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- O Vaticano no Twitter
Inaugurada nova página sobre atualidades CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de março de 2010 (ZENIT.org). – Desde o sábado, o Vaticano ingressou na rede social de mensagens breves Twitter, inaugurando ainda uma nova página na web, www.resources.va, na qual disponibiliza informação multimídia abordando questões da atualidade. A chegada do Vaticano à rede Twitter se dá através de seis canais – um para cada idioma. O endereço do canal de língua portuguesa é “news_va_pt”. O Twitter é um serviço gratuito de microblogging que permite que seus usuários recebam em tempo real micro-mensagens de texto – as “tweets” – cuja extensão máxima é de 140 caracteres. Além do português, estão disponíveis canais nos idiomas italiano, francês, alemão, inglês e espanhol. Através destes canais no Twitter, a Rádio Vaticana e outros órgãos de comunicação do Vaticano divulgarão informações, notícias e conteúdos multimídia de particular relevância para a vida da Igreja. Além disso, por ocasião da publicação da carta de Bento XVI aos católicos da Irlanda, o Vaticano lançou o website www.resources.va , no qual serão publicados artigos completos, além de materiais em vídeo e áudio relacionados com o magistério do Santo Padre sobre abusos sexuais cometidos por sacerdotes. O Vaticano conta ainda, há mais de um ano, com um canal oficial no Youtube (www.youtube.com/vatican), em quatro idiomas. #portuguesa #Rede #abusos #gratuito #sábado #Inaugurada #qual #SantoPadre #vatican #comunicação #microblogging #disso #websitewww #rádio #novapágina #RádioVaticana #católicos #línguaportuguesa #wwwyoutube #Católico #abordando #formação #ingressou #página #Youtube #vídeo #CIDADE #atualidade #multimídia #Twitter #cuja #Vaticana #Sacerdotes #atualidades #ocasião #caracteres #Notícias #endereço #web #disponibiliza #Através #Social #aos #serviço #Irlanda #língua #estão #zenit #mensagens #divulgarão #uma #sacerdote #BentoXVI #Tempo #relevância #máxima #Igreja #inaugurando #informação #Espanhol #Vaticano #chegada #nova #org #com #extensão #quatro #tweets #www #março #idioma #recebam #alemão
- A Igreja precisa dos idosos
Fonte: Humberto Pinho da Silva Eu tenho um amigo, daqueles que sempre estão presente nas horas amargas, que era catequista. Semanalmente, nos fins-de-semana, abalava para o “interior”, deixando família, para participar na preparação da catequese. Certa vez confessou-me: “Quando for aposentado vou-me dedicar às actividades da Igreja da minha terra e à agricultura. Tenho um campinho na retaguarda da casa que ergui na aldeia e vou cuidar das árvores de fruta e da hortinha. O tempo passou e ele sempre a sonhar com a reforma que lhe permitiria organizar melhor a catequese da paróquia, já que era o coordenador. Um dia atingiu a idade necessária para se retirar. Despediu-se de olhos marejados, dos colegas; pela derradeira vez visitou a banca de trabalho, testemunha de horas alegres e de muitas e muitas angústias; e definitivamente partiu para a terra natal. Não deixou, porém, de passar pela livraria católica em busca de material para as aulas da catequese. Como as verbas para a evangelização dos jovens eram escassas, despendeu muito de seu bolso. Era um sonho há muito idealizado. Mal chegou foi prestes à reunião da catequese. Admirou-se, porém, que o abade, velho companheiro nas lidas religiosas, estivesse presente. Aberta a reunião, o padre urdiu eloquente palestra entremeada de rasgados elogios ao meu amigo. Apoiavam enternecidos os presentes as palavras do sacerdote. Ao concluir ofertaram bonita bíblia, de folhas doiradas, encadernada a pele. No acto da entrega, disse o abade: “Chegou o momento de descansar. É justo que o libertem das árduas canseiras que lhe roubaram horas de recreação. É mister sangue novo. Já indigitei novo coordenador, e faço votos que ao aposentar-se, tenha finalmente o merecido repouso, junto dos que lhe querem bem.” Escusado será descrever a desilusão que sofreu o meu amigo. Mesmo assim teve ânimo para agradecer, lembrando que não se sentia velho, e muito podia dar à Igreja. Este caso verídico faz-me reflectir na perda que a Igreja tem ao desprezar o trabalho dos idosos. Há muito que lembro – mas poucos escutam, – que muitos professores, homens de valor, ilustres catedráticos, após aposentação, podem ser excelentes sacerdotes (diáconos e padres), consoante os casos, com reduzido estudo no Seminário Maior. O aposentado, em regra, tem tempo disponível; não carece de trabalhar para sobreviver; e pode perfeitamente dispor ainda de vinte anos ou mais, ao serviço de Deus. Desaproveitar conhecimentos e disponibilidades é erro crasso, mormente em época em que a falta de sacerdotes é notória. Bom era que as dioceses incentivassem os crentes idosos a participarem nas actividades das paróquias, de harmonia com os conhecimentos e saúde de cada um. #retaguarda #for #Reunião #fonte #diácono #Semanalmente #Padres #terra #acto #lidas #Deus #Pinho #Ele #diocese #pela #Silva #Humberto #entrega #muito #Palestra #otempo #testemunha #hortinha #sempre #tem #ergui #chegou #Padre #Jovens #Sacerdotes #abade #família #Novo #melhor #Dioceses #meu #não #Certa #estão #eram #trabalho #sonhar #Religiosas #companheiro #Bíblia #aldeia #foi #passar #dasilva #sonho #sacerdote #Tempo #catequese #Livraria #Harmonia #vou #Igreja #lhe #permitiria #colegas #aposentado #Velho #minha #catequista #repouso #preparação #conhecimento #fins #porém #Desaproveitar #deixando #eloquente #com #crentes #fruta #coordenador #pele #campinho #tenho #Religiosa #cuidar #abalava #passou #consoante #quando
- Evangelho do domingo: palavra derradeira
Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo OVIEDO, quinta-feira, 18 de março de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 8, 1-11), 5º da Quaresma. * * * Temos de reconhecer que aquele grupo de letrados e fariseus foi hábil em planejar mais uma vez sua estratégia de colocar Jesus contra a parede. A resposta não era fácil, pois conduziria ou ao escândalo diante da banalização da Lei ou à impopularidade diante do destino de uma mulher, vítima e cliente dos seus acusadores. Mas tal artimanha se encontrou com a reposta mais inteligente e sábia que se pode imaginar: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. Todos foram saindo, um a um, como quem vai embora na ponta dos pés para não ser notado. Foi como um tiro que saiu pela culatra. No fundo, aquela mulher era simplesmente um pretexto para poder lapidar Jesus, que era quem verdadeiramente incomodava o poder dominante. Mas aqueles que tentaram atirar-lhe pedras, saíram arruinados no adultério da sua hipocrisia. O erro daqueles fariseus não foi indicar que o adultério da mulher estava mal, mas no porquê de o sinalizarem. O Senhor não cai nem na aplicação dura da lei, nem nas liquidações de verão do pecado. Jesus não se importa com o que vão dizer e jamais falou fazendo poses diante da platéia. Tampouco teve uma inclinação jurista diante das tradições, nem uma calculada ambiguidade diante do pecado. Jesus não fazia o papel de reacionário antifariseu pelas ruas. A estes, Ele dirá: não coloquem contra a parede as vítimas das suas diversões; não queiram lavar sua culpabilidade com quem vocês mancham a inocência mútua… “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. Tampouco era um progressista liberal, e por isso dirá à mulher: não brinque com a sua fidelidade nem com a alheia, porque isso é trapacear com a sua felicidade e com a dos demais… “De agora em diante não peques mais”. A última palavra não foi dos fariseus hipócritas, nem da mulher equivocada, mas de Jesus, portador e porta-voz da misericórdia do Pai. E como nós talvez também participemos, em alguma medida, da atitude dos fariseus e da mulher, por isso, na reta final desta Quaresma, precisamos escutar essa palavra que é maior que o nosso pecado, para que a última palavra não seja nem das nossas hipocrisias e endurecimentos, nem dos nossos tropeços e erros, mas d’Aquele que disse: levante-se, ande, não peque mais. E que, tendo esta experiência real do perdão de Deus, possamos, assim, oferecê-lo aos que nos ofendem. É precisamente isso que pedimos cada dia no Pai Nosso. #Montes #mulher #Apresentamos #indicar #Quaresma #teve #ruas #reconhecer #Tampouco #Evangelho #Ele #Lucas #Isso #dentre #hábil #hipocrisia #quintafeira #planejar #Senhor #parede #aquele #erro #felicidade #nem #fazia #dirá #Angel #sua #Temos #impopularidade #seja #Dom #jurista #não #deste #ofm #zenit #quem #foi #Sanz #uma #resposta #ambigüidade #diante #Jaca #primeiro #meditação #Fundo #Lei #Oviedo #fidelidade #artimanha #banalização #Apostólico #tiver #verdadeira #última #org #nosso #pelas #com #Jesus #trapacear #Huesca #Pai #adultério #Pedra #estes #Palavra #progressista #portador #Arcebispo #março #deoviedo
- Bento XVI: “Deus não abandona nunca seus filhos”
Ao ser nomeado cidadão de honra de Romano Canavese CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 18 de março de 2010 (ZENIT.org).- Deus “não abandona nunca seus filhos”, por esse motivo, não há que perder nunca a confiança n’Ele. Foi o que recordou esta quarta-feira de manhã Bento XVI, ao receber a cidadania de honra da localidade italiana de Romano Canavese, na província de Turim, um dos lugares visitados no verão passado pelo Papa, durante sua permanência no Vale D’Aosta. O Papa afirmou estar “muito feliz” de receber esta distinção e sublinhou os “vínculos de afeto” que o ligam a Romano Canavese: por ser a localidade natal do secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, “a quem conheço e estimo há muitos anos”, e por ter visitado pessoalmente. “Eu mesmo, no dia 19 de julho do ano passado, tive a alegria de visitar vossa localidade e de encontrar a laboriosa gente de Canavese”, afirmou. “A cidadania honorífica demonstra vossa estima, proximidade e afeto”, observou o pontífice, que declarou que com este gesto se sente acolhido “na grande família de Romano Canavese, ainda que minha presença não poderá ser física, mas certamente cordial e paterna”. O Papa recordou que o que caracteriza Romano Canavese, além da “gloriosa história que funde suas raízes no século II antes de Cristo e que teve momentos de particular relevância, especialmente na Alta Idade Média e no século XIX”, é sobretudo “uma longa história de fé, que começa com o sangue dos mártires, entre eles São Solutor, e que chega até nossos dias”. Por este motivo, com ocasião da nomeação como cidadão de honra, Bento XVI renovou aos habitantes da pequena cidade “o convite de custodiar e cultivar os valores genuínos de vossa tradição e de vossa cultura, que se arraigam no Evangelho”. Em particular, exortou a “dar testemunho com empenho sempre novo da fé no Senhor crucificado e ressuscitado, do apego à família, do espírito de solidariedade”. “Tenham sempre confiança na ajuda de Deus, que não abandona nunca seus filhos e que está próximo, com sua amorosa solicitude, de quantos trabalham pelo bem, a paz e a justiça”, concluiu. #Cristo #Evangelho #Ressuscitado #Canavese #Província #Bertone #vínculo #solidariedade #Confiança #Angel #Espírito #SãoSolutor #mártires #Crucificado #TarcisioBertone #pontífice #secretário #BentoXVI #Tradição #DeCristo #Vaticano #alegria #cidadania
- Santa Sé: Foi criada comissão de investigação sobre Medjugorje
ACI).- O Escritório de Imprensa da Santa Sé deu a conhecer através de um comunicado que se constituiu uma comissão internacional de investigação sobre Medjugorje, sujeita à Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), que será presidida pelo Cardeal Camillo Ruini, Ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana e Vigário Emérito do Papa para a diocese de Roma. O comunicado assinala que esta comissão “composta por cardeais, bispos, peritos e especialistas, trabalhará de maneira reservada, submetendo os resultados do estudo às instâncias do dicastério”. O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, explicou ao dar a conhecer o comunicado que a comissão estará conformada por 20 membros. Ao ser perguntado sobre a inclusão de Dom Ratko Peric, Bispo de Mostar, jurisdição eclesiástica em que se localiza Medjugorje, o sacerdote explicou que não possui a lista dos membros da comissão. O Diretor da Sala Stampa recordou logo sobre Medjugorje que as investigações começaram em um nível diocesano. Quando se viu que “o fenômeno era maior que a diocese”, foi passado à Conferência Episcopal da antiga Yugoslávia, que agora já não existe. As comissões nesses níveis, explicou, nunca chegaram a uma conclusão sobre “o tema da sobrenaturalidade –ou não– do fenômeno” das supostas aparições marianas, assim que os bispos da Bósnia e Herzegovina solicitaram à CDF retomar as investigações. O Pe. Lombardi disse logo que enquanto se realizam as investigações, a comissão decidirá se comunica ou não as suas conclusões. Entretanto, ressaltou, deve assumir-se que este assunto será um projeto “muito discreto” devido “à delicadeza do tema”. Depois de comentar que se espera que estas investigações tomem “um bom tempo”, o sacerdote jesuíta afirmou que as conclusões da comissão serão entregues à CDF onde se “tomarão as decisões do caso”. Por agora, concluiu, a lista de membros da comissão é “reservada”, este foi o método assumido para realizar a investigação. #eclesiástica #SantaSé #CongregaçãoparaaDoutrinadaFé #ConferênciaEpiscopal #PeFedericoLombardi #FedericoLombardi #Igreja #Vaticano
- Igreja é última realização da vontade divina
«Pecados da Igreja nunca anularão a fidelidade de Jesus Cristo», diz cardeal LISBOA, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, afirmou nesse domingo que a Igreja “é a última realização” da vontade divina antes do final dos tempos e que ela é também, para Deus, “a última esperança” de ter um povo que lhe seja fiel. Na quarta catequese quaresmal deste ano, proferida na Sé Patriarcal – segundo informa Agência Ecclesia – Dom José Policarpo sublinhou que todos os membros da Igreja são chamados de “povo sacerdotal” porque “a santidade da sua vida é o verdadeiro culto que Deus espera”. Deus quer que a Igreja seja mediadora entre Ele e toda a humanidade, favorecendo a “realização última” do desígnio divino, isto é, o desejo “de reunir, no fim, todos os homens num só Povo, que o louvem, contemplem a sua glória e experimentem a alegria do amor”. Para Dom José Policarpo, a revelação da vontade divina para a humanidade é uma “manifestação da persistência de Deus”, que “não desiste de vir um dia a ter esse povo que Ele deseja, que O louve com toda a sua vida”. “Os pecados da Igreja nunca anularão a fidelidade de Jesus Cristo”, acrescentou o purpurado. “Não há perigo de mais uma desilusão para Deus, porque a Igreja é Cristo, identifica-se com Cristo, a sua fidelidade é a de Cristo, a força que a move é o próprio Espírito de Cristo.” Como resposta à ação divina, Deus espera da Igreja uma “atitude sacerdotal”, que contribua para que os seus membros possam “sentir já na história a alegria da intimidade com Ele”. #VontadeDivina #Quaresma #Cristo #santidade #Deus #JesusCristo #Senhor #sacerdotal #Espírito #Ecclesia #catequese #Igreja #fidelidade #Amor #alegria #Divino #IgrejaCatólica #Jesus #JoséPolicarpo #Cardeal
- Fracassam as tentativas de envolver o Papa nos escândalos de abusos sexuais
Constata o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de março de 2010 (ZENIT.org).- Fracassaram as tentativas de vários de meios de comunicação, especialmente na Alemanha, de envolver Bento XVI nos casos de sacerdotes pederastas, constata o porta-voz vaticano. O padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisou nos microfones da Rádio Vaticano as últimas notícias que se difundiram sobre casos de abusos sexuais atribuídos a sacerdotes. “É evidente que nos últimos dias alguns buscaram – com certo obsessão, em Ratisbona e Munique – elementos para envolver pessoalmente o Santo Padre nas questões dos abusos. Para todo observador objetivo fica claro que estes esforços fracassaram”, disse o sacerdote. Em particular, como ele mesmo recorda, tentou-se lançar a culpa no cardeal Joseph Ratzinger de ter reintroduzido no ministério, quando era arcebispo de Munique, em 1980, um sacerdote que posteriormente foi culpado de abusos sexuais. O padre Lombardi cita o “amplo e detalhado comunicado” da arquidiocese de Munique em que se mostra como o Papa não tem nenhuma responsabilidade no caso. O cardeal Ratzinger limitou-se a acolher em sua diocese esse sacerdote para que pudesse ser submetido a um tratamento terapêutico, mas não aceitou sua reintegração pastoral. De fato, o porta-voz explica que o cardeal Ratzinger, sendo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, estabeleceu e aplicou as rígidas normas que a Igreja Católica assumiu como resposta aos casos de abuso que se descobriram nos últimos anos. “Sua linha foi sempre a do rigor e a coerência na hora de enfrentar as situações mais difíceis”, explica o padre Lombardi. O jesuíta afirma que as normas da Igreja de forma alguma “buscaram ou favoreceram qualquer tipo de cobertura para tais delitos, e mais, deram fundamento para uma intensa atividade para enfrentar, julgar e punir adequadamente estes delitos no contexto do direito eclesiástico”. Por este motivo, o padre Lombardi conclui: “apesar da tempestade, a Igreja vê bem o caminho que deve seguir, sob a guia segura e rigorosa do Santo Padre”. E deseja: “como já dissemos, esperamos que esta tribulação possa ser ao final uma ajuda para a sociedade em seu conjunto para assumir melhor a proteção e a formação da infância e da juventude”. #Lombardi #Eclesiástico #abusos #escândalos #acolher #Alemanha #Joseph #JosephRatzinger #SantaSé #Padre #Sacerdotes #escândalo #Notícias #Doutrina #Papa #tempestade #sociedade #abusossexuais #sacerdote #Fracassam #Igreja #Munique #Vaticano #Meiosdecomunicação #IgrejaCatólica #terapêutico
- Evangelho do domingo: misericórdia sem fim
Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo OVIEDO, sexta-feira, 12 de março de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 15, 1-3.11-32), 4º da Quaresma. * * * Era uma cena complicada, que Jesus resolverá com uma parábola impressionante. Em volta dele aparecem os publicanos e pecadores, por um lado (o filho mais novo), e os fariseus e letrados por outro (o filho mais velho). Mas o protagonismo não recai nos filhos nem naqueles que os representam, mas no pai e em sua misericórdia. A breve explicação da vida desenfreada do filho menor, a forma como ele cai em si e o resultado final da sua frívola fuga têm um término feliz. É surpreendente a atitude do pai no encontro com seu filho, descrita com intensidade nos verbos que desarmam os discursos do seu filho, indicando a tensão do coração misericordioso desse pai: “Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos”. O erro que o conduziu à fuga rumo às miragens de uma falsa felicidade e de uma escravizante independência será transformado pelo pai em encontro de alegria inesperada e desmerecida. A última palavra dita por esse pai sobressai a todas as penúltimas ditas pelo filho, é o triunfo da misericórdia, da graça e da verdade. Triste é a atitude do outro filho, cumpridor, sem escândalos, mas ressentido e vazio. Se ele não pecou como seu irmão, não foi por amor ao pai, mas por amor a si mesmo. Quando a fidelidade não produz felicidade, não se é fiel por amor, mas por interesse ou por medo. Ele havia permanecido com seu pai, mas sem ser filho, colocando um preço ao seu gesto. Pôde ter mais do que exigia sua mesquinha fidelidade, mas seus olhos lerdos e seu coração duro foram incapazes de ver e de se alegrar. “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu”, disse-lhe o pai. Tendo tudo, ele se queixava da falta de um cabrito. Quem vive calculando, não consegue entender, nem sequer consegue ver o que lhe é oferecido gratuitamente, em uma quantidade e qualidade infinitamente maiores que sua atitude tacanha pode esperar. A trama desta parábola é a trama da nossa possibilidade de ser perdoados. Como disse Péguy, Deus, com esta parábola, foi aonde nunca antes se havia atrevido, acompanhando-nos com esta palavra muito além do que nos acompanha com outras palavras também suas. O sacramento da Penitência, que recebemos especialmente nestes dias quaresmais, é o abraço desse Pai que, vendo-nos em todas as nossas distâncias, aproxima-se de nós, nos abraça, nos beija e nos convida à festa do seu perdão, com uma misericórdia sem fim. #coração #verbos #Montes #Apresentamos #Quaresma #ditas #complicada #beijos #seu #Verdade #Evangelho #encontro #Triste #resolverá #Deus #outro #Ele #Lucas #ter #volta #Sextafeira #atitude #escândalos #trama #Fim #Misericórdia #fariseu #gratuitamente #compaixão #erro #felicidade #nem #escândalo #sua #misericordioso #Dom #ao #não #sem #deste #ofm #zenit #Filho #foi #Sanz #uma #Jaca #meditação #Oviedo #lhe #fidelidade #parábola #Apostólico #desse #escravizante #Amor #alegria #org #tudo #com #Jesus #Huesca #havia #desmerecida #Pai #Palavra #consegue #Arcebispo #março #deoviedo #quando
- Bento XVI adverte contra “espiritualismo utópico”
Apresenta São Boaventura como modelo de governo prudente na Igreja CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de março de 2010 (ZENIT.org).- Bento XVI, durante a audiência geral de hoje, advertiu sobre a tentação, que também se experimenta em alguns setores da Igreja, de viver o “espiritualismo utópico”, que se opõe à noção de hierarquia na Igreja e que acaba caindo em um “utopismo anárquico”. O Papa havia dedicado a catequese da semana passada à vida de São Boaventura, sobre quem fez sua tese de habilitação para lecionar na Alemanha e, nesta segunda ocasião, centrou seu ensinamento na etapa da sua vida do santo como ministro geral da ordem franciscana. Neste período – ele foi eleito em 1257 –, o santo teólogo teve de enfrentar a corrente dos “franciscanos espirituais”, que, influenciados pelos escritos do abade Joaquim de Fiore e interpretando mal a figura de São Francisco, entenderam que havia “acabado” o tempo da “Igreja hierárquica” e que estava começando o “tempo do Espírito”. Também na época atual se repete este “utopismo espiritualista”, considerou o Bispo de Roma. “Sabemos, de fato, que após o Concílio Vaticano II, alguns estavam convencidos de que tudo seria novo, de que haveria outra Igreja, de que a Igreja pré-conciliar tinha acabado e de que teríamos totalmente ‘outra’.” “Um utopismo anárquico! E, graças a Deus, os sábios timoneiros da barca de Pedro, o Papa Paulo VI e o Papa João Paulo II, por um lado, defenderam a novidade do Concílio e, por outro, ao mesmo tempo, defenderam a unicidade e a continuidade da Igreja, que é sempre Igreja de pecadores e sempre lugar da Graça”, indicou. O Papa mostrou como São Boaventura ofereceu uma resposta aos “espiritualistas”, rejeitando as propostas de Joaquim de Fiore e fundamentando uma visão teológica da história, na qual Cristo é o “centro”, e não o “final”. “A história é uma, ainda que seja um caminho, um caminho de progresso”. Isso, sublinhou o Papa, “não significa que a Igreja é imóvel, fixa no passado e que não possa haver novidades nela. (…) As obras de Cristo não voltam atrás, não diminuem, mas progridem”. Segundo reconheceu, “também hoje existem visões segundo as quais toda a história da Igreja no segundo milênio teria sido um ocaso permanente; alguns veem o ocaso imediatamente depois do Novo Testamento”. Na verdade, “as obras de Cristo não voltam atrás, mas progridem. O que seria da Igreja sem a nova espiritualidade dos cistercienses, dos franciscanos e dominicanos, da espiritualidade de Santa Teresa de Ávila ou de São João da Cruz…?”, perguntou-se. “São Boaventura nos ensina o conjunto do necessário discernimento, também severo, do realismo sóbrio e da abertura aos novos carismas dados por Cristo, no Espírito Santo, à sua Igreja.” #PapaJoãoPauloII #espiritualismoutópico #barcadePedro #JoaquimdeFiore #hierarquia #Espiritualidade #cistercienses #Alemanha #SãoBoaventura #franciscanosespirituais #espiritualismo #utopismoanárquico #discernimento #advertiu #catequese #dominicanos #Igreja #SantaTeresadeÁvila #Bispo #Franciscanos #Igrejahierárquica #SãoJoãodaCruz #PapaPauloVI #sãofrancisco #adverte
- Espanha: três de cada quatro alunos escolhem aula de religião católica
MADRI, terça-feira, 9 de março de 2010 (ZENIT.org).- Três de cada quatro alunos escolheram voluntariamente estudar, nas escolas espanholas, a disciplina de ensino religioso e moral católica, durante o curso atual, 2009-2010. Isso é demonstrado pelo relatório anual sobre o número de alunos que recebem esta formação, da Comissão Episcopal de Educação e Catequese da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), que foi divulgado na sexta-feira. Segundo a CEE, atualmente, 3.430.654 de alunos estudam a matéteria de religião, em um total de 4.759.190, o que representa 72,1%. Por tipos de escola, a porcentagem de alunos que estudam religião em escolas católicas aumentou para 99,5%. Em escolas estaduais, a média percentual entre todas as etapas é de 64,1% e nas escolas particulares a média é de 71%. Para os bispos, “os dados são significativos se levarmos em conta as dificuldades que são enfrentadas no ambiente de ensino”. O episcopado denunciou várias vezes que a Lei Orgânica de Educação (LOE) introduziu novas barreiras para a escolha da disciplina de religião. Entre elas, destaca “a configuração da matéria de religião como um peso desnecessário ao currículo escolar”, segundo um comunicado da CEE. Os bispos agradecem a confiança de professores e alunos, que, “apesar das graves dificuldades, exercem a cada ano, voluntariamente, seu direito fundamental de escolher a formação religiosa e moral católica”. Também a dedicação dos professores de religião que “em meio de tantos obstáculos jurídicos, acadêmicos e sociais, servem com empenho e dedicação para a formação religiosa de seus alunos”. #matéria #ReligiãoCatólica #religião #Católicas #número #moralcatólica #Episcopal #divulgado #Isso #aumentou #Relatório #Orgânica #atual #formação #conta #escolheram #Educação #escola #currículo #Conferência #denunciou #Comissão #Confiança #CatecismodaIgrejaCatólica #ensino #atualmente #ConferênciaEpiscopal #São #introduziu #matéteria #Media #Espanha #porcentagem #Episcopado #zenit #dedicação #Catolica #foi #percentual #Madri #destaca #catequese #Segundo #LOE #Lei #estudar #Três #Espanhol #org #Espanhola #Dificuldades #desnecessário #dosprofessores #IgrejaCatólica #estudam #escolha #jurídico #quatro #demonstrado #configuração #março #recebem
- Santa Sé: não focalizar só na Igreja as acusações de abusos
Apoia a forma como a Igreja na Europa está enfrentando esta ampla questão CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 9 de março de 2010 (ZENIT.org).- Os abusos a menores por parte de responsáveis eclesiais são especialmente reprováveis, mas a questão é mais ampla e focalizar as acusações na Igreja falseia a perspectiva. Esta foi a advertência do porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, SJ, em uma nota lida diante dos microfones da Rádio Vaticano, com relação ao debate sobre os abusos sexuais a menores de idade. “Certamente, os erros cometidos nas instituições e por responsáveis eclesiais são particularmente reprováveis, dada a responsabilidade educativa e moral da Igreja”, indicou. “Mas todas as pessoas objetivas e informadas sabem que a questão é muito mais ampla e concentrar as acusações somente na Igreja leva a falsear a perspectiva”, acrescentou. O Pe. Lombardi ilustrou esta realidade com um exemplo dado recentemente pelas autoridades da Áustria. Segundo estas, “em um mesmo período, os casos encontrados em instituições vinculadas à Igreja foram 17, enquanto se produziram outros 510 em outros ambientes”, explicou o porta-voz vaticano, acrescentando que “seria bom preocupar-se também com estes”. A nota indica que, contra os abusos, a Igreja elabora as respostas apropriadas, que se inserem “em um contexto e em uma problemática mais ampla, que se refere à proteção – das crianças e jovens – dos abusos sexuais na sociedade”. O Pe. Lombardi se referiu à iniciativa, promovida pelo Ministério da Família da Alemanha, de convocar uma mesa redonda das diversas realidades educativas e sociais para enfrentar a questão a partir de uma perspectiva complexa e adequada. “A Igreja está naturalmente disposta a participar e comprometer-se – indicou. Provavelmente, sua dolorosa experiência pode ser uma contribuição útil também para os demais.” “A chanceler, Sra. Merkel, reconheceu justamente a Igreja na Alemanha pelo seu compromisso sério e construtivo”, acrescentou. O porta-voz vaticano também destacou que “a Igreja vive inserida na sociedade civil e nela assume sua responsabilidade, ainda que também tenha seu ordenamento específico diverso, o ‘canônico’”. Federico Lombardi iniciou sua nota com uma referência aos abusos sexuais a menores cometidos em instituições gestionadas por entidades eclesiásticas e por pessoas com responsabilidade na Igreja, particularmente sacerdotes, na Irlanda. E explicou que o Papa, após reunir-se com os mais altos representantes do episcopado e depois com todos os bispos ordinários da Irlanda, “prepara a publicação de uma carta sobre o tema para a Igreja na Irlanda”. Logo depois, o sacerdote abordou o debate sobre abusos sexuais a menores que, nas últimas semanas, está envolvendo a Igreja na Alemanha, Áustria e Holanda. Sobre estes casos, o porta-voz avaliou as atuações para enfrentar os abusos, levadas a cabo pelas principais instituições eclesiásticas envolvidas: as conferências episcopais da Alemanha, Áustria e Holanda e a província alemã dos jesuítas. A Santa Sé considera que estas “decidiram manifestar-se sobre o problema de maneira oportuna e com decisão”. “Demonstraram sua vontade de transparência – continua a nota; de certa forma, aceleraram o surgimento do problema convidando as vítimas a falarem, também quando se tratava de casos antigos.” O Pe. Lombardi prosseguiu destacando que “agindo assim, enfrentaram os problemas ‘com o pé direito’, porque o ponto de partida correto é o reconhecimento do que ocorreu e a preocupação pelas vítimas e as consequências dos atos cometidos contra elas”. “Além disso – acrescentou –, levaram em consideração as ‘Diretivas’ já existentes ou previram novas indicações operativas para levar a cabo também a estratégia de prevenção.” Federico Lombardi afirmou que “não se pode negar a gravidade da aflição que a Igreja está atravessando”. E concluiu destacando que “não se pode renunciar a fazer tudo o que for possível para obter finalmente também resultados positivos, de melhor proteção da infância e da juventude na Igreja e na sociedade, e de purificação da própria Igreja”. #abusos #preocupação #advertência #Representantes #Alemanha #Eclesia #eclesiástica #SantaSé #Eclesiásticas #adequada #Episcopado #FedericoLombardi #Episcopais #crianças #Igreja #Bispo #responsabilidade #problemática #purificação #criança
- Quase um milhão de espanhóis marcharam contra lei do aborto e pelo direito à Vida
ACI).- Quase um milhão de espanhóis saíram este domingo às ruas das diversas cidades do país para defender o direito do não nascido e para exigir ao governo socialista de Rodríguez Zapatero a derrogação da “Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez”, a lei do aborto aprovada pelo Senado e finalmente assinada pelo Rei Juan Carlos. 302 Associações pró-vida convocaram a imponente “Marcha Internacional pela Vida 2010” celebrada simultaneamente na maior parte das capitais de províncias da Espanha. A mais importante das manifestações teve lugar sem dúvida em Madrid, onde mais de 600.000 pessoas, muitas delas famílias inteiras, marcharam entre a Plaza Cibeles e a Porta do Sol com camisetas vermelhas, globos e cartazes. O ato em Madrid concluiu com a leitura, pela jornalista Sonsoles Calavera, do manifesto que exige a derrogação da nova Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e Interrupção Voluntária da Gravidez. Outras 10.000 pessoas se concentram em Castilla e León, em um clima pacífico e familiar, para protestar contra a recente aprovação na Espanha da lei do aborto mais permissiva da Europa. A mobilização mais numerosa da província teve lugar em Burgos, onde se reuniram 5.000 pessoas, seguida de Soria, com 1.500. Em Sevilha, ao sul do país, mais de 7,000 manifestantes convocados por todas as irmandades e confrarias de Sevilha se concentraram este domingo em Sevilha para a “III Marcha pela Vida” local, para defender os direitos da mulher grávida e dos não-nascidos e exigir a derrogação da “Lei Orgânica de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez”. Outras 5.000 partiram nas principais cidades da Galícia (La Coruña, Vigo, Pontevedra e Ferrol), enquanto que Barcelona foi cenário da concentração para reivindicar a defesa do direito à vida das crianças não nascidas e rechaçar a nova Lei do aborto. Mais de 3.000 pessoas encheram a praça Bonanova e seus arredores em Barcelona levando numerosos cartazes, pôsteres e globos; enquanto no estrado se alternavam várias intervenções e atuações dirigidas às crianças. Tania Fernández, da plataforma “Direito a Viver”, recordou em Barcelona que em 8 de março é o Dia Internacional da Mulher e destacou que o aborto é também “violência contra as mulheres grávidas e as meninas que representam mais da metade de abortos que se produzem”. #mulher #Sonsoles #marcharam #Cibeles #Internacional #Direitos #Direito #numerosa #Bonanova #nãonascidos #jornalista #Aborto #reprodutiva #Domingo #Sevilha #interrupção #Espanha #menina #Ferrol #plataforma #grávida #Sexual #Madri #Marcha #crianças #Zapatero #gravidez #Meninas #Calavera #Mulheres #defesa #criança #Barcelona #Famílias #manifesto
- Anglicanos dos EUA solicitarão um ordinariado católico
Espera-se que 5.200 entrem em comunhão com a Igreja ORLANDO, segunda-feira, 8 de março de 2010 (ZENIT.org).- Os líderes da Igreja Anglicana nos EUA da Comunhão Anglicana Tradicional responderam ao convite de Bento XVI a entrar na plena comunhão com a Igreja Católica. A constituição apostólica Anglicanorum Coetibus, publicada no mês de novembro passado, ofereceu aos grupos anglicanos uma maneira de ingressar na Igreja Católica, através do estabelecimento de ordinariados pessoais, um novo tipo de estrutura canônica. Assim, podem conservar elementos de suas tradições litúrgicas e espirituais e ao mesmo tempo estar unidos sob a autoridade do Papa. Na quarta-feira passada, a Casa dos bispos da Igreja Anglicana nos Estados Unidos anunciou que manteve um encontro em Orlando “com nosso Primaz, o reverendo Christopher Phillips, da paróquia ‘de uso anglicano’ de Nossa Senhora da Expiação (San Antonio, Texas) e outros”. “Neste encontro – continua o comunicado – tomou-se a decisão formal de solicitar a aplicação das disposições da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus nos Estados Unidos da América, pela Congregação para a Doutrina da Fé.” A Anglican Church in America (ACA), que tem 5.200 membros em 100 congregações, é diferente da Igreja Episcopaliana. Não forma parte da Comunhão Anglicana, que tem como primaz o arcebispo de Cantuária. A ACA foi criada em 1991 quando alguns membros da Igreja Católica Anglicana e da Igreja Americana Episcopaliana uniram-se através da formação de uma nova Igreja. O atual presidente da Casa dos bispos da ACA é o arcebispo Louis Falk. A Comunhão Tradicional Anglicana, que tem 400.000 membros em todo o mundo, tem como primaz o arcebispo John Hepworth, da Igreja Católica Anglicana na Austrália. Os líderes desta comunhão enviaram uma carta à Santa Sé em outubro de 2007, para pedir a plena unidade à Igreja Católica. Declararam sua adesão à doutrina católica, mas expressaram seu desejo de conservar algumas tradições anglicanas distintivas. A carta foi recebida pela Congregação para a Doutrina da Fé, que respondeu em julho de 2008 com o compromisso de considerar esta possibilidade. No ano seguinte, a 20 de outubro de 2009, o prefeito da congregação, o cardeal William Levada, anunciou a intenção de Bento XVI de criar uma forma para que estes grupos anglicanos entrassem em plena comunhão com a Igreja Católica. Dias depois, a 9 de novembro, foi publicada a constituição Anglicanorum Coetibus. #PapaBentoXVI #AnglicanorumCoetibus #JohnHepworth #Christopher #Church #ComunhãoAnglicanaTradicional #LouisFalk #williamlevada #ingressar #SantaSé #IgrejaAnglicana #Americana #Igreja #IgrejaCatólica #América #IgrejaAmericanaEpiscopaliana #ChristopherPhillips #Anglicanorum #IgrejaCatólicaAnglicana
- Papa pede que se supere a própria “preguiça espiritual”
Em visita à paróquia de São João da Cruz, em Roma ROMA, domingo, 7 de março de 2010 (ZENIT.org). – Um convite a superar a própria “preguiça espiritual” para que nos tornemos autênticos missionários de Cristo: foi essa a mensagem deixada por Bento XVI ao visitar, na manhã deste domingo, a paróquia de São João da Cruz, em Roma. Este foi o segundo encontro da paróquia com um Pontífice – em 27 de março de 2004, representantes da comunidade foram recebidos em audiência por João Paulo II na Sala Paulo VI, junto com representantes de outras paróquias italianas. A comunidade foi fundada em 1989 por seu atual pároco, Enrico Gemma, hoje com 68 anos, que, quando jovem, viveu a experiência do carmelo e decidiu dedicar a paróquia a são João da Cruz. Antes de entrar, o Papa, acompanhado pelo cardeal vigário Agostino Vallini, deteve-se por um tempo para cumprimentar os muitos fiéis reunidos do lado de fora dos portões paroquiais. Em sua saudação inicial a Bento XVI, o padre Gemma disse: “Padre santo, hoje gostaríamos de dar muita alegria a seu coração de padre e pastor, apresentando-lhe um povo em festa, uma comunidade unida no amor de Cristo, uma assembléia santa convocada à presença de seu pastor”. “Acolha, Padre Santo, a vida e as esperanças de todas as nossas crianças. Abençoa o trabalho e o amor de seus pais. Conforte nos sofrimento nossos doentes e queira confirmar nossos tão numerosos colaboradores no serviço generoso à comunidade”, continuou. “Permitam-se envolver-se cada vez mais pelo desejo de anunciar a todos o Evangelho de Jesus”, disse o Papa aos fiéis em sua homilia. “Não esperem que outras venham trazendo outras mensagens, que não conduzam à vida. Façam de vocês mesmos missionários de Cristo para os irmãos, onde vivem, trabalham e estudam”. Abordando em seguida o tema referente ao período litúrgico que estamos vivendo, o Pontífice lembrou que “na Quaresma, cada um de nós é convidado por Deus a reorientar a própria existência, pensando e vivendo segundo o Evangelho, corrigindo o modo de falar, de agir, de trabalhar e de se relacionar com os outros”. “Jesus nos faz este apelo não com severidade, mas porque está preocupado como nosso bem, nossa felicidade, nossa salvação” – enfatizou Bento XVI. “Cabe a nós responder com um sincero esforço interior, pedindo que nos ajude a entender os pontos que devemos nos converter”. Ao final, o Papa parabenizou as iniciativas de caridade da comunidade, que fazem frente aos problemas sociais da região. De fato, a paróquia atua com voluntários da Cáritas e da Comunidade Sant’Egídio na assistência de mais de 80 famílias necessitadas. “Minha visita tem a intenção de encorajá-los a realizarem sempre o melhor por essa Igreja de pedras vivas que são vocês”. “Exorto agora a fazerem desta Igreja um lugar no qual se aprende a escutar sempre melhor ao Senhor que nos fala nas Sagradas Escrituras”, concluiu. Após a missa, antes de retornar ao Vaticano, Bento XVI reuniu-se com os membros do conselho paroquial, pedindo que continuassem a “construir a Igreja de pedras vivas, sendo assim também um centro de irradiação da Palavra de Deus em nosso mundo, que tanto dela necessita.” #Quaresma #Festa #sincero #Evangelho #Cáritas #Paroquial #Espiritual #SagradasEscrituras #Senhor #JoãoPauloII #enfatizou #felicidade #Padre #parabenizou #Conselho #Santo #caridade #severidade #comunidade #EnricoGemma #BentoXVI #carmelo #Enrico #Igreja #Cruz #Amor #alegria #agostinovallini #SalaPauloVI #Jesus #Palavra
- Evangelho do domingo: a outra oportunidade
Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo OVIEDO, sexta-feira, 5 de março de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 13, 1-9), 3º da Quaresma. * * * No Evangelho deste domingo, Jesus leva em consideração duas notícias da atualidade de então: um grupo de galileus, de alguma facção independentista, havia sido reprimido por Pilatos, para lição e castigo a todo aquele que ousasse atentar contra a ocupação romana. E em segundo lugar, a queda da torre de Siloé, cujo infortúnio causou a morte de 18 vítimas, que pereceram esmagadas. Naquele então, como agora, houve muitas mortes, cujo desenlace nem sempre tem a ver com a vida que levavam normalmente. Jesus faz uma advertência: o verdadeiro risco de arruinar uma vida não está em um acidente infeliz ou em uma revolta repressiva, mas em não converter-se, isto é, em viver com o olhar e o coração distraídos, descentrados: “Se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. Para Jesus, fazer o papel de agitador revolucionário não supõe um motivo de diferença exemplar com relação aos demais galileus. E assumir o papel pacífico de transeunte, como ocorreu com as vítimas da torre de Siloé, tampouco torna as pessoas boas por sua neutralidade pacifista. Uns morrem na briga, outros no acidente. Todos igualmente pecadores, diz Jesus. Ele não elogia o guerrilheiro manifesto nem o pacífico cidadão anônimo, mas exalta quem dirige seu coração e tudo o que cabe nele a Deus. O que realmente importa para Jesus não é o que se faz ou se deixa de fazer, mas em nome de quem e por qual motivo. Jesus propõe uma parábola que enche de misericórdia seu convite à conversão. Diante da desproporção entre a vida a que somos chamados e a realidade nossa de cada dia, podemos ver-nos refletidos nessa história que Jesus conta da figueira que não dava o fruto esperado. É a imagem da nossa lerdeza e distância do desígnio de Deus. Mas também Jesus é imagem do vinhateiro bom, com cuja paciência chegará a salvar a vida da sua vinha. Converter-se é aceitar esse cuidado, essa espera e essa atenção. Converter-se é deixar-se levar por Outro, falar em seu Nome, continuar sua Boa Notícia, dar a vida por, com e como Ele. A conversão não é tanto protagonizar nossos gestos salvadores, e sim permitir ser visto, permitir ser conduzido e assistir ao milagre de que, na convivência misericordiosa com Ele, nossa vinha perdida pode ser salva e dar o devido fruto. Esta é a esperança que Cristo nos anuncia e que em sua Igreja nos reserva. #Quaresma #Pecadores #Convivência #Verdade #Evangelho #Vítimas #Deus #Romana #advertência #Misericórdia #acidente #Assis #relação #Angel #Galileu #revolta #Igreja #Pilatos #parábola #Apostólico #Roma #Jesus #Salvador #Huesca #Arcebispo
- Homilia sobre o PNDH-3
Fonte: Christo Nihil Praeponere Homilia pronunciada no dia 31/01/2010, a respeito do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). O decreto pretende impor ao Estado e aos Brasileiros que nele atuam, políticas desumanas e incompatíveis com o cristianismo. Trata-se de um instrumento para a criação de uma “nomenklatura”, uma casta de dirigentes alinhada com a ideologia governante e que, na prática, exclui os verdadeiros cristãos do “apparat” de governo. Clique aqui para fazer o download deste áudio [podcast]http://www.padrepauloricardo.org/site/wp-content/uploads/2010/02/pndh.mp3[/podcast] #cristã #cristão #direitoshumanos #Brasileiros #Cristianismo #Direitos #Governo #decreto #Brasil #nomenklatura #PNDH #Homilia #ideologia #Cristãos #apparat #áudio #Políticas #política #Podcast #impor #desumanas #ChristoNihilPraeponere
- A silenciosa investida da Rede Globo
Autor: Sergio Moura Saudações amigos! Dias atrás eu conversava com minha esposa sobre a programação da Rede Globo, do padrão de qualidade, da audiência, do investimento gigantesco em publicidade e das inúmeras repetidoras espalhadas no Brasil e no mundo. Acontece que a Globo, com todo esse poder de penetração na sociedade e dentro de nossas casas, vem introduzindo, silenciosamente, uma cultura de libertinagem, traição, adultério e rompimento com a célula familiar de forma sutil. Com o advento do BBB10 a Globo conseguiu o que ela vinha tentando há muito tempo, o beijo gay ao vivo. Em duas cenas do BBB 10 aconteceram dois beijos Gay e quando um deles foi “líder” a produção do programa teve o cuidado de colocar sobre uma estante a foto do beijo, com isso a Globo faz com que seus fiéis telespectadores vejam o beijo gay como algo comum e engraçado, ou seja, aceitável. Agora, nas novelas globais o beijo gay vai acontecer, induzindo esse comportamento aos jovens e adolescentes, induzindo legisladores a criarem leis que abonem tal comportamento. No mesmo BBB 10 uma das participantes declarou-se lésbica e com essa declaração todas as demais mulheres do programa se aproximaram dela sendo protagonizado o selinho lésbico no programa e todos os demais a apoiaram sob o manto sagrado do não preconceito. Na novela Viver a Vida o tema principal mostrado de forma engraçada e aceitável é a da traição e do adultério. A Globo leva ao telespectador ao absurdo de torcer para que um irmão traia o outro ficando com sua namorada. A traição nessa novela é a mola mestra da máquina, todos os personagens se traem, e isso é mostrado de forma comum, simples, corriqueiro. Mas talvez, a investida mais evidente e absurda esta na novela das 6h, Cama de Gato. A Globo superou todos os limites nessa novela ao colocar como tema uma música do grupo Titãs. Na música, nenhuma linha de sua letra se consegue tirar algo de poético, de aconselhável pra vida ou de apoio. A letra da música faz menção discarada do Inimigo de nossas almas que deseja entrar em nossa casa (coração) e destruir tudo, tirarem tudo do lugar (destruir a célula familiar e nossa fé). A música chega ao absurdo de dizer que devemos voltar à mesma prisão, a mesma vida de morte que vivíamos. Amados amigos, fica o alerta, às vezes nem nos damos conta do real propósito de uma novela, de um programa, de uma música, e como Jesus esta às portas, as coisas do mal estão cada vez mais evidentes e claras. Até os incrédulos estão percebendo que algo esta errado. Aproveito para trazer ao conhecimento a letra dessa música, cuidadosamente escolhida pela Globo para servir de tema da dita novela; música de abertura da novela. Vamos deixar que entrem Que invadam o seu lar Pedir que quebrem Que acabem com seu bem-estar Vamos pedir que quebrem O que eu construi pra mim Que joguem lixo Que destruam o meu jardim Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuro Vamos deixar que entrem Que invadam o meu quintal Que sujem a casa E rasguem as roupas no varal Vamos pedir que quebrem Sua sala de jantar Que quebrem os móveis E queimem tudo o que restar Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuroEu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro O mesmo desespero Vamos deixar que entrem Como uma interrogação Até os inocentes Aqui já não tem perdão Vamos pedir que quebrem Destruir qualquer certeza Até o que é mesmo belo Aqui já não tem beleza Vamos deixar que entrem E fiquem com o que você tem Até o que é de todos Já não é de ninguém Pedir que quebrem Mendigar pelas esquinas Até o que é novo Já esta em ruinas Vamos deixar que entrem Nada é como você pensa Pedir que sentem Aos que entraram sem licença Pedir que quebrem Que derrubem o meu muro Atrás de tantas cercas Quem é que pode estar seguro? Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuroEu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro O mesmo desespero Imaginem tudo isso entrando em sua casa… Quando você liga sua televisão, você abre uma janela para entrar em sua casa coisas boas ou ruins – isso é uma questão de escolha. Imaginem nossas crianças cantando isso? Trazendo isso pra dentro do coração e da alma delas? Imaginem você cantando isso? Tente imaginar de onde o compositor dessa “pérola” tirou inspiração para compôr tamanha afronta? Ai pergunto, pode porventura vir alguma coisa boa da Rede Globo? Pensem nisso, anunciem isso, façam conhecer, livre malguns dessa humilhação, dessa opressão, dessa falta de futuro, dessa cela de prisão. Se você ama a sua família comente isso com os seus filhos e não deixe os seus amigos de fora. Esta situação não pode continuar. #coração #compositor #Advento #Mundo #inspiração #traição #adolescente #absurdo #manto #Sagrado #Jovens #família #Pérola #alerta #beleza #sociedade #declaração #crianças #Alma #Lula #abertura #célula #Inferno #Publicidade #Jesus #adultério #televisão
- Ser cristão é crime
Parte 1 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bgujNcCes4I[/youtube] Parte 2 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=x4ANtz2lh1o[/youtube] Parte 3 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=rFnwaF3x1W0[/youtube] #crime #cristão #Ser #Youtube
- Declaração histórica católico-muçulmana contra justificação da violência
Emitida por representantes vaticanos e da voz acadêmica mais prestigiosa para o mundo sunita Por Jesús Colina CAIRO, segunda-feira, 1º de março de 2010 (ZENIT.org).- Representantes muçulmanos e católicos do mundo assinaram uma histórica declaração comum para rejeitar a manipulação da religião com o objetivo de justificar interesses políticos, a violência ou a discriminação. O documento recolheu as conclusões da reunião anual realizada no Cairo, nos dias 23 e 24 de fevereiro, do Comitê Permanente de Al-Azhar para o Diálogo entre as Religiões Monoteístas e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso da Santa Sé. A declaração está assinada pelos presentes no encontro: o xeique Muhammad Abd al-Aziz Wasil, wakil (representante nos assuntos jurídicos) de Al-Azhar e presidente do Comitê para o Diálogo de Al-Azhar, assim como pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho vaticano. Al-Azhar, fundada em 975, é considerada a universidade mais antiga com funcionamento ininterrupto e é vista pela maioria dos muçulmanos sunitas como a escola mais prestigiosa. O comitê, com a ajuda de documentos apresentados por Dom Bernard Munono Muyembe e pelo professor Abdallah Mabrouk al-Naggar, analisou o tema “O fenômeno da violência confessional: compreender o fenômeno e suas causas e propor soluções, fazendo referência particular ao papel das religiões neste sentido”. No final do encontro, os participantes concordaram em oferecer estas recomendações: “prestar maior atenção ao fato de que a manipulação da religião com objetivos políticos ou de outro caráter pode ser fonte de violência; evitar a discriminação em virtude da identidade religiosa; abrir o coração ao perdão e à reconciliação recíprocos, condições necessárias para uma convivência pacífica e fecunda”. Muçulmanos e católicos pediram “reconhecer as semelhanças e respeitar as diferenças como requisito de uma cultura de diálogo, baseada em valores comuns; afirmar que ambas as partes se comprometem novamente no reconhecimento e no respeito da dignidade de todo ser humano, sem distinção de pertença étnica ou religiosa; opor-se à discriminação religiosa em todos os campos (leis justas deveriam garantir uma igualdade fundamental); promover ideais de justiça, solidariedade e cooperação para garantir uma vida pacífica e próspera para todos”. O encontro bilateral concluiu com o compromisso de “opor-se com determinação a qualquer ato que tenda a criar tensões, divisões e conflitos nas sociedades; promover uma cultura do respeito e do diálogo recíprocos através da educação na família, na escola, nas igrejas e nas mesquitas, difundindo um espírito de fraternidade entre todas as pessoas e a comunidade; opor-se aos ataques contra as religiões por parte dos meios de comunicação social, particularmente nos canais de satélite, levando em consideração o efeito perigoso que estas declarações podem ter na coesão social e na paz entre as comunidades religiosas”. Por último, católicos e muçulmanos exigiram “assegurar que a pregação dos responsáveis religiosos, assim como o ensino escolar e os livros de texto não emitam declarações ou referências a eventos históricos que, direta ou indiretamente, possam suscitar uma atitude violenta entre seguidores das diferentes religiões”. O comitê estabeleceu que sua próxima reunião será em Roma, no dias 23 e 24 de fevereiro de 2011. #Identidade #Muçulmanos #reconhecer #Convivência #cooperação #Muçulmana #Colina #professor #Santa #Manipulação #Representantes #Católico #wasil #Religiões #Muyembe #SantaSé #solidariedade #sunitas #Espírito #conflitos #abdallah #mabrouk #muçulmano #tauran #muhammad #Jean #Igreja #universidade #Vaticano #cairo #Fraternidade #Meiosdecomunicação #sunita #naggar #Cardeal
- Exercícios espirituais do Papa: mistério do chamado de Deus
A vocação ao sacerdócio no centro das reflexões CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Amanhã terminarão, com a celebração das Laudes e uma última meditação, os exercícios espirituais pregados ao Papa e à Cúria Romana pelo salesiano Enrico Dal Covolo, que neste ano se centraram no tema da vocação sacerdotal. “Mais uma vez, o pontífice dá exemplo aos fiéis sobre a atitude que se deve ter neste tempo particular de oração, de reflexão e de conversão”, sublinha o Pe. David Gutiérrez, diretor da programação em espanhol da Rádio Vaticano e encarregado de comentar os exercícios espirituais deste ano. Gutiérrez sublinha a profunda vivência destes exercícios por parte do Papa, durante toda a semana. Como o próprio Dal Covolo explicou em uma entrevista com Zenit, cada um dos dias da semana constituiu um marco específico a partir do qual consideraram esta vocação ao sacerdócio, em harmonia com o Ano Sacerdotal convocado por Bento XVI. Assim, a segunda-feira foi um dia de “escuta”, centrado na Lectio divina de uma passagem bíblica muito conhecida como paradigma do chamado vocacional, o de Deus ao profeta Samuel (1 Re, 19, 1-21). O pregador propôs várias figuras bíblicas e dos Padres da Igreja sobre esta atitude de escuta do chamado divino, especialmente o modelo de Santo Agostinho, um santo muito querido pelo Papa Bento XVI. A terça-feira foi dedicada a refletir sobre a resposta do homem ao chamado divino. Segundo comenta Gutiérrez, nesse dia, “Enrico Dal Covolo centrou suas reflexões na resposta que o homem dá a esse chamado de Deus, revisando algumas histórias bíblicas, especialmente a referida no Evangelho de São Mateus, em que Jesus fala sobre construir sobre a areia dos nossos interesses ou construir sobre a rocha de Deus”. “Uma ênfase especial foi dada ao sentido que a vocação e a resposta representam para a missão. Este segundo dia terminou com uma reflexão sobre o exemplo sacerdotal do Santo Cura de Ars.” A quarta-feira foi dedicada à penitência e, segundo explica o comentarista da Rádio Vaticano, o propósito foi refletir, depois de fazê-lo acerca do chamado divino e sobre a resposta do homem, sobre “os aspectos humanos que estão envolvidos nesse processo, especialmente os referidos ao que podemos chamar de ‘resistências’ que o ser humano apresenta diante da vontade de Deus, que o chama”. “As tentações, as dúvidas, as resistências fazem parte da nossa história, o que gera a consciência de que sempre somos pecadores, mas também convidam a uma abertura à graça do Deus que sempre nos perdoa. É a atitude permanente de conversão que a Igreja pede aos seus fiéis neste tempo da Quaresma e que o Papa, com seus exercícios espirituais, está vivendo de maneira profunda”, explica. A quinta-feira, seguindo a tradição da Igreja de consagrar este dia ao culto eucarístico e à veneração do sacerdócio ministerial, foi um dia “cristológico”, isto é, dedicado à reflexão sobre a pessoa de Jesus Cristo, aprofundando no chamado aos primeiros discípulos. “Tanto a Lectio divina quanto as meditações da manhã seguiram este texto para compreender o papel de Jesus na vida de cada chamado, de cada sacerdote”, explica o responsável pela programação espanhola da Rádio Vaticano. A figura sacerdotal apresentada neste dia por Dal Covolo foi a do salesiano italiano Giuseppe Quadri, cuja vida sacerdotal foi um exemplo pela sua humildade e simplicidade. “Seu lema era ‘buscarei ser santo’. Este lema é a mensagem que o pregador dos exercícios do Papa deixou: que todos busquem ser santos no exercício do seu ministério sacerdotal”, sublinha Gutiérrez. Hoje, sexta-feira, a meditação se centrou na Virgem Maria, modelo de resposta ao chamado divino. Como explica o Pe. Gutiérrez, “o Santo Padre e seus colaboradores meditaram, seguindo os textos do Magnificat e da Anunciação, ambos tomados do Evangelho segundo São Lucas, sobre a figura da nossa Mãe celestial, vendo n’Ela o exemplo da confirmação de Deus quando faz um convite a algum dos seus filhos”. “O pregador apresentou hoje para a reflexão a figura do Papa João Paulo II, uma pessoa que viveu seu ministério sacerdotal, episcopal e petrino sempre confiando em Nossa Senhora”, explica. #PapaJoãoPauloII #Cristo #VirgemMaria #Episcopal #discípulos #SantoPadre #Bíblicas #veneração #simplicidade #SãoMateus #JoãoPauloII #eucarístico #sacerdotal #Magnificat #Giuseppe #Anunciação #Reflexões #BentoXVI #AnoSacerdotal #Harmonia #Igreja #Vaticano #SantoAgostinho #Discípulo #Jesus #Bíblica #Cúria #Espirituais #Agostinho
- Evangelho do domingo: a voz da brisa
Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo OVIEDO, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lc 9, 28b-36), 2º da Quaresma. * * * Não é somente a voz do tentador que chega até nós. Há também outras vozes que o próprio Deus nos sussurra na hora da brisa. Esta é a belíssima cena do Evangelho deste domingo. Em um entardecer qualquer, Jesus leva Pedro, João e Tiago ao Monte Tabor para orar. Talvez fosse a oração da tarde, como era costume entre os judeus. E então ocorre o inesperado. A tripla atitude diante do que aconteceu é tremendamente humana e nela podemos facilmente nos reconhecer: o cansaço, o delírio e o temor. Também nós, como aqueles três discípulos, experimentamos um sopor cansativo diante da desproporção entre a grandeza de Deus e nosso permanecer como alheios (“estavam com muito sono”). Inclusive, ébrios da nossa desproporção, chegamos a delirar, e dizemos coisas que têm pouco a ver com a verdade de Deus e nossa própria verdade (“não sabia o que estava dizendo”). E quando, apesar de tudo, vemos que sua presença nos envolve a abraça, dando-nos o que não esperamos nem merecemos, então sentimos confusão, medo (“ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem”). O Tabor, onde os três discípulos veriam a glória do Messias, é contraponto do Getsêmani, onde os mesmos se angustiarão diante da dor agônica do Redentor. Como âmbito exterior: a nuvem e a voz de Deus. Como mensagem: ouvir o Filho amado. Como testemunhas: Elias e Moisés, preparação da plena teofania de Deus na humanidade de Jesus Cristo. Ouvir a palavra do Filho amado, derradeiro porta-voz das falas do Pai, foi também a mensagem no Batismo de Jesus: escutai o que Ele diz. Um imperativo salvador que brilha com luz própria na atitude de Maria: faça-se em mim segundo a tua palavra. Ela guardará a palavra em seu coração, ainda que não a entenda; e convidará os serventes de Caná a fazerem o que Jesus disser; e, por isso, Ele a chamará de bem-aventurada: por ouvir a Palavra de Deus cada dia e vivê-la. Inclusive ao pé da cruz, onde pendia a morte, Maria continuou fiel, pressentindo a pulsação ressuscitada da vida. O delírio de Pedro, devedor do seu temor e do seu cansaço, proporá fazer do Tabor um oásis no qual descansar seus sonhos, entrar em sensatez e livrar-se dos seus medos. Mas Jesus convidará a descer ao vale do cotidiano, onde no cada dia somos reconciliados com o extraordinário e implacável realismo. A fidelidade de Deus continuará nos envolvendo, com nuvens ou sol, dirigindo-nos sua Palavra, que continuará ressoando na Igreja, no coração e na vida. #coração #Quaresma #discípulos #Deus #glória #JesusCristo #Getsêmani #batismo #Judeus #confusão #Messias #Moisés #amado #Redentor #Igreja #Apostólico #Discípulo #Jesus #Arcebispo
- Pornografia: qual o problema?
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- Anglicanos refletem sobre seu futuro
Escolheram a festa da Cátedra de São Pedro como dia de “discernimento” LONDRES, terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- O bispo anglicano de Ebbsfleet e o grupo Forward in Faith convidaram os anglicanos ontem a celebrarem a festa da Cátedra de São Pedro, preferivelmente junto com os católicos romanos, para discernir a via a seguir, depois que Bento XVI lhes abriu o caminho rumo à plena comunhão com Roma. “Não é um dia para decidir”, escreveu o bispo Andrew Burnham nos materiais para a oração proporcionados por Forward in Faith. “A constituição apostólica (Anglicanorum Coetibus) não é um ponto de crise, mas a abertura permanente de um novo caminho rumo à unidade com a Sé de Pedro”, indicou. “Decisões sobre o como e sobre se isso deveria acontecer para cada um de nós serão tomadas de diferentes maneiras e em diferentes momentos”, destacou, acrescentando: “Agora é hora de rezar e discernir”. Anglicanos do mundo inteiro estão discernindo sua resposta ao documento do Papa, que lhes oferece a possibilidade de estabelecer ordinariatos pessoais, expressando plena comunhão com Roma, ainda mantendo a tradição anglicana. A constituição apostólica responde aos desejos expressados por muitos anglicanos descontentes com o movimento da Comunhão com relação à aceitação da conduta homossexual e a ordenação ministerial de mulheres. Esse dia de oração, realizado ontem, foi qualificado pelo bispo Burnham como “uma oportunidade para refletir, rezar e discernir o caminho do futuro para cada um de nós, nossos sacerdotes e nossas paróquias”. Anglocatólicos No material oferecido para o dia de oração estava a carta pastoral do bispo, de fevereiro, dedicada à unidade. Nela, Burnham reflete sobre o significado da palavra “anglocatólico”. Indica que, no começo do século XIX, o uso inicial da palavra em inglês se centrou na “continuidade da Igreja da Inglaterra com a Igreja dos tempos apostólicos”. Depois, o bispo considera o crescente impulso rumo à unidade em Cristo, especialmente entre anglocatólicos, ortodoxos e católicos. A Anglicanorum Coetibus é outro passo neste caminho, indica. “Ainda que se dirija aos anglicanos em geral, a Anglicanorum Coetibus está focada particularmente, é claro, nos anglocatólicos”, indica o bispo Burnham. “Nós somos os que desejaram a reunião da Igreja Católica – afirma. Somos nós que, com velas, orações, incenso, música, orações e vestimentas estivemos tão perto quanto pudemos da prática romana católica.” E continuou: “E o que é mais importante: somos nós que, em questões de fé e moral – o que cremos sobre o Evangelho, os credos, o ministério e os sacramentos – e na maneira como vivemos, sempre afirmamos ser ‘católicos’”. “Estamos falando sério? Então, se é assim, o que estamos fazendo a respeito disso? Individualmente e em grupo – concluiu. Isso é o que estamos dizendo sobre nossas orações.” #Anglicanos #Ebbsfleet #Evangelho #AnglicanorumCoetibus #ForwardinFaith #IgrejaAnglicana #SédePedro #homossexual #ConstituiçãoApostólica #Papa #Anglicana #Anglocatólico #Anglocatólicos #anglicano #Apostólica #Igreja #Apostólico #católicosromanos #CátedradeSãoPedro #ordinariatospessoais #IgrejaCatólica #AndrewBurnham #Anglicanorum
- João Paulo II pediu que o Evangelho de São João fosse lido para ele antes de morrer
ACI).- O Arcebispo de Cracóvia e quem foi durante 40 anos secretário pessoal de João Paulo II, Cardeal Stanislaw Dziwisz, relatou que antes de sua morte, o Papa peregrino pediu que lessem para ele todo o Evangelho de São João para poder preparar-se para o trânsito à Casa do Pai. Em entrevista concedida ao jornal “El Tiempo”, o Cardeal explicou que o Papa Wojtyla “morreu como morrem os homens Santos. Despediu-se de seus colaboradores, do Cardeal Ratzinger (agora Bento XVI); inclusive de quem fazia a limpeza. Pediu que lhe lessem para ele todos os capítulos do evangelho de São João e assim se preparou para partir. Causou uma paz impressionante”. Na Colômbia aonde chegou para participar de um congresso sobre o legado de João Paulo II, o Cardeal assinalou que o processo de beatificação do Papa peregrino “está virtualmente terminado. Para a beatificação é importante que a Igreja reconheça um milagre no qual ele tenha intercedido. Há um caso que está sendo investigado e é o da cura milagrosa de uma freira francesa que padecia de Parkinson”. Sobre a data de beatificação, o Cardeal disse que “não se sabe, mas sua tumba é visitada por milhares que agradecem por favores e isso fortalece sua santidade. Não só os cristãos querem vê-lo santo; também os judeus e muçulmanos. Temos que unir-nos a esse grito de “Santo subito” (do italiano Santo rapidamente)”. Ao falar logo do carinho e o ardor da gente para com o João Paulo II, o Cardeal Dziwisz comentou que “ele mudou o mundo desde o ponto de vista político e religioso; ensinou que a solução aos problemas está na solidariedade e no amor. Ele ultrapassou todos os limiares. Seus ensinamentos deveriam ser aplicados para ajudar este mundo em crise”. Respondendo a quem critica o tempo curto que leva sua causa, o Cardeal polonês disse que poderia dizer-se que foi rápida, “mas não se pode dizer que esteve mal feita. Foi um tempo efetivo para aprofundar no legado que deixou. Os mesmos que o criticaram porque não gostavam de sua atitude moral, são os que o criticam agora”. Respondendo a afirmação do livro “por que ele é santo” que disse que João Paulo II se flagelava e dormia no chão, o Arcebispo de Cracóvia disse que “não posso afirmá-lo nem negá-lo. Foi um homem de uma grande espiritualidade, sua característica principal foi o espírito da oração e a contemplação. Em muitos conventos ainda existe a penitência através da flagelação, e isso o fizeram outros grandes Santos, como São João da Cruz e Santa Teresa”. Finalmente o Cardeal disse que João Paulo II “sempre disse que a América Latina era o continente da esperança. Gostava muito da Colômbia e tinha muitos amigos aqui, cardeais e sacerdotes, porque a presença da Colômbia em Roma sempre foi numerosa e importante”. #Casa #Muçulmanos #italiano #Fev #legado #beatificação #Evangelho #falar #disse #Espiritualidade #Ele #Isso #Stanislaw #Santa #Dziwisz #ACI #joãopaulo #morreu #EvangelhodeSãoJoão #JoãoPauloII #otempo #trânsito #américalatina #sempre #pediu #Judeus #solidariedade #40anos #Sacerdotes #Despediuse #XVI #sua #morrem #Espírito #oponto #São #Santo #Respondendo #milagre #Papa #ao #não #eltiempo #explicou #jornal #quem #muçulmano #foi #uma #Santos #Wojtyla #secretário #BentoXVI #Tempo #ardor #está #Cardeais #omundo #Peregrino #Igreja #Paulo #Colômbia #Cruz #Ágora #Cracóvia #João #Amor #Ratzinger #relatou #papawojtyla #lessem #Bogotá #stanislawdziwisz #América #Tiempo #morte #Parkinson #Pai #Bento #pessoal #Arcebispo #carinho #Cardeal
- Quaresma é tempo de ‘vigor espiritual’, diz Papa
No Angelus do primeiro domingo de Quaresma ROMA, domingo, 21 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – A Quaresma é como um “lugar de retiro” que convida a voltar para si e “escutar a voz de Deus”. Foi o que disse Bento XVI neste primeiro domingo de Quaresma, ao saudar os fiéis presentes na Praça São Pedro para a oração do Angelus. Em seu discurso introdutório à tradicional oração mariana de domingo, o Papa lembrou que o período quaresmal é “um tempo de penitência, de obras de caridade e de conversão”; “um tempo de vigor espiritual a ser vivido com Jesus, não com orgulho ou presunção, mas usando as armas da fé, que são a oração, o ouvir a Palavra de Deus e a penitência”. Em sua reflexão, o Papa retomou o Evangelho deste domingo, no qual Jesus, após ter recebido o batismo de João, “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e, no Espírito, era conduzido pelo deserto”, onde foi tentado por quarenta dias pelo diabo. As tentações – enfatizou o Santo Padre – “não foram um acidente de percurso, mas a consequência da escolha de Jesus de seguir na missão confiada pelo Pai, de viver até o fim sua realidade de Filho amado, que confia totalmente Nele”. “Cristo veio ao mundo para nos libertar do pecado e do ambíguo fascínio de conceber nossa vida prescindindo a Deus”, explicou. “Este exemplo vale para todos: melhora-se o mundo começando por si mesmo, mudando, com a graça de Deus, aquilo que não está bem na própria vida”, continuou. “Esta nova vida” – acrescentou o Papa – “vemos em Jesus Cristo. Ele, que compreende nossa fraqueza humana porque, como nós, foi submetido à tentação, nos mostra que o homem vive de Deus”. Diante das tentações do diabo, “Jesus contrapõe aos critérios humanos o único critério autêntico: a obediência, a conformidade com a vontade de Deus, que é o fundamento de nosso ser”. “Também este é um ensinamento fundamental para nós: se portarmos na mente e no coração a Palavra de Deus, se esta adentra em nossa vida, se tivermos confiança em Deus, podemos refutar todo o tipo de trapaça do Tentador”, concluiu o Papa. #coração #penitência #Quaresma #conversão #Cristo #Evangelho #quarenta #Deus #Angelus #Espiritual #JesusCristo #acidente #batismo #quaresmal #Domingo #amado #tentação #BentoXVI #PalavradeDeus #EspíritoSanto #Jesus
- Lavagem Cerebral e Hipnose nos Cultos Protestantes
O livro relata práticas de lavagem cerebral, hipnose e transe coletivo que estão sendo empregadas explicitamente em Igrejas, faculdades e escolas de teologia protestante. Milhares e milhares de pastores estão usando técnicas, bem conhecidas dentro da psicologia para enganar as pessoas e, ao mesmo tempo, acumular fortunas para si próprios. São abordados vários temas como: a) O que é a lavagem cerebral, b) Como os protestantes fazem a lavagem cerebral c) Técnicas comuns no uso da lavagem cerebral d) Quando começou às técnicas de lavagem cerebral e) As mesmas técnicas usadas também em seitas f) Escritores que contribuem para a lavagem cerebral g) Depoimento de pessoas que sofreram lavagem cerebral h) Desprogramando a lavagem cerebral etc… Comprando o livro. Existem 03 formas para a compra: 01) Depósito Bancário 02) Depósito em Casas Lotéricas 03) Depósito nos Correios Para pedir o livro basta fazer um depósito bancário no valor de R$ 20,00 para: Jaime Francisco de Moura Banco do Brasil Agência: 2500-3 Conta Poupança: 21.771-9 Ou: Jaime Francisco de Moura Caixa Econômica Federal Agência: 1040 Operação: 013 Conta Poupança: 7404 – Dígito 0 Ou ainda: Jaime Francisco de Moura BRB (Banco de Brasília) Agência: 025 Conta Corrente: 133504-6 Depósito em casas lotéricas Basta ir a uma casa lotérica e depositar o valor de R$ 20,00 para: Jaime Francisco de Moura Agência: 1040 Operação: 013 Conta Poupança: 7404 – Dígito 0 Obs: O cliente deverá mandar uma xerox do comprovante de depósito, e também todos os dados por escrito, como: Nome completo, endereço, CEP, e-mail, telefone, etc. para jaime.francisco@bol.com.br Só assim teremos condições de identificar quem foi o depositante, para que possamos enviar o livro no endereço correto. Depósito por Vale Postal nos correios Se em sua cidade não possui nenhuma destas formas apresentadas, basta ir a uma agência dos correios e enviar por Vale Postal, o valor de R$ 20,00 endereçado a: Jaime Francisco de Moura Endereço: Chácara 01 Sul Setor Tradicional Cidade: Brazlândia Estado: DF CEP: 72715-700 Obs: Ao chegar a uma agência dos Correios, o atendente preencherá o vale postal com o nome completo do comprador, endereço, CEP, telefone, e o e-mail. Através deste processo nós identificamos quem efetuou a compra. Somente então, enviaremos o pedido. Comprando por Vale Postal, não é necessário enviar xerox do mesmo, nem de nenhum documento. Maiores informações: jaime.francisco@bol.com.br ou pelo fone: (0xx61) 9933-6192 / 3391-5024 #Escritores #lavagem #Tradicional #Francisco #JaimeFranciscodeMoura #Lavagemcerebral #Protestantes #correto #Igrejas #teologia #Protestante #Igreja #Psicologia #hipnose #Corrente #Desprogramando
- Juristas Católicos contra o Plano de Direitos Humanos do Governo
OS “DIREITOS HUMANOS” E O PNDH 3 Por: Dr. Paulo Silveira Martins Leão Junior Presidente da União dos Juristas Católicos No final de 2009, recém findo e que já vai ficando ao longe, foi lançada a 3 ª versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, o PNDH 3, pelo Decreto nº 7037, de 21 de dezembro de 2009. Logo em seguida, instaurou-se intensa polêmica envolvendo diversos pontos de tal programa. O PNDH 3 (anexo ao decreto presidencial nº7037/2009) consiste em um extenso texto, com mais de 220 páginas, contados os 2 anexos (que reproduzem os anexos dos dois decretos que instituíram os planos anteriores, PNDH 1 e PNDH 2). O PNDH 3 consta (a) de uma apresentação de 3 páginas, assinadas pelo Sr. Presidente da República, (b) de um prefácio de 5 páginas, do Sr. Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, (c) de 6 “Eixos Orientadores”, subdivididos, cada qual, em (d) “Diretrizes”, que seguem numeração contínua, do primeiro ao sexto “eixo orientador”, em um total de 25 “diretrizes”, as quais, por sua vez, são subdivididas, cada qual, em número variável de (e) “objetivos estratégicos”. Setores de grande importância social têm se manifestado com ponderações e críticas ao referido plano. Diversas questões pontuais de grande relevância e impacto na sociedade têm sido levantados e trazidos a debate, e, certamente, outros mais o serão, à medida que se aprofunde a leitura do plano. Artigos muito lúcidos têm sido publicados em jornais e revistas de grande circulação alertando para graves distorções que o PNDH 3 designa como “direitos humanos”. Deve-se ressaltar que, sem dúvida, o plano abarca um extenso e importante rol de direitos humanos em relação aos quais há o que se poderia chamar de “consenso social”, estando muitos destes direitos relacionados na Constituição Federal de 1988. Pontos e matérias em relação a que nosso país e a sociedade como um todo já há bastante tempo vêm se empenhado em alcançar. Tal esforço nacional, social, estatal e empresarial, não tem sido em vão, pois são muitos os indicadores que demonstram que nosso país tem evoluído positiva e significativamente ao longo das últimas duas décadas, em particular desde a Constituição cidadã de 1988. Passado Esquecido Não se deve, no entanto, descurar todo o passado histórico, em que, paulatinamente, a realidade política e social em que nos encontramos foi sendo construída. Disso são exemplos expressivos, dentre muitos outros, a recente comemoração dos 200 anos da chegada do príncipe regente Dom João VI e da corte portuguesa ao Brasil em 1808. Em razão de tal evento, foi transferida para nossa terra a sede do governo do império português e foram como que transplantadas importantes e fundamentais instituições, que perduram até hoje. Dentre elas, podem ser citados, a título de exemplo, a Biblioteca Nacional, os primeiros cursos superiores, a imprensa nacional, o Banco do Brasil, o jardim botânico e a polícia militar, lançando os fundamentos para a independência de nosso país, alcançada pouco depois, proclamada pelo filho de Dom João VI, Dom Pedro I. Outro exemplo significativo, dentre muitos, que podem ser mencionados, é o do grande homem público, abolicionista, Joaquim Nabuco, cujo centenário de morte se comemorou neste mês de janeiro de 2010. Joaquim Nabuco, republicano advindo do 2º Império, nos remete àquele período, em que dois partidos, o Conservador e o Liberal, se revesaram no poder, sob a coordenação “moderadora” de Dom Pedro II. As diversas “Repúblicas”, em seus embates e múltiplos movimentos dialéticos, prosseguiram, em maior ou menor grau, um caminho de busca de desenvolvimento e de melhoria da qualidade de vida para a população. São de tradição de nossa pátria as declarações de “direitos humanos”, inseridas no texto fundamental desde a primeira Constituição brasileira, de 1824, tendo permanecido em todas as outras, inclusive nos períodos de maiores restrições e mesmo de violações às liberdades democráticas e a tais direitos, como nos da vigência da Carta de 1937 e da Emenda Constitucional nº 1, de 1969. O Brasil, não poucas vezes, é designado como uma espécie de “ONU”, em razão da intensa miscigenação racial e convivência pacífica das mais variadas raças, etnias e culturas, gerando uma importantíssima riqueza humana, não só para nós mesmos brasileiros, como para as Américas, e, cada vez mais, para a humanidade em geral, que aqui se faz representar de variados modos. Todo esse imenso caudal histórico, que possibilitou e possibilita estarmos onde estamos, chegarmos onde chegamos, fruirmos o que fruímos e desejar que muitos mais, tanto em nosso país, como alhures, possam ter uma vida melhor e mais digna, até por uma questão de compatibilidade e respeito para com os fatos, não deve ser esquecida. E o que isso tem a ver com o PNDH 3? O PNDH 3 parece ter sido escrito e articulado desconsiderando tais realidades, não só em múltiplos pontos que têm gerado perplexidade geral na nação, mas no seu conjunto. Uma leitura de conjunto e sistemática do PNDH 3 parece denotar um caráter fortemente coercitivo, dogmático, tendente à supressão da diversidade, alteridade e da democracia, em nome de uma determinada visão da realidade, de setores minoritários da sociedade. Estes setores buscam, por meio de tal plano, impor esta visão de mundo, sem possibilidade de questionamento, à sociedade, como se fora uma espécie de “religião de estado”, “verdade suprema”, acima de toda e qualquer consideração histórica, jurídica, ética e/ou racional. Unidos em torno do bem comum Logo após a barbárie e atrocidades da 2ª Guerra Mundial, a Organização das Nações Unidas entendeu ser de suma importância a elaboração de um texto, de aplicação universal, que resguardasse a humanidade de nova tragédia de tão trágicas conseqüências. Para isso, representantes de todo o mundo, das mais variadas tendências, se reuniram. O grande filósofo francês Jacques Maritain, cuja esposa, também era grande pensadora, Raissa Maritain, de origem judaica russa, participou desse magnífico evento que gerou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, mesma data em que foi assinada pelo Brasil. Jacques Maritain destaca, ao se referir, posteriormente, a essa esplêndida experiência, que as origens e concepções pessoais dos autores do texto eram muito diversas, mas que foi possível, inobstante, chegar àquele texto de consenso, parâmetro para toda a humanidade e que parece não ser levado na devida conta pelo PNDH 3. Tal postura do plano em exame também ocorre, guardadas as devidas proporções, em relação à Convenção Americana sobre Direitos Humanos, conhecida como “Pacto de São José da Costa Rica”, de 1969, ratificado pelo Brasil em 25 de setembro de 1992. Em outras palavras, “direitos humanos” não é expressão de ontem, nem exclusiva daqui e seus conceitos não se mudam por anexo a decreto. Filósofos e jusfilósofos de variadas origens, perspectivas e “visões de mundo” destacam a importância da vivência democrática e do respeito aos verdadeiros e reconhecidos direitos, na busca do bem estar e felicidade das nações, sendo abundantes na história do século XX, recém findo, os exemplos de grande fracasso e terrível sofrimento para a humanidade dos regimes de caráter totalitário. Clara manifestação disso encontra-se nos dois primeiros e no último dos “considerandos” da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que proclamam: “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; “Considerando que o desprezo e desrespeito pelos direitos da pessoa resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que as pessoas gozem de liberdade de palavra, de crença e de liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum; (. . .) “Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso” Há, pois, toda uma extensa reflexão ética, humana, jus filosófica, multisecular, que o PNDH 3 parece desconsiderar e desprezar, em nome de uma ideologia que parece fundamentar, permear e direcionar o conjunto de tal plano, denotando aspectos de totalitarismo e restrição das liberdades democráticas de intensidade notável, como veremos, a título exemplificativo a seguir, não sem antes uma breve referência à doutrina social da Igreja e à “perspectiva cristã”. Doutrina Social da Igreja Deve-se destacar a importância do desenvolvimento econômico e social na linha dos ensinamentos do Magistério da Igreja e do que se denomina “doutrina social da Igreja”. Esta tem seu ensinamento maior no próprio ensinamento de Jesus Cristo, cume e perfeição da “Lei e dos Profetas”. Sua aplicação histórica importa em milenar experiência humana, regada pela Luz e graças de Deus na “dialética” existencial dos povos. A doutrina social da Igreja, desenvolvida pelos “Santos Padres” da antiguidade cristã, foi retomada com vigor no auge das crises sociais e da “questão operária” do século XIX, com o lançamento da encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII, que teve ampla repercussão por todo o mundo, influenciando constituições e legislações. A ela sucederam-se os ensinamentos e encíclicas dos sumos pontífices sobre a matéria. A título de exemplo, trazemos a palavra do humanista Paulo VI, em sua encíclica “Populorum Progressio” (O Desenvolvimento dos Povos), de 1967, propondo uma “visão global do homem e da humanidade” e com ensinamentos que parecem bem se aplicar ao tema em análise: “O desenvolvimento não se reduz a um simples crescimento econômico. Para ser autêntico, deve ser integral, quer dizer, promover todos os homens e o homem todo, como justa e vincadamente sublinhou um especialista: ‘não aceitamos que o econômico se separe do humano; nem o desenvolvimento, das civilizações em que ele se inclui. O que conta para nós é o homem, cada grupo de homens até se chegar à humanidade inteira’.” (item 14) (. . .) É necessário promover um humanismo total. Que vem ele a ser senão o desenvolvimento integral do homem todo e de todos os homens? Poderia aparentemente triunfar um humanismo limitado, fechado aos valores do espírito e a Deus, fonte do verdadeiro humanismo. O homem pode organizar a terra sem humanismo. O homem pode organizar a terra sem Deus, mas ‘sem Deus só a pode organizar contra o homem. Humanismo exclusivo é humanismo desumano’. Não há, portanto, verdadeiro humanismo, senão o aberto ao Absoluto, reconhecendo uma vocação que exprime a idéia exata do que é a vida humana. O homem, longe de ser a norma última dos valores, só se pode realizar a si mesmo, ultrapassando-se. Segundo a frase tão exata de Pascal: ‘o homem ultrapassa infinitamente o homem’.” (item 42) Verifica-se, claramente, o alerta para os riscos de “desumanidade” de pretensos humanismos de linha “triunfalista”, que parecem não estarem ausentes na inspiração do PNDH 3, que, inclusive, propõe a retirada de símbolos religiosos da vida pública, numa evidente alusão à correspondente e pretensa proscrição, senão perseguição, dos valores de humanidade, paz e transcendência que representam. A título de complemento e antes de entrar mais especificamente na análise de alguns pontos do PNDH 3, cabe ainda a referência ao filósofo existencialista espanhol Julián Marias. Em seu pequeno e denso opúsculo, “A perspectica cristã”, ele ressalta a enorme repercussão, individual e social, positiva e transformadora da encarnação e vivência da mensagem cristã ao longo de seus dois milênios de existência, nos quais se inserem nosso país, desde cerca de 500 anos, com a chegada das naus comandadas por Pedro Álvares Cabral, no que designamos comumente como “descobrimento”. Isto parece incomodar os autores do PNDH 3, dispostos, como dizem em alguns tópicos do plano, a reescrever a história e a realizar a “construção pública da verdade”. Diz Julián Marias, na referida obra: “O mundo foi habitado por Deus feito homem: habitavit in nobis. Assumiu a condição carnal, a mundanidade, a convivência, a historicidade, todos os seus ingredientes. O desprezo deste mundo envolve um menosprezo da Encarnação, isto é, do núcleo essencial do cristianismo. (. . . ) Aparece este mundo como condição do outro, não porém um simples “trâmite” desprezível. Deus poderia ter situado o homem no outro mundo, no céu, evitando todas as dificuldades, misérias e riscos de sua vida terrena. Porém, como já disse em Antropologia metafísica, não seria o homem, e sim outra realidade bem diferente. O homem faz a sua vida – com as coisas; a elege, não é seu criador, mas é seu autor. A vida terrena neste mundo se apresenta como escolha da perdurável. Consiste em decidir agora quem se vai ser sempre. Isto mostra a excepcional importância e gravidade desta vida e do mundo em que acontece, e que em boa medida é obra do homem, que projeta seus projetos sobre a mera circunstância e faz dela mundo. O cristão tem a exigência de viver esta vida com a maior intensidade e o máximo esmero. (. . .) Veja-se o posto que na história da humanidade tiveram os povos cristãos no sentido que dou a esta palavra neste livro. Independente do estado da fé, da vivacidade da crença, os povos condicionados pelo cristianismo, os que receberam a visão da realidade procedente da perspectiva cristã, foram os mais interessados por este mundo, por seu conhecimento, exploração, transformação, orientação para o que acreditaram ser valioso e desejável. Precisamente a projeção para o outro mundo, a esperança nele, em sua perpetuidade para sempre, fizeram que para os homens participantes desta atitude haja tido a máxima importância esse mundo em que se encontraram e que lhes foi confiado.” Para uma análise do PNDH 3 O exame em grau detalhado do PNDH 3 deve ser realizado pelos diversos grupos sociais. Cabe-nos, aqui, tão somente, lançar breves reflexões iniciais sobre alguns aspectos estruturais do PNDH 3, que considera, em alguns casos, como “direitos humanos”, o que não é nem “direito”, e por vezes nem mesmo “humano”, seja à luz da Constituição, dos tratados internacionais relativos a direitos humanos adotados pelo Brasil e da legislação infra-constitucional. Dentre esses casos pode ser destacado o aborto provocado, que é um ato deliberado de matar uma pessoa humana inocente e indefesa no início do seu desenvolvimento existencial, no lugar em que deveria receber maior proteção e afeto, que é o útero de sua mãe. Porque a vida humana, não importa se em estágio inicial, por ser inegável e comprovadamente vida humana, é protegida constitucionalmente, nos tratados internacionais e na legislação ordinária, cível e penal. Nas palavras de João Paulo II, em sua visita ao nosso país, durante o “Congresso Mundial do Papa com as Famílias”, em 1997, perante o estádio do Maracanã lotado, o “aborto é crime abominável, vergonha da humanidade!”. No entanto, é considerado pelo PNDH 3, um “direito humano”, a ser implementado mediante o esforço e empenho da máquina governamental, sustentada com o dinheiro público, ou seja, com o dinheiro decorrente de nosso trabalho e esforço! Nas mais variadas pesquisas de opinião pública, é forte e crescente, ao longo das últimas décadas, o repúdio ao aborto provocado que é considerado “um mal moral grave”. No Congresso Nacional, têm sido sistematicamente rejeitados, por enorme margem de votação, os projetos de lei que pretendem sua descriminalização. Como, pois, considerar “direito humano”, a mais veemente negação do direito, que é a supressão deliberada, planejada, sem chance de defesa, de um pequenino ser humano? Talvez seja essa – a negação do direito à vida para aqueles que estão no início de sua biografia, de sua jornada existencial.- a mais eloqüente demonstração do quanto esse PNDH 3 se afasta do verdadeiro conceito de “direitos humanos” em não poucos direitos essenciais à uma convivência verdadeiramente democrática, pacífica, justa e solidária, na conformidade com os princípios fundamentais e os objetivos da República. Norberto Bobbio, o grande jusfilósofo italiano “laico”, ressaltava que “o direito do concebido apenas poderia ser satisfeito permitindo-se o seu nascimento”. Outro grande jurista, de renome internacional, Pietro Perlingieri, leciona (em tradução livre do italiano): “ . . . em uma época em que se realiza o princípio da igualdade, sancionado como fundamento de um estado democrático de direito, não se pode pensar que não haja um status personae (estatuto pessoal) que não seja completamente idêntico a qualquer outro status personae. (. . .) Um ser humano que está por tornar-se pessoa é tutelado não apenas pelo que ele é naquele momento mas por aquilo que ele está se tornando” (. . .) “ . . . a qualidade humana, por si só, atribui direitos humanos . . .” ; “ o embrião já tem uma idade, tanto assim, que falamos de quatro dias, três dias, três meses, quatro meses, seis meses”; o embrião “é tutelado como início de um processo de vida, que já tem uma história, uma idade e também uma dignidade. A pessoa, prescindindo de suas condições de fato, tem um status (situação) absolutamente igual àquela de qualquer outra pessoa; é o resultado de anos e anos de história, é uma conquista da civilização. O que quer que seja que vá contra esta conquista, não pode ser definida senão como regresso”. Uma interpretação tópica e sistemática dos artigos da Constituição, bem como dos diversos tratados internacionais adotados pelo Brasil, parecem só poder levar às mesmas conclusões dos referidos juristas. Ou seja, o ser humano tem direito a ter a sua vida e dignidade correspondente resguardadas desde o início até o término de sua existência, como direito humano fundamental, objetivo e fundamento de nosso estado democrático de direito. Muito ainda poderia ser dito sobre o assunto, mas para que seja ainda possível tratar de outros pontos peço para remeter os caros leitores ao site da União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro (http://www.juristascatolicosrj.org.br), onde encontrarão diversos artigos sobre o tema. A muito querida de todo povo brasileiro, a Dra Zilda Arns, recentemente morta no terremoto do Haiti, onde se encontrava prestando ajuda humanitária, como fez por muitas décadas no Brasil e em todo o mundo, salvando a vida milhões de crianças, era veemente e corajosa defensora também da vida das crianças por nascer, dentro do útero de suas mães, aduzindo, inclusive, que o aborto provocado não era uma reivindicação das mães carentes que atendia. O verdadeiro apoio a uma mulher grávida há de ser apoio, também à sua gravidez, à pequenina mulher ou ao pequenino homem que se desenvolve em seu seio, jamais utilizar-se dos recursos técnicos disponíveis para matar! Mas disso se afasta o PNDH 3! Imposição ideológica A família, fundamento constitucional da sociedade, ao ver do PNDH 3, deve ser “desconstruída” como conceito envolvendo a relação entre homem e mulher (“heteronormatividade”) acolhendo, educando e formando seus filhos. No entanto, a família, constituída por homem e mulher, é expressamente declarada como “base”, “fundamento” da sociedade, tanto na Constituição Federal, como em tratados internacionais adotados pelo Brasil. As questões de ética sexual, com manifesta repercussão social, que envolvem amplo debate, que vem sendo travado na sociedade, no Legislativo e no Judiciário, e que demandam continuada e delicada reflexão, sem abdicação de princípios fundamentais, são tratadas com extrema parcialidade, como se o natural fosse o anti-natural, a ser reiteradamente promovido, inclusive coercitivamente por meio de uma “educação” básica, de nível médio e superior. Há todo um enorme trabalho e articulação dos órgãos governamentais no sentido de um “doutrinamento”, que melhor poderia ser dito como uma tentativa de imposição, coercitiva, de “lavagem cerebral” de toda sociedade, com ênfase em todas as fases da educação, desde a básica à superior e dos formadores, bem como dos servidores públicos, polícias e até mesmo organizações não governamentais. A mídia e a empresa privada, dentro das diretrizes e estratégias do PNDH 3, passam a ser controladas e intimidadas ideologicamente a atuar pelo que naquele plano é considerado “direito humano”. O PNDH 3 também desrespeita gravemente um dos direitos fundamentais que é a propriedade, a qual, no contextos dos princípios constitucionais e legais, de garantias e condicionamentos sociais, está estreitamente relacionada a uma efetiva liberdade. Estimula a invasão da propriedade privada ao pretender, ao arrepio das normas constitucionais e legais e em manifesto desrespeito ao Judiciário e ao Legislativo, obstaculizar a remoção dos invasores. Os verdadeiros direitos humanos são colocados lado a lado com pretensos ou anti-direitos, pretendendo-se uma “interdependência e indivisibilidade” dos mesmos. Os poderes constitucionais, em particular o Legislativo e o Judiciário, a própria Constituição e legislação vigentes, a representação internacional do país são, como que em um “passe de mágica”, submetidas à visão reducionista, discriminatória, coercitiva, intimidadora, de indisfarçável cunho tendente ao totalitarismo do PNDH 3. Este propõe, por mecanismos vários, a substituição da representação popular e dos poderes constituídos, por uma (anônima) burocracia estatal, que passaria a deter crescentes poderes estruturais e de controle dos rumos do país e das vidas das pessoas, físicas e jurídicas, nos mais variados setores de atividades, em suma, da vida nacional como um todo. Os símbolos religiosos presentes em nossa sociedade, indissoluvelmente ligados que estão a nossa história, cultura e à grande maioria da população, bem como a valores que construíram e mantêm a nação, muitos dos quais de caráter constitucional e legal, passam a ser mal vistos e se propõe a sua retirada do espaço público, sob o argumento de “estado laico”, como se tal fosse sinônimo de estado anti-religioso, ou estado anti-religião da maioria da população, o que não é verdade. Tal matéria tem sido objeto de debate tanto no Judiciário como no Legislativo, sendo que o posicionamento adotado pelo PNDH 3 não prevaleceu em nenhum desses dois poderes. Fica-se com a nítida impressão de que o PNDH 3, na realidade e no seu conjunto, não é propriamente um “plano de direitos humanos” – esta é tão somente a capa – , mas um plano de imposição ideológica e de caráter totalitário de contra-valores sociais, dissonantes não só da história como da realidade brasileira. Um olhar pela história do século XX deixa claro que os países que foram submetidos a visões ideológicas e totalitárias, como as que fazem evocar o PNDH 3, percorreram um caminho de muito sofrimento humano e progresso desequilibrado, seccionado, se não interrompido. A história e a “alma” brasileiras, conforme princípios estabelecidos na que possivelmente seja a mais democrática de todas as nossas constituições – a promulgada em de 5 de outubro de 1988 –, por entre todas as muitas crises por que tem passado, demonstram, no seu conjunto, uma certa aversão aos radicalismos ideológicos como o que parece estar por detrás do PNDH 3. Façamos votos, rezemos ao Bom e Onipotente Deus, atuemos, tanto quanto nos seja possível, no sentido de que possamos prosseguir no caminho que temos trilhado, inclusive nas décadas de vigência da atual Constituição de 1988. Nelas foi possível aliar expressiva melhoria nos índices de desenvolvimento econômico, redução da pobreza, melhoria de diversos índices de qualidade de vida de amplos setores da população, a uma vivência democrática com amplos debates nacionais e sociais. Tais debates, quando reais e efetivos, não direcionados, debilitados por coerções diversas, como não poucas constantes do PNDH 3, são enriquecedores para a sociedade como um todo. Possa o nosso país prosseguir, fiel à sua história e a seus valores, na busca de uma progressiva melhoria da qualidade de vida de toda a sua população, em um respeito integral dos direitos humanos e às liberdades democráticas, dando consecução aos fundamentos e objetivos constitucionais estabelecidos em nossa Constituição de 1988. #Advento #direitoshumanos #paulosilveira #Brasileiros #antropologia #católicos #DoutrinaCatólica #Direitos #Governo #Aborto #PNDH #jurídica #alerta #menosprezo #Diretrizes #Cabral #símbolosreligiosos #silveiramartins #Cerebral #PlanoNacionaldeDireitosHumanos #Alma #PNDH3 #Assembléia #perseguição #substituição #Juristas #Jesus #ConstituiçãoFederalde1988 #perplexidade
- Santa Sé revive emoção do anúncio de seis novos santos
Serão canonizados a 17 de outubro no Vaticano CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Era um momento particularmente esperado na Santa Sé, como demonstrava a presença de 37 cardeais, arcebispos e bispos, a quem Bento XVI pediu o apoio em uma decisão importantíssima: a proclamação de seis novos santos. E ao final se fez o anúncio: Roma reviverá esta festa da fé a 17 de outubro. O consistório ordinário público para o voto das causas de canonização aconteceu na manhã desta sexta-feira, na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano, durante a celebração da liturgia das Horas. Entre os presentes, que cercavam o Papa, vestido com ornamentos litúrgicos, encontravam-se os cardeais Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício, e Tarcísio Bertone, secretário de Estado. Ao início do encontro de oração, o pontífice apresentou os temas a tratar. Seguiu-se depois o canto de três salmos (118, 132 e 139) e a proclamação de uma passagem do capítulo 3 do profeta Jeremias. Em seguida houve a oração das causas de canonização, por parte do arcebispo Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que apresentou um perfil biográfico dos seis beatos. Em seguida, o Papa pediu aos cardeais, arcebispos e bispos presentes, entre os quais estavam também o arcebispo Fernando Filoni, substituto da Secretaria de Estado, e o arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados, seu parecer sobre as canonizações propostas. A pergunta, formulada em latim, dizia: “Cum autem de re maximi momenti agatur, antequam consilium certum et definitivum capiatur et statuantur dies quibus iidem Beati in Sanctorum album adscribantur, si quis vestrum opportunum exsistimet aliquid addere, fidenter manifestare velit quid sentiat”. Após o parecer positivo, Bento XVI presidiu a oração pela Igreja, invocando a presença da Trindade na vida do povo de Deus. A invocação concluiu com o canto do Pai Nosso. Após a bênção do Papa, o mestre de celebrações litúrgicas pontifícias, Dom Guido Marini, convidou Dom Nicolas Thevenin, protonotário apostólico recentemente nomeado, a redigir o documento público “para perpétua memória”. Os futuros santos são: – o beato Stanislaw Soltys, chamado Kazimierczyk, sacerdote professo da Ordem dos Canônicos Regulares Lateranenses, nascido a 27 de setembro 1433 em Kazimierz (Polônia) e falecido nessa localidade, a 3 de maio de 1489; – o beato André Bessette (seu nome de batismo era Alfred), religioso da Congregação da Santa Cruz; nascido em Saint-Grégoire d’Iberville (Canadá), a 9 de agosto de 1845 e falecido em Montréal (Canadá), a 6 de janeiro de 1937; – a beata Cândida Maria de Jesus, seu nome de batismo era Juana Josefa Cipitria y Barriola, fundadora da congregação das Filhas de Jesus, nascida em Berrospe, Andoain (Guipúzcoa – Espanha), a 31 de maio de 1845, e falecida a 9 de agosto de 1912; – a beata Maria da Cruz MacKillop (nome de batismo Mary Helen), fundadora da Congregação das Irmãs de São José do Sagrado Coração; nascida a 15 de janeiro de 1842 em Fitzroy (Austrália) e falecida a 8 de agosto de 1909 em Sydney (Australia); – a beata Giulia Salzano, fundadora da Congregação das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração de Jesus; nascida a 13 de outubro de 1846 em Santa Maria Capua Vetere (Itália) e falecida a 17 de maio de 1929 em Casoria (Itália); – a beata Battista da Varano (nome de batismo Camilla), monja da Ordem de Santa Clara e fundadora do mosteiro de Santa Clara na cidade de Camerino; nascida a 9 de abril de 1458 em Camerino (Itália) e falecida nessa localidade a 31 de maio de 1524. #Amato #ColégioCardinalício #StanislawSoltys #PapaBentoXVI #Kazimierczyk #BattistadaVarano #Berrospe #SantaSé #AndréBessette #CândidaMariadeJesus #AngeloAmato #TarcisioBertone #GrégoiredIberville #bispos #MariadaCruzMacKillop #CongregaçãoparaasCausasdosSantos #consistório #decano #AngeloSodano #GiuliaSalzano #Jesus #Kazimierz #Arcebispos
- Grupo de anglicanos australianos anuncia sua adesão ao catolicismo
Primeiro caso depois da publicação da “Anglicanorum coetibus” Por Carmen Elena Villa SYDNEY, quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- A comunidade de anglicanos Foward in Faith, que tem sua sede principal na Austrália, poderia ser o primeiro caso de adesão coletiva à plena comunhão com a Igreja Católica depois da publicação da constituição Anglicanorum Coetibus, no último dia 4 de novembro. Assim deu a conhecer o bispo anglicano David Robarts OAM, em declarações ao jornal australiano The Daily Telegraph, publicadas na terça-feira. “Amo minha herança anglicana, mas não a perderei ao dar este passo”, assegurou o bispo. Respeitar a tradição A comunidade Foward in Faith, presente também na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, buscou permanecer fiel à tradição anglicana e rejeitou algumas modificações, entre elas o exercício do ministério sacerdotal e episcopal por parte das mulheres e a aprovação de alguns sacerdotes, bispos e líderes anglicanos abertamente homossexuais. E, neste caminho – afirma o bispo –, “procuramos, durante 25 anos, ter algum tipo de supervisão episcopal, mas não conseguimos (…). Já não somos realmente queridos, nossa consciência não foi respeitada”. Por isso, Robarts afirmou que ele e seus fiéis “vamos seguir este caminho, porque as portas nos foram fechadas na igreja anglicana da Austrália durante um longo tempo”. E foi assim como, durante uma reunião realizada no último final de semana, cerca de 200 membros votaram unanimemente por voltar à plena e visível comunhão com a Igreja Católica. Voltar a Roma Com a publicação da Anglicanorum Coetibus, o Papa Bento XVI introduziu uma nova estrutura canônica que permite aos fiéis ex-anglicanos que entrem em plena comunhão com a Igreja Católica, conservando ao mesmo tempo elementos do patrimônio espiritual e litúrgico anglicano. A figura dos ordinariatos pessoais, figura canônica de governo não restrita a um território, recorda a figura da prelazia pessoal (a única que existe é o Opus Dei), ou os vicariatos castrenses (diocese sem território na qual um bispo representa a autoridade eclesiástica para os militares ou forças da ordem católicas e suas famílias, independentemente de onde se encontrem). Segundo o bispo Robarts, os membros desta comunidade, com a supervisão de Dom Peter Elliot, bispo auxiliar de Melbourne, e com a direção da Santa Sé, já começaram com os grupos de trabalho para estabelecer o primeiro ordinariato anglicano que poderia servir de protótipo para os que surgirão posteriormente em outros lugares do mundo. O bispo David Robarts esclareceu, na entrevista com o The Daily Telegraph, que o passo que a comunidade Foward in Faith pretende dar não é como “quem troca de móveis”. “Simplesmente estamos dizendo que fomos fiéis ao que os anglicanos acreditaram sempre e que não queremos mudar nada disso, mas nos marginalizaram devido àqueles que querem introduzir algumas ‘inovações’.” “Precisamos ter bispos que acreditem naquilo que nós acreditamos”, concluiu Robarts. #Católicas #Carmen #Episcopal #Anglicanos #PapaBentoXVI #MELBOURNE #carmenelena #catolicismo #eclesiástica #elenavilla #sacerdotal #Sacerdotes #faith #Anglicana #patrimônio #Sydney #Prelazia #anglicano #unanimemente #exanglicanos #comunidade #Bretanha #anuncia #ordinariato #sacerdote #dailytelegraph #Tradição #Austrália #IgrejaCatólica #Anglicanorum
- Igreja no Brasil inicia Campanha da Fraternidade
Edição ecumênica discute “Economia e Vida” SÃO PAULO, quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Cerca de 10 mil pessoas participaram na manhã desta quarta-feira de Cinzas, no Santuário de Aparecida, da missa de abertura da Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil, que se estende pela Quaresma, sob o tema “Economia e Vida”. A celebração, que compreendeu bênção e imposição das cinzas, foi presidida pelo arcebispo local, Dom Raymundo Damasceno Assis. Em sua homilia, ele explicou o objetivo geral da CF 2010. “Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”, disse. A CF, lançada em todo o Brasil, irá questionar como a fé cristã pode inspirar uma economia que seja dirigida para a satisfação das necessidades humanas e para a construção do bem comum, segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). A Campanha é realizada por cinco Igrejas cristãs, membros do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs no Brasil (Conic). Além da Igreja Católica, participam do Conic a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISO). No centro das reflexões propostas pelas Igrejas está a concepção de uma economia a serviço da vida, no respeito à dignidade da pessoa humana e ao planeta Terra. “O Conic não quer limitar-se a criticar sistemas econômicos. Principalmente, espera que a Campanha mobilize Igrejas e sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir de mudanças pessoais, comunitárias e sociais, fundamentas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário”, diz o texto base da Campanha. Para alcançar os objetivos da CF, o Conic propõe como estratégias “denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar ao lucro”. Propõe ainda “educar para a prática de uma economia de solidariedade”, além de conclamar toda a sociedade “para ações sociais e políticas” que levem a uma economia de solidariedade. O tempo da Quaresma, em que é realizada a Campanha da Fraternidade, favorece a conversão “social, eclesial, comunitária e pessoal”, destaca o Conic. #celebração #CNBB #Quaresma #temaeconomia #estende #Cerca #fevereiro #Damasceno #Cinzas #respeito #boa #Ele #SãoPaulo #pela #Bem #Assis #Raymundo #desta #Edição #solidariedade #Santuário #comum #manhã #São #economia #Igrejas #Dom #Anglicana #propõe #Conic #sob #ao #serviço #partir #pessoa #Vida #zenit #Bênção #campanhadafraternidade #planetaterra #sociedade #foi #uma #Nacional #construção #imposição #campanha #Igreja #Ecumênica #compreendeu #Paulo #Cristãs #cf #abertura #participaram #informa #org #conselhonacional #Fraternidade #Aparecida #Humana #quartafeiradecinzas #Missa #presidida #Arcebispo #objetivogeral
- Autoridades e povo de Murcia, na Espanha, rechaçam a retirada do “Cristo de Monteagudo”
ACI).- A sociedade e as autoridades da cidade de Murcia, ao Sul da Espanha, rechaçaram uma demanda que pede retirar uma estátua do Sagrado Coração de Jesus do castelo de Monteagudo, onde permanece desde 1926 e que se converteu em um símbolo da identidade desta localidade espanhola. A demanda foi posta pela Associação Preeminência do Direito e José Luis Mazón, o mesmo que em 2008 acusou de prevaricação o juiz Ferrín Calamita por dificultar uma adoção por um casal de lésbicas. Agora vai contra a imagem conhecida como o Cristo de Monteagudo, a que chama “uma relíquia do totalitarismo católico” imposto pelo Francisco Franco e um atentado à laicidade do Estado, por estar em um imóvel que é propriedade do Ministério de Fazenda. Também se ampara na sentença do Tribunal Europeu de Direitos humanos, que recentemente obrigou o Estado italiano a retirar os crucifixos das salas de aula dos colégios públicos. Entretanto, o pedido foi rechaçado pela sociedade em geral e pelas autoridades, que solicitaram declarar o monumento “Bem de Interesse Cultural” (BIC). Inclusive a porta-voz do PSOE na prefeitura de Murcia, María José Alarcón, qualificou de “despropósito” a demanda de Mazón, porque se trata de uma escultura arraigada no coração dos cidadãos há anos. A oposição se trasladou também à rede social Facebook, onde proliferaram os grupos a favor de manter ao Cristo de Monteagudo como gesto da identidade de Murcia. Por isso, da prefeitura, o Grupo Municipal Popular anunciou uma moção para o 25 de fevereiro que exige que se declare a imagem como BIC e assim se garanta sua conservação. Uma “razão supersticiosa” Em declarações ao Web Site Público.es, Mazón afirmou que com sua demanda “a Igreja topou com o poder da razão”, a qual “está em alta” e portanto “da Igreja daqui a um tempo se falará como hoje se fala da União Soviética, de um poder vindo a menos”. Além disso chamou a estátua de “emblema da irracionalidade dos poderes públicos”. Entretanto, ato seguido disse que “o Cristo trouxe mal agouro (má sorte) ao povo”. Mazón afirmou que “não se prospera com essa estátua, é uma energia negativa que opera sobre Monteagudo e sobre a Murcia”. #mesmo #Identidade #coração #em2008 #onde #Rede #Fev #Cristo #acusou #posta #estátua #Monteagudo #Tribunal #pela #ACI #Direito #franciscofranco #também #mazón #BIC #CIDADE #Símbolo #desta #Sagrado #retirar #José #sua #prefeitura #aula #Facebook #Murcia #gesto #Espanha #ao #Luis #afirmou #pelo #razão #sociedade #foi #uma #pede #Madri #Tempo #rechaçaram #prevaricação #Igreja #castelo #porisso #Juiz #sul #Espanhola #porta #povo #com #opedido #Associação #Jesus #Ferrín #Imagem #preeminência #localidade #converteu
- Resposta à Carta Aberta – Pe. Fábio de Melo
Fonte: Blog Filho do Céu Querido Gustavo, Respondo, finalmente, as questões que me foram apresentadas por você. Se puder, publique a resposta em seu blog. Resolvi recortar as questões e respondê-las uma a uma. “Uma das suas primeiras assertivas, que a mim causou muito espanto e preocupação, foi a de que “precisamos nos despir dessa arrogância de que nós somos proprietários da verdade suprema”. De fato, “donos” da verdade nós não somos. Mas nós a conhecemos! A Verdade é Cristo, e não há outra”. Gustavo, a Teologia nos ensina que a Plentiude da Revelação é Cristo, mas esta plenitude não significa esgotamento da verdade. Os desdobramentos desta verdade estão em todos os lugares do mundo. Deus continua se revelando. Plenitude não significa finalização. O que sabemos do Cristo é processual. É assim que o Espírito Santo trabalha na vida da Igreja. A Teologia está a caminho. A grandeza da Revelação não cabe nos documentos que temos, nem tampouco na Teologia que já sistematizamos. O dogma evolui, pois é verdade santa. Tudo o que é santo, movimenta, porque é vivo. O que alimentou o passado precisa continuar alimentando o presente, e o futuro. Não significa modificar a verdade, mas sim, à luz do Espírito e da autoridade da Igreja, buscar a interpretação que favoreça o conhecimento da verdade que o dogma resguarda. Este exercício eclesial manifesta ao mundo o zelo pela verdade que nos foi confiado cuidar e administrar. Deus continua se revelando ao mundo. O limite da Revelação é a inteligência humana. Nós o vitimamos constantemente com nossas reflexões, mas mesmo assim, Ele não deixa de se manifestar. Onde houver uma brecha, lá Deus acontecerá. Não podemos nos esquecer que a salvação é oferecida a todos. É interesse amoroso de Deus que a humanidade o conheça. Nós, enquanto proprietários desta verdade que é Jesus, cuidamos do que recebemos. O cuidado da verdade recebida está sustentado sobre dois pilares. Anúncio e Reconhecimento. Nós anunciamos o Cristo. Nisso consiste a ação evangelizadora da Igreja. Mas nós também reconhecemos a sua presença, indícios do sagrado, em outras religiões. Como reconhecemos? Através dos frutos que produzem. O amor que temos ao Cristo deve ser suficiente para que saibamos respeitar tudo o que é cristão, mesmo que as pessoas não se reconheçam cristãs. É dialética, meu caro. É a tensão escatológica que também esbarra na hermenêutica cristã. Já, mas ainda não. É neste ainda não que nos abrimos com humildade para compreender que outras religiões também vivem e perseguem os rastros do sagrado, e que mesmo oculto, lá o Cristo já está sendo vivido. É uma questão de tempo. Recordo-me de uma frase muito sábia, que um grande professor jesuíta costumava repetir em nossas aulas de mestrado. Ele dizia: “todo mundo tem o direito de viver o seu antigo testamento.” A administração desta verdade só pode ser responsável, à medida que reconhecemos que ela já ultrapassou os limites dos muros, que estão sob nossa custódia. “E como explicar que, ao falar da condição adâmica do homem, o senhor tenha adotado a interpretação modernista segundo a qual a historicidade das escrituras fica reduzida ao nível das histórias da carochinha?! Dizer que Adão é uma imagem simbólica, metafórica, “fabulesca”, não faz parte da Doutrina Católica! O fato de a linguagem empregada no livro de Gênesis ser recheada de simbolismo não elimina o fato de que os acontecimentos nele narrados tenham se dado no tempo e no espaço tal como foram escritos. A interpretação literal complementa e enriquece a hermenêutica que se pode fazer a partir dos símbolos. Não é assim que ensina a Igreja?” Não, não é isso que ensina a Igreja. Se você freqüentasse os meios teológicos saberia muito bem que a linguagem metafórica nem sempre está a serviço de um fato concreto, pontuado no tempo e no espaço. Por isso é metáfora. A linguagem metafórica não é mentirosa. Sou professor universitário e ensinei Antropologia Teológica. É uma clareza que não posso perder de vista. Ao falar da condição adâmica nós precisamos pensar na humanidade como um todo. Não temos a certidão de nascimento de Adão. O que temos é a fé de que Deus criou a humanidade. Não posso pontuar a existência do primeiro homem. A sagrada escritura só que nos ensinar que somos filhos Dele. Gustavo, toda a Antropologia teológica é construída na perspectiva da Cristologia. A narração das origens está diretamente ligada ao evento crístico. A Teologia da Criação não é uma ciência exata. O que precisa ser assegurado é o fato de que Deus é o criador do Universo. A maneira como tudo isso se deu é metáfora. Isso não significa meia verdade, nem tampouco conto da carochinha. O que não pode ser relativizado é a entrada de Jesus na história. Há um destino Crístico que nos foi oferecido (Soteriologia). Jesus é histórico. Está situado no tempo e no espaço. Isso sim é fundamental para a fé. Quando a Sagrada Escritura narra o nascimento do primeiro homem, o grande objetivo não é pontuar o início da vida humana, mesmo porque o escritor sagrado não escrevia com essa finalidade. Volto a dizer. A exegese nos ensina que o escrito tem como principal objetivo salvaguardar que o princípio de todas as realidades criadas está em Deus (Criacionismo). É por isso que a fé não se opõe à ciência no que diz respeito à evolução (Evolucionismo). É simples. O primeiro homem criado não pode ter tido a experiência que a sagrada escritura relata. Ou você pode desconsiderar tod os os conhecimentos a respeito da origem do ser humano? Gustavo, a fé não é um conjunto de certezas, meu caro. Não temos provas concretas para muitos aspectos da fé que professamos. Se as tivéssemos não precisaríamos ter fé. Acreditamos no que não vemos. Nem por isso é “conto da carochinha”, como você sugere. Não sei se você a conhece, mas se não conhecer, sugiro que tenha contato com a obra do americano Joseph Campbell, que de maneira brilhante e pertinente, fez uma análise da linguagem mitológica nas culturas. Na primeira parte da obra “O poder do mito”, ele fala justamente deste grande equívoco que costuma ser muito comum entre as pessoas que não transcendem a linguagem. Campbell é uma das maiores autoridades no campo da mitologia, pois faz uma abordagem semiótica destas narrações. O mito não é uma mentira, mas também não precisa ser verdade, diz ele. O importante é a fé que ele sugere. O importante é reconhecer que ele está a serviço de uma verdade superior, porque não cabe no tempo. Foi mais ou menos isso que desejou Guimarães Rosa, ao escrever o conto “ A terceira margem do rio”. Onde fica a terceira margem? O mesmo não se dá com as nossas convicções religiosas? O discurso religioso é o discurso da terceira margem. Guimarães Rosa compreendeu bem esta linguagem. E nós precisamos compreendê-la também. “Depois o senhor falou que durante muito tempo “nós (subentenda-se: Igreja) fomos omissos”. Parece-me que essa omissão se referia às questões ecológicas. Pelo amor de Deus, padre! A missão da Igreja é salvar a Amazônia ou salvar as almas? Que conversa é essa de “cristificação do universo ”? Por que dar atenção a isso quando tantas almas se perdem na imoralidade, na heresia, na inércia espiritual?” Gustavo, sua visão soteriológica é muito estreita. Salvar almas, somente? Essa visão compartimentada do ser humano é herética. Precisamos salvar a totalidade do humano, meu caro. Esqueceu o postulado fundamental da Antropologia cristã? Somos corpo e alma. Unidade. É só ler Tomás de Aquino, Santo Agostinho. Fazer uma pregação desencarnada? A alma que quero salvar tem corpo, sente frio, tem fome, medo. A alma que quero salvar está num corpo que morre antes da hora, porque sofre as conseqüências de um meio ambiente marcado pelo pecado da omissão. Se você fala da inércia espiritual, a Igreja fala da inércia espiritual e corporal. Cuidar do mundo é dar continuidade ao milagre da criação. Somos “co-criadores”. Deus continua criando, e nós correspondemos com a experiência do cuidado. Criar é atributo divino, mas cuidar é atributo humano. A horizontalidade da fé é real, concreta. Isso é Teologia da Criação. Está nos livros fundamentais, no catecismo da Igreja e também nos ensaios teológicos mais arrojados. Quanto à essa conversa de “Cristificação do universo”, que você pareceu banalizar, fazer menor, é apenas uma interpretação belíssima da presença de Cristo no mundo, tomando posse de todos os lugares, mediante o movimento sacramental que Igreja celebra e propaga. Todos os sacramentos que a Igreja celebra nos cristificam. O nosso comprometimento com o Cristo, mediante o processo de conversão, nos cristifica. O gesto de caridade nos cristifica. A oração nos cristifica. Ser cristão é ao Cristo estar configurado. É boba essa conversa? “Em seguida, veio aquela colocação, esdrúxula e totalmente non sense, de que a Igreja – que se considerava barca de Pedro – após o Concílio Vaticano II passou a se enxergar como Povo de Deus. Devo informar-lhe que a Igreja permanece sendo barca de Pedro, e o povo de Deus é – por assim dizer – a tripulação desta barca. Onde é que houve mudança na compreensão da eclesiologia”? A colocação esdrúxula não tem outro objetivo senão ensinar a busca que a Igreja tem feito de ser “Católica”. Você bem sabe que o significado de ser católica é ser “universal”. A expressão “barca de Pedro” não foi banida, Gustavo. Eu falei de superação conceitual. O problema não é a expressão, mas a interpretação que podemos fazer dela. É uma questão hermenêutica. A expressão “Povo de Deus” sugere a universalidade que a Igreja quer e precisa ter. O concílio Vaticano II compreendeu assim. É orientação da Igreja. Eu não inventei isso. Toda essa aversão que você tem ao Ecumenismo expõe uma fragilidade na sua reflexão. Não é bla, bla, bla, como você costu ma dizer. A Igreja trata com muito cuidado esta questão, pois sabe que as questões religiosas estão sendo causas de muito conflito no mundo. Banalizar a dimensão ecumênica da Igreja é, no mínimo, irresponsável. Há uma vasta literatura na área da Eclesiologia refletindo sobre esse tema. Sugiro que você a conheça. Só vai lhe enriquecer. Meu filho, o importante é a gente não esquecer, que mesmo estando na barca de Pedro, é sempre cordial e cristão, acenarmos com carinho e respeito aos que estão em barcas diferentes. As grandes guerras atuais são movidas por essa incapacidade de aceno. “Entre as críticas feitas pelos blogueiros, salientava-se a sua posição – no mínimo, omissa – quando o apresentador Jô Soares comentou que achava um absurdo que a Igreja considerasse que o matrimônio servia apenas à procriação. Pergunto: por que o senhor não afirmou, como ensina a Igreja, que o matrimônio tem duas finalidades: a unitiva e a procriativa? Por que não disse que , sim, o amor dos esposos importa e ele é – ou, pelo menos, deve ser – expresso pela unidade (de pensamento e de vontade) que os cônjuges demonstram em todas e cada uma de suas ações? Era tão simples desfazer a argumentação errônea do entrevistador e, ao mesmo tempo, aproveitar para instruir as pessoas segundo a Sã Doutrina!” Concordo com você. Eu errei ao não ter usado os termos técnicos. Quis levar a discussão através de outros recursos e acabei não sendo claro como deveria. “Pior que não ter ensinado no momento oportuno, foi o senhor afirmar que “o nosso discurso já mudou”! Diga-me, Pe. Fábio, acaso a doutrina imutável da Igreja perdeu a sua imutabilidade? O senhor crê, convictamente, que a Igreja está, dia após dia, se amoldando à mentalidade atual? Não seria missão da Esposa de Cristo formar na sociedade uma mentalidade cristã, isto é, fomentar um novo modo de pensar e de viver que esteja impregnado do perfume de Cristo? Ou é o contrário: o mundo é que deve catequizar a Igreja?” Não, não é a Igreja que precisa ser moldada aos formatos do mundo. Em nenhum momento alguém me viu pregar sobre isso. Quando eu disse que o discurso já mudou, eu me referia justamente à visão antiga que ele tinha do “sexo no casamento”. O apresentador desconhecia a reflexão a dimensão unitiva do sexo na vida do casal. “Em outro momento da entrevista o senhor afirmou que não “conseguia” celebrar a missa todos os dias? Não lhe parece estranho, e prejudicial, que a sua “agenda” não permita que o senhor celebre todos os dias a Eucaristia? Qual deve ser o centro da vida do sacerdote: o altar ou o palco? E quanto ao breviário? A sua “agenda” permite que o senhor o reze diariamente (considerando que não fazê-lo é pecado grave para o sacerdote)?” Gustavo, quanto ao zelo que tenho pela minha vida de padre, gostaria de lhe tranqüilizar. Não sou um aventureiro. Sou um homem responsável, e se tem uma coisa que não perco de vista é a maturidade humana. Se me conhecesse, talvez não incorreria no julgamento velado de suas palavras. Deus conhece a vida que tenho, e conhece também minha dedicação aos seus projetos. Se você gosta de quantificar o que faz, este não é o meu caso. Eu sou filho do Novo Testamento. Jesus é o Senhor da minha vida. Com Ele eu aprendi que a salvação não está na obrigação dos ritos, mas na qualidade do coração que temos. Busco cumprir todas as obrigações que a Igreja me pede, mas não coloco nisso a certeza da minha salvação. Não sou rubricista, nem pretendo me tornar. A Igreja nos recomenda muitas coisas. Lutamos para cumprir tudo. O que não conseguimos, deixamos nas mãos de Deus. Só Ele poderá nos julgar. “Depois veio a pergunta: “o senhor teve experiências sexuais antes de ser padre?” Creio um homem que consagrou (frise-se o termo: consagrou) sua sexualidade a Deus não deveria expor sua intimidade diante do público. Mas, já que a pergunta indecorosa foi feita, a resposta que esperei foi algo no sentido de fazer o interlocutor entender que aquela questão era de ordem privada; que não convinha ser tratada em público. Em resumo: algo como “não é da sua conta!”. Porém, que fez o senhor? Respondeu que teve, sim, experiências sexuais precedentes, mas “às escondidas”! Caro Pe. Fábio, o senhor acha que convém dar uma resposta deste tipo? Isso não induziria as pessoas a pensar que não existem padres castos (considerando que muitos confundem castidade com virgindade)? Isso não estimularia as pessoas a crer na falácia segundo a qual todo jovem já teve, tem ou deve ter experiências sexuais que precedam a sua decisão vocacional?” Gustavo, a vida é o testemunho que temos. Não tenho dificuldade alguma de responder às perguntas que me expõem como homem. Não fiquei padre por acaso. Tenho uma história e dela não fujo. São Paulo não fez o mesmo? Leia as cartas que ele escreveu. Ele sempre fez referência à vida vivida. Em nenhum momento se esquivou de contar sua história, mas fez dela um instrumental para orientar e sugerir vida nova em Cristo. Não gosto da expressão “não é da sua conta”. Se eu me disponho a ser entrevistado por alguém, tenho que saber que a minha vida será a pauta. Só não admitiria o desrespeito, mas isso não ocorreu. Não vou mentir para o povo. Nas minhas pregações eu falo o tempo todo da minha vida. Não quero bancar o santo. Eu quero é ser santo. “O senhor comentou, ainda, que “para a gente ser padre, a gente tem que ter amado na vida. É impossível (grifos meus) fazer uma opção pelo celibato, pela vida consagrada, se eu não tiver tido uma experiência de amar alguém de verdade”. O senhor acha, realmente, que o homem que nunca amou uma mulher não sabe amar? Baseado em que o senhor diz isso? Que dizer então do meu pároco que, tendo ido para o seminário aos 11 anos, nunca namorou? Ele é menos feliz por causa disso? Menos decidido pelo sacerdócio? Não creio que isso proceda.” Digo baseado no fato de ser padre, conviver com padres, morar em seminários desde os 16 anos de idade, ser diretor espiritual de inúmeros seminaristas, padres e freiras. Digo isso porque vivo os bastidores da Igreja. Sou amigo pessoal de muitos bispos, religiosos, diretores de seminários. Tenho 38 anos e sou profundamente interessado pela vida sacerdotal. A minha experiência, e a de tantos que passaram pela minha vida, mostraram-me que o celibato é ESCOLHA. Para haver escolha é preciso que haja possibilidades. Quanto à felicidade de seu pároco, sobre ela não posso dizer, pois não o conheço. Minha fala é fruto do que a vida me mostrou, e só. “O que se viu nessa malfadada entrevista à rede globo foi a apresentação de um comunicador, um cantor, um filósofo, um homem qualquer. Pudemos enxergar Fábio de Melo. E só. O padre passou desapercebidamente. De comunicadores, cantores e filósofos, já basta: nós os temos em número suficiente! Precisamos de padr es! Padres que são, sim, homens por natureza; mas que tiveram sua dignidade elevada pelo caráter impresso no sacramento da Ordem. Homens que não são “como quaisquer outros” porque receberam a graça e a missão de agir in persona Christi. Temos carência de ver padres que ajam, falem e – até mesmo – se vistam, em conformidade com a sua dignidade sacerdotal.” Gustavo, se os seus olhos me enxergaram como um “homem qualquer”,perdoe-me. Talvez eu não tenha conseguido revelar a você a sacralidade que move os meus objetivos. Talvez você esteja elevado demais em sua vida espiritual, e necessite de padres mais espiritualizados, menos humanos. Tenho consciência que ninguém precisa ser unanimidade. O que sei é que na Igreja de Cristo há um lugar para um padre com o meu perfil. Eu vejo a obra que Deus tem realizado na minha vida e na vida de tantas pessoas que se identificam com meu trabalho. Meu filho, eu tenho encontrado pela vida as dores do mundo, e com elas tenho me ocupado. Demorei responder a sua carta justamente por isso. Tenho gastado o meu sangue nesta proeza de ser e agir “ in persona Christi”. Não tenho outro objetivo senão tentar atualizar a presença de Jesus na vida das pessoas. Eu o faço como posso. Evangelizo a partir da teologia que amo, mas também a partir da experiência que me guia. Conheci a Deus através do amor ágape. Fiquei fascinado quando me ensinaram que Deus é um pai amoroso que não despreza os filhos que tem, mesmo quando não correspondem ao que Ele espera. O banquete em sua casa está sempre posto, pronto para receber o filho que tem fome. Adentrei a morada de Deus assim, na condição de homem qualquer, mas o surpreendente é que Ele não me recebeu como homem qualquer. Recebeu-me com festa, com carinho, com misericórdia, pois é capaz de me enxergar para além de minha aparência. É isso que tenho feito, meu caro. Tenho me esmerado para convencer as pessoas de que o mesmo pode acontecer com elas. Quanto à minha dignidade sacerdotal, esta eu costumo preservar através das minhas atitudes. Minha roupa de padre não me garante muita coisa. O sacerdócio que o povo espera de mim não está no hábito que ostento, mas na sinceridade que preciso ter diante do meu compromisso assumido. Zelo para que Deus não seja transformado numa caricatura qualquer. “Creio que muitos destes desdobramentos que eu estou expondo não foram sequer imaginados pelo senhor no momento em que concedeu a entrevista, e enquanto respondia às perguntas. Contudo, o ônus de quem se expõe à opinião pública é, exatamente, suportar os possíveis mal-entendidos que se geram quando as palavras são compreendidas de modo diverso da intenção e da mentalidade de quem as proferiu. Espero que tudo que eu falei aqui tenha sido realmente um grande mal-entendido… Sempre cabe, contudo, esclarecer os desentendimentos mais graves que possam prejudicar não só a sua imagem, mas a da Igreja como um todo. Um ensino errado pode levar uma alma à perdição.” Querido Gustavo, como professor de Hermenêutica eu não tenho dificuldade com os que pensam diferente de mim. Não é nenhum crime termos diferenças. O problema é quando nós fazemos da diferença um motivo de pré julgamento e acusação. “Perdoe-me, sinceramente, a franqueza e, talvez, a dureza em alguns momentos. Mas eu precisava lhe expor as minhas dúvidas, impressões e inquietudes com relação a essa entrevista. Se o senhor se dignar me responder esta carta, ainda que de modo breve, sucinto, ficaria imensamente grato. Despeço-me rogando mais uma vez a sua bênção e garantindo-lhe as minhas orações em favor de seu sacerdócio e de sua alma. Gustavo Souza, Indigno filho da Santa Igreja Católica” Perdôo, é claro que perdôo, afinal, este o meu ofício. Como padre eu sou ministro da reconciliação. Confesso que a ira de seus seguidores, blogueiros que acompanham os seus escritos, me feriu muito mais que suas indignações. E é sobre isso gostaria de dizer, ao final desta resposta. Não sei quem é você. Vi a sua foto, aquela em que você diz estar embriagado de Coca Cola, e nada mais. O pouco que sei de você está revelado nos textos do seu blog. Tenho acompanhado seus constantes combates, esforços para diminuir as heresias e afrontas à Igreja. Admiro o seu zelo. Ele expressa o amor que você tem a Deus. Mas confesso que sinto falta de “misericórdia” em suas falas, meu caro. Gustavo, não faça do seu amor à Igreja um obstáculo ao seu amor pelos mais fracos, pelos diferentes. Defenda tudo o que quiser defender, mas não permita que o seu discurso seja causa de contenda e inimizades. Há sempre um jeito de discordar sem precisar ofender. A ofensa faz crescer o que é diabólico. Cuidado com as generalizações. Você tem combatido as CEBS. Cuidado. Há muita gente honesta nestes movimentos. Eu as conheço. Vi de perto o trabalho frutuoso, espiritual, humano, salvação total acontecendo em muitos lugares deste grande Brasil. Vi nomes sendo citados de forma banal, irresponsável. Irmã Doroty morreu defendendo o evangelho, meu filho. Gostando você, ou não, ela é foi uma mulher comprometida com as causas de Jesus. É muito triste ver o nome dela citado no seu espaço, como se fosse uma “mulher qualquer”. Chico Mendes foi um homem que defendeu questões nobres. Só por isso já merece o nosso respeito. Frei Beto é um homem fabuloso. Já fez muita gente se aproximar de Deus, por meio de sua inteligência e sabedoria aguçada. Não limite o seu blog a um lugar de combates. Que seja um lugar de discussões, mas que sejam feitas à luz do princípio fundamental que o evangelho nos sugere: o amor ágape. Gustavo, aproxime-se cada vez mais do Coração de Jesus. Ele é a interpretação da verdade que tanto buscamos compreender. Deus está inteiro em Jesus. O grande desafio da conversão é aproximar a nossa humanidade de sua divindade. Do Adão que há em nós ao Cristo que nos foi oferecido. Mesmo estando em estágios diferentes, uns mais à frente, outros mais atrasados, não importa. O importante é que saibamos ir juntos. Nossa salvação depende disso. Uma coisa é certa, meu caro. Todos nós estamos desejosos de acertar. Sigamos juntos nesta busca. Com meu carinho e benção, Pe. Fabio de melo. #consi #Cristo #barca #Verdade #plenitude #Deus #sim #Blog #Senhor #Amazônia #tem #desta #nisso #você #pilares #sua #Pedro #mesmoassim #passado #ao #não #Adão #dogma #amado #uma #crist #resposta #reflexs #limite #acusação #grandeza #Igreja #manifesta #Alma #precisa #Amor #EspíritoSanto #tudo #com #Jesus #Humana #defato #assim #Agostinho
- Bento XVI: Bem-aventuranças e justiça divina
Intervenção antes da oração mariana do Ângelus CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos, a seguir, as palavras do Papa hoje, ao introduzir a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, com peregrinos procedentes dos cinco continentes. *** Queridos irmãos e irmãs: O ano litúrgico é um grande caminho de fé, que a Igreja realiza sempre precedida pela Virgem Mãe Maria. Neste ano, nos domingos do Tempo Comum, este itinerário está marcado pela leitura do Evangelho de Lucas, que hoje nos acompanha “num lugar plano” (Lc 6, 17), onde Jesus para com os Doze e onde se reúne uma grande multidão de outros discípulos e de pessoas vindas de todos os lugares para escutá-lo. É neste contexto que se insere o anúncio das “bem-aventuranças” (Lc 6,20-26; cf. Mt 5,1-12). Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, diz: “Bem-aventurados vós, que agora tendes fome (…). Bem-aventurados vós, que agora chorais (…). Bem-aventurados sereis, quando os homens (…) amaldiçoarem o vosso nome” por minha causa. Por que os proclama bem-aventurados? Porque a justiça de Deus fará que estes sejam saciados, ressarcidos de toda falsa acusação, enfim, porque os acolhe desde já em seu reino. As bem-aventuranças se baseiam no fato de que existe uma justiça divina, que exalta quem for humilhado e humilha quem se exaltar (cf. Lc 14,11). De fato, o evangelista Lucas, depois dos quatro “bem-aventurados vós”, acrescenta quatro admoestações: “Ai de vós, os ricos (…). Ai de vós, que agora tendes fartura (…). Ai de vós, que agora rides (…). E “ai de vós quando todos vos elogiam”, porque, como afirma Jesus, as coisas se inverterão, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos” (cf. Lc 13, 30). Esta justiça e esta bem-aventurança se realizarão no “Reino de Deus” ou “Reino dos céus”, que terá seu cumprimento no final dos tempos, mas que já está presente na história. Onde os pobres são consolados e admitidos no banquete da vida, lá se manifesta a justiça de Deus. Esta é a tarefa que os discípulos do Senhor estão chamados a levar a cabo também na sociedade atual. Penso na realidade do Albergue da Cáritas de Roma, na Estação Termini, que visitei nesta manhã: incentivo de coração os que trabalham nesta benemérita instituição e todos que, no mundo inteiro, se empenham gratuitamente em obras similares de justiça e de amor. O tema da justiça é precisamente o centro da Mensagem para a Quaresma, que começará na próxima quarta-feira, chamada de Cinzas. Hoje desejo, portanto, entregá-la idealmente a todos, convidando-os a lê-la e meditá-la. O Evangelho de Cristo responde positivamente à sede de justiça do homem, mas de maneira inesperada e surpreendente. Jesus não propõe uma revolução de cunho social ou político, mas a do amor, que realizou com sua cruz e ressurreição. Nela se baseiam as bem-aventuranças, que propõem um novo horizonte de justiça, inaugurado pela Páscoa, graças à qual podemos ser justos e construir um mundo melhor. Queridos amigos: dirijamo-nos agora a Nossa Senhora. Todas as gerações a proclamarão “bem-aventurada”, porque Ela acreditou na boa notícia que o Senhor anunciou (cf. Lc 1, 45.48). Deixemo-nos guiar por Ela no caminho da Quaresma, para ser libertados da ilusão da autossuficiência, reconhecer que temos necessidade de Deus, da sua misericórdia, e entrar assim em seu Reino de justiça, de amor e de paz. [Depois o Ângelus, o Papa cumprimentou os diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes, saudou os poloneses, recordando a festa de hoje dos santos Cirilo e Metódio, padroeiros da Europa, e disse em Português:] A minha saudação estende-se também aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao Senhor Cardeal Dom José Policarpo com os seus fiéis do Patriarcado de Lisboa, a quem agradeço a visita de hoje e a oração diária pelo Sucessor de Pedro. Possam irradiar a santidade de Cristo pelos caminhos da vida, particularmente no seio da família e comunidade cristã, que de coração abençoo. [Tradução: Aline Banchieri ©Libreria Editrice Vaticana] #Deus #pela #Peregrinos #tempos #ao #MãeMaria #SãoPedro #mariana #hoje #mt5 #cincocontinentes #acusação #neste #lc #Amor #coisas #Jesus #cfmt #nome #defato #quatro #estes
- Cristo é a referência insubstituível da caridade
Arcebispo convida a promover a cultura cristã BELO HORIZONTE, sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- “Na polissemia das culturas que confeccionam o rico mapa da humanidade na sua história, não se podem desconsiderar o patrimônio e a força de referência da Cultura Cristã”, afirma o arcebispo de Belo Horizonte (Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Em artigo enviado a ZENIT nesta sexta-feira, o prelado afirma que, quem crê em Cristo, tem a tarefa de promover a Cultura Cristã. O substrato da Cultura Cristã “é consistente e tem força de sustentação de projetos e entendimentos necessários para a construção da paz e a conquista da justiça”. Essa riqueza – segundo o arcebispo –, “não pode ser relativizada ou travestida por práticas religiosas que reduzem a nobreza e largueza do ideal cristão a interesses que, mesquinhamente, estão no âmago do proselitismo, da prosperidade ou da pretensiosa e falsa manipulação miraculosa da ação e da presença de Deus”. “A cultura cristã tem uma fonte inesgotável na rica dinâmica da fé que o Cristianismo configura”, explica. Dom Walmor cita como exemplo “a ajuda clarividente que o Cristianismo oferece quando se trata da distinção entre religião e política e o princípio da liberdade religiosa”. “É inquestionável o grande relevo, no plano histórico e cultural, desse entendimento. Outros discernimentos geram e alimentam fundamentalismos e totalitarismos perniciosos para a liberdade humana e a indispensável consideração da autonomia das realidades terrestres”, afirma. “A cultura cristã recebe riquezas fantásticas da dinâmica da fé radicada nos Evangelhos, proporcionando uma visão de equilíbrio indispensável para o presente e futuro da história da humanidade. A fé cristã cultiva e conserva, por sentido de fidelidade, o inestimável patrimônio, em entendimento e prática, da transcendência da pessoa humana.” O arcebispo enfatiza que a dinâmica da fé cristã “guarda perenemente uma fonte de sustento que a humanidade precisa para encontrar respostas e saídas para questões cruciais vividas nesse momento”. Dom Walmor recorda que a “preocupação justa com os mecanismos de sustentabilidade da vida em nosso planeta guarda a questão candente e instigante sobre o sentido e o fim da aventura humana, incluindo a sua necessidade de paz e de justiça”. “Quem, além de Deus, pode oferecer uma resposta plenamente adequada às interrogações humanas mais radicais? Esta resposta, que só Deus pode dar, se revela e se dá no seu Filho, Jesus Cristo, feito homem, o Redentor da humanidade, por sua morte e ressurreição vitoriosa”, afirma. Cristo “é a fonte inesgotável e referência insubstituível da caridade que pode transformar completamente o homem, fomentando a prática da justiça e fecundando as inadiáveis transformações sociais e políticas”. Quem crê em Cristo – prossegue Dom Walmor – “tem a tarefa de analisar bem o mapa demográfico, a política e as culturas, empenhando-se na promoção da Cultura Cristã”. #dinâmica #conquista #enviado #crem #belohorizonte #cristã #justi #fevereiro #fonte #Cristo #liberdadereligiosa #Homem #podem #AIS #Ajuda #Deus #Cristianismo #Sextafeira #BELO #prática #Entendimento #clarividente #artigo #Senhor #Cultura #história #tem #liberdade #cita #força #tarefa #Walmor #configura #riqueza #ação #sua #confeccionam #pode #convida #Dom #riquezas #relevo #Referência #indispensável #patrimônio #adequada #não #HORIZONTE #caridade #prica #pessoa #zenit #quem #Azevedo #Religiosas #Oliveira #insubstituível #necessidade #uma #resposta #política #construção #Guarda #crê #consistente #CirilodeJerusalém #inesgotável #Bispo #realidades #polissemia #org #justiça #proselitismo #fundamentalismo #Jesus #autonomia #Religiosa #culturas #Humanidade #nesta #Ressurreição #desconsiderar #Arcebispo
- Introdução aos Mitos Anticatólicos: Economia, Direito, Terra plana…
Por Thomas E. Woods Tradução: Kandungus Fonte: EWTN/YouTube Já ouvimos todos esse papo antes, não ouvimos? “A Igreja Católica é inimiga da ciência, do progresso e da razão”. Bom, isso é tudo tolice e nós iremos provar sem dó. Bem-vindos ao “A Igreja Católica: Construtora da Civilização”. Sou seu anfitrião, Thomas Woods, e gostaria de começar esta série com um fato bem óbvio para a maioria: há um certo “duplo padrão” no mundo quando se fala em Igreja Católica. Você pode dizer o que quiser sobre a Igreja Católica; sua carreira não terminará, ninguém se importará, não haverá indivíduos ofendidos, nem greves de fome… Você diz o que quiser e está tudo bem. Na verdade, você será ainda melhor tratado nos círculos em voga do que antes. Então, qual o resultado disso? O resultado é que você pode escapar impune mesmo dizendo as coisas mais absurdas e ridículas sobre a Igreja Católica. E as pessoas acreditam! Elas tendem a acreditar em toda e qualquer calúnia absurda contra a Igreja Católica; mas, pior ainda, alguns católicos – eu acredito – começaram a incorporar algumas dessas críticas e, no fundo, acho que eles mesmos se perguntam: “A Igreja foi, afinal das contas, uma influência positiva na História? Não foi ela responsável só por repressão e ignorância? Não foi ela uma oponente das ciências?” Todos fomos ensinados a acreditar nisto… Aliás, seria um milagre se não acreditássemos! Porém, não é verdade! E nesta série mostraremos por quê. Iremos exibir a verdadeira glória da Igreja Católica. Os ataques à Igreja Católica e à crença religiosa em geral aceleraram-se nos últimos cinco anos, mais ou menos. Nós vimos em anos recentes best-sellers escritos por Richard Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, condenando a crença religiosa em geral como “irracional” e “imbecil”; na verdade, eles estão dizendo às crianças deste país: “Seus pais são tolos por ensiná-los a religião”. Pior do que isso é que depois do atentado de 7 de julho de 2005 em Londres, o que vemos é essa tendência do terrorismo islâmico dar a intelectuais uma justificativa para que se oponham à todas as religiões, com o argumento de que “toda religião é irracional; toda religiâo pode causar violência; então todas devem ser condenadas”. Por exemplo, no escocês “Sunday Herald”, Muriel Gray afirma: “A causa de toda esta miséria, desordem, violência, terror e ignorância é, evidentemente, a própria religião”. E ela chama a religião de “disparate da Idade das Trevas”: “Para o governo de um país secular como o nosso” – ela diz – “tratar a religião como se esta tivesse mérito verdadeiro ao invés de tomá-la como um anacronismo absurdo, que educação, conhecimento e experiência podem ‘esperançosamente’ superar com o tempo, é um dos eventos mais deploráveis do século XXI”. Vou deixar de lado o fato de que ela não sabe usar corretamente a palavra ‘esperançosamente’. Isso é um outro assunto; o principal é que esta é a crítica. Outra crítica: Polly Toynbee, do “London Guardian” diz: “Chegou o momento de ser sério sobre toda religião e traçar uma linha firme entre o mundo real e o mundo dos sonhos”. No “London Spectator”, Matthew Parris diz: “Aquilo que une um Mulá extremista a um padre católico ou pastor evangélico protestante é, na verdade, muito mais significativo e interessante do que aquilo que os separam”. Estas críticas tornaram-se rotina; ouvimo-las [sempre], entra dia, sai dia. Toda religião é inimiga do progresso, mas a Igreja Católica em particular é consistentemente vista como inimiga da ciência e do progresso; do conhecimento, principalmente. Por que isso? Como aconteceu? Em parte, começou há 200 anos ou pouco mais, durante o assim chamado “Iluminismo”, que apareceu no século XVIII da História Europeia, época em que a classe intelectual se tornou incomumente hostil à Igreja. Eles depreciaram sistematicamente a Idade Média – aliás, é por isso que usaram a palavra “iluminismo”, pois a ideia era que, antes do “ilumininismo”, antes do formidável século XVIII, só havia miséria, atraso e ignorância estimulados pela Igreja Católica; mas então, felizmente, tínhamos intelectuais seculares para nos trazer “esclarecimento”. Às vezes, acredito que o trabalho mais deprimento do mundo deve ser o de professor de História da Idade Média. Deve ser o trabalho mais deprimente… Imagine você, durante o dia inteiro ensinando sobre a Idade Média e dizendo: “A Idade Média não foi tão ruim! Em verdade, muitas coisas importantes aconteceram na Idade Média! A Igreja Católica tornou possível vários acontecimentos notáveis!” Leciona-se isso durante o dia inteiro; você escreve livros e artigos; você vai inclusive à televisão, ao rádio; você palestra sobre o assunto e o que acontece? Você chega em casa, liga a TV e nada do que fez surtiu efeito… Todos ainda acreditam que o Medievo foi um período de ignorância e repressão; e foi tudo culpa da Igreja Católica! É algo impossível de mudar. Deve ser muito deprimente… Por quê? Por que são tão resistentes à verdade? Por que é tão difícil fazê-los mudar de ideia? Desde o Iluminismo, algo que se enraizou em nossa cultura e pensamento, foi a presunção de que a Igreja Católica está errada e o Secularismo, a ideia de organizar a sociedade e a vida sem referenciar a Deus, é a fonte do progresso. Assim, naturalmente, tudo que se ligue à Igreja envolve retrocesso, enquanto que se há algo que um intelectual secular nos traz, essa coisa é o progresso. Esta tem sido a lente pela qual a História tem sido vista nos últimos dois séculos. É por isso que apenas nos últimos, digamos, 50 anos, é que vemos historiadores, enfim, desmentindo esses absurdos e dizendo: “Esperem! A Igreja não só jamais obstruiu as ciências como pode ter as promovido! Os secularistas não apenas nunca criaram, por exemplo, a Ciência Econômica, como na realidade foram padres e professores católicos que a desenvolveram séculos antes!” E por aí vai. Mas está se levando muito tempo para refutar essa ideia em geral aceita de que a Igreja é responsável por retrocesso e ignorância. Está demorando demais… Vamos refletir sobre algumas dessas áreas em que a Igreja Católica realmente construiu a nossa Civilização. Escolhi essa palavra conscientemente. Por que pode-se considerar a Igreja Católica sua construtora? Ora, por exemplo, considere a maneira como vemos a “caridade”, o trabalho caridoso: acreditamos que você está fazendo caridade quando ajuda alguém sem nenhuma expectativa de retribuição; quando você o faz porque é bom e porque é certo fazê-lo; você o faz porque sabe que, numa visão mais ampla, aquela pessoa desafortunada é, de algum modo, seu semelhante feito à imagem e semelhança de Deus; então você a ajuda. Você não a ajuda por esperar, três anos depois, visitá-la e dizer: “Lembra-se daqueles 50 dólares que eu te dei?”; ou visitá-la e dizer: “Preciso de votos; preciso de apoio político; me ajude”. Não fazemos isso para poder dizer ao mundo: “Ei! Vejam o quanto eu sou maravilhoso! Eu dei àquele sujeito 10 dólares!” Não fazemos caridade por essas razões; fazemos pelos motivos que já citei: motivos puramente desinteressados. De onde veio essa ideia? Essa ideia veio da Igreja Católica. Na antiga Grécia ou Roma, se você dissesse: “Oh! Vou ajudar alguém sem nenhuma expectativa de reciprocidade; farei isso por pura bondade”, achariam você demente: “Do que você está falando?!!” Ainda pior seria a ideia de orar e até mesmo tentar ajudar os próprios inimigos: “Quê?!! Ficou louco?!!” Mas hoje admitimos isso como o ideal, como os princípios que um bom homem tenta incorporar. Mas, novamente: de onde eles vêm? Eles vêm da Igreja Católica! A Igreja ensina isso sobre a caridade; o mundo antigo, não. Então aqui está uma área em que temos as coisas por certo (este é o modo como pensamos: temos por certo!). De onde vêm? Vêm da Igreja Católica. Direi mais da caridade em um [momento] futuro. E quanto à ideia de “Direito”, de que tenho “direito à propriedade”, ou “direito de não ser assassinado”, por exemplo? De onde vem essa ideia? Sempre nos disseram que os secularistas no Iluminismo, ou pouco antes disto, surgiram com essa ideia no século XVII. De repente, surgiram os direitos! Bom… Isso também não é verdade. E, novamente, a investigação moderna vem para resgatar o Catolicismo. Eu sei que parece estranho… Vocês imaginam que pesquisadores modernos deveriam estar do “outro lado”, mas na verdade professores honestos, tanto católicos quanto não-católicos, dizem que a ideia de Direito remonta ao século XII e que surgiu com juristas de Direito Canônico. Essa ideia tem um significado simples: eu tenho uma certa imunidade contra uma ofensa sua, ou seja, você não pode me matar ou tomar a minha propriedade, coisas assim. O Direito é isso: que seria errado você interferir nessas áreas que são minhas. De onde vem essa ideia libertadora? Do coração da Igreja! Ou, novamente, a Ciência Econômica… Por acaso, Adam Smith simplesmente pensou em Economia no século XVIII? Saiu tudo da cabeça dele? Ele tinha essa cabeça gigante e toda a Economia brotou dela? Não, na realidade, nos últimos 50 anos, o que os historiadores têm dito? Eles têm dito que os católicos escolásticos, professores que ensinavam principalmente em universidades espanholas e, mais especificamente, na Universidade de Salamanca, é que criaram a Ciência Econômica moderna. Foram eles os fundadores da Economia, não os secularistas do Iluminismo. Isso está sendo descoberto agora. Na parede do meu escritório tenho um retrato em moldura da Universidade de Salamanca. Muitos entrariam lá e perguntariam: “Como assim? Por que, de todas as universidades, você escolheu esta aqui?” É porque eu sei que foi lá que nasceu a Economia; e se você for um profundo interessado como eu, você amará Economia… Finalmente, o que dizer sobre o nosso comprometimento com a razão? Não nos orgulhamos sempre da civilização ocidental por esse compromisso com o uso da razão? Que usamos a racionalidade para resolver disputas e solucionar debates? Bom, certamente! Mas de onde vem isso? Isso também vem da Igreja Católica! Por quê? Porque o sistema universitário que a Igreja estimulou encorajava o debate rigoroso e a racionalidade era tida como o maior árbitro para decidir todas as questões a se debater. Isto não é o oposto do que te contaram? Nos contaram que a Igreja Católica é inimiga da razão. Pelo contrário: nunca houve maior defensor da razão! Mas não é apenas da razão; é mais das aplicações específicas dela. Por exemplo, as ciências em especial. As ciências, mais do que imaginamos, devem muito à Igreja. Como isso? É o oposto do que nos dizem. Mas, acreditem ou não, historiadores dos últimos 50 anos dizem que a Igreja Católica é mais e mais responsável pelas ciências. […] Quantos dos fatos que descobrimos apenas agora são escondidos em escolas regularmente? Nem preciso perguntar. […] Eu acho este o aspecto mais deturpado e adulterado da História católica e mais usado para golpear a Igreja. Quero mostrar que isso é em grande medida feito injustamente. Digo “apenas agora”, pois na verdade nos últimos 50 anos cientistas que escrevem a História da Ciência começaram a repensar os velhos argumentos contra a Igreja, dizendo: “Querem saber? Pensando melhor, a Igreja fez coisas muito importantes!” Há uma razão pela qual a ciência foi estabelecida e mantida por tanto tempo na civilização ocidental enquanto não o foi em outras. No fim das contas, isso não ocorre “apesar” da Igreja Católica, mas em certos aspectos “por causa” dela. Há 100 anos, tudo bem, você poderia ter lido um livro de Andrew Dickson White sobre uma lendária guerra entre Ciência e Religião no Ocidente. Hoje, esse livro é considerado praticamente uma piada entre professores; é tão ultrapassado quanto ridículo. Hoje, há professores como Edward Grant escrevendo livros editados pela Universidade de Cambridge; Thomas Goldstein, A.C.Crombie, David Lindberg e muitos outros. E todos eles concordam que você não pode dizer simplesmente que a Igreja foi uma oponente das ciências. Pelo contrário, há aspectos do pensamento católico que foram indispensáveis para o desenvolvimento da ciência; e veremos especificamente quais foram eles. Mas, neste momento, desejo que saiba que esse velho mito está sendo derrubado por professores. Infelizmente, as descobertas desses mestres ainda não conseguiram chegar ao público mais geral; é o que tentaremos fazer nesta série [de artigos]. Deixe-me dar um exemplo de história típica sobre a Igreja Católica em que as pessoas são ensinadas a crer [nesses mitos] e então refletir por que elas acreditavam tão prontamente quando não havia nem a menor evidência para tanto. Aqui vai um exemplo que até muitos espectadores podem ter acreditado… Até eu acreditei! Não havia razão para pensar de outro modo… É a ideia de que Cristóvão Colombo, quando empregou suas famosas navegações, estava em parte tentando provar que a Terra não era plana, mas sim esférica. Todos nós já ouvimos a história habitual, que Colombo foi avisado: “Não, Colombo, não! Não navegue tão longe! Você irá cair [no abismo] na extremidade da Terra! A Terra é um grande disco plano! Você cairá da margem e será devorado por dragões e aranhas radioativas e gigantes”, algo assim… Ele foi advertido a não fazer aquilo; mesmo assim, ele fez e isso mostraria o quão valente e formidável ele era. Veja: não duvido que Colombo era mesmo um grande navegador, mas se ele estivesse aqui hoje, lhe diria que não estava tentando provar que a Terra era redonda. Por quê? Porque todos já sabiam disso! Todos já sabiam que o planeta era uma esfera! Nenhum indivíduo instruído na Europa acreditava que a Terra era plana! Isso é um mito, um mito absurdo! Tente encontrar alguém na História do mundo cristão que acreditava nisso! Procure por eles! Se todos acreditavam, não deve ser assim tão difícil! E, apesar disso, não se consegue encontrar nenhum exemplo. Bem, quero dizer, você pode encontrar 2 exemplos de pessoas de quem você nunca ouviu falar: 1) Lactâncio, por exemplo, que viveu entre os séculos III e IV, não tinha influência alguma e, em todo caso, falava alegoricamente. 2) Outro possível crente foi uma pessoa do século VI chamado Cosmas Indicopleustes. Já ouviram falar dele? Nem eu! E nem ninguém na Europa ocidental, pois Cosmas escrevia em grego e, naquela época, poucos no Ocidente conheciam grego. São Gregório Magno, que foi Papa de 590 a 604, nem ele sabia sequer uma palavra em grego. Então dificilmente alguém poderia ter lido Cosmas; ele só foi traduzido para o latim em 1706! Logo, qualquer um que possa ter ensinado sobre a “Terra Plana” foi ouvido por 1 ou 2 pessoas! Não tiveram influência nenhuma! A verdade é que todos entendiam que a Terra era uma esfera! O que havia era uma relutância em patrocinar a viagem de Colombo, mas não porque acreditassem que ele cairia da extremidade; o motivo para que tivessem medo era que eles pensavam que Colombo havia subestimado muito o tamanho dessa esfera… Colombo dizia: “Oh, não! Não se preocupem! A Terra não é tão grande! Só vou dar uma voltinha e volto logo! Tudo terminará bem!” Mas diziam a ele: “Não, a Terra é muito maior do que você pensa e você acabará morrendo de fome! Você vai navegar, navegar e navegar e não haverá terra alguma”. Para sorte de Colombo, uma porção de continentes “brotou” lá no meio, ao contrário das suas expectativas e para sorte dele e da sua tripulação. É por isso que não queriam que ele fosse e não porque achavam que ele ia cair da extremidade [da Terra]. Percebo que isso é tão oposto ao que lhe ensinaram, que você deve estar achando que estou inventando isso tudo, não? “É claro que acreditavam em Terra Plana”. Mas prometo a vocês que não. Existe até um livro inteiro escrito para resolver a questão que segue: se ninguém acreditava em Terra Plana, como esse mito pode ter começado? E a resposta vem em um pequeno livro escrito por um rapaz chamado Jeffrey Burton Russell; ele escreveu um livro chamado “Inventando a Terra Plana”. Ele descobriu que havia um pequenino grupo de intelectuais no século XIX que deu à luz esse mito: eles o criaram porque fazia a Igreja Católica parecer ridícula, porque no século XIX havia muito debate e disputa com a Igreja sobre Darwin e outros assuntos e a ideia era a de que se podia retratar a Igreja como sendo tão ridícula que chegou ao ponto de ensinar que a Terra era plana; então, poderiam mostrá-la como uma oponente absolutamente desprezível. Assim, inventaram essa história para colocar a Igreja sob um juízo absurdo. Tenho certeza de que eles não tinham ideia da durabilidade desse mito, que ainda no século XXI ainda o ensinariam! Tenho certeza de que em algum lugar, neste momento, alguém é ensinado: “A Igreja idiota dizia que a Terra era plana e o bravo e heróico Colombo a desmentiu”. Isso nunca tem fim… Mas por que não tem? Por que possui tanta durabilidade? A razão é que o mito serve bem a este estereótipo iluminista: “A Igreja Católica é estúpida; ela impede o progresso; ela nos força a acreditar em asneiras”. É precisamente o que vemos no mito da Terra Plana, não? Quem acreditaria que a Terra era plana? Os antigos gregos até mediram a circunferência da Terra! Obviamente sabiam que era redonda! Como é que a Igreja pensou diferente? Aqui está um bom exemplo de que o mito pode ser facilmente derrubado, mas ele não foi porque serve a um propósito. Tentasse você inventar um mito agora, sobre qualquer pessoa famosa que pudesse pensar, e dissesse que Fulano e Sicrano acreditavam em tal e qual coisa, duraria uns três segundos! Contudo, as pessoas crêem naquilo em que estão preparadas para crer; e as pessoas estão preparadas para crer no pior sobre a Igreja Católica. O objetivo desta série [de artigos] […] é ir atrás não apenas desses pequenos mitos, mas construir um edifício para mostrar as glórias da Igreja Católica; não apenas para dizer: “Oh, a Igreja, na verdade, não fez isso; a Igreja não foi tão má nessa questão”. Não iremos avançar se a nossa mensagem for: “A Igreja Católica: não tão má quanto você pensava”. Precisamos de algo mais vigoroso; mais vigor em nossa mensagem. Precisamos dizer: “Não apenas a Igreja Católica não é tão má quanto você pensava, como não ensinava que a Terra era plana”. Não dá para vencer só correndo para apagar os incêndios; ninguém jamais construiu um casa só apagando o fogo! Incêndios devem ser apagados, é verdade, mas achamos que não dá para construir se só fazemos isso. Se sempre deixarmos que os oponentes da Igreja definam o debate, então sempre ficaremos na defensiva. Parece-me que, dado o estado da nossa Civilização, já é tempo de partir para a ofensiva e mostrar às pessoas todas as glórias da Igreja, mostrar toda essa história oculta, para que não precisemos dizer: “Oh, não somos tão maus quanto vocês pensam”. Somos muito mais gloriosos do que nós mesmos imaginamos! E estaremos contra, francamente, pessoas muitíssimo influentes neste mundo… Tenho certeza de que vocês se recordam que a Constituição da União Europeia exclui toda menção à influência cristã na Civilização Ocidental. Quão teimoso você precisaria ser, para cercado por catedrais e obras religiosas, e dos frutos que a Igreja nos deu; quão cego você teria de ser para não mencionar que a Igreja teve algum papel na criação dessa Civilização? A Constituição da União Europeia inicia e termina com a ideia de qual “Civilização Ocidental”? “Isso aí vem da Antiguidade Greco-Romana e, depois, da Renascença e do Iluminismo”. E aquele período de cerca de 1000 anos entre essas coisas, sei lá o que ocorreu! Provavelmente nada demais… Essa é a concepção padrão, a mesma que muitos tinham até uns 50 ou 100 anos atrás. Hoje, qualquer historiador de Idade Média digno do seu salário sabe que isso tudo são asneiras e as rejeitaria com uma gargalhada. Mas os arquitetos da União Europeia excluem a menção à Igreja ou a Cristo em seu documento de fundação. Não é que sejam idiotas – se fosse isso, seria simples: apresentaríamos os fatos e tudo estaria bem -, é que eles são hostis à Igreja. Nada mais óbvio. Veja o que fazem na União Europeia! Por acaso eles se parecem com católicos devotos? Eles não têm interesse em propagar a verdade sobre a Igreja e é por isso que nós, católicos, temos uma obrigação especial: temos de aprender tudo o que pudermos sobre a nossa Fé, temos de espalhar esse conhecimento e temos de contar às pessoas a verdadeira História da Igreja Católica, porque se não nos defendermos, ninguém o fará por nós! Escrevi um livro chamado “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental”, porque achei que já fosse tempo de contar a nossa História. É o que farei nos próximos [artigos]: contar a nossa História. Os próximos 3 [artigos] serão dedicados ao tema “Igreja e Ciência” e vocês terão tanta munição que não saberão o que fazer com ela depois de concluirmos esses próximos [artigos]… Vocês sabiam, por exemplo, que os Jesuítas – a Companhia de Jesus – foram tão exímios nas ciências que, neste exato momento, 35 crateras lunares têm o nome de cientistas jesuítas? Sabiam que 1 entre cada 20 dos maiores matemáticos da História fazia parte da Companhia de Jesus? Ou que os Jesuítas ajudaram a fundar e se tornaram os maiores praticantes do estudo de terremotos, a Sismologia? E poderíamos citar tantos outros exemplos: teoria atômica; estudo do Antigo Egito; física; e eu poderia aqui continuar citando… Há muitas maneiras pelas quais a Igreja contribuiu com as ciências! Então, até o próximo [artigo] da série: “A Igreja Católica: Construtora da Civilização”. VOCÊ SABIA? Que a Igreja Católica Romana forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições? (J.L.Heilbron – Universidade da Califórnia, em Berkeley). Que a Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos bárbaros que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça? (Christopher Dawson). ASSISTA ESTE EPISÓDIO LEGENDADO NO YOUTUBE: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=t6bnO7N1AMU[/youtube] [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=tYjcNyTf98s[/youtube] [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=uLHWJvcC-hs[/youtube] #bestsellers #danieldennett #injustamente #Iluminismo #Ele #Isso #bemvindosao #Smith #Youtube #tolos #Palestra #você #ewtn #economia #absurda #foiela #não #Catolica #razão #acreditar #ultrapassado #foi #ciência #uma #racionalidade #comprometimento #Igreja #universidade #cren #Construtora #samharris #thomaswoods #Jesus #Goldstein #assim #imbecil #RichardDawkins #adulterado
- Maioria dos americanos considera aborto “moralmente incorreto”
Segundo uma recente pesquisa dos Cavaleiros de Colombo Por Nieves San Martín NEW HAVEN, sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Às vésperas do 37º aniversário da sentença do Tribunal Supremo dos Estados Unidos no caso Roe versus Wade, que legalizou o aborto em todo o país, uma pesquisa recente mostra que a grande maioria dos americanos acredita que o aborto é moralmente incorreto. A geração do milênio (os que têm entre 19 e 29 anos) considera o aborto “moralmente incorreto”, inclusive mais (58%) que a geração do boom (os que têm entre 45 e 64 anos), com 51%. O resultado da geração X (entre 30 e 44 anos) é similar ao da geração do milênio (60% veem o aborto como “moralmente incorreto”). Mais de 6 de cada 10 da geração dos mais velhos (maiores de 65 anos) pensam a mesma coisa. Esta recente pesquisa, levada a cabo entre o final de dezembro e o começo de janeiro, é a última de uma série de pesquisas semelhantes organizadas pelos Cavaleiros de Colombo e realizadas pelo Instituto Marista para a Opinião Pública. Em outubro de 2008 e julho de 2009, a pesquisa fez o acompanhamento de uma tendência crescente à posição pró-vida, confirmada por Gallup e pelo estudo do Centro Pew de meados de 2009. A pesquisa dos Cavaleiros de Colombo – Maristas está disponível em www.kofc.org / moralcompass. “Os americanos de todas as idades – e os jovens em número ainda maior que seus pais – veem o aborto como algo moralmente errado – disse o supremo cavaleiro Carl Anderson. Os Estados Unidos deram um giro e estão abraçando a vida e, ao fazê-lo, estão abraçando um futuro do qual eles – e todos nós – poderemos estar orgulhosos.” E acrescentou: “Os avanços na tecnologia mostram claramente – e cada vez mais claramente – que uma criança não-nascida é totalmente um ser humano. Isso, e o grande número de americanos que conhecem uma das muitas pessoas que foram negativamente afetadas pelo aborto, são certamente duas das razões pelas quais os americanos estão cada vez mais incomodados com o legado de aborto de Roe v. Wade, e com o aborto em geral. A maioria dos americanos entende que o aborto tem consequências e que estas não são boas”. A questão do aborto faz parte de uma pesquisa mais ampla que será divulgada nos próximos dias. Este informe apresenta os resultados de uma pesquisa feita com 2.243 americanos – incluindo uma amostra suplementar de 1.006 da geração do milênio. Os resultados para os americanos têm uma margem de erro de +/-2% e, para a geração do milênio, +/-3%. Os dados foram recolhidos de 23 de dezembro de 2009 a 4 de janeiro de 2010, usando um painel online baseado em probabilidades de Knowledge Networks, Inc. Há informação adicional disponível em www.kofc.org. #pesquisa #duas #incorreto #Sextafeira #Aborto #recente #Cavaleiros #geração #zenit #milênio #Nieves #tribunalsupremo #uma #janeiro #CarlAnderson #Colombo #org #certamente #com #marista #newhaven
- Pedro é a Rocha
Fonte: Veritatis Splendor Blog Narrador: Emerson H. de Oliveira. Relato de parte do testemunho da conversão ao catolicismo de James Akin mostrando seu estudo sobre Pedro ser a Rocha. #Relato #conversão #MP3 #fonte #combr #Veritatis #Blog #Splendor #catolicismo #canais #ao #testemunho #Narrador #Oliveira #James #convers #VeritatisSplendor #Podcast #Emerson
- Só os Santos transformam a Igreja e a sociedade, recorda o Papa Bento XVI
ACI).- Em meio de uma jornada dominada pela dor pelo terremoto que golpeou o Haiti, para quem o Papa Bento XVI pediu urgentemente a ajuda da comunidade internacional, o Santo Padre dedicou a Audiência Geral de hoje às ordens mendicantes do século XIII, dominicanos e franciscanos, e explicou que solo os Santos, guiados Por Deus são “os autênticos reformadores da vida da Igreja e da sociedade”. Em sua habitual catequese na Sala Paulo VI e perante umas nove mil pessoas, o Pontífice se referiu às ordens fundadas por São Francisco de Assis e São Domingo de Gusmão, assinalando os que alcançam a santidade, como estes dois grandes fundadores, convertem-se em “mestres com a palavra e testemunhas com o exemplo, promovem uma renovação eclesiástica estável e profunda”. Santos como Francisco de Assis e Domingo de Gusmão “foram capazes ler com inteligência os “sinais dos tempos”, intuindo os desafios que a Igreja daquela época deveria enfrentar, como o aparecimento de grupos radicais que se afastavam da verdadeira doutrina cristã; o aumento das populações urbanas sedentas de uma intensa vida espiritual; e a transformação cultural que eclodia a partir das Universidades”. Um destes desafios era “a expansão de vários grupos e movimentos de fiéis que, embora inspirados por um desejo legítimo de vida cristã autêntica, colocavam-se freqüentemente fora da comunhão eclesiástica”. Entre estes grupos, disse o Papa, estavam os cátaros ou albigenses, que re-propuseram antigas heresias como “o desprezo do mundo material, a negação da livre vontade e a existência de um princípio do mal equiparável a Deus”. Movimentos como aqueles tiveram êxito, “não só por sua sólida organização, mas também porque denunciavam uma desordem real na Igreja, causado pelo comportamento pouco exemplar de diversos representantes do clero”, acrescentou Bento XVI Entretanto, os franciscanos e os dominicanos “demonstraram que era possível viver a pobreza evangélica sem separar-se da Igreja”, renunciando não somente à posse de bens materiais, mas também rechaçando que a comunidade fosse proprietária de terrenos e bens imóveis, testemunhando assim “uma vida extremamente sóbria para ser solidários com os pobres e confiar apenas na Providência”. O estilo pessoal e comunitário das ordens mendicantes, “somado à adesão total ao ensino da Igreja e à sua autoridade foi muito apreciado pelos pontífices da época, que ofereceram seu pleno apoio a essas novas experiências eclesiásticas, reconhecendo nelas a voz do Espírito”. “Também hoje, inclusive vivendo em uma sociedade em que prevalece o ter sobre o ser, somos muito sensíveis aos exemplos de pobreza e solidariedade”, observou Bento XVI, recordando que Paulo VI afirmava que “o mundo escuta com agrado aos mestres quando também há testemunhas. Esta é uma lição que não deverá ser esquecida jamais na obra de difusão do Evangelho: viver em primeira pessoa o que se anuncia, ser espelho da caridade divina”. Do mesmo modo, as ordens responderam à exigência muito difundida em sua época da instrução religiosa, pregando e tratando “temas muito próximos à vida da gente, sobre tudo a prática das virtudes teologais e morais, com exemplos concretos, facilmente compreensíveis”. Dada sua importância, estas ordens mendicantes promoveram instituições leigas como os grêmios ou as autoridades civis as consultavam freqüentemente. Os franciscanos e dominicanos foram assim “os animadores espirituais da cidade medieval” e “puseram em marcha uma estratégia pastoral adequada às transformações da sociedade”. Em um tempo em que as cidades cresciam, construíram seus conventos em zonas urbanas e viajaram de um lugar a outro, “abandonando o princípio de estabilidade que tinha caracterizado a vida monástica durante séculos”. Outra grande provocação eram “as transformações culturais”, que tornavam muito vivaz a discussão nas universidades. Daí que os frades “entrassem nos ateneus mais famosos como estudantes e professores, erigissem centros de estudo e incidissem significativamente no desenvolvimento do pensamento”. Ao falar das chamadas “terceiras ordens” dependentes dos franciscanos e dominicanos, onde se reuniam os leigos, o Santo Padre disse que “a proposta de uma ‘santidade leiga’ conquistou muitas pessoas. Como recordou o Concílio Ecumênico Vaticano II, a chamada à santidade não está reservada a alguns, mas é universal. Em todos os estados de vida, seguindo as exigências de cada um deles, encontra-se a possibilidade de viver o Evangelho. Também hoje todo cristão deve ter a ‘medida alta da vida cristã’ em qualquer estado de vida ao que pertença!”. “Hoje, vivendo em uma sociedade em que com freqüência prevalece o ‘ter’ sobre o ‘ser’, somos muito sensível aos exemplos de pobreza e solidariedade, que os fiéis oferecem com opções valentes. Também hoje não faltam iniciativas similares: os movimentos, que partem realmente da novidade do Evangelho e o vivem com radicalidade no hoje, ficando nas mãos de Deus, para servir ao próximo. Esta é uma lição para não esquecer nunca na obra da difusão do Evangelho, viver pessoalmente o que se anuncia, ser espelho da caridade divina”. Ao finalizar sua catequese, Bento XVI ressaltou que “hoje também há uma “caridade da verdade e na verdade”: “uma “caridade intelectual” para iluminar as inteligências e conjugar a fé com a cultura”. “A tarefa dos franciscanos e dominicanos nas universidades medievais é um convite a estar presentes nos lugares de elaboração do saber para propor, com respeito e convicção, a luz do Evangelho sobre as questões fundamentais que correspondem ao ser humano, a sua dignidade e o seu destino eterno”, concluiu o Papa Bento. #santidade #Geral #SãoFranciscodeAssis #SantoPadre #Ajuda #PapaBentoXVI #professor #Deus #exemplar #Santas #Frades #Espiritual #pobreza #transformação #tempos #Eclesiásticas #adequada #sãodomingo #Pastor #umas #pontífice #comunidade #Santos #albigenses #pessoas #hoje #catequese #foram #Igreja #Franciscanos #Vaticano #paraquem #SalaPauloVI #Religiosa #estes #Palavra
- Papa se reúne com mulher que o derrubou na Missa do Galo
Fonte: UOL Notícias Cidade do Vaticano, 13 jan (EFE).- O papa Bento XVI manteve hoje uma conversa no Vaticano com Susanna Maiolo, a mulher de 25 anos que o derrubou durante a Missa do Galo passada, informou hoje o Vaticano. O encontro, segundo o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, aconteceu ao final da audiência pública das quartas-feiras, em um recinto anexo à Sala Paulo VI do Vaticano. Maiolo, precisou Lombardi, expressou ao papa seu “pesar” pelo ocorrido e lhe pediu perdão, e Bento XVI deu seu perdão e mostrou interesse pela saúde da mulher. #mulher #Galo #oencontro #Lombardi #fonte #seu #encontro #PapaBentoXVI #UOL #Santa #informou #pela #Susanna #Sala #interesse #audiência #CIDADE #pediu #conversa #expressou #Saúde #XVI #Notícias #Papa #mostrou #Federico #ocorrido #aconteceu #anexo #FedericoLombardi #paulovi #uma #Maiolo #hoje #manteve #derrubou #jan #lhe #Paulo #precisou #Vaticano #EFE #porta #reúne #com #deu #pesar #Missa #pública #Bento #perdão #passada
- Bispos do México unem forças a favor do verdadeiro matrimônio: não a uniões homossexuais
ACI).- A Conferência do Episcopado Mexicano (CEM), defendeu a instituição familiar fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher e chamou a um maior debate sobre a equiparação das uniões homossexuais ao matrimônio aprovada no DF, que está causando controvérsia na sociedade mexicana. Segundo informou o Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), o Secretário Geral do Episcopado, Mons. Víctor René Rodríguez, sublinhou que os bispos também manifestam seu apoio ao Arcebispo do México, Cardenal Norberto Rivera e a “toda iniciativa que a Arquidiocese do México leve a cabo em relação a este tema, causa de controvérsia na sociedade e no seio familiar”. “A instituição familiar é a responsável por procriar e propiciar que os filhos tenham o referente de um pai e uma mãe para sua educação e desenvolvimento como pessoas”, recordou. Solidariedade com Cardeal Nesse sentido, bispos de diferentes estados mexicanos expressaram sua solidariedade com o Cardeal Rivera Carrera, por defender os princípios familiares e os direitos dos menores. O Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, apontou que foi lamentável a aprovação das uniões homossexuais no DF e a possibilidade de adotar crianças. “É a coisa mais absurda: fere profundamente aos possíveis adotados porque lhes distorce totalmente sua capacidade de identidade”, advertiu. Indicou que a Igreja respeita a todas as pessoas e seu direito de levar a vida que lhes pareça, mas indicou que é incorreto que as leis invadam os âmbitos de uma instituição divina como é o matrimônio. “Há muitas formas de formar associações, mas que não lhe digam matrimônio porque isso é invadir um âmbito que não pertence ao Estado”, expressou. Por sua parte, o Arcebispo de Leão, Mons. José Guadalupe Martín Rábago, apontou que a atitude dos deputados do DF “não é digna de ser aprovada” porque atentaram contra a “sã antropologia” da sociedade mexicana. Mons. Alberto Suárez, Arcebispo de Morelia, acrescentou que os legisladores não respeitaram a própria antropologia humana. #Sistema #mulher #Guadalupe #equiparação #Homem #apontou #seu #Geral #René #antropologia #informou #atitude #Victor #ACI #Informativo #matrimônio #também #fundada #Rodríguez #Íñiguez #Conferência #chamou #Suárez #controvérsia #sublinhou #solidariedade #apoio #sua #instituição #mexicana #não #Sandoval #aprovada #advertiu #Episcopado #cabo #sistemainformativo #distorce #sociedade #Arquidiocese #defendeu #uma #CEM #secretário #maior #SIAME #está #BisposdoMéxico #Segundo #mexicano #Igreja #jan #Mons #manifestam #Rábago #México #com #Rivera #Guadalajara #Arcebispo #Indicou #Cardeal
- Lei de uniões homossexuais no México é imoral, inadmissível e imperdoável
MEXICO D.F., 21 Dez. 09 / 01:29 pm (ACI).- O Arcebispo Primaz do México, Cardeal Norberto Rivera Carrera, assinalou que a recente lei que aprova as uniões homossexuais na capital é uma norma “imoral, inadmissível e imperdoável” que “atinge em sua estrutura mais íntima as famílias mexicanas, instituição sobre a qual nosso país construiu sua rica história, seus valores e sua espiritualidade”. O Cardeal explicou que “esta lei –que equipara a união entre pessoas do mesmo sexo com o matrimônio entre um homem e uma mulher– abriu as portas a uma perversa possibilidade para que estes casais possam adotar a crianças inocentes, cujo direito a ter uma família constituída por uma mãe e um pai não será respeitado, com os conseqüentes danos psicológicos e morais que provocará tal injustiça e arbitrariedade. Isto, certamente, é absolutamente inadmissível e imperdoável”. O Arcebispo Primaz insistiu logo em recordar aos “nossos legisladores que a união conjugal entre um homem e uma mulher é a única capaz de procriar, e que isto não é questão de concepções religiosas mas de uma realidade. A própria natureza humana ditou as bases da instituição do matrimônio heterossexual, para bem dos contraentes, para a geração e educação dos filhos, e para a formação sã e adequada da sociedade”. Por isso, continuou o Cardeal Rivera, “a Igreja considera uma aberração equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo com o matrimônio, pois estas são incapazes de alcançar os fins que deram origem a esta imprescindível instituição que, para os cristãos, não obedece apenas a uma forma de organização social, mas que é uma ordem instituída por Deus desde a criação do mundo, e sobre esta vontade divina que rege a moral conjugal não pode estar nenhuma lei humana. Tal pretensão não é mais que soberba, e indevidamente levará a sociedade à ruína, o qual nos preocupa profundamente”. “Com as uniões entre pessoas do mesmo sexo, a mãe e o pai se convertem em meras palavras e os sexos carecem de sentido. Nossas crianças e jovens correm um gravíssimo risco ao ver como normais este tipo de uniões, e podem entender equivocamente que as diferenças sexuais são um simples tipo de personalidade, deixando assim de apreciar a dualidade da sexualidade humana, que é condição da procriação e, portanto, da conservação e desenvolvimento da humanidade”. O Cardeal destacou logo que “as uniões entre indivíduos do mesmo sexo não têm futuro, já que são poucas as pessoas homossexuais que desejam unir-se sob este esquema com seu par, o qual pode observar-se nos países que já contam com esta lei, e nos quais se aprecia uma tendência à queda no número de uniões desta índole”. O Arcebispo denunciou logo que a decisão “tomada arbitrária e irresponsavelmente pelos deputados do Distrito Federal vai contra a vontade da imensa maioria dos cidadãos, conforme demonstram as pesquisas, de modo que os legisladores atentaram e, uma vez mais, como aconteceu com a criminal lei do aborto, se burlaram da sociedade, da família e dos valores do povo mexicano, ao rechaçar a solicitude formulada tanto por instituições como por pessoas, que exigiu realizar um referendum entre a população”. O Cardeal Rivera reiterou ademais que “negar a alguém a possibilidade casar-se com outra pessoa de seu próprio sexo não é discriminá-la, mas reconhecer e defender ao matrimônio como instituição essencialmente heterossexual. Uma união formal entre pessoas do mesmo sexo será o que for, mas jamais será um matrimônio, e desde os valores cristãos sempre será imoral”. Não existe, prosseguiu, “nenhum fundamento racional ou ético para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o intuito de Deus sobre o matrimônio e a família. O matrimônio é santo, enquanto que as relações homossexuais contrastam com a lei moral natural. Os atos homossexuais, em efeito, ‘fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. Não podem receber aprovação em nenhum caso’”. Logo depois de explicar que as relações sexuais homossexuais são intrinsecamente perversas, mas que a Igreja nunca condena as pessoas que sofrem a inclinação homossexual, o Cardeal alentou a que “a aprovação arbitrária desta lei imoral seja o antídoto para que em outros estados da República não sigam este perverso exemplo e se faça o que for necessário para defender constitucionalmente a família, comprometendo os fiéis leigos a evitar, por cursos legais, estes atropelos contra a sociedade mesma e seus valores mais preciosos”. Depois de pedir orações pelos deputados que aprovaram esta lei imoral, o Cardeal concluiu fazendo votos para que “Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio a nós na humildade da carne, reine sobre nossa afligida nação, e que o amoroso amparo de sua Santíssima Mãe, Nossa Senhora de Guadalupe, estenda-se sobre todos vocês e suas famílias”. #mesmo #educao #imoral #pois #Deus #ter #ACI #matrimônio #sua #família #Filhos #instituição #adequada #não #norma #uma #criaçãodomundo #possam #Lei #porisso #cujo #será #fins #México #pretens #com #Jesus #Humana #natureza #estes #Cardeal
- A origem do Ocidente
Por Carlos Caso-Rosendi Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: Primera Luz – http://voxfidei.blogspot.com/ Nestes últimos anos tem aumentado o coro dos que propõem a erradicação da religião por considerá-la perniciosa para a civilização. Repetem sem refletir as vozes que começaram com o anticlericalismo da Revolução Francesa, que insistia que a religião – especialmente a católica – era uma superstição que apenas atrasava o desenvolvimento potencial da humanidade. Desde aqueles distantes dias, sempre houve aqueles que querem facilmente posar de “intelectuais” e para isso não há nada mais normal do que opor algo que rejeite a religião em nome de uma suposta superioridade intelectual. O sujeito anti-religioso é imediatamente considerado um “livre pensador”, um transgressor das regras do “sistema” e infinitas outras rotulagens que não encontram qualquer amparo na realidade. Para quem consegue enxergar o jogo, a famosa postura anti-religiosa revela sempre as mesmas coisas: má formação intelectual, pobreza no manejo de conceitos abstratos, pouca leitura e muitos preconceitos alimentados geralmente pelo desejo de não se submeter aos limites da moral sexual. Dizíamos que a Revolução Francesa – sim, a mesma que cortou a cabeça de Lavoisier, pai da física moderna – começou com esta moda do intelectualismo automático. Nada melhor e mais suscinto para um ignorante com pretensão de pensador que se alimente de dois padres no café da manhã para se transformar “ipso facto” em um “arauto da liberdade” e em um “sujeito inteligente e bem-informado”. Porém, sempre há retrógrados medievais como eu (como podem ver, eu sei que sou assim e sou feliz por ser assim) que se empenham em provar com fatos que os tais secularistas inimigos da religião estão bastante equivocados. Insisto que é o Cristianismo, as idéias cristãs, que criaram primeiramente o intelecto ocidental, com sua genuína e original mistura de individualismo, curiosidade e equanimidade cívica, valores que por sua vez deram origem a sociedades concretas que promovem os direitos do ser humano, a ciência e os governos democráticos. A incoerência do secularismo de hoje é comparável a de um homem que certo dia diz para o seu vizinho, com a maior cara-de-pau, que ele é o inventor da Internet e também construtor da Torre Eiffel. Os secularistas modernos crêem que de alguma maneira essa vaga mistura de darwinismo, psicologia freudiana e marxismo que professam, criou e impôs os direitos humanos, a justiça social, a democracia e a ciência no mundo moderno, que até então era “atrasado” pelas “superstições religiosas”. Uma incoerência tão grave que se esquecem do cesto com a cabeça de Lavoisier, possivelmente a cabeça mais valiosa do Ocidente nessa época, até que a guilhotina revolucionária a separasse do corpo que a sustentava. Talvez se Lavoisier tivesse vivido por mais alguns anos, Newton e Einsten não teriam que trabalhar tanto… E apenas para apontar alguns exemplos, como é possível que as religiosas cabeças de Newton ou Mendel, cheias de “superstições”, fossem tão brilhantes para perceber o que ninguém havia percebido por séculos? Até agora nenhum dos entusiastas secularistas da Internet conseguiu me explicar isso. Ademais, uma investigação da História das Ciências revela [a contribuição de] uma enorme quantidade de padres, monges, bispos e fiéis. De Copérnico a Polkinghorne, os fiéis parecem possuir uma habilidade sobrenatural (desculpem-me!) para encontrar soluções concretas para problemas de toda espécie. Os não-crentes ou os céticos, no entanto, são bons para criar ciências “nebulosas” como o Darwinismo que, além de acumular pilhas e mais pilhas de fósseis, conseguiu gerar mais perguntas incontestáveis do que respostas irrefutáveis. Não esqueçamos a psicologia freudiana, cujos desregramentos todavia estamos sofrendo e que nunca pôde alcançar a maturidade epistemiológica – digamos – das leis genéticas que Mendel começou a descobrir. O pináculo das ciências nebulosas deve ser reconhecido a Marx; continuamos aguardando o paraíso dos operários, mas pela insistência com que os operários do mundo emigram para os países capitalistas, parece que o paraíso operário não faz parte da geografia marxista que certa vez cobriu a maior parte da Ásia e uma boa parte da Europa… Seu legado – pobreza, contaminação e desregramentos sociais – continua sendo a prova mais evidente da incoerência secularista. Mas, é claro, eles dirão que tudo isso foi apenas experiências fracassadas em que as coisas não foram bem feitas… O bom do secularismo é que sempre há outro lugar para onde ir experimentar e, se falhar, lança-se a culpa nos outros. Alguns destes secularistas chegaram a ler livros ou, ao menos, ler as capas. Até existe entre eles alguns que falam “dos gregos” e lhes atribuem a fundação do Ocidente, que ia bem – segundo eles – até que chegaram os cristãos com as suas idéias atrasadas. O problema com a “Teoria dos Gregos e Romanos” como fundadores do Ocidente que temos hoje (por ora) é que realmente não é possível estabelecer uma relação direta entre o total das idéias dessas civilizações e o total da identidade intelectual e cultural disto que denominamos “Ocidente” ou “Civilização Ocidental”. Entretanto, para enfrentar esta contradição, devem se educar extraordinariamente mais e não basta alimentarem-se com uns padres a mais. Os gregos e os romanos não eram muito diferentes dos persas ou dos chineses quando comparamos as estruturas intelectuais que criaram e as sociedades que estabeleceram como consequência. Gregos e romanos acreditavam na “anakuklosis”, ou seja, nos inevitáveis ciclos ou eras que dominam a vida da humanidade. Não apenas eles, mas todos os outros povos da Europa e Ásia compartilhavam esse “Weltanschung”. Pode-se dizer que esse tipo de conceito é o que evitou que sociedades bastante avançadas como a China ou a Índia fossem capazes de desenvolver as matemáticas avançadas que logo foram desenvolvidas no Ocidente e que tornaram possível a explosão tecnológica européia. Outra consequência dessa concepção fatalista do mundo é a atrofiação das sociedades em sistemas de castas impossíveis de serem superadas e que historicamente evitaram que essas sociedades desenvolvessem sistemas de direito e maneiras democráticas de governo, também estes principais elementos do assombroso desenvolvimento do Ocidente. Naquelas sociedades de concepção pagã predominaram sempre sentimentos profundamente pessimistas em que o medo e a morte impregnavam a psique social. O pagão entende a vida como um jogo incompreensível de gato e rato, onde ele é o rato e os deuses são os gatos. Mesmo aqueles que puderam atirar os deuses para cima – por exemplo, Epicuro – não puderam compreender a vida humana além do prazer e desprazer que a governam e que termina na aniquilação final do ser. A morte é inevitável, a vida não tem sentido, os deuses não podem ajudar… “Comamos e bebamos porque amanhã haveremos de morrer; e, por via das dúvidas, rendamos algum sacrifício aos deuses para, caso existam, nos sejam propícios”. De todo esse complexo panorama desesperador, mas decorado pelo prazer e amor, talvez o Budismo seja o melhor produto. O Budismo prega a aniquilação total do ser e do desejo do ser como condição para a realização absoluta no Nirvana. Algo perfeitamente oposto à idéia cristã da satisfação de todo desejo humano na contemplação da visão beatífica. Porém, aqui, já estou me desviando do tema… Voltemos aos pagãos… A esse mundo de quieto e não tão quieto desespero chegou Abraão. Um senhor que de intelectual não tinha nada. Um pastor nômade comum, guerreiro simples e comerciante que viajava entre o Crescente Fértil da Mesopotâmia e o Egito. Definitivamente um tipo original porque acreditava ter falado com Deus, o Deus único e verdadeiro, nada menos. E acreditava que Deus lhe havia feito uma promessa: “Farei tua descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu”, o que, ao pobre Abraão, com 90 anos, sem filhos e casado com uma senhora de 80 anos, poderia soar mais como uma brincadeira de mau gosto. Porém, acreditou e confiou em Deus, com quem continuou conversando. Acreditando ou não, hoje mais da metade da população do mundo afirma crer no Deus de Abraão. Este Deus tão peculiar foi transmitindo suas doutrinas gradualmente aos descendentes de Abraão; entre elas, uma doutrina que o resto do mundo da Idade do Ferro certamente NÃO compartilhava e que a ciência do mundo NÃO acreditou até que foi comprovada no início do século XX, cerca de 40 séculos após a morte de Abraão, e confirmada por Penzias e Wilson na década de 1960. A ciência demorou quatro mil anos para concordar com um hebreu montado sobre um camelo! Essa doutrina única dos hebreus (assim chamados em honra à casa de Heber, antepassado de Abraão) diz que o Universo teve um início e que tudo o que existe foi criado por Deus. Os deuses daquela época eram como as donas de casa de hoje: compravam tudo pronto. Zeus, Hórus, Marduk e todos os demais são deuses que encontram o Universo pronto e, às vezes, “fazem” coisas novas, mas sempre a partir de coisas que já estavam ali presentes, como por exemplo, a lua, um touro, uma esposa etc. Os equivalentes pagãos do gênesis universal são comparáveis ao Gênesis hebraico como uma redação de jardim de infância se compara com uma obra de Shakespeare. Com o passar do tempo, chegou à família de Abraão um mestre galileu chamado Jesus. Ele nos deu o que hoje denominamos “Cristianismo”. Esta força inesperada irrompeu no Império Romano do século I e transformou totalmente a sociedade. Os fiéis cristãos não podiam abortar os seus bebês, nem expô-los ao frio ou afogá-los como faziam os pagãos. Também não podiam ir se divertir no circo, para ver as feras destroçarem os pobres condenados. Nem acreditavam que o imperador fosse um deus, negando-se a queimar-lhe incenso. Esses “loucos” acreditavam que a alma do imperador era igual, aos olhos de Deus, à alma de qualquer escravo. Os cristãos enfrentavam a morte com serenidade e dignidade, o que frustrava o público do circo que esperava ver um pouco de drama. Os cristãos acreditavam, como os hebreus, que tudo tem um início e, para eles, a morte era o início da eternidade. Uma das idéias mais caras dos cristãos era a caridade. No mundo antigo, apenas os judeus tinham algum conceito de caridade como Mandamento divino. Quando as pragas açoitavam uma cidade, os cristãos entravam nela ao invés de fugir, e ajudavam os outros, inclusive aqueles que iam ao circo vê-los morrer despedaçados. Quando o Império caiu e os bárbaros invadiram a Europa com gosto e prazer, foram os cristãos que preservaram os livros e a cultura em geral. Após algumas décadas, os bárbaros invasores tornaram-se também cristãos e saíaram a invadir o que restava da Europa pagã, não mais empregando armas e exércitos, mas o Evangelho. Os cristãos introduziram na Europa a ideia – até então raríssima – de que Deus era razoável e não podia se contradizer a Si mesmo. Nessa breve doutrina estão contidos dois pilares do progresso do Ocidente: (1) A verdade existe, pode ser encontrada e deduzida mediante a observação e a razão; (2) A razão não é arbitrária ou contraditória consigo mesma, já que provém de Deus, o qual é a Fonte de toda verdade. Assim cresceram as ciências no jardim que Jesus plantou no Mediterrâneo, lentamente no princípio e, depois, cada vez mais rápido, e que não se deteve até os nossos dias. Assim, foram inventados na Europa os mosteiros, os hospitais, as universidades, os técnicas dos artesãos, as imprensas… A Igreja limitou o poder dos reis, que já não podiam ser “deuses” e eram chamados a ser justos (mesmo que poucos o tenham conseguido ser)… Pouco a pouco chegaram as instituições democráticas, a partir da Magna Carta; descobriu-se um Novo Mundo e seus habitantes foram somados à família de Abraão… E agora, 40 séculos depois de Abraão, surgem estes secularistas e nos dizem que a verdade é relativa; que Deus não existe; que os que renegam a religião são mais inteligentes que os que se deixam guiar por ela… e toda uma longa série de loucuras que não dá para escrevê-las todas aqui. Na verdade, estes neopagãos têm apenas duas opções: a primeira é aprender bem as coisas e tornarem-se cristãos (que é muito mais divertido do que ser pagão); a segunda é sofrer as consequências de aplicar em suas vidas as próprias idéias. Espero que sejam tão espertos quanto os bárbaros e que se unam a nós para melhorar o mundo, pois fazem muita falta após estes últimos cinco séculos de incoerências. #anticlericalismo #fonte #mistura #Deus #sim #submeter #Cristianismo #limites #primeraluz #lavoisier #coro #sempre #liberdade #desenvolvimento #São #carlosmartins #genua #esse #não #quem #foi #uma #crist #Até #físicamoderna #Alma #Abraão #Amor #coisas #tudo #Ocidente #com #Jesus #ocidental #Pai
- Jesus não é menos Divino?
Por Revista “This Rock” – fevereiro/1991 Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: Catholic Answers – Filipenses 2,6 diz que Jesus não buscava a igualdade com Deus. Como isto se compatibiliza com a crença em sua divindade? (Anônimo) Você saltou a parte do versículo que fala de Jesus “na forma de Deus” antes da Encarnação. Isto faz toda a diferença do mundo para se compreender sobre o quê Paulo estava escrevendo. Aparentemente, o Apóstolo está citando um hino cristão primitivo que compara Adão e Cristo. Adão, que era “a imagem de Deus” mas não igual a Deus, tentou ser igual a Ele (Gênesis 3,5). Cristo, sendo “na forma de Deus” e portanto igual a Deus, não pensava que as prerrogativas que acompanhavam esta igualdade deveriam ser “consideradas a todo custo” (a palavra empregada por Paulo é “harpagmon”), mas as esvaziou ao tomar a natureza humana e morrer na Cruz (Filipenses 2,7-8). Paulo então observa como Deus outorgou a Jesus “o nome que está acima de todo nome” e como “ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra; e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2,9-11). Isto é uma paráfrase de Isaías 45,23, onde Deus diz: “diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua”. Aplicando isto a Jesus, Paulo não está desconsiderando a divindade de Cristo, mas a reconhecendo. #aparentemente #animo #cristão #sendo #fevereiro #fonte #Cristo #quê #terra #This #versículo #Deus #Rock #Ele #compatibiliza #apostolo #buscava #dobre #isas #Answers #Catholic #JesusCristo #faz #encarnação #citando #saltou #Martins #você #catholicanswers #sua #carlosmartins #Carlos #Primitivo #diferença #igualdade #ao #não #língua #Adão #Estava #mim #uma #diz #Filipenses #está #DeCristo #Paulo #hino #joelho #cren #Anônimo #crença #Divindade #com #Jesus #Humana #nome #natureza #escrevendo #isto #Revista #observa #compreender #Nabeto #Palavra #fala #tradução
- João Paulo II mais próximo dos altares
Bento XVI aprovou este sábado as virtudes heróicas de Karol Wojtyla e do Papa Pio XII Na audiência desta manhã com D. Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Bento XVI autorizou a publicação de uma série de vinte e um decretos, dez dos quais relativos ao reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão de outros tantos Beatos ou Veneráveis; um relativo ao martírio do Servo de Deus, Pe. Jorge Popieluszko, polaco; e finalmente outros dez decretos sobre as virtudes heróicas de dez Servos de Deus, entre os quais Pacelli e Wojtyla. Em relação a João Paulo II, após o final da fase diocesana do processo, em 2007, foi possível entregar no Vaticano a chamada Positio super virtutibus (posição sobre as virtudes do fiel), que foi agora submetida ao juízo da “sessão ordinária dos Cardeais e dos Bispos”, da CCS, antes de chegar ao Papa, que tomou agora uma decisão final a respeito do decreto de venerabilidade. O actual Papa anunciou no dia 13 de Maio de 2005, 42 dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa. No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes “santo subito”. O Milagre A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”. Se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”. Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”. Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre acontecem segundo as normas estabelecidas em 1983. A legislação estabelece a distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano. O primeiro realiza-se no âmbito da diocese na qual aconteceu o facto prodigioso. O bispo abre a instrução sobre o pressuposto milagre na qual são reunidas tanto os depoimentos das testemunhas oculares interrogadas por um tribunal devidamente constituído, como a completa documentação clínica e instrumental inerente ao caso. Num segundo momento, a Congregação para as Causas dos Santos examina os actos processuais recebidos e as eventuais documentações suplementares, pronunciando o juízo de mérito. O decreto é o acto que conclui o caminho jurídico para a constatação de um milagre. É um acto jurídico da Congregação para as Causas dos Santos, aprovado pelo Papa, com o qual um facto prodigioso é definido como verdadeiro milagre. Os acontecimentos extraordinários atribuídos à intercessão de João Paulo II, ainda em vida, não têm validade para esta fase do processo. Embora tenham sido numerosas as curas inexplicáveis atribuídas pela intercessão de Karol Wojtyla, o postulador da causa, o sacerdote polaco Slawomir Oder, destacará a cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da Doença de Parkinson. #Amato #PapaPioXII #obeato #Karol #processo #virtudes #Congregação #intercessão #decreto #canico #XVI #milagre #sado #KarolWojtyla #martio #Wojtyla #santosubito #Paulo #dangelo #Causas #João #ocasi #Missa #Bento #cincoanos
- Convite de Bento XVI aos jovens: estar conectados a Jesus
Durante sua tradicional felicitação de Natal a um grupo da Ação Católica italiana CIDADE DO VATICANO, domingo 20 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Se oferecemos nossa disponibilidade a Jesus e abrimos nosso coração a Ele, Ele não deixará de fazer-nos sentir sua presença. Assim recordou Bento XVI no último sábado, ao receber em audiência uma representação de jovens da Ação Católica Italiana (ACR) para a tradicional felicitação de Natal, na qual expressou sua estima pessoal pelo particular compromisso que a associação está vivendo no tema “Estamos conectados”, para colocar-se em comunicação com Jesus e com os demais. “Também vós sois pequenos como Zaqueu, que subiu em uma árvore porque queria ver Jesus, mas o Senhor, levantando o olhar, percebeu-o imediatamente, no meio da multidão”, explicou o Papa aos jovens, citando o personagem e a imagem bíblica como referência do programa. “Jesus vos vê e vos escuta, mesmo que sejais pequenos, ainda que às vezes os adultos não vos considerem como gostaríeis”, acrescentou, sublinhando que Cristo “não somente vos vê, mas sintoniza vossa onda, quer deter-se onde vós estais, estar convosco, criar com cada um de vós uma forte amizade”. “Diante de Jesus, imitai sempre o exemplo de Zaqueu, que desceu imediatamente da árvore, acolheu-o cheio de alegria em sua casa e não deixou de fazer-lhe uma festa”, pediu o Papa. “Acolhei-o em vossa vida de todos os dias, entre o lazer e as tarefas, na oração, quando Ele pede vossa amizade e vossa generosidade, quando sois felizes e quando tendes medo.” “No Natal, mais uma vez, o amigo Jesus sai ao vosso encontro e vos chama. Ele é o Filho de Deus, é o Senhor que vedes a cada dia nas imagens das igrejas, nas ruas, nas casas. Ele vos fala sempre do amor maior, capaz de entregar-se sem limites, de trazer paz e perdão.” Bento XVI recordou, portanto, que somente a presença de Jesus na vida “dá a plena alegria”, porque “Ele é capaz de fazer sempre nova e bela cada coisa” e “não vos esquece jamais”. “Se lhe dizeis cada dia que estais ‘conectados’, esperai certamente que Ele vos chame para enviar-vos uma mensagem de amizade e afeto”, afirmou, explicando que esta mensagem pode chegar a qualquer momento: “quando participais da santa Missa, quando vos dedicais ao estudo, aos vossos compromissos cotidianos ou quando sabeis cumprir gestos de participação, de solidariedade, de generosidade e de amor aos demais” O Papa lhes pediu especialmente que estejam perto dos “jovens que sofrem, especialmente aqueles que vêm de países distantes e que frequentemente são abandonados, sem pais e sem amigos”. Durante o encontro, esteve presente uma delegação de jovens da Ação Católica de Belém, cidade à qual será dedicado, em janeiro, o “mês da paz”, através de um projeto de solidariedade com a Terra Santa, para reconstruir o auditório da paróquia de Belém. #coração #Cristo #sábado #qual #encontro #PapaBentoXVI #Deus #Ele #vossa #AçãoCatólicadeBelém #Nossa #Senhor #oolhar #felicitação #lazer #audiência #CIDADE #sempre #pediu #solidariedade #cadadia #nasruas #Jovens #recordou #XVI #ação #sua #Conectados #último #Imagens #aos #não #sem #zenit #Catolica #árvore #uma #osdias #meio #Belém #BentoXVI #ACR #dia #receber #deixará #somente #dezembro #Conectar #Vaticano #Amor #alegria #todosos #imediatamente #org #nosso #adultos #amizade #com #Zaqueu #Jesus #presença #Imagem #Missa #generosidade #assim #mensagem #representação #disponibilidade #Bento #casas #Italiana #quando
- Natal não é “fábula” mas resposta de Deus ao homem que busca verdadeira paz, diz Bento XVI
ACI).- Ao presidir a oração do Ângelus dominical na Praça de São Pedro frente a milhares de fiéis, o Papa Bento XVI recordou que hoje, quarto domingo de Advento, a Igreja recorda que o Menino Deus que já está prestes a nascer no Natal, e que este especial acontecimento “não é uma fábula para as crianças, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz”. Depois de explicar logo que Belém, na Terra Santa, é uma cidade símbolo da paz “procurada fatigosamente e muito esperada”, o Santo Padre indicou que neste lugar “e no mundo inteiro, se renovará na Igreja o mistério do Natal, profecia de paz para todo homem, que alenta os cristãos a entrarem no recôndito, nos dramas, com freqüência desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto em que se vive, com os sentimentos de Jesus”. Desta maneira, prosseguiu o Papa, os cristãos serão capazes de “converter-se em todo lugar em instrumentos e mensageiros de paz, para levar amor onde haja ódio, perdão onde haja ofensa, alegria onde haja tristeza e verdade onde haja engano, como diz uma oração franciscana”. “Hoje –continuou Bento XVI– como nos tempos de Jesus, o Natal não é uma fábula para as crianças, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz. ‘Ele mesmo será a paz!’, diz o profeta referindo-se ao Messias. A nós, cabe abrir, descerrar as portas para acolhê-Lo.” Nesse caminho, concluiu o Papa, aprendemos “com Maria e José a nos colocar a serviço do desígnio de Deus: “Mesmo que nós não o compreendamos plenamente, confiemo-nos à sua sabedoria e bondade. Procuremos, antes de tudo, o Reino de Deus, e a Providência nos ajudará. Bom Natal a todos!” Deste modo convidou, “estando já próximas as festas do Natal, a preparar com ardor a celebração do nascimento do Verbo, feito carne nas puríssimas entranhas de Maria. Feliz domingo”. #mesmo #Praça #onde #Advento #Homem #SantoPadre #terra #PapaBentoXVI #Deus #Ele #Maria #Santa #quarto #presidir #ACI #Menino #oprofeta #Dez #nesse #mariafeliz #muito #inteiro #CIDADE #Símbolo #desta #Padre #Verbo #recorda #recordou #XVI #Pedro #São #tempos #procurada #Santo #Messias #profecia #ao #haja #não #logo #TerraSanta #SãoPedro #oração #feito #orao #uma #Belém #diz #resposta #ardor #fatigosamente #está #hoje #Igreja #neste #Vaticano #Amor #verdadeira #alegria #Depois #com #Jesus #fábula #Dominical #nascer #acontecimento #Humanidade #josa #Bento #Indicou
- Papa condena outra vez a Teologia da Libertação
Fonte: Christo Nihil Praeponere Em discurso a bispos brasileiros, o papa Bento XVI condenou mais uma vez a Teologia da Libertação. O discurso foi pronunciado neste sábado (05/12/2009) ao grupo de Bispos do sul do país que se encontrava em Roma por ocasião da visita ad limina. Por ocasião desta visita, que acontece a cada cinco anos, os Bispos apresentam ao papa e à cúria romana um relatório a respeito de suas dioceses e ouvem do pontífice as orientações para seu futuro pastoreio. Bento XVI recorda o aniversário de vinte e cinco anos do documento que ele mesmo assinou, como então Cardeal Ratzinger, condenando esta forma de fazer teologia utilizando “teses e metodologias provenientes do marxismo”. As palavras usadas pelo papa são duras e fogem do padrão diplomático dos discursos curiais, fazendo uma lista politicamente nada correta das consequências da Teologia da Libertação: “rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia”. O pontífice admite que a Teologia da Libertação não é um problema do passado quando recorda aos bispos que estas terríveis consequências “fazem-se sentir ainda” e que ainda se encontram em “vossas comunidades diocesanas”. O balanço geral apresentado por Bento XVI a respeito da aventura libertária da Igreja do Brasil parece fechar no vermelho. “Grande sofrimento e grave perda de forças vivas” – conclui o sucessor de Pedro. Clique aqui para ler todo o texto do discurso. Clique aqui para fazer o download da Instrução “Libertatis nuntius” (06/08/1984) em português. É favor veicular esta notícia através de sua lista de endereços, orkut e meios de comunicação disponíveis. #mesmo #rebeli #marxismo #apresentam #fonte #vinte #discursos #sábado #então #seu #respeito #Geral #cliqueaquipara #diplomático #PapaBentoXVI #aqui #Ele #ouvem #Relatório #Clique #adlimina #Praeponere #aventura #maisumavez #desta #limina #recorda #encontrava #ocasião #nada #XVI #fogem #condenou #nihil #São #aniversário #condenando #Papa #sado #pastoreio #fazer #divis #pontífice #anarquia #bispos #foi #teologia #pronunciado #uma #umalista #padrão #documento #neste #Ratzinger #sul #Christo #assinou #Cúria #libertação #Bento #outravez #Cardeal
- Abortistas usam o nome da Virgem para financiar mortes no México
ACI).- O Fundo de Aborto para a Justiça Social “Mulheres, Aborto, Reprodução e Acompanhamento”, anunciou o lançamento da “Rede Maria” que usa capital americano para financiar os abortos de mulheres mexicanas pobres nesta capital. A finalidade da rede é burlar as proibições aprovadas em diversos estados mexicanos com respeito ao aborto e transladar às grávidas de escassos recursos até a capital para que sejam submetidas a abortos legais. O polêmico Fundo forma parte da Rede Nacional de Recursos de Aborto dos Estados Unidos (NNAF, por suas siglas em inglês). Eugenia López Uribe, coordenadora do Fundo, declarou à imprensa que a “Rede Maria” opera há seis meses e conta com doadores e voluntários. As mulheres que são submetidas a aborto chegam principalmente desde Aguascalientes, Baja California, Colima, Coahuila, Edomex, Jalisco, Oaxaca, Puebla, Querétaro e Guanajuato.. A organização também contribui com assistência técnica a organizações anti-vida como Population Council, Gire, Ipas e as auto-proclamadas Católicas pelo Direito a Decidir. Para saber mais sobre as “católicas” pelo direito a decidir e sua agenda anti-vida, assista nosso vídeo em: http://www.youtube.com/user/acidigital#p/u/27/aDqpuDQ6yKc #usacapital #Rede #edomex #mexicanas #PopulationCouncil #Maria #redenacional #jalisco #ACI #Direito #Dez #ofundo #Aborto #gire #Social #ipas #Fundo #justiça #Mulheres #México #com #colima
- Ex-arcebispo africano Emmanuel Milingo foi reduzido ao estado laical
ACI).- O Escritório de Imprensa da Santa Sé informou que logo depois de vários anos de sofrimento pelos “lamentáveis comportamentos do arcebispo emérito de Lusaka, Emmanuel Milingo” e seus novos delitos, o Vaticano decretou sua redução ao estado laical. O comunicado explica que “há vários anos, a Igreja segue com especial sofrimento a evolução dos fatos relacionados com os lamentáveis comportamentos do arcebispo emérito de Lusaka, Emmanuel Milingo. Houve muitos intentos para que o senhor Milingo voltasse para a comunhão com a Igreja católica, procurando também formas adequadas para consentir que ele exerça o ministério episcopal, com uma intervenção direta dos Supremos Pontífices João Paulo II e Bento XVI, que pessoalmente e com espírito de solicitude paterna seguiam o senhor Milingo”. O texto recorda que “ao longo deste triste caso, já em 2001 o senhor Milingo se encontrou em situação irregular depois de atentar matrimônio com a senhora Maria Sung, incorrendo na pena medicinal de suspensão (cânones 1044 1, n.3; 1394, parágrafo 1 do C.I.C.). Sucessivamente encabeçou algumas correntes para a abolição do celibato sacerdotal e concedeu numerosas entrevistas aos meios de comunicação social, em aberta rebelião com as repetidas intervenções da Santa Sé e criando grave desconcerto e escândalo nos fiéis. Em particular, em 24 de setembro de 2006, o senhor Milingo ordenou quatro bispos em Washington sem o mandato pontifício”. “O senhor Milingo incorreu portanto na pena da excomunhão latae sententiae (cânon 1382 do C.I.C.), declarada pela Santa Sé em 26 de setembro de 2006 e que segue em vigor. Por desgraça, o senhor Milingo não deu provas do esperado arrependimento em vista ao retorno à plena comunhão com o Supremo Pontífice e com os membros do colégio episcopal, mas seguiu exercendo ilegitimamente o episcopado, cometendo novos delitos contra a unidade da Santa Igreja. Em particular, nos meses passados procedeu em novas ordenações episcopais”, acrescenta. Do mesmo modo, explica que “estes graves delitos, recentemente verificados, que são sinal da persistente contumácia do senhor Milingo obrigaram a Sé Apostólica a impor-lhe a ulterior pena da demissão do estado clerical”. “Segundo quanto dispõe o cânon 292 do Código de Direito Canônico a ulterior pena da demissão do estado clerical, que se acrescenta agora a grave pena da excomunhão, comporta as seguintes conseqüências: a perda dos direitos e deveres ligados ao estado clerical, exceto a obrigação do celibato; a proibição do exercício do ministério, salvo o disposto no cânon 976 do Código de Direito Canônico nos casos de perigo de morte; a privação de todos os ofícios, de todos os cargos e de qualquer potestade delegada, incluída a proibição de utilizar o hábito eclesiástico. Em conseqüência, é ilegítima a participação dos fiéis em eventuais novas celebrações promovidas pelo senhor Emmanuel Milingo”, adverte. Também explica que “a demissão do estado clerical de um Bispo é um fato absolutamente excepcional ao qual a Santa Sé se viu obrigada pela gravidade das conseqüências que se derivam para a comunhão eclesiástica do prosseguimento de ordenações episcopais sem mandato pontifício; a Igreja conserva, não obstante, a esperança de que ele reconheça seus erros”. “Por isso se refere às pessoas ordenadas recentemente pelo senhor Milingo, é bem conhecida a disciplina da Igreja relativa à pena de excomunhão latae sententiae para aqueles que recebem a consagração episcopal sem Mandato Pontifício (cânon. 1382 C.I.C.). A Igreja, que manifesta esperança em sua conversão, renova o que foi declarado em 26 de setembro de 2006, quer dizer que não reconhece e não reconhecerá no futuro nem essas ordenações nem todas as ordenações delas derivadas e, portanto, o estado canônico dos presuntos bispos segue sendo o mesmo em que se encontravam antes da ordenação conferida pelo chamado senhor Milingo”. Finalmente, pede que “nesta hora, marcada pela dor profunda da Comunidade eclesiástica por causa dos graves gestos realizados pelo senhor Milingo, confia-se à força da oração o arrependimento do culpado e o daqueles -sacerdotes ou fiéis leigos- que de alguma forma colaboraram com ele na realização de atos contra a unidade da Igreja de Cristo”. #excomunhão #novos #sententiae #longo #lataesententiae #Senhora #africano #Episcopal #celibato #ACI #matrimônio #Senhor #joãopaulo #SantaSé #sacerdotal #Sacerdotes #fatos #latae #desgraça #cânone #solicitude #Episcopado #ilegitimamente #consentir #pontífice #delitos #laical #sacerdote #BentoXVI #vigor #Exarcebispo #Bispoafricano #lusaka #Leigos #Consagração #IgrejaCatólica #EmmanuelMilingo #Imprensa #houve #adverte #sofrimento #Pontifício
- Bento XVI adverte perigo de “panteísmo neopagão” que põe a natureza acima do homem
ACI).- Em sua mensagem para a 43° Jornada Mundial da Paz que se celebrará o próximo 1º de janeiro de 2010, titulada “Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação”, o Papa Bento XVI explicou que “uma correta concepção da relação do homem com o meio ambiente não leva a absolutizar a natureza nem a considerá-la mais importante que a pessoa mesma”. No texto apresentado esta manhã em conferência de imprensa na Sala Stampa da Santa Sé, o Santo Padre explica que “magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da « dignidade » de todos os seres vivos”. “Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da « gramática » que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar.” “Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana”, explica o Santo Padre. Logo depois de recordar que a Igreja tem “responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo”, o Papa ressalta que “degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, «quando a “ecologia humana” é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental »”. “Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social”, acrescenta. Bento XVI assegura logo que “os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica « ecologia humana » e conseqüentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza. É preciso preservar o patrimônio humano da sociedade”. “Este patrimônio de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação”, acrescenta. Recordando o título da mensagem: “Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação”, o Pontífice destaca que “A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira”. Ante esta tarefa, prossegue, “os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus « todas as criaturas, na terra e nos céus » (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados «novos céus e uma nova terra » (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre”. Por isso, diz o Papa, “proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si”. Finalmente Bento XVI convida a “convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador onipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação”. Para ler a mensagem completa, ingresse em: http://www.acidigital.com/Documentos/paz10.htm #funo #omeioambiente #Homem #criador #salastampa #ambiental #SantoPadre #PapaBentoXVI #abusar #Deus #ecologiahumana #também #sua #criação #perigo #jornadamundial #não #pessoa #uma #Igreja #Amor #tamb #com #natureza #mensagem #adverte










