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  • O Papa consagra o mundo ao Imaculado Coração de Maria

    VATICANO, 14 Out. 13 / 07:01 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir a Missaem que consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração da Virgem Maria, junto a mais de cem mil fiéis reunidos em torno da imagem original da Virgem de Fátima na Praça São Pedro, o Papa Francisco destacou que “a fé é fidelidade definitiva, como aquela de Maria”. “E eu me pergunto: sou um cristão ‘soluçante’, ou sou cristão sempre? Infelizmente, a cultura do provisório, do relativo penetra também na vivência da fé. Deus pede-nos para Lhe sermos fiéis, todos os dias, nas ações cotidianas”, indicou. O Santo Padre assinalou que “mesmo se às vezes não Lhe somos fiéis, Ele é sempre fiel e, com a sua misericórdia, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e encorajar a retomar o caminho, a voltar para Ele e confessar-Lhe a nossa fraqueza a fim de que nos dê a sua força”. “Este é o caminho definitivo: sempre com o Senhor, mesmo com as nossas fraquezas, mesmo com os nossos pecados. Nunca podemos ir pela estrada do provisório. Isto nos destrói. A fé é a fidelidade definitiva, como a de Maria”. Francisco disse que “encontramo-nos hoje diante duma das maravilhas do Senhor: Maria! Uma criatura humilde e frágil como nós, escolhida para ser Mãe de Deus, Mãe do seu Criador”. “Precisamente olhando Maria à luz das Leituras que acabamos de escutar, queria refletir convosco sobre três realidades: a primeira, Deus surpreende-nos; a segunda, Deus pede-nos fidelidade; a terceira, Deus é a nossa força”. Ao referir-se ao primeiro ponto, “Deus nos surpreende”, o Papa assegurou que “Deus nos surpreende; precisamente na pobreza, na fraqueza, na humildade que Ele Se manifesta e nos dá o seu amor que nos salva, cura, dá força. Pede somente que sigamos a sua palavra e tenhamos confiança n’Ele”. “Esta é a experiência da Virgem Maria: perante o anúncio do Anjo, não esconde a sua admiração. Fica admirada ao ver que Deus, para Se fazer homem, escolheu precisamente a ela, jovem simples de Nazaré, que não viveu nos palácios do poder e da riqueza, que não realizou feitos extraordinários, mas que está disponível a Deus, sabe confiar n’Ele, mesmo não entendendo tudo: ‘Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra’. É a sua resposta”. O Papa indicou que “Deus surpreende-nos sempre, rompe os nossos esquemas, põe em crise os nossos projetos, e diz-nos: confia em Mim, não tenhas medo, deixa-te surpreender, sai de ti mesmo e Me segue!”. “Hoje nos perguntemos, todos, se temos medo daquilo que Deus me poderá pedir ou está pedindo. Deixo-me surpreender por Deus, como fez Maria, ou me fecho nas minhas seguranças, seguranças materiais, seguranças intelectuais, seguranças ideológicas, seguranças dos meus projetos? Deixo verdadeiramente Deus entrar na minha vida? Como Lhe respondo?”. Francisco refletiu logo sobre o segundo ponto, “lembrar-se sempre de Cristo, a memória de Jesus Cristo, e isto significa perseverar na fé”. “Deus surpreende-nos com o seu amor, mas pede fidelidade em segui-Lo. Podemos nos tornar ‘não fiéis’, mas Ele não pode; Ele é ‘o fiel’ e pede-nos a mesma fidelidade. Pensemos quantas vezes já nos entusiasmamos por qualquer coisa, por uma iniciativa, por um compromisso, mas depois, ao surgirem os primeiros problemas, abandonamos”. “Muitas vezes é fácil dizer ‘sim’, mas depois não se consegue repetir este ‘sim’ todos os dias. Não se consegue ser fiéis”, lamentou. O Papa assinalou que “Maria disse o seu ‘sim’ a Deus, um ‘sim’ que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único; antes, foi apenas o primeiro de muitos ‘sins’ pronunciados no seu coração tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos”. “Muitos ‘sins’ culminaram no ‘sim’ ao pé da Cruz. Estão aqui hoje muitas mães; pensai até onde chegou a fidelidade de Maria a Deus: ver o seu único Filho na Cruz. A mulher fiel, de pé, destruída por dentro, mas fiel e forte.”. Ao abordar “o último ponto: Deus é a nossa força”, o Santo Padre indicou que “Penso nos dez leprosos do Evangelho curados por Jesus: vão ao seu encontro, param à distância e gritam: ‘Jesus, Mestre, tem compaixão de nós’. Estão doentes, necessitados de serem amados, de terem força e procuram alguém que os cure. E Jesus responde, libertando-os a todos da sua doença”. “Causa estranheza, porém, o fato de ver que só regressa um para Lhe agradecer, louvando a Deus em alta voz. O próprio Jesus o sublinha: eram dez que gritaram para obter a cura, mas só um voltou para gritar em voz alta o seu obrigado a Deus e reconhecer que Ele é a nossa força. É preciso saber agradecer, saber louvar o Senhor pelo que faz por nós”. Francisco pediu que “vejamos Maria: depois da Anunciação, o primeiro gesto que ela realiza é um ato de caridade para com a sua parente idosa Isabel; e as primeiras palavras que profere são: ‘A minha alma enaltece o Senhor’, ou seja, um cântico de louvor e agradecimento a Deus, não só pelo que fez n’Ela, mas também pela sua ação em toda a história da salvação. Tudo é dom d’Ele”. “Se conseguimos entender que tudo é dom de Deus, então quanta felicidade teremos no nosso coração! Tudo é dom d’Ele. Ele é a nossa força! Dizer obrigado parece tão fácil, e todavia é tão difícil!”. O Papa perguntou logo “Quantas vezes dizemos obrigado em família? Esta é uma das palavras-chaves da convivência. ‘Com licença’, ‘perdão’, ‘obrigado’: se numa família se dizem estas três palavras, a família segue adiante”. “Quantas vezes dizemos ‘obrigado’ junto da família? Quantas vezes dizemos obrigado a quem nos ajuda, vive perto de nós e nos acompanha na vida? Muitas vezes damos tudo isso como suposto! E o mesmo acontece com Deus. É fácil ir até ao Senhor para pedir alguma coisa, mas ir agradecê-Lo… ‘Ah, isso é difícil’”. Ao concluir sua homilia, o Papa invocou “a intercessão de Maria, para que nos ajude a deixarmo-nos surpreender por Deus sem resistências, a sermos-Lhe fiéis todos os dias, a louvá-Lo e agradecer-Lhe porque Ele é a nossa força. Amém”. Concluída a Missa, o Papa Francisco leu o ato de Consagração do mundo a Nossa Senhora de Fátima: “Nossa Senhora de Fátima, com renovada gratidão pela tua presença materna, unimos a nossa voz àquela de todas as gerações que te chamam beata”. “Protege a nossa vida entre os teus braços”, pediu o Papa. #consagra #imaculado #Maria #Mundo

  • Megan Hodder, a moça ateia inglesa que caiu de joelhos diante do catolicismo

    Fonte: Luzes de Esperança Megan Hodder era uma moça padrão. Segundo ela, “a religião era irrelevante na minha vida pessoal”. Devorava livros de ateus e evolucionistas como Dawkins, Harris e Hitchens, “cujas ideias eram tão parecidas com as minhas que eu empurrava quaisquer dúvidas para o fundo da minha mente”, informa reportagem do jornal “The Catholic Herald”. Mas ficando um pouco mais culta percebeu que precisava sair da bobice, e começou então a pesquisar as ideias daqueles que ela achava serem os piores inimigos da razão: os católicos. “Foi aqui, ironicamente, que os problemas começaram”. Quais problemas? “Eu fiquei colocada diante de um Deus que é o parâmetro de bondade e verdade objetiva e para o qual nossa razão se dirige e no qual ela se completa. Uma entidade que é a fonte de nossa percepção moral, que requer desenvolvimento e formação por meio do exercício consciente do livre arbítrio”. E iniciou-se nela um debate interno. Primeiro, a respeito da moralidade. Para ela, a moralidade ateia ou era subjetiva a ponto de ser insignificante ou implicava resultados intuitivamente repulsivos. Depois, a respeito da metafísica. “Eu percebi que argumentar contra Deus era um erro” Crucifixo na catedral católica de Westminster, Inglatera “Eu percebi rapidamente que argumentar contra a existência de Deus era um erro: Dawkins, por exemplo, dá um tratamento superficial a Tomás de Aquino e distorce as provas, para variar. “Informando-me melhor sobre as ideias aristotélico-tomistas, eu as considerei uma explanação bastante válida do mundo natural, contra a qual os filósofos ateus não tinham conseguido fazer um ataque coerente. “Eu sempre considerei que a sola scriptura [do protestantismo], mesmo com suas evidentes falácias e deficiências, era de certo modo consistente, acreditando nos cristãos que leem a Bíblia. Então fiquei surpresa ao descobrir que esta visão poderia ser refutada com veemência, tanto do ponto de vista católico – lendo a Bíblia através da Igreja e de sua história, à luz da Tradição – quanto do ateu.” Mas Megan procurava absurdos e inconsistências na fé católica para tentar enganar-se a si própria e recusar o catolicismo. Nesse luta ganhou um resto de retidão que havia nela. A beleza e a autenticidade das partes do catolicismo aparentemente mais difíceis, como a moral sexual, tornaram-se cada vez mais claras para ela. Megan nunca havia praticado a religião. Nada de oração, hinos ou Missa, tudo lhe soava estranho. Os livros levaram-na a ver o catolicismo como algo plausível, “mas o catolicismo como uma verdade viva eu só entendi observando aqueles que já serviam a Igreja por meio da vida da graça”. E o bom exemplo valeu mais do que a montanha de livros. Na Páscoa de 2013 ela caiu em si. Na Páscoa “eu não podia mais ficar parada.  Eu fui batizada e confirmada na Igreja Católica.” “A vida da fé começou a fazer bastante sentido para mim, a ponto de eu não poder mais justificar ficar parada. Eu fui batizada e confirmada na Igreja Católica.” #megan #inglesa #joelhos #diante #Hodder #ateia

  • Papa Francisco: Personalidade do Ano no Twitter

    ROMA, 11 Out. 13 / 02:06 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Blogfest 2013, o festival que reúne importantes especialistas em redes sociais na Europa, nomeou o Papa Francisco como a Personalidade do Ano, devido à “proximidade, frequência e determinação” das palavras que escreve no seu perfil do Twitter @pontifex, onde é seguido por quase dez milhões de pessoas. A responsável pelo livro “As mensagens do Papa no Twitter”, Cecilia Seppia, explicou em uma entrevista publicada no dia 6 de outubro pela Rádio Vaticano que “quando é necessário limitar-se aos 140 caracteres disponíveis no Twitter não se pode dizer aquilo que é óbvio, banal, deve-se procurar o existencial e o Papa parece ter entendido bem este aspecto”. O que mais convence da conta do Papa Francisco “é precisamente a ‘existencialidade’ com a que chama para as coisas fundamentais”, acrescentou. “Neste caso, Francisco com este instrumento, consegue dizer as palavras essenciais que às vezes nos fascinam e outras nos comovem. São palavras que pedem ser compartilhadas; e, com efeito, o mais impressionante é que os tweets do Papa são compartilhados continuamente”. Seppia explicou que o homem precisa, agora mais que nunca, saber mais sobre o anúncio de Deus, “deste testemunho de verdade”. “As coisas efêmeras não servem para o homem e me parece que desta maneira o Papa Francisco oferece na rede esse rosto humano que cada instrumento criado pelo homem deveria ter, sobretudo, na hora de comunicar-se”, referiu. “O segredo da vida cristã é o amor. Só o amor preenche os vazios, as voragens que o mal abre nos corações.”, escreveu o Papa no seu perfil do Twitter em 8 de outubro. #Francisco #personalidade #Twitter

  • O que um leigo NÃO pode fazer na Missa?

    Questão teórica: o que pode, o que não pode e porquê. Sacrossanctum Concilium28. Nas celebrações litúrgicas, seja quem for, ministro ou fiel, exercendo o seu ofício, faça tudo e só aquilo que pela natureza da coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete. 29. Os que servem ao altar, leitores, comentaristas e componentes do grupo coral exercem também um verdadeiro ministério litúrgico. Desempenhem, portanto, sua função com a piedade sincera e a ordem que convêm a tão grande ministério e que, com razão, o povo de Deus exige deles. Por isso, é necessário que, de acordo com as condições de cada qual, sejam cuidadosamente imbuídos do espírito litúrgico e preparados para executar as suas partes, perfeita e ordenadamente. Em nome de uma mal interpretada participação na liturgia, muito se confundiu os papéis. Já vi e vivi coisas de arrepiar. Algumas do tipo: no dia do aniversário de consagração religiosa de uma freira ela tomou a cadeira presidencial e o sacerdote sentou-se no primeiro banco da Igreja. A freira “celebrou a missa” até o ofertório quando então o sacerdote tomou seu lugar junto ao altar para a liturgia Eucarística. Por mais querida que a freira seja, por mais “democrático” que o padre seja, ambos erraram fragorosamente. O lugar da freira e do leigo não é presidindo a assembléia litúrgica. Este lugar cabe ao sacerdote que o faz In Persona Christi Capitis por força do sacramento da Ordem. Não é algo ou uma prerrogativa que o sacerdote concede a si ou da qual possa dispor sem mais. É um sacramento que ele recebe da Igreja para exercê-lo em nome da mesma Igreja. Não é um cargo para que outras pessoas posam ocupá-lo. É um verdadeiro e próprio ministério que na liturgia tem lugar e ofício próprios. Quando um fiel tenta celebrar a missa (apenas tenta porque quem de fato e de direito a preside é o sacerdote) ele incorre nalguns erros graves: 1º) A ação litúrgica nunca é particular, mas, ação da Igreja e deve ser feita consoante à mesma (Cân. 837); 2º) Cânon 1384: quem exerce ilegitimamente uma função sacerdotal ou outro ministério sagrado pode ser punido com justa pena; 3º) Nunca é lícito simular sacramento por três razões: – trata-se sempre de uma mentira grave, pois o objeto que induz a erro é algo importante: um sacramento; – constitui certo desprezo para com as coisas sagradas (isto é, um sacrilégio), já que implica uma certa brincadeira com os sacramentos instituídos por Cristo; – pode constituir uma falta contra a justiça ou contra a caridade, ao negar-se ao sujeito os meios necessários ou convenientes para a sua vida espiritual. (HORTAL, Jesús. Igreja e Direito: Os sacramentos da Igreja na sua dimensão canônico-pastoral. pág. 35) O leigo não pode presidir a assembléia. Este é um ofício do Sacerdote. “A celebração da missa é ação do povo de Deus hierarquicamente organizado” (IGMR, n. 16). A mesma Instrução Geral do Missal Romano diz que o Sacerdote tem funções próprias, presidenciais. Instrução Geral do Missal Romano30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração colecta, a oração sobre as oblatas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes . Por isso se chamam “orações presidenciais”.31. Compete igualmente ao sacerdote, enquanto presidente da assembleia reunida, fazer certas admonições previstas no próprio rito. 32. O carácter «presidencial» destas intervenções exige que elas sejam proferidas em voz alta e clara e escutadas por todos com atenção . Por isso, enquanto o sacerdote as profere, não se hão-de ouvir nenhumas outras orações ou cânticos, nem o toque do órgão ou de outros instrumentos musicais. Pertence ainda ao sacerdote presidente anunciar a palavra de Deus e dar a bênção final. Pode ainda introduzir os fiéis, com brevíssimas palavras: na Missa do dia, após a saudação inicial e antes do rito penitencial; na liturgia da palavra, antes das leituras; na Oração eucarística, antes do Prefácio, mas nunca dentro da própria Oração; finalmente, antes da despedida, ao terminar toda a ação sagrada. Além das orações presidenciais, ficou claro no texto acima que as BREVES intervenções devem ser do Presidente e não do leigo. Aqui já se descartam os comentários kilométricos que se faz nas missas, explicando o rito ao invés de introduzir a assembléia ao Mistério. 35. As aclamações e as respostas dos fiéis às saudações do sacerdote e às orações constituem aquele grau de participação ativa por parte da assembleia dos fiéis, que se exige em todas as formas de celebração da Missa, para que se exprima claramente e se estimule a ação de toda a comunidade . 36. Há ainda outras partes da celebração, que pertencem igualmente a toda a assembleia convocada e muito contribuem para manifestar e favorecer a participação ativa dos fiéis: são principalmente o ato penitencial, a profissão de fé, a oração universal e a oração dominical. Claro está que a participação ativa e frutuosa do leigo, da assembléia, não se dá quando estes usurpam o ministério do sacerdote nem quando o sacerdote exerce uma função que não é sua. Não é função do sacerdote tocar o violão ou fazer as respostas. Cada sujeito litúrgico tem sua função determinada na ação litúrgica e como tal o papel do leigo é insubstituível. Qual o lugar do leigo então? Em primeiro lugar há que se tirar a compreensão de uma falsa competição por lugar na Igreja. Na Igreja, o ministério é sempre sinal do serviço. Certa feita estava eu numa reunião pastoral e algumas freiras e leigos faziam uma abordagem do sacerdócio como cargo, “algo a que se apegar ciosamente”. Esta visão errada está entremeada nalguns setores da Igreja para os quais o lugar do leigo é substituir o sacerdote exatamente com uma falsa compreensão do sacerdócio. A participação ativa e frutuosa que pede o Concílio é aquela adequatio da mente à coisa, ou seja, do coração e da mente ao mistério Pascal de Cristo celebrado na liturgia. Não se resume a funções. Caso reduzisse esta participação a funções, a liturgia sofreria um empobrecimento irreparável. Um cadeirante, um idoso, um analfabeto, uma criança, uma pessoa de outra nacionalidade e outra língua tem, de fato, pouco “espaço” para fazer coisas na liturgia. Nem por isso participam com menos intensidade do Mistério.  A maioria dos leigos dentro de um templo não faz nenhuma função vistosa na liturgia. Eles permanecem em seus bancos e nem por isso participam menos ou com menor intensidade, com menos santidade ou com menor proveito espiritual da liturgia. Este mito de que “participação” litúrgica é sinônimo de “fazer coisas para todo mundo ver” precisa cair afim de que a verdadeira participação ativa e frutuosa seja promovida. O leigo não pode fazer as orações presidenciais. O leigo não pode simular sacramento (celebrar no lugar do padre). O leigo não pode distribuir a sagrada comunhão, a menos que seja delegado de modo extraordinário para auxiliar o sacerdote a cujo ministério está ordenada esta função. O leigo não pode apresentar o cálice durante a doxologia (Por Cristo, com Cristo em Cristo..). O leigo não pode apresentar âmbulas ou hóstias durante a doxologia. O leigo não pode proclamar o evangelho na missa. O leigo não pode fazer a homilia. O leigo não pode rezar o embolismo nem a oração da paz junto com o Padre (Livrai-nos de todos os males… Senhor Jesus Cristo dissestes aos vossos Apóstolos…). O leigo não pode rezar nenhuma parte da oração Eucarística que é reservada ao sacerdote. A mesma começa no diálogo inicial “O Senhor esteja Convosco. Ele está no meio de nós” e prossegue até o Amém da doxologia (Por Cristo, com Cristo em Cristo…). O lugar do leigo é na assembléia e não no presbitério. A menos que tal leigo seja o acólito que auxilia o sacerdote junto ao altar. Os Ministros Extraordinários da Comunhão não são acólitos. Os acólitos possuem funções próprias. A função do MESC é somente de auxiliar o sacerdote na distribuição da comunhão e, eventualmente, preparar alfaias e vasos sagrados para a missa caso não haja sacristão na Igreja. Espero ter podido contribuir para uma melhor participação ativa e de fato frutuosa na celebração eucarística. Fonte: Blog do Padre Luís Fernando #leigo #Missa

  • Jornalista denuncia guerra global contra os cristãos

    DENVER, 11 Out. 13 / 10:32 am (ACI/EWTN Noticias).- No seu último livro “The Global War on Christians,” (A Guerra Mundial Contra os Cristãos), o jornalista John Allen, Jr. detalha os ataques contra os cristãos ao redor do mundo. Esta onda de violência global fez dos cristãos o grupo mais perseguido por causa da religião. “Não acho que seja necessário qualquer tipo de convicção religiosa ou interesse confessional para dar-se conta de que a defesa dos cristãos perseguidos merece ser a prioridade mundial número um com respeito aos direitos humanos”, declarou Allen, conhecido vaticanista em declarações ao Grupo ACI. “Não era preciso ser judeu nos anos ‘70s para preocupar-se da realidade dos judeus dissidentes na União Soviética; não era necessário ser alguém de raça negra nos anos ‘80s para preocupar-se do sistema de segregação racial na África do Sul[W1] ; da mesma forma, tampouco precisa ser um cristão destes dias para reconhecer que este é o grupo religioso mais perseguido do planeta”. O trabalho de Allen, publicado pelo Image Books, surge de uma conversação que teve com o Cardeal Timothy Dolan em 2009, onde o prelado ressaltou que os cristãos “precisam fazer um trabalho melhor ao contar estas histórias” em relação à perseguição cristã, da mesma maneira como a “literatura do holocausto” mostrou o sofrimento dos judeus sob o domínio de Hitler. Allen começou a interessar-se pelo tema da perseguição anticristã durante a sua viagem à Ucrânia com motivo da visita do Papa João Paulo II a esse lugar. Nessa ocasião, Allen conheceu a neta de um sacerdote católico oriental que foi assassinado em um campo Gulag durante o período da União Soviética. “Essa conversação me levou a compreender que o martírio é uma característica de grande relevância dentro do panorama cristão contemporâneo”. “À medida que aumentavam minhas viagens e podia conhecer as vítimas da perseguição anticristã em muitos lugares do mundo, maior era a amplitude e repercussão que tinha este assunto em mim”, adicionou. Allen indica que durante a primeira década do século XXI, 100 mil cristãos foram assassinados por ano – 11 novos mártires por hora – e organismos seculares de direitos humanos estimam que 80 por cento das violações à liberdade religiosa ocorrem atualmente contra os cristãos. Apesar destas enormes cifras, a perseguição mundial contra os cristãos é pouco conhecida nos Estados Unidos, e Allen disse que o primeiro propósito de seu livro é “acabar com o silêncio a respeito da perseguição anticristã”. Allen registra em seu livro a perseguição contra os cristãos na África, Ásia, América Latina, Oriente Médio, e Europa Oriental. Segundo Allen recentemente “o ataque anticristão mais violento ocorreu na Índia”, cometido por um grupo de hindus radicais. “Não acho que seja justo esquecer essas vítimas simplesmente porque não contam com o inimigo político apropriado”, indicou. Allen distingue entre a perseguição fisicamente violenta contra os cristãos ao redor do mundo –que inclui Igrejas devastadas no Paquistão e dezenas de milhares de cristãos em campos de concentração da Coréia do Norte – do movimento secular no Ocidente que se opõe a todo tipo de expressão religiosa. Allen espera que seu livro ajude a ampliar a visão de muitas pessoas nos Estados Unidos, para que se deem conta de que “existem ameaças letais à liberdade religiosa em lugares que necessitam de nossa atenção”. #Global #Denuncia #jornalista #crist #contra #Guerra

  • Uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração, diz o Papa

    VATICANO, 10 Out. 13 / 02:12 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao celebrar a Missa na Capela da Casa Santa Marta hoje, o Papa Francisco assegurou que é preciso ter coragem para pedir ao Senhor na oração, pois “uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração”. O Santo Padre perguntou “Como nós rezamos? Rezamos assim, por costume, piedosamente, mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir por aquilo pelo qual rezamos?”. “A coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta… O Senhor diz: ‘Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre’. É preciso pedir, procurar e bater”. “Nós, nos envolvemos na oração? Sabemos chamar o coração de Deus?”. O Papa indicou que “no Evangelho, Jesus diz: ‘se vós que sois maus,?sabeis dar coisas boas aos vossos filhos,?quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo?aos que o pedirem!?’”, o qual “é uma grande coisa”. “Quando rezamos com coragem, o Senhor nos concede a graça, e também se dá a si mesmo na graça: o Espírito Santo, ou seja, a si mesmo! O Senhor nunca concede ou manda uma graça por correio. Nunca! Ele a concede! Ele é a graça!”. “O que nós pedimos é na verdade como um papel que embrulha a graça. Mas a verdadeira graça é Ele que vem para entrega-la. A nossa oração, se for corajosa, recebe aquilo que pedimos, mas também aquilo que é mais importante: o Senhor”. O Papa assinalou que às vezes “pedimos a graça, e não nos atrevemos a dizer: ‘Que o Senhor me traga’. Sabemos que a graça é sempre trazida por Ele: é Ele quem vem e nos entrega”. “Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor. Que o Senhor nos dê a graça de doar-se a si mesmo, sempre, em toda graça. E que nós O reconheçamos, e que O louvemos como aqueles doentes curados do Evangelho. Porque naquela graça, encontramos o Senhor”. #corajosa #verdadeira

  • Pró-vidas criticam a agressividade do Femen e assinalam falta de argumentos para defender o aborto

    Ativistas do Femen invadem Plenário do Congresso da Espanha. Foto: Europa Press MADRI, 09 Out. 13 / 12:00 pm (ACI/Europa Press).- A Federação Espanhola de Associações Pró-vida (FEAP) e Direito a Viver (DAV) criticaram a “agressividade” e a “atitude antidemocrática” das jovens do grupo Femen que nesta terça-feira subiram seminuas à tribuna de convidados do Congresso dos deputados para interromper a intervenção do ministro da Justiça, Alberto Ruiz Gallardón, ao grito de “o aborto é sagrado”. “É um fato lamentável e uma provocação que reflete bastante a maneira de atuar e os poucos argumentos que têm para defender algo quando não era o momento nem o tema”, conforme indicou a presidente da FEAP, Alicia Latorre, em declarações a Europa Press. Por outra parte, as associações pediram que “trate-se o tema do aborto com a gravidade que merece” e que “não se desvie a atenção”. Neste sentido, criticaram que, com ações como esta, as feministas radicais tratam de “mascarar o problema e não enfrentá-lo”, conforme indicou Latorre. A porta-voz do DAV, Gádor Joya, criticou que haja pessoas “capazes de ir contra a sua própria dignidade e a de todas as mulheres, convertendo seus corpos em uma espécie de mercadoria política, com a finalidade de defender o aborto”. De fato, insistiu em que, ações como a do Femen, “põe em evidência a ausência de recursos científicos, intelectuais, sociais ou morais para defender o aborto”, por parte do grupo. Além disso, reclamou “um feminismo que sim acredite na mulher e na sua dignidade, inclusive antes de nascer, e que rejeite a utilização ideológica de seu corpo”. Por outro lado, Latorre criticou a aprovação de alguns deputados de Esquerda Unida que aplaudiram a atuação das feministas no Congresso e lamentou a “violência verbal e inclusive física” que, a seu ver, utilizam alguns grupos vinculados ideológica ou economicamente ao aborto. Neste sentido, assinalou que a ação do Femen estava “muito bem pensada” e chamou a atenção sobre a ordem “o aborto é sagrado” que, em sua opinião, é uma provocação, ao inverter a ordem da Conferência Episcopal Espanhola de que “a vida é sagrada”. #criticam #assinalam #falta #Femen #agressividade #Vidas

  • Padre, demitido de suas funções por ser maçom, ‘tenta’ explicar e justificar sua dupla “filiação”

    O padre maçom francês que nesse verão fez uma peregrinação a pé até Roma, em uma tentativa de explicar sua dupla filiação, expressou nessa quinta-feira o seu desapontamento por não ter sido recebido pelo Papa.“Mesmo que não se deva sonhar com um encontro com o Papa Francisco, não tenho o direito a uma resposta?”, questionou, em um e-mail enviado à AFP, o padre Pascal Vesin, demitido das suas funções como pároco em maio pelo Bispo de Annecy (Alpes franceses). “Eu pensei que a minha vinda e minha mensagem portadora de uma questão que está além de mim e que se refere a muitos católicos chamaria a sua atenção”, escreveu ele, considerando que a pena lhe foi imposta é “injustificada”. À agência I.Media, especializada em Vaticano, o padre Vesin admitiu ter sido brevemente recebido por um sub-subsecretário da Congregação para a Doutrina da Fé, que o tratou “como quantidade insignificante”, lembrando a ele a “incompatibilidade” entre os princípios da fé e a Maçonaria. Em 21 de agosto, depois de uma peregrinação de 39 dias desde Megeve, nos Alpes franceses, até o Vaticano, o padre Vesin chegou a Roma na esperança de que o Vaticano entendesse suas razões e que Franciso suspendesse a sanção. Sacerdote há 17 anos, o Pascal Vesin, 43 anos, pastor da paróquia de St. Anne d’Arly-Montjoie em Megeve é ​​membro ativo do Grande Oriente de França há 13 anos. Apegado à Igreja e ao seu sacerdócio, ele acredita que a Maçonaria evoluiu, levanta questões interessantes e não é mais hostil à religião como era um século atrás. Em maio, o padre havia sido afastado de suas funções, impedido de celebrar e comunicar, devido à sua “participação ativa” em uma loja. Ele continua a ser um padre, “mas sem o direito de exercer” explicou o bispo, acrescentando que a pena pode ser dispensada se ele deixar a Maçonaria. Sua diocese tinha justificado a punição, explicando que o padre tinha decidido, apesar dos avisos pela liberdade absoluta de consciência, reivindicando sua dupla filiação. #explicar #dupla #justificar #Padre #demitido #tenta

  • A santa ira de São João Maria Vianney

    Com a severidade própria dos santos, João Maria Vianney combateu até à morte os insultos a Deus Era 1827 e as multidões que chegavam à aldeia de Ars vinham de toda parte. A fama do Padre Vianney já havia se espalhado pelos quatro cantos da França. Barões, clérigos, camponeses, curiosos; todos queriam conhecer aquela figura a qual tinham por santo. Um médico, tomado pelas intrigas dos colegas, decidira visitar o sacerdote, a fim de confirmar suas injustas suspeitas. De volta à capital, Paris, não pôde dizer aos amigos outra coisa sobre o pobre cura senão: “eu vi Deus num homem”. A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração, agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios: “O meu terço vale mais que mil sermões”. Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do Pai que o consumia. Os primeiros anos de Vianney em Ars foram de grandes desafios. A pequena aldeia estava atolada no indiferentismo. Trabalhava-se no domingo, blasfemava-se no campo, a falta de modéstia e os divertimentos profanos reinavam no coração daquela gente. A situação era desesperadora. E para uma alma apaixonada como a do Cura D’Ars, assistir àquele espetáculo de imoralidades era como ver a Cristo sendo crucificado. Com efeito, tratou logo de agir. Sem fazer concessões, apressou-se em instruir os mais novos na catequese e nas práticas piedosas. Vianney estava convencido de que a ignorância religiosa era a causa de todos os males: “Este pecado condenará mais almas do que todos os outros juntos, porque uma pessoa ignorante quando peca não conhece nem o mal que faz, nem o bem que perde”. Do alto do púlpito, atacava a todos pulmões as tabernas e o trabalho no domingo. Começava uma guerra sem tréguas, e o santo não iria recuar enquanto não visse a sua paróquia, de joelhos, diante do Senhor. “Ah! Os taberneiros, o demônio não os importuna muito, pelo contrário, despreza-os e cospe-lhes em cima”. Com essas palavras, o humilde cura fustigava a bebedeira, para desespero daqueles que se lançavam a tão vergonhoso vício. E assim também procedia com o trabalho nos dias de guarda. “Se perguntássemos aos que trabalham nos domingos: ‘Que acabais de fazer?’ – repreendia o Cura D’Ars – “eles bem poderiam responder: ‘Acabamos de vender a nossa alma ao Demônio e de crucificar a Nosso Senhor… Estamos no caminho do inferno”. Pouco a pouco, as blasfêmias foram desaparecendo e as tabernas se fechando. Pesava-lhes a maldição de um homem santo. “Vós vereis, profetizava, vereis arruinados todos aqueles que aqui abrirem tabernas”. Mas um derradeiro combate ainda estava por vir. Em 1823, erguia-se na pequena paróquia de Ars uma segunda capela. Atendendo à vontade do pároco, ela seria dedicada a São João Batista, santo que tomara por patrono no dia de sua Confirmação. A cerimônia de inauguração foi de grande júbilo. Contudo, para os amantes dos prazeres profanos, motivo de despeito. Vianney mandara esculpir no arco do pequeno oratório a seguinte inscrição: “A sua cabeça foi o preço de uma dança”. Uma alusão ao martírio de São João Batista e uma clara reprimenda aos bailes. A luta de Vianney contra os serões durou cerca de dez anos. A ele se opunha grande parte da comunidade, sobretudo os rapazes apegados aos encantos da luxúria. À medida que o povo se afastava das danças, com efeito, mais raiva tinham do sacerdote os fanfarrões. Chegaram a organizar encontros a fim de puni-lo, mas o brado de Vianney foi tão forte que a eles não restou outra alternativa senão ceder. “O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim… As pessoas que entram num salão de baile deixam à porta o seu Anjo da Guarda e o Demônio substitui-o, de tal modo que há tantos Demônios quantos são os dançadores.” Era o fim dos bailes em Ars. Os hereges também não tinham vez com o santo. Certo dia, um jovem de espírito petulante resolveu atacá-lo na frente da multidão. “Quem é o senhor, meu amigo?” questionou Vianney. O rapaz disse que era protestante. Com a firmeza de um verdadeiro pastor, retorquiu-lhe o santo padre: “Oh! meu pobre amigo, o senhor é pobre e muito pobre: Os protestantes nem sequer possuem santos cujos nomes possam dar aos filhos. Veem-se obrigados a pedir nomes emprestados à Igreja Católica”. Foi o suficiente para que o sujeito se retirasse em silêncio. A santa intransigência de Vianney tinha um motivo igualmente santo: ele amava a seus paroquianos com amor de predileção. Por isso faria tudo que estivesse a seu alcance para lhes assegurar a salvação eterna. E seus esforços foram recompensados. Após poucos anos de ministério, Ars não era mais Ars. O povo havia se convertido, já não se trabalhava mais aos domingos e a igreja permanecia sempre cheia. Vencera a santidade do pobre cura. Os paroquianos compreenderam o que há tanto lhes ensinava o São Cura D’Ars: “Tão grande é o amor de Deus, é um fogo que queima na alma sem, contudo, a consumir. Ter Jesus no coração é já possuir o céu”. Por Equipe Christo Nihil Praeponere #Maria #Santa #Vianney

  • Fiel foi curada de doença fatal após rezar para o Papa João Paulo II

    Floribeth acredita em milagres. O cérebro dela é muito parecido com o meu e com o seu só até o dia em que ela começou a sentir algo estranho. Ela ainda não sabia que havia alguma coisa errada lá dentro. “Eu perdi os movimentos do lado esquerdo do corpo. Era muito difícil caminhar, andava agarrada nas paredes”, conta a empresária Floribeth Mora. O Fantástico ficou frente a frente com uma mulher que, para a Igreja Católica, é a prova viva de um milagre. Ela vive na Costa Rica e se curou de uma doença fatal no cérebro ao chamar por um nome: o do papa João Paulo II, que vai se tornar santo no ano que vem. Floribeth acredita em milagres. O cérebro dela é muito parecido com o meu e com o seu só até o dia em que ela começou a sentir algo estranho. Ela ainda não sabia que havia alguma coisa errada lá dentro. “Eu perdi os movimentos do lado esquerdo do corpo. Era muito difícil caminhar, andava agarrada nas paredes”, conta a empresária Floribeth Mora. Em abril de 2011, ela foi parar na emergência do hospital. “A Floribeth teve um aneurisma fusiforme, quando existe dilatação da artéria. É o tipo mais raro que existe e o tratamento é muito complexo”, explica o médico Alejandro Vargas Román. Na Costa Rica, não há o equipamento cirúrgico necessário para fazer a cirurgia na Floribeth. Ela teria que viajar ao exterior. Só que a família não tinha dinheiro nem para viajar e muito menos para pagar a estadia num hospital lá fora. Eles não tiveram então que se contentar em sair daqui, voltar para casa e esperar. “Eu falava para o meu marido: ‘eu não quero morrer. Não me deixa morrer’”, conta Floribeth. Floribeth ficou meses na cama. Os médicos decidiram controlar a dor com remédios que a faziam dormir o tempo todo. “Eu via os meus filhos e os meus netos entrando no quarto e colocando a mão em cima de mim para saber se eu ainda tava respirando. Quando sentia que a minha hora de ir estava perto, eu rezava a Deus e pedia: ‘dá-me força, porque tenho medo’”, afirma ela. Floribeth tinha 48 anos. Olhou ao seu redor e se segurou em duas coisas. Primeiro, o marido, os cinco filhos e os seis netos. Depois, numa devoção que começou há tempo. “Eu tinha 20 anos, quando João Paulo II veio à Costa Rica em 83. Todos vimos que ele era um homem extraordinário”, conta. Desde que passou por aqui, o papa João Paulo II conquistou o país na América Central. Na frente da principal catedral da capital San José, uma estátua de Karol Wojtyła. E, na casa de Floribeth, as imagens do Papa estão por todo canto, inclusive naquele quarto onde ela estava no dia 1º de maio de 2011, quando o papa João Paulo II foi beatificado. “Eu sentia que ele podia me ajudar. Comecei a rezar: ‘João Paulo, você que está tão perto de Deus, escute minhas súplicas, que não me quero morrer’. Foi quando ouvi ele dizer: ‘levanta!’ E suas mãos saíram dessa foto que eu pedi pra colocar na frente da minha cama. E a voz repetia: ‘levanta! não tenhas medo!’”, relembra Floribeth. Floribeth não podia andar, mas se levantou e, se escorando nas paredes, foi até a cozinha.“Meu marido me perguntou: ‘o que você tá fazendo aqui? E eu disse, tô me sentindo bem!’”, conta. Daí pra frente, dia após dia, pouco a pouco, ela foi recuperando os movimentos. Sete meses depois, voltou ao hospital. “Fiquei surpreso. Não consegui achar uma explicação médica. O dano no cérebro tinha desaparecido. Foi realmente um milagre”, conta o médico Alejandro Román. Floribeth se recuperou e resolveu contar a história. Na página de João Paulo II na internet, ela escreveu o que tinha acontecido. Um mês depois, recebeu uma ligação do Vaticano. Um mês depois disso, saiu da Costa Rica pela primeira vez. Ela foi a Roma. No hospital do Vaticano, em novembro de 2012, Floribeth passou por uma bateria de exames para comprovar que estava curada. E, de volta à Costa Rica, recebeu a visita de um grupo de postuladores de milagres. Eles vieram à casa dela investigar cada detalhe a vida da miraculada. Poucos dias depois, eles se reuniram com a alta cúpula da igreja na Costa Rica e assinaram os papéis. Na Igreja Católica, o que aconteceu foi realmente um milagre e uma resposta a um pedido antigo de milhões de fiéis. Daquela multidão nunca vista antes na cidade romana, saíram os gritos de santo súbito. Era 2 de abril de 2005 e um dos papas mais populares da história estava morto. Num pontificado longo – 26 anos, 5 meses e 17 dias – ele juntou multidões ao redor do mundo. No Brasil, o Papa Wojtyła esteve quatro vezes. Em Curitiba, onde vive uma grande comunidade polonesa, foi construído um bosque em homenagem a ele. Depois da sua morte e da apoteose da praça, o processo para torná-lo santo foi encurtado. O então sucessor do Papa Bento XVI, dispensou os cinco anos exigidos para o início do reconhecimento da santidade de João Paulo II. Uma cura inexplicável, que os cristãos chamam de milagre, foi atribuída a ele. A freira francesa Marie Simon-Pierre curou-se completamente do Mal de Parkinson, a mesma doença da qual o papa polonês foi vítima. São muitas as etapas de estudos e investigações para tornar santo um pontífice. Alguns teólogos importantes foram contrários à canonização de João Paulo II. O vaticanista e escritor Marco Politi lembra que ele foi acusado de ter acobertado alguns casos de pedofilia. Depois do reconhecimento do segundo milagre, de Floribeth, o Papa Francisco anunciou na última segunda-feira a canonização de João de Deus. Outro grande personagem da igreja moderna vai virar santo, João XXIII, conhecido como o “Papa Bom”. A cerimônia de canonização dos dois papas será em 27 de abril do ano que vem. Neste dia, Floribeth voltará a Roma. Até lá, agradece ao Papa num altar que construiu em casa. Bem perto da foto de João Paulo II, estão os exames que atestaram sua cura. “Só Deus sabe porque fui a escolhida. Eu não sou importante. Eu só fui um instrumento para mostrar que milagres existem”, explica a fiel. Floribeth acredita em milagres. “Os milagres estão por toda a parte. O sol, todas as manhãs… As pessoas não conseguem enxergar porque já são parte da rotina. Temos que dar importância à vida, porque a vida é um milagre”, afirma. A seguir postamos um vídeo da Rede Século 21: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=BDVs4uHMNvQ[/youtube] #curada #fatal #Paulo #Rezar

  • Vaticano confirma erros na entrevista do Papa com jornalista Eugenio Scalfari do diário italiano La

    ROMA, 07 Out. 13 / 03:21 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Padre Thomas Rosica, assistente da Sala de Imprensa da Santa Sé para os meios de fala inglesa, assinalou uma série de erros na recente entrevista com o Papa Francisco publicada pelo jornal italiano La Repubblica, como o fato de que o ateu Eugenio Scalfari, que realizou a entrevista, não gravou nem fez nenhuma anotação da mesma. A entrevista, que foi realizada no dia 24 de setembro e publicada no dia 1º de outubro, gerou certa inquietação entre os católicos e gerou também uma série de titulares descontextualizados em diversos jornais no mundo. A respeito disto e em uma declaração em 5 de outubro, em representação do Padre Federico Lombardi e da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Pe. Rosica explicou que “Eugenio Scalfari não gravou a entrevista com o Papa Francisco nem tampouco fez anotações, por isso o texto foi uma reconstrução posterior dos fatos”. O sacerdote canadense disse que “tais textos correm o risco de ocultar alguns detalhes importantes ou confundir eventos relatados durante a entrevista oral. Scalfari assinalou que mostrou o texto ao Papa Francisco para a sua aprovação, mas não fica claro quão atentamente o Santo Padre o leu”. Embora “o Padre Federico Lombardi, SJ, assegure a ‘integridade’ geral da entrevista de Scalfari”, prossegue o Padre Rosica, “entretanto alguns detalhes menores e imprecisos causaram desconcerto entre vocês (jornalistas). Um deles se refere à suposta dúvida de parte do Papa Francisco ao aceitar a sua eleição ao pontificado e a chamada ‘experiência mística’ do Santo Padre no dia da sua eleição, em 13 de março de 2013”. O sacerdote recordou que o que aconteceu nesse dia logo depois da eleição, o Papa já contou no último dia 16 de março no seu encontro com os jornalistas que cobriram este importante evento. O Padre Rosica assinala que “Scalfari sugere na sua entrevista que o Cardeal Bergoglio, aflito pela sua eleição, precisou de tempo para refletir sobre o que tinha acontecido antes de aceitar o papado. Os cardeais que testemunharam o momento declararam categoricamente que o recém-eleito papa nunca saiu da Capela Sistina para um período de reflexão antes de aceitar finalmente o papado, exceto quando foi à ‘sacristia do pranto’ para receber as vestimentas”. “Nunca houve nenhuma mostra de dúvida ou de necessidade de reflexão séria sobre a eleição que aconteceu, nem para pensar o que tinha recaído sobre ele!”, exclamou Sobre a chamada “experiência mística” do Papa Francisco citada na entrevista de Scalfari, que também é diretor do diário La Reppublica, o Padre Rosica assinala que “muito provavelmente se refere ao momento de oração na Capela Paulina. Esse momento está muito claramente explicado em uma entrevista exclusiva concedida à Salt and Light Catholic Television Network no Canadá por Mons. Dario Viganò, Diretor do Centro Televisivo Vaticano” realizada no fim de junho deste ano. Esta entrevista a Mons.Viganò, explica o Padre Rosica, diretor da Salt and Light, serve como um testemunho “mais uma vez da profunda espiritualidade e da paz que são tão evidentes na pessoa do Papa Francisco, antes, durante e depois dos históricos eventos de 13 de março de 2013 na Capela Sistina”. #jornalista #eugenio #erros #confirma #entrevista #Vaticano

  • Católicos nos EUA ainda conservam as taxas mais baixas de divórcio

    WASHINGTON DC, 07 Out. 13 / 01:43 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um estudo revelou que apesar de contar com taxas de divórcio significativas, os católicos nos Estados Unidos têm menos probabilidades de divorciar-se que aqueles que professam outras religiões. “Embora as taxas de divórcio dos católicos sejam menores que a média de divórcios nos Estados Unidos, a cifra continua sendo desalentadora”, informou o Centro de Investigação Aplicada ao Apostolado da Universidade de Georgetown em Washington DC. Em 26 de setembro, o grupo de investigação explicou no seu blog oficial que o divórcio entre os católicos “representa mais de 11 milhões de pessoas”, muitas das quais “provavelmente estejam precisando de um maior alcance e contínuo ministério da Igreja“. Agora “os católicos representam 28 por cento dos casais que se divorciaram”. 40 por cento do resto não tem filiação religiosa, 39 por cento se confessa protestante e 35 por cento de outra confissão religiosa. Segundo as cifras, os católicos que se casam com outros católicos também têm menos probabilidades de divorciar-se que os católicos casados com pessoas de outras religiões. Uma pesquisa realizada em 2007 pelo Centro de Investigação Aplicada ao Apostolado estimou que só 27 por cento dos católicos casados com outros católicos se divorciou alguma vez, em comparação com cerca da metade dos casamentos de católicos casados com protestantes ou os cônjuges com nenhuma crença religiosa. Do mesmo modo, diminuíram os casamentos celebrados na Igreja Católica. Em 2011, segundo o relatório, menos de oito por cento das cerimônias aconteceram em um templo católico. O relatório assinala que 49 por cento das solicitudes de anulação que se apresentaram na Igreja a nível mundial no ano de 2011 aconteceram nos Estados Unidos. #católicos #divórcio #baixas #ainda #taxas #conservam

  • Rosário, uma arma contra as ciladas do demônio

    A Igreja celebra neste 7 de outubro a festa de Nossa Senhora do Rosário, recordando a vitória dos cristãos na batalha de Lepanto Foram várias as ocasiões, ao longo da história da Igreja, em que a assistência providencial da Virgem Maria fez com que os cristãos travassem o bom combate (cf. 2 Tm 4, 7) e guardassem intacto o “precioso depósito” da fé católica (2 Tm 1, 14). Não se contentando em deixar aos homens o seu digno exemplo de mãe e discípula de Jesus, o Senhor presenteou a Sua Igreja com o dom inestimável do Santo Rosário. No final do século XII, para vencer a influente heresia dos albigenses (de matriz gnóstica, esta heresia chegava a negar a ressurreição de Jesus), São Domingos de Gusmão recorreu ao auxílio de Nossa Senhora. “Insigne pela integridade da doutrina, por exemplos de virtude e pelos seus labores apostólicos”, escreve o Papa Leão XIII, Domingos confiou “não na força das armas, mas sobretudo na daquela oração que ele, por primeiro, introduziu sob o nome do santo Rosário, e que, ou diretamente ou por meio dos seus discípulos, depois divulgou por toda parte”01. A grandeza desta devoção, já profundamente enraizada no espírito dos católicos de todo o mundo, reside especialmente em sua simplicidade. Nesta “escola de oração” – como a chamou o Papa Francisco, no Angelus deste domingo02 –, os cristãos são chamados a configurar-se de modo mais perfeito a Jesus Cristo, meditando os mistérios de sua vida e haurindo deles a força para perseverar dia a dia na fé. Era assim que o bem-aventurado João XXIII – cuja canonização se avizinha – ensinava os católicos a rezarem o Santo Terço: “Na oração do rosário, aquilo que conta é o movimento dos lábios em sintonia com a devota meditação de cada mistério”03. Mais do que simplesmente recitar Pai Nossos, Ave Marias e Glórias em uma “monótona sucessão das três orações”04 – o que, em tempos de materialismo e irreligiosidade, já é louvável –, é importante que os cristãos façam sempre alguns momentos de silêncio, a fim de realizar a oração mental, sem a qual é impossível se santificar. A partir destas lições, não é difícil entender por que os neoprotestantes dentro da Igreja estão totalmente equivocados quando dizem que o Rosário é uma oração excessivamente mariana – ou, no seu dizer, “mariocêntrica”. É claro que as suas críticas são preocupações escrupulosas de quem teme ofender a Jesus honrando Sua santíssima Mãe. No entanto, nem isto justifica que se acoime o Santo Terço de “esquecer” ou “desprezar” Jesus. Basta rezar com o mínimo de diligência o Santo Rosário para perceber que o centro de toda a oração está na contemplação dos mistérios da vida de Jesus, desde a Sua encarnação no seio da Virgem até a Sua gloriosa ascensão aos céus. As Ave Marias são, sobretudo, coroas de rosas que se oferecem a Nossa Senhora, a fim de ornar com a sublimidade da saudação angélica os pilares fundamentais de nossa salvação. A memória de Nossa Senhora do Rosário, instituída no século XVI pelo Papa São Pio V, é um retrato particularmente notável da força desta simples oração. Foi em Lepanto, no dia 7 de outubro de 1571, que os fiéis combatentes católicos, com a bênção do Santo Padre e a proteção da Virgem das Vitórias, venceram os turcos muçulmanos, que estendiam seu domínio por grande parte da Europa. A vitória rápida se deveu à grande confusão dos otomanos, que ficaram aterrorizados ao vislumbrar, acima dos mastros da esquadria católica, a imagem de uma Senhora de aspecto grandioso e ameaçador. Assim como triunfou na batalha de Lepanto, a Igreja militante é chamada a recorrer continuamente à Mãe do Rosário, para vencer a guerra mais importante de todas – a que diz respeito à salvação das almas. E, assim, no Céu, todos entoarão a famosa frase que representou aquele grande combate marítimo: Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit – Nem as tropas, nem as armas, nem os combatentes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória. Por Equipe Christo Nihil Praeponere #ciladas #contra #demônio #Rosário

  • Sexo ou gênero?

    Versão áudio Masculino e feminino, esses são os dois únicos sexos da raça humana. Mas surgiu nos últimos anos uma ideologia perigosa que substitui a palavra sexo por um conceito bem mais elástico: gênero. A mudança é perigosa: trata-se de um projeto político e ideológico de reconstrução da identidade humana, a partir da relativização da sexualidade. #gênero

  • Liturgia: mistério da salvação – Parte V

    Fonte: Padre Paulo Ricardo Neste último artigo sobre os ensinamentos de Monsenhor Guido Marini a respeito da liturgia, oferecemos uma distinção entre música sacra e música profana na Missa A Missa católica foi o grande berço da música ocidental. Através da polifonia e do tradicional cantochão – o gregoriano -, a Igreja pôde transmitir a Palavra de Deus aos quatro cantos da terra, atingindo tanto os incautos quanto as almas mais elevadas. Foi precisamente por isso que, ao longo de sua história, o Magistério procurou distinguir, repetidas vezes, a música litúrgica ou sacra dos cantos seculares. Com o advento da revolta protestante e o surgimento de expressões musicais das mais variadas, começaram a proliferar práticas fundamentalmente alheias ao autêntico espírito litúrgico. Foi então que o Concílio de Trento interveio no conflito cultural da época – lembra Monsenhor Guido Marini – “restabelecendo a norma pela qual era prioritário na música aderir à palavra, limitando o uso dos instrumentos e indicando clara diferença entre música profana e música sacra”. A contrarreforma do Concílio simplesmente pôs abaixo o castelo de cartas do protestantismo. A liturgia romana foi “um dos instrumentos mais poderosos da propaganda jesuítica”, derriçando as heresias das seitas ao mesmo tempo em que revigorava a tradição musical daquele período.01 Nos anos seguintes à reforma tridentina, a Igreja continuou sustentando o canto gregoriano como a legítima música litúrgica. E ainda hoje o ensinamento permanece o mesmo. Dando vitalidade aos trabalhos de São Pio X, diz o Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium, que a “Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.”02Todavia, apesar das claras admoestações dos padres conciliares – e, obviamente, do magistério posterior -, abriu-se espaço na Missa para expressões bruscamente opostas ao “sentire cum Ecclesia”, chegando-se a tachar a música louvada pelo Sacrossanto Concílio como “velharia”, “coisa ultrapassada” e outros pejorativos. A argumentação contra o tradicional canto litúrgico – bem como a outras áreas da Tradição – redunda na ideologia do pauperismo. A Igreja não deveria, nas suas celebrações, assumir uma posição rígida, mas simplista, adotando a criatividade popular de forma totalmente subjetivista e aleatória, como se a liturgia fosse um canteiro de obras, sempre aberto a modificações. O protagonista da ação litúrgica passa a ser o povo, qual ocorre nos regimes democráticos da teologia calvinista: sem espaço para distinções, o culto deve ser de todos. Com efeito, assim como o simplismo de Calvino acabou com a música na França de sua época, o mesmo raciocínio está destruindo as celebrações católicas de agora, pois no centro da ação não está Deus e a reverência devida a Ele, mas o gosto pessoal de um grupo que prevalece, de paróquia em paróquia, sobre o de outros03. E “uma Igreja que se baseia nas decisões da maioria” – recorda o Cardeal Joseph Ratzinger – “torna-se uma Igreja meramente humana”, uma vez que o que se faz a si mesmo “tem sabor do ‘si mesmo’ que desagrada a outros ‘si mesmos’ e bem cedo revela a sua insignificância”04. No seu livro sobre a liturgia, Monsenhor Guido Marini procura lembrar que “a música sacra não pode ser entendida como expressão da pura subjetividade” já que “essas formas musicais”, ou seja, o gregoriano e a polifonia – “na sua santidade, bondade e universalidade – são precisamente as que traduzem o autêntico espírito litúrgico em notas, melodia e canto: encaminhando para a adoração do mistério celebrado; tornando-se musicada exegese da palavra de Deus”. Do mesmo modo, concorda Bento XVI quando diz que “nem sequer a grande música o gregoriano, ou Bach, ou Mozart é algo do passado, mas vive da vitalidade da liturgia e da nossa fé. Se a fé for viva, a cultura cristã não se tornará algo do “passado”, mas permanecerá viva e presente.”05 Recentemente, a escritora brasileira Adélia Prado fez uma ótima colocação acerca da dessacralização da liturgia. A teologia da libertação, comentava, na ânsia de atingir o pobre acabou por torná-lo mais pobre, pois retirou-lhe a única riqueza que ainda lhe restava: a beleza da liturgia.06 No lugar do órgão colocou-se a sanfona, no lugar das antífonas, os gritos de guerra, e a isso somados os pés de bananeiras, cocos, os berrantes e bandeirolas de festa junina. Ora, é evidente que assim a missa se torna um passatempo, um entretenimento tacanho e brega que, mais cedo ou mais tarde, deixará de ser interessante como qualquer programa de auditório. O rigor da Igreja com o canto e com as demais partes da missa tem um nome: amor. É por amor a seu Divino Esposo, Jesus, que a Igreja adorna o templo com as mais belas peças e objetos. E assim também com a música. Ela deve se unir ao louvor dos anjos do céu, sendo uma verdadeira expressão de adoração a Deus, que motive sempre e mais e mais o seu rebanho a responder o imperativo das Sagradas Escrituras: “Cantai ao Senhor um cântico novo” (Cf. Sl 96, 1) Por Equipe Christo Nihil Praeponere CARPEAUX, Otto Maria. O Livro de Ouro da História da Música. Ediouro Constituição Sacrosanctum Concilium, n. 116 e 117 Ibidem n. 1 RATZINGER, Joseph. Compreender a Igreja hoje, vocação para comunhão. Editora Vozes Audiência Geral de Bento XVI Discurso de Adélia Prado sobre a liturgia católica #Liturgia #mistério #parte #salva

  • A Missa não é um evento social, diz o Papa Francisco

    VATICANO, 04 Out. 13 / 12:50 am (ACI/EWTN Noticias).- Na homilia da Missaque presidiu ontem na Casa Santa Marta onde reside, o Papa Francisco afirmou que a Missa não é um evento social, mas uma festa em que se faz presente Deus e não pode ser “domesticada” pelo hábito. O Papa afirmou que “toda semana vamos à igreja, ou quando alguém morre vamos ao funeral… e essa memória, muitas vezes, nos aborrece porque não é próxima. É triste, mas a Missa muitas vezes se transforma em um evento social e não estamos próximos da memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós”. O Papa Francisco se inspirou na passagem do Livro do Neemias, na primeira leitura de ontem, para centrar sua homilia no tema da memória. O Povo de Deus, observou, “tinha a memória da Lei, mas era uma memória distante”, aquele dia, por outro lado, “a memória se fez próxima” e “isto toca o coração”. Choravam “de alegria, não de dor”, disse o Santo Padre, “porque tinham a experiência da proximidade da salvação”: “E isso é importante não somente nos grandes momentos históricos, mas nos momentos da nossa vida: todos temos a memória da salvação, todos. Mas, pergunto-me: esta memória está perto de nós, ou é uma memória um pouco distante, um pouco difusa, um pouco arcaica, um pouco de museu? Pode ir longe… E quando a memória não está próxima, quando não temos esta experiência de proximidade da memória, esta entra em um processo de transformação, e a memória se transforma em uma simples recordação”. Quando a memória se torna distante, acrescentou o Papa, “transforma-se em lembrança; mas quando se faz próxima, transforma-se em alegria e esta é a alegria do povo”. Isto, disse também, constitui “um princípio da nossa vida cristã”. Quando a memória se faz próxima, reafirmou, “faz duas coisas: aquece o coração e dá alegria”. “E esta alegria é nossa força. A alegria da memória próxima. Por outro lado, a memória domesticada, que se afasta e se converte em uma simples lembrança, não aquece o coração, não nos dá alegria e não nos dá força. Este encontro com a memória é um evento de salvação, é um encontro com o amor de Deus que fez historia conosco e nos salvou; é um encontro de salvação. E é tão bom ser salvos, que é preciso festejar”. O Pontífice ressaltou que “quando Deus vem e se aproxima sempre há festa”. E “muitas vezes –constatou– nós os cristãos temos medo de festejar: esta festa simples e fraterna que é um dom da proximidade do Senhor”. A vida, acrescentou, “nos leva a afastar esta proximidade, e a manter somente a lembrança da salvação, não a memória que está viva”. A Igreja, destacou, tem a “sua memória” que é a “memória da Paixão do Senhor”. “Também conosco, advertiu o Papa, acontece que afastamos esta memória e a transformamos em uma lembrança, em um evento habitual”. Para concluir o Papa Francisco alentou a pedir ao Senhor “a graça de ter sempre a sua memória perto de nós, uma memória próxima e não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distanciada numa simples lembrança”. #evento #Francisco #Missa #Social

  • URGENTE: Umbanda e Candomblé invadem a Missa em São Miguel Paulista

    Recentemente o site Fratres in Unum denúnciou as praticas marxistas e toda a influência da teologia da libertação na Diocese de São Miguel Paulista. O caso em questão envolvia principalmente duas paróquias comandadas pelos padres Paulo Bezerra da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, e Padre Dimas Martins Carvalho do Santuário Nossa Senhora da Paz. Neste artigo falaremos do Santuário Nossa Senhora da Paz: Nesta paróquia que esta sob a jurisdição do Bispo Dom Manuel Parrado Carral, o paroco Padre Dimas Martins Carvalho leva ao extremo o pensamento revolucionário que nos últimos anos vem destruindo a Igreja por dentro e com isso esta acontecendo um gradual esvaziamento da paróquia por causa das práticas heréticas do padre em questão. Qualquer um que conheça esta paróquia sabe que o Padre Dimas é um mestre em desmerecer a Igreja e dar valor cada vez maior ao protestantismo e outras religiões. Isso é muito claro em várias de suas homilias, onde as citações mais diversas acontecem. Apenas para dar alguns exemplos, na Missa cita-se: Alan Kardec, o pai do espiritísmo; Friedrich Nietzsche, filósofo que disse entre outras coisas que “Deus esta morto”, budismo, islamismo, etc… Mas não é só isso. Na missa do dia 30 de Setembro de 2012 os fiéis foram “brindados” com uma grande surpresa. Por orientação do Padre, que é o editor do folheto da missa, os músicos tiveram que tocar para o povo uma musica que tem profundas ligações com a Umbanda e o Candomblé. A musica escolhida: “Arrastão” de Vinicius de Moraes e Edu Lobo e que já foi interpretada pela cantora espírita Elis Regina. Eh! tem jangada no mar Eh! eh! eh! Hoje tem arrastão Eh! Todo mundo pescar Chega de sombra e João Jô viu Olha o arrastão entrando no mar sem fim É meu irmão me traz Mãe d’agua prá mim Olha o arrastão entrando no mar sem fim É meu irmão me traz Mãe d’agua prá mim Minha Santa Bárbara me abençoai Quero me casar com Janaína Eh! Puxa bem devagar Eh! eh! eh! Já vem vindo o arrastão Eh! É a rainha do mar Vem, vem na rede João prá mim Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim Nunca, jamais se viu tanto peixe assim Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim Nunca, jamais se viu tanto peixe assim Para aqueles que querem ver “a prova do crime” liturgico estamos disponibilizando o PDF com o folheto da missa e que em seu número 24 traz este canto profano. Dentre as considerações que fazemos estão: – Intencionalmente e para não causar tanto espanto, o padre substituiu a palavra “Iemanjá” por “Mãe d’agua”. Note-se porém que embora seja mais sutil a utilização de “mãe d’agua”, isso é uma pratica comum nos meios ligados à Umbanda como demostra o exemplo abaixo: – O nome de Santa Barbara presente na letra da música na verdade é uma alusão à Iansã. Nas lendas provenientes do candomblé, Iansã foi mulher de Ogum e depois de Xangô. Na liturgia da umbanda, Iansã é senhora dos eguns, os espíritos dos mortos. O apelo que se faz aqui é que todos aqueles que se sentirem incomodados com essa profanação da Santa Missa, que entrem em contato com o Bispo Dom Manuel Parrado Carral para que ele tome todas as providências cabíveis. Bispo Diocesano Dom Manuel Parrado Carral Rua José Dias Miranda, 100 – São Miguel Paulista 08011-020 – São Paulo – SP Tel.: (11) 2297.8611 Fax: (11) 2297.0539 e-mail: smigueld@terra.com.br Bispo Emérito Dom Fernando Legal, SDB Rua Doutor Alarico de Toledo Piza, 635 – Vila Silva Telles 08110-180 – São Paulo – SP Tel.: (11) 2156.9447 e-mail: fernando.legal31@hotmail.com Cúria Diocesana Travessa Guilherme de Aguiar, 40 – São Miguel Paulista 08011-030 – São Paulo – SP Tel./fax: (11) 2297.8611 Fax: (11) 2297.3953 e-mail: diocesesaomiguel@terra.com.br site: www.diocesesaomiguel.org.br Secretariado de Pastoral Travessa Guilherme de Aguiar, 40 – São Miguel Paulista 08011-030 – São Paulo – SP Tel./fax: (11) 2297.6682 e-mail: diocesesdp.pastoral@hotmail.com Em desagravo ao que vem acontecendo nesta diocese rezemos juntos: Oração a São Miguel Arcanjo São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, defendei-nos com o vosso escudo contra as armadilhas e ciladas do demónio. Deus o submeta, instantemente o pedimos; e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo procurando perder as almas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ámen. [Nota: O Papa Leão XIII, durante a celebração de uma missa particular, teve uma visão segundo a qual soube que o Demónio pediu permissão para submeter a Igreja a um período de provações. Deus concedeu-lhe permissão para provar a Igreja por um século (este século). Assim que o Demónio se afastou, Deus chamou Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo e lhes disse: “Dou-vos, agora, a incumbência de contrabalançar a obra nefasta do Demónio.” O Papa a seguir compôs a oração a São Miguel Arcanjo, ordenando depois que fosse rezada de joelhos, no fim de cada Santa Missa.] #AlanKardec #SãoMiguelArcanjo #SantuárioNossaSenhoradaPaz #jangada #budismo #SenhordoBonfim #Iemanjá #eguns #Teologiadalibertação #Ogum #islamismo #Xangô #Iansã #FriedrichNietzsche #SantaBárbara #Mãedagua #DiocesedeSãoMiguelPaulista

  • A cultura pornográfica e a banalização da sexualidade

    Nunca foi tão fácil macular o próprio corpo, templo do Espírito Santo, como nestes tempos, com o advento da pornografia virtual Como uma droga, o pecado da pornografia destrói e aprisiona o ser humano. Uma das maiores dificuldades para os jovens que desejam viver a castidade hoje são as inúmeras ocasiões de pecado que lhes são apresentadas quotidianamente, em altas doses. Roupas decotadas e ofensivas à modéstia, imagens sensuais em anúncios de outdoors, palavras indecorosas em livros “da moda”, programas televisivos indecentes: em praticamente todos os ambientes pelos quais se passa, há alguma insinuação perversa – o “dedo” do demônio convidando as pessoas ao pecado da impureza. Nunca foi tão fácil macular o próprio corpo, templo do Espírito Santo, como nestes tempos, com o advento da pornografia virtual. Se é verdade que há muitos cristãos utilizando a Internet para buscar entretenimento sadio, conhecimento e, muitas vezes, aumentar a sua fé em Jesus Cristo e na Sua Igreja, outras porções de pessoas têm se aproveitado das comodidades do mundo virtual para saciarem seu anseio de felicidade nos lugares errados. O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da pornografia, lembra que ela “ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos um ao outro” (§ 2354). A colaboração com a produção deste material, em qualquer nível (seja no da atuação, comercialização ou consumo), é pecado grave. É bem verdade que a cultura relaxada em que vivemos tem contribuído para enfraquecer nas pessoas aqueles valores e noções importantes, constantemente pregados pela Igreja, que tanto bem fazem à humanidade, dando equilíbrio e estabilidade à civilização. Porém, negar a realidade não vai fazer com que ela deixe de ser. O veneno pode se esconder em belos frascos, mas nem por isso deixa de ser veneno. Nem por isso deixa de ser mortal. O ser humano possui uma dignidade intrínseca e o homem e a mulher foram criados para viver a sexualidade no dom divino do Matrimônio: nenhuma realidade terrena, por mais forte e hostil que seja, poderá apagar esta verdade. De fato, sequer é preciso ser católico para detectar a maldade inerente à pornografia. Para reconhecê-la, basta – como recordou em várias ocasiões o Papa Bento XVI – identificar a existência de uma moralidade objetiva inscrita no coração dos homens – a “lei moral natural”. Para as mentes corretamente formadas, esta lei moral se manifesta através da famosa “voz da consciência”. Àqueles que, como o filho mais novo da parábola evangélica, têm se chafurdado na lavagem dos porcos: lancem um olhar sincero para o próprio coração. No começo, a malícia da pornografia parece evidente, mas a exposição contínua a doses cada vez mais pesadas do material vai estrangulando a consciência que indica o erro e diminuindo a resistência ao pecado… Pouco a pouco, vai-se criando um mau hábito, do qual, agora, muitas pessoas se veem em tremendas dificuldades para sair. É assim porque a pornografia causa dependência. O dr. Valerie Voon, neurocientista da Universidade de Cambridge, realizou um estudo com pessoas que viam material pornográfico de modo compulsivo. A conclusão foi um “claro paralelismo com as pessoas viciadas em substâncias”, como heroína ou álcool. Isto sem falar das inúmeras perversões sexuais presentes na pornografia, que, se não eliminam por completo as noções de limites e moderação, alçam à categoria da normalidade verdadeiras aberrações, só defendidas hoje pelos completamente afetados promotores da “ideologia de gênero”. Por isso, o Catecismo da Igreja Católica não só recorda que a pornografia é um pecado, mas também que “as autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de material pornográfico”. Não é possível que o Estado persiga o bem comum se permite aos seus cidadãos que se machuquem de modo tão sério, gerando consequências que não se limitam à esfera espiritual, mas prejudicam as pessoas no convívio familiar, em seu trabalho, nas suas relações com as demais pessoas e em outros tantos ambientes. Se para reconhecer esta situação sequer é preciso crer, para livrar-se dela não se pode dizer o mesmo. É na busca sincera do perdão de Deus que se encontra o caminho para aquele que “peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor 6, 18). É aterrador constatar como o hedonismo tem se tornado “cultura” e como a sua influência nociva é forte e crescente. Para enfrentá-lo, o Senhor pede-nos coragem. “Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33). Por Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Religión en Libertad #banaliza #Cultura #pornografica #sexualidade

  • Nós podemos afirmar que todas as religiões são caminhos de salvação?

    Versão áudio Pluralismo e tolerância são palavras bastante populares na cultura atual. Mesmo dentro de ambientes considerados dogmáticos, como a religião, os dois conceitos têm adquirido enorme espaço, a ponto de alguns ensinamentos catequéticos se tornarem, de certo modo, assuntos “politicamente incorretos”. É o caso do tema da salvação. Numa época em que domina o lobby globalista a favor do relativismo religioso, “ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja” – como denunciava o Cardeal Joseph Ratzinger, em 2005 – “muitas vezes é classificado como fundamentalismo.” Para a elite que deseja um “governo global”, o pluralismo religioso tem grande importância. Trata-se de uma verdadeira agenda ideológica. Unificando todos os credos numa superreligião, cria-se a – errônea – sensação de que qualquer uma delas é válida para a salvação, até a mais absurda. A tática consiste na elaboração de um neopaganismo, no qual não exista nenhuma autoridade planetária que não a política. Obviamente, a doutrina católica, sobretudo a do papado, torna-se uma pedra de tropeço para estes intentos, uma vez que o ensinamento sobre a necessidade da Igreja para a salvação é um artigo irrenunciável da fé cristã. O Magistério da Igreja, preocupado com a onda relativista, procurou esclarecer esses assuntos em várias ocasiões. O Verbo de Deus se encarnou uma única vez, somente Nele se encontra a plenitude da revelação, os meios necessários para o autêntico encontro com Deus. É através de Jesus Cristo e de sua continuação histórica na terra, ou seja, a Igreja Católica que o homem pode ser salvo. Lembrando a Declaração Dominus Iesus, “como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa” e não há outro nome debaixo do céu pelo qual a humanidade possa alcançar a salvação. Em 2001, a Congregação para a Doutrina da fé, em nota sobre o livro “Para uma teologia cristã do pluralismo religioso”, do padre jesuíta Jacques Dupuis, elencou cinco pontos básicos e inegociáveis da doutrina católica, principalmente na temática da salvação. A Santa Sé visava corrigir certos equívocos do padre Dupuis e, ao mesmo tempo, ajudar os católicos a praticarem uma reta reflexão acerca do pluralismo e da tolerância religiosa. O primeiro ponto aborda a doutrina de Jesus Cristo como “o único e universal mediador da salvação de toda a humanidade”. A notificação rechaça a tese de “uma ação salvífica do Verbo” alheia à Pessoa de Cristo, ou seja, “independentemente da humanidade do Verbo encarnado”. Com isso, a Congregação reafirma a supremacia do cristianismo sobre todas as outras religiões. Somente na fé cristã Deus se encarnou, sofreu e morreu na cruz pela humanidade. A ideia segundo a qual Deus teria se encarnado em todas as religiões e que Jesus seria apenas mais uma dessas encarnações é simplesmente absurda, sem qualquer respaldo teológico ou bíblico. A notificação destaca também a unicidade e a plenitude da revelação em Jesus Cristo. É um dever de todo cristão crer firmemente na mediação de Cristo, no cumprimento e na plenitude da revelação Nele e através Dele, sendo “contrário à fé da Igreja” afirmá-la “limitada, incompleta e imperfeita”. Não há uma única verdade de fé necessária à salvação que não esteja contida na doutrina cristã. E embora existam verdades nas outras religiões, todas elas, de uma maneira ou de outra, derivam “em última análise da mediação fontal de Jesus Cristo”. Exatamente por isso, a Sagrada Congregação, no terceiro ponto, recorda a capacidade do Espírito Santo de agir “de maneira salvífica tanto nos cristãos como nos não-cristãos”. Todavia, a mesma notificação ensina ser “contrário à fé católica pensar que a ação salvífica do Espírito Santo possa estender-se para além da única e universal economia salvífica do Verbo encarnado”. Isso quer dizer que toda ação do Espírito Santo tem por meio a Igreja – sacramento universal da salvação -, mesmo entre os não-cristãos. O quarto pilar recorda a vocação universal do homem. Toda a humanidade foi orientada para Jesus: existe uma vocação específica dos seres humanos de todos os tempos, de todos os lugares da história para a Igreja de Cristo. Com isso, a Congregação afirma que “também os seguidores das outras religiões estão orientados para a Igreja e todos são chamados a fazer parte dela”, não sendo possível “considerar as várias religiões do mundo como vias complementares à Igreja em ordem à salvação”. Finalmente, a notificação da Congregação para a doutrina da fé responde à pergunta central: “nós podemos afirmar que todas as religiões são caminhos de salvação?” O dicastério esclarece que se por um lado “é legítimo defender que o Espírito Santo realiza a salvação nos não-cristãos também mediante os elementos de verdade e de bondade presentes nas várias religiões”, por outro “não tem qualquer fundamento na teologia católica considerar estas religiões, enquanto tais, caminhos de salvação, até porque nelas existem lacunas, insuficiências e erros, (16) que dizem respeito a verdades fundamentais sobre Deus, o homem e o mundo”. As verdades contidas nestas religiões contribuem para a salvação dos membros enquanto verdades ligadas à Pessoa de Jesus Cristo. Com este ensinamento a Igreja não quer dificultar o diálogo interreligioso, tampouco insuflar a intolerância. Para que exista um saudável diálogo é necessário que ambas as partes sejam sinceras e conscientes de suas identidades. Caso contrário, corre-se o risco de edificar a casa sobre a areia da mentira, condenando-a, futuramente, ao desmoronamento. Foi o que explicou o próprio Cardeal Ratzinger a propósito das polêmicas relacionadas à Declaração Dominus Iesus. A missão da Igreja é universal, pois corresponde ao chamado do Mestre: “ide pelo mundo e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). A salvação dos homens só acontece por meio de Jesus Cristo, na sua continuação histórica nesta terra: a Igreja Católica. Referências Missa Pro Eligendo Romano Pontifice Declaração Dominus Iesus Notificação a propósito do livro de Jacques Dupuis “Para uma teologia cristã do pluralismo religioso” #Caminhos #TODAS #religi #salva #afirmar #podemos

  • O Ateísmo é uma escolha racional? Três famosos ateus respondem

    Roma, 15 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) Pe. Anderson Alves A pergunta que colocamos aqui deve ser bem entendida: não perguntamos se os ateus são racionais, coisa que seria absurda; nem mesmo perguntamos se os ateus são inferiores aos teístas, ou se a crença em Deus “não necessariamente torna uma pessoa melhor”, como apareceu numa recente pesquisa no Brasil[1]. O que questionamos agora é se o ateísmo, enquanto sistema de pensamento seja coerente. Mais precisamente, nos perguntamos se é sensato afirmar a não existência de Deus e contemporaneamente o relativismo. Poderia ser verdade que não haja nenhuma verdade e, ao mesmo tempo, ser verdade que Deus não existe? Talvez haja quem pense que a questão aqui proposta seja absurda. E pode vir à mente do leitor a recordação do jovem Ivan, personagem de Irmãos Karamázov, que defendia que se Deus e as religiões não existissem, tudo passaria a estar permitido. Aquele personagem manifestava assim o desejo de uma liberação: ao livrar-se da crença em Deus, o homem ficaria livre de todo dogmatismo, tanto teórico, quanto moral. A negação de Deus traria o fim da “lei natural” e do dever de amar o mundo e ao próximo. A mesma liberação quis experimentar F. Nietzsche ao declarar a morte de Deus, ou melhor, ao dizer que os homens o haviam assassinado. De modo que para eles a negação ou “morte” de Deus não estaria fundamentada no relativismo, mas seria a origem mesma do relativismo. A afirmação da não existência de Deus seria uma escolha, algo indiscutível e impossível de ser demonstrado a partir de verdades anteriores. E aceitá-lo seria assumir a crença num novo dogma que faria desmoronar todos os demais dogmas. O ateísmo fundaria assim o relativismo na moral e no conhecimento humano. Embora isso seja claro, é comum pensar que o relativismo funde o ateísmo; que as pessoas que não aceitam Deus, fazem-no porque não querem aceitar a existência da verdade, à qual deveriam se submeter. Isso é um absurdo. O ateísmo parte de uma afirmação que tem valor de verdade absoluta: Deus não existe. Se essa afirmação não fosse tomada pelos ateus como verdade, eles simplesmente deixariam de ser ateus. O relativismo para eles se dá somente nas “verdades” inferiores e todos deveriam se submeter ao imperativo único da nova moral: é proibido estabelecer regras morais. O interessante é que F. Nietzsche e outros conhecidos filósofos ateus reconheceram que afirmar o relativismo cognoscitivo e o ateísmo é em si mesmo contraditório. O motivo seria que o relativismo implica a afirmação da não existência de verdades absolutas; mas isso se funda, por sua vez, numa verdade absoluta: a não existência de Deus. Sendo assim, a afirmação da não existência de Deus implica a afirmação da sua existência. Outros pensadores ateus que perceberam bem as contradições do ateísmo contemporâneo foram M. Horkheimer e Th. Adorno. De fato, eles diziam numa obra conjunta, A Dialética do Iluminismo, citando a Nietzsche: «Percebemos “que também os não conhecedores de hoje, nós, ateus e antimetafísicos, alimentamos ainda o nosso fogo no incêndio de uma fé antiga dois milênios, aquela fé cristã que era já a fé de Platão: ser Deus a verdade e a verdade divina”. Sendo assim, a ciência cai na crítica feita à metafísica. A negação de Deus implica em si uma contradição insuperável, enquanto nega o saber mesmo»[2]. Esses autores, ateus e relativistas, que se reconhecem como “não conhecedores e antimetafísicos” alimentam a verdade de sua fé ateia naquela cristã, já presente em Platão: a fé na existência da verdade divina. De modo que só pode afirmar a não existência de Deus, quem aceita que há uma verdade absoluta, divina. Em outras palavras, só pode negar a Deus quem previamente o afirma. Por isso, o ateísmo, ao negar a Deus e a verdade das coisas (que é sempre relativa ao sujeito que a conhece e é progressiva), reinvindica para si mesmo o caráter absoluto, próprio do mesmo Deus[3], estabelecendo assim um novo dogmatismo. Portanto, o ateísmo não existe; nada mais é do que uma espécie de idolatria que consiste no colocar-se a si mesmo e as próprias convicções pessoais, por mais contraditórias que possam ser, no lugar de Deus, o único que garante toda a verdade. Pe. Anderson Alves, sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma. [1] Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1206138-tendencia-conservadora-e-forte-no-pais-diz-datafolha.shtml[2] Cfr. F. NIETZSCHE, La gaia scienza, Mondadori, Milano 1971, p. 197; M. HORKHEIMER e Th.ADORNO, Dialettica dell’illuminismo, Einaudi, Torino 1966, p. 125.[3] Para a elaboração do presente texto me foram úteis as reflexões presentes em: U. GALEAZZI, Il coraggio della ragione. Tommaso d’Aquino e l’odierno dibatitto filosofico, Armando, Roma 2012, pp. 22-38. (15 de Janeiro de 2013) © Innovative Media Inc. #famosos #racional #respondem #ateus #ateísmo #escolha

  • Quando Bergoglio derrotou os teólogos da libertação, recorda Dom Filippo Santoro

    O então Cardeal Jorge Mario Bergoglio celebra uma Missa durante a V Conferência em Aparecida. Foto: Captura do YouTube ROMA, 03 Out. 13 / 11:01 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Taranto (Itália) que serviu como sacerdote e Bispo no Brasil durante mais de 25 anos, Dom Filippo Santoro, recordou em um artigo publicado no jornal da Conferência Episcopal Italiana “Avvenire” o papel desempenhado pelo então Cardeal Jorge Mario Bergoglio – hoje Papa Francisco – quando derrotou os postulados marxistas da teologia da libertação na Conferência do Episcopado Latino-americano em Aparecida no ano de 2007. Dom Filippo, antes de ser nomeado Arcebispo de Taranto por Bento XVI em 2011, foi Bispo de Petrópolis, cidade no interior do Estado do Rio de Janeiro, e antes disso Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro no Brasil, país ao que chegou como sacerdote em 1984. No seu artigo titulado “A libertação que vem do Evangelho”, o Prelado italiano assinalou que “o presidente da comissão para a redação do documento final de Aparecida era o Arcebispo de Buenos Aires, o Cardeal Bergoglio. Com um estilo sapiencial, afirma na introdução do documento de Aparecida: ‘O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devem empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo’”. Dom Santoro assegurou que a ambiguidade no discurso da teologia da libertação “está superada na conferência de Aparecida, tanto na estrutura geral do documento, como na presença viva da fé em cada momento de seu desenvolvimento; desde olhar a dura realidade até o julgamento sobre ela e a praxe conseguinte”. “Trata-se, entretanto, de uma ambiguidade que continua presente, porque o Papa Francisco, em sua recente viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, no encontro com a presidência do CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano)” apresentou “algumas tentações contra o discipulado missionário, falava da ‘ideologização da mensagem evangélica’”. Nesse encontro, o Papa advertiu aos Bispos latino-americanos contra a tentação do “reducionismo socializante”, o qual disse “é a ideologização mais fácil de descobrir. Em alguns momentos foi muito forte. Trata-se de uma pretensão interpretativa em base a uma hermenêutica segundo as ciências sociais. Abrange os campos mais variados, do liberalismo de mercado até a categorização marxista”. Dom Filippo recordou que algumas pessoas criticaram o documento final de Aparecida por começar com um hino de louvor a Deus, o que tinha sido expressamente desejado pelo Cardeal Bergoglio. O Arcebispo italiano assinalou que ao ordenar-se assim, “o esquema do documento valoriza a tradição da teologia e da pastoral latino-americana, mas, ao mesmo tempo, ressalta a perspectiva da fé”. “Esta, claramente, não estava ausente, mas em certos desenvolvimentos se dava por descontada, ao ter que preocupar-se, sobretudo pela gravidade de uma situação social cheia de conflitos e, sobretudo pelo ‘clamor dos pobres’”, indicou. Em 24 de julho deste ano, no marco da JMJ do Rio, o Papa Francisco visitou o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida no estado de São Paulo. Ali, ante 200 mil almas, o Santo Padre pronunciou um discurso no qual recordou quão importante é para ele este santuário dedicado à Padroeira do Brasil. Ao despedir-se da multidão, o Santo Padre prometeu voltar em 2017, quando se comemora os 300 anos do encontro da Virgem e 10 anos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e o Caribe. #recorda #derrotou #Bergoglio #teólogos #Liberta #quando

  • A Igreja que é santa não é somente dos “puros” e está aberta aos mais afastados, diz o P

    VATICANO, 02 Out. 13 / 01:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Igreja é Santa porque sua origem é Deus que é santo e a ela pertencem não somente os “puros”, mas também todos os pecadores, inclusive aqueles que estão mais afastados, disse nesta manhã o Papa Francisco na audiência geral que presidiu na Praça de São Pedro ante 50 mil pessoas. Refletindo sobre o Credo, concretamente na parte em que se diz que a Igreja é Santa, o Santo Padre disse que “vocês poderiam dizer-me: mas a Igreja é formada por pecadores, vemos isso todos os dias. E isto é verdade: somos uma Igreja de pecadores; e nós pecadores somos chamados a deixar-nos transformar, renovar, santificar por Deus. Houve na história a tentação de alguns que afirmavam: a Igreja é somente a Igreja dos puros, daqueles que são totalmente coerentes e os outros seguem afastados. Isto não é verdade! Isto é uma heresia!”. “A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; não rejeita todos nós; não rejeita porque chama todos, acolhe-os, está aberta também aos mais distantes, chama todos a deixar-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que oferece a todos a possibilidade de encontrá-Lo, de caminhar rumo à santidade… Alguém de vocês está aqui sem os próprios pecados? Alguém de vocês? Ninguém, nenhum de nós. Todos levamos conosco os nossos pecados”. A consciência da santidade da Igreja, explicou o Papa Francisco, “esteve presente desde o começo na consciência dos primeiros cristãos, que se chamavam simplesmente ‘os Santos’ porque tinham a certeza que é a ação de Deus, o Espírito Santo que santifica a Igreja”. Mas, perguntou-se, “em que sentido a Igreja é santa se vemos que a Igreja histórica, em seu caminho ao longo dos séculos, teve tantas dificuldades, problemas, momentos sombrios? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, irmãs pecadoras, bispos pecadores, cardeaispecadores, Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?”. A Igreja é Santa porque “procede de Deus que é santo, lhe é fiel e não a abandona em poder da morte e do mal. É santa por que Jesus Cristo, o Santo de Deus, está unido de forma indissolúvel a esta; é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa”. Na Igreja, o Deus que encontramos “não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica… O Senhor nos quer parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher todos, que não é a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos podem ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais frágeis, os pecadores, os indiferentes, aqueles que se sentem desencorajados e perdidos. A Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho da santidade, que é o caminho do cristão”. Para concluir o Papa exortou a não ter medo “da santidade, não ter medo de sonhar alto, de deixar-se amar e purificar por Deus… Deixemo-nos contagiar pela santidade de Deus. Todo cristão é chamado à santidade; e a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas no deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça”. #aberta #Santa #Puros #Igreja #afastados #somente

  • O Papa confronta o agnosticismo no tema do bem, do mal e da alma

    ROMA, 02 Out. 13 / 11:02 am (ACI).- Em sua entrevista publicada ontem com o cofundador do jornal italiano La Reppublica, Eugenio Scalfari, o Papa Francisco se referiu ao agnosticismo e assegurou ao seu interlocutor, que não acredita na existência da alma, mesmo que ele não acredite, ele tem uma. Francisco assegurou que “o proselitismo é uma solene tolice, não tem sentido. Nós temos que conhecer um ao outro, escutar um ao outro, e melhorar o nosso conhecimento do mundo que nos rodeia”. “Às vezes, depois de um encontro, quero realizar outro porque nascem novas ideias e descubro novas necessidades. Isso é importante: conhecer as pessoas, ouvir, expandir nosso círculo de ideias”. O Santo Padre assinalou que “o mundo está atravessado por caminhos que se aproximam e se separam, mas o importante é que eles nos levam para o Bem”. “Cada um tem a sua própria ideia do Bem e do Mal e deve escolher seguir o Bem e combater o Mal, como o entende. Isso bastaria para melhorar o mundo”, assegurou. O Papa indicou que “cada um de nós tem uma visão do Bem e do Mal. Nós devemos encorajar as pessoas a caminharem em direção ao que elas consideram ser o bem”. A graça, disse, “não é parte da nossa consciência, é a quantidade de luz que temos na nossa alma, não de conhecimento ou de razão. Inclusive o senhor, sem o saber, poderia ser tocado pela graça”, pois “a graça diz respeito à alma”. Depois de Scalfari assinalar que ele não acredita na alma, Francisco lhe disse “não acredita, mas você tem uma”. O Santo Padre perguntou a seu entrevistador “você, leigo, que não acredita em Deus, em que você acredita? Você é um escritor e um homem de pensamento. Você acredita em alguma coisa, você deve ter um valor dominante. Não me responda com palavras como honestidade, busca, a visão do bem comum, todos princípios e valores importantes, não é isso que estou perguntando”. “Estou perguntando o que você considera ser a essência do mundo, sem dúvida, do universo. Você deve se perguntar, é claro, como todo mundo, quem somos, de onde viemos, para onde vamos. Inclusive as crianças fazem essas perguntas a si mesmas. E você?”. Scalfari agradeceu ao Papa por sua pergunta e lhe respondeu que ele acredita “no Ser, que está no tecido do qual surgem as formas e os corpos”. “E eu acredito em Deus”, respondeu o Santo Padre, precisando que não se trata de “um Deus Católico, não há Deus Católico, há Deus e creio em Jesus Cristo, sua encarnação. Jesus é o meu mestre e meu pastor, mas Deus, o Pai, Abba, é a luz e o Criador. Esse é o meu Ser. Você acha que estamos muito distantes?”. O Santo Padre pediu também ao diretor de La Reppublica que defina “o que você chama o Ser”. Segundo Scalfari, “o Ser é uma fábrica de energia. Energia caótica, mas indestrutível e caos eterno. As formas emergem da energia quando ela atinge o ponto de explosão”. Para o jornalista italiano, “as formas têm as suas próprias leis, os seus campos de magnetismo, os seus elementos químicos, que combinam aleatoriamente, evoluem e eventualmente são extintos, mas a sua energia não é destruída.”. “O homem é provavelmente o único animal dotado de pensamento, ao menos, no nosso planeta e no sistema solar. Disse que ele é guiado por instintos e desejos, mas eu acrescentaria que ele também contém dentro de si uma ressonância, um eco, uma vocação de caos” disse Scalfari. O Papa Francisco assinalou ao jornalista italiano que “do meu ponto de vista, Deus é a luz que ilumina a escuridão, mesmo se não a dissolve, e uma fagulha de luz divina está dentro de nós”. “Na carta que lhe escrevi, você irá lembrar que disse que as nossas espécies terminarão, mas a luz de Deus não terminará e nesse ponto ela invadirá todas as almas e estará toda em todos”. O Santo Padre lhe disse ao jornalista italiano que “demos um passo à frente no nosso diálogo”. “Observamos que na sociedade e no mundo em que vivemos o egoísmo tem aumentado mais do que o amor pelos outros, e que os homens de boa vontade precisarão trabalhar, cada qual com os seus pontos fortes e experiência, para garantir que o amor aos outros aumente até que seja igual e possivelmente exceda o amor por si mesmo”, indicou. #agnosticismo #confronta

  • O Papa Francisco narra o que sentiu e pensou ao ser eleito no Conclave

    ROMA, 01 Out. 13 / 04:36 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco explicou em uma entrevista com o diretor do jornal italiano La Repubblica, Eugenio Scalfari, o que sentiu e pensou logo depois de ser eleito como sucessor de São Pedro no Conclave de março deste ano. O Santo Padre recorda que logo após a eleição e antes de aceita-la, “perguntei se poderia retirar-me por alguns minutos para um quarto anexo ao da sacada que dá à praça. Minha cabeça estava completamente vazia e uma grande ansiedade me invadiu”. “Para relaxar fechei os olhos e todos os meus pensamentos desapareceram, inclusive o de rejeitar a designação, tal e como consente o procedimento litúrgico. Fechei os olhos e não vi mais ansiedade ou emotividade”. O Papa disse logo que “em algum momento, uma grande luz me invadiu, durou um momento, mas pareceu longuíssimo. Depois a luz se dissipou, levantei rapidamente e me dirigi ao aposento onde me esperavam todos oscardeais e a mesa sobre a qual se encontrava a ata de aceitação. Assinei-a, o Cardeal Camarlengo a assinou e depois, na sacada anunciaram o ‘Habemus Papam!’”, relatou. Os jornais do mundo inteiro ecoaram as palavras do Papa Francisco ao saudar pela primeira os fiéis da sacada do Vaticano, mas não se conhecia até agora os pensamentos do Papa antes de aceitar a sua eleição. “Irmãos e irmãs, boa tarde, vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui!”, disse o Papa Francisco em suas primeiras palavras. #sentiu #pensou #Francisco #conclave #narra #eleito

  • “A criatividade nunca esteve presente na Liturgia cristã” – Dom Henrique Soares da

    Fonte: Salvem a Liturgia Por Dom Henrique Soares da Costa (grifos nossos): Criatividade. Este conceito nunca esteve presente na Liturgia cristã. É-lhe totalmente estranho! Na antiguidade mais primitiva, não havia ainda textos litúrgicos formados. É natural, é claro: a Igreja não nascera feita! Fundada pelo Cristo-Deus, foi plasmada pelo Seu Santo Espírito, conforme Sua própria promessa. Mesmo não havendo ainda textos fixos para o rito liturgico, havia, no entanto, esquemas fixos, que os ministros sagrados deveriam seguir à risca. Portanto, cada ministro, tanto quanto pudesse, uns mais, outros, menos, compunham as orações. Em geral, escreviam-nas antes. Mas, dentro de um esquema fixo. A palavra chave nunca foi criatividade, mas fidelidade à Regra de Fé da Igreja e à lex orandi, isto é, à norma de oração da Igreja. Logo cedo, os primeiros formulários litúrgicos foram sendo colocados por escrito e fixados. Finalmente, no século IV, com a liberdade de culto concedida aos cristãos, surgiram os grandes textos litúrgicos no Oriente, como a estupenda liturgia de São João Crisóstomo, e do Ocidente (pense-se na antiquissíma Tradição Apostólica de Hipólito de Roma). No Ocidente, a formação dos grandes textos foi mais complexa por vários motivos históricos e culturais. Em todo caso, no séculos VI e VII já se tinham os grandes formulários litúrgicos e a soleníssima Missa Estacional romana, que influenciaria toda a liturgia da Missa da Igreja latina (a Igreja do Ocidente, da qual o Bispo de Roma é o Patriarca, além de Papa de toda a Igreja do Oriente e Ocidente). Em toda esta complexa e rica evolução histórica nunca se teve em mira a criatividade, mas a ortodoxia. Aliás, a palavra ortodoxia significa reta fé (reta opinião) e também reto louvor, reta glorificação de Deus! Assim, na Celebração litúrgica, o importante, a finalidade é o reto louvor ao Senhor Deus, exprimindo a reta fé pelos ritos sagrados que tornam autuantes na vida de cada crente e de toda a Igreja a salvação celebrada. A criatividade como ideal, objetivo e valor em si simplesmente não faz parte da realidade litúrgica, ao menos não nos vinte e um séculos de história da Igreja do Ocidente e do Oriente. Sendo assim, cedo ou tarde, com a graça de Deus, a ideologia da criatividade litúrgica desaparecerá do horizonte da Igreja, pois não faz parte do genuíno sentir eclesial. É questão de tempo… Para fins de ilustração, trago alguns exemplos que exemplificam o problema da criatividade e como ela termina por retirar o culto a Deus do centro da Liturgia: #litúrgica #Deus #Romana #Sagrados #DomHenriqueSoaresdaCosta #Liturgiacristã #Oriente #Culto #opinião #criatividade #ideologia #Liturgia #Ortodoxia #litúrgicos #Igreja #Roma #glorificação #Ocidente #Missa

  • Quem espera mudanças radicais em questão moral com o Papa acabará frustrado, diz Arcebispo

    SEVILHA, 27 Set. 13 / 11:07 am (ACI/Europa Press).- O Arcebispo de Sevilha (Espanha), Dom Juan José Asenjo, mostrou-se convencido de que a Igrejanão sofrerá um “giro copernicano” com o trabalho de Francisco, assegurando que “quem espera decisões radicais em matéria de dogma ou moral se sentirá frustrado”. “É necessário ser moderados e prudentes, porque pode acontecer que os que agora entoam os ‘hosanas’ do Domingo de Ramos daqui a uns meses gritem crucifiquem-no e vamos pelo caminho da Sexta-feira Santa”, ressalta. Em uma entrevista concedida a Onda Zero, Asenjo assegurou que não se trata de uma “questão de imagem, mas sim de fundo”, de “ressuscitar a Igreja diante do mundo, muito mais simples e próxima ao povo e aos pobres, imitadora de Jesus Cristo que veio ao mundo para servir”. “Algumas coisas do ouropel vão mudar”, acrescenta, depois de criticar as “elucubrações da imprensa com determinada ideologia”, assinala que as pessoas estão gostando das manifestações do Papa e que na Espanha estão “expectantes”, acrescentando que não se conseguirá nunca fazer com que um bispo se distancie do pensamento do Papa porque eles estão educados na obediência e sabem o que significa o sucessor de Pedro. Sobre as declarações de Francisco sobre o matrimônio, o aborto e os anticoncepcionais, entre outros, Dom Asenjo interpreta que as palavras do Santo Padre se referiam à necessidade de pregar o Evangelho “íntegro”, enquanto que “quem só insiste nestes aspectos abandona outras partes nucleares do Evangelho”. “O Papa pede pregá-lo de forma íntegra sem centrar nesses temas, que também são importantes como o respeito à vida“, insiste, assinalando que o aborto é uma “monstruosidade desde qualquer perspectiva e não cabe esperar uma mudança de linha por parte da Igreja a respeito”. Também, assegura que não acontecerão mudanças de linha quanto aos homossexuais, alegando que são “homens e mulheres que merecem todo o respeito, mas desde a moral cristã não se pode justificar a prática homossexual”. Sem partidos Sobre a inclinação política de esquerda ou de direita dos membros da Igreja, Dom Asenjo opina que um Bispo ou um sacerdote deve ser “de todos, somos de Jesus Cristo”. Assim, não é partidário nem de direita nem de esquerda. “As palavras do Papa foram tiradas de contexto, já que eram relativas ao golpe de estado da Argentina, dizendo que não estava com o golpe”, esclarece. Além disso, manifestou que não vê “em um futuro imediato” mulheres cardeaise pede aos sacerdotes que “saiam às encruzilhadas dos caminhos, que se molhem com o mar e se sujem com o barro, sem ficar somente nas sacristias e no púlpito”. #Moral #mudan #radicais #espera #quest #acabara

  • Um cristão é capaz de enfrentar as humilhações com alegria e paciência, diz o Papa

    VATICANO, 27 Set. 13 / 03:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- A prova para compreender se um cristão é um cristão realmente está na “capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações”. Assim o indicou o Papa Francisco nesta manhã na homilia da Missa que presidiu na Casa Santa Marta onde reside. O Papa voltou novamente a advertir sobre o perigo das “tentações do bem-estar espiritual”, que impedem de amar a Cristo com todo o coração. Sim, “mas até um certo ponto.” O perigo da tibieza, de uma fé feita de cálculos e de passos contidos, sempre está à espreita. E o Papa Francisco desenvolveu o seu pensamento, de um modo que não deixa lugar a desculpas. O ponto de partida é o Evangelho de Lucas, na passagem onde Jesus pergunta primeiro aos seus discípulos o que as pessoas falam Dele e depois o que eles próprios pensam, até a resposta de Pedro: “O Cristo de Deus”. “Esta pergunta é dirigida também a nós”, diz o Papa, que enumera imediatamente depois uma série de respostas das quais se filtra a essência de uma fé amadurecida pela metade. “Para ti, quem sou eu? O proprietário desta empresa, um bom profeta, um bom professor, alguém que faz que o seu coração se sinta bem?”. Sou “alguém que caminha contigo na vida, que te ajuda a seguir adiante, a ser um pouco ‘bom?” Sim, é verdade, mas a coisa não acaba aí. “Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério, né? Quem pode explicá-lo?… Mas ele o disse! Se cada um de nós, na oração, olhando para o tabernáculo, disser ao Senhor: ‘Tu es Cristo, o Filho de Deus vivo”, primeiro não o pode dizer por si mesmo, tem que ser o Espírito Santo quem o diga nele. E, segundo, prepara-te, porque Ele responderá: “É verdade”. “Jesus pede a Pedro que não revele a sua resposta a ninguém e anuncia a sua Paixão, morte e Ressurreição”. E aqui, o Papa Francisco recorda a reação do chefe dos Apóstolos, como se descreve no Evangelho de São Mateus, que declara: “Isto não acontecerá jamais”. “Pedro se assusta, se escandaliza”, nem mais nem menos que outros cristãos que dizem: “isso nunca vai acontecer! Vou seguir-te até aqui”. Este é o modo para “seguir Jesus para conhecê-lo até um certo ponto”. “E esta é a tentação do bem-estar espiritual. Temos tudo: temos a Igreja, temos Jesus Cristo, os sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um bom trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. Porque pelo menos temos que pensar isto. Porque se pensarmos o contrário é pecado! Mas não basta. Com o bem-estar espiritual até um certo ponto”. “Como o jovem que era rico: ele queria ir com Jesus, mas até um certo ponto. Falta essa última unção do cristão, para ser um cristão realmente: a unção da cruz, a unção da humilhação. Ele se humilhou até a morte, a morte de tudo. Esta é a pedra de comparação, a verificação da nossa realidade cristã: Eu sou um cristão de cultura e bem-estar? Ou eu sou um cristão que acompanha o Senhor até a cruz? O sinal é a capacidade de suportar as humilhações”. O escândalo da cruz, no entanto, continua a bloquear muitos cristãos. Todos, diz o Papa, querem ressurgir, mas “nem todos” pretendem fazê-lo pelo caminho da cruz. E, ainda mais, se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se contrariamente ao que Jesus fez e pede para imitar. “A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos… Há muitos cristãos que, olhando para o Senhor, pedem humilhações para se assemelhar a Ele. Esta é a escolha: ser cristão do bem-estar – que vai para o Céu, certo de salvar-se! – ou ser o cristão que está próximo a Jesus, pelo caminho de Jesus”. #enfrentar #paciencia #capaz #crist #humilha #alegria

  • Quem é o Papa?

    O Papa é sucessor direto do apóstolo Pedro e, mais que uma pessoa, representa um encargo, um múnus deixado pelo próprio Senhor No começo deste ano, todos os olhares se voltaram para o Vaticano. Era uma triste manhã de segunda-feira, 11 de fevereiro. As redações dos jornais e dos noticiários de todo o mundo anunciavam o inesperado: o Papa Bento XVI iria renunciar. O que levou o Sumo Pontífice a fazê-lo? Por que Sua Santidade abdicara o trono de São Pedro e decidira passar os últimos anos de sua vida em recolhimento? As dúvidas não deixavam dormir as mentes mais preocupadas. Aquilo sequer parecia verídico. E, no entanto, era. Os católicos tinham pouco mais de duas semanas para se despedir de Joseph Ratzinger. O mês de março começava com a Sé Vacante e, pouco mais de um mês depois da renúncia do Santo Padre, dia 12 de março, os cardeais eleitores entravam na Capela Sistina para eleger o novo bispo de Roma. Depois de um conclave rápido, apareceu na sacada da Basílica de São Pedro a figura de Jorge Mario Bergoglio, que viria a chamar-se Francisco. Pouco a pouco, a agitação que tomara conta dos fiéis católicos começava a se dissipar e todos se davam conta de que havia um novo Pai em Roma. Habemus Papam! O sentimento de tristeza era lentamente substituído pelo dom da esperança, pela certeza de que Deus não abandona a Sua Igreja, não deixa o barco que Ele mesmo construiu à deriva. No fragor de tantos acontecimentos, vislumbrou-se a oportunidade de conhecer melhor a Igreja e aquele que é comumente considerado seu líder espiritual. Afinal, quem é aquele senhor vestido de branco que mora em Roma e todos chamam bondosamente de “Papa”? O excelente Catecismo de São Pio X diz que o Papa “é o sucessor de São Pedro, porque São Pedro reuniu na sua pessoa a dignidade de Bispo de Roma e de chefe da Igreja e porque, por disposição divina, estabeleceu em Roma a sua sede, e aí morreu. Por isso quem é eleito Bispo de Roma, é também herdeiro de toda a sua autoridade” (n. 192). Quando Jesus Cristo fundou a Sua Igreja, ele deixou ao encargo dos apóstolos a continuidade de sua missão nesta terra, mas deu a Pedro um ministério especial, concedeu-lhe a primazia entre os doze. Isto se depreende não só da análise histórica dos primeiros séculos da era cristã, mas de várias passagens da Escritura. De fato, se é verdade que Cristo disse a seus discípulos: “tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu” (Mt 18, 18), também é verdade que só em Pedro afirmou que edificaria a Sua Igreja e só a ele entregou de modo particular “as chaves do Reino dos céus” (Mt 16, 19). E ainda depois de ter negado a Cristo por três vezes, o mesmo apóstolo recebeu novamente do Ressuscitado a missão de apascentar as Suas ovelhas (cf. Jo 21, 17). Se não é possível negar a preferência de Jesus pelo apóstolo Pedro, tampouco é possível negar que este, tendo viajado para vários lugares para pregar o Evangelho, veio a ser martirizado em Roma, onde estabeleceu a comunidade que “preside à caridade na observância da lei de Cristo e que leva o nome do Pai”, como escreveu Santo Inácio de Antioquia 01. Em uma epístola enviada aos coríntios, Clemente, bispo de Roma, refere-se aos mártires Pedro e Paulo como “atletas que nos tocam de perto” 02, fazendo clara alusão ao seu martírio na cidade eterna. Outros documentos históricos que respaldam este fato estão citados na ótima “História Eclesiástica”, de Eusébio de Cesareia 03. Em suma, tendo morrido Pedro, sucederam-no outros na cátedra de Roma: Lino, Anacleto, Clemente, Evaristo, Alexandre, Sisto e, numa cadeia ininterrupta até os dias de hoje, Francisco. O Papa é sucessor direto do apóstolo Pedro e, mais que uma pessoa, representa um encargo, um múnus deixado pelo próprio Senhor. É por este motivo que, diferentemente do que as pessoas e os meios de comunicação comumente pensam, um Papa não pode mudar o ensinamento constante e unânime do Magistério e da Tradição da Igreja. Sendo verdadeiro rei e detendo a missão de reger, santificar e governar todo o povo de Deus, ele exerce seu poder com autoridade, mas não de modo arbitrário. O Santo Padre é, antes de qualquer coisa, servidor. É depositário de uma mensagem cujo conteúdo essencial não pode violar, sob o risco de que o próprio edifício da Igreja venha abaixo. Um fato particularmente interessante da história da Igreja ilustra esta verdade. Chamado a defender a humanidade e divindade de nosso Senhor, o glorioso Papa São Leão Magno enviou uma carta doutrinal aos bispos reunidos no Concílio de Calcedônia, na qual defendeu de forma tão brilhante o depósito da fé, que todos ali reunidos exclamavam, em uníssono: “Pedro falou pela boca de Leão” 04. Por este motivo, todos os fiéis católicos alegram-se ao ouvir a voz do Pontífice repetindo as doces verdades que Cristo nos veio revelar… É como se ecoasse nos séculos a voz de São Pedro confirmando a fé de seus irmãos (cf. Lc 22, 32).

  • O Senhor dos Anéis

    A luta contra o Mal, o peso do fardo carregado por um inocente para a salvação do mundo, o valor do amor e da amizade, a união em torno de um objetivo comum, todos esses valores cristãos são retratados de maneira fantástica na trilogia “O Senhor dos Anéis”, do grande escritor católico J.R.R. Tolkien. Nestes dias em que se recordam os 40 anos de sua morte, nada melhor que adentrar ao mundo criado por ele, enxergando por trás de seu imaginário a história da salvação oferecida por Cristo aos homens. Fonte: padrepauloricardo.org #aneis #Senhor

  • “O mundo precisa de unidade e reconciliação. O cristão morda sua língua antes de difamar”

    Cidade do Vaticano (RV) – Mais de 80 mil fiéis lotaram a Praça S. Pedro na manhã desta quarta-feira para a Audiência Geral com o Papa Francisco. Em sua catequese neste Ano da Fé, o Pontífice falou da Igreja “una”, como confessamos no Credo. Se olharmos para a Igreja Católica no mundo, disse o Santo Padre, descobrimos que ela compreende quase 3.000 dioceses espalhadas em todos os continentes. Mesmo assim, milhares de comunidades católicas formam uma unidade – unidade na fé, na esperança, na caridade, nos Sacramentos e no Ministério. “Onde quer que estejamos, mesmo na menor paróquia no ângulo mais remoto desta Terra, há uma única Igreja; nós estamos em casa, somos uma família, estamos entre irmãos e irmãs. E este é um grande dom de Deus! A Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para quem vive na Oceania, mas é a mesma em todos os lugares.” Como exemplo dessa unidade, o Papa então citou a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro: “Naquela multidão sem fim de jovens na praia de Copacabana, ouviam-se falar tantas línguas, se viam tantos rostos com traços diferentes, e mesmo assim havia uma profunda unidade, se formava uma única Igreja”. Devemos nos perguntar, disse ainda Francisco, se sentimos e vivemos esta unidade ou “privatizamos” a Igreja para nosso grupo, nossa nação e nossos amigos. “Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!” Às vezes, constatou o Pontífice, surgem incompreensões, conflitos, tensões, divisões que ferem a Igreja. “Somos nós a criar dilacerações! E se olharmos para as divisões que ainda existem entre cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes….sentimos a fadiga de tornar plenamente visível esta unidade. É preciso buscar, construir a comunhão, educar-nos à comunhão, a superar incompreensões e divisões, começando pela família, pelas realidades eclesiais, no diálogo ecumênico. O nosso mundo necessita de unidade, de reconciliação, de comunhão e a Igreja é Casa de comunhão. Antes de fazer intrigas, um cristão deve morder a própria língua.” A unidade da Igreja, porém, não é primariamente fruto do nosso esforço por vivermos de acordo e unidos; o motor desta unidade é o Espírito Santo, que faz a harmonia na diversidade. “Por isso é importante rezar”, concluiu Francisco: “Peçamos ao Senhor que nos faça cada vez mais unidos e jamais nos deixe ser instrumentos de divisão. Como diz uma bela oração franciscana, que levemos amor onde há ódio, o perdão onde há ofensa, união onde há discórdia”. Fonte: Rádio Vaticano #Mundo #reconcilia #crist #Unidade #precisa #morda

  • Não se pode conhecer Jesus na “primeira classe”

    A homilia do papa francisco na casa santa marta Para conhecer Jesus, é preciso se envolver com Ele. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. O Santo Padre afirmou que não se pode conhecer Jesus na “primeira classe”,mas na vida cotidiana de todos os dias. Assim, indicou as três linguagens necessárias para conhecer Jesus: “da mente, do coração e da ação”. Quem é ele, de onde vem? O Papa desenvolveu sua homilia a partir da pergunta que Herodes faz a si mesmo sobre Jesus. Uma interrogação – disse – que na realidade se colocam todos aqueles que encontram Jesus. É uma pergunta “que se pode fazer por curiosidade” ou “se pode fazer por segurança”. E observa que lendo o Evangelho, vemos que “alguns começam a sentir medo deste homem, porque pode levar a um conflito com os romanos”. “Mas quem é este que causa tantos problemas?”, se pergunta. Porque, na verdade – disse o Papa – “Jesus provoca problemas”: “Não se pode conhecer Jesus sem ter problemas. E eu ousaria dizer: Se quiseres ter problemas, siga o caminho para conhecer Jesus. E terá não um, mas muitos problemas! Mas é o caminho para conhecer Jesus! Não se pode conhecer Jesus na primeira classe! Jesus se conhece no caminhar cotidiano de todos os dias. Não se pode conhecer Jesus na tranqüilidade, nem mesmo na biblioteca…Conhecer Jesus!” Certamente, acrescentou o Pontífice, “se pode conhecer Jesus no Catecismo”, porque “o Catecismo nos ensina muitas coisas sobre Jesus”. Devemos estudá-lo e aprendê-lo”. Assim “conhecemos o Filho de Deus, que veio para salvar-nos; entendemos toda a beleza da história da Salvação, do amor do Pai, estudando o Catecismo”. Todavia, observou, quantos leram o Catecismo da Igreja Católica desde que foi publicado 20 anos atrás? “Sim, se deve conhecer Jesus no Catecismo. Mas não é suficiente conhecê-lo com a mente: este é um passo. Mas é necessário conhecer Jesus no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de joelhos. Tu sabes coisas de Jesus, mas não vai com aquele conhecimento que te dá o coração na oração. Conhecer Jesus com a mente, com o estudo do catecismo; conhecer Jesus com o coração, na oração, no diálogo com Ele. Isto nos ajuda bastante, mas não o suficiente….Existe um terceiro caminho para conhecer Jesus: é a sequela. Ir com Ele, caminhar com Ele”. É necessário “ir, percorrer os seus caminhos, caminhando”. É necessário, afirmou o Santo Padre, “conhecer Jesus com a linguagem da ação”. Somente com essas três linguagens – da mente, do coração e da ação – conheceremos Jesus e nos envolveremos com Ele”: Não se pode conhecer Jesus sem envolver-se com Ele, sem apostar a vida por Ele. Quando tanta gente – também nós – fazemos esta pergunta ‘Mas quem é ele?’, a Palavra de Deus nos responde: ‘Tu quer conhecer quem é este? Leia o que a Igreja te diz d’Ele, fale com Ele na oração e percorra a sua estrada com Ele. Assim tu conhecerás quem é este homem’. Este é o caminho! Cada um deve fazer a sua escolha!”. #classe #conhecer #Jesus #primeira

  • O Papa vai criar cardeal a uma mulher? O jornal espanhol El País inventou uma história sem fontes, d

    MADRI, 25 Set. 13 / 02:37 pm (ACI).- Em uma publicação no seu site Contando Estrelas, o blogueiro católico Elentir advertiu que o jornal espanhol El País “já pode ler os seus pensamentos e convertê-los em notícia: fez isso com o Papa”, em referência à notícia publicada pelo jornal espanhol de que o Santo Padre estaria pensando em criar cardeal a uma mulher. Na sua edição de 22 de setembro El País, assegurando que “não se trata de uma brincadeira”, publicou que está “passando pela cabeça” do Papa Francisco criar cardeal a uma mulher. Elentir assinala que ao procurar dentro do texto da notícia a fonte de El País, não encontrou “nem rastro”. “Nem o clássico ‘fontes de…’, nem nenhuma outra das fórmulas parecidas que a imprensa usa para penetrar qualquer tipo de intrigas”. “Toda a notícia, se é que podemos chamar isto de notícia, parece uma mera manifestação dos desejos do seu redator, e não de fatos noticiáveis. O mais surpreendente é que uma ‘notícia’ redigida deste jeito foi reproduzida por outros meios… citando como fonte o jornal El País: o jornal peruano La República, o jornal mexicano El Universal, Peru 21 e Teletica de Costa Rica”. Também no Brasil a notícia foi divulgada por diversos meios de comunicação. O blogueiro critica também que, na sua notícia sobre o Papa, o jornal espanhol desobedeceu às normas escritas em seu próprio livro de estilo sobre as fontes. Com efeito, o livro de estilo de El País assegura que “as informações das quais dispõe um jornalista só podem ser obtidas por duas vias: a sua presença no lugar dos fatos ou a narração por uma terceira pessoa. O leitor tem direito a conhecer qual das duas possibilidades se corresponde com a notícia que está lendo”. Para conseguir isso, diz o manual para os jornalistas de El País, “citar-se-á sempre uma fonte quando o jornalista não tenha estado presente na ação que transmite. Se a informação proceder de uma só pessoa, falar-se-á de ‘fonte’ em singular”. Elentir assinalou que “tenho certeza de que há exemplares deste livro a disposição na redação, e como nem imagino a possibilidade de que El País seja capaz de inventar uma notícia, tenho que deduzir que esse jornal pode ler os pensamentos alheios”. “E é que já vi esse jornal publicar uma foto falsa de Chávez, publicar como verdadeira uma entrevista falsa do Papa; propagar boatos alheios; chamar de ‘anticientíficos’ aqueles que consideram que um feto humano é um ser humano, para depois afirmar que as meninas abortadas são mulheres e que os fetos de tartarugas são tartarugas”. “Mas inventar uma notícia colocando a mente do Papa como fonte? Pode ser que El País tenha perdido o sentido do ridículo em muitos sentidos, mas atribuir-se a faculdade de ler pensamentos já seria o fim da picada”. Elentir assinalou que certamente “na redação de El País poderão nos dar uma explicação mais convincente, como por exemplo, que se reuniram com o Papa e Francisco resolveu confessar ao jornal anticatólico o que não disse para mais ninguém”. “Em todo caso, pergunto-me se os capacetes de papel alumínio que faziam os protagonistas do filme ‘Sinais’ (2002) de M. Night Shyamalan servirão para fugir das possíveis faculdades adivinhatórias do jornal de (a editorial) PRISA”. “Talvez tenhamos que recomendar ao Papa Francisco que se faça um para que os redatores de El País não achem que têm acesso aos seus pensamentos”, concluiu. #mulher #criar #jornal #Espanhol #inventou #Cardeal

  • Terroristas muçulmanos no Quênia perguntavam para os reféns se eram cristãos e os matavam, relata so

    NAIROBI, 25 Set. 13 / 11:15 am (ACI/EWTN Noticias).- Uma dos reféns sobreviventes ao cerco, por terroristas islâmicos, a um dos principais Shoppings em Nairóbi (Quênia), assinalou que os terroristas perguntavam aos reféns “se eram cristãos ou muçulmanos e os matavam”. Em 21 de setembro, ao redor de 10 homens armados cercaram o centro comercial Westgate. O grupo extremista islâmico Al Shabaab assumiu a autoria do ataque, como represália pelo desdobramento militar do Quênia na Somália. A refém que a seguir narra os fatos, é natural de Canarias (Espanha), mora há 22 anos no Quênia e por motivos de segurança pediu ser identificada somente pelo seu nome, Silvia. Ela declarou por telefone para o jornal espanhol El Día que, no momento do ataque, estava com a sua filha em uma loja de roupas que fica no primeiro andar do shopping. “Ouvimos um ruído, como se alguma estrutura tivesse caído. Em seguida soube que na verdade eram duas pequenas explosões. Depois já começou o tiroteio”. Imediatamente se esconderam nos provadores, ficando aí por mais de quatro horas e meia. Esta rápida decisão as salvou da matança. Silvia recordou também que na loja havia “uma pessoa do Banco Mundial, um trabalhador da embaixada italiana e uma jornalista” e que “graças a eles soubemos que havia reféns e mortos… Meu celular estava sem sinal, mas eles tinham conexão com o mundo exterior”. Escondidas, sentiram que os terroristas passavam “pela frente com roupa de assalto, mas não consegui ver de onde eu estava”. Foi ao redor de 16h30, relatou Silvia, que as forças de segurança do Quênia intervieram tomando controle da zona baixa do recinto. Os resgatistas “foram loja por loja evacuando as pessoas. Vieram e nos tiraram” e expressou que “só sei que no segundo andar mataram um montão de gente”. Silvia, a sua filha e um grupo de reféns resgatados, foram atendidos nas imediações de “um templo índio, onde nos deram de comer e de beber. Perguntavam-nos todo o tempo a respeito de como estávamos”. Ao falar sobre a segurança do país, disse que em Nairóbi “normalmente” se vive um ambiente “de calma”, indicou que “estamos muito perto da Somália e há alerta de vez em quando. Isto foi um atentado terrorista e me congela o sangue de pensá-lo” e recordou que em 1998 houve um atentado da Al Qaeda contra a embaixada dos Estados Unidos. Com o fim de liberar a mais reféns e neutralizar o grupo extremista, ‘El Día’ informou que na noite de ontem começou outra intervenção das forças quenianas e que a Cruz Vermelha do país confirmou que no porão do centro comercial o número de mortos aumenta para 68. #Terroristas #Quênia #perguntavam #refens #ulmanos #crist

  • Nunca acobertei casos de pedofilia, diz Bento XVI em uma longa carta escrita a um ateu militante

    ROMA, 24 Set. 13 / 08:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- O matemático italiano e ateu militante, Piergiorgio Odifreddi, recebeu no último dia 3 de setembro uma carta muito especial. Um envelope selado, com 11 páginas com data de 30 de agosto e assinada por Bento XVI. No texto, o Bispo Emérito de Roma responde ao livro de Odifreddi “Caro papa, ti scrivo” (Querido Papa, escrevo-te, Mondadori, 2011). Um livro que, como o autor recorda, desde a capa se define como uma “luciferina introdução ao ateísmo”. No artigo no qual Odifreddi comenta as suas impressões ao receber esta carta afirma: “Não foi uma coincidência ter dirigido a minha carta aberta a Ratzinger. Depois de ter lido o seu “Introdução ao Cristianismo”, entendi que a fé e a doutrina de Bento XVI, a diferença de outros, eram o suficientemente coerentes e sólidas para poder confrontar perfeitamente e sustentar ataques frontais”. Agressividade e descuido na argumentação No fragmento da carta que foi publicado no jornal La Repubblica, pode-se ler como Bento XVI reconhece que desfrutou e aproveitou a leitura de algumas partes da carta, mas outras partes se surpreendeu por “uma certa agressividade e descuido na argumentação”. No início da carta, o Bispo Emérito de Roma assinala que “você me dá a entender que a teologia seria ‘fantaciência’”. E frente a este argumento apresenta quatro pontos. Ficção científica na religião… e a matemática Em primeiro lugar assinala que “é correto afirmar que “ciência” no sentido mais estrito da palavra é somente a matemática, enquanto eu aprendi contigo que seria necessário distinguir ainda entre aritmética e geometria. Em todas as matérias específicas a científica tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que aplique um método verificável, exclua o arbítrio e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades”. Em segundo lugar, Bento XVI sustenta que “você deveria pelos menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros”. Como terceiro aspecto afirma que “uma função importante da teologia é a de manter a religião unida à razão e a razão à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade”. Recordando a Habermas Neste ponto recorda que no seu diálogo com Habermas “mostrei que existem patologias da religião e -não menos perigosas- patologias da razão. Ambas necessitam uma da outra, e tê-las continuamente conectadas é uma tarefa importante da teologia”. No último ponto, muito mais longo que os anteriores, Bento expressa que “a “fantaciência” existe, por outro lado, no âmbito de muitas ciências e faz referências às teorias que Odifreddi expõe sobre o início e o fim do mundo em Heisenberg, Schrödinger, etc., que -continua Bento XVI-, “eu o designaria como ‘fantaciência’ no bom sentido: são visões e antecipações, para alcançar um verdadeiro conhecimento, mas são, de fato, somente imaginações com as que procuram aproximar-nos da realidade”. Pouco nível: a pederastia Depois de desenvolver com mais detalhe estas ideias, Bento XVI se detém no capítulo sobre o sacerdote e a moral católica e nos distintos capítulos sobre Jesus. “No que se refere ao que você diz do abuso moral de menores por parte de sacerdotes, posso -como você sabe- mostrar somente uma profunda consternação. Nunca tentei acobertar estas coisas. O fato de o poder do mal penetrar até este ponto no mundo interior da fé é para nós um sofrimento que, por um lado, devemos suportar, e por outro, nos obriga a fazer todo o possível para que estes casos não se repitam”. “Não é tampouco motivo de tranquilidade saber que, segundo as investigações dos sociólogos, a porcentagem dos sacerdotes culpados destes crimes não é mais alta que em outras categorias profissionais semelhantes. Em qualquer caso, não se deveria apresentar este desvio ostentosamente como se fosse uma sujeira específica do catolicismo. Não é lícito calar o mal na Igreja, mas também não se deve fazer esquecer o grande rasto luminoso de bondade e pureza que a fé cristã deixou ao longo dos séculos”. Por isso, Bento XVI recorda nomes como São Bento de Nursia e sua irmã Escolástica, Francisco e Clara de Assis ou Teresa de Ávila e João da Cruz. O “Jesus histórico”, o do Hengel e Schwemer Com respeito ao que o matemático diz sobre a figura histórica de Jesus, Bento recomenda ao autor os quatro volumes da obra que Martin Hengel publicou em conjunto com Maria Schwemer, “um exemplo excelente de precisão histórica e de amplíssima informação histórica”, assinala Ratzinger. Assim mesmo, recorda, como já esclareceu no primeiro volume de seu livro sobre Jesus de Nazaré, que “a exegese histórica-crítica é necessária para uma fé que não propõe mitos com imagens históricas, mas reclama uma verdadeira historicidade e por isso deve apresentar a realidade histórica de suas afirmações também de forma científica”. Em vez de Deus, uma natureza sem definir Continua Bento XVI afirmando que “se você, entretanto, quer substituir Deus pela “Natureza”, fica a pergunta, quem ou o que é esta natureza. Em nenhuma parte você a define e aparece, portanto, como uma divindade irracional que não explica nada”. E acrescenta: “Queria, portanto, sobretudo destacar que na Sua religião da matemática três temas fundamentais da existência humana ficam sem serem considerados: a liberdade, o amor e o mal. Qualquer coisa que a neurobiologia diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração”. Na última parte publicada da carta de Bento, assinala que a “minha crítica sobre o seu livro é por um lado dura, mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer”. #casos #pedofilia #acobertei #longa #nunca #Bento

  • Papa Francisco excomunga padre pró-casamento gay. Ele não é o liberal que a mídia quer

    A mídia secularista, golpista e desonesta, junto com os famigerados militantes e ativistas gays e abortistas tiveram sua alegria de curta duração: o papa é fiel e ardente defensor da moral tradicional. Por causa de todas as polêmicas manchetes da semana passada, dizendo que o Papa queria esquecer essa bobagem sobre o aborto e gays, dava até pra imaginar que uma Germaine Greer tinha sido eleita para governar a Igreja Católica. Na verdade, o que o Papa estava a dizer era que ele queria que a Igreja falasse mais sobre o que é para do que o que é contra. Mas isso não significa que não vai ainda ser contra essas coisas que contradizem os seus ensinamentos e tradições. Basta perguntar a Greg Reynolds, de Melbourne – um padre que foi destituído e excomungado por causa de suas opiniões radicais sobre mulheres no clero e “casamento” gay. Do Australia’s The Age:: O documento de excomunhão – escrito em latim e não dando o motivo – e de 31 de maio, o que significa que está sob a autoridade do papa Francisco, que ganhou as manchetes na quinta-feira pedindo uma Igreja menos obcecada por regras. O documento pode não dar nenhuma razão explícita, mas a razão é implícita e bem compreendida: Reynolds ofendeu a Igreja Mãe com sua política. É interessante notar que o ex-padre diz ao The Age que ele “queria a mesma coisa que o papa”, que é “incentivar a reforma e clara necessidade de renovação na Igreja”. Com isso percebi que Reynolds, como muitos liberais, incompreenderam as palavras de Francisco. A reforma estrutural é claramente necessária para evitar futuros horrores como o escândalo de abuso infantil, e a renovação é algo que os cristãos sempre desejam. Mas Reynolds queria descartar a doutrina católica – algo que Francisco nunca faria, porque ele é, apesar dos maiores desejos de tantas pessoas nos meios de comunicação, um católico. Seu tratamento contra Reynolds prova que ele está imbatível. Fonte: http://blogs.telegraph.co.uk/news/timstanley/100237450/pope-francis-excommunicates-pro-gay-marriage-priest-hes-not-the-liberal-the-media-thinks/ Tradução: Emerson de Oliveira #excomunga #Francisco #mídia #Padre #casamento #liberal

  • O Papa nunca adotou a teologia da libertação, diz autoridade do Vaticano

    ROMA, 24 Set. 13 / 09:05 am (ACI/EWTN Noticias).- O Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Angelo Becciu, assinalou categoricamente que “o Papa nunca adotou a teologia da libertação entendida no sentido ideológico”, em uma entrevista concedida ontem ao jornal italiano Corriere della Sera. As declarações do Arcebispo Becciu se dão apenas alguns dias depois do encontro entre o Papa Francisco e o Padre Gustavo Gutierrez, teólogo peruano considerado como um dos pais da controvertida teologia da libertação. Este encontro ocorreu a pedido do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Arcebispo Gerhard Muller. Na entrevista publicada ontem no jornal italiano e em que o Prelado fala sobre o discurso do Papa deste domingo em Cagliari (Itália), Dom Becciu disse que o Santo Padre “nunca aceitou a teologia da libertação entendida no sentido ideológico e foi severo com os que queriam transformar a Igreja em uma ONG. Isto o leva a gritar com mais autoridade contra as injustiças do capitalismo selvagem”. Dom Becciu disse também que “foi clara a sua crítica (do Papa) a um sistema econômico e financeiro onde prevalece o ídolo do dinheiro e que pelo proveito está disposto a tudo, a sacrificar os direitos fundamentais”. O Prelado explicou logo que “a verdadeira teologia da libertação é a que também a Igreja adotou e aprovou: a teologia em que Deus está em primeiro lugar e busca defender os pobres fazendo-se expressão da solidariedade e do esforço dos católicos”. Para Dom Becciu, o discurso do Santo Padre é essencialmente cristológico: “a salvação total frente a Jesus. Quem tem deve compartilhar e investir: o caminho inteligente de quem atua da maneira adequada. Falar de pauperismo empobrece o discurso. É a Doutrina Social da Igreja: o dinheiro não pode ser a meta”. #autoridade #teologia #Vaticano #adotou #nunca #Liberta

  • Presidente do Timor Leste peregrina ao Santuário de Fátima para dar graças a Nossa Senhora

    FATIMA, 23 Set. 13 / 07:52 pm (ACI).- Em visita oficial a Portugal, a convite do Presidente da República portuguesa, Aníbal Cavaco Silva,Taur Matan Ruak, Presidente da República de Timor-Leste, realizou na manhã de hoje, entre as 9:00 e as 12:00, uma visita ao Santuário de Fátima a companhado da esposa e de uma comitiva que integrou para “agradecer a Nossa Senhora” por ter abençoado o seu povo e o seu país e para pedir  à Virgem pelo desenvolvimento do Timor-Leste. Taur Matan Ruak chegou a Fátima para participar na Eucaristia das 9:00, celebrada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário. À chegada, foi recebido pelo Reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, que lhe manifestou a alegria e a honra de receber em Fátima o Chefe de Estado. De seguida, na sacristia da Basílica, o Chefe de Estado assinou o Livro de Honra do Santuário, onde escreveu: “É uma honra visitar o Santuário de Fátima. Timor-Leste usufruiu do benefício do Senhor Misericordioso. Obrigado Senhor Misericordioso. Muito obrigado.”. Em declarações aos jornalistas, Taur Matan Ruak sublinhou que “a maioria do povo de Timor é católico, tanto mais que todos rezam para pedir a Deus que continue a ajudar o país”. O mandatário revelou ainda que esta foi a sua segunda visita ao Santuário de Fátima: “A primeira foi em 1999, meses depois de ter terminado a guerra”. No momento da visita-guiada, que se seguiu à Eucaristia, Taur Matan Ruak e a comitiva interessaram-se de modo particular pela zona onde estão os túmulos dos três videntes de Maria em Fátima, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário; dirigiram-se depois à Capelinha das Aparições e à Basílica daSantíssima Trindade, onde mostraram especial interesse na descrição do painel colocado na parede de fundo do presbitério, da autoria de Marko Ivan Rupnik, da Esclovénia. #Presidente #Fátima #Santuário #timor #leste #peregrina

  • A paz é a única solução, diz o Papa após o brutal atentado contra cristãos no Paquistão

    ROMA, 23 Set. 13 / 01:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco condenou o atentado realizado no domingo por extremistas muçulmanos em uma igreja cristã no Paquistão, assegurou que a violência é inaceitável e pediu aumentar os esforços de paz na região. Ontem, durante a sua visita à localidade italiana de Cagliari, na ilha da Sardenha, lamentou que “hoje, no Paquistão, por uma escolha errada, uma escolha de ódio, de guerra, houve um atentado e morreram 70 pessoas”. “Este caminho não funciona. Não serve. O caminho da paz é o que conduz a um mundo melhor, mas se não o fizerem vocês, ninguém mais o fará”, assinalou. O Santo Padre questionou se “estamos dispostos, estou disposto, a ir pelo caminho para construir um mundo melhor?”. Ao redor do meio-dia de domingo 22 de setembro, dois terroristas suicidas detonaram bombas em meio de centenas de fiéis que saíam da histórica Igreja de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão. As testemunhas do ataque, que matou pelo menos 80 pessoas e feriu mais de 120, disseram que escutaram duas explosões de bombas, sendo a segunda mais poderosa que a primeira. Posteriormente se encontraram coletes suicidas do lado de fora da igreja. O grupo Jandullah, vinculado aos talibãs do Paquistão, atribuiu-se o atentado, como represália pelos ataques de aviões não tripulados americanos em regiões tribais ao noroeste do Paquistão. Este ataque é o último de uma série de atentados contra cristãos paquistaneses, que representam aproximadamente 1.6 por cento da população, que é na sua maior parte muçulmana. Tanto líderes religiosos como políticos condenaram o ataque, entretanto multidões furiosas tomaram as ruas, denunciando o fracasso do Estado para proteger às minorias. O atentado do domingo foi considerado como o mais mortífero cometido contra os cristãos no Paquistão. Como resultado, o governo do país anunciou três dias de luto. As luzes da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, apagaram-se na noite do domingo, a maneira de memória e luto pelas vítimas e suas famílias. #brutal #única #crist #paquist #contra #atentado

  • Protesto de Dom Henrique Soares: Rock in Rio, exaltação a Satanás

    Fonte: Amor Mariano No Rock in Rio, exaltação a Satanás e escárnio aos símbolos cristãos católicos. Eis a nossa civilização! Ali não é lugar para os discípulos de Cristo… Num contexto desses, ir ali é o mesmo que sacrificar aos ídolos! Se alguém tem amor ao Senhor e à Sua Igreja, Sentiu-se triste e indignado… Não dá para fazer de conta que é brincadeirinha, que não é grave, Que não é realmente satânico! Simplesmente, não se pode servir a dois senhores! Não se pode blasfemar o Senhor, apostatá-lo e ainda se pensar cristão! Onde chegamos: o mal é exaltado, o bem é envergonhado! Sei que nem todos os que se apresentaram no Rock in Rio têm esses sentimentos. Mas, os organizadores do evento, que sabem muito bem quem é quem no mundo do Rock, tinham a obrigação de não permitir que coisas do gênero ocorressem! Não aprecio moralismos ou cruzadas, mas também, como cristão, como católico, como Bispo, não posso ficar calado ante um ato desrespeitoso para com os cristãos, ofensivo para com os católicos e blasfemo contra o Senhor Deus! Eu sou cristão! Eu creio em Deus! Para mim, Deus não é uma ideia, uma bandeira, uma brincadeira! Ele É! Ele é Santo! Ele é o Sentido de tudo! Brincar com Ele, é brincar com a vida, com a humanidade, com o sentido mesmo de nossa existência! Quem não crê, tem meu irrestrito respeito e minha sincera e cordial estima! Mas, não se pode banalizar a fé de ninguém, não se pode aviltar o que é sagrado! Isso é destruir os fundamentos mesmos da humanidade e da convivência entre pessoas e povos! Por isso minha palavra e meu protesto e de indignação! #Satanás #exalta #henrique #protesto #soares

  • Atentado de extremistas muçulmanos contra um templo católico no Paquistão deixa 78 mortos

    ROMA, 23 Set. 13 / 11:25 am (ACI/EWTN Noticias).- Neste domingo, 22 de setembro, dois extremistas muçulmanos suicidas realizaram atentados consecutivos à Igreja Católica de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão, causando a morte de 78 pessoas e pelo menos 130 feridos. De acordo com as autoridades, este foi o ataque mais grave realizado contra a minoria católica no Paquistão. Uma facção talibã assumiu o atentado, e ameaçou continuar atacando as minorias religiosas do país até que os Estados Unidos pare com os ataques de drones nas zonas remotas do país. De acordo com o chefe de Polícia Mohammad Ali Babakhel, “o ataque aconteceu no final da missa“, quando os dois terroristas abriram fogo contra os guardas de segurança que vigiavam a igreja, matando um e ferindo o outro. Depois de brigar com alguns fiéis, um dos terroristas explodiu a primeira bomba, ao ver-se rodeado pela polícia. Ao pouco tempo, no interior da igreja, aconteceu a segunda explosão. Segundo informações recolhidas pela Europa Press, o atentado tem uma grande carga simbólica para os moradores da cidade porque a Igreja de Todos os Santos é um lugar que representa a harmonia inter-religiosa. Depois das explosões, dezenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra a Polícia por sua incapacidade para impedir os atentados. Tanto o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, como o presidente Mamnoon Hussein, condenaram energicamente o atentado; outras autoridades provinciais também se pronunciaram à condenação do ataque. #Católico #ulmanos #Templo #extremistas #contra #atentado

  • O Arcebispo Müller fala da teologia da libertação

    ROMA, 20 Set. 13 / 03:37 pm (ACI).- O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Müller, falou recentemente sobre a teologia da libertação e expressou as suas opiniões sobre esta corrente teológica daIgreja Católica. Em diálogo com o Grupo ACI depois da reunião entre o Papa Francisco e o Padre Gustavo Gutiérrez que ocorreu a seu pedido, Dom Müller disse que “o Padre Gutiérrez nunca foi criticado pela Congregação, por ser ele o pai da teologia da libertação, não tem nada a ver com o marxismo”. A teologia do Pe. Gutiérrez, disse o Arcebispo, “não é uma mescla de teologia com marxismo, tem a ver com a salvação, a teologia da libertação é uma teologia católica, não é uma ideologia, é uma teologia para falar do amor de Deus a todos já que tanta gente está vivendo abaixo do nível de dignidade humana. Isso não pode ser, Deus nos deu a todas as pessoas a necessidade do pão diário. Isto é para todas as pessoas”. “Não necessitamos do marxismo. Não são necessários Karl Marx ou estes assim chamados filósofos dos anos 1800, porque todos estes valores são dados no Evangelho, em todo o Novo Testamento. Deus nos libertou e nos fez livres”, disse o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Dom Müller indicou que conversou com o Papa Francisco sobre Gustavo Gutiérrez, pois “não posso fazer algumas iniciativas sem informar previamente ao Santo Padre”. “O Santo Padre sabe algumas discussões entre as diferentes às que há na teologia da libertação, mas queremos superar algumas tensões na Igreja, se for possível, sobre a base da doutrina da Igreja, e queremos expulsar algumas pessoas que têm diferentes vínculos teológicos”. O Prelado disse que “é possível certo pluralismo na teologia, mas, todos estamos unidos pela mesma base, a mesma doutrina da Igreja. No passado tivemos diferentes correntes, Scotto… Santo Tomás de Aquino foi um tipo diferente de teologia, por isso temos certa pluralidade de estilos religiosos, enlace teológicos, mas todos estão juntos na orientação à mesma Revelação, à mesma ideia, à mesma doutrina da Igreja”. “Alguns teólogos da libertação foram criticados pelo Magistério, muitos não foram criticados por estes aspectos, mas alguns deles foram criticados porque negaram ou criticaram a existência do sacerdócio e outros importantes pontos e elementos da doutrina católica”. Dom Müller assegurou que “na pessoa de Gustavo Gutiérrez, isto deve ser esclarecido, mas Gustavo Gutiérrez, posso dizer que em muitas de suas cartas e livros é um teólogo católico, porque aceita todas as condições e todos os conteúdos da doutrina católica”. “Não é somente isso, mas também está comprometido no trabalho com as pessoas pobres em Lima, e no desenvolvimento, não é somente trabalho social junto à espiritualidade cristã, mas é um pensamento teológico espiritual profundo sobre Deus, sobre este Deus que deu a sua vida por todos nós”. De acordo ao vaticanista Sandro Magister, durante o encontro com os sacerdotes da diocese de Roma (Itália), em 16 de setembro, o Papa Francisco se distanciou do Arcebispo Müller no tema da teologia da libertação. “Ao formular uma das cinco perguntas direcionadas ao Papa e ao falar da centralidade dos pobres na pastoral, um sacerdote se referiu positivamente à teologia da libertação e à posição compreensiva em relação a esta teologia, do Arcebispo Gerhard Müller”, relata Magister. Mas, “ao ouvir o nome do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Papa Francisco não permitiu concluir a pergunta e disse: ‘isso pensa Müller, isso é o que ele pensa’”, escreveu o vaticanista italiano. #Arcebispo #Liberta #muller #teologia

  • O que o Papa Francisco realmente disse sobre o aborto e os homossexuais na nova entrevista

    ROMA, 20 Set. 13 / 02:21 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nesta quinta-feira 19 de setembro, 16 revistas jesuítas em todo o mundo publicaram uma extensa entrevista feita no mês de agosto ao Papa Francisco pelo Padre Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltá Cattolica –uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano– cujo conteúdo foi manipulado por diversos meios de comunicação tentando apresentar o Santo Padre como oposto à luta pró-vida e pró-família, concretamente nos temas do aborto e da homossexualidade. Na entrevista, o que o Papa falou sobre estes temas aparecem sob o subtítulo “É a Igreja um hospital de campanha?”, e aí o Santo Padre explica que hoje o importante é “curar feridas”, aproximando-se das pessoas com verdadeira misericórdia. “Em vez de ser apenas uma Igreja que acolhe e recebe, mantendo as portas abertas, procuramos mesmo ser uma Igreja que encontra novos caminhos, que é capaz de sair de si mesma e ir ao encontro de quem não a frequenta, de quem a abandonou ou lhe é indiferente. Quem a abandonou o fez, por vezes, por razões que, se forem bem compreendidas e avaliadas, podem levar a um retorno. Mas é necessário audácia, coragem”, diz o Papa na entrevista com o Padre Spadaro. Ante a pergunta sobre como deve ser a pastoral com os divorciados que voltaram a casar ou com os homossexuais, o Papa Francisco assinala que “Devemos anunciar o Evangelho em todos os lugares, pregando a boa nova do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo o tipo de doença e de ferida. Em Buenos Aires recebia cartas de pessoas homossexuais, que são ‘feridos sociais’, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não quer fazer isto”. “Durante o voo de regresso do Rio de Janeiro disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la. Dizendo isso, eu disse aquilo que diz o?Catecismo. A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas, mas Deus, na criação, tornou-nos livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é possível”. O Papa recorda logo que “uma vez uma pessoa, para provocar-me, perguntou-me se aprovava a homossexualidade. Eu, então, respondi-lhe com uma outra pergunta: ‘Diz-me: Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afeto ou rejeita-a, condenando-a?’ É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada”. “Esta é também a grandeza da confissão: o fato de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça. O confessionário não é uma sala de tortura, mas lugar de misericórdia, no qual o Senhor nos estimula a fazer o melhor que pudermos. Penso também na situação de uma mulher que carregou consigo um matrimônio fracassado, no qual chegou a abortar. Depois esta mulher voltou a casar e agora está serena, com cinco filhos. O aborto pesa-lhe muito e está sinceramente arrependida. Gostaria de avançar na vida cristã. O que faz o confessor?”. O Santo Padre afirma logo que “não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente”. “Os ensinamentos, tanto dogmáticos como morais, não são todos equivalentes. Uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a impor insistentemente. O anúncio de caráter missionário concentra-se no essencial, no necessário, que é também aquilo que mais apaixona e atrai, aquilo que faz arder o coração, como aos discípulos de Emaús”, prossegue. “Devemos, portanto, encontrar um novo equilíbrio; porque de outro modo, o edifício moral da Igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas, de perder a frescura e o perfume do Evangelho. A proposta evangélica deve ser mais simples, profunda, irradiante. Somente desta proposta que vêm depois as consequências morais”. O Papa ressalta deste modo que diz isto “também pensando na pregação e nos conteúdos da nossa pregação. Uma bela homilia, uma verdadeira homilia, deve começar com o primeiro anúncio, com o anúncio da salvação. Não há nada de mais sólido, profundo e seguro do que este anúncio. Depois deve fazer-se uma catequese. Depois, pode tirar-se também uma consequência moral. Mas o anúncio do amor salvífico de Deus precede à obrigação moral e religiosa. Hoje, por vezes, parece que prevalece a ordem inversa”. “A homilia é a pedra de comparação para medir a proximidade e a capacidade de encontro de um pastor com o seu povo, porque quem prega deve reconhecer o coração da sua comunidade para procurar onde permanece vivo e ardente o desejo de Deus. A mensagem evangélica não pode limitar-se, portanto, apenas a alguns dos seus aspectos, que, mesmo importantes, sozinhos não manifestam o coração do ensinamento de Jesus”, sublinha. #sobre #disse #Francisco #homossexuais #Aborto #realmente

  • “Lumen fidei” é best-seller e Francisco escreve também no verão

    Fonte: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro Em um mês, a encíclica publicada pelo Papa Francisco e escrita ‘a quatro mãos’ com Bento XVI, vendeu na Itália mais de 200 mil cópias: “Lumen fidei” é um verdadeiro sucesso de vendas. Nesse meio tempo, o Papa trabalha outros textos. Em seu verão no Vaticano – tendo renunciado às férias em Castel Gandolfo – o Pontífice se dedica aos planos de reforma da Cúria e do Instituto para Obras da Religião. Na escrivaninha, esboços e manuscritos em preparação: a exortação apostólica sobre a nova evangelização e o projeto da nova encíclica sobre a pobreza, a “Beati pauperes”. A exortação deve sair até 24 de novembro, quando se conclui o Ano da Fé, proclamado por Bento XVI no cinquentenário do Concílio. O documento retoma o conteúdo e o esboço da exortação pós-sinodal da Assembleia Geral dos bispos sobre a nova evangelização, realizada no Vaticano em outubro passado. Como revelado pelo próprio Francisco, o tema será abordado num contexto mais amplo, inspirando-se na “Evangelii nuntiandi”, exortação de Paulo VI, de 1975; uma firme referência para o Papa. Já a nova encíclica, a “Beati pauperes” (Beatos os pobres) será centrada no tema da pobreza – tão querido ao Papa da “Igreja pobre e para os pobres”. O texto não deve interpretar a pobreza no sentido ideológico ou político, mas evangélico, como disse Francisco recentemente. O próprio título é extraído das Beatitudes evangélicas e do “discurso da montanha”: as beatitudes que Francisco, em seu tuíte de quinta-feira, 22, propõe como um “ótimo programa de vida para todos nós”. #CastelGandolfo #Beatosospobres #discursodamontanha #Lumenfidei #Beatipauperes

  • O Papa frente ao aborto: “Nossa resposta é um sim decidido e sem hesitações à vida”

    VATICANO, 20 Set. 13 / 02:58 pm (ACI).- O Papa Francisco reiterou nesta manhã a sua clara postura ante a “cultura do descartável” do aborto, que procura a eliminação dos seres humanos mais frágeis, e disse que “a nossa resposta a esta mentalidade é um ‘sim’ decidido e sem hesitações à vida” que é sempre sagrada e inviolável. Segue na íntegra a tradução do discurso pronunciado em italiano nesta manhã pelo Pontífice ante os ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos. Este discurso se faz ainda mais importante logo depois da manipulação de alguns meios seculares da extensa entrevista feita ao Papa e publicada ontem, tentando apresentar o Santo Padre como oposto à luta pró-vida e pró-família. Discurso do Papa Francisco: “Peço-vos desculpa pelo atraso… Esta foi uma manhã um pouco complicada devido às audiências… Peço-vos desculpa. 1. A primeira reflexão que gostaria de partilhar com vocês é esta: nós assistimos hoje a uma situação paradoxal, que diz respeito à profissão médica. Por um lado constatamos – e agradecemos a Deus – os progressos da medicina, graças ao trabalho de cientistas que, com paixão e sem descanso, se dedicam à procura de novos tratamentos.? Entretanto, por outro lado, encontramos também o perigo de que o médico esqueça a própria identidade de servo da vida. A desorientação cultural tem afetado também aquilo que parecia um âmbito intocável: o vosso, a medicina! Mesmo estando por natureza a serviço da vida, as profissões de saúde são induzidas às vezes a não respeitar a própria vida. Em vez disso, como nos recorda a Encíclica Caritas in veritate, “a abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento”. Quando uma sociedade se encaminha para a negação e a supressão da vida, não encontra a motivação e a energia necessária para esforçar-se no serviço do verdadeiro bem do homem. Se se perde a sensibilidade pessoal e social para com o acolhimento de uma nova vida, também outras formas de acolhimento úteis à vida secam. O acolhimento da vida revigora as energias morais e capacita para a ajuda recíproca (n. 28). A situação paradoxal está no fato de que, enquanto se atribuem à pessoa novos direitos, às vezes mesmo direitos presumidos, nem sempre se protege a vida como valor primário e direito primordial de cada homem. O fim último do agir médico permanece sendo sempre a defesa e a promoção da vida. 2. O segundo ponto: neste contexto contraditório, a Igreja faz apelo às consciências, às consciências de todos os profissionais e voluntários de saúde, de maneira particular de vocês ginecologistas, chamados a colaborar no nascimento de novas vidas humanas. A vossa é uma singular vocação e missão, que necessita de estudo, de consciência e de humanidade. Um tempo atrás, as mulheres que ajudavam no parto eram chamadas “comadre”: é como uma mãe com a outra, com a verdadeira mãe. Também vocês são “comadres” e “compadres”, também vocês. Uma generalizada mentalidade do útil, a “cultura do descartável”, que hoje escraviza os corações e as inteligências de tantos, tem um altíssimo custo: requer eliminar seres humanos, sobretudo se fisicamente ou socialmente mais frágeis. A nossa resposta a esta mentalidade é um “sim” decidido e sem hesitação à vida. ‘O primeiro direito de uma pessoa humana é a sua vida. Essa tem outros bens e alguns desses são mais preciosos: mas é aquele o bem fundamental, condição para todos os outros” (Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre aborto provocado, 18 de novembro de 1974, 11). As coisas têm um preço e podem ser vendidas, mas as pessoas têm uma dignidade, valem mais que as coisas e não têm preço. Tantas vezes, encontramo-nos em situações onde vemos que aquilo que custa menos é a vida. Por isto a atenção à vida humana em sua totalidade transformou-se nos últimos tempos em uma verdadeira prioridade do Magistério da Igreja, particularmente àquela majoritariamente indefesa, isso é, as pessoas com deficiência, doentes, o nascituro, a criança, o idoso, que é a vida mais indefesa. No ser humano frágil cada um de nós é convidado a reconhecer a face do Senhor, que na sua carne humana experimentou a indiferença e a solidão à qual às vezes condenamos os mais pobres, seja nos Países em via de desenvolvimento, seja nas sociedades afluentes. Toda criança não nascida, mas condenada injustamente a ser abortada, tem a face de Jesus Cristo, tem a face do Senhor, que mesmo antes de nascer, e depois apenas nascido experimentou a rejeição do mundo. E cada idoso, e – falei da criança: vamos aos idosos, outro ponto! E cada idoso, mesmo se enfermo ou no fim de seus dias, leva em si a face de Cristo. Não se pode descartar, como nos propõe a “cultura do descartável”! Não se pode descartar! 3. O terceiro aspecto é um mandato: sejam testemunhas e difusores desta “cultura da vida”. O vosso ser católico comporta uma maior responsabilidade: antes de tudo para com vocês mesmos, para com o compromisso de coerência com a vocação cristã; e depois para com a cultura contemporânea, para contribuir a reconhecer na vida humana a dimensão transcendente, a marca da obra criadora de Deus, desde o primeiro instante de sua concepção. Este é um compromisso de nova evangelização que requer às vezes ir contracorrente, pagando pessoalmente. O Senhor conta também com vocês para difundir o “evangelho da vida”. Nesta perspectiva, as enfermarias dos hospitais de ginecologia são lugares privilegiados de testemunho e de evangelização, porque lá onde a Igreja se faz “veículo da presença de Deus” vivo, transforma ao mesmo tempo “instrumento de uma verdadeira humanização do homem e do mundo” (Congregação para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização, 9). Amadurecendo a consciência de que no centro da atividade médica e assistencial está a pessoa humana na condição de fragilidade, a estrutura de saúde transforma-se em “lugar no qual a relação de cuidado não é trabalho – a vossa relação de cuidado não é trabalho – mas missão; onde a caridade do Bom Samaritano é a primeira cátedra e a face do homem sofredor, a Face própria de Cristo” (Bento XVI, Discurso à Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma, 3 de maio de 2012). Queridos amigos médicos, vocês são chamados a ocuparem-se da vida humana na sua fase inicial, recordem todos, com os fatos e com as palavras, que esta é sempre, em todas as suas fases e em toda idade, sagrada e é sempre de qualidade. E não por um discurso de fé – não, não, – mas de razão, por um discurso de ciência! Não existe uma vida mais sagrada que a outra, como não existe uma vida humana qualitativamente mais significativa que a outra. A credibilidade de um sistema de saúde não se mede somente pela eficiência, mas, sobretudo, pela atenção e amor para com as pessoas, cuja vida sempre é sagrada e inviolável. Não deixem nunca de rezar ao Senhor e à Virgem Maria, para ter a força de cumprir bem o vosso trabalho e testemunhar com coragem – com coragem! Hoje é necessário coragem – testemunhar com coragem o “evangelho da vida”! Muito obrigado!”. #VirgemMaria #Deus #Senhor #UniversidadeCatólica #Aborto #PapaFrancisco #Prófamilia #SagradoCoração #Vida #BentoXVI #Igreja #medicina #Jesus

  • Alguém deixou as janelas abertas

    Mais terrível que as tempestades que agitam a barca de Pedro é a cegueira de quem pensa que nada está acontecendo O barco da Igreja tem enfrentado um mar bravio e são muitos os tripulantes a abandonar a segurança de estar cum Petro et sub Petro para uma aventura perigosa em outras navegações. “Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida”, dizia o Papa Paulo VI. Foi constatando esta realidade que o otimista Papa Montini declarou, com lamento, que “por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus”01. Não há por que esconder isto: o ambiente eclesial passa por uma verdadeira crise. Negá-la significaria edificar um otimismo irrealista, que só anestesiaria e deixaria ainda mais inertes os seguidores de Jesus Cristo. Eles precisam tomar consciência de que, além do combate espiritual do dia-a-dia, no decorrer do qual correm o risco de perder a sua alma eternamente, há uma guerra cultural sendo travada, guerra que já tomou todos os setores da vida pública, desde a mais inocente escola de jardim até os mais altos tribunais de justiça do mundo. E, se é assim, não há dúvida que cabe à Igreja, enquanto realidade ainda imersa nas realidades seculares, uma dramática responsabilidade por tudo isto. Melhor dizendo, se esta “crise de valores” impregnou tão fortemente o convívio social, certamente não deixou de afetar a Igreja, cuja contribuição para a Civilização se ofusca com a obra de alguns trabalhadores negligentes, preguiçosos ou, muitas vezes, comprometidos com o mal. O filósofo Olavo de Carvalho diz: “Ao confessar que (…) ‘a fumaça de satanás entrara pelas janelas do Vaticano’, o papa Paulo VI esqueceu de observar que isso só podia ter acontecido porque alguém, de dentro, deixara as janelas abertas”02. Não é preciso ir muito além para perceber que inúmeras ovelhas, ao redor do mundo, ao invés de serem apascentadas por bons pastores – exemplos do Pastor supremo das almas, Jesus Cristo –, eram conduzidas e ameaçadas por lobos vorazes. Estes lobos vestidos em pele de cordeiro, ao invés de oferecer aos filhos da Igreja o seu ensinamento de dois mil anos, o seu riquíssimo patrimônio espiritual e o valoroso exemplo dos santos, deixavam perdidas as ovelhas com um falso evangelho que eles mesmos tinham inventado. Enquanto a tábua dos Dez Mandamentos era pisoteada e destruída, em nome de um mundo novo nesta terra, eles trocavam o Credo Apostólico pelas Teses de Abril03, os Sacramentos católicos pela foice e pelo martelo. Clamavam “paz”, “justiça social” e “doçura”, enquanto o rebanho era espiado, coagido e assassinado. Foi destes falsos pastores que São Paulo falou quando anteviu a vinda de um “tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2 Tm 4, 3-4). Mais claro que isto, impossível. Esta verdade pode ser facilmente observada por quem não esteja anestesiado ou cegado por uma ilusão infantil de que “tudo está bem” e “tudo é maravilhoso”. Esta mentalidade de jogar panos frios em água quente foi recorrente em muitos ambientes cristãos nas últimas décadas. Pensou-se estar inaugurando na Igreja um “novo Pentecostes”. A perspectiva de muitas pessoas na década de 1960 e também nas gerações seguintes era que se vivia uma “primavera” na Igreja. Ao contrário, hoje se experimenta o que o Cardeal Walter Kasper chamou de “uma Igreja com aspecto de inverno”, com “claros sinais de crise”04. A terrível situação pela qual a Igreja passa neste século é real, mas não deve ser motivo de desespero. O próprio Cristianismo nasceu em crise. Jesus chamou doze apóstolos para estarem com Ele, mas, aos pés da Cruz, apenas o discípulo que ele amava permaneceu firme – isto sem falar da infidelidade de Judas, que traiu Jesus, e do próprio São Pedro, primeiro Papa, que O negou três vezes. “Também hoje, a barca da Igreja, com o vento contrário da história, navega através do oceano agitado do tempo. Frequentemente dá a impressão de que vai afundar. Mas o Senhor está presente, e vem no momento oportuno”05. Permanece viva no coração da Igreja a promessa de nosso Senhor de que contra ela “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16, 18). Por Equipe Christo Nihil Praeponere Referências IX anniversario dell’incoronazione di sua Santità – Omelia di Paolo VI, 29 giugno 1972 CARVALHO, Olavo de. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. 1. ed. Rio de Janeiro: Record, 2013. p. 212. Artigo disponível online neste link As famosas “Teses de Abril” foram diretivas emitidas pelo líder bolchevique Vladimir Lênin, antes da Revolução de Outubro de 1917, nas quais lançava novas políticas comunistas, resumidas na tríade: paz, terra e pão. Um concílio ainda em caminho. BENTO XVI, Jesus de Nazaré #abertas #alguem #deixou #janelas

  • Bispo em Fátima: perda do sentido de Deus leva à desordem e à injustiça

    FATIMA, 18 Set. 13 / 09:05 pm (ACI).- Em palavras dirigidas aos peregrinos presentes no Santuário de Fátima, Dom Virgílio Antunes Bispo de Coimbra assinalou que “as desordens e injustiças de toda a ordem existentes no nosso mundo têm a sua raiz na perda de sentido de Deus e da dignidade humana”. Segundo informou a Sala de Imprensa do Santuário Mariano português, a mensagem do prelado foi dirigida aos jovens do movimento Convívios Fraternos, que peregrinaram a Fátima. O bispo também pediu uma fé encarnada na vida e que os rapazes e moças do movimento sejam “portadores da alegria de Cristo para outros jovens”. Na reflexão do Bispo de Coimbra, o ser humano vive três tipos de perdas: a perda das condições de vida e de bens, a perda do amor nas relações humanas e a perda do amor em Deus. “Somos sensíveis às duas primeiras perdas, e com razão, porque destroem a pessoa humana, roubam-lhe a alegria de viver, a esperança e o amor, essenciais para uma vida feliz. Geralmente somos menos sensíveis à perda de Deus e à perda da fé no seu amor e na sua misericórdia”, afirmou, na homilia da Missa que presidiu na manhã deste 17 de agosto no Santuário de Fátima, que concelebrou com vários sacerdotes e com outros bispos em peregrinação: Dom Anacleto Gonçalves, bispo de Bragança-Miranda (Portugal), e D. Patrick O’ Donoghue, bispo emérito de Lancaster, Inglaterra. O apelo do Bispo de Coimbra foi no sentido do reencontro do sentido de Deus e do sentido do homem na sociedade moderna. Segundo Dom Antunes “o caminho para esse reencontro passa pela fé em Deus, pelo encontro com o seu amor e a sua misericórdia, que provocam sempre o encontro com o amor e a misericórdia humana, aceite, acolhida e vivida”. Além de outros grupos, estão na Cova da Iria em peregrinação nacional os grupos da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue e do movimento Convívios Fraternos. “Não permitas que a tua fé esteja desencarnada da tua vida, mas trabalha para que se torne compromisso em favor da dignidade humana, da construção da paz e da instauração de relações marcadas pela justiça. Está atento aos outros e torna-te instrumento do seu reencontro”, disse o bispo aos jovens presentes. #Fátima #desordem #perda #sentido #injusti #Bispo

  • O Papa se distancia do Arcebispo Müller no tema da teologia da libertação

    VATICANO, 17 Set. 13 / 10:55 am (ACI/EWTN Noticias).- Em umas breves palavras na manhã de ontem durante o encontro com os sacerdotes da diocese de Roma (Itália), cidade da que é Bispo, o Papa Francisco confirmou pessoalmente que não apoia a teologia da libertação na versão que representa o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, e que é respaldada pelo atual Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Müller. O vaticanista Sandro Magister, no seu blog em italiano Settimo Céu, explica que o Santo Padre se distanciou de Dom Müller em uma breve, mas contundente observação feita durante o momento de perguntas e respostas. “O encontro era a portas fechadas”, relata Magister e descreve como “sério e agudo”, o comentário do Papa Francisco sobre a teologia da libertação, que passou despercebido à imprensa, incluindo meios do Vaticano. “Na formulação de uma das cinco perguntas expostas ao Papa e ao falar da centralidade dos pobres na pastoral, um sacerdote fez referência, em positivo, à teologia da libertação e à posição compreensiva ante esta teologia, do Arcebispo Gerhard Müller”, relata Magister. Mas, “ao escutar o nome do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Papa Francisco nem esperou terminar a pergunta e disse: ‘isto quem pensa é Müller, isto é o que ele pensa’”, narra o Vaticanista italiano. A afirmação do Santo Padre ganha mais importância logo depois de ter recebido, na quinta-feira passada, em audiência o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerado um dos pais da teologia da libertação, um encontro realizado a pedido do Arcebispo Müller. Sobre o Padre Gutiérrez, no sábado, 14 de setembro o Arcebispo de Lima e Primado do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, assinalou que ainda tem colocações que deve retificar. #muller #teologia #distância #Liberta #Arcebispo

  • Um bom católico deve empenhar-se na política, diz o Papa

    VATICANO, 16 Set. 13 / 11:27 am (ACI/EWTN Noticias).- Na Missa que celebrou nesta manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco assinalou que um bom católico deve empenhar-se na política e que o contrário não é um bom caminho para os fiéis. O Santo Padre recordou que “a política -diz a Doutrina Social da Igreja– é uma das formas mais elevadas da caridade, porque serve ao bem comum. Eu não posso lavar as mãos, né? Todos devemos dar algo!” Muitas vezes existe o hábito de somente falar mal dos governantes e criticar o que não vai bem: “Assiste-se ao noticiário na televisão, lê-se o jornal, e as críticas são contínuas. Fala-se sempre mal e contra!”. Talvez, “o governante seja sim um pecador, como Davi, mas eu devo colaborar com a minha opinião, com a minha palavra, e também com a minha correção” porque todos “devemos participar do bem comum!”. E se “muitas vezes ouvimos: que ‘um bom católico não entra na política’, isto não é verdade, esse não é um bom caminho”. “Um bom católico não se envolve na política. Isso não é certo. Este não é um bom caminho. Um bom católico deve empenhar-se na política, oferecendo o melhor de si, para que o governante possa governar. Mas, qual é a melhor coisa que podemos oferecer aos governantes? A oração! Isso é o que diz Paulo: ‘A oração por todos os homens e pelo rei e por todos os que estão no poder’. ‘Mas, Padre, aquela é uma má pessoa, tem que ir para o inferno…’. “Reza por ele, reza por ela, para que possa governar bem, para que ame o seu povo, para que sirva ao seu povo, para que seja humilde” “Um cristão que não reza pelos seus governantes não é um bom cristão!”. Continuou dizendo que é necessário rezar para que se convertam. O Papa, assinala a Rádio Vaticano, refletiu sobre a Carta de São Paulo a Timóteo em que lhe pede rezar pelos governantes. Quem governa, disse, “deve amar o seu povo”, porque “um governante que não ama não pode governar: no máximo poderá disciplinar, colocar um pouco de ordem, mas não governar”. O Santo Padre recordou o exemplo de Davi, como ele amava o seu povo, tanto que depois do pecado cometido pede ao Senhor que não castigue o povo, mas ele mesmo. Assim, “as duas virtudes de um governante” são o amor pelo povo e a humildade. “Não se pode governar o povo sem amor e sem humildade. E todo homem e mulher que assume um cargo de governo, deve fazer-se estas duas perguntas: ‘Eu amo o meu povo para servi-lo melhor? Sou humilde e dou ouvidos a todos, ouço várias opiniões para escolher o melhor caminho?’. Se estas duas perguntas não forem feitas, não será um bom governo. O governante, homem ou mulher, que ama seu povo, é um homem ou uma mulher humilde”. São Paulo exorta os governados a elevar orações “por todos aqueles que estão no poder, para que possamos ter uma vida calma e tranquila”. Os cidadãos, observou o Papa, não podem desinteressar-se da política. Nenhum de nós pode dizer: “Eu não tenho nada a ver com isto, são eles os que governam… Não, não, eu sou responsável pelo seu governo e devo dar o melhor de mim para que eles governem bem e participar da política dentro das minhas possibilidades”. Portanto, concluiu o Papa, “demos o melhor de nós, ideias, sugestões, o melhor, mas sobretudo, o melhor é a oração. Oremos pelos governantes, para que nos governem bem, para que levem a nossa pátria, a nossa nação, e também o mundo adiante, para que exista a paz e o bem comum”. #Católico #empenhar #política

  • Quem é Maria? Qual seu lugar na Igreja? Ela é maior que Jesus?!

    Fonte: Blog do Padre Luís Fernando Leitura do Livro de Josué do dia 15 de Agosto de 2013 (Js 3,7-10a.11.13-17) Naqueles dias 7o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10a E acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”. 14Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem – pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita –, 16então as águas que vinham de cima pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou, defronte a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto. Com este texto de Josué, portanto do Antigo Testamento, começo explicando o lugar de Maria na Igreja. Veja o leitor os detalhes deste texto: Sacerdotes A Arca da aliança O povo de Deus O Rio Jordão A travessia do Rio Um adendo: A pessoa de Josué no versículo 7. Explicação dos detalhes do texto Os sacerdotes da Antiga Aliança eram escolhidos da tribo de Aarão para servir ao Senhor. Deviam ser homens perfeitos, sem nenhum defeito físico (cf. código de Santidade no Levítico cap. 21 ao 26). Deviam ser revestidos do poder sacerdotal e para tal precisavam purificar-se antes de tomar as vestes sacerdotais para o ofício. Ofereciam os sacrifícios no Templo de Jerusalém e no período nômade, levavam a Arca da Aliança e ofereciam sacrifícios à entrada da Tenda da Reunião (ekklesia). A Arca da aliança confeccionada a mando de Deus era feita de madeira e recoberta de ouro por fora e por dentro. Representava o poder de Deus no meio do seu povo. Levava dentro de si o maná colhido no deserto, as tábuas da lei e a vara de Aarão que floresceu. A Arca acompanhava Israel em suas campanhas militares, pois, era uso entre os povos vizinhos a Israel levarem seus ídolos para as batalhas. Quando uma nação era derrotada seu ídolo era levado como espólio pela nação vencedora. Foi assim que os Filisteus levaram a Arca. Desse modo cria-se que também o deus do outro povo era derrotado: “Quando os soldados voltaram ao acampamento, as autoridades de Israel perguntaram: “Por que o Senhor deixou que os filisteus nos derrotassem?” E acrescentaram: “Vamos a Silo buscar a arca da aliança do Senhor, para que ele vá conosco e nos salve das mãos de nossos inimigos”. Então os filisteus lutaram, e Israel foi derrotado; cada homem fugiu para a sua tenda. O massacre foi muito grande: Israel perdeu trinta mil homens de infantaria. A arca de Deus foi tomada, e os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, morreram.” (1Sm 4, 3.10-11). O povo que caminha com Josué é a segunda geração que saiu do Egito e que entrará na terra prometida depois que atravessarem o Jordão. É um povo que espera o cumprimento da promessa feita por Deus por intermédio de Moisés. O rio Jordão é o leito de vida do povo de Israel. É a única fonte de água em todo o País, excetuando o lago de Genesaré e o lago Hule ao norte na região de Dã. Ele é a fronteira do País de Canaã onde entrará o povo de Deus. Ele é também a imagem que João toma no capítulo 21 de Apocalipse quando descreve o rio de vida que percorre toda a Jerusalém celeste que por sua vez é sinal e símbolo do Espírito Santo no Apocalipse. Como que o Católico aprende sobre Maria neste texto que nada fala sobre ela? Quem é Maria? É aquela que contém em si mesma, Deus: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.” (Lc 1,35). Ela é com toda justiça a Arca da Nova Aliança recoberta de ouro por dentro e por fora. O ouro utilizado na iconografia cristã tem a função de revelar o Mistério insondável e a riqueza inabalável da graça divina. Desse modo Maria é a “cheia de graça”, mulher aurífera, separada (hessed), santificada (kadosh) pelo Santo, por Deus, em virtude de ser a mãe do Santo, o Emanuel. Sim, Ela foi salva por Deus. Também ela precisou de um salvador: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador” (Lc 2,46-47). Ela foi a primeira criatura salva pelo Filho antes mesmo de nascer, pois, sendo o Filho Eterno com o Pai (cf. Jo 1,1-14) Ele já providenciara a santificação daquela que seria a Nova Arca para a Nova Aliança a ser realizada definitivamente com a humanidade: “sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna (cf. Hb 9,12). Do mesmo modo que a Arca da Antiga Aliança precisou ser confeccionada, também Maria foi modelada para conter em si a realização do poder de Deus no meio do seu povo. De fato, aquele que dela nasceu é a Lei Nova atestada por Moisés e Elias no monte da transfiguração. Eles desaparecem e permanece apenas Jesus. Desaparece o jugo da lei de Moisés e Cristo nos coloca sobre os ombros o seu jugo que é suave e seu fardo que é leve (cf. Mt 12,2-30; 17,3, Gl 3,1-6). Ela carrega em si mesma o novo maná, não como aquele que os hebreus comeram no deserto e morreram (cf. Jo 6,31-32). Este maná que é comida e bebida espiritual do Novo Israel! (cf. Jo 6, 52-61.67-69) 52 Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? 53 Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. 59 Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. 60 Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? 61 Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza? Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. 67 Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos? 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. 69 E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus! Porque no Antigo Testamento os Sacerdotes levavam a Arca da Aliança com tanto esmero e cuidado? A Arca nunca teve finalidade em si mesma. Ela fora sempre um sinal de Deus no meio do seu povo. Assim como Maria. Ela não tem finalidade em si mesma. A Igreja não termina seu curso em Maria. Maria aponta-nos o Cristo. É impossível ir a Maria e com Ela não ir a Deus. Ela é esse sinal guardado pelo sacerdócio do Novo Testamento com cuidado e esmero porque conteve em si mesma O Santo de Israel. A ordem de Deus a Josué: “para que saibas…”, “nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós”. Todo aquele que contempla Maria vê através dela o Deus vivo no meio de nós, vê o Emanuel, Deus conosco. Deus é Todo-Poderoso para fazer em Maria aquela obra perfeita que quer realizar em todos nós. É ela a cristã-tipo, a cristã-modelo, a Igreja em modelo acabado, revestida de Sol porque o Sol é o próprio Senhor que a ilumina como luz resplandecente vindo do alto do mesmo modo que este mesmo Senhor será tudo em todos na consumação dos tempos (cf. Ap 12,1; 21,23; Lc 1,78; Cl 3,11). Levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, revestida da glória de Deus. Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. O que está sentado no trono declarou então: “Eis que faço novas todas as coisas. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o fim. A quem tiver sede, eu darei gratuitamente da fonte da água viva. O vencedor receberá esta herança, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”. E o povo que andou atrás da Arca, seguia a Arca, era idólatra? Claro que não! Aquele povo não adorava a Arca, mas, ao Senhor a quem a Arca os remetia. Os Católicos não adoramos Maria. Andamos atrás de Maria observando suas pegadas firmes na sequela Christi para alcançarmos Deus, nossa vida, a quem Maria nos remete de modo imediato. E aquele povo, o que esperava, quem era ele e porque andava atrás da Arca da aliança? No tempo de Maria, quando o anjo Gabriel anunciou que ela seria a mãe do Salvador, aquele povo era o pequeno resto. O pequeno resto fiel profetizado por Isaías que aguardava ansioso o cumprimento da profecia do Messias, como preconizada pelo profeta Zacarias. Maria, o pequeno resto fiel a Deus capaz de cumprir a vontade do Pai em tudo. Maria a esperança do povo para atravessar o deserto da vida e chegar à terra prometida, ao paraíso. Maria mulher do Sim abafado pelas vozes do mundo. É essa Maria aquela que todo povo Católico segue e exalta com toda a honra e dignidade. Josué foi exaltado por Deus por ser chefe do povo (cf. Js 3,7). Maria é exaltada pelo povo por ser a Mãe de Deus! Ela é tão pequena e tão humilde que não se arroga a si mesma o título de santa, de imaculada, de pura, de Mãe de Deus. Somos nós que a identificamos assim. Foi a Igreja quem viu sua grandeza escondida em sua pequenez. Foi a Igreja quem descobriu sua santidade velada em sua humanidade. Foi a Igreja que molhou os pés no rio de vida que nasce de junto do Trono de Deus e do Cordeiro e percebeu que carregava aos ombros a Arca da Nova Aliança, sinal do Poder de Deus junto do seu povo. Esta Igreja, povo sacerdotal, banhada nas águas do Espírito (cf. Ap 22,2), esse rio de vida que banha a cidade Celeste, a Nova Jerusalém, não mais resgatada e constituída no deserto (cf. Os 2, 16-17), mas, descida de junto de Deus (cf. Jo 3,13). É esta Igreja pura, santa, imaculada, fundada sobre Pedro, a Cabeça, a Rocha, ainda assim homem pecador, quem declara Maria pura, santa, imaculada, concebida sem pecado para todo o sempre porque desde Gabriel “todos os homens chamar-me-hão bem-aventurada porque o Todo-Poderoso fez em mim Maravilhas. Santo é o seu Nome!” (cf. Lc 1,48-49). Ensina Teu Povo a Rezar  (Padre Zezinho) Ensina teu povo a rezar, Maria, Mãe de Jesus Que um dia teu povo desperta e na certa vai ver a luz Que um dia teu povo se anima e caminha com teu Jesus. Maria de Jesus Cristo, Maria de Deus, Maria mulher Ensina teu povo o teu jeito de ser o que Deus quiser Ensina teu povo o teu jeito de ser o que Deus quiser Maria Senhora nossa, Maria do povo, povo de Deus Ensina teu jeito perfeito de sempre escutar teu Deus. Ensina teu jeito perfeito de sempre escutar teu Deus. #Maria #lugar #maior #Igreja #Jesus

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