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- Qual é a Verdadeira Igreja?
No meio de milhares e milhares de igrejas, saiba qual é a verdadeira. Este Áudio mostra que existem mais de 40.000 denominações protestantes e qual qual em contradição uma com a outra. #MP3 #JesusCristo #denominaçõesprotestantes #JaimeFranciscodeMoura #contradição #seitas #IgrejaProtestante #Igrejas #áudio #Podcast #Igreja #verdadeira #Protestantismo
- Protestante fala sobre Lavagem Cerebral
Protestante faz um alerta sobre Lavagem Cerebral nas Faculdades e Igrejas Evangélicas. #extremista #Cristianismo #JaimeFranciscodeMoura #Lavagemcerebral #Evangélicos #Igrejasevangélicas #ovelhas #alerta #Doutrinas #teologia #lobos #Podcast #Protestante #heresias #anticristianismo #Faculdades
- “Sem Deus, humanidade perde grandeza e beleza”
Cardeal Tarcisio Bertone fala aos médicos católicos Por Antonio Gaspari ROMA, quinta-feira, 19 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- “Quem pretende substituir Deus com sua própria autonomia perde a própria vida, porque rechaça quem a criou e encaminhou ao cumprimento definitivo e glorioso de seu plano de salvação.” Com estas palavras pronunciadas durante a homilia, o cardeal secretário de Estado vaticano, Tarcisio Bertone, convidou os membros do Conselho Nacional das Associações Médicas Católicas Italianas (AMCI) a refletir sobre a crise moral que assola a sociedade moderna. Na sexta-feira passada, na Capela Paulina do Palácio Apostólico, dentro da Cidade do Vaticano, o secretário de Estado transmitiu à AMCI o “mais vivo alento para prosseguir em vossa missão”. “O Papa –afirmou o purpurado– acompanha-os com a oração e envia sua bênção, estendendo-a a todos os sócios” da instituição. Abordando os desafios da modernidade, o cardeal Bertone recordou que “a atividade do médico católico se revela útil não apenas para os fins da saúde física, mas também, de certo modo, da saúde moral e espiritual do paciente”. Isso –continuou– porque “corpo e espírito estão no homem tão unidos que um influencia no outro, e vossa tarefa principal é tutelar e promover a vida em sua realização integral”. O cardeal referiu-se à crise de civilização que caracteriza nosso tempo, em que “a própria medicina, que por sua natureza deve tender à defesa e ao cuidado da vida humana, em alguns de seus setores presta-se cada vez mais a realizar atos contra a pessoa”. Neste sentido, destacou “a urgência de educar na cultura da vida”. “Por um lado, assiste-se à eliminação de vidas humanas nascentes ou que se encontram no fim; por outro, torna-se cada vez mais difícil para a consciência distinguir o bem do mal no que afeta o próprio valor fundamental da vida humana”, explicou. Referindo-se à encíclica Caritas in veritate, o secretário de Estado vaticano denunciou a “concepção material e mecanicista da vida humana” que reduz o amor sem verdade a “uma casca vazia que preencher arbitrariamente” e pode comportar efeitos negativos para o desenvolvimento humano integral. Segundo o purpurado, para educar na cultura da vida, é necessário “poder contemplar em todo ser humano o reflexo da beleza e do amor de Deus”. Porque “sem Deus o homem deixa de perceber a si mesmo como ‘misteriosamente outro’ em relação às diversas criaturas terrenas, e é considerado como um de tantos seres vivos, como um organismo que, quando muito, alcançou um estado muito elevado de perfeição”, afirmou. O secretário de Estado vaticano denunciou então o aborto e as mortes por causa da fome. “Há vidas que não são notícia e cuja perda não dá sobressaltos”, lamentou. “Há batalhas sacrossantas para salvar a vida de condenados à pena de morte e para salvaguardar o direito à vida também dos que cometeram graves delitos –acrescentou–, enquanto se considera legal e justa a morte de inocentes, com leis aprovadas por maiorias em Parlamentos civis.” “A emotividade ou as ideologias e as razões políticas substituem na prática a consciência retamente iluminada”, constatou. Em resposta aos que pretendem substituir Deus pela sua própria autonomia, o cardeal Bertone propôs “o testemunho dos crentes que reafirmam a primazia de Deus sobre tudo: este é de fato o único caminho que conduz o homem a sua plena realização”. #Amor #AntonioGaspari #CardealTarcisioBertone
- Bento XVI: humanidade deve se curar da surdez espiritual
Insta a uma participação ativa das pessoas surdas na vida da Igreja Por Inma Álvarez CIDADE DO VATICANO, sexta-feira 20 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Muito além da surdez física, existe outra da qual a humanidade, mais do que curada, tem de ser salva: “a surdez do espírito, que levanta barreiras cada vez mais altas à voz de Deus e do próximo, especialmente ao grito de socorro dos últimos e dos que sofrem, e que fecha o homem em um profundo e corrosivo egoísmo”. Assim afirmou hoje o Papa Bento XVI aos participantes da conferência internacional “Effetà: A pessoa surda na vida da Igreja”, promovida pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Agentes Sanitários. O pontífice recordou o gesto de Jesus curando o surdo, afirmando que neste sinal se vê “o ardente desejo de Jesus de vencer no homem a solidão e a incomunicabilidade criadas pelo egoísmo, para dar rosto a uma ‘nova humanidade’, a humanidade da escuta e da palavra, do diálogo, da comunicação, da comunhão com Deus”. Esta nova humanidade deve ser “sem discriminações, sem exclusões (…), para que o mundo seja verdadeiramente para todos ‘campo de genuína fraternidade’”, acrescentou, recordando sua própria homilia durante a visita pastoral a Viterbo, no último dia 6 de setembro. No entanto, admitiu, ainda hoje existe “uma cultura nunca superada, marcada por preconceitos e discriminações”, concretamente com relação às pessoas com surdez. “São atitudes deploráveis e injustificáveis, porque são contrárias ao respeito pela dignidade da pessoa surda e à sua plena integração social.” Ele quis recordar também “a grave situação em que estes vivem ainda hoje nos países em vias de desenvolvimento, tanto pela falta de políticas e legislações apropriadas quanto pela dificuldade de ter acesso aos cuidados sanitários primários”. “A surdez, de fato, é frequentemente consequência de doenças facilmente curáveis”, declarou o Papa, fazendo um convite “às autoridades políticas e civis, além dos organismos internacionais, para que ofereçam o apoio necessário para promover, também nesses países, o devido respeito pela dignidade e pelos direitos das pessoas surdas, favorecendo, com ajudas adequadas, sua plena integração social”. Neste sentido, afirmou que a Igreja, já desde o século XVII, promove iniciativas para prestar atenção às pessoas surdas. O Papa afirmou que, na Igreja, as pessoas com surdez não devem ser consideradas somente como “destinatárias” da evangelização, mas também como “evangelizadoras”, participantes na vida das suas comunidades. “A Igreja, seguindo o exemplo do seu divino Fundador, continua acompanhando as diversas iniciativas pastorais e sociais em benefício destes com amor e solidariedade, reservando especial atenção aos que sofrem, com a consciência de que precisamente no sofrimento está escondida uma força particular que aproxima interiormente o homem de Cristo, uma graça particular”, concluiu o Papa. #Cura #comunicação #solidão #dignidade #solidariedade #Espírito #desenvolvimento #Homilia #Pastoral #Amor #Fraternidade #Jesus #evangelização #egoísmo #Humanidade
- Sentença que veta crucifixo mobiliza Igreja ortodoxa grega
O primaz Ieronymos está disposto a convocar um Sínodo extraordinário ATENAS, segunda-feira, 16 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- O primaz da Igreja ortodoxa grega, Ieronymos II, declarou-se disposto a convocar um Sínodo extraordinário para desenhar um plano de ação contra a recente sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos que veta o crucifixo nas escolas. “Não são só as minorias que têm direitos; os direitos são também das maiorias”, disse o primaz em uma declaração recolhida por diferentes agências de imprensa e da qual hoje informa o diário vaticano “L’Osservatore Romano”. A sentença do Tribunal se produziu após lhe ser apresentado um caso na Itália. Decretou-se que a exposição do crucifixo nas salas escolares viola o direito dos pais à educação de seus filhos e restringe a liberdade de pensamento e de religião dos alunos. Ieronymos se declarou disposto a convocar um Sínodo extraordinário, na próxima semana, para desenhar um plano de ação, no temor de que esta sentença possa constituir um precedente também para a Grécia. E fez um chamado aos católicos para rebater esta “ameaça aos símbolos cristãos”, contra aqueles juízes “que ignoram o papel do cristianismo na formação da identidade da Europa”. A tomada de posição do primaz ortodoxo segue a uma tentativa por parte do Observatório para a aplicação dos Acordos de Helsinki na Grécia (Espe) de fazer ordenar desde um tribunal, após a decisão europeia sobre a Itália, a retirada de todos os símbolos religiosos das escolas, edifícios públicos e salas de justiça. A respeito destas últimas, o Espe pediu ainda eliminar a presença do Evangelho da fórmula de juramento para as testemunhas. O tribunal de Atenas –indica a agência Ansa– rechaçou o pedido por falta de jurisprudência, mas não excluiu voltar a examiná-lo se a sentença europeia se fizer definitiva. Por sua parte, a coalizão de esquerda (Syriza) perguntou ao governo como pensa se comportar a esse respeito, sublinhando que se a sentença do Tribunal de Estrasburgo fosse definitiva, deveria ser aplicada não apenas pela Itália, mas por todos os países europeus. A ministra de Educação, Anna Diamantopoulou, respondeu que “o problema não está na ordem do dia” , porque “os problemas da escola na Grécia são outros”. O bispo ortodoxo de Thessaloniki, Anthimos, disse que espera que o Governo recorra contra qualquer sentença do tribunal grego ou europeu que obrigue a retirar os símbolos religiosos das escolas do país (geralmente um ícone do rosto de Cristo). E o bispo de Phthiotis, Nikolaos, advertiu que “em breve os jovens já não terão nenhum símbolo que os proteja” e que “os ídolos do futebol e do pop são sucessores pobres”. A Igreja ortodoxa grega, à qual pertence 92% da população, interveio recentemente também para denunciar como “injusta” a decisão de triplicar o imposto sobre as propriedades, tomada pelo governo no contexto de um plano para sanar as contas públicas. O Sínodo dos bispos, em uma declaração, afirmou que, ainda estando a Igreja disposta a cumprir com seu dever, a decisão de taxas as propriedades a 3 por mil, em lugar do precedente 1 por mil, coloca-a em uma situação de “desigualdade comparando com outras entidades legais”. (Nieves San Martín) #Evangelho #Sínodoextraordinário #Direitos #crucifixo #advertiu #ortodoxo
- Palavras de Cristo “não passarão”, diz Papa
Ao rezar o Ângelus com os peregrinos este domingo CIDADE DO VATICANO, domingo 15 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa explicou este domingo antes da oração do Ângelus na Praça de São Pedro qual é o poder da Palavra de Cristo. “Aqueles que ouvem a Palavra, a acolhem e dão fruto, formam parte do Reino de Deus –indicou, fazendo referência ao Evangelho de Marcos–, quer dizer, vivem sob seu senhorio.” E continuou: “permanecem no mundo, mas já não são do mundo; levam em si uma semente de eternidade, um princípio de transformação que se manifesta já agora na vida boa, animada pela caridade, e ao final produzirá a ressurreição da carne”. Depois desta explicação, Bento XVI destacou que “a Virgem Maria é o sinal vivo desta verdade”. “Seu coração foi ‘terra boa’ que acolheu com plena disponibilidade a Palavra de Deus, de maneira que toda sua existência, transformada segundo a imagem do Filho, foi introduzida na eternidade”, afirmou, “Seguindo Cristo sobre o caminho da cruz –assegurou–, possamos chegar também nós à glória da ressurreição.” O Santo Padre destacou que “todo o criado está marcado pela finitude, inclusive os elementos divinizados das antigas mitologias: não há confusão entre o criado e o Criador, mas uma diferença clara”. “Com essa clara distinção –acrescentou–, Jesus afirma que suas palavras ‘não passarão’, quer dizer, estão na parte de Deus e portanto são eternas.” “Ainda que pronunciadas no concreto de sua existência terrena, são palavras proféticas por excelência”, explicou. Na saudação aos peregrinos de língua alemã, o Santo Padre indicou que “em Deus encontramos a verdadeira liberdade e alegria duradoura” e que Cristo “nos ensina como devemos amar a Deus e ao próximo”. Já para os peregrinos húngaros, indicou que eles sejam capazes de viver a boa nova do Evangelho em uma sociedade secularizada. #Cristo #VirgemMaria #Evangelho #SantoPadre #PapaBentoXVI #Deus #Angelus #JesusCristo #Senhor #NossaSenhora #Filho #BentoXVI #Igreja #alegria #Jesus #Ressurreição
- Católicos devem anunciar a Cristo na Internet, diz autoridade vaticana
ACI).- O Secretário do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Paul Tighe, assinalou que os católicos, quando estão na Internet, “não anunciam uma mensagem qualquer” mas estão ali também para “anunciar, explicar, aprofundar a Palavra de Cristo, que pode tocar os corações de todos e que nos convida continuamente a um caminho comum de fé e serviço”. Assim o expressou o Prelado em sua intervenção na reunião da Comissão Episcopal Européia para a Mídia (CEEM) que se realiza no Vaticano. Seguidamente ressaltou a importância de que os católicos entendam e conheçam a potencialidade de Internet. “O desafio para nós homens de Igreja está em pensar em como podemos estar presentes neste mundo de maneira útil e inteligente. Não é sozinho um problema tecnológico. É necessário encontrar uma estratégia, a linguagem justa para expressar os conteúdos de nosso ministério, de nossa missão, uma linguagem que não seja apenas textual mas também visual, que atraia ao visitante também com as imagens“, disse o Prelado. Ao falar logo do desafio do relativismo, D. Tighe destacou que para vencê-lo é “fundamental dar informação veraz, correta, irrefutável, dar respostas concretas às perguntas mais urgentes. Também no mundo da interatividade, o relativismo se combate com a certeza, com a verdade”. Na sessão desta sexta-feira também intervieram Christian Hernández Galhardo, do Facebook, Christophe Muller, diretor das sociedades do YouTube no sul e leste da Europa, Meio Oriente e África, Delphine Ménard, da Wikimedia France, e Evan Prodromou, do Status.net-identica.ca; quem explicou a filosofia, a metodologia e o funcionamento dos instrumentos que dirigem em suas empresas, instrumentos que chegam a todos. #Intervenção #Cristo #Comunicações #África #Hernández #católicos #mídia #Youtube #expressar #Facebook #filosofia #Internet #secretário #estratégia #Prelado #Christophe
- As pequenas comunidades dentro do XVI Congresso Eucarístico Nacional
Dizia o Servo de Deus João Paulo II, que as nossas assembléias não podem cair no anonimato, onde as pessoas não se conhecem. Dentro desta realidade é muito difícil amar, pois vemos um povo que se reúne, mas muitas vezes eu não sei quem está do meu lado na Eucaristia, não conheço os seus sofrimentos, as suas alegrias, as suas dificuldades. Ninguém ama aquilo que não conhece, e muito menos se sente amado dentro de uma realidade de anonimato. Uma resposta muito eficaz a esta situação que nós passamos, é tratada no texto base do Congresso Eucarístico Nacional (CEN), onde as pequenas comunidades são uma resposta concreta a esta realidade impessoal. Dentro das pequenas comunidades, as Celebrações vão gerando confiança nas pessoas para que cada irmão possa assumir as próprias dificuldades, as situações concretas da vida, não precisam esconder os tropeços na caminhada, a realidade do combate de um povo a caminho. O que é mais bonito dentro desta condição é que aos poucos vai sendo gerado o amor dentro da comunidade. Os irmãos começam de uma forma precária, mas verdadeira, sentindo que são amados, começam a amar aqueles que o Senhor tem colocado dentro de sua comunidade. Como afirmava João Paulo II, a comunidade torna-se “escola de comunhão” (“Cf. João Paulo II, Carta Apóstolica Novo Millennio Ineunte”). Essa comunhão que não é gerada por pessoas que são iguais, ou que estão em busca de um mesmo ideal, ou porque se escolheram, mas aos poucos aprendem a amar porque começam a se conhecer. As dificuldades de cada irmão, as lutas do dia a dia e a comunhão vêm pelo mistério de Cristo Eucarístico. Embora muitos, tornamo-nos membros de um único corpo que dá vida à comunidade, que ajuda a perdoar, onde aos poucos vai desaparecendo a arrogância, a prepotência, pois cada irmão conhece as próprias limitações e as do outro e isto ajuda a cada um experimentar o amor gratuito que nasce de Cristo. Ele que tem nos escolhido pecadores, pobres, prepotentes, débeis e tem nos inserido numa comunidade para que, através da experiência do amor que o Senhor tem por cada um de nós, da Sua entrega incondicional na cruz, nos dá a graça, em união com Jesus, de amar do mesmo modo como Ele nos ama e a capacidade de amar o outro como um “dom” que o Senhor colocou do nosso lado, para que possamos conhecer aquilo que somos, conhecer o outro do jeito que ele é. O amor que Cristo ensina dentro da comunidade é um amor disposto a fazer o bem até ao extremo, de dar a vida pelo outro. Como posso dar a vida dentro da comunidade, se experimento que não tenho vida dentro de mim? Através do simples fato que o Senhor tem escolhido e amado, e que eu não sou merecedor deste amor. Nesta situação brota no meu interior a gratuidade de experimentar que o outro faz parte da minha vida e que me ajuda no amadurecimento da fé. É da Eucaristia que nasce o amor, este não vem do esforço, não nasce de técnica, mas sim de um encontro com o Ressuscitado dentro da pequena comunidade, onde as pessoas se tornam verdadeiros irmãos e irmãs, pois estão dentro de uma caminhada para aprofundar a fé, através de um itinerário pedagógico onde cada membro sem exigência começa a conhecer-se através da palavra, da Eucaristia e da comunidade, para reconhecer a presença de Cristo na vida e reconhecê-lo no irmão. Pe. Alessander Capalbo Diocesano de Brasília www.veritatisonline.com #JoãoPauloII #eucarístico #Eucaristia #amadurecimento #amado #Congresso #Nacional #Amor #Jesus
- 12 razões pelas quais crucifixo não viola liberdade
E a miragem de um Estado neutro na confrontação de valores VIENA, terça-feira, 10 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- A verdadeira liberdade religiosa não é a liberdade da religião, afirma o historiador Martin Kugler, em resposta à decisão do Tribunal Europeu para os Direitos Humanos de eliminar os crucifixos das salas de aula das escolas italianas. Kugler, diretor da rede de defesa dos direitos humanos Christianophobia.eu, com sede em Viena, ofereceu 12 teses que mostram o pensamento equivocado do tribunal que decidiu a favor de uma mãe ateia que protestou pelos crucifixos pendurados na escola dos seus filhos. “O direito à liberdade religiosa pode significar somente seu exercício, não a liberdade de confrontar; o significado de ‘liberdade de religião’ não tem nada a ver com a criação de uma sociedade ‘livre da religião’”, explica. “Eliminar à força o símbolo da cruz é uma violação, como seria obrigar os ateus a pendurarem este símbolo.” “A parede branca também é uma declaração ideológica, especialmente se nos primeiros séculos não podia estar vazia”, afirma. “Um Estado neutro com relação aos valores é uma ficção frequentemente utilizada com um objetivo de propaganda.” Para Kugler, decisões como a do tribunal europeu atacam realmente a religião, ao invés de lutar contra a intolerância religiosa. “Não se pode combater os problemas políticos lutando contra a religião – indica. O fundamentalismo antirreligioso se torna cúmplice do fundamentalismo religioso quando provoca com a intolerância.” “A maior parte das pessoas afetadas gostaria de manter a cruz – declara. É também um problema de política democrática, dando descaradamente prioridade aos interesses individuais.” Retomando os argumentos propostos pelo governo italiano em defesa dos crucifixos nas salas de aula, Kugler indica que “a cruz é o Logos da Europa; é um símbolo religioso, mas também muito mais que isso”. Uma miragem Em um debate com Die Presse, Kugler destaca outros dois elementos do debate Igreja-Estado. Falar de um “Estado neutro na confrontação dos valores” é “simplesmente ingênuo, e o resultado é uma miragem. É como uma brincadeira”. “Um Estado neutro quanto aos valores? Contra a fraude e a corrupção? Contra a xenofobia e a discriminação? Diante dos pecados contra o meio ambiente e as conquistas sexuais no trabalho?” – pergunta-se. E continua: “Um Estado que abençoa os neonazistas, permite a pornografia, favorece certas formas de ajuda ao desenvolvimento e outras não… tudo por valores neutros? Alguém está tentando nos enganar”. O especialista também destaca um segundo ponto que merece mais atenção: a ideia segundo a qual uma esfera pública sem presença alguma da vida religiosa ou dos símbolos religiosos seria mais “tolerante” ou mais apropriada para a liberdade de consciência que uma que permite ou inclusive fomenta declarações de crença religiosa. “Obviamente, os pais ateus podem sentir que seu filho é molestado pela cruz na sala de aula, mas é inevitável”, explica. “Pode me incomodar também, ao entrar em uma agência dos correios, ver uma fotografia do presidente federal no qual não votei – continua. A influência, os sinais ideológicos, as presenças visuais – inclusive sexistas – existirão sempre e em todos os lugares.” “A única pergunta é como e o que contêm.” Neste sentido, Kugler afirma que o Estado “deve intervir somente de maneira muito moderada e, se o faz, não deve ser somente com proibições que reduzam a religião a um gueto”. #Cristo #Logos #Deus #JesusCristo #Senhor #Símbolo #Crucificado #crucifixo #símbolosreligiosos #Cruz #Jesus
- Santa Sé publica Constituição Apostólica que regula passagem de anglicanos à Igreja
ACI).- A Congregação para a Doutrina da Fé deu hoje a conhecer a Constituição Apostólica “Anglicanorum coetibus”, sobre a instituição dos Ordinariatos Pessoais para os anglicanos que entram em plena comunhão com a Igreja Católica. No comunicado se precisa, ademais, que a disciplina sobre o celibato sacerdotal não variou em modo algum. A mencionada Constituição Apostólica e as Normas Complementares estão datadas em 4 de novembro, festividade de São Carlos Borromeu, e assinados pelo Cardeal William Joseph Llevada e o Arcebispo Luis F. Ladaria, S.I, respectivamente Prefeito e Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. No comunicado se recorda que em 20 de outubro de 2009, o Cardeal Llevada anunciou “um novo documento para responder às numerosas petições enviadas à a Santa Sé por grupos de ministros e fiéis anglicanos de diversas partes do mundo que desejam entrar na comunhão plena e visível com a Igreja Católica”. O texto explica que “a Constituição Apostólica que se publica hoje introduz uma estrutura canônica que facilita essa reunião corporativa mediante a instituição dos Ordinariatos Pessoais que permitirão a esses grupos entrar em comunhão plena com a Igreja Católica, conservando ao mesmo tempo elementos específicos do patrimônio espiritual e litúrgico anglicano. As Normas Complementares servirão para a correta aplicação do procedimento”. Seguidamente assinala que “esta Constituição Apostólica abre um novo caminho para a promoção da unidade dos cristãos, reconhecendo ao mesmo tempo a legítima diversidade na expressão de nossa fé comum. Não se trata de uma iniciativa que tenha tido origem na Santa Sé, mas sim de uma resposta generosa por parte do Santo Padre à aspiração legítima desses grupos anglicanos. A instituição desta nova estrutura se situa em plena harmonia com o compromisso para o diálogo ecumênico, que segue sendo prioritário para a Igreja Católica”. Do mesmo modo, o comunicado precisa que “a possibilidade prevista na Constituição Apostólica da presença de alguns clérigos casados nos Ordinariatos Pessoais não significa em modo algum uma mudança na disciplina da Igreja sobre o celibato sacerdotal que, como afirma o Concílio Vaticano II é sinal e ao mesmo tempo estímulo da caridade pastoral e anuncia de forma resplandecente o reino de Deus”. A Constituição consta de treze disposições relativas à formação dos Ordinariatos que gozam, conforme afirma o texto no parágrafo 3, “de personalidade jurídica pública e são assimiláveis juridicamente a uma diocese”; a potestade do Ordinário “exercida de forma conjunta com a do bispo diocesano local nos casos previstos pelas Normas Complementares”; aos candidatos à Ordem Sacramental; à ereção, com a aprovação da Santa Sé, de novos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, assim como de paróquias; à visita “ad limina” do Ordinário, entre outros temas As Normas Complementares, conclui o comunicado, tratam da dependência da Santa Sé; as relações com as Conferências Episcopais e os bispos diocesanos; o Ordinário; os fiéis do Ordinariato; o clero; os bispos que eram anglicanos; o Conselho de governo; o Conselho pastoral e as paróquias pessoais. #Anglicanos #católicos #adlimina #CongregaçãoparaaDoutrinadaFé #prefeito #IgrejaAnglicana #Anglicana #secretário #ordinariatospessoais #IgrejaCatólica #Anglicanismo
- Papa exorta a amar Igreja apesar de suas manchas
Ao visitar a paróquia em que Paulo VI foi batizado Por Roberta Sciamplicotti CONCESIO (BRÉSCIA), domingo, 8 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI exortou a amar a Igreja apesar de suas sombras e manchas, como parte do compromisso assumido no Batismo, ao concluir neste domingo uma visita à cidade de Paulo VI. O pontífice quis concluir esta viagem de um dia visitando a paróquia de Concesio, pequeno povoado situado perto de Bréscia, onde foi batizado Giovanni Battista Montini no dia 30 de setembro de 1897. Em sua homilia no pequeno templo, o Papa reconheceu: “Não é fácil ser cristãos”. “É preciso ter valor e tenacidade para não conformar-se com a mentalidade do mundo – acrescentou –, para não se deixar seduzir pelo potente convite do hedonismo e do consumismo, para enfrentar, se for necessário, as incompreensões e inclusive perseguições.” “Viver o batismo implica em permanecer solidamente unidos à Igreja, inclusive quando vemos em seu rosto sombras e manchas.” “Ela nos regenerou à vida divina e nos acompanha em todo o nosso caminho: amemos a Igreja como nossa autêntica mãe!”, exortou o bispo de Roma. “Amemos a Igreja e sirvamos a Igreja com um amor fiel, que se traduza em gestos concretos dentro das nossas comunidades, sem ceder à tentação do individualismo e do preconceito, superando toda rivalidade e divisão”, convidou. “Assim seremos autênticos discípulos de Cristo”, concluiu, recolhendo os ensinamentos e experiências de Paulo VI sobre o Batismo, sacramento através do qual acontece “a transfusão do mistério da morte e ressurreição de Cristo em seus seguidores”. O Papa concluiu assim uma visita de quase 12 horas a Bréscia, dedicada ao seu predecessor, na qual inaugurou a nova sede do Instituto Paulo VI. #Cristo #discípulos #PapaBentoXVI #Deus #paróquia #Senhor #batismo #paulovi #Igreja #Amor #IgrejaCatólica #Jesus
- “Afirmar a heterossexualidade como requisito não é discriminar”
Bispos argentinos ante debate sobre a lei de união homossexual BUENOS AIRES, sexta-feira, 6 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- O debate no Parlamento da Argentina sobre a possibilidade de modificar o Código Civil para que pares do mesmo sexo possam contrair casamento moveu a Comissão Executiva do Episcopado reafirmar a postura eclesial sobre o matrimônio. Diante do debate legislativo, os bispos manifestam, em primeiro lugar, que “o matrimônio, como união estável entre o homem e a mulher, que em sua diversidade se complementam para a transmissão e cuidado da vida, é um bem ao desenvolvimento humano e da sociedade”. Portanto, afirmam, “não estamos diante de um fato privado ou uma opção religiosa, mas ante uma realidade que tem sua raiz na própria natureza do ser humano, que é varão e mulher”. Este fato, acrescentam, “em sua diversidade e reciprocidade, converte-se inclusive no fundamento de uma sadia e necessária educação sexual”. “Não seria possível educar a sexualidade de um menino ou de uma menina –sublinham– sem uma ideia clara do significado ou linguagem sexual de seu corpo. Estes aspectos que se referem à diversidade sexual, como o nascimento da vida, sempre foram tidos em conta como fonte legislativa na hora de definir a essência e finalidade do matrimônio. No matrimônio encontram-se e realizam-se tanto as pessoas em sua liberdade, como a origem e o cuidado da vida”. Para os bispos, as afirmações anteriores não devem ser consideradas “como um limite que desqualifica, mas como a exigência de uma realidade que, por sua própria índole natural e significado social, deve ser tutelada juridicamente. Estamos diante de uma realidade que antecede o direito positivo e, portanto, é para ele fonte normativa no substancial”. “Afirmar a heterossexualidade como requisito para o matrimônio –insistem os bispos– não é discriminar, mas partir de uma nota objetiva que é seu pressuposto. O contrário seria desconhecer sua essência, quer dizer, aquilo que é.” E recordam, citando o Catecismo da Igreja Católica, que “o matrimônio não e uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações que têm sofrido ao longo dos séculos nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Estas diversidades não devem fazer esquecer seus traços comuns e permanentes”. “O matrimônio se funda na união complementar do varão e da mulher –afirmam– , cujas naturezas se enriquecem com a contribuição dessa diversidade radical. A realidade nos mostra que toda consideração física, psicológica e afetiva dos sexos é expressão dessa diversidade, que, ademais, não se explica em um sentido antagônico, mas de complemento mútuo”. E recordam que a nova realidade formada pelo varão e a mulher, a família, “‘desde os inícios da humanidade foi protegida pelas sociedades civilizadas, com a instituição do matrimônio”. Confirma essa realidade, indicam os bispos, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que exige “reconhecer o direito do homem e da mulher a contrair matrimônio e a formar uma família”. Os bispos recordam que é “responsabilidade de todos proteger este bem da humanidade”. (Nieves San Martín) #heterossexualidade #matrimônio #Argentina #CatecismodaIgrejaCatólica #família #homossexual #bispos #parlamento #Humanidade #discriminação
- Papa entrega “Nobel católico” a Sources Chrétiennes
“Prêmio Internacional Paulo VI” instituído para a educação Por Jesús Colina BRÉSCIA, domingo, 8 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI entregou neste domingo o “Prêmio Internacional Paulo VI”, definido pelo jornal vaticano L’Osservatore Romani como o “Nobel católico”, à coleção de livros publicados por Sources Chrétiennes (Fontes Cristãs). Na cerimônia de entrega do reconhecimento, o pontífice explicou a motivação deste “prêmio à educação” com estas palavras: “Ele pretende sublinhar o compromisso desta histórica coleção, fundada em 1942, entre outros por Henri De Lubac e Jean Daniélou, a favor de um redescobrimento das fontes cristãs antigas e medievais”. Os jesuítas De Lubac (1896-1991) e Daniélou (1905-1974) foram criados cardeais, o primeiro por João Paulo II e o segundo por Paulo VI, em homenagem à extraordinária contribuição que ofereceram à teologia do século XX. Ambos ofereceram seu serviço como especialistas ao Concílio Vaticano II. O prêmio, concedido a cada 5 anos, foi recebida pelo diretor da coleção, Bernard Meunier, durante a inauguração da nova sede do Instituto Paulo VI, em Concesio, um dos motivos da visita papal a Bréscia, berço de Paulo VI. Sources Chrétiennes tem por atividade essencial a edição dos principais textos dos fundadores do cristianismo, dos Padres da Igreja (textos gregos, latinos e orientais da Antiguidade, com algumas de suas prolongações medievais) em sua língua original, acompanhados por uma tradução francesa. A coleção, de mais de 500 obras, é editada pelo Institut des Sources Chrétiennes e publicada em Paris por Les Éditions du Cerf. É a primeira vez que o prêmio é concedido a uma obra coletiva. No passado, receberam este prêmio o teólogo que também chegou a ser cardeal, Hans Urs von Balthasar, o compositor e organista Olivier Messiaen, o teólogo luterano Oscar Cullmann, o fundador da Comunidade da Arca, Jean Vanier, e o filósofo Paul Ricoeur. Mais informação em http://www.sources-chretiennes.mom.fr. #Padres #Colina #Internacional #comunidade #teologia #Cristãs #Vaticano #Papal #reconhecimento #Antiguidade #Bernard #Arca
- Crucifixo não é fator de exclusão, mas de união
O porta-voz vaticano comenta a sentença do tribunal europeu sobre símbolos religiosos nas escolas CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 3 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- A notícia sobre a sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que define a presença do crucifixo nas escolas como uma violação da liberdade religiosa dos alunos, “foi recebida no Vaticano com surpresa e pesar”. Assim afirmou hoje o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em declarações à mídia, com as quais comentou a sentença da condenação europeia ao sistema vigente atualmente na Itália, de exposição do símbolo religioso nas salas. “O crucifixo sempre foi um sinal de oferenda de amor de Deus e de união e acolhida para toda a humanidade – considera o porta-voz vaticano. É uma pena que seja considerado como um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade. Não é isso e não o é para o sentimento comum da nossa gente.” Em particular, o Pe. Lomardi considera que “é grave marginalizar do mundo educativo um sinal fundamental da importância dos valores religiosos na história e na cultura italianas”. Segundo o porta-voz, “a religião oferece uma contribuição belíssima para a formação e crescimento moral das pessoas e é um componente essencial da nossa civilização”. Por este motivo, “é equivocado e míope querer excluí-la da realidade educativa”. “Surpreende, além disso, que um tribunal europeu intervenha com tanto peso em uma matéria tão profundamente ligada à identidade histórica, cultural e espiritual do povo italiano”, reconhece. “Por este caminho, a pessoa não se sente atraída a amar e a compartilhar profundamente esta ideia europeia que nós, como católicos italianos, apoiamos fortemente desde a sua origem.” “Parece que não se quer reconhecer o papel do cristianismo na formação da identidade europeia, que, no entanto, foi e continua sendo essencial”, conclui o porta-voz vaticano. O caso sobre o qual o Tribunal de Estrasburgo se pronunciou foi apresentado por uma cidadã italiana de origem finlandesa, que em 2002 havia pedido à escola estatal Vittorino da Feltre, de Albano Terme (Pádua), na qual estudavam seus dois filhos, que tirasse os crucifixos das salas. A direção da escola se negou, por considerar que o crucifixo faz parte do patrimônio cultural italiano e, posteriormente, os tribunais italianos deram razão a este argumento. #liberdadereligiosa #acolhida #SantaSé #Itália #AlbanoTerme #crucifixo #PeFedericoLombardi #símbolosreligiosos #Vaticano #Amor #IgrejaCatólica
- Anticatolicismo é o novo passatempo nos EUA, diz arcebispo de Nova York
D. Timothy Dolan fala sobre a censura que sofreu do New York Times NOVA YORK, terça-feira, 3 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- “The Gospel in the Digital Age” (O Evangelho na era digital) é o nome do novo blog do arcebispo de Nova York, um instrumento comunicativo que lhe dá a voz que o New York Times negou. Entre o dia 10 de outubro e 2 de novembro, Dom Timothy M. Dolan publicou dez posts, mas um deles, com o título “Anticatolicismo“, causou grande impacto, pois reproduz um artigo cuja publicação foi rejeitada pelo jornal mais famoso da cidade. O arcebispo considera, em seu artigo, que o anticatolicismo converteu-se em um novo “passatempo nacional”, algo que foi confirmado por professores e acadêmicos, como Philip Jenkins, que o define como “o último preconceito aceitável”. O artigo do arcebispo dá exemplos deste “anticatolicismo” presente no New York Times. Por exemplo, no dia 14 de outubro, o jornal denunciava 40 casos de abusos sexuais de crianças em uma pequena comunidade ortodoxa judaica do Brooklyn no último ano. Segundo o prelado, a atitude do jornal diante desse caso não nada a ver com a que no passado manteve perante a Igreja Católica, quando houve casos de abusos de sacerdotes. O prelado reconhece que não tem a intenção nem o direito de criticar a comunidade judaica, mas denuncia “este tipo de indignação seletiva”. Outro caso apareceu no jornal nova-iorquino dia 16 de outubro, quando publicou uma história em primeira página, como todo um desenvolvimento interno (dando mais espaço que à guerra no Afeganistão ou ao genocídio no Sudão) ao triste caso de um sacerdote franciscano que há 25 anos manteve um relacionamento com uma mulher, de que nasceu um filho. “Nenhum clérigo de outra religião diferente da católica jamais mereceu tanta atenção”, reconhece. No dia 21 de outubro, assinala Dom Dolan, o NYT dedicou sua manchete principal à decisão da Santa Sé de dar boas-vindas aos anglicanos que pediram a união com Roma. O jornal atacou duramente a decisão como proselitista em momentos difíceis para o anglicanismo, apesar do cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ter enfatizado que “não estamos pescando no lago anglicano”. Por último, o prelado menciona o exemplo “mais explosivo”, um artigo de opinião de Maureen Dowd, publicado por esse jornal no domingo 25 de outubro, em que se fazem acusações que nenhum editor permitiria se fosse contra expoentes islâmicos, judeus ou afroamericanos. A colunista lança todo tipo de acusações contra a Igreja Católica, que vão desde a Inquisição até o Holocausto, desde os preservativos até a obsessão por sexo e a pederastia de sacerdotes ou a opressão de mulheres, sem se esquecer dos sapatos de Bento XVI ou do fato de que, quando jovem, tenha sido recrutado à força (igualmente a todos os conterrâneos compatriotas) no Exército alemão. E tudo isso por quê?, questiona o arcebispo. Porque a autora, como reconhece em seu artigo, não está contente com a maneira como está-se realizando a atual visita apostólica de representantes vaticanos às religiosas dos Estados Unidos. Um “preconceito” assim, explica, não tem justificativa em “uma grande publicação de hoje”. Após reconhecer que estes casos, “infelizmente”, não se limitam ao New York Times, Dom Dolan assegura que “a Igreja não está acima da crítica”. “Nós, católicos, já somos muito bons para criticá-la. Isso o aceitamos e o esperamos. A única coisa que pedimos é que esta crítica seja justa, racional e adequada. É o que se espera para qualquer pessoa. A suspeita e os preconceitos contra a Igreja converteram-se no passatempo nacional que deveria ser ‘suspenso pelo mal tempo’”, concluiu. Em outros posts de seu blog, o arcebispo enfrenta questões da vida diária, social e litúrgica, desde questões raciais e caritativas, até a defesa da vida humana ameaçada pelo aborto ou pela guerra. Na internet: http://www.archny.org/news-events/columns-and-blogs/ #EUA #Cristo #preconceito #Anglicanos #JesusCristo #NovaYork #ortodoxa #adequada #Judaica #NewYorkTimes #IgrejaCatólica #Jesus #Arcebispo #alemão
- “O bispo de Roma escutou nossas preocupações”
Importante resposta anglicana ao convite da Santa Sé LONDRES, segunda-feira, 2 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Um grupo de bispos anglicanos afirmou a “generosidade de Roma” ao abrir um caminho para que eles entrem em comunhão com a Santa Sé, mas admitem que ainda há “perplexidade” sobre como isto sucederá. Esta foi uma observação geral realizada no congresso de Forward in Faith, que aconteceu em Londres de 23 a 24 de outubro. Forward in Faith (Avançar na fé) é uma associação de sacerdotes e fiéis anglicanos que se opõem à ordenação de mulheres e de homossexuais ativos na Comunhão Anglicana. O grupo afirma que isto é contrário à Escritura e à consistente interpretação de dois mil anos de cristianismo, além de constituir um obstáculo à unidade cristã. A associação foi fundada em 1992 e tem cerca de mil membros do clero. Ainda que a conferência da semana passada estava marcada há tempos, o tema que mais se debateu foi a próxima constituição apostólica anunciada pelo Vaticano, que oferecerá aos anglicanos uma maneira de entrar na Igreja Católica, respeitando ao mesmo tempo elementos de sua liturgia e a tradição. O presidente de Forward in Faith, o bispo John Broadhurst, ofereceu o discurso de encerramento e a benção. “Trata-se de uma luta pelas verdades do Evangelho”, resumiu o bispo. Destacou a consternação dos membros da Comunhão Anglicana, quando a Igreja decidiu que era possível ordenar as mulheres. Disse que, se os bispos da Igreja da Inglaterra eram surdos a essas preocupações, o bispo de Roma as havia escutado. “Roma pensa em nós de modo diferente de como acreditávamos que pensava durante os últimos 40 anos”, disse. O bispo Broadhurst caracteriza o passo de aceitar os anglicanos em grupo como uma “resposta eclesial” a um “problema eclesial” – em contraste com as conversões individuais dos anglicanos ao catolicismo, que foi o habitual desde que a Comunhão decidiu ordenar mulheres. “[A Constituição Apostólica] é generosa”, disse o bispo. “Respeita-se nossa integridade”. O prelado anglicano também assinalou que o estabelecimento de ordinariados pessoais é um “enfoque mundial do que formaremos parte”. Afirmou que os bispos envolvidos em Forward in Faith se propõem responder unidos à constituição apostólica. #cristã #Anglicanos #Evangelho #Escritura #eclesial #comunhão #ForwardinFaith #IgrejaAnglicana #Catolica #bispos #Unidade #Apostólica #Igreja #IgrejaCatólica #Associação #perplexidade
- "Pela morte e ressurreição de Cristo se abre para nós a casa do Pai, Reino de vida e de paz&quo
ACI).- Milhares de fiéis e originais chegados de todas as partes do mundo se reuniram este meio-dia na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem desde a janela do Palácio Apostólico recordou que só seguindo a Cristo nesta vida seremos acolhidos por Ele mesmo no céu. O Santo Padre definiu a Solenidade de Todos os Santos como um convite “à Igreja peregrina na terra a pré-saborear a festa sem fim da Comunidade celeste e reavivar a esperança na vida eterna”. “Neste Ano Sacerdotal eu gosto de recordar com especial veneração os Santos sacerdotes, tanto aqueles que a Igreja canonizou, propondo-os como exemplo de virtudes espirituais e pastorais; assim como aqueles –muito mais numerosos– que são conhecidos pelo Senhor. Cada um de nós conserva grata memória de algum deles, que nos ajudou a crescer na fé e nos fez sentir a bondade e a proximidade de Deus”, disse o Pontífice. Da mesma forma o Papa fez referência à comemoração, no dia de amanhã, de todos os fiéis defuntos, convidando a “viver este dia segundo o autêntico espírito cristão, quer dizer à luz que provém do Mistério pascal. Cristo morreu e ressuscitou e abriu a passagem à casa do Pai, o Reino da vida e da paz”. “Quem segue a Cristo nesta vida é acolhido onde Ele nos precedeu. (…) Suas almas –de nossos seres queridos- já ‘estão nas mãos de Deus’. O modo mais eficaz e próprio de honrá-los é rezar por eles, oferecendo atos de fé, de esperança e de caridade. Em união ao Sacrifício eucarístico, podemos interceder por sua salvação eterna e experimentar a mais profunda comunhão à espera de nos re-encontrarmos juntos, gozando para sempre do Amor que nos criou e redimiu”, acrescentou Bento XVI. Antes de iniciar a oração do Ângelus o Papa enfatizou que a comunhão dos Santos “é uma realidade que infunde uma dimensão diversa a toda nossa vida. Não estamos sozinhos. Somos parte de uma companhia espiritual em que reina uma profunda solidariedade: o bem de cada um é ajuda para todos, e vice-versa, a felicidade comum se irradia em cada um”. Seguidamente Sua Santidade rezou o Ângelus, repartiu sua Bênção Apostólica e saudou os presentes em diversos idiomas. #salvação #Cristo #santidade #PapaBentoXVI #bondade #veneração #comunhão #eucarístico #sacerdotal #Espírito #Pedro #ressuscitou #sacrifício #pontífice #Solenidade #Santos #Igreja #Amor #morte #Ressurreição
- Bento XVI e Bíblia: método histórico-crítico sim, mas a partir do Magistério
A Tradição não impede o acesso à Escritura Por Inma Álvarez CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- O método histórico-crítico de pesquisa da Escritura é legítimo e necessário, mas deve ser interpretado segundo sua chave, que é a fé da Igreja, considera Bento XVI. “Se a exegese pretende ser também teologia, deve reconhecer que, sem a fé da Igreja, a Bíblia permanece como um livro selado: a Tradição não fecha o acesso à Escritura, e sim o abre.” Assim explicou o Bispo de Roma nesta segunda-feira aos professores e alunos do Pontifício Instituto Bíblico, instituição fundada em 1909 por São Pio X, dirigida pela Companhia de Jesus, ao recebê-los hoje no Vaticano por ocasião das celebrações do centenário. O Papa aludiu ao longo debate sobre o método histórico-crítico de pesquisa da Escritura, que pretende investigar o significado dos textos bíblicos através do contexto histórico e da mentalidade da época, aplicando as ciências modernas. Bento XVI explicou que o Concílio Vaticano II já esclareceu, na constituição dogmática Dei Verbum, “a legitimidade e a necessidade do método histórico-crítico”, que “conduziria a três elementos essenciais: a atenção aos gêneros literários, o estudo do contexto histórico e o exame do que se costuma chamar de Sitz im Leben”. Ao mesmo tempo, “o documento conciliar mantém firme ao mesmo tempo o caráter teológico da exegese, indicando os pontos de força do método teológico na interpretação do texto”. “O fundamento sobre o qual repousa a compreensão teológica da Bíblia é a unidade da Escritura”, o que implica na “compreensão dos textos individuais a partir do conjunto”, explicou o Papa. “Sendo a Escritura uma só coisa a partir do único povo de Deus, que foi seu portador através da história, em consequência, ler a Escritura como unidade significa lê-la a partir da Igreja como do seu lugar vital e considerar a fé da Igreja como a verdadeira chave de interpretação”, acrescentou. Recordou também que quem tem “a palavra decisiva” na interpretação da Escritura é “a Igreja, em seus organismos institucionais”. “É a Igreja, de fato, a quem se confiou o ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita e transmitida, exercendo sua autoridade no nome de Jesus Cristo”, afirmou. Fidelidade frutífera O Papa quis reconhecer o importante trabalho desenvolvido durante décadas pela Companhia de Jesus, através das suas faculdades em Roma e Jerusalém, diante do prepósito geral da ordem, Pe. Adolfo Nicolás Pachón, que estava no encontro. “Ao longo deste século, certamente aumentou o interesse pela Bíblia e, graças ao Concílio Vaticano II, sobretudo à constituição dogmática Dei Verbum – de cuja elaboração fui testemunha direta, participando como teólogo nas discussões que precederam sua aprovação -, advertiu-se muito mais a importância da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, afirmou o Papa. A respeito disso, recordou a contribuição do Instituto, com a “investigação científica bíblica, com o ensino das disciplinas bíblicas e a publicação de estudos qualificados e revistas especializadas”. A atividade do Pontifício Instituto Bíblico, “ainda que tenha passado por momentos de dificuldade, foi conduzida em fidelidade constante ao Magistério”, acrescentou o Papa. “Demos graças ao Senhor por esta atividade vossa, que se dedica a interpretar os textos bíblicos no espírito em que foram escritos e que se abre ao diálogo com as demais disciplinas, com as diversas culturas e religiões.” #bibliasagrada #PapaBentoXVI #Escritura #método #Magistério #bíbliavivaonline #históricocrítico #advertiu #Bíblia #teologia #ConcílioVaticanoII #NovoTestamento #PalavradeDeus #SitzimLeben #CompanhiadeJesus #PeAdolfoNicolásPachón #Jesus #DeiVerbum
- O Papa visitará o Santo Sudário de Turim no próximo 2 de maio de 2010
ACI).- O Arcebispo de Turim, Cardeal Severino Poletto, informou hoje que o Papa Bento XVI visitará o Santo Sudário de Turim, com motivo de sua próxima exibição, no próximo 2 de maio de 2010. Em uma carta recolhida pela imprensa local, o Cardeal anunciou a visita e antecipou que o Pontífice também presidirá uma Missa ao ar livre. O Cardeal Poletto considerou que a visita será “um presente extraordinário” para “nossa cidade e para a diocese uma ocasião única. O evento dará novo impulso ao caminho espiritual e pastoral de nossas comunidades cristãs e infundirá esperança em todos”. A próxima exposição do Sudário Santa começará no dia 10 de abril do próximo ano e terminará no 23 de maio. Em junho do ano passado, o Papa Bento XVI acolheu o pedido do Cardeal Poletto para a exibição e antecipou que “se o Senhor me der vida e saúde, espero ir eu também”. Nesse momento, Bento XVI assinalou que “será uma ocasião muito propícia para contemplar aquele misterioso rosto, que fala silenciosamente ao coração dos seres humanos, convidando-lhes a reconhecer nele o rosto de Deus”. A última exibição do Santo Sudário teve lugar há quase dez anos com ocasião do Grande Jubileu do Ano 2000. O Manto de Turim ou Santo Sudário, que uma sólida e sustentada tradição assinala como o manto que envolveu o corpo do Senhor Jesus, é uma fina peça de linho de 3 pés e 7 polegadas de largura e 14 pés e três polegadas de comprimento. O manto leva a imagem detalhada da frente e das costas de um homem que foi crucificado de maneira idêntica a Jesus de Nazaré conforme descrevem as Escrituras. O manto se encontra em Turim, Itália, desde 1578 e é posto à exposição pública aproximadamente uma vez por cada geração. Com o fim de determinar o modo como a imagem se imprimiu no Sudário, mais de mil investigações científicas das mais diversas especialidades foram realizadas e se tomaram 32 mil fotografias do manto. Estas investigações fizeram do Sudário Santa a relíquia mais estudada da história. O Site oficial da próxima exibição é http://www.sindone.org/ #rosto #Sudário #Nazaré #SantoSudário #PapaBentoXVI #Deus #Senhor #Escrituras #história #manto #extraordinário #relíquia #Santo #Crucificado #Turim #pontífice #Jesus
- Se Pedro é a Pedra, por que Paulo diz que a Pedra era Cristo?
Por Catholic Answers – http://www.catholic.com Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: Revista “This Rock” – novembro/1990 – Como Pedro pode ser a pedra mencionada em Mateus 16,18 quando Paulo, em 1Coríntios 10,4, diz que a pedra era Cristo? (Anônimo) Apenas porque um símbolo é usado de uma forma particular em uma passagem não significa que ele não possa ser usado diferentemente em outra. Abraão é chamado “pedra” em Isaías 51,1, mas em 1Coríntios 10,4, Cristo é a “pedra”. Jesus diz que Ele mesmo é “a luz do mundo” (João 8,12), mas no Sermão da Montanha Ele usa a mesma imagem para indicar os seus discípulos (Mateus 5,14). Em 1Coríntios 3,11, Paulo diz: “Ninguém pode colocar outro fundamento diferente daquele que já está colocado: Jesus Cristo”. Mas em Efésios 2,19-20, Paulo diz que a Casa de Deus, a Igreja, foi construída sobre “o fundamento dos Apóstolos e dos Profetas, com o próprio Cristo Jesus como pedra angular”. Em João 10,11, Jesus chama a si mesmo de “Bom Pastor”, mas no final do Evangelho de João Ele confia a Pedro o Seu rebanho, implicando que Pedro também é Pastor (João 21,15-17). O mesmo vale para Atos 20,28, onde Paulo, dirigindo-se aos líderes da Igreja de Éfeso, pede que pastoreiem o rebanho de Deus. O princípio que ocorre em cada uma dessas passagens permite que outras pessoas compartilhem da obra de Cristo de uma maneira particular. Cristo é o fundamento primário da Igreja, porém os Apóstolos compartilham disto; Jesus é o Pastor da Igreja, mas os Apóstolos e seus sucessores também são pastores de um modo secundário (Efésios 4,11; 1Pedro 5,2-4). Assim, o fato de Jesus ter constituído Pedro como a pedra terrestre sobre a qual a Igreja seria fundada não contradiz o fato de que Cristo é a derradeira Pedra celestial. A solidez da “pedra” de Pedro é dependente do fundamento de Cristo; mas esta dependência não torna a solidez de Pedro menos real. Na verdade, torna esta regra – a de que Pedro é pedra – totalmente mais segura. #Mateus #Cefas #Cristo #bibliasagrada #Evangelho #Deus #Kephas #JesusCristo #Isaías #bíbliavivaonline #Kepha #CarlosMartinsNabeto #BomPastor #Petra #Pedro #Papa #Carlos #Simão #Petros #NovoTestamento #Igreja #Paulo #João #Jesus #Nabeto #Pedra #CristoJesus
- Palavra de Deus e Eucaristia devem animar ação evangelizadora da Igreja, diz o Papa
ACI).- Terminada a Santa Missa de clausura da Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, o Papa Bento XVI recitou o Ângelus dominical com os fiéis presentes na Praça de São Pedro aos pés da Basílica Vaticano, recordando a todos em suas palavras introdutórias o esforço da Igreja para que ninguém se veja privado do necessário para viver e que todos possam conduzir uma existência digna do ser humano. “Damos graças a Deus – disse o papa – pelo impulso missionário que encontrou terreno fértil em numerosas dioceses e que se exprime no envio de missionários para outros países africanos e para outros continentes”, disse o Santo Padre referindo-se aos frutos do Assembléia Especial para a África. O Pontífice destacou, entre os temas vistos durante a Assembléia, “a família que na África constitui a célula primária da sociedade, mas que hoje é ameaçada por correntes ideológicas provenientes também do exterior”. “O que dizer também, dos jovens expostos a este tipo de pressão, influenciados por modelos de pensamento e de comportamento que contrastam com os valores humanos e cristãos dos povos africanos?”. Mais adiante se referiu também à grande necessidade de “reconciliação, de justiça e de paz” na África, recordando que “precisamente por isso a Igreja responde, repropondo, com renovado impulso, o anúncio do Evangelho e a ação de promoção humana. Animada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, a “Igreja se esforça para que ninguém seja privado do necessário para viver e que todos possam ter uma existência digna do ser humano”. Seguidamente o Papa falou brevemente da Mensagem final da Assembléia sinodal, citando-o como “uma mensagem que parte de Roma, sede do Sucessor de Pedro, que preside a comunhão universal, mas se pode dizer, num sentindo mais amplo, que a mesma tem origem na África, da qual recolhe as experiências, as expectativas, os projetos, e agora retorna à África, levando a riqueza de um evento de profunda comunhão no Espírito Santo”. Dirigindo-se aos fiéis na África disse: “Queridos irmãos e irmãs que me ouvem na África! – disse Bento XVI – Confio de modo especial às suas orações os frutos do trabalho dos Padres sinodais, e encorajo-os com as Palavras de Nosso Senhor Jesus: sejam sal e luz na amada terra africana!”. Concluindo, Bento XVI recordou que para no próximo ano está prevista uma “Assembléia Especial para o Meio Oriente do Sínodo dos Bispos. Em ocasião de minha visita ao Chipre, terei o prazer de fazer entrega do Instrumentum laboris de tal encontro. Agradeçamos ao Senhor que não se cansa nunca de edificar sua Igreja na comunhão, e invoquemos com confiança a maternal intercessão da Virgem Maria”. O Papa também fez uma saudação aos fiéis de língua portuguesa, recolhida na edição de hoje da página da Rádio Vaticano em português: “Dirijo agora uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, de modo particular aos grupos das dioceses brasileiras de Jundiaí e São Carlos, desejando que a vinda a Roma fortaleça a vossa fé e vos encha de paz e alegria em Cristo. A Santíssima Virgem guie maternalmente os vossos passos. Acompanho estes votos, com a minha Bênção Apostólica.” #Cristo #Padres #orações #SantoPadre #PapaBentoXVI #Deus #Maria #virgem #Senhor #RádioVaticano #Pedro #adiante #família #NossoSenhor #pontífice #Instrumentumlaboris #Igreja #PalavradeDeus #alegria #Jesus #Missa
- Não se pode fazer teologia sem experiência de Cristo
O Papa dedica a audiência geral ao santo abade Bernardo de Claraval Por Inma Álvarez CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- “Para Bernardo, o verdadeiro conhecimento de Deus consiste na experiência pessoal, profunda, de Jesus Cristo e do seu amor. E isso, queridos irmãos e irmãs, vale para todo cristão”, afirmou hoje o Papa Bento XVI. O pontífice dedicou a catequese de hoje, dentro do ciclo de escritores cristãos do primeiro milênio, a São Bernardo de Claraval (1090-1153), abade cisterciense conhecido como “Doutor melífluo”, pela doçura com que falava de Jesus Cristo. Este santo escritor foi uma importante figura da Europa medieval, que manteve contato com importantes personalidades do seu tempo e que é reconhecido como “último Padre da Igreja”. O Papa sublinhou que, mais que ter aberto novos caminhos na teologia, São Bernardo “configura o teólogo com o contemplativo e o místico”, em uma época de duras disputas entre duas importantes correntes teológicas, o nominalismo e o realismo. “Só Jesus – insiste Bernardo, frente às complexas reflexões dialéticas do seu tempo – é ‘mel na boca, cântico no ouvido, júbilo no coração’”, explicou o Papa. “O abade de Claraval não se cansa de repetir que só há um nome que conta, o de Jesus Nazareno”, acrescentou. Seu exemplo recorda hoje que “a fé é um encontro pessoal e íntimo com Jesus; é fazer a experiência da sua proximidade, da sua amizade, do seu amor, e somente assim se aprende a conhecê-lo cada vez mais, a amá-lo e segui-lo cada vez mais”. “Que isso possa acontecer com cada um de nós!”, desejou o Papa. As reflexões deste santo abade “provocam ainda hoje, de forma saudável, não somente os teólogos, mas todos os crentes”, que, às vezes, pretendem “resolver as questões fundamentais sobre Deus, sobre o homem e sobre o mundo com as únicas forças da razão”. “São Bernardo, ao contrário, solidamente fundado na Bíblia e nos Padres da Igreja, recorda-nos que sem uma profunda fé em Deus, alimentada pela oração e pela contemplação, por uma relação íntima com o Senhor, nossas reflexões sobre os mistérios divinos correm o risco de serem um vão exercício intelectual e perdem sua credibilidade.” “No final, a figura mais verdadeira do teólogo continua sendo a do apóstolo João, que apoiou sua cabeça no coração do Mestre”, sublinhou o Papa. Enamorado de Nossa Senhora Outro dos pontos sobressalentes do pensamento de São Bernardo é sua veneração a Nossa Senhora, sobre quem ele escreveu importantes sermões e orações. Sobretudo, ele se centrou na importância de Maria ao ter acompanhado seu Filho na Paixão. “Bernardo não hesita: ‘per Mariam ad Iesum’: através de Maria somos conduzidos a Jesus”, afirmou o Papa. Em seus escritos, o santo “confirma com clareza a subordinação de Maria a Jesus, segundo os fundamentos da mariologia tradicional”, mas “documenta também o lugar privilegiado da Virgem na economia da salvação”. Bento XVI concluiu sua catequese citando uma belíssima homilia do santo: “Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida”. “Seguindo-a, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro. Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.” #Cristo #PapaBentoXVI #Claraval #veneração #JesusCristo #perMariamadIesum #NossaSenhora #Doutormelífluo #abade #melnaboca #cânticonoouvido #SãoBernardodeClaraval #teologia #JesusNazareno #experiência #Amor #Jesus #júbilonocoração
- Arcebispo anglicano: nossas orações foram ouvidas
Boa acolhida do oferecimento, por parte do Papa, dos ordinariatos pessoais BLACKWOOD, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- As orações dos anglicanos que desejavam entrar em plena comunhão com a Igreja Católica foram mais que respondidas. Foi o que assinalou ontem o primaz da Comunhão Anglicana Tradicional, o arcebispo John Hepworth (Blackwood, Austrália), em um comunicado de resposta ao anúncio do Vaticano de que Bento XVI permitirá que anglicanos entrem em plena comunhão com a Igreja Católica preservando elementos da tradição espiritual e litúrgica anglicana. Esta política se estabeleceu em uma constituição apostólica que será apresentada em breve, e responde os pedidos dos anglicanos que expressaram seu desejo de aderir à Igreja Católica, especialmente porque a tradição anglicana continua avançando para a abertura de seu sacerdócio e seu episcopado às mulheres e às pessoas que mantêm relações homossexuais, e para a benção das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Entre vinte e trinta bispos anglicanos formularam este pedido. A constituição apostólica foi anunciada em uma coletiva de imprensa no Vaticano nesta terça-feira, oferecida pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal William Levada. Dom Hepworth afirmou que a Comunhão Tradicional Anglicana está “profundamente comovida pela generosidade do Santo Padre, o Papa Bento XVI”. Dedicado à unidade “Ele oferece nesta constituição apostólica os meios para que antigos anglicanos entrem em plena comunhão com a Igreja Católica” – explicou Hepworth. Ele espera que nós possamos ‘encontrar nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar essas tradições anglicanas preciosas para nós e compatíveis com a fé católica”. “Ele afirma então com afeto: ‘estamos contentes de que esses homens e mulheres tragam consigo suas particulares contribuições a nossa vida de fé comum”, aprecia o prelado. “Primeiro queria dizer que este é um ato de grande bondade por parte do Santo Padre – continuou. Ele tem dedicado seu pontificado à causa da unidade”. “Isto é mais do que corresponde ao que, em sonhos, nos atrevíamos a incluir em nosso pedido há dois anos – acrescentou. É mais do que corresponde a nossas orações”. “Nestes dois anos, fomos muito conscientes das orações de nossos amigos da Igreja Católica – afirmou Dom Hepworth. Talvez em suas orações se atreveram a pedir inclusive mais que nós”. O arcebispo disse que tomaria a oferta do Santo Padre para cada um dos sínodos nacionais da Comunhão Anglicana Tradicional. A Santa Sé nos desafia a buscar, nas estruturas específicas que estão agora disponíveis, a “unidade plena, visível, especialmente a comunhão eucarística”, pela qual rezamos e sobre a qual sonhamos durante muito tempo. Este processo começará em seguida, afirmou. Destacando que o Ofício anglicano de Laudes inclui o hino de agradecimento Te Deum, Dom Hepworth acrescentou: “o hino está hoje em nossos lábios com sincero agradecimento a Deus Todo Poderoso, o Senhor e a fonte de toda paz e unidade”. “Este é um momento de graças, talvez inclusive um momento histórico – afirmou –, não porque o passado tenha se apagado, mas porque se transformou”. #pessoais #ordinariatos #acolhida #SantoPadre #TeDeum #JohnHepworth #ComunhãoAnglicanaTradicional #williamlevada #SantaSé #IgrejaAnglicana #anglicano #ordinariatospessoais #IgrejaCatólica #Arcebispo
- Ortodoxos búlgaros relançam unidade com católicos
Bispo Tichon se encontra com Bento XVI ROMA, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- “Devemos encontrar a unidade o quanto antes possível e celebrar finalmente juntos, as pessoas não entendem nossas divisões e nossas discussões”. Assim afirmou o bispo ortodoxo búlgaro Tichon ao Papa, ao término da Audiência de hoje, afirmando que “não economizará esforços” para contribuir a reconstruir “logo a comunhão entre católicos e ortodoxos”. Segundo publica o jornal L’Osservatore Romano, para Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, “é certamente importante o diálogo teológico que está sendo levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar o quanto antes o modo de celebrar juntos”. “Um católico não se converterá em ortodoxo e vice-versa, mas devemos aproximar-nos juntos do altar”. Tichon disse ao pontífice que “esta aspiração é um sentimento surgido dos trabalhos da assembleia” de sua diocese, celebrada em Roma, na qual tomaram parte todos os sacerdotes e dois delegados de cada paróquia ortodoxa búlgara. “Viemos até o Papa – destacou – para expressar-lhe nosso desejo de unidade e também porque ele é o bispo de Roma, a cidade que acolheu nossa assembleia”. #PapaBentoXVI #paróquia #católicos #ortodoxos #comunhão #audiência #ortodoxa #Sacerdotes #Papa #patriarca #Unidade #sacerdote #BentoXVI #ortodoxo #diálogo
- Santa Sé confirma a passagem do maior grupo de anglicanos à Igreja Católica
ACI).- Autoridades vaticanas anunciaram esta manhã a próxima publicação de uma Constituição Apostólica para responder aos “numerosos” pedidos de clérigos e fiéis anglicanos que desejam ingressar na Igreja Católica em comunhão plena. Embora as autoridades não anteciparam cifras, sabe-se que um dos grupos que pediu dar este passo é a Comunhão Anglicana Tradicional, que conta com ao menos 400 mil pessoas, constituindo o maior grupo de anglicanos da história a ingressar na Igreja Católica. Em uma conferência de imprensa celebrada esta manhã, o Cardeal Joseph Llevada, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, explicou que a constituição “representa uma resposta necessária a um fenômeno mundial” e oferecerá um “modelo canônico único para a Igreja universal regulável a diversas situações locais, e em sua aplicação universal, eqüitativa para os ex-anglicanos”. O modelo prevê a possibilidade da ordenação de clérigos casados ex-anglicanos, como sacerdotes católicos e esclarece que estes não poderiam ser ordenados bispos. O Cardeal Llevada explicou que no documento “o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê a uma reunião corporativa através da instituição de Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos fiéis ex-anglicanos entrar na plena comunhão com a Igreja católica, conservando ao mesmo tempo elementos do especifico patrimônio espiritual e litúrgico anglicano”. “A atenção e a guia pastoral para estes grupos de fiéis ex-anglicanos será assegurada por um Ordinariato Pessoal, do qual o Ordinário será habitualmente nomeado pelo clero ex-anglicano”, indicou o Cardeal, quem assinalou que ao menos uma vintena de bispos anglicanos solicitaram ingressar na Igreja Católica. Do mesmo modo, explicou que a nova estrutura “está em consonância com o compromisso no diálogo ecumênico” e reiterou que “a iniciativa provém de vários grupos de anglicanos que declararam que compartilham a fé católica comum, como expressa o Catecismo da Igreja Católica, e que aceitam o ministério petrino como um elemento querido por Cristo para a Igreja. Para eles chegou o tempo de expressar esta união implícita em uma forma visível de plena comunhão”. O Cardeal Llevada sublinhou que “Bento XVI espera que o clero e os fiéis anglicanos desejosos da união com a Igreja Católica encontrem nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar aquelas tradições anglicanas que são preciosas para eles e de acordo com a fé católica”. “Assim que expressam em um modo distinto a fé professada usualmente, estas tradições são um dom que deverá ser compartilhado na Igreja universal. A união com a Igreja não exige a uniformidade que ignora as diversidades culturais, como demonstra a história do cristianismo. Além disso, as numerosas e diversas tradições hoje presentes na Igreja Católica estão todas enraizadas no princípio formulado por São Paulo em sua carta aos Efésios: ‘Um só Senhor, uma só fé, um só batismo’”, adicionou. Finalmente, recordou que “nossa comunhão se reforçou por diversidades legítimas como estas, e estamos contentes de que estes homens e mulheres ofereçam suas contribuições particulares a nossa vida de fé comum”. Em uma declaração conjunta, os arcebispos de Westminster e Canterbury, respectivamente Vincent Gerard Nichols e Rowan Williams, afirmam que o anúncio da Constituição Apostólica “acaba com um período de incerteza para os grupos que nutriam esperanças de novas formas para alcançar a unidade com a Igreja Católica”. “Agora é a vez dos que cursaram petições desse tipo à Santa Sé responderem à Constituição Apostólica”, que é “conseqüência do diálogo ecumênico entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana”, indicaram. Dom Augustine DiNoia, que colaborou na redação da nova estrutura, recordou que “estivemos durante 40 anos a favor da unidade. As orações encontraram respostas que não antecipamos”. Para o Arcebispo, ocorreu um “giro tremendo” no movimento ecumênico e rechaçou as acusações de quem chama de “dissidentes” a estes anglicanos. “Eles estão assentindo ao obrar do Espírito Santo para estar em união com Pedro, com a Igreja Católica”, precisou. Dom DiNoia explicou que ainda se trabalha nos detalhes técnicos e estes Ordinariatos Pessoais poderiam sofrer variações em sua forma final. Os detalhes completos da Constituição Apostólica serão publicados em algumas semanas. #RowanWilliams #Anglicanos #católicos #ComunhãoAnglicanaTradicional #IgrejaAnglicana #exanglicanos #IgrejaCatólica
- Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os Ordinariatos Pessoais para Anglicanos que ingress
Congregação para a Doutrina da Fé anuncia nova Constituição Apostólica com disposições sobre o ingresso de Anglicanos na Igreja Católica. Abaixo, a íntegra da declaração [tradução não-oficial]: Com a preparação de uma Constituição Apostólica, a Igreja Católica responde a muitos pedidos que foram submetidos à Santa Sé de grupos de clérigos e fiéis Anglicanos em diferentes partes do mundo que desejam entrar em plena comunhão visível. Nesta Constituição Apostólica, o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê tal reunião corporativa ao estabelecer Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos antigos Anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica enquanto preservam elementos do distintivo patrimônio espiritual e litúrgico Anglicano. Conforme os termos da Constituição Apostólica, a vigilância e o governo pastoral para tais grupos de fiéis já Anglicanos serão asseguradas através de um Ordinariato Pessoal, cujo Ordinário será habitualmente indicado entre o antigo clero Anglicano. A vindoura Constituição Apostólica concede uma razoável e mesmo necessária resposta a um fenômeno mundial, ao oferecer um único modelo canônico para a Igreja universal que é adaptável a várias situações locais e justo aos antigos Anglicanos em sua aplicação universal. Ela provê a ordenação como padres Católicos do clero casado anteriormente Anglicano. Razões históricas e ecumênicas impedem a ordenação de homens casados como bispos tanto na Igreja Católica como Ortodoxa. A Constituição estipula, então, que o Ordinário seja um padre ou um bispo não casado. Os seminaristas no Ordinariato deverão ser preparados ao lado de outros seminaristas Católicos, embora o Ordinariato possa estabelecer uma casa de formação para responder às necessidades particulares de formação no patrimônio Anglicano. Desta maneira, a Constituição Apostólica procura, por um lado, equilibrar a preocupação de preservar o digno patrimônio litúrgico e espiritual Anglicano, e, por outro, a preocupação de que estes grupos e seu clero sejam integrados à Igreja Católica. O Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que preparou esta disposição, disse: “Tentamos ir ao encontro dos pedidos por uma plena comunhão que nos últimos anos nos chegaram de Anglicanos de diferentes partes do mundo de maneira uniforme e equitativa. Com esta proposta a Igreja quer responder às legítimas aspirações destes grupos Anglicanos por unidade plena e visível com o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro”. Estes Ordinariatos Pessoais serão formados, segundo as necessidades, mediante prévia consulta às Conferências Episcopais, e sua estrutura serão similares de certo modo àquela dos Ordinariatos Militares que foram estabelecidos na maioria dos países para prover cuidado pastoral aos membros das forças armadas e seus dependentes pelo mundo. “Aqueles Anglicanos que se aproximaram da Santa Sé deixaram claro seu desejo por plena e visível unidade na una, santa, católica e apostólica Igreja. Ao mesmo tempo, eles nos expressaram a importância de suas tradições de espiritualidade e culto Anglicanos para sua jornada de fé”, disse o Cardeal Levada. A provisão desta nova estrutura é consistente com o empenho no diálogo ecumênimo, que continua sendo a prioridade para a Igreja Católica, particularmente através dos esforços do Conselho Pontíficio para a Promoção da Unidade dos Cristãos. “A iniciativa surgiu de um número de diferentes grupos de Anglicanos”, continou o Cardeal Levada: “Eles declararam que partilham a fé Católica comum como é expressa no Catecismo da Igreja Católica e aceitam o ministério Petrino como algo desejado por Cristo à Igreja. Para eles, chegou o tempo de expressar esta unidade implícita na forma visível da plena comunhão”. Segundo Levada, “É a esperança do Santo Padre, o Papa Bento XVI, que o clero e os fiéis Anglicanos que desejam se unir à Igreja Católica encontrem nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar aquelas tradições Anglicanas preciosas a eles e consistentes com a fé Católica. Enquanto estas tradições expressam de maneira diferente a fé comum que é professada, elas são um dom a ser partilhado na Igreja universal. A unidade da Igreja não requer uma uniformidade que ignora diversidades culturais, como a história da Cristianismo mostra. Ademais, as diversas tradições presentes na Igreja Católica atualmente são todas enraizadas no princípio articulado por São Paulo em sua carta aos Efésios: ‘Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo’ (4:5). Nossa comunhão é, portanto, fortalecida por tais diversidades legítimas, e portanto estamos felizes que estes homens e mulheres tragam consigo suas contribuições particulares para a nossa vida comum de fé”. Informações contextuais. Desde o século XVI, quando o Rei Henrique VIII declarou a Igreja da Inglaterra independente da autoridade Papal, a Igreja da Inglaterra criou suas próprias confissões doutrinais, livros litúrgicos e práticas pastorais, frequentemente incorporando idéias da Reforma no continente Europeu. A expansão do Império Britânico, junto do trabalho missionário Anglicano, finalmente deu surgimento à Comunhão Anglicana em nível mundial. No curso de mais de 450 anos de sua história, a questão da reunificação dos Anglicanos e Católicos nunca foram esquecidas. Na metade do século XIX, o movimento de Oxford (na Inglaterra) mostrou um renovado interesse nos aspectos Católicos do Anglicanismo. No início do século XX, o Cardeal Mercier, da Bélgica, entrou em conversações públicas com Anglicanos para explorar a possibilidade de união com a Igreja Católica sob a bandeira de um Anglicanismo “reunido, mas não absorvido”. Posteriormente, no Concílio Vaticano Segundo a esperança por união foi nutrida quando o Decreto sobre Ecumenismo (n.13), referindo-se às comunhões separadas da Igreja Católica na época da Reforma, afirmou que: “Entre aquelas nas quais as tradições e instituições Católicas continuam em parte a existir, a Comunhão Anglicana ocupa lugar especial”. Desde o Concílio, as relações entre Anglicanos e Católicos criaram um maior clima de mútuo entendimento e cooperação. A Anglican-Roman Catholic International Commission (ARCIC) produziu uma série de declarações doutrinais no curso dos anos na esperança de criar as bases para a unidade plena e visível. Para muitos em ambas comunhões, as declarações da ARCIC foram um veículo no qual uma expressão de fé comum pôde ser reconhecida. É neste contexto que esta nova disposição deve ser vista. Nos anos depois do Concílio, alguns Anglicanos abandonaram sua tradições de conferir as Sagradas Ordens apenas a homens ao convocar mulheres ao sacerdócio e ao episcopado. Mais recentemente, alguns seguimentos da Comunhão Anglicana se afastaram do ensinamento bíblico comum sobre a sexualidade humana — já claramente afirmado no documento da ARCIC “Life in Christ” — pela ordenação de clérigos abertamente homossexuais e pela benção de uniões homossexuais. Ao mesmo tempo, enquanto a Comunhão Anglicana encara estes novos e difíceis desafios, a Igreja Católica permanece plenamente empenhada em continuar o compromisso ecumênico com a Comunhão Anglicana, particularmente através dos esforços do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Neste ínterim, muitos Anglicanos individualmente entraram em plena comunhão com a Igreja Católica. Às vezes, houve grupos de Anglicanos que entraram enquanto preservaram alguma estrutura “corporativa”. São exemplos deste ingresso a diocese Anglicana de Amritsar, Índia, e algumas paróquias individuais nos Estados Unidos, que mantiveram uma identidade Anglicana ao ingressar na Igreja Católica por uma “provisão pastoral” adotada pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa João Paulo II em 1982. Nestes casos, a Igreja Católica frequentemente dispensou das exigências de celibato para permitir àqueles clérigos Anglicanos casados que desejassem continuar seus serviços ministeriais como padres Católicos serem ordenados na Igreja Católica. À luz destes desenvolvimentos, os Ordinariatos Pessoais estabelecidos pela Constituição Apostólica podem ser vistos como outro passo em direção à realização das aspirações por plena e visível união na Igreja de Cristo, um dos principais objetivos do movimento ecumênico. Fonte: Versão inglesa do Comunicado disponível no Bollettino. #Anglicanos #católicos #CongregaçãoparaaDoutrinadaFé #IgrejaAnglicana #ConstituiçãoApostólica #Unidade #IgrejaCatólica
- Oportunidade para salvar casamentos bate à porta
Casais postergam divórcio na crise econômica Por Carl Anderson NEW HAVEN, domingo, 18 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Quaisquer que sejam os problemas que a recessão criou, ela também abriu uma grande oportunidade, para cada um de nós individualmente e para as paróquias e organizações católicas: ajudar a salvar casamentos. Como na Grande Depressão dos anos 30, quando caíram as taxas de divórcio, a evidência preliminar parece mostrar que se registra a mesma tendência em nossa atual crise econômica. Em setembro, a agência France Press informou que as taxas de divórcio na Espanha caíram 12,5%, e o número de separações se reduziu em 25%. Nos EUA, as informações indicam uma queda similar. Recentes notícias de Washington, D.C., Phoenix (Arizona), e Reno (Nevada) sugerem uma tendência nacional das pessoas a postergar o divórcio porque se encontram incapazes de “seguir sozinhas”. Steve King, advogado matrimonialista de Reno (Nevada) explicou ao jornal local, Gazette Journal: “algumas pessoas se veem em uma situação de perda, sem nada a ganhar com o divórcio, exceto voltar a ser solteiro. Frequentemente, não se podem permitir casas separadas ou pagar um aluguel, e isso inclusive para os casais em que os dois trabalham”. Com estas sombras, ainda que desde uma perspectiva prática uma ganância proeminente, devemos aproveitar a oportunidade para ajudar os que “postergaram” seu divórcio a evitá-lo totalmente. Para os católicos, é uma oportunidade única de reiterar a importância do matrimônio para muita gente que talvez antes não era receptiva a esta mensagem. E às pessoas que de repente consideram a possibilidade de salvar seu casamento, o ensinamento da Igreja sobre este sacramento lhes dá esperança. Como Bento XVI afirmou no mês passado, “a firme convicção da Igreja é que a verdadeira solução para os problemas que os casais enfrentam atualmente e que debilitam sua união é um retorno à solidez da família cristã, um lugar de confiança mútua, de doação recíproca, de respeito à liberdade e de educação para a vida social”. Mensagem forte O ensinamento da Igreja tem uma forte mensagem teológica -e prática- para os que permanecem juntos. Considere isto: um estudo de 2002 realizado pelo Institute for American Values revelou que dois terços dos cônjuges de casamentos infelizes que permaneceram casados afirmaram que seus casamentos eram felizes cinco anos depois; além disso, os casamentos mais infelizes afirmaram que o mais dramático tinha sofrido uma reviravolta”. Também em termos econômicos, o divórcio tem terríveis consequências, seja qual for o momento em que aconteça. Estudos sobre as consequências financeiras do divórcio em mulheres e crianças constataram que a ex-mulher e os filhos sofrem uma queda entre 30% a 73% de seu padrão de vida após o divórcio. E a religião tem desempenhado uma função crucial nas tendências do divórcio. Segundo a especialista em divórcio Barbara Dafoe Whitehead, as taxas de divórcio cresceram por uma tendência de muitas religiões a ver o matrimônio como uma competência da psicologia, em lugar da teologia. “As principais denominações religiosas deixaram os processos à psicoterapia -disse. Os terapeutas converteram-se em professores e estabeleceram as normas nos casamentos e, depois, na dissolução deles.” O resultado foi assombroso. Os sacerdotes e outros tradicionais conselheiros matrimoniais cederam sua função aos terapeutas, destaca Whitehead. E acrescenta: “diferentemente dos que inicialmente proporcionavam conselhos matrimoniais, que ofereciam seus serviços como parte de sua vocação, os terapeutas venderam seus serviços no mercado”. “Além disso, seus praticantes eram muito sensíveis aos incentivos do mercado, incluído o crescente e lucrativo mercado de americanos cujos casamentos estavam em perigo -explica. Os temores sobre a exploração comercial do divórcio desapareceram ao crescer seu potencial comercial.” Mas se o dinheiro não chega para um divórcio, pode ser também que as pessoas busquem assessoria em lugares menos caros, lugares que, na maior parte do século XX, incluíam a família, os amigos e o clero, assinala a especialista. Função dos católicos Falando no mês passado aos bispos brasileiros reunidos em Roma para a visita “ad limina”, Bento XVI pediu aos sacerdotes que “acompanhem as famílias para garantir que não se deixem seduzir por estilos de vida relativistas promovidos pelo cinema, a televisão e outros meios de comunicação”. Também falou da importância do testemunho de famílias católicas, afirmando: “confio no testemunho de famílias que encontram as forças para superar as provas no sacramento do matrimônio. Sobre famílias como essas deve ser reconstruído o tecido social”. Em um momento em que o problema econômico está nos dando uma maior oportunidade de ajudar a salvar casamentos, cada um de nós tem muito a fazer. Para os sacerdotes, isso significa dedicar tempo a aprender e a aconselhar casamentos sobre os perigos do divórcio e a esperança que chega com a superação dos problemas do matrimônio. Para os esposos que enfrentam problemas, significa trabalhar como casal, apoiados pela Igreja, para superar seus problemas juntos. Para os casais cujos matrimônios são felizes, significa pregar com o exemplo e mostrar o amor que é possível e pode ser realizado no matrimônio, e compartilhar os meios com os que eles superaram dificuldades no passado. Finalmente, para cada um de nós, significa escutar aqueles amigos nossos que possam viver dificuldades em seus matrimônios e dirigi-los aos recursos que os ajudem a salvar seu casamento, tendo em conta que, teologicamente e praticamente, o divórcio e a separação sempre têm consequências trágicas. Por nosso exemplo, nosso conselho e nossa proximidade aos que estão considerando um divórcio -especialmente agora-, não devemos perder a oportunidade de ajudar a construir a civilização do amor, ao mesmo tempo que uma família e um matrimônio. (Carl Anderson é cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo e autor best-seller do New York Times) #Católicas #comunicação #casamentos #professor #Brasileiros #católicos #adlimina #Educação #Brasil #Cavaleiros #esperança #sacerdote #CarlAnderson #Amor #Mulheres #American #Advogado #Meiosdecomunicação #Famílias
- Preservativo promove promiscuidade e gera mais contagio de AIDS, diz Bispo africano
ACI).- Em sua intervenção no Sínodo dos Bispos da África que se realiza no Vaticano, o Bispo de Capra e Vigário Apostólico do Rundu (Namíbia), Dom Joseph Shpandeni Shikongo, explicou que o preservativo difunde uma “visão secular e relativista da sexualidade” e faz que “a promiscuidade seja promovida” incrementando o contágio da AIDS. Ao falar da experiência sanitária na Namíbia, o Prelado explicou que embora a Igreja neste país faz o possível por promover a abstinência na luta contra este mau, seus esforços são insuficientes diante o programa do governo “que está muito melhor financiado, tem consultores estrangeiros e a possibilidade de usar os meios de comunicação nacional: televisão, rádio e jornais. Então tem uma maior influencia com respeito a nós”. Assim, prosseguiu o Bispo, “difunde-se uma visão secular e relativista da sexualidade. Para eles (o governo) a primeira preocupação é a prevenção do contágio e o principal meio prático para evitá-lo é o preservativo: assim se promove uma confiança pouco realista na eficácia do mesmo”. “A ineficácia deste meio –explicou– é de propósito ignorada ou explicada de maneira vaga. Deste modo, a promiscuidade é promovida, e isto é o que gera o maior número de contágios”. #Vigário #Intervenção #africano #África #Abstinência #Joseph #Sínodo #AIDS #promove #Apostólico #Bispoafricano #sexualidade #promiscuidade
- Santa Sé doa 10 mil dólares ao hospital católico de Padang
Após o terremoto de Sumatra, que provocou 800 vítimas CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 14 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- O Conselho Pontifício para a Pastoral dos Agentes Sanitários enviou uma primeira ajuda de 10 mil dólares ao hospital católico de Padang, na ilha indonésia de Sumatra, atingida no dia 30 de setembro por um devastador terremoto que causou mais de 800 mortes. A intervenção a favor do hospital Yos Sudarso, dirigido pelos Missionários Xaverianos, foi decidida pelo citado dicastério vaticano como adesão ao convite lançado pelo Papa no último dia 4 de outubro. “A doação – lê-se em um comunicado difundido pela Sala de Imprensa da Santa Sé – servirá para cobrir as necessidades imediatas do hospital, que continua prestando assistência e garantindo as intervenções cirúrgicas de emergência, sem distinção de etnia, religião ou gênero, apesar dos graves danos e da perda de numerosos aparelhos por causa do terremoto.” A ajuda da Santa Sé para o centro católico foi enviada ao bispo de Padang, Dom Martinus Situmorang, através da Fundação Il Buon Samaritano. #Samaritano #emergência #SantaSé #Conselho #Pastoral #indonésia #Imprensa
- Nossa Senhora Aparecida celebrada em Roma
ROMA, terça-feira, 13 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Cerca de 600 brasileiros residentes Roma e membros da Comunidade Brasileira na Cidade Eterna participaram, no domingo, 11, da procissão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil; informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). A caminhada saiu da embaixada brasileira, na Praça Navona, indo até à igreja Santa Maria de La Luce, no bairro Trastevere onde houve missa presidida pelo reitor do Colégio Pio Brasileiro, o jesuíta padre João Roque Rohr. O Colégio Pio Brasileiro também festejou a padroeira dos brasileiros com missa presidida ontem, 12, pelo arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, que participa da assembleia do Sínodo dos Bispos para a África. “Que o Brasil caminhe sempre mais a um desenvolvimento integral na defesa da vida e da ecologia”, disse o arcebispo, ao recordar os milhares de peregrinos que visitam o Santuário de Aparecida. Segundo os organizadores, 300 pessoas participaram da festa. O reitor do Colégio, padre João Roque, lembrou a necessidade de superar os preconceitos e a exclusão no Brasil. “A fé católica no Brasil não pode prescindir deste momento histórico simbólico onde uma imagem negra aparece no rio em tempos de escravidão. Enquanto não resolvermos em nosso país o problema do preconceito e da exclusão não teremos cumprido o desejo da mãe de Jesus de reunir todos os filhos e filhas de Deus debaixo de seu manto. Temos ainda muito a fazer neste campo”, afirmou. #Damasceno #Deus #Conferência #eterna #brasileiro #NossaSenhoraAparecida #Igreja #Roma #Jesus
- Canonização inovadora de cinco santos
Um bispo, dois sacerdotes, um jovem trapista e uma religiosa aos altares CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Filhos da Igreja universal se encontravam neste domingo pela manhã no Vaticano para unir-se à canonização de cinco novos santos, que se caracterizou por alguns detalhes novos. Os 50 mil participantes desta festa de fé procediam, entre outros países, da Espanha, França, Bélgica, Polônia, Rússia, Ucrânia, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos sobretudo Havaí, Peru, Chile, Colômbia e Itália. Diferente de outras ocasiões, a cerimônia aconteceu dentro da Basílica de São Pedro. Como não havia espaço para os peregrinos, um grande grupo ficou na praça e participou da santa missa através dos telões gigantes presentes na Praça de São Pedro. A celebração no templo católico facilitou o recolhimento e o silêncio, segundo comentavam alguns peregrinos ao terminar a celebração. Desta vez não ouve aplausos quando o Papa mencionava em sua homilia cada santo. Assim se pediu expressamente aos peregrinos antes que iniciasse a solene eucaristia, e os assistentes souberam respeitar o pedido. Quem não pôde entrar, teve a oportunidade de ver o pontífice quando saiu à praça para rezar o Ângelus ao finalizar a eucaristia e para oferecer um breve comentário sobre a vida de cada um dos novos santos. Os peregrinos que puderam entrar na Basílica, saudaram emocionados Bento XVI durante sua entrada e saída. Também o rei da Bélgica, Alberto II, e sua esposa, Paola Ruffo de Calábria, que assistiram à cerimônia em honra a seu compatriota, o padre Damião de Veuster. As leituras do Antigo e Novo Testamento da missa foram lidas em francês, espanhol e polonês. O Evangelho foi lido em latim como em grego, como sinal de unidade na Igreja e do chamado à santidade, em meio à universalidade e diversidade de carismas. No ano sacerdotal, três novos presbíteros santos Milhares de peregrinos com os típicos colares havaianos de flores coloridas evidenciavam tanto seu lugar de procedência como o santo que os motivou viajar até Roma: Pe. Damião de Veuster, nascido na Bélgica em 1880 e morto de lepra nas ilhas Molokai em 1889, após permanecer 16 anos ali atendendo uma colônia de leprosos. Também foi canonizado o bispo polonês Zygmunt Szczesny Felinski, (1822-1895), fundador das irmãs franciscanas da Família de Maria, que padeceu o exílio na Rússia. O terceiro santo sacerdote canonizado era o espanhol Francisco Coll (1812-1875). Por este motivo veio a Roma o padre Juan Carlos, de Campo de Cristiana, um povoado da diocese de Ciudad Real, pois em sua paróquia, como explicou a ZENIT, há “um colégio das Dominicanas da Anunciata, chama-se Virgem do Rosário, e elas têm como fundador o padre Coll”. A simplicidade de Juana Jugan Uma estampa com o rosto de Santa Juana Jugan (1792-1989) traziam os peregrinos membros da associação de leigos que leva seu nome e que vivem sua vida ao serviço dos anciãos. Entre eles estava Nubia Castillo, que viajou de Valledupar, Colômbia, onde trabalham intensamente as Irmãzinhas dos Pobres, comunidade fundada pela nova santa. “Fazemos parte do grupo de associação da Casa do Avô. Queremos continuar com o espírito de Santa Juana”, disse. Rafael, jovem e místico Da mesma forma, o padre Rafael Riate, procedente de Lima (Peru), viajou para a canonização de seu homônimo, o irmão Rafael Arnaiz (1911-1938), religioso da ordem cisterciense da estrita observância. Uma devoção profunda ao irmão Rafael manifestou também a senhora Ascensão do Senhor, que viajou da Espanha para a canonização de “El de la capucha”, como o chama carinhosamente, pois sua foto mais famosa aparece no hábito branco próprio dos irmãos de sua comunidade. Em sua homilia Bento XVI alentou os fiéis “a deixarem-se atrair pelos exemplos luminosos destes santos, a deixarem-se guiar por seus ensinamentos para que toda nossa existência se transforme em um cântico de louvor ao amor de Deus”. #Bélgica #NubiaCastillo #SantaJuanaJugan #ZygmuntSzczesnyFelinski #Ucrânia #padreRafaelRiate #Peru #PeDamiãodeVeuster #Sacerdotes #Itália #Rússia #Espanha #França #Polônia #FranciscoColl #Molokai #EstadosUnidos #Bispo #Colômbia #Chile #Amor #Havaí #Trapista #Religiosa
- “Papa tem razão: Aids não se detém com o preservativo”
Entrevista aos doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni Por Antonio Gaspari ROMA, quarta-feira, 7 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Suscitaram polêmica as declarações do cardeal de Gana, Peter Kodwo Appiah Turkson, a respeito do uso do preservativo entre um casal no qual um dos dois tem Aids. Respondendo às perguntas de um jornalista, o relator geral do Sínodo dos Bispos para a África explicou que é mais eficaz investir em fármacos antirretrovirais que em preservativos para conter a propagação da Aids. A resposta reabriu o debate sobre o uso dos preservativos como técnica para combater a expansão do HIV. Sobre a questão já se havia expressado o Papa Bento XVI e se desencadeou uma tormenta nos meios de comunicação. Para tentar compreender quais são os argumentos que subjazem ao debate e que parecem implicar tantos interesses, ZENIT entrevistou os doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni, o primeiro médico e o outro professor de Bioética e jornalista de Sat2000, condutor do programa “2030 entre ciência e consciência”, que acabam de entregar ao editor o livro em italiano Il Papa ha ragione! L’Aids non se ferma con il condom (Fede & Cultura). – O que pensam das declarações do cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson com respeito ao uso de preservativo? – Puccetti: Ao ler os jornais, fiquei surpreso, mas logo li a transcrição da intervenção do cardeal e então compreendi que se tratava de mais um caso de distorção da mensagem. O cardeal, em primeiro lugar, não se deteve em uma avaliação moral da questão; ao mesmo tempo, através de suas declarações, não se afastou para nada do constante ensinamento moral da Igreja. O cardeal reconhece, como é lógico, que junto aos fármacos antirretrovirais, o uso do preservativo se opõe à propagação da Aids nos casos em que não se recorre à abstinência e à fidelidade. Está-se falando portanto de tudo que teoricamente pode ser utilizado. O cardeal fala da experiência dos centros de saúde de Gana e da Igreja Católica, segundo os quais nas famílias nas quais se propôs o preservativo, este funcionou só se estavam decididas a manter a fidelidade. O cardeal recordou que, também no caso de pessoas sorodiscordantes, o recurso ao preservativo é fonte de uma falsa segurança, agravada pelo fato de confiar em uma manufatura. Quando o presidente de Uganda deu luz verde à estratégia ABC (Abstinence, Be faithful, Condom) que se revelou muito eficaz em combater a epidemia da Aids e que logo foi tomada como modelo com igual êxito em outros países africanos, dizia coisas bastante similares ao que disse o cardeal: a vida não pode ser colocada em jogo confiando-a a uma fina capa de látex. – Mas o preservativo serve ou não para deter a Aids? – Puccetti: Não é fácil responder de forma taxativa, mas se tenho que dizer se o preservativo serve para deter a Aids nas epidemias generalizadas, a resposta que posso dar segundo o corpo de conhecimentos científicos disponíveis é “não”. Para que pudesse funcionar, o homem deveria ser não muito diferente que um rato em uma jaula à qual antes de cada cópula alguém dosa o preservativo. Nesse caso, o preservativo poderia ser útil. Mas como o homem não é um rato, não vive em jaulas e não há profissionais dispostos a dosar-lhe o preservativo, não há que surpreender-se de que a eficácia teórica não aconteça na vida real. – Por que decidiram escrever um livro sobre este tema? – Cavoni: Este livro nasce de uma triste constatação, a de que com frequência a informação fala de fatos que não conhece e, também, os deforma. É o que aconteceu durante a primeira visita do Papa à África em março deste ano. O livro nasce desta tristeza e, também, da raiva de ver pisoteados os princípios fundamentais de uma correta informação. Ao mesmo tempo, parecia-nos necessário dar a conhecer ao público os fatos assim como sucederam e, de algum modo, abrir os olhos da opinião pública, de modo que não tome como ouro fino torpes instrumentalizações, perpetradas por motivos ideológicos, por superficialidades, ou por ambos fatores. – Quais os argumentos para dizer que o Papa tinha razão? – Puccetti: O livro está articulado em duas partes. Na primeira, reconstruiu-se com fidelidade absoluta o trabalho de descrição das declarações do Santo Padre; da leitura do livro se faz sumamente evidente a progressiva distorção da mensagem realizada com adendos, omissões, substituições. Logo, transcrevemos, como fazem vocês com as do cardeal Turkson, as palavras exatas do Papa ao jornalista francês que fez a pergunta sobre o preservativo. Na segunda parte do livro, resumimos o melhor que pudemos o panorama de conhecimento oferecido pela literatura científica internacional enquanto a aplicação clínica da prevenção mediante a promoção do uso do preservativo. Dedicamos especial atenção aos números, porque consideramos que podem ser uma base de discussão compartilhada à margem da orientação religiosa. Quando um interlocutor meu se mostra surpreso se declarações de eminentes cientistas confirmam o que diz o Papa, não posso senão deduzir disso o escasso conhecimento dos dados que no curso dos anos se sedimentaram e da amplitude das vozes que, em revistas internacionais como The Lancet ou o British Medical Journal, replicaram aos editoriais daquelas mesmas revistas. – Por que tanto clamor pelas palavras do Papa e como se produziu a desinformação? – Cavoni: Todos os maiores jornais nacionais e internacionais se lançaram, direta ou indiretamente, contra o pontífice, réu de ter dito que os preservativos não resolvem os problemas da África e sim, os agravam. As críticas se acentuaram logo no momento em que chegaram as observações, mais ferozes, por parte de vários expoentes de governos europeus e inclusive a resolução do Parlamento belga que pedia ao Papa que desmentisse o afirmado. A questão é que quem toma posições tão fortes, se presume que saiba o que disse em verdade o Papa; e ao contrário não foi assim: todos falavam mas pouco haviam escutado. Tanto é assim que, em um segundo momento, muitos cientistas confirmaram os conceitos expressados por Bento XVI. Temos de pensar que, para muitas pessoas, a primeira e única fonte de informação, ou de simples conhecimento da realidade circundante, está determinada por jornais e telejornais. Está vigente ainda, em suma, o clássico “foi dito no telejornal”, ou o “li no jornal”, e isto para confirmar a veracidade do que se soube. Os meios de informação adquirem um princípio de autoridade potentíssimo. Se portanto as coisas, os fatos, as notícias apresentadas se baseiam em reconstruções parciais, o leitor receberá em presente uma leitura da realidade deformada, que não corresponde à verdade. Com esta técnica se pode inclusive criar uma realidade virtual paralela à real. Se eu, devendo informar sobre as palavras do Papa, e comentá-las, não o escuto e não reproduzo corretamente, corro o risco de comentar algo que não se disse ou se disse de modo substancialmente diferente. O problema das fontes jornalísticas, que devem ser acessíveis, etc, das que se fala tanto nestas semanas, não vale apenas, para as atas públicas das fiscalização, mas para o abc do jornalismo: ser testemunha de tudo o que se dispõe a descrever. Não estamos falando de uma nebulosa objetividade, de imparcialidade; não, estamos falando do fato de que devo estar presente no cenário do fato que descrevo. E se isto não é possível, visto que no caso específico, não todos os jornalistas podem estar no séquito do pontífice, quando menos me permito voltar a escutar, palavra por palavra, o que de verdade disse o Papa e por que o disse. Ao contrário, muitos se fiaram do que haviam ouvido dizer, de um primeiro texto, incorreto. O resto é história comum de desinformação. #médico #problemas #PapaBentoXVI #AntonioGaspari #cientistas #Abstinência #Governo #Sínodo #AIDS #bispos #Meiosdecomunicação #SOS
- Fé e ciência, diálogo necessário
Colóquio entre Dom Ravasi e o geneticista Axel Kahn ROMA, terça-feira, 6 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- “Excluir a razão ou não admitir nada mais que a razão” são os dois excessos a evitar ao confrontar fé e ciência, afirmou o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi, tomando um pensamento do filósofo Pascal. O prelado falou durante um debate com o geneticista Axel Kahn, presidente da Universidade Paris-Descartes, realizado na sexta-feira passada na embaixada francesa na Santa Sé. O evento realizou-se por iniciativa da embaixada, em colaboração com a Delegação da Comissão europeia na Santa Sé. Dois excessos que devem substituir-se por “dois olhares, a ciência e a fé”, ambas necessárias “para uma visão completa da realidade que se explora”, disse Dom Ravasi. Para o arcebispo, a relação entre ciência e fé deve dar-se “na distinção e no diálogo”. Cada uma delas cobre “âmbitos diferentes, com caminhos autônomos e diferentes metodologias”, mas ambas “têm necessidade uma da outra para se completar na mente de uma pessoa que pensa”, afirmou. Dom Ravasi disse que “a tentação no Ocidente é, por um lado, burlar-se vendo a teologia como um produto da paleontologia cultural destinado a ser abandonado com o advento da ciência e, por outro, impor à ciência alguns limites fundamentados sobre afirmações teológicas”. Objetos diferentes “A ciência –prosseguiu Dom Ravasi– interroga-se sobre o ‘como’, enquanto a metafísica e a religião se dedicam a investigar os valores últimos, o ‘por quê’”. Ainda que certamente a teologia e a ciência têm “gramáticas diversas”, explicou o arcebispo, “também têm coincidências metodológicas e expressivas”. A linguagem científica moderna, por exemplo, “recorre muito à categoria do símbolo, aproximando-se do teológico”, disse. Por outro lado, “segundo Santo Agostinho, a fé não é nada se não se pensa sobre ela”; a adesão da fé não é só afetiva, mas requer uma elaboração intelectual, e a teologia serve-se de categorias lógicas”, continuou. Dom mesmo modo, se o conhecimento de fé se situa em um canal distinto ao da simples racionalidade, “não é o único deste tipo experimentado pelo homem”, indicou. E explicou: “pode-se pensar na experiência do enamoramento, em que se supera o que a ciência oferece e se vê no rosto do outro a beleza além da objetividade”. “Trata-se de um conhecimento verdadeiro, ainda que não é o mesmo que o da geometria, o da racionalidade”, afirmou. Nem tudo é ciência Por sua parte, o geneticista Kahn questionou: “por que um quadro é belo?”. “Não há uma resposta científica a esta pergunta, mas é legítimo propô-la, assim como perguntar-se se algo está bem ou mal”. “A filosofia –prosseguiu Kahn– é um método racional para buscar respostas que não podem ser enfrentadas com a ciência e a racionalidade”. E é a filosofia, em lugar da fé, a que se exige um diálogo com a ciência, opinou Kahn. “O diálogo deve ter um vocabulário de conceitos comuns –acrescentou: se os conceitos da fé e da ciência são incomensuráveis entre si, o diálogo não pode ser intelectualmente frutífero”. “O enfoque filosófico-científico pressupõe uma questão aberta à qual se tenta responder: se a hipótese de início, depois da verificação, resultar ser falsa, renuncia-se a ela”. Em contrapartida, um enfoque teológico “não pode renunciar a sua premissa, que é a Revelação”. No entanto, “o diálogo entre a fé e a ciência é útil”, disse o geneticista. “Sobre o humanismo, as posições convergem e estamos mais de acordo que em desacordo”, afirmou. Na pesquisa com embriões, por exemplo, “a necessária proteção da singularidade do embrião –que ao se desenvolver converte-se em um ser humano– deve recordar-se com ou sem fé”, opinou. “Sobre a condenação dos exames genéticos nos imigrantes, penso como a Igreja francesa”, acrescentou. Para Kahn, “nosso mundo está fundado sobre os que creem e os que não creem, mas é necessário criar o futuro juntos; há que dialogar sobre o que uns e outros consideram o caminho correto”. “A aparição de um ser humano é o resultado de duas condições: possuir um genoma humano e saber olhar o próximo como um questionamento, alguém através de cujo valor de ser humano percebo meu próprio valor”, afirmou Kahn. “A reciprocidade –concluiu Kahn, que se professou ‘agnóstico mas não ateu’– para um materialista, desde fora da Revelação, é a condição do pensamento moral”. Dom Ravasi recordou que “quando o Gênesis define a imagem de Deus no homem, afirma que “homem e mulher os criou”, quer dizer, que a imagem de Deus é a relação de amor, a reciprocidade”. “Para utilizar de novo um pensamento de Pascal”, concluiu o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura. “se existe o amor, existe Deus”. (Chiara Santomiero) #filósofo #filosófico #Advento #realidade #humanismo #Verdade #Caminhos #Deus #método #pensamento #GianfrancoRavasi #SantaSé #missão #reciprocidade #razão #Lógica #científico #Igreja #Amor #SantoAgostinho #verdadeiro #Missa #Hipótese #Agostinho
- Papa reza para que cristãos redescubram domingo
Intenções de oração para o mês de outubro CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 2 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Neste mês de outubro, Bento XVI reza para que os cristãos redescubram o valor do domingo como dia da Celebração Eucarística. Esta é uma das intenções de oração para o mês de outubro, contida na carta pontifícia que o Papa confiou ao Apostolado da oração para este ano. A intenção geral da oração para o mês de outubro diz: “Para que o domingo seja vivido como o dia em que os cristãos se reúnem para celebrar o Senhor ressuscitado, participando da mesa da Eucaristia”. O Papa reza cada mês por uma intenção missionária também. A de outubro diz: “Para que todo o Povo de Deus, a quem foi confiado por Cristo o mandato de pregar o Evangelho a toda criatura, assuma com empenho a própria responsabilidade missionária e a considere como o mais alto serviço que pode oferecer à humanidade”. O Apostolado da Oração (www.adp.it) é uma iniciativa acompanhada por cerca de 50 milhões de pessoas nos cinco continentes. #celebração #Cristo #Evangelho #Ressuscitado #Intenção #Deus #Senhor #Eucaristia #Apostolado #oração #pregar #Pontifícia #missionária #eucarística #povo #Humanidade #empenho
- Papa a sacerdotes: usai meios de comunicação
Tema para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2010 CASTEL GANDOLFO, terça-feira, 29 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra” é o tema escolhido por Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2010. A Mensagem para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais se dirige especialmente aos sacerdotes, neste Ano Sacerdotal e após a celebração da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O pontífice os convida a “considerar os novos meios como um poderoso recurso para seu ministério a serviço da Palavra e quer dirigir uma palavra de alento para enfrentar os desafios derivados da nova cultura digital”. Assim indica um comunicado do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais que anuncia o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé hoje, festa dos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. “Se os novos meios forem conhecidos e avaliados adequadamente, podem oferecer aos sacerdotes e a todos os agentes de pastoral uma riqueza de dados e conteúdos que antes eram de difícil acesso, e facilitam formas de colaboração e de crescimento de comunhão impensáveis no passado”, explica o Conselho Pontifício. O comunicado destaca que, “graças aos novos meios, os que pregam e dão a conhecer o Verbo da vida podem chegar, com palavras, sons e imagens – verdadeira e expressiva gramática da cultura digital – a indivíduos e a comunidades inteiras de todos os continentes”. Isso permite “criar novos espaços de conhecimento e de diálogo e chegar a propor e realizar itinerários de comunhão”. “Se forem usados sabiamente, com a ajuda de especialistas em tecnologia e cultura da comunicação, os novos meios podem converter-se, para os sacerdotes e para todos os agentes de pastoral, em um válido e eficaz instrumento de verdadeira e profunda evangelização e comunhão”, indica. E deseja: “Serão uma nova forma de evangelização, para que Cristo chegue e, diante das portas das nossas casas, diga novamente: ‘Vede que estou à porta e chamo; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, comerei com ele e ele comigo'”. O comunicado também recorda que “a principal responsabilidade do sacerdote é anunciar a Palavra de Deus feita carne, homem, história, convertendo-se, assim, em sinal dessa comunhão que Deus realiza com o homem”. A eficácia deste ministério requer, portanto, que o sacerdote viva uma relação íntima com Deus, radicada em um amor profundo e em um conhecimento vivo das Sagradas Escrituras, “testemunho” escrito da Palavra divina. Em 2009, o Dia Mundial das Comunicações Sociais foi dedicado ao tema “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. Em sua mensagem para aquela ocasião, o Papa convidava “todos os que empregam as novas tecnologias da comunicação, em especial os jovens, a utilizá-las de uma maneira positiva e a compreender o grande potencial desses meios para construir laços de amizade e solidariedade que possam contribuir para um mundo melhor”. O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração mundial convocada pelo Concílio Vaticano II e é realizado em quase todos os países do mundo no domingo precedente a Pentescostes. #celebração #Cristo #Comunicações #Deus #comunhão #Escrituras #história #Sínodo #Gabriel #solidariedade #Verbo #tecnologia #testemunho #bispos #sacerdote #Sagradas #responsabilidade #Amor #Assembléia #conhecimento #Meiosdecomunicação
- Sacerdote é “homem do futuro”, afirma Papa
Bento XVI se dirige de forma mais pessoal a cada sacerdote Por Inma Álvarez CASTEL GANDOLFO, terça-feira, 29 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- “O sacerdote é o homem do futuro”, porque “levou a sério a busca das coisas do alto”: assim afirma o Papa em uma carinhosa mensagem aos sacerdotes, que foi gravada e transmitida no Encontro Sacerdotal Internacional que está sendo realizado em Ars (França). O Papa lamenta “não poder estar presente” com eles e espera, com essa mensagem, falar “a cada um de vós da maneira mais pessoal possível”. O encontro, por ocasião do Ano Sacerdotal, convocado no 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, começou ontem e durará até o dia 4 de outubro, precisamente em Ars, presidido pelo cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena. Em sua mensagem, Bento XVI fala sobre a figura do sacerdote e recorda, com palavras do Santo Cura de Ars, que “um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, este é o maior tesouro que Deus pode conceder a uma paróquia”. Para o Papa, o maior desafio do sacerdote de hoje é “ser, mais que nunca, um homem de alegria e de esperança”. “Aos homens que já não podem conceber que Deus seja Amor puro, ele afirmará sempre que a vida vale a pena ser vivida e que Cristo lhe confere todo o seu sentido porque Cristo ama os homens, todos os homens.” “A religião do Cura de Ars é uma religião da alegria, não uma busca mórbida da mortificação, como às vezes se acreditou”, acrescentou o Papa, citando novamente o santo: “Nossa felicidade é grande demais; não, não, nunca poderemos compreendê-la”. A Eucaristia é o futuro O Papa quis centrar-se especialmente na importância da Eucaristia e ajudar os sacerdotes a “serem conscientes” da profundidade deste mistério. “As frases simples, mas densas, do Santo Cura sobre a Eucaristia nos ajudam a perceber melhor a riqueza desse momento único do dia no qual vivemos um face a face vivificante para nós mesmos e para cada um dos fiéis: a felicidade que existe em celebrar a Missa só será compreendida no céu”, disse. Assim, acrescentou que “o que for feito na terra está na ordem dos meios ordenados ao Fim último. A Missa é o único ponto de união entre os meios e o Fim, porque nos permite contemplar Aquele que adoraremos na eternidade”. “Agradecendo-vos por serdes o que sois, repito-vos: nada substituirá jamais o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja.” Pensai nas inúmeras absolvições que destes e que dareis, permitindo a um pecador que seja perdoado. Vossas mãos, vossos lábios, convertem-se, no espaço de um instante, nas mãos e nos lábios de Deus”, afirmou o Papa. Como dizia o Santo Cura: “Se a pessoa tivesse fé, veria Deus escondido no sacerdote como uma luz atrás de um vidro, como um vinho misturado com a água”. Palavras de ânimo Bento XVI quis, antes de mais nada, animar os sacerdotes e assegurar-lhes a proximidade da Igreja, assim como seu interesse pessoal por sua situação. Em especial, quis mostrar seu afeto “a aqueles dentre vós que têm uma carga pastoral de várias igrejas e que se desgastam sem cessar mantendo a vida sacramental em suas diferentes comunidades”. “O reconhecimento da Igreja é imenso com relação a vós! Não percais o valor, mas continuai rezando para que numerosos jovens aceitem responder ao chamado de Cristo”, exortou. Afirmou também que o sacerdote “carrega a graça em um vaso de argila”, mas precisamente” a consciência desta fraqueza nos abre à intimidade de Deus, que nos dá força e alegria”. “Quanto mais o sacerdote perseverar na amizade de Deus, mais continuará a obra do Redentor na terra”, concluiu. #religião #Cristo #paróquia #Adorar #BomPastor #Eucaristia #sacerdotal #Jovens #Sacerdotes #Igrejas #CuradeArs #Pastoral #Redentor #sacerdote #BentoXVI #AnoSacerdotal #Igreja #Amor #alegria #Arcebispo #Cardeal
- Unidade dos cristãos mostrará à Europa suas raízes, diz Papa
No encontro ecumênico realizado em Praga PRAGA, domingo, 27 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI deu neste domingo um forte impulso à unidade dos cristãos, separados em diferentes confissões, pois está convencido de que sua comunhão mostrará com mais evidência à Europa suas raízes. Foi a mensagem que o Santo Padre deixou aos representantes das Igrejas cristãs presentes na República Tcheca com quem se reuniu à tarde, na Sala do Trono do Arcebispado de Praga. Segundo o Papa, a unidade dos cristãos é necessária para que a Europa redescubra suas raízes, “não porque murcharam”, advertiu. “Ao contrário! É pelo fato de que continuam –de maneira tênue, mas ao mesmo tempo fecunda– oferecendo ao continente o apoio espiritual e moral que permite estabelecer um diálogo significativo com pessoas de outras culturas e religiões”. Por isso, confessou que reza “para que estas iniciativas ecumênicas dêem fruto não só para continuar o caminho da unidade dos cristãos, mas pelo bem de toda a sociedade europeia”. De fato, o Papa reconheceu que atualmente surgem na Europa “novos intentos orientados de marginalizar a influência do cristianismo na vida pública, em certas ocasiões com o pretexto de que seus ensinamentos sejam danosos ao bem-estar da sociedade”. O Papa reconheceu que “este fenômeno nos pede que nos detenhamos a refletir”. E mais, pediu uma “autocrítica da idade moderna” e uma “autocrítica do cristianismo moderno”, “em particular sobre a esperança que podem oferecer à humanidade”. Para fazer este exame de consciência, propôs esta pergunta: “o que o Evangelho tem a dizer à República Tcheca e mais em geral a toda Europa, em um período marcado pela difusão de diferentes visões do mundo?”. “O cristianismo pode oferecer muito nos campos prático e moral, porque o Evangelho sempre impulsiona homens e mulheres a se colocarem ao serviço de seus irmãos e irmãs. Poucos poderiam contradizê-lo”. “Quando a Europa escuta a história do cristianismo, está escutando sua própria história – declarou. Suas noções de justiça, liberdade e responsabilidade social, junto às instituições culturais e jurídicas estabelecidas para defender estas ideias e transmiti-las às gerações futuras, estão modeladas em sua herança cristã. Na realidade, a memória do passado anima suas aspirações futuras”. Após o encontro com os representantes cristãos, o Papa se dirigiu ao castelo de Praga para reunir-se com os representantes do mundo acadêmico tcheco. #difusão #cristã #Evangelho #comunhão #liberdade #herança #Padre #Igrejas #passado #advertiu #responsabilidade #justiça #Humanidade
- Bento XVI escolhe tema para congresso: "Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós"
ACI).- “A Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós” é o tema eleito pelo Papa Bento XVI para realização do 50º Congresso Eucarístico que será realizado de 10 a 17 de junho em 2012 em Dublin, Irlanda. Conforme indica um comunicado dado a conhecer hoje pelo Comitê Pontifício para os Congressos Eucarísticos Internacionais “a eleição do tema nasce da feliz coincidência da celebração do congresso com o 50 aniversário da inauguração do Concílio Vaticano II. Este importante evento eclesiástico, diz o Arcebispo do Dublin, Dom Diarmuid Martin, representou “um momento de renovação e de aprofundamento do ensino da Igreja e de sua auto-compreensão como Corpo de Cristo e Povo de Deus”. O argumento está diretamente inspirado no número sete da Constituição Lumen Gentium, onde se lê: «Ao participar realmente do corpo do Senhor, na fracção do pão eucarístico, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós. ; «Porque há um só pão, nós, que somos muitos, formamos um só corpo, visto participarmos todos do único pão» (1 Cor. 10,17). E deste modo nos tornamos todos membros desse corpo (cfr. 1 Cor. 12,27), sendo individualmente membros uns dos outros» O texto assinala que “o Arcebispo de Dublin sublinha ademais a possibilidade de desenvolver o argumento do próximo Congresso Eucarístico Internacional com a reflexão sobre alguns temas importantes”. Entre estes temas estão “a comunhão com Cristo como fundamento da existência cristã, a Eucaristia como forma de vida para os presbíteros, as famílias cristãs, as comunidades religiosas, o gesto de ‘partir o pão’ como princípio da solidariedade cristã, a Eucaristia, semente de vida para o mundo do sofrimento e a fragilidade; o ecumenismo e a participação no único pão”. #Deus #Senhor #eucarístico #solidariedade #Eucaristia #Comitê #aniversário #Internacionais #corpo #Eucarísticos #Congressos #ecumenismo #Renovação #Gentium
- Representante Ortodoxo Russo: não há rivalidade com os católicos
É necessária uma aliança ao serviço dos valores, afirma o arcebispo Hilarión ROMA, segunda-feira, 21 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- A Igreja católica e a ortodoxa devem ser aliadas na hora de reafirmar os valores cristãos no mundo de hoje: assim declarou o arcebispo Hilarión de Volokolamsk, em uma coletiva de imprensa após o encontro da sexta-feira passada com Bento XVI em Castel Gandolfo. O prelado, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, desejou que Bento XVI e o Patriarca Kirill possam encontrar-se logo, durante uma conversa com um grupo de jornalistas reunidos na igreja ortodoxa de Santa Catarina em Roma. “Nós apoiamos o Papa em seu empenho pela defesa dos valores cristãos – afirmou – o apoiamos também quando suas valentes declarações suscitam reações negativas por parte de alguns políticos ou personalidades públicas, ou são recebidas com hostilidade e às vezes mal entendidas por parte de alguns meios de comunicação”. “Cremos que ele tem o dever de dar testemunho da verdade e portanto estamos também com ele quando sua palavra encontra oposição”, acrescentou o arcebispo. Precisamente por isto, o arcebispo ortodoxo desejou que se realize o quanto antes o encontro tão longamente esperado entre o Papa e o Patriarca de Moscou. “Pessoalmente espero que cedo ou tarde se realize o encontro esperado por muitos entre o Papa e o Patriarca de Moscou. Posso dizer com responsabilidade que em ambas partes existe o desejo de preparar cuidadosamente este encontro”, assegurou. Um encontro, declarou, que representaria um grande salto adiante nas relações entre católicos e ortodoxos. Hilarión assegurou que existe atualmente uma ampla possibilidade de cooperação entre ambas Igrejas. “Diante de nós – afirmou – se abre o vastíssimo campo do mundo descristianizado de hoje”. “A estes desafios nós cristãos e particularmente ortodoxos e católicos podemos e devemos responder juntos – acrescentou –. Juntos podemos oferecer nossa visão cristã da família, afirmar nosso conceito de justiça social, de um empenho pela salvaguarda do meio ambiente, pela defesa da vida humana e de sua dignidade”. A Igreja “não é um supermercado do espírito”, prosseguiu, a Igreja “faz a vida mais plena, mais humana e divina”. O prelado manifestou esperar que a relação entre otodoxos e católicos se desenvolve mais intensamente e que se superem logo os problemas que subsistem entre ambas tradições. O arcebispo Hilarión mostrou também que o Patriarcado de Moscou quer abrir também uma nova página nas relações com o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, em nome de um diálogo aberto e sincero. #Constantinopla #cooperação #Catarina #católicos #ortodoxos #IgrejaCatólicaApostólicaRomana #Aliança #Espírito #adiante #Eclesiásticas #Igrejas #testemunho #patriarca #IgrejaCatólica #ortodoxo #Arcebispo
- Evitar secularização de sacerdotes e clericalização dos leigos, pede o Papa
ACI).- Ao receber este meio-dia aos prelados do Setor Nordeste 2 da Conferência Nacional de Bispos Católicos do Brasil em visita ad limina, o Papa Bento XVI assinalou que ” É na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos”. Por isso, prosseguiu o Santo Padre, “os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir na realidade, inclusive através do empenho político, a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja. Por sua vez os padres não se devem comprometer pessoalmente na política, e isso para poderem favorecer a unidade e a comunhão de todos os fiéis e serem uma referência para todos”. O Papa disse logo que “não é a falta de presbíteros que há de justificar uma participação mais ativa e numerosa dos leigos. Na realidade, quanto mais os fiéis se tornam conscientes das suas responsabilidades na Igreja, tanto mais sobressaem a identidade específica e o papel insubstituível do sacerdote como pastor do conjunto da comunidade, como testemunha da autenticidade da fé e dispensador, em nome de Cristo-Cabeça, dos mistérios da salvação”. “A função do presbítero é essencial e insubstituível para o anúncio da Palavra e a celebração dos Sacramentos, sobretudo da Eucaristia, memorial do Sacrifício supremo de Cristo, que dá o seu Corpo e o seu Sangue. Por isso urge pedir ao Senhor que envie operários à sua Messe; além disso, é preciso que os sacerdotes manifestem a alegria da fidelidade à própria identidade com o entusiasmo da missão”. Seguidamente o Papa Bento XVI ressaltou em relação à falta de sacerdotes que “é importante evitar que tal situação seja considerada normal ou típica do futuro”. Por isso animou aos bispos a “concentrar esforços para despertar novas vocações sacerdotais e encontrar os pastores indispensáveis, melhor formados e mais numerosos para sustentar a vida de fé e a missão apostólica dos fiéis”. Mais uma vez, neste período em que a Igreja celebra o Ano Sacerdotal, Bento XVI propôs o Santo Cura d’Ars e Frei Galvão como modelos para os presbíteros, pois ambos procuraram imitar Jesus Cristo, fazendo-se não só sacerdote, mas também vítima e oblação como Jesus. Finalmente o Papa remarcou que “já se manifestam numerosos signos de esperança para o futuro das Iglesias particulares, um futuro que Deus está preparando através da dedicação e da fidelidade com que exercem seu ministério episcopal”. #Identidade #Cristo #Episcopal #Padres #Deus #Sacramentos #católicos #adlimina #Católico #comunhão #JesusCristo #Senhor #Eucaristia #sacerdotal #Sacerdotes #missão #Doutrina #Santo #esperança #Sacerdócio #Unidade #sacerdote #BentoXVI #Apostólica #AnoSacerdotal #Igreja #responsabilidade #Vaticano #alegria #Jesus
- Colóquios entre Vaticano e lefebvristas em outubro
Confirma o porta-voz vaticano CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 15 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Na segunda metade de outubro, serão realizados colóquios entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada pelo arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre, segundo informou o porta-voz vaticano nesta terça-feira. O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, confirmou, além disso, os nomes dos três especialistas que participarão dos encontros em representação do Vaticano. Trata-se do dominicano suíço Carles Morerod, secretário da Comissão Teológica Internacional, do jesuíta alemão Karl Josef Becker e do vigário geral do Opus Dei, o prelado espanhol Fernando Ocariz Brana. Nos últimos dias, em declarações a um jornal alemão, o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, havia afirmado que a Santa Sé “explicará muito claramente” aos lefebvristas “o que é negociável”, como “o diálogo com os judeus e as demais religiões e confissões cristãs e a liberdade religiosa como direito fundamental da humanidade”. O purpurado recordou que Bento XVI vê como “um dever seu o compromisso pela unidade da Igreja”. #Lombardi #OpusDei #sacerdotal #Becker #Vaticano #Fraternidade #Arcebispo #alemão
- Todo cristão deveria ser místico, assegura Papa
Propõe como modelo um escritor muito admirado pela Igreja Ortodoxa Por Inma Álvarez CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O conhecimento e a experiência mística de Deus não são privilégios reservados a pessoas excepcionais, mas a todo batizado, segundo afirmou hoje o Papa Bento XVI durante a audiência geral, realizada na Sala Paulo VI. O Papa, continuando com suas catequeses sobre grandes escritores cristãos do primeiro milênio, falou sobre Simeão o Novo Teólogo (949-1022), um escritor pouco conhecido no Ocidente, mas muito querido pela Igreja Ortodoxa. Esta foi a quarta vez que o Papa se referiu a um santo muito estimado pelas Igrejas Orientais, após suas catequeses sobre São João Damasceno, os santos Cirilo e Metódio e Germano de Constantinopla. Um dos que nos últimos anos escreveu sobre ele é o bispo Hilarion de Volokolamsk, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou. De fato, o título de “Teólogo” lhe foi conferido pela igreja oriental, que só reconhece este título a outros dois santos: São João Evangelista e São Gregório Nazianzeno, como recordou o Papa durante a catequese de hoje. Este santo, explicou o Papa, “concentra sua reflexão na presença do Espírito Santo nos batizados e na consciência que devem ter dessa realidade espiritual”. Simeão “insiste no fato de que o verdadeiro conhecimento de Deus não vem dos livros, mas da experiência espiritual”, através de um caminho de purificação interior, “que começa com a conversão do coração, graças à força da fé e do amor”. Para o santo, “semelhante experiência da graça divina não constitui um dom excepcional para alguns místicos, mas é fruto do Batismo na existência de todo fiel seriamente comprometido”, sublinhou o Papa. Bento XVI convidou todos os batizados a refletirem sobre o convite que este santo oriental faz “à atenção à vida espiritual, à presença escondida de Deus em nós, à sinceridade da consciência e à purificação, à conversão do coração”. “Se, de fato, nós nos preocupamos justamente por cuidar do nosso crescimento físico, é ainda mais importante não descuidar do crescimento interior, que consiste no conhecimento de Deus”, acrescentou. O Papa relatou uma das experiências místicas de Simeão, que acabou por assegurar-se de que Jesus estava nele ao advertir um amor imenso pelos demais, inclusive por seus inimigos. “Evidentemente, semelhante amor não poderia vir dele mesmo, mas deveria brotar de outra fonte. Simeão entendeu que procedia de Cristo presente nele e tudo se esclareceu: teve a prova segura de que a fonte do amor nele era a presença de Cristo.” “Queridos amigos: esta experiência é muito importante para nós, hoje, para encontrar os critérios que nos indicam se estamos realmente perto de Deus, se Deus existe e vive em nós”, explicou o Papa aos presentes. “Somente o amor divino nos faz abrir o coração aos demais e nos torna sensíveis às suas necessidades, fazendo-nos considerar todos como irmãos e irmãs e convidando-nos a responder com amor ao ódio e com perdão à ofensa.” Mística para todos Simeão o Novo Teólogo nasceu em Galácia (Ásia Menor) e morreu no mosteiro de Santa Macrina. Educado para seguir a carreira na corte do imperador, em Constantinopla, suas inquietudes e experiências místicas o levaram a ingressar no mosteiro Studion. Ele é considerado um dos maiores representantes do pensamento hesicasta, tradição ascética muito forte na Igreja Oriental e Ortodoxa, que se relaciona com os antigos Padres do deserto, especialmente Macário do Egito e Diádoco de Fótice, que insistem na experiência pessoal de Deus na própria vida. #PapaBentoXVI #Cirilo #Amor #SalaPauloVI #Jesus
- Bento XVI pede aos jovens que não temam abraçar cruz
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI alentou os jovens a não terem medo de abraçar a cruz, precisamente na semana em que começou a peregrinação pela Espanha da Cruz da Jornada Mundial da Juventude, em preparação para o encontro de Madri. No final da audiência geral, o pontífice recordou que nesta terça-feira a Igreja comemorou Nossa Senhora das Dores, “quem, com fé, se deteve diante da cruz de Jesus”. “Queridos jovens – disse o Papa aos presentes na Sala Paulo VI –, não tenhais medo de permanecer, também vós, como Maria, junto à cruz para encontrar a valentia para superar todo obstáculo em vossa existência.” Cerca de 5 mil jovens acolheram a Cruz da Jornada Mundial da Juventude, no dia 14 de setembro, na catedral da Almudena de Madri, junto ao cardeal Antonio María Rouco Varela, pastor da cidade, em preparação para o evento que será realizado na terceira semana de agosto de 2011. #PapaBentoXVI #Peregrinação #audiência #Espanha #juventude #Igreja #Cruz #Jesus #Cardeal
- Realizamos as obras típicas da fé católica?
Catolicismo não pode se diluir num discurso genérico, diz cardeal SÃO PAULO, quarta-feira, 16 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida os fiéis a praticarem as obras típicas da fé católica, evitando assim que o catolicismo fique diluído num discurso genérico. Dom Odilo recorda –em artigo desta semana no jornal O São Paulo— que os muçulmanos “estão na conclusão do mês do jejum sagrado (Ramadã), durante o qual praticam o jejum, rezam com mais intensidade, vão às mesquitas ouvir as pregações e realizam outras atividades religiosas”. “Algo semelhante àquilo que os católicos são convidados a fazer durante a Quaresma… Isso nos questiona, se nós também realizamos as obras da fé típicas da fé católica, e não apenas durante a quaresma, mas habitualmente?”, questiona. O arcebispo considera que algumas práticas da fé católica “precisam ser recuperadas, se não queremos que o catolicismo fique diluído num discurso genérico, talvez até bonito”. Como exemplo, cita a santificação do domingo e a missa dominical. “Indo à igreja, damos testemunho público de nossa fé em Deus, alimentamos a vida cristã na oração, na escuta da Palavra de Deus e na Eucaristia e nos animamos para a vivência da esperança e da caridade. Mas também o exercício diário da oração, como é ensinado pela Igreja e de acordo com as devoções católicas. E ler a Bíblia, Palavra de Deus, com o interesse de quem quer ouvir Deus”. Segundo o cardeal, “a fé católica, sem a caridade, não é autêntica”; por isso, “ela precisa ser traduzida nas práticas cotidianas de caridade para com o próximo”. “A esmola, a ajuda concreta aos necessitados, o alívio das dores de quem sofre, o empenho pela justiça social e a defesa da dignidade da pessoa e de seus direitos, tudo isso são expressões concretas da fé, que opera pela caridade”. “A Igreja recomenda, de maneira sábia, a prática das obras de misericórdia, que dão um caráter concreto à nossa fé: dar de comer a quem tem fome; dar de beber a quem tem sede; vestir quem está sem roupa; abrigar os que não têm teto; visitar os doentes e os presos, consolar os aflitos, sepultar os mortos…” “Ainda recordamos essas coisas, ou achamos que são atitudes ‘assistencialistas’ e, com isso, nos damos por justificados?”, pergunta Dom Odilo. “Mas essas são justamente as obras cobradas no capítulo 25 de S. Mateus, na cena do grande julgamento final, quando Jesus dirá: ‘foi a mim que o fizestes… ou não o fizestes'”. “Por falar nisso –prossegue o arcebispo–, quando foi a última vez que dei uma esmola a alguém? Ou visitei um doente? Um preso? Quando foi que socorri alguém necessitado?” #Mateus #Deus #Cristianismo #interesse #dignidade #Misericórdia #catolicismo #IgrejaCatólicaApostólicaRomana #Eucaristia #CatecismodaIgrejaCatólica #diário #testemunho #santificação #Bíblia #Odilo #IgrejaCatólica #Jesus #Missa #Catecismo
- São Bonifácio da Germânia
Por Papa Bento XVI Tradução: L’Osservatore Romano Fonte: Vaticano Queridos irmãos e irmãs Hoje reflectimos sobre um grande missionário do século VIII, que difundiu o cristianismo na Europa central, também precisamente na minha pátria: São Bonifácio, que passou à história como o “apóstolo dos Germanos”. Dispomos de não poucas notícias sobre a sua vida, graças à diligência dos seus biógrafos: nasceu de uma família anglo-saxónica no Wessex, por volta de 675 e foi baptizado com o nome de Winfrido. Atraído pelo ideal monástico, entrou muito jovem no mosteiro. Possuindo notáveis capacidades intelectuais, parecia iniciado numa tranquila e brilhante carreira de estudioso: tornou-se professor de gramática latina, escreveu alguns tratados e compôs também várias poesias em latim. Ordenado sacerdote com cerca de trinta anos de idade, sentiu-se chamado ao apostolado no meio dos pagãos do continente. A Grã-Bretanha, sua terra, evangelizada havia apenas cem anos pelos Beneditinos guiados por Santo Agostinho, mostrava uma fé tão sólida e uma caridade tão ardente a ponto de enviar missionários na Europa central para aí anunciar o Evangelho. Em 716 Winfrido com alguns companheiros foi à Frísia (hodierna Holanda), mas confrontou-se com a oposição do chefe local e a tentativa de evangelização fracassou. Tendo regressado à pátria, não desanimou, e dois anos depois veio a Roma para falar com o Papa Gregório II e dele receber conselhos. Segundo a narração de um biógrafo, o Papa acolheu-o “com o rosto risonho e o olhar cheiode doçura”, e nos dias seguintes teve com ele “diálogos importantes” (Willibaldo, Vita S. Bonifatii, ed. Levison, págs. 13-14) e, enfim, depois de lhe ter imposto o novo nome de Bonifácio, confiou-lhe com cartas oficiais a missão de pregar o Evangelho no meio dos povos da Germânia. Confortado e animado pelo apoio do Papa, Bonifácio comprometeu-se na pregação do Evangelho naquelas regiões, lutando contra os cultos pagãos e refortalecendo as bases da moralidade humana e cristã. Com grande sentido do dever, escrevia numa das suas cartas: “Estejamos firmes na luta no dia do Senhor, porque chegaram dias de aflição e miséria… Não sejamos cães emudecidos, nem observadores taciturnos, nem mercenários que fogem diante dos lobos! Pelo contrário, sejamos Pastores diligentes que velam sobre a grei de Cristo, que anunciam às pessoas importantes e às comuns, aos ricos e aos pobres, a vontade de Deus… oportuna e inoportunamente…” (Epistulae, 3, 352.354: MGH). Com a sua actividade incansável, com os seus dotes organizativos, com a sua índole flexível e amável, apesar da firmeza, Bonifácio alcançou grandes resultados. Então, o Papa “declarou que queria impor-lhe a dignidade episcopal, para que assim pudesse, com maior determinação, corrigir e reconduzir os errantes pelo caminho da verdade, para que se sentisse apoiado pela maior autoridade da dignidade apostólica e fosse tanto mais aceite por todos no ofício da pregação, quanto mais demonstrasse que por este motivo fora ordenado pelo prelado apostólico” (Otloho, Vita S. Bonifatii, ed. Levison, lib. i, pág. 127). Foi o mesmo Sumo Pontífice que consagrou “Bispo regional” ou seja, para toda a Germânia, Bonifácio, que em seguida retomou as suas actividades apostólicas nos territórios a ele confiados, e estendeu a sua acção também à Igreja da Gália: com grande prudência restaurou a disciplina eclesiástica, proclamou vários sínodos para garantir a autoridade dos cânones sagrados, reforçou e comunhão necessária com o Pontífice Romano: um ponto que ele apreciava de modo particular. Também os sucessores do Papa Gregório II tiveram uma altíssima consideração por ele: Gregório III nomeou-o arcebispo de todas as tribos germânicas, enviou-lhe o pálio e conferiu-lhe a faculdade de organizar a hierarquia eclesiástica naquelas regiões (cf. Epist. 28: S. Bonifatii Epistulae, ed. Tangl, Berolini 1916); o Papa Zacarias confirmou o seu ofício e elogiou o seu compromisso (cf. Epist. 51, 57, 58, 60, 68, 77, 80, 86, 87, 89: op. cit.); o Papa Estêvão III, recém-eleito, recebeu dele uma carta com que lhe expressava o seu obséquio filial (cf. Epist. 108: op. cit.). Além deste trabalho de evangelização e de organização da Igreja, mediante a fundação de dioceses e a celebração de sínodos, o grande Bispo não deixou de favorecer a fundação de vários mosteiros, masculinos e femininos, para que fossem como um farol para a irradiação da fé e da cultura humana e cristã no território. Dos cenóbios beneditinos da sua pátria, tinha chamado monges e monjas que lhe prestaram uma ajuda validíssima e preciosa na tarefa de anunciar o Evangelho e de difundir as ciências humanas e as artes no meio das populações. Com efeito, ele justamente considerava que o trabalho pelo Evangelho tinha que ser também trabalho por uma verdadeira cultura humana. Sobretudo o mosteiro de Fulda fundado por volta de 743 foi o coração e o centro de irradiação da espiritualidade e da cultura religiosa: aí os monges, na oração, no trabalho e na penitência, esforçavam-se por tender para a santidade, formavam-se no estudo das disciplinas sagradas e profanas, preparavam-se para o anúncio do Evangelho, para serem missionários. Portanto, por mérito de Bonifácio, dos seus monges e das suas monjas também as mulheres desempenharam um papel muito importante nesta obra de evangelização floresceu também aquela cultura humana que é inseparável da fé e revela a sua beleza. O próprio Bonifácio nos deixou obras intelectuais significativas. Antes de tudo, o seu abundante epistolário, em que cartas pastorais se alternam com missivas oficiais e outras de carácter particular, que revelam factos sociais e sobretudo o seu rico temperamento humano e a sua fé profunda. Compôs também um tratado de Ars grammatica, no qual explicava declinações, verbos e sintaxe da língua latina, mas que para ele se tornava inclusive um instrumento para difundir a fé e a cultura. Atribuem-se-lhe também uma Ars metrica, ou seja, uma introdução a como escrever poesias, várias composições poéticas e enfim uma colectânea de 15 sermões. Embora já fosse bastante idoso – tinha quase 80 anos de idade – preparou-se para uma nova missão evangelizadora: com cerca de cinquenta monges, voltou para a Frísia, onde tinha começado a sua obra. Quase pressentindo a morte iminente, aludindo à viagem da vida, escrevia ao discípulo e sucessor na sede de Mainz, o Bispo Lulo: “Desejo levar a termo o propósito desta viagem; não posso de modo algum renunciar ao desejo de partir. Está próximo o dia do meu fim, aproxima-se a hora da minha morte; uma vez que os despojos mortais forem sepultados, subirei para receber o prémio eterno. Mas tu, caríssimo filho, admoesta incessantemente o povo no labirinto do erro, completa a edificação já iniciada da basílica de Fulda e aí sepultarás o meu corpo envelhecido por longos anos de vida” (Willibaldo, Vita S. Bonifatii, ed. cit., pág. 46). Enquanto estava a começar a celebração da Missa em Dokkum (na hodierna Holanda setentrional), no dia 5 de Junho de 754 foi assaltado por um bando de pagãos. Avançando com fronte serena, ele “proibiu que os seus combatessem, dizendo: “Filhinhos, deixai os combates, abandonai a guerra, porque o testemunho da Escritura nos admoesta a não pagar o mal com o mal, mas o mal com o bem. Eis o dia há muito almejado, eis que chegou o tempo do nosso fim; coragem no Senhor!”” (Ibid., págs. 49-50). Foram as suas últimas palavras, antes de cair sob os golpes dos agressores. Depois, os despojos do Bispo mártir foram levados ao mosteiro de Fulda, onde receberam uma digna sepultura. Já um dos seus primeiros biógrafos se exprime acerca dele com este juízo: “O santo Bispo Bonifácio pode dizer-se pai de todos os habitantes da Germânia, porque foi o primeiro a gerá-los para Cristo com a palavra da sua santa pregação, a confirmá-los com o exemplo e enfim a dar-lhes a vida, e não pode existir amor maior do que este” (Otloho, Vita S. Bonifatii, ed. cit. lib. I, pág. 158). À distância de séculos, que mensagem nós podemos hoje recolher do ensinamento e da actividade prodigiosa deste grande missionário e mártir? Uma primeira evidência impõe-se a quem se aproxima de Bonifácio: a centralidade da Palavra de Deus, vivida e interpretada na fé da Igreja, Palavra que ele viveu, pregou e testemunhou até ao dom supremo de si no martírio. Vivia tão apaixonado pela Palavra de Deus, que sentia a urgência e o dever de a levar ao próximo, mesmo com o risco da sua própria pessoa. Sobre ela apoiava aquela fé para cuja difusão se tinha comprometido solenemente no momento da sua ordenação episcopal: “Professo integralmente a pureza da santa fé católica e, com a ajuda de Deus, quero permanecer na unidade desta fé, na qual sem qualquer dúvida está toda a salvação dos cristãos” (Epist. 12 in S. Bonifatii Epistulae, ed. cit., pág. 29). A segunda evidência, muito importante, que sobressai da vida de Bonifácio é a sua comunhão fiel com a Sé Apostólica, que era um ponto fixo e central do seu trabalho de missionário; ele sempre conservou tal comunhão como regra da sua missão e deixou-a quase como seu testamento. Numa carta ao Papa Zacarias, afirmava: “Nunca cesso de convidar e de submeter à obediência da Sé Apostólica aqueles que querem permanecer na fé católica e na unidade da Igreja romana, e todos aqueles que nesta minha missão Deus me concede como ouvintes e discípulos” (Epist. 50: in ibid., pág. 81). Fruto deste compromisso foi o sólido espírito de coesão ao redor do Sucessor de Pedro, que Bonifácio transmitiu às Igrejas do seu território de missão, unindo Roma a Inglaterra, com a Germânia e a França, e contribuindo assim de maneira determinante para lançar as raízes cristãs da Europa que haveriam de produzir frutos fecundos nos séculos seguintes. Para uma terceira característica, Bonifácio recomenda-se à nossa atenção: ele promoveu o encontro entre a cultura romano-cristã e a cultura germânica. Com efeito, sabia que humanizar e evangelizar a cultura era uma parte integrante da sua missão de Bispo. Transmitindo o antigo património de valores cristãos, ele instilou nas populações germânicas um novo estilo de vida mais humano, graças ao qual eram melhor respeitados os direitos inalienáveis da pessoa. Como autêntico filho de São Bento, ele soube unir oração e trabalho (manual e intelectual), pena e arado. O testemunho corajoso de Bonifácio é um convite para todos nós, a acolher na nossa vida a palavra de Deus como ponto de referência essencial, a amar a Igreja apaixonadamente, a sentir-nos co-responsáveis pelo seu futuro e a buscar a sua unidade ao redor do Sucessor de Pedro. Ao mesmo tempo, ele recorda-nos que o cristianismo, favorecendo a difusão da cultura, promove o progresso do homem. Agora, compete-nos estar à altura de um património tão prestigioso e fazê-lo frutificar em vantagem das gerações vindouras. Impressiona-me sempre este seu zelo ardente pelo Evangelho: com quarenta anos sai de uma vida monástica bonita e fecunda, de uma vida de monge e de professor, para anunciar o Evangelho aos simples, aos bárbaros; com oitenta anos, mais uma vez, vai a uma região onde prevê o seu martírio. Comparando esta sua fé ardente, este zelo pelo Evangelho com a nossa fé tão frequentemente tíbia e burocratizada, vemos o que temos que fazer e como renovar a nossa fé, para oferecer ao nosso tempo a pérola preciosa do Evangelho. #Evangelho #PapaBentoXVI #acolher #comunhão #SumoPontífice #SãoBento #Bretanha #Apostólica #Amor #SantoAgostinho #Agostinho
- Germano de Constantinopla
Por Papa Bento XVI Tradução: L’Osservatore Romano Fonte: Vaticano Queridos irmãos e irmãs! O Patriarca Germano de Constantinopla, do qual gostaria de falar hoje, não pertence às figuras mais representativas do mundo cristão oriental de língua grega mas o seu nome aparece com uma certa solenidade na lista dos grandes defensores das imagens sagradas, redigida no Segundo Concílio de Niceia (787). A Igreja grega celebra a sua festa na liturgia de 12 de Maio. Ele desempenhou um papel significativo na complexa história da luta pelas imagens, durante a chamada crise iconoclasta: soube resistir validamente às pressões de um Imperador iconoclasta, ou seja, adversário dos ícones, como foi Leão III. Durante o patriarcado de Germano (715-730) a capital do império bizantino, Constantinopla, sofreu um perigosíssimo assédio por parte dos Sarracenos. Naquela ocasião (717-718) foi organizada uma solene procissão na cidade com a exposição da imagem da Mãe de Deus, a Theotokos, e da relíquia da Santa Cruz, para invocar do Alto a defesa da cidade. De facto, Constantinopla foi libertada do assédio. Os adversários decidiram desistir para sempre da ideia de estabelecer a sua capital na cidade-símbolo do Império cristão e o reconhecimento pela ajuda divina foi extremamente grande no povo. O Patriarca Germano, depois daquele acontecimento, convenceu-se de que a intervenção de Deus devia ser considerada uma aprovação evidente da piedade demonstrada pelo povo em relação aos santos ícones. De parecer completamente diverso foi ao contrário o Imperador Leão III, que precisamente a partir daquele ano (717) se insediou como Imperador indiscutível na capital, sobre a qual reinou até 741. Após a libertação de Constantinopla e depois de uma série de outras vitórias, o Imperador cristão começou a manifestar cada vez mais abertamente a convicção de que a consolidação do Império tivesse que começar precisamente por uma reorganização das manifestações da fé, com particular referência ao risco de idolatria ao qual, a seu parecer, o povo estava exposto por causa do excessivo culto dos ícones. Foram em vão as chamadas do Patriarca Germano à tradição da Igreja e à efectiva eficiência de algumas imagens, que eram unanimemente reconhecidas como “milagrosas”. O Imperador tornou-se cada vez mais irremovível na aplicação do seu projecto restaurador, que previa a eliminação dos ícones. E quando a 17 de Janeiro de 730 ele se declarou abertamente numa reunião pública contra o culto das imagens, Germano não quis de modo algum submeter-se à vontade do Imperador sobre questões por ele consideradas determinantes para a fé ortodoxa, à qual segundo ele pertencia precisamente o culto, o amor pelas imagens. Como consequência, Germano viu-se obrigado a demitir-se do cargo de Patriarca, autocondenando-se ao exílio num mosteiro onde morreu esquecido por quase todos. O seu nome ressurgiu por ocasião precisamente do Segundo Concílio de Niceia (787), quando os Padres ortodoxos decidiram em favor dos ícones, reconhecendo os méritos de Germano. O Patriarca Germano cuidava muito das celebrações litúrgicas e, durante um certo tempo, foi considerado também o instaurador da festa do Akatistos. Como se sabe, o Akatistos é um antigo e famoso hino que surgiu em âmbito bizantino e é dedicado à Theotokos, a Mãe de Deus. Mesmo se do ponto de vista teológico não se pode qualificar Germano como um grande pensador, algumas das suas obras tiveram uma certa ressonância sobretudo devido a algumas suas intuições sobre a mariologia. Dele foram conservadas, de facto, diversas homilias com tema mariano e algumas delas marcaram profundamente a piedade de inteiras gerações de fiéis quer no Oriente quer no Ocidente. As suas maravilhosas Homilias sobre a Apresentação de Maria no Templo são ainda hoje testemunhos vivos da tradição não escrita das Igrejas cristãs. Gerações de monjas, de monges e de membros de numerosíssimos Institutos de Vida Consagrada, continuam também hoje a encontrar naqueles textos tesouros preciosíssimos de espiritualidade. Ainda hoje causam admiração alguns textos mariológicos de Germano que fazem parte das homilias pronunciadas In SS. Deiparae dormitionem, festividade correspondente à nossa festa da Assunção. Destes textos o Papa Pio XII apresentando-o como um dos argumentos a favor da fé permanente da Igreja sobre a Assunção corporal de Maria ao céu. Germano escreve: “Poderia acontecer, santíssima Mãe de Deus, que o céu e a terra se sentissem honrados pela tua presença, e tu, com a tua partida, deixasses os homens privados da tua protecção? Não. É impossível pensar estas coisas. De facto, assim como quando estavas no mundo não te sentias alheia às realidades do céu, assim também depois de teres emigrado deste mundo não te alheastes minimamente da possibilidade de comunicar em espírito com os homens… Não abandonastes absolutamente aqueles aos quais garantistes a salvação… de facto, o teu espírito vive eternamente e a tua carne não sofreu a corrupção do sepulcro. Tu, ó Mãe, estás próxima de todos e a todos proteges, não obstante os nossos olhos estejam impedidos de te ver, contudo sabemos, ó Santíssima, que tu habitas entre todos nós e te tornas presente nos modos mais diversos… Tu (Maria) revelas-te toda, como está escrito, na tua beleza. O teu corpo virginal é totalmente santo, todo casto, todo casa de Deus de modo que, também por isso, é absolutamente refractário a qualquer redução em pó. Ele é imutável, do momento em que o que nele era humano foi assumido na incorruptibilidade, permanecendo vivo e absolutamente glorioso, incólume e partícipe da vida perfeita. De facto, era impossível que fosse fechada no sepulcro dos mortos aquela que se tinha tornado vaso de Deus e templo vivo da santíssima divindade do Unigénito. Por outro lado, nós cremos com certeza que tu continuas a caminhar conosco” (pg 98, col. 344b-346b, passim). Foi dito que para os Bizantinos o decoro da forma retórica na pregação, e ainda mais nos hinos ou composições poéticas que eles chamam tropários, é tão importante na celebração litúrgica como a beleza do edifício sagrado no qual ela se realiza. O Patriarca Germano foi reconhecido, naquela tradição, como um dos que contribuíram muito para manter viva esta convicção, ou seja, que a beleza da palavra, da linguagem, do edifício e da música devem coincidir. Cito, para concluir, as palavras inspiradas com as quais Germano qualifica a Igreja no início desta sua pequena obra-prima: “A Igreja é templo de Deus, espaço sagrado, casa de oração, convocação de povo, corpo de Cristo… É o céu na terra, onde Deus transcendente habita como em sua casa e nela passeia, mas é também marca realizada (antitypos) da crucifixão, do túmulo e da ressurreição… A Igreja é a casa de Deus na qual se celebra o sacrifício místico vivificante, e ao mesmo tempo parte mais íntima do santuário e gruta santa. De facto, encontram-se no seu interior o sepulcro e a mesa, alimentos para a alma e garantia de vida. Por fim, encontram-se nela aquelas verdadeiras pérolas preciosas que são os dogmas divinos do ensinamento oferecido directamente pelo Senhor aos seus discípulos” (pg 98, col. 384b-385a). No final permanece a pergunta: o que tem para nos dizer hoje este Santo, cronológica e também culturalmente muito distante de nós. Penso substancialmente em três coisas. A primeira: há uma certa visibilidade de Deus no mundo, na Igreja, que devemos aprender a compreender. Deus criou o homem à sua imagem, mas esta imagem foi coberta por tanta sujidade do pecado, em consequência da qual Deus já não transparecia. Assim, o Filho de Deus fez-se verdadeiro homem, imagem perfeita de Deus: desta maneira, em Cristo podemos contemplar também o rosto de Deus e aprender a sermos nós próprios verdadeiros homens, verdadeiras imagens de Deus. Cristo convida-nos a imitá-l’O, a tornarmo-nos semelhantes a Ele, de modo que transpareça de novo em cada homem o rosto de Deus, a imagem de Deus. Na verdade, Deus tinha proibido no Decálogo que se fizessem imagens de Deus, mas isto era por causa das tentações de idolatria às quais o crente podia estar exposto num contexto de paganismo. Mas quando Deus se fez visível em Cristo mediante a encarnação, tornou-se legítimo reproduzir o rosto de Cristo. As santas imagens ensinam-nos a ver Deus na representação do rosto de Cristo. Depois da encarnação do Filho de Deus, tornou-se portanto possível ver Deus nas imagens de Cristo e também no rosto dos Santos, no rosto de todos os homens nos quais resplandece a santidade de Deus. O segundo aspecto é a beleza e a dignidade da liturgia. Celebrar a liturgia conscientes da presença de Deus, com aquela dignidade e beleza que faça ver um pouco do seu esplendor, é o compromisso de cada cristão formado na sua fé. O terceiro aspecto é amar a Igreja. Precisamente a propósito da Igreja, nós homens propendemos para ver sobretudo os pecados, o negativo; mas com a ajuda da fé, que nos torna capazes de ver de modo autêntico, podemos também, hoje e sempre, redescobrir nela a beleza divina. É na Igreja que Deus se torna presente, se oferece a nós na Santa Eucaristia e permanece presente para a adoração. Na Igreja Deus fala connosco, na Igreja “Deus passeia connosco”, como dizia São Germano. Na Igreja recebemos o perdão de Deus e aprendemos a perdoar. Peçamos a Deus para que nos ensine a ver na Igreja a sua presença, a sua beleza, a ver a sua presença no mundo, e nos ajude a ser, também nós, transparentes à sua luz. #Constantinopla #PapaPioXII #Espiritualidade #ortodoxos #Senhor #Símbolo #Alimentos #MãedeDeus #FilhodeDeus #BentoXVI #Tradição #Igreja #Alma #Amor #adoração #Akatistos #Procissão #Sepulcro #Ressurreição
- Santo Ambrósio Autperto
Por Papa Bento XVI Tradução: L’Osservatore Romano Fonte: Vaticano Queridos irmãos e irmãs! A Igreja vive nas pessoas e quem deseja conhecer a Igreja, compreender o seu mistério, deve considerar as pessoas que viveram e vivem a sua mensagem, o seu mistério. Por isso há muito tempo falo nas catequeses da quarta-feira de pessoas das quais podemos aprender o que é a Igreja. Começámos com os Apóstolos e com os Padres da Igreja e, pouco a pouco, chegamos ao século VIII, o período de Carlos Magno. Hoje gostaria de falar de Ambrósio Autperto, um autor bastante desconhecido: as suas obras de facto foram atribuídas em grande parte a outras personagens mais conhecidas, como Santo Ambrósio de Milão e Santo Ildefonso, sem falar das que os monges de Montecassino consideraram dever atribuir a um seu abade anónimo, que viveu quase um século mais tarde. Prescindindo de breves menções autobiográficas inseridas no seu grande comentário ao Apocalipse, temos poucas notícias certas sobre a sua vida. A leitura atenta das obras das quais a pouco e pouco a crítica lhe reconhece a paternidade permite contudo descobrir no seu ensinamento um tesouro teológico e espiritual precioso também para o nosso tempo. Nasceu na Provença, numa família distinta, Ambrósio Autperto — segundo o seu tardio biógrafo Giovanni — fez parte da corte do rei dos francos Pepino o Breve onde, além do encargo oficial, desempenhou de certa forma também o de preceptor do futuro imperador Carlos Magno. Provavelmente no séquito do Papa Estêvão II, que em 753-54 fora à corte franca, Autperto veio à Itália e teve a ocasião de visitar a famosa abadia beneditina de São Vicente, na nascente do Volturno, no ducado de Benevento. Fundada no início daquele século pelos três irmãos de Benevento Paldone, Tatone e Tasone, a abadia era conhecida como oásis de cultura clássica e cristã. Pouco depois da sua visita, Ambrósio Autperto decidiu abraçar a vida religiosa e entrou naquele mosteiro, onde pôde formar-se de modo adequado, sobretudo no campo da teologia e da espiritualidade, segundo a tradição dos Padres. Por volta de 761 foi ordenado sacerdote e a 4 de Outubro de 777 foi eleito abade com o apoio dos monges francos, enquanto que lhe eram contrários os longobardos, favoráveis ao longobardo Potone. A tensão de inspiração nacionalista não se apaziguou nos meses sucessivos, com a consequência que Autperto no ano seguinte, 778, pensou em demitir-se e retirar-se com alguns monges francos em Espoleto, onde podia contar com a protecção de Carlos Magno. Mas mesmo assim o dissídio no mosteiro de S. Vicente não foi aplainado, e alguns anos mais tarde, quando morreu o abade que sucedeu a Autperto, foi eleito precisamente Potone (a. 782), o contraste voltou a alastrar e chegou-se à denúncia do novo abade junto de Carlos Magno. Ele remeteu os contendentes para o tribunal do Pontífice, o qual os convocou em Roma. Chamou também como testemunha Autperto o qual, durante a viagem faleceu improvisamente, talvez assassinado, a 3o de Janeiro de 784. Ambrósio Autperto foi monge e abade numa época marcada por fortes tensões políticas, que se repercutiam também na vida dentro dos mosteiros. Disto temos ecos frequentes e preocupados nos seus escritos. Por exemplo, ele denuncia a contradição entre a maravilhosa aparência externa dos mosteiros e a tibiez dos monges: certamente esta crítica atingia também a própria abadia. Para ela escreveu a Vita dos três fundadores com a clara intenção de oferecer à nova geração de monges um ponto de referência com o qual se confrontar. Uma finalidade semelhante perseguia também o pequeno tratado ascético Conflictus vitiorum et virtutum (“Conflito entre os vícios e as virtudes”), que teve grande sucesso na Idade Média e foi publicado em 1473 em Utrecht com o nome de Gregório Magno e um ano mais tarde em Estrasburgo com o de Santo Agostinho. Nele Ambrósio Autperto pretende ensinar os monges de modo concreto como enfrentar o combate espiritual dia após dia. De modo significativo ele aplica a afirmação de 2 Tm 3, 12: “Todos os que aspiram a viver piedosamente em Jesus Cristo hão-de sofrer perseguições” já não à perseguição externa, mas o assalto das forças do mal que o cristão deve enfrentar dentro de si. São apresentadas numa espécie de contenda 24 pares de combatentes: cada vício procura cativar a alma com raciocínios subtis, enquanto a respectiva virtude contesta tais insinuações servindo-se de preferência das palavras da Escritura. Neste tratado sobre conflito entre vícios e virtudes, Autperto contrapõe à cupiditas (a avidez) o contemptus mundi (o desprezo do mundo), que se torna uma figura importante na espiritualidade dos monges. Este desprezo do mundo não é um desprezo da criação, da beleza e da bondade da criação e do Criador, mas um desprezo da falsa visão do mundo que nos foi apresentada e insinuada precisamente pela avidez. Ela incute em nós que “ter” seria o máximo valor do nosso ser, do nosso viver no mundo aparentando ser importantes. Deste modo falsifica a criação do mundo e destrói o mundo. Autperto observa depois que a avidez de lucro dos ricos e dos poderosos na sociedade do seu tempo existe também no interior das almas dos monges e portanto escreve um tratado intitulado De cupiditate, no qual, com o apóstolo Paulo, denuncia desde o início a avidez como raiz de todos os males. Escreve: “Do solo da terra diversos espinhos agudos surgem de várias raízes; no coração do homem, ao contrário, as picadas de todos os vícios provêm de uma só raiz, a avidez” (De cupiditate 1: CCCM 27b, p. 963). Realce, este, que à luz da actual crise económica mundial, revela toda a sua actualidade. Vemos precisamente que esta crise nasceu desta raiz da avidez. Ambrósio imagina a objecção que os ricos e os poderosos poderiam aduzir dizendo: mas nós não somos monges, para nós certas exigências ascéticas não são válidas. E ele responde: “É verdade o que dizeis, mas também para vós, na maneira da vossa categoria e segundo a medida das vossas forças, é válido o caminho rípido e estreito, porque o Senhor propôs só duas portas e dois caminhos (ou seja, a porta estreita e a larga, o caminho rípido e o cómodo); não indicou uma terceira porta e um terceiro caminho” (L.C., p. 978). Ele vê claramente que os modos de viver são muito diversos. Mas também para o homem neste mundo, inclusive para o rico, é válido o dever de combater contra a avidez, contra a vontade de possuir, sobressair, contra o conceito falso de liberdade como faculdade de dispor de tudo segundo o próprio arbítrio. Também o rico deve encontrar o caminho autêntico da verdade, do amor e assim da via recta. Portanto, Autperto, como prudente pastor de almas, sabe depois dizer, no final da sua pregação penitencial, uma palavra de conforto: “Não falei contra os ávidos, mas contra a avidez, não contra a natureza, mas contra o vício” (L.C., p. 981). A obra mais importante de Ambrósio Autperto é certamente o seu comentário ao Apocalipse em dez livros: ele constitui, depois de séculos, o primeiro comentário amplo no mundo latino sobre o último livro da Sagrada Escritura. Esta obra era fruto de um trabalho plurianual, realizado em duas etapas entre 758 e 767, portanto antes da sua eleição para abade. No preâmbulo, ele indica com exactidão as suas fontes, o que não era absolutamente normal na Idade Média. Através da sua fonte talvez mais significativa, o comentário do Bispo Primásio Adrumetano, redigido a meados do séc. vi, Autperto entra em contacto com a interpretação que tinha deixado do Apocalipse o africano Ticonio, que viveu uma geração antes de Santo Agostinho. Não era católico; pertencia à Igreja cismática donatista; era contudo um grande teólogo. Neste seu comentário ele vê reflectido sobretudo no Apocalipse o mistério da Igreja. Ticonio tinha chegado à convicção de que a Igreja fosse um corpo bipartido: uma parte, diz ele, pertence a Cristo, mas há outra parte da Igreja que pertence ao diabo. Agostinho leu este comentário e dele tirou vantagem, mas ressaltou fortemente que a Igreja está nas mãos de Cristo, permanece o seu Corpo, formando com Ele um só elemento, partícipe da mediação da graça. Por isso realça que a Igreja nunca pode ser separada de Jesus Cristo. Na sua leitura do Apocalipse, semelhante à de Ticonio, Autperto não se interessa tanto pela segunda vinda de Cristo no fim dos tempos, mas antes pelas consequências que derivam para a Igreja do presente desde a sua primeira vinda, a encarnação no seio da Virgem Maria. E diz-nos uma palavra muito importante: na realidade Cristo “deve nascer, morrer e ressuscitar quotidianamente em nós, seu Corpo” (In Apoc. III: CCCM 27, p. 205). No contexto da dimensão mística que investe cada cristão, ele olha para Maria como modelo da Igreja, modelo para todos nós, porque também em nós e entre nós deve nascer Cristo. Sobre a multidão de Padres que viam na “mulher revestida de sol” de Ap 12, 1 a imagem da Igreja, Autperto argumenta: “A bem-aventurada e piedosa Virgem… quotidianamente dá à luz novos povos, dos quais se forma o Corpo geral do Mediador. Portanto não surpreende se aquela, em cujo seio abençoado a própria Igreja mereceu ser unida à sua cabeça, representa o tipo da Igreja”. Neste sentido Autperto vê um papel decisivo da Virgem Maria na obra da Redenção (cf. também as suas homilias In purificatione S. Mariae e In adsumptione S. Mariae). A sua grande veneração e o seu profundo amor pela Mãe de Deus inspiram-lhe por vezes formulações que de certa forma antecipam as de São Bernardo e da mística franciscana, sem contudo se desviar para formas discutíveis de sentimentalismo, porque ele nunca separa Maria do mistério da Igreja. Portanto, com razão Ambrósio Autperto é considerado o maior mariólogo no Ocidente. À piedade que, na sua opinião, deve libertar a alma do apego aos prazeres terrenos e passageiros, ele considera que se deve unir o estudo profundo das ciências sagradas, sobretudo a meditação das Sagradas Escrituras, que qualifica “céu profundo, abismo insondável” (In Apoc. IX). Na bonita oração com a qual conclui o seu comentário ao Apocalipse ressaltando a prioridade que em cada busca teológica da verdade compete ao amor, ele dirige-se a Deus com estas palavras: “Quando por nós és perscrutado intelectualmente, não és descoberto como és realmente; quando és amado, és alcançado”. Podemos hoje ver em Ambrósio Autperto uma personalidade que viveu numa época de forte instrumentalização política da Igreja, na qual nacionalismos e tribalismos tinham desfigurado o rosto da Igreja. Mas ele, entre tantas dificuldades que também nós conhecemos, soube descobrir o verdadeiro rosto da Igreja em Maria, nos Santos. E soube assim compreender o que significa ser católico, ser cristão, viver da Palavra de Deus, entrar neste abismo e viver assim o mistério da Mãe de Deus: dar de novo vida à Palavra de Deus, oferecer à Palavra de Deus a própria carne no tempo actual. E com todo o seu conhecimento teológico, a profundidade da sua ciência, Autperto soube compreender que com a simples busca teológica Deus não pode ser conhecido realmente como é. Só o amor o alcança. Ouçamos esta mensagem e rezemos ao Senhor para que nos ajude a viver o mistério da Igreja hoje, neste nosso tempo. #africano #Padres #Espiritualidade #PapaBentoXVI #veneração #SagradasEscrituras #AmbrósioAutperto #Santo #Apocalipse #amado #AmbrósioAutpert #Alma #Ambrósio #Amor #AmbrósiodeMilão #Jesus #Agostinho
- Descoberta sinagoga do tempo de Jesus perto de Cafarnaum
No terreno de um futuro centro de acolhida para peregrinos em Magdala JERUSALÉM, sexta-feira, 11 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- A Autoridade de Antiguidades de Israel informou nesta quinta-feira a importante e surpreendente descoberta das ruínas de uma sinagoga dos tempos de Jesus durante as escavações sobre o terreno do futuro centro para peregrinos em Magdala, nas margens do Mar da Galileia. Em 11 de maio passado, durante sua visita à Terra Santa, Bento XVI abençoou a primeira pedra do “Magdala Center”, cujo desenvolvimento corre a cargo da congregação religiosa dos Legionários de Cristo. A escavação arqueológica, dirigida por Dina Avshalom-Gorni e Arfan Najar, da Autoridade de Antiguidades de Israel, iniciou em 27 de julho. Um mês depois se encontraram os primeiros vestígios de um lugar importante. Com o passar dos dias se deram diversas descobertas significativas que levaram à conclusão de que se trata de uma sinagoga do século I, possivelmente destruída nos anos da revolta dos judeus contra os romanos, entre os anos 66 e 70 d.C. O mais interessante da descoberta é uma pedra esculpida que se encontrou no centro do edifício de cerca de 11 metros por 11. Tem esculpidos vários sinais, mas sobretudo tem um menorá, ou seja, um candelabro de sete braços; ao que parece, trata-se do menorá mais antigo que se encontrou até a data em uma sinagoga. Há unicamente outras seis sinagogas descobertas desse período (o período do Segundo Templo de Jerusalém). O descobrimento arqueológico é de grande interesse para o mundo judeu, como destacam as duas visitas de Shuka Dorfmann, diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel, que falou de uma descoberta extraordinária, única, que deverá ser estudada em toda profundidade. As autoridades israelenses pediram que se continue a escavação na área da sinagoga, que os achados sejam preservados no lugar e se incluam no projeto do “Magdala Center”. Numerosos arqueólogos israelenses e também cristãos se encontraram nos últimos dias para visitar as ruínas. Magdala está a apenas sete quilômetros da antiga Cafarnaum, lugar onde Jesus se estabeleceu durante o tempo de seu ministério público, e seguramente alguma vez se encontrou ali para pregar e ensinar. Também devia ser um lugar frequentado por Maria Madalena, oriunda do lugar, assim como por numerosas testemunhas oculares da vida, pregação e milagres de Jesus. Pode-se dizer que em lugares galileus como Magdala nasceu o cristianismo como comunidade de crentes em Cristo, pois até o ano da destruição do templo de Jerusalém, os cristãos em muitos casos compartilhavam com os judeus suas sinagogas. Só depois desta data, em torno ao ano 70, houve uma separação mais clara entre judeus e cristãos, e os cristãos criaram seus próprios lugares de reunião e de culto. O projeto do “Magdala Center” nasceu quando os Legionários de Cristo chegaram a Jerusalém, em 2004, a pedido do Papa João Paulo II, para se encarregarem do Instituto Pontifício Notre Dame de Jerusalém. O centro busca completar o serviço que se oferecia aos peregrinos em Jerusalém, também na zona norte de Israel, que é a Galileia. O terreno está às margens do Lago Tiberíades, na localidade de Migdal (Magdala, em aramaico, terra natal de Maria Madalena) e o projeto vem sido desenvolvido graças ao apoio de milhares de cristãos de todo o mundo, de todas as confissões, e espera-se seguir contando com este apoio para levá-lo ao término. O “Magdala Center” busca preservar e expor as ruínas desse lugar santo, agora reforçado pelo descobrimento da sinagoga do tempo de Jesus. Também albergará um hotel de peregrinos da Terra Santa, um centro multimídia para mostrar com novas tecnologias a mensagem e a vida de Jesus e a história do lugar; e um centro que, inspirando-se na figura de Maria Madalena, promova a vocação humana e a dignidade da mulher. Pe. Juan María Solana, L.C., diretor do Instituto Pontifício Notre Dame de Jerusalém e iniciador do projeto, reconhece: “eu sabia que Magdala era um lugar santo e sempre tive o pressentimento de que seria um lugar especial para os peregrinos das diversas religiões; mas o descobrimento que fizemos seguramente ultrapassa muito nossas expectativas”. “Em um momento de oração no lugar, pensava que a última vez que se reuniram fiéis nesse lugar, por volta do ano 70 d.C., a maioria tinha sido testemunha da vida de nosso Senhor. Sonho com o dia que se abra este lugar para a visita dos peregrinos e espero que sirva para criar pontes e laços de diálogo e de amor verdadeiro entre os crentes das diversas religiões que se encontram na Terra Santa”, reconhece Pe. Solana. A abertura do “Magdala Center” está prevista para 12 de dezembro do ano 2011. Contudo, deverá avaliar-se se os recentes descobrimentos exigirão um reajuste no calendário. Mais informação: – Comunicado da Autoridade de Antiguidades de Israel: http://www.antiquities.org.il/about_eng.asp?Modul_id=14 – Centro Magdala: www.magdalacenter.com #PapaJoãoPauloII #autoridade #acolhida #Galilei #Cristianismo #mídia #Religiões #Congregação #Senhor #JoãoPauloII #VidadeJesus #MagdalaCenter #TemplodeJerusalém #Santo #NossoSenhor #Israel #TerraSanta #BentoXVI #Milagres #Antiguidades #Jerusalém #Amor #Jesus #MariaMadalena
- Igreja precisa de famílias cristãs para nova evangelização
Cardeal Antonelli reconhece que elas chegam onde outros não conseguem chegar Por Carmen Elena Villa ROMA, quinta-feira, 10 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Fazer da família o “sujeito de evangelização” é o objetivo declarado que o Conselho Pontifício para a Família apresentou no seminário internacional inaugurado nesta quinta-feira em Roma. Segundo o cardeal Enni Antonelli, presidente deste dicastério vaticano, este encontro serve para colocar as bases para a preparação do 7º Encontro Mundial das Famílias, que se realizará na cidade de Milão, em 2012. A edição precedente foi celebrada na Cidade do México, no último mês de janeiro. O cardeal apresentou dois projetos que estão sendo realizados neste contexto: o primeiro pretende promover em vários países uma pesquisa psicológica, tanto descritiva como de aplicação, sobre o bem que as famílias estáveis fazem aos seus filhos e à sociedade. O segundo projeto, assegurou o cardeal Antonelli, consiste em promover a família como “sujeito de evangelização”. Famílias, “vamos evangelizar!” O purpurado indicou que é importante que se reforce a missão pastoral da família porque, “como destinatária de evangelização, a família já está muito presente na atenção dos operadores pastorais”, enquanto que, “como sujeito de evangelização, deve ser muito mais valorizada, voltando a despertar sua responsabilidade missionária ao serviço de todos os homens e de todo o humano”. O presidente do Conselho Pontifício para a Família assegurou que “os crentes evangelizam com sua espiritualidade, seu testemunho, sua atividade, seu anúncio, sua profissão de fé. Ou melhor, é o próprio Cristo quem evangeliza através deles”, esclareceu. “Na medida em que vivem em comunhão com Cristo, os cristãos compartilham seu amor apaixonado por todos os homens, convertem-se em seus cooperadores para o desenvolvimento humano na história e para a salvação eterna, muito além da história.” O purpurado italiano esclareceu que, por meio das famílias praticantes, “queremos chegar as demais famílias e ao maior número de pessoas”. Destacou, assim, o amplo campo de evangelização que as famílias têm, onde os agentes pastorais nem sempre podem chegar: “a própria casa, o ambiente, a escola, a paróquia, as associações eclesiásticas e civis, entre outras”. #Cristo #evangelizar #Espiritualidade #Mundial #comunhão #família #purpurado #sociedade #Pastoral #missionária #Igreja #responsabilidade #Amor #preparação #Seminário #evangelização #Cardeal
- Estado é laico, mas sociedade é marcadamente religiosa, lembra arcebispo
Dom Walmor Oliveira de Azevedo destaca autenticidade do cristianismo BELO HORIZONTE, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, considera que a laicidade do Estado “não pode permitir que um tratamento discriminatório ou indiferente venha por parte dele, em se considerando especialmente seu dever de cuidar das necessidades básicas de sua sociedade”.”Seria uma temeridade banir religiões e igrejas dos cenários de uma sociedade”, afirma, em artigo enviado a Zenit na sexta-feira. O arcebispo assinala que é necessário que a sociedade discuta “questões que dizem respeito à importância e necessidade incontestável da religiosidade na vida de seu povo”. “Não é, portanto, só o PIB, o pré-sal, a destinação dos seus sonhados resultados financeiros, a sucessão presidencial ou o superávit primário que têm importância e garantem uma sociedade modernizada e desenvolvida.” Dom Walmor enfatiza que “o que a sua população e instituições podem e sabem discutir e refletir tem força determinante sobre seu destino e desdobramentos na sua história”. “Não se pode brincar com vivência religiosa, mesmo descontando o natural e insubstituível respeito às liberdades individuais. E menos ainda entender e fazer do afazer religioso um negócio ou exploração mercadológica.” “Nesta importante discussão de interesse para a sociedade é preciso focar as raízes, motivações e história das práticas religiosas. Não basta simplesmente fazer uma lei geral, considerada por muitos como um risco de liberação geral, para acalmar e acomodar fúrias religiosas ou garantir conivências políticas.” O arcebispo afirma que “não se pode correr o risco de garantir direitos de inventar uma religião e suas práticas a qualquer um. Do contrário, valerá o que cada um simplesmente disser, como se diz, tirando de ‘detrás da orelha’, e proclamando como verdade e como dogma o que anuncia”. Então ele explica que “o cristianismo na sua autenticidade, enraizado na tradição judaica, se afirma pelo primado da palavra – que não é anunciado por qualquer pessoa. É o primado da Palavra de Deus. A Palavra de Deus que é Jesus Cristo, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós”. “Este primado da Palavra exige dos discípulos de Jesus Cristo uma escuta cotidiana desta Palavra. Sem manipulações arriscadas que a enjaula numa panacéia milagreira, reduzindo a exigência de uma experiência de fé, obediência e confiança para transformar a vida, em expectativas de receber simplesmente o que se precisa, como se Deus fosse prateleira de supermercado na qual se apanha, gratuitamente, o que se quer.” Dom Walmor afirma que o primado da Palavra de Deus “tem no episódio contado por São João no capítulo seis do seu Evangelho, depois da multiplicação dos pães, a direção certa, quando muitos entenderam como duro demais o que Jesus estava dizendo, e o abandonaram”. “Perguntados os discípulos se queriam ir embora também, Pedro respondeu: ‘A quem iremos nós, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna’. O primado da Palavra de Deus é fonte inesgotável de qualificação de toda palavra que se pronuncia, de todo juízo e de toda edificação. Palavra é vida e compromisso. O primado da Palavra de Deus é exigência de escuta permanente para qualificar o que se diz, e com o que se diz edificar.” #Cristo #Estado #Evangelho #Deus #Cristianismo #prática #JesusCristo #Religiões #Senhor #obediência #Pedro #sociedade #Primado #Igreja #Jesus #multiplicação #religiosidade #Arcebispo










