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- Homilia Diária | Ninguém jamais viu a Deus
Sexta-feira da 4.ª Sem. da Quaresma Ninguém jamais viu a Deus, escreve São João. E, no entanto, todos levamos no coração, mesmo sem sabê-lo, um desejo ardentíssimo de contemplar um dia a face daquele que nos trouxe à existência. Ora, foi em Cristo que o Pai quis fazer-se visível e preparar-nos, pela fé, para o encontro definitivo consigo na glória do Céu; por isso, para que o nosso desejo de o ver se cumpra, precisamos crer naquele que Ele enviou e ao qual deu a conhecer toda a sua intimidade, todos os seus segredos. Ouça a homilia desta quinta-feira, dia 15 de março, e peçamos a Deus que consolide em nós a fé em seu Filho unigênito! Santo do Dia: São Longuinho, centurião que perfurou o lado de Cristo na Cruz Evangelho (Jo 7,1-2.10.25-30) — Glória a Cristo, imagem do Pai; a plena verdade nos comunicai! — O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2 Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. 10 Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas sim como que às escondidas. 25 Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? 26 Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? 27 Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é”. 28 Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29 mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. 30 Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Ninguém jamais viu a Deus
Sexta-feira da 4.ª Sem. da Quaresma Ninguém jamais viu a Deus, escreve São João. E, no entanto, todos levamos no coração, mesmo sem sabê-lo, um desejo ardentíssimo de contemplar um dia a face daquele que nos trouxe à existência. Ora, foi em Cristo que o Pai quis fazer-se visível e preparar-nos, pela fé, para o encontro definitivo consigo na glória do Céu; por isso, para que o nosso desejo de o ver se cumpra, precisamos crer naquele que Ele enviou e ao qual deu a conhecer toda a sua intimidade, todos os seus segredos. Ouça a homilia desta quinta-feira, dia 15 de março, e peçamos a Deus que consolide em nós a fé em seu Filho unigênito! Santo do Dia: São Longuinho, centurião que perfurou o lado de Cristo na Cruz Evangelho (Jo 7,1-2.10.25-30) — Glória a Cristo, imagem do Pai; a plena verdade nos comunicai! — O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2 Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. 10 Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas sim como que às escondidas. 25 Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? 26 Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? 27 Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é”. 28 Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29 mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. 30 Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Longuinho, centurião que perfurou o lado de Cristo na Cruz – 15 de Março
“Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”, esta é a profissão de fé feita pelo soldado romano que, após a crucificação, furou o lado de Jesus com uma lança e se converteu, o qual foi identificado como São Longuinho, cuja festa é celebrada neste dia 15 de março. Longuinho viveu nos primeiros séculos, era o centurião que, por ordens de Pilatos, esteve com outros soldados ao pé da cruz de Jesus Cristo. O Evangelho de São João relata quando os soldados foram quebrar as pernas dos dois homens que estavam crucificados ao lado de Jesus, mas quando chegaram diante de Cristo, “como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34). Este soldado que perfurou o lado de Jesus foi identificado com o nome Longuinho, derivado do grego que significa “uma lança”. Assista antes de continuar a leitura: Foi ele quem, ao ver as poderosas manifestações da natureza após a morte de Cristo, disse a famosa frase que o fez o primeiro convertido à fé cristã: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”. Diz-se que Longuinho estava ficando cego e, quando perfurou o Senhor com a lança, uma gota do sangue do Salvador caiu em seus olhos e, imediatamente, ele ficou curado. Tocado, converteu-se e abandonou para sempre o exército. Instruído pelos apóstolos, Longuinho se tornou monge em Cesareia, na Capadócia, onde ganhou muitas almas para Cristo por meio da palavra e do testemunho. Entretanto, o governador da Cesareia descobriu sua identidade e o entregou a Pôncio Pilatos. Foi acusado de desertor e condenado à morte, a não ser que renunciasse à sua fé em Cristo. Longuinho se manteve firme e, por isso, foi torturado, teve seus dentes arrancados e a língua cortada. Depois, foi decapitado. Quase mil anos depois, em 999, São Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II. Conforme se relata, o processo de canonização já havia avançado bastante, porém os documentos ficaram perdidos por muitos anos. Então, o Papa pediu a intercessão de Longuinho para ajudá-lo a encontrar esses papéis. Pouco tempo depois, os documentos foram achados e aconteceu a canonização. Ainda hoje, São Longuinho é invocado pelos fiéis para pedir ajuda a fim de encontrar algum objeto perdido. Diz-se que ele era um homem baixinho e que, servindo na corte de Roma, vivia nas festas dos romanos. Nesses ambientes, por sua pequena estatura, conseguia ver o que se passava por baixo das mesas e sempre encontrava pertences de pessoas. Os objetos achados eram devolvidos aos seus donos. Daí teria surgido o costume de pedir-lhe ajuda para encontrar o que se perdeu. Em agradecimento, segundo a tradição, são oferecidos três pulinhos e uma oração. Diz-se que essa forma de agradecer seria pelo fato de o soldado ser manco, mas outra explicação afirma que os pulinhos se remetem à Santíssima Trindade. Via ACI Digital #SantodoDia
- São Longuinho, centurião que perfurou o lado de Cristo na Cruz – 15 de Março
“Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”, esta é a profissão de fé feita pelo soldado romano que, após a crucificação, furou o lado de Jesus com uma lança e se converteu, o qual foi identificado como São Longuinho, cuja festa é celebrada neste dia 15 de março. Longuinho viveu nos primeiros séculos, era o centurião que, por ordens de Pilatos, esteve com outros soldados ao pé da cruz de Jesus Cristo. O Evangelho de São João relata quando os soldados foram quebrar as pernas dos dois homens que estavam crucificados ao lado de Jesus, mas quando chegaram diante de Cristo, “como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34). Este soldado que perfurou o lado de Jesus foi identificado com o nome Longuinho, derivado do grego que significa “uma lança”. Assista antes de continuar a leitura: Foi ele quem, ao ver as poderosas manifestações da natureza após a morte de Cristo, disse a famosa frase que o fez o primeiro convertido à fé cristã: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”. Diz-se que Longuinho estava ficando cego e, quando perfurou o Senhor com a lança, uma gota do sangue do Salvador caiu em seus olhos e, imediatamente, ele ficou curado. Tocado, converteu-se e abandonou para sempre o exército. Instruído pelos apóstolos, Longuinho se tornou monge em Cesareia, na Capadócia, onde ganhou muitas almas para Cristo por meio da palavra e do testemunho. Entretanto, o governador da Cesareia descobriu sua identidade e o entregou a Pôncio Pilatos. Foi acusado de desertor e condenado à morte, a não ser que renunciasse à sua fé em Cristo. Longuinho se manteve firme e, por isso, foi torturado, teve seus dentes arrancados e a língua cortada. Depois, foi decapitado. Quase mil anos depois, em 999, São Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II. Conforme se relata, o processo de canonização já havia avançado bastante, porém os documentos ficaram perdidos por muitos anos. Então, o Papa pediu a intercessão de Longuinho para ajudá-lo a encontrar esses papéis. Pouco tempo depois, os documentos foram achados e aconteceu a canonização. Ainda hoje, São Longuinho é invocado pelos fiéis para pedir ajuda a fim de encontrar algum objeto perdido. Diz-se que ele era um homem baixinho e que, servindo na corte de Roma, vivia nas festas dos romanos. Nesses ambientes, por sua pequena estatura, conseguia ver o que se passava por baixo das mesas e sempre encontrava pertences de pessoas. Os objetos achados eram devolvidos aos seus donos. Daí teria surgido o costume de pedir-lhe ajuda para encontrar o que se perdeu. Em agradecimento, segundo a tradição, são oferecidos três pulinhos e uma oração. Diz-se que essa forma de agradecer seria pelo fato de o soldado ser manco, mas outra explicação afirma que os pulinhos se remetem à Santíssima Trindade. Via ACI Digital #SantodoDia
- Homilia Diária | Um pecado difícil de combater
Quarta-feira da 4.ª Semana da Quaresma Quanto mais espirituais forem os pecados, mais difíceis são de remover e, por isso, mais estrago produzem em nossa alma. A vanglória é justamente um desses vermes espirituais que, instalando-se no mais escondido do coração, pervertem nossas boas obras, levando-nos, inclusive, à mais soberba descrença. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 14 de março, e humilhe-se aos pés de Cristo, pedindo-lhe hoje um coração pequeno e cheio de fé. Santo do Dia: Santa Matilde, rainha católica Evangelho (Jo 5,31-47) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31 “Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32 Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33 Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34 Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35 João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com sua luz. 36 Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. 37 E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38 e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39 Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40 mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! 41 Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42 Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43 Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. 44 Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45 Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46 Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47 Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Um pecado difícil de combater
Quarta-feira da 4.ª Semana da Quaresma Quanto mais espirituais forem os pecados, mais difíceis são de remover e, por isso, mais estrago produzem em nossa alma. A vanglória é justamente um desses vermes espirituais que, instalando-se no mais escondido do coração, pervertem nossas boas obras, levando-nos, inclusive, à mais soberba descrença. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 14 de março, e humilhe-se aos pés de Cristo, pedindo-lhe hoje um coração pequeno e cheio de fé. Santo do Dia: Santa Matilde, rainha católica Evangelho (Jo 5,31-47) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31 “Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32 Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33 Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34 Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35 João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com sua luz. 36 Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. 37 E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38 e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39 Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40 mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! 41 Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42 Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43 Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. 44 Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45 Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46 Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47 Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Matilde, Rainha Católica – 14 de Março
SANTO DO DIA – 14 DE MARÇO – SANTA MATILDE Rainha (895-968) Matilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos. Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos. Foi um reinado justo e feliz também para o povo. Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes. Enquanto a ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses. Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado. Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde. Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si. As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe. O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono. Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a. Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm. Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia. De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres. Preferindo continuar sua vida como religiosa, permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias. Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março. Conheça mais sobre Santa Matilde Santa Matilde era filha do conde Dietrich de Saxe, que descendia do famoso Witikind, chefe dos saxões durante o reinado de Carlos Magno. Seus pais, entre os quais, depois da conversão o mestre Witikind, a religião e a piedade eram como que hereditárias, educaram-na sob os olhos da avó Matilde, abadessa do mosteiro de Erfort. Ela infundiu nessa escola um gosto extraordinário pela oração e pela leitura de livros de piedade. Aprendeu também a trabalhar em todos os trabalhos condizentes com o sexo, e contraiu, insensivelmente o hábito de empregar todos os momentos nas coisas sérias e dignas de uma criatura racional. Tornando-se rainha, conquistou vitórias contra os húngaros e os dinamarqueses, e Matilde as conquistava também contra os inimigos da sua salvação. Dedicava-se à oração e à meditação, a fim de se exercitar no fervor e na humildade. Esse exercício tinha para ela tal encanto que, além do tempo que dedicava a isso durante o dia, consagrava ainda boa parte da noite. Frequentemente visitava os doentes e os aflitos, que consolava e exortava à paciência. Servia os pobres e ensinava-os a estimar um estado que Jesus Cristo escolhera e ao qual são prometidas recompensas da vida futura. Obtinha a liberdade para os prisioneiros. E quando os direitos da justiça se opunham à liberdade deles, aliviava ao menos o peso das correntes, por abundantes esmolas. O principal objetivo que se propunha, era levar os infelizes a expiar os crimes cometidos por lágrimas e por sincera penitência. Tinha o consolo de ver o rei, seu marido, entrar em acordo com ela e secundá-la em todos os piedosos empreendimentos.Henrique, o caçador, seu marido, tornara-se rei da Alemanha (…) Henrique trabalhou também pela conversão dos infiéis e fez com que se batizasse um rei dos abdoritas e um rei dos dinamarqueses ou normandos. Tinha por amigo Santo Udalric bispo de Augsburgo. Morreu no segundo dia de Julho do ano de 936. Matilde, sua esposa, permanecia nas igrejas rezando. Percebendo pelos lamentos do povo que ele estava morto, perguntou se havia algum sacerdote em jejum que pudesse celebrar a missa por ele. Apresentou-se um jovem e virtuoso sacerdote, chamado Adaldague. Matilde lhe deu imediatamente os braceletes de ouro que levava e, mais tarde, obteve que fosse nomeado arcebispo de Bremen. O corpo do rei Henrique foi levado para Quedlimburgo, perto de Halberstat, onde ela havia decidido fundar com ele um mosteiro para moças, o que executou incontinenti. Eram todas pessoas nobres e Santa Matilde se retirou com elas para lá terminar os seus dias. De Henrique tivera três filhos: Otão, Henrique e Bruno. Tinha especial predileção pelo segundo, o que constituiu a fonte de grandes males, porque, após a morte de seu esposo, desejava que ele fosse reconhecido como rei. E havia um pretexto para preferi-lo a Otão. É que este nascera antes de o pai se tornar rei. Otão, já designado pelo pai, venceu, de acordo com o sufrágio dos francos e dos saxônios. Mas Henrique, que foi duque da Baviera, sempre alimentou pretensões, e várias vezes se revoltou. O terceiro, Bruno, dedicou-se aos estudos e aos serviços da Igreja e tornou-se grande santo. Entretanto, retirada no mosteiro de Quedlimburgo, Matilde observava rigorosa disciplina e, conservando maravilhosa dignidade nas ações e nas palavras, não deixava de possuir modéstia e pudor que a teriam feito passar por virgem, se os filhos não fossem conhecidos. À noite, além do ofício a que assistia, rezava durante muito tempo, antes e depois. Jamais se aproximou do altar com as mãos vazias, seja enquanto o rei era vivo, seja depois de morto. Todos os dias apresentava ao padre sua oferenda de pão e de vinho para a salvação de toda a Igreja. Mas, desde que enviuvou, não cessou de oferecer o santo sacrifício pelos pecados do rei, seu esposo, no que superou todas as mulheres de seu tempo. Observou toda a vida o oitavo dia da morte do príncipe, o trigésimo e o aniversário. Pelo ano de 946, suportou rude perseguição da parte dos príncipes seus filhos. Como fazia muitas esmolas, contaram a eles que ela gastava somas imensas das rendas do Estado. Otão chegou a enviar espiões para prenderem aqueles a quem sua mãe enviava esmolas, tirar-lhas e maltratá-los. Queriam que abandonasse as terras que havia recebido como dote e que tomasse o hábito religioso. Para aumentar-lhe o desgosto, o príncipe Henrique, seu filho predileto, concordou com Otão, nesse particular. Como visse aumentar diariamente os maus tratos, deixou tudo quanto o rei Henrique lhe dera e retirou-se para a Angria, que fazia parte da Westfália atual. Mas, algum tempo depois, o rei Otão, mal sucedido nas guerras, e atendendo às exortações da rainha Edite, sua esposa, dos bispos e dos senhores, chamou a rainha sua mãe, pediu-lhe perdão, publicamente, e devolveu-lhes as terras que lhe havia tirado. O príncipe Henrique, imitando o exemplo do irmão, reconciliou-se com ela, e amou-a tanto como antes. A santa rainha Matilde, restabelecida em sua autoridade primitiva, aplicou-se mais ainda do que antes a dar esmolas e a fazer boas obras. E, com o socorro do rei, seu filho, fundou várias igrejas e cinco mosteiros, entre outros o de Polden, no ducado de Brunswick, onde reuniu três mil monges. O rei Otão confirmou tais doações pelas cartas do ano de 955. No mesmo ano, deu-se a morte de Henrique, então duque da Baviera. A rainha Matilde ficou profundamente abatida. Renunciou aos poucos ornamentos que guardava durante a viuvez e não mais se apresentou senão em vestes de luto. Não quis mais ouvir nenhuma canção profana, nem assistia nenhuma diversão. Não ouvia senão cânticos extraídos da Escritura santa ou das vidas dos santos. Dava refeições aos pobres duas vezes por dia e distribuía-lhes alimentos mesmo durante as refeições. Quando viajava, levava consigo círios que distribuía pelas igrejas e alimentos aos pobres. E havia recomendado a uma religiosa que a servia, Richeburge, não deixar passar nenhum pobre sem receber esmola. Em todas as cidades em que passava o inverno, fazia acender uma grande fogueira para os pobres e viandantes. Algumas vezes ela mesma os servia. Depois, levava-os para um aposento onde lhes dava alimento ou roupas, de acordo com a necessidade. Não deixava passar um só dia sem praticar obras de caridade pessoalmente. Em 967, em Northause, onde fundara um mosteiro de três mil religiosas, teve o último encontro com os filhos e os netos. O imperador Otão lá se encontrava com sua irmã Gerberge, rainha da França. Passaram juntos sete dias. Santa Matilde recomendou-lhes, sobretudo ao imperador, seu filho, o novo mosteiro que havia fundado para a salvação de toda a família. Lembrou ao filho que nesse lugar Henrique, seu irmão, nascera, bem como sua irmã Gerberge. Só o nome desse mosteiro devia, portanto, lembrar-lhe a memória afetuosa de um pai, de uma mãe, de um irmão e de uma irmã. No dia em que o imperador devia partir, após terem assistido juntos à santa missa, ela renovou as lembranças com uma ternura mais profunda do que antes e anunciou-lhe que a estava vendo pela última vez. Despediram-se e abraçaram-se chorando. Os presentes também choravam. O imperador montou a cavalo e elam entrando na igreja, aproximou-se do lugar onde havia assistido à missa, ajoelhou-se e beijou, chorando os rastros do filho que partia. O imperador foi avisado. Saltando do cavalo, atirou-se-lhe aos pés, dizendo: “Ó venerável senhora porque serviço poderíamos pagar essas lágrimas?” Após curta pausa, a piedosa senhora disse: “De que nos serve ficar mais tempo juntos? Queiramos ou não, temos de nos separar. E, vendo-te, não diminuirá minha dor. Ao contrário. Vai na paz de Cristo. Não verás mais este rosto em corpo mortal, assim ao menos penso.” Com efeito, voltando a Quedlimburgo, caiu doente. E, vendo que a morte estava próxima, mandou chamar Richeburga, então abadessa de Northause, para que a assistisse até o fim. Distribuiu aos bispos e aos sacerdotes o que lhe restava de bens e que não terminara de distribuir aos pobres e aos mosteiros. Uma multidão de pessoas veio visitá-la durante a doença. Entre outras, seu neto Guilherme, arcebispo de Maiença. Ela o recebeu com grande alegria e lhe disse: “Não duvido de que Deus te envia por aqui, porque ninguém me é mais íntimo nem mais agradável com relação ao que se trata de fazer, sobretudo desde que perdi a esperança de ver meu querido Bruno viver além de mim, para ver os últimos momentos e confiar meu corpo à terra. Agora, pois, escuta inicialmente minha confissão e dá-me a absolvição pelo poder que recebeste de Deus e de São Pedro. Depois, entra na igreja, canta a missa por meus pecados e minhas negligências, pela alma de meu senhor o rei Henrique e por todos os fiéis cristãos, vivos e defuntos.” Após o arcebispo, seu neto, ter rezado a missa, veio encontrá-la novamente, e deu-lhe segunda absolvição; em seguida óleo santo e o viático. Ficou ainda três dias perto dela. Mas, vendo que não estava tão próxima do fim, pediu-lhe permissão para retornar. A rainha pediu à abadessa Richeburge que desse o que ainda restasse ao bispo. “Amada de Deus, respondeu a abadessa, que pode restar ainda, se destes tudo aos pobres?” – “Então, respondeu a rainha, traze-me os panos mortuários, reservados para minha sepultura, para que eu os dê a meu neto, como penhor de meu amor. Terá mais necessidade deles do que eu, por causa da difícil viagem que vai empreender.” O bispo recebeu de sua mão as roupas, com agradecimentos, deu-lhe a benção e disse baixo aos presentes: “Vamos a Radelvroth. Deixo aqui um dos meus clérigos, para que, se a rainha morrer, venha avisar-me imediatamente; voltaremos para dar ao corpo a sepultura conveniente.” A rainha levantou a cabeça e disse alto: “Não é necessário que ele fique aqui. Será melhor que parta contigo. Terás necessidade dele na viagem. Vai na paz de Cristo; a sua vontade te chama.” O bispo ao chegar a Radelvroth, tomou uma poção medicinal, morrendo subitamente. Quando a notícia chegou a Quendlimburgo, não se sabia como anunciá-la à rainha, para não aumentar-lhe os sofrimentos. Mas a serva de Cristo, sorrindo entre lágrimas, disse: “Que estais cochichando? Por que esconder-me essa triste notícia? Sei que o bispo Guilherme já se foi deste mundo e isso me acabrunha. Ide, fazei soarem os sinos, reuni os pobres e distribui-lhes esmolas, para que intercedam por sua alma.” A piedosa rainha viveu doze dias além da morte de Guilherme. Por fim, no sábado da primeira semana da quaresma, ao romper do dia, mandou chamar os sacerdotes e as religiosas. E como grande multidão, tanto homens como mulheres, acorressem para vê-la, ordenou que deixassem entrar todos. Deus a todos conselhos salutares, principalmente a Matilde, abadessa de Quedlimburgo, filha do imperador, seu filho, Em seguida, mandou que os sacerdotes e as religiosas se aproximassem para ouvirem a confissão e pedirem a Deus, por ela, a remissão dos pecados. Ordenou que se celebrasse a missa e que lhe trouxessem o corpo de Nosso Senhor. Pelas nove horas, fez com que a deitassem por terra, sobre um cilício, colocou cinza sobre a cabeça com as próprias mãos dizendo: “Fica bem a um cristão morrer sobre um cilício e cinza”. Depois fazendo sobre o corpo o sinal da cruz, adormeceu tranquilamente no Senhor, no mesmo dia, 14 de Março de 968, em que a Igreja honra a memória. Foi enterrada no mosteiro de Quedlimburgo, na igreja de São Serval, ao lado do túmulo de Henrique, seu esposo, onde ela havia decidido esperar pelo dia da ressurreição e do julgamento. Sua vida foi escrita por ordem do imperador Henrique, seu bisneto. #SantodoDia
- Santa Matilde, Rainha Católica – 14 de Março
SANTO DO DIA – 14 DE MARÇO – SANTA MATILDE Rainha (895-968) Matilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos. Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos. Foi um reinado justo e feliz também para o povo. Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes. Enquanto a ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses. Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado. Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde. Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si. As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe. O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono. Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a. Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm. Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia. De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres. Preferindo continuar sua vida como religiosa, permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias. Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março. Conheça mais sobre Santa Matilde Santa Matilde era filha do conde Dietrich de Saxe, que descendia do famoso Witikind, chefe dos saxões durante o reinado de Carlos Magno. Seus pais, entre os quais, depois da conversão o mestre Witikind, a religião e a piedade eram como que hereditárias, educaram-na sob os olhos da avó Matilde, abadessa do mosteiro de Erfort. Ela infundiu nessa escola um gosto extraordinário pela oração e pela leitura de livros de piedade. Aprendeu também a trabalhar em todos os trabalhos condizentes com o sexo, e contraiu, insensivelmente o hábito de empregar todos os momentos nas coisas sérias e dignas de uma criatura racional. Tornando-se rainha, conquistou vitórias contra os húngaros e os dinamarqueses, e Matilde as conquistava também contra os inimigos da sua salvação. Dedicava-se à oração e à meditação, a fim de se exercitar no fervor e na humildade. Esse exercício tinha para ela tal encanto que, além do tempo que dedicava a isso durante o dia, consagrava ainda boa parte da noite. Frequentemente visitava os doentes e os aflitos, que consolava e exortava à paciência. Servia os pobres e ensinava-os a estimar um estado que Jesus Cristo escolhera e ao qual são prometidas recompensas da vida futura. Obtinha a liberdade para os prisioneiros. E quando os direitos da justiça se opunham à liberdade deles, aliviava ao menos o peso das correntes, por abundantes esmolas. O principal objetivo que se propunha, era levar os infelizes a expiar os crimes cometidos por lágrimas e por sincera penitência. Tinha o consolo de ver o rei, seu marido, entrar em acordo com ela e secundá-la em todos os piedosos empreendimentos.Henrique, o caçador, seu marido, tornara-se rei da Alemanha (…) Henrique trabalhou também pela conversão dos infiéis e fez com que se batizasse um rei dos abdoritas e um rei dos dinamarqueses ou normandos. Tinha por amigo Santo Udalric bispo de Augsburgo. Morreu no segundo dia de Julho do ano de 936. Matilde, sua esposa, permanecia nas igrejas rezando. Percebendo pelos lamentos do povo que ele estava morto, perguntou se havia algum sacerdote em jejum que pudesse celebrar a missa por ele. Apresentou-se um jovem e virtuoso sacerdote, chamado Adaldague. Matilde lhe deu imediatamente os braceletes de ouro que levava e, mais tarde, obteve que fosse nomeado arcebispo de Bremen. O corpo do rei Henrique foi levado para Quedlimburgo, perto de Halberstat, onde ela havia decidido fundar com ele um mosteiro para moças, o que executou incontinenti. Eram todas pessoas nobres e Santa Matilde se retirou com elas para lá terminar os seus dias. De Henrique tivera três filhos: Otão, Henrique e Bruno. Tinha especial predileção pelo segundo, o que constituiu a fonte de grandes males, porque, após a morte de seu esposo, desejava que ele fosse reconhecido como rei. E havia um pretexto para preferi-lo a Otão. É que este nascera antes de o pai se tornar rei. Otão, já designado pelo pai, venceu, de acordo com o sufrágio dos francos e dos saxônios. Mas Henrique, que foi duque da Baviera, sempre alimentou pretensões, e várias vezes se revoltou. O terceiro, Bruno, dedicou-se aos estudos e aos serviços da Igreja e tornou-se grande santo. Entretanto, retirada no mosteiro de Quedlimburgo, Matilde observava rigorosa disciplina e, conservando maravilhosa dignidade nas ações e nas palavras, não deixava de possuir modéstia e pudor que a teriam feito passar por virgem, se os filhos não fossem conhecidos. À noite, além do ofício a que assistia, rezava durante muito tempo, antes e depois. Jamais se aproximou do altar com as mãos vazias, seja enquanto o rei era vivo, seja depois de morto. Todos os dias apresentava ao padre sua oferenda de pão e de vinho para a salvação de toda a Igreja. Mas, desde que enviuvou, não cessou de oferecer o santo sacrifício pelos pecados do rei, seu esposo, no que superou todas as mulheres de seu tempo. Observou toda a vida o oitavo dia da morte do príncipe, o trigésimo e o aniversário. Pelo ano de 946, suportou rude perseguição da parte dos príncipes seus filhos. Como fazia muitas esmolas, contaram a eles que ela gastava somas imensas das rendas do Estado. Otão chegou a enviar espiões para prenderem aqueles a quem sua mãe enviava esmolas, tirar-lhas e maltratá-los. Queriam que abandonasse as terras que havia recebido como dote e que tomasse o hábito religioso. Para aumentar-lhe o desgosto, o príncipe Henrique, seu filho predileto, concordou com Otão, nesse particular. Como visse aumentar diariamente os maus tratos, deixou tudo quanto o rei Henrique lhe dera e retirou-se para a Angria, que fazia parte da Westfália atual. Mas, algum tempo depois, o rei Otão, mal sucedido nas guerras, e atendendo às exortações da rainha Edite, sua esposa, dos bispos e dos senhores, chamou a rainha sua mãe, pediu-lhe perdão, publicamente, e devolveu-lhes as terras que lhe havia tirado. O príncipe Henrique, imitando o exemplo do irmão, reconciliou-se com ela, e amou-a tanto como antes. A santa rainha Matilde, restabelecida em sua autoridade primitiva, aplicou-se mais ainda do que antes a dar esmolas e a fazer boas obras. E, com o socorro do rei, seu filho, fundou várias igrejas e cinco mosteiros, entre outros o de Polden, no ducado de Brunswick, onde reuniu três mil monges. O rei Otão confirmou tais doações pelas cartas do ano de 955. No mesmo ano, deu-se a morte de Henrique, então duque da Baviera. A rainha Matilde ficou profundamente abatida. Renunciou aos poucos ornamentos que guardava durante a viuvez e não mais se apresentou senão em vestes de luto. Não quis mais ouvir nenhuma canção profana, nem assistia nenhuma diversão. Não ouvia senão cânticos extraídos da Escritura santa ou das vidas dos santos. Dava refeições aos pobres duas vezes por dia e distribuía-lhes alimentos mesmo durante as refeições. Quando viajava, levava consigo círios que distribuía pelas igrejas e alimentos aos pobres. E havia recomendado a uma religiosa que a servia, Richeburge, não deixar passar nenhum pobre sem receber esmola. Em todas as cidades em que passava o inverno, fazia acender uma grande fogueira para os pobres e viandantes. Algumas vezes ela mesma os servia. Depois, levava-os para um aposento onde lhes dava alimento ou roupas, de acordo com a necessidade. Não deixava passar um só dia sem praticar obras de caridade pessoalmente. Em 967, em Northause, onde fundara um mosteiro de três mil religiosas, teve o último encontro com os filhos e os netos. O imperador Otão lá se encontrava com sua irmã Gerberge, rainha da França. Passaram juntos sete dias. Santa Matilde recomendou-lhes, sobretudo ao imperador, seu filho, o novo mosteiro que havia fundado para a salvação de toda a família. Lembrou ao filho que nesse lugar Henrique, seu irmão, nascera, bem como sua irmã Gerberge. Só o nome desse mosteiro devia, portanto, lembrar-lhe a memória afetuosa de um pai, de uma mãe, de um irmão e de uma irmã. No dia em que o imperador devia partir, após terem assistido juntos à santa missa, ela renovou as lembranças com uma ternura mais profunda do que antes e anunciou-lhe que a estava vendo pela última vez. Despediram-se e abraçaram-se chorando. Os presentes também choravam. O imperador montou a cavalo e elam entrando na igreja, aproximou-se do lugar onde havia assistido à missa, ajoelhou-se e beijou, chorando os rastros do filho que partia. O imperador foi avisado. Saltando do cavalo, atirou-se-lhe aos pés, dizendo: “Ó venerável senhora porque serviço poderíamos pagar essas lágrimas?” Após curta pausa, a piedosa senhora disse: “De que nos serve ficar mais tempo juntos? Queiramos ou não, temos de nos separar. E, vendo-te, não diminuirá minha dor. Ao contrário. Vai na paz de Cristo. Não verás mais este rosto em corpo mortal, assim ao menos penso.” Com efeito, voltando a Quedlimburgo, caiu doente. E, vendo que a morte estava próxima, mandou chamar Richeburga, então abadessa de Northause, para que a assistisse até o fim. Distribuiu aos bispos e aos sacerdotes o que lhe restava de bens e que não terminara de distribuir aos pobres e aos mosteiros. Uma multidão de pessoas veio visitá-la durante a doença. Entre outras, seu neto Guilherme, arcebispo de Maiença. Ela o recebeu com grande alegria e lhe disse: “Não duvido de que Deus te envia por aqui, porque ninguém me é mais íntimo nem mais agradável com relação ao que se trata de fazer, sobretudo desde que perdi a esperança de ver meu querido Bruno viver além de mim, para ver os últimos momentos e confiar meu corpo à terra. Agora, pois, escuta inicialmente minha confissão e dá-me a absolvição pelo poder que recebeste de Deus e de São Pedro. Depois, entra na igreja, canta a missa por meus pecados e minhas negligências, pela alma de meu senhor o rei Henrique e por todos os fiéis cristãos, vivos e defuntos.” Após o arcebispo, seu neto, ter rezado a missa, veio encontrá-la novamente, e deu-lhe segunda absolvição; em seguida óleo santo e o viático. Ficou ainda três dias perto dela. Mas, vendo que não estava tão próxima do fim, pediu-lhe permissão para retornar. A rainha pediu à abadessa Richeburge que desse o que ainda restasse ao bispo. “Amada de Deus, respondeu a abadessa, que pode restar ainda, se destes tudo aos pobres?” – “Então, respondeu a rainha, traze-me os panos mortuários, reservados para minha sepultura, para que eu os dê a meu neto, como penhor de meu amor. Terá mais necessidade deles do que eu, por causa da difícil viagem que vai empreender.” O bispo recebeu de sua mão as roupas, com agradecimentos, deu-lhe a benção e disse baixo aos presentes: “Vamos a Radelvroth. Deixo aqui um dos meus clérigos, para que, se a rainha morrer, venha avisar-me imediatamente; voltaremos para dar ao corpo a sepultura conveniente.” A rainha levantou a cabeça e disse alto: “Não é necessário que ele fique aqui. Será melhor que parta contigo. Terás necessidade dele na viagem. Vai na paz de Cristo; a sua vontade te chama.” O bispo ao chegar a Radelvroth, tomou uma poção medicinal, morrendo subitamente. Quando a notícia chegou a Quendlimburgo, não se sabia como anunciá-la à rainha, para não aumentar-lhe os sofrimentos. Mas a serva de Cristo, sorrindo entre lágrimas, disse: “Que estais cochichando? Por que esconder-me essa triste notícia? Sei que o bispo Guilherme já se foi deste mundo e isso me acabrunha. Ide, fazei soarem os sinos, reuni os pobres e distribui-lhes esmolas, para que intercedam por sua alma.” A piedosa rainha viveu doze dias além da morte de Guilherme. Por fim, no sábado da primeira semana da quaresma, ao romper do dia, mandou chamar os sacerdotes e as religiosas. E como grande multidão, tanto homens como mulheres, acorressem para vê-la, ordenou que deixassem entrar todos. Deus a todos conselhos salutares, principalmente a Matilde, abadessa de Quedlimburgo, filha do imperador, seu filho, Em seguida, mandou que os sacerdotes e as religiosas se aproximassem para ouvirem a confissão e pedirem a Deus, por ela, a remissão dos pecados. Ordenou que se celebrasse a missa e que lhe trouxessem o corpo de Nosso Senhor. Pelas nove horas, fez com que a deitassem por terra, sobre um cilício, colocou cinza sobre a cabeça com as próprias mãos dizendo: “Fica bem a um cristão morrer sobre um cilício e cinza”. Depois fazendo sobre o corpo o sinal da cruz, adormeceu tranquilamente no Senhor, no mesmo dia, 14 de Março de 968, em que a Igreja honra a memória. Foi enterrada no mosteiro de Quedlimburgo, na igreja de São Serval, ao lado do túmulo de Henrique, seu esposo, onde ela havia decidido esperar pelo dia da ressurreição e do julgamento. Sua vida foi escrita por ordem do imperador Henrique, seu bisneto. #SantodoDia
- Homilia Diária | A constante ação de Deus sobre nós
Quarta-feira da 4.ª Semana da Quaresma Deus está muito longe de ser um ocioso que, depois de ter criado o céu e a terra, foi-se acomodar preguiçosamente entre as nuvens, indiferente a tudo o que havia feito. Não, Deus não deixa nunca de agir. Mas essa atuação constante não se limita aos milagres, que tanto nos despertam a curiosidade, mas engloba também a ação silenciosa da graça, à qual, por falta de fé, damos tão pouca atenção. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 13 de março, e peçamos a Nossa Senhora que nos faça ver, com fé viva e orante, a ação de Deus em nossas almas. Santo do Dia: São Rodrigo de Córdova, Sacerdote e Mártir Evangelho (Jo 5,17-30) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Eu sou a ressurreição, eu sou a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. (Jo 11,25a.26) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 17 Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. 18 Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. 19 Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. 20 O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. 21 Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 22 De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, 23 para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. 26 Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 27 Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 28 Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: 29 aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. 30 Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Quarta-feira da 4.ª Semana da Quaresma Deus está muito longe de ser um ocioso que, depois de ter criado o céu e a terra, foi-se acomodar preguiçosamente entre as nuvens, indiferente a tudo o que havia feito. Não, Deus não deixa nunca de agir. Mas essa atuação constante não se limita aos milagres, que tanto nos despertam a curiosidade, mas engloba também a ação silenciosa da graça, à qual, por falta de fé, damos tão pouca atenção. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 13 de março, e peçamos a Nossa Senhora que nos faça ver, com fé viva e orante, a ação de Deus em nossas almas. Santo do Dia: São Rodrigo de Córdova, Sacerdote e Mártir Evangelho (Jo 5,17-30) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Eu sou a ressurreição, eu sou a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. (Jo 11,25a.26) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 17 Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. 18 Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. 19 Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. 20 O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. 21 Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 22 De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, 23 para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. 26 Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 27 Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 28 Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: 29 aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. 30 Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Rodrigo de Córdova, Sacerdote e Mártir – 13 de Março
SANTO DO DIA – SÃO RODRIGO DE CÓRDOVA Sacerdote e Mártir (+857) São Rodrigo e São Salomão pertenceram ao bispado de Córdova. Rodrigo tornou-se um sacerdote muito zeloso na busca da santidade e cumprimento dos seus deveres, em um tempo onde os cristãos eram duramente perseguidos. Seus irmãos de sangue começaram uma contenda, a qual tentou apartar. Não compreendendo tal ato, um deles o feriu, deixando-o inconsciente. Aproveitou então para difamá-lo, espalhando que o sacerdote Rodrigo tinha renunciado a fé cristã. Um escândalo foi gerado e o caluniado refugiou-se numa serra, em oração e contemplação, indo a cidade somente para buscar alimentos. Numa dessas ocasiões, o irmão agressor resolveu denunciá-lo. Ao ser questionado pelo juiz, Rodrigo declarou: “Nasci cristão e cristão hei de morrer”. Foi preso, e ali na cadeia conheceu outro cristão, Salomão. Ambos transformaram a cadeia num oratório, travando uma linda amizade. Ameaçados e questionados, não renunciaram a fé. Foram separados, mas permaneceram fiéis a Deus. Condenados à morte, ajoelharam-se, abraçaram o crucifixo e degolados, foram martirizados. Conheça mais sobre São Rodrigo São Rodrigo faz parte dos mártires de Córdova, grupo de cristãos moçárabes condenados à morte por sua fé durante os reinados de Abderramão II e Maomé I no Emirado de Córdova. Segundo a tradição, Rodrigo era um sacerdote em Cabra e tinha dois irmãos, um muçulmano e outro sem religião, atuando frequentemente como mediador das disputas dos dois. Certa noite, ao tentar apartar uma briga entre seus dois irmãos, foi espancado e ridicularizado publicamente por ambos. O irmão muçulmano mandou colocarem Rodrigo numa padiola e o levarem pelas ruas, enquanto ele ia gritando que Rodrigo havia apostatado e queria, antes de morrer, que fosse publicamente reconhecido como muçulmano. Rodrigo encontrava-se sem forças para reagir, mas sentia uma profunda angústia, fugindo assim que recobrou os sentidos. Algum tempo depois, ao encontrar Rodrigo numa das ruas de Córdova, o irmão muçulmano o arrastou até o cádi, acusando-o de retornar à fé cristã após ter se declarado muçulmano. Rodrigo negou que algum dia houvesse abandonado a religião cristã. O cádi, no entanto, não acreditou em Rodrigo e o lançou numa das masmorras da cidade. No local, Rodrigo encontrou outro prisioneiro, Salomão, que fora preso pelo mesmo motivo. Os dois encorajaram-se mutuamente durante o longo encarceramento, que, segundo esperava o cádi, os faria renegar a fé. Como permaneceram inflexíveis, os dois foram separados; mas, quando nem isso deu resultado, foram decapitados em 13 de março de 857. #SantodoDia
- São Rodrigo de Córdova, Sacerdote e Mártir – 13 de Março
SANTO DO DIA – SÃO RODRIGO DE CÓRDOVA Sacerdote e Mártir (+857) São Rodrigo e São Salomão pertenceram ao bispado de Córdova. Rodrigo tornou-se um sacerdote muito zeloso na busca da santidade e cumprimento dos seus deveres, em um tempo onde os cristãos eram duramente perseguidos. Seus irmãos de sangue começaram uma contenda, a qual tentou apartar. Não compreendendo tal ato, um deles o feriu, deixando-o inconsciente. Aproveitou então para difamá-lo, espalhando que o sacerdote Rodrigo tinha renunciado a fé cristã. Um escândalo foi gerado e o caluniado refugiou-se numa serra, em oração e contemplação, indo a cidade somente para buscar alimentos. Numa dessas ocasiões, o irmão agressor resolveu denunciá-lo. Ao ser questionado pelo juiz, Rodrigo declarou: “Nasci cristão e cristão hei de morrer”. Foi preso, e ali na cadeia conheceu outro cristão, Salomão. Ambos transformaram a cadeia num oratório, travando uma linda amizade. Ameaçados e questionados, não renunciaram a fé. Foram separados, mas permaneceram fiéis a Deus. Condenados à morte, ajoelharam-se, abraçaram o crucifixo e degolados, foram martirizados. Conheça mais sobre São Rodrigo São Rodrigo faz parte dos mártires de Córdova, grupo de cristãos moçárabes condenados à morte por sua fé durante os reinados de Abderramão II e Maomé I no Emirado de Córdova. Segundo a tradição, Rodrigo era um sacerdote em Cabra e tinha dois irmãos, um muçulmano e outro sem religião, atuando frequentemente como mediador das disputas dos dois. Certa noite, ao tentar apartar uma briga entre seus dois irmãos, foi espancado e ridicularizado publicamente por ambos. O irmão muçulmano mandou colocarem Rodrigo numa padiola e o levarem pelas ruas, enquanto ele ia gritando que Rodrigo havia apostatado e queria, antes de morrer, que fosse publicamente reconhecido como muçulmano. Rodrigo encontrava-se sem forças para reagir, mas sentia uma profunda angústia, fugindo assim que recobrou os sentidos. Algum tempo depois, ao encontrar Rodrigo numa das ruas de Córdova, o irmão muçulmano o arrastou até o cádi, acusando-o de retornar à fé cristã após ter se declarado muçulmano. Rodrigo negou que algum dia houvesse abandonado a religião cristã. O cádi, no entanto, não acreditou em Rodrigo e o lançou numa das masmorras da cidade. No local, Rodrigo encontrou outro prisioneiro, Salomão, que fora preso pelo mesmo motivo. Os dois encorajaram-se mutuamente durante o longo encarceramento, que, segundo esperava o cádi, os faria renegar a fé. Como permaneceram inflexíveis, os dois foram separados; mas, quando nem isso deu resultado, foram decapitados em 13 de março de 857. #SantodoDia
- Urgente: Mais um apostolado tradicional é perseguido no Brasil
Assista o emocionante pronunciamento do pe. Bráulio sobre o duro golpe sofrido pelos católicos de Goiás! O Apostolado Tradicional São José terá que entregar a sua capela aos revolucionários. A acusação? Cometeram o grave crime de serem católicos. Mostre o seu apoio ao sacerdote e aos fiéis perseguidos e compartilhe o vídeo ao máximo! Após a publicação do Motu Proprio Tradicionis Custodes assinado pelo Papa Francisco dando poder aos bispos de proibir a missa tradicional, fica evidente o grande movimento de supressão aos padres, congregações, apostolados e grupos de leigos que buscam viver a fé através da piedade e inspirados pela liturgia que foi responsável pela santificação de tantos homens e mulheres que hoje povoam o Céu e os nossos altares. Compilamos abaixo o comentário de um leigo que conhece de perto o trabalho do apostolado. “Sou aqui de Goiânia. Já assisti a algumas das Santas Missas celebradas pelo Rvdo. Pe. Bráulio Maria, na Capela São José. Ela é mais antiga que Goiânia, pois antes pertencia a um pequeno vilarejo – Campininha das Flôres – onde hoje está a capital de Goiás. É tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural. Há tempos o Rvdo. Pe. Bráulio Maria vem procedendo as celebrações das Santas Missas, realizando Batisados, Catequese, 1ªs Comunhões, Matrimônios e atendendo Confissões segundo a Tradição Milenar da Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. As Santas Missas são celebradas no Rito Tridentino. O Sacerdote reza em latim e os fiéis respondem também em latim… e com a participação de muitos jovens. Também no coro o Canto Gregoriano é em latim e cantado por jovens em sua maioria. Na entrada existe uma prateleira com véus brancos (p/ as mulheres solteiras) e véus pretos (p/ as mulheres casadas). Todas elas se vestem com recato e ensinam a seus filhos a bem se comportarem dentro da Igreja. Os homens também se vestem de acordo com a importância da presença de Deus ali, e acompanham toda a celebração junto às suas famílias. Somente a leitura da passagem do Evangelho e a Homilia são feitas em português. O ambiente é de total reverência e respeito à presença de Deus. A Hóstia Consagrada, no Sacrário, no centro do Altar Mor, é para onde todos ficam voltados. Com certeza é um ambiente direcionado para conduzir as almas a Deus. Na área metropolitana de Goiânia (uns 2 milhões de habitantes) somente nessa Capela procede-se dessa forma e graças ao profícuo trabalho evangelizador do Rvdo. Pe. Bráulio Maria, um raro redentorista fiel ao ideal do fundador, Santo Afonso de Ligório. Na vizinha Diocese de Anápolis (uns 50 km a nordeste) existem mais alguns sacerdotes fiéis à Tradição da Igreja, devido ao trabalho eficaz do bispo anterior, Dom Manoel Pestana (o atual é progressista). Lá pode-se optar por uns 4 lugares para se participar dos Sacramentos e da Catequese conforme a Tradição. Mas, em Goiânia não. Desalojados da Capela São José pelos redentoristas progressistas que imperam por aqui, o Rvdo. Pe. Bráulio e os fiéis leigos da Capela não têm onde possam celebrar e participar de uma Santa Missa conforme a Tradição e, também, participar da Catequese e do convívio salutar ali existentes. É, pois, lamentável que o caminhar de um pequeno grupo de católicos seja cerceado por aqueles que parecem ter ingressado no clero para distorcer o caminhar da Igreja. Que Deus tenha compaixão das almas deles, que eles se arrependam e se convertam enquanto ainda é tempo. E que Deus proteja o Rvdo. Pe. Bráulio Maria e o rebanho a ele confiado das traiçoeiras investidas do Mal. Que Nossa Senhora preserve o Pe. Bráulio e seu rebanho unidos e fiéis aos ensinamentos de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Unamo-nos em oração por esses fiéis perseguidos.” Leia também: – Fiéis viajam grandes distâncias em busca da Missa Tridentina – Missa Tridentina: o ápice da beleza da Liturgia e da Teologia #HomiliaDiária
- Urgente: Mais um apostolado tradicional é perseguido no Brasil
Assista o emocionante pronunciamento do pe. Bráulio sobre o duro golpe sofrido pelos católicos de Goiás! O Apostolado Tradicional São José terá que entregar a sua capela aos revolucionários. A acusação? Cometeram o grave crime de serem católicos. Mostre o seu apoio ao sacerdote e aos fiéis perseguidos e compartilhe o vídeo ao máximo! Após a publicação do Motu Proprio Tradicionis Custodes assinado pelo Papa Francisco dando poder aos bispos de proibir a missa tradicional, fica evidente o grande movimento de supressão aos padres, congregações, apostolados e grupos de leigos que buscam viver a fé através da piedade e inspirados pela liturgia que foi responsável pela santificação de tantos homens e mulheres que hoje povoam o Céu e os nossos altares. Compilamos abaixo o comentário de um leigo que conhece de perto o trabalho do apostolado. “Sou aqui de Goiânia. Já assisti a algumas das Santas Missas celebradas pelo Rvdo. Pe. Bráulio Maria, na Capela São José. Ela é mais antiga que Goiânia, pois antes pertencia a um pequeno vilarejo – Campininha das Flôres – onde hoje está a capital de Goiás. É tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural. Há tempos o Rvdo. Pe. Bráulio Maria vem procedendo as celebrações das Santas Missas, realizando Batisados, Catequese, 1ªs Comunhões, Matrimônios e atendendo Confissões segundo a Tradição Milenar da Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. As Santas Missas são celebradas no Rito Tridentino. O Sacerdote reza em latim e os fiéis respondem também em latim… e com a participação de muitos jovens. Também no coro o Canto Gregoriano é em latim e cantado por jovens em sua maioria. Na entrada existe uma prateleira com véus brancos (p/ as mulheres solteiras) e véus pretos (p/ as mulheres casadas). Todas elas se vestem com recato e ensinam a seus filhos a bem se comportarem dentro da Igreja. Os homens também se vestem de acordo com a importância da presença de Deus ali, e acompanham toda a celebração junto às suas famílias. Somente a leitura da passagem do Evangelho e a Homilia são feitas em português. O ambiente é de total reverência e respeito à presença de Deus. A Hóstia Consagrada, no Sacrário, no centro do Altar Mor, é para onde todos ficam voltados. Com certeza é um ambiente direcionado para conduzir as almas a Deus. Na área metropolitana de Goiânia (uns 2 milhões de habitantes) somente nessa Capela procede-se dessa forma e graças ao profícuo trabalho evangelizador do Rvdo. Pe. Bráulio Maria, um raro redentorista fiel ao ideal do fundador, Santo Afonso de Ligório. Na vizinha Diocese de Anápolis (uns 50 km a nordeste) existem mais alguns sacerdotes fiéis à Tradição da Igreja, devido ao trabalho eficaz do bispo anterior, Dom Manoel Pestana (o atual é progressista). Lá pode-se optar por uns 4 lugares para se participar dos Sacramentos e da Catequese conforme a Tradição. Mas, em Goiânia não. Desalojados da Capela São José pelos redentoristas progressistas que imperam por aqui, o Rvdo. Pe. Bráulio e os fiéis leigos da Capela não têm onde possam celebrar e participar de uma Santa Missa conforme a Tradição e, também, participar da Catequese e do convívio salutar ali existentes. É, pois, lamentável que o caminhar de um pequeno grupo de católicos seja cerceado por aqueles que parecem ter ingressado no clero para distorcer o caminhar da Igreja. Que Deus tenha compaixão das almas deles, que eles se arrependam e se convertam enquanto ainda é tempo. E que Deus proteja o Rvdo. Pe. Bráulio Maria e o rebanho a ele confiado das traiçoeiras investidas do Mal. Que Nossa Senhora preserve o Pe. Bráulio e seu rebanho unidos e fiéis aos ensinamentos de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Unamo-nos em oração por esses fiéis perseguidos.” Leia também: – Fiéis viajam grandes distâncias em busca da Missa Tridentina – Missa Tridentina: o ápice da beleza da Liturgia e da Teologia #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Até quando você ficará nessa tristeza?
Terça-feira da 4.ª Semana da Quaresma Ao curar hoje o paralítico da piscina de Betesda, Jesus nos revela que não fomos feitos para rastejar no chão da preguiça e do conformismo, mas para os altos voos do amor, da generosidade, da entrega irrestrita de si. Mas, para isso, precisamos parar de reclamar de nossas limitações e, cheios de confiança, pedir toda a ajuda de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 12 de março, e roguemos a Cristo que nos cure de nossa paralisia espiritual e nos faça caminhar sempre em direção à santidade. Santo do Dia: São Luís Orione, apóstolo da caridade Evangelho (Jo 5,1-16) — Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos! — Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo a alegria de ser salvo! (Sl 50(51),12a.14a) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 1 Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. 2 Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. 3 Muitos doentes ficavam ali deitados — cegos, coxos e paralíticos. 4 De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 5 Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. 6 Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: “Queres ficar curado?” 7 O doente respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”. 8 Jesus disse: “Levanta-te, pega tua cama e anda”. 9 No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua cama e começou a andar. Ora, esse dia era um sábado. 10 Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: “É sábado! Não te é permitido carregar tua cama”. 11 Ele respondeu-lhes: “Aquele que me curou disse: ‘Pega tua cama e anda’”. 12 Então lhe perguntaram: “Quem é que te disse: ‘Pega tua cama e anda?’” 13 O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”. 15 Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 16 Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Até quando você ficará nessa tristeza?
Terça-feira da 4.ª Semana da Quaresma Ao curar hoje o paralítico da piscina de Betesda, Jesus nos revela que não fomos feitos para rastejar no chão da preguiça e do conformismo, mas para os altos voos do amor, da generosidade, da entrega irrestrita de si. Mas, para isso, precisamos parar de reclamar de nossas limitações e, cheios de confiança, pedir toda a ajuda de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 12 de março, e roguemos a Cristo que nos cure de nossa paralisia espiritual e nos faça caminhar sempre em direção à santidade. Santo do Dia: São Luís Orione, apóstolo da caridade Evangelho (Jo 5,1-16) — Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos! — Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo a alegria de ser salvo! (Sl 50(51),12a.14a) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 1 Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. 2 Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. 3 Muitos doentes ficavam ali deitados — cegos, coxos e paralíticos. 4 De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 5 Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. 6 Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: “Queres ficar curado?” 7 O doente respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”. 8 Jesus disse: “Levanta-te, pega tua cama e anda”. 9 No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua cama e começou a andar. Ora, esse dia era um sábado. 10 Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: “É sábado! Não te é permitido carregar tua cama”. 11 Ele respondeu-lhes: “Aquele que me curou disse: ‘Pega tua cama e anda’”. 12 Então lhe perguntaram: “Quem é que te disse: ‘Pega tua cama e anda?’” 13 O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”. 15 Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 16 Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Luís Orione, Apóstolo da Caridade – 12 de Março
SANTO DO DIA – 12 DE MARÇO – SÃO LUÍS ORIONE Fundou a pequena Obra da Divina Providência, a Congregação dos Padre Orionitas, das Irmazinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto (1872-1940) São Luís Orione é um dos maiores e mais conhecidos apóstolos da caridade e do bem surgido em nossos tempos, para dar testemunho de amor a Cristo e aos irmãos, mediante uma inquebrável fidelidade à Igreja. Nasceu em Pontecurone, lugarejo do Piemonte, na Itália em 23 de Junho de 1872. No ambiente pobre e profundamente religioso de sua família, recebeu fundamentos ternos e vigorosos de um apaixonado amor a Deus e aos necessitados, que forma toda a luz de sua existência. Sua vocação cresceu entre lutas e sacrifícios e nesses sacrifícios e lutas se fortaleceu. Passou uma temporada de seis meses com os religiosos franciscanos em Voghera (1885-1886) e outra, de três anos, junto a Dom Bosco em Turim (1886-1889). De 1889 a 1893, Luís Orione esteve no seminário diocesano de Tortona entre livros e humildes serviços na catedral, para custear seus estudos. Nesse período de profunda vivência religiosa, social e política, enquanto se preparava para o sacerdócio, Luís sentiu formar-se em seu coração o desejo irrefreável de dedicar-se inteiramente aos meninos órfãos e abandonados, conduzindo-os a Deus e educando-os para o bem. Ainda clérigo, iniciou uma série de ações juvenis. Mais tarde, abriu instituições para os mais pobres e abandonados, vítimas da fome e da miséria, desvalorizados pela sociedade. Foi ordenado sacerdote em 13 de abril de 1895, em Tortona. No dia de sua primeira missa, tomou a decisão de não ser um padre somente para os que iam a Igreja, mas ser padre para todos, especialmente para os mais afastados da Igreja e para os pobres. Sua atividade foi crescendo num ritmo apaixonado e foram surgindo obras, escolas, colônias agrícolas, oficinas para aprendizes, escolas profissionalizantes, casas de caridade e os Pequenos Cotolengos. Para atender a tantas obras, fundou as Congregações Religiosas: Pequena Obra da Divina Providência, eremitas da Divina Providência, Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade e Irmãs Sacramentinas Cegas. Viveu para amar e servir. Não conheceu outro motivo para viver. Fez da sua vida e da sua fé uma única missão. Sofreu muito, mas a ninguém fez sofrer. Tinha como ideal “fazer o bem sempre, fazer o bem a todos. O mal nunca e a ninguém”. Para visitar e incentivar os seus filhos missionários esteve diversas vezes na América do Sul: Argentina, Uruguai, Chile e no Brasil (1921, 1922, 1934 e 1937) disse que o que não pudesse fazer pelo Brasil quando vivo, o faria depois de morto. Morreu em San Remo, na Itália onde fora cuidar da saúde, por ordem de seus médicos e superiores, em 12 de março de 1940. Antes de ir a San Remo, protestou que não era entre palmas que queria morrer, mas entre os pobres, que são de Jesus Cristo. João Paulo II o beatificou em 26 de outubro de 1980. Depois de reconhecidas suas virtudes heroicas e sua bondade em vários milagres comprovados e aprovados, o mesmo Papa João Paulo II o proclamou Santo da Igreja numa missa de Canonização na Praça de São Pedro, em Roma, no dia 16 de maio de 2004. Seu ideal de “fazer o bem sempre” continua vivo em seus filhos e filhas (religiosos, religiosas, leigos e leigas), que continuam difundindo seu carisma através de obras de caridade em mais de 30 países. Fonte : Antônio.S. Bogaz – Rodinei C. Thomazella. O Encantador da Juventude – Aspectos Teológicos da Pedagogia de Dom Orione. Edição Pequena Obra da Divina Providência, São Paulo, 2001, p. 17 a 19. “Só a caridade salvará o mundo”. São Luís Orione Conheça mais sobre São Luís Orione Luís Orione nasceu no dia 23 de junho de 1872, em Pontecuore, Itália. A família era pobre e honesta, de trabalhadores rurais. Sua mãe foi uma sábia e exemplar educadora que lhe serviu como modelo, mais tarde. Ao sair da adolescência aspirava ser sacerdote. Com o apoio da família entrou no Oratório salesiano em Turim, cujo fundador João Bosco, depois venerado pela Igreja, ainda estava vivo. O fundador dedicou ao jovem Orione grande estima e lançou no seu coração a semente da futura vocação. Luís Orione fez o ginásio no Oratório salesiano, mas concluiu os estudos de filosofia e teologia no seminário da sua cidade natal. Em 1892, ainda seminarista fundou duas escolas para crianças e jovens. Sua ordenação sacerdotal foi em 1895 e desde então se dedicou com ardor à ação pastoral e a obra em favor dos necessitados. Se, São João Bosco foi o exemplo para a educação dos jovens, para as obras de caridade o foi São José Benedito Cottelengo. Incansável, Luís Orione, viajou por toda a Itália, várias vezes, pedindo donativos e ajuda material para as suas múltiplas obras de caridade. Ele foi um dócil instrumento nas mãos da Divina Providência, para aliviar as necessidades e os sofrimentos humanos. Em 1908, Luís Orione ajudou a socorrer as numerosas vítimas do terrível terremoto que sacudiu a região da Sicília e Calábria, na Itália. A pedido do Papa Pio X ficou lá por três anos. Em 1915, fundou uma congregação religiosa, a Pequena Obra da Divina Providência, para dar atendimento aos pobres, trabalhadores humildes, aos doentes, aos necessitados, enfim, aos totalmente esquecidos pela sociedade. Ele também foi o fundador da Congregação dos Padres Orionitas, das Irmãzinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto, nessas duas últimas admitindo inclusive religiosos cegos. Luís Orione plantou bem a semente, pois logo se tornaram árvores espalhando raízes em diversos países. As Congregações dos Filhos da Divina Providência e das Irmãs passaram a atuar em vários países da Europa, das Américas e da Ásia. Possuem milhares de Casas ou Instituições dos mais variados tipos, sobretudo no setor assistencial e educativo. No Brasil, onde estão desde 1914, mantêm várias casas de órfãos, de excepcionais, abrigos para velhos e hospitais. A obra da Divina Providência foi e continua sendo mantida exclusivamente por esmolas e doações. Faleceu consumido pelas fadigas apostólicas, com sessenta e oito anos de idade, na cidade de San Remo, Itália, no dia 12 de Março de 1940. O Papa João Paulo II no ano 2004, em Roma, proclamou a canonização do humilde sacerdote Luís Orione, que viveu como o gigante apóstolo da caridade, pai dos pobres, singular benfeitor da humanidade sofredora e aflita. DOM LUÍS ORIONE Simples sacerdote e de família humilde como Dom Bosco – do qual foi aluno – Dom Orione maravilhou o mundo com sua santidade, seu zelo apostólico, suas inumeráveis obras em benefício dos meninos pobres e de toda espécie de pessoas necessitadas. O lema por ele adotado, “Renovar tudo em Cristo”, se desdobra historicamente neste: “Renovar tudo na Igreja”; e, na via da ação, pode ser formulado também assim: “Renovar tudo na caridade”. Como o Divino Mestre, “passou pelo mundo fazendo o bem”. E, chegada a hora de apresentar-se ao Supremo Juiz, entregou serenamente a alma a Deus, deixando escapar de seus lábios estas palavras carregadas de júbilo e de esperança: “Jesus! Jesus! estou indo.” “Faremos dele um general!” Em Pontecurone, pequena cidade do Norte da Itália, nasceu Luís Orione no dia 23 de junho de 1872, numa dependência da casa de campo do Ministro Urbano Rattazzi, da qual o casal Vittorio e Carolina Orione eram porteiros. O Ministro gostava de entreter-se familiarmente com seus empregados. Tomando o pequeno Luís nos braços, disse ao seu pai: “Faremos dele um general!” Essa promessa – uma mera amabilidade do ilustre homem de Estado – realizou-se, entretanto, com toda exatidão, pois o próprio Rei dos Reis havia decidido: “Farei deste menino um grande general!”, como veremos mais adiante. A infância de Luís Orione pode resumir-se em poucas palavras: pobreza, trabalho, piedade e, sobretudo, uma grande vocação. De 1886 a 1889, ele estudou no Oratório Salesiano de Valdocco, de onde saiu para ingressar no Seminário Diocesano de Tortona. Ainda como seminarista, começou a dedicar-se às obras de ajuda aos mais necessitados, participando da Sociedade de Socorro Mútuo São Marciano e das Conferências Vicentinas. Em julho de 1892, seguindo a trilha de Dom Bosco, abriu seu primeiro Oratório, um centro de educação cristã e de recreação para meninos pobres. Fundação do primeiro colégio Para o seu zelo ardente, isto parecia pouco. Assim, no ano seguinte, fundou um colégio, em regime de internato, paraSAO LUIS ORIONE_2.JPGrapazes de famílias pobres. Não passava ele então de um seminarista de apenas 21 anos de idade, e semqualquerrecurso financeiro! Mas a Divina Providência não desampara as almas escolhidas por Ela para levar adiante grandes obras. Ao contratar o aluguel do imóvel para o colégio, o proprietário exigiu pagamento adiantado do primeiro ano: 400 liras. Orione não dispunha de um centavo sequer, mas garantiu ao homem: “A Providência resolverá”. Saiu dali, dirigindo-se para a Catedral. No caminho, foi interrompido por uma velhinha: – Onde vai, Orione? – Estou abrindo um colégio – respondeu ele. – Que bom! Posso pôr meu neto no seu colégio? Quanto o senhor me cobra? – Pague o que a senhora puder. – Eu tenho 400 liras que economizei para a educação do meu neto… São suficientes para quanto tempo? – 400 liras! Seu neto poderá ficar no colégio durante todo o tempo de seus estudos! – exclamou Dom Orione. Voltando imediatamente, fez ao proprietário o pagamento exigido para o primeiro ano de locação. Assim começou essa grandiosa obra que em menos de meio século difundiu seus benefícios por inúmeros países. Ordenado sacerdote, começa a formar seu “exército” Em 13 de abril de 1895, Dom Orione foi ordenado sacerdote. Neste mesmo dia, entregou a batina clerical a seis alunos de seu colégio que tinham vocação sacerdotal. E em pouco tempo abriu novos colégios em Mornico, em Noto, em Sanremo e em Roma. Dom Orione tinha, de fato, valiosos dotes de general. Logo uniu a si os padres e seminaristas que, sob seu comando, constituíram o primeiro núcleo de uma pujante família religiosa: a Pequena Obra da Divina Providência. Em março de 1903, o Bispo Dom Igino Bandi deu aprovação canônica à nova Congregação, que se propunha “trabalhar para levar os pequenos, os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade”. Além dos três votos habituais – pobreza, obediência e castidade – o amor dos Orionitas à Cátedra de Pedro levou-os a desejar um quarto voto: o de “especial fidelidade ao Papa”. A seu tempo, foram surgindo os novos ramos da Família Orionita: além dos padres, as religiosas, os eremitas da Divina Providência. Em seguida, as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, às quais se associaram as IrmãsSacramentinas Adoradoras e, algum tempo depois, as Contemplativas de Jesus Crucificado. O Pe. Orione organizou também diversos grupos de leigos, de ambos os sexos, os quais, mais tarde, constituíram o Instituto Secular Orionita (ISO) e o amplo leque de associações do Movimento Laical Orionita (MLO). Um coração desejoso de abarcar o mundo inteiro Depois da primeira Grande Guerra (1914-1918), multiplicaram-se as escolas, colégios, colônias agrícolas, obras SAO LUIS ORIONE_.jpgcaritativas e sociais. Entre as muitas obras, as mais características foram os “Pequenos Cotolengos”, institutos localizados nas periferias das grandes cidades para acolher os mais necessitados e abandonados. O zelo apostólico de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de missionários ao Brasil, à Argentina, ao Uruguai, ao Chile, à Palestina, à Polônia, a Rodes, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Albânia. Tudo isso até o ano de 1936. Além de grande pregador, Dom Orione foi exímio confessor, organizador de peregrinações e de missões populares. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana. Ao longo de sua vida, Dom Orione recebeu demonstrações de estima e confiança de Papas e de autoridades civis, que o incumbiram de missões importantes e delicadas, em difíceis situações de relacionamento entre a Igreja e a Sociedade civil. Em 1940, com sua obra espalhada por vários continentes, o Pe. Orione foi atacado de grave enfermidade cardíaca, sendo obrigado a submeter-se a tratamentos médicos. Apenas três dias depois, faleceu serenamente, pronunciando estas curtas palavras: “Jesus! Jesus! estou indo.” Seu corpo foi sepultado na cripta do Santuário da Guarda e encontrado incólume 25 anos depois, em 1965. João Paulo II declarou-o Bem-Aventurado em 1980. #SantodoDia
- São Luís Orione, Apóstolo da Caridade – 12 de Março
SANTO DO DIA – 12 DE MARÇO – SÃO LUÍS ORIONE Fundou a pequena Obra da Divina Providência, a Congregação dos Padre Orionitas, das Irmazinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto (1872-1940) São Luís Orione é um dos maiores e mais conhecidos apóstolos da caridade e do bem surgido em nossos tempos, para dar testemunho de amor a Cristo e aos irmãos, mediante uma inquebrável fidelidade à Igreja. Nasceu em Pontecurone, lugarejo do Piemonte, na Itália em 23 de Junho de 1872. No ambiente pobre e profundamente religioso de sua família, recebeu fundamentos ternos e vigorosos de um apaixonado amor a Deus e aos necessitados, que forma toda a luz de sua existência. Sua vocação cresceu entre lutas e sacrifícios e nesses sacrifícios e lutas se fortaleceu. Passou uma temporada de seis meses com os religiosos franciscanos em Voghera (1885-1886) e outra, de três anos, junto a Dom Bosco em Turim (1886-1889). De 1889 a 1893, Luís Orione esteve no seminário diocesano de Tortona entre livros e humildes serviços na catedral, para custear seus estudos. Nesse período de profunda vivência religiosa, social e política, enquanto se preparava para o sacerdócio, Luís sentiu formar-se em seu coração o desejo irrefreável de dedicar-se inteiramente aos meninos órfãos e abandonados, conduzindo-os a Deus e educando-os para o bem. Ainda clérigo, iniciou uma série de ações juvenis. Mais tarde, abriu instituições para os mais pobres e abandonados, vítimas da fome e da miséria, desvalorizados pela sociedade. Foi ordenado sacerdote em 13 de abril de 1895, em Tortona. No dia de sua primeira missa, tomou a decisão de não ser um padre somente para os que iam a Igreja, mas ser padre para todos, especialmente para os mais afastados da Igreja e para os pobres. Sua atividade foi crescendo num ritmo apaixonado e foram surgindo obras, escolas, colônias agrícolas, oficinas para aprendizes, escolas profissionalizantes, casas de caridade e os Pequenos Cotolengos. Para atender a tantas obras, fundou as Congregações Religiosas: Pequena Obra da Divina Providência, eremitas da Divina Providência, Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade e Irmãs Sacramentinas Cegas. Viveu para amar e servir. Não conheceu outro motivo para viver. Fez da sua vida e da sua fé uma única missão. Sofreu muito, mas a ninguém fez sofrer. Tinha como ideal “fazer o bem sempre, fazer o bem a todos. O mal nunca e a ninguém”. Para visitar e incentivar os seus filhos missionários esteve diversas vezes na América do Sul: Argentina, Uruguai, Chile e no Brasil (1921, 1922, 1934 e 1937) disse que o que não pudesse fazer pelo Brasil quando vivo, o faria depois de morto. Morreu em San Remo, na Itália onde fora cuidar da saúde, por ordem de seus médicos e superiores, em 12 de março de 1940. Antes de ir a San Remo, protestou que não era entre palmas que queria morrer, mas entre os pobres, que são de Jesus Cristo. João Paulo II o beatificou em 26 de outubro de 1980. Depois de reconhecidas suas virtudes heroicas e sua bondade em vários milagres comprovados e aprovados, o mesmo Papa João Paulo II o proclamou Santo da Igreja numa missa de Canonização na Praça de São Pedro, em Roma, no dia 16 de maio de 2004. Seu ideal de “fazer o bem sempre” continua vivo em seus filhos e filhas (religiosos, religiosas, leigos e leigas), que continuam difundindo seu carisma através de obras de caridade em mais de 30 países. Fonte : Antônio.S. Bogaz – Rodinei C. Thomazella. O Encantador da Juventude – Aspectos Teológicos da Pedagogia de Dom Orione. Edição Pequena Obra da Divina Providência, São Paulo, 2001, p. 17 a 19. “Só a caridade salvará o mundo”. São Luís Orione Conheça mais sobre São Luís Orione Luís Orione nasceu no dia 23 de junho de 1872, em Pontecuore, Itália. A família era pobre e honesta, de trabalhadores rurais. Sua mãe foi uma sábia e exemplar educadora que lhe serviu como modelo, mais tarde. Ao sair da adolescência aspirava ser sacerdote. Com o apoio da família entrou no Oratório salesiano em Turim, cujo fundador João Bosco, depois venerado pela Igreja, ainda estava vivo. O fundador dedicou ao jovem Orione grande estima e lançou no seu coração a semente da futura vocação. Luís Orione fez o ginásio no Oratório salesiano, mas concluiu os estudos de filosofia e teologia no seminário da sua cidade natal. Em 1892, ainda seminarista fundou duas escolas para crianças e jovens. Sua ordenação sacerdotal foi em 1895 e desde então se dedicou com ardor à ação pastoral e a obra em favor dos necessitados. Se, São João Bosco foi o exemplo para a educação dos jovens, para as obras de caridade o foi São José Benedito Cottelengo. Incansável, Luís Orione, viajou por toda a Itália, várias vezes, pedindo donativos e ajuda material para as suas múltiplas obras de caridade. Ele foi um dócil instrumento nas mãos da Divina Providência, para aliviar as necessidades e os sofrimentos humanos. Em 1908, Luís Orione ajudou a socorrer as numerosas vítimas do terrível terremoto que sacudiu a região da Sicília e Calábria, na Itália. A pedido do Papa Pio X ficou lá por três anos. Em 1915, fundou uma congregação religiosa, a Pequena Obra da Divina Providência, para dar atendimento aos pobres, trabalhadores humildes, aos doentes, aos necessitados, enfim, aos totalmente esquecidos pela sociedade. Ele também foi o fundador da Congregação dos Padres Orionitas, das Irmãzinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto, nessas duas últimas admitindo inclusive religiosos cegos. Luís Orione plantou bem a semente, pois logo se tornaram árvores espalhando raízes em diversos países. As Congregações dos Filhos da Divina Providência e das Irmãs passaram a atuar em vários países da Europa, das Américas e da Ásia. Possuem milhares de Casas ou Instituições dos mais variados tipos, sobretudo no setor assistencial e educativo. No Brasil, onde estão desde 1914, mantêm várias casas de órfãos, de excepcionais, abrigos para velhos e hospitais. A obra da Divina Providência foi e continua sendo mantida exclusivamente por esmolas e doações. Faleceu consumido pelas fadigas apostólicas, com sessenta e oito anos de idade, na cidade de San Remo, Itália, no dia 12 de Março de 1940. O Papa João Paulo II no ano 2004, em Roma, proclamou a canonização do humilde sacerdote Luís Orione, que viveu como o gigante apóstolo da caridade, pai dos pobres, singular benfeitor da humanidade sofredora e aflita. DOM LUÍS ORIONE Simples sacerdote e de família humilde como Dom Bosco – do qual foi aluno – Dom Orione maravilhou o mundo com sua santidade, seu zelo apostólico, suas inumeráveis obras em benefício dos meninos pobres e de toda espécie de pessoas necessitadas. O lema por ele adotado, “Renovar tudo em Cristo”, se desdobra historicamente neste: “Renovar tudo na Igreja”; e, na via da ação, pode ser formulado também assim: “Renovar tudo na caridade”. Como o Divino Mestre, “passou pelo mundo fazendo o bem”. E, chegada a hora de apresentar-se ao Supremo Juiz, entregou serenamente a alma a Deus, deixando escapar de seus lábios estas palavras carregadas de júbilo e de esperança: “Jesus! Jesus! estou indo.” “Faremos dele um general!” Em Pontecurone, pequena cidade do Norte da Itália, nasceu Luís Orione no dia 23 de junho de 1872, numa dependência da casa de campo do Ministro Urbano Rattazzi, da qual o casal Vittorio e Carolina Orione eram porteiros. O Ministro gostava de entreter-se familiarmente com seus empregados. Tomando o pequeno Luís nos braços, disse ao seu pai: “Faremos dele um general!” Essa promessa – uma mera amabilidade do ilustre homem de Estado – realizou-se, entretanto, com toda exatidão, pois o próprio Rei dos Reis havia decidido: “Farei deste menino um grande general!”, como veremos mais adiante. A infância de Luís Orione pode resumir-se em poucas palavras: pobreza, trabalho, piedade e, sobretudo, uma grande vocação. De 1886 a 1889, ele estudou no Oratório Salesiano de Valdocco, de onde saiu para ingressar no Seminário Diocesano de Tortona. Ainda como seminarista, começou a dedicar-se às obras de ajuda aos mais necessitados, participando da Sociedade de Socorro Mútuo São Marciano e das Conferências Vicentinas. Em julho de 1892, seguindo a trilha de Dom Bosco, abriu seu primeiro Oratório, um centro de educação cristã e de recreação para meninos pobres. Fundação do primeiro colégio Para o seu zelo ardente, isto parecia pouco. Assim, no ano seguinte, fundou um colégio, em regime de internato, paraSAO LUIS ORIONE_2.JPGrapazes de famílias pobres. Não passava ele então de um seminarista de apenas 21 anos de idade, e semqualquerrecurso financeiro! Mas a Divina Providência não desampara as almas escolhidas por Ela para levar adiante grandes obras. Ao contratar o aluguel do imóvel para o colégio, o proprietário exigiu pagamento adiantado do primeiro ano: 400 liras. Orione não dispunha de um centavo sequer, mas garantiu ao homem: “A Providência resolverá”. Saiu dali, dirigindo-se para a Catedral. No caminho, foi interrompido por uma velhinha: – Onde vai, Orione? – Estou abrindo um colégio – respondeu ele. – Que bom! Posso pôr meu neto no seu colégio? Quanto o senhor me cobra? – Pague o que a senhora puder. – Eu tenho 400 liras que economizei para a educação do meu neto… São suficientes para quanto tempo? – 400 liras! Seu neto poderá ficar no colégio durante todo o tempo de seus estudos! – exclamou Dom Orione. Voltando imediatamente, fez ao proprietário o pagamento exigido para o primeiro ano de locação. Assim começou essa grandiosa obra que em menos de meio século difundiu seus benefícios por inúmeros países. Ordenado sacerdote, começa a formar seu “exército” Em 13 de abril de 1895, Dom Orione foi ordenado sacerdote. Neste mesmo dia, entregou a batina clerical a seis alunos de seu colégio que tinham vocação sacerdotal. E em pouco tempo abriu novos colégios em Mornico, em Noto, em Sanremo e em Roma. Dom Orione tinha, de fato, valiosos dotes de general. Logo uniu a si os padres e seminaristas que, sob seu comando, constituíram o primeiro núcleo de uma pujante família religiosa: a Pequena Obra da Divina Providência. Em março de 1903, o Bispo Dom Igino Bandi deu aprovação canônica à nova Congregação, que se propunha “trabalhar para levar os pequenos, os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade”. Além dos três votos habituais – pobreza, obediência e castidade – o amor dos Orionitas à Cátedra de Pedro levou-os a desejar um quarto voto: o de “especial fidelidade ao Papa”. A seu tempo, foram surgindo os novos ramos da Família Orionita: além dos padres, as religiosas, os eremitas da Divina Providência. Em seguida, as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, às quais se associaram as IrmãsSacramentinas Adoradoras e, algum tempo depois, as Contemplativas de Jesus Crucificado. O Pe. Orione organizou também diversos grupos de leigos, de ambos os sexos, os quais, mais tarde, constituíram o Instituto Secular Orionita (ISO) e o amplo leque de associações do Movimento Laical Orionita (MLO). Um coração desejoso de abarcar o mundo inteiro Depois da primeira Grande Guerra (1914-1918), multiplicaram-se as escolas, colégios, colônias agrícolas, obras SAO LUIS ORIONE_.jpgcaritativas e sociais. Entre as muitas obras, as mais características foram os “Pequenos Cotolengos”, institutos localizados nas periferias das grandes cidades para acolher os mais necessitados e abandonados. O zelo apostólico de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de missionários ao Brasil, à Argentina, ao Uruguai, ao Chile, à Palestina, à Polônia, a Rodes, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Albânia. Tudo isso até o ano de 1936. Além de grande pregador, Dom Orione foi exímio confessor, organizador de peregrinações e de missões populares. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana. Ao longo de sua vida, Dom Orione recebeu demonstrações de estima e confiança de Papas e de autoridades civis, que o incumbiram de missões importantes e delicadas, em difíceis situações de relacionamento entre a Igreja e a Sociedade civil. Em 1940, com sua obra espalhada por vários continentes, o Pe. Orione foi atacado de grave enfermidade cardíaca, sendo obrigado a submeter-se a tratamentos médicos. Apenas três dias depois, faleceu serenamente, pronunciando estas curtas palavras: “Jesus! Jesus! estou indo.” Seu corpo foi sepultado na cripta do Santuário da Guarda e encontrado incólume 25 anos depois, em 1965. João Paulo II declarou-o Bem-Aventurado em 1980. #SantodoDia
- Santo Eulógio de Córdoba, sacerdote e mártir – 11 de Março
SANTO DO DIA – 11 DE MARÇO – SANTO EULÓGIO DE CÓRDOBA Sacerdote mártir (+859) Eulógio talvez seja a vítima mais célebre da invasão da Espanha pelos árabes vindos da África ao longo dos séculos VIII ao XIII. Entretanto, inicialmente todos os cristãos espanhóis não eram candidatos ao martírio ou à escravidão e os Califas não eram tidos como intolerantes e sanguinários. Ao contrário, a Espanha gozava, sob a dominação dos árabes, longos períodos de paz e de benesses, determinantes para o desenvolvimento de um alto padrão de civilização, diferente do concedido pela dominação dos romanos. Também na religião, eles pareciam tolerantes. Não combatiam o Cristianismo, mas o mantinham na sombra e abafado, sem força para se difundir, para fazer progressos, para que não entrasse em polêmica com a religião do Estado, ou seja, a muçulmana. Desejavam um Cristianismo adormecido. Mas os católicos da Espanha não se submeteram aos desejos dos árabes. E não por provocação aos muçulmanos, mas porque a sua fé, vivida com coerência, não podia se apagar pela renúncia e pelo silêncio. Também Eulógio, nascido em Córdoba de uma família da nobreza da cidade, foi um desses cristãos íntegros. Ele era sacerdote de Córdoba quando a perseguição aos cristãos começou e já era famoso pela cultura e atuação social audaciosa, ao mesmo tempo em que trabalhava com humildade junto aos pobres e necessitados. Formado na Universidade de Córdoba, muito requisitada na época, ele lecionava numa escola pública e se reciclava visitando dezenas de museus, mosteiros e centros de estudos. Escrevia muito, como por exemplo os livros: ‘Memorial’ e ‘Apologia’, nos quais fez uma contundente análise da religião muçulmana confrontada com a cristã, pregando a verdade que é a liberdade pela fé em Cristo. Essa defesa da fé e dos fiéis ele apregoava na escola pública onde lecionava bem como nos conventos e igrejas que visitava, aprimorando os preceitos do cristianismo aos fiéis e às pessoas que o escutavam, conseguindo milhares de conversões. Por isso, e por assistir aos cristãos presos, os quais amparava na fé, o valoroso padre espanhol irritou as autoridades árabes que, apesar do respeito que tinham por ele, mandaram prende-lo. Baseado no que ocorria nos calabouços, onde eram jogados os cristãos antes da execução da pena de morte, escreveu a ‘História dos Mártires da Espanha’. Uma obra que registrou para a posteridade o martírio de pessoas cujo único crime era manter sua convicção na fé em Cristo. Depois, libertado graças à influência de familiares e autoridades locais, voltou a atuar com a mesma força. Falecido o bispo de Córdoba, Eulógio foi nomeado para o cargo. Passou então a ser considerado líder da resistência aos muçulmanos e, quando conseguiu converter a filha de um influente chefe árabe, a paciência dos islâmicos chegou ao fim. Eulógio, foi novamente processado, preso e, desta vez, condenado à morte. Sua execução se deu no dia 11 de março de 859. Data que a Igreja manteve para sua festa, já muito antiga para os cristãos espanhóis e os da África do Norte, depois estendida para todos os cristãos, pela tradição de sua veneração. #SantodoDia
- Santo Eulógio de Córdoba, sacerdote e mártir – 11 de Março
SANTO DO DIA – 11 DE MARÇO – SANTO EULÓGIO DE CÓRDOBA Sacerdote mártir (+859) Eulógio talvez seja a vítima mais célebre da invasão da Espanha pelos árabes vindos da África ao longo dos séculos VIII ao XIII. Entretanto, inicialmente todos os cristãos espanhóis não eram candidatos ao martírio ou à escravidão e os Califas não eram tidos como intolerantes e sanguinários. Ao contrário, a Espanha gozava, sob a dominação dos árabes, longos períodos de paz e de benesses, determinantes para o desenvolvimento de um alto padrão de civilização, diferente do concedido pela dominação dos romanos. Também na religião, eles pareciam tolerantes. Não combatiam o Cristianismo, mas o mantinham na sombra e abafado, sem força para se difundir, para fazer progressos, para que não entrasse em polêmica com a religião do Estado, ou seja, a muçulmana. Desejavam um Cristianismo adormecido. Mas os católicos da Espanha não se submeteram aos desejos dos árabes. E não por provocação aos muçulmanos, mas porque a sua fé, vivida com coerência, não podia se apagar pela renúncia e pelo silêncio. Também Eulógio, nascido em Córdoba de uma família da nobreza da cidade, foi um desses cristãos íntegros. Ele era sacerdote de Córdoba quando a perseguição aos cristãos começou e já era famoso pela cultura e atuação social audaciosa, ao mesmo tempo em que trabalhava com humildade junto aos pobres e necessitados. Formado na Universidade de Córdoba, muito requisitada na época, ele lecionava numa escola pública e se reciclava visitando dezenas de museus, mosteiros e centros de estudos. Escrevia muito, como por exemplo os livros: ‘Memorial’ e ‘Apologia’, nos quais fez uma contundente análise da religião muçulmana confrontada com a cristã, pregando a verdade que é a liberdade pela fé em Cristo. Essa defesa da fé e dos fiéis ele apregoava na escola pública onde lecionava bem como nos conventos e igrejas que visitava, aprimorando os preceitos do cristianismo aos fiéis e às pessoas que o escutavam, conseguindo milhares de conversões. Por isso, e por assistir aos cristãos presos, os quais amparava na fé, o valoroso padre espanhol irritou as autoridades árabes que, apesar do respeito que tinham por ele, mandaram prende-lo. Baseado no que ocorria nos calabouços, onde eram jogados os cristãos antes da execução da pena de morte, escreveu a ‘História dos Mártires da Espanha’. Uma obra que registrou para a posteridade o martírio de pessoas cujo único crime era manter sua convicção na fé em Cristo. Depois, libertado graças à influência de familiares e autoridades locais, voltou a atuar com a mesma força. Falecido o bispo de Córdoba, Eulógio foi nomeado para o cargo. Passou então a ser considerado líder da resistência aos muçulmanos e, quando conseguiu converter a filha de um influente chefe árabe, a paciência dos islâmicos chegou ao fim. Eulógio, foi novamente processado, preso e, desta vez, condenado à morte. Sua execução se deu no dia 11 de março de 859. Data que a Igreja manteve para sua festa, já muito antiga para os cristãos espanhóis e os da África do Norte, depois estendida para todos os cristãos, pela tradição de sua veneração. #SantodoDia
- Homilia Diária | O chamado que você insiste em ignorar
Segunda-feira da 4.ª Semana da Quaresma Os milagres e sinais externos com que Deus tem-se manifestado ao longo da história são um auxílio, acessível a todos, para suprir a falta de atenção que prestamos aos apelos internos e silenciosos que Ele constantemente nos dirige. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 11 de março, e, neste tempo que nos resta de Quaresma, aprendamos a dar ouvidos à Palavra divina que nos sussurra suavemente ao coração. Santo do Dia: Santo Eulógio de Córdoba, sacerdote e mártir Anúncio do Evangelho (Jo 3,14-21) — Louvor e honra a vós, Senhor Jesus. — Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele, há de ter a vida eterna. (Jo 3,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14 “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | O chamado que você insiste em ignorar
Segunda-feira da 4.ª Semana da Quaresma Os milagres e sinais externos com que Deus tem-se manifestado ao longo da história são um auxílio, acessível a todos, para suprir a falta de atenção que prestamos aos apelos internos e silenciosos que Ele constantemente nos dirige. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 11 de março, e, neste tempo que nos resta de Quaresma, aprendamos a dar ouvidos à Palavra divina que nos sussurra suavemente ao coração. Santo do Dia: Santo Eulógio de Córdoba, sacerdote e mártir Anúncio do Evangelho (Jo 3,14-21) — Louvor e honra a vós, Senhor Jesus. — Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele, há de ter a vida eterna. (Jo 3,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14 “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Meditações Quaresmais – Conversão e Confissão
Estas meditações nos apresentam algumas dicas sobre como vivenciar melhor o tempo quaresmal. Durante algumas semanas da Quaresma será oferecido um roteiro de meditações e dicas de vida espiritual para que possamos tirar maior proveito deste tempo tão importante para a Santa Igreja. Nesta segunda semana da quaresma meditaremos sobre a importância do Sacramento da Confissão. Assista também as meditações passadas: A Virtude da Oração Quaresma tempo de conversão Dicas para viver bem o Tempo da Quaresma Sugestões de penitências e mortificações na quaresma “Se tem consciência de algum pecado grave, o fiel deve confessar-se com um Sacerdote antes de receber a Sagrada Comunhão.” O pecado mortal é o tipo mais grave de pecado reconhecido na Igreja Católica. Isso te separa da Graça de Deus. Se você não confessar e corrigir seus caminhos, você será condenado ao sofrimento eterno. Por outro lado, a comunhão é um dos sacramentos mais sagrados. Você está participando do corpo e sangue de Jesus. Você pode ver o quão sacrilégio seria misturar pecado mortal e comunhão. Eles são como noite e dia – eles não pertencem um ao outro. Discutimos esta questão com mais detalhes abaixo, mas aqui está uma resposta rápida da Bíblia sobre o que acontece se você receber comunhão em pecado mortal. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.” 1 Cor. 11,27 O QUE É PECADO MORTAL? A maioria dos pecados que cometemos diariamente são pecados veniais. Geralmente não são graves delitos, e às vezes não sabemos que estamos realmente pecando. Esses pecados veniais ainda machucam sua relação com Cristo e enfraquecem sua alma, mas isso não o remove completamente da graça de Deus. Um pecado mortal, por outro lado, é grave, é cometido com seu pleno conhecimento, e com seu consentimento deliberado. Essas três condições devem ser cumpridas para que um pecado seja considerado mortal. O pecado mortal é considerado tão grave porque você deliberadamente escolheu se afastar da graça de Deus. Você escolheu que prefere viver em pecado, e, finalmente, ser condenado ao inferno. Você rejeitou o amor de Deus. Aqui está o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre as consequências do pecado mortal. O pecado mortal é uma possibilidade radical de liberdade humana, assim como o próprio amor. Resulta na perda da caridade e na privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. Se não é redimido pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, causa a exclusão do reino de Cristo e da morte eterna do inferno, pois nossa liberdade tem o poder de fazer escolhas para sempre, sem voltar atrás. Continue lendo a formação completa, clique aqui.
- Meditações Quaresmais – Conversão e Confissão
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- Homilia Dominical |A alegria de saber-se amado por Deus
Homilia do 4º Domingo da Quaresma No Evangelho deste Domingo, em diálogo com Nicodemos, Jesus profere uma das mais belas frases da Sagrada Escritura: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. Se nós parássemos para meditar sobre o significado dessa afirmação de Nosso Senhor, jamais ficaríamos jogados pelos cantos, sentido-nos desprezados ou rejeitados pelas criaturas. Afinal, se o próprio Criador nos amou a ponto de sacrificar seu único Filho, como podemos dizer que ninguém nos ama? Ouça a homilia dominical do Padre Paulo Ricardo e deixe-se iluminar pela alegria de crer no amor de Deus por nós. Santo do Dia: Quarenta Santos Mártires de Sebaste, sustentados pela fé de uma mãe Evangelho (Lc 18,9-14) — Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor! — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94(95),8ab) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14 Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Homilia do 4º Domingo da Quaresma No Evangelho deste Domingo, em diálogo com Nicodemos, Jesus profere uma das mais belas frases da Sagrada Escritura: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. Se nós parássemos para meditar sobre o significado dessa afirmação de Nosso Senhor, jamais ficaríamos jogados pelos cantos, sentido-nos desprezados ou rejeitados pelas criaturas. Afinal, se o próprio Criador nos amou a ponto de sacrificar seu único Filho, como podemos dizer que ninguém nos ama? Ouça a homilia dominical do Padre Paulo Ricardo e deixe-se iluminar pela alegria de crer no amor de Deus por nós. Santo do Dia: Quarenta Santos Mártires de Sebaste, sustentados pela fé de uma mãe Evangelho (Lc 18,9-14) — Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor! — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94(95),8ab) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14 Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Novena ao Glorioso São José, de 10 a 18 de março
No dia 19 de março é comemorada a festa em honra a São José, esposo de Maria, pai adotivo de Jesus e Patrono da Igreja Universal. Hoje, inicia-se a novena em honra ao Santo Custódio da Sagrada Família. “Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte e corajoso, trabalhador, mas em sua alma grande ternura é percebida, o que não é a virtude dos fracos, mas sim o contrário”, disse o Papa Francisco sobre São José quando começou seu pontificado em 2013. Com a novena a seguir, você poderá rezar a cada dia, entre 10 e 18 de março, em preparação para a festa de São José em 19 de março, porém nada impede de ser feita em qualquer época do ano e também em qualquer circunstância. Oração preparatória para todos os dias: Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em Vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena. Valei-nos, São José! Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas. Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade. Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para me atrever a comparecer diante de Vossa presença? Conheço a deficiência de meus méritos e a multidão de meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido em minhas orações, mas o que não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode. Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não fiado em minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José. Amém. Oração do dia correspondente (confira abaixo a oração de cada dia da novena) Primeiro Dia | Segundo Dia | Terceiro Dia | Quarto Dia | Quinto Dia | Sexto Dia | Sétimo Dia | Oitavo Dia | Nono Dia | Oração Final Oração final para todos os dias: Lembrai- vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protetor São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa proteção, implorando vosso socorro e não fosse por vós consolado. Com grande confiança, venho à vossa presença recomendar-me fervorosamente a vós. Não desprezeis as minhas súplicas, ó pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja. ANT.: José, filho de Davi, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas puríssimas entranhas é obra do Espírito Santo. V. Rogai por nós, José santíssimo. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, dignastes-Vos escolher o bem-aventurado esposo de Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém. Pede-se agora a graça que necessita conseguir Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nossos, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai em honra das alegrias e dores do glorioso patriarca. Primeiro dia Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e, principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido de ter sido santificado no ventre de vossa mãe e confirmado em graça. Que alegria para vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava de pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por esse tão assinalado privilégio! Eu vos felicito, com todo o meu coração, pela inocência incomparável que tivestes desde antes de nascer e pela graça a amizade particular com que o mesmo Deus vos distinguiu. Por esse privilégio e pela grande alegria que Ele vos causou, suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus um grande ódio ao pecado, grande amor às virtudes e à minha salvação eterna. E como creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica à minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis por vossa poderosíssima intercessão; todavia, se minha oração não for bem dirigida, endireitai-a e rogai ao boníssimo Deus por mim. Amém. Oração Final Segundo dia Que felicidade a vossa, meu glorioso protetor, serdes escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria! Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes, naquele dia feliz, quando associastes vossa sorte à da Mãe de Jesus Cristo. Que admiração vos teriam os santos anjos, por serdes o sustentáculo da Mãe do Verbo encarnado e, por esse mesmo motivo, também protetor do Filho de Deus! Uno meus louvores aos que, nesse dia, vos dariam os anjos do céu e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou a vosso serviço. Que transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira aquela que trouxe o Filho de Deus em Seu seio sagrado! Que felicidade terdes, para vosso consolo nas penas, a Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que é o espelho sem mancha, a Majestade Divina e a imagem da bondade de Deus! Por esse favor e felicidade tão grandes, peço-vos, poderosíssimo José, a amizade e a graça de Deus, a proteção e o amparo constantes de Maria Santíssima. Amém. Oração Final Terceiro dia Que pena tão amarga devíeis ter sentido em vosso coração, José gloriosíssimo, quando, em vossa humildade, julgastes dever separar-vos de vossa esposa Maria! Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia a vosso amor com amor puro e sincero. Confraternizo-me convosco por aqueles momentos de sofrimento e por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade, ficastes ao lado da Mãe do Unigênito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e amou sempre no amor de Deus. Em Seu infinito poder, Deus fez nela maravilhas de Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso onde o Filho tem seu receio, e vós José, fostes o anjo da guarda desse jardim, o depositário desse eterno tesouro. São José, aceitai sinceras felicitações pela parte ativa que Deus vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de Sua Santíssima Mãe às vossas ordens. Por essa grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo conseguir, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma. Amém. Oração Final Quarto dia Esposo castíssimo da Mãe do Unigênito Filho de Deus, uno-me a vós na tristeza que experimentastes em Belém, quando lá chegando, depois de penosa viagem, vistes vossa venerada esposa Maria e o Salvador do mundo, que ela levava em suas entranhas, desconhecidos e repelidos de todas as casas e pousadas. Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão inimigos e contrários! Dai-me a Jesus, que tanta alegria vos causou em Seu nascimento. As vozes dos anjos dizendo “paz na terra aos homens de boa vontade”? são principalmente dirigidas a vós. Aceitai meus louvores pelo muito amor que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para Seu pai nutrício e para seu poderoso defensor e amparo. Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós estais, perto de Jesus, contemplar Sua santidade divina e esplendor. Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que foram adorá-Lo no presépio; pedi-Lhe também as graças que desejo conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém. Oração Final Quinto dia Que grande dor sofrestes, nosso querido São José, quando vistes derramar-se o preciosíssimo Sangue de Cristo na circuncisão! Por que teria, esse infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos nossos pecados, esse padecer. São José, dai-me a conhecer o preço do Sangue de Jesus para que nunca deixe perder a menor gota; e que esse sangue, caindo abundantemente sobre minha alma, lave-me e purifique inteiramente. Permiti, São José, que, para eu conseguir graça tão importante, aproxime-me mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do Divino Mestre e receber as bênçãos e graças que dele emanam e que, por bondade divina, passam por vossas sagradas mãos. Vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens! São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome de Jesus, sabendo que esse nome, a própria felicidade, é a chave que nos abre a porta do céu! Adorador de Cristo, consiga que ele seja para mim Jesus, isto é, meu salvador nesta vida e na eterna. Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém. Oração Final Sexto dia Ó meu boníssimo São José, protetor e amparo dos desvalidos, por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição. Confraternizo-me convosco, pacienciosíssimo José, pela ferida que em vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar Seu delicado e amorosíssimo coração. Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar vossa esposa com vossa presença humana na Paixão de Cristo! Eu, sim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar a Maria, porque culpado, por meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados. Ajudai, José poderosíssimo, minha pobreza espiritual e poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém. Oração Final Sétimo dia São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem ao Egito para admirar vossos sacrifícios e imitar vossas virtudes. Tudo fizestes para defender Jesus de tantos perigos e, sobretudo, da morte. Que dor tão grande foi para vosso coração amante ver sofrer Jesus e Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três peregrinos santíssimos! Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres mundanos e dai-me a fome e a sede de todas as virtudes, principalmente a humildade, a paciência, a mortificação que a minha alma deseja ardentemente possuir. Entristeçam-me as coisas que vos entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria. Experimente minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma alegria que experimentou vosso delicado coração, quando, afinal, depois dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como vos alegrastes com a queda dos ídolos do Egito, alegra-se meu coração com a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas, de modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, à Santíssima Mãe e a vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior glória de Deus. Amém. Oração Final Oitavo dia Confraternizo-me convosco, terníssimo José, por causa das privações a que vistes sujeita vossa amada família, na terra de peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo para a Mãe do Filho de Deus. Uno minhas lágrimas às que derramastes, em vosso coração, pela dureza do exílio e por tudo que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no Egito. Vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que necessária! Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou vosso coração quando Jesus, pela primeira vez, deu-vos o doce nome de pai, e pela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem de sua obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina Providência se dignar enviar-me, para purificar-me de meus pecados, ou para aumentar meus méritos. Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena, se não for em prejuízo de minha salvação. Amém. Oração Final Nono dia Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai, que dor e tormento indizível seria para vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus, com o qual estavam todas as afeições de vossa vida! Que grande aflição sentistes por não ter encontrado o Menino Jesus entre parentes e conhecidos e por ninguém ter dado notícias d’Ele. Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver se Ele era a vossa alegria de viver? Vós perdestes a Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O muitas vezes por culpa própria, por causa de minha malícia e de meus pecados. Fazei-me conhecer a Jesus e procurá-Lo com perseverança, ensina-me a obedecê-Lo, ensina-me a adorá-Lo custe o que custar. Consiga-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo pecado e que se por infelicidade eu venha a perdê-Lo, nunca tenha sossego até que o encontre novamente pela divina graça. Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes achando a Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, aos doutores da lei e causando-lhes encanto e admiração com Suas perguntas e respostas. Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e Sua santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre em meu coração, com Sua divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar de Sua visão e amizade no céu para sempre. Alcançai-me também as graças que vos tenho pedido, todos os dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo que vos pedi, irei receber do amor de Deus, por vosso intermédio. De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador do poder que o Misericordioso Deus vos concede. Amém. Oração Final Via ACI Digital #Novena #SãoJosé
- Quarenta Santos Mártires de Sebaste, sustentados pela fé de uma mãe – 10 de Março
SANTO DO DIA – 10 DE MARÇO – 40 SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE Mártires (+320) O martírio dos quarenta legionários ocorreu no ano 320, em Sebaste, na Armênia. Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte. Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos. De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida. Mas eles preferiram salvar a alma e ninguém se rendeu durante três dias e três noites. Foi na terceira e última noite que aconteceram fatos prodigiosos e plenos de graça. No meio da gélida madrugada, o sentinela viu uma multidão de anjos descer dos céus e confortar os soldados. Isto é, confortar trinta e nove deles, pois um único legionário desistira de enfrentar o frio e se dirigira à sala de banhos. Morreu assim que tocou na água quente. Por outro lado, o sentinela que assistira à chegada dos anjos se arrependeu de estar escondendo sua condição religiosa, jogou longe as armas, ajoelhou-se, confessou ser cristão tirando as roupas e se juntou aos demais. Morreram quase todos congelados. Apenas um deles, bastante jovem, ainda vivia quando os corpos foram recolhidos e levados para cremação. A mãe desse jovem soldado, sabendo do que sentia o filho, apanhou-o no colo e seguiu as carroças com os cadáveres. O legionário morreu em seus braços e teve o corpo cremado junto com os companheiros. Eles escreveram na prisão uma carta coletiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas. #SantodoDia
- Novena ao Glorioso São José, de 10 a 18 de março
No dia 19 de março é comemorada a festa em honra a São José, esposo de Maria, pai adotivo de Jesus e Patrono da Igreja Universal. Hoje, inicia-se a novena em honra ao Santo Custódio da Sagrada Família. “Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte e corajoso, trabalhador, mas em sua alma grande ternura é percebida, o que não é a virtude dos fracos, mas sim o contrário”, disse o Papa Francisco sobre São José quando começou seu pontificado em 2013. Com a novena a seguir, você poderá rezar a cada dia, entre 10 e 18 de março, em preparação para a festa de São José em 19 de março, porém nada impede de ser feita em qualquer época do ano e também em qualquer circunstância. Oração preparatória para todos os dias: Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em Vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena. Valei-nos, São José! Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas. Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade. Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para me atrever a comparecer diante de Vossa presença? Conheço a deficiência de meus méritos e a multidão de meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido em minhas orações, mas o que não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode. Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não fiado em minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José. Amém. Oração do dia correspondente (confira abaixo a oração de cada dia da novena) Primeiro Dia | Segundo Dia | Terceiro Dia | Quarto Dia | Quinto Dia | Sexto Dia | Sétimo Dia | Oitavo Dia | Nono Dia | Oração Final Oração final para todos os dias: Lembrai- vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protetor São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa proteção, implorando vosso socorro e não fosse por vós consolado. Com grande confiança, venho à vossa presença recomendar-me fervorosamente a vós. Não desprezeis as minhas súplicas, ó pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja. ANT.: José, filho de Davi, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas puríssimas entranhas é obra do Espírito Santo. V. Rogai por nós, José santíssimo. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, dignastes-Vos escolher o bem-aventurado esposo de Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém. Pede-se agora a graça que necessita conseguir Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nossos, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai em honra das alegrias e dores do glorioso patriarca. Primeiro dia Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e, principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido de ter sido santificado no ventre de vossa mãe e confirmado em graça. Que alegria para vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava de pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por esse tão assinalado privilégio! Eu vos felicito, com todo o meu coração, pela inocência incomparável que tivestes desde antes de nascer e pela graça a amizade particular com que o mesmo Deus vos distinguiu. Por esse privilégio e pela grande alegria que Ele vos causou, suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus um grande ódio ao pecado, grande amor às virtudes e à minha salvação eterna. E como creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica à minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis por vossa poderosíssima intercessão; todavia, se minha oração não for bem dirigida, endireitai-a e rogai ao boníssimo Deus por mim. Amém. Oração Final Segundo dia Que felicidade a vossa, meu glorioso protetor, serdes escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria! Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes, naquele dia feliz, quando associastes vossa sorte à da Mãe de Jesus Cristo. Que admiração vos teriam os santos anjos, por serdes o sustentáculo da Mãe do Verbo encarnado e, por esse mesmo motivo, também protetor do Filho de Deus! Uno meus louvores aos que, nesse dia, vos dariam os anjos do céu e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou a vosso serviço. Que transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira aquela que trouxe o Filho de Deus em Seu seio sagrado! Que felicidade terdes, para vosso consolo nas penas, a Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que é o espelho sem mancha, a Majestade Divina e a imagem da bondade de Deus! Por esse favor e felicidade tão grandes, peço-vos, poderosíssimo José, a amizade e a graça de Deus, a proteção e o amparo constantes de Maria Santíssima. Amém. Oração Final Terceiro dia Que pena tão amarga devíeis ter sentido em vosso coração, José gloriosíssimo, quando, em vossa humildade, julgastes dever separar-vos de vossa esposa Maria! Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia a vosso amor com amor puro e sincero. Confraternizo-me convosco por aqueles momentos de sofrimento e por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade, ficastes ao lado da Mãe do Unigênito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e amou sempre no amor de Deus. Em Seu infinito poder, Deus fez nela maravilhas de Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso onde o Filho tem seu receio, e vós José, fostes o anjo da guarda desse jardim, o depositário desse eterno tesouro. São José, aceitai sinceras felicitações pela parte ativa que Deus vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de Sua Santíssima Mãe às vossas ordens. Por essa grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo conseguir, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma. Amém. Oração Final Quarto dia Esposo castíssimo da Mãe do Unigênito Filho de Deus, uno-me a vós na tristeza que experimentastes em Belém, quando lá chegando, depois de penosa viagem, vistes vossa venerada esposa Maria e o Salvador do mundo, que ela levava em suas entranhas, desconhecidos e repelidos de todas as casas e pousadas. Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão inimigos e contrários! Dai-me a Jesus, que tanta alegria vos causou em Seu nascimento. As vozes dos anjos dizendo “paz na terra aos homens de boa vontade”? são principalmente dirigidas a vós. Aceitai meus louvores pelo muito amor que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para Seu pai nutrício e para seu poderoso defensor e amparo. Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós estais, perto de Jesus, contemplar Sua santidade divina e esplendor. Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que foram adorá-Lo no presépio; pedi-Lhe também as graças que desejo conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém. Oração Final Quinto dia Que grande dor sofrestes, nosso querido São José, quando vistes derramar-se o preciosíssimo Sangue de Cristo na circuncisão! Por que teria, esse infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos nossos pecados, esse padecer. São José, dai-me a conhecer o preço do Sangue de Jesus para que nunca deixe perder a menor gota; e que esse sangue, caindo abundantemente sobre minha alma, lave-me e purifique inteiramente. Permiti, São José, que, para eu conseguir graça tão importante, aproxime-me mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do Divino Mestre e receber as bênçãos e graças que dele emanam e que, por bondade divina, passam por vossas sagradas mãos. Vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens! São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome de Jesus, sabendo que esse nome, a própria felicidade, é a chave que nos abre a porta do céu! Adorador de Cristo, consiga que ele seja para mim Jesus, isto é, meu salvador nesta vida e na eterna. Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém. Oração Final Sexto dia Ó meu boníssimo São José, protetor e amparo dos desvalidos, por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição. Confraternizo-me convosco, pacienciosíssimo José, pela ferida que em vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar Seu delicado e amorosíssimo coração. Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar vossa esposa com vossa presença humana na Paixão de Cristo! Eu, sim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar a Maria, porque culpado, por meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados. Ajudai, José poderosíssimo, minha pobreza espiritual e poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém. Oração Final Sétimo dia São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem ao Egito para admirar vossos sacrifícios e imitar vossas virtudes. Tudo fizestes para defender Jesus de tantos perigos e, sobretudo, da morte. Que dor tão grande foi para vosso coração amante ver sofrer Jesus e Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três peregrinos santíssimos! Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres mundanos e dai-me a fome e a sede de todas as virtudes, principalmente a humildade, a paciência, a mortificação que a minha alma deseja ardentemente possuir. Entristeçam-me as coisas que vos entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria. Experimente minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma alegria que experimentou vosso delicado coração, quando, afinal, depois dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como vos alegrastes com a queda dos ídolos do Egito, alegra-se meu coração com a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas, de modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, à Santíssima Mãe e a vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior glória de Deus. Amém. Oração Final Oitavo dia Confraternizo-me convosco, terníssimo José, por causa das privações a que vistes sujeita vossa amada família, na terra de peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo para a Mãe do Filho de Deus. Uno minhas lágrimas às que derramastes, em vosso coração, pela dureza do exílio e por tudo que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no Egito. Vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que necessária! Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou vosso coração quando Jesus, pela primeira vez, deu-vos o doce nome de pai, e pela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem de sua obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina Providência se dignar enviar-me, para purificar-me de meus pecados, ou para aumentar meus méritos. Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena, se não for em prejuízo de minha salvação. Amém. Oração Final Nono dia Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai, que dor e tormento indizível seria para vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus, com o qual estavam todas as afeições de vossa vida! Que grande aflição sentistes por não ter encontrado o Menino Jesus entre parentes e conhecidos e por ninguém ter dado notícias d’Ele. Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver se Ele era a vossa alegria de viver? Vós perdestes a Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O muitas vezes por culpa própria, por causa de minha malícia e de meus pecados. Fazei-me conhecer a Jesus e procurá-Lo com perseverança, ensina-me a obedecê-Lo, ensina-me a adorá-Lo custe o que custar. Consiga-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo pecado e que se por infelicidade eu venha a perdê-Lo, nunca tenha sossego até que o encontre novamente pela divina graça. Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes achando a Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, aos doutores da lei e causando-lhes encanto e admiração com Suas perguntas e respostas. Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e Sua santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre em meu coração, com Sua divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar de Sua visão e amizade no céu para sempre. Alcançai-me também as graças que vos tenho pedido, todos os dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo que vos pedi, irei receber do amor de Deus, por vosso intermédio. De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador do poder que o Misericordioso Deus vos concede. Amém. Oração Final Via ACI Digital #Novena #SãoJosé
- Quarenta Santos Mártires de Sebaste, sustentados pela fé de uma mãe – 10 de Março
SANTO DO DIA – 10 DE MARÇO – 40 SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE Mártires (+320) O martírio dos quarenta legionários ocorreu no ano 320, em Sebaste, na Armênia. Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte. Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos. De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida. Mas eles preferiram salvar a alma e ninguém se rendeu durante três dias e três noites. Foi na terceira e última noite que aconteceram fatos prodigiosos e plenos de graça. No meio da gélida madrugada, o sentinela viu uma multidão de anjos descer dos céus e confortar os soldados. Isto é, confortar trinta e nove deles, pois um único legionário desistira de enfrentar o frio e se dirigira à sala de banhos. Morreu assim que tocou na água quente. Por outro lado, o sentinela que assistira à chegada dos anjos se arrependeu de estar escondendo sua condição religiosa, jogou longe as armas, ajoelhou-se, confessou ser cristão tirando as roupas e se juntou aos demais. Morreram quase todos congelados. Apenas um deles, bastante jovem, ainda vivia quando os corpos foram recolhidos e levados para cremação. A mãe desse jovem soldado, sabendo do que sentia o filho, apanhou-o no colo e seguiu as carroças com os cadáveres. O legionário morreu em seus braços e teve o corpo cremado junto com os companheiros. Eles escreveram na prisão uma carta coletiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas. #SantodoDia
- Aborto, um direito constitucional na França. O que vem a seguir?
“Oh, França, filha predileta da Igreja, que fizeste de teu batismo?” (São João Paulo II) A cultura da morte deu mais um passo adiante nesta semana, quando o Legislativo francês, em sessão conjunta de senadores e deputados, aprovou por maioria esmagadora – 780 votos favoráveis e apenas 72 contrários – uma alteração da Constituição do país para incluir nela “a liberdade das mulheres de recorrer ao aborto, que é garantido”. A medida é inédita, e é preciso prestar muita atenção no que ela representa. Não se trata de uma legalização ou descriminalização, para a qual bastaria eliminar as menções ao aborto nos códigos penais; o que a França acaba de fazer é elevar o aborto ao status de direito constitucional, assim como o direito de ir e vir, o direito à liberdade de expressão e outras garantias características de uma democracia. Com a intenção de ser uma “mensagem simbólica” para o resto do mundo, do outro lado dos Alpes, as organizações pró-vida já estão pedindo mobilização para impedir a exportação do modelo francês. A prática do aborto é agora um direito constitucional na França, que se torna oficialmente o segundo país da história a dar esse passo, algumas décadas depois da Iugoslávia comunista de Tito na década de 1970. Ao tomar essa medida para adotar democraticamente o direito ao aborto, a França também ultrapassou a situação que prevalecia nacionalmente nos EUA antes da derrubada do caso Roe v. Wade em 2022, já que essa constitucionalização americana do direito ao aborto ocorreu judicialmente. Então, o que essa mudança sem precedentes significa, tanto na França quanto internacionalmente? Após vários meses de debate parlamentar, os deputados e senadores franceses se reuniram no Congresso em Versalhes, votando em 4 de março por uma maioria esmagadora (780 a 72) a favor da emenda constitucional que torna o aborto uma “liberdade garantida”. A emenda já havia sido aprovada pela Assembleia Nacional e pelo Senado francês no início deste ano. Enquanto isso, na Esplanade du Trocadéro, em Paris, cenas de júbilo se desenrolavam, com bombas de fumaça roxas voando ao ritmo do hit pop de Beyoncé, Run the World (Girls), tendo como pano de fundo a reluzente Torre Eiffel exibindo a mensagem “My Body, My Choice” (Meu corpo, minha escolha). Essas imagens, que não condizem com a seriedade do assunto, juntamente com a pompa e a teatralidade do Congresso de Versalhes, provocaram consternação entre vários observadores e usuários da Internet – incluindo até mesmo alguns defensores do aborto – que denunciaram a indecência de muitos apoiadores políticos desse projeto de lei. “Nosso país teria se honrado se, em vez disso, inscrevesse [na Constituição] a promoção dos direitos das mulheres e das crianças”, escreveu a Conferência Episcopal Francesa em uma declaração emitida no dia da votação. Eles apontaram que “de todos os países europeus, mesmo na Europa Ocidental, a França é o único onde o número de abortos não está caindo e, de fato, aumentou nos últimos dois anos”. Essas observações são corroboradas pelo Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, que registrou um número recorde de 232.000 abortos em 2022, um aumento acentuado em relação aos anos anteriores, com uma proporção de 1 aborto para cada 3 nascimentos em 2022, em comparação com 1 para cada 4 em 2017. A liberdade foi afetada na França ao declarar aborto um direito, diz March for Life A organização pró-vida March for Life disse que a decisão do Congresso da França de declarar o aborto como um “direito” constitucional não pode ser considerada um avanço, pois infringe a própria liberdade das crianças não-nascidas. Na segunda-feira (4), o Parlamento francês incluiu o aborto como um direito na Constituição. Era uma meta do presidente Emmanuel Macron, como forma de reagir à derrubada da decisão Roe x Wade da Corte Suprema dos EUA que, em 1973, liberou o aborto no país. A decisão foi revertida pela mesma Corte Suprema em 2022. Macron temia que a derrubada de Roe x Wade desse novo impulso à luta pró-vida na França e pressionou para que o aborto fosse incluído na lei suprema do país. Somando-se a manifestações internacionais contra a decisão francesa, March for Life lembrou em sua conta no X que “a liberdade não inclui abortar crianças”. “Se as pessoas não são livres para nascer, então a liberdade não existe de fato. Sem a oportunidade de nascer, nenhum indivíduo pode exercer ou experimentar qualquer liberdade”, disse a organização, que todo mês de janeiro reúne milhares de pessoas nos EUA para se manifestar a favor da vida das crianças não nascidas. Nas mídias sociais, March for Life disse que “todos os direitos humanos são literalmente dependentes do direito à vida” e advertiu que “a decisão de consagrar um direito inventado para matar crianças na França não aumentou a liberdade; fez o contrário”. Um “Golpe de Marketing” Na verdade, se o presidente Emmanuel Macron iniciou esse projeto de emenda à Constituição, foi menos para proteger um “direito ameaçado” na França do que para fazer promessas aos seus eleitores de esquerda em um contexto social tenso e enviar uma mensagem ao resto do mundo, começando pelos Estados Unidos, cuja derrubada do caso Roe v. Wade enviou ondas de choque ao mundo ocidental em junho de 2022. Isso é diretamente indicado pela exposição de motivos do projeto de lei, que afirma que o direito ao aborto está ameaçado em outros países, como os EUA, a Polônia e a Hungria. Para os oponentes do projeto de lei, essa iniciativa francesa nada mais é do que um “golpe publicitário”, cujas consequências são difíceis de avaliar. “É totalmente absurdo”, disse a advogada constitucional Anne-Marie Le Pourhiet em uma entrevista ao Le Figaro durante os debates parlamentares de janeiro. “A Constituição está sendo usada para inscrever simbolicamente uma reivindicação categórica baseada em demandas tirânicas da sociedade, transformando-a em um autosserviço normativo em que cada categoria, cada grupo de pressão vem exigir que seu direito pessoal seja inscrito.” No entanto, a estratégia do presidente francês valeu a pena, com uma grande parte dos principais veículos de imprensa internacionais prestando homenagem a ele na sequência, do El País na Espanha ao Corriere Della Sera na Itália, The Guardian no Reino Unido, Die Welt na Alemanha e Clarín na Argentina. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde, também elogiou a iniciativa da França. Macron, evocando o “orgulho francês” e uma “mensagem universal”, aproveitou o entusiasmo da mídia gerado pela votação para anunciar que uma cerimônia formal de inscrição na Constituição seria realizada aberta ao público pela primeira vez em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, na Place Vendôme, em Paris. Mudança gradual De acordo com o bispo Matthieu Rougé, de Nanterre, nos subúrbios de Paris, a emenda constitucional da França é um testemunho de uma inversão internacional de valores, pela qual o aborto é agora erigido como um “direito fundamental por excelência”. Em uma entrevista ao canal de rádio católico KTO, o ex-capelão parlamentar lamentou a “lógica da mídia global” que tende a estereotipar toda a oposição a essa prática, e que não poupou os membros do Parlamento francês, como “prisioneiros do espírito do tempo”. Ele se referiu às “pressões externas” sobre os representantes eleitos e a uma “atmosfera global que os dissuadiu de fazer o que acreditavam”. Sentimentos semelhantes foram ecoados pela ECLJ, uma ONG de direitos humanos pró-vida sediada em Estrasburgo, que trabalhou nos bastidores durante os debates parlamentares para conscientizar os representantes eleitos sobre o trauma que o aborto causa a tantas mulheres. Ao se reunir com mais de uma dúzia de parlamentares de diferentes partidos, Nicolas Bauer, advogado e pesquisador do ECLJ, apresentou a eles os testemunhos pungentes de 12 mulheres, muitas das quais haviam abortado sob coação ou devido à falta de informações sobre a natureza e as consequências do procedimento. Ele viu vários políticos chorarem com esses testemunhos, disse ele em uma entrevista ao Register, sem, no entanto, se opor à maioria dos representantes eleitos na votação de 4 de março. “Os conservadores franceses sempre acabam votando a favor de leis descritas como ‘avanços sociais’, por covardia ou derrotismo, pensando que o projeto será aprovado com ou sem eles”, disse ele. “Até conheci parlamentares na semana passada que são pessoalmente contra o aborto, mas votaram a favor da inclusão do aborto na Constituição.” Quando o aborto foi descriminalizado pela primeira vez na França, em 1975, a instigadora do projeto de lei, Simone Veil, proclamou em um discurso que “o aborto deve continuar sendo a exceção, o último recurso para situações sem saída”, acrescentando que “nem é preciso dizer que nenhum médico será obrigado a participar”. O projeto de lei, que enfrentou uma oposição virulenta na época, foi aprovado por pouco. Inicialmente fixado em 10 semanas em 1975, o limite de tempo legal para o aborto foi ampliado para 12 semanas em 2001 e depois para 14 semanas em 2022. Para os defensores do direito à vida, a discrepância entre o tom do discurso de Veil e as festividades imortalizadas em Versalhes e Paris nesta semana parecem ilustrar melhor do que palavras o risco representado por cada limiar ético que uma lei posteriormente rompe. Em um vídeo convocando os representantes eleitos antes de sua votação final em 4 de março, a geneticista Alexandra Henrion Caude expressou preocupação com a ausência de um limite de tempo legal para o aborto no projeto constitucional, que especifica que “a lei determina as condições sob as quais a liberdade garantida às mulheres de recorrer ao aborto é exercida”. “No momento, o prazo está fixado em 14 semanas, enquanto esse ‘aglomerado de células’, como alguns o chamam, já tem um rosto, um coração e tem autonomia para chupar o polegar. Mas como a lei determinará as condições dessa liberdade garantida constitucionalmente, será possível estender esse prazo várias vezes. Não haverá mais freios”, alertou ela. Riscos para a liberdade de consciência Foi a questão da ausência de uma cláusula de consciência para a equipe médica que se opõe à participação no aborto que mais preocupou muitos oponentes da constitucionalização do aborto. O Arcebispo Emérito Michel Aupetit, de Paris, descreveu a França como um “estado totalitário” que “chegou ao fundo do poço” em um tweet após a rejeição de uma emenda do Senado para incorporar a cláusula de consciência na emenda constitucional Embora o governo tenha assegurado repetidamente que a constitucionalização do aborto não ameaçaria a liberdade de consciência, algumas horas antes da votação em 4 de março, alguns membros do Parlamento francês pediram a abolição da cláusula de dupla consciência existente para os médicos. (A lei Veil de 1975 introduziu um direito específico de não realizar abortos, além da cláusula geral de consciência para médicos, que já permitia que eles se recusassem a realizar um ato médico por motivos profissionais ou pessoais). Em seu plano estratégico para 2023-25, a seção francesa da organização Family Planning já se comprometeu a fazer campanha pela abolição dessa cláusula de dupla consciência, bem como uma nova extensão do limite de tempo legal para o aborto. “A cláusula de consciência tem valor legal. Ao inserir um direito ao aborto na Constituição, o aborto de fato adquire um valor constitucional mais elevado”, disse Bauer ao Register. “O Conselho Constitucional poderia muito bem considerar que a cláusula de consciência dos médicos põe em questão a liberdade constitucional do aborto.” O Conselho Constitucional é uma instituição responsável por garantir que as leis estejam em conformidade com a Constituição e com os direitos e liberdades nela consagrados. Bauer acrescentou: “Posteriormente, o Conselho Constitucional poderia restringir ainda mais outras liberdades que entrariam em conflito com o aborto, notadamente a liberdade de expressão, já tão abusada pelo crime de obstrução ao aborto. Um caminho a seguir para outros países Outra questão já levantada por muitos comentaristas em todo o mundo é o impacto global dessa ação legislativa da França, que ainda mantém uma influência cultural considerável, especialmente entre seus vizinhos europeus. De fato, animada pelo sucesso da votação no congresso de Versalhes e pelo coro de elogios internacionais, uma das principais promotoras da emenda constitucional proposta, a deputada de esquerda Mathilde Panot, anunciou em 4 de março que apresentaria uma nova resolução para que o direito ao aborto fosse consagrado na Carta de Direitos Fundamentais da União Europeia. O texto pede que o governo francês “se mobilize diplomaticamente com os estados-membros da UE e com a Comissão Europeia para assegurar que a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia garanta o direito ao aborto”. Uma resolução semelhante já havia sido adotada pelo Parlamento Europeu em 2022, após a decisão de Dobbs nos EUA, mas sem força vinculante, pois a União Europeia não tem competência para definir a política de saúde, que continua sendo um assunto dos Estados membros. Do outro lado dos Alpes, organizações pró-vida já estão pedindo mobilização para impedir a exportação do modelo francês. “Isso é um trágico retrocesso da civilização e não um progresso”, escreveu a ONG italiana Provita e Familia em um comunicado de imprensa emitido na noite de 4 de março. “Fazemos um apelo a todos os italianos pró-vida: Vamos evitar que a Itália acabe como a França, unindo forças em uma grande redenção civil que defenda a humanidade dos concebidos.” Um chamado para despertar? A radicalização dos movimentos pró-aborto na França parece ter tido o efeito inesperado de galvanizar as forças de oposição, que se reuniram nas ruas de Versalhes no momento da votação no Congresso, e cujos líderes estão considerando estratégias mais eficazes e inovadoras para defender a vida. Em um editorial publicado após a votação de 4 de março, a revista Famille Chrétienne pede que se inspire nas ações concretas dos pró-vida americanos, que “construíram centros de parto ao lado das clínicas da Planned Parenthood […] imaginaram equipes móveis para ir ao encontro de famílias isoladas e ajudá-las a descobrir, por meio de um simples exame de ultrassom, a realidade do ‘pedacinho de homem’ que está nascendo”. Os bispos franceses, que muitas vezes são criticados por sua falta de ousadia e por sua retirada gradual dos debates públicos, desta vez foram muito mais veementes em denunciar os ataques à dignidade humana no país, incluindo os debates contínuos sobre a eutanásia que serão retomados nos próximos meses. E enquanto jovens padres tocavam o sino da morte de suas igrejas em protesto em várias cidades francesas, a começar por Versalhes, iniciativas de oração, incluindo o site “Va, Vis, Prie” – cujo objetivo é fazer com que sejam rezados pelo menos tantos rosários de reparação quanto o número de abortos por ano, em 50 cidades diferentes – estão forjando as armas espirituais do país. Os anos vindouros podem muito bem ser os de uma mudança coletiva mais profunda na consciência espiritual, intelectual e política, ainda mais porque o país, assim como o resto do Velho Continente, está sendo pego pela dura realidade do inverno demográfico – com o número de nascimentos em 2023 em seu nível mais baixo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A esse respeito, a curiosa coincidência da declaração de Emmanuel Macron sobre a necessidade de “rearmar” a França demograficamente e a inclusão do aborto na Constituição não escapou aos observadores. Com informações de National Catholic Register e ACI Digital #Aborto
- Aborto, um direito constitucional na França. O que vem a seguir?
“Oh, França, filha predileta da Igreja, que fizeste de teu batismo?” (São João Paulo II) A cultura da morte deu mais um passo adiante nesta semana, quando o Legislativo francês, em sessão conjunta de senadores e deputados, aprovou por maioria esmagadora – 780 votos favoráveis e apenas 72 contrários – uma alteração da Constituição do país para incluir nela “a liberdade das mulheres de recorrer ao aborto, que é garantido”. A medida é inédita, e é preciso prestar muita atenção no que ela representa. Não se trata de uma legalização ou descriminalização, para a qual bastaria eliminar as menções ao aborto nos códigos penais; o que a França acaba de fazer é elevar o aborto ao status de direito constitucional, assim como o direito de ir e vir, o direito à liberdade de expressão e outras garantias características de uma democracia. Com a intenção de ser uma “mensagem simbólica” para o resto do mundo, do outro lado dos Alpes, as organizações pró-vida já estão pedindo mobilização para impedir a exportação do modelo francês. A prática do aborto é agora um direito constitucional na França, que se torna oficialmente o segundo país da história a dar esse passo, algumas décadas depois da Iugoslávia comunista de Tito na década de 1970. Ao tomar essa medida para adotar democraticamente o direito ao aborto, a França também ultrapassou a situação que prevalecia nacionalmente nos EUA antes da derrubada do caso Roe v. Wade em 2022, já que essa constitucionalização americana do direito ao aborto ocorreu judicialmente. Então, o que essa mudança sem precedentes significa, tanto na França quanto internacionalmente? Após vários meses de debate parlamentar, os deputados e senadores franceses se reuniram no Congresso em Versalhes, votando em 4 de março por uma maioria esmagadora (780 a 72) a favor da emenda constitucional que torna o aborto uma “liberdade garantida”. A emenda já havia sido aprovada pela Assembleia Nacional e pelo Senado francês no início deste ano. Enquanto isso, na Esplanade du Trocadéro, em Paris, cenas de júbilo se desenrolavam, com bombas de fumaça roxas voando ao ritmo do hit pop de Beyoncé, Run the World (Girls), tendo como pano de fundo a reluzente Torre Eiffel exibindo a mensagem “My Body, My Choice” (Meu corpo, minha escolha). Essas imagens, que não condizem com a seriedade do assunto, juntamente com a pompa e a teatralidade do Congresso de Versalhes, provocaram consternação entre vários observadores e usuários da Internet – incluindo até mesmo alguns defensores do aborto – que denunciaram a indecência de muitos apoiadores políticos desse projeto de lei. “Nosso país teria se honrado se, em vez disso, inscrevesse [na Constituição] a promoção dos direitos das mulheres e das crianças”, escreveu a Conferência Episcopal Francesa em uma declaração emitida no dia da votação. Eles apontaram que “de todos os países europeus, mesmo na Europa Ocidental, a França é o único onde o número de abortos não está caindo e, de fato, aumentou nos últimos dois anos”. Essas observações são corroboradas pelo Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, que registrou um número recorde de 232.000 abortos em 2022, um aumento acentuado em relação aos anos anteriores, com uma proporção de 1 aborto para cada 3 nascimentos em 2022, em comparação com 1 para cada 4 em 2017. A liberdade foi afetada na França ao declarar aborto um direito, diz March for Life A organização pró-vida March for Life disse que a decisão do Congresso da França de declarar o aborto como um “direito” constitucional não pode ser considerada um avanço, pois infringe a própria liberdade das crianças não-nascidas. Na segunda-feira (4), o Parlamento francês incluiu o aborto como um direito na Constituição. Era uma meta do presidente Emmanuel Macron, como forma de reagir à derrubada da decisão Roe x Wade da Corte Suprema dos EUA que, em 1973, liberou o aborto no país. A decisão foi revertida pela mesma Corte Suprema em 2022. Macron temia que a derrubada de Roe x Wade desse novo impulso à luta pró-vida na França e pressionou para que o aborto fosse incluído na lei suprema do país. Somando-se a manifestações internacionais contra a decisão francesa, March for Life lembrou em sua conta no X que “a liberdade não inclui abortar crianças”. “Se as pessoas não são livres para nascer, então a liberdade não existe de fato. Sem a oportunidade de nascer, nenhum indivíduo pode exercer ou experimentar qualquer liberdade”, disse a organização, que todo mês de janeiro reúne milhares de pessoas nos EUA para se manifestar a favor da vida das crianças não nascidas. Nas mídias sociais, March for Life disse que “todos os direitos humanos são literalmente dependentes do direito à vida” e advertiu que “a decisão de consagrar um direito inventado para matar crianças na França não aumentou a liberdade; fez o contrário”. Um “Golpe de Marketing” Na verdade, se o presidente Emmanuel Macron iniciou esse projeto de emenda à Constituição, foi menos para proteger um “direito ameaçado” na França do que para fazer promessas aos seus eleitores de esquerda em um contexto social tenso e enviar uma mensagem ao resto do mundo, começando pelos Estados Unidos, cuja derrubada do caso Roe v. Wade enviou ondas de choque ao mundo ocidental em junho de 2022. Isso é diretamente indicado pela exposição de motivos do projeto de lei, que afirma que o direito ao aborto está ameaçado em outros países, como os EUA, a Polônia e a Hungria. Para os oponentes do projeto de lei, essa iniciativa francesa nada mais é do que um “golpe publicitário”, cujas consequências são difíceis de avaliar. “É totalmente absurdo”, disse a advogada constitucional Anne-Marie Le Pourhiet em uma entrevista ao Le Figaro durante os debates parlamentares de janeiro. “A Constituição está sendo usada para inscrever simbolicamente uma reivindicação categórica baseada em demandas tirânicas da sociedade, transformando-a em um autosserviço normativo em que cada categoria, cada grupo de pressão vem exigir que seu direito pessoal seja inscrito.” No entanto, a estratégia do presidente francês valeu a pena, com uma grande parte dos principais veículos de imprensa internacionais prestando homenagem a ele na sequência, do El País na Espanha ao Corriere Della Sera na Itália, The Guardian no Reino Unido, Die Welt na Alemanha e Clarín na Argentina. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde, também elogiou a iniciativa da França. Macron, evocando o “orgulho francês” e uma “mensagem universal”, aproveitou o entusiasmo da mídia gerado pela votação para anunciar que uma cerimônia formal de inscrição na Constituição seria realizada aberta ao público pela primeira vez em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, na Place Vendôme, em Paris. Mudança gradual De acordo com o bispo Matthieu Rougé, de Nanterre, nos subúrbios de Paris, a emenda constitucional da França é um testemunho de uma inversão internacional de valores, pela qual o aborto é agora erigido como um “direito fundamental por excelência”. Em uma entrevista ao canal de rádio católico KTO, o ex-capelão parlamentar lamentou a “lógica da mídia global” que tende a estereotipar toda a oposição a essa prática, e que não poupou os membros do Parlamento francês, como “prisioneiros do espírito do tempo”. Ele se referiu às “pressões externas” sobre os representantes eleitos e a uma “atmosfera global que os dissuadiu de fazer o que acreditavam”. Sentimentos semelhantes foram ecoados pela ECLJ, uma ONG de direitos humanos pró-vida sediada em Estrasburgo, que trabalhou nos bastidores durante os debates parlamentares para conscientizar os representantes eleitos sobre o trauma que o aborto causa a tantas mulheres. Ao se reunir com mais de uma dúzia de parlamentares de diferentes partidos, Nicolas Bauer, advogado e pesquisador do ECLJ, apresentou a eles os testemunhos pungentes de 12 mulheres, muitas das quais haviam abortado sob coação ou devido à falta de informações sobre a natureza e as consequências do procedimento. Ele viu vários políticos chorarem com esses testemunhos, disse ele em uma entrevista ao Register, sem, no entanto, se opor à maioria dos representantes eleitos na votação de 4 de março. “Os conservadores franceses sempre acabam votando a favor de leis descritas como ‘avanços sociais’, por covardia ou derrotismo, pensando que o projeto será aprovado com ou sem eles”, disse ele. “Até conheci parlamentares na semana passada que são pessoalmente contra o aborto, mas votaram a favor da inclusão do aborto na Constituição.” Quando o aborto foi descriminalizado pela primeira vez na França, em 1975, a instigadora do projeto de lei, Simone Veil, proclamou em um discurso que “o aborto deve continuar sendo a exceção, o último recurso para situações sem saída”, acrescentando que “nem é preciso dizer que nenhum médico será obrigado a participar”. O projeto de lei, que enfrentou uma oposição virulenta na época, foi aprovado por pouco. Inicialmente fixado em 10 semanas em 1975, o limite de tempo legal para o aborto foi ampliado para 12 semanas em 2001 e depois para 14 semanas em 2022. Para os defensores do direito à vida, a discrepância entre o tom do discurso de Veil e as festividades imortalizadas em Versalhes e Paris nesta semana parecem ilustrar melhor do que palavras o risco representado por cada limiar ético que uma lei posteriormente rompe. Em um vídeo convocando os representantes eleitos antes de sua votação final em 4 de março, a geneticista Alexandra Henrion Caude expressou preocupação com a ausência de um limite de tempo legal para o aborto no projeto constitucional, que especifica que “a lei determina as condições sob as quais a liberdade garantida às mulheres de recorrer ao aborto é exercida”. “No momento, o prazo está fixado em 14 semanas, enquanto esse ‘aglomerado de células’, como alguns o chamam, já tem um rosto, um coração e tem autonomia para chupar o polegar. Mas como a lei determinará as condições dessa liberdade garantida constitucionalmente, será possível estender esse prazo várias vezes. Não haverá mais freios”, alertou ela. Riscos para a liberdade de consciência Foi a questão da ausência de uma cláusula de consciência para a equipe médica que se opõe à participação no aborto que mais preocupou muitos oponentes da constitucionalização do aborto. O Arcebispo Emérito Michel Aupetit, de Paris, descreveu a França como um “estado totalitário” que “chegou ao fundo do poço” em um tweet após a rejeição de uma emenda do Senado para incorporar a cláusula de consciência na emenda constitucional Embora o governo tenha assegurado repetidamente que a constitucionalização do aborto não ameaçaria a liberdade de consciência, algumas horas antes da votação em 4 de março, alguns membros do Parlamento francês pediram a abolição da cláusula de dupla consciência existente para os médicos. (A lei Veil de 1975 introduziu um direito específico de não realizar abortos, além da cláusula geral de consciência para médicos, que já permitia que eles se recusassem a realizar um ato médico por motivos profissionais ou pessoais). Em seu plano estratégico para 2023-25, a seção francesa da organização Family Planning já se comprometeu a fazer campanha pela abolição dessa cláusula de dupla consciência, bem como uma nova extensão do limite de tempo legal para o aborto. “A cláusula de consciência tem valor legal. Ao inserir um direito ao aborto na Constituição, o aborto de fato adquire um valor constitucional mais elevado”, disse Bauer ao Register. “O Conselho Constitucional poderia muito bem considerar que a cláusula de consciência dos médicos põe em questão a liberdade constitucional do aborto.” O Conselho Constitucional é uma instituição responsável por garantir que as leis estejam em conformidade com a Constituição e com os direitos e liberdades nela consagrados. Bauer acrescentou: “Posteriormente, o Conselho Constitucional poderia restringir ainda mais outras liberdades que entrariam em conflito com o aborto, notadamente a liberdade de expressão, já tão abusada pelo crime de obstrução ao aborto. Um caminho a seguir para outros países Outra questão já levantada por muitos comentaristas em todo o mundo é o impacto global dessa ação legislativa da França, que ainda mantém uma influência cultural considerável, especialmente entre seus vizinhos europeus. De fato, animada pelo sucesso da votação no congresso de Versalhes e pelo coro de elogios internacionais, uma das principais promotoras da emenda constitucional proposta, a deputada de esquerda Mathilde Panot, anunciou em 4 de março que apresentaria uma nova resolução para que o direito ao aborto fosse consagrado na Carta de Direitos Fundamentais da União Europeia. O texto pede que o governo francês “se mobilize diplomaticamente com os estados-membros da UE e com a Comissão Europeia para assegurar que a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia garanta o direito ao aborto”. Uma resolução semelhante já havia sido adotada pelo Parlamento Europeu em 2022, após a decisão de Dobbs nos EUA, mas sem força vinculante, pois a União Europeia não tem competência para definir a política de saúde, que continua sendo um assunto dos Estados membros. Do outro lado dos Alpes, organizações pró-vida já estão pedindo mobilização para impedir a exportação do modelo francês. “Isso é um trágico retrocesso da civilização e não um progresso”, escreveu a ONG italiana Provita e Familia em um comunicado de imprensa emitido na noite de 4 de março. “Fazemos um apelo a todos os italianos pró-vida: Vamos evitar que a Itália acabe como a França, unindo forças em uma grande redenção civil que defenda a humanidade dos concebidos.” Um chamado para despertar? A radicalização dos movimentos pró-aborto na França parece ter tido o efeito inesperado de galvanizar as forças de oposição, que se reuniram nas ruas de Versalhes no momento da votação no Congresso, e cujos líderes estão considerando estratégias mais eficazes e inovadoras para defender a vida. Em um editorial publicado após a votação de 4 de março, a revista Famille Chrétienne pede que se inspire nas ações concretas dos pró-vida americanos, que “construíram centros de parto ao lado das clínicas da Planned Parenthood […] imaginaram equipes móveis para ir ao encontro de famílias isoladas e ajudá-las a descobrir, por meio de um simples exame de ultrassom, a realidade do ‘pedacinho de homem’ que está nascendo”. Os bispos franceses, que muitas vezes são criticados por sua falta de ousadia e por sua retirada gradual dos debates públicos, desta vez foram muito mais veementes em denunciar os ataques à dignidade humana no país, incluindo os debates contínuos sobre a eutanásia que serão retomados nos próximos meses. E enquanto jovens padres tocavam o sino da morte de suas igrejas em protesto em várias cidades francesas, a começar por Versalhes, iniciativas de oração, incluindo o site “Va, Vis, Prie” – cujo objetivo é fazer com que sejam rezados pelo menos tantos rosários de reparação quanto o número de abortos por ano, em 50 cidades diferentes – estão forjando as armas espirituais do país. Os anos vindouros podem muito bem ser os de uma mudança coletiva mais profunda na consciência espiritual, intelectual e política, ainda mais porque o país, assim como o resto do Velho Continente, está sendo pego pela dura realidade do inverno demográfico – com o número de nascimentos em 2023 em seu nível mais baixo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A esse respeito, a curiosa coincidência da declaração de Emmanuel Macron sobre a necessidade de “rearmar” a França demograficamente e a inclusão do aborto na Constituição não escapou aos observadores. Com informações de National Catholic Register e ACI Digital #Aborto
- Homilia Diária | Até a penitência, o demônio tenta perverter!
Sábado da 3.ª Semana da Quaresma O diabo, inimigo astuto, nunca descansa e procura perverter os bens mais preciosos e delicados. É por isso que, ao longo da Quaresma, ele faz tudo o que está ao seu alcance para degradar em vaidade e vanglória as práticas penitenciais que a Igreja nos recomenda. Para evitar essa tentação, ilustrada naquele fariseu soberbo e satisfeito de sua própria fidelidade à Lei, o melhor remédio é mostrar-nos a Deus com humildade, reconhecendo toda a miséria que somos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 9 de março, e que a Virgem Maria, humilde escrava do Senhor, dê-nos um coração simples como o seu. Santo do Dia: Santa Catarina de Bolonha, Virgem e Abadessa Evangelho (Lc 18,9-14) — Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor! — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94(95),8ab) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14 Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Até a penitência, o demônio tenta perverter!
Sábado da 3.ª Semana da Quaresma O diabo, inimigo astuto, nunca descansa e procura perverter os bens mais preciosos e delicados. É por isso que, ao longo da Quaresma, ele faz tudo o que está ao seu alcance para degradar em vaidade e vanglória as práticas penitenciais que a Igreja nos recomenda. Para evitar essa tentação, ilustrada naquele fariseu soberbo e satisfeito de sua própria fidelidade à Lei, o melhor remédio é mostrar-nos a Deus com humildade, reconhecendo toda a miséria que somos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 9 de março, e que a Virgem Maria, humilde escrava do Senhor, dê-nos um coração simples como o seu. Santo do Dia: Santa Catarina de Bolonha, Virgem e Abadessa Evangelho (Lc 18,9-14) — Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor! — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94(95),8ab) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14 Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Catarina de Bolonha, Virgem e Abadessa – 09 de Março
SANTO DO DIA – 09 DE MARÇO – SANTA CATARINA DE BOLONHA Virgem e Abadessa clarissa (1413-1463) Catarina Vegri nasceu no dia 08 de setembro de 1413, na cidade de Bolonha, Itália. Seu pai era o estimado juiz João de Vegri e trabalhava para a corte local, bem situado socialmente, dispunha de razoável conforto para a família. Quando a menina completou nove anos de idade, a família se transferiu para Ferrara, porque seu pai tinha sido convocado pelo duque Nicolau III, que estava construindo seu ducado, composto pelas cidades de Ferrara, Modena e Reggio. E ela foi nomeada dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau. Dessa forma Catarina vivia na florescente corte, cercada pela nata de artistas e intelectuais. Aprendia música, pintura, dança e as tradicionais matérias acadêmicas, com os renomados da época, mas demonstrava vontade e determinação de se tornar religiosa. E foi o que fez quando toda essa opulência terminou, com a morte prematura de seu pai. Catarina tinha então treze anos e teve de voltar para Bolonha, com sua mãe Benvinda Manolini, que se casara outra vez. Após um ano de luto ela ingressou na Ordem terceira de São Francisco, em Bolonha, onde permaneceu por cinco anos, vividos sob intensos conflitos interiores e angústias pessoais. Amadurecendo a ideia de se tornar uma clarissa, em 1432, retornou para Ferrara para ingressar na Ordem de Santa Clara, onde trabalhou incessantemente fiel às Regras fazendo todos os tipos de serviços. Lavou pratos, cuidou da horta, da portaria, ensinou catecismo, escreveu novas orações e compôs novos cantos, até finalmente ser eleita abadessa, para administrar o convento que se tornou famoso e muito procurado. Tudo indicava que era necessário fundar mais um, e Catarina, como abadessa que era, o construiu em Bolonha, inaugurando-o em 1456. Nele ela viu ingressar sua mãe, que de novo se encontrava viúva. Contam os registros e a tradição que Catarina possuía vários dons especiais. Enriquecidos pelo trabalho árduo e sofrimento pessoal, traduziram-se através de visões contemplativas e fatos prodigiosos, inclusive por graças, que operou em vida. De suas contemplações, a mais conhecida foi a primeira, que lhe possibilitou presenciar o juízo final e que a marcou por toda a vida. Outra bastante divulgada foi a que ocorreu na noite de Natal de 1456. Catarina ficou orando a noite toda e, no fim da madrugada, lhe apareceu Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo, que depois passou para os seus braços. Quanto aos prodígios, um foi presenciado por todo o convento. Certo dia uma noviça feriu-se trabalhando na horta, decepando um dedo do próprio pé com a pá que manuseava. Então, Catarina apanhou o dedo amputado, colocou no lugar, rezou com a noviça e o dedo voltou a se unir à pele. São célebres também as graças pelas conversões que ela conseguiu. A fama de sua santidade se propagou ainda em vida entre os fiéis. Mas logo depois de sua morte no dia 09 de março de 1463, passou a ser chamada de santa por todos, pelos prodígios e graças que logo ocorreram no local de sua sepultura. Tanto que dezoito dias depois, seu corpo foi exumado, para ser transladado e aí se constatou que ele estava incorrupto, maleável e exalando um doce perfume. Desde então, ela não foi mais sepultada, foi colocada sentada numa cadeira, na capela ao lado do altar mor da igreja do convento Corpus Domini, em Bolonha. E assim permanece até hoje, sem se deteriorar, apesar dos vários séculos transcorridos. O culto à Santa Catarina Vegri ou da Bolonha foi autorizado em 1712 pelo papa Clemente XI e o dia de sua morte escolhido para sua veneração litúrgica. Santa Catarina de Bolonha Catarina nasceu no dia 8 de Setembro de 1413, em Bolonha, na Itália. Era filha de João de Vigri, advogado, lente da Universidade de Bolonha, e de Benvenuta Mamellini. Nossa Senhora, um dia, aparecendo a João Vigri, disse-lhe: – Tua filha será um grande e luminoso farol para o mundo! Com nove anos, a jovenzinha foi levada à corte do marquês de Ferrara, e ali, educou-se com a princesa Margarida.Catarina era vista como menina de rara prudência e de modéstia fora do comum. Vivendo para as coisas de Deus, quando completou treze anos, filiou-se a uma associação religiosa. Ciente da miséria humana. Da fraqueza do homem, constantemente assediado pelo demônio, porque foi a Santa, já naquela altura, terrivelmente tentada, capacitou-se da grandeza de Deus, que lhe dera armas, conseguidas pela oração e pelos jejuns, para vencer o tentador. A mandado de Jesus, escreveu, então, um tratado sobre as sete armas espirituais, trabalho que conservou cuidadosamente oculto de olhos alheios, e o qual só deu a conhecer, perto da morte, ao confessor.Eis que a princesa de Verde pensava em fundar um mosteiro sob a invocação do Santíssimo Sacramento, casa que se destinava a receber os membros daquela associação a que a santa virgem se filiara. Grande foi a alegria de Catarina de Vigri. Depois de algum tempo, em que se pendeu para a regra de Santo Agostinho, depois para a de Santa Clara, ficou assentado que se adotaria a das clarissas. Era em 1432, e Catarina estava com vinte e um anos, quando o provincial dos irmãos menores da Observância conferia à fundação a primeira regra da doce seguidora de São Francisco de Assis. Grandes progressos no caminho da perfeição fez a jovem filha de João Vigri. Favorecida com o dom dos milagres, tendo divinas visões, anunciou uma grande queda: a do império do Oriente e a tomada de Constantinopla pelos turcos. Humilde, que desejou Santa Catarina no convento, ela que era tão grande aos olhos de Deus? Quis, para satisfazer o desejo de penitência, tratar da padaria, vivendo apagadamente. As altas virtudes, porém, um dia, levá-la-iam a ser mestra das noviças.Deus recompensou-a com imensa delicadeza. Contam de Santa Catarina de Bolonha que, certa vez, quando então era porteira e com alegria atendia os pobres que batiam à porta do convento, um venerável velho apareceu-lhe para uma esmola. A santa deu-lha, e ele, a olhá-la com grande doçura, retirou-se, sem dizer uma palavra, agradecendo tão somente com os olhos que falavam. No dia seguinte, tornou a aparecer. Recebeu humildemente o que a santa lhe oferecia e se retirou, silencioso, agradecendo-lhe a esmola só com o olhar, como já o havia feito anteriormente.No terceiro dia, o suave velho tornou a surgir, à mesma hora, Trazia nas mãos uma escudela muito singela, mas muito transparente, que estendeu à santa porteira, dizendo: – Toma para ti. Era a taçazinha em que Maria dava de beber ao Menino Jesus. Catarina, assombrada e maravilhada, tomou-a nas mãos que tremiam. E, a pensar se as teria tão puras que pudessem tocar tão pura beleza – quando percebeu, já o venerável e suave velho desaparecera misteriosamente. Era São José? Era. Deus, à serva fiel, fizera-o saber, depois, por uma revelação. Quando a superiora da comunidade faleceu, era ela a boa Mãe Tadéia, Catarina foi olhada como a sucessora da abadessa desaparecida. Nada, porém, levou-a a aceitar aquela dignidade, e outra ocupou a vaga deixada.Catarina, todavia, estava fadada a ser abadessa. Anos mais tarde, Bolonha reclamava de Ferrara idêntica fundação em sua cidade. E a santa virgem foi designada para governá-la. – Não! Dizia ela, muito humildemente. Impossível! Eu sou incapaz, nada faria de bom! Não posso! Sou indigna do que me querem conceder! Na noite daquele dia em que se escusou do que lhe haviam de impor, adoeceu repentina e estranhamente. E, altas horas da madrugada, numa visão viu Jesus que lhe aparecia. Curou-a, e disse-lhe, brandamente: – Minha filha, tu serás a abadessa de Bolonha, porque esta é a vontade de meu Pai celeste! Ora, Bolonha estava a par das altas virtudes daquela filha insigne, e, pois, recebeu-a com grande alegria. Era a 22 de Julho de 1456, e o cardeal Bessarion legado da Santa Sé. Mais o cardeal-arcebispo de Bolonha, com o clero, foram-lhe ao encontro, seguidos do povo, que exultava, recebê-la condignamente. Bolonha, naqueles dias, vivia turbada por questões políticas, inquieta, desassossegada e dividida. Foi um milagre! Com a chegada de Catarina, tudo serenou – cessaram as arruaças, os discursos inflamados e a união e a paz que constrói sobre todos desceu calmamente, clareando o céu borrascoso e espantado negras nuvens ameaçadoras. E o mosteiro, denominado do Santíssimo Sacramento (ou Corpus Christi) floresceu. Sob tal abadessa, tudo era progresso, tanto temporal como espiritual. O Papa Pio II, em 1458, ia com uma bula, alegrar a grande abadessa. Dizia a bula que, entre as clarissas, a abadessa seria superiora somente por três anos. Catarina exultou: teria agora oportunidade de não ser nada. Grande engano! Findos que foram os três anos de governo, efetuada a eleição, novamente sobre ela recaiu a escolha das religiosas – e a santa, até o fim de seus dias, ocupou-se da administração do convento da cidade em que nascera. E docemente em 1463, faleceu, exclamando em meio às religiosas que a assistiam: – Jesus! Jesus! Jesus! Estava com quarenta e nove anos, e o corpo foi enterrado no cemitério da comunidade. Muitos milagres foram realizados à beira do túmulo da santa abadessa, que, dezoito dias depois, foi desenterrada e encontrada sem qualquer corrupção. A descoberto, ficou ela exposta no coro da igreja. E dois grandes prodígios se deram. Às religiosas que a rodeavam saudou-a por três vezes com suaves sorrisos. E, tendo vindo uma menina venerá-la, chamava-se Leonor Poggi, Catarina, como se fora viva, abriu os olhos e fez-lhe sinal para que mais se aproximasse.A menina sem se espantar, calmamente, achegou-se do corpo. E a comunidade toda, maravilhadíssima, ouviu-a dizer à jovem, com muita clareza: – Leonor, sê boazinha, que eu quero que sejas religiosa neste convento, que sejas minha filha e guarda de meu corpo. E assim foi, alguns anos mais tarde. Santa Catarina de Bolonha foi canonizada pelo Papa Clemente XI em 1712. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume IV, p. 293 à 297) #SantodoDia
- Santa Catarina de Bolonha, Virgem e Abadessa – 09 de Março
SANTO DO DIA – 09 DE MARÇO – SANTA CATARINA DE BOLONHA Virgem e Abadessa clarissa (1413-1463) Catarina Vegri nasceu no dia 08 de setembro de 1413, na cidade de Bolonha, Itália. Seu pai era o estimado juiz João de Vegri e trabalhava para a corte local, bem situado socialmente, dispunha de razoável conforto para a família. Quando a menina completou nove anos de idade, a família se transferiu para Ferrara, porque seu pai tinha sido convocado pelo duque Nicolau III, que estava construindo seu ducado, composto pelas cidades de Ferrara, Modena e Reggio. E ela foi nomeada dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau. Dessa forma Catarina vivia na florescente corte, cercada pela nata de artistas e intelectuais. Aprendia música, pintura, dança e as tradicionais matérias acadêmicas, com os renomados da época, mas demonstrava vontade e determinação de se tornar religiosa. E foi o que fez quando toda essa opulência terminou, com a morte prematura de seu pai. Catarina tinha então treze anos e teve de voltar para Bolonha, com sua mãe Benvinda Manolini, que se casara outra vez. Após um ano de luto ela ingressou na Ordem terceira de São Francisco, em Bolonha, onde permaneceu por cinco anos, vividos sob intensos conflitos interiores e angústias pessoais. Amadurecendo a ideia de se tornar uma clarissa, em 1432, retornou para Ferrara para ingressar na Ordem de Santa Clara, onde trabalhou incessantemente fiel às Regras fazendo todos os tipos de serviços. Lavou pratos, cuidou da horta, da portaria, ensinou catecismo, escreveu novas orações e compôs novos cantos, até finalmente ser eleita abadessa, para administrar o convento que se tornou famoso e muito procurado. Tudo indicava que era necessário fundar mais um, e Catarina, como abadessa que era, o construiu em Bolonha, inaugurando-o em 1456. Nele ela viu ingressar sua mãe, que de novo se encontrava viúva. Contam os registros e a tradição que Catarina possuía vários dons especiais. Enriquecidos pelo trabalho árduo e sofrimento pessoal, traduziram-se através de visões contemplativas e fatos prodigiosos, inclusive por graças, que operou em vida. De suas contemplações, a mais conhecida foi a primeira, que lhe possibilitou presenciar o juízo final e que a marcou por toda a vida. Outra bastante divulgada foi a que ocorreu na noite de Natal de 1456. Catarina ficou orando a noite toda e, no fim da madrugada, lhe apareceu Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo, que depois passou para os seus braços. Quanto aos prodígios, um foi presenciado por todo o convento. Certo dia uma noviça feriu-se trabalhando na horta, decepando um dedo do próprio pé com a pá que manuseava. Então, Catarina apanhou o dedo amputado, colocou no lugar, rezou com a noviça e o dedo voltou a se unir à pele. São célebres também as graças pelas conversões que ela conseguiu. A fama de sua santidade se propagou ainda em vida entre os fiéis. Mas logo depois de sua morte no dia 09 de março de 1463, passou a ser chamada de santa por todos, pelos prodígios e graças que logo ocorreram no local de sua sepultura. Tanto que dezoito dias depois, seu corpo foi exumado, para ser transladado e aí se constatou que ele estava incorrupto, maleável e exalando um doce perfume. Desde então, ela não foi mais sepultada, foi colocada sentada numa cadeira, na capela ao lado do altar mor da igreja do convento Corpus Domini, em Bolonha. E assim permanece até hoje, sem se deteriorar, apesar dos vários séculos transcorridos. O culto à Santa Catarina Vegri ou da Bolonha foi autorizado em 1712 pelo papa Clemente XI e o dia de sua morte escolhido para sua veneração litúrgica. Santa Catarina de Bolonha Catarina nasceu no dia 8 de Setembro de 1413, em Bolonha, na Itália. Era filha de João de Vigri, advogado, lente da Universidade de Bolonha, e de Benvenuta Mamellini. Nossa Senhora, um dia, aparecendo a João Vigri, disse-lhe: – Tua filha será um grande e luminoso farol para o mundo! Com nove anos, a jovenzinha foi levada à corte do marquês de Ferrara, e ali, educou-se com a princesa Margarida.Catarina era vista como menina de rara prudência e de modéstia fora do comum. Vivendo para as coisas de Deus, quando completou treze anos, filiou-se a uma associação religiosa. Ciente da miséria humana. Da fraqueza do homem, constantemente assediado pelo demônio, porque foi a Santa, já naquela altura, terrivelmente tentada, capacitou-se da grandeza de Deus, que lhe dera armas, conseguidas pela oração e pelos jejuns, para vencer o tentador. A mandado de Jesus, escreveu, então, um tratado sobre as sete armas espirituais, trabalho que conservou cuidadosamente oculto de olhos alheios, e o qual só deu a conhecer, perto da morte, ao confessor.Eis que a princesa de Verde pensava em fundar um mosteiro sob a invocação do Santíssimo Sacramento, casa que se destinava a receber os membros daquela associação a que a santa virgem se filiara. Grande foi a alegria de Catarina de Vigri. Depois de algum tempo, em que se pendeu para a regra de Santo Agostinho, depois para a de Santa Clara, ficou assentado que se adotaria a das clarissas. Era em 1432, e Catarina estava com vinte e um anos, quando o provincial dos irmãos menores da Observância conferia à fundação a primeira regra da doce seguidora de São Francisco de Assis. Grandes progressos no caminho da perfeição fez a jovem filha de João Vigri. Favorecida com o dom dos milagres, tendo divinas visões, anunciou uma grande queda: a do império do Oriente e a tomada de Constantinopla pelos turcos. Humilde, que desejou Santa Catarina no convento, ela que era tão grande aos olhos de Deus? Quis, para satisfazer o desejo de penitência, tratar da padaria, vivendo apagadamente. As altas virtudes, porém, um dia, levá-la-iam a ser mestra das noviças.Deus recompensou-a com imensa delicadeza. Contam de Santa Catarina de Bolonha que, certa vez, quando então era porteira e com alegria atendia os pobres que batiam à porta do convento, um venerável velho apareceu-lhe para uma esmola. A santa deu-lha, e ele, a olhá-la com grande doçura, retirou-se, sem dizer uma palavra, agradecendo tão somente com os olhos que falavam. No dia seguinte, tornou a aparecer. Recebeu humildemente o que a santa lhe oferecia e se retirou, silencioso, agradecendo-lhe a esmola só com o olhar, como já o havia feito anteriormente.No terceiro dia, o suave velho tornou a surgir, à mesma hora, Trazia nas mãos uma escudela muito singela, mas muito transparente, que estendeu à santa porteira, dizendo: – Toma para ti. Era a taçazinha em que Maria dava de beber ao Menino Jesus. Catarina, assombrada e maravilhada, tomou-a nas mãos que tremiam. E, a pensar se as teria tão puras que pudessem tocar tão pura beleza – quando percebeu, já o venerável e suave velho desaparecera misteriosamente. Era São José? Era. Deus, à serva fiel, fizera-o saber, depois, por uma revelação. Quando a superiora da comunidade faleceu, era ela a boa Mãe Tadéia, Catarina foi olhada como a sucessora da abadessa desaparecida. Nada, porém, levou-a a aceitar aquela dignidade, e outra ocupou a vaga deixada.Catarina, todavia, estava fadada a ser abadessa. Anos mais tarde, Bolonha reclamava de Ferrara idêntica fundação em sua cidade. E a santa virgem foi designada para governá-la. – Não! Dizia ela, muito humildemente. Impossível! Eu sou incapaz, nada faria de bom! Não posso! Sou indigna do que me querem conceder! Na noite daquele dia em que se escusou do que lhe haviam de impor, adoeceu repentina e estranhamente. E, altas horas da madrugada, numa visão viu Jesus que lhe aparecia. Curou-a, e disse-lhe, brandamente: – Minha filha, tu serás a abadessa de Bolonha, porque esta é a vontade de meu Pai celeste! Ora, Bolonha estava a par das altas virtudes daquela filha insigne, e, pois, recebeu-a com grande alegria. Era a 22 de Julho de 1456, e o cardeal Bessarion legado da Santa Sé. Mais o cardeal-arcebispo de Bolonha, com o clero, foram-lhe ao encontro, seguidos do povo, que exultava, recebê-la condignamente. Bolonha, naqueles dias, vivia turbada por questões políticas, inquieta, desassossegada e dividida. Foi um milagre! Com a chegada de Catarina, tudo serenou – cessaram as arruaças, os discursos inflamados e a união e a paz que constrói sobre todos desceu calmamente, clareando o céu borrascoso e espantado negras nuvens ameaçadoras. E o mosteiro, denominado do Santíssimo Sacramento (ou Corpus Christi) floresceu. Sob tal abadessa, tudo era progresso, tanto temporal como espiritual. O Papa Pio II, em 1458, ia com uma bula, alegrar a grande abadessa. Dizia a bula que, entre as clarissas, a abadessa seria superiora somente por três anos. Catarina exultou: teria agora oportunidade de não ser nada. Grande engano! Findos que foram os três anos de governo, efetuada a eleição, novamente sobre ela recaiu a escolha das religiosas – e a santa, até o fim de seus dias, ocupou-se da administração do convento da cidade em que nascera. E docemente em 1463, faleceu, exclamando em meio às religiosas que a assistiam: – Jesus! Jesus! Jesus! Estava com quarenta e nove anos, e o corpo foi enterrado no cemitério da comunidade. Muitos milagres foram realizados à beira do túmulo da santa abadessa, que, dezoito dias depois, foi desenterrada e encontrada sem qualquer corrupção. A descoberto, ficou ela exposta no coro da igreja. E dois grandes prodígios se deram. Às religiosas que a rodeavam saudou-a por três vezes com suaves sorrisos. E, tendo vindo uma menina venerá-la, chamava-se Leonor Poggi, Catarina, como se fora viva, abriu os olhos e fez-lhe sinal para que mais se aproximasse.A menina sem se espantar, calmamente, achegou-se do corpo. E a comunidade toda, maravilhadíssima, ouviu-a dizer à jovem, com muita clareza: – Leonor, sê boazinha, que eu quero que sejas religiosa neste convento, que sejas minha filha e guarda de meu corpo. E assim foi, alguns anos mais tarde. Santa Catarina de Bolonha foi canonizada pelo Papa Clemente XI em 1712. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume IV, p. 293 à 297) #SantodoDia
- Conheça a História de Nossa Senhora das Lágrimas
Aparição de Nossa Senhora das Lágrimas A história da Aparição de Nossa Senhora das Lágrimas está associada à vidente Irmã Amália de Jesus Flagelado, uma religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. O evento ocorreu em Campinas, São Paulo, no Brasil, no ano de 1930. Sobre a vidente Irmã Amália de Jesus Flagelado Amália Aguirre nasceu em Riós, na Galiza, junto à fronteira de Espanha-Portugal, a 22 de julho de 1901. Pertenceu a uma família antiga, de longa tradição cristã, e seus pais eram admirados pela santidade de costumes, pela fervorosa piedade e sua inesgotável caridade para com o próximo. As circunstâncias econômicas e os planos de Deus obrigaram seus pais a deixar a Espanha e a emigrar para o Brasil, cuja língua – o português – lhes era bem conhecida e também permitia comunicar e trabalhar sem dificuldades. Primeiramente estiveram no Estado da Bahia, mas depois se mudaram para o Estado de São Paulo, para a cidade de Campinas. A Aparição de Nossa Senhora das Lágrimas: No dia 8 de março de 1930, a Irmã Amália de Jesus Flagelado estava a rezar na capela do convento, de joelhos, nos degraus do altar, quando, insperadamente, se sentiu como que elevada para o Alto. Em seguida lhe apareceu Nossa Senhora, que se apresentou com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria Seu peito e ombros. Com um sorriso se aproximou de Irmã Amália, segurando em Suas mãos um rosário a que Ela mesma chamou de «Coroa». As suas contas brilhavam como o Sol e eram brancas como a neve. Entregando-lhe esse rosário, a Santíssima Virgem Maria disse: “Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha.”. A revelação da Medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado Na aparição do dia 8 de abril de 1930, a Santíssima Virgem pediu à Irmã Amália que mandasse cunhar uma medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado, e disse que essa mesma medalha devia ser muito divulgada para que o poder de Satanás no Mundo fosse vencido. Nossa Senhora ainda acrescentou que todos os fiéis que a trouxessem com amor e devoção obteriam inúmeras graças. Por ordem da Santíssima Mãe de Deus, essa medalha traz cunhada na frente a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas em atitude de entrega da Coroa das Lágrimas (exatamente como aconteceu na anterior aparição de 8 de março de 1930 à Irmã Amália) e rodeada pelas palavras: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”. No verso, traz cunhada a imagem de Jesus Manietado – ou seja, amarrado durante a Sua Dolorosa Paixão – e rodeada pelas palavras: “Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o Mundo do erro que o ameaça!”. Palavras de Jesus Manietado para Irmã Amália de Jesus Flagelado “Minha filha: Hoje vou falar-te das Lágrimas de Minha Mãe. Durante vinte séculos elas ficaram guardadas no Meu Divino Coração para agora as entregar. Com esta entrega, Eu te constituo apóstola de Nossa Senhora das Lágrimas e sei que estás pronta a dar a vida pela difusão de tão santa devoção. Ser missionário(a) das Lágrimas de Minha Mãe é dar-Me imensas consolações! Dei valor infinito a essas Lágrimas e, com elas, os que se propuserem a propagá-las terão a felicidade de roubar pecadores ao maligno, cujo ódio há-de colocar-lhes muitos obstáculos para que elas não sejam conhecidas.” “O Mundo tem necessidade de Misericórdia e, para recebê-la, não há dádiva mais preciosa do que as Lágrimas de Minha Mãe! Se as lágrimas de uma mãe comovem o coração de um filho rebelde, então como não se há-de comover o Meu Coração que tanto ama esta Mãe? Este tesouro magnífico, guardado vinte séculos, está agora nas mãos de todos para com ele se salvarem muitas almas das garras infernais!… Quando as almas generosas dizem: “Meu Jesus, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima”, o Meu Coração abre-se e faz jorrar sobre aquelas almas as torrentes da Minha Misericórdia!” Reconhecimento Eclesiástico da Aparição: A devoção a Nossa Senhora das Lágrimas logo se espalhou entre os fiéis, e muitos relataram graças e favores alcançados por sua intercessão. A devoção foi acolhida com entusiasmo pela Igreja Católica, que investigou o fenômeno das aparições e a vida da Irmã Amália. Em 8 de março de 1931, o Monsenhor Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, reconheceu a veracidade dos fenómenos de estigmatização e as aparições recebidas pela Irmã Amália de Jesus Flagelado e concedeu as devidas autorizações – entre elas, o Imprimatur – para a publicação de todos os seus escritos (que incluíam as mensagens originais de Jesus e de Nossa Senhora) e das orações da Coroa (ou Rosário) de Nossa Senhora das Lágrimas. Em 20 de fevereiro de 1934, o mesmo prelado publicou uma declaração episcopal e reforçou a importância da devoção à Virgem Maria sob a invocação de Nossa Senhora das Lágrimas. Em 1935, a própria Coroa (ou Rosário) de Nossa Senhora das Lágrimas recebeu mais autorizações para sua divulgação: pelo Arcebispo John Robert Roach da Arquidiocese de Saint Paul e Minneapolis, no Minnesota (Estados Unidos); pelo Bispo Michael James Gallagher da Diocese de Detroit, no Michigan (Estados Unidos); pelo Censor Diocesano em Sopron (Hungria); pelo Bispo Stephanus Breyer da Diocese de Győr (Hungria); e, ainda, pelo Vigário Geral Ferdinand Buchwieser da Arquidiocese de Munique e Frisinga (Alemanha). Oração a Nossa Senhora das Lágrimas: Ó Nossa Senhora das Lágrimas, vimos a vós com confiança e amor, buscando vosso auxílio e proteção. Diante de vossas lágrimas de dor e compaixão, reconhecemos a grandeza de vosso amor materno por todos nós. Intercedei por nós junto a vosso Filho, Jesus Cristo, e apresentai nossos pedidos e súplicas diante do Pai Celestial. Derramai vossas lágrimas de graça e misericórdia sobre nós, concedendo-nos a força para enfrentar as provações da vida e a esperança para perseverar em nossa fé. Nossa Senhora das Lágrimas, rogai por nós. Amém. Que a devoção a Nossa Senhora das Lágrimas nos lembre do amor incondicional de Maria por todos nós, sua intercessão constante em nossas vidas e sua presença compassiva em nossas dores e alegrias. Que possamos sempre buscar consolo e auxílio junto a Ela, confiando em sua poderosa intercessão junto a Deus. Amém. Leia também: Aprenda a rezar a Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas #NossaSenhoradasLágrimas
- Conheça a História de Nossa Senhora das Lágrimas
Aparição de Nossa Senhora das Lágrimas A história da Aparição de Nossa Senhora das Lágrimas está associada à vidente Irmã Amália de Jesus Flagelado, uma religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. O evento ocorreu em Campinas, São Paulo, no Brasil, no ano de 1930. Sobre a vidente Irmã Amália de Jesus Flagelado Amália Aguirre nasceu em Riós, na Galiza, junto à fronteira de Espanha-Portugal, a 22 de julho de 1901. Pertenceu a uma família antiga, de longa tradição cristã, e seus pais eram admirados pela santidade de costumes, pela fervorosa piedade e sua inesgotável caridade para com o próximo. As circunstâncias econômicas e os planos de Deus obrigaram seus pais a deixar a Espanha e a emigrar para o Brasil, cuja língua – o português – lhes era bem conhecida e também permitia comunicar e trabalhar sem dificuldades. Primeiramente estiveram no Estado da Bahia, mas depois se mudaram para o Estado de São Paulo, para a cidade de Campinas. A Aparição de Nossa Senhora das Lágrimas: No dia 8 de março de 1930, a Irmã Amália de Jesus Flagelado estava a rezar na capela do convento, de joelhos, nos degraus do altar, quando, insperadamente, se sentiu como que elevada para o Alto. Em seguida lhe apareceu Nossa Senhora, que se apresentou com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria Seu peito e ombros. Com um sorriso se aproximou de Irmã Amália, segurando em Suas mãos um rosário a que Ela mesma chamou de «Coroa». As suas contas brilhavam como o Sol e eram brancas como a neve. Entregando-lhe esse rosário, a Santíssima Virgem Maria disse: “Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha.”. A revelação da Medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado Na aparição do dia 8 de abril de 1930, a Santíssima Virgem pediu à Irmã Amália que mandasse cunhar uma medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado, e disse que essa mesma medalha devia ser muito divulgada para que o poder de Satanás no Mundo fosse vencido. Nossa Senhora ainda acrescentou que todos os fiéis que a trouxessem com amor e devoção obteriam inúmeras graças. Por ordem da Santíssima Mãe de Deus, essa medalha traz cunhada na frente a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas em atitude de entrega da Coroa das Lágrimas (exatamente como aconteceu na anterior aparição de 8 de março de 1930 à Irmã Amália) e rodeada pelas palavras: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”. No verso, traz cunhada a imagem de Jesus Manietado – ou seja, amarrado durante a Sua Dolorosa Paixão – e rodeada pelas palavras: “Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o Mundo do erro que o ameaça!”. Palavras de Jesus Manietado para Irmã Amália de Jesus Flagelado “Minha filha: Hoje vou falar-te das Lágrimas de Minha Mãe. Durante vinte séculos elas ficaram guardadas no Meu Divino Coração para agora as entregar. Com esta entrega, Eu te constituo apóstola de Nossa Senhora das Lágrimas e sei que estás pronta a dar a vida pela difusão de tão santa devoção. Ser missionário(a) das Lágrimas de Minha Mãe é dar-Me imensas consolações! Dei valor infinito a essas Lágrimas e, com elas, os que se propuserem a propagá-las terão a felicidade de roubar pecadores ao maligno, cujo ódio há-de colocar-lhes muitos obstáculos para que elas não sejam conhecidas.” “O Mundo tem necessidade de Misericórdia e, para recebê-la, não há dádiva mais preciosa do que as Lágrimas de Minha Mãe! Se as lágrimas de uma mãe comovem o coração de um filho rebelde, então como não se há-de comover o Meu Coração que tanto ama esta Mãe? Este tesouro magnífico, guardado vinte séculos, está agora nas mãos de todos para com ele se salvarem muitas almas das garras infernais!… Quando as almas generosas dizem: “Meu Jesus, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima”, o Meu Coração abre-se e faz jorrar sobre aquelas almas as torrentes da Minha Misericórdia!” Reconhecimento Eclesiástico da Aparição: A devoção a Nossa Senhora das Lágrimas logo se espalhou entre os fiéis, e muitos relataram graças e favores alcançados por sua intercessão. A devoção foi acolhida com entusiasmo pela Igreja Católica, que investigou o fenômeno das aparições e a vida da Irmã Amália. Em 8 de março de 1931, o Monsenhor Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, reconheceu a veracidade dos fenómenos de estigmatização e as aparições recebidas pela Irmã Amália de Jesus Flagelado e concedeu as devidas autorizações – entre elas, o Imprimatur – para a publicação de todos os seus escritos (que incluíam as mensagens originais de Jesus e de Nossa Senhora) e das orações da Coroa (ou Rosário) de Nossa Senhora das Lágrimas. Em 20 de fevereiro de 1934, o mesmo prelado publicou uma declaração episcopal e reforçou a importância da devoção à Virgem Maria sob a invocação de Nossa Senhora das Lágrimas. Em 1935, a própria Coroa (ou Rosário) de Nossa Senhora das Lágrimas recebeu mais autorizações para sua divulgação: pelo Arcebispo John Robert Roach da Arquidiocese de Saint Paul e Minneapolis, no Minnesota (Estados Unidos); pelo Bispo Michael James Gallagher da Diocese de Detroit, no Michigan (Estados Unidos); pelo Censor Diocesano em Sopron (Hungria); pelo Bispo Stephanus Breyer da Diocese de Győr (Hungria); e, ainda, pelo Vigário Geral Ferdinand Buchwieser da Arquidiocese de Munique e Frisinga (Alemanha). Oração a Nossa Senhora das Lágrimas: Ó Nossa Senhora das Lágrimas, vimos a vós com confiança e amor, buscando vosso auxílio e proteção. Diante de vossas lágrimas de dor e compaixão, reconhecemos a grandeza de vosso amor materno por todos nós. Intercedei por nós junto a vosso Filho, Jesus Cristo, e apresentai nossos pedidos e súplicas diante do Pai Celestial. Derramai vossas lágrimas de graça e misericórdia sobre nós, concedendo-nos a força para enfrentar as provações da vida e a esperança para perseverar em nossa fé. Nossa Senhora das Lágrimas, rogai por nós. Amém. Que a devoção a Nossa Senhora das Lágrimas nos lembre do amor incondicional de Maria por todos nós, sua intercessão constante em nossas vidas e sua presença compassiva em nossas dores e alegrias. Que possamos sempre buscar consolo e auxílio junto a Ela, confiando em sua poderosa intercessão junto a Deus. Amém. Leia também: Aprenda a rezar a Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas #NossaSenhoradasLágrimas
- Homilia Diária | Sem fé, não há amor
Sexta-feira da 3.ª Semana da Quaresma O nosso amor não se realiza de forma etérea e vazia, pela simples razão de que ninguém ama o que não conhece, pois a inteligência sempre precede a vontade. Por isso, o grande mandamento do amor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração”, não começa pelos impulsos da caridade, mas pelo conhecimento da fé: “Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 8 de março, e entenda como a caridade se fundamenta na fé e como o nosso amor a Deus provém do amor que Ele mesmo tem por nós. Santo do Dia: São João de Deus, padroeiro dos que trabalham em hospitais Evangelho (Mc 12,28b-34) — Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos! — Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus! (Mt 4,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 28b um escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29 Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31 O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. 32 O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33 Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34 Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Sem fé, não há amor
Sexta-feira da 3.ª Semana da Quaresma O nosso amor não se realiza de forma etérea e vazia, pela simples razão de que ninguém ama o que não conhece, pois a inteligência sempre precede a vontade. Por isso, o grande mandamento do amor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração”, não começa pelos impulsos da caridade, mas pelo conhecimento da fé: “Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 8 de março, e entenda como a caridade se fundamenta na fé e como o nosso amor a Deus provém do amor que Ele mesmo tem por nós. Santo do Dia: São João de Deus, padroeiro dos que trabalham em hospitais Evangelho (Mc 12,28b-34) — Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos! — Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus! (Mt 4,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 28b um escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29 Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31 O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. 32 O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33 Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34 Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São João de Deus, padroeiro dos que trabalham em hospitais – 08 de Março
SANTO DO DIA – 08 DE MARÇO – SÃO JOÃO DE DEUS Fundador dos Frades da Caridade (1495-1550) João Cidade Duarte nasceu no dia 08 de março de 1495 em Montemor-o-novo, perto de Évora, Portugal. Seu pai era vendedor de frutas na rua. Da sua infância sabemos apenas que, João, aos oito anos, ou fugiu ou foi raptado por um viajante, que se hospedou em sua casa. Depois de vinte dias, sua mãe não resistiu e morreu. O pai acabou seus dias no convento dos franciscanos, que o acolheram. Enquanto isso, João foi à pé para a Espanha rumo à cidade de Madrid, junto com mendigos e saltimbancos. Nos arredores de Toledo, o viajante o deixou aos cuidados de um bom homem, Francisco Majoral, administrador dos rebanhos do Conde de Oropesa, conhecido por sua caridade. Foi nessa época que ganhou o apelido de João de Deus, porque ninguém sabia direito quem era ou de onde vinha. Por seis anos Francisco o educou como um filho, ao lado de sua pequenina filha. Dos catorze anos até os vinte e oito João trabalhou e viveu como um pastor. E quando Francisco decidiu casa-lo com sua filha, de novo ele fugiu, começando sua vida errante. Alistou-se como soldado de Carlos V e participou da batalha de Paiva, contra Francisco I. Vitorioso, abandonou os campos de batalha e ganhou o mundo. Viajou por toda a Europa, foi para a África, trabalhou como vendedor ambulante em Gibraltar. Então, qual filho pródigo, voltou à sua cidade natal, onde ninguém o reconheceu, pois os pais já tinham falecido; novamente rumou à Espanha, onde abriu uma livraria em Granada. Nessa cidade, em 1538, depois de ter ouvido um inflamado sermão proferido por João d’Ávila, que a Igreja também canonizou, arrependido dos seus pecados e tocado pela graça, saiu correndo da igreja, e gritou: ‘misericórdia, Senhor, misericórdia’. Todos riram dele, mas João de Deus não se importou. Distribuiu todos os seus bens aos pobres e começou a fazer rigorosas penitências. Tomado por louco foi internado num hospital psiquiátrico, onde foi tratado desumanamente. Depois de ter experimentado todas as crueldades que aí se praticavam e orientado por João d’Ávila decidiu fundar uma casa-hospitalar, para tratar os loucos. Criou assim uma nova Ordem religiosa, a dos Irmãos Hospitaleiros. Ao todo foram mais de oitenta casas-hospitalares fundadas, para abrigar loucos e doentes terminais. Para cuidar deles, usava um processo todo seu, sendo considerado o precursor do método psicanalítico e psicossomático, inventado quatro séculos depois por Freud e seus discípulos. João de Deus, que nunca se formou em medicina, curava os doentes mentais utilizando a fé e sua própria experiência. Partia do princípio de que curando a alma, meio caminho havia sido trilhado para curar o corpo. Ele sentia a dualidade da situação do doente, por tê-la vivenciado dessa maneira. João de Deus sentia-se pertencer ao mundo dos loucos e ao mundo dos pecadores e indignos e, por isso, se motivou a trabalhar na dignificação, reabilitação e inserção de ambas as categorias. Um modelo de empatia e convicções profundas tão em falta, que várias instituições seguiram sua orientação nesse sentido, tempos depois e ainda hoje. Depois, João de Deus e seus discípulos passaram a atender todos os tipos de enfermos. Seu mote era: ‘fazei o bem, irmãos, para o bem de vós mesmos’. Ele morreu no mesmo dia em que nasceu, aos cinquenta e cinco anos, no dia 8 de março de 1550. Foi canonizado pelo Papa Leão XIII que o proclamou padroeiro dos hospitais, dos doentes e de todos aqueles que trabalham pela cura dos enfermos. Hoje a Ordem Hospitaleira São João de Deus, é um instituto religioso, internacional, com sede em Roma, composto de homens que por amor a Deus se consagram à hospitalidade misericordiosa para com os doentes e necessitados em quarenta e cinco países dos cinco continentes. Conheça mais sobre São João de Deus Nascido em 8 de Março de 1495, em Monte Maior, pequena cidade do reino de Portugal, no arcebispado de Évora, descendia de pais modestos. O genitor, André Civdad, e a genitora, cujo nome não se sabe, educaram-no em todos os exercícios de piedade que sua infância podia assimiliar. Mas eles o perderam, com a idade de oito ou nove anos. Como exercessem prazenteiramente a hospitalidade, receberam certa vez em casa, um viajante, que se dizia sacerdote e se dirigia para o lado de Madri. Durante a conversa, falou da piedade que reinava na capital da Espanha, bem como das igrejas célebres que lá se viam. Isso causou tal impressão no pequeno João, que desejou acompanhar o viajante. Escondeu-se dos pais e pôs-se a caminho de Madrid. Todavia não chegou lá. O viajante deixou-o na cidade de Oropesa, em Castela. Pessoas piedosas se compadeceram do menino. Francisco, chefe dos pastores do conde de Oropesa, tomou-o para seu serviço. Todavia, sua mãe, após várias buscas inúteis, não podendo encontrá-lo, morreu de tristeza, decorridos vinte anos. O pai, não menos aflito com sua ausência, retirou-se para Lisboa e lá se fez religioso da ordem de São Francisco. Entrementes, Deus abençoava os cuidados e o trabalho de seus filhos. Os bens de seu amo, dos quais fora nomeado ecônomo, aumentaram em suas mãos, os rebanhos se multiplicaram e a prosperidade reinava na casa. O amo tomou-se de grande afeição por ele e, para retê-lo, ofereceu-lhe a filha em casamento. João, que tinha terna devoção pela Santa Virgem, e rezava todos os dias o rosário em sua honra, não aceitou essa união e alistou-se numa companhia de soldados a serviço de Carlos Quinto, para marchar contra os franceses em Fontarabie. O movimento das armas, o mau exemplo dos companheiros fizeram-no esquecer os exercícios de piedade. Acostumou-se insensivelmente a fazer os demais. A Providência permitiu que lhe acontecessem acidentes, que o fizeram entrar em si. Um dia, faltavam víveres. João como o mais moço, foi incumbido de ir procurá-los em uma localidade vizinha. Montava uma jumenta há pouco tomada aos franceses. Reconhecendo os lugares, o animal correu a toda brida na direção do campo conhecido. João quis detê-la, mas empinando-se, atirou-se para o meio de algumas pedras, onde ele ficou sem movimento e sem vida. Voltando a si, pôs-se de joelhos, implorou o socorro da santa Virgem para não cair nas mãos dos inimigos, dos quais estava muito próximo. Voltando ao campo dos espanhóis, deplorou seus demandos e prometeu a Deus ser mais fiel no servi-lo. Deste mal, caiu em outro. Foi-lhe confiada pelo capitão a guarda de espólios feitos aos inimigos. Todavia, ladrões os raptaram. O capitão o acusou de infidelidade, maltratou-o e quis entregá-lo à justiça. Várias pessoas se interessaram por ele e obtiveram-lhe indulto, com a condição de abandonar o serviço das armas. Retornou a Oropesa, procurou o antigo amo, que o recebeu com muita ternura, tornando a confiar-lhe a guarda dos bens. Desincumbiu-se dessa missão com mais exatidão ainda, de tal sorte que o amo pediu-lhe novamente que se tornasse seu genro. João se recusou. E para se ver livre desses assediamentos, engajou-se novamente no exercício. Era na guerra de Carlos Quirino contra os turcos. João a encarava como uma expedição santa, na qual podia sofrer alguma coisa por Jesus Cristo. Evitou todos os demandos em que caíra anteriormente e, bem longe de interromper os exercícios de piedade, aumentou-os. Terminada a guerra, os soldados foram dispensados. Ele voltou a Portugal e quis ir ver os pais, em Monte Maior. Lá soube que já se encontravam mortos, tanto um como outro, de tristeza por haverem-no perdido. Resolveu, então, deixar o país e entregar-se ao serviço de Deus, em algum lugar. Passando pela Andaluzia, entrou para os serviços de uma senhora rica, na qualidade de pastor. Passou dias e noites em exercícios de piedade e penitência, implorando a misericórdia de Deus. Por fim, convenceu-se de que não poderia fazer nada de mais apropriado, para satisfazer à justiça divina, do que dedicar-se aos infelizes. Para executar seu plano, foi para à África, a fim de proporcionar aos escravos cristãos todo o consolo e todos os socorros que dele dependessem. Esperava ainda encontrar nesse país a coroa do martírio, pela qual suspirava ardentemente. Em Gilbraltar, encontrou um gentil-homem português, que o Rei João III tinha despojado de todos os bens e condenado ao exílio. Os oficiais do príncipe foram incumbidos de conduzi-lo, com mulher e filhos, a Ceuta. João, movido pela caridade, pôs-se a seu serviço, gratuitamente. Mas, apenas chegaram a Ceuta, a tristeza e o clima causaram no gentil-homem uma doença penosa. Bem depressa foi reduzido a extrema necessidade e obrigado a vender, para sua subsistência e da família, o pouco que havia trazido. Esgotada essa fonte, o santo supriu-a vendendo tudo o que possuía. Não parou aí, trabalhou em obras públicas e empregou no exercício da caridade, foi turvada pela apostasia de um dos companheiros. Esse fato, acrescido dos conselhos do confessor, que lhe demonstrara a ilusão de procurar ali o martírio, fizeram-no decidir-se a voltar à Espanha. De volta a Gibraltar, pôs-se a vender imagens e livros de piedade. O que lhe concedia a ocasião de exortar à prática da virtude os que a ele se dirigiam. Com os fundos consideravelmente aumentados, foi para Granada, onde em 1538, se estabeleceu com uma botica. Tinha, então, cerca de quarenta e três anos. Sabendo que a cidade de Granada celebrava com muita devoção a festa de São Sebastião, transportou-se para o eremitério do nome desse santo. Nessa ano, o povo foi numeroso nesse local, porque João de Ávila, sacerdote de grande santidade, o mais célebre pregador de Espanha, cognominado o Apóstolo de Andaluzia, devia ir lá pregar. João se comoveu com o sermão a ponto de derramar lágrimas e encher a igreja com seus gritos e lamentações. Maldizia publicamente a vida pregressa, batia no peito e pedia misericórdia pelos pecados que havia cometido. Não contente com isso, saiu pelas ruas, correndo e arrancando-se os cabelos e fazendo outras coisas de chamar a atenção. O populacho o perseguiu, como se fora um demente, a pedradas e a bastonadas. Voltou para casa, todo coberto de lama e sangue. Deu aos pobres tudo quanto tinha e reduziu-se a uma pobreza total. Recomeçou a correr pelas ruas como antes. Algumas pessoas, compadecidas dele, detiveram-no e conduziram ao venerável João de Ávila. Este grande homem, cheio de espírito de Deus, descobriu logo que nosso santo não era absolutamente tal como aparentava ser. Falou-lhe em particular, atendeu-o em confissão geral e deu-lhe conselhos salutares, prometendo-lhe assisti-lo em toda ocasião. Todavia, o nosso santo, incendiado de desejo de humilhações, reencetou a atitude de demente. A tal ponto, que se chegou a crer um dever encerrá-lo como um doente. Foram empregados os remédios mais violentos para curá-lo da pretendida doença. Sofreu tudo em espírito de penitência, para expiação dos pecados da vida passada. João de Ávila, informado do que se passava, foi visitá-lo. Encontrou-o coberto de feridas, feitas pelos golpes de chicote que lhe haviam aplicado. Mas se o corpo estava em estado de fraqueza, a alma se encontrava em pleno vigor e em plena coragem, santamente ávida de novos sofrimentos e novas humilhações. João de Ávila sentiu-se extremamente edificado com um tal amor pela penitência. Entretanto, após ter dado ao santo os elogios que merecia, aconselhou-o a mudar de gênero de vida e a se ocupar de alguma coisa que pudesse ser de grande utilidade para o povo. João aproveitou os conselhos de seu diretor espiritual e voltou imediatamente ao estado natural, o que causou grande surpresa nas pessoas encarregadas de cuidar dele. Serviu durante algum tempo aos doentes no hospital onde se encontrava, e do qual saiu no dia de Santa Úrsula, no ano de 1539. Não pensou mais em outra coisa, senão no desígnio de executar o que pudesse servir de alívio para os pobres. Mas, antes de empreender o que quer que fosse, colocou-se sob a proteção da santa Virgem e fez uma peregrinação a Nossa Senhora de Guadalupe, na Extremadura. Na volta, começou a vender madeira de mercado, empregando os lucros que disso lhe advinham, no alívio dos infelizes. Alugou, em seguida, uma casa, para nela recolher os pobres doentes, e provia-lhes a todas as necessidades com atividade, vigilância e economia de surpreender toda a cidade. Chegou o ano de 1540. Assim, fundou-se a Ordem da Caridade, que, por uma benção visível do céu, se espalhou por toda a cristandade. O santo passou os dias junto dos doentes, empregando as noites em transportar novos necessitados o para o hospital. Os habitantes de Granada, edificados com esses estabelecimentos, prontificaram-se a fornecer tudo quanto fosse da necessidade dos doentes, O arcebispo, testemunha dos grandes bens que resultavam da ordem admirável que lá reinava, com relação à administração do auxílio espiritual e temporal, tomou-o sob sua proteção, dando-lhe somas consideráveis, para torná-lo fixo e permanente. O exemplo do prelado produziu os melhores efeitos e excitou a caridade de numerosas pessoas virtuosas. Como não iriam ajudar uma instituição assim útil, cujo fundador era um modelo completo de caridade, de paciência e de modéstia? O bispo de Tuy, presidente da câmara real de Granada, reteve-o um dia para jantar. Fez-lhe várias perguntas, às quais o santo respondeu com tanta justeza, que o bispo fez dele a melhor idéia. O prelado perguntou-lhe como se chamava. A resposta foi: João. Tu te chamarás doravante João de Deus, disse o bispo. E esse nome ficou. Prescreveu ao mesmo um hábito conveniente e vestiu-o com as próprias mãos. João não tivera jamais a intenção de fundar uma ordem religiosa. Assim, não redigiu nenhuma regra para aqueles que se consagrassem, como ele, ao consolo dos doentes. Por isso a que leva seu nome não foi feita, senão seis anos após sua morte, ou seja, em 1556. Quanto aos votos de religião, foram introduzidos por seus discípulos em 1570. (…)A uma vida ativa, juntava-se a oração contínua e grande austeridade. Ele tinha o dom das lágrimas e possuía superiormente o espírito de contemplação. Todo o seu modo de agir era impregnado de profunda humildade, e estava tão firme nessa virtude, que nada era capaz de demovê-lo. Isso ficou demonstrado na corte de Valladolid, para onde seus afazeres o tinham chamado. O rei e os príncipes lhe deram, à porfia, mostras indiscutíveis de estima e lhe remeteram somas consideráveis, que ele distribuiu com admirável economia, em Valladolid mesmo e nos arredores. Quanto às honras com que o cumulavam, ele as recebia com santa insensibilidade, que caracteriza um homem verdadeiramente morto para si mesmo. Dava-se melhor com as humilhações que lhe faziam as delícias. Suportava-as com alegria e as procurava mesmo, com ânsia. Fazia já dez anos que o nosso santo sustentava com coragem invencível as fadigas que lhe causavam os serviços do hospital, quando caiu doente. Atribui-se a causa de sua doença aos esforços, durante uma inundação, para salvar da água bens pertencentes aos pobres e para salvar um homem que estava para afogar-se. A princípio disfarçou o mau estado de saúde, com receio de que o obrigassem a deixar de lado algo dos trabalhos e das austeridades. Trabalhou, ao mesmo tempo, em fazer o inventário de tudo quanto havia no hospital e em rever as contas. Reviu também os sábios regulamentos que redigira par a administração do espiritual e do temporal. (…) Todavia a saúde do bem-aventurado João enfraquecia dia a dia. A doença tornou-se tão perigosa, que não lhe foi mais possível cuspir. Espalhou-se a notícia de sua doença. Uma senhora chamada Ana Osório, foi visitá-lo. Ela o encontrou deitado com suas roupas, na pequena cela, não tendo por coberta, senão um velho casaco. O santo apenas substituira a pedra que lhe servia habitualmente de travesseiro, pelo cestinho no qual costumava colocar as esmolas que recolhia pela cidade. Os doentes e os pobres desfaziam-se em lágrimas ao redor dele. Ana Osório sentiu-se vivamente tocada com esse espetáculo e secretamente fez saber ao arcebispo do estado em que se encontrava o santo. O prelado enviou imediatamente alguém a dizer a João que ele devia obedecer aquela senhora como ao próprio arcebispo. Ana, assim autorizada, obrigou o servo de Deus a deixar o hospital. Mas, antes de sair, nomeou superior Antônio Martin, deu algumas instruções aos frades e lhe recomendou sobretudo a prática da obediência e da caridade. Visitou em seguida o santo sacramento e deixou que o coração se expandisse em presença de Jesus Cristo. Sua oração foi tão longa, que Ana Osório se viu obrigada a interrompê-lo para fazê-lo subir na carruagem. Ela o conduziu à sua casa, reservando-se a si e às filhas o cuidado de servi-lo durante a doença. Frequentemente liam-lhe a paixão de Jesus Cristo, que o levava a atos de humildade, considerando que era bem tratado, enquanto o Salvador fora maltratado. Os progressos da doença foram rápidos, que após pouco tempo não restava esperanças de melhora. Todos se alarmaram com o perigo em que se encontrava o homem de Deus. Toda a nobreza veio visitá-lo e os magistrados acorriam para pedir-lhe a benção para si e para a cidade. O santo respondeu a estes últimos que não deviam pedir a benção a um pecador tão grande como ele; recomendou-lhe em seguida os pobres e os frades que estavam incumbidos do cuidado do hospital. O arcebispo ordenou-lhe, por fim, que atendesse aos rogos dos magistrados. Deu, então, a benção à cidade de Granada e fez exortações das mais patéticas a todos os presentes. Continuamente se entretinha com Deus, por oração acompanhada da compunção mais viva e do amor mais ardente. O arcebispo rezou a missa no quarto e administrou-lhe os últimos sacramentos, após tê-lo ouvido em confissão. Prometeu-lhe pagar suas dívidas e prover às necessidades dos pobres dos quais seu hospital tomava cuidado. João, ainda de joelhos, diante do altar, expirou, em 8 de Março de 1550. Tinha cinqüenta e cinco anos completos. Foi enterrado pelo arcebispo com toda a solenidade. O clérigo secular e regular de Granada assistiu aos funerais, bem como a corte e a nobreza. Deus glorificou seu servidor com numerosos milagres. Em vista disso, Urbano VIII beatificou-o no ano de 1630 e Alexandre VIII o canonizou no ano de 1690. Suas relíquias foram transportadas em 1664, para a igreja dos seus discípulos. #SantodoDia
- São João de Deus, padroeiro dos que trabalham em hospitais – 08 de Março
SANTO DO DIA – 08 DE MARÇO – SÃO JOÃO DE DEUS Fundador dos Frades da Caridade (1495-1550) João Cidade Duarte nasceu no dia 08 de março de 1495 em Montemor-o-novo, perto de Évora, Portugal. Seu pai era vendedor de frutas na rua. Da sua infância sabemos apenas que, João, aos oito anos, ou fugiu ou foi raptado por um viajante, que se hospedou em sua casa. Depois de vinte dias, sua mãe não resistiu e morreu. O pai acabou seus dias no convento dos franciscanos, que o acolheram. Enquanto isso, João foi à pé para a Espanha rumo à cidade de Madrid, junto com mendigos e saltimbancos. Nos arredores de Toledo, o viajante o deixou aos cuidados de um bom homem, Francisco Majoral, administrador dos rebanhos do Conde de Oropesa, conhecido por sua caridade. Foi nessa época que ganhou o apelido de João de Deus, porque ninguém sabia direito quem era ou de onde vinha. Por seis anos Francisco o educou como um filho, ao lado de sua pequenina filha. Dos catorze anos até os vinte e oito João trabalhou e viveu como um pastor. E quando Francisco decidiu casa-lo com sua filha, de novo ele fugiu, começando sua vida errante. Alistou-se como soldado de Carlos V e participou da batalha de Paiva, contra Francisco I. Vitorioso, abandonou os campos de batalha e ganhou o mundo. Viajou por toda a Europa, foi para a África, trabalhou como vendedor ambulante em Gibraltar. Então, qual filho pródigo, voltou à sua cidade natal, onde ninguém o reconheceu, pois os pais já tinham falecido; novamente rumou à Espanha, onde abriu uma livraria em Granada. Nessa cidade, em 1538, depois de ter ouvido um inflamado sermão proferido por João d’Ávila, que a Igreja também canonizou, arrependido dos seus pecados e tocado pela graça, saiu correndo da igreja, e gritou: ‘misericórdia, Senhor, misericórdia’. Todos riram dele, mas João de Deus não se importou. Distribuiu todos os seus bens aos pobres e começou a fazer rigorosas penitências. Tomado por louco foi internado num hospital psiquiátrico, onde foi tratado desumanamente. Depois de ter experimentado todas as crueldades que aí se praticavam e orientado por João d’Ávila decidiu fundar uma casa-hospitalar, para tratar os loucos. Criou assim uma nova Ordem religiosa, a dos Irmãos Hospitaleiros. Ao todo foram mais de oitenta casas-hospitalares fundadas, para abrigar loucos e doentes terminais. Para cuidar deles, usava um processo todo seu, sendo considerado o precursor do método psicanalítico e psicossomático, inventado quatro séculos depois por Freud e seus discípulos. João de Deus, que nunca se formou em medicina, curava os doentes mentais utilizando a fé e sua própria experiência. Partia do princípio de que curando a alma, meio caminho havia sido trilhado para curar o corpo. Ele sentia a dualidade da situação do doente, por tê-la vivenciado dessa maneira. João de Deus sentia-se pertencer ao mundo dos loucos e ao mundo dos pecadores e indignos e, por isso, se motivou a trabalhar na dignificação, reabilitação e inserção de ambas as categorias. Um modelo de empatia e convicções profundas tão em falta, que várias instituições seguiram sua orientação nesse sentido, tempos depois e ainda hoje. Depois, João de Deus e seus discípulos passaram a atender todos os tipos de enfermos. Seu mote era: ‘fazei o bem, irmãos, para o bem de vós mesmos’. Ele morreu no mesmo dia em que nasceu, aos cinquenta e cinco anos, no dia 8 de março de 1550. Foi canonizado pelo Papa Leão XIII que o proclamou padroeiro dos hospitais, dos doentes e de todos aqueles que trabalham pela cura dos enfermos. Hoje a Ordem Hospitaleira São João de Deus, é um instituto religioso, internacional, com sede em Roma, composto de homens que por amor a Deus se consagram à hospitalidade misericordiosa para com os doentes e necessitados em quarenta e cinco países dos cinco continentes. Conheça mais sobre São João de Deus Nascido em 8 de Março de 1495, em Monte Maior, pequena cidade do reino de Portugal, no arcebispado de Évora, descendia de pais modestos. O genitor, André Civdad, e a genitora, cujo nome não se sabe, educaram-no em todos os exercícios de piedade que sua infância podia assimiliar. Mas eles o perderam, com a idade de oito ou nove anos. Como exercessem prazenteiramente a hospitalidade, receberam certa vez em casa, um viajante, que se dizia sacerdote e se dirigia para o lado de Madri. Durante a conversa, falou da piedade que reinava na capital da Espanha, bem como das igrejas célebres que lá se viam. Isso causou tal impressão no pequeno João, que desejou acompanhar o viajante. Escondeu-se dos pais e pôs-se a caminho de Madrid. Todavia não chegou lá. O viajante deixou-o na cidade de Oropesa, em Castela. Pessoas piedosas se compadeceram do menino. Francisco, chefe dos pastores do conde de Oropesa, tomou-o para seu serviço. Todavia, sua mãe, após várias buscas inúteis, não podendo encontrá-lo, morreu de tristeza, decorridos vinte anos. O pai, não menos aflito com sua ausência, retirou-se para Lisboa e lá se fez religioso da ordem de São Francisco. Entrementes, Deus abençoava os cuidados e o trabalho de seus filhos. Os bens de seu amo, dos quais fora nomeado ecônomo, aumentaram em suas mãos, os rebanhos se multiplicaram e a prosperidade reinava na casa. O amo tomou-se de grande afeição por ele e, para retê-lo, ofereceu-lhe a filha em casamento. João, que tinha terna devoção pela Santa Virgem, e rezava todos os dias o rosário em sua honra, não aceitou essa união e alistou-se numa companhia de soldados a serviço de Carlos Quinto, para marchar contra os franceses em Fontarabie. O movimento das armas, o mau exemplo dos companheiros fizeram-no esquecer os exercícios de piedade. Acostumou-se insensivelmente a fazer os demais. A Providência permitiu que lhe acontecessem acidentes, que o fizeram entrar em si. Um dia, faltavam víveres. João como o mais moço, foi incumbido de ir procurá-los em uma localidade vizinha. Montava uma jumenta há pouco tomada aos franceses. Reconhecendo os lugares, o animal correu a toda brida na direção do campo conhecido. João quis detê-la, mas empinando-se, atirou-se para o meio de algumas pedras, onde ele ficou sem movimento e sem vida. Voltando a si, pôs-se de joelhos, implorou o socorro da santa Virgem para não cair nas mãos dos inimigos, dos quais estava muito próximo. Voltando ao campo dos espanhóis, deplorou seus demandos e prometeu a Deus ser mais fiel no servi-lo. Deste mal, caiu em outro. Foi-lhe confiada pelo capitão a guarda de espólios feitos aos inimigos. Todavia, ladrões os raptaram. O capitão o acusou de infidelidade, maltratou-o e quis entregá-lo à justiça. Várias pessoas se interessaram por ele e obtiveram-lhe indulto, com a condição de abandonar o serviço das armas. Retornou a Oropesa, procurou o antigo amo, que o recebeu com muita ternura, tornando a confiar-lhe a guarda dos bens. Desincumbiu-se dessa missão com mais exatidão ainda, de tal sorte que o amo pediu-lhe novamente que se tornasse seu genro. João se recusou. E para se ver livre desses assediamentos, engajou-se novamente no exercício. Era na guerra de Carlos Quirino contra os turcos. João a encarava como uma expedição santa, na qual podia sofrer alguma coisa por Jesus Cristo. Evitou todos os demandos em que caíra anteriormente e, bem longe de interromper os exercícios de piedade, aumentou-os. Terminada a guerra, os soldados foram dispensados. Ele voltou a Portugal e quis ir ver os pais, em Monte Maior. Lá soube que já se encontravam mortos, tanto um como outro, de tristeza por haverem-no perdido. Resolveu, então, deixar o país e entregar-se ao serviço de Deus, em algum lugar. Passando pela Andaluzia, entrou para os serviços de uma senhora rica, na qualidade de pastor. Passou dias e noites em exercícios de piedade e penitência, implorando a misericórdia de Deus. Por fim, convenceu-se de que não poderia fazer nada de mais apropriado, para satisfazer à justiça divina, do que dedicar-se aos infelizes. Para executar seu plano, foi para à África, a fim de proporcionar aos escravos cristãos todo o consolo e todos os socorros que dele dependessem. Esperava ainda encontrar nesse país a coroa do martírio, pela qual suspirava ardentemente. Em Gilbraltar, encontrou um gentil-homem português, que o Rei João III tinha despojado de todos os bens e condenado ao exílio. Os oficiais do príncipe foram incumbidos de conduzi-lo, com mulher e filhos, a Ceuta. João, movido pela caridade, pôs-se a seu serviço, gratuitamente. Mas, apenas chegaram a Ceuta, a tristeza e o clima causaram no gentil-homem uma doença penosa. Bem depressa foi reduzido a extrema necessidade e obrigado a vender, para sua subsistência e da família, o pouco que havia trazido. Esgotada essa fonte, o santo supriu-a vendendo tudo o que possuía. Não parou aí, trabalhou em obras públicas e empregou no exercício da caridade, foi turvada pela apostasia de um dos companheiros. Esse fato, acrescido dos conselhos do confessor, que lhe demonstrara a ilusão de procurar ali o martírio, fizeram-no decidir-se a voltar à Espanha. De volta a Gibraltar, pôs-se a vender imagens e livros de piedade. O que lhe concedia a ocasião de exortar à prática da virtude os que a ele se dirigiam. Com os fundos consideravelmente aumentados, foi para Granada, onde em 1538, se estabeleceu com uma botica. Tinha, então, cerca de quarenta e três anos. Sabendo que a cidade de Granada celebrava com muita devoção a festa de São Sebastião, transportou-se para o eremitério do nome desse santo. Nessa ano, o povo foi numeroso nesse local, porque João de Ávila, sacerdote de grande santidade, o mais célebre pregador de Espanha, cognominado o Apóstolo de Andaluzia, devia ir lá pregar. João se comoveu com o sermão a ponto de derramar lágrimas e encher a igreja com seus gritos e lamentações. Maldizia publicamente a vida pregressa, batia no peito e pedia misericórdia pelos pecados que havia cometido. Não contente com isso, saiu pelas ruas, correndo e arrancando-se os cabelos e fazendo outras coisas de chamar a atenção. O populacho o perseguiu, como se fora um demente, a pedradas e a bastonadas. Voltou para casa, todo coberto de lama e sangue. Deu aos pobres tudo quanto tinha e reduziu-se a uma pobreza total. Recomeçou a correr pelas ruas como antes. Algumas pessoas, compadecidas dele, detiveram-no e conduziram ao venerável João de Ávila. Este grande homem, cheio de espírito de Deus, descobriu logo que nosso santo não era absolutamente tal como aparentava ser. Falou-lhe em particular, atendeu-o em confissão geral e deu-lhe conselhos salutares, prometendo-lhe assisti-lo em toda ocasião. Todavia, o nosso santo, incendiado de desejo de humilhações, reencetou a atitude de demente. A tal ponto, que se chegou a crer um dever encerrá-lo como um doente. Foram empregados os remédios mais violentos para curá-lo da pretendida doença. Sofreu tudo em espírito de penitência, para expiação dos pecados da vida passada. João de Ávila, informado do que se passava, foi visitá-lo. Encontrou-o coberto de feridas, feitas pelos golpes de chicote que lhe haviam aplicado. Mas se o corpo estava em estado de fraqueza, a alma se encontrava em pleno vigor e em plena coragem, santamente ávida de novos sofrimentos e novas humilhações. João de Ávila sentiu-se extremamente edificado com um tal amor pela penitência. Entretanto, após ter dado ao santo os elogios que merecia, aconselhou-o a mudar de gênero de vida e a se ocupar de alguma coisa que pudesse ser de grande utilidade para o povo. João aproveitou os conselhos de seu diretor espiritual e voltou imediatamente ao estado natural, o que causou grande surpresa nas pessoas encarregadas de cuidar dele. Serviu durante algum tempo aos doentes no hospital onde se encontrava, e do qual saiu no dia de Santa Úrsula, no ano de 1539. Não pensou mais em outra coisa, senão no desígnio de executar o que pudesse servir de alívio para os pobres. Mas, antes de empreender o que quer que fosse, colocou-se sob a proteção da santa Virgem e fez uma peregrinação a Nossa Senhora de Guadalupe, na Extremadura. Na volta, começou a vender madeira de mercado, empregando os lucros que disso lhe advinham, no alívio dos infelizes. Alugou, em seguida, uma casa, para nela recolher os pobres doentes, e provia-lhes a todas as necessidades com atividade, vigilância e economia de surpreender toda a cidade. Chegou o ano de 1540. Assim, fundou-se a Ordem da Caridade, que, por uma benção visível do céu, se espalhou por toda a cristandade. O santo passou os dias junto dos doentes, empregando as noites em transportar novos necessitados o para o hospital. Os habitantes de Granada, edificados com esses estabelecimentos, prontificaram-se a fornecer tudo quanto fosse da necessidade dos doentes, O arcebispo, testemunha dos grandes bens que resultavam da ordem admirável que lá reinava, com relação à administração do auxílio espiritual e temporal, tomou-o sob sua proteção, dando-lhe somas consideráveis, para torná-lo fixo e permanente. O exemplo do prelado produziu os melhores efeitos e excitou a caridade de numerosas pessoas virtuosas. Como não iriam ajudar uma instituição assim útil, cujo fundador era um modelo completo de caridade, de paciência e de modéstia? O bispo de Tuy, presidente da câmara real de Granada, reteve-o um dia para jantar. Fez-lhe várias perguntas, às quais o santo respondeu com tanta justeza, que o bispo fez dele a melhor idéia. O prelado perguntou-lhe como se chamava. A resposta foi: João. Tu te chamarás doravante João de Deus, disse o bispo. E esse nome ficou. Prescreveu ao mesmo um hábito conveniente e vestiu-o com as próprias mãos. João não tivera jamais a intenção de fundar uma ordem religiosa. Assim, não redigiu nenhuma regra para aqueles que se consagrassem, como ele, ao consolo dos doentes. Por isso a que leva seu nome não foi feita, senão seis anos após sua morte, ou seja, em 1556. Quanto aos votos de religião, foram introduzidos por seus discípulos em 1570. (…)A uma vida ativa, juntava-se a oração contínua e grande austeridade. Ele tinha o dom das lágrimas e possuía superiormente o espírito de contemplação. Todo o seu modo de agir era impregnado de profunda humildade, e estava tão firme nessa virtude, que nada era capaz de demovê-lo. Isso ficou demonstrado na corte de Valladolid, para onde seus afazeres o tinham chamado. O rei e os príncipes lhe deram, à porfia, mostras indiscutíveis de estima e lhe remeteram somas consideráveis, que ele distribuiu com admirável economia, em Valladolid mesmo e nos arredores. Quanto às honras com que o cumulavam, ele as recebia com santa insensibilidade, que caracteriza um homem verdadeiramente morto para si mesmo. Dava-se melhor com as humilhações que lhe faziam as delícias. Suportava-as com alegria e as procurava mesmo, com ânsia. Fazia já dez anos que o nosso santo sustentava com coragem invencível as fadigas que lhe causavam os serviços do hospital, quando caiu doente. Atribui-se a causa de sua doença aos esforços, durante uma inundação, para salvar da água bens pertencentes aos pobres e para salvar um homem que estava para afogar-se. A princípio disfarçou o mau estado de saúde, com receio de que o obrigassem a deixar de lado algo dos trabalhos e das austeridades. Trabalhou, ao mesmo tempo, em fazer o inventário de tudo quanto havia no hospital e em rever as contas. Reviu também os sábios regulamentos que redigira par a administração do espiritual e do temporal. (…) Todavia a saúde do bem-aventurado João enfraquecia dia a dia. A doença tornou-se tão perigosa, que não lhe foi mais possível cuspir. Espalhou-se a notícia de sua doença. Uma senhora chamada Ana Osório, foi visitá-lo. Ela o encontrou deitado com suas roupas, na pequena cela, não tendo por coberta, senão um velho casaco. O santo apenas substituira a pedra que lhe servia habitualmente de travesseiro, pelo cestinho no qual costumava colocar as esmolas que recolhia pela cidade. Os doentes e os pobres desfaziam-se em lágrimas ao redor dele. Ana Osório sentiu-se vivamente tocada com esse espetáculo e secretamente fez saber ao arcebispo do estado em que se encontrava o santo. O prelado enviou imediatamente alguém a dizer a João que ele devia obedecer aquela senhora como ao próprio arcebispo. Ana, assim autorizada, obrigou o servo de Deus a deixar o hospital. Mas, antes de sair, nomeou superior Antônio Martin, deu algumas instruções aos frades e lhe recomendou sobretudo a prática da obediência e da caridade. Visitou em seguida o santo sacramento e deixou que o coração se expandisse em presença de Jesus Cristo. Sua oração foi tão longa, que Ana Osório se viu obrigada a interrompê-lo para fazê-lo subir na carruagem. Ela o conduziu à sua casa, reservando-se a si e às filhas o cuidado de servi-lo durante a doença. Frequentemente liam-lhe a paixão de Jesus Cristo, que o levava a atos de humildade, considerando que era bem tratado, enquanto o Salvador fora maltratado. Os progressos da doença foram rápidos, que após pouco tempo não restava esperanças de melhora. Todos se alarmaram com o perigo em que se encontrava o homem de Deus. Toda a nobreza veio visitá-lo e os magistrados acorriam para pedir-lhe a benção para si e para a cidade. O santo respondeu a estes últimos que não deviam pedir a benção a um pecador tão grande como ele; recomendou-lhe em seguida os pobres e os frades que estavam incumbidos do cuidado do hospital. O arcebispo ordenou-lhe, por fim, que atendesse aos rogos dos magistrados. Deu, então, a benção à cidade de Granada e fez exortações das mais patéticas a todos os presentes. Continuamente se entretinha com Deus, por oração acompanhada da compunção mais viva e do amor mais ardente. O arcebispo rezou a missa no quarto e administrou-lhe os últimos sacramentos, após tê-lo ouvido em confissão. Prometeu-lhe pagar suas dívidas e prover às necessidades dos pobres dos quais seu hospital tomava cuidado. João, ainda de joelhos, diante do altar, expirou, em 8 de Março de 1550. Tinha cinqüenta e cinco anos completos. Foi enterrado pelo arcebispo com toda a solenidade. O clérigo secular e regular de Granada assistiu aos funerais, bem como a corte e a nobreza. Deus glorificou seu servidor com numerosos milagres. Em vista disso, Urbano VIII beatificou-o no ano de 1630 e Alexandre VIII o canonizou no ano de 1690. Suas relíquias foram transportadas em 1664, para a igreja dos seus discípulos. #SantodoDia
- Justiça bloqueia bens de associação Pró-Vida
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou busca e bloqueio de bens da associação Pró-Vida de Anápolis no âmbito de uma ação em que o padre e líder da associação, Luiz Carlos Lodi da Cruz, foi condenado a indenizar uma mulher por tê-la impedido de abortar. Como a indenização não foi paga, a Justiça determinou o bloqueio dos bens da associação. De acordo com O Popular, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) determinou o bloqueio de bens da Associação Pró-Vida de Anápolis em um caso de impedimento de aborto ocorrido em 2005 em Goiânia. A restrição aos bens está associada ao pagamento de uma indenização de R$ 398 mil. No último dia 26, o tribunal rejeitou, por meio da 1ª Turma Julgadora da 4ª Câmara Cível, por unanimidade, embargos de declaração da organização que questionavam pontos da decisão. O fato que originou o processo foi uma restrição a um aborto. Em 2005, Tatielle Gomes da Silva, então com 19 anos, estava grávida pela primeira vez. Os exames de pré-natal revelaram que o feto apresentava malformações graves e seria portador de Síndrome de Body Stalk. Esta condição implica em as vísceras serem expostas pelo não fechamento da parede abdominal. O caso é entendido pela literatura médica, diz o processo, como de alto risco. O problema de saúde implica no fato de que o bebê não sobrevive fora do útero. Em outubro daquele ano, ela e o esposo, José Ricardo Dias Lomeu, pediram na Justiça o direito ao aborto. A solicitação foi acatada e, de posse do alvará, em 11 de outubro de 2005, ela se dirigiu para o Hospital Materno Infantil de Goiânia para retirada do feto. No dia 14, após o procedimento já ter sido iniciado, o padre Lodi, de posse de um habeas corpus, conseguiu barrar a continuidade do aborto. O processo afirma que o TJ-GO foi “induzido a erro”. No pedido do padre, não constava a informação de que o feto não tinha chance de sobreviver fora do útero. Tatielle teve a medicação suspensa, recebeu alta e foi para casa com dores e sangramento. Após o sofrimento, causado inclusive pelo sepultamento do feto, o casal moveu uma ação contra o padre na qual pediu indenização por danos morais e o reconhecimento pelo ato ilícito do padre. O TJ-GO negou o requerimento. Eles recorreram e a Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) “deu total provimento aos pedidos dos recorrentes”. Eles tiveram reconhecido o direito a uma indenização de R$ 398 mil. O pagamento não ocorreu pois as contas do padre Lodi não tinham a quantia. O casal acionou a Justiça de novo ao requerer o emprego de recursos da Pró-Vida para que recebessem o valor já reconhecido. Com a decisão do TJ-GO, a instituição teve os bens bloqueados para arcar com a indenização no valor atualizado, que chega a R$ 581 mil. Com informações de O Popular #Aborto
- Justiça bloqueia bens de associação Pró-Vida
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou busca e bloqueio de bens da associação Pró-Vida de Anápolis no âmbito de uma ação em que o padre e líder da associação, Luiz Carlos Lodi da Cruz, foi condenado a indenizar uma mulher por tê-la impedido de abortar. Como a indenização não foi paga, a Justiça determinou o bloqueio dos bens da associação. De acordo com O Popular, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) determinou o bloqueio de bens da Associação Pró-Vida de Anápolis em um caso de impedimento de aborto ocorrido em 2005 em Goiânia. A restrição aos bens está associada ao pagamento de uma indenização de R$ 398 mil. No último dia 26, o tribunal rejeitou, por meio da 1ª Turma Julgadora da 4ª Câmara Cível, por unanimidade, embargos de declaração da organização que questionavam pontos da decisão. O fato que originou o processo foi uma restrição a um aborto. Em 2005, Tatielle Gomes da Silva, então com 19 anos, estava grávida pela primeira vez. Os exames de pré-natal revelaram que o feto apresentava malformações graves e seria portador de Síndrome de Body Stalk. Esta condição implica em as vísceras serem expostas pelo não fechamento da parede abdominal. O caso é entendido pela literatura médica, diz o processo, como de alto risco. O problema de saúde implica no fato de que o bebê não sobrevive fora do útero. Em outubro daquele ano, ela e o esposo, José Ricardo Dias Lomeu, pediram na Justiça o direito ao aborto. A solicitação foi acatada e, de posse do alvará, em 11 de outubro de 2005, ela se dirigiu para o Hospital Materno Infantil de Goiânia para retirada do feto. No dia 14, após o procedimento já ter sido iniciado, o padre Lodi, de posse de um habeas corpus, conseguiu barrar a continuidade do aborto. O processo afirma que o TJ-GO foi “induzido a erro”. No pedido do padre, não constava a informação de que o feto não tinha chance de sobreviver fora do útero. Tatielle teve a medicação suspensa, recebeu alta e foi para casa com dores e sangramento. Após o sofrimento, causado inclusive pelo sepultamento do feto, o casal moveu uma ação contra o padre na qual pediu indenização por danos morais e o reconhecimento pelo ato ilícito do padre. O TJ-GO negou o requerimento. Eles recorreram e a Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) “deu total provimento aos pedidos dos recorrentes”. Eles tiveram reconhecido o direito a uma indenização de R$ 398 mil. O pagamento não ocorreu pois as contas do padre Lodi não tinham a quantia. O casal acionou a Justiça de novo ao requerer o emprego de recursos da Pró-Vida para que recebessem o valor já reconhecido. Com a decisão do TJ-GO, a instituição teve os bens bloqueados para arcar com a indenização no valor atualizado, que chega a R$ 581 mil. Com informações de O Popular #Aborto
- Homilia Diária | O que diabo mais odeia em nós
Quinta-feira da 3.ª Semana da Quaresma O diabo tem duas maneiras de impedir que o homem chegue ao Céu. Por um lado, ele se usa de alguns para fazer, por meio de mentiras e dúvidas ardilosas, com que muitos não deem o passo da fé, sempre exigindo provas, argumentos e até sinais extraordinários do que Deus ensina através de sua Igreja. Mas ele também se usa de outros para fazer uma aberta oposição a Cristo, a quem chegam a acusar do que eles mesmos são, mentirosos e endemoniados. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 7 de março, e peçamos ao Espírito Santo que nos dê suavidade para assentir, como convém à salvação eterna, à verdade revelada em Jesus Cristo, pois quem não está com Ele, está contra Ele. Santo do Dia: Santas Perpétua e Felicidade, mulheres mártires pela fé Evangelho (Lc 11,14-23) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente. (Jl 2,12-13) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 14 Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15 Mas alguns disseram: ‘É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios.’ 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: ‘Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | O que diabo mais odeia em nós
Quinta-feira da 3.ª Semana da Quaresma O diabo tem duas maneiras de impedir que o homem chegue ao Céu. Por um lado, ele se usa de alguns para fazer, por meio de mentiras e dúvidas ardilosas, com que muitos não deem o passo da fé, sempre exigindo provas, argumentos e até sinais extraordinários do que Deus ensina através de sua Igreja. Mas ele também se usa de outros para fazer uma aberta oposição a Cristo, a quem chegam a acusar do que eles mesmos são, mentirosos e endemoniados. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 7 de março, e peçamos ao Espírito Santo que nos dê suavidade para assentir, como convém à salvação eterna, à verdade revelada em Jesus Cristo, pois quem não está com Ele, está contra Ele. Santo do Dia: Santas Perpétua e Felicidade, mulheres mártires pela fé Evangelho (Lc 11,14-23) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente. (Jl 2,12-13) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 14 Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15 Mas alguns disseram: ‘É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios.’ 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: ‘Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santas Perpétua e Felicidade, mulheres mártires pela fé – 07 de Março
SANTO DO DIA – 07 DE MARÇO – SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE Mártires (século III) Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte. O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça. Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas. Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida. Mas ambas, senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo. Segundo os escritos oficiais que complementam o diário de Perpétua, os homens foram despedaçados por leopardos. Perpétua e Felicidade foram degoladas, depois de atacadas por touros e vacas. Era o dia 07 de março de 203. Perpétua viveu a última hora dando extraordinária prova de amor e de tranquila dignidade. Viu Felicidade ser abatida sob os golpes dos animais, e docemente a amparou e a suspendeu nos braços; depois recompôs o seu vestido estraçalhado, demonstrando um genuíno respeito por ela. Esses gestos geraram na população pagã, um breve momento de comoção piedosa. Mas por poucos segundos, pois a vontade da massa enfurecida prevaleceu, até ver o golpe fatal da degolação. Pelo martírio, Perpétua e Felicidade entram para a Igreja, que as veneram nesse dia com as honras litúrgicas. Santas Perpétua e Felicidade No ano de 205, o Imperador Severo organizou uma perseguição contra os católicos. Julgava ele que a felicidade se encontrava nos prazeres desta terra e vendo-se contrariado nos seus desejos pelo modo de vida dos cristãos ordenou uma cruel perseguição. Não sabia ele que perseguia aqueles que eram herdeiros da perpétua felicidade. Entre os quais se encontravam duas mulheres: Perpétua e Felicidade. Perpétua tinha 22 anos quando foi aprisionada, era romana de boa posição social e que ainda amamentava seu pequeno filho. Felicidade estava grávida e era escrava de Perpétua. Porém o desejo de chegarem à perpétua felicidade unia mais Perpétua a Felicidade do que o contrato senhora e serva. As duas prisioneiras por amor à religião Católica foram fiéis e não aceitaram sacrificar aos ídolos. Por isso, a única atitude das autoridades civis foi deixá-las aprisionadas até que chegasse o dia da condenação. Na prisão, junto com seus companheiros de infortúnio presente, rumo à eterna bem-aventurança, aquelas valentes mulheres aproveitavam para crescer no conhecimento e amor a religião de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Homem-Deus, a quem elas sabiam que era a Felicidade. Não só o amor aumentava, mas também as dificuldades: Perpétua era frequentemente instigando por seu pai pagão, a quem ela amava de verdade, a renegar sua religião. Além disso, via com pesar que se separaria de seu querido filho. Felicidade por sua vez estava prestes a ser mãe, contudo não poderia se rejubilar por muito tempo pela presença do filho. Estes e outros muitos tormentos passavam pelas almas das duas prisioneiras. Porém, resolutas a obter a Felicidade Perpétua pediram forças a Deus para chegarem até o holocausto: Perpétua era favorecida com visões consoladoras, que ficaram registradas. Felicidade teve seu filho, mas soube desapegar-se dele quando chegou o dia da condenação, bem como Perpétua que não cedeu às investidas do pai e não se apegou ao próprio filho. No dia marcado para se cumprir a sentença de morte todos os prisioneiros pareciam que iam para uma festa solene, tal era a formosura de suas faces. Chegaram ao anfiteatro, lugar de chacina onde tantos já haviam sido violentamente mortos pelas feras. A cada prisioneiro competia uma besta diferente: javali, leopardo, urso. Uma vaca selvagem seria o instrumento de martírio de Santas Perpétua e Felicidade. As duas entraram em público de maneira nobre e distinta e mesmo que Felicidade fosse escrava sua dignidade de cristã lhe concedeu grande pompa e distinção. O animal feroz se precipitou sobre Perpétua que caiu por terra, mas logo se reergueu, arrumou os cabelos e as vestes, como se desdenhasse a morte, e juntou-se a Felicidade que já havia sido atacada para esperar um novo golpe do animal. Contudo, por uma razão inesperada toda a plateia gritava dizendo que era suficiente. Os responsáveis pelo massacre dominaram a fera e retiraram as duas da arena. Um pouco surpresas pelo sucedido as duas santas não estavam satisfeitas por não terem sido mortas, afinal estavam a um passo da eterna bem-aventurança: a felicidade total e eterna. Por que isto não se consumou? Mas logo se viram atendidas nos seus anseios. As duas foram conduzidas a outro lugar. Ali um verdugo degolou Santa Felicidade. O carrasco de Santa Perpétua errou o primeiro golpe e foi preciso que a própria santa esticasse melhor o pescoço para facilitar o trabalho do assassino. As duas santas deram o exemplo de que em nada se encontra a felicidade verdadeira e perpétua senão no fazer a vontade de Deus custe o que custar: dinheiro, honras, glórias, poder, qualquer coisa, pois apenas Deus é capaz de saciar a sede de felicidade que o ser humano tem da felicidade. #SantodoDia
- Santas Perpétua e Felicidade, mulheres mártires pela fé – 07 de Março
SANTO DO DIA – 07 DE MARÇO – SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE Mártires (século III) Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte. O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça. Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas. Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida. Mas ambas, senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo. Segundo os escritos oficiais que complementam o diário de Perpétua, os homens foram despedaçados por leopardos. Perpétua e Felicidade foram degoladas, depois de atacadas por touros e vacas. Era o dia 07 de março de 203. Perpétua viveu a última hora dando extraordinária prova de amor e de tranquila dignidade. Viu Felicidade ser abatida sob os golpes dos animais, e docemente a amparou e a suspendeu nos braços; depois recompôs o seu vestido estraçalhado, demonstrando um genuíno respeito por ela. Esses gestos geraram na população pagã, um breve momento de comoção piedosa. Mas por poucos segundos, pois a vontade da massa enfurecida prevaleceu, até ver o golpe fatal da degolação. Pelo martírio, Perpétua e Felicidade entram para a Igreja, que as veneram nesse dia com as honras litúrgicas. Santas Perpétua e Felicidade No ano de 205, o Imperador Severo organizou uma perseguição contra os católicos. Julgava ele que a felicidade se encontrava nos prazeres desta terra e vendo-se contrariado nos seus desejos pelo modo de vida dos cristãos ordenou uma cruel perseguição. Não sabia ele que perseguia aqueles que eram herdeiros da perpétua felicidade. Entre os quais se encontravam duas mulheres: Perpétua e Felicidade. Perpétua tinha 22 anos quando foi aprisionada, era romana de boa posição social e que ainda amamentava seu pequeno filho. Felicidade estava grávida e era escrava de Perpétua. Porém o desejo de chegarem à perpétua felicidade unia mais Perpétua a Felicidade do que o contrato senhora e serva. As duas prisioneiras por amor à religião Católica foram fiéis e não aceitaram sacrificar aos ídolos. Por isso, a única atitude das autoridades civis foi deixá-las aprisionadas até que chegasse o dia da condenação. Na prisão, junto com seus companheiros de infortúnio presente, rumo à eterna bem-aventurança, aquelas valentes mulheres aproveitavam para crescer no conhecimento e amor a religião de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Homem-Deus, a quem elas sabiam que era a Felicidade. Não só o amor aumentava, mas também as dificuldades: Perpétua era frequentemente instigando por seu pai pagão, a quem ela amava de verdade, a renegar sua religião. Além disso, via com pesar que se separaria de seu querido filho. Felicidade por sua vez estava prestes a ser mãe, contudo não poderia se rejubilar por muito tempo pela presença do filho. Estes e outros muitos tormentos passavam pelas almas das duas prisioneiras. Porém, resolutas a obter a Felicidade Perpétua pediram forças a Deus para chegarem até o holocausto: Perpétua era favorecida com visões consoladoras, que ficaram registradas. Felicidade teve seu filho, mas soube desapegar-se dele quando chegou o dia da condenação, bem como Perpétua que não cedeu às investidas do pai e não se apegou ao próprio filho. No dia marcado para se cumprir a sentença de morte todos os prisioneiros pareciam que iam para uma festa solene, tal era a formosura de suas faces. Chegaram ao anfiteatro, lugar de chacina onde tantos já haviam sido violentamente mortos pelas feras. A cada prisioneiro competia uma besta diferente: javali, leopardo, urso. Uma vaca selvagem seria o instrumento de martírio de Santas Perpétua e Felicidade. As duas entraram em público de maneira nobre e distinta e mesmo que Felicidade fosse escrava sua dignidade de cristã lhe concedeu grande pompa e distinção. O animal feroz se precipitou sobre Perpétua que caiu por terra, mas logo se reergueu, arrumou os cabelos e as vestes, como se desdenhasse a morte, e juntou-se a Felicidade que já havia sido atacada para esperar um novo golpe do animal. Contudo, por uma razão inesperada toda a plateia gritava dizendo que era suficiente. Os responsáveis pelo massacre dominaram a fera e retiraram as duas da arena. Um pouco surpresas pelo sucedido as duas santas não estavam satisfeitas por não terem sido mortas, afinal estavam a um passo da eterna bem-aventurança: a felicidade total e eterna. Por que isto não se consumou? Mas logo se viram atendidas nos seus anseios. As duas foram conduzidas a outro lugar. Ali um verdugo degolou Santa Felicidade. O carrasco de Santa Perpétua errou o primeiro golpe e foi preciso que a própria santa esticasse melhor o pescoço para facilitar o trabalho do assassino. As duas santas deram o exemplo de que em nada se encontra a felicidade verdadeira e perpétua senão no fazer a vontade de Deus custe o que custar: dinheiro, honras, glórias, poder, qualquer coisa, pois apenas Deus é capaz de saciar a sede de felicidade que o ser humano tem da felicidade. #SantodoDia
- Homilia Diária | Os Mandamentos e o estado de graça
Quarta-feira da 3.ª Semana da Quaresma A vida cristã, para ser realmente cristã, deve começar pelo mínimo indispensável: a observância dos Mandamentos. Sem isso, podemos ter certeza de que não conhecemos a Jesus Cristo, ainda que nos achemos muito católicos. Nesse caso, não passamos de uns mentirosos, nos quais não está nem a verdade nem o amor do Pai. Pois como podemos dizer que conhecemos Aquele que é amor, se não o amamos nem lhe obedecemos? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 6 de março, e aproveitemos este tempo de Quaresma para pormos a limpo a nossa vida espiritual por meio de uma boa confissão e pelo propósito firme de cumprir sempre os Mandamentos da lei de Deus. Santo do Dia: Santa Coleta, abadessa Evangelho (Mt 5,17-19) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Cf. Jo 6,63c.68c) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Os Mandamentos e o estado de graça
Quarta-feira da 3.ª Semana da Quaresma A vida cristã, para ser realmente cristã, deve começar pelo mínimo indispensável: a observância dos Mandamentos. Sem isso, podemos ter certeza de que não conhecemos a Jesus Cristo, ainda que nos achemos muito católicos. Nesse caso, não passamos de uns mentirosos, nos quais não está nem a verdade nem o amor do Pai. Pois como podemos dizer que conhecemos Aquele que é amor, se não o amamos nem lhe obedecemos? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 6 de março, e aproveitemos este tempo de Quaresma para pormos a limpo a nossa vida espiritual por meio de uma boa confissão e pelo propósito firme de cumprir sempre os Mandamentos da lei de Deus. Santo do Dia: Santa Coleta, abadessa Evangelho (Mt 5,17-19) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Cf. Jo 6,63c.68c) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária








































