando à sua experiência pessoal. O objetivo, segundo Hollerich, é manter um equilíbrio entre os Pequenos Círculos e a Congregação Geral, promovendo uma visão geral do Sínodo e evitando a dispersão em detalhes. Ele também ressaltou a importância de especificar os tópicos para evitar abstração e generalização. Quatro minutos para falar Nos Pequenos Círculos, que terminarão na manhã de sábado, 7 de outubro, para este primeiro módulo, os padres sinodais terão quatro minutos para expressar o que consideram mais importante e significativo. Hollerich pediu que se destacasse tanto os aspectos claros quanto aqueles em que o trabalho ainda é necessário, sem medo de apontar as razões da incerteza ou da dúvida. Hollerich sugeriu que os participantes se inspirassem no episódio dos discípulos de Emaús do Evangelho de Lucas, confiando que, graças à obra do Espírito Santo, encontrarão conforto em seus corações, o que é fundamental para o bom discernimento. #SínododaSinodalidade #Vaticano
- O Sínodo da Apostasia; A reação de bons Cardeais e o Povo de Deus
Está em curso no Vaticano a primeira parte da etapa final do Sínodo dos bispos sobre a Sinodalidade, termo que quer indicar uma mudança fundamental na constituição da Igreja, que deixaria de ser uma Igreja hierárquica onde os pastores formam e conduzem as ovelhas, para ser uma Igreja onde as ovelhas determinam o caminho que querem seguir. Se trata de uma revolução em curso, onde querem mudar a estrutura, a doutrina e os Sacramentos da Igreja. Nessa nova Igreja a Palavra e a vontade de Deus não têm lugar, mas deve prevalecer o que as minorias progressistas organizadas querem impor para toda a Igreja. Querem ordenação de mulheres e homens casados, o fim da hierarquia eclesiástica, a aceitação e bênção das práticas homossexuais, a comunhão eucarística para todos sem exigência de conversão e renúncia do pecado, entre outras aberrações. O desgraçado Caminho Sinodal Alemão tem servido de inspiração para os organizadores do Sínodo no Vaticano, sendo que as poucas discordâncias são mais no sentido do método e na forma de implementação das reformas do que das ideias propriamente ditas. Cardeais nomeados pelo Papa Francisco para importantes papéis na condução do Sínodo têm manifestado publicamente suas heresias e discordâncias da Igreja, enquanto outros heroicos Cardeais têm lutado para defender a verdadeira doutrina católica. Que Deus tenha misericórdia de seu povo!!! Para assistir, acesse: Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. #Formaçõesaovivo
- O Sínodo da Apostasia; A reação de bons Cardeais e o Povo de Deus
Está em curso no Vaticano a primeira parte da etapa final do Sínodo dos bispos sobre a Sinodalidade, termo que quer indicar uma mudança fundamental na constituição da Igreja, que deixaria de ser uma Igreja hierárquica onde os pastores formam e conduzem as ovelhas, para ser uma Igreja onde as ovelhas determinam o caminho que querem seguir. Se trata de uma revolução em curso, onde querem mudar a estrutura, a doutrina e os Sacramentos da Igreja. Nessa nova Igreja a Palavra e a vontade de Deus não têm lugar, mas deve prevalecer o que as minorias progressistas organizadas querem impor para toda a Igreja. Querem ordenação de mulheres e homens casados, o fim da hierarquia eclesiástica, a aceitação e bênção das práticas homossexuais, a comunhão eucarística para todos sem exigência de conversão e renúncia do pecado, entre outras aberrações. O desgraçado Caminho Sinodal Alemão tem servido de inspiração para os organizadores do Sínodo no Vaticano, sendo que as poucas discordâncias são mais no sentido do método e na forma de implementação das reformas do que das ideias propriamente ditas. Cardeais nomeados pelo Papa Francisco para importantes papéis na condução do Sínodo têm manifestado publicamente suas heresias e discordâncias da Igreja, enquanto outros heroicos Cardeais têm lutado para defender a verdadeira doutrina católica. Que Deus tenha misericórdia de seu povo!!! Para assistir, acesse: Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. #Formaçõesaovivo
- Fé e Tradição: Círio de Nazaré leva mais de 2 milhões às ruas de Belém
Milhões de devotos participam da grande procissão em honra a Nossa Senhora de Nazaré. A 231ª edição do Círio de Nazaré levou uma multidão às ruas de Belém (PA) hoje (8). Embora os números oficiais ainda não tenham sido divulgados, a imprensa fala na participação de mais de 2 milhões de pessoas. A procissão de 3,6 quilômetros durou mais de quatro horas. Durante o trajeto, várias pessoas se manifestaram contra o aborto, lembrando que hoje a Igreja no Brasil celebra o Dia do Nascituro. O Círio de Nazaré acontece todos os anos no segundo domingo de outubro em honra a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará e também chamada “Rainha da Amazônia”. Conta com uma programação que se estende por vários dias, incluindo missas, momentos de adoração e 14 procissões. Antes da grande procissão do Círio hoje, o arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira, celebrou a missa às 6h, na catedral de Belém. Em sua homilia, lembrou o Dia do Nascituro e exortou todos os fiéis a serem defensores da vida. “Oito de outubro, providencialmente para nós, é o dia do nascituro, dia dessa luta que a Igreja tem feito para que a vida seja respeitada desde a sua origem até o seu ocaso natural. A meu ver, é providencial que Deus nos coloque aqui hoje para dizer com a nossa vida a importância da vida daquela criança que está sendo gestada no ventre das mães”, disse o arcebispo. Dom Taveira se dirigiu à imagem de Nossa Senhora de Nazaré e chamou a atenção para o fato de que, no braço esquerdo Ela leva o Menino Jesus “e este Menino tem o mundo nas mãos” e “o braço e a mão direita de Nossa Senhora estão vazios”. “Eu quero pedir que todos nós façamos esse primeiro gesto de nos agasalhar no braço direito e nas mãos de Maria, Nossa Senhora de Nazaré, e que nós sejamos instrumentos de Deus para também elevar o mundo em nossas mãos. E elevando esse mundo nas mãos, possamos dizer uns para os outros Ele é o Senhor da Vida, nós temos esperança, nós temos confiança”, disse. O arcebispo desejou que cada pessoa, “ao sair deste círio” seja “um missionário da esperança”. “Sejamos todos nós propagadores do valor da vida, defensores dessa vida e que nós tenhamos, pela força da Palavra e da Eucaristia, a vida em abundância, porque esta é a vida que Deus quer para nós”, disse. Após a missa, a procissão com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré saiu em direção à basílica santuário de Nazaré. Durante a procissão, padres, religiosos, fiéis carregaram cartazes e bandeiras com frases como “sim à vida” e “aborto não”. Além disso, como acontece tradicionalmente, muitos devotos seguiram a procissão agarrados à corda atrelada à berlinda que leva a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, diversos promesseiros carregaram objetos símbolos de sua gratidão à Virgem Maria, como maquetes de casas, livros, cruzes, terços. Outros, fizeram o percurso de joelhos, amparados por familiares, amigos e voluntários. A programação oficial do Círio de Nazaré segue até o fim do mês, com várias outras procissões, como a ciclo romaria, a romaria da juventude, das crianças, dos corredores, da acessibilidade. A programação completa por ser conferida AQUI . #CíriodeNazaré
- Fé e Tradição: Círio de Nazaré leva mais de 2 milhões às ruas de Belém
Milhões de devotos participam da grande procissão em honra a Nossa Senhora de Nazaré. A 231ª edição do Círio de Nazaré levou uma multidão às ruas de Belém (PA) hoje (8). Embora os números oficiais ainda não tenham sido divulgados, a imprensa fala na participação de mais de 2 milhões de pessoas. A procissão de 3,6 quilômetros durou mais de quatro horas. Durante o trajeto, várias pessoas se manifestaram contra o aborto, lembrando que hoje a Igreja no Brasil celebra o Dia do Nascituro. O Círio de Nazaré acontece todos os anos no segundo domingo de outubro em honra a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará e também chamada “Rainha da Amazônia”. Conta com uma programação que se estende por vários dias, incluindo missas, momentos de adoração e 14 procissões. Antes da grande procissão do Círio hoje, o arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira, celebrou a missa às 6h, na catedral de Belém. Em sua homilia, lembrou o Dia do Nascituro e exortou todos os fiéis a serem defensores da vida. “Oito de outubro, providencialmente para nós, é o dia do nascituro, dia dessa luta que a Igreja tem feito para que a vida seja respeitada desde a sua origem até o seu ocaso natural. A meu ver, é providencial que Deus nos coloque aqui hoje para dizer com a nossa vida a importância da vida daquela criança que está sendo gestada no ventre das mães”, disse o arcebispo. Dom Taveira se dirigiu à imagem de Nossa Senhora de Nazaré e chamou a atenção para o fato de que, no braço esquerdo Ela leva o Menino Jesus “e este Menino tem o mundo nas mãos” e “o braço e a mão direita de Nossa Senhora estão vazios”. “Eu quero pedir que todos nós façamos esse primeiro gesto de nos agasalhar no braço direito e nas mãos de Maria, Nossa Senhora de Nazaré, e que nós sejamos instrumentos de Deus para também elevar o mundo em nossas mãos. E elevando esse mundo nas mãos, possamos dizer uns para os outros Ele é o Senhor da Vida, nós temos esperança, nós temos confiança”, disse. O arcebispo desejou que cada pessoa, “ao sair deste círio” seja “um missionário da esperança”. “Sejamos todos nós propagadores do valor da vida, defensores dessa vida e que nós tenhamos, pela força da Palavra e da Eucaristia, a vida em abundância, porque esta é a vida que Deus quer para nós”, disse. Após a missa, a procissão com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré saiu em direção à basílica santuário de Nazaré. Durante a procissão, padres, religiosos, fiéis carregaram cartazes e bandeiras com frases como “sim à vida” e “aborto não”. Além disso, como acontece tradicionalmente, muitos devotos seguiram a procissão agarrados à corda atrelada à berlinda que leva a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, diversos promesseiros carregaram objetos símbolos de sua gratidão à Virgem Maria, como maquetes de casas, livros, cruzes, terços. Outros, fizeram o percurso de joelhos, amparados por familiares, amigos e voluntários. A programação oficial do Círio de Nazaré segue até o fim do mês, com várias outras procissões, como a ciclo romaria, a romaria da juventude, das crianças, dos corredores, da acessibilidade. A programação completa por ser conferida AQUI . #CíriodeNazaré
- Cardeal Zen expressa preocupação com Sínodo da Sinodalidade em carta vazada
Uma carta do cardeal Joseph Zen Ze-kiun, S.D.B., bispo emérito de Hong Kong, foi vazada para a mídia poucos dias antes do Sínodo da Sinodalidade começar a sua primeira sessão de reuniões no Vaticano. A carta expressa sérias preocupações aos cardeais e bispos de todo o mundo sobre a reunião em Roma e defende mudanças no processo sinodal, bem como discussões vigorosas sobre os temas do encontro. Por ACI Digital – A carta, cuja cópia foi obtida por CNA, agência em inglês do grupo EWTN, ao qual pertence ACI Digital, tem a data de 21 de setembro, festa do apóstolo são Mateus, e acusa os organizadores do Sínodo de manipulação e de buscar uma agenda, em vez de permitir um discurso eclesiástico autêntico. A notícia da existência da carta foi publicada dia 4 pelo site The Pillar. O enquadramento da sinodalidade O cardeal Zen examina o enquadramento teológico da sinodalidade recorrendo a um documento recente da comissão Teológica Internacional, “Sinodalidade na vida e missão da Igreja”, destacando que a sinodalidade, na sua essência, refere-se à “comunhão e participação de todos os membros da Igreja na missão de evangelização”. O cardeal manifesta reservas sobre a escassa referência a este documento crítico aprovado pela Santa Sé nos materiais preparatórios para o sínodo, implicando um desvio potencial dos princípios eclesiásticos fundamentais. Um desses princípios é “o ministério colegial dos bispos”, escreve Zen, que se baseia nos fundamentos teológicos do Concílio Vaticano II. “Fico confuso porque, por um lado, me dizem que a sinodalidade é um elemento constitutivo da Igreja, mas, por outro lado, me dizem que é isso que Deus espera de nós para este século (como uma novidade?)”, continua. O cardeal, que co-assinou as dubia antes do Sínodo, acrescenta: “Como pode Deus ter se esquecido de fazer com que a sua Igreja viva este elemento constitutivo nos 20 séculos da sua existência?”. O cardeal Zen partilha “ainda maior confusão e preocupação” sobre “a sugestão feita de que finalmente chegou o dia de derrubar a pirâmide, isto é, a hierarquia superada pelos leigos”. O papa Francisco usou a imagem de uma pirâmide invertida num grande discurso em 2015, ao celebrar o 50º aniversário da instituição do Sínodo dos Bispos. Descrevendo o papel do apóstolo Pedro como a “rocha” sobre a qual a Igreja está fundada, o papa disse: “Mas nesta Igreja, como numa pirâmide invertida, o topo está localizado abaixo da base”. Com base nisso, um participante do Sínodo sobre Sinodalidade, o padre Ormond Rush, defendeu mudanças na eclesiologia e na organização da Igreja. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. A lição do Caminho Sinodal Alemão No centro da crítica do cardeal está o caminho sinodal alemão, cujos participantes votaram a favor de documentos que apelam à ordenação sacerdotal de mulheres, bênçãos para pessoas do mesmo sexo e mudanças no ensinamento da Igreja sobre atos homossexuais, provocando acusações de heresia e receios de cisma. As preocupações foram levantadas publicamente pelo papa Francisco, bem como pelos líderes da Igreja da Polônia, dos países nórdicos e de todo o mundo. Os organizadores alemães rejeitaram todas as intervenções, pressionando em vez disso a instalação de um conselho sinodal alemão permanente para supervisionar a Igreja na Alemanha e implementar mudanças controversas. No entanto, o cardeal Zen observa que o papa “nunca ordenou que este processo na Alemanha” tivesse que parar, e que o seu discurso aos bispos alemães durante a sua visita ad limina de 2022 – normalmente publicado no jornal do Vaticano L’Osservatore Romano – permaneceu secreto. Em vez disso, os bispos alemães anunciaram em março que estavam a avançar com os seus planos. Tendo em conta os desenvolvimentos cuidadosamente planejados e executados na Alemanha, a carta do cardeal Zen alerta para as tentativas de afastamento da ordem eclesiástica tradicional, sugerindo que qualquer aparente reorientação democrática está associada a propostas de mudanças revolucionárias na constituição da Igreja e nos ensinamentos morais sobre a sexualidade. Zen também observa o declínio vertiginoso no número de fiéis católicos na Alemanha desde o início do caminho sinodal, afirmando: “A Igreja na Alemanha está morrendo”. Ele compara este colapso ao declínio do catolicismo na Holanda. #SínododaSinodalidade
- Cardeal Zen expressa preocupação com Sínodo da Sinodalidade em carta vazada
Uma carta do cardeal Joseph Zen Ze-kiun, S.D.B., bispo emérito de Hong Kong, foi vazada para a mídia poucos dias antes do Sínodo da Sinodalidade começar a sua primeira sessão de reuniões no Vaticano. A carta expressa sérias preocupações aos cardeais e bispos de todo o mundo sobre a reunião em Roma e defende mudanças no processo sinodal, bem como discussões vigorosas sobre os temas do encontro. Por ACI Digital – A carta, cuja cópia foi obtida por CNA, agência em inglês do grupo EWTN, ao qual pertence ACI Digital, tem a data de 21 de setembro, festa do apóstolo são Mateus, e acusa os organizadores do Sínodo de manipulação e de buscar uma agenda, em vez de permitir um discurso eclesiástico autêntico. A notícia da existência da carta foi publicada dia 4 pelo site The Pillar. O enquadramento da sinodalidade O cardeal Zen examina o enquadramento teológico da sinodalidade recorrendo a um documento recente da comissão Teológica Internacional, “Sinodalidade na vida e missão da Igreja”, destacando que a sinodalidade, na sua essência, refere-se à “comunhão e participação de todos os membros da Igreja na missão de evangelização”. O cardeal manifesta reservas sobre a escassa referência a este documento crítico aprovado pela Santa Sé nos materiais preparatórios para o sínodo, implicando um desvio potencial dos princípios eclesiásticos fundamentais. Um desses princípios é “o ministério colegial dos bispos”, escreve Zen, que se baseia nos fundamentos teológicos do Concílio Vaticano II. “Fico confuso porque, por um lado, me dizem que a sinodalidade é um elemento constitutivo da Igreja, mas, por outro lado, me dizem que é isso que Deus espera de nós para este século (como uma novidade?)”, continua. O cardeal, que co-assinou as dubia antes do Sínodo, acrescenta: “Como pode Deus ter se esquecido de fazer com que a sua Igreja viva este elemento constitutivo nos 20 séculos da sua existência?”. O cardeal Zen partilha “ainda maior confusão e preocupação” sobre “a sugestão feita de que finalmente chegou o dia de derrubar a pirâmide, isto é, a hierarquia superada pelos leigos”. O papa Francisco usou a imagem de uma pirâmide invertida num grande discurso em 2015, ao celebrar o 50º aniversário da instituição do Sínodo dos Bispos. Descrevendo o papel do apóstolo Pedro como a “rocha” sobre a qual a Igreja está fundada, o papa disse: “Mas nesta Igreja, como numa pirâmide invertida, o topo está localizado abaixo da base”. Com base nisso, um participante do Sínodo sobre Sinodalidade, o padre Ormond Rush, defendeu mudanças na eclesiologia e na organização da Igreja. Antes de continuar a leitura, segue o convite: Clique aqui e inscreva-se gratuitamente. A lição do Caminho Sinodal Alemão No centro da crítica do cardeal está o caminho sinodal alemão, cujos participantes votaram a favor de documentos que apelam à ordenação sacerdotal de mulheres, bênçãos para pessoas do mesmo sexo e mudanças no ensinamento da Igreja sobre atos homossexuais, provocando acusações de heresia e receios de cisma. As preocupações foram levantadas publicamente pelo papa Francisco, bem como pelos líderes da Igreja da Polônia, dos países nórdicos e de todo o mundo. Os organizadores alemães rejeitaram todas as intervenções, pressionando em vez disso a instalação de um conselho sinodal alemão permanente para supervisionar a Igreja na Alemanha e implementar mudanças controversas. No entanto, o cardeal Zen observa que o papa “nunca ordenou que este processo na Alemanha” tivesse que parar, e que o seu discurso aos bispos alemães durante a sua visita ad limina de 2022 – normalmente publicado no jornal do Vaticano L’Osservatore Romano – permaneceu secreto. Em vez disso, os bispos alemães anunciaram em março que estavam a avançar com os seus planos. Tendo em conta os desenvolvimentos cuidadosamente planejados e executados na Alemanha, a carta do cardeal Zen alerta para as tentativas de afastamento da ordem eclesiástica tradicional, sugerindo que qualquer aparente reorientação democrática está associada a propostas de mudanças revolucionárias na constituição da Igreja e nos ensinamentos morais sobre a sexualidade. Zen também observa o declínio vertiginoso no número de fiéis católicos na Alemanha desde o início do caminho sinodal, afirmando: “A Igreja na Alemanha está morrendo”. Ele compara este colapso ao declínio do catolicismo na Holanda. #SínododaSinodalidade
- Homilia Dominical | Por que rejeitamos o amor de Deus?
27.º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, com a famosa parábola dos vinhateiros homicidas, Jesus realça ainda mais a duplicidade de coração dos fariseus, anunciando: por um lado, a sua morte próxima pelas mãos dos doutores da lei; e, por outro, as consequências desse homicídio para o povo eleito que, em vez de dar bons frutos de justiça, produz “injustiça e iniquidade”. Aplicando essa parábola às nossas vidas, vemos que a fé é condição indispensável para o acolhimento do amor de Deus. Os fariseus têm o coração endurecido porque não creem com o coração, mas apenas da boca para fora. Ou seja, na prática eles não creem no amor de Deus e, por isso, acabaram rejeitando o próprio Amor feito carne. E isso pode acontecer conosco também, caso não passemos por um verdadeiro “transplante de coração”. Santo do Dia: Santa Pelágia, a Penitente Hoje também celebramos o Dia do Nascituro. Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Dominical | Por que rejeitamos o amor de Deus?
27.º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, com a famosa parábola dos vinhateiros homicidas, Jesus realça ainda mais a duplicidade de coração dos fariseus, anunciando: por um lado, a sua morte próxima pelas mãos dos doutores da lei; e, por outro, as consequências desse homicídio para o povo eleito que, em vez de dar bons frutos de justiça, produz “injustiça e iniquidade”. Aplicando essa parábola às nossas vidas, vemos que a fé é condição indispensável para o acolhimento do amor de Deus. Os fariseus têm o coração endurecido porque não creem com o coração, mas apenas da boca para fora. Ou seja, na prática eles não creem no amor de Deus e, por isso, acabaram rejeitando o próprio Amor feito carne. E isso pode acontecer conosco também, caso não passemos por um verdadeiro “transplante de coração”. Santo do Dia: Santa Pelágia, a Penitente Hoje também celebramos o Dia do Nascituro. Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Urgente: Convocação para a Caminhada pela vida
Mais de 60 cidades aderem à “Caminhada pela Vida Contra o Aborto” no Dia do Nascituro No próximo domingo, dia 8 de outubro, dia do nascituro, várias cidades do Brasil estarão realizando manifestações em favor da vida, a fim de mostrar que a esmagadora maioria da população brasileira é contrária à descriminalização do aborto, que, tragicamente, está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal. Então, não deixe de se manifestar! Precisamos sair às ruas para defender a vida desde a concepção e dizer não à barbárie do aborto. Nesta pregação, Padre Paulo convoca todos os batizados e pessoas de boa vontade da Arquidiocese de Cuiabá a participarem da Caminhada pela Vida no dia 08/10, a partir das 16h, na Praça Ulisses Guimarães. Até o momento, já são 45 cidades em todo o Brasil que irão promover manifestações semelhantes. Busque se informar sobre o evento na sua cidade e não deixe de participar. Esta homilia foi feita pelo Padre Paulo Ricardo no dia 2 de outubro de 2023, durante Missa matutina na Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande (MT). A Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família fará no domingo (8), Dia do Nascituro, uma “Caminhada pela Vida Contra o Aborto” em mais de 60 cidades no Brasil. O objetivo é “chamar a atenção não somente” dos governantes, “mas especialmente do Supremo Tribunal Federal, para que eles compreendam de uma vez por todas” que a pauta do aborto “é pertinente ao legislativo”, disse à ACI Digital a presidente da Rede, Zezé Luz. A pauta da descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação no Brasil tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) desde março de 2017, através da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, impetrada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Ela estava sob a relatoria da ex-presidente do STF, ministra Rosa Weber, que retornou com a pauta no Supremo este ano, através de um julgamento virtual entre os dias 22 a 29 de setembro, poucos dias antes de sua aposentadoria. O primeiro voto, na madrugada do dia 22, foi de Weber, favorável a ADPF 442. Logo após, o ministro Luís Roberto Barroso, que é o atual presidente da Corte, pediu destaque e o processo foi interrompido, sem data de retorno. Quando tiver nova data, o julgamento ocorrerá de modo presencial no Supremo e o voto de Weber será mantido. A presidente da Rede, Zezé Luz, disse à ACI Digital que a decisão sobre o aborto não cabe ap STF. “São os nossos representantes legais, aqueles que foram eleitos pelo povo, que podem pautar ou até mesmo votar e decidir pela maioria. Somos um país democrático e queremos que se respeite esse direito, queremos que respeite a Constituição Federal no seu artigo 5º” , disse Zezé Luz. O artigo 5º da Constituição Federal diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Zezé Luz reforçou que “a defesa da vida no Brasil” está “prevista em lei”. “O próprio código penal nos garante esse direito”, disse, ressaltando que há “as excludente de punibilidade”. No Brasil, o aborto é crime tipificado pelo Código Penal e não é punível em casos de estupro ou quando há risco para a vida da mãe. Mas desde 2012, o STF determinou que o aborto também não é punível em casos de bebê com anencefalia. “Mesmo assim, nós somos contrários em qualquer que seja a situação onde o ser humano esteja lá ameaçado de morte. Por isso que nossos movimentos existem, que é pra apoiar e amparar essas mulheres, para que elas optem sempre pela vida e caso elas venham por algum motivo, decidir por fazer o aborto, nosso movimento pró-vida também traz para elas o apostolado do projeto Esperança, que é o acompanhamento para as mulheres que sofrem dos danos e causas de um aborto provocado, que eu sei, particularmente, quais são” , disse Zezé Luz, que já foi vítima de um estupro e praticou um aborto. Segundo ela, a uma “Caminhada pela Vida Contra o Aborto” será “apartidária e supra religiosa”. “Vamos para a rua com essa pauta única que é a defesa do nascituro, do bebê por nascer, consequentemente também na proteção das mulheres, porque sabemos quais são os agravos e consequências do aborto provocado”, declarou. No dia da caminhada, todos estarão vestindo uma camiseta branca ou azul bebê, como um “símbolo de paz”. “Queremos que essa paz comece no ventre das nossas mães, das mulheres brasileiras”, disse a presidente da Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família. Zezé Luz também disse que o dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, é uma data “celebrada pelo segmento católico”. Ela lembrou que entre os dias 1º a 7 de outubro, todas as comunidades, paróquias, dioceses e arquidioceses do Brasil celebram a Semana Nacional da Vida, com “uma pauta de palestras e simpósios”, que visam conscientizar as pessoas “sobre a inviabilidade do direito à vida”. Para saber quais cidades, locais e horários da Caminhada pela Vida Contra o Aborto acesse o link . Cidades que terão manifestações Confira as cidades que já confirmaram e estão para confirmar caminhadas pela vida: AC – Cruzeiro do Sul – 08/10 – 17h30 – Catedral Nossa Senhora da Glória; AC – Rio Branco – a confirmar; AL – Maceió 08/10 às 8:30 – Concentração: Praça Vera Arruda; AM – Manaus 08/10 às 17h – Concentração: Largo do São Sebastião; BA – Teixeira de Freiras – a confirmar; BA – Salvador 30/09 concentração Santuário de Nossa Senhora Aparecida- Imbuí; DF – Brasília 08/10 às 16h – Concentração: Esplanada dos Ministérios ES – Vitória – dia 8/10 às 14h30 – Concentração: Praça dos Namorados – Praia do Canto; GO – Goiania – 08/10 às 16h – Concentração: Praça Almirante Tamandaré; MG – Belo Horizonte 08/10 às 09h – Concentração: Praça da Liberdade; MG – Uberlândia 08/10 às 10h – Concentração: Parque do Sabiá em frente ao Mundo da Criança; MG – Juiz de Fora – 8 de outubro, concentração às 11h na avenida Rio Branco, próximo ao número 2540, em frente à catedral; MG – Governador Valadares – 08/10 às 8h30 – Concentração: Praça dos Pioneiros; MG – São Sebastião do Paraíso – 24/09 às 16h – Concentração: porta da Igreja Matriz de São Sebastião; PB – Campina Grande – a confirmar o local e o horário; PB – João Pessoa – 08/10 às 17h – Concentração: Busto de Tamandaré; PE – Recife – 07/10 às 16h – Concentração: Praça da Bíblia – Curado; PE – Recife – 08/10 às 9h – Concentração: Parque Dona Lindu – Boa Viagem; PE- Caruaru – a confirmar; PE – Garanhuns – 07/10 às 9h – Concentração: Relógio de Flores; PR – São Sebastião da Amoreira – 8/10 às 9h – Concentração: Paróquia São Sebastião (Igreja Matriz); PR – São José dos Pinhais – 07/10 às 14h – Concentração: Shopping Celli; PR – Santa Terezinha do Itaipu – 08/10 às 17h – Concentração: Capela Nossa Senhora do Carmo; PR – Curitiba – a confirmar; PR – Guarapuava – 08/10 às 15h30 – Concentração: Lagoa das Lágrimas; PR – Londrina – 08/10, às 15h – Ato Pela Vida Contra o Aborto. Concentração na Rotatória da Av. JK com Av. Higienópolis; RJ – Rio de Janeiro – 08/10 às 12h – Concentração: Posto 5 na Praia de Copacabana (na altura da Rua Miguel Lemos); RJ – Paty Do Alferes – 07/10- 14:00h – Concentração – Praça de Avelar; RJ – Barra de São João – 07/10 16h30 – Concentração: Beira Rio (próx. ao canhão), encerrando na Paróquia da Sagrada Família; RJ – Niterói – 08/10 às 12h – Concentração: Campo de São Bento; RS – Bento Gonçalves – 08/10 às 9h – Concentração: Matriz Santo Antônio; RS – Farroupilha – 08/10 às 9h – local a confirmar; RS – Caxias do Sul – 08/10 às 9h – local a confirmar; RS – Porto Alegre – 08/10 às 9h – local a confirmar; SC – Florianópolis – 24/09 às 15h – Concentração: Trapiche Beira Mar; SE – Aracajú – a confirmar; SP – Campinas – 08/10 às 10h – Largo do Rosário SP – Catanduva – 07/10 às 08h30 – Concentração: Praça Igreja Matriz São Domingos; SP – Cruzeiro – 08/10 – local a confirmar; SP – Presidente Prudente – 08/10 – após a Missa das 07h no Santuário Nsa. Sra. Aparecida; SP – São José do Rio Preto – 07/10 às 9h – Concentração: Praça Rui Barbosa; SP – São José dos Campos – 07/10 às 9h – Concentração: Igreja Matriz; SP – São Paulo – 8/10 às 12h – Missa: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2071, Paróquia Imaculada Conceição; SP – Taubaté – 07/10 – Concentração: 09h na Praça St. Terezinha marcha até a Praça Dom Epaminondas; MS – Campo Grande – 08/10 às 8h30 – Concentração: Parque das Nações Indígenas junto ao portão Nhandeva (Museu Dom Bosco); MT – Cuiabá – pastoral familiar será a responsável – local a confirmar; Mobilize-se em favor da vida, participe das Caminhadas Pela Vida. #Aborto
- Urgente: Convocação para a Caminhada pela vida
Mais de 60 cidades aderem à “Caminhada pela Vida Contra o Aborto” no Dia do Nascituro No próximo domingo, dia 8 de outubro, dia do nascituro, várias cidades do Brasil estarão realizando manifestações em favor da vida, a fim de mostrar que a esmagadora maioria da população brasileira é contrária à descriminalização do aborto, que, tragicamente, está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal. Então, não deixe de se manifestar! Precisamos sair às ruas para defender a vida desde a concepção e dizer não à barbárie do aborto. Nesta pregação, Padre Paulo convoca todos os batizados e pessoas de boa vontade da Arquidiocese de Cuiabá a participarem da Caminhada pela Vida no dia 08/10, a partir das 16h, na Praça Ulisses Guimarães. Até o momento, já são 45 cidades em todo o Brasil que irão promover manifestações semelhantes. Busque se informar sobre o evento na sua cidade e não deixe de participar. Esta homilia foi feita pelo Padre Paulo Ricardo no dia 2 de outubro de 2023, durante Missa matutina na Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande (MT). A Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família fará no domingo (8), Dia do Nascituro, uma “Caminhada pela Vida Contra o Aborto” em mais de 60 cidades no Brasil. O objetivo é “chamar a atenção não somente” dos governantes, “mas especialmente do Supremo Tribunal Federal, para que eles compreendam de uma vez por todas” que a pauta do aborto “é pertinente ao legislativo”, disse à ACI Digital a presidente da Rede, Zezé Luz. A pauta da descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação no Brasil tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) desde março de 2017, através da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, impetrada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Ela estava sob a relatoria da ex-presidente do STF, ministra Rosa Weber, que retornou com a pauta no Supremo este ano, através de um julgamento virtual entre os dias 22 a 29 de setembro, poucos dias antes de sua aposentadoria. O primeiro voto, na madrugada do dia 22, foi de Weber, favorável a ADPF 442. Logo após, o ministro Luís Roberto Barroso, que é o atual presidente da Corte, pediu destaque e o processo foi interrompido, sem data de retorno. Quando tiver nova data, o julgamento ocorrerá de modo presencial no Supremo e o voto de Weber será mantido. A presidente da Rede, Zezé Luz, disse à ACI Digital que a decisão sobre o aborto não cabe ap STF. “São os nossos representantes legais, aqueles que foram eleitos pelo povo, que podem pautar ou até mesmo votar e decidir pela maioria. Somos um país democrático e queremos que se respeite esse direito, queremos que respeite a Constituição Federal no seu artigo 5º” , disse Zezé Luz. O artigo 5º da Constituição Federal diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Zezé Luz reforçou que “a defesa da vida no Brasil” está “prevista em lei”. “O próprio código penal nos garante esse direito”, disse, ressaltando que há “as excludente de punibilidade”. No Brasil, o aborto é crime tipificado pelo Código Penal e não é punível em casos de estupro ou quando há risco para a vida da mãe. Mas desde 2012, o STF determinou que o aborto também não é punível em casos de bebê com anencefalia. “Mesmo assim, nós somos contrários em qualquer que seja a situação onde o ser humano esteja lá ameaçado de morte. Por isso que nossos movimentos existem, que é pra apoiar e amparar essas mulheres, para que elas optem sempre pela vida e caso elas venham por algum motivo, decidir por fazer o aborto, nosso movimento pró-vida também traz para elas o apostolado do projeto Esperança, que é o acompanhamento para as mulheres que sofrem dos danos e causas de um aborto provocado, que eu sei, particularmente, quais são” , disse Zezé Luz, que já foi vítima de um estupro e praticou um aborto. Segundo ela, a uma “Caminhada pela Vida Contra o Aborto” será “apartidária e supra religiosa”. “Vamos para a rua com essa pauta única que é a defesa do nascituro, do bebê por nascer, consequentemente também na proteção das mulheres, porque sabemos quais são os agravos e consequências do aborto provocado”, declarou. No dia da caminhada, todos estarão vestindo uma camiseta branca ou azul bebê, como um “símbolo de paz”. “Queremos que essa paz comece no ventre das nossas mães, das mulheres brasileiras”, disse a presidente da Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família. Zezé Luz também disse que o dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, é uma data “celebrada pelo segmento católico”. Ela lembrou que entre os dias 1º a 7 de outubro, todas as comunidades, paróquias, dioceses e arquidioceses do Brasil celebram a Semana Nacional da Vida, com “uma pauta de palestras e simpósios”, que visam conscientizar as pessoas “sobre a inviabilidade do direito à vida”. Para saber quais cidades, locais e horários da Caminhada pela Vida Contra o Aborto acesse o link . Cidades que terão manifestações Confira as cidades que já confirmaram e estão para confirmar caminhadas pela vida: AC – Cruzeiro do Sul – 08/10 – 17h30 – Catedral Nossa Senhora da Glória; AC – Rio Branco – a confirmar; AL – Maceió 08/10 às 8:30 – Concentração: Praça Vera Arruda; AM – Manaus 08/10 às 17h – Concentração: Largo do São Sebastião; BA – Teixeira de Freiras – a confirmar; BA – Salvador 30/09 concentração Santuário de Nossa Senhora Aparecida- Imbuí; DF – Brasília 08/10 às 16h – Concentração: Esplanada dos Ministérios ES – Vitória – dia 8/10 às 14h30 – Concentração: Praça dos Namorados – Praia do Canto; GO – Goiania – 08/10 às 16h – Concentração: Praça Almirante Tamandaré; MG – Belo Horizonte 08/10 às 09h – Concentração: Praça da Liberdade; MG – Uberlândia 08/10 às 10h – Concentração: Parque do Sabiá em frente ao Mundo da Criança; MG – Juiz de Fora – 8 de outubro, concentração às 11h na avenida Rio Branco, próximo ao número 2540, em frente à catedral; MG – Governador Valadares – 08/10 às 8h30 – Concentração: Praça dos Pioneiros; MG – São Sebastião do Paraíso – 24/09 às 16h – Concentração: porta da Igreja Matriz de São Sebastião; PB – Campina Grande – a confirmar o local e o horário; PB – João Pessoa – 08/10 às 17h – Concentração: Busto de Tamandaré; PE – Recife – 07/10 às 16h – Concentração: Praça da Bíblia – Curado; PE – Recife – 08/10 às 9h – Concentração: Parque Dona Lindu – Boa Viagem; PE- Caruaru – a confirmar; PE – Garanhuns – 07/10 às 9h – Concentração: Relógio de Flores; PR – São Sebastião da Amoreira – 8/10 às 9h – Concentração: Paróquia São Sebastião (Igreja Matriz); PR – São José dos Pinhais – 07/10 às 14h – Concentração: Shopping Celli; PR – Santa Terezinha do Itaipu – 08/10 às 17h – Concentração: Capela Nossa Senhora do Carmo; PR – Curitiba – a confirmar; PR – Guarapuava – 08/10 às 15h30 – Concentração: Lagoa das Lágrimas; PR – Londrina – 08/10, às 15h – Ato Pela Vida Contra o Aborto. Concentração na Rotatória da Av. JK com Av. Higienópolis; RJ – Rio de Janeiro – 08/10 às 12h – Concentração: Posto 5 na Praia de Copacabana (na altura da Rua Miguel Lemos); RJ – Paty Do Alferes – 07/10- 14:00h – Concentração – Praça de Avelar; RJ – Barra de São João – 07/10 16h30 – Concentração: Beira Rio (próx. ao canhão), encerrando na Paróquia da Sagrada Família; RJ – Niterói – 08/10 às 12h – Concentração: Campo de São Bento; RS – Bento Gonçalves – 08/10 às 9h – Concentração: Matriz Santo Antônio; RS – Farroupilha – 08/10 às 9h – local a confirmar; RS – Caxias do Sul – 08/10 às 9h – local a confirmar; RS – Porto Alegre – 08/10 às 9h – local a confirmar; SC – Florianópolis – 24/09 às 15h – Concentração: Trapiche Beira Mar; SE – Aracajú – a confirmar; SP – Campinas – 08/10 às 10h – Largo do Rosário SP – Catanduva – 07/10 às 08h30 – Concentração: Praça Igreja Matriz São Domingos; SP – Cruzeiro – 08/10 – local a confirmar; SP – Presidente Prudente – 08/10 – após a Missa das 07h no Santuário Nsa. Sra. Aparecida; SP – São José do Rio Preto – 07/10 às 9h – Concentração: Praça Rui Barbosa; SP – São José dos Campos – 07/10 às 9h – Concentração: Igreja Matriz; SP – São Paulo – 8/10 às 12h – Missa: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2071, Paróquia Imaculada Conceição; SP – Taubaté – 07/10 – Concentração: 09h na Praça St. Terezinha marcha até a Praça Dom Epaminondas; MS – Campo Grande – 08/10 às 8h30 – Concentração: Parque das Nações Indígenas junto ao portão Nhandeva (Museu Dom Bosco); MT – Cuiabá – pastoral familiar será a responsável – local a confirmar; Mobilize-se em favor da vida, participe das Caminhadas Pela Vida. #Aborto
- Dia do Nascituro – 8 de outubro
A Igreja no Brasil realiza, entre os dias 1 e 7 de outubro, a Semana Nacional da Vida, cujo objetivo é celebrar a vida da pessoa humana, desde sua concepção até a morte natural, ademais, a comemoração termina no dia 8, com a celebração do Dia do Nascituro No dia 8 de outubro a Igreja celebra o Dia do Nascituro. O objetivo da data é dar destaque à importância do nascituro como ser humano já concebido que se encontra no ventre materno e que goza do direito à vida. “É por isso que este ser humano possui o direito de ser respeitado na sua integridade e dignidade como a de qualquer pessoa já nascida”. Ao celebrarmos o Dia do Nascituro, queremos também protegê-lo Qual é o lugar mais perigoso de viver no mundo hoje? Será a Síria, onde milhares morrem vítimas de uma atroz guerra civil? Serão os lugares do submundo do crime? Seria nas igrejas cristãs, situadas em pleno território islâmico? Onde? O lugar mais perigoso do mundo para se viver é a barriga da própria mãe. É por essa razão que celebramos o Dia do Nascituro. Essa é uma realidade que seria inimaginável se não fosse verdade. O lugar, que deveria ser o mais aconchegante e terno do mundo, tornou-se a passagem mais perigosa que um ser humano pode fazer na sua existência. Se, neste momento, eu fosse uma alma prestes a ser infundida num embrião humano e tivesse consciência disso, eu estaria apavorado. Não são milhares, mas milhões e milhões de crianças brutalmente assassinadas, por ano, no ventre materno. E o pior: por quem? Pela própria mãe, pelo próprio pai. A importância do Dia do Nascituro Se a vida humana, em seu momento mais tenro e indefeso, está sob a mira de quem mais deveria guardá-la e protegê-la, de que ela vale? Ela não tem mais valor absoluto e inviolável, está condicionada à segurança, ao bem-estar e aos interesses de terceiros. Nessa escala de valores, toda a vida humana está em risco. Por essa razão, o Dia do Nascituro, comemorado no dia 8 de outubro, celebra, especialmente, a vida do bebê no ventre de sua mãe. E não somente isso: celebramos, neste dia, o valor inviolável da dignidade da vida humana, do seu início até o seu fim. Não é somente a vida do nascituro que está em questão, mas a vida humana, especialmente em sua condição de fragilidade e inutilidade para a sociedade. Tanto é que a legalização do aborto, até o último instante antes do nascimento, em alguns países, já faz surgir uma lógica, que é a “eutanásia de recém-nascidos”. Algumas pessoas, na Holanda, Alemanha e acadêmicos na Austrália, raciocinam que, se a criança pode ser morta um minuto antes de seu nascimento natural, por que não poderia o ser alguns minutos após o seu nascimento? Muito lógico! Isso pouparia os gastos com exames pré-natais, para verificar patologias genéticas entre outras. Essa eugenia pós-natal ainda não soa bem, mas, em breve, se tornará lei. Daí, virão novos passos, como eugenia em qualquer fase da existência humana, conquanto que a vida não esteja de acordo com os padrões sociais da época. Cultura da morte Não precisamos ir ao futuro. Hoje, se a vida vale tão pouco diante do bem-estar, sucesso, bem materiais, até mesmo diante dos animais, ela acaba por perder o sentido em si mesma. Sem sentido, os jovens se entregam às drogas, à prostituição até o fim (também “lógico”), que é o suicídio, cada vez mais comum entre o público juvenil. Aí surge a pergunta: “Por que os jovens estão tão violentos e sem esperança?”. Novamente, a lógica evidente: nessa cultura de morte, na qual, inclusive, são bem aceitas celebrações artísticas da morte (refiro-me, por exemplo, à naturalidade no uso da caveira como ingênuo enfeite nas roupas de nossas crianças), que beleza e sentido tem a vida? Para nós que cremos em Deus, um sinal inquestionável desse valor é o fato de o próprio Criador ter escolhido passar por esse caminho da existência humana e fazer essa nossa experiência de ser gente indefesa sob a guarda dos Seus pais. O Filho de Deus poderia ter entrado no mundo de qualquer forma que quisesse, mas escolheu ser nascituro. Com isso, esse momento da vida humana, que já era grande por si mesmo, ganhou significado divino, porque o próprio Deus se fez nascituro. Sendo de tão grande valor e beleza, a vida do nascituro deve ser celebrada. Celebrando o Dia do Nascituro, queremos também protegê-lo ao suscitarmos nas pessoas, nas famílias e na sociedade, a consciência de que os nascituros têm o direito à proteção de sua saúde e vida, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. Celebrando o nascituro, celebramos a vida de cada ser humano, porque todos, invariavelmente, foram ou serão um dia um nascituro. Por André Botelho | Comunidade Pantokrator #SantodoDia
- Dia do Nascituro – 8 de outubro
A Igreja no Brasil realiza, entre os dias 1 e 7 de outubro, a Semana Nacional da Vida, cujo objetivo é celebrar a vida da pessoa humana, desde sua concepção até a morte natural, ademais, a comemoração termina no dia 8, com a celebração do Dia do Nascituro No dia 8 de outubro a Igreja celebra o Dia do Nascituro. O objetivo da data é dar destaque à importância do nascituro como ser humano já concebido que se encontra no ventre materno e que goza do direito à vida. “É por isso que este ser humano possui o direito de ser respeitado na sua integridade e dignidade como a de qualquer pessoa já nascida”. Ao celebrarmos o Dia do Nascituro, queremos também protegê-lo Qual é o lugar mais perigoso de viver no mundo hoje? Será a Síria, onde milhares morrem vítimas de uma atroz guerra civil? Serão os lugares do submundo do crime? Seria nas igrejas cristãs, situadas em pleno território islâmico? Onde? O lugar mais perigoso do mundo para se viver é a barriga da própria mãe. É por essa razão que celebramos o Dia do Nascituro. Essa é uma realidade que seria inimaginável se não fosse verdade. O lugar, que deveria ser o mais aconchegante e terno do mundo, tornou-se a passagem mais perigosa que um ser humano pode fazer na sua existência. Se, neste momento, eu fosse uma alma prestes a ser infundida num embrião humano e tivesse consciência disso, eu estaria apavorado. Não são milhares, mas milhões e milhões de crianças brutalmente assassinadas, por ano, no ventre materno. E o pior: por quem? Pela própria mãe, pelo próprio pai. A importância do Dia do Nascituro Se a vida humana, em seu momento mais tenro e indefeso, está sob a mira de quem mais deveria guardá-la e protegê-la, de que ela vale? Ela não tem mais valor absoluto e inviolável, está condicionada à segurança, ao bem-estar e aos interesses de terceiros. Nessa escala de valores, toda a vida humana está em risco. Por essa razão, o Dia do Nascituro, comemorado no dia 8 de outubro, celebra, especialmente, a vida do bebê no ventre de sua mãe. E não somente isso: celebramos, neste dia, o valor inviolável da dignidade da vida humana, do seu início até o seu fim. Não é somente a vida do nascituro que está em questão, mas a vida humana, especialmente em sua condição de fragilidade e inutilidade para a sociedade. Tanto é que a legalização do aborto, até o último instante antes do nascimento, em alguns países, já faz surgir uma lógica, que é a “eutanásia de recém-nascidos”. Algumas pessoas, na Holanda, Alemanha e acadêmicos na Austrália, raciocinam que, se a criança pode ser morta um minuto antes de seu nascimento natural, por que não poderia o ser alguns minutos após o seu nascimento? Muito lógico! Isso pouparia os gastos com exames pré-natais, para verificar patologias genéticas entre outras. Essa eugenia pós-natal ainda não soa bem, mas, em breve, se tornará lei. Daí, virão novos passos, como eugenia em qualquer fase da existência humana, conquanto que a vida não esteja de acordo com os padrões sociais da época. Cultura da morte Não precisamos ir ao futuro. Hoje, se a vida vale tão pouco diante do bem-estar, sucesso, bem materiais, até mesmo diante dos animais, ela acaba por perder o sentido em si mesma. Sem sentido, os jovens se entregam às drogas, à prostituição até o fim (também “lógico”), que é o suicídio, cada vez mais comum entre o público juvenil. Aí surge a pergunta: “Por que os jovens estão tão violentos e sem esperança?”. Novamente, a lógica evidente: nessa cultura de morte, na qual, inclusive, são bem aceitas celebrações artísticas da morte (refiro-me, por exemplo, à naturalidade no uso da caveira como ingênuo enfeite nas roupas de nossas crianças), que beleza e sentido tem a vida? Para nós que cremos em Deus, um sinal inquestionável desse valor é o fato de o próprio Criador ter escolhido passar por esse caminho da existência humana e fazer essa nossa experiência de ser gente indefesa sob a guarda dos Seus pais. O Filho de Deus poderia ter entrado no mundo de qualquer forma que quisesse, mas escolheu ser nascituro. Com isso, esse momento da vida humana, que já era grande por si mesmo, ganhou significado divino, porque o próprio Deus se fez nascituro. Sendo de tão grande valor e beleza, a vida do nascituro deve ser celebrada. Celebrando o Dia do Nascituro, queremos também protegê-lo ao suscitarmos nas pessoas, nas famílias e na sociedade, a consciência de que os nascituros têm o direito à proteção de sua saúde e vida, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. Celebrando o nascituro, celebramos a vida de cada ser humano, porque todos, invariavelmente, foram ou serão um dia um nascituro. Por André Botelho | Comunidade Pantokrator #SantodoDia
- Santa Pelágia, a Penitente – 8 de Outubro
SANTO DO DIA – 08 DE OUTUBRO – SANTA PELÁGIA Penitente (século IV) São duas as santas com este nome — ou quatro, segundo o Martirológio romano. Mas trata-se de um desdobramento. A primeira é uma jovem mártir de Antioquia, que se jogou da janela para evitar a perda da virgindade. São João Crisóstomo louva a sua coragem, dando origem a intermináveis discussões. O mesmo santo bispo narra as vicissitudes de uma célebre atriz, belíssima tanto quanto dissoluta que, depois da conversão, levou vida austera de penitência. Mas não diz seu nome. Assim, um autor desconhecido, que se nomeia Tiago, julgou bom dar-lhe o nome de Pelágia e escrever um longo relato sobre sua história. Ao chegar a Antioquia junto com uma companhia de comediantes, a mulher provocou logo escândalo em razão de “costumes vulgares”, virando a cabeça de vários homens, até do irmão do imperador. Conseguiu distrair o próprio bispo Nono: o bom velho se pôs a olhá-la enquanto se dirigia em procissão para o sínodo. Desta leviandade, o bispo extraiu um útil assunto para seu sermão: se uma mulher se embeleza desse modo para agradar a um simples mortal, como deveremos nós adornar nossa alma destinada às místicas núpcias com Deus? E com a oração e a boa palavra conseguiu realmente recolocar no redil aquela bela criatura. Pelágia mudou de vida, recebeu o batismo e se retirou para viver como eremita em uma cela escavada junto ao monte das Oliveiras. O pseudo-Tiago acrescenta que a mulher, para não ser objeto de desejos, travestiu-se de homem e viveu em penitência, purificando-se, assim, dos passados desregramentos. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Pelágia, a Penitente Pelágia, a Penitente (artisticamente conhecida como Margarida de Antioquia ) foi uma cortesã e dançarina célebre que, no auge de sua beleza e soberania foi subitamente convertida por influência do bispo e santo Nono. Um dia quando passava em frente a basílica de São Juliano onde o bispo Nano estava pregando, Pelágia encantou-se com as palavras dele. No dia seguinte quando Nono pregava na basílica sobre o Juízo Final, Pelágia apareceu pedindo para ele o batismo. À noite, segundo a tradição, o diabo apareceu para ela exortando que voltasse a sua vida mundana, no entanto, Pelágia manteve-se firme e com o sinal da cruz e orações fez o diabo desaparecer. Dias depois Pelágia deu a Nono toda sua fortuna e bens que entregou ao tesoureiro da igreja para ele usar com viúvas e órfãos. Pelágia partiu de Antioquia rumo a Jerusalém, onde habitava em uma caverna perto do Monte das Oliveiras em penitência rigorosa. Trajando roupas masculinas ela era conhecida como “Pelágio, o monge sem barba”. Morreu cerca de três anos depois. Santa Pelágia, Virgem e Mártir O martirológio romano apresenta-nos quatro santas com este nome de Pelágia. Esta, de hoje, era uma jovem de quinze anos, que, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, acusada de cristã, viu, um dia, os soldados do perseguidor varejarem-lhe a casa, dando-lhe voz de prisão. Pelágia recebeu-os bem e, quando se propuseram levá-la, pediu-lhes permissão para que fosse trocar de roupa, Dado o consentimento, pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto: desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade, que votara a Deus, não titubeou – ganhou o mais alto da casa em que vivia, em Antioquia e de lá se atirou ao chão, falecendo quase que instantaneamente. Santo Ambrósio de Milão, no seu tratado Das virgens, apresenta-nos esta Santa Pelágia como irmã dos mártires Bernicéia e Prosdocéia. Santa Pelágia se ligou àquelas santas porque Bernicéia e Prosdocéia também se tiraram a vida para escapar do horror, Presas, iam sendo levadas ao cárcere. Em dado momento, a meio caminho, quando chegaram perto dum rio, solicitaram licença aos soldados para afastar-se um pouco, o que lhes foi concedido. Destarte, sem que pudesse ser impedidas, atiraram-se, de comum acordo, à correnteza. Pergunta-se: cometeram o suicídio? Sem sombra de dúvida. Todavia, foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus. Muitas santas virgens assim agiram, como vimos e veremos no transcorrer dos dias e dos meses. Digna de Aquiléia, depois de Átila sujeitara a cidade, coubera a um capitão, como despojo, e ficaram alojados numa torre, altíssima torre, que se erguia à beira do rio Batizon. Disse a jovem ao capitão: – Se me queres lograr, segue-me. E, assim dizendo, do mais alto da torre, atirou-se ao rio, onde se afogou. “Salvou com a morte a sua castidade”. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 421 à 423) #SantodoDia
- Santa Pelágia, a Penitente – 8 de Outubro
SANTO DO DIA – 08 DE OUTUBRO – SANTA PELÁGIA Penitente (século IV) São duas as santas com este nome — ou quatro, segundo o Martirológio romano. Mas trata-se de um desdobramento. A primeira é uma jovem mártir de Antioquia, que se jogou da janela para evitar a perda da virgindade. São João Crisóstomo louva a sua coragem, dando origem a intermináveis discussões. O mesmo santo bispo narra as vicissitudes de uma célebre atriz, belíssima tanto quanto dissoluta que, depois da conversão, levou vida austera de penitência. Mas não diz seu nome. Assim, um autor desconhecido, que se nomeia Tiago, julgou bom dar-lhe o nome de Pelágia e escrever um longo relato sobre sua história. Ao chegar a Antioquia junto com uma companhia de comediantes, a mulher provocou logo escândalo em razão de “costumes vulgares”, virando a cabeça de vários homens, até do irmão do imperador. Conseguiu distrair o próprio bispo Nono: o bom velho se pôs a olhá-la enquanto se dirigia em procissão para o sínodo. Desta leviandade, o bispo extraiu um útil assunto para seu sermão: se uma mulher se embeleza desse modo para agradar a um simples mortal, como deveremos nós adornar nossa alma destinada às místicas núpcias com Deus? E com a oração e a boa palavra conseguiu realmente recolocar no redil aquela bela criatura. Pelágia mudou de vida, recebeu o batismo e se retirou para viver como eremita em uma cela escavada junto ao monte das Oliveiras. O pseudo-Tiago acrescenta que a mulher, para não ser objeto de desejos, travestiu-se de homem e viveu em penitência, purificando-se, assim, dos passados desregramentos. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Pelágia, a Penitente Pelágia, a Penitente (artisticamente conhecida como Margarida de Antioquia ) foi uma cortesã e dançarina célebre que, no auge de sua beleza e soberania foi subitamente convertida por influência do bispo e santo Nono. Um dia quando passava em frente a basílica de São Juliano onde o bispo Nano estava pregando, Pelágia encantou-se com as palavras dele. No dia seguinte quando Nono pregava na basílica sobre o Juízo Final, Pelágia apareceu pedindo para ele o batismo. À noite, segundo a tradição, o diabo apareceu para ela exortando que voltasse a sua vida mundana, no entanto, Pelágia manteve-se firme e com o sinal da cruz e orações fez o diabo desaparecer. Dias depois Pelágia deu a Nono toda sua fortuna e bens que entregou ao tesoureiro da igreja para ele usar com viúvas e órfãos. Pelágia partiu de Antioquia rumo a Jerusalém, onde habitava em uma caverna perto do Monte das Oliveiras em penitência rigorosa. Trajando roupas masculinas ela era conhecida como “Pelágio, o monge sem barba”. Morreu cerca de três anos depois. Santa Pelágia, Virgem e Mártir O martirológio romano apresenta-nos quatro santas com este nome de Pelágia. Esta, de hoje, era uma jovem de quinze anos, que, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, acusada de cristã, viu, um dia, os soldados do perseguidor varejarem-lhe a casa, dando-lhe voz de prisão. Pelágia recebeu-os bem e, quando se propuseram levá-la, pediu-lhes permissão para que fosse trocar de roupa, Dado o consentimento, pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto: desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade, que votara a Deus, não titubeou – ganhou o mais alto da casa em que vivia, em Antioquia e de lá se atirou ao chão, falecendo quase que instantaneamente. Santo Ambrósio de Milão, no seu tratado Das virgens, apresenta-nos esta Santa Pelágia como irmã dos mártires Bernicéia e Prosdocéia. Santa Pelágia se ligou àquelas santas porque Bernicéia e Prosdocéia também se tiraram a vida para escapar do horror, Presas, iam sendo levadas ao cárcere. Em dado momento, a meio caminho, quando chegaram perto dum rio, solicitaram licença aos soldados para afastar-se um pouco, o que lhes foi concedido. Destarte, sem que pudesse ser impedidas, atiraram-se, de comum acordo, à correnteza. Pergunta-se: cometeram o suicídio? Sem sombra de dúvida. Todavia, foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus. Muitas santas virgens assim agiram, como vimos e veremos no transcorrer dos dias e dos meses. Digna de Aquiléia, depois de Átila sujeitara a cidade, coubera a um capitão, como despojo, e ficaram alojados numa torre, altíssima torre, que se erguia à beira do rio Batizon. Disse a jovem ao capitão: – Se me queres lograr, segue-me. E, assim dizendo, do mais alto da torre, atirou-se ao rio, onde se afogou. “Salvou com a morte a sua castidade”. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 421 à 423) #SantodoDia
- Homilia Diária | Quais os frutos espirituais do Santo Rosário?
(Memória de Nossa Senhora do Rosário) Celebramos hoje a memória de Nossa Senhora do Rosário, devoção que, graças a Deus, tem sido redescoberta nos últimos tempos, não sem um esforço da própria Virgem Maria, que em várias aparições recentes insiste na importância de rezar todos os dias o Santo Terço. Mas a que se deve, afinal, a importância desta devoção, que para muita gente não passa da repetição aborrecida de fórmulas prontas e engessadas? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 7 de outubro, e descubra a riqueza maravilhosa do Santo Terço, um caminho certo e fácil para a meditação e o progresso na caridade! Santo do Dia: Nossa Senhora do Rosário, auxílio dos cristãos Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Quais os frutos espirituais do Santo Rosário?
(Memória de Nossa Senhora do Rosário) Celebramos hoje a memória de Nossa Senhora do Rosário, devoção que, graças a Deus, tem sido redescoberta nos últimos tempos, não sem um esforço da própria Virgem Maria, que em várias aparições recentes insiste na importância de rezar todos os dias o Santo Terço. Mas a que se deve, afinal, a importância desta devoção, que para muita gente não passa da repetição aborrecida de fórmulas prontas e engessadas? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 7 de outubro, e descubra a riqueza maravilhosa do Santo Terço, um caminho certo e fácil para a meditação e o progresso na caridade! Santo do Dia: Nossa Senhora do Rosário, auxílio dos cristãos Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Nossa Senhora do Rosário, auxílio dos cristãos – 7 de Outubro
O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos. Desde os monges do oriente, até os beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. Aliás, foi um beneditino, o venerável Santo Beda, a sugerir que elas fossem enfileiradas em um cordão, para facilitar o transporte e manuseio. A prática da oração do Rosário, como conhecemos hoje, nasceu no início do século XVII e tornou-se de grande valia na solução de um problema relevante das novas Ordens de frades mendicantes, franciscanos e dominicanos, onde a maioria era de analfabetos. Nessa época, o Papa Inocêncio III decidiu colocar um fim à heresia albigense, instalada no sul da França. O pontífice enviou para lá dois sacerdotes, Diego de Aceber e Domingos de Gusmão. Como o primeiro teve morte súbita, a missão ficou por conta do segundo. Mas a questão foi resolvida com muita eficiência, pois ele acabou contando com uma forte aliada: a Virgem Maria. Diz a tradição que, em 1207, o então fundador da Ordem dominicana estava na cidade francesa de Santa Maria de Prouille inaugurando o primeiro convento feminino de sua congregação. Na capela desse convento, Nossa Senhora apareceu a Domingos de Gusmão e ensinou-lhe a oração do Rosário, para ser difundida como arma da fé contra todos os inimigos do cristianismo e também para a salvação dos fieis. A partir daí a Ordem Dominicana se tornou a guardiã do Rosário, cujos missionários iniciaram a propagação do culto em todo o mundo. Outra intercessão de Nossa Senhora sob a força da oração do Rosário se deu no século XVI, quando os turcos muçulmanos pretendiam dominar a Europa. O papa Pio V convocou as nações católicas a unirem suas tropas e seguirem para Veneza, que há três anos lutava sozinha, impedindo o avanço do exército turco. E pediu para toda comunidade cristã rezar o Santo Rosário pedindo ajuda à Virgem Maria, nesse momento tão decisivo. No dia 7 de outubro de 1571, as tropas cristãs se uniram e houve a famosa batalha naval de Lepanto, nas águas da Grécia, sob domínio turco. Num combate de três horas, os cristãos venceram os muçulmanos, colocando um ponto final na ameaça turca à Europa pelo mar. No ano seguinte, o mesmo papa Pio V, instituiu a festa a “Nossa Senhora da Vitória”, para celebrar o Rosário e recordar o êxito obtido na batalha de Lepanto por intercessão de Maria Santíssima. A celebração ocorria em toda a cristandade, mas em datas diferente. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração em 7 de outubro para toda a Igreja. A partir de 1960, com a reforma do calendário litúrgico, o papa João XXIII proclamou o novo título mariano para essa festa — Nossa Senhora do Rosário — e dedicou o mês de outubro ao Santo Rosário e às missões apostólicas. O culto chegou às Américas através dos missionários dominicanos, vindos com as expedições colonizadoras, nas primeiras décadas do século XVI. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Nossa Senhora do Rosário Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse por fim o seu nome: “Sou a Senhora do Rosário”; e voltou a lembrar a recomendação já feita antes: “Continuem a rezar o terço todos os dias”. Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: ” … Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra…” Fátima e o Rosário, as crianças de Fátima e Nossa Senhora são palavras profunda e inseparavelmente unidas entre si… Hoje, talvez mais do que nunca, Maria derrama graças sobre aqueles que rezam o terço … Conheça mais sobre a devoção e as graças que recebem aqueles que praticam a reza do terço, bem como a história da última aparição de Nossa Senhora em Fátima. Por especial desígnio da infinita misericórdia de Deus, Maria Santíssima revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e seguro de salvação: o santo Rosário. Sempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja, na terra passa a reinar a paz, as famílias vivem em concórdia e os corações são abrasados de amor a Deus e ao próximo. Quando dele se esquecem, as desgraças se multiplicam, implanta-se a discórdia nos lares, o caos se estabelece no mundo… A Ave-Maria, base do Novo Testamento São Domingos viveu numa época de grandes tribulações para a Igreja. A terrível heresia dos albigenses se espalhara no sul da França e ameaçava toda a Europa. A profunda corrupção moral dela decorrente abalava os fundamentos da própria sociedade temporal. Por meio de ardorosas pregações, durante anos tentou ele reconduzir ao seio da Igreja aqueles infelizes que se tinham desviado da verdade. Mas suas eloqüentes e inflamadas palavras não conseguiam penetrar aqueles corações empedernidos e entregues aos vícios. O Santo intensificou suas orações… Aumentou suas penitências… Fundou um instituto religioso para acolher os convertidos… De pouco ou nada adiantaram seus esforços. As conversões eram poucas e de efêmera duração. O que fazer? Certo dia, decidido a arrancar de Deus graças superabundantes para mover à conversão aquelas almas, Frei Domingos entrou numa floresta perto de Toulouse e entregou-se à oração e à penitência, disposto a não sair dali sem obter do Céu uma resposta favorável. Após três dias e três noites de incessantes súplicas, quando as forças físicas já quase o abandonavam, apareceu- lhe a Virgem Maria, dizendo com inefável suavidade: – Meu querido Domingos, sabes de que meio se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo? – Senhora, sabeis melhor do que eu, porque, depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes Vós o principal instrumento de nossa salvação. – Eu te digo, então, que o instrumento mais importante foi a Saudação Angélica, a Ave-Maria, que é o fundamento do Novo Testamento. E, portanto, se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, reza meu Rosário. Raios e trovões para reforçar a pregação Com novo ânimo, o zeloso Dominicano dirigiu-se imediatamente à Catedral de Toulouse, para fazer uma pregação. Mal ele transpôs a porta do templo, os sinos começaram a repicar, por obra dos anjos, para reunir os habitantes da cidade. Assim que ele começou a falar, nuvens espessas cobriram o céu e desabou uma terrível tempestade, com raios e trovões, agravada por um apavorante tremor de terra. O pavor dos assistentes aumentou quando uma imagem de Nossa Senhora, situada em local bem visível, levantou os braços três vezes para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e pedissem a proteção de sua Santíssima Mãe. O santo Pregador implorou a misericórdia de Deus, e a tempestade cessou, permitindo-lhe falar com toda calma sobre as maravilhas do Rosário. Os habitantes de Toulouse arrependeram- se de seus pecados, abandonaram o erro, e começaram a rezar o Rosário. Em conseqüência, grande foi a mudança dos costumes nessa cidade. A partir de então, São Domingos, em seus sermões, passou a pregar a devoção ao Rosário, convidando seus ouvintes a rezá-lo com fervor todos os dias. Assim, obteve que a misericórdia de Nossa Senhora envolvesse as almas e as transformasse profundamente. Maria foi a verdadeira vencedora dos erros dos albigenses. Um sermão escrito pela Santíssima Virgem Relata o Beato Alano uma aparição de São Domingos, na qual este lhe narrou o seguinte episódio: Rezando o Rosário, estava ele preparandose para fazer na Catedral de Notre Dame de Paris um sermão sobre São João Evangelista. Apareceu-lhe então Nossa Senhora e lhe entregou um pergaminho, dizendo: “Domingos, por melhor que seja o sermão que decidiste pregar, trago aqui outro melhor”. Muito contente, leu o pergaminho, agradeceu de todo coração a Maria e se dirigiu ao púlpito para começar a pregação. Diante dele estavam os professores e alunos da Universidade de Paris, além de grande número de pessoas de importância. Sobre o Apóstolo São João, apenas afirmou o quanto este merecera ter sido escolhido para guardião da Rainha do Céu. Em seguida, acrescentou: “Senhores e mestres ilustres, estais acostumados a ouvir sermões elegantes e sábios, porém, eu não quero dirigir-vos as doutas palavras da sabedoria humana, mas mostrar-vos o Espírito de Deus e sua virtude”. E então São Domingos passou a explicar a Ave-Maria, como lhe tinha ensinado Nossa Senhora, comovendo assim, profundamente, aquele auditório de homens cultos. O Beato Alano de la Roche As próprias graças e milagres concedidos por Deus através da recitação do Rosário encarregaram-se de propagá- lo por toda parte, tornando-se esta a devoção mais querida dos fiéis cristãos. Enquanto ela foi praticada, a piedade florescia nas Ordens religiosas e no mundo católico. Mas, cem anos depois de ter sido divulgada por São Domingos, já ela havia caído quase no esquecimento. Como conseqüência, multiplicaram-se os males sobre a Cristandade: a peste negra devastou a Europa, dizimando um terço da população, surgiram novas heresias, a Guerra dos Cem Anos espalhou desordens por toda parte, e o Grande Cisma do Ocidente dividiu a Igreja durante longo período. Para atalhar o mal e, sobretudo, preparar a Igreja para enfrentar os embates futuros, suscitou Deus o Beato Alano de la Roche, da Ordem Dominicana, com a missão de restaurar o antigo fervor pelo Rosário. Um dia em que ele celebrava Missa, em 1460, perguntou-lhe Nosso Senhor: “Por que me crucificas tu de novo? E me crucificas, não só por teus pecados, mas ainda porque sabes quanto é necessário pregar o Rosário e assim desviar muitas almas do pecado. Se não o fazes, és culpado dos pecados que elas cometem”. A partir de então, o Beato Alano tornou-se um incansável divulgador desta devoção, e assim converteu grande número de almas. Fator decisivo de grandes vitórias Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal. Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e por terra, devastando tudo e perseguindo os cristãos, o Papa São Pio V mandou rezar o Rosário em toda a Cristandade, implorando a proteção de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo, com o auxílio da Espanha e de Veneza, reuniu uma esquadra no Mar Mediterrâneo para defender os países católicos. A sete de outubro de 1571, a frota católica encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto. E apesar da superioridade numérica do adversário, os cristãos saíram triunfantes, afastando definitivamente o risco de uma invasão. Antes de travar-se o combate, todos os soldados e marinheiros católicos rezaram o Rosário com grande devoção. A vitória, que parecia quase impossível, deveu-se à proteção da Virgem Santíssima, a qual – segundo testemunho dado pelos próprios muçulmanos – apareceu durante a batalha, infundindo- lhes grande terror. No século XVIII, para comemorar a vitória do Príncipe Eugênio de Saboya sobre o exército otomano, devida também à eficácia do Rosário, o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Rosário fosse celebrada universalmente. São Luís Grignion de Montfort A Igreja seria ainda sacudida por muitas tempestades.Visando fortalecer seus filhos e prepará- los para suportar as grandes provações futuras, suscitou Deus uma alma de fogo com a missão de reacender a chama da devoção ao Rosário, o qual mais uma vez tinha caído no esquecimento. São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor da devoção à Mãe de Deus, exerceu sua missão profética um século antes da Revolução Francesa. As regiões nas quais se deram ouvidos à sua pregação foram as que melhor resistiram aos erros de sua época e conservaram íntegra a Fé. Fátima, 1917: “Sou a Senhora do Rosário” Já no século XX, quando a Primeira Guerra Mundial estava em seu auge, Nossa Senhora veio, Ela mesma, em pessoa, lembrar aos homens que a solução para seus males estava ao alcance das mãos, nas contas do Rosário: “Rezai o Terço todos os dias para alcançar a paz e o fim da guerra”, repetiu Ela maternalmente aos três pastorzinhos, em Fátima. Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse quem era: “Sou a Senhora do Rosário”. E para atestar a autenticidade das aparições e a importância do Rosário, operou um milagre de grandeza nunca vista, presenciado pela multidão de 70.000 pessoas que estavam no local: o sol girou no céu, ao meio-dia, parecendo precipitar- se sobre a terra, retomando depois sua posição habitual no firmamento. Milagres dessa magnitude, só no Antigo Testamento encontramos. Mas nem assim o mundo deu ouvidos à Mãe de Deus. E nunca se abateram sobre a Terra tantas desgraças, nunca houve tantas guerras, nunca a desagregação moral chegou tão baixo. Entretanto, o meio de obter a paz para o mundo, para as famílias, para os corações, continua ao alcance de nossas mãos, nas contas benditas do Rosário, que Maria Santíssima trazia suspenso de seu braço quando apareceu em Fátima. Salvou-se porque levava o Terço à cintura Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e como é generosa em recompensar os que trabalham para divulgá-lo. Conta São Luís de Montfort o caso de Afonso IX, Rei de León, a quem Nossa Senhora protegeu particularmente, pelo simples fato de portar o Rosário à cintura. Desejando que os seus súditos honrassem a Santíssima Virgem, e para animá-los com seu exemplo, ocorreu a esse monarca portar ostensivamente um grande Rosário, ainda que não o rezasse. Isto bastou para incentivar os seus cortesãos a rezá-lo devotamente. Algum tempo depois, o rei ficou às portas da morte, acometido por uma grave enfermidade. Foi então transportado em espírito ao tribunal de Deus, onde os demônios o acusaram de todos os seus crimes. E quando ia ser condenado às penas eternas, apresentou- se em sua defesa a Santíssima Virgem diante de Jesus. Num prato da balança, foram colocados os pecados do Rei. No outro, a Virgem Maria colocou o grande Rosário que ele portara em honra d’Ela, juntamente com os Rosários que, devido ao seu exemplo, haviam rezado outras pessoas, e estes pesavam mais que todos os pecados por ele cometidos. Depois, Maria Santíssima, olhando com misericórdia para o Rei, disse: “Consegui de meu Filho, como recompensa pelo pequeno serviço que Me fizeste, levando à cintura o Rosário, o prolongamento de tua vida por mais uns anos. Emprega-os bem, e faz penitência”. Voltando a si, o rei exclamou: “Oh! Bendito Rosário da Santíssima Virgem, por ele é que fui livre da condenação eterna!” E, recuperando a saúde, passou a rezar o Rosário todos os dias até o fim da vida. A palavra do Papa, porta-voz de Jesus “O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria (…) para que Ela nos eduque e nos plasme até que Cristo esteja formado em nós plenamente” – ensina o Papa João Paulo II. E acrescenta: “Nunca, como no Rosário, o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo”. Recordemos suas inspiradas palavras na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariæ”: “O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. O Rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! “Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral! “Não te deixaremos nunca mais! “Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último ósculo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em toda parte, hoje e sempre, na terra e no Céu. Amém.” Nunca deixe de rezá-lo! Sim, acatando fielmente essa exortação do Papa, nunca deixe de rezar o Rosário, sob pretexto de ter muitas distrações involuntárias, falta de gosto em rezá-lo, muito cansaço, insuficiência de tempo, ou qualquer outro. Para rezar bem o Rosário, não é necessário sentir gosto, ter consolações, nem conseguir uma aplicação contínua da imaginação. Bastam a fé pura e a boa intenção. E veja quantos benefícios nos proporciona a recitação do Rosário! • Eleva-nos ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo. • Purifica nossas almas do pecado. • Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos. • Torna-nos fácil a prática das virtudes. • Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo. • Enriquece-nos de graças e méritos. • Fornece-nos os meios de pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens. A tudo isso, acrescenta São Luís Maria Grignion de Montfort: – “Ainda que te encontres à beira do abismo ou já com um pé no inferno ainda que estejas endurecido e obstinado como um demônio, cedo ou tarde te converterás e salvarás, contanto que rezes devotamente todos os dias o santo Rosário, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de teus pecados”. (Revista Arautos do Evangelho, Out/2004, n. 34, p. 34 a 38) #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora
- Nossa Senhora do Rosário, auxílio dos cristãos – 7 de Outubro
O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos. Desde os monges do oriente, até os beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. Aliás, foi um beneditino, o venerável Santo Beda, a sugerir que elas fossem enfileiradas em um cordão, para facilitar o transporte e manuseio. A prática da oração do Rosário, como conhecemos hoje, nasceu no início do século XVII e tornou-se de grande valia na solução de um problema relevante das novas Ordens de frades mendicantes, franciscanos e dominicanos, onde a maioria era de analfabetos. Nessa época, o Papa Inocêncio III decidiu colocar um fim à heresia albigense, instalada no sul da França. O pontífice enviou para lá dois sacerdotes, Diego de Aceber e Domingos de Gusmão. Como o primeiro teve morte súbita, a missão ficou por conta do segundo. Mas a questão foi resolvida com muita eficiência, pois ele acabou contando com uma forte aliada: a Virgem Maria. Diz a tradição que, em 1207, o então fundador da Ordem dominicana estava na cidade francesa de Santa Maria de Prouille inaugurando o primeiro convento feminino de sua congregação. Na capela desse convento, Nossa Senhora apareceu a Domingos de Gusmão e ensinou-lhe a oração do Rosário, para ser difundida como arma da fé contra todos os inimigos do cristianismo e também para a salvação dos fieis. A partir daí a Ordem Dominicana se tornou a guardiã do Rosário, cujos missionários iniciaram a propagação do culto em todo o mundo. Outra intercessão de Nossa Senhora sob a força da oração do Rosário se deu no século XVI, quando os turcos muçulmanos pretendiam dominar a Europa. O papa Pio V convocou as nações católicas a unirem suas tropas e seguirem para Veneza, que há três anos lutava sozinha, impedindo o avanço do exército turco. E pediu para toda comunidade cristã rezar o Santo Rosário pedindo ajuda à Virgem Maria, nesse momento tão decisivo. No dia 7 de outubro de 1571, as tropas cristãs se uniram e houve a famosa batalha naval de Lepanto, nas águas da Grécia, sob domínio turco. Num combate de três horas, os cristãos venceram os muçulmanos, colocando um ponto final na ameaça turca à Europa pelo mar. No ano seguinte, o mesmo papa Pio V, instituiu a festa a “Nossa Senhora da Vitória”, para celebrar o Rosário e recordar o êxito obtido na batalha de Lepanto por intercessão de Maria Santíssima. A celebração ocorria em toda a cristandade, mas em datas diferente. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração em 7 de outubro para toda a Igreja. A partir de 1960, com a reforma do calendário litúrgico, o papa João XXIII proclamou o novo título mariano para essa festa — Nossa Senhora do Rosário — e dedicou o mês de outubro ao Santo Rosário e às missões apostólicas. O culto chegou às Américas através dos missionários dominicanos, vindos com as expedições colonizadoras, nas primeiras décadas do século XVI. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Nossa Senhora do Rosário Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse por fim o seu nome: “Sou a Senhora do Rosário”; e voltou a lembrar a recomendação já feita antes: “Continuem a rezar o terço todos os dias”. Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: ” … Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra…” Fátima e o Rosário, as crianças de Fátima e Nossa Senhora são palavras profunda e inseparavelmente unidas entre si… Hoje, talvez mais do que nunca, Maria derrama graças sobre aqueles que rezam o terço … Conheça mais sobre a devoção e as graças que recebem aqueles que praticam a reza do terço, bem como a história da última aparição de Nossa Senhora em Fátima. Por especial desígnio da infinita misericórdia de Deus, Maria Santíssima revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e seguro de salvação: o santo Rosário. Sempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja, na terra passa a reinar a paz, as famílias vivem em concórdia e os corações são abrasados de amor a Deus e ao próximo. Quando dele se esquecem, as desgraças se multiplicam, implanta-se a discórdia nos lares, o caos se estabelece no mundo… A Ave-Maria, base do Novo Testamento São Domingos viveu numa época de grandes tribulações para a Igreja. A terrível heresia dos albigenses se espalhara no sul da França e ameaçava toda a Europa. A profunda corrupção moral dela decorrente abalava os fundamentos da própria sociedade temporal. Por meio de ardorosas pregações, durante anos tentou ele reconduzir ao seio da Igreja aqueles infelizes que se tinham desviado da verdade. Mas suas eloqüentes e inflamadas palavras não conseguiam penetrar aqueles corações empedernidos e entregues aos vícios. O Santo intensificou suas orações… Aumentou suas penitências… Fundou um instituto religioso para acolher os convertidos… De pouco ou nada adiantaram seus esforços. As conversões eram poucas e de efêmera duração. O que fazer? Certo dia, decidido a arrancar de Deus graças superabundantes para mover à conversão aquelas almas, Frei Domingos entrou numa floresta perto de Toulouse e entregou-se à oração e à penitência, disposto a não sair dali sem obter do Céu uma resposta favorável. Após três dias e três noites de incessantes súplicas, quando as forças físicas já quase o abandonavam, apareceu- lhe a Virgem Maria, dizendo com inefável suavidade: – Meu querido Domingos, sabes de que meio se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo? – Senhora, sabeis melhor do que eu, porque, depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes Vós o principal instrumento de nossa salvação. – Eu te digo, então, que o instrumento mais importante foi a Saudação Angélica, a Ave-Maria, que é o fundamento do Novo Testamento. E, portanto, se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, reza meu Rosário. Raios e trovões para reforçar a pregação Com novo ânimo, o zeloso Dominicano dirigiu-se imediatamente à Catedral de Toulouse, para fazer uma pregação. Mal ele transpôs a porta do templo, os sinos começaram a repicar, por obra dos anjos, para reunir os habitantes da cidade. Assim que ele começou a falar, nuvens espessas cobriram o céu e desabou uma terrível tempestade, com raios e trovões, agravada por um apavorante tremor de terra. O pavor dos assistentes aumentou quando uma imagem de Nossa Senhora, situada em local bem visível, levantou os braços três vezes para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e pedissem a proteção de sua Santíssima Mãe. O santo Pregador implorou a misericórdia de Deus, e a tempestade cessou, permitindo-lhe falar com toda calma sobre as maravilhas do Rosário. Os habitantes de Toulouse arrependeram- se de seus pecados, abandonaram o erro, e começaram a rezar o Rosário. Em conseqüência, grande foi a mudança dos costumes nessa cidade. A partir de então, São Domingos, em seus sermões, passou a pregar a devoção ao Rosário, convidando seus ouvintes a rezá-lo com fervor todos os dias. Assim, obteve que a misericórdia de Nossa Senhora envolvesse as almas e as transformasse profundamente. Maria foi a verdadeira vencedora dos erros dos albigenses. Um sermão escrito pela Santíssima Virgem Relata o Beato Alano uma aparição de São Domingos, na qual este lhe narrou o seguinte episódio: Rezando o Rosário, estava ele preparandose para fazer na Catedral de Notre Dame de Paris um sermão sobre São João Evangelista. Apareceu-lhe então Nossa Senhora e lhe entregou um pergaminho, dizendo: “Domingos, por melhor que seja o sermão que decidiste pregar, trago aqui outro melhor”. Muito contente, leu o pergaminho, agradeceu de todo coração a Maria e se dirigiu ao púlpito para começar a pregação. Diante dele estavam os professores e alunos da Universidade de Paris, além de grande número de pessoas de importância. Sobre o Apóstolo São João, apenas afirmou o quanto este merecera ter sido escolhido para guardião da Rainha do Céu. Em seguida, acrescentou: “Senhores e mestres ilustres, estais acostumados a ouvir sermões elegantes e sábios, porém, eu não quero dirigir-vos as doutas palavras da sabedoria humana, mas mostrar-vos o Espírito de Deus e sua virtude”. E então São Domingos passou a explicar a Ave-Maria, como lhe tinha ensinado Nossa Senhora, comovendo assim, profundamente, aquele auditório de homens cultos. O Beato Alano de la Roche As próprias graças e milagres concedidos por Deus através da recitação do Rosário encarregaram-se de propagá- lo por toda parte, tornando-se esta a devoção mais querida dos fiéis cristãos. Enquanto ela foi praticada, a piedade florescia nas Ordens religiosas e no mundo católico. Mas, cem anos depois de ter sido divulgada por São Domingos, já ela havia caído quase no esquecimento. Como conseqüência, multiplicaram-se os males sobre a Cristandade: a peste negra devastou a Europa, dizimando um terço da população, surgiram novas heresias, a Guerra dos Cem Anos espalhou desordens por toda parte, e o Grande Cisma do Ocidente dividiu a Igreja durante longo período. Para atalhar o mal e, sobretudo, preparar a Igreja para enfrentar os embates futuros, suscitou Deus o Beato Alano de la Roche, da Ordem Dominicana, com a missão de restaurar o antigo fervor pelo Rosário. Um dia em que ele celebrava Missa, em 1460, perguntou-lhe Nosso Senhor: “Por que me crucificas tu de novo? E me crucificas, não só por teus pecados, mas ainda porque sabes quanto é necessário pregar o Rosário e assim desviar muitas almas do pecado. Se não o fazes, és culpado dos pecados que elas cometem”. A partir de então, o Beato Alano tornou-se um incansável divulgador desta devoção, e assim converteu grande número de almas. Fator decisivo de grandes vitórias Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal. Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e por terra, devastando tudo e perseguindo os cristãos, o Papa São Pio V mandou rezar o Rosário em toda a Cristandade, implorando a proteção de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo, com o auxílio da Espanha e de Veneza, reuniu uma esquadra no Mar Mediterrâneo para defender os países católicos. A sete de outubro de 1571, a frota católica encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto. E apesar da superioridade numérica do adversário, os cristãos saíram triunfantes, afastando definitivamente o risco de uma invasão. Antes de travar-se o combate, todos os soldados e marinheiros católicos rezaram o Rosário com grande devoção. A vitória, que parecia quase impossível, deveu-se à proteção da Virgem Santíssima, a qual – segundo testemunho dado pelos próprios muçulmanos – apareceu durante a batalha, infundindo- lhes grande terror. No século XVIII, para comemorar a vitória do Príncipe Eugênio de Saboya sobre o exército otomano, devida também à eficácia do Rosário, o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Rosário fosse celebrada universalmente. São Luís Grignion de Montfort A Igreja seria ainda sacudida por muitas tempestades.Visando fortalecer seus filhos e prepará- los para suportar as grandes provações futuras, suscitou Deus uma alma de fogo com a missão de reacender a chama da devoção ao Rosário, o qual mais uma vez tinha caído no esquecimento. São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor da devoção à Mãe de Deus, exerceu sua missão profética um século antes da Revolução Francesa. As regiões nas quais se deram ouvidos à sua pregação foram as que melhor resistiram aos erros de sua época e conservaram íntegra a Fé. Fátima, 1917: “Sou a Senhora do Rosário” Já no século XX, quando a Primeira Guerra Mundial estava em seu auge, Nossa Senhora veio, Ela mesma, em pessoa, lembrar aos homens que a solução para seus males estava ao alcance das mãos, nas contas do Rosário: “Rezai o Terço todos os dias para alcançar a paz e o fim da guerra”, repetiu Ela maternalmente aos três pastorzinhos, em Fátima. Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse quem era: “Sou a Senhora do Rosário”. E para atestar a autenticidade das aparições e a importância do Rosário, operou um milagre de grandeza nunca vista, presenciado pela multidão de 70.000 pessoas que estavam no local: o sol girou no céu, ao meio-dia, parecendo precipitar- se sobre a terra, retomando depois sua posição habitual no firmamento. Milagres dessa magnitude, só no Antigo Testamento encontramos. Mas nem assim o mundo deu ouvidos à Mãe de Deus. E nunca se abateram sobre a Terra tantas desgraças, nunca houve tantas guerras, nunca a desagregação moral chegou tão baixo. Entretanto, o meio de obter a paz para o mundo, para as famílias, para os corações, continua ao alcance de nossas mãos, nas contas benditas do Rosário, que Maria Santíssima trazia suspenso de seu braço quando apareceu em Fátima. Salvou-se porque levava o Terço à cintura Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e como é generosa em recompensar os que trabalham para divulgá-lo. Conta São Luís de Montfort o caso de Afonso IX, Rei de León, a quem Nossa Senhora protegeu particularmente, pelo simples fato de portar o Rosário à cintura. Desejando que os seus súditos honrassem a Santíssima Virgem, e para animá-los com seu exemplo, ocorreu a esse monarca portar ostensivamente um grande Rosário, ainda que não o rezasse. Isto bastou para incentivar os seus cortesãos a rezá-lo devotamente. Algum tempo depois, o rei ficou às portas da morte, acometido por uma grave enfermidade. Foi então transportado em espírito ao tribunal de Deus, onde os demônios o acusaram de todos os seus crimes. E quando ia ser condenado às penas eternas, apresentou- se em sua defesa a Santíssima Virgem diante de Jesus. Num prato da balança, foram colocados os pecados do Rei. No outro, a Virgem Maria colocou o grande Rosário que ele portara em honra d’Ela, juntamente com os Rosários que, devido ao seu exemplo, haviam rezado outras pessoas, e estes pesavam mais que todos os pecados por ele cometidos. Depois, Maria Santíssima, olhando com misericórdia para o Rei, disse: “Consegui de meu Filho, como recompensa pelo pequeno serviço que Me fizeste, levando à cintura o Rosário, o prolongamento de tua vida por mais uns anos. Emprega-os bem, e faz penitência”. Voltando a si, o rei exclamou: “Oh! Bendito Rosário da Santíssima Virgem, por ele é que fui livre da condenação eterna!” E, recuperando a saúde, passou a rezar o Rosário todos os dias até o fim da vida. A palavra do Papa, porta-voz de Jesus “O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria (…) para que Ela nos eduque e nos plasme até que Cristo esteja formado em nós plenamente” – ensina o Papa João Paulo II. E acrescenta: “Nunca, como no Rosário, o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo”. Recordemos suas inspiradas palavras na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariæ”: “O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. O Rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! “Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral! “Não te deixaremos nunca mais! “Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último ósculo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em toda parte, hoje e sempre, na terra e no Céu. Amém.” Nunca deixe de rezá-lo! Sim, acatando fielmente essa exortação do Papa, nunca deixe de rezar o Rosário, sob pretexto de ter muitas distrações involuntárias, falta de gosto em rezá-lo, muito cansaço, insuficiência de tempo, ou qualquer outro. Para rezar bem o Rosário, não é necessário sentir gosto, ter consolações, nem conseguir uma aplicação contínua da imaginação. Bastam a fé pura e a boa intenção. E veja quantos benefícios nos proporciona a recitação do Rosário! • Eleva-nos ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo. • Purifica nossas almas do pecado. • Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos. • Torna-nos fácil a prática das virtudes. • Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo. • Enriquece-nos de graças e méritos. • Fornece-nos os meios de pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens. A tudo isso, acrescenta São Luís Maria Grignion de Montfort: – “Ainda que te encontres à beira do abismo ou já com um pé no inferno ainda que estejas endurecido e obstinado como um demônio, cedo ou tarde te converterás e salvarás, contanto que rezes devotamente todos os dias o santo Rosário, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de teus pecados”. (Revista Arautos do Evangelho, Out/2004, n. 34, p. 34 a 38) #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora
- Como a vida de São Bruno mudou com o sermão feito por um morto
Conta-se que São Bruno, mais tarde fundador dos Cartuxos, pouco antes de completar o ensino superior, viveu algo que lhe mudaria o rumo. Ele conhecia um professor que gozava de boa fama e era muito querido por parte de todos, entretanto foi colhido por uma morte inesperada, que chocou aos que conviviam com o catedrático; Será que o tal mestre, seria também tão querido por parte de Deus? Os fatos comprovariam que não… Centenas de pessoas compareceram no funeral; inúmeras velas foram acesas e orações foram feitas por aqueles que haviam admirado o grande conhecimento e virtudes do ilustre falecido. O seu caixão, maravilhosamente adornado com os símbolos da sua profissão, foi levado até à Catedral com solenidade, acompanhado pelos seus colegas professores, por um grande grupo de estudantes e muitos sacerdotes. Enquanto velava-se o corpo, era cantado o tradicional ofício dos defuntos, estava presente o jovem Bruno, atento e compenetrado em tal cerimônia, o coro chegou à passagem no Ofício dos Mortos, que reza: “Quantas são as minhas iniquidades e pecados? Fazei-me saber quais os meus crimes e ofensas.” Evidentemente que a indagação é feita de modo simbólico, sem esperar a resposta do morto – Aconteceu porém, para espanto dos presentes algo de bem diferente do que esperavam. Neste exato momento, de repente, o cadáver que jazia exposto no seu caixão, moveu-se diante dos olhos de todos, levantando um pouco a cabeça, responde com voz grave e triste, o professor falecido: – “Fui julgado!” Assustados, os poucos que sobraram no recinto, preguntavam-se o que viria a ser tal afirmação, de ter sido julgado, pois sabemos que todos homens serão réus no divino tribunal, e não satisfeitos com a resposta do cadáver, decidiram reunir-se todos no dia seguinte, para uma nova cerimônia. Na hora marcada, começa novamente o ritual, não é preciso dizer que dessa vez, abarrotado de curiosos, para comprovar se de fato aconteceria novamente tão pavoroso episódio. Na mesma parte do hino, levanta-se o professor e diz: – “Fui julgado, e sentenciado!” Todos os presentes, continuavam com medo, e não havia menor dúvida, de que sentença seria essa do falecido. Não contentes, com o até então dito por aquela voz tenebrosa vinda do além, decidiram marcar novamente novas exéquias, pois uns diziam estar o professor condenado, já outros afirmavam, não ter dito nada a respeito de seu destino eterno, o simples fato de ter sido julgado e sentenciado, pois todos homens o serão, tendo por sentença, céu ou inferno. Com maior número ainda de assistentes, pela terceira vez se faz a pergunta tão esperada. Com voz desesperada e pavorosa, pronuncia a seguinte afirmação o infeliz, desta vez não deixando margens à qualquer dúvida: – “Pelo julgamento de Deus, fui acusado, julgado e condenado”. Tendo dito isso, caiu para trás. O professor de renome mundial tinha ocultado o vício sob a aparência de virtude. Mas Nosso Senhor, Deus Todo-Poderoso, que perscruta os corações, conhecia os seus pecados e puniu-o por eles. Horrorizado com este macabro sermão, o fato marcou tão fundo o jovem Bruno, que ali estava por ser aluno do professor Diocrès, e a partir daí mudou de vida, e passou a levar tudo muito mais a sério e a pensar mais nos seus novíssimos, pois se uma pessoa com boa fama, teve tão infeliz sorte, qual terei eu? Pensava. Deste dia em diante, São Bruno de Colónia (1030-1101) decidiu então rejeitar os prazeres deste mundo e fundar a Ordem da Cartuxa. Esta é, até hoje, considerada a mais rigorosa e ascética de todas as ordens de clausura. Leia também Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” #FormaçõesCatólicas
- Como a vida de São Bruno mudou com o sermão feito por um morto
Conta-se que São Bruno, mais tarde fundador dos Cartuxos, pouco antes de completar o ensino superior, viveu algo que lhe mudaria o rumo. Ele conhecia um professor que gozava de boa fama e era muito querido por parte de todos, entretanto foi colhido por uma morte inesperada, que chocou aos que conviviam com o catedrático; Será que o tal mestre, seria também tão querido por parte de Deus? Os fatos comprovariam que não… Centenas de pessoas compareceram no funeral; inúmeras velas foram acesas e orações foram feitas por aqueles que haviam admirado o grande conhecimento e virtudes do ilustre falecido. O seu caixão, maravilhosamente adornado com os símbolos da sua profissão, foi levado até à Catedral com solenidade, acompanhado pelos seus colegas professores, por um grande grupo de estudantes e muitos sacerdotes. Enquanto velava-se o corpo, era cantado o tradicional ofício dos defuntos, estava presente o jovem Bruno, atento e compenetrado em tal cerimônia, o coro chegou à passagem no Ofício dos Mortos, que reza: “Quantas são as minhas iniquidades e pecados? Fazei-me saber quais os meus crimes e ofensas.” Evidentemente que a indagação é feita de modo simbólico, sem esperar a resposta do morto – Aconteceu porém, para espanto dos presentes algo de bem diferente do que esperavam. Neste exato momento, de repente, o cadáver que jazia exposto no seu caixão, moveu-se diante dos olhos de todos, levantando um pouco a cabeça, responde com voz grave e triste, o professor falecido: – “Fui julgado!” Assustados, os poucos que sobraram no recinto, preguntavam-se o que viria a ser tal afirmação, de ter sido julgado, pois sabemos que todos homens serão réus no divino tribunal, e não satisfeitos com a resposta do cadáver, decidiram reunir-se todos no dia seguinte, para uma nova cerimônia. Na hora marcada, começa novamente o ritual, não é preciso dizer que dessa vez, abarrotado de curiosos, para comprovar se de fato aconteceria novamente tão pavoroso episódio. Na mesma parte do hino, levanta-se o professor e diz: – “Fui julgado, e sentenciado!” Todos os presentes, continuavam com medo, e não havia menor dúvida, de que sentença seria essa do falecido. Não contentes, com o até então dito por aquela voz tenebrosa vinda do além, decidiram marcar novamente novas exéquias, pois uns diziam estar o professor condenado, já outros afirmavam, não ter dito nada a respeito de seu destino eterno, o simples fato de ter sido julgado e sentenciado, pois todos homens o serão, tendo por sentença, céu ou inferno. Com maior número ainda de assistentes, pela terceira vez se faz a pergunta tão esperada. Com voz desesperada e pavorosa, pronuncia a seguinte afirmação o infeliz, desta vez não deixando margens à qualquer dúvida: – “Pelo julgamento de Deus, fui acusado, julgado e condenado”. Tendo dito isso, caiu para trás. O professor de renome mundial tinha ocultado o vício sob a aparência de virtude. Mas Nosso Senhor, Deus Todo-Poderoso, que perscruta os corações, conhecia os seus pecados e puniu-o por eles. Horrorizado com este macabro sermão, o fato marcou tão fundo o jovem Bruno, que ali estava por ser aluno do professor Diocrès, e a partir daí mudou de vida, e passou a levar tudo muito mais a sério e a pensar mais nos seus novíssimos, pois se uma pessoa com boa fama, teve tão infeliz sorte, qual terei eu? Pensava. Deste dia em diante, São Bruno de Colónia (1030-1101) decidiu então rejeitar os prazeres deste mundo e fundar a Ordem da Cartuxa. Esta é, até hoje, considerada a mais rigorosa e ascética de todas as ordens de clausura. Leia também Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” #FormaçõesCatólicas
- Homilia Diária | O perigo de aproximar-se de Deus sem fé
( Sexta-feira da 26.ª Semana do Tempo Comum) As duras palavras que o Senhor hoje dirige aos habitantes de Betsaida, Corazim e Cafarnaum se devem à dureza de coração com que a sua palavra ali foi “acolhida”, ou antes desprezada e rejeitada. De nada adianta ver milagres e portentos, porque um coração que não crê acaba se endurecendo, e a palavra de Deus, que antes lhe podia servir de remédio, converte-se para ele em motivo de condenação. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 6 de outubro, e renovemos juntos a nossa fé na pregação evangélica, que nos transmitiu a única e verdadeira Igreja de Cristo, santa, católica, apostólica e romana. Evangelho (Lc 10,13-16) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94(95),8ab) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 13 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14 Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. 15 Ai de ti, Carfanaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16 Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | O perigo de aproximar-se de Deus sem fé
( Sexta-feira da 26.ª Semana do Tempo Comum) As duras palavras que o Senhor hoje dirige aos habitantes de Betsaida, Corazim e Cafarnaum se devem à dureza de coração com que a sua palavra ali foi “acolhida”, ou antes desprezada e rejeitada. De nada adianta ver milagres e portentos, porque um coração que não crê acaba se endurecendo, e a palavra de Deus, que antes lhe podia servir de remédio, converte-se para ele em motivo de condenação. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 6 de outubro, e renovemos juntos a nossa fé na pregação evangélica, que nos transmitiu a única e verdadeira Igreja de Cristo, santa, católica, apostólica e romana. Evangelho (Lc 10,13-16) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94(95),8ab) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 13 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14 Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. 15 Ai de ti, Carfanaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16 Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Bruno, Fundador da Ordem dos Cartuxos – 6 de Outubro
SANTO DO DIA – 06 DE OUTUBRO – SÃO BRUNO Sacerdote e fundador (1032-1101) Educado na Alemanha (nasceu em Colônia, da nobre família dos Hartefaust), atuando na França e na Itália. Nomeado chanceler da diocese de Reims, denunciou o próprio bispo Manassés por simonia. Teve de refugiar-se em Colônia até o bispo ser deposto pelo Concílio de Lião. Bruno voltou para a França e permaneceu sob a direção de são Roberto no ermo de Solesmes. Depois, com outros companheiros, procurou um lugar mais solitário para erigir seu mosteiro. Recebeu-o como doação do santo bispo de Grenoble, Hugo, um inteiro vale solitário chamado Cartuxa, nos Alpes do Delfinado. Em 1078 nasceu a primeira cartuxa, que mais tarde será chamada a Grande Chartreuse, casa mãe dos cartuxos. Os monges alternavam a recitação do Ofício com os trabalhos manuais. Era o lugar ideal com que Bruno sempre havia sonhado. Mas nele ficou por pouco tempo. Um de seus discípulos, tornado papa com o nome de Urbano II, chamou-o a Roma como conselheiro. Bruno levou consigo seus monges e adaptou como mosteiro as termas de Diocleciano, transformadas depois na grande basílica de Miguel Ângelo de Santa Maria dos Anjos. Eram tempos de grande turbulência em Roma, e o partido vitorioso do antipapa obrigou Urbano II a refugiar-se no Sul. Bruno mandou novamente seus monges a Grenoble e, no séquito do papa, procurou, na Calábria, um lugar adequado para fundar uma segunda cartuxa. Encontrou-o na localidade que hoje leva seu nome, serra São Bruno, no coração da Sila, “uma planície vasta e risonha, cercada de pastagens verdejantes e bordada de flores”, escreve Bruno a seus monges. “Esta paz que o mundo ignora é propícia para a alegria do Espírito Santo”.O duque das Apúlias e conde da Calábria, que lhe havia feito a doação do terreno, teve em troca a amizade e a preciosa guia do santo eremita. Este, sentindo-se próximo da morte, reuniu em torno de si os monges e ditou sua profissão de fé no mistério trinitário e eucarístico. Morreu a 6 de outubro, dia em que é celebrado. Seu corpo, encontrado incorrupto em 1513, foi sepultado na atual cartuxa de serra São Bruno, província de Catanzaro. O santo é desde sempre invocado contra as possessões diabólicas. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Bruno, Fundador da Ordem dos Cartuxos Pelo fim do décimo-primeiro século, enquanto o Papa São Gregório XII, seguindo o exemplo de São Leão IX, trabalhava com fé e coragem invencíveis, na reforma do clero. Deus suscitou um novo patriarca da vida solitária, um homem da mesma estirpe dos Antão, da Tebaida, dos Hilarião, da Palestina; um homem e uma ordem que, pela vida penitente, deveriam servir de lição e de modelo ao clero e ao povo cristão, e atrair para sempre bençãos do céu sobre toda a Igreja; uma ordem que, após oito séculos, é ainda a mesma, sem nunca ter tido necessidade de reformas, nem em relação à pureza da fé, nem em relação à austeridade e à disciplina. Esse homem é São Bruno; essa ordem é a dos Cartuxos. Bruno nasceu em Colônia, onde foi educado. Fez seus estudos na França, e o seu aproveitamento lhe pareceu a cátedra da escola de Reims. Manassés, arcebispo de Teims, fê-lo seu camareiro, como se pode deduzir de alguns atos que Bruno assinou nessa qualidade. Mas os benefícios com que Manassés o cumulou não lhe fecharam os olhos para os excessos praticados por aquele prelado nem lhe esmoreceram o zelo. Bruno foi um dos principais acusadores de Manassés que, para puni-lo, o privou de seus favores. Bruno sentiu menos tristeza com os maus tratamentos do que com os escândalos armados pelo arcebispo. Primeiro retirou-se para Colônia e, durante algum tempo, foi cônego de São Cuniberto; Deus, porém, chamava-os a um estado mais perfeito. Desde o tempo em que vivia em Reims, junto ao arcebispo Manassés, Bruno projetara, juntamente com alguns amigos seus, abraçar a vida monástica. Bruno e seus companheiros levaram uma vida angélica nas tétricas montanhas da Cartuxa. Eis como se expressa Guiberto, abade de Nogent, famoso escritor daquele tempo, sobre a maneira de viver dos primeiros cartuxos: “A Igreja foi construída quase no cume da montanha. O claustro é muito cômodo; mas os cartuxos não moram juntos, como os outros monges. As celas são construídas ao redor do claustro e cada religioso ocupa uma delas, na qual trabalha, dorme e toma suas refeições. Recebem do ecônomo, aos domingos, pão e legumes para a semana. Os legumes são os únicos alimentos que eles cozinham em suas celas; uma fonte lhes fornece água para beber e para oturas utilidades, através de canais que desembocam nas celas. Aos domingos e dias santos solenes comem queijo e um pouco de peixe, quando os recebem de pessoas caridosas; pois não compram nada disso. Quanto ao ouro, à prata, e aos ornamentos da igreja, não os aceitam quando lhes são oferecidos. Um cálice resume a sua prataria. Não se reúnem às horas ordinárias; se não me engano, assistem à missa aos domingos e dias santos. Raramente falam e, se tem necessidade de dizer alguma coisa, fazem-no por meio de sinais. O vinho que bebem é tão aguado que não tem o mínimo sabor e mais parece água. Usam o cilício em cima da carne; suas roupas são bastante dinas. São governados por um prior: o Bispo de Grenoble serve-lhes, às vezes, de abade. Porém, embora sejam pobres, dispõem de uma rica biblioteca. Guiberto assim prossegue: Tendo o Conde de Nevers ido visitá-los este ano, num ato de devoção, compadeceu-se da pobreza em que viviam, e enviou-lhes, ao regressas, algumas peças de prata de alto custo. Devolveram-nas, e o conde, edificado com a recusa, enviou-lhes couro e pergaminho, que sabia ser-lhes necessários na cópia de livros. Como as terras da Cartuxa são estéreis, semeiam pouco trigo; mas compram-no com a lá de suas ovelhas, que viram em grandes rebanhos, AO sopé da montanha moram mais de vinte leigos, que os servem com muito carinho, e que se ocupam com seus negócios temporais, pois os religiosos só se dedicam à contemplação. Em seguida, Guiberto refere-se ao grande número de conversões que o exemplo dos solitários da Cartuxa operou na França, e da diligência com que todas as províncias se empenharam em construir mosteiro do mesmo instituto. A pintura que o abade de Nogent nos faz da vida dos primeiros cartuxos, Pedro, o Venerável, acrescenta vários traços. edificantes. Diz que usavam roupas de má qualidade, curtas e estreitas; que haviam delimitado uma certa extensão de terreno, além da qual nada aceitavam do que lhes era oferecido, fosse mesmo um punhado de terra; que tinham um número fixo de bois, de ovelhas, de mulas e de cabras; que, para não serem obrigados a aumentá-los, não recebiam mais de doze monges em cada estabelecimento, além do prior e de dezoito conversos e alguns criados; que nunca comiam carne, mesmo quando doentes; que na sexta-feira e no sábado só comiam legumes; e que às segundas, quartas e sextas comiam apenas pão escuro e bebiam água; que só faziam uma refeição por dia, exceto aos domingos, festas solenes, oitavas da Páscoa, Natal e Pentecostes; e que só ouviam missa aos domingos e dias santificados. Os seis primeiros companheiros de São Bruno foram Landuíno, os dois Estêvão, cônegos de São Rufo, Hugo, que era o único sacerdote da comunidade, André e Garin, leigos. O maior consolo de Santo Hugo, Bispo de Grenoble, era fazer freqüentes visitas a Chartreuse, a fim de edificar-se com a santa vida que levavam os piedosos solitários. Estes porém, mais edificados ficavam com a humildade do santo prelado, do que ele com as suas austeridades. Santo Hugo vivia entre os monges como se fosse o último de todos. Seu fervor fazia com que esquecessem sua dignidade, e ele prestava os mais ínfimos serviços àquele com quem se alojava; pois nos primórdios da fundação, casa cela era ocupada por dois cartuxos. Seu companheiro queixou-se a São Bruno de que Hugo fazia questão de desempenhar as funções de um criado; mas sentia-se honrado em servir os servos de Deus. Muitas vezes São Bruno tomava a liberdade de mandá-lo de volta à sua igreja. “Retornai às vossas ovelhas, elas precisam de vós; dai-lhes o que deveis”. O santo Bispo obedecia à Bruno como a um superior; porém, depois de passar algum tempo com seu povo, retornava à solidão. Pretendia vender seus cavalos e fazer a pé as visitas à sua diocese. São Bruno dissuadiu-o, receoso de que aquela singularidade parecesse uma condenação lançada aos outros bispos, e também, de que ele pudesse tirar do fato uma glória vã. Hugo seguiu-lhe o conselho; mas sua humildade obrigou-o a suprimir tudo quanto não julgasse dever à dignidade episcopal. Juntamente com São Bruno, o santo Bispo foi como que o pai dos cartuxos. Fez uma ordenação pela qual proibiu que as mulheres passassem pelas terras daqueles religiosos, pois temia que pudessem, perturbar-lhes a solidão. A ordenação com mais verossimilhança, datam os começos do instituto dos cartuchos. Tendo sido o Papa Urbano II, que fora discípulo de São Bruno, em Reims, informado da santa vida que este levava, havia seis anos, nas montanhas da Cartuxa, e aliás, ciente da sua erudição e sabedoria, chamou-o para junto de si a fim de aproveitar seus conselhos no governo da Igreja. O humilde solitário não poderia receber uma ordem que mais lhe custasse a obedecer. Teria que se arrancar à querida solidão, deixar os irmãos ternamente amados e arriscar-se a ver dispersar-se o pequeno rebanho reunido com tanta dificuldade; mas seu respeito pela Santa Sé não lhe permitiu fazer ponderações. O Papa recomendou a Cartuxa a Seguin, abade da Chaise-Dieu, notável pela piedade e autoridade; e Bruno nomeou Landuíno prior da Cartuxa durante a sua permanência na Itália. Mas os solitários, habituados a sofrer alegremente as maiores austeridades, não conseguiram suportar a ausência de seu pai. A Cartuxa que, estando ele presente, lhes parecia um paraíso terrestre, retomou aos olhos dos monges, o seu verdadeiro aspecto, isto é, o de um deserto tétrico e inabitável. Não conseguiram mais suportar os contratempos e a falta de conforto e foram-se embora, sem contudo separar-se. A deserção dos monges obrigou São Bruno a entregar a fundação a Seguin, abade de Chaise-Dieu. Entretanto Landuíno, que fora nomeado prior, tão pateticamente exortou os irmãos a perseverarem que, após uma ausência não muito longa, eles retornaram à Cartuxa; foi-lhes esta devolvida pelo abade da Chaise-Dieu por ato datado de 17 de setembro de 1090. Bruno foi acolhido pelo Papa com a consideração devida à sua piedade e aos seus merecimentos; e o Papa, que conhecia sua prudência, freqüentes vezes consultava sobre importantes negócios da Igreja; mas a confusão e o tumulto ligados à corte romana, para onde eram levadas todas as causas do mundo cristão, não apraziam a um religioso que já experimentara as doçuras da solidão e da contemplação. Bruno solicitou, pois insistentemente, permissão para tornar a enterrar-se na sua querida cartuxa. O Papa apreciava-o demais para conceder-lhe o que pedia; instou para que aceitasse o arcebispado de reggio; o piedoso solitário desculpou-se com tão sincera humildade, que Urbano II achou que não devia violentar-lhe a modéstia; consentiu, mesmo que se retirasse para um lugar solitário, na Calábria, onde levou, com alguns companheiros que conquistara para Deus, na Itália, uma vida semelhante à das montanhas da cartuxa. Rogério, Conde da Calábria e da Sicília, felicitou-se por abrigar em seus estados tão santa colônia, e doou aos religiosos algumas terras na diocese de Squillace, onde construíram um mosteiro denominado La Tour, cuja igreja foi consagrada no ano de 1094. Foi dessa solidão que Bruno escreveu a Radulfo Le Verd, então preboste da Igreja de Reims, seu velho amigo, convidando-o a renunciar ao mundo. Depois de agradecer-lhe as provas de amizade que lhe devia, pinta-lhe os atrativos do novo retiro. (…) Depois do elogio da solidão, São Bruno faz o elogio da vida solitária e insiste com o amigo para abraçá-la, cumprindo a promessa que fizera. Diz-lhe: “Sabeis ao que vos obrigastes e o quanto o deus a que vos consagrastes é terrível. Não é lícito mentir-lhe; pois dele não zombamos impunemente.” Bruno relembra ao amigo as piedosas palestras por eles mantidas em Reims, em consequência das quais ambos se tinham comprometido a abraçar a vida monástica. Enfim, intima Radulfo a cumprir seu voto e exorta-o a fazer uma peregrinação a São Nicolau de Bari, a fim de que seja concedida a consolação de vê-lo. Contudo, Radulfo Le Verd permaneceu no estado eclesiástico e, mais tarde, foi elevado ao episcopado de Reims. São Bruno escreveu, daquela mesma solidão, uma carta a seus irmãos da Cartuxa de Grenoble, congratulando-os, assim como a Landuíno, prior, que viera visitá-lo, por tudo quanto soubera sobre eles, e para exortá-los à perseverança. Felicita em particular os irmãos conversos pela piedade e obediência de que dão provas. Ao terminar , assefura aos solitários da Cartuxa que tem um ardente desejo de vê-los; mas que não lhe é possível satisfazer tal desejo. São Bruno morreu santamente no seu mosteiro da Torre, na Calábria, no ano de 1101, num domingo, 6 de Outubro, dia em que a igreja lhe glorifica a memória, depois de o ter Leão X, solenemente o incluído no número dos santos. (…) Fotos: santiebeati.ir (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XVII, p. 362 à 372) Assista o filme O Grande Silêncio O Grande Silêncio” é o primeiro filme sobre a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma meditação silenciosa sobre a vida monástica. Dezassete anos depois de ter pedido autorização para filmar no mosteiro, é dada autorização para entrar ao realizador, que filmará a vida interior dos monges cartuxos. Sem música à excepção dos cânticos do mosteiro, sem entrevistas, nem comentários, ou artifícios. Evocam-se unicamente a passagem do tempo, das estações, os elementos repetidos incessantemente durante o dia ou as orações. Um filme sobre a presença do absoluto e a vida de homens que dedicam a sua existência a Deus. O filme ganhou os Prémios de Melhor Documentário no Festival de Sundance e nos Prémios Europeus do Cinema. Assista: #SantodoDia
- São Bruno, Fundador da Ordem dos Cartuxos – 6 de Outubro
SANTO DO DIA – 06 DE OUTUBRO – SÃO BRUNO Sacerdote e fundador (1032-1101) Educado na Alemanha (nasceu em Colônia, da nobre família dos Hartefaust), atuando na França e na Itália. Nomeado chanceler da diocese de Reims, denunciou o próprio bispo Manassés por simonia. Teve de refugiar-se em Colônia até o bispo ser deposto pelo Concílio de Lião. Bruno voltou para a França e permaneceu sob a direção de são Roberto no ermo de Solesmes. Depois, com outros companheiros, procurou um lugar mais solitário para erigir seu mosteiro. Recebeu-o como doação do santo bispo de Grenoble, Hugo, um inteiro vale solitário chamado Cartuxa, nos Alpes do Delfinado. Em 1078 nasceu a primeira cartuxa, que mais tarde será chamada a Grande Chartreuse, casa mãe dos cartuxos. Os monges alternavam a recitação do Ofício com os trabalhos manuais. Era o lugar ideal com que Bruno sempre havia sonhado. Mas nele ficou por pouco tempo. Um de seus discípulos, tornado papa com o nome de Urbano II, chamou-o a Roma como conselheiro. Bruno levou consigo seus monges e adaptou como mosteiro as termas de Diocleciano, transformadas depois na grande basílica de Miguel Ângelo de Santa Maria dos Anjos. Eram tempos de grande turbulência em Roma, e o partido vitorioso do antipapa obrigou Urbano II a refugiar-se no Sul. Bruno mandou novamente seus monges a Grenoble e, no séquito do papa, procurou, na Calábria, um lugar adequado para fundar uma segunda cartuxa. Encontrou-o na localidade que hoje leva seu nome, serra São Bruno, no coração da Sila, “uma planície vasta e risonha, cercada de pastagens verdejantes e bordada de flores”, escreve Bruno a seus monges. “Esta paz que o mundo ignora é propícia para a alegria do Espírito Santo”.O duque das Apúlias e conde da Calábria, que lhe havia feito a doação do terreno, teve em troca a amizade e a preciosa guia do santo eremita. Este, sentindo-se próximo da morte, reuniu em torno de si os monges e ditou sua profissão de fé no mistério trinitário e eucarístico. Morreu a 6 de outubro, dia em que é celebrado. Seu corpo, encontrado incorrupto em 1513, foi sepultado na atual cartuxa de serra São Bruno, província de Catanzaro. O santo é desde sempre invocado contra as possessões diabólicas. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Bruno, Fundador da Ordem dos Cartuxos Pelo fim do décimo-primeiro século, enquanto o Papa São Gregório XII, seguindo o exemplo de São Leão IX, trabalhava com fé e coragem invencíveis, na reforma do clero. Deus suscitou um novo patriarca da vida solitária, um homem da mesma estirpe dos Antão, da Tebaida, dos Hilarião, da Palestina; um homem e uma ordem que, pela vida penitente, deveriam servir de lição e de modelo ao clero e ao povo cristão, e atrair para sempre bençãos do céu sobre toda a Igreja; uma ordem que, após oito séculos, é ainda a mesma, sem nunca ter tido necessidade de reformas, nem em relação à pureza da fé, nem em relação à austeridade e à disciplina. Esse homem é São Bruno; essa ordem é a dos Cartuxos. Bruno nasceu em Colônia, onde foi educado. Fez seus estudos na França, e o seu aproveitamento lhe pareceu a cátedra da escola de Reims. Manassés, arcebispo de Teims, fê-lo seu camareiro, como se pode deduzir de alguns atos que Bruno assinou nessa qualidade. Mas os benefícios com que Manassés o cumulou não lhe fecharam os olhos para os excessos praticados por aquele prelado nem lhe esmoreceram o zelo. Bruno foi um dos principais acusadores de Manassés que, para puni-lo, o privou de seus favores. Bruno sentiu menos tristeza com os maus tratamentos do que com os escândalos armados pelo arcebispo. Primeiro retirou-se para Colônia e, durante algum tempo, foi cônego de São Cuniberto; Deus, porém, chamava-os a um estado mais perfeito. Desde o tempo em que vivia em Reims, junto ao arcebispo Manassés, Bruno projetara, juntamente com alguns amigos seus, abraçar a vida monástica. Bruno e seus companheiros levaram uma vida angélica nas tétricas montanhas da Cartuxa. Eis como se expressa Guiberto, abade de Nogent, famoso escritor daquele tempo, sobre a maneira de viver dos primeiros cartuxos: “A Igreja foi construída quase no cume da montanha. O claustro é muito cômodo; mas os cartuxos não moram juntos, como os outros monges. As celas são construídas ao redor do claustro e cada religioso ocupa uma delas, na qual trabalha, dorme e toma suas refeições. Recebem do ecônomo, aos domingos, pão e legumes para a semana. Os legumes são os únicos alimentos que eles cozinham em suas celas; uma fonte lhes fornece água para beber e para oturas utilidades, através de canais que desembocam nas celas. Aos domingos e dias santos solenes comem queijo e um pouco de peixe, quando os recebem de pessoas caridosas; pois não compram nada disso. Quanto ao ouro, à prata, e aos ornamentos da igreja, não os aceitam quando lhes são oferecidos. Um cálice resume a sua prataria. Não se reúnem às horas ordinárias; se não me engano, assistem à missa aos domingos e dias santos. Raramente falam e, se tem necessidade de dizer alguma coisa, fazem-no por meio de sinais. O vinho que bebem é tão aguado que não tem o mínimo sabor e mais parece água. Usam o cilício em cima da carne; suas roupas são bastante dinas. São governados por um prior: o Bispo de Grenoble serve-lhes, às vezes, de abade. Porém, embora sejam pobres, dispõem de uma rica biblioteca. Guiberto assim prossegue: Tendo o Conde de Nevers ido visitá-los este ano, num ato de devoção, compadeceu-se da pobreza em que viviam, e enviou-lhes, ao regressas, algumas peças de prata de alto custo. Devolveram-nas, e o conde, edificado com a recusa, enviou-lhes couro e pergaminho, que sabia ser-lhes necessários na cópia de livros. Como as terras da Cartuxa são estéreis, semeiam pouco trigo; mas compram-no com a lá de suas ovelhas, que viram em grandes rebanhos, AO sopé da montanha moram mais de vinte leigos, que os servem com muito carinho, e que se ocupam com seus negócios temporais, pois os religiosos só se dedicam à contemplação. Em seguida, Guiberto refere-se ao grande número de conversões que o exemplo dos solitários da Cartuxa operou na França, e da diligência com que todas as províncias se empenharam em construir mosteiro do mesmo instituto. A pintura que o abade de Nogent nos faz da vida dos primeiros cartuxos, Pedro, o Venerável, acrescenta vários traços. edificantes. Diz que usavam roupas de má qualidade, curtas e estreitas; que haviam delimitado uma certa extensão de terreno, além da qual nada aceitavam do que lhes era oferecido, fosse mesmo um punhado de terra; que tinham um número fixo de bois, de ovelhas, de mulas e de cabras; que, para não serem obrigados a aumentá-los, não recebiam mais de doze monges em cada estabelecimento, além do prior e de dezoito conversos e alguns criados; que nunca comiam carne, mesmo quando doentes; que na sexta-feira e no sábado só comiam legumes; e que às segundas, quartas e sextas comiam apenas pão escuro e bebiam água; que só faziam uma refeição por dia, exceto aos domingos, festas solenes, oitavas da Páscoa, Natal e Pentecostes; e que só ouviam missa aos domingos e dias santificados. Os seis primeiros companheiros de São Bruno foram Landuíno, os dois Estêvão, cônegos de São Rufo, Hugo, que era o único sacerdote da comunidade, André e Garin, leigos. O maior consolo de Santo Hugo, Bispo de Grenoble, era fazer freqüentes visitas a Chartreuse, a fim de edificar-se com a santa vida que levavam os piedosos solitários. Estes porém, mais edificados ficavam com a humildade do santo prelado, do que ele com as suas austeridades. Santo Hugo vivia entre os monges como se fosse o último de todos. Seu fervor fazia com que esquecessem sua dignidade, e ele prestava os mais ínfimos serviços àquele com quem se alojava; pois nos primórdios da fundação, casa cela era ocupada por dois cartuxos. Seu companheiro queixou-se a São Bruno de que Hugo fazia questão de desempenhar as funções de um criado; mas sentia-se honrado em servir os servos de Deus. Muitas vezes São Bruno tomava a liberdade de mandá-lo de volta à sua igreja. “Retornai às vossas ovelhas, elas precisam de vós; dai-lhes o que deveis”. O santo Bispo obedecia à Bruno como a um superior; porém, depois de passar algum tempo com seu povo, retornava à solidão. Pretendia vender seus cavalos e fazer a pé as visitas à sua diocese. São Bruno dissuadiu-o, receoso de que aquela singularidade parecesse uma condenação lançada aos outros bispos, e também, de que ele pudesse tirar do fato uma glória vã. Hugo seguiu-lhe o conselho; mas sua humildade obrigou-o a suprimir tudo quanto não julgasse dever à dignidade episcopal. Juntamente com São Bruno, o santo Bispo foi como que o pai dos cartuxos. Fez uma ordenação pela qual proibiu que as mulheres passassem pelas terras daqueles religiosos, pois temia que pudessem, perturbar-lhes a solidão. A ordenação com mais verossimilhança, datam os começos do instituto dos cartuchos. Tendo sido o Papa Urbano II, que fora discípulo de São Bruno, em Reims, informado da santa vida que este levava, havia seis anos, nas montanhas da Cartuxa, e aliás, ciente da sua erudição e sabedoria, chamou-o para junto de si a fim de aproveitar seus conselhos no governo da Igreja. O humilde solitário não poderia receber uma ordem que mais lhe custasse a obedecer. Teria que se arrancar à querida solidão, deixar os irmãos ternamente amados e arriscar-se a ver dispersar-se o pequeno rebanho reunido com tanta dificuldade; mas seu respeito pela Santa Sé não lhe permitiu fazer ponderações. O Papa recomendou a Cartuxa a Seguin, abade da Chaise-Dieu, notável pela piedade e autoridade; e Bruno nomeou Landuíno prior da Cartuxa durante a sua permanência na Itália. Mas os solitários, habituados a sofrer alegremente as maiores austeridades, não conseguiram suportar a ausência de seu pai. A Cartuxa que, estando ele presente, lhes parecia um paraíso terrestre, retomou aos olhos dos monges, o seu verdadeiro aspecto, isto é, o de um deserto tétrico e inabitável. Não conseguiram mais suportar os contratempos e a falta de conforto e foram-se embora, sem contudo separar-se. A deserção dos monges obrigou São Bruno a entregar a fundação a Seguin, abade de Chaise-Dieu. Entretanto Landuíno, que fora nomeado prior, tão pateticamente exortou os irmãos a perseverarem que, após uma ausência não muito longa, eles retornaram à Cartuxa; foi-lhes esta devolvida pelo abade da Chaise-Dieu por ato datado de 17 de setembro de 1090. Bruno foi acolhido pelo Papa com a consideração devida à sua piedade e aos seus merecimentos; e o Papa, que conhecia sua prudência, freqüentes vezes consultava sobre importantes negócios da Igreja; mas a confusão e o tumulto ligados à corte romana, para onde eram levadas todas as causas do mundo cristão, não apraziam a um religioso que já experimentara as doçuras da solidão e da contemplação. Bruno solicitou, pois insistentemente, permissão para tornar a enterrar-se na sua querida cartuxa. O Papa apreciava-o demais para conceder-lhe o que pedia; instou para que aceitasse o arcebispado de reggio; o piedoso solitário desculpou-se com tão sincera humildade, que Urbano II achou que não devia violentar-lhe a modéstia; consentiu, mesmo que se retirasse para um lugar solitário, na Calábria, onde levou, com alguns companheiros que conquistara para Deus, na Itália, uma vida semelhante à das montanhas da cartuxa. Rogério, Conde da Calábria e da Sicília, felicitou-se por abrigar em seus estados tão santa colônia, e doou aos religiosos algumas terras na diocese de Squillace, onde construíram um mosteiro denominado La Tour, cuja igreja foi consagrada no ano de 1094. Foi dessa solidão que Bruno escreveu a Radulfo Le Verd, então preboste da Igreja de Reims, seu velho amigo, convidando-o a renunciar ao mundo. Depois de agradecer-lhe as provas de amizade que lhe devia, pinta-lhe os atrativos do novo retiro. (…) Depois do elogio da solidão, São Bruno faz o elogio da vida solitária e insiste com o amigo para abraçá-la, cumprindo a promessa que fizera. Diz-lhe: “Sabeis ao que vos obrigastes e o quanto o deus a que vos consagrastes é terrível. Não é lícito mentir-lhe; pois dele não zombamos impunemente.” Bruno relembra ao amigo as piedosas palestras por eles mantidas em Reims, em consequência das quais ambos se tinham comprometido a abraçar a vida monástica. Enfim, intima Radulfo a cumprir seu voto e exorta-o a fazer uma peregrinação a São Nicolau de Bari, a fim de que seja concedida a consolação de vê-lo. Contudo, Radulfo Le Verd permaneceu no estado eclesiástico e, mais tarde, foi elevado ao episcopado de Reims. São Bruno escreveu, daquela mesma solidão, uma carta a seus irmãos da Cartuxa de Grenoble, congratulando-os, assim como a Landuíno, prior, que viera visitá-lo, por tudo quanto soubera sobre eles, e para exortá-los à perseverança. Felicita em particular os irmãos conversos pela piedade e obediência de que dão provas. Ao terminar , assefura aos solitários da Cartuxa que tem um ardente desejo de vê-los; mas que não lhe é possível satisfazer tal desejo. São Bruno morreu santamente no seu mosteiro da Torre, na Calábria, no ano de 1101, num domingo, 6 de Outubro, dia em que a igreja lhe glorifica a memória, depois de o ter Leão X, solenemente o incluído no número dos santos. (…) Fotos: santiebeati.ir (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XVII, p. 362 à 372) Assista o filme O Grande Silêncio O Grande Silêncio” é o primeiro filme sobre a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma meditação silenciosa sobre a vida monástica. Dezassete anos depois de ter pedido autorização para filmar no mosteiro, é dada autorização para entrar ao realizador, que filmará a vida interior dos monges cartuxos. Sem música à excepção dos cânticos do mosteiro, sem entrevistas, nem comentários, ou artifícios. Evocam-se unicamente a passagem do tempo, das estações, os elementos repetidos incessantemente durante o dia ou as orações. Um filme sobre a presença do absoluto e a vida de homens que dedicam a sua existência a Deus. O filme ganhou os Prémios de Melhor Documentário no Festival de Sundance e nos Prémios Europeus do Cinema. Assista: #SantodoDia
- Homilia Diária | Um elemento fundamental para a evangelização
(Quinta-feira da 26ª Sem. do T. C.) Mais do que retórica e palavras cativantes, o evangelizador precisa sacrificar-se por aqueles a quem deseja apresentar Nosso Senhor. Não há outro caminho nem meio mais eficaz de transmitir o Evangelho, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro ambiente. Embora a pregação tenha, sim, uma importância fundamental e irrenunciável, a maior força do verdadeiro apostolado é o sacrifício, é a oferta generosa do próprio tempo e do próprio sangue, é o “fazer-se tudo para todos” de que nos fala São Paulo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 5 de outubro, e peçamos a Deus que nos conceda a graça de vermos um dia, na alegria do Céu, os frutos de conversão e reparação de nossas dores e sacrifícios. Evangelho (Lc 10,1-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando! (Mc 1,15) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. 10 Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: 11 ‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ 12 Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Um elemento fundamental para a evangelização
(Quinta-feira da 26ª Sem. do T. C.) Mais do que retórica e palavras cativantes, o evangelizador precisa sacrificar-se por aqueles a quem deseja apresentar Nosso Senhor. Não há outro caminho nem meio mais eficaz de transmitir o Evangelho, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro ambiente. Embora a pregação tenha, sim, uma importância fundamental e irrenunciável, a maior força do verdadeiro apostolado é o sacrifício, é a oferta generosa do próprio tempo e do próprio sangue, é o “fazer-se tudo para todos” de que nos fala São Paulo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 5 de outubro, e peçamos a Deus que nos conceda a graça de vermos um dia, na alegria do Céu, os frutos de conversão e reparação de nossas dores e sacrifícios. Evangelho (Lc 10,1-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando! (Mc 1,15) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. 10 Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: 11 ‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ 12 Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Faustina, serva da Divina Misericórdia – 5 de Outubro
SANTO DO DIA – 05 DE OUTUBRO – SANTA MARIA FAUSTINA KOWALSKI Religiosa (1905-1938) Não podemos dizer que exista alguma novidade numa irmã que fale sobre a Misericórdia Divina e do nosso dever de ser misericordioso. Assim como sabemos que, sob a insígnia da Misericórdia, nasceram muitas comunidades e instituições cristãs, ao longo de todos os tempos. O diferencial de santa Faustina foi ter dado vida, sob essa insígnia, a um grande movimento espiritual, justamente quando a humanidade mais carecia de misericórdia: entre as duas guerras mundiais. Nascida na aldeia Glogowiec, na Polônia central, no dia 25 de agosto de 1905, em uma numerosa família camponesa de sólida formação cristã, foi batizada com o nome de Helena, terceira dos dez filhos de Mariana e Estanislau Kowalski. Desde a infância, sentiu a aspiração à vida consagrada, mas teve de esperar diversos anos antes de poder seguir a sua vocação. Mas, desde aquela época, só fez percorrer a via da santidade. Aos 16 anos, deixou a casa paterna e começou a trabalhar como doméstica, na cidade de Varsóvia, da Polônia independente. Lá, maturou na oração a sua verdadeira vocação de religiosa. Assim, em 1925, ingressou na Congregação das Irmãs da Bem-Aventurada Virgem Maria da Misericórdia, adotando o nome de Maria Faustina. O carisma desse Instituto está voltado para a educação das jovens e para a assistência das mulheres necessitadas de renovação espiritual. Após concluir o noviciado e emitir os votos perpétuos, percorreu diversas casas, exercendo as mais diversas funções, como cozinheira, jardineira e porteira. Teve uma vida espiritual muito rica de generosidade, de amor e de carismas, que escondeu na humildade do seu cotidiano. Irmã Faustina, como era chamada, ofereceu-se a Deus pelos pecadores, sobretudo por aqueles que tinham perdido a esperança na Misericórdia Divina. Nutriu uma fervorosa devoção à Eucaristia e à Virgem Maria, e amou intensamente a Igreja. Com frequência, era acometida por visões e revelações, até que seu confessor e diretor espiritual lhe sugeriu anotar tudo. Assim, em 1934 ela começou a escrever um diário, intitulado ‘A Divina Misericórdia em minh’alma’, mais tarde traduzido e publicado em vários países. Leia também: O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno Em seu diário, irmã Faustina escreveu que à perfeição chegamos através da união íntima da alma com Deus, e não por meio de graças, revelações ou êxtases. Ela se manteve sempre tão humilde que não acreditava, na sua própria experiência mística, haver um sinal de santidade. Expressou todo o seu amor ao Senhor por meio de uma fórmula muito simples, que fez questão de propagar entre os fiéis: ‘Jesus, confio em vós’. Consumida pela tuberculose, ela morreu no dia 5 de outubro de 1938, com apenas 33 anos de idade, na cidade de Cracóvia, Polônia. Beatificada em 1993, foi proclamada santa Maria Faustina Kowalski pelo papa João Paulo II em 2000. As suas relíquias são veneradas no Santuário da Divina Misericórdia, de Cracóvia. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santa Faustina Santa Maria Faustina Kowalska foi uma religiosa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, nascida no início do século XX, viveu ela profundamente unida a Deus, praticando assim, no dia-a-dia, no silêncio e no sofrimento, as virtudes heroicas que a elevaram à honra dos altares. O terceiro milênio parece ter começado sob o signo da insegurança, das incertezas, das ameaças de guerras, das grandes desilusões. O progresso prometido pelos grandes avanços da técnica, nos séculos precedentes, trouxe conforto e rapidez nas comunicações, entre outras vantagens. Mas não alcançou a tão anelada paz, nem acabou com os sofrimentos de uma humanidade que se sente como um navio à deriva, em busca do rumo que a leve a bom porto. Nessa situação de aflição e incerteza, uma voz se levanta como um farol: “Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no Meu misericordioso Coração, e Eu a encherei de paz”.1 E essa mesma voz ainda acrescenta: “Consomem-Me as chamas da misericórdia; desejo derramá-las sobre as almas humanas. Oh! que grande dor Me causam, quando não querem aceitá-las!”. São estas algumas das revelações que, para demonstrar seu incomensurável amor por uma humanidade que parece tê-Lo esquecido, fez Nosso Senhor a uma alma simples e despretensiosa chamada a ser arauto de sua Divina Misercórdia: Santa Maria Faustina Kowalska. Leia também Filme Amor e Misericórdia está disponível para assistir online Religiosa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, nascida no início do século XX, viveu ela profundamente unida a Deus, praticando, no dia-a-dia, no silêncio e no sofrimento, as virtudes heroicas que a elevaram à honra dos altares. Como afirmou o Servo de Deus João Paulo II ao canonizá-la, foi ela “um dom de Deus ao nosso tempo”.2 “Secretária do Meu mais profundo mistério”, foi o título dado por Jesus à Santa Maria Faustina Kowalska Chamada por Deus desde a infância Helena Kowalska veio ao mundo em 25 de agosto de 1905, na aldeia de Glogowiec, na Polônia, em uma pobre família de camponeses, sendo a terceira de dez filhos. Já nos primeiros anos de sua vida, num ambiente familiar intensamente marcado pelo catolicismo, Helena sentiu o desejo de se entregar plenamente a Deus. Ela mesma narra que, aos sete anos de idade, recebeu um “definitivo chamado de Deus para a vida religiosa”. Essa vocação a acompanhou em sua juventude, mesmo quando teve que trabalhar como empregada doméstica, para ajudar a sustentar a numerosa e humilde família. Mas foi só aos 18 anos que ela pediu insistentemente autorização aos pais para entrar num convento. Estes, apesar dos ardentes desejos da filha, recusaramlhe firmemente o pedido. Helena procurou, então, abafar a voz da vocação, que a perseguia sem cessar, distraindo-se com o que ela chamava de “vaidades da vida”. Entretanto, tinha o Senhor reservado para ela uma grande missão e, apesar de todos os obstáculos, a vontade de Jesus venceria. O convite decisivo Um dia, estando com uma de suas irmãs num baile, na cidade de Lodz, Helena tentava em vão se divertir como outras moças de sua idade, porém sentia a alma pesada e infeliz. No meio de uma dança, de repente, ela viu a seu lado Nosso Senhor Jesus Cristo, coberto de chagas, e ouviu estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?”. Muito comovida, saiu disfarçadamente do baile, entrou numa igreja próxima e caiu prosternada diante do Santíssimo Sacramento, pedindo-Lhe com ardor que desse rumo à sua vida. E ouviu esta resposta: “Vai imediatamente a Varsóvia, e lá entrarás no convento”. Helena se levantou e partiu sem demora para a capital. Levava apenas um vestido, mas possuía o maior tesouro: a inteira confiança e o abandono nas mãos da Providência. Início da vida religiosa Deus prova a quem ama. Assim, em Varsóvia, foi recusada em diversos mosteiros. Não desistiu, e afinal foi aceita – no dia 1º de agosto de 1925 – na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, que se dedicava à reabilitação de mulheres de má vida e à educação de jovens em situação de risco. Durante seu postulantado, Helena passou por dúvidas tremendas a respeito da vocação. Mas afinal, vencendo todas as provas, recebeu o hábito de noviça, em 30 de abril de 1926, com o nome de Irmã Maria Faustina do Santíssimo Sacramento. O noviciado foi para ela uma oportunidade para pôr em prática, com todo empenho, seus desejos de perfeição e união com Deus. Ciente de sua própria fraqueza e pequenez, ela se lançou sem reservas nos braços de Nosso Senhor, seguindo as vias da infância espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus. Em vez de batatas… rosas! Um incidente dessa época demonstra o quanto a jovem noviça se apoiava inteiramente em Deus, até nas coisas de aparências insignificantes. Designada pela superiora para trabalhar na cozinha, tinha grande dificuldade em manusear as enormes panelas. Era-lhe especialmente difícil escoar a água das batatas sem deixar cair fora uma grande quantidade destas. Intimidada por sua debilidade, Irmã Faustina tentara se esquivar dessa função, conseguindo apenas escandalizar as outras irmãs. Sem o menor receio, a noviça pediu, então, ajuda a Jesus e Ele respondeu com uma clara voz interior que, daquele dia em diante, encontraria forças para executar a tarefa sem esforço. Naquela mesma noite, Irmã Faustina conseguiu derramar com facilidade a água da panela. Mas qual não foi sua surpresa quando viu, ao destampá-la, em vez de batatas, rosas vermelhas indescritivelmente lindas! E ouviu estas palavras de Nosso Senhor: “Transformei o teu trabalho tão pesado em buquês das mais belas flores, e o seu perfume eleva-se até o Meu Trono”. Mais tarde, a Santa assim se exprimiria: “Vós me dais a conhecer e compreender em que consiste a grandeza da alma: não em grandes ações, mas em um grande amor. O amor tem valor e dá grandeza aos nossos atos. Embora as nossas ações sejam banais e vulgares por si mesmas, pelo amor tornam-se importantes e poderosas diante de Deus“. Esse amor a Deus era a luz que a guiava sempre, tanto nos pequenos quanto nos grandes encargos. Missão de “apóstolo” da Divina Misericórdia Em 1º de maio de 1933, Irmã Faustina fez os votos perpétuos. Sua missão de “apóstolo” da Divina Misericórdia já tinha se tornado explícita com as contínuas revelações e mensagens de Jesus: “No Antigo Testamento, Eu enviava profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou enviando-te a toda a humanidade com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la, estreitandoa ao Meu misericordioso Coração”. A fervorosa Irmã se entregou, com todo o empenho de sua alma, a essa importante missão, apesar de sentir em si tanta incerteza e incapacidade. “Secretária do Meu mais profundo mistério”, foi o título dado por Jesus à sua “apóstolo” da Misericórdia Divina. As mensagens e revelações que ela recebia foram anotadas num Diário, escrito por expressa determinação do Divino Redentor: “Tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a Minha misericórdia para o proveito das almas que, lendo esses escritos, experimentarão consolo e terão coragem de se aproximar de Mim”. As páginas do Diário estão repletas de recordações das visões e íntimas conversas com Nosso Senhor e Nossa Senhora, das comunicações com Anjos, santos, e almas do purgatório, além de até mesmo uma visita ao Inferno e ao Purgatório. Simples, mas ao mesmo tempo de surpreendente profundidade teológica, o Diário é um tesouro de ensinamentos sobre a Divina Misericórdia. No dia 4 de abril de 1937 a imagem de Nosso Senhor Misericordioso foi exposta pela primeira vez na igreja de São Miguel em Vilna, Lituânia Dar a conhecer os desejos do Salvador Muitas das revelações tratavam de modo especial sobre a devoção à Misericórdia Divina, dada por Jesus especialmente para os dias nos quais vivemos: “A humanidade não encontrará paz enquanto não se voltar com confiança para a Misericórdia Divina”. Nelas, Jesus manifesta enorme desejo de que as almas se voltem para Ele, com humildade, reconhecendo suas culpas, para que Ele faça valer Sua misericórdia: “Que toda alma glorifique a Minha bondade. Desejo a confiança das Minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na Minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia”. Para que o mundo pudesse se beneficiar de tanta bondade, era necessário promover e divulgar essa devoção, conforme pedira o próprio Jesus: “Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas”. Esta grande missão acarretou à Santa inumeráveis sofrimentos, pois nem sempre fora compreendida pelos que a cercavam. Até que Nosso Senhor lhe concedeu, em 1933, um confessor sábio e prudente, o padre Miguel Sopocko. Ele a aconselhou e ajudou durante anos, guiando-a nas suas dúvidas e dificuldades. Jesus manda pintar um quadro Em 22 de fevereiro de 1931, Santa Faustina recebeu uma das mais impressionantes revelações de seu Divino Mestre. Ela O viu vestido de branco, com a mão direita levantada em atitude de bênção; de Seu peito saíam dois raios, um branco e outro vermelho. Ouviu também Sua divina voz, ordenando-lhe mandar pintar um quadro segundo o modelo que estava vendo, com a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós”. “Prometo – acrescentou Jesus – que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória”. Numa revelação posterior, Ele explicou o significado dos dois raios: “O raio branco significa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue, que é a vida das almas”. Depois de vários obstáculos, o quadro foi pintado por Eugeniusz Kazimirowski. A santa queixou-se ao Divino Mestre de que não era nem de longe tão bonito quanto a visão, mas Ele a acalmou, dizendo que não importava, pois o valor da imagem não estava em sua beleza artística, mas na graça dada por Ele. Nosso Senhor pediu-lhe que o quadro fosse bento solenemente no domingo seguinte à Páscoa, que Ele instituiu como a Festa da Misericórdia: “O primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia”. Leia também: O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno Devoções para pedir a Divina Misericórdia Em outra visão, foi-lhe revelada uma oração para aplacar a justa ira de Deus contra o mundo: o “terço da misericórdia”. Nosso Senhor mesmo ensinou-lhe a rezá-lo, da forma seguinte: “Primeiro dirás o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: ‘Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro’. Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras: ‘Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro’. No fim, rezarás três vezes estas palavras: ‘Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro’”. Instituiu Ele também a “Hora da Misericórdia”, três da tarde, para que todos venerassem Sua Paixão. Esse momento do dia é a “Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro”, na qual “a misericórdia venceu a justiça”. Ele ainda revelou à Santa que não nega nada a quem pede em nome de Sua Paixão, nessa hora, especialmente pelos pobres pecadores. Leia também Domingo da Divina Misericórdia: origem, significado e indulgência plenária “Não vivas para ti, mas para as almas” Apesar de todos os dons extraordinários que recebera – inclusive os estigmas ocultos, profecia, discernimento dos espíritos, esponsais místicos -, Santa Faustina tinha bem em vista que a santidade consiste em cumprir a vontade de Deus, ainda que isto a levasse a se oferecer como vítima. Daí ela ter escrito: “Sei que o grão de trigo, para se tornar alimento, precisa ser esmagado e triturado entre as mós; assim também eu, para ser útil à Igreja e às almas, tenho de ser destruída, embora exteriormente ninguém perceba o meu sacrifício”. Sofrendo a deterioração física causada pela tuberculose e pelo peso da grande responsabilidade de sua missão, Irmã Faustina pôde realizar o holocausto tão desejado. Sua doença não foi entendida imediatamente pela comunidade e, por esse motivo, algumas irmãs a acusavam de capricho e preguiça. Ela O viu vestido de branco, com a mão direita levantada em atitude de bênção; de Seu peito saíam dois raios, um branco e outro vermelho Também as revelações e dons extraordinários a fizeram objeto de suspeitas. Mas seu inalterável bom humor e sua bondade para com todos, sem exceção, sobretudo com uma irmã que a tratava particularmente mal, foram tão heroicos que levaram uma das religiosas a exclamar: “A Irmã Faustina ou é boba ou santa, porque realmente uma pessoa normal não toleraria que alguém sempre a tratasse tão acintosamente!”. Sua caridade se estendia também às numerosas jovens da casa, às quais ela dispensava paciente e inesgotável dedicação. Vivia ela profundamente o sentido destas palavras de Nosso Senhor: “Minha filha, não vivas para ti, mas para as almas”. Graças que excedem os nossos pedidos Depois de várias estadas em hospitais, para tratamento de sua dolorosa enfermidade, Irmã Faustina retornou ao convento, onde entregou sua heroica alma a Deus, no dia 5 de outubro de 1938, com apenas 33 anos de idade. Canonizada pelo Servo de Deus João Paulo II, em 30 de abril de 2000 – Domingo da Divina Misericórdia -, Santa Faustina ilumina o nosso século com sua missão e vida. A devoção e o conhecimento da Misericórdia, assim como o testemunho de sua insigne virtude, se espalham hoje pelo mundo inteiro, convidandonos ao abandono sem temor nas mãos dAquele que sempre acolhe com bondade e nunca decepciona. Pois, como Ele próprio disse a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia”. (Irmã Monica Erin MacDonald, EP, Revista Arautos do Evangelho, Out/2009, n. 94, p. 34 à 37) Leia também: O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno #SantaFaustina #SantodoDia
- Santa Faustina, serva da Divina Misericórdia – 5 de Outubro
SANTO DO DIA – 05 DE OUTUBRO – SANTA MARIA FAUSTINA KOWALSKI Religiosa (1905-1938) Não podemos dizer que exista alguma novidade numa irmã que fale sobre a Misericórdia Divina e do nosso dever de ser misericordioso. Assim como sabemos que, sob a insígnia da Misericórdia, nasceram muitas comunidades e instituições cristãs, ao longo de todos os tempos. O diferencial de santa Faustina foi ter dado vida, sob essa insígnia, a um grande movimento espiritual, justamente quando a humanidade mais carecia de misericórdia: entre as duas guerras mundiais. Nascida na aldeia Glogowiec, na Polônia central, no dia 25 de agosto de 1905, em uma numerosa família camponesa de sólida formação cristã, foi batizada com o nome de Helena, terceira dos dez filhos de Mariana e Estanislau Kowalski. Desde a infância, sentiu a aspiração à vida consagrada, mas teve de esperar diversos anos antes de poder seguir a sua vocação. Mas, desde aquela época, só fez percorrer a via da santidade. Aos 16 anos, deixou a casa paterna e começou a trabalhar como doméstica, na cidade de Varsóvia, da Polônia independente. Lá, maturou na oração a sua verdadeira vocação de religiosa. Assim, em 1925, ingressou na Congregação das Irmãs da Bem-Aventurada Virgem Maria da Misericórdia, adotando o nome de Maria Faustina. O carisma desse Instituto está voltado para a educação das jovens e para a assistência das mulheres necessitadas de renovação espiritual. Após concluir o noviciado e emitir os votos perpétuos, percorreu diversas casas, exercendo as mais diversas funções, como cozinheira, jardineira e porteira. Teve uma vida espiritual muito rica de generosidade, de amor e de carismas, que escondeu na humildade do seu cotidiano. Irmã Faustina, como era chamada, ofereceu-se a Deus pelos pecadores, sobretudo por aqueles que tinham perdido a esperança na Misericórdia Divina. Nutriu uma fervorosa devoção à Eucaristia e à Virgem Maria, e amou intensamente a Igreja. Com frequência, era acometida por visões e revelações, até que seu confessor e diretor espiritual lhe sugeriu anotar tudo. Assim, em 1934 ela começou a escrever um diário, intitulado ‘A Divina Misericórdia em minh’alma’, mais tarde traduzido e publicado em vários países. Leia também: O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno Em seu diário, irmã Faustina escreveu que à perfeição chegamos através da união íntima da alma com Deus, e não por meio de graças, revelações ou êxtases. Ela se manteve sempre tão humilde que não acreditava, na sua própria experiência mística, haver um sinal de santidade. Expressou todo o seu amor ao Senhor por meio de uma fórmula muito simples, que fez questão de propagar entre os fiéis: ‘Jesus, confio em vós’. Consumida pela tuberculose, ela morreu no dia 5 de outubro de 1938, com apenas 33 anos de idade, na cidade de Cracóvia, Polônia. Beatificada em 1993, foi proclamada santa Maria Faustina Kowalski pelo papa João Paulo II em 2000. As suas relíquias são veneradas no Santuário da Divina Misericórdia, de Cracóvia. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santa Faustina Santa Maria Faustina Kowalska foi uma religiosa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, nascida no início do século XX, viveu ela profundamente unida a Deus, praticando assim, no dia-a-dia, no silêncio e no sofrimento, as virtudes heroicas que a elevaram à honra dos altares. O terceiro milênio parece ter começado sob o signo da insegurança, das incertezas, das ameaças de guerras, das grandes desilusões. O progresso prometido pelos grandes avanços da técnica, nos séculos precedentes, trouxe conforto e rapidez nas comunicações, entre outras vantagens. Mas não alcançou a tão anelada paz, nem acabou com os sofrimentos de uma humanidade que se sente como um navio à deriva, em busca do rumo que a leve a bom porto. Nessa situação de aflição e incerteza, uma voz se levanta como um farol: “Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no Meu misericordioso Coração, e Eu a encherei de paz”.1 E essa mesma voz ainda acrescenta: “Consomem-Me as chamas da misericórdia; desejo derramá-las sobre as almas humanas. Oh! que grande dor Me causam, quando não querem aceitá-las!”. São estas algumas das revelações que, para demonstrar seu incomensurável amor por uma humanidade que parece tê-Lo esquecido, fez Nosso Senhor a uma alma simples e despretensiosa chamada a ser arauto de sua Divina Misercórdia: Santa Maria Faustina Kowalska. Leia também Filme Amor e Misericórdia está disponível para assistir online Religiosa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, nascida no início do século XX, viveu ela profundamente unida a Deus, praticando, no dia-a-dia, no silêncio e no sofrimento, as virtudes heroicas que a elevaram à honra dos altares. Como afirmou o Servo de Deus João Paulo II ao canonizá-la, foi ela “um dom de Deus ao nosso tempo”.2 “Secretária do Meu mais profundo mistério”, foi o título dado por Jesus à Santa Maria Faustina Kowalska Chamada por Deus desde a infância Helena Kowalska veio ao mundo em 25 de agosto de 1905, na aldeia de Glogowiec, na Polônia, em uma pobre família de camponeses, sendo a terceira de dez filhos. Já nos primeiros anos de sua vida, num ambiente familiar intensamente marcado pelo catolicismo, Helena sentiu o desejo de se entregar plenamente a Deus. Ela mesma narra que, aos sete anos de idade, recebeu um “definitivo chamado de Deus para a vida religiosa”. Essa vocação a acompanhou em sua juventude, mesmo quando teve que trabalhar como empregada doméstica, para ajudar a sustentar a numerosa e humilde família. Mas foi só aos 18 anos que ela pediu insistentemente autorização aos pais para entrar num convento. Estes, apesar dos ardentes desejos da filha, recusaramlhe firmemente o pedido. Helena procurou, então, abafar a voz da vocação, que a perseguia sem cessar, distraindo-se com o que ela chamava de “vaidades da vida”. Entretanto, tinha o Senhor reservado para ela uma grande missão e, apesar de todos os obstáculos, a vontade de Jesus venceria. O convite decisivo Um dia, estando com uma de suas irmãs num baile, na cidade de Lodz, Helena tentava em vão se divertir como outras moças de sua idade, porém sentia a alma pesada e infeliz. No meio de uma dança, de repente, ela viu a seu lado Nosso Senhor Jesus Cristo, coberto de chagas, e ouviu estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?”. Muito comovida, saiu disfarçadamente do baile, entrou numa igreja próxima e caiu prosternada diante do Santíssimo Sacramento, pedindo-Lhe com ardor que desse rumo à sua vida. E ouviu esta resposta: “Vai imediatamente a Varsóvia, e lá entrarás no convento”. Helena se levantou e partiu sem demora para a capital. Levava apenas um vestido, mas possuía o maior tesouro: a inteira confiança e o abandono nas mãos da Providência. Início da vida religiosa Deus prova a quem ama. Assim, em Varsóvia, foi recusada em diversos mosteiros. Não desistiu, e afinal foi aceita – no dia 1º de agosto de 1925 – na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, que se dedicava à reabilitação de mulheres de má vida e à educação de jovens em situação de risco. Durante seu postulantado, Helena passou por dúvidas tremendas a respeito da vocação. Mas afinal, vencendo todas as provas, recebeu o hábito de noviça, em 30 de abril de 1926, com o nome de Irmã Maria Faustina do Santíssimo Sacramento. O noviciado foi para ela uma oportunidade para pôr em prática, com todo empenho, seus desejos de perfeição e união com Deus. Ciente de sua própria fraqueza e pequenez, ela se lançou sem reservas nos braços de Nosso Senhor, seguindo as vias da infância espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus. Em vez de batatas… rosas! Um incidente dessa época demonstra o quanto a jovem noviça se apoiava inteiramente em Deus, até nas coisas de aparências insignificantes. Designada pela superiora para trabalhar na cozinha, tinha grande dificuldade em manusear as enormes panelas. Era-lhe especialmente difícil escoar a água das batatas sem deixar cair fora uma grande quantidade destas. Intimidada por sua debilidade, Irmã Faustina tentara se esquivar dessa função, conseguindo apenas escandalizar as outras irmãs. Sem o menor receio, a noviça pediu, então, ajuda a Jesus e Ele respondeu com uma clara voz interior que, daquele dia em diante, encontraria forças para executar a tarefa sem esforço. Naquela mesma noite, Irmã Faustina conseguiu derramar com facilidade a água da panela. Mas qual não foi sua surpresa quando viu, ao destampá-la, em vez de batatas, rosas vermelhas indescritivelmente lindas! E ouviu estas palavras de Nosso Senhor: “Transformei o teu trabalho tão pesado em buquês das mais belas flores, e o seu perfume eleva-se até o Meu Trono”. Mais tarde, a Santa assim se exprimiria: “Vós me dais a conhecer e compreender em que consiste a grandeza da alma: não em grandes ações, mas em um grande amor. O amor tem valor e dá grandeza aos nossos atos. Embora as nossas ações sejam banais e vulgares por si mesmas, pelo amor tornam-se importantes e poderosas diante de Deus“. Esse amor a Deus era a luz que a guiava sempre, tanto nos pequenos quanto nos grandes encargos. Missão de “apóstolo” da Divina Misericórdia Em 1º de maio de 1933, Irmã Faustina fez os votos perpétuos. Sua missão de “apóstolo” da Divina Misericórdia já tinha se tornado explícita com as contínuas revelações e mensagens de Jesus: “No Antigo Testamento, Eu enviava profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou enviando-te a toda a humanidade com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la, estreitandoa ao Meu misericordioso Coração”. A fervorosa Irmã se entregou, com todo o empenho de sua alma, a essa importante missão, apesar de sentir em si tanta incerteza e incapacidade. “Secretária do Meu mais profundo mistério”, foi o título dado por Jesus à sua “apóstolo” da Misericórdia Divina. As mensagens e revelações que ela recebia foram anotadas num Diário, escrito por expressa determinação do Divino Redentor: “Tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a Minha misericórdia para o proveito das almas que, lendo esses escritos, experimentarão consolo e terão coragem de se aproximar de Mim”. As páginas do Diário estão repletas de recordações das visões e íntimas conversas com Nosso Senhor e Nossa Senhora, das comunicações com Anjos, santos, e almas do purgatório, além de até mesmo uma visita ao Inferno e ao Purgatório. Simples, mas ao mesmo tempo de surpreendente profundidade teológica, o Diário é um tesouro de ensinamentos sobre a Divina Misericórdia. No dia 4 de abril de 1937 a imagem de Nosso Senhor Misericordioso foi exposta pela primeira vez na igreja de São Miguel em Vilna, Lituânia Dar a conhecer os desejos do Salvador Muitas das revelações tratavam de modo especial sobre a devoção à Misericórdia Divina, dada por Jesus especialmente para os dias nos quais vivemos: “A humanidade não encontrará paz enquanto não se voltar com confiança para a Misericórdia Divina”. Nelas, Jesus manifesta enorme desejo de que as almas se voltem para Ele, com humildade, reconhecendo suas culpas, para que Ele faça valer Sua misericórdia: “Que toda alma glorifique a Minha bondade. Desejo a confiança das Minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na Minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia”. Para que o mundo pudesse se beneficiar de tanta bondade, era necessário promover e divulgar essa devoção, conforme pedira o próprio Jesus: “Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas”. Esta grande missão acarretou à Santa inumeráveis sofrimentos, pois nem sempre fora compreendida pelos que a cercavam. Até que Nosso Senhor lhe concedeu, em 1933, um confessor sábio e prudente, o padre Miguel Sopocko. Ele a aconselhou e ajudou durante anos, guiando-a nas suas dúvidas e dificuldades. Jesus manda pintar um quadro Em 22 de fevereiro de 1931, Santa Faustina recebeu uma das mais impressionantes revelações de seu Divino Mestre. Ela O viu vestido de branco, com a mão direita levantada em atitude de bênção; de Seu peito saíam dois raios, um branco e outro vermelho. Ouviu também Sua divina voz, ordenando-lhe mandar pintar um quadro segundo o modelo que estava vendo, com a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós”. “Prometo – acrescentou Jesus – que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória”. Numa revelação posterior, Ele explicou o significado dos dois raios: “O raio branco significa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue, que é a vida das almas”. Depois de vários obstáculos, o quadro foi pintado por Eugeniusz Kazimirowski. A santa queixou-se ao Divino Mestre de que não era nem de longe tão bonito quanto a visão, mas Ele a acalmou, dizendo que não importava, pois o valor da imagem não estava em sua beleza artística, mas na graça dada por Ele. Nosso Senhor pediu-lhe que o quadro fosse bento solenemente no domingo seguinte à Páscoa, que Ele instituiu como a Festa da Misericórdia: “O primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia”. Leia também: O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno Devoções para pedir a Divina Misericórdia Em outra visão, foi-lhe revelada uma oração para aplacar a justa ira de Deus contra o mundo: o “terço da misericórdia”. Nosso Senhor mesmo ensinou-lhe a rezá-lo, da forma seguinte: “Primeiro dirás o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: ‘Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro’. Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras: ‘Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro’. No fim, rezarás três vezes estas palavras: ‘Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro’”. Instituiu Ele também a “Hora da Misericórdia”, três da tarde, para que todos venerassem Sua Paixão. Esse momento do dia é a “Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro”, na qual “a misericórdia venceu a justiça”. Ele ainda revelou à Santa que não nega nada a quem pede em nome de Sua Paixão, nessa hora, especialmente pelos pobres pecadores. Leia também Domingo da Divina Misericórdia: origem, significado e indulgência plenária “Não vivas para ti, mas para as almas” Apesar de todos os dons extraordinários que recebera – inclusive os estigmas ocultos, profecia, discernimento dos espíritos, esponsais místicos -, Santa Faustina tinha bem em vista que a santidade consiste em cumprir a vontade de Deus, ainda que isto a levasse a se oferecer como vítima. Daí ela ter escrito: “Sei que o grão de trigo, para se tornar alimento, precisa ser esmagado e triturado entre as mós; assim também eu, para ser útil à Igreja e às almas, tenho de ser destruída, embora exteriormente ninguém perceba o meu sacrifício”. Sofrendo a deterioração física causada pela tuberculose e pelo peso da grande responsabilidade de sua missão, Irmã Faustina pôde realizar o holocausto tão desejado. Sua doença não foi entendida imediatamente pela comunidade e, por esse motivo, algumas irmãs a acusavam de capricho e preguiça. Ela O viu vestido de branco, com a mão direita levantada em atitude de bênção; de Seu peito saíam dois raios, um branco e outro vermelho Também as revelações e dons extraordinários a fizeram objeto de suspeitas. Mas seu inalterável bom humor e sua bondade para com todos, sem exceção, sobretudo com uma irmã que a tratava particularmente mal, foram tão heroicos que levaram uma das religiosas a exclamar: “A Irmã Faustina ou é boba ou santa, porque realmente uma pessoa normal não toleraria que alguém sempre a tratasse tão acintosamente!”. Sua caridade se estendia também às numerosas jovens da casa, às quais ela dispensava paciente e inesgotável dedicação. Vivia ela profundamente o sentido destas palavras de Nosso Senhor: “Minha filha, não vivas para ti, mas para as almas”. Graças que excedem os nossos pedidos Depois de várias estadas em hospitais, para tratamento de sua dolorosa enfermidade, Irmã Faustina retornou ao convento, onde entregou sua heroica alma a Deus, no dia 5 de outubro de 1938, com apenas 33 anos de idade. Canonizada pelo Servo de Deus João Paulo II, em 30 de abril de 2000 – Domingo da Divina Misericórdia -, Santa Faustina ilumina o nosso século com sua missão e vida. A devoção e o conhecimento da Misericórdia, assim como o testemunho de sua insigne virtude, se espalham hoje pelo mundo inteiro, convidandonos ao abandono sem temor nas mãos dAquele que sempre acolhe com bondade e nunca decepciona. Pois, como Ele próprio disse a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia”. (Irmã Monica Erin MacDonald, EP, Revista Arautos do Evangelho, Out/2009, n. 94, p. 34 à 37) Leia também: O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno #SantaFaustina #SantodoDia
- São Benedito, o Mouro, padroeiro dos cozinheiros – 5 de outubro
São Benedito nasceu perto de Messina, na ilha da Sicília, Itália, no ano de 1526. Benedito significa abençoado. Seus pais foram escravos vindos da Etiópia para a Sicília. Era filho de Cristovão Manasceri e de Diana Larcan. O casal não queria ter filhos para não gerarem mais escravos. O senhor deles, sabendo disso, prometeu que, se eles tivessem um filho, daria a ele a liberdade. Assim, eles tiveram Benedito. E, como prometido, ele foi libertado pelo seu senhor ainda menino. Benedito foi educado por seus pais na fé cristã. Quando menino, cuidava das ovelhas e sempre aproveitava para rezar o Rosário , ensinado por sua mãe. Quando tinha 20 anos foi insultado por causa de sua raça. Porém, com muita calma e paciência suportou tudo. Vendo isso, o líder dos eremitas franciscanos, Frei Jerônimo Lanza, convidou-o para fazer parte da congregação. São Benedito aceitou prontamente, vendeu tudo o que tinha e se tornou um eremita franciscano, ficando com eles por volta de 5 anos. O Papa Pio IV, desejando unificar a ordem franciscana, ordenou aos eremitas que se juntassem a qualquer ordem religiosa. Benedito foi para o mosteiro da Sicília , um convento em Santa Maria de Jesus. Era o convento dos franciscanos capuchinhos. Benedito entrou como irmão leigo, assumindo uma função tida como secundária: a de cozinheiro. Benedito, porém, fez da cozinha um santuário de oração e fervor. Vivia sempre alegre e com muita mansidão, conquistando a todos com sua comida saborosa e sua simpatia. Foi transferido depois para o convento de Sant’Ana di Giuliana, ficando por 4 anos. Depois retornou para o convento de Santa Maria de Jesus, permanecendo ali até sua morte. Por causa de sua vida exemplar, trabalho, oração e ajuda a todos, Frei Benedito tornou-se um líder natural. Em 1578 foi convidado para ser o Guardião, (superior) do mosteiro, cargo que aceitou depois de muita relutância. Apesar de ser analfabeto, administrou o mosteiro com grande sucesso, seguindo com rigor os preceitos de São Francisco . Organizou os noviços, foi caridoso os padres, era o primeiro a dar exemplo nas orações e no trabalho. Os teólogos vinham de longe para conversar com São Benedito e aprender com ele. Frei Benedito tinha o dom da sabedoria e o dom da ciência. E, apesar de sua condição de analfabeto, ensinava a todos. Mandava os porteiros não dispensarem nenhum pobre sem antes dar-lhes alimento e ajuda, mesmo na dificuldade do mosteiro. Quando termina seu mandato como superior, ele volta com alegria para o seu ofício de cozinheiro. Todos queriam ver e tocar em São Benedito, por causa de sua fama de santidade, palavras, milagres e orações. Os escravos simpatizavam muito com ele, por ser negro, pobre e com grandes virtudes. Em torno do seu nome surgiram numerosas irmandades. São Benedito é um dos Santos mais populares no Brasil, com inúmeras paróquias por todos os lugares inspiradas em seu modelo de humildade e caridade. Grande é o numero de milagres de São Benedito , inclusive a ressurreição de dois meninos, a cura de vários cegos e surdos, a multiplicação de peixes e pães, e vários outros milagres. Alguns milagres de multiplicação de alimentos aconteceram na cozinha de São Benedito. Por isso, ele é tido carinhosamente pelo povo como o Santo Protetor da cozinha, dos cozinheiros, contra a fome e a falta de alimentos. Um dia Frei Benedito profetizou que quando morresse teria que ser enterrado às pressas para evitar problemas para seus irmãos. Depois disso, ficou gravemente doente e faleceu no dia 4 de abril de 1589, aos 65 anos de idade. E a profecia se cumpriu: quando ele faleceu uma multidão invadiu o mosteiro para vê-lo, conseguir algum objeto seu ou um pedaço de sua roupa de monge para terem como relíquia do santo pobre e humilde, causando problemas para o convento. Na hora de sua morte ele disse com muita alegria: Jesus ! Jesus! Minha mãe, doce Maria! Meu Pai São Francisco! E morreu em paz. Seu corpo foi transladado para a igreja e exalava suave perfume. Exumado posteriormente, estava intacto, (incorrupto). Em 1611 seu corpo foi colocado em uma urna de cristal na igreja de Santa Maria em Palermo para visitação e permanece até os dias de hoje. São Benedito foi canonizado em 24 de maio de 1807, pelo Papa Pio Vll. É representado com o menino Jesus nos braços por que fora visto várias vezes com um lindo bebê nos braços quando estava em profunda oração. Por orientação da CNBB, no Brasil a festa de São Bendito é comemorada no dia 5 de outubro. Oração a São Benedito Glorioso São Benedito, grande confessor da fé, com toda a confiança venho implorar a vossa valiosa proteção. Vós, a quem Deus enriqueceu com dons celestes, consegui-me as graças que ardentemente desejo, para maior glória de Deus. Confortai o meu coração nos desalentos. Fortificai minha vontade para cumprir bem os meus deveres. Sede o meu companheiro nas horas de solidão e desconforto. Assisti-me e guiai-me na vida e na hora da minha morte, para que eu possa bendizer a Deus nesse mundo e gozá-lo na eternidade. Com Jesus Cristo, a quem tanto amastes. Assim seja, amém.
- São Benedito, o Mouro, padroeiro dos cozinheiros – 5 de outubro
São Benedito nasceu perto de Messina, na ilha da Sicília, Itália, no ano de 1526. Benedito significa abençoado. Seus pais foram escravos vindos da Etiópia para a Sicília. Era filho de Cristovão Manasceri e de Diana Larcan. O casal não queria ter filhos para não gerarem mais escravos. O senhor deles, sabendo disso, prometeu que, se eles tivessem um filho, daria a ele a liberdade. Assim, eles tiveram Benedito. E, como prometido, ele foi libertado pelo seu senhor ainda menino. Benedito foi educado por seus pais na fé cristã. Quando menino, cuidava das ovelhas e sempre aproveitava para rezar o Rosário , ensinado por sua mãe. Quando tinha 20 anos foi insultado por causa de sua raça. Porém, com muita calma e paciência suportou tudo. Vendo isso, o líder dos eremitas franciscanos, Frei Jerônimo Lanza, convidou-o para fazer parte da congregação. São Benedito aceitou prontamente, vendeu tudo o que tinha e se tornou um eremita franciscano, ficando com eles por volta de 5 anos. O Papa Pio IV, desejando unificar a ordem franciscana, ordenou aos eremitas que se juntassem a qualquer ordem religiosa. Benedito foi para o mosteiro da Sicília , um convento em Santa Maria de Jesus. Era o convento dos franciscanos capuchinhos. Benedito entrou como irmão leigo, assumindo uma função tida como secundária: a de cozinheiro. Benedito, porém, fez da cozinha um santuário de oração e fervor. Vivia sempre alegre e com muita mansidão, conquistando a todos com sua comida saborosa e sua simpatia. Foi transferido depois para o convento de Sant’Ana di Giuliana, ficando por 4 anos. Depois retornou para o convento de Santa Maria de Jesus, permanecendo ali até sua morte. Por causa de sua vida exemplar, trabalho, oração e ajuda a todos, Frei Benedito tornou-se um líder natural. Em 1578 foi convidado para ser o Guardião, (superior) do mosteiro, cargo que aceitou depois de muita relutância. Apesar de ser analfabeto, administrou o mosteiro com grande sucesso, seguindo com rigor os preceitos de São Francisco . Organizou os noviços, foi caridoso os padres, era o primeiro a dar exemplo nas orações e no trabalho. Os teólogos vinham de longe para conversar com São Benedito e aprender com ele. Frei Benedito tinha o dom da sabedoria e o dom da ciência. E, apesar de sua condição de analfabeto, ensinava a todos. Mandava os porteiros não dispensarem nenhum pobre sem antes dar-lhes alimento e ajuda, mesmo na dificuldade do mosteiro. Quando termina seu mandato como superior, ele volta com alegria para o seu ofício de cozinheiro. Todos queriam ver e tocar em São Benedito, por causa de sua fama de santidade, palavras, milagres e orações. Os escravos simpatizavam muito com ele, por ser negro, pobre e com grandes virtudes. Em torno do seu nome surgiram numerosas irmandades. São Benedito é um dos Santos mais populares no Brasil, com inúmeras paróquias por todos os lugares inspiradas em seu modelo de humildade e caridade. Grande é o numero de milagres de São Benedito , inclusive a ressurreição de dois meninos, a cura de vários cegos e surdos, a multiplicação de peixes e pães, e vários outros milagres. Alguns milagres de multiplicação de alimentos aconteceram na cozinha de São Benedito. Por isso, ele é tido carinhosamente pelo povo como o Santo Protetor da cozinha, dos cozinheiros, contra a fome e a falta de alimentos. Um dia Frei Benedito profetizou que quando morresse teria que ser enterrado às pressas para evitar problemas para seus irmãos. Depois disso, ficou gravemente doente e faleceu no dia 4 de abril de 1589, aos 65 anos de idade. E a profecia se cumpriu: quando ele faleceu uma multidão invadiu o mosteiro para vê-lo, conseguir algum objeto seu ou um pedaço de sua roupa de monge para terem como relíquia do santo pobre e humilde, causando problemas para o convento. Na hora de sua morte ele disse com muita alegria: Jesus ! Jesus! Minha mãe, doce Maria! Meu Pai São Francisco! E morreu em paz. Seu corpo foi transladado para a igreja e exalava suave perfume. Exumado posteriormente, estava intacto, (incorrupto). Em 1611 seu corpo foi colocado em uma urna de cristal na igreja de Santa Maria em Palermo para visitação e permanece até os dias de hoje. São Benedito foi canonizado em 24 de maio de 1807, pelo Papa Pio Vll. É representado com o menino Jesus nos braços por que fora visto várias vezes com um lindo bebê nos braços quando estava em profunda oração. Por orientação da CNBB, no Brasil a festa de São Bendito é comemorada no dia 5 de outubro. Oração a São Benedito Glorioso São Benedito, grande confessor da fé, com toda a confiança venho implorar a vossa valiosa proteção. Vós, a quem Deus enriqueceu com dons celestes, consegui-me as graças que ardentemente desejo, para maior glória de Deus. Confortai o meu coração nos desalentos. Fortificai minha vontade para cumprir bem os meus deveres. Sede o meu companheiro nas horas de solidão e desconforto. Assisti-me e guiai-me na vida e na hora da minha morte, para que eu possa bendizer a Deus nesse mundo e gozá-lo na eternidade. Com Jesus Cristo, a quem tanto amastes. Assim seja, amém.


















































