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  • 20% das escolas elementares da Índia são cristãs

    Informa o Vaticano por ocasião da visita do cardeal Cordes CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Em momentos nos quais cresce de maneira significativa a obra da Igreja no campo da educação e da assistência aos enfermos na Índia, o cardeal Paul Josef Cordes está realizando uma visita de alento e orientação. O presidente do Conselho Pontifício «Cor Unum», instituição da Santa Sé encarregada de coordenar as organizações católicas de ajuda no mundo, se encontra no país de 15 a 19 de fevereiro por convite da Conferência Episcopal local. O purpurado alemão, em seu encontro com os bispos indianos, reunidos em assembléia plenária em Jamshedpur, oferecerá uma reflexão «sobre o espírito do compromisso caritativo da Igreja à luz da encíclica “Deus caritas est”, sublinhando em particular as raízes cristãs da caridade», explica um comunicado emitido pela Sala de Informação da Santa Sé. Segundo esta nota, «a visita quer reforçar o testemunho da Igreja Católica no campo caritativo, que segue fazendo-se visível através de numerosas obras de caridade». «Os cristãos na Índia já dirigem 20% das escolas elementares, 25% das instituições de ajuda a viúvas e órfãos, e 30% das dedicadas a deficientes, leprosos e enfermos da aids», indica o comunicado vaticano. Nestes momentos nos quais a Índia experimenta um grande crescimento econômico, o cardeal recordará aos bispos que no serviço de caridade (a diakonia) «é primordial o papel do bispo». Na primeira etapa de sua viagem, o cardeal visitou o túmulo da beata Teresa de Calcutá, assim como algumas das casas para pobres e pessoas que sofrem fundadas por ela. #Santa #Índia #AIDS #caridade #Igreja #Vaticano #Cardeal #alemão

  • Seita de Macedo pretende calar aos meios que denunciam suas irregularidades

    RIO DE JANEIRO, 16 Fev. 08 / 12:00 am (ACI).- A seita Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), liderada pelo polêmico empresário Edir Macedo tem aberto dezenas de processos judiciais contra os meios de comunicação e jornalistas brasileiros que denunciaram como aproveita seu status de organização religiosa para construir um império econômico. Os pastores e adeptos da IURD abriram uns 50 processos por “prejuízo moral” contra o jornal Folha de São Paulo e uma de suas jornalistas, logo que em dezembro passado publicasse uma reportagem sobre o império das comunicações de propriedade dos líderes da seita. Cinco pastores da seita abriram um processo contra o jornal Extra do grupo Globo do Rio de Janeiro pela publicação de uma reportagem sobre um seguidor da IURD que destruiu uma estátua de São Bento no estado da Baía (nordeste). A IURD foi fundada faz 30 anos pelo Macedo, um ex-empregado da Loteria do Estado do Rio e diz contar com mais de seis milhões de seguidores. No Brasil conta com dois mil templos e assegura estar presente em 46 países. O jornal Folha assinalou que a IURD é a maior proprietária de concessões de comunicação no Brasil e seu império está valorizado em mais de um bilhão de dólares. Conta com 23 cadeias de televisão, 40 estações de rádio e 19 empresas em nome de 32 membros da seita, incluindo dois jornais, uma agência de turismo, uma agência imobiliária e uma empresa de táxi aéreo. #comunicação #Seita #seitas #membro #RIO #jornal #folhadesãopaulo #IURD #império #Folha

  • Bento XVI: «Transfigurados na Esperança»

    Intervenção por ocasião do Angelus CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção de Bento XVI antes e depois de rezar a oração mariana do Angelus junto a vários milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano. * * * Queridos irmãos e irmãs: Concluíram-se ontem, no Palácio Apostólico, os exercícios espirituais que, como todos os anos, congregaram na oração e na meditação o Papa e seus colaboradores da Cúria Romana. Agradeço a todos que estiveram espiritualmente próximos de nós: que o Senhor os recompense por sua generosidade. Hoje, segundo domingo da Quaresma, continuando com o caminho penitencial, a liturgia, após ter-nos apresentado no domingo passado o Evangelho das tentações de Jesus no deserto, convida-nos a refletir sobre o acontecimento extraordinário da Transfiguração no monte. Considerados juntos ambos episódios que antecipam o mistério pascal: a luta de Jesus com o tentador pré-anuncia o grande duelo final da Paixão, enquanto que a luz de seu Corpo transfigurado antecipa a glória da Ressurreição. Por uma parte, vemos Jesus plenamente homem, que compartilha conosco inclusive a tentação; por outra, o contemplamos como Filho de Deus, que diviniza nossa humanidade. Desta maneira, podemos dizer que estes dois domingos constituem os pilares sobre os quais se apóia todo o edifício da Quaresma até a Páscoa, e mais, toda a estrutura da vida cristã, que consiste essencialmente no dinamismo pascoal: da morte à vida. A montanha, o Tabor como o Sinai, é o lugar da proximidade com Deus. É o lugar elevado com respeito à existência cotidiana na qual se respira o ar puro da criação. É o lugar da oração, onde se está na presença do Senhor, como Moisés e como Elias, que aparecem junto a Jesus transfigurado e falam com ele do «êxodo» que o espera em Jerusalém, ou seja, de sua Páscoa. A Transfiguração é um acontecimento de oração: ao rezar, Jesus se submerge em Deus, une-se intimamente a Ele, adere com sua própria vontade humana à vontade de amor do Pai, e deste modo a luz penetra e aparece visivelmente a verdade de seu ser: ele é Deus, Luz da Luz. Inclusive as vestes de Jesus se tornam brancas e resplandecentes. Isto recorda o Batismo, a veste branca que os neófitos usam. Quem renasce no Batismo é revestido de luz, antecipando a existência celestial, que o Apocalipse representa com o símbolo das vestiduras brancas (Cf. Apocalipse 7, 9.13). Aqui está o ponto crucial: a transfiguração antecipa a ressurreição, mas esta pressupõe a morte. Jesus manifesta aos apóstolos sua glória para que tenham a força de enfrentar o escândalo da cruz e compreendam que é necessário passar através de muitas tribulações para chegar ao Reino de Deus. A voz do Pai, que ressoa no alto, proclama Jesus como seu Filho predileto, como no batismo do Jordão, acrescentando: «Escutai-o» (Mateus 17, 5). Para entrar na vida eterna é necessário escutar Jesus, seguir-lo pelo caminho da cruz, levando no coração como Ele a esperança da ressurreição. «Spe salvi». Salvos na esperança. Hoje podemos dizer: «Transfigurados na esperança». Dirigindo-nos agora com a oração a Maria, reconhecemos nela a criatura humana transfigurada interiormente pela graça de Cristo e encomendemo-nos a sua guia para percorrer com fé e generosidade o caminho da Quaresma. [Traduzido por Élison Santos © Copyright 2007 – Libreria Editrice Vaticana] #Quaresma #Deus #batismo #esperança #oração #BentoXVI #Amor #caminho #Jesus #Transfiguração #Ressurreição

  • Cerca de 400 mil Anglicanos descontes com Canterbury solicitam "União plena" com Roma

    Por Forum Libertas Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: http://www.veritatis.com.br A Comunhão Tradicional Anglicana (TAC), com centenas de paróquias em todo o mundo, poderá “retornar a Roma” em bloco. Porém, sob qual fórmula? Mulheres-sacerdotisas, caos doutrinário, bispos ativistas homossexuais, ideologia de gênero, desprezo da liturgia… Muitos anglicanos se cansaram da desordem na Comunhão Anglicana e organizaram suas próprias congregações independentes de Canterbury. Uma destas é a Comunhão Tradicional Anglicana (TAC), que escreveu uma carta a Roma, “buscando a união plena, corporal e sacramental”. O que decidirá Bento XVI? A TAC expediu o seguinte comunicado à imprensa e em sua página na Internet (http://www.acahome.org/tac/index.htm): “O Colégio dos Bispos da Comunhão Tradicional Anglicana-TAC, reuniu-se em Sessão Plenária em Portsmouth, Inglaterra, na primeira semana de outubro de 2007. Os Bispos e Vigários Gerais unanimemente acordaram o texto de uma carta à Sé Romana buscando a união plena, corporal e sacramental. A carta foi assinada solenemente por todo o Colégio e confiada ao Primaz e a dois Bispos eleitos pelo Colégio, para que seja apresentada na Santa Sé. A carta foi cordialmente recebida pela Congregação para a Doutrina da Fé. O Primaz da TAC determinou que nenhum membro do Colégio concederá entrevistas até que a Santa Sé tenha apreciado a carta e haja uma resposta”. O Primaz a que se refere o texto é John Hepworth, australiano, Arcebispo da Igreja Católica Anglicana da Austrália, uma denominação anglicana fora da comunhão com a Sé de Canterbury. Na Austrália, conta apenas com 25 paróquias. Porém, como Primaz da TAC, ao entregar em Roma a carta que solicita a união plena, tem em suas mãos o destino espiritual de 400 mil fiéis anglicanos tradicionais em todo o mundo. Agora a bola está nas mãos da Santa Sé, que pode levar algum tempo… Talvez muito tempo. QUEM É A COMUNHÃO TRADICIONAL ANGLICANA-TAC? Trata-se de um conjunto de igrejas de tradição anglicana que rejeitou fazer parte da Comunhão Anglicana por diversos motivos doutrinários, sobretudo a ordenação de mulheres (primeiro como sacerdotisas e, posteriormente, como bispas – o que é mais grave por razões organizacionais). Um fiel da tradição apostólica pode evitar comparecer a uma celebração religiosa presidida por uma sacerdotisa, porém… como saberá se tal ou qual sacerdote foi “ordenado” por uma “bispa” e, portanto, se são verdadeiros e eficazes os sacramentos que recebe? A Comunhão Anglicana Tradicional (TAC) afirma possuir cerca de 400 mil fiéis. Se viessem em bloco à plena comunhão com Roma, seria o maior “retorno à casa” de protestantes desde o surgimento do Protestantismo no século XVI. As igrejas integradas a esta comunhão são: A Igreja Anglicana na América (95 paróquias, 4 dioceses nos Estados Unidos, 1 diocese em Porto Rico e 1 diocese na Nicarágua, na América Central). A Igreja Católica Anglicana do Canadá (43 paróquias no Canadá). A Igreja Anglicana na África do Sul de Rito Tradicional (31 paróquias e 21 missões no sul da África). A Igreja Católica Anglicana da Austrália (25 paróquias na Austrália, 1 na Nova Zelândia e 4 bispos). A Igreja Anglicana Tradicional da Inglaterra (22 paróquias no Reino Unido) A Igreja do Estreito de Torres (16 paróquias no Estreito de Torres, entre a Papua, no norte da Austrália e as ilhas da região; 3 bispos e 14 sacerdotes). A Igreja da Irlanda de Rito Tradicional (3 comunidades em 3 condados da Irlanda). E além destas, também: 2 igrejas na África (a Igreja de Umzi Wase Tiyopia e a Igreja Anglicana Continuada da Zâmbia) 3 igrejas na Ásia (a Igreja Anglicana da Índia, a Igreja Ortodoxa do Paquistão e a “Nippon Kirisuto Sei Ko Kai” no Japão, cujo número de paróquias não se encontra especificado na págida Web da Comunhão Anglicana Tradicional (http://www.acahome.org/tac/members/members.htm), sabendo-se porém que na Índia e na África podem possuir muitos fiéis. A parábola do filho pródigo e a da ovelha perdida ensinam aos cristãos a alegrarem-se pelo retorno à casa de uma única ovelha, de um único filho. O que significaria, então, para a Igreja Católica a acolhida e pleno retorno de todas estas comunidades? Não se trata de “apenas” 400 mil fiéis, o que já é grande número. Mas também uma quantidade importante de clérigos e pastores com experiência e fervor, comunidades já provadas, tanto na descristianizada Europa como no Terceiro Mundo, com impacto missionário, doutrina ortodoxa, devoção, ética pró-vida e pró-família, amor à Bíblia e à liturgia e uma dimensão multi-étnica e multi-cultural. Sem este perfil “robusto”, teriam permanecido com Canterbury. Porém, o que é mais importante: ao buscar Roma, marca-se um caminho que deve ser seguido por milhares de outros cristãos de tradição anglicana, descontestes com os desvios antibíblicos do Anglicanismo “de gênero” e pró-homossexualista. TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ROMA: POR EXEMPLO, ESTES TRÊS Existem 3 caminhos pelos quais centenas de milhares de anglicanos podem retornar à plena união com a Sé de Pedro: 1) O Caminho da Própria Vida: um cristão anglicano (de qualquer ramo) se cansa do caos doutrinário do Anglicanismo e “volta a Roma”. Procura uma paróquia católica e se submete a um curso de iniciação (em geral, nos países anglófonos, a “Iniciação Católica para Adultos”). É um passo individual, às vezes acompanhado por toda a família. Se é um sacerdote (casado ou não), pode pedir para que se lhe reconheçam ou se lhe confiram as ordens. Cada caso é um caso. Há uma freqüência constante destes casos todos os anos. 2) Outra situação: toda uma denominação anglicana que, porém, não se encontra na Comunhão Anglicana, solicita a plena comunhão com Roma. É o caso que estamos vendo ocorrer com a Comunhão Anglicana Tradicional (TAC): todo um bloco de igrejas anglicanas, que há anos romperam com Canterbury, pedem comunhão com Roma. Há muitas igrejas nesta situação de “Anglicanismo sem Canterbury”. Na Internet, em AnglicansOnLine.org, existe uma lista que inclui, além da TAC, outras 60 denominações anglicanas “sem comunhão com Canterbury” (ver, p.ex.: http://anglicansonline.org/communion/nic.html). Apenas nos Estados Unidos e Canadá, as chamadas igrejas anglicanas “continuadas” (ver http://en.wikipedia.org/wiki/Continuing_Anglican_Movement) somam mais de 650 paróquias. Se Roma acolher ao pedido da TAC é bem possível que algumas outras igrejas na mesma situação sejam atraídas. 3) Terceira possibilidade: grupos inteiros de anglicanos “ainda em comunhão com Canterbury” deixam a Comunhão Anglicana e voltam a Roma. São grupos anglocatólicos ou anglicanos tradicionais que durante décadas têm tentado obter algum espaço na Comunhão Anglicana, ou seja, para que pudessem ter suas próprias jurisdições sem mulheres bispas, pudessem fazer as coisas “à sua maneira” nas paróquias, se proibisse a ordenação de militantes homossexuais etc. Estre estes, instituições internacionais como “Forward in Faith” (http://www.forwardinfaith.com), com 800 paróquias em todo o mundo, segundo suas estimativas de 2005. [Tais grupos] olharão para Roma mais ou menos segundo a margem de manobra que o anglicanismo liberal (tal como o “Affirming Catholicism”, grupo este que, apesar de se apresentar como anglocatólicos, é favorável a mulheres bispas e bispos homossexuais) lhes permitir. Em 2005, estimava-se em cerca de 4,2 milhões de católicos na Inglaterra e Gales contra 25 milhões de batizados anglicanos (dos quais apenas 1,7 milhão comparecem aos cultos dominicais anglicanos). Porém um forte fluxo imigratório tem ocorrido nos últimos anos. O vigário para os católicos polacos afirmou para o periódico “The Times” que estimava em cerca de 600 mil polacos (católicos, obviamente!) no Reino Unido, metade deles recém-chegados. A imigração está alterando o mapa religioso do país. Além disso, tem aumentado o número de conversões do Anglicanismo para o Catolicismo desde que se iniciou [pela Igreja Anglicana] a ordenação de mulheres: Graham Leonard, ex-bispo anglicano de Londres, se converteu ao Catolicismo com sua esposa em 1995. Conversões recentes são também as dos ex-ministros britânicos John Gummer e Ann Widdecombe. Há algumas semanas foram recebidos na Igreja Católica Anita Henderson (esposa do bispo anglicano-irlandês de Tuam-Killala) [e Tony Blair (ex-primeiro-ministro da Inglaterra)]. UMA POSSIBILIDADE: O “USO ANGLICANO” NA IGREJA CATÓLICA Em finais da década de 1970, um grupo de clérigos episcopalianos (=anglicanos dos Estados Unidos) pediram ao papa Paulo VI que fossem admitidos como sacerdotes católicos. Porém, eram casados e tinham filhos. Não houve resposta até 1980, quando João Paulo II estabeleceu um procedimento para que os clérigos episcopalianos casados, com família constituída, fossem ordenados sacerdotes católicos. De 1983 para cá, cerca de 75 clérigos episcopalianos casados foram ordenados sacerdotes católicos nos Estados Unidos. No Reino Unido, desde 1990, cerca de 600 clérigos anglicanos foram ordenados como sacerdotes católicos, dos quais 150 eram casados, segundo um artigo de Dwight Longenecker publicado na CrisisMagazine.com (http://www.crisismagazine.com/june2007/longenecker.htm); o próprio articulista, aliás, era um pai de família, ex-ministro anglicano e atualmente sacerdote católico. A Igreja Católica não admite que a ordem sacerdotal recebida por um clérigo anglicano/episcopalino seja verdadeiramente ordem sacerdotal. Falta-lhe a constância, pelo menos. Porém, suas atividades e experiências como clérigos anglicanos/episcopalianos são tão próximas das do Catolicismo que resultam em candidatos muito aceitáveis para serem ordenados sacerdotes católicos. Nos Estados Unidos rege, desde 1980, a “Provisão Pastoral” de João Paulo II, que estabelece o “uso anglicano” dentro da Igreja Católica de Rito Latino. Apenas sete paróquias americanas a utilizam. Em geral, são comunidades que passaram do Anglicanismo para o Catolicismo, permitindo-lhes manter a liturgia ao estilo anglicano antigo: a Missa é oficiada pelo sacerdote olhando para o altar, comunga-se de joelhos e, no mais, se assemelha a uma Missa do século XVI (porém, em inglês e não em latim). O último caso registrado foi o da Sociendade São Tomás Moro, em Scranton, Pennsylvânia: vinte famílias episcopalianas que se tornaram católicas e mais seu pastor episcopaliano, o qual foi ordenado sacerdote católico (o padre Eric Bergman). A Missa segue o “uso anglicano” na Paróquia Católica de Santa Clara. Em novembro de 2006, o Arcebispo Myers (como delegado dos Bispos católicos norte-americanos) e a Sociedade do Uso Anglicano (http://anglicanuse.org; que visa promover o “uso anglicano”), se reuniram e trataram das possibilidades de se potencializar este uso. Por um lado, ajudará ao clero episcopaliano que quer se tornar católico (um clero que muitas vezes é casado e tem filhos, o que implica despesas financeiras); por outro lado, se pede para que o clero provindo do Episcopalianismo seja ordenado para “o uso anglicano”, mesmo quando não chega acompanhado por um grupo de fiéis anglicanos, convertidos juntamente com ele. A Sociedade do Uso Anglicano acredita que os fiéis chegarão. E que os sacerdotes também. Muitos anglicanos e episcopalianos que olham no sentido de Roma querem fugir do liberalismo moral, da má liturgia, do fideísmo… Procuram a beleza – o que encontram no luxuoso “uso anglicano”, mais do que na missa nova pós-Vaticano II. Sentiriam-se melhor se pudessem manter a liturgia anglicana quando “retornassem a Roma”. O que acontecerá com todas essas paróquia da TAC que solicitam agora a comunhão com Roma? Lhes será exigido que abandonem suas liturgias anglicanas? Não poderia ser adaptada tanto para a Austrália quanto para a Índia, África do Sul etc. a mesma provisão que rege o uso anglicano nos Estados Unidos? Com mais de 60 denominações anglicanas desvinculadas de Canterbury e com centenas de paróquias ainda ligadas a Canterbury, porém cada vez mais descontentes, o uso anglicano seria uma opção de ponte. Bento XVI e o Vaticano têm demonstrado serem capazes de tratar com grupos tradicionalistas católicos, que têm voltado à união com a Sé de Pedro. Provavelmente, então, veremos nos próximos anos muitas comunidades anglicanas encontrarem o seu lugar dentro da Igreja Católica. E, por meio delas, vale a pena olhar para o restante do mundo protestante. Muitos evangélicos pró-vida e pró-família há anos enxergam Roma como aliada e não como inimiga. Também existem pontes ecumênicas importantes no mundo como a experiência carismática católica e a protestante, as iniciativas de evangelização conjunta, ou do trabalho social contra a pobreza. À medida que a incerteza teológica divide os protestantes em liberais e conservadores, em um Cristianismo fracionado, Roma aparece cada vez mais como a aposta mais clara do desejo de Jesus: “Pai, que todos sejam um”. #Canterbury #acolhida #Tradicional #acolher #comunhão #água #Anglicana #anglicano #Catolica #Igreja #Amor #adultos #Jesus #Anglicanismo #América

  • Quaresma: olhar ao mal cara a cara e enfrentá-lo, diz o Papa

    ACI).- O Papa Bento XVI recordou durante a oração dominical do Ângelus, que a Quaresma deve ser para os cristãos um tempo de “combate espiritual” contra o mal, acompanhado da presença e do chamado da Virgem de Lourdes. Depois de perguntar o que significa ingressar na Quaresma, o Santo Padre respondeu que “significa iniciar um tempo de particular compromisso no combate espiritual que nos opõe ao mal presente no mundo, em cada um de nós e ao redor de nós. Quer dizer olhar ao mal na cara e dispor-se a lutar contra seus efeitos, sobre tudo contra as causas, até a causa última, que é Satanás. Significa não descarregar os problemas do mal sobre os outros, sobre a sociedade ou sobre Deus, porém reconhecer as próprias responsabilidades e as assumir conscientemente“. Bento XVI explicou que nisto consiste “carregar a cruz”, que “por pesada que for, não é sinônimo de uma desgraça que terá que evitar ao máximo, porém uma oportunidade para ficar e seguir a Jesus e assim adquirir força na luta contra o pecado e o mal”. O Papa explicou que entrar na Quaresma significa “renovar a decisão pessoal e comunitária de enfrentar o mal junto com Cristo. O caminho da Cruz é portanto o único que conduz à vitória do amor sobre o ódio, do compartilhar sobre o egoísmo, da paz sobre a violência”. “A Quaresma é verdadeiramente uma ocasião de forte compromisso ascético e espiritual baseado na graça de Cristo”, adicionou. O Pontífice recordou logo que a Quaresma coincide este ano com o 150° aniversário das aparições em Lourdes, onde a Mãe se revelou a Santa Bernardette Soubirous como “A Imaculada Concepção”. “A mensagem que a Mãe segue difundindo em Lourdes nos recorda as palavras que Jesus pronunciou precisamente ao início de sua missão pública e que escutamos mais freqüentemente nestes dias de Quaresma: ‘Convertam-se e acreditem no Evangelho’, orem e façam penitência“. “Acolhamos o convite de Maria que ecoam o de Cristo e peçamos-lhe ingressar com fé na Quaresma, para viver este tempo de graça com alegria interior e compromisso generoso,” disse o Papa. #Quaresma #Cristo #Lourdes #ingressar #XVI #compromisso #Amor #alegria #Jesus #Bento

  • Cardeal Lozano: Eucaristia é a «vitória definitiva» sobre a enfermidade

    Em 11 de fevereiro se celebra a XVI Jornada Mundial do Enfermo Por Mirko Testa CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- A Eucaristia é o consolo de quem vive o sofrimento abrindo-se à fé e à «vitória definitiva» sobre a enfermidade, afirma o cardeal Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde. Em uma entrevista concedida à Zenit no marco da XVI Jornada Mundial do Enfermo, que se celebra em 11 de fevereiro com o tema «A Eucaristia, Lourdes e a atenção pastoral aos enfermos», o purpurado mexicano refletiu sobre o «sacrifício de Cristo como vínculo específico que une a Maria, mãe consoladora por excelência, com o mundo do sofrimento». O cardeal aprofunda deste modo na chave de leitura proposta por Bento XVI na Mensagem que escreveu para esta ocasião, na qual sublinha a íntima relação que existe entre o mistério eucarístico, o papel de Maria no projeto de salvação e a realidade da dor humana. Esta celebração une este ano dois acontecimentos importantes para a vida da Igreja: o 150º aniversário das aparições da Vrigem Maria a Bernadette Soubirous na gruta de Massabielle, cujas celebrações concluirão em 8 de dezembro próximo, e a celebração do Congresso Eucarístico Internacional que acontecerá em Quebec, Canadá, de 15 a 22 de junho deste ano. «A única maneira para libertar-nos do sofrimento é Cristo Senhor, que com sua Cruz aniquilou a morte e todas as conseqüências da morte, as enfermidades, a dor, os sofrimentos, declara o cardeal Lozano. «Cristo carrega todo o mal, com o pecado da humanidade, se faz pecado por nós até morrer e da morte surge a belíssima flor da ressurreição», acrescenta. «A Eucaristia é a vitória definitiva, é, como dizia Paulo VI na encíclica Mysterium Fidei, a “medicina da imortalidade”», sublinha o responsável deste organismo vaticano encarregado de promover e orientar atividades da Cúria Romana sobre a saúde e de coordenar os 113.000 centros de saúde católicos no mundo. «O Santo Padre nos convidou em várias ocasiões a ter como centro a Eucaristia, como linfa vital que consola quem sofre, ajudando a compreender o valor salvífico da dor, e que dá força aos agentes de pastoral da saúde». «A Eucaristia se entende aqui como viático, como assistência pastoral», segue dizendo o purpurado, que recebeu do Santo Padre o convite a continuar em seu cargo, depois de ter completado em 26 de janeiro os 75 anos. «Neste contexto, a pastoral da saúde vai mais além da mera beneficência – segue explicando –, convertendo-se em resposta aos grandes interrogantes da vida à luz da morte e ressurreição do Senhor». Dado que Bento XVI não poderá presidir esta segunda-feira a missa com os enfermos na Basílica vaticana, pois começou este domingo os exercícios espirituais que durarão toda a semana, pediu ao cardeal Lozano Barragán que o substitua. A Jornada Mundial do Enfermo foi instituída por João Paulo II em 1992. #Cristo #Mundial #Maria #Eucaristia #Saúde #XVI #Jornada #Pastoral #vitória #sofrimento #Cardeal

  • A importância de São Jerônimo

    #importância #Jerônimo #São #Youtube

  • Ante polêmica no carnaval, bispo médico explica que pílula do dia seguinte é abortiva

    Por isso, ela «é moralmente inaceitável», afirma Dom Antônio Augusto Dias Duarte Por Alexandre Ribeiro BRASÍLIA, quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Um bispo brasileiro que também é médico explica que a pílula do dia seguinte é sim abortiva e que sua distribuição durante o carnaval não pode ser feita de maneira indiscriminada, não só pelo fato do fármaco ser «moralmente inaceitável», mas também porque pode «acarretar sérias complicações à saúde da mulher». Dom Antônio Augusto Dias Duarte, médico e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), manifestou-se por meio de nota essa quarta-feira, em apoio ao arcebispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, diante da ação da Igreja local contra a distribuição da pílula do dia seguinte. A Igreja se manifestou diante da decisão da prefeitura de Recife de distribuir a pílula do dia seguinte durante o carnaval, que no Brasil se celebra nos próximos dias 2 a 5 de fevereiro. A Pastoral da Saúde da arquidiocese de Olinda e Recife encaminhou um documento ao Ministério Público pedindo que fosse suspensa a distribuição do medicamento, não só durante o carnaval, mas definitivamente, por seu caráter abortivo. O aborto no Brasil é crime, com exceções da lei em casos de estupro e risco de vida para a gestante. Segundo Dom Antônio Dias Duarte, a intervenção do arcebispo de Recife e Olinda é acertada, pois o prelado «é movido por zelo pastoral e por fundamentadas motivações éticas, e sua iniciativa merece todo o nosso apoio». O bispo e médico destaca primeiramente em sua nota que «qualquer tipo de pílula anticoncepcional é um fármaco, que pode ter efeitos colaterais prejudiciais ao organismo da mulher, e seu uso deve ser acompanhado com adequados critérios clínicos, e mediante receita médica». Dom Antônio Dias Duarte explica que «dentre os anticoncepcionais, a assim chamada pílula do dia seguinte – também denominada contracepção de emergência – apresenta o agravante de ser abortiva». De fato – prossegue –, «trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez». «Para interceptar o concepto, essa pílula deveria ser ingerida dentro das primeiras 72 horas após a relação sexual que se presume tenha sido durante o período fértil da mulher e que tenha ocorrido a fecundação.» Na composição dessa pílula – afirma o bispo auxiliar do Rio de Janeiro – «estão presentes os hormônios femininos estrogênio e progesterona em altas doses, segundo o protocolo de Iuzpe, e eles têm a função de alterar as fases do desenvolvimento da parede uterina (endométrio), impedindo assim a nidação (ou seja, a fixação no útero materno) da pessoa recém-concebida». O bispo explica que «o uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos». Além disso, «sua ingestão nas primeiras 72 horas após a concepção provoca, na verdade, um aborto químico, tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico». Por tudo isso – afirma Dom Antônio Dias Duarte –, «o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público». #mulher #médico #pílula #Antônio #carnaval #Bispo #Alexandre

  • A distância de Deus é distância de si mesmo, explica Bento XVI

    Ao apresentar a relação entre fé e razão em santo Agostinho de Hipona CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Quando o ser humano se afasta de Deus, afasta-se de si mesmo, considera Bento XVI. Foi o que o pontífice explicou aos cinco mil peregrinos congregados na Sala Paulo VI do Vaticano para participar da audiência geral, na qual pela terceira ocasião falou de Santo Agostinho de Hipona, nesta ocasião, em particular sobre o tema fé e razão. Afirmou que «o itinerário intelectual e espiritual de Santo Agostinho constitui um modelo válido também hoje na relação entre fé e razão, tema não só para homens crentes, mas para todo homem que busca a verdade, tema central para o equilíbrio e o destino de todo o ser humano». «Estas duas dimensões, fé e razão, não devem separar-se nem contrapor-se, mas devem estar sempre unidas», declarou. Para ilustrar sua proposta, apresentou as famosas duas fórmulas com as quais Agostinho expressou esta síntese coerente entre fé e razão: «crede ut intelligas («crê para compreender») – crer abre o caminho para cruzar a porta da verdade –, mas também e de maneira inseparável, intellige ut credas(«compreende para crer»), perscrutar a verdade para poder encontrar a Deus e crer». «A harmonia entre fé e razão significa sobretudo que Deus não está longe: não está longe de nossa razão, de nossa vida; está perto de todo ser humano, perto de nosso coração e de nossa razão, se realmente nos colocamos em caminho». «A presença de Deus no homem é profunda e ao mesmo tempo misteriosa, mas pode reconhecer-se e descobrir-se na própria intimidade», pois como o bispo de Hipona disse: «nos fizeste, Senhor, para ti, e nosso coração está inquieto, até que descanse em ti». «A distância de Deus equivale, portanto, à distância de si mesmos», reconheceu Bento XVI, algo que Santo Agostinho explicava com estas palavras de suas «Confissões»: «Tu estavas, certamente, diante de mim, mas eu me havia afastado de mim mesmo e não me encontrava». «Isto é importante: quem está longe de Deus também está longe de si mesmo, alienado de si mesmo, e só pode encontrar a si se se encontra com Deus. Deste modo, consegue chegar a seu verdadeiro eu, sua verdadeira identidade». «Agostinho encontrou a Deus e durante toda a sua vida fez sua experiência até o ponto de que esta realidade – que é antes de tudo o encontro com uma Pessoa, Jesus – mudou sua vida, como muda a de todos que, homens e mulheres, em todo tempo, têm a graça de encontrar-se com Ele». #Verdade #Deus #Santo #razão #BentoXVI #distância #Jesus #Agostinho

  • Pregador do Papa: Cristo também redimiu o sofrimento e a morte

    Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo ROMA, sexta-feira, 25 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM cap., pregador da Casa Pontifícia, sobre a Liturgia da Palavra do próximo domingo, III do Tempo Comum. * * * III Domingo do Tempo Comum Isaías 8, 23b-9,3; I Coríntios 1, 10-13.17; Mateus 4, 12-23 Curava toda enfermidade e toda doença no povo A passagem do Evangelho do 3º domingo do Tempo Comum termina com as palavras: «Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, proclamando a Boa Nova do Reino e curando toda enfermidade e toda doença no povo». Cerca de um terço do Evangelho se ocupa das curas feitas por Jesus durante o breve tempo de sua vida pública. É impossível eliminar estes milagres ou dar-lhes uma explicação natural sem fragmentar todo o Evangelho e torná-lo incompreensível. Os milagres no Evangelho têm características inconfundíveis. Jamais aparecem para surpreender ou para exaltar quem os realiza. Hoje alguns se deslumbram ao ouvir certos personagens que dizem possuir poderes de levitação, de fazer aparecer ou desaparecer objetos e coisas do estilo. Para quem serve este tipo de milagre, supondo que seja assim? A ninguém, ou só a si mesmo, para ganhar adeptos e dinheiro. Jesus realiza milagres por compaixão, porque ama os outros: faz milagres também para ajudá-los a crer. Realizar curas para anunciar que Deus é o Deus da vida e que no final, junto à morte, também a doença será vencida e «já não haverá luto nem pranto». Jesus não é o único que cura, mas ordena a seus apóstolos que façam o mesmo: «Eu os envio a anunciar o Reino de Deus e a curar os enfermos» (Lc 9, 2); «Pregai que o reino dos céus está próximo. Curai os doentes» (Mt 10, 7 s). Encontramos sempre as duas coisas ao mesmo tempo: pregai o Evangelho e curai os enfermos. O homem tem dois meios para tentar superar suas enfermidades: a natureza e a graça. Natureza indica a inteligência, a ciência, a medicina, a tecnologia; graça indica o recurso direto a Deus, através da fé, da oração e dos sacramentos. Estes últimos são os meios que a Igreja tem à disposição para «curar os doentes». O mal começa quando se busca uma terceira via: a da magia, a que se apóia em pretensos poderes ocultos da pessoa que não se baseiam nem na ciência nem na fé. Neste caso, ou estamos diante de charlatões – ou pior – diante da ação do inimigo de Deus. Não é difícil distinguir quando se trata de um verdadeiro carisma de cura e ou de sua falsificação na magia. No primeiro caso, a pessoa jamais atribui a poderes próprios os resultados obtidos, mas a Deus; no segundo, as pessoas não fazem mais que exibir seus pretendidos «poderes extraordinários». Quando por isso se lêem anúncios do tipo: mago tal de não sei quem «chega onde outros fracassam», «resolve problemas de todo tipo», «poderes extraordinários reconhecidos», «expulsa demônios, afasta o mal olhado», não podemos duvidar nem um instante: são grandes enganos. Jesus dizia que os demônios são expulsos «com jejum e oração», não esvaziando o bolso das pessoas! Mas devemos fazer-nos outra pergunta: e quem não se cura? O que pensar? Que não tem fé, que Deus não a ama? Se a persistência de uma doença fosse sinal de que uma pessoa carece de fé ou do amor de Deus por ela, teríamos de concluir que os santos eram os mais pobres de fé e os menos amados de Deus, porque há alguns que passaram toda a vida prostrados. Não; a resposta é outra. O poder de Deus não se manifesta só de uma maneira – eliminando o mal, curando fisicamente –, mas também dando a capacidade, e às vezes até a alegria de carregar a própria cruz com Cristo e de completar o que falta aos seus padecimentos. Cristo redimiu também o sofrimento e a morte; já não é sinal do pecado, participação na culpa de Adão, mas instrumento de redenção. [Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri] #Cristo #Evangelho #Deus #Adão #Tempo #Amor #alegria #Jesus #morte

  • Bento XVI: mundo que sofre pela ausência de Deus precisa de cristãos unidos

    Audiência geral na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- O mundo que sofre pela ausência de Deus tem necessidade da unidade entre os cristãos separados em igrejas e confissões, explicou Bento XVI hoje. Declarou isso durante a audiência geral, em plena Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que concluirá no dia 25, festa da conversão do apóstolo Paulo. «O mundo sofre pela ausência de Deus, pela inacessibilidade de Deus, deseja conhecer o rosto de Deus», reconheceu o Papa ante milhares de peregrinos congregados na Sala Paulo VI. «Mas como poderiam e podem os homens de hoje reconhecer este rosto de Deus no rosto de Jesus Cristo, se nós, os cristãos, estamos divididos, se um está contra o outro?», perguntou. «Só na unidade podemos mostrar realmente a este mundo o que ele necessita, o rosto de Deus, o rosto de Cristo», disse. Cem anos de ecumenismo espiritual A intervenção do pontífice serviu para fazer uma retrospectiva de cem anos de ecumenismo, pois a Semana de Oração completa um século de vida. «Enquanto damos graças ao Senhor por estes cem anos de oração e de compromisso comum entre tantos discípulos de Cristo», o Papa recordou «com reconhecimento o pioneiro desta providencial iniciativa espiritual», o Pe. Paul Wattson, anglicano americano, que passou depois à comunhão plena com a Igreja Católica e fundou a comunidade de irmãos e irmãs do Atonement. «Quando depois soprou o vento profético do Concílio Vaticano II, experimentou-se ainda mais a urgência da unidade. Depois da assembléia conciliar, continuou o caminho paciente da busca da plena comunhão entre todos os cristãos, caminho ecumênico que ano após ano encontrou precisamente na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos um dos momentos mais apropriados e fecundos.» Segundo constatou, «Graças precisamente a este ecumenismo espiritual – santidade de vida, conversão do coração, orações privadas e públicas –, a busca comum da unidade experimentou nestas décadas um grande desenvolvimento, que se diversificou em múltiplas iniciativas». Em particular, explicou, passou-se «do recíproco conhecimento ao contato fraterno entre membros de diversas igrejas e comunidades eclesiais, de conversas cada vez mais amistosas e colaborações em diferentes campos, do diálogo teológico à busca de formas concretas de comunhão e de colaboração». A alma do ecumenismo Para o Papa, a oração é a alma do ecumenismo, pois «é evidente que não podemos alcançar esta unidade unicamente com nossas estratégias, com o diálogo e com tudo o que fazemos, ainda que seja sumamente necessário». «O que podemos fazer é oferecer nossa disponibilidade e capacidades para acolher esta unidade quando o Senhor a concede a nós.» «Este é o sentido da oração: abrir nossos corações, criar em nós esta disponibilidade que abre o caminho para Cristo», indicou. Segundo o bispo de Roma, «a oração pela unidade alentou e acompanhou as diferentes etapas do movimento ecumênico, particularmente a partir do Concílio Vaticano II». Um balanço «Neste período, a Igreja Católica entrou em contato com as demais igrejas e comunidades eclesiais do Oriente e do Ocidente com diferentes formas de diálogo, enfrentando com cada uma esses problemas teológicos e históricos surgidos no transcurso dos séculos e que se converteram em elementos de divisão.» «O Senhor permitiu que estas relações amistosas melhorassem o conhecimento recíproco, que intensificassem a comunhão, tornando ao mesmo tempo mais clara a percepção dos problemas que ainda ficam abertos e que fomentam a divisão.» O bispo de Roma concluiu dando graças a Deus, «que apoiou e iluminou o caminho até agora percorrido», «surgido pelo impulso do Espírito Santo» e «cada dia mais amplo». Bento XVI presidirá em 25 de janeiro a celebração das segundas vésperas da solenidade da conversão de São Paulo apóstolo, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros em Roma, como conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. #rosto #Cristo #Deus #acolher #comunhão #oração #Unidade #BentoXVI #Paulo #Alma #caminho #Jesus #ecumenismo

  • Matemático judeu criticado por defender Papa

    Entrevista com Giorgio Israel, professo da universidade «La Sapienza» Por Paolo Centofanti CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Defender Bento XVI dos ataques dos que se opuseram a sua visita à universidade «La Sapienza», em Roma, implica pagar um preço, confessa Giorgio Israel, professor de Matemática neste centro universitário. O docente de origem judaica interveio com um artigo em «L’Osservatore Romano» e com declarações públicas para explicar que Joseph Ratzinger defendeu Galileu na conferência pronunciada em 1990, pela qual foi acusado erroneamente por 67 professores (dos 4.500) de «La Sapienza». Zenit entrevistou o matemático, convencido promotor do diálogo entre fé e religião. –Considera que a imagem e a credibilidade de sua universidade em âmbito nacional e internacional sofreram após a oposição de um grupo de professores e alunos à visita do pontífice? –Professor Israel: Creio que o dano é muito sério. Recebi cartas por parte de professores norte-americanos que estavam desconcertados; nos Estados Unidos se podem encontram todas as posições possíveis e imagináveis, mas não se dá esta forma violenta de rechaço do diálogo com o Papa, e ademais apenas com o Papa, pois «La Sapienza» tem convidado todos. É algo desconcertante e, portanto, desde meu ponto de vista, o dano para a imagem é muito elevado. –Considerando seu ponto vista pessoal e seus contatos como professor, acredita haver motivações veladas por trás dos pretextos? –Professor Israel: Não creio. Sei que alguns têm dito que tudo isso se deve, em parte, às rivalidades entre grupos acadêmicos para a reeleição do reitor. Mas francamente não creio. É mais que provável que alguém se aproveite disso, mas meu juízo é que o mundo universitário, que sempre esteve ligado à extrema esquerda, em particular ao partido comunista, com o final da ideologia marxista ficou «órfão» desta ideologia. E, em certo sentido, construíram como uma teologia substituta, como disse George Steiner: o cientificismo e o laicismo mais obstinados. Na universidade encontramos uma concentração sumamente elevada de pessoas que têm uma visão deste tipo, muito mais que no resto da sociedade civil. –Crê que a intervenção do Papa poderia desarticular este tipo de ideologias? –Professor Israel: Não, pois é um processo sumamente lento. De um ponto de vista, dada a oposição, e as dificuldades circunstanciais, creio que a decisão de não forçar a situação foi muito adequada. Creio que há que distinguir três elementos. Entre os estudantes, o grupo que se opôs é uma pequena minoria, e esta é a maldição de «La Sapienza»: sempre há um grupo de revoltosos que consegue impor sua vontade à imensa maioria dos estudantes. Acredito que entre os estudantes esta posição não está muito estendida. Entre os professores, é diferente. Só assinaram a carta 67, mas creio que são muito mais numerosos os que têm uma posição deste tipo. Digo isso por conhecimento de causa. Logo há muitos que pensam de uma maneira totalmente diferente. É difícil fazer porcentagens. Mas talvez se trata de uma divisão meio a meio. Mas não se trata apenas de 67, são muito mais. Perante esta situação, penso que foi certo não ir à universidade e dar uma lição de aula, enviando um discurso que em certo sentido desmantela todos os pretextos do rechaço, da oposição à visita do Papa. Do meu ponto de vista, a mudança desta mentalidade apenas pode vir com um processo muito lento, de discussão, no qual se mostre progressivamente que estas posições de caráter cientificista, laicista, radical, são posições equivocadas. Mas, repito, estes processo requerem muito tempo; não é algo que se consegue em poucos dias, nem sequer em meses ou um ano. Precisa de tempo. –Além de tirar de contexto a citação de Ratzinger sobre a frase de Feyerabend na que falava do «caso» Galileu, houve erros de comunicação? –Professor Israel: Não sei. Penso que tudo isso reflete uma degradação cultural, porque quem faz algo assim e não se envergonha, ou inclusive não se dá conta, como constato em alguns casos, é uma pessoa que culturalmente desceu muito baixo. –Tem sofrido críticas ou ataques por ter tomado posição estes dias? –Professo Israel: Não vi muitas pessoas estes dias, mas é a situação de sempre. Quer dizer, quem toma posições como as que tomo paga um preço. Há pessoas que deixam de falar com você, porque – repito – é um clima sumamente ideologizado. #professor #Creio #adequada #universidade #oposição

  • Plena continuidade entre Wojtyla e Bento XVI na trilha do Vaticano II

    Revela a reedição de um livro do então arcebispo de Cracóvia Por Mirko Testa ROMA, quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Há um fio condutor que une solidamente a interpretação do Concílio Vaticano II (1962-1965) do então arcebispo Karol Wojtyla, que o definiu «um novo capítulo na pastoral da Igreja», à leitura que faz seu sucessor, Bento XVI. Demonstra-o uma obra titulada em italiano «Às fontes da Renovação. Estudo sobre a aplicação do Concílio Vaticano II» («Alle fonti de Rinnovamento. Studio sull’attuazione del Concilio Vaticano II»), que o futuro pontífice polonês, então arcebispo de Cracóvia, escreveu em 1972 para os fiéis de sua diocese, fazendo uma interpretação deste evento eclesial inaugurado por João XXIII. Publicada na Polônia em 2001 pela Associação Teológica Polonesa e editada na Itália em 2001 pela Livraria Editora Vaticana, a obra foi reeditada agora por Rubbettino Editore, com a contribuição da Fundação «Novae Terrae» e prólogo do bispo vigário de Roma, o cardeal Camilo Ruini. Com aquele estudo, o cardeal Karole Wojtyla, que havia vindo a Roma para o Concílio Vaticano II como desconhecido vigário capitular da arquidiocese de Cracóvia, contribuindo depois de maneira significativa na elaboração da constituição «Gaudium et Spes», pretendia fixar sua atenção «na consciência dos cristãos e nas atitudes que devem adquirir» para uma real e genuína aplicação do Concílio. No prólogo do livro, o cardeal Ruíni afirma que já nos primeiros anos do pós-concílio começaram a contrapor-se duas hermenêuticas, a da «ruptura» e a da «continuidade». Segundo Karol Wojtyla, era preciso dessa lógica para sublinhar o caráter pastoral e doutrinal do Concílio. O então arcebispo de Cracóvia via que o «princípio» e o «postulado» básico da aplicação do Vaticano II, ou seja, da renovação conciliar, era o «enriquecimento da fé». A seu entender, «tal tendência da Igreja assinala ao mesmo tempo a orientação fundamental pela qual a fé se desenvolve e se enriquece» porque «o enriquecimento da fé não é outra coisa senão a participação cada vez mais plena na verdade divina». Com efeito, acrescenta, «nada determina melhor o processo de auto-realização da Igreja que a realidade da fé e seu gradual enriquecimento». «Este enriquecimento da fé em sentido objetivo constitui uma nova etapa no caminho da Igreja para ‘a plenitude da verdade divina’ e, ao mesmo tempo, enriquecimento no sentido subjetivo, humano, existencial.» Nisto, portanto, Bento XVI acompanha de perto, ainda que se diferenciando, o pensamento de Wojtyla, como já se pôde ver no dia seguinte de sua eleição papal, quando declarou solenemente querer continuar o caminho percorrido por João Paulo II na aplicação do Concílio Vaticano II, e quando dedicou à sua correta exegese o histórico discurso à Cúria Romana de 22 de dezembro de 2005. Bento XVI, falando a seus colaboradores da Cúria, 40 anos após o encerramento do Vaticano II, apresentou como promotora de «confusão» aquela «hermenêutica da descontinuidade» que «pôde valer-se da simpatia da mídia e inclusive de uma parte da teologia moderna», opondo-lhe os frutos silenciosos mas constantes da hermenêutica da reforma, entendida como «renovação na continuidade». «Uma hermenêutica – escreve o cardeal Ruini no prólogo do livro – na qual a tradição vive na conjugação fecunda e fiel de continuidade (que não é repetição) e novidade (que não é mudança da substância). Um empenho que surge sobretudo de uma relação vital e espiritual com a palavra da fé e de uma eclesialidade vivida.» Enquanto isso, acrescenta o cardeal Ruini, resta ainda hoje uma marca perigosa da hermenêutica da descontinuidade que, com seu «chamado genérico ao ‘espírito do Concílio’, expõe ao risco de interpretações subjetivas, que entendem mal a autêntica natureza do evento conciliar e dão margem a evoluções dificilmente compatíveis com a substância do catolicismo». #Wojtyla #BentoXVI #Igreja #Concílio #Arcebispo #Cardeal

  • DVD traz críticas à Igreja Católica e defesa ao aborto

    Curitiba – 2008 começou com uma polêmica para os católicos, criada com a edição do DVD sobre a Campanha da Fraternidade 2008, cujo tema é “Escolhe, pois, a vida”. O vídeo, produzido pela Verbo Filmes, traz o depoimento da socióloga e membro da organização não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir (CDD), Dulce Xavier. No filme, Dulce critica a Igreja Católica por ser contra o uso de métodos contraceptivos e defende a realização do aborto pela rede hospitalar pública. Ela ainda deixa claro que a CDD “é uma organização não-governamental, independente da hierarquia ou da instituição católica, mas composta de pessoas que vêm de uma militância nos movimentos progressistas, ligados à teologia da libertação”. A reação dos católicos foi imediata. No dia 4 de janeiro, o padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente do grupo Pró-Vida de Anápolis, publicou em um jornal eletrônico da entidade a notícia de que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) havia mandado recolher os DVDs, que estavam sendo vendidos nas livrarias católicas desde meados de dezembro. “A inserção das ‘católicas’ no vídeo tinha sido feita sem a autorização da CNBB, que, quando soube da notícia, exigiu o recolhimento dos DVDs. A Verbo Filmes fez então uma outra edição, desta vez sem a fala das CDD”, diz o padre na internet. A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com a CNBB e com a Verbo Filmes, porém nenhuma quis se pronunciar sobre o assunto. A CNBB, inclusive, não fez pronunciamento público algum. Diante dessa discussão, os bispos não poderão permanecer calados por muito tempo. Os católicos já estão cobrando um posicionamento da entidade. O professor Alessandro Lima, editor e diretor do site Veritatis Splendor (www.veritatis.com.br), avisa que está preparando uma carta para ser entregue ao presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, pedindo esclarecimentos. “Dependendo da resposta acionaremos três entidades romanas: a Congregração para a Doutrina da Fé, a Congregação para o Clero e a Congregação para os Leigos. Porque as CDD dizem que são uma organização de leigas católicas. O que não é verdade. Elas vêm com esse nome para enganar os católicos”, acusa Alessandro. Dulce Xavier disse à Gazeta do Povo que foi convidada pela própria Verbo Filmes para participar do vídeo e que não sabia da mudança exigida pela CNBB, mas que, se realmente houve, isso representa uma vitória da parte fundamentalista da igreja. “É uma pena que mais uma vez o setor conservador fundamentalista não permita o debate. O grande problema é a ausência do debate. Eu acho que numa democracia é importante que todas as pessoas possam veicular o seu pensamento. Isso tem que ser considerado e veiculado o pensamento de todos os grupos. Uma campanha da fraternidade com apenas um lado da questão é um imposição”, defende-se Dulce. Para a Igreja Católica, a preservação da vida não está em debate. Principalmente a dos nascituros, que não têm como se defender. #CNBB #DVD #organização #vídeo #Verbo #Catolica #Alessandro #Igreja

  • Tradicionalistas voltam à comunhão com Igreja Católica

    Cardeal Castrillón avalia o impacto da «Summorum Pontificum» Por Mary Shovlain ROMA, segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Seis meses depois de Bento XVI tornar pública a carta apostólica sobre o uso ampliado do missal de 1962, precedente ao Concílio Vaticano II, a Santa Sé vê frutos de reconciliação com os católicos que colocaram objeções às reformas litúrgicas do Concílio Vaticano II. «Sumorum Pontificum» facilita a celebração da missa em latim, segundo o missal precedente ao Concílio, um rito que o documento denomina «forma extraordinária». A carta, emitida em forma de «motu proprio» (de própria iniciativa do Papa), presta atenção à situação de grupos cismáticos, tais como a Sociedade de São Pio X, que rejeita celebrar a Missa do «Novus Ordo», estabelecida pelo Vaticano II. O cardeal Darío Castrillón Hoyos declara à Zenit que, após o documento de 7 de junho, um grupo já pediu para voltar à plena comunhão com a Igreja. O cardeal, enquanto presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesiae Dei», é o responsável da Santa Sé encarregado de facilitar o retorno à plena comunhão eclesial das pessoas vinculadas à Sociedade de São Pio X, fundada pelo arcebispo Marcel Lefebvre. «Já recebemos respostas [à carta] – diz o cardeal Castrillón. Aqui em Roma temos uma comunidade que pediu para voltar e já estamos começando uma mediação para seu pleno retorno. Acrescentou que estão chegando pedidos do mundo inteiro: «Muitos dos fiéis se colocaram em contato conosco, escreveram e ligaram, para dizer que desejam a plena comunhão.» O cardeal Castrillón esclareceu a atual situação dos membros da Sociedade de São Pio X, após as excomunhões do Vaticano dos membros do grupo de 1988, a partir do gesto cismático de Lefebvre de ordenar quatro bispos de forma ilícita. Explicou que «as excomunhões pela consagração, realizada sem autorização do Papa, afetam só aqueles bispos que levaram a cabo a consagração, e os bispos que receberam a ordenação episcopal desta forma ilícita na Igreja, mas estas não afetam os sacerdotes ou os fiéis. Só alguns bispos foram excomungados». Segundo o prelado, o que se precisa agora é «refazer juntos o tecido eclesial, porque nossos irmãos – eu os conheço, conheço inclusive melhor a alguns dos bispos – são todos pessoas de boa vontade, pessoas que desejam ser discípulos de Jesus». «Neste momento – acrescenta –, com um pouco de humildade, com um pouco de generosidade, podemos voltar à comunhão plena, e os fiéis desejam isso porque não querem participar nos ritos quando o sacerdote está suspenso, porque a Igreja não lhe permite presidir a Missa nem absolver os pecados, de maneira que os fiéis desejam este retorno total.» O cardeal Castrillón disse que espera que cada um dos envolvidos continue «trabalhando com o Santo Padre para refazer juntos esta unidade, de forma que estas pessoas de boa vontade possam ter a plenitude da santidade que vem da união com a Igreja de Cristo, fundada sobre Pedro e seus sucessores». #desejam #comunhão #São #Pio #sociedade #BentoXVI #Igreja #Jesus #Concílio #Missa #Cardeal

  • Batismo é decisão séria!

    Jesus não precisava receber o batismo de João, pois se tratava de batismo para o perdão dos pecados (Mt 3,6; Mc 1,5). Era um gesto de disponibilidade em aceitar o Messias que estava chegando, embora o profeta o mostrasse de modo muito diferente, como juiz severo e rigoroso (Mt 3,12). Então, por que Jesus se apresenta para o batismo de João? “Para cumprir toda a justiça”, esclarece o próprio Jesus. Note-se um detalhe: depois que Jesus sai da água é que o céu se abre, o Espírito Santo desce sobre ele e o Pai o declara Filho amado que muito lhe agrada. Isso significa que o autêntico batismo de Jesus se dá quando o Espírito Santo desce sobre ele, capacitando-o para a missão de “cumprir toda a justiça”. Ungido pelo Espírito, é proclamado “Filho amado”. Essa expressão é tirada do Sl 2,7, salmo que celebra a posse de um novo rei para o povo de Deus. No dia da posse, Deus adotava o rei e lhe confiava a missão de administrar a justiça para o povo. A expressão “no qual pus o meu agrado” é tomada de Is 42,1, texto que fala de um servo fiel, amado por Deus e cumpridor do seu projeto. O batismo de Jesus, portanto, diz respeito à sua missão: ele é o rei servidor que vai cumprir toda a justiça, fazendo o reinado de Deus efetivar-se na história da humanidade. Mas não pretende realizar isso sozinho, pois diz “nós devemos…”, envolvendo mais gente. Quem além dele próprio, o Pai e o Espírito? João Batista, os discípulos, você e eu, todos os que sonhamos um mundo melhor, sem injustiças. O convite a participar desse mutirão nós o recebemos quando fomos batizados e o Espírito nos ungiu. Daí o batismo ser decisão séria, muito séria! Pe. José Bortolini, ssp #batismo #Messias #amado #João #justiça #Jesus

  • Evangelhos, entre historicidade e contribuição dos apócrifos

    Entrevista ao professor de Novo Testamento Bernardo Estrada Por Mirko TestaROMA, quarta-feira, 9 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- A consistência histórica dos Evangelhos está em sua própria gênese, na continuidade entre a pregação de Jesus, a pregação apostólica e sua redação, afirma nesta entrevista concedida à Zenit o Pe. Bernardo Estrada, professor de Novo Testamento da Faculdade de Teologia da Universidade da Santa Cruz de Roma, que cita alguns testemunhos alheios à Bíblia, que enriquecem o conteúdo dos Evangelhos. – O senhor pode nos explicar como aconteceu o processo de redação dos Evangelhos? –Padre Estrada: Podemos dizer que os Evangelhos se iniciam com a pregação de Jesus, que não escreveu de punho e letra praticamente nada, senão aquelas poucas palavras traçadas na terra quando lhe levaram a uma mulher surpreendida em adultério. De Jesus Cristo sabe-se, sobretudo, que pregava. Deve-se sublinhar a este respeito que a exigência de pregar e ensinar de memória era um costume constante da época, porque a escritura era impraticável em condições normais. Contudo, depois da paixão e morte de Jesus, a pregação da Igreja se fundou justamente no acontecimento pascoal. É este o fundamento de toda a nossa fé, não só porque Paulo o diz ao final da Carta aos Coríntios, mas porque precisamente o kerigma, o anúncio fundamental da Igreja após Pentecostes, foi «Jesus Cristo crucificado e ressuscitado». O Evangelho como tal era, como afirma São Paulo, proclamação da «gozosa mensagem»: Deus nos salvou da morte eterna com a morte e ressurreição de seu Filho Jesus. Só na segunda metade do século II, São Justino, ao escrever no ano 160 sua «Apologia», afirma que as memórias dos Apóstolos são denominadas «Evangelhos». É o primeiro testemunho no qual se passa do Evangelho como anúncio pregado ao Evangelho como texto. Após esta declaração apostólica, podemos dizer que os autores sagrados, ou seja, os evangelistas dos quais ao menos dois eram apóstolos, chegam à redação dos livros. Por isso pode-se dizer que os Evangelhos têm uma consistência histórica, porque refletem estes três estágios em sua formação, dando-se sempre uma continuidade. Uma continuidade que une a pregação de Jesus, a pregação apostólica e a redação do Evangelho. –Os Evangelhos «canônicos», ou seja, os aceitos pela Igreja por sua origem «apostólica» e por sua «conformidade com a norma da fé» das primitivas comunidades cristãs e as maiores Igrejas de origem apostólica, foram compostos entre 60 e 100. Quais são os critérios que testificam sua historicidade? –Padre Estrada: Os expoentes mais radicais da crítica histórica consideravam que havia uma distância tal entre a redação dos Evangelhos e a vida de Jesus que toda uma geração de testemunhas oculares havia desaparecido. Mas isso não é verdade. O primeiro Evangelho, que se sabe que foi escrito por Marcos, remonta-se ao ano 64, ou seja, 34 anos após a data provável da morte de Jesus. Naqueles anos o que se fez? Essencialmente, pregou-se o Evangelho em diversos lugares, refletiu-se sobre esse anúncio, dando-lhe uma sistematização teológica, que é o que Paulo fez. De fato, os Evangelhos se escreveram depois de que Paulo elaborasse praticamente toda a sua teologia. Em torno do ano 64, todas as Cartas haviam sido escritas, inclusive as pastorais, se é que ele foi seu autor. Podemos dizer que, naqueles anos, os Evangelhos sofreram uma evolução mais teológica que biográfica, porque os fatos e palavras da vida de Jesus já estavam comprovados. –Então, quais são os critérios para poder separar com certa segurança o que é histórico do que não é? –Padre Estrada: Na segunda metade do século XX, desenvolvem-se diversos critérios históricos, entre eles o da «descontinuidade», que se concentra naquelas palavras ou aqueles fatos de Jesus que não podem derivar nem do judaísmo do tempo de Jesus, nem da Igreja primitiva depois d’Ele. Por exemplo, no Evangelho de Mateus, Jesus enfrenta de maneira crítica as escrituras e Moisés, como nenhum rabino jamais fez, revelando a superioridade da nova lei proclamada por Ele, que não se fundamenta no estilo exterior dos fariseus, mas se assenta na intimidade do coração. Outro critério é o que se chama da «dificuldade», segundo a qual a Igreja não teria nunca comunicado um fato que pudesse humilhar Jesus, como por exemplo a cruz, que é o caso mais emblemático e paradigmático. O batismo por obra de João, se não tivesse acontecido realmente, não teria podido ser imaginado por nenhum autor. Assim como a aparição às mulheres, porque naquele tempo as mulheres não eram testemunhas qualificadas em Israel. –As notáveis afinidades entre os textos de Mateus e Lucas levaram diversos estudiosos a afirmar a existência de uma fonte comum, fazendo pensar que na realidade recorreram a fontes indiretas e não de primeira mão. O que o senhor pensa a este respeito? –Padre Estrada: Podemos admitir que os Evangelhos de Mateus e Lucas tiveram uma fonte comum, porque existe uma série de narrações, sobretudo de frases, que não aparecem em Marcos. Mas o que surpreende não é que Mateus e Lucas tiveram uma fonte comum, mas as diferenças. Por exemplo, os dois relatam a infância de Jesus, mas cada um o faz através de eventos que o outro sequer conhece. Em Mateus, o protagonista da infância de Jesus é José, enquanto que em Lucas é Maria. Se existissem muitas afinidades, isso teria podido levar a supor que houve um acordo entre os dois. Evidentemente, cada evangelista tinha uma fonte própria à qual recorrer e outra compartilhada. –Há fontes históricas independentes dos Evangelhos canônicos que enriquecem seu conteúdo? –Padre Estrada: A historicidade dos Evangelhos só é garantida pelos próprios Evangelhos, mediante seu processo de formação. Mas há, contudo, testemunhos alheios à Bíblia que não se devem desprezar. O primeiro é o de Plínio o Jovem, que foi pró-cônsul de Bitínia entre os anos 111 e 113, e que em uma das cartas enviadas ao imperador Trajano escreve que os cristãos «costumavam reunir-se antes do amanhecer e entoar a coros alternos um hino a Cristo como se fosse um deus». Portanto, afirma que estão convencidos da divindade de Cristo. Suetônio, no entanto, em sua obra «Vida dos doze césares», referindo um fato acontecido em torno do ano 50, afirma que Cláudio «expulsou de Roma os judeus que por instigação de Cresto eram contínua causa de desordem» (Vita Claudi XXIII, 4). Suetônio escreveu «Chrestus» ao invés de «Chrestòs, que era um nome grego muito comum, e Christòs, que queria dizer o «ungido», o «Messias». Portanto, existiam em Roma judeus-cristãos e – diria – judeus não-convertidos que discutiam entre si sobre Cristo e que podiam aparecer aos olhos da autoridade romana como causa de desordem pública. E depois está o testemunho do historiador romano Tácito que, nos «Anais», narra o incêndio que aconteceu em Roma no ano 64, pelo qual foi acusado o imperador Nero, que fez de tudo «para fazer cessar tal rumor», e por isso «inventou culpados e submeteu a penas refinadas a quem a plebe chamava de cristãos, detestando-os por seus atos abomináveis». Tácito afirma também que «a origem deste nome era Cristo, o qual, sob o império de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos; e esta superstição, momentaneamente adormecida, difundia-se de novo, não só na Judéia, ponto central daquele mal, mas também em Roma, onde confluiu de todas as partes e foi considerado honorável tudo o que há nele de torpe e vergonhoso» («Anais» XV, 44). –O elenco completo dos 27 livros do Novo Testamento é fixado pela primeira vez no tempo de Atanásio de Alexandria, em 367 d.C. Como se chega a escolher estes quatro Evangelhos no cânon das Escrituras? –Padre Estrada: Já antes do final do século II, Santo Irineu, bispo de Lyon e mártir, afirma em uma célebre passagem que «visto que o mundo tem quatro regiões e são quatro os ventos principais (…), o Verbo criador de cada coisa (…), revelando-se aos homens, deu-nos um Evangelho quádruplo, mas unificado por um único Espírito» («Contra as heresias», III 11, 8). A Igreja havia já definido então os quatro textos que se usavam na liturgia. Vinte anos antes do Irineu, também Justino fala dos quatro Evangelhos ou da memória dos Apóstolos, que eram mencionados ou lidos durante as celebrações eucarísticas. Então como se chegou a esta seleção? Na realidade, chegou-se através de um processo no qual o Espírito Santo se introduziu de forma natural e espontânea. Quando se difundia um texto que afirmava algo estranho, os próprios fiéis, unidos a seu pastor, o rejeitavam. Portanto, não haviam sido preparados por ninguém, ainda que já no século II existia a consciência de que o Evangelho era quádruplo: ou seja, um só, porque uma só é a pregação sobre a vida, as obras e as palavras de Jesus, mas com quatro imagens diversas, cada uma das quais oferece um toque pessoal. –A outra questão que surge agora é como a tradição apostólica chegou a incluir entre os Evangelhos canônicos também o Evangelho de João, o mais diferente com relação aos outros quanto a conteúdo e exposição, tecido com freqüência de reflexões espirituais e teológicas. Também alguns estudiosos atribuem a paternidade deste escrito a discípulos pertencentes a diversas «escolas de João», como se pode notar nesta passagem: «Este é o discípulo que dá testemunho sobre estes fatos e os escreveu; e nós sabemos que seu testemunho é verdadeiro» (João 21, 20). –Padre Estrada: O fato de que seus autores não sejam necessariamente os quatro que são mencionados nos títulos não desmerece a historicidade dos Evangelhos. Eu gostaria de dizer também que nem sequer há motivo para duvidar se não há razões sérias. Pelo que se refere ao Evangelho de João, é certo que um núcleo se remonta ao apóstolo, mas também houve discípulos que refletiram sobre as palavras de Jesus e encontraram outras fontes e redigiram um Evangelho que se afasta um pouco dos demais. De fato, é o Evangelho mais espiritual, onde não se fala nunca da crucifixão e do sofrimento, porque para o evangelista João, a hora da paixão se identifica com a glorificação e a suprema «elevação» de Jesus. João já apresenta a missão do Cristo a partir da Ressurreição. É um Cristo que triunfou e venceu a morte. Por outra parte, é impossível explicar o relato tão detalhado e cru da Paixão senão à luz da plena convicção que os evangelistas tinham da Ressurreição. Do contrário, teria sido simplesmente masoquismo! O sofrimento serviu para a nossa salvação. João relata muitíssimos diálogos de Jesus com o Pai, como se não tocasse a terra, mas que estivesse constantemente imerso na contemplação do rosto de Deus e já glorificado, enquanto nos outros Evangelhos Jesus é um homem com todas as suas características e seus limites humanos. O fato de que o Evangelho de João tenha sido retocado por uma comunidade de discípulos que se encontrava provavelmente em Éfeso, e ampliado ou talvez articulado de outro modo, comprova-se na passagem que você citou, e que é considerada um apêndice, um anexo posterior por parte de um discípulo que faz de João um testemunho veraz. Quando se lê o capítulo 20, compreende-se que estamos ante um final: «Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhais vida em seu nome» (João 20, 31). –Lucas, em seu Evangelho, composto por volta dos anos 80 do século I, alude aos «muitos outros» que escreveram sobre os acontecimentos de Jesus, quase testificando a existência de uma multiplicidade de Evangelho, aqueles mesmos Evangelhos que depois foram considerados apócrifos… –Padre Estrada: Na verdade, quando Lucas inicia o prólogo do Evangelho e diz «porque muitos se puseram a escrever um relato sobre os acontecimentos que sucederam entre nós», não se está referindo a livros, mas aos testemunhos de muitas pessoas que receberam a pregação apostólica e que escreveram os fatos e as palavras de Jesus. Certamente, essas são as fontes às quais os evangelistas também recorrem. Mas disso não devemos deduzir necessariamente que se tratasse de verdadeiros livros. Talvez Lucas, que tinha presente o Evangelho de Marcos, tenha percebido que outros tentaram redigir ou ordenar os fatos ligados à vida de Jesus. Mas isso não quer dizer que no século II se tivessem difundido os Evangelhos apócrifos. O fragmento mais antigo do «Evangelho de Tomé» se remonta ao final do século II, que provavelmente é a data de composição daquele Evangelho. Não antes. Mas nós sabemos que muitos Evangelhos são datados no século I inclusive nas citações contidas na Primeira Carta de Clemente, um texto atribuído ao Papa Clemente I (88-97) escrito em grego para finais do século I. Na «Didaquê» ou «Doutrina dos doze Apóstolos», que pode ser considerada como o catecismo cristão mais antigo, tendo sido escrita algumas décadas depois da morte de Cristo, cita-se o «Pai Nosso» exatamente como o recitamos hoje. Também sabemos que o fragmento mais antigo do Novo Testamento está dentro do papiro Rylands (P. 52), que contém partes do Evangelho de João e se remonta a cerca de 125 d.C., e é portanto uma cópia escrita a menos de 30 anos de distância do original. –Ainda que descartados porque não contêm verdades divinas reveladas, alguns Evangelhos apócrifos chegaram até nós em longos fragmentos, como o «Evangelho copto de Tomé» ou o «Evangelho de Pedro», sendo inclusive utilizados entre os monges cristãos da Síria e da Ásia Menor. Que valor têm? Acrescentam informações úteis ao relato dos quatro evangelistas? –Padre Estrada: Sobretudo, é necessário dizer que entre os Evangelhos apócrifos há alguns que, ao apresentar a figura de Jesus ou ao renovar o ensinamento, inspiram-se no gnosticismo, que é a teoria filosófico-religiosa dos primeiros séculos do cristianismo (I-IV), e que se contrapôs violentamente à Igreja Católica. Em 1945, na aldeia de Nag Hammdi, no Alto Egito, descobriu-se uma antiga biblioteca copta que custodiava 13 códices, todos escritos no século IV, alguns dos quais continham frases de Jesus, para expressar contudo conceitos não-cristãos. Todos os estudiosos concordam, por exemplo, em afirmar que o «Evangelho de Tomé» – o que suscitou maior interesse – é um Evangelho gnóstico que contém as doutrinas e as orientações de uma comunidade, nascida como heresia dentro do cristianismo, e que pretendia atribuir a Jesus seu conceito da salvação e todos os princípios da fé segundo seu ponto de vista. Por exemplo, não reconhecem a morte de cruz porque a única salvação viria da «gnose», ou seja, do conhecimento. E que a matéria é sempre causa de pecado ou está ligada ao demônio. O «Evangelho de Tomé», como os outros Evangelhos gnósticos, limita-se a notificar frases de Jesus sem inseri-los na narração do que fez. É uma espécie de «Confúcio cristão» do século II. Então, podemos perguntar-nos se os Evangelhos apócrifos contêm alguma verdade. Certamente. Por exemplo, os protoevangelhos nos contam os primeiros anos de vida de Jesus. Neste sentido, o mais famoso é o «Proto-evangelho de São Tiago», filho de José, que o teria tido, junto com outros três irmãos e duas irmãs, em um matrimônio anterior ao seu com Maria. Este texto teve certa influência na tradição e na iconografia, tanto que a presença do boi e do burro na gruta do Nascimento e o nome dos pais de Maria, Joaquim e Ana, nos chegam justamente desta fonte. Certamente, o conteúdo dos Evangelhos apócrifos pode diferir. Alguns contêm verdades e amplificações fantasiosas com relação aos Evangelhos canônicos, assim como um gosto teatral próprio de um cristianismo popular, ainda permanecendo no fundamental da ortodoxia, enquanto muitos outros, sobretudo aqueles de orientação gnóstica, contêm falsidades porque querem convencer da validez de sua heresia. Sob o perfil histórico, não nos dizem nada além do que já sabemos pelos Evangelhos segundo Mateus e Lucas, dos quais eles dependem. Sua intenção não é histórica, querem fazer obra de edificação. Frente à sobriedade dos Evangelhos, que relatam também realidades sobrenaturais de maneira «natural» e sóbria, sem acrescentar circunstâncias desnecessárias, escolhe-se responder ao desejo do povo cristão acrescentando de maneira mais ampla e colorida detalhes para sublinhar aspectos e fatos da infância e da adolescência de Jesus e Maria. Mas na verdade, dessa forma dão uma imagem de Jesus não conforme a realidade, como acontece no «Evangelho da Infância», de Tomé, onde é descrito como uma criança que já é capaz de fazer milagres. Portanto, pode-se dizer que se não tivessem ainda que fosse uma pequena parte de verdade, ninguém os teria aceitado. Sua importância está no fato de fazer ver uma época, um desenvolvimento do cristianismo, uma confluência de várias correntes teológicas e religiosas. Sua utilidade está em conseguir mostrar a evolução do cristianismo. #Evangelhos #bibliasagrada #Alexandria #bíbliavivaonline #adolescência #apócrifos #aldeia #NovoTestamento #Jesus #adultério

  • Santa Sé promove campanha mundial de adoração eucarística por sacerdotes

    VATICANO, 04 Jan. 08 / 12:00 am (ACI).- A Congregação para o Clero lançou uma campanha mundial de adoração eucarística perpétua pela santidade dos sacerdotes do mundo inteiro e as vocações à vida sacerdotal. Conforme explicam do dicastério vaticano, a iniciativa procura fazer que sempre alguém esteja rezando pelos sacerdotes durante as 24 horas do dia desde qualquer lugar do mundo, ao mesmo tempo que se implora à Virgem María sua intercessão por cada um deles. “A vocação a ser mãe espiritual dos sacerdotes é muito pouco conhecida, escassamente compreendida e pelo mesmo pouco vivida, embora a sua vital importância. Independentemente da idade, todas as mulheres podem ser mães espirituais de um sacerdote“. Esta é uma das ações também propostas para que as mulheres rezem anonimamente por um sacerdote específico e o acompanhem espiritualmente. Nesta iniciativa também se propõe criar mais santuários eucarísticos e a criação de lugares específicos aonde se possa realizar a adoração eucarística contínua. Esta iniciativa procura também orar pela reparação das faltas “de inconducta moral e sexual de uma muito pequena parte do clero”, assinalaram do dicastério vaticano. #AdoraçãoEucarística #Santa #Clero #dicastério #sacerdote #campanha #Vaticano #adoração #eucarística

  • Bento XVI pede orações em janeiro pela unidade dos cristãos

    Intenção geral do Apostolado da Oração CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 1 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI pede aos fiéis que neste mês de janeiro rezem pela unidade entre os cristãos. Assim se desprende da intenção geral do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes, para o primeiro mês de 2008. A intenção diz: «Para que a Igreja aumente seu esforço pela plena unidade visível, de modo que manifeste cada vez mais seu rosto de comunidade de amor, onde se reflete a comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo». Neste ano se comemora o centenário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, iniciativa que na maioria dos países do mundo se celebra de 18 a 25 de janeiro. Todos os meses também se ora por uma intenção missionária. A de janeiro de 2008 diz: «Para que a Igreja na África, que se prepara para celebrar sua segunda Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos, siga sendo sinal e instrumento de reconciliação e de justiça em um continente ainda marcado pelas guerras, a exploração e a pobreza». #Intenção #Apostolado #oração #Unidade #BentoXVI #Igreja #Amor

  • Ex-Pastor explica: "A reverência do Anjo a Maria!"

    #Maria #ExPastor #Youtube #reverência #Anjo

  • Boas Novas – Jesus Cristo nasceu mesmo em 25 de Dezembro do ano 1 A.C.

    Por Robert A. Sungenis Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: http://www.catholicintl.com/ Os pesquisadores críticos costumam a afirmar que Jesus provavelmente nasceu no ano 6 a.C. ou talvez até antes. Tal afirmação se baseia na informação fornecida por Flávio Josefo, de que Herodes morreu no ano 4 a.C. Considerando que Herodes teria ordenado matar as criancinhas de até dois anos de idade, isto levaria alguém a conjecturar que o nascimento de Cristo se deu entre os anos 5 e 6 a.C. As obras de Josefo que nos interessam aqui são “A Guerra Judaica” e “Antiguidades Judaicas”, as quais compreendem o período que vai de 170 a.C a 70 d.C. Embora muitos pesquisadores confiem totalmente em Josefo, suas obras contêm muitos erros e discrepâncias, que podem ser atribuídas ao próprio Josefo, ou ainda pelo fato de que na Idade Média existiaram dúzias de manuscritos das suas obras, cada uma diferenciando significativamente das demais. De fato, um artigo sobre Josefo na “Grande Encyclopédie” de Ladmirault (publicada em Paris, em 1893) afirmava que ele era “orgulhoso, arrogante e pretencioso; alguém que falsificava a história em vantagem própria e que tratava os eventos muitas vezes de forma inadequada”. Várias edições críticas das obras de Josefo foram publicadas a partir de então (p.ex.: Niese, 1881; Reinach 1902-1932). Reinach chega a acrescentar comentários nos relatos de Josefo tais como “isto é um erro” ou “em outro livro…as coisas são diferentes…”[1] Graças ao trabalho de Hughes de Nateuil, descobrimos que os críticos modernos estão equivocados. Pouco conhecido (ou divulgado) pelos pesquisadores modernos é que Josefo usou duas formas diferentes para datar a morte de Herodes e a interpretação da fonte que aponta o ano 4 a.C. é extremamente discutível. Em outra obra, ele chega a afirmar que Herodes morreu em 7 ou 8 a.C. Por outro lado, no ano 532 o monge Dionísio, o Exíguo, declarou que Cristo havia nascido em 25 de dezembro do ano 1 a.C. Ele também estabeleceu que o ano 1 d.C. correspondia ao ano 754 da fundação de Roma. Para compreendermos este sistema de datação, precisaremos retornar para a era pré-cristã. Nessa época existiam dois sistemas de datação: 1) O sistema de datação baseado nas datas do monarca reinante. Aqui a data inicial é 753 a.C., que corresponde à data de fundação de Roma sob o patrocínio de Rômulo. Os romanos denominaram esta data inicial como “urbe condita” (=”a partir da fundação da cidade”). O ano começava em 21 de abril e continha 355 dias no calendário. A adoção deste calendário impreciso forçou o [imperador] Júlio César, no ano 46 a.C., após consultar o astrônomo grego Sisógenes, a aumentar o número de dias desse ano para 445 e, a partir de então (ou seja, do ano 45 a.C. em diante) passou a haver 365,25 dias no ano, devendo ele agora começar em 1º de janeiro. 2) O sistema de datação baseado nas datas de eventos importantes. Aqui a data inicial é 776 a.C., que corresponde à data da primeira celebração dos Jogos Olímpicos. A cada quatro anos, os gregos recordariam a data dos jogos ou “Olimpíadas”, abreviando o evento como “OL”. Conforme declarava Santo Agostinho: “Qualquer coisa, então, que aprendemos em História sobre a cronologia dos tempos passados ajuda-nos muito na compreensão das Escrituras, mesmo que seja sem o auxílio da Igreja como matéria de instrução filial. Por isso frequentemente procuramos informação sobre uma variedade de matérias usando as Olimpíadas e os nomes dos cônsules. A ignorância sobre aquele consulado em que nosso Senhor nasceu e também daquele em que Ele sofreu [a crucificação] tem levado alguns ao erro de supor que ele tinha 46 anos de idade quando sofreu [a crucificação], por ser o número de anos que os judeus disseram a Ele que teria o templo demorado para ser edificado (e que Ele usou como um símbolo de Seu corpo). Mas nós sabemos, pela autoridade do Evangelista, que Ele tinha cerca de 30 anos de idade quando foi batizado; mas o número de anos que Ele viveu depois disto, só poderemos saber reunindo os Seus atos, e não há dúvidas de que poderão ser deduzidas de maneira mais clara e mais precisa comparando a história profana com o Evangelho” (Da Doutrina Cristã 2,28,42). Cada espaço de 4 anos tinha início na primeira lua-cheia de verão. Podemos encontrar outros Padres da Igreja usando o calendário olímpico [2]. Cirilo de Jerusalém, por exemplo, em suas “Leituras Catequéticas 12,19, data a profecia de Daniel 9,24-27 segundo o calendário olímpico. (…) Quanto ao sistema romano, embora esteja ligado mais intimamente ao nosso calendário atual, Júlio César não empregava os numerais de 1 a 31 para apontar os dias do mês. Ao contrário, ele usava os antigos nomes romanos “calendas, nonas e idos”. Neste sistema, as calendas eram o primeiro dia do mês; as nonas, o décimo-quinto; e os idos, o trigésimo (exceto em março, maio, julho e outubro, quando as nonas caíam no sétimo dia e os idos, no décimo-quinto). Os dias existentes entre esses nomes eram apontados conforme se aproximavam mais para as calendas, as nonas ou os idos. O número colocado antes do nome do calendário deveria ser subtraído da data do calendário; por exemplo, o “oitavo dia das calendas” deveria subtrair 8 dias a partir de 1º da janeiro, ou seja, equivaleria ao nosso 25 de dezembro. É daí que provém a célebra expressão irlandesa: “Nos idos de março”… No entanto, tudo isso é ainda um pouco mais complicado. Na verdade, havia duas formas de se datar no calendário baseado no monarca reinante. Os anos podiam ser expressos em números ordinais (p.ex.: primeiro, segundo, terceiro, quarto…). Quando os números ordinais eram usados, refletiam o ano em que certo monarca tinha sido nomeado ou ascendido ao trono. Seu ano de ascensão seria o primeiro ano e o ano seguinte seria o segundo ano. Mas os anos também podiam ser expressos em números cardinais (p.ex.: um, dois, três, quatro…). Neste caso, o ano 1 seria um ano após o monarca ter ascendido ao trono. Os antigos judeus usaram um sistema similar, de dupla marcação, para apontar os reinados dos reis de Israel e Judá, distinguindo entre o ano da ascensão do rei em oposição ao seu ano seguinte de reinado (v. “The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings”, de Edwin Thiele). E nós fazemos o mesmo ao computar várias datas. Atualmente, vivemos no 21º século, mas a data atual não começa, p.ex., em 2104, mas em 2004. De maneira análoga, podemos dizer que “João está em seu 31º ano” ou que “João possui 30 anos de idade”. Essas diferenças são importantes, já que é sabido que todos os historiadores gregos e latinos apontaram datas baseando-se em algum dos sistemas mencionados acima. Com efeito, eles encontravam disponíveis para eles próprios datas que usavam como referência: 1) A Olimpíada (ou OL) 2) A “urbe condita” (ou UC) 3) Os anos do monarca 4) Os anos do calendário juliano Como resultado, um mesmo evento poderia ser citado conforme diferentes datações, dependendo do sistema empregado. Por exemplo, quando Lucas 3,1 menciona: “No 15º ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era o governador da Judéia e Herodes o tetrarca da Galiléia”, o “15º ano” poderia significar 15 anos a partir da data em que ascendeu ao trono (que nós sabemos ser agosto de 14 d.C.) ou 16 anos a partir da data de sua ascensão. E mais: o mês de início de seu reinado poderia tanto ser janeiro quanto agosto. Para complicar ainda mais as coisas, já quase no fim do Império Romano, sob o reinado de Constantino, um outro sistema de datação foi estabelecido, baseando-se na taxação territorial que se fazia a cada 15 anos, conhecido como “indicções”. Este ciclo de 15 anos teve origem no reinado de Diocleciano, mas foi implementado especificamente como calendário por Constantino. Um outro complicador é que os gregos, além de usar o calendário olímpico, celebravam o nascimento de Jesus em 6 de janeiro enquanto que os latinos celebravam em 25 de dezembro. Aqui não há apenas uma diferença de 12 dias, mas sim uma diferença de quase 1 ano no calendário, já que janeiro corresponde ao início de um novo ano no calendário. E é aqui que entra Dionísio, o Exíguo (apelidado “Exíguo” em razão da sua humildade). Embora armênio de nascimento, estabeleceu-se eventualmente em Roma. Ele começou seu trabalho traduzindo textos do grego para o latim, observando que os gregos e os latinos não celebravam o Natal e a Páscoa nas mesmas datas. Baseando-se nos testemunhos de Justino Mártir, Tertuliano, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo e também em historiadores como Júlio Africano e Orósio, calculou que Cristo havia nascido precisamente 532 anos antes da data em que ele, Dionísio, teria iniciado o seu trabalho. Por exemplo, Júlio Africano fez um extensivo estudo dos calendários grego e hebraico e tentou fazer uma correspondência cuidadosa entre os dois. Ele escreve: “Até o tempo das Olimpíadas, não havia história precisa entre os gregos. Todas as coisas anteriores a essa data são confusas e não são consistentes umas com as outras. Mas como essas Olimpíadas foram perfeitamente investigadas por muitos, então os gregos passaram a registrar sua história não de acordo com longos espaços, mas em períodos de quatro anos. Por essa razão eu irei selecionar as narrativas míticas mais memoráveis, anteriores ao tempo da primeira Olimpíada, e percorrê-las rapidamente. Mas aquelas [narrativas] que são posteriores a esse período, pelo menos aquelas que são notáveis, eu as reunirei citando eventos hebraicos em conexão com [os eventos] gregos, conforme a datação destes, examinando cuidadosamente as ocupações dos hebreus e mencionando superficialmente as [ocupações] dos gregos. O meu plano é este: citar alguns eventos singulares da história hebraica e colocá-los em sintonia com outros da história grega. E considerando isto como matéria principal, subtrairei ou adicionarei [os eventos] conforme pareçam necessários para a narrativa; farei constar o que os gregos ou os persas registraram, ou qualquer personagem memorável de qualquer outra nacionalidade surgido na data do evento na história hebraica. Talvez assim eu possa me ater ao objetivo que proponho para mim mesmo” (Fragmento restante 3,1). Um exemplo do seu elaborado cálculo pode ser visto abaixo: “Além disso, a partir de Artaxerxes 70 semanas são computadas até o tempo de Cristo, conforme a numeraçao dos judeus. Portanto, de Neemias, que foi enviado por Artaxerxes ao povo de Jerusalém, por volta do 120º ano do Império Persa e do 20º ano do próprio Artaxerxes; e no 4º ano da 83ª Olimpíada até esse tempo, que é o 2º ano da 202ª Olimpíada e o 16º ano do reinado de Tibério César, passaram-se 475 anos, correspondentes a 490 anos hebraicos, já que eles medem o ano pelo mês lunar de 29,5 dias, como pode ser facilmente explicado, sendo que o período anual segundo o sol consiste de 365,25 dias, de forma que o período lunar de 12 meses possui 11,25 dias a menos. Por essa razão, os gregos e os judeus inserem três meses intercalados a cada oito anos. Assim obtêm 3 meses por 8 vezes 11,25 dias. Logo, os 475 anos contêm 59 períodos de 8 anos e 3 meses, pois sendo acrescentados os 3 meses intercalados a cada 8 anos, obtemos 15 anos e estes, juntamente com os 475 anos, perfazem 70 semanas. Agora, que ninguém pense que estamos só considerando os cálculos da astronomia quando fixamos o número de dias em 365,25. Não se trata de ignorar a Verdade, mas isto é fruto de um estudo preciso e, assim, declaramos essa nossa opinião tão brevemente. Permitam que o que se segue também seja apresentado sumariamente para aqueles que se esforçam por investigar cuidadosamente todas as coisas” (Fragmentos restantes 18,2) [2] Obs.: 202ª Olimpíada menos 83ª Olimpíada = 119 Olimpíadas. 119 x 4 anos = 476 anos. Deduzindo-se 1 ano – já que não existiu o ano 0 (zero) -, restam 475 anos. Quando comparamos os anos lunares com os anos solares, temos: – 475 anos x 365,25 dias = 173,493 dias – 490 anos x 354 dias (isto é, 12 meses de 29,5 dias) = 173.460 dias (havendo, assim, uma diferença de apenas 33 dias!) Dionísio então afirmou que o ano 1 da vida de Cristo correspondia ao ano romano de 754 UC (da fundação de Roma), com ambos começando no dia 1º de janeiro. Observe-se aqui que Dionísio situou o nascimento de Cristo no 8º dia anterior às calendas de Janeiro (ou seja: 1º de janeiro do ano 1 d.C menos 8 dias = 25 de dezembro do ano 1 a.C.). Incidentalmente, o dia 1º de janeiro do ano 1 d.C coincide com o quarto ano da 194ª Olimpíada, no mínimo até a primeira lua cheia de julho, quando então muda para o primeiro ano da 195ª Olimpíada. Após o cuidadoso trabalho de Dionísio, todos os historiadores aceitaram seu sistema de datação. Então, aqueles que desejassem retornar na história para apontar datas anteriores ao nascimento de Cristo passariam a empregar anos negativos. Por outro lado, aqueles que desejassem datar um evento ocorrido após Cristo, o expressariam como “Anno Domini” (isto é, “o ano de Nosso Senhor”) [abreviado como AD ou, popularmente, d.C.]. Com efeito, é seguro afirmar que o Calendário de Dionísio foi aceito por todo o mundo ocidental e continua a ser usado até os nossos dias. Podemos agora usar os vários calendários e coordenar várias datas para eventos específicos da vida de Cristo: – 8 dias após o nascimento de Cristo = 195ª OL ou 754 UC ou 1 AD [d.C.]. – Jesus no Templo de Jerusalém aos 12 anos de idade (cf. Luc. 2,42) = 198ª OL ou 766 UC ou 13 AD [d.C.]. – Batismo de Jesus = 202ª OL ou 782 UC ou 29 AD [d.C.]. – Crucificação de Jesus = 203ª OL ou 786 UC ou 33 [d.C.]. O livro apócrifo “Evangelho de Nicodemos”, em sua parte I (=Atos de Pilatos), declara: “No 15º ano do governo de Tibério César, imperador dos romanos, sendo Herodes o rei da Galiléia, no 19º ano de seu governo, no oitavo dia antes das calendas de abril, que é o 25º de março, no consulado de Rufo e Rubélio, no 4º ano da 202ª Olimpíada, sendo José Caifás o sumo-sacerdote dos judeus” [3]. Tudo isso coincide precisamente com as informações que temos, pois: O 15º ano de Tibério César = 19º ano de Herodes = 4º ano da 202ª Olimpíada = 8º dia das calendas de abril = 25 de março de 33 AD [d.C.]! [Com isto em mente, sabemos que] os [primitivos] Padres [da Igreja] testemunharam a data precisa do nascimento de Cristo: a) Eusébio de Cesaréia (+345 d.C.), em suas “Crônicas” (PG 19, col. 530ss) registra que: – Cristo nasceu no 4º ano da 194ª Olimpíada. – no 3º ano de Cristo (quando ele tinha 2 anos de idade, antes de completar o seu 3º aniversário), Herodes ordenou a matança dos inocentes. – Herodes morreu no ano 5 AD [d.C.], corroído por vermes. – a Paixão de Cristo (33 AD) ocorreu no 1º ano da 203ª olimpíada, no 18º ano de Tibério. b) O mesmo autor, em sua “História Eclesiástica” (PG 19, col. 287), registra que: – César Augusto reinou por 56 anos e 4 meses. Tendo ascendido ao trono em 43 a.C., o 42º ano de seu reinado pode ter se encerrado entre 1º de abril de 1 a.C e 1º de abril de 1 d.C. Lucas 2,1 declara: “Naqueles dias um decreto de César Augusto ordenou um censo em toda a terra habitada” (a significância do 42º ano será vista mais abaixo). c) São Jerônimo (+420), em sua “Interpretação das Crônicas de Eusébio Panfílio” (PL 27, col. 559ss), registra que: – Herodes foi reconhecido como rei dos judeus no ano 2 de César Augusto e que reinou 37 anos, apontado a morte de Herodes no ano 6 de Cristo ou 6 d.C. Ele escreve: “Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasceu em Belém de Judá e a partir desse ano começou a salvação dos cristãos. No ano 3 d.C., Herodes matou todas as crianças de sexo masculino em Belém e, no ano 6 d.C., ele teve uma morte terrível, mas merecida: seu corpo foi perfurado por vermes” (cf. tradução inglesa de J. S. Daly e F. Egregyi). – Cristo nasceu no ano 32 de Herodes ou também no ano 42 de Augusto. – o batismo de Cristo ocorreu em 30 d.C. – a Paixão de Cristo ocorreu em 33 d.C. – o martírio de Estêvão e a conversão de Paulo se deram em 34 d.C. – Mateus escreveu seu evangelho em 41 d.C. d) São Justino Mártir (+163), em sua “Apologia” (PL 6, col. 383ss), registra que: – a Paixão de Cristo ocorreu no 17º ano de Tibério, que teve início entre agosto de 32 e agosto de 33 d.C. e) Tertuliano (+222), em seu “Contra os Judeus” (PL 2, col. 614), registra que: – o nascimento de Jesus ocorreu no ano 41 de César Augusto. Embora isto seja 1 ano antes daquele declarado por São Jerônimo, isto se deve ao fato de que Tertuliano seguia estritamente a datação latina (a qual, como vimos anteriormente, apontava o Natal no calendário um ano antes do calendário grego, já que 25 de dezembro tem um ano a menos que 6 de janeiro) enquanto que São Jerônimo, embora latino, usava fontes gregas enquanto residia na Palestina. – na crucificação de Cristo, o sol parou de brilhar ao meio-dia (isto consta na sua obra “Apologético” 1,21): “Ele (=Deus) teria várias maravilhas apropriadas para tal morte. Com efeito, no momento em que o sol atingiu o meio da sua órbita, o dia foi repentinamente privado do seu brilho e aqueles que não sabiam que esse prodígio foi preparado para a morte de Cristo não compreenderam a razão desse fato. Posteriormente, eles passaram a negar que isso ocorrera, mas vocês podem encontrar [o registro] desse evento mundial guardado nos seus arquivos”. O texto de um historiador secular conhecido como Phlegon, ex-escravo do imperador Adriano (117-138 d.C.), corrobora: “…no 4º ano da 202ª Olimpíada ocorreu um eclipse que tornou-se notável porque nada comparável ocorrera antes. Na sexta hora do dia [meio-dia] as trevas eram tais que qualquer um conseguia ver as estrelas” (Fragmenta Historicum Graecorum, Didot. Paris 1849, vol. 3, Phlegon, livro 13, cap. 14, conforme citado em “The Controversy Concerning the Dates of the Birth and Death of Jesus Christ”, de J. S. Daly). Obs.: este fenômeno não poderia ter sido um eclipse causado pela lua, já que as trevas de um eclipse total ocorreriam apenas em áreas específicas da terra e, em todo caso, não durariam muito tempo; mas os Evangelhos registram que o sol parou de brilhar por três horas. Orígenes (+254), em seu “Contra Celso” 2,33, confirma o testemunho de Phlegon: “O eclipse que ocorreu no tempo de Tibério, durante aquele reinado em que Cristo foi crucificado, e o grande terremoto simultâneo, foi registrado por Phlegon em seus livros 13 e 14”. Continuemos, agora com outros historiadores da Igreja: f) João Malalas (+578), em sua “Cronografia” (PG 97, col. 351ss), registra que: – “No 4º mês do 42º ano de Augusto, no 8º [dia] das calendas de janeiro [isto é, em 25 de dezembro], na 7ª hora do dia, Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu em Belém”. – “Ele foi batizado no [rio] Jordão no 6º dia do mês de Audynae [=janeiro]”. – “No ano 18 do reinado de Tibério, no 7º mês, Nosso Senhor Jesus Cristo foi traído por Judas, seu discípulo. No 23º [dia] de março, o 3º dia da lua, o 5º dia da semana, na 5ª hora da noite [=23:00], Ele foi levado perante Caifás (…) No dia seguinte, foi levado a Pilatos (…) Ele foi crucificado no 14º dia da lua… Nesse momento, o sol foi privado da sua luz e as trevas cobriram toda a terra”. g) Diácono Paulo, em sua “História Diversa” (PL 95, col. 858-864), registra que: – “No 12º ano do reinado de Tibério, em Fidenae, um anfiteatro ruiu soterrando 20 mil pessoas. 7 anos depois, no tempo em que Nosso Senhor sofreu a Sua Paixão, ocorreu um imenso terremoto e pedras rolaram das montanhas. No mesmo dia, o sol escureceu da 6ª à 9ª hora; as trevas cobriram toda a terra e as estrelas apareceram [no céu]”. h) Júlio Africano, nos fragmentos de suas obras que chegaram até nós (PG 10, col. 90), registra que: – “No ano 5.533 da terra, que é o 33º de Cristo, denominado o 1º ano da 203ª Olimpíada, no momento em que Cristo sofreu Sua Paixão, trevas terríveis cobriram o mundo e rochas se quebraram em razão de um terremoto”. i) Orósio (+418), em sua “História contra os Pagãos” (PL 31, col. 1.059, livro 7), registra que: – Cristo nasceu em dezembro do ano 1 a.C. – no ano 3 de Cristo, Herodes assassinou os inocentes. – no ano 6 d.C., Herodes morreu, consumido por vermes. – no ano 28, Tibério enviou Pilatos como governador da Judéia. – no ano 33, a Paixão ocorreu no 8º dia das calendas de abril (=25 de março). j) Cassiodoro (+580), em sua “Crônica” (PL 69, col. 1.228), registra que: – a Paixão de Cristo ocorreu no ano 18 de Tibério, no 8º [dia] das calendas de abril, durante um eclipse do sol. – ele também escreve: “Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasceu em Belém no ano 41 do reinado de Augusto”. k) Sulpício Severo (+420), em sua “História Sagrada” (PL 20, col. 144), registra que: – Cristo nasceu no ano 33 de Herodes, no 8º dia das calendas de janeiro (=25 de dezembro), e Herodes morreu 4 anos mais tarde. – Cristo foi crucificado no 24º ano de Herodes, o Jovem (isto é, Herodes Antipas). l) Epifânio (+403), em suas obras “Do Ano do Natal de Cristo” e “Do Ano da Paixão de Cristo” (PG 13, cols. 902 e 978), registra que: – Cristo nasceu no ano 45 do calendário juliano (=ano 1 a.C. de nosso atual calendário), no 4º ano da 194ª Olimpíada. – que a Sua Paixão ocorreu no 18º ano de Tibério, em 25 de março, e a ressurreição, em 27 [de março]. Obs.: como é fácil de perceber, eventuais discrepâncias são quase sempre explicadas pelas diferenças de emprego dos números cardinais e ordinais dos diversos sistemas de datação. —– Notas: [1] Alguns exemplos de erros nas obras de Josefo: – Esdras 6,15 diz: “Este templo foi concluído no 3º dia do mês de Adar; era o 6º ano do reinado do rei Dario”; mas Josefo diz: “Tudo ficou completo no 9º mês do 28º ano de Xerxes” (Antiguidades, livro 11, v.179), ou seja, uma diferença de 45 anos! – 1Macabeus 6,30 diz: “O número de suas forças era de 100 mil soldados a pé; 20 mil a cavalo; e 32 elefantes acostumados à guerra”; mas em “Guerra Judaica” (livro 1, v.41), [Josefo] diz que eram 50 mil soldados, 5 mil cavaleiros e 80 elefantes, embora em “Antiguidades” (livro 12, cap. 9, v.366) cite 1Macabeus 6,30! – Em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 2, v.68), [Josefo] afirma que Hircano reinou por 33 anos, mas em “Antiguidades” (livro 12, v.299), diz que foram por 32 anos e, depois, no livro 22, por 30 anos. – Em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 3, v.70) é dito que Aristóbulo colocou a diadema sobre sua fronte 471 anos após o retorno do exílio, mas em “Antiguidades” (livro 13, v.301), afirma-se que foi 480 anos. Ambas as datas estão erradas, pois se deu após 490 anos! – Em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 4, v.105), ele diz que Alexandre capturou Gamala e expulsou o governador, mas em “Antiguidades” (livro 13, v.394), diz que Alexandre o matou. – Em “Antiguidades” (livro 15, cap. 11, v.1), ele diz que “Herodes assumiu a restauração do Templo [de Jerusalém] no 18º ano de seu reinado”, mas em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 21, v.401), afirma que “foi no 15º ano”. [2] “The Early Church Fathers and Other Works”, originalmente publicada em inglês pela Wm. B. Eerdmans Pub. Co. em Edimburgo (Escócia), no início de 1867 (Ante Nicene Fathers 6, Roberts e Donaldson). [3] Outras menções às Olimpíadas encontramos em: – Clemente de Alexandria (40ª, 50ª, 46ª e 62ª Olimpíadas): “O discípulo de Crates foi Zeno de Cítia, fundador da seita estóica. Ele foi sucedido por Cleantes e, depois, por Crísipo e outros após este. Xenófanes de Colofon foi o fundador da escola eleática que, segundo Timeu, viveu na época de Hiero, senhor da Sicília, e Epicarmo, o poeta. E Apolodoro diz que ele nasceu na 40ª Olimpíada e chegou até o tempo de Dario e Ciro”; (…) “Heródoto, em seu primeiro livro, concorda com ele. A data é próxima da 50ª Olimpíada. Pitágoras certamente viveu nos dias de Polícrates, o tirano, por volta da 62ª Olimpíada. Mnesífilo é citado como discípulo de Sólon e foi contemporâneo de Temístocles; Sólon surgiu por volta da 46ª Olimpíada” (Stromata 1,14). – Hipólito de Roma (88ª Olimpíada): “Este filósofo [Anaxágoras] floresceu no 1º ano da 88ª Olimpíada, na mesma época em que eles afirmam também que Platão nasceu”. – Sócrates Escolástico (271ª e 300ª Olimpíadas): “Na Bretanha, contudo, Constantino foi proclamado imperador, no lugar de seu pai, Constâncio, que morreu no 1º ano da 271ª Olimpíada, no 25º [dia] de julho (…) O imperador Constantino viveu 65 anos e reinou 31. Ele faleceu durante o consulado de Feliciano e Tartão, no 22º [dia] de maio, no 2º ano da 278ª Olimpíada. Este livro, portanto, abrange um período de 31 anos” (História Eclesiástica, livro 1, caps. 2 e 40). “E assim terminou essa guerra empreendida em razão dos cristãos que sofriam [perseguição] na Pérsia, sob o consulado dos dois Augustos, sendo o 13º de Honório e o 10º de Teodósio, no 4º ano da 300ª Olimpiada. E então acabou a perseguição que se levantara na Pérsia contra os cristãos” (História Eclesiástica, livro 7, cap. 20). – Teófilo de Antioquia (7ª e 62ª Olimpíadas): “Então, quando Ciro já reinava por 29 anos e foi assassinado por Tomiris na terra dos massagetas, na 62ª Olimpíada, os romanos começaram a crescer em poder, pois Deus os fortaleceu. Roma foi estabelecida por Rômulo, tido por filho de Marte e Ília, na 7ª Olimpíada, no dia 21 de abril, quando o ano era consistido de 10 meses. Ciro, então, tendo morrido, como já dissemos, na 62ª Olimpíada, faz-nos com esta data corresponda a 220 anos, quando Tarquínio, apelidado o Soberbo, reinou sobre os romanos” (A Autólico 3,27). Para citar este artigo:SUNGENIS, Robert A. Apostolado Veritatis Splendor: BOAS NOVAS – JESUS CRISTO NASCEU MESMO EM 25 DE DEZEMBRO DO ANO 1 A.C.. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4688. Desde 24/12/2007. #Herodes #Cristo #bibliasagrada #africano #JesusCristo #Alexandria #bíbliavivaonline #Tibério #NovoTestamento #25deDezembro #Alexandre #Dionísio #Olimpíada #Natal #Jesus #César #Agostinho

  • Jesus veio à terra «para responder à esperança de séculos», diz cardeal

    Segundo D. Eusébio Scheid, Jesus trouxe a paz, a fraternidade, o perdão, o Reino de Deus Por Alexandre Ribeiro RIO DE JANEIRO, terça-feira, 25 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Jesus veio à terra «para responder à esperança de séculos, que Ele preenche completamente e, até mesmo faz transbordar», afirma o cardeal Eusébio Scheid. «Tudo que a humanidade poderia esperar, e mais que isso, encontra-se na sua Pessoa, na sua obra e na sua mensagem», enfatiza o arcebispo do Rio de Janeiro, em mensagem de Natal dirigida aos fiéis. Segundo Dom Eusébio, Jesus trouxe a paz. «Embora a paz messiânica ainda não esteja plenamente instaurada, conforme anunciou o profeta Isaías (cf. Is 11), Jesus plantou-a, definitivamente, em nosso meio, para dar a plenitude de frutos a seu tempo. “Ele é a nossa paz” (Ef 2,14)». Jesus também trouxe ao mundo a fraternidade. «Este é um elemento que deveria predominar no Natal e, a partir do Presépio, impregnar a sociedade, abolindo distinções de raça, cor, cultura, posição social. Esforço sincero e contínuo de superação das desigualdades». O cardeal Scheid diz ainda que Jesus trouxe o perdão. «O perdão é dom de Deus. Através de sua entrega à vontade do Pai, Jesus distribui a imensidade desse perdão para povos e gerações, lavando as manchas e preenchendo os vazios da história com valores absolutamente novos». «Jesus nos trouxe o Reino de Deus» — prossegue o arcebispo do Rio de Janeiro –; «esse Reino não está ainda consubstanciado, mas se constrói gradativamente». «E cada passo nosso é importante na sua construção, para chegarmos ao ideal de verdade, justiça e paz. Reino, enfim, que seja digno do ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus», afirma. «Aproveito a oportunidade para desejar a todos que este Natal não seja somente feliz; isto é o mínimo que se possa esperar. Mas que seja um Natal de transformação nossa, com maior interioridade e maior adesão aos valores cristãos.» O cardeal Scheid convida os fiéis a que «nossos olhos não se fixem tanto nas coisas transitórias, que não têm valor estável, mas se voltem para o transcendente». «Pois a nossa vida é preciosa demais para que a dissipemos com as coisas materiais que, ademais, nos tolhem a liberdade.» «Contemplemos, na face do Menino Jesus, a verdade de Deus. Assim, poderemos experimentar o cumprimento de sua promessa: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32)», afirma o arcebispo. #Scheid #Verdade #Deus #Eusébio #Alexandre #Jesus #perdão #Arcebispo #Cardeal

  • Presépio é atração no Santuário de Aparecida

    APARECIDA, domingo, 23 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- O presépio instalado dentro do Santuário Nacional, por ocasião das festividades do Natal, tem sido a grande atração nos últimos dias no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. A cena de adoração ao Menino Jesus na manjedoura de Belém, conta no total, com 11 peças de resina no tamanho de 1,70m. A grande atração fica ainda por conta da dimensão de todo o contexto do presépio, que possui cascata e animais vivos. Segundo informa a assessoria de imprensa do Santuário, o presépio fica dentro da Capela São José, localizada entre as naves Leste e Sul, no interior do Santuário Nacional. De acordo com o administrador do Santuário, padre Hélcio Vicente Testa, a representação quer levar os visitantes da Casa da Mãe Aparecida à reflexão para uma vida nova, à luz do nascimento de Jesus. «É quando o Cristo nos vem para dar novo sentido às nossas vidas», disse. Essa é a primeira vez que o Santuário Nacional monta um presépio nessas dimensões. «Preparar um presépio realmente é muito especial. O presépio é uma catequese, um rito aberto onde as famílias se enxergam, gerando uma grande reflexão sobre esse momento tão importante que é o natal», enfatizou. A desmontagem do presépio está prevista para o dia 6 de janeiro de 2008. #Santuário #reflexão #dezembro #adoração #Aparecida #Jesus

  • Bento XVI convida a anunciar alegria do Natal ao mundo inteiro

    Convida os fiéis a «anunciar a todos a presença de Deus no meio de nós» CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Hoje, Bento XVI convidou todos os fiéis a anunciar ao mundo a alegria do Natal, o amor de Deus feito homem. Nisso consiste a missão evangelizadora da Igreja, esclareceu aos milhares de peregrinos congregados na Praça de São Pedro para participar da oração mariana do Ângelus. «Amanhã à noite nos reuniremos para celebrar o grande mistério do amor que não pára de nos surpreender. Deus se fez filho do homem para nos tornar filhos de Deus», começou constatando. «A missão evangelizadora da Igreja – indicou – é a resposta ao grito ‘Vinde, Senhor Jesus’, que percorre toda a história da salvação e que continua a ser levada entre os lábios dos fiéis. ‘Vinde, Senhor, transformar nossos corações, para que no mundo sejam difundidas a justiça e a paz’.» O pontífice esclareceu que este é o motivo que levou a Congregação vaticana para a Doutrina da Fé a publicar recentemente a Nota Doutrinal Sobre Alguns Aspectos da Evangelização. «O documento se propõe, de fato, a recordar a todos os cristãos, em uma situação na qual freqüentemente não está muito clara, nem mesmo a muitos fiéis, a própria razão de ser da evangelização, que o acolhimento da boa nova na fé motiva por si mesma a comunicar a salvação recebida como dom», reconheceu. «A verdade que salva a vida, que se fez carne em Jesus, incendeia o coração de quem a recebe, com um amor ao próximo que move a liberdade a doar isso que gratuitamente se recebeu.» A vinda de Deus, «que se faz próximo de nós no Natal, é um dom inestimável, dom capaz de nos fazer viver no abraço universal dos amigos de Deus, naquela rede de amizade com Cristo que liga o céu e a terra, que estica a liberdade humana até seu cumprimento e que, se vivida em sua verdade, floresce em um amor gratuito e cheio de cuidado pelo bem de todos os homens». «Nada é mais belo, urgente e importante que doar gratuitamente aos homens o que gratuitamente recebemos de Deus», reconheceu o Papa. «Nada pode nos eximir ou nos tirar deste oneroso e fascinante dever. A alegria do Natal que já experimentamos, enquanto nos enche de esperança, alenta-nos, ao mesmo tempo, a anunciar a todos a presença de Deus no meio de nós», concluiu. Bento XVI presidirá a Missa do Galo na noite de Natal e, ao meio-dia do dia 25 de dezembro, ele dará a bênção «Urbi et Orbi» e felicitará o mundo pela vinda de Jesus. #anunciar #Homem #Deus #gratuitamente #missão #BentoXVI #Amor #alegria #Jesus #presença

  • Comunhão é chave para entrar no mistério da Igreja, assegura Bento XVI

    Apresenta em sua catequese a outro Padre Apostólico, São Paulino de Nola ACI).- Na Audiência Geral de hoje celebrada no Salão Paulo VI no Vaticano, o Papa Bento XVI apresentou a figura e o pensamento de São Paulino de Nola, Bispo contemporâneo de Santo Agostinho, destacando que “a teologia de nosso tempo encontrou no conceito de comunhão a chave para entrar no mistério da Igreja“. Prosseguindo sua catequese sobre os Padres Apostólicos, o Santo Padre explicou ante milhares de paroquianos que no a vida do santo, em sua juventude governador de Campania, no sul da Itália, o contato “com a fé singela e intensa” do povo foi o início de seu caminho de conversão, cheio de numerosas dificuldades e provas. “O encontro com Cristo foi o ponto de chegada de um caminho árduo“, durante o qual uma série de circunstâncias adversas “fizeram-lhe ver a expiração das coisas”, assinalou o Pontífice durante sua catequese. Depois da morte de seu filho recém-nascido, decidiu junto a sua mulher, Terasia, dar seus bens aos pobres, viver em casta fraternidade e fundar uma comunidade monástica. Sua atividade pastoral se caracterizou, recordou o Pontífice, “por sua atenção particular para os pobres”, deixando a imagem de um “autêntico pastor da caridade”. “Sua conversão impressionou a seus contemporâneos, que lhe reprovavam o desprezo pelos bens materiais e o abandono de sua vocação de literato”, assinalou o Papa. E Paulino replicava que “sua entrega aos pobres não significava desprezo pelos bens terrenos, mas pelo contrário, valorizá-los ainda mais para o fim mais alto da caridade”. Assinalou deste modo que em seus escritos, São Paulino “destaca em particular o sentido da Igreja como mistério de unidade. Vivia a comunhão sobre tudo através de uma decidida prática da amizade espiritual” e “é impressionante a ênfase com que o santo canta a amizade como manifestação do único corpo de Cristo animado pelo Espírito Santo”. Finalmente, Bento XVI destacou que “a teologia de nosso tempo encontrou no conceito de comunhão a chave para entrar no mistério da Igreja”. “O testemunho de São Paulino de Nola nos ajuda a sentir a Igreja como nos apresenta isso o Concílio Vaticano II, como sacramento da união íntima com Deus e da unidade de todo o gênero humano“, concluiu. #comunhão #Santo #mistério #BentoXVI #catequese #Igreja #Agostinho

  • Pregador do Papa: "Quem nos criou sem nós não nos salva sem nós"

    Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo ROMA, sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a liturgia do próximo domingo, II do Advento. * * * II Domingo do Advento [A] Isaías 11, 1-10; Romanos 15, 4-9; Mateus 3, 1-12 Uma voz no deserto O Evangelho do II domingo de Advento, não é Jesus que nos fala diretamente, mas seu precursor, João Batista. O coração da pregação do Batista está contido nessa frase de Isaías, que repete a seus contemporâneos com grande força: «Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!». Isaías, para dizer a verdade, expressava: «Uma voz clama: no deserto, abri caminho ao Senhor» (Is 40, 3). Não é, portanto, uma voz no deserto, mas um caminho no deserto. Os evangelistas, aplicando o texto ao Batista que pregava no deserto da Judéia, modificaram a pontuação, mas sem mudar o sentido da mensagem. Jerusalém era uma cidade rodeada pelo deserto: ao Oriente, os caminhos de acesso, enquanto se traçavam, facilmente desapareciam pela areia que o vento move, enquanto ao Ocidente se perdiam entre as asperezas do terreno para o mar. Quando uma comitiva ou um personagem importante devia chegar à cidade, era necessário sair e caminhar pelo deserto para abrir uma via menos provisória; cortavam as sarças, aplainavam os obstáculos, reparavam a ponte ou uma passagem. Assim se fazia, por exemplo, por ocasião da Páscoa, para acolher os peregrinos que chegavam da Diáspora. Neste dado, de fato, inspira-se João Batista. Está a ponto de chegar, clama, aquele que está acima de todos, «aquele que deve vir», o esperado os povos: é necessário traçar um caminho no deserto para que possa chegar. Mas eis aqui o salto da metáfora à realidade: este caminho não se traça no terreno, mas no coração de cada homem: não se traça no deserto, mas na própria vida. Para fazê-lo, não é necessário pôr-se materialmente ao trabalho, mas converter-se: «Endireitai os caminhos do Senhor»: este mandato pressupõe uma amarga realidade: o homem é como uma cidade invadida pelo deserto; está fechado em si mesmo, em seu egoísmo; é como um castelo com um fosso ao redor e as pontes levantadas. Pior: o homem complicou seus caminhos com o pecado e aí permaneceu, seduzido, como em um labirinto. Isaías e João Batista falam metaforicamente de precipícios, de montes, de passagens tortuosas, de lugares impraticáveis. Basta chamar estas coisas por seus verdadeiros nomes, que são orgulho, humilhações, violências, cobiças, mentiras, hipocrisia, imundices, superficialidades, embriaguez de todo tipo (pode-se estar ébrio não só de vinho ou de drogas, mas também da própria beleza, da própria inteligência, de si mesmo, que é a pior embriaguez!). Então se percebe imediatamente que o discurso também é para nós, é para cada homem que nesta situação deseja e espera a salvação de Deus. Endireitar um caminho para o Senhor ,portanto, tem um significado concretíssimo: significa empreender a reforma da nossa vida, converter-se. Em sentido moral, o que se deve aplanar e os obstáculos que se deve retirar são o orgulho – que leva a ser impiedoso, sem amor para com os demais – , a injustiça – que engana o próximo, talvez abduzindo pretextos de compensação para calar a consciência –, por não falar de rancores, vinganças, traições no amor. São vales cheios de preguiça, incapacidade de impor-se um mínimo de esforço, todo pecado de omissão. A palavra de Deus jamais nos esmaga sob um monte de deveres sem dar-nos ao mesmo tempo a segurança de que Ele nos dá o que nos manda fazer. Deus, diz [o profeta] Baruc, «dispôs que sejam abaixados os montes e as colinas, e enchidos os vales para que se uma o solo, para que Israel caminhe com segurança sob a glória divina» [Ba 5, 7, N. da R.] Deus abaixa, Deus enche, Deus traça o caminho; é tarefa nossa corresponder à sua ação, recordando que «quem nos criou sem nós, não nos salva sem nos». Traduzido por Zenit #Advento #Homem #Deus #acolher #Senhor #Isaías #deserto #Cantalamessa #Batista #João #Amor #caminho #Jesus

  • “Identidade de gênero” é conceito ideológico e sem fundamento científico, assinala jurista

    ACI).- O Presidente da União de Juristas Católicos da Itália, Francesco D’Agostino, advertiu que o conceito de “identidade de gênero” que busca ser incluído na legislação da União Européia é ideológico, ambíguo e carece de fundamento científico. “Pela primeira vez, a lei introduziria o conceito de ‘identidade de gênero’, ideológico e sem fundamento científico, cristalizando, de maneira problemática, uma definição que é aberta, ambígua, ainda em discussão em um debate cultural amplo e articulado”, assinalou o jurista em relação à introdução, a última quinta-feira, de uma proposta para incluir o controvertido conceito no Tratado de Amsterdam. Este tratado, vigente desde 1999 e que busca a modificação de certas disposições do Tratado da União Européia, assinala que os estados são livres de “tomar as ações oportunas para combater as discriminações sobre o sexo, a raça ou a origem étnica, as religiões ou as tendências sexuais”. “O gênero é uma categoria nova, nascida nos últimos 20 anos no âmbito de um debate antropológico, que pretende separar a sexualidade biológica da sexualidade psicológica, para definir uma identidade sexual intermédia, que o sujeito atribui a si mesmo”. Trata-se, prosseguiu, de uma definição que é anômala e problemática sob o aspecto jurídico, em razão de sua ambigüidade“. Significaria, precisou, reconhecer “identidades plurais e arbitrárias”. Para D’Agostino, o conceito de “identidade de gênero” é, do mesmo modo, “ideológico” pois “se refere a uma posição contrária à natureza, que atribui ao indivíduo o poder de manipular a natureza, a biologia, em qualquer direção”. #Identidade #Tratado #Européia #jurista #advertiu #gênero #científico #ambigüidade #problemática #sexualidade

  • SCP3: Maria, os Santos e os Anjos

    Maria, os Santos e os Anjos é o Tema de Novo E-Book de Carlos Nabeto DADOS DA OBRA Série: Citações Patrísticas Título: “Maria, os Santos e os Anjos” Autor: Carlos Martins Nabeto Categoria: Religião Tema: Patrística – Literatura Cristã Primitiva Ano: 2007 Número de páginas: 96 Edição: 1ª Após o grande número de downloads dos Volumes 1 e 2 da série “Citações Patrísticas”, dedicados respectivamente à “Palavra de Deus e a Profissão de Fé” e “Deus Pai, Filho e Espírito Santo”, vem a lume agora o Volume 3 da série, voltado especificamente para “Maria, os Santos e os Anjos”. Nesta obra, com Imprimatur e prefaciada por Rafael Vitola Brodbeck, o autor, Carlos Martins Nabeto, reúne o pensamento dos Padres da Igreja acerca das seguintes questões: 1) Maria: descendente de Davi – nova Eva – imaculada conceição – virgem antes do parto – virgem durante o parto – virgem após o parto – a sempre virgem Maria – assunção aos céus – Mãe de Deus – Maria e a Igreja – a mais aventurada porque creu 2) Os Santos: existência – a predestinação de alguns – o martírio – a expansão da Igreja mediante a perseguição e o martírio – intercessão dos santos – possibilidade das aparições. 3) Os Anjos: existência – hierarquia – anjos da guarda 4) Imagens x Idolatria: veneração não é adoração – culto mariano – possibilidade do uso das imagens sagradas – o simbolismo das velas Cada tema e subtema é introduzido com versículos bíblicos e exertos do Catecismo da Igreja Católica, demonstrando a linha contínua que liga a Igreja dos primeiros tempos diretamente à Igreja Católica de nossos dias. Este novo volume, lançado APENAS em formato de E-Book, estará disponível GRATUITAMENTE a todos os interessados que manifestarem o desejo de recebê-lo por e-mail. Os leitores que ficarem satisfeitos com o conteúdo da obra são incentivados a procederem uma doação, de QUALQUER QUANTIA, visando a atualização e futura ampliação dos volumes que compõem a série, bem como para colaborar com os novos projetos do Autor, como a expansão e manutenção do site COCP-Central de Obras do Cristianismo Primitivo (http://cocp.veritatis.com.br), que disponibiliza os escritos da Igreja primitiva em sua íntegra. A série completa, em 6 (seis) volumes, entregará ao leitor mais de 1600 citações patrísticas e estará assim organizada: – Volume 1: A Palavra de Deus e a Profissão de Fé (e-book que ora apresentamos) – Volume 2: Deus Pai, Filho e Espírito Santo – Volume 3: Maria, os Santos e os Anjos – Volume 4: A Igreja de Cristo – Volume 5: Os Sete Sacramentos e a Criação – Volume 6: Escatologia e Questões Diversas Esta obra é especialmente recomendada a todos os que amam a única Igreja de Cristo e/ou se interessam pela literatura Patrística, especialmente sacerdotes, religiosos, seminaristas, catequistas e ministros extraordinários, além de leigos em geral que queiram conhecer a doutrina cristã tal como foi professada pela Igreja primitiva (e continua sendo pela Igreja contemporânea!). BREVE SUMÁRIO DO VOLUME III – MARIA, OS SANTOS E OS ANJOS – Prefácio (dr. Rafael Vitola Brodbeck) – Introdução Geral (Carlos Martins Nabeto) – 1. Maria – 2. Os Santos – 3. Os Anjos – 4. Imagens x Idolatria – Anexo: Relação de Padres e Escritores do Período Patrístico – Índice Onomástico PEDIDOS Peça já o Volume 3 (“Maria, os Anjos e os Santos”) clicando aqui . Peça também os Volumes anteriores: Volume 1: “A Palavra de Deus e a Profissão de Fé”. [Dados da Obra ] Volume 2: “Deus Pai, Filho e Espírito Santo”. [Dados da Obra ] #Deus #Maria #virgem #veneração #Martins #Carlos #Santos #Igreja #adoração #Pai #Nabeto #Palavra

  • Bento XVI promove colaboração entre Santa Sé e ONGs católicas

    Cada um segundo sua própria identidade CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI deu um impulso decisivo à colaboração entre a Santa Sé e as Organizações Não-Governamentais (ONGs) no cenário internacional. Foi a mensagem que deixou aos participantes no primeiro Fórum de ONGs de orientação católica convocado pela Secretaria de Estado da Santa Sé, de 30 de novembro a 2 de dezembro. Ao reunir-se com os participantes, 85 instituições católicas de ajuda de todo o mundo, no sábado passado, o bispo de Roma reconheceu que o que as une é «a mesma paixão pela dignidade do ser humano, essa mesma paixão que inspira constantemente a ação da Santa Sé nas diferentes instâncias internacionais». O Papa constatou que esse encontro tinha dois objetivos: expressar «gratidão e apreço pelo que já fazeis, colaborando ativamente com os representantes pontifícios nas organizações internacionais» e «tornar ainda mais estreita e, portanto, mais eficaz esta ação comum ao serviço do bem integral da pessoa humana e da humanidade». E «esta unidade de objetivo é possível de ser realizada através de papéis e de formas diferentes». «De fato, enquanto a diplomacia multilateral da Santa Sé tem de afirmar sobretudo os grandes princípios fundamentais da vida internacional», «a tarefa imediata de trabalhar por uma ordem justa na sociedade corresponde aos fiéis leigos», ou seja, «no caso da vida internacional, aos diplomatas cristãos e membros das ONGs». Entre os desafios que as ONGs católicas devem enfrentar, o Papa constatou que com freqüência «o debate internacional parece caracterizar-se por uma lógica relativista, que parece considerar como única garantia de uma convivência pacífica entre os povos a negação do direito de cidadania à verdade sobre o homem e sobre sua dignidade, assim como a possibilidade de um atuar ético fundamentalmente sobre o reconhecimento da lei moral natural». «Deste modo se impõe uma concepção do direito e da política na qual o consenso entre os Estados, alcançado em certas ocasiões em função de interesses particulares e manipulado por pressões ideológicas, acabaria sendo a única e última fonte das normas internacionais», denunciou. «Os amargos frutos desta lógica relativista na vida internacional são infelizmente evidentes – lamentou: basta pensar, por exemplo, na tentativa de considerar como direitos do homem as conseqüências de certos estilos egoístas de vida, ou o desinteresse pelas necessidades econômicas e sociais dos povos mais fracos, ou o desprezo do direito humanitário ou uma defesa seletiva dos direitos humanos.» O Papa pediu às ONGs católicas que «encontrem maneiras eficazes e concretas para que os ensinamentos da doutrina social da Igreja sejam percebidos no âmbito internacional». Neste contexto, alentou-as a «opor ao relativismo a grande criatividade da verdade sobre a dignidade inata do homem e sobre os princípios que dela se derivam». «Uma criatividade assim permitirá dar uma resposta mais adequada aos múltiplos desafios presentes no debate internacional atual e sobretudo permitirá promover iniciativas concretas, que devem ser vividas com espírito de comunhão e liberdade», concluiu. #colaboração #Homem #paixão #Santa #dignidade #Direito #adequada #BentoXVI

  • Após referendo, bispos seguirão promovendo a paz na Venezuela

    Declarações do presidente da Conferência Episcopal CARACAS, segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- A Igreja continua prestando seu serviço de «concórdia», afirmou o presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), depois do rechaço da população à reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez. Dom Ubaldo Santana considerou que agora a Igreja seguirá chamando «aos caminhos de paz», segundo recolhe uma crônica do jornal «El Universal», motivo pelo qual apresentou a Conferência como local para favorecer o encontro do diálogo e do entendimento. O prelado se mostrou «muito orgulhoso» pelo «excelente comportamento democrátivo que o povo venezuelano demonstrou». «Com os resultados de ontem, abre-se uma nova oportunidade na Venezuela para que os que formam os diferentes setores da vida do país possam trabalhar em conjunto e descobrir caminhos de mútua colaboração, além de buscar as formas de superar os desencontros e trabalhar pela reconciliação e a paz», afirmou nas declarações publicadas pelo jornal venezuelano. O arcebispo de Maracaibo reconheceu que é necessário manter um clima de esperança e descartar a resolução de problemas pela via da confrontação e do mau-trato. Assim, sugeriu iniciar uma nova etapa com maior qualidade de inclusão e respeito mútuo. #bispos #Episcopal #referendo

  • O presente fatigante é possível agüentar com a esperança cristã, diz o Papa em nova encíclica

    ACI).- A Santa Sé publicou hoje a nova encíclica do Papa Bento XVI “Spe Salvi”, (Salvos pela Esperança) em que o Pontífice explica o papel da virtude da esperança no mundo contemporâneo e a urgência de que os cristãos recuperem para si e o mundo seu verdadeiro sentido. No documento de 75 páginas divulgado esta sexta-feira em Roma durante uma coletiva de imprensa, o Pontífice assinala que “o presente, embora seja um presente fatigante, pode-se viver e aceitar se levar para uma meta, se podemos estar seguros desta meta e se esta meta for tão grande que justifique o esforço do caminho”. Na encíclica, enriquecida com numerosas entrevistas e meditações bíblicas, além de exemplos e entrevistas tirados da vida de Santos e Padres da Igreja, o Pontífice assinala que a partir do anúncio do Evangelho pelo Jesus Cristo, “a porta obscura do tempo, do futuro, foi totalmente aberto. Quem tem esperança vive de outra maneira; deu-lhe uma vida nova”. “Chegar a conhecer deus, ao Deus verdadeiro, isso é o que significa receber esperança“, adiciona. Mais adiante, ao referir-se ao conceito de esperança apoiada na fé no Novo Testamento, a encíclica recorda que “o cristianismo não trazia uma mensagem sócio-revolucionária como o de Espartaco que, com lutas cruentas, fracassou”. “O que Jesus trouxe, tendo morrido Ele mesmo na cruz, era algo totalmente diverso: o encontro com o Senhor de todos os senhores, o encontro com o Deus vivo e, assim, o encontro com uma esperança mais forte que os sofrimentos da escravidão, e que por isso transforma de dentro a vida e o mundo”. “Não são –explica o Santo Padre– os elementos do cosmos, a leis da matéria, o que em definitiva governa o mundo e o homem, mas sim é um Deus pessoal quem governa as estrelas, quer dizer, o universo; a última instância não são as leis da matéria e da evolução, mas sim a razão, a vontade, o amor: uma Pessoa. E se conhecermos esta Pessoa, e ela a nós, então o inexorável poder dos elementos materiais já não é a última instância; já não somos escravos do universo e de suas leis, agora somos livres”. Com efeito, Jesus “diz-nos quem é em realidade o homem e o que deve fazer para ser verdadeiramente homem. Ele nos indica o caminho e este caminho é a verdade”, explica o Papa. Em seguida, meditando sobre a passagem de Hebreus 11,1; Bento XVI assinala que “a fé não é somente um tender da pessoa para o que tem que vir, e que está ainda totalmente ausente; a fé nos dá algo. Dá-nos já agora algo da realidade esperada, e esta realidade presente constitui para nós uma ‘prova’ do que ainda não se vê”. “A fé –prossegue– outorga à vida uma base nova, um novo fundamento sobre o que o homem pode apoiar-se, de tal maneira que precisamente o fundamento habitual, a confiança na renda material, fica relativizado”. Vida eterna e mundo atual Spe Salvi aborda em seguida a pergunta sobre o que é a vida eterna. Ali o Santo Padre interroga: “a fé cristã é também para nós agora uma esperança que transforma e sustenta nossa vida?”. “De verdade queremos isto: viver eternamente?” “Talvez muitas pessoas –explica o Sumo Pontífice– rechaçam hoje a fé simplesmente porque a vida eterna não lhes parece algo desejável. Em modo algum querem a vida eterna, mas sim a presente e, para isto, a fé na vida eterna lhes parece mas bem um obstáculo. Seguir vivendo para sempre –sem fim– parece mais uma condenação que um dom”. Assim o Papa observa: “obviamente, há uma contradição em nossa atitude, que faz referência a um contraste interior de nossa própria existência. Por um lado, não queremos morrer; os que nos amam, sobre tudo, não querem que morramos. Por outro lado, entretanto, tampouco desejamos seguir existindo ilimitadamente, e tampouco a terra foi criada com esta perspectiva. Então, o que é realmente o que queremos?” “No fundo –responde o Pontífice– queremos apenas uma coisa, a ‘vida bem-aventurada’, a vida que simplesmente é vida, simplesmente ‘felicidade’”. É individualista a esperança cristã? Sob este subtítulo, Bento XVI aborda a questão de se a esperança cristã, centrada no desejo pessoal da salvação, pode terminar sendo individualista, até egoísta. A respeito, o Papa argumenta que esta visão da salvação não tem suas raízes nem nas Sagradas Escrituras nem no cristianismo primitivo; e por isso se pergunta na encíclica: “Como se chegou a interpretar a ‘salvação da alma’ como fuga da responsabilidade em relação às coisas em seu conjunto e, por conseguinte, a considerar o programa do cristianismo como busca egoísta da salvação que se nega a servir a outros?” “Para encontrar uma resposta a esta questão temos que nos fixar nos elementos fundamentais da época moderna”, assinala. E logo depois de explicar o impacto do pragmatismo racionalista do intelectual inglês Francis Bacon (1561-1626), para quem “o restabelecimento do ‘paraíso’ perdido, já não se espera da fé, mas sim da correlação apenas descoberta entre ciência e praxe”; assinala que “esta visão programática determinou o processo dos tempos modernos e influi também na crise atual da fé que, em seus aspectos concretos, é sobre tudo uma crise da esperança cristã. Por isso, em Bacon a esperança recebe também uma nova forma. Agora se chama: fé no progresso”. Assim, “durante o desenvolvimento ulterior da ideologia do progresso, a alegria pelos visíveis adiantamentos das potencialidades humanas é uma confirmação constante da fé no progresso como tal“, adverte o Santo Padre. “Ao mesmo tempo, –explica em seguida– há duas categorias que ocupam cada vez mais o centro da idéia de progresso: razão e liberdade. O progresso é sobre tudo um progresso do domínio crescente da razão, e esta razão é considerada obviamente um poder do bem e para o bem. O progresso é a superação de todas as dependências, é progresso para a liberdade perfeita”. Entretanto, o Papa adverte que “em ambos os conceitos chave, ‘razão’ e ‘liberdade’, o pensamento está sempre, tacitamente, em contraste também com os vínculos da fé e da Igreja“. De uma perspectiva histórica, o Pontífice assinala a “a Revolução Francesa como a tentativa de instaurar o domínio da razão e da liberdade“: “Em s. XVIII não faltou a fé no progresso como nova forma da esperança humana”. “Entretanto –explica– o avanço cada vez mais rápido do desenvolvimento técnico e a industrialização que comportava criaram muito em breve uma situação social completamente nova: formou-se a classe dos trabalhadores da indústria e o assim chamado ‘proletariado industrial’”. “Depois da revolução burguesa de 1789 –explica o Papa– tinha chegado a hora de uma nova revolução, a proletária… Karl Marx recolheu esta chamada do momento e, com vigor de linguagem e pensamento, tratou de represar este novo e, como ele pensava, definitivo grande passo da história para a salvação”. A promessa marxista, “graças à acuidade de sua análise e à clara indicação dos instrumentos para a mudança radical, fascinou e fascina ainda hoje de novo”, adiciona. Entretanto, essa promessa “em lugar de iluminar um mundo são, deixou atrás de si uma destruição desoladora. O engano de Marx não consiste sozinho em não ter ideado os ordenamentos necessários para o novo mundo… Seu engano está mais ao fundo. Esqueceu que o homem é sempre homem. esqueceu ao homem e esqueceu sua liberdade. Esqueceu que a liberdade é sempre liberdade, inclusive para o mal. Acreditou que, uma vez solucionada a economia, tudo ficaria solucionado. Seu verdadeiro engano é o materialismo“, destaca o Papa na Spe Salvi. Para ler a encíclica completa, em espanhol, acesse: http://www.acidigital.com/Documentos/spesalvis.htm #cristã #adiante #Papa #encíclica #esperança #Alma #Amor #alegria #Jesus #adverte

  • Papa sugere caridade para avançar no diálogo entre católicos e ortodoxos

    Carta ao patriarca ecumênico (ortodoxo) de Constantinopla Por Jesús ColinaCIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 30 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI está convencido de que o avanço no diálogo teológico entre católicos e ortodoxos requer caridade. Assim expressa na carta que enviou ao patriarca ecumênico (ortodoxo), Bartolomeu I, por ocasião da festa de Santo André, padroeiro do patriarcado. A mensagem foi levada pela delegação papal à sede do patriarcado, que se encontra em Istambul (Turquia), presidida pelo cardeal Walter Kasper e pelo bispo Brian Farrell, presidente e secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, respectivamente. A delegação vaticana teve conversas com a Comissão do Sínodo do patriarcado, encarregada das relações com a Igreja Católica, da qual participou o co-presidente da Comissão mista internacional católico-ortodoxa de diálogo teológico, o metropolita Ioannis de Pérgamo. Esta Comissão teve seu último encontro plenário de 8 a 14 de outubro passado, na cidade italiana de Ravena, conseguindo consensos importantes sobre o reconhecimento do primado do bispo de Roma, ainda que falta entrar em consenso em suas prerrogativas e nos argumentos teológicos e bíblicos nos quais se fundamenta. O resultado ficou marcado pela decisão da Igreja Ortodoxa russa de abandonar a sessão, em sinal de protesto pela participação dos membros da chamada Igreja Apostólica Estônia, criada pelo Patriarcado de Constantinopla em 1996, e declarada por este como «autônoma», um estatuto que não foi reconhecido pela Igreja moscovita. Em sua carta, Bento XVI dá graças a Deus pelos resultados da Comissão conjunta, ainda que reconhece as dificuldades experimentadas. «Rezo de todo coração para que sejam logo esclarecidas e resolvidas, de maneira que se dê uma plena participação na Sessão Plenária e nas ulteriores iniciativas orientadas a continuar o diálogo teológico com mútua caridade e entendimento.» «Nosso trabalho pela unidade está em conformidade com a vontade de Cristo nosso Senhor – acrescenta. Neste início do terceiro milênio, nossos esforços são particularmente urgentes por causa dos numerosos desafios que todos os cristãos têm de enfrentar, e ante os quais devemos responder com uma voz unida e com convicção.» O cardeal Kasper entregou ao patriarca ecumênico, como presente particular do Papa, uma cópia assinada da encíclica sobre a esperança, «Spe salvi», publicada nesta sexta-feira, e uma belíssima reprodução do mosaico «O cordeiro místico», da abóbada da Basílica de São Vital em Ravena (século VI). #caridade #católicos #ortodoxos

  • Novas descobertas genéticas dão razão aos médicos católicos

    A clonagem humana deixa de ser interessante, reconhece o pai da ovelha Dolly ROMA, quarta-feira, 28 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- As novas descobertas científicas sobre células-tronco (ou estaminais) adultas, que não implicam a eliminação de vidas humanas, deram razão à batalha ética liderada há anos pelos médicos católicos. O Dr. Josep Maria Simón, presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC), elogia os resultados de uma equipe japonesa e uma equipe americana que conseguiram transformar células de pele humana em células-tronco, que são capazes de evoluir em células nervosas, cardíacas ou em qualquer dos 220 tipos de células do corpo humano. A nova técnica, ainda que exija aperfeiçoamento, é tão promissora que o cientista que conseguiu clonar a primeira ovelha do mundo, Ian Wilmut, anunciou que deixará de lado a clonagem de embriões para focalizar-se nas células-tronco derivadas de células da pele. «Parece que a Providência está nos indicando o caminho dos médicos e demais pesquisadores. Deus aperta, mas não enforca. Fecha-se uma porta e se abre outra», reconhece o Dr. Simón em declarações à Zenit. «Os médicos católicos ainda têm algumas dificuldades para que muitas pessoas compreendam e aceitem que a vida humana nascente é digna de todo respeito. Contudo, só a pesquisa e os tratamentos com base nas células-tronco adultas estão dando resultado», acrescenta. «Ao tratar com elas não se destroem embriões e temos resultados – constata. E os resultados são muito valorizados em nossas sociedades ocidentais desenvolvidas e eficazes.» O presidente dos médicos católicos confessa: «Não sei o que teria sido de nossa capacidade para comunicar se as embrionárias tivessem dado resultado! A Providência nos economizou a dureza de ter que dizer: ‘Você poderia curar com embriões, mas deve continuar assim, já que sua destruição é imoral’». «Este era o pensamento do Papa quando nos dirigiu o famoso discurso há um ano, aos participantes do congresso organizado pela FIAMC e pela Pontifícia Academia pela Vida», recorda o doutor em referência ao encontro que ainda pode ser visitado em www.stemcellsrome2006.org. «Não queremos medalhas, mas então dissemos que havíamos convidado os melhores. E agora foi a equipe japonesa que convidamos que demonstrou os grandes resultados com as células adultas», conclui o Dr. Simón. O bispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, tem a mesma opinião. «Agora que não há necessidade de embriões nem da clonagem terapêutica – supostamente terapêutica –, fecha-se uma página de polêmicas agudas», reconhece. «A Igreja a havia enfrentado por motivos éticos, alentando os pesquisadores a continuar com as células-tronco adultas e declarando ilícita a imolação do embrião», explicou Dom Sgreccia nos microfones de «Rádio Vaticano». «A ética que respeita o homem é útil também para a pesquisa e confirma que não é verdade que a Igreja esteja contra a pesquisa: está contra a má pesquisa, que é nociva para o homem», conclui Sgreccia, constatando que todos os milhões destinados a pesquisar com células embrionárias se converteram em um «esbanjamento». #cientistas #Igreja

  • Sacerdote ortodoxo romeno e sua paróquia se tornam católicos

    Após cura de sua mãe de um tumor inoperável por intercessão de São Pio de Pietrelcina PESCENA, terça-feira, 27 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Enquanto na Itália se intensificava o debate sobre os estigmas do Padre Pio, em um povoado da Romênia se punha a primeira pedra da primeira igreja dedicada ao santo de Pietrelcina, em um dos países que até pouco tempo girava em torno da União Soviética. O evento, segundo informou Renzo Allegri à Zenit, aconteceu no povoado de Pesceana, comarca de Valcea, na Romênia centro-meridional, graças ao Pe. Victor Tudor, sacerdote romeno que, até alguns anos atrás, era ortodoxo, mas que, após conhecer a existência do Padre Pio e ser testemunha de um grande milagre, realizado por Deus por intercessão do santo capuchinho, quis entrar na Igreja Católica e com ele todos os seus paroquianos. Tudo começou em 2002. Lucrecia Tudor, mãe do Pe. Victor, que tinha então 71 anos, tinha um tumor no pulmão esquerdo. Os médicos romenos, após submetê-la a exames clínicos, disseram que lhe restavam poucos meses de vida. Não se podia nem sequer tentar uma intervenção cirúrgica porque o tumor produziu metástase. O Pe. Victor pediu ajuda a seu irmão, Mariano Tudor, um jovem e reconhecido pintor romeno, especialista em iconografia, que vive e trabalha em Roma, esperando que conhecesse algum importante médico italiano, capaz de realizar o impossível. Mariano contatou com um dos cirurgiões mais célebres do mundo, que havia operado inclusive Bill Gates. «Faça a sua mãe chegar a Roma e tentarei salvá-la», disse o professor. Mariano levou a sua mãe a Roma e o professor examinou o expediente clínico dos colegas romenos e realizou exames mais detalhados na paciente. Mas também ele, ante o quadro clínico, disse que uma operação era já inútil. Podia-se intervir só com fármacos para sedar as dores que seriam fortes, sobretudo na fase terminal. Mariano ficou com sua mãe em Roma e a levava ao hospital para realizar controles. Estava trabalhando no mosaico de uma igreja e, como sua mãe não conhecia o italiano, ele a levava consigo. Enquanto ele trabalhava, sua mãe percorria a igreja, contemplando os quadros e as estátuas. Em um lugar, havia uma grande estátua do Padre Pio. Lucrecia ficou impressionada e perguntou a seu filho quem era. Mariano lhe relatou brevemente a história. Nos dias seguintes, ele percebeu que sua mãe passava todo o tempo sentada diante da imagem, com a qual conversava como se fosse uma pessoa viva. Passados cerca de quinze dias, Mariano levou sua mãe ao hospital para o controle e os médicos constataram com estupor que o tumor havia desaparecido. A mulher, ortodoxa, pediu ajuda ao Padre Pio e este a havia escutado. «A cura prodigiosa de minha mãe, realizada pelo Padre Pio a favor de uma mulher ortodoxa, me impressionou muito – relata o Pe. Victor. Comecei a ler a vida do santo italiano. Contei a meus paroquianos o que havia acontecido. Todos conheciam a minha mãe e todos sabiam que havia ido à Itália para tentar uma intervenção cirúrgica, e que depois havia voltado para casa curada sem que nenhum médico a tivesse operado. Em minha paróquia, começaram a conhecer e a amar o Padre Pio. Líamos tudo o que encontrávamos sobre ele. Sua santidade nos conquistava. Enquanto isso, também outros enfermos de minha paróquia receberam graças extraordinárias do Padre Pio. Entre minha gente se difundiu um grande entusiasmo e, pouco a pouco, decidimos tornar-nos católicos, para estar mais próximos dele.» A passagem da Igreja Ortodoxa à Católica requereu um longo procedimento jurídico. E dificuldades de todo tipo, explica em seu artigo Renzo Allegri. Mas o Pe. Victor e seus paroquianos não se detiveram ante as dificuldades. «Com a ajuda do Padre Pio – diz Allegri – seus projetos se tornaram realidade. E imediatamente começaram a recolher os fundos necessários para a construção de uma igreja para dedicá-la ao Padre Pio». «Os fundos são o resultado das economias desta pobre gente, e da ajuda de alguns católicos alemães que souberam de nossa história», diz o Pe. Victor. «E são meus paroquianos os que estão levando adiante as obras, trabalhando gratuitamente. Em maio, iniciamos as obras de fundação. Há alguns dias, celebramos solenemente a colocação da primeira pedra. E foi uma grande festa, porque quem veio para celebrar a cerimônia foi sua beatitude Lucian Muresan, arcebispo metropolitano de Fagaras e Alba Julia dos Romenos, ou seja, a máxima autoridade da Igreja greco-católica na Romênia. Ao acabar a cerimônia, o metropolita quis conhecer a minha mãe, curada por um milagre do Padre Pio, e tirou uma foto com ela.» #paróquia #católicos #tumor #Victor #Padre #adiante #PadrePio #ortodoxo #romeno #mãe

  • Assim será o consistório no qual Papa criará vinte e três novos cardeais

    Dezoito serão eleitores em um eventual conclave CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- No sábado 24, às 10h30, começará o Consistório Ordinário Público que o Santo Padre celebrará para a criação de 23 novos cardeais, 18 deles eleitores. Seguirá o rito introduzido no Consistório de 28 de junho de 1991. Nele se prevê que, após a saudação litúrgica, o Papa leia a fórmula de criação e proclame solenemente os nomes dos novos cardeais. O primeiro deles se dirigirá então ao Santo Padre em nome de todos. A seguir, acontecerá a Liturgia da Palavra, a homilia do Papa, a Profissão de fé e o Juramento. Cada novo cardeal se aproximará do Papa e se ajoelhará ante ele para receber o capelo cardinalício e a designação de um Título ou Diaconia. Quando o Papa colocar o capelo sobre a cabeça do novo cardeal, dirá, entre outras palavras: «[Isto é] vermelho como sinal da dignidade do ofício de cardeal, e significa que estás preparado para atuar com fortaleza até o ponto de derramar teu sangue pelo crescimento da fé cristã, pela paz e harmonia entre o povo de Deus, pela liberdade e a extensão da Santa Igreja Católica Romana». O fato de que o Papa designe a cada cardeal uma igreja de Roma («Título» ou «Diaconia») responde ao sinal de sua participação no cuidado pastoral do Papa pela cidade. O Santo Padre também entregará a Bula de criação de cardeais, designará o Título ou Diaconia e intercambiará o beijo da paz com os novos membros do Colégio Cardinalício. Os purpurados também intercambiarão o mesmo sinal entre eles. O rito concluirá com a oração dos fiéis, a oração do Pai Nosso e a bênção final. Pela tarde, às 16h30, os novos purpurados receberão todos que desejarem ir às visitas de cortesia. Estão previstas em diversos pontos da Sala Paulo VI, do Palácio do Governo, do Palácio da Canônica – Fábrica de São Pedro e do Palácio Apostólico. No dia seguinte, domingo 25 de novembro – Solenidade de Jesus Cristo, Rei do universo –, Bento XVI presidirá a Santa Missa na Praça de São Pedro, concelebrada pelos novos cardeais. Durante a celebração eucarística, ele lhes entregará o anel cardinalício. É um presente do Santo Padre aos novos cardeais como sinal da nova dignidade, da solicitude pastoral e de uma comunhão mais sólida com a Sede de Pedro. O Papa entrega o anel a cada cardeal dizendo: «Recebe o anel da mão de Pedro e sê conhecedor de que com o amor do Príncipe dos Apóstolos se reforça teu amor para com a Igreja». Na segunda-feira, 26 de novembro, Bento XVI receberá em audiência, às 11h, na Sala Paulo VI, os novos cardeais com suas famílias e peregrinos. Corresponde aos cardeais da Santa Igreja Romana eleger o Romano Pontífice – estabelece o Código de Direito Canônico; igualmente, assistem o Papa tanto colegialmente, quando são convocados para tratar juntos questões de mais importância, como pessoalmente, mediante os diferentes ofícios que desempenham ajudando o Papa sobretudo em seu governo cotidiano da Igreja universal. Os cardeais pertencem às diferentes Congregações romanas: são considerados Príncipes do sangue, com o título de Eminência. A Basílica de São Pedro começará a ser ornamentada na manhã da sexta-feira. Os Jardins Vaticanos contarão com a colaboração da Cooperativa Social «Il Camino» na ornamentação floral; já estão preparadas oito mil rosas e seis mil cravos junto a uma abundante seleção de plantas para abrigá-las. Os salões reservados aos cardeais também serão decorados com outro tipo de rosas, dedicadas a Nossa Senhora. #cardinalício #Padre #Pedro #criação #Santo #sinal #ajoelhar #consistório #Igreja #Amor #Jesus #Cardeal

  • Contra fome, Papa pede genuína cooperação de cada membro da sociedade

    Chamado ao receber participantes da 34ª conferência geral da FAO CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Libertar a humanidade da fome e da desnutrição requer não só habilidades técnicas, «mas sobretudo um genuíno espírito de cooperação que una todos os homens e mulheres de boa vontade», exorta Bento XVI. Ao receber em audiência no Vaticano os participantes da 34ª conferência geral da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação –, o Papa constatou os obstáculos para acabar com o flagelo da fome: «conflitos armados, doenças, calamidades atmosféricas, condições ambientais e deslocamento forçoso massivo da população». Longe de cair em desânimos no caminho de superação dessa tragédia, tais dificuldades devem «servir como motivação para redobrar nossos esforços, a fim de proporcionar a cada pessoa seu pão cotidiano», animou o Papa. Mas «o esforço conjunto da comunidade internacional para eliminar a desnutrição e promover o genuíno desenvolvimento necessariamente exige estruturas claras de gestão e supervisão – indicou –, e uma avaliação realista dos recursos necessários» para enfrentar uma diversidade de situações. «Requer a contribuição de cada membro da sociedade – indivíduos, organizações voluntárias, empresas e governos locais e nacionais – sempre com o devido respeito dos princípios éticos e morais que são patrimônio comum de todos os povos e fundamento de toda a vida social», acrescentou. É chave, aponta o Papa, enraizar todas estas iniciativas na «dignidade inalienável e nos direitos da pessoa humana». «Hoje, mais do que nunca, a família humana precisa encontrar as ferramentas e estratégias capazes de superar os conflitos causados por diferenças sociais, rivalidades éticas e grandes disparidades em níveis de desenvolvimento econômico», reconhece. Assim sintetiza: «A humanidade está sedenta de paz verdadeira e permanente – uma paz que só pode acontecer se os indivíduos, grupos e líderes de governo cultivam hábitos de tomada de decisões responsáveis, firmemente arraigadas nos princípios fundamentais da justiça». E não se pode fracassar «em reconhecer como o fundamento da autêntica justiça o destino universal dos bens da criação», sublinha o Papa aos membros da FAO. Igualmente, aponta na religião «uma poderosa força espiritual para curar as feridas do conflito e da divisão». Como sublinhou o Santo Padre, «a atividade da FAO pelo desenvolvimento e a segurança alimentar claramente aponta à correlação entre a difusão da pobreza e a negação dos direitos humanos básicos, começando pelo direito fundamental à nutrição». «Paz, prosperidade e respeito dos direitos humanos estão inseparavelmente unidos», insistiu. «É tempo de assegurar, pelo bem da paz, que nenhum homem, mulher ou criança jamais volte a passar fome!», concluiu. #cooperação #Conferência #desenvolvimento #membro #requer #fome #sociedade #alimentação #Humanidade

  • Cardeal Bertone confirma publicação de encíclica do Santo Padre sobre a Esperança

    ACI).- O Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, confirmou que a próxima encíclica do Papa Bento XVI, que falará sobre a esperança e se inspirará na carta de São Paulo aos Romanos, será assinada em 30 novembro. Em uma intervenção esta manhã no 2° congresso mundial das organizações caridosas da Igreja promovido pelo Pontifício Conselho Justiça e Paz, o Cardeal, assegurou que o documento pontifício será assinado na data mencionada. Ainda que não tenha afirmado a data exata de sua publicação, alguns meios locais indicaram que seria antes do Natal. Ante as recentes notícias que anunciavam a publicação da nova encíclica do Santo Padre intitulada “Spe Salvi”, uma nota de imprensa do Vaticano assegura que embora se afirmou que a próxima encíclica seria de caráter social, o Pontífice decidiu parar esta iniciativa e adiantar a outra para “dirigir-se ao coração dos cristãos e convidar a ter esperança, sem deixar se envolver pelo pessimismo“, o qual não anula o projeto do documento social. Além disso alguns meios assinalaram que a redação da carta encíclica Spe Salvi (Salvos pela Esperança) já terminou e agora estaria na etapa de tradução. #Bertone #publicação #Padre #Santo #encíclica #esperança #documento #Pontifício #Cardeal

  • Oração é levar Cristo no coração, explica Papa

    Ao apresentar os ensinamentos do bispo Afraates, o Sábio CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- A oração, para o cristão, é levar Jesus no coração, considera Bento XVI. É a conclusão à qual chegou nesta quarta-feira durante a audiência geral na qual apresentou os ensinamentos do bispo Afraates, o Sábio, que viveu no atual Iraque. O Papa o definiu como «um dos personagens mais importantes e, ao mesmo tempo, mais enigmáticos do cristianismo siríaco do século IV». «Segundo este antigo “Sábio”, a oração se realiza quando Cristo habita no coração do cristão e o convida a um compromisso coerente de caridade com o próximo», explicou o Santo Padre aos mais de 15 mil peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano. Citando o bispo iraquiano, o Papa explicou que a oração «é aceita quando consola o próximo. A oração é escutada quando nela se encontra também o perdão das ofensas. A oração é forte quando está cheia da força de Deus». «Com estas palavras, Afraates convida-nos a uma oração que se converta em vida cristã, em vida realizada, em vida impregnada de fé, de abertura a Deus e, assim, de amor ao próximo», explicou o Santo Padre. Fiel à tradição siríaca, o sábio bispo apresentou a salvação realizada por Cristo «como uma cura e, por conseguinte, o próprio Cristo como médico». «Ao contrário, considera o pecado como uma ferida, que só a penitência pode sanar». «Um homem que foi ferido em batalha – dizia Afraates –, não se envergonha de pôr-se nas mãos de um médico sábio». E acrescenta: «do mesmo modo, quem foi ferido por Satanás não deve envergonhar-se de reconhecer a sua culpa e afastar-se dela, pedindo o remédio da penitência». Para o Papa, como para Afraates, Cristo é «o mestre de oração». Com sua intervenção, o Santo Padre continuou com a série de intervenções sobre os grandes personagens das origens da Igreja. #coração #cristão #Cristo #Padre #Santo #oração #Bispo #Amor #Sábio #Jesus

  • Comissão católico-ortodoxa reconhece primado do Papa, mas estuda sua função

    Segundo informa da Comissão teológica católica-ortodoxa CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 15 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Segundo a história e a tradição eclesial, o bispo de Roma é considerado como o «primeiro» entre os patriarcas, tanto nas Igrejas do oriente como nas do ocidente, conclui um histórico documento assinado por representantes católicos e ortodoxos. No entanto, suas prerrogativas e as funções que derivam deste primado devem ser estudadas melhor para poderem ser compartilhadas por estas duas tradições cristãs. O documento, publicado esta quinta-feira em Roma, Atenas, Istambul e Chipre, foi redigido na reunião da Comissão Mista Internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em conjunto, que se celebrou de 8 a 14 de outubro em Ravena (Itália). A assembléia foi presidida pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e por Dom Ioannis, metropolita de Pérgamo (do patriarcado ecumênico de Constantinopla). O encontro respondeu a esta pergunta: existe uma figura que desempenhe o primeiro lugar tanto para católicos como para ortodoxos, respeitando a «igualdade sacramental» e a «mesma dignidade» própria do bispo»? A resposta que o documento oferece, texto dividido em 46 pontos, de dez páginas, pode resumir-se assim: católicos e ortodoxos concordam com o fato de que o bispo de Roma, quer dizer o Papa para os católicos, é considerado o «protos», ou seja, o primeiro entre os patriarcas de todo o mundo, pois Roma, segundo a expressão de Santo Inácio de Antioquia, é a «Igreja que preside na caridade». No entanto, segundo se desprende do documento, católicos e ortodoxos ainda não concordam nas «prerrogativas» deste primado, dado que, segundo afirma o documento, «existem diferenças na compreensão tanto da maneira na qual deveria ser exercido, como em seus fundamentos segundo as Escrituras e a teologia». O documento constitui um passo para superar o «grande cisma» que separou as Igrejas ortodoxas de Roma no ano 1054. Na reunião se chegou a esta conclusão, refletindo sobre as «Conseqüências eclesiológicas e canônicas da natureza sacramental da Igreja. Comunhão eclesial, conciliaridade e autoridade». Os primeiros responsáveis pela conciliaridade são os bispos, unidos em comunhão, explicam os especialistas da Comissão. Os bispos não só «deveriam estar unidos entre si na fé, na caridade, na missão, na reconciliação», mas que «têm em comum as mesmas responsabilidades e o mesmo serviço à Igreja». A autoridade vem de Cristo, «fundamenta-se sobre a Palavra de Deus», e através dos apóstolos é «transmitida aos bispos e a seus sucessores». Seu serviço, afirma o documento, é um «serviço de amor», pois «para os cristãos, governar é o mesmo que servir». Após esses pressupostos, o documento de Ravena analisa sua aplicação nos diferentes níveis. No primeiro nível, o «local», a Igreja existe como «comunidade reunida pela Eucaristia» e é presidida direta ou indiretamente por um bispo. «Esta comunhão é o marco no qual se exerce toda autoridade eclesial», indica. Neste nível, o bispo é o «protos», o primeiro, o chefe da comunidade. O segundo nível é o «regional», no qual tem lugar a comunhão com as demais Igrejas que professam a mesma fé apostólica e que compartilham a mesma estrutura eclesial». O ponto 24 do documento cita um cânon, aceito tanto no ocidente como no oriente, que estabelece como «os bispos de cada nação têm que reconhecem aquele que é o primeiro entre eles e considerá-lo seu líder», salvaguardando assim a «concórdia». Logo está o nível «universal» da comunhão entre as Igrejas de todo lugar e tempo. A expressão desta comunhão são os concílios ecumênicos, desde as origens da Igreja, nos quais os bispos das cinco sedes apostólicas – Roma, Constantinopla, Alexandria Antioquia e Jerusalém – enfrentavam questões de primordial importância. E aqui, nos concílios ecumênicos, reconhece-se o «papel ativo» exercido pelo bispo de Roma, como a personalidade mais ilustre entre os bispos das sedes maiores. No entanto, algumas das dificuldades entre católicos e ortodoxos surgiram na definição de concílios «ecumênicos» dada pela Igreja Católica a concílios celebrados após o grande cisma. Portanto, conclui a Comissão, «fica por estudar de maneira mais profunda a questão do papel do bispo de Roma na comunhão de todas as Igrejas». Quer dizer, há que analisar «a função específica do bispo da ‘primeira sede’ segundo uma eclesiologia de ‘koinonia’, ou seja, de comunhão. Ao mesmo tempo fica por estudar conjuntamente «o ensino sobre o primado universal dos Concílios Vaticano I e Vaticano II», para que possa ser compreendido e vivido à luz da prática eclesial do primeiro milênio», quando a Igreja não estava separada. #autoridade #eclesial #comunhão #Alexandria #Comissão #Igrejas #Primado #documento #Igreja #Bispo #Amor

  • Católicos e ortodoxos chegam a primeiro acordo sobre Papa desde Cisma de 1054

    CIDADE DO VATICANO (AFP) – O primeiro sinal de aproximação na relação entre as Igrejas Católica e Ortodoxa apareceu nesta quinta-feira, depois de uma separação de quase mil anos, graças à publicação de um documento comum sobre a questão do Papa, no qual a primazia do líder católico é oficialmente reconhecida. O Vaticano, no entanto, ressaltou que o caminho da reconciliação entre os dois ramos do cristianismo que reivindicam, respectivamente, 1,1 bilhão e 250 milhões de fiéis ainda se anuncia longo. A Igreja ortodoxa russa, a mais importante dentre as ortodoxas, não assinou o documento. O documento intitulado “Conseqüências Eclesiásticas e Canônicas da Natureza Sacramental da Igreja e do Sínodo na Igreja” é o fruto de um encontro de cúpula que ocorreu em Ravenna, na Itália, de 8 a 14 de outubro passado. A próxima reunião desta comissão teológica mista está prevista para daqui a dois anos. Pela primeira vez desde o cisma de 1054, ortodoxos e católicos se comprometeram em debater sobre seu principal ponto de discordância: a questão da posição e do papel do Bispo de Roma, ou seja, o Papa, cuja primazia remonta aos primeiros tempos do cristianismo, quando a nova religião lançou as bases de sua organização. As relações entre as Igrejas do Oriente representadas pelos patriarcas de Constantinopla, Alexandria, Antióquia e Jerusalém e a Igreja do Ocidente representada pelo patriarca de Roma foram se degradando com o passar dos séculos, culminando com a ruptura. O documento publicado nesta quinta-feira destaca que a primazia do papa se exprime em uma realidade de conciliação ou de sínodo, ou seja, um colegiado de bispos católicos e ortodoxos. O texto acrescenta que “a questão do papel do bispo de Roma na comunhão de todas as Igrejas precisa ser estudada de maneira mais aprofundada”. O caráter de colegiado do governo da Igreja católica foi reconhecido pelo concílio Vaticano II, mesmo que a aplicação concreta deste princípio ainda continue tímida. O alcance do documento de Ravenna, contudo, está fragilizado devido ao fato do patriarca de Moscou, que representa a metade dos ortodoxos, não o assinou. Ele deixou a reunião batendo a porta devido a um conflito de poder com o patriarca de Constantinopla (Istambul). A Igreja russa anunciou que, em breve, dará seu ponto de vista sobre o texto. O cardeal alemão Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, que representava a delegação católica na reunião de Ravenna, garantiu que a legitimidade do documento não pode ser questionada devido à abstenção russa. As relações entre Moscou e o Vaticano estão, há muito, congeladas, já que os russos acusam os católicos de quererem favorecer seu proselitismo em terras ortodoxas. Mas, há poucos meses, esta distância tem se reduzido e o próximo encontro entre o papa Bento XVI e o patriarca Alexis II já foi publicamente solicitado por ambas as partes. O cardeal Kasper comemorou, na noite desta quarta-feira, na Rádio Vaticano, esta via aberta em prol do diálogo ecumênico. Mas alertou: “O caminho que leva a uma unidade plena com o os ortodoxos é ainda longo”. O Papa convocou para 23 de novembro no Vaticano um consistório de cardeais para tratar da questão do ecumenismo, um dia antes da celebração de um “consistório ordinário” durante o qual serão nomeados 23 novos cardeais. #Constantinopla #católicos #ortodoxos #Alexandria #separação #Sínodo #ortodoxa #Igrejas #Catolica #patriarca #documento #consistório #Igreja #Bispo #Roma #russa #Ruptura #Cardeal #alemão

  • Ex-Pastor Sideney Veiga

    #ExPastor #Youtube

  • Papa pede a universitários que testemunhem amizade entre fé e inteligência

    Audiência à Federação Universitária Católica Italiana CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI convidou os universitários a testemunharem com sua vida que é possível a «amizade» entre a inteligência e a fé. Foi a mensagem que deixou nesta quinta-feira ao receber em audiência no Vaticano uma delegação da Federação Universitária Católica Italiana (FUCI) por ocasião do 110º aniversário de seu nascimento. O Papa recordou aos 120 representantes da associação o «antigo e sempre atual carisma» da FUCI: «o testemunho convincente da ‘amizade possível’ entre a inteligência e a fé, que leva o esforço incessante de conjugar a maturidade na fé com o crescimento no estudo e a aquisição do saber científico». Recordando uma expressão típica da FUCI: «crer no estudo», o bispo de Roma perguntou: «por que considerar que quem tem fé deve renunciar à busca da verdade e que quem busca livremente a verdade deve renunciar à fé?». Respondeu que é possível esta harmonia entre fé e razão e considerou que os estudos universitários devem servir precisamente para alcançar «uma autêntica maturidade humana, científica e espiritual». O estudo, assegurou, constitui «uma oportunidade providencial para avançar no caminho da fé, pois a inteligência bem cultivada abre o coração do homem à escuta da voz de Deus, sublinhando a importância do discernimento e da humildade». «Jesus chama todos os seus amigos a modelar sua existência de uma forma sóbria e solidária, a estabelecer relações afetivas sinceras e gratuitas com os demais», disse o Papa aos universitários. «A vós, jovens estudantes, é pedido que se comprometam honradamente no estudo, cultivando um senso de responsabilidade madura e um interesse compartilhado pelo bem comum. Que nos anos da Universidade ofereçais um testemunho evangélico convicto e valente», concluiu. Em seu discurso, Bento XVI citou alguns membros históricos da FUCI, como os beatos Piergiorgio Frassati e Alberto Marvelli, assim como os políticos italianos Aldo Moro e Vittorio Bachelet, «barbaramente assassinados». Não esqueceu tampouco que o Papa Paulo VI foi «assistente eclesiástico central da FUCI nos difíceis anos do fascismo». #AIS #Universitária #audiência #estudo #inteligência #Federação #Catolica #BentoXVI #amizade #Jesus

  • Gêmeo sobrevive a esforço de aborto e dá lição a médicos ingleses

    ACI).- A família Jones tem dois grandes motivos para dar graças a Deus. Seus gêmeos Gabriel e Ieuan já cumpriram sete meses de vida, crescem com firmeza e gozam de boa saúde. Durante sua gestação, Gabriel sobreviveu a um esforço de aborto provocado, com o pesar de seus pais, para tratar de salvar a vida de seu irmão. O jornal Daily Mail recolheu a surpreendente historia. Rebecca Jones, uma conselheira financeira de 35 anos de idade tinha 10 semanas de gravidez quando soube junto a seu marido Mark que esperavam gêmeos. O gozo inicial durou pouco tempo. Às 20 semanas os médicos encontraram que algo andava mal: Um dos gêmeos não crescia ao ritmo de seu irmão. Estava muito débil, tinha um coração três vezes maior do normal e era muito menor que seu irmão, tudo fazia pressagiar que morreria no ventre. Os médicos não encontraram uma explicação para o escasso crescimento de Gabriel, mas não estava recebendo nutrientes suficientes. Então advertiram aos Jones que a iminente morte do menor suporia em curto prazo a morte do segundo, por isso deveriam abortá-lo. Rebecca Jones, com o coração destroçado, decidiu salvar ao mais forte e abortar o menor, ao qual chamou Gabriel. Os médicos tentaram abortar Gabriel cortando o cordão umbilical, mas o cordão era muito forte e não se pôde concretizar o procedimento. Em seguida, decidiram dividir a placenta em dois para que quando Gabriel morresse, não afetasse seu irmão gêmeo. Mas depois da operação que devia terminar com sua vida, o pequeno Gabriel deu outros sinais. Embora pesasse menos de uma libra, lutou com tanta força por sobreviver que os médicos o chamaram de Rocky. Surpreendentemente, as arrumou para viver no ventre materno por outras cinco semanas, até ser viável para uma cesárea. Os gêmeos nasceram às 31 semanas. O maior, Ieuan, pesou um quilograma e meio. Gabriel superou apenas uma libra. Já cumpriram sete meses e estão em seu lar de Stoke, onde são tão próximos que sempre se sustentam pela mão. Para Rebecca Jones, “isto realmente é um milagre. Os médicos realizaram uma operação que lhe causaria a morte, mas Gabriel se manteve com vida“. “Quando o senti chutar com força no dia seguinte da operação, soube que sobreviveria”, assegura Rebecca. “Os médicos não podiam acreditar ao escutar seus batimentos do coração”. #acreditar #coração #Gabriel #Gêmeo

  • Pregador do Papa: quem são os santos e o que eles fazem

    Comentário do Pe. Cantalamessa à liturgia da Solenidade de Todos os Santos ROMA, quarta-feira, 31 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. – pregador da Casa Pontifícia ¬– sobre a liturgia da Solenidade de Todos os Santos. * * * Solenidade de Todos os Santos Apocalipse 7, 2-4. 9-14; João 3, 1-3; Mateus 5, 1-12a Quem são os santos Faz tempo que os cientistas enviam sinais ao cosmos em espera de respostas por parte de seres inteligentes em algum planeta perdido. A Igreja desde sempre mantém um diálogo com os habitantes de outro mundo, os santos. É o que proclamamos ao dizer: «Creio na comunhão dos santos». Ainda que existissem habitantes fora do sistema solar, a comunicação com eles seria impossível, porque entre a pergunta e a resposta passariam milhões de anos. Aqui, ao contrário, a resposta é imediata, porque existe um centro de comunicação e de encontro comum que é Cristo Ressuscitado. Talvez também pelo momento do ano em que cai, a Solenidade de Todos os Santos tem algo especial que explica sua popularidade e as numerosas tradições ligadas a ela em alguns setores da cristandade. O motivo está no que diz João na segunda leitura. Nesta vida, «somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que seremos»; somos como o embrião no seio da mãe que anseia nascer. Os santos «nasceram» (a liturgia chama «dia do nascimento», dies natalis, no dia de sua morte); contemplá-los é contemplar nosso destino. Enquanto ao nosso redor a natureza se desnuda e caem as folhas, a festa de todos os santos nos convida a olhar para o alto; e nos recorda que não estamos destinados a ficar na terra para sempre, como as folhas. A passagem do Evangelho é a das bem-aventuranças. Uma em particular inspirou a escolha da passagem: «Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados». Os santos são aqueles que tiveram fome e sede de justiça, isto é, na linguagem bíblica, de santidade. Não se resignaram à mediocridade, não se contentaram com meias palavras. A primeira leitura da Solenidade nos ajuda a entender quem são os santos. São «os que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro». A santidade se recebe de Cristo; não é uma produção própria. No Antigo Testamento, ser santos queria dizer «estar separados» de tudo o que é impuro; na acepção cristã, quer dizer o contrário, ou seja, «estar unidos», mas a Cristo. Os santos, isto é, os salvos, não são só os que o calendário ou o santoral enumeram. Existem os «santos desconhecidos»: que arriscaram suas vidas pelos irmãos, os mártires da justiça e da liberdade, ou do dever, os «santos leigos», como alguém os chamou. Sem saber, também suas vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro, se viveram segundo a consciência e lhes importou o bem dos irmãos. Surge espontaneamente uma pergunta: o que os santos fazem no paraíso? A resposta está, também aqui, na primeira leitura: os salvos adoram, deixam suas coroas ante o trono, exclamando: «Louvor, honra, bênção, ação de graças…». Realiza-se neles a verdadeira vocação humana, que é a de ser «louvor da glória de Deus» (Ef 1, 14). Seu coro é guiado por Maria, que no céu continua seu canto de louvor: «Minha alma proclama a grandeza do Senhor». É neste louvor que os santos encontram sua bem-aventurança e seu gozo: «Meu espírito se alegra em Deus». O homem é aquilo que ama e aquilo que admira. Amando e louvando a Deus, ele se une Deus, participa de sua glória e de sua própria felicidade. Um dia, um santo, São Simeão, o Novo Teólogo, teve uma experiência mística de Deus tão forte que exclamou para si: «Se o paraíso não for mais que isso, já me basta!». Mas a voz de Cristo lhe disse: «És bem mesquinho se te contentas com isso. O gozo que experimentaste em comparação com o do paraíso é como um céu pintado no papel com relação ao verdadeiro céu». [Tradução realizada por Zenit] #acepção #Cristo #Evangelho #Ressuscitado #Deus #cientistas #comunhão #Louvor #AçãodeGraças #Solenidade #Santos #Alma

  • Leigos discutem seu papel como missionários e na defesa da vida

    Em Assembléia Arquidiocesana em Brasília BRASÍLIA, terça-feira, 30 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Durante um painel de diálogo da IV Assembléia Arquidiocesana de Brasília (Brasil), ocorrida no último fim de semana, leigos com atuação na vida pública da capital falaram do papel do leigo na sociedade. Estiveram presentes Cláudio Fonteles, subprocurador geral da República, e Ives Gandra Martins Filho, ministro do Tribunal Superior do Trabalho. O objetivo do painel foi comentar as propostas elaboradas pelos grupos de trabalho da Assembléia relacionadas ao papel do leigo dentro e fora da Igreja. Para Ives Gandra, “cada um de nós é missionário, seja na nossa atividade profissional ou na nossa vizinhança. Como desempenhamos esse papel missionário? Levando Cristo para as pessoas. Aqui mesmo em Brasília estamos em terra de missão.” O ministro explicou que levar Cristo aos outros significa não se fechar em si mesmo. “Primeiro precisamos cuidar da nossa vida interior. Se a gente não tem vida interior ou se não procuramos cultivar nossa vida interior, não temos o que dar. Para mim, o fundamental é que cada um de nós procure cultivar esse contato com Deus”. Ives Gandra também ressaltou a importância do leigo testemunhar sua fé com uma conduta profissional coerente. Sobre testemunho, Cláudio Fonteles recordou que essa palavra vem do grego e tem como significado “martírio”. No entanto, o conceito de “martírio” não é o mesmo conhecido atualmente, como algo ruim e doloroso, mas “significa aquele que adotou tão completamente uma verdade que a testemunha com tranqüilidade. Ele se expõe, ele se mostra. A idéia é essa: ser testemunho”. Cláudio Fonteles citou o exemplo dos seus discursos no Ministério Público da União, nos quais ele sempre finalizava com a expressão franciscana “Paz e Bem”. Isso acabou chamando a atenção de outros colegas de tribunal, que o procuravam para debater questões religiosas. “Testemunho é passar sua vida aos demais”, completou. Depois do Painel de Diálogo, Cláudio Fonteles e Ives Gandra concederam entrevista, na qual conversaram sobre o papel do leigo na luta pela defesa da vida. De acordo com Cláudio Fonteles, “o papel fundamental do leigo é se conscientizar, não se deixar levar por uma manchete, é ir além e se convencer”. O sub-procurador citou São Lucas que diz ter visto a obra de Cristo e ter resolvido pesquisar. A partir disso, São Lucas se convenceu e passou a ter certeza do que estava falando e escrevendo. “Neste caso, é a mesma coisa. Por que defendemos a vida? Por uma reflexão profunda do significado do amor, que é Jesus e a partir de uma reflexão da origem e destino do homem, evitando, assim, uma visão acidental e superficial”, explica. Ives Gandra ressaltou que a defesa da vida não compete apenas às autoridades públicas ou aos católicos pesquisadores. Para o ministro, qualquer leigo no exercício da sua cidadania, escrevendo para um jornal, reclamando nos órgãos públicos ou pela internet, pode exercer sua cidadania defendendo ou questionando as posições que surgem sobre a defesa da vida. “A questão da vida não é uma questão religiosa, mas uma questão de direito natural”, explicou. “A fé e a razão são dois meios para chegar a uma mesma realidade. Através da fé nós chegamos à verdade. E com a razão demonstro com argumentos como cheguei a essa verdade. É o que fazem os pesquisadores”, concluiu. #Cristo #leigo #Aborto #Cláudio #Ives #Amor #Assembléia #defesa #Jesus

  • 498 mártires beatificados, impulso para cristão na sociedade atual

    Constatam o cardeal Herranz e o cardeal eleito Martinez Sistach CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 29 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- A sociedade precisa da riqueza da fé cristã e mais de testemunhos que de palavras, um contexto onde o cristão recebe em sua ação o impulso dos mártires, em especial dos 498 novos beatos, confirmam o cardeal Herranz e o cardeal eleito Martinez Sistach, ambos espanhóis. Milhares de fiéis e peregrinos foram na manhã desta segunda-feira à missa de ação de graças – presidida pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano – pela beatificação de 498 mártires da perseguição religiosa que aconteceu na Espanha durante a última década de 30. Concluída a Eucaristia, o cardeal Julián Herranz – presidente da Comissão Disciplinar da Cúria Romana, presidente emérito do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos e membro de vários dicastérios vaticanos – conversou com Zenit sobre a experiência da beatificação do domingo, na qual participaram cinqüenta mil fiéis. «O ponto fundamental de todas as celebrações é fortalecer-se na fé, recordar o núcleo de todo o Concílio Vaticano II: o chamado universal à santidade e ao apostolado, que nasce do sacramento do batismo», explicou. Em síntese – afirmou o cardeal Herranz –, «é o direito e o dever que todo batizado, que todo cristão, tem de ser santo e apóstolo, ou seja, a ser uma pessoa que busque enamorar-se de Cristo». «E os enamorados o são porque se buscam, se encontram, se tratam, se conhecem e se amam, e depois falam de Cristo ao mundo, que é também o que os enamorados fazem, falar do que têm dentro na alma», «e é o que os primeiros cristãos fizeram aqui em Roma, em uma sociedade pagã, por isso muitos morreram mártires», recordou. O purpurado espanhol advertiu de que «vivemos em uma época na qual há uma grande incidência de um neopaganismo, desde diversas correntes ideológicas e relativistas». Assim, «frente a uma sociedade que tende a ensinar como se pudesse viver de costas para Deus, os cristãos têm de demonstrar que de costas para Deus não se pode viver, porque não se pode ser feliz e porque não se tem razões para viver», apontou. «Nós, os cristãos, temos uma mensagem para oferecer ao mundo, aos homens, aos jovens de hoje», comentou por sua parte o arcebispo de Barcelona – a segunda diocese com maior número de novos beatos, depois de Madri – Luís Martinez Sistach, que será criado cardeal pelo Papa em 24 de novembro. «Nossa fé tem uma riqueza humana tão grande que pode contribuir muitíssimo nestes momentos: o amor de Deus, a compaixão de Deus ante o sofrimento, e a solidariedade de tantas pessoas», sublinhou a Zenit. E «a sociedade busca soluções, mais que com palavras, com fatos, com testemunhos – advertiu: tivemos aqui 498 testemunhos que por nenhum motivo político, somente por sua fé e por seus ideais profundos deram sua vida. Ninguém dá sua vida se não ama muito, portanto é um testemunho para todos hoje». O cardeal barcelonês eleito, Martinez Sistach, afirmou os dias tão «belos» que se viveram em Roma, no marco das beatificações: «encontramos muitíssimas pessoas, membros da Igreja da Espanha, e aqui em Roma, na sede de Pedro, pudemos celebrar a fé, já que se tratava disso», «e celebrar também e honrar estes 498 mártires que entregaram sua vida por amor a Deus e aos irmãos». «A mensagem que vivemos nestes dias aqui, dias de oração e de eclesialidade, foi uma mensagem que nos deram» os mártires, «uma mensagem de reconciliação, uma mensagem de paz, uma mensagem de fraternidade, uma mensagem de convivência», resumiu. «Morreram e deram sua vida porque amavam muitíssimo Jesus, imitavam Jesus e Jesus na Cruz morreu perdoando: ‘Pai, perdoa-os porque eles não sabem o que fazem’; esta foi a atitude desses mártires, como a de todos os mártires da história da Igreja», que é «martirial»: «sempre houve, há e haverá mártires», observou. Os mártires representam «para todos um testemunho de fidelidade e de coerência com nossa fé, com nossos princípios, com nossos valores, para colocá-los ao serviço de toda a convivência humana; não para fechar-nos, mas para abrir laços de fraternidade, de trabalhar juntos, oferecendo nossos valores, a antropologia cristã à sociedade», concluiu. #cristão #Deus #mártires #advertiu #AçãodeGraças #Alma #Amor #Jesus #Cardeal

  • É apresentada edição inédita e exclusiva de "Processus contra Templarios"

    Preparada pelo Arquivo Pontifício CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Desde a tarde da quinta-feira, momento de sua apresentação no Vaticano, já é pública a edição inédita e exclusiva das atas que integram o antigo processo contra os Templários. O volume «Processus Contra Templarios», apresentado à imprensa, esteve a cargo dos oficiais do arquivo pontifício e contém a reprodução fiel dos pergaminhos originais conservados no Arquivo Secreto Vaticano. A obra – de uma tiragem limitada a 799 exemplares, cujo preço unitário é de 5.900 euros –, distribuída pela Sociedade «Scrinium» (www.scrinium.org), faz parte da coleção «Exemplaria Praetiosa», que recolhe os fac-símiles de documentos antigos. A publicação suscitou um interesse mundial, sobretudo porque a história dos Cavaleiros Templários, originados no ano 1119 para proteger os peregrinos e Terra Santa, esteve freqüentemente no centro de lendas. O principal valor da publicação reside na perfeita reprodução dos documentos originais do citado processo e nos textos críticos que acompanham o volume; explicam como e por que o pontífice Clemente V absolveu os Templários da acusação de heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja. O pontífice Clemente V (1305-1314), ainda absolvendo os Templários, suspendeu sua Ordem, com sentença não definitiva para impedir um cisma com a França. Quem o explicou na apresentação foi a professora Bárbara Frale, funcionária do Arquivo Vaticano e autora de vários livros sobe os Templários. Segundo as investigações da historiadora, a Ordem do Templo «adoecia de graves males, ainda que não se tratasse de heresia», e os documentos publicados «mostram qual foi a verdadeira atitude de Clemente V com relação à acusação feita aos Templários». O então Papa – apontou – dirigiu esta investigação pessoalmente, em todas as suas etapas, até que foi bloqueado pelo rei da França, que já havia obtido a admissão de culpabilidade, sob extorsão, do Grão-Mestre do Templo, Frei Jacques de Molay. Clemente V revisou uma a uma as investigações realizadas, atribuindo especial valor probatório à que ele mesmo presidiu em Poitiers, no verão de 1308, cuja legalidade vigiou pessoalmente. «Clemente V era um grande jurista – recordou Frale –, um homem astuto, uma personalidade completamente diversa da que durante tanto tempo foi descrita» e que, apesar de encontrar-se em uma situação de inferioridade absoluta, no meio dos equilíbrios de forças em jogo no momento, «conseguiu realizar a investigação dos Templários, justamente porque era a única pessoa no mundo capaz de dar seu juízo sobre esta Ordem». A absolvição do grão-mestre dos templários chegou após a confissão de uma série de culpas e depois de que a Ordem fez um ato de submissão à Igreja, pedindo o perdão do Papa. «E tudo isso – acrescenta Frale – se encontra no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no castelo de Chinon», no qual Felipe IV da França (Felipe o Belo) havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem. Para financiar uma custosa guerra contra a Inglaterra, Felipe IV pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia. A ata de Chinon, que declara os Templários não dissolvidos, mas absolvidos, suscitou a reação da monarquia francesa, tanto que obrigou Clemente V à ambígua discussão sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, com a bula «Vox in Excelso», na qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia, mas só a indignidade e os maus hábitos difundidos entre muitos membros da Ordem. Portanto, deu seu assentimento para que fosse suspensa com sentença não definitiva, motivada pela necessidade de evitar um grave perigo para a Igreja. Ao abrir a coletiva de imprensa da quinta-feira, Dom Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, explicou que o pergaminho de Chinon, que contém a absolvição dos Templários da acusação de heresia, já estava registrado no inventário de 1912. Dom Pagano precisou que na publicação de «Processus Contra Templarios» «não há nem poderia haver nenhuma vontade reabilitadora dos Templários», e inclusive o fato de que foram «processados no início de 1307, e de que essa apresentação seja em 2007, é completamente fortuito», pois o objetivo desta «se detém nos estudos históricos». #Ordem #processo #publicação #absolvição #acusação #heresia

  • Convertidos ao catolicismo do mundo inteiro encontram-se no México

    12º Congresso «Caminho para Roma» CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de outubro de 2007 (ZENIT.org–El Observador).- De 2 a 4 de novembro se levará a cabo, na capital do país asteca, o 12º do Congresso Internacional «Caminho para Roma». Podem participar aquelas pessoas que desejam aprofundar sua fé escutando os testemunhos de conversos mundialmente famosos. Nesta ocasião, estarão presentes a arquiduquesa Alexandra da Áustria; John Gummer, do Parlamento inglês, converso do anglicanismo; Victor R. Claveau, MJ, católico reconciliado que hoje é evangelizador; Hanzel Carlos Cardoso Lima, converso da Igreja Evangélica, Kristine e Martin Franklin, ex-missionários protestantes na América Latina, assim como Miguel Rivera e Constantino Raúl Vargas Álvares, conversos dos Testemunhas de Jeová, entre outros. O Encontro, segundo assinalaram os organizadores, contará também com a presença dos cardeais Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; Dario Castrillón Hoyos, prefeito da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, e Norberto Rivera Carrera, arcebispo primaz do México; assim como Dom Jonas Guerrero, bispo auxiliar do México, e Dom Kevin Vann, bispo de Fort Worth, Texas. Há doze anos, a Associação Católica Internacional «Miles Jesu» iniciou os congressos internacionais «Caminho para Roma», nos quais se convida como conferencistas uma série de personalidades, conversos, sobressalentes no amor a Cristo e à sua Igreja, entre os quais, como explicam os organizadores, «não há um ‘sim’, um ‘mas’ ou ‘talvez’, mas uma total lealdade à Igreja». «Mas isso não é uma lealdade cega – acrescentam. Este não é um congresso de emoções com ênfase nos sentimentos. A fé dos conferencistas não é uma fé de sentimentos, mas de graça, profundamente baseada no estudo intelectual da história da Igreja, de seus dogmas e de sua moral.» Mais informação: http://www.caminoaroma.com. #Internacional #catolicismo #américalatina #prefeito #converso #uma #Congresso #Igreja #Bispo #Amor #caminho #México #América #Rivera

  • Abortando a fé

    Por Silvio L. Medeiros Recebí por email um trecho de uma entrevista feita pelo jornal Folha de São Paulo ao fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, onde este opina favorávelmente pela legalização do aborto. É uma resposta de ante-mão inusitada para alguém que assume para sí o título de bispo e pautado por princípios evangélicos. Agora, ainda mais inusitado é o instrumento lançado para a fundamentação de tal posicionamento: a bíblia. Já se ouviu argumentos filosóficos, materialistas, sociológicos, feministas etc, para a defesa do aborto, mas exegéticos, teológicos, isso sim é novidade. A impressão sincera que temos é que o desejo de se opor a Igreja Católica sobre assuntos controversos no afã de ganhar simpatizantes é tão grande, tão grande, que a própria razão fica para segundo plano, subordinada a uma estratégia competitiva de marketing. Primeiro se decide pela diferenciação do “concorrente”, depois nos benefícios de comunicação, e então lá por último pensa-se no porquê das coisas. E desta vez ficou claro que a mais simples reflexão foi posta de lado, ignorado, subjugado sem qualquer escrúpulo. Eis a defesa do bispo: “O que a Bíblia ensina é que se alguém gerar cem filhos e viver muito anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele (Eclesiastes 6.3). Não acredito que algo, ainda informe, seja uma vida.” Na verdade o que diz o trecho citado é o que se segue: “Um homem, embora crie cem filhos, viva numerosos anos e numerosos dias nesses anos, se não pôde fartar-se de felicidade e não tiver tido sepultura, eu digo que um aborto lhe é preferível.“ Aqui Edir Macedo demonstra rasteiramente a sola scriptura, princípio de Lutero que defende o uso das escrituras como único ponto genuíno de fé, incluindo a livre interpretação. E eis o grande problema, a palavra aborto citada no livro de Eclesiastes provém do hebreu nephel que tem sua raiz na palavra num-peh-lamed, “aquilo que cai”, e na verdade significa uma pessoa que não chega a nascer. Acontece que em algumas línguas, como a portuguesa, a mesma palavra, aborto, é usada para traduzir tanto um abortamento espontâneo como um provocado. É ambígua. Mas em outras línguas, como as anglo-saxônicas por exemplo, que possuem palavras e expressões distintas para expressar diferentes tipos de aborto, acaba-se traduzindo a palavra nephel justamente para seus correspondentes de aborto espontâneo ou de complicação de parto. É o que nos mostra abaixo o trecho de Eclesiastes retirado da bíblia em língua inglesa e em castelhano: “I say, that an untimely birth is better than he” (Inglês – King James Version). “En ese caso digo que un recién nacido fallecido es más feliz que él” (Castelhano – Bíblia Latinoamericana) Ou seja, a bíblia não só não defende o aborto provocado (ver Êx 21:22, Jr 1:5, Sl 22: 10-11, Sl 71: 6, Sl 138, Sl 139, Ecle 8:8, Jó 10: 8-12), como o bispo dá a entender, como na verdade quer é incentivar o leitor a uma vida de felicidade, de bem-aventurança, de amizade de Deus. Esta é a mensagem real do trecho e o seu verdadeiro contexto, deixado de lado pelo empresário: uma vida sem Deus é vazia de sentido a ponto de ser tão inútil quanto a própria inexistência. Ainda um outro ponto a ser considerado é que mesmo na ausência da devida contextualização e análise, a mera letra do argumento não se sustenta a menor reflexão: Cristo nem gerou nenhum filho, nem viveu muitos anos, nem teve uma vida cheia de felicidade, pelo contrário, padeceu um sofrimento constante do início de sua vida (nascendo num estábulo e fugindo ainda recém-nascido para o Egito) até o fim (flagelado e nu numa cruz), e muito menos teve uma sepultura própria sendo esta inclusive emprestada (Mt 27-60). E então? Seria preferível que Maria tivesse abortado Jesus Cristo? É que a defesa pró-escolha feita pelo líder religioso/empresário abre um critério tão vasto e subjetivo para a aplicação do abortamento, que mesmo o Deus que a sua “igreja” professa não escaparia. Acrescente o fato de a mãe de Jesus não ter planejado a sua gravidez, de não ter marido, de ser pobre e de pelas leis da época correr perigo real de apedrejamento. Para a Igreja que se diz do Reino de Deus, um aborto neste caso seria perfeitamente justificável. A esta altura resta lamentar que um homem reconhecido em seu meio como o “maior evangelizador do século” seja também capaz de difundir com a mesma ânsia a leviandade, a malícia e a insensatez a uma legião de singelos fiéis honestos, e que certamente darão muito mais ouvidos ao fundador de sua igreja do que a voz do bom-senso. A pergunta que fica é: e se aqueles que ainda não nasceram pagassem o dízimo, haveria uma reconsideração? Fonte: Veritatis Splendor #Deus #Aborto #Bíblia #Igreja #Bispo #Alma #defesa #Jesus #Palavra

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