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  • Homilia do 4º Domingo da Páscoa

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 4º Domingo da Páscoa Anúncio do Evangelho (Jo 10,1-10) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • A MEDITAÇÃO CATÓLICA – Irmã Lays Gonçalves de Souza

    A meditação tem duas finalidades: uma intelectual e outra afetiva. A primeira é comparável a uma muralha inexpugnável que nos concede convicções firmes e enérgicas contra os inimigos da alma. Em outras palavras, é ela que, ao desaparecer a felicidade sensível e momentânea, cria raízes na alma e não deixa que, sem resistência, nos entreguemos ao menor sopro das paixões. “Não se pode construir uma casa sólida sobre a areia movediça do sentimento; é preciso um fundamento pétreo e inamovível das convicções profundamente arraigadas na inteligência”.[3] Com efeito, é preciso que a meditação esteja acompanhada de nossos afetos, que é a parte principal da meditação: Esta começa propriamente quando a alma inflamada com a verdade sobrenatural que o entendimento convencido lhe apresenta, prorrompe em afetos e atos de amor a Deus, com quem estabelece um contato íntimo e profundo […].[4] Esta oração é um dom particularíssimo de Deus no qual as almas são introduzidas e inebriadas no amor divino. Ela é incompatível com o pecado, e os homens que não meditam, facilmente se deixam levar pelo ímpeto das paixões desordenadas. “Com os demais exercícios de piedade, a alma pode continuar vivendo no pecado, mas, com a oração mental bem feita, não poderá permanecer nele muito tempo: ou deixará a oração ou deixará o pecado”.[5] À alma absorta e embevecida não resta ocasião para pensar em si mesma, pois só se ocupa do que diz respeito ao Amado, como afirma São Bernardo: “rara é essa hora, e o tempo que nela se gasta é sempre breve, pois, por mais dilatado que seja, parece um sopro”.[6] “O amor é fruto da oração fundada na humildade”.[13] Por ser esta forma de oração tão sublime, devemos pedi-la com verdadeira submissão, restituindo a Deus todos os benefícios que por meio dela recebemos. Esse método de oração deve ser assíduo e perseverante. A alma que procura levar uma vida rumo à perfeição, entregando-se inteiramente ao apostolado, mas desprezando a oração mental, longe está da brisa da santidade, afirmam os teólogos. Continua o Doutor Melífluo: Eu, por minhas forças, não posso chegar a esse amor, a essa união e contemplação tão levantada; só peço que Ele ma conceda a mim. Só o Senhor por sua bondade e gratuita liberalidade nos há-de levantar a este ósculo de seus divinos lábios, a esta altíssima oração e contemplação.[7] Notas [7] SANTA TERESA DE JESUS. Castelo interior ou Moradas. Op.cit. p.42. [8] ROYO MARÍN. La oración del cristiano. Op. cit. p. 26. (Tradução da autora). [9] Id. Teología de la perfección cristiana. Op. cit. p. 662.(Tradução da autora). [10] Loc. cit. (Tradução da autora). [11] Ibid. p.663. (Tradução da autora). [12] SÃO BERNARDO, apud RODRIGUES, Afonso. Op. cit. p. 19. [13] SANTA TERESA DE JESUS. Livro da vida. Op. cit. p. 73. [14] SÃO BERNARDO, apud RODRIGUES, Afonso. Op. cit. p. 23. (Este texto é parte do ensaio “A sublime escala da oração”, sobre os graus da oração católica, publicado na íntegra em http://ifte.blog.arautos.org/2016/02/a-sublime-escala-da-oracao/)

  • Bento XVI adverte a Europa do perigo de Estados ateus e teocráticos islâmicos

    O continente europeu enfrenta o perigo tanto do conceito de estado ateu quanto de Estado Teocrático islâmico, advertiu o papa emérito Bento XVI em uma rara mensagem pública enviada a uma recente conferência na Polônia. “O tema da conferência”, disse na mensagem em polonês, “… é de importância fundamental para o futuro do nosso continente [Europa].” “O contraste entre os conceitos do estado radicalmente ateu e a criação do estado radicalmente teocráticos pelos movimentos muçulmanos cria uma situação perigosa para nossos dias atuais, cujos efeitos experimentamos todos os dias”. O que os cristãos devem fazer sobre isso? Eis o que Bento XVI recomenda: “Essas ideologias radicais exigem que desenvolvamos urgentemente um conceito convicente do Estado que resista ao confronto entre esses desafios e ajude a superá-los”. Em outras palavras, ele não quer que os cristãos se entregue a qualquer uma das ideologias para combater ideologias. Em vez disso, os cristão devem desenvolver um conceito de estado que evite tanto o ateísmo quanto a teocracia. Ele apontou para duas figuras polonesas como exemplos para os católicos seguirem com relação a este tema: o Cardeal Wyszynski e São João Paulo II. A conferência aconteceu no dia 19 de abril, poucos dias depois do aniversário de 90 anos de Bento XVI. Você pode ler o texto completo (em inglês) em National Catholic Register. Rezemos pelo papa emérito! Fonte: ChurchPop #estados #perigo #teocraticos #Europa #ateus #adverte #Bento

  • A IDOLATRIA DA POBREZA

    “Poderia a Igreja, por amor da pobreza, deixar de parte os interesses da propriedade, esquecer o rico? Não, porque o primeiro rico é o próprio Deus. Poderia a Igreja, por amor da estabilidade da propriedade, por amor do rico, esquecer o pobre? Não, porque o primeiro de todos os pobres é Jesus Cristo.” (Padre Júlio Maria, sacerdote redentorista brasileiro do século XIX) Não é raro, hoje em dia, o católico encontrar, em meio às tradicionais orações da Igreja, a presença de palavras, expressões ou até frases inteiras que fogem completamente ao estilo cristão de rezar. São palavras, expressões ou frases de clara conotação política, do setor mais à esquerda da política, dominado pelo vocabulário do marxismo, condenado por todos os Papas (pelo menos até Bento XVI). O que dizem tais palavras, expressões ou frases mais sociológicas do que teológicas? É o mesmo refrão de sempre: pede-se pelos pobres, pelos marginalizados, pelas vítimas de preconceitos. O pedido é justo, mas a forma do pedido está claramente comprometida por insinuações ideológicas. Algumas vezes, há uma tal insistência e ênfase na abordagem desses temas, que o católico tem a impressão de que os autores de tais textos já não crêem na vida após a morte; e que o novo céu e a nova terra, prometidos por Deus para a eternidade celeste, devessem se realizar neste mundo, aqui e agora, a partir de um esforço social e político, basicamente humano. Ao contrário, ensina a Igreja Católica, desde sempre, que todos os batizados são filhos de Deus, sejam pobres, ricos, remediados; e que, no fundo, somos todos pobres, pobres, pobres: pobres pecadores. Quem será mais necessitado de oração do que o rico? Jesus mesmo já avisou, no Evangelho, que é mais difícil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico salvar-se, tais são os obstáculos que a riqueza material oferece às pessoas. Pensemos, sobretudo, nos pecados capitais a que estão sujeitos os ricos (e, obviamente, também os pobres): acúmulo desnecessário de bens, sofrimento com o sucesso do próximo, exibicionismo do próprio sucesso, revolta contra os obstáculos interpostos. O rico, em primeiro lugar, prejudica-se a si mesmo, com a sua soberba, sua vanglória, sua avareza, sua ira. E, evidentemente, prejudica os que o cercam e dele dependem. A sociologia marxista ensina que os burgueses, detentores dos meios de produção, são inimigos do povo, gerando com tal pensamento um clima de ódio entre as classes sociais e um natural endeusamento das classes desfavorecidas, numa clara idolatria do povo. O cristianismo prega o contrário: ricos e pobres, burgueses e proletários, são todos irmãos, miseráveis irmãos decaídos da Graça e seqüestrados pelo pecado. Se o rico explora o pobre, e se transforma, portanto, em seu inimigo, não deve atrair sobre si o ódio classista do oprimido, mas aoração humilde e confiante (que não deve impedir o pobre de defender-se legalmente dos que o exploram). A oração cristã não pode privilegiar ricos ou pobres. Para melhorar o mundo (até o ponto em que isto seja possível), não convém jogar uma classe contra outra, nem revoltar-se contra o princípio de autoridade, irando-se contra Deus, o pai ou o patrão. Comece-se pedindo ao Espírito Santo, que habita em cada um dos homens: “Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da Terra.” É preciso levar a sério o que diz São Paulo (ICoríntios 6, 19), ao insistir que somos templos do Espirito Santo. Ora, onde está o Espirito Santo, estão inseparavelmente as outras duas pessoas da Trindade: Pai e Filho. Logo, somos morada da Trindade Santa. E onde está a Trindade, está toda a corte celeste: anjos e santos. Misteriosamente, de uma forma que não podemos compreender, todo o Céu está condensado dentro de nós. Cada um de nós — ou, pelo menos, a parte mais nobre de nossa alma, como ensina Santa Teresa d’Ávila —, é um privilegiado microcosmo do Céu. Qual é o objetivo de toda essa maquinaria celeste posta à disposição da humanidade? A nossa santificação. Concretamente, isto só pode significar morte ao pecado e ao Dragão livre das correntes, que destroem a pobres e ricos. O mundo só vai melhorar quando ricos e pobres se entreolharem, e um enxergar no outro o Templo vivo do Espírito Santo. (Publicado em 19/04/2017, no site http://www.jczamboni.com.br)

  • “How can you crucify Me again so soon?”

    Our Lady Queen of the Rosary, Pray for Us.

  • Devotion To Mary Is The Perfect Way 

    This practice of devotion to our Blessed Lady is also a perfect path by which to go and unite ourselves to Jesus; because the divine Mary is the most perfect and the most holy of creatures, and because Jesus; who has come to us most perfectly; took no other road for His great and admirable journey. The Most High, the Incomprehensible, the Inaccessible, He Who is, has willed to come to us, little worms of earth who are nothing. How has He done this? The Most High has come down to us perfectly and divinely, by the humble Mary, without losing anything of His divinity and sanctity. So it is by Mary that the very little ones are to ascend perfectly and divinely, without any fear, to the Most High. The Incomprehensible has allowed Himself to be comprehended and perfectly contained by the little Mary, without losing anything of His immensity. So also it is by the little Mary that we must let ourselves be contained and guided perfectly without any reserve.The Inaccessible has drawn near to us and has united Himself closely, perfectly and even personally to our humanity, by Mary, without losing anything of His majesty. So also it is by Mary that we must draw near to God and unite ourselves perfectly and closely to His Majesty without fear of being repulsed. St. Louis de Montfort, Ora Pro Nobis.

  • “TÁ TUDO DOMINADO”- POLÍTICA BRASILEIRA

    “TÁ TUDO DOMINADO”- POLÍTICA BRASILEIRA HORA DE OCUPAR BRASÍLIA E AS RUAS E DEMITIR A CLASSE POLÍTICA ATUAL As frenquentes, e cada vez mais graves, revelações da Operação Lava Jato, têm nos dado uma noção cada vez mais clara da gravidade, profundidade e antiguidade da organização criminosa que se apoderou dos dinheiro do povo que, arrecadado por meio de elevados impostos, deveria ser revertido em benefício de toda a sociedade. Os criminosos confessos que resolveram fazer a delação, têm, em troca da redução da pena, entregue todo os personagens envolvidos no esquema criminoso. Por mais que na percepção popular os políticos apareçam, na sua imensa maioria, como pessoas desonestas, não deixa de causar grande perplexidade a dimensão do roubo perpetrado pelos criminosos que ocupam cargos políticos e outras funções públicas. Se trata de dezenas de bilhões de Reais… DEZENAS DE BILHÕES!!! Dinheiro que seria suficiente para garantir uma muito melhor saúde, segurança, mobilidade, etc… Muitas pessoas morreram por causa de toda essa corrupção. Morreram por falta de assistência médica, por falta de tratamentos e medicações que dependiam de recursos que foram desviados por políticos e funcionários corruptos. Muitos pessoas de bem, morreram por falta de segurança, vítimas de latrocínios, vinganças, tráfico, balas perdidas e outros fatores decorrentes das ausência da força policial do Estado. Some-se a isso as inúmeras vítimas de acidentes de trânsito ocorridos por conta das péssimas condições de conservação e sinalização de muitas de nossas estradas. Coisas que, em grande parte, poderiam ser evitadas se os recursos não tivessem sido roubados e houvesse gestão competente. A maior parte dos políticos que hoje estão no poder, traíram o povo e o votos neles depositados para gerirem e fiscalizarem a gestão da coisa pública. Por isso, precisam ser varridos do cenário político, PAGANDO pelo que fizeram e DEVOLVENDO o que roubaram. Enquanto os cargos políticos forem esse meio para enriquecer de modo rápido, “eficiente” e ilícito, haverá sempre quem queira concorrer para atingir tal objetivo. Ou, ainda haverá muitos que, embora se elejam com nobres motivações, facilmente cairão na tentação ante a possibilidade de obter de modo fácil o “vil metal”, ou em vão disse São Paulo: “A cobiça do dinheiro é a raiz de todos os males”…? Só será possível diminuir a cobiça pelos cargos eletivos, com motivações torpes, se houver uma verdadeira reforma política que diminua sensivelmente os salários e privilégios abusivos e acabe com o foro privilegiado. E ainda garanta por lei, a punição mais severa dos crimes de corrupção. Mas, como esperar dos políticos corrompidos desse Congresso Nacional, que façam leis para reduzir seus salários, acabar com o foro privilegiado e muitos outros privilégios indevidos????… SIMPLESMENTE NÃO FARÃO. É preciso que o povo tome a consciência que os políticos são funcionários do povo, que estão ali porque o povo quis e podem ser depostos quando o povo não mais os quiser. É preciso varrer a classe política atual e fazer a reforma política antes de se fazer novas eleições. O povo precisa ocupar Brasília e as ruas e depor os atuais políticos, do contrário nada, ou muito pouca coisa mudará. Tal como foi feito com Dilma e o PT, precisa se fazer com o atual Governo Federal, com o Senado Federal, com a Câmara dos Deputados Federais e com o STF. As Forças Armadas não irão contra o povo, mas o apoiará desde que este manifeste de modo inequívoco e persistente seu desejo. Embora seja verdade, que o problema de fundo é de cunho moral e cultural e passa pela restauração dos valores que o movimento revolucionário conseguiu destruir, é necessária uma reação urgente e generalizada. Ou começamos de novo, ou estaremos condenados a sermos escravos dessa classe de maus políticos que, insaciáveis, continuarão a fazer de tudo para se manterem no poder afim de conservarem seus absurdos privilégios e garantirem que não serão punidos por isso. Pe. Rodrigo Maria, escravo inútil dá Santíssima Virgem O QUE PODERIA SER FEITO? Os políticos querem equilibrar o rombo das contas públicas às custas do povo (cobrando altos impostos de tudo quando é possível), mas não movem um palito para retirarem benefícios absurdos concedidos à classe política. Se há um rombo nas contas, a culpa não é do povo… Algumas ações urgentes e necessárias para reduzir o rombo nas contas públicas: – Que se diminua os Ministérios de 40 para 12; – Que se diminua os Senadores de 81 (3 por Estado) para 54 (2 por estado); – Que se reduza o número de Deputados Federais de 513 para no máximo 300; – Que se faça o mesmo com as Assembléias Legislativas dos Estados e com as Câmaras de Vereadores dos municípios; – Que se diminua o número de acessores dos Senadores de 80 para 05 e dos acessores de Deputados Federais de 25 para 05 também (e que se faça o mesmo nas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores); – Que se corte TODOS os privilégios absurdos e abusivos dos Senadores, Deputados e membros do Executivo e judiciário. Que recebam o seu salário e NADA mais…que paguem eles seus paletós, planos de saúde, suas viagens e outras despesas pessoais; – Que se elimine as aposentadorias de TODOS os políticos, pois não se trata de profissão, mas de um serviço temporário prestado à nação; – Que se venda TODAS essas empresas estatais que servem apenas para negociar cargos, comprar apoio político, dar prejuízos e fomentar a corrupção; – Que se proíba a utilização de dinheiro público para promover festas como o Carnaval ou a Parada Gay; – Que se deixe gastar bilhões com propagandas governamentais nos mais diversos meios de comunicação, especialmente as grandes empresas de televisão; – Que ponha os políticos corruptos na cadeia e se confisque tudo o que roubaram para repor o prejuízo causado a nação; – Que se coloque os criminosos presos para trabalhar e produzir seu próprio alimento para não serem pesados ao povo a quem já muito prejudicaram; Façam isso e não será necessário ter o Diesel a 4,00 Reais o litro, nem a gasolina a 5,00 Reais o litro… nem explorarem o povo para manter os absurdos privilégios de uma classe política corrompida e de um judiciário pesado e ineficiente. Equipe Templário de Maria

  • “TÁ TUDO DOMINADO”- POLÍTICA BRASILEIRA

    “TÁ TUDO DOMINADO”- POLÍTICA BRASILEIRA HORA DE OCUPAR BRASÍLIA E AS RUAS E DEMITIR A CLASSE POLÍTICA ATUAL As frenquentes, e cada vez mais graves, revelações da Operação Lava Jato, têm nos dado uma noção cada vez mais clara da gravidade, profundidade e antiguidade da organização criminosa que se apoderou dos dinheiro do povo que, arrecadado por meio de elevados impostos, deveria ser revertido em benefício de toda a sociedade. Os criminosos confessos que resolveram fazer a delação, têm, em troca da redução da pena, entregue todo os personagens envolvidos no esquema criminoso. Por mais que na percepção popular os políticos apareçam, na sua imensa maioria, como pessoas desonestas, não deixa de causar grande perplexidade a dimensão do roubo perpetrado pelos criminosos que ocupam cargos políticos e outras funções públicas. Se trata de dezenas de bilhões de Reais… DEZENAS DE BILHÕES!!! Dinheiro que seria suficiente para garantir uma muito melhor saúde, segurança, mobilidade, etc… Muitas pessoas morreram por causa de toda essa corrupção. Morreram por falta de assistência médica, por falta de tratamentos e medicações que dependiam de recursos que foram desviados por políticos e funcionários corruptos. Muitos pessoas de bem, morreram por falta de segurança, vítimas de latrocínios, vinganças, tráfico, balas perdidas e outros fatores decorrentes das ausência da força policial do Estado. Some-se a isso as inúmeras vítimas de acidentes de trânsito ocorridos por conta das péssimas condições de conservação e sinalização de muitas de nossas estradas. Coisas que, em grande parte, poderiam ser evitadas se os recursos não tivessem sido roubados e houvesse gestão competente. A maior parte dos políticos que hoje estão no poder, traíram o povo e o votos neles depositados para gerirem e fiscalizarem a gestão da coisa pública. Por isso, precisam ser varridos do cenário político, PAGANDO pelo que fizeram e DEVOLVENDO o que roubaram. Enquanto os cargos políticos forem esse meio para enriquecer de modo rápido, “eficiente” e ilícito, haverá sempre quem queira concorrer para atingir tal objetivo. Ou, ainda haverá muitos que, embora se elejam com nobres motivações, facilmente cairão na tentação ante a possibilidade de obter de modo fácil o “vil metal”, ou em vão disse São Paulo: “A cobiça do dinheiro é a raiz de todos os males”…? Só será possível diminuir a cobiça pelos cargos eletivos, com motivações torpes, se houver uma verdadeira reforma política que diminua sensivelmente os salários e privilégios abusivos e acabe com o foro privilegiado. E ainda garanta por lei, a punição mais severa dos crimes de corrupção. Mas, como esperar dos políticos corrompidos desse Congresso Nacional, que façam leis para reduzir seus salários, acabar com o foro privilegiado e muitos outros privilégios indevidos????… SIMPLESMENTE NÃO FARÃO. É preciso que o povo tome a consciência que os políticos são funcionários do povo, que estão ali porque o povo quis e podem ser depostos quando o povo não mais os quiser. É preciso varrer a classe política atual e fazer a reforma política antes de se fazer novas eleições. O povo precisa ocupar Brasília e as ruas e depor os atuais políticos, do contrário nada, ou muito pouca coisa mudará. Tal como foi feito com Dilma e o PT, precisa se fazer com o atual Governo Federal, com o Senado Federal, com a Câmara dos Deputados Federais e com o STF. As Forças Armadas não irão contra o povo, mas o apoiará desde que este manifeste de modo inequívoco e persistente seu desejo. Embora seja verdade, que o problema de fundo é de cunho moral e cultural e passa pela restauração dos valores que o movimento revolucionário conseguiu destruir, é necessária uma reação urgente e generalizada. Ou começamos de novo, ou estaremos condenados a sermos escravos dessa classe de maus políticos que, insaciáveis, continuarão a fazer de tudo para se manterem no poder afim de conservarem seus absurdos privilégios e garantirem que não serão punidos por isso. Pe. Rodrigo Maria, escravo inútil dá Santíssima Virgem O QUE PODERIA SER FEITO? Os políticos querem equilibrar o rombo das contas públicas às custas do povo (cobrando altos impostos de tudo quando é possível), mas não movem um palito para retirarem benefícios absurdos concedidos à classe política. Se há um rombo nas contas, a culpa não é do povo… Algumas ações urgentes e necessárias para reduzir o rombo nas contas públicas: – Que se diminua os Ministérios de 40 para 12; – Que se diminua os Senadores de 81 (3 por Estado) para 54 (2 por estado); – Que se reduza o número de Deputados Federais de 513 para no máximo 300; – Que se faça o mesmo com as Assembléias Legislativas dos Estados e com as Câmaras de Vereadores dos municípios; – Que se diminua o número de acessores dos Senadores de 80 para 05 e dos acessores de Deputados Federais de 25 para 05 também (e que se faça o mesmo nas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores); – Que se corte TODOS os privilégios absurdos e abusivos dos Senadores, Deputados e membros do Executivo e judiciário. Que recebam o seu salário e NADA mais…que paguem eles seus paletós, planos de saúde, suas viagens e outras despesas pessoais; – Que se elimine as aposentadorias de TODOS os políticos, pois não se trata de profissão, mas de um serviço temporário prestado à nação; – Que se venda TODAS essas empresas estatais que servem apenas para negociar cargos, comprar apoio político, dar prejuízos e fomentar a corrupção; – Que se proíba a utilização de dinheiro público para promover festas como o Carnaval ou a Parada Gay; – Que se deixe gastar bilhões com propagandas governamentais nos mais diversos meios de comunicação, especialmente as grandes empresas de televisão; – Que ponha os políticos corruptos na cadeia e se confisque tudo o que roubaram para repor o prejuízo causado a nação; – Que se coloque os criminosos presos para trabalhar e produzir seu próprio alimento para não serem pesados ao povo a quem já muito prejudicaram; Façam isso e não será necessário ter o Diesel a 4,00 Reais o litro, nem a gasolina a 5,00 Reais o litro… nem explorarem o povo para manter os absurdos privilégios de uma classe política corrompida e de um judiciário pesado e ineficiente. Equipe Templário de Maria

  • St. Thomas Aquinas Converts Two Jewish Rabbis.

    St. Thomas could not long be in their society without trying to convert them, and was soon engaged in an animated controversy. His we’re no mean opponents; they pleaded their cause with eloquence, learning and earnestness. But all they could say was met by clear proofs, put before them in the purest spirit of christian charity. The debate ended, apparently with no result, they appear to be so unshakeably wedded to their opinions that all he could say produced no effect upon their hearts. They however promised to return to the villa on the following day. Then the Saint betook himself to prayer. It was Christmas eve, and he spent the whole night in contemplating the new born babe of Bethlehem, and prayed Him, who came into this world for no other purpose than to save sinners, not to let these perish. His prayed was heard, for on the following day, they returned with tears in their eyes, no longer dispute, but to ask holy Baptism from who had opened their minds to the truth. St. Thomas Aquinas, Ora Pro Nobis

  • A MISSÃO DO INTELECTUAL CATÓLICO HOJE – Padre Alfredo Sáenz, SJ

    Tratemos de expor agora o trabalho que, em nossa opinião, deve desenvolver, sob as circunstâncias atuais, aquele que queira “iluminar” o mundo (que é a missão do intelectual católico). Porque a sua é uma função “iluminatória”. Parece próprio da inteligência iluminar onde imperam as trevas. Se esta função sempre foi necessária, hoje o é mais do que nunca, porque a escuridão anda mais espessa. No fundo, não é nada além de uma participação na tarefa iluminadora d’Aquele que disse: “Eu sou a luz”, “Eu vim para trazer a luz do mundo”. A luz sobrenatural, mas também, de certo modo, a  natural. Onde há luz, em última instância há Cristo, Luz do mundo. Quais são as áreas que o intelectual católico deve iluminar com a sua presença e, acima de tudo, com a sua sabedoria? Filosofia. Primeiro de tudo, o campo da filosofia. No terreno da filosofia, o processo de decadência a que nos referimos acima, tornou-se mais evidente do que em qualquer outro terreno. O intelectual católico deve conhecer o melhor possível as várias correntes filosóficas que, a partir de Descartes, culminaram no marxismo e na Nova Ordem Mundial Globalista.  Mas deverá conhecer, muito melhor ainda, a filosofia perene, que encontra uma magnífica realização no pensamento de Santo Tomás de Aquino.  Este será o seu ponto de referência, que lhe permitirá pronunciar um juízo sobre toda filosofia que se afaste do reto caminho em direção ao ser. Nada poderia estar mais longe da ecletismo que esta posição. Sabemos bem que, na universidade, o jovem se instrui no conhecimento das diversas correntes filosóficas, não lhes atribuindo outro valor, além de sua mera manifestação cronológica. O filósofo cristão não pode ser um mero espectador do devir filosófico, um coqueteador das filosofias em voga. Deve, antes, ser um enamorado do ser, do ser natural e o Ser sobrenatural. Seu ofício não consistirá em “conhecer” diversas filosofias, mas “julgá-las” a partir do ponto de vista inabalável da verdade, que, além de conhecida, deverá também ser saboreada. Seu ofício não consistirá, tampouco, em uma repetição mecânica da ortodoxia escolástica, mas, aproveitando a validade perene de seus princípios, saberá iluminar a realidade do homem atual e responder aos seus problemas prementes. É mais importante saber responder às objeções de Marcuse ou Gramsci do que às de Durando ou Pedro Abelardo. Direito. Outro ramo da cultura é o mundo do Direito. As épocas de plenitude cultural souberam distinguir o direito divino, o direito natural e direito positivo. Depois de recusar o direito divino, os homens tentaram estabelecer a justiça com base no direito natural e positivo. Numa etapa posterior, só restou o direito positivo, pois já se já afirmava, com franqueza, a inexitência de todo direito ancorado na natureza humana. Hoje, assistimos a negação do próprio direito positivo. Só resta o direito do mais forte. O papel do jurista católico é, portanto, enorme, devendo refazer o caminho anterior à destruição. Será necessário recriar todo o direito positivo, ancorando-o no direito natural, e este, sempre compreendido como participação do direito divino no homem. Só então a sociedade voltará a encontrar a jurisprudência que merece. Ciência. O intelectual católico também deverá iluminar o campo da ciência. Campo especialmente privilegiado pelos inimigos de Cristo e da Igreja. Não é em vão que numerosos expoentes do processo destrutivo proclamam um “materialismo científico”. Será necessário reposicionar este campo do conhecimento em seu devido lugar, em depedência Daquele que é o início e o fim de toda lei física, de qualquer propriedade química. Einstein chegou a afirmar que “a ciência sem religião é manca e religião sem a ciência é cega… Eu não estou interessado neste ou outro fenômeno, nem no espectro de um elemento químico. Eu quero conhecer o pensamento de Deus; o resto é detalhe.” Se o universo canta a glória de seu Criador, se este mundo, com suas leis admiráveis, ​​é, nas palavras de Santo Agostinho, “o grande poema do inefável modulador”, caberá ao cientista católico fazer com que a ciência cante sempre um cântico novo. As descobertas científicas já não serão pretensos argumentos contra a fé, mas um trampolim para Deus, em continuidade com a visão que nos dá a Sagrada Escritura, despertando em nós a admiração pela ordem, a beleza e a sabedoria que resplandecem na criação. Política. Outra área que deve ser iluminada pelo intelectual católico é a política. Este âmbito da atividade humana – e quão humana! — está obviamente ferido. A expressão, em si, já se tornou sinônimo de interesse proprio, roubo, imoralidade. Em sua natureza, porém, a política possui tal nobreza, que corresponde a uma das mais elevadas atividades humanas, oferecendo a oportunidade de praticar o que Pío XI chamava de “caridade política”; atreveríamos a dizer que, se bem compreendida, é uma das formas mais altas de caridade que o cristão pode exercitar, na ordem temporal. Caridade política, pois o governante católico, ao propiciar aos cidadãos o bem-estar temporal, coloca, de alguma forma, as bases naturais de seu destino transcendente e, assim, o cidadão, sem se deixar envolver pelos bens da terra, não perde de vista o seu fim escatológico. É claro que o homem pode ser salvo mesmo vivendo sob um regime de terror, sob o regime do Anticristo. Mas, então, a salvação será extremamente difícil, altamente heróica. Ao contrário, quando um governo se dedica à busca do bem comum, não só cuida diretamente da felicidade terrena de seus súditos, mas de alguma forma facilita, mesmo que indiretamente, a sua salvação eterna. Iluminar, pois, este campo tão tenebroso, explicar o que se tem chamado de “concepção católica da política”, é outro dos objetos de especulação do intelectual católico. Educação. Um âmbito privilegiado para a atuação do católico militante é certamente o da educação. O fato de que os inimigos de Cristo, da Igreja e da Pátria dediquem tantos esforços nesta tarefa, mostra-nos, pela astúcia que tão bem caracteriza os perversos, a importância do mesmo. Urge uma investigação teórica sobre o que é a educação, os seus fins, os seus meios, o que deve ser uma escola, uma Universidade. Graças a Deus, nas últimas décadas foram escritos notáveis ​​obras sobre o assunto, obras que honram o nível alcançado pela cultura católica Argentina. No entanto, é um trabalho nunca concluído. O Santo Padre [Bento XVI], e, na América Hispânica, o documento de Puebla, exortam uma e outra vez para o que denominam “a evangelização da cultura”. Mais importante, talvez, do que a tomada do poder — que os que se dedicam à política devem ter como propósito substancial — é a tomada da cultura. Entendemos esta palavra em um sentido amplo, incluindo os meios de comunicação que, gostemos ou não, estão condicionando o modo de pensar dos argentinos. Acreditamos que, neste campo, como talvez nenhum outro lugar, são necessários espírito e imaginação criadores. É preciso construir boas escolas, boas universidades, boas revistas de cultura, grupos de estudo com sólida formação intelectual. Artes. É necessário cuidar, também, das artes. Sob este nome, incluimos tudo o que normalmente entendemos por “belas artes” (música, literatura, pintura, arquitetura, escultura), ou seja, aqueles manifestações humanas que afirmam sua relação com o que, às vezes, se denomina “estética” . Eis aqui outro campo cobiçado pelo inimigo. As artes, que em si não devem ser mais do que o esplendor da verdade, estão tragicamente feridas e degeneradas. Assistimos ao espetáculo de uma pintura que encerra o homem em sua subjetividade, onirizando-o e destruindo-o. Estamos diante de uma literatura que não só atenta contra a beleza da língua, como também contra a verdade ética e, a fortiori, metafísica. Chegam também aos nossos ouvidos, cotidianamente, uma música sem alma. Não devemos esquecer que a música faz o homem. Os vários tipos de música fazem diferentes tipos de homens: o homem sensual, o homem materialista, homem superficial, o homem erótico, o homem virtuoso. Hoje, mais do que nunca, quando a música parece adorar a feiúra, o barulho ensurdecedor que torna praticamente impossível qualquer tentativa de vida interior, impõe-se o surgimento de músicos católicos não só capazes de transmitir o sentido das harmonias sensíveis, como também o sentido das verdades profundas, especialmente aquelas que estão relacionadas com o mistério, e isto não só no âmbito da música profana, mas também no ferido mundo da música sacra. Temos necessidade de músicos, pintores, escultores marcados pelo selo católico, que é feito de fidelidade ao ser e à Graça. Por eles, a arte conseguirá irradiar, através do sensível, o esplendor da verdade. História. Finalmente, sem a pretensão de esgotar todas as linhas em que o intelectual católico deve aplicar seus talentos, não podemos deixar de nos referir à pesquisa histórica. Nele nos deteremos um pouco mais do que em outros campos, porque o consideramos particularmente importante. Somente a memória fiel do passado torna possível uma análise aceitável do presente e uma séria perspectiva do futuro. Assim, se em algo deve exercitar-se a tarefa iluminante do intelectual católico, é no campo da interpretação da história. Quantas vezes encontramos pessoas que, ao considerar os problemas do nosso tempo, o fazem como se se tratasse de  problemas de recente data, de problemas que acabam de aparecer, e cujas soluções lhes parecem estar, consequentemente, ao  alcance das mãos. E, dessa maneira, se equivocam nos remédios. Se queremos que nosso tempo seja inteligível, é absolutamente necessário que o localizemos sob a tela de fundo da história universal, sob esse leque amplíssimo que vai do Gênesis ao Apocalipse. Os problemas de nosso tempo não são recém nascidos, mas têm atrás de si um longo período de gestação, às vezes de séculos. Neste sentido, muito útil será ao militante católico a leitura das análises históricas de Berdiaeff, Gonzaga de Reynold, Belloc, Solzhenitsyn, e, entre nós, de Diaz Araujo e Alberto Caturelli. Ali, vamos encontrar a explicação desse grande processo de apostasia, iniciado desde o final da Idade Média, num processo que começou com a negação da Igreja pelo protestantismo, prosseguiu com a negação de Cristo pelo deísmo racionalista, culminando na rejeição do próprio Deus pelo marxismo ateu. Os problemas de hoe não surgiram, pois, aqui e agora, mas são os estertores de um longo processo histórico. Decorre, daí, a necessidade do intelectual católico ter bem estruturada, em sua mente, o que se tem chamado de “filosofia da história”, embora melhor seria denominá-la “teologia da história”. Para esta visão global nada melhor que a meditação da imortal obra de S. Agostinho De Civitate Dei, onde o Santo Doutor compreende o devir histórico à luz do conflito teológico entre duas cidades, a Cidade de Deus e a Cidade de Satanás, a radicada no amor de Deus até o desprezo de si mesmo, e a fundada no amor de si até o desprezo de Deus. Nesta obra, o Doutor de Hipona oferece-nos as chaves da história universal. Trata-se, contudo, de uma obra inacabada, considerando-se as inevitáveis limitações do grande mestre que, naturalmente, só podia analisar o curso da história até o século em que viveu. Cabe a nós, agora, continuar a sua tarefa, sempre de acordo com as claves que ele nos deu, mas aplicando-as aos novos acontecimentos que se vão sucedendo. Conclusão. Percorremos diversas áreas, pelas quais deve irradiar-se o trabalho esclarecedor dos que aspiram ser líderes católicos, no campo da inteligência. A amplitude da tarefa pode suscitar grande temor. Já alertamos que o mundo da cultura vai para o outro lado, que a verdade não é aceita pela multidão. E o sistema da maioria simples — metade mais um —, saindo do terreno onde se cristalizou, que é o da política eleitoral, ameaça invadir também o campo dos defensores da verdade. Hoje, está se espalhando, perigosamente, uma espécie de ceticismo doutrinal. Fala-se da “minha verdade”, da “sua verdade”, todo mundo tem “sua verdade”. Condena-se ao ostracismo o que pretende afirmar não “sua” verdade, mas “a” verdade. Não temamos, porém, a solidão: a verdade nunca está sozinha. A verdade está com o ser, e, portanto, com a verdadeira universalidade. Cristo tinha razão, mesmo quando a “metade mais um” preferiu Barrabás. Nada é mais pernicioso a um intelectual católico do que o desejo de estar bem com o mundo, diluindo consideravelmente a verdade, fragmentando-a, mesmo que o faça com a intenção de que seja aceita. “Não sejais semelhantes ao mundo”, ensinava João Paulo II, “não procureis ser semelhantes ao mundo. O que deveis fazer é tornar o mundo semelhante à Palavra Eterna” (Discurso à Pia Sociedade de São Paulo, em 31/03/1980). Em última análise, em longo prazo, nada  atrai tanto quanto a integralidade da verdade, a verdade sem rodeios. Além do mais, o intelectual católico deverá estar disposto a suportar grandes adversidades. Santo Agostinho, esse cunhador de frases imortais, disse-o incisivamente: “A verdade engendra o ódio.” É verdade que Cristo, por sua façanha redentora, foi amado como ninguém o foi na história. Mas, ao mesmo tempo, ao concentrar em si, encarnando-a, a plenitude da verdade — “Eu sou a verdade” —, também atraiu para junto de si o ódio do mundo, do espírito do mundo, que não só o levou à cruz, mas ainda o continua perseguindo até o fim dos séculos. Não só a ele, como também a todos que querem afirmar, em alta voz, a verdade. O mundo persegue-O neles. O mundo persegue aos que defendem a verdade, porque são diferentes, e sua própria presença já é uma espécie de censura implícita ao mundo. Citemos, a propósito, alguns ensinamentos esclarecedores de João Paulo II: “Aprendei a pensar, falar e agir de acordo com os princípios da clareza evangélica: sim, sim; não, não. Aprendei a chamar de branco o que é branco e preto o que é preto; chamar de mal o que é mal, e bem o que é bem. Aprendei a chamar de pecado o que é pecado, e não o chameis de libertação ou progresso, mesmo quando toda a moda e propaganda forem contrárias a vós” (Discurso aos alunos universitários de Roma, em 26/03/1981). Talvez a grande missão do intelectual católico, em nosso tempo, seja a de manter íntegro, em meio a um ambiente caótico e subversivo, o legado da tradição, a ação de conduzir a tocha da cultura à geração seguinte. Não foi de outra maneira que agiram os católicos mais clarividentes quando, nos séculos obscuros da Idade Média, ocorreu a invasão dos bárbaros. Hoje, novas ondas de barbárie já se lançam sobre os restos da civilização cristã.  Como outrora nos monastérios, mantenhamos viva a chama da cultura, mesmo que seja em pequenos cenáculos ou grupos de formação, para que ela possa ser conhecida por nossos filhos, os quais, por sua vez, a retransmitirão. Em uma palavra, trata-se de refazer a Cristandade, não retornando, como é óbvio, aos aspectos anedóticos da Idade Média, mas aos princípios que a gestaram. Trata-se de fazer Cristo reinar na universalidade da ordem temporal. Todos os filões da cultura devem expressar ou refletir o Cristo, a Realeza de Cristo. Que a filosofia seja o reflexo de Cristo, enquanto sabedoria encarnada; que as ciências reflitam Cristo, enquanto perfeita exatidão; que a história reflita Cristo, Senhor dos espaços e dos tempos; que a política reflita Cristo, Soberano das sociedades e Rei das nações; que a educação reflita Cristo, o pedagogo supremo; que as artes reflitam Cristo, a beleza encarnada. Filosofia, ciência, história, política, educação, artes — são tantas as maneiras de irradiar-se o Cristo verdade, Cristo exatidão, Cristo Senhor da história, Cristo soberano, Cristo Mestre, Cristo, enfim, como o mais belo dos filhos dos homens . “Aperite portas Redemptori!” (“Abri as portas ao Redentor!”), exclamava João Paulo II. Contribuamos para que não fique uma única porta fechada, pelo menos neste mundo da cultura em que nos cabe agir. Para que um dia se torne real aquela frase, segundo a qual Cristo se tornaria Tudo em todos. (Trecho da palestra proferida pelo padre jesuíta argentino Alfredo Sáenz, ao receber o Doutorado Honoris Causa pela Universidade Católica de La Plata (UCALP), em 22 de Outubro de 2012, em reconhecimento por sua contribuição à cultura católica. Padre Saenz escreveu muito sobre problemas de história da Igreja, filosofia da história e atualmente sobre a Nova Ordem Mundial).

  • Conheça o desafio da Liturgia Azul

    Hoje queremos compartilhar com vocês um desafio super interessante que nos ajudará a viver melhor a Eucaristia e se cumpri-lo até o fim, você ganhará o título de cristão piedoso! Que comecem os jogos! 1. Fazer simplesmente o sinal da cruz no início da missa, ao qual os fiéis respondem “amém” (nada da musiquinha “em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo…). 2. Fazer o ato penitencial com a fórmula certa. 3. Não alterar a letra do Glória. 4. O evangelho deve ser proclamado por um ministro ordenado. Nada de delegar o seminarista para esta função (ainda mais dando a benção antes, “like” diácono). 5. Homilia? Equivale à fase 4: só um ministro ordenado. 6. Não alterar a letra do Santo. 7. Baderna no momento da paz nem pensar! Dar a paz apenas aos mais próximos é suficiente. 8. Quanto à distribuição da Sagrada Comunhão, se em duas espécies, obrigatoriamente na boca. Nada de deixar o leigo pegar a Hóstia Consagrada e molhar no cálice. E muito menos colocar a Hóstia molhada no preciosíssimo Sangue na mão do comungante. 9. O comungante se ajoelhou? NÃO LHE NEGUE a comunhão. Ele está reconhecendo que diante de Jesus todo joelho se dobra, e quer comungar da melhor forma possível. O mesmo vale para quem não se ajoelha mas quer receber na boca. 10. Após a comunhão, é permitido dar breves avisos à comunidade. BREVES AVISOS, não “parabéns a você”. 11. Dúvidas? Psiu, vou te contar uma coisa que nem todo mundo sabe: em cima do altar, há um livro vermelho chamado Missal Romano. O Missal é nosso amigo e nos ajuda muito. Basta ler o preto e fazer o vermelho! 😉 12. Sem Amém no Pai-nosso 13. Sem danças “litúrgicas” no meio da Missa. Caso alguém queira colocar mais algum desafio no jogo, fique à vontade. Podemos chegar a 50 também. Fonte: ChurchPop #conhe #desafio #Liturgia

  • It is Arius, Who  Has Torn My Robe

    It is God’s willed that His Church must never grow without a struggle and the heresy of Arius shook the Church to its very foundations. Whether we like it or not, heresy has its positive side – it confirms our faith. The following narrative extracted from the story of St. Athanasius reveals that Our Lord had already warned in a vision against accepting Arius back into the fold. “A certain man called Arius had been excommunicated by the Patriarch for having joined the schism of Meletius. He(Arius) – that very day – beseeched the clerics with tears to use their influence with Peter to obtain his pardon. The clerics knew the tenderness of their Bishop’s heart and readiness to forgive the erring; they were greatly surprised when their petition met with a stern refusal. The Patriarch gave his reason thus; “This night, as I prayed, Our Lord appeared to me in glory but His robe rent from top to bottom. ‘Who has treated Thee thus, My Lord!’ I cried,’and I rent thy garments?’ ‘It is Arius,’ He replied, ‘who has torn My robe, and tomorrow they will come to you to intercede for him. Therefore, I have warned you to keep him from the fold. But You shall die tomorrow.'” Oh Jesus, True God and True Man, Save Us.

  • Humility of St. Thomas Aquinas

    When at the convent of Bologna, a lay Brother, having occasion to go into the town, to buy some necessaries for the wants of the community, went to the prior to ask him to appoint him a companion. The Prior told him to take the first religious he met, which happened to be St. Thomas, who was walking at that time in the cloisters. The lay brother, who did not know who he was, went up and said: “Good Father, the prior wishes you to go with me into the town.” St. Thomas bent his head in assent, and followed him at once. But as they went through the streets, St. Thomas, who could not walk as fast as his companion lagged behind, and was often scolded for it by the Brother, but each time humbly excused himself. Some of the citizens, who knew the holy Doctor, full of admiration for such humility, which could induce so great a man to follow a lay Brother, to the lay Brother who his companion was. The poor Brother, full of confusion, at once begged his pardon. But St. Thomas answered: “All religion is perfected obedience, by which man is subjected to his follow man for the love of God, as God obeyed man for the love of man.” St. Thomas Aquinas, Ora Pro Nobis.

  • Festa de São Marcos Evangelista – 25 de Abril

    SANTO DO DIA – 25 DE ABRIL – SÃO MARCOS EVANGELISTA Evangelista e Mártir (Século I) O evangelho de são Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de são Pedro, embora tenha sido também assistente de são Paulo e são Barnabé, de quem era sobrinho. Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio são Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição. Mais tarde, Marcos acompanhou são Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a são Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado. Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de são Pedro, em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos. Levando seu Evangelho, partiu para sua missão apostólica. Diz a tradição que são Marcos, depois da morte de são Pedro e são Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram. Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou são Marcos como padroeiro desde o ano 828. Conheça mais sobre São Marcos Evangelista Discípulo do apóstolo Paulo de Tarso e posteriormente de Pedro, São Marcos Evangelista é tradicionalmente considerado o autor de um dos Evangelhos da Bíblia, além de ser um dos setenta discípulos de Cristo. Através de suas pregações, logo foi visto como um profeta, sendo especialmente escolhido pela Providencia como um dos homens que prenunciavam os acontecimentos, bem como ouviam e interpretavam os passos do Criador na história, orientando o caminhar do povo de Deus Neste dia 25 de Abril comemoramos a Festa do Evangelista São Marcos, sublime e modesto pregador que convertido através do apostolado de São Pedro passou a servir de secretário do Primeiro Papa da Igreja. Em uma das inúmeras viagens a Roma, empreendidas por ambos os santos, Marcos encantou e entusiasmou a toda a multidão com suas magnificas e arrebatadoras pregações o que levou a todo o povo a pedir que este escrevesse seu evangelho, a fim de perpetuar os marcantes fatos da vida do Divino Salvador que o evangelista havia ouvido dos lábios do Apóstolo Pedro. Assim se deu! Com seus ensinamentos e ardor apostólico converteu incontável número de gentios, principalmente nas regiões de Aquiléia, Alexandria e na Pentápole. Após incansável trabalho, ao chegar a Alexandria, alguns sacerdotes dos templos pagãos, cheios de fúria pela quantidade de pessoas que se convertiam ao Cristianismo pelas mãos do evangelista, o surpreenderam enquanto celebrava sua Missa Pascal e amarrando uma corda ao seu pescoço o arrastaram por toda a cidade, após esta tortura foi levado ao cárcere onde recebeu a visita do Divino Mestre que o consolou e lhe comunicou que sua hora havia chegado. Na manhã seguinte repetiram o atroz suplício durante o qual, em meio às dores e ferimentos, entregou sua alma a Deus. Após sua morte uma horda de pagãos queria queimar seu corpo, mas de repente o tempo se fez turvo e toda a natureza como que protesta diante de tão criminoso ato e inicia-se uma feroz tempestade com granizo, raios e relâmpagos que dispersa o maléfico conjunto deixando o corpo intacto. Assim os cristãos puderam recolher o corpo do santo mártir e o sepultar em uma igreja onde pudessem render-lhe o devido culto. Mais tarde suas relíquias foram transferidas para a catedral que leva seu nome em Veneza e ali permanece para a veneração dos fiéis que devotamente, por intercessão do santo, pedem graças, sendo muitas vezes atendidos com inúmeros benefícios e estupendos milagres. I – São Marcos A palavra “Evangelho” vem do grego “evangélion”, que significa “Boa Nova”. A Igreja reconhece oficialmente quatro narrações do Evangelho, ou seja quatro são os Evangelhos Canônicos: os de São Mateus, São Marcos, São Lucas (chamados “sinóticos” pois podem ser lidos em sinopse, ou em três colunas paralelas), e o de São João (assaz diferente). Há também outros escritos chamados apócrifos, mas que não são reconhecidos pela Igreja como inspirados pelo Espírito Santo. Se comparamos estes com os canônicos veremos que diferem, pois são exuberantes, tendem a mostrar um “Jesus maravilhoso”, ao passo que os reconhecidos pelo Magistério são muito sóbrios, não precisam “ornamentar” a figura de Nosso Senhor, pois seus autores os sabem aceitos por seus leitores.[1] São Marcos não foi um dos doze apóstolos, mas discípulo destes, em especial, São Pedro. É o segundo, e o mais breve dos Evangelhos sinóticos, conta com 673 versículos, enquanto que São Mateus 1068 e São Lucas 1149. Durante muito tempo ele foi um dos evangelistas menos comentados, porém aos poucos chamou a atenção pelo fato de que se julgou ser ele o mais fiel narrador. Seu estilo de escrever é o mais simples dentre os evangelistas. [2] Sabe-se que seu Evangelho é destinado não para os judeus, mas para os pagãos convertidos ao Cristianismo. Talvez por ter sido batizado por São Pedro, e por tê-lo seguido em diversas viagens, este ocupa um lugar saliente em seu evangelho.[3] Porém muitas vezes esta “saliência” não é muito favorável ao primeiro Papa, e aqui encontramos uma primeira prova da veracidade de seus escritos. Pois, com efeito, se São Marcos quisesse inventar um mero mito, ou um conto, o lógico é que o faria de modo a ressaltar-se, a si e ao que lhe diz respeito… como o faz geralmente os falsários, para que assim seja aceito e venerado por seus adeptos, e que escondesse tudo o que lhe possa prejudicar. Entretanto não é assim, pois apesar de ser ele discípulo de São Pedro, ressalta as faltas deste (Mc.: 8, 32; 14, 66-72; ). Como se não bastasse ressaltar as deficiências, ele vela os méritos, assim vemos que, por exemplo a promessa do primado de São Pedro, por ele não é narrada. II- Provas históricas de seus escritos Encontramos testemunhos de vários autores antigos a respeito da autenticidade dos escritos de São Marcos. Com efeito, num fragmento de Papias (bispo de Hierápolis, Padre da Igreja e discípulo de São João Evangelista) em Eusébio, (História Eclesiástica, 3, 39, 15) o ancião, isto é São João Evangelista se manifestou sobre o segundo evangelho: “Marcos, o intérprete de Pedro, escreveu exatamente tudo o que se recordava, os ditos e fatos do Senhor, mas não conforme a ordem. Na verdade ele não tinha ouvido o Senhor nem tinha sido seu discípulo e sim mais tarde acompanhara a Pedro. Este subministrava os seus ensinamentos de acordo com as necessidades dos ouvintes sem pôr em ordem os ditos do Senhor. Assim Marcos não errou em escrever certas coisas do modo como se recordava, com o cuidado de nada omitir e de nada falsificar do que tinha ouvido.” Como vemos é um testemunho de um outro apóstolo e evangelista acerca de que São Marcos foi o autor dum Evangelho.[4] Vale também recordar que em 1947 foram descobertos, por um beduíno que procurava por sua ovelha desgarrada em Qumran (Palestina) os Manuscritos do Mar Morto. Estes manuscritos foram estudados pelo famoso papirólogo Pe. José O’Callaghan SJ, que chegou à conclusão, a partir de um dos minúsculos fragmentos achados, que continha apenas 6 palavras, datado de aproximadamente 50 d. C., que se tratava do texto de Mc. 6, 52, conclusão esta que também foi aceita por vários outros estudiosos. A partir deste documento tão antigo fica descartada a hipótese de que este Evangelho tenha sido inventado posteriormente, e ainda o situa de acordo com a tradição Cristã, ou seja, de que o autor realmente é São Marcos que viveu no século I d. C. Outro argumento a favor da autenticidade dos Evangelhos (de São Marcos e dos demais) é que neles a topografia da Palestina é pelos evangelistas minuciosamente mencionada, assim como a cronologia que é assaz exata, e até mesmo citações de alguns nomes de personagens que realmente existiram e que nos ajudam a definir o contexto: César Augusto (Lc 2, 1); Tibério César, Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias… (Lc 3, 1s).[5] Também não se pode dizer que são mitos e nem que são inventados pois de acordo com o contexto histórico, quem fosse inventar uma fábula para atrair aos “desavisados” certamente não o faria como o fizeram os evangelistas cujos traços são desafiadores e exigentes para a mente humana daquela época: a mensagem de um Deus feito homem e, mais… um Deus que foi crucificado (recordemos que para os Romanos bem como os para gregos, nações dominantes de então, os deuses eram uns “super-heróis” tiranos e que quase não se importavam com os homens), sendo assim escândalo para os judeus e loucura para os gregos (1Cor 1, 23 ). A promessa da Ressurreição ou de re-união da alma com o corpo era contrária ao pensamento grego. Além do mais, a moral cristã, que valorizava a mulher, a criança (mesmo indesejada), a família, o escravo, a estrita monogamia… só poderia encontrar oposições por parte do mundo civilizado.[6] Donde constatamos que a mensagem do Evangelho é de origem Divina e não pode ter sido produto de ficcionismo de judeus ou de pagãos da antigüidade. III- Doutrina do Magistério da Igreja Após termos visto a parte histórica resta-nos conferirmos com a fonte infalível, o Magistério da Santa Igreja Católica. 1) Quanto à autoria da São Marcos. Diz-nos São Pio X numa “Resposta da Comissão Bíblica, 25 jun. 1912”: “Pergunta 1: A voz claríssima da tradição, maravilhosamente unânime desde os inícios da Igreja e confirmada por múltiplos argumentos, a saber, pelos testemunhos expressos dos Santos Padres e dos autores eclesiásticos, pelas citações e alusões presentes nos escritos dos mesmos, pelo uso dos antigos hereges, pelas versões dos livros do Novo Testamento, por quase todos os códices manuscritos mais antigos e também por razões internas tiradas do próprio texto dos Livros Sagrados, obriga a afirmar com certeza que Marcos, discípulo e intérprete de Pedro, e Lucas, médico, auxiliar e companheiro de Paulo, são realmente os autores dos Evangelhos que respectivamente lhes são atribuídos Resposta: Sim” (Dz 3568). 2) Quanto à inspiração Divina. A Igreja reconhece alguns livros como sendo canônicos e declara que são inspirados por Deus: “ é esta a antiga e constante fé da Igreja, definida também por sentença solene nos Concílios de Florença e de Trento e, por fim, confirmada e mais expressamente declarada no Concílio Vaticano, que promulgou sem restrição: “Os livros da Antigo e do Novo Testamento… têm Deus por autor” (Dz 3293). E ainda “as coisas divinamente reveladas que se encerram por escrito na Sagrada Escritura e nesta se nos oferecem foram consignadas sob o sopro do Espírito Santo. Pois a Santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, têm como sagrados e canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, têm Deus por autor e foram como tais transmitido à Igreja. Na redação dos livros sagrados Deus escolheu pessoas humanas, das quais se utilizou sem tirar-lhes o uso das próprias capacidades e faculdades, a fim de que, agindo Ele próprio neles e por eles, transmitissem por escrito, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que ele próprio quisesse” (Dz 4215). Como vemos Deus se utilizou (como Ele costuma fazer) de criaturas para propagarem e difundirem seus ensinamentos dados aqui na terra, por Nosso Senhor, respeitando entretanto as características próprias a cada um, de modo que podemos, estudando os Evangelhos perceber o estilo pessoal de cada escritor.

  • Festa de São Marcos Evangelista – 25 de Abril

    SANTO DO DIA – 25 DE ABRIL – SÃO MARCOS EVANGELISTA Evangelista e Mártir (Século I) O evangelho de são Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de são Pedro, embora tenha sido também assistente de são Paulo e são Barnabé, de quem era sobrinho. Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio são Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição. Mais tarde, Marcos acompanhou são Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a são Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado. Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de são Pedro, em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos. Levando seu Evangelho, partiu para sua missão apostólica. Diz a tradição que são Marcos, depois da morte de são Pedro e são Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram. Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou são Marcos como padroeiro desde o ano 828. Conheça mais sobre São Marcos Evangelista Discípulo do apóstolo Paulo de Tarso e posteriormente de Pedro, São Marcos Evangelista é tradicionalmente considerado o autor de um dos Evangelhos da Bíblia, além de ser um dos setenta discípulos de Cristo. Através de suas pregações, logo foi visto como um profeta, sendo especialmente escolhido pela Providencia como um dos homens que prenunciavam os acontecimentos, bem como ouviam e interpretavam os passos do Criador na história, orientando o caminhar do povo de Deus Neste dia 25 de Abril comemoramos a Festa do Evangelista São Marcos, sublime e modesto pregador que convertido através do apostolado de São Pedro passou a servir de secretário do Primeiro Papa da Igreja. Em uma das inúmeras viagens a Roma, empreendidas por ambos os santos, Marcos encantou e entusiasmou a toda a multidão com suas magnificas e arrebatadoras pregações o que levou a todo o povo a pedir que este escrevesse seu evangelho, a fim de perpetuar os marcantes fatos da vida do Divino Salvador que o evangelista havia ouvido dos lábios do Apóstolo Pedro. Assim se deu! Com seus ensinamentos e ardor apostólico converteu incontável número de gentios, principalmente nas regiões de Aquiléia, Alexandria e na Pentápole. Após incansável trabalho, ao chegar a Alexandria, alguns sacerdotes dos templos pagãos, cheios de fúria pela quantidade de pessoas que se convertiam ao Cristianismo pelas mãos do evangelista, o surpreenderam enquanto celebrava sua Missa Pascal e amarrando uma corda ao seu pescoço o arrastaram por toda a cidade, após esta tortura foi levado ao cárcere onde recebeu a visita do Divino Mestre que o consolou e lhe comunicou que sua hora havia chegado. Na manhã seguinte repetiram o atroz suplício durante o qual, em meio às dores e ferimentos, entregou sua alma a Deus. Após sua morte uma horda de pagãos queria queimar seu corpo, mas de repente o tempo se fez turvo e toda a natureza como que protesta diante de tão criminoso ato e inicia-se uma feroz tempestade com granizo, raios e relâmpagos que dispersa o maléfico conjunto deixando o corpo intacto. Assim os cristãos puderam recolher o corpo do santo mártir e o sepultar em uma igreja onde pudessem render-lhe o devido culto. Mais tarde suas relíquias foram transferidas para a catedral que leva seu nome em Veneza e ali permanece para a veneração dos fiéis que devotamente, por intercessão do santo, pedem graças, sendo muitas vezes atendidos com inúmeros benefícios e estupendos milagres. I – São Marcos A palavra “Evangelho” vem do grego “evangélion”, que significa “Boa Nova”. A Igreja reconhece oficialmente quatro narrações do Evangelho, ou seja quatro são os Evangelhos Canônicos: os de São Mateus, São Marcos, São Lucas (chamados “sinóticos” pois podem ser lidos em sinopse, ou em três colunas paralelas), e o de São João (assaz diferente). Há também outros escritos chamados apócrifos, mas que não são reconhecidos pela Igreja como inspirados pelo Espírito Santo. Se comparamos estes com os canônicos veremos que diferem, pois são exuberantes, tendem a mostrar um “Jesus maravilhoso”, ao passo que os reconhecidos pelo Magistério são muito sóbrios, não precisam “ornamentar” a figura de Nosso Senhor, pois seus autores os sabem aceitos por seus leitores.[1] São Marcos não foi um dos doze apóstolos, mas discípulo destes, em especial, São Pedro. É o segundo, e o mais breve dos Evangelhos sinóticos, conta com 673 versículos, enquanto que São Mateus 1068 e São Lucas 1149. Durante muito tempo ele foi um dos evangelistas menos comentados, porém aos poucos chamou a atenção pelo fato de que se julgou ser ele o mais fiel narrador. Seu estilo de escrever é o mais simples dentre os evangelistas. [2] Sabe-se que seu Evangelho é destinado não para os judeus, mas para os pagãos convertidos ao Cristianismo. Talvez por ter sido batizado por São Pedro, e por tê-lo seguido em diversas viagens, este ocupa um lugar saliente em seu evangelho.[3] Porém muitas vezes esta “saliência” não é muito favorável ao primeiro Papa, e aqui encontramos uma primeira prova da veracidade de seus escritos. Pois, com efeito, se São Marcos quisesse inventar um mero mito, ou um conto, o lógico é que o faria de modo a ressaltar-se, a si e ao que lhe diz respeito… como o faz geralmente os falsários, para que assim seja aceito e venerado por seus adeptos, e que escondesse tudo o que lhe possa prejudicar. Entretanto não é assim, pois apesar de ser ele discípulo de São Pedro, ressalta as faltas deste (Mc.: 8, 32; 14, 66-72; ). Como se não bastasse ressaltar as deficiências, ele vela os méritos, assim vemos que, por exemplo a promessa do primado de São Pedro, por ele não é narrada. II- Provas históricas de seus escritos Encontramos testemunhos de vários autores antigos a respeito da autenticidade dos escritos de São Marcos. Com efeito, num fragmento de Papias (bispo de Hierápolis, Padre da Igreja e discípulo de São João Evangelista) em Eusébio, (História Eclesiástica, 3, 39, 15) o ancião, isto é São João Evangelista se manifestou sobre o segundo evangelho: “Marcos, o intérprete de Pedro, escreveu exatamente tudo o que se recordava, os ditos e fatos do Senhor, mas não conforme a ordem. Na verdade ele não tinha ouvido o Senhor nem tinha sido seu discípulo e sim mais tarde acompanhara a Pedro. Este subministrava os seus ensinamentos de acordo com as necessidades dos ouvintes sem pôr em ordem os ditos do Senhor. Assim Marcos não errou em escrever certas coisas do modo como se recordava, com o cuidado de nada omitir e de nada falsificar do que tinha ouvido.” Como vemos é um testemunho de um outro apóstolo e evangelista acerca de que São Marcos foi o autor dum Evangelho.[4] Vale também recordar que em 1947 foram descobertos, por um beduíno que procurava por sua ovelha desgarrada em Qumran (Palestina) os Manuscritos do Mar Morto. Estes manuscritos foram estudados pelo famoso papirólogo Pe. José O’Callaghan SJ, que chegou à conclusão, a partir de um dos minúsculos fragmentos achados, que continha apenas 6 palavras, datado de aproximadamente 50 d. C., que se tratava do texto de Mc. 6, 52, conclusão esta que também foi aceita por vários outros estudiosos. A partir deste documento tão antigo fica descartada a hipótese de que este Evangelho tenha sido inventado posteriormente, e ainda o situa de acordo com a tradição Cristã, ou seja, de que o autor realmente é São Marcos que viveu no século I d. C. Outro argumento a favor da autenticidade dos Evangelhos (de São Marcos e dos demais) é que neles a topografia da Palestina é pelos evangelistas minuciosamente mencionada, assim como a cronologia que é assaz exata, e até mesmo citações de alguns nomes de personagens que realmente existiram e que nos ajudam a definir o contexto: César Augusto (Lc 2, 1); Tibério César, Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias… (Lc 3, 1s).[5] Também não se pode dizer que são mitos e nem que são inventados pois de acordo com o contexto histórico, quem fosse inventar uma fábula para atrair aos “desavisados” certamente não o faria como o fizeram os evangelistas cujos traços são desafiadores e exigentes para a mente humana daquela época: a mensagem de um Deus feito homem e, mais… um Deus que foi crucificado (recordemos que para os Romanos bem como os para gregos, nações dominantes de então, os deuses eram uns “super-heróis” tiranos e que quase não se importavam com os homens), sendo assim escândalo para os judeus e loucura para os gregos (1Cor 1, 23 ). A promessa da Ressurreição ou de re-união da alma com o corpo era contrária ao pensamento grego. Além do mais, a moral cristã, que valorizava a mulher, a criança (mesmo indesejada), a família, o escravo, a estrita monogamia… só poderia encontrar oposições por parte do mundo civilizado.[6] Donde constatamos que a mensagem do Evangelho é de origem Divina e não pode ter sido produto de ficcionismo de judeus ou de pagãos da antigüidade. III- Doutrina do Magistério da Igreja Após termos visto a parte histórica resta-nos conferirmos com a fonte infalível, o Magistério da Santa Igreja Católica. 1) Quanto à autoria da São Marcos. Diz-nos São Pio X numa “Resposta da Comissão Bíblica, 25 jun. 1912”: “Pergunta 1: A voz claríssima da tradição, maravilhosamente unânime desde os inícios da Igreja e confirmada por múltiplos argumentos, a saber, pelos testemunhos expressos dos Santos Padres e dos autores eclesiásticos, pelas citações e alusões presentes nos escritos dos mesmos, pelo uso dos antigos hereges, pelas versões dos livros do Novo Testamento, por quase todos os códices manuscritos mais antigos e também por razões internas tiradas do próprio texto dos Livros Sagrados, obriga a afirmar com certeza que Marcos, discípulo e intérprete de Pedro, e Lucas, médico, auxiliar e companheiro de Paulo, são realmente os autores dos Evangelhos que respectivamente lhes são atribuídos Resposta: Sim” (Dz 3568). 2) Quanto à inspiração Divina. A Igreja reconhece alguns livros como sendo canônicos e declara que são inspirados por Deus: “ é esta a antiga e constante fé da Igreja, definida também por sentença solene nos Concílios de Florença e de Trento e, por fim, confirmada e mais expressamente declarada no Concílio Vaticano, que promulgou sem restrição: “Os livros da Antigo e do Novo Testamento… têm Deus por autor” (Dz 3293). E ainda “as coisas divinamente reveladas que se encerram por escrito na Sagrada Escritura e nesta se nos oferecem foram consignadas sob o sopro do Espírito Santo. Pois a Santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, têm como sagrados e canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, têm Deus por autor e foram como tais transmitido à Igreja. Na redação dos livros sagrados Deus escolheu pessoas humanas, das quais se utilizou sem tirar-lhes o uso das próprias capacidades e faculdades, a fim de que, agindo Ele próprio neles e por eles, transmitissem por escrito, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que ele próprio quisesse” (Dz 4215). Como vemos Deus se utilizou (como Ele costuma fazer) de criaturas para propagarem e difundirem seus ensinamentos dados aqui na terra, por Nosso Senhor, respeitando entretanto as características próprias a cada um, de modo que podemos, estudando os Evangelhos perceber o estilo pessoal de cada escritor.

  • St. John Chrysostom’s Address on Bringing Up Children.

    Raise up an athlete for Christ and teach him to be reverent from his earliest youth. If good precepts are impressed on the soul while it is yet tender, no man will be able to destroy them when they have set firm, even as a waxen seal…We need laws to banish evildoers and admit the good and prevent the evildoers from rising up against the good. And, just as in a city, if laws are passed which premit thieves great license, the general welfare is undermined, and if the soldiers do not devote their ardor to its proper use, they ruin the body politic, and if each citizen abandons his own household and busies himself with another’s, he destroys good order by his greed and ambition. So it is also in the case of the child. The child’s souls then is a city, a city but lately found and built, a city containing citizens, who are strangers with no experience as yet… they are quite without experience and would readily accept the laws thou givest them…Make use of the beginning of his life as thou shouldst. If thou hast a son, thou wilt be the first to benefit, and then God. St John Chrysostom, Ora Pro Nobis.

  • ORALIDADE E MEMORIZAÇÃO NA REDAÇÃO DA BÍBLIA – Daniel-Rops

    Nenhuma discussão das línguas faladas na Palestina, nos dias de Cristo, pode deixar de destacar quanto o hebreu e o aramaico diferiam das línguas ocidentais em sua natureza, ou como eram diversos os usos a que se prestavam. Quando se tratava de transmitir dados reais, ou mesmo ideias, os israelitas naturalmente falavam como nós. O mesmo acontecia quando expressavam sentimentos, ou se desejavam advertir, persuadir ou ameaçar. Mas a língua pode ter tido muitos outros propósitos: por exemplo, existe aquela função poética para a qual nossa civilização materialista não tem praticamente aplicação, mas que teve grande importância em Israel e em todas as outras nações do Oriente, particularmente os semitas; e também aquela transmissão de geração em geração — um papel ligado inseparavelmente à poesia, como vamos ver. Para compreender, perfeitamente, este aspecto muito especial das palavras em Israel, devemos esquecer nossa civilização do papel e seus hábitos (e podemos, agora, acrescentar civilização do toca-discos e do toca-fitas): para nós, escrever e ler, isto é, colocar os pensamentos de uma forma duradoura e material a fim de que permaneçam inalterados, são atos que nos parecem tão naturais, que dificilmente poderemos imaginar sociedades que pudessem abster-se quase que totalmente deles. Nossa memória tornou-se anêmica e impotente; nossa capacidade de improvisação é muito mais didática que poética. Este não era absolutamente o caso em Israel, nem nas outras nações orientais. As ideias eram transmitidas da maneira mais duradoura e permanente, na sua maior parte através da palavra falada; e isto, naturalmente, afetava necessariamente a palavra falada, dando-lhe características muito particulares. Muito antes de ter sido registrado por escrito, a princípio de forma parcial sob Ezequias e Josias e, a seguir, de maneira mais completa no quinto século, quando é dito que o escriba Esdras ditou noventa e quatro dos livros sagrados, o Velho Testamento só existia na forma falada. Declara-se, formalmente, que as profecias de Jeremias foram “ditas” durante vinte e dois anos, antes de serem escritas; e está claro que os Salmos, Provérbios e os cânticos nupciais dos Cantares de Salomão surgiram primeiro como falas e canções, e só passaram à forma escrita mais tarde. Foi este, também, o caso dos poemas de Homero; Pisístrato ficou famoso, em Atenas, por ter dado ao texto sua forma final, por escrito, e o livro sagrado dos persas, o Zend Avesta, foi registrado da mesma forma por Zaratustra. O Corão também existia, a princípio, só na forma oral; e, na verdade, o seu próprio nome dá a ideia de recitação. Mesmo depois do texto sagrado ter sido registrado por escrito, o hábito da transmissão oral dos pensamentos não foi abandonado. São muitas as provas disto: os rabinos ensinavam oralmente, e seus pareceres foram transmitidos da mesma forma; o tratado Gittin chegou a di- zer que escrevê-los seria uma transgressão da Lei. No ano mil da nossa era, Sheria Gaon afirmou que “os eruditos consideram seu dever recitar de memória”. Além disso, o termo Talmude significa “aprendido de cor”. Sabemos também que, entre os primeiros cristãos, era co- mum transmitir as “boas novas”, isto é, o relato da vida do Senhor e seus ensinamentos, unicamente de forma oral. Os “Atos dos Apóstolos”, as “Epístolas” e o “Apocalipse” foram com toda certeza escritos desde o inicio, mas é também igualmente certo que os quatro Evangelhos foram falados antes de se transformarem em livros. Os homens que empreenderam a difusão do novo ensinamento fizeram sem dúvida uso de dispositivos mnemónicos para ajudá-los, os quais podem ser traçados nos evangelhos; mas o mais importante é que tudo, para eles, era o que haviam aprendido, o que sabiam. Tornou-se necessário colocar as coisas por escrito somente quando o cristianismo alcançou aqueles círculos greco-romanos em que a leitura e a escrita constituíam prática comum; mas mesmo cerca do ano 130, quando os livros dos quatro evangelistas já circulavam há muito, Papias, bispo de Hierápolis na Frigia, afirmou que preferia acima de tudo, em matéria de tradição, a “palavra viva eterna”. E, pouco mais tarde, Irineu, em Lions, falou de certa ocasião em que ouvira Policarpo, o grande bispo de Esmirna, relatando o que ouvira diretamente do apóstolo João. A memória desempenhava um papel importante em tudo isso, e os rabinos davam grande consideração ao exercício da mesma. O rabino Oostai, filho de Jani, falando em nome do rabino Meir, declarou: “O homem que se esquece de algo que aprendeu, provoca a sua própria ruína”. E o maior elogio a um discípulo era dizer que se assemelhava a “uma cisterna bem cimentada, que não perde sequer uma gota de água”. Existe também um ditado comum: “O homem que não recita é ímpio” A fim de treinar a memória, os alunos eram obrigados a de- corar passagens enormes, que precisavam repetir sem qualquer omissão, sem acréscimo ou modificação de uma só palavra. Quem visita uma escola maometana, hoje em dia, pode observar que o método continua sendo usado no Islam: um grupo de meninos, sentados no chão, re- petem juntos, em voz alta e ritmada, verso após verso do Corão. O mesmo acontece nas escolas talmúdicas. Deve ser enfatizado que este método de treinamento sistemático da memória não se destinava apenas aos especialistas, teólogos ou historiadores profissionais: como vi- mos, as crianças já aprendiam a memorizar desde a mais tenra idade. E, quando alguém pensa no extraordinário comprimento da oração do Shemoneh Esreh, as dezoito bênçãos, é preciso admitir que a memória do judeu era na verdade muito bem treinada. Este uso deliberado da memorização deu à língua, e às suas formas de expressão, algumas características altamente individuais. Em primeiro lugar, desde que todos os textos aprendidos de cor foram extraídos das Escrituras, a mente dos alunos ficava repleta de fatos, sentenças e personagens bíblicos, o que explica os inúmeros ecos bíblicos ouvidos da boca dos homens e mulheres judeus da época — nas palavras dos próprios Maria e José. Acima de tudo, porém, os eruditos de Israel, desejosos de ajudar a memória a gravar, o mais profundamente possível, os ensinamentos que ela deveria reter e transmitir, haviam inventado todo um sistema de ritmos, melodias, aliterações, repetições de palavras e antíteses, que tornava mais fácil a memorização dos elementos verbais. Este sistema era tanto mais importante, porque o aprendiz não tinha um caderno de apontamentos no bolso, nem um dicionário sobre a mesa. Estudos recentes provaram a importância fisiológica e psicológica deste “estudo rítmico”. A maior parte do Velho Testamento provavelmente foi composta nessa base, em ritmos duplos ou triplos. Quanto ao Evangelho, basta lê-lo com cuidado para sentir a batida rítmica e o jogo dos contrastes; a técnica característica continua perfeitamente visível, embora o livro tenha sido traduzido para o grego e, desta língua, para o português, isto é, duas línguas cujos ritmos e construções são radi- calmente diferentes das semitas. O “Sermão da Montanha” é um exemplo típico, especialmente na versão de Lucas, com as bem-aventuranças e as maldições que se seguem. Também nas parábolas, e até mesmo nos ditos mais comuns, sentimos o que o Padre Jousse chamou de “re- citativos paralelos”, que, ou em hebraico ou em aramaico, devem ter sido surpreendentemente claros para todos. Quando um judeu tinha, portanto, de falar com extrema formalidade, como, por exemplo, ao ensinar ou orar, esta teria sido a base do seu estilo, sendo altamente provável que uma parcela do mesmo fosse incluída na linguagem diária. Uma jovem mulher do povo, como Maria, por exemplo, ao proferir espontaneamente seu agradecimento, o “Magnificat”, deu-lhe com naturalidade uma cadência poética que continua evidente na sua versão portuguesa: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus…” Em nossa concepção moderna, baseada na palavra escrita, as palavras têm um lugar, as melodias outro e os ritmos um terceiro; na concepção israelita da linguagem, os três se interpenetravam; desempenhavam, juntos, o seu papel, e a expressão do pensamento tendia, naturalmente, a tornar-se uma forma de arte. (Capítulo da obra A vida diária nos tempos de Jesus. São Paulo, Edições Vida Nova, 1986. Daniel-Rops é autor da célebre História da Igreja, em 10 volumes, editada no Brasil pela editora Quadrante, da Opus Dei. Nasceu na França, em Épinal, em 1901, e faleceu em Chambéry, em 1965. Foi professor de História e diretor da revista Ecclesiae (Paris). Tornou-se mundialmente famoso sobretudo pelas obras de historiografia: a coleção História Sagrada, que abrange os volumes O povo bíblico (1943), Jesus no seu tempo (1945). Também escreveu diversos ensaios e romances históricos, como Morte, onde está a tua vitória? (1934) e A espada de fogo (1938). Foi eleito para a Academia Francesa em 1955.)

  • Homilia do 2º Domingo da Páscoa

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 2º Domingo da Páscoa. Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-31) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia do 2º Domingo da Páscoa

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 2º Domingo da Páscoa. Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-31) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • St. Thomas Aquinas’  advice on how to study

    Among his works is found a letter he wrote to one of his friends, perhaps a novice, who had asked his advice on how to study. Below, is the letter in its entirety; “My dearly beloved John, thou hast asked me how it behoves thee to study so as to acquire treasure of knowledge; on this subject I give thee this advice, that thou dost not choose to plunge at once into the sea, but reach it by the little streams, for it is necessary to come at the more difficult questions by means of easier ones.

  • MULÇUMANOS CHEGANDO AO BRASIL: ABRIMOS AS PORTAS PARA OS TERRORISTAS?

    MULÇUMANOS CHEGANDO AO BRASIL: ABRIMOS AS PORTAS PARA OS TERRORISTAS? Com a aprovação da nova lei de migração, o Brasil praticamente se oferece para acolher terroristas e narcotraficantes, uma vez que a lei é bastante benévola e não faz maiores exigências para a admissão, no território nacional, dos que aqui quiserem entrar. A situação se torna ainda mais grave à medida em que os EUA a Europa se preparam para fechar suas fronteiras, colocando um ponto final ao grande fluxo migratório desses últimos anos. Neste contexto, o Brasil se tornaria um destino certo para muitos refugiados do Oriente Médio e África, bem de alguns países dá América Latina miserabilizados por regimes bolivarianos socialistas aí implantados. Se a Lei de Migração, proposta pelo então senador Aluísio Nunes, já sorrateiramente aprovada no Senado Federal, for sancionada pelo presidente Michael Temer, possivelmente teremos que assistir a chegada de muitas levas de mulçumanos e comunonarcotraficantes em nosso território. Quem planta chuva, colhe tempestade… Além do perigo que, em meio aos realmente necessitados, representante a infiltração terrorista, o momento em que vivemos com o crescente desemprego e a escassez de recursos para a saúde, educação, segurança e políticas de assistência social, tornam ainda mais preocupante esse quadro. Que Deus proteja o Brasil é tenham misericórdia de seu povo. Pe. Rodrigo Maria, escravo inútil de Nossa Senhora

  • MULÇUMANOS CHEGANDO AO BRASIL: ABRIMOS AS PORTAS PARA OS TERRORISTAS?

    MULÇUMANOS CHEGANDO AO BRASIL: ABRIMOS AS PORTAS PARA OS TERRORISTAS? Com a aprovação da nova lei de migração, o Brasil praticamente se oferece para acolher terroristas e narcotraficantes, uma vez que a lei é bastante benévola e não faz maiores exigências para a admissão, no território nacional, dos que aqui quiserem entrar. A situação se torna ainda mais grave à medida em que os EUA a Europa se preparam para fechar suas fronteiras, colocando um ponto final ao grande fluxo migratório desses últimos anos. Neste contexto, o Brasil se tornaria um destino certo para muitos refugiados do Oriente Médio e África, bem de alguns países dá América Latina miserabilizados por regimes bolivarianos socialistas aí implantados. Se a Lei de Migração, proposta pelo então senador Aluísio Nunes, já sorrateiramente aprovada no Senado Federal, for sancionada pelo presidente Michael Temer, possivelmente teremos que assistir a chegada de muitas levas de mulçumanos e comunonarcotraficantes em nosso território. Quem planta chuva, colhe tempestade… Além do perigo que, em meio aos realmente necessitados, representante a infiltração terrorista, o momento em que vivemos com o crescente desemprego e a escassez de recursos para a saúde, educação, segurança e políticas de assistência social, tornam ainda mais preocupante esse quadro. Que Deus proteja o Brasil é tenham misericórdia de seu povo. Pe. Rodrigo Maria, escravo inútil de Nossa Senhora

  • Paulo escreve a Timóteo para nos ensinar a viver

    Na segunda carta de Paulo a Timóteo encontramos um ensinamento de grande valor para todos aqueles que querem viver, hoje, uma vida digna e santa em um mundo em decadência. No capítulo 2 (A Igreja como Casa Grande) e 3 (Últimos Dias), Paulo nos aconselha medidas práticas de como viver e como enfrentar os tempos difíceis que atravessamos. A conclusão do apóstolo é grandiosa e dá sentido a nossa vida: Por inspiração divina recebemos as escrituras que são úteis para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeiro, capacitado para toda obra. Seguem os versículos: “2:22.Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração. 23. Rejeita as discussões tolas e absurdas, visto que geram contendas. 24. Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. 25. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade, 26. e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos aos seus caprichos.” “3:1 Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. 2. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, 3. desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, 4. traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, 5. ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te! 6. Deles fazem parte os que se insinuam jeitosamente pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, 7. sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade. 8. Como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes homens de coração pervertido, reprovados na fé, tentam resistir à verdade. 9. Mas não irão longe, porque será manifesta a todos a sua insensatez, como o foi a daqueles dois. 10. Tu, pelo contrário, te aplicaste a seguir-me de perto na minha doutrina, no meu modo de vida, nos meus planos, na minha fé, na minha paciência, na minha caridade, na minha constância, 11. nas minhas perseguições, nas provações que me sobrevieram em Antioquia, em Icônio, em Listra. Que perseguições tive que sofrer! E de todas me livrou o Senhor. 12. Pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer a perseguição. 13. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, sedutores e seduzidos. 14. Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste. 15. E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. 16. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. 17. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.” II Timóteo, 3 – Bíblia Católica Online Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/ii-timoteo/3/

  • OS INIMIGOS DA FAMÍLIA – Padre Paulo Ricardo

    Assim como, há dois mil anos, Herodes e Pilatos se uniram para crucificar Cristo, hoje, dois inimigos tidos como ferrenhos – a saber, os marxistas e certas organizações metacapitalistas – têm se unido com um propósito comum: a destruição da família. Grandes fundações – como Rockefeller, MacArthur, Ford e Bill & Melinda Gates – têm financiado pesadamente ONGs com ideologia de esquerda, unindo dois universos até então inconciliáveis. Para compreender como se cruzam esses dois mundos aparentemente tão hostis, é importante a figura-chave do sociólogo americano Kingsley Davis. Em um renomado estudo sobre a sociedade humana [1], ele explica que ela é regulada por usos, costumes e leis: os usos solidificados tornam-se costumes; estes, por sua vez, consolidados, viram leis; e todo esse mecanismo cria um sistema de recompensas e punições, que se condensa em instituições. Para mudar a sociedade, diz Davis, é preciso desmontar essas instituições. Davis também esteve à frente de estudos sobre o controle populacional e, junto com outros professores, aperfeiçoou a “teoria da transição demográfica”. Essa teoria, proposta por Warren Thompson em 1915, em sua obra Population: A Study in Malthusianism [“População: Um Estudo sobre o Malthusianismo”], dizia que o êxodo do campo para a cidade contribuía para a diminuição da população. Davis também vislumbrava o controle de natalidade como uma ferramenta para manter a paz no planeta, já que, com a agricultura se desenvolvendo nos países desenvolvidos e o superpovoamento dos países subdesenvolvidos, no futuro uma guerra por alimentos seria inevitável. Todas essas ideias engendraram, em 1952, o Conselho Populacional, fundado por John Rockefeller III, juntamente com vários especialistas em demografia. Já de início, começou a investir-se na promoção de centros mundiais de estudos demográficos, além da implantação do DIU (dispositivo intrauterino) e de outros métodos contraceptivos ao redor do mundo, mormente em países periféricos, como Coréia, Hong Kong, Taiwan, Índia e Paquistão. Só que o desenvolvimento de anticoncepcionais não era a forma ideal de reduzir a população mundial. Quem o percebeu foi justamente Kingsley Davis, que, em um almoço com o então presidente do Conselho Populacional, Frank Notestein, no dia 17 de maio de 1963, manifestou sua insatisfação com a forma como eles estavam lidando com o controle demográfico. O descontentamento de Davis deu origem, em 1967, a um estudo que mudaria os rumos da história da demografia. No artigo, de título Population Policy: Will Current Programs Succeed? [“Política Populacional: os Programas Atuais Terão Sucesso?”], publicado na revista Science, Davis mostra, à luz de seu pensamento sociológico, que não é possível reduzir a população simplesmente implantando DIUs nas mulheres. Para controlar efetivamente a demografia, é preciso mudar a sociedade e modificar os seus usos, costumes e leis. Mais do que distribuir meios de contracepção para as mulheres, é preciso alterar o tecido social e a família, a fim de que elas não queiram mais ter filhos. À época, as ideias de Davis não foram bem aceitas. No entanto, ele continuou ensinando tudo isso aos seus alunos. Alguns anos mais tarde, o seu magistério deu frutos em uma aluna chamada Adrienne Germain. Essa mulher, presidente emérita da International Women’s Health Coalition [“Coalizão Internacional pela Saúde das Mulheres”], em uma entrevista concedida à Universidade de Harvard, em 2012, contou como um período de experiência com as mulheres do Peru, em sua juventude, marcou profundamente a sua carreira profissional. Ela percebeu, a partir de seu contato com Davis e Judith Blake, que aquelas mulheres “tinham razões muito boas para ter muitos filhos. E até que – ou a menos que – as suas vidas fossem mudadas, elas provavelmente continuariam tendo filhos” [2]. Contratada pela fundação Ford, Germain conseguiu convencer John Rockefeller III daquilo que Davis, com seu trabalho, não tinha conseguido. Agora, para controlar o crescimento populacional, as grandes fundações começariam a agir a partir da perspectiva feminina, procurando tirar das mulheres a motivação que tinham para a maternidade. Para tanto, seria necessário um verdadeiro projeto de engenharia social, no qual não haveria nem lei natural nem verdade alguma a ser respeitada, mas tão somente a vontade iluminada da cúpula antinatalista. É neste ponto que os anseios dos grupos metacapitalistas se cruzam com o projeto marxista de poder. No livro “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, em que Engels reúne as anotações da última fase da obra filosófica de Marx, é possível ler que “o primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino” [3]. Para o marxismo, portanto, a família é o primeiro de todos os antagonismos e de todas as opressões de classes. Nessa mesma linha, procuraram construir uma antifilosofia para destruir a instituição da família tanto a Escola de Frankfurt – sobre a qual se falou amplamente na última aula ao vivo [4] – quanto várias pensadoras feministas, dentre as quais se destacam, progressivamente, Margaret Sanger, Kate Millett e Shulamith Firestone. Então, sejam marxistas radicais, sejam filantropos capitalistas, ambos querem transformar a sociedade e, para tanto, eles se unem a fim de destruir a família. É dessa união maligna que nasce, por exemplo, a ideologia de gênero, para a qual prestou uma grande contribuição Judith Butler, autora do famoso livro Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity [“Problemas de Gênero: Feminismo e a Subversão da Identidade”], de 1990. Todos esses agentes de destruição de que falamos investiram em uma coisa: conhecimento. Se queremos vencer a batalha contra eles e defender a família, precisamos também nós investir em conhecimento e formação intelectual. Estudando esses autores, entendemos que, se tantos têm atacado a família – com o “divórcio relâmpago”, com o sexo sem compromisso, com a abolição das festas dos pais nas escolas etc. –, não é porque a sociedade enlouqueceu espontaneamente, mas porque há arquitetos sociais muito bem preparados por trás de todas essas coisas. Ao mesmo tempo, permanece o dever de estudarmos com compromisso o caminho da Igreja e a vontade de Deus para a família. Esta não é nem a fonte de todas as opressões, como queriam Marx e Engels, nem uma “massinha de modelar”, como queria o sociólogo Kingsley Davis. Trata-se de uma realidade natural, fundada pelo próprio Deus e constituída no íntimo da humanidade. Por isso, destruir a família é destruir o próprio ser humano. Obras recomendadas Kingsley Davis: A Biography and Selections from His Writings – David M. Heer | Amazon.com A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado – Friedrich Engels, em PDF Fatal Misconception: The Struggle to Control World Population – Matthew Connelly | Amazon.com Sexual Politics – Kate Millett | Amazon.com Política Sexual – Kate Millett, em PDF The Dialectic of Sex: The Case for Feminist Revolution – Shulamith Firestone | Amazon.com The Gender Agenda: Redefining Equality – Dale O’Leary | Amazon.com Problemas de Gênero – Feminismo e Subversão da Identidade – Judith Butler | Saraiva.com.br Referências bibliográficas O nome do estudo é Human Society [“A sociedade humana”], de 1949. Adrienne Germain, President Emerita of the International Women’s Health Coalition A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, p. 18 Cf.Programa Ao Vivo n. 88: Sou católico e estou na universidade! E agora?

  • “In three days, you shall follow me.”

    The most noted shrine in this Cemetery of St. Praetextatus was the tomb of St. Januarius. The deacons Felicissimus and Agapitus prepare the altar, while the Archdeacon Laurence attends closely upon the Venerable Pontiff. Preeminent for his manly beauty, ardently loved by all the poor and afflicted among the faithful, the finely cut features of the archdeacon glow with an unwonted halo of sanctity as he assists the Pope to vest and commence the Holy Sacrifice. The Mass proceeds, the faithful have received from the hands of Sixtus the Bread of Heaven, and the Pontiff, with his deacons around Him, is seated in the stone chair beside the altar, and begins to address the faithful. Suddenly a distant scream of alarm is heard – the clatter of arms and the trampling of many feet approach hastily along the corridor. Those who are unable to escape are encouraged by the calm serenity of the Sacred Ministers, while their hearts are strengthened by the almost inspired words of the Pope. A traitor has led the myrmidons of Valerian into the recesses of the Catacomb; and now they seize the seven deacons and lay their sacrilegious hands upon the sacred person of the Vicar of Christ. He entreats them to take his life but spare his flock. When they reached the city, the guards who held St. Lawrence proceed to separate him from the rest; and now, for the first time a bitter cry of sorrow burst from his heart. It seems as though the glorious crown of martyrdom were to be snatched from his grasp, and he alone of the deacons of Rome was not to share the honour of joining their beloved Pontiff in the last great sacrifice. “Father,” he cried to St. Sixtus, “whither are you going without your son? Whither are you going, O Priest, without your deacon? You were never wont to offer sacrifice without me as your minister. Wherein have I displeased you? Have you found me wanting to my duty? Try me now, and see whether you have made a choice of an unfit minister for dispensing the Blood of the Lord.” “I do not leave you my Son,” replied St. Sixtus,”but a greater trial and a more glorious victory are reserved for you, who are strong and in the vigour of youth. We are spared on account of our weakness and age. In three days you shall follow me.” (An Excerpt from Legends of the Blessed Sacrament)

  • Santo do Dia – 20 de Abril – Santa Inês de Montepulciano

    SANTO DO DIA – 20 DE ABRIL – SANTA INÊS DE MONTEPULCIANO Virgem dominicana (1268-1317) Inês nasceu em 28 de janeiro de 1268, na aldeia de Graciano, próxima da cidade de Montepulciano, que depois lhe serviu de sobrenome. Era filha de pais riquíssimos, da família dos Segni. Mas sua vocação deve ter se manifestado quando era ainda criança, pois mal aprendeu a falar e já ficava pelos cantos recitando orações, procurando lugares silenciosos para conversar com Deus. Não tinha ainda seis anos quando manifestou aos pais a vontade de tornar-se religiosa e, com nove anos, já estava entregue aos cuidados das religiosas de São Domingos. Entretanto não foi só isso. Ainda não completara dezesseis anos de idade, quando suas companheiras de convento a elegeram superiora e o papa Nicolau VI referendou essa decisão incomum. Contudo sua atuação no cristianismo fica bem demonstrada com uma vitória histórica que muito contribuiu para sua canonização. Existia em Montepulciano uma casa que várias mulheres utilizavam como prostíbulo. Inês passou a dizer às religiosas que um dia transformaria aquela casa em convento. Partindo dela, prometer, lutar e conseguir não era surpresa alguma para ninguém. A surpresa foi ter conseguido ir além do prometido, tanto influenciou as mulheres que as pecadoras se converteram, e a casa se transformou num convento exemplar na ordem e na virtude. Como não poderia deixar de ser, numa vida tão explosiva quanto um raio, a morte também lhe veio precocemente. Não tinha completado cinquenta anos de idade quando uma dolorosa doença a acometeu e ela morreu rapidamente, no dia 20 de abril de 1317, assim como acontecera com as outras etapas de sua vida. O local de sua sepultura se tornou alvo de peregrinações, com muitas graças ocorrendo por intercessão de santa Inês de Pulciano, como passou a ser chamada. Ali foram registradas curas de doentes, a conversão de grandes e famosos pecadores e outros fatos prodigiosos. Inês de Montepulciano foi canonizada pelo papa Bento XIII em 1726.

  • Santo do Dia – 20 de Abril – Santa Inês de Montepulciano

    SANTO DO DIA – 20 DE ABRIL – SANTA INÊS DE MONTEPULCIANO Virgem dominicana (1268-1317) Inês nasceu em 28 de janeiro de 1268, na aldeia de Graciano, próxima da cidade de Montepulciano, que depois lhe serviu de sobrenome. Era filha de pais riquíssimos, da família dos Segni. Mas sua vocação deve ter se manifestado quando era ainda criança, pois mal aprendeu a falar e já ficava pelos cantos recitando orações, procurando lugares silenciosos para conversar com Deus. Não tinha ainda seis anos quando manifestou aos pais a vontade de tornar-se religiosa e, com nove anos, já estava entregue aos cuidados das religiosas de São Domingos. Entretanto não foi só isso. Ainda não completara dezesseis anos de idade, quando suas companheiras de convento a elegeram superiora e o papa Nicolau VI referendou essa decisão incomum. Contudo sua atuação no cristianismo fica bem demonstrada com uma vitória histórica que muito contribuiu para sua canonização. Existia em Montepulciano uma casa que várias mulheres utilizavam como prostíbulo. Inês passou a dizer às religiosas que um dia transformaria aquela casa em convento. Partindo dela, prometer, lutar e conseguir não era surpresa alguma para ninguém. A surpresa foi ter conseguido ir além do prometido, tanto influenciou as mulheres que as pecadoras se converteram, e a casa se transformou num convento exemplar na ordem e na virtude. Como não poderia deixar de ser, numa vida tão explosiva quanto um raio, a morte também lhe veio precocemente. Não tinha completado cinquenta anos de idade quando uma dolorosa doença a acometeu e ela morreu rapidamente, no dia 20 de abril de 1317, assim como acontecera com as outras etapas de sua vida. O local de sua sepultura se tornou alvo de peregrinações, com muitas graças ocorrendo por intercessão de santa Inês de Pulciano, como passou a ser chamada. Ali foram registradas curas de doentes, a conversão de grandes e famosos pecadores e outros fatos prodigiosos. Inês de Montepulciano foi canonizada pelo papa Bento XIII em 1726.

  • SOBRE A MÚSICA – Josef Pieper

    O fato de que quem filosofa – sobretudo quando se ocupa da dinâmica da formação e da realização do ser humano – dedique especial atenção a meditar sobre a essência da música, não é casual nem movido por “interesses musicais” pessoais. Essa atenção especial remete, antes, a uma grande tradição que remonta quase à origem dos tempos, a Platão, a Pitágoras e às doutrinas de sabedoria do Extremo Oriente. E isto não se deve somente ao fato de a filosofia ter por objeto coisas “espantosas” (para as quais, como afirmam Aristóteles e Tomás de Aquino, deve especificamente voltar-se quem filosofa) – não é somente porque a música é “mirandum”, uma das coisas mais maravilhosas e misteriosas do mundo. Não é só, tampouco, pelo fato de que “musicar” é uma atividade da qual se poderia dizer que é um oculto filosofar – um Exercitium Metaphysices Occultum – da alma que, sem saber, filosofava, como diz Schopenhauer na sua profunda discussão para o estabelecimento de uma metafísica da música. O que a música sempre traz – e este é o fato mais decisivo – ao campo de visão do filósofo é a sua proximidade da existência humana, uma característica específica que torna a música necessariamente objeto essencial para todos os que refletem sobre a realização humana. A pergunta que especialmente fascina o filósofo que medita sobre a essência da música, é: o que propriamente percebemos quando ouvimos música? Pois, sem dúvida, trata-se de mais (e de outra coisa) que os sons resultantes do roçar as cordas do violino, soprar a flauta ou percutir o teclado – isto tudo ouvem também os mais insensíveis. O que é, então, o que propriamente percebemos, quando ouvimos música de forma adequada? Para as outras artes essa mesma indagação propõe-se mais facilmente – ainda que a pergunta: “O que é que propriamente vemos quando contemplamos o Rasenstück de Dürer?” também não seja fácil de responder, pois certamente não é o céspede que se apresenta à vista, na natureza ou numa foto – não é este “objeto” que nós propriamente vemos, quando observamos um quadro de forma adequada. O que realmente percebemos quando ouvimos um poema, quando apreendemos a poesia de um poema? Certamente é mais (e é outra coisa) do que o que foi “objetivamente” proferido (isto tem sido identificado na poética como uma impureza, mas é uma “impureza” sem dúvida necessária). Estas perguntas são, pois, igualmente difíceis de responder. Agora, porém, a pergunta: o que se capta quando se escuta música de “maneira musical”? Será que se trata de um objeto, como nas artes plásticas ou na poesia – onde sempre algo precisa ser representado, algo precisa ser dito (algo objetivo)? A questão não remte a um objeto neste sentido, mesmo quando até grandes músicos muitas vezes pensem que remeta. Não, não é uma “Cena junto ao riacho” ou uma “Tempestade” ou uma “Sociedade alegre dos camponeses” o que propriamente se capta quando se ouve a sexta sinfonia de Beethoven. E o que ocorre com a “Canção” (Gesang)? Não ficaria – pelo menos neste caso – por conta do texto proferido, o que propriamente percebemos quando uma ária ou um recitativo são cantados? Certamente, ouvimos as palavras. Mas percebemos – quando a música é autenticamente grande e quando a ouvimos de maneira certa – um sentido secretíssimo, acima das palavras, um sentido que não percebemos quando somente palavras ouvimos. Este “sentido oculto” não se encontra ao se ler, como algo falado. O que é, então, que percebemos com a música ? A música «não fala de coisas, mas ascende “ao bem e ao mal” (Wohl und Wehe)» – como diz a sentença schopenhaueriana que condensa o que foi dito de diferentes formas através dos séculos. Não seria exato dizer que essa sentença expressa o que foi pensado pela grande tradição de pensamento, mas, sim, que ela abre uma via, que permite penetrar no núcleo desse pensamento. “Wohl und Wehe” é algo que se insere no âmbito da vontade, do querer, do bonum , do bem, entendido como sentido intrínseco da vontade: “querer” expressa aqui o bem. Ao afirmar isto, precisamos estar atentos para equívocos de natureza moralista. O que queremos dizer é que o ser do homem é dinâmico; o homem não é simplesmente “existente”. O homem “é” de tal maneira, que ele é um vir-a-ser – não simplesmente um ente que fisicamente cresce, amadurece, que gradualmente tende para a morte; mas também como ser espiritual está permanentemente em movimento. Ele próprio “acontece”; está “a caminho”. E aquilo, em direção ao qual ele está a caminho (no qual ele “é”: e de maneira alguma pode deixar de ser: o homem – consciente ou inconscientemente; quer queira quer não – está intrinsecamente a caminho, “sem ainda” ter chegado). A meta deste ser-a-caminho (Unterwegssein), para onde este movimento o impele, é o bem. Mesmo quando o homem faz o mal, o faz buscando um bem. Quanto a para onde se dirige este insaciável movimento interior, esta inquietação irreprimível que é a última força vital deste ser fático, pode-se também dizer (e a grande tradição da sabedoria ocidental o disse!) que onde este ímpeto quer chegar é à felicidade; sobretudo no seu querer consciente, mas mesmo no mais profundo núcleo da vontade, queremos a felicidade: a isso queremos nos elevar! Ao falarmos da vontade, incluímos o próprio processo de desenvolvimento, no qual – nos passos infinitamente ajustáveis do ritmo interior, em mil desvios reais ou aparentes – nos aproximamos da meta, sem nunca a alcançarmos. Ambos, meta e caminho, não são exprimíveis em palavras. Agostinho dizia «’Bem’ – tu escutas esta palavra e respiras fundo, tu a ouves e suspiras». E ele afirma que o homem não pode exprimir em palavras o sentido mais profundo, a riqueza que se esconde na noção de ‘bem’, assim como sua completa realização: “Dizer, não se pode; calar, também não… Mas o que fazer, se não é possível falar e não dá para calar? Exultai! Jubilate! Levantai a voz sem palavras da vossa profunda felicidade!”. Esta “voz sem palavras” (ou uma de suas formas) é: a música! Contudo, ela não é só a voz da felicidade, mas também a voz sem palavras da infelicidade, da carência pela ausência, da frustração, da tristeza, do desespero (a meta não é alcançável sem mais, pois pode ser íngreme e também pode ser dada por perdida!)”. No desenrolar mais profundo da realização do ser, mesmo onde a linguagem não se expressa, encontra-se esse impulso natural (também do espírito!). “Daí se segue”, diz Kierkergaard “que a música se acha relacionada à fala, tanto precedendo, como sucedendo, manifestando-se como primeiro e como último”. A música produz um âmbito de silêncio; nela, a alma entra ‘nua’, por assim dizer, sem a “veste” da oralidade “que se enrasca em todos os espinhos” (Paul Claudel). A essência da música, dizia, foi vista de muitas maneiras na tradição ocidental: como um discurso sem palavras do “bem e do mal”; como um manifestar-se sem palavras daquele processo da mais íntima auto-realização; como o devir da pessoa moral; como o querer em todas as suas formas; como o amor. Foi isto talvez que Platão quis dizer com a frase: a música “imita o movimento da alma”; e Aristóteles: a música é ordenada ao ético e semelhante a ele. Na sua esteira, acham-se as exposições de Kierkergaard, de Schopenhauer e de Nietsche – quando dizem que a música “expressa continuamente o imediato através do seu imediatismo”, ou: de todas as artes, somente a música representa propriamente a vontade (Schopenhauer); ou: na música, soa “a natureza transformada em amor” (Nietsche, interpretando Wagner). Ocorre então – apesar de tudo, pode-se dizer – que o processo de realização existencial interior do homem (que na música – como, por assim dizer, em sua “matéria” -, atinge sua expressão), que ambos – música e processo – também têm em comum isto: decorrem no tempo. Mas “a música” não é um fazer impessoal objetivo; ela é “feita” completamente por compositores individuais e isto significa também que se podem distinguir milhares de formas diferentes de tais realizações interiores como criações musicais e (já que o devir interior da pessoa moral não é uma realização natural inabalável, mas uma realização que se dá sob a ameaça de incontáveis riscos e perturbações) também milhares de formas de falsificação, de distorção, de confusão. Pode-se representar musicalmente: a presunção banal que se satisfaz com a fácil obtenção dos bens mais vulgares; a negação da orientação fundamental do homem; o desespero da possibilidade de que a realização interna do homem possua um fim em si, ou que ele possa ser atingido. Pode também, como no “Doutor Fausto” de Thomas Mann, dar-se a música dos niilistas, cujo princípio é a paródia e realiza-se com o “auxílio do diabo e do fogo infernal na caldeira”. Precisamente este perigo ao se fazer música, estas possibilidades de degeneração já haviam sido observadas pelos antigos muito claramente, sobretudo por Platão e Aristóteles, que procuraram obstruí-las. Assim, a proximidade da existência humana como característica distintiva da música, não significa somente que os acontecimentos básicos da existência – tanto autênticos como inautênticos, justos ou injustos – estejam relacionados ao músico criador e sua obra: colocá-los em música. Não significa, tampouco, somente que exista música autêntica e grande, e inautêntica e banal e, como acontece do “outro lado”, do lado do ouvinte, uma relação, por assim dizer, neutra, de captar ou não captar, de aplaudir, de concordar ou não concordar. Não, a tal proximidade da existência humana significa muito mais: significa que a música expressa imediatamente o imediato dos processos humanos existenciais e o ouvinte, neste nível profundo, no qual a auto-realização acontece, é atingido e convocado. Nesta profundidade, para muito além de qualquer enunciado formulável, vibra imediatamente a mesma corda que também é tangida na música ouvida. Aqui, vem à tona como e quanto a música tem que ver com a formação ou também com a frustração da realização humana – ambas antes de qualquer esforço consciente de formação, ensino e educação. Torna-se evidente também, a necessidade de uma preocupação com estes processos muito imediatos de influência – como a tiveram Platão e Aristóteles, enquanto nós mal podemos entender como esses grandes gregos, nos seus escritos éticos, ou mesmo nos políticos, trataram de música. A música é, diz Platão, não somente um “meio para formação do caráter”, mas também um meio para a “reta configuração das disposições da lei”. “Vê-se a questão”, assim diz no diálogo sobre o estado, “como uma mera questão de deleite, como se não pudesse causar dano algum”; o decisivo seria então o prazer do ouvinte; pouco importando se “moralmente presta para alguma coisa ou não”, isto é, tanto faz que uma pessoa seja interiormente dirigida de modo reto ou não. Esta opinião é chamada, com grande seriedade, de mentirosa no trabalho de velhice de Platão, As Leis. Não é possível transformar a música sem que as mais importantes leis da vida do estado sejam afetadas. Isto foi ensinado – diz Platão – já por um famoso teórico da música entre os gregos (Damon) e ele está convencido de que é verdade. Evidentemente, não queria referir-se ao lado “jurídico” da constituição do estado, mas ao lado, sem dúvida real, da constituição interna da coisa pública, tendo em vista a realização do bem. Assim, reflete muito séria e pormenorizadamente sobre que formas musicais e mesmo que instrumentos devam ser banidos da comunidade; a Idade Média também conheceu até a época de Bach instrumentos “indecorosos”. Os casos concreto não são aqui de maior importância; naturalmente há neles muito de específico da época. O que é decisivo, porém, é ver (e aplicar!) a conexão intrínseca que existe entre a música ouvida e tocada por um povo de um lado e, de outro, a existência interna deste povo – hoje não diferente do que no tempo de Platão! Certamente nós pertencemos àqueles que, como diz Platão, enxergam todo o campo musical como uma “mera recreação” – enquanto, na verdade, a música efetivamente tocada e ouvida – junto com o ethos da existência humana interior – cai numa desestruturação calamitosa, quanto menos a pessoa se preocupa com sua realização autêntica. E os fatos constantemente encontrados mostram que nunca uma autêntica instância da possibilidade da ordenação da música omite o conteúdo de uma viva ordenação interior do homem. Quem, então, dirige o olhar para a realidade empírica da vida comum e medita sobre como a mediocridade da alegria barata da música de “entretenimento” tornou-se um fenômeno geral e público, vê a correspondência fiel – no âmbito da existência interior – de sua banalidade de auto-enganar-se e apresentar o bem como já alcançado: “a gente vai tocando”, no fundo “está tudo em ordem”. O mesmo se dá em quem considera o espaço que os ritmos de uma música primitiva de ruído, uma música “para escravos” (como diz Aristóteles) vai conquistando e exigindo – na medida em que ambas as formas (a música das “alegres melodias baratas” e a do ruído surdo) se legitimam como música de entretenimento, isto é um meio de preencher o vazio e a monotonia da existência. E mais: há aí um ciclo vicioso entre o vazio existencial e a banalização da música, um clamando pelo outro e ascendendo como acontecimentos públicos e gerais. Nessa mesma linha, deve-se meditar também sobre a procura e o gozo de uma música possivelmente de nível incomparavelmente elevado como um meio de encantamento, de evasão da realidade, como uma espécie de pseudo-salvação, como um deslumbramento “de fora para dentro” (como disse Rilke) e que há música, mesmo grande música, que pode nos propiciar isto. Quem finalmente reflete sobre o fato de que a paródia da criação, a música niilista do desespero de grandes virtuoses, não existe somente em romances como «Doutor Fausto», de maneira que foi possível dizer, com toda a seriedade, que a história da música ocidental seria a «história do desvirtuamento das almas»; quem, assustado, medita nisto tudo, tendo como base o fato de que na música, a existência interior se desvela em sua nudez e se mostra (e precisa mostrar-se) sem simulação; enquanto ela – a existência interior – recebe em troca, da mesma música, impulsos diretos, tanto construtivos como destrutivos; quem vê isto e pondera estes fatos, experimenta a sensação especial e nova de felicidade que dá a música de Johann Sebastian Bach (também ela, precisamente ela e ainda ela). Certamente isto não acontece em nós assim sem mais, por si só: depende de nós percebermos o caráter desta música; experimentarmos este caráter na imediação de nossa alma, como resposta a cordas que vibram por sintonia – num energia nova, clara, fresca, da existência interior; na rejeição de meras realidades aparentes, na sóbria vigilância do olhar que, no gozo de harmonias arrebatadoras, não se afasta da realidade da vida atual . E no voltar-se perseverante, inabalável, esperançoso para o “Bem”, bem sereno, cheio de graça, ao qual a música de Bach glorifica com sua “voz sem palavras” e sua bem-aventurada alegria sonante. (Joseph Pieper, alemão, é filosofo católico contemporâneo. Trad. de Sivar Hoepner Ferreira. O texto foi publicado no site http://www.hottopos.com)

  • AS GRANDES HERESIAS DE LUTERO – Padre José María Iraburu

    A atualidade de Lutero.-  Em  31 de Outubro de 2016 comemorou-se mais um  aniversário das 95 teses pregadas em 1517 por Lutero na porta  da Igreja do Palácio de Wittenberg. São várias as publicações recentes sobre Lutero, em que ele é mostrado como um amante da Bíblia e divulgador da mesma junto ao povo, um reformador da Igreja romana corrompida em sua época, etc. Parece, portanto, oportuno fazer algumas verificações. Ele não foi um reformador de costumes, mas de doutrinas.- A tese de que a decadência moral da Igreja, sob os papas do Renascimento, tinha chegado a um extremo intolerável, e que Lutero liderou os “protestantes” contra esta situação, exigindo uma “reforma”, é falsa e nenhum historiador moderno é capaz de sustentá-la. Entre outras razões, porque o próprio Lutero rejeita esta interpretação do seu trabalho, em numerosas declarações explícitas. “Eu não contesto os maus hábitos, mas as doutrinas ímpias”. E anos mais tarde ele insiste: “Eu não contestei as imoralidades e abusos, mas a substância e a doutrina do papado.” “Entre nós — confessava abertamente —, a vida é ruim, como também entre os papistas; mas não os acusamos de imoralidade, mas de erros doutrinais”. De fato, “a guerra de Lutero é contra a doutrina corrupta, contra os dogmas ímpios” (Melanchthon). Reformador da doutrina católica.- Lutero efetivamente, lutou com todas as suas forças contra a doutrina da Igreja Católica. Para começar, destruiu a Bíblia, uma vez que, deixando-a à mercê do livre exame, trocou a infalível e única Palavra Divina por uma variedade incontável e contraditória de falíveis palavras humanas. Destruiu a sucessão apostólica, o sacerdócio ministerial, bispos e padres, a doutrina dos Padres e dos Concílios. Ele eliminou a Eucaristia como sacrifício de redenção. Destruiu a devoção e culto da Virgem Santíssima e dos santos, os votos e a vida religiosa, o papel benéfico da lei eclesiástica. Reduziu a um e meio os sete sacramentos. Afirmou que, com base na corrupção total do homem pelo pecado original, “a razão é a grandíssima  prostituta do diabo, uma prostituta devorada  pela sarna e a lepra etc.” (e continua assim por cinco linhas). Pela mesma razão, e com igual paixão, ele negou a liberdade do homem (em De servo arbítrio, obra de 1525), estimando que “o mais seguro e religioso” seria que o próprio termo “livre arbítrio” desaparecesse da linguagem. Como consequência lógica, também negou a necessidade das boas obras para a salvação. Destruiu praticamente todo o cristianismo. Pensamento esquizoide.-  A Igreja Católica não separa razão e fé, entendendo a teologia como “ratio fide illustrata” (a razão iluminada pela fé), conforme ensina o Concílio Vaticano I. Une a Bíblia à Tradição e ao Magistério apostólico (Concílio Vaticano II, Dei Verbum 10). Une a graça à ação livre da vontade humana. “Et, et” (e, e). O pensamento de Lutero, no entanto, é esquizóide: “Vel, vel” (ou, ou). Considerando que “a razão é a grandíssima prostituta do diabo”, conclui: “Sola fides” (só a fé salva). Convencido de que a mente e consciência do cristão estão acima dos Padres, Papas e Concílios, afirma: “Sola Scriptura” (a suprema autoridade teológica é a Bíblia). Sustentando que o homem não é livre, e que as boas obras não são necessárias à salvação, declara: “Sola gratia” (basta a graça). O maior insultador do Reino.- Lutero escreve que “toda a Igreja do papa é uma Igreja de putas e hermafroditas” e que o próprio Papa é “um louco furioso, um falsificador da história, um mentiroso, um blasfemo, um porco, um burro”, etc., e que todos os atos pontifícios estão “selados com a merda do diabo, e escritos com peidos do asno-papa”. Poder-se-iam encher muitas páginas com frases semelhantes ou piores. Os teólogos católicos da época de Lutero, que rejeitaram as suas teses, ganharam de sua parte qualificativos previsíveis. A Universidade de Paris era “a sinagoga condenada do diabo, a prostituta intelectual mais abominável que viveu sob o sol.” Os teólogos de Louvain são “rudes jumentos, malditos porcos, barrigas  blasfemas, epicuristas grosseiros, hereges e idólatras, caldo maldito do inferno.” Não é de estranhar que, pensando assim, rechaçasse Lutero a proposta feita por Carlos V, em Worms, para discutir suas doutrinas com os mais prestigiados teólogos católicos. Quem se interessaria em discutir com porcos endemoniados? Além disso, os insultos de Lutero tinham uma extensão universal: as mulheres alemãs, por exemplo, eram umas excomungadas sem vergonha; os camponeses e burgueses uns bêbados, entregues a todos os vícios. Dos estudantes, dizia que “só um ou dois se salvavam entre mil.” O perfeito herege. “Eu, o Dr. Lutero, indigno evangelista de nosso Senhor Jesus Cristo, lhes asseguro que nem o Imperador romano […], nem o papa, nem os cardeais, nem os bispos, nem os santarrões, nem os príncipes, nem os cavalarianos poderão alguma coisa contra esses artigos, apesar do mundo inteiro e de todos os diabos […] Sou eu quem o afirmo, eu, o Dr. Martinho Lutero, falando em nome do Espírito Santo.” “Eu não admito que a minha doutrina possa ser julgada por ninguém, nem mesmo pelos anjos. Quem não ouvir a minha doutrina, não poderá ser salvo.” Duro com os pobres, fraco com os poderosos.- Durante a revolta dos camponeses, que exigiam, primeiro por bem e, em seguida, por mal, o que consideravam como seus direitos, escreve Lutero uma invectiva duríssima contra suas “hordas assaltantes e homicidas” (1525). “É preciso abater o líder da revolta, estrangulando-o e matando-o privada ou publicamente, pois não há nada mais venenoso, nocivo e diabólico do que um promotor de revoltas, assim como você tem que matar um cão raivoso, porque se não acabas com ele, ele é que acabará contigo e com todo o país.” Ao contrário foi muito suave, com os poderosos príncipes alemães, a fim de conquistar o seu favor. Quando, por exemplo, Filipe de Hessen, grande Landgrave, casado com Catarina, com a qual tinha sete filhos, exigiu a aprovação de um casamento adicional com uma jovem da nobreza saxônica, obteve a licença de Lutero e Melanchthon, sob a condição de que a concessão se mantivesse em segredo.  Apoiou-se, para aprovar esse caso de poligamia, consumado em 1540, no precedente dos antigos patriarcas judeus. Espantado com a própria obra.- Os resultados da predicação de Lutero foram devastadores na vida moral do povo, e ele mesmo reconhece: “Desde que a tirania do papa deixou de existir para nós, todos desprezam a doutrina pura e saudável. Nós já não temos aspectos de homens, mas de verdadeiros brutos, uma espécie bestial.” De seus seguidores, afirmava que “são sete vezes piores do que antes. Depois de predicar a nossa doutrina, os homens se entregaram ao roubo, à impostura, à devassidão, à embriaguez e a todos os tipos de vícios. Nós expulsamos um demônio [o papado] e vieram sete piores”. A Zwinglio, escreve espantado: “É assustador ver como, onde antes reinava  paz e tranquilidade, agora haja por todo lado seitas e facções: uma abominação que inspira lástima. Sou forçado a confessar: minha doutrina  produziu muitos escândalos. Sim; não posso negar; estas coisas frequentemente me apavoram.” E ainda previa maiores catástrofes. Um dia, confidenciou a seu amigo Melanchton: “Quantos mestres diferentes não surgirão no próximo século? A confusão chegará ao ponto máximo.” E assim foi. E assim tem sido, em progressão acelerada, até a grande apostasia atual das antigas nações católicas. (Padre José María Iraburu Larreta nasceu em Pamplona, Espanha, em 28 de julio de 1935, em cuja diocese ainda atua. Possui vasta e respeitada obra teológica)

  • Ateísmo e suas causas

    Ateísmo e suas causas – por Antonio Royo Marín 1. Noção e divisão O ateísmo consiste na negação radical da existência de Deus. Ateu (do grego ἄθεος = sem Deus) é o sujeito que ignora ou se nega a aceitar a existência do Ser Supremo e que, por isso, não pratica religião alguma. Existem duas classes de ateus: teóricos e práticos. a) TEÓRICOS são os que negam a Deus no plano das ideias. Este ateísmo se subdivide em duas classes: teórico-negativo, se coincide com a simples ignorância da existência de Deus; e teórico-positivo, se nega a doutrina da existência de Deus que proclamam os demais homens e pretende demonstrar o contrário. b) PRÁTICOS são aqueles que, embora conheçam em teoria a existência de Deus, vivem praticamente como se Deus não existisse, ou seja, sem ter nada para com a lei de Deus na sua conduta prática. 2. Modos de conhecer a Deus Antes de especificar se podemos ser ateus teóricos (positivos ou negativos) convém recordar que a Deus lhe pode conhecer de duas maneiras: a) COMO AUTOR DA NATUREZA, e neste sentido se pode chegar a seu conhecimento pela demonstração à luz da razão natural. b) COMO AUTOR DA ORDEM SOBRENATURAL da graça e da glória, neste sentido só pode ser conhecido por via de revelação sobrenatural. Conclusões Tendo em conta tudo isto, vamos especificar a doutrina sobre as diferentes classes de ateísmo nas suas claras conclusões. Conclusão 1ª. Existem de fato muitos ateus práticos, não só entre pagãos, mas também entre os cristãos. É um fato tristíssimo que não necessita demonstração. Basta abrir os olhos para ver em qualquer parte do mundo multidões de homens que vivem praticamente como se Deus não existisse. Preocupados unicamente pelas coisas da terra, absorvidos por seus negócios temporais ou entregues desenfreados aos vícios e prazeres, vivem como se Deus não existisse, completamente contrários às exigências de sua lei santíssima. Muitos deles – a imensa maioria – não negam teoricamente a existência de Deus, mas vivem de fato como se Deus não existisse. São, claramente, ateus práticos, embora não sejam teóricos. Deles dizia o apóstolo São Paulo: “Confessam que conhecem a Deus, mas o negam com seus atos. São pessoas abomináveis, rebeldes e incapazes de qualquer obra boa” (Tito 1, 16). E em outro lugar: “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso. Apreciam só as coisas terrenas!” (Filipenses 3, 18-19). Neste último texto recorre São Paulo uma das razões principais do ateísmo prático, como veremos mais abaixo ao examinar as suas causas. Conclusão 2ª. Existem muitíssimos ateus teóricos negativos que ignoram Deus como autor da ordem sobrenatural. Como recordamos há um momento, para conhecer a Deus como autor da ordem sobrenatural é indispensável a divina revelação. Apenas com as forças da razão natural podemos chegar a demonstrar a existência de Deus enquanto criador da ordem natural, mas nada podemos alcançar da ordem sobrenatural (verbi gratia, do mistério da Santíssima Trindade, da graça e da glória, etc), que está mil vezes acima da ordem natural, transcendendo-lhe infinitamente. É o caso de milhões de pagãos a quem não chegou todavia a luz do Evangelho. Conhecem a Deus como o autor da Natureza e muitos deles o adoram e servem a sua maneira, mas o ignoram como o autor da ordem sobrenatural da graça e da glória. Como é sabido, esta infidelidade puramente negativa, fruto da ignorância, é compatível com a salvação eterna se estão de boa fé em seu erro e se esforçam em cumprir os preceitos da lei natural com a ajuda da graça divina, que Deus não nega a nenhum homem de boa vontade: “E na terra aos homens de boa vontade” (Lucas 2, 14). Conclusão 3ª. Não existem nem podem existir ateus teóricos-negativos que ignoram a existência de Deus como autor da ordem natural, a menos por longo tempo. A razão é porque a existência de Deus como autor da ordem natural se impõe de uma maneira tão clara para todos homens, que apenas estando completamente cego para não vê-la brilhar na formosura e ordem admirável da natureza, na imensidão da noite estrelada, etc; a parte de que em qualquer parte do mundo e em qualquer religião podem os homens contemplar a variedade de coisas que lhe falam forçosamente de Deus: templos, ritos religiosos, respeitos aos mortos, etc. Não é possível, por conseguinte, permanecer – ao menos por muito tempo – na completa ignorância da existência de Deus como o autor da ordem natural. Escutemos um teólogo contemporânea expondo estas ideias: [1] No que concerne ao ateísmo negativo, a maior parte dos teólogos convém em afirmar que a ignorância completa de Deus não pode dar-se em um ser humano que tenha plena consciência de si mesmo. Segundo esta opinião, uma ideia qualquer acerca de um ‘Tu’ sobre-humano se impõe com tal espontaneidade e viveza ao pensamento são e reto, que não haverá jamais um homem plenamente consciente de si mesmo e à de que Deus exista, por mais imperfeitas que sejam as representações nas que Deus apareça. A razão disso radica no que o homem, no mais íntimo do seu ser, tem afinidade com Deus, de modo que esta estrutura íntima de sua essência há de ser conhecida de algum modo, pelo menos por pressentimento. Efetivamente, segundo os testemunhos da história, não posso encontrar um povo que não creia em Deus ou deuses. Este fato se prova com certa segurança que, de não impedi-lo à força, o conhecimento de Deus é inseparável da consciência que o homem tem de si mesmos. Conclusão 4ª. É impossível que existam verdadeiros ateus teóricos-positivos, ou seja, homens que estão firmementes convencidos de que Deus não existe. A razão é porque é impossível que o erro encontre argumentos verdadeiros para a verdade. A existência de Deus como autor da ordem natural está demonstradíssima, com argumentos irrebatíveis, pela simples razão natural; e, por si faltar algo, temos o testemunho infalível do mesmo Deus, que se dignou a nos revelar sua própria existência, inclusive como autor da ordem sobrenatural. É um fato que existem uma infinidade de sistemas filosóficos ateístas, ou seja, que prescindem a existência de Deus em sua especulação e o excluem positivamente em seu desejo; mas daí não se segue que seus patrocinadores sejam efetivamente ateus por convicção. Uma coisa é a doutrina que se proclama teoricamente – embora seja com muita força e entusiasmo – e outra muito distinta da convicção íntima que dela se possa ter. Não há nenhum filósofo idealista que esteja tão convencido de que as coisas exteriores são pura ilusão da mente – como proclama seu sistema – que não comece a correr ao ver um touro que se aproxime impetuosamente contra ele. Causas do ateísmo. Ao examinar a continuação das principais causas do ateísmo, encontraremos a explicação e o porquê de tantos sistemas ateus como os que apareceram no mundo em todas as épocas da história da filosofia. Como acabamos de ver, o ateísmo não pode ter causa racional alguma. Mas tem, no entanto, muitas causas de índole prática e afetiva. Vamos recordar algumas das mais importantes. [2] 1.ª O PREDOMÍNIO DAS PAIXÕES BAIXAS. É uma das causas mais frequentes e eficazes do ateísmo. O homem que se entrega desenfreadamente aos seus instintos baixos e que, ao sentir a reprovação da sua própria consciência, que atua como pregoeira de Deus, se sente impotente para libertar-se de sua escravidão passional, chega um momento em que se rebela contra essa consciência e esse Deus que não lhe deixam viver em paz. Se esforçará por todos os meios ao seu alcance para convencer a si mesmo de que Deus não existe, e, em sua desesperação por não encontrar argumentos convincentes que lhe levem à negação teórica de Deus, lhe negará ao menos na prática, afundando-se cada vez mais na lama e imundice de seus vícios e pecados. Com razão dizia La Bruyère: “Quisera eu ver um homem sóbrio, moderado, casto e justo negando a existência de Deus. Esse homem, pelo menos, falaria desinteressadamente; mas um homem assim não se encontra em nenhuma parte”. É um fato indiscutível que a polícia resulta em incômodo para os malfeitores. Por isso um homem tão suspeito de fanatismo religioso como Jean-Jacques Rousseau pôde escrever essas judiciosas palavras: “Mantende vossa alma em estado de desejar que Deus exista, e não duvidar nunca Dele”. E antes de Rousseau havia dito já Bacon de Verulâmio: “Ninguém nega a existência de Deus senão aquele a quem convém que não exista”. 2.ª O ORGULHO E O ÓDIO. Escutemos Schmaus esta outra causa do ateísmo [3]: O orgulho e o ódio. Estas duas atitudes são as que mais diretamente se opõe a abandonar nas mãos de Deus. O ORGULHO se encerra em si mesmo, e fora de si mesmo não reconhece nenhuma classe de valor. É mais, como ele afirma, ao bastar a si mesmo não necessita desses valores. Crê que Deus, cujos mandatos deve reconhecer o homem, é um perigo que ameaça a liberdade e grandeza humanas. Recolhe para si uma espécie de grandeza divina. Neste sentido, afirma Bakunin que Deus, ainda no caso de que existisse, deveria ser destruído. Nietzsche, em idêntico sentido, dizia: “Como poderia eu tolerar não ser um deus caso haja deuses? Por conseguinte não há deuses”. A mesma vida de Nietzsche expõe como a atitude orgulhosa pode chegar a adquirir uma influência fatal sobre o homem. Nietzsche continua: “Eu tirei a conclusão, e agora é ela que me arrasta”. A autodivinização do homem incapaz de tolerar a existência de Deus se encarna no além-homem criado por Nietzsche, ser a quem se atribuem todas as opiniões que segundo a fé do crente corresponderiam somente a Deus. Muitas formas de filosofia existencial, não obstante falar de transcendência, negam a existência do Deus vivo porque Deus limita a liberdade e a independência do homem. O ÓDIO, a outra atitude hostil a Deus, é a resposta que o coração humano, egoísta e enfrascado no mal, dá à santidade e superioridade de Deus. Como Deus é em tudo radicalmente distinto ao homem, se apresenta ante este impondo exigências e obrigações e constitui um motivo de profundo desassossego para o homem que vive num estado de autonomia exagerado, que crê bastar a si mesmo, que se isola hermeticamente e nega quanto não seja ele mesmo. Assim surge um sentimento de mal-estar que pode chegar a se converter em repugnância ou ainda em ódio absoluto. O ódio é uma reação natural contra a santidade pessoal de Deus, um ato de rebeldia contra Ele, algo egocêntrico e prazenteiro. O grau máximo de seu desenvolvimento lhe constitui essa forma de vida a que chamamos de Inferno. O ódio consumado pelo homem em sua peregrinação é precursor dessa rebelião consumada e satânica, própria do Inferno. O homem, obcecado pelo ódio, fica incapacitado para perceber dentro da História os valores divinos. O ódio a Deus é mais intenso que qualquer outra forma que possa dar ao ódio, já que é dirigido contra um valor que é infinitamente superior a todo outro valor. Deus é para o homem o mais importante valor pessoal, assim como é o valor mais próximo. Por isso, para rechaçar a Deus, o homem tem que fazer esforços muito maiores para rechaçar do que faria para rechaçar qualquer outro tipo de valor. O que já dissemos continua válido no que concerne à época histórica nascida em Cristo. Porque Deus, por assim dizer, castiga ao homem em Cristo, e o homem, que agora quer se desentender deste Deus que se revela e nos aproxima de Cristo, tem que se esforçar muito mais que o incrédulo dos tempos anteriores ao cristianismo. Daí resulta que o ódio a Deus na era cristã apresenta um grau de especial intensidade, nem conhecido nem sequer possível nos tempos pré-cristãos. 3.ª A ORIENTAÇÃO MATERIALISTA DA VIDA MODERNA. Estamos na época da tecnologia e do progresso material. A grandeza dos homens e a das nações se mede quase exclusivamente pela sua força econômica ou por seu poderio militar. Aos grandes problemas do coração e da inteligência se lhes concede menos importância que disparar uma bomba de cem megatons ou colocar um foguete em Marte. O homem, escravizado pela tecnologia, perdeu de vista o panorama soberano de seus destinos eternos. Se deixa arrastar, quase inconscientemente, pelo ambiente materialista que se respira em todas as partes. Viver: eis aí o único ideal da grande maioria dos homens. Viver, se entende, a vida de aqui embaixo. A de lá em cima, ante a majestade de Deus, nem sequer planeja. O resultado de tamanha inconsciência é um ateísmo prático, cheio de indiferença e frieza frente ao problema teórico da existência de Deus e, por conseguinte, frente ao problema de mais adiante. Tais são as principais causas do ateísmo. Como se vê, nenhuma delas tem sua raiz na inteligência, senão unicamente no coração dominado pelas paixões, pelo orgulho e o ódio, ou pela corrente materialista da época moderna. #Ateísmo #FormaçõesCatólicas

  • Ateísmo e suas causas

    Ateísmo e suas causas – por Antonio Royo Marín 1. Noção e divisão O ateísmo consiste na negação radical da existência de Deus. Ateu (do grego ἄθεος = sem Deus) é o sujeito que ignora ou se nega a aceitar a existência do Ser Supremo e que, por isso, não pratica religião alguma. Existem duas classes de ateus: teóricos e práticos. a) TEÓRICOS são os que negam a Deus no plano das ideias. Este ateísmo se subdivide em duas classes: teórico-negativo, se coincide com a simples ignorância da existência de Deus; e teórico-positivo, se nega a doutrina da existência de Deus que proclamam os demais homens e pretende demonstrar o contrário. b) PRÁTICOS são aqueles que, embora conheçam em teoria a existência de Deus, vivem praticamente como se Deus não existisse, ou seja, sem ter nada para com a lei de Deus na sua conduta prática. 2. Modos de conhecer a Deus Antes de especificar se podemos ser ateus teóricos (positivos ou negativos) convém recordar que a Deus lhe pode conhecer de duas maneiras: a) COMO AUTOR DA NATUREZA, e neste sentido se pode chegar a seu conhecimento pela demonstração à luz da razão natural. b) COMO AUTOR DA ORDEM SOBRENATURAL da graça e da glória, neste sentido só pode ser conhecido por via de revelação sobrenatural. Conclusões Tendo em conta tudo isto, vamos especificar a doutrina sobre as diferentes classes de ateísmo nas suas claras conclusões. Conclusão 1ª. Existem de fato muitos ateus práticos, não só entre pagãos, mas também entre os cristãos. É um fato tristíssimo que não necessita demonstração. Basta abrir os olhos para ver em qualquer parte do mundo multidões de homens que vivem praticamente como se Deus não existisse. Preocupados unicamente pelas coisas da terra, absorvidos por seus negócios temporais ou entregues desenfreados aos vícios e prazeres, vivem como se Deus não existisse, completamente contrários às exigências de sua lei santíssima. Muitos deles – a imensa maioria – não negam teoricamente a existência de Deus, mas vivem de fato como se Deus não existisse. São, claramente, ateus práticos, embora não sejam teóricos. Deles dizia o apóstolo São Paulo: “Confessam que conhecem a Deus, mas o negam com seus atos. São pessoas abomináveis, rebeldes e incapazes de qualquer obra boa” (Tito 1, 16). E em outro lugar: “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso. Apreciam só as coisas terrenas!” (Filipenses 3, 18-19). Neste último texto recorre São Paulo uma das razões principais do ateísmo prático, como veremos mais abaixo ao examinar as suas causas. Conclusão 2ª. Existem muitíssimos ateus teóricos negativos que ignoram Deus como autor da ordem sobrenatural. Como recordamos há um momento, para conhecer a Deus como autor da ordem sobrenatural é indispensável a divina revelação. Apenas com as forças da razão natural podemos chegar a demonstrar a existência de Deus enquanto criador da ordem natural, mas nada podemos alcançar da ordem sobrenatural (verbi gratia, do mistério da Santíssima Trindade, da graça e da glória, etc), que está mil vezes acima da ordem natural, transcendendo-lhe infinitamente. É o caso de milhões de pagãos a quem não chegou todavia a luz do Evangelho. Conhecem a Deus como o autor da Natureza e muitos deles o adoram e servem a sua maneira, mas o ignoram como o autor da ordem sobrenatural da graça e da glória. Como é sabido, esta infidelidade puramente negativa, fruto da ignorância, é compatível com a salvação eterna se estão de boa fé em seu erro e se esforçam em cumprir os preceitos da lei natural com a ajuda da graça divina, que Deus não nega a nenhum homem de boa vontade: “E na terra aos homens de boa vontade” (Lucas 2, 14). Conclusão 3ª. Não existem nem podem existir ateus teóricos-negativos que ignoram a existência de Deus como autor da ordem natural, a menos por longo tempo. A razão é porque a existência de Deus como autor da ordem natural se impõe de uma maneira tão clara para todos homens, que apenas estando completamente cego para não vê-la brilhar na formosura e ordem admirável da natureza, na imensidão da noite estrelada, etc; a parte de que em qualquer parte do mundo e em qualquer religião podem os homens contemplar a variedade de coisas que lhe falam forçosamente de Deus: templos, ritos religiosos, respeitos aos mortos, etc. Não é possível, por conseguinte, permanecer – ao menos por muito tempo – na completa ignorância da existência de Deus como o autor da ordem natural. Escutemos um teólogo contemporânea expondo estas ideias: [1] No que concerne ao ateísmo negativo, a maior parte dos teólogos convém em afirmar que a ignorância completa de Deus não pode dar-se em um ser humano que tenha plena consciência de si mesmo. Segundo esta opinião, uma ideia qualquer acerca de um ‘Tu’ sobre-humano se impõe com tal espontaneidade e viveza ao pensamento são e reto, que não haverá jamais um homem plenamente consciente de si mesmo e à de que Deus exista, por mais imperfeitas que sejam as representações nas que Deus apareça. A razão disso radica no que o homem, no mais íntimo do seu ser, tem afinidade com Deus, de modo que esta estrutura íntima de sua essência há de ser conhecida de algum modo, pelo menos por pressentimento. Efetivamente, segundo os testemunhos da história, não posso encontrar um povo que não creia em Deus ou deuses. Este fato se prova com certa segurança que, de não impedi-lo à força, o conhecimento de Deus é inseparável da consciência que o homem tem de si mesmos. Conclusão 4ª. É impossível que existam verdadeiros ateus teóricos-positivos, ou seja, homens que estão firmementes convencidos de que Deus não existe. A razão é porque é impossível que o erro encontre argumentos verdadeiros para a verdade. A existência de Deus como autor da ordem natural está demonstradíssima, com argumentos irrebatíveis, pela simples razão natural; e, por si faltar algo, temos o testemunho infalível do mesmo Deus, que se dignou a nos revelar sua própria existência, inclusive como autor da ordem sobrenatural. É um fato que existem uma infinidade de sistemas filosóficos ateístas, ou seja, que prescindem a existência de Deus em sua especulação e o excluem positivamente em seu desejo; mas daí não se segue que seus patrocinadores sejam efetivamente ateus por convicção. Uma coisa é a doutrina que se proclama teoricamente – embora seja com muita força e entusiasmo – e outra muito distinta da convicção íntima que dela se possa ter. Não há nenhum filósofo idealista que esteja tão convencido de que as coisas exteriores são pura ilusão da mente – como proclama seu sistema – que não comece a correr ao ver um touro que se aproxime impetuosamente contra ele. Causas do ateísmo. Ao examinar a continuação das principais causas do ateísmo, encontraremos a explicação e o porquê de tantos sistemas ateus como os que apareceram no mundo em todas as épocas da história da filosofia. Como acabamos de ver, o ateísmo não pode ter causa racional alguma. Mas tem, no entanto, muitas causas de índole prática e afetiva. Vamos recordar algumas das mais importantes. [2] 1.ª O PREDOMÍNIO DAS PAIXÕES BAIXAS. É uma das causas mais frequentes e eficazes do ateísmo. O homem que se entrega desenfreadamente aos seus instintos baixos e que, ao sentir a reprovação da sua própria consciência, que atua como pregoeira de Deus, se sente impotente para libertar-se de sua escravidão passional, chega um momento em que se rebela contra essa consciência e esse Deus que não lhe deixam viver em paz. Se esforçará por todos os meios ao seu alcance para convencer a si mesmo de que Deus não existe, e, em sua desesperação por não encontrar argumentos convincentes que lhe levem à negação teórica de Deus, lhe negará ao menos na prática, afundando-se cada vez mais na lama e imundice de seus vícios e pecados. Com razão dizia La Bruyère: “Quisera eu ver um homem sóbrio, moderado, casto e justo negando a existência de Deus. Esse homem, pelo menos, falaria desinteressadamente; mas um homem assim não se encontra em nenhuma parte”. É um fato indiscutível que a polícia resulta em incômodo para os malfeitores. Por isso um homem tão suspeito de fanatismo religioso como Jean-Jacques Rousseau pôde escrever essas judiciosas palavras: “Mantende vossa alma em estado de desejar que Deus exista, e não duvidar nunca Dele”. E antes de Rousseau havia dito já Bacon de Verulâmio: “Ninguém nega a existência de Deus senão aquele a quem convém que não exista”. 2.ª O ORGULHO E O ÓDIO. Escutemos Schmaus esta outra causa do ateísmo [3]: O orgulho e o ódio. Estas duas atitudes são as que mais diretamente se opõe a abandonar nas mãos de Deus. O ORGULHO se encerra em si mesmo, e fora de si mesmo não reconhece nenhuma classe de valor. É mais, como ele afirma, ao bastar a si mesmo não necessita desses valores. Crê que Deus, cujos mandatos deve reconhecer o homem, é um perigo que ameaça a liberdade e grandeza humanas. Recolhe para si uma espécie de grandeza divina. Neste sentido, afirma Bakunin que Deus, ainda no caso de que existisse, deveria ser destruído. Nietzsche, em idêntico sentido, dizia: “Como poderia eu tolerar não ser um deus caso haja deuses? Por conseguinte não há deuses”. A mesma vida de Nietzsche expõe como a atitude orgulhosa pode chegar a adquirir uma influência fatal sobre o homem. Nietzsche continua: “Eu tirei a conclusão, e agora é ela que me arrasta”. A autodivinização do homem incapaz de tolerar a existência de Deus se encarna no além-homem criado por Nietzsche, ser a quem se atribuem todas as opiniões que segundo a fé do crente corresponderiam somente a Deus. Muitas formas de filosofia existencial, não obstante falar de transcendência, negam a existência do Deus vivo porque Deus limita a liberdade e a independência do homem. O ÓDIO, a outra atitude hostil a Deus, é a resposta que o coração humano, egoísta e enfrascado no mal, dá à santidade e superioridade de Deus. Como Deus é em tudo radicalmente distinto ao homem, se apresenta ante este impondo exigências e obrigações e constitui um motivo de profundo desassossego para o homem que vive num estado de autonomia exagerado, que crê bastar a si mesmo, que se isola hermeticamente e nega quanto não seja ele mesmo. Assim surge um sentimento de mal-estar que pode chegar a se converter em repugnância ou ainda em ódio absoluto. O ódio é uma reação natural contra a santidade pessoal de Deus, um ato de rebeldia contra Ele, algo egocêntrico e prazenteiro. O grau máximo de seu desenvolvimento lhe constitui essa forma de vida a que chamamos de Inferno. O ódio consumado pelo homem em sua peregrinação é precursor dessa rebelião consumada e satânica, própria do Inferno. O homem, obcecado pelo ódio, fica incapacitado para perceber dentro da História os valores divinos. O ódio a Deus é mais intenso que qualquer outra forma que possa dar ao ódio, já que é dirigido contra um valor que é infinitamente superior a todo outro valor. Deus é para o homem o mais importante valor pessoal, assim como é o valor mais próximo. Por isso, para rechaçar a Deus, o homem tem que fazer esforços muito maiores para rechaçar do que faria para rechaçar qualquer outro tipo de valor. O que já dissemos continua válido no que concerne à época histórica nascida em Cristo. Porque Deus, por assim dizer, castiga ao homem em Cristo, e o homem, que agora quer se desentender deste Deus que se revela e nos aproxima de Cristo, tem que se esforçar muito mais que o incrédulo dos tempos anteriores ao cristianismo. Daí resulta que o ódio a Deus na era cristã apresenta um grau de especial intensidade, nem conhecido nem sequer possível nos tempos pré-cristãos. 3.ª A ORIENTAÇÃO MATERIALISTA DA VIDA MODERNA. Estamos na época da tecnologia e do progresso material. A grandeza dos homens e a das nações se mede quase exclusivamente pela sua força econômica ou por seu poderio militar. Aos grandes problemas do coração e da inteligência se lhes concede menos importância que disparar uma bomba de cem megatons ou colocar um foguete em Marte. O homem, escravizado pela tecnologia, perdeu de vista o panorama soberano de seus destinos eternos. Se deixa arrastar, quase inconscientemente, pelo ambiente materialista que se respira em todas as partes. Viver: eis aí o único ideal da grande maioria dos homens. Viver, se entende, a vida de aqui embaixo. A de lá em cima, ante a majestade de Deus, nem sequer planeja. O resultado de tamanha inconsciência é um ateísmo prático, cheio de indiferença e frieza frente ao problema teórico da existência de Deus e, por conseguinte, frente ao problema de mais adiante. Tais são as principais causas do ateísmo. Como se vê, nenhuma delas tem sua raiz na inteligência, senão unicamente no coração dominado pelas paixões, pelo orgulho e o ódio, ou pela corrente materialista da época moderna. #Ateísmo #FormaçõesCatólicas

  • Santo do Dia – 17 de Abril – São Roberto de La-Chaise-Dieu

    SANTO DO DIA – 17 DE ABRIL – SÃO ROBERTO DE LA-CHAISE-DIEU Abade beneditino e Confessor (+1067) O século VII foi para o monaquismo ocidental a época de ouro, seguida por um declínio decorrente mais de causas políticas que religiosas. O movimento da reforma de Cluny assinala igualmente uma rápida retomada no século X, graças também ao privilégio da isenção que o abade Odon de Cluny obteve em 931, para defender os monges das interferências externas. Eles deviam responder somente ao papa. Seguindo o exemplo de Cluny, surgiram outros centros de reforma monástica na Itália (Cava), na Alemanha (Hirsau) e na França, com São Roberto de Solesmes – fundador, junto com santo Estêvão de Cister, de uma das ordens monásticas mais significativas, os cistercienses – e com são Roberto de Turlande, mais bem conhecido pelo nome de sua fundação, La-Chaise-Dieu, a casa de Deus. Este santo abade nasceu em Auvergne; tornou-se padre e cônego regular, abraçando uma forma de vida religiosa inspirada na dos monges, promovida por alguns bispos, que agrupavam junto à catedral aquela parte do clero disposta a manter vida comum, de acordo com os “cânones” (daqui o nome de “cônegos”), isto é, as regras estabelecidas pelo sínodo lateranense de 1039: além da obediência e da castidade, os cônegos eram obrigados à vida comum e a total renúncia da propriedade. Os poucos que aceitaram essa regra foram chamados cônegos regulares agostinianos. Roberto estava entre os primeiros e se distinguiu por seu amor aos pobres. Mas se sentia atraído por uma forma de vida religiosa mais austera. Foi acolhido entre os monges de Cluny, sob a direção de santo Odilon, e depois de alguns anos realizou sua peregrinação a Roma. Ao retornar, decidiu levar vida eremítica na Auvergne, perto de Brioude, para transcorrer o resto da vida na solidão. Mas foi alcançado por um número sempre maior de discípulos até chegar ao belo número de trezentos. O santo eremita construiu para eles o primeiro núcleo de casas, de cujo agrupamento teve origem a abadia beneditina de La-Chaise-Dieu, casa-mãe da nova comunidade monástica da qual Roberto foi o primeiro abade. São Roberto de La-Chaise-Dieu Roberto nasceu na família dos Turlande, no meio de uma floresta, quando a mãe, indo a uma visita ao castelo vizinho, sentiu as dores do parto. Desde os primeiros dias, veio o presságio de que seria devotado à pureza, uma vez que, tendo sido confiado sucessivamente a duas amas de leite, ambas de má vida, recusou-lhes, com veemência o peito. Entregue, para a educação, os eclesiásticos de São Juliano de Brioude, ali se formou na piedade. São Roberto teve uma juventude inocente. Passava as noites em oração, era caridosíssimo com os pobres e, a muitos deles, lavava-lhes e pensava as feridas. Uma vez recebida a tonsura, nomearam-no cônego da igreja de São Juliano. Padre, rezava a santa missa com devoção jamais vista. Contemplativo, São Roberto, um dia, decidiu abandonar a tudo para seguir Jesus Cristo. E, atraído pela fama de Cluny, sob o governo de Santo Hugo, resolveu procurar a célebre abadia. Confiou, então, a um companheiro, aquele intento, concertando, ambos, que deixariam São Juliano à noite, às escondidas. Sem que se saiba como, porém, foram descobertos. E o Santo, envergonhadíssimo, cheio de dor, chegou até a adoecer. Quando se curou, buscou por todos os meios uma solução que o levasse à vida monástica. E, tendo ido a Roma, para consultar o Senhor, longamente, e com fervor, orou sobre a tumba dos Santos Apóstolos suplicando que Deus lhe fizesse ver a vontade do céu. De volta, esperando no Senhor com grande confiança, viu-se atendido nos rogos que fizera. Um soldado, chamado Estêvão, pouco depois do regresso, apareceu para consultá-lo sobre como devia fazer penitência. – Deixa tudo, respondeu-lhe o santo, e transfere-te para a milícia do Senhor. – Eu o farei gostosamente, disse-lhe o soldado com ardor, uma vez que possa realizar o sacrifício em tua companhia. Era, sem dúvida, pensava Roberto, aquele soldado, enviado de Deus. E, a ele, deu-lhe a conhecer o seu secreto desejo. Sem tardança, o soldado fez uma peregrinação a Nossa Senhora do Puy-em-Velay, para implorar o socorro da Virgem, a orientação que deviam seguir. E, de regresso, descobriu, nas montanhas, entre matas, os escombros de uma igreja abandonada, distante de Brioude cinco léguas pouco mais ou menos. Não restava ali um ótimo retiro? Alegre, Estêvão foi referir a descoberta ao Santo. E, não demorou muito, um segundo soldado veio pedir ao confessor que o aceitasse como discípulo. Chamava-se Dalmácio e queria viver sob sua orientação. Roberto determinou provar os dois durante alguns meses, findo os quais, demandaram a ermida arruinada, perdida nas montanhas e nas florestas. Os três, despojados de tudo, alegraram-se com aquele estado de indigência. Passaram, então, a viver no êremo. E os habitantes das redondezas, desconfiados, ao invés de ajudá-los, injuriavam-nos. Roberto e os dois ex-soldados, suportaram os maus tratos como enviados por Deus, mas a brutalidade dos moradores daquele região acabou por se arrefecer e, afinal, desapareceu. Alguns, mesmo, do lugar, tocados, edificados por tanta piedade e renúncia dos solitários juntaram-se a eles. E o número destes últimos, crescendo, levou a São Roberto a necessidade de construir um mosteiro. O bispo de Clermont, deu-lhes a permissão, e, com o tempo, pessoas piedosas começaram a contribuir, estas com dinheiro aquelas com materiais indispensáveis. Assim surgiu a abadia de Chaise-Dieu, em 1050, para a qual se obtiveram, do Papa, então Leão IX, os privilégios e as autorizações necessárias. Abade, embora relutasse na aceitação do cargo, Roberto conseguiu, pela doçura, a pureza de intenção e os milagres, reunir no mosteiro de Chaise-Dieu perto de trezentos religiosos submetidos à regra de São Bento. Deus deu-lhe a conhecer a hora da morte. Então, reunindo os filhos todos, exortou-os a perseverar, abraçando-os um por um. Quando faleceu, a 17 de Abril de 1067, todos lhe choraram a morte. Leia também Santo do Dia – 16 de Abril – Santa Bernadete, Vidente da Virgem de Lourdes Santo do Dia – 18 de Abril – São Galdino

  • Santo do Dia – 17 de Abril – São Roberto de La-Chaise-Dieu

    SANTO DO DIA – 17 DE ABRIL – SÃO ROBERTO DE LA-CHAISE-DIEU Abade beneditino e Confessor (+1067) O século VII foi para o monaquismo ocidental a época de ouro, seguida por um declínio decorrente mais de causas políticas que religiosas. O movimento da reforma de Cluny assinala igualmente uma rápida retomada no século X, graças também ao privilégio da isenção que o abade Odon de Cluny obteve em 931, para defender os monges das interferências externas. Eles deviam responder somente ao papa. Seguindo o exemplo de Cluny, surgiram outros centros de reforma monástica na Itália (Cava), na Alemanha (Hirsau) e na França, com São Roberto de Solesmes – fundador, junto com santo Estêvão de Cister, de uma das ordens monásticas mais significativas, os cistercienses – e com são Roberto de Turlande, mais bem conhecido pelo nome de sua fundação, La-Chaise-Dieu, a casa de Deus. Este santo abade nasceu em Auvergne; tornou-se padre e cônego regular, abraçando uma forma de vida religiosa inspirada na dos monges, promovida por alguns bispos, que agrupavam junto à catedral aquela parte do clero disposta a manter vida comum, de acordo com os “cânones” (daqui o nome de “cônegos”), isto é, as regras estabelecidas pelo sínodo lateranense de 1039: além da obediência e da castidade, os cônegos eram obrigados à vida comum e a total renúncia da propriedade. Os poucos que aceitaram essa regra foram chamados cônegos regulares agostinianos. Roberto estava entre os primeiros e se distinguiu por seu amor aos pobres. Mas se sentia atraído por uma forma de vida religiosa mais austera. Foi acolhido entre os monges de Cluny, sob a direção de santo Odilon, e depois de alguns anos realizou sua peregrinação a Roma. Ao retornar, decidiu levar vida eremítica na Auvergne, perto de Brioude, para transcorrer o resto da vida na solidão. Mas foi alcançado por um número sempre maior de discípulos até chegar ao belo número de trezentos. O santo eremita construiu para eles o primeiro núcleo de casas, de cujo agrupamento teve origem a abadia beneditina de La-Chaise-Dieu, casa-mãe da nova comunidade monástica da qual Roberto foi o primeiro abade. São Roberto de La-Chaise-Dieu Roberto nasceu na família dos Turlande, no meio de uma floresta, quando a mãe, indo a uma visita ao castelo vizinho, sentiu as dores do parto. Desde os primeiros dias, veio o presságio de que seria devotado à pureza, uma vez que, tendo sido confiado sucessivamente a duas amas de leite, ambas de má vida, recusou-lhes, com veemência o peito. Entregue, para a educação, os eclesiásticos de São Juliano de Brioude, ali se formou na piedade. São Roberto teve uma juventude inocente. Passava as noites em oração, era caridosíssimo com os pobres e, a muitos deles, lavava-lhes e pensava as feridas. Uma vez recebida a tonsura, nomearam-no cônego da igreja de São Juliano. Padre, rezava a santa missa com devoção jamais vista. Contemplativo, São Roberto, um dia, decidiu abandonar a tudo para seguir Jesus Cristo. E, atraído pela fama de Cluny, sob o governo de Santo Hugo, resolveu procurar a célebre abadia. Confiou, então, a um companheiro, aquele intento, concertando, ambos, que deixariam São Juliano à noite, às escondidas. Sem que se saiba como, porém, foram descobertos. E o Santo, envergonhadíssimo, cheio de dor, chegou até a adoecer. Quando se curou, buscou por todos os meios uma solução que o levasse à vida monástica. E, tendo ido a Roma, para consultar o Senhor, longamente, e com fervor, orou sobre a tumba dos Santos Apóstolos suplicando que Deus lhe fizesse ver a vontade do céu. De volta, esperando no Senhor com grande confiança, viu-se atendido nos rogos que fizera. Um soldado, chamado Estêvão, pouco depois do regresso, apareceu para consultá-lo sobre como devia fazer penitência. – Deixa tudo, respondeu-lhe o santo, e transfere-te para a milícia do Senhor. – Eu o farei gostosamente, disse-lhe o soldado com ardor, uma vez que possa realizar o sacrifício em tua companhia. Era, sem dúvida, pensava Roberto, aquele soldado, enviado de Deus. E, a ele, deu-lhe a conhecer o seu secreto desejo. Sem tardança, o soldado fez uma peregrinação a Nossa Senhora do Puy-em-Velay, para implorar o socorro da Virgem, a orientação que deviam seguir. E, de regresso, descobriu, nas montanhas, entre matas, os escombros de uma igreja abandonada, distante de Brioude cinco léguas pouco mais ou menos. Não restava ali um ótimo retiro? Alegre, Estêvão foi referir a descoberta ao Santo. E, não demorou muito, um segundo soldado veio pedir ao confessor que o aceitasse como discípulo. Chamava-se Dalmácio e queria viver sob sua orientação. Roberto determinou provar os dois durante alguns meses, findo os quais, demandaram a ermida arruinada, perdida nas montanhas e nas florestas. Os três, despojados de tudo, alegraram-se com aquele estado de indigência. Passaram, então, a viver no êremo. E os habitantes das redondezas, desconfiados, ao invés de ajudá-los, injuriavam-nos. Roberto e os dois ex-soldados, suportaram os maus tratos como enviados por Deus, mas a brutalidade dos moradores daquele região acabou por se arrefecer e, afinal, desapareceu. Alguns, mesmo, do lugar, tocados, edificados por tanta piedade e renúncia dos solitários juntaram-se a eles. E o número destes últimos, crescendo, levou a São Roberto a necessidade de construir um mosteiro. O bispo de Clermont, deu-lhes a permissão, e, com o tempo, pessoas piedosas começaram a contribuir, estas com dinheiro aquelas com materiais indispensáveis. Assim surgiu a abadia de Chaise-Dieu, em 1050, para a qual se obtiveram, do Papa, então Leão IX, os privilégios e as autorizações necessárias. Abade, embora relutasse na aceitação do cargo, Roberto conseguiu, pela doçura, a pureza de intenção e os milagres, reunir no mosteiro de Chaise-Dieu perto de trezentos religiosos submetidos à regra de São Bento. Deus deu-lhe a conhecer a hora da morte. Então, reunindo os filhos todos, exortou-os a perseverar, abraçando-os um por um. Quando faleceu, a 17 de Abril de 1067, todos lhe choraram a morte. Leia também Santo do Dia – 16 de Abril – Santa Bernadete, Vidente da Virgem de Lourdes Santo do Dia – 18 de Abril – São Galdino

  • SOBRE OS RECENTES SACRILÉGIOS CONTRA A SANTÍSSIMA EUCARISTIA

    SOBRE OS RECENTES SACRILÉGIOS CONTRA A SANTÍSSIMA EUCARISTIA Do direito dos fiéis de receberem Jesus na boca Escute: #FormaçõesCatólicas

  • SOBRE OS RECENTES SACRILÉGIOS CONTRA A SANTÍSSIMA EUCARISTIA

    SOBRE OS RECENTES SACRILÉGIOS CONTRA A SANTÍSSIMA EUCARISTIA Do direito dos fiéis de receberem Jesus na boca Escute: #FormaçõesCatólicas

  • Could You Not Watch One Hour With Me?

    In the first place, it was a just reproach. Before Christ entered the garden of olives, He had told the apostles in express words that now the hour of temptation had arrived, that now there was danger that they leave Him and deny the faith. Again, later, He gave to the three(Peter, James and John) the distinct command to watch and pray during His absence in order to overcome by these means the impending temptation. They did neither one nor the other. They slept. They knew themselves that they deserved the reproach, for they had no excuse to offer. However, we should not be too severe with the apostles; many Christians are far more reprehensible. They spend entire nights, not merely in work and affairs of business, but in dangerous pleasures and amusements, in satisfaction of sensual lusts, infact in anything which leads to hell. But at evening prayers or sermons, they are asleep. An excerpt from “Passion of Jesus and its hidden meaning” by Fr. James Groenings

  • São Hermenegildo, príncipe e mártir – 13 de Abril

    Mártir (459-586) Hermenegildo talvez seja a vítima mais conhecida da invasão da Espanha católica pelos visigodos, por volta do ano 459. Era filho do rei visigodo, mas despertou a ira do pai ao tornar-se católico por causa de sua esposa, uma princesa francesa. Seu pai era Leovigildo, um impiedoso rei, conquistador de nações e exterminador de inimigos. Após conquistar a terra, ele tratava de acabar com a cultura e a fé locais, para dominar completamente os povos submetidos ao seu poder. Hermenegildo foi educado, junto com o irmão Recaredo, para pôr em prática esse plano do pai e, para isso, foram ambos nomeados príncipes de Sevilha e Toledo, respectivamente. Mas Hermenegildo casou-se com Ingonda, uma princesa católica de origem francesa, e esta mudou os planos traçados para ele. Ingonda era profundamente cristã. Suas orações e explicações do Evangelho converteram Hermenegildo. Leovigildo, irado, ameaçou cassar seu cargo se não abandonasse a nova fé, porém ele não se dobrou. Sua resposta está registrada para a posteridade: ‘Nada me custa renunciar à coroa terrestre, se já tenho garantida a celeste’. O pai dirigiu, pessoalmente, o cumprimento da ameaça, liderando enorme exército que marchou contra Sevilha. Prendeu o filho, esperando que os suplícios do cárcere o fizessem abandonar o catolicismo, mas nada conseguiu. Mandou decepar a cabeça de Hermenegildo, que pouco antes se recusara a receber a santa Eucaristia das mãos de um bispo ariano, em 13 de abril de 585. Entretanto, o crime contra o próprio filho acabou por encher Leovigildo de profundo remorso. Revendo suas posições anos depois, converteu-se também, e a Igreja da Espanha alcançou, definitivamente a paz. Em 1586, o papa Sixto V declarou a festa de são Hermenegildo para o dia do seu martírio e o indicou como padroeiro da Espanha. Santo Hermenegildo, um mártir entre os convertidos Hermenegildo era filho do rei visigodo da Espanha, mas, pelo apostolado de sua esposa e de um santo bispo, passou a estimar “mais a graça de Deus que a de seu pai”. Por isso ele morreu, perdendo literalmente a cabeça. Mas seu martírio não ficaria sem fruto… A vida de Santo Hermenegildo (564-585) foi narrada por quatro de seus contemporâneos: João de Biclaro, historiador espanhol; Santo Isidoro de Sevilha, na sua História dos Godos e dos Suevos ; São Gregório de Tours, na sua História dos Francos ; e o Papa São Gregório Magno, que a conheceu através de peregrinos espanhóis em viagem a Roma e a transcreve nos seus Diálogos . Os visigodos arianos na Espanha. — A dominação dos visigodos na Espanha durou quase dois séculos. E, sendo eles hereges arianos, reinava a perseguição religiosa contra os católicos. A fé ortodoxa foi então perseguida como nunca antes, nem mesmo na época dos imperadores romanos . “Foi grande milagre, sem dúvida, que o ódio sectário dos conquistadores não lograsse vencer a constância dos católicos, e que a Espanha toda não se visse arrastada a uma apostasia geral. A heresia não logrou senão aumentar o número de mártires” [1]. A fé ortodoxa foi então perseguida como nunca antes, nem mesmo na época dos imperadores romanos. Do primeiro casamento de Leovigildo, rei dos visigodos da Espanha (569-586), com uma princesa da qual não se guardou o nome, nasceram dois filhos: Hermenegildo e Recaredo. Estes foram educados na doutrina ariana do pai, que se casou em segundas núpcias com Goswinda, viúva do rei Atanagildo da Austrásia, furibundamente ariana. Em 579 Hermenegildo casou-se com Ingonda, filha de Segisberto da Austrásia e de sua esposa Brunequilda, filha do primeiro casamento de Goswinda. Neta, portanto, de Goswinda, com o casamento Ingonda tornou-se também sua nora. Como a exemplo de seus pais Ingonda era decididamente católica, Goswinda tomou como ponto de honra pervertê-la para o arianismo . Inicialmente com boas palavras e através de persuasão. Mas como não surtiu efeito, começou a utilizar a força. Assim, um dia quis que ela recebesse o batismo ariano. Ingonda respondeu-lhe: “Basta-me ter sido batizada uma vez e regenerada em nome da Trindade Santíssima, na qual adoro as três Pessoas iguais em um todo. Essa é a crença de minha alma, e jamais dela me apartarei ”. Goswinda agarrou-a então pelos cabelos, maltratou-a como pôde, e, com a ajuda de algumas aias, arrastou-a até um tanque, onde lhe ministrou à força um batismo sacrílego. Tratou-se de um arremedo de batismo duplamente inválido: realizado à força e sem invocar a Santíssima Trindade, na qual os arianos não acreditavam por negarem a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo . Hermenegildo abjura da heresia . — Muito penalizado com essa atitude da esposa, o rei Leovigildo enviou o jovem casal para a Bética (correspondente mais ou menos à Andaluzia atual), nomeando Hermenegildo governador. Outros dizem que ele foi para aquela região com o título de rei. Irritado de um lado com o selvagem tratamento dispensado pela madrasta à sua esposa, e beneficamente influenciado de outro lado pelos habitantes hispano-romanos da Bética — maciçamente católicos e com tensas relações com os visigodos arianos —, Hermenegildo,  em decorrência de tal ambiente somado ao apostolado da esposa e de São Leandro, arcebispo de Sevilha, abjurou da heresia ariana , tornando-se sincero católico. Declaração de guerra do pai ao filho . — Ao saber da conversão do filho, Leovigildo o intimou a comparecer em Toledo na sua presença. Em seguida (580) convocou um concílio de bispos arianos nessa cidade, no qual, para atrair os católicos, foi decretado que dali em diante não seria mais necessário rebatizar-se para passar para o arianismo. Também, a pedido do rei e com o mesmo fim, redigiu-se uma nova profissão de fé. O próprio rei deu um exemplo de tolerância religiosa ao ir junto com os católicos venerar as relíquias dos mártires. Mas estes não se deixaram enganar. Tanto mais que no referido concílio herético o rei visigodo declarou seu intento de unificar a península sob o arianismo. A conversão do filho vinha atrapalhar seus planos [2]. Sabendo da pressão que sofreria em Toledo para renegar a verdadeira fé, Hermenegildo negou-se a comparecer diante do pai. Este viu nessa atitude uma declaração de guerra e preparou seus exércitos para ir-lhe ao encalço. Por sua vez, para enfrentar o poderoso exército real, Hermenegildo aliou-se com os bizantinos, que dominavam a região sul-oriental da Espanha, e também chamou em sua ajuda Mirão, rei dos suevos da Galícia. Após comprar a neutralidade de Bizâncio, Leovigildo arrebatou num ímpeto Mérida. Comprou depois Mirão e, livre desses escolhos, preparou-se para o assalto final a Sevilha. Esta lhe resistiu por dois anos (583-584), findos os quais, por falta de víveres e munição, caiu sob o poder real. Após enviar a esposa e o filho a Constantinopla, para sob a proteção do imperador bizantino ali estarem imunes dos azares da guerra, Hermenegildo fugiu para Córdoba, refugiando-se numa igreja . Local considerado sagrado já naquela remota época, Leovigildo não quis violar o direito de asilo na igreja. Mandou então seu filho Recaredo falar com o irmão, e este o convenceu a entregar-se ao pai, prometendo-lhe o perdão. Efetivamente o rei apareceu, abraçou o filho e o levou para Toledo. Mas, pouco depois, mandou-o preso inicialmente para Valência e depois para Tarragona. Graças ao apostolado da esposa e de São Leandro, Hermenegildo abjurou da heresia ariana, tornando-se sincero católico. No Sábado Santo de 586 o prisioneiro pediu para confessar-se e receber a Sagrada Comunhão de um bispo católico. Mas quem apareceu foi um bispo ariano, que veio dar-lhe a Comunhão e oferecer-lhe a graça paterna, caso abjurasse do catolicismo. Na prisão, recebe a graça do martírio . — Eis como o Papa São Gregório Magno narra o sucedido: Sobreveio a festividade da Páscoa, e naquela noite o pérfido rei Leovigildo enviou um bispo ariano ao cárcere para que seu filho recebesse a comunhão do sacratíssimo corpo de Cristo da mão sacrílega daquele herege, prometendo-lhe, se a aceitasse, de admiti-lo em sua graça. O santo moço, se bem que estivesse atado e afligido no corpo, estava livre e desperto na alma. E, estimando mais a graça de Deus do que a de seu pai, afastou de si o bispo ariano repreendendo-o e dizendo-lhe as palavras que merecia ouvir [3]. Pouco tempo depois o rei mandou um homem chamado Sisberto à prisão, o qual decepou com um machado a cabeça de Hermenegildo. São Gregório diz que,  no silêncio da mesma noite do martírio, ouviu-se sobre o corpo do mártir uma música celestial, e espargiram-se muitas luzes. Declaração de guerra do pai ao filho . — Ao saber da conversão do filho, Leovigildo o intimou a comparecer em Toledo na sua presença. Em seguida (580) convocou um concílio de bispos arianos nessa cidade, no qual, para atrair os católicos, foi decretado que dali em diante não seria mais necessário rebatizar-se para passar para o arianismo. Também, a pedido do rei e com o mesmo fim, redigiu-se uma nova profissão de fé. O próprio rei deu um exemplo de tolerância religiosa ao ir junto com os católicos venerar as relíquias dos mártires. Mas estes não se deixaram enganar. Tanto mais que no referido concílio herético o rei visigodo declarou seu intento de unificar a península sob o arianismo. A conversão do filho vinha atrapalhar seus planos [2]. Sabendo da pressão que sofreria em Toledo para renegar a verdadeira fé, Hermenegildo negou-se a comparecer diante do pai. Este viu nessa atitude uma declaração de guerra e preparou seus exércitos para ir-lhe ao encalço. Por sua vez, para enfrentar o poderoso exército real, Hermenegildo aliou-se com os bizantinos, que dominavam a região sul-oriental da Espanha, e também chamou em sua ajuda Mirão, rei dos suevos da Galícia. Após comprar a neutralidade de Bizâncio, Leovigildo arrebatou num ímpeto Mérida. Comprou depois Mirão e, livre desses escolhos, preparou-se para o assalto final a Sevilha. Esta lhe resistiu por dois anos (583-584), findos os quais, por falta de víveres e munição, caiu sob o poder real. Após enviar a esposa e o filho a Constantinopla, para sob a proteção do imperador bizantino ali estarem imunes dos azares da guerra, Hermenegildo fugiu para Córdoba, refugiando-se numa igreja . Local considerado sagrado já naquela remota época, Leovigildo não quis violar o direito de asilo na igreja. Mandou então seu filho Recaredo falar com o irmão, e este o convenceu a entregar-se ao pai, prometendo-lhe o perdão. Efetivamente o rei apareceu, abraçou o filho e o levou para Toledo. Mas, pouco depois, mandou-o preso inicialmente para Valência e depois para Tarragona. Graças ao apostolado da esposa e de São Leandro, Hermenegildo abjurou da heresia ariana, tornando-se sincero católico. No Sábado Santo de 586 o prisioneiro pediu para confessar-se e receber a Sagrada Comunhão de um bispo católico. Mas quem apareceu foi um bispo ariano, que veio dar-lhe a Comunhão e oferecer-lhe a graça paterna, caso abjurasse do catolicismo. Na prisão, recebe a graça do martírio . — Eis como o Papa São Gregório Magno narra o sucedido: Sobreveio a festividade da Páscoa, e naquela noite o pérfido rei Leovigildo enviou um bispo ariano ao cárcere para que seu filho recebesse a comunhão do sacratíssimo corpo de Cristo da mão sacrílega daquele herege, prometendo-lhe, se a aceitasse, de admiti-lo em sua graça. O santo moço, se bem que estivesse atado e afligido no corpo, estava livre e desperto na alma. E, estimando mais a graça de Deus do que a de seu pai, afastou de si o bispo ariano repreendendo-o e dizendo-lhe as palavras que merecia ouvir [3]. Pouco tempo depois o rei mandou um homem chamado Sisberto à prisão, o qual decepou com um machado a cabeça de Hermenegildo. São Gregório diz que, no silêncio da mesma noite do martírio, ouviu-se sobre o corpo do mártir uma música celestial, e espargiram-se muitas luzes . Conheça mais sobre São Hermenegildo Hermenegildo era filho de Leovigildo, rei dos visigodos na Espanha, e de Teodósia, a primeira esposa daquele rei. A princípio, ariano como o pai, Hermenegildo, influenciado pela mulher, converter-se-ia. Depois da morte da esposa, o rei visigodo casou-se com Goswinda, viúva de seu irmão Atanagildo e mãe de Brunehaut, mulher de Sigeberto, rei da Austrásia. Foi com uma filha de Sigeberto e de Brunehaut que Hermenegildo se casou. A esposa do futuro mártir chamava-se Ingonda e era católica. Ora, Goswinda, ariana, nutria grande ódio pelos cristãos, e, pois, principiou a perseguir a nora. A princípio, usou de carinhos, de doces palavras, procurando induzir Ingonda a receber o batismo no arianismo. Ingonda, corajosa e determinadamente, recusou-se, e passou a receber da sogra os piores tratamentos.Leovigildo, um dia, para por termo às discussões entre a mulher e a nora, resolveu enviar Hermenegildo e a jovem esposa para Sevilha. Ingonda, desde então, procurou, por todos os meios, encaminhar o marido à fé católica. Pôs-se a catequizá-lo, e Hermenegildo, assim que se inteirou das verdades que a boa esposa lhe expunha, a tudo vendo com muita clareza, deixou os erros que abraçara desde que nascera e se fez cristão. Hermenegildo, sabedor da conversão do filho, procurou, enraivecido, perdê-lo. E o príncipe, para se defender, aliou-se ao imperador de Bizâncio, que ia atacar a Espanha. Um dia, Hermenegildo recebeu mensageiros do pai, que lhe disseram: – Ide procurar vosso pai, que vós ambos tendes coisas em comum a discutir. Hermenegildo respondeu-lhes: – Não irei. Meu pai é meu inimigo, porque sou católico. Leovigildo, diante daquela resposta, marchou contra o filho, que, chamando os gregos em seu auxílio, avançou contra o pai. Quando, porém, as forças do santo deram com o exército do rei visigodo, debandaram, abandonaram-no, e Hermenegildo, sem nenhuma esperança, refugiou-se numa igreja das vizinhanças. E ali, orando a Deus, disse: – Que meu pai não me venha atacar, porque é um ímpio crime que um pai seja morto por um filho e um filho pelo pai. Leovigildo, acampado a pouca distância, tratou de lhe enviar um deputado. E assim, logo mais, Recaredo, irmão do jovem príncipe, discorria sobre a boa acolhida que o pai lhe desejava fazer. E acrescentou: – Vamos, ajoelha-se aos pés de nosso pai e ele a tudo perdoará. Vem. Diante disto, Hermenegildo foi ao encontro do velho rei, que, ao recebê-lo, abraçou-o com fingido carinho. Pouco depois, era preso. O santo, conduzido a Sevilha, foi arrojado a uma estreita prisão. E ali, desejoso do céu, rogava a Deus que lhe desse forças para perseverar até o fim. E as cadeias que carregava, levava-as com grande resignação, com imensa doçura, como se fora um cilício. Hermenegildo, firme na fé, foi morto na própria prisão, a mandado do perverso pai, na noite de 13 de Abril de 586. E os milagres não faltaram para manifestar a glória do rei mártir. O pai, herético e parricida, reconheceu, arrependido, a verdade da fé católica, mas, temeroso da nação, não teve coragem de abraça-la. E Recaredo, morto Leovigildo, não seguiu o exemplo do pai, mas sim o do irmão mártir: converteu-se, tornando-se um bom cristão. Sob as instâncias do rei Filipe II, o Papa Sixto-Quinto autorizou-lhe o culto em toda a Espanha, e, quando de Urbano VIII, aquele culto se estendeu por toda a Igreja. Santo Hermenegildo é o padroeiro de Sevilha. #SantodoDia

  • São Hermenegildo, príncipe e mártir – 13 de Abril

    Mártir (459-586) Hermenegildo talvez seja a vítima mais conhecida da invasão da Espanha católica pelos visigodos, por volta do ano 459. Era filho do rei visigodo, mas despertou a ira do pai ao tornar-se católico por causa de sua esposa, uma princesa francesa. Seu pai era Leovigildo, um impiedoso rei, conquistador de nações e exterminador de inimigos. Após conquistar a terra, ele tratava de acabar com a cultura e a fé locais, para dominar completamente os povos submetidos ao seu poder. Hermenegildo foi educado, junto com o irmão Recaredo, para pôr em prática esse plano do pai e, para isso, foram ambos nomeados príncipes de Sevilha e Toledo, respectivamente. Mas Hermenegildo casou-se com Ingonda, uma princesa católica de origem francesa, e esta mudou os planos traçados para ele. Ingonda era profundamente cristã. Suas orações e explicações do Evangelho converteram Hermenegildo. Leovigildo, irado, ameaçou cassar seu cargo se não abandonasse a nova fé, porém ele não se dobrou. Sua resposta está registrada para a posteridade: ‘Nada me custa renunciar à coroa terrestre, se já tenho garantida a celeste’. O pai dirigiu, pessoalmente, o cumprimento da ameaça, liderando enorme exército que marchou contra Sevilha. Prendeu o filho, esperando que os suplícios do cárcere o fizessem abandonar o catolicismo, mas nada conseguiu. Mandou decepar a cabeça de Hermenegildo, que pouco antes se recusara a receber a santa Eucaristia das mãos de um bispo ariano, em 13 de abril de 585. Entretanto, o crime contra o próprio filho acabou por encher Leovigildo de profundo remorso. Revendo suas posições anos depois, converteu-se também, e a Igreja da Espanha alcançou, definitivamente a paz. Em 1586, o papa Sixto V declarou a festa de são Hermenegildo para o dia do seu martírio e o indicou como padroeiro da Espanha. Santo Hermenegildo, um mártir entre os convertidos Hermenegildo era filho do rei visigodo da Espanha, mas, pelo apostolado de sua esposa e de um santo bispo, passou a estimar “mais a graça de Deus que a de seu pai”. Por isso ele morreu, perdendo literalmente a cabeça. Mas seu martírio não ficaria sem fruto… A vida de Santo Hermenegildo (564-585) foi narrada por quatro de seus contemporâneos: João de Biclaro, historiador espanhol; Santo Isidoro de Sevilha, na sua História dos Godos e dos Suevos ; São Gregório de Tours, na sua História dos Francos ; e o Papa São Gregório Magno, que a conheceu através de peregrinos espanhóis em viagem a Roma e a transcreve nos seus Diálogos . Os visigodos arianos na Espanha. — A dominação dos visigodos na Espanha durou quase dois séculos. E, sendo eles hereges arianos, reinava a perseguição religiosa contra os católicos. A fé ortodoxa foi então perseguida como nunca antes, nem mesmo na época dos imperadores romanos . “Foi grande milagre, sem dúvida, que o ódio sectário dos conquistadores não lograsse vencer a constância dos católicos, e que a Espanha toda não se visse arrastada a uma apostasia geral. A heresia não logrou senão aumentar o número de mártires” [1]. A fé ortodoxa foi então perseguida como nunca antes, nem mesmo na época dos imperadores romanos. Do primeiro casamento de Leovigildo, rei dos visigodos da Espanha (569-586), com uma princesa da qual não se guardou o nome, nasceram dois filhos: Hermenegildo e Recaredo. Estes foram educados na doutrina ariana do pai, que se casou em segundas núpcias com Goswinda, viúva do rei Atanagildo da Austrásia, furibundamente ariana. Em 579 Hermenegildo casou-se com Ingonda, filha de Segisberto da Austrásia e de sua esposa Brunequilda, filha do primeiro casamento de Goswinda. Neta, portanto, de Goswinda, com o casamento Ingonda tornou-se também sua nora. Como a exemplo de seus pais Ingonda era decididamente católica, Goswinda tomou como ponto de honra pervertê-la para o arianismo . Inicialmente com boas palavras e através de persuasão. Mas como não surtiu efeito, começou a utilizar a força. Assim, um dia quis que ela recebesse o batismo ariano. Ingonda respondeu-lhe: “Basta-me ter sido batizada uma vez e regenerada em nome da Trindade Santíssima, na qual adoro as três Pessoas iguais em um todo. Essa é a crença de minha alma, e jamais dela me apartarei ”. Goswinda agarrou-a então pelos cabelos, maltratou-a como pôde, e, com a ajuda de algumas aias, arrastou-a até um tanque, onde lhe ministrou à força um batismo sacrílego. Tratou-se de um arremedo de batismo duplamente inválido: realizado à força e sem invocar a Santíssima Trindade, na qual os arianos não acreditavam por negarem a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo . Hermenegildo abjura da heresia . — Muito penalizado com essa atitude da esposa, o rei Leovigildo enviou o jovem casal para a Bética (correspondente mais ou menos à Andaluzia atual), nomeando Hermenegildo governador. Outros dizem que ele foi para aquela região com o título de rei. Irritado de um lado com o selvagem tratamento dispensado pela madrasta à sua esposa, e beneficamente influenciado de outro lado pelos habitantes hispano-romanos da Bética — maciçamente católicos e com tensas relações com os visigodos arianos —, Hermenegildo,  em decorrência de tal ambiente somado ao apostolado da esposa e de São Leandro, arcebispo de Sevilha, abjurou da heresia ariana , tornando-se sincero católico. Declaração de guerra do pai ao filho . — Ao saber da conversão do filho, Leovigildo o intimou a comparecer em Toledo na sua presença. Em seguida (580) convocou um concílio de bispos arianos nessa cidade, no qual, para atrair os católicos, foi decretado que dali em diante não seria mais necessário rebatizar-se para passar para o arianismo. Também, a pedido do rei e com o mesmo fim, redigiu-se uma nova profissão de fé. O próprio rei deu um exemplo de tolerância religiosa ao ir junto com os católicos venerar as relíquias dos mártires. Mas estes não se deixaram enganar. Tanto mais que no referido concílio herético o rei visigodo declarou seu intento de unificar a península sob o arianismo. A conversão do filho vinha atrapalhar seus planos [2]. Sabendo da pressão que sofreria em Toledo para renegar a verdadeira fé, Hermenegildo negou-se a comparecer diante do pai. Este viu nessa atitude uma declaração de guerra e preparou seus exércitos para ir-lhe ao encalço. Por sua vez, para enfrentar o poderoso exército real, Hermenegildo aliou-se com os bizantinos, que dominavam a região sul-oriental da Espanha, e também chamou em sua ajuda Mirão, rei dos suevos da Galícia. Após comprar a neutralidade de Bizâncio, Leovigildo arrebatou num ímpeto Mérida. Comprou depois Mirão e, livre desses escolhos, preparou-se para o assalto final a Sevilha. Esta lhe resistiu por dois anos (583-584), findos os quais, por falta de víveres e munição, caiu sob o poder real. Após enviar a esposa e o filho a Constantinopla, para sob a proteção do imperador bizantino ali estarem imunes dos azares da guerra, Hermenegildo fugiu para Córdoba, refugiando-se numa igreja . Local considerado sagrado já naquela remota época, Leovigildo não quis violar o direito de asilo na igreja. Mandou então seu filho Recaredo falar com o irmão, e este o convenceu a entregar-se ao pai, prometendo-lhe o perdão. Efetivamente o rei apareceu, abraçou o filho e o levou para Toledo. Mas, pouco depois, mandou-o preso inicialmente para Valência e depois para Tarragona. Graças ao apostolado da esposa e de São Leandro, Hermenegildo abjurou da heresia ariana, tornando-se sincero católico. No Sábado Santo de 586 o prisioneiro pediu para confessar-se e receber a Sagrada Comunhão de um bispo católico. Mas quem apareceu foi um bispo ariano, que veio dar-lhe a Comunhão e oferecer-lhe a graça paterna, caso abjurasse do catolicismo. Na prisão, recebe a graça do martírio . — Eis como o Papa São Gregório Magno narra o sucedido: Sobreveio a festividade da Páscoa, e naquela noite o pérfido rei Leovigildo enviou um bispo ariano ao cárcere para que seu filho recebesse a comunhão do sacratíssimo corpo de Cristo da mão sacrílega daquele herege, prometendo-lhe, se a aceitasse, de admiti-lo em sua graça. O santo moço, se bem que estivesse atado e afligido no corpo, estava livre e desperto na alma. E, estimando mais a graça de Deus do que a de seu pai, afastou de si o bispo ariano repreendendo-o e dizendo-lhe as palavras que merecia ouvir [3]. Pouco tempo depois o rei mandou um homem chamado Sisberto à prisão, o qual decepou com um machado a cabeça de Hermenegildo. São Gregório diz que,  no silêncio da mesma noite do martírio, ouviu-se sobre o corpo do mártir uma música celestial, e espargiram-se muitas luzes. Declaração de guerra do pai ao filho . — Ao saber da conversão do filho, Leovigildo o intimou a comparecer em Toledo na sua presença. Em seguida (580) convocou um concílio de bispos arianos nessa cidade, no qual, para atrair os católicos, foi decretado que dali em diante não seria mais necessário rebatizar-se para passar para o arianismo. Também, a pedido do rei e com o mesmo fim, redigiu-se uma nova profissão de fé. O próprio rei deu um exemplo de tolerância religiosa ao ir junto com os católicos venerar as relíquias dos mártires. Mas estes não se deixaram enganar. Tanto mais que no referido concílio herético o rei visigodo declarou seu intento de unificar a península sob o arianismo. A conversão do filho vinha atrapalhar seus planos [2]. Sabendo da pressão que sofreria em Toledo para renegar a verdadeira fé, Hermenegildo negou-se a comparecer diante do pai. Este viu nessa atitude uma declaração de guerra e preparou seus exércitos para ir-lhe ao encalço. Por sua vez, para enfrentar o poderoso exército real, Hermenegildo aliou-se com os bizantinos, que dominavam a região sul-oriental da Espanha, e também chamou em sua ajuda Mirão, rei dos suevos da Galícia. Após comprar a neutralidade de Bizâncio, Leovigildo arrebatou num ímpeto Mérida. Comprou depois Mirão e, livre desses escolhos, preparou-se para o assalto final a Sevilha. Esta lhe resistiu por dois anos (583-584), findos os quais, por falta de víveres e munição, caiu sob o poder real. Após enviar a esposa e o filho a Constantinopla, para sob a proteção do imperador bizantino ali estarem imunes dos azares da guerra, Hermenegildo fugiu para Córdoba, refugiando-se numa igreja . Local considerado sagrado já naquela remota época, Leovigildo não quis violar o direito de asilo na igreja. Mandou então seu filho Recaredo falar com o irmão, e este o convenceu a entregar-se ao pai, prometendo-lhe o perdão. Efetivamente o rei apareceu, abraçou o filho e o levou para Toledo. Mas, pouco depois, mandou-o preso inicialmente para Valência e depois para Tarragona. Graças ao apostolado da esposa e de São Leandro, Hermenegildo abjurou da heresia ariana, tornando-se sincero católico. No Sábado Santo de 586 o prisioneiro pediu para confessar-se e receber a Sagrada Comunhão de um bispo católico. Mas quem apareceu foi um bispo ariano, que veio dar-lhe a Comunhão e oferecer-lhe a graça paterna, caso abjurasse do catolicismo. Na prisão, recebe a graça do martírio . — Eis como o Papa São Gregório Magno narra o sucedido: Sobreveio a festividade da Páscoa, e naquela noite o pérfido rei Leovigildo enviou um bispo ariano ao cárcere para que seu filho recebesse a comunhão do sacratíssimo corpo de Cristo da mão sacrílega daquele herege, prometendo-lhe, se a aceitasse, de admiti-lo em sua graça. O santo moço, se bem que estivesse atado e afligido no corpo, estava livre e desperto na alma. E, estimando mais a graça de Deus do que a de seu pai, afastou de si o bispo ariano repreendendo-o e dizendo-lhe as palavras que merecia ouvir [3]. Pouco tempo depois o rei mandou um homem chamado Sisberto à prisão, o qual decepou com um machado a cabeça de Hermenegildo. São Gregório diz que, no silêncio da mesma noite do martírio, ouviu-se sobre o corpo do mártir uma música celestial, e espargiram-se muitas luzes . Conheça mais sobre São Hermenegildo Hermenegildo era filho de Leovigildo, rei dos visigodos na Espanha, e de Teodósia, a primeira esposa daquele rei. A princípio, ariano como o pai, Hermenegildo, influenciado pela mulher, converter-se-ia. Depois da morte da esposa, o rei visigodo casou-se com Goswinda, viúva de seu irmão Atanagildo e mãe de Brunehaut, mulher de Sigeberto, rei da Austrásia. Foi com uma filha de Sigeberto e de Brunehaut que Hermenegildo se casou. A esposa do futuro mártir chamava-se Ingonda e era católica. Ora, Goswinda, ariana, nutria grande ódio pelos cristãos, e, pois, principiou a perseguir a nora. A princípio, usou de carinhos, de doces palavras, procurando induzir Ingonda a receber o batismo no arianismo. Ingonda, corajosa e determinadamente, recusou-se, e passou a receber da sogra os piores tratamentos.Leovigildo, um dia, para por termo às discussões entre a mulher e a nora, resolveu enviar Hermenegildo e a jovem esposa para Sevilha. Ingonda, desde então, procurou, por todos os meios, encaminhar o marido à fé católica. Pôs-se a catequizá-lo, e Hermenegildo, assim que se inteirou das verdades que a boa esposa lhe expunha, a tudo vendo com muita clareza, deixou os erros que abraçara desde que nascera e se fez cristão. Hermenegildo, sabedor da conversão do filho, procurou, enraivecido, perdê-lo. E o príncipe, para se defender, aliou-se ao imperador de Bizâncio, que ia atacar a Espanha. Um dia, Hermenegildo recebeu mensageiros do pai, que lhe disseram: – Ide procurar vosso pai, que vós ambos tendes coisas em comum a discutir. Hermenegildo respondeu-lhes: – Não irei. Meu pai é meu inimigo, porque sou católico. Leovigildo, diante daquela resposta, marchou contra o filho, que, chamando os gregos em seu auxílio, avançou contra o pai. Quando, porém, as forças do santo deram com o exército do rei visigodo, debandaram, abandonaram-no, e Hermenegildo, sem nenhuma esperança, refugiou-se numa igreja das vizinhanças. E ali, orando a Deus, disse: – Que meu pai não me venha atacar, porque é um ímpio crime que um pai seja morto por um filho e um filho pelo pai. Leovigildo, acampado a pouca distância, tratou de lhe enviar um deputado. E assim, logo mais, Recaredo, irmão do jovem príncipe, discorria sobre a boa acolhida que o pai lhe desejava fazer. E acrescentou: – Vamos, ajoelha-se aos pés de nosso pai e ele a tudo perdoará. Vem. Diante disto, Hermenegildo foi ao encontro do velho rei, que, ao recebê-lo, abraçou-o com fingido carinho. Pouco depois, era preso. O santo, conduzido a Sevilha, foi arrojado a uma estreita prisão. E ali, desejoso do céu, rogava a Deus que lhe desse forças para perseverar até o fim. E as cadeias que carregava, levava-as com grande resignação, com imensa doçura, como se fora um cilício. Hermenegildo, firme na fé, foi morto na própria prisão, a mandado do perverso pai, na noite de 13 de Abril de 586. E os milagres não faltaram para manifestar a glória do rei mártir. O pai, herético e parricida, reconheceu, arrependido, a verdade da fé católica, mas, temeroso da nação, não teve coragem de abraça-la. E Recaredo, morto Leovigildo, não seguiu o exemplo do pai, mas sim o do irmão mártir: converteu-se, tornando-se um bom cristão. Sob as instâncias do rei Filipe II, o Papa Sixto-Quinto autorizou-lhe o culto em toda a Espanha, e, quando de Urbano VIII, aquele culto se estendeu por toda a Igreja. Santo Hermenegildo é o padroeiro de Sevilha. #SantodoDia

  • O plano maçônico para a destruição da Igreja Católica

    Fonte: Padre Rodrigo Maria Normas do grande Mestre da Maçonaria aos Bispos católicos maçons, efetivas desde 1962 (“aggiornamento” do Vaticano II). Todos os confrades maçons terão que referir sobre os progressos destas decisivas disposições. Reelaboradas em outubro de 1993 como plano progressivo para o passo final. Todos os maçons ocupados na Igreja têm que acolhê-la e realizá-las. 1 – Removam de uma vez por todas a São Miguel, protetor da Igreja Católica, de todas as orações ao interior e ao exterior da Santa Missa. Remover suas estátuas, afirmando que elas apartam da Adoração de Cristo. 2 – Removam os Exercícios Penitenciais da Quaresma como a abstinência de carne as sextas-feiras e também o jejum; impeçam cada ato de abnegação. Em seu lugar devem ser favorecidos os atos de alegria, de felicidade e de amor ao próximo. Digam: “Cristo já mereceu por nós o Paraíso” e “cada esforço humano é inútil”. Digam a todos que devem tomar em sério a preocupação por sua saúde. Estimulem o consumo de carne, especialmente de porco. 3 – Encarreguem aos pastores protestantes de reexaminar a Santa Missa e de desacralizá-la. Semeiem dúvidas sobre a Real Presença de Cristo na Eucaristia e confirmem que a Eucaristia – com maior aproximação à fé dos protestantes – é somente como pão e vinho e compreendida como um puro símbolo. Disseminem protestantes nos Seminários e nas escolas. Falem de ecumenismo como caminho para a unidade. Acusem a cada um que crê na Presença Real de Jesus o Cristo na Eucaristia como subversivo e desobediente para com a Igreja. 4 – Proíbam a Liturgia latina da Missa, Adoração e Cantos, uma vez que eles comunicam um sentimento de mistério e de respeito. Apresentem-no como feitiços de adivinhos. Os homens pararão de crer nos Sacerdotes como homens de inteligência superior, de respeitar como portadores dos Mistérios Divinos. 5 – Dêem coragem às mulheres a não cobrir-se a cabeça com o véu na igreja. O cabelo é sexi. Pretendam às mulheres como leitoras e sacerdotisas. Apresentem a coisa como se fosse uma idéia democrática. Fundem um movimento de libertação da mulher. Quem entra na igreja tem que vestir vestidos descuidados para sentir-se nela como em casa. Isso debilitará a importância da Santa Missa. 6 – Afastem os fiéis de receber de joelhos a Comunhão. Digam às monjas que devem impedir aos pequenos antes e depois da Comunhão de ter as mãos juntas. Digam a eles que Deus os quer assim como são e deseja que se sintam completamente cômodos. Eliminem na igreja de estar de joelhos e cada genuflexão. Tirem os genuflexórios. Digam às pessoas que durante a Missa devem certificar sua fé em posição erguida. 7 – Eliminem a música sagrada do órgão. Introduzam guitarras, harpas judias, tambores, ruídos e sagradas risadas nas igrejas. Isso afastará a gente da oração pessoal e das conversações com Jesus. Impeçam a Jesus o tempo de chamar crianças à vida religiosa. Introduzam ao redor do altar danças litúrgicas com vestidos excitantes, teatros e concertos. 8 – Tirem o caráter sagrado aos cantos da Mãe de Deus e de São José. Indiquem sua veneração como idolatria. Convertam em ridículos os que persistem. Introduzam cantos protestantes. Isso dará a impressão que a Igreja Católica por fim admite que o Protestantismo é a verdadeira religião ou ao menos que ele é igual a Igreja Católica. 9 – Eliminem também todos os hinos a Jesus uma vez que eles fazem pensar à gente na felicidade e serenidade que deriva da vida de mortificação e penitência por Deus desde a infância. Introduzam cantos novos somente para convencer a gente que os rituais anteriores de algum modo eram falsos. Assegurem-se que em cada Missa ao menos um canto pelo qual Jesus não seja mencionado e que em vez fale somente de amor para os homens. A juventude será entusiasmada ao sentir falar de amor para o próximo. Anunciem o amor, a tolerância e a unidade. Não mencionem a Jesus, proíbam cada anúncio da Eucaristia. 10 – Removam todas as relíquias dos Santos dos Altares e sucessivamente também os Altares mesmos. Substituem com mesas pagãs privadas de Consagração que possam ser usadas para oferecer sacrifícios humanos no curso das missas satânicas. Eliminem a lei Eclesiástica que quer a celebração da Santa Missa somente sobre Altares que contenham Relíquias. 11 – Interrompam a prática de celebrar a Santa Missa na presença do Santíssimo Sacramento no Tabernáculo. Não admitam algum Tabernáculo sobre os Altares que são usados para a celebração da Santa Missa. A mesa deve ter o aspecto de uma mesa de cozinha. Deve ser transportável para expressar que ela não é absolutamente sagrada porém tem que servir para um dobro objetivo, por exemplo, de mesa para conferências ou para jogar cartas. Mais tarde coloquem ao menos uma cadeira a tal mesa. O Sacerdote tem que sentar-se para indicar que depois da Comunhão ele descansa como depois de uma comida. O Sacerdote não tem que estar nunca de joelhos durante a Missa nem fazer genuflexões. Nas comidas, de fato, não se ajoelham nunca. A cadeira do Sacerdote tem que ser colocada no lugar do Tabernáculo. Dêem coragem à gente a venerar e também a adorar ao Sacerdote no lugar da Eucaristia, a obedecer-lhe no lugar da Eucaristia. Digam à gente que o Sacerdote é Cristo, seu chefe. Coloquem o Tabernáculo num local diferente, fora da vista. 12 – Façam desaparecer os Santos do calendário Eclesiástico, sempre alguns em tempos determinados. Proíbam aos Sacerdotes de falar dos Santos, exceto aqueles mencionados pelo Evangelho. Digam ao povo que eventuais protestantes, talvez presentes na igreja, poderiam escandalizar-se deles. Evitem tudo aquilo que molesta aos protestantes. 13 – Na leitura do Evangelho omitam a palavra “santo”, por exemplo, em lugar de “Evangelho segundo São João”, digam simplesmente: “Evangelho de João”. Isso fará pensar à gente de não ter o dever de venerá-los mais. Escrevam continuamente novas bíblias até que elas sejam idênticas àquelas dos protestantes. Omitam o adjetivo “Santo” na expressão “Espírito Santo”. Isso abrirá o caminho. Evidenciar a natureza feminina de Deus como a de uma mãe cheia de ternura. Eliminem o emprego do termo “Pai.” 14 – Façam desaparecer todos os livros pessoais de piedade e destruam-no. Por conseguinte desaparecerão também as Ladainhas do Sagrado Coração de Jesus, da Mãe de Deus, de São José como a preparação à Santa Comunhão. Supérfluo inclusive se tornará o agradecimento depois da Comunhão. 15 – Façam também desaparecer todas as estátuas e as imagens dos Anjos. Por que tem que estar entre nossos pés as estátuas de nossos inimigos? Definam-los mitos ou contos de boa noites. Não permitam o discurso sobre os Anjos uma vez que chocaria a nossos amigos protestantes. 16 – Revoguem o exorcismo menor para expulsar aos demônios; empenhem-se nisto, anunciem que os diabos não existem. Expliquem que é o método adotado pela Bíblia para designar o mal e que sem um malvado não podem existir histórias interessantes. Em conseqüência a gente não crerá na existência do inferno nem temerá de poder-se cair nele. Repitam que o inferno não é outra coisa que estar longe de Deus e que não é uma coisa terrível este se trata no fundo da mesma vida como aqui na terra. 17 – Ensinem que Jesus era somente um homem que teve irmãos e irmãs e que odiou aos que tinham o poder. Expliquem que ele amava a companhia das prostitutas, especialmente de Maria a Magdalena; que não soube o que fazer com as igrejas e sinagogas. Digam que aconselhou de não obedecer aos chefes do Clero, digam que ele foi um grande mestre que se desviou do caminho quando negou obediência aos chefes da igreja. Desacreditem o discurso sobre a Cruz como uma vitória, ao contrário Apresentem-na como um fracasso. 18 – Lembrem-se que podem induzir às monjas à traição de sua vocação si se dirigem a sua vaidade, atrativo e beleza. Façam trocar o hábito Eclesiástico e isso as levará naturalmente a jogar no lixo seus Rosários. Revelem ao mundo que tem dissensão em seus conventos. Isso dissecará suas vocações. Digam-lhes que não serão aceitas se não renunciam ao hábito. Também Favoreçam o descrédito do hábito Eclesiástico entre a gente. 19 – Queimem todos os Catecismos. Digam aos catequistas de ensinar a amar as criaturas de Deus em vez do mesmo Deus. Amar abertamente é testemunho de maturidade. Façam que o termo “sexo” se converte em palavra de uso cotidiano em suas classes de religião. Façam do sexo uma nova religião. Introduzam imagens de sexo nas lições religiosas para ensinar às crianças a realidade. Certifiquem-se que as imagens sejam claras. Dêem coragem às escolas de tornarem-se pensadores progressistas no campo da educação sexual. Introduzam assim a educação sexual através da autoridade Episcopal, dessa maneira os padres não terão a possibilidade de dizer nada em contrário. 20 – Destruam as escolas católicas, impedindo as vocações de monjas. Digam às monjas que são trabalhadoras sociais com um salário e que a Igreja está a ponto de eliminá-las. Insistam que o Professor leigo católico receba o idêntico salário daquele das escolas governamentais. Empreguem professores não católicos. Os Sacerdotes devem receber o idêntico salário como os correspondentes empregados seculares. Todos os Sacerdotes devem tirar assim sua Batina Clerical e suas Cruzes para poder serem aceitos por todos. Ponham em ridículo àqueles que não se conformam. 21 – Destruam ao Papa, destruindo suas Universidades. Tirem as Universidades ao Papa, dizendo que em tal modo o governo poderia subsidiá-las. Substituam os nomes dos Institutos Religiosos com nomes profanos, para favorecer o ecumenismo. Por exemplo, em lugar de “Escola Imaculada Conceição” digam “Escola Superior Nova”. Criem departamentos de ecumenismo em todas as Dioceses e preocupem-se que seu controle seja de parte protestante. Proíbam as Orações para o Papa e a Maria porque elas desanimam o ecumenismo. Anunciem que os Bispos locais são as autoridades competentes. Sustentem que o Papa é somente uma figura representativa. Expliquem à gente que o ensino Papal serve somente à conversação, que ela de outro modo não tem nenhuma importância. 22 – Combatam a autoridade Papal, colocando um limite de idade a seu exercício. Reduzam-na pouco a pouco, expliquem que é para preservá-lo do excesso de trabalho. 23 – Sejam audazes. Debilitem ao Papa introduzindo sínodos Episcopais. O Papa se tornará então somente como uma figura de representação como na Inglaterra onde a Câmara Alta e aquela Baixa reinam e deles a rainha recebe as ordens. Sucessivamente debilitem a autoridade do Bispo, dando vida a uma instituição concorrente a nível de Presbitérios. Digam que os Sacerdotes recebem em tal modo a atenção que merecem. Ao final debilitem a autoridade do Sacerdote com a constituição de grupos de leigos que dominem aos Sacerdotes. Deste modo se originará um tal ódio que abandonarão a Igreja e até os Cardeais e a Igreja será democrática… a Igreja Nova… 24 – Reduzam as vocações ao Sacerdócio, fazendo perder aos leigos o temor reverencial por eles. O escândalo público de um Sacerdote destruirá milhares de vocações. Louvem aos Sacerdotes que por amor de uma mulher souberam deixar tudo, definem-no heróicos. Honrem aos Sacerdotes reduzidos ao estado laical como autênticos mártires, oprimidos a tal ponto de não poder suportar mais. Também condenem como um escândalo que nossos confrades como maçons no Sacerdócio tenham que ser notados e seus nomes publicados. Sejam tolerantes com a homossexualidade do Clero. Digam à gente que os Curas padecem de solidão. 25 – Comecem a fechar as igrejas à causa da escassez de Clero. Definem como boa e econômica tal prática. Expliquem que Deus escuta em todos os lados as orações. Neste caso as igrejas se convertem em extravagantes desperdício de dinheiro. Fechem antes de tudo as igrejas em que se praticam piedade tradicional. 26 – Utilizem comissões de leigos e Sacerdotes débeis na fé que condenem e assegurem sem dificuldade cada aparição de Maria e cada aparente milagre, especialmente do Arcanjo São Miguel. Assegurem-se que nada disto, de nenhuma maneira receberá a aprovação segundo o Vaticano II. Denominem desobediência respeito à autoridade se alguém obedece às Revelações ou se alguém reflete sobre elas. Indiquem aos Vigentes como desobedientes respeito à autoridade Eclesiástica. Façam cair seu bom nome em desestima, então ninguém crerá nestas revelações. 27 – Escolham a um Ante Papa. Afirmem que ele reconduzirá aos protestantes na Igreja e talvez até os Judeus. Um Ante Papa poderá ser eleito se fosse dado o direito de voto aos Bispos. Então muitos Ante Papas serão eleitos assim que será instalado um Ante Papa como compromisso. Afirmem que o verdadeiro Papa è morto. 28 – Tirem a Confissão antes da Santa Comunhão para os alunos do segundo e terceiro ano para que a eles não importem nada dela quando freqüentem quarto e quinto e depois as classes superiores. Então A Confissão desaparecerá. Introzam, (em silêncio), a confissão comunitária com a absolvição em grupo. Expliquem à gente que a coisa sucede por causa da escassez de Clero. 29 – Façam distribuir a Comunhão por mulheres e leigos. Digam que este é o tempo dos leigos. Comecem dar a Comunhão na mão como os protestantes, em vez de dar na boca sobre a língua Expliquem que Cristo fez do mesmo modo. Recolham algumas hóstias para “missas negras” em nossos templos. Depois distribuam no lugar da Comunhão pessoal uma taça de hóstias não consagradas que se podem levar consigo à casa. Expliquem que deste modo se podem receber os dons divinos na vida de cada dia. Coloquem distribuidores automáticos de hóstias para a comunhão e denominem-no Tabernáculos. Digam à gente que se deve dar o sinal da paz. Dêem coragem à gente a deslocar-se na igreja para interromper a devoção e a oração. Não façam Sinais de Cruz; no seu lugar façam o sinal da paz. Expliquem que também Cristo se deslocou para saudar aos Discípulos. Não permitam alguma concentração em tais momentos. Os Sacerdotes devem dar as costas à Eucaristia para honrar ao povo. 30 – Depois que o ante papa for eleito, tirem os sínodos dos Bispos como as associações dos Sacerdotes e os conselhos paroquiais. Proíbam a todos os religiosos de pôr em discussão, sem licença, estas novas disposições. Expliquem que Deus quer a humildade e odeia aos que aspiram a glória. Acusem de desobediência respeito à autoridade Eclesiástica todos os que põe interrogações. Desanimem a obediência a Deus. Digam à gente que tem que obedecer a estes superiores Eclesiásticos. 31 – Concedam ao Papa (=Ante Papa) o máximo poder de eleger aos mesmos sucessores. Ameacem sob pena de excomunhão a todos os que amam a Deus de levar o sinal da besta. Não o chamem porém “sinal da besta”. O Sinal da Cruz não tem que ser feito nem usado sobre as pessoas ou através delas, (não se deve benzer mais). Fazer o Sinal da Cruz será designado como idolatria e desobediência. 32 – Declarem falsos os Dogmas anteriores, exceto aquele da infalibilidade Pontifícia. Proclamem a Jesus o Cristo um revolucionário frustrado. Anunciem que o verdadeiro Cristo presto virá. Somente o Ante Papa eleito tem que ser obedecido. Digam às gentes que devem inclinar-se quando seja pronunciado seu nome. 33 – Ordenem a todos os seguidores do Papa de combater em santas cruzadas para estender a única religião mundial. Satanás sabe onde se encontra todo o oro perdido. Conquistem sem piedade o mundo! Tudo isso levará à humanidade o quanto ela sempre desejou: “a época de oro da paz.” Diretivas do grão-mestre da maçonaria aos Bispos Católicos maçons para demolir a Igreja e a Fé Católica. Pelo Doutor Padre Luigi Villa. Fonte: Chiesa Viva n. 483 – Junho de 2015. “Direttive del Gran Maestro della Massoneria ai Vescovi cattolici massoni”. Tradução: por Lucas Janusckiewicz Coletta. NOTA DO TRADUTOR Vigorosa luta contra a conspiração judaico-maçônica empreendeu um sacerdote polonês, São Maximiliano Maria Kolbe. Nesse combate, além dele, também se destacara o sacerdote francês Monsenhor Henri Delassus, com a sua célebre obra “A conjuração anticristã – o templo maçônico que quer se erguer sobre as ruínas da Igreja Católica”, publicada em 1910 com as bênçãos do Papa São Pio X, na qual denunciou a nefasta atuação da maçonaria. Mais recentemente, outro sacerdote, o saudoso Padre Luigi Villa, foi pessoalmente incumbido pelo Frei Pio de Pietrelcina de fazer o estudo e a denúncia da maçonaria eclesiástica. Com efeito, num livro que publicou em 2008 na Itália, “A Maçonaria e a Igreja Católica” (“La Massoneira e la Chiesa Cattolica”, Editrice Civiltà, Brescia), o Pe. Luigi trouxe à luz importantes informações sobre essa temática, que considero útil apresentar para o conhecimento do público católico brasileiro (1). Um excerto desse livro (pp. 16 a 24), foi reproduzido na revista italiana “Chiesa Viva” (n. 483, junho de 2015), com o título “Direttive del Gran Maestro della Massoneria ai Vescovi cattolici massoni” (2). É o que transcrevo a seguir, traduzido para o português. A fonte desse documento é apresentada noutro lugar (3) dessa forma: “Um sacerdote francês que abjurou de sua pertença à Maçonaria, divulgou este plano maçônico que ele seguiu quando fazia parte da seita. Do jeito como recebemos este documento assim o publicamos, pedindo aos nossos leitores que ofereçam, a este propósito, um contributo de discernimento e de ulterior documentação”. A espantosa crise na qual a Santa Igreja está mergulhada desde o Concílio Vaticano II, bem como a sua constante e não menos surpreendente autodemolição, recomendam a leitura das preciosas informações coletadas por Don Luigi Villa (assim o chamam os italianos), para a compreensão profunda dessa trágica situação. Note-se que o plano maçônico acima transcrito, contendo trinta e três diretivas, foi aplicado por etapas, de forma processiva e gradual, para suscitar o mínimo possível de reações. Constata-se, neste ano de 2015, que quase todo ele já foi posto em prática pela maçonaria eclesiástica. #Maçônico #Maçonaria #Catolica #SãoMiguel #plano #Igreja

  • Intellectual Powers of the Middle Ages – James Walsh

    St. Albert the great, Roger Bacon, St. Bonaventure and St. Thomas Aquinas, form among themselves, so to speak, a complete representation of all the intellectual powers: they are the four doctors who uphold the chair of philosophy in the temple of the Middle Ages. They were not exempt from the ignorances and erroneous opinions of their day, yet they did much to overcome them and succeeded better than is usually acknowledged in introducing  the era of modern thought. They realised in its plenitude the practical wisdom so often dreamed of by the ancients – the abstinence of the disciples of pythagoras, the constancy of the Stoics, together with humility and charity, virtues unknown to the antique world. Albert the Great and Thomas Aquinas left the castles of their noble ancestors to seek obscurity in the cloisters of St. Dominic; the former abdicated, and the later declined, the honors of the church. It was with the cord of St. Francis that Roger Bacon and St. Bonaventure girded their loins; when the last named( St Bonaventure) was sought that the Roman Purple might be placed on his shoulders, he begged the envoys to wait until he finished washing the dishes of the convent. After having broken the bread of the word, they were seen distributing the bread of alms. The poor knew the and blessed their names. All Ye Doctors and Saints of God, Pray for Us.

  • St. Isaac and the Workmen

    St Isaac of Spoleto, Ora Pro Nobis.

  • OS PRINCÍPIOS INEGOCIÁVEIS – Discurso do Papa Bento XVI aos participantes em congresso promovi

    Ilustres Parlamentares! Senhoras e Senhores! Sinto-me feliz em receber-vos por ocasião dos Dias de Estudo sobre a Europa organizados pelo vosso grupo parlamentar. Os Pontífices Romanos prestaram sempre uma especial atenção a este Continente. Por conseguinte, a audiência de hoje é oportuna e insere-se numa longa série de encontros entre os meus predecessores e os movimentos políticos de inspiração cristã. Agradeço ao Deputado Pöttering as palavras que me dirigiu em vosso nome e manifesto-lhe, assim como a todos vós, as minhas cordiais saudações. Actualmente a Europa deve enfrentar questões complexas de grande importância, como o crescimento e o desenvolvimento da integração europeia, a definição cada vez mais completa da política de proximidade no seio da União e o debate do seu modelo social. Para alcançar estes objectivos, será importante inspirar-se, com fidelidade criativa, na herança cristã que contribuiu de modo particular para forjar a identidade deste continente. Valorizando as suas raízes cristãs, a Europa será capaz de oferecer uma orientação segura às opções dos seus cidadãos e das suas populações, fortalecendo a sua consciência de pertencer a uma civilização comum, e alimentará o compromisso de todos para enfrentar os desafios do presente para o bem e para um futuro melhor. Portanto, aprecio o reconhecimento, da parte do vosso grupo, da herança cristã da Europa que oferece orientações éticas preciosas para a busca de um modelo social que satisfaça adequadamente as exigências de uma economia já globalizada e responda às mudanças demográficas, garantindo crescimento e progresso, tutela da família, iguais oportunidades na instrução dos jovens e solicitude pelos pobres. Além disso, o vosso apoio à herança cristã pode contribuir de modo significativo para derrubar aquela cultura tão difundida na Europa que limita na esfera privada e subjectiva a manifestação das próprias convicções religiosas. As políticas elaboradas partindo desta base não só implicam o repúdio do papel público do cristianismo, mas, mais em geral, excluem o compromisso com a tradição religiosa da Europa, que é tão clara apesar das suas variedades confessionais, ameaçando desta forma a própria democracia, cujo vigor depende dos valores que promove (cf. Evangelium vitae, 70). A partir do momento que esta tradição, precisamente no que podemos definir a sua união polifónica, transmite valores que são fundamentais para o bem da sociedade, a União Europeia só pode receber um enriquecimento do compromisso com ela. Seria um sinal de imaturidade, ou até de debilidade, optar por se opor a ela ou por ignorá-la, em vez de dialogar com ela. Neste contexto, é necessário reconhecer que uma certa intransigência secular demonstra ser inimiga da tolerância e de uma visão sadia da sociedade. Portanto, sinto-me feliz pelo facto de o tratado constitucional da União Europeia prever uma relação estruturada e permanente com as comunidades religiosas, reconhecendo-lhes a sua identidade e o seu contributo específico. Sobretudo, tenho esperança de que a realização eficaz e correcta deste relacionamento comece agora, com a cooperação de todos os movimentos políticos independentemente das suas orientações. É preciso não esquecer que, quando as Igrejas ou comunidades eclesiais intervêm no debate público, manifestando dúvidas ou recordando certos princípios, com isso constitui uma forma de intolerância ou uma interferência porque tais intervenções são unicamente destinadas a iluminar as consciências, permitindo que elas se movam livre e responsavelmente segundo as exigências autênticas de justiça, mesmo quando isso pudesse entrar em conflito com situações de poder e com interesses pessoais. No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes: tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural; reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível; tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos. Estes princípios não são verdades de fé mesmo se recebem ulterior luz e confirmação da fé. Eles estão inscritos na natureza humana e, portanto, são comuns a toda a humanidade. A acção da Igreja de os promover não assume, por conseguinte, um carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filiação religiosa. Ao contrário, esta acção é tanto mais necessária quanto mais estes princípios forem negados ou mal compreendidos porque isto constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma grave ferida infligida à própria justiça. Queridos amigos, ao exortar-vos a ser testemunhas críveis e coerentes destas verdades fundamentais através da vossa actividade política e mais basilarmente através do vosso compromisso de levar uma vida autêntica e coerente, invoco sobre vós e sobre a vossa obra a permanente assistência de Deus, em cujo nome concedo a minha Bênção Apostólica a vós e a quantos vos acompanham. (https://w2.vatican.va/content/benedictxvi/pt/speeches/2006/march/documents/hf_ben-xvi_spe_20060330_eu-parliamentarians.html)

  • Santa Maria de Cléofas – 09 de Abril

    SANTO DO DIA – 09 DE ABRIL – SANTA MARIA DE CLÉOFAS Discípula de Jesus (século I) Maria de Cléofas, também chamada ‘de Cléopas’, ou ainda ‘Clopas’. É destas três formas que consta dos evangelhos o nome de seu marido, Cléofas Alfeu, irmão do carpinteiro José. Maria de Cléofas era, portanto, cunhada da Virgem Maria e mãe de três apóstolos: Judas Tadeu, Tiago Menor e Simão, também chamados de ‘irmãos do Senhor’, expressão semítica que indica também os primos, segundo o historiador palestino Hegésipo. Por sua santidade, ela uniu-se à Mãe de Deus também na dor do Calvário, merecendo ser uma das testemunhas da ressurreição de Jesus (Mc 16,1): ‘E passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo’. O mensageiro divino anunciou às piedosas mulheres: ‘Por que procuram o vivo entre os mortos?’ Esse é um fato incontestável: nas Sagradas Escrituras vemos Maria de Cléofas acompanhando Jesus em toda a sua sofrida e milagrosa caminhada de pregação. Estava com Nossa Senhora aos pés da cruz e junto ao grupo das ‘piedosas mulheres’ que acompanharam seus últimos suspiros. Estava, também, com as poucas mulheres que visitaram o túmulo de Cristo para aplicar-lhe perfumes e unguentos, constatando o desaparecimento do corpo e presenciando, ainda, o anjo anunciar a ressurreição do Senhor. Assim, Maria de Cléofas tornou-se uma das porta-vozes do cumprimento da profecia. Tem, portanto, o carinho e um lugar singular e especial no coração dos católicos, neste dia que a Igreja lhe reserva para a veneração litúrgica. Conheça mais sobre Santa Maria de Cléofas Nos grandiosos eventos da Redenção, durante o dramático epílogo sobre o Calvário, um coro silencioso e doloroso de piedosas mulheres aguarda, não muito distante, que tudo seja consumado: “Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria Madalena”, diz o evangelista são João. Era o grupo daquelas “que o seguiam desde quando estava na Galiléia para servi-lo, e muitas outras que tinham vindo de Jerusalém juntamente com ele.” Entre as espectadoras estava, portanto, a santa de hoje, cuja presença contínua e vigilante ao lado do Salvador mereceu-lhe um lugar especial na devoção dos cristãos, mais do que pelo seu parentesco com Nossa Senhora e São José. Maria de Cléofas (ou Cléopas) é considerada a mãe dos “irmãos de Jesus”, termo semítico para indicar também os primos, Tiago Menor, Apóstolo e bispo de Jerusalém e José. O historiador palestino Hegésipo, diz que Cléopas era irmão de são José e pai de Judas Tadeu e Simão. Este último sucedeu a seu irmão Tiago Menor na sede episcopal de Jerusalém. A identificação de Alfeu com Cléopas sustentada prevalentemente pelos antigos, traz como conseqüência a identificação de Maria de Cléofas como cunhada de Nossa Senhora e mãe de três apóstolos. Cléopas Alfeu é, além disso, um dos discípulos que no dia da ressurreição de Jesus, indo à cidade natal Emaús, foram alcançados e acompanhados pelo próprio Jesus, havendo-o reconhecido “na fração do pão”. Enquanto o marido se afastava de Jerusalém, com o coração pesado de melancolia e desilusão, a esposa Maria Cléofas, segundo o impulso do seu coração, apressava-se ma ir ao túmulo do Redentor para prestar-lhe a extrema homenagem da unção ritual com várias ungentos. Na sexta-feira à tarde tinha se demorado em companhia de Madalena para ver “onde o haviam colocado.” Passado o sábado, de manhã bem cedo, enquanto o marido voltava a casa, Maria de Cléofas e as outras companheiras “compraram perfumes e foram até o seu sepulcro para fazer-lhe unções.” Mas: “não está aqui, ressuscitou!”, anunciou-lhes o mensageiro divino. Coube às piedosas mulheres, que tinham ido ao sepulcro com seus ungüentos e sua dor, o privilégio do testemunho mais empenhativo: “Por que procuram o vivo entre os mortos?” Se Cristo não ressuscitou a nossa fé não vale nada e nós seremos mentirosos, dirá são Paulo. Mas Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram e ressurgirão. Essa é a grande alegria que foi dada “aos onze e a todos os outros” pelas mulheres que tinham ido ao sepulcro, e entre elas Maria de Cléofas. #SantodoDia

  • Santa Maria de Cléofas – 09 de Abril

    SANTO DO DIA – 09 DE ABRIL – SANTA MARIA DE CLÉOFAS Discípula de Jesus (século I) Maria de Cléofas, também chamada ‘de Cléopas’, ou ainda ‘Clopas’. É destas três formas que consta dos evangelhos o nome de seu marido, Cléofas Alfeu, irmão do carpinteiro José. Maria de Cléofas era, portanto, cunhada da Virgem Maria e mãe de três apóstolos: Judas Tadeu, Tiago Menor e Simão, também chamados de ‘irmãos do Senhor’, expressão semítica que indica também os primos, segundo o historiador palestino Hegésipo. Por sua santidade, ela uniu-se à Mãe de Deus também na dor do Calvário, merecendo ser uma das testemunhas da ressurreição de Jesus (Mc 16,1): ‘E passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo’. O mensageiro divino anunciou às piedosas mulheres: ‘Por que procuram o vivo entre os mortos?’ Esse é um fato incontestável: nas Sagradas Escrituras vemos Maria de Cléofas acompanhando Jesus em toda a sua sofrida e milagrosa caminhada de pregação. Estava com Nossa Senhora aos pés da cruz e junto ao grupo das ‘piedosas mulheres’ que acompanharam seus últimos suspiros. Estava, também, com as poucas mulheres que visitaram o túmulo de Cristo para aplicar-lhe perfumes e unguentos, constatando o desaparecimento do corpo e presenciando, ainda, o anjo anunciar a ressurreição do Senhor. Assim, Maria de Cléofas tornou-se uma das porta-vozes do cumprimento da profecia. Tem, portanto, o carinho e um lugar singular e especial no coração dos católicos, neste dia que a Igreja lhe reserva para a veneração litúrgica. Conheça mais sobre Santa Maria de Cléofas Nos grandiosos eventos da Redenção, durante o dramático epílogo sobre o Calvário, um coro silencioso e doloroso de piedosas mulheres aguarda, não muito distante, que tudo seja consumado: “Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria Madalena”, diz o evangelista são João. Era o grupo daquelas “que o seguiam desde quando estava na Galiléia para servi-lo, e muitas outras que tinham vindo de Jerusalém juntamente com ele.” Entre as espectadoras estava, portanto, a santa de hoje, cuja presença contínua e vigilante ao lado do Salvador mereceu-lhe um lugar especial na devoção dos cristãos, mais do que pelo seu parentesco com Nossa Senhora e São José. Maria de Cléofas (ou Cléopas) é considerada a mãe dos “irmãos de Jesus”, termo semítico para indicar também os primos, Tiago Menor, Apóstolo e bispo de Jerusalém e José. O historiador palestino Hegésipo, diz que Cléopas era irmão de são José e pai de Judas Tadeu e Simão. Este último sucedeu a seu irmão Tiago Menor na sede episcopal de Jerusalém. A identificação de Alfeu com Cléopas sustentada prevalentemente pelos antigos, traz como conseqüência a identificação de Maria de Cléofas como cunhada de Nossa Senhora e mãe de três apóstolos. Cléopas Alfeu é, além disso, um dos discípulos que no dia da ressurreição de Jesus, indo à cidade natal Emaús, foram alcançados e acompanhados pelo próprio Jesus, havendo-o reconhecido “na fração do pão”. Enquanto o marido se afastava de Jerusalém, com o coração pesado de melancolia e desilusão, a esposa Maria Cléofas, segundo o impulso do seu coração, apressava-se ma ir ao túmulo do Redentor para prestar-lhe a extrema homenagem da unção ritual com várias ungentos. Na sexta-feira à tarde tinha se demorado em companhia de Madalena para ver “onde o haviam colocado.” Passado o sábado, de manhã bem cedo, enquanto o marido voltava a casa, Maria de Cléofas e as outras companheiras “compraram perfumes e foram até o seu sepulcro para fazer-lhe unções.” Mas: “não está aqui, ressuscitou!”, anunciou-lhes o mensageiro divino. Coube às piedosas mulheres, que tinham ido ao sepulcro com seus ungüentos e sua dor, o privilégio do testemunho mais empenhativo: “Por que procuram o vivo entre os mortos?” Se Cristo não ressuscitou a nossa fé não vale nada e nós seremos mentirosos, dirá são Paulo. Mas Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram e ressurgirão. Essa é a grande alegria que foi dada “aos onze e a todos os outros” pelas mulheres que tinham ido ao sepulcro, e entre elas Maria de Cléofas. #SantodoDia

  • Have You Ever Seen Anything So Horrible?

    St Thomas Aquinas, Ora Pro Nobis.

  • Our Lady Of Sorrows

    “One  of the Wise Man’s most pathetic exhortation is that a son should never forget the travailing and the sorrows of his mother. In order, therefore, that we  bear in mind the bitter anguish which lacerated Our Lady’s heart, we must reflect today upon that scene of woe in which her seven-fold sorrow culminated, in which the waters rose up around her, and closed over her head in a sea of anguish, such as never before flooded the heart of mortal man. Though the magnitude of her grief surpassed all other human sorrows, yet She did not allow it to master her as to make her swoon away, and thus be unable to feel the keenness of the sword which wounded and tortured her.  Not one circumstance of those three cruel hours escaped her notice. Her chalice was indeed a deep bitter one, but she drained it to the very dregs. she stood beneath that cross!                                                       Strong men had fled away from that spectacle. Some turned away their their eyes, that they might not witness the terrible anguish which the mutilated victim endured. But Mary stood by Him till the end. From the sorrows of the most holy Mother, learn that all sorrow is the effect of sin. Look back at your life, and call to mind the numberless times in which you have sinned against your Lord. Each of these sins had its share in causing Mary’s bitter tears. When, therefore, you contemplate the sorrows of Our dearest Mother, fall upon your knees before her, look up into the face of your saviour, smite your breast, ask pardon for having been the cause of His and of her sufferings; and promise that by resisting evil for the future, and by living a holy life, you will endeavour to blot out the evil of the past.” Mater Dolorosa, Ora Pro Nobis

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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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