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  • 05 – A Resposta Católica: “Por que a Igreja condena o Espiritismo?”

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  • 04 – A Resposta Católica: “Por que preciso batizar o meu filho quando criança?”

    Fonte: www.padrepauloricardo.org [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=aPva_AD1vBE[/youtube] #batizar #fonte #Youtube #meu #omeufilho #Filho #padrepauloricardo #Catolica #resposta #org #criança #www #quando

  • A verdadeira simplicidade e grandeza da santidade

    Receita do Papa para ser santo: Eucaristia, oração, caridade CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 13 de abril de 2011 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI disse hoje, diante dos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral, que a santidade é algo simples e acessível a todos: viver a vida cristã. Concretamente, ele salientou que o essencial é ir à Missa aos domingos, rezar todos os dias e tentar viver de acordo com a vontade de Deus, isto é, amando os outros. O Santo Padre quis dedicar o encontro de hoje a refletir sobre a realidade da santidade, encerrando assim um ciclo sobre histórias de santos, que começou há dois anos e no qual percorreu as biografias de teólogos, escritores, fundadores e doutores da Igreja. Em sua meditação, o Pontífice sublinhou que a santidade não é algo que o homem pode alcançar pelas suas forças, mas que vem pela graça de Deus. “Uma vida santa não é primariamente o resultado dos nossos esforços, das nossas ações, porque é Deus, três vezes Santo (cf. Is 6, 3), que nos torna santos, e a ação do Espírito Santo, que nos anima a partir do nosso inteiro, é a própria vida de Cristo Ressuscitado, que se comunicou a nós e que nos transforma”, explicou. A santidade, afirmou, “tem sua raiz principal da graça batismal, no ser introduzidos no mistério pascal de Cristo, com o qual Ele nos dá seu Espírito, sua vida de Ressuscitado”. No entanto, acrescentou, Deus “sempre respeita a nossa liberdade e pede que aceitemos este dom e vivamos as exigências que ele comporta; pede que nos deixemos transformar pela ação do Espírito Santo, conformando a nossa vontade com a vontade de Deus”. Partindo da premissa de que o amor de Deus já nos foi dado pelo Batismo, agora se trata, segundo Bento XVI, de “fazê-lo frutificar”. “Para que a caridade, como uma boa semente, cresça na alma e nos frutifique, todo fiel deve ouvir a Palavra de Deus voluntariamente e, com a ajuda da sua graça, realizar as obras de sua vontade, participar frequentemente dos sacramentos, especialmente da Eucaristia e da liturgia sagrada, aproximar-se constantemente da oração, da abnegação, do serviço ativo aos irmãos e do exercício de todas as virtudes”, explicou. Longe da linguagem solene, o Papa propôs “ir ao essencial”, resumindo a santidade em três pontos: o primeiro “é não deixar jamais um domingo sem um encontro com Cristo Ressuscitado na Eucaristia; isso não é um fardo, mas a luz para toda a semana”. O segundo é “não começar nem terminar jamais um dia sem pelo menos um breve contato com Deus”. E o terceiro, “no caminho da nossa vida, seguir os “sinais do caminho” que Deus nos comunicou no Decálogo lido com Cristo, que é simplesmente a definição da caridade em determinadas situações”. “Penso que esta é a verdadeira simplicidade e grandeza da vida de santidade: o encontro com o Ressuscitado no domingo; o contato com Deus no começo e no final do dia; seguir, nas decisões, os ‘sinais do caminho’ que Deus nos comunicou, que são apenas formas da caridade.” “Daí que a caridade para com Deus e para com o próximo sejam o sinal distintivo de um verdadeiro discípulo de Cristo. Esta é a verdadeira simplicidade, grandeza e profundidade da vida cristã, do ser santos”, acrescentou. “Quão grande, bela e também simples é a vocação cristã vista a partir desta luz! – exclamou o Papa. Todos nós somos chamados à santidade: é a própria medida da vida cristã.” “Eu gostaria de convidar todos vós a abrir-vos à ação do Espírito Santo, que transforma as nossas vidas, para ser, também nós, como peças do grande mosaico de santidade que Deus vai criando na história, de modo que o rosto de Cristo brilhe na plenitude do seu fulgor.” Por isso, exortou, “não tenhamos medo de dirigir o olhar para o alto, em direção às alturas de Deus; não tenhamos medo de que Deus nos peça muito, mas deixemo-nos guiar, em todas as atividades da vida diária, pela sua Palavra, ainda que nos sintamos pobres, inadequados, pecadores: será Ele quem nos transformará segundo o seu amor”. Os santos, afirmou o Papa, “nos dizem que percorrer esse caminho é possível para todos. Em todas as épocas da história da Igreja, em todas as latitudes da geografia no mundo, os santos pertencem a todas as idades e condições de vida, são rostos verdadeiros de todos os povos, línguas e nações”. Em sua opinião, “muitos santos, nem todos, são verdadeiras estrelas no firmamento da história”, e não só “os grandes santos que eu amo e conheço bem”, mas também “os santos simples, ou seja, as pessoas boas que vejo na minha vida, que nunca serão canonizadas”. “São pessoas normais, por assim dizer, sem um heroísmo visível, mas, na sua bondade de cada dia, vejo a verdade da fé. Essa bondade, que amadureceram na fé da Igreja, é a apologia segura do cristianismo e o sinal de onde está a verdade”, concluiu. #oencontro #quartafeira #boa #SantoPadre #Ajuda #PapaBentoXVI #osoutros #quis #Deus #Ele #suavida #VidadeCristo #pascal #Peregrinos #Eucaristia #hojediante #aos #SãoPedro #Alma #Missa

  • 03 – A Resposta Católica: “Qual a situação dos casais em segunda união? – Parte II

    Fonte: www.padrepauloricardo.org [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=pQuLJRyFqeE[/youtube] #fonte #qual #União #situação #Youtube #padrepauloricardo #Catolica #resposta #org #www

  • 02 – A Resposta Católica: “Qual a situação dos casais em segunda união? – Parte I”

    Fonte: www.padrepauloricardo.org [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=FVYFuqTlRjM[/youtube] #fonte #qual #União #situação #Youtube #padrepauloricardo #Catolica #resposta #org #www

  • 01 – A Resposta Católica: “Por que os casais amasiados não podem comungar?”

    Fonte: www.padrepauloricardo.org Hoje, com a graça de Deus, iniciamos o podcast “Pergunte e Responderemos”, através do qual Pe. Paulo Ricardo, na medida do possível, responderá as perguntas e dúvidas dos nossos alunos e visitantes. Neste primeiro episódio Pe. Paulo Ricardo nos esclarece a necessidade da instituição do casamento e nos faz mergulhar em sua dimensão divina. “…Não existe possibilidade de verdadeiramente amar e ao mesmo tempo ter pessoas descartáveis. Todo amor é aliança.” [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=u7GiBkFrwtw[/youtube] #mesmo #dimensão #fonte #Responderemos #qual #podem #Deus #possível #ter #mergulhar #possibilidade #Youtube #Aliança #sua #alunos #instituição #graça #não #responderá #episódio #padrepauloricardo #Catolica #casamento #necessidade #resposta #Tempo #Pergunte #hoje #primeiro #Podcast #Paulo #Ricardo #esclarece #neste #org #comungar #com #pauloricardo #verdadeiramente #www

  • O homossexualismo na visão dos Padres, Santos e Doutores da Igreja

    APOSTOLADO SPIRITUS PARACLITUS Os Padres, Santos e Doutores da Igreja sempre condenaram a homossexualidade nas suas obras. São Justino, Mártir (100-165) São Justino, mártir e apologista cristão, nasceu em Flavia Neapolis e converteu-se ao cristianismo por volta do ano130. Ensinou e defendeu a religião cristã na Ásia Menor e em Roma, onde sofreu o martírio. Na sua Primeira Apologia, dirigida ao imperador Tito, São Justino explica os mistérios cristãos e da racionalidade da doutrina católica. Ele também aponta o absurdo paganismo e a imoralidade dos gregos e romanos: “Porque vemos que quase todos que são expostos (não só as raparigas, mas também os homens) são trazidos para a prostituição. E como os antigos dizem ter criado rebanhos de cavalos bois ou cabras ou ovelhas, ou de pasto, agora nós vemo-los criar filhos apenas para essa vergonhosa utilização e para esse tipo de poluição. Uma multidão de fêmeas e hermafroditas, e aqueles que cometem iniquidades abomináveis são encontrados em todas as nações. E quem recebe aluguer destes, os direitos e impostos a partir deles, deve ser eliminado do seu reino. E alguém que use essas pessoas, além dos ateus que mantêm relações infames e impuros, pode eventualmente ter relações sexuais com seu próprio filho, ou parente, ou irmão. E há alguns que até mesmo prostituem os seus próprios filhos e esposas, e alguns são abertamente mutilado com a finalidade de sodomia”. * * * Santo Ireneu de Lião (130-202) Santo Irineu nasceu em Esmirna, na Ásia Menor, onde ele conheceu o bispo São Policarpo, discípulo do Apóstolo São João. Saindo da Ásia Menor para Roma, Santo Irineu juntou-se à Escola de S. Justino Mártir antes de se tornar Bispo de Lyon no sul da Gália. Os escritos mais conhecidos de Santo Irineu são “Contra as Heresias” e “Prova da Pregação Apostólica”, em que ele refutou gnosticismo. Santo Irineu reitera a condenação do homossexualismo pela Igreja: “Além dessa blasfémia contra Deus, ele [Marcion], falando com a boca do diabo, disse em directa oposição com a Verdade, que ele e aqueles que são como ele, os sodomitas, os egípcios, todas as nações que praticaram todos os tipos de abominação, foram salvos pelo Senhor.” * * * Atenágoras de Atenas (2 º século) Atenágoras de Atenas foi um filósofo que se converteu ao cristianismo no segundo século. Atenágoras escreveu o seu fundamento para os cristãos ao imperador Marco Aurélio em torno de 177. Ele defendeu os cristãos, a quem os pagãos tinham acusado de imoralidade. Em seguida, ele mostra que os pagãos, que eram totalmente imorais, nem sequer se abstém dos pecados contra a natureza. “Para aqueles que criaram um mercado para fornicação e estabeleceram recursos para a infâmia e todo o tipo de vil prazer, que não se conseguem abster até mesmo de homens, homens com homens cometendo abominações chocantes, insultando todos os mais nobres princípios e insultando de modo desonroso toda a obra justa de Deus.” * * * São Jerónimo (340-420) São Jerónimo é Padre e Doutor da Igreja. Ele também foi um exegeta notável e grande polemista. No seu livro “Contra Jovinianus”, ele explica como um sodomita necessita de arrependimento e penitência para ser salvos: “E Sodoma e Gomorra poderiam ter apaziguado a ira de Deus, se estivessem dispostas a se arrependerem, com a ajuda de jejum para ganhar as lágrimas do seu arrependimento.” * * * São João Crisóstomo (347-407) São João Crisóstomo é considerado o maior dos Padres gregos e foi proclamado Doutor da Igreja. A ele foi-lhe dado o título de “Crisóstomo” (“boca de ouro”), por causa d sua grande capacidade oratória e sermões. Ele foi arcebispo e Patriarca de Constantinopla, e a sua revisão do grego na liturgia é usado até hoje. Nos seus sermões sobre São Paulo na Epístola aos Romanos, ele mora na extrema gravidade do pecado do homossexualismo: “Mas se tu aprendeste e ouviste falar do Inferno e acreditas que não é fogo, lembra-te de Sodoma. Pois vimos, e com certeza continuamos a ver até mesmo na vida presente, uma aparência do Inferno. Quando muitos negam totalmente as coisas que virão depois desta vida, negam ouvir falar do fogo inextinguível, Deus traz à mente as coisas presentes. Por isso foi calcinada Sodoma. Pensa emcomo é grande o pecado, para ter forçado o Inferno a aparecer mesmo antes do seu tempo! Onde a chuva era incomum, porque a relação sexual era contráriaà natureza, ela inundou a terra, tal como a luxúria havia feito com as suas almas. Por isso também a chuva era o oposto da chuva habitual. Agora não só ela não mexe no ventre da terra para a produção de frutos, mas tornou ainda inútil para a recepção das sementes. Foi também assim a relação dos homens entre homens, fazendo um corpo desta espécie mais inútil do que a própria terra de Sodoma.” * * * Santo Agostinho (354-430) O maior dos Padres do Ocidente e um dos grandes Doutores da Igreja, estabeleceu as bases da teologia católica. Nas suas “Confissões”, assim ele condena, com a Igreja, a prática da homossexualidade. “As infracções contrárias à natureza são em toda parte e em todas as vezes que se realizaram foram punidas. Tais foram as dos sodomitas. Todos eles deverão ser culpados do mesmo crime pela Lei Divina. Pois a relação que deve haver entre Deus e nós, é violado, quando a natureza, da qual Ele é o autor, é poluída pela perversidade da luxúria.” * * * São Gregório Magno (540-604) Papa São Gregório I é chamado de “o Grande”. Ele é Padre e Doutor da Igreja. Introduziu o canto gregoriano na Igreja. “A Sagrada Escritura confirma que o enxofre evoca o cheiro da carne, assim como fala da chuva de fogo e enxofre sobre Sodoma derramado pelo Senhor. Ele tinha decidido punir Sodoma por causa dos crimes da carne, e com o tipo de punição Ele enfatizou a vergonha do crime, pois quis que fedesse a enxofre, fogo e carne queimada. Foi exactamente por isso que os sodomitas, queimando com desejos perversos decorrentes da carne como fedor, devem perecer pelo fogo e enxofre para que através deste justo castigo percebam o mal que tinham cometido, comandados por um perverso desejo.” * * * Santa Catarina de Sena (1347-1380) Santa Catarina, uma grande mística e Doutora da Igreja viveu em tempos difíceis. O Papado estava no exílio em Avignon, na França. Ela foi fundamental para trazer de volta os Papas para Roma. Os seus “Diálogos com Deus” são escritos famosos. “Esses desgraçados não só são frágeis na sua natureza, mas pior, cometendo o pecado maldito contra a natureza e, como cegos e tolos, com a luz do seu intelecto escurecida, eles não sabem o mau cheiro e da miséria em que se encontram. Não só este pecado cheira mal diante de Mim, que sou o Supremo e Eterna Verdade, mas realmente desagrada-me muito. Não só a Mim, mas aos próprios demónios. Não é que o mal lhes desagrada, porque eles não gostam de nada que seja bom, mas porque a sua natureza foi originalmente angelical, e sua natureza angelical faz com que eles se afastem quando este grande pecado é cometido.” * * * São Bernardino de Siena (1380-1444) São Bernardino de Siena era um pregador famoso, conhecido pela sua doutrina e santidade. Quanto à homossexualidade, afirma: “Nenhum pecado no mundo amarra a alma como a maldita sodomia, o pecado que sempre foi detestado por todos aqueles que vivem segundo Deus. Uma paixão desordenada, próxima da loucura, que perturba o vice intelecto, destrói elevação e generosidade da alma, faz do preguiçoso uma pessoa irascível, teimoso e obstinado, servil e macio e incapaz de qualquer coisa. Além disso, agitada por um desejo insaciável por prazer, a pessoa sodomita não segue a razão, mas o instinto. Eles tornam-se cegos e, quando os seus pensamentos deve subir para coisas altas e grandes, eles são frívolos e reduzidos para as coisas vis, inúteis e podres, que nunca poderia fazê-los felizes. Assim como as pessoas participam da glória de Deus em diferentes graus, de igual modo também no Inferno alguns sofrem mais que outros. Quem vive com esse vício de sodomia sofre mais do que outra, porque este é maior pecado.” * * * São Pedro Canísio (1521-1597) São Pedro Canísio, jesuíta e doutor da Igreja, é responsável por ajudar um terço da Alemanha abandonar o Luteranismo e retornar para a Igreja Católica. “Como diz a Sagrada Escritura, os sodomitas sempre foram extremamente perversos e pecaminosos. São Pedro e São Paulo condenaram sempre o pecado nefando e depravado. Na verdade, a Escritura denuncia essa indecência enorme (…) Aqueles que deviam ter vergonha de violar a lei divina e a lei natural são escravos da mais perversa depravação.” Fonte: Livro DEFENDING A HIGHER LAW-Why We Must Resist Same-Sex “Marriage”and the Homosexual Movement #Apologia #suas #SãoBernardinodeSiena #DoutoresdaIgreja #mártir #Padres #Ele #ter #Cristianismo #paganismo #volta #imperador #SãoPedroCanísio #prova #SãoJoãoCrisóstomo #gnosticismo #Tito #homossexualismo #AtenágorasdeAtenas #Santos #SantaCatarinadeSena #SãoJustino #SãoJerônimo #SantoIrineu #Lyon #SantoIreneudeLião #SantoAgostinho #Justino #SãoGregórioMagno #apologista

  • Vaticano convoca blogueiros do mundo

    Sujeitos fundamentais da nova comunicação CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 8 de abril de 2011 (ZENIT.org) – Os Conselhos Pontifícios da Cultura e para as Comunicações Sociais convocaram um encontro de blogueiros em Roma, no dia 2 de maio. “Este encontro tem como objetivo permitir um diálogo entre os blogueiros e representantes da Igreja, compartilhar experiências dos que trabalham diretamente neste campo e compreender melhor as necessidades desta comunidade”, explica um comunicado de imprensa emitido pelos organizadores. “O encontro permitirá também apresentar algumas das iniciativas que a Igreja está empreendendo para entrar em contato com o mundo dos novos meios de comunicação, tanto em Roma como em outros lugares”, acrescenta a nota. Nos dois painéis previsto, diversos relatores apresentarão alguns aspectos decisivos para uma discussão geral aberta a todos os participantes. No primeiro painel, cinco blogueiros, representantes de diversas áreas linguísticas, abordarão temas específicos. O segundo painel oferecerá o testemunho de pessoas implicadas na estratégia comunicativa da Igreja. Elas apresentarão suas experiências de trabalho com os novos meios de comunicação, assim como as iniciativas para assegurar um compromisso efetivo da Igreja com o mundo dos blogs. Entre os participantes estarão o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, o arcebispo Claudio Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, e o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Ao apresentar nesta sexta-feira a iniciativa, o cardeal Ravasi reconheceu que “sabemos que no geral os blogueiros são um pouco provocadores”. Mas ele mesmo questionou: “Como seria possível ignorá-los? São sujeitos fundamentais da nova comunicação”. Um aspecto importante do encontro será a possibilidade de estabelecer contatos e intercâmbios informais entre os participantes, para abrir no futuro novos cenários de interação. O encontro acontecerá um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a presença em Roma de numerosos blogueiros. Os que desejarem participar devem enviar um e-mail para blogmeet@pccs.it, colocando o link do respectivo blog. A sede do encontro será o auditório São Pio X, na Via da Conciliação, n. 5. #novos #oencontro #trabalham #discussão #Iniciativa #Geral #Comunicações #encontro #comunicação #comunicado #permitirá #apresentar #Sextafeira #Conselhos #Cultura #também #GianfrancoRavasi #CIDADE #Pontifícios #tem #abril #desta #pelos #Conselho #contato #São #melhor #convocaram #emitido #ao #Cláudio #zenit #trabalho #FedericoLombardi #Sujeitos #comunidade #uma #maio #pessoas #está #apresentarão #omundo #dia #Sociais #Igreja #diretamente #acrescenta #neste #Vaticano #será #todosos #nova #org #painel #com #Ravasi #danova #Imprensa #compartilhar #diálogo #compreender #empreendendo #nesta #Pontifício #Cardeal

  • Um dos achados arqueológicos mais significativos da história cristã

    O governo da Jordânia tenta repatriar livros feitos de chumbo que, segundo suspeitas de especialistas, parecem ser os mais antigos da história cristã, tendo sobrevivido a quase 2.000 anos em uma caverna do país do Oriente Médio. As relíquias, que estão atualmente em Israel, poderiam trazer à luz novos dados para nosso entendimento sobre o nascimento do cristianismo e sobre a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo. O conjunto de cerca de 70 livros –cada um com entre 5 e 15 “folhas” de chumbo presas por aros de chumbo– foi aparentemente descoberto em um vale remoto e árido no norte da Jordânia, entre 2005 e 2007. Uma enchente expôs dois nichos dentro da caverna, um deles marcado com um menorá, candelabro que é símbolo do judaísmo. Um beduíno jordaniano abriu os nichos e o que encontrou ali dentro parece ser uma extremamente rara relíquia dos primórdios do cristianismo. Essa é a visão do governo da Jordânia, que alega que os livros foram contrabandeados para Israel por outro beduíno. O beduíno israelense que atualmente guarda os livros nega tê-los contrabandeado e alega que as antiguidades são peças que sua família possui há cem anos. O governo jordaniano disse que fará “todos os esforços, em todos os níveis” para repatriar as relíquias. VALOR HISTÓRICO O diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia, Ziad Al-Saad (foto) diz que os livros parecem ter sido feitos por seguidores de Jesus nas décadas seguintes a sua crucificação. “Talvez eles sejam mais significativos que os pergaminhos do mar Morto (relíquias descobertas nos anos 1940 que contêm textos bíblicos)”, disse Saad. “Talvez eles precisem de mais interpretação e conferência de autenticidade, mas a informação inicial é muito animadora. Parece que estamos diante de uma descoberta importante e significativa, talvez a mais importante da história da arqueologia.” Ante alegações tão fortes, quais são as provas? As “folhas” dos livros –a maioria delas do tamanho de um cartão de crédito– contêm textos escritos em hebraico antigo, a maior parte em código. Se as relíquias forem de fato de origens cristãs, em vez de judaicas, são de grande significado. Um dos poucos a ter visto a coleção é David Elkington, acadêmico que estuda arqueologia religiosa e líder de uma equipe britânica empenhada em levar os livros a um museu na Jordânia. Elkington alega que os livros podem ser “a maior descoberta da história cristã”. “É de tirar o fôlego a ideia que tenhamos contato com objetos que podem ter sido portados pelos primeiros santos da Igreja.” O acadêmico diz que as relíquias contêm sinais que seriam interpretados, pelos cristãos da época, como imagens de Jesus e de Deus e da “chegada do messias”. Na “capa” de um dos livros “vemos o menorá de sete ramificações, o que os judeus eram proibidos de representar porque ele residia no local mais sagrado do templo, na presença de Deus”, explica Elkington. “Assim, temos a vinda do messias para obter a legitimidade de Deus.” IMAGENS Philip Davies, professor emérito de estudos do Velho Testamento da Universidade de Sheffield, afirma que a prova mais contundente da origem cristã das relíquias está em um mapa feito da cidade sagrada de Jerusalém. “Há uma cruz em primeiro plano e, atrás dela, está o que seria a tumba (de Jesus), um pequeno edifício com uma abertura e as muralhas da cidade. Outras muralhas representadas em outras páginas dos livros quase certamente se referem a Jerusalém”, diz Davies, que afirma ter ficado “estupefato” com as imagens, “claramente cristãs”. A cruz é o que mais chama a atenção dos especialistas, feita no formato de um T maiúsculo, como eram as cruzes que os romanos usavam para crucificações. “É uma crucificação ocorrida fora dos muros da cidade”, diz Davies. Margaret Barker, especialista em história do Novo Testamento, ressalta que o local onde se acredita que as relíquias tenham sido encontradas denota sua origem cristã –e não puramente judaica. “Sabemos que, em duas ocasiões, grupos de refugiados dos distúrbios em Jerusalém rumaram a leste, atravessaram a Jordânia perto de Jericó e foram para perto de onde esses livros parecem ter sido achados.” Ela acrescenta que outra prova da “proveniência cristã” é que as relíquias são em formato de livros, e não de pergaminhos. “Os cristãos eram particularmente associados com a escrita na forma de livros e guardavam os livros como parte da secreta tradição do início do cristianismo.” O Livro das Revelações se refere a esses textos guardados. Outro possível elo com a Bíblia está contido em um dos poucos fragmentos de texto que foram traduzidos das relíquias. O fragmento, acompanhado da imagem do menorá, diz: “Devo andar honradamente”, frase que também aparece no Livro das Revelações. Ainda que a frase possa simplesmente significar um sentimento comum no judaísmo, pode também se referir à ressurreição. TESTES Não está esclarecido se todos os artefatos descobertos são parte do mesmo período, mas testes feitos no chumbo corroído dos livros indica que eles não foram feitos recentemente. A arqueologia dos primórdios do cristianismo é especialmente esparsa ainda. Pouco se sabe dos desdobramentos após a crucificação de Jesus até as cartas escritas por Paulo, décadas mais tarde. A história contida nas relíquias parecem ser, assim, a descoberta de maior escala até agora dessa época do cristianismo, em sua terra de origem e em seus primórdios Fonte: BBC Brasil #novos #outro #tendo #ter #JesusCristo #Governo #ali #nega #Israel #trazer #termexperience #MarMorto #nosso #1940 #dois #Livros #chumbo #tenta

  • Depois da beatificação, Bento XVI e os fiéis poderão venerar restos de João Paulo II

    ACI) Esta manhã o Escritório de Imprensa da Santa Sé apresentou o programa dos três dias da beatificação do Papa João Paulo II, cujo dia central será o domingo 1º de maio no qual Karol Wojtyla será elevado aos altares. Na apresentação, o Vigário do Papa para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, detalhou o programa para os três dias de celebração que começarão no sábado 30 de abril com uma Vigília de Oração no Circo Massimo. A celebração estará dividida em duas partes. A primeira dedicada à lembrança das palavras e os gestos do Papa João Paulo II. Logo em seguida haverá uma solene procissão na que se entronizará a imagem de Maria, Salus Populi Romani, acompanhada por representantes de todas as paróquias e capelanias diocesanas. Durante o ato alguns colaboradores do novo beato, como o Cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi seu secretário, e Joaquín Navarro-Valls, ex-diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sede farão um breve discurso. Também participará a Irmã Marie Simon-Pierre, cuja milagrosa cura abriu o caminho para a beatificação. Ao final desta primeira parte se cantará o hino “Totus tuus”, composto para o 50º aniversário da ordenação sacerdotal de João Paulo II. A segunda parte do evento se centra na celebração dos Mistérios Luminosos do Santo Rosário introduzidos por João Paulo II. Depois do canto “Abram as portas a Cristo”, do novo beato, o Cardeal Vigário Agostino Vallini fará uma síntese da personalidade espiritual e pastoral do Papa. Após esta intervenção os participantes em conexão direta via satélite com cinco santuários marianos em todo o mundo rezarão o terço. Cada um dos Mistérios estará ligado a uma intenção de João Paulo II meditados nas vigílias simultâneas que serão celebradas em distintos santuários ao redor do mundo. No santuário de Lagniewniki, na Cracóvia (Polônia), a intenção será a juventude; no santuário Kawekamo-Bugando (Tanzânia), a família; no santuário de Nossa Senhora do Líbano – Harissa (Líbano), a evangelização; na basílica de Santa Maria de Guadalupe, da Cidade do México, a esperança e a paz das nações e no Santuário de Fátima, a Igreja. Ao final, Bento XVI em conexão desde o Vaticano, rezará a oração final e repartirá a bênção apostólica a todos os participantes. Essa noite permanecerão abertas para a oração as seguintes igrejas de Roma: Santa Agnese in Agone, na Praça Navona; San Marco al Campidoglio; Santa Anastasia; Santíssimo Nuome di Gesú all’Argentina; Santa Maria in Vallicella; San Giovanni dei Fiorentini; San Andrea della Valle; San Bartolomeo all’Isola. Em 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia, na Praça de São Pedro às 10:00 a.m., o Papa Bento XVI presidirá a Missa de Beatificação de João Paulo II, que estará precedida por uma hora de preparação na qual se rezará o Terço da Divina Misericórdia, devoção introduzida por Santa Faustina Kowalska, e muito apreciada pelo Papa João Paulo II e terminará com uma invocação à misericórdia no mundo, com o canto “Jezu ufamTobie”, que quer dizer “Jesus confio em vós”. Seguirá a Santa Missa com os textos do domingo da Oitava de Páscoa. Depois da fórmula de beatificação, quando for descoberta a imagem do saudoso pontífice, será cantado em latim o Hino do Beato. Na segunda-feira 2 de maio o Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, presidirá às 10:00 a.m. a Missa de Ação de Graças pela Beatificação na Praça de São Pedro. Esta Eucaristia será a primeira celebrada em honra do novo beato. Os textos serão os da Missa do Beato João Paulo II. A celebração será animada pelo Coro da diocese de Roma, com a participação do Coro de Varsóvia e da Orquestra Sinfônica de Wadowice (Polônia). O Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sede, explicou que na sexta-feira 29 de abril pela tarde se transladará a tumba do beato Papa Inocencio XI -que se encontra na Capela São Sebastião da basílica vaticano-, ao altar da Transfiguração, para deixar seu lugar ao corpo de João Paulo II. Essa mesma manhã, o féretro do Pontífice -que não será aberto- transladar-se-á ante a tumba de São Pedro, nas grutas vaticanas. Na manhã do 1º de maio, será levado ante o altar da Confissão da basílica. Terminada a cerimônia de beatificação, o Papa e os cardeais concelebrantes se dirigirão ao altar da Confissão da basílica e rezarão uns instantes ante o corpo do novo beato. A partir dessa tarde, as pessoas que o desejem poderão venerar os restos de João Paulo II. #discurso #marianos #personalidade #santasede #ACI #joãopaulo #desta #mariesimon #sacerdotal #milagrosa #simonpierre #KarolWojtyla #altares #circomassimo #juventude #hino #cujo #Imprensa #totustuus #Cardeal

  • Amor de Deus: certeza que não pode falhar, segundo Pe. Cantalamessa

    “Fé cristã nos assegura isso: Deus existe e é amor!”, disse em sua meditação à Cúria CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1º de abril de 2011 (ZENIT.org) – “O primeiro e fundamental anúncio que a Igreja tem a missão de levar ao mundo, e que o mundo espera da Igreja, é o amor de Deus”, disse hoje o Pe. Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, diante de Bento XVI e da Cúria Romana. O pregador do Papa dedicou sua segunda meditação quaresmal a falar do Deus-amor na criação, na Escritura, na encarnação de Cristo e em sua morte e ressurreição. “Os homens precisam saber que Deus os ama e ninguém melhor que os discípulos de Cristo para lhes dar essa boa notícia.” “Outros, no mundo, compartilham com os cristãos o temor de Deus, a preocupação com a justiça social e o respeito do homem, com a paz e a tolerância; mas ninguém – ninguém! – entre os filósofos, nem entre as religiões, diz ao homem que Deus o ama, o ama primeiro, e o ama com amor de misericórdia e de desejo: com eros e com ágape”, acrescentou. A tarefa do homem, em resposta a esse amor, não é tanto amar a Deus, mas, antes e primeiramente, acreditar no amor de Deus. “Pareceria uma fé fácil e agradável; mas é, talvez, a coisa mais difícil que exista, até para nós, criaturas humanas”, sublinhou o Pe. Cantalamessa. “Se acreditássemos, a vida, nós mesmos, as coisas, os fatos, a própria dor, tudo se transfiguraria rapidamente diante dos nossos olhos!” O mundo, afirmou, “sempre foi dificultando mais acreditar no amor. Quem foi traído ou ferido uma vez, tem medo de amar e ser amado, porque sabe o quanto dói ver-se enganado. Por isso vai sempre crescendo a fila dos que não conseguem acreditar no amor de Deus; ou pior: em amor nenhum”. “O desencanto e o cinismo são a moldura da nossa cultura secularizada. No pessoal, temos ainda a experiência da nossa pobreza e miséria, que nos faz dizer: ‘Sim, o amor de Deus é bonito, mas não é pra mim! Eu não sou digno…’.” O sacerdote convidou os presentes a olhar para a própria vida, “a trazer à tona os medos que se aninham nela, as tristezas, ameaças, complexos, aquele defeito físico ou moral, aquela lembrança doída que nos humilha, e escancarar tudo à luz do pensamento de que Deus me ama”. “Tudo pode ser questionado, todas as certezas podem nos faltar, mas nunca esta: Deus nos ama e é mais forte do que tudo”, acrescentou. As características do Deus-amor O Pe. Cantalamessa sublinhou os traços do amor divino contidos na revelação cristã, e que a distinguem absolutamente das demais religiões e filosofias existentes. O primeiro é a singularidade do fato de que Deus é quem ama primeiro o homem, e não o contrário: o amor de Deus é o amor de Deus pelo homem, muito mais que o dever do homem de amar a Deus. “O mais importante não é saber se Deus existe, mas se Ele é amor. Se, por hipótese, Ele existisse, mas não fosse amor, teríamos mais a temer do que a nos alegrar com a sua existência, como ocorria nos primeiros povos e civilizações. A fé cristã nos assegura justamente isso: Deus existe e é amor!” O segundo traço é que Deus criou o homem por amor. “Como é distante – afirmou o Pe. Cantalamessa – a visão cristã da origem do universo da visão do cientificismo ateu recordado no Advento! Um dos sofrimentos mais profundos para um jovem é descobrir, um dia, que ele está no mundo por acaso, não querido, não esperado, talvez por uma falha dos pais. Certo cientificismo ateu parece empenhado em infligir esse tipo de sofrimento à humanidade inteira.” O terceiro é que Deus ama como pai e como mãe, ao contrário da concepção pagã de Deus, que refletia um “amor sem fraqueza”, viril, enquanto a Bíblia mostra o amor maternal de Deus, “feito de acolhimento e ternura”. O quarto traço é que o amor divino é também esponsal, “amor de desejo e de escolha. Se é verdade, então, que o homem deseja Deus, é verdade, misteriosamente, também o contrário: que Deus deseja o homem, quer e aprecia o seu amor”. #fila #temor #boa #falar #olhos #Deus #sim #moldura #Nossa #Sextafeira #Cantalamessa #Amã #crescendo #BentoXVI #omundo #DeCristo #eros #temmedo #tudo #cinismo

  • João Paulo II foi o “amigo da humanidade”, recorda seu mestre de cerimônias

    ACI) A beatificação do Servo de Deus João Paulo II “é para todos a ocasião de nos reencontrarmos com este amigo da humanidade”, explicou Dom Piero Marini, quem fora Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias do defunto Papa. Em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano no dia 27 de março, Dom Marini afirmou que todos devemos “encontrar de novo a João Paulo II, escutá-lo falar de novo, interpretar de novo seus gestos, ser de novo tomados por seu amor para a evangelização”, já perto da grande festa eclesiástica de sua beatificação no 1º de maio. O Arcebispo Marini, atual Presidente do Pontifício Conselho para os Congressos Eucarísticos Internacionais, animou os leigos e sacerdotes a “construir a santidade respondendo à vocação que o Senhor lhes deu em sua vida com humildade, com simplicidade, como fez João Paulo II que dedicou toda sua vida a anunciar o Evangelho”. “Conseguiu através do anúncio da Palavra, através da celebração da Eucaristia, dos Sacramentos, criar ao seu redor, em torno da figura do Papa, realmente a unidade da Igreja“, recordou. Dom Marini explicou que a proximidade de Karol Wojtyla “ao povo santo de Deus”, foi o sinal emblemático de todo seu Pontificado, “aproximar-se às pessoas, aproximar-se das comunidades, inclusive às mais pequeninas, ver todos os pobres que quase queriam debruçar-se sobre ele…recordava as cenas evangélicas”. O Prelado deseja que tanto crentes, como não crentes “considerem João Paulo II “um amigo, o queria ser amigo de todos”, para “encontrá-lo de novo, voltar a escutar suas palavras, voltar a ver seus gestos e poder entender, até o último ponto, seu modo de atuar a favor da Igreja”. #Festa #santidade #beatificação #seu #Karol #Evangelho #falar #Piero #Deus #Sacramentos #rádio #Presidente #Mar #suavida #fora #ACI #atual #Senhor #eclesiástica #Eucaristia #vocação #ocasião #Conselho #Mestre #pieromarini #sua #Novo #Respondendo #Dom #ao #Internacionais #defunto #afirmou #explicou #quem #Eucarísticos #Servo #Celebrações #foi #uma #perto #maio #Marini #Congressos #dia #Igreja #litúrgicas #Paulo #João #Roma #todosos #voltar #Pontifícias #animou #com #evangelização #1demaio #Humanidade #Arcebispo #março #Pontifício

  • Deus fala ao coração e espera nossa resposta, afirma Papa

    Reflete sobre encontro de Jesus com a samaritana CIDADE DO VATICANO, domingo, 27 de março de 2010 (ZENIT.org) – “A onipotência do Amor respeita sempre a liberdade do homem; toca o seu coração e espera pacientemente pela sua resposta”, explicou hoje Bento XVI. O Pontífice dedicou sua reflexão, por ocasião da oração mariana do Ângelus, à passagem evangélica do encontro de Jesus com a samaritana, narrado no capítulo 4 de João, que a Igreja propõe aos fiéis neste terceiro domingo da Quaresma. Deixou como ensinamento aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, a certeza de que, como há dois mil anos, cada pessoa pode hoje manter uma relação pessoal, “real” com Cristo. A samaritana, como explicou o Papa, “ia todo dia tirar água de um poço antigo, que remonta ao patriarca Jacó, e nesse dia ela encontrou Jesus, sentado, ‘cansado do caminho'”. “No encontro com a samaritana, junto ao poço, surge o tema da ‘sede’ de Cristo, que culmina com o grito na cruz: ‘Tenho sede’ (Jo 19, 28). Certamente, esta sede, como o cansaço, tem um fundamento físico. Mas Jesus, continua dizendo Agostinho, ‘tinha sede da fé daquela mulher’, assim como da fé de todos nós.” “Deus Pai o enviou para saciar a nossa sede de vida eterna, dando-nos o seu amor, mas, para oferecer-nos este dom, Jesus pede a nossa fé”, destacou. Bento XVI convidou os crentes a colocar-se no lugar da mulher samaritana: “Jesus espera por nós, especialmente neste tempo quaresmal, para falar ao nosso coração, ao meu coração”, disse. “Detenhamo-nos, em um momento em silêncio, em nosso quarto, em uma igreja ou em outro lugar retirado. Escutemos sua voz, que nos diz: ‘Se tu conhecesses o dom de Deus'”, concluiu, convidando a “não perder esta oportunidade, que qual depende a nossa autêntica felicidade”. Ao despedir-se, o Papa saudou as famílias do Movimento do Amor Familiar “e aqueles que, na igreja de São Gregório VII [de Roma], velaram para rezar pela dramática situação na Líbia”. #coração #mulher #Quaresma #evangélica #Cristo #Homem #seu #encontro #Deus #Nossa #poço #onipotência #pela #capítulo #Reflete #terceiro #CIDADE #sempre #ogrito #liberdade #Peregrinos #ocasião #reza #XVI #sua #São #samaritana #passagem #Dom #propõe #tenhosede #SãoPedro #explicou #oração #zenit #reflexão #pontífice #mariana #respeita #domingo27 #uma #patriarca #resposta #BentoXVI #hoje #dia #Igreja #DeCristo #neste #Vaticano #João #org #nosso #pacientemente #Dedicou #com #Jesus #Pai #Bento #março #seucoração

  • Bíblia Católica Online agora também no Google Chrome!

    Carissimo irmã(o) em Cristo, Se você é usuário do Google Chrome, o navegador do Google. Agora você pode ter a Bíblia Católica bem perto de você através de uma extensão criada pelo Diácono Paulo Giovanni Pereira, de Cambuí, Minas Gerais, Arquidiocese de Pouso Alegre e que atualmente reside na Paróquia de São Sebastião e São Roque em Bom Repouso, também na Arquidiocese de Pouso Alegre. O Díacono Paulo, em suas horas livres criou esta extensão para tornar mais fácil o acesso aos textos Bíblicos. Para instalar basta acessar o link a seguir: http://bit.ly/g93mBm Se você ainda não é usuário do Google Chrome, você pode encontra-lo na pagina oficial do Google: http://www.google.com.br/chrome Aproveito a oportunidade para pedir a oração de todos os visitantes da Bíblia Católica para este diácono que vai ser ordenado padre no dia 04 de junho de 2011, às 10hs da manhã por Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho O. Praem. na Igreja matriz de Nossa Senhora do Carmo em Cambuí. #Roque #bom #Cristo #bibliasagrada #Alegre #diácono #Aproveito #acessar #Pouso #pinto #Minas #paróquia #tornar #ter #Irmã #Sebastião #página #Bem #reside #também #Pereira #bíbliavivaonline #Chrome #Carissimo #você #atualmente #pode #podeter #Google #São #usuário #fácil #ainda #aos #Bíblicos #não #pelo #oração #Catolica #Bíblia #Arquidiocese #criou #uma #link #Cambuí #perto #Giovanni #NovoTestamento #httpwwwgooglecom #Paulo #textosbíblicos #Ágora #repouso #oportunidade #extensão #navegador #Gerais #pedrochaves #acesso

  • Vaticano: com crucifixo, Tribunal Europeu apoia liberdade religiosa

    Uma decisão que “faz história” CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de março de 2011 (ZENIT.org) – A sentença emitida hoje pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, a favor da exposição do crucifixo nas escolas na Itália, recebeu o elogio da Santa Sé, que a considera uma decisão que “faz história” no reconhecimento da liberdade religiosa. O Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, publicou uma declaração para expressar a “satisfação” do Vaticano ao ter lido esta “sentença sumamente comprometedora”. Um caso histórico Os países que apoiaram oficialmente a Itália foram: Armênia, Bulgária, Chipre, Grécia, Lituânia, Malta, Mônaco, Romênia, Rússia e San Marino. O caso havia sido apresentado ao Tribunal de Estrasburgo por Soile Lautsi, uma cidadã italiana de origem finlandesa, que em 2002 pediu à escola pública “Vittorino da Feltre”, em Abano Terme (Pádua), na qual estudavam seus dois filhos, que retirasse os crucifixos das salas de aula. A direção da escola recusou-se, por considerar que o crucifixo é parte do patrimônio cultural italiano e, posteriormente, os tribunais italianos deram razão a este argumento. No entanto, uma sentença de primeira instância do Tribunal de Estrasburgo decidiu, por unanimidade, impor a retirada de crucifixos nas escolas italianas e ordenou que o governo italiano pagasse à mulher uma indenização de € 5.000 por danos morais, considerando que a presença de crucifixos nas escolas é “uma violação dos direitos dos pais de educar seus filhos segundo suas convicções” e da “liberdade dos alunos”. Diante do recurso interposto pelo Estado italiano, o Tribunal Europeu se contrapôs radicalmente àquela primeira sentença, estabelecendo, por 15 votos a favor e 2 contra, que a presença de crucifixos nas salas de aula não é “uma violação dos direitos dos pais de educar seus filhos segundo suas convicções” e da “liberdade de religião dos alunos”, já que “não existem elementos que possam provar que o crucifixo afeta eventualmente os alunos”. Os direitos não estão contra a liberdade de religião O Pe. Lombardi explicou, em seu comunicado, que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos “reconhece, em um nível sumamente autorizado e internacional, que a cultura dos direitos humanos não deve se opor aos fundamentos religiosos da civilização europeia, aos quais o cristianismo ofereceu uma contribuição essencial”. “Também se reconhece, segundo o princípio da subsidiariedade, que é um dever garantir a cada país uma margem de apreciação do valor de símbolos religiosos em sua própria história cultural e na identidade nacional e local de sua exposição”, acrescenta. “A nova sentença do Tribunal Europeu é bem-vinda também porque contribui efetivamente para restabelecer a confiança no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por parte de muitos europeus, convictos e cientes do papel determinante dos valores cristãos em sua própria história, mas também na construção da unidade europeia e na sua cultura de direito e liberdade”, concluiu o comunicado vaticano. #exposição #religião #Lombardi #italiano #suas #liberdadereligiosa #sentença #recebeu #comunicado #Europeu #sanmarino #Diretor #comprometedora #Tribunal #ter #Humanos #Santa #deram #Sextafeira #Sala #Direitos #elogio #escola #também #história #Malta #CIDADE #liberdade #Satisfação #educar #sua #aula #Itália #expressar #lido #Européia #publicou #Federico #crucifixo #não #própria #zenit #FedericoLombardi #Estrasburgo #uma #Decisão #declaração #hoje #violação #Vaticano #org #primeira #reconhecimento #reconhece #presença #Imprensa #sumamente #março

  • Bebê moribundo protagoniza lição sobre o valor da vida

    ACI) O Padre Frank Pavone da organização Sacerdotes pela Vida explicou que a luta por proteger o pequeno Joseph Maraachli, o bebê com uma enfermidade neurodegenerativa que foi resgatado de um hospital canadense onde estava condenado a morrer por uma ordem judicial, é uma lição para a cultura atual. O sacerdote e líder pró-vida ajudou os pais de Joseph a transladar seu filho a um hospital católico de St. Louis, Missouri. Em declarações à ACI Prensa em 14 de março, o Padre Pavone afirmou que o novo giro no caso é uma “vitória para a família“. Os pais de Joseph pediram ajuda aos Sacerdotes pela Vida logo que os médicos do London Health Sciences Centre de Ontario se negaram a transferir a criança a outro centro porque uma corte local decidiu que os médicos podiam retirar os tubos de respiração e alimentação que auxiliam o bebê, causando-lhe uma morte por asfixia. Os médicos não aceitaram o pedido dos pais de submeter o menino a uma traqueotomia para que seu filho pudesse passar seus últimos dias em casa, tal como ocorreu com a filha maior dos Maraachli que faleceu pela mesma enfermidade. “Junto à família sentíamos que se estava fazendo um juízo de valor sobre sua vida”, indicou o Padre Pavone. “Uma coisa quer dizer que um tratamento seja inútil. Outra coisa é dizer que uma vida não vale nada”, explicou. A Organização Sacerdotes pela Vida arrecadou os 150 mil dólares necessários para transferir Joseph ao Hospital Infantil Cardeal Glennon de St. Louis e pagar os exames médicos posteriores. Robert Wilmott, chefe de pediatria no centro, disse em um comunicado na segunda-feira que é provável que pratiquem em Joseph uma traqueotomia este fim de semana. O Padre Pavone esclareceu que o bebe não se encontra em estado vegetativo como sustenta certa imprensa, porque “se move e reage. É (um bebê) encantador”. Para o sacerdote, os pais de Joseph, Moe e Sana Maraachli, ele muçulmano e ela católica, são “pessoas de grande fé” que “acreditam em um Deus que não só responde às orações, mas também é o Senhor da vida e da morte.” “São gente muito humilde e agradecida,” e estão “muito felizes ao saber que outras pessoas os estão ajudando”, explicou. O Padre Pavone acrescentou que “casos como este ocorrem o tempo todo, mas só alguns que são feitos públicos são suficientes para proporcionar uma plataforma, se quiserem, para a reflexão de toda a Igreja e a sociedade em geral”. “E isso é o que estivemos fazendo com este caso. Mostrar às pessoas que não se trata só deste bebê, mas realmente de todos nós”, assinalou e considerou a luta desta família nos “oferece uma oportunidade para falar e refletir sobre estas questões tão importantes que afetam a todos”, e “sobre como tomar decisões médicas para nós e para nossos seres queridos”. Não é um meio extraordinário Ante os questionamentos dos críticos do pedido dos pais de submeterem o bebê a uma traqueotomia, o Padre Pavone explicou ao grupo ACI que os Maraachli “estão muito familiarizados” com os benefícios do procedimento pela experiência que viveram com sua filha Zina, e essa é “uma das razões pelas que estive lutando muito” por obter o procedimento. Também esclareceu que o tratamento do Joseph não deve ser considerado como um meio “extraordinário” no qual se refere ao ensino da Igreja sobre o final da vida. “Neste caso, a traqueotomia estenderia a vida do bebê” embora não cure sua enfermidade “e os pais não estão esperando que o faça”, só pedem “meios ordinários que beneficiem o paciente”. #healthsciencescentre #stlouismissouri #aciprensa #londonhealthsciences #wilmott #Ajuda #pequeno #submeter #fimdesemana #hospitalinfantil #NovaIorque #Sacerdotes #nada #filha #traqueotomia #sacerdote #londonhealthsciencescentre #frankpavone #opedido #Cardeal

  • “O sentido do pecado se adquire redescobrindo o sentido de Deus”, afirmou o Papa

    ACI) Não obstante a fria e nublada manhã, milhares de fiéis e peregrinos chegados de todas partes do mundo se reuniram na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem afirmou que não existe escravidão mais grave e mais profunda que a escravidão do pecado. O Papa iniciou sua meditação recordando a todos o significado da Quaresma: “Tempo litúrgico de quarenta dias que constituem um itinerário espiritual de preparação para a Páscoa. Trata-se de seguir a Jesus que nos dirige decididamente para a Cruz, cume de sua missão de salvação”. “Por que a Quaresma? Por que a Cruz?” – perguntou o Papa. “A resposta, em termos radicais, é esta: porque existe o mal, aliás, o pecado, que segundo as Escrituras é a causa profunda de todo mal, porém a palavra pecado não é aceita por muitos, porque pressupõe uma visão religiosa do mundo e do homem” – disse Bento XVI. “Deus não suporta o mal, porque é Amor, Justiça e Fidelidade e por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva. Para salvar a humanidade, Deus intervém e nós vemos isso em toda a história do povo judeu, a partir da libertação do Egito. Deus está determinado a libertar os seus filhos da escravidão para conduzi-los à liberdade. A escravidão maior e mais profunda é a do pecado. Por isso, Deus mandou seu Filho ao mundo, para libertar os homens do domínio de satanás, origem e causa de todo pecado”, afirmou. O Santo Padre foi muito claro em afirmar que “o sentido do pecado -muito diferente do ‘sentimento de culpa’ como é entendido pela psicologia- adquire-se redescobrindo o sentido de Deus”; em efeito “frente ao mal moral, a posição de Deus é a de opor-se ao pecado e salvar o pecador. Deus não suporta o mal, porque é Amor, Justiça e Fidelidade e por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva”. “Para salvar a humanidade, Deus intervém: vemo-lo em toda a história do povo hebreu, da liberação do Egito. Deus está determinado a liberar seus filhos da escravidão para conduzi-los à liberdade. E a escravidão mais grave e mais profunda é justamente aquela do pecado”, acrescentou. Neste contexto o Pontífice explicou o sentido da vinda de Cristo ao mundo: “para liberar os homens do domínio de Satanás, ‘origem e causa de tudo pecado’. Enviou-o em nossa carne mortal para que fosse vítima de expiação, morrendo por nós na cruz. Contra esse plano de salvação definitivo e universal, o diabo se opôs com todas as suas forças, como mostra o Evangelho que nos fala sobre as tentações de Jesus no deserto, proclamado todos os anos no I Domingo da Quaresma”. “Entrar neste Tempo Litúrgico -continuou- significa ficar sempre da parte de Cristo contra o pecado, enfrentar o combate espiritual contra o espírito do mal. Invoquemos por isso a maternal ajuda de Maria Santíssima para o caminho quaresmal que começou recentemente, para que seja rico de frutos de conversão”, concluiu o Pontífice. #Praça #Quaresma #salvação #Cristo #vemo #SantoPadre #Deus #fria #obstante #Isso #Egito #Mar #Rezar #ACI #Origem #Litúrgico #Escrituras #intervém #iniciou #história #muito #liberdade #pecador #cume #XVI #sua #Pedro #quer #manhã #São #Filhos #reuniram #libertar #claro #não #SãoPedro #afirmou #quem #pontífice #escravidão #converta #resposta #BentoXVI #Tempo #está #suporta #fidelidade #culpa #nublada #foimuito #Cruz #neste #domínio #Vaticano #redescobrindo #justiça #povo #com #Jesus #morte #Dominical #Humanidade #Bento #Palavra #seguirajesus

  • Informações sobre a beatificação de João Paulo II

    A Beatificação do Servo de Deus Papa João Paulo II será um grande evento eclesial, articulado nos seguintes cinco momentos: 1. A vigília de preparação terá lugar na tarde de sábado, 30 de abril próximo (20h – 21h: preparação; 21h-22h30min: vigília), no Circo Máximo de Roma, e será organizada pela Diocese de Roma, que teve o venerável Servo de Deus como Bispo. A vigília será guiada pelo Eminentíssimo Cardeal Agostino Vallini, Vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, e o Santo Padre Bento XVI se unirá espiritualmente através de um vídeo link. 2. A celebração da beatificação, domingo, 1º de maio na Praça de São Pedro, terá início às 10h e será presidida pelo Santo Padre. A participação não é regulada por bilhetes, todavia o acesso à Praça e às zonas adjacentes estará sob a tutela da Segurança Pública. 3. A veneração dos restos do novo Beato será possível a todos os fiéis no próprio domingo, 1º de maio, logo depois da cerimônia da beatificação e prosseguirá até o exaurimento do fluxo de fiéis. Os restos do novo Beato serão expostos para a veneração na Basílica de São Pedro, diante do Altar da Confissão. 4. A Missa de ação de graças está programada para segunda-feira, 2 de maio, às 10h30min na Praça de São Pedro, e será presidida pelo Eminentíssimo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado. 5. O sepultamento dos restos do novo Beato na Basílica Vaticana, junto da Capela de São Sebastião, ocorrerá  de forma privada. Fonte: Santa Sé Tradução: OBLATVS #Vigário #Praça #Vallini #terá #teve #santidade #sábado #beatificação #Vigília #Geral #Eminentíssimo #Deus #diocese #eclesial #pela #Bertone #veneração #Máximo #joãopaulo #vídeo #articulado #fontesanta #próximo #abril #min #Venerável #Padre #Basílica #XVI #sua #Pedro #Novo #São #Santo #bilhetes #espiritualmente #SãoPedro #Servo #evento #link #maio #Paulo #Bispo #será #João #todosos #preparação #Agostino #Missa #Circo #unirá #Bento #presidida #guiada #Beato #organizada #Cardeal #acesso

  • Novo livro do Papa é testemunho fascinante, comovedor e liberador

    ACI) O Prefeito da Congregação para os Bispos no Vaticano, Cardeal Marc Ouellet, disse que o novo livro do Papa Bento XVI sobre Jesus é “um testemunho comovedor, fascinante e libertador” enquanto que para o diretor do jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, “é verdadeiramente um livro do coração”. Na apresentação do livro ontem no Vaticano, o Cardeal Ouellet disse que embora o texto do Papa “Jesus de Nazaré. Da entrada a Jerusalém à Ressurreição” é “bastante denso”, este texto “lê-se por inteiro sem interrupções”. Ao ler o livro “o leitor é transportado por caminhos levantados para o emocionante encontro com Jesus, uma figura familiar que se revela ainda mais próxima em sua humanidade como em sua divindade. Completada a leitura, quer prosseguir o diálogo, não só com o autor, mas com Aquele de quem fala”. Jesus de Nazaré, exclamou, “é mais que um livro, é um testemunho comovedor, fascinante e libertador. Quanto bem suscitará entre os peritos e entre os fiéis!” O Cardeal comentou logo que este livro vem sendo escrito desde 2007 em meio de uma série de experiências complicadas para a Igreja. “Como teólogo e pastor tenho a sensação de viver um momento histórico de grande transcendência teológica e pastoral. É como se em meio das ondas que agitam a barca da Igreja, Pedro, tivesse obstinado uma vez mais a mão do Senhor que vem ao encontro sobre as águas, para nos salvar”. Nesta segunda parte o Papa toma o método de exegese de Santo Tomás de Aquino, no qual é “guiado pela hermenêutica da fé, mas tendo em conta ao mesmo tempo e responsavelmente a razão histórica, necessariamente contida nesta mesma fé”. “Um segundo tema se relaciona com o messianismo de Jesus. Certos exegetas modernos têm feito de Jesus um revolucionário, um professor de moral, um profeta escatológico, um rabino idealista, um louco de Deus, um messias de qualquer modo a imagem de seu intérprete influenciado por ideologias dominantes”. O Cardeal ressaltou que a explicação do Papa supera todas estas visões e “expõe com força e claridade as dimensões reais e sacerdotais deste messianismo” cujo sentido está na adoração a Deus envolvendo toda a existência. Bento XVI também “responde amplamente às objeções históricas e críticas mostrando a coerência do sacerdócio novo de Jesus com o culto novo que Ele veio estabelecer na terra em obediência ao Pai”. Um último tema do livro, diz logo o Prefeito, é a ressurreição: “o Papa responde às elucubrações exegéticas que declaram compatíveis o anúncio da ressurreição de Cristo e a permanência de seu cadáver no sepulcro”. “Exclui estas absurdas teorias observando que o sepulcro vazio, mesmo que não fosse uma prova da ressurreição, da qual ninguém foi testemunha direta, segue sendo um sinal, um pressuposto, uma marca deixada na história de um evento transcendente”. O Cardeal Ouellet ressaltou logo que “a importância histórica da ressurreição se manifesta “no testemunho das primeiras comunidades que deram vida à tradição do domingo como sinal identificador de pertença ao Senhor”. O Prefeito concluiu sua apresentação assinalando que “ao final desta rápida passagem por uma obra que aproxima o leitor do verdadeiro rosto de Deus em Jesus Cristo, não resta outra coisa que dizer: Obrigado, Santo Padre!” Por outra parte, Giovanni Maria Vian, diretor do jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, assinala sobre esta segunda parte de “Jesus de Nazaré” que este é “verdadeiramente um livro do coração”. “Trata-se de outro modo de indicar que o livro é o resultado de um longo caminho interior”. “Um amadurecimento do coração levou Joseph Ratzinger a conceber a idéia e logo a desenvolvê-la ao longo de muitos anos”. Entretanto, conclui, “isto não significa que de nenhum modo um decaimento da razão nesta busca inesgotável destes quase dois milênios que fascina e inquieta. Busca que nos últimos séculos se revestiu de novas exigências”. #barca #leitura #embora #encontro #PapaBentoXVI #Caminhos #Deus #pela #dequem #ACI #MarcOuellet #denso #exegese #ao #vian #losservatoreromano #ondas #Vaticano #giovannimaria #Jesus

  • 600 anglicanos iniciam caminho rumo à plena comunhão com a Igreja Católica na Inglaterra

    ACI/EWTN Noticias) 600 fiéis anglicanos acompanhados de 20 pastores iniciaram nesta quarta-feira de Cinzas seu caminho rumo à plena comunhão com a Igreja através do Ordinariato Católico Nossa Senhora de Walsingham estabelecido pelo Papa Bento XVI na Inglaterra. Este grupo se une aos cinco ex-bispos anglicanos que já fazem parte do ordinariato. A AP informou que um dos 20 sacerdotes que forma parte do grupo é David Lashbrook, quem em seu sermão de despedida na St. Marychurch em Torquay no sudeste da Inglaterra, assinalou que o sínodo geral anglicano “está buscando fazer que a igreja se conforme à cultura em vez de ser fiel à nova vida em Jesus Cristo”. Por sua parte, Mary Huntington, do escritório de imprensa da diocese católica de Brentwood na área leste de Londres, assinalou que 241 adultos e crianças, incluindo sete sacerdotes, ingressarão na plena comunhão ali. Do mesmo modo, Simon Chinery, um sacerdote anglicano encarregado de duas igrejas em Plymouth, comentou que experimenta “uma sensação de paz, uma sensação de emoção e um pouco de nervosismo” enquanto se prepara para entrar na Igreja Católica. Em sua opinião o Papa Bento XVI tem facilitado o processo para os anglicanos que assim desejam possam converter-se ao catolicismo. Antes, considerou, a porta “estava aberta pela metade” mas agora está “de par em par e nos puseram um tapete de boas-vindas”. Estes conversos não receberão a comunhão até o dia da sua Confirmação pouco antes da Páscoa, enquanto que os sacerdotes anglicanos serão ordenados sacerdotes católicos na festa de Pentecostes e logo depois de completar a formação teológica apropriada. A comunhão anglicana sofreu uma importante ruptura interna depois que algumas de suas comunidades aprovaram a ordenação de bispos homossexuais e mulheres “bispos”. Em novembro de 2009, o Papa Bento XVI publicou a constituição apostólica Anglicanorum coetibus, na que estabelece o modo no qual os anglicanos que assim o desejem possam ingressar na comunhão plena da Igreja Católica. Em 15 de janeiro de 2011, a Santa Sé anunciou a criação oficial do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora do Walsingham, como “uma estrutura canônica que permite uma reunião corporativa de tal modo que os ex-anglicanos possam ingressar na plena comunhão com a Igreja Católica preservando elementos de seu patrimônio anglicano”. #fazem #sete #Senhora #rumo #Cristo #Sermão #Cinzas #seu #Geral #Anglicanos #PapaBentoXVI #informou #Nossa #Mar #enquanto #estabelecido #sensação #ACI #conversos #Católico #comunhão #JesusCristo #huntington #ingressar #Sínodo #sudeste #fiel #LONDRES #ali #XVI #sua #Notícias #ewtn #Torquay #chinery #anglicano #pelo #quem #fazer #Catolica #odia #uma #plymouth #ordinariato #está #Marychurch #dedespedida #possam #Mary #Igreja #pouco #assinalou #nova #Lashbrook #caminho #iniciaram #porta #com #Jesus #walsingham #inglaterra #despedida #assim #estes #Bento #nesta

  • Grupos de Luteranos pedem ao Papa um novo ordinariato para unirem-se à Igreja Católica

    Fonte: InfoCatolica.com – 08/03/2011 – 8:33h Tradução: Carlos Martins Nabeto O diretor da Seção de Doutrina da Congregação para a Doutrina da Fé, Pe. Hermann Geissler, confirmou que após a “Anglicanorum Coetibus”, grupos de luteranos da América do Norte e Escandinávia solicitaram ao Papa Bento XVI a criação de um Ordinariato e o retorno à plena comunhão com Roma. O diretor da Seção de Doutrina da Congregação para a Doutrina da Fé, Pe. Hermann Geissler, confirmou que após a autorização das conversões de grupos de anglicanos ao Catolicismo, agora o Papa Bento XVI está recebendo pedidos de grupos de luteranos que querem retornar ao seio da Igreja de Roma. O sacerdote fez essas revelações à revista “The Portal”. Segundo Pe. Geissler, luteranos da América do Norte e Escandinávia têm se colocado em contato com anglicanos e também com a Sé Apostólica visando a possibilidade de o Papa vir a criar um ordinariato especialmente destinado a eles. Em relação a isso, o sacerdote reconheceu que a Congregação para a Doutrina da Fé está estudando a questão e assegurou que “o Santo Padre fará todo o possível para levar outros cristãos à comunhão plena com a Igreja Católica”. #fez #querem #fonte #visando #Anglicanos #SantoPadre #retornar #Diretor #Isso #possibilidade #comunhão #autorização #confirmou #Congregação #catolicismo #relação #também #luteranos #tem #Martins #XVI #contato #Doutrina #criação #Seção #carlosmartins #Carlos #InfoCatolica #recebendo #ao #Catolica #eles #Geissler #ordinariato #Hermann #sacerdote #BentoXVI #Apostólica #está #Segundo #vir #Igreja #Ágora #Roma #Coetibus #papabento #Portal #Escandinávia #com #América #seio #estudando #reconheceu #Anglicanorum #Nabeto #Bento #solicitaram #tradução #the

  • O Papa destaca a contribuição dos católicos à sociedade

    ACI/EWTN Noticias) Ao receber esta manhã o Presidente da Islândia, Ólafur Ragnar Grímsson, o Papa Bento XVI destacou no diálogo que sustentou com o mandatário a importante contribuição dos católicos à sociedade, que neste país constitui uma minoria. Conforme informa um comunicado do Escritório de Imprensa da Santa Sé, no diálogo se sublinhou o tema da estima “de que goza a pequena comunidade católica no país, assim como a válida contribuição que aporta à sociedade islandesa com suas iniciativas no âmbito educativo e social, de forma particular na conjuntura econômica atual”. Além disso, também se conversou sobre o “bom estado das relações que há um milênio unem a Islândia com a Sé Apostólica e que estão emblematicamente representados pela figura de Gudridur Thorbjarnardottir, pioneira da fé cristã na ilha”. Por isso o mandatário islandês obsequiou ao Papa uma escultura desta mulher, em lembrança da peregrinação que teria realizado a Roma, pouco depois do ano 1000, encontrando-se com o Pontífice. Outros dos temas tratados foram o papel dos valores tradicionais na construção da nação e a contribuição da Islândia à promoção da paz, à convivência pacífica das diversas comunidades e à tutela do ambiente. Logo do encontro com o Papa, o presidente da Islândia se reuniu com o Secretário de estado, Cardeal Tarcisio Bertone e com o Arcebispo Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados. #mulher #bom #além #suas #âmbito #escultura #encontro #Escritório #PapaBentoXVI #comunicado #disso #Santa #Presidente #Mar #Bertone #ACI #atual #Grímsson #também #ragnar #sublinhou #desta #constitui #mandatário #contribuição #XVI #Notícias #dominique #conjuntura #sustentou #ewtn #manhã #estima #islandesa #ao #minoria #TarcisioBertone #milênio #Catolica #Pequena #sociedade #comunidade #uma #conversou #secretário #educativo #Islândia #foram #receber #neste #Vaticano #Conforme #destacou #com #Imprensa #econômica #diálogo #assim #Bento #válida #Ólafur #Cardeal

  • Bento XVI: reforçar a catequese familiar

    Convida bispos filipinos a atender cristãos e não cristãos CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 3 de março de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI recebeu nesta quinta-feira em audiência o terceiro grupo de bispos filipinos, que realizam nestas semanas sua visita ad Limina Apostolorum. Os prelados procedem das províncias de Mindanao e Lipa, no sudeste do país, região de forte presença muçulmana e onde há registros de ataques de fundamentalistas islâmicos. O Papa sublinhou a importância de “trabalhar para fazer o bem tanto para os cristãos como para os não cristãos”. Em relação aos primeiros, destacou a tarefa de “dar prosseguimento à formação catequética” dos fiéis. “A profunda piedade pessoal de vossa gente precisa ser alimentada e apoiada por uma compreensão profunda e um apreço pelos ensinamentos da Igreja em matérias de fé e moral”, afirmou. Dentro desta formação, o Papa sublinhou a importância da catequese familiar, “com particular atenção aos pais, em seu papel de primeiros educadores dos filhos no âmbito da fé”. “Esta tarefa já é evidente em vosso apoio à família frente às influências que querem diminuir ou destruir seus direitos e integridade”. Ele reconheceu que “proporcionar este tipo de formação catequética não é uma tarefa pequena”. Outro desafio pastoral destacado pelo Papa é a atenção aos sacerdotes. Os bispos têm “o dever particular de conhecê-los bem” e de “guiá-los com solicitude sincera, enquanto que os sacerdotes devem estar sempre preparados para realizar com humildade e fidelidade as tarefas a eles confiadas”. Não cristãos Em relação à pastoral com os seguidores de outras religiões, o Papa destacou a importância de promover o diálogo inter-religioso, “especialmente nas áreas do sul” do país. “Se bem que a Igreja proclama sem erro que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, não é menos certo que ela respeita tudo que há de verdade e de bem em outras religiões, e que busca, com prudência e caridade, entrar em um diálogo honrado e amistoso com os seguidores destas religiões no quanto seja possível.” Neste sentido, ele felicitou os bispos “pelo trabalho já feito” e os animou a que “por meio do diálogo que se estabeleceu”, continuem “promovendo o caminho para a verdade e a paz duradoura com todos os vossos vizinhos”. #dever #onde #Lipa #procedem #catequética #Muçulmana #Verdade #recebeu #Ele #filipinos #formação #quintafeira #realizam #Bem #relação #terceiro #audiência #CIDADE #Mindanao #sublinhou #sudeste #atender #desta #limina #tarefa #importância #XVI #sua #trabalhar #convida #solicitude #não #prosseguimento #educadores #zenit #fazer #Pastoral #região #outras #eles #uma #catequese #Igreja #piedade #Vaticano #parafazer #forte #org #caminho #Apostolorum #destacou #atenção #com #presença #diálogo #Bento #pessoal #nesta #março

  • Vaticano apresentará alternativas à fecundação artificial

    ACI/Europa Press) O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida do Vaticano, o Bispo espanhol Ignacio Carrasco de Paula anunciou que este dicastério publicará um livro “sobre o problema da esterilidade” que conterá “todas as soluções alternativas possíveis” aos programas de inseminação artificial. Em seu discurso de inauguração da 18ª assembléia geral da Academia, que se celebra no Vaticano até o dia 26 de fevereiro, Dom Carrasco sublinhou que os casais com problemas de fertilidade são “dirigidos sempre a estruturas nas que se praticam técnicas artificiais” e “ninguém se preocupa por oferecer a estes casais outros centros que curam a infertilidade humana, um campo de estudo que apresenta um grande desenvolvimento”. O Bispo reconheceu que “muitas vezes o conselho é o de não perder tempo com tentativas inúteis” por isso pediu aos estudiosos da Academia que “desafiem esta mentalidade” e restituam “a esperança” sobre tudo “àqueles que não querem recorrer a técnicas artificiais de procriação”. A Assembléia, que contou com a presença do Papa Bento XVI na conclusão dos trabalhos, centra-se em suas reuniões em dois temas principais, o síndrome pós-abortiva e as questões éticas dos bancos de cordão umbilical. Além disso, o Presidente da Academia recordou que um dos grupos de estudos se ocupou nestes dias de analisar “a infertilidade e das terapias para superar este problema” embora tenha assegurado que “não se ocupará das questões da procriação assistida” mas mostrará “outros caminhos alternativos”, conforme informa a Rádio Vaticano. Por outra parte, Dom Carrasco da Paula destacou que o objetivo desta Assembléia é “a vontade de demonstrar a importância de pôr à disposição de todos um recurso excepcional, como é o cordão umbilical”. Com isto se busca superar “a tentação de jogá-lo fora como se fosse um resto ou de conservá-lo para si, sabendo que há poucas possibilidades de utilizá-lo”, por isso a Assembléia destacará as questões éticas dos bancos de cordão umbilical para evitar “que se converta em um mercado” destes tecidos, conforme explicou o Presidente da Academia em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano na quarta-feira 23 de fevereiro. Do mesmo modo, Dom Carrasco da Paula recordou que o segundo objetivo da assembléia será o estudo “das problemáticas que surgem depois de um aborto procurado” o qual “não pode ser uma síndrome porque é um conceito clínico muito preciso e nos casos de manifestações pós-aborto não se pode falar de síndromes conexas” embora se reconheça que “existem estas conseqüências” que podem ser “mínimas ou inclusive traumáticas e causar situações de angústia psicológica grave, também no âmbito familiar”. Por último, o Prelado recordou os estudiosos da Academia que o mundo “demonstra ser cada vez mais agressivo com a vida humana” por isso a missão da Igreja é “recalcar com força a necessidade de defender o homem em sua integridade”. O Bispo, que foi nomeado Presidente da Academia no último 30 de junho, recordou aos cientistas que colaboram com o dicastério vaticano que “no centro de nossa ação não existe um conceito abstrato nem tampouco uma ideologia” mas “uma pessoa concreta”, o qual exige “olhar o futuro com olhos novos” e “potencializar a atividade de estudo” na Academia. #discurso #PapaBentoXVI #ACI #Academia #carrasco #bancos #odia #europapress #Tempo #trabalhos #porisso #Espanhol #Casais #Vaticano #outroscaminhos #Humana #estes

  • O Papa: Total confiança em Deus deve distinguir os cristãos

    ACI/EWTN Noticias) Ao presidir a oração do Ângelus este domingo, o Papa Bento XVI assinalou que o cristão deve distinguir-se sempre por sua total e absoluta confiança em Deus, em sua providência que o guia a uma maior liberdade ante as coisas materiais e o afasta do “medo” ao futuro. A pesar do frio do inverno romano, os fiéis se reuniram na Praça de São Pedro este meio-dia para rezar com o Santo Padre, quem explicou que para confiar em Deus é preciso seguir o exemplo do próprio Cristo. O Papa ressaltou que o Evangelho de hoje convida “à confiança no incondicional amor de Deus” e por isso Cristo “exorta os seus discípulos a confiar na providencia do Pai celeste, o qual nutre os pássaros do céu e veste os lírios do campo e, além disso, conhece a nossa necessidade”. “Mateus se exprime desta forma: “Não vos preocupeis, pois, dizendo: “O que comeremos? O que beberemos? O que vestiremos? De todas estas coisas vão à procura os pagãos. O vosso Pai celeste, de fato, sabe que haveis necessidade”, disse o Papa. Bento XVI, consciente das dificuldades de muitos homens e mulheres no mundo, destacou que embora “defronte à situação de tantas pessoas próximas ou distantes que vivem na miséria, este discurso de Jesus poderia parecer pouco realístico, se não evasivo. Na realidade, o Senhor quer nos fazer entender com clareza que não se pode servir a dois senhores: Deus e a riqueza.”. “Quem acredita em Deus, Pai cheio de amor pelos seus filhos, coloca em primeiro lugar a procura pelo Reino, pela Sua vontade. E isto é exatamente o contrário de um ingênuo conformismo. A fé na providencia, de fato, não dispensa a fadigosa luta por uma vida digna, mas liberta da ansiedade pelas coisas e do medo do amanhã”. “É claro que este ensinamento de Jesus, mesmo permanecendo sempre verdadeiro e válido para todos, é praticado em modos diversos pelas diversas vocações: um frei franciscano poderá segui-lo em maneira mais radical, enquanto que um pai de família deverá dar conta dos próprios deveres em relação a mulher e aos filhos. Em todo caso, entretanto, o cristão se distingue pela absoluta confiança no Pai celeste, como fez Jesus”. O Papa disse também que “justamente a relação com Deus Pai que dá sentido à toda a vida de Cristo, às suas palavras, aos seus gestos de salvação, até a sua paixão, morte e ressurreição. Jesus nos demonstrou o que significa viver com os pés bem plantados na terra, atentos às concretas situações do próximo e ao mesmo tempo conservando sempre o coração no céu e mergulhado na misericórdia de Deus”. Finalmente animou os presentes a “invocar a Virgem Maria com o título de Mãe da Divina Providencia. À ela confiamos a nossa vida, o caminho da Igreja, os acontecimentos da historia. Em particular, invocamos a sua intercessão a fim que todos aprendamos a viver segundo um estilo mais simples e sóbrio, na cotidiana atividade e no respeito para com a criação que Deus confiou aos nossos cuidados”. Falando em espanhol o Papa assinalou que “a liturgia deste dia nos exorta a confiar na providência divina; recordando-nos que somos amados por Deus e assistidos por seu auxílio. Eu vos convido a corresponder a este amor, à imitação da Virgem Maria, cuja existência terrena se mostrou sempre sob o sinal da gratuidade e do louvor, para que assim experimentem a paz verdadeira e a alegria autêntica. Feliz domingo”. #discurso #celeste #SantoPadre #PapaBentoXVI #Deus #Rezar #ACI #consciente #ewtn #SãoPedro #pelas #ansiedade #Liberta #quemacredita

  • Faleceu Bernard Nathanson, outrora chamado “o rei do aborto” que se converteu em líder p

    ACI) Bernard Nathanson, o célebre médico que se converteu em um incansável líder pró-vida após realizar 75 mil abortos, faleceu esta segunda-feira 21 de fevereiro em Nova Iorque vítima de câncer. Nathanson, de 84 anos de idade, foi um dos mais ativos promotores da legalização do aborto nos Estados Unidos e um dos fundadores da Liga de Ação Nacional pelo Direito ao Aborto em 1969 e praticava tantos abortos por dia que seus colegas o batizaram como “o rei do aborto”. No final da década de 70 graças ao uso da ultra-sonografia se convenceu de que o aborto era o assassinato de um ser humano e começou seu caminho de conversão. Em 1984 obteve que um amigo médico gravasse o ultra-som de um aborto e a partir desse material realizou o hoje famoso documentário “O grito silencioso” que revela a verdade sobre esta prática anti-vida e assegura que não há justificação alguma para assassinar um não-nascido. Nathanson, que admitiu ter feito o aborto de um filho seu, atravessou um longo e intenso caminho espiritual no qual deixou de considerar-se um “judeu ateu” para abraçar a fé católica. Recebeu os sacramentos de iniciação cristã em dezembro de 1996 em uma cerimônia presidida pelo falecido Arcebispo de Nova Iorque, Cardeal John O’Connor. “Durante dez anos, passei por um período de transição. Senti que o peso de meus abortos se fazia mais oneroso e persistente, pois despertava cada dia às quatro ou cinco da manhã, olhando à escuridão e esperando (mas sem rezar ainda) que se acendesse uma mensagem declarando-me inocente diante de um jurado invisível”, afirmou Nathanson em uma entrevista. Sua amizade com o sacerdote católico, o Padre John C. McCloskey, permitiu-lhe descobrir que permanecer no agnosticismo, conduzia-o ao abismo e encontrou na fé católica o consolo que procurou por tanto tempo. #conversão #fevereiro #johnc #começou #Fev #John #convenceu #seu #médico #Verdade #líder #ter #Rei #assegura #ACI #prática #Direito #em1984 #batizaram #Assassinato #Unidos #praticava #sonografia #legalização #ogrito #BernardNathanson #Justificação #oconnor #Aborto #ação #mccloskey #célebre #Nathanson #não #partir #Vítima #faleceu #promotores #Catolica #foi #revela #uma #consolo #sacerdote #Nacional #hoje #IORQUE #dia #lhe #colegas #desse #obteve #abismo #realizou #nova #documentário #Câncer #incansável #caminho #gravasse #década #Idade #fundadores #Bernard #agnosticismo #converteu #Cardeal

  • Aumenta número de seminaristas no mundo, diminui o de religiosas

    Anuário Pontifício é apresentado ao Papa ROMA, terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – Aumenta o número de batizados no mundo (cerca da metade dos católicos vive no continente americano), assim como o de sacerdotes e seminaristas, enquanto se registra uma ligeira diminuição no número de religiosas. Esta é a informação geral oferecida pelo Anuário Pontifício 2011, apresentado no último sábado a Bento XVI pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, e pelo arcebispo Fernando Filoni, substituto da Secretaria de Estado para Assuntos Gerais. As estatísticas de 2009 oferecem uma visão sintética das principais dinâmicas da Igreja Católica nas 2.956 circunscrições eclesiásticas do mundo: os fiéis batizados no mundo passaram de 1.166 bilhão, em 2008, para 1.181 bilhão, em 2009, com um aumento absoluto de 15 milhões de fiéis e um percentual de 1,3%. A distribuição de católicos entre os continentes é muito diferente da distribuição da população. A América, de 2008 a 2009, manteve na população uma incidência constante no total global semelhante a 13,6%, enquanto os católicos (na América) alcançaram, em dois anos, 49,9% do número de católicos no mundo. Na Ásia, o aumento foi de aproximadamente 10,6%, mas este é significativamente menor que o do continente no que se refere à população mundial (60,7%). A Europa tem um peso de população inferior de três pontos percentuais da dos EUA, mas sua incidência no mundo católico é de 24%, ou seja, quase a metade da dos países americanos. Tanto para os países africanos como para os da Oceania, o peso da população com relação ao total é um pouco diferente da dos católicos (15,2 e 0,8%, respectivamente, para a África e a Oceania). O número de bispos no mundo passou, de 2008 a 2009, de 5.002 a 5.065, com um aumento de 1,3%. O continente mais dinâmico é o africano (1,8%), seguido pela Oceania (1,5%), enquanto abaixo da média como um todo está a Ásia (0,8%) e a América (1,2%). Na Europa, o aumento foi de cerca de 1,3%. A população sacerdotal mantém uma taxa de crescimento moderado, inaugurado em 2000, após um longo período de resultados decepcionantes. O número de sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, aumentou durante os últimos dez anos 1,34% em todo o mundo, passando de 405.178, em 2000, para 410.593, em 2009. Em especial, em 2009, o número de sacerdotes aumentou 0,34% em relação a 2008. Este aumento segue uma queda de 0,08% do clero religioso e o aumento de 0,56% do diocesano. A queda percentual afetou apenas a Europa (0,82% para os diocesanos e 0,99% para os religiosos), visto que, em outros continentes, o número de sacerdotes, em geral, aumentou. Com exceção da Ásia e da África, o clero religioso diminuiu em todos os lugares. Os diáconos permanentes aumentaram mais de 2,5%, passando de 37.203, em 2008, para 38.155, em 2009. A presença dos diáconos melhora na Oceania e na Ásia, com ritmos elevados: na Oceania, os diáconos não atingem ainda 1% do total, com 346 unidades, em 2009, e na Ásia registram um aumento de 16%. Os diáconos também aumentaram em áreas onde sua presença é mais importante quantitativamente. Nos Estados Unidos e na Europa, onde, em 2009, residia cerca de 98% da população total, os diáconos cresceram, respectivamente, de 2,3 a 2,6%. No entanto, houve uma diminuição entre as religiosas professas. Em 2008, elas eram 739.068 em todo o mundo, reduzindo-se, em 2009, para 729.371. A crise, portanto, permanece, apesar da África e da Ásia, onde há um aumento. O número de candidatos ao sacerdócio no mundo subiu 0,82%, passando de 117.024 unidades, em 2008, para 117.978, em 2009. Grande parte do aumento é atribuído à Ásia e à África, com taxas de crescimento de 2,39% e 2,20%, respectivamente. A Europa e a América registraram uma contradição, respectivamente, de 1,64 e 0,17%, no mesmo período. #Feira #americanos #africano #Oceania #pela #metade #Bertone #pontos #seja #ao #doseua #pelo #foi #muitodiferente #Roma #informaçãogeral

  • Aumentam os católicos no mundo e a metade está na América

    VATICANO, 19 Fev. 11 / 11:32 am (ACI/EWTN Noticias) Esta manhã foi apresentado ao Papa Bento XVI o Anuário Pontifício 2011 que entre outras coisas revela que os católicos no mundo aumentaram e quase a metade, 49,4 por cento, vive na América. Os resultados da investigação para este Anuário mostram que os católicos no mundo passaram de ser 1 bilhão e 166 milhões em 2009 a 1 bilhão e 181 milhões em 2009 com um aumento de 15 milhões, quer dizer 1,3 por cento. Depois da América vem a Europa com 24 por cento, a África com 15, 2 por cento, Ásia com 10,7 por cento e Oceania com 0,8 por cento Os bispos também aumentaram. Dos 5002 que eram em 2008 em 2009 passaram a 5065, quer dizer um incremento de 1,3 por cento. Como já se informou há poucos dias, o número de sacerdotes também aumentou, de 405 178 em 2000 a 410 593 em 2009. O Anuário mostra também que os diáconos permanentes também experimentaram um crescimento de 2,5 por cento, passando de ser 37 203 em 2008 a 38 155 em 2009. Onde sim se viu uma redução é nos religiosos. Em 2008 eram 739 068 e em 2009 passaram a ser 729 371, quase dez mil menos. Apesar disto as vocações aumentam na África e Ásia. Os seminaristas também aumentaram em 0,82 por cento, passando de ser 111 024 em 2008 a 117 978 em 2009. Grande parte do aumento também se deve à África e Ásia, com um ritmo de crescimento de 2, 2 e 2, 39 por cento respectivamente. No mesmo período a Europa e América diminuíram suas porcentagens em 1,64 e 0,17 por cento respectivamente. Encarregado-los de apresentar o Anuário Pontifício 2011 ao Papa Bento XVI foram o Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone e o Substituto da Secretaria de Estado para os Assuntos Gerais, Dom Fernando Filoni. Conforme assinala a nota do Escritório de Imprensa do Vaticano, o Papa agradeceu a apresentação e mostrou um grande interesse pela informação. Deste modo expressou sua gratidão a todos os que colaboraram nesta nova edição do Anuário que nos próximos dias estará à venda nas livrarias. #incremento #em2008 #passando #onde #número #suas #viu #Fev #Oceania #África #PapaBentoXVI #sim #aumentou #informou #metade #Bertone #redução #ACI #mostram #Dez #também #experimentaram #aumentaram #Grande #XVI #Notícias #passaram #quase #quer #ewtn #manhã #cento #Ásia #ao #Vem #Apesar #eram #bilhão #disto #foi #revela #uma #grandeparte #foram #mostra #apresentado #dizer #Vaticano #todosos #Depois #investigação #com #América #domfernando #aumentam #Anuário #Bento #crescimento #Pontifício

  • Canção Nova promove alternativa católica para o Carnaval e concurso de marchinhas

    Cachoeira Paulista, 16 Fev. 11 / 05:02 pm (ACI) Entre os dias 4 e 8/3, a comunidade católica Canção Nova promove um dos mais esperados encontros do ano, o Acampamento de Carnaval intitulado ‘Vem, Senhor Jesus’. Realizado na sede da comunidade, no município de Cachoeira Paulista (SP), deverá reunir mais de 50 mil pessoas ao longo de quatro dias. O Carnaval é considerado uma festa “da carne”, mas na Canção Nova o encontro já é uma preparação sadia e divertida para o período da Quaresma e da Páscoa. Contará com oração, adoração, meditação da palavra, louvor, muitos shows e diversas apresentações artísticas. O Padre Fábio de Melo é presença confirmada no Acampamento de Carnaval da comunidade em Cachoeira Paulista (SP), entre 4 e 8 de março. Ele fará a pregação da terça-feira de carnaval, dia 8/3, às 11h15, e presidirá a missa de encerramento do evento, que a cada ano se torna uma importante alternativa carnavalesca para pessoas de todas as idades. Uma novidade promete agitar o Acampamento: o Concurso de Marchinhas de Carnaval Canção Nova 2011, promovido pelo Portal Canção Nova. O regulamento pode ser encontrado no link: http://www.cancaonova.com/portal/arquivos/fotos/2011/fevereiro/concurso_marchinha.pdf . Para participar, basta gravar um vídeo com uma música cristã no ritmo de marchinha com o tema “Carnaval com Deus”. Basta gravar a canção, postar no YouTube com as tags cancaonova, carnaval, concurso, marchinha. Envie o link do vídeo para o e-mail: webeventos@cancaonova.com . Serão escolhidos dois vencedores, um pelos critérios criatividade, originalidade e cumprimento do tema e outro pelo número de visitas no YouTube. A premiação para cada um será um kit de produtos Canção Nova. Outros shows confirmados são do Diácono Nelsinho, Dunga, Márcio Todeschini, Ministério Amor e Adoração, Bem da Hora, Banda Dominus, Alto Louvor, Banda Exalta Cristo, Banda Ignis e Banda Gênesis. Já as pregações serão conduzidas pelo professor Felipe Aquino, Padre José Augusto, Padre Roger Luís, Márcio Mendes, Ricardo Sá, Salette Ferreira e Eugênio Jorge, fundador da comunidade Mensagem Brasil. Serviço: Acampamento de Carnaval. Tema: Vem Senhor Jesus Data: de 4 a 8 de março Local: Sede da comunidade Canção Nova End.: rua João Paulo II, s/nº  Alto da Bela Vista, Cachoeira Paulista/SP Entrada: gratuita. Não há limite de idade para entrar Shows: Programação completa: www.cancaonova.com/eventos. #serão #oencontro #longo #Quaresma #Festa #Fev #melo #encontro #Acampamento #ritmo #Cachoeira #ACI #Louvor #Banda #período #dominus #agitar #marchinhasdecarnaval #Senhor #deverá #Youtube #vídeo #Fábio #Padre #Contará #exalta #intitulado #sadia #Fotos #Paulista #ano #promete #Vem #oração #Realizado #Catolica #comunidade #marchinha #Márcio #uma #link #osdias #meditação #carnaval #promove #nova #preparação #adoração #email #município #canção #gravar #com #Jesus #ocarnaval #Alto #Páscoa #Missa #quatro #Palavra #cancaonova #março

  • Pedra do Mar Morto confirma divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo

    Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus A descoberta abalou os círculos de arqueologia bíblica hebraicos porque prova que os judeus alimentavam a expectativa de um Messias que haveria de vir e que ressuscitaria três dias depois de morto. A placa foi achada perto do Mar Morto e é um raro exemplo de inscrição em tinta sobre pedra em duas colunas como a Torá (é o equivalente nas escrituras hebraicas ao Pentateuco, i. é, os cinco primeiros livros da Bíblia). Para Daniel Boyarin, professor do Talmude na Universidade de Berkeley, a peça é mais uma evidência de que Jesus Cristo corresponde ao Messias tradicionalmente esperado pelos judeus. Ada Yardeni e Binyamin Elitzur, especialistas israelenses em escrita hebraica, após detalhada análise, concluíram que datava do fim do primeiro século antes de Cristo. O professor de arqueologia da Universidade de Tel Aviv, Yuval Goren fez uma análise química e acha que não se pode duvidar de sua autenticidade. Israel Knohl, professor de estudos bíblicos da Universidade Hebraica, defende que a pedra prova que a “a ressurreição depois de três dias é uma idéia anterior de Jesus, o que contradiz praticamente toda a atual visão acadêmica”. Desde o ponto de vista católico estes dados científicos confirmam a Fé e as Escrituras. Compreende-se que entre os judeus o achado cause polêmica, pois acaba apontando para a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que deixa em situação incomoda à Sinagoga que O crucificou e os que compartilham o deicídio. #morto #descoberta #fonte #Cristo #sinagoga #nascimento #Paraclitus #professor #cientistas #Hebraica #achada #placa #Mar #berkeley #haveria #data #JesusCristo #Senhor #Escrituras #prova #pelos #laje #arqueologia #hebraico #análise #exemplo #Torá #Apostolado #nascimentodejesus #oponto #alimentavam #Messias #adayardeni #telaviv #Bíblia #foi #Boyarin #MarMorto #uma #danielboyarin #perto #confirma #Daniel #vir #DeCristo #inscrição #universidade #Divindade #abalou #nosso #Pentateuco #com #tinta #Jesus #Spiritus #esperado #Livros #Bíblica #contém #analisaram #Pedra #estes #ressuscitaria #ela #Talmude

  • Como se expandiu a “Reforma” nos séculos XVI e XVII?

    Fonte: Veritatis Splendor A “reforma protestante” se expandiu rapidamente porque foi imposta de cima para baixo sem exceção em todos os países em que logrou vingar. O povo foi obrigado a “engolir” as novas doutrinas porque os reis e príncipes cobiçavam as terras e bens materiais da Igreja Católica. Infelizmente nesta época a Igreja era rica de bens materiais e pobre de bens espirituais. Foi com os olhos postos nesta riqueza mundana que os soberanos “escolheram” para si e para seu povo as doutrinas dos novos evangelistas, esquecidos de que todo ouro, terra ou prata se enferruja e fenece conforme ensina a escritura: “O vosso ouro e a vossa prata estão enferrujados e a sua ferrugem testemunhará contra vós e devorará as vossas carnes” ( Tg 5, 2-3 ). Prova isto o fato de que as primeiras providências eram recolher ao fisco real tudo o que da Igreja Católica poderia se converter em dinheiro. INGLATERRA: foi “convertida” na marra porque o rei Henrique VIII queria se divorciar de Ana Bolena. Como a Igreja não consentiu, ele fundou a “sua” igreja obrigando o parlamento a aprovar o “ato de supremacia do rei sobre os assuntos religiosos”. Padres e bispos foram presos e decapitados, igrejas e mosteiros arrasados, católicos aos milhares foram mortos. Qualquer aproveitador era alçado ao posto de bispo ou pastor. Tribunais religiosos (inquisições) foram montados em todo o país. ( Macaulay. A História da Inglaterra. Leipzig, tomo I, pgna 54 ). Os camponeses da Irlanda pegaram em armas para defender o catolicismo. Foram trucidados impiedosamente pelos exércitos de Cromwell. Ao fim da guerra, as melhores terras irlandesas foram entregues aos ingleses protestantes e os católicos forçados à migrar para o sul do continente. Cerca de 1.000.000 de pessoas morreram de fome no primeiro ano do forçado exílio. Esta guerra criou uma rivalidade entre ingleses protestantes e irlandeses católicos que dura até hoje, e volta e meia aparecem nos noticiários. ESCÓCIA: O poder civil aboliu por lei o catolicismo e obrigou todos a aderir à igreja “calvinista presbiteriana”. Os padres permaneceram, mas tinham de escolher outra profissão. Quem era encontrado celebrando missa era condenado à morte. Católicos recalcitrantes foram perseguidos e mortos, igrejas e mosteiros arrasados, livros católicos queimados. Tribunais religiosos (inquisições) foram criados para condenar os católicos clandestinos. ( Westminster Review, Tomo LIV, p. 453 ) DINAMARCA: O protestantismo foi introduzido por obra e graça de Cristiano II, por suas crueldades apelidado de “o Nero do Norte”. Encarcerou bispos, confiscou bens, expulsou religiosos e proclamou-se chefe absoluto da Igreja Evangélica Dinamarquesa. Em 1569 publicou os 25 artigos que todos os cidadãos e estrangeiros eram obrigados a assinar aderindo à doutrina luterana. Ainda em 1789 se decretava pena de morte ao sacerdote católico que ousasse por os pés em solo dinamarquês. ( Origem e Progresso da Reforma, pgna 204, Editora Agir, 1923, em IRC ) SUÉCIA: Gustavo Wasa suprimiu por lei o Catolicismo. Jacopson e Knut, os dois mais heróicos bispos católicos foram decapitados. Os outros obrigados a fugir junto com padres, diáconos e religiosos. Os seminários foram fechados, igrejas e mosteiros reduzidos a pó. O povo indignado com tamanha prepotência pegou em armas para defender a religião de seus antepassados. Os Exércitos do “evangélico” rei afogaram em sangue estas reivindicações.(A Reforma Protestante, Pgna 203, 7ª edição, em IRC. 1958) SUIÇA: O Senado coagido pelo rei aprovou a proibição do catolicismo e proclamou o protestantismo religião oficial. A mesma maldade e vileza ocorreram. Os mártires foram inumeráveis. ( J. B. Galiffe. Notices génealogiques, etc., tomo III. Pgna 403 ) HOLANDA: Aqui foram as câmaras dos Estados Gerais a proibir o catolicismo. Com afã miserável tomaram posse dos bens da Igreja. Martirizaram inúmeros sacerdotes, religiosos e leigos. Fecharam igrejas e mosteiros. A fama e a marca destes fanáticos chegou até ao Brasil. Em 1645 nos municípios de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante ambos no atual Rio Grande do Norte cerca de 100 católicos foram mortos entre dois padres, mulheres, velhos e crianças simplesmente porque não queriam se “batizar” na religião dos invasores holandeses. Foram beatificados como mártires este ano.Em 1570 foram enviados para o Brasil para evangelizar os índios o Pe Ináciode Azevedo e mais 40 jesuítas. Vinham a bordo da nau “S. Tiago” quando em alto mar os interceptou o “piedoso” calvinista Jacques Sourie. Como prova de seu “evangélico” zêlo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978). ALEMANHA: Na época era dividida em Principados. Como havia muito conflito entre eles, chegaram no acordo que cada Príncipe escolhesse para os seus súditos a religião que mais lhe conviesse. Princípio administrativo do “cujus regio illius religio”. Os príncipes não se fizeram rogar. Além da administração mundana, passaram também a formular e inventar doutrinas. A opressão sangrenta ao catolicismo pela força armada foi a consequência de semelhante princípio. Cada vez que se trocava um soberano o povo era avisado que também se trocavam as “doutrinas evangélicas” (Confessio Helvetica posterior ( 1562 ) artigo XXX ). Relata o famoso historiador Pfanneri: “uma cidade do Palatinado desde a Reforma, já tinha mudado 10 vezes de religião, conforme seus governantes eram calvinistas ou luteranos” ( Pfanneri. Hist. Pacis Westph. Tomo I e seguintes, 42 apud Doellinger Kirche und Kirchen, p. 55) ESTADOS UNIDOS: Para a jovem terra recém descoberta fugiram os puritanos e outros protestantes que negavam a autoridade do rei da Inglaterra ou da Igreja Episcopal Anglicana. Fugiram para não serem mortos. Ao chegarem na América repetiram com os indígenas a carnificina que condenavam. O “escalpe” do índio era premiado pelo poder público com preços que variavam conforme fossem de homem maduro, velho, mulher, criança ou recém-nascido. Os “pastores” puritanos negavam que os peles vermelhas tivessem alma e consideravam um grande bem o extermínio da nobre raça. EM RESUMO em nenhum país cuja maioria hoje é protestante foi convertida com a bíblia na mão. Foram “convertidos” a fogo e ferro, graças à ambição dos reis e príncipes. Exceção é feita no presente século onde a tática mudou. Agora o que ocorre é uma invasão maciça de seitas de todos os matizes, cores e sabores financiados pelos EUA. Pregam um cristianismo fácil, recheado de promessas de sucessos financeiros instantâneos ou quando não, promovem como saltimbancos irresponsáveis shows de exorcismos e curas às talargadas. Antes matava-se o corpo. Hoje estraçalha-se a razão e o bom senso. Dificilmente se conhece um “evangélico” que não seja de todo um ignorante nas Sagradas Escrituras ou tenha para com a Igreja de Cristo um ódio mortal e uma ignorância lamentável. Cursinhos de “teologia” ou “Apologética” onde pouco ou nada se estuda sobre a Bíblia, os escritos dos primeiros cristãos ou história séria são ministrados aqui e ali para fisgar os incautos que abandonam a Igreja duas vezes milenar fundada por Cristo e herdeira de suas promessas para seguir opiniões de aventureiros fundadores de igrejolas e seitas. Falsos profetas que se enganam e enganam. Cegos condutores de cegos ( MT 15, 14 ). Que rodeiam o mar e a terra, para fazer um discípulo, e quando o fazem o tornam duas vezes mais digno do inferno do que eles ( MT 23, 15 ). #baixo #bens #Terras #carnes #macaulay #Rei #queria #aprovar #Protestantes #meia #Irlanda #cromwell #cima #VeritatisSplendor #anabolena #henriqueviii #parlamento #ferrugem #nesta #fato

  • Liturgia da Palavra: “dar cumprimento à lei e aos profetas”

    Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração SÃO PAULO, quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos o comentário à liturgia do próximo domingo – VI do Tempo Comum Eclo 15, 16-21; 1 Cor 2,6-10; Mt  5, 17-37 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes – São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT. * * * VI DOMINGO DO TEMPO COMUM Leituras: Eclo 15, 16-21; 1 Cor 2,6-10; Mt  5, 17-37 “Não penseis que eu vim para abolir a lei e os profetas. Não vim para abolir mas para dar-lhes pleno cumprimento” (Mt 5,17). Esta é uma afirmação fundamental de Jesus sobre sua missão; ao mesmo tempo é o cerne da profissão de fé da Igreja sobre a identidade e a função messiânica do próprio Jesus. É a chave hermenêutica a partir da qual devemos entender e viver a Boa-nova de Jesus. Nessa afirmação aparece bem como toda a história esteja ordenada ao Cristo e como nele ela encontra o seu centro e a sua plena realização. Ao longo do evangelho de Mateus ocorre com freqüência a frase “Isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor tinha dito pelo profeta” (cf. Mt 1, 22; 2,15.17.23). A intenção do evangelista está clara: Ele quer sublinhar que na vida e no ensinamento de Jesus está se revelando e cumprindo o desígnio de salvação de Deus, prometido e iniciado através dos acontecimentos dos patriarcas e das palavras dos profetas do AT, por meio da aliança e do dom da Torá. O próprio Jesus, para iluminar e sustentar a fé dos discípulos profundamente perturbados em razão dos trágicos acontecimentos da paixão e morte em Jerusalém, com carinho e vigor destaca: “Era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos profetas e nos salmos. Então abriu-lhes a mente para que entendessem as escrituras” (Lc 24, 44-45). Ao celebrar a memória da páscoa de Jesus, morto e ressuscitado, a cada domingo, a Igreja nos faz viver em maneira nova este encontro revelador com o Senhor ressuscitado. À sua luz se iluminam nossas angústias e nossas perguntas incessantes sobre nós mesmos e a nossa condição de seus discípulos, às vezes desanimados diante das incongruências da vida. Ao escutar as palavras de Jesus no evangelho de hoje, podemos bem compreender que no centro do ensino proporcionado para os discípulos, assim como nas disputas acirradas com os escribas e os fariseus que o acusavam de não respeitar a Lei e as tradições dos antigos pais, não está simplesmente em jogo a questão da observância dos preceitos da Lei de Moisés ou dos costumes tradicionais, mas a relação profunda com a pessoa do próprio Jesus e com o projeto original de Deus para com Israel e a humanidade inteira. Um projeto de vida, de autenticidade e de libertação de toda dissimulação consigo mesmo, com os demais e com Deus. Jesus, o “homem novo”, o “novo Adão” (cf. Rm 5, 15 -19), realiza o desígnio do Pai segundo seu projeto original sobre o homem/mulher, e abre o caminho para também nós entrarmos na dinâmica do homem novo. Da relação autêntica com a pessoa de Jesus, vivenciada na fé, brotam no discípulo, a energia vital e os critérios que orientam do interior o estilo novo da sua vida, moldada pelo Espírito no seu exemplo. Ao conhecer e ao amar a Jesus, os preceitos e os critérios novos para agir, brotam da raiz do coração renovado. Abrem um processo que antecipa a plenitude da vida divina em nós. “A fé – afirma São Boaventura – é o conhecimento de Jesus Cristo, donde se origina a firmeza e a compreensão de toda a escritura… Ela foi escrita não apenas para que crêssemos, mas para que possuíssemos a vida eterna, onde veremos, amaremos, e teremos satisfeitos todos os nossos desejos” (Brevilóquio, 5, 201; LH III, pg. 151; 152). Quando a experiência espiritual amadurece assim, os mandamentos de Deus não são mais leis ditadas ou impostas do exterior ao discípulo. Elas estão inscritas pelo Espírito no tecido vivo da consciência, segundo a profecia de Jeremias sobre a nova aliança: “Porei minha lei no fundo de seu ser e a escreverei em seu coração. Então eu serei seu Deus e eles serão meu povo” (Jr 31, 33). A partir da sua experiência pessoal de total adesão ao Pai na obediência do amor, Jesus, seguindo a linha dos grandes profetas, reivindica a interiorização da lei e do culto, a fim de que estes correspondam ao sincero compromisso na vida. Pois, infelizmente, pode acontecer o paradoxo de uma vida formalmente condizente com as leis e as “tradições sagradas”, mas de fato em contradição radical com as exigências elementares de uma autêntica relação com Deus: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições… Assim vós esvaziais a palavra de Deus com a tradição que vós transmitis” (Mc 7, 9.13). Terrível esta admoestação de Jesus, que não acaba de ressoar na consciência dos discípulos! Pois a latente tensão entre formas exteriores e qualidade efetiva da vida acompanha o “homem religioso” em todo tempo. Palavras que constituem um ponto de referência substancial, para um constante exame de consciência individual e comunitário. Para um caminho de autêntica libertação. A passagem do exterior ao interior coincide com a passagem progressiva da norma observada por dever ou medo do juízo de Deus, ao amor fonte de energia vital e lei suprema de ação. Toda observância de normas morais exige empenho, mas fica circunscrita dentro seus limites, como é na natureza de toda lei. Pelo contrário, a lei do amor é mais exigente, pois todo amor autêntico não conhece limites no seu compromisso. Mas o compromisso que nasce do amor, nasce e se exprime na liberdade e se torna libertador. Nenhuma norma é suficiente para conter as potenciais exigências do amor livre e generoso. O amor prevê e antecipa as necessidades do outro, assim como o cuidar deste com carinho. Na vigília da sua total e definitiva dedicação ao Pai e aos discípulos, Jesus resume a revelação de si mesmo e seu ensino na entrega do mandamento único e novo, o mandamento do amor, em continuidade da sua mesma experiência: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13,34). Padres comprovados da vida espiritual, como São Bento, se colocam na linha do exemplo e do ensino de Jesus. Destacam a função pedagógica das normas de vida e a necessidade de passar sempre mais da prática disciplinar das regras, úteis para iniciar o caminho espiritual e nos sustentar nos momentos de fragilidade, para a lei do amor, fonte da verdadeira liberdade dos filhos e filhas de Deus. “O caminho da salvação – escreve São Bento – nunca se abre se não por penoso início. Mas, com o progresso da vida monástica e da fé, dilata-se o coração e com inenarrável doçura de amor corre-se pelo caminho dos mandamentos de Deus. De modo que não nos separando jamais do seu magistério e perseverando no mosteiro, em sua doutrina, até a morte, participemos, pela paciência, dos sofrimentos de Cristo, a fim de também merecermos ser co-herdeiros de seu reino” (Regra dos monges, Prólogo, 49-50). A passagem através da pedagogia das normas até chegar à liberdade exigente do amor é um autêntico êxodo e saída de si mesmo, uma morte ao homem velho para dar lugar ao homem novo, uma passagem pascal em Cristo e com Cristo. Antes de tornar-se fruto do esforço moral, a vida do Espírito é fruto da graça pascal de Cristo, acolhida na experiência sacramental da liturgia e no caminho sincero da conversão do coração ao Senhor. A meta do caminho espiritual, identificado por São Bento com “a subida da escada da humildade”, em sintonia com a humildade do Verbo que esvaziou a si mesmo, é alcançar a lei do amor gratuito, na liberdade e na alegria do Espírito. “Tendo, por conseguinte, subido todos esses degraus da humildade, o monge atingirá logo, aquela caridade de Deus, que, quando perfeita, afasta o temor: por meio dela tudo o que observava antes, não sem medo, começará a realizar sem nenhum labor, como que naturalmente, pelo costume, não mais por temor do inferno, mas por amor de Cristo, pelo próprio bom costume e pela deleitação das virtudes” (Regra dos monges c. 7, 67-69). Santo Agostinho, o homem que experimentou em si mesmo as radicais contradições entre os desejos mais profundos do coração humano e a incapacidade para segui-los com as própria forças, e que depois experimentou a explosiva energia renovadora da graça, chegará a cunhar a famosa frase que bem resume a raiz e o horizonte infinito do amor de Deus derramado no coração: “Ama e faz o que quiseres!”. Se alguém amar de verdade, não pode agir a não ser segundo a lógica do amor de Deus. Esta é a verdadeira identidade cristã e o dinamismo da liberdade e responsabilidade do cristão, como filho e filha de Deus em Cristo. Este é o caminho que Jesus abre novamente com seus gestos e palavras. Inevitavelmente muitas vezes elas vão embater com as atitudes míopes dos fariseus de todos os tempos. Na verdade o que Jesus põe novamente em primeiro lugar constitui o sentido do original projeto de Deus, revelado e doado a Israel na aliança e na Lei. Por isso nem os pormenores da Lei, assim entendida, deveriam ser arbitrariamente omitidos. Pois, também neles se manifesta a plenitude da lei. A lógica do amor é abrangente. Se os discípulos tem que estar dispostos a perder a vida por Jesus e pelo evangelho, para tornar-se dignos do reino de Deus ( Mt 10, 32-33), é também não menos verdade que “quem der, nem que seja um copo de água fria a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo que não perderá sua recompensa” (Mt 10,42). No pequeno gesto está presente a plenitude do amor. Por isso toda vocação cristã tem em si mesma as potencialidades da santidade. A lei de Deus não é constrangedora da dignidade da pessoa humana; é o contrário do que acontece nas mãos dos fariseus: por a terem manipulado e submetida às arbitrárias interpretações e tradições humanas, chegaram a ponto de até esvaziá-la e substituí-la com as próprias tradições. Jesus indica a exigência que a relação dos discípulos com a lei, “a justiça” deles, seja “superior à dos fariseus e dos letrados”, prisioneiros do legalismo exterior (Mt 5, 20). A partir da perspectiva da interioridade e da integridade do compromisso da pessoa na prática da vida cotidiana, destaca a lei suprema do amor como critério fundamental de vida na nova comunidade dos discípulos. Ao se colocar no patamar do projeto original de Deus, Jesus com sua autoridade soberana põe em luz as contradições e evidencia a exigência de descer às raízes de onde brotam os sentimentos e as ações. “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos… Eu porém, vos digo…”. As três antíteses relativas ao preceito de não matar (v. 21 – 26), à proibição do adultério – divórcio (v. 27 – 32), e à proibição do juramento (v. 33 – 37), tocam as fundamentais relações com o próximo, consigo mesmo e com Deus. Jesus passa do aspecto exterior, mesmo aparentemente de pouca importância, como um olhar furtivo para uma mulher/homem, ou uma palavra desrespeitosa dirigida a um irmão, à raiz mais profunda dos pensamentos, dos desejos, da falsidade ou da integridade consigo mesmo e nas relações. Até mesmo o ato de culto: quando aquele que oferece se encontra já diante do altar do Senhor, deve se submeter a verificar dos sentimentos do irmão em relação a si (Mt 5, 23-25). A relação com o irmão se torna critério fundamental da autenticidade da relação com o Senhor! A lei do amor não admite divisão e diferenciação ao relacionar-se com a vida. Como disse o próprio Jesus: “Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13,34). Se a pessoa está divida em si mesma, por desejos e atividades contrastantes com a exigência da integridade, é necessário enfrentar uma transformação radical desses elementos através de uma verdadeira morte e ressurreição pascal com Cristo (Mt 5, 29-30). Junto com o evangelho encontramos na leitura semi-contínua da primeira carta de Paulo aos Coríntios (2a Leitura), palavras iluminadoras. Percebemos ainda mais claramente que o horizonte e o caminho proposto por Jesus pertencem ao mundo alternativo, outro: aquele da sabedoria da cruz e do mistério de Deus revelado em Jesus crucificado. Esta é a sabedoria que Paulo tem usado ao falar do evangelho de Jesus aos Coríntios, contando unicamente sobre a força persuasiva que vem do Espírito. Paulo recebeu de Deus esta surpreendente sabedoria divina através do Espírito, e ao próprio Espírito é preciso se submeter, para entrar no dinamismo da nova modalidade de viver. Esta é a graça que a Igreja invoca como dom supremo do Pai para todo o povo que participa na celebração eucarística: “Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós”. #cerne #bibliasagrada #santoanselmo #quintafeira #bíbliavivaonline #liturgiadominical #feiras #nessa #patriarcas #zenit #mogidascruzes #Cor #chave #boanova #meio #emanuele #NovoTestamento #mt5 #vigor #nele #monge #cfmt #carinho

  • São Pedro Canísio ensina que só o testemunho coerente de Jesus dá frutos de salvação, afirmou o Papa

    Bento XVI mostra a necessidade e a beleza da oração pessoal e diária VATICANO, 09 Fev. 11 / 01:39 pm (ACI/EWTN Noticias) Em sua catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Bento XVI falou sobre São Pedro Canísio, quem com seu exemplo ensinou que somente aquele que é testemunha pessoal de Jesus com uma vida coerente é capaz de dar frutos de salvação. O Santo Padre dedicou a audiência a este santo que viveu entre 1521 e 1597, considerado pelo Papa Leão XIII como o “segundo apóstolo da Alemanha”, canonizado e proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI em 1925. Nascido em Nimega (Holanda), Pedro Canísio entrou na Companhia de Jesus em 1543 e foi ordenado sacerdote em 1546. Em 1548 Santo Ignácio de Loyola o manda a Roma para completar sua formação espiritual. Em 1549 parte para o Ducado da Baviera e chega a ser decano e reitor da universidade de Ingolstadt. Mais tarde foi administrador da diocese de Viena (Áustria), onde desenvolveu seu ministério pastoral nos hospitais e nos cárceres. Em 1556 fundou o Colégio de Praga e até 1569 foi o primeiro superior da província jesuíta da Alemanha do Norte. Desempenhando este cargo estabeleceu nos países germânicos uma rede de comunidades de sua ordem, sobre tudo colégios, que foram pontos de partida para a Reforma católica. Participou das conversas de Worms com os dirigentes protestantes (1557) entre os quais estava Melanchton; foi Núncio Apostólico na Polônia, tomou parte nas duas Dietas de Augusta (1559 e 1565) e interveio na sessão final do Concílio de Trento. Em 1580 se retirou a Friburgo (Suíça) para dedicar-se a seus escritos e ali morreu em 1597. Pedro Canísio foi, além disso, editor das obras completas de São Cirilo de Alexandria e de São Leão Magno e das Cartas de São Jerônimo. Suas obras mais conhecidas foram os três Catecismos (1555-1558). O primeiro destinado aos estudantes capazes de entender as noções elementares da teologia; o segundo aos jovens do povo para uma primeira formação religiosa e o terceiro aos jovens com formação escolar de ensino médio e superior. O Papa ressaltou que “uma característica de São Pedro Canísio foi saber apresentar harmonicamente a fidelidade e os princípios dogmáticos com o respeito que se deve a cada pessoa”. “Em um momento histórico de fortes contrastes confessionais, evita as asperezas e a retórica da ira, algo estranho naquela época de contrastes entre cristãos, centrando-se na apresentação das raízes espirituais e a revitalização da fé na Igreja”. Do mesmo modo, nos escritos destinados à educação espiritual do povo “insiste na importância da Liturgia e no rito da Santa Missa e os Sacramentos, mas, ao mesmo tempo se preocupa em mostrar aos fiéis a necessidade e a beleza da oração pessoal e diária que deve acompanhar e inspirar a participação no culto público da Igreja”. Essa “exortação e esse método conservam intacto seu valor, especialmente depois de sua re-proposição no Concílio Vaticano II”. São Pedro Canísio “ensina com claridade que o ministério apostólico é incisivo e dá frutos de salvação apenas se o pregador for testemunha pessoal de Jesus e sabe ser instrumento ao seu dispor, estreitamente unido a Ele pela fé em seu Evangelho e em sua Igreja, com uma vida moralmente coerente e uma oração incessante como o amor”. Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa afirmou: “Para todos a minha saudação amiga e encorajadora! Antes de vós, veio peregrino a Roma Pedro Canísio para invocar a intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo sobre a missão que lhe fora confiada na Alemanha, o seu campo de apostolado mais longo. No seu diário, descreve como aqui sentiu a graça divina que fazia dele um continuador da missão dos Apóstolos. Como ele, todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos de permanecer unidos com Jesus e com a Igreja. Sobre vós e a vossa família, desça a minha Bênção”. #Doutor #quartafeira #SantoPadre #PapaBentoXVI #papapio #ACI #Alemanha #estudantes #dietas #holanda #melanchton #noticiasem #ewtn #SãoPedro #deloyola #teologia #catequese #Vaticano #reformacatólica #praga

  • A volta de protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos

    Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Foi algo que os protestantes não esperavam. Para eles impossível mais para Deus possível “Jesus olhou para eles e disse: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19,26). trata-se da volta e conversão de muitos Protestantes para o catolicismo, fato notável que tem ocorrido nos Estados Unidos, berço do neo-protestantismo. “Estas conversões aumentam a cada dia, e estão sendo irreversíveis com a passagem do tempo. São conversões de pastores, ministros e leigos, para a Igreja Católica. Sim, antes eles eram fortes pilares do Protestantismo e promotores do anticatolicismo, que agora, voltam à Igreja de Cristo! E com os seus testemunhos atraem como uma avalanche, muitos outros protestantes de todos os continentes.”[2] Das mais diversas denominações e comunidades eclesiais, luteranos, calvinistas, anglicanos, prebiterianos, testemunhas de Jeová, adventistas, assembleianos, batistas, congregacionais e de varias outras Igrejas. Dentre os nomes esta: Scott Hann, Paul Thigpen, Marcus Grodi, Steve Wood, Bop Sungenis, Julie Swenson, Dave Amstrong, David B. Currie, Tom Howard, Peter Kreeft, Douglas Bogart. Cada um deles em tempos diferentes e com os meios diferentes, mas todos em comum, unidos agora na Igreja Católica. (Efésios 4, 4-5). tudo isto também dar-se através de uma solida apologética que desde os anos de 1970 vem dando fortes frutos nós EUA. Estudaram teologia protestante, livros de exegese bíblica, o escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo, a Patrística enfim. E eles ficaram “surpreendidos com a Verdade”. Vários deles eram professores de teologia, escritores, pastores e estudiosos. Começaram a estudar os alicerces da fé católica muitas vezes como forma de se munir contra o próprio catolicismo e foram pegos de surpresa pela verdade que as doutrinas do catolicismo são legitimas, com as praticas da Igreja em seus primórdios como exemplo os sacramentos, a utilização de ícones, a veneração aos santos e a Maria. Descobriram a sucessão apostólica base e confiança de apostolicidade a Igreja Católica, recordam a entrega da Igreja pelos apóstolos aos seus sucessores (discípulos), Bispos que tiveram outros bispos o sucedendo, que o mesmo Pedro exerceu seu episcopado em Roma, e junto com Paulo fundaram a Comunidade cristã em Roma. Começam a refletir sobre a sola escriptura da Reforma, tendo em mente que fora a Igreja católica em seus concílios que sistematizou o cânon bíblico, com a livros que deveriam ser aceitos ou não no Novo testamento. Eles andaram em várias estradas percorreram muitos caminhos até chegar a cátedra Romana. Agora estão em comunhão com o Papa dando testemunho em rádios, revistas e televisão no mundo inteiro. Escreveram livros, gravaram cassetes, mantém páginas e sítios na Internet. Desenvolvem apostolados apologéticos em vários países E por meio deles há um forte movimento de protestantes voltando a Casa do Pai. “Coluna e sustentáculo da verdade” I Tm 3,15. Vejam o perfil de alguns deles: 1) Scott Hann. ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante. Era um anticatólico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor. 2) Paul Thigpen. ex- editor e escritor de várias revistas protestantes. Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica. 3) Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia. Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts. Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”. Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele. 4) Steve Wood. ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts. Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!… E eu fiz isto”. 5) Bop Sungenis. ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica. Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”. Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos. 6) Duglas Bogart. Ex-missionário evangélico na Guatemala. Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia. Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico. 7) David B. Currie. Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”. Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor. David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”. O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo. 8) Alan Stephen Hopes. ex- Pastor e Bispo Anglicano nomeado por João Paulo II Pastor Anglicano convertido ao Catolicismo. Foi nomeado bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II. Nasceu em Oxford, em 1944. Foi recebido na Igreja Católica em 04 de Dezembro de 1995. Depois de dois anos como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, de Kensington, foi nomeado Padre da Paróquia de Nosso Redentor, em Chelsea, tornando-se depois, em 2001, vigário geral da arquidiocese. Monsenhor Hopes é um dos pastores Anglicanos que abandonaram a Igreja da Inglaterra depois que a ordenação sacerdotal de mulheres foi aprovada naquela igreja. 9) Francis Beckwith. Que em 2007 renunciou cargo de Presidente da Sociedade Teológica Evangélica (ETS) que congregava mais de 4 mil pastores nos EUA. O que levou este homem a se converter? Beckwith relata que começou sua volta à fé em que cresceu, quando decidiu ler a alguns bispos e teólogos dos primeiros séculos da Igreja. “Em janeiro, por sugestão de um amigo querido, comecei a ler aos Padres da Igreja assim como alguns trabalhos mais sofisticados sobre a justificação em autores católicos. Comecei a convencer-me que a Igreja primitiva é mais católica que protestante e que a visão católica da justificação, corretamente compreendida, é bíblica e historicamente defensável”. No dia em 28 de abril do mesmo ano, ele recebeu o sacramento da Confissão. Selando sua volta a Igreja Católica. Todos eles são agora verdadeiros Católicos. Eles acharam a abundância da vida cristã e o caminho da verdade na única Igreja fundada por Cristo. Rezemos para que este movimento também florença em nosso país e já vemos no Brasil casos em pequenas proporções como por exemplo, o ex-pastor Assebleiano Sidney Alencar Veiga, também ex-pastor Batista Francisco Almeida de Araújo, a ex-prebiteriana e hoje Irmã Themis, o ex-luterano e pentecostal Alessandro Lima, atualmente apologista católico, e o também ex-luterano Marcos Monteiro Grillo e outros. J. DA SILVA , John Lennon.Um Golpe no Protestantismo, a volta de Protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos. Apostolado SRC. Disponivel em:  http://www.apostoladoscr.com.br/2010/07/um-golpe-no-protestantismo-volta-de.html – Acesso em: 6 de Janeiro de 2011. #paulthigpen #scotthann #sendo #bogart #Deus #sim #volta #francisbeckwith #AlanStephenHopes #Avalanche #cadadia #davidbcurrie #tempos #passagem #peterkreeft #exegese #eram #DuglasBogart #amstrong #BopSungenis #Protestante #DeCristo #marcusgrodi #swenson #SteveWood

  • Exercer racionalidade com a fé

    Fonte: Canção Nova O que que o Papa Bento VXI está tentando ensinar para o mundo? Já no início do seu pontificado o Papa foi visitar o lugar onde ele cresceu e quis voltar na universidade onde ele mesmo estudou e se formou e lecionou durante anos. Justamente naquela ocasião, o Papa quis dar uma última aula, já como Papa, como professor mais ilustre daquela universidade. E lá ele fez uma aula magistral, e algumas coisas que ele falou causou protestos no mundo todo, principalmente no mundo muçulmano. Padre Paulo Ricardo durante pregação Foto: Clarissa Oliveira – CN O Papa disse: “nós cristãos temos o compromisso com a racionalidade, nós cremos que o mesmo Deus que se revelou na Bíblia em Jesus Cristo, é o mesmo Deus criador do Universo, e portando, quando eu me debruço sobre o mundo e começo a estudar na universidade as coisas, eu encontro ali uma verdade do mesmo Deus que revelou a Bíblia”. É por isso que o conhecimento que eu tenho que vem da Bíblia não pode entrar em contradição com o conhecimento que eu tenho proveniente da ciência. Por quê? O Deus que se revelou na Bíblia é o Deus que fez o mundo, é o criador do céu e da terra. Assim como você olha a obra de um artista eu vejo ali, traços do artista, assim Deus deixa os seus sinais, suas pegadas, seus traços, por onde Ele passa. Portanto quando eu olho uma obra eu tenho os sinais de seu criador. Logo, quando eu olho para o mundo que Deus criou eu vejo a racionalidade de Deus que está em sua obra. Aqui entra a grande proposta do Papa: Nós podemos sentar à mesa com todas religiões do mundo inteiro e dialogar, falar a respeito do mundo e da racionalidade que está no mundo porque eu vejo nas coisas criadas por Deus uma racionalidade que provém de Deus. O Papa fez uma citação de um diálogo que aconteceu no final da idade medida entre um imperador bizantino e um teólogo muçulmano e neste diálogo o imperador disse para o muçulmano: veja que o que é o que o islã, a religião muçulmana trouxe para o mundo a não ser fanatismo”. E o Papa disse que sabe que os muçulmano não são assim, e que podem aceitar um diálogo na racionalidade e não no fanatismo. E isso era a ideia de imperador, e o Papa fez uma citação. E o mundo inteiro começou a se rebelar dizendo que o Papa disse que o mundo muçulmano era fanático, mas era o contrário o que ele estava dizendo. Nós católicos devemos ser os primeiros a aceitar esse diálogo. Isso é um compromisso para nós. Por quê? Porque existe uma tendência de separar a fé e a razão, e isso não tem fundamento, a fé e a razão não são duas coisas que se opõem, pelo contrário, não sabem viver uma sem a outra. Porque a fé sem a razão fica cega, e a razão sem a fé fica louca. Tem gente que diz que quem estuda demais perde a fé, isso é mentira. Estudar é a busca pela verdade. Deus não tem duas personalidades. Existe uma heresia em que pensavam em dois deuses. Nós cristão não pensamos que a alma é boa e o corpo é ruim, não! A alma e o corpo são bons porque foram criados por Deus. A alma foi feita para guiar o corpo, e não para ser guiada pelo corpo como o demônio quer. Devemos viver em harmonia corpo e alma, temos que nos livrar dos resquícios das heresias. Se você estudou e perdeu a fé, é porque, ou você estudou errado, ou não entendia sua fé. A Igreja tem um compromisso histórico e verdadeiro com a racionalidade, nós cristão, católicos sabemos que aquilo que nós cremos por fé revelada, não está em contradição com o que sabemos pela razão, por observação. Existe coisa que a ciência enxerga, mas que não tem explicação, mas se a gente tem fé a coisa fica mais lógica. O ser humano precisa de um sentido transcendente para a sua vida. A fé ilumina o desconhecido. Todas ciências constatam que quando uma pessoa é encurralada, ela tem tendência para burlar a lei, para mentir, mas a ciência não tem explicação para isso, somente a fé pode explicar, isso se chama pecado original. Existe uma corrente de pensamento chamado marxismo que explica que esta tendência para o pecado não vem do pecado original, é que temos uma sociedade injusta que tem um sistema capitalista que faz a pessoa praticar o mal, por isso eles se setem absorvidos de todos os pecados porque a culpa é do sistema capitalista. Che Guevara, por exemplo, tem muita gente que é fã dele, que anda com a camisa com a estampa de Che Guevara, ele era um revolucionário assassino, máquina de matar, e fizeram dele um herói. Eu vi um cara vestido de Che Guevara até com a barbinha dele, onde chega a demência humana?! Ele matava e dizia que era vítima do sistema, se sentia coitadinho, é típico do marxismo, ele te oprime, coloca você na cadeia e fala que estão te perseguindo. Eles colocaram essa ideia na cabeça deles, de que eles vão fazer uma sociedade maravilhosa, que vai chegar o dia em que vamos ter uma terra sem males, um mundo justo. Eles acham que vão libertar o mundo do pecado e vão reinar aqui na terra. Essa sua solução não vai funcionar. Os marxistas e socialistas já mataram no século XX mais de 200 milhões de pessoas, são os próprios documentos deles que diz isso, no livro negro do comunismo, você pode comprar; e essa estatística só vai subindo. É esse pessoal que quer criar um mundo maravilhoso, já mataram mais de 200 milhões. Enquanto estiver nascendo crianças vai ter a tendência ao pecado. Temos que evangelizar para que lutem contra a maldade dentro delas a vida inteira. Não adianta ser apenas virtuoso, temos que ter a coragem de lutar contra a maldade dentro de nós. A tendência da maldade está dentro de nós, por causa do pecado original, temos que ensinar as pessoas a terem a coragem de lutar contra o pecado que é o mal que está dentro de nós. Você diz: eu amo a verdade, mas e quando você se sentir encurralado? Você prefere dizer a verdade e pagar um preço ou mentir e escapar? Qual dos dois você vai escolher? Se você não coloca dentro de si esta condição que você vai ser sempre tentado pelo demônio, você não vai viver uma vida boa. É uma luta a vida do homem sobre a terra, o pecado original está sempre aí. Só a conscientização não adianta, tem que haver uma luta contra o pecado, primeiro dentro de mim, para depois poder cobrar os outros. Sempre temos que lutar contra a maldade que está dentro de nós, só assim o mundo será um pouco melhor. Se alguém oferecer uma sociedade sem males, sai correndo, é um maluco, não funciona. Uma sociedade perfeita e sem males, isso não existe, não funcionou, nem funcionará. Quer melhorar o mundo? Comece fazendo a sua parte, lute contra a maldade que está em você. Como ensina o Papa Bento XVI, nós precisamos conquistar a força moral para lutar contra o pecado que está dentro e fora de nós até o último dia de nossa vida. A razão quando joga fora a fé, fica maluca. E nós que temos a fé não podemos jogar fora a razão, precisamos exercer a razão em favor da fé. Nós católicos não podemos ter medo de estudar, mas também, não podemos ter medo de ter fé. A fé é uma luz, a mais, para os meus estudos. A fé e a razão não se contradizem, é muito importante a gente compreender que nós somos racionais porque a racionalidade foi dada por Deus, e a fé também foi dada por Deus. “A fé e razão são como duas asas que nos levam em direção da verdade” (João Paulo II). Transcrição e adaptação: Willieny Isaias #clarissa #fonte #respeito #quis #Deus #vejo #Ele #JesusCristo #vxi #cn #ali #pode #aula #Fotos #foi #omundo #veja #Cremos #papabento #pauloricardo #tentando

  • 10 razões pelas quais não sou protestante (Refutação da refutação)

    Fonte: Veritatis Splendor 1- Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja Universal. R – Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O Cristianismo é Universal. O católico Martinho Lutero, um dos expoentes da Fé Reformada, teve a coragem de protestar contra a venda de indulgências, um comércio que estava denegrindo o Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de Deus, seguiu seu caminho livre das heresias. A ruptura foi necessária num momento em que o catolicismo pretendia se estender por todo o mundo, sempre com a ameaça de colocar na fogueira seus opositores. Então o Cristianismo seguiu seu caminho com a verdade bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor, Mediador, Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras. Repare que, nesta refutação, os pastores não encaram o problema principal (aliás, esta é uma constante nestas refutações que eles resolveram fazer). Eles não enfrentam o fato de que, nos primeiros 1500 anos do cristianismo, simplesmente não haviam protestantes. Não havia “sola scriptura” (e nem poderia, visto que as cópias manuais da Bíblia eram extremamente raras). Chega a ser engraçada a afirmação implícita de que Deus fez surgir o protestantismo (com Lutero à frente) porque a Igreja ameaçava dominar o mundo. A Igreja sempre foi universal e já se havia espalhado por todo o mundo conhecido. Gostaria de chamar a atenção para a frase “a partir daí, o Cristianismo seguiu seu caminho livre das heresias”. Ou seja, para esta tríade protestante, antes disto, o que existia era uma heresia. A promessa do Senhor de que as portas do Inferno não prevaleceriam contra a Igreja (cf. Mt 16,18-19) não passou, para eles, de uma fábula. 2 – Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma pregando uma suposta verdade. R – Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma afirmação dos crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17 ;4.2). Há muitas denominações registradas em cartório, mas existe unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca opiniões, assim como faziam os primeiros cristãos. Isto é absolutamente falso. A Bíblia jamais afirma ser a única norma de fé. E nem poderia ser, visto que a primeira geração de cristãos passou sem que qualquer livro do Novo Testamento tivesse sido escrito. Quase todos os apóstolos já haviam morrido antes que se escrevessem Hebreus, as Epístolas Joaninas, o Apocalipse e, segundo alguns exegetas, a Segunda Epístola de Pedro. Até o final quarto século, não havia definido o cânon bíblico. Os protestantes não se dão conta de que, se a “sola scriptura” fosse verdadeira, os primeiros cristãos (justamente aqueles que mais heroicamente deram a vida em testemunha de Cristo) não seriam cristãos legítimos, visto que não possuíam uma bíblia para examinar, debater e trocar opiniões (como os eles supõem que faziam…) Veja-se que a “sola scriptura” não pode ser um ponto de fé genuinamente cristão pelo simples fato de que até o Concílio de Hipona (393 d. C.) ainda não havia uma “scriptura” para que os cristãos baseassem sua fé “sola” na mesma. Aliás, até a invenção da imprensa, os cristãos achariam ridícula a afirmação de que a Bíblia é a única norma de fé por dois motivos: a) Havia pouquíssimas Bíblias, visto que a cópia era manual e muito demorada; b) A quase totalidade dos cristãos era analfabeta, pelo que aos mesmos (que não podiam ler a Bíblia e dela retirar sua fé) só restava confiar naquilo que a única igreja de então ensinava. Ou seja, o “sola scriptura” pode ser até tentador no dia de hoje, quando é fácil obter uma Bíblia e quando a maioria dos cristãos a podem ler (embora poucos tenham capacidade de a entender). Mas até algumas décadas antes de Lutero, isto teria sido considerado absurdo por todo o povo de Deus. Para finalizar, se o que conta é a “uniformidade na fé em Cristo Jesus”, não há porque se separar da Igreja Católica, visto que “fé em Cristo Jesus” nós também temos… Vejam: “Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17.11). A Bíblia chama de “nobre” aquele que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma só doutrina. Esta afirmação seria engraçada se eles não estivessem falando sério. Uma só fé? Uma só religião? Uma só doutrina? Até parece que estão falando dos católicos… É óbvio que, ou isto é uma mentira descarada, ou uma cegueira sem limites. São mais de trinta mil igrejas protestantes. Umas aceitam o sábado, outras o domingo, outras não aceitam dia algum de descanso. Umas somente batizam adultos; outras, crianças; umas entendem ser o batismo essencial para a salvação; outras, ser o mesmo um mero rito sem muito sentido; umas dizem que, para o batismo, basta a aspersão de águas; outras, dizem ser essencial a imersão; outras, afirmam que só é válido o batismo em águas correntes; outras, enfim, que as águas correntes devem ser fluvias… Umas dizem que ou se descansa aos sábados ou se tem a marca da Besta. Umas dizem que Cristo é Deus; outras, que Ele é uma mera criatura. Umas aceitam a existência de almas; outras, não. Poderíamos continuar ad nauseam com estes belos exemplos de unidade de fé, religião e doutrina… Com relação ao trecho citado, os nobres protestantes (como qualquer adepto da “sola scriptura”) derraparam em interpretação enviezada. Os cristãos mencionados receberam oralmente a fé, creram pela autoridade apostólica de São Paulo e, depois de receberem a verdadeira e sã doutrina, foram às Escrituras (hebraicas, obviamente, visto que todo o Novo Testamento não havia, ainda sido escrito) apenas para verificarem a exatidão do ensinamento apostólico. Estes “nobres cristãos” não saíram, por aí, tirando suas próprias conclusões bíblicas. Apenas confirmaram, nas Escrituras, a fé que haviam recebido e aceitado. Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus. Aqui é óbvio que a tríade quis dizer que a Igreja Católica não é Cristã, pois, ao “adorar os santos” prega um evangelho diferente do aceito pelos três. O fato é que, se a tríade estivesse certa, e, se todo cristão que venera os santos não participa do corpo de Cristo, então os reformadores, que veneravam Maria, não eram cristãos, e as Igrejas fundadas pelos mesmos também não eram. Ocorre que estes protestantes disseram que, com Lutero, a Igreja Cristã seguiu seu caminho livre de heresias. Incoerências protestantes… Se eles estivessem certos, Lutero e seus comparsas eram hereges, não somavam com Cristo e, portanto, dividiam. A Reforma seria obra do Demônio, e obra do Demônio seriam todas as Igrejas nascidas, direta ou indiretamente da mesma, já que os primeiros reformadores também veneravam os santos. Não é fantástico? Por linhas tortas, chegaram à conclusão correta! 3- Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo. R – Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à leitura de sua Palavra, e nela meditemos dia e noite (Salmos 1), pois sabemos que “toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-17). Sobre este famoso versículo da Segunda Carta a Timóteo, vou colar um texto que escrevi para uma protestante que, num debate, citou este trecho bíblico. Vou terminar apenas comentando a famosa passagem “toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra”. Com ela, os protestantes acham que provam a “Sola Scriptura” e a desnecessidade da Igreja. Não provam, pois Paulo não disse “apenas as escrituras divinamente inspiradas…”, como você interpreta. Eu concordo com Paulo e, no entanto, confortavelmente, aceito toda a Tradição da Igreja. Quando Paulo escreveu este trecho, boa parte do Novo Testamento não havia, ainda, sido escrito. Ainda que a tua interpretação deste trecho (na qual você coloca um “somente” onde não existe) fosse correta, ela só faria sentido se a Bíblia tivesse caído pronta do céu. Mas você sabe que não foi assim. Então, eu te pergunto: a que “escrituras” Paulo se refere? Vejamos as possibilidades. 1ª Possibilidade: Paulo está se referindo apenas aos escritos judaicos (ou seja, ao Antigo Testamento). Particularmente, é isto o que eu entendo. Se você concordar comigo, existem muitos problemas para a tua fé. Primeiramente, uma boa parte dos livros que você tem por inspirados não o seriam, e muitos versículos que você usa para atacar a Igreja seriam “tradições humanas”, como dizem os protestantes. Em segundo lugar (embora você negue isto atá a morte) Paulo era um judeu da diáspora, e, como todo judeu da diáspora, ao referir-se às escrituras judaicas pensava em todos os livros que, hoje, compõem o Antigo Testamento Católico. Em outras palavras, aceita esta primeira possibilidade, não apenas você lê livros não inspirados, mas, também há livros inspirados que você não lê. Creio que você não gostou muito, não é mesmo? Passemos à segunda possibilidade. 2ª Possibilidade: Paulo se referia aos escritos judaicos e a todos os escritos da era apostólica. Possivelmente, esta possibilidade é melhor que a primeira. Cuidado em aceitá-la, pois também traz dificuldades. Primeiramente, há escritos apostólicos que se perderam, pelo que nem toda “palavra inspirada e útil” estaria na Bíblia. Em segundo lugar, por que existem escritos da era apostólica que não compõem o cânon do Novo Testamento (e que provam que os cristãos primitivos já acreditavam em tudo aquilo que os protestantes insistem em dizer terem sido inventados por “Roma” séculos mais tarde), o que novamente nos conduz à negação da “Sola Scriptura”. Novamente, acho que você já deve ter rejeitado esta hipótese. Não tem problema, existem mais duas. 3ª Possibilidade: Paulo se referia aos escritos judaicos e mais alguns (inclusive várias de suas próprias cartas) que, por revelação divina (sonho, aparição, etc.), soube que, trezentos anos mais tarde, viriam a ser estabelecidos num concílio cristão. Novamente, acho que você terá problemas com esta possibilidade, pois este mesmo concílio estabeleceu, como sendo inspirados, todos os livros do Antigo Testamento que não fazem parte de sua Bíblia. Esta possibilidade te levaria a aceitar como bíblicos pontos de fé católicos que você rejeita (purgatório, intercessão, orações pelos mortos, etc.). Vejamos a última possibilidade. 4ª Possibilidade: É muito parecida com a terceira. Só que na revelação de Paulo, ele soube que, mil e duzentos anos após o citado concílio, um monge iria arrancar, do cânon deste concílio vários livros do Antigo Testamento. É a este conjunto de livros que Paulo se referia. Exatamente o mesmo conjunto de livros que você tem por inspirados. Ocorre que isto não apenas coloca 1500 anos do cristianismo no ostracismo histórico, como também torna inútil a recomendação que Paulo deu a Timóteo. Afinal, as escrituras inspiradas e úteis para ensinar somente estariam à disposição dos cristãos séculos mais tarde. O acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo dúvida, pede ajuda aos mais entendidos. Para isso, há escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente deve saber manejar bem a palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado (2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de Sua Palavra. Podemos recorrer também ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e guardado num cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas, pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus não disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)? A contradição é assombrosa! Ora, se temos o Espírito Santo; se Ele nos ajuda e nos inspira; se é tão simples ler a Bíblia, então, por que escolas dominicais, cursos bíblicos, livretos, pregações, etc.? O “sola scriptura” vivido coerentemente resumiria o cristianismo a leituras e meditações particulares da Bíblia, cada um em seu cantinho. A lógica nos diz que, se não há um magistério infalível dado por Deus, então cada crente, ao ler e meditar a mesma Bíblia, iluminado pelo mesmo Espírito, deveria chegar às mesmas conclusões às quais chegaram os demais. Ou, então, este Espírito Santo, contradizendo-se, não é Deus. Como a uniformidade não ocorre( e, sabendo que o Espírito Santo é Deus), é lógico que o pressuposto adotado (a “sola scriptura”) está errado, o que nos conduz à necessidade da Igreja. E tal necessidade, por sua vez, é a ruína do protestantismo. Se a Igreja for necessária, não só os protestantes não cumprem a vontade de Deus como, também, lutam contra ela. 4- Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência. R – E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos papas? E a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, aos aborígenes, a Galileu? Não é o reconhecimento de erros cometidos pelo catolicismo? A rigidez moral do catolicismo funciona? Os protestantes confundem, sempre e sempre, infalibilidade com impecabilidade. Os papas pecaram, mas jamais erraram ao se pronunciarem, ex-cathedra, sobre doutrina e moral. Ou seja: dizer que os papas não são infalíveis porque pecaram é ou desconhecer o dogma da infalibilidade ou agir de má-fé. A tríade, em questão, parece conhecer o dogma da infalibilidade. Então… Apenas para pôr os “pingos nos is”, o catolicismo jamais cometeu erro. Isto é teologicamente errado. Os filhos da Igreja erraram (e, às vezes, gravemente), mas a Igreja segue santa e imaculada, pois tais erros ocorreram apesar da Igreja. Repare-se que, também aqui, eles não refutaram o fato apresentado por D. Estevão. Eles se limitaram à tentativa de provar que nós, católicos, somos tão ruins quanto eles… Aceitaram, ainda que sem perceber, o fato de que o protestantismo não possui qualquer autoridade infalível e que não há segurança doutrinária entre as mais diversas igrejas cristãs. Tal forma de agir (atacar para não ter que se defender de algo indefensável) confunde os leitores menos atentos. Mas o fato é que, implicitamente, reconheceram a veracidade daquilo que disse D. Estevao. E o caso de assédio e violência sexual de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica. Os protestantes adoram desviar o assunto. Como não têm resposta à evidência apresentada por D. Estevão (qual seja, no protestantismo não há autoridade infalível) tentam atacar o catolicismo. São muito tristes os escândalos sexuais envolvendo padres, mas, repita-se, são erros dos filhos da Igreja. Poderia, também, citar exemplos chocantes envolvendo protestantes, mas isto não vem ao caso. QUEM NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus (palavras de Jesus (Jo 3.18). Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras (Ef 2.8). Ademais, “o justo viverá pela fé” (Romanos 1.17) Gostaria de saber de onde a tríade tirou esta informação de que, segundo o catolicismo, somos salvos pelas obras. Para a Igreja, é Cristo que nos salva pela Sua Cruz e Ressurreição, sendo que, pelas boas obras, cooperamos para que esta salvação ocorra. Aliás, o que esta afirmação gratuita e inverídica tem a ver como o tema proposto por D. Estevão? Absolutamente nada. 5- Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade. R – Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem assim: Jesus Cristo, porque não tinha a mancha do pecado. A Palavra diz: “Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso”, e que “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.4,10). Não temos um PAPA falível, mas temos um Papai do Céu infalível capaz de suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). “O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará” (Salmo 23). Novamente, a mesma confusão entre infalibilidade e impecabilidade. O Papa não é, digamos, “impecável”, mas infalível. Quem o diz é o próprio Cristo: “eu te darei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares na Terra será ligado nos céus; o que desligares na Terra, será desligado nos céus” (Mt 16,19). E em outra passagem: “eis que eu estou convosco todos os dias, até o final do mundo” (Mt 28,20). Todos os papas pecaram; nenhum deles, contudo, jamais contradisse um seu antecessor ao usar do seu Magistério Infalível. O questionamento de D. Estevão é muito contundente: os protestantes não possuem uma autoridade infalível, então, como saber qual das diversas interpretações que eles propõem é verdadeira? A tríade, novamente, não enfrentou o problema e desviou o assunto. 6 – Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14). R – Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na teologia do Antigo Testamento, torcendo as palavras já escritas na Torah; e ela também tem sido comprovadamente a maior fonte de heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus: “MC 7.9 – “E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição”. Aqui, partem de uma visão bastante apriorística das coisas. Ao afirmarem que não adotam a tradição porque a mesma tem sido fonte de heresias, tomam por provado o que querem provar: que a Igreja Católica está repleta de erros. Primeiramente, eles deveriam comprovar que existem heresias na Igreja Católica para, depois, provar que a Tradição as gerou. A “tradição” a que Jesus se refere não é a Tradição Oral que os judeus tinham por Palavra de Deus, mas a tradição dos fariseus que, para evitarem infrações ainda que involuntárias da Lei, criaram uma série de prescrições, assim como fazem os pastores protestantes, que proíbem os fiéis de jogar futebol, ver televisão, coisa que não foi ordenada por Deus. Tais prescrições acabaram por se tornar um peso. A Tradição Oral é a matriz das escrituras. Por exemplo: entre Abraão e a escrita dos Gênesis houve um intervalo de 1000 anos, em que a história do Pai dos Crentes foi passada apenas oralmente. É a Tradição oral em ação, e, dela, bebe o escritor sagrado ao colocar por escrito esta estória. Quando os evangelistas começaram a escrever as primeiras linhas dos evangelhos, algumas décadas já se haviam passado desde a Ascensão de Cristo. Até então, as primeiras comunidades se formaram, exclusivamente sobre a Tradição Oral dos Apóstolos. Dizer que a Tradição Oral não é palavra de Deus equivale a afirmar que as palavras de Cristo somente se tornaram divinas décadas depois de Sua morte. No entanto os nobres apologistas protestantes esquecem-se que São Paulo também mandou guardar a Tradição Apostólica, isto é, o que os Apóstolos ensinaram e que não foi escrito: “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, SEJA POR PALAVRAS, seja por epístola nossa.” (2Tss 2,15) Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito. Isto é mais falso do que nota de vinte e cinco! Diversos sermões de Jesus são baseados nos ditos e nas tradições rabínicas dos fariseus, que se desenvolveram a partir da Tradição oral. Jesus, por exemplo, afirma: “ouvistes o que vos foi dito: amarás teu próximo e odiarás o teu inimigo.” Os pastores poderiam mostrar em que parte da Bíblia está escrito que devemos “odiar nossos inimigos”? Não o podem, pois isto vem da tradição rabínica de se afastar do am ha aretz, aquele que desconhece a Torá. Portanto, grande parte dos discursos de Jesus não se limitou “ao que estava escrito”, mas a toda Palavra Escrita e Oral aceita pelos judeus. Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era real. Após suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação. Notem a contradição nesta afirmação. Se após a morte dos apóstolos tudo que se diz e escreve é especulação, então porque crêem nos Evangelhos de Lucas e Marcos, na Epístola aos Hebreus, livros estes que não foram escritos pelos apóstolos e foram escritos após suas mortes? Como dizia Drummond: “E agora José?” Se não haviam apóstolos vivos para legitimá-los, como então hoje são aceitos como canônicos? Negam a verdade clara e evidente de que a autoridade das Sagradas Escrituras deriva da autoridade da Santa Igreja. Pobres protestantes que não aceitam o poder de Deus. Deus é potente para preservar Suas Palavras e evitar que se corrompam. Sejam tais palavras escritas, sejam orais. A Tradição Oral se preservou sem deturpações porque o próprio Deus prometeu que seria assim. Prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja; prometeu que o Papa teria as chaves do Reino dos céus; prometeu que estaria com os Seus até o fim do mundo. E apenas os católicos acreditam, realmente, que tais promessas se cumpriram. Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23), mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé: “(GL 4:11) – Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco”. “(GL 4:18) – É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco” “(GL 5:7,8) – Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou”. E Paulo termina sua pregação, por estar ausente, por meio de documento escrito: “(GL 6:11) – Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão”. Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores? Aqui novamente são infelizes. Vejam que eles mesmos reconhecem que São Paulo escreve à Igreja dos Gálatas para exortá-los na Sã Doutrina. Ora, se os Gálatas não tivessem se afastado na fé, provavelmente o apóstolo não teria escrito a eles. Se isto tivesse acontecido significaria que o Apóstolo não deixou de viva voz sua doutrina aos Gálatas? Claro que não. A própria carta paulina mostra que São Paulo já havia pregado a esta comunidade, deixando então para eles a Tradição. No entanto, São Paulo em pleno exercício de sua ação pastoral escreve aos Gálatas não porque tinha que lhes deixar algo por escrito, mas porque como estava impossibilitado de estar com eles, lhes escreveu. Isto mostra mais uma vez que a preocupação principal dos apóstolos era pregar o Evangelho e não deixar sua doutrina por escrito. Como vemos o que foi escrito o foi em ocasiões muito especiais, em ocasiões esporádicas. Poder-se-ia perguntar, à tríade acima: se a Tradição Oral não é confiável, como podem eles confiar nos Evangelhos? Como eu já disse, o Evangelho existiu, primeiramente, como Tradição Oral, para depois ser escrito. Como, então, ter certeza de que as palavras de Jesus não foram distorcidas nas décadas seguintes até serem escritas? Como se pode ter certeza de que Jesus realmente falou aquilo que está escrito? Pela lógica da tríade, não se poderia ter certeza, pois, em pouco espaço de tempo, a Tradição Oral se corrompe… Aliás, é justamente isto que afirmam os perseguidores do cristianismo: que os evangelistas, já distantes dos acontecimentos, não são dignos de confiança. Pelo menos estes perseguidores são coerente, o que não se pode dizer da tríade de pastores autora desta refutação. Nós, católicos, confiamos nas promessas do Senhor: as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja. A assistência do Mestre é eterna, pelo que a Tradição Oral jamais se corrompeu. Assim, podemos ter certeza de que os Evangelhos dizem a verdade sobre Jesus; podemos ter certeza de que o restante da Tradição também o diz. A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, etc). Nossos queridos protestantes não sabem o que são dogmas… Pensam que a Igreja, ao dogmatizar um ponto de fé afirma algo do tipo: “a partir de agora, todos acreditaremos nisto”. Só que não é assim! A Igreja, ao dogmatizar algo, diz claramente: “os cristãos, sempre, desde os primórdios, e em todos os lugares, acreditaram nisto, pelo que não é lícito a nenhum católico duvidar que esta é a fé verdadeiramente cristã.” Portanto, importa muito pouco que um dogma tenha sido proclamado no século IV ou no século passado. O fato é que os cristãos sempre acreditaram neles. Aliás, os protestantes, ao citarem a “cronologia dos dogmas” sempre omitem que a divindade de Cristo e a Santíssima Trindade também foram proclamados pela Igreja Católica como dogmas de fé séculos após a era apostólica. Pela lógica da tríade, os cristãos, antes, não acreditavam que Jesus e o Espírito Santo são um com o Pai… O Demônio é o pai da mentira. E é mentirosa a afirmação de que não existam escritos primitivos a apoiar os dogmas. Basta estudar patrística. Basta ler os escritos dos Pais da Igreja para se saber, com certeza, no que acreditavam os cristãos primitivos. E, com certeza, estes cristãos primitivos anatematizariam a tríade acima. Acreditar na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já havia escrito: “CL 4:16 – E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também”. “1TS 5:27 – Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos”. Não há, para os católicos, nenhum problema com esta passagem. Aceitamos que tudo na Bíblia é palavra de Deus, mas acreditamos (como os cristãos de todos os tempos) a Palavra é anterior às escrituras, perpassa as escrituras e vai além das escrituras. E outra coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta em sua totalidade: 1. Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: “palavras que de MIM tendes ouvido”; 2. Paulo nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que saiu dele mediante TESTEMUNHAS: “(2Tm 2:2) – E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”. 3. Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de igualdade: “(2Tm 3:16,17) – Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. Costumo brincar dizendo (e passando por cima das regras de latim), que o “sola scriptura”, rapidamente, transforma-se num “sola” algumas partes da “scriptura”. Os protestantes, para defender os seus pontos de vista, apegam-se a alguns trechos bíblicos e ignoram todos os demais. Vejam-se as seguintes citações: a) 2 Tm 1, 15: neste trecho, Paulo manda que Timóteo instrua terceiros que, por sua vez, passarão a fé às gerações futuras. É um exemplo de sucessão apostólica. Paulo, portanto, diz que estes terceiros deveriam obedecer Timóteo e que, por sua vez, as gerações futuras obedeceriam a estes terceiros. Como, então, a tríade diz que os apóstolos jamais afirmaram que se devesse obedecer a outros que não eles? E será que eles podem provar que durante estes 2000 anos de cristianismo não houve a Sucessão Apostólica? Nós podemos provar que sim. No entanto o ônus da prova é do acusador… b) Tt 1, 5. Também aqui, Paulo confere autoridade apostólica a Tito: “Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei”. Ora, organizar as igrejas, estabelecer seus líderes (anciãos) não eram trabalho dos apóstolos? Se Tito não recebera autoridade apostólica de São Paulo, sendo assim seu legítimo sucessor, como poderia realizar tais obras? É óbvio que Paulo usa “pronomes pessoais” porque, na Igreja primitiva, existiam apóstolos e apenas eles é que podiam ensinar. Os cristãos deveriam seguir os ensinamentos apostólicos, e rejeitar aqueles provenientes dos pastorezinhos hereges de então. A autoridade apostólica não se comunicava a todos os batizados, pelo que nem todos poderiam ensinar. Isto não quer dizer que esta autoridade apostólica encerrou-se com a morte do último apóstolo, pois, como demonstrado acima, a mesma foi transmitida. Aliás, leia-se a “História Eclesiástica” de Euzébio de Cesaréia para se ter certeza deste fato. Mas chamo atenção para a gravidade das conclusões que estão implícitas na assertiva dos pastores. Eles afirmam que a Igreja Primitiva se construiu sobre autoridade apostólica, mas que, morrendo o último apóstolo, esta autoridade encerrou-se e, a partir de então, todos os crentes só podem confiar na Bíblia. Então: a) Existiram duas Igrejas diferentes, com duas matrizes doutrinárias diferentes: a do primeiro século (eminentemente apostólica) e a dos séculos posteriores (exclusivamente “bíblica”). Quero vê-los citando qualquer versículo bíblico que apóie, ainda que remotamente, esta heresia! b) O protestantismo não possui a mesma matriz doutrinária do cristianismo primitivo (do que não é capaz um protestante para defender seus devaneios…). c) O catolicismo possui a mesma matriz doutrinária do cristianismo primitivo, mas, visto que os bispos não foram testemunhas oculares da vida de Cristo, esta matriz não é mais válida. Em resumo: o protestantismo distanciou-se do cristianismo primitivo, mas é verdadeiro; o catolicismo manteve-se fiel, mas é falso. Seria brilhante se não fosse trágico. E, note-se, na primeira refutação da tríade eles afirmaram que o catolicismo afastou-se do cristianismo primitivo e o protestantismo, com Lutero, resgatou-o. Haja Espírito Santo para inspirar tanta incoerência!!! Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos básicos: “(At 1:20-22) – Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome outro o seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”. Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios devido ao seu chamado, não se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo, João, restando seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante critério para determinação do Cânon do Novo Testamento pela Igreja Primitiva. Estas regras para ser apóstolo foram criadas pela tríade. A Bíblia mostra claramente que os versículos acima citados profetizavam sobre a sucessão Apostólica de Judas, dando o episcopado a Matias (cf. At 1,26), mas segundo eles somente São Paulo merecia tal honra. Ora, se somente São Paulo merecia tal honra por quê então Matias foi escolhido como apóstolo? O problema é que além de se enganarem, enganam também a outros! Impressiona-me como alguém pode ser tão incoerente sem maiores constrangimentos. Para ser apóstolo era necessário que o mesmo tivesse convivido com “apóstolos” (não é incrível?!) desde o batismo de Jesus. Isto, por si só, torna tudo impossível, pois, ao tempo do batismo de Jesus, não havia nenhum grupo de discípulos escolhidos. Ou seja, pela lógica brilhante acima, ninguém é apóstolo. E aquele que os protestantes chamam de “Apóstolo Paulo”? Este daí é um caso a parte, houve um chamado especial, etc, etc. Tudo perfeitamente conveniente. Se fizesse algum sentido, é claro! O curioso é que, se apenas os apóstolos é que tinham autoridade para ensinar (oralmente e por escrito), os protestantes têm lido livros não inspirados e indignos de confiança. A carta aos Hebreus não foi escrita por nenhum dos doze (e nem por Paulo), nem o foram o Evangelho de Marcos e de Lucas; o apêndice do Evangelho de João; e, segundo estudiosos autorizadíssimos, também não o foram a epístola de Tiago e a segunda Epístola de Pedro. E agora? Como ficamos? O argumento acima (visando solapar a Tradição oral) joga no lixo boa parte da Bíblia. Mas, não estando a tríade preocupada com coerência, a mesma pode, novamente, ser incoerente e continuar seu ministério cristão. Por outro lado, existem uma série de livros dos apóstolos que não fazem parte da Bíblia e outros, ainda, que se perderam. Adotado o ponto de vista dos pastores, temos que: a) Eles não lêem e nem meditam uma série de livros divinamente inspirados e úteis para a formação cristã; b) Uma outra série destes livros se perdeu e a Palavra de Deus estaria aleijada de sua plenitude. Deus teria falhado em preservar a totalidade do cristianismo e as portas do inferno teriam prevalecido contra a fé cristã. É claro que os eles preferem não falar desta incoerência. 7- Não sou protestante porque algumas denominações batizam crianças, outras não as batizam; algumas observam o domingo; outras, o sábado; algumas têm bispos; outras não os têm; algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação; algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo. Outras não se preocupam com isto, etc. R – Se divergências operacionais ou de entendimento da Escritura fossem critérios para determinação de legitimidade, nunca a Igreja de Roma poderia ter tal título. O simples fato de ter um nome único de denominação não excluiu a verdade que os católicos possuíssem verdadeira bagunça doutrinária, ontem e hoje. Exemplos: a Inquisição era considerada divina a seu tempo, hoje é considerada ignorância pelos próprios católicos; as ordens de padres têm, cada uma, estilos de vida próprios e ensinos de santidade diferentes, como os franciscanos, os dominicanos, os adeptos da Tradição, Família e Propriedade (que negam a submissão ao papa), a Renovação Carismática (que para muitos padres ainda é mal vista e tratada como facção). Curiosamente, existe um livro chamado “Como Lidar com as Seitas”, do padre Paulo H. Gozzi, que diz textualmente, ao tratar das divergências internas da Igreja de Roma: “Há lugar para todo mundo na Igreja, para cada jeito de viver a fé e a comunhão. Há variedade de serviços, de dons, de atividades, mas o Espírito que dá essa diversidade é o mesmo. Puxa que infeliz afirmação: “divergências operacionais ou de entendimento da Escritura” não são critério de legitimidade. Viram? Para eles a Igreja não precisa possuir unidade doutrinária. ISSO É UM ABSURDO! Como várias “verdades” dimetralmente divergentes podem ser o reflexo perfeito da Verdade Ùnica que é Nosso Senhor? Como fica então Ef. 4,5 que afirma ser um só Senhor, uma só Fé e um só Batismo” sinal da Verdadeira Igreja? Professar tamanha mentira é ofender a nossa inteligência e principalmente o Santo Espírito de Deus que é a fonte da Verdade Única e Imutável. Outra coisa deve ficar muito clara: existe uma diferença entre disciplina e regras de vida (de um lado) e doutrinas (de outro). O que nós dizemos sobre o protestantismo é que as várias igrejas protestantes guardam, entre si, diferenças de doutrina. A fé das diversas igrejas é diferente. Um acredita que Jesus é Deus, o outro não; um acredita que o batismo é essencial à salvação, o outro não; um acredita que guardar o domingo é subjugar-se à Besta, o outro não; um acredita na presença de Jesus sob a espécie do pão, o outro não; um acredita na existência de uma alma imortal, o outro não. Quando se levanta este argumento, que fazem os protestantes? Apressam-se em dizer que, entre os católicos, existem diferenças de doutrina e (pasmem!), para provar este ponto de vista, citam diferenças de disciplina e de regras de vida que existem entre os diversos segmentos católicos. Todo católico crê nas mesmas coisas, mas cada um vive a sua fé de uma forma diferente. Este se volta para obras de caridade; aquele, para a contemplação; o outro, para a teologia. Este grupo vive uma espiritualidade litúrgica; aquele outro aprofunda-se na Bíblia; um terceiro enraíza-se nos sacramentos, e por aí vai. Mas todos crêem nas mesmas coisas (têm a mesma doutrina): transubstanciação, eficácia dos sacramentos, divindade de Cristo, mediação dos Santos; Assunção de Maria, etc.. E, se algum católico não crer em algum destes pontos, católico não é. Mas, por exemplo, se um protestante não crê na divindade de Cristo, segue sendo protestante. As diferenças existem para o enriquecimento espiritual de uns e outros, jamais para dividir e separar uns dos outros. Quem não gosta do jeito de um grupo, não precisa participar dele, participe de outro. Quando é que vamos aprender a viver em paz e harmonia e pluralismo, aceitando o jeito diferente de cada um ser o que é, dentro da mesma Unidade?” (páginas 64 e 65 da referida obra, 4a. edição da editora Paulus). Como foi dito acima, não existe unidade doutrinária dentro do protestantismo, e este é o problema. Não se trata de diversos ramos protestantes vivendo a mesma fé de formas diferentes. Trata-se, na verdade, de diversos protestantismos diferentes que existem em cada igreja. Ora, ou Deus permite uma segunda união entre casais ou não permite. Na lógica protestante, Ele a permite na igreja A e não a permite na igreja B. Ou Ele está presente na eucaristia ou não está. Para os protestantes, na igreja C Ele se faz presente e, na D, não. Ou Jesus é Deus ou não é. Mas, para os protestantes, Ele o é nesta igreja e não é naquel?outra. Ou existe uma alma imortal, ou não existe. Para os protestantes, o membro da igreja X possui uma alma imortal enquanto que o da igreja Y adormecerá até o dia do juízo final. É bom mesmo que esse padre pense assim, pois ele diz na página 39, ao falar sobre o Saravá – o Baixo Espiritismo: “Não devemos fazer acusações injustas, achando que essas religiões são do demônio (…) E nessa cultura tribal foram criando mitos e lendas religiosas que explicam os mistérios da vida, passando tudo isso de pai para filho. Essas religiões africanas são belas, puras e merecem o nosso profundo respeito”. Garanto que o Vaticano não pensa assim. Pelo menos três padres que conhecemos pensam BEM DIFERENTE disso… e onde está a unidade doutrinária, afinal não é um livro publicado por uma editora católica, que não imprime nada que seja protestante? Até onde eu saiba, não existe nenhum dogma de fé que defina que o “baixo espiritismo” é uma religião demoníaca. Agora, o ensinamento da Igreja sempre foi o de que, nas religiões não-cristãs, existem as “sementes do Verbo”, ou seja, traços da Verdade e que aproxima seus praticantes de Deus. Não vamos mais longe: e o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe e não existem possessões demoníacas, contrariando o próprio Evangelho? Onde está a orgulhosa unidade católica, já que um herege como este não é excomungado por chamar o próprio Jesus de mentiroso? O Pe. Quevedo, ao dizer que o demônio não existe, está contrariando o ensinamento da Igreja e entrando em descomunhão com ela. Não é dado a nenhum católico duvidar da existência do demônio. Agora, se um protestante viesse com esta mesma heresia, desde que “aceitasse o senhorio de Jesus” (e, claro, desde que negasse a virgindade perpétua de Maria, a mediação dos santos, o primado de Pedro, etc., etc., etc.) , seria considerado um protestante como todos os outros. Para os outros protestantes, o demônio existe; para este aqui, não… E, quanto ao hiato entre Cristo e os protestantes, temos a afirmar duas coisas: 1. Esse hiato existe doutrinariamente e historicamente somente com a Igreja Católica de Roma, pois Jesus nunca fundou denominação alguma com base em Roma (cuja fundação foi num concílio presidido por um imperador romano, 3 séculos depois de Cristo) e também o fundamento não foi Pedro, foi o próprio Cristo, segundo afirmação do próprio apóstolo em sua carta (1PE 2:3,4,6) – “Se é que já provastes que o SENHOR é benigno; E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa”, Por isso também na Escritura se contém: “Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido”. Paulo disse a mesma coisa: 1Co 3:11 -” Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. EF 2:20 – “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. Bom, bastaria que a tríade estudasse os escritos patrísticos para se convencerem do contrário. Nunca houve hiato algum entre o catolicismo e Jesus Cristo. A Igreja Católica é a continuação natural daquela primeira comunidade de cristãos reunida no Cenáculo de Jerusalém. É um fato que pode ser verificado ou, simplesmente, ignorado (como fazem nossos queridos protestanes). A afirmação de que Constantino fundou a Igreja Católica é uma das maiores sandices que existe nos meios protestantes. É uma afirmação gratuita e gostaria de ver quais as provas das quais a tríade possui para as sustentar. Veja, meu caro leitor. Os protestantes têm um problema. Há algumas coisas na Bíblia que os mesmos não podem aceitar, pois, se o fizessem, estariam confessando o despropósito histórico do protestantismo. Coisas claríssimas como o primado de Pedro, a real presença de Jesus na Eucaristia e a necessidade da Igreja para a salvação. Que fazem então? De uma maneira bastante apriorística, vão ver como poder-se-ia sustentar seus pontos de vista ainda que passando por cima de toda evidência. A afirmação de que Constantino fundou a Igreja Católica faz parte deste apriorismo todo. Às evidências, a Igreja Católica surgiu com a primeira comunidade cristã. Como os protestantes não podem aceitar este fato, recorrem à história para ver como a mesma sustentaria uma tese de que, à exemplo das igrejas protestantes, a Católica também teve um fundador humano séculos depois da Era Apostólica. Encontraram, na figura de Constantino, alguém que poderia ser este fundador, esquecendo-se que: a) Constantino somente se fez batizar no leito de morte; b) A Igreja teve sérios problemas com os pontos de vista de Constantino e os combateu; c) Existe uma diferença enorme entre fazer cessar as perseguições aos católicos (que é o que Constantino fez) e fundar a Igreja católica (que é o que dizem que ele fez); d) Que, ademais, os protestantes teriam que explicar alguns pontos. Como Constantino fundou a Igreja Católica? Por que o fez? Por que nenhum cristão da época se insurgiu contra este fato? O que aconteceu com a Igreja que existia antes de Constantino? E, principalmente, como explicar que todos os dogmas de fé da Igreja aparecem em escritos cristãos séculos antes de Constantino? Comentarei, abaixo, a afirmação de que Jesus seria a única pedra da Igreja. 2. Mais importante que o hiato temporal, é o hiato Doutrinário, e nesse aspecto a Igreja Protestante ficou muito mais perto de Cristo ao voltar-se SOMENTE aos escritos apostólicos, recusando as dezenas de dogmas errados da igreja de Roma, mediante o lema “SOLA SCRIPTURA”. O que os protestantes não dizem é que, enquanto que os escritos patrísticos provam que todos os pontos de fé dos católicos já eram cridos pelos primeiros cristãos, não há qualquer vestígio da “sola scriptura” antes do final da Idade Média. Ou seja, factualmente, existe um hiato entre a “sola scriptura” e o cristianismo. 8- Não sou protestante porque há passagens da Bíblia que eles não aceitaram como tais; a Eucaristia, por exemplo, Jesus disse claramente: Isto é o meu corpo (Mateus 26,26) e Isto é o meu sangue (Mateus 26,28). R – Jesus também disse, claramente: “Eu sou a porta. Todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á. Entrará e sairá, e achará pastagens” (Jo 10.9). Só um louco interpretaria literalmente essa palavra e admitiria que Jesus é uma porta e que os cristãos são ovelhas comedoras de capim. Ele disse: “Eu sou a videira verdadeira [fonte de vida espiritual], e meu Pai é o agricultor; vós sois os ramos” (Jo 15.1,2,5) Nem por isso admitimos que Jesus é uma árvore, o Pai é um plantador de arroz, e os cristãos são ramos. Está claro que essas expressões são figurativas. Ao dizer “Isto é o meu corpo” estava dizendo, realmente “Isto representa o meu corpo”. Se levarmos em conta a interpretação literal, Jesus ao levantar o pão estaria levantando seu próprio corpo. Nesta tentativa de refutação, torna-se muito claro o apriorismo protestante de que eu falei acima. Como os protestantes não podem aceitar a transubstanciação (que levaria à necessidade de sacerdotes, que, por sua vez, nos levaria à necessidade da hierarquia, que, por sua vez, levaria ao papado) buscam uma forma de sustentar o oposto com trechos bíblicos. A levar a sério o argumento acima, toda e qualquer afirmação de Jesus poderia ser uma simples metáfora, o que extermina com qualquer possibilidade séria de se entender o cristianismo. Quando Jesus fala ser a porta ou a videira, ou quando afirma ser o pastor de ovelhas, as metáforas usadas são úteis. Ou seja, com tais metáfora, Jesus passa uma idéia com uma clareza tal que não conseguiria atingir de outra forma. Tanto é assim que não vemos ninguém, na Bíblia, entendendo estas afirmações literalmente. Não há ninguém acusando Jesus de estar louco e imaginando-se uma porta ou uma árvore. Agora, quando Jesus diz “isto é o meu corpo, isto é o meu sangue” o mesmo não está usando de nenhuma metáfora. Por quê? Porque tal metáfora não seria útil, visto que a idéia seria mais clara se o Mestre dissesse: “isto representa o meu corpo.” Ou seja, Jesus teria feito questão de ser pouco claro e confuso, tanto que muitos judeus o entenderam literalmente (e os católicos o entendem até hoje). Jesus estaria possuído pelo espírito de Babel, usando de uma linguagem pouco clara e gerando confusão. Os protestantes preferem acreditar nisto do que reconhecer a evidência… O fato, portanto, é que a comparação dos protestantes não procede. Jesus usa de metáforas quando as mesmas são úteis para instruir-nos em Sua doutrina; quando não são, não as usa. No caso da última ceia, a metáfora não seria útil (alías, seria até inconveniente) e, portanto, as palavras de Jesus devem ser entendidas na sua literalidade. No entanto enganando-se e conseqüentemente enganando a muitos desprezam o que diz a Bíblia, que eles dizem crer e obedecer: ‘”47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. 50 Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.” (Jo 6,47-51) Jesus diz CLARAMENTE que seu corpo é o pão necessário à Salvação. E a Bíblia continua: “52 A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?” (Jo 6,52) Vejam que as palavras de Cristo foram tão CLARAS que causaram discussão entre os Fariseus. Cristo então, confirma LITERALMENTE suas palavras: “53 Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo 6,53-54). No entanto para a tríade protestante, Jesus queria dizer que o pão “representa” o seu corpo. No entanto, é o Próprio Cristo (a quem eles dizem adorar e crer) que lhes diz no Evangelho de João (que eles dizem conhecer, crer e observar): “55 Pois a minha carne é VERDADEIRAMENTE uma comida e o meu sangue, VERDADEIRAMENTE uma bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” (Jo 6,55-56) Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do Senhor, o pão continua com gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se transformam numa mágica no corpo de Jesus. Como estamos vendo até aqui, as afirmações protestantes são na verdade um emaranhado de confusão e equívoco. Ora, uma coisa é ser acidentalmente e outra é ser essencialmente. Ora, a tríade protestante não crê que o Verbo se fez homem? Então por quê o Verbo não pode ser fazer pão? Antes da concepção por obra do Espírito Santo, Jesus era Espírito. Quando encarnou-se, Jesus mudou acidentalmente (não se parecia como era), mas não mudou essencialmente (continuava sendo Deus). Do mesmo modo na Eucaristia, o pão que é acidentalmente pão, mas é essencialmente o corpo do Senhor. Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo, mas entra em nossa vida quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm 10.9). A Bíblia não fala que Jesus comeu do pão (Ele o deu aos seus discípulos dizendo: tomai e comei; tomai e bebei), mas, se o comeu, ingeriu, sim, Seu próprio corpo. Assim como nós, ao participarmos da eucaristia, numa certa medida, ingerimos nosso próprio corpo, pois comungamos do corpo de Cristo do qual fazemos parte. A Deus, tudo é possível. 9- Não sou protestante porque os supostos intérpretes da Bíblia não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrado, sendo que em (João 6,51) Jesus afirma: O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Pois a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue é uma verdadeira bebida. R – A leitura e interpretação da Bíblia não devem ser privilégio de um grupo governante como na seita testemunhas-de-jeová e no catolicismo. Todos podem ler e interpretar livremente a Palavra de Deus, que é dirigida a todos indistintamente. Sobre o assunto eucaristia já falamos anteriormente. O pão não se transforma no corpo de Cristo. Ademais, Jesus instituiu a ceia em MEMÓRIA, para recordação do Seu sacrifício na cruz. Vejam: “Fazei isto em memória de mim” (1 Co 11.24-25). O sacrifício de Jesus não pode e não deve ser RENOVADO TODOS OS DIAS. Vejam: “Pois Cristo padeceu uma única vez pelos pecados” (1 Pe 3.18). Ele não precisa morrer outras vezes. Aqui, a tríade comete dois erros bastante grandes. Primeiramente, com o termo MEMÓRIA. Lembre-se, sempre, que Jesus estava celebrando o seder judaico e que, nas celebrações judaicas, fazer um memorial tem o sentido de tornar presente um fato já ocorrido. Quando, neste contexto, Jesus (após afirmar que o pão consagrado é o Seu corpo e que o vinho consagrado é o Seu sangue) diz “fazei isto em memória de mim”, os discípulos (todos judeus) não tinham dúvidas de que o Mestre estava invocando a longa tradição de memoriais judaicos. E que, a partir de então, cada vez que repetissem aquela ceia, os acontecimentos da morte e ressurreição de Cristo se fariam presentes. O segundo erro cometido é acerca da doutrina católica sobre a missa. Jesus não morreu “outras vezes”. Ao contrário, ensina a Igreja que o sacrifício de Cristo é único, irrepetível e suficiente. Ocorre que, no Memorial, este sacrifício (ocorrido há quase dois mil anos) faz-se presente de forma incruenta. O fiel, com os próprios olhos, contempla a morte e ressurreição de Cristo, sacramental e verdadeiramente. Então, o culto da ceia do Senhor não objetiva crucificá-LO outra vez, mas recordar a Sua morte expiatória. Brilhante! De fato, a eucaristia não visa crucificá-lO novamente, mas fazer o MEMORIAL da Sua morte e ressurreição. Lembre-se que Memorial no sentido semita é REPETIR e não somente LEMBRAR. Como eu já disse, é sempre delicioso ver o quão desinformados sobre o catolicismo estão aqueles que o combatem. “Comer a minha carne e beber o meu sangue” não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não aprovaria um ato de antropofagia (comer carne humana com suas vísceras, cabelos e unhas). Nem sempre o significado de um texto é o significado literal, como mais acima foi explicado. Como acima tentou-se enganar, mas que as próprias palavras do Cristo desmentiram-nos. Cristo é o verdadeiro Cordeiro Pascal, e, gostem disto os protestantes ou não, o cordeiro pascal deve ser comido por inteiro (com vísceras e tudo). Comungamos, sim, do corpo de Cristo, sem que sejamos antropófagos por isto. Aliás, interessante comparação protestante, visto que os primeiros cristãos também eram acusados de comer a carne de um homem chamado Cristo! Não alimentamos nosso corpo com carne humana (como fazem os canibais), mas, comungando, tornamo-nos (sacramental e verdadeiramente) um com Cristo, fortalecendo nosso espírito para os combates. Caro leitor, sabe por que o protestantismo nunca produziu um Francisco de Assis, uma Tereza de Lisieaux, um Vicente de Paula, uma Tereza de Calcutá, um Tomás de Aquino, etc.? Porque os protestantes, não comendo da carne de Cristo, e não bebendo de seu sangue, não se tornam um com Ele e não têm a vida dentro de si. Foram advertidos pela própria Bíblia disto, mas, lendo, não entendem e geram sua própria condenação. São eles os fariseus de hoje, que mesmo de posse das Sagradas Letras, não entendem e não reconhecem o Cristo. Quando lemos que Ele é a pedra angular, o real fundamento da Igreja (1 Co 3.11; Ef 2.20) não podemos entender que Jesus seja realmente uma pedra. São figuras de linguagem. Vejamos os comentários de Norman Geisler em seu Manual Popular de Dúvidas: “Há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada. Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista, quando ele disse: “as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6.63). Uai! Que uma coisa tem a ver com a outra? De fato, Jesus falava de coisas espirituais (a eucaristia fortalece o espírito). Isto não quer dizer que, falando de coisas espirituais, Ele estivesse falando em sentido figurado. Podemos falar de coisas espirituais usando palavras em sentido literal e, ao mesmo tempo, falar de coisas materiais usando palavras em sentido figurado. A confusão de conceitos é patente.  Notem ainda caro leitor que os defensores da “sola scriptura” precisam recorrer a fontes extra-bíblicas para fundamentarem seus erros doutrinários. Que coerência há nisto? Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico. Já comentado acima. Terceiro, Ele não estava falando da vida física, mas da “vida eterna” (Jo 6.54). Já comentado acima. Quarto, ele chamou a si de “o pão da vida” (Jo 6.48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6.58). Novamente, a mesma confusão. O maná (pão físico) é figura da eucaristia (que usa o sinal do pão físico), mas esta é superior àquele (pois alimenta o espírito). Não há nada aí que mostre que o Senhor falava figuradamente, conforme já provamos. Quinto, Ele usou a figura do “comer” a sua carne paralelamente à idéia de “permanecer” nele (cf.Jo 15.4-5), que representa outra figura de linguagem. Afirmar é fácil, provar é difícil. Se não comermos da carne do Senhor, não permanecemos nEle pois não nos tornamos um com Ele. Aqui DESCARADAMENTE desprezam Jo 6,55. Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso seria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)”. Talvez esta afirmação fosse menos infeliz se estivesse embasada em Gen 9,3-4;  Deut 16,15-16 ou ainda Lev 3,17. No entanto At 15,20 fala de carne sacrificada aos ídolos, o que não é o caso. A Eucaristia não é carne humana sacrificada aos ídolos, mas, verdadeiramente, o corpo do Salvador, sacrificado por nós. Portanto, o versículo bíblico usado não é útil para defender a tese da tríade. Os versículos que sugeri proíbem a ingestão de sangue exatamente porque nele há vida. Ora, se bebemos o Sangue de Cristo, temos a Vida de Cristo em nós mesmos, que é exatamente o desejo do Senhor! Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer e obedecer (Jo 3.18,36; 5.24; 6.35; 7.38; 11.25; Atos 10.43; 13.39;16.31; Rm 1.16;10.9). Aqui, nossos queridos protestantes cometem um erro de petição. Estão tomando por provado o que querem provar: que a salvação vem de crer em Jesus. E, assim fazendo, passam por cima daquilo que disse o Senhor: que devemos comer sua carne e beber o seu sangue para termos a vida em nós. Aliás, segundo os entendidos em grego Koiné (língua na qual grande parte do Novo Testamento foi escrita), Jesus usou o verbo troglo, que significa “mastigar, triturar com os dentes”. Mais literal do que isto é impossível. 10- Não sou protestante porque os mesmos não reconhecem o primado de Pedro, sendo que o próprio Jesus disse;Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja; (Mateus16,18). R – “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt. 16.13-20). O catolicismo vale-se dessa passagem para afirmar que os papas são sucessores de Pedro. Nenhum dos modos de entender essa passagem dá suporte à posição católica. Chamo atenção para o fato de que, também aqui, funcionará o velho apriorismo protestante. A afirmação de que “nenhum dos modos de entender esta passagem dá suporte à posição católica” chega a ser engraçada. Para não se enxergar, na passagem, o primado de Pedro é necessária uma verdadeira ginástica mental à qual os protestantes recorrem para não se darem por vencidos. Outra coisa, a Igreja Católica não se vale deste versículo para demonstrar que os Papas são os legítimos sucessores de Pedro, porque isso é um fato histórico, e na história não dá para passar a borracha! A Santa Igreja Católica apenas mostra aí que a Bíblia dá testemunho do Primado de Pedro. “Sobre esta pedra” poderá referir-se à firme declaração de Pedro, de que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16). Admitida a hipótese de a referência ser a pessoa de Pedro, este (Petros, pedra, em grego) seria apenas uma pedra no fundamento apostólico da Igreja (Mt 16.18), não a rocha. Pedro admitiu que Cristo é a principal pedra, a pedra principal, angular, preciosa, de esquina (1 Pe 2.7-8). A tríade não tem problema algum com a incoerência. Recorrem a ela com muita tranqüilidade. A afirmação básica do protestantismo é que Pedro não poderia ser a pedra da Igreja porque tal função cabe apenas a Cristo. Pois bem. Como na passagem acima Jesus não pode estar falando de si mesmo, os protestantes afirmam que, nesta passagem, a pedra (que até agora há pouco seria o próprio Jesus) é a afirmação petrina!!! Fácil, não?! Isto é o que eu chamo de boa hermenêutica! Cristo é a pedra da Igreja, mas, visivelmente dá esta função aos Papas. Cristo é a única Rocha; os Papas (que fazem parte do corpo de Cristo) fazem este papel de maneira visível. E mais: a. No primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto (At 15.6-11). Tiago teve participação mais importante: assumiu a reunião, deu seu parecer e fez um pronunciamento final (At 15.13-21). Santo Deus!!! Esta afirmação é absurda. Pedro presidiu aquele concílio, foi dele a palavra que pôs ordem à discussão que reinava. Ele falou e toda a Assembléia se calou. Quando Tiago tomou a palavra, o mesmo teve que pedir para ser ouvido (e, frise-se, o Concílio ocorreu na diocese de Tiago). No entanto, para a tríade, é de Tiago o papel preponderante. Coisas do livre exame… De qualquer forma, é importante o fato de que eles reconheceram que houve um concílio em Jerusalém para resolver o problema da observância ou não da Lei Mosaica. E reconheceram que este concílio tinha autoridade. Pois bem: a Igreja Católica, desde o princípio, resolveu seus problemas através de concílios, apontando, com clareza, quais os pontos de fé a serem cridos. E as igrejas protestantes? Bem, elas preferem resolver seus problemas doutrinários de outra forma: quem concorda fica e quem discorda que funde outra igreja! Vê-se, pois, o quão distantes elas estão do cristianismo primitivo… b. Paulo não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as “colunas” (no plural) são “Tiago, Cefas e João” (Gl 2.9); Tiago e João também são chamados de coluna (juntamente com Pedro), mas nunca são chamados de Pedra. Eles também eram apóstolos, também tinham importância, mas não foram constituídos chefes de toda a Igreja e nem lhes foi dada a chave do Reino dos Céus. Durante séculos, ao lado do Bispo de Roma e imediatamente abaixo do mesmo, os bispos de Antioquia, Jerusalém e Alexandria (todas Igrejas petrinas) tinham enorme influência em toda a Igreja. Ainda hoje em dia, além do Papa, são muitos os que têm influência decisiva nos destinos da Igreja. Pode-se citar, por exemplo, o Cardeal Raztinger, verdadeira coluna da Igreja nos dias atuais, ao lado da rocha que é João Paulo II. Isto em nada arranha o Papado. Notem aí caro leitor a incoerência protestante. Eles acabaram afirmando que Tiago e João eram colunas da Igreja como Pedro. Ora, como eles podem dizer isso se para eles é a Bíblia o ÚNICO FUNDAMENTO da fé? Vejam que sutilmente acabam professando as Verdades de fé Católicas, que dizem que “A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (cf. 1Tm 3,15). Notem aí que a autoridade sobre todos os cristãos é da Igreja, que era comandada pelos apóstolos nos princípio. Foi da Igreja que os primeiros cristãos receberam a fé, e foi através de Sua Autoridade é que sabiam o que era certo e errado e não da Bíblia, que ainda nem existia. Não pensem que estou diminuindo a Bíblia, longe disto, mas a Bíblia sem a Igreja é como o Código de Defesa do Consumidor se PROCON, como Código de Trânsito sem o DETRAN, como Código Penal sem os Magistrados e etc. c. Paulo declarou que a Igreja é edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular” (Ef 2.20); d. Pedro não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14); A Bíblia dá a entender que Pedro já era viúvo quando foi instituído chefe da Igreja (afinal, foi a sua sogra que serviu Jesus após ser curada, e não a sua esposa como seria de se esperar). De qualquer forma, o celibato não é requisito essencial para qualquer ordenação. É um requisito apenas circunstancial que pode deixar de existir quando a Igreja o desejar. e. Pedro não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo porque ele não procedia “corretamente segundo a verdade do Evangelho” (Gl 2.14); Os protestantes adoram citar Gl 2,14 para provar que Pedro não era infalível. Novamente, confundem infalibilidade com impecabilidade, pelo que este argumento é falso. Tanto Pedro era infalível que foi ele quem resolveu o maior problema doutrinário da primeira geração de cristãos. O partido dos judaizantes (tendo Tiago à frente) opunha-se frontalmente à soterologia de Paulo, pela qual a salvação repousava exclusivamente nos méritos de Cristo e não na observância da Lei Mosaica. O conflito entre os dois grupos foi bastante tenso e pode ser visto em At 15. No meio da discussão, levanta-se Pedro, afirma que a razão estava com Paulo “e toda a assembléia (Tiago também) ficou em silêncio”, passando a ouvir o que Paulo tinha a dizer. Pedro falou, Tiago retariu-se. Nunca mais os cristãos tiveram dúvidas sobre a questão. Foi pouco tempo depois disto, que se passou a cena descrita em Gl 2. Paulo, de fato, tinha toda a autoridade para condenar a atitude de Pedro porque o mesmo não agia de acordo com a doutrina que ele, infalivelmente, já havia definido como dogma de fé. Em At 15, temos a infalibilidade de Pedro (como Papa que era); em Gl 2, assistimos a um seu pecado (como homem). Aliás, bem entendido o contexto da carta aos Gálatas, vemos como a cena descrita por Paulo reforça a idéia de que Pedro foi, realmente, o primeiro Papa. A comunidade dos gálatas não aceitava, pacificamente, a autoridade de Paulo e, nesta esteira, também não aceitava a ortodoxia de sua doutrina. Paulo, então, para defender esta ortodoxia, cita um caso em que o próprio Pedro curvou-se à mesma. Como que dizendo: se Pedro (que é Pedro) reconheceu este evangelho que vos prego, como podeis vós duvidar do mesmo? Sobre isto, leiam um outro artigo meu, deste site, intitulado “A Epístola aos Gálatas e o Primado de Pedro.” f. A Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que “ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11); A Igreja primitiva perseverou na “doutrina dos apóstolos”, e não na de Pedro (At 2.42). Finalmente, Pedro não aceitava adoração (o beija-mão, o ajoelhar-se aos pés) conforme Atos 10.25-26. De fato, não existe uma doutrina de Pedro, nem uma doutrina dos apóstolos. A doutrina da Igreja é a doutrina de Cristo. É aquela recebida do Senhor e transmitida pelos apóstolos (com Pedro à frente). A frase, “doutrina dos apóstolos” (isto é, transmitida por eles) é uma referência claríssima à tradição oral que eles transmitiam às comunidades e que se preservou apenas dentro do catolicismo. Para que a “sola scriptura” fizesse sentido, o texto deveria dizer “perseveravam na doutrina bíblica”. #frase #suas #Verdade #Deus #tendo #IgrejaUniversal #martinholutero #promessa #seja #disto #surgir #uma #VeritatisSplendor #omundo #Protestantismo #Inferno #opositores #Jesus #cfmt #Ruptura

  • Começa terceira fase do diálogo entre católicos e anglicanos

    Seu objetivo é estudar “A Igreja como comunhão, local e universal” CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – A Comissão Internacional Anglicano-Católica anunciou que o primeiro encontro da terceira fase do diálogo (chamada ARCIC III) será realizado no Mosteiro de Bose (Itália), de 17 a 27 de maio de 2011. A Comissão aprofundará em temas como “A Igreja como comunhão, local e universal” e “Como, na comunhão, a Igreja local e universal chega a discernir o ensinamento ético correto”. A iniciativa reflete o desejo manifestado pelo Papa Bento XVI e pelo arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, por ocasião do seu encontro em Roma, em novembro de 2009. O diálogo oficial entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana – proposto por Paulo VI e pelo arcebispo de Cantuária, Michael Ramsey, em 1966 – é realizado através da Comissão Internacional Anglicano-Católica (ARCIC), criada em 1970, e através da Comissão Internacional Anglicano-Católica para a Unidade e a Missão (IARCCUM), criada em 2001 para traduzir em medidas concretas o grau de comunhão espiritual alcançado. A III ARCIC é composta por 18 membros, 10 da parte anglicana e 8 da parte católica, e reflete um amplo espectro de background cultural e as disciplinas teológicas. Seus copresidentes são Dom Bernard Longley, arcebispo de Birmingham, Inglaterra (católico), e Dom David Moxon, da diocese de Nova Zelândia (anglicano). A primeira fase do trabalho da ARCIC (1970-1981) foi selada pelas declarações sobre a Eucaristia e o ministério e por duas declarações sobre a autoridade na Igreja, enquanto a segunda fase (1983-2005) produziu declarações sobre a salvação e sobre a justificação, sobre a natureza da Igreja e estudos posteriores sobre a autoridade da Igreja. Nos últimos 20 anos, a ARCIC publicou cinco declarações conjuntas: “A salvação e a Igreja” (1987), “A Igreja como comunhão” (1991), “A vida em Cristo” (1994), “O dom da autoridade” (1999), “Maria: graça e esperança em Cristo” (2005). Estas declarações da ARCIC não constituem uma posição oficial nem da Igreja Católica Romana, e muito menos da Comunhão Anglicana; são documentos passíveis de uma revisão e uma avaliação mais aprofundadas. Igreja da Inglaterra e dogmas marianos O Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra, que começa na próxima segunda-feira, tem sido um dos temas da agenda a ser debatida em 9 de fevereiro, assim como o documento “Maria: graça e esperança em Cristo”, também conhecido como “Declaração de Seattle”. Para a ocasião, o debate será organizado pelo bispo anglicano de Guildford, Christopher Hill, e pelo bispo auxiliar católico de Westminster, Dom George Stack. O documento, já anunciado em 1999, foi inspirado pela publicação da Encíclica Ut unum sint, de 1995, em cujo nº 79, João Paulo II fala de Maria como “Mãe de Deus e Ícone da Igreja”. O resultado dos trabalhos da Comissão mista não desfaz todos os nós teológicos que separam anglicanos e católicos, e que estão principalmente relacionadas com os dogmas marianos da Imaculada Conceição (1854) e da Assunção de Maria ao Céu (1950), concebidos como revelados por Deus, segundo a Igreja Católica, enquanto, para os anglicanos, a Sagrada Escritura contém tudo o que é necessário para a salvação. Já em uma declaração de 1981 – “A autoridade na Igreja II” -, a ARCIC salientava que ambos os dogmas “levantam um problema particular para os anglicanos, que não consideram que as definições precisas dadas por estes dogmas estejam suficientemente apoiadas nas Escrituras”. “Maria: graça e esperança em Cristo” A primeira seção do documento descreve o papel de Maria na Bíblia. A propósito disso, o parágrafo 30 afirma que: “O testemunho nas Escrituras convida todos os crentes de todas as gerações a chamarem de ‘bendita’ Maria, esta mulher hebreia de condição humilde, esta filha de Israel que vivia na esperança da justiça para os pobres, a quem Deus encheu de graça e escolheu para ser a mãe virgem do seu Filho pela ação do Espírito Santo”. “Devemos abençoá-la – lê-se também – como a ‘serva do Senhor’, que deu seu consentimento incondicional para a realização do plano salvífico de Deus, como a mãe que meditava todas as coisas em seu coração, como a refugiada que procura asilo em terra estrangeira, como a mãe atravessada pelo sofrimento inocente do seu próprio Filho e como a mulher a quem Jesus confiou seus amigos.” A segunda parte do texto trata da figura de Maria nas “antigas tradições comuns”, ou seja, nos primeiros concílios da Igreja, que são fontes de autoridade tanto para os anglicanos como para os católicos, e nos escritos dos “Padres da Igreja”, teólogos dos primeiros séculos do cristianismo. Depois segue “o crescimento da devoção a Maria nos séculos medievais e as controvérsias teológicas associadas a eles”, mostrando “como alguns excessos na devoção, no final da Idade Média, e as reações contra estes por parte dos reformadores, contribuíram para a ruptura da comunhão entre nós”. A terceira seção do documento começa contemplando Maria e seu papel na história da salvação, no contexto de uma “teologia de graça e de esperança”. A propósito disso, utilizava como chave interpretativa a Carta de São Paulo aos Romanos (8,28-30), na qual o apóstolo proporciona um modelo de graça e esperança operativas na relação entre Deus e a humanidade: “Aos que ele conheceu desde sempre, também os predestinou a se configurarem com a imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou, e aos que chamou, também os justificou, e aos que justificou, também os glorificou”. Ela foi “marcada desde o início como a escolhida, chamada e cheia de graça por Deus, através do Espírito Santo, para a tarefa que a esperava” (n. 54). No ‘fiat’ livremente pronunciado por Maria – ‘Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1,38) -, vemos “o fruto da sua preparação anterior, expressa na afirmação de Gabriel sobre ela como ‘cheia de graça'” (nº 55). Assim, afirma-se, no nº 59: “Frente à sua vocação de ser a mãe do Santo (Lc 1,35), podemos afirmar juntos que a obra redentora de Deus se cumpriu em Maria nas profundezas de seu ser, desde o início”. Em um relatório preparado pelo Faith and Order Advisory Group (FOAG), da Igreja da Inglaterra, lê-se que o documento “representa um verdadeiro progresso ecumênico”, mas “continua sendo a questão crucial do status dos dogmas marianos e dos anátemas associados a eles”. (Mirko Testa) #RowanWilliams #Iniciativa #longley #PapaBentoXVI #cri #primeiroencontro #Sextafeira #segundafase #Eucaristia #Anglicana #terceira #zenit #desejo #michaelramsey #novazelândia #natureza #davidmoxon #inglaterra #composta #criada

  • “Mestre, em teu nome lançarei as redes”

    2º Congresso Continental de Vocações da América Latina 2011 CARTAGO, quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – Desde 31 de janeiro, está sendo realizado em Cartago (Costa Rica), o 2º Congresso Continental de Vocações da América Latina 2011, com o slogan “Mestre, em teu nome lançarei as redes”. Os participantes utilizam um documento de trabalho preparado pela Pontifícia Obra para as Vocações, pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e pela Conferência dos Religiosos da América Latina e do Caribe (CLAR). O documento reflete a realidade política, social, cultural e eclesial da América. Os redatores do documento afirmam aceitar os desafios da realidade atual e propõem examinar a consciência que os batizados têm da cultura vocacional; refletir sobre o plano do Pai para os seres humanos, nas circunstâncias atuais. Além disso, procuram apresentar a vocação batismal como foco central de toda a ação pastoral da Igreja; desenvolver a dimensão evangelizadora da promoção vocacional para a Missão Continental; definir os critérios para processos de itinerários vocacionais que respondam às circunstâncias atuais. Quanto à realidade eclesial, reconhecem que o Povo de Deus “valoriza os sacerdotes e religiosos, tem um grande carinho pelas mulheres consagradas e estima os missionários. Nele, podemos ver o crescimento de novos movimentos e a presença de novas formas de vida consagrada. Apesar dos aspectos positivos que nos alegram, observamos outros que nos preocupam. Há lugares sem presença religiosa ou sacerdotal, sem a Eucaristia dominical; há algumas tentativas de retorno a uma eclesiologia e espiritualidade contrários ao Concílio Vaticano II.” A realidade vocacional é, para os redatores do documento, “a realidade da noite”, mas valorizam os esforços incansáveis dos promotores vocacionais (sacerdotes, religiosos e leigos), a existência de programas de pastoral vocacional e a contribuição dos institutos de pastoral vocacional. E sentem “a urgente necessidade de rezar pelas vocações, conscientizar sobre a urgência de novas e santas vocações, promover e coordenar iniciativas vocacionais”. Bento XVI enviou uma mensagem ao Congresso, na qual recorda que, em breve, o 1º Congresso Continental de Vocações da América Latina, organizado pela Santa Sé, pelo CELAM e pela CLAR, cumprirá 17 anos. Aquele evento, diz o Papa, “representou uma importante oportunidade para relançar a pastoral vocacional em todo o continente”. Bento XVI destaca, em sua mensagem, que “a grande tarefa da evangelização requer um número crescente de pessoas que respondem com generosidade ao chamado de Deus e entreguem toda a vida à causa do Evangelho. Uma ação missionária mais incisiva traz como fruto precioso, juntamente com o fortalecimento da vida cristã em geral, o aumento das vocações de especial consagração”. Entre os muitos aspectos que poderiam ser considerados para o cultivo das vocações, o Papa sublinhou “o cuidado da vida espiritual”. “A vocação – enfatiza – não é o resultado de projetos humanos ou de uma estratégia organizativa. Na sua realidade mais profunda, é um dom de Deus, uma iniciativa misteriosa e inefável do Senhor, que entra na vida de uma pessoa, cativando-a com a beleza do seu amor e, consequentemente, suscitando uma entrega total e definitiva a esse amor divino.” “A preocupação pelas vocações – conclui – ocupa um lugar especial no meu coração e nas minhas orações.” O hino aprovado em concurso para o evento, “Lance as redes”, de Hênio dos Santos Silva, pode ser baixado do site do congresso: http://iglesiacr.org/principal/content/view/42/112/. Documento de Trabalho: http://www.iglesiauruguaya.com/vocaciones/PV-DOCUMENTO%20DE%20TRABAJO.pdf. (Nieves San Martín) #pastoralvocacional #sendo #Episcopal #Deus #vaticanoii #quintafeira #costarica #31dejaneiro #américalatina #CELAM #slogan #pelo #zenit #Latinoamericano #foco

  • Orientações do Vaticano para uma leitura correta das Sagradas Escrituras

    Fonte: Dominus Vobiscum Além dos cinco pontos que citei no post [Que parâmetros devemos ter para ler as Sagradas Escrituras?] para uma leitura correta das Sagradas Escrituras, encontrei algumas observações interessantes na Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação divina, Dei Verbum, que recomenda três pontos ao se ler a Palavra de Deus: 1. Conteúdo e unidade da Escritura inteira – Quer dizer, não interpretar uma parte da Escritura fora do seu contexto integral. Muitas vezes um versículo só será bem entendido quando lido juntamente com outros. Lembro-me de uma história que me contaram. Uma mulher estava com depressão, com vontade de morrer e resolveu “abrir a bíblia” para ver se havia um versículo que lhe desse uma direção. Ela abriu a bíblia e caiu no Evangelho… Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. (Mt 27,5) Óbvio que aquela Senhora assustou-se com a palavra. Resolveu pegar uma outra palavra. E veio esta: …Vai, e faze tu o mesmo… (Lc 10,37) Portanto, não podemos analisar a Bíblia fora do seu contexto. Um velho jargão nos ensina que: Um texto fora do contexto vira pretexto. Eu não posso sair por ai, interpretando a bíblia do meu jeito. Não posso sair “abrindo a bíblia” e interpretando um versículo isolado sem ler o contexto da palavra. 2. A Tradição viva da Igreja – A interpretação da Palavra de Deus nunca pode estar em desacordo com a Tradição da Igreja e vice-versa. A Palavra e a Tradição nunca andam desalinhadas. A palavra dos Papas, Santos Padres da Igreja e seus doutores estão sempre de acordo com a Palavra. 3. Analogia da fé – Como havia dito antes. Uma parte da Bíblia nunca poderá estar em desacordo com a outra. Precisamos sempre verificar a coesão das verdades da fé entre si. Uma não pode ser oposta a outra, pois o Espírito Santo não se contradiz. #post #além #dominusvobiscum #fonte #bibliasagrada #seu #leitura #Escritura #Constituição #versículo #Deus #interpretando #ter #vaticanoii #revelação #verbum #fora #outra #dominus #conteúdo #SagradasEscrituras #Bem #Escrituras #bíbliavivaonline #sempre #posso #correta #pode #quer #lido #ler #não #vira #sem #Vobiscum #Muitas #integral #Bíblia #citei #recomenda #uma #Unidade #NovoTestamento #Tradição #resolveu #Dei #Sagradas #Igreja #dizer #será #lc #encontrei #com #sair #Concílio #inteira #havia #desacordo #Palavra #dogmática

  • Versus Deum per Iesum Christum

    Fonte: Ignem in Terram Organizando meus alfarrábios digitais, encontrei o prefácio do Cardeal Ratzinger ao livro Uwe Michael Lang, padre oratoriano, sobre a orientação do sacerdote na Santa Missa. Abaixo, segue um trecho do mesmo, contendo as premissas necessárias para um sadio debate acerca do tema: Para o católico praticante normal, dois parecem ser os resultados mais evidentes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II: o desaparecimento da língua latina e o altar orientado para o povo. Quem ler os textos conciliares poderá constatar, com espanto, que nem uma nem outra coisa se encontram neles desta forma. Claro, seria preciso dar espaço à língua vulgar, segundo as intenções do Concílio (cf. Sacrosanctum Concilium 36, 2) – sobretudo no âmbito da liturgia da Palavra – mas, no texto conciliar, a norma geral imediatamente precedente reza: “O uso da língua latina, salvo quando se tratar de um direito particular, seja conservado nos ritos latinos” (Sacrosanctum Concilium 36, 1). Sobre a orientação do altar para o povo, não há sequer uma palavra no texto conciliar. Ela é mencionada em instruções pós-conciliares. A mais importante delas é a Institutio generalis Missalis Romani, a Introdução Geral ao novo Missal Romano, de 1969, onde, no número 262, se lê: “O altar maior deve ser construído separado da parede, de modo a que se possa facilmente andar ao seu redor e celebrar, nele, olhando na direção do povo [versus populum]”. A introdução à nova edição do Missal Romano, de 2002, retomou esse texto à letra, mas, no final, acrescentou o seguinte: “Isso é desejável sempre que possível”. Esse acréscimo foi lido por muitos como um enrijecimento do texto de 1969, no sentido de que agora haveria uma obrigação geral de construir – “sempre que possível” – os altares voltados para o povo. Essa interpretação, porém, já havia sido repelida pela Congregação para o Culto Divino, que tem competência sobre a questão, em 25 de setembro de 2000, quando explicou que a palavra “expedit” [é desejável] não exprime uma obrigação, mas uma recomendação. A orientação física deveria – assim diz a Congregação – ser distinta da espiritual. Quando o sacerdote celebra versus populum, sua orientação espiritual deveria ser sempre versus Deum per Iesum Christum [para Deus, por meio de Jesus Cristo]. Sendo que ritos, sinais, símbolos e palavras nunca podem esgotar a realidade última do mistério da salvação, devem-se evitar posições unilaterais e absolutizantes a respeito dessa questão. Esse esclarecimento é importante, pois deixa transparecer o caráter relativo das formas simbólicas externas, opondo-se, assim, aos fanatismos que infelizmente nos últimos quarenta anos não tiveram pequena freqüência nos debates em torno da liturgia. Mas, ao mesmo tempo, ilumina também a direção última da ação litúrgica, nunca totalmente expressa nas formas exteriores, e que é a mesma para o sacerdote e para o povo (voltados para o Senhor: para o Pai, por meio de Cristo no Espírito Santo). A resposta da Congregação deveria, portanto, criar um clima menos tenso para a discussão; um clima no qual possam ser procuradas as melhores maneiras de realização prática do mistério da salvação, sem condenações recíprocas, ouvindo atentamente aos outros, mas sobretudo ouvindo as indicações últimas da própria liturgia. Etiquetar apressadamente certas posições como “pré-conciliares”, “reacionárias”, “conservadoras”, ou “progressistas” ou “estranhas à fé”, não deveria mais ser admitido nesse embate, no qual se deveria muito mais deixar espaço a um novo e sincero esforço comum para realizar a vontade de Cristo da melhor forma possível. #michaellang #Geral #pela #umapalavra #reza #seja #lido #opovo #norma #Liturgia #2c #cf #Ratzinger #SacrosanctumConcilium #reforma #dois #Missa #contendo

  • Depois caluniam os católicos dizendo ser adoradores de imagens

    Fonte: APOSTOLADO SPIRITUS PARACLITUS VEJA OS VIDEOS PRESENTES NO YOUTUBE E DIVIRTA-SE COM AS INCOERÊNCIAS PROTESTANTES: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=8kGus7kBPTk[/youtube] LOUVOR PASTORES PROSTRADOS DIANTE DA ARCA IURD [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=DkMZ0NWhVSY[/youtube] IGREJA EVANGÉLICA QUADRANGULAR Veja como eles se prostram e tocam na arca em reverencia e louvor, A PASTORA DIZ NÃO É UMA SIMPLES ARCA. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=DP9P1EjP0Yc[/youtube] IGREJA EVANGÉLICA CULTO DA ARCA DA ALIANÇA ATO PROFÉTICO OCORRIDO EM PONTA GROSSA NO PARANÁ NA IGREJA PRESBITERIANA VEJA COMO ELES SE PROSTAM DIANTE DA IMAGEM DE ESCULTURA ARCA. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=dbCS-u7R4m4[/youtube] CULTO avivamento Seminário evangélico Shekinah, realizado em São José dos Campos-SP datado dia 17.07.2008 SOB O COMANDO DO PASTOR Yossef Akiva OS FIÉIS GRITAM EM LOUVOR TOCAM NA ARCA E SE PROSTRAM DIANTE DELA. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2_NymAJUqzo[/youtube] IMAGEM DE LEÃO DE JUDA EM ESTANDART PRINCIPAL É RECEBIDA COM APLAUSOS EM IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS Festa realizada em 2005 na Catedral das Assembléias de Deus em Brasília, sede da Convenção de Madureira. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=34zV4bjuGo0&[/youtube] CDJDI IGREJA EVANGÉLICA Casa Deus Jundiaí MUITOS GRITOS E LOUVORES NA ENTRADA DA IMAGEM DE ESCULTURA DA ARCA [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=4lCFAvn_yJo[/youtube] IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS NOVA IGUAÇU MOMENTO SOLENE NA ENTRADA DA IMAGEM DE ESCULTURA DA ARCA COM MUSICA TOCAR DO SHOFAR LUZES O GLORIFICAÇÕES COM A VÓZ [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=wHRVULKNVtk[/youtube] IGREJA EVANGELICA ENSINA QUE A ARCA TEM PODER DE TRAZER BENÇÃO PARA DENTRO DE SUA CASA (http://www.youtube.com/watch?v=wHRVULKNVtk ) [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HUahIh0P0Pw[/youtube] PESSOAS SE RETORCEM INCLINANDO-SE DIANTE DA PRESENÇA DA ARCA SEGUNDO OS PROTESTANTES NA BIBLIA EXISTE UMA PROIBIÇÃO EXPRESSA NO FAZER IMAGENS, ENTÃO COMO FICA ESTA IMAGENS? “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra”. (Ex 20,4) E AGORA PODE OU NÃO PODE SEGUNDO AS ESCRITURAS FAZER IMAGENS? #novaiguaçu #ato #escultura #Deus #madureira #Solene #Pastores #Culto #vejacomo #httpwwwyoutube #Catedral #dbcs #shekinah #Sede #pastora #Imagem #Arca

  • Papa convida cristão a unir-se a redes sociais

    Em sua Mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI convida os cristãos a unir-se às redes sociais, em sua Mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que neste ano será comemorado em 5 de junho. Hoje, festa de São Francisco de Sales, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto da Mensagem, intitulada “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. “Quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana”, afirma o Papa. “Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia”, indica. “Pelo contrário – continua -, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida.” O Pontífice dirige um convite especial aos jovens, para “fazerem bom uso da sua presença no areópago digital”. E destaca a contribuição das novas tecnologias na preparação da próxima Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em agosto, em Madri. Autênticos e reflexivos Bento XVI oferece diversas reflexões sobre a propagação da comunicação por meio da internet, seus potenciais, aplicações e riscos. Destaca que, “também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva”. “Na busca de partilha, de ‘amizades’, confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio ‘perfil’ público”, afirma. O Papa explica que “o envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio”. Inevitavelmente, isso “coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser”, continua. Riscos Começando a analisar os riscos da internet, concretamente das redes sociais, sublinha que “a presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual”. Para ajudar a refletir, o Papa convida os internautas a se fazerem várias perguntas: “Quem é o meu ‘próximo’ neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária?”. “Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo ‘diferente’ daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras?” Em sua mensagem, o Santo Padre indica também “alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo”. Estilo cristão de presença No entanto, o Papa insiste em que, “usadas sabiamente”, as novas tecnologias “podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano”. E se refere a “um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro”. Segundo o Bispo de Roma, “comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho”. Da mesma forma, “também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia”, continua. O estilo cristão de presença no mundo digital implica no tradicional chamado do cristão a responder a quem pedir “razão da esperança que está nele”. Também exige “que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web“. “A verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua ‘popularidade’ ou da quantidade de atenção que lhe é dada”, adverte. Neste sentido, Bento XVI convida a dar a conhecer a verdade do Evangelho “na sua integridade”, já que “deve tornar-se alimento cotidiano e não atração de um momento”. Acrescenta que essa verdade, “mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, (…) sempre exige ser encarnada no mundo real” e destaca a importância das “relações humanas diretas na transmissão da fé”. Por último, ora pelos que trabalham na comunicação – de quem São Francisco de Sales é padroeiro – e pede para eles “a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupuloso profissionalismo”. #novastecnologias #bom #Rede #vivida #Verdade #diamundial #convite #Jovens #jornadamundial #mundialdajuventude #desejo #parteintegrante #redes #meio #BentoXVI #segundafeira #neste #Humana #Imprensa #tornou

  • Conversão é o caminho da unidade, diz Papa

    Pontífice falou aos peregrinos reunidos para rezar o Angelus CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI afirmou hoje, durante a oração do Angelus com os peregrinos no Vaticano, que o caminho para a unidade plena dos cristãos passa necessariamente pela conversão de cada um. “O sério dever de conversão a Cristo é o caminho que conduz a Igreja, com os tempos que Deus dispõe, à plena unidade visível”, disse o Papa. Citando a segunda leitura da liturgia deste domingo, a propósito das divisões existentes na comunidade cristã de Corinto, o pontífice quis recordar, com o apóstolo Paulo, que “toda divisão na Igreja é uma ofensa a Cristo”. Ao mesmo tempo – acrescentou – “é sempre n’Ele, única Cabeça e Senhor, onde podemos voltar a nos encontrar unidos, pela força inesgotável de sua graça”. “Só desta forma, permanecendo firmemente unida a Cristo, a Igreja pode realizar eficazmente sua missão, apesar de todos os limites e das faltas de seus membros, apesar das divisões”, explicou o Papa. Para poder cumprir sua missão de ser “no mundo sinal e instrumento de união íntima com Deus e de unidade entre os homens” – acrescentou –, os cristãos devem fundar sua vida em quatro pilares: “a vida fundada na fé dos Apóstolos transmitida na viva Tradição da Igreja, a comunhão fraterna, a Eucaristia e a oração”. #mesmo #dever #conversão #cristã #conduz #acrescentou #passa #Cristo #Corinto #leitura #disse #quis #Deus #Angelus #Ele #apostolo #pela #Rezar #falou #citando #CIDADE #sempre #Peregrinos #Eucaristia #dispõe #missão #XVI #sua #única #tempos #sério #cabeça #Apesar #deste #sinal #afirmou #oração #zenit #domingo23 #Liturgia #pontífice #comunidade #uma #visível #diz #Unidade #BentoXVI #Tempo #hoje #divisão #janeiro #necessariamente #Igreja #Paulo #Vaticano #org #caminho #com #propósito #Bento

  • Igreja Católica, mãe da civilização moderna

    Por Fernando Nascimento Toda vez que um protestante, um comunista, ateu ou qualquer outro inimigo da Igreja, que gosta de erroneamente chamar a Idade Média de “trevas”, citar redondamente enganado, que a Igreja é “primitiva”, é “medieval” e que eles mesmos são da era do celular, televisão, DNA, Genética, Genoma, Física, fibra ótica, viagens espaciais ou energia nuclear, deveriam receber dos católicos a resposta: “Nós não tivemos essas coisas na Idade Média porque estávamos ocupados em inventá-las e descobri-las para que as tenhas hoje.” – e indagar-lhes – “os que pensam como ti, o que oferecerão ás futuras gerações?” Hoje, há professores como Thomas Woods graduado na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia, Edward Grant escrevendo livros editados pela Universidade de Cambridge, Thomas Goldstein, A.C.Crombie, David Lindberg e muitos outros. E todos eles concordam que, você mente, quando alega que a Igreja foi uma oponente das ciências. Pelo contrário, há aspectos do pensamento católico que foram indispensáveis para o desenvolvimento da ciência. Confira como a Igreja Católica construiu a Civilização Moderna e a livrou da ignorância e do massacre dos Bárbaros: – A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson); – A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições. (J.L.Heilbron – Universidade da Califórnia, em Berkeley); – A Igreja funda a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos VXI e XVII. – Reginald Grégoire (1985), afirma: “os monges deram a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monarquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”; – O nosso padrão de contar o tempo foi criado por um monge católico chamado Dionísio, por volta do início do século 4; – Foram os católicos escolásticos que criaram a Ciência Econômica Moderna. Foram eles que criaram a economia, e não os secularistas do Iluminismo; – São Mesrob, sacerdote católico, foi o criador do alfabeto armênio. – Os Jesuítas – da Companhia de Jesus – foram tão exímios nas ciências que, neste exato momento, 35 crateras lunares têm o nome de cientistas jesuítas; – São Cirilo e Metódio, no século IX, desenvolveram um alfabeto para o velho idioma eslavo, este se tornou o precursor do alfabeto russo “cirílico”. Em 885, são Metódio traduziu a Bíblia inteira neste idioma; – O católico franciscano Roger Bacon (séc 13), que lecionava na Universidade de Oxford, é considerado o precursor da revolução científica; – O monge matemático Jordanus Nemorarius, além dos conhecimentos que contribuiu à matemática introduzindo os sinais de “mais” e de “menos”, iniciou a investigação dos problemas da mecânica, superando a visão dos problemas do equilíbrio. Foi o fundador da escola medieval de mecânica, foi o primeiro em formular corretamente a “lei do plano inclinado” e pesquisou sobre a conservação do trabalho nas máquinas simples. – Os Jesuítas estão entre os maiores matemáticos da história; – O abade Nicolau Copérnico foi o astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna. – O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.” – Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo, e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912. – Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton; – Nicole d’Oresme (c.1323-1382) era teólogo dedicado e Bispo de Lisieux, foi um gênio intelectual e talvez o pensador mais original do século XIV. Foi um dos principais propagadores das ciências modernas. Na“Livre du ciel et du monde” (1377), Oresme se opôs à teoria de uma Terra estacionária como proposto por Aristóteles e, neste trabalho, ele propôs a rotação da Terra, cerca de 200 anos antes de Copérnico. No entanto, ele estragou um pouco este belo pedaço de pensamento, rejeitando suas próprias idéias, no final dos trabalhos e assim, como Clagett escreve, não pode ser considerada como a reivindicação de que a Terra girava antes de Copérnico. Ele escreveu “Questiones Super Libros Aristotelis de Anima lidar”, com a natureza da luz, reflexão da luz e da velocidade da luz, discutidos em detalhes. – O monge Luca Bartolomeo de Pacioli é considerado o pai da contabilidade moderna. Um dos seus alunos foi Leonardo da Vinci; – O padre paraibano Francisco João de Azevedo, é reconhecido como inventor e construtor da máquina de escrever. O que temos certeza é que a máquina realmente existiu, funcionava, foi exposta ao público, ganhou medalhas, e, o mais importante, em dezembro de 1861, portanto antes que Samuel W. Soule e seus dois parceiros, em 1868, recebessem a formalização da patente nos Estados Unidos; – De acordo com o Dicionário de Biografia Científica, santo Alberto Magno, que ensinou na Universidade de París, era habilidosos em todos os ramos da ciência, “foi um dos mais famosos precursores da Ciência Moderna na Alta Idade Média”. Desde 1941 ele é declarado o “patrono de todos que cultivam as ciências naturais”; – O padre Nicolas Steno é considerado o pai da Estratigrafia, que estuda as camadas de rochas sedimentares formadas na superfície terrestre. Um geólogo precisa conhecer os princípios de Steno. – Jean-Antoine Nollet, foi abade e físico francês, se constitui como um grande divulgador da física e da eletricidade em particular. Construiu alguns dos primeiros eletroscópios, a sua própria máquina eletrostática, e também uma versão “seca” da garrafa de Leiden. – Os jesuítas no século 18 contribuíram para o desenvolvimento do relógio de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios e microscópios refletores para campos científicos variados como: magnetismo, ótica e eletricidade. Eles observaram, às vezes antes que de qualquer outro, as faixas coloridas dos anéis na superfície de Júpiter, a Nebulosa de Andômeda e anéis de Saturno. Eles teorizaram sobre a circulação do sangue, independentemente de Harvey, a possibilidade teórica de vôo, o modo como a lua afeta as marés e a natureza ondular da luz, mapas estelares de hemisfério sul, lógica simbólica e medidas de controle de enchentes. Tudo isso foi realização típica dos jesuítas. – O padre Giabattista Riccioli foi a primeira pessoa a calcular a velocidade com que um corpo em queda livre acelera até o chão, – O padre Francesco Grimaldi descobriu e nomeou o fenômeno de difração da luz. Ele também participou de uma descrição detalhada de um mapa da superfície da lua. Esse mapa chamado de Selenógrafo, adorna até hoje a entrada do Museu Nacional do Ar e Espaço, em Washington D.C.; – O padre Roger Boscovich, falecido em 1787, é louvado por cientistas modernos por ter apresentado a primeira descrição coerente de teoria atômica, bem mais de um século antes que a teoria atômica moderna emergisse. Ele foi considerado “o maior gênio que a Iugoslávia produziu”; – Nos séculos 17 e 18 as catedrais de Bolonha, Florença, París e Roma funcionavam como observatórios solares superiores; – O padre Athanasius Kircher é considerado o pai da Egiptologia. Foi graças ao trabalho deste padre que encontrou-se a Pedra Rosetta, que decifrou os símbolos egípcios. Ele foi chamado de “Mestre das cem artes”. Seu trabalho em química ajudou a desbancar a alquimia, que era um tipo de falsa ciência, que até Isaac Newton e Boyle levavam a sério. Foi esse padre que jogou água fria nisso. – Foi um Jesuíta quem escreveu exatamente o primeiro livro sobre Sismologia nos Estados Unidos. Era o padre J.B. Macelawane. Todo ano, a União Geofísica Americana, prêmia com uma medalha com o nome deste padre, um jovem geofísico inspirador. O padre J.B. Macelawane também foi o primeiro presidente da União Geofísica Americana. Por isso o estudo dos terremotos é conhecido como “A Ciência Jesuíta”; – Foi um astrônomo católico chamado Giovanni Cassini quem usou a Catedral de São Petrônio, em Bolonha, para verificar as teorias de movimentos planetários de Johannes Kepler. – Foram os monges católicos que desenvolveram a “minúscula carolígia”, ou seja as letras minúsculas, o espaçamento entre palavras e a acentuação, já que o mundo só escrevia em letras maiúsculas, sem espaçamentos e sem acentuação. – O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja; – O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” (universidade), utilizada para um centro de estudo, é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”; – A universidade de Oxford, na Inglaterra, surgiu de uma escola monacal católica organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254; – O historiador francês Henri Daniel – Ropes no século 20 disse: “graças as repetidas intervenções do papado, a educação superior foi habilitada a expandir suas fronteiras; a Igreja, na verdade, foi a matriz que produziu a universidade, o ninho de onde esta tomou vôo.”; – Os papas estabeleceram mais universidades do que qualquer outra pessoa na Europa; – Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja; – Os monges católicos introduziram safras e indústrias e métodos de produção que não se conheciam antes; – O monge italiano católico Guido d’Arezzo (992 -1050), criou as 7 notas musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si utilizando ás sílabas iniciais de uma estrofe de um hino a São João para denominá-las. Ele também apresentou pela primeira vez a Pauta Musical de quatro linhas. O sistema ainda é usado até hoje. – Os monges católicos foram pioneiros em maquinaria e mecanização. Eles usavam a energia da água para todos os tipos e propósitos; – O primeiro relógio de que tivemos notícia foi construído pelo futuro papa Silvestre II, em 996; – No século 11, um monge beneditino inglês, chamado Eilmer de Malmesbury, voou aproximadamente 600 metros por meio de um planador sustentado no ar por cerca de quinze segundos. Ele consta no site da Força Aérea Americana – USAF, como pioneiro do vôo do homem, tendo feito isso 1000 anos antes dos irmãos Wright e de Santos Dumont; – Em 1688, Dom Perignon, do mosteiro de São Pedro, Hautvillieres-on-the-Marne, descobriu a Champanhe através de experimentação misturando vinhos; – Disse o estudioso francês Reginald Gregoire: “De fato, seja na extração de sal, chumbo, ferro, alume ou gipsita, ou na metalurgia, extração de mármore, condução de cutelarias e vidrarias, ou forja de placas de metal, também conhecidas como rotábulos, não há nenhuma atividade em que os monges não mostrassem criatividade e um fértil espírito de pesquisa. Utilizando sua força de trabalho, eles instruíram e treinaram à perfeição. O conhecimento técnico monástico se espalharia pela Europa.”; – O Jesuíta espanhol Baltasar Gracián (1601-1658), com seus livros, impressionou e inspirou filósofos, escritores e pensadores ao longo de mais de trezentos e cinqüenta anos, entre estes estavam: Nietzsche, Schopenhauer, Voltaire e Lacan, que foram leitores entusiasmados dos livros deste jesuíta. O filósofo Arthur Schopenhauer considerava seu livro “El Criticón”, “um dos melhores livros do mundo.” Friedrich Nietzsche declarou sobre a obra de Gracián: “A Europa nunca produziu nada mais refinado em questão de sutileza moral.” “Absolutamente único … um livro para uso constante … um companheiro na vida. Estas máximas são especialmente adequadas àqueles que desejam prosperar no grande mundo”. – Foram os monges católicos, que na Inglaterra, no século 16, desenvolveram a primeira caldeira para produção de larga escala de ferro fundido; – O padre Gregor Mendel (1822-1884), é considerado no meio científico como “o pai da genética”. Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos (animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos), hoje são uma realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos. – Diz um historiador protestante: “se não fosse pelos monges e monastérios, o dilúvio bárbaro poderia ter varrido completamente os traços da civilização romana. O monge foi o pioneiro da civilização e da cristandade na Inglaterra, Alemanha, Polônia, Boêmia, Suécia, Dinamarca. Com o incessante estrondo das armas a sua volta, foi o monge em seu claustro mesmo nas remotas fortalezas, por exemplo, no Monte Athos, quem, perseverando e transcrevendo manuscritos antigos, tanto cristãos como pagãos, assim como registrando suas observações de eventos contemporâneos, foi repassando a tocha do conhecimento intactas às futuras gerações e amealhando estoques de erudição para as pesquisas de uma área mais esclarecida. Os primeiros músicos, pintores, fazendeiros, estadistas da Europa após a queda da Roma imperial sob o ataque violento dos bárbaros, eram monges”. (A Protestant Historian) – Albert Einstein declarou: “Só a Igreja se pronunciou claramente contra a campanha hitlerista que suprimia a liberdade. Até então a Igreja nunca tinha chamado minha atenção; hoje, porém, expresso minha admiração e meu profundo apreço por esta Igreja que, sozinha, teve o valor de lutar pelas liberdades morais e espirituais”. (Albert Einstein, The Tablet de Londres); – Padre Francisco de Vitória, que foi professor na Universidade de Salamanca, foi quem nos deu o exato primeiro Tratado de Direito Internacional da história; – A Pontífice Academia de Ciências do Vaticano, atualmente, conta com 61 acadêmicos, dos quais 29 são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de uma relação de notáveis cientistas premiados por suas pesquisas no campo da medicina, química, física, etc., entre os quais figuram Marshaw Nerimberg, o descobridor do Código Genético de todos os seres, e nada mais nada menos que, Francis Collins, o mapeador do DNA humano e diretor do Projeto Genoma; – A invenção dos mais modernos e imprescindíveis meios de comunicação, deve-se a um membro da Igreja, o brasileiro padre Landell, inventor pioneiro do rádio, do telefone sem fio, do telégrafo sem fio, da televisão e do teletipo usado pela imprensa. Nas patentes são agregados vários avanços técnicos como a transmissão por meio de ondas contínuas, através da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para o envio de mensagens. Ainda em 1904 o padre Landell inicia os testes precursores de transmissão da imagem. Em outras palavras, testava aquilo que viria a ser a televisão. Ele também testou a transmissão de textos, sendo precursor do teletipo, tão utilizado nos telejornais para envio de notícias pelas agências internacionais. Ambas as experiências eram feitas à distância, por ondas que, segundo um jornal paulista, eram denominadas de Ondas Landeleanas. Confira em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Landell_de_Moura – O cosmólogo padre Michael Heller, é o ganhador do mais polpudo prêmio acadêmico já pago pela ciência moderna. Ele provou matematicamente a existência de Deus; – Um dos princípios mais importantes que a Igreja legou ao desenvolvimento das ciências vem de um verso bíblico! Um verso bíblico que foi um dos mais citados durante toda a Idade Média. Esse verso é: Sabedoria 11, 21, esse verso diz: que “ Deus dispôs tudo com medida, quantidade e peso”. Daí a ciência ter conseguido tanto êxito por crer que vivemos num universo ordenado. É tudo matemático e ordenado de acordo com padrões. Por isso Santo Agostinho (354-430), já afirmava: “Deus é um grande Geômetra.” Detalhe: o protestantismo, fundado em 1517 retirou o Livro da Sabedoria de suas bíblias. O desprezo protestante a Copérnico e à ciência, ficou documentado nas palavras de Lutero, que dizia: “O abade Copérnico surgiu, pretendendo que a terra girasse em torno do Sol … lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 145). Lutero não sabia que o que Josué narrava foi o que lhe pereceu a seus olhos, naquele grande milagre de Deus. Sobre a ciência, chamada de “razão” naquele tempo, dizia Lutero: “A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto, joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 217). Eis o grande legado da Igreja Católica à Civilização Moderna e a verdadeira aversão grotesca à ciência, externada pelo pai do protestantismo. ______________________ Referências Bibliográficas: – Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19. – White Jr., Lynn, “Eilmer de Malmesbury: um aviador século XI,” Tecnologia e Cultura, II, n. 2 (Spring 1961). 2 (Primavera 1961). Maxwell Woosnam, Eilmer: Eleventh Century Monk of Malmesbury (Malmesbury, UK: Friends of Malmesbury Abbey, 1986). Maxwell Woosnam, Eilmer: monge do século XI de Malmesbury (Malmesbury, Reino Unido: Amigos da Abadia de Malmesbury, 1986). – http://culturadavida.blogspot.com/2008/04/academia-de-cincias-do-vaticano.html – http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/dna/marshall-o-homen-do-codigo.php – http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=43539&cat=Artigos&vinda=S – http://www.comshalom.org/noticias/exibir.php?not_id=1518 – Baltasar Gracián, “A Arte da Sabedoria” – Edição completa, Editora Best Seller. – Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97. – Gregor Mendel: cienciahoje.uol.com.br – Guido d’Arezzo: http://reflexaoemmusica.blogspot.com/2009/05/guido-darezzo.html – São Cirilo e Metódio – Warren H. Carroll, The Building of Christendom (Christendom College Press, 1987) pp. 359, 371, 385. – COSTA, Ricardo da. A Educação na Idade Média. A busca da Sabedoria como caminho para a Felicidade: Al-Farabi e Ramon Llull. In: Artigo publicado em Dimensões – Revista de História da UFES 15. Dossiê História, Educação e Cidadania. Vitória: Ufes, Centro de Ciências Humanas e Naturais, EDUFES, 2003, p. 99-115 (ISSN 1517-2120). – Nollet – Enciclopédia Católica – Copérnico no Museu de Frauenburgo/Frombork – http://www.frombork.art.pl/Ang01.htm – http://www.calendario.cnt.br/MAQUINAESCREVER.htm – http://pt.wikipedia.org/wiki/Luca_Pacioli – Hughes, Barnabas B. (editor). 1981. Jordanus de Nemore. De Numeris Datis. Berkeley, CA: University of Califórnia Press. – Nicole Oresme, School of Mathematics and Statistics University of St Andrews, Scotland. – Edição especial do [[Correio da Manhã]] – “Os Papas – De São Pedro a João Paulo II” – Fascículo X, “Gregório XIII, o Papa que acertou o calendário”, página 219, ano 2005. – ARRUDÃO, Matias. Bartolomeu Lourenço de Gusmão. São Paulo: Fundação Santos Dumont, 1959. #thomasgoldstein #Evangelho #berkeley #pensamento #christopherdawson #professores #desenvolvimento #fibra #jlheilbron #crombie #foram #universidade #baixa #coisas #Harvard #DNA #edwardgrant #thomaswoods #Livros #ospovos

  • Beatificação de João Paulo II será no dia 1º de maio, Domingo da Divina Misericórdia

    Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 14-01-2011, Gaudium Press) Após a confirmação da beatificação de João Paulo II, com a assinatura do Papa Bento XVI ratificando o decreto sobre milagre atribuído a seu antecessor, o Vaticano anunciou a data da cerimônia: 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia. O anúncio foi feito nesta manhã, em uma concorrida coletiva de imprensa, pelo porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi. O 2º Domingo de Páscoa, a Divina Misericórdia é uma festa instituída e “fundamental” para João Paulo II, daí a escolha da data para a cerimônia de beatificação. “O rito de beatificação do Venerável Servo de Deus João Paulo II – declara o Padre Lombardi – terá lugar no Vaticano, no dia 1º de maio de 2011, II Domingo de Páscoa, da Divina Misericórdia, presidido pelo Sumo Pontífice Bento XVI”. A Divina Misericórdia foi um período central e fundamental do pontificado wojtylniano. João Paulo II, em 1980, escreveu uma encíclica sobre a Divina Misericórdia, “Dives in Misericordia”. Durante a canonização de Faustina Kowalska, João Paulo II instituiu que o primeiro domingo após a Páscoa será celebrado como Domingo da Divina Misericórdia. Em sua última viagem a sua terra natal, a Polônia, em 17 de agosto de 2002, quando visitou o santuário de Lagiewniki, João Paulo II confiou todo o mundo em oração à Divina Misericórdia. Ainda não foi estabelecida a data de sua memória litúrgica. O corpo também não será exposto ao público durante a cerimônia de beatificação; será, como já noticiado, disposto sob o altar da Capela de São Sebastião, com uma simples lápide de mármore com as palavras “o beato João Paulo II”. A Capela de São Sebastião é a segunda à direita à entrada da Basílica Vaticana. Padre Lombardi ressaltou na coletiva que, até o momento, não se cogita a exposição do corpo de João Paulo II. Tampouco foram confirmadas informações sobre as relíquias que serão usadas na cerimônia. O processo de beatificação de João Paulo II, aberto em 28 de junho de 2005 – apenas três meses após sua morte – durou cinco anos e seis meses. #Após #Lombardi #Festa #padrelombardi #obeato #beatificação #seu #PapaBentoXVI #divesinmisericordia #cerimônia #em1980 #Sextafeira #Sebastião #instituída #data #Misericórdia #CIDADE #decreto #Padre #anúncio #Vaticana #Domingo #XVI #sua #divina #manhã #São #daí #milagre #Federico #não #corpo #FedericoLombardi #feito #Servo #foi #Gaudium #antecessor #anunciou #uma #coletiva #maio #confirmação #omundo #dia #assinatura #Paulo #concorrida #lagiewniki #Vaticano #será #João #faustinakowalska #com #rito #escolha #Imprensa #Páscoa #atribuído #Capela #1demaio #Bento #nesta #Press

  • Na mais recente investida do ateísmo, o nada produziu por si mesmo o Universo!

    Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus Querem expulsar Deus do Universo. Vã tentativa. Sem o Criador de todas as coisas, absolutamente não se consegue explicar coisa alguma. Desejando viver sem Deus, o homem moderno pretende colocar-se em seu lugar e ser como que um deus. Entretanto, a verdadeira felicidade nesta Terra consiste em contemplar a imagem ou semelhança de Deus existente em todos os seres por Ele criados. Antonio Augusto Borelli Machado “Olhai os lírios do campo, como crescem: não trabalham nem fiam. Contudo digo-vos que nem Salomão em sua maior glória jamais se vestiu como um deles. Se pois Deus veste assim uma erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé!” (Mt 6, 28-29). Esta lição de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma obra-prima de poesia, que os literatos não cessam de utilizar para produzir efeitos da mais elevada expressão estética. Além de bela em si mesma, contém ensinamentos de confiança em Deus, relativos não só às penúrias materiais, mas também aos socorros espirituais que a todo momento necessitamos. De modo especial, aplica-se àqueles que tudo abandonaram para se entregar inteiramente ao serviço de Deus, seja na carreira eclesiástica ou na vida religiosa consagrada, seja no campo específico do apostolado dos leigos: “Instaurare omnia in Christo” (Restaurar todas as coisas em Cristo), segundo a famosa perícope de São Paulo (Ef 1, 10), que São Pio X tomou como dístico de seu pontificado. Assim, a frase “Olhai os lírios do campo!” salienta a dependência em que todas as criaturas se encontram em relação ao seu Criador, que dispôs as coisas de modo a que cada uma atinja o fim para o qual foi criada. Em outros termos, cada ser é formado de tal modo que seus elementos constitutivos já são ordenados em função desse fim, e sua felicidade consiste em alcançar esse fim. É claro que só os seres dotados de alma racional têm consciência plena dessa felicidade. Os animais irracionais sentem apenas o bem-estar resultante de todas as suas partes estarem em ordem ao seu fim; quando algo lhes falta, sofrem. Os vegetais não têm nenhuma consciência de seu ser, mas manifestam a boa ordem neles reinante pelo viço com que resplandecem. Daí a beleza do lírio, para a qual Nosso Senhor chamou a atenção. Essa beleza nos remete ao Criador, que criou o homem à sua imagem e semelhança, e colocou em toda criatura um reflexo de sua perfeição divina (vide texto de São Boaventura no quadro abaixo). A visão que se desprende destas considerações é a de um Universo todo ordenado, que tem sentido, significado e finalidade. Se tirarmos Deus desse panorama, tudo fica sem sentido, e não há maior tormento para o homem do que perceber que sua vida perdeu o sentido, a razão de ser. As primeiras noções do Catecismo Muitas vezes os grandes sábios não entendem o que, no entanto, era ensinado com simplicidade e concisão aos meninos e meninas que outrora se preparavam para a Primeira Comunhão. Considera-se hoje “atrasado” o velho sistema de perguntas e respostas, mas na verdade era muito pedagógico, pois ele inculcava na mente das crianças as verdades eternas que lhes serviriam de guia para o resto da vida. Não bastava decorar, e a explicação era feita concomitantemente, antes ou depois de os catecúmenos decorarem as respostas. Porém, decorando-as, fixava-se nas mentes e nos corações o que mais importava reter. Permitimo-nos lembrar algumas dessas perguntas antes de tratar da questão que nos propusemos neste artigo. Ensina o Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã, aprovado pelos bispos da província meridional do Brasil, reunidos no santuário de Nossa Senhora Aparecida em 3 de setembro de 1903 (Vozes, Petrópolis, 69ª ed., 1951): — Quem é Deus? — Deus é um espírito perfeitíssimo, eterno, criador do céu e da terra. — Por que Deus é eterno? — Deus é eterno, porque sempre existiu, não teve princípio e não terá fim. — Por que Deus é criador? — Deus é criador, porque só ele criou e pode criar todas as coisas, e por ninguém foi criado. — Como criou Deus o mundo? — Deus criou o mundo com um simples ato de sua vontade, e pode criar muitos outros mundos, porque é onipotente. — De que fez Deus o mundo? — Deus fez o mundo do nada. Nestas cinco perguntas está explicado todo o enigma da existência do Universo. Ele cabe na cabeça de uma criança, porém não na cabeça de muitos sábios. Assim, um cientista de renome mundial escreveu recentemente um livro para provar que não é preciso recorrer a Deus para explicar a existência do Universo. E partiu precisamente da idéia do nada, afirmando que o nada produziu por si mesmo o Universo! Ao falarmos de cientistas, assustamos logo de entrada muitos leitores, que se julgam — com razão, em grande número de casos — ignorantes em matéria de ciência. Mas tranqüilizem-se: a ciência avançou tanto no último século, que, salvo um pequeníssimo número de especialistas, a grande maioria dos mortais é mesmo ignorante dos grandes desenvolvimentos científicos. E o próprio autor deste artigo, embora tenha curso universitário, se coloca entre os que não conseguem acompanhar as novas teorias que em todo momento aparecem. Isto não o impede de abordar a questão proposta, pois, apesar da complexidade da matéria, os estudos dos cientistas desfecham em apreciações da realidade que estão ao alcance de nossos olhos, ou apelam para princípios universais que mesmo uma criança pode perceber se estão certos ou errados. E é para pessoas de cultura comum, como a maioria dos leitores desta revista, que preparamos este artigo. “Se quiserem, podem chamar ‘Deus’as leis da ciência”… O físico inglês Stephen Hawking “é um cientista de grande fama, conhecido por sua terrível desgraça, até pelo público que não se interessa por astrofísica. Mais de uma vez foi visto na televisão com o seu pobre corpo devastado por uma doença degenerativa do sistema nervoso, que o obriga a andar numa cadeira de rodas e lhe permite comunicar-se apenas através de um sintonizador” (Stefano Zecchi no “Il Gornale”, de Milão, 3/9/2010). O fato de nos condoermos com sua situação pessoal não implica em concordarmos com suas teses científicas. Hawking nem sempre foi tão radical quanto se revela no livro O projeto grandioso (The Grand Design), recém-publicado em co-autoria com Leonard Mlodinov, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). O jornal “Times”, de Londres, apresentou dele largos extratos no início de setembro, antes que o volume chegasse às livrarias. No seu livro anterior, de 1988, intitulado Uma breve história do tempo, Hawking já se questionava sobre a compatibilidade entre um Deus criador e a compreensão científica do Universo, porém sem afirmá-la nem negá-la: “Se o Universo é contido em si mesmo, sem borda ou fronteira, não teria começo ou fim: simplesmente seria. Neste caso, qual o lugar de um criador?”. E acrescentava: “Se descobrirmos uma teoria completa, filósofos, cientistas e o público leigo tomariam parte na discussão de por que o Universo e nós existimos. Se encontrarmos a resposta, seria o grande triunfo da razão humana, pois então conheceríamos a mente de Deus” (apud Marcelo Gleiser, Hawking e Deus: relação íntima, “Folha de S. Paulo”, 12-8-2010, pág. A23). Mas no livro The Grand Design “a tese é radical: não há necessidade de um Deus para se compreender a formação do Universo e de nossa presença nesta Terra” – comenta Zecchi em seu artigo do “Il Giornale”. Hawking rejeita a teoria de Isaac Newton segundo a qual o Universo não teria podido formar-se de modo espontâneo, mas teria sido posto em movimento por Deus. Em junho deste ano, durante uma série televisiva do Canal 4 da Inglaterra, Hawking declarou não acreditar na existência de um Deus pessoal: “A questão é: a forma pela qual o Universo teve origem resulta de uma escolha feita por Deus por razões que não podemos compreender, ou foi determinada pelas leis da ciência? Eu creio na segunda hipótese. Se quiserem, podem chamar ‘Deus’as leis da ciência, mas não será um Deus pessoal com o qual [os homens] poderiam se encontrar, e ao qual poderiam apresentar pedidos”(apud Pietro Vernizzi, site Il Sussidiario, 3-9-2010). Seria uma forma peculiar de panteísmo, que não estaria propriamente no Universo, mas nas leis da ciência que o regem; e que, segundo ele pensa, pré-existem em relação ao Universo e permitem que ele surja espontaneamente do nada. Hawking afirma: “A criação espontânea é a razão pela qual existe alguma coisa e não o nada, pela qual o Universo existe, pela qual nós existimos. Graças à lei da gravidade, o Universo pode criar-se e se cria do nada. É inútil, portanto, apelar para Deus como causa, para fazê-lo mover o céu e acionar a mola do mecanismo do Universo”. O “nada” de onde tudo vem… Em dois artigos na “Folha de S. Paulo”, o brasileiro Marcelo Gleiser, professor de Física teórica no Dartmouth College (Hanover, EUA), rebate as teses de Hawking do ponto de vista científico. No artigo de 12 de setembro, já citado, ele indica a procedência dessas teses: “Hawking afirma que tem novos argumentos que colocam Deus para escanteio de vez. Será? “A idéia dele, que já circula desde os anos 70, vem do casamento da relatividade [de Einstein] e da mecânica quântica para explicar a origem do Universo, isto é, como tudo veio do nada. “Primeiro, usamos as propriedades atrativas da gravidade para mostrar que o cosmo é uma solução com energia zero (o ‘nada’ de onde tudo vem) das equações que descrevem sua evolução. “Segundo, como na mecânica quântica (que descreve elétrons, átomos etc.) tudo flutua, o Universo pode ser resultado de uma flutuação de energia nula a partir de um universo que ‘contém’todos os universos possíveis, o multiverso”. Gleiser comenta: “É lamentável que físicos como Hawking estejam divulgando teorias especulativas como quase concluídas. A euforia na mídia é compreensível: o homem quer ser Deus. “O desafio das teorias a que Hawking se refere é justamente estabelecer qualquer traço de evidência observacional, até agora inexistente. Não sabemos nem mesmo se essas teorias fazem sentido. Certas noções, como a existência de um multiverso, não parecem ser testáveis”. Ora, uma teoria científica só pode ser aceita se forem apresentadas comprovações experimentais. Por isso, conclui Gleiser nesse artigo: “A existência de uma teoria final é incompatível com o caráter empírico da física, baseado na coleta gradual de dados. Não vejo como poderemos ter certeza de que uma teoria final é mesmo final. Como nos mostra a história da ciência, surpresas ocorrem a toda hora. Talvez esteja na hora de Hawking deixar Deus em paz”. Gleiser toca num ponto para o qual acenamos aqui apenas de passagem: Sendo a inteligência do homem limitada, por mais que avancem os estudos da física, jamais o homem chegará à compreensão final, última, da matéria, do fenômeno da vida, da alma espiritual; numa palavra, do Universo criado. Só a mente divina compreende tudo até o fim. Por mais que o homem progrida nos seus conhecimentos, desfechará sempre no mistério, que lhe abrirá novas portas para a investigação, sem que jamais chegue à compreensão total e final. Com Deus é diferente. Não só foi capaz de criar este mundo, com todas as suas complexidades, como poderia criar muitos outros mundos, porque é onipotente. Isso, que desconserta os sábios, as crianças aprendem no Catecismo… Nossa Terra não seria um fenômeno raro no Universo Em sua recensão do livro de Hawking, Stefano Zecchi observa que ele apresenta uma segunda ordem de argumentos para tentar mostrar que não há nenhum intuito sapiencial que postule a intervenção de um ser divino na existência do Universo: “Hawking recorda a descoberta, em 1992, de um planeta que orbita uma estrela de modo semelhante ao da Terra em torno do Sol. Isto confirma, a seu juízo, que o caso terrestre não é único. Ora, considerando que é altamente provável que não só existam outros planetas semelhantes à Terra, mas inclusive outros universos, Hawking se pergunta: se Deus tivesse querido criar o Universo com a finalidade de criar o homem, que sentido teria acrescentar todo o resto?”. É precisamente a este tema que Marcelo Gleiser consagra o segundo artigo que escreveu, sob o título “Quão rara é a vida?” (“Folha de S. Paulo”, 19-9-2010, pág. A23). Diz ele: “Outro argumento que Hawking usou é que o Universo é especialmente propício à vida, em particular à vida humana. Mais uma vez vejo a necessidade de apresentar um ponto de vista contrário. Tudo o que sabemos sobre a evolução da vida na Terra aponta para a raridade dos seres vivos complexos. Estamos aqui não porque o Universo é propício à vida, mas apesar de sua hostilidade. “Note-se que, ao falarmos sobre vida, temos de distinguir entre vida primitiva (seres unicelulares) e vida complexa. Vida simples, bactérias de vários tipos e formas, deve mesmo ser abundante no Cosmos”. Gleiser aceita, portanto, a existência de seres unicelulares espalhados pelo Cosmos. Mas não há nenhum fato que comprove isso, posto que, como ele mesmo admite e é óbvio, “o único exemplo de vida que conhecemos” é aqui na Terra. Em todo caso, ele prossegue: “Devemos lembrar que seres multicelulares são mais frágeis, precisando de condições estáveis por longos períodos. Não é só ter água e a química correta. O planeta precisa ter uma órbita estável e temperaturas que não variem muito. Só temos as quatro estações e temperaturas estáveis porque nossa Lua é pesada. Sua massa estabiliza a inclinação do eixo terrestre (a Terra é um pião inclinado de 23,5°), permitindo a existência de água líquida durante longos períodos. Sem a Lua, a vida complexa seria muito difícil. “A Terra tem também dois ‘cobertores’ que a protegem contra a radiação letal que vem do espaço: o seu campo magnético e a camada de ozônio. Viver perto de uma estrela não é moleza. Precisamos de seu calor, mas ele vem com muitas outras coisas nada favoráveis à vida. “Quem afirma que o Universo é propício à vida complexa deve dar uma passeada pelos outros planetas e luas do nosso Sistema Solar. “Ademais, o pulo para a vida multicelular inteligente também foi um acidente dos grandes. A vida não tem um plano que a leva à inteligência. A vida quer apenas estar bem adaptada ao seu ambiente. Os dinossauros existiram por 150 milhões de anos sem construir rádios ou aviões. Portanto, mesmo que exista vida fora da Terra, a vida inteligente será muito rara. Devemos celebrar nossa existência por sua raridade, e não por ser ordinária”. Não deixa de causar perplexidade que uma mente tão privilegiada como a de Hawking não tenha presente dados tão conhecidos como os que Gleiser recorda. E nem mesmo se pergunta como é que da matéria inanimada se passou para os primeiros seres vivos unicelulares, e daí todo o resto, até chegar à vida racional. Não trataremos aqui da explicação dada pela teoria de Darwin, pois nos desviaria desta temática. Os interessados por esta questão podem ler o artigo de Luis Dufaur, intitulado Evolucionismo: Teoria sem fundamento científico — Rejeição e ultraje ao Criador, publicado nesta revista (Nº 705, setembro/2009) De qualquer modo, termina aqui a explanação de Gleiser, sem dúvida por desejar permanecer no seu campo próprio de cientista e não ser acusado de adentrar pela filosofia e teologia. Mas nós, que não estamos adstritos ao campo das ciências naturais, podemos — e devemos — fazê-lo, posto que elas não esgotam a explicação do Universo.’ Finalidade do homem: a contemplação sacral do Universo Após mencionar a pergunta de Hawking sobre por que Deus criou todo o Universo, se seu intuito fosse apenas colocar o homem num planeta adequado para a vida humana, Stefano Zecchi observa judiciosamente: “Qual o sentido, qual o significado do Universo, do homem? A pesquisa científica tenta (sempre tentou) prender numa jaula esse fastidioso, cientificamente inoportuno significado [do Universo] e jogar fora a chave. Mas enquanto existir o homem, essa jaula nunca poderá ser trancada, porque, enquanto existir o homem, que tem o lume da razão, ele não renunciará a perguntar-se sobre o significado da vida e da morte, do mal e da beleza”. Aí está a resposta para a pergunta de Hawking: Deus não fez o mundo apenas para atender às necessidades vegetativas e animais do homem, mas para que ele, contemplando o Universo, conhecesse, amasse e servisse o seu Criador, e nessa contemplação sacral alcançasse o grau de felicidade possível nesta Terra, prelúdio da felicidade eterna no Céu. O leitor encontrará valiosíssimas considerações sobre o assunto no livro A inocência primeva e a contemplação sacral do universo no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira (Artpress, São Paulo, 2008, 320 pp.), cuja leitura recomendamos vivamente. É desse livro que extraímos o trecho de São Boaventura, no quadro acima). É uma pena que este livro não esteja ainda publicado em inglês, para enviarmos um exemplar ao professor Stephen Hawking. Poderia ajudá-lo a resolver o problema criteriológico em que se debate, o qual é muito mais grave que a doença neurológica atroz que o atormenta. Que Deus tenha pena de sua alma e de seu corpo! E aqui entra mais uma vez o papel da teologia, que soube compendiar os mais altos princípios em fórmulas lapidares, e as oferece às crianças a partir do despertar da razão. No Catecismo de preparação para a Primeira Comunhão, uma pergunta fundamental e uma resposta simples: — Para que fim foi criado o homem? — O homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, e depois gozá-lo para sempre no outro. Isto é, na vida eterna e bem-aventurada, vendo a Deus Uno e Trino face a face, convivendo com os anjos e os santos; especialmente com aquela Virgem coroada de doze estrelas, Maria Santíssima, que junto ao supremo Senhor Jesus Cristo — a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade — reinará com Ele por todos os séculos sem fim. CATOLICISMO. Deus criou o universo do nada. São Paulo: Padre Belchior, Nov. 2010. #frase #antonioaugusto #Deus #Ele #SãoPaulo #JesusCristo #Senhor #ef #sem #instaurareomnia #bela #Alma #nosso #borelli

  • Cura imediata e inexplicável

    Comissão Médica aprova milagre Os médicos e teólogos consultados pela Congregação para as Causas dos Santos, reunidos no mais estrito sigilo, estimaram que a cura da freira francesa Marie Simon-Pierre, que sofria de mal de Parkinson, foi “imediata e inexplicável”. A comissão liderada pelo médico particular de Bento XVI, Patrizio Polisca, aprovou o milagre apresentado. A freira francesa, que era enfermeira, curou-se inexplicavelmente após suas orações e pedidos a João Paulo II poucos meses depois de sua morte, em abril de 2005. A aprovação dos especialistas deverá ser ratificada por uma comissão de cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos. A beatificação é o primeiro passo no caminho para a canonização, que exige a prova de intercessão em dois milagres. No dia 19 de dezembro de 2009, o papa Bento XVI aprovou as “virtudes heróicas” do papa polonês João Paulo II venerado já em vida. Com elas, iniciou-se a investigação do “milagre” atribuído, que deve ser examinado por várias comissões. O processo de beatificação de João Paulo II foi iniciado por Bento XVI dois meses após a morte, no dia 2 de abril de 2005, de seu predecessor. Fonte: http://www.cnbb.org.br #elas #estrito #aprovou #falecido #inexplicável #consultada #aprova #beatificação #Cura #médico #informaram #comunicação #PapaBentoXVI #virtudes #br #pela #aprovação #Congregação #deverá #ontem #joãopaulo #liderada #abril #Marie #freira #mariesimon #Comissão #inexplicavelmente #XVI #sua #milagre #Papa #sigilo #simonpierre #pontífice #foi #uma #Santos #imediata #Pierre #dia #Paulo #apresentado #sofria #Causas #João #Patrizio #Médica #enfermeira #Simon #significativamente #estimaram #Polisca #Predecessor #morte #atribuído #Parkinson #assim #avança #Bento

  • Abstinência antes do casamento melhora a vida sexual, diz estudo

    COMPORTAMENTO – Pesquisa de universidade americana ouviu duas mil pessoas; satisfação com aspecto sexual foi 15% maior entre casais que esperaram – Casais que praticaram abstinência teriam relacionamento mais estáveis 28 de dezembro de 2010 | 10h 09 Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia. Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais. As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores). Para os casais que ficaram no meio do caminho – tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento – os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias. Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta “Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?”. Religiosidade Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material. “Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo”, diz ele. “Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento.” O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento. “Casais que chegam à lua de mel cedo demais – isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento – frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis.” Por: BBC Brasil Fonte: Estadao #longo #pesquisa #além #COMPORTAMENTO #esperaram #seu #demais #praticaram #Ajuda #comunicação #satisfatória #publicado #Ele #Isso #tendo #ter #deram #pela #JesusCristo #dean #Abstinência #também #deanbusby #cedo #Satisfação #Family #estudo #qualidade #ouviu #noite #familypsychology #dias #relacionamento #feito #foi #casamento #uma #diz #Tempo #Até #pessoas #maior #teriam #Americana #esperam #foram #Psychology #Igreja #dezembro #universidade #Casais #brighamyoung #acabam #estabilidade #Psicologia #com #Associação #Journal #científica #assim #religiosidade

  • Liturgia da Palavra: Natal do Senhor

    Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração SÃO PAULO, quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o comentário à liturgia do Natal do Senhor – Leituras: Noite: Is 9,1-6; Tt  2,11-14; Lc 2,1-14; Aurora: Is 62, 11-12; Tt 3, 4-7; Lc 2, 15-20; Dia: Is 52, 7-10; Hb 1, 1-6; Jo 1, 1-18 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes – São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, sempre às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT. * * * NATAL DO SENHOR “Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo Senhor!” Leituras: Noite: Is 9,1-6; Tt  2,11-14; Lc 2,1-14 Aurora: Is 62, 11-12; Tt 3, 4-7; Lc 2, 15-20 Dia: Is 52, 7-10; Hb 1, 1-6; Jo 1, 1-18 “A festa de hoje renova para nós os primeiros instantes da vida sagrada de Jesus, nascido da Virgem Maria. E enquanto adoramos o nascimento do nosso Salvador, celebramos também o nosso nascimento. Efetivamente, a geração de Cristo é a origem do povo cristão. O natal da cabeça é também o natal do corpo” (São Leão Magno, LH, dia 31 de Dez). Será que nos surpreendem essas afirmações tão categóricas sobre a participação de todo o povo cristão e de cada fiel no mistério do nascimento de Cristo em força do batismo e do dom do Espírito Santo? Talvez sim… E de certo modo, a responsabilidade é nossa… Pois talvez estejamos de fato bem longe do horizonte de Deus por causa de uma visão redutiva das festas litúrgicas, consideradas como simples memória devota e emocional dos acontecimentos da vida de Jesus que elas celebram. Se reduzidas a esta limitada compreensão, as celebrações litúrgicas podem até ser capazes de suscitar nossa admiração, nossa devota compaixão em relação à solidariedade de Jesus para conosco, do pobre amparo de Belém até à generosa e cruel morte na cruz. Mas esses eventos estariam inevitavelmente relegados ao tempo passado. Seriam apenas fatos de ontem. Pelo contrário as palavras do grande bispo e papa de Roma do século V, afirmam que o nascimento de Jesus é também o nosso nascimento para a vida nova em Deus. Que aquele evento é o nosso, hoje! Que nós estamos ainda nascendo com ele e ele em nós, pela potência do mesmo Espírito Santo que o gerou no seio da virgem Maria. Papa Leão nos proporciona o centro da boa nova evangélica, da fé e da experiência cristã. Cabe destacar que quando ele propunha dessa forma os alicerces da nossa identidade cristã e da nossa esperança, não estava falando apenas para um grupo escolhido de estudantes de faculdade de teologia, mas partilhando sua fé e alegria de pastor com o povo simples de Roma, enquanto estava oferecendo sua homilia na solenidade do Natal! Esta é a boa nova cantada pelos anjos na noite luminosa de Belém ao anunciar o nascimento de Jesus aos pobres pastores. Este é o âmago do Evangelho, anunciado pelo próprio Jesus, pregado pelos apóstolos e com tanto destaque evidenciado por Paulo nas suas cartas, proclamado e celebrado na liturgia deste santo tempo de Natal. Em Jesus, pelo dom do Espírito Santo derramado em nós pelo batismo, todos recebemos novamente a condição de filhos e filhas do Pai, e nos tornamos partícipes da sua mesma vida! “Hoje Jesus Cristo nasceu, apareceu o Salvador!”. Esta profissão de fé e este grito de alegria destacam a perene atualidade do evento da Encarnação do Verbo/Palavra de Deus, e atravessam como um refrão de fundo toda a liturgia eucarística e a liturgia das horas do tempo de Natal até a solenidade da Epifania. “Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade! – acrescenta o mesmo papa Leão – E já que participas da natureza divina, não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra-te de que Cabeça e de que corpo és membro…. Pelo sacramento do batismo te tornaste templo do Espírito Santo. Não expulses com más ações tão grande hóspede” (São Leão  Magno, LH, Natal do Senhor). O Natal de Jesus é o início do processo do nosso nascimento. É como a gestação que vai formando o corpo inteiro de Cristo, que é a Igreja, Ele que é a cabeça e o coração da mesma, segundo a mística visão de Paulo. Este corpo está formando-se e crescendo em nós até alcançar sua maturidade no fim dos tempos. Até àquela misteriosa meta que somente o Pai conhece, continuaremos sofrendo as dores do parto, na espera do nascimento da nova criatura, e ao mesmo tempo, gozando da alegria do seu próximo aparecer na cena da história (cf. Rm 8, 22-25). Este processo que vai formando em nós a nova personalidade segundo o Espírito de Deus, acompanha a nossa progressiva conformação a Cristo, através da experiência transformadora da sua páscoa (cf. 2 Cor 5, 17). Os textos litúrgicos do tempo natalino destacam a vinda do Senhor que “vem com potência”, e ao mesmo tempo com humildade e simplicidade. É o paradoxo do amor de Deus, que em extrema solidariedade para conosco, assume com o Verbo Encarnado toda nossa fraqueza, carregando sobre si nossos pecados, renovando até a raiz nossa inconsistência de criaturas pecadoras e nos doando sua própria vida. Com grande estupor e alegria a Igreja canta esta extraordinária reviravolta da situação humana em Cristo: “Admirável intercâmbio! O criador da humanidade, assumindo corpo e alma, quis nascer de uma Virgem. Feito homem, nos doou sua própria divindade” (Oitava de Natal – Vésperas e Prefácio 3 de Natal). A partir da contemplação deste centro do Mistério da Encarnação, a liturgia deste tempo faz emergir muitos aspectos da fé da Igreja, da sua esperança, do seu amor esponsal por Cristo, assim como de seu materno carinho e preocupação para com todas as pessoas humanas. Esses mesmos aspectos emergem e tornam a encontrar-se com ricas variações, como temas de fundo de uma grande sinfonia. As modalidades de expressar a fé (lex credendi) e as modalidades de celebrar o mistério de Cristo (lex orandi), se iluminam e se alimentam reciprocamente. Natal é o tempo de nos aproximar-nos e ficarmos contemplando em silêncio o amor do Pai revelado no menino de Belém. Nele vislumbramos a antecipação profética de Jesus, cheio de compaixão pelos pobres e pecadores, e de Jesus que na cruz, com a última gota do seu sangue, derrama o Espírito renovador do universo. A Páscoa com seu drama de amor sacrificado, de despojamento de toda glória divina até a descida nas profundezas da morte, e de vida nova pelo poder do Espírito, atua e revela plenamente o mistério do Natal. A Igreja, como sábia mãe e mestra de vida, nos convida a mergulharmos neste mistério central da história da salvação. Em maneira excepcional nos proporciona a oportunidade de celebrar três vezes a eucaristia na noite-dia de Natal e de ficar contemplando o mistério do nascimento de Jesus por oito dias, quase como para saborear aos poucos o dom de Deus, gota à gota. O número oito, no simbolismo bíblico e litúrgico, diz plenitude. O dom de Deus em Cristo é total e inesgotável, porém nossa experiência dele é sempre parcial e incipiente. Os dias “normais” que seguem à festa guardam em si mesmos o dinamismo da plenitude, e transmitem à vida cristã de cada dia o sabor da festa autêntica, na espera da definitiva. Para alimentar em profundidade o caminho espiritual pessoal e dar consistência e eficácia espiritual ao ministério pastoral, seria importante cultivar uma meditação atenta, de conjunto da liturgia eucarística – assim como da liturgia das horas – do inteiro ciclo da manifestação do Senhor, de Natal até a Epifania. O olhar da Igreja é essencialmente contemplativo, enquanto mira a transformação interior da pessoa e do mundo através da ação, do testemunho e do desenvolvimento da missão, que caracterizam toda verdadeira experiência da fé. Redescobrir, através do mistério do Natal, a centralidade da Palavra de Deus na vida da Igreja e na própria vida pessoal significa também redescobrir o sentido do recolhimento e da tranquilidade interior, do silêncio que guarda o mistério de Deus, como Maria que “guardava esses fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,16; missa da aurora). O clima de festa destes dias nas assembleias litúrgicas e nas famílias poderá ser autêntico se porventura faltar a doce companhia do silêncio interior que o torne fecundo? O Advento destacou a aliança de Deus com Israel, acompanhada pelas promessas e a espera do Messias. Igualmente destacou o caminho na história do novo povo de Deus que é a Igreja de Cristo, a qual vive em comunhão com ele, enquanto espera sua vinda definitiva. O Natal celebra o cumprimento das promessas de Deus e a participação de todas as criaturas humanas em Cristo à vida divina, como filhos e filhas. A Epifania, com a narração simbólica da visita e da adoração dos reis magos vindos do oriente, destaca que o dom de Deus em Cristo é estendido a todos os povos, culturas e pessoas. As três etapas deste tempo litúrgico constituem um verdadeiro caminho espiritual, pessoal e comunitário, e destacam as atitudes espirituais que é preciso cultivar ao longo da vida. Percorrendo este caminho com a Igreja e contemplando no presépio o menino Jesus, descobriremos, à luz da Palavra de Deus e da fé, que a manjedoura é algo mais significativo do que uma comovente reconstrução cênica do nascimento de Jesus na pobreza. É o lugar da presença permanente de Deus no meio de nós, e o lugar do nosso nascimento para a vida e para o estilo de Deus, como indivíduos e como comunidade: vida de amor e estilo de humildade, de nudez e de paz. Os textos evangélicos de Lucas (missas da noite e da aurora), as leituras do profeta Isaías (missas da noite, da aurora e do dia), e as cartas de Paulo (missas da noite, da aurora e do dia), compõem na maior parte a Liturgia da Palavra das missas do Natal. Nos introduzem na contemplação, com um movimento progressivo, à presença cuidadosa e fiel de Deus na história para seus filhos e filhas. Mostram como ele realiza seu desígnio de amor até o cumprimento pleno em Cristo de maneira unitária, progressiva, e sempre surpreendente, além das expectativas dos homens e das mulheres. “O Novo Testamento, afirmava Santo Agostinho, está escondido no Antigo, e o Antigo se torna claro plenamente no Novo”. Este é o critério hermenêutico, iluminado pela fé, segundo o qual os textos dos profetas acompanham, com maravilhosa sintonia, as leituras dos Evangelhos e as cartas do apóstolo na liturgia do Natal. Em nós “acontece” ainda esta palavra de vida e encontra seu cumprimento. Pois, afirma São Gregório Magno, “A Palavra de Deus cresce com quem a lê”. O Evangelho de João, proclamado na missa do dia, nos faz subir até o mistério da comunhão íntima do Verbo divino com o Pai, e nos faz vislumbrar quanto próximo a nós se tornou o mesmo Verbo de Deus, ao assumir nossa condição humana e nos doar sua própria vida divina. “A Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Esta mesma Palavra, que é o próprio Jesus, Verbo de Deus encarnado, nos revela o coração do Pai e nos introduz na vida dele pelo dom do seu Espírito. “A todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus … E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigénito, cheio de graça e de verdade… Da sua plenitude todos nós recebemos graça por graça” (Jo, 1, 12; 14; 16). Natal, tempo da manifestação do Senhor na fraqueza humana, tempo de contemplação e de estupor frente a este mistério de amor, tempo de louvor e agradecimento, tempo de empenho, de testemunho e de serviço no estilo potente e humilde de Deus. “Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso filho, que se dignou assumir a nossa humanidade” (Oração da missa do dia) #Festa #instantes #Deus #santoanselmo #virgem #quintafeira #batismo #liturgiadominical #feiras #fiel #noite #mogidascruzes #talvez #aurora #emanuele #hoje #DeCristo #lc2 #monge #renova

  • Papa não mudou nada da doutrina sobre preservativo

    Esclarecimento da Congregação para a Doutrina da Fé CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 21 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI não alterou em nenhum ponto a doutrina referente ao uso do preservativo, exposta na Humanae vitae, nem o aceitou simplesmente como um “mal menor” que relativiza a condenação da prostituição. Este é o esclarecimento feito pela Congregação para a Doutrina da Fé, em uma nota divulgada hoje, com o título Sobre a banalização da sexualidade. A propósito de algumas leituras de “Luz do mundo”. Nela, a Congregação se posiciona frente às “diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual”, a partir da publicação do livro-entrevista a Bento XVI. O pensamento do Papa “foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos em que se alude à sexualidade humana”. Algumas interpretações, sublinha a nota, “apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja – hipótese esta que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação”. “Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição, não constituem uma alteração da doutrina moral nem da práxis pastoral da Igreja”, afirma a nota. Moral conjugal A Congregação sublinha que, em suas palavras sobre o preservativo, o Papa “não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção”. “Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no nº 14 da encíclica Humanae vitae“, que exclui o uso do preservativo como meio anticoncepcional. “A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento”, acrescenta a nota. Prostituição Em suas declarações, o Papa “refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral”. Em sua visão da prostituição, esclarece a nota, a postura da Igreja é de condenação: “A prostituição há de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas”. No entanto, no caso de pessoas infectadas com o vírus da AIDS e conscientes disso, “além do pecado grave contra o sexto mandamento, cometem um também contra o quinto, porque conscientemente põem em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública”. A respeito disso, o Papa afirmou que “os preservativos não constituem ‘a solução autêntica e moral’ do problema do HIV-AIDS e afirma também que ‘concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade'”. “Além disso, é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado”; e; assim; o Papa disse que “o recurso ao preservativo, ‘com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode, entretanto, representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana'”. “Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: ‘Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV'”, acrescenta a nota. Mal menor? Com relação a certas interpretações das palavras do Papa, apoiadas na teoria do chamado “mal menor”, a Congregação esclarece que tal teoria “é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista”. “Toda a ação que pelo seu objeto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição, valendo-se do preservativo, pode ser licitamente escolhida como mal menor”, sublinha a nota. “A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição, mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade”, acrescenta. Em resumo, a nota afirma que “os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do pacto conjugal”. Da mesma forma, “é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque – como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor”. #PapaBentoXVI #pela #nem #ao #norma #feito #foi #paulovi #meio #HumanaeVitae #fins #Humana #fala

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