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- Diante do mal não devemos ficar calados, diz o Papa em mensagem pela Quaresma 2012
ACI/EWTN Noticias) Em sua mensagem para a Quaresma 2012, o Papa Bento XVI alentou os católicos a recuperarem a correção fraterna porque diante do mal não devemos ficar calados. No texto titulado “Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” apresentado em conferência de imprensa no Vaticano, o Santo Padre recordou “um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna”. Hoje em dia, disse o Papa, “se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro”. Depois de recordar que “Cristo mesmo nos manda repreender ao irmão que está cometendo um pecado”, o Santo Padre ressaltou que “Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem”. “Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão”, precisou. O Papa sublinhou logo que “neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade”. Bento XVI explicou também que a Quaresma um tempo para refletir sobre a caridade e assegurou que “um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal”. “À vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas. Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa.”, assegurou. O Papa assinalou que em meio de um mundo que está acostumado a ser indiferente ou desinteressado para com outros, necessário “fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos”. “Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos, para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem”. O Santo Padre assinalou na mensagem que “O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor”. Bento XVI indicou que as pessoas devem superar o olhar sobre os próprios interesses e preocupações, para poder olhar o outro: “sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre”. “Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende»”, acrescenta. O Papa referiu além que ser “guardiães” de outros “contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual”. “Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã!”, precisou. O Pontífice se referiu também ao chamado pessoal à santidade que tem todo cristão, através da vivencia do amor plasmado em obras boas para que Igreja cresça e se desenvolve para chegar “à plena maturidade de Cristo”. O Papa Bento XVI adverte logo do perigo da tibieza, que deve ser superada, para pôr em obra as “riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal”. A mensagem na íntegra de Bento XVI pode ser lida no site do Vaticano em português em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/lent/documents/hf_ben-xvi_mes_20111103_lent-2012_po.html #Quaresma #corporal #Deus #tendo #quais #visa #destino #penso #pelos #quase #tempos #solicitude #BentoXVI #Tempo #aspecto #Alma #papabento #maduras #Imprensa #fala
- Trecho do Livro Ortodoxia – G. K. Chesterton
Fonte: Ágora De certo, esta é uma das obras mais intrigantes e provocativas de Chesterton, leitura obrigatória a todo Cristão que interessa-se em adentrar, através da Filosofia, a indelével mística Cristã, que fez-se diferente não por pregar a contingência, a moralidade, a concepção de um Deus uno e trino, mas por fundar o Cristianismo… Esta dura verdade, tão útil e necessária. Tão atual e profunda, que move milhares, pelo caminho estreito, chamado Jesus. “Uma eloqüente apologia do cristianismo contra as filosofias e doutrinas do início do século XX.” O Globo Aqui deixo um breve deleite, proporcionado por seu eloquente discurso e pela bela produção visual deste vídeo. A tradução do mesmo foi feita pelo web site Chesterton Brasil. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ITUArebJxRc[/youtube] #mesmo #discurso #Apologia #concepção #cristã #cristão #move #fonte #seu #leitura #Verdade #feita #certo #aqui #Chesterton #Deus #mística #Cristianismo #início #pela #atual #oglobo #produção #Youtube #contingência #vídeo #filosofias #estreito #Chamado #necessária #filosofia #não #deste #adentrar #obrigatória #pregar #foi #uma #útil #moralidade #bela #tão #gkchesterton #Ágora #globo #caminho #eloquente #Jesus #deixo #século #deleite #trino #indelével #tradução
- As Cruzadas foram fruto de um simples interesse material?
Durante décadas, vários historiadores, especialmente os de orientação marxista, insistiram em apresentar as Cruzadas como um fruto resultante exclusivamente de fatores materiais. Apenas a cobiça e o desejo de obter terras teriam levado os cruzados a abandonar a Europa ocidental e a dirigir-se para a Terra Santa; porém, apesar da comum aceitação desta ideia, teriam sido as Cruzadas fruto de um simples interesse material? A historiografia marxista e aquela que sem sê-lo é influenciada por esta têm insistido por décadas no caráter meramente material das Cruzadas. Neste sentido, por exemplo, a “História das Cruzadas”, de Mijail Zaborov, declara que os cruzados apenas se moveram para o Oriente Próximo nutridos pelo desejo de obter benefícios econômicos que, essencialmente, se traduziriam na posse de terras e no aumento do bem-estar material. Em outras palavras, a Cruzada não passava de uma emigração violenta, movida por causas meramente crematísticas. O elemento espiritual apenas proporcionava a cobertura, bastante ridícula de outra parte, para semelhante aventura de saque e pilhagem. O ponto de vista de Zaborov, tão repetido posteriormente, resultava especialmente sugestivo à medida em que permitia desacreditar um empreendimento de caráter confessadamente espiritual e, por sua vez, dava um exemplo de como este tipo de fenômeno podia ser explicado recorrendo-se apenas para argumentos economicistas. No entanto, como tantas explicações desta natureza, apesar de sua formulação bem cuidada e instrumental, não resiste a uma análise minimamente sólida da documentação com que contamos. Em primeiro lugar, o que se depreende das fontes da época é que marchar à cruzada não implicava um incentivo econômico, mas sim em um enorme sacrifício monetário que alguém somente poderia empreender se estivesse convencido de que a recompensa seria mais sólida do que um pedaço de terra ou uma bolsa de moedas. A respeito disso, os documentos não poderiam ser mais claros. Um cavaleiro alemão que fosse convocado a servir ao imperador naqueles anos em um lugar tão próximo da Alemanha, gastava, tão somente na viagem e em vestimentas, o equivalente a dois anos de seu soldo; para um francês viajar para a Terra Santa, implicava gastos que chegava a quintuplicar suas rendas anuais. Portanto, como primeira medida, precisavam endividarem-se bastante para acudir à cruzada. Em não poucos casos, inclusive, perderam tudo o que tinham para juntarem-se ao empreendimento. Não deixa de ser curioso que Henrique IV da Alemanha, em uma carta, se refira a Godofredo de Bulhão e Balduíno de Bolonha – ambos caudilhos da Primeira Cruzada – como pessoas que são “seguras pela esperança de uma herança eterna e, por amor, se prepararam para ir lutar por Deus em Jerusalém, tendo vendido e deixado [para trás] todas as suas posses”. Desde logo, este caso não foi exceção. De fato, o Papa e os bispos reunidos no Concílio de Clermont redigiram uma lei que impunha a pena de excomunhão àqueles que se aproveitassem dessas circunstâncias para despojar os cavaleiros cruzados de suas propriedades, valendo-se de práticas usurárias ou hipotecas elevadas. A relação de cavaleiros que se endividaram extraordinariamente para atender, por exemplo, à Primeira Cruzada é enorme e demonstra que essa era a tendência geral. Tampouco faltaram os apoios eclesiais em termos econômicos. Por exemplo: o bispo de Lieja obteve fundos para auxiliar o arruinado Godofredo de Bulhões despojando os relicários de sua catedral e arrancando as joias das igrejas de sua diocese. Talvez se pudesse interpretar tudo isto como uma inversão arriscada – e como! -, que seria compensada com as terras que os cruzados conquistaram no Oriente. No entanto, essa análise tampouco resiste à confrontação com os documentos. É certo que durante a Primeira Cruzada um número notavelmente pequeno de cavaleiros optou por permanecer nas terras arrebatadas dos muçulmanos. Não obstante, salvo estas exceções, a imensa maioria dos cruzados retornaram à Europa. Após ocorrer, no curso da Primeira Cruzada, a tomada de Jerusalém e a vitória sobre um exército egípcio (em 12 de agosto de 1099), praticamente a totalidade retornou às suas origens sem bens e com dívidas; porém, ao que parece, com um profundo sentimento de orgulho pela façanha que haviam realizado. De fato, para defender os Santos Lugares, restou necessário articular a existência de ordens militares como os Cavaleiros Hospitalários, primeiramente, e dos Templários posteriormente. E a situação econômica nas Cruzadas seguintes não foi melhor… Novamente o fator espiritual foi decisivo e, precisamente, para custear os enormes gastos de um empreendimento que recaía sobre os peregrinos, assim se consideravam seus participantes, já que o termo “cruzado” é posterior. Os monarcas recorreram a impostos especiais ou a empréstimos concedidos à Coroa. Uma vez após outra, a possibilidade de permanecer na Terra Santa – se é que alguém a contemplava – revelou-se impossível, porém isso não desanimou os participantes seguintes no decorrer de dois séculos. Certamente, não podemos ter uma imagem excessivamente ideal das Cruzadas e tampouco podemos negar que seu modelo de espiritualidade em muitas ocasiões causa mais calafrios em nossa sensibilidade contemporânea do que entusiasmo. Apesar de tudo, existe um dado que não se pode negar, até porque aparece corroborado em milhares de documentos: Desconsiderando a maior ou a menor categoria humana e espiritual dos participantes, seu impulso era fundamentalmente espiritual. Movidos pelo desejo de garantir o livre acesso dos peregrinos aos Lugares Santos e de alcançar o céu, abandonaram tudo o que tinham e se lançaram a uma aventura em que não poucos não apenas se arruinaram como também acabaram por encontrar a morte. Um exemplo – diga-se de passagem – que não dissuadiu outros de fazer o mesmo ao longo de dois séculos! Não se tratou, portanto, de um movimento material disfarçado de espiritualidade, mas de um colossal impulso de raízes espirituais que não encontrou inconveniente – apesar de seus enormes defeitos – de enfrentar consideráveis riscos e perdas materiais. #fonte #sim #desta #cesarvidal #carlosmartins #TerraSanta #marxista
- A Igreja é Santa? Como se explica o fato de existir tantos cristãos pecadores?
– Prezado Padre: ouvimos dizer muitas vezes que a Igreja é “santa”, porém, para dizer a verdade, o que eu vejo é que muitos [cristãos] são pecadores (e, entre estes, há sacerdotes, religiosas e leigos). Inclusive, como se diz às vezes, alguns dos que vão à Missa são piores do que muitos que não vão. Como entender isto? Não é hipocrisia afirmar que a Igreja é “santa”? Quantos cristãos se escandalizam da Igreja! Apontam, talvez com maior ou menor exatidão, os pecados de muitos fiéis, sacerdotes, consagrados e, inclusive, bispos; pecados e escândalos que fariam ruborecer de vergonha a qualquer homem de bem. E isto os “escandaliza”, isto é, lhes torna pedra de tropeço em sua fé na Igreja, em sua confiança e em seu amor por ela. Tais pessoas têm razão? Não! Enxergam bem, mas raciocinam mal, inferindo erroneamente. A Igreja é Santa! É Santa e santificadora! Apesar dos pecados de seus filhos! Mas como entender o paradoxo desta santidade? 1. A IGREJA É SANTA A Igreja é santa! As palavra de São Paulo não nos permitem duvidar: “Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo, em virtude da palavra, para apresentá-la a Si mesmo toda gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e imaculada” (Efésios 5,25-27). Se dizemos que a palavra de Jesus Cristo é eficaz e efetiva em tudo o que diz (e, por isso, se Ele diz: “Isto é o meu Corpo”, esse pão já não é pão mas o seu Corpo), quanto mais efetivos não serão os seus atos e o seu sacrifício! Ele se entregou por ela (=a Igreja) para santificá-la! Portanto, ela é santa porque o sacrifício de Cristo é eficaz. “A Igreja é, aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, a quem com o Pai e o Espírito Santo é proclamado ‘o único Santo’ amou à Igreja como sua esposa, entregando-se a Si mesmo por ela para santificá-la (cf. Ef. 5,25-26), a uniu a Si como seu próprio Corpo e a enriqueceu com o dom do Espírito Santo para a glória de Deus”[1]. A Igreja é duplamente santa: a) É santa, em primeiro lugar, porque ela é o próprio Deus santificando os homens em Cristo por seu Espírito Santo. Dizia Pio XII: “Esta piedosa mãe brilha sem mancha alguma em seus sacramentos, com que alimenta seus filhos; na fé, que sempre conserva incontaminada; nas santíssimas leis, com que obriga a todos; nos conselhos evangélicos com que adverte; e, finalmente, nos dons celestiais e carismas, com os quais, inesgotável em sua fecundidade, dá à luz a incontáveis exércitos de mártires, virgens e confessores”[2]. Esta é santidade “objetiva” da Igreja. Ela é um canal inesgotável de santidade porque nela Deus coloca à disposição dos homens os grandes meios de santidade: Seus tesouros espirituais – os Sacramentos – entre os quais o principal é o próprio Cristo sacramentado, fonte de toda santidade. Sua doutrina santa e imaculada, que finca suas raízes no Evangelho. Suas leis e conselhos, que são prescrições e convites à santidade. O Sangue de Cristo tornado bebida cotidiana do cristão. A misericórdia do perdão oferecido sacramentalmente aos pecadores. b) Em segundo lugar, a Igreja é santa porque ela é a humanidade em vias de santificação por Deus. Este é o aspecto complementar do item anterior, ou seja, a santidade “subjetiva” da Igreja. Os canais de santidade são derramados sobre os filhos da Igreja e, se não sobre todos, pelo menos sobre muitos produz verdadeiros frutos de santidade. Ela é o seio que incessantemente gera frutos de santidade. Voltaire, apesar de seu ódio contra a Igreja, reconhecia: “Nenhum sábio teve a menor influência nos costumes na rua em que morava; porém, Jesus Cristo influi sobre todo o mundo”. Essa influência são os santos. Quanta diferença entre os frutos “naturais” do Paganismo e os do Cristianismo! Quando a Igreja gera filhos nas águas do batismo, os dá à luz com gérmens de graça e santidade, os quais, quando os homens não colocam obstáculos, crescem e dão ao mundo extraordinárias obras de caridade. Por isso, a Igreja, desde seu início na Jerusalém dos Apóstolos, começou a popular o mundo com: Jovens virgens, testemunhas da pureza. Mártires da fé. Missionários e apóstolos Ermitães e monges penitentes Incansáveis operários da caridade, que consagraram suas vidas aos enfermos, aos pobres, aos famintos, aos abandonados… Seus filhos inventaram os hospitais, leprosários, asilos… Na Antiguidade se contava a história de Cornélia, a mãe dos Gracos, filha de Escipião Magno, a qual vendo uma de suas amigas fazendo ostentação de suas joias, com um gesto apontou para os seus filhos – futuros heróis de Roma – e disse-lhe: “Estes são os meus ornamentos e as minhas joias!”. Com quanta razão mais a Igreja pode dizer ao mundo, apontando para os santos de todos os tempos: “Estes são as minhas joias!” E apenas isto já fala da santidade da Igreja, pois para fazer um só santo é necessário um poder divino, já que apenas a graça do Espírito Santo pode santificar um homem. E a Igreja não deixa de ter santos nem quando os horizontes são os mais sombrios! Três sinais, entre muitos outros – dizia Journet – tornam visível esta santidade da Igreja: 1º) Ela é uma voz que não deixa de proclamar ao mundo as grandezas de Deus. Essa constância em proclamar e cantar as maravilhas de Deus é a sua razão de ser. Encontramos a Igreja ali onde escutamos sem cessar cantar as maravilhas de Deus, defender Sua honra dos erros do mundo, dar testemunho de Sua grandeza e Sua misericórdia para com os homens. 2º) Ela é uma “sede inextinguível” de unir-se a Deus. A Igreja está onde suspiram todos os que esperam a manifestação do Rosto de Deus, os que esperam a vinda de Cristo, os que não se apegam a este mundo e suspiram por uma pátria melhor, os que se sentem como os desterrados filhos de Eva. 3º) Ela é um zelo insaciável por dar Deus aos homens. A encontramos ali onde, com infatigável ardor, existe um verdadeiro cristão que trabalha pela conversão dos pecadores, por fazer que os ignorantes conheçam a Deus, por levar o Evangelho aos que ainda não o ouviram… Porém… 2) NEM TUDO É SANTO NA IGREJA A Igreja é santa e santificadora, porém, muitos dos seus filhos são pecadores e a Igreja, consciente disso, não os exclui de seu seio, salvo em casos extremos. Dizia Pio XII: “Que todos aborreçam o pecado. Porém, quem pecou e não se tornou indigno, por sua contumácia, da comunhão dos fiéis, seja acolhido com amor… Pois mais vale, como adverte o Bispo de Hipona, ‘ser curado permanecendo no corpo da Igreja, do que serem cortados dela como membros incuráveis. Porque não é desesperada a cura daquilo que ainda está unido ao corpo, enquanto que, tendo sido amputado, já não pode ser curado nem sanado'”[3]. Os pecadores são membros da Igreja, mas não o são no mesmo grau nem do mesmo modo que o justo; e assim é rigorosamente exato o que disse o Cardeal Journet: quanto mais se peca, menos se pertence à Igreja. Por isso, a maioria dos autores é categórica em afirmar que é inconcebível uma Igreja integrada exclusivamente por pecadores. Se os pecadores são membros da Igreja, o são não em razão dos seus pecados, mas por causa dos valores espirituais que subsistem neles e em cuja virtude, todavia, permanece viva de alguma forma: valores espirituais pessoais (fé e esperança teologais informes, caráteres sacramentais, aceitação da hierarquia etc.), aos quais é preciso acrescentar os impulsos interiores do Espírito Santo e a influência da comunidade cristã que os envolve e arrasta em seu seio, tal como uma mão paralisada, que nada pode fazer por si, ainda assim participa de todos os deslocamentos e mudanças de toda a pessoa humana. E podemos prosseguir dizendo que, apesar dos pecadores, a Igreja é santa e imaculada? Sim! A Igreja continua sendo a Igreja dos Santos, apesar do pecado e inclusive em seus membros pecadores. Como isto pode ser possível? Porque, assim como a santidade é uma realidade da Igreja e que, como tal, não está só na Igreja mas também procede da Igreja, o pecado não é uma realidade “da Igreja”; mesmo quando o pecado estiver na Igreja, não procede dela, precisamente por ser o ato com que alguém nega a influência da Igreja. Mais ainda: à medida em que aceita permanecer na Igreja santificadora, mesmo que seja apenas por fé e sem caridade, esta (=a Igreja) o ajuda em sua luta contra o pecado. Por isso, Journet dizia: “A Igreja carrega, dentro de seu coração, Cristo lutando contra Belial”. Por isso, o pecado não pode impedir que a Igreja seja santa, mas pode impedir que seja tão santa quanto deveria! Dizia Santo Ambrósio: “Não nela, mas em nós é ferida a Igreja. Vigiemos, pois, para que a nossa falta não constitua uma ferida para a Igreja”[4]. Assim, então, concluía o Cardeal Journet: “A Igreja divide em nós o bem e o mal. Fica com o bem e deixa o mal… [A Igreja] não está livre de pecadores, mas está sem pecado. Por isso, não é pecadora nem pode pedir perdão por seus pecados. Pede, ao contrário, perdão para os pecados de seus filhos e por isso ‘a Igreja [é] santa e, por sua vez, necessitada da purificação’ em seus filhos”[5]. Monsenhor Tihamer Toth dizia: “A Igreja somos nós: eu, tu, nós, todos… e quanto mais bela é a nossa alma, mais [bela a Igreja]”. E outro autor pôde escrever: “A Igreja é um mistério: tem sua cabeça oculta no céu, sua visibilidade não a manifesta mais do que de um modo sumamente inadequado; se procurais o que a representa sem traí-La, contemplai ao Papa e ao Episcopado, que nos ensinam nas coisas de fé e costumes; contemplai aos seus santos no céu e na terra; não vos fixeis em nós, pecadores. Ou melhor: vede como a Igreja cura as nossas chagas e nos conduz com dificuldades à vida eterna… A grande glória da Igreja é constituída pelo fato de ser santa com membros pecadores”[6]. —– NOTAS: [1] Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 39. [2] Encíclica Mystici Corporis, nº 30. [3] Idem, nº 10. [4] De Virginitate 8,48; PL 16,278-D. [5] Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 8. [6] J. Maritain. Religião e Cultura. Paris, 1930, p.60. #fonte #Verdade #olhos #Deus #SãoPaulo #pela #JesusCristo #desta #eficaz #Filhos #aos #quem #fuentes #amou #quantos #DeCristo #Missa #Pai #estes #Palavra
- Rezar pelos que nos prejudicam e perdoá-los sempre, exorta o Papa
ACI/EWTN Noticias) Na habitual Audiência Geral celebrada esta quarta-feira, o Papa Bento XVI refletiu sobre a oração de Jesus na Cruz e disse que como Ele, os fiéis devem rezar pelos que causam-lhes o mal ou os prejudicam, perdoando-os sempre como Deus perdoa. Diante dos 6 mil peregrinos reunidos na Sala Paulo VI no Vaticano, o Santo Padre disse no resumo de sua catequese que “o Evangelho de São Lucas nos transmite três palavras de Jesus na Cruz. A primeira é um pedido de perdão para os seus algozes: «Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem». Deste modo, Jesus cumpre aquilo que ensinara no Sermão da Montanha: «Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam». A segunda palavra de Jesus na Cruz é a resposta ao pedido do “bom ladrão”, um dos homens que estavam crucificados com Ele: «Ainda hoje estarás comigo no Paraíso». Jesus está ciente de entrar diretamente na comunhão com o Pai e de abrir de novo ao homem a estrada para o Paraíso de Deus. A última palavra de Jesus é um grito de derradeira entrega a Deus, num ato de total abandono: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito»”. “Ao colocar-Se inteiramente nas mãos do Pai, Jesus nos comunica a certeza de que por mais duras que sejam as provas, jamais nos encontraremos fora das mãos de Deus, as mesmas que nos criaram, sustentaram e acompanham no caminho da vida, com um amor infinito e fiel”, disse. Ao mesmo tempo “brinda uma leitura do que está acontecendo. Segundo suas palavras, os homens que o crucificam ‘não sabem o que fazem’. Jesus aduz a ignorância, o ‘não saber’, como motivo de sua súplica ao Pai, porque essa ignorância deixa aberto o caminho à conversão”. A segunda frase: “Na verdade te digo; hoje estarás comigo no Paraíso”, dirigida ao “bom ladrão”, crucificado ao lado de Cristo, é “uma palavra de esperança”. Através dela, Jesus reafirma que “a bondade de Deus pode alcançar-nos até no último instante da vida, e que a oração sincera, inclusive depois de uma vida equivocada, encontra os braços abertos do Pai bondoso que espera a volta do filho”. “Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito”, as últimas palavras de Cristo, constituem “uma oração de confiança, plena de confiança no amor de Deus. A oração de Jesus diante da morte é dramática como é para cada homem, mas, ao mesmo tempo, é invadida por uma calma profunda que nasce da confiança no Pai e pela vontade de entregar-se totalmente a ele”. “Agora que a vida está para deixá-lo, Ele sela na oração a sua ultima decisão: Jesus se deixou entregar nas mãos dos homens, mas é nas mãos do Pai que Ele coloca o seu espírito; assim – como afirma o Evangelista João – tudo é consumado, o supremo ato de amor é levado até o fim, ao limite e além do limite”. O Papa disse que as palavras do Jesus na cruz nos últimos instantes da sua vida terrena oferecem indicações imperativas para a nossa oração, mas a abrem também para uma serena confiança e uma firme esperança. Jesus que pede ao Pai de perdoar aqueles que o estão crucificando , nos convida ao difícil gesto de rezar também por aqueles que nos prejudicaram, sabendo perdoar sempre, afim que a luz de Deus possa iluminar o coração deles, e nos convida a viver, na nossa oração, a mesma atitude de misericórdia e de amor que Deus tem em relação a nós”. Finalmente o Papa disse que “ao mesmo tempo, Jesus, que no momento extremo da morte se confia totalmente nas mãos de Deus Pai, nos comunica a certeza que, por mais que sejam duras as provas, difíceis os problemas, não cairemos mais fora das mãos de Deus, aqueles mãos que nos criaram, nos sustentam e nos acompanham no caminho da existência, guiados por um amor infinito e fiel”. Ao fim da Audiência Geral, o Papa saudou os peregrinos lusófonos dizendo: Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os fiéis brasileiros vindos de Curitiba, a quem exorto a aprender do exemplo da oração de Jesus, uma oração cheia de serena confiança e firme esperança no Pai do Céu, que nunca nos abandona. Que as Suas Bênçãos sempre vos acompanhem! Ide em paz! #Feira #frase #bom #SantoPadre #PapaBentoXVI #Deus #ACI #Peregrinos #dos6 #ewtn #aberto #Crucificado #meu #eles #aolado #DeCristo #perdoa #motivo #abandono #Pai
- O que é Laicismo
Autor: Pedro María Reyes Vizcaíno Fonte: http://es.catholic.net Tradução: Carlos Martins Nabeto – O laicismo sadio defende a separação entre a Igreja e o Estado; o laicismo radical é contrário ao direito à liberdade religiosa O termo “laicismo” pode se referir a dois conceitos. De um lado, o laicismo se entende com a separação entre o Estado e a Igreja ou confissão religiosa. Em razão deste laicismo, o Estado não deve se intrometer na organização nem na doutrina das confissões religiosas e deve garantir o direito dos cidadãos de ter suas próprias crenças e manifestá-las em público ou em particular, e a prestar culto a Deus segundo as suas próprias convicções. Também deve garantir o direito à objeção de consciência, pela qual os cidadãos não poderão ser obrigados a agir de modo contrário às suas próprias convicções ou crenças. Os Estados modernos costumam reconhecer em suas Constituições este conceito de laicismo. Conforme este conceito, o Estado e a Igreja ou organização religiosa manterão relações de colaboração nos assuntos de interesse comum, como o patrimônio histórico e artístico, a assistência religiosa em instalações estatais como quartéis, hospitais e prisões, o direito ao ensino de conteúdo religioso etc. Pode haver também colaboração econômica com a Igreja ou outro organismo religioso à medida que auxiliam a resolver problemas que são da competência do Estado, como é o caso da assistência aos marginalizados, o auxílio a maiores de idade ou outros setores da população desprotegidos. A existência de relações entre o Estado e a Igreja ou organização religiosa não supõe privilégio para com nenhuma religião, mas sim um reconhecimento do fato religioso como mais um interesse dos cidadãos entre outros interesses. Seria discriminação o Estado ignorar o fato religioso, visto que é um dos assuntos pelos quais os cidadãos manifestam interesse. A doutrina da Igreja Católica também reconhece o conceito de laicismo conforme se encontra descrito aqui; por isso, muitas vezes é chamado de “laicismo sadio” ou “sadia laicidade do Estado”. Pode ampliar a doutrina da Igreja sobre o laicismo sadio a mensagem do Papa João Paulo II à Conferência Episcopal Francesa pelo centenário da lei de separação entre a Igreja e o Estado. No entanto, o laicismo também é entendido por outros como uma ausência de relações. Em virtude deste conceito de laicismo, o Estado deve ignorar todas as confissões religiosas. Aqueles que defendem este conceito de laicismo, sustentam que o Estado deve ser proibido de manter relações com a Igreja ou outra organização religiosa. Segundo este conceito, não deve haver capelas nem capelões nos hospitais, quartéis e prisões, nem deve existir colaboração entre as autoridades religiosas e estatais. Esta atitude supõe uma discriminação. Os hospitais públicos e aeroportos costumam a disponibilizar locais para os sindicatos de empregados desenvolverem suas funções. Não se compreende que se negue este mesmo direito às confissões religiosas, especialmente porque a capela não é usada somente pelos empregados, mas também pelos usuários comuns (pacientes ou viajantes). Esta ausência de relações inclui a falta de colaboração econômica com a Igreja inclusive em assuntos de interesse público como é o caso da conservação do patrimônio artístico. Se é possível negar aportes econômicos às associações e fundações confessionais que contribuem para o bem-estar e desenvolvimento da sociedade apenas pelo fato de serem confessionais, então há uma evidente discriminação religiosa. É injusto negar subvenções de fundos públicos para asilos católicos ou colégios católicos apenas porque são confessionais, sendo que se oferecem subvenções a organizações de fins semelhantes e que estão nas mesmas condições. Algumas doutrinas laicistas negativas chegam a criticar os Bispos que oferecem indicações aos fiéis em assuntos da atualidade e que tem transfundo religioso, como o aborto, a eutanásia e a homossexualidade. Aqueles que agem assim parecem não perceber que estão negando aos Bispos, pelo mero fato de serem Bispos, um direito tão fundamental como é a liberdade de expressão. O Estado deve garantir a todos os cidadãos o direito de expressar sua opinião em qualquer assunto e isto inclui os cidadão que são Bispos. Seria discriminação por razões religiosas que os Bispos não pudessem expressar a doutrina da Igreja Católica sobre determinados assuntos, ainda que estes sejam de atualidade no debate político. Ademais, os cidadãos têm o direito de formar a sua opinião sobre os assuntos de interesse político. Para tanto, podem considerar as fontes de opinião que estimem convenientes. Ninguém pode estranhar que, entre elas, se encontre a doutrina da Igreja ou de sua própria confissão religiosa, ou o pronunciamento de um Bispo. Se um cidadão (ou parlamentar ou afiliado de partido) vota consciente conforme suas crenças, o faz porque ouviu os argumentos da sua confissão religiosa e estes o convenceram. Seria discriminação religiosa os cidadãos (ou parlamentares ou afiliados) poderem ler qualquer livro ou revista que os ajudem a formar opinião, exceto os de conteúdo religioso. Também seria grave discriminação que se pedisse aos cidadãos (ou parlamentares ou afiliados) que agissem de modo contrário à sua consciência no momento do voto. As doutrinas laicistas negativas mais radicais pretendem ainda proibir que hajam símbolos ou manifestações religiosas públicas, como crucifixos e procissões, ou que autoridades públicas participem de cerimônias religiosas como bênçãos de edifícios e Missas. A Declaração Universal dos Direitos do Homem, promulgada pelas Nações Unidas em 1948, garante, em seu artigo 18, a todas as pessoas “a liberdade de manifestar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto em público quanto em particular”. Os poderes públicos devem garantir, portanto, o direito dos fiéis de manifestar suas convicções religiosas em público. Os fiéis têm o direito de organizar procissões, colocar cruzes em lugares à vista do público etc. Não seria razoável que se pudessem organizar manifestações políticas nas cidades ou colocar emblemas de partidos políticos ou de sindicatos na rua, negando-se os mesmos direitos aos fiéis só porque são símbolos religiosos. As autoridades públicas também podem comparecer em eventos religiosos na qualidade de representantes do Estado ou dos Partidos ou outras entidades públicas. Muitas vezes as autoridades públicas comparecem, na qualidade de representantes públicos, em acontecimentos importantes de entidades privadas, como homenagens a personagens políticas ou sindicais, inauguração de fábricas ou empresas, ou aniversários de clubes de futebol. Os cidadãos crentes se sentiriam discriminados se vissem o prefeito comparecer, em caráter oficial, a uma partida de futebol e negasse a comparecer a uma procissão; ou que inaugurasse um shopping center e não fosse à Missa no dia da festa do santo padroeiro. #entende #suas #fonte #maríareyes #liberdadereligiosa #Deus #sim #ter #Direito #carlosmartins #aos #sadio #Laicismo
- Ambiguidades e dificuldades que podem levar a posições errôneas em Cristologia: Investigação sobre a
O Concílio Vaticano II foi, sem dúvida, um Concílio que enfocou a identidade e a missão da Igreja. Foi dotado por um forte impulso às igrejas locais, com o fim de que empreendessem com vigor e coragem o diálogo com as culturas, com as condições humanas, com os irmãos cristãos não-católicos e com os seguidores de outros credos, além de compartilhar as esperanças e os sofrimentos de toda a Humanidade, especialmente em sua aspiração à justiça, à coparticipação e à paz. Perseguindo tal projeto “eclesiológico”, a Igreja sentiu a necessidade de dirigir-se a Jesus Cristo. Se quer esclarecer sua identidade e missão, deve fazê-lo em referência à pessoa e à missão de Jesus, seu Senhor. Portanto, o período pós-Vaticano II foi produtivo não apenas na área da Eclesiologia, como também no da Cristologia. As diferentes situações que a Igreja teve que enfrentar na missão preparou um terreno fértil para se renovar a reflexão sobre Jesus Cristo e de seu significado para o mundo. Assim, foram abundantes, no pós-Concílio, os estudos criativos em Cristologia, porém nem sempre isentos de dificuldades e ambiguidades que podiam levar a compreensões errôneas de Jesus e de sua missão. Consequentemente, a Santa Sé e as Conferências Episcopais nacionais se sentiram no dever atentar os fiéis no que diz respeito a essas opiniões potencialmente equivocadas. A intenção do presente estudo é pontualizar algumas dessas opiniões, evidenciadas em documentos, instruções e notificações do Santo Padre e da Congregação para a Doutrina da Fé (doravante “CDF”), além de estudos preparados pela Comissão Teológica Internacional (doravante “CTI”)[*]. Foram encontradas ambiguidades nas seguintes matérias: a) Em algumas metodologias usadas em Cristologia; b) Em relação à pessoa de Jesus Cristo; c) Em relação a Jesus Cristo e a Revelação divina; d) Sobre o significado da Redenção; e e) Sobre a unicidade e universalidade da salvação em Jesus Cristo. 1) DIFICULDADES QUE FORAM ENCONTRADAS EM ALGUNS MÉTODOS DE CRISTOLOGIA Um “método” revela a estrutura mental no âmbito da qual os dados são configurados e coordenados em vista de uma conclusão. Os métodos em Teologia determinam substancialmente o processo através do qual os dados da fé são tomados como objeto de reflexão sistemática. As ambiguidades nas conclusões estão muitas vezes arraigadas em algumas ambiguidades intrínsecas no método adotado. Nossas fontes identificaram algumas dessas deficiências metodológicas: a) Um método que toma emprestado de forma acrítica os conceitos e pressuposições de ideologias como o Marxismo e os aplica à Cristologia tende a uma imagem unívoca de Cristo que dá prioridade à dimensão política, deixando em segundo plano a novidade radical do testemunho do Novo Testamento de sua pessoa e missão. O ensinamento da Igreja sobre Cristo, que nasce de sua autoridade, é também julgado como uma imposição da “classe dominante” sobre a “classe oprimida” e, portanto, frequentemente descuidada. b) Uma Cristologia conduzida exclusivamente “a partir da base” pode levar ao reducionismo teológico. Um método puramente “experimental” acaba por ser excessivamente subjetivo, não oferecendo o lugar adequado para a verdade objetiva e normativa da Revelação em Jesus Cristo. c) Com o objetivo e esforços para inculturar a Cristologia, alguns métodos chegaram a interpretar a pessoa do Verbo Encarnado de uma forma excessivamente metafórica. A Tradição transmitida na forma greco-latina é facilmente abandonada no momento em que os termos cristológicos clássicos (como, p.ex., “pessoa”, “natureza”, “satisfação vicária”) não mantêm o mesmo significado nas culturas contemporâneas, tal como tinham nas passadas. d) Um tipo de investigação puramente histórica sobre Jesus levou alguns teólogos a negar um lugar na Cristologia para o testemunho bíblico da fé das primeiras comunidades cristãs. Algumas sentenças e ações de Jesus, tais como são apontadas nas Escrituras, são minimizadas quando não podem ser provadas como parte integrante da sua “biografia”. A preexistência do Verbo é considerada alheia à natureza humana de Jesus. Ao invés do testemunho da fé, domina na “reconstrução” da figura histórica de Jesus alguns supostos filosóficos e psicológicos. Referidos problemas de metodologia – pontuados pelos documentos papais e intervenções da CDF e CTI -, têm influenciado a interpretação de temas chaves da Cristologia. Abordemos agora alguns deles. 2) AMBIGUIDADES SOBRE A PESSOA DE JESUS CRISTO Quem é Jesus? Quem é Aquele que foi confessado como “o Cristo”? Algumas das respostas, que se baseiam sobre metodologias carentes, restam ambíguas ou infiéis à Tradição católica: a) Uma corrente de pensamento tende a opor o “Jesus da História” ao “Cristo da Fé”, colocando em dúvida a unidade pessoal entre Jesus e o Cristo. b) Na perspectiva libertária, a ênfase sobre a experiência revolucionária da luta dos pobres pela libertação dá preferência ao “Jesus da História” a partir do momento em que este Jesus – e não o “Jesus da Fé” – foi quem viveu a citada experiência revolucionária. c) No enfoque exclusivamente “experimental”, tende-se a apresentar Jesus apenas como um bom homem, um profeta, uma pessoa comprometida na promoção dos outros, uma “parábola de Deus” (porém, Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, na unidade da Pessoa divina do Filho). Com efeito, a ressurreição é apresentada mais como experiência de conversão dos Apóstolos no poder do Espírito Santo do que como um fato objetivo de Jesus como Senhor glorificado e Filho de Deus. d) Alguns ensinam que Jesus é o Cristo, mas que o Cristo é “alguém mais” que Jesus. Tal enfoque facilita a percepção da presença do Logos em outras religiões, mas desvia-se perigosamente do Novo Testamento, que concebe o Logos em relação a Jesus. Uma variante desta tendência consiste em separar a ação salvífica do Verbo como tal daquela do Verbo feito carne, atribuindo à primeira um âmbito mais amplo do que a segunda. e) O método puramente histórico cria dúvidas sobre a divindade de Jesus Cristo, a partir do momento em que tal dogma não poderia ter surgido da revelação bíblica, mas do Helenismo. O mesmo se afirma da preexistência do Verbo, que teria origem mais em fontes míticas, helenísticas ou gnósticas do que na revelação bíblica. 3) JESUS CRISTO E A REVELAÇÃO DE DEUS As ambiguidades relativas à pessoa de Jesus Cristo repercutem sobre a compreensão de Jesus como Revelação de Deus. Como a Revelação de Deus age em Jesus Cristo? a) Na perspectiva libertária, a experiência fundamental de Jesus é a luta para a libertação dos pobres. O verdadeiro conhecimento de Deus e do Reino de Deus ocorrem nesta luta de libertação. A natureza “pessoal” da revelação de Deus em Jesus é minimizada considerando a ênfase libertacionista-polítca. b) Desejosos de promover o diálogo interreligioso, alguns teólogos propõem a Teoria da Revelação Limitada, Incompleta ou Imperfeita de Jesus Cristo, que teria então a necessidade de ser complementada por aquela encontrada em outras religiões. A natureza definitiva e completa da revelação salvífica de Deus em Jesus Cristo é, desta forma, comprometida por esta posição. c) A CDF apontou um exemplo de tentativa de inculturação que tende a substituir a revelação de Deus na pessoa de Jesus Cristo por uma intuição de Deus sem forma ou imagem. Novamente, a natureza pessoal de Deus e a Revelação são colocadas em perigo. 4) O SIGNIFICADO DA REDENÇÃO A missão de Jesus é descrita de diversas maneiras. Uma imagem bíblica central é a da Redenção. Tem-se identificado algumas interpretações e explicações inadequadas: a) A perspectiva libertária tende a apresentar Jesus como o símbolo que sintetiza o cumprimento da luta dos povos oprimidos. A salvação é reduzida à libertação da opressão política, social, cultura e econômica, mas colocando em segundo plano a libertação do pecado. Muitas vezes é dada à morte de Jesus uma interpretação apenas política, que ofusca seu valor para a salvação. b) Enfoques mais existenciais e “a partir de baixo” preferem conceber a Redenção em Jesus Cristo como um processo de hominização mais do que [um processo de] divinização dos seres humanos. A noção de divinização é considerada como um conceito helenístico que faz “fugir do mundo” e negar os valores humanos, enquanto que a hominização realiza tudo aquilo que é humano. Esta tendência não rende plena justiça à realidade da divinização apresentada pelo Novo Testamento. 5) A UNICIDADE E UNIVERSALIDADE DA SALVAÇÃO EM JESUS CRISTO Parece óbvio que esta especial instância encontre-se, na maior parte dos casos, no diálogo interreligioso. Como se deve conceber a pretensão universal e absoluta do Cristianismo no que concerne à salvação em Jesus diante das outras religiões, que apresentam suas próprias Soteriologias e suas próprias figuras de salvadores? Com o objetivo sincero de responder a esta pergunta difícil, tem-se proposto algumas teorias que podem desviar dos fundamentos essenciais da Fé Cristã. Um bom resumo da “problemática” deste ponto já foi oferecido pelo documento “Dominus Iesus”, nº 4, que afirma: “O perene anúncio missionário da Igreja é colocado hoje em perigo por teorias relativistas, que tentam justificar o pluralismo religioso, não apenas de fato mas também de direito (ou de princípio). Consequentemente, se retêm como superadas, por exemplo, verdades como o caráter definitivo e completo da Revelação de Jesus Cristo, a natureza da fé cristã em relação à crença de outras religiões, o caráter inspirado dos livros da Sagrada Escritura, a unidade pessoal entre o Verbo eterno e Jesus de Nazaré, a unidade entre a economia do Verbo encarnado e do Espírito Santo, a unicidade e universalidade salvífica do mistério de Jesus Cristo, a mediação salvífica universal da Igreja, a inseparabilidade – mesmo na distinção – entre o Reino de Deus, o Reino de Cristo e a Igreja, a subsistência na Igreja Católica da única Igreja de Cristo”. O âmbito da problemática é muito amplo. Tentemos enfocar melhor aqui algumas instâncias propriamente Cristológicas: a) Nota-se a tendência de evitar as noções de “unicidade” e “universalidade”, de caráter absoluto, quando se trata da salvação em Jesus Cristo. Uma teoria preferiria atribuir um valor normativo à mediação salvífica de Jesus a partir do momento em que sua pessoa e sua vida revelam o amor de Deus da maneira mais manifesta e decisiva. Outra teoria, conhecida como “Cristologia não-Normativa”, deixaria de considerar Jesus como o único e exclusivo mediador da salvação; poderia ser um caminho para Deus, de todo adequado para os cristãos, mas não deveria ser-Lhe atribuída a pretensão de exclusividade. Ele revela o divino complementando outras figuras reveladoras e salvíficas, razão pela qual Jesus é um mestre ao lado de outros mestres (a única diferença é que Jesus seria o mais iluminado, consciente e livre). b) Com o objetivo de harmonizar a universalidade da salvação em Cristo com a realidade do pluralismo religioso, se tem proposto a Teoria da Economia do Verbo Eterno fora da Igreja, além da Economia da Salvação do Verbo Encarnado Limitada aos Cristãos. A primeira teoria teria um valor universal maior, embora a segunda seria mais completa e total. Referido enfoque tende a dividir o Verbo de Deus do Verbo Encarnado e ainda postula duas economias distintas de salvação. c) Outros teólogos, em acréscimo, propõem uma economia do Espírito Santo com um alcance mais universal que o do Verbo Encarnado. Porém, a Fé Cristã sustenta que a encarnação salvífica do Verbo é um evento trinitário e que a ação do Espírito Santo não se situa fora de/ou paralelamente à ação de Jesus Cristo. A maior parte das ambiguidades que poderiam levar a posições errôneas surgem do encontro do missionário da Igreja com as culturas, com a injustiça, com as outras religiões e com correntes ideológicas relativas a humanidade e história. As dificuldades que levantam para a Fé Cristã devem ser enfrentadas com criatividade; no entanto, esta deve permanecer solidamente fiel às verdades concernentes a Jesus Cristo. —– NOTA [*] Para a presente investigação foram usados os seguintes documentos: Paulo VI, Evangelii nuntiandi (1974); João Paulo II, Redemptor hominis (1979), Dominum et vivificantem (1986), Redemptoris missio (1990), Ecclesia in Asia (1999); Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução sobre certos aspectos da ‘Teologia da Libertação’ (1984), Notificação acerca dos escritos do Pe. Anthony de Mello, S.J. (1998), Declaração ‘Dominus Iesus’ (2000), Notificação sobre o livro de Jacques Dupuis (2001); Comissão Teológica Internacional, Questões selecionadas sobre Cristologia (1980), Teologia, Cristologia e Antropologia (1983), A consciência de Cristo acerca de Si mesmo e de sua missão (1985), Cristianismo e religiões do mundo (1986). #dever #luisantonio #fonte #SantoPadre #vaticanoii #mercaba #JesusCristo #Senhor #Eclesiologia #dotado #carlosmartins #cti #tagle #impulso #cristologia #vigor #omundo #foram #cdf #projeto
- Tesouros de Roma (I) – Basílica de São Pedro no Vaticano
Autor: Anônimo Fonte: http://www.primeroscristianos.com/ Tradução: Carlos Martins Nabeto O MARTÍRIO DE SÃO PEDRO São Pedro foi martirizado durante a perseguição contra os cristãos decretada por Nero após o incêndio de Roma, no ano 64. O Príncipe dos Apóstolos havia chegado à Urbe alguns anos antes, seguindo a ordem do Senhor expressa no Evangelho de Marcos: “Ide pelo mundo todo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado, se salvará; quem não crer, se condenará”. Ele foi o primeiro a confessar a divindade do Senhor, tinha acompanhado o Senhor durante os três anos de Sua vida pública e havia recebido do Mestre as chaves do Reino dos Céus: era a cabeça da Igreja e sua presença na capital do Império transformava esta cidade no centro e coração da nascente expansão cristã. Após uma vida ao serviço da Igreja, quando começou a perseguição, Pedro compreendeu que havia chegado o momento de seguir a Cristo até identificar-se totalmente com Ele. Não tardou para ser preso e justiçado em uma cruz, de cabeça para baixo, pois em sua humildade julgou não ser digno de morrer da mesma forma que Nosso Senhor. É muito provável que o lugar de seu martírio foram os “hortinerones”, umas terras que o imperador possuía nos arredores da antiga Roma, junto à colina Vaticana. Ali Calígula havia começado a erguer um circo particular, cuja construção foi prosseguida por Cláudio e finalmente concluída nos tempos de Nero. Talvez a execução de Pedro tenha ocorrido durante um dos espetáculos que eram celebrados nesse lugar. Circo de Nero (reprodução) Às vezes, Nero abria as portas do seu estádio aos cidadãos de Roma e ele mesmo corria em seu carro vestido de auriga diante do povo que o aclamava. Da dinâmica daquelas festas durante a perseguição aos cristãos o historiador pagão Tácito deixou-nos um bom testemunho: “Os que morriam eram tratados com escárnio. Cobertos de peles de animais, eram degolados por cães; ou suspensos em cruzes; ou, inclusive, quando o sol se punha, eram queimados vivos para iluminar a escuridão da noite”. Circo de Nero x Lugares Santos(plantas) Os cristãos recolheram o corpo sem vida de Pedro e o enterraram junto à ladeira da colina Vaticana, bem próxima ao estádio de Nero, ainda que se tratasse de propriedade do imperador. A tumba era de humilde terra, porém, desde o primeiro momento, converteu-se em destino frequente de visitas por parte dos cristãos romanos. Antigas tradições afirmam que o primeiro Papa habitava no Esquilino, na casa do senador Pudente, que foi uma das primeiras “domus ecclesiae” na Urbe e sobre a qual posteriormente foi edificada a basílica de Santa Pudenciana. Também deve ter sido frequente a presença de Pedro na casa de Áquila e Priscila (o casal que colaborava com São Paulo, de quem o Apóstolo dos Gentios fala diversas vezes em suas cartas), que ficava no Aventino, onde hoje se alça a pequena igreja de Santa Prisca. Muitos pedidos faziam os primeiros cristãos diante da tumba de São Pedro. Restava natural que esta veneração se traduzisse também materialmente, em um progressivo enriquecimento da tumba de Pedro. É seguro que pelo menos desde o século II já se havia edificado um modesto monumento funerário sobre a primitiva tumba de terra. Por outro lado, os cristãos não esqueciam as palavras que o Senhor dirigiu a Simão, conferindo-lhe um novo nome enquanto lhe apontava a nova missão que deveria concretizar: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Segundo a Tradição, o altar da basílica constantiniana foi construído, no século IV, sobre o antigo monumento funerário de Pedro; e exatamente encima, englobando e protegendo os anteriores, foram erguidos os sucessivos altares de Gregório Magno e de Calixto II, nos séculos VI e XII, respectivamente. Por fim, quando Clemente VIII mandou construir, em 1594, o atual altar da Confissão, foi levantado, novamente, cobrindo os anteriores. A TUMBA DE SÃO PEDRO Durante muitos séculos, movidos pela fé e por sua confiança nesta Tradição, os peregrinos que chegavam a Roma, vindos de todas as partes, veneraram a memória do Príncipe dos Apóstolos em sua Basílica, convencidos de que ali se encontrava a sua tumba. Atualmente, graças às escavações arqueológicas realizadas em meados do século XX por desejo de Pio XII, é possível rezar diante da própria sepultura de São Pedro. Essas escavações nada mais fizeram senão confirmar, ponto por ponto, os dados que tinham sido transmitidos pela Tradição: foi descoberto o circo de Nero, uma necrópole com sepultaras pagãs e cristãs em bom estado de conservação e, sobretudo, foi encontrado o humilde monumento da tumba de Pedro, que correspondia às antiquíssimas descrições literárias desse edículo e que, com efeito, se encontra justamente embaixo dos sucessivos altares da Basílica.Também ficou comprovado que, em volta dessa tumba, havia muitas outras escavadas apressadamente, para que estivessem o mais próximo possível da central; e foi extremamente revelador o estudo dos “grafitti” – ou inscrições – nas paredes, pois indicam de modo evidente que aquele era um lugar de culto cristão e continham numerosas aclamações a Pedro. Uma dessas inscrições havia sido gravada junto a um pequeno lóculo ou abertura no muro. Esse nicho continha os restos de um homem idoso, de constituição robusta e que em algum momento haviam sido envoltos em um tecido de cor púrpura e ouro. A inscrição sobre o lóculo dizia, em grego: PETROS ENI, isto é, “Pedro está aqui”. O interior do lóculo Fragmento de muro em que aparece a inscrição “Petros eni”: “Pedro está aqui” A Igreja de Cristo é romana porque a Providência divina dispôs que em Roma estivesse a Sé de Pedro, fonte de unidade e garantia da transmissão do Depósito da Fé revelada. Para um cristão que goza da luz da fé, Roma não é apenas uma cidade de grande interesse artístico ou histórico, mas muito mais: é a sua Casa, um retorno às suas origens, o cenário de uma maravilhosa história: a do Amor infinito de Deus que quer chegar à humanidade inteira, que será sempre atual e que nos interpela especialmente no início do Terceiro Milênio, quando todos os filhos da Igreja têm diante de si o caminho da Nova Evangelização. Links Interessantes: Visita virtual à Basília de São Pedro [no Vaticano] – http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/vr_tour/index-en.html Vídeo sobre a História da Basílica (parte 1) [em espanhol] – http://www.youtube.com/watch?v=IQSLCGKFlAE&feature=player_embedded Vídeo sobre a História da Basílica (parte 2) [em espanhol] – http://www.youtube.com/watch?v=gZ6ohn7o-ts&feature=player_embedded Vídeo sobre a História da Basílica (parte 3) [em espanhol] – http://www.youtube.com/watch?v=T-MzcShVE7s&feature=player_embedded #fonte #urbe #baixo #Evangelho #Colina #antigaroma #suavida #festas #circodenero #efinalmente #Vaticana #Chaves #historiador #tempos #CabeçadaIgreja #carlosmartins #SãoPedro #pelo #talvez #seguiracristo
- Em João 21,15-19, Jesus parece ter perdido a confiança em Pedro…
Autor: This Rock Magazine – Julho/1990 Fonte: http://www.catholic.com Tradução: Carlos Martins Nabeto – Por que Jesus precisou perguntar 3 vezes a Pedro se ele O amava (João 21,15-19)? Nosso Senhor não parece ter perdido a confiança em Pedro, contradizendo assim a alta estima que os católicos nutrem por Pedro? (Anônimo) Os católicos não desejam dirigir a Pedro uma estima superior àquela que Jesus nutria. As afirmações que fazemos sobre o Papado têm como origem as simples declarações da própria Escritura. E essa passagem é um ótimo exemplo. Antes de mais nada, Jesus está certamente lembrando Pedro do seu pecado de covardia, por tê-Lo negado 3 vezes (Mateus 26,69-75), para que se arrependa e volte a estar em plena comunhão com Cristo. A maioria das pessoas percebe esta conexão entre a “tripla negação” e a “tripla reafirmação” de lealdade a Cristo, conseguindo então apreciar a habilidade pastoral exercida e consumada por Nosso Senhor, que permitiu a Pedro uma chance de “anular” o seu comportamento anterior. Mas há algo mais aí. João 21 é o modelo clássico de um gênero de narrativa bíblica conhecido como “Chamado Profético”. As “narrativas de Chamado” frequentemente seguem uma forma padronizada de tripla repetição. Com efeito, a tripla repetição da ordem para que Pedro cuide do rebanho de Cristo serve para sublinhar o fundamento divino do seu múnus e autoridade. #amava #fonte #contradizendo #Cristo #desejam #COMPORTAMENTO #seu #Escritura #This #Rock #Ele #ter #Magazine #Origem #Senhor #covardia #tem #perguntar #Martins #Chamado #Confiança #exemplo #julho #tripla #Pedro #ótimo #passagem #carlosmartins #lembrando #Carlos #estima #não #própria #uma #repetição #aquela #está #essa #umachance #DeCristo #nutrem #precisou #João #Anônimo #fundamento #nutria #nosso #certamente #com #anular #Jesus #papado #assim #Nabeto #Autor #tradução
- O significado dos Sacramentos
Para começar, devemos retornar aos tempos da Reforma Protestante, quando milhares de cristãos abandonaram a Igreja Católica para fundar grupos eclesiais separados da autoridade de Roma. A ideia original dos autoproclamados reformadores era formar uma só igreja separada do Papa. Contudo, rapidamente suas discordâncias e desavenças resultaram em divisões que continuam até os nossos dias. Da longa lista de diferenças e separações, existe algo que sobressai em particular: a questão dos sacramentos. Escrevo assim, com inicial minúscula, porque não estou me referindo aos Sacramentos cristãos de sempre, mas das diferentes concepções e definições que surgiram na era que se seguiu à Reforma alemã. Pode-se afirmar, de maneira geral e sem medo de errar em demasia, que o Protestantismo considera os sacramentos como meras representações simbólicas de uma realidade espiritual. Repassemos os sete Sacramentos da Igreja Católica, que são: – Batismo – Confirmação – Eucaristia – Penitência (ou Reconciliação) – Matrimônio – Ordenação Sacerdotal – Unção dos Enfermos UMA BREVE HISTÓRIA E DEFINIÇÃO A maioria dos grupos eclesiais protestantes mantém o batismo e o matrimônio. Alguns praticam a “ceia do Senhor” e certa espécie de ordenação para o ministério [pastoral]. Confirmação, penitência e unção dos enfermos são menos praticados entre os cristãos separados. Pode-se afirmar que estes grupos eclesiais consideram seus sacramentos como gestos, votos ou testemunhos, cujo valor reside em simbolizar uma realidade espiritual. A pergunta que surge é: em que se diferenciam os Sacramentos católicos dos seus equivalentes no Protestantismo? A definição clássica no Catolicismo é esta: “Os Sacramentos são sinais externos da graça interna, instituídos por Cristo para a nossa santificação” (Catecismo Tridentino, nº 4, ex S. Aug.”De catechizandis rudibus”). Esta definição sucinta nos transmite primeiramente o conceito de Sacramento como “sinal”, ou seja, um sinal que significa ou evidencia algo. Neste caso, o sinal sacramental evidencia uma realidade da graça de Deus que nem sempre está evidente aos sentidos. A diferença entre o conceito católico e o protestante está na apreciação da realidade que subjaz ao sinal: para o católico, o sinal é a evidência de algo que não pode ser facilmente visto, como, por exemplo, as pintinhas vermelhas na face de uma criança nos dão a evidência de que está com sarampo, que é uma realidade à qual o sinal está sujeito, realidade que não pode existir separada do sinal. Para o protestante em geral, o sinal é puramente simbólico, como o uniforme desportivo que identifica um atleta em uma competição. Dessa maneira, para o protestante, o batismo é um testemunho ao mundo de sua fé em Cristo; para o católico, o Batismo não somente é testemunho como também o início de um processo regenerativo que conduz a pessoa à sua plenitude em Cristo. Tanto o sinal (isto é, a aspersão) quanto o processo de regeneração que se segue são partes inseparáveis do Sacramento. AS RAÍZES DO SIGNIFICADO Quando nos comunicamos, fazemos uso de sinais. Por exemplo: este mesmo artigo que você está lendo agora não poderia ser compreendido se não existissem vários sistemas de comunicação simbólica. Os dois mais evidentes são: o alfabeto latino e o idioma português. Ambos colaboram para que você e eu possamos nos comunicar neste momento. Também estamos usando a Internet e toda uma série de protocolos e meios de comunicação; mas, para não complicarmos muito, vamos reduzir ao mais essencial: o alfabeto e o idioma. Quando eu descrevo um conceito, por exemplo, “Arco do Triunfo em Paris”, a imagem do famoso monumento nos vem à mente. Primeiro começamos com o “a”, que representa um som, e logo acrescentamos mais letras até completar uma palavra; a seguir vem outra; e mais outra… Assim, invocamos em umas tantas palavras a um objeto real que existe em Paris. Como é de se imaginar, nenhum de nós – espero! – acredita possuir um Arco do Triunfo dentro da cabeça. No entanto, somos capazes de recordar essa realidade que vimos antes em um livro, ou em filme, ou – para alguns felizes viajantes – pessoalmente. Em suma: invocamos a um símbolo que nos refere a uma realidade. Poderíamos mudar um pouquinho e dizer desta vez: “O Arco do Planeta Marte”. Como nenhum de nós sabe [da existência] de semelhante Arco, resta à imaginação de cada um resolver como o veria na realidade. E por mais que falemos acerca desse monumento inexistente, nunca existirá em Marte, exceto que alguém o construa. Em poucas palavras: falta-nos o elemento comum a representar; a realidade que estamos tentando representar ainda não existe. Os humanos apenas podem usar a palavra para invocar algo já existente. É esse o caso com Deus? Lemos em Gênesis: “E Deus disse: ‘Faça-se a luz’ e a luz se fez”. O maravilhoso disto que acabamos de ler é que a mera invocação por Deus de uma realidade inexistente faz com que essa realidade “seja”. De fato, nós, cristãos, cremos que Deus é tão real que Sua própria Palavra é uma Pessoa: Deus Filho. Na fé cristã, a Memrah da fé hebraica se torna manifesta ao mundo na pessoa de Cristo, o Logos, o Verbum Dei, a Palavra de Deus. O que apreciamos aqui é a diferença entre Criador e criatura: Deus é e ao mesmo tempo causa com que outras coisas sejam, iniciando ex nihilo, a partir do nada. O “meio” que Deus emprega é sua Palavra – assim como nós, para invocarmos um conceito como o Arco do Triunfo, usamos primariamente o alfabeto – Deus se vale do Alfa e Ômega, Jesus Cristo. Chegando neste ponto, você se perguntará por que trago tudo isto aqui. Todos nós sabemos que não podemos criar como Deus faz, mediante nomear algo e a partir do nada. Eis aí a diferença fundamental entre o Criador e a criação. Não aprendemos nada de novo, exceto, talvez, que podemos apreciar o seguinte: as representações de Deus não são apenas símbolos, mas ingressam na realidade como uma nova criação, sem a mediação anterior de algo que as represente. E o que isto tem a ver com os Sacramentos? Absolutamente tudo! OS SACRAMENTOS: UM DOM DE DEUS Quando nossos primeiros pais desobedeceram a ordem de Deus, toda a natureza começou a se degradar. A terra produziu cardos e espinhos; o corpo do homem e da mulher começaram sua lenta declinação à velhice e à morte. Pode-se dizer que o pecado original começa a destruir a criação que Deus havia declarado boa. Após a desobediência, Deus se faz presente no Jardim que havia dado ao homem para viver. A visita não é de surpresa, pois constatamos na Escritura que Deus “passeava pelo Jardim na parte arejada do dia”. Deus aparece no horto à hora de costume. Não nos esqueçamos que Deus é Deus e que nada pode surpreendê-Lo. Ele já sabia que o homem havia desobedecido. O homem, no entanto, ao ouvir a voz de Deus no horto, se enconde porque algo lhe diz em seu interior que “está nu”, que não está com pureza suficiente para aparecer diante de Deus. A presença de Deus é real para o homem Adão e essa realidade deixa-o perturbado. Notemos isto na frase do homem: “Ouvi tua voz no horto e me escondi porque estava nu”. Novamente a voz de Deus, a Palavra proferida, tem um efeito direto no mundo natural – neste caso, o de tornar manifesta a falta de santidade do homem desobediente. Mas agora, inverte-se a função: a voz de Deus não cria coisas novas, mas coloca em evidência a desordem que ingressou na Criação através do pecado. Refletindo um pouco na intenção de Deus, observamos que o pecado começou a revelar um aspecto da pessoa de Deus que o universo não conhecia: Sua misericórdia! Por que digo isto? Porque Deus, conhecendo a injustiça que havia sido cometida, não executa a justa sentença prometida, mas “pretende” por um instante, não saber de nada do que havia ocorrido até tornar-Se manifesto ao homem. A seu tempo, Deus deve expulsar o homem do Jardim, mas não sem antes dar-lhe peles para se abrigar e não sem prometer que, a partir desse mesmo momento, começa a trabalhar na Redenção da raça humana que está para nascer. De certa forma, estas duas ações de Deus são formas incipientes dos Sacramentos que virão muitos séculos depois, a partir da Cruz. A Misericórdia Divina provê abrigo e sobrevivência para os desobedientes do Éden. De maneira semelhante, os Sacramentos operam como um refúgio ao qual podemos acudir para nos sustentar; refúgio de Deus para aqueles que simplesmente não podem ser santos suficientemente para comparecer à Sua presença. OS SACRAMENTOS: PODER DE DEUS Frequentemente ouvimos dizer que os Sacramentos “levam a cabo o que significam e significam o que levam a cabo”. Esta definição parece-lhe familiar? Espero ter-lhe feito recordar da ação criadora de Deus no Gênesis quando disse: “‘Faça-se a luz’ e a luz se fez”. Os Sacramentos compartilham da ação criadora de Deus essa “efetividade imediata” que faz com que as coisas “sejam”, ainda que não tenham existido até então. Com a mesma efetividade, os Sacramentos são os instrumentos de Deus nesta nova criação em que o cristão é transformado em uma “nova criatura” capaz de herdar a Vida Eterna e ver Deus face a face sem perecer. Quando recebemos o Batismo, recebemos aquilo que os primeiros Padres da Igreja chamavam de “magnífico selo” da salvação. Nossa alma começa a ascensão a Deus, até então impossível. Quando recebemos do sacerdote a absolvição dos nossos pecados, um milagre ainda mais assombroso que o da ressurreição de Lázaro ocorre no confessionário: uma alma perdida por efeito do pecado é renovada e readmitida à presença divina. Coisas semelhantes podem ser ditas de cada um dos Sacramentos e é bom refletir sobre cada um deles e perceber como o poder e a misericórdia divinos agem em cada Sacramento em particular, transformando as almas dos fiéis, ordenando e limpando, regenerando e iluminando, para cumprir as palavras de Jesus a São João: “Observa! Estou fazendo novas todas as coisas!”. Algo muito mais espantoso que a primeira Criação material está ocorrendo dentro de nós mesmos: “O Reino dos Céus está entre vós!” TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS Encontramos esta frase no Novo Testamento, geralmente como reação a um milagre: “E os que estavam ali presentes davam glória a Deus por ter dado semelhante poder aos homens”. Deus, ao nos dar os Sacramentos na Igreja, tem querido que o homem participe na tarefa da Criação. Graça sobre graça, misericórdia sobre misericórdia, o homem perdido recebe outra vez sua volta ao abrigo divino, desta vez magnificado infinitamente, pois o mantém a salvo da morte eterna e não somente do frio. É necessário meditar uma e outra vez sobre estás dádivas para não rejeitá-las de pronto e, com isso, deixar de prestar a Deus o agradecimento e a glória que Ele merece, por todo o bem que faz para nós. Aqueles que pensam – em sua ignorância – que podem reorganizar estas coisas a seu próprio gosto e prazer, se equivocam completamente. Os Sacramentos não são meros símbolos, mas são dons de Deus, poder de Deus, ação real de Sua graça que nos redime, educa, alimenta, forma e fortalece. Ninguém espere um dia estar de pé na corte de Deus se quer se dar ao luxo de ignorar os Sacramentos que Deus nos tem dado em Sua Igreja. “Observa! Estou fazendo novas todas as coisas!” (Apocalipse 21,5). #suas #fonte #sinais #Sacramentos #Nossa #catolicismo #batismo #Protestantes #Eucaristia #sacerdotal #tempos #carlosmartins #aos #Ceia #Protestantismo #reformaprotestante #assim #Catecismo #estes
- Freira vai à Justiça para poder usar véu em foto da CNH no PR
ESTELITA HASS CARAZZAI Fonte: Folha Online 10.02.2012 DE CURITIBA Uma freira de Cascavel (478 km de Curitiba) conseguiu na Justiça o direito de usar o véu na foto da carteira de motorista. A decisão, emitida no final de janeiro, se baseia na Constituição Federal, que determina que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. A irmã Kelly Cristina Favaretto, 33, já havia feito sua primeira habilitação, em 2006, com o véu, mas foi impedida de usar o hábito quando tentou renovar a carteira, em agosto do ano passado. O motivo, segundo o Detran-PR, foi uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), de 2006 –posterior à primeira habilitação de Favaretto–, que determina que o motorista não pode utilizar “óculos, bonés, gorros, chapéus ou qualquer outro item de vestuário que cubra parte do rosto ou da cabeça” na foto. A irmã protestou e resolveu recorrer à Justiça. “Eu fui em busca dos meus direitos. [O véu] Não é um acessório. É um sinal de consagração e pertence a Deus. Sem ele, eu estaria infringindo a minha opção de vida.” Favaretto entrou para a Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família aos 18 anos e usa o véu desde os 27. Em seus outros documentos, a foto foi tirada sem o véu. “No RG, eu só tinha 15 anos”, conta. Na decisão de primeira instância, a irmã perdeu a causa, pois a juíza entendeu que a resolução do Contran não era ilegal e tinha como objetivo “a perfeita identificação do condutor”. “Trata-se de perfeito respeito à Segurança Pública, […] e é uma norma geral, de caráter nacional”, escreveu a magistrada Vanessa de Lazzari Hoffmann. Foi só no TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre, que a freira conseguiu reverter a decisão. O acórdão do TRF acolheu um parecer do Ministério Público Federal, que afirma que o uso do véu está relacionado à convicção religiosa da freira, protegida pela Constituição Federal. “[A norma do Contran] Restringe uma liberdade religiosa para o fim de, supostamente, permitir a visibilidade do motorista e a segurança em geral”, afirma o procurador Januário Paludo. “É uma exigência um tanto rigorosa. Se a freira está obrigada pela ordem a que pertence e por convicção própria a usar o véu, ela não é obrigada a retirá-lo.” A ação ainda precisa voltar à primeira instância para que, então, a Justiça permita à freira fazer a foto com o véu. Favaretto pretende fazer sua nova carteira de habilitação “assim que tiver a decisão em mãos”. Além dela, as outras 34 irmãs de sua congregação também foram beneficiadas com a sentença e poderão usar o véu na foto oficial quando sair a decisão final. #fonte #Contran #Geral #Favaretto #obrigada #Constituição #Deus #pequenas #Tribunal #tinha #Irmã #pela #Direito #Online #conta #segurança #Congregação #convicção #folhaonline #filosófica #SagradaFamília #freira #CARAZZAI #sua #motorista #pertence #detranpr #aos #CURITIBA #não #porto #baseia #sem #HASS #fazer #norma #ESTELITA #foi #hoffmann #uma #instância #Decisão #cristina #Cascavel #está #janeiro #política #Federal #habilitação #15anos #conseguiu #será #crença #justiça #conselhonacional #primeira #resolução #com #delazzari #TRF #carteira #dosmeus #véu #ninguém #Folha #quando
- Os Adventistas do sétimo dia e o “Juízo Investigativo”
Autor: José Miguel Arráiz Fonte: http://www.apologeticacatolica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto O dia 22 de outubro de 1844 é componente importante da doutrina escatológica dos Adventistas do Sétimo Dia, já que primeiramente assinalava a data profetizada para a segunda vinda de Cristo e, posteriormente, o início de um evento transcendental para eles: o “Juízo Investigativo”. A chave dessa data encontraria-se oculta no capítulo 8 de Daniel: Daniel 8: 1. “No terceiro ano do reinado do rei Baltazar, eu, Daniel, tive uma visão após outra, tida anteriormente. 2. Olhei durante a visão e me vi em Susa, a praça forte que encontra-se na província de Elam; olhei na visão e encontrava-me na porta do Ulai. 3. Levantei os olhos para ver e vi um carneiro que estava diante da porta. Tinha dois chifres. Os dois chifres eram altos, porém um era mais do que o outro e o mais alto tinha despontado o último. 4. Vi que o carneiro acometia contra o Oeste, o Norte e o Sul. Nenhuma fera podia resistir-lhe; nada podia escapar ao seu poder. Fazia o que queria e assim se fez grande. 5. Eu estava refletindo e eis que um cabrito veio do Ocidente, percorrendo toda a terra sem tocar o solo. Este cabrito possuía um chifre ‘magnífico’ entre os olhos. 6. Vendo o carneiro de dois chifres que eu havia visto de pé diante da porta, correu até ele com todo o ardor da sua força. 7. Vi como alcançava o carneiro, enfurecido contra ele; atacou o carneiro e lhe quebrou os dois cornos sem que o carneiro tivesse forças para resistir-lhe. Lançou-o por terra e pisoteou-o. Não havia ninguém que libertasse o carneiro de sua mão. 8. O cabrito tornou-se muito grande, mas quando estava na plenitude do seu poder, o grande chifre quebrou e, em seu lugar, despontaram quatro ‘magníficos’ na direção dos quatro ventos do céu. 9. De um deles saiu um chifre, pequeno, que cresceu muito em direção ao Sul, do Oriente e da terra do esplendor. 10. Cresceu até o exército celeste e lançou na terra uma parte do exército e das estrelas, pisoteando-os com seus pés. 11. Chegou, inclusive, até o Chefe do exército, aboliu o sacrifício perpétuo e sacudiu o cimento de seu santuário 12. e ao exército; no lugar do sacrifício colocou a iniquidade e lançou por terra a verdade. Assim agiu e alcançou êxito. 13. Ouvi, então, um santo que falava e outro santo que dizia ao que falava: ‘Até quando a visão: o sacrifício perpétuo, a iniquidade desoladora, o santuário e o exército serão pisoteados?’ 14. Respondeu-lhe: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; depois o santuário será reivindicado’. 15. Enquanto eu, Daniel, contemplava esta visão e tentava compreendê-la, vi imediatamente diante de mim como que uma aparência de homem 16. e ouvi uma voz de homem sobre o Ulai, que gritava: ‘Gabriel, explica-lhe esta visão’. 17. Ele se aproximou do lugar onde eu estava e, quando chegou, fiquei com medo e caí de bruços. Disse-me: ‘Filho de homem, entende: a visão refere-se ao tempo do fim’. 18. Enquanto ele me falava, eu me desvaneci, com o rosto em terra. Ele me tocou e me fez perceber onde estava. 19. Depois, disse: ‘Olha, vou manifestar-lhe o que ocorrerá no fim da ira, porque o fim está fixado. 20. O carneiro que viste, seus dois chifres, são os reis dos medos e dos persas. 21. O cabrito peludo é o rei de Javan; o chifre grande entre os seus olhos é o primeiro rei. 22. O chifre quebrado e os quatro chifres que despontaram em seu lugar são os quatro reinos saídos da sua nação, mas que não terão sua força. 23. E ao fim de seu reinado, quando os pecados atingirem ao grau máximo, surgirá um rei insolente e hábil para enganar. 24. Sua força se tornará poderosa, mas não por sua própria força; tramará coisas inauditas, prosperará em seus empreendimentos, destruirá poderosos e o povo dos santos. 25. E, por sua habilidade, o engano triunfará em suas mãos. Se exaltará em seu coração e, surpreendentemente, destruirá a muitos. Se levantará contra o Príncipe dos príncipes mas, sem que mão alguma intervenha, será destruído. 26. É verdadeira a visão das tardes e manhãs que foi dita, mas tu guardarás em segredo a visão, pois haverá ainda para muitos dias’. 27. Eu, Daniel, desmaiei e fiquei doente durante alguns dias. Depois me levantei para ocupar-me dos assuntos do rei. Permanecia perplexo por causa da visão, que não era possível compreender”. A interpretação [dos adventistas] parte especificamente dos versículos 13 e 14, onde se diz que o tempo em que o santuário será pisoteado será de “duas mil e trezentas tardes e manhãs” que, para eles, simboliza 2300 anos, contados desde o momento em que saiu o edito para se reedificar Jerusalém (ao que atribuem o ano 457 a.C.). Assim, somando eles 2300 anos a 457 a.C. obtêm o ano 1844. Pois bem, alguém poderia perguntar: com base em quê eles concluem que estes 2300 anos começam a partir do edito para a reedificação de Jerusalém? A razão é que supõem que como no capítulo 8 de Daniel não se especifica o ponto de partida dos 2300 anos, o anjo Gabriel acaba oferecendo uma explicação um pouco mais adiante, no capítulo 9, versículo 25: “Entende e compreende: desde o momento em que saiu a ordem para reconstruir Jerusalém, até [a chegada do] príncipe Messias, sete semanas e sessenta e duas semanas, praça e fosso serão reconstruídos, mas na angústia dos tempos”. Como em 1844 não ocorreu a parusia e começaram as deserções que ficaram conhecidas como “o grande desapontamento”, Ellen G. White procedeu ajustes à doutrina pregada pelo fundador do movimento[1] e explicou que este não se equivocara totalmente: o que teria ocorrido nesse dia fora o início do “juízo investigativo”, pelo qual Deus examinará as vidas de todas as pessoas que creram em Jesus, para julgá-las[2]. PROBLEMAS DA EISEGESE ADVENTISTA A eisegese adventista conta com inúmeros problemas, entre os quais poderíamos mencionar: 1) É uma interpretação fora do contexto. A profecia não faz nenhuma referência ao segundo advento do Messias e tampouco faz menção a algum “juízo investigativo”. Eles entenderam isso porque no versículo 17 menciona-se o “tempo de fim”, no qual será “reivindicado o santuário”. Porém, no versículo 19 se esclarece que isto se refere ao “fim da ira”, expressão que não tem por que se entender daquela outra maneira, como veremos mais adiante. 2) Que o fato de que em alguns textos bíblicos os dias simbolizarem anos[3] não quer dizer que se deva necessariamente aplicar esse critério a toda profecia. Costumeiramente, quando se emprega a palavra “dias” de maneira alegórica, o próprio texto indica que assim se deva entender. Eles adotam o princípio de “1 dia é igual a 1 ano” a partir de textos como Números 14,34 ou Ezequiel 4,6, que estão em um contexto totalmente diferente: Números 14,34: “Segundo o número de dias que levastes para explorar o país – 40 dias – suportareis 40 anos com vossos pecados, um ano para cada dia. Assim sabereis o que é afastar-se de Mim” – Aqui Deus castiga o povo com 1 ano para cada dia de desobediência, mas disto não se pode tirar um princípio de que em cada texto profético deva-se assumir a equivalência de 1 dia para cada ano. O mesmo se dá em Ezequiel 4,6: o profeta se encostará do lado direito por 40 dias, em penitência pelos pecados do povo cometidos durante 40 anos: “Quando tiverdes terminado estes últimos, te encostarás novamente do lado direito e carregarás a culpa da Casa de Judá durante 40 dias (…) Eu te impus 1 dia para cada ano”. Ao contrário, em Daniel 8,14 há uma ausência absoluta de qualquer menção de que a expressão “tardes e manhãs” deva ser entendida como anos, expressão que denota a sucessão de dias e noites. Eis que temos, então, duas suposições dos adventistas: a) Que a expressão “tardes e manhãs” equivale a “dias”; e b) Que se deve entender aí que 1 dia significa simbolicamente 1 ano. 3) Tampouco existe algo no capítulo 8 de Daniel que indique que esses 2300 dias (que entendem como anos) devam ser contados a partir do edito para a reedificação de Jerusalém. No capítulo 9 de Daniel, o anjo explica uma profecia diferente e não há razão alguma para assumirmos que ambas [as profecias] tenham o mesmo ponto de partida. 4) A explicação que o próprio anjo Gabriel oferece a Daniel nos versículos 20 a 25 é bastante clara e não concorda com a eisegese adventista, mas com a exegese tradicional da Igreja ao longo da História. EXEGESE ORTODOXA E TRADICIONAL Uma correta explicação do capítulo 8 de Daniel é fornecida por São Jerônimo, a qual poderíamos resumir da seguinte maneira: – O carneiro de dois chifres, sendo um chifre mais alto que o outro (v.3) representa o Império Persa: nenhum povo podia resistir a este Império; o próprio Daniel identifica este em sua explicação da profecia[4]: “[Daniel] dá o nome de carneiro a Dario, o tio-avô de Ciro, que sucedeu no trono dos Medos ao seu pai Astiages. Por outro lado, o chifre mais alto que o outro e que tinha brotado depois representa o próprio Ciro, rei dos Medos e Persas após Astiages, seu avô materno, junto com seu tio materno Dario, que em grego recebe o nome de Ciaxares”[5]. – O cabrito com um chifre grande representa Alexandre Magno: este obteve a total vitória sobre o Império Persa derrotando primeiro ao rei Dario Dodomano, conquistando depois o Egito, derrotando em Arbela as sobras do Império Persa no ano 331 a.C.: “Este cabrito, que vinha do Ocidente e que devido à grande velocidade com que avançava parecia não tocar o solo, é Alexandre, rei dos Gregos, que após destruir Tebas, tomou armas contra os Persas e, após uma primeira batalha nas margens do rio Grânico, venceu aos generais de Dario e atacou diretamente o próprio carneiro, rompendo-lhe seus dois chifres, isto é, os Medos e os Persas, lançando-os aos seus pés, submetendo os dois chifres ao seu poder”[6]. – A morte de Alexandre Magno é representada pela quebra do chifre grande: em razão disto, surgem 4 reinos que se formaram do desmembramento de seu Império e que são simbolizados pelos 4 chifres que surgem depois que o chifre grande se quebra: “O chifre grande é o primeiro rei, Alexandre; uma vez morto na Babilônia, quando contava 32 anos, surgiram em seu lugar 4 generais, que dividiram o Império entre eles: Ptolomeu, filho de Lago, obteve o Egito; Filipe da Macedônia, conhecido também como Arideu, irmão de Alexandre, obteve a Síria e a Babilônia; Seleuco Nicanor, todos os reinos do Oriente; na Ásia, reinou Antígono. Porém, não tinham a sua força; Daniel [8,22] diz: ‘nenhum, com efeito, pôde igualar a grandeza de Alexandre'”. – O chifre pequeno, que aboliu o sacrifício perpétuo, simboliza Antíoco Epifanes: “‘E no fim dos anos, na Síria, surgirá um rei insolente e hábil em enganar’: Antíoco Epifanes, filho de Seleuco, que também recebeu o nome de Filopator, após ter sido refém em Roma e, sem que o Senado o soubesse, ter-se apoderado do império mediante fraude, enfrentou a Ptolomeu Filometor, isto é, o “meio-dia” e os egípcios[7]; e depois, o Oriente[8], contra aqueles que preparavam levantes na Pésia; finalmente, enfrentou ou judeus e, após tomar a Judeia, entrou em Jerusalém e erigiu uma estátua a Júpiter Olímpico no Templo de Deus[9]. E ‘até o exército do céu’, isto é, os filhos de Israel, protegidos pelos anjos, ‘chegou sua magnificência'[10], de modo que submeteu muitos santos à idolatria e os colocou sob seus pés como se fossem ‘estrelas do céu'[11]; e tudo ocorreu de modo que submeteu ao seu Império o meio-dia e o Oriente, isto é, o Egito e a Pérsia. E quando diz: ‘E se equiparou, inclusive, ao chefe do exército'[12], significa que se levantou contra Deus e perseguiu os seus santos, além de ter abolido o sacrifício perpétuo que se oferecia pela manhã e pela tarde; ‘e contaminou e sacudiu o cimento do santuário'[13]: isto ele não conseguiu graças ao seu valor, mas graças aos pecados do povo. Assim, a verdade foi lançada à terra; e enquanto florescia o culto aos ídolos, se reduzia o respeito a Deus”[15]. – As duas mil e trezentas tardes e manhãs correspondem ao tempo que duraria a profanação do Templo: tempo no qual também foi abolido os sacrifícios no Templo: “‘Até quando a visão será pisoteada: o sacrifício perpétuo, o pecado da desolação que se tem cometido, o santuário e o exército?'[16]. Um anjo perguntou a outro anjo ‘até quando’, por sentença de Deus e sob o reinado de Antíoco na Síria, o Templo ficará desolado e até quando permanecerá a estátua de Júpiter no Templo de Deus. E respondeu-lhe [o outro anjo]: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; após, purificará o santuário'[17]. Leiamos os livros dos Macabeus e a história de Josefo e ali encontraremos escrito que 143 anos depois de Seleuco, que foi o primeiro rei da Síria após Alexandre, Antíoco entrou em Jerusalém e a devastou completamente; três anos depois voltou e colocou no Templo uma estátua de Júpiter. E até Judas Macabeu, isto é, até 148 anos depois, durante os 6 anos que durou a devastação de Jerusalém e os 3 meses em que o Templo foi corrompido, transcorreram-se 2300 dias e 3 meses, findo os quais o Templo foi purificado[18]. E quando se acrescenta que se ‘purificará o santuário’, faz referência à época de Judas Macabeu que, com o apoio dos irmãos e parentes da aldeia de Modim e muitos outros judeus, venceu os generais de Antíoco junto a Emaús, conhecida agora pelo nome de Nicópolis[19]. Ao ouvir isto, Antíoco, que havia se levantado contra ‘o Príncipe dos príncipes’, isto é, ‘o Senhor dos poderosos’ e ‘Rei dos reis'[20], e se encontrava em Elimais, província da Pérsia, com a intenção de espoliar o templo de Diana, que continha valiosos tesouros, ali mesmo pereceu sem qualquer violência, isto é, morreu doente e de tristeza”[21]. Eis aí uma explicação não somente muito mais racional como também cumprida cabalmente, podendo ser verificada na História. DOUTRINA ADVENTISTA COMPROMETIDA Mas não é assim que ocorre com as interpretações adventistas, baseadas em suposições, eisegeses e textos fora do contexto, que foram aceitas pelos crentes em razão da “profetiza” Ellen G. White as apoiar com base em “revelações privadas”, às quais atribuía origem divina. O “juízo investigativo” não foi nada mais que o recurso ao qual os adventistas recorreram para justificar sua grande desilusão ao invés de reconhecer seu erro; porém, é um recurso que já caducou, mais difícil de se sustentar a cada dia que passa, pois já entre eles mesmos começam a se perguntar como pode ser possível que esse juízo, nunca mencionado em qualquer parte das Escrituras, dure já 167 anos, considerando que Deus é onisciente e tudo sabe. Alguns se conformam com a desculpa dada por seus líderes: Deus demora porque é misericordioso e quer oferecer tempo para a conversão… —– NOTAS [1] William Miller. [2] Na Bíblia, há referências ao juízo particular de cada crente após a morte (Hebreus 9,27) e do juízo final (Mateus 24,30-31; Apocalipse 20,11-14), mas não há qualquer menção a um “juízo investigativo”. [3] Números 14,34; Ezequiel 4,6. [4] Daniel 8,20. [5] Obras Completas de São Jerônimo, Edição Bilíngue. BAC 662, Madri, 2006, Tomo V-b, p. 644. [6] Idem, pp. 644-645. [7] 1Macabeus 1,19-20. [8] Daniel 8,9 [9] 1Macabeus 1,21-28.43-57; 2Macabeus 5,11-26; 6,1-7. [10] Daniel 8,10. [11] 1Macabeus 1,30-42.58-67; 2Macabeus 5,24-27; 6,8-7.42. [12] Daniel 8,11 [13] Passagem de interpretação controvertida. Talvez aluda aos atos sacrílegos ocorridos em 25 de dezembro de 167 a.C., cf. C.G.OZANE, “Três Problemas Textuais em Daniel 8,12; 9,26; 11,18”. JthSt 16, 1965, pp. 445-448. [14] Daniel 8,12. [15] Obras Completas de São Jerônimo, Edição Bilíngue. BAC 662, Madri, 2006, Tomo V-b, p. 645. [16] Daniel 8,14. [17] Idem. [18] Obras Completas de São Jerônimo, Edição Bilíngue. BAC 662, Madri, 2006, Tomo V-b, p. 647. [19] 1Macabeus 4,3-25; 2Macabeu 8,1-36; FLÁVIO JOSEFO, Antiguidades dos Judeus 12,7,304 (298-312). [20] Daniel 8,25; 11,36. [21] Daniel 8,25; 1Macabeus 6,9-16; 2Macabeus 9,5-10.28; FLÁVIO JOSEFO, Antiguidades dos Judeus 12,9,1 (354.358). #celeste #osdois #tida #cornos #plenitude #fazia #nada #carlosmartins #eram #odia #chave #ardor #danieldaniel #lhe #DeCristo #carneiro #porta #vinda #baltazar #quatro
- Três casos: Galileu, Lavoisier e Duhem
Autor: Mariano Artigas Fonte: http://www.arvo.net Tradução: Carlos Martins Nabeto Às vezes, os ataques contra a Igreja provêm da presumida oposição entre Religião e Ciência. Por isso, é interessante considerar alguns dados a respeito. Todo mundo já ouviu falar do “caso Galileu”, quase sempre de maneira deturpada. Porém, poucos sabem que Lavoisier, um dos fundadores da Química, foi guilhotinado pela Revolução Francesa. E quase ninguém sabe nada acerca de Pierre Duhem, físico importante, autor de uma monumental obra sobre História e Filosofia da Ciência. Tudo isto porque, quando se fala de “Ciência e Fé”, passa pela cabeça de muitos apenas duas palavras: “oposição” e “Galileu”. Poucos pensam em “colaboração” e ninguém [pensa] em Duhem. É lastimável! Quando abordo Galileu em minhas aulas e palestras, costumo recordar que o sábio italiano faleceu de morte natural quando tinha 78 anos. Seguramente, muitos ouvintes pensam que Galileu foi queimado pela Inquisição. Quase sempre, ao encerrar, alguns me dizem: “É verdade? Eu pensava que Galileu tinha sido queimado”. Me chamou especialmente a atenção o que ocorreu em janeiro de 1992: veio até mim um sacerdote que havia assistido à minha palestra. Estava indignado e com toda razão… Estávamos em Roma, onde ele trabalhava em sua tese de doutorado em Teologia e perguntou-me: “Como se explica que uma pessoa como eu, que sou sacerdote católico há vários anos e que estudou em um Seminário e em uma Pontifícia Universidade, fique sabendo só agora que não mataram Galileu?” E acrescentou: “Há alguns dias, um colega da minha residência esteve visitando o Palácio do Quirinal e nos contou que o guia, em certo momento da visita, apontou para um balcão bem visível e disse: ‘Foi daquele balcão que o Papa apontou o dedo polegar para baixo, para condenar Galileu à morte'”. A FOGUEIRA QUE NÃO EXISTIU Como se explica tudo isso? Não sei! É muito estranho. A verdade é que Galileu nasceu na 3ª-feira, 15 de fevereiro de 1564, e morreu na 4ª-feira, 8 de janeiro de 1642, em sua casa, na vila de Arcetri, próxima de Florença. Seu discípulo Viviani, que permaneceu continuamente junto a ele nos últimos trinta meses, relata que a sua saúde estava bem esgotada: possuía uma grave artrite desde os 30 anos, a que se unia “uma irritação constante e quase insuportável nas pálpebras” e “outros males que uma idade avançada traz consigo, sobretudo quando a pessoa tem se consumido muito em estudo e vigília”. Acrescenta ainda que, apesar de tudo, continuava cheio de projetos de trabalho até que, por fim, “uma febre o tomou e foi-lhe consumindo lentamente, com uma forte palpitação que ao longo de dois meses o extenuou cada vez mais, até que, finalmente, em uma 4ª-feira, 8 de janeiro de 1642, por volta das 4 horas da madrugada, morreu com firmeza filosófica e cristã, aos 77 anos de idade, 10 meses e 20 dias”. Em 1633, ocorreu em Roma o famoso processo contra Galileu. Não foi condenado à morte, nem ninguém queria isso. Ninguém o torturou, nem o segurou, nem tocou-lhe sequer um dedo; não ocorreu nenhuma espécie de maus tratos físicos. Foi condenado à prisão mas, considerando suas boas disposições, a pena foi imediatamente comutada por prisão domiciliar. Desde o processo até a sua morte, viveu em casa; continuou trabalhando intensamente e publicou nesse período sua obra mais importante. Três dos dez altos dignatários do Tribunal se recusaram a assinar a sentença. O Papa nada teve a ver oficialmente nem com o Tribunal, nem com a sentença. Para mim, lamentavelmente, desde logo o processo não deveria ter se produzido. Porém, os trabalhos de Galileu seguiram adiante. Com efeito, já se passaram 350 anos desde a morte natural de Galileu. Concordo então com o meu ouvinte de Roma: parece mentira que, a estas alturas, quase todo mundo, inclusive clérigos católicos, estejam seriamente equivocados sobre importantes aspectos de um caso que é sempre usado para atacar a Igreja e para afirmar, como se fosse um fato histórico, que a religião em geral e a Igreja Católica em particular sempre foram contrárias ao progresso científico. UMA GRANDE CABEÇA GUILHOTINADA Ao contrário, quem sabe alguma coisa sobre o “caso Lavoisier”, que teve sorte bastante pior que Galileu? Antoine Laurent Lavoisier, nascido em 26 de agosto de 1743, em Paris, realizou muitos trabalhos científicos importantes. Na Academia de Ciências foram publicados mais de 60 comunicados seus. Foi um dos principais protagonistas da revolução científica que levou à consolidação da Química, razão pela qual é frequentemente considerado como “Pai” da Química moderna. Seu grande pecado consistiu em trabalhar na cobrança de tributos. Por esse motivo, foi preso em 1793. Personagens importantes fizeram tudo o que podiam para salvá-lo. Parece que Halle expôs ao Tribunal todos os trabalhos feitos por Lavoisier (e diz-se que, a seguir, o presidente do Tribunal pronunciou a célebre frase: “A República não precisa de sábios”). Lavoisier foi guilhotinado em 8 de maio de 1794, quando contava com 51 anos. Joseph Louis Lagrange, famoso matemático cujo sobrenome é bastante conhecido por todos os matemáticos e físicos, disse no dia seguinte: “Bastou um [pequeno] instante para cortarem-lhe a cabeça. Passarão 100 anos antes que nasça outra [cabeça] igual”. Evidentemente, Lavoisier não foi guilhotinado pela fé. E não estou me empenhando em atacar a Revolução [Francesa], nem a República, nem a ninguém. Simplesmente fico muito surpreso que exista tanta desproporção no que diz respeito ao que chega à opinião pública sobre os casos Galileu e Lavoisier. Mas nesta vida ocorrem curiosas coincidências. Quando eu acabara de escrever o parágrafo acima, um amigo procurou-me, professor de Biologia e bom católico. Falamos sobre o que eu estava escrevendo e disse-me que um colega seu, de outro país, havia comentado pouco tempo antes: “Você é biólogo e, ainda por cima, católico? Que coisa rara! Você é o primeiro caso que eu conheço!”. Esse fato acaba sendo “a cereja do bolo”. É um pouco estranho, mas real. Provavelmente, por razões que os historiadores e sociólogos poderiam investigar, durante muito tempo se tem pensado, em muitos ambientes, que a Ciência e a Religião se opõem. Mas a verdade é que isso não é verdade! Os grandes pioneiros da Ciência Moderna eram cristãos. Galileu sempre foi católico. Entre os cientistas de todas as épocas, não poucos são cristãos convictos. Atualmente, os cientistas não-crentes costumam reconhecer que o seu agnosticismo nada tem a ver com a Ciência e que inexiste qualquer dificuldade objetiva para se ser bom cientista e também bom cristão. DUHEM: FÍSICO, FILÓSOFO, HISTORIADOR E… CATÓLICO Isto nos leva ao “caso Duhem”: trata-se de um personagem bastante conhecido, ainda que nem sempre bem interpretado no âmbito da Filosofia da Ciência, e totalmente desconhecido para a opinião pública. No entanto, vale a pena saber o que ele fez. Pierre Duhem foi um físico francês de notável intelectualidade. Nasceu em 1861 e morreu em 1916. A relação de seus artigos e obras ocupa 17 páginas de um livro de tamanho considerável. Escreveu muito sobre temas científicos bem especializados e ainda se ocupou da Filosofia e História da Ciência. Algumas de suas obras são livros em vários volumes e uma delas possui 10 volumes de 500 páginas cada um. Sem dúvida, foi um dos físicos mais importantes de sua época. Foi também católico convicto e levou uma vida realmente exemplar em todos os aspectos. Pelo que eu saiba, nenhuma obra de Duhem, ao menos as mais importantes, foi traduzida para a nossa língua. Existem, ao contrário, algumas traduzidas para outros idiomas, inclusive uma delas, “A Teoria Física”, foi traduzida para o alemão dois anos depois de seu surgimento, com um prefácio bastante favorável redigido por Ernst Mach, outro importante físico-filósofo cujas ideias pouco tinham de católicas. A ORIGEM DA CIÊNCIA MODERNA Duhem é o pioneiro dos estudos históricos acerca da Ciência Medieval, tema que possui uma importância cada vez maior na atualidade. Este é o aspecto em que vou me deter agora. Duhem era um trabalhador incansável que, apesar de sua grande competência, não chegou a ser professor em Paris, talvez em razão de obstáculos ideológicos. Isto, porém, permitiu que trabalhasse muito por conta própria. Estava interessado na História da Ciência e pôs-se a investigar o passado. Surpreso, foi encontrando nos arquivos franceses muitos manuscritos antigos jamais publicados, que lançavam novas luzes sobre o nascimento da Ciência Moderna. Segundo o clichê geralmente admitido, a Ciência Moderna parecia ter nascido no século XVII, praticamente a partir do nada. A Idade Média teria sido uma época obscurantista, dominada pela Teologia e inimiga da Ciência. O nascimento da Ciência Moderna teria se produzido apenas quando o livre pensamento se emancipou da Igreja e da Teologia. Pois bem: Duhem encontrou abundantíssima documentação que desfazia esse mito e foi publicando, comentando-a nos dez grandes tomos de sua obra “O Sistema do Mundo”. Para compreender a situação, convém considerarmos que não existia imprensa até o século XVI. As obras anteriores e, portanto, as obras medievais, eram manuscritas. Quando a imprensa foi descoberta, muitos manuscritos foram relegados ao esquecimento nos arquivos. Os pioneiros da “Nova Ciência” não se preocuparam em apontar as suas dívidas intelectuais para com os autores anteriores e preferiram mais sublinhar a “novidade” dos seus trabalhos. A Idade Média caiu assim na penumbra. Duhem trabalhou diretamente com muitos manuscritos medievais inéditos. Seu trabalho o levou a convencer-se de que a Idade Média – especialmente na Universidade de Paris, bem como na de Oxford e outros centros intelectuais – foi uma época em que, paulatinamente, se foram desenvolvendo os conceitos que permitiram o nascimento sistemático da Ciência Experimental Moderna no século XVII. A MATRIZ CULTURAL CRISTÃ Os trabalhos de Duhem abriram um enorme campo de pesquisa, que foi continuado por importantes historiadores de toda espécie de ideologias e países. Um deles é Stanley Jaki. Nascido em 1924 na Hungria, estabeleceu-se nos Estados Unidos em 1951. É doutor em Física e Teologia, professor da Universidade Seton Hall, Nova Jérsei. Foi convidado a ministrar cursos nas Universidades de Edimburgo, Oxford, Princeton, Sidney e muitas outras em todo o mundo. Publicou cerca de 30 livros sobre as relações entre a Ciência e a Filosofia e Cultura. Em 1987, recebeu das mãos do príncipe Felipe da Grã-Bretanha o prêmio “Templeton”, em reconhecimento das suas publicações. Jaki escreveu a primeira grande biografia sobre Pierre Duhem, publicada em 1984 pela Editora Nijhoff de La Haya. Continuou e ampliou os trabalhos de Duhem sobre o nascimento da Ciência Moderna e suas relações com a Religião. Jaki afirma que nas grandes culturas da Antiguidade (Babilônia, Egito, Grécia, Roma, Índia, China etc.), a Ciência Experimental não encontrou um terreno propício. Isto é, as raras tentativas de “nascimento” resultaram em sucessivos “abortos”. Um fator determinante foi que nessas culturas a natureza era representada como submissa a certas divindades caprichosas, ou era imaginada de maneira panteísta. Jaki examina esses problemas a partir do ponto de vista histórico e conclui que o nascimento da Ciência Moderna só foi possível na Europa cristã, quando ocorreu o que denomina de “matriz cultural cristã”. Essa matriz cultural incluía a crença em um Deus pessoal Criador, que criou livremente o mundo. E porque a Criação é livre, o mundo é contingente e apenas podemos conhecê-lo se o estudarmos com o auxílio da observação e experimentação. Como Deus é infinitamente sábio, o mundo é racional e segue leis. Como afirma repetidamente a Revelação cristã, o mundo está repleto de ordem. Porque Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, o homem participa da inteligência divina e é capaz de conhecer o mundo. De fato, é fácil comprovar que os grandes pioneiros da Ciência Moderna compartilhavam destas convicções, que possuíam porque eram cristãos e viviam dentro de uma matriz cultural cristã; e, em alguns casos, eles mesmos afirmaram a importância que estas ideias tinham para o seu trabalho científico. Por exemplo: Kepler fez muitas tentativas, durante anos, até que encontrou suas famosas leis, convencido de que deveriam existir em um universo criado pela Sabedoria divina e que deveriam concordar com os dados observacionais estabelecidos pelo astrônomo danês Tycho Brahe. Logicamente, não basta ser cristão para se fazer Ciência; Ciência se faz com matemática e experiências. Contudo, a Ciência Moderna nasceu e se desenvolveu durante séculos em um Ocidente cristão, que lhe proporcionou uma matriz adequada. Compreendo que estas afirmações possam fazer que alguns estranhem, afinal as obras de Duhem, de Jaki e de outros autores semelhantes não costumam a ser traduzidas para o nosso idioma. Ademais, durante muito tempo se tem apresentado a Ciência como se estivesse em perpétua luta contra a Religião, mesmo que isto não condiga com a realidade. Porém, se a Ciência nos ensina algo é que devemos nos ater aos fatos e superar os boatos. O COMPROMISSO PESSOAL Chegamos, por fim, a uma terceira diferença entre a Fé e a Razão: concretamente, as verdades da Fé Cristã comprometem seriamente a vida pessoal, o modo de se comportar. Talvez esta seja a principal dificuldade que experimentamos diante das verdades da fé. O Cristianismo não é uma simples teoria, mas algo que afeta diretamente a vida. Os primeiros cristãos, que viviam em um mundo pagão, quando se convertiam ao Cristianismo viam-se obrigados a mudar não poucos de seus costumes. E assim o faziam. Não é de se estranhar que atualmente ocorra algo semelhante. Na verdade, sempre foi assim. Ser bom cristão sempre supõe um esforço sério. Não é compatível com uma vida fácil. Exige agir com consciência e, frequentemente, “nadar contra a corrente”. Jesus Cristo nos advertiu disto com grande clareza e em diversas ocasiões. Contudo, continua sendo certo o que Ele prometeu: quem perder a sua vida por amá-Lo, a encontrará; e quem o seguir de perto obterá 100 por 1 nesta vida e também, depois, a vida eterna. O amor autêntico, a retidão dos corações e a generosidade carregam consigo certos sacrifícios; porém, obtêm-se bens muito maiores, que são os únicos que preenchem realmente a vida humana. O profundo conhecimento da Fé Cristã reserva muitas surpresas agradáveis. E não é assim tão difícil: se dedicássemos a esse assunto um pouco do esforço que naturalmente dispensamos a muitas coisas que têm uma importância muito menor, comprovaríamos que vale a pena de verdade! #respeito #davisita #Ele #quirinal #lavoisier #tese #Palestra #carlosmartins #Galileu #fei #dedo #Duhem
- O texto de Mateus 16 é autêntico?
“Estimado irmão em Cristo: Folheando um antigo tratado de religião, li um trecho que dizia que muitas seitas ou ‘igrejas’ acreditam que os versículos 18 e 19 do capítulo 16 do Evangelho de Mateus foi um acréscimo posterior para justificar o poder do Papa e da Igreja Católica. O que há de certo nisso? Faz parte do manuscrito original? Pode ter havido alguma modificação em algum dos Evangelhos e justo neste em especial?” Os especialistas em Sagradas Escrituras têm estudado muito esse tema. Para responder a esta consulta, me baseio no que apontam Leal, Del Páramo e Alonso, em seu comentário a esta passagem[1]. Tem havido aqueles que afirmaram que os versículos 17 a 19 do capítulo 16 de Mateus foram interpolados no Evangelho em fins do século II, ou entre os anos 110 a 120, ou ainda no tempo de Adriano (117-138), pela Igreja romana. Harnack acredita que apenas foram interpoladas as palavras “e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”; o texto original diria: “E as portas do Hades não te vencerão”, por cujas palavras se prometia apenas a Pedro – unicamente – a imortalidade (segundo esse autor). Porém, estas afirmações são contrárias a todos os códices e antiquíssimas versões, dos autores mais antigos da Cristandade, que unanimemente leem o texto como a Igreja sempre leu. Por outro lado, o colorido semítico bem marcado que esses versículos apresentam não pode ter uma origem romana, conforme afirmam esses críticos. Outros autores não têm dificuldade em admitir que essas palavras foram efetivamente escritas por São Mateus, mas pretendem que não foram ditas por Cristo. Refletiriam, ao contrário, o conceito que a Igreja primitiva de Jerusalém já fazia de São Pedro e sua relação com a Igreja. Efetivamente, Pedro, como primeira testemunha do Cristo ressuscitado (cf. 1Coríntios 15,5) e como primeiro pregador da ressurreição (cf. Atos 2,14ss), teve, desde o princípio, na mente dos primeiros cristãos, um lugar privilegiado e foi considerado chefe de toda a comunidade. Este conceito – dizem esses autores – teria sido deixado por São Mateus, colocando na boca de Cristo as palavras dirigidas a São Pedro nessa seção. Esta teoria que, como vemos, acaba por questionar a probidade e fidelidade histórica de Mateus, fundamenta-se em princípios apriorísticos e hipóteses arbitrárias, tal como, principalmente, supor gratuitamente uma evolução dos atos e palavras de Cristo ao fim de uns tantos anos, isto é, quando ainda viviam testemunhas oculares dos acontecimentos. Supõe ainda, falsamente, que a origem e o progresso da religião e doutrina cristã foram lançados ao arbítrio da fantasia popular e, finalmente, atira por terra o verdadeiro conceito e valor da Tradição Apostólica. Como quer que seja, os mesmos que sustentam que tal seção foi tardiamente interpolada no Evangelho são obrigados a reconhecer que São Justino, antes do ano 165 (data da sua morte), já a conhecia como pertencente ao episódio de Cesareia[2]. Esta teoria da interpolação está hoje praticamente abandonada, tanto por argumentos externos quanto internos. Externamente, pelo testemunho unânime dos códices, das versões antigas e citações dos Padres; por unanimidade, as fontes em favor da autenticidade não autorizam a alegação de texto interpolado; e quem o afirma, o faz gratuitamente e sem testemunhos antigos que lhe sejam favoráveis. A partir do ponto de vista da crítica interna, fica demonstrado o caráter semítico de várias expressões que se encontram nesses versículos, indicando a origem palestinense da Tradição que preservou esse logion, já que demonstra que foi entregue na língua aramaica antes de ter sido traduzida para o grego. Essas expressões semíticas são: a) Simon bar Iona; b) Carne e sangue (expressão semítica para indicar o homem mortal, abandonado às suas próprias forças); c) Pai… que está nos céus; d) Tu és Pedro e sobre esta pedra (palavras que em aramaico correspondem-se perfeitamente: “Kefa”…”Kefa”); e) Chaves do reino dos céus… será desatado nos céus (os judeus usavam esta palavra para evitar [pronunciar] o nome santo de Deus); f) Atar-desatar (expressão usada pelos rabinos). Porém, inclusive, deve-se dizer que não se trata apenas de algumas palavras semitas, mas “a própria estrutura da passagem por completo (…) E tão claro é isso que o próprio [biblista protestante] Bultmann diz: ‘Não vejo condições de sua origem ter sido realizada em outra comunidade primitiva, a não ser a de Jerusalém’. Assim, a passagem demonstra que não foi redigida em um ambiente romano, como se pretendia”[3]. Vejamos em maiores detalhes algumas das expressões mais caracteristicamente semitas: a) O nome de Pedro: duas coisas são ditas sobre o nome do Apóstolo Pedro, que nos indicam a inconfundível autenticidade do texto: – A primeira é a expressão “Filho de Jonas”, expressão “saborosa”, pois era costume judeu apontar, depois do nome das pessoas, especialmente quando se queria fixar bem a mesma, com precisão e exatidão, o nome de seu pai, expresso pela palavra “ben” (=filho de) ou na forma aramaica empregada aqui “bar” (podemos ver outros exemplos em: Isaías 1,1; Jeremias 1,1; Ezequiel 1,1 etc). Manuel de Tuya[4] aponta que a expressão “bar Yona” (pombo) não era um nome raro em Israel (cf. 2Reis 14,25; Jonas 1,1). Seguindo São Jerônimo, alguns pensaram que a forma “Yona” fosse uma abreviação do nome Yohanan (=João), visto que posteriormente Pedro é chamado de “filho de João” (cf. João 21,15). Porém, os autores semitas não costumam a admitir a abreviação de João, já que tal uso não se verifica; ao contrário, pensam que o nome de João, patronímico de Simão, poderia ser um sobrenome grego escolhido por sua semelhança com o verdadeiro nome hebreu. O fato que aqui nos interessa é o seu forte valor aramaico e, portanto, nos torna possível rejeitar o caráter interpolado ou posterior deste texto; ao contrário, nos faz inclinar a aceitar o seu caráter arcaico e original. – A segunda expressão é “és pedra”: “Petrus”, em latim; “Petros”, em grego, “Kefa” ou “Kefas”, em aramaico (segundo se translitere). (…) O nome próprio deste filho de Jonas foi “Simão” ou “Simeão”, e assim é transliterado no Novo Testamento em grego. Porém, todos os evangelistas atestam que Jesus lhe aplicou um novo nome, que em grego se escreve “Kefas” ou “Petros” (cf. João 1,42; Lucas 6,14; Mateus 10,2). No tempo em que Paulo escreveu sua carta aos Gálatas (ano 54) e a primeira aos Coríntios (ano 57), as igrejas paulinas conheceram aquele apóstolo da circuncisão não pelo seu nome próprio (“Simão”, que Paulo nunca usa), mas pelo seu novo nome (“Kefas”, que Paulo quase sempre usa; ou “Petros”, que Paulo usa duas vezes [Gálatas 2,7-8]). Paulo supõe que seus ouvintes conhecem bem quem é este “Kefas” ou “Petros”). Portanto, nas igrejas paulinas, até o ano 55, o uso daquele nome novo de tal modo havia prevalecido, que o nome próprio “Simão” havia sido abandonado. Contudo, os evangelistas, tratando do príncipe dos Apóstolos, não empregavam o nome “Kefas”: Marcos e Lucas o chamam de “Simão” até o momento da vocação dos Doze (Marcos 3,16; Lucas 6,14), depois disso chamam-no de “Petros”; Mateus o chama “Petros” desde o início; João o chama de “Petros” ou “Simão Petros”; porém, observam que Jesus usa o nome de “Simão” até o fim (p.ex.: Mateus 16,17; 17,25; Marcos 14,37; Lucas 22,31; João 21,15-17). Portanto, quando os evangelistas habitualmente o chamam de “Petros”, evidentemente empregam o nome usado pela Igreja no tempo em que escreveram. Levando isto em conta, podemos nos perguntar: como se explica o fato de que aquele nome novo (“Kefas” ou “Petros”) prevalecesse tão universalmente na Igreja primitiva, de tal forma que o nome próprio daquele homem (“Simão”) acabou sendo quase esquecido? Não parece que isto se explique adequadamente apenas pelo fato de que o próprio Jesus lhe impôs este nome, já que Jesus também chegou a impor um nome a João e Tiago (“Boanerges”, cf. Marcos 3,17) e este não prevaleceu. Tampouco parece que possa explicar-se por que prevaleceu tão universalmente, a não ser pelo fato de a Igreja ter reconhecido a grande importância que tinha o significado daquele nome e porque esse significado fazia parte da Tradição querigmática: consideremos que nem “Kefas” nem “Petros” eram conhecidos como nome masculino antes do uso que lhe dará Cristo ao aplicar-lhe a Simão. É um nome novo, usado pela primeira vez na Igreja cristã. A formação do nome grego “Kefas” a partir da palavra aramaica escrita com caracteres gregos e terminação de gênero masculino demonstra que a Igreja sabia que Jesus aplicou a Simão a voz “Kefa”. Em grego, “petra” é a massa pétrea; “petros” é a pedra. Pois bem: há que se observar que segundo a lei linguística comum, os nomes próprios não se traduzem, mas são transpostos tal qual em outras línguas. Exemplos são os nomes de Jesus, Maria, José e João: todos significam alguma coisa apenas na língua hebraica; no entanto, esses nomes nunca são traduzidos quando recebidos pelas línguas grega, latina ou modernas. Portanto, foi uma exceção à essa regra o fato de que a Igreja não se reteve no nome “Kefas”, mas que o uso sancionou a versão deste nome, isto é, “Petros”. Tal exceção de regra linguística exige uma explicação, a qual não parece ser outra senão a consciência da Igreja quanto ao significado deste nome. Em suma: a Igreja primitiva não apenas sabia que Jesus tinha imposto este nome a Simão como também conhecia a Tradição que justificava a grande importância dada a este nome. Tais fatos confirmam a historicidade deste logion. b) “Eu te darei as chaves do reino dos céus”: Esta é outra das metáforas de inconfundível origem palestinense e ambiente bíblico. A expressão “reino dos céus” responde ao uso judaico de se evitar [pronunciar] o santo Nome de Deus, ao que Mateus adere em seu Evangelho: por isso, onde Mateus diz “reino dos céus”, se o texto possui paralelo em outros evangelistas, encontraremos “reino de Deus”. Com efeito, “chaves dos céus” ou “chaves do reino dos céus” é a mesma coisa que “chaves do reino de Deus”. “Reino de Deus”, na boca de Jesus, não significa tão somente aquele domínio absoluto de Deus que se iniciará no Juízo Final, mas que também significa aquele domínio de Deus já exercitado e reconhecido nesta Terra, tanto na pessoa e obras de Cristo quanto na Igreja que Ele mesmo quis fundar. A metáfora de “dar as chaves” possui amplo uso bíblico e judaico. Exemplo claríssimo desse uso pode-se encontrar em Isaías 22,19-22. Nessa passagem fica claro o sentido da metáfora: aquele que possui as chaves da casa real (porque Davi é rei por excelência) possui verdadeira autoridade sobre os habitantes daquele reino, autoridade essa que exerce como vigário do próprio rei. Strack-Billerbeck propõe muitos exemplos desta imagem na literatura judaica e conclui: “a entrega das chaves significa a entrega do poder de uma cidade”. No Novo Testamento, o próprio Cristo é descrito como o Santo e Verdadeiro que possui a chave de Davi, que abre e ninguém fecha, fecha e ninguém abre (Apocalipse 3,7). Trata-se, incontestavelmente, do exercício da autoridade real. No texto de Mateus 16,19, Cristo – que possui as chaves de Davi – diz a Pedro: “E te darei as chaves do reino dos céus”. “Dar as chaves” é entregar o poder vicarial. Isto quer dizer que Pedro é constituído “porteiro do céu”, com o poder de permitir ou impedir a entrada no céu? Ou é constituído vigário de Cristo, com autoridade sobre o povo de Deus nesta Terra? A resposta provém da própria noção de poder vicarial: nos céus, o próprio Cristo está presente para reger e não precisa de vigário; ao contrário, na Terra, não está visivelmente presente para reger visivelmente os homens. Esta resposta se confirma pelo contexto imediato desta promessa. Isto porque não são três promessas diferentes, mas uma só promessa sob uma tripla imagem. Na primeira metáfora, vimos que Cristo fala de sua Igreja ou de seu Povo, como de uma casa que será edificada sobre um homem, Pedro. Sem dúvida nenhuma, trata-se da Igreja que será fundada nesta Terra, de forma social, de modo que possa ser edificada sobre um homem visível. Na terceira metáfora, fala-se do poder de Pedro nesta Terra: “tudo o que atares… desatares na Terra”; logo, o poder das chaves será exercido nesta Terra. c) A metáfora de “atar e desatar”: “E tudo o que atares na Terra será atado no Céu; e tudo o que desatares na Terra, será desatado no Céu”. O sentido desta metáfora indica o poder moral de proibir ou permitir, de excluir ou admitir na comunidade. A universalidade deste poder tem explicação na expressão repetida “tudo o que”. A ratificação divina é expressa pela frase “no céu”, que significa “diante de Deus”. Resta tratarmos uma questão: podemos dizer que aqui se promete a Pedro a autoridade suprema e universal, já que posteriormente o mesmo poder de atar e desatar será dado aos demais Apóstolos? O contexto nos oferece a resposta: a intenção de Cristo ao empregar a tripla imagem é que cada uma ilumine e esclareça as outras. O poder de atar e desatar explica melhor o poder das chaves, que é entregue apenas a Pedro; e ilumina sua função como única pedra sobre a qual a Igreja será edificada. Portanto, este poder de atar e desatar é prometido agora àquele único homem que será pedra de toda a Igreja, o único que possuirá as chaves do reino. Retamente se conclui que Cristo quis dar-lhe o poder supremo e universal; é então irrelevante que em outro lugar se prometa a todo o Colégio Apostólico o poder de atar e desatar, já que a autoridade suprema e universal que um possui, não exclui uma verdadeira autoridade também participativa pelos demais. O poder supremo não é, por si só, poder único e exclusivo. O que se deve destacar aqui é a força bíblica dessa expressão: os verbos gregos “deses” (atar) e “luses” (desatar) traduzem literalmente os verbos hebraicos “asar” e “natar” ou “shera”, em aramaico. Assim, por exemplo, por volta do ano 70 d.C., o rabi Jeconias iniciou sua escola com uma oração em que pedia a Deus “não proibir” (=atar) o que é permitido (=desatado), nem “permitir” (=desatar) o que é proibido (=atado)”[5] d) “Carne e sangue”: Cristo diz que isto “não te revelou nem a carne e nem o sangue”, expressão bastante frequente na linguagem bíblica, que responde à forma “basar wadam”, com que se expressa nesse caso, com circunlóquio, o homem em seu aspecto de debilidade inerente à sua condição humana, máxime em sua contraposição à Deus. São Paulo, em Gálatas 1,16, também a emprega: “sem pedir conselho nem à carne nem ao sangue”, isto é, a homem nenhum. E em Efésios 6,12: “Nossa luta não é contra a carne e o sangue”, ou seja, não é contra homens. Portanto, mediante estas imagens, cada qual iluminando e confirmando a outra, Cristo promete a um só Apóstolo – Pedro – a autoridade suprema e universal para reger a Igreja. Notemos que a força do argumento encontra-se principalmente nestas duas razões: 1) No sentido bíblico e judaico dessas imagens – trata-se da mentalidade dos antigos; 2) Na perfeita coerência e mútua confirmação das três imagens no sentido de autoridade vicarial. Talvez somente a imagem de pedra não tivesse bastado; porém, não está só, mas une-se com a promessa de invicta estabilidade da Igreja assim fundamentada: na promessa das chaves; na promessa do poder de atar e desatar; na promessa de ratificação do exercício desse poder inclusive diante de Deus. A única interpretação admissível é a que explica não apenas uma ou outra imagem, independentes uma das outras, mas a que todas, tomadas conjuntamente, explica e demonstra como concordam entre si. A esta exigência de uma sã exegese, somente a noção de autoridade vicarial satisfaz. —– NOTAS: [1] Cf. “Sagrada Escritura – Texto e Comentário pelos Professores da Companhia de Jesus”. BAC, 1964, tomo 1, pp. 183-184. [2] Cf. “Bíblia Comentada pelos Professores de Salamanca”. BAC, 1964, tomo 2 (Evangelhos), p. 379. O tomo dedicado aos Evangelhos está a cargo de Manuel de Tuya, O.P. [3] Cf. Tuya, obra citada, p. 380. [4] Cf. Tuya, obra citada, p. 379. [5] Strack-Bilerbeck, citado por Tuya, obra citada, p. 378. Cf. Bonsirven, “Textes Rabbiniques”, 1955 nºs 1195, 624, 831, 842, 1984, 423. #religião #Mateus #outrolado #fonte #Cristo #Mateus16 #Apóstolos #Isso #leu #códices #SagradasEscrituras #SãoMateus #CarlosMartinsNabeto #luses #prometia #Padre #Asar #modos #podeter #Igrejas #carlosmartins #CarlosNabeto #ao #SãoPedro #Alonso #esses #fuentes #Natar #teoria #Tradição #foram #Igreja #colorido #todosos #cristandade #fins #Shera #harnack #leem #fazparte #deses
- Eu só posso orar usando fórmulas pré-estabelecidas e apenas em certas horas e locais?
Autor: This Rock Magazine – Julho/1990 Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: Catholic Answers – http://www.catholic.com – Quando eu era católica, me disseram que eu só podia rezar usando fórmulas pré-estabelecidas, e apenas em certas horas e locais. Agora que eu sou uma cristã nascida de novo, eu posso orar usando as minhas próprias palavras, em qualquer tempo e lugar, mesmo quando estou lavando a louça! (Anônimo) Parece-nos pouco provável que um padre, freira ou instrutor religioso tenha dito a você: “Reze usando fórmulas pré-estabelecidas, em certas horas e locais”. É bem mais provável que você tenha compreendido errado o que lhe disseram. Ou será que você concluiu, a partir das orações litúrgicas da Missa e dos livros de orações, que toda oração precisa seguir uma fórmula pré-determinada? Se foi isso o que ocorreu, você foi vítima do raciocínio do “non sequitur”: é falácia lógica concluir que todas as orações tenham palavras padronizadas só porque algumas as possuem. A Igreja Católica sempre ensinou que você pode usar [nas orações] as suas próprias palavras e em qualquer tempo e lugar. Na verdade, a importância da oração mental como uma atitude constante durante o decorrer do dia é bastante recomendada pelos escritores espirituais católicos, tanto antigos quanto contemporâneos. Ficamos felizes de saber que você descobriu que pode orar usando suas próprias palavras, mas recordamos que você formou uma falsa impressão de que isto não era possível no Catolicismo e, em razão disto, concluiu que precisava abandonar a Igreja para poder ser capaz de orar enquanto lava a louça. E por falar em lavar, você já era uma cristã nascida de novo quando católica. Isto, evidentemente, não quer negar a realidade da sua conversão espiritual obtida sob os auspícios protestantes, uma conversão que faz o Cristianismo ser vivo para você. Entretanto, é coisa certa que você nasceu de novo pelo Batismo. É claro que você, como protestante evangélica, pode querer objetar esta afirmação, mas o ensinamento claro da Bíblia seria contrário a você (João 3,3; 5,22; Tito 3,5). #mesmo #Parecenos #conversão #cristã #evangélica #suas #fonte #Cristo #orações #This #estou #Rock #Cristianismo #Magazine #sou #Rezar #atitude #Answers #lava #usando #disseram #tenha #provável #Catholic #instrutor #Bem #catolicismo #batismo #fórmulas #posso #Martins #freira #Padre #você #comouma #catholicanswers #julho #reze #pode #Novo #raciocínio #carlosmartins #Carlos #não #nascida #oração #louça #Catolica #Liturgia #Bíblia #foi #uma #Tempo #qualquer #Protestante #Igreja #pouco #dito #lavando #Ágora #Anônimo #concluiu #orar #metal #IgrejaCatólica #Jesus #podia #Missa #isto #Nabeto #vocêpode #Autor #tradução #quando
- Por que todos estão falando de vampiros?
É preciso estar no mundo da lua para não perceber a frequência com que os vampiros aparecem na cultura popular atual: Um dos programas de televisão mais populares dos últimos anos foi “Buffy, a Caça-Vampiros” (Buffy, the Vampire Slayer). O livro de Anne Rice, “Crônicas do Vampiro” (Vampire Chronicles), continua sendo amplamente lido. O canal HBO apresenta atualmente um programa sobre vampiros chamado “True Blood”. Wesley Snipes protagonizou “Blade”, uma série de três longa-metragens sobre vampiros. E um dos filmes de maior sucesso ultimamente é “Crepúsculo” (Twilight): uma história de amor entre adolescentes mortais e vampiros. Como explicar esse interesse permanente nesta matéria? É óbvio que a astuta apresentação do mercado tem muito a ver com o sucesso desses programas, porém, creio que existam também outras razões. Na ordem espiritual há uma lei, semelhante à lei da conservação de energia, que expresso desta maneira: “quando se suprime o sobrenatural, o ser humano busca expressá-lo de uma forma indireta ou distorcida”. Nos últimos 50 anos, temos presenciado a atenuação da visão bíblica do mundo, que em alguns ambientes foi totalmente suprimida. Em outras oportunidades, queixei-me do Secularismo entediante e sem graça que simplesmente põe de lado tudo o que é espiritual, o sobrenatural e o transcendente. Esta separação da dimensão religiosa é incentivada pela cultura do consumismo que nos ensina de mil maneiras que o prazer sensual e a riqueza material são as chaves da felicidade. Para a mentalidade secular, Deus é, quando muito, uma força distante e indiferente; Jesus, um guru; e a vida eterna, uma infantil fantasia. No entanto, pela lei que expressei acima, o sobrenatural não pode ser suprimido. Instintivamente se procura a Deus e um mundo que transcenda o âmbito da experiência comum; somos naturalmente preparados para isso e por isso o nosso desejo – deformado pela cultura que nos cerca – produz uma versão distorcida dessa transcendência, uma espécie de espiritualidade de segunda categoria. É aí que surge na cultura o mundo dos vampiros! Apreciemos uma característica deste universo alternativo: Longe de beber o sangue das suas vítimas, o que distingue os vampiros é a imortalidade: eles retornam da morte e são eternamente jovens. Embora a ideologia materialista que nos rodeia insista que não somos nada além de animais bastante inteligentes que se dissolvem na morte, no fundo sabemos que somos mais do que isso. Em nós existem – como disse Cleópatra na obra de Shakespeare – “nostalgias imortais”, pois somos ligados – queiramos ou não – ao Deus eterno que existe fora do tempo. Quando se suspende o sentimento religioso da imortalidade, produzimos estas raras alternativas imaginárias, como esses vampiros que não podem morrer. Digo “alternativa” porque a autêntica imortalidade não tem nada a ver com a vida sem fim neste mundo; ao contrário, tem mais a ver com ser transportado para fora do tempo, para o âmbito eterno de Deus. Contudo, quando estamos espiritualmente vazios, a alternativa mórbida do mundo dos vampiros nos fascina. Há pouco tempo, encontrei uma frase magnífica de Anne Rice, a autora que mencionei acima e que escreveu uma série de novelas que iniciaram toda esta moda de vampiros. Ela dizia que o personagem de Louis, o gênio torturado entrevistado em sua já famosa primeira novela, é uma evocação de muitos amigos que ela teve nas décadas de 1960 e 1970, pessoas mergulhadas na miasma do secularismo pós-cristão. Como o vampiro da estória, não podiam encontrar a saída para a sua situação. A angústia existencial do vampiro de Anne Rice corre em paralelo com a angústia da geração secular, sedenta de todas as coisas que a sua cultura lhes negou. E o que torna a observação de Anne Rice mais fascinante é que ela mesma encontrou o caminho através da miragem secularista de sua geração e chegou, assim, em Cristo. Há apenas 10 anos, Anne Rice reencontrou-se com a vívida imaginação e a profundidade intelectual da fé de sua juventude e, a partir de então, tem dedicado o seu trabalho totalmente ao Senhor. Até agora publicou dois volumes de uma série sobre a vida de Jesus, contada em 1ª pessoa, e seu texto mais recente é o começo de uma nova série de novelas sobre os anjos. Também garantiu que, apesar dos pedidos de muitos dos seus admiradores, nunca mais voltará a escrever outra novela sobre vampiros. O que me resulta fascinante aqui é que quem tornou “chique” os vampiros conseguiu passar desta falsa visão do sobrenatural para adotar com entusiasmo a verdadeira visão. O Catolicismo de Anne Rice me recorda o Catolicismo que desempenha um papel importante na novela original de Bram Stocker sobre Drácula. Stoker, um irlandês do século XIX, inseriu a sua lenda dentro da narrativa do pecado, da graça e da redenção. No relato de Stoker, Drácula havia amaldiçoado a Deus e caiu em uma condição infernal (o que explica a sua aversão ao Crucifixo). O professor Van Helsing, um cientista e fiel devoto (sim, definitivamente é possível ser ambos!), ajuda o vampiro a encontrar a salvação. Nesta novela, os temas católicos abundam: a Eucaristia, a Missa, a Vida Eterna etc. Com efeito, no final do século XIX era possível encontrar o relato de vampiros dentro do marco da História Cristã. O que encontramos hoje é um triste declínio, onde os contos de vampiros são o pálido substituto de um robusto Cristianismo. —– O Pe. Robert Barron é autor de “Why Is Everyone Crazy About Vampires?” (Por que Todos estão Loucos pelos Vampiros?), publicado pela Catholic New World, de 19.10.2009. Foi ordenado em 1986 pela Arquidiocese de Chicago. Possui Mestrado em Filosofia pela Universidade Católica da América e Doutorado em Teologia pelo Instituto Católico de Paris. É professor de Teologia Sistemática na Universidade de St. Mary of the Lake, Mundelein Seminary. É autor de: “And Now I See: A Theology of Transformation” (Agora eu Enxergo: uma Teologia de Tranformação), “Thomas Aquinas: Spiritual Master” (Tomás de Aquino: Mestre Espiritual), “Heaven in Stone and Glass: Experiencing the Spirituality of the Great Cathedrals” (Paraíso em Pedra e Vidro: experimentando a espiritualidade das grandes catedrais), “Eucharist (Catholic Spirituality for Adults)” (Eucaristia – Espiritualidade Católica para Adultos), “Priority of Christ” (A Prioridade de Cristo), “Toward a Postliberal Catholicism” (Rumo a um Catolicismo Pós-Liberal) e “Word on File: Proclaiming the Power of Christ” (Palavra no Arquivo: Proclamando o Poder de Cristo). Utiliza o seu canal no YouTube para atingir uma maior audiência, oferecendo valiosas lições de uma fé viva pela indicação de coisas que podemos aprender a partir da observação de personagens populares da TV e do cinema. #CrônicasdoVampiro #suprime #Buffy #sendo #fonte #fantasia #Crepúsculo #Deus #Isso #BramStocker #Senhor #catolicismo #CarlosMartinsNabeto #felicidade #Chaves #guru #robertbarron #carlosmartins #lido #CarlosNabeto #crucifixo #Drácula #ambientes #Blade #VanHelsing #WesleySnipes #buffythevampireslayer #ocanal #annerice #CaçaVampiros #TrueBlood #Vampiros #sobrenatural #HBO
- As profecias Maias relativas a 2012 deveriam nos preocupar?
De uns tempos para cá, tem-se propagado a ideia de que em dezembro de 2012 tudo o que conhecemos encontrará o seu fim. Alguns defendem esta crença baseada nas profecias maias, pois – segundo dizem – em 21 de dezembro desse ano ocorrerão eventos que alterarão o curso da história e da humanidade. Inclusive, diversos filmes fatalistas apresentam imagens do mundo destruído nesse ano, ressaltando que o futuro será devastador, pouco importando a religião, exceto para algumas mentes brilhantes ou passageiros ricos que se salvarão como no relato de Noé. Tudo isto é completamente irreal. AS PROFECIAS MAIAS O mítico povo pré-hispânico dos Maias era considerado grande observador do céu. Ostentava maravilhosos discernimentos astronômicos e media o tempo com precisão, não de forma direta mas a partir de lapsos cíclicos, através de diversos sistemas de calendário de impressionante exatidão. As profecias maias referem-se ao Sexto Ahau (isto é, o Sexto Sol), que em correspondência com o nosso calendário começará em 21 de dezembro de 2012, dando início a um período de 5125 anos. Seus defensores indicam que será um ciclo de sabedoria, harmonia, paz, amor, consciência e supõe o retorno à ordem natural. Tal data corresponde ao solstício de inverno no hemisfério norte e, assim, alguns consideram que sobrevirá o fim do mundo ou o fim dos tempos, embora outros, ao contrário, vislumbrem grandes mudanças no interior e exterior dos seres humanos. Quanta ternura! Para respaldar suas afirmações, o movimento que crê na convergência dos vaticínios supostamente derivados da cultura maia, bem como os hopis, as culturas hindu, egípcia e chinesa, as que se ajustam com elementos retirados supostamente da Bíblia judaico-cristã ou de doutrinas oriundas de alquimistas, astrólogos e, obviamente – como não poderia faltar – do ultimamente citado Michel de Nostradamus, e ainda alguns irmãos separados e outros que se dizem cientistas, arrematam que em tal data o magnetismo do nosso planeta Terra poderá ser alterado e abaterá sobre ele um gigantesco planeta ou um imenso asteroide, dando lugar a uma acelerada atividade solar sem precedentes, além de ocorrerem estranhas conjunções astrais de caráter planetário e alinhamento da Terra com o Sol e o centro de nossa Via Láctea, sem descartar que receberemos uma potente radiação luminosa com origem no centro da galáxia. É certo, caros irmãos: desde agora já existe um extraordinário alinhamento ou conjunção, porém, na verdade, nada tem a ver com fenômenos espaciais mas com um contexto bastante tosco: a concordância raramente vista entre loucos, míticos charlatães e um ou outro “espertalhão” que, como ocorre desde tempos remotos, se beneficiam da credulidade de uns tantos incautos. E não tem faltado aqueles que, ao estilo dos Testemunhas de Jeová, preparam abrigos para esse dia: no México, um grupo de estrangeiros italianos, pertencentes a uma seita dita “apocalíptica”, ergue, em uma remota e humilde comunidade de Yucatán chamada Xul, na delegação de Oxkutzcab, uma “cidade do fim do mundo” chamada Bugarach. Talvez este grupo tenha acreditado no pitoresco ditado [mexicano]: “Se o mundo terminar, vou-me embora para Yucatán”e aí querem fazer sua “torre de babel”. Segundo alguns operários, nessa cidade são fabricados seus próprios alimentos orgânicos. Por isso, ao procurar o início dessas profecias fatalistas, descobre-se que realmente a cultura maia sabia que os humanos sofreriam uma crise sem precedentes, razão pela qual deixaram registros dos fatos que nãoexperimentaríamos. Mas será possível que esta Cultura, que desconhecia a existência de outras terras continentais, possuía uma visão global de destruição? A perspectiva profética dos maias está sujeita às mais diversas. Creio que sejam más interpretações, mas muitos asseguram que esses antecedentes registrais podem ser encontrados nos vestígios de pedras dispersas pelo enorme território que essa civilização pré-hispânica ocupou e que hoje faz parte do México, Honduras, Belize, Guatemala e El Salvador. Muitos asseguram que nos livros do “Chilam Balam”, provenientes da tradução castelhana de hieroglifos maias arcaicos, encontra-se o registro do que haverá de ocorrer no tempo vindouro. O FIM DO MUNDO? Conforme o dr. Mark Van Stone, estudioso da cultura maia, a breve resposta para essa especulação é: Não será o fim do mundo! Van Stone afirma que há diversas razões pelas quais as “profecias maias” devam ser lidas de maneira bastante crítica: a) Elas são fragmentárias – Isto porque temos apenas um pouco das passagens históricas (que certamente é bem maior) e que até hoje estão perdidas. b) São contraditórias – As fontes astecas, mistecas e maias não estão de acordo entre si: todas as datas associadas à “data final” são diferentes. c) Foram manipuladas – Tlacaélel, ministro de três imperadores astecas, fez com que a história fosse totalmente reescrita para exaltar os “mexicas” e denigrir os rivais. d) Não há qualquer menção a destruição – e nem de renovação humana, possível melhora ou despertar de consciência interligada com a data final de dezembro de 2012. A respeito da História Moderna, existem mais de 50 supostos profetas que têm se arriscado a pressagiar o ano, mas nunca ninguém “o captou” (e me atrevo a dizer que jamais captarão). Com efeito, o fim do tempo é um mistério para a humanidade… A maioria das profecias são de fundo religioso ou relacionadas com seitas (saudação especial aos Testemunhas de Jeová!), muito embora no âmbito da ciência também se tenham feito prognósticos do Fim. As únicas profecias que sempre se cumpriram tal como estão escritas são as bíblicas. E diga-se de passagem que o próprio Jesus Cristo disse que NÃO há data exata para a consumação de todas as coisas (v. Marcos 13,32-33). Mas, apesar disso, a Cristandade viu desfilar em sua História “profecias” sobre esse assunto: – No ano 989, o avistamento de um cometa e a fé popular na iminente segunda vinda de Jesus após cumpridos mil anos de Seu nascimento incitaram, em uma boa parte dos piedosos da Europa medieval, o medo pela vinda do fim do mundo. Raoul Glaber, monge borgonês nascido em 985, faz uma alusão nesse sentido em sua obra “Crônica (Historiae) dos ‘Portentos e Distúbios'” que ocorreram nessas terras entre os anos 900 e 1044. E o mundo não acabou! – Após o imenso fracasso da profecia do ano 1000, astutamente tentaram transportar a data fatal para o ano 1033, ou seja, para o milésimo aniversário da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. – Após estudar a Bíblia, o pregador norte-americano William Miller (1782-1849), fundador da Igreja Adventista, predisse o fim do mundo para o ano 1843, baseando-se em uma interpretação de Daniel 8,14. Com isto, nasceu o chamado “Movimento Milenarista”, o qual, conforme ia se aproximando a data [fatal], foi conquistando força. Após insistência de seus seguidores, o fundador Miller marcou a data do Apocalipse diversas vezes: a primeira foi para 21 de março de 1843; depois, 18 de abril; e, por fim, 22 de outubro do mesmo ano. Como nada aconteceu nesses dias, não houve outra saída para o propagandista do que admitir o seu erro, apesar da desilusão de seus partidários. Não obstante, sua confissão foi marcada pela frase: “Porém, eu ainda creio que o Dia do Senhor está próximo, quase à porta”. Daí existir sempre uma seita assegurando que o Advento do Messias está muito próximo. – E o que dizer das profecias falidas dos irmãos Testemunhas de Jeová??? Disso tratarei em um outro artigo… Apesar disso, na década de 1990 houve um apogeu de correntes fatalistas criadas em torno de seitas cristãs lideradas por autênticos fanáticos, com objetivos bastante questionáveis: normalmente visando lucro ou suicidas por sua desordenada vida espiritual. Por exemplo: – O “pastor” coreano Lee Jang Rim, da denominada Igreja Tami, convenceu milhares de pessoas de várias partes dos Estados Unidos e Coreia do Sul de que a Parusia do Senhor Jesus se daria em 28 de outubro de 1992; e, por isso, o mundo chegaria ao fim. Transcorreram dois meses e o pastor Jang Rim foi preso pelas autoridades civis por defraudar de seus adeptos pouco mais de 4 milhões de dólares. Uma quantia considerável! Planejava pagar todas as suas dívidas e comprar uma luxuosa mansão paradisíaca, ou seja, montar seu paraíso na Terra. – Logo após, em 1992, o radialista de uma estação “cristã”, chamado Harold Camping, informou que o dia do aguardado Juízo Final ocorreria em 6 de setembro de 1994, segundo seus cálculos matemáticos. Em razão disso, gananciosamente publicou um livro em que fundamentava a sua “profecia”. Tempos depois, percebendo que a sua função de “Pitágoras Bíblico” não havia dado certo, pois sua predição não havia se cumprido, Camping teve que admitir publicamente o seu erro. Também durante a década de 1990 e início dos 2000, ocorreram muitos atentados, fatos violentos e um grande número de suicídios em massa motivados pela crença da “iminente chegada do fim do mundo”. Entre estes casos estão: o assalto ao grande rancho de Wacco (Texas), em 1993, onde morava o denominado “Ramo dos Davidianos”, seita comandada pelo líder fanático David Koresh; o ataque ao metrô de Tóquio, realizado pelo culto Aum Shinrikyo, em 1995, onde 5 mil pessoas foram intoxicadas e quase perderam a vida; e o suicídio coletivo de cerca de 40 membros da seita “Heaven’s Gate”, que em 1997 acreditavam que uma nave extraterrestre oculta na cauda de um cometa viria salvá-los. E assim o mundo acabou para eles! Quem também não se recorda do chamado “Bug do Milênio” no final da década de 1990? Havia a crença de que, pela falta de previsão da mudança do milênio [nos sistemas de informática], haveria um caos global que favoreceria a extinção da civilização. Os crédulos desta teoria diziam que às zero hora de 1 de janeiro de 2000 o sistema financeiro mundial sofreria um colapso, as empresas de todos os portes quebrariam, os governos mundiais desapareceriam e, ato contínuo, surgiria a anarquia. Não faltaram aqueles que falavam de dias de obscuridade e era triste observar como alguns ingênuos carregavam velas, provisões alimentícias e até cortinas para serem “benzidas” nas igrejas. Tudo isso um autêntico sonho! Em 2010, o famoso Robert Fitzpatrick, um aposentado nova-iorquino gastou sua fortuna promovendo uma publicidade fatalista no metrô de Nova Iorque e em alguns lugares da América Latina. Isto porque sua crença se baseava na “nova profecia” propagada pelo radialista Harold Camping, de quem já falamos; porém, seus novos cálculos lhe diziam que o “acabou-se” começaria em 21 de maio de 2010 e se concluiria em 21 de outubro desse mesmo ano. E eis que aqui estamos… e o mesmo se dará com [as profecias] maias! E como se tudo isso já não bastasse, para aqueles que pensam que [o fim] se dará em 2012, lamentamos informar que o nosso sistema de contagem de anos possui um erro, de forma que estamos a 2018 anos do nascimento do Senhor Jesus. Por isso, fazer corresponder o nosso sistema de contagem com o sistema maia traz sérios problemas e o sentido último dessas profecias não seria compreensível sem se referir à longa contagem (a medição do tempo dos maias), cuja unidade é o kin (=1 dia). Como usavam o código vigesimal (20 unidades), era muito importante para eles o “vinal“ (ou “uinal“), de 20 dias. “1 tun“ é “1 ano maia” de 360 dias. “1 katún“ são 20 anos (=7200 dias) e “1 baktún” (=20 katuns) são 144.400 dias. Assim, de 3113 a.C. a 2012 d.C. teriam transcorrido 13 baktunes. Quanto a isso, estudiosos mexicanos asseveraram que “em nenhum lugar [os maias] escreveram que em 2012 ocorreria o fim do mundo, até porque operaram, inclusive, com datas posteriores a esse ano”, como afirmou o reconhecido epigrafista Carlos Pallán Gayol, do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), para um conhecido jornal diário do México. Para esse cientista, é importante contextualizar as evidências arqueológicas. Dessa forma, na inscrição de Tortuguero é apontada uma data coetânea para aqueles que ergueram o monumento no século VII d.C. e, de repente, no texto hieróglifo, emprega-se o que se chama de “número de distância”, que aponta para 13 séculos adiante: o dia 21 de dezembro de 2012. “‘Pois bem: o que nos expressa o Monumento 6? O que ocorrerá nessa data? Indica expressamente que vai terminar um período. Os maias sempre louvam os finais de período assim como hoje festejamos os aniversários: os lustros (=5 anos), as décadas (10 anos), o centenário (100) ou o bicentenário (200) de um fato histórico. Porém, isso não significa que o mundo irá acabar’, formulou Pallán”. Para o pesquisador da Coordenação Nacional de Arqueologia [do México], diferentemente das sociedades modernas, para os maias o tempo não era algo indeterminado: era formado por ciclos e estes, às vezes, eram tão precisos que recebiam nome e podiam ser personificados mediante imagens de seres animados; por exemplo, o ciclo de 400 anos era representado por uma ave mitológica. Isto porque os maias se preocupavam mais com os ciclos do que com o tempo; sua importância era realizar rituais que de algum modo garantiriam a prosperidade do ciclo vindouro. Para o caso específico da menção a 2012 (conforme o nosso calendário), nota-se certa insistência que, mesmo em data tão distante, se recorde de um ciclo calendárico estabelecido. Segundo esse pesquisador, algumas vezes se tem comentado coisas tão absurdas, tais como: que os antigos maias não conheciam além do ciclo corrente ou que uma vez atingido [o ciclo], este período de tempo se acabaria. Os maias usavam ciclos enormes, inclusive de bilhões de anos, através do sistema de longa contagem, que também era comum para outras culturas da Mesoamérica, como é o caso da “istmenha” ou “mixe-zoque”. Os maias jamais mencionam que o mundo irá acabar, nem mesmo o tempo. A passagem específica do Monumento 6 de Tortuguero é bastante breve e simplesmente diz que uma vez cumprido o 13 BÆakÆtun – algo análogo ao 23 de dezembro de 2012 -, descerá do céu Bolon YokteÆ KÆu, isto é, o deus ou deuses dos Nove Pilares. Isso, em sentido mitológico, não significa nada. Portanto, não se deve interpretar como um evento fatalista, já que os maias empregaram datas posteriores a 2012. Sabe-se que o Templo das Inscrições de Palenque menciona data que ocorre mais de 2 mil anos depois, ou seja, em 4772. E havendo civilizações até lá, estas também as preocuparão! Muitos ficarão decepcionados ao saber do teor deste Monumento 6, que não é nada catastrófico. Pelo contrário, os maias faziam calendários bem extensos para legitimar seu poder sobre os povos conquistados, aos quais apontavam que seu poderio se estenderia por milhares de anos, assim como com diversos deuses míticos. Portanto, aqueles que creram nisso, simplesmente o fizeram porque foram presas da criatividade e inteligência maia. No que diz respeito a mim, creio em Alguém superior aos maias e em um Povo que não espera que baixe; mas, ao contrário, que vive com seu Deus… com o Emanuel (Deus conosco). Em 21 de dezembro de 2011, 1 ano antes do vaticínio pseudomaia, a NASA garantiu que não tem observado a presença de corpos celestes próximos da Terra e descartou mudanças magnéticas. Portanto, os cientistas da NASA refutam incisivamente que o mundo acabe em 2012, bem ao contrário do que informam algumas páginas de mal agouro na Internet, que aproveitam o fim do calendário maia para prever catástrofes. A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, assegurou que essa data é o fim do extenso período de contagem maia; porém, da mesma forma como o nosso calendário começa novamente em 1º de janeiro de 2012, começará também um outro período no calendário maia. Não devemos nos esquecer que a Terra está sempre cercada de corpos celestes, como cometas e asteroides. O último impacto de um asteroide de tamanho significante foi aquele que causou a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos; porém, em nossos dias, existe um setor da NASA, assim como outros observadores no mundo, que acompanham e detectam se a Terra está na trajetória de algum deles. Portanto, Niribu e outros planetas fora de órbita são um equívoco: se algum corpo celeste ameaçasse a Terra, nossos astrônomos o estariam acompanhando há pelo menos 10 anos; inclusive, seria visto a olho-nu aqui da Terra. E isto não tem ocorrido. Ademais, devemos considerar que sempre estamos expostos a que HOJE seja o nosso último dia de existência ou, em todo caso, que o Senhor Jesus regresse a qualquer instante para julgar os vivos e os mortos, separando o Bom Pastor aqueles que O amaram e o obedeceram com sinceridade. Em ambos os casos, NÃO há uma data pré-estabelecida! #nostrada #hieroglifos #fonte #maia #ternura #TestemunhasdeJeová #NASA #HaroldCamping #Maias #JesusCristo #Fim #hopis #nesse #Tortuguero #otempo #quanta #CarlosMartinsNabeto #tempos #carlosmartins #LeeJangRim #CarlosNabeto #CarlosPallánGayol #Tlacaélel #RobertFitzpatrick #préhispânico #Harmonia #Profecias #hindu #nosso #sextosol #povo #Movimento #culturas #ChilamBalam #DavidKoresh
- A pena de excomunhão no Direito Canônico
Autor: Pedro María Reyes Vizcaíno Fonte: http://es.catholic.net Tradução: Carlos Martins Nabeto A pena de excomunhão possui um sentido pastoral pois protege o Povo de Deus. É costume considerar que a excomunhão supõe a exclusão da comunhão com a Igreja. A excomunhão é uma das penas previstas pelo Direito da Igreja. Por “excomunhão” se entende a censura ou pena medicinal pela qual o réu de delito é excluído da comunhão com a Igreja Católica. Faz-se necessário esclarecer algumas premissas antes de descrevermos a pena de excomunhão e seus efeitos. SENTIDO PASTORAL DA EXCOMUNHÃO Como dissemos, por excomunhão se entende a pena que exclui o réu de delito da comunhão com a Igreja. Pode parecer pouco pastoral a atitude da Igreja ao impor a sanção de excomunhão a um pecador. Já o fato de expulsar o pecador ao invés de perdoá-lo parece ser contrário ao “perdoar setenta vezes sete” como o Senhor recomendou (cf. Mateus 18,22). Porém, deve-se levar em conta algumas considerações de oportunidade pastoral e de caridade. É missão da Igreja o cuidado pastoral de todo o Povo de Deus. Por isso, o Direito Penal tem o seu lugar no Direito da Igreja. Pode-se dizer que é pastoral estabelecer um Direito Penal que tipifica delitos e estabelece penas. E falando mais propriamente da excomunhão, tem por finalidade proteger o Povo de Deus, pois a pena de excomunhão é estabelecida para os delitos mais graves, aqueles em que a legítima autoridade eclesiástica considera que colocam o sujeito fora da comunhão com a Igreja. Quem comete um delito tipificado com a excomunhão coloca-se fora da Igreja, não por palavras, mas por fatos. A autoridade eclesiástica deve apontar essas condutas, de modo que toda a comunidade eclesial conheça a gravidade dessas condutas. Não devemos esquecer que a função da pena de excomunhão é evitar o escândalo: os fiéis se escandalizariam se não se castigasse com a devida proporção aquelas condutas tão graves como aderir à heresia, profanar o Santíssimo Sacramento, ou cometer um aborto. E o Senhor pronuncia palavras bastante duras para aqueles que escandalizam (cf. Mateus 18,6). Se não se castigassem esses delitos – ou outros delitos gravíssimos – o escândalo viria não do delinquente, mas da autoridade eclesiástica que não os tipifica. Portanto, é possível concluir que pode constituir verdadeira obrigação de justiça a tipificação de delitos e a imposição da pena de excomunhão. Mas também se deve considerar que nesta pena – como em todas – a Igreja tenta esgotar os meios de reconciliação com o delinquente antes de proceder à imposição da pena. O Direito Canônico estabelece algumas medidas de cautela que fazem esgotar os remédios possíveis antes de se chegar à excomunhão. Entre eles, existe uma instituição de grande tradição no Direito Canônico que é a contumácia. Conforme o cânon 1347, não se pode impor uma censura – entre as quais está a excomunhão – se não se advertiu antes o delinquente, pelo menos uma vez, para que cesse em sua contumácia. Se permanece contumaz, pode-se impor validamente a censura. Assim, em nenhum caso se imporá a um fiel a censura de excomunhão sem o seu conhecimento e sem que lhe tenha sido dada a oportunidade de corrigir-se. Esta instituição se aplica plenamente à excomunhão “ferendae sententiae”; porém, também se aplica peculiarmente no caso da excomunhão “latae sententiae” prevista no cânon 1324,§1,1 em combinação com o cânon 1324,§3, que exime da pena aqueles que sem culpa ignoravam que a lei ou o preceito traziam consigo uma pena “latae sententiae”. Nenhum fiel, portanto, será excomungado “latae sententiae” de surpresa, pois para incorrer no delito deve saber que a sua conduta será castigada com excomunhão “latae sententiae”. No mais, não seria legítimo afirmar que a excomunhão não é uma instituição evangélica: o Senhor, em Mateus 18,17, estabelece a possibilidade de a Igreja expulsar do seu seio aqueles que cometem pecados especialmente graves. Os primeiros cristãos já a praticavam: São Pedro, em Atos 8,21, expulsou Simão Mago da Igreja, por este pretender comprar o poder de administrar o sacramento da confirmação (cometeu o delito de “simonia”, que recebe este nome em razão daquele episódio); São Paulo, em 1Coríntios 5,4-5, também expulsou da Igreja um delinquente incestuoso (nessa ocasião, o texto de sua Carta deixa claro que a finalidade da pena é medicinal: a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor; sem rodeios, São Paulo exige que os coríntios apliquem-lhe a pena: “Afastai dentre vós esse malvado!” (1Coríntios 5,13). NATUREZA E EFEITOS DA PENA DE EXCOMUNHÃO A excomunhão, como já foi dito, é uma das penas medicinais ou censuras. As censuras são penas que estão orientadas especialmente à correção do delinquente. É por isso que a imposição da pena está ligada à contumácia do delinquente. Dentre as censuras, a excomunhão é a pena mais grave. De fato, costuma a ser considerada a pena mais grave na Igreja, seja a pena medicinal ou não. Por isso, o cânon 1318 recomenda ao legislador não estabelecer censuras, especialmente a excomunhão, a não ser com a máxima moderação e apenas para os delitos mais graves. Ainda que o Código de Direito Canônico não a defina assim, costumeiramente se considera que o efeito da excomunhão é a expulsão do delinquente da Igreja. Pela excomunhão o delinquente não pertenceria mais à Igreja. Naturalmente, esta afirmação merece uma reflexão, visto que os batizados não perdem o selo batismal nem sua condição de batizados. Neste sentido, não se pode dizer que os excomungados deixem de pertencer à Igreja, pois os vínculos de comunhão espiritual e invisível não se alteram; rompem-se, porém, os vínculos extrínsecos da comunhão. A excomunhão pode ser infligida “ferendae sententiae” ou “latae sententiae”. A excomunhão “ferendae sententiae” obriga ao réu a partir do momento em que é imposta; a excomunhão “latae sententiae” obriga a partir do momento em que o delito é cometido. Se a pena é aplicada “ferendae sententiae” , para que haja delito requer-se decreto do Bispo ou sentença judicial (cf. cânon 1341 e seguintes). No entanto, quando se aplica a excomunhão “latae sententiae”, não é necessária a declaração da legítima autoridade para que se esteja obrigado a cumprir a pena (cf. cânon 1314); é costumeiro dizer que o juízo é feito pelo delinquente mediante seu próprio ato delitivo. O delito que carrega consigo a excomunhão “latae sententiae”, portanto, pode encontrar-se no foro da consciência do delinquente. A autoridade legítima, contudo, pode considerar oportuno declarar a excomunhão; assim, deve-se distinguir entre excomunhões “latae sententiae” declaradas e não-declaradas. Os efeitos da excomunhão encontram-se claros no cânon 1331: Cânon 1331 §1 – Proíbe-se ao excomungado: 1. Possuir qualquer participação ministerial na celebração do Sacrifício Eucarístico ou em quaisquer outras cerimônias de culto; 2. Celebrar os sacramentos ou sacramentais e receber os sacramentos; 3. Desempenhar ofícios, ministérios ou cargos eclesiásticos ou realizar atos de regime. §2 – Quando a excomunhão foi imposta ou declarada, o réu: 1. Se quiser agir contra o que é prescrito no §1, deverá ser rejeitado ou deve cessar a cerimônia litúrgica, a não ser que obste uma causa grave; 2. Realiza invalidamente os atos de regime, que conforme o §1,3 são ilícitos; 3. Está proibido de gozar dos privilégios que anteriormente lhe foram concedidos; 4. Não pode obter validamente uma dignidade, ofício ou outra função na Igreja; 5. Não tem para si os frutos de uma dignidade, ofício, função ou pensão que tenha na Igreja. O §1 se refere ao excomungado em geral, sem oferecer maiores especificações. Portanto, diz respeito a todos os excomungados, sejam “latae sententiae” ou “ferendae sententiae”. Por outro lado, o §2 refere-se apenas àqueles que foram excomungados “ferendae sententiae” (excomunhão imposta) ou “latae sententiae” declarada; excluem-se aqueles que incorreram em excomunhão “latae sententiae” não-declarada. Além disso, deve-se considerar que o cânon 1355 suaviza os efeitos da excomunhão todas as vezes que objetive atender a um fiel em perigo de morte. Esta indicação se refere ao ministro que incorreu em excomunhão; o cânon 976, por sua vez, concede faculdade a qualquer sacerdote, ainda que não esteja aprovado, de absolver de qualquer censura. Para a cessação da excomunhão deve-se ter em conta as normas do Direito Canônico sobre a cessação das censuras eclesiásticas. #excomunhão #devida #entende #sete #lataesententiae #fonte #maríareyes #PedroMaríaReyesVizcaíno #obrigação #Pena #Deus #efeitos #pela #fora #Direito #delito #censura #CarlosMartinsNabeto #pode #dapena #carlosmartins #CarlosNabeto #ao #pelo #penas #uma #cf #justiça #ferendaesententiae #DireitoCanônico
- “Cristo não é Religião!” – De onde vem este grito de guerra?
Autor: José Miguel Arráiz Fonte: http://www.apologeticacatolica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto INTRODUÇÃO “Cristo não é religião!” – Esta é a frase lançada muitas vezes na cara dos católicos que se orgulham de pertencer à Igreja. Esta frase geralmente é dita incluindo uma atitude inconsciente de ter atingido um nível espiritual mais elevado, e que o pobre católico ainda não se deu conta desta “grande verdade”. Mas isto é verdade? Para aprofundar, fiz este breve estudo. PEQUENOS EXEMPLOS DESSA IDEOLOGIA Uma ideologia que vem progressivamente conquistando muitas igrejas cristãs não-católicas é uma recente negação da religião. É surpreendente ouvi-los dizer: “Cristo não é religião”, “Eu não pertenço a religião nenhuma; possuo uma relação pessoal e verdadeira com Jesus Cristo” e outras frases semelhantes. Recentemente, conversava sobre isso por chat com uma amiga evangélica desta mesma comunidade e ativei o registro automático da conversa. A seguir, um pequeno extrato da mesma: Kattvic: Você é cristão?José: Sim, sou cristão católico. Kattvic: Ah, tá. José: E você?Kattvic: Bem, eu era católica, mas agora sou convertida a Cristo. José: Mas quando você era católica não era convertida a Cristo?Kattvic: Sim, mas não era a mesma coisa. Quando alguém é católico esquece muitas coisas. José: Quando alguém é católico e não aprofunda sua fé, pode ser que esqueça muitas coisas. Mas quando se aprofunda e possui verdadeira relação com Cristo, isto não ocorre. Kattvic: Bem, isso é verdade, mas também é verdade que, como católicos, não nos aprofundamos na relação com Cristo. É certo que isso não vale para todos, mas para a maioria. José: Em todas as igrejas existem crentes “nominais”, se é que podem ser chamados de “crentes”. Kattvic: Bem, eu não estou falando de religião, porque se assim fosse, eu não teria nenhuma. Meu amor para com o Todo-Poderoso supera a barreira das religiões. José: O que é religião para você?Kattvic: Bem, religião é quando você diz que possui uma e vai até a sua igreja rezar, cantar e tudo o mais; e quando você sai desse lugar, continua sendo o mesmo. José: Mas quem te disse que isso é religião? Já procurou o significado de religião no dicionário?Kattvic: Não, não procurei. Mas o digo por experiência pessoal. José: Isso não é coisa de experiência, é coisa de saber o que significa a palavra. Eu te pergunto: a Bíblia diz que a religião é coisa boa ou má? O que ela fala acerca da religião?Kattvic: Bem, eu não conheço muito a Bíblia pois ainda estou começando a lê-la… Eu não sei qual é a definição dos outros; a minha é pessoal. Assim eu sinto, assim eu creio. O que me chamou a atenção nesta conversa é que a moça possuía uma definição totalmente sentimental da palavra “religião” e quando lhe pedi para que me argumentasse racionalmente (pelo dicionário) ou biblicamente (por alguma passagem bíblica), não soube me dizer o porquê da sua fé não poder ser conceituada como religião; simplesmente concluiu com um profundo e contundente: “Assim eu sinto, assim eu creio”… E PONTO!!! Certamente, ela era uma cristã com pouco conhecimento bíblico, mas o curioso é que esta maneira de pensar pode ser vista em líderes e pastores evangélicos, o que me surpreende por demais. Quando eu lhes peço para que me fundamentem biblicamente tal afirmação, não encontro ninguém que me possa dar uma resposta satisfatória. Porém, esta nova ideologia possui fundamento? O que diz o senso comum? O que diz a Bíblia? CONCEITO DE RELIGIÃO Para encontrarmos o real significado da palavra “religião” devemos procurar na fonte mais autorizada do mundo, no que se refere ao significado das palavras em espanhol[*]: o dicionário da Real Academia Espanhola; e, depois, em outra fonte para ser facilmente verificada por vocês, leitores. O dicionário da Real Academia Espanhola nos dá como significado principal e secundário da palavra “religião” os seguintes: Dicionário da Real Academia Espanhola: Religião [Do lat. religĭo, -ōnis] 1. Conjunto de crenças ou dogmas acerca da divindade, dos sentimentos de veneração e temor para com ela, das normas morais para a conduta individual e social, e das práticas rituais, principalmente a oração e o sacrifício para prestar-lhe culto. 2. Virtude que move a prestar a Deus o culto devido. A enciclopédia Microsoft Encarta diz: Enciclopedia Microsoft Encarta, Religião: Em termos gerais, forma de vida ou crença baseada em uma relação essencial de uma pessoa com o universo, ou com um ou vários deuses. Neste sentido, sistemas tão diferentes como Budismo, Cristianismo, Hinduísmo, Judaísmo e Xintoísmo podem ser considerados religiões. No entanto, em um sentido aceito de uma forma corrente, o termo religião se refere à fé em uma ordem do mundo criado pela vontade divina, o acordo com o qual constitui o caminho de salvação de uma comunidade e, portanto, de cada um dos indivíduos que desempenhem um papel nessa comunidade. Neste sentido, o termo se aplica sobretudo a sistemas como Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, que implicam fé em um credo, obediência a um código moral estabelecido nas Escrituras Sagradas e participação em um culto. Em seu sentido mais estrito, o termo alude ao sistema de vida de uma ordem monástica ou religiosa. Resumindo: dos significados que a Real Academia Espanhola e a Enciclopédia [Encarta] nos oferece, podemos concluir que “religião” é a forma que cada pessoa possui de se relacionar com Deus, prestando-lhe o culto que Lhe é devido. Sob este conceito, o Cristianismo é definitivamente uma religião. O mesmo dicionário da Real Academia o define: Dicionário da Real Academia Espanhola: Cristianismo 1. Religião cristã. A enciclopédia Encarta nos apresenta uma definição semelhante: Enciclopédia Microsoft Encarta: Cristianismo: religião monoteísta baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo segundo se recolhem nos Evangelhos, que marcou profundamente a cultura ocidental e é atualmente a maior do mundo. Está amplamente presente em todos os continentes do globo e é professada por mais de 1,7 bilhão de pessoas. O Cristianismo não somente é mundialmente considerado como religião como também é a maior do mundo. Afirmar-se cristão e dizer que seu cristianismo “não é religião” é simplesmente rejeitar o significado da palavra, viver em um universo imaginário onde as palavras significam para si o que quer que signifiquem, embora não o signifiquem para “o resto do mundo”. Se você é cristão, o Cristianismo é a SUA RELIGIÃO; quanto a isso, não resta dúvida. Não importa que alguém não goste dessa palavra, que tenha desenvolvido antipatia por ela. O significado não será alterado em todos os dicionários do mundo apenas porque tal pessoa “sinta” ou “acredite” que [a sua fé] não é “religião”. Muitos poderão querer dar à palavra o seu próprio significado, mas sua posição terá fundamento para o senso comum? A RELIGIÃO SEGUNDO A BÍBLIA Passemos agora para o segundo ponto; vejamos o que diz a Palavra de Deus sobre “religião”, já que se a posição de [alguns] irmãos [separados] faz sentido, deverá haver alguma passagem bíblica apoiando tal posição. Será que há? NÃO, não há! Não há em toda a Bíblia nem uma só passagem que fale mal da religião, ainda que seja só um pouquinho. Ao contrário, a palavra “religião”, “religioso”, “religiosa” aparece 7 vezes e em nenhuma delas se pode verificar um significado negativo; muito pelo contrário. João 9,31 – “Sabemos que Deus não ouve os pecadores; mas, se alguém é religioso e cumpre a Sua vontade, será ouvido”. A passagem acima narra a forma como o cego refuta os fariseus que não explicavam como ele pôde ter sido curado por Jesus. Quando os fariseus O insultam, ele lhes responde com estas sábias palavras, para dar-lhes a entender que se Cristo o curou é porque Deus O escutava; muito interessante, aliás, as palavras que emprega: “se alguém é religioso e cumpre a Sua vontade, será ouvido”. O próprio Paulo, quando foi perseguido pelos judeus, foi perseguido em razão da “sua religião”, como nos ensina a Bíblia: Atos 25,19 – “Apenas tinham contra ele algumas discussões acerca de sua própria religião e sobre um tal Jesus, já morto, o qual Paulo afirmava que vivia”. Muitos podem dizer que possuem religião, porém, Paulo não era cristão? E a Bíblia diz que Paulo possuía religião! Se Paulo tinha religião e era perseguido em razão dela, porque esses não têm religião? Paulo posteriormente explica que ele havia sido fariseu e alega que o Judaísmo era a “sua religião”: Atos 26,5 – “Eles me conhecem há muito tempo e se quiserem podem testemunhar que tenho vivido como fariseu conforme a seita mais estrita da nossa religião”. Importante observar que ele não diz que essa já não é mais a sua religião. Notemos que quando Paulo diz “nossa religião” implica que a considera “sua também”. O Judaísmo era a verdadeira religião, mas agora alcançava sua plenitude com Cristo. Paulo não trocou de Deus, mas O conheceu em plenitude através da revelação de Jesus Cristo. Uma das passagens mais contundentes que menciona a palavra “religião” é a seguinte: Tiago 1,26-27 – “Se alguém se crê religioso mas não coloca freio em sua língua, engana seu próprio coração e sua religião é vã. A religião pura e intocável diante de Deus Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas em sua tribulação e conservar-se incontaminado pelo mundo”. Esta passagem é muito, mas muito ilustrativa para o assunto que estamos tratando. Esta passagem nos explica “como se deve viver a religião” e começa dizendo que nossa religião é vã se não colocamos freio em nossa língua e continua descrevendo-nos as características da verdadeira religião. Essa passagem não diz que a religião é coisa má ou que o cristão não tem religião, mas existe “uma religião pura e intocável diante de Deus Pai”; uma religião cuja característica é que se viva a partir do interior, não como um mero cumprimento de preceitos, mas impregnada de uma fé viva que se manifesta em obras, em caridade para com os necessitados e por manter uma vida isenta de pecado. O problema nunca foi a religião, pois a religião é indispensável. O problema para muitos de nós pode ter sido viver a religião exteriormente e não a partir do interior. Não possuir uma religião baseada sobre uma fé viva, ativa – uma “fé sem obras”, no dizer de São Tiago – é uma fé morta. Tiago 2,26 – “Porque assim como o corpo sem espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. DE ONDE VEM ESTA REJEIÇÃO À RELIGIÃO POR PARTE DOS IRMÃOS? Muitos irmãos separados, ao tentarem se desligar de normas e dogmas, além de possuir fortes sentimentos anticatólicos, têm tratado de redefinir a palavra “religião”, associando-a com um simples e mero “cumprimento de preceitos”. Pois bem: após terem feito tal associação e redefinição da palavra, para que não se vejam afetados pela mudança, “desfazem o nó” dizendo que o que praticam não é “religião” (mas o que os outros fazem, sim). É uma forma inovadora de se distinguirem como um “verdadeiro crente livre de dogmas e religiões”, oferecendo-lhes uma sensação de liberdade, permitindo-lhes não estar sujeito a nenhuma espécie de autoridade, exceto naquilo que entendem da Bíblia e sob suas próprias interpretações. Se não gostam do que alguma igreja diz, mudam para outra; e se forem carismáticos, talvez fundem uma nova. Como já existem milhares [de igrejas] e já foras empregados quase todos os nomes conhecidos, talvez acabem chamando de “Pare de Sofrer” ou “Testemunhas de Deus”. E, por fim, o que resta? Eu a chamaria de “apenas mais uma religião”, mas “sob medida”. Isto não está de acordo com o que exige a Palavra de Deus: 1Coríntios 1,10 – “Vos conjuro, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo: tenham todos um mesmo pensar e não haja divisões entre vós; ao contrário, estejais unidos em uma mesma mentalidade e juízo” A passagem acima não é uma “sugestão”, mas uma “ordem” em nome de Cristo, que exige dos cristãos UNIDADE; não uma unidade aparente, mas uma unidade que implica coesão de fé, quer em mentalidade, quer em juízo. QUAL A CONSEQUÊNCIA DESSA IDEOLOGIA? Sem que percebam, estão apoiando o lema marxista sob o qual milhares de cristãos foram perseguidos e submetidos. Ei-lo: “A religião é o ópio dos povos” (Karl Marx). E prepara o cristão pouco instruído a tornar-se vítima do enganoso [movimento de] Nova Era, que prega exatamente o mesmo, mas que todavia segue adiante, afirmando que todas as religiões são iguais (inclusive o Cristianismo). Para eles, Cristo é apenas um ser iluminado, rebaixado ao nível de Maomé, Sai Baba, Dalai Lama e tantos outros. E QUAL É A VERDADE? Nós, cristãos, temos uma verdade clara: João 14,6 – “Disse Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim”. Cristo é o único caminho para o Pai. Portanto, Cristo não é religião, mas “a verdadeira religião”, “a religião em plenitude”, “a forma perfeita de se relacionar com o Pai”. Não há outro nome pelo qual os homens possam ser salvos. Porém, estar unido a Cristo é estar unido à Igreja, que é o seu Corpo. CONCLUSÃO Quando um irmão tornar a vir com a “profunda” frase: “Cristo não é religião”, tente fazê-lo entender que está repetindo um lema novo e sem sentido; um lema que nem sequer os protestantes pregavam no século passado e que tampouco pregam hoje as igrejas protestantes tradicionais. Peça para que ele argumente biblicamente o que afirma, que analise o que está dizendo, que perceba que só está repetindo “o lema do pastor”, mas que é algo que realmente não possui o menor fundamento bíblico. Tente fazê-lo entender o real significado da palavra… Talvez você consiga fazê-lo refletir e, assim, perceber que está repetindo algo “sem fundamento”. —– NOTA [*] Definições semelhantes podem ser facilmente encontradas em dicionários da língua portuguesa; p.ex: “Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Michaelis”, um dos mais extensos em significados: religião – re.li.gião – sf (lat religione) [1] Serviço ou culto a Deus, ou a uma divindade qualquer, expresso por meio de ritos, preces e observância do que se considera mandamento divino. [2] Sentimento consciente de dependência ou submissão que liga a criatura humana ao Criador. [3] Culto externo ou interno prestado à divindade. [4] Crença ou doutrina religiosa; sistema dogmático e moral. [5] Veneração às coisas sagradas; crença, devoção, fé, piedade.[6] Prática dos preceitos divinos ou revelados. [7] Temor de Deus. [8] Tudo que é considerado obrigação moral ou dever sagrado e indeclinável. [9] Ordem ou congregação religiosa. [10] Ordem de cavalaria. [11] Caráter sagrado ou virtude especial que se atribui a alguém ou a alguma coisa e pelo qual se lhe presta reverência. [12] Conjunto de ritos e cerimônias, sacrificais ou não, ordenados para a manifestação do culto à divindade; cerimonial litúrgico. [13] Filos= Reconhecimento prático de nossa dependência de Deus. [14] Filos= Instituição social com crenças e ritos. [15] Filos= Respeito a uma regra. [16] Sociol= Instituição social criada em torno da ideia de um ou vários seres sobrenaturais e de sua relação com os homens. [17] Mística ou ascese. R. do caboclo, Reg (Rio de Janeiro): prática feiticista negra a que se misturam entidades da mística ameríndia. R. do Estado: a professada oficialmente por um Estado sem que, com isso, seja proibida ou impedida a prática das outras. R. natural: a que se baseia somente nas inspirações do coração e da razão, sem dogmas revelados; a religião dos povos primitivos. R. naturalista: veneração ou adoração religiosa da natureza nos animais, nos astros etc.; panteísmo. R. reformada: o mesmo que igreja reformada. R. revelada: a que, como o cristianismo, se baseia numa revelação divina conservada pelas Escrituras Sagradas e pela tradição. Ciência das religiões: estudo das religiões como fenômeno humano universal; pode-se considerar seu aspecto histórico (história das religiões), psíquico (psicologia da religião) e social (sociologia da religião). Filosofia da religião: tratado das questões relativas à sua essência e verdade (N.doT.). #religião #frase #fonte #Cristo #certo #pequeno #sim #ter #barreira #JesusCristo #CarlosMartinsNabeto #conversa #extrato #carlosmartins #Catolica #comunidade #Igreja #mesma #Jesus #Grito #pessoal #Guerra
- Rezar confiando em Deus e oferecendo as fadigas e os sacrifícios da vida, exorta o Papa
ACI/EWTN Noticias) Na habitual audiência geral desta quarta-feira, o Papa Bento XVI animou aos católicos a rezarem confiando na vontade de Deus, colocando diante dele as fadigas, sofrimentos e sacrifícios cotidianos para aprender a segui-lo, como fez o Senhor Jesus antes de morrer na Cruz. Diante de milhares de peregrinos de diversas partes do mundo na Sala Paulo VI, o Santo Padre refletiu sobre a oração do Jesus no Monte das Oliveiras. O evangelista Marcos narra que, depois da Última Ceia, Jesus se dirige ao monte e se prepara em oração pessoal. “Mas desta vez acontece algo novo: Ele parece não querer estar só. Muitas vezes Jesus se retirava à parte da multidão e dos próprios discípulos, se refugiando em lugares desertos (Mar 1,35) ou subindo no monte (Mar 6,46). No Getsêmani, ao contrário, Ele convida Pedro, Tiago e João para ficarem mais próximos. Foram os mesmos discípulos que Ele chamou para estarem com Ele no monte durante a transfiguração”. O Papa disse logo que “esta proximidade dos três durante a oração do Getsêmani é significativa. (…) Se trata de uma proximidade em termos espaciais, um pedido de solidariedade no momento no qual se sente aproximar-se da morte, mas é sobretudo uma proximidade na oração, para exprimir, de algum modo, a sintonia com Ele, no momento em que se aproxima do cumprimento total da vontade do Pai e é um convite para que cada discípulo o siga no caminho da cruz”. “As palavras de Jesus aos três discípulos que os quer próximos durante a oração no Getsêmani, revelam como ele prova medo e angústia naquela hora e experimenta a ultima profunda solidão exatamente enquanto o desígnio de Deus se está atuando. E em tal medo e angústia de Jesus se recapitula todo o horror do homem diante da própria morte, a certeza da sua inexorabilidade e a percepção do peso do mal que perpassa a nossa vida”. Depois de convidar aos discípulos a velar, Jesus se afasta um pouco. Citando a São Marcos, o Santo Padre recordou que “Jesus cai com o rosto no chão: é uma posição de oração que exprime a obediência à vontade do Pai, o abandonar-se com plena confiança nele”. Logo Jesus pede ao Pai que, se for possível, passe longe Dele essa hora. “Não é somente o medo e a angústia do homem diante da morte, mas é o envolvimento do Filho de Deus que vê a terrível massa do mal que assumirá sobre si para superá-lo, para privá-lo de poder”. “Caros amigos, também nós, na oração, devemos ser capazes de levar diante de Deus as nossas fadigas, sofrimentos de certas situações, de certos dias, o empenho cotidiano de segui-lo, de ser cristãos e também o peso do mal que vemos em nós e ao redor de nós, para que Ele nos dê esperança, nos faça sentir a sua proximidade, nos doe um pouco de luz no caminho da vida”, animou o Santo Padre. Retornando à oração de Jesus, o Papa assinalou três “passagens reveladoras” nas palavras que dirige ao Pai: “Abbá! Pai! Tudo é possível a Ti: afasta de mim este cálice! Mas, que não seja aquilo que quero, mas aquilo que queres””. Em primeiro lugar, a palavra aramaica “a palavra aramaica Abbá é aquela que vinha usada pela criança para dirigir-se ao papai e exprimir, portanto, o relacionamento de Jesus com Deus Pai, um relacionamento de ternura, de afeto, de confiança, de abandono”. Em segundo lugar aparece a “consciência da onipotência do Pai – “tudo é possível a Ti” – que introduz um pedido, no qual, mais uma vez aparece o drama da vontade humana de Jesus diante da morte e do mal”. A terceira expressão, explicou o Papa, “é aquela decisiva, na qual a vontade humana adere plenamente à vontade divina. (…) Assim Jesus nos diz que somente no conformar a sua vontade àquela divina, o ser humano chega à sua verdadeira altura, se torna “divino””. “É isto que Jesus cumpre no Getsêmani: transferindo a vontade humana na vontade divina nasce o verdadeiro homem, e nós somos redimidos”. Quando rezamos o Pai Nosso “pedimos ao Senhor: “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mat 6,10). Reconhecemos, isto é, que existe uma vontade de Deus conosco e para nós, uma vontade de Deus sobre a nossa vida, que deve se tornar cada dia mais uma referência do nosso querer e do nosso ser, reconhecemos ainda que é no “céu” onde se faz a vontade de Deus e que a “terra” se torna céu, local da presença do amor, da bondade, da verdade, da beleza divina, somente se na mesma é realizada a vontade de Deus.”. “Na oração de Jesus ao Pai, naquela noite terrível e estupenda do Getsêmani, a “terra” se torna “céu”; a “terra” da sua vontade humana, tomada pelo medo e pela angústia, foi assumida pela vontade divina, assim que a vontade de Deus se realizou sobre a terra. Isto é importante também na nossa oração: devemos aprender a confiar-nos mais à Providência divina, pedir a Deus a força de sairmos de nós mesmos para renovarmos o nosso “sim”, para repetir-lhe “seja feita a vossa vontade”, para conformar a nossa vontade à sua”. A narração evangélica mostra que os discípulos não foram capazes de velar com Cristo. Por isso, o Papa respirou finalmente ao “Senhor que sejamos capazes de velar com Ele em oração, de seguir a vontade de Deus cada dia, inclusive se fala de Cruz, de viver uma intimidade cada vez major com o Senhor, para trazer para esta terra um pouco do céu de Deus”. “É uma oração que devemos fazer cotidianamente, porque nem sempre é fácil confiar-nos à vontade de Deus, repetir o “sim” de Jesus, o “sim” de Maria. As narrações evangélicas do Getsêmani mostram dolorosamente que os três discípulos, escolhidos por Jesus para estarem próximos dele, não foram capazes de vigiar com Ele, de partilhar a sua oração, a sua adesão ao Pai e foram envolvidos pelo sono”. “Caros amigos, peçamos ao Senhor para que sejamos capazes de vigiar com Ele na oração, de seguir a vontade de Deus todos os dias também quando se fala de Cruz, de viver uma intimidade sempre maior com o Senhor, de trazer para esta “terra” um pouco do “céu” de Deus. Obrigado”, concluiu o Santo Padre. #quartafeira #SantoPadre #Deus #ACI #Senhor #narra #ewtn #certeza #montemar #horror #aos #paulovi #BentoXVI #Ceia #Tiago #papabento #Jesus
- Manifestação de apoio aos bispos do Uruguai – Aborto Não!
Conferencia episcopal de Uruguay ceusecre@adinet.com.uy Diócesis de Salto, Obispo Mons. Pablo Jaime Galimberti Di Vietri obispadodesalto@adinet.com.uy Diócesis de Tacurembó, Obispo Mons. Julio César Bonino recepcióntbo@adinet.com.uy; ceutbo@adinet.com.uy; ceurivera@adinet.com.uy Diócesis de Melo, Obispo Mons. Heriberto Bodeant obispadodemelo@hotmail.com; vicariapastoralmelo@gmail.com; frmabbtd@adinet.com.uy Diócesis de Minas, obispo Mons. Jaime Rafael Fuentes obispojaime@gmail.com Diócesis de Maldonado, Obispo Mons. Rodolfo Wirz ceumaldo@adinet.com.uy Canelones, Obispo Mons. Alberto Sanguinetti Montero cancillería.can@adinet.com.uy; curiacan@adinet.com.uy Diócesis de Florida, Obispo Mons. Martín Pérez Scremini pescre1@yahoo.com.ar, mariboz@hotmail.com Arquidiócesis de Montevideo, Obispo Mons. Nicolas Domingo Cotugno Fanizzi vicariopastoral@gmail.com; secretariadjunta@arquidiocesis.net Diócesis de San Jose Mayo, Obispo Mons. Arturo Eduardo Fajardo Bustamente catsj@redfacil.com.uy Diócesis de Mercedes, Obispo Mons. Carlos María Collazzi obismerc@adinet.com.uy ==================================================== Conjunto de todos os e-mails ceusecre@adinet.com.uy; obispadodesalto@adinet.com.uy; recepciontbo@adinet.com.uy; ceutbo@adinet.com.uy; obispadodemelo@hotmail.com; vicariapastoralmelo@gmail.com; frmabbtd@adinet.com.uy; obispojaime@gmail.com; ceumaldo@adinet.com.uy; cancilleria.can@adinet.com.uy; curiacan@adinet.com.uy; pescre1@yahoo.com.ar; mariboz@hotmail.com; vicariopastoral@gmail.com; cancilleria@arquidiocesis.net; secretariadjunta@arquidiocesis.net; catsj@redfacil.com.uy; obismerc@adinet.com.uy; cancilleria@arquidiocesis.net; secretariadjunta@arquidiocesis.net; catsj@redfacil.com.uy; obismerc@adinet.com.uy; #galimberti #Maldonado #ceurivera #obispojaime #Rodolfo #curiacan #obispadodesalto #Episcopal #melo #Jaime #bustamente #ceutbo #Minas #yahoocomar #Alberto #cancilleria #cotugno #Youtube #montero #Bonino #juliocésar #Conferência #sanguinetti #Canelones #Aborto #adinet #wirz #Hotmail #net #ConferênciaEpiscopal #adinetcomuy #Gmail #Yahoo #Salto #can #Bodeant #Tacurembó #Heriberto #catsj #ceusecre #vicariapastoralmelo #frmabbtd #obismerc #vicariopastoral #mariboz #Obispo #eduardofajardo #Mons #Julio #pescre #recepcióntbo #vietri #com #Diócesis #desalto #Pablo #secretariadjunta #obispadodemelo #ceumaldo #redfacil #César
- Ex-lider gay converte a Jesus e deixa HOMOSSEXUALISMO.
Contudo, depois de ser vítima de intensas críticas e zombaria após sua conversão, Glatze decidiu “se retrair”, “ficar em silêncio” e “se preparar” por um tempo, mas agora diz que se sente compelido a dar seu testemunho de novo. Numa entrevista com LifeSiteNews.com (LSN), Glatze disse que, longe de ter voltado a seu velho estilo de vida (como muitos de seus críticos da comunidade homossexual disseram que ele faria), ele está “extremamente feliz, e apto a ter uma vida muito boa, normal e saudável”. Glatze começou a se identificar como homossexual com a idade de 20 anos. Depois disso ele fundou uma popular revista homossexual para jovens — Young Gay America — com pouco mais de 20 anos, e se tornou uma fonte para os meios de comunicação nacionalmente reconhecida em questões homossexuais aos 30 anos. Durante esse tempo, porém, ele começou a ter dúvidas sobre a homossexualidade, e em 2005, depois de uma década trabalhando no movimento homossexual, ele desistiu de tudo, decidindo que era “errado e imoral”. Pouco antes de deixar sua posição na revista, conforme ele relatou em 2007 quando revelou pela primeira vez acerca de sua conversão, ele escreveu em seu computador de escritório: “Homossexualidade é morte, e eu escolho vida”. Depois de anunciar sua conversão, Glatze diz que foi “duramente criticado por pessoas que não me conheciam ao ponto em que eu precisava me retrair, para entender melhor tudo o que eu estava discutindo”. “A fúria que vem dos indivíduos ‘gays’ contra pessoas como eu pode ser cruel e vil, e pode machucar”, ele disse para LSN. “Eles não param por nada para fazer me sentir envergonhado por minha atual posição acerca da homossexualidade, e tentar me fazer duvidar do que experimentei em minha vida”. “Cheguei ao ponto em que decidi ficar em ‘silêncio’, e recusar ofertas para falar, e me preparar”, disse ele. Desde então ele diz que “está confiando em Deus, e somente em Deus”. “Venho adorando viver uma vida relativamente normal”, disse ele. “Vou à igreja. Tenho namorado moças. E, continuo a entender as ramificações do pecado homossexual de forma cada vez mais profunda, e à medida que encontro outros presos nesse pecado, aprendo mais sobre a natureza humana, e observo minhas próprias experiências — comparando-as com o modo como eu poderia ter respondido ou reagido em certas situações apenas alguns anos atrás”. Agora pronto para compartilhar seu testemunho de novo, ele diz que insiste em fundamentar sua identidade em Deus, em vez de se definir de acordo com sua condição de “ex-gay”. “Não quero ser algum tipo de porta-voz que faz essa questão parecer exagerada acerca de mim”, ele explicou. “Há inúmeras pessoas que saíram do estilo de vida homossexual com êxito, largaram os hábitos do pecado homossexual e que têm vidas felizes e saudáveis”, ele continuou. Ele diz que foi edificado por “muitos, muitos e-mails de pessoas de várias partes do mundo que se identificaram com meu testemunho… que me incentivaram a prosseguir nesta caminhada, que estão felizes, que abandonaram a homossexualidade, deixando-a bem para trás, que têm filhos e que têm belas esposas”. “Parte do problema em ‘divulgar o testemunho’ é que estamos realmente apenas falando sobre a experiência humana normal”, disse ele. “Não é o tipo de coisa onde você sente a necessidade de investir horas de sua vida, correr e gritar ‘Gente, vocês precisam respirar o ar!’” A verdade é “óbvia”, explicou ele. “A heterossexualidade é a sexualidade humana normal, enquanto a homossexualidade é um desvio. Essas são coisas óbvias. O que é tão inovador é o modo como os ativistas estão tendo sucesso em turvar a realidade”. “Penso que enquanto os meios de comunicação perpetuarem o mito de que a homossexualidade não pode ser curada… quero continuar a espalhar a mensagem da verdade em oposição a essa mentira”, disse ele, “sustentado pelo fato de que estou mais feliz, mais confiante e muito mais saudável — e muito, muito menos gay — desde 2007 e os anos anteriores”. Veja informação, em inglês, Aqui #michaelglatze #boa #elite #ter #doisanos #suavida #vidamuito #aos #tornado #uma #younggayamerica #Tempo #gays #20anos #ondas #Humana #sexualidade
- Dom Gómez preside Missa por 54 milhões de bebês mortos pelo aborto nos EUA
ACI/EWTN Noticias) O Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), presidiu uma Missa de réquiem pelos mais de 53 milhões de bebês abortados nesse país desde que a Corte Suprema legalizou o aborto com a sentença Roe vs Wade em 1973. Em sua homilia na Catedral de Nossa Senhora de Los Angeles no sábado 21 de janeiro, o Arcebispo assinalou que “não podemos jamais deixar de fazer que o mundo saiba a verdade” já que a humanidade das pessoas não é uma “verdade religiosa ou católica” e sim uma “verdade da biologia e da ciência”. O Prelado criticou a sentença da Corte Suprema que em 1973 deu ao estado a potestade de reger os direitos das pessoas. As palavras do Arcebispo foram pronunciadas um dia depois de que a administração Obama anunciasse que não ampliará a isenção para os grupos religiosos que se opõem ao pagamento de planos de seguro médico para seus empregados que incluem esterilização e anticoncepcionais, inclusive os de efeito abortivo. Dom José Gómez se referiu ao Evangelho do dia, que narra a fuga ao Egito da Sagrada Família para evitar que o Menino Jesus fosse assassinado logo que o rei Herodes ordenou acabar com todos os pequenos varões com menos de dois anos. O Arcebispo alentou a rezar aos Santos Inocentes pelo estado da Califórnia e pelos Estados Unidos, e advertiu que ainda “existem Herodes” que aceitam e promovem a injustiça do aborto. “O rei Herodes é um símbolo de todos os governantes e todas as forças de nosso mundo que temem e estão ciumentos de Deus… representa todos os que querem expulsar Deus do mundo e erradicá-lo da memória da sociedade”, disse o Prelado. O amparo da vida humana, precisou logo, “é vital para a civilização porque em uma criança e na família vemos o amor de Deus”. Deste modo exortou os presentes a serem “guardiães do direito à vida” como São José quando respondeu à voz de Deus que lhe pediu partir para o Egito. “Precisamos dizer ao mundo as boas notícias deste Menino, que o Filho de Deus se fez carne no seio de Maria e que cada filho de uma mãe pode ser o filho de Deus”, concluiu. #Herodes #Senhora #Roe #presidiu #sábado #serem #réquiem #sentença #Verdade #Deus #Egito #Rei #Nossa #doisanos #ACI #biologia #Menino #Unidos #evangelhododia #Wade #Suprema #nesse #ANGELES #roevswade #SagradaFamília #Corte #Aborto #José #deixar #sua #Notícias #família #ewtn #Homilia #Dom #LOS #legalizou #ao #não #logo #meninojesus #deste #Filho #saiba #Catedral #fazer #Catolica #omenino #boas #uma #pessoas #janeiro #omundo #esim #dia #jan #assinalou #cortesuprema #amparo #com #Prelado #deu #Missa #Gómez #Humanidade #Arcebispo
- Cientistas ateus?
Outro falso mito que “corre solto” é que os cientistas não acreditam em Deus. Em si, o fato não teria nada de mais, já que encontramos ateus de todas as profissões e de todas as categorias sociais. Este mito tem, na verdade, pretensões maiores do que parece à primeira vista: quer dar a entender que todas as pessoas verdadeiramente inteligentes e esclarecidas não aderem às “fábulas” ou aos “mitos” religiosos; e os cientistas, esses “homens geniais”, levados pelas demonstrações da sua ciência, chegaram à conclusão inevitável de que Deus simplesmente não existe. Nada mais distante da verdade; um conhecimento superficial da vida de alguns cientistas poderia dar uma impressão desse tipo, mas um estudo mais profundo mostra sempre que os contados casos de ateísmo são muito mais uma conseqüência de circunstâncias ou de problemas pessoais do que uma atitude decorrente de conclusões científicas. De fato, até hoje ninguém apresentou nenhum argumento verdadeiramente sério sobre a inexistência de Deus, e muito menos baseado em conclusões científicas. É um fato que houve cientistas que foram ateus ou que abandonaram a prática da religião, como por exemplo Madame Curie, polonesa de origem, nascida e educada na religião católica, que se desinteressou da religião ao ficar abalada pela morte da mãe. Só temos a dizer que é uma pena. Por outro lado, ao longo de toda a história, poderíamos citar uma quantidade enorme de cientistas e de filósofos que acreditavam em Deus, que viveram a sua religião ou até mesmo eram pessoas de comunhão diária, como Pasteur. Muitos deles, além disso, manifestaram as suas convicções publicamente, em mais de uma oportunidade. Descartes e Galileu morreram como bons cristãos, com todos os sacramentos; Leibniz escreveu uma obra denominada Teodicéia (“Justificação de Deus”) contra o ateísmo. Platão e Aristóteles, sobre os quais não pesa a “suspeita” de serem considerados cristãos ou católicos, já que viveram antes de Cristo, apresentaram inúmeras provas da existência de Deus, com argumentos puramente racionais. Em Newton e Kepler encontramos almas profundamente cristãs, que não tiveram o menor receio de falar de Deus nos seus escritos. Mendel, o iniciador da genética, fez as suas experiências com ervilhas nos terrenos do mosteiro de que era abade. Copérnico, reintrodutor moderno do sistema heliocêntrico, era clérigo. Para não alongarmos demasiado o texto com explicações, apresentamos a seguir depoimentos de alguns cientistas sem acrescentar-lhes maiores comentários e restringindo-nos somente a alguns que já fazem parte da história. (1) Citações extraídas do folheto Gott existiert, reproduzidos em Pergunte e Responderemos, ano XXIX, n. 316, setembro de 1988. 1. Isaac Newton (1642-1727), fundador da física clássica e descobridor da lei da gravidade: “A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”. 2. William Herschel (1738-1822), astrônomo alemão, descobridor do planeta Urano: “Quanto mais o campo das ciências naturais se dilata, tanto mais numerosas e irrefutáveis se tornam as provas da eterna existência de uma Sabedoria criadora e todo-poderosa”. 3. Alessandro Volta (1745-1827), físico italiano, descobridor da pilha elétrica e inventor, cujo nome deu origem ao termo voltagem: “Submeti a um estudo profundo as verdades fundamentais da fé, e […] deste modo encontrei eloqüentes testemunhos que tornam a religião acreditável a quem use apenas a sua razão”. 4. André Marie Ampère (1775-1836), físico e matemático francês, descobridor da lei fundamental da eletrodinâmica, cujo nome deu origem ao termo amperagem: “A mais persuasiva demonstração da existência de Deus depreende-se da evidente harmonia daqueles meios que asseguram a ordem do universo e pelos quais os seres vivos encontram no seu organismo tudo aquilo de que precisam para a sua subsistência, a sua reprodução e o desenvolvimento das suas virtualidades físicas e espirituais”. 5. Jons Jacob Berzelius (1779-1848), químico sueco, descobridor de inúmeros elementos químicos: “Tudo o que se relaciona com a natureza orgânica revela uma sábia finalidade e apresenta-se como produto de uma Inteligência Superior […]. O homem […] é levado a considerar as suas capacidades de pensar e calcular como imagem daquele Ser a quem ele deve sua existência”. 6. Karl Friedrich Gauss (1777-1855), alemão, considerado por muitos como o maior matemático de todos os tempos, também astrônomo e físico: “Quando tocar a nossa última hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso trabalho apenas pudemos pressentir”. 7. Agustin-Louis Cauchy (1789-1857), matemático francês, que desenvolveu o cálculo infinitesimal: “Sou um cristão, isto é, creio na divindade de Cristo como Tycho Brahe, Copérnico, Descartes, Newton, Leibniz, Pascal […], como todos os grandes astrônomos e matemáticos da antigüidade”. 8. James Prescott Joule (1818-1889), físico britânico, estudioso do calor, do eletromagnetismo e descobridor da lei que leva o seu nome: “Nós topamos com uma grande variedade de fenômenos que […] em linguagem inequívoca falam da sabedoria e da bendita mão dO Grande Mestre das obras”. 9. Ernest Werner von Siemens (1816-1892), engenheiro alemão, inventor da eletrotécnica e que trabalhou muito no ramo das telecomunicações: “Quanto mais fundo penetramos na harmoniosa dinâmica da natureza, tanto mais nos sentimos inspirados a uma atitude de modéstia e humildade; […] e tanto mais se eleva a nossa admiração pela infinita Sabedoria, que penetra todas as criaturas”. 10. William Thompson Kelvin (1824-1907), físico britânico, pai da termodinâmica e descobridor de muitas outras leis da natureza: “Estamos cercados de assombrosos testemunhos de inteligência e benévolo planejamento; eles nos mostram através de toda a natureza a obra de uma vontade livre e ensinam-nos que todos os seres vivos são dependentes de um eterno Criador e Senhor”. 11. Thomas Alva Edison (1847-1931), inventor, com mais de 2.000 patentes, entre elas a da lâmpada elétrica: “Tenho […] enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus!”. 12. Guglielmo Marconi (1874-1937), físico italiano, inventor do telégrafo sem fio, prêmio Nobel em 1909: “Declaro com ufania que sou homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto não só como fiel cristão, mas também como cientista”. 13. John Ambrose Fleming (1849-1945), físico britânico, descobridor da válvula e do diodo: “A grande quantidade de descobertas modernas destruiu por completo o antigo materialismo. O universo apresenta-se hoje ao nosso olhar como um pensamento. Ora, o pensamento supõe a existência de um pensador”. 14. Arthur Eddington (1882-1946), físico e astrônomo britânico: “A física moderna leva-nos necessariamente a Deus”. 15. Max Plank (1858-1947), físico alemão, criador da teoria dos quanta, prêmio Nobel em 1928: “Para onde quer que se estenda o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre ciências naturais e religião, antes encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências naturais e religião não se excluem mutuamente, como hoje em dia muitos pensam e receiam, mas completam-se e apelam uma para a outra. Para o crente, Deus está no começo; para o físico, Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão”. 16. Albert Einstein (1879-1955), físico judeu alemão, criador da teoria da relatividade, prêmio Nobel em 1921: “Todo o profundo pesquisador da natureza deve conceber uma espécie de sentimento religioso, pois não pode admitir que seja ele o primeiro a perceber os extraordinariamente belos conjuntos de seres que contempla. No universo, incompreensível como é, manifesta-se uma inteligência superior e ilimitada. A opinião corrente de que sou ateu baseia-se num grande equívoco. Quem a quisesse depreender das minhas teorias científicas, não teria compreendido o meu pensamento”. 17. Carl Gustav Jung (1875-1961), suíço, um dos fundadores da psicanálise: “Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão da sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por terem perdido aquilo que uma religião viva sempre deu aos seus adeptos, e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”. 18. Werner von Braun (1912-1977), físico alemão radicado nos Estados Unidos e naturalizado norte-americano, especialista em foguetes e principal diretor técnico dos programas da NASA (Explorer, Saturno e Apolo), que culminaram com a chegada do homem à lua: “Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos da natureza tais que já não precisamos de crer em Deus. Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e religião são, pois, irmãs, e não pólos antitéticos”. E: “Quanto mais compreendemos a complexidade da estrutura atômica, a natureza da vida ou o caminho das galáxias, tanto mais encontramos razões novas para nos assombrarmos diante dos esplendores da criação divina”. Será mesmo que todos os cientistas são ateus? Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus #WernervonBraun #serem #Deus #pela #primeiravista #JohnAmbroseFleming #AgustinLouisCauchy #madamecurie #ArthurEddington #descartes #WilliamThompsonKelvin #ErnestWernervonSiemens #ThomasAlvaEdison #Galileu #JonsJacobBerzelius #ao #GuglielmoMarconi #KarlFriedrichGauss #CarlGustavJung #AlessandroVolta #todosos #WilliamHerschel #JamesPrescottJoule #IsaacNewton #AlbertEinstein #AndréMarieAmpère #MaxPlank
- Contra o aborto, os católicos devem ser a voz dos que não têm voz.
ACI/EWTN Noticias) O arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), Mons. José H. Gomez disse que com a ameaça do aborto, os católicos devem ser a voz dos que não têm voz: os recem nascidos. Em seu artigo intitulado “Defender a Verdade Sobre a Vida”, e publicado hoje no jornal arquidiocesano de Los Angeles em espanhol Vida Nueva, o Prelado de origem mexicana disse que “somos chamados a ser uma voz para aqueles que não têm voz. Somos chamados para ajudar a nossa sociedade a ver que cada vida humana desde a concepção até a morte natural é sagrada e preciosa para Deus. ” No artigo no qual analisa as consequências da sentença Roe versus Wade da Suprema Corte dos Estados Unidos que em 1973 que legalizou o aborto neste país, o arcebispo recordou que “como católicos, nós celebramos o Deus da vida. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Jesus deu à sua Igreja uma missão e a cada um de nós o direito de proclamar o Evangelho da vida”. Devido aos questionamentos de alguns sobre o papel da Igreja que “erro” contra o aborto, Dom Gomez lembrou que esta questão “é um assunto de verdade e de princípios básicos . A verdade é a verdade, seja reconhecida ou não por nossa sociedade”. “Para ilustrar um caso semelhante, o arcebispo recorda a luta para derrotar a escravidão americana “, teve que ir muito longe, e permitir que muitas gerações e vidas inocentes fossem perdidas antes que esta nação visse finalmente a verdade sobre a humanidade e a plena dignidade dos afro- americanos. ” Diante dessa realidade, o arcebispo expressou sua esperança de que um dia os americanos “também começarão a ver a verdade sobre a humanidade dos fetos e do embrião humano. É apenas uma questão de tempo. Talvez em anos, talvez em décadas. Mas o tempo virá. Porque esta é a verdade. ” “E não é uma verdade ” religiosa “o aborto não é apenas uma questão” católica “, disse ele. O Arcebispo de Los Angeles, em seguida, descreveu que “o nosso país foi fundado sobre uma verdade moral: que todos os homens e mulheres são criados iguais e nascem com os direitos dados por Deus à vida, a liberdade e à busca da felicidade” . “Roe versus Wade colocou ao revés esta bela verdade. O Supremo Tribunal, com efeito, disse que nossos direitos não vêm de Deus, mas são concedidos pelo governo, tribunais e órgãos legislativos.” O Arcebispo Gomez ressaltou que “o direito à vida é o fundamento de todos os direitos de liberdades em nossa sociedade”, depois que ele finalmente anunciou que no sábado 21 janeiro celebrerá uma missa na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos por todas as crianças abortadas, e convidou todos os fiéis a participar dela. #americanos #apenasuma #Roe #seu #Verdade #Evangelho #disse #publicado #supremacorte #Deus #Ele #Nossa #Somos #ACI #Origem #Direito #artigo #Unidos #Wade #ANGELES #otempo #afro #tem #erro #Aborto #recem #intitulado #José #sua #devem #Notícias #ewtn #São #LOS #mexicana #Devido #não #Vida #jornal #sociedade #talvez #Nueva #uma #roeversuswade #Tempo #Americana #hoje #questão #Igreja #jan #ameaça #Espanhol #Mons #Defender #fetos #com #Prelado #Humana #analisa #Gómez #arquidiocesano #Humanidade #Arcebispo
- O Fundamentalismo Ateu
Uma reflexão sobre o valor das religiões, por Ives Gandra Martins SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Oferecemos aos nossos leitores, um interessante artigo que nos enviou *Ives Gandra da Silva Martins, advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro; uma reflexão sobre o valor das religiões. *** O FUNDAMENTALISMO ATEU Voltávamos,Francisco Rezeke eu, de uma posse acadêmica em Belo Horizonte, quando ele utilizou a expressão “fundamentalismo ateu” para referir-se ao ataque orquestrado aos valores das grandes religiões que vivemos na atualidade. Lembro-me de conversa telefônica que tive com o meu saudoso e querido amigo Octávio Frias, quando discutíamos um editorial que estava para ser publicado, sobre Encíclica do Papa João Paulo II, do qual discordava quanto a alguns temas. Argumentei que a Encíclica era destinada aos católicos e que quem não o era, não deveria se preocupar. Com sua inteligência, perspicácia e bom senso Frias manteve o editorial, mas acrescentou a observação de que o Papa, embora cuidando de temas universais, dirigia-se, fundamentalmente, aos que tinham a fé cristã. Quando fui sustentar, pela CNBB, perante a Suprema Corte, a inconstitucionalidade da destruição de embriões para fins de pesquisa científica – pois são seres humanos, já que a vida começa na concepção -, antes da sustentação fui hostilizado, a pretexto de que a Igreja Católica seria contrária a Ciência e que iria falar de religião e não de Ciência e de Direito. Fui obrigado a começar a sustentação informando que a Academia de Ciências do Vaticano tinha, na ocasião, 29 Prêmios Nobel, enquanto o Brasil até hoje não tem nenhum, razão pela qual só falaria de Ciência e de Direito. Mostrei todo o apoio emprestado pela Academia às experiências com células tronco adultas, que estavam sendo bem sucedidas, enquanto havia um fracasso absoluto nas experiências com células tronco embrionárias. E, de lá para cá, o sucesso com as experiências, utilizando células tronco adultas, continua cada vez mais espetacular. Já as pesquisas com células embrionárias permanecem no seu estágio “embrionário”. Trago estas reminiscências, de velho advogado provinciano, para demonstrar minha permanente surpresa com todos aqueles que, sem acreditarem em Deus, sentem necessidade de atacar permanentemente os que acreditam nos valores próprios das grandes religiões, que como diz Toynbee,em seu “Estudoda História”, terminaram por conformar as grandes civilizações. Por outro lado, Thomas E. Woods Jr., em seu livro “Como a Igreja Católica construiu a civilização Ocidental” demonstra que, além dos fantásticos avanços na Ciência realizados por sacerdotes cientistas, a Igreja ofereceu ao mundo moderno o seu maior instrumento de cultura e educação, ou seja, a Universidade. Aos que direcionam esta guerra atéia contra aqueles que vivenciam a fé cristã e cumprem seu papel, nas mais variadas atividades, buscando a construção de um mundo melhor, creio que a expressão do ex-juiz da Corte de Haia é adequada. Só não se assemelham aos “fundamentalistas” do Próximo Oriente, porque não há terroristas entre eles. Num Estado, o respeito às crenças e aos valores de todos os segmentos da sociedade é a prova de maturidade democrática, como, aliás, o constituinte colocou, no artigo 3º, inciso IV, da C.F, ao proibir qualquer espécie de discriminação. *IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, é advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro; acadêmico das: Academia Internacional de Cultura Portuguesa, Academia Cristã de Letras e Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP; Professor Emérito das universidades Mackenzie, CIEE/O, ECEME e Superior de Guerra – ESG; Professor Honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia); Doutor Honoris Causa da Universidade de Craiova (Romênia) e Catedrático da Universidade do Minho (Portugal). #CNBB #ateu #supremacorte #Ele #tinha #SãoPaulo #BELO #Deveria #Academia #joãopaulo #Martins #jurista #dasilva #uma #Ives #fins #Advogado #fundamentalismo #Nobel #bomsenso
- Acreditar e converter-se
Fonte: Encontro com o Bispo Será que isso já aconteceu? Olhando à nossa volta constatamos que o mundo vive em contínuo desassossego. Não existe paz, a justiça não se realiza muitas vezes, os pobres são em maior número, a fome continua a crescer em todo o planeta e a ambicionada alegria não aparece. Mas, para se poder fazer a experiência desta alegria são exigidas duas condições propostas por Jesus: arrepender-se e acreditar no Evangelho, nessa «boa notícia» trazida por Ele. O arrependimento ou conversão, implica uma mudança radical do modo de pensar dos homens. Ao converter-se, a sua lógica, regida pelos próprios interesses, começa a seguir o pensamento de Deus e não se coloca a si mesmo como o centro das atenções, mas sim nas necessidades dos irmãos. Depois desta conversão, é necessário acreditar. Ter fé não consiste em intelectualizar aquilo que Jesus disse, ou simplesmente conhecer o que Ele fez, mas exige uma adesão ousada e absoluta à sua proposta de vida. Vemos grande parte de nós, os cristãos, sairmos tristes das celebrações. O que nos impede de ter essa explosão de alegria que a «boa notícia» de Jesus trouxe? Talvez o fato de ainda não termos conseguido a coragem suficiente para nos convertermos e acreditarmos no Evangelho e no chamamento do Mestre. No Evangelho de hoje nos é apresentado o seguimento dos discípulos ao chamamento de Jesus. Tal convocação continua a ser dirigida permanentemente a cada homem para que seja seu discípulo. O nosso batismo foi o início e sinal desse caminho vocacional, que não se destina apenas a padres e freiras, mas a todos os cristãos. O caminho não se apresenta fácil, pois o Senhor exige que seja constante a disposição do discípulo para amar e sacrificar-se pelos irmãos. Assim como o chamamento dos primeiros discípulos não foi feito enquanto eles rezavam mas no decurso normal das suas ocupações diárias, também a nossa chamada se verifica nas ocasiões mais banais da vida quotidiana. Tomar consciência desse fato é motivo de agradecimento e louvor por tão grande honra alcançada sem mérito algum de nossa parte, mas por dom gratuito de Deus. Jesus procura os discípulos e convida-os a ficarem com Ele, não para que aprendam uma lição, mas para experimentarem, em Sua companhia, como se doa a própria vida pelos irmãos. Para ser cristão não basta conhecer as fórmulas do catecismo e apenas recitar orações. É necessário averiguar-se a capacidade de seguir Cristo em todos os momentos: quando nos é exigida paciência, quando devemos ser humildes, quando nos comprometemos a amar um nosso inimigo, quando nos é ordenado deixar o nosso egoísmo para ajudar os demais nesta vida de tão curta duração no tempo. Pedro, André, Tiago e João responderam logo à chamada, deixando tudo para O seguir. Aos ninivitas, de que nos fala a primeira leitura, foram dados quarenta dias para receberem ou rejeitarem o convite à conversão. Aos seus discípulos, Jesus não concede prazo algum. A resposta tem de ser pronta e materializada em renúncias concretas daquilo que são as realidades terrenas, a que se deve dar o justo valor, como nos adverte S. Paulo na segunda leitura. É por isso que os cristãos devem estar dispostos a aceitar renúncias corajosas por amor dos irmãos, pois esse amor vale mais que todos os bens materiais que são caducos, apenas o amor permanece para sempre. A todo o discípulo é exigido este desapego total e imediato. Nada o pode impedir de seguir a Cristo. Até os afetos mais sagrados, como o tido pelos familiares, pela profissão, pela garantia econômica e social, ou desejo de não perder os amigos devem ser abandonados se estiverem em confronto com a vida a que Jesus chama. #termos #boa #Evangelho #Deus #sim #ter #volta #otempo #tempos #aquilo #fome #talvez #uma #grandeparte #omundo #Jesus #vinda #fato
- Relação entre estudo teológico e vida interior
Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Ora, dessa excessiva separação entre estudo e oração, seguem-se muitos defeitos: os sacrifícios e as dificuldades que não raro se encontram nos estudos, não são mais considerados como uma penitência salutar, nem são adequadamente ordenados a Deus; assim, por vezes sobrevêm fadigas e fastio, sem que delas se tire nenhum fruto religioso. Por outro lado, por vezes se encontra no estudo o deleitamento natural, que poderia ser ordenado a Deus, em espírito de fé viva, mas que não raro permanece puramente natural, sem qualquer fruto para a alma religiosa. Santo Tomás fala desses dois desvios na IIa IIae, q. 166, onde trata da virtude da estudiosidade ou da aplicação aos estudos, que deve ser governada pela caridade, contra a curiosidade desordenada e contra a preguiça, a fim de que se estude o que convém, como convém, quando e onde convém e, sobretudo, para que se estude com o espírito e o fim mais apropriado para melhor conhecer o próprio Deus e para a salvação das almas. Mas, para evitar os defeitos acima, opostos um ao outro, é bom lembrar-se de como nosso estudo intelectual pode ser santificado, considerando, em primeiro lugar, o que recebe a vida anterior do estudo retamente ordenado; em seguida, e por outro lado, o que o estudo da Sagrada Teologia pode cada vez mais receber da vida interior. Na união destas duas atividades de nossa vida, verifica-se o princípio: “Causae ad invicem sunt causae, sed in diverso genere“; há entre elas uma relação de mútua causalidade e de prioridade verdadeiramente admirável. O que a vida interior deve ao estudo A vida interior, pelo estudo da teologia, é preservada sobretudo de dois graves defeitos: subjetivismo, na piedade, e particularismo. O subjetivismo, no que toca a piedade, hoje comumente chamado de “sentimentalismo”, é uma certa afetação de amor, desprovida do verdadeiro e profundo amor de Deus e das almas. Este defeito provém do fato de prevalecer na oração a inclinação natural da nossa sensibilidade, conforme a índole de cada um. Prevalece alguma emoção da sensibilidade que, por vezes, é expressa com algum lirismo, mas que carece do sólido fundamento da verdade. Hoje, muitos psicólogos incrédulos, como Bergson, na França, acreditam ainda que o misticismo católico provenha da prevalência de alguma nobre emoção que nasceria no subconsciente e que, em seguida, se exprimiria nas idéias e nos juízos dos místicos. Mas permaneceria sempre a dúvida sobre a verdade real destes juízos que nasceram sob a pressão do subconsciente e do sentimento. Ao contrário, nossa vida interior deve estar fundada na verdade divina. Isto, de certo, já ocorre pela própria fé infusa, fundada na autoridade de Deus que a revela. Mas o estudo bem ordenado em muito ajuda à bem conhecer em que propriamente consistem as verdades da fé, independentemente de nossas disposição subjetivas. O estudo ajuda sobretudo a formar uma reta noção sobre as perfeições de Deus, sobre Sua bondade, misericórdia, amor, justiça e ainda sobre as virtudes infusas, sobre a verdadeira humildade, religião e caridade, não permitindo a mistura de emoções não fundadas na verdade. Por essa razão, Santa Teresa, como a própria afirma em seuLivro da Vida, capítulo 13, muito recebeu das conferências dos bons teólogos, para que não se desviasse da senda da verdade nas enormes dificuldades. Nosso estudo bem orientado liberta nossa vida interior, não apenas do subjetivismo, mas também do particularismo, que provém do influxo excessivo de certas idéias, particulares de algum tempo ou região, que após uns trinta anos já se mostrarão obsoletas. Em tempos passados, prevaleceram certas idéias ou filosofias que hoje já não agradam; assim ocorre a cada geração; surgem sucessivas opiniões e admirações que passam com a figura do mundo, enquanto permanece a palavra de Deus, da qual o justo deve viver. Assim, o estudo bem ordenado verdadeiramente conserva, na vida interior, a devida objetividade,sobre todos os desvios da sensibilidade e a universalidade, fundada naquilo que sempre e por toda a parte a Igreja ensinou. E assim, cada vez mais percebemos que as verdades mais altas, mais profundas e mais vitais nada mais são que as verdades elementares do Catolicismo, desde que profundamente examinadas e tornadas objeto de quotidiana meditação e contemplação. Assim são as verdades enunciadas no Pai Nosso, assim as da primeira linha do catecismo: “Para que fostes criado? Para conhecer Deus, amar a Deus, servir a Deus e assim obter a vida eterna”. Assim, igualmente, cada vez mais se mostra a verdade fundamental de todo Cristianismo: Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho unigênito. É coisa de máxima importância viver profundamente destas verdades, sem nenhum desvio do subjetivismo, sentimentalismo ou particularismo de qualquer tempo ou região. Nisso, também, nossa vida interior tem muito a receber do bom estudo; e este é o ótimo fruto da penitência que se encontra nas dificuldades do estudo, e fruto muito mais precioso do que o deleitamento natural, que pode existir no labor intelectual não suficientemente santificado ou ordenado a Deus. No estudo diligente, governado pela caridade, verifica-se de modo notável esta proposição comum: se são amargas as raízes da ciência, seus frutos são mais doces e excelentes. Não se trata aqui da ciência que incha, mas daquela que, sob o influxo da caridade e da virtude da estudiosidade,verdadeiramente edifica. A vida interior, portanto, é pelo estudo preservada de muitos desvios, para que permaneça objetiva, e verdadeiramente fundada na doutrina que sempre e em toda parte se transmitiu. Mas há, por outro lado, um influxo da vida interior no estudo da Sacra Teologia. O que o estudo da teologia deve à vida interior Não raro este estudo fica sem vida, quer na parte positiva, quer na especulativa e abstrata. Muitas vezes falta nele o espírito alto e o influxo das virtudes teologais e dos dons da inteligência e da sabedoria. Por conseqüência, o saber teológico muitas vezes não é aquela “ciência saboreada” da qual fala Santo Tomás na primeira questão da Suma Teológica. Não raro nossa mente estaciona nas próprias fórmulas dogmáticas, na sua análise conceitual, nas conclusões deduzidas, e não costuma, por essas fórmulas, penetrar no mistério da fé, para saboreá-lo espiritualmente e para dele viver. Convém dizer isto porque muitos santos que não puderam fazer tantos estudos como nós,penetraram muito mais profundamente nestes mistérios da fé. Assim, São Francisco de Assis, Santa Catarina de Sena, São Bento-José Labré e muitos outros que certamente não fizeram de modo abstrato e especulativo a análise conceitual dos dogmas da Encarnação, da Redenção, da Eucaristia, nem deduziram as conclusões teológicas que conhecemos e que, no entanto, mais profundamente e com santo realismo tiraram destes mistérios vida abundante. Pelas fórmulas, atingiram a própria realidade divina vitalmente nas sombras da fé. Como diz Santo Tomás (IIa IIae, q. 1, a. 2 ad 2m): “O Ato do que crê não se termina no enunciável, mas na coisa“, no mistério revelado. Mesmo sem a grande graça da contemplação, muitos ótimos cristãos, pela via da humildade e da abnegação, penetram, à seu modo, na profundidade destes mistérios. E se isto se verifica nestes ótimos fiéis, por mais forte razão deve se verificar nos religiosos e sacerdotes que verdadeiramente compreenderam a grandeza de sua vocação. A cada dia, os sacerdotes devem celebrar o santo sacrifício com fé mais firme, esperança mais viva e caridade mais ardente, para que sua comunhão eucarística seja, quase todo dia, mais substancialmente fervente, e para que sua caridade não apenas se conserve, mas cresça cada vez mais. Muito a propósito, diz Santo Tomás no seu Comentário a Epístola aos Hebreus, X, 25: “O movimento natural, quando mais se aproxima do fim, mais se acelera. É o contrário do movimento violento (p. ex., uma pedra lançada para o alto). Ora, a graça nos inclina como uma segunda natureza. Portanto (assim como a velocidade da pedra que cai é crescente) aqueles que estão na graça, quanto mais se aproximam do fim, tanto mais devem crescer”, pois quanto mais se aproximam de Deus, mais são por Ele movidos ou atraídos, assim como a pedra que cai é atraída pelo centro da terra. Assim, se crescesse diariamente nossa vida interior, exerceria uma influência muito fecunda em nosso estudo, que se tornaria mais vívido a cada dia. O estudo e a vida de oração, pois, são causa um do outro em bela harmonia. Qual é o fruto deste influxo mútuo? Quando um sacerdote tem uma grande e sólida vida interior, sua teologia sempre se torna mais vívida. E depois que este teólogo tiver descido da fé para estudar pontos particulares da teologia, desejará retornar à fonte, ou seja, subir da teologia, estudada em pontos particulares, para o alto cume da fé. O teólogo é como o homem que nasceu em um monte (Monte Cassino, por exemplo) e depois desceu para o vale para conhecer com exatidão suas particularidades; por fim, este homem quis retornar para o seu alto monte para contemplar do alto todo o vale com um só olhar. Existem homens que amam mais as planícies, outros, com efeito, mais amam os montes; “mirabilis Deus in altis suis” [Sl 92, 2] Deste modo, deve o bom teólogo respirar diariamente o ar dos montes e nutrir a si mesmo do Símbolo dos Apóstolos e, ao final das missas, do Prólogo do Evangelho de S. João, que é como uma síntese de toda a revelação cristã. Deve igualmente viver todo dia, de modo mais elevado, do Pai Nosso, das beatitudes evangélicas e de todo o Sermão da Montanha, que é como uma síntese de toda a ética cristã em sua admirável elevação. Quando a alma do sacerdote é, como convém, uma alma de oração, então ela é inclinada, desde a sua vida interior, a procurar na teologia, ora dogmática, ora moral, aquilo que é mais vívido e fecundo. Então, com efeito, sob o influxo dos dons da inteligência e da sabedoria, a fé se torna mais penetrante e saborosa. Então, na doutrina cristã aparecem as belíssimas meia-luzes, ou harmonias entre as luzes e as sombras, que, como o claro-escuro na pintura, cativam o intelecto e são o objeto da contemplação dos santos. Por exemplo, todas as grandes questões sobre a graça são, pouco a pouco, reduzidas a estes dois princípios: por um lado, “Deus não manda o impossível, mas ao mandar, aconselha que faças o que podes e peças o que não podes”, como diz S. Agostinho, citado pelo Concílio Tridentino (Denz. 804) contra os protestantes. Por outro lado, porém, contra os pelagianos e semipelagianos, “Quem te distingue? E o que tens que não recebestes.” 1 Cor 4, 7, ou, como diz Santo Tomás: Dado que o amor de Deus é causa da bondade das coisas, nada seria melhor que nada, se não fosse mais amado por Deus (Ia. q. 20, a. 3). Estes dois princípios, considerados isoladamente, são claros e certíssimos, mas sua conciliação íntima é sem dúvida muito obscura, pela elevada obscuridade que provém da luz excessiva. Para enxergar esta íntima conciliação, seria necessário ver como se conciliam intimamente, na eminência da Divindade, a infinita Justiça, a infinita Misericórdia e a suprema Liberdade. Igualmente, para dar outro exemplo, com o progresso da vida interior, torna-se cada vez mais evidente a profundidade do tratado sobre a Encarnação redentora e, sobretudo, os motivos da Encarnação do Filho de Deus, “O qual, por amor de nós, os homens, e para nossa salvação, desceu dos Céus”. Do mesmo modo, sob o influxo da vida de oração, torna-se mais vívido o tratado sobre a Eucaristia e, entre as várias opiniões acerca da essência do sacrifício da Missa, cada vez mais se sobressai a doutrina do Concílio de Trento (Denz. 940): “Uma única e a mesma é a vítima, e o que agora se oferece por meio do ministério dos sacerdotes, é o mesmo que então se ofereceu a si mesmo na cruz, sendo unicamente distinta a maneira de oferecer-se“. Cristo mais e mais aparece como osacerdote principal, sempre pronto para interceder por nós, especialmente na Missa, cujo valor, por isso, é infinito. Assim, pouco a pouco se encontram, nos Concílios, as mais preciosas pedras adamantinas e, igualmente, na Suma Teológica, progressivamente se manifestam os princípios capitais ou artigos mais altos, que são como as montanhas mais elevados pelos quais se conhecem toda a cadeia de montanhas. Se, verdadeiramente, em espírito de fé, oração e penitência, nossa mente se dedicasse ao estudo da teologia, então a nós se aplicariam estas palavras de Santo Tomás (IIa IIae 188, 6): “A doutrina e a pregação devem ser derivadas da plenitude da contemplação“, até certo ponto, como a pregação dos Apóstolos depois de Pentecostes. A Teologia, assim compreendida, é de grande importância para o ministério das almas. Ela própria forma profundamente o espírito para julgar sabiamente, conforme a mente de Cristo e da Igreja; para exortar as almas à perfeição segundo princípios verdadeiros, p. ex., para mostrar que, a par do preceito supremo: “Ama teu Deus de todo o teu coração…” todos cristãos devem tender à perfeição da caridade, cada qual conforme a medida de sua condição. E não podemos chegar a esta plena perfeição da vida cristã sem vivermos profundamente dos mistérios Encarnação redentora e da Eucaristia, sem penetrar neles e sem os saborear pela fé ilustrada pelos dons de inteligência e sabedoria. Para isto, é de grande ajuda, com efeito, o estudo da teologia, desde que retamente ordenada, não à nossa satisfação, mas ao maior conhecimento de Deus e à salvação das almas. Assim, mais e mais poderão se verificar em nós aquelas belas palavras do Concílio Vaticano (Denz. 1796), que encerram como que uma definição da Sacra Teologia: “A razão ilustrada pela fé, quando busca cuidadosa, pia e sobriamente, alcança, por dom de Deus, alguma inteligência, e muito frutuosa, dos mistérios, ora por analogia do que naturalmente conhece, ora pela conexão dos mistérios mesmos entre si e com o fim último do homem… “. O estudo da sagrada teologia, por vezes difícil, árduo, mas frutuoso, a tal ponto dispõe nossas mentes à luz da contemplação e da vida, que é como que uma introdução e um certo começo da vida eterna. (Extr. de “De Deo Uno”, Desclée de Brouwer et Cie, Paris pp. 30-34. Tradução: PERMANÊNCIA) Fonte: http://permanencia.org.br/drupal/node/413. #cap48 #fonte #demais #Deus #duas #Nossa #pela #desses #aos #curiosidade #seguida #iiae #suma #spiritusparaclitus #Alma #vidaanterior #iia #dois #fala
- Dom Lorenzo Baldisseri: JMJ 2013 superará todas as estimativas
ACI) O novo Secretário da Congregação para os Bispos, Dom Lorenzo Baldisseri, falou dos preparativos para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro, em 2013, e de suas expectativas para o grande evento. “Eu estive presente no momento de lançamento, no início da peregrinação dos Símbolos da JMJ pelo Brasil, que aconteceu em setembro de 2011, em São Paulo. Foi magnífico. Soube depois que, em poucos dias de peregrinação, mais de 500 mil pessoas haviam acolhido a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, uma coisa extraordinária. Isso mostra o quanto o povo brasileiro está vivendo a preparação da a Jornada Mundial da Juventude”, disse dom Lorenzo Baldisseri à Radio Vaticano se referindo a peregrinação dos Símbolos por São Paulo. Falando sobre sua expectativa para a participação popular, Dom Lorenzo afirmou que o evento superará todas as estimativas. “Eu creio que será um evento tão grande, que superará todas as expectativas. Se em Madri contou com a participação de dois milhões de pessoas, no Brasil será, certamente, quatro ou cinco milhões. Porque não é só o Brasil, com sua população imensa e proporção continental, mas haverá toda a mobilização da América Latina”. Sobre a participação do papa Bento XVI, dom Lorenzo Baldisseri disse que a JMJ de 2013 será “um banho de espiritualidade”, e uma “benção da parte desta Jornada”, para com o povo do Brasil. “Com a presença do Santo Padre, o papa Bento XVI, estamos preparando aqui, sobretudo a arquidiocese do Rio de Janeiro, anfitriã oficial, um grande espetáculo que será um sucesso, dando um entusiasmo, não só aos jovens, que são os atores principais, mas também a todo o povo de Deus. “Podemos dizer que a JMJ dará um impulso muito forte a evangelização do país”, finalizou o Secretário da Congregação para os Bispos. #Baldisseri #Senhora #Símbolos #SantoPadre #disse #PapaBentoXVI #Mundial #Peregrinação #Deus #início #Nossa #ACI #haviam #falou #Congregação #acolhido #extraordinária #RádioVaticano #superará #acontecerá #américalatina #riodejaneiro #XVI #sua #Novo #São #jornadamundial #Dom #Papa #RIO #mundialdajuventude #Jornada #não #aconteceu #bispos #foi #evento #expectativa #uma #Setembro #magnífico #secretário #lorenzo #janeiro #coisa #mostra #juventude #jan #Paulo #próxima #Cruz #será #Roma #Soube #povo #com #JMJ #participação #ícone #lançamento #Bento
- Gays têm direito a ser heterossexuais outra vez, diz Richard Cohen
ACI/EWTN Noticias) O autor do livro “Compreender e sanar a homossexualidade” e ex-gay, Richard Cohen, pediu que se respeite o direito das pessoas que depois de anos vivendo como homossexuais decidiram retornar à heterossexualidade, e deixar de lado os ataques e a intolerância. Cohen se referiu aos ataques que o grupo LGBT lançou na Espanha contra a editorial Libros Libres por publicar uma nova versão da obra. “Acredito que este é um assunto de direitos humanos sobre liberdade de expressão. Reitero que os gays e as lésbicas que são felizes têm direito a viver as suas vidas. Esperaria que eles respeitassem os direitos de outros que desejam explorar uma saída para homossexualismo. Pratiquemos tolerância, diversidade e igualdade para todos”, expressou o autor em uma entrevista publicada pelo jornal colombiano El Tiempo no dia 8 de janeiro. Na entrevista, Cohen –casado e com três filhos–, recordou que “de acordo com a Associação de Psicólogos Americanos, as pessoas não necessariamente nascem com atração para o mesmo sexo”. “Ninguém nasce essencialmente com sentimentos homossexuais e ninguém tampouco escolhe sentir atração para o mesmo sexo. Há muitas razões para sentir esta atração (…). Nunca é uma coisa só. Influi a criação dos pais, ou a percepção que tem o filho dessa criação. Sob a atração para o mesmo sexo há dois fatores primários: traumas não resolvidos do passado e uma necessidade legítima de amor proveniente do mesmo gênero”, afirmou. Depois de assinalar que respeita a comunidade homossexual, Cohen indicou que para que uma pessoa possa “resolver seu homossexualismo não desejado e completar seu sonho de ser heterossexual”, deve estar “realmente interessado em mudar”. “Quando alguém identifica e resolve as dores do passado e experimenta amor de uma maneira saudável e não sexual com pessoas do mesmo gênero, então de maneira natural começam a emergir desejos heterossexuais. Isto eu experimentei em carne própria e vi como milhares transformaram suas vidas com o programa”, assegurou. “Vivi essa vida e me dava conta de que não era para mim. Não foi fácil. Muitos me disseram: ‘Você nasceu gay’, mas sabia que isso não era certo”, afirmou. Cohen disse que agora vive plenamente sua vida heterossexual e não se sente atraído por outros homens. “Converti-me em terapeuta para ajudar a outros como eu. Para que saibam que há esperança, que é possível, que se eu pude, eles também podem”, afirmou. Nesse sentido, assegurou que das pessoas que vão à Fundação Internacional para a Sanação 85 por cento saem curados. “Mas isto só funciona se a pessoa o deseja. Levamos 21 anos nisto e já temos escritórios no México”. #mesmo #Richard #homossexualidade #livro #traumas #Cohen #seu #atração #Acredito #Washington #heterossexualidade #assegurou #retornar #assunto #ACI #Direito #sanar #maneira #versão #tem #pediu #liberdade #deixar #Notícias #respeite #LGBT #ewtn #criação #passado #Espanha #não #afirmou #pessoa #eltiempo #referiu #gênero #homossexualismo #dc10 #Libros #gayrichard #uma #sexo #washingtondc #expressão #jan #decidiram #lançou #vivendo #nova #sentimentos #com #richardcohen #intolerância #istoe #Reitero #dois #isto #compreender #heterossexual #ninguém
- Professor faz Crucificado seguindo os dados do Santo Sudário
O professor Miñarro disse à BBC Brasil que, embora tenha privilegiado a “exatidão matemática”, “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”. “A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas ela reproduz com fidelidade a cena do Calvário”, completou. Miñarro levou mais de dois anos para concluir sua obra. O escultor não trabalhou só. Ele presidiu o trabalho de um grupo de cientistas que levaram adiante uma investigação multidisciplinar do Sudário de Turim. O crucificado é o único “sindônico” no mundo, pois reflete até nos mais mínimos detalhes os múltiplos traumatismos do corpo estampado no Santo Sudário. A imagem representa um corpo de 1,80 metros de altura, de acordo com os estudos no Sudário feitos pelas Universidades de Bolonha e Pavia. Os braços e a Cruz formam um ângulo de 65 graus. A Coroa de Espinhos tinha forma de casco, cobrindo toda a cabeça, e foi feita com jujuba “ziziphus jujuba”, uma espécie de espinheiro cujas agulhas não se dobram. A pele apresenta exatamente o aspecto de uma pessoa morta há uma hora. O ventre aparece inchado por causa da crucifixão. O braço direito aparece desconjuntado pelo fato do crucificado se apoiar nele à procura de ar durante a asfixia sofrida na Cruz. O polegar das mãos está virado para dentro, reação do nervo quando um objeto atravessa a munheca. A escultura reflete também a presença de dois tipos de sangue: o vertido antes da morte e o derramado post mortem. Também aparece o plasma da ferida do costado, de que fala o Evangelho. A elaboração destes pormenores foi supervisionada por hematologistas. A pele dos joelhos está aberta pelas quedas e pelas torturas. Há grãos de terra incrustados na carne que foram trazidos de Jerusalém. As feridas são típicas das produzidas pelos látegos romanos, que incluíam bolas de metal com pontas recurvadas para rasgar a carne. Não há zonas vitais do corpo atingidas pelos látegos porque os verdugos poupavam essas partes para que o réu não morresse na tortura. A maçã do rosto do lado direito está inchada e avermelhada pela ruptura do osso malar. Por fim, embaixo da frase em hebraico “Jesus Nazareno, rei dos judeus”, a tradução em grego e em latim está escrita da direita para a esquerda, erro habitual naquela época e naquela região. A escultura esteve exposta na igreja de São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha, e saiu em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa. Com os mesmos critérios e técnicas, Miñarro está criando outras imagens que representam a Nosso Senhor em diferentes momentos de sua dolorosa Paixão. Isaías 53 “Ele era desprezado, o último dos homens, um homem de dores; experimentado nos sofrimentos; o seu rosto estava encoberto; era desprezado, e por isso nenhum caso fizeram dele. “Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas fraquezas, e ele mesmo carregou com as nossas dores; nós o reputamos como um leproso, como um homem ferido por Deus e humilhado. “Mas foi ferido por causa das nossas iniqüidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e nós fomos sarados com as suas pisaduras.” (Isaías 53, 2-5). Fonte: Ciência Confirma a Igreja #provar #dezanos #postmortem #Ele #aparece #morta #JesusCristo #Senhor #Sevilha #braçodireito #ventre #pessoa #aspecto #universidade #Espanhol #nosso #pele #umahora #bbc
- Estudo comprova que homossexuais não “nasceram assim”
Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Na verdade, há um monte deles por aí. A pesquisa provando que é possível um homossexual corrigir sua situação foi publicada em uma revista científica. Tendo sido conferida pelos próprios interessados, isso invalida uma velhaca e irritante objeção alardeada pelo conluio de desviados sexuais. Stanton L. Jones e Mark A. Yarhouse publicaram no Journal of Sex and Marital Therapy um estudo estatístico sobre mudança de orientação sexual por meios religiosos (Vol. 37, páginas 404-427). Apesar de os ativistas homossexuais insistirem em que a mudança de orientação é impossível, e que a tentativa de alteração é prejudicial, estes pesquisadores descobriram que de fato o oposto é que é verdadeiro. No passado, a Associação Americana de Psicologia (APA) enfiou os dedos nos próprios ouvidos, e estupidamente entoou: “A homossexualidade não pode ser mudada – os riscos potenciais da terapia reparadora são grandes, incluindo depressão, ansiedade e comportamento autodestrutivo”. Mas ela está absolutamente errada. Jones e Yarhouse acompanharam durante 6 a 7 anos 61 indivíduos que completaram o trabalho de terapia reparadora com a Exodus International. Desses 61 homens e mulheres, 53% tiveram resultados bem sucedidos. Vinte e três por cento conseguiram uma conversão bem sucedida para a heterossexualidade, tanto na orientação como na funcionalidade, enquanto outros 30% alcançaram castidade comportamental bem como substancial “des-identificação” com a orientação homossexual (vinte por cento abandonaram o processo e aderiram totalmente à identidade homossexual). Quanto a ser prejudicial o próprio tratamento, na média o sofrimento psicológico não aumentou, e para muitos houve melhorias significativas. Os autores têm o cuidado de advertir contra projeções exageradas com base em suas pesquisas, mas evidentemente suas descobertas são uma dramática recusa para o estribilho de que a mudança é impossível, e que a própria tentativa de mudança é prejudicial. Os autores ressaltam algumas atitudes a tomar. Uma delas é que, sendo a mudança de orientação sexual claramente possível, a decisão de pessoas que procuram mudá-la deve ser respeitada e sustentada. Quais as probabilidades de ser confrontado pela comunidade homossexual com algo assim: “Já tomei minha decisão, não me confunda com os fatos”? A probabilidade está entre mínima e nenhuma, pois a esquerda é profundamente anti-científica, e sua reação a essas descobertas será previsivelmente anti-científica. Da mesma forma, se os defensores do homossexualismo fossem honestos e acatassem os resultados da pesquisa científica, deixariam agora de invalidar a terapia corretora para pessoas interessadas em corrigir de orientação sexual. Infelizmente, o compromisso cego, irracional e emocional deles com a própria agenda torna isso impossível, exceto para os poucos dentre eles que não são preconceituosos. Um desses poucos não preconceituosos é Nicholas Cummings, ex-presidente da American Psychological Association. Quando os pesquisadores publicaram seus resultados preliminares no livro “Ex-gays?”, Cummings afirmou: “Este estudo abriu novos caminhos […] e abre novos horizontes para a investigação. […] Esperei mais de trinta anos por este estudo refrescante, penetrante”. Em seguida passou a referir-se ao livro como “leitura obrigatória” para os terapeutas, conselheiros e psicólogos acadêmicos. Essas descobertas refletem o que afirmou, em 2003, o psiquiatra Dr. Robert Spitzer, de Columbia, depois de estudar 200 ex-homossexuais que obtiveram algum grau de mudança: “As alterações que se seguiram à terapia reparadora não se limitaram ao comportamento sexual e ao reconhecimento da própria orientação sexual. Abrangeram atração sexual, excitação, fantasia, desejo, como também o sentir-se incomodado por sentimentos homossexuais. São mudanças que abrangem os principais aspectos da orientação sexual”. Estas observações do Dr. Spitzer são particularmente importantes, pois foi ele quem liderou a campanha política que em 1973 retirou a homossexualidade da lista oficial de transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria. A APA vai ter que atualizar seu website, pois contém esta declaração cientificamente incorreta: “Até esta data, não houve nenhuma pesquisa científica adequada para demonstrar que a terapia que visa mudar a orientação sexual […] é segura ou eficaz”. Bem, agora existe a “pesquisa cientificamente adequada” para mostrar que a mudança é possível. Será que a APA vai afinal entrar no século 21 e admitir isso? Não alimente grandes esperanças. O próprio procurador-geral, Eric Holder, está confinado na mentalidade depressiva e anti-ciência dos fundamentalistas, pois sustentou em fevereiro acreditar que “a orientação sexual é uma característica imutável”. Parece que precisamos de um novo procurador-geral. Última linha: A mudança de orientação sexual é possível, e este estudo é a prova. Deixemos para trás a insensatez biológica e psicológica de que homossexuais “nascem assim”, e que nada se pode fazer sobre isso. Tanto a Sagrada Escritura quanto a investigação científica dizem algo muito diferente. *** Por Bryan Fischer Traduzido de: http://www.renewamerica.com/columns/fischer/111027 #COMPORTAMENTO #processo #Homens #desses #journalofsexandmaritaltherapy #Fotos #passado #markayarhouse #diz #Americana #exodusinternational #Mulheres #ansiedade #estes #stantonljones #ela
- Cartas de um demônio ao aprendiz
Meu Caro Vermebile, Compreendo o que você diz sobre guiar o seu paciente em suas leituras e também fazer de tudo para que ele sempre tenha encontros com seu amigo materialista. Mas você não está sendo um pouquinho ingênuo nesta tarefa? Parece-me que você vê a argumentação como a melhor arma para mantê-lo afastado do Inimigo (Deus). Isso até seria aceitável, se seu paciente tivesse vivido alguns séculos atrás. Naquele tempo, os humanos sabiam muito bem quando algo havia sido provada ou não. Em caso afirmativo, os homens a aceitavam e mudavam sua maneira de agir e de pensar, somente seguindo uma corrente de raciocínio. No entanto, devido à imprensa semanal e a armas semelhantes, alteramos bastante este contexto. Parta do princípio que seu paciente já se acostumou desde criança a ter uma dúzia de filosofias diferentes dançando em sua cabeça. Ele não usa o critério de “VERDADEIRO” ou “FALSO” para classificar cada doutrina que lhe apareça (seja do Inimigo ou nossa), e sim, ele verifica se a doutrina é “Acadêmica” ou “Prática”, “Antiquada” ou “Atual”, ” Aceitável” ou “Cruel”. O jargão, e não a argumentação lógica, é o seu melhor aliado para lhe afastar da Igreja. Não perca tempo tentando levá-lo a acreditar que o Materialismo seja verdadeiro (sabemos que não é). Faça-o pensar que ele é algo sólido, ou óbvio, ou audaz – enfim, que é a Filosofia do Futuro! Este é o tipo de coisas que lhe despertarão a atenção. Percebo que você tem intenções produtivas, mas há um problema muito grande quando tentamos persuadir o paciente a passar para nosso lado pelo emprego de argumentos e lógica: isto conduz toda a luta para o campo do Inimigo (Deus), ele também sabe argumentar muito bem (e melhor do que nós). Por outro lado, no que diz respeito à propaganda prática (ainda que falsa) que lhe sugeri, Ele tem se mostrado por séculos bem inferior ao Nosso Pai lá de Baixo. Pela pura argumentação, você despertará o raciocínio do paciente; uma vez que a razão dele desperte, quem poderia prever o resultado? Veja que perigo! Mesmo que uma cadeia de raciocínio lógico possa ser torcida de modo a nos favorecer, isso tende a acostumar o paciente ao hábito fatal de questionar as coisas, analisando as mesmas com visão geral, e desviando-se das experiências ditas “concretas”, que na verdade são apenas experiências sensíveis e imediatas. Sua maior ocupação deve ser portanto a de prender a atenção da vítima de modo a jamais se libertar da corrente do “Se eu vejo, creio!”. Ensine-o chamar esta corrente “Vida Real”, e jamais deixe-o perguntar a si próprio o que significa “Real”. Lembre-se: ele não, como você, um espírito puro. Como você já mais foi humano (E abominável a vantagem do Inimigo neste ponto) você não percebe o quanto os humanos são escravizados à rotina. Certa vez, tive um paciente, ateu convicto, que costumava fazer pesquisas no Museu Britânico. Certo dia, enquanto ele lia, notei que em sua mente um pensamento tentava levá-lo para o caminho errado. Com efeito, o Inimigo ali estava ao seu lado, naquele momento. Em um piscar de olhos, vi o meu trabalho de vinte anos começando a desmoronar. Se tivesse entrado em pânico e tentado argumentar, eu estaria irremediavelmente perdido. Mas não fui tolo a esse ponto! Recordei da parte da vítima que mais estava sob meu controle e lembrei-lhe que estava na hora de almoçar. O Inimigo acho lhe fez uma contra-sugestão (você bem sabe como é difícil acompanhar aquilo que Ele lhes diz) de que a questão que lhe surgira na mente era mais importante do que o alimento. Penso ter sido essa a técnica do Inimigo porque quando lhe disse “Basta! Isto é algo muito importante para se meditar num final de manhã…”, vi que o paciente ficou satisfeito. Assim, arrisquei dizer: “E muito melhor se você voltar ao assunto depois do almoço e estudar o problema com cabeça mais fresca. Não havia acabado a frase e ele já estava no meio do caminho para a rua. Na rua, a batalha estava ganha. Mostrei-lhe um jornaleiro gritando “Olha o Jornal da Tarde”, e o Ônibus No.73 que ia passando, e antes que ele tivesse dado muitos passos, eu o tinha convencido de que sejam lá quais forem as idéias extraordinárias que possam vir à mente de alguém trancado com seus livros, basta uma dose de “Vida Real” (que ele entendia como o ônibus e o jornaleiro gritando) para persuadi-lo que “Aquilo Tudo” não podia ser verdade de jeito nenhum. A vítima escapara por um fio, e anos mais tarde, gostava de se referir àquela ocasião como “senso inarticulado de realidade, que é o último salva-vidas contra as aberrações da simples lógica”. Hoje, ele está seguro, na Casa de Nosso Pai. Começa a perceber ? Graças a processos que ensinamos em séculos passados, os homens acham quase impossível crer em realidades que não lhes sejam familiares, se estão diante de seus olhos fatos mais ordinários. Insista pois em lhe mostrar o lado comum das coisas. Acima de tudo, não faça qualquer tentativa de usar a Ciência (digo, a verdadeira) como defesa contra o Cristianismo. Certamente, as Ciências o encorajariam a pensar em realidades que a visão e o tato não percebem. Tem havido tristes perdas para nós entre os cientistas da Física. Se a vítima teimar em mergulhar na Ciência, faça tudo que você puder para dirigi-la para estudos econômicos e sociais, acima de tudo, não deixe que ela abandone a indispensável “Vida Real”. Mas o ideal é não deixar que leia coisa alguma de Ciência alguma, e sim lhe dar a idéia de que já sabe de tudo e que tudo que ele assimila das conversas nas “rodinhas” são resultados das “descobertas mais recentes”. Não se esqueça que sua função é confundir a vítima. Pela maneira como alguns de vocês, diabos inexperientes falam, poderiam até pensar (que absurdo!) que nossa função fosse ensinar! Afetuosamente, seu tio, Fitafuso. LEWIS, C.S., Cartas de um diabo ao seu aprendiz. [Tradução revista por Silva Mendes] 1a. Edição. EUA. HARPERCOLLINS UK, 1990. #lutapara #fonte #baixo #Deus #ter #filosofias #filosofia #meu #ao #arma #diz #Tempo #Propaganda #esim #spiritusparaclitus #contexto #Pai
- Você é curioso? Saiba o que diz São Tomás sobre o assunto
Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus São Tomás de Aquino, no seu tratado sobre a temperança[1], aborda um assunto ao mesmo tempo, tão interessante e agradável quanto atraente e fascinante: a curiositas. Analisemos o pensamento do doutor angélico a respeito de tal questão. Em primeiro lugar, São Tomás distingue dois tipos de curiositas. Uma é aquela que diz respeito ao conhecimento intelectual e outra é aquela que toca no conhecimento sensitivo. O Aquinate, com a sua natural clareza e simplicidade, nos mostra que sendo o objeto a conhecer alheio às nossas necessidades espirituais e conveniências terrenas, pode facilmente ser nocivo à alma. Em outras palavras, o afã de conhecimento pelo mero prazer de dilatar nossa inteligência, pode levar à perversão do indivíduo, pois o aparta de seu fim último que é Deus Nosso Senhor. Num segundo momento, o Teólogo indica os principais defeitos da curiositas, a saber: 1º) Quanto ao aspecto intelectual, é um vício o desejo de conhecer as coisas pelo mero prazer pessoal de autoprojeção ou, pior ainda, quando esse “conhecer” leva a pessoa a se considerar outro deus. Uma verdadeira abominação, contrária à reta razão. Nesse caso, o sujeito se esquece que a verdade capital é amar a Deus sobre todas as coisas e, mediante isso, salvar a própria alma. Resultado: há uma degringolada rápida e fatídica no abismo do intelectualismo, nascendo daí o ateísmo, ou seja, a negação da existência de Deus. 2º) Quanto aos sentidos, existe nos indivíduos uma natural tendência para querer conhecer as coisas que os rodeiam. Depois do pecado original, tais coisas podem facilmente converter-se em supérfluas ou até prejudiciais para a alma – por exemplo, um olhar indiferente que excita a concupiscência – nesse caso a curiosidade se transforma num vício, pois penetra no conhecimento para deturpá-lo. Cabe ressaltar que, muitas das vezes, as coisas criadas se apresentam de maneira apática e neutra, porém, no campo das tendências, podem exercer uma grande influência sobre os indivíduos, arrastando-os para o erro e a corrupção. Resumindo, muitas vezes nos preocupamos com futilidades e tolices, colocando-as no centro de nossas vidas, em detrimento do próprio Deus que é nossa causa primeira e fim último. Dele viemos e para Ele iremos! De que adianta interessar-se pelas criaturas e esquecer-se do Criador?! [1] Pensamento tomista sobre a temperança e a curiosidade tratado na Suma Teológica II-II questões 161 e 167. Fonte: Revista Lumen Veritatis Link: http://ittanoticias.arautos.org/?p=864 #mesmo #conhecer #Analisemos #fascinante #Doutor #angélico #fonte #nocivo #penetra #pois #seu #respeito #Aquino #podem #sensitivo #Paraclitus #Deus #vício #Nossa #assunto #agradável #outra #Fim #pensamento #nesse #Hernán #aborda #temperança #outraspalavras #Apostolado #pode #prazer #num #São #último #aos #curiosidade #teologia #Tomás #uma #diz #interessante #Tempo #aquela #primeiro #questão #tais #tão #quanto #abismo #Alma #conhecimento #tomásdeaquino #atraente #facilmente #com #Cosp #aquinate #Spiritus
- A Igreja Primitiva era Católica ou Protestante?
Fonte: Veritatis Splendor Para estas religiões, o responsável pelos erros que se acumularam no decorrer dos séculos é, quase sempre, o catolicismo. Já a religião que “resgatou a verdade” varia de acordo com o gosto do freguês: luteranismo, calvinismo, pentecostalismo, espiritismo, etc. De uma certa forma, mesmo as religiões esotéricas, a Teologia da Libertação, a maçonaria e (pasmen!) o próprio islamismo bebe desta “teoria do resgate”. O motivo do universal acatamento desta “teoria” é o fato de que, para o homem, é muito difícil, diante dos ensinamentos de Jesus Cristo, e da santidade fulgurante dos primeiros cristãos, negar, seja a validade daqueles ensinamentos, seja a beleza desta santidade. Portanto, as pessoas precisam acreditar que, de uma certa forma, se vinculam a Jesus Cristo e às primeiras comunidades cristãs, ainda que não diretamente. Mas igualmente, é muito difícil para o orgulho humano aceitar que este genuíno cristianismo existe, intocado, dentro do catolicismo. Aceitá-lo, para todos os grupos não católicos, seria aceitar que estão errados e que, muitas vezes, combateram contra o verdadeiro cristianismo. Desta forma, a “teoria do resgate” é a maneira mais fácil para que um não-católico possa considerar-se um “verdadeiro discípulo de Cristo” sem ter que reconhecer os erros e heresias que professa. O problema básico de todos estes grupos é que existem inúmeros escritos dos cristãos primitivos e, por meio de tais escritos é que alguém, afinal de contas, pode saber em que criam e em que não criam os cristãos primitivos. E estes escritos são uma devastadora bomba a implodir todos os grupos que ousaram a se afastar da barca de Pedro. Eles solenemente atestam que o cristianismo primitivo permanece intacto dentro do catolicismo. Assim (ironia das ironias), os adeptos da “teoria do resgate”, freqüentemente, para defender o que julgam ser a fé dos cristãos primitivos, são obrigados a desconsiderar todo o legado destes primitivos cristãos. O protestantismo é o mais solene exemplo de tudo o quanto acima dissemos. Em nosso artigo “Como o protestantismo pode ser um retorno às origens da fé?”, já expusemos como o protestantismo não confessa a fé que os primeiros cristãos confessaram, fé esta que receberam dos Santos Apóstolos. Quem estuda com seriedade as origens da fé e a história da Igreja, insistimos, sabe que a tão referida Igreja Primitiva, é na verdade a Igreja Católica dos primeiros séculos. Neste presente artigo, gostaríamos de lançar a seguinte pergunta: teria sido o cristianismo primitivo uma união de confissões protestantes ou uma única confissão católica? Sabemos que o Protestantismo ensina que todos os crentes em Jesus formam a Igreja de Cristo. Desta forma, não interessa se o crente é da Assembléia de Deus, se é Luterano e etc; são crentes em Jesus e fazem parte da Igreja Invisível de Cristo, mesmo confessando doutrinas diferentes. Curiosamente (e este é um paradoxo insuperável desta “eclesiologia” chã e rastaqüera), apenas os católicos é que não fazem parte deste “corpo invisível”, ainda que confessemos que Jesus Cristo é o Senhor do Universo. O protestantismo, como percebe o leitor, é algo bastante curioso… Aqui é importante que o leitor não confunda doutrina com disciplina. O fato de na Assembléia de Deus os homens sentarem em lugar distinto das mulheres em suas assembléias, e o fato dos Luteranos não adotarem esta prática, não é divergência de doutrina entre estas confissões, mas de disciplina. A divergência de doutrina nota-se pelo fato dos primeiros não aceitarem o batismo infantil e os segundos aceitarem. Isto é para citar um exemplo. A doutrina é a Verdade Revelada, é o núcleo da fé, é o que nunca pode mudar. A disciplina é a forma como a doutrina é vivida, e é o que pode mudar, desde que não fira a doutrina. Uma análise completa de como seria o passado do Cristianismo se ele tivesse sido protestante exigiria a escrita de um livro. Então, neste artigo vamos apenas verificar a questão das resoluções tomadas pela Igreja Primitiva a fim de combater o erro, isto é, as heresias. Ao longo da história, a Igreja se deparou com sérios problemas doutrinários. Muitos cristãos confessavam algo que não estava de acordo com a fé recebida pelos apóstolos. A primeira heresia que a Igreja teve que combater a fim de conservar a reta fé foi a heresia judaizante. Os primeiros convertidos á fé Cristã eram Judeus, que criam que a observância da Lei era necessária para a Salvação. Quando os gentios (pagãos) se convertiam a Cristo, eram constrangidos por estes cristãos-judeus a observarem a Lei de Moisés. Os apóstolos se reúnem em Concílio para decidir o que deveria ser feito sobre esta questão. Em At 15, o NT dá testemunho que os apóstolos acordaram que a Lei não deveria ser mais observada. E escreveram um decreto obrigando toda a Igreja a observar as disposições do Concílio. Veja-se este Concílio de uma maneira mais pormenorizada. Haviam dois lados muito bem definidos em disputa, cada qual contando com um líder de enorme expressão. O primeiro destes lados era o já citado “partido dos judaizantes”, que tinha, como sua cabeça, ninguém menos do que São Tiago, primo de Jesus Cristo e a quem foi dado o privilégio de ser Bispo da Igreja Mãe de Jerusalém. Contrário a este partido, havia o que advogava que, ao cristão, não se poderia impor a Lei de Moisés, visto que o sacrifício de Jesus Cristo era suficiente e bastante para a salvação de quem crê. Como cabeça deste grupo, estava São Paulo, o mais influente apóstolo de então, a quem Deus havia dado o privilégio de “visitar o terceiro céu”, e de conhecer coisas que, a nenhum outro ser humano, foi dado conhecer. Dois grupos muito fortes, com líderes extremamente influentes. Realiza-se o Concílio num clima de muita discussão. Estavam em jogo a ortodoxia e a salvação da alma de todos nós. No concílio, foram estabelecidas duas coisas muito importantes, de naturezas diversas. Em primeiro lugar, São Pedro afirmou que os cristãos não estavam obrigados à observância da lei, definindo um ponto de doutrina imutável e observado por todos os cristãos até hoje (At 15, 7-8). Aliás, a liberdade cristã, vitoriosa neste Concílio, é o ponto de partida de toda a teologia protestante. Não deixa de ser curioso o fato de que este núcleo teológico acatado por todos eles foi definido, solenemente, pelo primeiro Papa, muito embora eles afirmem que o Papa não tem poder para definir coisa alguma… Pouco depois, São Tiago sugeriu, juntamente com a proibição de uniões ilegítimas, a adoção de normas pastorais (a saber: a abstinência de carne imolada aos ídolos, e de tudo o que por eles estivesse contaminado),o que foi aceito por todos e imposto aos cristãos. Tais normas, hoje não são seguidas. Por que? Nós católicos temos o argumento de que tais normas eram disciplinares e não doutrinárias, e que a Igreja Católica que foi a Igreja de ontem com o tempo as revogou; assim como uma mãe que aplica normas disciplinares a um filho quando é criança e não as utiliza mais quando o filho se torna um adulto. E qual o argumento dos protestantes por não observarem tais normas. Não deixa de ser curioso o fato de que não existe uma revogação bíblica destas normas, e, portanto, os protestantes (adeptos da ?sola scriptura?) deveriam observá-las. No entanto, não as observam. Revogaram-nas por conta própria. E, ainda por cima, nos acusam de “doutrinas antibíblicas”… Nada mais antibíblico, dentro do tenebroso mundo da ?sola scriptura”, do que não seguir as normas de At 15, 19-21… Bem, prossigamos. Este Concílio, portanto, foi exemplar por três motivos: a) narra uma intervenção solene de São Pedro, acatada por todos e obedecida até pelos protestantes hodiernos, ilustrando a infalibilidade papal; b) narra a instituição de uma norma de fé por todo o concílio (qual seja: a abstenção de uniões ilegítimas), igualmente seguida por todos até hoje, o que ilustra a infalibilidade conciliar; c) narra a instituição de normas pastorais, que se impuseram aos cristãos e que deixaram, com o tempo de serem seguidas, muito embora constem da Bíblia sem jamais terem sido, biblicamente, revogadas (o que, por óbvio, não cabe dentro do “sola scriptura”). Ao fim do Concílio, portanto, e de uma certa forma, os dois lados estavam profundamente desgostosos. Em primeiro lugar, o grupo dos judaizantes teve que aceitar a tese de São Paulo como sendo ortodoxa. Afinal, São Pedro em pessoa o afirmara e, diante das palavras dele, a opinião de São Tiago não tinha lá grande importância. Como católicos que eram, curvaram-se, assim como o próprio São Tiago se curvou. Imaginemos se fossem protestantes. Afirmariam que não há base escriturística para a afirmação de São Pedro. Que, sem versículos bíblicos (do cânon de Jerusalém, ainda por cima!), não acatariam aquela solene definição dogmática. Que São Pedro, sendo uma mera “pedrinha”, não tinha poder de ligar e de desligar coisa nenhuma, muito embora Jesus houvesse dito que ele o tinha. Afirmariam, ainda, que todos os cristãos são iguais, e que, portanto, São Tiago era tão confiável quanto São Pedro, pelo que a palavra deste não poderia prevalecer sobre a daquele, principalmente quando todas as Escrituras diziam o contrário. Por fim, criariam uma nova Igreja. A Igreja do Apóstolo Tiago, verdadeiramente cristã, alheia aos erros do papado desde o princípio. Imaginemos, agora, o lado dos discípulos de São Paulo. É verdade que sua tese saiu vitoriosa do Concílio, mas, em compensação, tiveram que acatar as normas pastorais de cunho nitidamente judaizante. Como bons católicos que eram, entenderam que a Igreja foi constituída pastora de nossas almas e que, portanto, tais normas eram de cumprimento obrigatório. Imaginemos, agora, se fossem protestantes. Afirmariam que São Paulo teve uma “experiência pessoal” com Jesus e que, nesta experiência, o Senhor lhe dissera que ninguém deveria se preocupar com o que come ou com o que bebe. Além disto, a experiência cristã é, eminentemente, espiritual e não pode sem conspurcada ou auxiliada por coisas tão baixas como a matéria (muitos protestantes, na mais pura linha gnóstica, têm horror a tudo o que é material). Portanto, este Concílio estava negando a verdade cristã, pelo que não se sentiriam obrigados a coisa alguma nele definida. Acabariam, finalmente, fundando uma nova Igreja. A “Igreja Em Cristo, Somos Mais do que Livres”, ou “Igreja Deus é Liberdade.” Este foi o primeiro concílio da Igreja. Realizado por volta do ano 59 d.C., e narrado na Bíblia. Portanto, é “cristianismo primitivo” para protestante nenhum botar defeito! Neste ponto, perguntamos: os protestantes realizam concílios para resolverem divergências doutrinárias? Sabemos que não. Então, como os protestantes podem avocar um pretenso retorno ao “cristianismo primitivo” se não resolvem suas pendências como os primitivos cristãos? Somente por aí já se percebe que a “teoria do resgate” não passa de uma desculpa de quem, orgulhosamente, não quer aderir à Verdade. Portanto, se a Igreja Primitiva tivesse sido protestante, como defendem alguns, este concílio não se realizaria. Primeiro que não se incomodariam se alguns cristãos confessam algo diferente, pois para os protestantes, o que importa é a fé em Cristo. A doutrina não importa, o que importa é a fé. Se você tem fé e foi batizado está salvo. Não é assim no protestantismo? Em segundo lugar, supondo a realização do concílio, como já se viu acima, nem os cristãos judaizantes nem os discípulos de São Paulo não adotariam as disposições do Concílio em sua inteireza. E então não haveria de forma alguma uma só fé na Igreja. Verificamos que então que a fé primitiva não era protestante, era católica; por isto eles sabiam que deveriam obedecer a Igreja pois criam que Cristo a fundou para os guiar na Verdade (cf. 1Tm 3,15), assim como nós católicos cremos. Tanto é assim que, nos séculos que se seguiram, os “cristãos primitivos” continuaram resolvendo suas pendências doutrinárias segundo o modelo de At 15. Concílios ecumênicos e regionais se sucederam por toda a história da cristandade, sempre acatados e respeitados. Alguns deles (vá entender!) são acatados e respeitados até pelos protestantes. Depois da heresia judaizante, a ortodoxia (reta doutirna) cristã teve que combater as seguintes heresias: gnosticismo, montanismo, sabelianismo, arianismo, pelagianismo, nestorianismo, monifisismo, iconoclatismo, catarismo, etc. Para saber mais sobre estas heresias ler artigo “Grandes Heresias”. Este mesmo artigo nos mostra como muitas destas heresias se revitalizaram nas seitas protestantes, que, assim, embora aleguem um retorno ao “crsitianismo primitivo”, acabam por encampar doutrinas anematizadas por estes mesmos cristãos primitivos. Como costumamos dizer, a coerência não é o forte do protestantismo… O fato é que graças á realização dos Concílios Ecumênicos ou Regionais, graças aos decretos Papais, e à submissão dos primeiros cristãos aos ensinamentos do Magistério da Igreja, é que foi possível que houvesse uma só fé na Igreja antes do século XVI (antes da Reforma). Foi pelo fato da Igreja antiga ser Católica, que as palavras de São Paulo (“uma só fé” cf. Ef 4,5) puderam se cumprir. Se a Igreja Antiga fosse protestante, simplesmente, o combate às heresias não teria acontecido, e com toda certeza nem saberíamos no que crer hoje. O mundo protestante só não e mais confuso porque recebeu da Igreja Católica a base de sua teologia. Como ensinou São Paulo: “A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (cf. 1Tm 3,15). Foi assim para os primeiros cristãos e assim continua para nós católicos. Assim como no passado, continuamos obedecendo aos apóstolos (hoje são os bispos da Igreja, legítimos sucessores dos apóstolos) pois continuamos crendo que Jesus fundou sua Igreja nos ensinar a Verdade através dela. Se isto foi verdade no passado, necessariamente é verdade agora e continuará sendo sempre. Estude as origens da fé, procure saber sobre os Escritos patrísticos e descubra a Verdade, assim como nós do Veritatis Splendor, que somos ex-protestantes (em sua maioria) descobrimos. Não rotulem, conheçam. “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. Autores: Alessandro Lima * e Alexandre Semedo. * O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor. #ohomem #ter #Cristianismo #notar #alega #JesusCristo #catolicismo #otempo #chamada #quase #ao #beleza #islamismo #confessor #tais #DeCristo #origens #todosos #bebê #Protestantismo
- As doutrinas mutantes das Testemunhas de Jeová
Apologistas Católicos No presente artigo trataremos de como a seita das Testemunhas de Jeová ao longo de seus quase 2 séculos de existência, têm uma particularidade de possuir um conjunto de doutrinas com características mutantes a medida em que os anos vão se passando desde sua fundação em 1879. Dada esta abordagem, apresentemos agora a transformação de algumas de suas teses contraditórias ao longo dos anos, recorrendo à sua própria história como movimento, à fontes históricas primárias (as Revistas Sentinelas), à suas próprias publicações e algumas imagens representativas. Para uma melhor compreensão de que estamos querendo demonstrar, estão enumerados ordenadamente os temas mais polêmicos que são muito utilizados por seus pregadores. 1 – O Famoso Tema : “Jesus não morreu em uma cruz e sim em um madeiro” – Nas páginas 204 e 205 do livro “O que realmente ensina a bíblia?”, a seita afirma o seguinte: “Primeiramente, temos que levar em conta um fator fundamental: Jesus Cristo não morreu em uma Cruz. A Palavra Grega que se traduz “cruz” é staurus, que significa basicamente “poste ou estaca”. Além do que este termo grego “nunca significou dois pedaços de madeira transversais em qualquer ângulo […]. No grego do [novo testamento] não há nada que se der a entender dois pedaços de madeira”… É a palavra grega Xýlon, a qual significa simplesmente “madeiro” e “pedaço de pau ou poste, ou árvore” (Atos 5, 30; 10, 39; 13, 29; Gálatas 3, 13; 1 Pedro 2, 24)… Não há evidencias que as pessoas que afirmavam ser Cristãos, nos primeiros 300 anos após a crucificação de Cristo, utilizavam a cruz no culto. No entanto, no século IV, o imperador Constantino se converteu do paganismo a uma forma de cristianismo apóstata. A partir deste momento promoveu a cruz como símbolo de sua religião… a cruz não tem nada haver com Jesus Cristo. ” Os membros da Torre de Vigia, quando se deparam com algum cristão, citam os vários textos bíblicos que relatam literalmente a palavra madeiro. Entre estes estão: Atos 5, 30; 10, 39; 13, 29; Gálatas 3, 13; e 1 Pedro 2, 24. Nas ditas passagens, é verdade que a palavra se traduz por “madeiro”, mas os escritos não querem relatar a forma do objeto e sim o material no qual Jesus foi crucificado. Vamos agora passo a passo desarticulando esta estapafúrdia idéia. Jesus foi pregado com dois pregos na mão ou um só? Eles afirmam que há somente um prego em ambos os pulsos no momento da Crucificação. Contradizendo isto a bíblia aponta que foram dois pregos, um em cada mão. Isto confirma se confirma de forma mais clara em João 20, 25 quando São Tomé fala em colocar os dedos nas mãos de Jesus e fala a respeito de dois pregos, um em cada mão. As Palavras gregas utilizadas neste texto são Tain Xepov que significam “suas mãos” e Ton Elon que significam “os pregos”, e no “Tou elou” que significa “o prego”. É impossível haver uma crucificação com dois pregos nos pulsos e também não teria sentido algum. Se olharmos atentamente para a imagem de baixo, vemos dois pregos sustentando cada uma das mãos separadamente. Isto é o que é relatado em João 20, 25 ao se referir a “os pregos” nas “mãos”, um em cada, e não “um prego” em ambas as mãos. Estas imagens explicam bem as palavras gregas utilizada por São João, referente ao relato chamado “dúvida de São Tomé”. Além do que Mateus 27, 37 enfatiza que acima da cabeça de Jesus se encontrava um letreiro com a inscrição “o rei dos judeus” e não sobre suas mãos (veja a imagem acima). Cristo morreu em uma cruz (intercessão de duas varas). A Palavra em latim é crux. Esta foi empregada pelos romanos para indicar a crucificação e não a execução em um poste vertical. Em grego staurós significa literalmente “barra transversal” e por sua vez também é traduzida como cruz, como no inglês que a palavra “like” significa “gostar” e “como” no sentido de comparação.Staurós é utilizada no contexto igualmente a palavra inglesa “like” para designar coisas diferentes, em ambos os casos, é a mesma palavra com traduções diferentes. Em latim estaca ou poste se dizpalus ou adminiculum, equanto que os romanos ao se referirem ao “poste de tormento” utilizam, como descrito nos registros dos julgamento com sentença de morte, os termos de “Ad Palum, Alligare ou In Palum Figere”. Para eles crux é simplesmente uma cruz comum e simples e não um poste. Portanto, embora os romanos empalassem alguns, outros também eram crucificados em uma cruz. Pena que também aplicaram a Cristo. A cruz romana era uma estrutura formada por duas peças: um poste chamado Stipites e uma barra transversal chamada Patibulum. Os pés do executado eram pregados no poste e os braços na barra transversal. Assim se forma uma cruz. Poste (Stipites) (patibulum) União de duas partes: uma Cruz A histórica tradição romana de humilhar alguém que iria ser crucificado tinha direta relação com opatibulum, o elemento de madeira, carregado pela mesma pessoa que ia ser executava até chegar ao lugar onde se encontrava o Stipites. Se cristo carregou a cruz, há duas opções: carregou somente, a barra transversal e foi pregado ali, até chegar onde estava o poste para posteriormente ser levantado com o fim de unir as peças e formar uma cruz, ou carregou a cruz completa sem divisão de partes: barra transversal e poste, já unidos. Se Jesus carregou algo, são as peças separadas ou juntas, e definitivamente foi crucificado em uma cruz e não em um poste. Essa é a evidencia fundamental que nos aponta a Bíblia para dar-nos a conhecer o modo da execução mediante a crucificação. Finalmente, vale frisar que Santo André Apóstolo foi crucificado na Grécia em uma cruz em forma de “X”. Esta era um staurós (poste) em forma de X, confirmando, uma cruz. Jesus e Santo André foram pregados em cruzes de diferentes formas e não em postes como afirma a seita. Também há médicos estudiosos que enfatizam que se Jesus fosse “pendurado” como dizem os Testemunhas de Jeová, não poderia ter durado tanto tempo pregado e agonizando como afirma a bíblia. Teria tido uma asfixia de imediato, coisa que não acorreu. A palavra “madeiro” aparece 4 vezes na bíblia em comparação a cruz que aparece mais de 20 vezes. No ano de 1937, os testemunhas de Jeová determinaram que Cristo morreu em um poste e não em uma cruz, distorcendo as formas gramaticais gregas para justificar suas teses. Lamentavelmente, a seita caiu serias contradições, por que eles mesmos usaram a cruz durante muito tempo. O atual argumento do poste é apenas para se considerarem exclusivos e contrariarem a Igreja Católica. A doutrina inconsistência das Testemunhas de Jeová. As testemunhas de Jeová estão contradizendo seu próprio fundador, condenando a cruz, considerando ela um símbolo pagão e relacionando-a com forças diabólicas. No livro das Testemunhas de Jeová chamado “O Plano divino das eras”, se utilizou a cruz. Também a cruz se encontrava presente na capa de suas bíblias até 1930. Constantino foi quem impôs a cruz no século IV? Isto é mentira. Séculos antes do nascimento deste imperador, a igreja primitiva utilizou a cruz e seu sinal nas bênçãos. Vamos as seguintes fontes históricas: 1 – São João Apóstolo antes de sua morte fez uma cruz sobre sua cabeça com a mão. São João morreu naturalmente na cidade de Éfeso, no terceiro ano do reinado de Trajano, por volta do ano cem da era cristã, quando tinha a idade de noventa e quatro anos, de acordo com São Epifanio. 2- Tertuliano por volta do ano 200 afirmou, mais de 100 anos antes de Constantino chegar ao trono imperial, a importância da cruz na vida dos cristão. 3- Nas cartas de Santo Afri é relatado que por volta do ano 300 um pagão se dirigiu a São Narciso de Gerona e a seu diácono São Félix, mártires executados durante a perseguição do imperador Diocleciano: “Sei que são Cristãos e que com freqüência fazem o sinal da Cruz em sua fronte”. Diocleciano foi um imperador que governou o império romano anos antes de Constantino, na época já se encontrávamos a presença do sinal da cruz. Diante dessas evidências históricas, a Watchtower e seus membros apenas negam, exatamente como aqueles negam eventos como o Holocausto, o genocídio nazista da Ucrânia e a existência de presos desaparecidos. 2- As falsas conclusões a respeito dos final dos tempos e a posterior negação. -Nas páginas 73 à 85 do Livro “O que a bíblia realmente ensina?” A seita afirma duas coisas. Em primeiro lugar, enfatiza que há duas ressurreições: uma celestial e outra na terrena, e, em segundo lugar, que no ano de 1914 Jesus foi coroado e passou governar de forma invisível do céu. Ponto um: Não há duas ressurreições, é somente uma. A ressurreição do último dia se dará para todos igualmente, sejam salvos ou condenados (Jo 5, 28-29; Daniel 12, 2). Para os católicos há uma primeira ressurreição que é o batismo (Rm 6, 1-11; Ap 20, 5) onde “somo sepultamos e morremos” da nossa vida de pecados e entramos na Graça da Santa Igreja. Na epistola de Barnabé, escrita pelo ano de 70, se utiliza batismo como sepultamento e ressurreição. A seita interpreta esta primeira ressurreição como se fosse o ultimo dia, mas São Paulo em Romanos diz exatamente o contrário. Ponto dois: De onde tiraram que Jesus governa invisivelmente desde 1914? Isto vem de um Batista chamado Willian Miller que realizou alguns cálculos falhos sobre o dia que ocorreria a Segunda Vinda de Cristo ao mundo. Como não aconteceu nada do previsto, Miller se arrependeu e morreu como batista. Mas foram as Testemunhas de Jeová que retomaram seus postulados, para adaptar-los a fim de validar suas opiniões teológicas sobre o assunto. Cabe frisar que a Bíblia jamais fala do ano 1914, literalmente, como se aproveitam as seitas quando lhes é conveniente, mas diz que “Toda a autoridade foi me dada no céu e na terra” (Mt 28, 18) e também disse que o Reino de Deus já está entre nós (Lc 17, 20-21) e não que Jesus haveria de esperar até 1914. O que pensavam as Testemunhas de Jeová em 1914? Observaram num determinado momento iria acontecer o Fim dos Tempos. Como o predito Fim nunca chegou mudaram suas interpretações. Como sabemos que eles contradisseram estas coisas? Vejamos o que a Torre de Vigia firmou em suas propagandas: A Torre de vigia, 1 de março de 1923, Página 67. “Em 1874 foi começado o reinado do Senhor.” A Torre de vigia, 1 de Janeiro de 1924. “Jesus está reinando desde 1874.” (Depois afirmaram que isto ocorreu em 1914). 1914: Charles T. Russel, Fundador da Seita, disse que em 1914 o mundo ia acabar. Neste ano começou a 1ª Guerra Mundial e do mundo não acabou. No Livro “O tempo está próximo” de 1908, nas páginas 76 e 78, Russel, líder da seita, afirma: “neste capítulo se apresentam as provas bíblicas demonstrando que é chegada a plenitude dos gentios, ou seja, o final completo do domínio e ocupação, no ano de 1914;” e que “nesta data ocorrerá a desintegração do governo dos homens imperfeitos… isto é demonstrado nas escrituras… Jesus estabelecerá sobre as ruínas o seu reino terrestre.” Chegou a data tão esperada e absolutamente nada aconteceu. No Livro “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão” Página 97. José Rutheford, segundo líder da seita depois da mostre de Russel, afirma: Moisés, Abraão e outros profetas iam ressuscitar e que o fim do mundo iria chegar em 1925. Chegou este ano e nada da dita ressurreição acontecer. No Livro “Vida eterna na liberdade dos filhos de Deus” (1966), páginas 29 e 30 disse: “Os 6 mil anos da criação do homem terminará em 1975”. Chegou a data e nada absolutamente aconteceu. O que fazem as Testemunhas de Jeová quando alguém lhes mostra estas coisas? Eles negam. Felizmente, todos estes arquivos estão disponíveis nas bibliotecas nacionais nos respectivos países, onde existem copias do original. Lá estão as provas. Em Mateus 24, 36 Cristo afirma que ninguém sabe o dia e a hora do Fim. 3- Sobre a Transfusão de Sangue. -Nas páginas 129 à 133 do Livro “O que realmente ensina a bíblia?”, a seita disse que não é permitido fazer transfusão de sangue e citam Genesis 1, 29; 9, 3; Lv 17, 13-14; At 15, 28, entre outros. O erro está em que os Testemunhas de Jeová confundem, da mesma forma que outras seitas protestantes, que a obra da salvação está dividida em duas Alianças: A Antiga Aliança, realizada com o povo de Deus que são os Judeus, e a Nova Aliança Eterna, que corresponde ao novo povo de Deus encarnado através da Igreja. A seita toma citações de coisas estabelecidas sobre a Antiga Aliança, como o tema do sangue de animais e outros. Por que não se circundam se está na bíblia em Gn 17, 1-14? Está na Bíblia! Como eles diriam quando querem justificar suas doutrinas erradas. Na página 132, do livro mostrado, se afirma que a “a Lei mosaica mostrou com claridade qual é o único uso apropriado do sangue” A lei mosaica não se aplica aos cristãos, mas sim a lei de Cristo (Jo 15, 12-14). Além de tudo, São Paulo afirma constantemente que as “obras da lei judaica” já não servem de nada (Gl 2, 16). As obras em Cristo são válidas para os Cristãos, mas não as obras da lei. Estas foram a “sombra do que havia de vir” (Cl 2, 16-17). Os Cristão não tem que obedecer a lei mosaica, mas sim a lei de Cristo. O que pensaram os Testemunhas de Jeová sobre as transfusões de sangue em seu passado o qual a seita oculta? Foi em 1952 que o ex-presidente das Testemunhas de Jeová, Natham H. Knorr, decretou que as transfusões de sangue não eram corretas. O Fundador da seita não acreditava nesta doutrina por que morreu décadas antes. O que está acontecendo com a seita? Eis a questão. 4- Quando as Testemunhas de Jeová celebravam o Natal. – As Testemunhas de Jeová afirmam que não se deve celebrar a festa de Natal, cuja a origem seria pagã e diabólica. O que acontecia com a seita alguns anos atrás? Celebrava o Natal. Charles T. Russel, o fundador da seita, celebrou o Natal com os Testemunhas de Jeová. Aqui apresentamos o convite de 1916 no qual as Testemunhas de Jeová desejam um feliz Natal. (Note que a assinatura vem do criador da seita). Sentinela de 15 de fevereiro de 1919, Número 23, paginas 63 e 93. “Nosso irmãos… lhes desejamos um feliz Natal… e muitos presentes.” Foto das Testemunhas de Jeová celebrando o Natal em 1926. Na Torre de Vigia, 1 de Dezembro de 1904, página 364, a seita declarou que o Natal era um grande evento para os cristãos e que era necessário considerar esta festa como o aniversário de Jesus. Depois, como temos visto de forma constante neste escrito, mudaram sua doutrina dizendo na Watchtower, 15 de dezembro de 1983. Página, que o Natal é um “horror” e que está celebração provém do próprio Satanás. Por isso hoje a seita não celebra o Natal. O criador da seita celebrou o Natal e quarenta anos depois o contradizem? Falsos irmãos profetas. Neste trabalho apresentamos as principais contradições doutrinárias que as Testemunhas de Jeová possuem. Temas como o Natal ou que “Jesus não morreu na cruz” não faziam parte de suas abordagens por anos. Basta olhar para a evidência histórica para perceber que são um grupo vivem em contradições, cujas doutrinas são parte de uma dinâmica “causa-erro-negação”. A única coisa lamentável é que quando alguém levanta esses presentes argumentos, eles simplesmente negam seu passado sendo que as fontes históricas estão ali, deixando de lado o estudo, o debate e a honestidade intelectual. Pergunto, Napoleão cruzou os Alpes ou não? E só vê os escritos da época para descobrir. Nota Morasso, Andrés. Apologética Católica: ¿Sabías que los Testigos de Jehová celebraban la Navidad? La secta antes de la década de 1970. Disponível em:< http://apologeticacatolica.org/Protestantismo/Sectas/Sectas41.html >, desde 21/05/2011; Tradução:Rafael Rodrigues De Carvalho Severo Pra Citar: Morasso, Andrés. Apologistas Católicos: As doutrina mutantes das Testemunhas de Jeová.Disponível em: < http://apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/protestantismo/495-as-doutrinas-mutantes-das-testemunhas-de-jeova >, desde 31/12/2011; Tradução: Rafael rodrigues de Carvalho Severo. #naspáginas #TestemunhasdeJeová #Seita #imperador #JesusCristo #artigo #CruzdeCristo #nada #DoutrinaMutante #madeira #ApologistasCatólicos #JesusCrucificado #esim #DeCristo #IgrejaCatólica #mentiras
- 61 – A Resposta Católica: “Por que o Deus do Antigo Testamento é tão sanguinário?”
Fonte: Christo Nihil Praeponere Como explicar ao homem moderno, cada vez mais inserido na cultura do “faça amor, não faça a guerra” e do politicamente correto, a existência nas Sagradas Escrituras de tantas passagens obscuras e difíceis por causa da violência e imoralidade nelas referidas? Quem responde é o Papa Bento XVI, na exortação apostólica “Verbum Domini”, quando diz que “a revelação adapta-se ao nível cultural e moral de épocas antigas”, assim, as passagens que causam espanto devem ser lidas também em seu contexto histórico e sob a ótica da pedagogia divina. Neste episódio da Resposta Católica, saberemos qual o ponto de convergência entre o Antigo e o Novo Testamento e como a Palavra se cumpre e floresce mesmo com tanto sangue derramado. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=WP2tWxS44bU[/youtube] #mesmo #Domini #causam #fonte #Homem #cumpre #seu #convergência #qual #Deus #inserido #revelação #verbum #Testamento #Escrituras #Youtube #também #Praeponere #antigo #XVI #devem #histórico #nihil #Novo #oponto #correto #imoralidade #nelas #sob #não #ponto #episódio #ótica #quem #Catolica #exortação #nível #pedagogia #diz #resposta #Apostólica #Sagradas #violência #neste #papabento #politicamente #Christo #com #faça #floresce #assim #Bento #Palavra #existência #quando
- Missa da noite de Natal. Solenidade do Natal do Senhor. Homilia do Santo Padre Bento XVI
MISSA DA NOITE DE NATAL SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO XVI Basílica Vaticana 24 de Dezembro de 2011 Amados irmãos e irmãs! A leitura que ouvimos, tirada da Carta do Apóstolo São Paulo a Tito, começa solenemente com a palavra «apparuit», que encontramos de novo na leitura da Missa da Aurora: «apparuit – manifestou-se». Esta é uma palavra programática, escolhida pela Igreja para exprimir, resumidamente, a essência do Natal. Antes, os homens tinham falado e criado imagens humanas de Deus, das mais variadas formas; o próprio Deus falara de diversos modos aos homens (cf. Heb 1, 1: leitura da Missa do Dia). Agora, porém, aconteceu algo mais: Ele manifestou-Se, mostrou-Se, saiu da luz inacessível em que habita. Ele, em pessoa, veio para o meio de nós. Na Igreja antiga, esta era a grande alegria do Natal: Deus manifestou-Se. Já não é apenas uma ideia, nem algo que se há-de intuir a partir das palavras. Ele «manifestou-Se». Mas agora perguntamo-nos: Como Se manifestou? Ele verdadeiramente quem é? A este respeito, diz a leitura da Missa da Aurora: «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens» (Tt 3, 4). Para os homens do tempo pré-cristão – que, vendo os horrores e as contradições do mundo, temiam que o próprio Deus não fosse totalmente bom, mas pudesse, sem dúvida, ser também cruel e arbitrário –, esta era uma verdadeira «epifania», a grande luz que se nos manifestou: Deus é pura bondade. Ainda hoje há pessoas que, não conseguindo reconhecer a Deus na fé, se interrogam se a Força última que segura e sustenta o mundo seja verdadeiramente boa, ou então se o mal não seja tão poderoso e primordial como o bem e a beleza que, por breves instantes luminosos, se nos deparam no nosso cosmos. «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens»: eis a certeza nova e consoladora que nos é dada no Natal. Na primeira das três leituras desta Missa de Natal, a liturgia cita um texto tirado do livro do Profeta Isaías, que descreve, de forma ainda mais concreta, a epifania que se verificou no Natal: «Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros, e dão-lhe o seguinte nome: “Conselheiro admirável! Deus valoroso! Pai para sempre! Príncipe da Paz!” O poder será engrandecido numa paz sem fim» (Is 9, 5-6). Não sabemos se o profeta, ao falar assim, tenha em mente um menino concreto nascido no seu período histórico. Mas isso parece ser impossível. Trata-se do único texto no Antigo Testamento, onde de um menino, de um ser humano, se diz: o seu nome será Deus valoroso, Pai para sempre. Estamos perante uma visão que se estende muito para além daquele momento histórico apontando para algo misterioso, colocado no futuro. Um menino, em toda a sua fragilidade, é Deus valoroso; um menino, em toda a sua indigência e dependência, é Pai para sempre. E isto «numa paz sem fim». Antes, o profeta falara duma espécie de «grande luz» e, a propósito da paz dimanada d’Ele, afirmara que o bastão do opressor, o calçado ruidoso da guerra, toda a veste manchada de sangue seriam lançados ao fogo (cf. Is 9, 1.3-4). Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz. Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, em que não cessam de reaparecer bastões do opressor e vestes manchadas de sangue, clamamos ao Senhor: Vós, o Deus forte, manifestastes-Vos como menino e mostrastes-Vos a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar. Fizestes-nos compreender que, unidos convosco, devemos ser artífices de paz. Amamos o vosso ser menino, a vossa não-violência, mas sofremos pelo facto de perdurar no mundo a violência, levando-nos a rezar assim: Demonstrai a vossa força, ó Deus. Fazei que, neste nosso tempo e neste nosso mundo, sejam queimados os bastões do opressor, as vestes manchadas de sangue e o calçado ruidoso da guerra, de tal modo que a vossa paz triunfe neste nosso mundo. Natal é epifania: a manifestação de Deus e da sua grande luz num menino que nasceu para nós. Nascido no estábulo de Belém, não nos palácios do rei. Em 1223, quando Francisco de Assis celebrou em Greccio o Natal com um boi, um jumento e uma manjedoura cheia de feno, tornou-se visível uma nova dimensão do mistério do Natal. Francisco de Assis designou o Natal como «a festa das festas» – mais do que todas as outras solenidades – e celebrou-a com «solicitude inefável» (2 Celano, 199: Fontes Franciscanas, 787). Beijava, com grande devoção, as imagens do menino e balbuciava-lhes palavras de ternura como se faz com os meninos – refere Tomás de Celano (ibidem). Para a Igreja antiga, a festa das festas era a Páscoa: na ressurreição, Cristo arrombara as portas da morte, e assim mudou radicalmente o mundo: criara para o homem um lugar no próprio Deus. Pois bem! Francisco não mudou, nem quis mudar, esta hierarquia objectiva das festas, a estrutura interior da fé com o seu centro no mistério pascal. Mas, graças a Francisco e ao seu modo de crer, aconteceu algo de novo: ele descobriu, numa profundidade totalmente nova, a humanidade de Jesus. Este facto de Deus ser homem resultou-lhe evidente ao máximo, no momento em que o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria, foi envolvido em panos e colocado numa manjedoura. A ressurreição pressupõe a encarnação. O Filho de Deus visto como menino, como verdadeiro filho de homem: isto tocou profundamente o coração do Santo de Assis, transformando a fé em amor. «Manifestaram-se a bondade de Deus e o seu amor pelos homens»: esta frase de São Paulo adquiria assim uma profundidade totalmente nova. No menino do estábulo de Belém, pode-se, por assim dizer, tocar Deus e acarinhá-Lo. E o Ano Litúrgico ganhou assim um segundo centro numa festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração. Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. Francisco amava Jesus menino, porque, neste ser menino, tornou-se-lhe clara a humildade de Deus. Deus tornou-Se pobre. O seu Filho nasceu na pobreza do estábulo. No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso, amor. Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz. Francisco fazia celebrar a santíssima Eucaristia, sobre a manjedoura que estava colocada entre o boi e o jumento (cf. 1 Celano, 85: Fontes, 469). Depois, sobre esta manjedoura, construiu-se um altar para que, onde outrora os animais comeram o feno, os homens pudessem agora receber, para a salvação da alma e do corpo, a carne do Cordeiro imaculado – Jesus Cristo –, como narra Celano (cf. 1 Celano, 87: Fontes, 471). Na Noite santa de Greccio, Francisco – como diácono que era – cantara, pessoalmente e com voz sonora, o Evangelho do Natal. E toda a celebração parecia uma exultação contínua de alegria, graças aos magníficos cânticos natalícios dos Frades (cf. 1 Celano, 85 e 86: Fontes, 469 e 470). Era precisamente o encontro com a humildade de Deus que se transformava em júbilo: a sua bondade gera a verdadeira festa. Hoje, quem entra na igreja da Natividade de Jesus em Belém dá-se conta de que o portal de outrora com cinco metros e meio de altura, por onde entravam no edifício os imperadores e os califas, foi em grande parte tapado, tendo ficado apenas uma entrada com metro e meio de altura. Provavelmente isso foi feito com a intenção de proteger melhor a igreja contra eventuais assaltos, mas sobretudo para evitar que se entrasse a cavalo na casa de Deus. Quem deseja entrar no lugar do nascimento de Jesus deve inclinar-se. Parece-me que nisto se encerra uma verdade mais profunda, pela qual nos queremos deixar tocar nesta noite santa: se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada». Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho interior de São Francisco: o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver. D Devemos inclinar-nos, caminhar espiritualmente por assim dizer a pé, para podermos entrar pelo portal da fé e encontrar o Deus que é diverso dos nossos preconceitos e das nossas opiniões: o Deus que Se esconde na humildade dum menino acabado de nascer.Celebremos assim a liturgia desta Noite santa, renunciando a fixarmo-nos no que é material, mensurável e palpável. Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E nesta hora rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo. Amen. #respeito #boa #SantoPadre #Deus #SãoPaulo #pela #desta #cita #Vaticana #noite #Tito #daluz #Liturgia #meio #aurora #BentoXVI #Tempo #omundo #alegria #Missa
- “Tu és meu filho e hoje te gerei”: Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo
Fonte: Ecclesia Una “Apparuit enim gratia Dei salutaris omnibus hominibus – Manifestou-se a graça salvadora de Deus a todos os homens” (Tt 2, 11). Esta é a festa da gloriosa manifestação da graça santificante. Somos envoltos na luz da misericórdia e do amor de Deus, um Deus que faz-se um de nós assumindo o rebaixamento da nossa condição humana. Esse amor não aparece, mas manifesta-se. Manifesta-se, pois já existia, e porque já existia manifestou-se. Mas que coisa é para nós hoje esta manifestação? O que ela representa aos nossos dias atribulados pela valorização de coisas efêmeras, de guerras, de ódios, de divisões? Vemos com grande tristeza a perda dos valores natalinos. Enfeitamos as casas, os comércios, os, porém, corações continuam despreparados para acolher o Menino Deus que vem para libertar-nos do pecado. Os símbolos natalinos perdem seu valor e em nada traduzem o espírito natalino quando são privados de exalar o perfume de Cristo. A Igreja não cessa de convidar os católicos para que, profundamente tomados pela força revigoradora do Cristo, possam manifestar ao mundo que o verdadeiro espírito do Natal não há de consistir apenas nos presentes, pois hoje nos é dado o maior presente; também não há de consistir apenas na árvore de Natal, pois os céus se abrem hoje para manifestar que a Árvore da Vida implanta-se no mundo para nos guiar até o céu. A manifestação daquele recém-nascido envolto em panos é também o grito de tantas crianças colocadas à margem da sociedade e que nesta noite, tomadas pela escuridão e pelo frio que as cercam não estão incluídas em seios familiares. A elas também dirijo o meu pensamento e peço que não se sintam abandonadas, mas que sintam a presença do Menino Jesus que as ama e com elas permanece sempre. O Senhor faz-se pequeno para que a o gênero humano pudesse ser engrandecido, e o homem, tomado em sua totalidade, visse a manifestação da glória de Deus, mas não somente a visse como também a experimentasse, tocasse, por assim dizer, pudesse fazer parte dela. Só desta forma os homens poderiam sentir-se abraçados pelo grande amor de Deus, por Aquele que, a princípio, por ser grande e estar infinitamente acima de nós parecia-nos distante e inalcançável. Na manifestação humilde do Filho de Deus o mundo encontra uma resposta a todas as suas angústias, a todos as suas interrogações. Só Deus pode responder verdadeiramente aos anseios do homem e só d’Ele provém a felicidade eterna e verdadeira, que não se restringe a um instante mas é algo novo, diferente. A alegria que provém de Deus não muda somente o estado de espírito do ser humano; ela vai além: muda o modo de viver, muda o coração e também os objetivos que deseja alcançar. Esta, e só esta, é a felicidade divina. Na sua maravilhosa obra Confissões, Santo Agostinho irá manifestar um triângulo de relacionamentos em um parágrafo que considero um dos mais belos. Diz ele: “Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver que quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força. E eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo tua voz lá do alto: ‘Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me mudarás em ti como o alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim’”. São estas belíssimas palavras que nos levam a contemplar novamente esta novidade que vem do alto. Sim, Deus é uma verdade eterna, imutável. Em um mundo que necessita exercitar seu empirismo para acreditar, a Igreja nos exorta novamente a abandonarmos esta mentalidade. Busquemos Aquele pelo qual acreditamos não por vermos e necessitarmos tocar, mas acreditamos pelo Amor, um amor incondicional que instiga-nos a caminharmos em direção do próximo, do que necessita nosso amparo e nosso amor, dos que sofrem por não amarem. A estes o Senhor faz um convite incansável: Não temam em abrir-se para o amor! Não temam em abrir-se a Mim! Se eterna é a verdade, a caridade há de ser, então, verdadeira. Só a verdade pode levar o homem a sair de si mesmo e com Cristo, humilhar-se, e em Cristo, ser unido a Ele sem jamais deixar-se atribular por qualquer pressão do mundo. Renuncieis a esta vida e tereis a vida eterna. Renunciai a vida eterna e nem mesmo esta vida tereis, pois não existe maior desgraça para o homem do que afastar-se de seu Criador e colocar-se na condição de um ser autossuficiente, senhor de si e de seus desejos, podemos confirmá-lo nos vários sistemas políticos de autoritarismo. A união com Cristo, como lembrará o Santo Bispo ao final de sua colocação, não é algo que assemelhá-Lo-á a mim, mas eu assemelhar-me-ei a Ele. A iniciativa foi dada por Cristo: Ele veio ao nosso encontro; tomemos agora a iniciativa de irmos ao encontro d’Ele, de sairmos das trevas, de amá-lo sem reservas. Indubitavelmente a falta de amor no mundo é consequência da falta de Deus, não porque Ele tenha se afastado do mundo, mas o mundo afastou-se d’Ele. “O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is 9,1). Assim escutamos nesta noite santa por meio do Profeta Isaias. Também o mundo de hoje caminha em meio a uma forte escuridão. A cultura moderna está impregnada por “sombras da morte”. Nós parecemos não enxergar nenhum sinal que venha nos animar, parecemos atordoados pelas fadigas derivadas do peso que a sociedade impõe. Nosso Senhor, no entanto, sempre aparece como Aquele que conforta-nos e soluciona as nossas tribulações. Confiemos em Deus! Não perece quem confia em Deus, mas aquele que nele não põe sua esperança logo será abatido pelos ventos contrários. Em quem colocamos a nossa confiança? Em Deus ou no mundo? No bem ou no mal? No que fortalece ou no que atribula? “Dominus dixit ad me filius meus es tu ego hodie genui te – O Senhor me disse: Tu és meu filho e hoje te gerei” (Sl 2, 7). Essas palavras a Igreja canta no Introito da Santa Missa da Noite Santa de Natal. Sim, “gerado, não criado; consubstancial ao Pai”, assim professamos no símbolo de fé niceno-constantinopolitano. Gerado desde toda a eternidade, Jesus, cumprindo o salvífico desígnio do Pai, restaura a condição humana decaída pelo pecado, reata os laços do homem com Deus, cortados por Adão e Eva. “Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito” (Lc 2, 6). Com esta frase, absolutamente sóbria, São Lucas narra o maravilhoso acontecimento que teve lugar na manjedoura. Mas que significado tem aqui o termo “primogênito”? Indicaria uma sucessão de filhos? A primogenitura, deste ponto de vista da Sagrada Escritura, na Antiga Aliança, não significa uma sucessão de filhos, mas é um título de honra. Jesus é sim o primogênito de Deus, de Maria e da História. Nele Deus concretiza o seu desígnio em relação a sua graça salvadora na humanidade. São Paulo usará desta palavra ao afirmar que Cristo é “o primogênito de toda a criatura” (Cl 1, 15). Sim, tendo cumprido a sua obra salvífica podemos afirmar que Ele torna-se também o primogênito de muitos irmãos. Maria, assim, poderíamos associar como mãe de muitos filhos. Aqui estão os outros filhos de Maria! Derivam da filiação adotiva, daquele que é Filho de Deus por excelência: Jesus Cristo. “Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2, 7). Não havia lugar para o Senhor e para sua mãe naquela época. Também hoje muitos corações estão fechados à receptividade do Reino de Deus que vem na pessoa desta frágil criança. No frio daquela noite de Belém nasce Aquele que iria aquecer todos os corações com a chama do seu amor misericordioso. Pedimos que os corações sejam abertos a este menino salvador. Abram-se os corações e possam acolher aquele que a dois mil anos foi rejeitado. Que lugar Jesus ocupa em nossos corações hoje? Esta pergunta deve fazer com que possamos melhor vivenciar o verdadeiro espírito natalino. Muitos corações estão endurecidos à mensagem que esta noite tem a transmitir-nos a Igreja. Enquanto a efemeridade e o secundário forem postos como necessários os homens não encontrarão a paz tão almejada. Não pode abrir-se ao mundo e aos irmãos quem antes não estiver aberto a Deus, quem não se tornar portador de sua Palavra e fizer de sua vida um Evangelho. “Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho” (Lc 2, 8). Quem eram os pastores? Por que a eles o anúncio é dirigido primeiramente? Devemos dizer, em primeiro lugar, que os pastores eram pessoas humildes, tidas à margem da sociedade. Eram desconhecedores da Lei e, portanto, não a vivenciavam-na; andavam com suas ovelhas por diversos campos, inclusive campos pagãos; por tudo isso, eram julgados pelos fariseus e considerados impuros e indignos de participar das cerimônias de culto. Mas se por um lado lhes pesava o fardo da exclusão, por outro, todo este sacrifício deu-lhes uma consolação maior que qualquer outra: Contemplar a face do Salvador feito homem; contemplar um Deus que é tão pequeno, tão humilde, tão frágil e quis necessitar do nosso amor. Não há na mitologia grega e nos deuses romanos nenhum Deus que tenha se feito homem; mas há para nós, homens e mulheres, testemunhas do Evangelho. O nosso Deus não constitui parte de uma literatura mítica. Ele existe! Ele vive! E hoje Ele inclina-se dos altos céus não para condenar-nos, mas para nos mostrar quão grande é o seu amor; um amor capaz de doar-se, capaz de não apenas inclinar-se para olhar-nos, mas descer para estar conosco. Precisamente esta impressão, pela qual hoje somos tomados, acometeu os pastores que contemplaram maravilhados o menino. Deixaram tudo, ao escutar o anúncio do anjo. Certamente houve um grande temor por parte deles, afinal não lhes era comum ver aquele personagem vindo do céu. O que os pastores nos ensinam? Esta resposta nos é dada pelo Papa Bento XVI: “Deles queremos aprender a não deixar-nos esmagar por todas as coisas urgentes da vida de cada dia. Deles queremos aprender a liberdade interior de colocar em segundo plano outras ocupações – por mais importantes que sejam – a fim de nos encaminharmos para Deus, a fim de O deixarmos entrar na nossa vida e no nosso tempo. O tempo empregue para Deus e, a partir d’Ele, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser próprio de pessoas humanas” (Homilia do Natal do Senhor, 2009). Ademais ensinam-nos que só o amor pode nos dar coragem para vencer o medo. Só o amor nos dá coragem para seguir a Cristo. Quem tem uma fé fraca e deixa-se abalar pelas coisas do mundo ainda não está apto para tal seguimento. Por vezes há momentos de queda, mas a força que vem de Deus dá-nos a certeza de que não estamos abandonados. Deus está conosco! Deixemos tudo, como fizeram os pastores. Coloquemo-nos a caminho de Belém e enquanto caminhamos, rezemos: Vem, ó Senhor! Toca os corações endurecidos; renova os nossos corações; dissipa o ódio e o mal da face da terra; reafirmai vossa primazia e poder sobre todos os homens e em todos os tempos. Renovai vosso ardente desejo de sermos Evangelhos vivos para os homens de nossos dias. Revigora o ânimo dos entristecidos; conforta os tristes; curai os enfermos; acolhei os abandonados. Tornai-nos corações vigilantes na expectativa de que, habitando Cristo em nossos corações, possamos abitar igualmente no coração amoroso d’Ele. Concede paz ao mundo dilacerado pela guerra, paz verdadeira e duradoura. Paz a todos os cristãos nos mais diversos países, perseguidos por causa do vosso nome. Livrai-nos da tentação de colocar-Vos em último lugar, mas que possais crescer enquanto nós, assim como João Batista, possamos diminuir. A todos os meus votos de um Feliz e Santo Natal. Que a luz de Cristo resplandeça em vossos corações e em vossas famílias. #elas #Festa #fonte #Deus #Nossa #pela #JesusCristo #Senhor #Homens #omnibus #perda #nada #Ecclesia #perfume #DeCristo #natalino #nosso #Humana #quatro #implanta
- Resposta à Rede Record sobre Igreja e a Escravidão
Fonte: Apologistas Católicos Lamentavelmente a Rede Record de televisão que é ligada a Igreja Universal do Reino de Deus e que tem como proprietário o bispo Edir Macedo, mais uma vez agride caluniosamente a Igreja Católica em matéria veiculada no dia 15/05/2011 em seu programa “Domingo Espetacular”. Neste programa, injuriosamente afirmavam que o Vaticano apoiava a escravidão, o tráfico negreiro e tortura aos escravos. Para tais afirmações, os mentores de tamanha quimera não se envergonharam em forjar, distorcer fatos e utilizar-se da má interpretação de documentos que em nada condizem com suas acusações. A verdade Naqueles tempos, os simpatizantes do tráfico sugeriram que não contrariava os ensinamentos da Igreja porque não incidia sobre “seres racionais” mas sim sobre uma espécie de “animais”. A Igreja recusou esse argumento. Em 1537 o Papa Paulo III emitiu três decretos a proibir a escravatura do Novo Mundo (decretos descobertos por historiadores há pouco tempo). No primeiro, o Papa declarava que “os índios são homens de verdade” e, portanto, “pela nossa Autoridade Apostólica decretamos e declaramos… que estes mesmos índios e todos os outros povos – mesmo aqueles que não partilham da nossa fé – não devem perder a liberdade e a propriedade… e não devem ser reduzidos a escravos, e tudo o que se passar em contrário será considerado nulo e inválido”. No segundo decreto o Papa ameaça com a excomunhão qualquer pessoa, independentemente de “dignidade, estatuto, condição, ou classe social” que pratique a escravatura. A oposição da Igreja acabou com a escravidão descarada dos índios, mas continuaram as práticas de exploração. E os decretos papais não tiveram qualquer efeito no tráfego de escravos africanos. (A Vitória da Razão, Rodney Stark, pg. 243). Isto anula o falso argumento da “historiadora” do programa, que afirmava que o que o Papa decretasse, era o que devia ser feito. Afirma BRAUDEL: “O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (…)”(os grifos são nossos. BRAUDEL, 1989: 138). Abaixo estão alguns frames da matéria caluniosa da Record e nossa devida refutação: Primeiro eles distorceram o contexto da bula “DUM DIVERSAS”. Na verdade essa bula jamais foi escrita para apoiar a escravatura ou tráfico negreiro, essa bula foi escrita pelo PAPA Nicolau V no intuito de preservar a fé apostólica contra os SARRACENOS, ou seja, os muçulmanos que escravizavam os cristãos da Europa, essa bula nada tinha a ver com o tráfico negreiro. Documento oficial “Dum Diversas” (publicada em 18 de junho de 1452 pelo Papa Nicolau V). Através desta Bula, dirigida ao rei Afonso V de Portugal, o pontífice afirma: “(…) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo”. Sarracenos: (do grego sarakenoi) era uma das formas com que os cristãos do Medievo designavam, os árabes ou os muçulmanos. As palavras “islã” e “muçulmano” só foram introduzidas nas línguas européias no século XVII. Para entender o porquê o PAPA Nicolau V emite essa bula, devemos adentrar na história e descobrir o que os mulçumanos faziam aos cristãos na Europa: primeiramente, o tráfico negreiro era feito pelos próprios negros dentro da África muitos séculos antes da chegada dos brancos europeus à África, as tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, da mesma forma as demais etnias muçulmanas. Estes eram vendidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos com seqüestros aleatórios. Posteriormente os muçulmanos (“sarracenos”) iniciaram o chamado “escravismo branco”, eles iam até a Europa buscar principalmente os cristãos para escravizá-los com o total apoio africano. Isso pode ser facilmente comprovado, por exemplo, com a descrição do “império de Mali” feita pelo cronista muçulmano Ibn Batuta (1307-1377), um dos maiores viajantes da Idade Média, e o depoimento de al-Hasan (1483-1554) sobre Tumbuctu, capital do império de Songai. Fonte: http://www.ricardocosta.com/pub/imperiosnegros2.htm O que precisamos entender é que esta Bula foi escrita em uma época de perseguição muçulmana contra a cristandade e Constantinopla estava sob ameaça de ataque. Na verdade ela foi escrita apenas um ano antes dos muçulmanos derrotarem os cristãos bizantinos. Para um contexto melhor, permitam-me informar que os invasores muçulmanos saquearam e pilharam os cristãos por vários dias antes de dar aos sobreviventes poucas condições para a sua subjugação. Então o papa autorizou a tomada de prisioneiros de guerra e o seu encarceramento como pena de prisão perpétua por crimes contra a cristandade. “Dum Diversas” era uma bula papal para seu tempo, mas de modo algum fomenta a escravidão. É simplesmente uma autorização para atacar o inimigo agressor em uma “guerra justa” e tomar como prisioneiros os salteadores e encarcera-los por seus crimes. Infelizmente o programa da Record, além de omitir tais fatos, distorce acintosamente a verdade com mera intenção de atacar a Igreja Católica. Abaixo, mais uma vez, omitindo o contexto dos fatos, pinçou e fez uso de um trecho de outro documento que não se refere ao tráfico negreiro. Eis o trecho pinçado: O “Romanus Pontifex” foi mais uma bula enviada pelo PAPA Nicolau V, contra os crimes muçulmanos diante da cristandade, outra vez a emissora utiliza um documento contra os sarracenos sem explicar para o telespectador quem são os sarracenos, enquanto desonestamente insinua ser esta bula contra os africanos. Confirma os historiador Manuel Gonçalves: “A expansão portuguesa em direção a territórios muçulmanos teve para a Igreja um caráter cruzadístico e foi incentivada e legitimada pelo Papado através das bulas Romanus Pontifex (1455) de Nicolau V e Inter Caetera (1456) de Calixto III”. Vide MARTINS, Manuel Gonçalves. O Estado Novo e a Igreja Católica em Portugal (1933-1974). p. 1.) O repórter também caluniava que os negros eram capturados e levados a uma igreja católica, batizados e desembarcados. Puro embuste deste que não honra a própria profissão, preferindo fazer eco a falácias para agradar seu patrão. A Igreja Católica jamais teve parte na captura de africanos, os que abraçaram o evangelho de Jesus Cristo na religião católica o fizeram por iniciativa própria, como determina ser feito o Papa Paulo III, na Bula “Veritas Ipsa”, de 09-06-1537, omitida pela repórter: “Paulo Papa Terceiro, a todos os fiéis Cristãos, que as presentes letras virem, saúde e bênção Apostólica. A mesma verdade, que nem pode enganar, nem ser enganada, quando [Jesus] mandava os Pregadores de sua Fé a exercitar este ofício, sabemos que disse: Ide, e ensinai a todas as gentes. A todas disse, indiferentemente, porque todas são capazes de receber a doutrina de nossa Fé.(…) (…) determinamos e declaramos que os ditos índios, e as demais gentes hão de ser atraídas, e convidadas à dita Fé de Cristo, com a pregação da palavra divina, e com o exemplo de boa vida. E tudo o que em contrário desta determinação se fizer, seja em si de nenhum valor, nem firmeza; não obstante quaisquer cousas em contrário, nem as sobreditas, nem outras, em qualquer maneira. Dada em Roma, ano de 1537 aos 9 de junho, no ano terceiro do nosso Pontificado.” Adiante, dos escritos do padre Antonio Vieira, o repórter da Record pesca dois pequenos trechos de seu contexto e tenta macular a imagem do padre, querendo dar a entender que aquele fomentava a escravatura no Brasil, quando na verdade o padre Antonio Vieira, grande defensor dos africanos, estava apenas dando um conforto espiritual para aquela gente sofredora, sem paz e sem Deus, perseguida e negociada pelos próprios patriotas desde sua terra natal. Em nenhum momento o padre usa o termo escravidão como uma forma de purgar os pecados como quis fazer parecer o maldoso repórter. Veja os trechos que usaram para o embuste: Contexto verdadeiro em que falava o padre: Assim que o padre Vieira termina de louvar aos negros por sua alta missão como cristãos que serão salvos, ele diz, claramente, que a primeira obrigação que eles têm é: “de dar infinitas graças a Deus por vos ter dado conhecimento de si, e por vos ter tirado de vossas terras, onde vossos pais e vós vivêis como gentios; e vos ter trazido a esta, onde instruídos na fé, vivais como cristãos, e vos salveis.” (“Sermão XIV .pág. 303). Essas palavras não são suas. Tudo o que ele diz vem da autoridade das Escrituras, e ele cita a profecia, continuação do sermão, de que “Virá tempo, diz David, em que os Ethyopes (que sois vós) deixada a gentilidade e a idolatria, se hão de ajoelhar diante do verdadeiro Deus” e “não baterão as palmas como costumam, mas fazendo oração, levantarão as mãos ao mesmo Deus.”(pág. 303). De fato em Goiana-PE, fundada em 1570 e outras cidades brasileiras, os católicos e a Igreja Católica compraram a liberdade dos escravos vendidos pela própria África aos senhores e os transformavam em cidadãos comuns livres, com trabalho, residência e família. Isso bem antes da abolição da escravatura no Brasil, o que profética e milagrosamente justificou as palavras do padre Vieira. Abaixo seguem alguns trechos da obra do padre, todos omitidos pelo programa da Record, onde o padre se coloca duramente contra a escravidão, deixando clara a posição da Igreja. Nesses trechos ele protesta diretamente aos exploradores da época, presentes ao mesmo sermão em que estavam os negros: “Os Negros são filhos de Maria mãe de Deus.” “O comércio escravo é um ato desumano” “Os negros são filhos de Adão e Eva e foram resgatados pelo mesmo Sangue de Cristo”.Padre Antônio Vieira (1608-1697) “Saibam os pretos, e não duvidem, que a mesma Mãe de Deus é Mãe sua… porque num mesmo Espírito fomos batizados todos nós para sermos um mesmo corpo, ou sejamos judeus ou gentios, ou servos ou livres”(Sermão XIV). “Nas outras terras, do que aram os homens e do que fiam e tecem mulheres se fazem os comércios: naquela (na África) o que geram os pais e o que criam a seus peitos as mães, é o que se vende e compra. Oh! trato desumano, em que a mercancia são homens! Oh! mercancia diabólica, em que os interesses se tiram das almas alheias e os riscos são das próprias! “ (Sermão XXVII). “Os senhores poucos, e os escravos muitos, os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome, os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros, os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. (…) Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com a sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem como os nossos? Não respiram com a mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? Não os aquenta o mesmo sol? Que estrela é logo aquela que as domina, tão cruel?”. (Sermão XXVII sobre o Rosário, in Sermões, vol. 12, Porto, 1951, p.333-371). Essas foram as palavras do grande padre Antonio Vieira, omitidas pelo injurioso programa da Record, em sua flagrante tentativa de infamar a Igreja Católica. Vejamos os Testemunhos e documentos que atestam o combate da Igreja à escravidão deste os primórdios do cristianismo: O Papa S. Calisto (ano 217), era um ex-escravo elevado a Papa. O Concílio de Nicéia (ano 325), o primeiro que a Igreja realizou, afirma: “escravos foram admitidos ao sacerdócio.” Em uma Carta do Papa João VIII, datada de setembro de 873 e dirigida aos Príncipes da Sardenha, ele diz: “Há uma coisa a respeito da qual desejamos admoestar-vos em tom paterno; se não vos emendardes, cometereis grande pecado, e, em vez do lucro que esperais, vereis multiplicadas as vossas desgraças. Com efeito; por instituição dos gregos, muitos homens feitos cativos pelos pagãos são vendidos nas vossas terras e comprados por vossos cidadãos, que os mantêm em servidão. Ora consta ser piedoso e santo, como convém a cristãos, que, uma vez comprados, esses escravos sejam postos em liberdade por amor a Cristo; a quem assim proceda, a recompensa será dada não pelos homens, mas pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isto exortamo-vos e com paterno amor vos mandamos que compreis dos pagãos alguns cativos e os deixeis partir para o bem de vossas almas”.(Denzinger-Schönmetzer, Enquirídio dos Símbolos e Definições nº 668). O Papa Pio II, em 7 de outubro de 1462: Condenou o comércio de escravos como “magnum scelus” (grande crime). O Papa Pio VII (1800-1823) enviou uma Carta ao Imperador Napoleão Bonaparte da França, em protesto contra os maus tratos a homens vendidos como animais, onde dizia:“Proibimos a todo eclesiástico ou leigo apoiar como legítimo, sob qualquer pretexto, este comércio de negros ou pregar ou ensinar em público ou em particular, de qualquer forma, algo contrário a esta Carta Apostólica”(citado por L. Conti, “A Igreja Católica e o Tráfico Negreiro”, em ‘O Tráfico dos Escravos negros nos séculos XV-XIX”. Lisboa 1979, p. 337). O mesmo Sumo Pontífice se dirigiu a D. João VI de Portugal nos seguintes termos: “Dirigimos este ofício paterno à Vossa Majestade, cuja boa vontade nos é plenamente conhecida, e de coração a exortamos e solicitamos no Senhor, para que, conforme o conselho de sua prudência, não poupe esforços para que… o vergonhoso comércio de negros seja extirpado para o bem da religião e do gênero humano”. O famoso bispo de Chiapa, na América, Frei Bartolomeu de las Casas (1474-1566), levantou-se em defesa dos índios contra sua escravidão. No início do século XVI o dominicano Domingos de Minaja viajou da América Espanhola a Roma, a fim de relatar ao Papa Paulo III (1534-1549) os abusos ocorrentes com relação aos índios. Em conseqüência, o Pontífice escreveu a Bula: “O comum inimigo do gênero humano, que sempre se opõe as boas obras para que pereçam, inventou um modo, nunca dantes ouvido, para estorvar que a Palavra de Deus não se pregasse as gentes, nem elas se salvassem. Para isso moveu alguns ministros seus que, desejosos de satisfazer as suas cobiças, presumem afirmar a cada passo que os índios das partes ocidentais e meridionais e as mais gentes que nestes nossos tempos tem chegado à nossa notícia, hão de ser tratados e reduzidos a nosso serviço como animais brutos, a título de que são inábeis para a Fé católica, e, com pretexto de que são incapazes de recebê-la, os põem em dura servidão em que têm suas bestas, apenas é tão grande como aquela com que afligem a esta gente. Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios a todas as mais gentes que aqui em diante vierem a noticia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos a servidão”.(Veritas Ipsa” (1537), onde condena a escravidão) O Papa Gregório XVI (1831-1846) em 3.12.1839 disse: “Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros ou de quaisquer outros homens que sejam “. O Papa Leão XIII (1878-1903), disse na Carta “In Plurimis”, em 5.5.1888 aos bispos do Brasil:“E profundamente deplorável a miséria da escravidão a que desde muitos séculos está sujeita uma parte tão pequena da família humana”. O papel da lgreja frente à escravatura preparou a libertação dos escravos, assinada finalmente em 13/05/1888 pela Regente católica Princesa Isabel. Para comemorar este evento, o Papa Leão XIII enviou à Princesa, a Rosa de Ouro, sinal de distinção e benevolência de Sua Santidade. Na cidade de Goiana – PE, está uma imagem belíssima de Nossa Senhora do Rosário, doada pela Princesa Isabel à Igreja Católica, por promover a liberdade e a inclusão social dos negros escravos, antes mesmo da Lei Áurea. (Catálogo Turístico, Descubra as Raízes de Pernambuco pág. 40). Santo Agostinho também teve seu texto distorcido pelo repórter macediano, ele viveu no século IV, e foi aludido maldosamente em assunto do Brasil colonial, aquele jamais fomentou a escravidão. Este foi o trecho de sua obra pinçado desonestamente: Essas duas frases abaixo de Santo Agostinho, mostram o contexto em que ele cita a palavra “escravo”, revelando a má fé do repórter macediano. “Quem é bom é livre, mesmo que seja escravo. Quem é mau é escravo, ainda que seja rei. “ “O Senhor supremo diz: Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Por isso muitos homens piedosos servem patrões iníquos, mas não livres, porque quem é vencido por outro fica escravo de quem o venceu.”(Santo Agostinho,1990, II, livro XIX, cap. XV, p.406). Como poderia a Igreja Católica, como mente esses enganadores, depreciar os negros e escravos se entre tantos santos negros e escravos que enriquecem sua hagiografia desde os primeiros séculos estão: o ex-escravo Papa S. Calisto (ano 217), Sta. Perpétua, Sta. Felicidade, S. Cipriano, S. Metódio Domenico Trcka, S. Nicolau, Sta. Efigênia, S. Antônio de Cartageró, S. Elesbão, S. Benedito, S. Serapião, Sta. Bakita, S. Frumencio, S. Pacômio, S. Eugenio de Cartago, S. Antão, S. Martinho de Lima (“mestiço”), Sta. Maria-Clémentine Blessed, Santa Anuarite Nengapeta, S. Daudi Okelo e S. Jildo Irwa??? Como poderia a Igreja Católica menosprezar os negros se a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil foi produzida em terracota pelos escravos devotos??? Falta bom senso aos caluniadores, que hoje, depois da abolição da escravatura dada pelos católicos, querem “salvar” as almas dos negros porque trazem algum dinheiro no bolso, quando antes os viam como “uma raça cuja inteligência média beira a estupidez”, “privada de qualquer bênção divina” e os marcavam a ferro quente como animais. No Portal Evangélico, veja o que confessa um evangélico sobre um jornal batista: “Na mesma época, o Baptist Record, uma publicação do Estado do Mississippi, publicou um artigo que defendia a idéia de que Deus queria os brancos governando sobre os negros porque ‘uma raça cuja inteligência média beira a estupidez’ está obviamente ‘privada de qualquer bênção divina’.Se alguém questionasse essa doutrina claramente racista, os pastores saíam com o expediente infalível da miscigenação (mistura de raças), que alguns especulavam ser o pecado que havia levado Deus a destruir o mundo nos dias de Noé. A simples pergunta‘você quer que sua filha traga para casa um namorado negro?’ silenciava todos os argumentos raciais.” (pp. 25,26). Retirado do site: http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=2638 Naquele tempo no Brasil, esta era a realidade imposta pelo governador protestante Maurício de Nassau e cuidadosamente omitida pelo programa da Record: Em 25 de junho de 1637, devido a falta de escravos para os engenhos de cana de açúcar, fugidos por causa da guerra entre holandeses e portugueses, Nassau envia uma expedição de nove navios para a Guiné, na África, sob comando do coronel Hans van Koin, para trazer mais negros para Pernambuco. Já em 30 de maio de 1641, tendo convencido os dirigentes da Cia. Das Índias de que era mais vantajoso atacar Angola, por conta dos escravos, do que a Bahia, Nassau envia uma força de invasão à África com 20 navios e mais de 4.000 homens. http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1290.html Infelizmente, para isso a Record cegou, preferindo fazer uso da vergonhosa manipulação de imagens abaixo, onde injuriosamente acusava a Igreja Católica de forçar os escravos à conversão, ilustrando isto com imagens que não correspondem aos fatos, enquanto caluniava que os escravos que se recusavam converter sofriam torturas ou eram mortos. Veja o contraste da verdade diante das calúnias de Record: Adiante, instilaram que a Igreja Católica “marcava” os escravos a ferro quente. Pura calúnia! Esta é mais uma falsidade que já caiu por terra. Em nota a esse ato selvagem, a protestante igreja anglicana já se acusou e pediu desculpas por essa violência que imprimia aos negros que escravizava. Para ver os próprios protestantes anglicanos afirmando que durante 300 anos venderam, escravizaram e marcaram a ferro quente os escravos com a palavra “Society”, referida ao organismo daquela igreja, acesse: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=65544 Para ver todo o desrespeito empregado pelo protestantismo ao Povo Negro, e convocação feita pelo Sr. Hernani Francisco da Silva, Presidente da Sociedade Cultural Missões Quilombo a todas as Igrejas protestantes a pedirem perdão pelo desrespeito, preconceito, escárnio e tráfico deste povo, acesse:http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20880 Nada melhor do que expor as pinturas de Debret, contemporâneo dos tempos do Brasil império. Assim podemos ver de fato, que ao contrário do protestantismo, a Igreja Católica não fazia qualquer discriminação aos negros. Outros detalhes dos maliciosos embuste da Record: 1- A “arqueóloga” sequer sabia que no passado os cemitérios eram feitos em volta das Igrejas Católicas, e aproveitaram para induzir a crer que a Igreja escondia mortos. 2- Eles omitiram que entre os maiores traficantes de escravos para o Brasil está o protestante Maurício de Nassau; 3- Eles omitiram as bulas Papais contra a escravidão mesmo antes do descobrimento do Brasil; 4- No próprio vídeo eles mostraram no filme de “cem anos” apresentado no embuste, que os negros eram bem vestidos e tratados pela Igreja. Freiras até aparecem os abençoando com cruzes os encarcerados; 5- O fato de haver hoje capela nos presídios, não quer dizer que é a Igreja Católica que encarcera as pessoas. O fato de haver Igrejas próximas às senzalas no passado, não quer dizer que a Igreja traficava escravos. Isso desfaz o sofisma do repórter macediano; 6- A citada CNBB, fundada tardiamente em 1952, pode até pedir desculpas por não ter podido fazer mais do que estava ao alcance, especialmente por não existir. Mas jamais precisou pedir desculpas por ter agido diretamente contra a honra e a integridade física de índios e escravos, como terrivelmente fizeram os protestantes, menosprezando e exterminando os de seus países; 7- Observe que o “documentário” é forjado com várias cenas de ficção, ou produzidas pela própria Record sob título de “simulação”; 8- A cabeça do rei Garcia II está sepultada na Igreja Católica porque foi um grande católico, e não porque a Igreja o matou, como fez parecer o desonesto repórter; 9 – A igreja de angola feita museu da escravatura, apesar da simplicidade, é um motivo de orgulho e identidade dos angolanos, que lhe atribuem um enorme valor e reconhecimento, funcionando como local que abriga os testemunhos da história dos seus antepassados que viveram a escravidão e o sofrimento do povo angolano. Estranhamente, o senhor que acompanha o desonesto repórter, balbucia mais do que sabe, e é sempre impulsionado pelas auto-sugestões sensacionalistas do repórter macediano; 10- Todos que deram depoimento contra a verdade, naquele atentado forjado pela emissora do Edir Macedo, demonstram ou serem aprendizes marxistas ou membros da própria igreja Universal, a julgar pelos disparates ante-históricos mencionados. Logo fica patente, que diante de tanta mentira e omissão, a verdadeira intenção da Rede Record era macular a Igreja Católica em busca de incautos para a Igreja Universal do mesmo proprietário. Há poucos anos atrás, essa mesma emissora, baseando-se no calunioso livro “O Papa de Hitler”, forjou um embuste semelhante onde sistematicamente acusava a Igreja Católica de fazer parte do nazismo e ter ajudado a dizimar os judeus. Essa farsa também foi desmascarada, no link: http://www.olavodecarvalho.org/semana/070201jb.html , pelo jornalista Olavo de Carvalho do Jornal do Brasil, onde ele mesmo pediu perdão por um dia ter acreditado nesta farsa de livro, usado pela Record do bispo Edir Macedo. Sábio conselho é o de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que muito bem cabe aos que forjaram tal embuste veiculado pela Record: “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. (Jo 8,44). #EdirMacedo #IgrejaUniversal #Protestantes #ApologistasCatólicos #escravidão #IgrejaCatólica #RespostaàRedeRecord #rederecord
- Oração ou Reza?
Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Vermelho ou encarnado? Um termo vale o outro, com a diferença de que “vermelho” é da língua literária, “encarnado” da língua popular. Igualmente, “oração” é palavra clássica, ao passo que “reza” é da língua caseira. Mas o mesmíssimo significado: A elevação da mente e do coração a Deus, para o adorar, agradecer e pedir-lhe as graças de que necessitamos. É somente isto a vontade de Deus, não lhe interessa o som das palavras, diferentes nas várias línguas. Isso vale aqueles que, destituídos de um mínimo de cultura ou honestidade intelectual, fazem das duas palavras, “oração” e “reza”, um cavalo de batalha. “Nós oramos os católicos rezam: logo, os católicos estão errados”. Os desinformados e/ou desonestos precisam saber que “oração” “orar” (sem necessidade de remontar ao hebraico “Or” (Luz)), são palavras originadas do latim, língua de Roma e, portanto, língua legítima da Igreja Católica: (Oratio , orare). Até a aparição dos primeiros protestantes (1520), foram de exclusividade nossa, na liturgia da Igreja Ocidental. Querer vender-nos o que é nosso é crime de estelionato! Sendo um pouco mais específico Orar vem do latim orare; e rezar, do latim recitare, que também deu em português recitar. Já em latim, os verbos orare e recitare têm sentidos muito próximos: o primeiro significa “pronunciar uma fórmula ritual, uma oração, uma defesa em juízo”; o segundo, “ler em voz alta e clara” (portanto, o mesmo que em português recitar). Entretanto, para orare prevaleceu na latinidade e nas línguas românicas o sentido de rezar, isto é, dizer ou fazer uma oração ou súplica religiosa (cfr. A. Ernout–A. Meillet,Dictionnaire étymologique de la langue latine — Histoire des mots, Klincksieck, Paris, 4ª ed., 1979, p. 469). Nós, católicos, damos ao verbo rezar um sentido bastante amplo e genérico, e reservamos a palavra oração mais especialmente — mas não exclusivamente — para os diversos gêneros de oração mental, como a meditação, a contemplação etc. Não há razão, portanto, para fazer dessa ligeira diferença, comum nos sinônimos, um tema de disputas. Os protestantes, entretanto, salientam a diferença por dois motivos. Primeiro, porque para eles serve de senha. Com efeito, acentuando arbitrariamente essa pequena diferença de matiz entre as palavras, eles utilizam orar em vez de rezar, e assim imediatamente se identificam comocrentes (como diziam até há pouco) ou evangélicos (como preferem dizer agora). Isso tem a vantagem, para eles, de detectar entre os circunstantes os outros protestantes que ali estejam. É um expediente ao qual recorrem todas as seitas dotadas de um forte desejo de expansão, como é o caso dos protestantes no Brasil. Por outro lado, a oração, para os protestantes, não tem o mesmo alcance que para nós, católicos. Enquanto para nós o termo oração engloba todos os gêneros de oração — desde a oração de petição até as orações de louvor e glorificação de Deus — os protestantes esvaziam a necessidade da oração de petição, que para eles tem pouco ou nenhum sentido. Com efeito, como nós, católicos, sabemos, a vida nesta Terra é uma luta árdua, em que devemos pedir a Deus em primeiro lugar os bens eternos, e depois os bens terrenos de que temos necessidade. É o que ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo. Até ontem, quando a Missa era em latim, assim como ainda hoje em boa língua portuguesa, o termo clássico era de uso comum, esses ignorantes deveriam verificar entre qualquer Igreja Católica, durante a Missa e ouvirão, mais de uma vez, o convite do celebrante: “Oremos!” E, uma vez o solene: “Orai irmãos para que nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai, Todo Poderoso”. Dizer que a Igreja não ora é no mínimo preguiça de pesquisar a verdade, a Igreja nunca fez distinção entre uma coisa e outra, pois via e continua a ver o mesmo significado em ambas as palavras, o que sempre foi real, os santos e santas que nos antecederam assim já nos demonstravam: “Depois que ficava em oração, via que saia dela muito melhorada e mais forte.” Santa Teresa d’Ávila “Assim como necessitamos continuamente da respiração, assim também temos necessidade do auxílio de Deus; porém se queremos, facilmente podemos atraí-lo pela oração.” São João Crisóstomo “Ora et Labora!”Reza e trabalha! São Bento“Sabe viver bem quem sabe rezar bem.” Santo Afonso Maria de Ligório“A oração consiste em tratar a Deus como um pai, um irmão, um Senhor e um Esposo.” Santa Teresinha“Quem começou a rezar não deve interromper a oração, em que pesem os pecados cometidos.” “Com a oração poderá logo soerguer-se, ao passo que sem ela ser-lhe-á muito difícil. Não deixe que o demônio o tente a abandonar a oração por humildade” Santa Teresinha Podemos perceber então que tal distinção não fazia e nunca fez parte da vida religiosa dos santos e santas da Igreja, como então continuarmos com esse paralelismo que, até entre os católicos hoje existe? Basta parar de acreditar na primeira besteira que se ouve e buscar a Sabedoria da Igreja de dois mil anos, que tem todas as respostas necessárias. Ainda neste contexto perceberemos que nem mesmo o Catecismo da Igreja Católica difere uma coisa da outra, pois ao utilizar ambas demonstra que não existe e nunca existiu diferentes significados, podendo assim serem usadas sem problema algum de cometer um dito “erro”, vejamos: “A Oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus nos bens convenientes. De onde falamos nós, ao rezar?…” CIC 2559 “[…] Os Salmos alimentam e exprimem a oração do povo de Deus como assembléia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e cada sábado nas sinagogas. […] Rezados e realizados em Cristo, os Salmos são sempre essenciais à oração de Sua Igreja.” CIC 2586 “A oração não se reduz ao surgir espontâneo de um impulso interior; para rezar é preciso querer. Não basta saber o que as Escrituras revelam sobre a oração; também é indispensável aprender a rezar, E é por uma transmissão viva (a Sagrada Tradição) que o Espírito Santo, na ‘Igreja crente e orante’, ensina os filhos de Deus a rezar.” CIC 2650 Fica evidente então a Sabedoria da Igreja e a Verdade que nela, através de Nosso Senhor, se expressa. Em outra Crítica protestante acerca da prática de tais palavras veremos, a seguir, o cuidado que devemos ter. A CRÍTICA PROTESTANTE A RESPEITO DAS PALAVRAS REPETIDAS Para sustentar que “não devemos orar repetidas vezes”, os protestantes, como diz a missivista, apelam para a Bíblia. Provavelmente se referem ao Evangelho de São Mateus (6,7): “Nas vossas orações, não queirais usar muitas palavras, como os pagãos, pois julgam que, pelo seu muito falar, serão ouvidos”. A interpretação deste texto de São Mateus não é entretanto a que os protestantes lhe dão. Ele significa simplesmente que a eficácia da oração não decorre da loquacidade, mas sobretudo das boas disposições do coração. As disposições sendo boas, em princípio, quanto mais se reza, melhor! E o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor deu o exemplo de uma oração longa e repetitiva no Horto das Oliveiras, quando, prostrado com o rosto em terra, rezou por mais de uma hora, dizendo: Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice; mas não se faça a minha vontade, e sim a vossa (cfr. Mt 26, 39-44; Lc 22, 41-45). Quanto à necessidade da insistência na oração, no Evangelho de São Lucas (11, 5-8) se lê a impressionante lição do Divino Mestre: “Se algum de vós tiver um amigo, e for ter com ele à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, porque um meu amigo acaba de chegar a minha casa de viagem, e não tenho nada que lhe dar; e ele, respondendo lá de dentro, disser: Não me sejas importuno, a porta já está fechada, e os meus filhos estão deitados comigo; não me posso levantar para te dar coisa alguma. E, se o outro perseverar em bater, digo-vos que, ainda que ele se não levantasse a dar-lhos por ser seu amigo, certamente pela sua importunação se levantará, e lhe dará quantos pães precisar”. A reiteração de nossos pedidos a Deus deve pois chegar a esse ponto da importunação, segundo o conselho do mesmo Nosso Senhor. E por aí se vê como os protestantes, abandonando a sabedoria da Igreja e arrogando-se o direito ao livre exame, se afastam da reta interpretação das Sagradas Escrituras, fazendo ilações lineares, sem levar em conta outras passagens sobre o mesmo tema, o que é indispensável para chegar ao verdadeiro sentido de todas elas. Que possamos com esta elucidação parar de fazer esse paralelismo errôneo e protestante e de uma vez por todas também aprender a nos defender nesta questão de fé, sempre com a caridade e piedade cristã que nos é lícita mas sem nunca deixarmos de anunciar a Verdade a nós revelada. Que Nosso Senhor sempre vos Ilumine e que vosso coração sempre tenha espaço para a Santíssima Virgem Maria! #Deus #outro #haver #igualmente #passo #caseira #hebraico #reza #ao #foi #grandeparte #foram #sentidos #Palavra
- Espanha: beatificados 23 mártires da guerra civil
Assassinados em 1936, “vítimas do ódio pela fé” MADRI, segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 (ZENIT.org) – Durante missa solene celebrada na catedral de Santa María La Real de La Almudena, no coração de Madri, foram anunciados ontem 23 novos beatos, todos mártires mortos pela milícia durante a Guerra Civil (1936-1939) “como vítimas do ódio pela fé”. O ato foi presidido pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que representou o papa Bento XVI. As 23 vítimas do ódio anticlerical e antirreligioso foram Francisco Esteban Lacalendola e outros 21 membros da congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, além de um leigo, Cándido Castán San José, pai de família. A cerimônia contou com a presença do superior geral dos Oblatos, membros da congregação, o arcebispo de Madri, cardeal Antonio María Rouco Varela, e bispos de vários países, entre os quais Espanha, Paraguai e Estados Unidos. Neste ano, justamente, celebra-se o 150º aniversário da morte do fundador da congregação, Charles-Joseph-Eugene de Mazenod (1782-1861), canonizado por João Paulo II em 3 de dezembro de 1995. As raízes da perseguição de 1936 vêm da primeira metade do anos 1800. Em 1836, o então presidente do governo espanhol, Juan de Dios Alvarez Mendizábal, proclamou os decretos de desamortización, que confiscavam todos os imóveis considerados “improdutivos”,inclusive propriedades da Igreja. Depois da queda da monarquia espanhola, em 1931, e da vitória da Frente Popular nas eleições de 1936, o anticlericalismo virou perseguição aberta contra os membros da Igreja, com prisões e execuções sumárias do clero, de religiosos e de fiéis. Os eventos obrigaram o papa Pio XI (1857-1939) a usar em setembro do mesmo ano a palavra “martírio” num discurso a um grupo de refugiados espanhóis. Particularmente mal visto pela Frente Popular era o trabalho pastoral dos Missionários Oblatos. Após ameaças feitas em 1931 e 1934 contra a congregação, as pressões contra os frades culminaram em 22 de julho de 1936 num ataque de uma milícia armada contra a casa dos Oblatos em Pozuelo de Alarcón, a oeste de Madri, que acabou com a prisão de 38 pessoas. Oito delas, sendo sete frades e o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Católicos, Cándido Castán San José, foram baleadas em um parque na madrugada de 24 de julho, sem qualquer explicação nem julgamento. Os outros foram libertados em 25 de julho, mas presos novamente em outubro e levados para o Cárcere Modelo, de Madri, onde sofreram graves maus-tratos. Dois frades foram mortos em 7 de novembro e treze outros em 28 do mesmo mês, em Paracuellos de Jarama, a nordeste da capital. Durante a execução, conforme depoimentos coletados pelo Postulador Geral da Causa de Beatificação, Pe. Joaquín Martínez Vega, OMI, ouviram-se palavras de perdão e a exclamação “Viva Cristo Rei!”. Seu martírio (da palavra grega “testemunho”), compromisso missionário e perseverança na fé “usque ad sanguinem” foram oficialmente reconhecidos pela Igreja num decreto assinado pelo Santo Padre em 2 de abril deste ano. O cardeal Amato ressaltou: “Eles não tinha feito nada de errado. Seu desejo era só fazer o bem a todos e anunciar o Evangelho de Jesus, que é uma boa notícia de paz, de alegria e fraternidade” (Rádio Vaticano, 17 de dezembro). Durante a celebração, o cardeal recordou também que “os mártires de todos os tempos são testemunhas preciosas da boa existência humana, que responde à brutalidade dos perseguidores e dos carrascos com a delicadeza e a coragem dos homens fortes. Sem armas e com o poder irresistível da fé em Deus, eles venceram o mal, deixando para todos nós uma herança preciosa de bem”. “Os carrascos são esquecidos, mas suas vítimas inocentes são lembradas e celebradas”. Seu testemunho de fé nos deixa uma lição valiosa. “A história, infelizmente, mostra que quando o homem arranca da consciência os mandamentos de Deus, ele também rasga do coração as fibras do bem, chegando a cometer atos monstruosos. Perdendo Deus, o homem perde a sua humanidade”, disse o cardeal, cujas palavras ecoam as de Bento XVI, ditas na semana passada. O papa tinha afirmado na última quinta-feira, durante as Vésperas com universitários na Basílica do Vaticano: “Quantas vezes os homens tentaram construir o mundo sozinhos, sem ou contra Deus! O resultado é marcado pela tragédia das ideologias, que, no fim, se mostraram contra o homem e contra a sua profunda dignidade”. O pontífice saudou com alegria a beatificação dos mártires espanhóis no final do ângelus deste domingo: “A alegria pela sua beatificação se une à esperança de que o seu sacrifício ainda dê muitos frutos de conversão e de reconciliação”. Com dados do SeDoc – Serviço de Documentação da Rádio Vaticano #discurso #Alvarez #aberta #anticlericalismo #monarquia #eugenedemazenod #PapaBentoXVI #Solene #em3 #joãopaulo #propriedades #juandedios #Catedral #segundafeira #guerracivil1936 #Espanhola #papapioxi #Missa #Palavra #Cardeal
- O Papa a jovens: Não tenham medo ao sacrifício, a Igreja confia em vocês
ACI/EWTN Noticias) Em sua mensagem pela 45ª Jornada Mundial da Paz que será celebrada neste 1 de janeiro de 2012 e que foi divulgada hoje, o Papa Bento XVI fez um especial chamado aos jovens a não desanimar diante das dificuldades, a não ter medo ao sacrifício e a procurar sempre a Deus para viver os ideais do bem e da beleza. Na mensagem titulada “Educar os jovens para a justiça e a paz” e dirigindo-se aos jovens, o Papa recordou que “não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno”. “Queridos jovens, vós são um dom precioso para a sociedade. Não lhes deixem vencer pelo desânimo ante às dificuldades e não lhes entreguem às falsas soluções, que com freqüência se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas”. Seguidamente o Santo Padre exortou a não temer: ” vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo”. “Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos”. O Papa Bento XVI animou os jovens dizendo: “Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz”. A “vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar”, alentou o Santo Padre. No texto o Pontífice descreveu algumas das características do mundo atual em meio da crise econômica cujas raízes são culturas e antropológicas. “Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia”, assinala. “Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: “Educar os jovens para a justiça e a paz”, convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo”, afirmou Bento XVI. O Papa disse logo que “A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver “coisas novas””. Bento XVI se referiu logo à educação das novas gerações como a “a aventura mais fascinante e difícil da vida”. “Educar – na sua etimologia latina educere– significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo”, explicou. “Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe”. O primeiro lugar da educação, recordou, é a família: “Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ». Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz”. Ante as ameaças e os desafios atuais que vivem a família, o Papa exorta aos pais a não desanimar-se: “induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas”. O Santo Padre também pediu aos educadores embarcar em sua missão respeitando e valorizando “em toda circunstância a dignidade de cada pessoa” e solicitou aos responsáveis políticos a ajudar “concretamente as famílias e instituições educativas a exercer seu direito-dever educar. Nunca deve faltar uma ajuda adequada à maternidade e à paternidade”. O Papa recordou também que “os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens”. “É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de fato, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa”, afirmou. O Papa se referiu logo ao fato de que só na relação com Deus o homem é capaz de entender e viver sua liberdade. “Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De fato, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.”. O Pontífice afirmou que “para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado”. “Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas”. O Papa explicou logo a importância de educar para a justiça e a paz, dois valores fundamentais para o desenvolvimento humano integral que surgem do amor de Deus e que devem estar sempre presentes na sociedade e nas relações entre as pessoas. “Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas reflexões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz »”, concluiu. #osproblemas #SantoPadre #Deus #garante #ter #pela #ACI #ewtn #Tempo #omundo #neste #voltar #nossaliberdade
- Provas Irrefutáveis do Episcopado e Martírio de Pedro em Roma
Fonte: Apologistas Católicos Isso é verdade? Pedro ignorou a capital do Império Romano, uma cidade de grande importância naquela época, e que tinha, aliás, uma grande população judaica? E por que esses grupos protestantes são tão inflexíveis em sua recusa a acreditar que Pedro esteve em Roma? A resposta a esta última questão é bastante fácil de entender. Os protestantes, em sua rejeição de muitas Tradições e doutrinas católicas, também rejeitam o primado de Pedro e a sucessão apostólica. Em seu clamor ardente para derrubar a teoria de sucessão apostólica, eles tentam colocar Pedro tão longe de Roma e da Itália quanto possível! Um honesto teólogo e historiador protestante, Adolph Harnack, escreveu que “negar a estadia em Roma de Pedro é um erro que hoje é claro para qualquer estudioso que não é cego. A morte por martírio de Pedro em Roma já foi impugnado em razão de prejuízo protestante.” [1] TOTAL UNANIMIDADE Pedro teve que morrer e ser enterrado em algum lugar, e a TRADIÇÃO CRISTÃ esmagadora está em total acordo, desde os primeiros tempos, que foi realmente em Roma que Pedro morreu. F.J. Foakes-Jackson, em seu livro Pedro: O Príncipe dos Apóstolos, afirma “Daí por diante não há dúvida alguma de que, não só em Roma, mas em toda a igreja cristã, a visita de Pedro à cidade foi um fato concreto, como foi seu martírio juntamente com o de Paulo” (New York, 1927. p. 155.). O Historiador Arthur Stapylton Barnes concorda: “O ponto forte na prova dos [igreja] pais é a sua unanimidade. É bastante claro que nenhum outro lugar era conhecido por eles como alegando ter sido palco da morte de São Pedro, e o repositório de suas relíquias.” – (São Pedro, em Roma, Londres, 1900. P. 7.) A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog confirma isso dizendo: “Tradição parece manter que Pedro foi a Roma [….] e ali sofreu o martírio sob Nero. Nenhuma outra FONTE descreve o lugar do martírio de Pedro em um lugar diferente de Roma. Parece mais provável, no todo, que Pedro morreu como um mártir em Roma no final do reinado de Nero, em algum momento após a cessação da perseguição geral.” (Artigo: “Pedro”) João Inácio Dollinger afirma esta mesma evidência: “São Pedro trabalhou em Roma é um fato tão abundantemente comprovado e tão arraigado na história cristã primitiva, que quem trata como uma lenda devia, em coerência tratar de toda a história da Igreja primitiva como lenda também, ou, pelo menos, bastante incerta“(A primeira era do cristianismo e da Igreja, em Londres. 1867. p. 296). Palavras fortes. Como autor James, afirma Hardy Ropes: “A tradição, entretanto, que Pedro veio a Roma, e sofreu o martírio sob Nero (54-68 d.C), ainda na grande perseguição que se seguiu ao incêndio da cidade ou um pouco mais tarde, repousa sobre uma base diferente e mais firme …. É inquestionável que 150 anos após a morte de Pedro essa era a crença comum em Roma que ele havia morrido lá, como tinha Paulo. Os “troféus” dos dois grandes apóstolos podiam ser vistos na Colina do Vaticano e pela Via Ostiense … uma forte tradição local da morte em Roma, de ambos os apóstolos é atestada em um tempo não muito distante do evento.”(A Era Apostólica à Luz da Crítica Moderna. New York. 1908. Pp. 215-216.) A crença de que Pedro foi martirizado e viveu em Roma não foi devido à vaidade ou ambição dos cristãos locais, mas foi sempre atestado, por toda a Igreja. Nenhum depoimento até o meio do século 3 realmente precisa ser considerado; por que até este tempo, a Igreja presente em Roma alegou ter o corpo do apóstolo e NINGUÉM contestou o fato. É mais do que interessante perceber que não há uma única passagem ou declaração em contrário, em qualquer das obras literárias que se tratam com os fundamentos do cristianismo até mesmo depois da Reforma. Você não acha que é estranho? Você não acha que alguém não teria aproveitado esta reivindicação de Roma, para usá-la como um ponto de discórdia se houvesse alguma dúvida quanto à sua validade? Você não acha que as Igrejas orientais teria chegado a rechaçar esta pretensão, se não fosse verdade? Durante séculos, as igrejas orientais estavam em conflito quase constante com Roma durante a Páscoa, o sábado, e muitas outras questões doutrinárias. Se eles pudessem aproveitar esta reivindicação de Roma que Pedro tinha trabalhado e morrido lá, eles certamente teriam usado isso contra a Igreja de Roma! Mas eles não usaram. POR QUE? Porque não havia absolutamente nenhuma dúvida sobre Roma ter sido o local de episcopado e morte de Pedro! Completa, William McBirnie: “Nós certamente não temos sequer a menor referência que aponta para qualquer outro local além de Roma, que poderia ser considerado como a cena de sua morte. E em favor de Roma, existem tradições importantes que ele realmente morreu em Roma. No segundo e terceiro séculos, quando certas Igrejas estavam em rivalidade com os de Roma nunca ocorreu que um único deles contestasse a alegação de Roma que era lá o local do martírio de Pedro.” (A Procura aos Doze Apóstolos. Tyndale House Publishers, Inc. Wheaton, Illinois. 1973. P. 64.) O Dicionário bíblico de Unger afirma inequivocamente que “a evidência para de seu martírio [de Pedro] lá [em Roma] está completa, enquanto há uma ausência total de qualquer declaração contrária nos escritos dos pais da Igreja” (Terceira Edição, Chicago. 1960. P . 850). George Edmundson, em seu livro A Igreja em Roma no século I, dogmaticamente repete a mesma conclusão: “Nós não temos sequer o menor vestígio que aponte para qualquer outro lugar que poderia ser considerado como a cena da morte dele [de Pedro] …. É um ponto ainda mais importante que no segundo e terceiro séculos, quando certas igrejas estavam em rivalidade com a de Roma, nunca ocorreu a uma única delas contestar a alegação de que Roma era a cena do martírio de Pedro. Na verdade, até mais pode ser dito; precisamente no leste, como fica claro a partir dos escritos pseudo-Clementinos e as histórias Petrinas, sobretudo aqueles que lidam com o conflito de Pedro com Simão, o mago. A TRADIÇÃO DA RESIDÊNCIA ROMANA DE PEDRO tinha domínio particularmente forte. (Londres. 1913. Pp. 114-115.)[Capslock nossos] EVIDÊNCIAS PRIMITIVAS Como a verdade é única e imutável, assim como ninguém pode apagar a história, afim de desmentir aqueles que negam a vida do Santo Apóstolo Pedro em Roma, seu episcopado e martírio nesta cidade, vale a pena sempre recordar a memória cristã afim de combater o erro. A partir do século I uma obra apócrifa chamada Ascensão de Isaías chegou até nós, e este é provavelmente o primeiro documento mais antigo e que atesta o martírio de Pedro em Roma. Em uma passagem (cap. 4, 2s), lemos a seguinte previsão: “… então surgirá Belial, o grande príncipe, o rei deste mundo, que governa desde sua origem, e ele descerá do seu firmamento em forma humana, rei da maldade, assassino de sua mãe, ele mesmo é o rei deste mundo, e ele vai perseguir a planta que os 12 apóstolos do Amado plantaram, um dos 12 será entregue em suas mãos.” Esta é uma clara referência ao imperador Nero, que assassinou sua mãe Agripina em 59 d.C, e colocou Pedro a morte em fevereiro de 68 d.C. Ele não pode ter se referido a Paulo, pois este foi decapitado em janeiro de 67 d.C, por Hélio, um dos prefeitos que foram deixados no comando de Roma enquanto Nero estava longe na Grécia entretendo os bajuladores cidadãos desta província. A próxima referência, cronológica, é a Epístola de Clemente para Tiago. Embora muitos historiadores tenham colocado esta carta nos últimos dez anos do século primeiro, há algumas objeções a isso. A maior objeção, é claro, é que Tiago não poderia estar vivo nessa data tardia. Todas as indicações são de que Tiago foi assassinado durante a guerra interfaccional que ocorreu em Jerusalém pouco antes da destruição romana da cidade em 70 d.C. Além disso, há uma abundância de material para mostrar que Pedro ordenou Clemente PARA SUBSTITUIR LINO, como superintendente da Igreja Romana, após o martírio deste último em 67 d.C. A lista dos bispos de Roma, nos Padres pré Nicenos mostram que Clemente foi bispo de 68-71 d.C. Evidentemente, o seu primeiro ato como bispo foi informar Tiago a respeito da morte de Pedro: “Clemente para Tiago, que governa Jerusalém, a santa Igreja dos hebreus, e as igrejas em toda parte excelentemente fundadas pela providência de Deus, com os anciãos e diáconos, e o resto dos irmãos, a paz esteja sempre …. ele próprio [Pedro], em razão de seu imenso amor para com os homens, tendo chegado até Roma, clara e publicamente testemunhando, em oposição ao maligno que resistiu a ele, que há de ser um bom rei sobre todo o mundo, ao salvar os homens por sua doutrina inspirada por Deus, Ele mesmo, pela violência, trocou a presente existência pela vida eterna.” (Epístola de Clemente de Tiago) A referência enigmática à morte de Pedro ocorre no livro de João na Bíblia que, a maioria dos estudiosos acreditam que foi escrito na última década do primeiro século. Aqui, nos versículos 18 e 19 do capítulo 21, lemos: “‘Eu digo a verdade, quando você era mais jovem que você vestiu a si mesmo e andavas por onde querias; Mas quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir’ Jesus disse isto para indicar o tipo de morte com que Pedro iria glorificar a Deus.” O estiramento das mãos refere-se a crucificação de Pedro em sua velhice, no entanto, a passagem não indica onde esta a crucificação aconteceria. Nos primeiros anos do século II um documento siríaco, chamado A Pregação de Pedro, foi escrito. Sua data é indicada pelo fato de que o gnóstico Heracleon, o utilizou em seus escritos durante o tempo do imperador Adriano (117-138 dC). De acordo com João Inácio Dollinger, A Pregação de Pedro traz “São Pedro e São Paulo juntos em Roma, e divide os discursos e declarações que tiveram lugar lá entre os dois … é notoriamente fundado sob fato universalmente admitido de São Pedro ter trabalhado em Roma.” É inconcebível pensar que tal documento (alegando aceitação como um produto genuíno da era apostólica) teria apresentado uma fábula sem fundamento sobre a presença de Pedro em Roma, numa altura em que muitos que tinham visto o apóstolo ainda estavam vivos! O documento na sua introdução: “No terceiro ano de Cláudio César, Simon Cefas partiu de Antioquia para ir a Roma. E nos lugares em que ele passou, pregou em vários países a palavra de nosso Senhor. E, quando ele quase chegando em Roma, muitos já tinham ouvido falar dele e saíram para encontrá-lo…” (A Pregação de Pedro – Introdução) Cláudio começou a reinar no ano 41 d.C, e Pedro, segundo o documento, foi a Roma no terceiro ano do seu reinado, segundo o documento, logo em 44 d.C, exatamente na mesma data prevista por muitos historiadores. Por volta do ano 107 d.C. Inácio, um dos pais da igreja primitiva, diz em sua epístola à Igreja romana: “Eu não vos dou ordens como Pedro e Paulo” (Carta aos Romanos 4,3 – 107 d.C) Uma referência oblíqua à residência de Pedro em Roma. Thomas Lewin, em A Vida e Epístola de São Paulo, menciona que uma obra intitulada Praedicatio Pauli, atribuída ao segundo século, fala sobre uma reunião de Pedro e Paulo em Roma (Vol. 2 London 1874..). Os eventos que levaram à morte de Pedro são descritas em pormenores num trabalho chamado de Atos de Pedro, que estava em circulação em Roma, cerca de 85 anos após a morte do apóstolo. Mais uma vez, aqueles que leram este trabalho teriam sido da segunda geração de cristãos, cujos pais se lembrariam dos lugares e personalidades descritas. Não há nenhum registro histórico que esta narrativa a respeito da morte e episcopado de Pedro em Roma tivesse sido contestada. Portanto, um fio de verdade deve ser consagrado neste, Atos de Pedro, que ligam os eventos descritos. O Dicionário bíblico de Unger atesta a antiga crença universal de que Pedro morreu e foi bispo em Roma: “No século II Dionísio de Corinto, na epístola ao Bispo de Roma, relata, como um fato universalmente conhecido e levado em conta para as relações íntimas entre Corinto e Roma, que Pedro e Paulo, ambos, ensinado na Itália, e sofrendo o martírio na mesma época. Em suma, a maioria das igrejas quase conectados a Roma e aquelas mais fora de sua influência, que era forte, mas, irrelevante no oriente, concordam com a afirmação de que Pedro foi um dos fundadores conjuntos da igreja [de Roma], e morreu nesta cidade.” O escritor e filósofo Orígenes (185-254) (conhecido como o pai da ciência da Igreja Oriental da crítica bíblica e exegese no início do século III) escreve que, depois de pregar em Pontus e outros lugares para os judeus da Dispersão , Pedro “finalmente veio a Roma, e foi crucificado com a cabeça para baixo.” Da mesma forma Irineu, que foi bispo de Lyon, na Gália (por volta de 202) afirma na sua obra, Contra as Heresias, III,1 que “Pedro e Paulo estavam pregando em Roma, e lá que estabeleceram as bases da igreja.” Mais adiante, em Contra as Heresias, III, 2, ele acrescenta: “Indicando que a tradição derivada dos apóstolos, da igreja muito grande, muito antiga e universalmente conhecida, fundada e estabelecida em Roma pelos dois gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo.” Tertuliano, o eminente pai da igreja menciona, por volta do ano 218, “aqueles a quem Pedro batizou no Tibre” (Sobre Batismo, 4). Em seu trabalho Prescrição contra os hereges (36), ele diz que a igreja de Roma “afirma que Clemente foi ordenado por Pedro.” “A Igreja também dos romanos pública – isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas – que Clemente foi ordenado por Pedro.“ “Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!” – e falando da Igreja Romana,“onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor.“ “Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz.” (Scorp. c. 15) Clemente de Alexandria (+ 220), como citado por Eusébio, acrescenta outro detalhe quando ele menciona a visita de Pedro a Roma para lidar com Simão, o Mago. Arnóbio de Sica (307 d.C) Um pouco mais tarde, no século IV, diz: “Na própria Roma … eles se apressaram em abandonar os costumes de seus ancestrais, para juntar-se a verdade cristã, porque eles tinham visto o orgulho de Simão, o Mago , e sua impetuosa carruagem despedaçados pela boca de Pedro” (Adv. Gentes, II. 12). Lactâncio da África – que viveu por volta de 310 d.C – conta como os apóstolos, incluindo Paulo “durante 25 anos, e até o início do reinado do imperador Nero … ocuparam-se em lançar as bases da Igreja em todas as Província e Cidades. E enquanto Nero reinava, o apóstolo Pedro chegou a Roma, e … construiu um templo fiel e firme para o Senhor. Quando Nero ouviu essas coisas … ele crucificou Pedro, e matou Paulo” (Handbook of Cronologia bíblica, por Jack Finegan. Princeton, NJ, 1964). Hegesipo, que também escreveu no século 4, descreve a luta entre Pedro e Simão Mago – EM ROMA – respeito de um parente do imperador Nero, que foi ressuscitado dentre os mortos, e então como o sedutor (Simão Mago) chegou a um trágico fim. Por causa da morte de Mago (67 d.C) Nero (que o tratou como um favorito) ficou tão enfurecido que ele lançou Pedro na prisão até o seu retorno a Roma. O Eusébio (+ 324) observa que Pedro “parece ter pregado através de Pontus, Galácia, Bitínia, Capadócia e Ásia, e finalmente chegando a Roma, foi crucificado de cabeça para baixo, a seu pedido.” Em outros lugares em seus escritos, Eusébio afirma que “Paulo foi sido decapitado em Roma e Pedro ter sido crucificado ….” “Depois do martírio de Pedro e Paulo, o primeiro a obter o episcopado na Igreja de Roma foi Lino. Paulo, ao escrever de Roma a Timóteo, cita-o na saudação final da carta [cf. 2Tm 4,21].” (Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,III,2 – 317 d.C). “[…]quanto a Lino, cuja presença junto dele [do Apóstolo Paulo] em Roma foi registrada na 2ª carta a Timóteo [cf. 2Tm 4,21], depois de Pedro foi o primeiro a obter ali o episcopado, conforme mencionamos mais acima.” (Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,8 – 317 d.C). “[…]Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo” (Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,1 – 317 d.C). “Sob Cláudio, Fílon em Roma relacionou-se com Pedro, que então pregava aos seus habitantes.” (Eusébio de Cesaréia – HE II,17,1 – 317 d.C) “[…]Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo” (Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,1 – 317 d.C). O filósofo Macário Magnes, que provavelmente foi bispo de Magnésia em Caria ou Lídia por volta do ano 400 d.C, diz em um de seus diálogos, como Pedro escapou da prisão sob Herodes, e, em seguida, diz, em referência à missão de Pedro dada por Cristo para “alimentar as minhas ovelhas”, que “está registrado que Pedro alimentou as ovelhas durante vários meses apenas de ser crucificado.” Isso provavelmente significa “vários meses” de atividade em Roma antes de ser preso e condenado à morte. Magnes, em seguida, refere-se a Paulo, juntamente com Pedro: “Este vom companheiro foi dominado em Roma e decapitado … assim como Pedro … foi preso à cruz e crucificado.” A história clássica dos papas antigos conhecidos como o Liber Pontificalis (que pode ser datado, na sua forma mais antiga, do século VI) contém uma biografia de Pedro. Nesta biografia afirma-se que o apóstolo foi enterrado perto do lugar onde ele tinha sido crucificado, ou seja, “perto do palácio de Nero, no Vaticano, próximo à região do Triunfo”. O bispo Dionísio de Corinto, em extrato de uma de suas cartas aos romanos (170) trata da seguinte forma o martírio de Pedro e Paulo: “Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina do Evangelho. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente.”(Fragmento conservado na História Eclesiástica de Eusébio, II,25,8.) Gaio, presbítero romano, em 199: “Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Ide à Via Ostiense e lá encontrareis o troféu de Paulo; ide ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro.“ Gaio dirigiu-se nos seguintes termos a um grupo de hereges: “Posso mostrar-vos os troféus (túmulos) dos Apóstolos. Caso queirais ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, lá encontrareis os troféus daqueles que fundaram esta Igreja.”(Eusébio, História Eclesiástica, 1125, 7.) Ireneu (130 – 202), o Bispo de Lião referiu novamente: “Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo.” E ainda: “Os bem-aventurados Apóstolos, portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; pois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado.“ “Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.” (L. 3, c. 1, n. 1, v. 4). Epifânio (315-403 d.C.), Bispo de Constância: “A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc…” (ii. 27 – Sales, St. Francis de, The Catholic Controverse, Tan Books and Publishers Inc., USA, 1989, pp. 280-282.) Doroteu de Tiro (+362) “Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro.“ (In: Syn.) Optato de Milevo: “Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, na qual Pedro, cabeça dos Apóstolos, a ocupou.” (De Sch. Don. ) Cipriano (+ 258) Bispo de Cartago (norte da África): “A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal.” (Epístola 55, 14.) Santo Agostinho (354 – 430): “A Pedro sucedeu Lino.” (Ep. 53, ad. Gen.) o venerável Beda (historiador britânico do século VII) menciona esse entendimento UNIVERSAL no seu livro intitulado Um História da Igreja e do povo Inglês: “Quando Wilfred tinha recebido ordem do rei para falar, ele disse: “Os nossos costumes de Páscoa são aqueles que temos visto universalmente observados em Roma, onde os Santos Apóstolos Pedro e Paulo viveram, ensinaram, sofreram, e estão enterrados.” Também Simeão Metafrastes, que viveu em 900 d.C, é disse, “que Pedro ficou algum tempo na Bitínia; onde tendo pregado a palavra, estabeleceu igrejas, bispos ordenados, padres e diáconos, no ano 12 de Nero [66 d.C] e retornou a Roma.” William Cave, em seu livro acadêmico sobre a vida dos doze apóstolos, faz eco ao historiador Onófrio: “Onófrio, um homem de grande erudição e eloqüência em todos os assuntos da antiguidade … vai por si mesmo … e … afirma, que ele [Pedro] … tendo passado quase todo o reinado de Nero em várias partes Europa, retornou, no fim do reinado de Nero, a Roma, e morreu ali ….” ( a Vida dos Apóstolos, Oxford 1840). OS TEXTOS DO ORIENTE Mesmos os antigos textos etíopes traduzidos pelo falecido egiptólogo E.A. Wallis Budge mencionaram a ligação de Pedro com Roma: “E aconteceu que, quando o apóstolo divide os países do mundo, entre eles, a cidade de Roma tornou-se a porção de Pedro …. Agora, quando o bem-aventurado Pedro morreu na cidade de Roma, nos dias de Nero o imperador, os apóstolos foram dispersos…”(As Contendas dos Apóstolos, Londres 1901. p. 137). Mais adiante, no mesmo volume, encontramos mais confirmações: “E depois que todos os apóstolos terminaram seus trabalhos, e partiram deste mundo. Pedro foi crucificado na cidade de Roma, cortaram a cabeça de Paulo, na mesma cidade, e Marcos foi esfolado vivo na cidade de Alexandria ….” (Página 254). Outro documento siríaco, que é um extrato de um livro sobre o rei Abgar e o apóstolo Tadeu, descreve as áreas de responsabilidade atribuídas a cada apóstolo: “Para Simão[Pedro] foi atribuído ROMA, a João, Éfeso, para Tomé a India, e a Tadeu o país dos assírios. E, quando eles foram enviados cada um deles para o distrito que lhe tinha sido atribuído, dedicaram-se a trazer vários países ao discipulado “(os Padres Pré-Nicenos, p. 656). E, finalmente, da mesma parte do mundo, um outro antigo documento intitulado O Ensino dos Apóstolos, diz: “E César Nero se despediu crucificando numa cruz Simão Cefas na cidade de Roma”. O que eu citei aqui é apenas uma pequena amostra da quantidade volumosa de materiais existentes que mostram claramente que Pedro esteve em Roma e terminou sua longa vida lá. E, como mencionei anteriormente, não há um “i” de informação histórica que refute a alegação de Roma ser o lugar de episcopado e descanso final de Pedro. Que, em si, é notável! EVIDENCIAS MODERNAS Vamos agora cruzar as fronteiras do tempo e ver o que estudiosos modernos tem a dizer sobre a residência e morte de Pedro em Roma. Têm diminuído ao longo dos séculos a validade da afirmação de Roma? Tem a unanimidade dos primeiros séculos desaparecido e foi pisada pela crítica moderna? Engelbert Kirschbaum – um dos quatro arqueólogos que escavaram a área sob o altar de São Pedro em Roma – escreveu, em 1959: “O que sabemos é que Pedro sofreu uma morte por martírio no reinado de Nero e que desde cedo seu túmulo era conhecido por ser sobre o Vaticano perto dos jardins de Nero.” (The Tombs of St. Peter e St. Paul, New York). De acordo com George Armstrong (“Opinião” Seção do Los Angeles Times): “Após grande incêndio de Nero em 64 d.C, ele construiu uma área suburbana conhecida como Circus Vaticano para carros e corridas de cavalos. A atração adicionada do fim de semana seriam execuções públicas de criminosos ou subversivos. Pedro, um incômodo e estrangeiro, fanático religioso, era um bom candidato para uma crucificação no Circus. Segundo uma antiga tradição foi sepultado perto, logo após tal evento.” (Artigo, Mistério Romano: O caso do Santo de duas cabeças. Mid-1980). “Quando o homem chamado Simão Pedro foi brutalmente executado, a 1915 anos atrás, em Roma, faleceu um daquele pequeno grupo de personalidades históricas que merecem ser figurados como monumentais” (The Bones of St. Peter, pelo evangelista John Walsh. Nova york, 1982. p. 1). Em 1953, os autores Fulton Oursler e April Oursler Armstrong afirmara que “antes de deixar Puteoli, Paulo tinha ouvido a história completa da silenciosa conquista de Roma por Pedro, começando com os pobres, em seguida, estendendo o batismo de Cristo até mesmo para os homens do tribunal de Nero. Com Marcos ao seu lado, Pedro tinha andado com os olhos arregalados em Roma, até o Trastevere, o centro da vida judaica” (A maior fé Fé já conhecida. New York. p. 31). Bo Reicke, uma autoridade na era do Novo Testamento, observa que a cidade de Roma foi um importante centro durante o crescimento do evangelho: “Após o martírio de Tiago em Jerusalém em 62, Roma, o mais importante lugar de parada dos Apóstolos Pedro e Paulo, veio à tona, e mesmo após seu martírio lá … a capital do Império permaneceu no centro das atenções da igreja.” (A Era do Novo Testamento. Fortress Press, Philadelphia 1981 p. 211…). Desde a Reforma e o estabelecimento subseqüente de várias igrejas protestantes, tem havido um coro persistente de vozes proclamando como falácia a afirmação de Roma ser o local de residência e morte de Pedro. Um exame sério dessas alegações, no entanto, quase sempre mostra alguma falta de erudição e um viés teológico que geralmente é vingativo por natureza. Um exemplo recente de uma voz que se levantou para dizer que Pedro nunca esteve em Roma, é encontrado no livro “Babilônia Religião de Mistério”, de Ralph Woodrow: “Não há nenhuma prova, biblicamente falando, que Pedro chegou perto de Roma! O Novo Testamento nos diz que ele foi para Antioquia, Samaria, Jope, Cesaréia, e em outros lugares, mas não a Roma! Esta é uma estranha omissão, especialmente por que Roma era considerada a cidade mais importante do mundo!” Realmente estranho! Sr. Woodrow faz uma declaração enfática aqui que Pedro nunca chegou perto de Roma, mas não oferece nenhuma evidência para apoiar isso. Não há nenhuma prova, biblicamente falando, que Pedro não foi a Roma! Por que não pode a frase “outros lugares” incluir Roma? Isso é típico dos argumentos apresentados por uma minoria que simplesmente não conseguem aceitar a presença de Pedro em Roma para tentar desfazê-lo como Papa! Estudos sérios e o verdadeiro discernimento, mostram que a passagem do tempo não tem negado a esmagadora evidência de que Pedro realmente foi pra Roma viveu e morrer ali. PEDRO VISITOU ROMA MAIS DE UMA VEZ? Você notou algo incomum em várias das citações anteriores sobre Pedro? Você percebeu o que Simeão Metafrates e Dean Stanley disseram? Perceba! “… Pedro ficou algum tempo na Bitínia, onde pregou a palavra, fundou igrejas, ordenou bispos, padres e diáconos, no ano 12 de Nero, ele retornou a Roma.” Isso pode possivelmente significar que Pedro estava em Roma, em mais de uma ocasião? Observe o que Dean Stanley diz: “… a visão que São Pedro … (2 Pedro 1:14), teve nesta última visita à Bitínia… Pouco tempo depois Pedro retornou ao Roma, onde mais tarde foi executado.” Será isso uma coincidência? A palavra “retornou” certamente implica em uma visita anterior! Na História Eclesiástica de Eusébio, lemos: “Sob o reinado de Claudio [41-54 dC] pela providência benigna e graciosa de Deus, Pedro, esse grande e poderoso apóstolo, que por sua coragem assumiu a liderança do resto, e foi conduzido a Roma.” Agora, tanto o latino (Hieronymian) e as traduções siríacas da crônica de Eusébio dizem que Pedro foi para Roma no ano segundo de Cláudio e a Antioquia dois anos depois. Aqui temos uma prova positiva de que Pedro realmente visitou Roma em mais de uma ocasião. Os dois anos mencionados aqui realmente representam o tempo gasto em Roma neste momento, segundo a tradição e a consciência acadêmica. De acordo com George Edmundson, em sua obra A Igreja em Roma no século I: “Jerônimo escreve o seguinte: “Simão Pedro, príncipe dos apóstolos, depois de o episcopado da igreja de Antioquia e pregando para a dispersão dos da circuncisão, que tinham acreditado no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, no 2º ano de Cláudio foi para Roma para se opor Simão, o Mago e sentou por 25 anos na cadeira sacerdotal até o último ano de Nero, que é o 14º. “Agora, aqui no meio de uma certa confusão … uma data definida é dada para primeira chegada de Pedro em Roma, e, note-se, é a data de sua fuga da perseguição de Herodes Agripa, e seu desaparecimento da narrativa de Atos.” (Londres. 1913. Pp. 50-51.) Jerônimo afirma que no ano 14 do reinado de Nero foi o último de seu reinado, e a história registra que Nero morreu em junho de 68, em seguida, usando o cálculo de Jerome, o 2 º ano de Cláudio deve ter sido 43 d.C. Isto concorda, como o Sr. Edmundson observou, com a data da prisão de Pedro e fuga de Herodes, e concorda com as datas históricas para o reinado de Cláudio. Cronologistas concordam que Herodes morreu em 44 d.C, e o livro de Atos mostra que depois da fuga de Pedro, Herodes foi para Cesárea, onde passou algum tempo em negociações com enviados de Tiro e de outras cidades fenícias antes de sua morte. Isso, juntamente com a tradição universal grega que os apóstolos não deixaram a região sírio-palestina até ao fim dos 12 anos de ministério, se encaixa bem com a datação de Eusébio e Jerônimo. O historiador Jean Daniélou corrobora com a data da partida de Pedro de Jerusalém: “Os Atos nos diz que em 43, após a morte de Tiago, Pedro saiu de Jerusalém “para outro lugar” (Atos 12:17). Ele está perdido de vista, até 49, quando encontramos ele no concílio de Jerusalém. Nenhum texto canônico tem nada a dizer sobre a sua atividade missionária durante este tempo. Mas Eusébio escreve que ele chegou a Roma, cerca de 44, no início do reinado de Cláudio.” (The Christian Centuries, p. 28.) No livro, O Drama dos Discípulos Perdidos, autor George F. Jowett afirma que “A primeiro ida de Pedro a Roma foi 12 anos depois da morte de Jesus …” (Página 113). Autor John Walsh também corrobora com este período: “Depois de escapar da prisão no ano 43, ele [Pedro] faz uma visita apressada à casa de Marcos, deixa certas instruções e, como Atos breves acaba, ‘Então ele saiu e foi para outro lugar.’”(The Bones of St. Peter, p. 34). Os acontecimentos imediatos após a partida de Pedro de Jerusalém são revelados em um antigo texto etíope chamado As Contendas dos Apóstolos: “… meu mestre Pedro abraçou os irmãos que viviam na cidade de Jerusalém … então partimos para a fronteira da cidade de Jope, e embarcamos em um navio e navegamos sobre o mar até [que chegamos] no ilha de Chipre, onde ficamos durante um período de 3 a 20 dias, pois assim me [Pedro] disse o Senhor para fazer …. Enquanto eu ainda estava na ilha de Chipre, o anjo de Deus apareceu para mim e disse. .. “Levanta-te, e vá para a cidade de Roma”, por isso parti para lá… cheguei à cidade de Roma e entrei nela.” (E. A. Wallis Budge. Londres 1901. P. 505). Hipólito, bispo do Ponto, também confirma primeira visita a Roma por Pedro: “Este Simão [Mago] enganando a muitos por suas feitiçarias em Samaria foi repreendido pelos apóstolos e foi colocado sob uma maldição, como foi escrito nos Atos. Mas ele depois de ter abjurado a fé e tentado [estas práticas], e caminhando até Roma caiu com o apóstolo [Pedro], e a ele, enganou a muitos por suas feitiçarias, Pedro o enfrentou várias vezes. (Philos. vi. 15.) O historiador Onófrio, como registrado por William Cave, afirma que Pedro “foi primeiro a Roma, de onde volta para o concílio de Jerusalém, ele de lá foi para Antioquia … e de passou quase todo o reinado de Nero, em diversas partes da Europa, retornou, no fim do reinado de Nero, a Roma, e lá morreu …” Aqui vemos, mais uma vez, as evidências plenas mostrando que Pedro esteve em Roma duas vezes durante sua vida. William Caverna afirma (algumas páginas antes, em seu livro A Vida dos Apóstolos (p. 200)): “O que aconteceu com Pedro após sua libertação da prisão não é certamente conhecido …. Depois disso [escapar da prisão], ele resolveu seguir viagem para Roma, onde a maioria concorda que ele chegou SOBRE O segundo ano do imperador Cláudio”. Outra pista que mostra Pedro foi a Roma, em mais de uma ocasião é feita por George Edmundson: “da primeira visita e pregação de São Pedro em Roma a tradição primitiva proferiu alguns detalhes, uma série, no entanto, de testemunhas afirmam que Marcos acompanhou o Apóstolo ROMA e lá escreveu seu Evangelho “. O EVANGELHO DE MARCOS Os primeiros escritores como Clemente, Eusébio e Jerônimo afirmam que o evangelho de Marcos foi publicado pela primeira vez em Roma – em uma data muito antiga! No segundo livro de Eusébio da história da Igreja somos informados de como Simão, o Mago escapou de Pedro em Roma, e como Pedro logo depois seguiu “levando com ele a proclamação do evangelho da glória. Para estando em Roma, Pedro aprovou o trabalho do Evangelho de Marcos .” Clemente de Alexandria afirma que Pedro pregou em Roma, e que Marcos escreveu seu Evangelho a pedido de ouvintes de Pedro. (Hipol. Lib. VI. Apud Eusébio H. E. II. 14). Papias (70-155 dC), como registrado por Eusébio, diz-nos que Marcos escreveu seu evangelho (baseado em sermões de Pedro), na cidade de Roma. William Steuart McBirnie, em seu livro A procura pelos os 12 Apóstolos, registra: Enquanto em Roma Marcos deve ter escrito seu evangelho, a pedido de S. Pedro. Os ” Pais Pós-Nicenos” registram a tradição: “Marcos, o discípulo e intérprete de Pedro escreveu um evangelho curto, a pedido dos irmãos em Roma, incorporando o que ouvira Pedro dizer . Quando Pedro soube disso, ele aprovou e publicou-o para as igrejas para serem lidos por sua autoridade, como Clemente, no livro 6 de seu “Hypotyposes” e Papias, bispo de Hierápolis, registra. (New York 1973 Pp 253-254) Um estudo cuidadoso do Livro de S. Marcos mostra que foi realmente escrito para um público gentio. Aspas nas palavras em aramaico (seguido de uma tradução delas) e sua explicação de muitos dos costumes judaicos provam isso. Mas como podemos ter certeza de Marcos escreveu seu evangelho durante uma visita anterior sw Pedro a Roma? Não é concebível que ele escreveu pouco antes ou depois da morte de Pedro, em 68 d.C? Há um número de maneiras que nós podemos resolver isso! Durante 1947, quando os Pergaminhos do Mar Morto foram sendo recuperados das cavernas da encosta adjacente à comunidade de Quram, 19 pedacinhos de papiros (identificados como fragmentos do evangelho de Marcos) foram encontrados. A Datação subseqüente pelo professor José O’Callaghan do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, mostrou que esses fragmentos faziam parte de um pergaminho mantido em uma biblioteca de palestinos em 50 d.C. Isto indica que o evangelho de Marcos pode ter estado em circulação dentro de um década e meia depois da morte de cristo. Isso se encaixa perfeitamente com tempo datado da primeira visita a Roma por Pedro e Marcos. O historiador protestante Harnack concorda, dizendo “… não pode haver … nenhuma objeção em aceitar a voz da tradição que faz com que o evangelho [de Marcos] tenha sido escrito para o uso de Romanos convertidos por Pedro por volta do ano 45 d.C” (A Igreja em Roma no século I, pp 67-68). Nas Crônicas antigas de Mateus de Paris (um monge Inglês e Cronista – sobre os 13 primeiros séculos), encontramos Pedro listado, como tendo chegado a Roma em 41 d.C e da escrita do evangelho de Marcos em 42 d.C. Se corrigirmos as datas aqui, temos 44 d.C para a chegada de Pedro a Roma e 45 para a escrita do evangelho de Marcos. (The Coming of the Saints, por John W. Taylor. London 1969. P. 138). Os apêndices de A Igreja de Roma no século I (página 239), mostram uma tabela cronológica dos eventos que revela evangelho de Marcos tendo sido escrito em Roma, em 44-45 d.C. Eles continuam dizendo que Pedro e Marcos deixaram Roma em 45 d.C e chegaram em Jerusalém, na primavera de 46. OS OUTROS TRÊS EVANGELHOS Outra maneira de determinar se Marcos escreveu seu evangelho durante uma estadia em Roma mais cedo com Pedro, ou na época da morte de Pedro, é verificar quando o evangelho foi escrito em relação aos outros três evangelhos. Nos primeiros comentários de Orígenes (185-254 dC) sobre o evangelho segundo Mateus, ele atesta que ele conhece apenas quatro evangelhos – escrito na seguinte ordem: “…como tendo aprendido pela tradição sobre os quatro evangelhos, o que por si só são inquestionáveis, na Igreja de Deus debaixo do céu, o primeiro que foi escrito foi o segundo Mateus … que o publicou para aqueles que do judaísmo passaram a acreditar, composto na língua hebraica. Em segundo lugar, o de segundo Marcos, que escreveu em conformidade com as instruções de Pedro … e em terceiro lugar e segundo Lucas, que escreveu, para aqueles que dentre os gentios [passaram a acreditar], o evangelho que foi elogiado por Paulo. Depois de todos, o segundo João.” Parece que o presente Novo Testamento preserva a ordem em que os quatro evangelhos foram escritos originalmente. Assinaturas que aparecem no final do Evangelho de Mateus em numerosos manuscritos (todos sendo mais tarde do que o século X ), dizem que a conta foi escrita sobre o 8º ano após a morte de Cristo. (Ajuda ao Entendimento da bíblia, p. 1971). Isso o colocaria no 38 d.C. Outras fontes afirmam que foi escrito em 41 d.C. Vários especialistas consideram que o evangelho de Mateus apresenta um texto mais primitivo do que Marcos. A introdução aos Evangelhos Sinóticos, no Novo Testamento da Bíblia de Jerusalém diz: “Segundo uma tradição datada do século II, São Mateus foi o primeiro a escrever um evangelho e escreveu na língua hebraica. Nosso grego “Evangelho segundo São Mateus” não se identifica com este livro peimeiramente em aramaico, que está perdido, embora haja momentos em que parece representar um texto mais primitivo do que Marcos.” O Evangelho de Lucas, de acordo com o Ajuda ao Entendimento da Bíblia “pode ter sido escrito em Cesaréia em algum momento durante o confinamento de Paulo lá por cerca de dois anos (c. 56-58 dC).” O Novo Testamento da Bíblia de Jerusalém observa que “evangelho de São Lucas e os Atos dos Apóstolos são os dois volumes de um único trabalho que hoje poderíamos chamar ‘a história da ascensão do cristianismo.” Os dois livros estão inseparavelmente ligados por seus Prólogos e por seu estilo.” O livro de Atos termina com a primeira prisão de Paulo em Roma, os dois volumes pode ser datados de cerca de 59-61 d.C Com essa evidência, podemos concluir que o Livro de Marcos deve ter sido escrito entre 38 e 61 d.C, confirmando assim a data de compilação 45 d.C e a presença de Pedro em Roma neste Periodo. FÍLON O JUDEU Existe ainda uma outra prova intrigante para uma primeira visita de Pedro a Roma. No verão de 38 d.C Agripa I visitou Alexandria, no Egito, onde ele aproveitou a oportunidade para desfilar sua “magnificência” ante os judeus da cidade. Este incitou os gregos de Alexandria a um motim e perseguirem os judeus. O conflito inter-racial que se seguiu tornou-se tão ruim que se espalhou para outras partes do Império Romano. Gaio Caligula – o imperador louco – exacerbou o problema, exigindo que os judeus alexandrinos adoracem-o como deus. Bo Reicke, em A Era do Novo Testamento, diz: “Agripa queixou-se a Gaio Caligula, assim como uma delegação de judeus de Alexandria liderado pelo filósofo Fílon, cujos livros In Flaccum e De Legatione ad Gaium discutem essa importante luta” (Press Fortress Pensilvânia. , 1981). A delegação, liderada por Fílon, viajou para Roma, em 39 ou 40 d.C, mas não teve sucesso em obter a ajuda de Calígula, que estava praticamente insano por esta altura. Quando Claudio subiu ao trono em 41, ele tentou resolver este conflito – ordenando representantes de ambos os grupos étnicos comparecerem perante ele em Roma. A segunda delegação, mais uma vez dirigida por Fílon, fez a viagem a Roma. Quando eles chegaram, Eusébio afirma que Fílon “Disse ter lido diante do Senado inteiro dos romanos sua descrição da impiedade do [Imperador] Caio, que ele intitulou, com certas ironias, refere a suas Virtudes, e suas palavras eram tão admiradas como se pudessem ter um lugar nas bibliotecas.” Enquanto Fílon estava em Roma ele se encontrou com Pedro! Note o que Willian Cave disse: “Aqui [em Roma], dizem-nos, ele [Pedro] se reuniu com Filon o judeu, que recentemente veio em sua segunda embaixada até Roma, em nome de seus compatriotas em Alexandria, e contraíu uma íntima amizade e familiaridade com ele.” (A vida dos Apóstolos. Oxford 1840. Pp. 200-201.) Eusébio comenta que “a tradição diz que ele [Filon] chegou a Roma no tempo de Cláudio para falar com Pedro que estava naquele tempo a pregação os de Roma. Isso, de fato, não pode ser improvável uma vez que o tratado a que nos referimos, composto por ele [Filon] muitos anos depois, obviamente, contém as regras da igreja que ainda são observados em nosso próprio tempo” (História Eclesiástica de Eusébio. Harvard University Press, Londres. 1975. p. 145). Parece altamente provável que Marcos foi enviado, por Pedro, para evangelizar Alexandria e áreas vizinhas COMO RESULTADO DO contato de Pedro, com Filon! A tradição oriental afirma Marcos foi para Alexandria de Roma, numa data próxima – e, eventualmente, foi martirizado lá. Como resultado da segunda viagem de Filo a Roma e dos conselhos de Agripa, Claudio ordenou que o prefeito do Egito observar que os direitos dos judeus não fossem invadidos. Ao mesmo tempo, ele advertiu os judeus de Alexandria a permanecer pacíficamente e proibiu-os para atrair mais compatriotas para a cidade para obter vantagem política. Estas diretivas pavimentou o caminho para o trabalho de Marcos na área e, como esta tradição coptas no Egito relatam”, “Mark levou seu evangelho com ele para Alexandria.” E quando foi que Marcos saiu para Alexandria? A História dos Patriarcas menciona explicitamente que a revelação a Pedro e a Marcos (que Marcos deveria ir para Alexandria) veio no ano 15 DEPOIS DA MORTE DE CRISTO – 45 d.C! (The Search For the 12 Apostles, por William Steuart McBirnie. NY 1973. P. 255). EVIDÊNCIA ARQUEOLÓGICA Uma quantidade considerável de evidências foi descoberto pelas pás dos arqueólogos provando uma antiga crença da residência e morte de Pedro em Roma. Um grande número de sarcófagos cristãos foram descobertos (agora no Museu de Latrão) mostrando cenas de prisão de Pedro por Herodes com sua posterior liberação por um anjo. O historiador francês Das perseguições dos primeiros dois séculos, Paul Allard, aponta que a freqüência com que este assunto foi escolhido tende a provar uma relação estreita entre este evento e a primeira visita de Pedro a Roma. “Várias vezes, as figuras de Pedro e Paulo são encontradas em pinturas, ilustrações, copos e tigelas datados do século IV” (Pedro: O Príncipe dos Apóstolos, p. 615). Cerca de duas milhas de Roma, na Via Appia, ergue-se a antiga Igreja de São Sebastião. Esta igreja foi originalmente chamada de Basílica dos Apóstolos por causa da tradição que os corpos de Pedro e Paulo estavam escondidos ali (em um cofre) durante a perseguição de Valeriano (253-260 dC). As primeiras tentativas para escavar sob esta Igreja foram feitas em 1892. Os escavadores descobriram uma antiga casa romana, com uma fileira de túmulos em frente – que data do primeiro e segundo séculos. Uma inscrição mostrou este edifício como sendo a casa de Hermes (Romanos 16:14), e cerca de 80 REFERÊNCIAS A Pedro foram descobertas neste local – que remonta a pelo menos o século 3. Isso é prova clara de que, numa data muito antiga o nome de Pedro foi associados a este local. Por perto, dois fragmentos de sarcófagos foram descobertos mostrando a figura de Pedro. Nas catacumbas de Roma a memória de Pedro está totalmente espalhada. Perdendo apenas em importância para Cristo como um objeto de arte catacumbal, Pedro é retratado nas paredes mofadas de três passagens subterrâneas misteriosas mais de trezentas vezes! Há quase 30 cenas diferentes e incidentes da vida de Pedro – tudo a partir dos evangelhos – representado por baixo da Cidade Imperial (Veja Catacumbas, por Pp Hertling & Kirschbaum 242-244..). In an abbreviated form, the apostle’s name was found present, at least 20 times, on the “Graffiti Wall” next to Peter’s grave beneath the high altar of St. Peters in the Vatican. Most often, his initials were arranged as a monogram, which has been found all ALL OVER ROME “scratched in ancient monuments, inked onto old manuscripts, worked subtly into wall mosaics, incised on the margins of public signs, roughly stamped on medals, coins, rings, statuettes, pots and similar household wares, even painted on gaming boards” (The Bones of St. Peter, p. 97). Em uma forma abreviada, o nome do apóstolo foi encontrado presente, pelo menos 20 vezes, no “Graffiti Wall” ao lado do túmulo de Pedro embaixo do altar-mor de São Pedro, no Vaticano. Na maioria das vezes, suas iniciais foram arranjadas como um monograma, que foi encontrado por toda a Roma “riscado em monumentos antigos, pintado em manuscritos antigos, trabalhado sutilmente em mosaicos de parede, inciso nas margens de sinais públicos, estampado em medalhas, moedas , anéis, estatuetas, vasos e produtos domésticos similares, até mesmo pintado em placas de jogos” (The Bones of St. Peter, p. 97). Nada ocorre no vácuo – evidencias da permanência de Pedro e do martírio em Roma são encontradas em muitos lugares diferentes, se alguém estiver disposto a olhar honestamente. A DEMORA DE PAULO Você já notou por que que o apóstolo Paulo continuou resistindo em ir visitar do povo de Deus em Roma? POR QUE? Porque ele não gostava de construir sobre fundamento alheio! Observe o que Romanos diz: “Mas, irmãos, em parte vos escrevi mais ousadamente, como para vos trazer outra vez isto à memória, pela graça que por Deus me foi dada; Que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo. De sorte que tenho glória em Jesus Cristo nas coisas que pertencem a Deus.Porque não ousarei dizer coisa alguma, que Cristo por mim não tenha feito, para fazer obedientes os gentios, por palavra e por obras; Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo. E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio; Antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão. Por isso também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco. Mas agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco, Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia. Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos.” (Romanos 15, 15-25 – Tradução João Almeida)[Grifos nossos] Vejam o que ele fala no verso 20 em negrito: “E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio” Isso torna tudo bem simples. Roma já havia sido evangelizada antes da escrita do livro de Romanos (57-58 d.C)! Veja o que Paulo fala em Efésios 2, 20 : “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;” Os apóstolos eram os fundamentos. Vemos então que o fundamento sobre o qual Paulo não queria construir era o fundamento de outro apóstolo, e quem foi esse outro apóstolos que evangelizou ROMA? Diante de todas as evidências apresentadas no texto, qual os leitores apontam como sendo o apostolo fundador da Igreja de Roma? Obviamente, vemos, que a Fundação sobre a qual Paulo não queria construir era a de Pedro! Assim entendemos que as tentativas de deturpar a verdade sobre a qual o protestantismo dá foros de verdade, não passa, isto sim, de lendas escandalosas e pérfidas, havendo VÁRIAS provas do martírio, episcopado e estadia de Pedro em Roma, conforme nos relata a bíblia, a história, a geografia, a arqueologia e a tradição! BIBLIOGRAFIA: Dr. Adolph Harnack: “Dogmengeschichte”, 4th ed., p. 486 (c. 1904) cited in B.C. Butler’s The Church and Infallibility pg. 140 (c. 1954) KIRBY, Peter. Ascensão de Isaias. Traduzido Por Rafael Rodrigues; Disponível em: < http://www.earlychristianwritings.com/text/ascension.html> Acesso em 13/12/2011 Irineu de Lion. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 1. Edited by Alexander Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1885.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em < http://www.newadvent.org/fathers/0103.htm >. Eusébio de Cesárea. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 1. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1890.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. < http://www.newadvent.org/fathers/2501.htm >. Clemente Romano. Epistola a Tiago. Traduzido Por Rafael Rodrigues; Disponível em: . Acesso em 13/12/2011 Pregação de Pedro. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 8. Edited by Alexander Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1886.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em < http://www.newadvent.org/fathers/0855.htm >. Tertuliano. Sobre o Batismo. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 3. Edited by Alexander Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1885.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em < http://www.newadvent.org/fathers/0321.htm >. Clemente de Alexandria. Fragmentos. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 2. Edited by Alexander Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1885.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em < http://www.newadvent.org/fathers/0211.htm >. Arnóbio de Sica. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 6. Edited by Alexander Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1886.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. . Disponível em < http://www.newadvent.org/fathers/06312.htm >. Todas as Outras obras dos Cristãos Primitivos citadas na matéria podem ser encontradas em < http://www.newadvent.org/fathers/ > #provar #longo #fonte #jáfoi #dosanos #Verdade #concorda #ter #depaulo #fjfoakesjackson #Protestantes #oponto #tempos #foakes #PrimadodePedro #outrolugar #resposta #impérioromano #estadia #harnack
- O Papa exorta a rezar confiando na vontade amorosa de Deus
ACI/EWTN Noticias) Na catequese de hoje o Papa Bento XVI animou os católicos a rezarem confiando sempre na vontade amorosa de Deus que sempre escuta as orações de seus filhos embora às vezes “pareça” o contrário. Assim indicou o Santo Padre na audiência geral desta quarta-feira na Sala Paulo VI no Vaticano. Diante de milhares de fiéis provenientes de diversas nações do mundo, o Santo Padre meditou sobre a oração de Jesus na que Ele pede a cura das doenças. Para isso se centrou nos episódios do surdo-mudo e na ressurreição de seu amigo Lázaro. O Papa disse que a cura do surdo-mudo nos mostra que “a ação curadora de Jesus está conectada com a sua intensa relação, tanto com o próximo – o doente – quanto com o Pai. (…) Com um gesto, o Senhor toca as orelhas e a língua do doente, ou seja, os locais específicos da sua enfermidade. A intensidade da atenção de Jesus manifesta-se ainda nos traços peculiares da cura: Ele usa os próprios dedos e, até mesmo, a própria saliva. Também o fato de que o Evangelista reporte a palavra original utilizada pelo Senhor – “Éfata”, ou seja, “Abre-te” – evidencia o caráter singular da cena. “O conjunto da narração, portanto, mostra que o envolvimento humano com o doente leva Jesus à oração. Mais uma vez ressurge a sua relação única com o Pai, a sua identidade de Filho Unigênito. N’Ele, através de Sua Pessoa, torna-se presente o agir curador e benéfico de Deus”. Na ressurreição de Lázaro, prosseguiu o Papa, também se entrelaçam a relação de Jesus com um amigo e seu sofrimento, e a relação filial com o Pai: “o afeto sincero pelo amigo é evidenciado também pelas irmãs de Lázaro, bem como pelos Judeus, e manifesta-se na comoção profunda de Jesus frente à dor de Marta e Maria e de todos os amigos de Lázaro, ao ponto de romper em prantos – tão profundamente humano – ao aproximar-se da sepultura”. Bento XVI disse logo que Cristo interpreta a morte do amigo “em relação com a própria identidade e missão e com a glorificação que Lhe espera. À notícia da doença de Lázaro, de fato, Ele comenta: “Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus”. Assim, “o momento da oração explícita de Jesus ao Pai em frente à sepultura é o começo natural de todo o acontecimento”. Narra o evangelista João: “Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: ‘Pai, rendo-te graças, porque me ouviste’: é uma Eucaristia“. Esta frase, afirmou o Papa Bento XVI, “a frase revela que Jesus não deixou nem sequer por um instante a oração de súplica pela vida de Lázaro. Essa oração contínua, mais ainda, reforçou os laços com o amigo e, ao mesmo tempo, confirmou a decisão de Jesus de permanecer em comunhão com a vontade do Pai, com o seu plano de amor, no qual a doença e a morte de Lázaro são consideradas como um lugar em que se manifesta a glória de Deus”. O Pontífice disse logo que este relato nos faz compreender que “na oração de súplica ao Senhor, não devemos esperar um cumprimento imediato daquilo que nós pedimos, da nossa vontade, mas confiar-nos antes de mais nada à vontade do Pai, lendo cada evento na perspectiva da sua glória, do seu plano de amor, muitas vezes misterioso aos nossos olhos”. “Por isso, na nossa oração, súplica, louvor e agradecimento deveriam fundir-se, também quando nos parece que Deus não responde às nossas expectativas concretas. O abandonar-se ao amor de Deus, que nos precede e acompanha sempre, é uma das atitudes de fundo do nosso diálogo com Ele”. “Também para nós, portanto, muito além daquilo que Deus nos dá quando O invocamos, o maior dom que pode nos dar é a Sua amizade, a Sua presença, o Seu amor. Ele é o tesouro precioso a se pedir e proteger sempre”. O Santo Padre indicou além que ” Com a sua oração, Jesus quer conduzir à fé, à confiança total em Deus e na Sua vontade, e quer mostrar que este Deus que tanto amou o homem e o mundo a ponto de mandar Seu Filho unigênito (cf. Jo 3,16) é o Deus da vida, que leva esperança e é capaz de derrubar as situações humanamente impossíveis. A oração confiante de um crente, portanto, é um testemunho vivo dessa presença de Deus no mundo, do seu interessar-se pelo homem, do seu agir para realizar o seu plano de salvação “. “Em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, a atenção pelo outro, especialmente se necessitado e sofredor, o comover-se frente à dor de uma família amiga, levam-nO a dirigir-se ao Pai, naquela relação fundamental que guia toda a sua vida. Mas também vice-versa: a comunhão com o Pai, o diálogo constante com Ele, impele Jesus a estar atento de modo único às situações concretas do homem, para levar a ele a consolação e o amor de Deus”. “Queridos irmãos e irmãs, nossa oração abre a porta a Deus, que nos ensina a sair constantemente de nós mesmos para sermos capazes de nos fazer próximos dos outros, especialmente nos momentos de provação, para levar a eles consolação, esperança e luz”. “O Senhor nos conceda sermos capazes de uma oração sempre mais intensa, para reforçar nossa relação pessoal com Deus Pai, alargar nosso coração à necessidade dos que nos são próximos e sentirmos a beleza de ser “filhos no Filho”, unidos com tantos irmãos”, concluiu o Papa. Ao final da catequese, o Santo Padre saudou em diversos idiomas incluindo o português e disse: “Saúdo cordialmente os grupos brasileiros da diocese de Pato de Minas e da paróquia de Silvânia e restantes peregrinos de língua portuguesa, a todos recordando que a oração abre a porta da nossa vida a Deus. E Deus ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos outros que vivem na prova, dando-lhes consolação, esperança e luz. De coração, a todos abençôo em nome do Senhor! #quartafeira #Cura #Deus #Isso #leva #paulovi #BentoXVI #hoje #catequese #evidência #saliva #todosos #papabento #sepultura #Jesus #assim #martaemaria #fato
- Pontifício Conselho para os leigos confirma datas para a JMJ Rio 2013
ACI) Foi confirmada hoje, em Roma, a data da Jornada Mundial da Juventude Rio2013. Conforme o jornal vaticano L’Osservatore Romano já havia mencionado, o encontro será de 23 a 28 de julho de 2013, informou o site oficial do evento www.rio2013.com. O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, divulgou a novidade por meio de seu twitter. Segundo a nota lançada neste 13 de dezembro no site da JMJ, as datas foram oficializadas durante a reunião entre o Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), que é o Comitê Organizador Central da Jornada, e a comissão do Comitê Organizador Local (COL) do Rio, que ontem chegou a Roma. Estão participando pelo COL o presidente da comissão e arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, os dois bispos auxiliares que acompanham mais diretamente a Jornada, Dom Antônio Augusto Dias Duarte e Dom Paulo Cezar Costa, monsenhor Joel Portella Amado, da coordenação geral, e os padres Márcio Queiroz, responsável pela Comunicação, e Renato Martins, responsável pelos Atos Centrais. Entre as questões que estão sendo tratadas está também a escolha da logomarca da JMJ Rio2013, que em breve será anunciada após um concurso que recebeu propostas de logomarcas de vários países do mundo. A comissão retorna ao Rio amanhã e está prevista uma reunião de todos os setores do Comitê para que seja apresentado o que foi ratificado e o que foi retificado do documento de trabalho do COL, que contem os projetos de cada setor. JMJ A Jornada Mundial da Juventude é um encontro internacional de jovens para celebrar a mensagem de Jesus Cristo. Idealizada pelo beato João Paulo II, o encontro dura aproximadamente uma semana. A última edição da JMJ foi realizada em agosto de 2011, na cidade de Madri, na Espanha, e reuniu cerca de dois milhões de jovens do mundo inteiro. O Brasil já vive o clima da Jornada, com a peregrinação da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora no Brasil. Os símbolos da JMJ percorrerão todas as dioceses brasileiras e os países do Cone Sul em preparação para a JMJ Rio2013. Para acompanhar de perto o trajeto da cruz, a JMJ Rio2013 lançou o aplicativo “Siga a Cruz” para tablets, Iphone e android. Também em preparação a este grandioso evento, está em andamento o Concurso para a escolha da letra do Hino da JMJ Rio2013 que, assim como a Logo, formam a identidade do evento. (Atualizado em 13/12 às 15:43h, GMT-3) #oencontro #osdois #pcl #Reunião #encontro #Mundial #informou #ACI #ojornal #data #JesusCristo #Dez #site #também #joãopaulo #Twitter #Comissão #Osservatore #riodejaneiro #Conselho #julho #responsável #Comitê #jornadamundial #Dom #RIO #COL #mundialdajuventude #Jornada #organizador #jornal #estão #foi #cezar #Orani #evento #riodom #uma #meio #está #hoje #janeiro #novidade #juventude #datas #losservatoreromano #Paulo #divulgou #Cruz #Vaticano #será #João #Conforme #preparação #com #JMJ #confirmada #Tempesta #Romano #escolha #havia #portella #www #Arcebispo #Pontifício
- Os dogmas Marianos
Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Hoje, os cristãos necessitam conhecer os dogmas marianos. A formação mariana requer o estudo dos dogmas marianos, tanto em seu conteúdo, como também em seu significado na vida cristã. Os dogmas marianos foram conquistas históricas e teológicas do cristianismo. Fazem parte do patrimônio e da doutrina da Igreja. Brotaram do senso sobrenatural dos fiéis. Foram formulados pela Igreja. “O dogma nasce na Igreja, que acolhe a Palavra de Deus, aprofunda e evolui na compreensão do dado revelado” (padre Leomar Antônio Brustolin, teólogo mariano). Os dogmas marianos manifestam a importância que a Igreja dá a Maria, a Mãe de Jesus Cristo. “Os dogmas marianos glorificam Maria. Ela é exaltada precisamente em sua insignificância e simplicidade, e é por intermédio dos insignificantes, dos pobres — como Maria e os que ela declara libertados — que o Reino se torna realidade entre nós. Em toda a longa tradição cristã, os dogmas marianos concentram nossa atenção na glória de Deus que brilha sobre a mãe de Jesus” (Kahleen Coyle, missionária e escritora mariana). Que são dogmas marianos O termo “dogma” provém da língua grega, “dogma”, que significa “opinião” e “decisão”. No Novo Testamento, é empregado no sentido de decisão comum sobre uma questão, tomada pelos apóstolos (cf. At. 15,28). Os Padres da Igreja, antigos escritores eclesiásticos, usavam dogma para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus e também uma decisão da Igreja. Paulatinamente, a Igreja, com o auxílio dos teólogos e pensadores cristãos, precisou e esclareceu o sentido de dogma. Na linguagem atual do magistério e da teologia, o ‘dogma’ é uma doutrina na qual a Igreja, quer com um juízo solene, quer mediante o magistério ordinário e universal, propõe de maneira definitiva uma verdade revelada, em uma forma que obriga o povo cristão em sua totalidade, de modo que sua negação é repelida como heresia e estigmatizada com anátema” (Marcelo Semeraro, professor de teologia). Definidos pelo magistério da Igreja de maneira clara e definitiva, os dogmas são verdades de fé, contidas na Bíblia e na Tradição. “O magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo, quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária” (Catecismo da igreja católica, no 88). Na Igreja os dogmas são importantes, porque ajudam os cristãos a se manterem fiéis na fé genuína do cristianismo. “Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar a gente a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (CNBB Com Maria, rumo ao novo milênio. pág. 81). Referentes a Maria, a Igreja propõe quatro dogmas: Maternidade divina, Virgindade perpétua, Imaculada Conceição e Assunção. Constituem verdades que os cristãos aceitam, aprofundam e vivenciam na comunidade de fé. Mãe de Deus Aos 22 de junho de 431, o Concílio de Éfeso definiu explicitamente a maternidade divina de Nossa Senhora. Assim o Concílio se expressou: “Que seja excomungado quem não professar que Emanuel é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus”. A intenção do Concílio de Éfeso era a de afirmar a unidade da pessoa de Cristo. Reconhecer Maria como Mãe de Deus (“Theotokos”) significa, na verdade, professar que Cristo, Filho da Virgem Santíssima segundo a geração humana, é Filho de Deus. O povo se alegrou tanto que levou os bispos do Concílio para suas casas e festejaram a proclamação do dogma mariano. A maternidade divina de Nossa Senhora é peça-mestra da teologia marial. Virgindade perpétua Conferindo as Sagradas Escrituras e os escritos dos Santos Padres, o Concílio de Latrão preconizou como verdade a Virgindade Perpétua de Maria no ano 649. Durante o Concílio, o Papa Matinho I assim afirmou: “Se alguém não confessa de acordo com os santos Padres, propriamente e segundo a verdade, como Mãe de Deus, a santa, sempre virgem e imaculada Maria, por haver concebido, nos últimos tempos, do Espírito Santo e sem concurso viril gerado incorruptivelmente o mesmo Verbo de Deus, especial e verdadeiramente, permanecendo indestruída, ainda depois do parto, sua virgindade, seja condenado”. Nossa Senhora foi sempre Virgem, isto é, antes do parto, no parto e depois do parto. Os diversos credos e concílios antigos retomaram e afirmaram essa verdade. Santo Inácio de Alexandria, são Justino, santo Irineu, santo Epifrânio, santo Efrém, santo Ambrósio, são Jerônimo e santo Agostinho foram os exímios defensores da Virgindade de Maria. A Virgindade perpétua de Maria faz parte integrante da fé cristã. Imaculada Conceição Em 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX definiu o terceiro dogma mariano: Imaculada Conceição de Maria. Em sua Bula “Ineffabilis Deus”, o Pontífice declarou a doutrina que ensina ter sido Nossa Senhora imune de toda mancha de pecado original, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em vista dos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano. Duns Scott (1266-1308) foi o teólogo que argumentou, historicamente, em favor do privilégio mariano, baseando-se na redenção preventiva. O dogma da Imaculada Conceição nos ensina que, em Maria, começa o processo de renovação e purificação de todo o povo. Ela “é toda de Deus, protótipo do que somos chamados a ser. Em Maria e em nós age a mesma graça de Deus. Se nela Deus pôde realizar seu projeto, poderá realizá-lo em nós também” (Dom Murilo S. R. Krieger – bispo e escritor mariano). Assunção de Maria A Assunção de Maria foi o último dogma a ser proclamado, por obra do papa Pio XII, a 1o de novembro de 1950. Na Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, o Pontífice afirmou que, depois de terminar o curso terreno de sua vida, ela foi assunta de corpo e alma à glória celeste. Mais de 200 teólogos, em todas as partes da Igreja, demonstraram interesse e entusiasmo pela definição dogmática. Imaculada e assunta aos céus, Maria é a realização perfeita do projeto de Deus sobre a humanidade. “A Assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história” (CNBB – Catequese renovada, no 235). Os dogmas marianos iluminam a vida espiritual dos cristãos. “Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro” (Catecismo da igreja católica, no 90). Por Padre Eugênio Antônio Bisinoto – C.Ss.R. #Deus #normas #pela #JesusCristo #dogmasmarianos #dogma #teologia #mariana #longa #conquistas #ela
- PL122 – Lei da mordaça gay
Fonte: Christo Nihil Praeponere Padre Paulo Ricardo nos fala dos perigos, absurdos e abusos da PL122, mais conhecida como a “lei da mordaça gay” e da tentativa de criminalização da Palavra de Deus por parte dos movimentos gayzistas. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JF3a9OZr52k[/youtube] #abusos #fonte #conhecida #partedos #Deus #Youtube #Praeponere #Padre #nihil #criminalização #httpwwwyoutube #gay #Lei #Paulo #Ricardo #tentativa #Christo #mordaça #pauloricardo #Palavra #fala
- Espíritas e demônios
Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Vejamos a sua afirmação referente a um astrólogo convertido á santa fé de Cristo Salvador: “Ele, seduzido pelo inimigo, em virtude de sua boa fé, foi durante muito tempo astrólogo, seduzido e sedutor, enganado, e enganador. Atraiu, enganou, proferiu muitas mentiras contra Deus, que teria dado aos homens o poder de fazer o bem, e não o de cometer o mal”. Quem é o inimigo sedutor da Astrologia e de toda forma de espiritualismo enganoso? Deus, o grande Construtor do Universo (Salmo 19.1-14; Romanos 1.19,20), criou uma multidão de criaturas espirituais muito antes de criar os seres humanos (Jó 38:4,7), uma dessas criaturas nutriu o desejo egoísta e soberbo de que as criaturas espirituais, ou seja, os anjos o adorassem em vez de adorar o único Deus Verdadeiro (Isaías 42:8; 45:5; João 17:3). Em busca desse objetivo terrível, esse anjo exaltado(Isaías 14:11-15; Ezequiel 28:11-19), opôs-se ao Criador e o caluniou, chegando a dar a entender a Eva que o bom Deus era mentiroso. A primeira sessão espírita no Jardim do Éden, foi tomada por uma catástrofe de engano (Gênesis 3.4,13; morte espiritual 3:7-10; dores 3:16-19: e expulsão do Éden 3:23,24). Por isso foi apropriado que essa horrível e malévola criatura espiritual, exarcebada de rebeldia se tornasse conhecida como Satanás (Hebraico, Adversário, opositor), o diabo (Grego, caluniador, enganador). Pai da mentira e homicida (João 8.44). Os seres espirituais que seguiram a Satanás, tornaram-se demônios, ou espíritos imundos (Marcos 5:13; 6:7; Lc 10:17-20). O diabo com os seus demônios são os mestres na arte de engano nos Centros Espíritas. Os médiuns são enganados pelos ditos espíritos de luz, que na verdade são espíritos das trevas(Atos 26:18; Efésios 5:11,12; 6:12). Daí São Paulo Apóstolo afirma: “Homens enganando e sendo enganados” (II Timóteo 3:13). O fator primordial do diabo e dos demônios é voltar às pessoas contra Deus. O diabo usa várias religiões, seitas e filosofias para enganar as pessoas e levar elas pelo erro a serem inimigas de Deus. Assim, esses demônios têm desencaminhado, perturbado, separando casais, causando enfermidades, assustando, atacando e matando as pessoas no decorrer de toda a história da raça humana, (João 10:10; Apocalipse 12:9). Há exemplos ocorridos na atualidade que confirmam que a violência dos demônios hoje é maior do que nunca. É só observar a tecnologia a serviço do mal. Para apanharem as pessoas numa cilada, o diabo muitas vezes usa o espiritualismo em todas as suas formas. Como o diabo usa esse chamariz? O espiritualismo enganoso é amálgama de todas as correntes filosóficas, teosóficas, esotéricas e mediúnicas, desde o Jardim do Éden até os dias atuais da Nova Era. Dentro desse contexto, está o espiritismo contemporâneo. O que é o espiritismo? É envolvimento com os demônios, por via direta ou por intermédio de um médium. O espiritismo faz para os demônios o que o chamariz faz para o caçador: atrai presas. E, assim como o caçador usa uma variedade de chamarizes para atrair os animais para a armadilha, do mesmo modo os espíritos iníquos incentivam várias formas de espiritismo para colocar os seres humanos sob seu controle. (Leia Salmo 119:110). Algumas dessas formas de espiritismo são: adivinhação, magia, presságios, feitiçaria, encantamentos, consulta a médiuns e comunicação com os mortos, passes, despachos e astrologia. O chamariz funciona, porque o espiritismo atrai pessoas do mundo todo. Quem mora em povoados na selva consulta curandeiros, e pessoas que trabalham em escritórios nas cidades consultam astrólogos. O espiritismo prospera mesmo em países que se dizem cristãos. Há pesquisas que indicam que nos Estados Unidos umas 30 revistas com circulação conjunta de mais de 10.000.000 de exemplares dedicam-se a várias formas de espiritismo. Todo ano os brasileiros gastam mais de 500 milhões de dólares em artigos espíritas. No entanto, 80% dos que freqüentam terreiros no Brasil são infelizmente católicos batizados. É nosso dever catequizar com todo ardor o nosso povo. Vamos livrar o nosso povo católico de toda forma de espiritualismo enganoso (ler Judas vv. 22 e 23). Se lhe ensinaram que algumas formas de espiritismo, são meios de contatar espíritos bons, talvez, fique surpreso ao aprender o que a Sagrada Escritura diz sobre o espiritismo. O povo de Deus foi alertado. “Não vos vireis para médiuns espíritas e não consulteis prognosticadores profissionais de eventos, de modo a vos tornardes impuros por eles.”(Levítico 19:31; 20:6,27). A Palavra de Deus adverte-nos de que ‘os que praticam o espiritismo’ acabarão no “lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte (morte eterna)”. (Apocalipse 21:8; 22:15). Todas as formas de espiritismo são desaprovadas por Deus (Deuteronômio 18:10-12). Todas as mensagens atuais do mundo dos espíritos vêm de espíritos iníquos. A prática do espiritismo pode levar ao molestamento ás mãos dos demônios ou até á possessão demoníaca. Portanto, Deus amorosamente nos adverte de que não nos devemos envolverem nenhuma prática espírita(Deuteronômio 18:14; Gálatas 5:19-21).Além disso, se continuarmos a praticar o espiritismo depois de sabermos qual é o conceito de Deus sobre isso, estaremos tomando o lado dos espíritos imundo, rebeldes, e seremos inimigos de Deus. I Samuel 15:23; I Crônicas 10:13, Salmo 5:4. Uma forma muito comum de espiritismo é a adivinhação– tentar descobrir o futuro ou o desconhecido com a ajuda dos espíritos. Algumas formas de adivinhação são: a astrologia, a bola de cristal, a interpretação de sonhos, a quiromancia e ver a sorte com as cartas de tarô. Muitas pessoas encaram a adivinhação como passatempo inofensivo, mas a Bíblia mostra que os adivinhos e os espíritos imundos andam de mãos dadas. Por exemplo: Atos 16:16-19, menciona um “demônio de adivinhação” que habilitava uma moça a praticar “a arte do vaticínio (adivinhação)”. No entanto, sua habilidade de predizer o futuro foi perdida quando o demônio foi expulso. É óbvio que a adivinhação é um chamariz usado pelos demônios para atrair as pessoas para sua armadilha. Se você estiver chorando a morte de um familiar amado ou de um amigo achegado, poderá ser facilmente engodado por outro chamariz. Um médium espírita talvez lhe dê informações especiais ou fale com uma voz que se parece com a do falecido. Cuidado! Tentar comunicar-se com os mortos leva a uma armadilha. Por quê? Porque os mortos não falam. Como sem dúvida se lembra, a Palavra de Deus diz claramente que na morte a pessoa “volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos”. Os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada”. (Salmo 146:4; Eclesiastes 9:5,10) Além disso, na verdade os demônios é que imitam a voz do falecido e dão ao médium espírita informações sobre essa pessoa. (I Samuel 28:3-19) Portanto, quem ‘consulta os mortos’ é enlaçado pelos espíritos imundos e age contrário á vontade de Deus (Deuteronômio 18:11, 12; Isaías 8:19). REJEIÇÃO AO ESPIRITUALISMO ENGANOSO Ao acatar os conselhos da Palavra de Deus sobre o espiritismo, você rejeita o chamariz dos demônios.(Leia Salmo 141:9,10 Romanos 12:9) Será que isso significa que os demônios param de tentar capturá-lo? Absolutamente não! Depois de tentar Jesus três vezes, Satanás “retirou se dele até outra ocasião conveniente”. (Lucas 4:13) Semelhantemente, os espíritos obstinados não só atraem as pessoas mas também as atacam. Satanás atacou Jó, o santo servo de Deus. Esse inimigo do Criador causou a perda de seus rebanhos e a morte da maioria dos seus servos. Satanás chegou a matar os filhos de Jó. A sua esposa o abandonou. A seguir, ele feriu o próprio Jó com uma doença dolorosa, seus amigos causaram perturbações, mas Jó manteve a fidelidade a Deus e foi muito abençoado. (Jó 1:7-19; 2:7, 8; 42:12). Todo sofrimento de Jô está dentro da vontade permissiva de Deus e dentro de um contexto pedagógico. Desde então, os demônios às vezes fazem com que as pessoas fiquem mudas, surdas, paralíticas ou cegas e continuam a deleitar-se no sofrimento dos seres humanos. (Mateus 9:32, 33; 12:22; Marcos 5:2-5; Lucas 13:11-16). Hoje, há relatórios que mostram que os demônios molestam sexualmente a algumas pessoas e levam outras à loucura. Claro, que tudo isso via um processo de possessão e pela prática de vícios pecaminosos. Eles incitam outras pessoas a cometer assassinatos ou suicídio, que são pecados contra Deus. (Deuteronômio 5:17; João 3:15). O diabo atenta e perturba o ser humano para que ele quebre os santos mandamentos de Deus. Dizia Santa Teresa de Ávila: “Não se deixe perturbar, nem deixar a oração – que é o que o demônio pretende”. No entanto, milhares de pessoas que já estiveram enlaçadas pelos espíritos imundos conseguiram liberta-se. Como conseguiram isso? Dando passos muito importantes para o Cristo Libertador. Qual é uma maneira de opor-se aos demônios e proteger a si mesmo e a sua família das armadilhas deles? Os cristãos do primeiro século, em Éfeso, que praticavam o espiritismo antes de se tornar cristão tomaram uma atitude. Lemos que “um número considerável dos que haviam praticado artes mágicas trouxeram os seus livros e os queimaram diante de todos” (Atos 19:19). Mesmo que você não pratique o espiritismo, livre-se de tudo que seja usado no espiritismo ou que tenha implicações com o espiritismo. Isso inclui livros, revistas, vídeos, posters, gravações musicais e objetos usados para fins espíritas. Estão incluídos também ídolos, amuletos e outras coisas usadas para dar proteção, e presentes recebidos de praticantes do espiritismo.(Deuteronômio 7:25, 26; I Coríntios 10:21). O cristão não deve receber passes, presentes e convite para visitar centros espíritas. A Santa Madre Igreja não aceita a participação de católicos no espiritismo. Para a pessoa se opor aos demônios, outro passo importante é aplicar o conselho de São Paulo Apóstolo de revestir-se da armadura espiritual que está em Efésios 6:11-17. O cristão precisa conhecer a sua doutrina e o poder de Deus para vencer as forças das trevas. “Tomando sobretudo o escudo da fé com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Efésios 6:16). Qual é o meio para receber esse poder? Estudar o Catecismo da Igreja Católica, examinar sistematicamente as Sagradas Escrituras, (Mateus 22:29; João 5:39; Colossenses 1:9,10; II Pedro 3:18) e viver verdadeiramente os Sacramentos da Santa Igreja de Deus.A medida que você continuar esse santo estudo e praticar piedosamente adoração a Deus em casa e na sua igreja, sua vida será tomada pelo poder do Espírito Santo. Isso será uma poderosa arma contra as tentações dos demônios. Para fortalecer a fé, a mente e a vida espiritual são necessários: meditação, a oração, o jejum e retiros espirituais (Mateus 6:6 -16; 14:23; 17:21; Lucas 2:37). O cristão deve opor-se poderosamente aos demônios e aos seus ataques (Efésios 4:27; Tiago 4:7). Deve procurar a forte proteção 18:10: “Torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo, e estará em alto retiro”. (Ler Salmo 145:18-20). O Criador permite que o diabo e seus demônios continuem a existir, mas ele mostra seu poder, especialmente a favor do Seu povo, e Seu nome está sendo declarado em toda a terra. (Êxodo9:16). Se você permanecer achegado a Deus, não precisará temer os demônios (Números 23:21,23; Tiago 4:7,8; II Pedro 2:9) O poder desses espíritos é limitado. Foram expulsos da presença de Deus. (Judas 6; Apocalipse 12:9; 20:1-3,7-10,14) De fato, eles têm pavor da sua vindoura destruição. (Tiago 2:19) Portanto, quer os demônios tentem atraí-lo com algum tipo de chamariz quer o ataquem de alguma outra forma, você poderá opor-se a eles (II Coríntios 2:11). O grande mestre da fé cristã Santo Agostinho nos ensina: “O diabo é como um cão amarrado que muito pode latir e fazer estardalhaço mas só morde a quem chegar perto dele”. E a Doutora da Igreja Santa Catarina de Sena afirmava: “O demônio é fraco e nada pode além daquilo que Deus Lhe permita”. CONCLUSÃO Rejeite toda forma de espiritualismo enganoso. Estude pra valer o Catecismo da Igreja Católica, comungando sempre da Santíssima Eucaristia e vivendo as doutrinas da Igreja. Cresça na graça e no conhecimento de Jesus Cristo (II Pedro 3:18). Ande sempre na unção e direção do Espírito Santo. (Rm 8:1-16; I Co 3:16, Ef 4:27-30; 5:18; I Ts 5:19,20; I Pe 5:6-9; I Jo 2:13-27; Ap 22:17). É bom afirmar que temos o anjo da guarda para nos proteger ( Salmos 34:7; 91: 11: Atos 12:7,8 e 15). A maior vitória sobre o espiritualismo enganoso e as legiões diabólicas é o poderoso nome de Jesus Cristo. É o nome sobre todos os nomes. É o nome que cura, liberta, dá vitória e salva. (Marcos 16:17,18; Atos 4:10-12;Filipenses 2:10,11; Apocalipse 19:13). O ínclito Abade de Claraval e Doutor da Igreja São Bernardo experimentava a máxima consolação em repetir o santíssimo nome de Jesus. Era como se tivesse mel na boca e sentia uma paz deliciosa no coração”. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Por Pe. Inácio José do Vale – Revista In Guardia #muitotempo #Doutor #boa #Eva #Deus #Ele #Adorar #engano #astrologia #osanjos #jardim #pelo #quem #desejo #DeCristo #culpa #emvez #SantoAgostinho
- Análise Bíblica sobre os Demônios
Fonte: Apologistas Católicos Textos como os de Ez. 28,12 – 15 e Lc.10,18 indicam que houve uma rebelião liderada por um anjo de luz (lúcifer), que, exercendo o seu livre arbítrio, optou pelo não-bem e pela ruptura de comunhão contra o Criador. Deus cria um lugar-estado (inferno) e para lá os lança (II Pe. 2,4). O chefe desses anjos caídos é denominado de lúcifer ou satanás (hebraico = adversário), recebendo outros, como: belzebu, belial, o maligno, o príncipe deste mundo, diabo (grego = instigador, acusador). Satanás lidera os demônios que: 1. São seres espirituais com personalidade e inteligência. Como súditos de satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt.12,43 – 45); 2. São malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás. 3. São numerosos (Mc. 5,9; Ap. 12,41). Eles mantêm a forma angélica, com a natureza voltada para o mal. Têm inteligência e conhecimento, mas não podem conhecer os pensamentos íntimos das pessoas e nem obrigá-los a pecar. Há autoridade e organização no mundo inferior (Mt. 25,41), mas por não ser Satanás onipresente, onipotente e onisciente (atributos exclusivos de Deus), ele age por delegação a seus inúmeros demônios (Mt. 8,28; Ap.16,1 – 14). A teologia cristã tem percebido, a partir da Bíblia e da experiência, os seguintes ministérios demoníacos: a) indução à desobediência a Deus e aos seus mandamentos; b) propagação do erro e da falsa doutrina; c) indução à mentira (“pai da mentira”) e à corrupção; d) provocação de rebeldia nas pessoas que sofrem provações; e) influência negativa sobre o corpo, os sentidos e a imaginação; f) influência sobre os bens materiais (apego vs. perda); g) realização de efeitos extraordinários, com aparência de milagres; h) indução a sentimentos negativos, como o temor, a angústia e o ódio; i) promoção da idolatria, da superstição, da necromancia, da magia, do sacrilégio e do culto satânico. O mal esteve agindo no Pecado Original (queda), e exerce continuamente a sua obra perversa até o fim dos tempos, como tentador (Gn. 3,1 – 5), caluniador (Jó.1,9 – 11), causador de enfermidades (Jó. 2,7) e arquienganador (Mt. 4,6). Ele mantém permanente luta contra Deus e o seu povo, procura desviar os fiéis de sua lealdade a Cristo (II Co. 11,3), induzindo-os a pecar e a viver segundo os sistemas elaborados pela natureza corrompida ou “carne” (I Jo. 5,19). Os cristãos devem conhecer, pelo estudo da Bíblia e da teologia, a natureza e o ministério do mal, para se conscientizarem e se precaverem. O apóstolo Paulo nos exorta a nos fortalecer em Deus e no seu poder, resistindo firmes pois “a nossa luta não é contra os seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores desse mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef.6:12). A disciplina devocional, com a leitura da Bíblia, a oração, os sacramentos, a busca de santidade, o desenvolvimento dos dons, a comunhão do Corpo, são antídotos contra o mal. O ministério demoníaco contra as pessoas pode se dar de três maneiras: a) tentação: apoio a opções negativas e atinge todos os seres humanos; b) indução: (também chamada obsessão), uma ação mais íntima e contínua de “assessoria” à maldade, que atinge os descrentes e os crentes carnais; c) possessão: quando os demônios se apoderam de corpos, controlando-os. Para a teologia evangélica clássica isso não pode acontecer a um convertido, cujo corpo é habitado pelo Espírito Santo. Satanás e os demônios têm poder sobre os perdidos nesta vida e após a morte, que se destinam ao inferno. Devemos estar advertidos para não cair em um dualismo de fundo zoroastrista. Satanás não é um ente contrário comparável a Deus. Quem combate contra ele é o chefe dos anjos bons, e são os anjos bons que combatem os anjos maus. Não devemos nem minimizar, nem maximizar o ministério do maligno. Ele já foi derrotado na cruz, e o sangue de Cristo já tem poder, a obra da expiação já foi realizada, Cristo já ressuscitou e o Espírito Santo já foi enviado. O resgate já se deu, é oferecido pela Graça e recebido pela fé. O Senhor já reina sobre o universo, a História e a sua Igreja. A perfeição da Ordem Criada (Éden) será revivida na Ordem Restaurada (Nova Jerusalém). O mal terá um fim, quando satanás e os demônios forem todos lançados no lago do fogo (Mt. 25,41), também chamado de “segunda morte” (Ap. 20,14). Devemos evitar cair na irresponsabilidade moral atribuindo aos demônios os males que são fruto de nossa opção, com natureza caída e pecadores. Não sejamos, portanto, ”caluniadores de satanás”. O racionalismo e o liberalismo teológico haviam negado a existência de Satanás e dos demônios. A teologia conservadora clássica (como fizera com os anjos bons), afirmava a sua existência, mas pouco elabora na prática do cotidiano dos fiéis. O pós-pentecostalismo e a teologia da “batalha espiritual” os vulgarizou e hipertrofiou o seu poder, além de, em uma atitude irracional, anti-científica e anti-bíblica, atribuir tudo aos mesmos. Nem indiferenças, nem irresponsabilidade, nem angústia opressiva. Devemos rejeitar as representações pictóricas aterradoras (fruto da imaginação dos artistas), pois o mal não é incompetente em “marketing” ou em “relações públicas”, podendo aparentar beleza, bondade e prodígio. O mal, que ele nos tenta, pode estar em nosso caráter, em nosso temperamento, e em nossa ética. Devemos evitar o dualismo de fundo bramânico, entre “alma” (boa) e “corpo” (ruim). O ser humano foi criado integrado, caiu integrado e é restaurado integrado. “Carne” na Bíblia não é igual a Corpo (muito menos a sexualidade) mas a natureza caída (integrada). Lutero disse: “Jesus veio em carne e não pecou; Satanás não tem carne e peca todo o tempo”. A Palavra e o Espírito vão nos libertando dos condicionamentos culturais e nos forjando como “novas criaturas”. A presente ordem, e o poder do mal, são transitórias. A nossa esperança é escatológica, “pois a antiga ordem já passou” (Ap. 21,4b). Conclusões Com o ocaso da modernidade vão-se os seus mitos: a bondade natural, o progresso, a razão (ciência) e as utopias globais. Volta a ambigüidade moral (e o pecado), os avanços e as decadências, a sensação de limitação nos empreendimentos e instituições humanas, e a redescoberta do além-razão no ser humano: o místico, o estético, o erótico, o lúdico, o intuitivo etc. Há uma redescoberta do antes desvalorizado. A construção do futuro, porém, não se faz com um mero retorno ao passado (e aos seus males). O angélico e o demoníaco voltam como temas e realidades, vencendo-se, porém, os “sincretismos protestantes” e as “superstições evangélicas”, estranhas ao espírito e a proposta da Reforma. Nem o reducionismo psicanalítico, nem o reducionismo dos “cultos de descarrego”. A consciência do místico, do transcendente e do espiritual, não nos leva à alienação da História e das nossas responsabilidades como cidadãos e pessoas plenas. Pois o bem e o mal, e suas potestades, se relacionam com os poderes políticos históricos, como procurou demonstrar Agostinho de Hipona em sua “Cidade de Deus”. Que os Anjos do Senhor acampem ao redor de nós. Artigo originalmente escrito por: Padre Félix, Uma demonologia bíblica. Disponível em: #fonte #bens #criador #Deus #diabo #Anjos #mc5 #belzebu #desses #hebraico #fatos #maligno #belial #pessoas #mentira #pecar #claros #Inferno #natureza #Pai






















