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- Overcoming Sexual Desires by St. Thomas Aquinas
We must realize that the avoidance of concupiscence demands much labor, for it is based on something within us. It is as hard as trying to capture an enemy in one’s household. However, this desire can be overcome in four ways; Firstly, by fleeing the external occasions such as, for instance, bad company and in fact whatever may be an occasion for this sin: “Gaze not upon a maiden lest her beauty be a stumbling-block to thee … Look not around about thee in the ways of the city, nor wander up and down in the streets thereof. Turn away thy face from a woman dressed up, and gaze not about upon another’s beauty. for many have perished by the beauty of a woman, and hereby lust is enkindled as a fire.(Sirach (ecclus.) 9:5-9) The second way is by not giving an opening to thoughts which are occasions of lustful desires. And this must be done by mortification of the flesh: “I chastise the my body, and bring it into subjection.”(I cor. 9:27) The third way is perseverance in prayer. “Unless the lord build the house, they labor in vain who build it”(Ps. 127:1). “This kind is not cast out except by prayer and fasting”(Matt. 17:20). All this is like a fight between two persons, one of whom you desire to win, the other to lose. You must sustain one and withdraw all support from the other. So also between the spirit and the flesh, there is continual combat. Now if you wish the spirit to win, you must assist it by prayer, and likewise you must resist the flesh by such means as fasting; for by fasting the flesh is weakened. The fourth way is to keep oneself in wholesome occupations; “Idleness hath thought much evil” Sirach(ecclus.) 33:27. St. Jerome says: “Love to study the scriptures and you will not love the vices of the flesh.” St. Thomas Aquinas, Pray for Us.
- QUANDO O BOM PASTOR REINAR PARA SEMPRE (Festa de Cristo Rei) – 34º Domingo do Tempo Comum
Primeira Leitura da Missa (Ezequiel 34,11-12.15-17) Eu vou cuidar das minhas ovelhas Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão. Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar — oráculo do Senhor Deus. Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito. Quanto a vós, minhas ovelhas — assim diz o Senhor Deus —, eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”. Salmo 22 O Senhor é o pastor que me conduz O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Pelas águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda. Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. Segunda Leitura da Missa (1ª Coríntios 15,20-26.28) O Reino do Bom Pastor Irmãos: Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte, e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine, até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. Evangelho (São Mateus 25, 31-46) O Pastor separará as ovelhas e os cabritos Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não me fostes visitar’. E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo: todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. A “LITERATURA” DA MISSA DOMINICAL EXPLICADA POR SCOTT HAHN Muitos santos e líderes da Igreja viram uma ligação entre as palavras de Cristo no Evangelho para a solenidade de Cristo Rei (v. Mateus 25, 31-43) e Sua promessa de estar presente na Eucaristia (v. Mateus 26, 26-29; Marcos 14, 22-25; Lucas 22, 15-20). Madre Teresa de Calcutá, por exemplo, dizia do trabalho feito com os indigentes: “Na Santa Comunhão, temos Cristo sob a aparência de pão. Em nosso trabalho, o encontramos sob a aparência de carne e sangue. É o mesmo Cristo (‘Eu estava com fome, estava nua, estava doente, estava desabrigada’)”. São João Crisóstomo, o grande patriarca do catolicismo oriental, disse o mesmo no quarto século: “Desejais honrar o corpo de Cristo? Não o desprezeis quando Ele estiver nu. Não rendeis homenagem a Ele, no templo ornado de seda, para depois negligenciá-Lo lá fora, onde sofre com o frio e a falta de agasalhos. Aquele que disse: ‘Este é o meu corpo’, é o mesmo que disse: ‘Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Que vantagem há em sobrecarregares a mesa da Eucaristia com cálices de ouro, enquanto Ele está morrendo de fome? Comeceis por satisfazer a Sua fome, e depois, com o que restar, podeis também adornar o Seu altar”. Esta semana encerra o ano litúrgico com uma visão do fim dos tempos. A cena descrita pelo Evangelho é crua; ressoam, nela, ecos do Antigo Testamento. O Filho do Homem é entronizado sobre todas as nações e povos de todas as línguas (v. Daniel 7,13-14). As nações foram reunidas para ver a sua glória e receber o seu julgamento (v. Isaías 66,18, Sabedoria 3,8). O Rei é o pastor divino que Ezequiel prevê na primeira leitura no domingo; Ele julga assim como o pastor separa as ovelhas das cabras. Cada um de nós será julgado segundo a maneira como realize as simples obras de misericórdia que ouvimos no Evangelho. Essas obras, como Jesus ensina hoje, são o reflexo ou a medida de nosso amor por Ele; são a nossa fidelidade ao seu mandamento de amar a Deus com toda a nossa força, e ao próximo como a nós mesmos (v. Mateus 22, 36-40). Nossa fé está morta e não tem vida, se não a expressamos com obras de amor (v. São Tiago 2, 20, Gálatas 5,6). E não podemos dizer que realmente amamos a Deus, a quem não vemos, se não amamos o próximo, a quem vemos (1João 4,20). O Senhor é o nosso pastor, como cantamos no salmo deste domingo. E devemos seguir as suas orientações e imitar o seu exemplo (v. 1Coríntios 1,11; Efésios 5,1). Ele curou nossas doenças (v. Lucas 6, 19), nos libertou da prisão do pecado e da morte (v. Romanos 8, 2.21), acolheu os que antes eram estranhos à sua aliança (v. Efésios 2,12.19). Ele nos revestiu no batismo (v. Apocalipse 5,5; 2Coríntios 5, 3-4) e nos alimenta com a comida e a bebida de seu próprio Corpo e Sangue. “No final”, Ele virá novamente para entregar o seu Reino a seu Pai, como diz São Paulo na epístola desta semana. Esforcemo-nos por segui-lo no caminho correto, para que o seu Reino seja a nossa herança; para que possamos entrar no descanso eterno que foi prometido ao povo de Deus (v. Hebreus 4, 1.9-11). https://stpaulcenter.com/when-the-end-comes-scott-hahn-reflects-on-the-solemnity-of-christ-the-king/
- Orações eficazes de 5 segundos
Foi dizendo frases curtas que muitas pessoas foram curadas por Jesus no Evangelho Eu gosto muito de jaculatórias. São orações breves, que podem ser ditas várias vezes ao dia. Foi dizendo frases curtas que muitas pessoas foram curadas por Jesus, no Evangelho. Citarei algumas de minha devoção. Caso você queira, escolha uma também. 1. Jesus, eu confio em vós. (Jesus à Santa Faustina). 2. Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. (N. Sra da Medalha Milagrosa – 1830). 3. Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no teu reino. (São Dimas, Jo 19). 4. Deus provê, Deus proverá. A sua misericórdia não faltará. (Adaptação das palavras de Abraão a Isaac). 5. Oh meu Jesus, perdoai-nos. Livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. (N. Sra em Fátima) 6. Jesus, Maria, José. Minha família vossa é. 7. Meu Jesus, muito obrigado. Mãezinha do Céu, muito obrigado. (Maria Milza). 8. Meu Jesus Sacramentado, dono do meu coração. Perdoai os meus pecados, bem sabeis quais eles são. Neste mundo dai-me a paz e no outro a salvação. 9. Oh Virgem Santíssima, vós não permitais, que eu viva e nem morra em pecado mortal. Em pecado mortal não hei de morrer porque a Virgem Santíssima há de me valer. 10. Jesus é meu, eu sou de Jesus. Jesus vai comigo e eu vou com Jesus. 11. Senhor, fazei que minha língua se solte como flechas para que eu anuncie as tuas grandes maravilhas. (S. Antônio de Pádua. Rezo antes de iniciar uma pregação). 12. Permita que eu vos louve, ó Virgem Santíssima, e dai-me força contra vossos inimigos. (B. Duns Scottus). 13. São Miguel, defendei-nos no combate! 14. Graças e louvores sejam dados a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. 15. Meu Bom Jesus, piedade, piedade, piedade! (3x). (N. Sra de Anguera). 16. Que as almas dos legionários e de todos os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Amém. (Catena Legionis). 17. Vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, vossa amadíssima esposa. (MSM – Padre Stefanno Gobbi). 18. Coração de Jesus que tanto nos amais, fazei que eu vos ame cada vez mais. 19. Creio, Senhor. Mas aumentai a minha fé! 20. Jesus, Maria, eu vos amo. Salvai almas! (Seminarista Gabriel Vila Verde, via Facebook) Fonte: Aleteia #eficazes #segundos
- Aproveite a Black Friday!
Aproveite a Black Friday para edificar sua fé. Fiz um listão com algumas indicações de livros para quem se interessar em comprar, é só clicar no link e ser feliz. Aproveitem os ótimos preços !!! Caso queira outras indicações, e eu puder ajudar, deixe nos comentários. Apologética (Defesa da fé): Cristianismo Puro e Simples – C.S Lewishttp://amzn.to/2yMpPcX Não tenho fé suficiente para ser Ateu – Frank Turek –http://amzn.to/2A2Yfg8 Examine as Evidências – Ralph Muncaster –http://amzn.to/2juO64G Em Guarda – William Lance Craig –http://amzn.to/2A1qyLF Apologética contemporânea – William Lane Craig –http://amzn.to/2yIDPEP Apologética para Questões Difíceis da Vida – William Lane Craig – http://amzn.to/2yIWH6r Em Defesa de Cristo – Lee Strobel –http://amzn.to/2huftHM A Fé na era do ceticismo – Timothy Keller –http://amzn.to/2zHwXee Por que a ciência não consegue enterrar Deus – John Lennox – http://amzn.to/2yIE0Qv A linguagem de Deus – Francis Collins –http://amzn.to/2jroBkC Manual de defesa da fé – Peter Kreeft –http://amzn.to/2yJLSBg Racionalidade da fé cristã – J.P Moreland –http://amzn.to/2yIcbHP Mais que um Carpinteiro – Josh McDowell –http://amzn.to/2yIczWN Filosofia e Cosmovisão Cristã – J.P Moreland e Willian L. Craig – http://amzn.to/2APNOtt O Homem Eterno – G.K Chesterton –http://amzn.to/2AOG9vg Uma História Politicamente Incorreta da Bíblia – Robert J Hutchinson – http://amzn.to/2A1N1bs O Ateísmo Cristão e outras ameaças à Igreja – Augustus Nicodemus – http://amzn.to/2yJrdNA Surpreendido pelo sentido – Alister McGrath –http://amzn.to/2zJPTc8 O Fator Melquisedeque – Don Richarson –http://amzn.to/2z4NIAK Deus, a Liberdade e o Mal – Alvin Plantinga –http://amzn.to/2iIJ7dx Vida Cristã: A Imitação de Cristo – Tomas de Kempis –http://amzn.to/2yJMSFw As Cartas de um diabo ao seu aprendiz – C. S. Lewis – http://amzn.to/2yIdW7T Confissões – Santo Agostinho –http://amzn.to/2yIenPz Moradas do Castelo Interior – St Teresa d’Avila –http://amzn.to/2zIft13 O Peregrino – John Bunyan –http://amzn.to/2hw6VQK Os Santos que Abalaram o Mundo – René Fülöp-Miller – http://amzn.to/2yKfnms O Jesus que Eu Nunca Conheci – Philip Yancey –http://amzn.to/2zJfqSX Uma Vida com Propósitos – Rick Warren –http://amzn.to/2yJGFsY Discipulado – Dietrich Bonhoeffer –http://amzn.to/2iIqGpc História da Igreja: Box História Ilustrada do Cristianismo – Justo Gonzalez – http://amzn.to/2zZ6czK História Eclesiástica – Eusébio de Cesareia –http://amzn.to/2A1KEFU Como a igreja católica construiu a civilização ocidental – Thomas Woods – http://amzn.to/2yJPwLs História da Igreja Cristã – Jesse Lyman Hurlbut –http://amzn.to/2hCfgGq As Catacumbas de Roma – Benjamin Scott –http://amzn.to/2AQS9wo O Cristianismo através dos séculos – Earle E. Cairns – http://amzn.to/2iXN11f A Criação do Ocidente. A Religião e a Civilização Medieval – Christopher Dawson –http://amzn.to/2A0Kw8v Teologia: Questões cruciais do Novo Testamento – Craig Blomberg http://amzn.to/2zJdDgH Merece Confiança o Novo Testamento – F. F. Bruce –http://amzn.to/2APeKtn Patrística – J.N.D. Kelly – http://amzn.to/2huprZK Paulo, o Apóstolo da Graça : sua Vida, Cartas e Teologia – F.F.Bruce – http://amzn.to/2huHG1f Suma contra os Gentios – Tomás de Aquino –http://amzn.to/2zKqkb7 Tradições Cristãs – Justo Gonzalez –http://amzn.to/2hGofGl Cristianismo descomplicado – Augustus Nivodemos Lopes – http://amzn.to/2A05bK6 Cultura e Filosofia: Estado E Soberania – Herman Dooyeweerd –http://amzn.to/2iLkhd4 Contra a Idolatria do Estado. O Papel do Cristão na Política – Frankilin Ferreira – http://amzn.to/2hMQsYk A Alma do Mundo – Roger Scruton –http://amzn.to/2A2XdzR Filosofia Verde. Como Pensar Seriamente o Planeta – Roger Scruton – http://amzn.to/2Bcm9CZ Pensadores da Nova Esquerda – Roger Scruton –http://amzn.to/2zgaxO0 Invasão Vertical dos Bárbaros – Mário Ferreira dos Santos – http://amzn.to/2iIMkJU A Rebelião das Massas – Ortega y Gasset –http://amzn.to/2A8uYxP A Política da Prudência – Russel Kirk –http://amzn.to/2iKgmNj O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota – Olavo de Carvalho – http://amzn.to/2BhNbZZ Filosofia E Fé Cristã – Colin Brown –http://amzn.to/2zv8Roa Como Vencer a Guerra Cultural – Peter Kreeft –http://amzn.to/2hPbC8w Tratado do Primeiro Princípio – Duns Scot –http://amzn.to/2hNl10m A Imaginação Educada – Northrop Frye –http://amzn.to/2BirV6e
- FELIZES OS QUE “SABEM” TEMER A DEUS – 33º Domingo do Tempo Comum
Primeira Leitura da Missa (Livro dos Provérbios 31,10-13.19-20.30-31) Merece louvor a mulher que teme ao Senhor Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. Procura lã e linho, e com habilidade trabalham as suas mãos. Estende a mão para a roca, e seus dedos seguram o fuso. Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. O encanto é enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor. Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas obras! Salmo 127 Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. Segunda Leitura da Missa (1Tessalonicenses 5,1-6) Sejamos vigilantes e sóbrios Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar. Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios. Evangelho (São Mateus 25,1-13) Servo bom e fiel Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco, que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e ceifo onde não semeei? Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes!’” Comentário de Scott Hahn O dia do Senhor virá, adverte São Paulo na Epístola do domingo. O que importa não é quando, nem em qual momento, mas que Deus nos encontre na nova vida, com as graças que Ele nos deu. É o que se encontra no coração da parábola que Cristo narra no Evangelho desta semana. Jesus é o Senhor. Ao morrer, ressuscitar e subir ao céu, ele parece ter ido por um longo tempo. Através do nosso batismo, Ele confiou a cada um de nós uma parte de seus bens: uma participação em sua vida divina (cf. 2P 1,4). Ele nos deu talentos e responsabilidades conforme a medida de nossa fé (cf. Rm 12, 3,8). Devemos ser como a louvável esposa da primeira leitura, e como a mulher fiel a quem exaltamos no salmo. Como elas, devemos viver no “temor de Deus”: com reverência, admiração e agradecimento pelos maravilhosos dons que Ele nos deu. Esse é o princípio da sabedoria (cf Atos 9,31, Pr 1,7). Esse não é o “temor” do servo inútil que aparece, nesta semana, na parábola de Jesus. Este é um temor de escravo que se encolhe diante do senhor cruel; o temor daqueles que rejeitam o relacionamento com Deus, ao qual Ele próprio nos chama. Deus nos chamou para sermos servos de confiança, seus colaboradores (cf. 1Co 3,9) que utilizem seus talentos para servir uns aos outros e a seu Reino, como bons administradores de sua graça (cf. 1 P 4,10). Nisto, cada um de nós tem um papel diferente a desempenhar. Embora os bons servos da parábola tenham recebido quantidades diferentes de talentos, cada um “duplicou” os que lhe tinham sido entregues. E cada um deles mereceu a mesma recompensa por sua fidelidade: compartilhar a alegria de seu senhor e ter uma maior responsabilidade a seu cargo. Portanto, em nossa Eucaristia, nos ofereçamos a render mais do que nos foi dado, tudo fazendo para a glória de Deus (cf. 1Co 10,31), para que nos aproximemos Dele com amor e confiança, quando vier até nós para pedir contas. https://stpaulcenter.com/saldar-cuentas-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-32o-domingo-de-tiempo-ordinario/ https://stpaulcenter.com/settling-accounts-scott-hahn-reflects-on-the-thirty-third-sunday-in-ordinary-time/
- Chineses são obrigados a trocar imagens de Cristo por imagens do presidente Xi Jinping
Milhares de cristãos do sudeste da China foram ordenados pelo governo a substituir as imagens de Jesus Cristo e outras figuras religiosas por fotografias do presidente chinês Xi Jinping. Essa seria uma condição para continuarem ganhando assistência em programas de saúde e combate à pobreza. O jornal South China Morning Post reportou que a ordem das autoridades chinesas de exaltarem Jinping de uma maneira religiosa remete à política do “culto à personalidade”, em vigência durante o regime comunista do presidente Mao Zedong. O “camarada Mao” como era conhecido, foi o fundador da República Popular da China. Sua imagem está presente até hoje nas notas de dinheiro que circulam no país e é reverenciada em todos os desfiles militares. Com o mandato recentemente renovado até 2020 pelo partido comunista, já que o regime da China não prevê eleições, Xi anunciou que seu objetivo é acabar com a pobreza. Por isso, chama atenção que funcionários do governo visitam famílias cristãs pobres e tentam convencê-las a se adequarem às políticas do Partido Comunista como forma de resolver seus problemas materiais. Qi Yan, presidente do Congresso do Povo da cidade de Huangjinbu, justificou assim a iniciativa do governo: “Muitas famílias mergulharam na pobreza por causa da doença na família. Alguns recorriam Jesus, acreditando que ele poderia curar essas doenças. Tentamos dizer-lhes que ficar doente é um algo físico e somente o Partido Comunista e o Secretário Geral Xi realmente podem ajudá-los”. Na sequência, Qi também chamou os cristãos de “ignorantes” por acreditar que Deus irá salvá-los. Para indicar o sucesso da iniciativa, mencionou que o município de Huangjinbu distribuiu mais de 1.000 retratos de Xi, e várias famílias concordaram em pendurá-los em suas casas. Segundo foi divulgado, em Huangjinbu existem cerca de 6.000 famílias cristãs conhecidas. Um morador de município de Yugan, na mesma província, revelou que as autoridades também estão exortando os crentes a remover artefatos religiosos de suas casas. “Algumas famílias colocaram cartazes com trechos do evangelho nas portas da frente, alguns penduram imagens da cruz. Mas todos foram tirados”, revelou o homem, que não quis ter o nome revelado. Ele acrescentou que alguns crentes não o fizeram voluntariamente. “Todos eles têm sua crença e, é claro, eles não queriam tirá-los. Mas não há saída. Se eles não concordarem, não receberão o fundo de alívio da pobreza”, revelou. A tendência do partido é fortalecer o nome e a ideologia de Xi, considerado pelo mercado econômico o “homem mais poderoso do mundo”. Bob Fu, presidente da China Aid, que monitora a crescente perseguição aos cristãos no país, disse ao Christian Post que essa situação é preocupante para os crentes. Para ele, este é um “sinal claro” que o partido, que visa impor o ateísmo, procura “exercer controle total sobre todas as áreas da vida” dos cidadãos chineses, incluindo as igrejas. Via: Gospel Prime
- Polônia: Os Invencíveis
A história da luta pela liberdade do povo polonês contra as ocupações dos regimes nazista e soviético. O filme de animação gráfica foi produzido pelo Instituto da Memória Nacional da Polônia. Legendado pelo canal: http://stbnobrasil.com #Comunismo #Nazismo #Polônia
- Vainglory and Pride are Inseparable Brothers
The theatre is filling up, and all the people are sitting aloft presenting a splendid sight and composed of numberless faces, so that many times the very rafters and roof above are hidden by human bodies. You can see neither tiles nor stones, but all is men’s bodies and faces. Then, as the ambitious man who has bought them together enters in the sight of all, they stand up and as from a single mouth and cry out. All with one voice they call him protector and ruler of their common city and stretch out their hands in salutation. Next, they liken him to the greatest of rivers, comparing his grand and lavish munificence to the copious waters of the Nile; and they call him the Nile of gifts. Others, flattering him still more and thinking the simile of the Nile too mean; rivers and seas unsuitable! Instead they liken him to the ocean, and also say that he, in his lavish gifts, is what an ocean is among waters, and they leave not a word of praise unsaid. What next? The great man bows to the crowd and in this way shows his regard. Then he sits down amid congratulations of all his admirers, each of whom prays that he himself may attain to the same eminence and then die. But after a huge expenditure on gold, silver, horses, costumes, slaves, etc. and the waste of many fortunes, they greet his departure with the same eulogies, though there are no longer many in the crowd; for, as the theatre is ended, each man hastens to his own home. Then in his house there are costly luncheons and much feasting and the brilliance of daylight. In the afternoon, the events of the morning are repeated, and this continues for two or three days. When he has spent all, these words of praise becomes nothing but ashes and dust. As often as he examines the accounts in his household and reflects on the extravagant outlay, he laments. While he is enjoying his heart’s desire, he is possessed by a kind of intoxication of vainglory and would expend himself as well, and he cannot form the smallest notion of his losses. But when he has come home – inside the dwelling of this evil spirit – and sees that his hour of glory has departed as the concourse has dissolved, and he looks at the theatre and finds it emptied of its audience and no man uttering a word, and that his losses are no thing of imagination but have already incurred in hard cash, that is when he perceives the ashes . And if after he has spent beyond his fortune, he is in want, and standing on his feet begs in the center of the market place, and not one of those who formerly hailed him as their patron attends him or stretches out his hand, nay what is more, they rejoice at what has happened – for at the time when they hailed him, they were consumed with envy and thought it a consolation for their own domestic troubles that the man who had been so glorious was likely to be the most dishonoured of all – When no man attends him or stretches out a hand, can anything be more pitiful than that? (St. John Chrysostom on Vainglory)
- Em busca de sentido
Em busca de sentido Lendo o livro ‘O sofrimento de uma vida sem sentido’, do psiquiatra Viktor Frankl, vejo que ele apresenta algumas estatísticas alarmantes. A maioria dos jovens universitários e adultos entrevistados, afirmaram não enxergar nenhum sentido ou propósito em suas vidas. Pessoas que aparentemente possuíam tudo, casa, independência financeira e status social, disseram que sentiam um grande vazio existencial. Perceber que não há propósito na vida nos mantém em dificuldade e perplexidade diante da vida. Uma das visões de mundo que contribui com isso é o ateísmo, citando as palavras do famoso ateu Richard Dawkins: “não há nenhum projeto, nenhum propósito, nenhum mal e nenhum bem, nada além de cega e impiedosa indiferença.” Frankl afirma que, na ausência de um sentido da vida, as pessoas acabam se atirando num abismo existencial, que pode resultar, como as pesquisas confirmaram, num ‘aumento generalizado de fenômenos como a agressividade, a criminalidade, a dependência de drogas e o suicídio – particularmente entre a juventude universitária.’ Para o ateísmo, a vida humana não possui nenhum valor, somos apenas um aglomerado de células insignificantes seguindo o curso aleatório da natureza. Não mais valorosos que qualquer animal. Se a vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas moléculas de proteína, de fato não pode existir justiça, virtude, nem mal nem bem, apenas indiferença. Mas a verdade é que, se eles seguissem e acreditassem de fato nisso, seria impossível viver adequadamente. E eles sabem disso! Todos nós precisamos de uma “lente” através da qual olhamos a realidade e damos sentido a ela. O ateísmo possui um racionalismo raso e superficial, ignora as questões mais fundamentais e profundas da mente humana e os anseios da nossa alma. Da mesma maneira que o estômago pede comida, o olhar a luz e o ouvido harmonia, assim também a alma anseia por algo a mais. Ansiamos por sentido, em saber quem somos, buscamos pela beleza, justiça e verdade no universo, como forma de satisfazer nossa eterna busca por sentido. De fato há algo maior que dá um sentido completo a vida, e esse algo é o cristianismo. Essa é a verdadeira “lente” que traz sentido a realidade, que possibilita responder os anseios inatos do homem. Na visão cristã, a vida tem valor, somos feitos a imagem e semelhança de Deus, somos tão amados por Ele, a ponto Dele ter enviado Jesus Cristo para morrer por nós. A felicidade última na visão cristã, seria a união com seu Criador, e o ser-humano é incompleto enquanto não alcançar sua finalidade pela qual foi criado. Somos como um carro, e sem o combustível correto nunca iremos funcionar apropriadamente. [ O CAMINHO ] Para adquirir o livro: O Sofrimento de Uma Vida sem Sentido: http://amzn.to/2zWCf6t Em busca de sentido: http://amzn.to/2hz4IaU A presença ignorada de Deus: http://amzn.to/2zYjEXO
- O CASAMENTO DA ALMA COM A SABEDORIA DIVINA – 32º Domingo do Tempo Comum
Primeira Leitura da Missa (Sabedoria 6,12-16) A Sabedoria é o Noivo das almas A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa. Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram. Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela, em breve há de viver despreocupado. Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos. Salmo 62 A minh’alma tem sede de vós e vos deseja, ó Senhor! Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios. Penso em vós no meu leito, de noite, nas vigílias suspiro por vós! Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Segunda Leitura da Missa (1Tessalonicenses 4,13-18) Estaremos para sempre com o Senhor Se Jesus morreu e ressuscitou — e esta é nossa fé — de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo, os que através dele entraram no sono da morte. Isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: nós, que formos deixados com vida para a vinda do Senhor, não levaremos vantagem em relação aos que morreram. Pois o Senhor mesmo, quando for dada a ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta, descerá do céu, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Em seguida, nós, que formos deixados com vida, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim estaremos sempre com o Senhor. Exortai-vos, pois, uns aos outros, com essas palavras. Anúncio do Evangelho (São Mateus 25,1-13) As noivas previdentes Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar dos vendedores’. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora”. Comentário de Scott Hahn De acordo com os costumes matrimoniais da época de Jesus, a noiva primeiro se “desposava” com seu marido, mas ainda continuava vivendo com a família por um certo tempo. Quando chegava a hora, meses depois, o noivo a procurava, e eles eram acompanhados pela família da noiva, junto com o cortejo nupcial (ou padrinhos), para o banquete de casamento, celebrando e inaugurando a sua nova vida em comum. Esta explicação serve de base para a Parábola do Juízo Final que vemos no Evangelho de hoje. No simbolismo da parábola, Jesus é o Noivo (v. Marcos 2,19). É aqui que se cumpre a antiga promessa de Deus de unir-se a seu povo eleito para sempre, assim como o esposo se une à esposa (v. Oséias 2, 16-20). As virgens e o cortejo nupcial representam todos nós, os membros da Igreja. Nós todos desposamos Jesus em nosso batismo (v. 2 Coríntios 11,2; Efésios 5, 25-27) e somos chamados a viver vidas de santidade e devoção até a sua volta, quando por fim para levará ao banquete das bodas celestiais (v. Apocalipse 19, 7-9; 21,1-4). São Paulo nos adverte, na carta de hoje, que Jesus voltará, mas não sabemos o dia nem a hora. Precisamos permanecer em vigília durante este trecho de noite escura, em que o Noivo parece demorar. Precisamos manter as lâmpadas de nossas almas cheias do azeite da perseverança e do desejo de Deus, virtudes que são exaltadas na primeira leitura e no salmo de hoje. Precisamos buscá-Lo com amor, meditando sobre a sua bondade, clamando por Seu nome, tentando ser cada dia mais dignos Dele, encontrarmo-nos sem defeito quando de Sua chegada. Ao fazer isso, estaremos entre os prudentes, e o azeite de nossas lâmpadas não se extinguirá (v. 1 Reis 17,16). Veremos o Noivo, a Sabedoria de Deus (ver Provérbios 8, 22-31, 35, 9, 1-5), aproximar-Se apressadamente de nós, chamando-nos para a mesa que já deixou preparada, o refinado banquete que irá satisfazer as nossas almas. https://stpaulcenter.com/miembros-de-la-boda-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-32o-domingo-de-tiempo-ordinario/ https://stpaulcenter.com/members-of-the-wedding-scott-hahn-reflects-on-the-thirty-second-sunday-in-ordinary-time/ Comentário do Padre Ângelo Busetto No final do ano litúrgico, o Evangelho exige o cumprimento. A vida não caminha para o nada, mas se alça até a a sua plena realização. Esperemos o Senhor com toda a paixão do nosso coração e toda a inteligência da nossa mente, indo ao Seu encontro com solicitude e confiança, com paciência e alegria. Como as primeiras cinco jovens do Evangelho, tenhamos a lâmpada cheia do azeite que Ele mesmo nos forneceu, que são todos os dons da vida. Virá o Esposo e nos convidará para a Sua festa de casamento. http://www.lanuovabq.it/it/lo-sposo-atteso
- SENTIMENTALISMO, A HERESIA DA MÚSICA LITÚRGICA – Aurelio Porfiri
Quando falo com pessoas que se preocupam com o destino da música na liturgia (a questão terminológica — música sacra, música litúrgica, música da igreja etc. — deixemos por enquanto de lado), percebo que muitas observações são feitas acerca da situação deplorável da mesma, mas poucos se concentram num dos pontos centrais e dramáticos da questão. Trata-se do sentimentalismo — não do sentimento — que tomou conta de nossos cantos e enlouqueceu os nossos teclados, sem que disto tenhamos plena consciência. Alguns tentam alertar contra esse mal, mas não são ouvidos, ou, pior, são tratados como se fossem uns pobres coitados. Na verdade, a explicação é óbvia: todo o sistema, inclusive o clerical, está de tal modo impregnado por essa doença terminal, que reage imediatamente quando alguém procura repor as coisas sobre seus verdadeiros trilhos. Talvez, para alguns, possa parecer exagerado falar-se de “heresia”, mas compreendo esta palavra como a introdução de um “elemento subversivo” dentro do que deveria ser a função normal da música na liturgia. Fique bem claro: falamos de “sentimentalismo”, não de “sentimento”. O sentimento é um movimento nobre de nossas faculdades afetivas, e uma música sem sentimento não seria música. Já o sentimentalismo é a corrupção do sentimento. Entre sentimento e sentimentalismo há a mesma diferença que existe entre pulmão e pneumonia, comunidade e comunismo (segundo distinções do jornalista Marcello Veneziani). O sentimentalismo é a corrupção interna do sentimento, procurando despertar um movimento emocional que termina em si mesmo, permanece fechado em si mesmo, sem jamais alcançar um diálogo com as faculdades intelectivas mais elevadas. Sempre isolado, preso em si, raramente pode abrir-se ao infinito. O sentimentalismo é paixão que não se resolve, ímpeto sem descanso, movimento desordenado sem retorno à ordem, Dionísio sem Apolo. No hino “Veni Creator Spiritus”, ao cantar nós pedimos: “Accende lumen sensibus, infunde amorem cordibus” (“Iluminai a nossa mente, enchei de amor nossos corações”); todos os nossos sentidos participam da experiência espiritual, vivificados pela luz, pelo Logos divino. Mas o sentimentalismo, ao contrário, vai diretamente ao “amorem cordibus”, compreendido de forma romântica, prejudicando na verdade o “caráter profundamente objetivo da liturgia”, conforme definido por Dom Martino Neri, em sua obra Subirei ao altar de Deus: princípios da Sagrada Liturgia. Isso também nos faz lembrar, como ensina Papa Bento XVI, que não somos os autores da liturgia: nós a recebemos como um dom. É nisto que se baseia a objetividade da liturgia, opondo-se à ênfase sentimentalista, que na verdade conduz ao subjetivismo mais radical. Reduzimos tudo ao subjetivismo. Enfim, é esse o princípio que também está subjacente à “moral de situação” [com sua ênfase nas circunstâncias que atenuam a falta cometida]. Romano Amerio, naquele livro fundamental que é o seu Iota Unum, observou: “A moral de situação, rejeitando a lei como uma ordem axiológica dependente de Deus, e não do homem, é forçada pela lógica vis a tergo a professar o princípio da criatividade da consciência”. Em suma, coloca-se o homem no centro, no lugar de Deus. Mas a expressão sentimentalística, que é uma subespécie da expressão sentimental, não foi totalmente eliminada pela Igreja, que, no entanto compreende que se deve, de forma ordenada, “deixar” extravazar certos movimentos da alma (embora pertencentes a faculdades cognitivas inferiores) que estão, em diferentes graus, presentes em todos nós. Recorde-se a ênfase secular que se deu ao canto popular, aqueles movimentos simples e espontâneos da alma que, à margem da objetividade litúrgica, consentiam a esta piedade popular, fortemente subjetiva, de manifestar-se sem prejudicar o princípio geral que, como já dito, era garantido pela objetividade do rito litúrgico. Isso não era ruim, já que a Igreja queria salvar todo homem e sabia que, naqueles movimentos da alma, havia coisas boas, desde que não entregues a si mesmos, porém mantidos sob a moldura do culto oficial. Um culto oficial que os purifica e eleva, ergue-os e não os deixa abandonados a si mesmos. Sobrevoemos por algumas questões histórico-musicológicas importantes, que nos farão ver como essa corrente sentimentalística iniciou-se no passado, mesmo na liturgia oficial, especialmente no século passado. No entanto, nunca prevaleceu, como ocorreu a partir das mudanças pós-Conciliares. Compreenda-se: existem e exisitiram músicos que, ainda recentemente, tentaram um caminho vernacular para a autêntica música litúrgica, e até com excelentes resultados. Mas, infelizmente, não foram eles os que prevaleceram em nosso repertório habitual. Uma das causas dessas dificuldades está na confusão, agora quase insanável, entre canto popular e canto litúrgico. Não quero dizer que as pessoas não possam unir-se à música litúrgica, sempre que possível; no entanto hoje, em nossas igrejas, na maioria das vezes, não cantamos música litúrgica, mas canções populares. A música litúrgica, cujo modelo é o canto gregoriano, evita particularmente o sentimentalismo barato. A profunda ciência musical, inerente ao autêntico canto litúrgico, põe-se ao completo serviço das exigências litúrgicas de cada específico momento do rito; não é homem que está no centro, mas aquilo que o rito exige. Desta forma, alcança-se a união entre os requisitos objetivos da liturgia, a sua objetividade enquanto manifestação do Outro (não é uma criação humana). A expressão do sentimento, neste caso, eleva-se à contemplação das realidades sobrenaturais já manifestas na liturgia, que assim se enobrece. Ao contrário, quando o sentimentalismo toma conta, o ritual é violentado, a ciência musical empobrece, descuidando-se da pertinência ritual. Os músicos (mas especialmente os nossos talentosos músicos de ouvido) sabem como “forçar a mão” para o sentimentalismo, quando o querem (a indústria bilionária da música popular apóia-se sobre a arte de apelar às faculdades cognitivas inferiores dos indivíduos). Infelizmente, a música popular e a sua linguagem foram introduzidas em nossas liturgias sem o necessário filtro. Mesmo aqueles que, não usando descaradamente a sua linguagem técnica, ou a sonoridade que dela deriva, não recusam o emprego daqueles meios expressivos voltados às solicitações mais oblíquas da nossa vida emocional. http://www.lanuovabq.it/it/il-sentimentalismo-leresia-della-musica-liturgica
- The Necessity of Preaching the Word
In compliance with the obligation (to preach), “the apostles went forth and preached everywhere” (Mark xvi, 20), in the face of all kinds of opposition. “They obeyed God rather than men.”(Acts v,29.) St. Paul would not even allow anyone to regard as a merit, his zeal to announce the gospel. To preach was for him, as he tells us, a necessity. He uttered against himself a kind of anathema if ever he neglected so sacred a duty: “Woe to me if I do not preach the Gospel!” What he most emphatically insisted on, in his Epistles to Timothy and Titus, was the duty of preaching the word of God. He adjures his two disciples, and all pastors of souls, by all that is most holy and awful; he abjures them by the presence of God and of Jesus Christ, by his future coming, by his eternal reign, to preach the word of God, to preach it in and out of season – to use all persuasive means which the most ardent charity inspires: “I charge thee, before God and Jesus Christ, who shall judge the living and the dead, by his coming and his kingdom, preach the word; be instant in it – in and out of season; reprove, entreat, rebuke in all patience and doctrine.” (2 Tim. iv, 1-2). Hence the Church has never ceased to exhort her pastors to discharge most faithfully their duty of preaching the word of God. In one of her canons, she ordains that if a priest having charge of souls should fail to give them the bread of the word of God, he should be himself deprived of the Eucharistic Bread; and if he continue in his criminal silence, he should be suspended. The preaching of the word of God has, indeed, always been the great object of the solicitude of the Church. The Council of Trent arms the bishops with her thunders, and charges them to inflict her censures upon those mute pastors whom the Holy Ghost has branded as “dumb dogs, not able to bark.”(Isa. lvi, 10). The all-important duty of giving religious instruction was never more binding, and more necessary to be compiled with, than it is in our age. What the Fathers of the Council of Trent say on this duty applies more emphatically to our age and country: “As the preaching of the divine word, should never be interrupted in the Church of God, so in these our days it becomes necessary to labour, with more than ordinary zeal and piety, to nurture and strengthen the faithful with sound and wholesome doctrine, as with the food of life: for false prophets have gone forth into the world (1 John iv, 1), with various and strange doctrines (Heb. xiii, 9), to corrupt the minds of the faithful, of whom the Lord has said: I sent them not, and they ran; I spoke not to them, yet they prophesied.(Jer.xxiii, 21) (An excerpt from “The Church and Her Enemies” by Michael Muller)
- O CHAMADO UNIVERSAL À SANTIDADE – 31º Domingo do Tempo Comum – Solenidade de Todos os Sa
1. Primeira Leitura da Missa (Ap 7,2-4.9-14) Limpos e alvejados no sangue do Cordeiro Eu, João, vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: “Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: “Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?”Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”. 2. Salmo 23 É assim a geração dos que procuram o Senhor! Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, /O mundo inteiro com os seres que o povoam; /Porque ele a tornou firme sobre os mares, /E sobre as águas a mantém inabalável. (É assim a geração dos que procuram o Senhor!) /Quem subirá até o monte do Senhor, /Quem ficará em sua santa habitação? /Quem tem mãos puras e inocente coração, /Quem não dirige sua mente para o crime. (É assim a geração dos que procuram o Senhor!) /Sobre este desce a bênção do Senhor /E a recompensa de seu Deus e Salvador. É assim a geração dos que o procuram, /E do Deus de Israel buscam a face. (É assim a geração dos que procuram o Senhor!) 3. Segunda Leitura da Missa (1ª Carta de São João 3,1-3) Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo Caríssimos: Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 4. Anúncio do Evangelho (São Mateus 5,1-12) Deles é o Reino dos Céus Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. COMENTÁRIO DE DOM ÂNGELO BUSETTO “A vida de tantos homens e mulheres é atravessada pela pobreza, pelo pranto, pelas perseguições; é movida pela fome e sede de justiça, pela misericórdia, pela pureza, por gestos em favor da paz e da justiça. Toda condição humana vivida na companhia do Senhor, e toda obra benéfica realizada em seu nome, abrem caminhos que levam às portas do Paraíso. As bem-aventuranças, proclamadas no Evangelho, têm uma grande força de atração e nos constringem a mover um passo a cada dia, em companhia dos santos do céu e da terra.” http://www.lanuovabq.it/it/via-di-beatitudine
- Democracy: A Rejection of Authority.
The modern world has to a great extent rejected the idea of authority, and therefore of obedience. In the early Christian ages, the authority of God, the church, the state and the parent was accepted, even though not always obeyed. The first break came with the rejection of the authority of the church by the so-called Protestant Reformers. They declared that in religious matters man owed obedience to one except God, that each individual had the right to interpret the Bible as he thought best, and that each man’s private conscience was the sole judge of right and wrong. Little by little, this revolt against authority extended to other areas – to civil, educational, and family matters. It has been left to our own period to complete the revolt by the wide spread authority of God. The atheistic communist denies that there is a God, and opposes all religion as the opium that lulls people to close their eyes to the material world. The modern pagan lives as though there was no God to whom he is responsible for his actions. This modern trend against the acceptance of authority is very common in liberal circles … where is cloacked under the term Democracy. This word is often misused to convey the idea that everyman has a right to think as he pleases without any consideration of objective truth; to speak or write whatever he wishes to without consideration of charity, justice and common welfare; to do what he desires without regard for right or wrong. The so-called democratic trend against authority has swept into the home. Treatise are written about democracy in family life. Suggestions are made that important family matters should be decided by majority vote of members. So many parents obey their children that they give the appearance of believing that they have received their authority from the votes of these children. They act like anxious politicians who know that their continuance in office depends upon not offending the constituents. – Fr. Thomas Tobin C.SS.R.
- BABEL E SIÃO – Luís Vaz de Camões
Sôbolos rios que vão Por Babilônia, me achei, Onde sentado chorei As lembranças de Sião E quanto nela passei. Ali, o rio corrente De meus olhos foi manado; E, tudo bem comparado, Babilônia ao mal presente, Sião ao tempo passado. Ali, lembranças contentes Na alma se representaram; E minhas cousas ausentes Se fizeram tão presentes Como se nunca passaram. Ali, depois de acordado, Co rosto banhado em água, Deste sonho imaginado, Vi que todo o bem passado Não é gosto, mas é mágoa. E vi que todos os danos Se causavam das mudanças e as mudanças dos anos; Onde vi quantos enganos Faz o tempo às esperanças. Ali vi o maior bem Quão pouco espaço que dura; O mal que depressa vem, E quão triste estado tem Quem se fia da ventura. Vi aquilo que mais vale, Que então se entende milhor, Quando mais perdido for; Vi ao bem suceder mal E, ao mal, muito pior. E vi com muito trabalho Comprar arrependimento; Vi nenhum contentamento, E vejo-me a mim, que espalho Tristes palavras ao vento. Bem são rios estas águas Com que banho este papel; Bem parece ser cruel Variedade de mágoas E confusão de Babel. Como homem que, por exemplo, Dos transes em que se achou, Depois que a guerra deixou, Pelas paredes do templo Suas armas pendurou: Assim, depois que assentei Que tudo o tempo gastava, Da tristeza que tomei, Nos salgueiros pendurei Os órgãos com que cantava. Aquele instrumento ledo Deixei da vida passada, Dizendo: — Música amada, Deixo-vos neste arvoredo, À memória consagrada. Frauta minha que, tangendo, Os montes fazíeis vir Pra onde estáveis correndo, E as águas, que iam descendo, Tornavam logo a subir, Jamais vos não ouvirão Os tigres, que se amansavam; E as ovelhas que pastavam, Das ervas se fartarão Que por vos ouvir deixavam. Já não fareis docemente Em rosa tornar abrolhos Na ribeira florescente; Nem poreis freio à corrente, E mais se for dos meus olhos. Não movereis a espessura, Nem podereis já trazer Atrás de vós a fonte pura, Pois não pudestes mover Desconcertos da ventura. Ficareis oferecida À Fama, que sempre vela, Frauta de mim tão querida; Porque, mudando-se a vida, Se mudam os gostos dela. Acha a tenra mocidade Prazeres acomodados, E logo a maior idade Já sente por pouquidade Aqueles gostos passados. Um gosto que hoje se alcança, Amanhã já o não vejo: Assim nos traz a mudança De esperança em esperança E de desejo em desejo. Mas, em vida tão escassa, Que esperança será forte? Fraqueza de humana sorte, Que quanto da vida passa Está recitando a morte! Mas deixar nesta espessura O canto da mocidade! Não cuide a gente futura Que será obra da idade O que é força da ventura. Que idade, tempo, o espanto De ver quão ligeiro passe, Nunca em mim puderam tanto, Que, posto que deixe o canto, A causa dele deixasse. Mas em tristezas e nojos, Em gosto e contentamento, Por sol, por neve, por vento, “Tendré presente a los ojos Por quien muero tan contento.” Órgãos e frauta deixava, Despojo meu tão querido, No salgueiro que ali estava, Que para troféu ficava De quem me tinha vencido. Mas lembranças da afeição Que ali cativo me tinha, Me perguntaram então: Que era da música minha Que eu cantava em Sião? Que foi daquele cantar Das gentes tão celebrado? Porque o deixava de usar? Pois sempre ajuda a passar Qualquer trabalho passado. Canta o caminhante ledo No caminho trabalhoso, Por entre o espesso arvoredo; E de noite o temeroso, Cantando, refreia o medo. Canta o preso docemente, Os duros grilhões tocando; Canta o segador contente, E o trabalhador, cantando, O trabalho menos sente. Eu, que estas cousas senti Na alma, de mágoas tão cheia, Como dirá, respondi, Quem alheio está de si Doce canto em terra alheia? Como poderá cantar Quem em choro banha o peito? Porque, se quem trabalhar Canta por menos cansar, Eu só descansos enjeito. Que não parece razão Nem parece cousa idônea, Por abrandar a paixão, Que cantasse em Babilônia As cantigas de Sião. Que, quando a muita graveza De saudade quebrante Esta vital fortaleza, Antes moura de tristeza Que, por abrandá-la, cante. Que, se o fino pensamento Só na tristeza consiste, Não tenho medo ao tormento: Que morrer de puro triste, Que maior contentamento? Nem na frauta cantarei O que passo e passei já, Nem menos o escreverei; Porque a pena cansará E eu não descansarei. Que, se a vida tão pequena Se acrescenta em terra estranha, E se Amor assim o ordena, Razão é que canse a pena De escrever pena tamanha. Porém se, para assentar O que sente o coração, A pena já me cansar, Não canse para voar A memória em Sião. Terra bem-aventurada, Se, por algum movimento, Da alma me fores mudada, Minha pena seja dada A perpétuo esquecimento. A pena deste desterro, Que eu mais desejo esculpida Em pedra ou em duro ferro, Essa nunca seja ouvida, Em castigo do meu erro. E se eu cantar quiser, Em Babilônia sujeito, Hierusalém, sem te ver, A voz, quando a mover, Se me congele no peito. A minha língua se apegue Às fauces, pois te perdi, Se, enquanto viver assi, Houver tempo em que te negue Ou que me esqueça de ti! Mas, ó tu, terra de Glória, Se eu nunca vi tua essência, Como me lembras na ausência? Não me lembras na memória, Senão na reminiscência. Que a alma é tábua rasa Que com a escrita doutrina Celeste tanto imagina, Que voa da própria casa E sobe à Pátria divina. Não é logo a saudade Das terras onde nasceu A carne, mas é do Céu, Daquela santa Cidade De onde esta alma descendeu. E aquela humana figura, Que cá me pôde alterar, Não é quem se há-de buscar: É o raio da Fermosura Que só se deve de amar. Que os olhos e a luz que ateia O fogo que cá sujeita, — Não do sol, mas da candeia — É sombra daquela idéia Que em Deus está mais perfeita. E os que cá me cativaram São poderosos afeitos Que os corações têm sujeitos; Sofistas que me ensinaram Maus caminhos por direitos. Destes o mando tirano Me obriga, com desatino, A cantar, ao som do dano, Cantares de amor profano Por versos de amor divino. Mas eu, lustrado co santo Raio, na terra de dor, De confusão e de espanto, Como hei-de cantar o canto Que só se deve ao Senhor? Tanto pode o benefício Da Graça, que dá saúde, Que ordena que a vida mude: E o que eu tomei por vício Me faz grau para a virtude. E faz que este natural Amor, que tanto se preza, Suba da sombra ao real, Da particular beleza Para a Beleza geral. Fique logo pendurada A frauta com que tangi, Ó Hierusalém sagrada, E tome a lira dourada Para só cantar de ti; Não cativo e ferrolhado Na Babilônia infernal, Mas dos vícios desatado E cá desta a ti levado, Pátria minha natural. E se eu mais der a cerviz A mundanos acidentes, Duros, tiranos e urgentes, Risque-se quanto já fiz Do grão livro dos viventes. E, tomando já na mão A lira santa e capaz Doutra mais alta invenção, Cale-se esta confusão, Cante-se a visão da paz! Ouça-me o pastor e o rei, Retumbe este acento santo, Mova-se no mudo espanto; Que do que já mal cantei A palinódia já canto. A vós só me quero ir, Senhor e grão Capitão Da alta torre de Sião, À qual não posso subir, Se me vós não dais a mão. No grão dia singular Que na lira o douto som Hierusalém celebrar, Lembrai-vos de castigas Os ruins filhos de Edom. Aqueles que tintos vão No pobre sangue inocente, Soberbos co poder vão, Arrasai-os igualmente, Conheçam que humanos são. E aquele poder tão duro Dos afeitos com que venho, Que incendem a alma e engenho; Que já me entraram o muro Do livre alvídrio que tenho; Estes, que tão furiosos Gritando vêm a escalar-me, Maus espíritos danosos, Que querem como forçosos Do alicerce derrubar-me, Derrubai-os, fiquem sós, De forças fracos, imbeles; Porque não podemos nós Nem com eles ir a Vós, Nem sem Vós tirar-nos deles. Não basta minha fraqueza Para me dar defensão, Se Vós, santo Capitão, Nesta minha fortaleza Não puserdes guarnição. E tu, ó carne que encantas, Filha de Babel tão feia, Toda de misérias cheia, Que mil vezes te levantas Contra quem te senhoreia, Beato só pode ser Quem com a ajuda celeste Contra ti prevalecer, E te vier a fazer O mal que lhe tu fizeste; Quem com disciplina crua Se fere mais que uma vez, Cuja alma, de vícios nua, Faz nódoas na carne sua, Que já a carne na alma fez E beato quem tomar Seus pensamentos recentes E em nascendo os afogar, Por não virem a parar Em vícios graves e urgentes; Quem com eles logo der Na pedra do furor santo E, batendo, os desfizer Na Pedra, que veio a ser Enfim cabeça do Canto; Quem logo, quando imagina Nos vícios da carne má, Os pensamentos declina Àquela carne divina Que na Cruz esteve já; Quem do vil contentamento Cá deste mundo visível, Quanto ao homem for possível, Passar logo o entendimento Para o mundo inteligível, Ali achará alegria Em tudo perfeita e cheia De tão suave harmonia, Que nem, por pouca, escasseia, Nem, por sobeja, enfastia. Ali verá tão profundo Mistério na suma Alteza, Que, vencida a Natureza, Os mores faustos do Mundo Julgue por maior baixeza. Ó tu, divino aposento, Minha Pátria singular, Se só com te imaginar Tanto sobe o entendimento, Que fará, se em ti se achar? Ditoso de quem se partir Para ti, terra excelente, Tão justo e tão penitente, Que, depois de a ti subir, Lá descanse eternamente!
- O Pequeno São Francisco
Visite nosso site https://artepiedosa.com. É com muita alegria que apresentamos o episódio piloto do primeiro projeto de série da Arte Piedosa: O Pequeno São Francisco. Queremos contar com a sua ajuda. Acreditamos que as vidas dos santos são um oásis em meio ao deserto deste mundo que quer nos prender em meio a tantas ilusões e falsas belezas. Neste primeiro projeto escolhemos fazer uma série de desenhos animados baseada na vida de São Francisco de Assis, e em cada episódio vamos focar em um ensinamento. Contaremos de maneira bem divertida, que encante crianças e adultos. Precisamos de sua contribuição porque fazer animação é trabalhoso, demanda muito tempo e não podemos contar com dinheiro público para esse tipo de material. Nossa meta inicial é de 4 episódios de cerca de 5 minutos, o total da arrecadação é de R$ 150.000, R$ 37.500 para cada episódio. A cada soma alcançada, produziremos um episódio. São muitos meses de trabalho. Quanto mais pessoas ajudarem, mais facilmente conseguiremos alcançar o sonho de fazer Nosso Senhor Jesus Cristo ser conhecido e amado através dos desenhos animados dos santos da Igreja. A equipe de animação tem vasta experiência em desenhos animados, trabalhou em filmes e séries de TV conhecidas, como Show da Luna, SOS Fada Manu, Peixonauta, Escola pra Cachorro, Asterix e os Vikings, O Menino e o Mundo, entre outros. Por isso, seria uma honra e uma grande alegria colocar nossos dons a serviço daquele que tanto nos deu. Nossa profunda gratidão àqueles que nos ajudarem com qualquer valor e, principalmente, com suas orações, pois este trabalho, mais do que entretenimento, busca ser um estandarte de luta contra a maldade e a falsa arte. Lutamos contra os espíritos malignos espalhado pelos ares. Faremos um esquema de recompensas para aqueles que nos ajudarem: pôster (digital), wallpapers, agradecimento nas redes sociais, nome nos créditos, download de episódios*, esboços assinados (digital), artbook (digital), livro de colorir (download), trilha sonora (download) e livro do Pequeno São Francisco. Para mais informações sobre novos episódios e nossa campanha de crowdfunding, acesse o site https://artepiedosa.com. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! #Francisco #pequeno
- Extra Ecclesiam Nulla Salus
A large portion of the Catholic laity are insufficiently instructed in the principles and reasons of their religion, and need a further instrction, in order to detect and resist the wiles of their Protestant and infidel enemies, who lie in wait for their souls. They need the fullest instruction, not only in Catholic dogmas and practices, but in the great underlying principles which show that the Church is inherent in the divine order of creation and represents it, and that whatever is incompatible with her teaching is incompatible with her divine order to detect and avoid the poisonous breath of the world. The Church is not one religious body among many; it is the ONLY religious body. As with God there is nothing, so without the church, or outside of her, there is no religion, no spiritual life. All religious outside her are shams, at best they have no basis, stand on nothing, and are nothing, and can give no life or support to the soul… Catholics need to know this, and understand well how religion is based on divine revelation, and its guardianship on earth invested on a body of men presided over by an infallible guide, divinely commissioned to teach all men, authoritatively and infallibly, all its sacred and immutable truths, – truths which are consequently bound in conscience to receive without hesitation. This is the fixed standard of Christian belief; it is the basis upon which all dogmas rest. If this all-important truth is well understood by Catholics, they will not easily be caught in the snares of infidelity. (An Excerpt from The Church and Her Enemies by Michael Muller C.SS.R.)
- As diferenças entre as leis da Torá e as leis de nações vizinhas a Israel no AT.
As diferenças entre as leis da Torá e as leis de nações vizinhas a Israel no AT. Muito céticos costumam atacar a fé cristã com base em passagens do Antigo Testamento. Usam passagens fora de contexto, ignoram critérios históricos básicos e querem fazer juízo de valor sobre algo que não compreendem. Pensam ser originais, mas apenas levantam questões há muito tempo respondidas. Nesse artigo, irei demonstrar algumas diferenças básicas entre as leis do antigo comparadas com as nações vizinhas de Israel naquele tempo. Veremos que por mais “estranhas” que algumas leis possam parecer, era o melhor que existia naquele tempo em termos de justiça, liberdade e caridade. Quando acadêmicos comparam as leis da Bíblia a outros códigos legais do Oriente próximo, o que mais surpreende não são as pequenas semelhanças, mas sim as grandes diferenças. De acordo com o eminente pesquisador judeu Nahum Sarna, há pelo menos 8 importantes diferenças entre as leis da Torá e os códigos de leis do Oriente próximo. Diferença 1: Muitas leis da Bíblia lidam com questões morais individuais, que não poderiam ser impelidas pelo Estado. O código Hamurabi por exemplo, lida apenas com questões públicas. A Torá exige que se “honre” Pai e Mãe, diz para não “cobiçar”, ensina a não odiar ao seu irmão em seu coração, até mesmo não guardar ressentimento. Atos que são ignorados por outros códigos antigos. Diferença 2: A obediência a lei, era o principal caminho para se estabelecer o relacionamento com a divindade na Torá. Essa diferença é crucial entre a tradição judaica e as leis dos povos ao redor, onde as leis refletiam a vontade soberana do Rei e não da divindade. A lei da Torá está indissoluvelmente conectada com a história de Israel e seu relacionamento com Deus e só pode ser compreendida nesse contexto. Diferença 3: A Torá da ênfase na solidariedade com os desfavorecidos da sociedade, como viúvas, órfãos e estrangeiros. Como o pesquisador revela, o código Hamurabi não demonstra quase nenhuma preocupação com os menos afortunados, muito pelo contrário. As leis do Oriente antigo, costumavam resguardar o interesse das elites e mante-los. Como diz em Êxodo: “O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor.” Êxodo 22:21-23 Em nenhum código de leis do oriente próximo havia algo que demonstrasse essa preocupação com os pobres e estrangeiros. E isso é visto em diversas outras passagens da Torá. Diferença 4: As leis da Torá se aplicam independente da classe social do indivíduo. Seja um rei ou um camponês, um general ou um soldado, a mesma lei valia para todos sem distinção. Vemos um exemplo claro disso na história do rei Davi, que sofreu grave punição pelos seus pecados. Essa ideia de que todos os homens são iguais perante a lei era estranha nas outras sociedades do Oriente, eles possuíam punições graduais dependendo do status social do réu e/ou da vítima. Para a Torá, todo homem é igual, pois todos foram criados a imagem e semelhança de Deus. Diferença 5: As leis da Torá proíbem a punição vicária aplicada por magistrados humanos. É comum nos entre os códigos e as cortes legais do Oriente próximo punir pessoas que não são os criminosos em si mesmo, mas as vezes um parente do criminoso. Por exemplo, segundo o código Hamurabi, se um homem bater numa mulher grávida ocasionando a perda do bebê, a filha do agressor, e não ele mesmo, deve ser condenada a morte. Isso é inconcebível na Torá, ” Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.” Deuteronômio 24:16 Diferença 6: As leis da Torá evitam punições brutais típicas. Algumas leis da Torá podem até parecer severas para a nossa mente moderna, embora não sejam nada comparadas com as penas dos reinos do Oriente próximo. Mutilação e castração são exemplos de penalidades comuns. De acordo com o código Hamurabi, um escravo que desacatasse seu mestre tinha a orelha decepada. Na Assíria, um homem que roubasse uma ovelha, receberia 100 açoites e pagaria uma mês de trabalhos forçados, além de devolver a ovelha é claro. As leis da Torá são bem mais justas e não tem essa característica tão desproporcional. Diferença 7: A vida humana é mais preciosa que a propriedade. Apesar dos esteriótipos, a pena de morte é de fato bem raro na Torá em comparação com os outros códigos orientais. No código Hamurabi por exemplo, uma simples tentativa de superfaturamento numa conta de uma bebida, poderia gerar a morte por afogamento do garçom. Diferença 8: As leis da Torá levam em consideração a diferença entre atos voluntários e involuntários. Para os gregos, com sua visão fundamentalmente fatalista do mundo, somenta contava os seus atos, os motivos eram quase irrelevantes. Por exemplo, se você matasse acidentalmente um parente, seu destino era ser condenado da mesma maneira como se tivesse tido a intenção de mata-lo. Já a visão da Bíblia é bem diferente, há uma clara distinção entre o que é classificado como assassinato doloso (premeditado) e culposo (involuntário), o que incluía diferentes penalidades para cada um deles. Percebe-se a grande influência desses ensinamentos na justiça ocidental. A máxima “Todos são iguais perante a lei”, se da exatamente porque todos somos iguai diante de Deus. Fica comprovado, que por mais estranhas que algumas leis possam parecer aos olhos modernos, não podemos usar conceitos modernos para traçar um juízo de valor sem conhecer seu contexto histórico-social em que elas se encontram, elas eram o que se tinha mais evoluído comparado com sua própria época. [ O CAMINHO ]
- INSEPARABILIDADE DO AMOR A DEUS E DO AMOR AO PRÓXIMO – Liturgia da Palavra do domingo, na 30ª
2. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação. Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! E dos meus perseguidores serei salvo! Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido. (Salmo 17) 3. Irmãos: Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. Assim vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia. Com efeito, a partir de vós, a Palavra do Senhor não se divulgou apenas na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos falar, pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir. (Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, 1,5-10) 4. Naquele tempo, os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. (São Mateus 22,34-40) SCOTT HAHN REFLETE SOBRE A LITURGIA DA PALAVRA Jesus não veio para abolir o Antigo Testamento, mas para cumpri-lo (Mt 5,17). E Ele, no Evangelho de hoje, revela que, no amor – para Deus e para o próximo – existe o cumprimento de toda a lei (Rm 13,8-10). Os israelitas devotos deviam cumprir os 613 mandamentos encontrados nos primeiros cinco livros da Bíblia. Jesus diz hoje que todos eles, bem como o ensino dos profetas, podem ser resumidos em dois versículos da Lei (ver Dt 6,5, Lv 19,18). Jesus, portanto, assim parece resumir as duas tábuas de pedra em que Deus deixou gravados os dez mandamentos (ver Ex 32, 15-16). A primeira tábua expunha três leis relativas ao amor de Deus – como o mandamento de não tomar o seu nome em vão. A segunda tábua continha sete mandamentos sobre o amor ao próximo, como aqueles sobre o roubo e o adultério. O amor é a dobradiça que une as duas tábuas da lei. Pois não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o próximo, a quem vemos (1Jn 4,20-22). Mas esse amor, ao qual somos chamados, é muito mais do que um simples afeto ou um sentimento carinhoso. Devemos entregar-nos totalmente a Deus, amando-o com todo nosso ser, com todo nosso coração, alma e mente. Nosso amor pelo próximo deve ser expresso em ações concretas, como as que se apresentam na primeira leitura. Nós amamos porque Ele nos amou primeiro (Jn 4:19). Como cantamos no salmo de hoje, Ele foi o nosso libertador, nossa fortaleza quando não podíamos nos defender, de nenhuma maneira, desses dois inimigos: o pecado e a morte. Nós amamos ao dar graças por nossa salvação. E nisto nos tornamos imitadores de Jesus, como São Paulo nos diz na epístola de hoje, deixando de lado a nossa vida diária no grande e no pequeno, no que é visto e no oculto, oferecendo-a como um contínuo sacrifício de louvor (Jn 15,12-13, Hb 13,14). https://stpaulcenter.com/love-commanded-scott-hahn-reflects-on-the-thirtieth-sunday-in-ordinary-time/
- CARDEAL ROBERT SARAH DENUNCIA A APOSTASIA SILENCIOSA DA EUROPA
O cardeal desenvolveu a sua exposição partindo do que ele chamou de “uma crise de civilização sem precedentes”, alegando que “a Europa, baseada na fé em Cristo, está agora em um período de apostasia silenciosa”. O cardeal guineense tratou do problema dos migrantes e dos refugiados; e afirmou que os líderes mundiais não podem questionar o “direito que cada nação tem que fazer uma distinção entre um refugiado político ou religioso”, que é forçado a abandonar sua terra, e “migrantes econômicos, que desejam mudar seu local de residência “sem se adaptar à nova cultura em que estarão vivendo.” “A ideologia do individualismo liberal promove uma mistura destinada a corroer os limites naturais das pátrias e culturas, e leva a um mundo pós-nacional e unidimensional, onde a única coisa que conta é o consumo e a produção. Mas essa estratégia de desenvolvimento é inaceitável. ” O cardeal elogiou a Polônia: “Hoje, a Polônia mostra o caminho, quando rejeita a obedecer automaticamente as solicitações provenientes de fora, da globalização liberal”. Sarah afirmou que é verdade que “todo imigrante é um ser humano e deve ser respeitado, mas não devemos esquecer o relacionamento complementar dos direitos humanos e dos deveres. Assim, um imigrante, proveniente de outra cultura ou ambiente religioso, não pode esperar a relativização do bem comum da nação para onde vai”. O Cardeal lembrou que “todo mundo tem o direito de permanecer na sua pátria”. Os estados europeus são, em grande parte, responsáveis por desestabilizar o Oriente Médio. “Isso obrigou as pessoas a fugir. Aceitar todos na Europa não é uma solução para os problemas dessas regiões despedaçadas pela guerra”. Após o colapso da União Soviética, o cardeal disse que parecia que a Europa estava prestes a começar um novo período positivo, depois que muitas nações recuperaram a liberdade e a democracia. “No entanto, a União Européia optou por não recorrer às raízes cristãs da civilização europeia; começou a construir suas próprias instituições não em valores, mas em abstrações, como o mercado livre, igualdade de indivíduos e direitos humanos individualistas. Este foi um grande erro, porque todas as leis devem basear-se no conceito de dignidade humana. Somente Deus é a fonte dos valores que dão a essência do homem e devem ser irrenunciáveis”. A União Européia pensa que as raízes cristãs podem ser substituídas por um “Novo Humanismo”, independente da religião. “Mas, assim, a UE distanciou-se da verdade histórica sobre as fontes da civilização europeia, da qual este continente era o berço. A fonte de todo o mal é a abolição voluntária de Deus. E a Europa construída sobre a fé em Cristo, separada de suas raízes cristãs, está agora em um período de apostasia silenciosa”. Esta crise espiritual “leva a uma séria crise antropológica. Uma das consequências é a destruição sistemática da família. Com a desculpa de combater a discriminação, alguns querem ofuscar a diferença entre as famílias e as uniões homossexuais, promovendo uma ampla gama de modelos que não se baseiam na união permanente de um homem e de uma mulher. A Europa não será mais ela própria se a célula base da família desaparecer, ou se transformar em algo diferente”. A apostasia que a Europa está experimentando não pode ser sem consequências, “e o humanismo não deve se tornar uma ideologia do mal”. Sarah lembrou como João Paulo II considerava a mesma coisa o totalitarismo e o niilismo. O cristianismo criou uma fonte de cultura na Polônia: “Graças a isso, a Polônia, que enfrentou heroicamente diferentes ideologias do mal em sua história, agora tem força para enfrentar os novos desafios antropológicos e morais. A alma polonesa tem em si a força para resistir às sereias do novo messianismo ateu”; será fiel às suas promessas batismais. Portanto, “a Polônia deve ser a sentinela da Europa, para alertar a Europa dos perigos decorrentes da apostasia silenciosa”. [http://www.lanuovabq.it/it/sarah-denuncia-la-tranquilla-apostasia-delleuropa]
- Esau, the figure of the Reprobate
“Esau, the elder, was strong and robust of body, adroit and skillful in drawing the bow and in taking much game in the chase. He hardly ever stayed in the house, and putting no confidence in anything but his own strength and address, he worked only out of doors. He took very few pains to please his mother Rebecca, and indeed did nothing for that end. He was such a glutton and loved eating so much that he sold his birthrigth for a mess of pottage. He was like Cain, full of envy against his brother, and persecuted him beyond measure. Now this is the daily conduct of a reprobate. They trust in their own strength and aptitude for temporal affairs. They are very strong, very able and very enlightened in earthly business; but very weak and very ignorant in heavenly things. It is on this account that they are never at all, or at least very seldom, at their own home – that is to say, in their own interior, which is the inward and essential house which God has given to every man, to live there after His example; for God always dwells in Himself. The reprobate do not love retirement, nor spirituality, nor inward devotion; and they treat as little, or as bigots, or as savages, those who work more within than without. The reprobate care next to nothing for devotion to our Blessed Lady, the Mother of the Predestinate. It is true that they do not hate her formally. Indeed the sometimes praise her and say they love her, and even practice some devotion in her honor. Nevertheless, they cannot bear that we should love her tenderly, because they have not the tenderness of Jacob. They find much to say against the practices of devotion, her good children and servants faithfully perform in order to gain her affection, because they do not think that the devotion is necessary to salvation. The reprobate sell their birthright, that is to say, the pleasures of paradise. They sell it for a pottage of lentils, that is to say, for the pleasures of the earth … they think only of the earth and they love earth only. They speak and act only for earth and for its pleasures, selling for one moment of enjoyment, for one vain puff of honor, for a morsel of hard metal, yellow or white, their baptismal grace, their robe of innocence and their heavenly inheritance. Finally, the reprobate daily hate and persecute the predestinate, openly and secretly. They feel the predestinate are a burden to them, they despise them, they rob them, they cheat them, they improverish them, they drive them away, they bring them low into dust.” St. Louis Marie de Montfort
- Indulgência: a grande misericórdia de Deus desconhecida por quase todos os cristãos
Na formação de hoje vamos aprender sobre uma graça importantíssima que é desconhecida ou muito pouco conhecida sobre grande parte dos católicos, as Indulgências! Elas são essenciais para chegarmos ao Céu! Leia esta formação para conhecer os tipos de indulgência, qual seu efeito em nossas vidas e como recebê-las. O tipo mais conhecido é a Indulgência Plenária. Este tipo de indulgência concede ao fiel, caso morra em estado de graça após recebê-la, o perdão das penas devidas em decorrência dos pecados cometidos durante a vida, garantindo assim o ingresso direto no Céu, e eliminando a necessidade de purificação no purgatório. Para lucrar uma Indulgência Plenária é preciso preencher as seguintes condições: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. e) cumprir uma prática indulgenciada . Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: Que é a Indulgência? “A Indulgencia é a remissão diante de Deus da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, convenientemente disposto e mediante certas condições definidas, obtém por intervenção da Igreja que, como administradora da Redenção, distribui e aplica com autoridade o tesouro da satisfações de Cristo e dos Santos” Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina 1 – Indulgencia Plenária e Indulgencia Parcial A Indulgencia é denominada: Plenária se liberta totalmente da pena temporal devida pelos pecados; Parcial, se liberta só em parte, exatamente o dobro de remissão da pena temporal, que o ato indulgenciado lucra pelo seu valor satisfatório (cf. Indulg. Doctr., Normas 2-5) “As Indulgencias, ou parciais ou plenárias, podem sempre aplicar-se aos defuntos à maneira de sufrágio” (Indulg. Doctr., Norma 3). “A Indulgencia Plenária só pode ser adquirida uma vez por dia; as Indulgências Parciais, várias vezes no mesmo dia” (Indulg. Doctr., Norma 6). 2 – A Culpa e a Pena: O perdão dos pecados, recebido com o Sacramento da Penitência ou com um ato de arrependimento perfeito, apaga sempre, com a culpa, a pena eterna (se merecida por pecados mortais), mas, normalmente, fica na alma uma dívida com relação à pena temporal, “que deve ser paga ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e sobretudo a morte, ou então no século futuro pelo fogo, pelos tormentos ou penas do Purgatório” (Indulg. Doctr., 2). 3 – O Tríplice valor sobrenatural das boas obras. Qualquer ato humano honesto, realizado e, estado de graça possui três espécies de valor sobrenatural: Meritório: enquanto as boas obras aumentam a graça santificante; Impetratório: enquanto elas nos obtêm graças atuais. Expiatório: enquanto diminuem a pena devida pelos pecados já perdoados. 4 – A Comunhão dos Santos. É a verdade pela qual “a vida de cada um dos filhos de Deus em Cristo e por Cristo se acha unida por admirável unidade do Corpo Místico de Cristo, como numa única pessoa mística” (Indulg. Doctr., Norma 5). “Assim se constitui o tesouro da Igreja, que … é o valor infinito e inesgotável que têm junto a Deus as expiações e os méritos de Cristo Senhor… as preces e as boas obras da Bem-Aventurada Virgem Maria e de todos os Santos” (Indulg. Doctr., 5). 5 – Condições para lucrar uma Indulgência Plenária: Além de cumprir as práticas indulgenciais, para obter uma indulgencia plenário requerem-se quatro condições: – Confissão Sacramental : no mesmo dia da execução da prática indulgenciada, ou dias antes ou dias depois. Com uma só confissão podem lucrar-se várias Indulgências plenárias. – Comunhão Eucarística: é conveniente no mesmo dia da execução da prática indulgenciada. Com uma comunhão pode-se lucrar uma só Indulgencia Plenária. – Oração segundo as intenções do Sumo Pontifice: é convenientemente no mesmo dia. É suficiente um Pai-Nosso e uma Ave-Maria a cada prática. – Exclusão de qualquer afeição ao pecado, mesmo venial. Para se obter uma Indulgencia parcial é suficiente estar no estado de Graça santificando, fruto pelo menos de um ato de arrependimento perfeito (cf. Indulg. Doctr.. Normas 7-10) 6 – Práticas Indulgenciadas A) Lucra-se a Indulgencia Plenária com uma das seguintes quatro obras: – o piedoso exercício de Via-Sacra, – a reza do Terço em família ou em comum, na igreja ou capela; – a leitura da Sagrada Escritura por meia hora ao menos; – a adoração ao Ss. Sacramento, meia hora, no mínimo (Cf. Enchiridium Indulgentiarum). Há outras Indulgencias Plenárias vinculadas a lugares, circunstância e dias determinados (cf. Indulg. Doctr., Normas 15-16) como, por exemplo, a Indulgencia Plenária em artigo de morte. Veja mais alguns exemplos: – Primeiro e último dia do ano; – Finados, 2 de novembro; – “Porciúncula”, 2 de agosto; – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus – Etc B) Lucra-se uma Indulgencia Parcial com uma das seguintes práticas: oferecer o próprio trabalho a Deus, elevando a mente com uma invocação, que pode ser só mental; ensinar ou estudar o Catecismo; fazer um ato de virtude teologal (de fé, de esperança ou de caridade). fazer adoração ao Ss. Sacramento; ajudar uma pessoa necessitada; fazer uma mortificação voluntária; fazer meditação; fazer o sinal da Cruz; renovar as promessas batismais; Tenho que me confessar, comungar e rezar pelo Papa no mesmo dia? As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra. Quais as orações devo fazer pelas intenções do Santo Padre? A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano. Nenhum apego ao pecado, mesmo venial… Também é muito importante ressaltar que, para lucrar qualquer indulgência plenária, é imprescindível que não tenhamos nenhum apego ao pecado, mesmo pecados veniais. Portanto, qualquer pessoa que se mantenha cometendo pecados com certa frequência, como vícios e outros tipos de pecados que se repetem, mesmo que sejam veniais, sem nem mesmo lutar para se afastar deles, não conseguirá lucrar uma indulgência plenária, apenas parcial. Requisitos para recebimento da Indulgência plenária CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA INDULGENTIARUM DOCTRINA “N. 7. Para adquirir a indulgência plenária é preciso fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as seguintes três condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. Requer-se além disso rejeitar todo o apego ao pecado, qualquer que seja, mesmo venial. Se falta essa plena disposição ou não se cumprem as supramencionadas condições, ficando intacta a prescrição da norma 11 para os que se acham “impedidos”, a indulgência será apenas parcial. N. 8. As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra. N. 9. Com uma só confissão sacramental, podem adquirir-se várias indulgências plenárias, mas para cada indulgência plenária é necessária uma comunhão e as orações nas intenções do Sumo Pontífice. N. 10. A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano” #Indulgências
- Indulgência: a grande misericórdia de Deus desconhecida por quase todos os cristãos
Na formação de hoje vamos aprender sobre uma graça importantíssima que é desconhecida ou muito pouco conhecida sobre grande parte dos católicos, as Indulgências! Elas são essenciais para chegarmos ao Céu! Leia esta formação para conhecer os tipos de indulgência, qual seu efeito em nossas vidas e como recebê-las. O tipo mais conhecido é a Indulgência Plenária. Este tipo de indulgência concede ao fiel, caso morra em estado de graça após recebê-la, o perdão das penas devidas em decorrência dos pecados cometidos durante a vida, garantindo assim o ingresso direto no Céu, e eliminando a necessidade de purificação no purgatório. Para lucrar uma Indulgência Plenária é preciso preencher as seguintes condições: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. e) cumprir uma prática indulgenciada . Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: Que é a Indulgência? “A Indulgencia é a remissão diante de Deus da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, convenientemente disposto e mediante certas condições definidas, obtém por intervenção da Igreja que, como administradora da Redenção, distribui e aplica com autoridade o tesouro da satisfações de Cristo e dos Santos” Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina 1 – Indulgencia Plenária e Indulgencia Parcial A Indulgencia é denominada: Plenária se liberta totalmente da pena temporal devida pelos pecados; Parcial, se liberta só em parte, exatamente o dobro de remissão da pena temporal, que o ato indulgenciado lucra pelo seu valor satisfatório (cf. Indulg. Doctr., Normas 2-5) “As Indulgencias, ou parciais ou plenárias, podem sempre aplicar-se aos defuntos à maneira de sufrágio” (Indulg. Doctr., Norma 3). “A Indulgencia Plenária só pode ser adquirida uma vez por dia; as Indulgências Parciais, várias vezes no mesmo dia” (Indulg. Doctr., Norma 6). 2 – A Culpa e a Pena: O perdão dos pecados, recebido com o Sacramento da Penitência ou com um ato de arrependimento perfeito, apaga sempre, com a culpa, a pena eterna (se merecida por pecados mortais), mas, normalmente, fica na alma uma dívida com relação à pena temporal, “que deve ser paga ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e sobretudo a morte, ou então no século futuro pelo fogo, pelos tormentos ou penas do Purgatório” (Indulg. Doctr., 2). 3 – O Tríplice valor sobrenatural das boas obras. Qualquer ato humano honesto, realizado e, estado de graça possui três espécies de valor sobrenatural: Meritório: enquanto as boas obras aumentam a graça santificante; Impetratório: enquanto elas nos obtêm graças atuais. Expiatório: enquanto diminuem a pena devida pelos pecados já perdoados. 4 – A Comunhão dos Santos. É a verdade pela qual “a vida de cada um dos filhos de Deus em Cristo e por Cristo se acha unida por admirável unidade do Corpo Místico de Cristo, como numa única pessoa mística” (Indulg. Doctr., Norma 5). “Assim se constitui o tesouro da Igreja, que … é o valor infinito e inesgotável que têm junto a Deus as expiações e os méritos de Cristo Senhor… as preces e as boas obras da Bem-Aventurada Virgem Maria e de todos os Santos” (Indulg. Doctr., 5). 5 – Condições para lucrar uma Indulgência Plenária: Além de cumprir as práticas indulgenciais, para obter uma indulgencia plenário requerem-se quatro condições: – Confissão Sacramental : no mesmo dia da execução da prática indulgenciada, ou dias antes ou dias depois. Com uma só confissão podem lucrar-se várias Indulgências plenárias. – Comunhão Eucarística: é conveniente no mesmo dia da execução da prática indulgenciada. Com uma comunhão pode-se lucrar uma só Indulgencia Plenária. – Oração segundo as intenções do Sumo Pontifice: é convenientemente no mesmo dia. É suficiente um Pai-Nosso e uma Ave-Maria a cada prática. – Exclusão de qualquer afeição ao pecado, mesmo venial. Para se obter uma Indulgencia parcial é suficiente estar no estado de Graça santificando, fruto pelo menos de um ato de arrependimento perfeito (cf. Indulg. Doctr.. Normas 7-10) 6 – Práticas Indulgenciadas A) Lucra-se a Indulgencia Plenária com uma das seguintes quatro obras: – o piedoso exercício de Via-Sacra, – a reza do Terço em família ou em comum, na igreja ou capela; – a leitura da Sagrada Escritura por meia hora ao menos; – a adoração ao Ss. Sacramento, meia hora, no mínimo (Cf. Enchiridium Indulgentiarum). Há outras Indulgencias Plenárias vinculadas a lugares, circunstância e dias determinados (cf. Indulg. Doctr., Normas 15-16) como, por exemplo, a Indulgencia Plenária em artigo de morte. Veja mais alguns exemplos: – Primeiro e último dia do ano; – Finados, 2 de novembro; – “Porciúncula”, 2 de agosto; – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus – Etc B) Lucra-se uma Indulgencia Parcial com uma das seguintes práticas: oferecer o próprio trabalho a Deus, elevando a mente com uma invocação, que pode ser só mental; ensinar ou estudar o Catecismo; fazer um ato de virtude teologal (de fé, de esperança ou de caridade). fazer adoração ao Ss. Sacramento; ajudar uma pessoa necessitada; fazer uma mortificação voluntária; fazer meditação; fazer o sinal da Cruz; renovar as promessas batismais; Tenho que me confessar, comungar e rezar pelo Papa no mesmo dia? As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra. Quais as orações devo fazer pelas intenções do Santo Padre? A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano. Nenhum apego ao pecado, mesmo venial… Também é muito importante ressaltar que, para lucrar qualquer indulgência plenária, é imprescindível que não tenhamos nenhum apego ao pecado, mesmo pecados veniais. Portanto, qualquer pessoa que se mantenha cometendo pecados com certa frequência, como vícios e outros tipos de pecados que se repetem, mesmo que sejam veniais, sem nem mesmo lutar para se afastar deles, não conseguirá lucrar uma indulgência plenária, apenas parcial. Requisitos para recebimento da Indulgência plenária CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA INDULGENTIARUM DOCTRINA “N. 7. Para adquirir a indulgência plenária é preciso fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as seguintes três condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. Requer-se além disso rejeitar todo o apego ao pecado, qualquer que seja, mesmo venial. Se falta essa plena disposição ou não se cumprem as supramencionadas condições, ficando intacta a prescrição da norma 11 para os que se acham “impedidos”, a indulgência será apenas parcial. N. 8. As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra. N. 9. Com uma só confissão sacramental, podem adquirir-se várias indulgências plenárias, mas para cada indulgência plenária é necessária uma comunhão e as orações nas intenções do Sumo Pontífice. N. 10. A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano” #Indulgências
- “EU SOU O SENHOR, NÃO HÁ OUTRO” – Liturgia da Palavra do domingo, na 29ª Semana do Tempo Comum
1. Isto diz o Senhor sobre Ciro, seu Ungido: “Tomei-o pela mão para submeter os povos ao seu domínio, dobrar o orgulho dos reis, abrir todas as portas à sua marcha, e para não deixar trancar os portões.Por causa de meu servo Jacó, e de meu eleito Israel, chamei-te pelo nome; reservei-te, e não me reconheceste. Eu sou o Senhor, não existe outro: fora de mim não há deus. Armei-te guerreiro, sem me reconheceres, para que todos saibam, do oriente ao ocidente, que fora de mim outro não existe. Eu sou o Senhor, não há outro”. (Isaías 45,1.4-6) 2. Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória! Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios! Pois Deus é grande e muito digno de louvor, é mais terrível e maior que os outros deuses, porque um nada são os deuses dos pagãos. Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus. Ó família das nações, dai ao Senhor, ó nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu nome! Oferecei um sacrifício nos seus átrios. Adorai-o no esplendor da santidade, terra inteira, estremecei diante dele! Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!”, pois os povos ele julga com justiça. (Salmo 95) 3. Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: a vós, graça e paz! Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações. Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos, irmãos amados por Deus, que sois do número dos escolhidos. Porque o nosso Evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso, com toda a abundância. (São Paulo, 1Tessalonicenses 1,1-5b) 4. Naquele tempo, os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda. E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (São Mateus 22,15-21)
- A “devastação da liturgia” em 10 declarações do Cardeal Ratzinger
O então futuro Bento XVI fez corajosas e firmes observações sobre a “criatividade litúrgica empobrecedora” que corrompeu as celebrações em muitas dioceses 1 – Sobre a devastação litúrgica: “A reforma litúrgica, na sua realização concreta, distanciou-se a si mesma ainda mais da sua origem. O resultado tem sido não uma reanimação, mas uma devastação. Em vez da liturgia, fruto dum desenvolvimento contínuo, puseram uma liturgia fabricada. Esvaziaram um processo vital de crescimento para o substituir por uma fabricação. Não quiseram continuar o desenvolvimento, a maturação orgânica de algo vivo através dos séculos, e substituíram-na, à maneira da produção técnica, por uma fabricação, um produto banal do momento”. (Revue Theologisches, Vol. 20, Fev. 1990, pgs. 103-104) 2 – Sobre a degeneração da liturgia em mero espetáculo “Temos uma liturgia que degenerou a ponto de se tornar um espetáculo, que, com sucesso momentâneo para o grupo de fabricantes litúrgicos, se esforça para tornar a religião interessante na sequência das frivolidades da moda e das máximas sedutoras da moral. Consequentemente, a tendência é a cada vez maior diminuição do mercado daqueles que não procuram a liturgia para um espetáculo espiritual, mas para um encontro com o Deus vivo diante do Qual todo o ‘fazer’ se torna insignificante, visto que apenas este encontro é capaz de nos garantir acesso à verdadeira riqueza do ser”. (Prefácio do então Cardeal Ratzinger à tradução francesa de “Reform of the Roman Liturgy”, de Mons. Klaus Gamber, 1992). 3 – Sobre a desintegração da liturgia “Estou convencido de que a crise que a Igreja está hoje experimentando se deve, em grande parte, à desintegração da liturgia”. (Autobiografia) 4 e 5 – Sobre o rito da missa em latim: “Para promover uma verdadeira consciência em matérias litúrgicas, é também muito importante que a proibição contra a forma da liturgia em uso válido até 1970 (a antiga Missa em Latim) seja levantada. Qualquer pessoa que hoje em dia defenda a existência contínua desta liturgia ou que participe nela é tratada como um leproso; toda a tolerância acaba aqui. Nunca houve nada como isto na história; ao fazer isso, estamos desprezando e proibindo o passado inteiro da Igreja. Como confiar nela no presente se as coisas são assim?” (Introdução ao Espírito da Liturgia, 2000) “Sou da opinião, para ser sincero, de que o rito antigo deveria ser concedido muito mais generosamente a todos aqueles que o desejam. É impossível ver o que poderia haver de perigoso ou inaceitável nisso. Uma comunidade coloca em questão o próprio ser quando subitamente declara como estritamente proibido aquilo que era a sua mais santa e elevada posse e quando declara absolutamente indecentes os almejos por ela”. (Sal da Terra, 1997) 6, 7 e 8 – Sobre a “criatividade litúrgica” empobrecedora “Também vale a pena observar aqui que a ‘criatividade’ envolvida nas liturgias fabricadas tem um alcance muito restrito. É pobre em comparação com a riqueza da liturgia recebida nas centenas e milhares de anos de história. Infelizmente, os autores das liturgias caseiras são mais lentos para perceber isto do que os seus participantes”. (The Feast of Faith, págs. 67-68) “Na realidade o que se passou foi que uma clericalização sem precedentes entrou em cena. Agora, o sacerdote – aquele que ‘preside’, como hoje preferem chamá-lo – se torna o verdadeiro ponto de referência para toda a liturgia. Tudo depende dele. Temos que ver a ele, responder a ele, estar envolvidos naquilo que ele está fazendo. A sua criatividade sustenta tudo”. (Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3) “Cada vez menos e menos Deus é o centro. Cada vez é mais e mais importante o que é feito pelos seres humanos que se encontram aqui e não gostam de se sujeitar a um padrão pré-determinado”. (Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3) 9 – Sobre o sacerdote voltado ao povo durante a Missa “O fato de o sacerdote ter-se virado para o povo tornou a comunidade um círculo fechado sobre si próprio. Na sua forma exterior, já não se abre ao que está à frente e acima, e sim se fecha em si mesmo. O voltar-se para o Oriente não era uma celebração virada para a parede; não significava que o sacerdote tinha as costas voltadas ao povo: é que o próprio sacerdote não era visto como tão importante. Porque, tal como a assembleia na sinagoga olhava junta para Jerusalém, também na liturgia cristã a assembleia olhava junta para o Senhor (…) Por outro lado, o voltar-se para o Oriente durante a Oração Eucarística continua a ser essencial. Isto não é uma questão de acidentes, mas de essência. Olhar para o sacerdote não tem importância nenhuma. O que importa é olhar juntos para o Senhor”. (Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3) 10 – Sobre a substituição do Crucifixo pelo sacerdote “Mover a cruz do centro do altar para o lado do altar, a fim de permitir uma visão do sacerdote sem obstáculos, é algo que vejo como um dos fenômenos mais absurdos das décadas recentes. A cruz é um obstáculo durante a Missa? O sacerdote é mais importante que Nosso Senhor?” (Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3) ____________ A partir de recopilação publicada no blog de Taylor Marshall #Declara #Liturgia #Ratzinger #devasta #Cardeal
- Santo do Dia – 22 de Outubro – Santo Abércio de Hierápolis
SANTO DO DIA – 22 DE OUTUBRO – SANTO ABÉRCIO DE HIERÁPOLIS Bispo (+167) A história deste santo bispo está ligada a uma inscrição tumular ditada por ele mesmo e descoberta, em 1883, pelo arqueólogo Ramsey, nas vizinhanças de Hierápolis, na Frígia. Antes dessa data, a vida deste santo, escrita no século IV, era considerada pura e simplesmente lendária. Nesse lugar, encontrou-se o importante documento, conservado agora no Museu de Latrão (Roma), que é precioso em virtude das informações sobre a prática litúrgica da Igreja primitiva. “Cidadão de uma eleita cidade, fiz, quando vivo, este monumento para ter, aqui, uma digna sepultura para meu corpo, eu, Abércio, discípulo do casto pastor que apascenta rebanhos de ovelhas por montes e planícies; ele tem grandes olhos que olham do alto para toda a parte. Ele me ensinou as Escrituras dignas de fé; ele me mandou a Roma para contemplar o palácio real e ver uma rainha de vestidos e calçados de ouro. Eu vi, lá, um povo que traz um fúlgido sinal. Visitei também a planura da Síria e todas as suas cidades e, além do Eufrates, Nísibis, e, por toda parte, encontrei coirmãos… tendo Paulo comigo, e a fé guiou-me por toda a parte e me deu por alimento o peixe de fonte, grandíssimo, puro, que a casta virgem costuma pegar e dar de comer todos os dias a seus fiéis amigos, e há um excelente vinho que costuma dar com o pão…” O epitáfio, escrito por Abércio aos 72 anos de idade, esclarece os pontos essenciais da doutrina cristã, do batismo à eucaristia e ao primado do bispo de Roma. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Santo Abércio, Bispo – Princípios do Século III Santo Abércio, bispo de Hierápolis, tornou-se célebre em virtude da inscrição que mandou gravar no próprio túmulo, inscrição essa descoberto em 1883 por Ramsay, nos arredores daquela antiga cidade, e que diz: “Cidadão duma importante cidade, ergui este monumento, quando em vida, a fim de ter, um dia, um lugar para colocar meu corpo. Chama-me Abércio. Sou discípulo dum santo pastor, que leva seus rebanhos de ovelhas por montes e vales, que tem dois olhos muito grandes que tudo vêem. Foi quem me ensinou as Escrituras fiéis. Foi quem me enviou a Roma para contemplar a soberana e para ver a rainha vestida de ouro, com calçados de ouro. Lá, vi um povo que leva o selo brilhante. Vi também a planície da Síria e todas as cidades, e Nisiba, para lá do Eufrates. Por toda parte, vi confrades. Eu tinha Paulo por… A fé conduziu-me por toda parte. Por toda a parte, ela me serviu, como alimento, um peixe de fonte, muito grande, puro, pescado por uma virgem pura. Aos amigos, dava-o ela a comer, sem cessar. Ela tem um vinho delicioso, que nos dá com pão. Fiz com que se escrevessem estas coisas, eu, Abércio, com a idade de setenta e dois anos. Que os confrades que as compreendam, roguem por Abércio. Não se deverá colocar túmulo algum sobre o meu, sob pena duma multa de duas mil peças de ouro para o fisco romano, e de mil para minha querida pátria, Hierápolis”. Abércio, falando por símbolos, e que principia por dizer que ele mesmo construiu o túmulo em que, depois de morto, ia repousar, proclama-se “discípulo dum santo pastor”: este santo pastor, naturalmente, é Nosso Senhor. Em Roma, viu a “Rainha vestida de ouro”, ou seja, a Igreja, e um “povo que leva o selo brilhante”, quer dizer, os fiéis que estão marcados pelo batismo. Paulo, o Apóstolo, foi-lhe o guia, mestre, segundo os estudiosos. “Por toda a parte, ela me serviu, como alimento, um peixe de fonte, muito grande, puro, pescado por um virgem pura”: significa a eucaristia, alusão que Abércio faz a Nosso Senhor que nasceu da Virgem Maria. Mais adiante, fala do “vinho delicioso, que nos dá com pão”: nova referência à eucaristia, agora mais clara ainda. Santo Abércio teve vida movimentada. No tempo de Marco Aurélio, bispo já de Hierápolis, entrou, durante a noite, no tempo de Apolo e destruiu todos os ídolos. Os pagãos, tomados de fúria, acorreram, para matá-lo, mas o santo bispo falou-lhes tão sublime, tão ardentemente, que todos, da fúria, passaram à doçura. Convertidos, levaram-lhe possessos, que foram livres; cegos, que recuperaram a vista; doentes, que se curaram. Toda Frígia, desejava ouvi-lo, e a Cilícia, a Pisídia, a Sínoda, a Licaônia, a Síria. Santo Abércio faleceu aos 22 de Outubro, depois de ter escolhido o sucessor, que também se chamou Abércio. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 409 à 411)
- Santo do Dia – 22 de Outubro – Santo Abércio de Hierápolis
SANTO DO DIA – 22 DE OUTUBRO – SANTO ABÉRCIO DE HIERÁPOLIS Bispo (+167) A história deste santo bispo está ligada a uma inscrição tumular ditada por ele mesmo e descoberta, em 1883, pelo arqueólogo Ramsey, nas vizinhanças de Hierápolis, na Frígia. Antes dessa data, a vida deste santo, escrita no século IV, era considerada pura e simplesmente lendária. Nesse lugar, encontrou-se o importante documento, conservado agora no Museu de Latrão (Roma), que é precioso em virtude das informações sobre a prática litúrgica da Igreja primitiva. “Cidadão de uma eleita cidade, fiz, quando vivo, este monumento para ter, aqui, uma digna sepultura para meu corpo, eu, Abércio, discípulo do casto pastor que apascenta rebanhos de ovelhas por montes e planícies; ele tem grandes olhos que olham do alto para toda a parte. Ele me ensinou as Escrituras dignas de fé; ele me mandou a Roma para contemplar o palácio real e ver uma rainha de vestidos e calçados de ouro. Eu vi, lá, um povo que traz um fúlgido sinal. Visitei também a planura da Síria e todas as suas cidades e, além do Eufrates, Nísibis, e, por toda parte, encontrei coirmãos… tendo Paulo comigo, e a fé guiou-me por toda a parte e me deu por alimento o peixe de fonte, grandíssimo, puro, que a casta virgem costuma pegar e dar de comer todos os dias a seus fiéis amigos, e há um excelente vinho que costuma dar com o pão…” O epitáfio, escrito por Abércio aos 72 anos de idade, esclarece os pontos essenciais da doutrina cristã, do batismo à eucaristia e ao primado do bispo de Roma. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Santo Abércio, Bispo – Princípios do Século III Santo Abércio, bispo de Hierápolis, tornou-se célebre em virtude da inscrição que mandou gravar no próprio túmulo, inscrição essa descoberto em 1883 por Ramsay, nos arredores daquela antiga cidade, e que diz: “Cidadão duma importante cidade, ergui este monumento, quando em vida, a fim de ter, um dia, um lugar para colocar meu corpo. Chama-me Abércio. Sou discípulo dum santo pastor, que leva seus rebanhos de ovelhas por montes e vales, que tem dois olhos muito grandes que tudo vêem. Foi quem me ensinou as Escrituras fiéis. Foi quem me enviou a Roma para contemplar a soberana e para ver a rainha vestida de ouro, com calçados de ouro. Lá, vi um povo que leva o selo brilhante. Vi também a planície da Síria e todas as cidades, e Nisiba, para lá do Eufrates. Por toda parte, vi confrades. Eu tinha Paulo por… A fé conduziu-me por toda parte. Por toda a parte, ela me serviu, como alimento, um peixe de fonte, muito grande, puro, pescado por uma virgem pura. Aos amigos, dava-o ela a comer, sem cessar. Ela tem um vinho delicioso, que nos dá com pão. Fiz com que se escrevessem estas coisas, eu, Abércio, com a idade de setenta e dois anos. Que os confrades que as compreendam, roguem por Abércio. Não se deverá colocar túmulo algum sobre o meu, sob pena duma multa de duas mil peças de ouro para o fisco romano, e de mil para minha querida pátria, Hierápolis”. Abércio, falando por símbolos, e que principia por dizer que ele mesmo construiu o túmulo em que, depois de morto, ia repousar, proclama-se “discípulo dum santo pastor”: este santo pastor, naturalmente, é Nosso Senhor. Em Roma, viu a “Rainha vestida de ouro”, ou seja, a Igreja, e um “povo que leva o selo brilhante”, quer dizer, os fiéis que estão marcados pelo batismo. Paulo, o Apóstolo, foi-lhe o guia, mestre, segundo os estudiosos. “Por toda a parte, ela me serviu, como alimento, um peixe de fonte, muito grande, puro, pescado por um virgem pura”: significa a eucaristia, alusão que Abércio faz a Nosso Senhor que nasceu da Virgem Maria. Mais adiante, fala do “vinho delicioso, que nos dá com pão”: nova referência à eucaristia, agora mais clara ainda. Santo Abércio teve vida movimentada. No tempo de Marco Aurélio, bispo já de Hierápolis, entrou, durante a noite, no tempo de Apolo e destruiu todos os ídolos. Os pagãos, tomados de fúria, acorreram, para matá-lo, mas o santo bispo falou-lhes tão sublime, tão ardentemente, que todos, da fúria, passaram à doçura. Convertidos, levaram-lhe possessos, que foram livres; cegos, que recuperaram a vista; doentes, que se curaram. Toda Frígia, desejava ouvi-lo, e a Cilícia, a Pisídia, a Sínoda, a Licaônia, a Síria. Santo Abércio faleceu aos 22 de Outubro, depois de ter escolhido o sucessor, que também se chamou Abércio. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 409 à 411)
- POEMA SOBRE CONVERSÃO – Fray Luis de León
1. Fosse em bosque ou ribeira, Eu procurava, sempre, o meu Querido; Minha voz carpideira Ressoava em seu ouvido Pra que Dele jamais fosse esquecido… 2. Ó esperança triunfante! Ó bem da minha vida, Deus eterno! Feliz aquele instante Em que o coração terno Salvastes súbito do inferno. Não foi mortal ferida, Senhor, que recebi de Vossa mão: Foi graça desmedida, Um bem sem proporção, Maior que toda a humana compreensão. Minha alma, que perdida Estava nos abismos do pecado, Por Vós foi redimida; Por Vós foi apagado O que por Vós já tinha sido desculpado. Que graças posso dar, Senhor, por tão sublime benefício, Senão Vos gloriar, Oferecendo-Vos o ofício De minha alma em perpétuo sacrifício? (Fray Luis de León, um dos maiores poetas de língua espanhola, foi um religioso agostiniano español, que viveu entre 1527 e 1591).
- Os tabletes de Ebla
A Bíblia e a arqueologia Os tabletes de Ebla A Bíblia sempre foi alvo de muitas críticas, a grande parte sem nenhum embasamento. A arqueologia bíblica é uma ciência que vem calando a boca dos críticos nas últimas décadas. Tempos atrás, muitos desses críticos diziam que as cidades narradas em Gêneses não existiam, os lugares por onde Abraão tinha passado eram pura lenda e o próprio Abraão talvez nunca tivesse existido. Mas para azar dos céticos, o Dr. Paolo Matthiae, diretor da Missão Arqueológica Italiana na Síria, fez uma enorme descoberta arqueológica em 1975. Ele descobriu a maior biblioteca de arquivos do terceiro milênio a.C já escavada. Ela incluía mais de 15.000 tábuas e fragmentos cuneiformes e revelou um império semita que dominou o Oriente Médio mais de quatro mil anos atrás. As tábuas de Ebla confirmaram o culto aos deuses pagãos, como Baal, Dagom e Asera, que antes só eram conhecidos pela Bíblia. Elas mencionam os nomes “Abraão” e “Ur dos caldeus” (a cidade natal de Abraão), assim como outras cidades e locais conhecidos que se pensava terem sido fundadas muito depois, como Beirute e Biblos. Damasco e Gaza são mencionadas, assim como duas das cidades bíblicas da planície, Sodoma e Gomorra, e também Admar, Zeboim e Zoar. O mais intrigante de tudo são os nomes pessoais encontrados nas tábuas de Ebla. Eles incluem Ab-ra-mu (Abraão), E-sa-um (Esaú)…”E essas maravilhosas tábuas, escritas em sumério e acádio, também revelam leis, costumes e acontecimentos que batem perfeitamente com a narrativa bíblica”, afirma o diretor. Segundo a opinião de um dos arqueólogos mais respeitados do mundo. “Não pode haver dúvida de que a arqueologia confirmou a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento.” William F. Albright (1891-1971). Mais uma vez a arqueologia provando que a Bíblia sempre esteve certa. Fontes: Howard LaFay, Ebla: Splendor of an Unknown Empire, National Geographic Hutchinson J, Robert – Uma história politicamente incorreta da Bíblia
- Sobre a morte física de Jesus
Tempos atrás, li um artigo científico sobre a morte de Jesus, publicado em 1986 em uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo – o JAMA, The Journal of the American Medical Association. O artigo é intitulado “On the Physical Death of Jesus Christ” (Sobre a morte física de Jesus Cristo). Nele, os autores demonstram como processo de açoitamento romano era terrivelmente cruel. São descritos detalhes técnicos, que juntamente com a narrativa bíblica, fornecem um panorama completo de todo esse processo, desde o julgamento até a morte na cruz. Antes do julgamento, é narrado em Lucas 22 que Jesus estava em profunda angústia e suava sangue. Embora seja um fenômeno raro, médicos reconhecem essa característica como hematidrose, que pode ocorrer devido a altos níveis de stress. Após o julgamento, Jesus foi açoitado violentamente com um chicote de couro, com pequenas bolas de ferro nas pontas e ossos pontiagudos. As bolas de ferro causavam ferimentos internos e os ossos dilaceravam a carne, expondo a musculatura esquelética e causando grande perda de sangue, o que provavelmente o deixou em um estado de pré-choque. Após severa flagelação, Jesus foi zombado, cuspido e obrigado a carregar a própria cruz até o Gólgota. Durante a crucificação, o acusado era jogado sobre a cruz no chão, e pregado com pregos de até 18 cm de comprimento nos pulsos e nos pés. A crucificação era um processo que produzia intensa dor e causava uma morte lenta e sufocante. Respirar era algo extremamente doloroso. A cada respiração, Jesus tinha que elevar as costas em carne-viva, arrastando-a na madeira e apoiando todo o peso nos pés, que estavam pregados. Fato que aumentava a perda de sangue e causava dores terríveis. As causas da morte por crucificação poderiam ser várias, mas às duas mais comuns eram choque hipovolêmico e asfixia por exaustão. Quando o evangelho de João narra que após a morte de Jesus um soldado o transpassou com a lança e saiu “sangue e água”, a explicação dos cientistas é de que a água provavelmente representava fluido pleural e pericárdio seroso e teria precedido o fluxo de sangue e teria menor volume do que o sangue. Talvez no cenário de hipovolemia e da insuficiência cardíaca aguda, os derrames pleurais e pericárdicos podem ter se desenvolvido e teriam sido adicionados ao volume de água aparente. Analisando somente o sofrimento físico de Jesus, percebemos o quão terrível deve ter sido suportar tudo isso. Stress intenso, noite sem dormir, um julgamento injusto, açoitamento desumano, zombaria e ter que carregar seu próprio instrumento de morte. Mas isso não foi NADA! O que “pesou” sobre seus ombros foram os nossos pecados. Isaías há muito tempo profetizara: “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:5) Ele era o sacrifício. O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Somente o Deus que se fez homem poderia reconciliar os homens com Deus. Por isso dizemos que o sacrifício foi por amor, pois Ele não tinha pecado, nós sim. Se o pecado gera a morte, quem deveria morrer seríamos nós, e não Ele. Toda a sua podridão, todos os seus maus pensamentos, toda sua revolta contra Deus…tudo isso estava sobre os ombros de Cristo. E ele venceu não somente o pecado, mas também a morte! Quando pensar que sua vida está difícil demais, que nada parece dar certo, lembre-se de Cristo na cruz e de tudo que Ele passou por amor a você. Autor: Ramon Serrano Link do artigo: http://www.godandscience.org/apologetics/deathjesus.pdf Siga no Facebook e Instagram.
- MISSA PREVINE A DEPRESSÃO E O SUICÍDIO
Aqueles que freqüentam serviços religiosos, pelo menos uma vez por semana, têm um menor risco de suicídio, em comparação com aqueles que não participam, ou o fazem com uma freqüência muito distante no tempo. É a conclusão de um estudo realizado com 89.708 mulheres nos Estados Unidos, liderada por pesquisadores da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard, publicado no dia 29 de junho de 2017 na revista científica JAMA Psychiatry. Os resultados sugerem que participar de serviços religiosos comunitários — como a missa, por exemplo — é um fator de maior proteção do que viver sozinho uma espiritualidade religiosa, observa Tyler Vander Weele, professor de epidemiologia da Universidade de Harvard que comandou a pesquisa. “Entre os benefícios resultantes, participar de serviços religiosos aumenta o apoio social, diminui a depressão e ajuda as pessoas a desenvolver uma visão mais otimista ou esperançosa da vida”, disse o pesquisador ao portal de notícias da Universidade de Harvard. Fé em Cristo, determinante Os pesquisadores confirmam que, em comparação com aqueles que nunca freqüentam serviços religiosos, ou o fazem muito pouco, os que freqüentaram missa pelo menos uma vez por semana, tiveram um risco cinco vezes menor de cometer suicídio durante o período estudado. A maioria das 89.708 mulheres avaliadas, em acompanhamento de 1996 até 2010, eram católicas ou protestantes. Destas, 17.028 participaram do serviço religioso mais de uma vez por semana, 36.488 foram uma vez por semana, 14.548 frequentavam menos de uma vez por semana e 21.644 nunca participaram de nenhum serviço religioso. Os autores observaram que a pesquisa utilizou dados de observação e o que foi declarado pelos que participaram do estudo. Não consideraram fatores emocionais, como impulsividade ou sentimentos de desesperança. Ainda que os responsáveis pela pesquisa não pretendam recomendar aos médicos que receitem a participação em determinados serviços religiosos, o estudo permite afirmar que “a religião e a espiritualidade podem ser um recurso, ainda não devidamente considerado, que os psiquiatras e os médicos devem explorar com seus pacientes”. Melhores resultados com a Eucaristia Este estudo tornou-se público somente dois meses depois que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA documentaram um aumento significativo nas taxas de suicídio nos Estados Unidos entre 1994 e 2014. O suicídio aumentou tanto em homens como em mulheres, em todas as faixas etárias, dos 10 aos 74 anos. Embora as mulheres ainda sejam muito menos propensas do que os homens para o suicídio, os CDC descobriram que essa diferença diminui. De 1999 a 2014, a taxa de suicídio aumentou em 80% nas mulheres entre 45 e 64 anos, idade em que são mais propensas a tirar a própria vida. O Dr. Aaron Kheriaty, professor associado de psiquiatria da Universidade da Califórnia, em Irvine, que não fazia parte da equipe da pesquisa, valorizou o estudo de Harvard. “Essas descobertas”, diz ele, “reforçam a certeza do vínculo entre a prática religiosa e a saúde mental, explorada pelo sociólogo Emile Durkheim já em 1897.” [O sociólogo francês, num trabalho de 1897, Suicídio, atribuía as taxas mais baixas de suicídio entre católicos pela sua maior integração religiosa e menor autonomia individual nas crenças.] Kheriaty, co-autor do livro The Catholic Guide to Depression, disse ao Los Angeles Times que os números dos pesquisadores de Harvard mostram os melhores resultados (menor taxa de suicídio) para aqueles que se declaram católicos e que participam da Eucaristia. “As crenças e práticas religiosas podem ajudar as pessoas a desenvolver o sentimento de esperança, mesmo em meio a grandes crises ou adversidades”, continuou Kheriaty. E acrescentou: “A fé religiosa pode ajudar as pessoas a encontrar sentido — sentido e propósito — mesmo no sofrimento”. Aaron Kheriaty, no prefácio de seu livro, afirma que a cura “só pode vir quando as descobertas legítimas da psicologia e da farmacologia modernas se associam com direção espiritual e sacramentos, sempre prestando especial atenção à sabedoria dos Padres da Igreja e dos santos”. [Artigo original publicado em https://infovaticana.com/2016/07/09/estudio-confirma-acudir-misa-buen-remedio-prevenir-la-depresion-suicidio/] Links para os artigos científicos mencionados, publicados pela revista científica JAMA Psychiatry: https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/fullarticle/2529152 https://jamanetwork.com/journals/jamainternalmedicine/fullarticle/2521827
- FELIZES OS CONVIDADOS PARA O BANQUETE DO SENHOR – Liturgia da Palavra do domingo, na 28ª Seman
1, (Isaías 25, 6-10) O Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. Naquele dia, se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado; vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. E a mão do Senhor repousará sobre este monte. 2. (Salmo 22) O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Pelas águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra de seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado; eles me dão a segurança! Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda. Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos. 3. (Carta de São Paulo aos Filipenses, 4,12-14.19-20) Irmãos: Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade. Tudo posso naquele que me dá força. No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades. O meu Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus. Ao nosso Deus e Pai a glória pelos séculos dos séculos. Amém. 4. (São Mateus 22,1-14) Naquele tempo, Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide até as encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Aí haverá choro e ranger de dentes’. Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.
- QUANDO O SOL DANÇOU EM PORTUGAL
Em agosto de 1917, quatro meses após o início de suas aparições em Portugal, a Virgem Maria prometeu aos três pequenos pastores que na última aparição, a 13 de outubro, deixaria um sinal para que todos cressem em sua presença em Fátima, e levassem a sério sua mensagem: a lembrança de que o inferno existe; a oração do Rosário como arma contra o Mal; a crise que o cristianismo católico enfrentaria no século XX; e o papel da Rússia como disseminadora do ateísmo socialista. Foi um sinal espantoso, conhecido como “dança do Sol”, com estranhos movimentos do grande astro no céu. Calcula-se que entre cinquenta e setenta mil pessoas estiveram presentes na Cova da Iria, testemunhando o inexplicável fato. Geralmente, esses fenômenos sem causa aparente são classificados como delírio coletivo, atribuídos à ignorância do povo simples, julgado incapaz de discernimento objetivo. Vejamos, então, o depoimento de dois intelectuais, um físico-matemático e um jornalista, mais acostumados à análise fria do que à rápida adesão aos dados sensoriais. * * * Um professor universitário da Universidade de Coimbra, doutor em Matemática e astrônomo do Observatório Astronômico daquela universidade, estava entre os milhares de pessoas que foram esperar pelo sinal prometido. Era o Dr. Gonçalo Xavier de Almeida Garrett, que deixou por escrito o seu relado de testemunha ocular. Contou que céu ficou fechado e escurecido por toda a manhã de inverno, com muita chuva (as fotos mostram a multidão de guarda-chuva). De repente, clareou. O céu continuava com uma camada espessa de nuvens, mas o Sol a tinha penetrado e brilhava com intensidade. Era por volta de 1h30 da tarde, e o professor já estava desanimado de que algo pudesse ocorrer, quando ouviu um alvoroço de vozes: percebeu que todos, então, olhavam para o alto. O Sol, como um disco muito claro, podia ser visto sem ferir a vista das pessoas, girando sobre si mesmo como um pião que rodopiasse. Professor Garrett revelou, também, que houve mudanças de cor na atmosfera. Toda a paisagem tinha adquirido uma cor mais ou menos lilás, que se foi mudando para o vermelho-amarelado do pêssego. “As pessoas pareciam que sofriam de icterícia — recorda o professor — e lembro-me de uma sensação de divertimento ao vê-los tão feios e repulsivos. A minha mão estava da mesma cor.” Foi então que um súbito grito de pavor subiu de toda a multidão. O Sol, vermelho como o sangue e sempre girando, parecia soltar-se do firmamento e avançar sobre a terra. “A sensação, durante esses momentos, foi verdadeiramente terrível”, revelou o professor. O relato do professor Almeida Garrett encontra-se na obra do Padre Antônio M. Martins, “Novos Documentos de Fátima” (Edições Loyola, São Paulo, 1984). * * * Outro testemunho intelectual da “dança do Sol” é o jornalista maçom Avelino de Almeida (1873-1932), que também foi escritor e critico de teatro, ligado aos círculos literários de Lisboa. Avelino era editor-chefe, na capital lusa, de um jornal de firme orientação anticatólica, “O Século”, e foi encarregado de viajar a Fátima para desmistificar, no dia 13 de outubro de 1917, a “grande farsa” da Igreja. Foi com esse espírito que o jornalista chegou à pequena cidade de Fátima. Mas não conseguiu realizar o seu objetivo, pois naquele dia ele mesmo assistiu (palavras suas) “a um espetáculo único e inacreditável”. “Do cimo da estrada”, escreveu Avelino, “onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas, a quem escasseou valor para se meter à terra barrenta, vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o Sol, que se mostra liberto de nuvens, no zênite. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possível fitar-lhe o disco sem o mínimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-ia estar-se realizando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar: — Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!” O seu artigo, escrito com talento de cronista, é um retrato bem feito de uma pequena cidade do interior. Intitula-se “Como o Sol bailou ao meio dia em Fátima”, também recolhido na obra do Padre Antônio M. Martins, atrás mencionada. Pode ser lido facilmente na internet.
- Apparition of a Damned Soul
Fr. Nieremberg speaks of a bishop, who by a special permission of God, received a visit from an unhappy sinner who died impenitent a short time before. Addressing the Prelate, this damned soul demanded if there where still men on earth. As the Bishop seemed astonished at the question, the lost soul added: “Since I have been in that melancholy abode, I have seen such multitude arrive, that I am at loss to conceive that there are still men on earth.” Holy Mary, Mother of God, Pray for us sinners, now and at the hour of our death.
- Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria
Fórmula da Total Consagração à Santíssima Virgem pelo método de São Luiz Maria Grignion de Montfort. (Santa Escravidão de Maria). Se preferir, clique aqui para fazer download da versão para impressão. Ó Sabedoria eterna e encarnada! Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, unigênito Filho do eterno Pai, e da sempre Virgem Maria. Adoro-Vos profundamente no seio e nos esplendores de vosso Pai, durante a eternidade, e no seio virginal de Maria, vossa Mãe digníssima, no tempo de vossa Encarnação. Eu Vos dou graças por Vos terdes aniquilado a Vós mesmo, tomando a forma de escravo, para livrar-me do cruel cativeiro do demônio. Eu Vos louvo e glorifico por Vos terdes querido submeter a Maria, vossa Mãe Santíssima, em todas as coisas, a fim de por Ela tornar-me vosso fiel escravo. Mas ai de mim, criatura ingrata e infiel! Não cumpri as promessas que Vos fiz solenemente no batismo. Não cumpri com minhas obrigações; não mereço ser chamado vosso filho nem vosso escravo; e, como nada há em mim que de Vós não tenha merecido repulsa e cólera, não ouso aproximar-me por mim mesmo de vossa santíssima e augustíssima Majestade É por esta razão que recorro à intercessão e à misericórdia de vossa Mãe Santíssima, que me destes por medianeira junto a Vós, e é por este meio que espero obter de Vós a contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e a conservação da sabedoria. Ave, pois, ó Maria Imaculada, tabernáculo vivo da Divindade, onde a eterna Sabedoria escondida quer ser adorada pelos anjos e pelos homens! Ave, ó Rainha do Céu e da Terra, a cujo império é submetido tudo o que está abaixo de Deus! Ave, ó seguro refúgio dos pecadores, cuja misericórdia a ninguém falece! Atendei ao desejo que tenho da divina Sabedoria, e recebei, para este fim, os votos e as oferendas apresentadas pela minha baixeza. Eu, (seu nome…), infiel pecador, renovo e ratifico hoje, em vossas mãos, os votos do batismo. Renuncio para sempre a Satanás, suas pompas e suas obras, e dou-me inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria encarnada, para segui-Lo levando minha cruz, em todos os dias de minha vida. E a fim de Lhe ser mais fiel do que até agora tenho sido, escolho-Vos neste dia, ó Maria Santíssima, em presença de toda a corte celeste, para minha Mãe e minha Senhora. Entrego-Vos e consagro-Vos na qualidade de escravo, meu corpo e minha alma, meus bens interiores e exteriores, e até o valor de minhas obras boas passadas, presentes e futuras, deixando-Vos direito pleno e inteiro de dispor de mim e de tudo o que me pertence, sem exceção, a vosso gosto, para a maior glória de Deus, no tempo e na eternidade. Recebei, ó benigníssima Virgem, esta pequena oferenda de minha escravidão, em união e em honra à submissão que a Sabedoria eterna quis ter à vossa maternidade; em homenagem ao poder que tendes ambos sobre este vermezinho e miserável pecador; em ação de graças pelos privilégios com que Vos favoreceu a Santíssima Trindade. Protesto que quero, dora em diante, como vosso verdadeiro escravo, buscar vossa honra e obedecer-Vos em todas as coisas. Ó Mãe admirável, apresentai-me a vosso amado Filho, na qualidade de escravo perpétuo, para que, tendo-me remido por Vós, por Vós também me receba favoravelmente. Ó Mãe de misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira sabedoria de Deus, e de colocar-me, para este fim, no número daqueles a quem amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis como filhos e escravos vossos. Ó Virgem fiel, tornai-me em todos os pontos um tão perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue um dia por vossa intercessão e a vosso exemplo, à plenitude de sua idade na Terra e de sua glória nos Céus. Assim seja. #NossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração
- Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria
Fórmula da Total Consagração à Santíssima Virgem pelo método de São Luiz Maria Grignion de Montfort. (Santa Escravidão de Maria). Se preferir, clique aqui para fazer download da versão para impressão. Ó Sabedoria eterna e encarnada! Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, unigênito Filho do eterno Pai, e da sempre Virgem Maria. Adoro-Vos profundamente no seio e nos esplendores de vosso Pai, durante a eternidade, e no seio virginal de Maria, vossa Mãe digníssima, no tempo de vossa Encarnação. Eu Vos dou graças por Vos terdes aniquilado a Vós mesmo, tomando a forma de escravo, para livrar-me do cruel cativeiro do demônio. Eu Vos louvo e glorifico por Vos terdes querido submeter a Maria, vossa Mãe Santíssima, em todas as coisas, a fim de por Ela tornar-me vosso fiel escravo. Mas ai de mim, criatura ingrata e infiel! Não cumpri as promessas que Vos fiz solenemente no batismo. Não cumpri com minhas obrigações; não mereço ser chamado vosso filho nem vosso escravo; e, como nada há em mim que de Vós não tenha merecido repulsa e cólera, não ouso aproximar-me por mim mesmo de vossa santíssima e augustíssima Majestade É por esta razão que recorro à intercessão e à misericórdia de vossa Mãe Santíssima, que me destes por medianeira junto a Vós, e é por este meio que espero obter de Vós a contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e a conservação da sabedoria. Ave, pois, ó Maria Imaculada, tabernáculo vivo da Divindade, onde a eterna Sabedoria escondida quer ser adorada pelos anjos e pelos homens! Ave, ó Rainha do Céu e da Terra, a cujo império é submetido tudo o que está abaixo de Deus! Ave, ó seguro refúgio dos pecadores, cuja misericórdia a ninguém falece! Atendei ao desejo que tenho da divina Sabedoria, e recebei, para este fim, os votos e as oferendas apresentadas pela minha baixeza. Eu, (seu nome…), infiel pecador, renovo e ratifico hoje, em vossas mãos, os votos do batismo. Renuncio para sempre a Satanás, suas pompas e suas obras, e dou-me inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria encarnada, para segui-Lo levando minha cruz, em todos os dias de minha vida. E a fim de Lhe ser mais fiel do que até agora tenho sido, escolho-Vos neste dia, ó Maria Santíssima, em presença de toda a corte celeste, para minha Mãe e minha Senhora. Entrego-Vos e consagro-Vos na qualidade de escravo, meu corpo e minha alma, meus bens interiores e exteriores, e até o valor de minhas obras boas passadas, presentes e futuras, deixando-Vos direito pleno e inteiro de dispor de mim e de tudo o que me pertence, sem exceção, a vosso gosto, para a maior glória de Deus, no tempo e na eternidade. Recebei, ó benigníssima Virgem, esta pequena oferenda de minha escravidão, em união e em honra à submissão que a Sabedoria eterna quis ter à vossa maternidade; em homenagem ao poder que tendes ambos sobre este vermezinho e miserável pecador; em ação de graças pelos privilégios com que Vos favoreceu a Santíssima Trindade. Protesto que quero, dora em diante, como vosso verdadeiro escravo, buscar vossa honra e obedecer-Vos em todas as coisas. Ó Mãe admirável, apresentai-me a vosso amado Filho, na qualidade de escravo perpétuo, para que, tendo-me remido por Vós, por Vós também me receba favoravelmente. Ó Mãe de misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira sabedoria de Deus, e de colocar-me, para este fim, no número daqueles a quem amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis como filhos e escravos vossos. Ó Virgem fiel, tornai-me em todos os pontos um tão perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue um dia por vossa intercessão e a vosso exemplo, à plenitude de sua idade na Terra e de sua glória nos Céus. Assim seja. #NossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração
- O ateu cego
Muitas vezes os ateus pedem para serem convencidos da existência de Deus. Uma tentativa meio infantil de tentar se colocar numa posição superior, como se a crença em Deus fosse algo que necessitasse ser provada dessa maneira para que fosse digna de crédito. Na verdade, para um verdadeiro cético questionador, como eles gostam de se autoproclamar, a primeira coisa a ser questionada seriam as suas próprias crenças e não a de terceiros. Quais os fatos, argumentos, lógica e razão que sustentam a sua atual crença? Elas são credíveis de fato? Será que a comprovação que o ateu exige do cristianismo é a mesma que ele exigiu para aceitar as premissas que o tornaram ateu? Será que ele avaliou de maneira isenta e julgou todas as vertentes com o mesmo padrão? Ou ele é apenas um ateu que vive da negação pela negação, sem considerar o que negar a existência de Deus implica. Não concordo com a filosofia de Marx, Nietzsche, Sarte, Feurbach, mas pelo menos eles sabiam que negar Deus implicava muitas coisas, e procuraram ver até onde iria isso. Sartre por exemplo chegou a afirmar a falta de sentido da vida e a angústia que isso pode causar. Nietzsche teve que criar o “super-homem” como modelo para o homem seguir. Pois o ateísmo parte de uma série de premissas que são aceitas pela fé, sem provas. Como a própria inexistência de Deus, a inexistência de verdades absolutas, padrões éticos e morais absolutos e etc. O próprio ato de pensar envolve certas coisas que não podem ser provadas, chamados axiomas. Se o ateu for realmente cético em relação à tudo, também deverá ser com sua própria capacidade de raciocinar. Se de fato fizessem isso, afundariam camada após camada em seu ceticismo. Só alguns exemplos para ilustrar: uns céticos afirmam que não existe verdade e que tudo seria relativo. Então como ele espera convencer alguém que o ateísmo é verdadeiro e o cristianismo é falso se tudo é relativo? Outros dizem que somos apenas um aglomerado de células em movimento, sem propósito, apenas evoluindo ao acaso. Bem, se eles realmente pensam assim e se todos os movimentos da sua própria mente são destituídos de sentido, então suas mentes são destituídas de sentido, e eles são destituídos de sentido, e não faz o menor sentido dar ouvidos ao que eles falam. O ateu não percebe que o ateísmo em suas raízes não produz uma visão racional do mundo, até porque não tem como existir algo digno de ser chamada racionalidade nesse processo. A maioria dos ateus assume essa posição simplesmente para tentar escapar da soberania de Deus. Eles pensam que O negando, Deus deixaria de existir e não os condenaria pelos seus pecados. Assim eles podem viver como bem queiram, entregues aos próprios desejos. Eles agem assim não porque investigaram à fundo intelectualmente e estudaram as razões das coisas para se fundamentarem numa posição, mas por puro orgulho. Talvez, assim como Nietzsche, que não suportava a ideia de que ele não podia ser Deus “Se existissem deuses, como poderia eu suportar não ser um deus? Portanto, não há deuses”! Mas sinto informar, negar a Deus não faz com que Ele desapareça. Um país de cegos pode negar a existência do Sol, mas isso não muda a realidade dos fatos. Também já fui esse cego, mas hoje posso dizer: era cego e hoje vejo. O ateísmo é apenas uma forma de disfarçar a falta de entendimento sobre Deus e escapar das consequências do pecado, pode ser uma maneira de chamar atenção e parecer intelectualmente superior a outras pessoas, mas no fundo não passa de uma revolta contra o Senhor de todas as coisas.
- Poloneses se reúnem na fronteira e por todo o país para rezar o Rosário
“Dai-me um exército que reze o Rosário e eu vencerei o mundo.” – São Pio X 7 de outubro: Dia de Nossa Senhora do Rosário, comemoração da vitória naval católica de Lepanto sobre os muçulmanos turcos e dia em que a Polônia novamente demonstrou de maneira memorável a fé e o valor de seu povo. Um evento chamado Rosário na Fronteira organizado pelos leigos da Solo Dios Basta (Só Deus Basta) e aprovado pela hierarquia católica polonesa atraiu cerca de um milhão de fiéis em diversas localidades do país no último sábado (7), do Mar Báltico no norte até as montanhas na fronteira com a Eslováquia e a República Tcheca ao sul, formando uma cadeia humana unida com a intenção de Salvar (no sentido pleno) o mundo e a Polônia, contra a crescente secularização e a islamização da Europa. Veja as fotos abaixo, tiradas por todo o território. As motivações principais para 7 de outubro de 2017 ser o dia escolhido foram as seguintes: -Foi a festa de Nossa Senhora do Rosário, que comemora a vitória cristã sobre as forças muçulmanas na Batalha de Lepanto; -Foi o primeiro sábado do mês, e há uma devoção dos Primeiros Sábados revelada pela Santíssima Virgem Maria de Fátima a Ir. Lúcia; -Este ano é o 140º aniversário da aparição de Nossa Senhora em Gietrzwald, uma aparição famosa na Polônia; -É também o 100º aniversário da aparição de Nossa Senhora de Fátima. A oração, iniciada por volta das 14h (horário local) em aeroportos, campos, estradas e 319 igrejas localizadas na fronteira, teve o apoio da primeira-ministra, e um comunicado dos bispos estabeleceu que as famílias poderiam rezar em suas casas, os doentes em hospitais e as comunidades paroquiais em suas igrejas, para que todos, mesmo impossibilitados de chegarem até os limites territoriais do país, pudessem participar. Muitos enfrentaram chuva e o tempo ruim, alguns viajaram centenas de quilômetros para agradecer por intenções particulares realizadas: todos reconhecendo o poder do Rosário e seu indelével significado. Iniciando com uma Missa na manhã de sábado, o arcebispo Marek Jedraszewski, de Cracóvia, exortou os fiéis a “orarem por outras nações da Europa e do mundo para entender que precisamos voltar às raízes cristãs da cultura europeia se quisermos que a Europa permaneça sendo Europa”. O padre Paweł Rytel-Andrianik, porta-voz da Conferência dos Bispos poloneses, disse que o evento foi um dos maiores da História na Europa, ficando atrás somente da Jornada Mundial da Juventude de 2016, também na Polônia. O importante apoio da primeira-ministra polonesa através do Twitter, agradecendo os participantes A mídia já começa, como de praxe, com insinuações sujas, associando o ato ao preconceito, xenofobia, racismo e escarnecendo desta grande demonstração de fé. Tremam, laicistas e progressistas: A Polônia Católica vive! Fonte: Castelo Histórico Livros Recomendados: https://livraria.bibliacatolica.com.br/produto/santo-rosario/ https://livraria.bibliacatolica.com.br/produto/o-rosario-da-santissima-virgem-maria/ https://livraria.bibliacatolica.com.br/produto/o-rosario-a-prece-que-salvou-minha-vida/ #Rezar #reunem #Fotos #poloneses #fronteira #Rosário
- IOGA E CRISTIANISMO
O sacerdote belga Joseph-Marie Verlinde (que, antes de ser padre, envolveu-se durante anos com ioga e outras práticas religiosas hinduístas), revelou certa vez uma conversa que teve com o seu guru indiano, Maharishi Mahesh, que tinha sido também o guru dos Beatles. Quando o futuro padre lhe disse que as pessoas, no Ocidente, andavam fazendo ioga para relaxamento muscular e emocional, o famoso guru não conteve o ataque de riso. Disse, em seguida: “Isto não vai impedir que o ioga obtenha o seu efeito…” Qual efeito? O de disseminar no Ocidente a religião hinduísta, cujas diferenças com o cristianismo são enormes. Sabemos que a ioga, técnica de meditação desenvolvida na Índia, transformou-se em moda, no Ocidente, a partir dos anos sessenta, com a chamada revolução contracultural (aquela que veio para disseminar o famoso trio: sexo, drogas e rock’n roll). O que procura o homem ocidental na ioga? Certamente bem-estar pessoal, distensão, relaxamento, em plena consonância com sua mentalidade hedonista, de permanente busca da felicidade material e psicológica. Entretanto, os que bem conhecem a ioga jamais a enquadrariam na categoria de simples exercícios físicos, pois ela está intimamente ligada à religião da qual provém, a hinduísta, segundo a qual toda a realidade deriva de um certo princípio único, chamado Brahama, raiz de tudo o que existe. Todas as coisas, segundo o hinduísmo, são emanações energéticas desse princípio fundamental, sobretudo o ser humano, que é visto como uma fagulha do fogo divino que a ela deve retornar. Esta é a função da ioga: conduzir a pessoa a uma “união” (este é o sentido etimológico da palavra ioga) com o seu próprio ser divino, desvencilhando-a da condição humana, buscando atingir a liberdade absoluta através de posturas do corpo e das mãos, emissões vocais, controle da respiração. Por que livrar-se da condição humana? Para os hinduístas, a realidade que vemos diante de nós (as coisas, os animais, as plantas, os astros etc.) é tão defeituosa, tão dolorosa, tão incompatível com a perfeição divina, que preferem considerar que tudo isto não existe, não passando de mera impressão e aparência. É necessário, então, enquanto dura o pesadelo de nossa vida, procurar um caminho que nos leve de volta à fonte divina que se perdeu. Um desses caminhos é a ioga, Fica bem evidente a megalomania dessas religiões orientais: hinduístas e budistas consideram-se divinos, ao contrário do cristianismo, que sempre viu e verá no ser humano uma criatura, eternamente criatura. Os cristãos consideram que a solução proposta pela ioga é uma forma ingênua e inaceitável de resolver o problema do mal. Para o homem cristão, a realidade criada por Deus não é essencialmente má, apesar dos tantos aspectos problemáticos que possui. Aceita-a com todos os seus limites. Ama o próprio corpo e agradece ao Criador pela alma que, criada à imagem e semelhança de Deus, o distingue dos outros animais. É compreensível que, no fim de um dia cansativo de trabalho, as pessoas desejem relaxar o corpo e a mente, distender músculos e emoções. É nesse momento que a ioga aparece com uma solução fácil, entre outras. Fácil e perigosa. Cristo convida o homem a tomar a sua cruz e segui-Lo — suportando com paciência a condição humana —, até o ponto de chegada que é o paraíso celeste, onde estará um dia junto de Deus por toda a eternidade: criatura e Criador para sempre unidos, mas sempre distintos. Bem diferente é o convite hinduísta da ioga, que propõe alívios momentâneos do sofrimento com a falsa promessa de que somos fragmentos da divindade que, em breve, retornarão à unidade perdida. Uma óbvia consequência moral, ainda para este mundo, é a lição de humildade que sempre brotará das páginas evangélicas, ao contrário da inevitável soberba gerada pela falsa espiritualidade da ioga.
- A Devoção e a Consagração à Santíssima Virgem como antídoto anti revolucionário
A DEVOÇÃO E A CONSAGRAÇÃO À SS VIRGEM COMO ANTÍDOTO ANTI REVOLUCIONÁRIO Assista à palestra abaixo transmitida no Congresso Nacional Mariano Online que aconteceu em 2017:
- A Devoção e a Consagração à Santíssima Virgem como antídoto anti revolucionário
A DEVOÇÃO E A CONSAGRAÇÃO À SS VIRGEM COMO ANTÍDOTO ANTI REVOLUCIONÁRIO Assista à palestra abaixo transmitida no Congresso Nacional Mariano Online que aconteceu em 2017:
- DE TERRA DE SANTA CRUZ A BRASIL – Frei Vicente de Salvador
A terra do Brasil, que está na América, uma das quatro partes do mundo, não se descobriu de propósito, e de principal intento, mas por acaso, indo Pedro Álvares Cabral, por mandado de El-Rei D. Manuel, no ano de 1500 para a Índia como capitão-mor de onze naus. Afastando-se da costa de Guiné, que já era descoberta ao Oriente, achou estoutra ao Ocidente, da qual não havia notícia alguma; foi costeando-a alguns dias com tormenta até chegar a um porto seguro, do qual a terra vizinha ficou com o mesmo nome. Ali desembarcou o dito capitão com seus soldados armados, para pelejarem, porque mandou primeiro um batel com alguns a descobrir campo, e deram novas de muitos gentios que viram; porém não foram necessárias armas, porque só de verem homens vestidos e calçados, brancos, e com barba (do que tudo eles carecem) os tiveram por divinos, mais que por homens, e assim, chamando-lhe “caraíbas”, que quer dizer na sua língua coisa divina, se chegaram pacificamente aos nossos. Assim como os índios da Nova Espanha, quando viram desembarcar nela os espanhóis, lhes chamaram “viracoches”, que significa escumas do mar, parecendo-lhes que o mar os lançara de si como escumas, e este nome lhes ficou sempre, assim somos ainda destoutros chamados “caraíbas” e respeitados mais que homens. Mas muito mais cresceu neles o respeito quando viram oito frades da ordem do nosso Padre São Francisco, que iam com Pedro Álvares Cabral, e por guardião o Padre Frei Henrique, que depois foi bispo de Cepta, o qual disse ali missa e pregou, onde os gentios, ao levantar da hóstia e cálix, se ajoelharam e batiam nos peitos como faziam os cristãos, deixando-se bem nisto ver como Cristo senhor nosso neste divino Sacramento domina os gentios, que é o que a igreja canta na invitatória de suas matinas, dizendo: Christum regem dominantem gentibus, qui se manducantibus dat spiritus pinguedinem, venite, adoremus. [Vinde, adoremos o Cristo, Senhor de todas as nações, que dá o Pão da Vida aos que Dele se alimentam.] Do deus Pã, os antigos gentios diziam que dominava e era senhor do universo, e disseram verdade, se o entenderam deste Pão divino; porque sem falta ele é o Deus que tudo domina, e apenas há lugar em toda a terra onde já não seja venerado, nem nação tão bárbara de que não seja querido e adorado, como estes brasis bárbaros fizeram. Bem quiseram os nossos frades, pela facilidade que nisto mostraram para aceitarem a nossa fé católica, ficar-se ali, para os ensinarem e batizarem; mas o capitão-mor, que os levava para outra seara não menos importante, partiu daí a poucos dias com eles para a Índia, deixando ali uma cruz levantada, como também dois portugueses degradados para que aprendessem a língua, e despediu um navio a Portugal, de que era Capitão Gaspar de Lemos, com a nova a El-Rei D. Manuel, que a recebeu com o contentamento que merecia tão grande coisa, tão pouco esperada. (…) O dia em que o Capitão-Mor Pedro Álvares Cabral levantou a cruz (…) era 3 de maio, quando se celebra a invenção da Santa Cruz, em que Cristo Nosso Redentor morreu por nós, e por esta causa pôs nome à terra, que havia descoberta, de Santa Cruz, e por este nome foi conhecida muitos anos. Porém, como o demônio com o sinal da cruz perdeu todo o domínio que tinha sobre os homens, receando perder também o muito que tinha nos desta terra, trabalhou que se esquecesse o primeiro nome e lhe ficasse o de Brasil, por causa de um pau assim chamado, de cor abrasada e vermelha, com que tingem panos, [substituindo] aquele divino pau, que deu tinta e virtude a todos os sacramentos da Igreja, e sobre o qual ela foi edificada e ficou tão firme e bem-fundada como sabemos. (Parágrafos inciais da História do Brasil, de Frei Vicente de Salvador, primeiro historiador brasileiro. Nasceu em Salvador, Bahia, em 1564, e ali mesmo faleceu em 1636.)
- Contra o “cristão jujuba”
CONTRA O ” CRISTÃO JUJUBA”. Um novo tipo de cristão tem surgido em algumas igrejas, é o cristão “jujuba”. O cristão “jujuba” é aquele que tem medo de se posicionar e ofender as pessoas com a verdade, é aquele que prefere se acovardar do que enfrentar o mundo e seus erros, ele está sempre tentando sair pela tangente em qualquer situação, é aquele que quer ser amigo de todos e busca agradar a gregos e troianos. O cristianismo é completamente o oposto disso. E como é! Comecemos por Nosso Senhor Jesus Cristo, o maior exemplo de virtude que podemos ter. Ele nunca teve medo do enfrentamento, nunca mudou suas ideias com medo de ofender alguém, sempre foi convicto nos seus ideais, enfrentou a elite religiosa da época os chamando de ‘raça de víboras’, chamou um alto político romano de “raposa”, era misericordioso, mas nunca foi complacente com o pecado. Ele sempre soube o que sua pregação do evangelho da verdade lhe custaria: a sua própria vida! E Ele nunca temeu por isso. E o que dizer de seus apóstolos, todos torturados por suas convicções, sempre foram leais à verdade e deram a própria vida para defendê-la. Uns foram açoitados, outros apedrejados, decapitados, crucificados e até mortos pelo fogo. E em nenhum momento hesitaram ou pensaram em retroceder, mas se alegravam por estarem sofrendo por Cristo. E os grandes mártires da fé, que suportaram as mais terríveis perseguições durante séculos por amor à sua fé em Jesus Cristo, nunca tiveram medo de se posicionar, foram fiéis até a morte, e receberam a coroa da vida. Alguns até foram da alta nobreza de Roma, mas enfrentaram sua família, amigos e toda a sociedade quando lhe foi necessário escolher entre o mundo e Cristo. Tertuliano já dizia: ” O sangue dos mártires é a semente do cristão.” E de fato foi. O cristianismo foi regado à muito sangue, o sangue dos justos e inocentes, das mulheres, dos homens e das crianças, que enfrentaram o mundo e venceram, pagando com a própria vida o custo de estar do lado da Verdade. Todos esses morreram sem medo de se posicionar, mesmo em épocas de intensa perseguição. Hoje em dia, pelo menos aqui no Brasil, ainda não existem perseguições como na época do império, e ainda sim, pessoas tem se acovardado diante das situações. Se o próprio cão late quando seu dono é atacado, porque se calar quando vemos nosso Senhor e Salvador ser atacado? Mas infelizmente muitos tem se silenciado. Deus não nos deu espírito de covardia, mas de ousadia, coragem e intrepidez. Mas os “jujubas” buscam mais agradar ao mundo do que à Deus. Não há como servir à dois senhores, não há comunhão entre luz e trevas, não jorra água doce e salgada da mesma fonte. O cristão precisa escolher! A história cristã é prova viva da grande coragem de homens e mulheres de Deus, que sempre foram firmes em suas ações e palavras. Foi a coragem deles que forjou nossa religião, Deus os moldou assim, a ferro, fogo e coragem. Que todo esse sangue derramado não tenha sido em vão, que aquela cruz pesada e o fardo de levar sobre si nossos pecados seja algo que desperte as pessoas, pois eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus. Como uma vez disse o grande santo Atanásio de Alexandria, “Se o mundo for contra a Verdade, então eu serei contra o mundo.” E eu também serei! Ramon Serrano O Caminho
- Unidade da Vida Cristã
A unidade de vida do cristão deve girar ao redor de três eixos: a virtude, a fé e a doutrina. O cristão verdadeiro deve mostrar estas três facetas em todas as formas do viver: na vida pessoal, na vida familiar, na vida profissional e na vida social. Não há como cindí-las e usá-las de forma relativa e de acordo com a nossa conveniência. Devemos viver a vida cristã de forma una, inteira, formando um bloco sólido, sem fissuras. Hoje examinaremos as virtudes. As virtudes cristãs são as atitudes que devemos ter e aperfeiçoar para que nossas ações e emoções sejam retamente guiadas segunda a razão e a fé. As virtudes humanas originam os atos moralmente bons. Quatro virtudes são as fundamentais e por isso mesmo denominadas de virtudes cardeais: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. A prudência é aquela que deve dirigir nossa vida em direção ao nosso verdadeiro bem e permitir que possamos escolher as maneiras corretas de alcancá-lo. A justiça é aquela que nos impulsiona a dar a Deus e ao nosso próximo o que lhes é devido. A fortaleza é aquela virtude que nos anima a permanecer no bem diante das dificuldades. É aquela que nos protege e nos leva a resistir diante das tentações; aquela que nos faz capazes de vencer o medo e de enfrentar as duras provas e perseguições que o mundo terreno nos apresenta. A temperança é aquela que no auxilia a moderarmos a atração dos prazeres; aquela que nos dirige para a busca do equilíbrio no uso dos bens deste mundo. Representa também a vitória da vontade sobre os instintos. O cristão temperado canaliza para o bem toda a gama de apetites sensuais e não se deixa arrastar pelas paixões. Não é fácil viver de modo virtuoso. Carregamos em nossa alma as cicatrizes do pecado original que, embora curadas pelo sacrifício de Jesus, ainda doem e nos reclamam. Superar estas marcas dolorosas e praticar as virtudes depende continuamente da graça de Deus. Somente Deus nos cura em definitivo, somente Ele permite que brotem e se fortaleçam em nosso espírito as virtudes que levam à unidade para nossas vidas. Bibliografia Opus Dei – Tema 27 – A moralidade dos atos humanos.
- Patrística – J.N.D Kelly
Para aqueles não familiarizados com o nome, Patrística ou “Pais da Igreja”, é o período inicial do cristianismo que vai do fim do século I ao VI. Onde grandes homens de Deus desenvolveram e defenderam as doutrinas cristãs de ataques heréticos e ajudaram a preservar os ensinos apostólicos. As doutrinas cristãs parecem terem nascidos prontas, mas quem pensa assim desconhece todos os conflitos existentes desde o seu início. Os Pais da Igreja lutaram para separar o joio do trigo, enfrentando interpretações distorcidas dos ensinos apostólicos e preservando a verdade transmitida por Cristo aos seus seguidores. O autor praticamente explica o desenrolar da disputa teológica que culminou no concílio de Niceia, até o concílio de Caldedônia. O livro traz uma introdução interessante que te coloca bem situado no contexto da época, mostra a influência judaica helenista nos primórdios do cristianismo e como o pensamento filosófico grego serviu para ajudar a propagar e explicar os conceitos metafísicos cristãos. Ele divide o livro 3 partes, primeiro faz uma introdução a teologia cristã e ao pensamento religioso da época, mostrando como os primeiros cristãos criam, seus métodos de exegese, e o processo de formação do que seria mais tarde chamado de Novo Testamento. Então ele entra nas disputas teológicas, principalmente na questão ariana, que culminou no Concílio de Niceia em 325 d.C. O arianismo quase destruiu o cristianismo na época. O autor faz um trabalho muito bom, pois elucida as questões não com sua opinião, mas com a opinião dos próprios pais da igreja. Houveram muitos debates teológicos (muitos mesmo), todo e qualquer tipo de interpretação sobre a trindade, a natureza humana e divina de Cristo, a ressurreição corpórea, o Verbo encarnado…Tudo que pudesse ser levantado, eles discutiam. E as decisões oficiais eram feitas nos concílios, por isso eles foram tão importantes na época e também para nós. O livro traz muita coisa, são quase 400 página de alto nível teológico sobre assuntos de importância primordial, que são a base da fé cristã. Creio que seja muito importante entender o porquê de certas coisas, até mesmo para evitar o erro. Essa é uma obra para aqueles que querem se aprofundar e conhecer as raízes da fé cristã, são temas complexos mas mostrados de forma clara, essencial para compreender melhor o cristianismo.
- St. John Vianney and the Protestant
One day, the Saintly Cure d’ Ars was visited by a protestant gentleman. The good priest thinking he was a Catholic, began to speak to him about Our Lord and the Saints, as he was accustomed to do with all who came to see him. As the man rose to leave, the Saint gave him a medal as a remembrance of his visit. The gentleman said to him: “Dear Sir, you have given a medal to one who is a heretic- at least, I am a heretic from your point of view. But although we are not of the same religion, I hope we shall both be in Heaven one day.” The Saint took the man’s hand in his own and, giving him a penetrating look, answered: “Alas, my friend. We cannot be together in Heaven unless we have begun to live so in this world. Death makes no change in that. As the tree falls, so shall it lie.” “But my good Father,” replied the other, “I put my trust in Jesus Christ, who said, ‘He that believes in Me shall have eternal life.” The Priest answered: “Jesus said more things than that. He also said, “He that does not hear the Church, let him be to thee as a heathen and a publican.” And he also said, “There shall be one fold and one shepherd,” and He made St. Peter the Chief Shepherd of His flock. Then He added, “My dear friend, there are not two ways of serving Jesus Christ. There is only one good way, and that is to serve Him as He Himself desires to be served.” Saying this, the Priest left the man. But these words sank deeply into the protestant’s heart, and led him to renounce the errors in which he had been brought up, and became a fervent Catholic.
- Vaticano apresenta novos prêmios sobre o pensamento de Bento XVI
Vaticano, 26 Set. 17 / 02:30 pm (ACI).- Erguer pontes entre ciência e fé e expor o pensamento do Papa Emérito Bento XVI são os dois principais objetivos dos prêmios que a Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI entregará na quarta-feira, 27 de setembro e em novembro. A Fundação apresentou várias iniciativas na Sala de Imprensa do Vaticano, na qual estiveram presentes o Cardeal Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura e membro do Comitê Científico da Fundação, e o Presidente do Conselho de Administração, Pe. Federico Lombardi, ex-porta-voz da Santa Sé, que destacou alguns detalhes. “A fundação foi instituída em 2010 com o objetivo de promover estudos e publicações sobre o trabalho e o pensamento de Joseph Ratzinger-Bento XVI e promover estudos teológicos nas disciplinas conectadas”, assinalou o também ex-diretor da Sala de Imprensa do Vaticano. A principal novidade é a entrega dos prêmios “Razão Aberta”, cuja primeira edição será na quarta-feira, 27 de setembro, no Vaticano, em colaboração com a Universidade Católica Francisco de Vitoria, de Madri (Espanha). Os novos prêmios “foram inspirados em uma ideia central do pensamento de Ratzinger. Essa ideia insiste na necessidade de ter uma visão ampla e aberta da razão e do seu exercício na busca da verdade e da resposta às perguntas fundamentais sobre a humanidade e seu destino”. Algo que serve para o “diálogo entre a Igreja e a cultura moderna, e entre as ciências e a filosofia e a teologia”. Por sua parte, o reitor da Universidade Francisco de Vitória, o professor Daniel Sada, destacou que as universidades católicas deveriam responder à pergunta: “o que uma universidade católica faz para a evangelização?”. “Bento XVI convida as universidades católicas a usarem a razão. Será católica pelo que também acontece em suas salas de aula, por isso é muito importante ensinar desde uma razão aberta, ampliada e assim surgiu o nome dos prêmios”. Também é “uma forma de sair às periferias do conhecimento e da cultura”. Em declarações ao Grupo ACI, Sada explicou que a sua universidade propôs “empreender um projeto que responda ao legado principal de Ratzinger, de pedir às universidades de todo o mundo para que sejam capazes de produzir ciência e de ensinar uma ciência a partir uma razão aberta, superando a natureza fragmentada do saber”. Em sua opinião, as universidades católicas devem “criar e ensinar uma ciência e preparar para profissões a partir de uma visão de mundo cristã. A única maneira é pensar as próprias ciências a partir dessa razão aberta proposta pelos prêmios”. Os vencedores da primeira edição são Darcia Narvaéz, da Universidade de Notre Dame; Claudia Vanney e Juan F. Franck, da Universidade Austral; e Michael Schuck, Nancy C. Tuchman e Michael J. Garanzini, da Universidade de Loyola. Também a religiosa Laura Baritz, da Keteg Oikonomía Research Institute Foundation. Por outro lado, o prestigioso Prêmio Ratzinger terá a sua sétima edição em 18 de novembro e, de 20 de novembro a 1º de dezembro, acontecerá em San José, Costa Rica, o simpósio internacional sobre ecologia Laudato Si, que tratará sobre o tema “O cuidado da Casa Comum, uma conversa necessária para a Ecologia Humana”. #FundaçãoRatzinger #JosephRatzinger #BentoXVI #PrêmioRatzinger #Vaticano #universidadescatólicas
- Conversion of Avery Robert Dulles
Avery Robert Dulles is a graduate of Harvard and is the author of “A testimony to Grace.” From history courses in the middle ages and the renaissance, Avery seems to have gotten interested in medieval philosophy; and this led to the study of Plato and Aristotle. The inadequacies of the philosophy of these thinkers, profound as they were, were not found in the philosophical systems of St. Augustine and St. Thomas Aquinas. Under their guidance, he came to see that God of philosophy could be none other than the God of the Christian revelation. This led to a diligent reading of the New Testament to learn more about Christ and the teachings He commissioned his followers to transmit to all generations. Desiring to be incorporated into the living Christ, he turned more and more to Catholicism. He became aware that the Catholic Church was not a fossil of the middle ages but a living force in the world today; a force drawing open minds to her as the magnet draws steel. Reading, pondering and praying, he spent her last year in college: he had now begun to realize that one’s knees one comes best to know God and to love Him. Knowing no Priest, he arranged through a Catholic bookstore to meet one and receive instructions. Convinced of the Divinity of Christ, the existence of a visible Church founded by Him, and the identity of that Church with the Catholic Church, he entered the fold and became a priest in the Society of Jesus.
- ESCOLAS DE AGRADECIMENTO NO BRASIL
Estará no em São Paulo, no dia 3 de outubro (2017), o padre espanhol Santiago Martín, da diocese de Madrid, conhecido no Brasil por sua obra O Evangelho secreto da Virgem Maria. Lidera um movimento religioso internacional — os Franciscanos de Maria —, criado para praticar e difundir a espiritualidade do agradecimento, através das Escolas de Agradecimento (em contraste com a moderna tendência de mais pedir do que agradecer, produto da “ideologia dos direitos humanos”). Padre Santiago Martin passará boa parte do mês de outubro em países da América do Sul, onde seus missionários (leigos, na maioria) já atuam. Durante todo o dia 3 de outubro, porém, estará na capital paulista — chegará às 6:00 da manhã e sairá às 21:50 para Montevidéu —, à espera de reunir-se com brasileiros interessados em conhecer e começar o movimento em nosso país. No dia 3, celebrará a Missa do meio-dia na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, no centro de São Paulo (Praça Nossa Senhora do Brasil, sem/número). No mesmo dia, às 14h30, fará uma palestra no mesmo local, organizada pelo Grupo de Oração Espírito Santo, ligado à Paróquia. Por que Escolas de Agradecimento? Na linha missionária da “nova evangelização”, proposta pelos Papas João Paulo II e Bento XVI para enfrentar os novos tempos de relativismo moral e religioso, as Escolas de Agradecimento são grupos de pessoas que se reúnem, uma vez por semana, para retribuir a Deus de uma forma muito particular as coisas boas que Dele recebem: de um lado, estudando a doutrina católica e as Sagradas Escrituras; de outro, fazendo um propósito semanal de agradecimento (tantas são as razões para agradecer). O funcionamento de uma Escola de Agradecimento é muito simples. Sempre precedida e finalizada com orações, resume-se praticamente a três atividades: leitura de um texto de formação semanal, redigido por Padre Santiago (focalizando aspectos essenciais da doutrina católica); leitura e meditação do Evangelho de domingo; e, finalmente, a leitura do breve propósito de agradecimento para a semana. As escolas podem ser familiares ou paroquiais. No caso de ligar-se a uma paróquia, o padre responsável deverá comunicar a sua criação à respectiva diocese. Segundo o sacerdote espanhol, o agradecimento cristão é uma extraordinária terapia espiritual. Ao tirar o foco das coisas más (que debilitam e deprimem) e dirigi-lo a Deus, de forma agradecida, pelos dons que Dele provém — sobretudo o maior deles: a vida eterna —, as pessoas se tornam inevitavelmente mais felizes. Não há nada mais curativo do que estar em permanente estado de ação de graças. A humildade da súplica e a humildade do agradecimento não se excluem, mas se completam. No entanto, a conversão espiritual requer hoje, mais do que nunca, a formação do intelecto, indispensável para dar o testemunho da fé num mundo cada vez mais hostil à religião. Para isto, Padre Santiago elaborou uma metodologia formativa destinada a desenvolver, nos leigos, o conhecimento dos princípios fundamentais da fé e da moral católica. O principal objetivo dos Franciscanos de Maria — que se inspiram em Nossa Senhora e em São Francisco de Assis, dois grandes modelos de serviço e agradecimento a Deus — é a luta contra a grande doença do nosso tempo: o secularismo, a programada descristianização em massa da sociedade, o banimento total da religião da esfera pública. A associação dos Franciscanos de Maria, que faz funcionar as escolas de agradecimento, é composta basicamente de leigos (em torno de 12.000, atualmente), mas também possui religiosos consagrados (mais de 20 sacerdotes.). Foi fundada em 1988, restrita inicialmente à arquidiocese de Madrid, mas logo expandiu-se para outros países de língua espanhola. Em 2007, o Papa Bento XVI, através do Pontifício Conselho para os Leigos — presidido pelo cardeal Stanisław Rylko — deu aprovação pontifícia à associação religiosa. Em 2012, a associação e seus estatutos tiveram o pleno reconhecimento da Santa Sé. Os Franciscanos de Maria estão presentes em quase todas as nações da América, do Canadá ao Chile, e já começam a surgir grupos de leigos em outros países da Europa, como Polônia, Holanda, Itália e Alemanha, num total de 31 países e 160 dioceses. Têm uma página web de espiritualidade (www.frmaria.org), outra de apologética (www.catolicos-on-line.org) e uma web-TV (www.magnificat.tv). O Brasil ainda não possui Escolas de Agradecimento, mas seu fundador espera vivamente que nasçam grupos, entre nós, para levar adiante a sua missão.
- Resemblance Between the Apparition of Our Lady of La Salette and Christ’s Appearance after De
Our Divine Saviour’s manner of appearing after His death was marked by the singular suddenness of His coming. “When the disciples were gathered together, the doors being shut, for the fear of the Jews, Jesus came and stood in their midst.”(John XX.,19). The same happened eight days later, when the unbelieving St. Thomas was was with company. “Jesus came and stood in their midst.” The Lady of the Apparition was equally sudden in her coming at La Salette. “Suddenly, without being able to guess how She came there, Maximum and Melanie saw a beautiful Lady, seated near the place where they had been taking their frugal repast.” The same day of our Divine Saviour’s resurrection, two of His disciples, while on their way to the little village of Emmaus, fell in with a stranger, who accosted them, joined himself to their company, and so interested them in the discourse he held with them as they journeyed together, that they constrained him to remain with them, although he made as if he would go from them on account of the lateness of the hour. In breaking of bread, however, the stranger vanished from their sight, and the two disciples said, “Did not our hearts burn within us as we were on the way with him?” One of the extremely remarkable features of the Apparition of La Salette is the extreme similar character of the interview, as regards its colloquial ease and familiarity, and the concealment of the supernatural splendour of the state of glory. The children appear quite at ease with the Lady after the first surprise was overcome, and yet their hearts are burning with them as the Lady continues net conversation. There is evidently some secret charm at work, for Melanie says when the Lady has disappeared, “Why did we not ask the beautiful Lady to take us with her?” St. Luke relates of our Lord’s final leavetaking of His disciples, “that when He had said these things, while they looked on, He was raised up, and a bright cloud received Him out of their sight.”(Acts i,9). Maximin and Melanie relate that the Lady of the Apparition was raised up in the air, and that she disappeared slowly in the surrounding brightness, her feet being the last part of her that was seen. Maximin rushed forward to seize her feet, but they had disappeared.















































