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  • Versus Deum per Iesum Christum

    Fonte: Ignem in Terram Organizando meus alfarrábios digitais, encontrei o prefácio do Cardeal Ratzinger ao livro Uwe Michael Lang, padre oratoriano, sobre a orientação do sacerdote na Santa Missa. Abaixo, segue um trecho do mesmo, contendo as premissas necessárias para um sadio debate acerca do tema: Para o católico praticante normal, dois parecem ser os resultados mais evidentes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II: o desaparecimento da língua latina e o altar orientado para o povo. Quem ler os textos conciliares poderá constatar, com espanto, que nem uma nem outra coisa se encontram neles desta forma. Claro, seria preciso dar espaço à língua vulgar, segundo as intenções do Concílio (cf. Sacrosanctum Concilium 36, 2) – sobretudo no âmbito da liturgia da Palavra – mas, no texto conciliar, a norma geral imediatamente precedente reza: “O uso da língua latina, salvo quando se tratar de um direito particular, seja conservado nos ritos latinos” (Sacrosanctum Concilium 36, 1). Sobre a orientação do altar para o povo, não há sequer uma palavra no texto conciliar. Ela é mencionada em instruções pós-conciliares. A mais importante delas é a Institutio generalis Missalis Romani, a Introdução Geral ao novo Missal Romano, de 1969, onde, no número 262, se lê: “O altar maior deve ser construído separado da parede, de modo a que se possa facilmente andar ao seu redor e celebrar, nele, olhando na direção do povo [versus populum]”. A introdução à nova edição do Missal Romano, de 2002, retomou esse texto à letra, mas, no final, acrescentou o seguinte: “Isso é desejável sempre que possível”. Esse acréscimo foi lido por muitos como um enrijecimento do texto de 1969, no sentido de que agora haveria uma obrigação geral de construir – “sempre que possível” – os altares voltados para o povo. Essa interpretação, porém, já havia sido repelida pela Congregação para o Culto Divino, que tem competência sobre a questão, em 25 de setembro de 2000, quando explicou que a palavra “expedit” [é desejável] não exprime uma obrigação, mas uma recomendação. A orientação física deveria – assim diz a Congregação – ser distinta da espiritual. Quando o sacerdote celebra versus populum, sua orientação espiritual deveria ser sempre versus Deum per Iesum Christum [para Deus, por meio de Jesus Cristo]. Sendo que ritos, sinais, símbolos e palavras nunca podem esgotar a realidade última do mistério da salvação, devem-se evitar posições unilaterais e absolutizantes a respeito dessa questão. Esse esclarecimento é importante, pois deixa transparecer o caráter relativo das formas simbólicas externas, opondo-se, assim, aos fanatismos que infelizmente nos últimos quarenta anos não tiveram pequena freqüência nos debates em torno da liturgia. Mas, ao mesmo tempo, ilumina também a direção última da ação litúrgica, nunca totalmente expressa nas formas exteriores, e que é a mesma para o sacerdote e para o povo (voltados para o Senhor: para o Pai, por meio de Cristo no Espírito Santo). A resposta da Congregação deveria, portanto, criar um clima menos tenso para a discussão; um clima no qual possam ser procuradas as melhores maneiras de realização prática do mistério da salvação, sem condenações recíprocas, ouvindo atentamente aos outros, mas sobretudo ouvindo as indicações últimas da própria liturgia. Etiquetar apressadamente certas posições como “pré-conciliares”, “reacionárias”, “conservadoras”, ou “progressistas” ou “estranhas à fé”, não deveria mais ser admitido nesse embate, no qual se deveria muito mais deixar espaço a um novo e sincero esforço comum para realizar a vontade de Cristo da melhor forma possível. #michaellang #Geral #pela #umapalavra #reza #seja #lido #opovo #norma #Liturgia #2c #cf #Ratzinger #SacrosanctumConcilium #reforma #dois #Missa #contendo

  • Depois caluniam os católicos dizendo ser adoradores de imagens

    Fonte: APOSTOLADO SPIRITUS PARACLITUS VEJA OS VIDEOS PRESENTES NO YOUTUBE E DIVIRTA-SE COM AS INCOERÊNCIAS PROTESTANTES: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=8kGus7kBPTk[/youtube] LOUVOR PASTORES PROSTRADOS DIANTE DA ARCA IURD [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=DkMZ0NWhVSY[/youtube] IGREJA EVANGÉLICA QUADRANGULAR Veja como eles se prostram e tocam na arca em reverencia e louvor, A PASTORA DIZ NÃO É UMA SIMPLES ARCA. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=DP9P1EjP0Yc[/youtube] IGREJA EVANGÉLICA CULTO DA ARCA DA ALIANÇA ATO PROFÉTICO OCORRIDO EM PONTA GROSSA NO PARANÁ NA IGREJA PRESBITERIANA VEJA COMO ELES SE PROSTAM DIANTE DA IMAGEM DE ESCULTURA ARCA. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=dbCS-u7R4m4[/youtube] CULTO avivamento Seminário evangélico Shekinah, realizado em São José dos Campos-SP datado dia 17.07.2008 SOB O COMANDO DO PASTOR Yossef Akiva OS FIÉIS GRITAM EM LOUVOR TOCAM NA ARCA E SE PROSTRAM DIANTE DELA. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2_NymAJUqzo[/youtube] IMAGEM DE LEÃO DE JUDA EM ESTANDART PRINCIPAL É RECEBIDA COM APLAUSOS EM IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS Festa realizada em 2005 na Catedral das Assembléias de Deus em Brasília, sede da Convenção de Madureira. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=34zV4bjuGo0&[/youtube] CDJDI IGREJA EVANGÉLICA Casa Deus Jundiaí MUITOS GRITOS E LOUVORES NA ENTRADA DA IMAGEM DE ESCULTURA DA ARCA [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=4lCFAvn_yJo[/youtube] IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS NOVA IGUAÇU MOMENTO SOLENE NA ENTRADA DA IMAGEM DE ESCULTURA DA ARCA COM MUSICA TOCAR DO SHOFAR LUZES O GLORIFICAÇÕES COM A VÓZ [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=wHRVULKNVtk[/youtube] IGREJA EVANGELICA ENSINA QUE A ARCA TEM PODER DE TRAZER BENÇÃO PARA DENTRO DE SUA CASA (http://www.youtube.com/watch?v=wHRVULKNVtk ) [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HUahIh0P0Pw[/youtube] PESSOAS SE RETORCEM INCLINANDO-SE DIANTE DA PRESENÇA DA ARCA SEGUNDO OS PROTESTANTES NA BIBLIA EXISTE UMA PROIBIÇÃO EXPRESSA NO FAZER IMAGENS, ENTÃO COMO FICA ESTA IMAGENS? “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra”. (Ex 20,4) E AGORA PODE OU NÃO PODE SEGUNDO AS ESCRITURAS FAZER IMAGENS? #novaiguaçu #ato #escultura #Deus #madureira #Solene #Pastores #Culto #vejacomo #httpwwwyoutube #Catedral #dbcs #shekinah #Sede #pastora #Imagem #Arca

  • Papa convida cristão a unir-se a redes sociais

    Em sua Mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI convida os cristãos a unir-se às redes sociais, em sua Mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que neste ano será comemorado em 5 de junho. Hoje, festa de São Francisco de Sales, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto da Mensagem, intitulada “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. “Quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana”, afirma o Papa. “Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia”, indica. “Pelo contrário – continua -, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida.” O Pontífice dirige um convite especial aos jovens, para “fazerem bom uso da sua presença no areópago digital”. E destaca a contribuição das novas tecnologias na preparação da próxima Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em agosto, em Madri. Autênticos e reflexivos Bento XVI oferece diversas reflexões sobre a propagação da comunicação por meio da internet, seus potenciais, aplicações e riscos. Destaca que, “também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva”. “Na busca de partilha, de ‘amizades’, confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio ‘perfil’ público”, afirma. O Papa explica que “o envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio”. Inevitavelmente, isso “coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser”, continua. Riscos Começando a analisar os riscos da internet, concretamente das redes sociais, sublinha que “a presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual”. Para ajudar a refletir, o Papa convida os internautas a se fazerem várias perguntas: “Quem é o meu ‘próximo’ neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária?”. “Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo ‘diferente’ daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras?” Em sua mensagem, o Santo Padre indica também “alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo”. Estilo cristão de presença No entanto, o Papa insiste em que, “usadas sabiamente”, as novas tecnologias “podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano”. E se refere a “um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro”. Segundo o Bispo de Roma, “comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho”. Da mesma forma, “também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia”, continua. O estilo cristão de presença no mundo digital implica no tradicional chamado do cristão a responder a quem pedir “razão da esperança que está nele”. Também exige “que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web“. “A verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua ‘popularidade’ ou da quantidade de atenção que lhe é dada”, adverte. Neste sentido, Bento XVI convida a dar a conhecer a verdade do Evangelho “na sua integridade”, já que “deve tornar-se alimento cotidiano e não atração de um momento”. Acrescenta que essa verdade, “mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, (…) sempre exige ser encarnada no mundo real” e destaca a importância das “relações humanas diretas na transmissão da fé”. Por último, ora pelos que trabalham na comunicação – de quem São Francisco de Sales é padroeiro – e pede para eles “a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupuloso profissionalismo”. #novastecnologias #bom #Rede #vivida #Verdade #diamundial #convite #Jovens #jornadamundial #mundialdajuventude #desejo #parteintegrante #redes #meio #BentoXVI #segundafeira #neste #Humana #Imprensa #tornou

  • Conversão é o caminho da unidade, diz Papa

    Pontífice falou aos peregrinos reunidos para rezar o Angelus CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI afirmou hoje, durante a oração do Angelus com os peregrinos no Vaticano, que o caminho para a unidade plena dos cristãos passa necessariamente pela conversão de cada um. “O sério dever de conversão a Cristo é o caminho que conduz a Igreja, com os tempos que Deus dispõe, à plena unidade visível”, disse o Papa. Citando a segunda leitura da liturgia deste domingo, a propósito das divisões existentes na comunidade cristã de Corinto, o pontífice quis recordar, com o apóstolo Paulo, que “toda divisão na Igreja é uma ofensa a Cristo”. Ao mesmo tempo – acrescentou – “é sempre n’Ele, única Cabeça e Senhor, onde podemos voltar a nos encontrar unidos, pela força inesgotável de sua graça”. “Só desta forma, permanecendo firmemente unida a Cristo, a Igreja pode realizar eficazmente sua missão, apesar de todos os limites e das faltas de seus membros, apesar das divisões”, explicou o Papa. Para poder cumprir sua missão de ser “no mundo sinal e instrumento de união íntima com Deus e de unidade entre os homens” – acrescentou –, os cristãos devem fundar sua vida em quatro pilares: “a vida fundada na fé dos Apóstolos transmitida na viva Tradição da Igreja, a comunhão fraterna, a Eucaristia e a oração”. #mesmo #dever #conversão #cristã #conduz #acrescentou #passa #Cristo #Corinto #leitura #disse #quis #Deus #Angelus #Ele #apostolo #pela #Rezar #falou #citando #CIDADE #sempre #Peregrinos #Eucaristia #dispõe #missão #XVI #sua #única #tempos #sério #cabeça #Apesar #deste #sinal #afirmou #oração #zenit #domingo23 #Liturgia #pontífice #comunidade #uma #visível #diz #Unidade #BentoXVI #Tempo #hoje #divisão #janeiro #necessariamente #Igreja #Paulo #Vaticano #org #caminho #com #propósito #Bento

  • Igreja Católica, mãe da civilização moderna

    Por Fernando Nascimento Toda vez que um protestante, um comunista, ateu ou qualquer outro inimigo da Igreja, que gosta de erroneamente chamar a Idade Média de “trevas”, citar redondamente enganado, que a Igreja é “primitiva”, é “medieval” e que eles mesmos são da era do celular, televisão, DNA, Genética, Genoma, Física, fibra ótica, viagens espaciais ou energia nuclear, deveriam receber dos católicos a resposta: “Nós não tivemos essas coisas na Idade Média porque estávamos ocupados em inventá-las e descobri-las para que as tenhas hoje.” – e indagar-lhes – “os que pensam como ti, o que oferecerão ás futuras gerações?” Hoje, há professores como Thomas Woods graduado na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia, Edward Grant escrevendo livros editados pela Universidade de Cambridge, Thomas Goldstein, A.C.Crombie, David Lindberg e muitos outros. E todos eles concordam que, você mente, quando alega que a Igreja foi uma oponente das ciências. Pelo contrário, há aspectos do pensamento católico que foram indispensáveis para o desenvolvimento da ciência. Confira como a Igreja Católica construiu a Civilização Moderna e a livrou da ignorância e do massacre dos Bárbaros: – A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson); – A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições. (J.L.Heilbron – Universidade da Califórnia, em Berkeley); – A Igreja funda a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos VXI e XVII. – Reginald Grégoire (1985), afirma: “os monges deram a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monarquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”; – O nosso padrão de contar o tempo foi criado por um monge católico chamado Dionísio, por volta do início do século 4; – Foram os católicos escolásticos que criaram a Ciência Econômica Moderna. Foram eles que criaram a economia, e não os secularistas do Iluminismo; – São Mesrob, sacerdote católico, foi o criador do alfabeto armênio. – Os Jesuítas – da Companhia de Jesus – foram tão exímios nas ciências que, neste exato momento, 35 crateras lunares têm o nome de cientistas jesuítas; – São Cirilo e Metódio, no século IX, desenvolveram um alfabeto para o velho idioma eslavo, este se tornou o precursor do alfabeto russo “cirílico”. Em 885, são Metódio traduziu a Bíblia inteira neste idioma; – O católico franciscano Roger Bacon (séc 13), que lecionava na Universidade de Oxford, é considerado o precursor da revolução científica; – O monge matemático Jordanus Nemorarius, além dos conhecimentos que contribuiu à matemática introduzindo os sinais de “mais” e de “menos”, iniciou a investigação dos problemas da mecânica, superando a visão dos problemas do equilíbrio. Foi o fundador da escola medieval de mecânica, foi o primeiro em formular corretamente a “lei do plano inclinado” e pesquisou sobre a conservação do trabalho nas máquinas simples. – Os Jesuítas estão entre os maiores matemáticos da história; – O abade Nicolau Copérnico foi o astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna. – O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.” – Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo, e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912. – Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton; – Nicole d’Oresme (c.1323-1382) era teólogo dedicado e Bispo de Lisieux, foi um gênio intelectual e talvez o pensador mais original do século XIV. Foi um dos principais propagadores das ciências modernas. Na“Livre du ciel et du monde” (1377), Oresme se opôs à teoria de uma Terra estacionária como proposto por Aristóteles e, neste trabalho, ele propôs a rotação da Terra, cerca de 200 anos antes de Copérnico. No entanto, ele estragou um pouco este belo pedaço de pensamento, rejeitando suas próprias idéias, no final dos trabalhos e assim, como Clagett escreve, não pode ser considerada como a reivindicação de que a Terra girava antes de Copérnico. Ele escreveu “Questiones Super Libros Aristotelis de Anima lidar”, com a natureza da luz, reflexão da luz e da velocidade da luz, discutidos em detalhes. – O monge Luca Bartolomeo de Pacioli é considerado o pai da contabilidade moderna. Um dos seus alunos foi Leonardo da Vinci; – O padre paraibano Francisco João de Azevedo, é reconhecido como inventor e construtor da máquina de escrever. O que temos certeza é que a máquina realmente existiu, funcionava, foi exposta ao público, ganhou medalhas, e, o mais importante, em dezembro de 1861, portanto antes que Samuel W. Soule e seus dois parceiros, em 1868, recebessem a formalização da patente nos Estados Unidos; – De acordo com o Dicionário de Biografia Científica, santo Alberto Magno, que ensinou na Universidade de París, era habilidosos em todos os ramos da ciência, “foi um dos mais famosos precursores da Ciência Moderna na Alta Idade Média”. Desde 1941 ele é declarado o “patrono de todos que cultivam as ciências naturais”; – O padre Nicolas Steno é considerado o pai da Estratigrafia, que estuda as camadas de rochas sedimentares formadas na superfície terrestre. Um geólogo precisa conhecer os princípios de Steno. – Jean-Antoine Nollet, foi abade e físico francês, se constitui como um grande divulgador da física e da eletricidade em particular. Construiu alguns dos primeiros eletroscópios, a sua própria máquina eletrostática, e também uma versão “seca” da garrafa de Leiden. – Os jesuítas no século 18 contribuíram para o desenvolvimento do relógio de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios e microscópios refletores para campos científicos variados como: magnetismo, ótica e eletricidade. Eles observaram, às vezes antes que de qualquer outro, as faixas coloridas dos anéis na superfície de Júpiter, a Nebulosa de Andômeda e anéis de Saturno. Eles teorizaram sobre a circulação do sangue, independentemente de Harvey, a possibilidade teórica de vôo, o modo como a lua afeta as marés e a natureza ondular da luz, mapas estelares de hemisfério sul, lógica simbólica e medidas de controle de enchentes. Tudo isso foi realização típica dos jesuítas. – O padre Giabattista Riccioli foi a primeira pessoa a calcular a velocidade com que um corpo em queda livre acelera até o chão, – O padre Francesco Grimaldi descobriu e nomeou o fenômeno de difração da luz. Ele também participou de uma descrição detalhada de um mapa da superfície da lua. Esse mapa chamado de Selenógrafo, adorna até hoje a entrada do Museu Nacional do Ar e Espaço, em Washington D.C.; – O padre Roger Boscovich, falecido em 1787, é louvado por cientistas modernos por ter apresentado a primeira descrição coerente de teoria atômica, bem mais de um século antes que a teoria atômica moderna emergisse. Ele foi considerado “o maior gênio que a Iugoslávia produziu”; – Nos séculos 17 e 18 as catedrais de Bolonha, Florença, París e Roma funcionavam como observatórios solares superiores; – O padre Athanasius Kircher é considerado o pai da Egiptologia. Foi graças ao trabalho deste padre que encontrou-se a Pedra Rosetta, que decifrou os símbolos egípcios. Ele foi chamado de “Mestre das cem artes”. Seu trabalho em química ajudou a desbancar a alquimia, que era um tipo de falsa ciência, que até Isaac Newton e Boyle levavam a sério. Foi esse padre que jogou água fria nisso. – Foi um Jesuíta quem escreveu exatamente o primeiro livro sobre Sismologia nos Estados Unidos. Era o padre J.B. Macelawane. Todo ano, a União Geofísica Americana, prêmia com uma medalha com o nome deste padre, um jovem geofísico inspirador. O padre J.B. Macelawane também foi o primeiro presidente da União Geofísica Americana. Por isso o estudo dos terremotos é conhecido como “A Ciência Jesuíta”; – Foi um astrônomo católico chamado Giovanni Cassini quem usou a Catedral de São Petrônio, em Bolonha, para verificar as teorias de movimentos planetários de Johannes Kepler. – Foram os monges católicos que desenvolveram a “minúscula carolígia”, ou seja as letras minúsculas, o espaçamento entre palavras e a acentuação, já que o mundo só escrevia em letras maiúsculas, sem espaçamentos e sem acentuação. – O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja; – O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” (universidade), utilizada para um centro de estudo, é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”; – A universidade de Oxford, na Inglaterra, surgiu de uma escola monacal católica organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254; – O historiador francês Henri Daniel – Ropes no século 20 disse: “graças as repetidas intervenções do papado, a educação superior foi habilitada a expandir suas fronteiras; a Igreja, na verdade, foi a matriz que produziu a universidade, o ninho de onde esta tomou vôo.”; – Os papas estabeleceram mais universidades do que qualquer outra pessoa na Europa; – Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja; – Os monges católicos introduziram safras e indústrias e métodos de produção que não se conheciam antes; – O monge italiano católico Guido d’Arezzo (992 -1050), criou as 7 notas musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si utilizando ás sílabas iniciais de uma estrofe de um hino a São João para denominá-las. Ele também apresentou pela primeira vez a Pauta Musical de quatro linhas. O sistema ainda é usado até hoje. – Os monges católicos foram pioneiros em maquinaria e mecanização. Eles usavam a energia da água para todos os tipos e propósitos; – O primeiro relógio de que tivemos notícia foi construído pelo futuro papa Silvestre II, em 996; – No século 11, um monge beneditino inglês, chamado Eilmer de Malmesbury, voou aproximadamente 600 metros por meio de um planador sustentado no ar por cerca de quinze segundos. Ele consta no site da Força Aérea Americana – USAF, como pioneiro do vôo do homem, tendo feito isso 1000 anos antes dos irmãos Wright e de Santos Dumont; – Em 1688, Dom Perignon, do mosteiro de São Pedro, Hautvillieres-on-the-Marne, descobriu a Champanhe através de experimentação misturando vinhos; – Disse o estudioso francês Reginald Gregoire: “De fato, seja na extração de sal, chumbo, ferro, alume ou gipsita, ou na metalurgia, extração de mármore, condução de cutelarias e vidrarias, ou forja de placas de metal, também conhecidas como rotábulos, não há nenhuma atividade em que os monges não mostrassem criatividade e um fértil espírito de pesquisa. Utilizando sua força de trabalho, eles instruíram e treinaram à perfeição. O conhecimento técnico monástico se espalharia pela Europa.”; – O Jesuíta espanhol Baltasar Gracián (1601-1658), com seus livros, impressionou e inspirou filósofos, escritores e pensadores ao longo de mais de trezentos e cinqüenta anos, entre estes estavam: Nietzsche, Schopenhauer, Voltaire e Lacan, que foram leitores entusiasmados dos livros deste jesuíta. O filósofo Arthur Schopenhauer considerava seu livro “El Criticón”, “um dos melhores livros do mundo.” Friedrich Nietzsche declarou sobre a obra de Gracián: “A Europa nunca produziu nada mais refinado em questão de sutileza moral.” “Absolutamente único … um livro para uso constante … um companheiro na vida. Estas máximas são especialmente adequadas àqueles que desejam prosperar no grande mundo”. – Foram os monges católicos, que na Inglaterra, no século 16, desenvolveram a primeira caldeira para produção de larga escala de ferro fundido; – O padre Gregor Mendel (1822-1884), é considerado no meio científico como “o pai da genética”. Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos (animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos), hoje são uma realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos. – Diz um historiador protestante: “se não fosse pelos monges e monastérios, o dilúvio bárbaro poderia ter varrido completamente os traços da civilização romana. O monge foi o pioneiro da civilização e da cristandade na Inglaterra, Alemanha, Polônia, Boêmia, Suécia, Dinamarca. Com o incessante estrondo das armas a sua volta, foi o monge em seu claustro mesmo nas remotas fortalezas, por exemplo, no Monte Athos, quem, perseverando e transcrevendo manuscritos antigos, tanto cristãos como pagãos, assim como registrando suas observações de eventos contemporâneos, foi repassando a tocha do conhecimento intactas às futuras gerações e amealhando estoques de erudição para as pesquisas de uma área mais esclarecida. Os primeiros músicos, pintores, fazendeiros, estadistas da Europa após a queda da Roma imperial sob o ataque violento dos bárbaros, eram monges”. (A Protestant Historian) – Albert Einstein declarou: “Só a Igreja se pronunciou claramente contra a campanha hitlerista que suprimia a liberdade. Até então a Igreja nunca tinha chamado minha atenção; hoje, porém, expresso minha admiração e meu profundo apreço por esta Igreja que, sozinha, teve o valor de lutar pelas liberdades morais e espirituais”. (Albert Einstein, The Tablet de Londres); – Padre Francisco de Vitória, que foi professor na Universidade de Salamanca, foi quem nos deu o exato primeiro Tratado de Direito Internacional da história; – A Pontífice Academia de Ciências do Vaticano, atualmente, conta com 61 acadêmicos, dos quais 29 são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de uma relação de notáveis cientistas premiados por suas pesquisas no campo da medicina, química, física, etc., entre os quais figuram Marshaw Nerimberg, o descobridor do Código Genético de todos os seres, e nada mais nada menos que, Francis Collins, o mapeador do DNA humano e diretor do Projeto Genoma; – A invenção dos mais modernos e imprescindíveis meios de comunicação, deve-se a um membro da Igreja, o brasileiro padre Landell, inventor pioneiro do rádio, do telefone sem fio, do telégrafo sem fio, da televisão e do teletipo usado pela imprensa. Nas patentes são agregados vários avanços técnicos como a transmissão por meio de ondas contínuas, através da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para o envio de mensagens. Ainda em 1904 o padre Landell inicia os testes precursores de transmissão da imagem. Em outras palavras, testava aquilo que viria a ser a televisão. Ele também testou a transmissão de textos, sendo precursor do teletipo, tão utilizado nos telejornais para envio de notícias pelas agências internacionais. Ambas as experiências eram feitas à distância, por ondas que, segundo um jornal paulista, eram denominadas de Ondas Landeleanas. Confira em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Landell_de_Moura – O cosmólogo padre Michael Heller, é o ganhador do mais polpudo prêmio acadêmico já pago pela ciência moderna. Ele provou matematicamente a existência de Deus; – Um dos princípios mais importantes que a Igreja legou ao desenvolvimento das ciências vem de um verso bíblico! Um verso bíblico que foi um dos mais citados durante toda a Idade Média. Esse verso é: Sabedoria 11, 21, esse verso diz: que “ Deus dispôs tudo com medida, quantidade e peso”. Daí a ciência ter conseguido tanto êxito por crer que vivemos num universo ordenado. É tudo matemático e ordenado de acordo com padrões. Por isso Santo Agostinho (354-430), já afirmava: “Deus é um grande Geômetra.” Detalhe: o protestantismo, fundado em 1517 retirou o Livro da Sabedoria de suas bíblias. O desprezo protestante a Copérnico e à ciência, ficou documentado nas palavras de Lutero, que dizia: “O abade Copérnico surgiu, pretendendo que a terra girasse em torno do Sol … lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 145). Lutero não sabia que o que Josué narrava foi o que lhe pereceu a seus olhos, naquele grande milagre de Deus. Sobre a ciência, chamada de “razão” naquele tempo, dizia Lutero: “A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto, joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 217). Eis o grande legado da Igreja Católica à Civilização Moderna e a verdadeira aversão grotesca à ciência, externada pelo pai do protestantismo. ______________________ Referências Bibliográficas: – Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19. – White Jr., Lynn, “Eilmer de Malmesbury: um aviador século XI,” Tecnologia e Cultura, II, n. 2 (Spring 1961). 2 (Primavera 1961). Maxwell Woosnam, Eilmer: Eleventh Century Monk of Malmesbury (Malmesbury, UK: Friends of Malmesbury Abbey, 1986). Maxwell Woosnam, Eilmer: monge do século XI de Malmesbury (Malmesbury, Reino Unido: Amigos da Abadia de Malmesbury, 1986). – http://culturadavida.blogspot.com/2008/04/academia-de-cincias-do-vaticano.html – http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/dna/marshall-o-homen-do-codigo.php – http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=43539&cat=Artigos&vinda=S – http://www.comshalom.org/noticias/exibir.php?not_id=1518 – Baltasar Gracián, “A Arte da Sabedoria” – Edição completa, Editora Best Seller. – Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97. – Gregor Mendel: cienciahoje.uol.com.br – Guido d’Arezzo: http://reflexaoemmusica.blogspot.com/2009/05/guido-darezzo.html – São Cirilo e Metódio – Warren H. Carroll, The Building of Christendom (Christendom College Press, 1987) pp. 359, 371, 385. – COSTA, Ricardo da. A Educação na Idade Média. A busca da Sabedoria como caminho para a Felicidade: Al-Farabi e Ramon Llull. In: Artigo publicado em Dimensões – Revista de História da UFES 15. Dossiê História, Educação e Cidadania. Vitória: Ufes, Centro de Ciências Humanas e Naturais, EDUFES, 2003, p. 99-115 (ISSN 1517-2120). – Nollet – Enciclopédia Católica – Copérnico no Museu de Frauenburgo/Frombork – http://www.frombork.art.pl/Ang01.htm – http://www.calendario.cnt.br/MAQUINAESCREVER.htm – http://pt.wikipedia.org/wiki/Luca_Pacioli – Hughes, Barnabas B. (editor). 1981. Jordanus de Nemore. De Numeris Datis. Berkeley, CA: University of Califórnia Press. – Nicole Oresme, School of Mathematics and Statistics University of St Andrews, Scotland. – Edição especial do [[Correio da Manhã]] – “Os Papas – De São Pedro a João Paulo II” – Fascículo X, “Gregório XIII, o Papa que acertou o calendário”, página 219, ano 2005. – ARRUDÃO, Matias. Bartolomeu Lourenço de Gusmão. São Paulo: Fundação Santos Dumont, 1959. #thomasgoldstein #Evangelho #berkeley #pensamento #christopherdawson #professores #desenvolvimento #fibra #jlheilbron #crombie #foram #universidade #baixa #coisas #Harvard #DNA #edwardgrant #thomaswoods #Livros #ospovos

  • Beatificação de João Paulo II será no dia 1º de maio, Domingo da Divina Misericórdia

    Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 14-01-2011, Gaudium Press) Após a confirmação da beatificação de João Paulo II, com a assinatura do Papa Bento XVI ratificando o decreto sobre milagre atribuído a seu antecessor, o Vaticano anunciou a data da cerimônia: 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia. O anúncio foi feito nesta manhã, em uma concorrida coletiva de imprensa, pelo porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi. O 2º Domingo de Páscoa, a Divina Misericórdia é uma festa instituída e “fundamental” para João Paulo II, daí a escolha da data para a cerimônia de beatificação. “O rito de beatificação do Venerável Servo de Deus João Paulo II – declara o Padre Lombardi – terá lugar no Vaticano, no dia 1º de maio de 2011, II Domingo de Páscoa, da Divina Misericórdia, presidido pelo Sumo Pontífice Bento XVI”. A Divina Misericórdia foi um período central e fundamental do pontificado wojtylniano. João Paulo II, em 1980, escreveu uma encíclica sobre a Divina Misericórdia, “Dives in Misericordia”. Durante a canonização de Faustina Kowalska, João Paulo II instituiu que o primeiro domingo após a Páscoa será celebrado como Domingo da Divina Misericórdia. Em sua última viagem a sua terra natal, a Polônia, em 17 de agosto de 2002, quando visitou o santuário de Lagiewniki, João Paulo II confiou todo o mundo em oração à Divina Misericórdia. Ainda não foi estabelecida a data de sua memória litúrgica. O corpo também não será exposto ao público durante a cerimônia de beatificação; será, como já noticiado, disposto sob o altar da Capela de São Sebastião, com uma simples lápide de mármore com as palavras “o beato João Paulo II”. A Capela de São Sebastião é a segunda à direita à entrada da Basílica Vaticana. Padre Lombardi ressaltou na coletiva que, até o momento, não se cogita a exposição do corpo de João Paulo II. Tampouco foram confirmadas informações sobre as relíquias que serão usadas na cerimônia. O processo de beatificação de João Paulo II, aberto em 28 de junho de 2005 – apenas três meses após sua morte – durou cinco anos e seis meses. #Após #Lombardi #Festa #padrelombardi #obeato #beatificação #seu #PapaBentoXVI #divesinmisericordia #cerimônia #em1980 #Sextafeira #Sebastião #instituída #data #Misericórdia #CIDADE #decreto #Padre #anúncio #Vaticana #Domingo #XVI #sua #divina #manhã #São #daí #milagre #Federico #não #corpo #FedericoLombardi #feito #Servo #foi #Gaudium #antecessor #anunciou #uma #coletiva #maio #confirmação #omundo #dia #assinatura #Paulo #concorrida #lagiewniki #Vaticano #será #João #faustinakowalska #com #rito #escolha #Imprensa #Páscoa #atribuído #Capela #1demaio #Bento #nesta #Press

  • Na mais recente investida do ateísmo, o nada produziu por si mesmo o Universo!

    Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Querem expulsar Deus do Universo. Vã tentativa. Sem o Criador de todas as coisas, absolutamente não se consegue explicar coisa alguma. Desejando viver sem Deus, o homem moderno pretende colocar-se em seu lugar e ser como que um deus. Entretanto, a verdadeira felicidade nesta Terra consiste em contemplar a imagem ou semelhança de Deus existente em todos os seres por Ele criados. Antonio Augusto Borelli Machado “Olhai os lírios do campo, como crescem: não trabalham nem fiam. Contudo digo-vos que nem Salomão em sua maior glória jamais se vestiu como um deles. Se pois Deus veste assim uma erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé!” (Mt 6, 28-29). Esta lição de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma obra-prima de poesia, que os literatos não cessam de utilizar para produzir efeitos da mais elevada expressão estética. Além de bela em si mesma, contém ensinamentos de confiança em Deus, relativos não só às penúrias materiais, mas também aos socorros espirituais que a todo momento necessitamos. De modo especial, aplica-se àqueles que tudo abandonaram para se entregar inteiramente ao serviço de Deus, seja na carreira eclesiástica ou na vida religiosa consagrada, seja no campo específico do apostolado dos leigos: “Instaurare omnia in Christo” (Restaurar todas as coisas em Cristo), segundo a famosa perícope de São Paulo (Ef 1, 10), que São Pio X tomou como dístico de seu pontificado. Assim, a frase “Olhai os lírios do campo!” salienta a dependência em que todas as criaturas se encontram em relação ao seu Criador, que dispôs as coisas de modo a que cada uma atinja o fim para o qual foi criada. Em outros termos, cada ser é formado de tal modo que seus elementos constitutivos já são ordenados em função desse fim, e sua felicidade consiste em alcançar esse fim. É claro que só os seres dotados de alma racional têm consciência plena dessa felicidade. Os animais irracionais sentem apenas o bem-estar resultante de todas as suas partes estarem em ordem ao seu fim; quando algo lhes falta, sofrem. Os vegetais não têm nenhuma consciência de seu ser, mas manifestam a boa ordem neles reinante pelo viço com que resplandecem. Daí a beleza do lírio, para a qual Nosso Senhor chamou a atenção. Essa beleza nos remete ao Criador, que criou o homem à sua imagem e semelhança, e colocou em toda criatura um reflexo de sua perfeição divina (vide texto de São Boaventura no quadro abaixo). A visão que se desprende destas considerações é a de um Universo todo ordenado, que tem sentido, significado e finalidade. Se tirarmos Deus desse panorama, tudo fica sem sentido, e não há maior tormento para o homem do que perceber que sua vida perdeu o sentido, a razão de ser. As primeiras noções do Catecismo Muitas vezes os grandes sábios não entendem o que, no entanto, era ensinado com simplicidade e concisão aos meninos e meninas que outrora se preparavam para a Primeira Comunhão. Considera-se hoje “atrasado” o velho sistema de perguntas e respostas, mas na verdade era muito pedagógico, pois ele inculcava na mente das crianças as verdades eternas que lhes serviriam de guia para o resto da vida. Não bastava decorar, e a explicação era feita concomitantemente, antes ou depois de os catecúmenos decorarem as respostas. Porém, decorando-as, fixava-se nas mentes e nos corações o que mais importava reter. Permitimo-nos lembrar algumas dessas perguntas antes de tratar da questão que nos propusemos neste artigo. Ensina o Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã, aprovado pelos bispos da província meridional do Brasil, reunidos no santuário de Nossa Senhora Aparecida em 3 de setembro de 1903 (Vozes, Petrópolis, 69ª ed., 1951): — Quem é Deus? — Deus é um espírito perfeitíssimo, eterno, criador do céu e da terra. — Por que Deus é eterno? — Deus é eterno, porque sempre existiu, não teve princípio e não terá fim. — Por que Deus é criador? — Deus é criador, porque só ele criou e pode criar todas as coisas, e por ninguém foi criado. — Como criou Deus o mundo? — Deus criou o mundo com um simples ato de sua vontade, e pode criar muitos outros mundos, porque é onipotente. — De que fez Deus o mundo? — Deus fez o mundo do nada. Nestas cinco perguntas está explicado todo o enigma da existência do Universo. Ele cabe na cabeça de uma criança, porém não na cabeça de muitos sábios. Assim, um cientista de renome mundial escreveu recentemente um livro para provar que não é preciso recorrer a Deus para explicar a existência do Universo. E partiu precisamente da idéia do nada, afirmando que o nada produziu por si mesmo o Universo! Ao falarmos de cientistas, assustamos logo de entrada muitos leitores, que se julgam — com razão, em grande número de casos — ignorantes em matéria de ciência. Mas tranqüilizem-se: a ciência avançou tanto no último século, que, salvo um pequeníssimo número de especialistas, a grande maioria dos mortais é mesmo ignorante dos grandes desenvolvimentos científicos. E o próprio autor deste artigo, embora tenha curso universitário, se coloca entre os que não conseguem acompanhar as novas teorias que em todo momento aparecem. Isto não o impede de abordar a questão proposta, pois, apesar da complexidade da matéria, os estudos dos cientistas desfecham em apreciações da realidade que estão ao alcance de nossos olhos, ou apelam para princípios universais que mesmo uma criança pode perceber se estão certos ou errados. E é para pessoas de cultura comum, como a maioria dos leitores desta revista, que preparamos este artigo. “Se quiserem, podem chamar ‘Deus’as leis da ciência”… O físico inglês Stephen Hawking “é um cientista de grande fama, conhecido por sua terrível desgraça, até pelo público que não se interessa por astrofísica. Mais de uma vez foi visto na televisão com o seu pobre corpo devastado por uma doença degenerativa do sistema nervoso, que o obriga a andar numa cadeira de rodas e lhe permite comunicar-se apenas através de um sintonizador” (Stefano Zecchi no “Il Gornale”, de Milão, 3/9/2010). O fato de nos condoermos com sua situação pessoal não implica em concordarmos com suas teses científicas. Hawking nem sempre foi tão radical quanto se revela no livro O projeto grandioso (The Grand Design), recém-publicado em co-autoria com Leonard Mlodinov, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). O jornal “Times”, de Londres, apresentou dele largos extratos no início de setembro, antes que o volume chegasse às livrarias. No seu livro anterior, de 1988, intitulado Uma breve história do tempo, Hawking já se questionava sobre a compatibilidade entre um Deus criador e a compreensão científica do Universo, porém sem afirmá-la nem negá-la: “Se o Universo é contido em si mesmo, sem borda ou fronteira, não teria começo ou fim: simplesmente seria. Neste caso, qual o lugar de um criador?”. E acrescentava: “Se descobrirmos uma teoria completa, filósofos, cientistas e o público leigo tomariam parte na discussão de por que o Universo e nós existimos. Se encontrarmos a resposta, seria o grande triunfo da razão humana, pois então conheceríamos a mente de Deus” (apud Marcelo Gleiser, Hawking e Deus: relação íntima, “Folha de S. Paulo”, 12-8-2010, pág. A23). Mas no livro The Grand Design “a tese é radical: não há necessidade de um Deus para se compreender a formação do Universo e de nossa presença nesta Terra” – comenta Zecchi em seu artigo do “Il Giornale”. Hawking rejeita a teoria de Isaac Newton segundo a qual o Universo não teria podido formar-se de modo espontâneo, mas teria sido posto em movimento por Deus. Em junho deste ano, durante uma série televisiva do Canal 4 da Inglaterra, Hawking declarou não acreditar na existência de um Deus pessoal: “A questão é: a forma pela qual o Universo teve origem resulta de uma escolha feita por Deus por razões que não podemos compreender, ou foi determinada pelas leis da ciência? Eu creio na segunda hipótese. Se quiserem, podem chamar ‘Deus’as leis da ciência, mas não será um Deus pessoal com o qual [os homens] poderiam se encontrar, e ao qual poderiam apresentar pedidos”(apud Pietro Vernizzi, site Il Sussidiario, 3-9-2010). Seria uma forma peculiar de panteísmo, que não estaria propriamente no Universo, mas nas leis da ciência que o regem; e que, segundo ele pensa, pré-existem em relação ao Universo e permitem que ele surja espontaneamente do nada. Hawking afirma: “A criação espontânea é a razão pela qual existe alguma coisa e não o nada, pela qual o Universo existe, pela qual nós existimos. Graças à lei da gravidade, o Universo pode criar-se e se cria do nada. É inútil, portanto, apelar para Deus como causa, para fazê-lo mover o céu e acionar a mola do mecanismo do Universo”. O “nada” de onde tudo vem… Em dois artigos na “Folha de S. Paulo”, o brasileiro Marcelo Gleiser, professor de Física teórica no Dartmouth College (Hanover, EUA), rebate as teses de Hawking do ponto de vista científico. No artigo de 12 de setembro, já citado, ele indica a procedência dessas teses: “Hawking afirma que tem novos argumentos que colocam Deus para escanteio de vez. Será? “A idéia dele, que já circula desde os anos 70, vem do casamento da relatividade [de Einstein] e da mecânica quântica para explicar a origem do Universo, isto é, como tudo veio do nada. “Primeiro, usamos as propriedades atrativas da gravidade para mostrar que o cosmo é uma solução com energia zero (o ‘nada’ de onde tudo vem) das equações que descrevem sua evolução. “Segundo, como na mecânica quântica (que descreve elétrons, átomos etc.) tudo flutua, o Universo pode ser resultado de uma flutuação de energia nula a partir de um universo que ‘contém’todos os universos possíveis, o multiverso”. Gleiser comenta: “É lamentável que físicos como Hawking estejam divulgando teorias especulativas como quase concluídas. A euforia na mídia é compreensível: o homem quer ser Deus. “O desafio das teorias a que Hawking se refere é justamente estabelecer qualquer traço de evidência observacional, até agora inexistente. Não sabemos nem mesmo se essas teorias fazem sentido. Certas noções, como a existência de um multiverso, não parecem ser testáveis”. Ora, uma teoria científica só pode ser aceita se forem apresentadas comprovações experimentais. Por isso, conclui Gleiser nesse artigo: “A existência de uma teoria final é incompatível com o caráter empírico da física, baseado na coleta gradual de dados. Não vejo como poderemos ter certeza de que uma teoria final é mesmo final. Como nos mostra a história da ciência, surpresas ocorrem a toda hora. Talvez esteja na hora de Hawking deixar Deus em paz”. Gleiser toca num ponto para o qual acenamos aqui apenas de passagem: Sendo a inteligência do homem limitada, por mais que avancem os estudos da física, jamais o homem chegará à compreensão final, última, da matéria, do fenômeno da vida, da alma espiritual; numa palavra, do Universo criado. Só a mente divina compreende tudo até o fim. Por mais que o homem progrida nos seus conhecimentos, desfechará sempre no mistério, que lhe abrirá novas portas para a investigação, sem que jamais chegue à compreensão total e final. Com Deus é diferente. Não só foi capaz de criar este mundo, com todas as suas complexidades, como poderia criar muitos outros mundos, porque é onipotente. Isso, que desconserta os sábios, as crianças aprendem no Catecismo… Nossa Terra não seria um fenômeno raro no Universo Em sua recensão do livro de Hawking, Stefano Zecchi observa que ele apresenta uma segunda ordem de argumentos para tentar mostrar que não há nenhum intuito sapiencial que postule a intervenção de um ser divino na existência do Universo: “Hawking recorda a descoberta, em 1992, de um planeta que orbita uma estrela de modo semelhante ao da Terra em torno do Sol. Isto confirma, a seu juízo, que o caso terrestre não é único. Ora, considerando que é altamente provável que não só existam outros planetas semelhantes à Terra, mas inclusive outros universos, Hawking se pergunta: se Deus tivesse querido criar o Universo com a finalidade de criar o homem, que sentido teria acrescentar todo o resto?”. É precisamente a este tema que Marcelo Gleiser consagra o segundo artigo que escreveu, sob o título “Quão rara é a vida?” (“Folha de S. Paulo”, 19-9-2010, pág. A23). Diz ele: “Outro argumento que Hawking usou é que o Universo é especialmente propício à vida, em particular à vida humana. Mais uma vez vejo a necessidade de apresentar um ponto de vista contrário. Tudo o que sabemos sobre a evolução da vida na Terra aponta para a raridade dos seres vivos complexos. Estamos aqui não porque o Universo é propício à vida, mas apesar de sua hostilidade. “Note-se que, ao falarmos sobre vida, temos de distinguir entre vida primitiva (seres unicelulares) e vida complexa. Vida simples, bactérias de vários tipos e formas, deve mesmo ser abundante no Cosmos”. Gleiser aceita, portanto, a existência de seres unicelulares espalhados pelo Cosmos. Mas não há nenhum fato que comprove isso, posto que, como ele mesmo admite e é óbvio, “o único exemplo de vida que conhecemos” é aqui na Terra. Em todo caso, ele prossegue: “Devemos lembrar que seres multicelulares são mais frágeis, precisando de condições estáveis por longos períodos. Não é só ter água e a química correta. O planeta precisa ter uma órbita estável e temperaturas que não variem muito. Só temos as quatro estações e temperaturas estáveis porque nossa Lua é pesada. Sua massa estabiliza a inclinação do eixo terrestre (a Terra é um pião inclinado de 23,5°), permitindo a existência de água líquida durante longos períodos. Sem a Lua, a vida complexa seria muito difícil. “A Terra tem também dois ‘cobertores’ que a protegem contra a radiação letal que vem do espaço: o seu campo magnético e a camada de ozônio. Viver perto de uma estrela não é moleza. Precisamos de seu calor, mas ele vem com muitas outras coisas nada favoráveis à vida. “Quem afirma que o Universo é propício à vida complexa deve dar uma passeada pelos outros planetas e luas do nosso Sistema Solar. “Ademais, o pulo para a vida multicelular inteligente também foi um acidente dos grandes. A vida não tem um plano que a leva à inteligência. A vida quer apenas estar bem adaptada ao seu ambiente. Os dinossauros existiram por 150 milhões de anos sem construir rádios ou aviões. Portanto, mesmo que exista vida fora da Terra, a vida inteligente será muito rara. Devemos celebrar nossa existência por sua raridade, e não por ser ordinária”. Não deixa de causar perplexidade que uma mente tão privilegiada como a de Hawking não tenha presente dados tão conhecidos como os que Gleiser recorda. E nem mesmo se pergunta como é que da matéria inanimada se passou para os primeiros seres vivos unicelulares, e daí todo o resto, até chegar à vida racional. Não trataremos aqui da explicação dada pela teoria de Darwin, pois nos desviaria desta temática. Os interessados por esta questão podem ler o artigo de Luis Dufaur, intitulado Evolucionismo: Teoria sem fundamento científico — Rejeição e ultraje ao Criador, publicado nesta revista (Nº 705, setembro/2009) De qualquer modo, termina aqui a explanação de Gleiser, sem dúvida por desejar permanecer no seu campo próprio de cientista e não ser acusado de adentrar pela filosofia e teologia. Mas nós, que não estamos adstritos ao campo das ciências naturais, podemos — e devemos — fazê-lo, posto que elas não esgotam a explicação do Universo.’ Finalidade do homem: a contemplação sacral do Universo Após mencionar a pergunta de Hawking sobre por que Deus criou todo o Universo, se seu intuito fosse apenas colocar o homem num planeta adequado para a vida humana, Stefano Zecchi observa judiciosamente: “Qual o sentido, qual o significado do Universo, do homem? A pesquisa científica tenta (sempre tentou) prender numa jaula esse fastidioso, cientificamente inoportuno significado [do Universo] e jogar fora a chave. Mas enquanto existir o homem, essa jaula nunca poderá ser trancada, porque, enquanto existir o homem, que tem o lume da razão, ele não renunciará a perguntar-se sobre o significado da vida e da morte, do mal e da beleza”. Aí está a resposta para a pergunta de Hawking: Deus não fez o mundo apenas para atender às necessidades vegetativas e animais do homem, mas para que ele, contemplando o Universo, conhecesse, amasse e servisse o seu Criador, e nessa contemplação sacral alcançasse o grau de felicidade possível nesta Terra, prelúdio da felicidade eterna no Céu. O leitor encontrará valiosíssimas considerações sobre o assunto no livro A inocência primeva e a contemplação sacral do universo no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira (Artpress, São Paulo, 2008, 320 pp.), cuja leitura recomendamos vivamente. É desse livro que extraímos o trecho de São Boaventura, no quadro acima). É uma pena que este livro não esteja ainda publicado em inglês, para enviarmos um exemplar ao professor Stephen Hawking. Poderia ajudá-lo a resolver o problema criteriológico em que se debate, o qual é muito mais grave que a doença neurológica atroz que o atormenta. Que Deus tenha pena de sua alma e de seu corpo! E aqui entra mais uma vez o papel da teologia, que soube compendiar os mais altos princípios em fórmulas lapidares, e as oferece às crianças a partir do despertar da razão. No Catecismo de preparação para a Primeira Comunhão, uma pergunta fundamental e uma resposta simples: — Para que fim foi criado o homem? — O homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, e depois gozá-lo para sempre no outro. Isto é, na vida eterna e bem-aventurada, vendo a Deus Uno e Trino face a face, convivendo com os anjos e os santos; especialmente com aquela Virgem coroada de doze estrelas, Maria Santíssima, que junto ao supremo Senhor Jesus Cristo — a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade — reinará com Ele por todos os séculos sem fim. CATOLICISMO. Deus criou o universo do nada. São Paulo: Padre Belchior, Nov. 2010. #frase #antonioaugusto #Deus #Ele #SãoPaulo #JesusCristo #Senhor #ef #sem #instaurareomnia #bela #Alma #nosso #borelli

  • Cura imediata e inexplicável

    Comissão Médica aprova milagre Os médicos e teólogos consultados pela Congregação para as Causas dos Santos, reunidos no mais estrito sigilo, estimaram que a cura da freira francesa Marie Simon-Pierre, que sofria de mal de Parkinson, foi “imediata e inexplicável”. A comissão liderada pelo médico particular de Bento XVI, Patrizio Polisca, aprovou o milagre apresentado. A freira francesa, que era enfermeira, curou-se inexplicavelmente após suas orações e pedidos a João Paulo II poucos meses depois de sua morte, em abril de 2005. A aprovação dos especialistas deverá ser ratificada por uma comissão de cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos. A beatificação é o primeiro passo no caminho para a canonização, que exige a prova de intercessão em dois milagres. No dia 19 de dezembro de 2009, o papa Bento XVI aprovou as “virtudes heróicas” do papa polonês João Paulo II venerado já em vida. Com elas, iniciou-se a investigação do “milagre” atribuído, que deve ser examinado por várias comissões. O processo de beatificação de João Paulo II foi iniciado por Bento XVI dois meses após a morte, no dia 2 de abril de 2005, de seu predecessor. Fonte: http://www.cnbb.org.br #elas #estrito #aprovou #falecido #inexplicável #consultada #aprova #beatificação #Cura #médico #informaram #comunicação #PapaBentoXVI #virtudes #br #pela #aprovação #Congregação #deverá #ontem #joãopaulo #liderada #abril #Marie #freira #mariesimon #Comissão #inexplicavelmente #XVI #sua #milagre #Papa #sigilo #simonpierre #pontífice #foi #uma #Santos #imediata #Pierre #dia #Paulo #apresentado #sofria #Causas #João #Patrizio #Médica #enfermeira #Simon #significativamente #estimaram #Polisca #Predecessor #morte #atribuído #Parkinson #assim #avança #Bento

  • Abstinência antes do casamento melhora a vida sexual, diz estudo

    COMPORTAMENTO – Pesquisa de universidade americana ouviu duas mil pessoas; satisfação com aspecto sexual foi 15% maior entre casais que esperaram – Casais que praticaram abstinência teriam relacionamento mais estáveis 28 de dezembro de 2010 | 10h 09 Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia. Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais. As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores). Para os casais que ficaram no meio do caminho – tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento – os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias. Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta “Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?”. Religiosidade Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material. “Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo”, diz ele. “Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento.” O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento. “Casais que chegam à lua de mel cedo demais – isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento – frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis.” Por: BBC Brasil Fonte: Estadao #longo #pesquisa #além #COMPORTAMENTO #esperaram #seu #demais #praticaram #Ajuda #comunicação #satisfatória #publicado #Ele #Isso #tendo #ter #deram #pela #JesusCristo #dean #Abstinência #também #deanbusby #cedo #Satisfação #Family #estudo #qualidade #ouviu #noite #familypsychology #dias #relacionamento #feito #foi #casamento #uma #diz #Tempo #Até #pessoas #maior #teriam #Americana #esperam #foram #Psychology #Igreja #dezembro #universidade #Casais #brighamyoung #acabam #estabilidade #Psicologia #com #Associação #Journal #científica #assim #religiosidade

  • Liturgia da Palavra: Natal do Senhor

    Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração SÃO PAULO, quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o comentário à liturgia do Natal do Senhor – Leituras: Noite: Is 9,1-6; Tt  2,11-14; Lc 2,1-14; Aurora: Is 62, 11-12; Tt 3, 4-7; Lc 2, 15-20; Dia: Is 52, 7-10; Hb 1, 1-6; Jo 1, 1-18 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes – São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, sempre às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT. * * * NATAL DO SENHOR “Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo Senhor!” Leituras: Noite: Is 9,1-6; Tt  2,11-14; Lc 2,1-14 Aurora: Is 62, 11-12; Tt 3, 4-7; Lc 2, 15-20 Dia: Is 52, 7-10; Hb 1, 1-6; Jo 1, 1-18 “A festa de hoje renova para nós os primeiros instantes da vida sagrada de Jesus, nascido da Virgem Maria. E enquanto adoramos o nascimento do nosso Salvador, celebramos também o nosso nascimento. Efetivamente, a geração de Cristo é a origem do povo cristão. O natal da cabeça é também o natal do corpo” (São Leão Magno, LH, dia 31 de Dez). Será que nos surpreendem essas afirmações tão categóricas sobre a participação de todo o povo cristão e de cada fiel no mistério do nascimento de Cristo em força do batismo e do dom do Espírito Santo? Talvez sim… E de certo modo, a responsabilidade é nossa… Pois talvez estejamos de fato bem longe do horizonte de Deus por causa de uma visão redutiva das festas litúrgicas, consideradas como simples memória devota e emocional dos acontecimentos da vida de Jesus que elas celebram. Se reduzidas a esta limitada compreensão, as celebrações litúrgicas podem até ser capazes de suscitar nossa admiração, nossa devota compaixão em relação à solidariedade de Jesus para conosco, do pobre amparo de Belém até à generosa e cruel morte na cruz. Mas esses eventos estariam inevitavelmente relegados ao tempo passado. Seriam apenas fatos de ontem. Pelo contrário as palavras do grande bispo e papa de Roma do século V, afirmam que o nascimento de Jesus é também o nosso nascimento para a vida nova em Deus. Que aquele evento é o nosso, hoje! Que nós estamos ainda nascendo com ele e ele em nós, pela potência do mesmo Espírito Santo que o gerou no seio da virgem Maria. Papa Leão nos proporciona o centro da boa nova evangélica, da fé e da experiência cristã. Cabe destacar que quando ele propunha dessa forma os alicerces da nossa identidade cristã e da nossa esperança, não estava falando apenas para um grupo escolhido de estudantes de faculdade de teologia, mas partilhando sua fé e alegria de pastor com o povo simples de Roma, enquanto estava oferecendo sua homilia na solenidade do Natal! Esta é a boa nova cantada pelos anjos na noite luminosa de Belém ao anunciar o nascimento de Jesus aos pobres pastores. Este é o âmago do Evangelho, anunciado pelo próprio Jesus, pregado pelos apóstolos e com tanto destaque evidenciado por Paulo nas suas cartas, proclamado e celebrado na liturgia deste santo tempo de Natal. Em Jesus, pelo dom do Espírito Santo derramado em nós pelo batismo, todos recebemos novamente a condição de filhos e filhas do Pai, e nos tornamos partícipes da sua mesma vida! “Hoje Jesus Cristo nasceu, apareceu o Salvador!”. Esta profissão de fé e este grito de alegria destacam a perene atualidade do evento da Encarnação do Verbo/Palavra de Deus, e atravessam como um refrão de fundo toda a liturgia eucarística e a liturgia das horas do tempo de Natal até a solenidade da Epifania. “Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade! – acrescenta o mesmo papa Leão – E já que participas da natureza divina, não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra-te de que Cabeça e de que corpo és membro…. Pelo sacramento do batismo te tornaste templo do Espírito Santo. Não expulses com más ações tão grande hóspede” (São Leão  Magno, LH, Natal do Senhor). O Natal de Jesus é o início do processo do nosso nascimento. É como a gestação que vai formando o corpo inteiro de Cristo, que é a Igreja, Ele que é a cabeça e o coração da mesma, segundo a mística visão de Paulo. Este corpo está formando-se e crescendo em nós até alcançar sua maturidade no fim dos tempos. Até àquela misteriosa meta que somente o Pai conhece, continuaremos sofrendo as dores do parto, na espera do nascimento da nova criatura, e ao mesmo tempo, gozando da alegria do seu próximo aparecer na cena da história (cf. Rm 8, 22-25). Este processo que vai formando em nós a nova personalidade segundo o Espírito de Deus, acompanha a nossa progressiva conformação a Cristo, através da experiência transformadora da sua páscoa (cf. 2 Cor 5, 17). Os textos litúrgicos do tempo natalino destacam a vinda do Senhor que “vem com potência”, e ao mesmo tempo com humildade e simplicidade. É o paradoxo do amor de Deus, que em extrema solidariedade para conosco, assume com o Verbo Encarnado toda nossa fraqueza, carregando sobre si nossos pecados, renovando até a raiz nossa inconsistência de criaturas pecadoras e nos doando sua própria vida. Com grande estupor e alegria a Igreja canta esta extraordinária reviravolta da situação humana em Cristo: “Admirável intercâmbio! O criador da humanidade, assumindo corpo e alma, quis nascer de uma Virgem. Feito homem, nos doou sua própria divindade” (Oitava de Natal – Vésperas e Prefácio 3 de Natal). A partir da contemplação deste centro do Mistério da Encarnação, a liturgia deste tempo faz emergir muitos aspectos da fé da Igreja, da sua esperança, do seu amor esponsal por Cristo, assim como de seu materno carinho e preocupação para com todas as pessoas humanas. Esses mesmos aspectos emergem e tornam a encontrar-se com ricas variações, como temas de fundo de uma grande sinfonia. As modalidades de expressar a fé (lex credendi) e as modalidades de celebrar o mistério de Cristo (lex orandi), se iluminam e se alimentam reciprocamente. Natal é o tempo de nos aproximar-nos e ficarmos contemplando em silêncio o amor do Pai revelado no menino de Belém. Nele vislumbramos a antecipação profética de Jesus, cheio de compaixão pelos pobres e pecadores, e de Jesus que na cruz, com a última gota do seu sangue, derrama o Espírito renovador do universo. A Páscoa com seu drama de amor sacrificado, de despojamento de toda glória divina até a descida nas profundezas da morte, e de vida nova pelo poder do Espírito, atua e revela plenamente o mistério do Natal. A Igreja, como sábia mãe e mestra de vida, nos convida a mergulharmos neste mistério central da história da salvação. Em maneira excepcional nos proporciona a oportunidade de celebrar três vezes a eucaristia na noite-dia de Natal e de ficar contemplando o mistério do nascimento de Jesus por oito dias, quase como para saborear aos poucos o dom de Deus, gota à gota. O número oito, no simbolismo bíblico e litúrgico, diz plenitude. O dom de Deus em Cristo é total e inesgotável, porém nossa experiência dele é sempre parcial e incipiente. Os dias “normais” que seguem à festa guardam em si mesmos o dinamismo da plenitude, e transmitem à vida cristã de cada dia o sabor da festa autêntica, na espera da definitiva. Para alimentar em profundidade o caminho espiritual pessoal e dar consistência e eficácia espiritual ao ministério pastoral, seria importante cultivar uma meditação atenta, de conjunto da liturgia eucarística – assim como da liturgia das horas – do inteiro ciclo da manifestação do Senhor, de Natal até a Epifania. O olhar da Igreja é essencialmente contemplativo, enquanto mira a transformação interior da pessoa e do mundo através da ação, do testemunho e do desenvolvimento da missão, que caracterizam toda verdadeira experiência da fé. Redescobrir, através do mistério do Natal, a centralidade da Palavra de Deus na vida da Igreja e na própria vida pessoal significa também redescobrir o sentido do recolhimento e da tranquilidade interior, do silêncio que guarda o mistério de Deus, como Maria que “guardava esses fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,16; missa da aurora). O clima de festa destes dias nas assembleias litúrgicas e nas famílias poderá ser autêntico se porventura faltar a doce companhia do silêncio interior que o torne fecundo? O Advento destacou a aliança de Deus com Israel, acompanhada pelas promessas e a espera do Messias. Igualmente destacou o caminho na história do novo povo de Deus que é a Igreja de Cristo, a qual vive em comunhão com ele, enquanto espera sua vinda definitiva. O Natal celebra o cumprimento das promessas de Deus e a participação de todas as criaturas humanas em Cristo à vida divina, como filhos e filhas. A Epifania, com a narração simbólica da visita e da adoração dos reis magos vindos do oriente, destaca que o dom de Deus em Cristo é estendido a todos os povos, culturas e pessoas. As três etapas deste tempo litúrgico constituem um verdadeiro caminho espiritual, pessoal e comunitário, e destacam as atitudes espirituais que é preciso cultivar ao longo da vida. Percorrendo este caminho com a Igreja e contemplando no presépio o menino Jesus, descobriremos, à luz da Palavra de Deus e da fé, que a manjedoura é algo mais significativo do que uma comovente reconstrução cênica do nascimento de Jesus na pobreza. É o lugar da presença permanente de Deus no meio de nós, e o lugar do nosso nascimento para a vida e para o estilo de Deus, como indivíduos e como comunidade: vida de amor e estilo de humildade, de nudez e de paz. Os textos evangélicos de Lucas (missas da noite e da aurora), as leituras do profeta Isaías (missas da noite, da aurora e do dia), e as cartas de Paulo (missas da noite, da aurora e do dia), compõem na maior parte a Liturgia da Palavra das missas do Natal. Nos introduzem na contemplação, com um movimento progressivo, à presença cuidadosa e fiel de Deus na história para seus filhos e filhas. Mostram como ele realiza seu desígnio de amor até o cumprimento pleno em Cristo de maneira unitária, progressiva, e sempre surpreendente, além das expectativas dos homens e das mulheres. “O Novo Testamento, afirmava Santo Agostinho, está escondido no Antigo, e o Antigo se torna claro plenamente no Novo”. Este é o critério hermenêutico, iluminado pela fé, segundo o qual os textos dos profetas acompanham, com maravilhosa sintonia, as leituras dos Evangelhos e as cartas do apóstolo na liturgia do Natal. Em nós “acontece” ainda esta palavra de vida e encontra seu cumprimento. Pois, afirma São Gregório Magno, “A Palavra de Deus cresce com quem a lê”. O Evangelho de João, proclamado na missa do dia, nos faz subir até o mistério da comunhão íntima do Verbo divino com o Pai, e nos faz vislumbrar quanto próximo a nós se tornou o mesmo Verbo de Deus, ao assumir nossa condição humana e nos doar sua própria vida divina. “A Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Esta mesma Palavra, que é o próprio Jesus, Verbo de Deus encarnado, nos revela o coração do Pai e nos introduz na vida dele pelo dom do seu Espírito. “A todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus … E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigénito, cheio de graça e de verdade… Da sua plenitude todos nós recebemos graça por graça” (Jo, 1, 12; 14; 16). Natal, tempo da manifestação do Senhor na fraqueza humana, tempo de contemplação e de estupor frente a este mistério de amor, tempo de louvor e agradecimento, tempo de empenho, de testemunho e de serviço no estilo potente e humilde de Deus. “Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso filho, que se dignou assumir a nossa humanidade” (Oração da missa do dia) #Festa #instantes #Deus #santoanselmo #virgem #quintafeira #batismo #liturgiadominical #feiras #fiel #noite #mogidascruzes #talvez #aurora #emanuele #hoje #DeCristo #lc2 #monge #renova

  • Papa não mudou nada da doutrina sobre preservativo

    Esclarecimento da Congregação para a Doutrina da Fé CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 21 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI não alterou em nenhum ponto a doutrina referente ao uso do preservativo, exposta na Humanae vitae, nem o aceitou simplesmente como um “mal menor” que relativiza a condenação da prostituição. Este é o esclarecimento feito pela Congregação para a Doutrina da Fé, em uma nota divulgada hoje, com o título Sobre a banalização da sexualidade. A propósito de algumas leituras de “Luz do mundo”. Nela, a Congregação se posiciona frente às “diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual”, a partir da publicação do livro-entrevista a Bento XVI. O pensamento do Papa “foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos em que se alude à sexualidade humana”. Algumas interpretações, sublinha a nota, “apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja – hipótese esta que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação”. “Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição, não constituem uma alteração da doutrina moral nem da práxis pastoral da Igreja”, afirma a nota. Moral conjugal A Congregação sublinha que, em suas palavras sobre o preservativo, o Papa “não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção”. “Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no nº 14 da encíclica Humanae vitae“, que exclui o uso do preservativo como meio anticoncepcional. “A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento”, acrescenta a nota. Prostituição Em suas declarações, o Papa “refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral”. Em sua visão da prostituição, esclarece a nota, a postura da Igreja é de condenação: “A prostituição há de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas”. No entanto, no caso de pessoas infectadas com o vírus da AIDS e conscientes disso, “além do pecado grave contra o sexto mandamento, cometem um também contra o quinto, porque conscientemente põem em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública”. A respeito disso, o Papa afirmou que “os preservativos não constituem ‘a solução autêntica e moral’ do problema do HIV-AIDS e afirma também que ‘concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade'”. “Além disso, é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado”; e; assim; o Papa disse que “o recurso ao preservativo, ‘com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode, entretanto, representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana'”. “Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: ‘Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV'”, acrescenta a nota. Mal menor? Com relação a certas interpretações das palavras do Papa, apoiadas na teoria do chamado “mal menor”, a Congregação esclarece que tal teoria “é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista”. “Toda a ação que pelo seu objeto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição, valendo-se do preservativo, pode ser licitamente escolhida como mal menor”, sublinha a nota. “A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição, mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade”, acrescenta. Em resumo, a nota afirma que “os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do pacto conjugal”. Da mesma forma, “é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque – como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor”. #PapaBentoXVI #pela #nem #ao #norma #feito #foi #paulovi #meio #HumanaeVitae #fins #Humana #fala

  • Pregador do Papa: “A resposta cristã ao racionalismo”

    Terceira meditação do Pe. Cantalamessa diante do Papa e da Cúria Romana CIDADE DO VATICANO, domingo, 19 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Publicamos a terceira meditação do Advento do Pe. Raniero Cantalamessa OFM cap, pregador da Casa Pontifícia, pronunciada na sexta-feira passada, diante de Bento XVI e da Cúria Romana. * * * Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. 3ª Pregação do Advento “ESTAI SEMPRE PRONTOS A DAR A RAZÃO DA VOSSA ESPERANÇA.” (1 Pe 3,15) A resposta cristã ao racionalismo 1. A razão usurpadora O terceiro obstáculo que faz parte da cultura moderna, “refratária” ao Evangelho, é o racionalismo. Sobre isso falaremos nesta última meditação do Advento. O cardeal e, agora, Beato John Henry Newman, deixou-nos um discurso memorável, proferido em 11 de dezembro de 1831, na Universidade de Oxford, intitulado The Usurpation of Raison, a usurpação ou a prevaricação da razão. Neste título já está a definição do que entendemos como racionalismo1. Numa nota explicativa a este discurso, escrita no prefácio à sua terceira edição, de 1871, o autor explica o que quer dizer com esse termo. Por usurpação da razão – diz – se entende “certo abuso generalizado dessa faculdade quando se fala de religião sem um conhecimento íntimo ou sem o respeito devido aos princípios fundamentais desta. Essa ‘razão’ é chamada ‘sabedoria do mundo’ nas Escrituras é a compreensão de religião dos que têm a mentalidade secularista e se baseiam em máximas do mundo, que lhes são intrinsecamente alheias” 2. Em outro de seus sermões na universidade, intitulado “Fé e Razão comparadas”, Newman ilustra por que a razão não pode ser o juiz supremo em matéria de religião e de fé, com a analogia da consciência: “Ninguém – escreve – dirá que a consciência se opõe à razão, ou que seus preceitos não podem ser apresentados em forma de argumento; no entanto, quem, a partir disso, argumentará que a consciência não é um princípio original, mas que, para atuar, precisa atender o resultado de um processo lógico-racional? A razão analisa os fundamentos e os motivos da ação, sem ser ela mesma um destes motivos. Portanto, a consciência é um elemento simples da nossa natureza e, no entanto, suas operações admitem ser justificadas pela razão, sem com isso depender realmente dela […]. Quando se diz que o Evangelho exige uma fé racional, pretende-se dizer somente que a fé concorda com a reta razão em abstrato, mas não que seja realmente seu resultado”3. Uma segunda analogia é a da arte. “O crítico de arte – escreve – avalia o que ele mesmo não sabe criar, assim também a razão pode dar sua aprovação ao ato da fé, sem por isso ser a fonte da qual a fé emana”4. A análise de Newman possui recursos novos e originais; destaca a tendência, imperialista, por assim dizer, da razão a submeter todo aspecto da realidade aos próprios princípios. É possível, entretanto, considerar o racionalismo ainda de um outro ponto de vista, intimamente ligado ao anterior. Para ficar na metáfora política empregada por Newman, podemos definir como atitude de isolamento, de fechar-se a essa mesma razão. Isso não consiste tanto em invadir o campo de outros, mas em não reconhecer a existência de outro campo fora do seu próprio. Em outras palavras, na negação de que possa haver verdade fora da que passa através da razão humana. Desse modo,o racionalismo não nasceu com o iluminismo. É uma tendência contra a qual a fé sempre teve de lidar. Não só a fé cristã, mas também a hebraica e a islâmica, pelo menos na IdadeMédia, conheceram esse desafio. Contra essa afirmação de absolutismo da razão, levantose em cada época a voz não só de homens de fé, mas também de militantes no campo da razão, filosofia e ciência. “O ato supremo da razão, escreveu Pascal, está em reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a sobrepassam.”5 No mesmo instante em que a razão reconhece seu limite, ela o rompe e o supera. É por obra da razão que se produz este reconhecimento que é, por isso, um ato puramente racional. Essa é, literalmente, uma “douta ignorância”6. Um ignorar “com conhecimento de causa”, sabendo que se está ignorando. Devemos, portanto, dizer que estabelece um limite para a razão e a humilha aquele que não reconhece nela esta capacidade de transcender-se. “Até agora, escreveu Kierkegaard, sempre se falou assim: ‘Dizer que não se pode entender esta coisa ou aquela não satisfaz a ciência que deseja conhecer’. Esse é o erro. É preciso dizer exatamente o oposto: onde a ciência humana não quer reconhecer que há algo que ela não pode compreender ou – ainda mais preciso – qualquer coisa que da qual a ciência, pode entender com clareza ‘que não pode entender’, então tudo estará desordenado. É, portanto, uma tarefa do conhecimento humano compreender que existem essas coisas e quais são essas coisas que ela não pode compreender.”7 2. Fé e sentido do sagrado Espera-se que este tipo de desafio mútuo entre fé e razão continue no futuro. É inevitável que cada época refaça o o caminho por conta própria, mas nem os racionalistas converterão as pessoas de fé e nem serão convertidos por elas. É preciso encontrar uma maneira de romper com esse círculo e liberar a fé desse gargalo. Em todo esse debate sobre a razão e a fé, é a razão que impõe sua escolha e força a fé, por assim dizer, a jogar fora de casa e na defensiva. Disso, o cardeal Newman estava bem consciente, e, em outro de seus discursos universitários, adverte contra o risco da mundanização da fé em seu desejo de correr atrás da razão. Ele dizia entender, embora sem poder aceitar plenamente, as razões dos que são tentados a separar completamente a fé da investigação racional, por causa do “antagonismo e das divisões fomentadas da argumentação e debates, a confiança orgulhosa que geralmente acompanha o estudo das provas apologéticas, a frieza, o formalismo, o espírito secularista e carnal, enquanto a Escritura fala da religião como de uma vida divina, radicada no afeto e manifestada na graça espiritual”8. Em todo trabalho de Newman sobre a relação entre razão e fé, então não menos debatida que hoje, há uma ressalva: não é possível combater um racionalismo com outro, talvez contrário. É necessário encontrar outro caminho que não pretenda substituir a da defesa racional da fé, mas, que, pelo menos, a acompanhe, ainda porque os destinatários do anúncio cristão não são os intelectuais, capazes de envolver-se nesse tipo de confronto, mas a massa de pessoas comuns indiferente a isso e mais sensível a outros argumentos. Pascal propunha o caminho do coração: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”9; os românticos (Schleiermacher, por exemplo) propunham o do sentimento. Ainda existe, penso, um caminho a percorrer: a da experiência e do testemunho. Não pretendo aqui falar da experiência pessoal, subjetiva, da fé, mas de uma experiência universal e objetiva que podemos, por isso, fazer valer mesmo no confronto com pessoas alheias à fé. Ela não nos leva à fé plena e salvadora, a fé em Jesus Cristo morto e ressuscitado, mas pode ajudar a criar nessas pessoas a base que é a abertura ao mistério, a percepção de algo que está acima do mundo e da razão. A contribuição mais notável que a moderna fenomenologia da religião ofereceu à fé, principalmente na forma que ela toma na clássica obra de Rudolph Otto, “O Sagrado”10, é ter demonstrado que a afirmação tradicional que de existe algo que não se explica com a razão, não é um pressuposto teórico ou de fé, mas um dado primordial de experiência. Existe um sentimento que acompanha a humanidade desde seus primórdios até o presente em todas as religiões e culturas: o autor o chama de o sentimento do numinoso. (No intuito de elucidar as características irracionais peculiares do sagrado, o autor cria o neologismo numinoso, derivado do termo latino numen, que significa deidade ou influxo divino. Explica ele que o elemento numinoso pode ser identificado como um princípio ativo presente na totalidade das religiões, portador da ideia do bem absoluto. Quando se refere ao numinoso, esclarece que é “uma categoria especial de interpretação e de avaliação e, da mesma maneira, de um estado de alma numinoso que se manifesta quando esta categoria se aplica, isto é, sempre que um objeto se concebe como numinoso”, N. da T.) 11. Esse é um dado primário, irredutível a qualquer outro sentimento ou experiência humana; toma o homem como uma emoção quando, por qualquer circunstância externa ou interna a ele, se encontra diante da revelação do mistério “tremendo e fascinante” do sobrenatural. Otto designa o objeto desta experiência com o adjetivo “irracional” (o subtítulo da obra é “Sobre o Irracional na Ideia do Divino e sua Relação com o Irracional”); mas toda a obra demonstra que o sentido que ele dá ao termo “irracional” não é o de “contrário à razão”, mas o de “além da razão”, de não traduzível em termos racionais. O numinoso se manifesta em graus diferentes de pureza: do estado mais bruto, que é a reação mais inquietante suscitada pelas histórias de espíritos e fantasmas, ao estado mais puro, que é a manifestação da santidade de Deus – o Qadosh bíblico – como na célebre cena da vocação de Isaías (Is. 6, 1ss). Se é assim, a evangelização do mundo secularizado passa também pela recuperação do sentido do sagrado. O terreno de cultura do racionalismo – sua causa e, ao mesmo tempo, seu efeito – é a perda do sentido do sagrado. É necessário, por isso, que a Igreja ajude os homens a subir a montanha e redescobrir a presença e a beleza do sagrado no mundo. Charles Péguy disse que “a assustadora penúria do sagrado é a marca profunda do mundo moderno”. Isso é evidente em cada aspecto da vida, mas especialmente na literatura e na linguagem de todos os dias. Para muitos autores, ser definido como “dessacralizado” não é mais uma ofensa, mas um elogio. A Bíblia foi acusada por vezes de ter “dessacralizado” o mundo por ter perseguido ninfas e divindades das montanhas, dos mares e dos bosques e ter feito destas simples criaturas a serviço do homem. Isso é verdade, mas foi justamente despojando-lhes desse falso pretexto de divindade que a Escritura pôde restituir-lhes sua genuína natureza de “sinal” do divino. A Bíblia combate a idolatria das criaturas, não sua sacralidade. Assim, “secularizado”, o criado tem agora mais poder de provocar a experiência do numinos e do divino. De uma experiência desse gênero carrega o sinal, em minha opinião, a célebre declaração de Kant, o representante mais ilustre do racionalismo filosófico: “Duas coisas enchem o coração de admiração e veneração, sempre novas e sempre crescentes, à medida que a reflexão se dirige e se consagra a elas: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim (…) o primeiro espetáculo, de uma inumerável multidão de mundos, aniquila, por assim dizer, a minha importância, por ser eu uma criatura animal que deve voltar à matéria de que é formado o planeta (um simples ponto no Universo) depois de (não se sabe como) ter sido dotada de força vital durante curto espaço de tempo. O segundo espetáculo, ao contrário, eleva infinitamente o meu valor, como o de uma inteligência por minha personalidade, na qual a lei moral me manifesta uma vida independente da animalidade e até mesmo de todo o mundo sensível (1994, p.102).”12 Um cientista vivo, Francis Collins, há pouco nomeado acadêmico pontifício, em seu livro “A Linguagem de Deus”, descreve assim o momento de sua volta à fé: “Numa bela manhã de outono, enquanto, pela primeira vez, passeando pela montanha, fui empurrado para o oeste do Mississipi, a majestosidade e beleza da criação venceram minha resistência. Entendi que a busca tinha chegado ao fim. Na manhã seguinte, quando o sol surgiu, ajoelhei-me sobre na grama molhada e me rendi a Jesus Cristo.”13 As mesmas descobertas maravilhosas da ciência e da tecnologia, ao invés de levarem ao desencantamento, podem chegar a ser ocasiões de admiração e de experiência do divino. O momento final da descoberta do genoma humano é descrito pelo próprio Francis Collins, que foi o chefe da equipe que chegou a tal descoberta, “uma experiência de exaltação científica e ao mesmo tempo de adoração religiosa”. Entre as maravilhas da criação, nada é mais maravilhoso que o homem e, no homem, sua inteligência criada por Deus. A ciência se desespera agora para tocar um limite extremo na exploração do infinitamente grandioso que é o universo e na exploração do infinitamente pequeno que são as partículas sub-atômicas. Alguns fazem desta “desproporção” um argumento a favor da inexistência de um Criador e da insignificância do homem. Para os crentes, esses são o sinal por excelência não só da existência, mas também dos atributos de Deus: a vastidão do universo é sinal de sua infinita grandeza e transcendência; a pequenez do átomo, da sua imanência e da humildade da sua encarnação, que o levou a fazer-se criança no seio de uma mãe e minúsculo pedaço de pão nas mãos do sacerdote. Mesmo na vida humana, não faltam ocasiões nas quais é possível fazer a experiência de uma “outra” dimensão: a paixão, o nascimento do primeiro filho, uma grande alegria. É preciso ajudar as pessoas a abrir os olhos e reencontrar a capacidade de surpreender-se. “Quem se surpreende, reinará”, afirma um ditado atribuído a Jesus fora dos Evangelhos14. No romance “Os Irmãos Karamazov”, Dostoiévski refere as palavras que o starets Zózimo, ainda um oficial do exército, fala aos presentes, no momento em que, tocado pela graça, renuncia a duelar com o adversário: “Senhores, olhai em volta os dons de Deus: este céu límpido, este ar puro, essa grama terna, estes passarinhos; a natureza é tão bela e inocente, enquanto nós, só nós, estamos longe de Deus e somos estúpidos e não compreendemos que a vida é um paraíso, uma vez que seria suficiente que quiséssemos compreender e, imediatamente aquilo se instauraria com toda sua beleza e nós nos abraçaríamos e romperíamos em lágrimas”15. Este é o verdadeiro sentido da sacralidade do mundo e da vida! 3. Necessidade de testemunhas Quando a experiência do sagrado e do divino chega súbita e inesperada de fora de nós e é acolhida e cultivada, torna-se experiência subjetiva vivida. Temos assim as “testemunhas” de Deus que são santos e, de modo especial, uma categoria destes, os místicos. Os místicos, segundo uma definição célebre de Dionísio o Areopagita, são aqueles que “padeceram Deus”16, isto é, participaram e viveram o divino. São, para o restante da humanidade, como exploradores que entraram primeiro, secretamente, na Terra Prometida e depois voltaram para contar o que tinham visto – “uma terra que mana leite e mel” – e exortar todo o povo a atravessar o Jordão (cf Num 14,6-9). Por meio deles, chegam a nós, nesta vida, os primeiros raios da vida eterna. Quando lemos seus escritos, parecem distantes e até ingênuos os mais sutis argumentos dos ateus e racionalistas! Nasce, na relação com estes últimos, um sentido de surpresa e até de lástima como diante de alguém que fala de coisas que não conhece. Como alguém que acreditasse ter descoberto contínuos erros de gramática num interlocutor e não se desse conta que este está simplesmente falando uma outra língua que ele não conhece. Mas não há nenhuma vontade de confronto, mesmo as palavras em defesa de Deus parecem, naquele momento, vazias e fora de lugar. Os místicos são, por excelência, aqueles que descobriram que Deus “existe”, e mais ainda, que não somente existe realmente como infinitamente mais real que aquilo que chamamos realidade. Foi precisamente de um destes encontros que uma discípula do filósofo Husserl, judia e ateia convicta, uma noite descobriu o Deus vivo. Falo de Edith Stein, depois Santa Teresa Benedita da Cruz. Hospedada por amigos cristãos, quando estes precisaram ausentar-se uma noite, sozinha na casa e sem saber o que fazer, tomou um livro da biblioteca dos amigos e começou a ler. Era a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Atravessou a noite lendo. Chegada ao final, exclamou simplesmente: “Esta é a verdade!” No início da manhã, foi à cidade para comprar um catecismo católico e um missal e, depois de tê-los estudado, dirigiu-se a uma igreja próxima e solicitou o Batismo ao sacerdote. Eu também fiz uma pequena experiência do poder que os místicos têm de fazer-nos tocar o sobrenatural. Era o ano em que se discutia muito o livro de um teólogo intitulado “Existe Deus? (“Existiert Gott?”); mas, terminada a leitura, poucos estavam preparados para trocar o ponto de interrogação do livro para o de exclamação. Indo a um congresso, tinha levado comigo o livro dos escritos da Beata Angela de Foligno, que eu ainda não conhecia. Fiquei literalmente deslumbrado; levava o livro comigo nas conferências, abria-o a cada intervalo e, no final, eu o fechei dizendo a mim mesmo: “Se Deus existe? Não só existe, mas é realmente fogo devorador!” Infelizmente, certa moda literária conseguiu neutralizar até a “prova” viva da existência de Deus que são os místicos. E o fizeram com um método único: não reduzindo seu número, mas aumentando-o; não restringindo o fenômeno, mas expandindo-o dramaticamente. Me refiro àqueles que, numa resenha sobre místicos, em antologias de seus escritos ou numa história da mística colocam lado a lado, como parte do mesmo gênero de fenômenos, São João da Cruz e Nostradamus; santos e excêntricos; mística cristã e cabala medieval; hermetismo, teosofismo, formas de panteísmo e até alquimia. Os verdadeiros místicos são outra coisa e a Igreja tem razão de ser rigorosa no juízo sobre eles. O teólogo Karl Rahner, tomando, ao parecer, uma frase de Raimondo Pannikar, afirmou: “O cristão de amanhã, ou será um místico, ou não será”. Tentava dizer que, no futuro, manter viva a fé dependerá do testemunho de pessoas que possuem uma profunda experiência de Deus, mais que a demonstração de sua plausibilidade racional. Paulo VI dizia, no fundo, a mesma coisa quando afirmava, na Evangelii nuntiandi (n.41): “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos, ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”. Quando o apóstolo Pedro recomendava aos cristãos a estar “prontos a dar razão da vossa esperança” (1 Pe 3,15), é certo, no contexto, que ele não falava da razão especulativa ou dialética, mas da razão prática, ou seja, da sua experiência de Cristo, unida ao testemunho apostólico que a garantia. Num comentário a este texto, o cardeal Newman fala de “razões implícitas” que são, para os crentes, mais intimamente persuasivas que as razões explícitas e argumentativas17. 4. Um salto de fé no Natal Chegamos, assim, à conclusão prática que mais nos interessa numa meditação como esta. Da irrupção imprevista do sobrenatural na vida não precisam só os que não creem e os racionalistas; necessitamos também nós, crentes, para reanimar a nossa fé. O maior perigo que correm as pessoas religiosas é de reduzir a fé a uma sequência de ritos e de fórmulas, repetidas, mesmo que com cuidado, mecanicamente e sem a íntima participação de todo o ser. “Esse povo me procura só de palavra, honra-me apenas com a boca, enquanto o coração está longe de mim. Seu temor para comigo é feito de obrigações tradicionais e rotineiras” (Is 29, 13). O Natal pode ser uma ocasião privilegiada para ter esse salto de fé. Isso é a suprema “teofania” de Deus, a mais alta “manifestação do Sagrado”. Infelizmente, o fenômeno do secularismo está despojando esta festa de seu caráter de “mistério tremendo” – isto é, que induz ao santo temor e à adoração – para reduzi-lo somente ao aspecto de “mistério fascinante”. Fascinante, o que é pior, somente no sentido natural, não sobrenatural: uma festa dos valores familiares, do inverno, da árvore, das renas e do Papai Noel. Existe, em alguns países, a intenção de trocar o nome de “Natal” por “festa da luze”. Em poucos casos a secularização é tão visível como no Natal. Para mim, o caráter “numinoso” do Natal está ligado a uma memória. Assisti, um ano, à Missa do Galo, presidida por João Paulo II, em São Pedro. Chegou o momento do canto da Kalenda, ou seja, a solene proclamação do nascimento do Salvador, presente no antigo Martirológio e reintroduzida na liturgia natalina depois do Vaticano II: “Tendo transcorridos muitos séculos desde a criação do mundo Treze séculos depois da saída de Israel do Egito Na centésima nonagésima quarta Olimpíada No ano 752 da fundação de Roma No quadragésimo segundo ano do Império de César Augusto Jesus Cristo, Deus eterno e Filho eterno do Pai, tendo sido concebido por obra do Espírito Santo, tendo transcorrido nove meses, nasce em Belém da Judeia, da Virgem Maria, feito homem.” Chegados a estas últimas palavras, senti aquilo que se chama “unção da fé”: uma repentina clareza interior, pela qual me lembro de dizer a mim mesmo: “É verdade! É tudo verdade isto que se canta! Não são somente palavras. O eterno entra no tempo. O último evento da série rompeu a série; criou um “antes” e um “depois” irreversível (olimpíada número tal, reinado de tal…); agora tudo ocorre em relação a um único evento”. Uma súbita comoção atravessou toda a minha pessoa, enquanto só podia dizer: “Obrigado, Santíssima Trindade; e obrigado também a Vós, Santa Mãe de Deus!”. Ajuda muito a tornar o Natal a ocasião para um salto de fé, encontrar espaços de silêncio. A liturgia envolve o nascimento de Jesus no silêncio: “Dum medium silentium tenerent omnia“, enquanto tudo em volta era silêncio. “Stille Nacht“, noite de silêncio, é chamado o Natal num dos mas populares e amados cantos natalinos. No Natal, devemos sentir como dirigido a nós o convite do Salmo: “Parai! Sabei que eu sou Deus, excelso entre as nações, excelso sobre a terra” (Sal 46,11). A Mãe de Deus é o modelo insuperável deste silêncio natalino: “Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração (Lc 2, 19). O silêncio de Maria no Natal é mais que um simples calar-se; é maravilha, é adoração, é um “religioso silêncio”, um ser “oprimido pela realidade”. A interpretação mais real do silêncio de Maria é aquela encontrada nos antigos ícones bizantinos, onde a Mãe de Deus aparece imóvel, com o olhar fixo, os olhos arregalados, como quem viu algo que as palavras não podem expressar. Maria, antes de todos, elevou a Deus o que São Gregório Nazianzeno chama “um hino de silêncio”18. Vive realmente o Natal quem é capaz de fazer hoje, depois de tantos séculos, o que teria feito se estivesse presente naquele dia. Quem faz o que Maria ensinou: ajoelhar-se, adorar e calar! 1 J.H. Newman, Oxford University Sermons, London 1900, pp.54-74; trad. Ital. di L. Chitarin, Bologna, Edizioni Studio Domenicano, 2004, pp. 465-481. 2 Ib.p. XV (trad. ital. Cit. p.726). 3 Ib., p. 183 (trad. ital. Cit. p.575). 4 Ibidem. 5 B.Pascal, Pensieri 267 Br. 6 S. Agostino, Epist. 130,28 (PL 33, 505). 7 S. Kierkegaard, Diario VIII A 11. 8 Newman, op. cit., p. 262 (trad. ital. cit., p. 640 s). 9 B. Pascal, Pensieri, n.146 (ed. Br. N. 277). 10Otto, Rudolf (1992) O Sagrado. Sobre o Irracional na Ideia do Divino e sua Relação com o Irracional. Lisboa: Edições 70. 11Bay, Dora (2004) Fascínio e Terror: O Sagrado. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas, número 61, Universidade Federal de Santa Catarina. 12 E. Kant, Textos seletos. Introdução de Emmanuel Carneiro Leão. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 2005. 13 F. Collins, The Language of God. A Scientist Presents Evidence for Belief, Free Press 2006, pp. 219 e 255. 14 In Clemente Alessandrino, Stromati, 2, 9). 15 F. Dostoevskij, I Fratelli Karamazov, parte II, VI, 16 Dionigi Areopagita, Nomi divini II,9 (PG 3, 648) (“pati divina”). 17 Cf. Newman, “Implicit and Explicit Reason”, in University Sermons, XIII, cit., pp. 251-277 18 S. Gregorio Nazianzeno, Carmi, XXIX (PG 37, 507). #RanieroCantalamessa #culturamoderna #oxford #Evangelho #Isso #vossa #Escrituras #JohnHenryNewman #eagora #chamada #racionalismo #ao #usurpation #resposta #ofmcap #universidade #fazparte #nesta #Cardeal

  • Cavaleiros do Santo Sepulcro doam 10,7 milhões de dólares à Terra Santa

    Cardeal Foley exorta fiéis a enviar cartões de Natal ao Papa LONDRES, terça-feira, 14 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – No último ano, os membros da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém enviaram quase 11 milhões de dólares em donativos à Terra Santa. Essa notícia foi referida pelo cardeal  John P. Foley, grão-mestre da Ordem, no dia 4 de dezembro, em Londres, durante um encontro sobre os projetos que a organização está apoiando. O purpurado salientou o compromisso da Ordem “para que a presença cristã continue existindo na Terra Santa, definida como Israel, Jordânia, Territórios Palestinos e Chipre”. Uma parte deste financiamento ajudou a apoiar a visita do Papa bento XVI a Chipre de 4 a 6 de junho. As doações também vão colaborar na construção de uma igreja católica latina em Aqaba (Jordânia). O cardeal falou dos planos para projetos futuros, como a construção de uma igreja na atual Jordânia, sobre o Batismo de Jesus. Junto à igreja se construirão também um convento, um mosteiro e um centro para visitantes. Ele também se referiu ao projeto de construir uma universidade em Madaba, Jordânia. A primeira pedra do instituto foi abençoada pelo Papa no ano passado, durante sua visita à Terra Santa. Dom Foley lembrou que teve a possibilidade de participar da Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos no passado mês de outubro, em Roma. Naquela ocasião, observou a necessidade de apoiar a educação católica na Terra Santa. Depois, apontou aos membros da Ordem um projeto em particular chamado “Um notebook para uma criança”, que pretende ajudar a oferecer aos estudantes das escolas católicas os benefícios da informática. No mesmo dia, na catedral de Southwark, o purpurado pronunciou a homilia durante uma missa de investidura para os novos membros da Ordem, observando as normas da organização: auxiliar os mais fracos e necessitados, trabalhar pela justiça e a paz, defender os lugares santos. “Ser um cavaleiro ou uma dama do Santo Sepulcro de Jerusalém é verdadeiramente uma vocação”, afirmou. “Uma vocação a progredir na santidade, uma vocação a animar e a ajudar os descendentes dos primeiros seguidores de Jesus Cristo nessa terra feita realmente santa por sua vida, morte e ressurreição, uma vocação à proclamação na Terra Santa, em nosso ambiente e no mundo inteiro”. O cardeal exortou os novos membros a seguir o exemplo do Beato John Henry Newman, que “encarnou os ideais de nossa Ordem  – a sede de santidade, o amor pelo Senhor e pela terra que o viu nascer”. No domingo, 5 de dezembro, na catedral de Westminster, o cardeal Foley também exortou os católicos ingleses, durante a homilia, a “acolher a Cristo nos refugiados da Terra Santa e dessas nações no Oriente Médio, na qual os cristãos são perseguidos e realmente martirizados”. “Acolham-no nos pobres, nas pessoas sozinhas e atribuladas que no Natal, talvez, se sintam mais sós que nunca. Acolham-no nesses membros da Comunhão anglicana que estão entrando em comunhão com a Igreja católica”, acrescentou. #Ordem #Cristo #santidade #John #enviaram #terra #Médio #Santa #Jordânia #notícia #financiamento #pela #futuros #comunhão #ajudar #Acolhamno #apoiar #também #batismo #organização #referida #vocação #Oriente #LONDRES #Mestre #enviar #sua #exortou #quase #SantoSepulcro #Homilia #purpurado #Foley #último #Santo #passado #southwark #ano #TerraSanta #zenit #Catolica #Chipre #foi #uma #essa #Palestinos #construção #dia #Igreja #dezembro #mesmodia #Jerusalém #exorta #Assembléia #papabento #planos #org #projeto #osnovos #Jesus #Sepulcro #Missa #Equestre #Cardeal

  • Aparição de Maria nos Estados Unidos, aprovada para o culto

    A Virgem Maria apareceu a uma imigrante belga em 1859, em Wisconsin GREEN BAY, quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Durante a festa da Imaculada Conceição, padroeira dos Estados Unidos, foi dada a aprovação diocesana oficial às aparições de Nossa Senhora em Wisconsin. Durante a leitura do decreto, ontem, durante uma Missa especial no Santuário de Champion, Dom David Ricken, bispo de Green Bay, disse: “Declaro, com certeza moral e de acordo com as normas da Igreja, que os acontecimentos, aparições e locuções dadas a Adele Brise, em outubro de 1859, apresentam a substância de caráter sobrenatural, e eu, pela presente, aprovo tais aparições como dignas de fé – ainda que não obrigatórias – para os fiéis cristãos”. A declaração de ontem converteu o santuário de Nossa Senhora do Socorro de Champion no primeiro e único lugar nos Estados Unidos de uma aparição da Virgem Maria oficialmente aprovada. Deslumbrante As aparições – foram três – ocorreram em 1859. Nossa Senhora falou com Adele Brise (1831-1896), uma jovem imigrante de origem belga. Foi no começo de outubro quando Brise viu a Virgem pela primeira vez: uma Senhora vestida de branco deslumbrante, com uma faixa amarela na cintura e uma coroa de estrelas na cabeça. A visão desapareceu lentamente depois de alguns instantes, sem falar com Brise. No domingo seguinte, 9 de outubro, Brise estava indo à Missa quando a Senhora voltou. Depois da Missa, Brise teve a oportunidade de perguntar ao seu confessor sobre as aparições, e ele lhe disse que, se era uma mensageira do céu, ela a veria novamente. Ele a encorajou a perguntar-lhe, em nome de Deus, quem era e o que queria dela. No caminho de volta para casa, Nossa Senhora apareceu novamente e Brise fez o que seu confessor tinha recomendado. “Eu sou a Rainha do Céu, que reza pela conversão dos pecadores, e desejo que faças o mesmo – respondeu a Senhora à pergunta de Brise. Recebeste a Sagrada Comunhão nesta manhã e isso é bom. Mas deves fazer mais. Faze uma confissão geral e oferece a Comunhão pela conversão dos pecadores. Se não se converterem e fizerem penitência, meu Filho vai ser obrigado a castigá-los.” Uma das mulheres que estavam com Brise lhe perguntou com quem ela estava falando e por que elas não conseguiam ver ninguém. “Ajoelhem-se – disse Brise -, a Senhora disse que é a Rainha do Céu.” Diante disso, a Senhora olhou amavelmente para as companheiras de Brise e disse: “Bem-aventurados os que creem sem ver”. A Senhora continuou: “O que fazes aqui parada, enquanto tuas companheiras trabalham na vinha do meu Filho?”. “O que mais posso fazer, querida Senhora?”, perguntou Brise. “Reúne as crianças deste país selvagem e mostra-lhes o que deveriam saber para salvar-se.” “Mas como lhes ensinarei o que eu mesma sei tão pouco?”, replicou Brise. “Ensina-lhes seu catecismo, como fazer o sinal da cruz e como se aproximar dos sacramentos; isso é o que eu desejo que faças – disse a Senhora. Vai e não tenhas medo. Eu te ajudarei.” O pai de Brise construiu uma pequena capela no local e ela continuou cumprindo o mandato de Nossa Senhora, uma missão que continuou até sua morte, em 1896. A aprovação de Dom Ricken chegou depois de uma investigação de quase dois anos – desde janeiro de 2009 – sobre os acontecimentos e suas consequências. A diocese de Green Bay postou em seu site material sobre aparições na Igreja. Os documentos esclarecem que é o bispo diocesano, e não a Santa Sé ou a conferência episcopal, o responsável por julgar a autenticidade das aparições que supostamente acontecem em sua diocese. Também se observa que nem todas as supostas aparições são aprovadas pela Igreja, e que nos Estados Unidos, por exemplo, supostas aparições em Necedah (Wisconsin) e Bayside (Nova York) foram examinadas e declaradas falsas. “Ninguém pode provar o sobrenatural – recorda a declaração. A Igreja julga as aparições com base na sua coerência com as Sagradas Escrituras, com a Sagrada Tradição e com os ensinamentos da Igreja, nos benefícios espirituais subsequentes na vida das pessoas, e se há algo na vida do vidente que desmente a credibilidade do relato.” #brise #Festa #teve #ricken #instantes #leitura #Deus #imigrante #virgem #adele #quintafeira #amarela #NossaSenhora #outubro #Rainha #confessor #wisconsingreenbay #foram #Missa #indo

  • Hawking não fala como cientista ao negar obra criadora de Deus

    De acordo com o professor de Oxford William Carroll SANTIAGO DO CHILE, segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Não existe afirmação ou descoberta científica que possa colocar em dúvida a obra criadora de Deus, afirma o professor William Carroll, da faculdade de Teologia da Universidade de Oxford, Inglaterra. “Nenhuma explicação da mudança cosmológica ou biológica, por mais que afirme estar baseada radicalmente no azar ou no contingente, coloca em dúvida a consideração metafísica da criação, ou seja, a dependência de todas as coisas de Deus como causa. Quando certos pensadores negam a criação apoiando-se em teorias das ciências naturais, estão compreendendo de maneira equivocada a criação ou as ciências naturais, ou ambas”, afirma Carroll em artigo no número 60 da revista Humanitas. Com isso, ele refuta a teoria defendida pelo cientista Stephen Hawking, de acordo com a qual a criação de universos múltiplos a partir do nada “não requer da intervenção de um ser sobrenatural ou um deus”, mas “surge naturalmente das leis físicas”. Carroll argumenta, na revista de antropologia e cultura da Pontifícia Universidade Católica do Chile: “As perguntas sobre a ordem, o desenho e o acaso na natureza se referem ‘à maneira ou modo’ da formação do mundo. As tentativas das ciências naturais de explicar estas facetas da natureza não colocam em dúvida o ‘fato da criação’”. O professor britânico tece uma consideração sobre o recente livro A Brief History of Time, no qual  Hawking pretende que as perguntas fundamentais do caráter da existência que intrigaram filósofos por milênios estão agora dentro da competência da ciência, e “a filosofia morreu”. A partir destes argumentos, Carroll convida a uma reflexão sobre o que significa a palavra “criar”, junto com uma análise da capacidade de resposta a esta pergunta a partir das ciências naturais: “a afirmação – de caráter amplamente filosófico e certamente não científico – de que o universo é autossuficiente e não existe nenhuma necessidade de um Criador para explicar porque algo existe é produto de confusões fundamentais enquanto aos âmbitos explicativos das ciências naturais e a filosofia”, escreve. O teólogo adverte que freqüentemente se cai num “naturalismo totalizador”, que elimina a necessidade de apoiar-se em explicações que transcendam as coisas físicas. “A conclusão que a muitos parece ineludível é que não é necessário recorrer à ideia de um Criador, ou seja, a qualquer causa que esteja fora da ordem natural”. A negação da existência de um Criador se deve, segundo Carroll, a que se supõe que ser criado requer que haja um começo temporal. Por isso, vincula-se a aceitação ou recusa de um Criador à da acolhida da explicação de um fenômeno como o Big Bang, pensando que, ao descartar-se a possibilidade deste evento original, elimina-se a necessidade de recorrer a um Deus como explicação causal. Entretanto, continua o autor, “um universo eterno não seria menos dependente que um universo temporal”. Ele argumenta que a criação não é uma mudança a partir de algo já existente: “a criação é causa radical de toda existência ou tudo que existe. A criação não é uma mudança. Causar totalmente a existência de algo não é produzir uma mudança em algo, ou trabalhar num material existente ou com o mesmo. Quando se diz que um ato criativo de Deus se produz ‘a partir do nada’, isto significa que Deus não utiliza nada ao criar tudo o que é; não significa que exista uma mudança do ‘nada’ para ‘algo’. Com isso, ele se opõe à teoria de Hawking, de acordo com a qual a criação significa simplesmente “colocar o Universo em movimento”. “É um erro empregar argumentos das ciências naturais para negar a criação; mas também é um erro recorrer à cosmologia como confirmação da criação. A razão pode conduzir ao conhecimento do Criador, mas o caminho se encontra na metafísica e não nas ciências naturais”, escreve Carroll. #Deus #leis #Santiago #odesenho #tece #filosofia #facetas #argumentos #teologia #segundafeira #professorwilliam #historyoftime #universidade #stephenhawking #briefhistoryoftime #Faculdade #natureza #inglaterra #Palavra #fato

  • Primeiro registro histórico de uma Santa Missa

    Desde o século II temos o testemunho de São Justino sobre as grandes linhas do desenrolar da Celebração Eucarística, que permaneceram as mesmas até os nossos dias. O relato, a seguir, data do ano de 155: “No dia do Sol, como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades, quer dos campos. Lêem-se, na medida em que o tempo o permite, ora os comentários dos Apóstolos, ora os escritos dos Profetas. Depois, quando o leitor terminou, o que preside toma a palavra para aconselhar e exortar à imitação de tão sublimes ensinamentos. A seguir, pomo-nos todos de pé e elevamos as nossas preces por nós mesmos e por todos os outros, onde quer que estejam, a fim de sermos considerados justos pela nossa vida e pelas nossas ações, e fiéis aos mandamentos, para assim obtermos a salvação eterna. Quando as orações terminaram, saudamo-nos uns aos outros com um ósculo. Em seguida, leva-se àquele que preside pão e um cálice de água e de vinho misturados. Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do universo, no nome do Filho e do Espírito Santo e rende graças longamente pelo fato de termos sido julgados dignos destes dons. Terminadas as orações e as ações de graças, todo o povo presente prorrompe numa aclamação dizendo: Amém. Depois de o presidente ter feito a ação de graças e o povo ter respondido, os que entre nós se chamam diáconos distribuem a todos os que estão presentes pão, vinho e água ‘eucaristizados’ e levam também aos ausentes.” O Catecismo da Igreja Católica dedica um longo espaço para o estudo e aprofundamento deste sacramento importantíssimo, que é a Eucaristia. Vale a pena ler e refletir os parágrafos do 1345 ao 1419. Fonte: http://salvemaria.sites.uol.com.br/salv61.htm #mesmo #celebração #leitor #salvação #onde #fonte #combr #imitação #Ora #Apóstolos #Ele #ter #Nossa #Lêemse #pela #Louvor #desenrolar #data #terminou #Fim #exortar #aquele #terminaram #otempo #preside #Chamado #Eucaristia #num #quer #água #São #dias #cidades #estejam #ano #opovo #testemunho #Profetas #aconselhar #uma #Tempo #Até #dia #ósculo #tão #Pão #vinho #todosos #EspíritoSanto #Depois #eucarística #povo #com #permaneceram #século #nome #Missa #assim #valeapena #Cálice #Justino #Palavra #quando #sol

  • Escatologia errônea das Seitas

    Fonte: Veritatis Splendor Não é um típico fenômeno de nossa época, existirem estes grupos. Se estudarmos de forma exegético as Sagradas Escrituras perceberemos que já na segunda epístola de Paulo aos Tessalonicenses (3, 10-12). Registra-se a existência de pessoas desordeiras que davam ouvidos à aqueles que diziam que o fim estava próximo e por isso deixaram seus afazeres civis esperando o retorno de Jesus Cristo. Entretanto, São Paulo os corrige duramente dizendo que se não trabalhassem não teriam também o direito de comer. Não só foram estes como demonstrado contextualmente nas Escrituras há cerca de mil e novecentos anos atrás, nos últimos 50 anos cresceram os grupos sectários e seitas “cristãs” que disseminam de forma literal e como eminente  a volta de Jesus. Na edição de 15 de novembro de 1984, as Testemunhas de Jeová publicaram seu material “A Sentinela” dizendo que a geração de 1914 não passaria. Diz ainda tal material que ao menos parte dessa geração viveria o bastante para ver a concretização de todas as profecias de Jesus. Mas não foram somente as TJ que quiseram predizer o que nem Jesus sabe (cf. Mt 24, 36). Os adventistas também quiseram marcar a volta de Cristo para o ano de 1843. Nos dias atuais, os adventistas dizem que o fim será “em breve”. Curioso é o arranjo dessas seitas. Os adventistas, por exemplo, não parecem, ao menos em princípio, ter um estudo profundamente exegético e escatológico das Sagradas Escrituras. Seus teólogos inventaram que o Papa seria a besta do apocalipse, mas não conseguiram provar com sólidos argumentos esta falacia. Exemplo é o suposto titulo que assimilam como nome de cargo “Vigário do Filho de Deus”, os adventistas concluem que a soma dessa frase em latim (Vicarivs Filli Dei) resulta em no total de 666, o número da besta. Entretanto, a soma correta resulta em 664 e não em 666. Outro problema para esta compreensão é o fato de o Novo Testamento ter sido escrito em grego, e não em latim; seria mais lógico que a soma resultasse 666 em grego ou hebraico, que era a língua dos judeus, mas jamais em latim [pois os autores desconheciam primariamente e lingua latina]. Existe outro problema que reside no fato de que o Papa, ao que consta, jamais foi chamado canonicamente de “Vigário do Filho de Deus”, mas sim de Vigário de Cristo como é comumente utilizado. A exegese católica sugerem que a besta como narrada pelo Apocalipse tenha sido um imperador romano, como César Nero, perseguidor de cristãos, mas o significado real é incerto. Os adventistas por várias vezes também foram acusados de plágios e mentirosos dentre eles, ex-membros da seita. Além de tudo isso, os adventistas demonstram um apego exagerado à lei dos judeus. Essa lei consistia em uma série de dietas alimentares, hábitos de lavar as mãos, guardar o sábado, circuncidar os fiéis e vários outros preceitos. A lei antiga foi, todavia, abolida por Jesus no Novo Testamento da Bíblia, especificamente “levada a perfeição” (cf. Lc 6, 5; Gl 4, 4-5; Rm 10, 4; Gl 4, 10-11, Gl 5, 4; Mt 15, 1-11; At 15, 1-30). O Senhor Jesus ensinou-nos que toda a planta que o Pai não plantou será arrancada pela raiz (cf. Mt 15, 13) e certamente, essa é uma planta, assim como outros que o Pai não plantou. São Paulo também alerta que a lei é o ministério da morte e que o ministério de Cristo é algo muito superior a lei (cf. II Cor 3, 7-8). Há muitos equívocos  vindos das “hermenêuticas” destas seitas como as Testemunhas de Jeová, que por sua vez condenam a doação de sangue, a política e a submissão ao estado. Ora, a submissão ao estado é claramente recomendada por São Paulo (cf. Rm 13, 1-7). Essas duas seitas teimaram, conforme já visto, em prever o fim dos tempos e têm várias outras similaridades. As TJ têm, entretanto, um ponto extremamente diferente, pois negam a divindade de Cristo, o que é dito as claras São João (cf. Jo 1, 1-18). Para a exacerbada preocupação dessas duas seitas com os “tempos do Fim”, entretanto, Jesus deixa uma mensagem reveladora. Que segundo a qual ninguém siga as pessoas que pregam que o fim está próximo (cf. Lc 21, 8). Essas duas seitas, todavia, fazem mais que pregar o fim dos tempos. Pregam com terror que são as únicas igrejas de Cristo, ameaçando as pessoas a uma destruição eterna se não as seguirem, tendo em vista que nem uma e nem outra acreditam na existência do inferno. Jesus disse que não devemos nos preocupar com o fim dos dias. Antes é melhor preocupar com o nosso fim, praticando o amor, que é a maior das virtudes (cf. 1 Cor 13). É triste ver como comunidades e movimentos que intitulam-se cristãos possuem essa filosofia terrorista e pregação do medo, aspecto principal do fundamentalismo religioso, ameaçam as pessoas e defendem que apenas 144.000 pessoas serão salvas como dizem as TJs ou que são a igreja remanescente do Apocalipse, como afirmam ser os Adventistas, mas parece que seus adeptos pelo Mundo superam os dados de 144.000. Que possamos tratar no amor de Deus, estes homens e mulheres que não alcançaram a verdade plenamente. Rezemos para aprender a cumprir nosso dever em viver os ensinamentos contidos nos Evangelhos e não a usá-los com a finalidade de ameaças, sim com apego a verdade. O senhor não veio para condenar, mas para salvar os que estavam perdidos (cf. Lc 19, 10). Por fim não podemos usar o Evangelho para pregar um Reino de Deus através do medo e condenação como fazem os fundamentalistas, que possamos junto aos nossos pastores na fé proclamar o evangelho unidos a única e verdadeira Igreja fundada por Cristo e entregue a Pedro (cf. Mt 16, 18). É desta forma incoerente crer nos adventistas e nas testemunhas de Jeová, bem como outros grupos, para tributarmos confiança a estas fundações humanas e falhas, deveríamos pensar que Jesus tardou mais de 1800 anos para fundar sua Igreja, o que significa um erro crasso. Na concepção ideológica dessas comunidades, isso significa automaticamente que por mais de 1800 anos as almas se perderam, já que ninguém se salvará fora delas. Não é isso, entretanto, que Jesus pregou, fundando sobre São Pedro a sua única Igreja, que se manterá até “o fim do mundo” cf. Mt 28, 20. Notas: TJ; siglas que significam abreviadamente “Testemunhas de Jeová” Referências: EX TESTEMUNHAS DE JEOVA. 1914 A geração que não passará, profetizou a Torre. Disponível em: http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=46&t=3700 Acesso em: 14 novembro 2010. DE CASTRO, F. C. O Apocalipse hoje. Editora Santuário, Aparecida, São Paulo. 1989, p. 123-132. REA, P. W. T. A mentira branca. Edições eletrônicas. Disponível em: http://www.scribd.com/doc/3288026/A-Mentira-Branca-Walter-T-Rea Acesso em: 14 novembro 2010. ARAÚJO, U. T. A Igreja de vidro. Edições eletrônicas, disponível em: http://www.veritatis.com.br/ebooks/a_igreja_vidro.pdf Acesso em: 14 novembro de 2010. DE MELO, F. R. Religião e religiões: perguntas que muita gente faz. Editora Santuário, Aparecida, São Paulo. 1997, p. 79-83; 85-90. #embreve #ter #Cristianismo #SãoPaulo #volta #JesusCristo #depaulo #nem #civis #tempos #passar #diz #VeritatisSplendor #foram #DeCristo #porisso #cfmt #1914 #estes #osmaias

  • O que disse o Papa sobre os preservativos?

    Autor: James Akin Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: http://infocatolica.com/blog/ O novo livro de Bento XVI, “Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos”, nem sequer tinha sido publicado e já estava no centro de uma controvérsia nos meios de comunicação on-line. A polêmica explodiu na semana passada, quando o L’Osservatore Romano violou unilateralmente o embargo sobre o livro, publicando alguns extratos em língua italiana das diversas declarações do Papa, para grande desgosto dos editores em todo o mundo, que trabalhavam cuidadosamente visando um lançamento orquestrado do livro, que se daria na terça-feira seguinte. Um dos extratos tratava do uso de preservativos para tentar evitar a propagação da AIDS e a imprensa imediatamente tirou proveito disto (p.ex.: Reuters, Associated Press, BBC Online). E assim, surgiram manchetes como: – Papa diz que os preservativos são admissíveis em certos casos para deter a AIDS – Papa: “Os preservativos justificam-se em alguns casos” – Papa diz que os preservativos podem ser usados na luta contra a AIDS Particularmente notória é a declaração de William Crawley, da BBC: “O Papa Bento XVI parece ter alterado a postura oficial do Vaticano sobre o uso de preservativos, adotando uma posição moral que muitos teólogos católicos já recomendavam há muito tempo”. Bah! Pois bem: em primeiro lugar, trata-se de um livro de entrevistas. O Papa foi entrevistado. Não estava exercendo seu múnus oficial de ensinar. Este livro não é uma encíclica, uma constituição apostólica, uma bula papal, nem nada semelhante. Não é uma publicação da Igreja. Trata-se de uma entrevista realizada por um jornalista, em idioma alemão. Consequentemente, o livro não representa um ato do Magistério da Igreja, nem tem a capacidade de “alterar a postura oficial do Vaticano” em nada. Não possui força dogmática nem canônica. O livro – que é fascinante e sem precedentes, mas isto é tema para outra oportunidade – constitui aquilo que se classifica como opiniões pessoais do Papa sobre as perguntas questionadas pelo entrevistador Peter Seewald. E como o Papa Bento XVI observa no livro: “Há que se dizer que o Papa pode ter opiniões privadas que se encontram equivocadas”. Não estou assinalando isto para insinuar que naquilo que o Papa Bento XVI fala a respeito dos preservativos está incorreto – chegaremos a este ponto ao seu tempo – mas para indicar o contexto da situação, deixando claro que se trata das opiniões privadas do Papa. São apenas isto: opiniões privadas. Não é ensino oficial da Igreja. Então, continuemos… Entre os desserviços do L’Osservatore Romano feitos para romper o embargo do livro da maneira que fez, houve também o fato de que apenas publicou um pequeno trecho da seção em que o Papa discutia sobre o uso dos preservativos. Como resultado, o leitor não tinha como ver o contexto das suas declarações e, assim, garantir que a imprensa secular não estava tomando as observações do Papa fora do seu contexto (o que seria feito de qualquer modo, mas talvez nem tanto). Especialmente notório é o fato de que o L’Osservatore Romano omitiu o material onde Bento esclarece sua declaração sobre os preservativos, em uma pergunta logo a seguir. Com efeito, o L’Osservatore Romano causou um grande dano tanto às comunidades católicas quanto às não-católicas. Felizmente, agora você pode ler o texto completo das declarações do Papa. Ademais, prevendo a controvérsia que estas palavras poderiam produzir, a drª. Janet Smith preparou um guia útil sobre o que o Papa disse e não disse. Lancemos vista aos comentários do Papa, para ver o que ele realmente disse. “Seewald: (…) Na África, se apontou que o ensino tradicional da Igreja demonstrou ser a única maneira segura de se deter a propagação do HIV. Os críticos, incluindo a crítica dentro das próprias fileiras da Igreja, objetam que é uma loucura proibir a população de alto risco de usar preservativos. Bento XVI: (…) Em minha intervenção, eu não estava fazendo uma declaração geral sobre o tema do preservativo, mas apenas dizendo – e isto é o que causou grande ofensa -, que não podemos resolver o problema mediante a distribuição de preservativos. Resta muito o que fazer. Devemos estar próximos das pessoas; devemos guiá-los e ajudá-los; e temos que fazer isto antes e depois do contágio com a doença. É um fato, como você já sabe, que as pessas podem obter preservativos quando o desejarem, de qualquer modo. Porém, isto serve apenas para demonstrar que os preservativos por si próprios não resolvem o problema em si mesmo. Muito mais precisa ser feito. Enquanto isso, no âmbito secular, desenvolveu-se a teoria chamada ‘ABC’ – abstinência, fidelidade, preservativo -, em que se entende o preservativo somente como um último recurso, quando os outros dois pontos foram rejeitados. Isto quer dizer que concentrar-se no preservativo implica em uma banalização da sexualidade, e, além de tudo, é precisamente a origem perigosa da atitude da sexualidade, não como a expressão do amor, mas como uma espécie de entorpecente que as pessoas administram a si mesmas. Esta é a razão pela qual a luta contra a banalização da sexualidade é parte também da luta para garantir que a sexualidade seja tratada como um valor positivo e para que possa ter um efeito positivo na totalidade de ser do homem”. Consideremos que o argumento geral do Papa é que os preservativos não resolvem o problema da AIDS. Em apoio disto, ele aponta vários argumentos: 1) As pessoas já podem obter preservativos, mas é evidente que o problema não foi resolvido. 2) No mundo secular foi proposto o ‘Programa ABC’, em que o preservativo só será usado quando os dois primeiros procedimentos verdadeiramente eficazes – a abstinência e a fidelidade – tiverem sido rejeitados. Assim, a proposta secular do ABC reconhece inclusive que os preservativos não são a única solução. Eles não funcionam tão bem quanto a abstinência e a fidelidade. Os dois primeiros são melhores. 3) Concentrar-se no uso do preservativo representa uma banalização (trivialização) da sexualidade, que se converte de ato de amor em ato de egoísmo. Para que o sexo desempenhe o papel positivo que deve ter, esta banalização do sexo – e, portanto, a fixação nos preservativos – deve ser resistida. Esse é o contexto da afirmação que a imprensa reproduziu: “Pode haver casos individuais justificados como, por exemplo, quanto um prostituto usa um preservativo, e isto pode ser um primeiro passo para uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver novamente a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Porém, não é realmente a maneira de tratar com o mal da infecção pelo HIV, o que realmente pode apenas vir de uma humanização da sexualidade”. Há várias coisas a se considerar: em primeiro lugar, leve em conta que o Papa diz que: “Pode haver casos individuais justificados”, e não que: “Está justificado”. Esta é uma linguagem especulativa. Mas sobre o quê o Papa especula? Que o uso do preservativo está moralmente justificado? Não, não foi isso o que ele disse, mas que pode haver casos “sempre e quando [o uso do preservativo] pode ser um primeiro passo para uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver novamente a consciência de que nem tudo é permitido”. Em outras palavras, como diz Janet Smith: “O Santo Padre está simplesmente observando que para alguns prostitutos homossexuais o uso de um preservativo pode indicar um despertar do sentido moral, um despertar acerca de que o prazer sexual não é o valor máximo, mas que devemos ter o cuidado de não prejudicar ninguém em nossas escolhas. Ele não está falando de uma moralidade do uso de preservativos, mas de algo que pode ser certo sobre o estado psicológico daqueles que os usam. Se estas pessoas, usando preservativos, o fazem com o fim de evitar prejudicar outras, com o passar do tempo perceberão que os atos sexuais entre membros do mesmo sexo são intrinsecamente maus, já que não estão de acordo com a natureza humana”. Pelo menos isto é o máximo que se pode razoavemente inferir das declarações do Papa, o que poderia ser expresso com maior clareza (e espero que o Vaticano emita um esclarecimento urgente). Em segundo lugar, repare que o Papa segue imediatamente sua declaração acerca da prostituição homossexual usuária de preservativos com a afirmação: “Porém, não é realmente a maneira de se tratar com o mal da infecção pelo HIV, o que realmente pode apenas vir de uma humanização da sexualidade”. Por “uma humanização da sexualidade”, o Papa quer reconhecer a verdade sobre a sexualidade humana, que deve ser exercida de maneira amorosa, fiel entre um homem e uma mulher unidos em matrimônio. Esta é a verdadeira solução e não colocar um preservativo e manter relações sexuais promíscuas com pessoas infectadas com um vírus mortal. Neste momento da entrevista, Seewald faz uma pergunta de continuidade, e é verdadeiramente um crime que o L’Osservatore Romana não tenha reproduzido esta parte: “Seewald: Quer dizer, então, que a Igreja Católica, na realidade, não se opõe em princípio ao uso dos preservativos? Bento XVI: Ela, obviamente, não os considera como solução real ou moral, porém, neste ou em outro caso, pode haver, todavia, a intenção de reduzir o risco da infecção, como um primeiro passo para uma forma distinta e mais humana de viver a sexualidade”. Assim, Bento XVI reitera que esta não é uma solução real (prática) para a crise da AIDS, nem tampouco uma solução moral. No entanto, em alguns casos, o uso de preservativo mostra “a intenção de reduzir o risco da infecção”, que é “um primeiro passo para… uma forma mais humana de viver a sexualidade”. Portanto, não está dizendo que o uso de preservativos é justificado, mas que pode mostrar uma intenção particular e que esta intenção é um passo na direção correta. Janet Smith oferece uma analogia útil: “Se alguém fosse assaltar um banco e estava decidido em empregar uma arma de fogo, seria melhor para essa pessoa usar uma arma desmuniciada: reduzir-se-ia o risco de lesões mortais. Porém, não é tarefa da Igreja ensinar possíveis assaltantes de banco a assaltar bancos de uma maneira mais segura; menos ainda é tarefa da Igreja apoiar programas para oferecer a possíveis assaltantes de banco armas de fogo incapazes de ser municiadas. Não obstante, a intenção de um assaltante de banco em assaltar um banco de uma maneira que é mais segura para os funcionários e clientes do banco pode indicar um elemento de responsabilidade moral que poderia ser um passo para a compreensão final da imoralidade que é o assalto a bancos”. Muito mais se poderia dizer de tudo isto, mas pelo que vimos, já resta claro que as declarações do Papa devem ser lidas com cuidado e que não constituem o tipo de licença para o uso de preservativos que os meios de comunicação desejam. Há mais por vir… #manchetes #embargo #fonte #PapaBentoXVI #ter #lutacontra #preservativos #nem #AssociatedPress #tempos #carlosmartins #williamcrawley #reuters #disto #omundo #postura #losservatoreromano #Imprensa #assim #bbc

  • Papa convida novos cardeais a não cair na lógica do poder

    Vinte e quatro novos purpurados para a Igreja CIDADE DO VATICANO, sábado, 20 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI convidou a não cair na lógica do poder, mas a viver a lógica do serviço, esse sábado, ao criar 24 cardeais no terceiro consistório ordinário público de seu pontificado. Na celebração da Palavra, que aconteceu na Basílica de São Pedro, recebeu o barrete cardinalício um purpurado de língua portuguesa: o brasileiro Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida. “Na Igreja ninguém é patrão, todos somos chamados, todos somos convidados, todos somos alcançados e guiados pela graça divina. E esta é também nossa segurança!”, assegurou o pontífice durante a homilia. Ele recordou que Jesus não veio para ser servido, mas para servir. “É uma mensagem que vale para os apóstolos, vale para toda a Igreja, vale sobretudo para quem tem a tarefa de guia no Povo de Deus”, afirmou. “Não é a lógica do domínio, do poder segundo os critérios humanos, mas a lógica de ajoelhar-se para lavar os pés, a lógica do serviço, a lógica da Cruz, que é a base de todo exercício da autoridade”, sublinhou. “Em todo tempo a Igreja está comprometida em se moldar a esta lógica e a testemunhá-la para fazer transparecer o verdadeiro ‘Senhorio de Deus’, o do amor”, seguiu dizendo. Por este motivo, Bento XVI se dirigiu diretamente aos novos purpurados: “a missão à qual Deus vos chama hoje e que vos habilita para um serviço eclesial ainda mais carregado de responsabilidade requer uma vontade sempre maior de assumir o estilo do Filho de Deus, que veio em meio a nós como aquele que serve”. “Por isso, é necessário um enraizamento ainda maior e forte em Cristo. A relação íntima com Ele, que transforma sempre mais a vida até poder dizer com São Paulo ‘não vivo eu, é Cristo que vive em mim’, constitui a exigência primária para que nosso serviço seja sereno e alegre e possa dar o fruto que o Senhor espera de nós”. Após o consistório, o Colégio Cardinalício conta com 203 membros, dos quais 121 são eleitores. Há 111 cardeais europeus, 21 da América do Norte, 31 da América Latina, 17 da África, 19 da Ásia e 4 da Oceania. #portuguesa #celebração #cardinalício #Cristo #vinte #Damasceno #sábado #seu #recebeu #cair #Deus #Ele #SãoPaulo #convidou #pontificado #Assis #terceiro #Raymundo #CIDADE #sempre #novembro #Basílica #XVI #Pedro #veio #São #Homilia #purpurado #esse #ainda #público #não #serviço #língua #SãoPedro #aconteceu #brasileiro #zenit #Lógica #uma #Tempo #maior #consistório #Igreja #viver #Vaticano #org #com #Jesus #América #quatro #Bento #Palavra #ordinário #barrete

  • Papa convida Igreja inteira a rezar pela “vida nascente”

    No próximo dia 27 de novembro CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – No próximo sábado, 27 de novembro, Bento XVI presidirá, na Basílica de São Pedro, as Primeiras Vésperas do Advento e uma vigília de oração pela vida nascente. Assim anunciou o próprio Papa hoje, depois da oração do Ângelus, durante as saudações aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. Esta iniciativa, explicou o Pontífice, “está em comum com as igrejas particulares do mundo inteiro” e seu desenvolvimento foi indicado “também nas paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos”. “O tempo de preparação para o Santo Natal é um momento propício para invocar a proteção divina sobre todo ser humano chamado à existência, também como agradecimento a Deus pelo dom da vida, recebido dos nossos pais”, afirmou. Esta convocação já foi seguida por várias dioceses, entre elas a arquidiocese de Sevilha. Seu titular, Dom Juan José Asenjo, convocou por carta todos os sacerdotes, consagrados, delegados diocesanos, presidentes de movimentos e grupos apostólicos de sua diocese. Em sua carta, informa que o cardeal Antonio Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e Dom Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, transmitiram à Conferência Episcopal Espanhola o desejo do Papa de que se realizem atos similares em todas as dioceses. #Praça #disciplina #jáfoi #Advento #sábado #Iniciativa #comunidadesreligiosas #seu #Episcopal #Vigília #domjuan #recebido #Deus #propício #Sacramentos #pela #Rezar #Primeiras #também #otempo #inteiro #CIDADE #ennioantonelli #Vésperas #próximo #Peregrinos #Chamado #comum #novembro #Basílica #XVI #sua #Pedro #Culto #desenvolvimento #São #Santo #Dom #SãoPedro #proteção #explicou #oração #zenit #desejo #pontífice #foi #próprio #anunciou #uma #nascente #Tempo #agradecimento #está #hoje #indicado #dia #presidirá #Vaticano #informa #preparação #org #Espanhola #com #assim #Bento #existência #Cardeal

  • Como os primeiros cristãos celebravam o culto a Deus?

    Que culto os cristãos devem prestar a Deus, é uma questão presente em algumas discussões religiosas promovidas por círculos cristãos diversos. Com o crescimento das seitas no Brasil, desde o fim da década passada podemos verificar a soberba de muitos não-catolicos em afirmar que o culto ou liturgia que eles prestam a Deus são verdadeiros e solidamente legítimos, pois identificam-se com o culto que os primeiros cristãos tributavam a Deus, sendo seu culto bíblico; seria verdadeiro este argumento? Acusam que a Missa católica é invenção humana e não se trata de um culto a Deus, mais uma simples reunião social, cujo Deus não ouve ou aceita, sem base bíblica mais um sacrifício paganizado; verdade estas afirmações? Vamos analisar a historicidade litúrgica do culto oferecido pela Igreja, que tipo de culto e ritos os cristãos prestavam a Deus na antiguidade, sabemos que os primeiros cristãos seguiram a doutrina ensinada pelos apóstolos e mais tarde guarnecida pelos Padres da Igreja, o próprio mandamento do Senhor diz como lembra Paulo: “Fazei isto em memória de mim. Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a minha morte, e confessareis a minha ressurreição” (1 Cor 11,26) . Lembra também Jesus no Evangelho de João “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos” Jo 6, 53. Os cristãos primitivos então viviam: Na comunhão do pão e na oração perseveravam os primeiros cristãos convertidos após a Ressurreição de Cristo, como atestado na Igreja primitiva (At 2, 42), celebrando os santos mistérios sacramentais, e no inicio do II séc.  usando a disciplina do Arcano¹, onde os mistérios cristãos eram celebrados secretamente para que não se paganizassem e se mantivessem no seio da Igreja, vivos, os gentios não participavam, os que podiam gozar de tais mistérios os “sacramentos” eram os já catequizados e batizados e não os catecúmenos. No serviço litúrgico (At 13, 2); reunidos na casa de membros da comunidade ou em lugares ocultos (como catacumbas), devido à perseguição, nos tempos primitivos muitos apóstolos ministraram a “liturgia”, ou seja, o oficio ou serviço de adoração a Deus, em suas casas edificações que ficaram conhecidas como Domus Eclesiae que mais tarde virá a se tornar Domus Dei edifícios só para o culto cristão. Celebravam no primeiro dia depois do sábado (o Domingo, segundo São João, Ap. 1, 10), quando S. Paulo diz para partir o pão (At. 20,7), os cristãos cultuavam a Deus mais frequentemente. Faziam à leitura dos profetas, das epístolas dos apóstolos, das cartas que dirigiam às igrejas. Estas leituras eram explicadas, conforme S. João, que, conduzido a Éfeso, limitou-se a esta exortação: “Meus filhos, amai-vos uns aos outros”. Desta prática de explicar o que era lido no Texto Sagrado, deriva a realização das homilias e sermões. Vejamos os primeiros registros sobre a liturgia o que dizem os Pais Apostólicos da Igreja S. Justino Mártir, (103-167) filósofo pagão que se convertera , tornando-se sacerdote e mártir, contemporâneo de Simeão (que havia ouvido Nosso Senhor Jesus Cristo), de S. Inácio, de Clemente, companheiro de S. Paulo na pregação, de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo em sua obra Apologia 2, escreve: “No chamado dia do Sol todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo” e sobre a reunião dos primeiros cristãos para culto ele descreve. “Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos”. “Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água”. “O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem!”. “Distribui-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta comunhão aos ausentes”. “Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades”. “Celebramos nossas reuniões no dia do Sol, porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos”. Outro atestado é de; S. Inácio de Antioquia, (†110) terceiro bispo de Antioquia, sucessor de S. Pedro e de Evódio, contemporâneo dos apóstolos quando muito jovem, que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado; Conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas as igrejas de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna. E nesta aparece pela primeira vez a expressão “Igreja Católica”. “Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou.” (Epístola aos Esmirnenses: Cap. VII; Santo Inácio de Antioquia). S. Ireneu de Lião, (130-202) eminente teólogo ocidental, confirma-nos o sacrifício que era prestado pelos primeiros cristãos figurado no sacrifício de Cristo, em outra obra ele ressalta a importância e a transubstanciação na Eucaristia. “(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo sacrifício da Nova Aliança, sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da terra ao Deus que se nos dá em alimento como primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias ao dizer: Porque desde o nascer do sol, (…) (Malaquias, I, 11). O que equivale dizer com toda clareza que o povo primeiramente eleito (os judeus) não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um sacrifício puro e que seu nome seria glorificado entre as nações.” (Adversus haereses, São Ireneu de Lion). Outro Registro é o: Didaqué um catecismo cristão que fora escrito por volta do ano 120 d.C. um dos mais antigos registros do cristianismo, fala nos do culto cristão e da celebração dos primeiros crentes após transcrever regras a respeito da celebração da eucaristia; diz: “Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: “Não dêem as coisas santas aos cães”. (Didaqué, Cap. IX, Nº 5) Também diz sobre a reunião dos crentes; “Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro” (Didaqué, Cap. XIV, nº 1) O que tem em comum estes testemunhos do fim do I séc. e inicio do II século, comprovam a liturgia católica como herdeira, da liturgia dos primeiros cristãos oferecidas em suas reuniões, mais tarde no séc. III conhecidas pelo termo Missa, que Procede do latim “mitere”, que quer dizer “enviar, mandar, despedir”. Missa é o particípio que adquira o sentido de substantivo; “missão, despedida, dispensa,” é, pois a despedida na partida. Podemos observar que eles perseveravam na comunhão e na celebração eucarística então onde ficam os cultos protestantes? Os gritos, os longos sermões, e as musicas e estilos exagerados e sentimentais, além dos pseudo-exorcismos e das tidas manifestações do “Espírito”? Se não tem embasamento histórico, bíblico ou nas reuniões dos primeiros cristãos? Trata-se de invenções humanas posteriores a antiguidade cristã. Notas: Disciplina do Arcano¹: Disciplina do Segredo, ou Lei do Arcano, é o termo teológico para expressar o costume que prevaleceu na Igreja primitiva, na qual o conhecimento dos mistérios da religião cristã era, por medida de prudência, cuidadosamente mantido oculto aos gentios, aos não-iniciados e até mesmo aos que se submetiam à instrução na fé, para evitar que aprendessem algo que pudessem fazer mau uso, o costume pendurou-se até o séc. VI. 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  • Dom Bergozini: Venham comigo lutar pela Vida!

    ACI).- Em uma carta assinada hoje, (11) o Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, reafirmou seu compromisso de defender a vida contra projetos de lei que visam descriminalizar a prática do aborto no Brasil. “A vida humana pertence a Deus”, assevera Dom Bergonzini, que também recordou que “nenhuma lei, nenhum plebiscito, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer”. Por isso o bispo afirma manterá a “luta pela vida dos indefesos, contra a cultura da morte que querem implantar no Brasil e na América Latina” e chama os fiéis à luta pela vida também durante o governo de Dilma Rousseff que assume a presidência da República neste 1º de janeiro. Abaixo reproduzimos na íntegra a carta de Dom Bergonzini aos fiéis de Guarulhos recordando a vigília pelos nascituros a ser celebrada no 27 deste mês. “Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo. A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais. A preservação da vida é um problema nacional. Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo, por partidos e políticos engajados nesse objetivo. Matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral. Muita gente confundiu a ação pastoral com política. Defender a vida, contra a cultura da morte, não é política. Tem reflexos na política, mas é uma ação pastoral. O Papa Bento XVI não confundiu. Tanto que aprovou a campanha contra o aborto. A Igreja Católica estava usando o seu direito de defender o Evangelho e a Moral Cristã, e continuará a fazê-lo. O Papa Bento XVI vem alertando o Mundo sobre o relativismo. No caso das eleições, se uma pessoa é cristã e obedece os Mandamentos da Lei de Deus, ela não pode apoiar candidatos com projetos de liberação do aborto. O cristão não pode relativizar e aprovar atitudes e ações que são contra a sua fé e a Doutrina Cristã. A candidata Dilma Rousseff e sua Coligação me acusaram, no Tribunal Superior Eleitoral, de Brasília, de ter falsificado o documento da CNBB-Regional SUL-1. Imagine um Bispo falsificando um documento assinado por outros três Bispos. Eu e a Igreja Católica fomos vítimas da mentira e da violação dos direitos constitucionais. A defesa apresentada pelos advogados da Diocese de Guarulhos mostra como os direitos da Igreja Católica foram violados. O Ministério Público Eleitoral Federal também entendeu que os direitos da Igreja Católica foram violados. A vida é o maior bem que temos. Deus nos deu a vida e só Ele pode nos tirá-la. Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. A vida humana pertence a Deus. O ser humano e suas leis terrenas não podem mudar isso. Nenhuma lei, nenhum plebiscito, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer. Os políticos cristãos deveriam formar uma frente parlamentar nacional para impedir os governos de adotarem medidas para facilitar ou incentivar o aborto. A campanha em favor da vida, que se iniciou há muito tempo, vai continuar. O projeto de lei para liberação do aborto foi derrotado nas Comissões de Saúde e Seguridade Social e de Constituição e Justiça, da Câmara Federal. Os defensores da vida pensaram que o assunto estava encerrado. Mesmo com essas decisões, um deputado do PT solicitou que o projeto seja apreciado pelo Plenário da Câmara Federal. Depois disso, 21.12.2009, o Governo Federal editou o PNDH-3, e ressurgiu o projeto de liberação do aborto. E em 16.07.2010, numa reunião de países da América Latina, o Governo Federal assinou o “Consenso de Brasília”, que pretende estender a liberação do aborto para toda a América Latina. E, no dia 04 de outubro, um dia após a eleição do primeiro turno, o Governo Federal publicou convênio, no Diário Oficial da União, para prosseguir no caminho da liberação do aborto. Os católicos que votaram nesse projeto serão responsáveis, com os eleitos por eles que apóiam o aborto, pelas mortes das crianças indefesas que forem retiradas dos úteros de suas mães e atiradas no esgoto, como se fossem dejetos. De minha parte, por amor ao Evangelho, pela fidelidade a Jesus Cristo, à sua Igreja e ao sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, manterei a luta pela vida dos indefesos, contra a cultura da morte que querem implantar no Brasil e na América Latina. Exorto todos os cristãos a seguirem este mesmo caminho. Venham comigo lutar pela Vida!” A carta termina recordando os fiéis que neste dia 27 de novembro o Papa Bento XVI decretou o dia mundial da vigília pela vida do nascituro. #osproblemas #muitotempo #relativismo #Evangelho #PapaBentoXVI #Deus #dilmarousseff #Direito #domluiz #pelos #campanhacontra #guarulhos #luta #deste #omundo #muitagente #porisso #neste #Humana #luizgonzaga

  • “Verbum Domini”, exortação apostólica em sintonia com “Dei Verbum”

    Segundo o prefeito da Congregação para os Bispos, Marc Ouellet CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – A exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, divulgada hoje, “retoma a mesma mensagem 45 anos depois” da constituição Dei Verbum, do Concílio Vaticano II. Assim afirmou o prefeito da Congregação para os Bispos, cardeal Marc Ouellet PSS, durante a apresentação do documento pontifício, realizada hoje na Sala de Imprensa da Santa Sé. Na coletiva de imprensa, intervieram também: Dom Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos; seu subsecretário, Dom Fortunato Frezza; e Dom Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura. A Verbum Domini, escrita por Bento XVI, é fruto da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, realizada de 5 a 26 de outubro de 2008. Reflexão sobre a Bíblia O cardeal Ouellet afirmou que a Verbum Domini responde às necessidades da Igreja neste nascente terceiro milênio. Disse também que, ainda que no século 20 tenha havido um renascer de consciência da necessidade da Palavra de Deus em temas como a reforma litúrgica, a catequese e os estudos bíblicos, “existe um déficit que deve ser suprido em relação à vida espiritual do povo de Deus”. “Este tem o direito de ser mais inspirado e nutrido por uma aproximação mais orante e mais eclesial das Sagradas Escrituras”, declarou o purpurado. Em vários pontos da exortação apostólica, Bento XVI insiste em que o cristianismo “não é fruto de uma sabedoria humana ou de uma ideia genial”, destacou o cardeal Oullet, e sim “de um encontro e de uma aliança com uma Pessoa que dá à existência humana sua orientação e forma decisivas”. A Verbum Domini “oferece, assim, a contemplação pessoal e eclesial da Palavra de Deus nas Sagradas Escrituras, na Divina Liturgia e na vida pessoal e comunitária dos fiéis”, disse o prefeito. Interpretação das Escrituras O purpurado se referiu também às quase 40 páginas nas quais Bento XVI destaca a necessidade de apresentar uma hermenêutica de forma “clara, construtiva, situando a ciência bíblica, exegética e teológica no interior e ao serviço da fé da Igreja”. Faz-se necessária uma interpretação das Sagradas Escrituras que deve ser complementada com uma leitura teológica e científica e que, além disso, exige “o valor da exegese patrística” e que convida “os exegetas, teólogos e pastores a um diálogo construtivo para a vida e para a missão da Igreja”. Igualmente, concluiu o purpurado, a meditação da Bíblia “expõe também a atividade missionária e a evangelização” e por isso “renova a consciência da Igreja de ser amada e sua missão de anunciar a Palavra de Deus com audácia e com confiança na força do Espírito Santo”. (Carmen Elena Villa) #Domini #disse #Deus #deve #eclesial #verbum #frezza #domfortunato #quintafeira #SagradasEscrituras #Congregação #Escrituras #também #CIDADE #Sínodo #missão #novembro #XVI #prefeito #sua #MarcOuellet #consciência #purpurado #Dom #afirmou #Teológica #zenit #Marc #Bíblia #bispos #exortação #necessidade #nikola #pss #uma #retoma #Apostólica #hoje #Segundo #esim #Dei #Sagradas #interpretação #Igreja #Vaticano #Assembléia #org #Ouellet #mesma #com #divulgada #Humana #reforma #Imprensa #assim #mensagem #Gianfranco #Bento #pessoal #Palavra #Pontifício #Cardeal

  • A imensa obra prima do Arquiteto de Deus

    O Papa dedica a Sagrada Família, de Gaudí, em processo de beatificação Por Renzo Allegri ROMA, segunda-feira, 8 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Nesse domingo, 7 de novembro, Bento XVI fez a dedicação, em Barcelona, da basílica da Sagrada Família, uma das maravilhas da época moderna, planejada pelo arquiteto Antonio Gaudí, que está em processo de beatificação. No último final de semana, Bento XVI esteve na Espanha para sua segunda viagem apostólica ao país. A visita se realizou em duas etapas: no sábado, dia 6, em Santiago de Compostela, para prestar uma homenagem ao apóstolo Tiago, evangelizador da Espanha, na celebração de seu jubileu. No dia seguinte, domingo, 7 de novembro, o Papa presidiu, em Barcelona, o rito solene de dedicação da igreja da Sagrada Família, a célebre obra prima de Antonio Gaudí, monumento símbolo de Barcelona e da Catalunha. A Sagrada Família, cujo nome exato é Templo Expiatório da Sagrada Família, é uma das maiores obras primas arquitetônicas modernas. A obra de construção começou há 127 anos, mas ainda não foi terminada. Está prevista sua conclusão para o ano de 2030. Mas ainda que esteja incompleta, esta “catedral” já é uma das maravilhas admiradas pelo mundo inteiro, declarada patrimônio da humanidade pela Unesco: o único monumento que atrai mais de dois milhões de turistas por ano. Muito além do seu valor artístico, enorme, a Sagrada Família possui um profundo significado religioso. Foi planejada como as míticas catedrais da Idade Média para ser, sobretudo, um extraordinário monumento à fé, um tratado teológico, um livro de pedra que explica Deus, a Criação, a história do homem. Seu autor, Antonio Gaudí, genial arquiteto e um santo singular, “materializou” nesta obra, à qual dedicou 40 anos de sua vida, a concepção teológica de Igreja, isto é, “lugar de celebração da eucaristia e do culto”, conceito que conquistou a admiração de Bento XVI, que desde sempre o manteve em suas diretrizes litúrgicas. Dentro da Sagrada Família, de fato não existe nada representado, nem sequer nas capelas laterais, que possa distrair a atenção do altar, do sacrário, da missa. As únicas três imagens presentes são a cruz, ou seja, Jesus homem-Deus; sua mãe, Nossa Senhora, e São José, ou seja, as duas pessoas que, com Ele, formam a Sagrada Família. As representações ilustrativas, com inumeráveis imagens e símbolos, estão todas no exterior da igreja e tecem uma história imensa de todo o mistério cristão, de acordo com o ciclo do ano litúrgico. Além das figuras dos santos, episódios bíblicos e escritos religiosos, Gaudí quis enriquecer cada detalhe com símbolos, emblemas, elementos da flora e fauna catalã para que essa igreja fosse o mais representativo possível do povo. Dizia: “Minha obra está nas mãos de Deus e na vontade do povo”. O simbolismo é a essência principal da Sagrada Família: reveste-a, recobre, apresentando-se em todos os lugares e em todas as suas possíveis formas. Um simbolismo forte, dantesco, “parlante”. O cardeal Francesco Ragonesi, que de 1913 a 1921 foi núncio apostólico na Espanha, quando foi visitar a obra da Sagrada Família, ficou muito impressionado por este simbolismo e disse a Gaudí, que lhe mostrava o projeto: “O senhor é o Dante da arquitetura”. “Antonio Gaudí dedicou-se completamente a esta obra prima”, disse o padre Lluís Bonet i Armengol, pároco da Sagrada Família. “Quando recebeu a encomenda deste trabalho, Gaudí era um jovem arquiteto, mas já muito famoso. Pouco a pouco, trabalhando neste projeto, se envolveu completamente até o ponto de abandonar todas suas outras tarefas que lhe davam fama e riqueza, para dedicar-se por inteiro a esta obra imensa com a qual queria celebrar Deus através dos séculos”. O padre Lluís Bonet i Armengol é filho de um famoso arquiteto que conheceu Gaudí e trabalhou com ele e, além de ser pároco da Sagrada família, é também o vice postulador da causa de beatificação de Gaudí. Quando esteja terminada, a igreja será, provavelmente, a maior basílica do mundo. Atualmente, a obra está 60% completa. Estão terminadas a nave central, o pavimento, os vitrais, o altar maior e o dossel. Para a chegada do Papa, aproximadamente 7.000 fiéis poderiam aceder ao interior da basílica sobre uma superfície de 4.500 metros quadrados. A Sagrada Família possui três grandes fachadas, às quais Gaudí deu os nomes de Natividade, Paixão e Glória, cada uma com três portas que simbolizam as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade. A fachada da natividade está orientada à saída do sol e representa a vida. Tem estilo gótico, com infiltrações modernistas, inumeráveis elementos da natureza, da flora e fauna, tartarugas, caracóis, gansos, galos e corujas que fazem com que a obra esteja cheia de vitalidade. A fachada da Paixão lembra a paixão e norte de Jesus e celebra a desolação, a dor: apresenta-se despojada de adornos, com formas simples e poucos ornamentos, que lembram o outono e o inverno. A terceira porta, a da Glória, que inda não está terminada, está orientada ao meio-dia e celebra o homem na Criação. A parte mais alta da basílica lembra um bosque com grandes árvores que se elevam ao céu. A ideia fundamental da inspiração arquitetônica de Gaudí estava ligada à natureza. Através do estudo de suas formas, que são ordem e beleza, a natureza conduz a Deus Criador. “Meu mestre é a árvore do jardim fora da minha janela”, costumava dizer Gaudí. “Tudo nasce do grande livro da natureza”. “Gaudí desenvolvia sua atividade de arquiteto com um espírito profundamente religioso, imbuído de oração e adoração – diz o padre Lluís Bonet –. De acordo com ele, a criação querida por Deus não está terminada, mas continua através das criaturas que trabalham no espírito de Deus”. Dizia: “Todos os que buscam as leis da natureza para modelar novas obras colaboram com o Criador”. O cardeal Ricardo María Carles Gordó, que, como arcebispo de Barcelona, apoiou muito a abertura da causa de beatificação e Gaudí, diz; “Ele soube encontrar na natureza novas fontes de inspiração para sua arte e assim nos mostrou sobretudo que a criação é obra do Grande Artista que é Pai, que criou todo o mundo como um presente ao Filho, ‘expressão de sua glória e imagem de sua substância’”. De acordo como projeto, na parte alta da Sagrada Família existem 18 torres que se elevam ao céu. Torres com forma de agulhas, hieráticas, solenes e de várias alturas. Dez representam os quatro evangelistas e cada uma delas está coroada pelo tradicional símbolo de cada evangelista: o anjo, o boi a águia e o leão. A torre mais alta é a dedicada a Nossa Senhora, coroada com uma coroa de estrelas. E, finalmente, a torre de Jesus, que supera a todas em altura e está coroada por uma grande cruz. Esta torre é visível desde muito longe: de dia brilha graças aos mosaicos que a compõem; de noite resplandece pelas luzes projetadas desde as outras torres. Nascido en Reus, na Catalunha, em 1852, Antonio Gaudí pertencia a uma família modesta de artesãos, fabricantes de objetos de cobre e aço. Dede pequeno, mostrou uma especial vivacidade intelectual e a família decidiu fazê-lo estudar. Durante oito anos freqüentou a escola dos esculápios em Reus e depois a Escola de Arquitetura de Barcelona. Para pagar os estudos, trabalhava enfrentando grandes sacrifícios. Formou-se em Arquitetura em 1878 e rapidamente abriu seu pequeno estúdio em Barcelona. O começo foi difícil, mas seu gênio era prometedor e em pouco tempo chamou a atenção como um dos jovens arquitetos mais originais e inovadores. Surpreendia e entusiasmava com belas ideias e, além disso, vanguardistas.Vários empresários ricos faziam sorteio entre eles para contratá-lo e, para eles, Gaudí realizou, não somente em Barcelona, obras que continuavam atraindo multidão de admiradores. “Entretanto, era um arquiteto particular – diz o padre Lluís. Não tinha sede de lucro, nem de glória, mas ardia de paixão por seu trabalho, uma paixão que surgia de sua profunda fé religiosa e transformava seu trabalho em uma contínua oração. Dedicava a Deus toda sua obra e buscava deixar nela, inclusive ainda que fosse uma obra civil, um ‘signo’ religioso, uma estátua de Nossa Senhora, a cruz e similares. Às vezes brigava com quem tinha lhe encomendado a obra, porque a Espanha, no começo do século XX, era varrida por um forte vento anárquico e um socialismo ateu, anticlerical. Ele nunca se curvou às modas políticas ou ideológicas, preferia perder o trabalho”. Em 1883, Gaudí recebeu a encomenda da construção da Sagrada Família, quando tinha 31 anos. “A obra já tinha começado – explica o padre Lluís –. Uma associação de devotos de São José, surgida em 1866, queria construir uma igreja dedicada à Sagrada Família. Mas os dois arquitetos do projeto inicial não entravam em acordo e foi necessário substituí-los por um terceiro. Foi escolhido Gaudí, que era o joven artista emergente”. “Gaudí, ex-assistente de um dos arquitetos beligerantes, aceitou a encomenda e se apaixonou pelo trabalho, que acabou se convertendo na razão de sua vida. O arquiteto mudou o projeto inicial por um novo, surpreendente, estudado até os mínimos detalhes. Uma obra gigante, que requeria uma montanha de dinheiro, mas que só contava com as escassas ajudas da Associação de São José. E Gaudí agarrou-se a esse santo, de quem era devota. Rezava todos os dias ao santo, a quem proclamou administrador de sua obra e antes de morrer disse que a obra tinha sido realizada por São José”. “Em alguns momentos, quando o dinheiro faltava, Gaudí teve de mendigar. Ia pelas ruas de Barcelona pedindo ajuda. Muitos pensaram que estava louco. Não conseguiam conceber que um homem com seu gênio, que tinha podido amealhar enormes riquezas se limitasse aos projetos que a que, talvez, nunca poderia terminar”. “Mas Gaudí não se importava com as fofocas. Com a ajuda das oferendas de pessoas pobres, continuou construindo. ‘São José acabará esta igreja’, dizia. ‘Na Sagrada Família tudo é fruto da Providência, incluída mina participação como arquiteto’”. Infelizmente Gaudí só conseguiu terminar uma parte do projeto. Em 7 de junho de 1926, enquanto caminhava pela cidade, foi atropelado por um bonde. Hospitalizado, morreu três dias depois, no dia 10 de junho, e foi sepultado na cripta da igreja que estava construindo. “Da obra, tinha realizado, entretanto, todos os esboços e os ilustrara com milhares de desenhos e anotações – explica o  Lluís –. Seus colaboradores puderam continuar assim a grande obra. Mas durante a Guerra Civil o espírito ateu que dominava a Espanha levou a grupos de bandidos a rebelar-se contra a obra de Gaudí. Destruíram parte dos esboços, profanaram o túmulo do arquiteto e tentaram demolir a igreja em contrução. Acabada a guerra, os modelos, baseados em desenhos e fotografias, foram recuperados e o trabalho pôde ser reiniciado. Hoje, Antonio Gaudí está reconhecido como um dos grandes gênios da arquitetura.  Le Corbusier o definiu como “o maior arquiteto em pedra do século XX” e Joan Miró como “o primeiro entre os gênios”. Sua fama não está ligada só à Sagrada Família, mas a muitas outras obras extraordinárias realizadas pelas várias cidades da Espanha, quando jovem. Obras que o tornaram famoso em todo o mundo e atraem multidões de turistas. “Mas não é possível separar o Gaudí-arquiteto do Gaudí-cristão”, do homem profundamente religioso – sustenta o padre Lluís –. Nas atas do processo diocesano estão recolhidos muitos testemunhos de pessoas que o conheceram, e todos afirmam que foi um grande santo. Uma santidade clássica e muito surpreendente, dada a sua profissão e sua fama artística; uma santidade feita de oração, de sacrifícios, de pobreza, de caridade com os pobres”. “Ainda que fosse uma celebridade, todas as manhãs se levantava cedo para ir à missa. Saindo de casa, passava sempre a uma estátua de Santo Antônio para rezar. Sua pobreza era absoluta. Não tinha sequer o que vestir. Ia como um vagabundo. Quando morreu sob o bonde, não foi reconhecido e os serviços de resgate o levaram ao hospital da Santa Cruz, um albergue construído para os mendigos. Acreditaram que fosse um vagabundo sem teto. A notícia da morte do grande arquiteto se espalhou pela cidade. Uma grande multidão assistiu ao funeral. Eram, sobretudo, pessoas pobres às quais ele assistia e ajudava. Um jornal de Barcelona,  La Veu de Catalunya, deu o título: Em Barcelona morreu um gênio! Em Barcelona, nos deixou um santo! Inclusive as pedras choram”. “A fama de santidade de Antonio Gaudí sempre esteve viva em Barcelona. Imediatamente depois de sua morte, foi publicado um livro onde 17 famosos escritores recordavam o grande personagem. Todos destacavam sua santidade e um dos capítulos se intitulava O arquiteto de Deus”. “Gaudí está sepultado na cripta da Sagrada Família e eu, como pároco desta igreja, vejo todos os dias pessoas que vão a esse túmulo rezar e muitas contam ter recebido, por intercessão de Gaudí, graças extraordinárias”. #diaseguinte #renzoallegri #santiagodecompostela #unesco #Deus #Solene #pela #suavida #homenagemao #SagradaFamília #Eucaristia #pelo #uma #segundafeira #Tiago #oano #rito #nome #Barcelona

  • Deus vê em cada um a Alma que há que salvar, dia Papa

    Meditação no Angelus deste domingo CIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI assegurou que Deus vê em cada pessoa uma alma que há de salvar. Durante o encontro dominical com milhares de peregrinos, o pontífice comentou a passagem que a liturgia deste domingo apresentava: a conversão de Zaqueu, um arrecadador de impostos do imperador romano. “Deus não exclui ninguém, nem pobres nem ricos. Deus não se deixa condicionar por nossos preconceitos humanos, mas vê em cada um uma alma que há que salvar, e o atraem especialmente aquelas almas que são consideradas perdidas e que assim o creem elas mesmas”, afirmou o Papa, dirigindo-se desde a janela de seu apartamento aos milhares de peregrinos na praça de São Pedro. Esse era precisamente o caso de Zaqueu, o chefe dos publicanos de Jericó, importante cidade do rio Jordão, depreciado por seus compatriotas judeus por sua falta de honestidade, e quem recebeu Jesus em sua casa. Sabendo que as pessoas criticariam sua decisão de visitar a casa de um “pecador público”, Jesus “quis arriscar e ganhou a aposta”, assegurou o Papa. “Zaqueu, profundamente impressionado pela visita de Jesus, decide mudar de vida, e promete restituir o quádruplo do que roubou”. “Jesus Cristo, encarnação de Deus, demonstrou esta imensa misericórdia, que não tira nada à gravidade do pecado, mas que busca sempre salvar o pecador, oferecer-lhe a possibilidade de resgate, de voltar a começar, de se converter”, acrescentou o Papa. O Papa concluiu a meditação sobre o Evangelho reconhecendo que “Zaqueu acolheu Jesus e se converteu, pois Jesus tinha sido o primeiro a acolhê-lo”. “Não o havia condenado, mas tinha respondido a seu desejo de salvação. Peçamos à Virgem Maria, modelo perfeito de comunhão com Jesus, que experimentemos a alegria de receber a visita do Filho de Deus, de ficar renovados por seu amor, e transmitir aos demais sua misericórdia”, disse o Papa. #Praça #elas #oencontro #conversão #apartamento #apresentava #seu #Evangelho #encontro #assegurou #Deus #Angelus #tinha #Jordão #exclui #condicionar #pela #imperador #virgem #riojordão #Chefe #JesusCristo #Misericórdia #aposta #janela #CIDADE #crêem #Peregrinos #nem #deixa #pecador #XVI #outubro #sua #Pedro #São #passagem #RIO #esse #não #promete #deste #SãoPedro #afirmou #pessoa #zenit #atraem #pontífice #Jericó #uma #meditação #comentou #arrecadador #Alma #Vaticano #mudar #org #com #Zaqueu #Jesus #Dominical #assim #Bento #ninguém

  • Bento XVI e o Silêncio dos Bispos

    Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder. É conhecida a absurda apreensão, a pedido do PT, de milhares de folhetos contendo o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminalização do aborto. É conhecida a denúncia do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, de que tem sido vítima de censura e perseguição por parte do PT (cf. Revista Veja). É arquiconhecida a prisão de leigos católicos que realizavam o “ato subversivo” de distribuir nas ruas o documento dos bispos de São Paulo. O Papa convida os bispos à coragem de romper este patrulhamento e falar. Ao defender a vida das crianças no ventre das mães, os bispos não devem temer “a oposição e a impopularidade, recusando qualquer acordo e ambigüidade”. O pronunciamento de Bento XVI ainda exorta os bispos a cumprirem “o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. E, numa clara alusão a uma das propostas do PNDH-3 do PT, se opõe à ausência “de símbolos religiosos na vida pública”. Com seu discurso, o Papa procura evitar que o Brasil continue protagonista de um fenômeno que seria mais típico do feudalismo medieval, do que de uma suposta democracia moderna. De fato, durante a Baixa Idade Média, era comum que os posicionamentos e protestos mais decididos fossem os do Papa, enquanto os do episcopado local, mais exposto às pressões e ao poder imediato dos senhores feudais, eram como os de um cão atado à coleira. Pode até ensaiar uns latidos, mas quem passa por perto sabe que se trata de barulho inofensivo. Ao apagar das luzes da campanha de segundo turno, o Pontífice parece preparar o terreno para que a Igreja do Brasil compreenda, sejam quais forem os resultados das eleições, que é inútil apelar para um currículo de progressos sociais e de defesas dos oprimidos do Partido dos Trabalhadores, quando seu “projeto político” está tão empenhado em eliminar os seres humanos mais fracos e indefesos no ventre das mães. Segue abaixo o discurso do Santo Padre Amados Irmãos no Episcopado, «Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo. Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina. Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76). Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82). Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75). Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010). Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado. Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade. Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica. Fonte: Vaticano #discurso #dever #PapaBentoXVI #dilmarousseff #SãoPaulo #numa #quintafeira #nasruas #grau #absurda #dias #ventre #símbolosreligiosos #segundoturno #baixa #todosos #interlocutor #contendo #nesta

  • O princípio “Solo Christus” visto por um ex-protestante

    No tempo em que nos importa viver, no qual os ventos do ecumenismo tornam a soprar cada vez com mais firmeza, não é nada fácil tentar dizer três ou quatro verdades sobre os nossos “irmãos separados”. Eu, que durante nove anos de minha vida fui protestante, sei como é estar dos dois lados da cerca. É uma experiência inegavelmente peculiar. Apesar de encontrarmos do lado protestante uma grande maioria que julga que o catolicismo romano não é cristão, do lado católico não observamos com abundância aqueles que colocam em dúvida a natureza cristã do protestantismo. Sem querer valorizar demais, posto que não vale a pena, a opinião anti-católica deste grupo de protestantes, creio ser necessário comentarmos alguns pontos chave para que os católicos em geral, ou pelo menos aqueles que mantém um contato maior com protestantes, reconheçam que deveriam ser menos otimistas quanto à existência de um elemento cristão genuíno no cristianismo protestante. Desde seu surgimento, na reforma, o protestantismo elaborou uma série de lemas que se tornaram verdadeiros dogmas de fé do cristianismo protestante. Analisaremos um desses lemas, e vejamos o que ocorre na prática. Solo Christus A princípio nada haveria de me opor a esta doutrina essencial da fé cristã pela qual reconhecemos que a figura e a pessoa de Jesus Cristo é, por si só, o centro de nossa vida e esperança. Indubitavelmente, sem Cristo não há cristianismo. Contudo, acontece que na Bíblia ocorre uma realidade muito clara: uma vez que Jesus Cristo se encarnou e fundou sua Igreja não podemos mais separar a realidade de Cristo com a realidade da Igreja. A Palavra de Deus é clara neste ponto: A Igreja é o Corpo de Cristo (Cl 1,18). Diz mais: A Igreja é a Sua Plenitude (Ef 1,23). Quem persegue a Igreja, persegue o Cristo (At 9,1-6) e, caso a relação não esteja suficientemente nítida, podemos perceber que a relação entre Cristo e a Igreja é um mistério ao qual São Paulo compara ao mistério da união entre o homem e a mulher (Ef 5,31-32). Portanto, dizemos a verdade se ensinamos que não pode crer em “Solo Christus” aquele que aceita o Cristo, mas rejeita a Igreja, indissoluvelmente unida a Ele por toda a eternidade. Por isso o Símbolo Niceno-Constantinopolitano afirma em um de seus pontos: “Creio na Santa Igreja Católica e apostólica”. Ou seja, desde a antiguidade era demonstrado que a fé ou crença na Igreja era parte da fé cristã. E se o Cristo em pessoa afirmou, sobre o matrimônio, que “o que Deus uniu o homem não separe”, mais ainda devemos crer que a união de Cristo com a Igreja está selada eternamente por vontade divina. Se isto está claro, cabe aqui uma pergunta: atacar a unidade da Igreja não é exatamente o mesmo que atacar o Cristo? É cristão, portanto, dividir o corpo de Cristo em milhares de fragmentos? Ou, pelo contrário, a divisão da unidade do corpo de Cristo não é a arma mais poderosa que satanás poderia se servir durante a história da Igreja? Quando era protestante, eu via como secundário este assunto de unidade da Igreja e, acima de tudo, sacrificável ao “deus” da pureza doutrinária. Ou seja, a verdadeira doutrina expressa “somente na Bíblia” está um tesouro de muito mais valor que a unidade visível da Igreja de Cristo. Porém não era somente isso. Assim como a imensa maioria dos protestantes, eu tinha um conceito sobre a Igreja que não se acha em lugar nenhum da Bíblia, a não ser através de interpretações torcidas e contorcidas. É o que eu chamo de conceito “docetista” da Igreja, onde se tira a noção de que possa haver uma Igreja visível, organizada e hierarquizada, para se aceitar uma Igreja desorganizada, invisível, pseudo-etérea, sem unidade orgânica real. Sem muita demora, vejamos o que diz a Bíblia sobre a Igreja: 1 – Cristo deixou muito claro que a unidade dos cristãos deveria ser semelhante à sua unidade com o Pai e que por essa unidade o mundo deveria crer. 2 – A Igreja teria uma hierarquia muito bem definida: apóstolos, entre eles Pedro, o primeiro, e logo os bispos e anciãos (presbíteros). 3 – A Igreja adotaria um sistema de análise chamado Conciliar, tal e como se vê em Atos 15, com o particular fato de que Pedro iniciou os debates sobre os temas em pauta naquele concílio. Além disso, as disposições do Concílio eram de aceitação obrigatória por toda a Igreja. 4 – Os apóstolos eram intolerantes com aqueles que causavam divisões. Encabeçados por Paulo, que teve que se depara com os “denominacionalismos” de Corinto (1Cor 1,10-13). Também ele deu a Tito uma ordem bem clara sobre o que ele deveria fazer com aqueles que causassem divisões. Deveria admoestá-los primeiro e depois expulsá-los da Igreja, porque haviam-se pervertido (Tt 3,10-11). Judas (Jd 19) coloca que os que causam divisão não possuem o Espírito. E, digamos alto e claro, o apóstolo João mostra em 1Jo 2,18-19 que os que saem da Igreja são anti-cristos, ainda que alguns queiram interpretar este versículo de uma forma mais suave. Bem, alguém deve estar se perguntando: “E o que tem a ver isto tudo com o protestantismo e ‘Solo Christus‘?”. Respondo: Tem tudo a ver! E mais: o protestante que entende esta realidade, se é honesto e inteligente, necessariamente tem de deixar de ser protestante, a menos que queira pecar gravemente contra Deus. É evidente que um sistema religioso que afirma aceitar inteiramente o Cristo e todo o seu ensinamento, mas que leva em sua essência o vírus mortal da divisão do corpo de Cristo, somente pode ser definida como anti-cristo. Anti-cristã. Não há justificativa alguma ao fato de que o protestantismo tem sido absolutamente incapaz de manter uma unidade eclesial interna minimamente respeitável. Quando os protestantes se insurgem em apontar, com seus tratados e comentários bíblicos, os erros doutrinários do catolicismo, não se dão conta que a simples existência de uma miríade de denominações protestantes independentes umas das outras é, nos seus olhos, uma trave de proporções apocalípticas. Parece forte dizer isso, mas a verdade é que o protestantismo é a negação de Cristo desde o momento em que, na prática, nega a existência de uma só Igreja de Cristo, com uma só fé, com um só batismo e um só credo. E, negando a existência dessa Igreja, que é o corpo de Cristo, está se negando o próprio Cristo, ainda que inconscientemente. Ponto final! Se o protestantismo tivesse a capacidade de ter se organizado em uma só denominação, poderíamos hoje contemplar a reforma de um prisma totalmente diferente. Porém, a reforma não foi o que pretendia ser, senão o maior levante de aniquilação da Igreja, com a desculpa de uma verdadeira mudança. Aproveitaram da fraqueza da Igreja da época para tentar destruí-la por completo, mas, graças a Deus, foi na fraqueza que a Igreja despertou com força para novos desafios, ainda que lhe custasse muito recuperar o que havia perdido com a corrupção interna e os desajustes doutrinais e externos. Para finalizar, ainda me caberia verificar muitas das ramificações desse desastre que é o protestantismo para a cristandade, mas me contentarei em assinalar pelo menos algumas poucas incoerências da agressiva dinâmica dialética que os protestantes usam contra a Igreja Católica: 1 – Os protestantes rejeitam a Igreja Católica por não se basear somente na Bíblia. A verdade é que eles, que dizem basear-se somente na Bíblia, não conseguem chegar a um acordo sobre doutrinas como a Eucaristia, sacramentos, organização eclesial, doutrinas da graça e salvação (calvinismo e arminianismo), etc., etc., etc. 2 – Os protestantes atacam a Igreja Católica por valorizar o papel da Tradição, mas eles mesmos são escravos de suas próprias tradições interpretativas da Palavra de Deus. E, ainda por cima, aceitam grande parte da linguagem e do conteúdo doutrinal que a eles chegou através da…Tradição da Igreja (Trindade, Cânon da Bíblia, Filioque, Pecado Original, Domingo como dia do Senhor). 3 – Os protestantes usam a Bíblia como uma arma contra determinadas doutrinas e práticas católicas, porém nada dizem sobre o que essa mesma Bíblia fala sobre divisões na Igreja, tão presente nas suas igrejas. 4 – Os protestantes atacam a Igreja Católica acusando-na de possuir um sistema de governo ditatorial, porém resulta que boa parte das igrejas protestantes exercem uma tirania a nível denominacional que faria você rir da severidade disciplinar do cardeal Ratzinger. Por fim, para não estender-me demais, terminarei com uma reflexão. Creio que tanto aqueles que nasceram numa família protestantes como aqueles que saíram da Igreja Católica para o protestantismo deveriam voltar com urgência para a Igreja de Cristo. É incompatível ser de Cristo e pertencer a um sistema religioso que está dividindo continuamente o corpo de Cristo, que nega o princípio da eficácia regeneradora que o Espírito Santo possui na sua condução da Igreja. Muitos protestantes nunca tinham sido defrontados com esta realidade que estou escrevendo. Outros tomaram conhecimento, mas resolveram continuar seguindo suas vidas separados da Igreja, e, portanto, apesar de se revoltarem ao ler isto, separados de Cristo. É nossa missão evangelizá-los e/ou resistir às suas tentativas de levar católicos da Igreja de Cristo. Sem dúvida, muitos católicos precisam de um contato maior com Cristo, porém este encontro não se dá fora do Corpo de Cristo, nas igrejas protestantes, mas um encontro na Igreja do Cristo verdadeiro. Traduzido para o Veritatis Splendor por Rondinelly Ribeiro Rosa. Fonte: Veritatis Splendor #dogmas #demais #plenitude #Deus #Cristianismo #Nossa #JesusCristo #nãovaleapena #corpo #ponto #VeritatisSplendor #Protestante #DeCristo #neste #posto #umavez #reforma #natureza #catolicismoromano #valeapena

  • Cresce interesse pelos santos, diz porta-voz vaticano

    Comenta as últimas canonizações CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 25 outubro de 2010 (ZENIT.org) – Os santos voltaram a estar na moda, afirma o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, ao constatar a extraordinária participação nas últimas canonizações presididas por Bento XVI. O padre Federico Lombardi, S.J., analisa no último número de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, a proclamação como santos de Stanislaw Soltys, André Bessette, Cândida Maria de Jesus Cipitria y Barriola, Mary of the Cross MacKillop, Giulia Salzano e Battista Camilla Varano. Essas canonizações “foram um tanto particulares. Sobretudo dois destes novos santos mobilizaram um interesse muito especial em seus países”. O porta-voz refere-se à australiana Mary MacKillop e ao canadense André Bessette. “Os outros santos e santas eram italianos, espanhóis e poloneses e, portanto, apesar de sua grandeza, não eram uma novidade absoluta. Mas a Austrália ainda não tinha uma santa e o Canadá tinha uma menor familiaridade com as canonizações”. “Grupos de milhares de peregrinos enfrentaram viagens muito longas e dispendiosas para estar presentes na Praça de São Pedro; muitos jornalistas e equipes de televisão vieram a Roma para escrever artigos, fazer reportagens, entrevistas, transmissões ao vivo sobre a cerimônia e as outras celebrações”, recorda o padre Lombardi. “Normalmente os meios de comunicação movem-se quando entendem que há um interesse popular amplo e difundido”, recorda. “A Igreja propõe solenemente nos santos os modelos de vida cristã, mas o faz reconhecendo aquilo que o povo já entendeu: que certas pessoas encarnam o Evangelho de forma extraordinária, e assim se convertem para aqueles que os descobrem em amigos espirituais, fantásticos guias para chegar ao amor de Deus, à fé, à esperança.” “Alguns santos são reconhecidos solenemente; a grande maioria não se faz universalmente famosa, mas difunde igualmente ao ser redor esperança e amor. Esta é a face mais bela da Igreja”, afirma. #Dies #octava #Giulia #semanário #Cross #Lombardi #número #padrelombardi #Centro #Deus #Diretor #mariadejesus #Maria #Stanislaw #tinha #Sala #interesse #faz #muito #extraordinária #Comenta #Barriola #CIDADE #Soltys #recorda #XVI #outubro #MacKillop #Cipitria #solenemente #São #último #Televisivo #Federico #ao #não #aquilo #esperança #camilla #SãoPedro #eram #zenit #FedericoLombardi #Bessette #uma #BentoXVI #Mary #segundafeira #André #Igreja #battista #Vaticano #GiuliaSalzano #proclamação #org #porta #Cândida #Jesus #participação #Imprensa #refere #analisa #Bento #voltaram #the

  • Amizade com Jesus leva à justiça com pobres, diz Papa

    Dedica sua catequese de hoje a Santa Isabel da Hungria CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 20 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – A amizade com Cristo “cria o sentido da justiça, da igualdade de todos, dos direitos dos demais e cria o amor, a caridade”, afirmou o Papa hoje, durante a audiência geral realizada na Praça de São Pedro e dedicada a outra importante santa do século XIII: a princesa húngara Isabel de Turíngia. Isabel, afirmou o Papa, foi “uma das mulheres da Idade Média que suscitou maior admiração”, por sua piedade e sua humildade, assim como por sua entrega aos pobres, apesar de proceder de uma rica e poderosa família real. Já desde pequena, foi comprometida com Ludovico, filho do landgrave de Turíngia, a quem se uniu com amor sincero. No entanto, explicou o Papa, Isabel não se deixou levar pelo ambiente da corte. “Uma vez, entrando na igreja na festa da Assunção, ela tirou a coroa, colocou-a aos pés da cruz e permaneceu prostrada no chão, com o rosto coberto. Quando uma freira a desaprovou por este gesto, ela respondeu: ‘Como posso eu, criatura miserável, continuar usando uma coroa de dignidade terrena quando vejo o meu Rei Jesus Cristo coroado de espinhos?'” Esta coerência de fé e vida se manifestava também na relação com seus súditos, evitando utilizar sua posição para conseguir favores. Isso, apontou o Papa, supõe “um verdadeiro exemplo para todos aqueles que desempenham cargos: o exercício da autoridade, em todos os níveis, deve ser vivido como serviço à justiça e à caridade, na busca constante do bem comum”. Ela atendia pessoalmente os pobres do seu reino, algo que seu marido admirava. Foi um matrimônio feliz, explicou Bento XVI, “um claro testemunho de como a fé e o amor a Deus e ao próximo reforçam e tornam ainda mais profunda a união matrimonial”. Isabel e seu esposo conheceram e apoiaram os Frades Menores. Posteriormente, quando ela ficou viúva e foi despojada dos seus bens pela inveja de um familiar, fez voto de pobreza no espírito franciscano. A princesa dedicou seus últimos anos de vida a construir e trabalhar em um hospital para os pobres, onde “procurava sempre levar a cabo os serviços mais humildes e os trabalhos repugnantes”. “Ela se converteu no que poderíamos chamar de mulher consagrada no meio do mundo”, afirmou o Papa. “Não é por acaso que ela é padroeira da Terceira Ordem Regular de São Francisco e da Ordem Franciscana Secular.” A santa faleceu após fortes febres e, tal era sua fama de santidade, que o Papa Gregório IX a proclamou santa apenas 4 anos mais tarde. “Santa Isabel nos convida a redescobrir Cristo, a amá-lo, a ter fé e, assim, encontrar a verdadeira justiça e o amor, como também a alegria de que um dia estaremos submersos no amor divino, no gozo da eternidade com Deus”, concluiu o Papa. #Praça #rosto #Ordem #quartafeira #Cristo #bens #seu #Geral #princesa #Deus #Santa #Rei #cria #outra #aospésdacruz #JesusCristo #Isabel #húngara #também #audiência #CIDADE #admiração #invej #outubro #ludovico #sua #Pedro #Turíngia #XIII #Dedica #amorsincero #levar #São #hungria #gesto #Media #igualdade #coroa #não #caridade #SãoPedro #afirmou #explicou #zenit #foi #uma #quandovejo #maior #hoje #catequese #SantaIsabel #Vaticano #favores #org #justiça #Mulheres #amizade #com #Jesus #século #Idade #assim #poderosa #suscitou #ela #quando

  • Pe. Paulo Ricardo – Em defesa da Vida – Parte 2

    Pe. Paulo Ricardo convoca todos os cristãos e homens de boa vontade a lutar pela vida. Apoia e confirma as denúncias dos bispos da Regional Sul 1 contra o Partido dos Trabalhadores (PT). [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fnvmNt-azJM[/youtube] #CNBB #partidodostrabalhadores #Padre #Aborto #Eleições #Comunismo #Catolica #bispos #PT #Igreja #PePauloRicardo

  • Padre Paulo Ricardo – Em defesa da Vida

    Pe. Paulo Ricardo convoca todos os cristãos e homens de boa vontade a lutar pela vida. Apoia e confirma as denúncias dos bispos da Regional Sul 1 contra o Partido dos Trabalhadores (PT). [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bjUWtAQJ8YI[/youtube] #Apoia #lutar #regional #vontade #convoca #boa #pela #wwwyoutube #Trabalhadores #partidodostrabalhadores #Youtube #Padre #Vida #confirma #Paulo #Ricardo #sul #defesa #pauloricardo #Partido

  • Aborto, Religião e os candidatos à presidência do Brasil

    Caríssimos irmãos e irmãs Estamos vivendo os momentos finais da disputa à presidência da republica do Brasil. Desde o primeiro turno muitas coisas mudaram, entre elas a forma como os candidatos tratam as questões relativas a religião e aborto. Hoje vemos ambos os candidatos se apresentando como católicos convictos ou genericamente “cristãos” para não ofender nossos irmãos evangélicos. O objetivo deste artigo não é defender um dos candidatos e sim de mostrar a todos os católicos que durante uma campanha eleitoral muitas mentiras são contadas. Assistindo aos vídeos abaixo, você caro leitor, poderá tirar suas próprias conclusões. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ITAwV6gg3kY[/youtube] [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=EdNJwnN_vV0[/youtube] #Assistindo #religião #leitor #eleitoral #sim #tratam #artigo #Youtube #apresentando #poderá #Aborto #você #campanhaeleitoral #São #abaixo #aos #não #Caríssimos #deste #república #presidência #uma #mudaram #hoje #primeiro #esim #campanha #todosos #vivendo #genericamente #ofender

  • O que é inspiração bíblica?

    A inspiração bíblica também não é revelação de verdades que o autor humano não conheça. Existe sim, o carisma da Revelação, especialmente nos profetas. Mas é diferente da inspiração bíblica. Esta se exercia, por exemplo, quando o hagiógrafo descrevia uma batalha ou outros fatos documentados em fontes históricas, sem receber revelação divina. Inspiração Bíblica é a iluminação da mente do autor humano para que possa, com os dados de sua cultura religiosa e profana, transmitir uma mensagem fiel ao pensamento de Deus. O Espírito Santo fortalece a vontade e as potências executivas do autor para que realmente o hagiógrafo escreva o que ele percebeu. Tais livros são todos humanos (Deus em nada dispensa a atividade racional do homem) e divinos (Deus acompanha a redação do homem escritor). A Bíblia é um livro divino-humano. Transmite o pensamento de Deus em roupagem humana. Assemelha-se ao mistério da Encarnação, onde Deus se revestiu de carne humana, pois na Bíblia a Palavra de Deus se revestiu da palavra do homem (judeu, grego, com todas as suas particularidades de expressão). A finalidade da inspiração bíblica é estritamente religiosa. Não foi escrita para nos ensinar ciências naturais, mas aquilo que ultrapassa a razão humana (o sentido do mundo, do homem, da vida, da morte, etc diante de Deus). Portanto, não há contradição entre a Bíblia e as ciências naturais. Mesmo Gênesis 1-3 não pretende ensinar como nem quando o mundo foi feito. A Bíblia só é inspirada quando trata de assuntos religiosos? Há páginas na Bíblia não inspiradas? Toda a Bíblia, em qualquer de suas partes, é inspirada, qualquer que seja a sua temática. Ocorre, porém, que Deus comunica sua mensagem religiosa em linguagem familiar pré-científica, bem entendida no trato quotidiano. Por exemplo, quando falamos em “nascer-do-sol” ou “pôr-do-sol”, supomos o sistema geocêntrico (ultrapassado), mas não somos taxados de mentirosos, porque não pretendemos definir assuntos de astronomia. Assim, quando a Bíblia diz que o mundo foi feito em 6 dias, ou que a luz foi feita antes do sol e das estrelas, ela não ensina teorias astronômicas, mas alude ao mundo em linguagem dos hebreus antigos para dizer que o mundo todo é criatura de Deus. Portanto, em assuntos não-religiosos, a Bíblia adapta-se ao modo de falar familiar ou pré-científico dos homens que, devidamente entendido, não é portador de erro. Também todas as “palavras” da Escritura são inspiradas. Os conceitos dos homens estão sempre ligados às palavras. Quando o Espírito Santo iluminava a mente dos autores sagrados, iluminava também as palavras. É por isto que os próprios autores sagrados fazem questão de realçar de realçar vocábulos da Bíblia: Jo 10,34-35; Hb 8,13; Gl 3,16. Notemos, porém, que somente as palavras das línguas originais (hebraico, aramaico e grego) foram assim iluminadas. As traduções bíblicas não gozam do carisma da inspiração. Por isso, ao ler a Bíblia, devemos nos certificar de estarmos usando uma tradução fiel e equivalente aos originais. “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça.” (2Tm 3,16). Para extrair a mensagem religiosa é absolutamente necessário levar em conta o gênero literário do texto. Por exemplo, “leis” tem seu gênero literário próprio (claro e conciso para que ninguém possa se desculpar), a poesia tem gênero literário oposto ao das leis (metafórico, subjetivo). Uma crônica é diferente de uma carta. Uma carta comercial é diferente de uma carta de família, uma fábula é diferente de um fato histórico. Na Bíblia há diversos gêneros: histórico; história em estilo popular (Sansão); poesia; parábola; alegoria (Jo 15,1-6); a lei e muitos outros. Cada gênero tem suas regras de interpretação próprias. Não posso entender uma poesia (cheia de imagens) como entendo uma lei (clara e sem imagens). Assim, a criação do mundo em Gn 1 é poesia. Enquanto a narração da Última Ceia é relato histórico. Este devo entender ao pé da letra, enquanto aquele outro não o posso. Antes de ler um livro da Bíblia é necessário se informar do seu gênero literário, a fim de entender os critérios de redação adotados pelo autor. Tal informação pode ser obtida nas introduções que as edições bíblicas apresentam para cada livro sagrado. Pergunta-se ainda: se a Bíblia é toda inspirada, como se pode explicar as “contradições” e “erros” que ela contêm? Afinal Deus existe como afirma Jo 1,18 ou não existe como afirma Sl 52(53), 1 ? O sol parou, conforme Js 10,12-14 e Is 38,7s? De Abraão a Jesus houve apenas 42 gerações (Mt 1,17) ? Afinal o maná, era insípido e pouco atraente (Nm 11,4-9) ou saboroso (Sb 16,20s) ? Responde-se: A Bíblia é isenta de erros em tudo aquilo que o hagiógrafo como tal afirma e no sentido em que o hagiógrafo entendeu. Portanto, em outras palavras, para obtermos a mensagem isenta de erros devemos verificar se é algo afirmado pelo próprio hagiógrafo, ou se ele afirmou em nome de outrem e qual o gênero que ele adotou. Voltando aos casos apontados: Em Jo 1,18 o hagiógrafo, como tal, é quem afirma que Jesus revelou Deus Pai. Mas no salmo 52(53), 1, o hagiógrafo apenas afirma (com plena veracidade) que o insensato nega a existência de Deus. O insensato erra ao negar, o salmista apenas verifica o fato. A “parada do sol” está dentro de um contexto de poesia lírica, onde “estacionamento do sol” quer dizer “escurecimento da atmosfera, clima de tempestade de granizo”. Josué pediu a Deus essa tempestade, a qual é relatada em Js 10,11. Os demais casos se enquadram no uso do gênero literário do midraxe. Midraxe é uma narração de fundo histórico, ornamentada pelo autor sagrado para servir à instrução teológica. O autor conta o fato de modo a destacar o valor ou o significado religioso deste fato. Sua intenção não é a de um cronista, mas a de um catequista ou teólogo. O caso do maná: em Nm há uma narração de cronista, enquanto em Sb é apresentado o sentido teológico do maná num midraxe. O maná era saboroso não por seu paladar, mas por ser o penhor da entrada do povo na Terra Prometida. As 42 gerações relatadas entre Abraão e Jesus visa destacar a simbologia do número 42 (3 x 14): em Cristo se cumpre todas as promessas feitas a Israel, é o Consumador da obra de Davi. Ao meditarmos a Bíblia, oremos como Santo Agostinho: “Faze-me ouvir e descobrir como no começo criaste o céu e a terra. Assim escreveu Moisés, para depois ir embora, sair deste mundo. Agora não posso interrogá-lo. Se pudesse, eu lhe imploraria para que me explicasse estas palavras. Mas não posso interrogá-lo. Por isso dirijo-me a Ti, Verdade, Deus meu, de que estava ele possuído quando disse coisas verdadeiras. E Tu, que concedeste a teu servo enunciar estas coisas verdadeiras, concede também a mim compreendê-las.” (Confissões XI 3,5) “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular. Nenhuma foi proferida pela vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2Pd 1,20-21) Fonte: Veritatis Splendor #bibliasagrada #Deus #sim #inspirada #carisma #bíbliavivaonline #nem #fatos #carnehumana #batalha #uma #NovoTestamento #omundo #EspíritoSanto #Humana #ela

  • Crises na Igreja mostram necessidade da imprensa católica

    Explica o arcebispo Claudio Maria Celli CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 4 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Qual será o futuro da imprensa católica, em uma época de plena revolução digital, que colocou em crise muitos jornais? Para o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, o futuro dependerá da capacidade dos jornais e revistas católicos de ser fiéis à sua missão. E as crises comunicativas ou escândalos que a Igreja viveu nos últimos anos demonstram ainda mais a necessidade de contar com esses meios de comunicação com vocação católica, esclareceu o prelado, ao inaugurar um congresso mundial inédito da imprensa católica que se realiza em Roma. No encontro, que Bento XVI encerrará no dia 7 de outubro, participam 230 diretores e representantes de jornais católicos e publicações digitais, bispos e sacerdotes especialistas de comissões e instituições eclesiais encarregadas da comunicação, assim como professores universitários, em representação de 85 países. Na intervenção inaugural, o arcebispo apresentou a imprensa católica “como realidade próxima, capaz de acompanhar a vida, capaz de perceber as preocupações, os desejos, os projetos das pessoas que são seus leitores. Não só dos que pertencem à comunidade católica – pareceria óbvio dizer isso, ainda que às vezes não seja tão evidente”. No campo da comunicação, disse Dom Celli, a Igreja também é “especialista em humanidade”, ainda que, “neste momento, alguém poderia sorrir frente a esta afirmação, sobretudo quando se faz referência às conhecidas e dolorosas vicissitudes dos escândalos sexuais, que a imprensa tanto divulgou”. O prelado reconheceu também que, “ainda que estas revelações tenham sido um choque para o Papa e para a Igreja, como o próprio Bento XVI disse aos jornalistas que o acompanharam no avião rumo à Escócia, este grave e vergonhoso pecado não põe em dúvida nem minimamente a vocação e missão da Igreja de colocar-se ao serviço do homem com amor”. “Destes fatos e episódios difíceis e dolorosos deve emergir em toda a comunidade crente uma maior decisão para seguir o Senhor e colocar-se ao serviço do homem com um testemunho ainda mais intenso de vida, que saiba fazer emergir o que carregamos no coração”, sublinhou o presidente do conselho vaticano. Neste sentido, reconheceu, “a missão da imprensa católica é mais necessária que nunca, para dar uma informação religiosa rigorosa e correta, sobretudo quando a oferecida por boa parte da imprensa leiga é pouco objetiva e às vezes cria confusão”. O novo contexto no qual se move a imprensa católica, afirma Dom Celli, é o de “uma ‘ditadura do relativismo’, na qual se assiste à tentativa de reduzir a ação da Igreja e da religião a ‘um fato privado, sem importância pública’, deslegitimando-a como se fosse inimiga do homem, da sua liberdade e dignidade, nesta época das ‘paixões tristes'”. Nesta realidade, concluiu Dom Celli, a imprensa católica deve “manter viva a busca de sentido e garantir o espaço à busca do Infinito”. (Por Jesús Colina) #colocou #revolução #Homem #realidade #sobretudo #Celli #qual #Comunicações #dependerá #disse #comunicação #crise #Maria #deve #crises #também #CIDADE #vocação #missão #Conselho #professores #XVI #outubro #sua #Dom #ainda #aos #não #serviço #Cláudio #época #zenit #Catolica #comunidade #necessidade #Explica #uma #BentoXVI #pessoas #jornais #Sociais #segundafeira #Igreja #neste #Vaticano #será #vicissitudes #org #com #Prelado #Imprensa #emergir #reconheceu #Bento #nesta #Arcebispo #Pontifício #quando

  • Calorosa recepção das relíquias do Padre Pio em Singapura

    O santo também fez milagres na Ásia SINGAPURA, quinta-feira, 23 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – As relíquias de São Pio de Pietrelcina levaram nessa quarta-feira centenas de pessoas à igreja do Espírito Santo, em Singapura, onde se honra o santo com um tríduo, no contexto de sua festividade. Para a ocasião, o sacerdote italiano do convento de Nossa Senhora da Graça de São Giovannni Rotonto Ermelindo Di Capua levou até a cidade asiática duas relíquias do santo, informou a agência AsiaNews. O padre Di Capua acompanhou São Pio nos últimos três anos de sua vida e há tempos viaja pelo mundo para promover a espiritualidade, a vida e os ensinamentos do frade capuchinho. Uma das relíquias contém sangue seco de uma das mãos onde o Padre Pio recebeu os estigmas e a outra é uma luva manchada de sangue. As relíquias foram expostas apenas durante uma noite e diversos fiéis foram à igreja para honrar o santo e pedir-lhe intercessão pela cura de doenças. Entre os devotos se encontrava Teresa Lee, da paróquia de Nossa Senhora Estrela do Mar, que veio junto a seu marido, Pedro, sentado na cadeira de rodas por causa de um acidente vascular cerebral. A mulher testemunhou ter vivido um milagre. “Ele estava muito doente – explicou – e alguém indicou fez rezar para o Padre Pio”. “Depois de ter rezado, houve uma rápida recuperação – continuou –, e agora ele já pode caminhar curtas distâncias.” Outra visitante, Margaret Lourdusany, 56 anos, devota do santo há três anos, explicou que “me atrai a humildade dele, com a qual viveu sua vida”. “Tocar a relíquia – acrescentou – é como tocar o santo que reza junto a Jesus por nós e nos faz sentir mais próximos de Cristo.” O Padre Pio é um santo muito popular em Singapura. Todo mês, a comunidade católica organiza encontros de oração em torno de sua figura, especialmente nas paróquias de Nossa Senhora de Lourdes, Espírito Santo e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. #mulher #fez #festividade #onde #tríduo #Senhora #honra #Ermelindo #Espiritualidade #Ele #ter #informou #Nossa #suavida #Rezar #outra #sangue #quintafeira #Giovannni #também #Pietrelcina #muito #frade #CIDADE #levaram #Padre #eagora #ocasião #teresalee #sua #Espírito #pode #asiática #São #tempos #Santo #nessa #Pio #Ásia #graça #explicou #zenit #Rotonto #uma #Setembro #sacerdote #Até #umanoite #PadrePio #acompanhou #Milagres #foram #Capua #Igreja #DeCristo #org #EspíritoSanto #com #junto #agência #SINGAPURA #visitante #levou #houve #Asianews

  • Primaz anglicano: Visita do Papa a Reino Unido foi um êxito

    ACI).- O Primado da igreja anglicana e Arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, afirmou que a visita do Papa Bento XVI a Reino Unido foi um êxito e descartou os prognósticos negativos da imprensa britânica e internacional. “O mais importante que quero dizer é que foi uma ocasião extremamente feliz e que o recebimento que o Papa teve dos bispos anglicanos, das pessoas na rua e naturalmente no Westminster Hall foi enormemente positivo. A oração ecumênica da tarde na Abadia foi intensamente comovedora para todos os presentes”, expressou o líder anglicano à Rádio Vaticano. Nesse sentido, disse que “é uma pena que o mundo só veja as controvérsias ou as pequenas coisas negativas, enquanto que o imenso peso da oração cotidiana, da compreensão, do amor e da amizade que há entre nós passa inadvertido”. Para Rowan Williams, a visita do Papa “foi uma ocasião verdadeiramente bendita, e as pessoas foram em massa às ruas para manifestar sua fé”. “Como muitas pessoas me disseram nesta ocasião, quando se pensa que isto teria sido totalmente inimaginável há 40 ou 50 anos, inclusive ao início do Concílio Vaticano II, está claro que algo aconteceu”, acrescentou. O Arcebispo disse que parte deste algo “é uma volta às raízes, algo do qual o Papa e eu falamos em privado –são alguns de nossos entusiasmos teológicos comuns– a herança dos Padres e de novo o rezar juntos ante o sacrário de São Eduardo o Confessor, olhando para trás à época em que as fronteiras não eram as que existem agora entre os cristãos– e tudo isto é parte, acredito, de um quadro muito positivo”. Ele indicou que os diálogos não se centraram tanto nas relações entre anglicanos e católicos, mas na situação dos cristãos na Terra Santa em vésperas do próximo Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Médio que será celebrado em Roma. “Falamos também da questão de como comprometer-se em um diálogo racional com o mundo leigo”, assinalou. Williams expressou que reza para que a visita de Bento XVI “ajude a promover a fé neste país e ajude as pessoas a reconhecerem tantas pessoas absolutamente comuns que acreditam em Deus, acreditam na vida sacramental da Igreja e fundam sua própria vida em tudo isto”. #intensamente #Set #RowanWilliams #teve #Canterbury #recebimento #Anglicanos #disse #líder #êxito #Unido #rádio #acreditam #Westminster #enquanto #westminsterhall #pequenascoisas #ACI #nesse #Abadia #extremamente #britânica #expressou #descartou #LONDRES #imenso #ocasião #XVI #sua #São #Hall #Anglicana #não #comovedora #anglicano #TerraSanta #afirmou #oração #eram #ajude #foi #confessor #uma #Primado #omundo #foram #Igreja #Rowan #Ecumênica #dizer #veja #Vaticano #papabento #OrienteMédio #rua #quero #tudo #Imprensa #isto #Bento #Williams #Arcebispo

  • Catacumba de São Calisto acolherá exposição sobre suas origens

    Santa Sé participará na 25ª edição das Jornadas Europeias do Patrimônio CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A Catacumba de São Calisto de Roma apresentará a exposição fotográfica “Origens da Catacumba de São Calisto: entre arte e história”, entre os dias 26 de setembro e 27 de outubro. O dia de inauguração da exposição coincidirá com as Jornadas Europeias do Patrimônio, das quais a Santa Sé está voltando a participar, comunicou nesta sexta-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé. Durante todo esse dia, por ocasião desta iniciativa promovida pelo Conselho da Europa para aproximar monumentos e arte dos cidadãos, será possível visitar gratuitamente os Museus Vaticanos e todas as catacumbas de Roma. Estas catacumbas – São Calisto, Domitila, Priscila, Santa Inês e São Sebastião – já estão normalmente abertas ao público, recorda o comunicado da Santa Sé. Como em anos anteriores, a Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja, os Museus Vaticanos e a Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra colaboraram na elaboração deste programa com o qual a Santa Sé participa das Jornadas Europeias do Patrimônio. As Jornadas, às quais 50 países do continente já aderiram, começarão no domingo, 26 de setembro, e sua 25ª edição terá como tema “O patrimônio europeu pelo diálogo intercultural”. #fotográfica #exposição #participará #suas #bens #coincidirá #Jornadas #possível #Santa #apresentará #Sextafeira #Sala #Sebastião #história #gratuitamente #CIDADE #aproximar #normalmente #desta #Edição #Comissão #visitar #arte #ocasião #Priscila #Conselho #outubro #São #vaticanos #sãocalisto #inauguração #esse #patrimônio #ao #comunicou #pelo #estão #zenit #odia #osdias #Setembro #promovida #está #catacumbasderoma #Calisto #Pontifícia #Inês #dia #origens #Vaticano #será #org #voltando #Europeias #com #Catacumba #Imprensa #domitila #Museus #nesta

  • CNBB impulsiona Projeto 1 Milhão de Bíblias

    Secretário do organismo visita o Estado do Pará para entregar material BRASÍLIA, terça-feira, 24 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, está em Abaetetuba (Pará, norte do país), para entregar kits do “Projeto 1 Milhão de Bíblias”. Nesta terça-feira, o bispo visita a sede do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá) para divulgar a campanha. Desenvolvida em parceria com a Comissão para a Missão Continental no Brasil, a campanha faz parte do projeto “O Brasil na Missão Continental”, que tem por objetivo entregar kits (Bíblia Infantil, Catecismo, ABC da Bíblia) para todos que não têm condições de comprar. O tema da campanha é “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19) e o lema “Discípulo e servidores da Palavra de Deus”. A arquidiocese de Belém e as demais dioceses do Regional Norte 2 fizeram levantamento a partir desse projeto de evangelização e apresentaram números de quantas Bíblias precisariam receber. Só na diocese de Abaetetuba, por exemplo, foram entregues dez mil, segundo informa a CNBB. Segundo os organizadores do projeto, alguns Regionais da Conferência episcopal terão prioridade no atendimento para receber os kits. Trata-se de localidades no norte, nordeste e centro-oeste do Brasil. O Regional Nordeste 4 (Piauí), foi o primeiro a receber o projeto. A Campanha foi lançada no dia 6 de março deste ano, em Teresina. #Feira #Amapá #CNBB #Abaetetuba #regional #Infantil #pois #Episcopal #abc #Geral #mt28 #para #Deus #parceria #Conferência #Continental #atendimento #tem #Comissão #Desenvolvida #Brasília #missão #Espírito #Dimas #Santo #divulgar #Dom #barbosa #Dioceses #não #zenit #Filho #fazer #nordeste #Bíblia #bispos #foi #Arquidiocese #secretário #Nacional #está #lara #Bíblias #receber #campanha #Bispo #Sede #informa #org #Discípulo #projeto #com #Milhão #Ide #nome #Pai #Catecismo #Palavra #nesta

  • Secretário da CNBB: aborto é um crime que clama aos céus

    Dom Dimas esclarece informações de imprensa BRASÍLIA, segunda-feira, 23 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, reafirmou a “posição inegociável” da Igreja “de defesa intransigente da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”. O bispo divulgou uma nota em que contesta o jornal O Estado de S. Paulo, que publicou matéria afirmando que Dom Dimas “admitiu que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”. “Foi com desagradável surpresa que vi estampada minha fotografia no topo da página A7 da Edição de hoje, sexta-feira, 20 de agosto, com a nota de que eu teria admitido que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”, afirma o bispo na nota. “O aborto é um crime que clama aos céus, um crime de lesa humanidade”, afirmou. Segundo Dom Dimas, os católicos “jamais poderão concordar com quaisquer programas de governo, acordos internacionais, leis ou decisões judiciais que venham a sacrificar a vida de um inocente, ainda que em nome de um suposto estado de direito”. De acordo com o bispo, o contexto que deu origem à manchete em questão é uma reflexão que ele fazia em torno da diferença entre eleições majoritárias e proporcionais. “No caso da eleição de vereadores e deputados (eleições proporcionais), o eleitor tem uma gama muito ampla para escolher. São centenas de candidatos, e seria impensável votar em alguém que defenda a matança de inocentes, ainda mais com dinheiro público”, explica. “No caso de eleições majoritárias (prefeitos, senadores, governadores, presidente), a escolha recai sobre alguns poucos candidatos. Às vezes, sobretudo quando há segundo turno, a escolha se dá entre apenas dois candidatos. O que fazer se os dois são favoráveis ao aborto? Uma solução é anular o próprio voto. Quais as conseqüências disso? O voto nulo não beneficiaria justamente aquele que não se quer eleger?” Segundo Dom Dimas, trata-se de “uma escolha grave, que precisa ser bem estudada, e decidida com base numa visão mais ampla do programa proposto pelo candidato ou por seu Partido, considerando que a vida humana não se resume a seu estágio embrionário”. “Na luta em defesa da vida, o problema nunca é pontual. As agressões chegam de vários setores do executivo, do legislativo, do judiciário e, até, de acordos internacionais. E chegam em vários níveis: fome, violência, drogas, miséria…” “São as limitações da democracia representativa. Meu candidato sempre me representa? Definitivamente, não! Às vezes, o candidato é bom, mas seu Partido tem um programa que limita sua ação.” Por isso – prossegue o bispo –, o exercício da cidadania “não pode se restringir ao momento do voto. É preciso acompanhar, passo a passo, os candidatos que forem eleitos”. Dom Dimas deseja “que o Senhor da Vida inspire nossos eleitores, para que, da decisão das urnas nas próximas eleições, nasçam governos dignos do cargo que deverão assumir. E que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir, no ventre de sua própria mãe”. #CNBB #osdois #Geral #quais #Sextafeira #ojornal #barbosa #segundoturno #fotografia #hoje #lara #contesta #segundafeira #contexto #topo #defesa #anular #Imprensa #deu

  • Bento XVI: ter profundo amor e grande veneração pela Eucaristia

    Pontífice dedica audiência a São Tarcísio e o ministério dos acólitos CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O exemplo de São Tarcísio, padroeiro dos acólitos e coroinhas, que deu a vida para proteger a hóstia consagrada, mostra o “profundo amor e a grande veneração que devemos ter pela Eucaristia”. Foi o que afirmou Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, dedicada a falar sobre a vida deste santo dos primeiros séculos da Igreja, e a explicar a importância do trabalho daqueles que servem ao altar, num dia em que a Praça de São Pedro acolhia cerca de 53 mil jovens, na Peregrinação Europeia dos Acólitos. O Papa recordou que São Tarcísio (século III), era um menino que “amava muito a Eucaristia e, por vários fatores, podemos concluir que, provavelmente, era um acólito”. Em tempos de perseguição dos cristãos pelo imperador Valeriano, Tarcísio foi encarregado de levar a hóstia a “outros irmãos e irmãs que aguardavam”. Questionado pelo sacerdote por ser ainda um menino, ele respondeu: “minha juventude será o melhor refúgio para a Eucaristia”. Ao longo do caminho, Tarcísio foi interpelado por um grupo de rapazes, que tentaram tomar aquilo que ele carregava junto ao peito. Houve uma luta feroz, “sobretudo quando vieram a descobrir que Tarcísio era cristão”, explicou o Papa. Os rapazes espancaram e atiraram pedras no jovem Tarcísio, mas ele não cedeu. Morreu para defender a Eucaristia, sendo sepultado nas Catacumbas de São Calisto. Segundo Bento XVI, uma “bela tradição oral” conta que “junto do corpo de São Tarcísio não foi encontrado o Santíssimo Sacramento, nem nas mãos, nem entre as suas vestes. Explica-se que a partícula consagrada, defendida com a vida pelo pequeno mártir, tornara-se carne da sua carne, formando assim com o seu próprio corpo uma única hóstia imaculada ofertada a Deus”. O Papa dirigiu-se então aos acólitos para enfatizar que a Eucaristia é “um bem precioso, um tesouro cujo valor não se pode medir, é o Pão da vida, é o próprio Jesus que se faz alimento, sustento e força para o nosso caminho de cada dia e estrada aberta para a vida eterna; é o maior dom que Jesus nos deixou”. O pontífice pediu que os auxiliares do altar “sirvam com generosidade a Jesus presente na Eucaristia”. Segundo o Papa, esta é “uma tarefa importante, que lhes permite estar particularmente próximos do Senhor e crescer na amizade verdadeira e profunda com Ele”. “Guardem com zelo esta amizade em seus corações, como São Tarcísio”. “Anunciem também aos seus amigos o dom desta amizade, com alegria, entusiasmo, sem medo, a fim de que eles possam sentir que vocês conhecem este mistério, que ele é verdadeiro e amado!” “Toda vez que vocês se aproximam do altar, têm a sorte de auxiliar o grande gesto de amor de Deus, que continua a querer se doar a cada um de nós, a estar perto, a ajudar, a dar forças para viver bem.” Segundo o Papa, os acólitos têm a sorte de viver próximos do “indizível mistério” em que “aquele pequeno pedaço de pão”, com a consagração, “torna-se Corpo de Cristo”, e “o vinho torna-se Sangue de Cristo”. Bento XVI pediu “amor, devoção e fidelidade” no desempenho da tarefa do acolitado. Insistiu em que não se deve participar da celebração “com superficialidade”, mas com um cuidadoso preparo interior. Os acólitos colaboram para que Jesus “possa estar mais presente no mundo, na vida de cada dia, na Igreja e em cada lugar”. “Queridos amigos! Vocês emprestam para Jesus as suas mãos, o seu pensamento, o seu tempo. Ele não deixará de recompensá-los, dando-lhes a alegria verdadeira e a felicidade mais plena”, disse o Papa. #quartafeira #falar #Deus #ter #pela #veneração #conta #nem #Eucaristia #Jovens #catacumbas #tempos #sãocalisto #Alimento #ao #deste #trabalho #amado #BentoXVI #mostra #juventude #bela #Amor #alegria #Jesus

  • Quem confia no Senhor não teme as adversidades da vida, diz Papa

    ROMA, domingo, 1º de agosto de 2010 (ZENIT.org) – A verdadeira sabedoria implica em confiar no Senhor, não vivendo apenas como se a existência dependesse das realidades passageiras. Foi o que disse Bento XVI neste domingo ao meio-dia, ao rezar o Angelus com os peregrinos reunidos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo. Ao recordar o exemplo de santos como Inácio de Loyola, Afonso Maria de Ligório, Santo Eusébio e São João Maria Vianney, o Papa disse que esses foram homens que adquiriram um “coração sábio”. Eles acumularam “o que não se corrompe” e descartaram “o que muda ao longo do tempo: o poder, a riqueza e os prazeres efêmeros. Escolhendo a Deus, possuíram tudo o que foi necessário, saboreando, a partir da vida terrena, a eternidade”. No contexto do Evangelho deste domingo, o Papa afirmou que o ensinamento de Jesus refere-se à verdadeira sabedoria. “Jesus adverte os ouvintes quanto aos desejos de bens terrenos, com a parábola do rico insensato, que, tendo acumulado uma grande colheita e bens, deixaria de trabalhar e consumiria seus bens divertindo-se e iludindo-se de poder postergar a morte.” “Mas Deus lhe diz: ‘Tolo! Ainda nesta noite, tua vida te será retirada. E para quem ficará o que acumulaste?’” Na Bíblia – afirmou o Papa –, o homem insensato “é aquele que não se dá conta, a partir da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, as comodidades como as funções de poder”. “Fazer depender a própria vida de realidades assim tão passageiras é, portanto, insensatez.” “O homem que, pelo contrário, confia no Senhor, não teme as adversidades da vida, nem sequer a inelutável realidade da morte: é o homem que adquiriu um ‘coração sábio’, como os santos”, disse o pontífice. #coração #Homem #bens #disse #Deus #Angelus #quefoi #Maria #Rezar #Afonso #Senhor #Inácio #Peregrinos #nem #Pátio #confia #exemplo #XVI #São #teme #Santo #não #partir #afirmou #Gandolfo #zenit #quem #Eusébio #foi #Vianney #eles #diz #adquiriram #BentoXVI #Pontifícia #Loyola #foram #terrenos #juventude #contexto #neste #realidades #sabedoria #joãomaria #João #verdadeira #Roma #vivendo #org #Sábio #insensato #tudo #com #residência #Jesus #confiar #Castel #morte #dependesse #Ligório #adverte #Bento #existência #nestedomingo

  • Escola da Fé – Pe. Paulo Ricardo responde a telespectador protestante!

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  • Que autoridade prevalece?

    Fonte: Veritatis Splendor Muito se fala no meio protestante da autoridade suprema da Sagrada Escritura, que ela é norma de fé, Palavra de Deus inspirada, etc. e que, por isso mesmo, deve ser crida infalivelmente. Que ela é Palavra de Deus, não resta dúvidas, que é infalível – por provir do próprio Deus, também não. Que lhe devemos todo o assentimento de fé, estamos de pleno acordo, da mesma forma que concordamos que a Escritura é normativa para o cristão. O grande problema não está aí, mas sim no fato de que os protestantes colocam a Escritura como única norma de fé e prática. Nós católicos, temos como norma próxima de fé o Magistério, que se apóia nas Escrituras e na Tradição. Até porque é o próprio Magistério que nos diz o que é Escritura e o que é Tradição. Se não fosse o Magistério, não saberíamos diferenciar o que é realmente Tradição daquilo que seriam somente contos, que livros são Escritura inspirada por Deus ou não. Foi o Magistério, inspirado por Deus, que pôde distinguir quais livros deveriam fazer parte do cânon bíblico e quais deviam ser rejeitados. Calvino escreve a respeito da autoridade da Escritura nesses termos: “Antes, porém, que se avance mais, é conveniente inserir certas considerações quanto à autoridade da Escritura, considerações que não só preparem os espíritos à sua reverência, mas também que dissipem toda a dúvida.” (CALVINO, João. As Institutas da Religião Cristã – Edição Clássica, p. 75, Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2006). Ele fala de fazer algumas considerações sobre a Escritura que dissipem toda a dúvida sobre essa questão. Mas ao contrário de desfazer as interrogações a respeito do tema, ele só as aprofunda e agrava, já que não as responde conforme veremos adiante. A Escritura, é bom que tenhamos isso em mente, não apareceu por um toque de mágica, pronta, impressa, encadernada e acabada em nossas mãos. Para isso, na verdade, se percorreu um longo caminho. E esse caminho, passa inexoravelmente – goste Calvino [e os protestantes] ou não desse fato – pela autoridade da Igreja. Ele se refere a isso (a autoridade da Igreja de determinar o que é Escritura) dessa maneira: “Tem prevalecido o erro, perniciosíssimo, de que o valor que assiste à Escritura é apenas até onde a opinião da Igreja concede… Depende, portanto, da determinação da Igreja, dizem, não só que se deve reverência à Escritura, como também quais livros devem ser arrolados em seu cânon. E, assim, homens sacrílegos, enquanto, sob o pretexto da Igreja, visam a implantar desenfreada tirania, não fazem caso dos abusos em que se enredam a si próprios e aos demais com tal poder de fazer crer às pessoas simples que a Igreja tudo pode” (Idem, p. 76) Ele afirma que é errado sustentar a tese de que o valor da Escritura foi dado pela Igreja, de que foi a Igreja que determinou quais livros devem ser arrolados, que devemos veneração às Escrituras. Mas é muito mais fácil para ele falar tudo isso, do que responder de fato e de verdade às próprias alegações daqueles que ele diz defender absurdos. Ele falou que eles estão em tal erro, mas não o refuta. Antes prefere qualificar pejorativamente tais pessoas, como se elas estivessem ali somente para abusar da fé do povo, etc. Então, ele diz: “Mas, palradores desse gênero se refutam sobejamente com apenas uma palavra do Apóstolo. Categoriza ele [Ef 2,20] que a Igreja se sustém no fundamento dos profetas e dos apóstolos. Se o fundamento da Igreja é a doutrina profética e apostólica, é necessário que esta doutrina tenha a sua inteira infalibilidade antes que a Igreja começasse a existir.” (Ibidem) Repare que, em duas frases, Calvino cria mais problemas que soluções. Vamos a eles. Primeiro ele assegura refutar somente com uma passagem o argumento das pessoas que advogam que a Escritura é decorrente da autoridade da Igreja, se referindo a Efésios 2,20. Vamos lê-lo: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus.” Convém recordar aqui, que o contexto dessa passagem fala da plena cidadania na fé dos gentios (v. 12), que não são mais peregrinos, mas, antes, são membros da família de Deus (v. 19). Bom é lembrar ainda de mais passagens onde o grande São Paulo fala sobre a Igreja e seu fundamento. Ele assevera que a Igreja é “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3,15). Ele não diz que a Escritura é a coluna e sustentáculo da Verdade, mas a Igreja. E por quê? Pelo simples motivo de que Nosso Senhor não fundou um museu literário, mas uma Igreja. E à Igreja deu a autoridade de zelar pela verdade, pelo ensino. S. Paulo mesmo escreveu a respeito disso em outro texto: “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.” (2 Ts 2,15) Repare que aqui o apóstolo não fala de conservar somente os ensinos dados de forma escrita (a Escritura), mas também de guardarem o que ouviram por palavras. Isso é a Tradição oral da Igreja. Mas voltando ao comentário de Calvino, ele cria outro problema além desse. Ele afirma que é necessário que a doutrina dos apóstolos tenha sua inteira infalibilidade antes que a Igreja começasse a existir. Oras, isso é um contrassenso, absurdo. Quer dizer que os apóstolos não fizeram parte da Igreja, então. Afinal ainda estavam ensinando, não havia como ter a inteira infalibilidade dessa doutrina segundo Calvino. Claro, pois eles ainda não tinham tido seus ensinos “testados” para ver se eram infalíveis. Mas, que ironia. Testados por quem? Não seria pela Igreja? Veja como ele cai em contradição no seu próprio argumento. A Igreja existiu e existia sim, antes do cânon estar fechado e acabado. Senão, haveria aí um vácuo de uns 200 a 300 anos pelo menos. É inconcebível pensar que até o ano 393 (quando se definiu o cânon do Novo Testamento) não tivesse existido a Igreja, segundo a tese de Calvino. Ademais, ele não responde o óbvio: quem disse que os livros do Novo Testamento foram inspirados? Apareceu um anjo para ele, é? Negativo. A História mostra que o cânon do Novo Testamento, assim como do Antigo, foi definido no Concílio Regional de Hipona, em 393. Aliás, este concílio reafirmou a versão da Septuaginta, em resposta ao cânon do AT que alguns fariseus impuseram  no sínodo de Jâmnia (100 d.C.) e que, por sinal, é o usado pelos protestantes. E foi um concílio feito por quem? Pela Igreja, oras. E mais tarde isso foi confirmado por toda a Igreja universal em outros Concílios regionais, como no Concílio Geral de Cartago (397) e vários outros Concílios posteriores, como o Ecumênico de Florença (1439-1445) e Trento (1545-1563). Interessante é que antes de todos esses concílios, já por volta do ano 200, a Carta Pascal de Santo Atanásio já trazia um Cânon do Novo Testamento quase idêntico ao cânon atual. Antes de encerrar, queria ver uma última declaração de Calvino, para que se veja como ele evita ir ao ponto central da questão. “Quanto, porém, ao que perguntam: como seremos persuadidos de que as Escrituras provieram de Deus, a não ser que nos refugiemos no decreto da Igreja? É exatamente como se alguém perguntasse: de onde aprendemos a distinguir a luz das trevas, o branco do preto, o doce do amargo? Pois a Escritura manifesta plenamente evidência não menos diáfana de sua veracidade, que de sua cor as coisas brancas e pretas, de seu sabor, as doces e amargas.” (As Institutas da Religião Cristã, p. 76) Ele trata da questão como se não houvesse a menor necessidade de uma confirmação de que tais escritos são verdadeiramente Palavra de Deus. Antes, ele coloca de forma simplória que assim como vemos claramente a luz e as trevas, veríamos também que a Escritura é inspirada. É tão meridiana e clara a questão, que entre os próprios reformadores houve divergência nesse ponto. Lutero tinha a epistola de S. Tiago como “epístola de palha”, não sendo digna, segundo ele, de figurar no cânon bíblico. Motivo? A epístola de Tiago não casa com a justificação somente pela fé tão pregada pelos reformadores. Simples. Ela foca as nossas obras (“a fé sem obras é morta” Tg 2,26) e importância delas na nossa justificação. O mais curioso aí, não é só o argumento – simplório e improcedente – de Calvino. Mas o mais revelador, é que nem nesse trecho e nem em outros ele responde essas questões. O interessante é que, embora os protestantes critiquem a autoridade da Igreja, ao aceitar o cânon do Novo Testamento, eles implicitamente se sujeitam a essa mesma autoridade a que Calvino chamou de tirânica e sacrílega. Aí fica a pergunta que não quer calar: como eles sabem que o Evangelho de Tomé, de Maria Madalena, Felipe, Pedro, o Livro de Henoc não são inspirados? Um anjo lhes revelou isso? Ou eles se fiam no concílio de Hipona, onde foi definido o cânon do Novo Testamento? Se eles se fiam no concílio, pergunto: que autoridade, afinal, prevaleceu: a da Escritura por si mesma, ou a da Igreja que lhe confirma a inspiração e veracidade? #respeito #Deus #sim #editora #SãoPaulo #veneração #Protestantes #adiante #norma #SagradaEscritura #meio #VeritatisSplendor #Protestante #Jesus #Calvino #fala #ela

  • Na internet: visitas virtuais tridimensionais ao Vaticano

    Basílica de São Pedro, Capela Sistina e basílicas de Roma CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Não há nada que possa substituir uma visita a Roma para admirar a Capela Sistina ou a Basílica de São Pedro, mas a internet permite agora realizar visitas virtuais a alguns dos lugares mais sagrados da Cidade Eterna, oferecendo detalhes que nem sequer ao vivo podem ser apreciados. A visita ao maior templo da Igreja Católica, no qual se custodiam os restos do apóstolo Pedro, pode ser realizada na própria casa; basta ter um computador com conexão à internet, graças a este novo serviço oferecido pelo site da Santa Sé. A Capela Sistina já estava online desde março. O projeto envolveu, durante dois anos, estudantes da Universidade de Villanueva, na Pensilvânia (Estados Unidos), a quem foi permitido fotografar estas joias da arte de todos os tempos. “Estar na Capela Sistina é uma experiência difícil de descrever”, explica Chad Fahs, especialista em meios de comunicação do Departamento de Comunicação da Universidade de Villanueva. “Esta visita virtual é o mais próximo que existe a esta experiência que a pessoa pode experimentar”, afirma. “É uma das explorações mais inovadoras de uma obra de arte”, acrescenta Paul Wilson, membro do mesmo departamento e um dos responsáveis por esse projeto virtual. “Mudará para sempre a maneira como os artistas e historiadores podem ver a incrível obra e a mente de Michelangelo, sua atenção pelos detalhes, o comentário social e seu senso de humor”, reconhece. Milhares de fotografias foram tiradas na Basílica de São Pedro e na Capela Sistina, com uma avançada câmera motorizada sobre um trilho e posteriormente compostas e unidas digitalmente para criar um panorama virtual em uma projeção tridimensional. Os peregrinos e turistas virtuais podem utilizar o zoom e aproximar-se dos detalhes das obras de arte graças à elevada resolução. “As obras de arte presentes em lugares de culto buscam submergir o visitante em uma realidade sagrada e a Capela Sistina se destaca nesta tradição”, esclarece Frank Klassner, professor no Departamento de Ciências da Informática na Universidade de Villanueva, responsável pelo projeto. “Nossa equipe agradece por ter oferecido sua pequena contribuição a esta tradição, utilizando o poder da internet e a moderna tecnologia de imersão”, conclui Klassner. A primeira visita virtual com estas características foi dedicada à Basílica de São Paulo Fora dos Muros em 2008; e a de Basílica de São João de Latrão foi apresentada em novembro de 2009. A Capela Sistina pode ser visitada em: http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html A Basílica de São Pedro pode ser visitada em: http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/vr_tour/index-en.html A Basílica de São Paulo Fora dos Muros pode ser visitada em: http://www.vatican.va/various/basiliche/san_paolo/vr_tour/index-it.html A Basílica de São João de Latrão pode ser visitada em: http://www.vatican.va/various/basiliche/san_giovanni/vr_tour/Media/VR/Lateran_Nave1/index.html #obradearte #turistas #Latrão #possa #computador #qual #Klassner #Sistina #podem #comunicação #todosostempos #oferecendo #ter #apostolo #doisanos #fora #oferecido #muros #estudantes #custodiam #CIDADE #Michelangelo #joias #nem #pelos #podeser #substituir #CapelaSistina #quemfoi #julho #Basílica #sua #Pedro #virtual #pode #São #não #eterna #própria #SãoPedro #zenit #Catolica #foi #Internet #uma #maior #visitada #Tradição #experiência #Igreja #sequer #Paulo #universidade #Ágora #Vaticano #João #Villanueva #org #obrasdearte #projeto #paulwilson #com #resol #Departamento #Capela

  • Falsas Profecias, Justificações e Trapalhadas Doutrinais das Testemunhas de Jeová

    Fonte: Observatório Watchtower Índice 1. Branqueamento da responsabilidade por falsas profecias 1.1 Exemplo 1: A falsa profecia de 1914 1.2 Exemplo 2: A falsa interpretação das “autoridades superiores” 1.3 Exemplo 3: Um tempo de “provas e purificação” 1.4 Exemplo 4: A falsa profecia de 1925 1.5 Exemplo 5: A falsa profecia de 1975: ‘A culpa foi vossa’ 1.6 Exemplo 6: O uso da terceira pessoa 1.7 Exemplo 7: A “libertação de Babilônia” em 1919 e as “impurezas”: 1.7.1 Autoridades superiores 1.7.2 Desenvolvimento do caráter 1.7.3 Feriados pagãos 1.7.4 Cruz 1.7.5 Uso do nome Jeová 1.7.6 Democracia 2. Publicações antigas e “verdades estabelecidas” que deixaram de o ser 2.1 Estudos das Escrituras 2.2 O Mistério Consumado 2.2.1 Falsas previsões 2.2.2 Interpretações pitorescas 2.2.3 Beemote = máquina a vapor 2.2.4 Leviatã = locomotiva a vapor 2.2.5 Miguel e anjos = Papa e Bispos 2.2.6 O profeta Naum e o comboio 2.3 Outras “verdades” que caducaram 2.4 O acesso às publicações antigas 2.5 ‘Os cristãos primitivos também cometiam erros’ 3. Apenas a “organização” sobreviverá à ‘grande tribulação’ 4. Ideias e atitudes “independentes” 5. Bibliografia Adaptado de uma mensagem enviada por Odracir para a mailing list testemunhas em 1999-12-02. Nas citações que aparecem nesta página, parte do texto foi colocado em letra maiúscula para ênfase. Algumas edições de A Sentinela citadas aqui, especialmente as mais antigas, foram publicadas inicialmente em lingua inglesa, podendo não haver a exata correspondência com a data da edição em português. Sobre o tema piramidologia, abordado neste artigo, recomendamos a leitura de A Sentinela de 1/1/2000, onde a Sociedade VIU-SE OBRIGADA a fazer um reconhecimento mais explícito e pormenorizado do assunto, após o mesmo vir a conhecimento público. 1. Branqueamento da responsabilidade por falsas profecias 1.1 Exemplo 1: A falsa profecia de 1914 No ano de 1889, no livro “The Time Is At Hand”, páginas 98 e 99, Charles Taze Russell declara: “Na verdade, é esperar grandes coisas AFIRMAR, COMO O FAZEMOS, que dentro dos próximos 26 anos [1914/1915], TODOS os atuais governos serão DERRUBADOS e dissolvidos; porém, estamos vivendo em um tempo especial e peculiar, o “Dia de Jeová”, no qual os assuntos chegarão a uma conclusão RÁPIDA…. Em vista da forte evidência bíblica concernente aos Tempos dos Gentios, consideramos uma VERDADE ESTABELECIDA que o FINAL DEFINITIVO dos reinos deste mundo e o pleno estabelecimento do Reino de Deus se realize pelo fim de 1914 A.D.” (o maiúsculo é meu) Tais afirmações referiam-se às previsões sobre os anos de 1874, 1878 e 1914, iniciando-se a ‘parousia’ de Cristo na primeira data (sua ‘posse’ como Rei na segunda data). É importante frisar que tais cálculos cabalísticos começaram com o inglês John Acquila Brown, no ano de 1823 — 29 anos antes do nascimento de Russell, 47 anos antes da formação do grupo dele e mais de meio século (54 anos) antes da publicação do livro que ele financiou, “Os Tres Mundos”. Diversas outras obras da organização reafirmaram tais cálculos como algo além de simples opinião, chamando-os de “datas de Deus” e, em alguns casos, questionando a fé ou a vigilância de quem deles duvidava — “Thy Kingdom Come” (1891), “Watchtower” de 15/1/1892, de 1/7/1894 e de 1/10/1907. Em 1916, dois anos após o fracasso daquelas previsões e do desapontamento — desnecessário, diga-se de passagem — de Russell e de seus seguidores, os quais ficaram expostos ao escárnio público, o que afirmou ele sobre seu erro, agora impossível de ser negado? Deixemos que o próprio Russell fale: “Este foi um erro natural no qual se pode cair, mas O SENHOR O INVALIDOU para a bênção de Seu povo. O pensamento de que a igreja seria ajuntada em glória antes de Outubro de 1914, TEVE CERTAMENTE UM EFEITO MUITO ESTIMULANTE E SANTIFICADOR sobre milhares, todos os quais podem consequentemente louvar o Senhor — ATÉ PELO ERRO.” (Prefácio de “The Time is At Hand”, 1916, página iv) Note o leitor que, após envolver até o próprio Deus em seus erros, “invalidando-os” — na verdade, minimizando-os — encontrou o pastor Russell uma alternativa bastante conveniente a ter que encarar o fato de que suas predições nada tinham de “datas de Deus”. Chegou ele ao cúmulo de elogiar o erro, sim, de promover o erro como meio válido pelo qual Jeová guia seu povo. Isto deu margem, mais tarde, a novas predições, hábito este bastante comum entre os líderes das TJ até os nossos dias, bastante “fiéis” às suas origens, diga-se. Parece isto simples “explicação”, como quer o nosso companheiro H., ou clara JUSTIFICAÇÃO? Precisa Deus dos nossos erros? Este caso não constitui exceção no “currículo” da Watchtower ou tampouco expressa a simples opinião de um membro da sociedade, à parte do que os outros pensavam e dissonante da postura histórica desta entidade no que se refere aos seus falhanços doutrinais. O próximo exemplo ilustra outra situação em que ela GLORIFICA, como organização, seus erros ao invés de se desculpar por eles — na verdade, subentende que eles foram SUPERIORES à verdade, em razão dos seus efeitos “protetores”. Vamos a ele: 1.2 Exemplo 2: A falsa interpretação das “autoridades superiores” Até 1929, a Watchtower ensinava que as “autoridades superiores” mencionadas no capítulo 13 de Romanos correspondiam às autoridades governamentais seculares. A partir daquele ano, mudou seu “entendimento” do texto e passou a ensinar que o texto referia-se apenas a Deus e Jesus Cristo. Esta doutrina perdurou por mais de 30 anos, até que, em 1962, uma “nova luz” remeteu a sociedade DE VOLTA ao entendimento anteriormente abandonado — o que, por si só, desfere um golpe mortal na tese da “luz progressiva”. Este assunto é considerado em “A Sentinela” de 1/5/1996. Sobre a mudança doutrinária, o artigo, na pág. 14, diz: “Olhando para trás, precisa-se dizer que esta maneira de encarar as coisas, que enaltecia a supremacia de Jeová e de seu Cristo, AJUDOU o povo de Deus a manter uma intransigente posição neutra durante este período difícil (isto é, desde a 2ª Guerra Mundial até a ‘guerra fria’)”. (o maiúsculo é meu) Sobre isto, Ray Franz, com muita propriedade, diz: “Quer dizer que, para todos os efeitos, ter tido o entendimento CORRETO, o entendimento que o apóstolo Paulo tinha em mente quando escreveu seu conselho, NÃO TERIA SIDO NEM TÃO SUFICIENTE PARA ORIENTAR, NEM TÃO EFICAZ PARA PROTEGER contra a ação não-cristã, quanto o conceito ERRÔNEO ensinado pela organização Torre de Vigia. Não há nada que mostre que Deus guie seu povo por meio do erro. Ele o fortalece com a verdade, NÃO COM O ERRO, em época de crise.” 1 João 1:5 (o maiúsculo é meu) — “Crise de Consciência”, pág. 497. Alguém da lista concordaria, como quer o nosso companheiro H., que, neste caso, o corpo governante APENAS EXPLICOU, SEM DEFENDER? 1.3 Exemplo 3: Um tempo de “provas e purificação” No Anuário de 1983, pág. 120, quase 70 anos depois do fracasso de 1914, a Watchtower insiste em minimizar seus erros ou, pelo menos, dar-lhes uma conotação piedosa. Após o relato sobre a inocultável frustração que envolveu a expectativa criada por Russell sobre o arrebatamento da igreja e o fim do mundo em 1914 — com o tropeço na fé de muitos — ela dirige a atenção do leitor para o fato de que aquele período era um tempo de “provas e purificação” — por meio do ERRO, naturalmente — e, a seguir, desvia-a para um comentário de um dos desapontados seguidores de Russell, o qual teria dito: “Em vez da esperada coroa da glória, recebemos um resistente par de botas para realizar a obra de pregação”. O assunto é concluído por aí mesmo, sem qualquer assumimento direto da responsabilidade por falsas previsões e suas consequências ou por um cândido pedido de desculpas, como seria de se esperar de humildes cristãos tementes a Deus. Isto até que soaria comovente, caso não fosse hilariante! Parece isto mais com “explicação”, como quer o nosso companheiro H., ou com “justificação”? 1.4 Exemplo 4: A falsa profecia de 1925 No livro “Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus” (1993), pág. 78, faz-se uma tentativa de justificação da falsa profecia de 1925, advogada pelo sucessor de Russell, J. F. Rutherford, por afirmar o seguinte: “O ano de 1925 chegou e passou. Alguns abandonaram sua esperança. Mas a vasta maioria dos Estudantes da Bíblia permaneceu fiel. ‘Nossa família’, explicou Herald Toutjian, cujos avós se tornaram Estudantes da Bíblia no início do século, “chegou a reconhecer que esperanças não realizadas não são exclusividade dos nossos dias. Os próprios apóstolos tiveram semelhantes expectativas indevidas… Jeová é digno de serviço leal e de louvor COM OU SEM a recompensa final.” O que, na verdade, isto quer dizer é COM OU SEM FALSAS PREVISÕES. Aquele argumento não procede, visto que não é a existência de uma recompensa que está em jogo — pois a Bíblia assegura a recompensa final aos servos leais de Deus — mas são as FALSAS EXPECTATIVAS criadas por uma organização, em função de uma data específica. A Watchtower, aqui, mais uma vez, passa ao lado da questão central, a saber, seus fracassos doutrinários. Queira notar o leitor que, tanto neste como no caso anterior, ela deixa que terceiros — membros dela, naturalmente — falem por ela. Dos que tropeçaram em razão das falsas profecias dela — nem uma palavra. Mesmo sabendo que muitos largaram seus empregos, venderam seus bens, abandonaram carreiras e até fazendeiros deixaram de colher suas safras, a Watchtower não lamenta aquele triste episódio. Mesmo sabendo que ele minou a fé de muitos, não só na organização, mas NA PRÓPRIA BÍBLIA. Mais uma vez ela não faz qualquer reconhecimento direto de que profetizou em vão. E, além disso, deixa de esclarecer ao leitor que, quando os apóstolos tinham expectativas quanto ao cumprimento de profecias em seus dias, eles estavam INDAGANDO a Cristo e NÃO ENSINANDO a milhões de “outras ovelhas”, no papel de ÚNICO CANAL ENTRE DEUS E OS SERES HUMANOS. A propósito, quanto a isto, Jesus respondeu aos discípulos: “NÃO VOS CABE OBTER CONHECIMENTO DOS TEMPOS OU DAS ÉPOCAS QUE O PAI TEM COLOCADO SOB SUA PRÓPRIA JURISDIÇÃO.” (Atos 1:7) Quão a sério tem o “escravo fiel e discreto” levado estas palavras nos últimos cem anos? Tem sido a estrita adesão a estas palavras de Cristo que tem motivado o conselho supremo da Torre de Vigia a especular sobre datas específicas para “o fim” ou terá sido o interesse em intensificar o ritmo de atividades de proselitismo dos adeptos, “alavancando” assim os chamados “AUGES” organizacionais tão propalados em sua literatura? Devemos louvar a Deus ou louvar números? Mais uma vez, pergunto: parece isto com simples “explicação”, como quer o nosso companheiro H., ou clara “justificação”? 1.5 Exemplo 5: A falsa profecia de 1975: ‘A culpa foi vossa’ Em Toronto, Ontário, Canadá, na primavera de 1975, ao proferir discurso a uma vasta audiência, Fred Franz, então vice-presidente da Watchtower, declarou que ele e seus associados (o corpo governante) estavam ‘olhando com ansiedade particular’ para aquilo que o outono daquele ano traria. Contudo, um ano mais tarde, falando a uma audiência similar, ele falou em tom de retórica: “VOCÊS SABEM POR QUE NADA ACONTECEU EM 1975?” Daí, apontando para a platéia, ele falou em alto volume: “FOI POR QUE VOCÊS ESTAVAM ESPERANDO QUE ALGO ACONTECESSE!” Em outras palavras, desde que Jesus predisse que ninguém saberia “o dia ou a hora” de sua vinda para julgar a humanidade, as Testemunhas não deveriam ter acreditado que poderiam saber que ela ocorreria em 1975. Incrível como possa parecer, Franz pôs a culpa pelo fiasco inteiro na comunidade de Testemunhas e agiu virtualmente como se ele não tivesse qualquer responsabilidade na matéria. Fonte: “Apocalypse Delayed” (1985) — M. J. Penton Embora o nosso companheiro H. prefira, nestes casos, desacreditar a fonte, ao invés de investigar os fatos ou de contestar embasadamente os relatos com contra-provas, eu publico este trecho neste fórum para que os demais tomem conhecimento dele e percebam que, a menos que Franz estivesse a mentir, o corpo governante, por meio de seu “oráculo” — nada menos que o vice-presidente e autor de muitas obras da organização — chegou ao ponto de remover a responsabilidade por fracassos doutrinários de seus próprios ombros e lançá-la sobre os lombos do seu próprio rebanho. E não disse isto em particular ao autor, mas em público, diante de uma vasta assistência. Será tudo mentira? Calúnia? Não houve tal fato? Em caso afirmativo, porque nenhum processo por calúnia, injúria ou difamação forçou uma retratação ou a retirada desta matéria de edição desde que foi lançada, há mais de uma década? Isto é mais do que “explicação”, como quer o nosso colega H.. Tampouco é apenas “justificação”. Trata-se, na verdade, de pura desonestidade! Tampouco é este um caso isolado. Vejamos como a Torre de Vigia justifica a mudança doutrinária sobre a geração de 1914, a qual ela sustentou por décadas e, quando se tornou insustentável, alterou, com consequências até sobre a contracapa das revistas “Despertai!” (a partir de 8/11/1995): 1.6 Exemplo 6: O uso da terceira pessoa “Os estudantes da Bíblia, conhecidos desde 1931 como testemunhas de Jeová, esperavam também que o ano de 1925 traria o cumprimento de maravilhosas profecias bíblicas. ELES PRESUMIRAM que naquele tempo começaria a ressurreição terrestre, que traria de volta homens fiéis do passado, como Abraão, Davi e Daniel. Mais recentemente, MUITAS TESTEMUNHAS ACHAVAM que eventos relacionados com o começo do Reinado Milenar de Cristo poderiam começar a ocorrer em 1975. Sua expectativa baseava-se no entendimento de que o sétimo milênio da história humana começaria então.” — “Despertai!” de 22/6/1995 (o maiúsculo é meu) “O POVO DE JEOVÁ, ansioso de ver o fim deste sistema iníquo, ÀS VEZES TEM ESPECULADO sobre quando irromperia a “grande tribulação”, até mesmo relacionando isso com cálculos sobre a duração da vida duma geração desde 1914.” — “A Sentinela” de 1995 (o maiúsculo é meu) Queira o leitor notar aqui a tática habitual de falar NA TERCEIRA PESSOA, removendo a responsabilidade pelos erros doutrinários dos ombros do corpo governante e transferindo-a para as Testemunhas, como se elas tivessem chegado SOZINHAS àquelas conclusões, como se fossem elas a FONTE de alterações doutrinárias, como se não tivesse sido a própria sociedade que alimentou tais expectativas já a partir de 1969 (“Despertai!” de 22/4/69, “A Sentinela” de 15/2/69 e 15/9/75, bem como o “Ministério do Reino” de 7/74). Na verdade, as Testemunhas são as VÍTIMAS DE TAIS MUDANÇAS! 1.7 Exemplo 7: A “libertação de Babilônia” em 1919 e as “impurezas” No afã de dar coerência à sua história e de se “purificar” de suas impurezas, a Watchtower vai bem além de “justificar”. Ela, às vezes, insulta a inteligência do leitor ou apóia-se em sua ignorância dos fatos, especialmente quando tais fatos já se dissiparam na corrente do tempo, envoltos na neblina do passado. Referindo-se às práticas e crenças advogadas pela organização no período de sua seleção por Jesus Cisto, ou seja, de 1914-1918, ela diz, em “A Sentinela” de 15/11/1980, o seguinte: “Como os Israelitas dos dias de Isaías, os israelitas espirituais [Testemunhas de Jeová] venderam-se por causa de práticas errôneas e vieram a ligar-se ao império mundial de religião falsa, isto é, Babilônia, a Grande….” Em “A Sentinela” de 15/7/1960, páginas 435 e 436, ela acrescenta: “Eles tinham muitas práticas, características e crenças similares às das seitas da cristandade. Assim, de 1914 a 1918, um período de ardente teste veio sobre eles, não diferente do antigo período de captura dos Judeus por Babilônia lá em 607-537 AEC.” “Jeová e Jesus Cristo permitiram que estas Testemunhas fôssem reprovadas, perseguidas, banidas e seus membros fôssem aprisionados pelas nações deste velho mundo.” O episódio em questão refere-se à condenação e encarceramento de Rutherford e seus diretores, após julgamento sob a acusação de ‘espionagem’ por uma corte norte-americana, em 1919. Cumprir eventos portentosos e profecias de longo alcance da bíblia em um punhado de homens nos EUA em nosso século, sem provas para apoiar tais asserções, constitui um triste exemplo da presunção e arrogância típicas das seitas. Note o leitor que, mais uma vez, a Watchtower fala na TERCEIRA PESSOA, e não na primeira. Pois bem, que práticas e crenças eram estas a que a sociedade se referia? O livro “As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino”, na pág. 91, lista algumas destas “impurezas”: . 1.7.1 “A crença de que as autoridades terrestres constituem as “altas potestades” ou “autoridades superiores” descritas em romanos 13:1, com resultante temor dos homens”.Comentário: Conforme já falei antes, tal pensamento perdurou até 1929, DEZ ANOS após a libertação dos assim chamados “israelitas espirituais” do seu cativeiro babilônico. Como se não bastasse, após 33 anos deste “avanço”, a sociedade retorna ao pensamento de antes de 1929, O MESMO QUE RESULTOU EM SEU APRISIONAMENTO POR “BABILÔNIA, A GRANDE”. Que sentido fez sua libertação, se uns dos motivos do encarceramento prolongou-se por mais uma década e retornou 43 anos depois? 1.7.2 Dar ênfase ao “desenvolvimento do caráter”.Comentário: a sociedade continuou a dar ênfase às “obras” cristãs, ao invés de dar primazia à fé (o que vem primeiro, antecedendo as obras) e a benignidade imerecida de Deus em suas publicações, só que agora sob um novo pretexto, o “revestir-se da nova personalidade” (Efésios 4:24), no lugar do “desenvolvimento do caráter cristão”, embora seja difícil entender a diferença entre estas duas coisas. Há uma farta quantidade de matéria publicada neste sentido, em nada diferindo das publicações antigas, anteriores a 1919, o ano da pretensa “purificação”. 1.7.3 “A celebração de feriados pagãos, como o Natal”.Comentário: o Natal CONTINUOU A SER CELEBRADO pela Watchtower até, pelo menos, 1926, havendo, inclusive, uma foto de Betel, com Rutherford à testa da mesa em meio a uma sala cheia de adornos natalinos e presentes — SETE ANOS, portanto, APÓS a pretensa “purificação”. 1.7.4 “O uso do símbolo da cruz”.Comentário: Não só a cruz CONTINUOU A SER USADA, como também o símbolo da maçonaria (o elmo da armadura dos “Cavaleiros Templares”), até, pelo menos, 1931, do modo como se vê na capa da revista “The Watchtower” de 15/7/1930 — 11 ANOS APÓS a pretensa “purificação”. 1.7.5 “Não usar o nome Jeová tão frequentemente quanto seria feito em tempos posteriores”.Comentário: em 1927, Rutherford lançou o livro “Creation” (“Criação”), onde se diz, na pág. 10: “A Bíblia mostra que O NOME de Quem exerce poder supremo na criação e em todas as coisas, É DEUS. ELE TEM TAMBÉM OUTROS NOMES que se encontram na Bíblia, TODOS OS QUAIS têm um significado profundo acerca de seu propósito para com suas criaturas.” (o maiúsculo é meu) Parece haver aqui — 8 ANOS APÓS a pretensa purificação” — alguma ênfase especial ao nome “Jeová”? 1.7.6 “Tendo uma forma democrática de administração congregacional”.Comentário: o assim chamado sistema “democrático” (por meio da eleição dos anciãos) PERDUROU ATÉ 1932 — 13 ANOS APÓS a pretensa “purificação” — quando Rutherford centralizou o poder decisório na pessoa do presidente da Watchtower, no caso, ELE PRÓPRIO, o que deu início uma virtual ditadura individual, a qual, só em 1976 foi substituída pelo arranjo de um Corpo Governante, resultando no sistema autoritário grupal que hoje conhecemos. O sistema é “democrático” até nos detalhes, como, por exemplo, a votação por maioria absoluta (2/3) nas reuniões do Corpo Governante, igual à câmara dos deputados e o senado, em Brasília. Também, neste caso, a sociedade “avançou” e depois “recuou” naquilo que constituía um dos motivos para seu encarceramento às mãos de “Babilônia, a Grande”. Diante de tudo isto, fazem-se algumas perguntas: que sentido houve em haver um encarceramento “purificador” de práticas e crenças errôneas, se, após a libertação, tais coisas PERSISTIRAM por até mais de uma década, sendo que se RETORNOU a algumas delas, como fruto de “novas luzes”, as quais são bem conhecidas na atualidade? Não é o mesmo que um delinquente ser preso por diversos crimes e, após sua libertação, CONTINUAR A PRATICAR, por anos, todos eles ou até RETORNANDO a eles após um período de recuperação, SEM SER NOVAMENTE PUNIDO, ou até, ao contrário, considerando-se que o aprisionamento, de fato, resultou numa “purificação” que justificaria sua soltura? Não faz parecer que Deus e Cristo equivocaram-se ao permitir a libertação daquele grupo numa época em que continuavam a ter vínculos com as práticas de “Babilônia”? Acredita você nisto, H.? O Corpo Governante quer que você acredite… Muitos outros exemplos eu poderia mencionar. Posso acrescentar vários outros, com a necessária documentação, caso você ache que estes não são suficientes, H.. Todavia, creio que isto só agravaria mais a situação. Em breve, lançarei artigo, provando que, quando necessário, a Watchtower, em sua defesa, lança mão até de injúria, difamação e revisionismo histórico. É mister lembrar que alguns dos erros doutrinários sequer mereceram uma justificativa. A mudança foi feita sem se mencionar a posição anterior (como, por exemplo, a mudança doutrinária quanto aos transplantes nos anos 1962,1968 e 1980). Contudo, creio que estes já são suficientes para demonstrar meu ponto: defender a organização “no geral” DE MODO ALGUM SIGNIFICA EXPLICAR ERROS PASSADOS SEM JUSTIFICÁ-LOS (ou defendê-los). Se esta é a sua atitude, H., certamente NÃO É A ATITUDE “FREQUENTE” DO CORPO GOVERNANTE. Os exemplos acima demonstram isto. Assim sendo, em nome da lógica, mantenho meu entendimento anterior do assunto, no sentido de que a sua postura quanto ao primeiro ponto difere, sim, daquela manifesta pelo corpo governante. Se você quiser estar em fina sintonia com o “escravo fiel e discreto”, terá de aprender a omitir, “justificar”, “branquear” ou até louvar os erros passados, mentindo, se necessário…. 2. Publicações antigas e “verdades estabelecidas” que deixaram de o ser Quanto ao acesso a publicações antigas e já obsoletas vejamos o que diz o “Ministério do Reino” de Dezembro deste ano na seção de ‘anúncios’, conforme e-mail recebido da Espanha: “De vez em quando, nos salões do Reino ou pessoalmente, se recebem ofertas de particulares que animam a adquirir publicações da Sociedade QUE JÁ NÃO SE REIMPRIMEM POR DIVERSAS RAZÕES. Oferecem-se fotocópias ou CD-ROM e quem assim procede o faz SEM AUTORIZAÇÃO DA SOCIEDADE. OS MEMBROS DA CONGREGAÇÃO RECONHECEM QUE TEM TUDO O QUE NECESSITAM ATRAVÉS DO “ESCRAVO FIEL E DISCRETO”, o qual supre ‘o alimento [de que necessitamos] no tempo apropriado’, por causas teocráticas estabelecidas (Mateus 24:45-47) (o maiúsculo é meu) Note o leitor que a própria sociedade admite que diversas publicações suas “não se reimprimem por DIVERSAS RAZÕES”. Naturalmente, ela prefere, aqui, não entrar no mérito de QUE RAZÕES SÃO ESTAS. Seria, deveras, muito embaraçoso analisar tais razões pormenorizadamente. Se fosse solicitada a falar destas “diversas razões”, não seria surpresa que a resposta fôsse: “O povo de Deus (3ª pessoa) teve de fazer “ajustes” quanto ao que esta literatura ensinava…” — resposta bem típica da Watchtower. Antes que alguém diga que se trata de mera proteção de direitos autorais, releia o texto e note que NÃO é este o motivo alegado pela sociedade neste anúncio. Ela não deixa aqui espaço para a aquisição de publicações expiradas sob qualquer que seja o pretexto, não abrindo exceção mesmo que a publicação de tais obras não tenha fins lucrativos, coisa que a lei de direitos autorais não proíbe. Mais adiante, a própria organização mostra O MOTIVO: os seus adeptos “reconhecem que têm tudo o que necessitam”, deixando implícito que AQUELES QUE ADQUIREM TAIS PUBLICAÇÕES VÃO ALÉM DAQUILO DE QUE PRECISAM. Diante disto, pergunta-se: O que há de tão inconveniente em tais publicações, de modo que a Torre de Vigia prefira mantê-las fora do alcance de seus membros? Por que ela desestimula seus adeptos a consultá-las, ao passo que os estimula a CONTENTAREM-SE com o que é provido como “verdade atual” pelo “escravo fiel e discreto”? Por que não abre espaço a que um cristão, ainda que sob o pretexto de pesquisa pessoal e melhor familiarização com os primórdios da organização, passe a examinar o conteúdo de obras expiradas há décadas atrás? Não lhe daria isto uma visão mais abrangente do desenvolvimento da “Organização de Deus”? Ou, ao contrário, PORIA EM RISCO sua fé? Há algo a se esconder? O que veremos a seguir mostra que há. “Quem se esquece do passado, condena-se a repetí-lo…” Passo agora a apresentar algumas “amostras” daquilo que a Watchtower quer que continue bem longe das mentes de suas vítimas e que outrora foi “verdade estabelecida” em publicações hoje “caducas”. Vamos a algumas delas: 2.1 “Estudos das Escrituras” “Studies in the Scriptures” (“Estudos das Escrituras”) — C. T. Russell — Obra composta de 6 volumes ao todo, inicialmente com o nome “Millennial Dawn” (“Aurora do Milênio”), o maior legado do “Pastor” Russell a seus seguidores. Em 1886 foi escrito o primeiro de seus volumes — “The Divine Plan of the Ages” (“O Plano Divino das Eras”). Em 1915 foi publicada pela organização uma obra de 438 páginas, quase homônima — “The Divine Plan of Ages as Shown in the Great Pyramid” (“O Plano Divino das Eras Como Mostrado na GRANDE PIRÂMIDE”) — provavelmente de autoria de Morton Edgar — uma edição de visual mais atraente do que o primeiro volume de Russell. Na capa, o título é subdividido em dois — no alto, em “layout” praticamente idêntico ao livro de Russell, temos o título “The Divine Plan of the Ages”, no centro, ao invés da gravura do “anel alado” egípcio, comum em diversas publicações da Watchtower — inclusive na capa de TODOS os volumes de “Studies in the Scriptures” –, vemos a gravura da Pirâmide de Gizé e, abaixo, o complemento do título “As Shown in the Great Pyramid”. Queira o leitor examinar as gravuras abaixo. Repare bem no aspecto das letras do título no alto em ambas as capas. Não parece se tratar de edições diferentes de UMA MESMA obra? Não é difícil deduzir que tal livro (o da direita) nada mais é do que uma confirmação dos cálculos de Russell baseados em piramidologia, os quais são apresentados no terceiro volume do “Studies in the Scriptures”, entitulado “Thy Kingdom Come” (“Venha o Teu Reino”). A Watchtower jamais menciona as DUAS obras JUNTAS, apesar da estreita relação entre elas, até na aparência das letras. Por exemplo, no Anuário de 1976, páginas 40 e 41, ela cita o livro “The Divine Plan of the Ages” (o da esquerda) e, a exemplo de outras retrospectivas, omite completamente a existência daquela outra obra publicada (a da direita) na mesma linha de ensino pela organização. Até hoje me pergunto se o redator do Anuário de 1976 alguma vez ouviu falar do livro de 1915. Havia alguma razão para omití-lo? No capítulo 10 do Volume III de “Studies in the Scriptures” (“Estudos das Escrituras”), lemos: “O testemunho divino da Testemunha e Profeta de Pedra” — A GRANDE PIRÂMIDE DO EGITO “Naquele dia haverá um altar a Jeová em meio à terra do Egito, e uma coluna a Jeová ao lado de seu limite, e tem que resultar ser para sinal e para testemunho a Jeová dos Exércitos na terra do Egito.” Isaías 19:19, 20 (Página 313) Após fazer uma descrição geral da pirâmide, diz-se a seguir: “…[a pirâmide] converteu-se em objeto de interesse crescente PARA CADA CRISTÃO MADURO no estudo da palavra de Deus; pois ela parece dar-nos de uma maneira notável, e de acordo com todos os profetas, UM ESQUEMA DO PLANO DE DEUS PARA O PASSADO, PRESENTE E FUTURO.” (Página 314) Mais adiante, o livro acrescenta as seguintes expressões sobre a pirâmide egípcia: “…seu testemunho está EM PERFEITA HARMONIA COM A BÍBLIA….. é uma poderosa TESTEMUNHA corroborativa do plano de Deus…. a harmonia de seu testemunho com a Palavra escrita…. a construção da grande pirâmide foi projetada e construída pela mesma sabedoria divina, sendo realmente a ‘coluna’ de testemunho da qual falou o profeta [Isaías].” (Páginas 314-315) Alguém sabe quem primeiro recebeu o título “Testemunha de Jeová”, desde a criação da Watchtower? O livro responde: “…quando se lançou a idéia segundo a qual a grande pirâmide é a ‘Testemunha’ de Jeová, cujo testemunho é de igual importância tanto para a verdade divina quanto para a ciência pura…” (Página 320) Russell chega a comparar a pirâmide à Bíblia: “E, ainda, vemos que este repositório de conhecimento, TAL COMO A MAIOR PARTE DO CONHECIMENTO DA BÍBLIA, foi propositadamente mantido selado até que o seu testemunho fosse necessário e apreciado.” (Página 320) Referindo-se a Jeová, o livro diz: “Será que isto significa que o seu grande Arquiteto sabia que viria um tempo em que o seu testemunho seria necessário? […] Parece que sim.” (Páginas 320-321) A partir daí todo um diagrama é traçado, relacionando as medidas, símbolos e passagens da grande pirâmide egípcia com o plano de Deus, a vinda de Cristo, a data de 1914 e assim por diante, fazendo um paralelo entre a Bíblia e os segredos ocultos nesta construção erigida por reis pagãos, adoradores de animais e escravizadores dos hebreus. A simples leitura deste capítulo nos dias atuais permite-nos formar um esboço das idéias místicas, esotéricas e cabalísticas do senhor Charles T. Russell, ao lançar os alicerces daquela que seria a entidade que um dia controlaria a vida de 6 milhões de seres humanos. Seria, de fato, muito embaraçoso expor tal conteúdo a uma TJ em nossos dias. Seria uma ameaça real e imediata à fé dela na Torre de Vigia. Naquela época, para aqueles que ousassem questionar tais ensinos — pesadas críticas e o questionamento da fé da pessoa. Hoje em dia, Russell seria DESASSOCIADO por tais idéias “apóstatas”… E pensar que era a obras como esta que a Watchtower referia-se ao publicar os seguintes comentários: “Se os seis volumes de “Studies in the Scriptures” são de modo prático a Bíblia topicamente arranjada, COM PROVAS TEXTUAIS BÍBLICAS, podemos de modo próprio denominar os volumes — A BÍBLIA NUMA FORMA ARRANJADA.” “Além do mais, não só achamos que as pessoas não podem visualizar o plano divino ao estudar a Bíblia em si mesma, mas entendemos outrossim que se alguém PÕE DE LADO o “Studies in the Scriptures”, mesmo depois de os ter usado, depois de ter se familiarizado com eles, depois de os ter lido por dez anos — se então os põe de lado e ignora E VAI PARA A BÍBLIA SOZINHO, embora já entenda a Bíblia há dez anos, nossa experiência demonstra que ELE VAI PARA AS TREVAS DENTRO DE DOIS ANOS. Por outro lado, se ele tivesse simplesmente lido o “Studies in the Scriptures”com suas referências, E NÃO TIVESSE LIDO UMA PÁGINA DA BÍBLIA, semelhantemente, ESTARIA NA LUZ ao término de dois anos, porque teria a luz das escrituras.” “Watchtower”de 1/9/1910, pág. 298 (o maiúsculo é meu) Um simples exame nos trechos que trancrevi há pouco mostra quão presunçosas, vazias, antibíblicas e ridículas são tais conclusões! O que não pensaria hoje o “Pastor” Russell ao ver que NENHUM de seus livros — os quais supostamente protegeriam os cristãos contra as “trevas” espirituais — é hoje publicado pela Sociedade Torre de Vigia, tendo a sua última edição se esgotado há mais de 70 anos?! 2.2 “O Mistério Consumado” “The Finished Mistery” (“O Mistério Consumado”) — publicado em 1917 pela Watchtower durante a presidência de J. F, Rutherford, em continuação a “Studies in the Scriptures” (sétimo volume), como obra póstuma de Russell, apesar de incluir outros dois autores. Foi à publicação deste livro que se atribuiu falsamente o “cisma” de 1917. De fato, se tivessem lido seu conteúdo, conforme veremos, talvez os membros da diretoria (expulsos por Rutherford) se opusessem à sua publicação, no todo ou em parte. Já na capa, encontramos O MESMO símbolo pagão egípcio dos volumes de “Studies in the Scriptures” analisados no ítem anterior, a saber, o “anel alado”. Trata-se de uma obra de conteúdo grotesco, repleto de sandices, interpretações pitorescas — quase psicodélicas — e falsas previsões. Foi exatamente este livro que minou a fé de Peter Gregerson, ancião por anos e amigo pessoal de Ray Franz. O que teria ele encontrado de tão grave ao ponto de se desligar da Watchtower após esta leitura? Vamos a algumas “preciosidades” (queira o leitor ter em mente que este livro foi um marco na história da organização, em uma época em que, dizia-se, Cristo estava a examinar todas as religiões e a rejeitá-las em favor da Watchtower): OBS: sugiro ao leitor que acompanhe em sua Bíblia as citações, à medida em que surgirem. 2.2.1 Falsas Previsões “Revelação 16:20 — ‘Também toda ilha fugiu’ — ATÉ AS REPÚBLICAS DESAPARECERÃO NA CHEGADA DE 1920. [Página 258] ‘…e os montes não foram encontrados.’ — TODOS OS REINOS DA TERRA PASSARÃO, SERÃO TRAGADOS EM ANARQUIA.” [Página 258] “Ezequiel 24:24 — ‘E Ezequiel tornou-se para vós um portento. Fareis segundo tudo o que ele fez. Quando vier, então tereis de saber que eu sou o Senhor Deus.’ — ENTÃO A SILENCIOSA TRISTEZA NO CORAÇÃO DO PASTOR RUSSELL SE TORNARIA UM SINAL PARA A CRISTANDADE. AS PENOSAS EXPERIÊNCIAS DO PASTOR RUSSELL NESTE RESPEITO SERÃO AQUELAS DE TODA A CRISTANDADE. [Página 485] 24:25, 26 — ‘E quanto a ti, ó filho do homem, não será no dia em que eu tirar deles seu baluarte, o belo objeto de sua exultação, a coisa desejável a seus olhos e o anseio da sual alma, seus filhos e suas filhas, que nesse dia virá a ti o fugitivo para fazer os ouvidos ouvir?’ — TAMBÉM, NO ANO DE 1918, QUANDO DEUS DESTRUIR AS IGREJAS POR COMPLETO E OS MEMBROS DAS IGREJAS AOS MILHÕES, TERÁ DE SER QUE, QUALQUER UM QUE ESCAPE, SE CHEGARÁ À OBRA DO PASTOR RUSSELL PARA APRENDER O SIGNIFICADO DA QUEDA DO ‘CRISTIANISMO’.” [Página 485] “…Nenhum vestígio dela [a cristandade] sobreviverá às devastações da abrangente anarquia mundial, na chegada de 1920.” [Página 542] 2.2.2 Interpretações Pitorescas Revelação 14:20 — ‘E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar, até à altura dos freios dos cavalos, a uma distância de 1600 estádios.’ Utilizando a versão de Rotherham, a qual diz ‘1200 estádios’, ao invés de ‘1600 estádios’, o livro revela sua “interpretação” do texto bíblico. Vejamos [página 230]: “Isto não pode ser interpretado como referindo-se à linha de batalha de 2100 milhas da guerra mundial. Um oitavo de milha ou estádio não é uma milha e é fora da cidade, enquanto a linha de combate é dentro da cidade. Veja a tradução de Rotherham. Um estádio é 603,75 pés ingleses; 1200 estádios são 137,9 milhas. O trabalho neste volume foi realizado em Scranton, Pennsylvania. Tão logo foi concluído, foi enviado a Betel. Metade do trabalho foi feito a uma distância comum de 5 quadras da estação de Lackawanna, e a outra metade a uma distância de 25 quadras. Quadras em Scranton são 10 por milha. Logo, a distância comum à estação é de 15 quadras, ou 1,5 milhas A milhagem de Scranton ao terminal de Hoboken é mostrado em tabelas de tempo como sendo de 143,8 e esta é a milhagem cobrada dos passageiros, mas em 1911, ao custo de 12.000.000 de dólares, a ferrovia de Lackawanna completou seu famoso atalho, reduzindo em 11 milhas a distância. Desde o dia em que o atalho foi concluído, os ferroviários têm à sua disposição 11 milhas a menos do que a tabela mostra, ou uma distância líquida de 132,8 milhas Do ‘Ferry-boat’ de Hoboken ao ‘Ferry-boat’ da Rua Barclay, Nova Iorqu e, temos 2,0 milhas Do ‘Ferry-boat’ da Rua Barclay ao ‘Ferry-boat’ de Fulton, Nova Iorque, temos 4800 pés ou 0,9 milhas Do ‘Ferry-boat’de Fulton, Nova Iorque, ao ‘Ferry-boat’ de Fulton, Brooklyn temos 2,000 pés ou 0,4 milhas Do ‘Ferry-boat’ de Brooklyn a Betel temos 1,485 pés ou 0,3 milhas A menor distância desde o lugar onde o lagar foi pisado pelos pés dos membros do Senhor, Cuja orientação, apenas, tornou possível a produção deste volume (João 6:60, 61; Mateus 20:11) é 137,9 milhas” 2.2.3 Beemote = Máquina a Vapor O animal que Jó menciona no capítulo 40 de seu livro, de nome “beemote” (entendido atualmente como referindo-se ao hipopótamo) é representado em “The Finished Mistery” [páginas 84-86] — parte por parte — como referindo-se a uma MÁQUINA A VAPOR ESTACIONÁRIA, como se Jó estivesse a descrever seus diversos componentes, tais como caldeira (as “ancas” do animal), grades (os “ossos” do animal), pistões (os “tendões” do animal), combustível, no caso, carvão (a “palha” de que se alimenta o animal) etc. 2.2.4 Leviatã = Locomotiva a Vapor O “leviatã” descrito por Jó no capítulo 41 de seu livro (entendido atualmente como referindo-se ao crocodilo) é igualmente representado em “The Finished Mistery” [páginas 84-86], peça por peça, como correspondendo à descrição — pasme o leitor — de UMA LOCOMOTIVA A VAPOR, como se Jó estivesse a descrever componentes, tais como cabine (a “cabana” de um pescador), cilindros (as “narinas” do animal), engate (a “língua” do animal), caldeira (as “placas” do animal), parafusos (“espinhos” na pele do animal), farol (os “olhos” do animal), porta da caldeira (a “boca” do animal), rebites (os “dentes” do animal) e até a referir-se ao seu uso, como transportar pessoas a um piquenique ou convenção…. 2.2.5 Miguel e Anjos = Papa e Bispos De acordo com “The Finished Mistery” [páginas 188 e 189], “Miguel e seus anjos”, descritos em Revelação 12:7, correspondem AO PAPA EM ROMA E SEUS BISPOS… (hoje a Watchtower diz que são Jesus Cristo e seus anjos) 2.2.6 O Profeta Naum e o Comboio De acordo com “The Finished Mistery” (página 93), o profeta Naum, em seu livro, cap. 2, versículos 3 a 6, descreve UM TREM EM MOVIMENTO (e não um automóvel, como alguns pensavam), com seus componentes detalhados — o farol (o “escudo”), o pessoal da caldeira (os “homens de valor”), vagões (as “carruagens”), estação (a “barricada”) e até os carregadores de bagagem, ônibus do hotel, passageiros e amigos aguardando a chegada da locomotiva no terminal…. O exame de tais passagens, por si só, deixa-me perplexo com aquilo que um dia, foi servido à mesa de Jeová, como ÚNICO “ALIMENTO ESPIRITUAL NO TEMPO APROPRIADO” disponível para seu povo àquele período. Tais alegorias, fruto de uma mente (ou mentes) fantasiosa, oscilam — em minha opinião — entre o ridículo e o patético, levando-me a questionar até a sanidade mental dos autores de tais disparates. Alimentar-se-ia você àquela época desta mesa, H.? Infelizmente, creio que sim…. Uma pergunta: o que aconteceria a um membro da Watchtower que questionasse ou simplesmente insinuasse que tais ensinos poderiam estar errados? Resposta: a perda de “privilégios” ou até a “exclusão” da organização e, consequentemente, a destruição no Armagedon, então, “às portas”! Como descreve na atualidade a Torre de Vigia tal obra? Reconhece ela tais absurdos ou tenta “justificá-los”? Em 1988, a publicação “Revelação — Seu Grande Clímax Está Próximo!”, na página 165, descreve “The Finished Mistery” — pasme o leitor — como “UM PODEROSO COMENTÁRIO SOBRE APOCALIPSE E EZEQUIEL”! (de fato, “poderoso” o suficiente para destruir a fé de Peter Gregerson) Tal versão dos fatos, parece-me, só poderia se basear em duas coisas: ou a ignorância do autor desta publicação de 1988 sobre o conteúdo do livro “The Finished Mistery” ou a CERTEZA DE QUE TAL LIVRO NÃO ESTARIA DISPONÍVEL ÀS TESTEMUNHAS ATUAIS para um exame minuncioso sobre quão “poderoso” era tal “comentário”. A segunda hipótese me parece mais provável. Mesmo que uma TJ hoje em dia consiga o acesso a tal livro, publicado há mais de 80 anos, o que certamente não é fácil, conseguirá ela expor tais coisas aos outros 6 milhões delas espalhadas pelo mundo? Não, pois seria desassociada antes de tentar qualquer coisa entre os seus próprios. O que aconteceria se tal conteúdo “nonsense” fosse mostrado às pessoas com quem se dirigem estudos bíblicos domiciliares na atualidade? Mostraria você tais coisas aos seus estudantes, H.? Se assim o fizesse, poria em risco o “progresso” deles e certamente cairia na desaprovação da Torre de Vigia. Não acha você que TODA Testemunha de Jeová no mundo TINHA O DIREITO de conhecer tais fatos ANTES DE SE BATIZAR? Acha você que isto NÃO INFLUIRIA na decisão delas ? No meu caso, certamente influiria e, creio, no caso de cada um aqui. Se influiria, então era meu direito saber. Todavia, após mais de 14 anos como membro da organização, só agora vim a conhecer tais coisas, pois nem meu instrutor sabia delas. E certamente nem o instrutor dele… Isto me faz lembrar as palavras da própria Watchtower, no livro “É esta vida tudo o que há?”, pág. 46, onde ela pergunta: DESEJARIA ASSOCIAR-SE A UMA RELIGIÃO QUE NÃO O TRATOU COM HONESTIDADE? Minha resposta: NÃO. Foi exatamente porisso que deixei a Torre de Vigia… 2.3 Outras “verdades” que caducaram Diversas outras obras poderiam ser mencionadas, tais como: O folheto “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão” — 1920 (a falsa profecia de 1925 e a “campanha dos milhões”), “A Harpa de Deus” — 1921 (confirmando 1799, e não, 1914 como o início do “tempo do fim” [páginas 236, 229 e 230]), “Filhos” — 1941 (onde os casais eram incentivados a adiar seu casamento e a não terem filhos [páginas 312, 313 e 366]), “Watchtower” de 15/9/41, página 288 (onde se dizia que o Armagedon estava “poucos meses” à frente), os livros sobre as profecias do “Rei do Norte” e “Rei do Sul”, que simplesmente sumiram depois da queda da URSS e muitas, muitas outras publicações. Creio que estes exemplos já bastam. Não é à toa que muitos entre os que deixam a Torre de Vigia, perdem toda sua fé em Deus. Dizer que Deus dirigia tais assuntos só pode resultar em uma coisa — vitupério ao Seu Nome! Há mais de um século que a Watchtower lança desonra sobre Deus e Jesus Cristo! 2.4 O acesso às publicações antigas Quanto ao material contido na biblioteca de Betel estar à disposição de QUALQUER TJ para consulta, nada posso provar, embora eu, pessoalmente, duvide que seja assim, especialmente em face do anúncio no “Ministério do Reino”, o qual mencionei anteriormente. Que tal enviar uma correspondência a Cesário Lange, solicitando uma fotocópia dos livros “O Plano Divino das Eras”, o “Mistério Consumado” ou “Milhões que Agora Vivem Nunca Morrerão” para estudo pessoal e pesquisa ou com o inocente fim de formar uma biblioteca pessoal da literatura da Torre de Vigia? Que resposta você acha que receberia, H.? Gostaria de tentar? Convido-o a fazê-lo e nos informar da resposta. Todavia, acho que seria de seu interesse saber que, ATÉ PARA OS MEMBROS DO CORPO GOVERNANTE, houve restrições. Ray Franz, na pág. 332 de seu livro “Crise de Consciência”, relata um incidente ocorrido em uma das reuniões fechadas do CG, quando foi interrogado sobre a leitura que supostamente tinha feito de comentários bíblicos. Ray respondeu: “Começei a usá-los mais extensamente em resultado das recomendações de meu tio, durante o projeto do livro ‘Ajuda ao Entendimento da Bíblia’. Se a opinião é de que não devo usá-los, então, há seções inteiras na biblioteca de Betel que deveriam ser esvaziadas, pois há dúzias de coleções de tais comentários lá.” O fato é que, por um lado, desestimulando seus adeptos a pesquisar literaturas expiradas e, por outro, não reimprimindo um trecho sequer de tais obras, a Watchtower está, de fato, a obstruir o acesso das Testemunhas de Jeová da atualidade a tais publicações. Isto chama-se CONTROLE DE INFORMAÇÃO. É uma prática comum aos sistemas totalitários… 2.5 ‘Os cristãos primitivos também cometiam erros’ No que se refere à sua tentativa de justificar os erros doutrinários da Watchtower, comparando-os a erros de textos extra-bíblicos do primeiro século, fico a me perguntar se a congregação cristã primitiva respondia ou não pelas consequências daquilo que você chama de “conceitos esdrúxulos” extra-bíblicos. Pergunto-me se ela procurava ocultar de seus membros tais erros, “branqueá-los” ou se procurava até “louvar” tais erros — como faz a Watchtower — fazendo-os parecer úteis à causa de Jesus Cristo ou como “proteção” ao povo de Deus. Principalmente quando, de tais “conceitos esdrúxulos” resultam perdas de vidas humanas, como a proibição às vacinas, aos transplantes ou ao recebimento de “frações” do sangue, sem que a sociedade assuma culpa de sangue por estes erros. Isto sem falar nos prejuízos pessoais daqueles que se desfizeram de seus bens, abdicaram de carreiras ou de constituir família em razão das falsas expectativas criadas pela literatura da sociedade. Ou daqueles que desperdiçaram os melhores anos de sua juventude atrás das grades por rejeitarem o serviço militar alternativo, hoje liberado. Ou dos que viram seus entes amados lhe virarem o rosto, renegando-os como apóstatas e odiadores de Deus, sob o beneplácito e incentivo dos “conceitos esdrúxulos” publicados em “A Sentinela” e “Despertai!”. Acha mesmo válida tal analogia entre os primitivos cristãos e a Torre de Vigia, H.? Por que absolver a Watchtower por seus “conceitos esdrúxulos” altamente danosos e, ao mesmo tempo, condenar outras denominações religiosas pelos seus próprios “conceitos esdrúxulos” (em alguns casos, menos prejudiciais do que os de Brooklyn), os quais elas poderão rever e modificar no futuro, assim como você alega que a Torre de Vigia tem feito? Acaso Deus é parcial? Se você absolve a Torre de Vigia e condena as outras religiões (o que suas palavras parecem indicar), certamente está sendo parcial. Se, por outro lado, não desaprova outras religiões, está sendo ecumênico, coisa que o “escravo fiel e discreto” condena. De que lado ficará você? Do lado de Deus? Pode-se estar ao lado de Deus, ao passo que se discorda, em parte, dos ensinos do “único canal” entre Ele e a humanidade? 3. Apenas a “organização” sobreviverá à ‘grande tribulação’ Alegra-me que você considere que o julgamento divino se dá em base individual e não necessariamente POR SE ESTAR LIGADO a uma denominação religiosa ou “redil jurídico”, como você chama. Também vejo desta forma. Todavia, O “ESCRAVO FIEL E DISCRETO” NÃO PENSA ASSIM. Você suscita a questão sobre a identidade daquilo que se denomina a “arca” figurativa para os nossos dias, como se ela pudesse ser outra coisa que não a organização ou “redil jurídico” Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Vejamos o que diz o livro “Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra”, pág. 195: “A ORGANIZAÇÃO VISÍVEL de Deus hoje também recebe ORIENTAÇÃO E DIREÇÃO teocráticas. NA SEDE DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ EM BROOKLYN, New York, existe um corpo de anciãos cristãos de várias partes da terra que dão A NECESSÁRIA SUPERVISÃO às atividades mundiais do POVO DE DEUS. Este corpo governante é composto de membros do ‘escravo fiel e discreto’. Serve qual porta-voz do ‘escravo’ fiel.” (o maiúsculo é meu) Há alguma dúvida sobre o “redil jurídico” a que se refere este texto — mencionado por nome e endereço — ao qual toda pessoa necessariamente tem que estar ligada para obter a aprovação de Deus? E se a pessoa INDIVIDUALMENTE quer servir a Deus, sem a intermediação da Watchtower? Pode ela encontrar a aprovação divina? Ser-lhe-á isto contado como mérito? Deixemos que o “escravo fiel e discreto” responda: “Alguns que se chamam cristãos e anunciam Deus como seu Pai gabam-se de andar com Deus apenas, que Ele lhes dirige os passos pessoalmente. Tais pessoas não só abandonam o ensino ou lei da MÃE, mas eles literalmente LANÇAM A “ESPOSA” DE DEUS [a organização] NAS RUAS.” (“Watchtower” de 1/5/57, pág. 274. O maiúsculo é meu.) O livro “Qualificados para ser ministros” — 1967, pág. 156, chega ao cúmulo de dizer: “Se temos amor por Jeová e pela organização de Seu povo não seremos suspeitosos, mas, como a Bíblia diz, ‘acreditaremos em todas as coisas’, TODAS AS COISAS QUE A ‘WATCHTOWER’ PUBLICAR…” Adicionalmente, o livro “Poderá viver…”, na pág. 255, diz: “Foi apenas aquela única arca que sobreviveu ao dilúvio e não um sem-número de embarcações. E HAVERÁ APENAS UMA ORGANIZAÇÃO — a organização visível de Deus — que sobreviverá à ‘grande tribulação’ que rapidamente se aproxima. Simplesmente NÃO É VERDADE QUE TODAS AS RELIGIÕES CONDUZEM A UM MESMO FIM. VOCÊ PRECISA PERTENCER À ORGANIZAÇÃO DE JEOVÁ, a fim de receber Sua bênção de vida eterna.” A “organização visível de Deus” a que o livro se refere aqui não é outra senão a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Assim, não posso deixar de notar, novamente, uma discrepância entre o seu pensamento, H., e o pensamento do corpo governante, ao qual deveria estar completamente submisso. Concorda que tem de estar submisso? Em “A Sentinela” de 1/10/1967, páginas 587-592, lemos: “Aquele que reconhece a organização teocrática visível de Jeová, portanto, TEM DE RECONHECER E ACEITAR esta designação do “escravo fiel e discreto” e SER SUBMISSO A ELA.” (o maiúsculo é meu) Pode-se ser parcialmente submisso e ainda assim, obter a aprovação divina? Não é isto o que o corpo governante ensina. 4. Ideias e atitudes “independentes” No tópico “independência”, infelizmente, seu conceito, H., novamente difere do conceito do corpo governante. Não pretendo polemizar. Vou apenas provar documentalmente o que agora afirmo. Comecemos pelo que diz “A Sentinela” de 15/7/1983, sob o tópico “Evite Idéias Independentes”: “Como se manifestam tais idéias independentes? Um modo comum é questionar o conselho provido pela organização de Deus.” Mas talvez você afirme: “Eu não questiono tais conselhos!” Uma maneira de questionar é por não cumprir à risca um de tais conselhos, não acha? Vamos a um exemplo? “A Sentinela” de 15/12/1981″, sob o tópico “Deve-se falar com o desassociado ou o dissociado?”, diz: “….O apóstolo Paulo que deu este aviso sábio era íntimo de Jesus e sabia muito bem o que Cristo dissera sobre cumprimentar outros. Ele sabia também que a saudação costumeira daquele tempo era: “Paz”. Diferente de algum inimigo pessoal ou dum homem de autoridade do mundo, que se opõe aos cristãos, o desassociado ou dissociado que procura promover ou justificar seu pensamento apóstata, ou que continua no seu proceder ímpio, certamente não é alguém a quem se deseja “Paz”. E todos sabemos de experiência no decorrer dos anos que UM SIMPLES “Oi” dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para uma amizade. QUEREMOS DAR ESTE PRIMEIRO PASSO COM ALGUÉM DESASSOCIADO?” O conselho da Watchtower aqui parece claro, não? Felizmente você adotou uma atitude “independente” neste respeito, H.. Principalmente pelo fato de a sociedade, em artigos mais recentes, ter aconselhado seus membros a “odiar no sentido bíblico” os classificados por ela como apóstatas — “A Sentinela” de 1/10/1993. É elogiável que você também não tenha seguido mais este conselho. Sinceramente espero que você continue assim — independente! 5. Bibliografia Raymond Franz, Crise de Consciência (Brasil, Fortaleza/CE: Primeira Edição, 1999) ISBN 85-901057-1-7. M. James Penton, Apocalypse Delayed. The Story of Jehovah’s Witnesses (Toronto, Buffalo, London: University of Toronto Press, 1985) ISBN 0-8020-6721-2. Raymond Franz, In Search of Christian Freedom (Atlanta: Commentary Press, 1991) ISBN 0-914675-16-8. Esequias Soares da Silva, Provas Documentais (Brasil, São Paulo: Editora e Distribuidora Candeia, 1.ª edição, 1997). #comboio #vossa #oprofeta #artigo #Anjos #naum #adiante #Alimento #nestapágina #foi #erros #Tempo #piramidologia #acusação #terceirapessoa #advogada #culpa #Alma #watchtower #Amor #Sentinela #Jesus #1914

  • Por que os protestantes não lêem as obras de Lutero?

    Nos debates entre católicos e protestantes, nós, católicos, notamos que nossos opositores são bastante exigentes em relação ao detalhamento das doutrinas da Igreja. Geralmente submetem-nos a diversas perguntas, sejam elas bem ou mal formuladas. O apologista católico, então, deve estar preparado, estudar a doutrina de sua Igreja, ler as obras dos padres apologistas, e responder a esses fundamentalistas satisfatoriamente (infelizmente, eles não se satisfazem com respostas). Mas, será que os protestantes buscam nos seus “pais” a resposta para nossas questões? Vocês, leitores, já perceberam que os protestantes geralmente buscam suas fontes a partir de grandes teólogos do passado e do presente, mesmo de Calvino, no caso dos calvinistas, e vários outros teólogos modernos? Entretanto, geralmente falta um personagem, o personagem principal, no âmbito reformado: Martinho Lutero. Já é ampla a nossa cobertura da revolta protestante do século 16, mas muito ainda falta ser dito. Os protestantes costumam colocar Lutero como um príncipe, um homem iluminado, que trouxe à luz a Igreja que jazia nas trevas da “corrupção”. Em todos os meios protestantes, Lutero foi um homem que, ao ler “um livro proibido”, a Bíblia, descobriu em suas letras simples a doutrina até então “obscura” de Cristo: a salvação somente pela fé. Desde então Lutero é uma figura ímpar na história do protestantismo. Inclusive alguns teólogos católicos reconhecem em Lutero valores dignos dos grandes doutores da Igreja. Porém, seus escritos praticamente desapareceram da estante dos protestantes modernos (ou pelo menos, de suas obras). O que vemos hoje é que os protestantes fundamentalistas se baseiam mais em sua própria opinião “errada” das Escrituras do que num fundamento ao menos mais criterioso. Entretanto, será que é válida a fundamentação da teologia protestante na herança dos estudos de Lutero? Quantos protestantes, mesmo pastores, já leram obras de Lutero. Dificilmente um católico que não seja estudioso do assunto leria. Mas espera-se que os protestantes tenham uma certa noção dos escritos dos seus pais. Nós católicos buscamos ler e entender o que pensavam e ensinavam os pais da Igreja: Inácio, Clemente, Leão, Tertuliano, Gregório, Agostinho, Vicente, Aquino. Entre milhares de outros. É uma vasta literatura, mas todo católico que esteja interessado nas suas doutrinas busca conhecer a sua patrologia. Lutero deixou uma obra extensa, da qual em português creio não existir nem metade. Suponho, também, que nem metade dos protestantes já leu as obras dele. O que será que encontrariam? Talvez não gostem muito do que encontrarão, caso se aventurem. Na realidade, apesar de ser um estudioso da Bíblia, ter causado uma revolução no seio da Igreja, muitas vezes Lutero foi um blasfemo. Ao menos, pelos seus escritos, é o que nos parece. Muitos protestantes questionam os católicos acerca do que falaram os seus teólogos do passado. Muitos dizem que Papas pecaram, disseram isso ou aquilo. Tudo isso, para eles, é prova de que a Igreja Católica não é a Igreja fundada por Jesus, nosso Senhor. Que o Espírito Santo não pode conduzir uma Igreja que ensina a “venda do perdão”, por exemplo. Outros alegam que a Igreja não podia ter transferido a um homem o poder que somente Deus contém. Entre várias outras alegações, os erros do passado são, para os protestantes, prova mais que suficiente de que a Igreja é demoníaca. No nosso país, é comum o uso de “ditados populares”. Um deles, que podemos até aplicar aqui, é “Cuidado! O peixe morre pela boca”. Muito do que Lutero escreveu, em confronto com o Papa e a autoridade da Igreja, é defendida até o fim pelos seus idealistas. Mas será que  defenderiam com a mesma vontade o Lutero que vamos apresentar aqui? Talvez fiquem surpresos, digam que ele não quis dizer o que está aparentado, que existem outros escritos dele que dizem o contrário. Ora, pelo que vamos ler, parece que não há como entender outro contexto, o que faz com que entendamos exatamente o que Lutero quis dizer quando da redação das obras. E se existem outros escritos dele que dizem o contrário, isto não é um fator de alívio, mas de complicação. Mas, de qualquer forma, o leitor julgue as palavras de Lutero…ditas pelo próprio reformador. Seja um pecador Se és um pregador da graça, então pregue uma graça verdadeira, e não uma falsa; se a graça existe, então deves cometer um pecado real, não fictício. Deus não salva falsos pecadores. Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia. (American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963. ‘The Wittenberg Project;’  ‘The Wartburg Segment’, translated by Erika Flores, de Dr. Martin Luther’s Saemmtliche Schriften, Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521. ) Lutero está claramente dizendo que os nossos pecados, mesmo o pecado mais intenso imaginável, não importa. Diz que podemos cometer os pecados de forma convicta, que mesmo assim não nos separaremos de Deus. Imagine um católico dizendo tal coisa a um protestante, em um debate sobre o pecado, qual seria a resposta do protestante? (não responda, caro leitor, apenas abra sua Bíblia e leia o que ela diz sobre o pecado ? Mt 25,32; Mt 13,30; Mt 3,10; Hb 10,26-29). Fazer o bem é mais perigoso que o mal Estas almas piedosas que fazem o bem para chegar ao céu não somente não o alcançarão, como serão arranjados entre os ímpios; e importa mais em impedi-los de fazerem boas obras que pecados. (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, in “The Facts About Luther“, TAN Books, 1987, p. 122). Sim, é isso que você leu. Deve-se evitar praticar boas obras, não pecados. Acaso foi isso que Jesus ensinou? Pense em Cristo exortando a pecadora, em vias de ser apedrejada, e, ao segurá-la pela mão, dizer: “vá, e não pratique mais boas obras”. Na verdade, o que Lutero quer dizer é “não se preocupe com os pecados, Jesus os encobrirá. Preocupe-se com suas boas obras, isto lhe condenará“. As Escrituras dizem que seremos julgados pela forma como vivemos a nossa fé. Paulo diz claramente, em Rm 2,5-11, que o justo julgamento de Deus será de acordo com nossas ações. De acordo com 2Cor 5,10, receberemos a recompensa de Deus de acordo com nossos atos, bons ou ruins. Segundo Lutero, seremos recompensados por não fazer boas obras, enquanto que nossos pecados não influirão no julgamento de Deus. Você pode perguntar: mas não são os protestantes que acreditam “somente na Bíblia“? Bem, responderíamos, somente quando lhes convém… Não há livre arbítrio …Em relação a Deus, e a tudo que importa na salvação e condenação, o homem não possui livre-arbítrio, é um cativo, um prisioneiro, um escravo, seja da vontade de Deus, seja da vontade de Satanás. (Bondage of the Will, Martin Luther: SelectionsFrom His Writings, ed. by Dillenberger,Anchor Books, 1962 p. 190). Tudo que fazemos é por necessidade, não por livre-arbítrio, pois o livre-arbítrio não existe… (Ibid, p. 188) O homem é como um cavalo. Deus o está montando? Um cavalo é obediente e aceita as vontades de seu dono, e vai onde quer que ele queira. Acaso Deus soltou as rédeas? Então Satanás sobe em seu dorso, e o submete aos seus caprichos…Portanto, a necessidade, e não o livre-arbítrio, é o princípio controlador de nossa conduta. Deus é o autor do que é mal como do que é bom, e, da forma como concede a felicidade àqueles que não a merecem, assim também condena a outros que não desejaram seu destino. (‘De Servo Arbitrio‘, 7, 113 seq., citado por O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, pp. 266-267.) A Bíblia discorda de Lutero. Lemos em Eclesiástico 15,11-20: “Não digas: É por causa de Deus que ela me falta. Pois cabe a ti não fazer o que ele abomina. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que Deus não necessita dos pecadores. O Senhor detesta todo o erro e toda a abominação; aqueles que o temem não amam essas coisas. No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo; deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos. Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens“. Os protestantes, claro, replicarão dizendo que Eclesiástico não é um livro canônico. Apesar de estarem errados, e Eclesiástico ser sim um livro canônico (leia os porquês em vários artigos de nossos site), podemos citar livros que eles apreciam como Escritura Sagrada: Dt 30,19-20: “Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele. Porque é esta a tua vida e a longevidade dos teus dias na terra que o Senhor jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó, teus pais“. Vemos que o homem, além de ser livre para escolher, ele é obrigado a fazer tal escolha. Em Gn 4,7 lemos: ?Se praticares o bem,, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo?. Em Jo 15,15: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai“. Não nos parece que João concorda com Lutero a respeito da natureza eqüina dos homens, nem de seu jóquei… Lutero disse que Deus é o responsável pelo bem e pelo mal. Porém Paulo também discorda dele, pois escreveu: “Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!“. Por certo que Lutero está errado. Os cristãos não estão sujeitos a autoridade alguma Todo cristão é pela fé tão exaltado sobre todas as coisas que, por meio de um poder espiritual, é senhor de todas as coisas, sem exceções, que nada lhe causará mal. De fato, todas as coisas foram feitas sujeitas a ele e são orientadas a servi-lo na sua salvação. (‘Freedom of a Christian,’ Martin Luther. Selections From His Writings, ed. por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 63.) Injustiça é feita quando as palavras ?sacerdote, clérico, espiritual, eclesiástico? são transferidas de todos os cristãos para aqueles poucos que são chamados por costume mesquinho de “esclesiásticos” (Ibid., p. 65) Segundo Lutero, não há necessidade de sacerdotes, e da hierarquia. Todo cristão tem uma relação livre com Deus. Isto parece algo muito bom, e realmente nós podemos ter uma relação direta com Deus. Entretanto não podemos excluir o papel da hierarquia e dos sacerdotes. Lemos no livro de Números, capítulo 12, que a irmã de Moisés, Mirian (Maria), disse: “Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós“. A Bíblia mostra que “o Senhor ouviu isso” e disse “Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés?” e logo depois “Maria foi ferida por lepra“. A Bíblia nos ensina a não proceder contra os escolhidos por Deus: “Deus me guarde de jamais cometer este crime, estendendo a mão contra o ungido do Senhor, meu senhor, pois ele é consagrado ao Senhor!” (1Sam 24,7). Pela intercessão de Moisés, Mirian foi curada da lepra. Logo depois vemos Coré (Num 16) se rebelar contra Moisés e Aarão: “Basta! Toda a assembléia é santa, todos o são, e o Senhor está no meio deles. Por que vos colocais acima da assembléia do Senhor?“. A Bíblia mostra que, por causa desta revolta, “Saiu um fogo de junto do Senhor e devorou os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso“. Isto pode ser a semelhança do que espera aqueles que se rebelam contra os desígnios de Deus: “Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos” (Mt 25,41). Os camponeses mereceram seu destino Assim como as mulas não se movem até que seu dono lhe puxe as cordas, assim o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, açoitá-los, enforcá-los, queimá-los, torturá-los e decapitá-los, para que aprendam a temer o poder estabelecido (El. ed. 15, 276, citado by O’Hare, em ‘The Facts About Luther, TAN Books,1987, p. 235). O camponês é um porco, e quando um porco é abatido, ele está morto, e da mesma forma os camponeses não pensam sobre a vida futura, pois do contrário se comportariam de outra maneira. (‘Schlaginhaufen,’ ‘Aufzeichnungen‘ p. 118, citado ibid., p. 241). Trata-se do episódio da guerra dos camponeses de 1525. O próprio Lutero recomendava aos príncipes: “impeça-os da forma que puderem, como se matam cachorros loucos” (Ibid., p. 235). Erasmo de Roterdã, contemporâneo de Lutero, relatou que mais de cem mil camponeses perderam suas vidas (Ibid., p. 237). Provavelmente você, leitor católico, já foi defrontado por protestantes com o argumento de que a Igreja “matou milhões de pessoas na inquisição”, entre outras acusações (mal informadas, no caso das inquisições). Porém, como estamos mostrando neste artigo, poucos são os que conhecem que Lutero, Calvino e Elisabeth promoveram massacres contra católicos ou não-católicos. Muitos, na verdade, não sabem nem mesmo que Calvino mandou queimar Miguel de Serveto, ou porque Thomas Moore foi decapitado, na Inglaterra… Poligamia Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer. (De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330) Somente pela Escritura Lutero não pôde descartar a poligamia. Talvez ser bígamo, ter várias mulheres ao mesmo tempo, sem ser fiel a nenhuma delas, não influencie na conduta cristã de buscar na Bíblia somente o que diz respeito à salvação… A Bíblia poderia melhorar A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente inacreditável (‘The Facts About Luther, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 202) Eu jogaria o livro de Esther no Elbe. Sou de tal forma inimigo deste livro que preferiria que não existisse, pois é judaizante demais e com grande parte de idiotices pagãs. (Ibid.) A carta de Tiago é uma carta de palha, pois não contém nada de evangélico (‘Preface to the New Testament,’ed. Dillenberger, p. 19.) Se algo sem sentido foi falado, este é o lugar. Eu confirmo o que muitos já haviam dito que, com muita probabilidade, esta epístola não fora escrita pelo apóstolo, e não merece o nome do apóstolo. (‘Pagan Servitude of the Church‘ ed. Dillenberger, p. 352.). Para mim tal livro* não possui qualquer característica cristã. Que cada um julge este livro; eu mesmo tenho aversão, e isto é o suficiente para rejeitá-lo (Sammtliche Werke,  63, pp. 169-170, ‘The Facts About Luther,’ O’Hare,TAN Books, 1987, p. 203). *NT: Trata-se do livro de Apocalipse. É dito que Lutero entendeu a Bíblia “como se Deus falasse ao coração”. Mas é difícil de imaginar que o próprio Deus, que lhe “falou ao coração”, revelasse que Tiago escreveu uma epístola sem valor. Tal confusão é bem parecida com a “inspiração pelo Espírito Santo” que os evangélicos têm hoje em dia para confirmar a veracidade de suas interpretações bíblicas. É interessante também notar que, para os protestantes, a Bíblia é a autoridade final, correto? Porém vemos que Lutero se coloca acima da autoridade da Bíblia, escolhendo quais livros devem pertencer ou não a ela, e ainda com a “autoridade” de definir determinado livro. Na realidade, Lutero se colocou acima da Bíblia que afirma estar sujeito. Sem perceber, os protestantes de ontem e de hoje fazem o mesmo. Os protestantes, debatendo sobre os deuterocanônicos, citam passagens que dizem que os que acrescentam qualquer coisa à Palavra de Deus serão condenados. Demonstramos com vários artigos que, na realidade, quem acrescentou ou retirou algo da Bíblia foram os reformadores. E o próprio Lutero admite tal feito, com a adição da palavra “somente” em Rm 3,28 de sua tradução para o alemão: Se um papista lhe questionar sobre a palavra “somente”, diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem minha permissão. (Amic. Discussion, 1, 127,’The Facts About Luther,’ O’Hare, TAN Books, 1987, p. 201) Judeus para o inferno Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno (‘Luther’s Works,’ Pelikan, Vol. XX, pp. 2230). Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade…são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte. (‘About the Jews and Their Lies,’ citado em O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, p. 290) Mesmo se os judeus fossem inimigos, Lutero deveria amá-los, e não tratá-los como cachorros loucos, muito menos recomendar tal tratamento. Os cristãos devem reconhecer nos judeus o povo chamado por Deus e portador de sua revelação, e que possuem um papel na história da salvação. De fato, o chamado descobridor da doutrina de Deus encoberta pelos católicos, não parece ser familiar com a doutrina cristã que alegam ter resgatado. Cristo pecador Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer. (Lutero, Tischredden, Table Talk, Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martinho Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15). Creio que não se pode comentar tais palavras, assegurando que vieram do nome daquele que cultuam hoje como “a estrela que brilhou no meio à escuridão da idade média”. Não há dúvida: Lutero está errado. Cristo se assemelhou em tudo a nós, menos ao pecado. Isto é evidente pela Sagrada Escritura e pela autoridade da Igreja, pois Cristo é Deus. Imagine, leitor, o que aconteceria se você apresentasse este fragmento a um protestante, esperasse este identificar quem o disse, e depois revelar que foi dita por nada menos que Martinho Lutero? Infelizmente, os protestantes se recusarão a buscar as obras de Lutero e de outros reformadores. Sua metodologia “minha consciência é meu guia” lhe impede de aderir a qualquer semelhança com a doutrina de algum ser humano, ainda mais se este ser humano ensinou o que mostramos acima. Na realidade, os protestantes, que acham que retiram suas doutrinas da Bíblia, na realidade copiam as conclusões de outras pessoas, como Lutero (o que é um mal negócio), Calvino (também), ou o que pode ser ainda pior, de suas próprias conclusões. Talvez a única conclusão que podemos retirar destas, e de várias outras frases, é a que o apóstolo Paulo nos incentiva: “Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos…A menos que a prova vos seja, talvez, desfavorável” (2Cor 13,10). #elas #debates #Nossa #agradável #Escrituras #pelomenos #martinholutero #teologia #revolta #quantos #somente #DeCristo #obscura #Letras #American #Jesus #adultério #Agostinho #alemão

  • Questionando os Protestantes – X

    A Bíblia ensina: “Uma vez salvo, sempre salvo”? Não. Não ensina. No Antigo Testamento, o profeta Ezequiel escreveu: “Se, no entanto, o mau renuncia a todos os seus erros para praticar as minhas leis e seguir a justiça e a equidade, então ele viverá decerto, e não há de perecer. Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas; ele há de viver por causa da justiça que praticou. Terei eu prazer com a morte do malvado? – o oráculo do Senhor Javé. Não desejo eu, antes, que ele mude de proceder e viva? E, se um justo abandonar a sua justiça, se praticar o mal e imitar todas as abominações cometidas pelo malvado, viverá ele? Não será tido em conta qualquer dos atos bons que houver praticado. É em razão de sua infidelidade da qual se tornou culpado e dos pecados que tiver cometido que deverá morrer” (Ez 18,21-24). O ensinamento de Ezequiel é de que o se os maus se arrependem, serão salvos, e se os justos cometem o mal, serão destruídos. João Batista falou: “Fazei, pois, uma conversão realmente frutuosa e não comeceis a dizer: Temos Abraão por pai. Pois vos digo: Deus tem poder para destas pedras suscitar filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada ao fogo” (Lc 3,8-9). A exortação de João é para “produzir frutos conforme o arrependimento”. João não disse às pessoas para que viessem ser batizadas por ele e que estariam salvas para sempre. Não, falou-lhes para produzir o fruto das boas obras. Jesus disse: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós : não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim” (Jo 15,1-4). Jesus disse que os ramos que estão “n’Ele” serão cortados se não produzirem frutos. Alguns pensam que esses ramos não estão realmente em Cristo, mas Jesus especificamente disse que eles estão. São Paulo disse coisa similar em sua carta aos Romanos: “Sem dúvida! É pela incredulidade que foram cortados, ao passo que tu é pela fé que estás firme. Não te ensoberbeças, antes teme. Se Deus não poupou os ramos naturais, bem poderá não poupar a ti” (Rm 11,20-21). Paulo faz eco às palavras e sentimentos de Jesus. O escritor aos Hebreus diz também: “Depois de termos recebido e conhecido a verdade, se a abandonarmos voluntariamente, já não haverá sacrifício para expiar este pecado. Só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes. Se alguém transgredir a Lei de Moisés – e isto provado com duas ou três testemunhas, deverá ser morto sem misericórdia. Quanto pior castigo julgais que merece quem calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança, em que foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, autor da graça!” (Hb 10,27-29). São Pedro escreveu: “Por estes motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência, a piedade, à piedade o amor fraterno, e ao amor fraterno a caridade. Se estas virtudes se acharem em vós abundantemente, elas não vos deixarão inativos nem infrutuosos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Porque quem não tiver estas coisas é míope, cego : esqueceu-se da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, cuidai cada vez mais em assegurar a vossa vocação e eleição. Procedendo deste modo, não tropeçareis jamais. Assim vos será aberta largamente a entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pd 1,5-11). São João escreveu: “Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, permanecereis também vós no Filho e no Pai. Eis a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (1Jo 2,24-25). Sua igreja ensina que “uma vez salvo, sempre salvo”? Qual é o perigo que você corre se essa afirmação estiver errada? Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal. #Deus #Fogo #Atos #Aliança #agricultor #malvado #boas #ramo #raiz #JoãoBatista #Amor #todosos #posto #salvos #Jesus

  • Questionando os Protestantes – IX

    A Doutrina Importa? Sim, a doutrina importa. Alguns têm dito que a doutrina não importa desde que “se peça a Jesus em seu coração”. Contudo esta afirmação não concorda com a Bíblia. Em Sua oração no Jardim das Oliveiras (Jo 17), Jesus rezou para que todos fossem um. Isto quer dizer: em proposta, amor e doutrina. Na carta de São Paulo aos Gálatas, ele escreve: “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição , discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus” (Gal 5,19-21). A palavra “partidos” é traduzida aqui e ali como “heresias”, que é a transliteração da palavra grega latente. Paulo iguala heresia e dissensão com idolatria e imoralidade. Diz que heréticos não herdarão o Reino de Deus, tanto quanto uma pessoa idólatra ou sexualmente imoral. Paulo usa palavras muito fortes. A Timóteo, Paulo escreveu: “Quem ensina de outra forma e discorda das salutares palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante (e não entende nada”). (1Tim 6,3-4). Para citar Lutero, “nada é senão algo mesquinho”. Paulo fala acerca de não compreender senão algo mesquinho. Paulo diz que eles não entendem “nada” – nada sobre Cristo. Há mais de 20.000 denominações protestantes. Por que o que umas ensinam como verdade, outras ensinam como erro? Sua igreja vem ensinando a mesma doutrina há 2.000 anos? Ou é uma divisão de uma divisão, de uma divisão “ad nauseam”, que ensina sua própria interpretação que não tem fundamento na Cristandade histórica? Como um apêndice: onde a Bíblia diz que nós devemos pedir a Jesus dentro de nosso coração? Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal. #coração #Lutero #glorytojesus #fonte #Cristo #Oliveiras #seu #impureza #Ora #ódio #fornicação #concorda #Deus #sim #Ele #SãoPaulo #rezou #JesusCristo #proposta #Senhor #mesquinho #tem #Importa #ensinam #senão #grega #ensina #nada #Idolatria #sua #Doutrina #quer #São #aos #não #jardim #oração #joséfernandes #herdarão #Bíblia #uma #Gálatas #diz #divisão #escreve #jesuschrist #Paulo #peça #dito #Contudo #dizer #Amor #fundamento #nosso #fossem #com #Jesus #isto #Palavra #superstição #libertinagem #afirmação

  • Questionando os Protestantes – VIII

    Quem elegeu Pedro como Pastor da Igreja de Jerusalém? Pedro não foi eleito. Pedro, bem como os outros Apóstolos, foram indicados para o oficio diretamente por Jesus. Nas Igrejas Evangélicas os pastores são, na maioria dos casos, eleitos pelo voto da congregação. Qual é a evidência bíblica para se eleger pastores? Não há nenhuma. A Igreja de Jerusalém nomeou diáconos, mas não há nenhuma evidência nas Escrituras para eleger pastores. Depois que os diáconos foram nomeados, foram ainda ordenados pelos apóstolos. Os apóstolos ordenaram sete diáconos através de preces e imposição das mãos sobre eles. Durante suas viagens, Paulo ordenou Tito e Timóteo. Paulo deu a Tito e a Timóteo a autoridade de ordenar anciãos: “Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei” (Tt 1,5) “A ninguém imponhas as mãos inconsideradamente, para que não venhas a tornar-te cúmplice dos pecados alheios” (1Tim 5,22). A ordenação dos anciãos e diáconos está implicitamente indicada. O Novo Testamento não nos fala em nenhum momento da congregação elegendo seus anciãos/pastores. Em vez disto, os anciãos eram indicados pelos apóstolos ou por aqueles que receberam a autoridade dos apóstolos. Esta forma de governo da Igreja é chamada governo episcopal. Somente após a Reforma houve Igrejas que utilizaram governos presbiterais ou congregacionais. Por que você obedece a uma igreja que tem governo presbiteral ou congregacional já que a Bíblia ensina a forma de governo episcopal? Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal. #nomeou #glorytojesus #sete #ordenaram #suas #fonte #deixei #autoridade #Episcopal #qual #pecados #osoutros #Apóstolos #ordenou #voto #Governo #Congregação #Bem #Escrituras #CIDADE #elegeu #eleito #ordenar #maioria #eleger #chamada #Pedro #São #Tito #Igrejas #oficio #não #pelo #Pastor #joséfernandes #quem #acordo #foi #viagens #eles #Timóteo #Evangélicas #nenhuma #foram #imposição #Igreja #diretamente #jesuschrist #evidência #somente #Nas #Paulo #Jerusalém #Depois #tudo #tt1 #com #Jesus #inconsideradamente #deu #Bíblica #tracei #ninguém

  • Questionando os Protestantes – VII

    O Batismo é apenas para os crentes? Não pode ser ministrado às crianças? Eis uma resposta complicada. Primeiramente, as Escrituras não endossam nem condenam explicitamente o Batismo das crianças. A Igreja histórica sempre acreditou no Batismo das crianças. Os Reformadores Lutero e Calvino também acreditaram ser apropriado batizar crianças. Os Anabatistas foram alguns dos primeiros após a Reforma a condenarem o Batismo das crianças (embora existissem algumas poucas seitas antes da Reforma que não o praticavam). Os argumentos contra o Batismo das crianças são que as pessoas mencionadas como tendo sido batizadas por João Batista eram adultos arrependidos. No seu sermão de Pentecostes Pedro disse: “Arrependei-vos e batizai-vos”. Quem sustenta que o Batismo é apenas para os crentes, diz que não podendo as crianças se arrependerem, não lhes é apropriado o Batismo. Aqueles que defendem o Batismo das crianças citam passagens dos Atos dos Apóstolos, onde famílias inteiras, como a de Cornélio e a de Lídia, eram batizadas, o que supostamente inclui as crianças. Um outro argumento a favor do batismo das crianças vem da comparação do Batismo com a circuncisão: “Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do vosso ser carnal. Sepultados com ele no Batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Col 2,11-12). Na Antiga Lei, no oitavo dia as crianças do sexo masculino eram recebidas e lhes era dado o sinal da circuncisão da Antiga Lei. Já que o Novo Testamento é uma Lei mais abrangente do que a Antiga, incluindo homens e mulheres, judeus e gentios, o Batismo das crianças é mais apropriado a dar às crianças o Signo da Nova Lei (o Batismo). Com efeito, Jesus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas” (Lc 18,16). O “se parecem com elas” de que Jesus falou eram criancinhas que o povo trazia para ele abençoá-las. Assim, os Pedobatistas vêem nas palavras de Jesus um argumento a seu favor. Registros históricos confirmam que a prática do Batismo das crianças era geralmente a norma. No segundo século, Irineu escreveu a primeira declaração sobre a prática na Igreja do Batismo das crianças: “Ele (Jesus) veio para salvar a todos através dele mesmo, isto é, a todos que através dele são renascidos em Deus: bebês, crianças, jovens e adultos. Portanto, ele passa através de toda idade, torna-se um bebê para um bebê, santificando os bebês; uma criança para as crianças, santificando-as nessa idade…(e assim por diante); ele pode ser o mestre perfeito em todas as coisas, perfeito não somente manifestando a verdade, perfeito também com respeito a cada idade” (Contra Heresias II,22,4 (ano 189)). Irineu declarou que as crianças cristãs renascem. Como podem renascer se não têm a capacidade (pelo que sabemos) para exercer a fé? Previamente já vimos que isso acontecia pelo Batismo. Irineu mesmo nasceu numa família cristã, por volta do ano 140, em Esmirna, uma das Igrejas mencionadas no Apocalipse (Ap 2,8). Os historiadores pensam que Irineu foi provavelmente batizado por Policarpo, que foi o bispo de Esmirna. Policarpo foi mártir e discípulo pessoal de João, o Apóstolo. Parece-nos improvável que ele tivesse batizado crianças se fosse impróprio e se tivesse ouvido de João instrução diferente. No ano 215, Hipólito escreveu: “Onde não há escassez de água, a água corrente deve passar pela fonte batismal ou ser derramada por cima; mas se a água é escassa, seja em situação constante, seja em determinadas ocasiões, então se use qualquer água disponível. Dispa-se-lhes de suas roupas, batize-se primeiro as crianças, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas” (Tradição Apostólica 21,16). Diz-se que Hipólito instruiu às crianças que tivessem capacidade falarem por elas mesmas. Isso parece muito com as crianças levadas a Jesus, em Lucas 16,15. Finalmente, Orígenes fez uma firme declaração com respeito a origem apostólica do batismo das crianças: “A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar Batismo mesmo às crianças. Os apóstolos, aos quais foi dado os segredos dos divinos sacramentos sabiam que havia em cada pessoa inclinações inatas do pecado (original), que deviam ser lavadas pela água e pelo Espírito” (Comentários sobre a Epístola aos Romanos 5,9 (ano 248)). Finalmente, eis uma interessante citação do eminente Teólogo Protestante Dr. R.C. Sproul, em “Verdades Essenciais da Fé Cristã”, com relação ao batismo das crianças: “A primeira menção direta ao Batismo das crianças se vê por volta do meio do segundo século. O que é digno de nota sobre esta menção é que concorda que o Batismo das crianças era uma prática universal da Igreja. Se o Batismo das crianças não estivesse em prática no primeiro século da Igreja, como e por que começou como doutrina ortodoxa tão cedo e tão generalizadamente? Não somente foi uma rápida e universal disseminação, mas a literatura sobrevivente daquele tempo não demonstra nenhuma controvérsia a respeito desse costume”. Concordando pelo batismo das crianças, Dr. Sproul usa como argumento final a palavra tradição com “T” maiúsculo. Em seu sumário, nas palavras finais se lê: “A história da Igreja sustenta o testemunho da prática universal e não controvertida do Batismo das crianças no segundo século”. Por que você negaria as bênçãos do Batismo para as suas crianças quando a Bíblia não o proíbe, e é prática universalmente aceita pela Igreja histórica e até mesmo pelos Reformadores Lutero e Calvino? Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal. #AIS #embora #Deus #Mortos #vossa #Atos #podeser #seitas #signo #antiga #sinal #eram #mim #citam #nele #foram #DeCristo #JoãoBatista #adultos #Jesus #reforma #danova

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