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  • Igreja no Brasil quer despertar os leigos

    Um dos objetivos do novo projeto nacional de evangelização CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- “Despertar a vocação e a ação missionária dos batizados” é um dos objetivos do novo projeto nacional de evangelização aprovado pelo episcopado brasileiro. O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, explicou a iniciativa em uma entrevista concedida ao L’Osservatore Romano, no contexto da visita “Ad Limina” à Santa Sé. Pretende-se com ela levar a cabo as indicações da Conferência de Aparecida, que pediu o empenho da América Latina em uma missão continental. O novo projeto, intitulado “Brasil na Missão Continental”, convida toda a Igreja no país “a colocar-se em permanente estado de missão” e “propõe como objetivo geral o abrir-se ao impulso do Espírito Santo e incentivar, nas comunidades e em cada batizado, o processo de conversão pessoal e pastoral ao estado permanente de missão”, afirma Dom Geraldo Lyrio. Com este fim, fixaram-se numerosos objetivos: “oferecer a alegre experiência do discipulado, no encontro com Cristo; promover a formação em todos os níveis no apoio da conversão pessoal e pastoral do discípulo missionário”. Também quer “reconsiderar as estruturas da ação evangelizadora para tentar chegar aos católicos que se distanciaram; favorecer o acesso de todos, começando pelos pobres, a atraente oferta de uma vida digna em Cristo; aprofundar na missão como um serviço à humanidade; discernir os sinais do Espírito Santo nas vidas das pessoas e na história”. O sujeito da missão, observa Dom Geraldo Lyrio, é a Igreja particular. Por este motivo, a CNBB propõe a cada diocese que revise seu plano pastoral para imprimir-lhe um maior impulso missionário. O projeto, constata o prelado, “não pretende apenas realizar coisas novas ou levar a cabo novas iniciativas, mas imprimir um caráter missionário nas estruturas, organismos e iniciativas pastorais já existentes”. As comunidades pastorais, portanto, devem ser “levadas a aproveitar intensamente este tempo de graça que a Conferência de Aparecida representa como novo Pentecostes para a América Latina e o Caribe”. “O grande desafio é despertar a vocação e a ação missionária dos batizados e sair ao encontro das pessoas, das famílias e das comunidades para comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo”, acrescenta o arcebispo. Como gestos concretos, entre outros, sugerem-se “encontros com pessoas procedentes de outros países que vivem no Brasil; encontros com os brasileiros que vivem no exterior e uma maior presença entre eles” e promover o envio missionário “ad gentes”. Também se pretende “intensificar a formação de novos missionários, promover os ministérios da acolhida e da visitação; incentivar a produção de programas radiofônicos e televisivos sobre o Brasil e a missão continental”, e “divulgar experiências missionárias significativas que atualmente estão-se realizando em diversas regiões do Brasil”. O presidente dos bispos brasileiros recordou também que o Brasil proclamou 2009 como Ano Catequético Nacional, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”, iniciativa que “tende a consolidar o caminho da catequese renovada e oferecer luzes para os novos desafios que a realidade apresenta”. O objetivo geral deste ano, afirma, é “dar um novo impulso à catequese como serviço eclesial e como caminho para o discipulado”, e se insere “no processo de recepção de Aparecida, das novas diretrizes evangelizadoras e de outros eventos eclesiais, como o Sínodo da Palavra”. A respeito do Ano Sacerdotal inaugurado pelo Papa no dia 19 de junho, Dom Geraldo Lyrio sublinha que a última assembleia geral da CNBB deu destaque à importância do “cuidado com a formação dos presbíteros”. Entre as iniciativas deste Ano -congressos, encontros de estudo, participação em atos nacionais e internacionais-, o prelado assinalou especialmente duas: o Congresso Eucarístico Nacional que se celebrará em maio de 2010 e o congresso regional sacerdotal. “Exortamos a inaugurar a pastoral presbiteral ali onde ainda não existe -conclui. Estamos convencidos de que é uma ocasião de renovação que não devemos deixar escapar”. Os bispos brasileiros chegam a Roma para a visita Ad Limina em 13 grupos, já que a CNBB é hoje o maior episcopado do mundo, com mais de 400 bispos para 272 circunscrições eclesiásticas. O Brasil tem 190 milhões de habitantes, dos quais 74% são católicos. #batizado #acolhida #Maria #adlimina #Católico #eclesiástica #américalatina #Brasil #SantaSé #sacerdotal #Episcopado #brasileiro #AnoSacerdotal #missionária #Igreja #Leigos #Aparecida #participação #América #Renovação #Famílias

  • Igreja não pode buscar poder, adverte Bento XVI

    Sua missão é anunciar Cristo até com o martírio, hoje CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI deixou muito claro que a Igreja não pode buscar o poder, mas deve concentrar-se no anúncio de Cristo, ainda que isso implique o martírio. Assim expressa na Mensagem para o dia missionário mundial 2009, que este ano tem como tema “As nações caminharão à sua luz” (Ap 21, 24). No texto, publicado no dia 5 de setembro pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o pontífice assegura que “a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo”. “Pedimos somente de nos colocar a serviço da humanidade, sobretudo da daquela sofredora e marginalizada, porque acreditamos que o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade.” De fato, sublinha, a humanidade, “apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência”. Por este motivo, segundo o pontífice, “a missão da Igreja é ‘contagiar’ de esperança todos os povos. Por isto, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as nações se tornem Povo de Deus”. “Desejo novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja,, tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes”, escreve o bispo de Roma. “Está em questão a salvação eterna das pessoas, o fim e a plenitude da história humana e do universo”, recalca. Em sua mensagem, Bento XVI recorda em particular “os missionários e missionárias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discriminação social até a prisão, a tortura e a morte”. Por este motivo, a mensagem do Papa faz duas petições aos católicos do mundo. Em primeiro lugar, anima-os a que “peçam ao Espírito Santo que aumente na Igreja a paixão pela missão de proclamar o Reino de Deus e ajudar os missionários, as missionárias e as comunidades cristãs empenhadas nesta missão, muitas vezes em ambientes hostis de perseguição”. Em segundo lugar, convida “todos a darem um sinal crível da comunhão entre as Igrejas, com uma ajuda econômica, especialmente neste período de crise que a humanidade está vivendo, a fim de colocar as jovens Igrejas em condições de iluminar as pessoas com o Evangelho da caridade”. #CastelGandolfo #Cristo #plenitude #católicos #SantaSé #força #Nações #Igrejas #caridade #esperança #PovodeDeus #Igreja #EspíritoSanto #ReinodeDeus #Humanidade #adverte

  • Prepara-se centenário do nascimento da Madre Teresa de Calcutá

    Anunciou a superiora geral as Missionárias da Caridade Por Nieves San Martín CALCUTÁ, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- As Missionárias da Caridade do mundo inteiro celebraram, no último dia 5 de setembro, o 12º aniversário da morte de sua fundadora, a Madre Teresa de Calcutá, e iniciaram os preparativos para celebrar o centenário do seu nascimento no ano que vem, revela a Ir. Mary Prema ao Christian Today India. Também foram organizadas orações especiais na sede das Missionárias da Caridade em Calcutá, em que religiosas, colaboradores, voluntários, amigos e jornalistas se reuniram para comemorar o 99º aniversário de nascimento da Madre Teresa.”A Madre Teresa abriu seu coração ao amor a todas as pessoas. Ela continua nos inspirando a abrir nossos olhos para ver a dignidade de um filho de Deus no pobre e oferecer-lhe paz e alegria através dos nossos humildes serviços”, disse a Ir. Mary prema. Enquanto isso, o Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC) sublinhou que, inspirado na Madre Teresa, renova seu “compromisso de servir os desprezados e marginalizados pela sociedade, nossos dalits (intocáveis) e os perseguidos pela fé”. O grupo de defesa GCIC, com base em Bangalore, foi a voz dos cristãos perseguidos na Índia. Pessoas de diferentes credos lembraram da Madre Teresa. Segundo o Press Trust da Índia, o presidente do fórum All India Minority, Idris Ali, que organizou uma oração de todos os credos, instou o ministro dos Transportes, Mamata Bannerjee, a renomear a estação de metrô de Calcutá com o nome da Madre Teresa. “No próximo ano, neste dia, comemoraremos o centenário do nascimento da Madre Teresa. Nossa sincera empresa de ser canais do amor e da paz de Deus aos pobres será o melhor presente que podemos preparar para a ocasião”, disse a Ir. Prema. A santidade da Madre Teresa foi logo reconhecida por João Paulo II após sua morte, em 1997. Foi beatificada pelo Papa em uma cerimônia no Vaticano, no dia 19 de outubro de 2003, após a cura de um tumor de estômago, por sua intercessão, de uma mulher tribal do norte de Bengala. A Madre Teresa, albanesa de nascimento, chegou à Índia em 1929, aos 18 anos; dedicou-se ao ensino e se tornou cidadã indiana em 1948. Em 1950, estabeleceu as Missionárias da Caridade, que atualmente contam com 4.800 religiosas e 757 casas em 145 países. Durante 45 anos, a religiosa católica serviu os pobres, doentes, órfãos e moribundos, pelo que foi honrada com vários prêmios nacionais e internacionais durante sua vida,entre eles: o Prêmio Magsaysay, em 1962; o Prêmio da Paz João XXIII, em 1971; o Prêmio Internacional John F. Kennedy, em 1971; e o Prêmio Nobel da Paz, em 1979. Também ganhou o mais alto reconhecimento da Índia, o Bharat Ratna, em 1980. #coração #dignidade #MadreTeresa #JoãoPauloII #Índia #Cristãos #caridade #Calcutá #FilhodeDeus #Amor #alegria #Religiosa #Nobel

  • Coração do homem sem Deus, “verdadeiro deserto”, segundo Papa

    “Jesus quer vencer no homem a solidão e a incomunicabilidade criadas pelo egoísmo” Por Inma Álvarez VITERBO, domingo, 6 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI afirmou hoje que “o deserto mais profundo é o coração humano, quando perde a capacidade de escutar, de falar, de comunicar-se com Deus e com os demais”. “Nós nos convertemos em cegos porque somos incapazes de ver a realidade; os ouvidos se fecham para não escutar o grito de quem implora ajuda; o coração se endurece na indiferença e no egoísmo”, um egoísmo que Jesus “quer vencer”.O Papa explicou a passagem evangélica da missa de hoje, a cura do surdo-mudo narrada por São Marcos, explicando que Jesus “deseja vencer no homem a solidão e a incomunicabilidade criadas pelo egoísmo, para dar rosto a uma nova humanidade, a humanidade da escuta e da palavra, do diálogo, da comunicação, da comunhão com Deus”. Esta nova humanidade é “uma humanidade sem discriminações, sem exclusões, para que o mundo seja verdadeiramente para todos um campo de genuína fraternidade na abertura ao amor pelo Pai comum que nos criou e nos tornou filhos e filhas seus”. A Cidade dos Papas O Papa começou sua visita nas primeiras horas da manhã em Viterno, “Cidade dos Papas”, à qual se transladou de helicóptero desde sua residência de verão de Castel Gandolfo. Acompanharam o Papa o bispo de Viterbo, Dom Lorenzo Chiarinelli, e Gianni Letta, subsecretário do primeiro-ministro, Berlusconi. O Papa começou seu percorrido pela praça de São Lourenço, onde abençoou as novas portas de bronze da catedral, feitas pelo escultor italiano Roberto Ioppolo. Depois visitou o Palácio dos Papas, em particular a sala dos conclaves, onde, em 1271, foi eleito Gregório X. Em sua homilia, durante a Missa posterior, o Papa quis recordar a importância de Viterbo na história da Igreja como sede pontifícia durante o século XIII. Em 1986, João Paulo II reordenou a circunscrição, acrescentando a Viterbo a abadia de São Martinho ao Monde Cimino e as dioceses de Acquapendente, Bagnoregio, Montefiascone e Tuscania. Esta cidade foi berço de numerosos santos, aos quais o Papa aludiu durante toda a homilia. Ele se referiu especialmente à copadroeira da diocese, Santa Rosa (séc. XIII), cujo corpo incorrupto é venerado no Mosteiro de Santa Maria das Rosas. Também mencionou, entre outros, São Boaventura, Santa Jacinta Marescotti, Santa Rosa Venerini – “verdadeira precursora das escolas femininas na Itália, precisamente no Século das Luzes” -, Santa Lucia Filippini e São Crispim. Ele quis ressaltar as figuras do beato Domenico Barberi (1792-1849), passionista, “que em 1845 acolheu na Igreja Católica John Henry Newman”, e do jovem Mario Fani, “que acendeu, junto a Giovanni Acquaderni, da Bolonha, essa primeira luz que se converteria depois na experiência histórica do laicado na Itália: a Ação Católica”. “Que eles vos custodiem sempre unidos e alimentem em cada um o desejo de proclamar, com palavras e obras, a presença e o amor de Cristo”, concluiu o Papa. #coração #CastelGandolfo #Cristo #Mundo #Eva #PapaBentoXVI #Deus #Acquapendente #SãoBoaventura #JoãoPauloII #BentoXVI #Igreja #Amor #IgrejaCatólica #Jesus #Humanidade

  • Santo Agostinho, ponto de união entre católicos e ortodoxos, afirma Papa

    Palavras a um Simpósio Intercristão CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 2 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI se dirigiu nesta quarta-feira, ao concluir a audiência geral, a um grupo composto por católicos e ortodoxos, a quem desejou que a reflexão comum sobre Santo Agostinho ajude no diálogo ecumênico. O Papa, grande admirador do santo de Hipona, dirigiu-se aos participantes do Simpósio Intercristão promovido pela Pontifícia Universidade Antonianum e pela Universidade Aristoteles de Tessalônica. O Santo Padre desejou “que a reflexão comum entre católicos e ortodoxos sobre a figura de Santo Agostinho possa reforçar o caminho para a comunhão plena”. #XVI #Santo #SantoAgostinho #agostinhobispodehipona #Bento #Agostinho

  • "Caritas in veritate" tem boa acolhida entre protestantes evangélicos

    56 personalidades assinam uma mensagem de apoio à encíclica Por Inma Álvarez WASHINGTON, sexta-feira, 28 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Cinquenta e seis personalidades do mundo protestante evangélico norte-americano, entre professores universitários, editores de imprensa e representantes de diversas instituições, assinaram, em 27 de julho passado, uma mensagem de apoio à última encíclica do Papa Bento XVI, Caritas in Veritate. Nesta declaração, titulada Doing the Truth in Love (Fazendo a Verdade no Amor), à qual ZENIT pôde ter acesso, os signatários “aplaudem” o texto e pedem “aos cristão de todas as partes, e especialmente a nossos membros evangélicos no Norte global”, que a leiam e se sensibilizem com ela. Também apelam a todos os cristãos a um “sério diálogo” sobre as propostas da encíclica. Os signatários felicitam especialmente “a forma como esta encíclica considera o desenvolvimento econômico em termos da trajetória do verdadeiro florescimento humano”. Coincidem em pedir com ela “uma nova visão do desenvolvimento que reconheça a dignidade da vida humana em sua plenitude, o que supõe a “preocupação pela vida desde a concepção até a morte natural, pela liberdade religiosa, pelo alívio da pobreza, e pelo cuidado da criação”. Particularmente, mostram seu acordo com o conceito de “desenvolvimento humano integral” e sua visão do fenômeno da globalização. “Afirmamos com esta encíclica que a globalização deve converter-se em um processo de integração centrado na pessoa e orientado à comunidade”, assinala o texto. Também apreciam que a Caritas in Veritate não entre em uma análise simplificadora da polarização entre o livre mercado e a excessiva intervenção estatal, mas que enquadre a economia dentro das relações humanas e, portanto, sujeita à normas morais. “A vida econômica não é amoral ou autônoma. As instituições econômicas, inclusive os próprios mercados, devem estar marcados por relações internas de solidariedade e confiança”. Apoiam também a “ênfase da Caritas in Veritate na empresa social, ou seja, no esforço do negócio guiado por um princípio mutualista que transcende a dicotonomia do lucro sim, lucro não”. “Em termos mais gerais, motivamos os evangélicos a considerar o convite do Papa Bento XVI de refletir sobre quem deve ser considerado agente empresarial e sobre o significado moral do investimento”. Contudo, sentem falta na encíclica “de uma crítica mais forte para com a elevação do dinheiro a um estado de idolatria e o predomínio atual resultante dos mercados financeiros sobre outros elementos da economia mundial”. Por último, apoiam a preocupação da encíclica com a decadência dos sistemas de segurança social, com o cada vez menor poder dos sindicatos e a pressão de uma mobilidade trabalhista socialmente destrutiva. Também coincidem no temor ante o “crescimento de um Estado de bem-estar arrogante, que degrada o pluralismo social e cívico. Portanto, estamos de acordo em que a subsidiariedade e a solidariedade devem andar juntas, como propõe a Caritas in Veritate”. Não “mais Estado” mas “melhor Estado”. “Com a Caritas in Veritate, nos comprometemos a não ser vítimas da globalização, mas seus protagonistas, trabalhando pela solidariedade global, a justiça econômica e o bem comum, como normas que transcendem e transformam os motivos do benefício econômico e do progresso tecnológico”, conclui a mensagem. #acolhida #PapaBentoXVI #subsidiariedade #Evangélico #dignidade #Evangélicos #Protagonista #liberdade #solidariedade #Protestantes #Idolatria #economia #Cristãos #encíclica #Protestante #Amor #econômica

  • Seguir Jesus significa nadar contra corrente, assegura Bento XVI

    Suas palavras continuam escandalizando as modas de pensamento, constata CASTEL GANDOLFO, domingo, 23 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI considera que seguir Jesus Cristo hoje em dia significa nadar contra a corrente de muitas das modas de pensamento. “Segui-lo enche o coração de alegria e dá sentido pleno à nossa existência, mas comporta dificuldades e renúncias, pois com muita frequência é preciso nadar contra a corrente”, afirmou neste domingo. As palavras do Papa ressoaram ao meio-dia no pátio da residência de Castel Gandolfo, por ocasião do Ângelus, no encontro semanal com os peregrinos. Na acostumada alocução, o pontífice refletiu sobre a passagem do Evangelho da liturgia deste dia, em que Jesus, ao apresentar-se como “o pão vivo que desceu do céu”, escandaliza não somente os curiosos que o escutavam, mas inclusive seus próprios discípulos. “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”, comentam alguns dos que até então o seguiam, antes de abandoná-lo. “Esta pergunta provocadora não se dirige somente aos que o escutavam então, mas alcança os crentes e os homens de todas as épocas”, assegurou o pontífice. “Também hoje, muitos se ‘escandalizam’ diante do paradoxo da fé cristã. O ensinamento de Jesus parece ‘duro’, difícil demais de acolher e de praticar”, acrescentou. “Então – comentou –, existem aqueles que rejeitam e abandonam Cristo; existem aqueles que tentam ‘adaptar’ sua palavra às modas, desvirtuando seu sentido e valor.” Segundo o bispo de Roma, “esta inquietante provocação ressoa no coração e espera de cada um uma resposta pessoal”. “Jesus, de fato, não se contenta com uma pertença superficial e formal; não lhe basta uma primeira adesão entusiasta; é necessário, pelo contrário, participar durante a vida toda do seu ‘pensar e querer’.” “‘Vós também quereis ir embora?’ À pergunta de Jesus, Pedro responde em nome dos apóstolos: ‘A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus’ (v. 68-69).” O Papa propôs aos crentes que respondessem a Jesus como o apóstolo Pedro: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. E convidou a pronunciar esta resposta “conscientes certamente da nossa fragilidade humana, mas confiando na potência do Espírito Santo, que se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus”. “A fé é dom de Deus ao homem e é, ao mesmo tempo, entrega livre e total do homem a Deus; a fé é dócil escuta da Palavra do Senhor, que é ‘lâmpada’ para os nossos passos e ‘luz’ em nosso caminho.” “Se abrimos com confiança o coração a Cristo, se nos deixamos conquistar por Ele”, podemos experimentar uma das meditações do Santo Cura de Ars, o sacerdote francês falecido há 150 anos, em honra de quem se celebra o Ano Sacerdotal: “Nossa única felicidade nesta terra consiste em amar a Deus e saber que Ele nos ama”. #CastelGandolfo #Evangelho #PapaBentoXVI #Deus #Angelus #Adonay #acolher #JesusCristo #Senhor #sacerdotal #paradoxo #Semana #CuradeArs #Liturgia #sacerdote #alegria #Discípulo #EspíritoSanto #Jesus

  • Os 800 Mártires de Otranto

    Por Elizabeth Lev ROMA, domingo, 23 de agosto de 2009 (ZENIT.org) .- Em 1480, a Itália celebrava a festa da Assunção com liturgias espetaculares, procissões e, claro, banquetes. Com a exceção de Otranto, uma pequena cidade na costa do Adriático, onde 800 homens ofereceram suas vidas a Cristo. Eles foram os Mártires de Otranto.o. Poucas semanas antes, a frota turca atracara em Otranto. Sua chegada era temida há muitos anos. Desde a queda de Constantinopla, em 1454, era apenas uma questão de tempo até que os turcos otomanos invadissem a Europa. Otranto está mais próxima do lado leste do Adriático controlado pelos otomanos. São Francisco de Paula reconheceu o perigo iminente para a cidade e seus cidadãos cristãos e pediu reforços para proteger Otranto. Ele predisse: “Ó, cidadãos infelizes, quantos cadáveres vejo cobrindo as ruas? Quanto sangue cristão vejo entre vocês?” A 28 de julho de 1480, 18.000 soldados turcos invadiram o porto de Otranto. Eles ofereceram condições de rendição aos cidadãos, na esperança de ganhar sem resistência este primeiro ponto de apoio na Itália e completar a conquista da costa adriática. O sultão Mehmed II havia dito ao Papa Sisto IV que levaria seu cavalo para comer sobre o túmulo de São Pedro. O Papa Sisto, reconhecendo a gravidade da ameaça, exclamou: “pessoas da Itália, se quiserem continuar se chamando de cristãos, defendam-se!” Apesar de suas advertências terem-se esquecido nos ouvidos da maioria das cabeças coroadas da península –estavam muito ocupadas brigando entre si– o povo de Otranto escutou. Pescadores, não soldados; eles não tinham artilharia. Eram menos de 15 mil, incluindo mulheres, crianças e idosos. Mas, por comum acordo, eles decidiram guardar a cidade, lançando-se ao combate das forças turcas. A sofisticada artilharia turca danificava as muralhas de defesa, mas os cidadãos consertavam rapidamente os estragos. Detrás dos muros, os turcos encontraram cidadãos impávidos, determinados a defender as muralhas com óleo fervendo, sem armas, e às vezes usando as próprias mãos. Os cidadãos de Otranto frustraram o plano do Sultão de um ataque surpresa e deram à Itália duas semanas de tempo precioso para organizar e preparar suas defesas para repelir os invasores. Mas a 11 de agosto os turcos venceram os muros e açoitaram a cidade. O exército turco foi de casa em casa, promovendo saques, pilhagens e, em seguida, ateando fogo. Os poucos sobreviventes refugiaram-se na catedral. O arcebispo Stefano, heroicamente calmo, distribuiu a Eucaristia e sentou-se entre as mulheres e crianças de Otranto, enquanto um frade dominicano conduzia os fiéis em oração. O exército de invasores arrombou a porta da catedral e a posterior violência contra mulheres, crianças e o arcebispo –que foi decapitado no altar– chocou a península italiana. Os turcos tinham tomado a cidade, destruído casas, escravizado o povo e transformado a catedral em mesquita. Cerca de 14.000 pessoas morreram na tomada de Otranto, na maior parte seus próprios cidadãos, mas um pequeno grupo de 800 sobrevivera, então os turcos tentaram o domínio completo, forçando a conversão. A opção era o Islã ou a morte. Oito centenas de homens, acorrentados, sem casa e família, pareciam totalmente subjugados aos turcos vitoriosos. Um dos 800, um trabalhador têxtil chamado Antonio Primaldo Pezzula, passou de artesão humilde a líder heróico nesse dia. Antonio voltou-se para seus companheiros de Otranto e declarou: “Vocês ouviram o que vai custar salvar o que resta de nossas vidas! Meus irmãos, lutamos para salvar nossa cidade, agora é tempo de lutar por nossas almas!” Os 800 homens com idades acima dos 15, de forma unânime, decidiram seguir o exemplo de Antonio e ofereceram suas vidas a Cristo. Os turcos, que esperavam por um momento de propaganda triunfante, tentaram evitar o massacre. Eles ofereceram o retorno das mulheres e crianças que estavam prestes a ser vendidas como escravos, em troca da conversão dos homens, e eles ameaçaram com a decapitação em massa se isso não fosse aceito. Antonio recusou, seguido pelo resto dos homens. Na vigília da Assunção, os 800 foram levados para fora da cidade e decapitados. A tradição conta que Antonio Pezzula foi decapitado em primeiro lugar, mas seu corpo sem cabeça permaneceu de pé até que o último otrantino estivesse morto. Um dos carrascos, um turco chamado Barlabei, ficou tão impressionado com esse prodígio que se converteu ao cristianismo, e também foi martirizado. Os restos foram cuidadosamente recolhidos, e são mantidos até hoje na Catedral de Otranto. No aniversário de 500 anos de sacrifício dos otrantinos, o Papa João Paulo II visitou a cidade e prestou homenagem aos mártires. Bento XVI reconheceu oficialmente o martírio em 2007, trazendo Antonio Pezzula e seus companheiros um passo mais perto da canonização. Esta “hora dos leigos” em Otranto, separados de nós por meio milênio, ainda ressoa como exemplo de testemunho do amor a Cristo. Poucos de nós serão chamados ao mesmo sacrifício de Antonio Pezzuli e seus companheiros, mas como poderíamos responder a sua exortação: “Permanecei fortes e constantes na fé: com esta morte temporal nós ganharemos a vida eterna”. * * * Elizabeth Lev ensina arte e arquitetura cristã no campus italiano da Universidade de Duquesne e na Universidade São Tomás. #PapaJoãoPauloII #AntonioPrimaldoPezzula #AntonioPezzuli #Barlabei #PapaSisto #MártiresdeOtranto #MehmedII #Cristianismo #otrantinos #sultão #mártires #Primaldo #Stefano #Pezzula #Antônio #turco #Amor #Otranto

  • Acordo entre Brasil e Santa Sé é aprovado na Câmara dos Deputados

    Estatuto reconhece personalidade jurídica da Igreja Católica e ratifica normas BRASÍLIA, quinta-feira, 27 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem o Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no país. O Acordo de 20 artigos foi assinado em novembro de 2008 pelo ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pelo secretário vaticano para as Relações com os Estados, o arcebispo Dominique Mamberti. O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou hoje no site do organismo que a aprovação pela Câmara dos Deputados “é um passo importante em direção à homologação do Acordo”. Ao considerar que o texto “não fere o ordenamento jurídico brasileiro”, Dom Dimas afirmou que a laicidade de um Estado “não é coibir a prática religiosa, mas favorecer para que a religião possa ser regida da maneira mais simples possível”. O estatuto ratifica uma série de normas já cumpridas no país, não trazendo a rigor elementos novos. Aborda questões como casamento, ensino religioso, imunidade tributária, vínculo religioso e não empregatício dos ministros ordenados. Artigos Pelo Acordo, por exemplo, a Igreja Católica compromete-se a dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde e prisionais. O Estado brasileiro reconhece à Igreja o direito de constituir e administrar seminários e outros institutos eclesiásticos de formação e cultura, criar e modificar instituições eclesiásticas como dioceses, prelazias. O texto afirma que o Estado “respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa” e o constitui como disciplina no ensino fundamental das escolas públicas, com matrícula facultativa. Sobre o casamento, destaca que, em conformidade com as leis canônicas e as exigências do direito brasileiro, a cerimônia produz também efeitos civis. O Acordo garante o segredo do ofício sacerdotal, especialmente o da confissão sacramental, assegura imunidade tributária às pessoas jurídicas eclesiásticas e também para o exercício de atividade social e educacional sem finalidade lucrativa. O texto assegura que o vínculo entre os ministros ordenados ou fiéis consagrados mediante votos e as dioceses ou institutos religiosos é de caráter religioso, não gerando vínculo empregatício. Este formato de Acordo para disciplinar procedimentos de natureza religiosa foi possível porque o Vaticano tem personalidade jurídica de Direito Internacional Público, sendo reconhecido como Estado. O estatuto segue agora para ratificação do Senado. #confissão #Santa #aprovação #IgrejaCatólicaApostólicaRomana #Conferência #Brasil #SantaSé #Senado #jurídica #Câmara

  • Santa Sé desmente rumores sobre mudanças da reforma litúrgica

    Não há propostas institucionais de modificação dos livros, explica um porta-voz CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Nesta segunda-feira, a Santa Sé desmentiu informações de órgãos da imprensa que anunciavam mudanças na liturgia aprovada por Bento XVI. O subdiretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Ciro Benedittini, segundo explica a Rádio Vaticano, esclareceu que “por enquanto não existem propostas institucionais sobre uma modificação dos livros litúrgicos utilizados atualmente”. Órgãos informativos garantiam nos últimos dias que a Congregação vaticana para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos havia apresentado ao Papa propostas para uma “reforma da reforma litúrgica” impulsionada pelo Concílio Vaticano II. #Sacramentos #rádio #SantaSé #Vaticana #XVI #Culto #Divino #Concílio #Bento

  • “Não há explicação científica” para o Manto de Virgem de Guadalupe, diz perito

    ACI).- O Dr. Adolfo Orozco, perito investigador do Manto em que está gravada a imagem da Virgem de Guadalupe que aparecesse a São Juan Diego faz 478 anos, assinalou que o extraordinário estado de conservação desta relíquia sagrada “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”. Em sua conferência, que faz parte do Primeiro Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe que se celebra em Phoenix e que é organizado pelos Cavaleiros de Colombo, o perito explicou que “todos os tecidos similares a do Manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”. Uma pintura que copia a imagem de Guadalupe feita em 1789 confirma este fato. “Esta imagem foi impressa com as melhores técnicas de seu tempo, a cópia era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do Manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi colocada ali”, indicou. Entretanto, “oito anos depois, esta cópia teve que ser desprezada porque estava perdendo as cores e as fibras se estavam rompendo. Em contraste –precisa Orozco– o Manto original já vem sendo exposto por 116 anos sem nenhum tipo de amparo, recebendo todos os raios infravermelhos e ultravioletas de dezenas de milhares de velas que estavam perto dela; e estava exposta à umidade e o ar salino que rodeia ao templo”. Uma das características mais interessantes do Manto, prossegue, “é que a parte de trás deste tecido é rugoso e pouco liso; enquanto que a parte de adiante (onde está a imagem de Guadalupe) é ‘tão suave como a seda’ como assinalavam os pintores e cientistas em 1666; e confirmou quase cem anos depois, em 1751, o pintor mexicano Miguel Cabrera”. Depois de comentar que o Manto é feito de fibras de Agave, Orozco relatou dois fatos milagrosos que têm relação direta com sua conservação. O primeiro ocorreu em 1785 quando um trabalhador acidentalmente derramou um líquido composto por 50 por cento de ácido nítrico na parte direita do tecido. “Está fora do entendimento natural o fato que o ácido não tenha destruído a malha; e que ademais não danificasse as partes coloridas da imagem”, precisou. O segundo, disse logo, relaciona-se com a explosão de uma bomba perto do Manto em 1921, que ocorreu a 150 metros da mesma e que destruiu todos os vidros nesse raio. Entretanto, explicou o perito, “inesperadamente, nem o Manto nem o vidro comum que a protege foram danificados ou quebrados”. O único afetado foi um Cristo de ferro que terminou dobrado. “Não há explicação para o fato que as ondas expansivas que romperam os vidros a 150 metros ao seu redor não destruíram o que cobria a Manto. Alguns dizem que o Filho, com o crucifixo que sim foi afetado, protegeu a imagem de Sua Mãe. O certo é que não temos uma explicação natural para este evento”, concluiu. O Dr. Adolfo Orozco é físico e investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México desde 1970. Ele já publicou 13 trabalhos em revistas internacionais de sua área de investigação: raios cósmicos, geomagnetismo e história da ciência; e apresentou 42 trabalhos em Congressos Nacionais e Internacionais sobre sua especialidade. Foi sócio fundador e Secretário Geral do Centro Mexicano da Sindonologia de 1983 a 1998, que dirige desde 1999. É membro do Instituto Superior de Estudos Guadalupanos, desde setembro 2004. #celebra #cientista #Cristo #Bomba #cientistas #Maria #AdolfoOrozco #extraordinário #VirgemdeGuadalupe #Instituto #relíquia #adiante #milagre #Cavaleiros #crucifixo #miguelcabrera #Milagres #mexicano #Colombo #Destruiu #Imagem

  • Nova evangelização exige sacerdotes bem formados, assegura Papa

    Ao recolher a herança espiritual deixada por São João Eudes CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 19 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI reconhece que a formação permanente dos sacerdotes constitui um ponto decisivo para que a “nova evangelização não se reduza simplesmente a um slogan atraente”. Assim constatou nesta quarta-feira, durante a intervenção que pronunciou durante a audiência geral, realizada na residência pontifícia de Castel Gandolfo, dedicada a recordar a figura de São João Eudes (1601-1680), cuja memória litúrgica é celebrada hoje pela Igreja, e falar sobre a formação do clero. Este santo francês, como recordou o Papa, compreendeu que, para descobrir o amor do Coração de Jesus, é decisiva a formação profunda e contínua dos sacerdotes, motivo pelo qual fundou a congregação de Jesus e Maria, atualmente estendidos pela França, Itália, América do Norte, América Latina, Caribe e África. “Também hoje se experimenta a necessidade de que os sacerdotes testemunhem a infinita misericórdia de Deus com uma vida totalmente ‘conquistada’ por Cristo e aprendam isso desde os anos de sua formação nos seminários”, reconheceu o Papa em pleno Ano Sacerdotal. Neste sentido, recordou que João Paulo II, depois do sínodo de 1990, emanou a exortação apostólica Pastoris dabo vobis, na qual apresenta a importância da formação dos seminaristas e sacerdotes. “É um verdadeiro ponto de partida para uma autêntica reforma da vida e do apostolado dos sacerdotes, e é também o ponto central para que a ‘nova evangelização’ não seja simplesmente um slogan atraente, mas que se converta em realidade”, acrescentou Bento XVI. Neste sentido, o bispo de Roma considerou que têm um papel decisivo os anos de formação que os futuros sacerdotes vivem no seminário, durante os quais devem “aprender Cristo”, “deixando-se configurar progressivamente por Ele, único Sumo Sacerdote e Bom Pastor”. “O tempo do seminário deve ser visto, portanto, como a atualização do momento em que o Senhor Jesus, depois de ter chamado os apóstolos e antes de enviá-los a pregar, pede-lhes que permaneçam com Ele”, assegurou. O sucessor do apóstolo Pedro convidou a rezar neste ano “pelos sacerdotes e por aqueles que se preparam para receber o dom extraordinário do sacerdócio ministerial”. Como conselho, o Papa deixou aos peregrinos presentes este pensamento de São João Eudes: “Entregai-vos a Jesus para entrar na imensidade do seu grande Coração, que contém o coração de sua santa Mãe e de todos os santos, e para perder-vos nesse abismo de amor, de caridade, de misericórdia, de humildade, de pureza, de paciência, de submissão e de santidade”. #Intervenção #Deus #Misericórdia #Congregação #américalatina #sacerdotal #CoraçãodeJesus #exortação #sacerdote #Igreja #Amor #Jesus #América

  • Mobilização no Facebook contra proibição dos crucifixos na Espanha

    Nasce o grupo “Sim ao crucifixo” MADRI, quarta-feira, 19 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O anúncio do ministro da Justiça, Francisco Caamaño, da intenção do Governo espanhol de proibir a presença dos símbolos religiosos nos centros educativos públicos provocou a mobilização no Facebook. Com este motivo se criou o grupo “Sim ao crucifixo”, que no momento do fechamento desta edição contava com cerca de 700 usuários na rede social, pouco depois de ter sido criado. “O sinal da cruz é o sinal universal do amor e da paz”, dizem os promotores no Facebook. O grupo é promovido pelo site da revista Ecclesia. Nos foros de discussão, alguns dos participantes retomaram as declarações que emitiu esta terça-feira o cardeal Eduardo Martínez Somalo, carmalengo emérito e antigo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Após a reunião com Pedro Sanz, presidente do Governo de La Rioja, o purpurado espanhol reconheceu que “não entende” por que o Governo espanhol propõe mediante uma lei tirar crucifixos dos colégios públicos. O cardeal confessou que desconhece “a quem os crucifixos podem agredir”, “ainda que não seja católico”. Não se entende, disse, como “para chegar à pluralidade e para ter uma autêntica democracia tenha de suprimir um elemento da pluralidade, que é o catolicismo, ou não respeitar a grande maioria, que são crentes”. #discussão #Católico #Congregação #catolicismo #Ecclesia #purpurado #Facebook #Espanha #autêntica #Igreja #Amor #justiça #presença #consagrada

  • Sem Deus, sociedade fica mais dividida e confusa, diz bispo

    Dom António Marto presidiu em Fátima à solenidade da Assunção de Maria FÁTIMA, segunda-feira, 17 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, considera que “onde Deus desaparece da vida e da cultura da sociedade”, ela fica “mais dividida, mais separada, mais confusa e mais violenta”. Dom António Marto presidiu nesse sábado no Santuário de Fátima à Festa da Assunção de Nossa Senhora. Desde manhã cedo, muitos peregrinos e famílias levaram ramos de flores à Capelinha das Aparições, como oferta a Maria. As celebrações da manhã, presididas pelo bispo, iniciaram-se na Capelinha das Aparições, com a recitação do Rosário. “Uma obra-prima da beleza de Deus é o mistério da assunção de Nossa Senhora ao Céu, que a Igreja hoje vive”, disse D. António Marto, no início da missa, segundo refere o departamento de imprensa do Santuário. Durante a homilia, afirmou que esta solenidade “é uma festa que nos enche de alegria” e que “atrai o povo cristão”, porque “o nosso povo intui pelo coração e sabe pela fé que esta festa da Assunção de Nossa Senhora ao Céu põe à nossa contemplação o maior mistério do amor de Deus”. Esse mistério, continuou, consiste em dois aspectos essenciais, “o do amor eterno e santo de Deus que se revela em Maria” e “recorda-nos que só o amor nos faz entrar no reino de Deus”. Dirigindo-se a todos os cristãos, sublinhou a mensagem de esperança a que este dia conduz, a esperança de “podermos confiar a vida a esta mãe que não está longe de cada um de nós”. “Onde deixarmos entrar Deus, ele faz maravilhas como fez com Maria”, disse D. António sublinhando o desencanto que tem a vida para quem se afasta de Deus. “Onde Deus desaparece do horizonte da vida dos homens, então cada homem e cada mulher fica mais só, mais abandonado, mais triste, mais desalinhado da vida. Onde Deus desaparece da vida e da cultura da sociedade, a sociedade fica mais dividida, mais separada, mais confusa e mais violenta”, afirmou. #mulher #conduz #cristão #Senhora #Capelinha #Cristo #Aparições #Homem #Deus #Maria #confusa #dividida #Senhor #Assunção #Santuário #Homilia #sociedade #Solenidade #Igreja #Bispo #Amor #alegria #céu #Jesus #contemplação

  • Deus pede o “sim” da criatura, diz Papa

    Segundo Bento XVI, correspondência entre Deus e Maria acontece com todos CASTEL GANDOLFO, domingo, 16 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- A relação de correspondência entre Deus e Maria também acontece, de outras maneiras, com cada pessoa, já que Deus continua a pedir acolhida, afirmou hoje o Papa. Bento XVI rezou o Angelus com os peregrinos ao meio-dia no pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Ele recordou que Deus recebeu de Maria o corpo humano para entrar na condição mortal. “A sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi assunto ao céu por Deus e entrou na condição celeste”. “É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, como vimos em outras ocasiões, tem também necessidade de Maria, do “sim” da criatura, da sua carne, da sua existência concreta, para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais”, disse o Papa. Segundo o pontífice, “o que aconteceu a Maria, vale, de outras maneiras, mas realmente, para cada homem e cada mulher, porque a cada um de nós Deus pede acolhê-Lo, colocar à disposição o nosso coração e o nosso corpo, a nossa inteira existência, para que Ele possa habitar no mundo”. “Convida a unir-nos a Ele no sacramento da Eucaristia, Pão repartido pela vida do mundo, para formar juntos a Igreja, seu corpo histórico.” E se dissermos sim, como Maria –prosseguiu o Papa–, “na mesma medida desse nosso sim, ocorre também para nós e em nós aquele misterioso intercâmbio: somos admitidos na divindade d’Aquele que assumiu a nossa humanidade”. “A Eucaristia é o meio, o instrumento desse recíproco transformar-se, que tem sempre Deus como fim e como ator principal: Ele é a Cabeça e nós os membros, Ele é a Videira, nós os ramos.” “Quem come deste Pão e vive em comunhão com Jesus, deixando-se transformar por Ele e n’Ele, é salvo da morte eterna: certamente morre, como todos, participando também do mistério da Paixão e da Cruz de Cristo, mas não é mais escravo da morte, e ressuscitará no último dia, para desfrutar da festa eterna com Maria e com todos os Santos”, disse o Papa. #Cristo #sacramento #acolhida #PapaBentoXVI #Deus #Angelus #Maria #virgem #comunhão #Senhor #Eucaristia #Alimento #disposição #sacrifício #Santos #Igreja #Apostólico #Divindade #Criatura #Jesus #Humanidade

  • Somos uma família

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  • Aprovação do Acordo Brasil-Santa Sé será “gesto de lucidez”, diz arcebispo

    Dom Walmor de Azevedo enfatiza que tratado respeita a laicidade do Estado BELO HORIZONTE, sexta-feira, 14 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, considera que será um “gesto de lucidez” dos deputados aprovar no Plenário da Câmara o Acordo Brasil-Santa Sé. O Acordo foi aprovado nessa quarta-feira pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Poderá agora ser apreciado por outras Comissões da Câmara ou seguir direto para a votação em Plenário. O arcebispo explica primeiramente –em artigo enviado a Zenit hoje– que “o entendimento da laicidade não pode, absolutamente, tornar-se um aríete iconoclasta destruidor da força própria que a experiência da fé possui em si – com propriedade específica para configurar sociedades mais equilibradas norteando-as com princípios de validade universal e fecundidade própria”. A discussão do Acordo Brasil-Santa Sé –prossegue Dom Walmor– “tem ensejado abordagens que estão iluminando compreensões que precisam considerar elementos outros com importância própria”. “Há quem aponte, por limitação no uso de conceitos e princípios, que um Acordo internacional desta ordem seja um simples privilégio para a Igreja Católica em detrimento de outras opções confessionais.” “Este tipo de consideração nivela o que precisa ser considerado na diferença para não se perder a riqueza própria de cada contribuição, ou conjunto de contribuições próprias, que vem do exercício singular de cada confissão religiosa”, afirma. A proposta do Acordo Brasil-Santa Sé “põe em evidência a herança ética, espiritual e religiosa de uma história – como frisa o Papa Bento XVI, herança nascida da fé”. “E que não pode ser considerada como menos importante do que o numerário em divisas como posse de uma sociedade ou mesmo em relação aos seus superávits primários ou secundários.” O arcebispo de Belo Horizonte considera que “desconhecer ou desconsiderar esta herança da fé como alavanca é cometer um grande crime contra a própria cultura”. “A fé cristã, com seu arcabouço de valores, oferecida e vivenciada pela missão da Igreja Católica no Brasil, numa história de mais de quinhentos anos, remodelando e alargando perspectivas antropológicas, abrindo caminhos novos de comprometimentos com os pobres, produzindo cultura, em valores, monumentos, arte e educação – esta fé cristã católica não pode, repentinamente, ser desconsiderada ou vista como possivelmente nociva ao conceito de laicidade do Estado.” “A maneira de viver e pensar da sociedade brasileira tem nesta alavanca da fé cristã católica uma herança de alta qualidade e indispensável significação, em se considerando também o cenário mundial”, afirma Dom Walmor. Na verdade –assinala o arcebispo– “trata-se, não de uma tinta, mas de questão de raiz na história e na vida de um povo”. “Assim, o Acordo Brasil-Santa Sé caracteriza-se pela vontade de respeitar a laicidade do Estado. Uma laicidade positiva, entendida não como aquela que preconceituosamente considera a religião como perigo ou nega o seu direito próprio e histórico.” Dom Walmor destaca que “espera-se a aprovação deste Acordo, no plenário da Câmara dos Deputados, como gesto de lucidez, garantia de diferenças, direitos, reconhecimento da fé na busca dos equilíbrios que só ela oferece –  não como privilégio, mas como trunfo e alavanca”. #religião #PapaBentoXVI #equilíbrio #Internacional #proposta #Brasil #SantaSé #Walmor #votação #importância #Tratado #indispensável #BentoXVI #Igreja #deputado #Câmara #IgrejaCatólica

  • São João Clímaco

    Por Papa Bento XVI Tradução: L’Osservatore Romano Fonte: Vaticano Queridos irmãos e irmãs Depois de vinte catequeses dedicadas ao Apóstolo Paulo, gostaria de retomar hoje a apresentação dos grandes Escritores da Igreja do Oriente e do Ocidente da Idade Média. E proponho a figura de João, chamado Clímaco, transliteração latina do termo grego klímakos, que significa da escada (klímax). Trata-se do título da sua obra principal, na qual descreve a escalada da vida humana para Deus. Ele nasceu por volta de 575. Portanto, a sua vida desenvolveu-se nos anos em que Bizâncio, capital do império romano do Oriente, conheceu a maior crise da sua história. Repentinamente, o quadro geográfico do império mudou e a torrente das invasões barbáricas fez desabar todas as suas estruturas. Sustentou sozinho a estrutura da Igreja, que nestes tempos difíceis continuou a desempenhar a sua acção missionária, humana e sociocultural, especialmente através da rede de mosteiros, em que trabalhavam grandes personalidades religiosas, como precisamente João Clímaco. No meio das montanhas do Sinai, onde Moisés encontrou Deus e Elias ouviu a sua voz, João viveu e narrou as suas experiências espirituais. Notícias sobre ele estão conservadas numa breve Vida (PG 88, 596-608), escrita pelo monge Daniel de Raito: com 16 anos João, que se tornou monge no monte Sinai, ali fez-se discípulo do abade Martírio, um “ancião”, ou seja um “sábio”. Com cerca de vinte anos, escolheu viver como eremita numa gruta no sopé do monte, na localidade de Tola, a oito quilómetros do actual mosteiro de Santa Catarina. Porém, a solidão não lhe impediu de encontrar pessoas desejosas de ter uma direcção espiritual, assim como de ir visitar alguns mosteiros nos arredores de Alexandria. Com efeito, o seu retiro eremítico, longe de ser uma fuga do mundo e da realidade humana, desabrochou num amor ardente pelo próximo (Vida 5) e a Deus (Vida 7). Depois de quarenta anos de vida eremítica vivida no amor a Deus e ao próximo, anos durante os quais chorou, rezou, lutou contra os demónios, foi nomeado igúmeno do grande mosteiro do monte Sinai e assim voltou à vida cenobítica no mosteiro. Mas alguns anos antes da morte, nostálgico da vida eremítica, passou ao irmão monge no mesmo mosteiro, a guia da comunidade. Morreu por volta do ano 650. A vida de João desenvolve-se entre duas montanhas, o Sinai e o Tabor, e verdadeiramente pode-se dizer que dele se irradiou a luz vista por Moisés no Sinai e contemplada pelos três Apóstolos no Tabor! Tornou-se famoso, como já disse, por obra da Escada (klímax), qualificada no Ocidente como Escada do Paraíso (PG 88, 632-1164). Composta por insistente pedido do vizinho igúmeno do mosteiro de Raito, nos arredores do Sinai, a Escada é um tratado completo de vida espiritual, em que João descreve o caminho do monge, desde a renúncia ao mundo até à perfeição do amor. É um caminho que segundo este livro se desenvolve através de trinta degraus, cada um dos quais está ligado ao seguinte. O caminho pode ser resumido em três fases sucessivas: a primeira expressa-se na ruptura com o mundo, em vista de voltar ao estado da infância evangélica. Portanto, o essencial não é a ruptura, mas a ligação com aquilo que Jesus disse, ou seja, o regressar à verdadeira infância em sentido espiritual, o tornar-se como as crianças. João comenta: “Um bom fundamento é formado por três bases e por três colunas: inocência, jejum e castidade. Todos os recém-nascidos em Cristo (cf. 1 Cor 3, 1) comecem a partir destas coisas, a exemplo daqueles que são recém-nascidos fisicamente” (1, 20; 636). O desapego voluntário das pessoas e dos lugares queridos permite à alma entrar em comunhão mais profunda com Deus. Esta renúncia leva à obediência, que é o caminho para a humildade diante das humilhações que nunca faltarão por parte dos irmãos. João comenta: Bem-aventurado aquele que mortificou a sua vontade até ao fim e que confiou o cuidado da própria pessoa ao seu mestre no Senhor: efectivamente, ele será colocado à direita do Crucificado!” (4, 37; 704). A segunda fase do caminho é constituída pelo combate espiritual contra as paixões. Cada degrau da escada está ligado a uma paixão principal, que é definida e diagnosticada, com a indicação da terapia e com a proposta da virtude correspondente. Sem dúvida, o conjunto destes degraus constitui o mais importante tratado de estratégia espiritual que possuímos. Porém, a luta contra as paixões reveste-se de positividade não permanece algo negativo graças à imagem do “fogo” do Espírito Santo: “Todos aqueles que empreendem este bom combate (cf. 1 Tm 6, 12), duro e árduo […] saibam que vieram lançar-se num fogo, se verdadeiramente desejam que o fogo imaterial habite neles” (1, 18; 636). O fogo do Espírito Santo, que é fogo do amor e da verdade. Só a força do Espírito Santo assegura a vitória. Mas segundo João Clímaco, é importante tomar consciência de que as paixões não são más em si próprias; tornam-se tais pelo mau uso que a liberdade do homem faz das mesmas. Se forem purificadas, as paixões hão-de abrir para o homem o caminho rumo a Deus com energias unificadas pela ascese e pela graça e, “se elas receberam do Criador uma ordem e um início… o limite da virtude é infinito” (26/2, 37; 1068). A última fase do caminho é a perfeição cristã, que se desenvolve nos últimos sete degraus da Escada. Estes são os degraus mais altos da vida espiritual, experimentáveis pelos “hesicastas”, os solitários, aqueles que alcançaram a tranquilidade e a paz interior; mas são fases acessíveis também aos cenobitas mais fervorosos. Dos primeiros três simplicidade, humildade e discernimento João, em sintonia com os Padres do deserto, considera mais importante o último, ou seja, a capacidade de discernir. Cada comportamento deve ser submetido ao discernimento; com efeito, tudo depende das motivações profundas, que se devem avaliar. Aqui entra-se no núcleo vivo da pessoa e trata-se de despertar no eremita, no cristão, a sensibilidade espiritual e o “sentido do coração”, dons de Deus: “Como guia e regra em cada coisa, depois de Deus, temos que seguir a nossa consciência” (26/1, 5; 1013). Deste modo alcança-se a tranquilidade da alma, a esichía, graças à qual a alma pode debruçar-se sobre o abismo dos mistérios divinos. O estado de tranquilidade, de paz interior, prepara o hesicasta para a oração, que em João é dúplice: a “oração corpórea” e a “oração do coração”. A primeira é própria de quem se deve fazer ajudar por atitudes do corpo: estender as mãos, emitir gemidos, bater ao peito, etc. (15, 26; 900); a segunda é espontânea, porque é efeito do despertar da sensibilidade espiritual, dom de Deus a quem se dedica à oração corpórea. Em João ela adquire o nome de “oração de Jesus” (Iesoû euché), e é constituída pela invocação exclusiva do nome de Jesus, uma invocação contínua como a respiração: “A memória de Jesus seja uma só com a tua respiração, e então conhecerás a utilidade da esichía“, da paz interior (27/2, 26; 1112). No final, a oração torna-se muito directa, simplesmente a palavra “Jesus”, que se faz uma só com a nossa respiração. O último degrau da escada (30), imbuído da “sóbria ebriedade do Espírito”, é dedicado à suprema “trindade das virtudes”: a fé, a esperança e sobretudo a caridade. Da caridade, João fala também como eros (amor humano), figura da união matrimonial da alma com Deus. E ele escolhe ainda a imagem do fogo para expressar o ardor, a luz, a purificação do amor a Deus. A força do amor humano pode ser novamente orientada para Deus, como no olival pode ser enxertado uma boa oliveira (cf. Rm 11, 24) (15, 66; 893). João está convencido de que uma intensa experiência deste eros faz progredir a alma muito mais que a dura luta contra as paixões, porque o seu poder é grande. Portanto, prevalece a positividade do nosso caminho. Todavia, a caridade é vista também em estreita relação com a esperança: “A força da caridade é a esperança: graças a ela esperamos a recompensa da caridade… A esperança é a porta da caridade… A ausência da esperança aniquila a caridade: a ela estão vinculados os nossos cansaços, por ela são sustentados os nossos esforços e graças a ela somos circundados pela misericórdia de Deus” (30, 16; 1157). A conclusão da Escada contém a síntese da obra, com palavras que o autor faz o próprio Deus proferir: “Esta escada te ensine a disposição espiritual das virtudes. Eu estou no ápice desta escada, como disse aquele meu grande iniciado (São Paulo): Agora subsistem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior delas é a caridade (1 Cor 13, 13)!” (30, 18; 1160). Nesta altura impõe-se uma última pergunta: a Escada, obra escrita por um monge eremita que viveu há mil e quatrocentos anos, ainda pode dizer-nos algo hoje? O itinerário existencial de um homem que viveu sempre na montanha do Sinai, numa época muito distante, pode ter alguma actualidade para nós? Num primeiro momento pareceria que a resposta deve ser “não”, porque João Clímaco está demasiado distante de nós. Mas se observarmos um pouco mais de perto, vemos que aquela vida monástica é apenas um grande símbolo da vida baptismal, da vida do cristão. Mostra, por assim dizer, com caracteres grandes, o que nós escrevemos no dia-a-dia com caracteres pequenos. Trata-se de um símbolo profético que revela o que é a vida do baptizado, em comunhão com Cristo, com a sua morte e ressurreição. É para mim particularmente importante o facto de que o ápice da “escada”, os últimos degraus são, ao mesmo tempo, as virtudes fundamentais, iniciais, mais simples: a fé, a esperança e a caridade. Não são virtudes acessíveis apenas a heróis morais, mas são um dom de Deus para todos os baptizados: nelas cresce também a nossa vida. O início é também o fim, o ponto de partida é inclusive o ponto de chegada: todo o caminho se orienta para uma realização de fé, esperança e caridade cada vez mais radical. Nestas virtudes toda a escalada está presente. A fé é fundamental, porque tal virtude implica que eu renuncie à minha arrogância, ao meu pensamento; à pretensão de julgar sozinho, sem confiar nos outros. É necessário este caminho para a humildade, para a infância espiritual: é preciso superar a atitude de arrogância que faz dizer: neste meu tempo do século XXI eu sei mais do que pudessem saber aqueles de então. Contudo, é necessário confiar unicamente na Sagrada Escritura, na Palavra do Senhor, apresentar-se com humildade ao horizonte da fé, para entrar assim na enorme vastidão do mundo universal, do mundo de Deus. É desde modo que cresce a nossa alma, que aumenta a sensibilidade do coração a Deus. João Clímaco justamente diz que só a esperança nos torna capazes de viver a caridade. A esperança em que transcendemos as coisas de cada dia não esperamos o sucesso nos nossos dias terrenos, mas no final aguardamos a revelação do próprio Deus. É só nesta extensão da nossa alma, nesta autotranscendência, que a nossa vida se torna grande e podemos suportar os cansaços e as decepções de todos os dias, podemos ser bons para com os outros sem esperar uma recompensa. Só se existir Deus, esta grande esperança para a qual tendo, posso cada dia dar os pequenos passos da minha vida e assim aprender a caridade. Na caridade esconde-se o mistério da oração, do conhecimento pessoal de Jesus: uma oração simples, que só tende a tocar o Coração do Mestre divino. É assim que se abre o próprio coração, que se aprende dele a sua própria bondade, o seu amor. Por conseguinte, utilizemos esta “escalada” da fé, da esperança e da caridade; assim alcançaremos a verdadeira vida. #evangélica #Sagrada #Cristo #Sinai #PapaBentoXVI #Apóstolos #Graças #Alexandria #Irmão #Crucificado #Moisés #BentoXVI #Trindade #Igreja #MonteSinai #Alma #Amor #Davi #EspíritoSanto #Jesus #Espirituais #mosteiro

  • Família humana deve ser reflexo da família trinitária

    Dom Orani João Tempesta fala sobre a Semana da Família no Brasil RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 13 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- No contexto da Semana da Família no Brasil, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, fez um convite a que as famílias humanas busquem ser como a família trinitária. “Sendo a família humana uma instituição de origem divina, com semelhança da família trinitária, ela somente readquirirá a dignidade perdida quando voltar a ser o reflexo da família trinitária, na qual Deus não só é Pai, mas paternidade, Jesus Cristo não é apenas filho, mas filiação e o Espírito Santo, não é somente união, mas unidade”, afirma o arcebispo, em seu artigo semanal. Segundo Dom Orani, a família, hoje, “para cumprir sua missão de promotora do bem-estar do ser humano, terá que cada vez mais ser poço de paternidade, berço da filiação e comunidade de amor”. “É bom relembrar o compromisso solene do casamento cristão, que sempre é proclamado pelos noivos perante a comunidade eclesial: ‘Recebo-te por minha (por meu) esposa (esposo) e te prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida’.” Vê-se, pois –prossegue o arcebispo–, “que o vínculo matrimonial que nasce do amor recíproco se exprime por esse juramento conjugal, que começa e se realiza diante da infinita majestade de Deus por aquele mesmo amor com que o Pai nos amou no seu Filho, Jesus Cristo, e nos santifica pelo Espírito desse Amor, que é o Espírito Santo”. Dom Orani destaca que, ao celebrar a Semana Nacional da Família, a Igreja no Brasil “quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”. “Por isso, é fundamental um olhar atento, dirigido com carinho, afeto e atenção à família, patrimônio da humanidade e tesouro dos povos”, escreve. Segundo o arcebispo, “valorizando a família autêntica, de marido e mulher, com uma família bem estruturada, a Igreja no Brasil conclama a todos para que prossigam no objetivo pastoral de Evangelizar pela Família e para a Vida”. “Quero convidá-los para que junto de sua esposa e filhos sejam cada vez mais comprometidos com a valorização de sua família, e para não medirmos esforços em protegê-la e defendê-la das grandes pressões externas.” “Que a família brasileira seja respeitada como espaço privilegiado para a existência e a convivência humana”, deseja o arcebispo do Rio de Janeiro. #mulher #Cristo #evangelizar #Deus #filiação #Senhor #patrimônio #juramento #sociedade #comunidade #casamento #Trindade #autêntica #Igreja #compromisso #Amor #alegria #Paternidade #conjugal #Jesus #Humana #Humanidade

  • Missa é capaz de transformar os cristãos, diz arcebispo

    Cardeal Geraldo Agnelo faz comentário ao evangelho dominical SALVADOR, terça-feira, 11 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Se tomamos consciência de como a Eucaristia faz a Igreja, como diz o Concílio Vaticano II, “vemos como a missa é capaz de transformar e em profundidade nós cristãos que dela participamos”, afirma o arcebispo de Salvador (Brasil). O cardeal Geraldo Agnelo –em artigo enviado a Zenit ontem–, no contexto do evangelho de domingo, destaca que a Eucaristia “é tema fundamental para todo cristão, para toda comunidade de fé, para toda paróquia e para toda Igreja”. “Vamos à igreja para libertar-nos ao menos um pouco das preocupações materiais, porque sentimos necessidade de encontrar-nos com Deus, termos o autor de nossa fé em nossas mãos e conceder-nos um momento de silêncio e de reflexão profunda”, diz. “Não julgamos os outros por serem faltosos à verdade, à justiça, à solidariedade. Examinamos a nós mesmos e pedimos a Deus perdão de nossos pecados. Colocamo-nos a seguir na escuta da Palavra do Senhor. Através do evangelho, Jesus nos fala ainda, como falava às multidões lá na Palestina.” Segundo o arcebispo, as palavra de Jesus “nos ajudam a compreender melhor nossa situação de criaturas, filhos de Deus, por ele amados em Cristo, e chamados a um destino eterno”. “Somos convidados a uma coerência de vida, a um testemunho no mundo. Temos o que rever em nossos programas, purificar-nos, formular novos projetos, mais generosos, mais cristãos.” Vem depois –prossegue o arcebispo– “o momento da comunhão, do encontro no mistério com Cristo, do encontro pessoal com Ele, pão descido do céu, dom do Pai aos homens”. “Saímos dos bancos, colocamo-nos em fila, e encaminhamo-nos para o altar como um povo em caminho. Não cada um por si, mas juntos, unidos pela fé e pela comunhão de propósitos.” “No silêncio falamos com o Senhor. Agradecemos-lhe pelos seus dons, pedimos-lhe aquilo de que temos mais necessidade, oferecemos-lhe em troca nossa boa vontade, e o empenho por uma vida melhor”, assinala. Com a despedida da celebração –escreve o cardeal Agnelo–, “voltamos a nossas casas, a nossas ocupações, a nossos amigos, e levamos para a vida de cada dia o que amadurecemos no encontro eucarístico”. “Somos chamados a participar de uma revolução silenciosa para que o mundo creia no Cristo Jesus e faça como ele fez: Passou pelo mundo fazendo o bem”, afirma. #celebração #cristão #Cristo #Evangelho #SantaMissa #Deus #paróquia #comunhão #Senhor #eucarístico #solidariedade #Eucaristia #reflexão #profundidade #Igreja #Jesus #Concílio #Missa #Palavra

  • Papa pede que sacerdotes levem Maria no coração

    E destaca o amor especial que a Mãe de Jesus lhes dedica CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 12 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI pediu hoje que os sacerdotes tenham Maria na dinâmica de sua existência e no horizonte de seu apostolado, valorizando o especial vínculo de maternidade entre a Mãe de Jesus e os presbíteros. Esta manhã, durante a audiência geral com os peregrinos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, o Papa falou sobre Maria e o sacerdócio, “uma relação profundamente enraizada no mistério da Encarnação”. De acordo com o pontífice, o ‘sim’ de Maria “é a porta através da qual Deus é capaz de entrar no mundo, fazer-se homem. Então Maria é verdadeira e profundamente envolvida no mistério da Encarnação, de nossa salvação”. Ao voltar o olhar para a Cruz, o Papa destacou que naquele momento Jesus entregou na reciprocidade Maria e o discípulo amado. “O Evangelho nos diz que, a partir desse momento, São João, o filho amado, levou a mãe Maria ‘para a sua casa’. Assim é na tradução italiana, mas o texto grego é muito mais profundo, muito mais rico”, disse o Papa. “Podemos traduzir: levar Maria no íntimo de sua vida, de seu ser, eis tà ìdia, na profundidade do seu ser. Levar consigo Maria significa introduzi-la na dinâmica completa da própria existência –não é algo exterior– e em tudo o que constitui o horizonte de seu apostolado.” De acordo com o Papa, assim se compreende “como a peculiar relação de maternidade existente entre Maria e os sacerdotes constitui a fonte primária, a razão fundamental da predileção que ela tem por cada um deles”. “Maria os prefere, de fato, por duas razões: porque eles são mais parecidos com Jesus, amor supremo de seu coração, e também porque, como Ele, estão envolvidos na missão de proclamar, testemunhar e dar Cristo ao mundo.” “Pela própria identificação e conformação sacramental a Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, cada sacerdote pode e deve sentir-se realmente filho amado desta suprema e humilde Mãe”, disse Bento XVI. #Cristo #Evangelho #Deus #Maria #Maternidade #Senhor #encarnação #NossaSenhora #Sacerdotes #amado #sacerdote #Igreja #Amor #Jesus #SantaMaria #testemunhar

  • Testemunho de menina católica ante o câncer gera conversões ao catolicismo nos EUA

    ACI).- A breve vida de uma menina devota católica em Seattle, Washington, permitiu o retorno à Igreja de muitos católicos e a conversão pelo menos dez americanos. O testemunho de fé que deu ao lutar contra um doloroso câncer deu numerosos frutos e inclusive permitiu a fundação de uma organização dedicada a apoiar a famílias com membros doentes. Glorifica Strauss nasceu em 1996, tinha seis irmãos e levou uma vida completamente normal até cumprir os 7 anos de idade. Era amável, alegre, carinhosa e muito piedosa. Gostava de muito da oração do Terço. Em uma entrevista à CatholicNewsAgency.com, seu pai Doug Strauss, recordou que no ano 2003 Glória recebeu um acidental golpe de bola no rosto e quando a lesão desapareceu ficou um vulto suspeito. Os médicos lhe diagnosticaram um câncer avançado conhecido como neuroblastoma e lhe deram entre três meses e três anos de vida. Glória foi submetida a uma cirurgia e recebeu tratamentos de quimioterapia. Um colunista do Seattle Times se interessou pela história da família e seu primeiro artigo atraiu a muitos leitores. O caso chegou aos meios de todo o país, unindo milhares de pessoas em uma grande cadeia de oração. Quando a saúde de Glória piorou no ano 2007, a família começou a receber a dezenas de pessoas em sua casa para rezar o Terço e entoar canções religiosas com a menina. Quando aumentou a afluência de pessoas, cinco membros da comunidade abriram seus lares para continuar com as orações. Glória foi submetida a novas sessões de quimioterapia e inclusive tentaram um transplante de células mãe extraídas de sua própria medula. Ante a dor de sua filha alguns questionaram o seu pai sobre a “qualidade de vida” que levava a menor. Doug Strauss estava confundido e decidiu perguntar a Glória se ela tinha “qualidade de vida”. A menina lhe respondeu: “Sim papai!” e emocionada acrescentou que muitas pessoas estavam começando a rezar por causa da sua enfermidade. “Ela ensinou a todos a maneira de levar uma cruz. Deu-nos como presente seu próprio compromisso em uma relação constante com Deus através da oração. Ela sempre disse, ‘sim’”, recorda Doug. O testemunho de Glória atraiu a pessoas de todas as religiões. “Todo mundo sabia que somos católicos –não tivemos que professar nossa fé– e queríamos orações de todos”, assinalou. O câncer seguiu avançando e a pequena Glória faleceu em 21 de setembro de 2007. Tinha onze anos. Mais de três mil pessoas assistiram a seu funeral, a família começou a receber histórias de como o testemunho de sua filha tinha mudado vidas e tem conhecimento de pelo menos dez pessoas que se converteram ao catolicismo por conhecer a história de Glória. Uma família de luteranos que compartilhou um acampamento com a família Strauss decidiu converter-se ao catolicismo antes da morte da menina. Glória soube desta conversão e manifestou sua alegria. Com a ajuda de um empresário local, a família Strauss iniciou uma organização em memória de sua filha. Chama-se Glória’s angels e se dedica a assistir a famílias que têm algum membro com uma enfermidade grave. #EUA #Mundo #médico #Deus #católicos #piedosa #oração #menina #comunidade #Igreja #alegria #Câncer #morte #Famílias #Pai

  • Santidade é a resposta para um mundo em crise, diz Papa

    Bento XVI sublinha testemunho dos santos ao rezar o Angelus com os peregrinos CASTEL GANDOLFO, domingo, 9 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI afirmou hoje que a santidade é a resposta “crível e abrangente” para os questionamentos de um mundo em profunda crise. Ao rezar o Angelus com os peregrinos no pátio da residência veraneia de Castel Gandolfo, o Papa deu destaque mais uma vez ao testemunho dos santos. No domingo passado, havia recordado de forma especial São João Maria Vianney. Hoje, deu destaque às figuras de Clara de Assis, Edith Stein, São Maximiliano Kolbe, São Ponciano, Santo Hipólito e São Lourenço. “Que maravilhosos modelos de santidade a Igreja propõe para nós! Esses santos são testemunhas do amor que se expressa ‘até o fim’ e, não levando em conta o mal recebido, combatem-no com o bem”, afirmou o pontífice. “Deles possamos aprender, especialmente nós sacerdotes, o heroísmo evangélico que nos inspira, sem temer, a dar a vida pela salvação das almas. O amor vence morte.” Ao recordar que dois destes santos foram executados em campos de concentração nazistas –Edith Stein e Maximiliano Kolbe–, Bento XVI explicou que o fenômeno dos campos de extermínio são “símbolos extremos do mal”. São imagens “do inferno que se abre sobre a terra quando o homem esquece Deus e o substitui, usurpando-lhe o direito de decidir que coisa é boa e que coisa é má, de dar a vida e a morte”. O Papa reconheceu que, “infelizmente, este fenômeno não se limita aos campos de concentração. Estes são o ápice de uma realidade ampla e difusa”. Nesse contexto, os santos representam as profundas diferenças que existem entre o humanismo ateu e o humanismo cristão. “Por um lado, existem filosofias e ideologias, mas também mais e mais maneiras de pensar e de agir que exaltam a liberdade como o único princípio do homem, como alternativa para Deus e, assim, transformam o homem em um deus, que faz da arbitrariedade o próprio sistema de pensamento.” Por outro lado –prosseguiu o Papa–, “vemos os santos, que, praticando o Evangelho do amor, dão razão da sua esperança; eles mostram o verdadeiro rosto de Deus, que é Amor e, ao mesmo tempo, o verdadeiro rosto do homem, criado à imagem e semelhança de Deus”. Bento XVI rogou à Virgem Maria que “nos ajude a ser santos –em primeiro lugar nós, sacerdotes– e sermos santos como aqueles heróicos testemunhos da fé e da entrega de si até o martírio”. “É este o único modo de oferecer aos questionamentos humanos e espirituais, nesta profunda crise do mundo contemporâneo, uma resposta crível e abrangente: a da caridade na verdade”, disse. #CastelGandolfo #salvação #santidade #VirgemMaria #PapaBentoXVI #Angelus #Evangélico #Peregrinos #Vianney #Santos #SantoHipólito #Amor

  • Finalmente lançado em livro o 1º Volume da Série Citações Patrísticas

    Atendendo aos inúmeros pedidos dos leitores dos ebooks da Série Citações Patrísticas, o primeiro volume da Série, dedicado à “Palavra de Deus e a Profissão de Fé” está agora disponível no formato de livro tradicional, publicado pela Editora Clube de Autores. O volume 1 apresenta “A Palavra de Deus e a Profissão de Fé”, enfocando a Profissão de Fé dos primeiros cristãos, com ênfase na Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Sagrado Magistério. Trata-se de um riquíssimo material para estudo dos fiéis e especialmente para os estudiosos da Teologia, e aborda uma grande quantidade de temas do Cristianismo. Adquira o seu exemplar diretamente no site da Editora Clube de Autores, clicando AQUI. Para maiores detalhes sobre o conteúdo da obra, clique AQUI. Características do Livro: Número de páginas: 94 Peso: 134 gramas Edição: 3ª (2009) Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca. Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados Formato: Médio (140x210mm), brochura sem orelhas. #livro #Sagrada #bibliasagrada #CitaçõesPatrísticas #Escritura #Deus #Cristianismo #Magistério #bíbliavivaonline #CarlosMartinsNabeto #Edição #CarlosNabeto #teologia #NovoTestamento #VeritatisSplendor #Tradição #IgrejaCatólica #Nabeto #supremo

  • Da “ditadura do racionalismo” à “ditadura do relativismo”

    Bento XVI destaca força profética do testemunho de São João Maria Vianney ROMA, quarta-feira, 5 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Ao apresentar hoje aos peregrinos a figura de São João Maria Vianney, Bento XVI destacou que o santo é mais que um simples exemplo da espiritualidade devocional do século XIX. Seu testemunho reveste-se de força profética, “que marca sua personalidade humana e sacerdotal de uma altíssima atualidade”. O Papa explicou na audiência geral em Castel Gandolfo que, na França pós-revolucionária, período da atividade apostólica do Cura d’Ars, vivia-se “uma espécie de ‘ditadura do racionalismo’, empenhada em apagar a presença dos padres e da Igreja na sociedade”. A “singular e fecunda criatividade pastoral” do Cura d’Ars estava pronta para demonstrar que o racionalismo, então imperante, estava na realidade “distante de satisfazer as necessidades autênticas do homem”. Bento XVI assinalou que, após 150 anos da morte do santo francês, “os desafios da sociedade moderna não são menos exigentes, talvez até se tornaram mais complexos”. “Se naquele tempo havia a ‘ditadura do racionalismo’, hoje se registra em muitos ambientes uma espécie de ‘ditadura do relativismo’”, disse. Segundo o Papa, ambas “lançam respostas inadequadas à justa procura do homem por usar de modo pleno a razão como elemento distintivo e constitutivo da própria identidade”. “O racionalismo foi inadequado porque não levou em conta os limites humanos e aspirou a elevar apenas à razão a mistura de todas as coisas, transformando-as em uma ideia.” Já o relativismo contemporâneo “mortifica a razão, porque de fato chega a afirmar que o ser humano não pode conhecer nada com certeza além do campo científico positivo”. “Hoje, como então, o homem, mendicante de significado e completude, sai em contínua busca das respostas exaustivas às questões de fundo que não cessam de se colocar”, disse o pontífice. Diante desta “sede de verdade que arde no coração humano”, Bento XVI indicou que os sacerdotes busquem formar “genuínas comunidades cristãs”, capazes de abrir “a todos o caminho para Cristo”. “O ensinamento que a este propósito continua a transmitir o Santo Cura d’Ars é que, na base de tal empenho pastoral, o sacerdote deve cultivar uma íntima união pessoal com Cristo, fazendo-a crescer dia após dia”, disse. #coração #CastelGandolfo #relativismo #Cristo #Padres #Espiritualidade #Espiritual #sacerdotal #Sacerdotes #racionalismo #científico #BentoXVI #Peregrino #Igreja #ditaduradorelativismo

  • Testemunhas de Jeová e rejeição do sangue: ponto de vista bíblico

    Por Vicente Jara Vera MADRI, domingo, 2 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Uma mulher de 61 anos, testemunha de Jeová, faleceu no sábado passado em Sevilha (Espanha), após ter sofrido um acidente de carro, porque em um documento de vontades antecipadas, rejeitava receber qualquer tipo de transfusão sanguínea devido às suas convicções religiosas. Está baseada na Bíblia a proibição de comer ou receber sangue, inclusive por transfusão, ou de qualquer outra forma? A esta questão responde nesta análise Vicente Jara Vera, membro da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES), diretor do programa “Conheça as seitas”, emitido quinzenalmente pela Rádio Maria na Espanha. * * * O problema São numerosas as notícias sobre negativas de membros da seita das Testemunhas de Jeová para realizar transfusões de sangue, e de complicações, às vezes com o falecimento do paciente, ao não poder atendê-los devidamente em um hospital diante de uma cirurgia ou um transplante de órgão. Muitos destes acontecimentos podem ser conhecidos na documentação da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES), especialmente no boletim eletrônico Info-RIES. Sobre a seita das Testemunhas de Jeová Recordemos que as Testemunhas de Jeová não são cristãs. São uma seita, já que se fazem passar pelo que não são, por cristãos. E não podem ser uma igreja cristã porque não acreditam no dogma da Trindade e na divindade de Jesus como Filho de Deus encarnado, a quem consideram como criatura excelsa, primeira no plano de Deus, que para eles é similar ao arcanjo Miguel. As Testemunhas de Jeová mudaram várias passagens da Bíblia para adaptá-las às suas próprias ideias, que nenhum estudioso, crente ou não, poderia encontrar nos textos originais. Portanto, são um grupo com expressões e formas religiosas parecidas com as cristãs, mas que tentam fazer-se passar por uma igreja cristã sem sê-lo. Em definitivo, são uma seita, que pretende ter mais e mais adeptos e mais e mais dinheiro deles e, assim, maior influência. Em que as Testemunhas de Jeová baseiam sua negativa de receber sangue? Os textos que eles utilizam para negar-se a receber sangue são os seguintes, principalmente do Antigo Testamento, e um do Novo Testamento – este último analisaremos posteriormente em outra parte; vamos agora aos textos do Antigo Testamento: Gênesis 9, 3-6: “Tudo o que se move e possui vida vos servirá de alimento, tudo isso eu vos dou, como vos dei a verdura das plantas. Mas não comereis a carne com sua alma, isto é, o sangue. Pedirei contas, porém, do sangue de cada um de vós. Pedirei contas a todos os animais e ao homem, aos homens entre si, eu pedirei contas da alma do homem. Quem derrama o sangue do homem, pelo homem terá seu sangue derramado. Pois à imagem de Deus o homem foi feito”. Levítico 3, 17: “É para todos os vossos descendentes uma lei perpétua, em qualquer lugar onde habitardes: não comereis gordura nem sangue”. Levítico 17, 10: “Todo homem da casa de Israel ou estrangeiro residente entre vós, que comer sangue, qualquer que seja a espécie de sangue, voltar-me-ei contra esse que comeu sangue e o exterminarei do meio do seu povo”. Levítico 17, 13-14: “Qualquer pessoa, filho de Israel ou estrangeiro residente entre vós, que caçar um animal ou ave que é permitido comer, deverá derramar o seu sangue e recobri-lo com terra. Pois a vida de toda carne é o sangue, e eu disse aos israelitas: ‘Não comereis o sangue de carne alguma, pois a vida de toda carne é o sangue, e todo aquele que o comer será exterminado’”. Deuteronômio 12, 23: “Sê firme, contudo, para não comeres o sangue, porque o sangue é a vida. Portanto, não comas a vida com a carne”. Todos estes textos são claros e rotundos em sua proibição: não é lícito comer sangue animal porque é comer a vida. Analisaremos a seguir seu sentido e os situaremos em seu contexto, deixando para mais adiante o texto do Novo Testamento, que também utilizam para apoiar suas ideias. O significado do sangue para os povos semíticos Nos povos semitas do Oriente, o sangue era visto como o elemento onde residia a vida, o elemento vital e vitalizante dos seres vivos. Ao matar um animal, na morte de qualquer pessoa ou em um sacrifício, o sangue vertido indicava claramente que a vida ia embora conforme o sangue ia saindo. A perda de sangue era também sintoma de fraqueza, de perda de vitalidade, de vida. Para os antigos, o sangue brotava do coração e a parada cardíaca indicava a morte da pessoa. Recordemos, além disso, como a mitologia da Mesopotâmia conta que o deus Marduk (deidade babilônica), o principal dos deuses, propôs-se a criar os homens para que adorassem as divindades; para isso, amassou argila com o sangue de um deus rebelde – posteriormente considerado um demônio – de nome Kingu. Com este transfundo mesopotâmico, fica claro que nos antigos sacrifícios animais do povo de Israel se oferecia a vida a Deus e isso significava derramar o sangue do animal sacrificado. O sangue era a vida e ela era propriedade de Deus; daí que não se podia tomar o que pertencia a Deus. O pecado, a infração, estava, portanto, em tomar pelo homem o que não lhe correspondia, o que é de Deus. Esta visão do sangue como vida é também a razão pela qual do mais terrível dos demônios mesopotâmicos, Lilitu ou Labartu – que no Poema de Gilgamesh se denomina como Lillake – se dizia que matava as crianças e bebia o sangue delas, isto é, seu pecado era arrancar-lhes a vida, propriedade de Deus, sendo por isso a primeira figura vampírica conhecida da história. E não nos esqueçamos como, “na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isso em memória de mim’. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim’”. (1 Cor 11,24-25). Recordemos que, na Antiga Aliança, o pão e o vinho eram oferecidos como sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de oferenda a Deus. Também o sacerdote Melquisedeque, figura de Cristo, ofereceu pão e vinho (Gn 14, 18). Junto a isso, a saída de Israel do Egito e o contexto do Êxodo dão ao vinho – no qual nos centramos – um caráter festivo no final do banquete judaico e uma dimensão escatológica de espera messiânica. O vinho é “verdadeira bebida” e bebê-lo é “ter a vida em Cristo, que é Deus, e permanecer n’Ele” (cf. Jo 6, 53-56). Na antropologia semita, o princípio vital do sangue se relaciona com o suspiro ou a respiração, é o “ser vivente”, a vida, e se designa como nefesh. A nefesh ainda permanece na carne morta, no cadáver – daí que se possa tomar essa vitalidade quando se toma o sangue do animal ou da pessoa morta. Uma coisa diferente ocorre com seu espírito, o ruaj que, ao morrer o homem, vai para o além ou sheol. Daí que na antropologia semítica exista tanta unidade entre a carne (basar) e o princípio vital ou nefesh, mas é a ausência da ruaj que, ao não estar presente após a morte do ser humano, torna-o não-vivo. Por outro lado, os animais não têm ruaj, mas basar e nefesh. Recordemos que os gregos traduziram nefesh como psykhé e este termo passou ao latim como anima, que é a nossa “alma”, ainda que é mais correto dizer que a alma está na ruaj (que se transformou em “espírito”) e não no psíquico, no nefesh que, como dizemos, ainda permanece no cadáver. O sangue em si mesmo Ainda sendo um assunto muito conhecido em sua existência, somente nos séculos XIX e XX conseguiu-se entender o seu verdadeiro significado fisiológico, sendo o que mais motivou a inventiva e o que maior impacto teve no pensamento popular, mítico e religioso durante todas as épocas e culturas ao longo do mundo. Como qualquer povo, o povo de Israel se desenvolveu sob uma influência e uma cultura centralizadas nas civilizações do Oriente Médio, o que levou a assumir muitas ideias pré-científicas próprias do seu entorno. As leis sobre o sangue se enquadram em uma época determinada, uma cultura, uma mentalidade; e assim ocorreu com os demais povos e civilizações. Plínio o Velho contava que por volta de 100 da nossa era, no circo as pessoas eram lançadas à arena para beber o sangue dos gladiadores ainda moribundos e assim poder adquirir sua força e valentia. Outros grupos étnicos da Ásia e da América Central e do Canadá tinham por costume, há dois milênios, tomar o sangue dos seus inimigos e de animais para fortalecer-se e adquirir as propriedades dos animais. Pesquisadores e cientistas do século XVII que começaram a realizar as primeiras transfusões sanguíneas às vezes davam sangue animal a pessoas com o fim de variar o caráter do receptor, havendo inclusive histórias de uma mulher que, tendo recebido sangue de gato, miava às noites sobre o telhado de sua casa. Deixando de lado aspectos insustentáveis, temos de dizer que até pouco tempo atrás era considerada pela ciência, em seu desconhecimento do sangue, sua função, utilidade e variedade em tipos, que verdadeiramente de alguma forma possuía em si mesmo a propriedade daquele de quem provinha, o que se confirma nos dois casos anteriormente comentados, muitos próximos no tempo da nossa atualidade, o que deve nos levar a não cair na rápida crítica histórica, anacrônica e injusta, portanto, das leis do Antigo Testamento referentes ao uso de sangue animal, por considerar-se como sede da vida, do vital, a alma do animal. Achar que no sangue residia a vida, a psykhé do seu proprietário foi algo suposto até 300 anos atrás por homens de ciência na Europa. A Bíblia não é um livro científico, nem de medicina, nem de astronomia, nem de matemática e nem de biologia Como disse o Concílio Vaticano II em sua constituição dogmática Dei Verbum, em seus números 11 e 12, “os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus, para nossa salvação. (…) Importa, além disso, que o intérprete busque o sentido que o hagiógrafo em determinadas circunstâncias, segundo as condições do seu tempo e da sua cultura, pretendeu exprimir e de fato exprimiu servindo se os gêneros literários então usados. Com efeito, para entender retamente o que autor sagrado quis afirmar, deve atender-se convenientemente, quer aos modos nativos de sentir, dizer ou narrar em uso nos tempos do hagiógrafo, quer àqueles que costumavam empregar-se frequentemente nas relações entre os homens de então”. A Bíblia não deve ser lida como um livro de ciência e seus textos não devem ser lidos fora do contexto cultural de sua época. Como disse Santo Agostinho no século V, “a Bíblia não nos ensina como vai o céu, e sim como se vai ao céu”. O Antigo Testamento à luz do Novo Testamento Ler o Antigo Testamento deve levar a ler o Novo. A Bíblia (Antigo e Novo Testamentos) é o livro do Povo de Deus, o meio pelo qual Deus foi educando e continua educando seus filhos. A salvação se desenvolve no tempo e foi sendo revelada na história. Como diz a Carta aos Hebreus em seu início, “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho” (Hb 1,1-2). O Concílio Vaticano II, na Dei Verbum, dirá que “Foi por isso que Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo. Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no seu sangue, os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento, que por sua vez iluminam e explicam” (DV cap. 4. 16). Além disso, justamente antes, explicou que “a ‘economia’ do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profèticamente e a simbolizar com várias figuras o advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico. Mas os livros do Antigo Testamento, segundo a condição do gênero humano antes do tempo da salvação estabelecida por Cristo, manifestam a todos o conhecimento de Deus e do homem, e o modo com que Deus justo e misericordioso trata os homens. Tais livros, apesar de conterem também coisas imperfeitas e transitórias, revelam, contudo, a verdadeira pedagogia divina” (DV cap. 4. 15). A leitura, portanto, das passagens do Antigo Testamento deve ser feita sempre, especialmente nas passagens que revestem um ponto de vista dogmático ou moral, sob a luz do Novo Testamento, já que a perfeição chegou com Cristo. Fica claro que a leitura da Bíblia deve ser feita a partir de sua totalidade. Algumas passagens pertinentes do Novo Testamento Já o apóstolo São Paulo deixou claro na Carta aos Gálatas que, “antes que chegasse a fé, nós éramos guardados sob a tutela da Lei para a fé que havia de se revelar. Assim a Lei se tornou nosso pedagogo até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Chegada, porém, a fé, não estamos mais sob pedagogo” (Gl 3, 23-25). Um texto similar da Carta aos Hebreus recorda a inutilidade dos sacrifícios animais diante do único e somente válido sacrifício de Cristo na Cruz: “Possuindo apenas a sombra dos bens futuros, e não a expressão própria das realidades, a lei é totalmente incapaz, apesar dos mesmos sacrifícios sempre repetidos, oferecidos sem fim a cada ano, de levar à perfeição aqueles que se aproximam de Deus. (…) Mas, ao contrário é por meio destes sacrifícios que, anualmente se renova a lembrança dos pecados. Além do mais, é impossível que o sangue de touros e de bodes elimine os pecados.” (Hb 10, 1.3-4). Jesus dá perfeito cumprimento às leis de Moisés, à Lei em seu conjunto, à Torá, porque, como nos recorda o evangelista Mateus, “Digo-vos que aqui está algo maior do que o Templo. (…) Pois o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mt 12, 6.8) O texto do Novo Testamento que as Testemunhas de Jeová citam a seu favor Anteriormente, deixamos para mais adiante uma passagem do Novo Testamento que avalizava a teoria das Testemunhas de Jeová. Agora é um momento de considerá-la, levando em consideração o que foi comentado nas seções anteriores. Só existe uma passagem onde expressamente se menciona o uso do sangue no Novo Testamento, e é o relato do Concílio de Jerusalém, no qual, após a discussão dos diversos pontos de vista entre as facções ou comunidades cristãs de Pedro, Paulo e Tiago em referência ao comportamento imposto aos gentios e aos cristãos provenientes do judaísmo – é a abertura da evangelização muito além dos limites judaicos e o reconhecer que práticas do judaísmo podiam permanecer e quais se manteriam frente à irrupção que a mensagem e a pessoa de Jesus Cristo supôs – chega-se à conclusão seguinte, após a fala do representante das comunidades mais próximas do judaísmo, Tiago: “De fato, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhum outro peso além destas coisas necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das uniões ilegítimas” (Atos 15, 28-29). Para compreender este texto, analisemos outro que dará luz ao que ocorreu aqui: Posteriormente, Pedro e Paulo se encontram em Antioquia e Pedro, que seguia as normas das refeições dos gentios, aos chegarem membros das comunidades cristãs de Tiago, deixará de comer com eles e se sentará à mesa dos cristãos provenientes do judaísmo. Diante disto, Paulo jogará na cara de Pedro seu comportamento e lhe dirá que a justificação se dá pela fé e não pelas obras da lei (de Moisés) (Gl 2, 11-21). Certamente, aqui não se menciona o sangue nem de que preceitos alimentares estavam falando, ainda que se pode supor que alguns membros voltavam a comportar-se como antes, sem levar em conta o que foi dito no Concílio de Jerusalém. Na Carta aos Romanos, (Rm 14, 1-23), Paulo oferece uma solução conciliadora para que os costumes alimentares dos gentios não “entristeçam” (Rm 14, 15) os cristãos vindos do judaísmo, pedindo-lhes que não escandalizem os “fracos na fé” (Rm 14, 1): “Acolhei o fraco na fé sem querer discutir suas opiniões. Um acha que pode comer de tudo, ao passo que o fraco só come verdura. (…) Se por causa de um alimento teu irmão fica contristado, já não procedes com amor. (…) Porque o Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo”. E já em uma carta pastoral como a de Timóteo, ainda que em um contexto contra as ideias dos gnósticos, podemos ler que “tudo o que Deus criou é bom, e nada é desprezível (os alimentos que Deus criou), se tomado com ação de graças, porque é santificado pela Palavra de Deus e pela oração” (1 Tm 4, 4-5). As transfusões de sangue Sobre as transfusões sanguíneas, que não existiam na época do Antigo e do Novo Testamentos, não se diz nada na Bíblia. No entanto, como o sangue era considerado como sede da vida e algo ligado à própria pessoa em sua cultura semítica, poderíamos pensar que a transfusão de sangue deveria ser negada por igual princípio: não seria permitido colocar sangue de uma pessoa em outra, não se poderia colocar o nefesh, a psykhé de uma pessoa em outra, é algo óbvio. Pessoalmente, não concordo com considerar que, como a Bíblia não fala de transfusões, estas são permitidas por ela. E mais ainda, acabamos de dizer, que tivessem existido transfusões naquela época, também teriam sido negadas. Mas não é este o critério de leitura e interpretação bíblica, e sim a busca do sentido da proibição mosaica, que reside, como dissemos, na crença científica errônea – hoje sabemos disso – da residência do vital do ser humano ou do animal no sangue. Portanto, esta lei moral e alimentar está baseada em uma concepção científica errônea, que inclusive no século XVII vimos com um exemplo, era considerada pela própria ciência médica hematológica. A leitura correta da Bíblia diante das transfusões é que é uma prática puramente médica diante da qual a Bíblia e a Igreja não têm nada a dizer, ao não ir contra a moral natural nem a lei positiva de Deus, sendo, em todo caso, uma prática adequada e necessária frente à qual a Igreja se pronunciou favoravelmente, uma vez que se estabeleceu cientificamente no século XX quais eram suas classes, com a descoberta dos tipos A, B, O e AB, e começou-se a compreender a ciência das transfusões. Conclusão Usar o sangue (como bebida ou de qualquer outra forma) está ligado absolutamente à alimentação das partes animais, criaturas de Deus e abençoadas por Deus em todas as suas partes, e não ao uso da vitalidade ou da alma (animal), ou à suposta aquisição de propriedades animais. Qualquer crença em sentido contrário se baseia em um conhecimento científico inadequado do tecido sanguíneo, que hoje em dia não podemos manter. Devemos entender que alguns preceitos da antiguidade têm seu sentido somente no contexto de sua época e se baseiam em concepções pré-científicas. Se é este o caso, como mostramos, não podemos manter sua extensão à atualidade como fazendo parte da lei divina. Foram leis que tiveram sua vigência em certos momentos para o povo de Israel, mas que hoje não têm, dado que temos um conhecimento maior da realidade criada. Por outro lado, a transfusão sanguínea é um método da ciência de extraordinária ajuda para a vida do receptor em inúmeras situações médicas orientadas sempre à vida e nunca contra o doador. É por isso que neste ponto citamos as palavras de Cristo em referência ao valor da vida frente a qualquer prescrição da Lei: “Partindo dali, entrou na sinagoga deles. Ora, ali estava um homem com a mão atrofiada. Então perguntaram-lhe, a fim de acusá-lo: ‘É lícito curar aos sábados?’ Jesus respondeu: ‘Quem haverá dentre vós que, tendo uma só ovelha e caindo ela numa cova em dia de sábado, não vai apanhá-la e tirá-la dali? Ora, um homem vale muito mais do que uma ovelha! Logo, é lícito fazer o bem aos sábados’.” (Mt 12, 9-12). É por tudo isso que a negativa da seita das Testemunhas de Jeová de usar o sangue, seja como comida, bebida ou de qualquer outra forma, ou negar-se a receber transfusões de sangue por ser um mandato divino pela vitalidade supostamente residir no sangue, a parte anímica do ser vivo, é um erro. #DivindadedeJesus #salvação #AntigoTestamento #Advento #bibliasagrada #TestemunhasdeJeová #Escritura #apostolo #SãoPaulo #Seita #sangue #JesusCristo #acidente #bíbliavivaonline #seitas #Aliança #adiante #Doutrina #Alimentos #Alimento #adequada #Bíblia #FilhodeDeus #AçãodeGraças #NovoTestamento #Trindade #Igreja #Alma #PalavradeDeus #Amor #Bíblico #alegria #Divindade #alimentação #heresia #Jesus #América #Agostinho

  • Perdão: etapa obrigatória no caminho da reconciliação

    Reflexão do arcebispo Tomasi no Ano Internacional da Reconciliação ROMA, terça-feira, 28 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Qualquer processo de reconciliação que envolva povos em conflito ou se destine ao alcance da estabilidade social não pode deixar de alimentar-se do perdão e, para isso, uma religião, como a católica, pode desempenhar um papel determinante. É o que escreve em síntese o arcebispo Silvano M. Tomasi, observador permanente da Santa Sé na ONU, no artigo titulado “Reconciliação: a experiência da Igreja Católica”, publicado no boletim do Observatório Internacional Cardenal Van Thuan. Em sua reflexão, o prelado parte do texto da Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas (61/17) que proclamou 2009 como Ano Internacional da Reconciliação e que se remete aos princípios de justiça e pacífica convivência, ainda que sem defini-la. “A reconciliação – afirma Dom Tomasi – não pode dar-se no vazio.” De fato, explica, “toda a comunidade internacional deve desempenhar um papel ativo nos processos de salvaguarda da paz, construção da paz, desarmamento, desenvolvimento sustentável, promoção e defesa dos direitos humanos dentro da inalienável dignidade da pessoa humana, democracia, estado de direito, todas estas exigências que abrem caminho para a reconciliação”. Em particular, acrescenta, para enfrentar a reconciliação entre adversários, a verdade e a justiça devem ser vistas como “indispensáveis elementos se a reconciliação deve levar a uma paz duradoura”. “Nos últimos anos – escreve – tornou-se mais clara a consciência de que a reconciliação é um compromisso para a sociedade civil, para as igrejas e para os grupos de voluntários, para os estudiosos e universidades”, porque “uma paz duradoura não pode ser imposta”. “Uma palavra que não está na Resolução das Nações Unidas e que, no entanto, é fundamental para toda concreta iniciativa de reconciliação é perdão, a vontade de voltar a começar, de restabelecer relações ininterruptas e de olhar para o futuro mais do que para o passado.” “Aqui, as raízes religiosas da reconciliação assumem todo o seu significado”, afirma, porque “a própria palavra reconciliação provém da longa tradição da religião, que afirma que o perdão pode e deve reintegrar uma pessoa na comunidade e uma comunidade no mais amplo organismo de todos os crentes, e torna possível o passo da comunidade à comunhão”. “A transformação está implícita na reconciliação e o perdão é uma transformação profunda e interior da pessoa que a torna consciente de que também as outras pessoas podem mudar”, explica. Entre os primeiros passos que a Igreja Católica dá em iniciativas de reconciliação, o prelado indicou o de “fundar a reconciliação no centro da mensagem evangélica (Deus reconcilia o mundo em Cristo) e compartilhar esta boa notícia com o mundo mediante o ensinamento e a liturgia”. Daqui deriva “o empenho cotidiano das comunidades em acolher e servir todo aquele que estiver em situação de necessidade e estruturar este empenho, em momentos específicos de crise, através de formas de reconciliação mais formalizadas” e “a ação ocasional diplomática de mediação e reconciliação entre Estados”. “O laço que une estas várias formas de empenho – acrescenta o prelado – é o fundamento comum sobre o qual estas repousam: a fé em que a família humana é uma só e tem um destino comum, segundo o projeto de Deus.” Um exemplo em tal sentido foi o envolvimento direto da Santa Sé em 1978 – graças sobretudo a João Paulo II – nas diferenças fronteiriças entre a Argentina e o Chile relativas à possessão das ilhas de Picton, Lennox e Nova no Estreito de Beagle, que conduziu a uma solução diplomática e desbaratou em um conflito. Às vezes é, no entanto, a Igreja local quem intervém, como no caso da Conferência Episcopal da Colômbia, que guiou a Comissão Nacional de Conciliação, criada no dia 4 de agosto de 1995, com o fim de alcançar a pacificação no país. “Elemento chave desta política – escreve Dom Tomasi – é a defesa e a promoção dos direitos humanos e a aplicação dos princípios do direito internacional humanitário para os conflitos internacionais.” O caminho rumo à reconciliação se refere também aos países ricos tecnologicamente avançados, “onde milhões de imigrantes impulsionam a Igreja a trabalhar pela integração, pela acolhida recíproca”, e onde se compreende que “a tolerância não é suficiente” e que o caminho a percorrer é o do respeito e do amor. “Hoje, a necessidade de reconciliação como base para a paz é uma prioridade urgente”, sublinha o prelado, e “sem uma verdadeira reconciliação, a guerra voltará a se apresentar com regularidade”. Por isso, recorda por último, “existe a necessidade de refletir ulteriormente sobre tudo isso e elaborar uma doutrina do jus post bellum (Direito após a guerra)”, porque “cerca da metade de todos os países que sai de uma guerra recai na violência antes de 5 anos”. #Democracia #Cristo #acolhida #Episcopal #Internacional #acolher #JoãoPauloII #SantaSé #Doutrina #Social #Igreja #Amor #Silvano #perdão #Arcebispo

  • Muito inteligente para se tornar católico?

    Por This Rock Magazine, Janeiro/1990 Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: Veritatis Splendor Grandes pensadores cristãos do século XX como C.S.Lewis, Francis Schaeffer, E.L.Mascall e Karl Barth não se tornaram católicos. Eram eles muito inteligentes para serem enredados pelo Catolicismo? (Anônimo) A fé é um dom de Deus e não apenas o produto de uma corrente silogística. É difícil explicar com bases puramente racionais o porquê de certo indivíduo aceitar ou não o Catolicismo (ou o Cristianismo em geral, evidentemente). A suma inteligência não protege o homem dos efeitos do preconceito, dos seus próprios sentimentos, do seu fundo cultural ou de prejuízos de ordem étnica. Qualquer uma destas coisas poderia fazer com que alguém deixasse de abrir completamente a sua mente e o seu coração. Por outro lado, todas estas coisas juntas poderiam também não ser suficientes para alguém abandonar a sua fé. Deus opera de modos estranhos, você sabe. É indubitável que os homens que você menciona deram grandes contribuições para a causa de Cristo no século passado, porém isto não significa que não lhes faltasse algo – alguma coisa essencial ou central – em sua compreensão sobre o Cristianismo. Tome C.S.Lewis como exemplo. Um discípulo e grande amigo de Lewis, Christopher Derrick, observou em relação a C.S.Lewis e a Igreja de Roma, que embora Lewis fosse um criativo defensor do Cristianismo em geral, suas razões para não ser católico eram passageiras. Isto fez com que Derrick afirmasse que a não conversão de Lewis ao Catolicismo foi devido parcialmente a dificuldades de natureza intelectual. A personalidade de Lewis e seu fundo protestante proveniente do Ulster (Irlanda do Norte) também estariam envolvidos aqui. No entanto, apesar de não ter abraçado o Catolicismo, Lewis tem sido um dos responsáveis pelo grande número de conversões de protestantes ao Catolicismo, em especial de evangélicos. Sheldon Vanauken compara Lewis com Moisés: conduziu o povo à terra prometida sem que ele próprio entrasse nela. Com efeito, os leitores de Lewis, seguindo suas percepções e princípios teológicos, são capazes de perceber que ele, em razão de alguns problemas de natureza psicológica, foi incapaz de enxergar por si mesmo. O mesmo poderia ser dito dos outros grandes homens que você citou, embora aspectos específicos de seus pensamentos, bem como elementos não-racionais que tenham contribuído para que eles não abraçassem o Catolicismo pudessem ser bem diferentes dos de Lewis. Mas ainda que fosse possível considerar apropriadamente todos os fatores e o peso de cada um deles – o que de fato não é possível fazer – continuaria misterioso o principal elemento: a graça. Realmente não há escalas para medi-la. #coração #conversão #FrancisSchaeffer #Cristo #Deus #Cristianismo #católicos #KarlBarth #Católico #CSLewis #catolicismo #Ulster #Evangélicos #ChristopherDerrick #graça #oração #psicológica #teológico #VeritatisSplendor #Protestante #Igreja #ELMascall #Roma #TomeCSLewis #Nabeto

  • Deus repete com sacerdotes o milagre da multiplicação dos pães, diz Papa

    São assim “instrumentos de salvação para muitos, para todos” LES COMBES, domingo, 26 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI assegurou neste domingo que Deus continua fazendo milagres – como o da multiplicação dos pães e peixes – com os sacerdotes que se colocam em suas mãos. O pontífice meditou sobre a passagem do Evangelho que São João apresenta no capítulo 6, ao rezar ao meio-dia o Ângelus junto a 5 mil peregrinos reunidos na casa de Les Combes, na qual transcorre suas férias. “Ao narrar o ‘sinal’ dos pães, o evangelista sublinha que Cristo, antes de distribuí-los, abençoou-os com uma oração de ação de graças”, recorda o Papa. “O verbo é eucharistein e faz referência diretamente à narração da Última Ceia, em que, de fato, João não refere a instituição da Eucaristia, mas o lavatório dos pés. Aqui, a Eucaristia fica como antecipada no grande sinal do pão da vida”, explicou. “Neste Ano Sacerdotal, recordamos que especialmente nós, os sacerdotes, podemos nos ver neste texto de João, tomando o lugar dos apóstolos, quando dizem: ‘Onde poderemos encontrar pão para toda esta gente?’” “E ao ver o anônimo jovem que tem 5 pães de cevada e 2 peixes, também a nós surge espontaneamente a pergunta: ‘Mas o que é isso para uma multidão tão grande?’. Em outras palavras: quem sou eu? Como posso, com meus limites, ajudar Jesus em sua missão?”, perguntou-se o Papa, convertendo-se em porta-voz de todo sacerdote. “E o Senhor nos dá a resposta: precisamente ao colocar em suas “santas e veneráveis” mãos o pouco que são, os sacerdotes se convertem em instrumentos de salvação para muitos, para todos”, respondeu. Bento XVI convocou, de junho de 2009 a junho de 2010, o Ano Sacerdotal em recordação dos 150 anos do falecimento de São João Maria Vianney, o Cura de Ars. #Cristo #Cura #Evangelho #PapaBentoXVI #Deus #Eucaristia #sacerdotal #Sacerdotes #milagre #Papa #CuradeArs #Evangelista #Vianney #AçãodeGraças #sacerdote #Ars #Jesus #multiplicação

  • Caritas in veritate constata hegemonia da Igreja sobre ideologias, diz Ministro italiano

    Em um artigo publicado no jornal oficioso do Vaticano, o L’Osservatore Romano, titulado “Crescimento econômico e justiça distributiva”, Sacconi assinala que a Caritas in veritate “volta a propor a um mundo desorientado a necessidade de partir novamente da pessoa em sua integridade, em suas exigências e em sua extraordinária potencialidade como em suas projeções relacionais, desde a comunidade familiar até a territorial”. Para o Ministro, que participou do encontro “Além da ideologia da crise. O desenvolvimento, a ética e o mercado na ‘Caritas in veritate'”, organizado pela fundação “Magna Carta”; a encíclica “estabelece antes de mais nada um elo necessário entre o reconhecimento do valor da vida e o grau de vitalidade econômica e social em cada sociedade. Se prevalecer uma visão cética da vida se gera indevidamente uma menor propensão ao desenvolvimento, não só pelas conseqüências da baixa natalidade sobre o consumo e a capacidade produtiva; mas também pela incapacidade induzida pelo relativismo dos valores”. Depois de precisar ademais que este documento de Bento XVI “recorda oportunamente que não tudo o que é cientificamente possível é, de maneira automática, eticamente aceitável”, Sacconi ressalta que, dado que o homem é o centro do desenvolvimento, “um mercado eficiente necessita de solidariedade e confiança mútua –ou coesão social– para funcionar”. Em resumo, acrescenta, o mercado deve promover a “justiça distributiva para reproduzir em uma sorte de círculo virtuoso as razões do crescimento”. Este mercado, diz o Ministro, deve também exaltar a “liberdade responsável pelas pessoas físicas e jurídicas, a pluralidade das formas de empresa e o rol de subsidiariedade dos corpos intermédios”. “A doutrina social da Igreja confirma assim a confiança na economia social de mercado que sabe dar valor às pessoas no trabalho, aprecia –diremos nós laicamente– o capital humano e de tal modo gera competitividade e inclusão social”, explica. Finalmente, o Ministro italiano de Saúde, Trabalho e Políticas Sociais sublinha que a Caritas in veritate constata “uma renovada hegemonia cultural da Igreja sobre as ideologias exaustas que não souberam prever nem acautelar esta grande crise, e que tampouco parecem ser capazes agora de mostrar o caminho para sair dela”. #relativismo #Cáritas #subsidiariedade #liberdade #solidariedade #Referência #encíclica #natalidade #ideologias #Sociais #Igreja #IgrejaCatólica

  • Importância da devoção mariana para as vocações

    Explica o cardeal Lajolo durante sua visita à Ucrânia KIEV, quarta-feira, 22 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O encontro contínuo com Maria “nos ajuda a descobrir nosso destino pessoal e o sentido da história à luz de Cristo”, afirmou o presidente da Comissão Pontifícia para a Cidade do Vaticano, cardeal Giovanni Lajolo. O cardeal destacou a importância da devoção mariana, especialmente para as vocações, após a procissão mariana celebrada em Zarvanytsia (Ucrânia) neste sábado, vigília da festa da bem-aventurada Virgem Maria, padroeira do povo ucraniano. O ato faz parte da visita realizada a esse país báltico entre os dias 17 e 21 de julho, a convite da Igreja local, segundo informa L’Osservatore Romano em sua edição diária em língua italiana nesta quarta-feira. “Maria nos ensina a ter fé em Jesus e Ele nos ensina a compreender a nós mesmos, a discernir nossa vocação, a abrir-nos aos projetos de Deus para o futuro”, assegurou. O cardeal Lajolo indicou que “contemplando o rosto de Maria, descobrimos o verdadeiro rosto de Deus, sua beleza, sua bondade e sua misericórdia”. “Contemplando o rosto de Nossa Senhora, ficamos iluminados pela luz divina que transforma também nosso rosto”, acrescentou. Para o cardeal, “recorrendo à intercessão de Maria e escutando sua voz, renovamos a fidelidade à nossa vocação e recebemos a graça de revelar aos corações das novas gerações a beleza da vocação ao sacerdócio e à vida consagrada”. Além de Zarvanytsia, o cardeal Lojolo visitou Lviv, Ternopil, Berdychiv e Kiev, e descreveu sua visita ao país báltico como “uma viagem para sentir-se parte da Igreja na Ucrânia”. Segundo explicou o purpurado, a visita à Ucrânia foi significativa por muitas razões. Foi uma ocasião “para dar testemunho de unidade da Igreja”, diante de um mundo que, marcado por “tanta indiferença e às vezes tanta hostilidade manifesta e oculta”, mostra ter uma grande necessidade de unidade, indicou. Uma ocasião também para reafirmar “o espírito de comunhão fraterna que reina na Igreja, que é um só coração e uma só alma em Cristo”. No sábado, o cardeal celebrou a Missa na catedral latina de Lviv, e no domingo, no santuário de Berdychiv, junto a centenas de fiéis. Este santuário tem uma história singular: durante muitos anos do século passado, o edifício foi transformado em museu do ateísmo, como um sinal de ódio à fé. Ao recuperar seu antigo sentido, adquiriu um grande significado simbólico para a história da Ucrânia e de toda a Europa. Passou de ser um lugar exemplar para demonstrar a falsidade da religião a converter-se novamente em um frequentadíssimo lugar de devoção mariana. A imagem de Nossa Senhora não foi destruída porque os responsáveis do museu pensaram que teria um grande valor histórico. Na verdade, tratava-se de uma reprodução da imagem de Maria, Saúde do Povo Romano, venerada na basílica papal de Santa Maria a Maior, de Roma. “Neste lugar usado contra Deus, ainda que, na verdade, também contra o homem, deixai-me dizer que há algo pior que negar Deus: esquecer-se de Deus, viver como se Ele não estivesse aqui”, disse o cardeal. E destacou que “o esquecimento de Deus é o grande perigo da cultura do Ocidente”. O cardeal pediu: “Não vos esqueçais de Deus. Nunca! Deus é luz; Ele dá à nossa vida seu significado último. Quem crê em Deus e confia n’Ele, nunca fica decepcionado”. “Ninguém pode dizer que ama a Deus se não ama o homem, imagem de Deus – acrescentou. Por isso, a verdadeira religião nos encaminha interiormente à paz.” Dirigindo-se aos jovens presentes, indicou-lhes Maria como caminho para “transformar em novos santuários os numerosos museus do ateísmo espalhados pela terra”. E lhes disse: “Em Maria, vemos o amor de Deus por nós com toda a sua força, mas também com toda a sua ternura, que sempre tem sua origem no próprio Jesus”. #amordeDeus #Cristo #VirgemMaria #AIS #devoção #Deus #Maria #Santa #virgem #comunhão #Misericórdia #NossaSenhora #beleza #mariana #Igreja #Alma #Vaticano #Amor #Ave #Jesus #Missa #SantaMaria

  • Melhoram relações entre Igreja Católica e Rússia

    Segundo o arcebispo da Mãe de Deus em Moscou MOSCOU, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo da arquidiocese da Mãe de Deus, em Moscou, expressou sua satisfação pela melhora das relações entre a Igreja Católica e o governo. “Os sinais positivos e concretos de melhora das relações entre a comunidade católica e as autoridades governamentais estão emergindo na Federação Russa e isto nos dá esperança no futuro”, declarou Dom Paolo Pezzi a L’Osservatore Romano. Também destacou a esperança que isso supõe para “o estabelecimento e o crescimento de relações diplomáticas plenas entre a Santa Sé e a Federação Russa”. Atualmente, a Santa Sé mantém relações especiais com a Federação Russa, que dispõe de uma representação diplomática ante a Santa Sé. O arcebispo percebe “uma melhora das relações entre a Igreja Católica e o poder civil, tanto no âmbito central como no local”. Estes sinais positivos residem na “possibilidade de enfrentar e de resolver positivamente certas questões relativas à presença da Igreja na Rússia”. Entre essas questões, destacou “o reconhecimento da comunidade católica a diferentes níveis” e “uma colaboração no que se refere à problemática dos lugares de culto”. “Há uma disponibilidade para dialogar e para perceber nossas preocupações e encontrar uma solução”, afirmou o prelado. O arcebispo não deixou de recordar, contudo, certas problemáticas. “No âmbito local, temos respostas diferentes: em certas comunidades há sinais positivos de colaboração, enquanto que em outras, as dificuldades perduram”. “De qualquer forma, quando há dificuldades, percebemos um maior interesse e uma implicação maior do poder político central para responder a nossas necessidades”, explicou. Para Dom Pezzi, “devemos ser conscientes de que nossa esperança se baseia em nossa fé e precisamente isso nos proporciona um olhar otimista e construtivo, também nas relações com o poder político”. #IgrejaCatólicaApostólicaRomana #Rússia #comunidade #Arquidiocese #Igreja #IgrejaCatólica #Arcebispo

  • Visita de Obama ao Papa: esperança na luta contra aborto

    Os Cavaleiros de Colombo constatam o aumento do apoio à vida nos Estados Unidos NEW HAVEN, terça-feira, 14 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O primeiro encontro entre Bento XVI e Barack Obama, realizado no último dia 10 de julho no Vaticano, poderia supor o primeiro passo na busca de um ponto em comum entre o atual governo americano e a Igreja sobre a questão do aborto. Assim expressou o cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, em uma declaração por ocasião da visita. “É óbvio que o presidente Obama tem um sério interesse em levar a cabo um diálogo significativo com a Igreja Católica, que atualmente representa quase 25% da população dos Estados Unidos.” Anderson elogia o presidente americano por “mostrar sensibilidade pelo crescente consenso dos americanos a favor do direito à vida, à restrição do aborto e à proteção da consciência”. Precisamente nestes dias, os Cavaleiros de Colombo deram a conhecer uma pesquisa própria, realizada em colaboração com o Marist Institute for Public Opinion, segundo a qual mais de 80% dos americanos se mostram partidários de colocar restrições ao aborto e de proteger o direito à objeção de consciência dos profissionais de saúde. Segundo os resultados, afirmam, os americanos “se identificam mais com as opções pró-vida que com as pró-aborto”. Além disso, “desde outubro, em todos os segmentos populacionais – exceto no de homens menores de 45 anos – está aumentando o sentimento pró-vida”, acrescentam. Para Anderson, se o presidente Obama quer encontrar um ponto em comum de diálogo com os católicos, há vários elementos que deve levar em consideração. O primeiro deles é a “adoção de uma cláusula federal que regule a objeção de consciência e que ofereça proteção real aos católicos e às suas instituições”. Também indicou uma legislação “que não contenha uma porta traseira para o aborto”, assim como “programas de redução do aborto que respeitem as gestações de risco e a abstinência nos jovens”. Outra questão a levar em conta é “a preservação das cláusulas pró-vida que atualmente existem na legislação atual”. Estas cláusulas, explica Anderson, “que restringem o financiamento federal do aborto, também expõem questões relativas à proteção de consciência, já que sua supressão obrigará os contribuintes a pagarem por abortos contra a sua consciência”. Por último, sugeriu “evitar codificar por lei a restrição presidencial da Política da Cidade do México, que permite o financiamento internacional do aborto por parte dos Estados Unidos”. “Este é um momento importante – afirmou o cavaleiro supremo. O Papa e o presidente colocaram as bases para procurar chegar a um ponto comum autêntico. É fundamental aproveitar esta reunião de maneira construtiva nos próximos meses.” #PapaBentoXVI #BarackObama #Abstinência #Aborto #consenso #Cavaleiros #Igreja #Colombo #Obama

  • Vivendo em uma sociedade anticristianismo

    Líderes da Grã-Bretanha alertam sobre perdas dos valores comuns Por Pe. John Flynn, LC ROMA, domingo, 12 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O declínio do cristianismo e dos valores morais, em geral, está atingindo a Grã-Bretanha. Enquanto o número de fiéis tem decrescido há já algum tempo, alertas sobre a situação começam a vir de todos os lados. A Grã-Bretanha já não é uma nação cristã, afirmou o bispo anglicano Paul Richardson, em um artigo publicado em 27 de junho no jornal Sunday Telegraph. O prelado anglicano também foi crítico com seus colegas bispos por não compreenderem quão grave é a mudança na cultura contemporânea e por sua falta de ação em lidar com esta grave crise de fé. Apenas cerca de 1% dos anglicanos frequentam cerimônias religiosas aos domingos, em média, de acordo com Richardson. “Neste ritmo, é difícil ver a Igreja sobrevivendo por mais de 30 anos, embora alguns de seus líderes estejam preparados para enfrentar essa possibilidade”, advertiu. Ele observou também que, de cada 1.000 nascidos na Inglaterra e no País de Gales, no período 2006-2007, apenas 128 foram batizados como anglicanos. Em 1900, o número de batizados era de 609 para 1.000. Apenas um dia antes, no jornal The Times, Rabbi Sir Jonathan Sacks, rabino chefe da Congregação das Nações da União Hebraica, lamentou a falta de um código moral partilhado na Grã-Bretanha. Refletindo sobre a atual crise financeira e as recentes revelações de escândalos sobre despesas parlamentares, ele comentou que estes e outros problemas levaram a uma perda de confiança na sociedade. Existe um problema essencial, porém, que é muito mais grave, ele disse: a perda do sentido tradicional da moralidade. Somos muito morais, em alguns aspectos, tais como a pobreza mundial e o aquecimento global, o rabino sustentou, mas estes são problemas remotos e globais. Sacks declarou que, quando se trata de assuntos mais próximos de nossas próprias vidas, perdemos o nosso senso de certo e errado sobre o comportamento pessoal. Não se trata de atuar sobre os sintomas com mais leis e sistemas de vigilância. “Sem um código moral compartilhado, não pode haver sociedade livre”, argumentou Sacks. Quem é esse? Duas recentes pesquisas confirmam das advertências dos líderes religiosos. Um estudo realizado pela Penguin Books, embora em conjunto com uma promoção de um recente livro sobre o tema, diz que quase dois terços dos adolescentes não acreditam em Deus. Segundo matéria de 22 junho do jornal Telegraph, a amostra com 1.000 adolescentes evidenciou que 59% consideram que a religião tem uma influência negativa sobre o mundo. A pesquisa também revelou que a metade dos entrevistados nunca rezou e 16% nunca foram à igreja. Uma semana depois, o jornal Independent publicou os resultados de uma pesquisa sobre conhecimentos bíblicos. O artigo de 29 de junho relatou que muitos são ignorantes sobre as histórias e as pessoas que são fundamentais para a história do cristianismo. Segundo os resultados preliminares da Pesquisa de Alfabetização Nacional Bíblica, realizada pelo St. John’s College Durham, menos de 10% das pessoas compreendiam os principais personagens da Bíblia e sua relevância. Cerca de 60% não sabiam da história do Bom Samaritano; figuras como Abraão e José também eram desconhecidas para muitos estrangeiros. Segundo o artigo do Independent, o sacerdote anglicano David Wilkinson, de St. John’s, disse que as consequências de tal ignorância vão muito além de apenas desconhecerem a Bíblia. O conhecimento dessas histórias e das personagens da Bíblia é essencial para compreender a nossa história e cultura, e não menos a arte, a música e a literatura, já que muito delas está ligado a temas religiosos, observou. Esta é uma ignorância que o bem conhecido defensor do ateísmo Richard Dawkins tenta promover. Um artigo de 28 de junho publicado no jornal The Guardian informou que ele está organizando um acampamento ateu este ano na Inglaterra. Camp Quest UK vai ser “livre do dogma religioso”, o artigo acrescentou. Aparentemente, os cinco dias do acampamento, subsidiado por uma bolsa da Fundação Richard Dawkins, estarão lotados. Sem rumo As recentes advertências dos líderes religiosos trazem expressões de preocupação. A 5 de abril, o bispo anglicano Michael Nazir-Ali publicou um artigo no Telegraph, por ocasião da sua aposentadoria como bispo de Rochester. Nos seus quase 15 anos ali, ele disse: “eu assisti à nação ir à deriva mais longe e mais longe das suas amarras cristã”. Esta situação levou, continuou ele, a um afrouxamento dos laços de direito, costumes e valores, e também a uma perda de identidade e de coesão. Como o rabino Sacks, ele comentou que a sociedade precisa de um “capital social de valores comuns e do reconhecimento de certas virtudes que contribuem para o florescimento pessoal e social”. “Nossas ideias sobre a sacralidade da pessoa humana em todas as fases da vida, a igualdade e os direitos naturais e, portanto, de liberdade, comprovadamente surgiram a partir da tradição enraizada na Bíblia”, acrescentou. O bispo Nazir-Ali observou que a Igreja anglicana está crescendo rapidamente em lugares como a África. Talvez eles tenham muito para ensinar às Igrejas ocidentais, concluiu. Vendendo a alma O novo líder católico da Inglaterra e País de Gales, Dom Vincent Nichols, abordou o mesmo assunto pouco antes de se tornar o arcebispo de Westminster. Em um artigo publicado pelo jornal Telegraph a 29 de março, ele afirmou que a Grã-Bretanha já vendeu a sua alma ao perseguir uma razão puramente secular sobrepondo-se à religião. Como resultado, a fé está agora confinada a um exercício puramente privado e os valores são extraídos de fontes materiais e seculares. Não só os políticos da Grã-Bretanha vivem em um mundo material e puramente secular, mas também não permitem uma madura reflexão do papel fundamental da crença religiosa na sociedade, ele sustentou. As afirmações foram publicadas pelo arcebispo Nichols em um recente livro de ensaios intitulado “A nação que esqueceu Deus.” Em comum com os outros líderes religiosos, o arcebispo Nichols também apontou a falta de coesão social que resulta quando não há partilha de princípios e valores morais. A visão secular e liberal da pessoa humana é errada e simplesmente não funciona, ele argumentou. Pouco amigável Seu antecessor, o cardeal Cormac Murphy-O’Connor, tinha a mesma opinião. Em uma matéria de 6 de dezembro do jornal Telegraph, ele comentava que a Grã-Bretanha tornou-se um lugar “inimigo” para as pessoas religiosas viverem. O aumento do secularismo resultou em uma sociedade hostil ao cristianismo e, em geral, as crenças religiosas são vistas como “uma excentricidade privada.” O cardeal Murphy-O’Connor também observava que ateísmo é agora mais agressivo e que existe uma minoria que argumenta que a religião não tem lugar na sociedade moderna. Estatísticas demonstram suas preocupações. O número de casamentos em igrejas católicas na Inglaterra caiu 25% durante a última década, o Telegraph relatou em 8 de janeiro. No ano de 2000, houve 13.029 casamentos católicos, em comparação com 9.950 no ano passado. Apenas um em cada três casamentos na Inglaterra são agora sob a forma de uma cerimônia religiosa, de acordo com o Telegraph. Provas abundantes do grave declínio da religião na Grã-Bretanha e as repetidas declarações dos líderes das Igrejas apontam para uma crescente tomada de consciência da urgência da situação e de como revertê-la. #religião #Anglicanos #Cristianismo #Samaritano #IgrejaAnglicana #advertiu #sociedade #Igreja #Alma #anticristianismo #TheGuardian #RichardDawkins

  • Pequenas igrejas grandes negócios

    Autor: Pe. Alessander Carregari Capalbo Paróquia Santa Maria dos Pobres – Paranoá – DF Pároco Fonte: www.santamaria.org.br Sem dúvida nenhuma, despertou no meu interior o desejo de escrever este artigo, baseado numa matéria publicada no dia 23 de junho do corrente ano, que fazia referência a proliferação das seitas em locais carentes. O primeiro susto, ou melhor, a primeira pergunta que nasceu dentro de mim foi: será que Cristo fundou 300 igrejas (seitas) numa cidade satélite com um pouco mais de 100.000 habitantes? A coerência diante da História rapidamente respondeu minha pergunta através dos fatos ocorridos. Um dos grandes erros da Reforma foi afirmar que só a escritura basta, levando como conseqüência a livre interpretação da palavra de Deus. Neste fato já respondemos ao porquê da proliferação de tantas “igrejinhas”. É muito simples de fundar: aluga uma garagem, ou na própria casa, pega a bíblia e começa o grande empreendimento. Faço esta afirmação porque por detrás de tantas seitas está o dinheiro e o engano das pessoas, alcançado durante sua permanência no culto numa verdadeira lavagem cerebral. Tudo começa com a afirmação de que a pessoa está endemoninhada, que sua vida está amarrada (pela falta de emprego, por ser pobre, por passar dificuldades, etc.). Então a pessoa é chamada a arriscar. Neste momento o pastor usa uma voz distorcida imitando as “vozes do além”, a música e os focos de luzes do teatro estão estrategicamente a postos para provocar a histeria coletiva: pessoas desmaiam, têm ataques psicológicos que produzem efeitos no subconsciente e a conclusão sempre é a mesma: o demônio. É até engraçado!… Estes dias passando diante de uma destas seitas parei e fiquei olhando: apagaram todas as luzes do “templo” e acenderam uma luz vermelha que piscava, parecia filme de terror. Muitas pessoas naquele momento como afirmava o pastor estavam possuídas e por quem? Pelo diabo, é claro. Mas o mais importante é o que vem depois do “desencapetamento”: as promessas das bênçãos. Aqui deve entrar uma boa oferta porque o dinheiro é do demônio. Então tens que pagar o dízimo, tens que fazer oferta para ser levada à fogueira santa ou até mesmo para ser queimada (apesar de nunca ter escutado ou visto uma seita que queimasse o dinheiro). Aqui começa tudo, a pessoa cada vez mais tem a necessidade de dar porque quer um emprego, tudo gira em torno do ser rico, ganhar muito, ter muito dinheiro, saúde, amor, etc. Aqui está a explicação das “igrejas” que ficam o dia inteiro com as portas abertas: quanto mais pessoas, mais dinheiro e mais sucessos. Pessoas que diante do sofrimento de cada dia vão buscar um consolo e não sabem onde estão caindo!… No mesmo dia 23 deste mês, num site de noticias (ACI) se publicava uma matéria da KIRCHE IN NOT (Organização Internacional), sobre uma análise desta realidade, onde estas seitas oferecem roupas, comida, sapatos, etc.. Tudo para as pessoas começarem a freqüentar tal estabelecimento. Parece brincadeira, mas é assim que começam a comprar e a induzir as pessoas fragilizadas pela vida que se aproximam, e como estas são simples, caem facilmente no conto do “chapeuzinho vermelho”. Há mais ou menos três semanas atrás, recebi uma pessoa que freqüentou por seis anos uma destas seitas onde tudo lhe foi prometido. Foi “desencapetada” e era fiel no seu dízimo, passando até por privações em sua casa porque Deus precisava do seu dinheiro para abençoá-la. Depois de um tempo não tendo mais nada para ofertar, fez empréstimos no banco. Final da história: ficou com uma dívida grandíssima. Preocupada com a situação, procurou o pastor da igreja que freqüentava e lhe perguntou onde estavam as bênçãos que Deus lhe prometera… Estava cheia de dividas e não tivera nenhuma prosperidade na vida… Resposta do pastor: ”você é filha do demônio, por isso você não foi abençoada”. Agora termino com duas simples perguntas: 1 – Parece séria uma resposta destas a uma mulher que fez tudo inocentemente e enganada? 2 – Você já se perguntou quantas vezes a “igreja” que você pertence já se dividiu? Na tradução grega a palavra Diabolus significa divisor. Na origem de novas seitas, estão quase sempre divisões e desentendimentos entre pastores, e por isso proliferam. Ao não se entender com o outro pastor, logo forma a sua “igrejinha”. E o pior, ao invés de ajudarem, enganam pessoas simples que pensam estar no caminho certo. Formam-se seitas para todos os gostos do mercado: numa “igreja” é permitido aos jovens fazerem de tudo, na outra é possível casar várias vezes, na outra é fazer política partidária… E assim vai… A religião tem se tornado um meio de enriquecimento para poucos, enquanto os simples e pobres bancam tudo isso na esperança de uma mudança. Na escritura, Cristo faz uma afirmação muito categórica: “Guardai-vos dos falsos profetas… eles falam em meu nome… mas são lobos vorazes…” (Mt 7,15), prontos para devorar os que sofrem, os “pequenos” de quem fala o Evangelho. Mas será que Cristo ensinou a divisão, ensinou uma vida tranqüila? Pare e pense, porque você pode ser uma pessoa que está sendo enganada. Virgem Maria rogai por nós! #lavagem #Cristo #VirgemMaria #Evangelho #Falsosprofetas #Deus #Maria #Seita #demônio #Lavagemcerebral #Pastores #seitas #Igrejas #esperança #Pastor #Bíblia #lobos #divisão #política #interpretação #Igreja #PalavradeDeus #Amor #abençoada #Dificuldades #SantaMaria

  • Deus é o artista e nós somos a tela

    Entrevista com o diretor internacional dos Patrocinadores das artes nos Museus vaticanos CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 9 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Após sete anos de trabalho de restauração, o Papa Bento XVI inaugurou com as vésperas solenes a Capela Paulina em 4 de julho de 2009. Esta capela, reservada aos Pontífices, se encontra muito próxima da Capela Sistina e contém as últimas obras mestras de Michelangelo, pintadas entre 1542 e 1550: “A crucifixão de Pedro” e “A queda de Saulo”. Os trabalhos de restauração foram possíveis também graças à ajuda dos Patrocinadores das artes nos Museus vaticanos cujo diretor internacional é o Pe. Mark Haydu, L.C. Por este motivo ZENIT entrevistou o Pe. Mark, norte-americano, sobre a relação entre a arte e a fé. – Pe. Mark, como começou seu interesse pela arte sagrada? – Pe. Haydu: Uma imagem como esta de um pintor do século XVII chamado Johannes Vermeer me abriu as portas do mundo da arte. Me ensinou a buscar a mensagem profunda que uma obra de arte pode esconder. Me ajudou a dar-me conta de que a pessoa que se aproxima da arte pode sair enriquecida, e vi que a arte é capaz de abrir uma dimensão espiritual e de comunicar verdades que de outra forma talvez não se conseguiria. – No quadro aparece uma senhora pensativa com uma balança em suas mãos em um quarto desordenado, o que mais este quadro nos diz? – Pe. Haydu: O primeiro passo seria analisar os elementos da composição para ver o que nos dizem do autor, de suas intenções e de seu estilo. Mas parece-me que sua pergunta vai para o significado profundo do quadro. Quando aprecio um quadro não só me pergunto o que o autor quis comunicar, mas sobretudo o que esta obra diz me diz. Isso é o belo de uma obra de arte: fala uma linguagem universal, ou seja, o idioma da beleza. Por exemplo, neste quadro vemos como o peso está recarregado para o lado direito; isso consegue que nossa atenção se centre ali. A luz que entra pela janela na parte esquerda, de alguma forma, equilibra a cena. É o interior de um quarto, e é um momento cotidiano que nós “invadimos”. Vermeer nos introduz em um momento pessoal e privado na vida desta pessoa. Detrás da mulher vemos uma pintura que representa o juízo universal. Esta mulher se dispõe a equilibrar suas pérolas. Podemos intuir que as pérolas fazem referência a seus tesouros terrenos e esta mulher o analisa sob a luz do juízo universal, de seu destino eterno. Há um balanço de sua vida e do que possui frente à eternidade. Isto, por exemplo, pode nos ajudar a ver que o homem é livre de refletir sobre o que quer fazer com sua vida, mas que é importante fazê-lo à luz da eternidade que espera a todos nós. A luz que recai sobre a mulher ilumina sua cabeça, mas também seu peito, indicando desta forma que a decisão que deverá tomar está, sim, na mente; mas, sobretudo, em seu coração. É ali onde se dão as decisões do homem. A mente as pensa, o coração as põe em movimento. – E como consegue descobrir tudo isto? – Pe. Haydu: Depois de fixar-se sem pressa na forma, o conteúdo, as cores, os elementos, é muito importante perguntar-se: “por que o autor o fez assim e não de outra forma?”. É tratar de penetrar a mente do artista. Um artista pode criar o que quer, e isso pode nos fazer pensar também no primeiro que faz arte: Deus. – Deus, artista? – Pe. Haydu: Sim, Ele é o Artista por excelência. A criação do mundo e do homem, que Michelangelo celebra com seus afrescos na abóbada da Capela Sistina, não é uma obra maravilhosa e incomparável de arte? E além da natureza, podemos ver a maravilha de Deus Artista em nós mesmos. Nós somos a tela. Com nossa livre cooperação o Senhor vai desenhando a obra de arte que é nossa vida. Depois podemos olhar para trás e perguntar: por que as coisas foram assim? Quando analisamos um quadro descobrimos a mão do artista, intuímos qual foi sua ideia e o que quis pintar. Da mesma maneira, ao ver nossa vida, podemos descobrir a mão de Deus: nossa vida foi assim porque seu Artista assim o permitiu, assim o quis, e então nos damos conta de que não é fruto da casualidade ou da fatalidade, mas que detrás está a mão amorosa de Deus. – O que a arte sagrada busca? – Pe. Haydu: A arte sagrada trata de elevar a alma para Deus. Quer transmitir a mensagem da fé, explicá-la, compartilha-la. Por isso, ante a arte sagrada uma pessoa não pode passar como um simples turista. “Todas as grandes obras de arte, todas as catedrais – as catedrais góticas e as esplêndidas igrejas barrocas – são um sinal luminoso de Deus e, por isso, uma manifestação, uma epifania de Deus (…) Ao contemplar as belezas criadas pela fé, constatamos que são simplesmente a prova viva da fé”. Estas palavras foram ditas pelo Santo Padre no verão passado em seu encontro com os sacerdotes da diocese de Bolzano-Bressanone. – Alguns dizem que tantas artes nas igrejas apenas causa distração. É assim? – Pe. Haydu: Se não se sabe “ler” a arte, pode ser que se distraia, mas se a vê como um caminho para Deus, acontece o contrário.  A arte faz referência ao que a liturgia celebra e proclama, e isto é uma ajuda. Podemos, por exemplo, ver os quadros de uma igreja que mostra as vidas dos santos e pensar que todos esses santos ofereceram sua vida por Cristo; e desta contemplação poderíamos passar ao propósito de querer ser santos também. Ou voltar o olhar ao Santíssimo Sacramento e pedir a graça de ser santos. Trata-se, portanto, de unir com uma mesma ponte duas coisas que podiam parecer separadas. A arte pode também ser uma valiosa ajuda para o fervor quando o peregrino não fala a língua do país no qual se encontra a igreja que visita: o peregrino poderá apreciar a arte e recordar as pregações que escutou sobre as cenas da vida de Cristo ou dos santos que se encontram representados nessa igreja. A arte está aí para ajudar-nos a rezar, não só para que a vejamos e saiamos como entramos. – Como as pessoas que visitam a arte de Roma? – Pe. Haydu: Com frequência podemos encontrar duas atitudes. Uma é a do turista que acumula experiências para depois comentá-las com seus familiares e amigos: “Passei pelas quatro basílicas de Roma”; “fui aos Museus vaticanos”; “vi isto e aquilo”; “que bonito estava tudo aquilo…!”, e pronto. Daí não passa. A outra atitude é a do peregrino. É alguém que quer fazer uma pausa na vida, analisar sua alma diante de Deus, sair enriquecido. É alguém que busca uma graça: uma mudança de vida… Eu creio que hoje em dia as pessoas que vêm visitar estes lugares buscam isso. Precisam que a arte as eleve para Deus. A arte sagrada pode ser o meio que propicie a conversão do coração para quem é o Autor da Beleza. E a arte põe o homem diante de Deus, o leva a ver sua vida à luz das realidades eternas e transcendentes. De fato, uma das tarefas principais dos Patrocinadores das artes nos Museus vaticanos é restaurar as obras para que sua inspiração e impacto originais sejam mais evidentes. Desta maneira, os que vêem estas obras podem apreciá-las em toda sua beleza. O impacto pode ser a diferença entre o que vê a obra como turista e o que a vê como peregrino. E quando as pessoas fazem este clique, tudo muda. Um mundo novo se abre, como foi em meu caso com aquele quadro de Vermeer. – O que recomenda aos turistas ou peregrinos que visitam a arte de Roma? – Pe. Haydu: Que venham e descansem não só para distrair com tanta beleza artística, mas que tratem de descobrir Cristo, a mensagem de fé que há detrás de cada obra de arte cristã. Que façam não só uma rota turística mas também um caminho de fé. Neste sentido pode ser uma ajuda pedir que quem dirige as explicações das obras de arte lhes ajude também a fazer uma experiência de fé. – Como os guias podem ajudar os visitantes de Roma? – Pe. Haydu: Os guias são sobretudo historiadores da arte. O guia cristão busca também transmitir o fundo humano, cristão e espiritual que há detrás de cada obra de arte. De fato já há numerosos guias aqui em Roma e em outros lugares que assim o fazem. Penso que a missão do guia cristão é a de ser ponte entre Deus e a arte. É quem ajuda os que apreciam a arte a conhecer as explicações artísticas e também encontrar a fé, com o Evangelho e com Cristo. Lhes falará das ideias que os artistas queriam transmitir. O guia cristão por um lado conhece bem a história e os aspectos técnicos de cada obra, e por outro lado busca comunicar aos turistas e peregrinos ideias que lhes ajudem a apreciar melhor a arte e crescer humana e espiritualmente. Desta maneira, os visitantes se lembrarão sempre daquele tour guiado de Roma, porque não levarão apenas dados científicos e históricos que se esquece com o passar do tempo, mas algo mais: uma experiência de aproximação de Deus. Isso nunca se esquece. – Quem pode colaborar com os Patrocinadores das artes dos Museus vaticanos? – Pe. Haydu: Qualquer pessoa que queira somar-se ao esforço de conservar em seu estado mais perfeito o patrimônio artístico dos Museus vaticanos, de preservar estes valiosos elementos do patrimônio universal e de criar uma cultura cristã do homem e da arte. Para mais informação pode visitar nossa página: www.vatican-patrons.org #Cristo #transcendente #Evangelho #Desenhando #PapaBentoXVI #Deus #artesagrada #Museusvaticanos #museu #Michelangelo #tela #Artista #JohannesVermeer #CapelaSistina #patrimônio #PeHaydu #manifestação #BentoXVI #Alma

  • “Codex Sinaiticus” pode ser admirado na internet

    Uma das Bíblias mais antigas hoje conservadas ROMA, terça-feira, 7 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O “Codex Sinaiticus”, um dos textos mais antigos conservados da Bíblia, já pode ser admirado e lido na internet, no endereço http://www.codexsinaiticus.org. O Codex é uma Bíblia manuscrita, confeccionada entre os anos 330 e 350. Junto com o “Codex Vaticanus”, que é algo anterior ao “Codex Sinaiticus”, é um dos manuscritos de maior valor para a crítica textual do Novo Testamento em sua versão grega, como a versão grega dos Setenta (ou Septuaginta) do Antigo Testamento. Mede 33,5 centímetros de largura por 37,5 centímetros de altura. Seus fragmentos se encontram divididos em várias bibliotecas do mundo, por isto se firmou em Londres há quatro anos um documento de reunificação, processo que aconteceu graças à tecnologia digital. O projeto custou mais de um milhão de euros. Durante vários séculos o “Codex Sinaiticus” permaneceu no Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai. No século XIX o manuscrito se dividiu e hoje os textos do Antigo e Novo Testamento se encontram repartidos entre esse Mosteiro, a Biblioteca Britânica (neste lugar se encontra a maior parte; 347 páginas das 400 totais), a Biblioteca da Universidade de Leipzig na Alemanha, e a Biblioteca Nacional da Rússia em São Petersburgo. Foi o teólogo alemão Constantin Von Tischendorf, quem em 1844 levou partes do texto para Alemanha e Rússia. Os monges autorizaram ao teólogo a levar 43 páginas de pergaminho para Leipzig. Em 1859, Von Tischendorf regressou ao Sinai, descobriu mais partes do manuscrito e convenceu novamente os monges de que o melhor era levá-las também para Leipzig e doá-las ao czar da Rússia, com cujo apoio havia feito essa segunda viagem. Parte do manuscrito foi logo parar na União Soviética, que em 1933 vendeu parte desses pergaminhos ao Museu Britânico de Londres, enquanto que os restantes ficaram em São Petersburgo. Os monges ortodoxos gregos pensavam que haviam perdido o manuscrito, mas em 1975 descobriram uma dúzia de suas páginas em um quarto esquecido, enterradas após um derrubamento. Os monges conservam uma cópia da nota deixada por Tischendorf prometendo devolver o manuscrito. A edição digital do manuscrito foi elaborada conjuntamente pela Biblioteca Britânica, a Biblioteca Universitária de Leipzig e a Biblioteca Nacional da Rússia, em São Petersburgo. Mais informação: http://www.codexsinaiticus.org #bibliasagrada #ortodoxos #monges #Alemanha #bíbliavivaonline #britânica #Rússia #Septuaginta #Bíblia #Internet #NovoTestamento #MonteSinai #universidade #Gregos #Britânico #alemão

  • Novos indícios da autenticidade da tumba de São Paulo

    Restos de um homem do século I ou II e placa com o seu nome Por Carmen Elena Villa CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 3 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Ainda que os exames do Carbono 14 realizados recentemente no sarcófago do apóstolo Paulo “não confirmem” que efetivamente se trata de seus restos, “tampouco o desmentem”, disse nesta sexta-feira o arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros de Roma, o cardeal Andrea Cordero Lanza Montezemolo, em uma coletiva de imprensa realizada na Santa Sé. Durante 20 séculos, ninguém havia aberto o sarcófago, explicou, e a introdução de uma pequena sonda “deu resultados não somente interessantes, mas que concordam com o que encontramos”. Os restos “parecem pertencer a um sepulcro do século I ou II”. Segundo o purpurado, foram encontrados outros grãos “que indicam também um aspecto religioso”. O arcipreste esclareceu que o sarcófago nunca foi aberto, mas sim perfurado, e disse que possivelmente no futuro se poderá fazer uma análise mais detalhada. “Abrir o sarcófago para ver o que há dentro seria difícil; seria preciso desmontar o altar papal”, explicou. O purpurado informou que foram encontrados também placas de mármore que certamente foram introduzidas na tumba “para protegê-la do (rio) Tíber”. Em uma delas, está escrito com caracteres primitivos: “Paulo, apóstolo e mártir”. Na conferência de imprensa, esteve presente também o professor Ulderico Santamaria, professor e diretor do Laboratório de diagnóstico para a conservação e restauração dos Museus Vaticanos, que participou desta investigação científica. “O uso de uma sonda reduziu ao mínimo a invasão no sarcófago e os riscos de deterioração no interior, evitando a entrada de oxigênio na tumba”, disse. Também assegurou que os fragmentos microscópicos não tornam possível o exame do DNA “porque este precisa de mais materiais”. O Papa Bento XVI já havia anunciado, na homilia de clausura do Ano Paulino, as investigações recentemente realizadas na basílica onde, segundo a tradição, repousa a tumba do apóstolo. “Realizou-se uma minúscula perfuração para introduzir uma sonda especial, mediante a qual se descobriram rastros de um valioso tecido de linho tingido de púrpura, laminado com ouro coronário, e de um tecido de cor azul com fibras de linho”, explicou o Santo Padre no domingo. Estas vestes só se achavam nas tumbas importantes dos primeiros séculos. O Papa afirmou que, durante esta investigação, os cientistas constataram a presença de grãos de incenso vermelho e de substâncias proteicas e calcárias. Também examinaram, por meio da prova do Carbono 14, pequeníssimos fragmentos ósseos cuja procedência se desconhecia. Segundo os resultados, estes ossos pertencem a uma pessoa que viveu entre os séculos I e II. “Isso parece confirmar a tradição unânime e concorde segundo a qual se trata dos restos mortais do apóstolo São Paulo”, assegurou Bento XVI. Segundo a tradição, São Paulo foi decapitado onde hoje se encontra a Abadia das Três Fontes (Abazia delle tre fontane), na via Laurentina de Roma. Seu corpo foi escondido durante vários séculos em um sarcófago familiar. Somente depois do ano 313, quando Constantino permitiu a liberdade de religião no Império Romano, começou o culto público e a tumba de São Paulo podia ser visitada. Então começou a ser construída uma igreja constantiniana, que depois passou a ser uma basílica maior e, anos mais tarde, um grande cemitério pagão, que estava situado na Porta Ostiense. Posteriormente, transformou-se em cemitério cristão e é lá onde se encontra hoje a Basílica de São Paulo Fora dos Muros. #cientista #PapaBentoXVI #sarcófago #cientistas #SãoPaulo #descobrir #SantaSé #Primitivo #BentoXVI #Igreja #Vaticano #Sepulcro

  • Das famílias deve originar uma sociedade coerente, alenta Cardeal Bagnasco

    ACI) – O Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, assinalou que “da pessoa e da família devem derivar uma cultura e uma sociedade coerentes que inspirem e encaminhem aquele humanismo pleno que o Evangelho inspira, sustenta e garante”; durante sua intervenção no Congresso Nacional para a Pastoral da Família realizado na localidade de Crotone. Conforme indica o L’Osservatore Romano, o Cardeal ressaltou que “no coração do casal, na família fundada no matrimônio, está sua vocação natural à vida, de primeira escola de humanidade, aonde as distintas gerações aprendem e exercitam dia a dia o gosto e a virtude de viver os sinais das expressões do amor: dom e perdão, concreção e sacrifício, paciência e cotidianidade, alegria e dor”. O também Arcebispo de Gênova destacou logo a necessidade de aprender e viver o que dita o Magistério da Igreja sobre a família, para enfrentar uma cultura que despreza o valor objetivo do bem como se fosse “algo velho e superado”. “A beleza humana e sacramental do matrimônio exige toda nossa atenção de Igreja e desde sempre o cuidado do casal e da família fazem parte integrante de nosso trabalho pastoral”, prosseguiu. Seguidamente indicou que o contexto sociocultural “deveria acompanhar os jovens em geral em seus projetos de vida. A responsabilidade é de cada um, mas sabemos o influxo que a cultura difusa, os estilos de vida, os comportamentos usuais têm no modo de pensar e de atuar de todos, em particular dos mais jovens que têm direito a ter ideais altos e nobres, assim como a ver modelos de comportamento coerentes”. O Presidente da CEI pediu por isso à política que “honre a essa multidão silenciosa que quer viver os ideais humanos evangélicos cada dia com humildade e concretamente, sem clamores nem refletores”. #Intervenção #Evangelho #Magistério #matrimônio #Conferência #Osservatore #sacrifício #sociedade #Pastoral #necessidade #Congresso #Nacional #responsabilidade #Amor #alegria #Romano #multidão #Famílias #Arcebispo #Cardeal

  • Sacerdote deve ser todo de Cristo, diz Papa

    CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI espera que o Ano Sacerdotal seja oportunidade de renovação interior dos padres e revitalização de seu “amor incondicional” a Cristo e à Igreja. Foi o que o pontífice assinalou ao meio-dia de hoje, ao rezar com os peregrinos o Angelus, na praça de São Pedro. O Papa recordou que com a celebração das Primeiras Vésperas de São Pedro e São Paulo, hoje, encerra o Ano Paulino, “tempo de graça” em que “a figura de São Paulo foi proposta em toda a Igreja e sua vibrante mensagem fez reviver, especialmente nas comunidades cristãs, o amor por Cristo e o Evangelho”. De acordo com Bento XVI, a “Divina Providência assegurou” que já fosse inaugurado “outro ano especial, o Ano Sacerdotal, com ocasião do 150º aniversário da morte –dies natalis– de São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars”. Trata-se de um “novo impulso pastoral e espiritual que –estou certo– trará muitos benefícios para o povo e, sobretudo, para o clero”. Segundo o pontífice, a finalidade do Ano Sacerdotal é “a ajudar a promover os esforços de renovação interior de todos os sacerdotes para o seu mais poderoso e eficaz testemunho do Evangelho no mundo de hoje”. Apontando Paulo como “modelo a imitar” pelos sacerdotes, Bento XVI destacou que o apóstolo é “exemplo de sacerdote totalmente identificado com o seu ministério”, “consciente de portar um tesouro inestimável, que é a mensagem da salvação, mas de trazê-lo em ‘vasos de barro’. Então, “ele é forte e humilde ao mesmo tempo, intimamente convencido de que tudo é mérito de Deus, tudo é a sua graça”. O sacerdote “deve ser todo de Cristo e todo da Igreja, à qual é chamado a se dedicar com amor incondicional, como um marido fiel a sua esposa”, disse o Papa. O pontífice desejou que o Ano Sacerdotal seja oportunidade para que os padres “cresçam em santidade e estejam prontos para testemunhar, se necessário até o martírio, a beleza de sua total e definitiva consagração a Cristo e à Igreja”. #celebração #salvação #Cristo #Evangelho #PapaBentoXVI #Deus #Angelus #apostolo #sacerdotal #pontífice #sacerdote #Igreja #Amor #oportunidade #Consagração #Renovação #testemunhar

  • Bento XVI com astronauta que levou relíquias de Teresinha ao espaço

    Ronald Garan, tripulante do Discovery Shuttle CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Entre os milhares de peregrinos que participaram da audiência geral nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro, Bento XVI cumprimentou o astronauta americano Ronald Garan, quem levou uma relíquia de Santa Teresinha ao espaço a bordo do Discovery Shuttle. A esta relíquia, que se encontra em órbita há um ano, será acrescentada outra que o próprio coronel Garan levará na próxima missão, programada para março de 2011, na estação espacial internacional. Segundo contou o coronel da NASA, antes de empreender a missão espacial, de 31 de maio a 14 de junho do ano passado, para transportar e acrescentar o módulo de laboratório japonês Kibo (Esperança) à Estação Espacial Internacional, ligou para as religiosas da comunidade carmelita de New Caney (Texas) para pedir-lhes orações e lhes disse que poderia levar algum pequeno objeto ao espaço, em nome da comunidade. A comunidade se lembrou das palavras de Santa Teresinha: “Sinto a vocação de apóstolo… Eu gostaria de percorrer a terra, pregar o teu nome e plantar sobre o solo infiel a tua cruz gloriosa. Mas, meu Amado, uma só missão não me bastaria! Eu gostaria de anunciar ao mesmo tempo o teu Evangelho nas cinco partes do mundo, e até nas ilhas mais remotas…”. Com esta invocação, as carmelitas não hesitaram em entregar ao astronauta uma relíquia de Santa Teresinha. Garan, com seus familiares, também criou a Manna Energy Foundation que, com tecnologia da NASA e o financiamento da ONU, desenvolveu um sistema para tornar potável a água das aldeias da Ruanda e instalar painéis solares em escolas e hospitais. #Evangelho #PapaBentoXVI #NASA #relíquia #carmelita #esperança #amado

  • Do banimento do Latim e da Filosofia à imbecilidade coletiva

    Por Taiguara Fernandes de Sousa Fonte: Blog En Garde! – http://taiguaraonline.blogspot.com/ (Com adaptações do Autor) Em seu livro O Latim no Direito (Rio de Janeiro: Forense, 2002), Ronaldo Caldeira Xavier afirma, logo à Introdução: “Há dezesseis anos, pela Resolução 8/71, destinada a fixar ‘o núcleo comum para os currículos do ensino de 1º e 2º graus, definindo-lhes os objetivos e a amplitude’, o Conselho Federal de Educação (CFE), em cumprimento ao disposto no art. 4º, §§ 1º (inciso I) e 2º, da Lei nº 5.692, de 11.08.71; na forma ainda do que estabelecem os arts. 5º, 6º, 7º e 8º da mesma Lei; e tendo em vista o Parecer nº 853/71, com homologação do então Ministro da Educação e Cultura, houve por bem excluir (por omissão) o Latim do programa oficial de ensino. Fado idêntico, pela mesma Resolução, coube à Filosofia. E eis que, de uma só esmechada, se assentava em privar o alunado brasileiro de duas melhores fontes de cultura humanística. Imperiosos motivos (que infelizmente não alcançamos) deveriam certamente haver inspirado os seis doutos membros que firmaram a sobredita Resolução”. São inalcançáveis a qualquer um que se detenha um pouco no assunto os “imperiosos motivos” que levaram ao banimento de duas tão importantes disciplinas do programa oficial de ensino como o são o latim e a filosofia. Não por mero saudosismo, mas porque o latim estimula comprovadamente o raciocínio lógico, a concisão, a objetividade – é o inimigo número 1 da prolixidade, por isso o preferido de juristas e teólogos -, além de facilitar uma melhor compreensão da língua portuguesa e de sua estrutura, sendo também base para o estudo de outras línguas (como o espanhol, francês e italiano). A filosofia, por sua vez, dispensa maiores comentários: é inegável como esta contribui para o desenvolvimento da investigação dialética e lógica na busca da verdade dos fatos e das coisas. O saber de grandes filósofos como Platão, Aristóteles, Cícero, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, etc., é alicerce sólido e alimento nutritivo para a inteligência, a moralidade e a virtude. Por que motivo, então, matar com uma única facada a filosofia e o latim, banindo-os do programa oficial de ensino brasileiro, fazendo-lhes vítimas do ostracismo intelectual? “Imperiosos motivos que infelizmente não alcançamos”. Alcançável é, contudo, a certeza de que massas burras são massas facilmente domináveis. O banimento do latim e da filosofia criou uma geração de brasileiros sem qualquer amor pelo raciocínio, pela investigação da verdade e pelo senso moral. O resultado são pessoas que não questionam absolutamente nada do que o Governo lhes apresenta como certo e fidedigno, e assim se tornam vítimas facilmente manipuláveis pelo Estado. O esquerdismo pode assim dominar – seguindo o programa do marxismo cultural – palavras e expressões inteiras, deturpando-lhe o sentido e conferindo-lhe novo significado conforme seus propósitos sórdidos, criando a “Novilíngua”. Assim, hoje em dia qualquer contrariedade é impugnada como “preconceito”, qualquer opinião oposta é condenada como “discriminação”; a palavra “diálogo” toma o sentido de ser cúmplice; ser “conservador” é ser nazista e retrógrado, ser da “esquerda” é ser do progresso e amigo da sociedade. E nada disso é questionado; tudo se aceita passivamente. Perdeu-se o gosto pelo raciocínio e pela precisão no discurso – que o latim garantia – e o amor pela contenda intelectual e a investigação da verdade – que a filosofia estimulava. O resultado é uma geração de robôs, indivíduos facilmente manipuláveis por ideologias ultrapassadas e errôneas, defensores de conceitos “politicamente corretos” absurdos, mas enfiados em suas mentes e aceitos com passividade. Do banimento do latim e da filosofia seguiu-se a imbecilidade coletiva. E assim o Governo Federal pode chegar em alguém e justificar o aborto dizendo que “a mulher tem direito sobre o seu corpo”, e ninguém lhe questiona se a mulher teria direito sobre o corpo de seu filho! #filósofo #portuguesa #Verdade #compreensão #Governo #Educação #Brasil #desenvolvimento #inteligência #Santo #filosofia #jurista #Alimento #língua #teólogo #sociedade #Lógica #Tomás #Espanhol #Amor #SantoAgostinho #Latim #discriminação #Agostinho

  • "Padre Pio é o Padre de Ars dos nossos dias", diz Postulador de franciscanos

    ACI).- Na véspera da visita do Papa Bento XVI a São Giovanni Rotondo onde estão os restos mortais de São Pio da Pietrelcina; o postulador dos franciscanos capuchinos, Pe. Floreio Tessari, assinalou que este santo sacerdote “é o padre do Ars de hoje” porque ambos viveram tendo como centro de tudo a Eucaristia e se entregaram aos seus fiéis no confessionário. Em entrevista concedida ao L’Osservatore Romano, o P. Tessari ressaltou, ao iniciar o Ano Sacerdotal decretado pelo Papa Bento XVI em ocasião do 150º. aniversário da morte de São João  Maria Vianney, as similitudes deste santo com o Padre Pio da Pietrelcina, santo estigmatizado a quem o Pontífice visitará este domingo 21 de junho. “O Santo Padre de Ars fazia a mesma coisa que o Padre Pio: celebrava a Eucaristia e ficava à disposição para administrar o sacramento da reconciliação. Quem chegava a São Giovanni Rotondo, procurava o Padre Pio como quem procurava o Padre de Ars. Iam para a celebração da Eucaristia e para o sacramento da Reconciliação”, comentou. Seguidamente comentou como o Padre Pio foi “um frade, um sacerdote religioso que viveu com profunda observância os conselhos evangélicos (castidade, obediência e pobreza), sofreu em silêncio nas dificuldades como um autêntico Cireneu e foi ao mesmo tempo um crucificado sem cruz”. Para o postulador, os elementos fundamentais que fizeram que este frade chegasse a ser canonizado foram dois: “a fé com radicalidade e a obediência também radical, diante das dificuldades encontradas em sua vida. Importante foi também viver de modo singelo e em união total com Jesus, a Virgem Maria e a Eucaristia”. Logo depois de assinalar que o Santo de Pietrelcina amou muito à Igreja e ao Papa, o postulador ressaltou que sua mensagem segue tendo vigência para os homens de hoje a quem diz “amando profundamente a Deus se ama em modo intenso ao homem. O Padre Pio dá à humanidade uma resposta concreta ao sofrimento através dos grupos de oração e a Casa do alívio ao sofrimento. O Padre Pio é o homem para Deus e homem ao serviço dos homens”. #VirgemMaria #sacramento #PapaBentoXVI #Deus #Pietrelcina #frade #Eucaristia #obediência #reconciliação #Crucificado #radicalidade #AnoSacerdotal #PadrePio #Jesus #Humanidade

  • Um ano para orar com os sacerdotes e por eles, pede arcebispo

    Dom Raymundo Damasceno Assis abre Ano Sacerdotal em Aparecida APARECIDA, sexta-feira, 19 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, abriu hoje, no Santuário Nacional, o Ano Sacerdotal, pedindo que este seja um tempo de orar com os padres e na intenção deles. Dom Damasceno presidiu à missa das 9h na Basílica do Santuário de Aparecida, que contou com a presença dos bispos e padres da região. O arcebispo recordou, no início de sua homilia, que o Ano Sacerdotal, proposto por Bento XVI, celebra-se no contexto dos 150 anos da morte São João Maria Vianney, patrono dos párocos e, a partir de agora, também padroeiro de todos os sacerdotes. “Este ano deve ser tempo de graça para toda Igreja e especialmente para nós, sacerdotes”, disse o arcebispo, que pediu um esforço de todos para configurar a vida a Cristo. Trata-se, segundo Dom Damasceno, de um “ano de renovação da espiritualidade de cada presbítero e de todo presbitério”. Este “deve ser um ano de oração dos sacerdotes e por eles”, disse. Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, dia de oração pela santificação dos sacerdotes, o arcebispo convidou as comunidades a “intensificar” as orações pelos padres “em todo mundo”, e também intensificar as preces “pelo aumento das vocações sacerdotais”. O coração de Jesus aberto é “manifestação suprema do amor de Deus”, coração que “ama profundamente, até o fim”. “Que fazer para responder a este amor imenso?”. Dom Damasceno indicou, citando palavras de Santa Margarida Maria Alacoque, que se deve aproximar do coração de Jesus “sem temor”, mas com “amorosa confiança”. Os presbíteros devem ser “cheios de misericórdia”, sobretudo na administração do sacramento do perdão. Devemos “conformar nossa vida a Jesus”. Ser padre significa ser “exemplo do Bom Pastor”, “homens de misericórdia e compaixão, de coração pleno e solidário com os que sofrem todas as formas de pobreza”. O arcebispo convidou a que este ano seja um “chamado à conversão”, para que “Cristo Bom Pastor viva em nós e atue por meio de nós”. Após a homilia, Dom Damasceno dirigiu-se aos sacerdotes e se procedeu à renovação das promessas sacerdotais. #Alacoque #sacramento #Espiritualidade #Deus #Maria #Misericórdia #Assis #Raymundo #Sagrado #sacerdotal #Sacerdotes #Homilia #presbítero #Pastor #manifestação #Vianney #Igreja #Amor #Aparecida #Jesus #Arcebispo

  • Igreja de Cristo é toda um povo sacerdotal, afirmam bispos de Portugal

    CEP espera que Ano Sacerdotal seja “fecundo” LISBOA, quinta-feira, 18 de junho de 2009 (ZENIT.org).- A CEP (Conferência Episcopal Portuguesa), reunida em assembleia plenária esta semana, em Fátima, na véspera da abertura do Ano Sacerdotal expressou seu agradecimento aos sacerdotes e disse esperar que este ano seja “fecundo”. “A Igreja de Cristo é toda ela um povo sacerdotal. A vida e o ministério dos sacerdotes ordenados nasce do povo sacerdotal e a ele se destina, em dedicação plena de alma e coração”, afirmam os bispos em um comunicado final da plenária. “Os sacerdotes são imprescindíveis para a vida da Igreja. Importa pôr sempre em relevo a beleza da sua entrega a Cristo e do seu serviço apostólico às pessoas e comunidades cristãs, abertos ao mundo.” Os bispos de Portugal saúdam todos os sacerdotes, “desde os mais idosos que já não podem trabalhar, mas cuja oração e exemplo são ajuda e estímulo para todos, aos mais novos, de quem esperamos fidelidade criativa e dinamismo para a renovação da Igreja”. Os prelados apelam “à generosidade das comunidades cristãs e das famílias para que abram horizontes vocacionais aos seus filhos e agradecem a solicitude e desvelo de todos os que trabalham na pastoral vocacional e na formação dos sacerdotes, particularmente nos seminários”. #portuguesa #Conferência #sacerdotal #solicitude #oração #beleza #Pastoral #bispos #IgrejadeCristo #fidelidade #Alma #Assembléia #povo #Renovação #Portugal

  • Eucaristia, amor que transforma o mundo, explica Papa

    Meditação na festa de Corpus Christi CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de junho de 2009 (ZENIT.org).- A Eucaristia, explica Bento XVI, é o mistério do amor que tudo transforma, e que, portanto, transforma uma realidade tão simples, como o pão, para converter-se em presença de Deus na história. Esta foi a reflexão cheia de esperança que o pontífice propôs aos milhares de fiéis que congregaram-se neste domingo ao meio-dia, sob um forte sol, na praça de São Pedro, para participar da oração mariana do Angelus, na solenidade do Corpus Christi. O Corpus Christi, disse, falando da janela de seu apartamento, “é uma manifestação de Deus, um testemunho de que Deus é amor”. “De maneira única e peculiar, esta festa nos fala do amor divino, do que é e do que faz. Diz-nos, por exemplo, que regenera ao entregar-se a si mesmo, que se recebe ao dar.” Segundo o Papa, o amor “tudo transforma e, portanto, compreende-se que no centro desta festa do Corpus Christi encontra-se o mistério da transubstanciação, sinal de Jesus-Caridade, que transforma o mundo”. “Ao contemplá-lo e adorá-lo, dizemos: sim, o amor existe, e dado que existe, as coisas podem mudar para melhor e nós podemos ter esperança. A esperança que procede do amor de Cristo nos dá força para viver e enfrentar as dificuldades.” Por isso, disse o Papa, “cantamos, enquanto levamos em procissão o Santíssimo Sacramento; cantamos e louvamos a Deus que se revelou a nós escondendo-se no sinal do pão partido. Deste Pão todos temos necessidade, pois é longo e cansativo o caminho para a liberdade, a justiça e a paz”. Em Roma, Bento XVI celebrou o Corpus Christi na quinta-feira passada, festa litúrgica original, presidindo à missa ao ar livre na Basílica de São João de Latrão e a procissão pela rua que leva até a Basílica de Santa Maria Maior. #Santíssimo #sacramento #litúrgica #PapaBentoXVI #Angelus #Santa #Eucaristia #mistério #caridade #manifestação #Solenidade #meditação #Amor #caminho #justiça #Procissão #Corpus #Jesus #CorpusChristi

  • Carta aberta ao Pe. Fábio de Melo

    Autor: Gustavo de Souza Fonte: http://exsurge.wordpress.com/ Reverendíssimo Pe. Fábio de Melo, Em primeiro lugar, conceda-me a sua bênção! Escrevo-lhe para fazer algumas observações e questionamentos a respeito das suas colocações durante uma entrevista recentemente concedida ao Programa do Jô. Caso não saiba, algumas das suas declarações geraram grande indignação entre os católicos. Sobretudo nos blogs e sites católicos multiplicaram-se as críticas e manifestações de repúdio a algumas de suas posições expressas na citada entrevista. Sem dúvida, houve diversas respostas adequadas e enriquecedoras; contudo, parece que essas felizes colocações soçobraram ante uma avalanche de afirmações imprecisas, imprudentes e, em alguns casos, incorretas. Uma das suas primeiras assertivas, que a mim causou muito espanto e preocupação, foi a de que “precisamos nos despir dessa arrogância de que nós somos proprietários da verdade suprema”. De fato, “donos” da verdade nós não somos. Mas nós a conhecemos! A Verdade é Cristo, e não há outra. Afirmações da natureza desta que o senhor proferiu induzem as pessoas a crer que a verdade é relativa ou até mesmo que não existe. Quando, na realidade, nem uma coisa nem outra procedem. Foi à Igreja que Cristo confiou a missão de ensinar e zelar pela Verdade. Quando, muitas vezes, pessoas imbuídas de um espírito de falso-ecumenismo admitem que todo aquele que prega diferente da Igreja, está ‘certo dentro da sua realidade’, está-se falseando a autêntica Doutrina, segundo a qual a verdade é objetiva, acessível, única, eterna (vide Tomás de Aquino, in De Veritatis). Outrossim, ao falar em uma “verdade suprema”, subentende-se que há uma ou mais verdades inferiores, submissas. O que não é também correto. Se existe uma, e somente uma, verdade, não há porque falar em verdade “suprema”. Fazendo uso de uma associação lógica, se – como diz o adágio latino – ubbi Ecclesia, ibbi Christus (onde está a Igreja, aí está Cristo); e se Cristo é a Verdade (Jo 14,6); então a Verdade está na Igreja. Por acaso é arrogante, feio ou pecaminoso apontar aos homens aquilo que eles às apalpadelas procuram há séculos? Se os homens estão sedentos de Verdade não podemos nós saciar-lhes mostrando onde ela se encontra? E como explicar que, ao falar da condição adâmica do homem, o senhor tenha adotado a interpretação modernista segundo a qual a historicidade das escrituras fica reduzida ao nível das histórias da carochinha?! Dizer que Adão é uma imagem simbólica, metafórica, “fabulesca”, não faz parte da Doutrina Católica! O fato de a linguagem empregada no livro de Gênesis ser recheada de simbolismo não elimina o fato de que os acontecimentos nele narrados tenham se dado no tempo e no espaço tal como foram escritos. A interpretação literal complementa e enriquece a hermenêutica que se pode fazer a partir dos símbolos. Não é assim que ensina a Igreja? Depois o senhor falou que durante muito tempo “nós (subentenda-se: Igreja) fomos omissos”. Parece-me que essa omissão se referia às questões ecológicas. Pelo amor de Deus, padre! A missão da Igreja é salvar a Amazônia ou salvar as almas? Que conversa é essa de “cristificação do universo”? Por que dar atenção a isso quando tantas almas se perdem na imoralidade, na heresia, na inércia espiritual? Em seguida, veio aquela colocação, esdrúxula e totalmente non sense, de que a Igreja – que se considerava barca de Pedro – após o Concílio Vaticano II passou a se enxergar como Povo de Deus. Devo informar-lhe que a Igreja permanece sendo barca de Pedro, e o povo de Deus é – por assim dizer – a tripulação desta barca. Onde é que houve mudança na compreensão da eclesiologia? Entre as críticas feitas pelos blogueiros, salientava-se a sua posição – no mínimo, omissa – quando o apresentador Jô Soares comentou que achava um absurdo que a Igreja considerasse que o matrimônio servia apenas à procriação. Pergunto: por que o senhor não afirmou, como ensina a Igreja, que o matrimônio tem duas finalidades: a unitiva e a procriativa? Por que não disse que, sim, o amor dos esposos importa e ele é – ou, pelo menos, deve ser – expresso pela unidade (de pensamento e de vontade) que os cônjuges demonstram em todas e cada uma de suas ações? Era tão simples desfazer a argumentação errônea do entrevistador e, ao mesmo tempo, aproveitar para instruir as pessoas segundo a Sã Doutrina! Pior que não ter ensinado no momento oportuno, foi o senhor afirmar que “o nosso discurso já mudou”! Diga-me, Pe. Fábio, acaso a doutrina imutável da Igreja perdeu a sua imutabilidade? O senhor crê, convictamente, que a Igreja está, dia após dia, se amoldando à mentalidade atual? Não seria missão da Esposa de Cristo formar na sociedade uma mentalidade cristã, isto é, fomentar um novo modo de pensar e de viver que esteja impregnado do perfume de Cristo? Ou é o contrário: o mundo é que deve catequizar a Igreja? Em outro momento da entrevista o senhor afirmou que não “conseguia” celebrar a missa todos os dias? Não lhe parece estranho, e prejudicial, que a sua “agenda” não permita que o senhor celebre todos os dias a Eucaristia? Qual deve ser o centro da vida do sacerdote: o altar ou o palco? E quanto ao breviário? A sua “agenda” permite que o senhor o reze diariamente (considerando que não fazê-lo é pecado grave para o sacerdote)? Depois veio a pergunta: “o senhor teve experiências sexuais antes de ser padre?” Creio um homem que consagrou (frise-se o termo: consagrou) sua sexualidade a Deus não deveria expor sua intimidade diante do público. Mas, já que a pergunta indecorosa foi feita, a resposta que esperei foi algo no sentido de fazer o interlocutor entender que aquela questão era de ordem privada; que não convinha ser tratada em público. Em resumo: algo como “não é da sua conta!”. Porém, que fez o senhor? Respondeu que teve, sim, experiências sexuais precedentes, mas “às escondidas”! Caro Pe. Fábio, o senhor acha que convém dar uma resposta deste tipo? Isso não induziria as pessoas a pensar que não existem padres castos (considerando que muitos confundem castidade com virgindade)? Isso não estimularia as pessoas a crer na falácia segundo a qual todo jovem já teve, tem ou deve ter experiências sexuais que precedam a sua decisão vocacional? O senhor comentou, ainda, que “para a gente ser padre, a gente tem que ter amado na vida. É impossível (grifos meus) fazer uma opção pelo celibato, pela vida consagrada, se eu não tiver tido uma experiência de amar alguém de verdade”. O senhor acha, realmente, que o homem que nunca amou uma mulher não sabe amar? Baseado em que o senhor diz isso? Que dizer então do meu pároco que, tendo ido para o seminário aos 11 anos, nunca namorou? Ele é menos feliz por causa disso? Menos decidido pelo sacerdócio? Não creio que isso proceda. O que se viu nessa malfadada entrevista à rede globo foi a apresentação de um comunicador, um cantor, um filósofo, um homem qualquer. Pudemos enxergar Fábio de Melo. E só. O padre passou desapercebidamente. De comunicadores, cantores e filósofos, já basta: nós os temos em número suficiente! Precisamos de padres! Padres que são, sim, homens por natureza; mas que tiveram sua dignidade elevada pelo caráter impresso no sacramento da Ordem. Homens que não são “como quaisquer outros” porque receberam a graça e a missão de agir in persona Christi. Temos carência de ver padres que ajam, falem e – até mesmo – se vistam, em conformidade com a sua dignidade sacerdotal. Creio que muitos destes desdobramentos que eu estou expondo não foram sequer imaginados pelo senhor no momento em que concedeu a entrevista, e enquanto respondia às perguntas. Contudo, o ônus de quem se expõe à opinião pública é, exatamente, suportar os possíveis mal-entendidos que se geram quando as palavras são compreendidas de modo diverso da intenção e da mentalidade de quem as proferiu. Espero que tudo que eu falei aqui tenha sido realmente um grande mal-entendido… Sempre cabe, contudo, esclarecer os desentendimentos mais graves que possam prejudicar não só a sua imagem, mas a da Igreja como um todo. Um ensino errado pode levar uma alma à perdição. Perdoe-me, sinceramente, a franqueza e, talvez, a dureza em alguns momentos. Mas eu precisava lhe expor as minhas dúvidas, impressões e inquietudes com relação a essa entrevista. Se o senhor se dignar me responder esta carta, ainda que de modo breve, sucinto, ficaria imensamente grato. Despeço-me rogando mais uma vez a sua bênção e garantindo-lhe as minhas orações em favor de seu sacerdócio e de sua alma. Gustavo Souza, Indigno filho da Santa Igreja Católica Obs.: Esta carta foi encaminhada ao e-mail que consta como contato do reverendíssimo Pe. Fábio de Melo no seu site. Estou no aguardo da resposta… #PadreFábiodeMelo #SantaIgrejaCatólica #Cristo #Reverendíssimo #sacramento #Padres #Deus #celibato #ubbiEcclesia #católicos #inpersonaChristi #Amazônia #Eucaristia #sacerdotal #Doutrina #GustavoSouza #Adão #Sacerdócio #amado #Tomás #Igreja #ProgramadoJô #Alma #Amor #PeFábiodeMelo #ibbiChristus

  • Papa quer que Igreja redescubra importância dos sacerdotes

    CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI espera que o Ano Sacerdotal, que começará na próxima sexta-feira, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Dia de Santificação Sacerdotal, sirva para que a Igreja redescubra a importância do sacerdote. Depois de rezar neste domingo a oração mariana do Angelus, o Papa recordou que a iniciativa tem lugar com motivo do 150 aniversário da morte de João Maria Vianneu, o santo cura de Ars, patrono dos párocos. “Encomendo a vossas orações esta nova iniciativa espiritual, que seguirá ao Ano Paulino, que se encaminha para sua conclusão”, disse, falando da janela de seu apartamento. “Que este novo ano jubilar constitua uma ocasião propícia para aprofundar no valor e na importância da missão sacerdotal e para pedir ao Senhor que dê a sua Igreja o dom de numerosos e santos sacerdotes”, concluiu, dirigindo-se aos milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro. O Papa anunciou a decisão de convocar o ano sacerdotal durante a audiência que concedeu dia 16 de março passado, aos participantes da plenária da Congregação para o Clero. O tema escolhido para este ano é “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. Durante o ano jubilar está prevista a publicação de um “Diretório para os confessores e diretores espirituais” e uma antologia de textos do pontífice sobre os temas essenciais da vida e da missão sacerdotal hoje. O ano sacerdotal será encerrado pelo Papa no dia 19 de junho de 2010, com um Encontro Mundial Sacerdotal na praça de São Pedro. #Cristo #PapaBentoXVI #Angelus #Congregação #Senhor #Sagrado #sacerdotal #SãoPedro #oração #santificação #Solenidade #sacerdote #AnoSacerdotal #SagradoCoraçãodeJesus #Igreja #Jesus #Bento

  • João Paulo II, uma mulher e muitas cartas

    A história de Wanda Poltawska, “irmãzinha” de Karol Wojtyla Por Renzo Allegri ROMA, sexta-feira, 12 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Seu nome circula pelos jornais do mundo inteiro já há algumas semanas. Ela se chama Wanda Poltawska, é polonesa, tem 88 anos e é médica psiquiatra. A razão deste interesse repentino da imprensa está no fato de que Poltawska publicou muitas das cartas que recebeu de João Paulo II. E, como era previsível, alguns meios de comunicação quiseram tornar um escândalo as cartas de João Paulo II a uma mulher. As cartas, publicadas em um livro recentemente lançado na Polônia, fazem parte de uma intensa correspondência trocada entre Poltawska e Wojtyla ao longo de 55 anos. Os dois se conheceram imediatamente depois da 2ª Guerra Mundial, tornaram-se amigos e colaboraram juntos em numerosas iniciativas. Primeiro em Cracóvia, nas atividades culturais e sociais da diocese, sobretudo para os problemas da família; e, após a eleição de Karol Wojtyla como pontífice, em Roma, onde Poltawska se converteu em membro do Conselho Pontifício para a Família, consultora do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde e membro da Academia Pontifícia para a Vida. Uma atividade intensa, uma amizade transparente, que todos conheciam. Uma amizade que teve extraordinária visibilidade em 1984, quando se soube que Poltawska havia sido objeto de um milagre por intercessão do Padre Pio, por meio da solicitação de Karol Wojtyla. A história se remonta a 1962. Portadora de um tumor, Wanda estava a ponto de morrer. Os médicos não lhe deram esperanças; queriam de qualquer forma tentar uma operação. Wojtyla, jovem bispo, encontrava-se em Roma para o Concílio. Foi informado e escreveu imediatamente uma carta ao Padre Pio, pedindo-lhe que rezasse por aquela mulher. A carta é de 17 de novembro de 1962. Foi entregue ao Padre Pio através de Angelo Battisti, que era administrador da Casa Alívio do Sofrimento. O Padre Pio pediu a Battisti que lesse a carta para ele. Ao acabar, disse, “Angelo, a isso não se pode dizer que não”. Battisti, que conhecia bem os carismas do Padre Pio, voltou a Roma surpreso e continuava se perguntando o porquê daquela frase: “A isso não se pode dizer que não”. Onze dias depois, no dia 28 de novembro, ele foi encarregado de levar uma nova carta ao Padre Pio. Nesta, o bispo polonês agradecia ao sacerdote por suas orações, porque “a mulher que tinha o tumor foi curada de repente, antes de entrar na sala de cirurgia”. Um verdadeiro e chamativo milagre, portanto, testificado pelos médicos. Conheço bem este assunto porque fui eu quem o deu a conhecer pela primeira vez em 1984, em uma biografia do Padre Pio que escrevi para Mondadori (Itália). As cartas de Wojtyla me foram entregues por Angelo Battisti, que havia me contado também o detalhe do comentário incrível do Padre Pio: “A isso não se pode dizer que não”. Assim que meu livro saiu, estas cartas foram reproduzidas pela imprensa do mundo todo e, portanto, desde então, a amizade entre Karol Wojtyla e Wanda Poltawska era conhecida. Logo depois houve muitos outros artigos sobre o tema, meus e de outros colegas, e se publicaram numerosas e belíssimas fotografias, que agora vários jornais reproduzem. Nada de novo, portanto. Uma grande amizade, uma extraordinária colaboração que não se interromperam com a eleição de Wojtyla ao trono pontifício. A publicação das cartas, no entanto, provoca feridas. E também preocupação, sobretudo no mundo eclesiástico. O cardeal da Cracóvia, em uma entrevista realizada em meio à polêmica, recriminou a Dra. Poltawska, dizendo que deveria ficar calada. Mas, examinando a situação com mente fria, chega-se a dar a razão à Dra. Poltawska. Ela fez bem em publicar estas cartas. Sua amizade era conhecida. Muitos conheciam esta correspondência. Na Congregação para a Causas dos Santos, queriam aquelas cartas. Mas não se sabe como as julgariam. E seu juízo teria permanecido secreto, sepultado nos arquivos daqueles palácios infranqueáveis. A Dra. Poltawska preferiu a luz do sol. Precisamente porque não há nada a esconder. Pelo contrário, são cartas belíssimas, de uma riqueza espiritual e humana comovente. Demonstram, como se ainda houvesse necessidade, a grandeza descomedida do coração de Karol Wojtyla, o imenso amor que tinha naquele seu coração, “imenso”, precisamente porque “amava” com o amor de Deus. Nos vários artigos publicados nestes dias, fala-se das cartas do Papa à Dra. Poltawska, mas ninguém se dedica a explicar quem é esta mulher e por que foi tão amiga de Karol Wojtyla. Ao começar a 2ª Guerra Mundial em 1939, Wanda Poltawska era uma jovem estudante universitária. Tinha 18 anos. Assistia aos círculos de estudantes católicos. E quando os nazistas invadiram a Polônia, como tantos outros de seus conterrâneos, começou a fazer parte da Resistência Partisana, para defender a pátria. Mas foi descoberta, arrestada, conduzida à Alemanha e passou 5 anos em um campo de concentração. Ao voltar para casa, retomou seus estudos, formou-se em Medicina e se especializou em Psiquiatria. Pessoa reservada, nunca falava de tudo o que havia sofrido. Ela quis, no entanto, transcrever em um caderno o que recordava para que não se perdesse. E só no começo da década de 80, deixou-se convencer por uma amiga e publicou aquelas suas memórias em um livrinho, intitulado “Ravensbruck. Tenho medo dos meus sonhos”. Eu o conheci em 1996, através do professor Adolfo Turano, microbiólogo, que o estava traduzindo para publicá-lo também na Itália. Conservo ainda o manuscrito que ele me deu. Depois, o professor morreu prematuramente, mas sei que o livro foi publicado na Itália no ano passado. É um documento emocionante. Desvela detalhes horríveis, alguns inéditos, sobre a crueldade dos verdugos nazistas. Poltawska conta a própria história de jovem prisioneira que vive um drama espantoso, mas a conta com uma comovente e maravilhosa participação no sofrimento dos demais. Poltawska não se limita a contar, naquelas páginas, os próprios padecimentos, sua ansiedade, seu sofrimento. Ela vê a si mesma e a todas as companheiras com o mesmo interesse. E este é um dado para ter bem presente, porque demonstra que os sofrimentos inumanos padecidos não apagaram jamais em seu coração a bondade, a dignidade humana, a solidariedade. Nos campos de concentração alemães estava o inferno, estendeu-se o “mal personificado”, mas entre as vítimas inocentes houve luminosos e incríveis exemplos de bem, de altruísmo heroico. “Uma tarde –escreve Wanda Poltawska no início de seu livro de memórias (cito da tradução que o professor Turano me deu)– estudava em casa quando na entrada uma voz masculina, em polonês, ressoou estranha e agressiva: ‘Quem de vocês é Wanda?’. E assim começou. Saí… e voltei só agora, após cinco anos de campo de concentração”. A jovem, primeiro foi levada ao comando da Gestapo, em Cracóvia, e submetida a um interrogatório que durou alguns dias. Foi espancada violentamente, com socos no rosto e no estômago, e ameaçada sob a mira de um revólver. Foi logo fechada em uma cela lotada de prisioneiros. “Na prisão, havia piolhos, pulgas, sujeira, não tinha água e brotou tifo. De noite, às vezes, de repente, acendiam as luzes, fazendo-nos permanecer firmes, começavam a chamar alguns de nós. Depois, na cela, já não se dormia, rezava-se por aquelas que tinham saído. E pouco depois, sob nossas janelas, ouvíamos os disparos da execução”. Após quase sete meses, as prisioneiras foram transportadas em um trem de mercadorias para a Alemanha, ao campo de Ravensbruck, onde os médicos alemães faziam experimentos com cobaias humanas. “Estávamos destinadas a morrer. Nossas vigilantes nos espancavam até o sangue. Fomos nuas, nos deram vestidos de listras, rasparam nosso cabelo; queriam destruir nossa personalidade”. Começaram então os trabalhos pesados, pesadíssimos. “Carregávamos uma quantidade desmedida de peso em nossos ombros… Recordo ter levado sobre meus ombros 80 quilos de cimento subindo escadas estreitas até o teto de uma casa de dois andares: sentia-me morrer, mas não podia deixar cair o peso porque atrás vinha outra prisioneira e a teria matado… Tínhamos de cimentar as áreas. As guardas gritavam ameaçadoras a qualquer sinal de descanso. As mãos sangravam”. “Voltávamos do trabalho com as mãos inchadas, os ossos quebrados. Deitávamos e após uma hora soava a sirene para revista. Voltávamos ao dormitório e, após outra hora, mais uma revista. Não se conseguia pregar os olhos. O cansaço era enorme. Às vezes, durante a revista, se dormia em pé, com os olhos abertos, e alguma caía. Era erguida a golpes. A fome era mais forte que o desejo de dormir. Estávamos magras como esqueletos. Nem sequer a vista das mulheres nuas, na fila para o banho, terrivelmente fracas, causava mal-estar. Olhávamos com indiferença nossa magreza, assim como para a possibilidade da morte. Pela fome nos convertíamos em ladras, brigávamos por migalhas”. E logo, em um certo momento, houve o chamado de um grupo que foi levado ao pavilhão da enfermaria, entre elas também Wanda. São lavadas, uma enfermeira as depila, lhes aplicam injeções que fazem perder a consciência. Quando as moças despertam, encontram as pernas engessadas. Que aconteceu? Não sabem. São devolvidas ao dormitório em cadeiras de rodas. Na cama, durante a noite, quando termina o efeito dos soníferos, começam dores terríveis. Começa assim o martírio. Aquelas meninas convertem-se em cobaias humanas para atrozes experimentos médicos. As operações nas pernas acontecem em períodos fixos. As feridas praticadas são tratadas com medicamentos especiais que produzem infecções, gangrenas. Naquele estado, as vítimas são abandonadas sozinhas nos dormitórios, sem nenhuma assistência. Wanda, ainda não podendo manter-se em pé, deixa-se cair na cama e, agarrando-se às camas das companheiras, chega àquelas que sofrem mais para levar consolo, lava os rostos febris com panos úmidos, conforta quem está agonizando. De dia chegam os médicos, observam as feridas, e ordenam outros experimentos. A cada pouco, uma menina morre. O desespero das sobreviventes é indizível. Mas Wanda, inclusive naquela situação terrível, consegue manter seu equilíbrio cristão. “Não tinha ódio e nem sequer agora tenho. Que via naqueles alemães? Olhava-os e buscava neles as pessoas”. Esta, em uma rápida síntese, é a inacreditável e horrível experiência que Wanda Poltawska fez, dos 18 aos 23 anos, no campo de concentração de Ravensbruck. Uma experiência capaz de destruir qualquer equilíbrio psíquico. Wanda sobreviveu física e psiquicamente àqueles horrores graças a sua fé. E também graças à ajuda de um jovem sacerdote, Karol Wojtyla, que conheceu ao retornar a casa. Àquele sacerdote confiou seus dramas espantosos e ele pôde “compreender”, porque também ele, nos anos de guerra, fora martirizado por grandes dores pessoais que o conduziram à vocação sacerdotal. E nasceu assim uma amizade, alimentada pelo resto da vida, cheia de atividades e de iniciativas para promover os valores que brotaram daqueles longos sofrimentos. #mulher #amordeDeus #Eclesiástico #CasaAlíviodoSofrimento #Karol #católicos #Alemanha #JoãoPauloII #intercessão #Cartas #KarolWojtyla #Wojtyla #PadrePio #Angelo #Cracóvia #Amor #Battisti #polêmica #SãoPiodePietrelcina #Meiosdecomunicação #Cardeal

  • A Trindade é só amor, recorda Bento XVI

    Vaticano, 07 Jun. 09 / 09:49 am (ACI).- Milhares de fiéis e peregrinos se encontraram na Praça de São Pedro a pesar do mau tempo para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem nas suas palavras introdutórias afirmou que tudo no mundo provém do amor, tende ao amor e se move impulsionado pelo amor”. “Deus é amor, ‘não na unidade de uma só pessoa a não ser na Trindade de uma só substância’: é Criador e Pai misericordioso; é Filho Unigênito, eterna Sabedoria encarnada, morto e ressuscitado por nós; é finalmente Espírito Santo, que tudo move, cosmos e história, para a plena recapitulação final”, disse o Pontífice ao refletir sobre o mistério da Trindade. Do mesmo modo, ressaltou que “as três Pessoas são um só Deus porque o Pai é amor, o Filho é amor, o Espírito é amor”, e que “é tudo e só amor, amor muito puro, infinito e eterno”. Mais adiante meditou sobre a criação qual manifestação da Trindade divina, assim que “todo o ser, até suas últimas partículas, é ser em relação, e assim faz ver o Deus-relação. Tudo provém do amor, tende ao amor e se move impulsionado pelo amor”. “A maior prova de que somos feitos à imagem da Trindade é esta: só o amor nos faz felizes, porque vivemos em relação, e vivemos para amar e para ser amados”, concluiu o Santo Padre. O Papa também recordou aos fiéis que depois do tempo pascal “a liturgia prevê três solenidades do Senhor: hoje, a Santíssima Trindade; na próxima quinta-feira a do Corpus Domini, que em muitos países é celebrada no próximo domingo; e, finalmente, na sexta-feira sucessiva, a festa do Sagrado Coração do Jesus. Cada uma destas evidencia uma perspectiva desde a qual se abraça a totalidade do mistério da fé cristã”. “A Virgem María –continuou o Papa- acolheu a vontade do Pai, concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Nela o Onipotente construiu para si um templo digno Dele, e o tem feito o modelo e a imagem da Igreja, mistério e casa de comunhão para todos os homens”. Depois de rezar o Ângelus o Papa saudou os presentes em diversos idiomas e repartiu sua Bênção Apostólica. #Cristo #criador #Ressuscitado #PapaBentoXVI #Deus #unigênito #virgem #Senhor #adiante #criação #misericordioso #Filho #pontífice #manifestação #Apostólica #Trindade #sabedoria #Amor #EspíritoSanto #Corpus #Jesus #Pai

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